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apostila Gestão da Informação

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  • CAPÍTULO I
  • A importância da Informação
  • Sistema de Informação1
  • Informação, competitividade e estratégia
  • Classificação das Informações
  • Ciclo de Vida da Informação2
  • CAPÍTULO II
  • Segurança da Informação e seus Critérios
  • Morais da Segurança e Composição da Segurança3
  • CAPÍTULO III
  • Outros Conceitos
  • Ameaças
  • Ataques
  • Vulnerabilidades
  • Por que sistemas são vulneráveis4
  • CAPÍTULO IV
  • Mecanismos para Controles de Segurança
  • Autenticação e autorização
  • Combate a ataques e invasões
  • Firewall5
  • Detector de Intrusos6
  • Privacidade das Comunicações
  • Criptografia
  • Assinatura Digital
  • Virtual Private Network 7
  • Public Key Infrastructure
  • Esteganografia8
  • Processos de Segurança
  • Service Level Agreement ou Acordo de Nível de Serviço
  • Outros processos de Segurança
  • CAPÍTULO V
  • Algumas Leis da Segurança
  • Leis Fundamentais
  • As 10 Leis Imutáveis da Segurança
  • CAPÍTULO VI
  • Processo de Segurança
  • CAPÍTULO VII
  • Políticas de Segurança9
  • Definindo um Política de Segurança de Informações
  • Armadilhas
  • Como organizar um golpe
  • Divisões da Política
  • Texto em nível estratégico
  • Texto em nível tático
  • Texto em nível operacional
  • Conteúdo da Política
  • O que estamos protegendo ?
  • Métodos de proteção
  • Responsabilidades
  • Uso adequado
  • Conseqüências
  • Penalidades
  • Para relaxar e refletir
  • Estudo de Caso
  • CAPÍTULO VIII
  • Barreiras de Segurança
  • Cenário 1
  • Cenário 2
  • CAPÍTULO IX
  • Gerenciamento de Risco
  • Conceitos Básicos
  • Importância da Informação
  • Vale a pena proteger tudo ?
  • Proteger contra o quê ?
  • Mas como proteger uma informação ?
  • A Análise
  • CAPÍTULO X
  • Contingência ou Plano de Continuidade de Negócios
  • Definições
  • Conceitos10
  • Justificando
  • Estratégias de Contingência11
  • Planos de Contingência
  • Principais fases de elaboração do Plano de Contingência Corporativo
  • Riscos Envolvidos
  • Mais Informações
  • Caso Tylenol:estudo de caso
  • Western Petroleum Transportation Inc. :Estudo de Caso
  • CAPÍTULO XI
  • Auditoria em Informática
  • Introdução
  • Perfil do Profissional Auditor em Informática
  • Posicionamento da Auditoria dentro da organização
  • Importância da Auditoria e suas fases
  • Pré-Auditoria
  • Auditoria
  • Pós-Auditoria
  • Inter-Relação entre auditoria e segurança em informática
  • A atividade de auditoria em segurança de informação
  • CAPÍTULO XII
  • Legislação
  • Legislação Brasileira e Instituições Padronizadoras
  • Considerações12
  • Crime digital13
  • Crimes contra a pessoa
  • Crimes contra o patrimônio
  • Crimes contra a propriedade imaterial
  • Crimes contra os costumes
  • Crimes contra a incolumidade pública
  • Crimes contra a paz pública
  • Outros crimes menos comuns
  • Legislação específica para o meio digital14
  • CAPÍTULO XIII
  • Segregação de Ambiente e Funções
  • Segregação de Funções
  • Separação dos ambientes de desenvolvimento e de produção
  • CAPÍTULO XIV
  • A Questão Humana na Segurança da Informação
  • CAPÍTULO XV
  • Um modelo para Implantação da Segurança
  • Definição dos Serviços ou Mecanismos
  • O modelo conforme os princípios da segurança
  • CAPÍTULO XVI
  • Instituições Padronizadoras e Normas de Segurança
  • Pequeno histórico sobre o surgimento das Normas de Segurança16
  • Normas Existentes sobre Segurança
  • COBIT
  • TESTES E EXERCÍCIOS
  • Referências Bibliográficas

Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano marcos@laureano.eti.

br 01/06/2005

GESTÃO DE SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO
CAPÍTULO I .................................................................................................................... 4 A importância da Informação ........................................................................................... 4 Sistema de Informação ................................................................................................. 5 Informação, competitividade e estratégia..................................................................... 7 Classificação das Informações...................................................................................... 8 Ciclo de Vida da Informação........................................................................................ 9 CAPÍTULO II................................................................................................................. 11 Segurança da Informação e seus Critérios...................................................................... 11 Morais da Segurança e Composição da Segurança .................................................... 14 CAPÍTULO III ............................................................................................................... 15 Outros Conceitos ............................................................................................................ 15 Ameaças ..................................................................................................................... 15 Ataques ....................................................................................................................... 16 Vulnerabilidades......................................................................................................... 17 Por que sistemas são vulneráveis............................................................................ 18 CAPÍTULO IV ............................................................................................................... 20 Mecanismos para Controles de Segurança ..................................................................... 20 Autenticação e autorização......................................................................................... 20 Combate a ataques e invasões .................................................................................... 21 Firewall................................................................................................................... 21 Detector de Intrusos................................................................................................ 24 Privacidade das Comunicações .................................................................................. 25 Criptografia............................................................................................................. 25 Assinatura Digital ................................................................................................... 30 Virtual Private Network ........................................................................................ 31 Public Key Infrastructure ....................................................................................... 35 Esteganografia ........................................................................................................ 36 Processos de Segurança .............................................................................................. 41 Service Level Agreement ou Acordo de Nível de Serviço...................................... 41 Outros processos de Segurança .............................................................................. 43 CAPÍTULO V ................................................................................................................ 44 Algumas Leis da Segurança ........................................................................................... 44 Leis Fundamentais...................................................................................................... 44 As 10 Leis Imutáveis da Segurança............................................................................ 46 CAPÍTULO VI ............................................................................................................... 50 Processo de Segurança ................................................................................................... 50 CAPÍTULO VII.............................................................................................................. 55 Políticas de Segurança .................................................................................................... 55 Definindo um Política de Segurança de Informações ................................................ 56 Armadilhas ............................................................................................................. 57 Como organizar um golpe ...................................................................................... 58 Divisões da Política .................................................................................................... 59 Texto em nível estratégico...................................................................................... 59 Texto em nível tático .............................................................................................. 60 Texto em nível operacional .................................................................................... 60 Conteúdo da Política................................................................................................... 61 O que estamos protegendo ?................................................................................... 61 Métodos de proteção............................................................................................... 62

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Responsabilidades .................................................................................................. 62 Uso adequado ......................................................................................................... 63 Conseqüências ........................................................................................................ 64 Penalidades ............................................................................................................. 64 Para relaxar e refletir .................................................................................................. 64 Estudo de Caso ........................................................................................................... 64 CAPÍTULO VIII ............................................................................................................ 66 Barreiras de Segurança ................................................................................................... 66 Cenário 1 .................................................................................................................... 68 Cenário 2 .................................................................................................................... 69 Estudo de Caso ........................................................................................................... 69 CAPÍTULO IX ............................................................................................................... 70 Gerenciamento de Risco................................................................................................. 70 Conceitos Básicos....................................................................................................... 70 Importância da Informação......................................................................................... 71 Vale a pena proteger tudo ? ........................................................................................ 73 Proteger contra o quê ? ............................................................................................... 73 Mas como proteger uma informação ? ....................................................................... 74 A Análise .................................................................................................................... 77 Estudo de Caso ........................................................................................................... 80 CAPÍTULO X ................................................................................................................ 82 Contingência ou Plano de Continuidade de Negócios.................................................... 82 Definições................................................................................................................... 82 Conceitos .................................................................................................................... 82 Justificando................................................................................................................. 84 Estratégias de Contingência........................................................................................ 84 Planos de Contingência .............................................................................................. 86 Principais fases de elaboração do Plano de Contingência Corporativo...................... 87 Riscos Envolvidos ...................................................................................................... 87 Mais Informações ....................................................................................................... 88 Estudo de Caso ........................................................................................................... 88 Caso Tylenol:estudo de caso. ................................................................................. 89 Western Petroleum Transportation Inc. :Estudo de Caso....................................... 93 CAPÍTULO XI ............................................................................................................... 96 Auditoria em Informática ............................................................................................... 96 Introdução................................................................................................................... 96 Perfil do Profissional Auditor em Informática ........................................................... 97 Posicionamento da Auditoria dentro da organização ................................................. 97 Importância da Auditoria e suas fases ........................................................................ 97 Pré-Auditoria .......................................................................................................... 98 Auditoria................................................................................................................. 98 Pós-Auditoria.......................................................................................................... 98 Inter-Relação entre auditoria e segurança em informática ......................................... 99 A atividade de auditoria em segurança de informação............................................... 99 CAPÍTULO XII............................................................................................................ 102 Legislação..................................................................................................................... 102 Legislação Brasileira e Instituições Padronizadoras ................................................ 102 Considerações........................................................................................................... 103 Crime digital ............................................................................................................. 104

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Crimes contra a pessoa ......................................................................................... 105 Crimes contra o patrimônio .................................................................................. 105 Crimes contra a propriedade imaterial ................................................................. 105 Crimes contra os costumes ................................................................................... 106 Crimes contra a incolumidade pública ................................................................. 106 Crimes contra a paz pública ................................................................................. 106 Outros crimes menos comuns............................................................................... 106 Legislação específica para o meio digital................................................................. 107 Prova de autoria e dificuldades técnicas que atrapalham a captura de criminosos virtuais ...................................................................................................................... 107 CAPÍTULO XIII .......................................................................................................... 109 Segregação de Ambiente e Funções ............................................................................. 109 Introdução................................................................................................................. 109 Segregação de Funções............................................................................................. 109 Separação dos ambientes de desenvolvimento e de produção ................................. 110 CAPÍTULO XIV .......................................................................................................... 112 A Questão Humana na Segurança da Informação ........................................................ 112 CAPÍTULO XV............................................................................................................ 116 Um modelo para Implantação da Segurança ................................................................ 116 Definição dos Serviços ou Mecanismos................................................................... 117 O modelo conforme os princípios da segurança....................................................... 118 CAPÍTULO XVI .......................................................................................................... 123 Instituições Padronizadoras e Normas de Segurança ................................................... 123 Pequeno histórico sobre o surgimento das Normas de Segurança ........................... 123 Normas Existentes sobre Segurança......................................................................... 126 COBIT ...................................................................................................................... 127 TESTES E EXERCÍCIOS ............................................................................................ 129 Referências Bibliográficas............................................................................................ 130

como qualquer outro ativo importante para os negócios. tem um valor para a organização e conseqüentemente necessita ser adequadamente protegida (NBR 17999. 2000). A informação tem um valor altamente significativo e pode representar grande poder para quem a possui.br 01/06/2005 4 CAPÍTULO I A importância da Informação A informação é o dado com uma interpretação lógica ou natural dada a ele por seu usuário (Rezende e Abreu. tecnologias e pessoas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. a informação é o principal patrimônio da empresa e está sob constante risco (Dias. 2000). A informação representa a inteligência competitiva dos negócios e é reconhecida como ativo crítico para a continuidade operacional e saúde da empresa (Sêmola. Na sociedade da informação. Objetivos Estratégico PROCESSOS Tático PESSOAS Desafios Operacional Metas TECNOLOGIAS Vivemos em uma sociedade eu se baseia em informações e que exibe uma crescente propensão para coletar e armazenar informações e o uso efetivo da informação permite que uma organização aumente a eficiência de suas operações (Katzam. pois está integrada com os processos.pucpr. o relacionamento dos processos. 2000). 1977). A informação é um ativo que. A próxima figura demonstra. do ponto de vista estratégico. 2003). A informação contém valor. As empresas já perceberam que o domínio da tecnologia como aliado . 2003). A informação e o conhecimento serão os diferenciais das empresas e dos profissionais que pretendem destacar-se no mercado e manter a sua competitividade (Rezende e Abreu. pessoas e tecnologias.

Essas atividades são a entrada. Furlan e Higo. Dispor da informação correta. Sistema de Informação1 Um sistema de informação pode ser definido tecnicamente como um conjunto de componentes inter-relacionados que coleta (ou recupera). a coordenação e o controle de uma organização. processa.br 01/06/2005 5 para o controle da informação é vital. significa tomar uma decisão de forma ágil e eficiente. esses sistemas também auxiliam os gerentes e trabalhadores a analisar problemas. à coordenação e ao controle. diferenciada e salvaguardada. Além de dar suporte à tomada de decisões. 1 Baseado em (Laudon e Laudon. Com a evolução dos dados e sistemas. locais e coisas significativas para a organização ou para o ambiente que a cerca. controlar operações. O controle da informação é um fator de sucesso crítico para os negócios e sempre teve fundamental importância para as corporações do ponto de vista estratégico e empresarial (Synnat. Feliciano Neto. Os sistemas de informação contêm informações sobre pessoas. deve ser administrada em seus particulares. armazena e distribui informações destinadas a apoiar a tomada de decisões.pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. o processamento e a saída (veja a próxima figura). na hora adequada. analisar problemas e criar novos produtos ou serviços. inteligência e real capacidade de gestão. 2004) . 1987. a informação ganhou mobilidade. A informação é substrato da inteligência competitiva. visualizar assuntos complexos e criar novos produtos. Três atividades em um sistema de informação produzem as informações de que as organizações necessitam para tomar decisões. 1988).

O processamento converte esses dados brutos em uma forma mais significativa. que é a entrada que volta a determinados membros da organização para ajudá-los a avaliar ou corrigir o estágio de entrada. Na verdade. como as que fazem avaliação de crédito.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. A saída transfere as informações processadas às pessoas que as utilizarão ou às atividades em que serão empregadas. sem sistema de informação não haveria negócios. Os sistemas de informação também requerem um feedback. Os sistemas de informação são partes integrantes das organizações.pucpr. Os administradores de hoje devem saber como estruturar e coordenar as diversas tecnologias de informação e aplicações de sistemas empresariais para atender às necessidades de informação de cada nível da organização e às necessidades da organização como um todo.br 01/06/2005 6 A entrada captura ou coleta dados brutos de dentro da organização ou de seu ambiente externo. para algumas empresas. .

A informação é essencial para a criação de uma organização flexível na qual existe um constante aprendizado.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. As organizações estão modificando-se profundamente. . descentralizando decisões e constituindo parcerias. criando unidades de negócios autônomas.pucpr. Ter o controle sobre este ambiente é essencial para a qualidade dos serviços prestados pela empresa. competitividade e estratégia Segundo (Rezende e Abreu. que flui entre suas várias partes. Desta forma. os sistemas de informação são essenciais para qualquer organização (veja a próxima figura). o sistema de informação é uma solução organizacional e administrativa baseada na tecnologia de informação para enfrentar um desafio proposto pelo ambiente (Laundon e Laudon. A informação auxilia os executivos a identificar tanto as ameaças quanto as oportunidades para a empresa e cria o cenário para uma resposta competitiva mais eficaz. Da perspectiva de uma empresa. A informação funciona também como um recurso essencial para a definição de estratégias alternativas. invertendo suas pirâmides organizacionais. A eficácia de uma empresa pode ser definida pela relação entre resultados obtidos e resultados pretendidos. é necessário que estas sejam baseadas em informação. 2000). A garantia de sua integração e da manutenção de parâmetros comuns de atuação é dada pela informação. a informação desempenha papéis importantes tanto na definição quanto na execução de uma estratégia. que passa a ser a principal matéria-prima de qualquer organização. Para que uma empresa possa adotar políticas estratégicas eficazes. 2004).br 01/06/2005 7 Informação.

precisão. qualquer que seja. perdas financeiras. Interna – o acesso a esse tipo de informação deve ser evitado. .Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. ou de confiabilidade perante o cliente externo. determinada informação pode ser tão vital que o custo de sua integridade. cuja integridade deve ser preservada a qualquer custo e cujo acesso deve ser restrito a um número bastante reduzido de pessoas. • • • Entretanto. 1991. Classificação das Informações Nem toda informação é crucial ou essencial a ponto de merecer cuidados especiais. interpretabilidade e valor geral da informação. embora as conseqüências do uso não autorizado não sejam por demais sérias. atualidade. O conceito de engenharia da informação – que é um conjunto empresarial de disciplinas automatizadas. 1996) é exposto. Sua integridade é importante. e cuja integridade não é vital.br 01/06/2005 8 A informação certa comunicada a pessoas certas é de importância vital para a empresa.pucpr. é necessários um cuidado detalhado com a integridade. Abreu. Feliciano Neto. Por outro lado. 1988) – já demonstrava a importância da segurança da informação para as instituições. 2001. cuja divulgação ou perda pode levar a desequilíbrio operacional. Para a tomada de decisões. mesmo que não seja vital. a necessidade de classificação da informação em níveis de prioridade. A manipulação desse tipo de informação é vital para a companhia. independentemente da relevância ou tipo da informação. Secreta – informação crítica para as atividades da empresa. Confidencial – informação restrita aos limites da empresa. Em (Wadlow. Furlan e Higo. respeitando a necessidade de cada empresa assim como a importância da classe de informação para a manutenção das atividades da empresa: • Pública – informação que pode vir a público sem maiores conseqüências danosas ao funcionamento normal da empresa. dirigindo ao fornecimento da informação correta para a pessoa certa no tempo exato (Martin. além de permitir vantagem expressiva ao concorrente. Algumas informações são centrais para organização e a divulgação parcial ou total destas pode alavancar um número de repercussões cuja complexidade pode ser pouco ou nada administrável pela organização com conseqüências possivelmente nefastas. 2000. pois possibilita o apoio para a tomada de decisões em qualquer âmbito institucional. Boran. ainda será menor que o custo de não dispor dela adequadamente. a gestão dos dados organizacionais é estratégica. e eventualmente.

mas a falta dela custa muito mais. a qualidade dos processos custa dinheiro. mantêm a operação da empresa. 1992). a segurança custa dinheiro mas a sua ausência poderá custar muito mais. se utilizam sangue (analogamente. tecnológicos e humanos). Os órgãos (analogamente. para pôr em funcionamento os 2 Baseado em (Sêmola. Os momentos são vivenciados justamente quando os ativos físicos. A próxima figura demonstra uma relação entre o corpo humano e o negócio de uma empresa. Estabelecendo uma analogia. informação). sustentando processos que. pos sua vez. 2003) .pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. ativos físicos. Ciclo de Vida da Informação2 O Ciclo de Vida é composto e identificado pelos momentos vividos pela informação que a colocam em risco. tecnológicos e humanos fazem uso da informação.br 01/06/2005 9 Conforme (Crosby.

Descarte – Momento em que a informação é descartada. ainda. ainda. . ou. por exemplo. a continuidade do negócio). por exemplo. (analogamente. seja ao encaminhar informações por correio eletrônico. respiratório. a próxima figura revela todos os 4 momentos do ciclo de vida que são merecedores de atenção. • • • • Manuseio – Momento em que a informação é criada e manipulada. Correspondendo às situações em que a informação é exposta a ameaças que colocam em risco suas propriedades. atingindo a sua segurança. manter a consciência e a vida do indivíduo (analogamente. ou. por exemplo. ou. ao falar ao telefone uma informação confidencial. seja ao eliminar um arquivo eletrônico em seu computador de mesa. Transporte – Momento em que a informação é transportada. ou ainda. ao descartar um CDROM usado que apresentou falha na leitura. seja em um banco de dados compartilhado. seja ao folhear um maço de papéis. ao digitar informações recém-geradas em uma aplicação Internet. seja ao depositar na lixeira da empresa um material impresso. ao utilizar sua senha de acesso para autenticação.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 10 sistemas digestivo. processos de negócio). Armazenamento – Momento em que a informação é armazenada. etc. para conseqüentemente. em uma anotação de papel posteriormente postada em um arquivo de ferro. ainda em uma mídia de disquete depositada na gaveta da mesa de trabalho.pucpr. ao postar um documento via aparelho de fax.

Disponibilidade – A informação ou sistema de computador deve estar disponível no momento em que a mesma for necessária. A segurança da informação é a proteção dos sistemas de informação contra a negação de serviço a usuários autorizados. Krause e Tipton. abrangendo a segurança dos recursos humanos. Dias. 2003. • • . É a proteção de sistemas de informação para impedir que pessoas não autorizadas tenham acesso ao mesmo. deter e documentar eventuais ameaças a seu desenvolvimento (NBR 17999. Segurança é a base para dar ás empresas a possibilidade e a liberdade necessária para a criação de novas oportunidades de negócio. uma vez que se tornaram vulneráveis a um número maior de ameaças.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. assim como contra a intrusão. assim como as destinadas a prevenir. 2003. integridade e disponibilidade – que conforme (NBR 17999. Wadlow. 2000. 2000. da documentação e do material. e conseqüentemente a Internet mudaram as formas como se usam sistemas de informação. 2004). 1999). assim como os riscos à privacidade e integridade da informação. É evidente que os negócios estão cada vez mais dependentes das tecnologias e estas precisam estar de tal forma a proporcionar confidencialidade. O aspecto mais importante deste item é garantir a identificação e autenticação das partes envolvidas. 2002). Krause e Tipton. detectar. É a proteção dos dados ou informações contra modificações intencionais ou acidentais não-autorizadas. Albuquerque e Ribeiro. as redes virtuais privadas e os funcionários móveis. As redes de computadores. armazenados. em processamento ou em trânsito. são os princípios básicos para garantir a segurança da informação – das informações: • Confidencialidade – A informação somente pode ser acessada por pessoas explicitamente autorizadas. As possibilidades e oportunidades de utilização são muito mais amplas que em sistemas fechados. as empresas começaram a despertar para a necessidade de segurança. e a modificação não-autorizada de dados ou informações. das áreas e instalações das comunicações e computacional. Integridade – A informação deve ser retornada em sua forma original no momento em que foi armazenada. é muito importante que mecanismos de segurança de sistemas de informação sejam projetados de maneira a prevenir acessos não autorizados aos recursos e dados destes sistemas (Laureano. Portanto. 1999. como o comércio eletrônico.br 01/06/2005 11 CAPÍTULO II Segurança da Informação e seus Critérios Com a dependência do negócio aos sistemas de informação e o surgimento de novas tecnologias e formas de trabalho.

Privacidade – Foge do aspecto de confidencialidade. Característica das informações que possuem valor legal dentro de um processo de comunicação. Sêmola. pois seus sistemas de informação serão mais confiáveis. 2002. Shirey. É a capacidade de um usuário realizar ações em um sistema sem que seja identificado. 1999. identificando os participantes. que viabiliza uma auditoria. mas não privada. • • • . pois uma informação pode ser considerada confidencial. proporcionando maior controle sobre os recursos de informática. Albuquerque e Ribeiro. a origem do dado ou informação. Aderência de um sistema à legislação.br 01/06/2005 12 O item integridade não pode ser confundido com confiabilidade do conteúdo (seu significado) da informação. Sandhu e Samarati.pucpr. 1994) defendem que para uma informação ser considera segura. nacional ou internacional vigentes. A segurança visa também aumentar a produtividade dos usuários através de um ambiente mais organizado. que a informação não será disponibilizada para outras pessoas (neste é caso é atribuído o caráter de confidencialidade a informação). 2000. Garante ainda. viabilizando até o uso de aplicações de missão crítica. Auditoria em software significa uma parte da aplicação.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. mas deve permanecer integra (não sofrer alterações por pessoas não autorizadas). o sistema que o administra ainda deve respeitar: • • Autenticidade – Garante que a informação ou o usuário da mesma é autêntico. 2003. Não é possível negar o envio ou recepção de uma informação ou dado. Legalidade – Garante a legalidade (jurídica) da informação. Atesta com exatidão. onde todos os ativos estão de acordo com as cláusulas contratuais pactuadas ou a legislação política institucional. Auditoria – Rastreabilidade dos diversos passos que um negócio ou processo realizou ou que uma informação foi submetida. Wadlow. Uma informação privada deve ser vista / lida / alterada somente pelo seu dono. 2000. Consiste no exame do histórico dos eventos dentro de um sistema para determinar quando e onde ocorreu uma violação de segurança. A combinação em proporções apropriadas dos itens confidencialidade. os locais e horários de cada etapa. 2000. Outros autores (Dias. ou conjunto de funções do sistema. disponibilidade e integridade facilitam o suporte para que as empresas alcancem os seus objetivos. Krause e Tipton. Não repúdio – Não é possível negar (no sentido de dizer que não foi feito) uma operação ou serviço que modificou ou criou uma informação. Uma informação pode ser imprecisa.

disponibilidade e auditoria. Auditoria e disponibilidade são dependentes da integridade e confidencialidade.br 01/06/2005 13 Em (Stoneburner. 2001) é sugerido que a segurança somente é obtida através da relação e correta implementação de 4 princípios da segurança: confidencialidade. pois estes mecanismos garantem a auditoria do sistema (registros históricos) e a disponibilidade do sistema (nenhum serviço ou informação vital é alterado). pois se alguma informação confidencial for perdida (senha de administrador do sistema. por exemplo) os mecanismos de integridade podem ser desativados.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. integridade. . Confidencialidade Integridade Integridade Confidencialidade Disponibilidade Auditoria Confidencialidade Integridade Confidencialidade Integridade SEGURANÇA A confidencialidade é dependente da integridade. os mecanismos que controlam a confidencialidade não são mais confiáveis. A próxima figura ilustra a relação dos princípios para a obtenção da segurança da informação. pois se a integridade de um sistema for perdida. A integridade é dependente da confidencialidade.pucpr.

a segurança também possui algumas "morais" que surgiram no decorrer do tempo: • As portas dos fundos são tão boas quanto às portas da frente.pucpr. na lista de distribuição de firewalls em 10 de dezembro de 1992 . ele vai ao redor delas buscando o ponto mais vulnerável.br 01/06/2005 14 Morais da Segurança e Composição da Segurança3 Como não poderia deixar de ser. • Um invasor não tenta transpor as barreiras encontradas. • Uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. 3 Publicação de Steve Bellovin.

incendiários. etc. processo ou pessoa. Ameaça de Análise: Uma análise da probabilidade das ocorrências e das conseqüências de ações prejudiciais a um sistema. Conseqüências de uma ameaça: Uma violação de segurança resultado da ação de uma ameaça. sozinhas pouco fazem. 2003). Voluntárias – Ameaças propositais causadas por agentes humanos como hackers.pucpr. é utilizado utilizamos o termo “threat” para definir ameaça. Involuntárias – Ameaças inconscientes. Algumas outras ameaças aos sistemas de informação: • . invasores. através de uma vulnerabilidade e conseqüentemente gerando um determinado impacto. Ameaça: Potencial violação de segurança. etc. 2000): • Ameaça Inteligente: Circunstância onde um adversário tem a potencialidade técnica e operacional para detectar e explorar uma vulnerabilidade de um sistema. Podem ser causados por acidentes. ação ou evento que poderia romper a segurança e causar o dano. E temos vários tipos de threat (Shirey. enchentes. poluição. as ameaças podem ser classificadas quanto a sua intencionalidade e ser divididas em grupos: • • Naturais – Ameaças decorrentes de fenômenos da natureza. decepção e rompimento. Existe quando houver uma circunstância. acontecimento ou entidade que possa agir sobre um ativo. usurpação.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. criadores e disseminadores de vírus de computador. erros. • • • A ameaça pode ser definida como qualquer ação. terremotos. quase sempre causadas pelo desconhecimento.br 01/06/2005 15 CAPÍTULO III Outros Conceitos Ameaças Em inglês. potencialidade. tempestades. As ameaças apenas existem se houverem vulnerabilidades. como incêndios naturais. Inclui: divulgação. espiões. ladrões. Conforme descrito em (Sêmola. falta de energia.

serviços. isto é.pucpr. Ataque pode ser definido como um assalto ao sistema de segurança que deriva de uma ameaça inteligente. O nível de sucesso depende da vulnerabilidade do sistema ou da atividade e da eficácia de contramedidas existentes. 2000). equipamentos • Incêndio • Problemas elétricos • Erros de usuários • Mudanças no programa • Problemas de telecomunicação Elas podem se originar de fatores técnicos.br 01/06/2005 16 • Falha de hardware ou software • Ações pessoais • Invasão pelo terminal de acesso • Roubo de dados. tendo por resultado a liberação dos dados. organizacionais e ambientais. Ataques Em inglês. 2004). violação da integridade da mensagem. tendo por resultado a alteração dos dados. Personificação: considera-se personificação a entidade que acessa as informações ou transmite mensagem se passando por uma entidade autêntica. O ataque é ato de tentar desviar dos controles de segurança de um sistema de forma a quebrar os princípios citados anteriormente. Um ataque pode ser ativo. agravados por más decisões administrativas (Laudon e Laudon. Interrupção: pode ser definida como a interrupção do fluxo normal das mensagens ao destino. O fato de um ataque estar acontecendo não significa necessariamente que ele terá sucesso. ou destrutivo visando à negação do acesso aos dados ou serviços (Wadlow. um ato inteligente que seja uma tentativa deliberada (especial no sentido de um método ou técnica) para invadir serviços de segurança e violar as políticas do sistema (Shirey. violação da autenticidade. Modificação: consiste na modificação de mensagens por entidades não autorizadas. é utilizado o termo “attack” para definir ataque.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. E existem vários tipos de ataques. 2000). Para implementar mecanismos de segurança faz-se necessário classificar as formas possíveis de ataques em sistemas: • • • • Interceptação: considera-se interceptação o acesso a informações por entidades não autorizadas (violação da privacidade e confidencialidade das informações). passivo. .

br 01/06/2005 17 Vulnerabilidades A vulnerabilidade é o ponto onde qualquer sistema é suscetível a um ataque. Não existe uma única causa para surgimento de vulnerabilidades. As vulnerabilidades estão presentes no dia-a-dia das empresas e se apresentam nas mais diversas áreas de uma organização. Muitas vezes encontramos vulnerabilidades nas medidas implementadas pela empresa. processos. ou seja. porém esta relação pode ser entendida como sendo de n para n.pucpr. partindo do principio de que não existem ambientes totalmente seguros. . cada vulnerabilidade pode estar presente em diversos ambientes computacionais. Todos os ambientes são vulneráveis. configurações. Identificar as vulnerabilidades que podem contribuir para as ocorrências de incidentes de segurança é um aspecto importante na identificação de medidas adequadas de segurança. conforme demonstra a próxima figura. é uma condição encontrada em determinados recursos. etc.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. A negligência por parte dos administradores de rede e a falta de conhecimento técnico são exemplos típicos. ou seja.

podemos concluir que são as vulnerabilidades as principais causas das ocorrências de incidentes de segurança.pucpr. o potencial para acesso não autorizado. 2004) . Os avanços nas telecomunicações e nos sistemas de informação ampliaram essas vulnerabilidades. arranjos mais complexos e diversos de hardware. abuso ou fraude não fica limitado a um único lugar. A Internet apresenta problemas especiais porque foi projetada para ser acessada 4 (Laudon e Laudon. criando novas áreas e oportunidades para invasão e manipulação.br 01/06/2005 18 Ambiente Computacional n Vulnerabilidade n Relação Ambiente Computacional X Vulnerabilidades Cada vulnerabilidade existente pode permitir a ocorrência de determinados incidentes de segurança. Além disso. porque é fácil fazer a varredura das faixas de radiofreqüência. ficam vulneráveis a muito mais tipos de ameaças do que quando estão em formato manual. Logo. conforme apresenta à próxima figura.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. software. Sistemas de informação em diferentes localidades podem ser interconectados por meio de redes de telecomunicações. Desta forma. Vulnerabilidade Possibilita Incidente de Segurança Afeta Clientes Imagem Produto Impacta negativamente Negócio Por que sistemas são vulneráveis4 Quando grandes quantidades de dados são armazenadas sob formato eletrônico. pessoais e organizacionais são exigidos para redes de telecomunicação. mas pode ocorrer em qualquer ponto de acesso à rede. Redes sem fio que utilizam tecnologias baseadas em rádio são ainda mais vulneráveis à invasão.

operadores de computador. finalmente. grampear linhas de telecomunicação e interceptar dados ilegalmente. É possível por exemplo.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Redes de telecomunicação são altamente vulneráveis a falhas naturais de hardware e software e ao uso indevido por programadores.pucpr. por sua vez. As vulnerabilidades das redes de telecomunicação estão ilustradas na próxima figura.br 01/06/2005 19 facilmente por pessoas com sistemas de informações diferentes. E. causa à interferência denominada linha cruzada. a radiação também pode causar falha da rede em vários pontos. . A transmissão de alta velocidade por canais de comunicação de par trançado. pessoal de manutenção e usuário finais.

É um serviço essencial de segurança.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. . determina que está autorizado a ter acesso à informação. definindo quais atividades poderão ser realizadas. A autenticação é o meio para obter a certeza de que o usuário ou o objeto remoto é realmente quem está afirmando ser. Atualmente os processos de autenticação estão baseados em três métodos distintos: • Identificação positiva (O que você sabe) – Na qual o requerente demonstra conhecimento de alguma informação utilizada no processo de autenticação. desta forma gerando os chamados perfis de acesso. • Identificação Biométrica (O que você é) – Na qual o requerente exibe alguma característica própria.br 01/06/2005 20 CAPÍTULO IV Mecanismos para Controles de Segurança Autenticação e autorização A autorização é o processo de conceder ou negar direitos a usuários ou sistemas. pois uma autenticação confiável assegura o controle de acesso. por meio das chamadas listas de controle de acessos (Acess Control Lists – ACL).pucpr. • Identificação proprietária (O que você tem) – Na qual o requerente demonstrar possuir algo a ser utilizado no processo de autenticação. tal como a sua impressão digital. por exemplo uma senha. permite trilhas de auditoria e assegura a legitimidade do acesso. como um cartão magnético.

controle de acesso e conseqüentemente combate a ataques e invasões. Firewall5 Um firewall é um sistema (ou grupo de sistemas) que reforçam a norma de segurança entre uma rede interna segura e uma rede não-confiável como a Internet.pucpr. bem como dispositivos voltados pra a segmentação de perímetros. existem dispositivos destinados ao monitoramento. uma estação de trabalho UNIX ou a combinação destes que determine qual informação ou serviços podem ser acessados de fora e a quem é permitido usar a informação e os serviços de fora.br 01/06/2005 21 Combate a ataques e invasões Destinados a suprir a infra-estrutura tecnológica com dispositivos de software e hardware de proteção. um computador de tamanho intermediário. O edifício tem uma sala de 5 (Laureano. Nesta categoria. Os firewalls tendem a serem vistos como uma proteção entre a Internet e a rede privada. 2002).Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. filtragem e registro de acessos lógicos. à medida que as conexões eletrônicas e tentativas de acesso indevido crescem exponencialmente. . um roteador. um firewall deveria ser considerado como um meio de dividir o mundo em duas ou mais redes: uma ou mais redes seguras e uma ou mais redes não-seguras Um firewall pode ser um PC. Geralmente. esta família de mecanismos tem papel importante no modelo de gestão de segurança. ponto que também é conhecido como ponto de estrangulamento. A fim de entender como um firewall funciona. identificação e tratamento de tentativas de ataque. Mas em geral. considere que a rede seja um edifício onde o acesso deva ser controlado. um firewall é instalado no ponto onde a rede interne segura e a rede externa não-confiável se encontram. um mainframe.

as recepcionistas recebem os visitantes. mediante regras definidas pelo administrador em um firewall. Filtros de Pacotes – A filtragem de pacotes é um dos principais mecanismos que. Um firewall é projetado para proteger as fontes de informação de uma organização. Nesta sala de espera. um chat ou mesmo um site na Internet.br 01/06/2005 22 espera como o único ponto de entrada. . controlando o acesso entre a rede interna segura e a rede externa não-confiável. não há meio de proteger o edifício contra as ações do intruso. O modelo mais simples de firewall é conhecido como o dual homed system. os guardas de segurança observam os visitantes. Este sistema possui um servidor com duas placas de rede que faz com que os usuários possam falar entre si. um sistema que interliga duas redes distintas. é possível detectar qualquer atividade suspeita. negar serviços vulneráveis e proteger a rede interna contra ataques externos. É importante notar que mesmo se o firewall tiver sido projetado para permitir que dados confiáveis passem. Porém. um ataque recém-criado pode penetrar o firewall a qualquer hora. Os firewalls podem ser divididos em duas grandes classes: Filtros de pacote e servidores proxy. permite ou não a passagem de datagramas IP em uma rede. O administrador da rede deve examinar regularmente os registros de eventos e alarmes gerados pelo firewall. Estes procedimentos devem funcionar bem para controlar o acesso ao edifício. contudo se uma pessoa não autorizada consegue entrar. O exemplo clássico é um firewall entre uma Intranet e a Internet (próxima figura). Poderíamos filtrar pacotes para impedir o acesso a um serviço de Telnet. ou seja. as câmeras de vídeo gravam as ações de cada visitante e leitores de sinais autenticam os visitantes que entram no edifício.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. se os movimentos do intruso são monitorados.pucpr.

Normalmente os proxies são utilizados como caches de conexão para serviços Web.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. Um proxy é utilizado em muitos casos como elemento de aceleração de conexão em links lentos (veja a próxima figura).br 01/06/2005 23 FIREWALL DUAL HOMED HOST Workstation Ethernet da Empresa INTERNET INTERNET Workstation Workstation Servidores Proxy – Permite executar a conexão ou não a serviços em uma rede modo indireto. INTRANET Workstation FIREWALL PROXY Ethernet da Empresa INTERNET INTERNET Páginas WEB Workstation Workstation .

Os sistemas em uso podem ser classificados com relação a sua forma de monitoração (origem dos dados) e aos mecanismos (algoritmos) de detecção utilizados. detectar a extensão dos danos e prevenir tal ataque no futuro. inteligência artificial. monitorando o conteúdo dos pacotes de rede e seus detalhes como informações de cabeçalhos e protocolos. pois podem ser usados para estabelecer a culpabilidade do atacante e na maioria das vezes é o único modo de descobrir uma atividade sem autorização. Classificação de Detectores de Intrusão O IDS tem como principal objetivo detectar se alguém está tentando entrar em um sistema ou se algum usuário legítimo está fazendo mau uso do mesmo. através da análise das informações disponíveis em um sistema de computação ou rede. redes neurais e diversas outras. pois estes arquivos de logs apresentam tamanhos consideráveis.pucpr. para alertar um administrador e / ou automaticamente disparar contra-medidas. o que não é uma prática viável. • Network Based IDS (NIDS) – são instalados em máquinas responsáveis por identificar ataques direcionados a toda a rede. Quanto à Origem dos Dados Existem basicamente dois tipos de implementação de ferramentas IDS: • Host Based IDS (HIDS) – são instalados em servidores para alertar e identificar ataques e tentativas de acesso indevido à própria máquina. Os sistemas NIDS podem monitorar diversos computadores simultaneamente. Todavia. 2004). Estes dados são extremamente úteis. Nos últimos anos. sendo possível à inspeção manual destes registros. Para realizar a detecção. Esta ferramenta é executada constantemente em background e somente gera uma notificação quando detecta alguma ocorrência que seja suspeita ou ilegal.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. . data mining. tornando desta forma o IDS uma ferramenta extremamente valiosa para análises em tempo real e também após a ocorrência de um ataque. Basicamente. a tecnologia de detecção de intrusão (Intrusion Detection System – IDS) tem se mostrado uma grande aliada dos administradores de segurança. Um IDS automatiza a tarefa de analisar dados da auditoria. sua eficácia diminui na medida em que o tamanho e 6 (Laureano. as tecnologias utilizadas incluem análise estatística. sendo mais empregados nos casos em que a segurança está focada em informações contidas em um servidor. várias tecnologias estão sendo empregadas em produtos comerciais ou em projetos de pesquisas.br 01/06/2005 24 Detector de Intrusos6 A maneira mais comum para descobrir intrusões é a utilização dos dados das auditorias gerados pelos sistemas operacionais e ordenados em ordem cronológica de acontecimento. o que tais sistemas fazem é tentar reconhecer um comportamento ou uma ação intrusiva. inferência.

pucpr. • Detecção por anomalia – os dados coletados são comparados com registros históricos da atividade considerada normal do sistema.escrita) e define a arte ou ciência de escrever em cifras ou em códigos. volume de dados trafegando no segmento de rede entre outros. utilizando um conjunto de técnicas que torna uma mensagem incompreensível. Existem IDS que trabalham de forma híbrida. Os sistemas antivírus também adotam a detecção por assinatura. E/S de disco. Algumas ferramentas possuem bases com padrões de ataque (assinaturas) previamente constituído. no processo inverso. a decifragem. As técnicas usadas para detectar intrusões podem ser classificadas em: • Detecção por assinatura – os dados coletados são comparados com uma base de registros de ataques conhecidos (assinaturas). Um exemplo de IDS baseado em assinatura é o SNORT. permitindo que apenas o destinatário desejado consiga decodificar e ler a mensagem com clareza. • Detecção Híbrida – o mecanismo de análise combina as duas abordagens anteriores.combinando as duas técnicas citadas anteriormente. atividades dos usuários. . uso de memória. pode ser desativado por um invasor bem-sucedido. A velocidade da rede e o uso de criptografia não são problemas para os sistemas HIDS. A detecção de intrusão por anomalia ainda é pouco usada em sistemas de produção. Privacidade das Comunicações Criptografia A palavra criptografia tem origem grega (kriptos = escondido. número de tentativas de login. Além disso. Por exemplo. o uso de protocolos cifrados (baseados em SSL – Secure Socket Layer) torna o conteúdo dos pacotes opaco ao IDS. buscando detectar ataques conhecidos e comportamentos anormais. oculto e grifo = grafia.br 01/06/2005 25 a velocidade da rede aumenta. ou seja. chamada comumente de texto cifrado. Quanto à Forma de Detecção Muitas ferramentas de IDS realizam suas operações a partir da análise de padrões do sistema operacional e da rede tais como: utilização de CPU. número de conexões. através de um processo chamado cifragem. como esse sistema é instalado na própria máquina a monitorar.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Todavia. Estes dados formam uma base de informação sobre a utilização do sistema em vários momentos ao longo do dia. o sistema pode vasculhar os pacotes de rede procurando seqüências de bytes que caracterizem um ataque de buffer overflow contra o servidor WWW Apache. pela necessidade de analisar os pacotes mais rapidamente. A detecção por assinatura é a técnica mais empregada nos sistemas de produção atuais. permitindo também a configuração das informações já existentes bem como inclusão de novos parâmetros. Desvios da normalidade são sinalizados como ameaças.

Ou seja. Tendo conhecimento da chave e do algoritmo usado é possível desembaralhar a mensagem recebida. devendo ser conhecida por ambos os lados do processo. um participante do ciclo de criptografia deverá ter a chave de todos os outros para se comunicar com cada um deles. Estas técnicas consistem na utilização de chaves e algoritmos de criptografia. Os . Os algoritmos de chave simétrica são usados para cifrar a maioria dos dados ou fluxos de dados. sem dúvida. o número de chaves necessárias para comunicação segura entre muitos participantes cresce combinatoriamente. pois a chave tem de ser entregue aos participantes de modo seguro. indevidamente. A criptografia representa um conjunto de técnicas que são usadas para manter a informação segura. O fato de ambos os lados conhecerem a chave também leva à possibilidade de repúdio da transação. Simétrica ou de chave privada Estes são os algoritmos convencionais de criptografia. a Internet. por exemplo. e as transações só podem ser realizadas depois disso.br 01/06/2005 26 Criptografia é a ciência de escrever ocultamente e hoje. Este é o grande problema do método. Como cada par de participantes deve ter uma chave própria.pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. é a maneira mais segura de se enviar informações através de um canal de comunicação inseguro como. pois um lado pode sempre alegar que o outro usou a chave e realizou a transação em seu nome. onde a mesma chave secreta é utilizada tanto para cifrar como para decifrar uma mensagem. Isso inviabiliza o uso destes algoritmos isoladamente em certas aplicações. com agravante adicional de que todas essas chaves são secretas e devem ser protegidas adequadamente. Estes algoritmos são projetados para serem bem rápidos e (geralmente) terem um grande número de chaves possíveis.

Alguns dos algoritmos mais comuns no campo da segurança são: • DES – o Padrão para Criptografia de Dados (Data Encryption Standard) foi adotado como padrão pelo governo dos EUA em 1977. e como padrão ANSI em 1981. ele encriptará o mesmo texto. quando a empresa RSA Data Security Inc. sem separações. A informação vai sendo criptografada do inicio ao fim. com o qual o atacante tenta cifrar o texto limpo simultaneamente com uma operação do DES e decifrar o texto com outra operação. oferecendo um prêmio de US$ 10 mil à primeira pessoa ou instituição que decifrasse uma frase criptografada com o DES (vencido o primeiro desafio. O DES é um algoritmo poderoso. a RSA decidiu repeti-lo a cada semestre. serialmente.br 01/06/2005 27 melhores algoritmos de chave simétrica oferecem boa segurança quando os dados são cifrados com determinada chave. (que detém a patente do sistema criptográfico RSA) . um padrão de repetição. Usar o DES duas vezes com duas chaves diferentes não aumenta tanto a segurança quanto se poderia pensar devido a um tipo teórico de ataque conhecido como meet-in-the-midle (encontro no meio). Massey e Xuenjia Lai. com três chaves diferentes. esse texto será dividido em blocos e a criptografia será aplicada em cima de cada bloco. na Suíça. • IDEA – O International Data Encryption Algorithm (IDEA . Foi revelado por . mas o seu reinado no mercado começou a ruir em janeiro/1997. se o dado a ser cifrado é um texto. Atualmente. condicionando o pagamento do prêmio à quebra do recorde de tempo estabelecido até o momento). Há muitos algoritmos de chave simétrica em uso atualmente. ou seja.Algoritmo de Criptografia de Dados Internacional) foi desenvolvido em Zurique.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Um problema com essa cifragem é que se o mesmo bloco de texto simples aparecer em dois lugares. • Triple DES – É uma maneira de tornar o DES pelo menos duas vezes mais seguro. por James L. e é bastante forte. • RC2 – Este algoritmo de bloco foi desenvolvido originalmente por Ronald Rivest.pucpr. O dado a ser criptografado não é cifrado por blocos. Os algoritmos de chave simétrica podem ser divididos em duas categorias: de bloco e de fluxo: 2 Algoritmos de Bloco – Cifram os dados a partir de blocos. Como a criptografia é sempre uma carga adicional ao processamento. e mantido em segredo pela RSA Data Security. dependendo da finalidade com que é usado. gerando assim. o Triple-DES está sendo usado por instituições financeiras com uma alternativa para o DES. usando o algoritmo de criptografia três vezes. O IDEA usa chave de 128 bits. como o anterior e sim. até que haja um encontro no meio. 3 Algoritmos de Fluxo – Cifram os dados byte a byte. esta vantagem é importante e deverá ser utilizada adequadamente. Atualmente uma máquina preparada para a tarefa é capaz de decifrar uma mensagem cifrada com o DES em poucas horas. e dificilmente pode-se decifrar os dados sem possuir a mesma chave.decidiu colocar o DES à prova. e publicado em 1990. O DES é um algoritmo de bloco que usa uma chave de 56 bits e tem diferentes modos de operação.

Os algoritmos assimétricos utilizam-se de duas chaves diferentes. sem colocar em risco o segredo da outra. RC4 – Inventado em 1987 pela RSA. rápido. aparentemente sem relação com a primeira. Não é patenteado e foi colocado em domínio público. A empresa esperava que o mantendo em segredo. Assimétrica ou de chave pública A existência da criptografia de chave pública foi postulada pela primeira vez em meados de 1975 por Withfield Diffie e Martin Hellman. e é otimizado para executar em processadores de 32 ou 64 bits. possibilitando a divulgação de uma delas. O algoritmo permite a utilização de uma chave de tamanho variável. nunca teve o seu algoritmo de funcionamento interno publicado.br 01/06/2005 28 • • • uma mensagem anônima na Usenet em 1996. Blowfish – É um algoritmo de criptografia em bloco. Robert Merkle. O RC2 é vendido com uma implementação que permite a utilização de chaves de 1 a 2048 bits. ninguém mais o implementaria e o comercializaria. o tamanho dos blocos de dados e o número de vezes que a criptografia será realizada seja definida pelo usuário. até fazendo parte no protocolo de comunicação SSL (Security Socket Layer). escreveram um artigo em que pressuponham a existência de uma técnica criptográfica com a qual a informação criptografada com uma chave poderia ser decifrada por uma segunda chave. de até 448 bits. que as utilizará para se comunicar com todos os outros de modo seguro. Os dois pesquisadores.pucpr. denominada chave pública. É uma cifragem muito utilizada hoje em dia. e parece ser relativamente forte (embora algumas chaves sejam vulneráveis). compacto e simples. então estudante em Berkeley que tinha idéias semelhantes mas. O RC5 permite que o tamanho da chave. Esse segredo possuía interesses financeiros e não de segurança. pertencendo a apenas um participante. seus artigos só foram publicados quando a idéia de criptografia de chave pública já era bem conhecida. inventado por Bruce Schneier. na época na universidade de Stanford. . RC5 – Este algoritmo de bloco foi desenvolvido por Ronald Rivest e publicado em 1994. uma em cada extremidade do processo. As duas chaves são associadas através de um relacionamento matemático. denominada chave secreta ou privada. Essas duas chaves são geradas de tal maneira que a partir de uma delas não é possível calcular a outra a um custo computacional viável.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. devido à lentidão do processo de publicação acadêmica.

e adotado como Padrão Federal de Processamento de Informação (FIPS) pelo Instituto Nacional de Padrões Tecnologia (NIST) dos EUA. Taher ElGamal. as duas partes estabelecem certos valores numéricos comuns e cada uma delas cria uma chave.Padrão de Assinatura Digital) foi desenvolvido pela Agência Nacional de Segurança (NSA). A chave pode ser de qualquer tamanho. embora haja implementações do DSA para criptografia. . então professores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets). Na verdade.Hellman.DSA (Digital Signature Algorithm) . não é um método de criptografia ou decifragem. O RSA utiliza criptografia em blocos e possui uma segurança muito forte. Com efeito. RSA – RSA é um sistema criptográfico de chave pública conhecido. de forma semelhante ao algoritmo RSA. é um sistema criptográfico de chave pública baseado no protocolo de troca de chaves de Diffie. O DSS só pode ser usado para a realização de assinaturas digitais. O ElGamal pode ser utilizado para criptografia e assinatura digital. devido ao alto poder computacional necessário para se tentar quebrar uma chave RSA. é um método para troca de chave secreta compartilhada por meio de um canal de comunicação público.pucpr. Adi Shamir e Leonard Adleman. DSS – O Digital Signature Standard (DSS . O DSS é baseado no Algoritmo de Assinatura Digital . dependendo da implementação utilizada. As transformações matemáticas das chaves são intercambiadas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. ElGamal – Batizado com o nome de seu criador. Pode tanto ser usado para cifrar informações como para servir de base para um sistema de assinatura digital. Cada parte calcula então uma terceira chave (a chave de sessão) que não pode ser descoberta facilmente por um atacante que conheça os valores intercambiados. As assinaturas digitais podem ser usadas para provar a autenticidade de informações digitais.que permite a utilização de qualquer tamanho de chave. desenvolvido por Ronald Rivest. embora no DSS FIPS só sejam permitidas chaves entre 512 e 1024 bits.br 01/06/2005 29 • • • • Os principais sistemas de chaves públicas atualmente em uso são: Diffie-Hellman – Um sistema para troca de chaves criptográficas entre partes.

tais como árbitros e auditores.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. particularmente o RSA. e portanto sua autenticidade. da chave secreta para a chave pública. Se forem iguais. Se o resultado é significativo. assim. assim como a integridade (não alteração) do mesmo.br 01/06/2005 30 Assinatura Digital Outra grande vantagem dos algoritmos assimétricos. A criptografia é aplicada apenas sobre um identificador unívoco do mesmo. Normalmente é utilizado como identificador o resultado da aplicação de uma função tipo HASH. bastando decifrá-la com a chave pública do signatário. sua validação pode ser realizada por terceiros. número de seqüência e outros dados identificadores. prova-se ainda a ligação com o documento. está garantido o uso da chave secreta correspondente na assinatura. o qual todos podem ter acesso. a geração de uma assinatura por um processo digital. Ao valor do HASH podem ainda ser anexados a data/hora. No caso da assinatura digital. é inadequado cifrar toda a mensagem ou documento a ser assinado digitalmente devido ao tempo gasto na criptografia de um documento utilizando chaves assimétricas. um processo de cifragem usando a chave privada do signatário se encaixa nesse conceito. que é o mais conhecido e utilizado atualmente. garantindo dessa maneira sua participação pessoal no processo.pucpr. que mapeia um documento digital de tamanho qualquer num conjunto de bits de tamanho fixo. Uma vez que a verificação é realizada utilizando a chave pública. Qualquer participante pode verificar a autenticidade de uma assinatura digital. . o que possibilita implementar o que se denomina assinatura digital. permitindo. Resta ainda comprovar a associação da assinatura ao documento. é que o processo funciona também na criptografia no outro sentido. e este conjunto é então cifrado com a chave secreta do signatário constituindo a assinatura digital do documento. A função de HASH será explicada em seguida. Como a chave secreta é de posse e uso exclusivo de seu detentor. o que é feito recalculando o HASH do documento recebido e comparando-o com o valor incluído na assinatura. O conceito de assinatura é o de um processo que apenas o signatário possa realizar.

entre redes corporativas ou usuários remotos. criados através da Internet ou outras redes públicas e/ou privadas para transferência de informações. que é um meio de transmissão inseguro. eles devem ser protegidos de forma a não permitir que sejam modificados ou interceptados. de modo seguro.pucpr. Uma vez que dados privados serão transmitidos pela Internet. A segurança é a primeira e mais importante função da VPN.br 01/06/2005 31 Virtual Private Network 7 A idéia de utilizar uma rede pública como a Internet em vez de linhas privativas para implementar redes corporativas é denominada de Virtual Private Network (VPN) ou Rede Privada Virtual. Outro serviço oferecido pelas VPNs é a conexão entre corporações 7 Retirado de (Chin. .Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. As VPNs são túneis de criptografia entre pontos autorizados. 1998).

bem como filiais distantes de uma empresa.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Aplicações para redes privadas virtuais Abaixo. A estação remota disca para o provedor de acesso. A depender das aplicações também. • Conexão de Lans via Internet – Uma solução que substitui as conexões entre LANs através de circuitos dedicados de longa distância é a utilização de circuitos dedicados locais interligando-as à Internet. através de links dedicados ou discados. conectada à Internet via circuito dedicado local ficando disponível 24 horas por dia para eventuais tráfegos provenientes da VPN. As LANs podem. .br 01/06/2005 32 (Extranets) através da Internet. Uma das grandes vantagens decorrentes do uso das VPNs é a redução de custos com comunicações corporativas. O software de VPN assegura esta interconexão formando a WAN corporativa. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet.ISP). Outro fator que simplifica a operacionalização da WAN é que a conexão LAN-Internet-LAN fica parcialmente a cargo dos provedores de acesso. • Acesso Remoto via Internet – O acesso remoto a redes corporativas através da Internet pode ser viabilizado com a VPN através da ligação local a algum provedor de acesso (Internet Service Provider . possibilitando o fluxo de dados através da Internet. são apresentadas as três aplicações ditas mais importantes para as VPNs. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos.pucpr. pois elimina a necessidade de links dedicados de longa distância que podem ser substituídos pela Internet. Esta solução pode ser bastante interessante sob o ponto de vista econômico. devendo a LAN corporativa estar. pode-se optar pela utilização de circuitos discados em uma das pontas. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. além de possibilitar conexões dial-up criptografadas que podem ser muito úteis para usuários móveis ou remotos. preferencialmente.

Observe que o servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador possibilitaria a conexão entre as duas redes permitindo o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. Ele pode ser definido como processo de encapsular um protocolo dentro de outro. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. cria dificuldades de acesso a dados da rede corporativa por parte dos departamentos isolados. O pacote criptografado e encapsulado viaja através da Internet até alcançar seu destino onde é desencapsulado e .Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Adicionalmente.pucpr. apesar de garantir a "confidencialidade" das informações. toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a "confidencialidade" das informações. Tunelamento As redes virtuais privadas baseiam-se na tecnologia de tunelamento cuja existência é anterior as VPNs. Esta solução. este é criptografado de forma a ficar ilegível caso seja interceptado durante o seu transporte. redes locais departamentais são implementadas fisicamente separadas da LAN corporativa. Com o uso da VPN o administrador da rede pode definir quais usuários estarão credenciados a atravessar o servidor VPN e acessar os recursos da rede departamental restrita. Nestas situações.br 01/06/2005 33 • Conexão de Computadores numa Intranet – Em algumas organizações. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. existem dados confidenciais cujo acesso é restrito a um pequeno grupo de usuários. O uso do tunelamento nas VPNs incorpora um novo componente a esta técnica: antes de encapsular o pacote que será transportado. Os demais usuários não credenciados sequer enxergarão a rede departamental.

transmissão ao longo da rede intermediária e desencapsulamento do pacote.br 01/06/2005 34 decriptografado. o quê e quando foi acessado. finalmente. restringindo o acesso às pessoas autorizadas. A VPN deve dispor de recursos para permitir o acesso de clientes remotos autorizados aos recursos da LAN corporativa. Note que o processo de tunelamento envolve encapsulamento.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. viabilizar a interconexão de LANs de forma a possibilitar o acesso de filiais. retornando ao seu formato original. O protocolo de tunelamento encapsula o pacote com um cabeçalho adicional que contém informações de roteamento que permitem a travessia dos pacotes ao longo da rede intermediária. é bastante desejável que sejam implementadas facilidades de controle de acesso a informações e a recursos corporativos. Túnel é a denominação do caminho lógico percorrido pelo pacote ao longo da rede intermediária Após alcançar o seu destino na rede intermediária. compartilhando recursos e informações e. pacotes de protocolo IPX podem ser encapsulados e transportados dentro de pacotes TCP/IP. provendo informações referentes aos acessos efetuados quem acessou. Requisitos básicos que a VPN atende No desenvolvimento de soluções de rede. Gerenciamento de Endereço – O endereço do cliente na sua rede privada • . Deve dispor de mecanismos de auditoria.pucpr. A rede intermediária por onde o pacote trafegará pode ser qualquer rede pública ou privada. Por exemplo. Os pacotes encapsulados são roteados entre as extremidades do túnel na rede intermediária. assegurar privacidade e integridade de dados ao atravessar a Internet bem como a própria rede corporativa. A seguir são enumeradas características mínimas desejáveis numa VPN: • Autenticação de Usuários – Verificação da identidade do usuário. Uma característica importante é que pacotes de um determinado protocolo podem ser encapsulados em pacotes de protocolos diferentes. o pacote é desencapsulado e encaminhado ao seu destino final.

visando manter a comunicação de forma segura. VISA ou Mastercard) para completar os aspectos financeiros das transações. nos quais os usuários. Criptografia de Dados – Os dados devem trafegar na rede pública ou privada num formato cifrado e. o cliente faz a transação sabendo que ele pode rejeitar a conta se o vendedor falhar no fornecimento do bem ou serviço. O gerenciamento de chaves deve garantir a troca periódica das mesmas. O reconhecimento do conteúdo das mensagens deve ser exclusivo dos usuários autorizados. IPX (Internetwork Packet Exchange). por exemplo. Suporte a Múltiplos Protocolos – Com a diversidade de protocolos existentes. Public Key Infrastructure Uma Infra-estrutura de Chaves Públicas (ICP) é um sistema de segurança baseado em tecnologia para estabelecer e garantir a confiabilidade de chaves públicas de criptografia. A infra-estrutura de chaves públicas atrela as chaves públicas às suas entidades.. O vendedor autentica o cliente através da comparação de assinaturas ou verificando um documento de identidade. A criptografia de chaves públicas tem se apresentado como um importante mecanismo de segurança para o fornecimento de serviços de autenticação. O objetivo maior dessa arquitetura de segurança moderna é proteger e distribuir a informação que é necessária em ambientes altamente distribuídos. recursos e empresas podem estar em lugares diferentes. tais como IP (Internet Protocol). caso sejam interceptados por usuários não autorizados. etc. O vendedor não pode .br 01/06/2005 35 • • • não deve ser divulgado. possibilitando que outras entidades verifiquem a validade das chaves públicas e disponibilize os serviços necessários para o gerenciamento das chaves que trafegam em um sistema distribuído. Quando implementada como um componente integral de uma solução de habilitação de confiabilidade. devendo-se adotar endereços fictícios para o tráfego externo. Gerenciamento de Chaves – O uso de chaves que garantem a segurança das mensagens criptografadas deve funcionar como um segredo compartilhado exclusivamente entre as partes envolvidas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. torna-se bastante desejável que uma VPN suporte protocolos padrão de fato usadas nas redes públicas. garantindo a privacidade da informação. O vendedor se baseia na informação contida no cartão de crédito e na informação obtida junto ao emissor do cartão de crédito para garantir que o pagamento será recebido.pucpr. como um RG. os clientes e os comerciantes baseiam-se em cartões de créditos (p. O mesmo modelo pode ser aplicado em uma transferência de informação (como um cadastro de pessoa física). geração de provas. não deverão ser decodificados. integridade de dados e confidencialidade para operações internas e externas de e-business. uma ICP pode contribuir para a otimização da velocidade e do valor das transações de e-business. mesmo sabendo que o consumidor e o vendedor talvez nunca se encontrem. Em transações comerciais convencionais. O emissor do cartão de crédito é o terceiro confiável nesse tipo de transação. Da mesma forma.ex.

por exemplo imagens ou um texto que tenha sentido mas que sirva apenas de suporte (como o alfabeto biliteral de Francis Bacon ou as famosas cartas de George Sand). gravou na madeira a mensagem secreta e recobriu-os novamente com cera. O problema era que os gregos não sabiam do que se tratava quando Gorgo. escrevia-se mensagens sobre seda fina.C.com.numaboa. A ICP consegue assegurar confidencialidade. não em fazer com que uma mensagem seja ininteligível. teve a idéia de raspar a cera. Na China antiga. integridade e não-repúdio de uma maneira difícil de ser fraudada e que se apresenta de forma transparente para o usuário. para informar os espartanos de um ataque iminente dos persas. Ao contrário da criptografia. Depois se 8 Retirado de http://www. escolheu um escravo fiel.br 01/06/2005 36 comparar as assinaturas ou pedir um documento de identidade. consta que. dessa forma. Mas ambos precisam ser capazes de assegurar que a outra parte é legítima para que haja a troca de informações. que procura esconder a informação da mensagem. mascarando a sua presença. mas em camuflá-la. Ainda nas "As Histórias" de Heródoto. raspou sua cabeça e escreveu na pele a mensagem que queria enviar. não chamaram a atenção. Contrariamente à criptografia. Esteganografia8 Do grego "escrita coberta". criptografia de chave pública e autoridades certificadoras numa arquitetura de segurança de redes completa para. . a esteganografia esconde as mensagens através de artifícios. A infra-estrutura de chave pública é uma combinação de software. Estes dois pontos. o tirano Aristágoras de Mileto. integrando certificados digitais. transparência aliada à forte base técnica de seus mecanismos. Deste modo.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. criar uma estrutura de confiança para os dois lados da transação. Eles podem estar separados por centenas de quilômetros. Esperou que os cabelos crescessem e mandou o escravo ao encontro de Aristágoras com a instrução de que deveriam raspar seus cabelos. aparentemente virgens. o rei Demaratos utilizou um estratagema muito elegante: pegou tabletes. A idéia é a mesma das grelhas de Cardano e o "barn code": mesclar a mensagem numa outra e onde apenas determinadas palavras devem ser lidas para descobrir o texto camuflado.br/criptologia/stegano/index.: um certo Histio. querendo fazer contato secreto com seu superior. denotam o aspecto forte desta tecnologia. Ramo particular da criptologia que consiste. que cifra as mensagens de modo a tornálas incompreensíveis. a esteganografia procura esconder a EXISTÊNCIA da mensagem. retirou-lhes a cera. O primeiro uso confirmado da esteganografia está em "As Histórias" de Heródoto e remonta ao século V a.pucpr. tecnologias de encriptação e serviços que permite às empresas obterem segurança em suas comunicações e transações comerciais via rede.php em 16/10/2004. mulher de Leônidas. os tabletes.

O historiador da Grécia antiga. Nada impede de atribuir a um grupo de três nucleotídeos uma letra do alfabeto. Em 1999. A solução penetra a casca e se deposita sobre a superfície branca do ovo. no entanto. Eram fotografias do tamanho de um ponto (. Na verdade. Como possível aplicação.) que depois eram ampliadas para que a mensagem aparecesse claramente. A sucessão destas letras marcadas fornecia o texto secreto. não para garantir o segredo de suas cartas. eles aperfeiçoaram o método marcando letras de jornais com tintas "invisíveis". o cientista italiano Giovanni Porta descobriu como esconder uma mensagem num ovo cozido: escrever sobre a casca com uma tinta contendo uma onça de alume (± 29 g) diluído em cerca de meio litro de vinagre. G e T. Era uma espécie de microfilme colocado numa letra. o Tático. antes da reforma do serviço postal ao redor de 1850. um alerta: a idade ou a simplicidade dos métodos não invalidam sua aplicação. enviar uma carta custava cerca de um shilling para cada cem milhas de distância. qualquer material genético é formado por cadeias de quatro nucleotídeos (Adenina. Os espiões alemães da Segunda Guerra utilizavam micropontos para fazer com que suas mensagens viajassem discretamente. Os jornais. basta abrir o ovo para ler a mensagem. num timbre. No século XVI. Enéias. C.br 01/06/2005 37 fazia uma bolinha que era envolvida por cera. etc. "B"=CCA. mas para evitar o pagamento de taxas muito caras. remetentes ingleses empregaram o mesmo método. Viviana Risca e Carter Bancroft publicaram na revista Nature o artigo "Hiding messages in DNA microdots" (escondendo mensagens em micropontos de DNA). Além disso. "A"=CGA. poder-se-ia misturar algumas outras seqüências aleatórias de nucleotídeos. Catherine Taylor Clelland. Depois. Graças a furinhos de agulha. Durante a Segunda Guerra. o mensageiro engolia a bolinha. Guanina e Timina) que podemos comparar a um alfabeto de quatro letras: A. Citosina. eram isentos de taxas. tem a idéia de enviar uma mensagem secreta fazendo minúsculos furos em certas letras de um texto qualquer. Para disfarçar as pistas. etc) e compor uma "mensagem genética". Dois mil anos mais tarde. os cientistas atualmente são capazes de fabricar cadeias de DNA com um conjunto predeterminado de nucleotídeos. um número ou sinais de pontuação (por exemplo. Este procedimento foi até utilizado pelos alemães durante a Primeira Guerra Mundial. Exemplo: Segurança Monetária Suiça Para quem estiver pensando que a esteganografia é obsoleta ou apenas uma brincadeira de criança. Na realidade. O resultado é apenas visível ao microscópio eletrônico. pode-se imaginar que uma empresa que produza uma nova espécie de tomate poderá incluir sua marca de fábrica nas moléculas do tomate a fim de evitar as imitações.pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. os ingleses espertos enviavam suas mensagens gratuitamente. Em seguida. .

A série atual de notas foi emitida pelo Banco Nacional Suiço . cujos pontos de aplicação estão destacados em vermelho.pucpr.br 01/06/2005 38 No mundo financeiro. Conhecida pela descrição (para não dizer segredo) e pela segurança que oferece a investidores. aplicando alta tecnologia em métodos conhecidos de longa data: . Tomando a nota de 50 francos como exemplo. a Suiça sempre teve um papel de destaque. destacam-se diversas tecnologias utilizadas tanto na frente como no verso da nota.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Conheça os elementos da frente da nota. Analisando o papel moeda em detalhes.BNS entre 1995 e 1998. Abaixo está a série completa que esconde uma porção de "truques" esteganográficos: Todas as notas desta série possuem diversos elementos de segurança. o que mais chama a atenção são os métodos esteganográficos utilizados nos dias de hoje. a moeda corrente suiça não poderia ser uma exceção precisa também oferecer um alto grau de segurança quanto à sua autenticidade. Cada nota é uma verdadeira "biblioteca esteganográfica".

br 01/06/2005 39 •12 A: As cifras com a tinta Iriodin®: O número mágico. A indicação do valor da nota fica incrustada no papel sob a forma de marca d'água.pucpr. O valor da nota é impresso no local indicado com A com uma tinta transparente e ligeiramente brilhante que se torna particularmente visível quando a luz estiver num ângulo preciso. Estas perfurações não são visíveis. a marca d'água indicando o valor da mesma. denominadas microperf ®. .Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. por exemplo num papel branco. As cifras em marca d'água. O número perfurado (microperf ®). aparece em relevo e se revela rugoso ao tato. Posicionando a nota contra a luz e observando detalhadamente. sob a tinta de impressão. impresso em talhe doce. As cifras em talhe doce: O número que tinge. •13 B: As cifras em marca d'água •14 C: As cifras em talhe doce: O número que tinge •15 D: O número perfurado (microperf ®) •16 E: A tinta com efeito óptico variável: O número camaleão •17 F: As cifras com ultravioleta •18 G: As cifras metalizadas: O número cintilante •19 H: O efeito basculante •20 1: Frente e verso •21 2: Marca d'água do rosto •22 3: Guillochis •23 4: Kinegram®: A cifra dançante •24 5: Microtexto •25 6: Símbolo para deficientes visuais As cifras com a tinta Iriodin®: O número mágico. a não ser que se observe a nota contra uma fonte luminosa. deixa traços da tinta de impressão bem visíveis. Ao ser esfregado. é possível distinguir. A cifra indicando o valor é inscrita através de perfurações muito finas. A indicação do valor da nota.

As cifras indicando o valor da nota são metalizadas. Movimentando a nota como se fosse uma página de livro.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Pode-se ver. uma cruz suiça entre as duas silhuetas. As cifras metalizadas: O número cintilante. A direção do olhar é idêntico ao do rosto impresso. exatamente na mesma posição. A fina estrutura das curvas entrelaçadas pode modificar discretamente sua cor de linha para linha ou ao longo de cada linha. Sob luz ultravioleta. Frente e verso. Guillochis. 40 As cifras com ultravioleta. A indicação do valor da nota é impresso no local indicado com E com uma tinta que muda de cor quando recebe luz de diferentes ângulos. pode-se ler o valor da mesma. A porção superior direita da frente da nota é ocupada pelo rosto em marca d'água. por transparência.br 01/06/2005 A tinta com efeito óptico variável: O número camaleão. A indicação do valor da nota impressa no local identificado por H só pode ser vista de um ângulo pouco habitual. O número cintilante está parcialmente recoberto pela tinta de impressão. Com o auxílio de uma lupa também é possível reconhecer os monogramas SNB e BNS do Banco Nacional Suiço entre as cifras metalizadas. Marca d'água do rosto. . uma em cada face da nota. A metade direita mostra o valor da nota em tom claro e fluorescente e o rosto em tom escuro. Uma é ligeiramente maior que a outra. as cifras cintilam numa cor prateada.pucpr. Inclinando a nota lentamente para frente e para trás é possível observar como a cor dos números se modificam. Com a nota posicionada horizontalmente. Duas cruzes são impressas. na altura dos olhos e com um discretíssimo ângulo de inclinação. a metade esquerda da nota mostra o valor em tom escuro e o rosto claro e fluorescente. O efeito basculante.

O exemplo aqui reproduzido corresponde ao texto encontrado na frente da nota de 50 francos.pucpr. a posição dos dois menores e o movimento dos números são diferentes de acordo com o valor da nota. A questão da qualidade dos serviços prestados passa a ser fundamental. No centro da nota fica o Kinegram®: o valor da nota. A forma do Kinegram®. Nas duas faces da nota um texto curto sobre a pessoa retratada é reproduzido numa impressão tão miniaturizada que.br 01/06/2005 41 Kinegram®: A cifra dançante. e é justamente aí que entra o SLA (abreviação do termo Service Level Agreement) ou simplesmente Acordo de Nível de Serviço. Dois outros Kinegram® menores mostram a cruz suiça e os monogramas do Banco Nacional Suiço: SNB e BNS. mostrado em lâminas prateadas especiais. Microtexto. parece se mover.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. bem como a segurança associada. Um símbolo. também conhecida como “body shop”. perceptível ao tato e diferente para cada valor. . é possível lê-lo. Processos de Segurança Service Level Agreement ou Acordo de Nível de Serviço A área de tecnologia da informação (TI) vem adotando ao longo dos anos a estratégia de contratação de serviços terceirizados. uma vez que o trabalho com profissionais terceirizados traz também seus riscos. Nesta relação o importante é a questão da qualidade dos serviços prestados. está gravado em relevo na porção inferior da frente de cada nota para possibilitar o reconhecimento da mesma pelos cegos e deficientes visuais. só com o auxílio de uma poderosa lente de aumento. Símbolo para deficientes visuais.

Políticas do acordo – Este item contém a descrição das políticas e práticas adotadas pelo fornecedor e das políticas e práticas requeridas pelo cliente para alcançar seus objetivos de negócio. É muito comum que os SLAs ocorram. nos relacionamentos da áreas de Tecnologia da Informação (TI). Os SLAs podem ser definidos não apenas para serviços relacionados à tecnologia. Este comitê avalia o impacto sobre o cliente final da • • • . bom desempenho ou custos ou mesmo todos. como. mas também para serviços operacionais necessários ao funcionamento do negócio.br 01/06/2005 42 Os Acordos de Nível de Serviço são acordos formais entre fornecedores de serviço e clientes (internos e externos). o fornecimento de energia elétrica durante uma partida noturna de futebol. pelos quais se definem. Como o SLA ocorre por meio da cooperação entre os fornecedores e a instituição. Estará sendo definido. deve-se providenciar um resumo de alto nível dos objetivos que os serviços devem alcançar. sempre avaliando em que proporção à instituição será afetado por elas. Os principais papéis são: • Patrocinadores do fornecedor e da instituição. • Comitê de Aprovação do Acordo: envolve os representantes de ambos as partes e os patrocinadores. Serão relacionadas todas as entidades envolvidas no acordo. condições. para discutir os valores e as condições para cumprir o acordo. Responsabilidades – Serão definidos aqui os papéis existentes dentro do acordo. do dia-a-dia do acordo. Realizam ações para atingir metas e cumprir os pré-requisitos.pucpr. • Comitê de Aprovação Técnica: envolve os responsáveis pelos serviços do cliente e do fornecedor para discutir a viabilidade técnica das solicitações. com indicação do que cada parte deverá realizar. que definirão os recursos envolvidos no acordo e tratarão das decisões macro. por exemplo. responsabilidades e níveis de desempenho para os serviços a serem executados.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. • Estes são alguns pontos que um SLA deve compreender: Objetivos e escopo de acordo – Neste ponto. as mudanças devem ser aprovadas por ambas as partes. • Representantes da instituição e dos fornecedores: geralmente são as funções diretamente envolvidas no relacionamento operacional. se ele garantirá qualidade. que tem suas métricas e controles mais claramente definidos. bem como para sanar divergências. conjuntamente. aqui. Atualização do SLA – Este item indica como serão as mudanças e atualizações no SLA. o que se quer com o acordo.

Deverão ser definidos objetivos e valores a serem atingidos com a prestação dos serviços.br 01/06/2005 • 43 • • • • instituição sobre cada decisão técnica adotada. Inventário dos serviços e atividades – Este item apresenta uma relação sucinta dos serviços e das atividades realizadas pelo fornecedor e que serão abrangidas pelo acordo de nível de serviços. Determinação de níveis de severidade. distintos para cada serviço e para cada categoria de usuários dos serviços. Outros processos de Segurança • • • • • • • A segurança é composto de outras atividades. procure o seu fornecedor e busque uma solução em conjunto para a criação deste documento. Medições de desempenho – A medição garante que o SLA seja monitorado de modo que alcance os padrões de desempenho definidos. Normalmente. Se você ainda não possui um SLA. que é uma excelente maneira de se garantir a qualidade do serviço prestado e aumentar o nível de segurança da sua empresa. prioridade.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. tais como: Análise e Gerência de Riscos Planos de Continuidade Estratégias de Contingência Políticas de Segurança Auditorias Legislação Outros Estes itens serão estudados mais profundamente nos próximos capítulos. O nível de severidade permitirá definir as prioridades de cada um dos serviços a ser prestado. os fornecedores são responsáveis por implementar procedimentos de segurança e de gerência de problemas definidos pelo cliente. . Gerenciamento de segurança e problemas – Especificamente. o item define as cláusulas de segurança e os responsáveis pela administração da segurança e de problemas para cada serviço e para o acordo de forma geral. A data do inventário e o nome do responsável pelo serviço são informações importantes a serem registradas. Penalidades e benefícios por nível de serviço – Podem ser definidos como uma porcentagem da quantitativa e qualitativa dos serviços a serem prestados. objetivos e valores – Deverão ser adotados critérios para definir os níveis de severidade dos problemas.

2002). • Os atacantes podem mudar a identidade ou assinatura de um arquivo rapidamente. criptografia e senhas para mudar a aparência do código. pois ele está no controle da máquina. Você não pode trocar chaves de criptografia com segurança sem uma informação compartilhada. • As informações compartilhadas são usadas para validar máquinas antes da criação da sessão. 5. • O usuário sempre tem a oportunidade de quebrar a segurança. • Você pode trocar chaves privadas compartilhadas ou usar SSL (Secure Socket Layer) através do seu navegador.br 01/06/2005 44 CAPÍTULO V Algumas Leis da Segurança Leis Fundamentais São 10 as leis fundamentais da segurança da informação (Ahmad e Russel. 3. ou ambos. Não existe proteção total contra código malicioso. Segurança do lado do Cliente não funciona • Segurança do lado do cliente é segurança implementada unicamente no cliente. • Os programas de detecção de vírus e cavalo de tróia se baseiam em arquivos de assinatura. 4. • Pequenas mudanças na assinatura de código podem produzir uma variação não detectável (até que a nova assinatura seja publicada). • Os produtos de software não são perfeitos.pucpr. 2. • Você não tem como se proteger contra cada modificação possível. se preocupe em respeitar as leis abaixo: 1.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. • As trocas de chaves são vulneráveis a ataques do tipo man-in-themiddle (homem no meio). Os firewalls não podem protegê-lo cem por cento contra ataques. Qualquer código malicioso pode ser completamente modificado para evitar detecção de assinatura. • Os atacantes podem usar compactação. Todas as vezes que for necessário participar de um novo projeto de software ou infra-estrutura em sua empresa. • A segurança no lado do cliente não fornecerá segurança se tempo e recursos estiverem disponíveis ao atacante. • A principal função de um firewall é filtrar pacotes que chegam e . • Os firewalls podem ser software ou hardware.

Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. a falta dela é um convite a ataques. 8. • A segurança de senha em máquinas clientes requer um segundo mecanismo para fornecer segurança. • A maioria da criptografia não é revisada e testada o bastante antes de ser lançada. Algoritmos criptográficos secretos não são seguros. Ataques sucessivos são possíveis como resultado de regras e políticas incorretas. mas não impossíveis de atacar. . 10. Qualquer IDS pode ser burlado. • As chaves precisam ser mantidas em segredo ou não existe segurança. • Se uma senha não é criptografada ou não está protegida quando armazenada. muitas vezes. 6. • Os sistemas de detecção de intrusão (IDS) freqüentemente são projetos passivos. • A criptografia é usada para proteger a codificação. • Verificação externa é vital para a defesa. • Os sistemas de segurança. 9. ele precisa submeter-se a uma auditoria de segurança independente. Se uma chave não for necessária. • É necessária proteção ativa. você não tem criptografia – você tem codificação. Segurança através de obscuridade não funciona. não há exceções. • Algoritmos comuns estão em uso em diversas áreas. • Esta lei é universal.br 01/06/2005 • 45 saem. • O uso da obscuridade por si só convida ao comprometimento. você não pode criptografar.pucpr. Essas condições podem criar oportunidades de ataque. Se não existe uma chave. permitindo furos. ele não é segura. • É fácil detectar informações de senha armazenadas em máquinas clientes. • Ocultar não é proteger. • A auditoria é o começo de uma boa análise de sistemas de segurança. • Um IDS está sujeito à configuração incorreta e falta de manutenção. • É difícil para um atacante detectar a presença de um IDS quando está sondando. • As senhas não podem ser armazenadas com segurança no cliente a menos que haja outra senha para protegê-las. Eles são difíceis. • Criptografia é difícil. não são revisados correta ou completamente. Para que um sistema comece a ser considerado seguro. 7. e de problemas de manutenção.

• O conselho de . • Entre os milhares de ameaças que surgem neste cenário. • Uma senha é. • Nenhum sistema lógico de segurança é suficientemente bom para proteger um computador se esse estiver acessível fisicamente. justamente. Entretanto.merece.como abrir o equipamento.jamais executar arquivos de estranhos . este computador deixa de ser seu.br 01/06/2005 46 As 10 Leis Imutáveis da Segurança Segundo Scott Culp. editores etc. secreta. imagine o que uma alteração no próprio sistema operacional pode fazer. Este é o principal problema enfrentado por usuários com excesso de confiança. este computador deixa de ser seu. Deixar alguém usar sua senha é . Software como cavalos-de-Tróia fazem parte desta lei.e as mais complexas .2004): Primeira: Se um malfeitor consegue te persuadir a executar um programa no seu computador. Quarta: Se você permitir que um malfeitor envie programas para seu website. estará sob a mesma vulnerabilidade da primeira lei. Ela serve para dizer se você é quem diz ser. • Se você permitir que um visitante instrua este computador a executar seus comandos.pucpr. Terceira: Se um malfeitor tiver acesso físico irrestrito ao seu computador. Segunda: Se um malfeitor consegue alterar o sistema operacional do seu computador.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. são 10 as leis da segurança (Culp. muitos usuários as compartilham com colegas ou as entregam a estranhos. Estes comandos isolados ou até mesmo um programa completo poderão ser transmitidos e executados pelo computador. por definição. Quinta: Senhas fracas triunfam sobre a mais forte segurança. este computador deixa de ser seu. estão as simples . • Assim como seu computador possui um sistema e programas que fazem suas tarefas diárias . – um webserver possui um sistema operacional e programas que respondem pela tarefa de "servir" páginas na internet. este website deixa de ser seu. Se um programa pode prejudicar seu funcionamento. conectar dispositivos que façam cópias das informações que trafegam pelo computador para transferi-las para lugares remotos. submetendo-o à vontade do invasor. o primeiro lugar nessa lista. • Programas executam comandos que são interpretados pelo sistema operacional do computador. Pessoas más podem facilmente tomar o controle do seu computador se te convencerem a executar os seus (deles) programas.como as planilhas. gerente central de resposta de segurança da Microsoft.como jogar o computador pela janela .

pucpr. inclusive administrativas. Caso estes arquivos estejam protegidos por senhas. • Já deu para imaginar que um antivírus desatualizado. será de sua responsabilidade. • Todos os sistemas de criptografia possuem chaves com as quais é possível decifrar seu conteúdo. nomes. Sexta: Um sistema é tão seguro quanto seu administrador é confiável.br 01/06/2005 47 • como permitir que assumam sua identidade. Ao invés de gravá-los no próprio computador. mesmo que ele não seja a pessoa certa para. procure guardá-los em um disquete (e leve este disquete para um lugar seguro).Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. a seu inteiro critério. Qualquer ação tomada sob essa identificação. o administrador.perde seu valor caso a senha usada esteja disponível para terceiros. digamos. palms etc. Oitava: Um antivírus desatualizado é apenas ligeiramente melhor do que nenhum antivírus. • Políticas de acesso restrito a serviços ou arquivos são peças-chave para se manter um mínimo de segurança nos sistemas. ou caso as próprias senhas e passphrases. • A confiança no responsável pela administração dos sistemas de segurança deve ser apoiada por mecanismos de monitoração de acesso exclusivo dos auditores. ou seja. marca do monitor (!) etc. Mas quem diz quais arquivos ou serviços devem ou não ser acessados? Certo. sejam usadas na criptografia. comparando-os com trechos de vírus já catalogados pelo fabricante do antivírus. o fornecedor do seu software antivírus "descreve" este vírus e fornece estes dados para que sua ferramenta possa reconhecê-lo caso o encontre perambulando pelos seus arquivos. que não possuem senha ou que a senha é igual ao login. Claro que a maioria cai no erro de senhas óbvias. Um sistema . post-it. datas de aniversário. • Quando um vírus é descoberto. onde é necessário o consentimento de mais de uma pessoa na execução de determinadas tarefas. principalmente na guarda de arquivos usados como chave. ajudam a minimizar um problema de confiança. Sétima: Dados criptografados são tão seguros quanto à senha usada para sua decriptação. • As mais eficientes tecnologias de combate aos vírus são baseadas em pesquisas nos arquivos de um computador. senhas formadas por frases. que . • Este erro é cometido por muitos usuários. jamais as anotem em cadernos. Utilização de ferramentas para responsabilidade compartilhada.por mais forte que seja . acessar qualquer byte que esteja sob seu domínio. Isso sem falar nos que nem mesmo têm uma senha! É alarmante o número de contas. • Ele possui controle total sobre o sistema e pode. abrir um relatório confidencial da diretoria ou a folha de pagamentos.

é um processo. a situação é a mesma: computadores que conversam com outros computadores deixam as informações sobre a comunicação ou seus próprios sistemas armazenadas no interlocutor ou em pontos intermediários. Segundo porque a segurança não é um produto. • Na Internet ou em qualquer outra rede. OU Tecnologia não é uma panacéia.mesmo que ele esteja bem embaixo do seu nariz .pucpr. perfeitas. • Durante qualquer tipo de interação com outras pessoas. A grande maioria dos sistemas antivírus possui atualizações automáticas on-line.não vai ser uma proteção muito eficiente. finalmente. • Primeiro porque segurança não se consegue só com tecnologia nem só com atitudes. Pode-se descobrir mais em crachás. nada garante que as ameaças continuarão as mesmas e que nenhuma outra vulnerabilidade poderá ser explorada no futuro. verificação de um funcionário quanto ao seguimento da política de segurança de uma empresa ou até mesmo a identificação inequívoca de uma pessoa cruzando-se dados de diferentes organizações e websites.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. observando em que andar você desce do elevador. puxando outros assuntos e. seu poder aquisitivo e. mas outras são especialmente requisitadas para um levantamento do comportamento dos usuários. dados sobre você são coletados e armazenados. Basta fazer a sua parte! Nona: O anonimato absoluto não existe. definitivas e de baixo custo para qualquer tipo de produto. independentemente do propósito e às vezes até mesmo contra a vontade do interlocutor. • Estas informações são geralmente arquivadas por conveniência (para futuras investigações. • Em uma conversa sobre o tempo em um elevador você já deixou disponível. Ela é uma combinação de equipamentos seguros e práticas seguras. • Algumas pessoas desconfiam de campanhas de marketing que prometem soluções milagrosas. Assim como nem mesmo um exército inteiro é suficientemente bom para impedir um ataque inimigo bem sucedido. sua origem. • Nenhum software ou hardware é suficientemente bom para proteger eternamente seus sistemas computacionais. facilitando muito esse trabalho.br 01/06/2005 48 não reconhece um determinado vírus . observando posturas e gestos. seu status na sociedade. de forma aproximada. uma solução deste tipo. • Não espere que um fabricante forneça correções ou lance versões . por exemplo). nem fora da Internet. na sua área. nem dentro. seu peso. dependendo do sotaque. Décima: Tecnologia não é um remédio para todos os males. sua altura. Profissionais da área de segurança não desconfiam: têm certeza de que não existe. Mesmo que você consiga um nível de segurança satisfatório em um determinado momento. sua idade.

br 01/06/2005 49 aprimoradas dos seus sistemas de segurança que resolvam os problemas descritos acima.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Não existe. outra solução para eles além de uma educação em segurança da informação. hoje. .pucpr.

deve-se resumir no mínimo em: • • • Analise o problema levando em consideração tudo que conhece. 2000). O método PDCA (Plan. 2002). padronização e a documentação destes. tendo sido criado na década de 1920 por Shewhart. conforme proposto em (BS 7799-2. Podese fazer uma analogia com o trabalho de uma analista de sistemas. assim como não é possível comprar ou criar um software capaz de tornar seu computador seguro (Wadlow. Este processo deve ser feito continuamente. como num círculo vicioso. Sintetize uma solução para o problema a partir de sua análise. é hoje o principal método da Administração pela Qualidade Total. mas o trabalho de um profissional de segurança. Check e Action – Planejar. Neste sentido a análise e medição dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. mas pode ser adaptado para ser utilizando num ciclo de verificação da informação num processo de segurança.pucpr. Do. a segurança também se constitui de um processo.br 01/06/2005 50 CAPÍTULO VI Processo de Segurança Segurança não é tecnologia. Avalie a solução e aprenda em que aspectos não corresponderam a suas expectativas. não é possível comprar um dispositivo que torne a sua empresa segura. Executar.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Ele se baseia no controle processos. . Como trabalho. contemplando inclusive o planejamento. Verificar e Agir).

esta atividade pode corresponder aos testes. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. treinar. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Action – Fazer correções de rotas se for necessário. esta atividade pode corresponder ao planejamento do Sistema. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. verificar continuamente os trabalhos para ver se estão sendo executados conforme planejados. Do (fazer) Projeto e Implementação do ISMS Aperfeiçoamento ISMS Act (agir) Gerenciamento da Segurança da Informação.pucpr. implementar. implementações e continuidade do sistema. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. caso tenha sido constatada na fase anterior a necessidade de corrigir ou melhorar processos. tomar ações corretivas ou de melhoria. esta atividade pode corresponder aos ajustes. Check – Verificar os resultados que se está obtendo. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. planejar o que será feito.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 51 • O uso dos mesmos pode ser assim descrito: Plan – Definir o que se quer. educar. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. Monitoração e Revisão do ISMS Check (checar) . Plan (planejar) Estabelecer Contexto ISMS e Avaliação de Risco Partes Interessadas Partes Interessadas • • • Expectativas e requisições da segurança da informação. No caso de desenvolvimento de um Sistema de Informação. Do – Tomar iniciativa.

Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Deve ser construído tendo o envolvimento de todos os níveis da empresa. Observe a próxima figura: Am eaças Fís ia c Fí si ca s Negóci o 52 Segur ança Vul abii ner ldades Pr ocessos Ci cl o Vi de da Manusei o Aut i dade entci de da ai il nc d ie nf Co Am eaças Ar azenam ent m o Tecnol ca ógi Am eaças T ecnol as ogi Descar e t It n eg ri da de I or ação nf m Di sponi ldade bii Legaldade i T anspor e r t a an um H Am eaças Planejamento é o fator crítico de sucesso para a iniciativa de gerir a segurança da informação e o Plano Diretor de Segurança (similar a um Plano Diretor de Informática) é justamente o elemento específico para este fim. Veja a próxima figura: Hu m Atvos i an as . Este plano é que irá apontar o caminho e os passos (atividades) que irão apontar e suprir as necessidades de segurança do negócio.br 01/06/2005 A análise da segurança deve ser vista como análise através de perímetros.pucpr.

tecnológicas e humanas Alça de re-alimentação do processo de segurança A próxima figura ilustra as fases do PDCA ao criar-se uma Plano Diretor de Segurança.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. .br 01/06/2005 53 Nível Executivo Comitê Executivo de Segurança da Informação Security Officer Planejar Analisar Monitorar Implementar Percepção de mudanças no negócio Sistema de Gestão de Segurança da Informação Nível Tático Planejar Planejar Analisar Nível Operacional Planejar Planejar Analisar Monitorar Implementar Planejar Planejar Analisar Monitorar Implementar Planejar Planejar Analisar Monitorar Implementar Percepção de mudanças nos indicadores dos sistema de gestão Monitorar Implementar Percepção de mudanças físicas.

pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. tecnológicas e humanas realimentação Implementar Situação Atual Início/startup realimentação .br 01/06/2005 54 Plano Diretor de Segurança Planejar realimentação Analisar Monitorar Percepção de mudanças físicas.

sem hesitar. Se você perguntar a profissionais de segurança o que poderá fazer de mais importante para proteger sua rede. Se pressionadas. É bem pouco provável que as mesmas pessoas compreendam para que existe a equipe de segurança dos computadores. 9 Capítulo baseado em (Wadlow.br 01/06/2005 55 CAPÍTULO VII Políticas de Segurança9 Existe uma antiga piada. Na melhor das hipóteses. pára o homem. e o guarda procura. contada mais ou menos assim: Um guarda de segurança que trabalha no turno da noite em uma fábrica vê um homem baixinho sair do prédio. Passam vinte anos e o guarda. responde o homem.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. forma grosseira. O baixinho pegou a bebida e. O homem concorda e o guarda diz: “Tenho certeza de que você estava levando algo. provavelmente você ouvirá “manter os hackers fora de nossa rede”. o guarda aposentado se aproxima. O guarda. “Apenas quero ter certeza de que você não está roubando nada”. que é escrever uma boa política de segurança. até o ponto em que possa fixar prioridades e merecer estar incluído nos orçamentos. que as medidas de segurança nada representarão se os guardas não souberem o que deverão proteger. com uma suspeita repentina. explica quem é e oferece pagar uma bebida. disse: ”Eu estava roubando carrinhos de mão”.pucpr. mas nunca consegui descobrir o que você estava roubando”. que pergunta por que está sendo parado. enquanto levava o copo à boca. quando o baixinho entra. empurrando um carrinho de mão vazio. verificar se estão trancadas as portas que devem permanecer trancadas e ajudar em qualquer emergência. descrevendo o lado da segurança física: não permitir a entrada de visitas sem autorização. “Confira tudo o que quiser”. Reconhecendo-o. acontece à mesma coisa. Cabe à equipe de segurança da rede partir dessa descrição vaga e mostrar que seu trabalho é mais amplo. muitas pessoas poderão ir um pouco adiante. Na noite seguinte. é claro. mas não encontra nada suspeito e permite que o homem vá embora. A idéia dessa piada sugere. 2000) . Isso se repete por algumas semanas e então o baixinho não aparece mais no portão. está sentado em um bar. já aposentado. Experimente perguntar ao executivo de uma empresa quais são os objetivos das equipes de segurança e provavelmente receberá respostas parecidas com “são eles que nos mantêm seguros lá”. diz o guarda. eles responderão. se o baixinho responder a uma pergunta.

3 Permite estabelecer um acordo explícito com várias partes da empresa em relação ao valor da segurança. A política de segurança é um mecanismo preventivo de proteção dos dados e processos importantes de uma organização que define um padrão de segurança a ser seguido pelo corpo técnico e gerencial e pelos usuários. 2 Define prioridades sobre o que precisa ser protegido em primeiro lugar e com qual custo. A próxima figura mostra o relacionamento da política de segurança de informações com a estratégia da organização. 6 Impede que o departamento de segurança tenha um desempenho fútil. riscos e impactos envolvidos (Dias. deve ir além dos aspectos relacionados com sistemas de informação ou recursos computacionais. metas de negócio e ao planejamento estratégico da empresa. 2000). Em um país. o plano estratégico de informática e os diversos projetos relacionados (Dias. medidas provisórias entre outras. Nesta. 2002). decretos. 2000). 2000).pucpr. 4 Fornece ao departamento de segurança um motivo válido para dizer “não” quando necessário. precisamos definir padrões de conduta para garantir o sucesso do negócio. Pode ser usada para definir as interfaces entre usuários. as informações por eles manipuladas. temos nesta: leis. A política de segurança de informações deve estabelecer princípios institucionais de como a organização irá proteger. internos ou externos. temos a legislação que deve ser seguida para que tenhamos um padrão de conduta considerado adequado às necessidades da nação para garantia de seu progresso e harmonia. Ainda fazendo um paralelo com a legislação. A política de segurança. . É importante que a política estabeleça ainda as responsabilidades das funções relacionadas com a segurança e discrimine as principais ameaças.br 01/06/2005 56 Definindo um Política de Segurança de Informações A Política de Segurança é apenas a formalização dos anseios da empresa quanto à proteção das informações (Abreu. controlar e monitorar seus recursos computacionais e. fornecedores e parceiros e para medir a qualidade e a segurança dos sistemas atuais (Dias. Não havia como ser diferente em uma empresa. 5 Proporciona ao departamento de segurança a autoridade necessária para sustentar o “não”. ela deve estar integrada com as políticas institucionais da empresa. conseqüentemente. Uma política de segurança atende a vários propósitos: 1 Descreve o que está sendo protegido e por quê.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.

pucpr. em algumas empresas existe uma briga entre vários grupos que desejam ser os donos da política e.br 01/06/2005 57 Estratégia Geral da Organização Estabelece Contribui para o atingimento da Define Política de segurança de informações Plano estratégico de informática Especifica Gera impactos sobre Planos de desenvolvimento de sistemas Plano de continuidade de serviços Planejamento de capacidade Outros projetos Armadilhas Se uma boa política de segurança é o recurso mais importante que se pode criar para tornar uma rede segura. a briga ocorre entre vários grupos que explicitamente não querem ser os responsáveis pela política. por que a maioria das empresas considera tão difícil criar uma política eficiente? Existem várias razões principais. Política interna: Em qualquer empresa. mas hoje à tarde é preciso que alguém coloque o servidor da Web on-line. • Prioridade: A política é importante. principalmente quando é necessário que seja abrangente. Se for necessário que as pessoas deixem de cuidar do que consideram urgentes e usem o tempo para concordar com a política de segurança. vários fatores internos afetam qualquer decisão ou prática. Não é possível prever todos os casos e todos os detalhes. • • • • . Dificuldade para escrever: Uma boa política é um documento difícil de se organizar de maneira precisa. será muito difícil ter sucesso. Algumas sugestões para ajudar a solucionar esses problemas: Uma boa política hoje é melhor do que uma excelente política no próximo ano.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. grande ou pequena. em outras empresas. Propriedade: De uma maneira bastante estranha.

Essa política não deverá ocupar mais de cinco páginas. As pessoas do comitê deverão estar interessadas na existência de uma política de segurança. Costuma ser melhor se desculpar do que pedir permissão. Não é perfeita nem sem riscos. a administração notará o que está acontecendo. Trate a política e as emendas como regras absolutas com força de lei. Pense em escrevê-la durante o fim de semana. . Uma política simples e facilmente compreendida é melhor do que uma política confusa e complicada que ninguém se dá o trabalho de ler. assim não será perturbado. Não tente torná-la perfeita. procure apenas reunir alguma idéias essenciais. Não será possível engajá-los a menos que realmente o queiram e este é um método excelente para envolvê-los. O processo é o seguinte: 1. se possível. Não é necessário que esteja completa e não precisa ser de uma clareza absoluta. Em algum momento. Permita e incentive que administração se envolva no processo tanto quanto possível. Oriente-os para a criação de uma política nova e melhor. 2.br 01/06/2005 • • • • • 58 Uma política fraca. À medida que as emendas forem escritas e aprovadas. Crie um site interno sobre a política e inclua uma página para entrar em contato com o comitê. você economizará muito tempo e dificuldades. Não peça ajuda. e estar dispostas a se encontrarem rapidamente uma ou duas vezes por trimestre. Deixe claro que a aplicação da política e a solução de qualquer problema relacionado são sua responsabilidade e não delas. pertencer a partes diferentes da empresa. acrescente-as ao site tão depressa quanto possível. Uma política cujos detalhes estão ligeiramente errados é muito melhor do que uma política sem quaisquer detalhes. mas bem-distribuída. O trabalho do comitê será o de legisladores e não de executores. Afirme generalidades. Não inclua nada específico. Descubra três pessoas dispostas a fazer parte do “comitê de política de segurança”.pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. A tarefa dessas pessoas será criar regras e emendas para a política. Nem serão necessários mais de dois dias para escrevê-la. a não ser que o pessoal da administração pretenda simplesmente eliminar a sua política e deixá-lo com nada. 3. Escreva uma política de segurança para sua empresa. Não faça nada que possa violar a política e não permita que ocorram violações. 4. Uma política dinâmica que é atualizada constantemente é melhor do que uma política que se torna obsoleta com o passar do tempo. Se eles continuarem interessados. sem modificá-la. Como organizar um golpe Existe uma forma de estabelecer uma política decente em sua empresa. é melhor do que uma política forte que ninguém leu. Faça de acordo com suas próprias idéias. mas se conseguir administrá-la.

2002): Texto em nível estratégico Há situações no dia-a-dia em que precisamos tomar decisões. porque se nunca ninguém passou pela situação antes e não há nenhuma orientação da empresa para o que fazer quando ela acontece. combiná-los em uma nova declaração de política de cinco páginas. mas. Para se tornar uma emenda. 6. será necessário que dois dos três (ou mais) membros do comitê de política concordem. Programe um encontro regular para consolidar a política e as emendas. Vamos a um exemplo: "A segurança da informação deve ser estabelecida desde que não inviabilize o negócio da instituição". se desejarem ser envolvidas. se preferir. (item 3 em diante). A emenda poderá ter apenas uma página. Sim. mas provavelmente o melhor procedimento será dedicar um fim de semana para escrever outro rascunho da política. acrescente emendas conforme seja necessário e revise tudo a cada ano. pão. E. o bom senso é a ferramenta usada pelos profissionais para a tomada de uma decisão.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. sua política seguirá no processo em andamento. queijo. trate-a como uma lei. Se alguém tiver algum problema com a política. de vez em quando. considerando a política e possíveis emendas. queijo". Esse encontro deverá acontecer uma vez por ano e deverá envolver você e o comitê de política de segurança. 5. 7. A frase não disse muito para aqueles que estão procurando "pão. o talento é o responsável pela definição entre a genialidade da resolução do problema ou a loucura de quem tomou a decisão errada. Divisões da Política Podemos dividir essa documentação em três tipos de texto a serem elaborados. enquanto for possível. disse tudo para aquele indivíduo que se encontra na seguinte situação: . Se eles passarem a se ocupar de outras coisas. O propósito desse encontro é. faça com que a pessoa proponha uma emenda. Deverá ser tão genérica quanto possível.pucpr. em compensação. envolva as pessoas da administração. Repita o processo novamente. São eles (Abreu. Exponha a política no site. Incentive o próprio comitê a redigi-la. Continue repetindo esse processo. incluindo todas as emendas.br 01/06/2005 59 você será capaz de estabelecer uma política com o aval da administração.

e as redes desses três locais são completamente distintas em funcionamento e padrões. e em uma das filiais esse histórico não existia.pucpr. a empresa deixará de executar uma operação crucial para a continuidade de um projeto que precisa necessariamente ser terminado hoje. Isso faz com que todos os pontos da empresa tenham o mesmo nível de segurança e não tenhamos um elo mais fraco na corrente. Texto em nível operacional “Na mesma empresa onde tivemos problemas com backup. Se fosse na minha filial. Ninguém disse ao administrador do banco de dados daquela filial que a cópia de segurança do banco precisava ser armazenada por 6 meses. sabendo que será parabenizado pela sua competência e alinhamento com os valores da empresa. Todos sabem que liberar aquele acesso é abrir uma vulnerabilidade no sistema. existiria. chegamos à palavra chave quando falamos em nível estratégico: valores. mas. Se ele liberar o acesso ao equipamento." Concordam que essa frase resolveria o problema ? A palavra chave para o nível tático é: padronização de ambiente. em uma . "As cópias de segurança de informações referentes a projetos devem permanecer inalteradas durante o período de 6 meses após a sua efetuação. Então. Uma vez precisamos levantar um histórico de um projeto interno. segurança física etc. é obviamente errada. utilização de correio eletrônico. pode ser punido porque tomou uma decisão que.Preciso que você libere uma regra do firewall para que eu possa realizar uma operação. o funcionário pode tomar sua decisão (liberar o acesso. O funcionário daquela cidade achou que era suficiente guardar as fitas durante 1 mês. as fitas eram reutilizadas para novas cópias de segurança. Texto em nível tático Analisemos o comentário: Minha empresa tem filiais em 3 cidades brasileiras.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. O que fazer ? Lendo a frase escrita acima. Tudo isso precisa e deve ser padronizado. Após esse período. senhas. apesar de expor momentaneamente a empresa) com a consciência limpa. ou seja. software. para todos. se ele não liberar esse acesso.br 01/06/2005 60 O telefone toca: . Equipamentos. cópias de segurança. um RUMO a ser seguido. Por que a diferença? Simples.

br 01/06/2005 das cidades ninguém consegue receber e-mails com planilhas anexadas”. A palavra chave nesse caso é: detalhamento para garantir perfeição no atendimento e continuidade dos negócios. independentemente do fator humano. ou solução. Por que temos esse problema. não receba. Isso irá depender da necessidade da empresa. O importante é sabermos que precisamos desse padrão. A parte operacional da política de segurança vem exatamente para padronizar esses detalhes de configurações dos ambientes. Podemos ter um padrão nacional ou. talvez.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. quem sabe. sabiamente ou não.pucpr. As pessoas possuem conhecimentos diferentes e aposto todas as minhas fichas que. não há como ser realizada de forma diferente. nos negócios da empresa. um padrão por estado. o que deve estar acontecendo nesse estado é que o administrador. em qualquer empresa sem uma política de segurança (leiase qualquer tipo de papel definindo o que e como deve ser feito). Descreva de forma razoavelmente detalhada os tipos de níveis de segurança esperados para sua empresa. Conteúdo da Política Algumas questões cuja inclusão em uma política de segurança deverá ser levada em consideração: O que estamos protegendo ? • • “Se não souber o que e por que está defendendo. colocou um limite para mensagens de email do tipo: caso ela seja maior do que X. não será possível defendê-lo” “Saber que está sendo atacado representa mais da metade da batalha”. mas não armazena informações sensíveis nem executa funções cruciais de uma maneira direta. visto que às vezes o "clicar" de uma "caixinha de configuração" pode ter impacto relevante no funcionamento do ambiente de TI da empresa e. é preciso ser minucioso na definição da padronização. • Verde – Capaz de ter acesso às máquinas vermelhas ou amarelas. Nesses casos. • Amarelo – Contém informações sensíveis ou fornece serviços importantes. Se a configuração está no papel. caracterize as máquinas da rede da seguinte maneira: • Vermelho – Contém informações extremamente confidenciais ou fornece serviços essenciais. apenas nesse estado? Porque ninguém disse como configurar o equipamento. . a configuração de uma cidade não será igual à configuração de uma outra. Por exemplo. 61 Obviamente.

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Branco – Sem acesso aos sistemas vermelho, amarelo ou verde e não pode ser acessado externamente. Sem funções ou informações sensíveis. Preto – Acessível externamente. Sem acesso aos sistemas vermelho, amarelo, verde ou branco.

Reunindo essas informações, você agora terá um vocabulário para descrever todas as máquinas existentes na rede e o nível de segurança a se atribuído a cada máquina. As mesma nomenclatura permitirá descrever as redes, além de exigir, por exemplo, que as máquinas vermelhas estejam conectadas às redes vermelhas e assim por diante.

Métodos de proteção
Descrever as prioridades para a proteção da rede. Por exemplo, as prioridades organizacionais poderão ser as seguintes: 1. Saúde e segurança humana; 2. Conformidade com a legislação aplicável local, estadual e federal; 3. Preservação dos interesses da empresa; 4. Preservação dos interesses dos parceiros da empresa; 5. Disseminação gratuita e aberta de informações não-sensíveis. Descrever qualquer política de caráter geral para o acesso de cada categoria do sistema, e ainda criar um ciclo de qualificação que irá descrever com que freqüência uma máquina de determinado tipo de usuário deverá ser examinada para verificar se ainda está configurada corretamente de acordo com seu status de segurança.

Responsabilidades
Descrever as responsabilidades (e, em alguns casos, os privilégios) de cada classe de usuários do sistema. • Geral o Conhecimento dessa política; o Todas as ações de acordo com essa política; o Informar à segurança qualquer violação conhecida a essa política; o Informar à segurança qualquer suspeita de problemas com essa política. Administrador de sistema / Operações o Todas as informações sobre os usuários serão tratadas como confidenciais; o Não será permitido acesso não-autorizado a informações confidenciais; o Assegurar todas as ações consistentes com o código de conduta de um administrador de sistemas. Administrador de segurança

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o Mais alto nível de conduta ética; o Assegurar todas as ações consistentes com o código de conduta de um responsável pela segurança; • Contratado o Acesso a máquinas especificamente autorizadas na forma especificamente autorizada; o Solicitará autorização prévia por escrito para qualquer ação que possa ser interpretada como uma questão de segurança. Convidado o Nenhum acesso a recursos de computação, a menos que haja notificação prévia por escrito à segurança.

Uso adequado
Como os funcionários deverão ou não usar a rede. • Geral o Uso pessoal mínimo durante o horário comercial normal; o Nenhuma utilização da rede para atividades comerciais externas; o Acesso a recursos de Internet consistentes com as políticas de RH. Administrador de sistemas o Acesso responsável a informações sensíveis ou pessoais na rede; o Todo acesso especial é justificado por operações comerciais. Segurança o Acesso responsável a informações sensíveis ou pessoais na rede; o Todo acesso especial é justificado por operações comerciais ou segurança; o Uso de ferramentas de segurança apenas para objetivos comerciais legítimos. Contratado o Nenhum acesso pessoal a qualquer tempo; o Uso mínimo da rede e apenas por motivos específicos relativos a determinados contratos. Convidado o Nenhum uso da rede a qualquer tempo

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Conseqüências
Descrever como é determinada a importância de uma violação da política e as categorias de conseqüências.

Penalidades
Descrever quais as penalidades de acordo descumprimento de um item da política de segurança. • Crítica o Recomendação para demissão; o Recomendação para abertura de ação legal Séria o Recomendação para demissão; o Recomendação para desconto de salário Limitada o Recomendação para desconto de salário o Repreensão formal por escrito o Suspensão não-remunerada com o nível do

Para relaxar e refletir
• • • • Na Alemanha: tudo é proibido, exceto aquilo que é permitido. Na França: tudo é permitido, exceto aquilo que é proibido. Em Cuba: tudo é proibido, inclusive aquilo que é permitido. No Brasil: tudo é permitido, inclusive aquilo que é proibido.

Estudo de Caso
Como avaliação parcial da disciplina, vamos analisar o estudo de caso. Quais são as atitudes que sua empresa deve evitar na área de informática. Há menos de uma década, bastavam um cadeado, correntes reforçadas no portão e um cachorro feroz para manter a empresa e seus dados protegidos dos gatunos. Hoje, com a maior parte das informações digitalizadas, é preciso ir além. Não dá para deixar de investir em softwares de segurança e no treinamento dos funcionários para preservar os segredos da empresa. E não são poucas as ocorrências de espionagem industrial. A maioria dos 'piratas' conta com a ajuda dos funcionários da área de informática. Com bons conhecimentos técnicos, facilitam a vida da concorrência por meio da entrega de dados confidenciais da casa. Vejam abaixo quais são os sete pecados capitais da área

conseqüentemente. possibilitando que a rede de acesso à Internet fique mais lenta. deixando vulnerável o acesso a informações sigilosas. .pucpr. 4. 3. GULA – Os funcionários não resistem à fartura de banda e baixam arquivos pesados de vídeo e de música. LUXÚRIA – A combinação do acesso a sites de pornografia. Lembre-se de escrever uma política no nível estratégico. 6. à banda larga e à rede ponto-a-ponto facilita a captura de imagem para o computador pessoal. 5. E. 7. facilita também a troca de arquivos entre os funcionários. PREGUIÇA – Ficar pendurado nos programas de mensagens instantâneas. Para cada política escrita. tático e operacional. usam brechas de segurança na rede para roubar dados confidenciais da empresa.br 01/06/2005 65 de tecnologia e confira se sua empresa comete alguns deles: 1. 90% dos gerentes de tecnologia da informação usam apenas antivírus para a proteção da rede QUESTÃO 1) Escreva políticas de segurança para resolver os problemas detectados / apontados no texto. ORGULHO – Os administradores de rede acreditam que apenas os firewalls (softwares que barram a entrada e saída de emails) e os tradicionais antivírus são capazes de garantir total segurança aos arquivos da empresa. você deve justificar a sua utilização e ilustrar / descrever uma possível falha de segurança que seria evitada se a sua política fosse seguida à risca.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. 2. INVEJA – Profissionais que baixam programas espiões (spyware). Descartam qualquer outra ação preventiva. jogos interativos e eventos de esportes ao vivo no ambiente de trabalho gera custos e mau uso do tempo. COBIÇA – A tentação de encher o computador do trabalho com arquivos em MP3 e DVDs funciona como uma porta de entrada para vírus e programas espiões (spyware). IRA – Ceder aos apelos dos momentos de fúria e cometer ataques à rede interna pode provocar perdas de dados e desperdício de recursos.

deve ser dimensionada adequadamente para proporcionar a mais perfeita interação e integração. é comum estudarmos os desafios em camadas ou fases. mesmo falsa. A simples presença de uma câmera de vídeo.pucpr. particionando todo o trabalho para tornar mais claro o entendimento de cada uma delas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Estas. Cada uma delas tem uma participação importante no objetivo maior de reduzir os riscos. campanhas de divulgação da política de segurança ou treinamento dos funcionários informando as práticas de auditoria e monitoramento de acesso aos sistemas. diante da amplitude e complexidade do papel da segurança. tecnológicos ou humanos. DETER .br 01/06/2005 66 CAPÍTULO VIII Barreiras de Segurança Conceitualmente. como se fossem peças de um único quebra-cabeça. DESENCORAJAR DIAGNOSTICAR DISCRIMINAR DIFICULTAR DETECTAR NEGÓCIO Ativos Ameaças Controles Crescimento do Impacto • Barreira 1: Desencorajar – Esta é a primeira das cinco barreiras de segurança e cumpre o papel importante de desencorajar as ameaças. podem ser desmotivadas ou podem perder o interesse e o estímulo pela tentativa de quebra de segurança por efeito de mecanismos físicos. por sua vez. já são efetivos nesta fase. e por isso. Chamamos esta divisão de barreiras. de um aviso da existência de alarmes.

Como exemplo. definindo perfis e autorizando permissões. ou até mesmo o fluxo de acesso físico aos ambientes. alertem e instrumentam os gestores da segurança na detecção de situações de risco. O acionamento desta barreira. Barreira 5: Deter – Representa o objetivo de impedir que a ameaça atinja os ativos que suportam o negócio. é um sinal de que as barreiras anteriores não foram suficientes para conter a ação da ameaça. Pode parecer o fim. mas é o elo de ligação com a primeira barreira. medidas de detenção. são bons exemplos das atividades desta barreira. uma possível contaminação por vírus. smartcards e certificados digitais. respectivamente a ambientes e sistemas. o descumprimento da política de segurança da empresa. Seja em uma tentativa de invasão. como e-mail. etc. aplicações de computador e bancos de dados. Neste momento. ou lógicos. Os sistemas são largamente empregados para monitorar e estabelecer limites e acesso aos serviços de telefonia. criando um movimento cíclico e contínuo. Deve ser conduzida por atividades de análise de riscos que considerem tanto os aspectos tecnológicos quanto os físicos e humanos. impressora. sempre orientados às características e às necessidades específicas dos processos de negócio da empresa. senhas. Barreira 3: Discriminar – Aqui o importante é se cercar de recursos que permitam identificar e gerir os acessos. Barreira 6: Diagnosticar – Apesar de representar a última barreira no diagrama.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. detectores de metal e alarmes. firewall. como leitores de cartão magnético. • • • • É importante notar que um trabalho preliminar de diagnóstico mal conduzido ou executado sem metodologia e instrumentos que confiram maior precisão ao processo de levantamento e análise de riscos. que reduziram o tempo de resposta a incidentes. Barreira 4: Detectar – Mais uma vez agindo de forma complementar às suas antecessoras. além da criptografia. ativando seus mecanismos de controle. poderá distorcer o . perímetros físicos. esta fase tem um sentido especial de representar a continuidade do processo de gestão de segurança. punitivas e bloqueio de acessos físicos e lógicos. podemos citar os dispositivos de autenticação para acesso físico. ou a cópia e envio de informações sigilosas de forma inadequada. como ações administrativas.br 01/06/2005 • 67 Barreira 2: Dificultar – O papel desta barreira é complementar à anterior através da adoção efetiva dos controles que irão dificultar o acesso indevido. Entram aqui os sistemas de monitoramento e auditoria para auxiliar na identificação de atitudes de exposição.pucpr. Devido a esses fatores esta é a barreira de maior importância. Os processos de avaliação e gestão do volume de usos dos recursos. como o antivírus e os sistema de detecção de intrusos. são bons exemplos. esta barreira deve munir a solução de segurança de dispositivos que sinalizem. como roletas.

os assaltantes percebem um grande aviso na porta “Sorria. redundante muitas vezes. você está sendo filmado !!!”. Vamos ver como funcionaria cada barreira.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. DIFICULTAR – Nas peças de roupas que seriam roubadas. Como este aviso. 2 assaltantes foram para outra loja. Sobraram 6.pucpr. distribuindo os investimentos de forma desproporcional. e pior. Com isto. existe um dispositivo eletromagnético que impede a saída do produto da loja sem antes passar pelo caixa. aumenta a probabilidade de se dimensionar inadequadamente estas barreiras. Desta forma. de forma ineficaz. Sobraram 8. As 5 primeiras barreiras (se corretamente organizadas).br 01/06/2005 68 entendimento da situação atual de segurança e simultaneamente a situação desejada. DESENCORAJAR DETECTAR Ameaças DIFICULTAR DISCRIMINAR NEGÓCIO Ativos Crescimento do Impacto Cenário 1 Tome como exemplo uma grande loja de departamentos e 10 possíveis assaltantes (daqueles bem simples. DIAGNOSTICAR DETER . O retorno sobre investimento não corresponderá às expectativas e a empresa não atingirá o nível de segurança adequado à natureza de suas atividades. 2 assaltantes ficaram intimidados e desistiram do furto. poderia funcionar da seguinte forma: • • DESENCORAJAR – Ao entrar na loja. que roubam somente roupas / perfumes / etc).

detecção e deteção (pois o suspeito fica preso na porta). Ou se os 2 últimos assaltantes estivessem armados. Neste exemplo. Não perca as contas. DIAGNOSTICAR – Nesta fase. a porta giratória com identificação de metais. O ideal. soando um alarme sonoro. pode ser classificado como um método de desencorajamento. dificuldade (não é fácil passar uma arma). na barreira software de da polícia. o vigia (barreira DETER) poderia não funcionar adequadamente (poderia haver troca de tiros. a para a loja e Um exemplo de melhoria poderia ser aplicado DISCRIMINAR. Ao perceberem as câmeras. através de algum reconhecimento de imagens interligado com o banco de dados polícia poderia ser chamada de forma a evitar maiores prejuízos seus clientes. Sobraram 4. discriminação (identifica uma arma) . Estes meliantes tão cedo não voltam a agir. Estudo de Caso Rever as políticas de segurança criadas por vocês e verificar se as barreiras estão sendo aplicadas nas políticas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 • 69 • • • DISCRIMINAR – A loja dispõem de câmeras de vídeo posicionadas de forma a cobrir todos os pontos da loja. a equipe de segurança da loja irá fazer um balanço sobre eficácia dos métodos adotados. . seria que os assaltantes desistam ao encontrar a barreira DISCRIMINAR. DETER – O armário. se todos os 4 assaltantes ignorassem a barreira DETECTAR. digo. vigia da loja. DETECTAR – Ao passar pela porta. 2 assaltantes largaram as peças de roupas e fugiram. prende os 2 últimos assaltantes. Cenário 2 Num cenário bancário. ao identificar suspeitos. ocasionado em possíveis perdas humanas). os alarmes identificaram as peças de roupas com os dispositivos. ainda sobraram 2. o vigia (barreira DETER) teria dificuldades. Estas câmeras possibilitam a identificação dos assaltantes. 2 assaltantes ficaram receosos e desistiram.pucpr.

br 01/06/2005 70 CAPÍTULO IX Gerenciamento de Risco O risco não é um novo problema ou uma nova terminologia. quantifica as exposições de perda (isto é. confidencialidade e autenticidade. a probabilidade do perigo conduzir a um acidente. Após a revolução industrial. custo e importância (Leveson et al. o gerenciamento de risco indica os caminhos e as informações que devem ser protegidas. ou seja. potencialidade de • . os acidentes originados dos perigos tecnológicos. Uma das ferramentas mais poderosas no gerenciamento de riscos é o conhecimento. esta deve ser tratada como tal. os seres humanos sempre tiveram de enfrentar (ou encarar) os riscos no seu meio ambiente. o Conforme (Scoy. o Subentende-se por risco. mas não da probabilidade do perigo ocorrer (Leveson et al.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. embora seu significado tenha mudado. em termos do impacto perante a sociedade. o nível do perigo combinado com: (1) a probabilidade de o perigo levar a um acidente e. o risco é limitado ao relacionamento entre o perigo e o acidente. Conceitos Básicos • Risco o Uma expectativa de perda expressada como a probabilidade de que uma ameaça em particular poderá explorar uma vulnerabilidade com um possível prejuízo. onde a informação é considerada um dos principais patrimônios de grande parte das organizações.pucpr. sendo protegida nos seus aspectos de disponibilidade. seguindo a linha adotada pelo Governo Federal. Avaliação ou Análise de Risco – Um processo que identifica sistematicamente recursos valiosos de sistema e ameaças a aqueles recursos. (2) a exposição ou duração ao perigo (algumas vezes denominado de latente). nos Estados Unidos. 1997). risco não é ruim por definição. No passado. o Risco pode se definido como uma medida da incerteza associada aos retornos esperados de investimentos (Duarte Júnior. algumas vezes. a grande preocupação estava centrada nos desastres naturais (geológicos e climatológicos) na forma de inundações. Neste contexto. 2004). secas. integridade. os riscos naturais foram substituídos por aqueles gerados pelo próprio homem. representam de 15 a 20% da mortalidade humana e tem ultrapassado significativamente daqueles naturais. como tem mudado a sociedade e o próprio meio onde vive. o risco é essencial para o progresso e as falhas decorrentes são parte de um processo de aprendizado. Na era do conhecimento. terremotos e tempestades. 1992). 1997).

1997). Importância da Informação Para que o processo de classificação possa ser guiado com êxito. não dependendo exclusivamente da avaliação do consultor de segurança. quando o sistema está sendo projetado e os níveis de perigo estejam sendo avaliados e pontuados. utiliza-se de banco de dados de alguns projetos que estejam disponíveis ou ainda. na qual o perigo é justamente um deles. infelizmente. O perigo tem duas importantes características: a gravidade (algumas vezes denominada de dano) e a probabilidade da ocorrência. A combinação da gravidade somada a probabilidade de ocorrência é freqüentemente denominada de nível do perigo. A gravidade do perigo é definida como o pior acidente possível de ocorrer. ou seja. resultante do perigo dado pelo ambiente na sua condição menos favorável. A exposição ou duração de um perigo é uma componente do risco. RISCO Nível do perigo Gravidade do perigo Propabilidade de ocorrência do perigo Exposição ao perigo Probabilidade do perigo conduzir a um acidente. mas a probabilidade da coincidência pode dramaticamente ser aumentada.br 01/06/2005 71 ocorrer uma perda) baseadas em freqüências estimadas e custos de ocorrência. para a eliminação dos riscos potenciais. as informações necessárias para a sua avaliação nem sempre estão disponíveis. baseando-se em avaliações puramente qualitativas.pucpr. faz-se . caso o perigo esteja presente por longos períodos de tempo. a coincidência de condições necessárias para um acidente pode ter estatisticamente. desde que um acidente envolve uma coincidência de condições. uma baixa probabilidade. e (opcionalmente) recomenda como alocar recursos às contramedidas no para minimizar a exposição total. os eventos incertos. quanto maior o estado de perigo existir maiores são as chances de que outras condições ocorram. neste caso. A probabilidade de ocorrência do perigo pode ser especificada tanto quantitativamente como qualitativamente. de controlar. eliminando ou minimizando os que podem afetar os recursos de sistema. A próxima figura ilustra o conceito do risco e o seu relacionamento com o perigo (Leveson et al.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. • Gerenciamento de Riscos – O processo de identificar.

integridade e disponibilidade. Quem é responsável pela manutenção da classificação da informação ? Em algumas organizações. operação. Ele saberá qualificar sua munição: qual o prejuízo caso esta informação seja revelada ou comprometida? Caso haja dificuldade em compor o resultado através de um indicador financeiro preciso. redundantes ou de integridade duvidosa.manter informações desatualizadas. perfis ou usuários individuais com permissão para o acesso. São abordagens qualitativas. etc. quando não por imposição legal. toda informação deve possuir um período de validade . Quando justificar utilidade. leia-se “custo adicional”. sendo protegida nos seus aspectos de disponibilidade. Estes devem estar habilitados a responder aos seguintes questionamentos. C. as redes virtuais privadas e os funcionários móveis. D. Qual o valor da informação ? Existem diferentes métodos para a valoração da informação. A.pucpr. estratégia.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. significa espaço em disco. as empresas começaram a despertar para a necessidade de segurança. lembre sempre dos fins: suporte. Esta classificação deve ser acompanhada pela definição de grupos. a resposta para esta pergunta deve ser consolidada base a uma visão holística . integridade. Na era do conhecimento. . gestores. A informação que suporta o departamento comercial tem diferente utilidade quando confrontada com as informações provenientes da engenharia. vale também a descrição através de escalas de classificação. seguindo a linha adotada pelo Governo Federal. o criador da informação é responsável pela sua classificação inicial nos quesitos da tríade da segurança confidencialidade. confidencialidade e autenticidade. Com a dependência do negócio aos sistemas de informação e o surgimento de novas tecnologias e formas de trabalho.br 01/06/2005 72 necessário o envolvimento dos criadores. B. quantitativas e mistas. Acredito que tão ou mais eficiente que o aparato analítico informatizado seja a avaliação pessoal do dono da informação. curadores e usuários da informação. uma vez que se tornaram vulneráveis a um número maior de ameaças. Qual a utilidade da informação ? Aparentemente simples.a informação é parte de um todo muitas vezes indecomponível. esta deve ser tratada como tal. algumas compostas de cálculos e fórmulas herméticas .por vezes tão confusas que causam suspeita aos homens de espírito prático. Qual a validade da informação ? Salvo exceções justificadas. onde a informação é considerada um dos principais patrimônios de grande parte das organizações. como o comércio eletrônico.

tanto armazenado quanto em trânsito. Conhecimento do negócio – este é o ponto chave de qualquer Gerenciamento de Riscos. quantificar. riscos são eventos ou condições que podem ocorrer e. Em linhas gerais. a área financeira ou a produção? Você saberia avaliar quantitativamente qual a importância do seu servidor de web? Para cada pergunta. Entretanto.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. caso realmente ocorram. do inglês Return on Investment. a informação). Proteger contra o quê ? O objetivo da segurança da informação é protegê-la contra riscos. Esta é uma ferramenta que parte do princípio que a empresa é capaz de mensurar todos os seus ativos e respectivos custos. tratar e monitorar os riscos a que o negócio está sujeito. É preciso conhecimento do negócio para definir o modelo que melhor se adapte a cada situação. uma mesma resposta: conhecer para proteger. Como pode ser percebida através da leitura da afirmação acima. sobrecarga de sistemas a utilização indevida por parte dos funcionários. Como analisar riscos sem estudar minuciosamente os processos de negócio que sustentam sua organização? Como classificar o risco destes processos sem antes avaliar as vulnerabilidades dos componentes de tecnologia relacionados a cada processo? Quais são os seus processos críticos? Aqueles que sustentam a área comercial. não existe um modelo unificado para cálculo de ROI.br 01/06/2005 73 De ataques de hackers a epidemias de vírus. Mas vamos a questões mais práticas: uma vez quantificado o valor de uma informação. expressando-os em números. A cada novo investimento as empresas devem tornar os resultados palpáveis. Vale a pena proteger tudo ? Partindo do pressuposto que segurança da informação requer investimentos. de forma que seja maximizado o retorno dos investimentos. e delimitado o escopo de atuação. Escopos infinitos caracterizam um dos erros mais comuns cometidos durante . deve ser estimado o valor da informação a ser protegida. devem ser levantados os meios em que esta se encontra. nem o modelo ideal. com base no comportamento histórico. Estamos trabalhando com hipóteses: a probabilidade de ocorrência de uma situação e o grau do dano (severidade) decorrente de sua concretização. a incerteza é a questão central do risco. podem trazer impactos negativos para um determinado ativo (no caso. Mas como fazer isso? Uma das técnicas disponíveis no mercado é o ROI. É um jogo que não pára. uma variedade de ameaças exige uma abordagem sistemática para identificar.pucpr.

numa análise histórica dos registros de incidentes de segurança – quanto qualitativa – baseada em knowhow. De que adianta investir na proteção de um servidor de rede.pucpr. 74 Cabe aqui a ressalva de que nosso objetivo é proteger a informação. faz-se necessário uma definição do que seja Gerenciamento de Riscos propriamente dito. Este é um processo que objetiva identificar os riscos ao negócio de uma empresa e.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 um Gerenciamento de Riscos. por exemplo. geralmente realizada por especialistas. Devido a sua agilidade. sobretudo. a partir de critérios de priorização. que têm profundos conhecimentos sobre o assunto. que não armazena nenhuma informação crítica ao negócio? Os esforços devem ser concentrados no que realmente é significativo para a empresa. O primeiro passo é a realização de uma Análise de Riscos. nessa etapa são identificados os riscos a que o negócio (o foco sempre deve ser este) está sujeito. Riscos Financeiros Riscos Fiscais Riscos de Incidente Riscos da Informação NEGÓCIO Riscos da Cadeia Produtiva Riscos de Pessoal Riscos Jurídicos Riscos de crédito Mas como proteger uma informação ? Inicialmente. Identificação dos Riscos: Como o próprio nome já diz. por ter uma abordagem mais estruturada e científica. tomar ações que minimizem seus efeitos. É caracterizado.É dividido em 4 (quatro) etapas básicas: 1. que pode ser tanto quantitativa – baseada em estatísticas. geralmente as empresas tendem a adotar os . não o ativo que a contém.

. 4. Uma das ferramentas existentes no mercado é o BIA. as medidas de segurança devem ser de fato implementadas. Não são todas as empresas que possuem uma estrutura própria para tratar a segurança de suas informações. é preciso identificar os ativos e as vulnerabilidades mais críticas. Definições de quais riscos serão tratadas ? Isso mesmo. Monitoração dos Riscos: O Gerenciamento de Riscos é um processo contínuo. que defina atribuições. basicamente. é possível identificar quais áreas foram bem sucedidas e quais precisam de revisões e ajustes. Só não é permitido ignorá-los. Através de uma monitoração constante.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. como os Planos de Continuidade dos Negócios – que visam manter em funcionamento os serviços de missão-crítica. que não requer cálculos complexos. uma Análise de Riscos deve contemplar algumas atividades. Você é capaz de responder quanto sua empresa deixaria de arrecadar caso um sistema estivesse indisponível durante 2 horas? O objetivo do BIA é responder questões desse tipo. 3. Como é praticamente impossível oferecer proteção total contra todas as ameaças existentes. possibilitando a priorização dos esforços e os gastos com segurança. Quantificação dos Riscos: Nessa etapa é mensurado o impacto que um determinado risco pode causar ao negócio. essenciais ao negócio da empresa. Então a monitoração de riscos pode ocorrer numa forma mais light. outros reduzidos ou até mesmo aceitos pela empresa. O ROI e o BIA servem justamente para auxiliar nesta tarefa. tendo sempre a situação escolhida documentada. permitindo que as providências cabíveis sejam tomadas rapidamente. como o levantamento de ativos a serem analisadas. definições de uma lista de ameaças e identificação de vulnerabilidades nos ativos. do inglês Business Impact Analysys. Nessa etapa ainda podem ser definidas medidas adicionais de segurança. Alguns riscos podem ser eliminados. Só que a realidade costuma ser bem diferente. que não termina com a implementação de uma medida de segurança. Mas como realizar uma monitoração de segurança? O ideal é que este trabalho seja norteado por um modelo de Gestão de Segurança.pucpr.. Tratamento dos Riscos: Uma vez que os riscos foram identificados e a organização definiu quais serão tratados. em situações emergenciais – e Response Teams – que possibilitam a detecção e avaliação dos riscos em tempo real. 2.br 01/06/2005 75 modelos qualitativos. Esta técnica consiste. da estimativa de prejuízos financeiros decorrentes da paralisação de um serviço. . Independentemente do método adotado. responsabilidades e fluxos de comunicação interdepartamentais.

é uma outra dificuldade a ser vencida.pucpr. Cada objetivo deve ser o mais explícito possível. procedimentos e instruções. acesso para atualização. que parâmetros devemos tomar por base ? Quais as avaliações que devemos fazer ? Para cada um dos elementos sugerimos que sejam analisados: . Não é necessário todo o formalismo de uma estrutura específica. se existem os objetivos de negócio.br 01/06/2005 76 digamos. devemos identificar ações que possam minimizar a ocorrência desse risco. normas. Neste caso o uso de uma ferramenta adequada e com inteligência para tratar todas as informações geradas é fundamental. evidentemente. Ações – Para cada risco selecionado e definido como significante para o processo de gerenciamento de riscos. Esse conhecimento. a fim de assegurar o cumprimento dos padrões definidos e.. Normalmente apenas algumas pessoas ficam sabendo do processo de gerenciamento de riscos.. acesso somente de leitura. Na medida em que esses elementos forem sendo identificados em um número crescente. indicando como deve ser realizado o trabalho. Mas. conseqüentemente. Riscos – Para cada objetivo de negócio definido. devem ser identificados os riscos que podem impedir que esse objetivo seja alcançado. devem existir os objetivos de negócio relativos à organização ou à área organizacional em estudo. "Garantir um tempo de resposta no ambiente computacional de no máximo três segundos" é muito melhor do que "ter um tempo de resposta que deixe o usuário satisfeito".Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. medir a eficácia da estratégia de segurança adotada. Somente podemos falar em riscos. composta por diretrizes. Um efetivo gerenciamento de riscos necessita de alguns requisitos básicos que devem ser de conhecimento de todos os envolvidos nesse assunto. mas devem ser realizadas algumas atividades importantes. inclusive. consideramos que devam existir: Objetivos de negócio – Antes de qualquer análise de riscos. Depois podem ser selecionados os riscos mais significativos para que o trabalho de gerenciamento de risco tenha um custo / benefício adequado. Essas ações podem já existir ou não. a questão da confidencialidade da informação: acesso parcial. O desejável é que todos os envolvidos tenham acesso às informações desse gerenciamento. e Auditoria de segurança. tais como: • • Elaboração de uma política de segurança. temos a necessidade de avaliar a prioridade e importância de todo esse material. considerando. etc. "Crescer o faturamento em 15% em relação ao ano passado" é muito melhor do que um genérico "aumentar o faturamento". Em uma primeira análise pode se fazer uma listagem completa de todos os riscos possíveis e imagináveis. Como requisitos básicos para o gerenciamento de riscos.

Quanto mais eficazes forem. as organizações necessita de um processo que expresse verdadeiramente a avaliação das pessoas envolvidas. Grau de minimização do risco – As ações definidas para minimizar um risco possuem um grau de eficácia. maior o poder de minimização do risco. A Análise A análise de risco consiste em um processo de identificação e avaliação dos fatores de risco presentes e de forma antecipada no Ambiente Organizacional. nem visualizar os riscos. possibilitando uma visão do impacto negativo causado aos negócios. Através da aplicação deste processo. Muito esforço em ações que minimizem riscos de pequeno impacto no negócio significa um ponto de atenção. é possível determinar as prioridades de ação em função do risco identificado.br 01/06/2005 • • 77 • • Importância para o negócio – Cada objetivo deve ser avaliado sobre a sua importância para o negócio da organização. Sem um processo como este não são possíveis identificar a origem das vulnerabilidades. Identificar o grau desse impacto será um dado importante para a priorização desse processo. Uma forma de minimizar esses erros é considerar como fatores críticos de sucesso: • • • • A definição do escopo da área a ser trabalhada. Proporciona também informações para que se possa identificar o tamanho e o tipo de investimento necessário de forma antecipada aos impactos na Organização causados pela perda ou indisponibilidade dos recursos fundamentais para o negócio. Esforço a ser gasto – O esforço associado para que a ação possua uma boa eficácia é um parâmetro a ser considerado. Muitos erros podem ser cometidos nesse processo de gerenciamento de riscos. Probabilidade de ocorrência – Os riscos devem ser analisados sob a probabilidade de sua ocorrência. O acesso à informação por todos os envolvidos. A existência de uma abordagem metodológica. Para se chegar aos valores desses parâmetros a serem julgadas. A definição explícita dos objetivos de negócio. Utiliza-se como métrica as melhores práticas de segurança da . para que seja atingido o nível de segurança desejado pela organização.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. Impacto no negócio – Cada ocorrência de risco traz impactos diferentes para o negócio da organização. Este processo pode ser desde um simples questionário até sessões de trabalho conduzidas por facilitadores e com apoio de softwares de decisão de grupo.

C . Atenção: a ISO/IEC 17799 não ensina a analisar o risco. que segue a fórmula: (Ameaça) x (Vulnerabilidade) x (Valor do Ativo) = RISCO.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. A formalização de uma Análise de Risco provê um documento indicador de que este cuidado foi observado.Quem deve participar da análise de riscos ? O processo de análise de riscos deve envolver especialistas em análise de riscos e especialistas no negócio da empresa — esta sinergia possibilita o foco e a qualidade do projeto. pode-se identificar quais controles devem ser implementados em curto. B . apontadas na norma ISO/IEC 17799. deve-se mapear. Antes de a organização iniciar um projeto. ativos serão protegidos com investimentos adequados ao seu valor e ao seu risco. Um projeto de Análise de Risco sem o . médio e longo prazo. serve apenas como referência normativa. RISCO = Probabilidade De um evento Ameaças Vulnerabilidades X Conseqüência do evento Danos Materiais Interrupções Imagem Multas A . Em situações onde a organização nunca realizou uma Análise de Risco. O resultado da Análise de Risco dá à organização o controle sobre seu próprio destino – através do relatório final. o desenvolvimento de uma ferramenta ou até mesmo uma relação de parceria.Por que fazer uma análise de risco ? Durante o planejamento do futuro da empresa. identificar e assegurar os requisitos do negócio.pucpr. a Alta Administração deve garantir que todos os cuidados foram tomados para que seus planos se concretizem.Quando fazer uma análise de riscos ? Uma análise de riscos deve ser realizada — sempre — antecedendo um investimento. um novo processo de negócio. Há então uma relação de valor.br 01/06/2005 78 informação do mercado. recomendamos uma validação de toda a estrutura. A partir destas informações faz-se possível à elaboração do perfil de risco.

2001). Em ambientes dinâmicos a tecnologia muda muito rapidamente.pucpr. é apresentada na próxima figura: Projeto de Projeto de Sistema Sistema Falha ou Falha ou Fraqueza ? Fraqueza ? NÃO SIM Pode ser Pode ser explorado ? explorado ? NÃO SIM Existe uma Existe uma vulnerabilidade vulnerabilidade para um ataque para um ataque Não existe risco Não existe risco Não existe risco Não existe risco Existe Ameaça ! ! Existe Ameaça & & Intenção Intenção Custo do Custo do Ataque < Ataque < Ganho Ganho NÃO SIM Perda > Perda > Custo da Custo da defesa defesa NÃO SIM RISCO INACEITÁVEL RISCO INACEITÁVEL Risco aceitável Risco aceitável Risco aceitável Risco aceitável . a forma para descobrir se existe algum risco em um projeto e se o mesmo é aceitável.br 01/06/2005 79 envolvimento da equipe da empresa. D . ao final. Um projeto com mais de um mês — em determinados ambientes —.Quanto tempo o projeto deve levar ? A execução do projeto deve ser realizada em tempo mínimo. muito dificilmente retratará a real situação da operação. Conforme (Stoneburner.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. pode estar desatualizado e não corresponder ao estado atual da organização.

br 01/06/2005 80 Projeto de Projeto de Sistema Sistema Falha ou Falha ou Fraqueza ? Fraqueza ? NÃO SIM Crítico para Crítico para Segurança? Segurança? NÃO SIM Existe uma Existe uma vulnerabilidade vulnerabilidade explorar aa explorar fraqueza fraqueza Não existe risco Não existe risco Não existe risco Não existe risco Existe Ameaça ! ! Existe Ameaça Perda > Perda > Custo da Custo da defesa defesa NÃO SIM RISCO INACEITÁVEL RISCO INACEITÁVEL Risco aceitável Risco aceitável Estudo de Caso Descrição: O desenho acima mostra o site de uma empresa que abrigará um novo CPD. com 4 portões: Portão A: entrada para o bloco A Portão B: entrada de funcionários e de caminhões para carga e descarga Portão C: atualmente desativado (portão grande) Portão D: entrada de pedestres(portão pequeno) .pucpr. O terreno é cercado por grades ( aprox. 2 metros).Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.

que contém materiais altamente inflamáveis. móveis usados. um estoque de atacado e a rampa de carga e descarga.br 01/06/2005 O terreno contém 4 construções: Bloco A: No subsolo. 2.pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. estoque de papel da gráfica e lanchonete Pavilhão 3: móveis e equipamentos obsoletos Tendo em vista a segurança física: 1. equipamentos de informática reutilizável. pelo portão A e uma outra pela área de carga e descarga. etc? Quais ações/soluções vocês recomendariam? . inundação. papelaria e material de expediente. A principal. Quais são os riscos com relação a acesso. No primeiro andar funcionará o CPD e um novo setor com um grande volume de cheques. 2. Pavilhão 1: documentos de microfilmagem e papéis Pavilhão 2: Setorial de transporte. Separados do CPD por uma parede corta-fogo estarão a gráfica plana. incêndio. há 3 depósitos distintos: 1. Existem 2 entradas para o CPD. o escritório e o laboratório da gráfica. 81 No térreo funcionam uma gráfica. 3.

• • • Conceitos10 Diferentemente do que se pensava há alguns anos sobre definição de Continuidade de Negócio. inclui as ocorrências naturais. operações backup. Disponibilidade – A propriedade que e um sistema ou um recurso de sistema de estarem acessíveis e utilizáveis sob demanda por uma entidade autorizada pelo o sistema. Porém. recursos e / ou dados e informações. observa-se atualmente uma mudança que cria um novo conceito associado a um modelo de gestão mais abrangente. se não houver Planejamento para Segurança e Contingência adequados. 2001) . 10 (Plachta.pucpr. isto é. Sobrevivência . redução de custos com produtividade e fortalecimento da marca –. as empresas simplesmente não podem mais ficar indisponível para seus clientes mesmo que tenham problemas com seus processos de negócios. Confiabilidade – A habilidade de um sistema de executar uma função requerida sob condições indicadas por um período de tempo especificado. onde todos os componentes e processos essenciais ao negócio tenham os seus risco de inoperância ou paralisação minimizadas por Planos de Continuidade de Negócios atualizados. e recuperação de após um desastre em um sistema como a parte de um programa da segurança para assegurar a disponibilidade de recursos de sistema críticos e para facilitar a continuidade das operações durante uma crise. Velocidade de processamento e de decisões.br 01/06/2005 82 CAPÍTULO X Contingência ou Plano de Continuidade de Negócios Num mundo de negócios competitivo como o de hoje. Definições • Plano de Contingência – Um plano para a resposta de emergência. de acordo com especificações de desempenho projetadas para o sistema. ações acidentais. conseqüentemente. a empresa ameaçada. altíssima disponibilidade.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. e ataques ao sistema. flexibilidade e foco em produtos de acordo com o mercado são requisitos fundamentais para "sobrevivência e sucesso". quando o conceito estava associado à sobrevivência das empresas – principalmente através das suas estratégias comerciais. alguns ou até todos requisitos estarão ameaçados e. um sistema que está disponível para fornecer serviços de acordo com o projeto do sistema sempre que pedido por seu usuário.A habilidade de um sistema de continuar em operação ou existindo apesar das condições adversas.

Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. terremotos. Seria necessário então criar uma solução onde todas as áreas pudessem ter uma visão global dos seus inter-relacionamentos e. intensifica-se um conceito de estado de alerta para o Plano de Continuidade de Negócios denominado Plano de Administração de Crise. Por exemplo. como não possuíam uma visualização necessária de todas as interdependências existentes. e necessárias. onde todas as medidas para o estado de vigilância e ações de resposta emergenciais devem estar documentadas e destinadas às equipes de plantão responsáveis pela sua execução. de inoperância ou de impacto refletidos na atividade fim da empresa. o recebimento de um vírus por um usuário de e-mail identifica-se como um evento até que o programa seja executado. o conceito de desastre. observamos cada vez mais que a continuidade dos processos e negócios está atrelada não somente à recuperação ou ao contingenciamento dos processos vitais. Este tipo de raciocínio é restrito. podendo ser seguido ou não de um desastre. .br 01/06/2005 documentados e divulgados corretamente. que é a concretização de uma ameaça previamente identificada. estes fatores perderam terreno para as vulnerabilidades herdadas pelas empresas em decorrência do aumento desenfreado. Porém. das novas tecnologias. Através destas medidas. antes atrelado ao caos gerado por fatores naturais. considerando o valor das informações atingidas. inundações e outros similares. não orientavam a implementação às atividades fins da empresa. após os atentados nos Estados Unidos. resultando na perda de dados. com isto seria possível definir critérios referentes ao custo de recuperação. pensava-se em desastres como as ameaças naturais.pucpr. O que devemos levar em conta é "o que é que nossos clientes precisam ?" E assim considerar "a continuidade de que serviços (ou da oferta de que produtos) nossos clientes esperam de nós ?". Em um primeiro momento imagina-se que Planos de Continuidade visam permitir que os negócios sejam mantidos da mesma forma durante o regime de contingência. Com isso. todas as preocupações referentes a inoperabilidade dos componentes (sejam estes de suporte à tecnologia ou aos processos) eram tratadas isoladamente por cada gestor ou técnico responsável que. 83 Na época em que o antigo conceito era usado. mas também à vigilância contínua dos eventos. Quando se enumerava os grandes vilões responsáveis pela indisponibilidade e o caos nas empresas. Nos dias de hoje. o que seria um desastre. vem sendo substituído pelo conceito de evento.

Estratégia de Contingência Warm-site – Esta se aplica a objetos com maior tolerância à paralisação. sem. Vemos que o processo de envio e recebimento de mensagens é mais tolerante que o exemplo usado na estratégia anterior. O tempo de operacionalização desta estratégia está diretamente ligado ao tempo de tolerância a falhas do objeto. comprometer o serviço ou gerar impactos significativos. podendo se sujeitar à indisponibilidade por mais tempo. Estratégia de Contingência Cold-site – Dentro do modelo de classificação (Sêmola. estaríamos falando de milessegundos de tolerância para garantir a disponibilidade do serviço mantido pelo equipamento.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Estratégias de Contingência11 • Estratégia de Contingência Host-site – Recebe este nome por ser uma estratégia “quente” ou pronta para entrar em operação assim que uma situação de risco ocorrer. um servidor de banco de dados. Se a aplicássemos em um equipamento tecnológico. 2003) • • 11 . por exemplo.pucpr. até o retorno operacional da atividade. quando é possível a identificação imediata da probabilidade da ocorrência de um evento que ocasionará a indisponibilidade de um processo crítico ou vital. Justificando Mesmo sem ter planos formais de contingência.br 01/06/2005 84 Sendo assim. cresce a vulnerabilidade da empresa frente a fatos cuja ocorrência esteja fora de seu controle. sendo a ponderação dessa vulnerabilidade maior quanto maior a ordem da questão não respondida. pois poderia ficar indisponível por minutos. como exemplo. este deverá ser tratado como uma situação de crise – aplicando-se o plano de controle e administração para a redução do risco desta ocorrência. no entanto. Tomemos. o serviço de e-mail dependente de uma conexão. através dos questionamentos abaixo um alto executivo pode saber se a sua organização está preparada para o inevitável: • • • • Quais são os principais negócios da minha empresa ? Quais são os fatores de risco operacionais que podem afetar seriamente os negócios da empresa ? Qual seria o impacto nas receitas geradas pelo negócios da empresa se um ou mais fatores de risco se manifestasse ? Como a empresa está preparada para lidar com o inevitável ou o inesperado ? Para cada questão não respondida ou respondida insatisfatoriamente.

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nas estratégias anteriores, esta propõe uma alternativa de contingência a partir de um ambiente com os recursos mínimos de infra-estrutura e telecomunicações, desprovido de recursos de processamento de dados. Portanto, aplicável à situação com tolerância de indisponibilidade ainda maior. • Estratégia de Contingência de Realocação de Operação – Como o próprio nome denuncia, esta estratégia objetiva desviar a atividade atingida pelo evento que provocou a quebra de segurança, para outro ambiente físico, equipamento ou link, pertencentes à mesma empresa. Esta estratégia só é possível com a existência de “folgas” de recursos que podem ser alocados em situações de crise. Muito comum essa estratégia pode ser entendida pelo exemplo que se redireciona o tráfego de dados de um roteador ou servidos com problemas para outro que possua folga de processamento e suporte o acúmulo de tarefas. Estratégia de Contingência Bureau de Serviços – Considera a possibilidade de transferir a operacionalização da atividade atingida para um ambiente terceirizado; portanto, fora dos domínios da empresa. Por sua própria natureza, em que requer um tempo de tolerância maior em função do tempo de reativação operacional da atividade, torna-se restrita a poucas situações. O fato de ter suas informações manuseadas por terceiros e em um ambiente fora de seu controle, requer atenção na adoção de procedimentos, critérios e mecanismos de controle que garantam condições de segurança adequadas à relevância e criticidade da atividade contingenciada. Estratégia de Contingência Acordo de Reciprocidade – Muito conveniente para atividades que demandariam investimentos de contingência inviáveis ou incompatíveis com a importância da mesma, esta estratégia propõe a aproximação e um acordo formal com empresas que mantêm características físicas, tecnológicas ou humanas semelhantes a sua, e que estejam igualmente dispostas a possuir uma alternativa de continuidade operacional. Estabelecem em conjunto as situações de contingência e definem os procedimentos de compartilhamento de recursos para alocar a atividade atingida no ambiente da outra empresa. Desta forma, ambas obtêm redução significativa dos investimentos. Apesar do notório benefício, todas as empresas envolvidas precisam adotar procedimentos personalizados e mecanismos que reduzam a exposição das informações que, temporariamente, estarão circulando em ambiente de terceiros. Este risco se agrava quando a reciprocidade ocorre entre empresas pseudoconcorrentes que se unem exclusivamente com o propósito de reduzir investimentos, precisando fazê-lo pela especificidade de suas atividades, como por exemplo, no processo de impressão de jornais. Estratégia de Contingência Auto-suficiência – Aparentemente uma estratégia impensada, a auto-suficiência é, muitas vezes, a melhor ou única estratégia possível para determinada atividade. Isso ocorre quando

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nenhuma outra estratégia é aplicável, quando os impactos possíveis não são significativos ou quando estas são inviáveis, seja financeiramente, tecnicamente ou estrategicamente. A escolha de qualquer uma das estratégias estudadas até o momento depende diretamente do nível de tolerância que a empresa pode suportar e ainda depende do nível de risco que seu executivo está disposto a correr. Esta decisão pressupõe a orientação obtida por uma análise de riscos e impactos que gere subsídios para apoiar a escolha mais acertada.

Planos de Contingência
São desenvolvidos para cada ameaça considerada em cada um dos processos do negócio pertencentes ao escopo, definindo em detalhes os procedimentos a serem executados em estado de contingência. É acertadamente subdividido em três módulos distintos e complementares que tratam especificamente de cada momento vivido pela empresa. • Plano de Administração de Crise – Este documento tem o propósito de definir passo-a-passo o funcionamento das equipes envolvidas com o acionamento da contingência antes, durante e depois da ocorrência do incidente. Além disso, tem que definir os procedimentos a serem executados pela mesma equipe no período de retorno à normalidade. O comportamento da empresa na comunicação do fato à imprensa é um exemplo típico de tratamento dado pelo plano. Plano de Continuidade Operacional – Tem o propósito de definir os procedimentos para contingenciamento dos ativos que suportam cada processo de negócio, objetivando reduzir o tempo de indisponibilidade e, conseqüentemente, os impactos potenciais ao negócio. Orientar as ações diante da queda de uma conexão à Internet, exemplificam os desafios organizados pelo plano. Plano de Recuperação de Desastres – Tem o propósito de definir um plano de recuperação e restauração das funcionalidades dos ativos afetados que suportam os processo de negócio, a fim de restabelecer o ambiente e as condições originais de operação.

É fator crítico de sucesso estabelecer adequadamente os gatilhos de acionamento para cada plano de contingência. Estes gatilhos de são parâmetros de tolerância usados para sinalizar o início da operacionalização da contingência, evitando acionamentos prematuros ou tardios. Dependendo das características do objeto da contingência, os parâmetros podem ser: percentual de recurso afetado, quantidade de recursos afetados, tempo de indisponibilidade, impactos financeiros, etc.

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Principais fases de elaboração do Plano de Contingência Corporativo
O Plano de Contingência Corporativo provê a avaliação de todas as funções de negócio, juntamente com a análise do ambiente de negócios em que a empresa se insere, ganhando-se uma visão objetiva dos riscos que ameaçam a organização. Com o Plano de Contingência, ela poderá se assegurar de que possui o instrumental e treinamento necessários para evitar que interrupções mais sérias em sua infra-estrutura operacional possam afetar sua saúde financeira. A metodologia do Programa do Plano de Contingência consiste de 6 passos: 1 2 3 4 5 6 Avaliação do projeto: escopo e aplicabilidade; Análise de risco; Análise de impacto em negócios; Desenvolvimento dos planos de recuperação de desastres; Treinamento e teste dos planos; Implementação e manutenção;

Riscos Envolvidos
São vários os riscos envolvidos na criação e análise de um Plano de Contingência. Observe a figura abaixo.

pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 88 Mais Informações O NIST – National Institute of Standards and Technology (http://www. Estudo de Caso Os desastres acontecidos não envolvem computação. Entretanto. eles testaram o gerenciamento e ambos os negócios teriam se convertido em grandes perdas caso os mesmos não tivessem sido administrados efetivamente. .nist.gov/) criou um documento intitulado Contingency Planning Guide for Information Technology Systems que demonstra os conceitos já explicados aqui e métodos / exemplos de como aplicar e realizar um Plano de Continuidade de Negócios.

morreram por terem tomado cápsulas de Tylenol Extra-Forte. também dos subúrbios de Chicago. Edmund Burke A humanidade não consegue tolerar muito a realidade.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. ele refletiu em voz alta. a viuva de Adam Janus entrou com uma ação de $15 milhões de dólares por danos contra a J & J. as cápsulas venenosas foram rastreadas até o número do lote 1910 MD e MC 2738. Naquele mesmo dia. Um artigo publicado na conhecida revista de negócios Forbes revela um lado sinistro do caso como um todo.000 frascos do lote número 1910 MD foram também recolhidos." Ninguém poderia aparecer com algo que poderia diminuir o ímpeto do que parecia ser um negócio extremamente bem sucedido. no retiro estratégico de planejamento de três dias da Johnson e Johnson. Mary Reiner e Mary McFarland . As cápsulas foram recolhidas numa amostra aleatória das prateleiras em todo o país. a empresa controladora da McNeil. Adam e Steven Janus. T. mas Burke "riu de si mesmo. J & J reagiu prontamente. Eliot ADULTERAÇÃO. e Mary Kelleran." Então o impensável aconteceu. uma quarta ação estava para ser movida exigindo a restituição a qualquer pessoa no país que houvesse comprado Tylenol naquele ano! As estimativas de custos potenciais daquela ação chegavam a $ 600 milhões.br 01/06/2005 89 Caso Tylenol:estudo de caso. "é impenetrável.400 frascos do lote número MC 2880 foram imediamente recolhidos. O MAL VINDO DE FORA: O CASO TYLENOL Talvez.pucpr. nem um outro caso recente tenha um impacto tão grande como a grande tragédia ocorrida com os eventos associados ao Tylenol. o órgão americano responsável pelo controle de remédios) ordenou que seus 19 laboratórios começassem a testar as cápsulas de Tylenol Extra-Forte. Um dia depois todos os 171. No dia 29 de setembro de 1982.. S. Todos os 93. cianeto. Mais especificamente. A única coisa necessária para que o mal triunfe é a de que homens de bem não façam nada. . como o Tylenol?" "Nada. de dois diferentes subúrbios fora de Chicago. Uma premonição funesta estava no ar antes que os atos hediondos que logo seriam associados ao Tylenol tivessem ocorrido. morreriam de envenenamento por cianeto. Um veneno mortal. Não só Tylenol havia sido envenenado mas o desastre tinha sido ampliado a diversos lotes. No começo de setembro de 1982. Duas outras ações foram movidas mais tarde no valor de $ 35 milhões. O pior havia acontecido. havia sido injetado nas cápsulas. dois irmãos. Entretanto.por estar se preocupando com coisas as quais ele não tinha por que se preocupar. Em 4 de outubro de 1982. Um dia depois. o FDA (Federal Drug Administration." ele observou. Tylenol fora identificado como o culpado em todos os casos. o Presidente da J & J's James Burke meditou sobre como tinham sorte em estarem numa indústria que tinha tantas marcas extremamente lucrativas. Porém a mais grave de todas. "E se algo acontecesse a um deles [aos seus principais produtos]. Ninguém sabia como diversos lotes diferentes haviam sido infectados..

até 1986. J & J recolheu uns 31 milhões de frascos com um valor de revenda de mais de $ 100 milhões. aquelas mesmas emoções se voltariam contra Tylenol porque as pessoas não arriscariam com um produto cujo nome fora carregado emocionalmente de maneira negativa? Se o nome Tylenol fora inicialmente associado com a epítome da desconfiança e do mal? Quem culparia o público por não estar disposto a dar uma nova chance? Mesmo que o dólar não fosse suficiente para calcular o impacto total de tal tragédia. segundo o autor do artigo publicado na Forbes. eram: se a emotividade fora responsável pela ingestão inicial de Tylenol e a subsequente identificação da marca com este fato. a McNeil começou a promover o Tylenol agressivamente como uma alternativa de analgésico para aqueles que sofriam do estômago ou de outros efeitos colaterais da aspirina. os analistas previram que J & J teria sorte se ganhasse metade disto. a quantidade era impressionante de qualquer modo. o alicerce. ou mais. de suporte do qual a organização obtém uma quantia significante de sua renda e razão pela qual o público tem um reconhecimento e lealdade consideráveis em relação à marca. Em 1983. Em suma. Esta quantidade era tudo menos desprezível ou trivial. Em 1982. Como resultado. J & J enviou mensagens via telex para aproximadamente 15. Tylenol tinha 35% do mercado de $ 1 bilhão de dólares do analgésico. Como uma prova da significância de Tylenol para a J & J." As perguntas agora. Três frascos de Tylenol Extra-Forte contendo uma quantidade de estriquinina foram achados em Oroville. Elas o tomavam porque. Thomas More. previa-se que o Tylenol obteria meio bilhão de dólares em vendas.000 revendedores e distribuidores.br 01/06/2005 90 Em 5 de outubro. Depois da tragédia. do negócio de analgésicos foram construídos sobre uma palavra chave: confiança. foi criado . os executivos da McNeil previam confiantemente que Tylenol obteria 50% do mercado. As pessoas tomavam Tylenol porque era recomendado por médicos ou porque lhes fora dado em hospitais. A tragédia do Tylenol é o nosso primeiro e talvez mais proeminente exemplo do tipo de ato trágico impensável que pode acontecer a qualquer organização. Antes dos envenenamentos. Isto afetou a confiança e a segurança que os executivos da J & J tinham em seus próprios produtos do mesmo modo que afetou o público. Em 1975. "elas não estavam bem e estavam num estado altamente emotivo. O custo inicial para a J & J foi calculado em mais do que dólares simplesmente. no dia seguinte. os seus ganhos do terceiro quadrimestre caíram de 78 centavos a ação em 1981 para 51 centavos em 1982. Califórnia. Em 6 de outubro. o envenenamento havia se espalhado por toda a nação. nas palavras de Burke. A essência. A tragédia cobrou o seu preço em impacto psicológico do mesmo modo que o fizera em dólares. colocara. As mensagens pediam para que eles removessem todos os 11 milhões de frascos do Tylenol normal e do Extra-Forte de suas prateleiras. Os analistas de segurança projetaram uma queda de 70% em $ 100 milhões em vendas de balcão dos produtos Tylenol no quarto quadrimestre.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. A melhor analogia é a de que para os executivos da J & J e da McNeil fora como se alguém da família houvesse morrido. ele representava uma estimativa de 7% das vendas mundiais e algo em 15% ou 20% de seus lucros totais em 1981. Um produto (ou serviço) central.

pucpr. Em ambos relatos nós nos sentimos totalmente bloqueados. pela injeção de substâncias estranhas. é inacreditável -totalmente impensável. . Como resultado. O argumento é o de que os executivos atuais são arquitetos das práticas e políticas existentes. Na verdade. nós o fazemos em dois sentidos distintos. à mercê de um ambiente incontrolável e imprevisível. A experiência de 1986 foi caracterizada pelas mesmas qualidades básicas. da mera fantasia para a sua atuação de fato.000 de pessoas. Porém estaria além da normalidade se nossos impulsos violentos cruzassem a barreira. em inglês) a menos que recebesse uma enorme quantia de dinheiro. não importando quão frágil que ela possa ser. soluções extremas talvez não sejam necessárias. e conseqüentemente relutantes em iniciar e instituir o tipo de mudanças necessárias para o controle efetivo da crise. Numa nação de aproximadamente 226. A repetição da crise em fevereiro de 1986 certamente não mudou a sua imagem. O produto (serviço) é então convertido em um agente para se fazer mal a seus consumidores insuspeitos. Quando dizemos que este tipo de coisa é impensável. A maioria de nós acha difícil imaginar que tipo de mente realmente poderia fazer tais coisas. O sucesso da Johnson e Johnson é principalmente atribuído a sua resposta rápida e as suas ações.. de maneira drástica. Uma crise é uma situação fora da situação normal. a mim parece um pouco assustador viver num mundo onde sequer potes de picles sejam seguros. além de medidas preventivas de embalagem. tanto os consumidores como os fabricantes do produto (serviço) sofrem uma perda considerável. e aberta." A crise do Tylenol em 1982 é vista como um caso clássico de neutralização eficiente de crise. Nos sentimos desamparados. Não está além de nossa imaginação pensar em atos violentos.500. Um. agressiva. As condições da crise podem evocar uma decisão de se fazer uma substituição total da diretoria por uma nova equipe. As propriedades do produto (serviço) então são alteradas.que alguém poderia de fato perpetrar tal ato contra outros seres humanos. e ameaça. suas extensas e eficientes relações públicas e à campanha na mídia. Na verdade nós o fazemos a todo o momento sem estar plenamente consciente. uma crise cria uma nova situação que não pode ser trabalhada com normas antigas. sua agressividade. Como um autor escrevera comentando sobre o que a tragédia do Tylenol significou para ele: "Um homem na Califórnia ameaçou envenenar potes de picles nas lojas Safeway (modo seguro. e sua disposição em divulgar informações relacionadas à crise para o público. Obviamente. é difícil se não impossível saber-se o que alguém poderia ter feito anteriormente para prever tais tragédias. que poderia trazer uma nova perspectiva e um novo quadro. J&J foi rápida. tragédia.. Toda organização agora está vulnerável a este tipo de perda.. Dois. parece ser claramente impossível prever quais indivíduos fariam tal coisa a ponto de se poder isolá-los e determinar sua exata localização e momento de atacar. sua abertura. No entanto. defensores do status quo.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 91 para fazer o bem.

e colocou seriamente o futuro da StarKist Foods Inc em dúvida no Canadá.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.J. As semanas seguintes a esta inatividade. Uma crise é uma situação crítica e sensível que uma vez sendo negligenciada ou tratada inadequadamente. para se readquirir o mercado perdido. No caso do Tylenol contaminado. de enviar exportar um milhão de latas de atum "rançoso e em decomposição". pode causar o colapso de toda a organização. Uma situação de crise apresenta um dilema.br 01/06/2005 92 A urgência de uma resposta rápida é também uma característica da maioria das situações críticas. em setembro de 1985 quando a rede estatal canadense de rádio e TV (Canadian Broadcasting Corporation) acusou a subsidiária canadense da Star-Kist Foods.pucpr. pois o tempo disponível para formular e implantar uma resposta é geralmente limitado. Heinz Co. . a companhia preferiu fazer pouco e se manter de boca fechada. prejudicou seriamente a credibilidade do público na Star-Kist Foods e na sua firma controladora H. Diferentemente. Inc. causou uma queda de 90% na receita canadense da StarKists. assumindo que o tempo automaticamente tomaria conta do problema. e para o fortalecimento da credibilidade da companhia junto aos consumidores. acredita-se que a resposta rápida e agressiva da J&J tenha sido significante para a solução da crise. A resposta tem de ser sonora e efetiva bem como rápida e vigorosa.

e o transporte de equipamento tanto de ida para como de vinda dos locais de trabalho. Três membros foram enviados para a área de Three Creeks. ligaram para a polícia para solicitar segurança para a área do vazamento. O piloto da companhia estava no ar em um vôo de inspeção de rotina sobre a linha preferencial do oleoduto. a sala de controle no terminal recebeu uma ligação telefônica de um fazendeiro de Three Creeks avisando sobre um provável vazamento de gás na área. Depois de informar outros membros da equipe para ficarem aguardando por outras instruções no rádio. em 40 anos. Os dados sobre segurança da WPT também são invejáveis. Nesta manhã. O Gerente e seu assistente argumentaram sobre o vazamento. a reparação da linha. E o Gerente Assistente foi enviado para supervisionar o local de vazamento. PROJETO DE ORGANIZAÇÃO PARA ACIDENTES QUÍMICOS PERIGOSOS A temperatura estava em uns 20 graus negativos em West City. Estas tarefas eram condizentes com os deveres da equipe. A WPT tem sido uma operação lucrativa. 100 km distante do trabalho de rotina em uma estação bombeadora.000 metros cúbicos por dia de hidrocarbonos foram despejados no sistema.pucpr. Em 1984. mais de 200. :Estudo de Caso Os nomes desta companhia e dos funcionários foram mudados neste estudo de caso:estudo de caso. Embora os instrumentos da controle não indicassem quaisquer irregularidades na linha. O Gerente Assistente do Distrito recebeu a ligação e notificou o Gerente do Distrito. A western Petroleum (WPT) opera um sistema extenso de oleodutos que transporta mais de 50 tipos de produtos petroquímicos (hidrocarbonos líquidos) dos centros de produção de West City para os mercados do leste. Simultaneamente. fora do escritório central da Western Petroleum Transportations. o chefe de seção da equipe de manutenção para avisá-lo do vazamento suspeito. as quais incluíam a manutenção do oleoduto. Ginter e um membro da equipe partiu imediatamente para o local na camionete equipada com rádio de Ginter. com uma renda descontada de impostos de mais de $ 100 milhões de dólares.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. e fazendo um inventário do terminal central da WPT na "Refinary Row" nos arredores de West City. . a localização de vazamentos e de problemas. a WPT teve apenas um grande acidente fatal. vários membros da Equipe de Manutenção de Oleodutos da WPT estavam pintando.br 01/06/2005 93 Western Petroleum Transportation Inc. inspecionando equipamentos. O terminal ligou para Mel Ginter. Nesta manhã em particular. Inc. Mesmo assim todos os oleodutos paralelos da WPT foram imediatamente fechados. o chefe de seção da Equipe de Manutenção chegou no escritório já sabendo da situação. Ao meio dia. e enviaram um avião da companhia para monitorar o vazamento. Os trabalhadores da WPT foram dirigidos para assegurar que uma válvula de fechamento corrente acima tivesse sido ativada para parar o fluxo do vazamento de produtos químicos para o segmento de linha. nenhum problema fora observado e o oleoduto parecia estar intacto. até mesmo grandes vazamentos de substâncias como gases liquefeitos naturais (GNLs) não são detectados pelos instrumentos da sala de controle.

o Assistente e o Chefe de Seção no local. A área de vazamento foi inspecionada repetidamente. o vazamento de gás toma o caminho de menor resistência para chegar à superfície. Uma vez que GLNs em pouco mais de um quilômetro e meio de linha poderia valer milhões de dólares. Mais membros da equipe chegaram. "A Ignição controlada" ou ignição controlada é um procedimento comum para vazamentos de GNLs e é efetuado para se evitar uma ignição não planejada de nuvens erráticas de gás durante os esforços. Os gases liquefeitos naturais são uma mistura de propano.pucpr. Ginter) e um membro da equipe inspecionaram a área de vazamento." e propiciou a instalação de uma válvula-rolha 300 metros corrente acima do vazamento para isolar uma seção pequena da linha. Dois detetores de gás estavam no local. Às 16:00 o Gerente Assistente e o Chefe de Seção concordaram que eles estavam enfrentando um grande vazamento de gases liquefeitos naturais. O Gerente Assistente e o Chefe de Seção disseram ao gerente que "nós temos de considerar seriamente a operação de efetuar a ignição controlada". portanto o gás pode aparecer com uma certa distância da origem do vazamento. De volta à camionete. e condensados levados sob pressão à temperaturas muito aquém de zero. A localização exata seria difícil de determinar. apesar do perigo de uma ignição não planejada. a um quilômetro da residência mais próxima e muitos quilômetros distante da cidade mais próxima. e roupas próprias para a proteção contra o efeito congelante de GNLs. incluindo detetores de gás. O chefe de seção (Mr. . Um trailer com o grosso do equipamento de reparo e suprimentos estava a caminho.br 01/06/2005 94 A polícia ergueu barreiras no norte e no sul. Às 17:30 o assistente e o chefe de seção concordaram em não efetuar a ignição controlada: estava escuro agora e a ignição controlada poderia ser muito perigosa devido as dificuldades de monitoramento visual da coluna de gás. atrasando os reparos e destruindo condensados que poderiam ser recuperados mais tarde. o fogo poderia queimar por 36 horas. os GLNs podem ser inflamados com uma centelha. O Gerente endossou a decisão pela ignição controlada "apenas se fosse 100% segura. trazendo um sistema de iluminação usado para iluminar locais de trabalho à noite. O chefe de seção chegou na barreira do norte às 14:30 e observou que a área de vazamento era no campo de um fazendeiro. A roupa protetora contra fogo não estava disponível. Com uma volatilidade alta. As outras duas (intactas) foram reabertas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. O Gerente Assistente chegou à barreira do norte e então começaram os contatos via rádio entre o Gerente em West City . butano. eles confirmaram um vazamento de gás liquefeito natural e usaram um detetor de gás para estabelecer uma localização aproximada. Ginter se comunicou via rádio para West City para consertar o equipamento e avisou ao Gerente que uma linha estava vazando gases liquefeitos naturais. A polícia fora dispensada na barreira do norte assim que os membros da equipe e equipamentos começaram a chegar mais ou menos às 15:30. Caminhando próximo a uma coluna de gás. e podem ter efeitos intoxicantes quando inalados. e em seguida foi dispensada pelos membros da equipe de manutenção na barreira do sul. embora as suas baterias estivessem se acabando. a ignição controlada seria cara.

gritando em agonia e dor.pucpr. O sistema de iluminação a diesel não dava partida na barreira do sul. apenas para voltar a parar. Um fazendeiro que se dirigia para a barreira do norte foi deixado para compor a barreira enquanto o assistente seguiu ao local de trabalho. Um membro da equipe correu para o campo e escutou gritos dos funcionários a medida que o fogo os queimava. O fogo no oleoduto queimou descontroladamente por três dias. Os odores de gás e as nuvens de gás que chegavam à altura dos joelhos se moviam pela área e fizeram com que os membros da equipe ficassem mais preocupados. Três outros trabalhadores permaneceram hospitalizados por diversos meses. O Gerente Assistente viu o fogo e tentou inutilmente estabelecer contato via rádio com a equipe.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Eles enviaram esta mensagem via rádio para os quartéis da WPT. quatro outros membros da equipe de manutenção e um funcionário contratado estavam localizados. . o caminhão de equipamento de West City chegou à barreira do norte. e às 20:20 dois trabalhadores foram desligar as máquinas de seu equipamento. Os homens feridos foram mais tarde transferidos para a unidade de queimados de um hospital importante onde o chefe de seção e um trabalhador morreram duas semanas depois. O membro da equipe que havia escapado do fogo retornou para o local de trabalho e achou outros companheiros seriamente queimados.br 01/06/2005 95 Às 19:15. e então se dirigiram para ajudar os homens feridos. o Gerente Assistente estava só na barreira do norte e um membro da equipe estava assegurando a barreira do sul. De repente uma chama que tinha o tamanho de vários campos de futebol irrompeu. Logo em seguida. Os executivos da companhia a caminho do vazamento escutaram o relatório e chamaram uma ambulância para levar os feridos a um pequeno hospital local. Ele foi rebocado com outro equipamento para um local a umas poucas centenas de metros contra o vento a partir do vazamento onde o chefe de seção. O sistema de iluminação finalmente "deu partida". Ele correu em direção à barreira do norte e relatou os ferimentos causados ao Gerente Assistente.

vem fazendo com que as empresas se preocupem em aumentar o controle sobre os departamentos de processamento de dados. A Auditoria de processamento de dados deve abranger todas as áreas de um departamento de processamento de dados: • • • • • • • • • • • • • • Coordenação de Problemas Coordenação de Mudanças Sistemas em Processamento “Batch” (em série) Recuperação de desastre Capacidade dos Sistemas Desempenho dos Sistemas Desenvolvimento de Sistemas Sistemas em Processamento On-Line (linha por linha) Sistemas Financeiros Rede de Telecomunicações Segurança de informação Centro de computação Microcomputador Distribuição dos Custos . já é necessário manter um departamento de auditoria interna.br 01/06/2005 96 CAPÍTULO XI Auditoria em Informática Introdução O crescente uso dos computadores nas empresas bem como a sua importância estratégica. as empresas não viam o porquê de manter um departamento somente de auditores. A Auditoria também identifica os pontos que irão desagradar a alta administração para que estes possam ser corrigidos. a base da investigação era restrita ao setor da finanças. preferindo contratar empresas prestadoras deste serviço. Como no passado. Como as técnicas de processamentos e as maneiras de burlar os controles vêem evoluindo de maneira rápida.pucpr. que visa descobrir as irregularidades em tais departamentos (caso seja feito em microcomputadores) ou nos centros de processamento da empresa.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. já que estes controlam informações vitais à empresa. os auditores devem estar sempre atentos a tais mudanças. A prática deste tipo de auditoria iniciou-se nos Estados Unidos e na Europa na década de 80. Este controle é feito através de um processo de Auditoria. Atualmente com a proliferação do comutador.

Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Deve ter objetividade. discrição. é de vital importância para empresa. prejudicando o desempenho da organização. já que através desta a alta administração deverá ditar os rumos da empresa. O sigilo deste planejamento é importante para que não hajam acertos de última hora que irão resultar em relatórios não condizentes com a realidade. no nível de datas. Posicionamento da Auditoria dentro da organização Este setor deve ser totalmente independente dos outros setores a fim de que não tenha influências no seu desempenho. principalmente na área de processamento de dados. examinar e descobrir os pontos falhos e a devida eficácia dos departamentos por ela vistoriados. O auditor deve ser um profissional de grande conhecimento da área de processamento de dados e todas as suas fases. de quando e como irão ocorrer as auditorias. ou departamento. que foi designado pela alta administração da empresa para avaliar. em seus relatórios sejam eles intermediários ou finais.br 01/06/2005 97 Perfil do Profissional Auditor em Informática O auditor é aquela pessoa. Deve estar ligado diretamente à alta administração da empresa.pucpr. devem possuir personalidade e até mesmo os fatos incorretos na administração do auditado. ou seja. Outro ponto importante é a existência de um planejamento prévio. além . Importância da Auditoria e suas fases Como já foi dito a auditoria dentro de um departamento. raciocínio lógico e principalmente um sentimento real de independência. Logicamente auditado é aquela pessoas ou setor que sofre a investigação da auditoria.

Nesta fase. com seus respectivos planos de trabalho. serão feitas as primeiras reuniões da alta administração com os auditores visando esclarecer os pontos e planos de trabalho. educar o pessoal do setor quanto ao processo que será utilizado. O setor a ser auditado deve preparar as atividades administrativas de apoio ao Grupo Auditor. analisar a exposição dos desvios encontrados. Se tais razões não forem aceitas pelo grupo Auditor. Auditoria e Pós-Auditoria. preparar o documento de anúncio e anunciar o setor da Auditoria. definir as áreas a auditar. Pré-Auditoria Nesta fase é enviado ao departamento a ser auditado um anúncio. por meio de outro relatório as razões de estar em desacordo. O Setor auditado deve prover as informações necessárias ao trabalho da auditoria.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Este processo é composto de: Pré-Auditoria. Geralmente a auditoria dura cerca de seis semanas. orientar o grupo de auditores quanto a estratégia a ser adotada. elas farão parte do relatório denominado Sumário Executivo. Pós-Auditoria Terminada a auditoria. inicia-se a auditoria. deliberar (resolver após examinar) quais informações são necessárias ao processo e fazer uma revisão final no setor.br 01/06/2005 98 de evitar fraudes e garantir o bom desempenho dos setores auditados. Este anúncio deve ser feito com até duas semanas de antecedência e deverá especificar quais serão as áreas a ser auditadas. as . Nesta fase o grupo Auditor deve preparar as atividades administrativas necessárias para a realização da auditoria. De acordo com as datas preestabelecidas (na pré-auditoria) serão feitas reuniões onde os fatos identificados serão expostos e é entregue um relatório destes fatos ao representante do setor auditado para que este emita. documentar os desvios encontrados (falhas). corrigir as exposições e revisar o Sumário Executivo. validar as soluções. Este relatório conterá o objetivo da Auditoria.pucpr. entender os desvios encontrados. Auditoria Terminadas as reuniões iniciais e após definir as ações que serão tomadas. O Auditor-chefe fará as solicitações por escrito e com data de retorno do representante do setor auditado. como a área auditada funciona). através de um notificação formal do setor de auditoria ou pelo setor de Controle Interno da empresa. o grupo auditor emite um relatório final detalhando as suas atividades. Ainda destro desta fase. desenvolver planos de ação que solucionarão os desvios encontrados. Dentro deste mesmo relatório constará uma Avaliação Global da situação da área de informática que está sendo auditada. o Grupo Auditor deve avaliar os Controles (ou seja. preparar o relatório final e apresentá-lo para a Presidência. que é apresentado à alta diretoria da empresa.

Nesta fase. a auditoria vem garantir que estes dados estejam realmente íntegros propiciando um perfeito processamento. Enquanto a segurança tem a função de garantir a integridade dos dados. mantendo a segurança nos dados da empresa e verificando se os seus bens estão sendo protegidos adequadamente. Depois de terminado o estudo do plano. Com isso. ou seja. assegurar o cumprimento do compromissado e analisar a tendência de correção. Inicialmente o auditor deve revisar o plano aprovado.br 01/06/2005 99 áreas cobertas por ela. ou seja.pucpr. as ações corretivas recomendadas e a avaliação global do ambiente auditado. uma depende da outra para produzirem os efeitos desejáveis à alta administração. A atividade de auditoria em segurança de informação A auditoria tem como verificar se os requisitos para segurança da informação estão implementados satisfatoriamente. sempre relacionado com o esquema de trabalho a seguir dentro da área que está sendo auditada. ela deve manter um controle efetivo sobre as suas áreas e isso é feito através do processo de auditoria. os fatos identificados. verificar se o método utilizado para proteção de informações é o melhor ou se precisa sofrer alguma atualização. O Grupo Auditor deve distribuir o Relatório Final. administrar conclusão dos desvios e manter o controle para que os erros não se repitam e a eficácia seja mantida. o auditor solicita os procedimentos necessários para descrever as diversas atividades que exige uma Segurança em Informática. Inter-Relação entre auditoria e segurança em informática Resumindo. começando pela presidência e terminando no representante do setor auditado. o Setor Auditado deve solucionar os desvios encontrados pela auditoria. preparar resposta ao Relatório Final e apresentar para a Presidência.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. revisar resposta recebida (soluções e justificativas apresentadas). ou seja. podemos dizer que a segurança e a auditoria são interdependentes. obtendo os resultados esperados. verificando se todos os procedimentos necessários à Segurança em Informática são corretamente utilizados no departamento que está sendo auditado. Esses procedimentos serão confrontados com a realidade do dia-a-dia dentro do departamento. Este relatório é enviado a todas as linhas administrativas. verificando se: . concluímos que para que uma empresa continue competitiva no mercado. Na investigação o Auditor deverá revisar os seguintes itens.

qualquer pessoa não autorizada a manipular dados dentro do sistema possa obter informações sem influenciar o sistema.pucpr. Por sua vez. ou utilizado outros métodos. Os dados possuem a proteção necessária para garantir sua integridade. existe um plano de recuperação em caso de desastre que são testados conforme requerido. Todos os proprietários estão identificados. principalmente empresas de grande porte.br 01/06/2005 • 100 • • • • • • • • • • O proprietário (aquele que tem permissão para acessar um certo conjunto de informações). manter uma mesma senha por um grande período. contra acessos não autorizados. pois é muito arriscado para uma empresa. estando protegido assim. isto é. O processo de auto-avaliação desta área foi feito e concluído com sucesso.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. isto é. pois depende de que área encara como segurança da informação. padronizados e periodicamente. As senhas devem possuir suas trocas automáticas garantidas. Os inventários são realizados conforme requerido. podendo ser acessado somente pelos envolvidos a este setor que estejam autorizados a possuírem tais informações. Um terminal tem acesso somente as informações inerente àqueles que irão manipulá-lo. Por exemplo. . alterações. um terminal no setor de Finanças só proverá informações ligadas a este setor e seus processos. Todos os usuários estão autorizados para o uso do computador. existem os sistemas de backup e recovery. são seguros o suficiente que qualquer tentativa de fraude não consiga alterar o sistema. Os programas críticos. Ex. As documentações necessárias devem ser avaliadas pelas áreas competentes. os dados mais importantes devem possuir cópias evitando transtorno em caso de acontecimentos inesperados. protegendo-os contra acessos e alterações indevidas.: alterações. Quando ocorrem desastres desde um erro de digitação até a perda total dos dados de um banco de dados. ou seja. estes terminais podem possuir senhas próprias. ou seja. O Centro de Computação deve ser avisado sobre os resultados obtidos através da revisão tanto quando eles forem favoráveis (os dados estão corretos) ou quando for encontrado alguma irregularidade. os que possuem acesso a um conjunto de informações específicas. os programas de sobrevivência da empresa mais importantes. verificando sempre se essas cópias estão seguras evitando problemas. ou seja. garantindo que estas demonstrem o que realmente ocorre dentro da área a que se está referindo as documentações. ou outras problemas de qualquer natureza. periodicamente faz uma revisão em todos os dados que ele possui acesso para verificar se houver perdas. não terá acesso às informações relacionadas ao setor de Recurso Humanos.

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A auditoria não serve somente para apontar os defeitos e problemas encontrados dentro de uma organização, o processo de auditoria deve ser considerada uma forma de ajuda aos negócios da empresa. Outro documento importante sobre o processo de auditoria em sistemas de informação é o A Guide to Understanding Audit in Trusted Systems publicado pela National Computer Security Center (hoje o atual NIST).

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CAPÍTULO XII Legislação
Legislação Brasileira e Instituições Padronizadoras
A segurança de informações, em função de sua grande importância para a sociedade modera, deu origem a diversos grupos de pesquisa, cujos trabalhos muitas vezes são traduzidos em padrões de segurança, e a projetos legislativos que visam tratar do assunto sob o aspecto legal, protegendo os direitos da sociedade em relação a suas informações e prevendo sanções legais aos infratores. Em geral, os padrões de segurança são utilizados no âmbito internacional, enquanto as leis e normas são normalmente estabelecidas em caráter nacional, podendo haver, entretanto, similaridade entre as legislações de países diferentes. Para implantar segurança de informações, é recomendável, portanto, que a instituição pesquise e sempre se mantenha atualizada quanto à legislação aplicável e aos padrões de segurança estabelecida por organismos nacionais e internacionais. A nossa legislação, com relação à segurança de informações, não está tão consolidada como a legislação americana, porém já existem alguns dispositivos legais sobre assuntos relativos à informática, direitos autorais e sigilo de informações: • • • • • Projeto de lei do Senador Renan Calheiros, de 2000 – define e tipifica os delitos informáticos; Projeto de lei nº 84, de 1999 – dispõe sobre os crimes cometidos na área de informática e suas penalidades; Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998 – dispõe sobre a proteção da propriedade intelectual de programa de computador e sua comercialização no país; Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 – altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais; Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996 – regulamenta o inciso XII, parte final, do artigo 5º, da Constituição Federal. O disposto nessa lei aplica-se a interceptação do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática; Projeto de Lei do Senado nº 234, de 1996 – dispõe sobre crime contra a inviolabilidade de comunicação de dados de computador; Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 1.713, de 1996 – dispõe sobre o acesso, a responsabilidade e os crimes cometidos nas redes integradas de computadores;

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Decreto nº 96.036, de 12 de maio de 1988 – regulamenta a Lei nº 7.646, de 18 de dezembro de 1987, revogada pela Lei nº 9.609, de 19 de fevereiro de 1998; Decreto nº 79.099, de 06 de janeiro de 1977 – aprova o regulamento para salvaguarda de assuntos sigilosos.

Você pode acompanhar todas as leis referentes a internet no site Internet Legal (http://www.internetlegal.com.br/legis/) mantido pelo advogado Omar Kaminski. Garanto que vale a pena a visita ao site. Outro site com artigos interessantes sobre a legitimidade dos documentos digitais é o do advogado Aldemario Araújo Castro (http://www.aldemario.adv.br/dinformatica.htm), mantido pelo próprio. Esta referência (http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/dinfhome.html) veio lá de Portugal, oferecido pelo amigo e professor Manuel David Masseno.

Considerações12
A Internet é a mídia mais segura, e a mais insegura, que existe. Já é, estatisticamente, onde ocorre a maioria das fraudes, invasões de privacidade, e outros ilícitos cíveis e criminais. Por outro lado, tecnicamente, é a que oferece maiores condições de garantia de integridade, procedência e autenticidade nas comunicações. Como se situa a lei, entre esses dois pólos ? Em primeiro lugar, cabe lembrar que bem antes da Internet, essa questão já se apresentava, em face da armazenagem eletrônica, das transmissões de dados em redes fechadas, do intercâmbio eletrônico de dados (EDI), etc., sem que existissem leis de assinatura digital, contratos eletrônicos, e semelhantes. Como, então, o Direito dava conta dessas situações ? Simples: fazendo uso de dois princípios fundamentais, o da autonomia da vontade ("o contrato é lei entre as partes") e o da responsabilidade civil ("quem causa um dano ilicitamente, deve repará-lo"). Por exemplo, em contratos de EDI se estipulava obrigação de sigilo em relação a senhas, e reconhecimento da validade de mensagens eletrônicas para fins de prova documental. E o fabricante de computadores ficava sujeito a consertar ou indenizar qualquer defeito. Porém, havia, e continua a haver, um detalhe. É que a alta sofisticação da informática, e a dependência que ela gera, são associadas as maiores responsabilidades, tanto para os fornecedores de soluções de informática, quanto para os que dela se utilizam para oferecer bens ou serviços a terceiros. Nos EUA, chegaram até a tentar criar a expressão “computer malpractice”, para elevar o nível de responsabilidade do setor equiparando-o à severidade dos erros médicos, denominados “medical malpractice”. No mundo inteiro, os prejuízos da informática geram indenizações maiores, e o uso de computadores costuma ser classificado como agravante no julgamento de crimes.
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(Almeida, 2001)

mas também pelo despreparo do poder de polícia em lidar contra os atos ilegais com as ferramentas que se encontram disponíveis na jurisdição brasileira. Os crimes que podemos analisar então são aqueles cujo fim está coberto pelo âmbito da legislação já vigente. um crime corriqueiro que é cometido através do uso do computador. sempre haverá déficit legislativo. É um fato conhecido de que a justiça brasileira é lenta tanto em processar quanto legislar. as leis que estão vindo para regular a Internet. na medida em que ninguém é culpado pelo impossível. a seguir. Além de diferencial competitivo. este know-how propicia. e apenas a necessidade de se utilizar os ditos tipos de crimes no âmbito da informática ajuda a agilizar eventuais processos contra criminosos digitais. reforçarão as proteções asseguradas pelo Direito. crimes contra a incolumidade pública. portanto os princípios tradicionais do Direito continuarão necessários. crimes contra a propriedade imaterial. em qualquer país. Mas como o ritmo do Legislativo. formas digitais da ocorrência destes crimes. 2004) . concorrência. Resumindo.br 01/06/2005 104 Assim. nas áreas de privacidade (“cookies” e “spam”). Aí é que a lei e a técnica se juntam. É que o conhecimento especializado de ambas permite tirar o melhor partido da aplicação dos princípios antigos. Logo. no de não omitir informações relevantes (“culpa in omittendo”) e no de contratar em termos adequados (“culpa in contraendo”). a questão de se punir os criminosos digitais não é tanto pela falta de leis que o permitam. atualizando-os frente a novas realidades. e não uma nova modalidade de crime nunca visto antes. e fazer um contrato bem estruturado. como minimizar essa responsabilização mais grave? Resposta básica: atentando no dever de escolher um bom fornecedor ou funcionário (“culpa in eligendo”). no de exercer um mínimo de vigilância (“culpa in vigilando”). transformando a responsabilidade em oportunidade.pucpr. divididos entre crimes contra a pessoa. e outras. acompanhar seu trabalho. Será exemplificado.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. de fato e de direito. assinatura digital. Crime digital13 O crime digital em todas as suas formas é um Crime de Meio. o que isenta de maiores responsabilidades. crimes contra a paz pública e outros crimes menos comuns. para os que o utilizam. crimes contra o patrimônio. porém com a existência da “tipificação dos crimes” já na legislação. assegurar as informações importantes. é mais lento que a evolução contínua da Internet. consumidor. 13 Fonte: (Ravanello. crime contra os costumes. Lógico. a mais segura das mídias. Hijazi e Mazzorana. que a Internet seja. tratase de contratar um fornecedor bem reputado e que possua o “estado da arte”. Isto significa haver tomado as precauções esperáveis no limite das possibilidades.

com informações acerca da pessoa que quem enviou o e-mail não consegue provar a veracidade. A título de exemplo. causando o atropelamento do pedestre. Estímulo ou Auxílio ao Suicídio: Ticio encontra Mévio em uma sala de bate-papo. respondem tanto o motorista e o invasor por homicídio. Crimes contra a propriedade imaterial • Violação de Direito Autoral: Ticio cria um site que permite que outras pessoas façam download de programas completos ou . Indução. fazendo compras então com estes números falsos. e é o que mais gera processos criminais. e pedia que os suicidas publicassem suas cartas de despedida no site. Estelionato: Ticio envia e-mails fazendo correntes e pedindo que sejam efetuados depósitos monetários em uma conta corrente específica. Pelo menos 3 pessoas das que postaram suas cartas de despedida no site foram encontradas mortas e uma quarta não teve sucesso na tentativa de suicídio e foi internada para tratamento psicológico. transferindo-os para uma conta própria. onde Mévio revela à Ticio seu desejo de extinguir a sua vida. neste caso. por ter deliberadamente causado um evento capaz de tirar vidas. o motorista responde por homicídio culposo por não ter pretendido matar um pedestre e o invasor por homicídio doloso. O crime de estelionato é o mais comum pela Internet. • • Crimes contra o patrimônio • • Furto: Ticio entra em um site de algum operador financeiro e passa a manipular os centavos de diversas contas. ou ainda: a mesma pessoa utiliza um software criado para gerar números falsos de cartão de crédito e de CPF. o jornal "O Tempo". na data de 18/03/1999. Uma pessoa envia para mais de uma pessoa um e-mail expondo a sua opinião negativa acerca de outra pessoa de maneira caluniosa. deixando o sinal no estado "verde" tanto para o pedestre quanto para o veículo que vem no sentido contrário. a prova material da influência de Ticio na morte de Mévio é exatamente o computador e os eventuais logs de conversas entre Ticio e Mévio.pucpr. publicou o endereço de um site americano que encorajava o suicídio como solução final dos problemas. e caso Mévio venha a ter sucesso neste ato.br 01/06/2005 105 Crimes contra a pessoa São crimes que visam a vida e a integridade física dos seres humanos: • Homicídio: Ticio invade um sistema de controle de semáforos.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. de Belo Horizonte. Crimes contra a honra: Uma pessoa mal intencionada publica em uma página web informações de cunho calunioso ou informações que não se pode provar. Então Ticio passa a estimular Mévio a cometer o suicídio.

Crimes contra os costumes • • Pedofilia: Publicar. gerar. envia mensagens às pessoas. celular. é altamente nocivo para a saúde.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. segundo uma pesquisa americana. Usurpação de nome ou pseudônimo alheio: Ticio invade o site de um famoso escritor Mévio e lá publica um conto de sua autoria. pedindo votos para seu aliado. • Crimes contra a incolumidade pública • Tráfico de Drogas e de Armas com ou sem Associação para: Ticio anuncia em um leilão pela Internet drogas ou armas com entrega em domicílio. Formação de Quadrilha ou bando: Ticio. e um comentário assinado pelo escritor dizendo que nele baseou alguma obra qualquer. ou ainda uma Mévio que envia mensagens (e-mail. o candidato Mévio. uma opção para se contratar as mulheres e se pagar com o cartão de crédito diretamente no site. com o objetivo de dividir os espólios entre suas contas. Crime eleitoral: Ex-candidato Ticio. Favorecimento à prostituição: Ticio constrói um site que contém links para fotos e números de telefone de prostitutas. Rufianismo: no mesmo site acima. em um chat pela Internet a invasão de um site de um grande banco. Crimes contra a paz pública • • Incitação ao Crime: Ticio. a empresa TicioTronic. Mévio e Licio combinam. preconceituosa faz um site com comentários racistas e com a possibilidade de outras pessoas também "expressarem sua opinião". transmitir ou acessar imagens de crianças e adolescentes mantendo relações sexuais. Outros crimes menos comuns • • Ultraje a culto ou prática religiosa: Ticio constrói um site apenas para maldizer uma prática religiosa e todos os seus seguidores. torpedo).br 01/06/2005 • 106 • músicas sem pagar nada por isso.pucpr. desprovido de direitos eleitorais por ter sido caçado anteriormente. convidando mulheres a se cadastrarem e oferecerem seus serviços em dado site. Concorrência Desleal: o dono da Empresa MevioTronic publica em um site que o produto produzido pela sua concorrente. .

prova esta que é a evidência irrefutável de que uma pessoa utilizou um computador para efetuar um crime. invasão e espionagem ou sniffing da rede e outros delitos que envolvam a manipulação de um terceiro à um conjunto de dados pertencente a outros computadores. que é a vítima que teve sua perda moral ou material. A interpretação mais recente desta lei observa exatamente esta ultima parte da lei. no caso o computador.296/96 é a primeira lei específica para o meio digital e trata. A principal dificuldade encontra-se em efetuar a “prova da autoria” de um crime digital. o ato (modificação de dados. "comunicação entre 2 computadores" e a aplica a furto de dados de bancos de dados. Se em um homicídio nós temos a figura da vítima.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. no entanto. podemos afirmar que não é apenas a incapacidade de se processar um crime digital que impede que o Brasil tenha um número tão grande de ocorrências de invasões sem punição. o ato (perfurações por arma de fogo) e a arma que foi usada. 2004) Fonte: (Ravanello. basicamente do sigilo das transmissões de dados. sendo considerado como segredo. inclusive por meio da Internet tanto a sua transmissão quanto sua descoberta. de número 89/04 que prevê condutas tipicamente do meio digital.br 01/06/2005 107 Legislação específica para o meio digital14 A lei 9. como disseminação de vírus. bem como quaisquer comunicações entre 2 computadores por meios telefônicos. segundo a qual é vedado a qualquer pessoa ou entidade o direito de interceptação de mensagens digitais ou telefônicas. à uma ferramenta. à arma do crime. nos casos de crime digital. dados de clientes ou quaisquer outras informações que não possam ser obtidas senão através da invasão do site. Esta lei também inclui como crime ações que englobam mas não se limitam à inserção proposital de dados inválidos em bancos de dados e da construção e modificação de sistemas sem a autorização do proprietário.983/00 prevê como crime a ação de divulgação de segredo. entre outros. Hijazi e Mazzorana. 2004) . existe a necessidade em se ligar a arma 14 15 Fonte: (Ravanello. cópia indevida) e a arma que foi usada para tal. Prova de autoria e dificuldades técnicas que atrapalham a captura de criminosos virtuais15 Visto que há legislação capaz de atender muitas das ocorrências de crimes digitais. exclusão. Em um crime real. Ainda circula pela câmara dos deputados um Projeto de lei. em um crime digital existe a mesma estrutura. telemáticos ou digitais. Ainda a lei 9. invasão e pichação de sites. A legislação brasileira compara o computador. Hijazi e Mazzorana. senhas. para efeitos da lei.pucpr.

dadas às dimensões da Internet. onde o crime pode ser cometido em qualquer lugar do mundo e a partir de qualquer outro lugar do mundo. há uma complicação a isso: como garantir que uma pessoa realmente utilizou tal computador para efetuar um crime? As técnicas forenses são utilizadas para determinar com exatidão qual computador foi utilizado e quais as ações do criminoso digital. No mundo digital. por exemplo.pucpr. por análises forenses laboratoriais ou por provas materiais como fotos e filmagens. . Esta é exatamente a maior dificuldade em se reprimir o crime digital. para que se possa obter uma autuação em flagrante. o flagrante instantâneo de mostra difícil de se obter. Para poder autuar um criminoso digital.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. é necessário um conjunto muito grande de provas circunstanciais ou então de uma autuação em flagrante delito. Esta ligação pode ser efetuada por testemunhos.br 01/06/2005 108 de um crime a uma pessoa que o tenha cometido. porém é difícil de se ligar uma pessoa ao ato criminoso. no entanto. logo é necessária sempre uma investigação profunda na qual se permite que o delito seja praticado às vezes até mais de uma vez.

A segregação de função pode ser explicada com um exemplo simples: um DBA cria a base dados. Convém que a separação da administração ou execução de certas funções. deve ser criada uma chave temporária de acesso e todas as informações (comandos de sistema operacional e banco de dados) devem ser registradas.pucpr. a fim de reduzir oportunidades para modificação não autorizada ou mau uso das informações ou dos serviços. Segregação de Funções A segregação de funções é um método para redução do risco de mau uso acidental ou deliberado dos sistemas. A proteção destes ambientes é simples. consiste em trabalhar com pelo menos 3 ambientes idênticos em termos de configuração de máquina (ou no mínimo. Nem o DBA e nem o programador poderá ter permissões para alterar as informações cadastradas pelo usuário do sistema. seja considerada. A empresa deve ter uma norma rígida para tentativas de acesso indevidas e detectadas. O processo de transferência de software de um ambiente para outro. Homologação e Produção. Teoricamente. estes ambientes são chamados popularmente de Desenvolvimento. o desenvolvedor somente tem acesso ao ambiente de desenvolvimento (baseando em autenticação do próprio sistema operacional. Deve-se estabelecer uma política clara e que deve ser cumprida. Caso exista a necessidade de um acesso. Vamos ver os conceitos a seguir. um programador irá criar os programas que trabalham com esta base. com login e senha) e ele não pode ter o domínio de nenhuma chave de acesso aos ambientes de homologação e produção (não pode ter acesso ao sistema operacional e nem ao banco de dados destes ambientes). o programador somente tem acesso total no ambiente de desenvolvimento. ou áreas de responsabilidade. As pequenas organizações podem considerar esse método de controle . Uma sugestão de punição é uma multa para o funcionário infrator com possível demissão no caso de re-incidência. extraídos diretamente da norma.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. deve ser realizada por uma pessoa ou área específica e deve estar o mais bem documentado possível. mas será o usuário que irá popular a base. A segregação de ambientes.br 01/06/2005 109 CAPÍTULO XIII Segregação de Ambiente e Funções Introdução Um dos muitos itens que constam na norma é a segregação de função. em termos de funcionalidade) e software.

Se existir o perigo de conluios. então é necessário o planejamento de controles de modo que duas ou mais pessoas necessitem estar envolvidas. Nesse caso. eles podem introduzir códigos não testados ou autorizados.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Convém que seja avaliado o nível de separação necessário entre o ambiente de produção e os ambientes de teste e de desenvolvimento. Separação dos ambientes de desenvolvimento e de produção A separação dos ambientes de desenvolvimento. a emissão de um pedido de compra e a confirmação do recebimento da compra. Esse tipo de código pode causar sérios problemas operacionais. teste (homologação) e produção são importantes para se alcançar à segregação de funções envolvidas. As atividades de desenvolvimento e teste podem causar modificações não intencionais no software e a informação se eles compartilham o mesmo ambiente computacional. ou introdução de códigos maliciosos ou não testados. Convém que sejam tomados certos cuidados para que as áreas nas quais a responsabilidade seja apenas de uma pessoa não venha a ser alvo de fraudes que não possam ser detectadas. Recomenda-se que o início de um evento seja separado de sua autorização. ou mesmo alterar os dados reais do sistema.br 01/06/2005 110 difícil de ser implantado. no qual possam ser executados os testes e que seja capaz de prevenir o acesso indevido do pessoal de desenvolvimento. Quando o pessoal de desenvolvimento e teste possui acesso ao ambiente de produção. é necessária a existência de um ambiente confiável e estável. Convém que as regras para a transferência de software de desenvolvimento para produção sejam bem definidas e documentadas. por exemplo. O pessoal de desenvolvimento e os encarregados dos testes também representam uma ameaça a confidencialidade das informações de produção.pucpr. trilhas de auditoria e o acompanhamento gerencial sejam considerados. Onde for difícil a segregação. mas o seu princípio deve ser aplicado tão logo quanto possível e praticável. convém que outros controles. de teste e operacionais é dessa forma bastante desejável para a redução do risco . diminuindo dessa forma a possibilidade de conspirações. para prevenir problemas operacionais. por exemplo. Convém que uma separação semelhante também seja implementada entre as funções de desenvolvimento e de teste. modificações não autorizadas total ou parcialmente de arquivos ou do sistema. As atividades de desenvolvimento e teste podem causar sérios problemas. como. Em alguns sistemas essa capacidade pode ser mal utilizada para a execução de fraudes. Recomenda-se que os seguintes controles sejam considerados: • • É importante segregar atividades que requeiram cumplicidade para a concretização de uma fraude. A separação dos recursos de desenvolvimento. É importante que a auditoria da segurança permaneça como uma atividade independente. como a monitoração das atividades.

tanto quanto possível. editores e outros programas utilitários não sejam acessíveis a partir do ambiente de produção.br 01/06/2005 111 de modificação acidental ou acesso não autorizado ao software operacional e dados dos negócios. sempre que possível. executados em diferentes processadores. Convém que o pessoal de desenvolvimento receba senhas para acesso ao ambiente de produção. • Convém que compiladores. Recomenda-se que os seguintes controles sejam considerados: • Convém que o software de desenvolvimento e o software de produção sejam. Convém que sejam utilizados controles que garantam que tais senhas seja alteradas após o uso. • Convém que o processo de acesso ao ambiente de produção seja diferente do acesso de desenvolvimento para reduzir a possibilidade de erro. quando isso não for uma necessidade. • Convém que as atividades de desenvolvimento e teste ocorram de forma separada. ou diferentes domínios ou diretórios.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Convém que os usuários sejam incentivados a usar diferentes senhas para esses ambientes e as telas de abertura exibam mensagens de identificação apropriadas. e de forma controlada e apenas para suporte a sistemas no ambiente de produção.pucpr. .

. dos custos decorrentes da própria operação. as empresas estão procurando dar mais atenção ao ser humano. 1991). é necessário à aplicação da redundância nos equipamentos para que os níveis de confiabilidade sejam garantidos (Leveson et al. o desafio é construir uma relação de confiabilidade com clientes e parceiros. Contudo. em geral com foco no aspecto econômico e relacionado ao aumento da produtividade. em uma variedade de aplicações. Antigamente. principalmente na área dos computadores. os equipamentos de automação agregam um alto valor monetário no processo. na redução dos custos. Hoje. têm permitido a automação de muitos processos e trabalhos antes manuais. etc. pois é ele que faz com que as engrenagens empresariais funcionem perfeitas e harmonicamente.br 01/06/2005 112 CAPÍTULO XIV A Questão Humana na Segurança da Informação Os avanços tecnológicos. buscando um relacionamento cooperativo e satisfatório para ambas as partes. manutenção e de treinamento aos operadores. por outro lado. como os custos dos equipamentos.pucpr. mas são os homens que criam as especificações para estas máquinas e muitas destas especificações contêm inconsistências e indefinições (Martin. precisão no manuseio de informações. com objetivos comuns. 2000). além de outros objetivos como a redução da fadiga e de tempo em processos repetitivos. a atenção sobre a segurança da informação estava focada para a tecnologia.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. em determinadas aplicações. Conforme (Rezende e Abreu. De que adianta toda a proteção tecnológica ? Algumas tarefas realizadas por humanos necessitam de precisão de uma máquina eletrônica. 1997).

os negócios de uma empresa estão atrelados a 3 itens importantes: • • Processos – Conjunto de atividades que produzem um resultado útil para o cliente interno ou externo. pois somente ele pode mensurar a importância da informação (Feliciano Neto. Partindo deste princípio. • Conforme a figura abaixo demonstra. Conforme (DeMarco e Lister.br 01/06/2005 113 Atualmente. é por que alguma pessoa a projetou errada ou escolheu a tecnologia inadequada. as pessoas e tecnologias devem atender a uma estratégia da empresa. 2000). os principais problemas de uma empresa não são de natureza tecnológica. a culpa é da pessoa que . Processo Pessoas Tecnologia Comportamento Firewall Políticas PKI Cultura Estrutura IDS Papeis Estratégia Conscientização Relação dos componentes de uma empresa. Na realidade.pucpr. mas sim sociológica. pode-se afirmar que a estratégia da empresa é obter o lucro para seus administradores e acionistas. são as pessoas que projetam e executam os diversos processos dentro de uma empresa. pode-se afirmar que o elo mais fraco de um processo de segurança é a pessoa (ou grupos de pessoas). 1988). é vital a participação do Analista ou Gestor do Negócio. os processos. é necessária a conscientização de todas as partes envolvidas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Furlan e Higo. Se um processo não funciona adequadamente. No planejamento estratégico das informações. Pessoas – Grupos que visam alcançar seus objetivos e atender as suas necessidades (Rezende e Abreu. Tecnologia – Toda e qualquer ferramenta utilizada pelas pessoas da empresa para que seja realizada. Para que a estratégia seja alcançada. Caso alguma das tecnologias venha a falhar ou não atender as necessidades da empresa. 1990).

• Não existe técnicos ou ferramentas que tragam a qualidade de uma hora para outra. alguns cuidados devem ser tomados com relação às pessoas. Semelhantemente. Os produtos e serviços são criados dentro de um ambiente extremamente dinâmico. A divulgação das informações pelas pessoas que participam da organização constitui-se em uma falta ética e moral grave. o nível operacional é caracterizado por 2 lados: Quem precisa implantar a segurança e as pessoas que precisam utilizar os recursos da empresa. • Não construa sistemas que querem prever e tratar todas as possibilidades .pucpr. ousar. identificando e gerenciando os riscos para as partes envolvidas. O desafio está em inovar. • É possível obter qualidade sem ferramentas “maravilhosas”. a ausência de eletricidade. 1990): • Ensinar aos seus funcionários a ler sobre o desenvolvimento do seu trabalho. Estratégico Tático Operacional Usuários Técnicos ou Pessoal de segurança Neste contexto. como por exemplo. 1991). Afinal. também pode ser atribuída à pessoa. ela deveria ter-se preocupado em garantir a continuidade das operações da empresa. Vale lembrar que falhas da tecnologia por outros fatores. processos e tecnologias de uma empresa (DeMarco e Lister. agilizar e controlar. • Constantes modificações são inimigas da qualidade. na economia do conhecimento a divulgação de dados ou informações organizacionais pode acarretar em perdas econômicas ou danos quanto a possibilidades de inserção privilegiada para a organização ou seus produtos e / ou serviços no mercado (danos estratégicos). Conforme a próxima figura demonstra (baseando-se na tradicional pirâmide de níveis dentro de uma empresa).Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.br 01/06/2005 114 configurou ou mesmo definiu aquela tecnologia. Os fatores de sucesso críticos para empresa são decompostos em fatores de sucesso críticos para os departamentos e então relacionados às motivações dos executivos (Martin.

1998). a confiabilidade humana é a probabilidade de que um humano execute corretamente uma tarefa designada em um tempo especificado. durante um período de tempo definido em um ambiente também especificado (Lasala.br 01/06/2005 • • 115 altere somente quando o caso raríssimo ocorrer. os técnicos que realizam os testes conhecem tanto da área de negócios como da área tecnológica. . Os melhores testes são feitos por outros técnicos que não participaram na confecção do software.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. neste caso é necessário garantir a confiabilidade humana nas partes envolvidas.pucpr. Mais importante. Todas informações (ou quase) têm a interferência de um ser humano no processo ou tecnologia. quando toda a equipe conhece. entende e compreende o significado da mesma. Uma metodologia funciona.No contexto da engenharia.

br 01/06/2005 116 CAPÍTULO XV Um modelo para Implantação da Segurança Conforme (Stoneburner. modificação re-envio) Identificação Identificação Gerenciamento de Chaves de Criptografia Gerenciamento de Chaves de Criptografia Administração da Segurança Administração da Segurança Sistemas de Proteção Sistemas de Proteção (privilégios. substituição. Transações Privadas Transações Privadas Não repúdio Não repúdio Autenticação Autenticação Prevenção Recuperação Suporte Auditoria Auditoria Usuário Usuário ou ou Processo Processo Autorização Autorização Controle de Acesso Controle de Acesso Detecção de Intrusos Detecção de Intrusos eeConfinamento Confinamento Verificador de Verificador de Integridade Integridade Recurso Recurso Retorno aaum Retorno um Estado Seguro Estado Seguro Proteção das Comunicações Proteção das Comunicações (visualização. separação de processos. reuso de objetos.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. etc) (privilégios. o modelo de segurança é descrito na próxima figura que mostra os serviços preliminares e os elementos usados para suportar e executar a segurança da tecnologia de informação. Prevenção – Estes serviços focalizam em impedir que ocorra uma falha na segurança. 2001). O modelo classifica também os serviços de acordo com sua finalidade preliminar como segue: • • • Suporte – Serviços genéricos para a maioria das atividades na segurança da informação. junto com seus relacionamentos preliminares.pucpr. substituição. modificação eere-envio) (visualização. etc) . separação de processos. Detecção e Recuperação – Focalizam na detecção e recuperação no caso de uma falha na segurança. reuso de objetos.

• • • • • Como nenhum conjunto de medidas de prevenção é perfeito.br 01/06/2005 117 Definição dos Serviços ou Mecanismos Os serviços de suporte são. Administração da Segurança – As diversas camadas de segurança precisam de administradores para instalações específicas e controles do ambiente operacional. Controle de Acesso – Verificar as permissões que um determinado sujeito ou objeto têm sobre o sistema. Gerenciamento de Chaves de Criptografia – As chaves de criptografia devem ser seguramente gerenciadas. é necessário que falhas de segurança sejam identificadas e possam ser tomadas .pucpr. pois o objetivo é assegurar de que os remetentes não possam negar de ter emitido a informação e os receptores não podem negar a de ter recebido-as. visam impedir que ocorram quebras na segurança: • Proteção das Comunicações – Em sistemas distribuídos. processos e recursos. • • • Os serviços de prevenção. Autenticação – Este serviço provêm os meios para verificar a identidade de um sujeito ou objeto. é necessário que os assuntos e objetos sejam identificados. Sistemas de Proteção – Representam a qualidade das implementações de segurança adotadas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. São à base de confiança do sistema de segurança. Não repúdio – Este serviço é executado tipicamente no ponto da transmissão ou da recepção. por sua natureza. Este serviço fornece a capacidade para identificar usuários. Transação Privada – Protege contra a perda da privacidade no que diz respeito às transações que estão sendo executadas por um indivíduo. disponibilidade e confidencialidade das informações em trânsito. para prover funções criptográficas implementadas em outros serviços. persuasivos e interrelacionados com muitos outros serviços: • Identificação – Para que sejam executados outros serviços. os objetivos de segurança somente são obtidos se os sistemas de comunicação são altamente confiáveis. A proteção das comunicações garante os serviços de integridade. Autorização – Especifica e habilita o gerenciamento das ações que podem ser realizadas dentro de um sistema.

Se uma falha de segurança não for detectada. Detecção de Intrusão e Confinamento – A detecção de situações inseguras é essencial para respostas oportunas. Retorno a um estado seguro – Capacidade do sistema retornar (rollback) a um estado salvo caso tenha havido uma falha de segurança. e a capacidade do sistema ser recuperado. não será possível iniciar os procedimentos de resposta e confinamento de forma eficaz. pois é através dela que será possível detectar e recuperar as informações após a realização de algum ato indesejado. .pucpr.br 01/06/2005 ações reduzir seu impacto: • 118 Auditoria – A auditoria é importante para a segurança. • • • O modelo conforme os princípios da segurança A implementação da disponibilidade e da integridade são obtidas através do controle e identificação das pessoas e alterações não autorizadas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Verificador de Integridade – Essencial para identificar uma potencial corrupção da informação ou sistema.

modificação re-envio) Identificação Identificação Gerenciamento de Chaves de Criptografia Gerenciamento de Chaves de Criptografia A confidencialidade é obtida através da proteção das comunicações.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. modificação eere-envio) (visualização. substituição. do controle de acesso e do uso eficaz dos mecanismos de privacidade (de forma a manter a confidencialidade).br 01/06/2005 119 Prevenção Recuperação Suporte Usuário Usuário ou ou Processo Processo Autorização Autorização Verificador de Verificador de Integridade Integridade Controle de Acesso Controle de Acesso Detecção de Intrusos Detecção de Intrusos eeConfinamento Confinamento Recurso Recurso Retorno aaum Retorno um Estado Seguro Estado Seguro Proteção das Comunicações Proteção das Comunicações (visualização.pucpr. substituição. .

br 01/06/2005 120 Transações Privadas Transações Privadas Prevenção Recuperação Suporte Usuário Usuário ou ou Processo Processo Autorização Autorização Controle de Acesso Controle de Acesso Recurso Recurso Proteção das Comunicações Proteção das Comunicações (visualização. . modificação eere-envio) (visualização. substituição. substituição. modificação re-envio) Identificação Identificação Gerenciamento de Chaves de Criptografia Gerenciamento de Chaves de Criptografia A auditoria do sistema é necessária para manter a rastreabilidade das ações e o não-repúdio das transações efetuadas no sistema.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr.

br 01/06/2005 121 Prevenção Não repúdio Não repúdio Recuperação Suporte Usuário Usuário ou ou Processo Processo Controle de Acesso Controle de Acesso Auditoria Auditoria Recurso Recurso Identificação Identificação Gerenciamento de Chaves de Criptografia Gerenciamento de Chaves de Criptografia E finalmente. é possível obter a garantia (qualidade) segurança de um sistema de informação. se alguns dos serviços citados forem implementados. Esta garantia é dependente da forma e dos objetivos do sistema.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia.pucpr. .

modificação re-envio) Identificação Identificação Sistemas de Proteção Sistemas de Proteção (privilégios.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. substituição. reuso de objetos. etc) (privilégios. modificação eere-envio) (visualização. reuso de objetos. separação de processos. substituição. separação de processos. etc) .br 01/06/2005 122 Prevenção Recuperação Autenticação Autenticação Suporte Auditoria Auditoria Verificador de Verificador de Integridade Integridade Usuário Usuário ou ou Processo Processo Controle de Acesso Controle de Acesso Detecção de Intrusos Detecção de Intrusos eeConfinamento Confinamento Recurso Recurso Retorno aaum Retorno um Estado Seguro Estado Seguro Proteção das Comunicações Proteção das Comunicações (visualização.pucpr.

fizesse uso do computador ao mesmo tempo. perpetuarem o seu conhecimento.pucpr. O "time-sharing" permitiu que vários usuários pudessem acessar as mesmas informações.br 01/06/2005 123 CAPÍTULO XVI Instituições Padronizadoras e Normas de Segurança Pequeno histórico sobre o surgimento das Normas de Segurança16 Desde o início da civilização humana há uma preocupação com as informações e com os conhecimentos atrelados a elas. por meio de hieróglifos do Egito antigo. e ainda não é. nasce à necessidade da implementação de ferramentas que implementem o fornecimento de mecanismos para minimizar o problema do compartilhamento de recursos e informações de forma insegura. como é o caso da antiga civilização egípcia. e menos pessoas ainda ao processo de escrita dos mesmos. Todavia. esta preocupação era ainda muito rudimentar. esta atenção especial pode ser observada no processo de escrita de alguns povos.O. somente na sociedade moderna. Assim a escrita. Logo. ou seja. tal como: um estagiário pode ter acesso aos dados do presidente da firma. com o advento do surgimento dos primeiros computadores. o qual pode ser resumido na seguinte questão: "Como fazer com que usuários autorizados possam ter acesso a determinadas informações. a resposta para a pergunta acima não era. que permitiam que mais de uma pessoa. A questão da segurança no âmbito dos computadores ganhou força com o surgimento das máquinas de tempo compartilhado. houve uma maior atenção para a questão da segurança das informações. ao mesmo tempo em que os usuários não autorizados não possam acessá-las ?". ou usuário. processo comum na atualidade. contudo este acesso não gerenciado poderia gerar efeitos indesejáveis. De início. trivial. Inicialmente. 2003) . Neste período foi então caracterizado o que ficara conhecido como o "problema clássico de computadores". mais aprimorado. representa uma das várias formas utilizadas pelos antigos de protegerem e.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. na qual somente as castas "superiores" da sociedade tinham acesso aos manuscritos da época. sugerida na época para solucionar o problema foi à construção de um Sistema Operacional (S. porém com o passar do tempo este processo mudou. ao mesmo tempo. Contudo. 16 (Gonçalves. também conhecidas como computadores "time-sharing".) melhor. A primeira resposta. mas que até então não era possível.

e iniciou o desenvolvimento do primeiro Sistema Operacional que implementava as políticas de segurança do DoD. Este documento. J. Porém. este esforço não se deu somente por parte do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (United States Department of Defese . a sociedade ainda não possuía o conhecimento de como construí-lo. conhecido oficialmente como "Trusted Computer Evaluation Criteria – DoD 5200. e representou o início do processo oficial de criação de um conjunto de regras para segurança de computadores. o qual daria origem ao "DoD Computer Security Initiative". Este conjunto de regras ficaria conhecido informalmente como "The Orange Book".DoD). O processo de escrita do "Orange Book". que mais tarde chegaria ao seu cume com a publicação da uma norma internacional de segurança da informação no ano de 2000. a Agência Central de Inteligência (Central Inteligency Agency) também comprou esta briga. no qual ele descreve "todos" os problemas envolvidos no processo de se fornecer os mecanismos necessários para salvaguardar a segurança de computadores. Ware]. que. Em 1977. nasceu nos Estados Unidos o primeiro esforço para solucionar tal situação. por sua vez. que nada mais é do que os componentes principais para o desenvolvimento de um Sistema Operacional "Seguro". Anderson escreve um relatório técnico denominado: "Computer Security Technologs Planning Study". deram origem ao que ficou conhecido como "Doctrine". desenvolveria a um "centro" para avaliar o quão seguro eram as soluções disponibilizadas.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. que na época trabalhava na Divisão de Sistemas Eletrônicos . La Padula. da Força Aérea americana. que foi o ADEPT-50. Schell. em outubro de 1967. o Departamento de Defesa dos Estados Unidos formulou um plano sistemático para tratar do Problema Clássico de Segurança. combinado com os materiais produzidos por D. Em outubro de 1972. que como o nome afirma é de âmbito mundial. "Mathemathical Model" e "Refinament of Mathematical Model". J. esta por sua vez seria a base de vários trabalhos posteriores na área de segurança. teve o seu início . P. devido a cor da capa deste manual de segurança.EDS (Eletronic System Division .28-STD".pucpr. e o Coronel Roger Shell foi o primeiro diretor deste centro. Isto se deu com a criação de uma "força tarefa". A construção do "Centro" gerou a necessidade da criação de um conjunto de regras a serem utilizadas no processo de avaliação.br 01/06/2005 124 Contudo. Bell e por L.Air Force Systems Command) iniciou o desenvolvimento de várias técnicas e experimentações que levariam ao surgimento do que ficou conhecido como "Security Kernels".E. e denominados "Secure Computer Systens: Mathematical Fundations". Paralelamente o Coronel Roger R. que resultou em um documento intitulado "Security Control for Computer System: Report of Defense Science Boad Task Force on computer Security" [este documento foi editado por W. Assim. H.

atualmente. Outro fator a ser lembrado é que o "Orange Book". A série de documentos originados pelo esforço conjunto dos membros do centro é reconhecida pelo nome de "The Rainbow Serie". Com a classificação realizada pelo "Centro" ficou mais fácil comparar as soluções fornecidas pela indústria. a publicação da primeira versão "Draft". do FreeBSD. cada qual com a sua filosofia e métodos .br 01/06/2005 125 ainda no ano de 1978. evitando assim que cada equipe tenha para si um padrão desconexo das demais equipes. por exemplo. do AIX. dificultando aos clientes a melhor escolha. deste manual. O "The Orange Book" representou o marco "zero". eles passarão a possuir uma ferramenta comum de trabalho. especificar o que deve ser implementado e fornecido por um software. Graças às operações e ao processo de criação do Centro de Avaliação e do "Orange Book" foi possível a produção de uma larga quantidade de documento "técnicos". os quais serão tanto utilizados no apoio à construção de sistemas computacionais "seguros" como para a avaliação dos mesmos. permitindo assim que este também seja utilizado como fonte de referência para o desenvolvimento de novas aplicações e para o processo de atualização ou refinamento de aplicações já existentes e em uso. do NetBSD. podemos considerá-lo como o marco inicial de um processo mundial e contínuo de busca de um conjunto de medidas que permitam a um ambiente computacional ser qualificado como seguro. No mesmo ano. do Solaris.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Esta norma de segurança permitiu e continua permitindo a classificação. ou rascunho. cujos documentos continuam sendo atualizados largamente. permite. A existência de uma "Norma" permite o usuário tomar conhecimento do quão protegidas e seguras estarão as suas informações. de uma maneira simples e coesa. que representaram o primeiro passo na formação de uma norma coesa e completa sobre a segurança de computadores. do qual nasceram vários padrões de segurança. dentro de sua "formalidade". Mesmo que o "Orange Book" seja considerado. como são os casos do OpenBSD. tais documentos são distribuídos gratuitamente pela internet. do QNX. um documento "ultrapassado". dos vários "sabores" de Linux e até mesmo das várias versões do Windows. entretanto somente no dia 26 de dezembro de 1985 foi publicada a versão final e atual deste documento. Logicamente podemos concluir que o processo de busca de soluções para os problemas de segurança em ambientes computacionais envolve a necessidade do desenvolvimento de padrões. para que ele seja classificado em um dos níveis de "segurança" pré-estipulados. o que não era possível até então.pucpr. Do ponto de vista dos profissionais técnicos. possibilitando ao mesmo uma ferramenta que irá auxiliar a escolha de uma solução. pelo mercado e pelo meio acadêmico de uma forma geral. do nível de segurança fornecido pelos sistemas operacionais atualmente utilizados.

Integridade e Disponibilidade das informações. guias para implantação de Políticas de Segurança. No final do ano de 2000. A aderência ao ISO/IEC 17799 permite que as empresas demonstrem publicamente que foi feito um investimento no sentido de proteger a Confidencialidade. Em 1995 esse código foi revisado e publicado como uma norma britânica (BS).Code of Practice for Information Security Management. Outro objetivo do CCSC era a criação de um código de segurança para os usuários das informações. denominada NBR ISO/IEC-17799. o primeiro resultado desse esforço foi apresentado. a qual já possui uma versão aplicada aos países de língua portuguesa. em primeiro de dezembro de 2000 a norma foi aceita como um padrão internacional ISO/IEC 17799:2000. que é a norma internacional de Segurança da Informação ISO/IEC-17799:2000. planos de continuidade de negócio e aderência à legislação. Uma das primeiras normas definidas foi a BS7799 . Uma segunda parte desse documento foi criada posteriormente e publicada novembro de 1997 para consulta pública e . Normas Existentes sobre Segurança A segurança dos sistemas e informações foi um dos primeiros itens a ter padrões definidos. Houve um esforço para a construção de uma nova norma. no Reino Unido. denominado PD0003 Código para Gerenciamento da Segurança da Informação. O padrão define 127 controles que permitem identificar as necessidades de segurança apropriadas para o ambiente definido como escopo do sistema de gerência de segurança a ser implantado. mas sim na segurança de toda e qualquer forma de informação. essa norma foi proposta ao ISO para homologação mas essa foi rejeitada. o DTI (Department Of Trade Centre) criou o CCSC (Comercial Computer Security Centre) com o objetivo de auxiliar as companhias britânicas que comercializavam produtos para segurança de Tecnologia da Informação através da criação de critérios para avaliação da segurança. Após um trabalho intenso de consulta pública e internacionalização. Em 1996. A gerência de segurança da informação visa identificar os riscos e implantar medidas que de forma efetiva tornem estes riscos gerenciáveis. em 1989 foi publicado a primeira versão do código se segurança. Este esforço foi liderado pela "International Organization for Standardization (ISO)”.pucpr. Com base nesse segundo objetivo. a BS7799:1995. Em 1987. A origem da ISO/IEC 17799 remonta ao final da década de 80.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. mais atual e que não se detivesse somente na questão da segurança de computadores. A norma ISO/IEC 17799 apresenta controles de segurança para implantação e administração de sistemas e redes. contudo visando uma padronização mundial. Esta necessidade de segurança é particularmente verdade nas transações via Internet.br 01/06/2005 126 proprietários.

mas. IIA. O CobiT foi desenvolvido com base no consenso de especialistas de todo o mundo no que concerne as melhores práticas e metodologias. OECD. Common Criteria etc.). marcando sua transferência para o IT Governance Institute. Gestão de Ativos. e acrescentando em sua estrutura as guias de gerenciamento requeridas pela governança corporativa. venceu a maioria e a norma foi homologada em 1o. Organização da Segurança. sob votação. padrões profissionais para controle interno e auditoria (COSO. IT e redes. Gestão da Segurança Física. tais como códigos de conduta (Conselho Europeu.pucpr.).Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Procedimentos de Desenvolvimento e Manutenção de Sistemas. mas abrange todos os aspectos de segurança da organização. Em setembro de 2001. 127 Em 1998 esse documento foi publicado como BS7799-2:1998. na reunião do comitê da ISO em Tóquio.) critérios de qualificação para os sistemas e processos de TI (ITSEC. Gestão da Continuidade de Negócios. Segurança de Pessoal. a norma foi votada e aprovada pela maioria dos representantes. PCIE. práticas de mercado e requerimentos legais. ISACA etc. CICA. Em maio de 2000 o BSI homologou a primeira parte da BS7799. a ABNT homologou a versão brasileira da norma. denominada Ato de Proteção de Dados. a lei britânica. IFAC. o que viria a ser efetivado em 1o de março de 2000. de dezembro como ISO/IEC 17799:2000. COBIT O CobiT (Control Objectives for Information and related Technology) pode ser traduzido como Objetivos de Controle para a Informação e Tecnologia relacionada. TickIT. denominada NBR ISO/IEC 17799. SPICE. excetuando a Inglaterra. Os itens são: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Política de Segurança. o CobiT está em sua terceira edição. recomendou a aplicação da norma na Inglaterra. governamentais e específicos dos . Os representantes dos países ricos. TCSEC. ISO 9000. ISACA. Aderência à Legislação. A atual norma inglesa BS7799 não se limita a aspectos meramente técnicos de processamento. Nesse ano.br 01/06/2005 avaliação. Controle de Acesso. Em abril de 2001 a versão brasileira da norma ISO foi posta em consulta pública. AICPA. foram todos contra a homologação. Procedimentos de Operação de Processamento de Dados e de Rede. Publicado pela ISACA (Information Systems Audit and Control Foundation) em 1996. Em outubro do mesmo ano. GAO etc.

pucpr. Esses Objetivos de Controle são suportados pelos Guias de Auditoria que possibilitam aos auditores e gerentes revisarem os processos específicos de TI assegurando que os controles sejam suficientes ou que necessitam de melhorias. . 3 Dos auditores.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. tais como os setores financeiro e de telecomunicações. O CobiT pode ser usado independentemente da plataforma tecnológica adotada pela organização e se aplica também a qualquer segmento de indústria. necessidades de controles e questões técnicas. visando equilibrar os riscos e os investimentos em controles no ambiente dinâmico de TI. 1 2 3 4 O CobiT agrupa os processos de TI em 4 domínios abrangentes: Planejamento e Organização Aquisição e Implementação Entrega e Suporte Monitoramento O CobiT contém 34 Objetivos de Controle de alto nível e 318 objetivos detalhados para os processos de TI. O terceiro principal componente do CobiT são os Guias de Gerenciamento.br 01/06/2005 128 mercados que dependem fortemente de tecnologia. O grande diferencial do CobiT é sua orientação para negócios. que podem utilizá-lo para validar suas opiniões ou para recomendar melhorias dos controles internos à administração. relacionando riscos de negócios. As atividades de TI são apresentadas pelo CobiT de forma lógica e estruturada. 2 Dos usuários. o que vem atender as seguintes demandas: 1 Da administração e gerência. que dependem dos serviços de TI e seus respectivos controles e mecanismos de segurança para realizar suas atividades.

pucpr.Gestão de Segurança da Informação Marcos Aurelio Pchek Laureano laureano@ppgia. Estruture um check list. em cada nível administrativo (operacional. em sua opinião. devam ser contempladas para auditoria da segurança de um sistema aplicativo.br 01/06/2005 129 TESTES E EXERCÍCIOS Relacione os dez recursos de informática mais importantes de sua organização e as dez ameaças de maior gravidade e justifique. tático. estratégico). da segurança em informática de sua organização ? Por que segurança em informática é um elemento básico da qualidade em informática ? Quais as práticas de gestão estratégica e tática vigentes em sua organização ? . auditoria). QUESTÕES A CONSIDERAR Quais os eventos determinantes do ciclo administrativo (planejamento. execução. controle. com as dez questões principais que.

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