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A UNIÃO MONETÁRIA NUM MERCADO DIVIDIDO POR BLOCOS REGIONAIS

SOCIOLOGIA ECONÓMICA

Universidade Portucalense Infante D. Henrique
(1997)

Universidade Portucalense económica

Sociologia

“Ler fornece ao espírito materiais para o conhecimento, mas só o pensar faz nosso o que lemos.”

John Locke 2

Universidade Portucalense económica

Sociologia

O docente: Professor Doutor José M. Moreira

Os discentes: Fernando Jorge Leite Moreira

Ricardo Nuno Santos Oliveira Braga Moinhos Nuno André Lisboa da Silva

Porto, Fevereiro de 1997 3

.............pag....................................pag....pag.................................pag........... 8 ASSIMETRIAS REGIONAIS.............................. 17 QUANTO CUSTA A MOEDA ÚNICA :VANTAGENS E DESVANTAGENS.........pag............................................................pag......................................................................... 35 4 ............ DESCENTRALIZAÇÃO..............pag................pag........................................................................ 6 O EFEITO DA EUROPA EM PORTUGAL............................pag.. 15 QUANTO CUSTA A MOEDA ÚNICA: VISÃO SEGUNDO ALGUMAS PERSONALIDADES ACTIVAS NA VIDA ECONÓMICA.................. 28 UNIÃO MONETÁRIA: PORQUÊ E COMO....... 30 CONCLUSÃO......... 5 AS ORIGENS DA IDEIA EUROPEIA....... 33 BIBLÍOGRAFIA......................... 12 UNIÃO EUROPEIA: NORTE E SUL E AS SUAS ESTREITAS DIVISÕES...................pag............................................................................................20 AS POLÍTICAS ALTERNATIVAS QUE PODERÃO SER SEGUIDAS PELA UNIÃO MONETÁRIA: CENTRALIZAÇÃO VS..........pag................Universidade Portucalense económica Sociologia Índice INTRODUÇÃO...............

retirando delas as políticas que a União Monetária deverá adoptar e os impactos destas nos diferentes agentes sócio económicos. É nosso profundo anseio que os possíveis leitores fiquem esclarecidos e critiquem de uma forma construtiva contribuindo para uma expansão de novos pontos de vista apresentando-os sem receios. país onde residimos e sentiremos directamente as suas consequências. 5 . de tal modo.Universidade Portucalense económica Sociologia Introdução Neste trabalho procuraremos apresentar. ajudando a construir a verdadeira essência da união que reside na diferença. e o conflito regional dentro das mesmas. a União Monetária como um passo decisivo para alcançar uma sociedade Europeia tendo em vista o bem comum de todas as comunidades de que dela fazem parte. E serão essas consequências benéficas? Diferentes opiniões de ilustres economistas serão apresentadas. Surge-nos. e comentadas. pelo que pensamos ser imprescindível expor o efeito dessa mesma união em Portugal. de uma forma clarificada. a realidade económica e social com que todos os Europeus se debatem neste preciso momento.

situar em épocas recuadas da história o momento em que.” Victor Hugo É frequente. uma acção catalisadora de tantos elementos de dissociação. A tomada de consciência da realidade europeia exigiu. não deparamos com qualquer factor de unidade (salvo a comunhão da crença religiosa) cuja presença tenha podido desempenhar. pelo grau de civilização. tal como no século XX em África pelo desejo comum da libertação do 6 . nas obras consagradas ao estudo das manifestações do pensamento europeu. Ora esta elasticidade da noção geográfica. quando nos detemos a examinar a diversidade técnica e o antagonismo de interesses dos diversos povos que ao longo dos sucessivos períodos históricos se foram fixando no continente europeu. pela língua. se terá pressentido a existência de elementos que. É bem sabido como tal acção catalisadora foi no século XIX desempenhada no continente Americano. De igual modo. enquanto outros a vêem estreitamente ligada à África.Universidade Portucalense económica Sociologia As origens da ideia Europeia: Noção de Europa “Eu represento um partido que não existe ainda O partido Revolução-Civilização Este partido edificará o século XX E fará nascer. contribuindo para definir um particular espaço físico e para individualizar os povos da Europa. Antes de mais. a própria irregularidade e duvidosa autonomia física do Velho Continente não se presta a uma caracterização geográfica muito precisa: há quem apresente a Europa como um simples promontório da Ásia. pela primeira vez. à semelhança do que aconteceu noutros espaços territoriais. porém. Depois os Estados Unidos do Mundo. primeiro. a superação de poderosos factores de dissociação de populações que à partida se achavam profundamente separadas pelas diferenças de origem. permitiram a estes arrogar-se com a qualidade de membros de uma distinta família humana. pela cultura. não podia favorecer uma satisfatória definição territorial da Europa. com todos os elementos de diversificação de condições de vida que daí naturalmente decorrem. os Estados Unidos da Europa.

é o epíteto que ele utiliza para designar o pai e senhor dos Deuses. então. incarnado sob as formas de um touro. rapta-a e condu-la para a ilha de Creta onde floresce. 7 . Bem diversamente. uma primeira noção geográfica da Europa: esta começou por designar as regiões a norte da Grécia.Universidade Portucalense económica Sociologia domínio ou da simples ingerência europeia. a mais requintada civilização mediterrânea. Filha do rei fenício Agenor. Aos gregos se deverá. vai ser a heroína de romanesca aventura cantada por gregos e latinos: seduzido pela sua beleza. A mitologia quer que “Europa” tenha nascido na Ásia. pela doutrina Monroviana da “América para os americanos”.o que vê ao longe”. além do vocábulo. a etimologia conduz-nos a Homero: “Europa é. Zeus. traduzido. e no Continente Negro por um vasto movimento de emancipação expresso em fórmulas anticolonialistas e em comuns anseios de desenvolvimento económico e social capaz de permitir ultrapassar o generalizado atraso das condições de vida dos povos africanos. pelo que toca ao Novo Mundo.

para atingir o seu pico nos primeiros dias de 1989. nos dois últimos anos. A máquina fiscal não acompanhará. No domínio fiscal. mesmo antes de consagrada a revisão de 1986. a balança de transacções correntes apresenta um “superavit”. Ao crónico défice do Estado juntou-se nos últimos anos de forma cada vez mais evidente um sistema de segurança social visivelmente infinanciável e à beira da ruptura. embora reduzindo os montantes a canalizar pelo Estado para as empresas públicas e assumindo valores próximos dos 200 milhões de contos anuais. que originou já em 1993 uma primeira alteração na fórmula de cálculo das principais prestações nada favorável às expectativas dos contribuintes. fruto da política de austeridade dos anos anteriores. A bolça sai do marasmo ainda em 1986. forçando a 8 . cada vez mais sofisticadas. A falta de rigor nas contas públicas tornou-se aliás uma doença quase crónica da economia nos últimos anos.Universidade Portucalense económica Sociologia O efeito “Europa” em Portugal Os anos de "boom" da adesão à CEE “As estatísticas são seres humanos sem lágrimas. Os bancos privados. começaram a operar em pleno. tem uma nova restrição que advém do contínuo e desordenado aumento do número de funcionários públicos (reflectindo algum clientismo partidário).” Séneca A entrada em vigor do Tratado de Adesão em Janeiro de 1986 vem fornecer finalmente um novo quadro ao desenvolvimento da economia portuguesa. que atingirá o seu pleno em 1988. com a autorização de 60 novas sociedades financeiras e uma enorme diversificação da oferta de instrumentos e serviços financeiros. Já em 1985. e o colete de forças constitucional torna-se a partir de então praticamente inexistente. no entanto. com a aplicação da reforma fiscal e a introdução do “quase imposto único”. a inovação começa a 1 de Janeiro de 1986. autorizados logo no início de 1985. para entrar numa corrida especulativa que só terá fim no “mini-crash” de 1987 e cujos efeitos o pacote de medidas de estímulo ao mercado de capitais do ano seguinte tentará contrariar. As receitas das privatizações (iniciada em 1989). A conjuntura externa é particularmente favorável nos primeiros anos pós-adesão. Com raízes anteriores. rondando os mil milhões de contos. surge como a principal restrição a uma maior expansão da economia. e pela primeira vez desde o 25 de Abril. as exigências da reforma e em 1993 torna-se patente a sua incapacidade para fazer face à fuga e à fraude. As receitas são nesse ano muito inferiores ao previsto e o défice executado acaba por ser praticamente o dobro do orçamento . com a introdução do IVA. forçando a modernização do sistema financeiro. não conseguiram contrariar os efeitos do despesismo estatal que.

a economia portuguesa cresceu apenas 1. o que significa que 3. É nesse ano que os custos do novo sistema retributivo se tornam claros e o défice do sector público administrativo começa de novo a disparar: em 1990 atinge 5. e curiosamente permitem um tipo de aplicação razoavelmente semelhante. onde avulta a clara infra-estruturação económica.E. Em 1992 o escudo entra para o S.8% 9 . sacrificará a estabilidade dos preços (que sobem nesse ano 13%) ao objectivo do crescimento. O ano de 1990 ficará marcado por uma política já claramente despesista prosseguida por Miguel Beleza. com a inflação a cair para 9% e o défice do sector público administrativo a atingir os 3.9% (contra uma estagnação na União Europeia).4%. até essa data.4% do crescimento acumulado nos quatro anos se ficou a dever integralmente às ajudas comunitárias. Embora o objectivo final da estabilidade de preços seja a aproximação de níveis de bem-estar entre economias. contra 2. entrando assim claramente num período recessivo. em resposta à pressão eleitoral. Os fundos tiveram nesse período um papel em tudo semelhante ao das remessas de emigrantes nas décadas de 60 e 70. A súbita instabilidade do sistema a partir daí (traduzida em três ajustamentos e na alteração das bandas de flutuação) não facilitará essa gestão.9% em 1989. A diferença de crescimento a favor de Portugal em relação à Europa é um dado praticamente constante desde a adesão: entre 1986 e 1992.1% para 6. Em 1991 a preparação da entrada do escudo no S. acabará por originar uma política de “moeda forte” que se prolongará pelo ano seguinte.. e reflectindo já uma má conjuntura internacional e o clima crescentemente recessivo na Europa.5% e em 1993 a previsão mais optimista aponta para uma quebra no crescimento de 0.E. criando-se uma restrição adicional à condução da política económica que passa a subordinar-se mais claramente ao objectivo da estabilidade dos preços. O fenómeno dos fundos aliados ao típico fenómeno pós-25 de Abril do poder local justifica em boa parte o surto de desenvolvimento comum a todo o país.Universidade Portucalense económica Sociologia uma prática de crédito caro (a única consistente com a estabilidade cambial imposta pelos compromissos comunitários).M. A diminuição de 1.3% do volume de emprego entre o primeiro trimestre de 1993 e idêntico período de 1994 e a consequente subida da taxa de desemprego de 5.7% na CEE – medida segura de uma aproximação crescente ao padrão de desenvolvimento europeu. o PIB tem crescido quatro por cento ao ano em média no país. Em 1992. Anualmente. é no entanto claro que Miguel Cadilhe. Com uma excepção: nem os mais de mil milhões de contos de ajudas terão conseguido salvar um sector rural cada vez mais incapaz de fazer face às regras da nova P. Os dois primeiros anos pós-adesão serão ainda de declarada luta anti-inflacionista. apesar da reduzida pressão do desemprego (que caíra para 5%). no ano seguinte sobe para 6. Para o diferencial positivo de crescimento entre 1989 e 1992 contribuíram de forma decisiva as transferências de fundos comunitários: mais de 1560 milhões de contos.7 pontos percentuais para a taxa média de crescimento da economia. A partir de 1988. esses fundos terão contribuído com cerca de 0. os dois últimos anos acabaram por consagrar uma paradoxal inversão dessa tendência.M.C.A.4%.

A procura de bens de consumo corrente continua enfraquecida. cresceu 2.9% e 4. corrigido das temperaturas e dos dias úteis. como se pode depreender tanto das opiniões dos empresários do comércio a retalho. As vendas de gasóleo. Depois foram as vendas de veículos comerciais ligeiros que subiram 9. descendo agora 2. contra 4.3%.7% nos dois primeiros meses de 1994. enquanto as vendas de veículos comerciais pesados diminuíram 30% durante este período. Agora sabe-se também que o consumo de energia eléctrica.2%. depois de ter diminuído em 1993. particularmente do sub sector de vestuário e calçado. como do facto de as vendas de gasolina terem crescido apenas 2. por seu lado. as vendas de cimento conheceram uma forte descida de cerca de 8. cresciam 5.85 das vendas de automóveis durante os dois primeiros meses e pelas indicações negativas fornecidas pelos empresários do comércio a retalho relativamente à evolução das vendas de mobiliário durante este período. As próprias opiniões dos empresários do comercio por grosso acerca da evolução das suas vendas de máquinas entre Novembro e Fevereiro sugerem uma evolução já menos negativa na procura destes bens.3% no quarto.2% no terceiro trimestre e 3. respectivamente. embora de forma lenta e contraditória. com particular destaque para o abrandamento da procura interna de bens de consumo e para a evolução negativa de alguns indicadores do investimento. face a crescimentos de respectivamente 4.5% durante os últimos três meses terminados em Fevereiro e as vendas de varão para betão caíram ainda mais. deverá implicar uma evolução ainda negativa do PIB durante o primeiro trimestre de 1994. Por sua vez. Há outros indicadores que confirmam a manutenção desta evolução negativa durante os primeiros meses do corrente ano. Uma eventual recuperação ficará dependente do crescimento das exportações e do turismo e da melhoria do investimento em obras públicas e equipamentos. como se confirma pela descida de 8. Mas estas indicações recessivas coexistem com outras que apontam num sentido oposto. O emprego por contra de outrem. durante o terceiro e o quarto trimestre de 1993.9% e 4. Este indicador diminuíra 4. Tudo somado.3% durante o terceiro e quarto trimestres de 1993. A este respeito refira-se que.Universidade Portucalense económica Sociologia revelam que a economia portuguesa ainda não conseguiu libertar-se da recessão em que mergulhou a partir da segunda metade de 1992. a economia portuguesa está a dar passos para sair da recessão. apresentou uma evolução menos negativa durante o primeiro trimestre. que normalmente acompanha bem a evolução do ciclo económico. O conjunto de indicações apresentado sugere que. os 10 . Primeiro foram os industriais que referenciaram uma evolução mais favorável da sua carteira de encomendas externa entre Outubro e Fevereiro. A procura de bens de consumo duradouros tem continuado a diminuir. apesar da evolução muito negativa da procura de materiais de construção nos primeiros meses do ano.6% durante o trimestre terminado em Fevereiro.4% durante o trimestre terminado em Fevereiro.6% nos três primeiros meses de 1994. O facto de a contratação colectiva realizada durante os dois primeiros meses de 1994 ter abrangido apenas um reduzido número de trabalhadores e de os aumentos salariais acordado se situarem abaixo dos níveis actuais da inflação constituem uma referência adicional neste domínio.

N. A desvalorização do escudo pode igualmente estar a impulsionar a preferência por produtos portugueses no mercado nacional. Mas o efeito dessa limpeza esgotou-se praticamente no final do 3º trimestre de 1993 e a taxa de desemprego calculada pelo I.F.E.E.E.E. 11 . pois o conceito de desemprego utilizado pelo I. Entre o 1º trimestre de 1992 e o 1º de 1993. uma vez que o emprego permanente caiu ainda 2.Universidade Portucalense económica Sociologia empresários da construção se têm revelado menos pessimistas.E.P. praticamente tanto como a quebra de 3% verificada durante o terceiro trimestre de 1992.9%.F.F.P.N. com a tendência da taxa de desemprego do I.F. voltou a “alinhar”. ainda que a níveis diferentes. estas duas taxas tinham mantido uma tendência semelhante.P. ainda que a um nível mais baixo que antes. A limpeza de ficheiros ordenada por Silva Peneda a partir do 1º trimestre de 1993 fez baixar artificialmente o nível de desemprego medido pelo I. e pelo I. é mais “abrangente” que o do I. o que não chocava.N. É igualmente interessante salientar o reencontro entre as tendências das taxas de desemprego medidas pelo I.P.E.E. A descida menos acentuada do emprego por conta de outrem durante o primeiro trimestre resultou de uma evolução já menos negativa do número de contratos a prazo.

E. já que a necessidade de aproximação das regiões mais pobres a níveis europeus era crescente. com a exclusão de algumas áreas geográficas e critérios de aplicação ligeiramente mais rígidos.E. surge assim como um conjunto de meios financeiros que visam servir de apoio às políticas internas dos vários membros. Em 1985 foi feito o primeiro balanço da aplicação dos fundos obtidos.R.E. seria como caminhar para a Europa a duas velocidades.R.” William Lyon Phelps O período de1994 a 1999 está a ser um período de grandes expectativas nacionais em que a opinião pública parece convicta de que o futuro de Portugal passa pelo dinheiro que a Comunidade Europeia nos atribui e da forma como nós mesmos o aplicamos. prevendo-se assim a duplicacao dos meios financeiros e investimentos cada vez mais especificos para o desenvolvimento regional. Em 1994 e criado o PDR com a intenção de um maior acompanhamento desses fundos das políticas ate então implementadas. Já nesta altura os governantes viam com séria apreensão o atraso de certas regiões. 12 .D. os fundos visavam o incremento no sentido da chamada Coesão Económica e Social.E. O F. sentiu que os fundos não tinham sido suficientes entre 1989 e1993. beneficiando igualmente de políticas que em princípio se haviam de aplicar em regiões mais desfavorecidas. porque da correcta aplicação destes apoios depende o nosso crescimento e desenvolvimento dentro da Comunidade. os ricos estavam mais ricos e os pobres estavam mais pobres. No período de 1994 e 1999 iria-se dar novamente atenção as regiões de objectivo 1 nas quais estava inserida Portugal como um todo embora para termos estatísticos comunitários apareça regionalizado. criando-se assim os F. isto porque regiões mais desenvolvidas tinham a possibilidade de concorrer igualmente aos fundos comunitários.E. Para Portugal as grandes expectativas nestes 5 anos de 1994 a 98 com a duplicacao de fundos para 3500 milhões de contos seria agora mais que nunca e necessário uma aplicação certa desses fundos nunca esquecendo a apreendendo sempre com os erros políticos de dez anos de FEDER em que as assimetrias se viriam a agravar. Mesmo assim a C. (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional).E.D.Universidade Portucalense económica Sociologia Assimetrias Regionais “A maior de todas as artes é a arte de viver em comum.E. vindo-se a verificar o que todos mais temiam. com medo de que o desenvolvimento gerá-se mais desenvolvimento e o atraso mais atraso. Neste pacote eram privilegiadas as regiões de objectivo I (PIB per capita inferior a 65% da média comunitária). Foi então a partir daqui e com a entrada de Portugal e Espanha na C. que mais se sentiu a necessidade de uma reformulação política.  objectivos de harmonização regional. Estas primeiras reformas ficaram conhecidas como Pacote Delors I.E. Em 1975 foi tomado o primeiro passo com vista a promover o crescimento harmonioso das várias regiões europeias.

A partir daqui surge uma Nova questão que será relativamente ao que vai ser o novo PDR? E que impacto ira ter na nova economia regional e Nacional? A nível Nacional as estatísticas dão-nos a conhecer que se crescermos sempre 1. Alentejo a 44% e o Algarve a 48%.Universidade Portucalense económica Sociologia Para Portugal eram tidos dois objectivos o primeiro seria a aproximação dos níveis de desenvolvimento de Portugal a medida Europeia.9% da media comunitária e agora representa 36% passando assim a ser a região menos desenvolvida. Em 1990 todo o desenvolvimento que ate então tinha sido ganho era agora posto em duvida. se assim ano fosse Lisboa e Vale do Tejo nunca teriam beneficiado dos fundos do PDR já que se encontram agora a 86% da media comunitária e os fundos só se destinariam a regiões que estivessem a baixo dos 65%da media Comunitária. O primeiro objectivo teria sido atingido? Segundo o PDR tal teria acontecido.75 acima da media comunitária em termos do PIB precisaremos de 20 anos para subirmos por tanto que isto 13 . Estes resultados vem a demonstrar a indiferença das políticas defendidas pela política Nacional no que diz respeito ao PDR. E entre 1986 e 1988 que mais se acentuam estas diferenças em que a região Norte se mostra como a região mais atrasada. Estes dados vem assim desmentir os valores de crescimento dados pelo PDR.8%. Portugal encontrava-se a 53%. * Tomemos agora em conta o poder de compra em Portugal face a media Europeia de 100%. Com efeito segundo os dados baseados no VAB per capita de 1980 par uma media e 200 do continente a região mais débil era a região centro a 65 da media nacional enquanto Lisboa e o Vale do Tejo como região mais desenvolvida se encontravam a 174 por cento da media nacional já em 1990 o valor absoluto do VAB para a região centro que se encontrava como a mais débil era de 77 por cento e Lisboa e o Vale do Tejo estavam a 125 da media nacional. por outra a diminuição de fosso que separava os níveis de desenvolvimento interno. No PDR veio-se a verificar que se tinha cometido o mesmo erro dos primeiros fundos do FEDER em 1975 em que todas as regiões ricas ou pobres tinham sido abrangidas pelo PDR. E claro que nem todas seguiram o mesmo caminho por exemplo o Norte passa de 44% para 54% em 1992 mostrando-se assim imprescindível investir nas regiões onde o investimento possa ser mais reprodutivo. As regiões centro concentra-se a 42%. Com a publicação das estatísticas da Comunidade Europeia vem-se verificar que entre 1980 e 1992 Portugal realmente se tinha aproximado da media comunitária passando em 1980 de 56 por cento para em 1992 estar a 60 por cento da media comunitária. Em termos comparativos com a media Europeia passa dos 42% para 41. Como se pode constatar as discrepância tinham assim diminuído para menos numa primeira analise.9 registando assim um decréscimo na media comunitária que por sua vez lá fora tinha crescido mais rapidamente enquanto isto Lisboa e Vale do Tejo continuavam a aproximarse da média comunitaria estando agora a 67. * Uma outra regiao exemplo de tal discrepância e a do Alentejo que entre 1986/89 representava 45. Lisboa e Vale do Tejo a 69%. o Norte a 44%. e estas metas pareciam estar a ser atingidas. mas estes dados viriam a ser desmentidos verificando-se na realidade em agravamento das assimetrias.

Economista e Presidente da Câmara municipal do Porto " Aquilo que me parece salientar. já que e preciso ter consciência do que esta em causa.. 14 . Quadro comunitário de apoio".Universidade Portucalense económica Sociologia dizer que se hoje nos encontramos a 60%. Nomeadamente quanto a distribuição interna esta poderia fazer surgir cada vez com mais forca a ideia da regionalização como algo indispensável para a harmonização do crescimento das varias regiões nacionais. É claro que este pensamento não seria só valido para a região do Norte mas também para as outras regiões como o Alentejo.".. Como disse Fernando Gomes. Em termos de desenvolvimento nunca esquecer aquilo que se esta a passar e o que vai suceder nos próximos anos. daqui a 20 anos estaremos a cerca de 70% da media Comunitária.

Mas embora as grandes nações não sejam afectadas directamente elas vão beneficiar indirectamente com a ajuda dos pequenos. as ajudas são com certeza um modo de estreitamento económico entre as nações.9 por cento da media Europeia. No entanto um relatório de 120 paginas "Chesion" assume que só através das ajudas dos fundos Europeus que se ira conseguir uma harmonização no crescimento regional na UE aconselhando igualmente países como a Irlanda e a Espanha a não terem esperanças em que os fundos se mantenham eternamente a seu dispor. Um bom exemplo de sucesso económico e a Irlanda. Esta estimativa diz que entre 30% e 40% do dinheiro Europeu vai novamente parar a mão dos dadores tal como a Alemanha. Um dos aspectos que a comissária frisou e a necessidade de ser mais selectivo na hora de dar os fundos já que de momento 50% dos cidadãos da UE recebem subsídios de uma ou de outra ordem. Estes fundos estão igualmente ameaçados pela entrada na União Europeia de novos membros da Europeia de Leste. já que os níveis de vida dos quatro países mais pobres aumentaram o que para Bruxelas significa que já não será tão necessário ajudas tão altas. especiamente com as obras publicas que os pequenos países vão fazendo. graças a um crescimento per-capita do PIB de 93.Universidade Portucalense económica Sociologia UNIÃO EUROPEIA: NORTE E SUL E SUAS ESTREITAS DIVISÕES As divisões de rendimento entre o Norte e o Sul na Europa estão a acabar isto acontece mesmo quando todos sabem que as assimetrias regionais cada vez são maiores. ajudas estas que ate agora correspondiam a 1/3 do orçamento da União Europeia. Segundo Mrs. comissário dos assuntos regionais pela Alemanha. A Comissão diz ainda que uma competição extra nunca foi sinónimo de desemprego . Como já foi dito a Grã-Bretanha e uma das regiões onde as assimetrias entre prospero e um Norte pobre são mais evidentes apesar do sucesso das diminuição da taxa de desemprego. O caso da Grécia em que a uma administração publica foi a grande acusada do insucesso. uma vez que a União prevê um decréscimo na ajuda. 15 . Um exemplo disso e a Grã-Bretanha onde o fosso entre ricos e pobres e cada vez maior. estas assimetrias levavam a um aumento do numero de pessoas a viverem abaixo da linha de pobreza. Grécia e Portugal foi sem duvida entre 1983 e 1993. Monika Wulth-Mathies.6 para 89. Inglaterra e Holanda. Espanha. O primeiro a Irlanda. O período de maior ascensão dos quatro Irlanda. a maneira como soube captar o investimento dos EUA e da maneira como investiu nos recursos humanos. Mas os sinais de desigualdade são bem evidentes quando Portugal tem os Açores como uma das regiões mais pobres da Europa com um PIB per capita de 42%. Confrontada com este tipo de situação em que umas se desenvolvem e outras não Mas Wulf-Mathies respondeu dando quatro exemplos. que conseguiu maior crescimento económico e a Irlanda entre os quatro.

Universidade Portucalense económica Sociologia A comissária frisou igualmente a necessidade na diminuição na atribuição de fundos as quatro nações como forma de contrabalançar a entrada dos novos membros. 16 . mas países como a Irlanda já avisaram que tais decisões deveriam ser tomadas com muito cuidado de maneira a não vir atingir os objectivos de Mastrich a que estes países se tinham comprometido a atingir.

Aspecto muito importante. se um pais ou uma região for apanhado num equilíbrio de baixo nível. mas o investimento estrangeiro terá mais segurança sem o receio de ver os seus resultados afectados por uma desvalorização súbita. Relativamente as posições do Governo e algumas instituições alemãs considera que ao em grande parte tanto de uma pressão política interna. Vítor Constâncio afectara seguramente o desemprego. porque a opinião publica europeia que não se sabe ainda muito bem como ira ser gerida. Segundo o Dr. relembra que na UE existe uma política regional de transferencias para os países menos desenvolvidos e que será reforçada com uma união monetária plena . do padrão de especialização dessa região ou pais ou ate mesmo em acentuar essa especialização em actividades tradicionais. E que Portugal e um pais com risco cambial. A concorrência aumentara nalguns sectores. a economia e as empresas portuguesas só beneficiaram com isto. quer interno quer externo. adaptação e modernização. com isto. Contribuem para um crescimento mais reduzido que aconteceria se não houvesse esses critérios. a sua integração pode contribuir para um aumento dessas assimetrias regionais porque pode levar a uma estagnação.Universidade Portucalense económica Sociologia Quanto custa a moeda única . Para ele. o clima de investimento do nosso pais vai melhorar. considera-os discutíveis e que são possíveis de se atingir um clima recessivo. Não só o investimento interno. que acaba por contribuir para um catching up. Mas. Mas. de melhoria da sua produtividade. o Dr. essa integração pode levar a uma melhoria do clima de confiança e portanto. mas as oportunidades de colocar os produtos noutros mercados europeus aumentaram * As trocas tornam-se mais faceeis e seguras o que se torna favorável para o comercio interno comunitário e favorece o crescimento económico. da sua competitividade e entre outras. Tendo em conta que o financiamento externo deixa de correr riscos cambiais e sobretudo pelas baixas taxas de juro. por outro lado. menos competitivas e por consequente não haverá um crescimento igual ao da media da União. sem a capacidade de ajustamento. haverá um novo impulso. com efeitos negativos. Vítor Constâncio a visão quanto as assimetrias regionais. Vítor Constâncio diz que a capacidade de investimento aumentara. Quanto aos sectores.Visão segundo algumas personalidades activas na vida económica Para Vítor Constâncio os principais efeitos da terceira fase da UE para as empresas e essencialmente a descida das taxas de prazo já que desapareceram os prémios de risco sobretudo para os diversos países da moeda mais fraca. As empresas portuguesas passaram a ter custos de financiamento inferiores e mais comparáveis com os das suas concorrentes noutros países europeus. 17 . é o caso de existirem assimetrias regionais o que para o Dr. O mais importante será a necessidade de ajustamento. Quanto aos critérios de Maastricht. considera que a união monetária não vem beneficiar nenhum sector especifico dai não resultarem quaisquer choques para os sectores da economia portuguesa. Um dos princípios da teoria das uniões monetárias e a existência de mecanismos de transferencia que permitam a diferentes regiões da união fazer face a situações de conjuntura mais depressiva. a haver um fluxo de investimento.

Para António Romão a união monetária não e vista como um mar de rosas. a falta de competitividade das empresas portuguesas será um problema difícil de esconder e alem do mais. refere que pode haver uma espécie de sistema Monetario Europeu II. ja que existem factores de disciplina que tem de ser respeitados e que parecem suficientes. Para o sector dos serviços. a gestão e o desempenho da nossa economia tem de garantir uma posição melhor do que a da Espanha e Itália.Universidade Portucalense económica Sociologia Levantada a questão se concordava com um pacto de estabilidade moderador das relações entre os países que adirem a moeda única e as que fiquem de fora. o Dr. menos competitivas que não apostaram na modernização das estruturas na qualidade sofrerão um embate. o sucesso das primeiras e assegurado. Mas saliente:" vejo alguns riscos em não entrarmos e a Espanha e a Itália ficarem de fora ". as empresas sem estratégias definidas. a Italia. Rocha de Matos (presidente da AIP) e António Romão (presidente do conselho directivo do ISEG) no que diz respeito a moeda única e a economia do futuro em Portugal. De um lado. quem ganha ou quem perde. Álvaro Barreto (presidente da Soporcel). A visao segundo Joao César das Neves (economista. Para Rocha de Matos. técnico do banco de Portugal e anterior assessor de Cavaco Silva). Os nossos empresários são mais patrões do que empresários. a duvida permanece em se as empresas portuguesas estão preparadas para abdicar das chamadas desvalorizações competitivas. 18 . Quanto a eventualidade e Portugal entrar ou nao no relatorio pelotao da frente e as implicacoes que acarretará. Para António Romão as empresas menos preparadas. as interrogações são enormes. Para ele. estão a "rouba-las" aos seus concorrentes. as vantagens poderão ser imediatas. Os vencedores e os perdedores com a introdução da moeda única e uma questão que preocupa de forma geral os agentes económicos. Para ele. A eliminação do risco cambial contribuirá para o aumento do comercio. as organizações com grande capacidade competitiva. porque a uma desvalorização da moeda. redução das taxas de juro. Sobretudo o problema da competitividade. E de salientar que as empresas ao ganharem quota de mercado. se sucede a imolação a qual aumentara os custos. aumenta as potencialidade do Mercado Único e elimina um dos seus principiais obstáculos. Para Rocha de Matos. Considera que para alem das vantagens da estabilidade cambial. a economia portuguesa não esta em condições de prescindir deste instrumento apesar de não ter a importância que já teve quando era uma economia fechada. Vitor Constâncio diz que se Portugal nao entrar. Refere que o apoio a cortes industriais terá de continuar. tem mais a haver com as características das empresas. Para César das Neves uma vantagem inicial e a das empresas não se preocuparem mais com as questões cambiais em termos de concorrência . sob pena de se ficar sem o aparelho industrial. Um outro problema se depara. Álvaro Barreto considera que a perca desta ferramenta trará alguns problemas a curto prazo. Do ponto de vista dos empresários. das transações e dos negócios. a Espanha. no que diz respeito as segundas. mas não de um pacto adicional sobre a disciplina financeira porque os critérios de Mastrich não vão ser postos em causa e que permanecem em vigor mesmo depois da terceira fase. o que não seria tão grave só porque não estávamos sozinhos e não corríamos o risco de estar sujeitos ao risco comercial e o clima de investimento em Portugal seria prejudicado. do outro. habituaram-se a ganhar dinheiro fácil e não arriscam. e mais uma vez as menos preparadas serão afectadas. nomeadamente o turismo. Seria mau para Portugal porque a moeda espanhola e a italiana corriam o risco de ficarem mais fracas e as nossas condicoes directas de concorrencia com esses paises depreciarem-se. os critérios de convergência poderão conduzir a um clima recessivo onde o desemprego mais uma vez será o principal afectado. que e o das mentalidade. a Grecia e provavelmente a Suécia também não entram.

dados recentemente comunicados pela OCDE. o bem estar de uma região dependera do índice de produtividade que proporcionar a actividade económica. Para César das Neves. diz que não ha razoes de drama se Portugal não entrar logo na moeda única. Considera por isso que quando as regras não são bem claras. tal como a mão-de-obra barata vão perder com a moeda única. nomeadamente os espanhóis diz António Romão. se Portugal for mais cumpridor que a Espanha e a Itália. já que restara ainda uma margem mínima de manobra da taxa de cambio. mostram que Portugal esta no bom caminho para a integração. o que poderia favorecer as empresas nacionais face as concorrentes. a tendência e para ganharem os grandes. As industrias do sector têxtil e as do calcado são bem exemplo disso. Se Portugal não entrar no grupo da frente e a Espanha o conseguir. No que diz respeito aos critérios de convergência. César das Neves contraria esta posição e defende que a igualdade das regras que a UEM acarretara trará vantagens aos países mais pequenos e as suas empresas. Álvaro Barreto. Para Álvaro Barreto a grande diferença entre os vencedores e os perdedores é visível entre as empresas que se modernizaram e aquelas que perderam a competitividade. Na integração. não será tão mau como isso. Só o Luxemburgo cumpria neste momento todos os requisitos de convergência estabelecidos no Tratado de Mastrich. desde que fiquem bem definidas as relações entre os países que estão na moeda única e os que ficaram a porta. numa visão algo optimista. Por outras palavras. o aumento das diferenças entre regiões implica outros riscos ao qual António Romão refere que as assimetrias poderão conduzir ao fenómeno de deslocalização de empresas para outras regiões mais favoráveis o que implicaria um aumento do desemprego nas zonas atingidas. primeiro entram os países que estiveram preparados e depois os que se vão preparando e diz mais. O fundamental para Rocha de Matos e que para que uma empresa seja competitiva a sua região também o deve ser. não existem razoes para Portugal ficar de fora.Universidade Portucalense económica Sociologia A concorrência aumentará com a introdução da moeda única porque o mercado interno ficara mais unificado. as regiões mais pobres correm o risco de ficarem mais pobres e as mais desenvolvidas de aumentar mais essa diferença (assimetrias regionais). QUANTO CUSTA A MOEDA ÚNICA (vantagens e desvantagens) 19 . No entanto. Todas as empresas que se basearem nos factores de produção. No entanto. por volta de Fevereiro de 1996 era considerado difícil Portugal entrar na moeda única já em 1999.

E. Nas empresas o Euro terá uma presença mais 20 .E. Daí que as incertezas levantadas levam muitos a apostar no adiamento dos calendários estabelecidos na cimeira de Madrid. Um dos maiores receios dos empresários constituem a impossibilidade de manipular o valor da moeda.E. se iniciará em 1999. O dinheiro mais barato significa maior capacidade de investimento. de acordo com o calendário. A passagem à terceira fase da U. da dívida pública e da taxa de inflação poderá conduzir a um clima recessivo. a convergência lançará novos desafios às mesmas: competitividade é a palavra de ordem. As vantagens conotadas de moeda única só terão algum significado em Portugal caso o país consiga inserir-se no grupo que venha a cumprir os critérios de Maastricht. são poucas as empresas que beneficiaram destas desvalorizações. o que seria uma situação bastante positiva para os nossos empresários.Universidade Portucalense económica Sociologia • EMPRESAS A moeda única influenciará a vida de todos os europeus. Aquelas desvalorizações competitivas que muitas vezes os governos utilizaram para dar uma “mãozinha” às exportações tornar-se-ão impossíveis com a entrada em vigor de moeda única. No entanto. que. Temos como exemplo algumas empresas do sector têxtil e do calçado. As empresas são as que mais vão sentir com o Euro.M. o que permitirá o acesso das empresas ao mercado dinheiro em condições muito vantajosas. e não pela modernização e expansão da produção. É sabido que quando se faz a integração económica de uma zona mais pobre com uma mais desenvolvida há o risco de a zona mais pobre ficar ainda mais pobre. Outro dos riscos da U.M. As empresas só aproveitarão os apontados benefícios da U. apesar de tentativas de vários políticos para resolver a situação. A estabilidade cambial aliada ao facto de a moeda única se converter numa moeda de referência reflectir-se-á nas taxas de juro. Uma coisa bastante importante é que a criação da moeda única exigirá baixos níveis de inflação. pelo facto do aumento da competitividade Ter sido feito à custa da diminuição do emprego. Por isso. caso estas estejam preparadas para enfrentar a concorrência. que representa assim um aumento de custos. No entanto. estas indústrias poderão ser as vítimas iniciais da implementação da moeda única. Em Portugal. No entanto. o desemprego continua a ser uma principal preocupação para a Europa. A possibilidade de os empresários nacionais de beneficiarem de taxas de juro mais baixas ou iguais às alemãs é um atractivo grande. traduz-se num argumento forte para a subida do desemprego. poderá trazer alguns efeitos perversos: a redução do déficit orçamental. déficit orçamental e dívida pública. Para as empresas isto pode significar a sua deslocalização para outras zonas. A redução das taxas de juro é um dos efeitos positivos mais esperados pelas empresas. Há que Ter em conta que às desvalorizações da moeda sucede-se a inflação.M. na qualidade e em circuitos de comercialização. As empresas terão de aumentar a produtividade e apostar na tecnologia. é exactamente neste aspecto que a indústria portuguesa tem mostrado mais dificuldades. apontados por alguns economistas é a eventualidade do aumentos das diferenças regionais no espaço da União Europeia. porque os capitais e as pessoas se deslocam.

mas manifestaram uma certa relutância em realizar importantes investimentos sem terem garantias quanto ao calendário para U. terão de manter equipamentos de manipulação e registos diferentes para a moeda nacional e para o Euro.European Automated Reel Time Gross Settlement Express Transfer . de modo a poderem funcionar em Euros.E. se as empresas optarem por moedas e notas nacionais. financeiro e cambial do Euro a nível internacional. os vários mercados interbancários nacionais fundir-se-ão num único. Eis aqui um investimento que as empresas terão que fazer com a moeda única. garante-se que todos os bancos. as empresas. poderão operar com Euros e recusar as moedas e notas nacionais.Sistema de transferências automáticas transaccionais de liquidação pelos valores brutos em tempo real). As associações bancárias europeias referiram que os bancos estão prontos a fazerem as devidas alterações. empréstimos. Os vários tipos de operações bancárias (depósitos. operações de câmbio. 21 . • A POLÍTICA MONETÁRIA EM EUROS A transição para amoeda única no sector bancário apoiar-se-á numa política conduzida pelo SEBC a qual implica que os bancos operem em Euros com o SEBC. os bancos garantirão uma posição competitiva vantajosa nos mercados monetário.M.) levaram os bancos a introduzir sistemas informatizados de pagamento e tratamento de dados cada vez mais sofisticados. etc. a substituição da moeda nacional pelo Euro significa que os bancos terão de adaptar cada um destes sistemas. que deverá ser o Euro. Segundo o livro verde (sobre as modalidades práticas para a introdução da moeda única.. Ao modernizar os seus sistemas informáticos. cujo potencial de crescimento será considerável. independentemente da sua dimensão. Agora. O SECTOR BANCÁRIO E FINANCEIRO • O SECTOR BANCÁRIO A constituição do sector bancário é fundamental para a introdução do Euro enquanto moeda única. os bancos devem utilizar uma única denominação. • UM MERCADO INTERBANCÁRIO EM EUROS Devido à fixação irrevogável das taxas de conversão e à existência do sistema TARGET (Trans . Por razões de transparência e de facilidade operacional. Com isto. o montante do numerário processado e a intensidade dos contactos que mantêm com o público.Universidade Portucalense económica Sociologia visível e será tanto maior quanto maiores forem o volume de transacções transfronteiriças. e em especial os retalhistas. sejam tratados em pé de igualdade nas suas relações com o SEBC. Isto poderá levantar alguns problemas porque existirão clientes que quererão utilizar a moeda nacional. Por outro lado. da comissão europeia). Tal é fundamental para garantir a natureza uniforme das taxas de juro a curto prazo. já em 2002.

nacionais. no âmbito da U. preparativos estes que exigem um período relativamente longo.em Euros e na moeda nacional . SISTEMA DE PAGAMENTOS DE MONTANTES ELEVADOS 22 . a dupla indicação . Para tal.M. Cabe também aos bancos fornecer informações aos seus clientes sem as repercussões da existência de uma moeda única sobre as suas operações financeiras e também garantir que o seu pessoal tenha a formação adequada para fazer face a esta alteração. A dupla indicação em Euros e na moeda nacional exigirá que os bancos realizem um certo número de preparativos técnicos.dos montantes que exigem uma expressão monetária.  induzir um aumento progressivo dos fluxos transfronteiras. Devido ao facto de os instrumentos de pagamento serem.  melhorar a interperabilidade dos sistemas de pagamento europeus.Universidade Portucalense económica Sociologia • A DUPLA INDICAÇÃO DE MONTANTES EM EUROS E NA MOEDA NACIONAL No diálogo entre os bancos e os seus clientes . enquanto não forem alterados de modo a reconhecer uma nova unidade de conta. por natureza. • OS SISTEMAS DE PAGAMENTO Os sistemas de pagamento nacionais assumem que todos os montantes veiculados são expressos na moeda nacional. que são actualmente heterogéneos. seria efectuada a fim de familiarizar os clientes com a futura moeda única. a criação de uma moeda única irá:  alterar os métodos nacionais no sentido de instituições de meios de pagamento europeus. é necessário que as regulamentação comunitária seja definida o mais cedo possível. comparado ao dos mercados nacionais. Estes pormenores quanto à dupla indicação são importantes para familiarizar o comércio a retalho e os cidadãos com a moeda única e posteriormente facilitará a passagem rápida e completa para o Euro.. cujo volume permanecerá relativamente baixo.

dos instrumentos disponíveis e da dilatação dos prazos de vencimento. uma vez que o prémio de risco cambial irá desaparecer. dará lugar ao mercado um sinal claro do empenhamento das autoridades públicas na introdução de uma moeda única. Os contratos relativos a acções ou a índices de acções irão provavelmente adquirir um maior importância relativa. os diferenciais de taxa de juro dependerão unicamente dos riscos de crédito e dos prémios de liquidez. Tal. podendo também ser utilizado pelos operadores privados para efeitos do processamento de pagamentos de elevado montante.M. O impacto da U. mercado de acções e mercado de instrumentos derivados. • Quanto aos mercados de produtos derivados . uma vez que as bolsas estão já habituados a trabalhar num enquadramento multidivisas. • MERCADOS FINANCEIROS A realização da UEM e a introdução de uma moeda única exigem um ajustamento das estruturas e métodos de funcionamento dos mercados financeiros. O sector bancário optará pela manutenção destes sistemas em moeda nacional até à passagem definitiva para o Euro. • Nos mercados obrigacionistas. SISTEMA DE PAGAMENTOS DE PEQUENOS MONTANTES O problema da conversão em Euros é mais complexo no que diz respeito aos sistemas de pagamentos de pequenos montantes. a sua principal consequência é o desaparecimento. As bolsas que transaccionam instrumentos financeiros derivados (futuros e opções) devem ser menos afectadas do ponto de vista técnico do que as bolsas que transaccionam títulos de capital e instrumentos da dívida. sobre os mercados financeiros será diferente consoante o mercado de em questão: mercado cambial. minimizar o risco sistémico e garantir uma boa relação custo/benefício.E. sendo criadas outras operações. com as taxas interbancárias locais ou com as taxas de câmbio da U.M. certos emitentes beneficiariam de uma melhor notação no que diz respeito à dívida expressa em moeda nacional do que à dívida expressa em moeda estrangeira. A moeda única irá criar um mercado obrigacionista muito mais amplo e proporcionará oportunidades acrescidas em termos do volume das transacções. O sistema de pagamentos TARGET será obrigado a ser utilizado para todos os pagamentos directamente relacionados com a aplicação da política monetária única. mercado obrigacionista. Este novo sistema de pagamentos gerido pelo SEBC deverá melhorar a eficácia técnica. Para estes sistemas de pagamento automatizados que processam grandes volumes de operações não é viável um funcionamento assente simultaneamente em duas moedas. • No que diz respeito ao mercado cambial das moedas participantes.) desaparecerão. em tempo real.E. 23 . As novas emissões de títulos da dívida pública serão expressos em Euros. certos instrumentos (instrumentos relacionados com as obrigações emitidas no mercado nacional.Universidade Portucalense económica Sociologia A condução de uma política monetária única em Euros pelo SEBC exigirá o estabelecimento de um sistema europeu de liquidação dos valores brutos. Por outro lado. para os montantes elevados.

as administrações públicas devem empreender importantes trabalhos preparatórios.Universidade Portucalense económica Sociologia • Nos mercados das acções. os títulos nacionais adoptar-se-ão através dos ajustamentos normais decorrentes da arbitragem. no sentido em que a U. que exigem disposições de execução a nível nacional. agirão igualmente como catalisadores. que terão de ser realizadas pelas administrações públicas a nível comunitário e nacional. De qualquer forma todos os textos legislativos devem ser analisados separadamente a fim de determinar as alterações necessárias. As administrações públicas enfrentam importantes desafios a todos os níveis: comunitário.. Ao passarem para a moeda única as administrações públicas deverão tomar dois grandes tipos de medidas: a) Substituir as referências à moeda nacional na legislação e nas comunicações administrativas. A adopção do Euro para todas as actividades orçamentais da Comunidade. para cada emitente a sua nova exposição ao risco do câmbio. regional e local. que lhes compete. Embora a extensão das medidas a tomar a nível comunitário seja nitidamente 24 .M. deve concretizar-se no início da Fase B. Se as administrações assumirem o papel de líder. passando a reflectir. • AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS Verificar-se-ão alterações necessárias à introdução da moeda única. mas também por algumas P. Actualmente os textos legislativos comunitários contêm referências a uma ou a várias moedas nacionais. Esta atitude será seguida não apenas pelas grandes empresas. Estas empresas poderão solicitar a cotação dos seus títulos nas bolsas dos restantes estados-membros a fim de se tornarem mais conhecidas dos investidores locais. • AS INSTITUIÇÕES COMUNITÁRIAS Irão ter que alterar os textos legislativos. mobilizando os operadores privados para que estes efectuem os investimentos necessários. uma segurança no processo de transição.M.E. nacional. A introdução do Euro incentivará as empresas (cujas operações financeiras se limitam actualmente a operações no mercado nacional) a tornarem-se cada vez mais activas nos mercados de outros países participantes. bem como para as actividades de contratação e de concessão de empréstimos actualmente realizadas em moedas nacionais. se encontra eminente. Tal facto torna mais complexa a gestão dos projectos e introduz um certo risco de câmbio a nível do orçamento da Comunidade. Tanto as receitas como as despesas são total ou parcialmente realizadas em montantes expressos em moeda nacional. Todas estas referências deverão ser alteradas. b) Introduzir o Euro em todas as operações orçamentais. O facto de tomarem atempadamente as medidas necessárias poderá proporcionar aos utilizadores privados. • AS INSTITUIÇÕES CATALISADORES PÚBLICAS ENQUANTO LÍDERES E Enquanto grandes utilizadoras da moeda. As alterações dos actos da Comissão deverão revelar-se mais fáceis do que as do Conselho.

Será necessário dedicar uma atenção especial aos impostos sobre o rendimento das pessoas singulares (I. 25 . após o que necessitarão de poder conduzir as suas transacções financeiras com as autoridades públicas nessa mesma moeda. De outra forma. importa promover a utilização do Euro e resolver certas questões específicas. • OS CONSUMIDORES Os consumidores sentirão dificuldades relacionadas com a sua adaptação a uma não escala monetária. lidam directamente com o grande público (serviços e segurança social) os quais se encontrão numa situação difícil caso o funcionamento dos serviços públicos seja afectado. ou seja. tais como as regras contabilísticas que venham a surgir no processo de transição. Para as empresas e os serviços contabilísticos . Além disso. a todos os níveis da administração dos EstadosMembros.) e explicar aos contribuintes as consequências práticas da transição. instituições financeiras e empresas privadas poderão passar a realizar as suas operações internas em Euros.Universidade Portucalense económica Sociologia mais reduzida do que a nível das administrações nacionais não deixa de ser importante mostrar claramente a necessidade de prazos mais dilatados. Será necessário tempo e prática antes de ser possível pensar em termos de nova moeda. • AS ADMINISTRAÇÕES NACIONAIS Os textos legislativos serão alterados porque é necessário proceder à substituição das referências das moedas nacionais pelo Euro. Portanto. Os problemas mais importantes colocar-se-ão nos serviços que efectuem numerosos pagamentos de pequeno montante. poderá corre-se o risco de perder o apoio popular que é uma condição imprescindível para o êxito de todo o processo. para tal são necessárias importantes campanhas de informação para explicar claramente as implicações práticas da introdução do Euro a nível das suas operações financeiras quotidianas • A PREPARAÇÃO DOS CONSUMIDORES PARA A MUDANÇA O ajustamento de uma nova moeda. Preparar os consumidores para atravessarem sem problemas o período de transição que se adivinha constituirá a prioridade absoluta das acções a nível público. por exemplo a conversão em Euros das deduções à matéria fiscal.S. Serão necessárias grandes alterações a nível administrativo a fim de acompanhar o processo de introdução do Euro. que manipulam numerário. as contas do ano anterior serão encerradas em moeda nacional mas os saldos serão convertidos na moeda única mediante a utilização de taxas de conversão fixas e as contas do novo exercício serão abertas em Euros. um certo número de bancos. Por conseguinte a Comissão já instittuiu um grupo de trabalho inter-serviços incumbido de analisar as consequências da introdução do Euro. representa para o consumidor uma quase aprendizagem de uma nova língua.R. a melhor solução consistirá na conversão das contas em Euros no início do exercício.

Deverão organizar as suas próprias acções de informação e explicar aos seus clientes as implicações para os serviços que oferecem. 1  Livro Verde da Comunidade 26 . quando as notas já circularem em Euros e as transacções sejam efectuadas na moeda única.M. cujo objectivo é estabelecer uma lista das questões suscitadas pela introdução da moeda única. • DEFESA DOS CONSUMIDORES Para a Comissão Europeia. os consumidores não devem sofrer qualquer prejuízo resultante da passagem à moeda única. Serão necessárias regras legislativas estritas em matéria de arredondamento. O principal problema para os consumidores será nas conversões e na comparação dos valores dos bens. as autoridades nacionais. só na Fase C. pelo contrário. nas declarações fiscais e nos locais de venda. em muitos casos as taxas de conversão não serão muito cómodas. Irão perder o sentido dos preços e. estará a enriquecer-se ao inserir um símbolo da integração europeia. Realça ainda a necessidade de auxiliar os grupos mais vulneráveis. No entanto. como por exemplo os idosos e os deficientes visuais. É realçada também no referido livro1 é realçada também a importância dos exercícios de familiarização. As campanhas de comunicação do Livro Verde. É também necessário que Instituto Monetário Europeu. por forma a regulamentar a conversão das moedas nacionais nos contratos existentes. a identidade nacional não corre perigo. incluindo a dupla indicação de preços e de montantes nos mapas financeiros. as empresas industriais e o comércio retalhista assumam integralmente as suas responsabilidades na preparação dos consumidores para a passagem à moeda única. tais como salários e contas bancárias.Universidade Portucalense económica Sociologia O impacto sobre os consumidores deverá ser claramente examinado. os bancos centrais. esta mudança será quase como uma mudança de identidade já que têm o hábito de considerar a sua moeda como um símbolo nacional. Para isso existem disposições vinculativas relativas à dupla afixação de preços. Realça a importância de informar os consumidores. A dupla afixação de preços desempenhará um papel crucial para cativar os consumidores ao Euro. deverá ser mantido um equilíbrio entre os interesses do consumidor e os custos da criação e aplicação de sistemas de dupla afixação de preços. acerca das vantagens e desvantagens decorrentes de uma moeda única. As organizações que representam os consumidores estarão vigilantes mas devem preocupar-se em dissipar os suspeitos e os receios e ultrapassar as dificuldades. aborda a importância das estratégias de comunicação por forma a garantir o apoio popular e realizar os preparativos técnicos necessários à transição para a moeda única. tão cedo quanto possível. de lhes garantir que a mudança não lhes será prejudicial e de os auxiliar a familiarizarem-se com a conversão das moedas nacionais em Euros e inversamente . No entanto é de referir que os consumidores só sentirão os reflexos da U. A disponibilidade dos mapas financeiros e de preços em Euros constitui um elemento chave para a familiarização dos consumidores. os bancos. Para certas pessoas. deverão ser adoptadas medidas de protecção dos seus interesses.

27 . O impacto líquido sobre os preços deverá ser limitado.Universidade Portucalense económica Sociologia O jogo da concorrência perfeita limitará a possibilidade de os retalhistas utilizarem a conversão como uma oportunidade para aumentar os preços. devendo o aumento de preços resultante de um arredondamento por excesso em alguns produtos ser recompensado por reduções resultantes de um arredondamento por defeito noutros.

Europeia abraçar uma conjuntura sócio-económica comum. Descentralização) A União Europeia e a União Económica são fontes de inumares questões. Europeia que as instituições que a precederam continuam a ter os mesmos fins que eram então o de cooperação económica entre os vários países Europeus o qual era tomada como uma forma de pacificação e de mantimento da mesma entre os países Europeus. por criação de uma estrutura política que combina características de ambos os modelos políticos já mencionados.M. Ninguém exprimiu melhor o ideal de cooperação entre os países Europeus de que Winston Churchill quando em 1946 disse "We must buil a kind of United States os Europe". Uma outra questão nos surge no 28 . A pouco tempo o ministro dos Negócios Estrangeiros Alemão afirmou não querer para a Europa um modelo semelhante ao norte-americano dizendo que a forca da U.: (centralização VS. Mas outros problemas se põem no próprio da União Europeia tal como o modelo político que a U. Europeia residia na diversificação de culturas. Tais políticas poderão representar um maior numero de problemas que consequentemente farão aumentar a tensão entre os vários blocos por isso a necessidade de uma Europa Unida para que não se caminhe para um desastre económico nem para o enfraquecimento do nosso poder negocial na política e economia mundial. A ideia que nos e transmitida neste momento e a de que uma Europa Unida poderá evitar o surgimento de conflitos internos. estes seriam a base do nosso potencial. Para ele a União Europeia não deveria nunca por em duvida a individualidade de cada pais membro. e como exemplo da divisão do mundo em blocos comerciais já que e um dos fundadores do NAFTA juntamente com o México. ou se então hoje em dia existem outras razoes para a sua existência e se tais razoes não se pudessem tomar numa fonte de mal estar dentro da comunidade.Universidade Portucalense económica Sociologia As Políticas alternativas que poderão ser seguidas pela U. Um modelo Federal ou uma Confederação Europeia qual destes modelos será mais benéfico aos nossos objectivos? Um modelo em que se delegaria parte dos nossos poderes nacionais a um órgão Supranacional. Europeia deveria adoptar. para isso a necessidade da U. Dever-se-á assim caminhar para uma centralização e na direcção de uma União Federal ou na direcção de uma mais ampla confederação com um maior números de membros. não nos esquecendo e claro dos EUA como potência económica que e. línguas e tradições. em resumo a Europa deve ser um continente e não um pais. ou apenas unindo forcas de produção de bens públicos desejados pelas nações. que se interligam e para as quais será necessário uma decisão rápida e que satisfará todos os membros da UE evitando-se assim a reacender de velhas guerras político-económicas entre os estados membros. Uma Europa unida representaria igualmente um bloco económico mais forte para poder competir com as novas potências económicas que emergem na Ásia tal como a China e o Japão assim como a Rússia que se prepara para sair de uma economia fechada para uma economia de mercado mudando também os seus ideais políticos e sociais. Será então altura de perguntar se a U.

Estes conflitos aprovar-se-iam com a entrada de novos membros e com as mudanças estruturais nos vários órgãos Europeus. qual ser mais vantajoso para a CE a decisão por unanimidade ou por maioria. Um dos aspectos que temos de tomar em consideração na União Europeia e a sua ordem económica e as regras que a regem que se esperam que sejam de cooperação continua entre os vários estados membros principalmente sectores como a agricultura. Um outro ponto fulcral e o da tomada de decisões. então ai sim tais incertezas deverão deixar de existir! UNIÃO MONETÁRIA: PORQUÊ E COMO? 29 . O tratado de Mastrich em 1992 veio abrir novos horizontes em temas muito importantes tal como o alargamento das políticas comuns e outros sectores economico-politicosociais dirigidos especificamente a esses sectores quer se sigam modelo económico centralizado ou outra mais característica de um mercado que se espera aberto e sem barreiras apenas de cooperação. mesmo na hipótese do duplo voto em que alem do voto normal teria que se ter em conta a densidade populacional que faria surgir o velho fantasma do comando UE por parte dos grandes países. Por isso o mesmo se torna imperativo que se defina de uma forma clara as políticas a seguir. Para outros o principio da maioria em concordância com o aumento de poderes de decisão da Comunidade trará menos custos já que estes tem tendência da aumentar devido ao alargamento da União seis para 15 membros desde os primeiros tempos da União Europeia. mudanças essas que para uns seria de bom grado mas para outros seria uma forma menos valida no impacto que o seu pais teria nas decisões da UE. Desta maneira irai-se por em causa a União entre os membros podendo fazer ressurgir velhos conflitos já que a Europa mais do que nunca estaria dividida por regiões em que cada uma iria tentar prevalecer a sua forca sobre as outras seria o reacender das guerras Norte-Sul. E dito por uns que numa união de estados soberanos caso se chegue a um concessão este seria sempre preferível já que nenhum pais mais pequeno sairia prejudicado por qualquer medida tomada. por isso a necessidade de se definir que tipo de política se devera optar. A conclusão a que podemos chegar e que e comparando os dias da filosofia de voto tendo como ponto de vista o conflito versus cooperação seria então mais favorável o principio da unanimidade já que a integração forcada de políticos não seria mais do que um alimentador de oposições e conflitos que nada traria de bom a UE e iria contra todos os princípios e objectivos para os quais a UE se tinha proposto desde da sua criação. O principio da maioria tão defendida pelos federais pode ser posta em duvida quanto a sua eficiência política como de integração económica quando se toma por exemplo o tratado de Mastrich. Europa que por enquanto ainda não se ressentiu muito desta incerteza. transportes e energia sectores que foram pioneiros das políticas de cooperação devido ao seu valor para as diversas economias. se a de uma política de mercado dirigida por um estado ou se por um super-estado. tentando evitar sobretudo um novo rectificação dos tratados já existentes já que tal seria difícil e de elevados custos para a Europa. qual dos modelos se devera respeitar tendo sempre em conta que apenas a União nos permitira chegar mais longe. Esta incerteza em nada favorece o clima vivido na União Europeia poderá piorar caso algum membro volte a tomar medidas proteccionistas. o que se quer aqui analisar não os pormenores de ambos as filosofias mas antes o seu impacto junto dos países membros. Mas a construção permanece. Como se vê o principio da maioria poderia nem sempre ser o mais democrático nem o mais benéfico na construção da União Europeia. como se devera proceder. em que se pode vir a concretizar tal procedimento da maioria de 72% levaria a que países que não quisessem aderir ao tratado fossem obrigados.Universidade Portucalense económica Sociologia ambiente desta que era a da avaliação das matérias constitucionais numa única política. pelo menos enquanto durar o principio da unanimidade já que se o princípio da maioria foi posto em pratica.

em que mais importante do que tudo será a forma como um empresário reage. uma união entre estas duas potências pode significar igualmente uma maior unidade e cooperação entre os países membros para futuros objectivos comuns. não podem ser mais encaradas como um processo manipulador da economia. em geral. não se pode desconectar das restantes políticas praticadas no restante mundo económico. em que ele alega que serão extremamente elevados. solitariamente. O Banco Central alemão foi o primeiro a compreender que uma política monetária nacional já pouco valor tem. a época em que os países poderiam utilizar as políticas de câmbio e. uma vez que se parar neste momento as consequências deste acto poderão ser bem piores do que as que poderão surgir no futuro de uma União Europeia e Económica. se revela. esta não irá provocar nenhum reajustamento macro-económico se for usada. como já vimos. assim. em especial.Universidade Portucalense económica Sociologia Neste texto vamos tentar analisar a opinião de quatro professores. Um outro ponto será os custos da transacção de uma moeda para outra. em que o primeiro seria a competitividade. um choque negativo na economia deve ser encarado como um sinal de mudança necessária: uma mudança para novos negócios. uma vez que os restantes países tenderão a seguir o seu exemplo na esperança de se fortalecerem. Passou. Para tal ele vai abordar alguns pontos. uma desvalorização. uma política ineficaz. Segundo o Prof. O ponto mais importante é a abdicação das moedas nacionais por uma moeda única. uma vez que as economias. mas tal poderá não estar totalmente correcto. seguido dos perigos de uma desvalorização que. que nos tentarão elucidar acerca da União Monetária. Podemos ainda retirar outras duas conclusões: a primeira é que. Para os Federalistas Europeus este é o começo da criação de um governo Europeu e o alargamento da esfera de influência da mesma. uma segunda posição: é a de que nem uma política monetária nem uma política cambial poderão ser usadas com o intuito de fomentar um crescimento do rendimento real. Uma das questões a que o autor nos responde é a seguinte: deve ou não concretizar-se uma união económica na Europa. das consequências previstas e de como se deverá desenrolar este processo. igualmente. 30 . o formato de uma Política Europeia de Segurança Externa. nenhum país perde mobilidade económica porque as taxas de câmbio. o exemplo dado por ambos os países será muito importante. uma vez que tal choque dificilmente terá um impacto sobre todas as áreas económicas de uma nação. segundo o seu ponto de vista. do ponto de vista do Prof. novas áreas de acção. como método para estimular um crescimento económico. da continuidade ou não da mesma. e ao fazer-se tal gesto. Prize. qualquer que seja a política cambial utilizada. Prize a melhor forma de reajustar uma economia está nas mãos dos próprios empresários. e principalmente uma economia que se quer global e de união. especialmente como estimulador do crescimento. Este deverá ser um processo imparável que poderá assumir. Para Prize muito do sucesso envolve a França e a Alemanha.

Dr. É de temer. Nishiyama cada vez será mais necessário o estabelecimento de políticas comuns entre as indústrias e entre todos os restantes intervenientes económicos. tenderá a aumentar. que muitas vezes era necessária para saber o preço de um produto a ser pago em moeda estrangeira. no futuro. No entanto. assim como uma baixa geral no crescimento das economias e no potencial de crescimento destas. será de temer o desemprego que. de certeza. de medidas proteccionistas. à falta de liberdade e. consequentemente. Com a entrada em circulação da moeda única tenderão a baixar os custos de informação. à estagnação da liberdade pessoal. embora a primeira prevaleça. Prize. Nishiyama que defende que o Prof.Universidade Portucalense económica Sociologia O risco de flutuação cambial é real. já que para alguns sectores ela serviria como motor de desenvolvimento. tais riscos para aqueles países que. assim como dos subsídios das empresas. Tal como a desvalorização. Prize foi o Prof. o medo reside no facto de os países poderem fazer uso do Euro para reduzirem tal mal social. no princípio. nos primeiros anos do Euro. assim. estes poderão ser mais evidentes quanto mais nos aproximarmos dos critérios de convergência. Nishiyama deverá ser longo. Uma das pessoas que foi requisitada para comentar o trabalho do Prof. Dr. Dr. Dr. Quanto à questão da valorização ou desvalorização das taxas de câmbio importa desde já realçar a posição do Prof. como pensa o Prof. Nishiyama. mais 31 . que para o Prof. começa igualmente por prever um aumento do desemprego nos primeiros anos. o levantamento de medidas proteccionistas por parte da União Europeia contra os produtos do resto do mundo. embora tal possa parecer ao contrário para as famílias europeias. Nishiyama uma valorização faria com que factores importantes para o desenvolvimento do país ficassem mais baratos e. Só assim se poderá aproveitar ao máximo todas as vantagens da Moeda Única e ultrapassar o mais rápida e eficazmente possível todas as barreiras que se nos colocam. consequentemente. no futuro. a valorização pode ter efeitos negativos numa economia. porque isso iria levar. tão necessária para o desenvolvimento da liberdade política. mas não deixará nunca de influenciar os dados económicos desses países. e que começou por dizer que está de acordo com o primeiro quando diz que a maior vantagem da Moeda Única será a preservação do Mercado Único e que a grande desvantagem será a utilização. Para o Prof. Dr. O primeiro ponto de oposição será quanto ao tempo de duração do processo. poderá não ser por toda. mas tal poderá ser minimizado se se juntarem os esforços necessários para tal. deixando. Estão igualmente errados os países que depositam esperanças na Moeda Única como forma de valorização das suas moedas. Prize está errado quando afirma que políticas de desvalorização não produzem nenhum efeito real nas economias. assim. ficarão fora da moeda única (esperemos só que tal política não sirva de pretexto para a implantação de políticas proteccionistas). Do ponto de vista do Prof. o que provocará uma intensificação nas lutas laborais pela expansão das políticas sociais.

sendo assim problemas monetários terão que ser resolvidos com verdadeiras políticas monetárias. os próprios programas de cooperação sofreriam mudanças significativas. e tal como o Prof. Ele diz o seguinte: “Unity is the enemy of freedom. Mais uma vez. Becker tal política só irá fortalecer a competitividade e a ideia de comércio livre. And variety is the real friend of freedom”. Nishiyama alerta-nos para a perda da nossa liberdade. políticas estas que como já sabemos serão ineficientes já que exportadas e importadas. Dr. O Prof. ele propõe-se demonstrar se as zonas de comércio livre devem coincidir ou não com as zonas de integração monetária. irá sim proporcionar uma expansão das várias trocas comerciais e uma alteração na estrutura dos bens de troca. Este pensamento é também partilhado por Tenesse Williams. ou mesmo de que se tal viesse a evitar o uso de políticas proteccionistas. livros consultados e textos fornecidos pelo docente desta disciplina procuramos estabelecer uma conexão lógica entre os diferentes aspectos estudados. Importa igualmente salientar que a liberalização do comércio não irá trazer nenhuma alteração significativa na Balança Comercial. ele parte do princípio de que uma política dessas no início poderia ser benéfica mas. especialmente se se usar o pretexto de que tal iria evitar mudanças negativas na competitividade das economias. o Prof. Se pensarmos no caso europeu a passagem para a moeda em princípio será sempre positiva já que tal irá levar a uma harmonização das políticas económicas dos vários países membros. O Prof. especialmente e na nossa casa um melhor acesso das PME’s a tecnologia industrial tão necessária à sua competitividade com as restantes indústrias. Este professor parece vir fortalecer a ideia de que por detrás de uma diversidade de moedas está implicitamente conectada a ideia de liberdade e de que a moeda única iria como que restringir a liberdade dos cidadãos europeus. O Prof. sendo assim.Universidade Portucalense económica Sociologia acessíveis. outros serão prejudicados. Conclusão Após a análise detalhada dos vários textos recolhidos nos mais diversos meios de comunicação nomeadamente revista. Salin abordou igualmente a questão da união monetária mas agora sobre um ponto de vista diferente. tornando-se assim mais baratos e mais acessíveis. importante para o nosso desenvolvimento. G. embora possam ajudar uns sectores económicos. artigos de jornais. Prize. Salin propõe-se no entanto a abordar a questão da moeda única tomando em conta a natureza do dinheiro e o papel que ele desempenha na economia e sendo assim numa economia de interesses e necessidades variadas nada mais normal do que a existência de uma diversidade de moedas já que tal não irá afectar de um modo negativo a competitividade mas pelo contrário como disse recentemente o Prof. e a resposta para este professor é a de que tal não será necessário. a longo prazo tal poderia ser negativo fornecendo dados errados sobre a economia aos produtores. Salin também aborda a questão das taxas de câmbio e da sua utilização por parte dos governos como um instrumento da política económica. 32 .

Victor Constâncio considera que as empresas portuguesas seriam beneficiadas devido a uma diminuição e a uma estabilidade cambial o que lhes permitiria concorrer com as potências industrias de uma forma equivalente. neste caso. Contudo será que a política seguida nos últimos anos pelo governo de Cavaco Silva foi bem sucedida pelas empresas. o Modelo Confederativo é carácter descentralizado porque apoia-se no Príncipio da Unanimidade que protege os Estados Membros dos abusos de poder de outros Estados Membros. isto é.Universidade Portucalense económica Sociologia Confrontando-nos com as mais diversas visões conseguimos retirar uma opinião que pensamos ser a mais correcta sobre Portugal na União Monetária e os problemas a actualmente nos deparamos como seja o caso das assimetrias regionais. Segundo uma visão optimista do Sr. Quanto a vantagens e desvantagens da entrada na União monetária pelos Estados Membros decidimos aplicar estes aspectos a um dos estados-membros . como foi anteriormente referido conhecemos a sua realidade económica e social. visando um progresso homogéneo construído com base na tradição e solidariedade. Tal nos é advertido em recente artigo de opinião pelo Sr. Existem autores que defendem um modelo federal e outros um modelo baseado numa confederação. Não será esta uma visão demasiado optimista? Mas não pense alguém que nos primeiros tempos de integração teremos uma economia sólida porque como é esperado por todos não nos espera um cenário muito acolhedor o que poderá levar a alguma descrença na opinião pública sobre a integração de Portugal na União Monetária. tanto ricos como pobres. e que futuramente melhor poderemos avaliar as consequências que advirão deste passo fulcral do economia portuguesa. Dr.E. Portugal porque.E. Professor Doutor Cavaco Silva referindo "Se Portugal não for seleccionado é minha difícil profunda convicção que o 33 . Contudo este modelo político não está isento de críticas visto ser essa unanimidade uma vontade própria de todos os países. ou estaremos na presença de um mero jogo de influências? Estarão os países mais desfavorecidos submetidos às políticas impostas pelos países dominantes ou terão que adoptar uma política "Maria vai com todos" ? Por estas razões decidimos defender um terceiro Modelo Intermédio que combata os excessos de um super-estado (federalismo) e a passividade que poderá surgir nas tomadas de decisão pelo Princípio da Unanimidade (confederalismo). Este modelo defendido deverá assentar numa solidariedade espontânea com a utilização do Princípio da Maioria para tomadas de decisão. já que a sua criatividade é indispensável para o fortalecimento da economia de mercado. Apresentando noções e esclarecimentos do que é a Europa e os efeitos da entrada de Portugal na C. não impedindo a dinamização dos grupos intermédios e países menos desfavorecidos. Rejeitamos parcialmente estes dois modelos distintos já que o Modelo Federal que assenta em um super-estado poderá sustentar o domínio dos países mais fortes tanto a nível económico como político que poderá conduzir às assimetrias regionais e além do mais para existir dinamização da economia é necessário a livre espontaneidade dos Estados Membros e não uma restrição desses mesmos. Por outro lado. apresentaremos de seguida a opinião dos elementos deste grupo de trabalho respectivamente às vantagens e desvantagens da adesão de Portugal à União Monetária e os modelos políticos de funcionamento pelos quais esta última se deve reger. o jogo limpo.

34 .Universidade Portucalense económica Sociologia nosso futuro colectivo será mais difícil e o bem estar dos Portugueses será prejudicado" e afirmando mesmo que era lamentável que Portugal fosse excluído de acompanhar o passo da construção Europeia que começa em 1999 já que para ele o mais difícil já está feito. Esta última posição contraria aquela denunciada pelo Ministro Holandês dos Negócios Estrangeiros publicadas recentemente em que afirma que Portugal não estaria preparado para incluir o pelotão da frente para a integração na União Monetária. Face a estas posições antagónicas vemo-nos obrigados a dar tempo ao tempo para retirar a conclusão mais correcta e consensual da futura realidade que se nos deslumbra.

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