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Rubens Vaz Ianelli nasceu em 1953 na cidade de São Paulo.

Filho do artista plástico Arcangelo
Ianelli e sobrinho de Thomaz Ianelli, pintor e aguarelista, Rubens teve uma estreita ligação com as
artes desde a infância.

Destaca-se, ao longo de sua carreira, a partir da década de 1970, além do engajamento na luta
contra o regime militar e actuação no movimento estudantil, a activa participação nos Salões de
Arte Moderna e Contemporânea do país, onde obteve os seus primeiros prémios de pintura com
trabalhos geométricos.

Nos anos 1980, inicia o estudo de Medicina. Em 1989 realiza no Centro Cultural Vergueiro, em São
Paulo, a sua primeira mostra individual, intitulada “Homenagem aos Povos que Lutam”. Marca
presença nos salões nacionais e obtém novos prémios com as suas colagens.
Nos anos 1990, o artista prossegue o seu exercício autodidacta de observação. As técnicas
diversificam-se – carvão, grafite, pastel, guache, óleo, nanquim, extracto de nogueira – e a
exploração da figura aprimora-se. Consta, também dessa época, a incursão de Rubens no mundo
da pesquisa científica ligada aos estudos de saúde pública, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-
Rio), e o trabalho como sanitarista na área de grandes epidemias entre populações indígenas do
Brasil. O convívio com mais de 10 etnias diferentes influencia a sua produção artística, sobretudo
sob o aspecto gráfico.

Ao final de 1999, Rubens recebe o convite do Ministério da Saúde para ajudar na implantação dos
distritos sanitários indígenas no Acre, onde permanece durante todo o ano de 2000. Como médico,
seu trabalho social atinge o ápice e a sua actividade amplia-se em prol da organização dos
serviços de saúde dirigidos às populações nativas. Como artista, a sua produção ganha matrizes
cada vez mais próximas da cultura de raiz, sob a influência não apenas da arquitectura das
habitações indígenas, mas, principalmente, do grafismo de diferentes etnias, que tem a sua
expressão máxima na pintura corporal.

Em 2001, Rubens distancia-se da saúde pública para então se dedicar integralmente à arte,
sempre em busca de um caminho próprio, alheio à rigidez das escolas e do senso-comum das
tendências de linguagem. Além do desenho e da pintura, Rubens faz incursão no objecto, na
gravura e na escultura. Em 2003, ele dedica-se à elaboração de maquetes de escultura em ferro,
tendo como base os seus trabalhos geométricos da década de 1970.
Mantendo seu atelier em São Paulo, Rubens executa, a partir de 2004, pinturas em grandes
dimensões, esculturas em ferro e objectos, até agora, em grande parte, nunca expostos.