Presidente da República Luíz Inácio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretário de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Remígio Todeschini Diretor do Departamento de Qualificação Profissional - DQP Antônio Almerico Biondi Lima Coordenadora-Geral de Qualificação Profissional - CGQUA Tatiana Scalco Silveira Coordenador-Geral de Certificação e Orientação Profissional - CGCOP Marcelo Alvares de Sousa Coordenador-Geral de Empreendedorismo Juvenil Misael Goyos de Oliveira

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Secretaria de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Departamento de Qualificação DEQ Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 3º andar, Sala 306 CEP:70059-900 Brasília DF Telefones: (0XX61) 317-6239 / 317-6004 FAX: (0XX61) 224-7593 E-mail: qualificacao@mte.org.br

Tiragem: 500 exemplares (Venda Proibida)

Elaboração, Edição e Distribuição: CATALISA - Rede de Cooperação para Sustentabilidade São Paulo - SP www.catalisa.org.br E-mail: catalisa@catalisa.org.br

Entidade Conveniada: Instituto Educação e Pesquisa Data Brasil R. Moreira Cezar, 2715 - Sala 2B - Centro - Caxias do Sul - RS

Ficha Catalográfica: Obs.: Os textos não refletem necessariamente a posição do Ministério do Trabalho e Emprego

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Qualificação Profissional - Apostila

AUXILIAR DE FARMÁCIA

Este material didático se destina à Qualificação Profissional e não à formação Técnica.

SP - julho de 2006

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AGRADECIMENTOS

AUXILIAR DE FARMÁCIA Existe uma lacuna no mercado de farmácias e drogarias, que carecem de Auxiliares devidamente capacitados e motivados a seguir carreira farmacêutica, sendo crescente a busca por profissionais qualificados em redes de farmácia de todo o país e em hospitais públicos e privados. O profissional da área de farmácia tem um compromisso com a promoção da saúde, contribuindo com a saúde pública e a qualidade de vida da comunidade. Receber, conferir, organizar e encaminhar medicamentos e produtos correlatos; organizar e manter o estoque de medicamentos em prateleiras; separar requisições e receitas; providenciar por meio de microcomputador a atualização das entradas e saídas de medicamentos; manter a ordem e higiene de materiais e equipamentos sob sua responsabilidade, entre diversas outras, são atribuições do profissional Auxiliar de Farmácia, tanto em estabelecimentos como em hospitais e sempre sob a supervisão de um Farmacêutico. A aparente simplicidade dessa ação profissional encobre grande responsabilidade, razão pela qual temas como Ética Profissional, Atendimento ao Cliente, Técnicas de Vendas, Fisiologia Humana, Classificação e Conservação de Medicamentos, Tarjas, Aviamento de Receitas, Primeiros Socorros, Lei dos Genéricos e medicamentos que exigem retenção de receita são de grande importância. Procurando atender a essa lacuna, a CATALISA – Rede de Cooperação para Sustentabilidade (www.catalisa.org.br) desenvolveu o presente material didático, tendo por objetivo oferecer qualificação social e profissional em Auxiliar de Farmácia, a todos aqueles que desejam ingressar nessa área ou necessitam de orientações para aprimoramento de sua atuação profissional. Essa publicação foi antecedida do Seminário “Orientação e Qualidade de Vida”, realizado pela CATALISA no Nikkey Palace Hotel, em São Paulo, capital, sob a organização da Spot Produções e Eventos, nos dias 02 e 03 de maio de 2006, tendo seu conteúdo aprofundado por meio de uma oficina de desenvolvimento metodológico, experimentação em diversas regiões do país e validada em escala nacional, com o envolvimento de uma numerosa equipe de profissionais. Esperamos que os resultados previstos nesse projeto possam representar significativa contribuição na qualificação profissional de Auxiliares de Farmácia em todas as regiões do país. Sendo resultado de um trabalho de cooperação, queremos agradecer as seguintes participações:

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COORDENAÇÃO GERAL
Eduardo Coutinho de Paula Gesualdo D´Avola Filho Coordenação técnica Denise Simas Lamarão Patrícia de Oliveira Duarte Coordenação pedagógica Maria do Carmo Santos Nascimento (Lia)

SEMINÁRIO, S ÃO PAULO/SP
Denise Simas Lamarão Gilson Barbosa de Lima Patrícia de Oliveira Duarte Roseli Espindola Chaves Isabel Barros Murilo Leandro Leite

O FICINA METODOLÓGICA

E

CURSO

DE

EXPERIMENTAÇÃO

Arlete Sales Cristaldo – Cuiabá/MT Elaine Aurora Praes – Belo Horizonte/MG Fernando Luiz Chaves Pessoa – Recife/PE Gilson Barbosa de Lima – Santana de Parnaíba/SP Ivanio Reisdorfer Koshhann – Caxias do Sul/RS Izabel C. de Araújo Barros – Belém/PA Paulo Costa Coelho – Curitiba/PR Severino Job de Sousa – Recife/PE Vanessa Trabuco da Cruz – Camaçari/BA Viviane Torres Gentil – Camaçari/BA Tânia Cecília Trevisan – Cuiabá/MT

SUPORTE
Luiz Roberto Segala Gomes Digital Mix Ltda: José Roberto Negrão Marcelo Augusto Dias Paulo Cezar Barbosa Mello Reinaldo Fonseca Spot Produção e Eventos: Fernanda de Souza Pinto César Augusto de Bourbon

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ÍNDICE

1- ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS ....................................... 17
CÉLULA .................................................................................................... 17
FORMA ............................................................................................................................ 18 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 18 MEMBRANA CELULAR ............................................................................................................. 18 CITOPLASMA ...................................................................................................................... 18 NÚCLEO ........................................................................................................................... 19 TECIDO EPITELIAL ............................................................................................................... 20 FUNÇÕES: ........................................................................................................................ 20 TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................................................ 21 FUNÇÃO .......................................................................................................................... 22 COMPOSIÇÃO ..................................................................................................................... 22

HISTOLOGIA ........................................................................................... 20

SISTEMA URINÁRIO ................................................................................. 22 SISTEMA NERVOSO ................................................................................. 24

AUTÔNOMO ......................................................................................... 31 PARASSIMPÁTICO (REPOUSO) .................................................................... 31 SISTEMA NERVOSO CENTRAL .................................................................... 31 NERVOS CRANIANOS (CABEÇA, PESCOÇO, OMBROS) .......................................... 31 PERIFÉRICO ........................................................................................ 31 NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO) ...................................................... 31
SISTEMA CIRCULATÓRIO ......................................................................... 32

FUNÇÃO .......................................................................................................................... 24 NEURÔNIOS SENSORIAIS ........................................................................................................ 24 NEURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO .................................................................................................... 24 NEURÔNIO MOTOR ............................................................................................................... 24 FIBRAS NERVOSAS ............................................................................................................... 25 SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) ........................................................................................... 25 ENCÉFALO ........................................................................................................................ 25 CÉREBRO .......................................................................................................................... 25 CEREBELO ......................................................................................................................... 26 TRONCO ENCEFÁLICO ............................................................................................................ 26 MEDULA ESPINHAL ............................................................................................................... 27 MENINGES ....................................................................................................................... 27 SUBSTÂNCIA BRANCA ............................................................................................................ 28 SUBSTÂNCIA CINZENTA .......................................................................................................... 28 SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO) ....................................................................................... 28 NERVOS CRANIANOS ............................................................................................................. 28 NERVOS RAQUIDIANOS ........................................................................................................... 29 SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) ........................................................................................ 29 SNA (SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO) ........................................................................................ 29 SNA PARASSIMPÁTICO .......................................................................................................... 30 SNA SIMPÁTICO ................................................................................................................ 31 ALGUMAS FUNÇÕES DO SNA PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO ................................................................ 31 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 31 SIMPÁTICO (VIGÍLIA) ............................................................................ 31

CARDIOVASCULAR ............................................................................................ 34 ESQUEMA DE FUNIONAMENTO .............................................................................. 34 SISTEMA CIRCULATÓRIO .................................................................................... 34 - PRODUÇÃO DE ANTICORPOS (DEFESA) ................................................................... 34

SISTEMA CARDIOVASCULAR ...................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO PULMONAR .......................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO SISTÊMICA ......................................................................................................... 33 OUTRAS DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 33

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- PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA) .............................................. 34 LINFÁTICO .................................................................................................... 34 LINFA (LIMPEZA E IMUNIDADE) ............................................................................ 34 LINFONODOS .................................................................................................. 34 SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO ...................................................... 35
LINFA ............................................................................................................................. 35 LINFONODOS ..................................................................................................................... 35 LEUCÓCITOS ...................................................................................................................... 36 ANTICORPOS ..................................................................................................................... 36 TONSILAS ........................................................................................................................ 36 TIMO ............................................................................................................................. 37 BAÇO ............................................................................................................................. 37 APÊNDICE ........................................................................................................................ 37 FOSSAS NASAIS .................................................................................................................. 38 FARINGE .......................................................................................................................... 38 LARINGE .......................................................................................................................... 38 TRAQUÉIA ........................................................................................................................ 38 PULMÕES ......................................................................................................................... 38 BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS .................................................................................................... 39 ALVÉOLOS ........................................................................................................................ 39 DIAFRAGMA ...................................................................................................................... 39 COSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS ........................................................................................... 39 BOCA ............................................................................................................................. 40 LÍNGUA ........................................................................................................................... 40 DENTES .......................................................................................................................... 41 GLÂNDULAS SALIVARES .......................................................................................................... 41 ÚVULA ............................................................................................................................ 41 FARINGE .......................................................................................................................... 41 ESÔFAGO ......................................................................................................................... 41 ESTÔMAGO ....................................................................................................................... 42 PROCESSO DIGESTIVO ........................................................................................................... 42 PILORO ........................................................................................................................... 42 INTESTINO ....................................................................................................................... 42 FÍGADO ....................................................................................................................... 44 VESÍCULA BILIAR ........................................................................................................ 44 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 45 VÁLVULA ILEOCECAL .............................................................................................................. 45 ESFÍNCTER ANAL ................................................................................................................. 45 OSSOS ............................................................................................................................ 46 ESQUELETO ....................................................................................................................... 47 ARTICULAÇÕES ................................................................................................................... 49 TIPOS DE MÚSCULOS ............................................................................................................ 51 TENDÕES ......................................................................................................................... 52 LIGAMENTO ...................................................................................................................... 52

SISTEMA RESPIRATÓRIO ......................................................................... 37

SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................................................. 40

SISTEMA ESQUELÉTICO .......................................................................... 46

SISTEMA MUSCULAR ............................................................................... 50

SISTEMA ENDÓCRINO ............................................................................. 53

SISTEMA GENITAL FEMININO ................................................................... 62 SISTEMA GENITAL MASCULINO ................................................................ 68 SISTEMA SENSORIAL .............................................................................. 70

HIPOTÁLAMO ..................................................................................................................... 54 HIPÓFISE ........................................................................................................................ 54 PINEAL - EPÍFISE .............................................................................................................. 55 TIREÓIDE ........................................................................................................................ 56 PARATIREÓIDES .................................................................................................................. 56 TIMO ............................................................................................................................. 57 SUPRA-RENAIS ................................................................................................................... 57 MEDULA SUPRA-RENAL ........................................................................................................ 58 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 59 OVÁRIOS ......................................................................................................................... 59 OSCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 60

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SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................ 79

VISÃO ............................................................................................................................ 71 AUDIÇÃO ......................................................................................................................... 74 OLFATO ........................................................................................................................... 76 PALADAR .......................................................................................................................... 76 TATO ............................................................................................................................. 78 PELE .............................................................................................................................. 7 9 PÊLOS ............................................................................................................................ 81 UNHAS ........................................................................................................................... 81 GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ....................................................................................................... 82 GLÂNDULAS SEBÁCEAS ........................................................................................................... 82

2. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA ........................................ 84
FUNGOS ................................................................................................. 84
HERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA ................................................................................................ 84 BIORREGULADORES .............................................................................................................. 86 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 87 FUNGOS PATÓGENOS ............................................................................................................ 87 USO NA FARMÁCIA ............................................................................................................... 88 ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 MICOTOXINAS .................................................................................................................... 89 MICOSES CUTÂNEAS ............................................................................................................. 90 MANIFESTAÇÕES ................................................................................................................. 90 COMO EVITAR .................................................................................................................... 90 MICOSE DE PRAIA (PITIRÍASE VERSICOLOR) ................................................................................. 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE ........................................................................................... 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DOS PÉS ................................................................................................................ 91 TIPOS ............................................................................................................................ 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 92 TRATAMENTO DAS MICOSES ..................................................................................................... 92 BACTÉRIAS ....................................................................................................................... 92 FORMAS DAS BACTÉRIAS: ........................................................................................................ 93 INFECÇÃO ........................................................................................................................ 94 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................... 94 CORANTE DE GRAM .............................................................................................................. 94 ESTREPTOCOCOS ................................................................................................................. 95 INFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: .................................................................................. 95 ESTAFILOCOCOS .................................................................................................................. 96 ENTEROCOCOS .................................................................................................................... 96 AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: .................................................................................. 97 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS .............................................................................. 98 ESTRUTURA VIRAL .............................................................................................................. 100 O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL ............................................................................................ 100 O GENOMA VIRAL .............................................................................................................. 100 DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS .............................................................................................. 101 ROTAVÍRUS .................................................................................................................... 101 TRANSMISSÃO .................................................................................................................. 101 SINTOMAS ..................................................................................................................... 101 TRATAMENTO ................................................................................................................... 102 COMBATE E PREVENÇÃO ........................................................................................................ 102 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 103 ADAPTAÇÕES DO PARASITA .................................................................................................... 103

VÍRUS .................................................................................................... 99

PARASITAS ........................................................................................... 102 PARASITOLOGIA ........................................................................................ 104
TOXOPLASMOSE ................................................................................................................ 104 ASCARIDÍASE ................................................................................................................... 106 GIARDÍASE ..................................................................................................................... 107 TENÍASE/CISTICERCOSE ...................................................................................................... 108 SINONÍMIA - SOLITÁRIA, LOMBRIGA NA CABEÇA. .......................................................................... 109

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......... 151 ANALGÉSICOS .......................................................... 153 ANTIINFECCIOSOS ................................................................................ 132 ABSORÇÃO .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 154 GRUPOS FARMACOLÓGICOS ................................................................................................................ 112 O QUE É PATOLOGIA ........................................................................ 147 ANTIINFLAMATÓRIOS .................. 133 GENÉTICA ....................................................................................................................................... 132 METABOLISMO ........................................................................................... 152 ANTIVIRAIS ...................................... 143 TOLERÂNCIA ......................................................................... QUÍMICA .......................................................................... 134 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ............................ 139 RECEPTORES .............. 154 SISTEMA DIGESTÓRIO ................................................................................................................................................................................................................. 137 ALTERAÇÕES NA ABSORÇÃO ..... 133 ELIMINAÇÃO ..................................................... 130 O QUE É FARMACOLOGIA ................................................................................. 113 TUBERCULOSE ........................................................................................................................................... 140 UM ENCAIXE PERFEITO ................................................................................................................... 131 FARMACOCINÉTICA .............. FARMACOLOGIA ........................................................................................................................................................................................... 143 PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS ...... 122 SARAMPO MODIFICADO .......................................................... 142 POTÊNCIA E EFICÁCIA ........................................................................................................................................................ 153 SISTEMA CIRCULATÓRIO ........... PATOLOGIA GERAL .................................................................................................................................................................................................................................... 142 AFINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA .......................................................................................................... 154 SISTEMA URINÁRIO ................3............ 151 ANTIBIÓTICOS ............................................................................................................................................................................. 119 SARAMPO ....................................................................................................................... 131 COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO .................... 123 CISTITE .................................................................................................................................................. 136 EFEITOS OPOSTOS ..................................................................................................................................................................... 113 HEMORRAGIA ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 151 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO ....................................... 153 5...................... 143 CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS ................................................................................................................... 112 O QUE É DOENÇA? ........................................ 138 ALTERAÇÕES NA EXCREÇÃO .................................................................................................................................................................................................................................................. 124 PROSTATITE ............................................................................................................................................................................................... 128 URETRITE ...................... 133 FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS ...................... 138 INTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENÇA ...................................................................... 113 PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS .............................................................................................................................................................................................................................. 152 PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBIÓTICOS ............................................................................................ 139 SELETIVIDADE E NÃO-SELETIVIDADE .......................................................................................................................................................................................................................... 115 REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO ............................................ 151 PRINCIPAIS GRUPOS ANALGÉSICOS: ............... 136 EFEITOS DE DUPLICAÇÃO ............................................. 152 ANTIFÚNGICOS .................. 131 FARMACOLOGIA ............................................................................................................................................................................. 140 RECEPTORES ........................................................................................ 130 DIVISÕES DA FARMACOLOGIA ..................................................................................... 140 ENZIMAS ......................... 155 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................................................................................ 137 ALTERAÇÕES NO METABOLISMO ........................................................... 138 COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ..................................................................................................................................... 139 FÁRMACO ....................................................... 144 ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA ....................... 139 FARMACODINÂMICA: SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS .... 151 ANTIALÉRGICOS ................................................ 132 DISTRIBUIÇÃO ............................................................................................. 128 4........................................................................................................................................... 153 SISTEMA RESPIRATÓRIO ........................................

........................................................................................................................................................................................ 155 A QUÍMICA DA SAÚDE ............................................................................................. 162 6.......................................................................................... 204 MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS ............................ 186 FÓRMULA FARMACÊUTICA ............................................................................................................................ 197 ANTI-SEPSIA DAS MÃOS ...................................................................... 199 9 .................................. 199 PRODUTOS UTILIZADOS: ................................................... FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO ............................. 177 JAPONESES CONSUMIDORES DE CHÁ ........................ 204 PRECAUÇÕES-PADRÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................................................... 156 QUÍMICA MEDICINAL ............................................................................... 205 VACINAÇÃO .............................................................................................................................. 192 EXPOSIÇÃO AO SOL ................................................ 160 AÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO ....................................................................... 204 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................................................................................................................................................................... 188 8......... 198 TÉCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAÇÃO) DAS MÃOS: ................................................................................................................ 170 FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL ............................ 191 UMIDADE .......................... 192 VALIDADE DOS MEDICAMENTOS .............................. 200 DESINFECÇÃO .......................................................................................................................................... 205 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ...... 159 A SÍNTESE DE FÁRMACOS ................................................................................................................................. 182 FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS ................................................................... 194 TERMINOLOGIA .......................................................................... 195 INDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS .............. 195 MICROBIOLOGIA DA PELE .............................................................................................................................................................................. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA .......................................................................TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS ................................. 167 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS ........................ 170 FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO ............................................................................. 187 ALGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA ..................... 192 ÁLCOOL/ACETONA/ÉTER/BENZINA ............................................................................................ 183 FORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO .............................................................................................................................................. 177 PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS . 198 INSTALAÇÕES FÍSICAS: ............ FARMACOTÉCNICA ................................................................................... 192 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ........................ 203 PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA .................................................................................................................................. 203 O QUE É BIOSSEGURANÇA? ............................................................................................................ 196 USO DO ÁLCOOL GLICERINADO ...................................................................................................................................... 159 DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ-FORMULAÇÃO .................................................... 169 PLANTA MEDICINAL.......... 207 AVENTAL E GORRO ...................................................... 208 LAVAGEM DAS MÃOS ........................ 194 COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS .................................................ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS ..................................... 205 AMBIENTE E EQUIPAMENTOS ................................................................... 179 7.............................................................................................................................................................................................................................. 167 METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS .. 172 OS SEGREDOS DOS CHÁS ............................. 191 CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS ........................................................................................................................................ 183 FORMA FARMACÊUTICA ........................................................................................................................................ 156 O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO-QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS .................................................................................... 208 CALÇADOS ...........BIOSSEGURANÇA ......................................... 177 INDICAÇÃO DO CHÁ ....................... 176 SALVOS PELO CHÁ ................................. 206 PROTETOR RESPIRATÓRIO (RESPIRADORES) .................................................................................... 204 MANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO ..............................................................

............... 216 QUEIMADURAS QUÍMICAS ..................................................... 222 SANGRAMENTOS NASAIS ................... 211 RESÍDUOS RECICLÁVEIS . 212 RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS ................................................................................................................ 225 PROCEDIMENTOS PRELIMINARES ........................................................................................................................ 212 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA: ......................................... 216 QUEIMADURAS ................................................... PELE OU MUCOSA DO PACIENTE ................................................ 211 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 210 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ......................................................................... 228 AÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES .............................................................. 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ................................................................................................................................................................................................................................................................. 219 PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS ............................... FARMÁCIA HOSPITALAR ...................................................................................................................................................................................................... 217 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE .................... 228 DESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA ........................................................................................................ 220 PICADAS DE COBRAS .................. 228 PESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA ................ 217 ENTORSE ........................................................................................................ 225 A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR ..................................... 220 PICADAS DE CARRAPATOS ........................................................................................................................... 213 10 ...................... 226 CONVULSÕES ... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ....... LUXAÇÕES E CONTUSÕES .................................................................... 213 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: .......PRIMEIROS SOCORROS ............................ 220 PICADAS DE ESCORPIÕES .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 221 SANGRAMENTO INTERNO ................................................................................................................................................................................................................ 218 FRATURAS.............................................................................. 210 RESÍDUOS COMUNS ................................ 211 PREPARO DO FERIMENTO................................................ 225 DESMAIO .................................................................. 236 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ....... 224 OBJETOS ENGOLIDOS ...................... 221 SANGRAMENTOS .............................. 224 NO OUVIDO .......................................................................................................... 221 SANGRAMENTO EXTERNO ........................... ENTORSES........... 216 QUEIMADURAS SOLARES ..................................................................... 225 PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA ............................................................................................................................................................................................................................................ 211 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............................................................................................................................. 217 FRATURA ........................ 227 ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR ...................... 237 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS ........................................ 220 PICADAS DE INSETOS ...................................................................................................................... 223 CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA ............................................................................................................... 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............................................................................................... 224 NO NARIZ ........................................................................................ 211 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .................................... 214 TIPOS DE ACIDENTES ........................................................................................................ 217 INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS ................ 235 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS ............. 222 CHOQUE ELÉTRICO ................. 210 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: . 226 EMERGÊNCIAS CLÍNICAS ............................................................ 212 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS PÉRFURO-CORTANTES: ............................................................................................................................................................................................ 218 CONTUSÃO ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE .................... 208 RESÍDUOS INFECTANTES .......................................................................................................................................................................... 210 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ......... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ..... 218 LUXAÇÃO ........................................................... 224 NOS OLHOS ..................................................................................... 226 11...............................................................

........ 252 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................................... 248 PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA .............NUTRIÇÃO PARENTERAL ................................... 267 TRATAMENTO ..................... 261 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ............................................................................................................ 264 SINONÍMIA .................................................................................................................................... 271 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ................ 262 TRATAMENTO ............................................................... 272 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ......................................................................................................................................................... 258 SOROS ................... 269 DEFINIÇÃO DE CASO .................................................... 257 SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO .................................................... 272 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ................... 262 DEFINIÇÃO DE CASO ...................................... 266 RESERVATÓRIO ............................................ 252 12........................ 266 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 271 VETORES HOSPEDEIROS ............................. 247 SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL .............................. 269 MEDIDAS DE CONTROLE ........................................................................... 259 EPIDEMIOLOGIA ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 262 NOTIFICAÇÃO .......... 264 DENGUE ................................................................... 247 COMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA .................................................................................... 248 FORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL .................. 251 NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL ............. 273 SÍFILIS CONGÊNITA .............................................................................................................................................................................................................................................................. 259 AIDS ......................................................... 261 PERÍODO DE LATÊNCIA .......... 266 DIAGNÓSTICO ...................................... 251 CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ................................................................................................................ 271 COMPLICAÇÕES .................................. 266 MODO DE TRANSMISSÃO ........................... 261 DIAGNÓSTICO ................................................................................................................................................................................ 248 PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ............................................................................................................................................ 271 MODO DE TRANSMISSÃO ......................................................................................................................................................... 245 COMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE ............................................................... 270 SINONÍMIA ..................................... 268 NOTIFICAÇÃO ............................................................................................................................... 253 CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA ................................................................ 263 DESCRIÇÃO ......................... 270 DESCRIÇÃO ......... 260 MODO DE TRANSMISSÃO .......................... 260 RESERVATÓRIO ......................................................................................................... 250 BARREIRA DE ISOLAMENTO ........................................... 270 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ......................................................................................................................................................................................................................... 272 TRATAMENTO ....................................... 267 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ............................................................................................... 266 AGENTE ETIOLÓGICO ............... 271 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 260 AGENTE ETIOLÓGICO ................................................................... 259 SINONÍMIA .............................................................................................................. 249 MÉTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO BRASIL E NO EXTERIOR ........................................................................................................................................... 262 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA .......................................................................................................................................... 253 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES ..................................................................................................... 272 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ............. 271 AGENTE ETIOLÓGICO ........................................................................................................................................... 263 MEDIDAS DE CONTROLE ............. 261 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ................. 272 DIAGNÓSTICO ........................................................................................................................................................................................................ 249 PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ........................................................................................................ 266 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ......................................... 260 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ......................................................................................................................................................................................................................................

..................................... 284 TRATAMENTO ................................................................................................................................................................................................................... 314 CAPÍTULO IV ............................................................. 284 COMPLICAÇÕES ............................................. 284 DIAGNÓSTICO ................................. 279 NOTIFICAÇÃO ...................................................... 277 COMPLICAÇÕES ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 292 PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS .................. 279 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................................................................................................................... 312 CAPÍTULO III ....................................... 284 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .............................................................................. 311 CAPÍTULO II ........................................................................................................................................................................................................................................ 284 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ... 277 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ........................................................................................................................................................................ 287 MEDIDAS DE CONTROLE .......... 283 DESCRIÇÃO ............................................................................................................... 276 NOTIFICAÇÃO ............. 294 PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITÁRIA (TUBERCULOSE) ....................................................................................................................................... 321 MEDICAMENTOS MANIPULADOS ............................ 298 PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS ............................................................................................................................................................................................................................................................................TUBERCULOSE ....................................................................................................................................................................................................... 274 DESCRIÇÃO .... 284 AGENTE ETIOLÓGICO ..................... 273 MEDIDAS DE CONTROLE ................................................ 294 PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE ........ 300 LISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS ....................................................................................... 277 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ................................................................................................................................................ 322 AVIAMENTO DE RECEITAS .................................................. 278 TRATAMENTO ....................................................................... 321 TIPOS DE RECEITAS ......................................................................................................................................................................................... 296 PROJETO FARMÁCIAS NOTIFICADORAS ....................... 284 RESERVATÓRIO ................................................................................................................................................................................................................... 276 AGENTE ETIOLÓGICO .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 288 13....................... 289 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS .................................... 322 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ..................................................................................................................................... 284 MODO DE TRANSMISSÃO ................................................................... 283 POLIOMIELITE .... 316 CAPÍTULO V ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 283 SINONÍMIA ...................... 286 NOTIFICAÇÃO .................................... 286 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .................................................................................................................................................. POLÍTICA DE MEDICAMENTOS ..................... 277 RESERVATÓRIO .................................... 280 OBSERVAÇÕES ................................................................................. ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA310 CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA ..................................................... 286 DEFINIÇÃO DE CASO .................................................. 279 DEFINIÇÃO DE CASO: ....................................................................................... 277 DIAGNÓSTICO ..................................................................................................... 277 MODO DE TRANSMISSÃO ...... 297 MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 ........................... 286 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA .. 279 MEDIDAS DE CONTROLE ...... 277 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ... 279 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .......... 289 PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE ........................................................................................................................................................................................................................................................... 295 FARMÁCIA POPULAR ...................................................................................................................................................................................................... 317 TARJAS E RÓTULOS .................................................................................................... 273 DEFINIÇÃO DE CASO ..................................... 301 14............................................................................. 292 PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE ............................................. 310 CAPÍTULO I ........................................................................................................................................................................................... 293 PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS – ALTO CUSTO .........................

.............. 362 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL ......................................................................................................................................................................................................................................... 359 CAMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE ............................................................. 352 MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS ........................................................................................................................................ 356 SISTEMA DE COMPRA ............................. 360 FUNÇÃO DA CONTABILIDADE ................................................................... 347 17............. 361 OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL ...................................................................................................................................................... 353 CONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE ...............CLIENTE ............. 345 DEMONSTRAÇÃO ....................................................................................... 350 CUIDADOS COM A GELADEIRA .............. 360 FINALIDADE DA CONTABILIDADE ............................... 352 FICHA DE PRATELEIRA ............................................................................................. 339 O RESPEITO FIDELIZA ................................................................ 357 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA .............................................................................................................................................. 340 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE .................................................................................................................... 359 HISTÓRIA DA CONTABILIDADE ................................... 349 ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS ......................................................................................................................................................................................................................................... ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE ........... 349 COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA ........................ 336 FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE ....................... 356 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ...................................................................................................... 339 CONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO ....... 357 MANUAL DE PROCEDIMENTOS ............................................. 327 PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA .................. 341 LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS ... 358 NOÇÕES DE CONTABILIDADE ....................... 350 CAIXA DE EMERGÊNCIA .......................................................................................................................... 328 16........................................... 356 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO ......................... 360 O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE ............................................................................... 336 RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA ........... 363 19.......................................................................................... 351 RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS ..................................................................................................................15............................................................................................................................................................................................................................................ 357 SISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE ................................................... 345 SONDAGEM ............................ 354 O PROGRAMA 5S ............................................... PRÁTICAS PROFISSIONAIS ........... 339 PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR ................................................................................................................................................................ 354 18................................................................ 346 FECHAMENTO DA VENDA .............. 357 SISTEMA DE APOIO ......................................................................................................................... 361 REGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL .................................... 360 CONCEITO DE CONTABILIDADE ................................................................................................................................................................................................ 361 CONTA .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA ................. 361 ESCRITURAÇÃO .. TÉCNICAS DE VENDAS .................... 356 SISTEMA DE VENDAS E MARKETING ........................ 327 COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS ............. 372 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA ........................ 358 INDICADORES DE DESEMPENHO .................. 351 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: ......... 362 GLOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS ..................................... 344 DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: .................................... 372 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................................................................................................................................................................................................................................... 340 RAPPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO ....................................................................................................................................................................................................... 353 PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: ................................................................................................................................................................... INFORMÁTICA BÁSICA ....................................................................................................................................................................................... 347 EXPANSÃO DA VENDA ........................... 340 MARKETING PESSOAL ..................................................

..................................................................... 391 FORMATAR BORDAS DA TABELA ................ 392 ORDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA .............................................................. 411 CRIAÇÃO DE UMA NOVA PLANILHA ........ 384 ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO .............................................................................................................................................................................................................................. 400 ENTRADA DE FÓRMULAS ............................... 396 MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA ........................................................................... 389 AUTOFORMATAÇÃO DE TABELAS ....................................................................................................................................................... 382 FORMATANDO FONTES ................. 395 A TELA DE TRABALHO .............................................................................................. 398 USANDO O MOUSE ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 391 ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA ........... 386 TECLAS DE ATALHO .......................................................................................... 377 WINDOWS EXPLORER ..............O CÉREBRO ELETRÔNICO ................................... 399 ENTRADA DE NÚMEROS ................................. 382 INICIAR O EDITOR DE TEXTOS ................................................................................................. 387 MÚLTIPLAS COLUNAS ...................................................................................................................................................................... 402 SALVANDO UMA PLANILHA .............................................................................. 382 CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO ........................................................................................................................................................... 389 TABELAS ....................................................... 384 NUMERAÇÃO E MARCADORES ... 397 USANDO TECLAS ................................................................................................................................................. 373 MICROSOFT WINDOWS XP .................................................................. 393 MODIFICAR A FIGURA........... 393 INSERINDO AUTOFORMAS ................................. 406 ALTERAÇÃO DA LARGURA DAS COLUNAS ............................................................. 384 COR DA FONTE ......................................................................................................................................................................................... 403 CARREGANDO UMA PLANILHA ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 394 CARREGANDO O EXCEL 7 .......................................................................... 395 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............................. 378 WORD (VERSÃO 2000) ..................................................................................................... 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE ........................................................................................................................................................................................................ 399 ENTRADA DE TEXTOS .................. 373 OS DISCOS ............................... 412 INICIALIZANDO O WINDOWS XP ........................................ 394 TRABALHANDO COM WORD ART .................................................................. 390 ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS .................................................................................... 406 FORMATAÇÃO DE TEXTOS E NÚMEROS ...... COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO ................................................ 406 FORMATAÇÃO DE NÚMEROS ............ 397 USANDO A CAIXA DE DIÁLOGO .................... 402 ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA ................................................................. 390 ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 387 SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS ................................ 407 APAGANDO O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS ............................................................... 408 IMPRESSÃO DA PLANILHA ............................................................................................................................................................................................... 385 SELECIONANDO............................ 405 SELECIONANDO COM O MOUSE ... 401 A AUTO-SOMA ................ 411 ABANDONANDO O EXCEL 7 .......................................................... 392 INSERIR FIGURAS ................................................................ ................................................................................................................................................................................................................................................... 408 CRIANDO GRÁFICOS ................................................................................................ 405 SELEÇÃO DE FAIXAS ............. 404 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS ............ 398 INSERINDO OS DADOS ...................................................................................................... 374 TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD . 386 LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS ...... 375 ÁREA DE TRABALHO (DESKTOP) ................................................................................................................................................................................................................ 374 EXCEL ........................................................................................................................................... 383 ALINHAMENTO DO TEXTO ..................................................................................... 376 O COMPUTADOR ............................................................ 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO ..................................................................................... 387 VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA ........................................................................................................................................................................................................................ 406 DESMARCANDO UMA FAIXA ............................................................................................................... 411 FECHANDO A PLANILHA ATUAL ....................................................................................................................................................................................................................................................... 405 SELECIONANDO COM O TECLADO ........................................

................................................................. PSICOLOGIA APLICADA .............................................................................................. 428 O PLACEBO E A ARTE DE CURAR ....................................................................................................................... 420 20............................... O “REMÉDIO” EM SI ....................................................... 429 EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS ............................. 425 LUCRO EM SEGUNDO PLANO ........... 422 ATENÇÃO FARMACÊUTICA ................................................................................................................................................. 412 O QUE É A INTERNET? ............................... 427 “AGORA EU QUESTIONO” ........... 416 IMPRIMIR MENSAGENS ............... 432 3.... 418 QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS ......................................................................................... 416 CRIAR E USAR APELIDOS ................................................... 425 NOVO PARADIGMA ................................ 416 GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS ..INTERNET EXPLORER ...................................................................................... 431 2.................................. 421 ADESÃO ......................... 413 O PROGRAMA INTERNET EXPLORER ................................................................ 415 O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO? .................................................................................................................... 413 OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO............ 424 ANTÍDOTO PARA A “EMPURROTERAPIA” ..................................................................................... .................................................................................................................................................................................................................................... 417 ESTRUTURA DOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ........................................................................................ 433 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .......................................................................................................................................................................................... 416 RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS .......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 412 ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ......................................................................................................................................... 417 QUANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS .......... 416 O QUE É UMA MENSAGEM? ............................................................................................................................................................................................. 415 GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO .............................................................................................................................. 412 WORLD WIDE WEB (WWW) ........... 421 ACOLHIMENTO ................................................ 414 CORREIO ELETRÔNICO ............................... O PACIENTE ......................................................................................................... 426 SEM PRESCRIÇÃO ................... QUEM CURA ........................................................................................ 430 1...

que se mantêm unidas por estruturas intercelulares. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 17 .1. Cada órgão é um agregado de numerosas células. bem como conhecer melhor suas estruturas e órgãos. São tão pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscópio. CÉLULA É a unidade viva fundamental. As células são consideradas como a menor porção viva do organismo.ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS Nesse capítulo vamos abordar algumas das principais funções do corpo humano.

Através de seus diminutos poros ela seleciona os alimentos a serem absorvidos pelo organismo (tecido). Nosso sangue possui células vermelhas (em forma de disco) e células brancas (globulosas). CONSTITUIÇÃO As células se compõem de numerosos elementos. Nas células vegetais. e em muitas células animais (células da pele. músculo). As células que formam os órgãos nervosos são estreladas e piramidais. CITOPLASMA É a porção da célula situada por dentro da membrana. mas fundamentalmente são formadas por três partes: M EMBRANA CELULAR É a camada que envolve a célula.FORMA É muito variável a forma das células que constituem o organismo humano. É formado por diversos elementos. 18 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . e as que se encontram nos ossos são também estreladas. mas em muitos outros tipos de células a membrana é tão fina que somente processos mais delicados permitem evidenciá-la. ela é visível ao microscópio.

geralmente globuloso e central. NÚCLEO É um corpúsculo imerso no citoplasma. Sua forma e posição são muito variáveis. Eles participam da divisão celular e formam “cílios” que ajudam na locomoção e na captura de alimentos para a célula. -Complexo de Golgi: o complexo ou aparelho de Golgi tem sua função associada à secreção de elementos desnecessários à célula.No citoplasma ocorrem as transformações químicas (metabolismo). facilitando a entrada e saída de substâncias. nutriente vital para o corpo humano. -Centríolos: eles têm duas funções básicas. cromossomos e nucléolo. que representam e transmitem determinados caracteres (exemplo: a cor dos olhos). -Lisossomos: são bolsas que contém enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas encontradas na célula.. Nos cromossomos existem os genes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 19 . -Mitocôndrias: é responsável pela respiração da célula. Ele também produz material orgânico necessário para o desenvolvimento da célula. -Ribossomos: são responsáveis pela síntese das proteínas. Algumas células não possuem núcleos (exemplo: os glóbulos vermelhos). Veja alguns exemplos dos elementos citoplasmáticos: -Retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático aumenta o contato entre a célula e o exterior. Ele regula as funções químicas das células e é formado pela membrana nuclear.

bexiga. como as glândulas sebáceas. eliminação das toxinas. fagocitose e locomoção. 20 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Absorve as substâncias (por exemplo. dessa forma. HISTOLOGIA O corpo humano possui grupos de células diferenciadas. armazenamento das substâncias oferecidas em excesso. o citoplasma e o núcleo atuam de maneira integrada nos processos vitais da célula. FUNÇÕES : • Protege o organismo contra as ações mecânicas. • É sensível ao estímulo. de ação independente. inclusive as cavidades (estômago. o epitélio intestinal absorve nutrientes). Os tecidos humanos são denominados: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO T ECIDO EPITELIAL Forma as membranas. metabolismo. como: absorção.). com características adaptadas à sua função mas. como o tato. que são a camada mais superficial do corpo e. • Excreta substâncias. etc.A membrana celular. reveste a superfície corpórea.

aponeuroses e cápsulas envoltórias de órgãos. -Tecido hematopoético: é responsável pela produção dos elementos sólidos do sangue. elastinas e reticulares. é encontrado na forma de gordura de armazenamento (na parede do trato intestinal e no subcutâneo) e de gordura estrutural (preenchendo todos os espaços vazios). Suas fibras podem ser de três tipos: colágenas. -Tecido elástico: sua característica é a elasticidade. Funciona como reserva alimentar e como sustentação para órgãos. fibrosa (ou fibrocartilagem) e elástica. É o arcabouço básico de sustentação. na região subcutânea. A musculatura é responsável pelos movimentos do organismo. pois se caracteriza por possuir grande quantidade de substâncias intercelulares. é formado por células ósseas (osteófitos) separadas por uma substância intersticial (ou fundamental). protege contra o frio e ações mecânicas. -Tecido cartilaginoso: é formado por substâncias que promovem a sustentação do corpo com resistência elástica à pressão. Encontra-se nas formas de tecido mielóide e tecido linfóide. -Tecido ósseo: constitui os ossos do nosso organismo. -Tecido adiposo: é formado por células adiposas. É representado pelos tendões dos músculos. -Tecido conjuntivo fibroso: sua característica é a resistência à tensão e grande flexibilidade. é encontrado nas artérias maiores e nos ligamentos vocais da faringe. São três os tipos de cartilagem: hialina. -Tecido muscular: é formado por células que se transformam em fibras e adquirem a propriedade de se contrair e relaxar.T ECIDO CONJUNTIVO É também conhecido como tecido conectivo. Elas apresentam diferentes estruturas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 21 . As células musculares alongadas são conhecidas como fibras musculares. Encontra-se sob a pele. O tecido conjuntivo divide-se em: -Tecido conjuntivo frouxo: é formado por células com capacidade de proliferar e se modificar durante os processos inflamatórios e de cicatrização.

SISTEMA URINÁRIO FUNÇÃO A formação de urina e sua eliminação estão entre as mais importantes funções do organismo. esses músculos são de ação voluntária. mas de ação involuntária. permitindo que a composição do sangue não se altere com o acúmulo de substâncias nocivas. de forma esférica. medula renal e pelve renal. É composto por três áreas: córtex renal. B EXIGA Órgão oco. Sua função é conduzir a urina da pelve renal para a bexiga. a fim de impulsionar a urina. Trata-se de um “depósito inteligente”: quando a bexiga fica cheia. .. vistas no microscópio. COMPOSIÇÃO R IM Tem como funções atuar no controle dos sais do corpo. URETERES São dois condutores musculares dotados de paredes grossas capazes de se contrair ritmicamente. A depuração do sangue é feita pelo sistema urinário. exibem estrias verticais. músculo-membranoso. uma série de correntes nervosas avisa 22 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Forma a urina. sobre os líquidos e no aproveitamento de substancias utilizáveis pelo organismo. -Músculo estriado: é composto por fibras que.Músculo liso: não possui fibras estriadas. sua contração independe da nossa vontade.Músculo cardíaco: apresenta fibras estriadas.

cloro. potássio.Água. No homem. amônia. ácido úrico. 2% . tem a forma de um cone cuja base está voltada para a bexiga.Sais minerais: sódio. Sua função é conduzir a urina para fora do organismo. a bexiga relaxa suas paredes para receber mais urina e aperta o esfíncter para não “vazar”. no esvaziamento. . bloqueando as vias seminais e liberando as vias urinárias. o SNA parassimpático.o cérebro de que é necessário esvaziá-la. C OMPOSIÇÃO DA URINA : . O mecanismo de retenção ou esvaziamento é controlado pelo SNA (sistema nervoso autônomo). No sistema urinário tem a função de fazer a conexão da bexiga com a uretra. creatina. Se isso não for possível. P RÓSTATA Glândula acinosa situada na porção inicial da uretra masculina. U RETRA Último segmento do sistema urinário. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 23 .substâncias orgânicas: uréia. 3% . Sua função é receber urina dos rins transportada pelos ureteres e armazená-la temporariamente. . além de conduzir a urina. 95% . a uretra conduz o esperma. abaixo da bexiga. O SNA simpático atua na retenção. ácido hipúrico.

som. Os neurônios podem ser classificados em três categorias: N EURÔNIOS SENSORIAIS Transportam ao SNC (sistema nervoso central) mensagens de todos os receptores do corpo. chamadas de impulsos nervosos. cheiro. referem-se a sensações de luz. É composto por células nervosas chamadas neurônios. mover-se e gerenciar diferentes atos psíquicos. tato (25 terminais por cm²). que formam enormes redes de comunicações. esses impulsos fazem o corpo celular enviar seus próprios impulsos ao longo de uma fibra de saída.SISTEMA NERVOSO FUNÇÃO Controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo. o axônio. Essas mensagens. ao músculo por ele controlado. NEURÔNIO MOTOR São células nervosas existentes no SNC que transmitem impulsos vindos de outros neurônios. que se comunicam por impulsos eletroquímicos entre terminações chamadas axônios e dendritos. 24 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . N EURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO São células nervosas que ligam neurônios motores a neurônios sensoriais e coordenam as respostas do SNC às informações por ele recebidas. gosto. frio (2 terminais por cm²) e pressão. calor (12 terminais por cm²). Permite a possibilidade de sentir o meio ambiente. dor (200 terminais por cm²).

é a mais complexa estrutura do SNC. lembrar e ter sensações. O encéfalo localiza-se dentro da caixa craniana. Preenche a parte superior da cabeça e é protegido pelos ossos cranianos. denominada bainha de mielina. SNC ( SISTEMA NERVOSO CENTRAL ) É formado pelo encéfalo (cérebro. A sinapse acontece entre o axônio do primeiro neurônio e os dendritos ou o corpo celular do segundo neurônio. no encéfalo ou na medula. é a parte mais importante do SNC. C ÉREBRO Localizado na caixa craniana. normalmente. permite pensar. Todos esses órgãos são formados por uma substância branca e outra cinzenta. funcionamento do organismo. Sua função é controlar todas as atividades do corpo como percepção do mundo exterior. A conexão entre dois neurônios recebe o nome de sinapse. ponte e bulbo) e medula espinhal. A função da bainha de mielina é provavelmente servir de isolante elétrico. aracnóide e duramáter. Cada fibra é constituída por um eixo central que contém as neurofibrilas e pode estar envolvido por uma bainha rica de lipídios. emitir ordens.F IBRAS NERVOSAS São os prolongamentos (axônio ou dendrito) de neurônios cujos corpos situamse. Sua função é receber e interpretar informações. ENCÉFALO Centro de controle do corpo. movimentos dos ossos.contínua entre duas células nervosas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 25 . É uma região contínua e não. tronco encefálico (mesencéfalo. É envolvido pelas meninges: pia-máter. Tem forma ovóide e é dividido em duas partes simétricas chamadas hemisférios cerebrais. cerebelo). unidos entre si por uma ponte de substância branca chamada “corpo caloso”. pois devido à sua natureza lipídica ela impede o fluxo de íons.

que retransmitem informações do córtex cerebral para o cerebelo. Por exemplo: a parte anterior do cérebro. O cérebro recebe informações de todas as partes do organismo. garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora. controla certas atividades específicas como. P ONTE Contém grande quantidade de neurônios. Cada saliência do cérebro está relacionada a determinadas funções. sente e pensa. posteriores = audição). contém a formação reticular que regula a consciência. apoiado no osso occipital. Exemplos de estruturas de importância: pedúnculos cerebrais e corpos quadrigêmeos (anteriores = visão. junto ao osso frontal. está relacionado à elaboração do pensamento.Sua função é controlar o corpo – tudo o que ele faz. avisando-os sobre o que fazer. mas na maioria das pessoas ele controla atividades específicas. 26 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . O hemisfério cerebral direito recebe as informações e controla os movimentos do lado esquerdo do corpo. científicas e de linguagem. Parece idêntico ao hemisfério esquerdo. Na maioria das pessoas. Ele controla a harmonia dos movimentos da musculatura esquelética. processa-as e envia mensagens aos músculos. O hemisfério cerebral esquerdo recebe informações sobre o lado direito do corpo e controla os movimentos dessa região. as habilidades matemáticas. Sua função está relacionada com a regularização do tônus muscular. por exemplo. como as artísticas e criativas. T RONCO ENCEFÁLICO M ESENCÉFALO Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente. C EREBELO Localiza-se por trás do tronco encefálico.

que tem a função de amortecer impactos. Aracnóide . envolto pelas meninges. conduzir estímulos do SNC para o SNA periférico e elaborar respostas simples para alguns estímulos. Na ponte também ocorre a inversão da lateralidade das inervações motoras provenientes dos hemisférios direito e esquerdo. envolve diretamente os órgãos. Pia-máter .Membrana intermediária de consistência esponjosa e muito rica em vasos.Serve de elo entre as informações do córtex que vão para o cerebelo. M EDULA ESPINHAL É um feixe de nervos. é a mais espessa das meninges. Dura-máter .Unida aos ossos. Também conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa.É fina e possui muitos vãos sangüíneos. uma resposta à excitação de um nervo sem a intervenção voluntária do indivíduo (arco-reflexo). . . Sua função é atuar como centro de controle de várias funções vitais. Sua função é recolher estímulos sensitivos do SNA (sistema nervoso autônomo) periférico e encaminhá-los para o restante do SNC. que fica dentro do canal vertebral. M ENINGES . próximo da medula espinhal. Também vai estar no caminho dos impulsos direcionados à medula. entre elas ritmar as batidas do coração. controlar a pressão do sangue e estabelecer a freqüência e a intensidade da respiração. dá suporte ao encéfalo. O espaço entre a aracnóide e a pia-máter é ocupado pelo “liquor” ou “líquido cefalorraquidiano”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 27 . para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. B ULBO É a parte inferior do tronco encefálico.

É o centro de controle do encéfalo. luz. SNP ( SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO ) É formado por uma imensa rede de nervos que partem do encéfalo e da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo ao lado das artérias. interligando partes do encéfalo e ligando-as à medula espinhal. 28 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . tato. gosto. São em número de 12 pares. daí a expressão “massa branca”. cheiro. no qual ocorre uma comunicação entre neurônios. pressão. Essas fibras e as camadas que as recobrem são esbranquiçadas. cinco são motores (oculomotor. abducente. Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e enerva o coração. Têm a função de transmitir percepções de som. que recebem. Com apenas 4 milímetros de espessura. veias e vasos linfáticos. frio e calor. glosso faríngeo e o vago). S UBSTÂNCIA CINZENTA É feita de neurônios e de suas conexões. dos quais três pares são sensitivos (nervo olfatório. é a região que contém fibras nervosas de conexão. N ERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos saem diretamente do encéfalo. o intestino e diversos outros órgãos. dor. óptico e o auditivo). contém mais de 10 bilhões de neurônios. Forma no encéfalo o córtex. Sua função é coletar informações para o SNC pela sensibilidade e executar ordens pela motricidade. a camada mais externa do cérebro. No seu percurso (especialmente junto à coluna vertebral) encontram-se gânglios de coloração cinza-rósea. espinhal e o nervo hipoglosso) e quatro mistos (trigêmeo. atuando sobre órgãos e músculos da cabeça e do ombro. espinhal a massa cinzenta forma um núcleo em forma de “H”. facial. Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos.S UBSTÂNCIA BRANCA Atua como uma rede de comunicações. o estômago. troclear. analisam e transmitem impulsos nervosos. Na medula.

SNA ( SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ) Controla a vida vegetativa. em sua mais simples definição. freqüência cardíaca. Todos eles são mistos. coletam percepções de tato. calor. as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos estímulos enviados. bem como recebem do cérebro. Sabemos também que determinadas emoções (substâncias) costumam somatizar em órgãos preferenciais. Exemplo: se o sistema simpático acelera as batidas do coração. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 29 . o parassimpático entra em ação diminuindo o ritmo cardíaco. frio e dor. para o cérebro. executando-as. sem que o indivíduo tome consciência dessa ação. via medula. desta. São constituídos por: • 8 pares cervicais • 12 pares dorsais • 5 pares lombares • 5 pares sacrais • 1 par coccígeno SNE (S ISTEMA N ERVOSO E MOTIVO ) Sabemos que as emoções. são substâncias químicas produzidas no hipotálamo. expulsão da urina. pressão. Exemplos: temperatura corporal. que trabalham em conjunto para provocar efeitos opostos em muitas áreas do organismo. O SNA subdivide-se em dois: o parassimpático e o simpático. que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. mobilidade e as secreções digestivas. isto é. secreção de suor.N ERVOS RAQUIDIANOS São 31 pares. levando-as para a medula e. da pele ou órgãos.

SNA

PARASSIMPÁTICO

Funções do Sistema Nervoso Parassimpático

Funções do Sistema Nervoso Simpático

OLHO
Contração das pupilas e das pálpebras.

OLHO
Dilatação da pupila e maior abertura dos olhos.

CORAÇÃO
Redução do volume-minuto cardíaco, do ritmo de batimentos, da quantidade de estímulos e da sensibilidade aos estímulos.

CORAÇÃO
Aumento do volume-minuto cardíaco, da freqüência cardíaca, da intensidade de estímulo, da força de contração e da sensibilidade aos estímulos.

RESPIRAÇÃO
Redução da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, contração dos brônquios, redução do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

RESPIRAÇÃO
Aumento da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, dilatação dos brônquios, aumento do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Aumento do fluxo salivar, contração da garganta, abertura da entrada do estômago, aumento do tônus da musculatura gástrica, ativação do peristaltismo, aumento da secreção das glândulas gástricas, abertura da saída do estômago, aumento do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e ativação do peristaltismo intestinal.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Redução do fluxo salivar, dilatação da faringe, fechamento da entrada gástrica, redução do tônus da musculatura gástrica, inibição do peristaltismo, redução da secreção das glândulas gástricas, fechamento da saída do estômago, redução do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e inibição do peristaltismo intestinal.

BEXIGA
Descarga da urina, ativação do músculo detrusor e inibição dos músculos do esfíncter.

BEXIGA
Retenção de urina, inibição do músculo detrusor e ativação do músculo do esfíncter.

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Origina-se nas porções craniais acompanhando nervos cranianos e sacral, emergindo com os nervos raquidianos e acompanhando o nervo vago, que desce ao longo do esôfago para enervar os pulmões, o coração, o estomago, o intestino, o fígado, as vias biliares e urinárias. Ele é ativado na digestão e no repouso; tem como função inibir o SNA simpático.

SNA

SIMPÁTICO

Sua função é a de preparar o corpo para situações de emergência, esforço ou inibir o parassimpático. Faz isso aumentando o metabolismo cerebral, a tensão arterial, a freqüência cardíaca e a sudação. Estimula as glândulas supra-renais para que liberem adrenalina e noradrenalina, hormônios que mantêm o sistema.

A LGUMAS E SQUEMA

FUNÇÕES DO

SNA

PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO

S ISTEMA N ERVOSO CENTRAL

AUTÔNOMO

P ERIFÉRICO

S IMPÁTICO
( VIGÍLIA)

P ARASSIMPÁTICO
( REPOUSO )

NERVOS CRANIANOS
(CABEÇA ,
OMBROS ) PESCOÇO ,

N ERVOS R AQUIDIANO
(C ORPO I NTEIRO )

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
O sistema circulatório é composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos, que são: as artérias, as veias e os capilares. A sua função é realizar a circulação sanguínea para: - Distribuir alimento e oxigênio para as células do corpo. - Transportar CO2, vindo das células, que será eliminado através dos pulmões. - Coletar excreções metabólicas e celulares. - Entregar excreções nos órgãos excretores, como os rins. - Transportar hormônios. - Desempenhar um papel importante no sistema imunológico na defesa contra infecções.

S ISTEMA

CARDIOVASCULAR

O sistema circulatório humano é composto de sangue, sistema vascular e coração. O coração é o órgão que bombeia o sangue. O sistema vascular é composto pelos vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias são os vasos pelos quais o sangue sai do coração. As veias são os vasos que trazem o sangue para o coração. Os capilares são vasos microscópicos, com parede de apenas uma célula de espessura e que são responsáveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno. O sangue segue um caminho contínuo, passando duas vezes pelo coração antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir o sistema circulatório em dois segmentos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica.

CIRCULAÇÃO

PULMONAR

A circulação pulmonar ou pequena circulação inicia-se no tronco da artéria pulmonar, seguindo pelos ramos das artérias pulmonares, arteríolas pulmonares, capilares pulmonares, vênulas pulmonares, veias pulmonares, e deságua no átrio esquerdo

32

a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

do coração. Na sua primeira porção, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmonares o sangue é saturado em oxigênio, transformando-se em sangue arterial.

C IRCULAÇÃO

SISTÊMICA

A circulação sistêmica ou grande circulação se inicia na aorta, seguindo por seus ramos arteriais e na seqüência pelas arteríolas sistêmicas, capilares sistêmicos, vênulas sistêmicas e veias sistêmicas, estas se unindo em dois grandes troncos: a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas deságuam no átrio direito do coração. Sua primeira porção transporta sangue arterial. Nos capilares sistêmicos o sangue perde oxigênio para os tecidos e aumenta seu teor de gás carbônico, passando a sangue venoso.

O UTRAS

DEFINIÇÕES

C IRCULAÇÃO

VISCERAL

É a parte da circulação sistêmica que supre os órgãos do sistema digestivo. C IRCULAÇÃO

PORTAL

O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que ao invés de levar o sangue de volta ao coração, leva-o ao fígado. Isso permite que esse órgão receba nutrientes que foram extraídos da comida pelo intestino. O fígado também neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue segue do fígado às veias hepáticas e então para a veia cava inferior, para seguir ao lado direito do coração, entrando no átrio direito e voltando para o início do ciclo, no ventrículo direito. C IRCULAÇÃO

FETAL

O sistema circulatório do feto é diferente, já que o feto não usa pulmão, mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Após o nascimento, o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas, incluindo fechamento do duto arterioso e do forame oval.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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O forame oval é uma importante comunicação entre os dois lados do coração durante a vida intra-uterina. Essa estrutura permite a passagem do fluxo sangüíneo para o ventrículo esquerdo (VE), promovendo o seu adequado desenvolvimento. A restrição ao fluxo através do forame oval constitui-se em grave distúrbio da circulação pré-natal, com seqüelas potenciais na vida pósnatal. Assim, uma avaliação completa do fluxo sangüíneo interatrial é essencial em fetos de alto risco. A detecção precoce desse problema otimiza o manejo perinatal, gerando desfechos clínicos potencialmente melhores. C IRCULAÇÃO

CORONÁRIA

É o conjunto das artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias próprios do coração. E SQUEMA

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO

S ISTEMA C IRCULATÓRIO

C ARDIOVASCULAR

L INFÁTICO

ESQUEMA
DE

IMUNIDADE )

L INFA ( LIMPEZA

E

F UNIONAMENTO L INFONODOS

- P RODUÇÃO DE ANTICORPOS ( DEFESA ) - P ASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA V ENOSO ( LIMPEZA )

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO
O sistema linfático tem duas diferentes funções: limpeza e defesa. Ele atua na limpeza do organismo esvaziando os interstícios celulares de macromoléculas, as quais são levadas pela linfa até os linfonodos, e ali são fagocitadas. Participam dessa função de limpeza: a linfa, os vasos linfáticos, os linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária. Na função de defesa ele produz linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Participam da função de defesa: a linfa (como meio de transporte), os linfonodos, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice.

L INFA
É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos. Era líquido intersticial e será sangue venoso quando se misturar a este no ângulo venoso, formado pelas veias subclávia e cava. Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, excetuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam, além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormônios, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura).

LINFONODOS
São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e seus componentes. Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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LEUCÓCITOS
São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

L EUCÓCITOS

GRANULARES

• Neutrófilos: fazem 65% da população total dos leucócitos; provêm da medula óssea. • Eusinófilos: fazem 3% da população total dos leucócitos; sua concentração aumenta nas reações alérgicas. • Basófilos: 11% das células brancas; suas funções são desconhecidas.

L EUCÓCITOS

NÃO - GRANULARES

• Linfócitos: fazem 30% dos leucócitos; originam-se nos tecidos linfáticos e na medula óssea. • Monócitos: Macrófagos: são os maiores leucócitos; têm ação fagocitária.

A NTICORPOS
Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas, como a globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B” (Existem linfócitos “B”, que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e “T”, que são eficientes nas crônicas).

TONSILAS
São órgãos linfáticos constituídos por numerosos folículos de tecido linfóide, dispostos em nódulos, possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos. Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual. Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem essa função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfóide e produzindo anticorpos.

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

T IMO
Órgão achatado, seu tamanho aumenta durante a infância e, com o passar dos anos, vai diminuindo de tamanho lentamente. Tem um papel crítico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz um hormônio chamado timozina. Combate a invasão por microorganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo células malignas.

BAÇO
É o maior órgão do sistema imunológico e caracteriza-se por não possuir circulação linfática. Na defesa do organismo, o baço filtra os microorganismos estranhos do sangue, produzindo linfócitos e plasmócitos, que fabricam anticorpos.

A PÊNDICE
Pequena porção do intestino, produz alguns leucócitos, que contribuem na defesa da região em que está localizado.

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Permite a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido de carbono, propiciando assim a troca de gases. O sistema respiratório é composto por:

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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Em cada fossa nasal existe uma abertura anterior. e uma posterior. Sua função é levar o ar até os pulmões. Constituem os órgãos fundamentais da respiração. L ARINGE É uma estrutura músculo-cartilagínea situada na parte posterior do pescoço. F ARINGE É um canal músculo-membranoso dilatável. 38 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Contém muco e cílios. um direito e outro esquerdo. introduzem e expelem gases. T RAQUÉIA É um canal situado entre a língua e a origem dos brônquios. cuja finalidade é a de reter as impurezas pelo trato respiratório. varrendo-as para cima. Através de seus movimentos de contração e expansão. a narina. situado atrás das fossas nasais e da boca. acionando a epiglote quando engolimos. aquecê-lo e umedecê-lo. PULMÕES São dois. que têm comunicação direta com a faringe. situados na caixa torácica e separados pelo coração e pelo esôfago. recobertas por uma membrana chamada “pituitária” ou “mucosa nasal”. terminando interiormente na laringe e no esôfago. contráctil e flexível. a coana. Impede que substâncias não-gasosas penetrem no pulmão.F OSSAS NASAIS São duas cavidades situadas na face.Tem como função evitar a penetração de conteúdo alimentar nas vias respiratórias e filtragem. Suas funções são filtrar o ar. Tem função digestiva e respiratória.

oriundo de combustão celular. Função: quando se contrai determina o aumento dos diâmetros torácicos. o oxigênio. vedada pelo diafragma contraído. Estão envolvidos por uma rede de vasos sanguíneos – os capilares. na inspiração. desprende-se do glóbulo vermelho e.BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS Os brônquios são duas ramificações da traquéia que penetram nos pulmões e. Na expiração ocorre o inverso. facilitando a inspiração. passa através da parede de um alvéolo e prende-se a um glóbulo vermelho. percorre o caminho da expiração. por expansão. calor e umidade). Função: nas condições apropriadas (limpeza. na expiração. C OSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS As costelas e os músculos intercostais. provocam um aumento da caixa torácica que. o dióxido de carbono. D IAFRAGMA Grande músculo disposto horizontalmente e que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. Também colaboram na filtragem do ar através de mucos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 39 . chegando ao meio exterior. cílios e macrófagos. passando a chamar-se “bronquíolos”. à medida que vão se ramificando. A LVÉOLOS Minúsculas bolsas em forma de cachos na ponta dos bronquíolos. conduzir o ar proveniente do exterior até os alvéolos pulmonares e. Isto expulsa o ar dos pulmões. passando pela parede do alvéolo. A expiração se dá quando ele relaxa e as costelas se contraem. devolver os gases ao meio exterior. diminuem de “calibre”. Função: na inspiração. propicia um vácuo que permite a inspiração.

Ele é composto por: BOCA Primeiro segmento do aparelho digestivo. Função: indução à salivação. 40 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Inicia a quebra e processa a deglutição dos alimentos. L ÍNGUA Órgão muscular ímpar de forma cônica. situado na cavidade bucal entre as arcadas dentárias. os dentes. a úvula e as glândulas salivares. formação e movimentação do bolo alimentar.SISTEMA DIGESTÓRIO Função: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absorção. Função: abrigar a língua. revestido por mucosa. além da eliminação de produtos sólidos rejeitados na digestão.

F ARINGE É um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório. mediante a presença da amilase salivar. exerça função de estimular o peristaltismo do esôfago e estômago. com auxilio da língua. em suas paredes. glândulas que secretam substâncias lubrificantes. localizada no final da faringe. sendo que os dentes incisivos cortam. que é um líquido inodoro e que se divide em dois tipos: simpática (espessa e escassa) e parassimpática (fluida e abundante). Ú VULA Apesar de não constar como órgão do sistema digestório. Função: Os dentes misturam. G LÂNDULAS SALIVARES São seis e estão localizadas ao redor da cavidade bucal. São denominadas parótidas. acredita-se que a úvula. no “teto”. Possui. em forma de “sino”. ativa o suco gástrico. Função: através da válvula epiglote a faringe impede que líquidos e sólidos sejam desviados para os pulmões.D ENTES São órgãos duros de estrutura calcária. Quando parassimpática. facilitando o deslocamento do alimento até o estômago. Função: serve como um condutor de passagem dos alimentos. Função: elaborar a saliva. ESÔFAGO É um canal músculo-membranoso que une a faringe ao estômago. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 41 . os caninos rasgam e os pré-molares e molares trituram. o alimento e a saliva. submaxilares e sublinguais.

onde se encontram as glândulas produtoras de suco gástrico. PILORO Válvula em forma de anel muscular (esfíncter). P ROCESSO DIGESTIVO O alimento fica no estômago de trinta minutos a três horas.ESTÔMAGO É um órgão cavitário. 42 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Nesse período. O intestino divide-se em duas partes: Intestino delgado: duodeno. Função: regula a passagem dos alimentos da cavidade gástrica para o intestino. pasta esbranquiçada e mole que. até virar uma pasta cremosa. Função: receber os alimentos já insalivados. I NTESTINO É uma porção do aparelho digestivo situada entre o estômago e o ânus. O intestino é formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituída por uma porção externa de fibras longitudinais. que o separa do esôfago. cólons e reto. decompô-los em substâncias mais simples e encaminhá-lo para os intestinos. é amassado e comprimido pelos fortes músculos estomacais. uma espécie de bolsa. que promove a comunicação do estômago com o duodeno. entra no duodeno. que o separa do duodeno. através do piloro. e o piloro. Intestino grosso: cecun. lembrando um “J”. Por causa das inúmeras transformações que ocorrem em seu interior o alimento recebe o nome de “quimo”. O estômago tem três zonas distintas: a cárdia. jejuno e íleo. o fundo.

hidratos de carbono e gorduras. as moléculas que compõem essa massa são transformadas em substâncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa através das vilosidades intestinais. I NTESTINO DUODENO DELGADO Primeiro segmento do intestino delgado. pouco acima da junção da coxa com o tronco. cólon e reto.Função: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimento à decomposição das proteínas. Função: nele ocorrem as principais funções químicas da digestão. o alimento recebe a bile e o suco pancreático. O íleo toma o seu nome do osso ilíaco. Localiza-se na região inferior do abdômen. constituintes da veia porta. O seu nome vem do fato de. I NTESTINO GROSSO É a parte final do tubo digestivo. pela extensão de tempo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 43 . Mede cerca de 1. mede cerca de 4 metros de comprimento e tem 2. ILEO Último segmento do intestino delgado. Enche a maior parte do abdômen. Nele os alimentos não aproveitados pelo organismo gradualmente. transformam-se no bolo fecal e são expelidos através do esfíncter anal. Função: absorver nutrientes que depois passam para o sangue. JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. Tem numerosos vasos capilares sangüíneos. É caracterizado por sua distensibilidade. Função: absorver nutrientes. desempenhando múltiplas circunvoluções. e divide-se em três partes: cecun. que depois se reúnem e vão formar as veias mesentéricas. estar sempre vazio de alimento. Através da ampola de Vater.70 metros de comprimento e tem 7 centímetros de diâmetro.5 centímetros de diâmetro. No intestino delgado. no cadáver. A água e algumas vitaminas são absorvidas no intestino grosso. Começa na parte inferior direita do abdômen.

enviam impulsos ao sistema nervoso central. Tem funções múltiplas. excitando terminais nervosos que. transportando-as e evacuando-as. transformando o quimo em fezes semi-sólidas. gorduras (fonte de energia). abaixo da cúpula diafragmática. então. Outros órgãos que contribuem para o processo digestivo: FÍGADO É a maior glândula do corpo e está localizado na parte superior da cavidade abdominal. colesterol e inúmeras proteínas. ordena contrações ao reto. Este. Função: fazer comunicar o cólon sigmóide com o exterior do esfíncter anal e armazenar os resíduos semi-sólidos que restam do processo de digestão. é secretado pelas células hepáticas através dos canais biliares e lançado no duodeno. VESÍCULA BILIAR Pequeno saco com formato de pêra. intervenção no metabolismo dos lipídios. depósito de glicogênio. situa-se na superfície anterior do sacro e cóccix. como: produção de bile. o que gera a vontade de defecar. terminando no canal anal. RETO Parte final do intestino grosso. Ao se acumularem no reto as fezes exercem pressão na parede do tubo. onde colabora para as funções da digestão. conversão de substâncias. que possibilita a evacuação. mas que se torna esverdeado pela oxidação.que retém seu conteúdo e pela disposição de sua musculatura. Esses resíduos (fezes) são compostos de alimentos não digeridos. vitaminas e sais minerais. A função da bile é auxiliar 44 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Função: absorção da água. A bile é um líquido de cor amarela. indispensáveis à vida do organismo. localizado posteriormente e na parede inferior do fígado. células mortas e bactérias. em reação. muco.

chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco. lipase. atrás do estômago. É composto por enzimas digestivas: protease. combatendo a acidez. V ÁLVULA ILEOCECAL Está situada entre a porção terminal do intestino delgado (íleo) e o cecun. impedindo a putrefação intestinal e ativando a lípase gástrica.na digestão. O suco pancreático atua no duodeno. para digestão das proteínas. Função: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esvaziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto. Localiza-se no abdômen. Função: controla expulsão de restos inaproveitados do intestino grosso. segmento de maior calibre. para digestão dos lipídios. para digestão do amido e nuclease. num segundo tempo. que formam o suco pancreático. que se assemelha em estrutura às glândulas salivares. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 45 . Possui funções endócrinas (que abordaremos no sistema endócrino) e exócrinas ou digestivas. Tem anéis musculares que podem relaxar. decompondo as gorduras. permitindo o alargamento da passagem durante a defecação (expulsão das fezes). E SFÍNCTER ANAL É a abertura do canal anal. PÂNCREAS É uma glândula grande e lobulada de dupla função (endócrina e exócrina). ativando os demais fermentos. para a digestão dos ácidos nucléicos. amilase pancreática. lançá-la no duodeno através do ducto cístico e do ducto colédoco. Função: acumular parte da bile secretada pelas células hepáticas e.

Auxilia no movimento do corpo. Produz células sanguíneas (medula vermelha). A escápula é um exemplo. OSSOS CHATOS São ossos achatados de pequena espessura em relação ao seu comprimento e largura. Classificação dos ossos: OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida. É o que acontece com o fêmur e o úmero. o que lhes confere grande resistência. e a parte interna por substância esponjosa. a cavidade medular. Responsável pela forma do corpo. OSSOS O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza. a diáfise. para suprir as necessidades do corpo. e duas extremidades. Fornece uma área de armazenamento para sais minerais. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior. OSSOS CURTOS Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais. ou corpo ósseo. ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. 46 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . especialmente fósforo e cálcio. rodeada de tecido compacto. proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto. Exemplo: ossos do punho. as epífises. Também é depósito de gordura (medula amarela). fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca.SISTEMA ESQUELÉTICO Tem a função de suportar tecidos adjacentes.

Esses ossos. Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto. dos quais dois são pares e quatro são ímpares. que na infância é formada pelos ossos ílio. pela coluna vertebral. envolvem a cavidade torácica. unidos por cartilagem. tíbia. formando um osso único. ao osso esterno. ísquio e púbis. que são dois pares. Conheça a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo: CABEÇA Os ossos da cabeça são divididos em ossos do crânio e ossos da face. As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. denominados costelas. Existem ainda as costelas flutuantes. patela e ossos do pé). rádio. enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero.ESQUELETO O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. ao sétimo par da costela verdadeira e recebem o nome de costelas falsas. Unindo cada membro superior ao esqueleto axial está a respectiva cintura escapular. pelas costelas e pelo esterno. Durante a adolescência estes três ossos se fundem. fíbula. por meio de cartilagens. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está a cintura pélvica. formada pela escápula e pela clavícula. ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur. e de ímpares os que são únicos. São sete pares de costelas que se prendem. A face é formada por 14 ossos. protegendo os órgãos vitais como o pulmão. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro e são ao todo oito. o coração e o fígado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 47 . TÓRAX Composto por doze pares de ossos em forma de arco. Há também três pares de costelas que se prendem. o osso do quadril. por meio de cartilagens. sendo seis pares e dois ímpares. recebendo nome de costelas verdadeiras. O esqueleto axial é formado pelo crânio.

pulso e mão. Quando a coluna é vista de frente.COLUNA A coluna vertebral é um conjunto de ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vértebras. e correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Os dedos da mão são formados pela primeira. ela é reta. articula-se na sua parte inferior a mão. MEMBROS SUPERIORES Compostos por braço. importante componente do sistema nervoso. forma duas curvaturas em forma de S. Como a coluna é feita de vértebras que se articulam. Constitui a estrutura básica do esqueleto. segunda e terceira falanges (o polegar tem só duas). que fica. O osso do braço é o úmero. • Região lombar: constituída por cinco vértebras grandes. Além disso protege a medula espinhal. que formam o punho. Essa curvatura dá o equilíbrio necessário para que o homem possa ter a postura vertical. quando é vista de lado. antebraço. possibilitando que ele se movimente. Essa região suporta a maior carga. 48 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . nós podemos realizar movimentos para a frente. A primeira vértebra. o antebraço é formado pelos ossos rádio e ulna (cúbito). • Região sacrococcigiana: constituída pelo sacro e pelo cóccix. que se articula com o fêmur. Com os dois ossos do antebraço. Além disso. articula-se com o crânio. • Região cervical: constituídas pelas sete vértebras do pescoço. para os lados e até de rotação. cinco são denominados metacarpos. longo e robusto. as vértebras têm um canal por onde passa a medula nervosa ou medula espinhal. pois sustenta a cabeça e o tronco. que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: oito são chamados ossos do carpo. servindo de articulação para o osso itálico. Ela serve de apoio para as outras partes do esqueleto. • Região torácica: constituída por doze vértebras que servem de ponto de inserção para as costelas. para trás. muito bem protegida. O osso cóccix é formado pela soldadura das quatro últimas vértebras. chamada atlas. O osso sacro resulta da soldadura de cinco vértebras. assim.

que apresenta dois côndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. metatarso e os ossos dos dedos. ísquio e púbis. Segue a classificação dos tipos de articulações: • Sindesmoses: ossos unidos por tecidos. O metatarso é a parte do pé situada entre o tarso e os dedos. Com a pélvis. O fêmur tem volumosa cabeça arredondada. que é formada pela fusão de três ossos: íleo. CINTURA PÉLVICA Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis.MEMBROS INFERIORES São maiores e mais compactos. facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro. Os dedos são prolongamentos articulados que terminam nos pés. presentes nas extremidades dos ossos. • Sincondroses: ossos unidos por cartilagem.o colo anatômico. adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr. A extremidade inferior do fêmur possui uma porção articular . O pé é composto pelos ossos tarso. devido à presença de cartilagens lisas. Exemplo: base do crânio. A RTICULAÇÕES É a união de dois ou mais ossos contíguos.a tróclea . e a lubrificação proveniente do líquido sinovial ali existente. A coxa só tem um osso . presa à diáfise por uma porção estreitada . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 49 . Os ossos de uma articulação deslizam uns sobre os outros sem atrito. Compostos por coxa. Exemplo: osso do crânio. O tarso é a porção de ossos posterior do esqueleto do pé.o fêmur . O fêmur é o maior de todos os ossos do esqueleto. A perna é composta por dois ossos: a tíbia e a fíbula (perônio). osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. tornozelo e pé. perna. Função: proteger os ossos do desgaste do atrito. articula-se o fêmur.que se articula com a bacia pela cavidade catilóide.

Exemplo: sínfise púbica. Quanto ao grau de mobilidade das articulações: • Sinartrose: imóveis. • Anfiartrose: semi-imóveis. com uma cavidade contendo líquido sinovial. • Sinoviais: são superfícies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cápsula. elástico e flexível. SISTEMA MUSCULAR 50 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . além de tecido fibroso. • Cartilagens: tecido conectivo compacto. • Diartrose: móvel.• Sínfises: articulações recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens. Estas permitem liberdade de movimentos. porém com menos estabilidade.

ocos e tubulares (estômago. produzindo movimentos dos ossos. Os músculos são feitos de fibras. • No tórax: realizam movimentos respiratórios. intestino. dispostas em feixes. sistema respiratório). bexiga urinária. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 51 . • No sistema digestório: agem desde a absorção do alimento até sua excreção. MÚSCULOS LISOS Estão presentes nos órgãos internos. • Durante a gravidez: abrigam o embrião no útero (um saco muscular). Algumas de suas funções secundárias são: • Nas artérias: controlam o fluxo sanguíneo.A principal função do sistema muscular é propiciar movimentos. Os filamentos sobrepostos existentes no interior das células lhes dão uma aparência estriada. Suas células são fibras longas e finas. Esses músculos são fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendões e ligamentos e exercem força sobre os mesmos para que se movam. vaso sanguíneo. que desempenham funções determinadas de acordo com seu objetivo. Os músculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. Trabalham involuntariamente para o funcionamento regular do corpo. • Na fonação: participam no processo de emissão da voz. • Na reprodução: possibilitam a ejaculação do esperma. T IPOS DE MÚSCULOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS OU ESTRIADOS Agem sob comando voluntário do cérebro. Existem aproximadamente 600 músculos no corpo. que se contraem quando estimuladas por impulsos nervosos.

os músculos esqueléticos tracionam os ossos aos quais estão ligados. Esses músculos em pares são chamados antagonistas. • Abdução: afasta do eixo sagital mediano. • Rotação: em relação a um determinado eixo. • Pronação: quando um osso gira sobre outro. L IGAMENTO É uma tira de tecido duro. o único músculo que não cansa. Por exemplo: um músculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexão. porém menos do que o tecido muscular.MÚSCULO CARDÍACO É um músculo especializado que forma a parede do coração. É. apenas “puxar”. mas levemente elástico – mais elástico do que o material dos tendões. provocando um movimento do corpo. também. por isso para cada músculo que causa movimento há outro que faz o movimento oposto. Como funcionam os músculos? Ao se contrair. um material muito forte capaz de resistir à tração quando puxado longitudinalmente. Os ligamentos apóiam 52 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Tipos de movimentos musculares: • Flexão: diminuição do grau de uma articulação. • Extensão: aumento do grau de uma articulação. TENDÕES São feitos de fibras de colágeno. • Adução: aproxima do eixo sagital mediano. Os músculos não podem “empurrar”.

as articulações do corpo. os movimentos de cada articulação ficam limitados ao grau necessário. com isso. que são produzidas por glândulas endócrinas. na corrente sanguínea. SISTEMA ENDÓCRINO Regula as atividades do corpo produzindo e liberando. substâncias chamadas hormônio. estabelecendo a ligação entre os ossos que as compõem. As glândulas são classificadas em três tipos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 53 .

lagrimais. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras. As principais glândulas endócrinas do corpo são: H IPOTÁLAMO Localiza-se na base do encéfalo. esse último pouco desenvolvido no homem.Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides. testículos. • Tireotrófico (TSH) . • Folículo-estimulante (FSH) . ovários.Hormônio do crescimento. mas também produzem substâncias que não são lançadas na corrente sangüínea. Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise: • Gonadotrofina (GH) .Estimula a glândula tireóide. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior.Age sobre o córtex das glândulas supra-renais. • Adrenocorticotrófico (ACTH) . • Mistas: São aquelas que produzem substâncias lançadas na corrente sanguínea. posterior e intermédio. que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios. • Exócrinas: São aquelas cujas substâncias produzidas não são lançadas na corrente sangüínea. mamárias. denominadas lobos anterior. Exemplos: pâncreas. sob uma região encefálica denominada tálamo. H IPÓFISE A hipófise é dividida em três partes. Exemplo: fígado.• Endócrinas: São aquelas cuja substância produzida é lançada na corrente sangüínea. neuro-hipófise. 54 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

Produz a constrição de todos os vasos sanguíneos do corpo.Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo. Atua na indução ao sono. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 55 . na mulher e na produção de leite. Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.• Luteinizante (LH) .1 a 0. possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0. aumenta a atividade cardíaca. a expulsão do feto e da placenta • Antidiurético (ADH) ou vasopressina . Hormônios produzidos: • MELATONINA . clareia a pele e mantém a pressão sanguínea equilibrada.Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo. assim.Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero. • NORADRENALINA . Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise: • Oxitocina . facilitando. Ativa o funcionamento das glândulas sexuais. de cor cinza. provoca a ovulação e formação do corpo amarelo. aumenta consideravelmente a pressão sanguínea.E PÍFISE Órgão pequeno e cônico. que se localiza aproximadamente no centro do encéfalo.Interfere no desenvolvimento das mamas.Exerce efeitos inibidores sobre as gônadas e é um potente clareador da pele. • Lactogênico (LTH) ou prolactina . dilata a pupila do olho e aumenta moderadamente o metabolismo. atua sobre a hipófise e sobre o córtex da supra-renal.2 gramas. inibe a função gastrointestinal. P INEAL .

• CALCITONINA . Essa diferença ocorre em função da velocidade pela qual ele entra nas células-alvo. Hormônio produzido: • PARATORMÔNIO . P ARATIREÓIDES São quatro pequenas formações arredondadas. • TRIIODOTIRONINA . mas que estão incorporadas ou na glândula paratireóide ou na tireóide. pois possui quatro átomos de iodo conectados ao núcleo de tireonina.Sua presença eleva a concentração do cálcio . por possuir três átomos de iodo. encontra-se ligado à parte inferior da laringe e superior da traquéia.É também conhecido com “T4”. pois a tiroxina encontra-se presa a uma globulina fixadora. embora esteja no sangue em quantidades mínimas. Sua ação é quase imediata. A calcitonina inibe a absorção do osso. que é produzido por glândulas último-branquiais. é produzido por glândulas último-branquiais. Também promove o crescimento e a diferenciação. e inibe a absorção do osso.Conhecido como “T3”. Produz os seguintes hormônios: • TIROXINA . Sua ação é quase imediata. situado na parte inferior do pescoço. A ação do hormônio paratireóideo é controlada pelo hormônio calcitonina.Descoberto na década de 1960. que não existem isoladamente nos mamíferos. Sua principal função é aumentar a atividade metabólica na maioria dos tecidos.T IREÓIDE Órgão ímpar. Tem a mesma função da tiroxina. aumenta o metabolismo oxidativo e é necessário para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central. porém é cinco vezes mais potente. 56 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

produz várias substâncias hormonais e alguns tipos de anticorpos. Distúrbios da timina seriam. • TIMINA . etc. Sua falta afeta o coração debilitando-o. Hormônios produzidos: • MINERALOCORTICÓIDES (ALDOSTERONA) . portanto. Cada parte tem função diferente.Exerce influência na placa mio-neural (junção dos nervos com os músculos) e. em especial os hormônios sexuais. Hormônios produzidos: • TIMOZINA . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 57 . antialérgica e antichoque anafilático. nem de órgão linfóide.T IMO Não possui estrutura de glândula endócrina.É o hormônio masculino elaborado no córtex da suprarenal. Diminui a síntese protéica no organismo. linfonodos.Age sobre os túbulos renais aumentando a reabsorção da água e sódio. excitando o fígado e intestinos.). Aumenta também a excreção de potássio. por exemplo. • GLICOCORTICÓIDES (CORTIZOL) . nos estímulos nervosos periféricos. • ANDROGÊNIO . porém de baixa potência.RENAIS Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas: o córtex e a medula. Reage contra o cansaço físico e neurogênico. responsáveis por doenças musculares como. em parte. S UPRA .Estimula o armazenamento de glicogênio no fígado e a mobilização dos tecidos graxos de depósitos adiposos. Quanto aos glicocorticóides. a miastenia grave. e a pressão arterial. desenvolvendo importante papel na estimulação das defesas do organismo. Tem atuação antiinflamatória. diminuindo-a. devemos salientar que são formados em pequenas quantidades. C ÓRTEX Produz os hormônios denominados mineralocorticóides (aldosterona) e glicocorticóides (cortizol).Mantém e promove a maturação de linfócitos nos órgãos linfóides (baço.

• NORADRENALINA . É produzido em pouca quantidade. preparam o organismo para a fuga ou a luta. Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência. por ser lentamente eliminada. dilata brônquios. Inibe a função do trato gastrointestinal. ativa a renovação das reservas glicogenias do fígado. a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos. Aumenta. produz vaso constrição periférica. e é “ferramenta” do SNA simpático.• ESTROGÊNIO .Também produzido no córtex da supra-renal. porém estes duram até 10 vezes mais.Tem praticamente os mesmos efeitos da adrenalina. arrepia os pêlos. moderadamente.Importante na adaptação do corpo diante de situações que requeiram esforço ou emergências. tais como: emoções fortes. inibe o sistema digestório. M EDULA S UPRA -R ENAL Produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). promove o aparecimento dos caracteres secundários femininos e o ciclo menstrual. dilata pupila. aumentando a excitabilidade e atividades em todo o organismo. Pode atingir células não inervadas pelo SNA simpático. seca a boca. choque. 58 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . inibe o parassimpático. dilata a pupila do olho. estresse. abre pálpebras. entre outros. Eleva o metabolismo em até 100%. Hormônios produzidos: • ADRENALINA . aumenta a freqüência e volume respiratório.

e as células beta. Eles secretam dois tipos de hormônios: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 59 . O VÁRIOS São duas pequenas glândulas de aproximadamente 3 cm de comprimento. já o LTH atua sobre os ovários e também auxilia na secreção do leite pelas mamas. e na parte interna encontramos as ilhotas de Langherans. produtoras de glucagon. localizadas na porção pélvica do abdômen feminino. que são constituídas por células secretoras de hormônios. A atividade dos ovários depende inteiramente das gonadotrofinas (hormônio formado na hipófise) segregadas pela adeno-hipófise. em forma de amêndoas. lipídico e protéico. Esses dois hormônios são os principais reguladores do metabolismo glicídico. Essas são de dois tipos: as células alfa. que produzem a insulina. que segregam os sucos digestivos. O hormônio FSH e o LH agem exclusivamente sobre os ovários. por 2 cm de largura e 1 cm de espessura.P ÂNCREAS Constituído por dois tecidos distintos: a parte externa é formada por ácinos.

O SCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL 1ª Semana: FSH – aumento gradativo LTH – decréscimo discreto Estrógeno – decréscimo gradativo Progesterona – decréscimo gradativo 2ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – aumento acentuado LTH – decréscimo discreto Estrógeno – aumento acentuado Progesterona – decréscimo gradativo . Exercem também controle parcial no desenvolvimento das mamas e sua função. na puberdade. Eles também tendem a aumentar a mobilidade do útero e sua sensibilidade à ocitocina. Na gravidez e na puberdade. parcialmente espessado. estimulam a formação dos ductos da glândula mamária. Sua diminuição ocasiona irregularidades menstruais e pode induzir o aborto em mulheres grávidas. bem como atrofia o desenvolvimento das mamas e do útero.É secretada pelo corpo lúteo e pela placenta. e pelo desenvolvimento dos caracteres secundários. Atuam também num ligeiro aumento de sódio e reabsorção de água pelos túbulos renais e no aumento na formação da matriz óssea. tais como o aspecto feminino e a recuperação do endométrio após a menstruação.São secretados pelo folículo ovariano em desenvolvimento e. Durante a gravidez. mais tarde. 60 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .• ESTROGÊNIOS . são secretados pela placenta. 3ª Semana: FSH – decréscimo gradativo LH – decréscimo gradativo LTH – decréscimo acentuado Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – aumento acentuado 4ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – decréscimo discreto LTH – decréscimo gradativo Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – decréscimo acentuado . é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite na gestação e diminui a mobilidade do útero. Sua diminuição torna irregular o ciclo menstrual. • PROGESTERONA . Os estrogênios são responsáveis pelo crescimento aumentado do útero e da vagina. Converte o endométrio uterino. pelo corpo lúteo. em uma estrutura secretora especializada no processo de implantação.

A placenta também serve de barreira efetiva contra doenças de origem bacteriana. É uma estrutura que aparece na parede do útero. diminuição da captação de glicose e a gliconeogênese aumentada. Contribui também para o crescimento das mamas e diminui a contração uterina. Mantém o corpo lúteo do ovário intacto e secreta progesterona e estrogênio. • ESTROGÊNIO . Anticorpos são transmitidos pela mãe ao embrião e feto em desenvolvimento para dar-lhe imunidade contra várias doenças.Promove o desenvolvimento da decídua do útero.Sua secreção começa em torno da quinta semana de gestação. Hormônios produzidos: • HCG (GONADOTROPINA CORIÔNICA HUMANA) .Sua produção começa quando ocorre a implantação e alcança o pico em torno da nona semana de gestação. na qual o embrião está preso através do cordão umbilical. Induz uma série de mudanças metabólicas: lipólise acelerada. das mamas. • PROGESTERONA .P LACENTA Glândula endócrina temporária. que é essencial para implantação do ovo fertilizado e nutrição do jovem embrião.Aumenta o suprimento muscular para o órgão. Essa imunidade é necessária durante os primeiros meses de vida. antes da época em que a criança pode produzir seus próprios anticorpos. • HPL (LACTOGÊNIO) . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 61 . o alargamento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal. Causa o crescimento da musculatura uterina.

circundadas pelo escroto. aumenta a retenção de sódio e água pelos rins. A testosterona também promove o anabolismo de proteínas através do corpo.É o principal e mais potente androgênio. incluindo o engrossamento da voz. internos e o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Durante o desenvolvimento embrionário a testosterona é responsável pela diferenciação sexual. em menor grau. suspensas na região inguinal pelo folículo espermático.TESTÍCULOS São duas pequenas glândulas mistas. SISTEMA GENITAL FEMININO 62 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . acelera a deposição da matriz óssea e. aumenta a formação dos eritrócitos. O aumento da secreção de testosterona durante a puberdade é responsável pelo crescimento pronunciado dos órgãos genitais externos. Produzem os hormônios andrógenos: • TESTOSTERONA . o aumento do desenvolvimento muscular e o padrão de pêlos característicos do sexo masculino.

próxima à hipófise e altamente especializada. permitindo o seu desenvolvimento. estrutura do sistema nervoso central. lateralmente ao útero. Tem coloração rósea com 3 a 4 cm de comprimento e. Sua função é produzir óvulos. de função glandular mista. o óvulo. dando origem ao gameta feminino. sua superfície pode ser mais ou menos rugosa. por sua vez.Tem como função produzir o óvulo e reter o produto da eventual fecundação. apenas uma célula amadurecerá. de forma ovalada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 63 . Em seu interior existem cachos de células chamados folículos de Graf e. situado na cavidade pélvica. é influenciada pelo hipotálamo. dependendo da idade. a cada ciclo menstrual. Composição: Ovários . Observação: a atividade dos ovários é controlada pela hipófise que. Os ovários são unidos à parede posterior do abdômen e ao útero por dois cordões fibrosos. Esse processo está intimamente relacionado ao sistema glandular endócrino.Órgão par.

64 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . A localização de um corpo lúteo velho é percebida por uma área de tecido cicatricial do ovário conhecida como “corpos albicans”. trazendo-o para o interior da tuba. Ovulação . Suas paredes apresentam as mesmas três camadas que encontraremos por epitélio – mucosa. Após a ruptura do folículo. O revestimento muscular consiste de uma camada interna circular e uma externa longitudinal descontinua. abre-se na cavidade uterina e é contínuo com a ampola. quando suas funções serão substituídas pela placenta. estimulado por hormônios hipofisários. Estão suspensas por uma prega de ligamento largo chamado mesossalpinge (salpinge significa tuba). A extremidade da tuba uterina. o que facilita a implantação do óvulo. Encontramos cerca de 400 mil folículos. por sua vez. Quando um óvulo é expelido do ovário. Medem cerca de 12 cm de comprimento. uma expansão da tuba em forma de trombeta que se abre na cavidade abdominal.Óvulo . podendo ali ocorrer a ovulação.É o gameta feminino. o óvulo maduro e expulso é capturado pela tuba uterina (trompa de falópio) que. O corpo lúteo secreta grandes quantidades de progesterona. Corpo lúteo . a cada ciclo menstrual. o istmo.Ocorrida a ovulação. Função: colher o óvulo que atingir a maturação e conduzi-lo ao útero. Isso é possível através dos movimentos ciliares. tem continuidade com o infundíbulo. Tuba uterina / Trompa de Falópio / Salpinge . Essas células que revestem o folículo roto alteram-se e criam uma massa conhecida como corpo lúteo (corpo amarelo). O corpo lúteo secreta também pequena quantidade de estrogênio. com seus cílios. o qual absorve o corpo hemorrágico. Primeiro há hemorragia mínima no folículo rompido.Em número de duas. O amadurecimento do óvulo ocorre mensalmente a partir da puberdade. o corpo lúteo degenera e segue a menstruação. Seus cromossomas são do tipo “X”. quando. gradualmente o conduzem em direção ao útero. A camada mucosa ou interna é revestida por epitélio cilíndrico ciliado. as fibrilas funcionam como tentáculos. A ampola é a parte dilatada e central da tuba. muscular lisa e serosa. Ligam cada ovário ao útero. nos ovários. um grupo de folículos sofre crescimento e desenvolvimento.Colabora na ovulação o hormônio LH e FSH da adeno-hipófise. onde é “empurrado” em direção ao útero. produzido pelos folículos de Graf. têm a forma de cornetas e são musculares. porém apenas um alcança a maturidade e ovula. alterações definidas verificam-se no ovário. Ele ainda está presente na época do nascimento. todos os demais se degeneram (atresia). presentes no corpo feminino desde o seu nascimento. que está curvada sobre o ovário e. o corpo lúteo realizará essa tarefa até o terceiro mês de gravidez. Havendo a fecundação. se fecundado. Se a fertilização não ocorre.

de cor rósea. este libera enzimas que auxiliam na dispersão da coroa radiada. no parto. pesando.Membrana intermediária constituída por feixes musculares que. Simultaneamente. O útero divide-se em três partes: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 65 . Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se e unem-se. apenas alguns milhares alcançam o corpo do útero. sendo seu destino o útero. Logo que a penetração ocorre.Túnica interna mucosa. Quando o espermatozóide alcança o óvulo. 40 a 50 gramas (se esta ainda não teve filhos). A presença do pronúcleo masculino induz o óvulo a proceder a segunda divisão meiótica e ele libera o segundo corpo polar.Membrana externa serosa. a uns 8 cm de distância. A união dos dois gametas restaura o número de 46 cromossomas. na mulher adulta. apresenta numerosas glândulas secretoras de substâncias lubrificantes. o óvulo torna-se impenetrável a outros espermatozóides. PERIMÉTRIO . o óvulo começa uma jornada de seis a oito dias. É transportado na tuba uterina através de contrações peristálticas da musculatura lisa e pela atividade dos cílios presentes na tuba. Útero Tem forma de uma pêra. e o ovo fertilizado (zigoto) começa sua primeira divisão de clivagem no processo de desenvolvimento. o espermatozóide perde sua cauda e um material cromossômico forma o pronúcleo masculino.Fecundação Depois de ser ejetado do ovário. Normalmente apenas um espermatozóide entra no óvulo. e uma enzima proteolítica utilizada na penetração da zona prelúcida. A fecundação normalmente ocorre quando o óvulo já desceu cerca de um terço do caminho da tuba. e apenas algumas centenas viajam o restante. MIOMÉTRIO . Sua função é acolher o ovo fecundado por um espermatozóide e desenvolvê-lo até que o novo ser esteja totalmente formado e pronto para o nascimento. Sua parede é formada por três camadas (as mesmas da trompa): ENDOMÉTRIO . Os espermatozóides alcançam esse ponto cinco minutos após o coito. expulsarão o feto para o exterior. Destes. Das centenas de milhões de espermatozóides. apenas dezenas de milhares entram na cérvix.

dar passagem ao fluxo menstrual e ao feto no parto. cilíndrico. extensível. Função: abrigar o pênis no coito. Delimitam um espaço em cujo fundo se encontram o óstio externo da uretra e o óstio da vagina. 66 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Vulva É o conjunto de órgãos genitais externos da mulher.É a separação. É constituído por: MONTE DE PÚBIS . que se inicia na vulva e termina no colo do útero. ISTMO . Inferiormente.É a parte mais volumosa do útero.É a parte mais delgada do útero. dividindo-se assim em duas porções: supravaginal e intravaginal. existente entre o colo e o corpo do útero.Duas pregas cutâneas localizadas abaixo dos grandes lábios. dilatável. músculo-membranoso. Vagina Órgão genital feminino. entre as virilhas. CORPO DO ÚTERO .COLO DO ÚTERO . GRANDES LÁBIOS .Proeminência situada diante da sínfise púbica. o colo do útero é circundado pelo anel que forma a extremidade interna da vagina. Externamente é recoberto por pelos púbicos.Duas pregas cutâneas situadas por baixo do monte pubiano e separadas dos músculos pelo sulco gênito-femoral. PEQUENOS LÁBIOS . em forma de cintura.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 67 . • Uma mulher tem em seus ovários a capacidade de produzir mais de 40 mil óvulos. coberta pelo prepúcio. • A gravidez melhora a saúde geral da mulher. situados na parede anterior do tórax. situado na parte antero-posterior da vulva. Mamas São dois órgãos glandulares exócrinos. o orifício urinário e colaborar na copulação. Função: proteger a vagina.CLITÓRIS . Tem uma porção oculta entre os lábios menores e outra livre. A combinação “XX” = mulher. que termina numa extremidade chamada glande. Na face das mamas há a papila mamária (mamilo). erétil. e a combinação “XY” = homem. Função: secretar o leite para alimentar o recém-nascido. Têm a forma hemisférica e a sua consistência e volume são variados.Órgão par e mediano. onde desembocam os ductos lactíferos da glândula mamária que conduzem para o exterior a secreção glandular. Curiosidades • A mãe somente produz cromossomas “X”. O homem pode produzir cromossomas “X” e “Y”. aumentando sua expectativa de vida.

células nutridoras e de suporte. Além de células reprodutoras. Composição: Testículos . Cerca de dois meses antes do nascimento deixam o abdômen e descem para o escroto. localizam-se no interior da cavidade abdominal no início da vida fetal.Em número de dois. armazena e libera espermatozóides para fecundar o óvulo feminino. 68 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .SISTEMA GENITAL MASCULINO Produz. são encontradas nos testículos. conhecidas como “células de sertoli”. As células intersticiais de Leydig estão distribuídas entre os túbulos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos.

Função: secretar o líquido prostático (fino. Próstata . Função: recolher.Glândula de secreção externa com a forma de uma castanha. Epidídimo . Função: armazenar.Existem duas vesículas seminais. a secreção de testosterona. situado na porção posterior e se estende até quase 4 cm. que é a elaboração dos espermatozóides. protegendo-os da acidez urinária. Vesículas seminais .Sendo uma continuação do epidídimo. leitoso e alcalino). Cerca de cinco metros de tubos estão enovelados nessa pequena distância. e uma função endócrina. tem sido descrito como “ducto excretor do testículo”. que são bolsas membranosas localizadas posteriormente à bexiga.Os testículos têm uma função exócrina. Função: conduzir os espermatozóides até as vesículas seminais e a uretra. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 69 . transportar e amadurecer os espermatozóides. Ducto Deferente / Seminífero .Para cada testículo existe um epidídimo. armazenar e nutrir os espermatozóides. que durante a ejaculação é misturado com os espermatozóides provenientes das vesículas seminais e dos ductos deferentes.

da próstata e outras glândulas menores que se abrem na uretra. Função: na cópula. sendo constituído. advertindo-o dos perigos que o ameaçam.Observação: o sêmen é um produto da secreção dos testículos. possibilita que os espermatozóides ejaculados penetrem no útero. SISTEMA SENSORIAL O sistema sensorial tem como função colocar o homem em contato com o mundo exterior e protegê-lo. Seu corpo é cilíndrico e a extremidade distal é constituída pela glande. Função: abrigar os testículos. Pênis . por espermatozóides. Espermatozóide . em grande parte.Tem o corpo dividido em duas partes principais: cabeça (colo) e cauda (flagelo). em cujo vértice se encontra o óstio da uretra.Órgão masculino da reprodução. sustentada pelo púbis. Escroto . coberto pelo prepúcio (pele anterior) quando não ereto. 70 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Função: transmitir os caracteres do pai na geração de um ser.É uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis. A cauda é usada para locomoção através do líquido seminal (esperma ou sêmen).

Situa-se numa cavidade do osso frontal. zigomático e maxilar superior. GLOBO OCULAR Tem forma esférica ligeiramente aplanada com 24 mm de diâmetro aproximadamente. É composto pelo globo ocular e seus anexos. OLHO É um órgão foto-receptor. capaz de formar imagens de um objeto emissor ou refletor de luz. órgão par colocado na parte anterior da cavidade orbitária da face. É formado pelas seguintes camadas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 71 .Composição: V ISÃO Torna-se possível através do olho.

com células pigmentadas. Ocupa o segmento mais interior da camada vascular do olho. Na parte posterior apresenta uma pequena cavidade circular com cerca de 1. verde. A córnea é clara e transparente. Intervém na nutrição do olho e na formação dos humores aquoso e vítreo.É a membrana externa e resistente do globo ocular. uma superior e outra inferior. Tem por funções: proteger o globo ocular. que percebem a intensidade da luz. e os bastonetes. constituída por tecido conjuntivo. fóvea ou macula lútea. e nela está localizada a íris. Atrás da íris fica o cristalino. que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino. de forma esférica. • Íris . azul.• Esclerótica / Esclera . ANEXOS DOS OLHOS • Pálpebras .Substância transparente e gelatinosa localizada entre o cristalino e a retina.Pode ser de cor castanha. • Humor Vítreo / Corpo Vítreo . que percebem as cores.Membrana interna do globo ocular. LÍQUIDOS ENCONTRADOS NO OLHO • Humor Aquoso . Tem na sua constituição dois tipos de células foto-sensíveis: os cones. cinza. de cor escura e rica em vasos sanguíneos. forma o conhecido “branco dos olhos”.5 mm de diâmetro chamada mancha amarela.Duas pregas músculo-membranosas situadas adiante das órbitas.Líquido límpido incolor. a pupila. é a região mais sensível à luz e onde as imagens são vistas com maior nitidez. Fica coberta pelas pálpebras. fornecer descanso 72 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . permitindo a passagem dos raios luminosos.É biconvexa e está colocada atrás da pupila. quando as fechamos. etc. Sua borda livre apresenta duas ou três fitas de cílios. que controla a quantidade de luz que entra no globo ocular. É uma membrana discóide com um orifício central. entre o humor aquoso e o corpo vítreo. que é uma lente biconvexa que tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular. Apresenta uma saliência na córnea.É a membrana intermediária. • Retina . • Coróide . • Lente . É transparente e tem a função de focar os raios luminosos de modo a formar uma imagem perfeita sobre a retina.

sobre os olhos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 73 . que protegem o globo ocular contra o suor. • Cílios .Constituído pelas glândulas e vias lacrimais.São pêlos que protegem o globo ocular contra a penetração de impurezas.Membrana mucosa que recobre a face interna das pálpebras e do globo ocular. • Aparelho lacrimal . Sua função é a de facilitar o deslizamento das pálpebras e umedecer o globo ocular. tem por finalidade a movimentação do globo ocular e da pálpebra superior. • Conjuntiva .impedindo a entrada de luz. Camada vascularizada e transparente que protege o olho dos agentes físicos externos e de infecções. desviando-o para os lados. • Supercílios / Sobrancelhas . Situam-se nas bordas das pálpebras. • Músculos extrínsecos do olho . espalhar a lágrima. São sete músculos estriados alojados na cavidade orbitária. lavando e lubrificando o globo ocular.Pêlos situados na parte superior da testa.Conhecidos também como músculo da órbita.

concha cava. No interior do ouvido médio localizam-se três ossículos: martelo. que está aplicada no osso timpânico do temporal. protegida por pêlos e cerúmen. transmitem. que é fina. O martelo une-se ao tímpano por ligamentos. escavada no osso temporal. raiz do hélix. por vibração. óssea. medindo 1 cm de diâmetro. médio e interno. O UVIDO MÉDIO Cavidade estreita e de forma irregular. Função: captar e direcionar o som para o interior do ouvido. o equilíbrio.Estende-se até o tímpano e tem aproximadamente 3 cm de comprimento. transparente. estes são unidos por duas articulações. hélix. O estribo liga-se ao ouvido interno através de uma membrana localizada na janela oval. O UVIDO EXTERNO Formado pela orelha (pavilhão auditivo) e canal auditivo externo. Separa-se do ouvido externo por uma membrana chamada tímpano. como função secundária. incisura intertrágica e supratrágica. Está recoberto de mucosa. raiz inferior do anti-hélix. Os três articulam-se entre si e. por fazerem isso. Está alojado no osso temporal. 74 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . anti-hélix. Função: percepção dos sons e. bigorna e estribo. que tem por finalidade reter impurezas e ação bactericida. o som que até eles chega do ouvido externo ao ouvido interno. antítrago.A UDIÇÃO Torna-se possível através do ouvido. uma entre o martelo e a bigorna e outra entre a bigorna e o estribo. trago. com diferentes pregas e concavidades que recebem nomes como: lóbulo. fossa triangular. Consta de duas metades: uma cartilagínea.Constituída de tecido cartilaginoso. e uma segunda. CANAL AUDITIVO EXTERNO . concha cimba. ORELHA . de formação peculiar. sulco da escafa. comunica-se diretamente com a faringe através da tuba auditiva (trompa de Eustáquio). raiz superior do anti-hélix. delgada e de forma circular. tubérculo de Darwin. órgão par que é composto por três partes: externo. que possibilita a entrada de ar equilibrando a pressão do ouvido externo com o médio.

Nesse percurso.O UVIDO INTERNO Inicia-se na janela oval. retornam ao ouvido médio. A oscilação desses cristais. que contém cristais microscópicos de carbonato de cálcio ou otólitos. Esses receptores são sensíveis à ação da gravidade. especialmente nos canais semicirculares. sentida pelos cílios. à aceleração linear e à desaceleração da cabeça. após terem sido codificados pelas células receptoras. onde estas vibrações são transformadas em impulsos nervosos pelas células receptoras ciliadas. conduzindo-as pela cóclea até a membrana basilar. EQUILÍBRIO O equilíbrio ocorre graças a receptores localizados no labirinto. os quais recebem fibras do oitavo nervo craniano. movimenta também o líquido existente entre os canais da cóclea. o som não é mais uma freqüência. onde recebe as vibrações sonoras do estribo. que se projetam numa membrana gelatinosa conhecida como otoconial. Essa região também é chamada de aparelho vestibular. Estão localizados nas paredes de uma pequena e espessada área chamada mácula. fazendo movimentar a membrana da janela oval. Esses movimentos. e sim movimentos provocados pelo estribo que. ou cílios. Essa área contém células ciliadas e pêlos ultrafinos. Os impulsos são interpretados pelo SNC. finalizando na membrana da janela redonda. resultando no equilíbrio. provoca impulsos nas fibras dos neurônios sensoriais que os inervam. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 75 .

PALADAR Os receptores do paladar encontram-se na língua. 76 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . a língua também atua na articulação das palavras. na mastigação e deglutição. depois transmitidas ao SNC. apresentando pequenas elevações denominadas papilas linguais. Sua superfície superior é áspera. As sensações de odor são captadas nesse epitélio. formando uma região especializada conhecida como “epitélio olfatório”. na salivação. presa na parte posterior junto à faringe e solta na frente. encontram-se células especiais que recebem terminações nervosas e que têm a responsabilidade de perceber os sabores. Função: percepção dos odores. No interior dessas papilas. Na sua parte superior encontramos ramificações do nervo olfatório. A língua é um órgão formado por diversos músculos. localizada no interior da boca. e sua função é perceber o sabor dos alimentos. Além de captar as impressões de sabor.O LFATO Situa-se nas fossas nasais (mucosa nasal olfatória). É de formato cônico e dotada de grande mobilidade.

São visíveis apenas com o microscópio. lembram cálices e encontram-se no final da língua. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 77 . • Salgado . Por isso os alimentos sólidos precisam ser dissolvidos pela saliva e. O sabor dos alimentos não é bem percebido se o cheiro não for sentido. Também são visíveis apenas ao microscópio. onde se percebe o sabor.É percebido na parte posterior.PAPILAS LINGUAIS • Calciformes . O sabor dos alimentos só pode ser percebido pelas papilas na forma líquida. • Ácido . situam-se na frente da língua. que se encontram no seu interior. Podem ser vistas a olho nu.Formadas por filamentos. têm a forma de “V” invertido. Observação: o sentido do paladar está bastante associado ao olfato.É percebido nas bordas frontais. • Filiformes . Essas impressões são levadas até o SNC. as papilas estimuladas produzem as impressões gustativas nas células nervosas. situando-se na parte central da língua.São as maiores.É percebido na frente. Localização dos sabores • Doce . só então. • Fungiformes .São parecidas com fungos.

Curiosidades • A anestesia consiste em bloquear as transmissões dolorosas. que recebem as impressões não só do tato.T ATO Localiza-se na pele. • Visto que os corpúsculos táteis e as terminações nervosas livres não se distribuem igualmente pela pele. frio e pressão. o tato. pois permitem melhor recepção dos sons. • A audição ajuda no aprendizado da fala e da leitura. existem regiões mais sensíveis. como a ponta dos dedos e a língua. • São os corpúsculos de Paccini (pressão) que permitem ao cego fazer a leitura “braile”. a pressão e o frio são sentidos no encéfalo e não na pele. o tato está especialmente desenvolvido nos bigodes. 78 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . o calor. Função: permite-nos interagir com o ambiente. • Para alguns mamíferos. Nelas encontramos diferentes tipos de terminações nervosas. • Existem pessoas capazes de identificar mais de 10 mil cheiros e gostos diferentes. • A dor. mas também dor. calor. nas camadas chamadas epiderme e derme. • Orelhas móveis auxiliam na defesa. impedindo-as que cheguem ao cérebro.

Permite todo tipo de movimento. protege o organismo das agressões do meio ambiente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 79 . podendo contrair-se e expandir-se devido a fibras conjuntivas e elásticas. Composição: PELE Membrana firme e flexível que envolve a superfície externa do corpo. Maior órgão do corpo. metaboliza a vitamina “D” utilizada na produção de ossos. funciona como barreira contra a entrada de microorganismos. tem uma superfície com cerca de 2 m². absorve o oxigênio e elimina o gás carbônico.SISTEMA TEGUMENTAR Tem como função proteger o organismo do meio exterior. Proporciona cobertura protetora e impermeável ao corpo. A pele divide-se em epiderme. Função: ajuda a controlar a temperatura do corpo. derme e hipoderme.

substância que torna a pele resistente e impermeável. sem núcleo. É particularmente espessa nas áreas de atrito e desgaste. • Camada germinativa: É onde surgem as células epiteliais da pele. é onde as fibras do tecido conjuntivo se entrelaçam formando uma espécie de malha ou rede. DERME . de sustentação. Ajuda a conservar a temperatura do corpo e mantém reservas de energia. como a palma das mãos e a planta do pé. os nervos e suas terminações. Acumula querato-hialina. resistente. Liga a pele aos músculos e ossos.EPIDERME . • Camada granulosa: É onde as células epiteliais começam a morrer. • Camada lúcida: Encontra-se apenas na palma das mãos e na planta dos pés. • Camada Malphighi: constituída de células unidas entre si por fibras chamadas tonufibrinas. HIPODERME .É a camada mais superficial da pele. É formada por cinco camadas: • Camada córdea: grossa. 80 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Encontra-se na epiderme a substância que dá cor à nossa pele.É um tipo de tecido conjuntivo. que tem origem da queratina. Devido ao seu formato longo é também chamada de camada das células espinhosas.Camada mais profunda que abriga as gorduras. com aspecto de finas lâminas superpostas (queratina). Pode ser dividida em duas partes: • Papilar: situada logo abaixo da ultima camada da epiderme. • Reticular: mais profunda. a que vemos e tocamos. onde se situam os vasos sanguíneos e linfáticos. as fibras de colágeno que dão elasticidade permitindo a expansão e contração da pele. É formada por células epiteliais mortas. as glândulas sebáceas e sudoríparas. Faz parte da primeira linha de defesa do organismo.

UNHAS São estruturas epidérmicas de natureza córnea que protegem a superfície dorsal da extremidade livre dos dedos. chamada “raiz”. O seu desenvolvimento e características variam segundo sua localização. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 81 .PÊLOS São estruturas epidêmicas filiformes e flexíveis de substância córnea. Distingue-se neles uma parte livre chamada “ronco” e outra oculta no folículo piloso.

• Se tomarmos mais de um banho por dia não deveríamos usar sabonete após o primeiro banho. exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Estão disseminadas praticamente por toda a pele. Encontram-se em toda superfície corporal. G LÂNDULAS SEBÁCEAS Secretam a gordura “protetora” da pele. 82 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Curiosidades • Nossa pele tem cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas. • Nós respiramos pela pele.GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Secretam o suor mantendo estável a temperatura do corpo. • A sudorese é uma das maneiras pela qual o SNC controla nossa temperatura. pois a oleosidade secretada serve de proteção.

).org a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 83 . urinário. • Os órgãos estão organizados em sistemas (digestório. • Os diversos sistemas dão suporte para o funcionamento o organismo humano.www. • Os tecidos compõem os órgãos.wikipedia. Este capítulo teve como fontes de consulta: . etc.Em síntese: • As células formam os tecidos. Wikipedia .

além da panificação. vírus e parasitas. FUNGOS H ERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA À primeira vista os fungos são pouco interessantes. bactérias. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA Nesse capítulo você vai saber o que são fungos. fungo unicelular. O pão que comemos necessita de um fungo. A rápida multiplicação do fungo produz minúsculas bolhas de gás carbônico. A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. fazendo com que a massa cresça. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão. a 84 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . base para muitas indústrias. que age como fermento biológico. de mil formas. sua importância para o equilíbrio do meio ambiente e os danos que eles podem causar à saúde humana. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae.2. no nosso cotidiano. algumas doenças provocadas por eles. seus respectivos tratamentos e formas de prevenção.

na cidade de Middleburg. que dão o nome a todo o conjunto: o nome da ciência que estuda os fungos. quando o ecologista norte-americano Robert Handing Whittaker propôs a atual divisão em cinco reinos. cogumelos. por serem microscópicos. criador da nomenclatura binominal dos seres vivos. estão contidas no líquido. De fato.só foram descobertos após a invenção do microscópio. os vegetais existem e crescem. conhecido simplesmente por Lineu. pai e filho. mantinha-se a tradicional divisão em três reinos: animal. o naturalista sueco do século XVIII Carl von Linné. Segundo os critérios do passado. uns 20% vêm dos fungos. esse reino com 1. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas.sejam uni ou pluricelulares . a Micologia começou a se desenvolver como uma ciência propriamente dita. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 85 . mykes. Mas há também fungos macroscópicos. os fungos microscópicos . os animais existem. vem do grego. Mas a separação dos fungos em um reino à parte só surgiu formalmente nos anos 60. Quando tomamos um chope ou uma cerveja. bebidas que sofreram pasteurização. vegetal e mineral. Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus.num dia não tem nada e no outro há um cogumelo . os holandeses Hans e Zacharian Jansen. como se pode comprovar pelo fato de grande parte das Universidades e centros de pesquisa do mundo terem ainda a Micologia como uma dependência dos Departamentos de Botânica ou uma subdivisão destes.mas não são capazes de sentir. que desenvolveram os primeiros instrumentos em 1595. crescem e sentem”.) Poderíamos citar numerosos exemplos de fungos no nosso cotidiano. As primeiras observações de esporos (células reprodutoras dos fungos. como os cogumelos. a levedura. afirmava que “os minerais existem. Desde então. Os refrigerantes também são produtos fúngicos. de fato. mas o que interessa ressaltar é que. o Aspergillus lividus. produzido por um fungo.5 milhão de espécies. só restava a possibilidade de eles pertencerem ao reino vegetal. Essa separação arbitrária continuou sendo adotada até meados do século passado e a sua influência é sentida até hoje. porque a maioria tem ácido cítrico. que é usado industrialmente. células vivas de fungo. capazes de germinar) e das próprias estruturas fúngicas foram feitas pela dupla de inventores do microscópio. a maior parte invisível a olho nu. e. Até então. ajuda a transformar açúcar em álcool. Os fungos visivelmente crescem e o fazem com grande velocidade . Considerado o pai da moderna história natural.Saccharomyces cerevisae. assim era no passado. da rica biodiversidade brasileira. a Micologia.

). atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. restos de animais. por exemplo. parasitas e simbióticos. Ao contrário das plantas. Nesse sentido. que formam o talo. no final). dependem de fontes externas de carbono orgânico. através da superfície das hifas. etc). Plantas (dos vegetais). Em associação direta com o seu alimento. como os liquens (ver matéria coordenada. Animália (dos animais) e Fúngico (dos fungos).Porém. crescem dentro dele. Mofos e bolores fazem o equilíbrio da biosfera na decomposição da matéria morta (galhos de árvores. fazendo com que todo o equilíbrio da biosfera ficasse comprometido. Os fungos parasitas são os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. permitindo a reciclagem de nutrientes. dos japoneses. pois eles são agentes da decomposição. assemelham-se aos animais. Se houvesse. Protista (dos protozoários). pois a esse grupo pertencem os causadores de doenças em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível. portanto. o cenário que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulação no sistema terrestre e marinho de matéria orgânica não-decomposta (galhos de árvores. vegetais. para produzir energia. pois são heterotróficos (exigem matéria orgânica provinda do ambiente) e quimiotróficos (obtêm energia da oxidação de sustâncias orgânicas). bactérias e protozoários. 86 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . não fazem fotossíntese. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. um grande cataclisma que eliminasse os fungos da face do planeta. Associados a bactérias. São de grande importância econômica. Estudos recentes de biologia molecular e análises de DNA mostraram que a nutrição por absorção é uma característica dos fungos. os fungos não têm clorofila nem outros pigmentos semelhantes e. que são os outros reinos propostos por Robert Whittaker: reino Monera (das bactérias). como o shitake. os fungos são classificados em saprobióticos. Os simbióticos são os que vivem associados a outros organismos. restos de animais. Sem os fungos. etc. BIORREGULADORES Com relação aos tipos de alimentos que utilizam. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis. A alimentação dos fungos é por absorção. os fungos têm uma série de características que os separam dos animais.

As micoses de pele. O excremento desses animais favorece a proliferação dos fungos. O fungo não necessita desse indivíduo para viver. Eles são. A porta de entrada das micoses profundas é o pulmão e os sintomas são parecidos com os da tuberculose. CONSTITUIÇÃO Os fungos são seres vivos eucarióticos. procurando-se saber que tipo de tratamento demanda cada micose. Ali o fungo é investigado no tecido epidérmico. de outra forma. o médico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. no Rio de Janeiro. Mas. Não havendo diagnóstico correto. Seu citoplasma contém mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso.agente da criptococose é encontrado em grande quantidade nos espaços urbanos associados a habitats de pombos e de psitacídeos (papagaios. como as leveduras. Inalado. comporta-se como parasita. causando a infecção. chega ao alvéolo pulmonar. quando resseca. os laboriosos lixeiros da natureza. que são superficiais. A maioria dos fungos capazes de causar infecção vive da matéria orgânica em decomposição. Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans . E como esta freqüentemente é acompanhada de lesão pulmonar.fungos saprofíticos . podendo instalar-se no organismo do indivíduo com baixas defesas. com um só núcleo. Suas células possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos verdadeiros. F UNGOS PATÓGENOS Existem numerosos fungos patógenos. se espalha em pequenas partículas. etc). localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). na poeira. A micologia médica é a área da micologia que estuda as doenças causadas por fungos no ser humano. iria acumular-se em quantidades incalculáveis. São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta . como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores. O Serviço de Micologia do Hospital Evandro Chagas. ou multinucleados. porque. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 87 . quando se instala no ser humano. periquitos.Os fungos destróem material que.ou viva . portanto. há tratamento incorreto.fungos parasitários. causadores das micoses. é talvez o melhor e mais preparado em todo o país para o diagnóstico e tratamento das moléstias causadas por fungos. também são causadas por fungos.

não os fungos. cerca de 80% são brasileiros e 90% dos atingidos são jovens. O cientista observou que na presença do fungo Penicillium notatum. a produção de medicamentos. Estimativas apontam 10 milhões de pessoas infectadas por ele na América Latina. que é letal se não for tratada. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos. O fungo Pb. que torna possível os transplantes de órgãos ao reduzir a rejeição dos órgãos transplantados pelo sistema imunológico. é necessário lembrar que os mais importantes patógenos do ser humano são os vírus e as bactérias. cujo esporo é inalado pelo homem. que vivem na zona rural. Inicialmente empre- 88 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . vive como saprófito em restos de materiais orgânicos. no Rio. em geral do sexo masculino. o crescimento da bactéria de Staphylococcus era inibido. que é uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra. isolado a partir de um fungo. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina.Adolfo Lutz. famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz. pois até então não se sabia como controlar doenças causadas por bactérias. à medida que foram descobertos. sem dúvida. sendo que cerca de 2% desenvolvem a doença. é a cyclosporina. economicamente viável. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala. descoberta em 1929 por Alexander Fleming. Outro medicamento de grande importância para a medicina moderna. Recentemente foi anunciado em Brasília que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb). às vezes originadas a partir da infecção num simples corte do dedo. tem publicações das décadas de 20 e 30 sobre essa doença. será o próximo organismo a ter o genoma seqüenciado no nosso país. que era um antibiótico. O Hospital Evandro Chagas. Dos doentes. Mas. um metabólito. a penicilina. cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz. O fungo “se defendia” do ataque da bactéria jogando uma molécula. foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM). causador da doença. onde o fungo vive. Essa droga quase milagrosa revolucionou a medicina. U SO NA FARMÁCIA Um dos usos mais importantes dos fungos é. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhões de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doença. mas que podiam matar uma pessoa. apesar de tudo isso.

gados apenas como agentes antibacterianos. hoje os metabólitos fúngicos têm diversos usos. pão. energéticas e ambientais. missô.como enzimas. A SPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS . A SPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS .).Micotoxicoses . econômicas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 89 . Existe hoje. incluindo a biossíntese de colesterol. vinho. . até milênios. proteínas. pois começa a ganhar espaço a pesquisa voltada para os microorganismos. dada sua enorme biodiversidade em fungos.São os maiores decompositores do planeta. . a humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos. Hoje esse lugar é ocupado pelos fungos. uma grande tendência para a produção de drogas por processos fermentativos.São biotransformadores (queijos. Aliás.Alergias .Biodeterioração M ICOTOXINAS São toxinas produzidas por fungos. que no laboratório são transformados em princípios ativos para numerosos medicamentos. sobretudo em regiões tropicais.. vitaminas. O número de produtos farmacêuticos à base de fungos está em rápido crescimento.Auxiliam no controle biológico. Os fungos produzem outros metabólitos . a produção desse tipo de fármacos é relevante para o Brasil. hormônios de crescimento vegetal. Durante séculos.Doenças (micoses) no homem. na procura de vantagens técnicas. animais e plantas . . alicerçada pelo desenvolvimento da engenharia genética. enzimas. vitaminas etc. É uma corrida em busca de microorganismos com substâncias de interesse farmacológico. etc. cerveja.São produtores de antibióticos. molho de soja.

Inicia-se como um ponto avermelhado que se abre em erupções em anel de bordas avermelhadas e descamativas. etc. .Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos e. . liberam líquidos e podem até inflamar.Quando for à manicure ou pedicure. soja. milho. se houver ingestão de grande quantidades ou ingestão continuada. usar a mesma meia antes de lavá-la. membros inferiores e superiores. verifique se estão todos esterilizados. 90 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a .Não use toalhas de outras pessoas. sejam grãos (amendoim. . dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose.Se os fungos crescerem em alimentos.Na praia. de maneira alguma. leve seu próprio alicate. principalmente onde há dobras e entre os dedos. . M ANIFESTAÇÕES . frutas secas. sorgo. trigo. use sempre chinelo. C OMO EVITAR Seguem algumas recomendações: . M ICOSES CUTÂNEAS Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais.) ou produtos finais (suco de maçã. . . podem liberar suas toxinas nesses substratos que serão posteriormente consumidos pelo homem.Prefira meias e roupas íntimas de algodão.Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo.Enxugue-se bem.Pode afetar tronco.Não leve animais domésticos à praia e ao clube. etc.). Seu consumo pode representar risco à saúde humana. . que coçam.Caso não os tenha. . .

água de mar e piscina.Não use toalhas e roupas de outras pessoas.M ICOSE DE PRAIA (P ITIRÍASE VERSICOLOR ) Provoca manchas esbranquiçadas. que se descola do dedo. fissuras e placas esbranquiçadas. e pode se alastrar para os membros. CUIDADOS . .Seque bem os dedos após o banho. . Atinge a unha de três maneiras: sob a borda. . iniciando-se na cutícula e deteriorando a sua superfície. Causa descamação. . coceira e mau cheiro. . que fica espessa e partida. atingindo toda a área. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 91 . M ICOSE T IPOS DOS PÉS .Não use toalhas e calçados de outras pessoas. descamação. especialmente nas costas e no peito. M ICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE Seus sintomas são a deformação e o esfarelamento da unha.Evite sol.Escamosa: atinge a região da planta e da lateral do pé. . forma placas brancas sobre a unha.Tenha material próprio de manicure. .Evite calçados apertados. Pode vir acompanhada por uma infecção bacteriana. provocando coceira.Ao fazer as unhas use instrumentos esterilizados. CUIDADOS .Seque bem o corpo após o banho. na base.Interdigital. pé-de-atleta ou frieira: atinge a pele entre os dedos.

O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicação e divisão bacteriana. no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano. e de menor tamanho. As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. CUIDADOS . uma invaginação da membrana plasmática. nas bactérias não aparecem organelas delimitadas por membranas. São abundantes no ar. T RATAMENTO DAS MICOSES É sempre prolongado.Evite sapatos fechados e andar descalço em pisos úmidos. . . e algumas causam doenças. Diferente das células eucarióticas..2 a 5. 92 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . pois mesmo sem sintomas o fungo pode resistir nas camadas mais profundas da pele. As bactérias são microorganismos unicelulares. procariontes. denominada de mesossomo.Seque bem os pés após o banho. Na membrana encontramos uma estrutura típica. Por serem microrganismos procariontes. O tamanho das bactérias pode variar de 0.Vesícula: começa com bolhas que provocam coceira e vermelhidão. estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. .Placa margarida: tipo mais raro de micose.0 micrômetros. A membrana plasmática recobre o citoplasma da célula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. não apresentam um núcleo definido. B ACTÉRIAS As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural. podendo ser conhecidas também como micróbios. Provoca lesões avermelhadas e elevadas com bordas acentuadas. trocando-as diariamente. sendo algumas até benéficas.Prefira meias de algodão. variando de 30 a 60 dias. resultando em ressecamento e descamação da pele. Recomenda-se que o tratamento não seja interrompido.

que começa a crescer para o interior da célula a partir da superfície da parede celular. ou por produtos tóxicos. Algumas são aeróbias. Tal estrutura mucosa confere resistência às bactérias patogênicas contra o ataque e englobamento por leucócitos e outros fagócitos.mudança de forma devido a condições desfavoráveis. situando-se. o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem. normalmente. mesmo que se encontre em condições favoráveis à sua sobrevivência. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 93 .Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos .As bactérias se reproduzem por divisão celular ou fissão binária. que dá a forma à bactéria. As mudanças de forma podem ser consideradas como: • Involução .Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas .Em forma de vírgula: Vibrião As formas não são constantes.Arredondadas: Cocos . ou seja. A parede celular das bactérias é uma estrutura rígida e é formada por um complexo muco peptídico. podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associação. As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio. na pele ou sistema respiratório. protegendo-as de possíveis rupturas enzimáticas ou osmóticas.a bactéria não apresenta uma morfologia única. As bactérias que habitam o corpo humano proliferam num ambiente quente e úmido. Essa divisão se dá devido à formação de um septo. presente principalmente em bactérias patogênicas é formada por polissacarídeos e tem uma consistência de um muco. nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas. F ORMAS DAS BACTÉRIAS : . pH. presença ou ausência de oxigênio. entre outros. A cápsula. Durante esse processo ocorre a duplicação do DNA seguido da divisão da célula bacteriana em duas células filhas. • Pleomorfismo . As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas.

e ficam coradas de azul ou violeta. As bactérias podem penetrar no corpo humano.Estreptococos. Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele. devido a maior espessura da parede celular. a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gramnegativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias. como o metanol. são coradas pela safranina e ficam vermelhas. que desenvolveu o procedimento em 1884. são novamente coradas com safranina. na infecção de uma ferida. mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração. Nesse procedimento. São exemplos de bactérias Gram-positivas várias espécies de: . enquanto que as bactérias Gramnegativas. como por exemplo. 94 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . o resultado é a doença. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa afetada não dispuser de uma imunização contra elas. C LASSIFICAÇÃO C ORANTE DE GRAM Assim designada em memória de Christian Gram.INFECÇÃO As bactérias podem produzir toxinas. que são nocivas para as células humanas. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas. As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas. As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante. Essa distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares. as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta. Seguidamente. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias-primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. após a descoloração pelo metanol. através dos pulmões. tosse ou espirros de uma pessoa infectada. por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração.

endocardite (menos de 3% dos casos são causados por S.Otite média: o Streptococcus pneumoniae é responsável por 20% a 50% dos casos .Bronquite . pneumoniae) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 95 .Enterococos.Colibacilo. I NFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS : . São exemplos de bactérias Gram-negativas: . a maioria é anaeróbia facultativa (capazes de crescer num leque alargado de concentração de oxigênio). .Vibrão Colérico.Menos freqüentemente. enquanto que poucas são anaeróbias obrigatórias.Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar). Entre a grande variedade de doenças provocadas por cocos salientam-se: .Pneumonia (adquirida na comunidade ou nosocomial) .Sinusite .Meningite bacteriana .Salmonelas. . . .. e são responsáveis por muitas infecções distintas. .Pneumonia adquirida na comunidade.Infecções da pele e tecidos moles. ESTREPTOCOCOS Essas bactérias Gram-positivas crescem em cadeias de comprimento variável.Estafilococos. Embora classificadas como aeróbias.

colonizam a pele e encontram-se nas narinas e na pele de 20% a 30% dos adultos saudáveis. Por viver mais tempo na água do mar do que os coliformes.Também menos freqüentemente. sob terapêutica antibiótica. nas secreções orofaríngeas e vaginais. ESTAFILOCOCOS Essas bactérias estão entre as mais resistentes que não formam esporos e podem sobreviver em muitas situações não fisiológicas. permitindo o crescimento dos agentes oportunistas. osteomielite e infecções da pele e tecidos moles. intestinal e respiratório superior. freqüentemente após cirurgia ou instrumentação (por exemplo. A superinfecção pode ocorrer quando os antibióticos alteram o equilíbrio bacteriano no organismo. infecções pélvicas e infecções de tecidos moles. aos pares e em cadeias curtas. São anaeróbios facultativos.. ENTEROCOCOS Esses cocos. água e em muitos animais. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar. Os enterococos podem causar superinfecções em doentes internados. incluindo o homem. algaliação). ocorrem em cocos individuais. peritonite. incluindo pneumonia. 96 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . meningite. antes classificados como estreptococos do Grupo D. Normalmente. alimentos. incluindo solo. onde representam uma porção significativa da flora normal. em menor número. porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la. o enterococos é considerado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos um indicador mais preciso de doenças transmitidas pelo contato com a água. Podem também encontrarse. artrite séptica. O seu principal habitat natural parece ser o tubo digestivo dos animais. Os pneumococos podem causar essas infecções sobretudo em doentes com doenças subjacentes. As infecções por estafilococos são freqüentemente supurativas (com produção de pus) e têm sido implicadas em muitos tipos diferentes de infecções. As infecções por enterococos ocorrem em doentes internados. glândulas mamárias e tratos gênito-urinário. como o enterococos. que podem crescer em condições extremas e numa grande variedade de meios. Podem também encontrar-se (embora menos freqüentemente) na boca.

e as bactérias desnitrificantes que devolvem o nitrogênio dos nitratos e da amônia para a atmosfera.Infecções intra-abdominais e pélvicas (essas infecções são habitualmente mistas. Mas talvez a maior importância das bactérias seja o fato de elas serem parasitas do corpo humano. principalmente nas vias urinárias.Endocardite. levando a infecções muito graves. elas fixam o nitrogênio da atmosfera na forma de nitratos. pode causar importantes e graves infecções.Infecções de queimaduras e feridas cirúrgicas. e finalmente a tetania.Meningite (raro). podendo causar graves intoxicações como o botulismo (agente Clostridium botulinum). O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tensão de oxigênio. em função da ação neurotóxica de suas toxinas. causadas por enterococos e outros agentes patogênicos).AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM : . levando a germinação. que ataca a lavoura da laranja. produção de toxina.Infecções urinárias.Infecções de feridas e dos tecidos moles. .Bacteremia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 97 . no entanto. que as utilizam para fabricar antibióticos específicos. . como é o caso do amarelinho (Xylella fastidiosa). . . É desse grupo também o produtor da toxina tetânica. As bactérias possuem grande importância ecológica. . fora do intestino.Sépsis neonatal. Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminação. Geralmente estão associados a intoxicações por ingestão de palmitos contaminados e podem levar a óbito. A Escherichia coli é um importante componente da nossa microbiota intestinal. que provoca o tétano (Clostridium tetani). . . Assim temos o gênero Clostridium que além de esporulado é anaeróbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem. As bactérias também são úteis para o homem. Elas também podem causar grandes prejuízos econômicos. como na indústria de laticínios e na indústria farmacêutica.

e as doenças associadas a cada uma dela: . P RINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS .causa disenteria (diarréia sangrenta). Mycobacterium tuberculosis . .causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido. . diarréia e falência dos rins. Escherichia coli .causa pneumonia.causa tuberculose.causa gonorréia. pneumonia e meningite. Shigella dysenteria .Abaixo seguem algumas das bactérias mais nocivas ao homem. Algumas linhagens têm se mostrado muito resistentes a vários antibióticos. e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido.causa septicemia. . Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas).causa septicemia e pneumonia. infecção do sangue.Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Neisseria gonorrhoeae .causa infecção do trato urinário. Algumas linhagens são ultra-resistentes. . a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina. principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido. Enterococcus faecalis . infecção nas vias respiratórias e pneumonia. . . infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças. Algumas linhagens ultra-resistentes não podem ser tratadas com drogas. 98 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . infecção no ouvido médio. Pseudomonas aeruginosa .Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). Reptococcus pneumoniae . Haemophilus influenzae . .causa septicemia e infecção do trato urinário. . Acinetobacter .causa septicemia. . Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas. Staphylococcus aureus . Algumas linhagens ultraresistentes não podem ser tratadas com drogas. .

após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck. Tipicamente. .Meningite meningocócica: causada por uma bactéria chamada de meningococo.600 espécies de seres vivos. . os vírus representam 3. .Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria.Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis.Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca). Vírus Influenza (Gripe) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 99 .Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi. o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).Tracoma: provocada pela Chlamydia trachomatis. enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas)..Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. essas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucléico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína. . o vibrião colérico. . . .Difteria: provocada pelo bacilo diftérico. O primeiro vírus a ser descoberto foi o do “mosaico do tabaco”.Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes. Das 1. São parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. . . VÍRUS Vírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos.739.Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum. ou proteína e lipídio.Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae. .600 espécies.Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani). .

E STRUTURA VIRAL Os vírus não são constituídos por células. sendo o capsídeo a estrutura mais externa. semelhante às membranas celulares das células. o Protobionte tinha apenas RNA. Em muitos vírus o capsídeo é a estrutura externa. existe o envelope de estrutura bilipídica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares. das quais é “roubado”. e é geralmente extremamente regular. 100 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código. precipitando em cristais que causam danos às células. embora dependam delas para a sua multiplicação. normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior. em certos vírus. icosaédrica e outras. envolve o capsídeo em alguns vírus. Os príons (ou priões). Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). Ele protege o genoma viral contido nele e também provê o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro. agentes sub-virais. O envelope. O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL O capsídeo é formado por proteínas. DNA ou RNA. Alguns vírus possuem enzimas. uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral. entretanto. Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição. agentes sub-virais. à sua configuração insolúvel. Essa porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e. mas não alteradas. que possuem os dois (Claro que. noutros casos. e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles. e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes. enquanto noutros não existe. o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos). Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína. ou DNA ou RNA. ao mesmo tempo (os príons. facilita a penetração nas mesmas. descobriram-se vírus com DNA e RNA. diferente dos outros seres vivos. não possuem ácido nucleico algum). O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico. Pode ter estrutura helical. não possuem ácido nucleico. O GENOMA VIRAL Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico.

Diarréia intensa. febre amarela. em código.Crianças de pouca idade –berçários.Subnutrição. .Objetos contaminados. .Brinquedos contaminados (principal via de transmissão). . que é causada por uma variedade de vírus. Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em parte pelo papilomavirus (que causa papilomas. .Desidratação. hepatite. . Também há a gripe. creches e escolinhas.Maior incidência em regiões subdesenvolvida.É nessa porção central possuidora da informação genética que estão contidas. ou verrugas). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 101 . R OTAVÍRUS . S INTOMAS . poliomielite. a varicela ou catapora. todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais.Mãos. T RANSMISSÃO Via fecal/oral .Menor incidências em adulto. sarampo.Pertence à família Reoviridae. dengue. que é causada pelo HIV. representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos.Vômito. D OENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS Caxumba. . . AIDS. varíola. .

O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo. .Higiene. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são. Nesse caso extremo. um processo conhecido por parasitismo. até chegar a causar a sua morte. que são inúteis contra os vírus. como é o caso dos piolhos .TRATAMENTO . PARASITAS Parasitas são organismos que vivem em associação com outros. Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados. e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. das quais retiram os meios para a sua sobrevivência. sem lhe infectar as funções vitais. até agora. o parasita normalmente 102 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Os pacientes freqüentemente pedem antibióticos.Vacinas. C OMBATE E PREVENÇÃO Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro. as vacinas para prevenir as infecções. normalmente prejudicando o organismo hospedeiro.Hidratação. os vírus tornam-se difíceis de matar. em última análise. como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas. e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. . parasitas.

enquanto que os adultos têm vida independente. com exceção dos órgãos da alimentação e os reprodutores. se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas. uma vez que desenvolveram adaptações para isso. A DAPTAÇÕES DO PARASITA As adaptações ao parasitismo são assombrosas . como é o caso das sanguessugas e das carraças. Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. que podem ter infectado outros hospedeiros. C LASSIFICAÇÃO Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam: . como acontece com as tênias e lombrigas. mas em muitos casos. Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco.desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção.morre com o seu hospedeiro. até a redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos. pode levar a um processo chamado coevolução. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 103 . o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes. Outra forma de classificar os parasitas está ligada aos hospedeiros em cuja associação podem viver: . perpetuando assim a espécie. por exemplo. um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos. Muitas vezes. e . e . Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro.Parasitas obrigatórios atacam apenas os indivíduos de uma única espécie.Parasitas facultativos podem atacar indivíduos de espécies diferentes. é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil.

uma vez tendo adquirido a doença. Na maioria dos casos. Sintomas inespecíficos como febre. outros testes serão necessários para determinar se a infecção é recente ou não. o rizocéfalo). Outros animais domésticos.Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre. Se a infecção for diagnosticada durante a gestação. dor de garganta e aumento dos linfonodos podem ocorrer. pois somente no gato o parasita completa seu ciclo evolutivo e torna-se capaz de infectar o homem. Dessa forma. ou do contato com fezes de gatos contaminados. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. aproximadamente dois terços das mulheres nunca tiveram a doença e correm o risco da infecção. e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. como acontece com muitos crustáceos (por exemplo. A maioria dos adultos permanecem assintomáticos. cansaço. a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro. o teste é de difícil interpretação e pode ser necessário mandá-lo a um laboratório especial. a infecção não ocorre novamente. gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. como cães ou pássaros. cozinhar bem a carne. Muitas vezes. ovos crus e leite não pasteurizado. PARASITOLOGIA TOXOPLASMOSE A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma Goondi. 104 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Nos Estados Unidos. Para evitar a infecção em gestantes deve-se: . que costumam comer carne mal-passada e que apresentarem os sintomas citados acima têm um risco aumentado para a infecção. O ideal seria que as mulheres realizassem o exame antes da gestação. A transmissão ocorre através da carne mal-passada. Mulheres que criam gatos. Um exame de sangue pode determinar se a pessoa já foi afetada. não transmitem o parasita. O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida. Um outro caso de adaptação tem a ver com a forma de disseminação: nos casos do plásmódio da malária. mas sim dentro de outra espécie que pode servir apenas de vetor para a infecção de outro hospedeiro.

O líquido que envolve o feto ou o sangue fetal podem ser examinados para determinar a presença da infecção. o bebê é infectado. O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. um exame de sangue deve ser realizado pelo bebê. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem a chance de infecção fetal. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 105 . Entretanto. se o feto estiver infectado. Caso o bebê já tenha sido infectado. fígado e baço. 1 a 2 por 1000 bebês nascidos a cada ano apresentam a infecção. Nos Estados Unidos. Em geral. Os efeitos a longo prazo incluem convulsões. . A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação. Algumas crianças com toxoplasmose congênita apresentarão problemas em órgãos como cérebro. surdez e cegueira. não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. . há muitas formas de verificar se o feto foi afetado. frutas e vegetais. Sabendo-se que a infecção da gestante é recente. a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. Após o nascimento. lavar todas as frutas e vegetais. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. retardo mental. não mexer nas fezes dos gatos ou limpá-las. A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. olhos. o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. paralisia cerebral. o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5 ou 6 por cento. Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação. o tratamento com outras medicações pode tornar a doença menos severa. rins. Entretanto.. coração. Muitas crianças infectadas não terão problemas ao nascimento. As crianças que são infectadas durante a gestação apresentam toxoplasmose congênita. Cerca de um terço dos bebês com toxoplasmose congênita apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. lavar bem as mãos após manusear com carne crua. usar luvas quando mexer no jardim. esses exames não demonstram a gravidade da doença.

ou lombriga. hemoptise e pneumonite. crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas. necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes. caracterizando a síndrome de Löefler. podem permanecer viáveis e infectantes durante anos. pode ocorrer quadro de obstrução intestinal. perfuração intestinal. 20 dias. Período de incubação . Habitualmente. é longo quando não se institui o tratamento adequado.Doença parasitária do homem. Ainda assim.Ingestão dos ovos infectantes do parasita.Ascaris lumbricoides. Quando há grande número de vermes. Por essa razão. diarréia. Modo de transmissão . colelitíase. aproximadamente. alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares com broncoespasmo. estudos a longo prazo mostram que mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira. não causa sintomatologia. A duração média de vida dos vermes adultos é de 12 meses. Reservatório . que cursa com eosinofilia importante. havendo.O período de incubação dos ovos férteis até o desenvolvimento da larva infectante (L3). Em virtude do ciclo pulmonar da larva. Esses sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. no meio exterior e em condições favoráveis é de. procedentes do solo. colecistite.O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses. As fêmeas fecundadas no aparelho digestório podem produzir cerca de 200. Período de transmissibilidade .Obstrução intestinal.Bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. Agente etiológico . Quando os ovos embrionados encontram um meio favorável. 106 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . água ou alimentos contaminados com fezes humanas. volvo. mas pode manifestar-se por dor abdominal. causada por um helminto. O período pré-patente da infecção (desde a infecção com ovos embrionados até a presença de ovos nas fezes do hospedeiro) é de 60 a 75 dias. Complicações .Durante todo o período em que o indivíduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes. surdez e retardo de desenvolvimento. portanto. Portanto. pancreatite aguda e abscesso hepático. A SCARIDÍASE Descrição .O ser humano: o verme habita o intestino delgado. Diagnóstico .000 ovos por dia. náuseas e anorexia.

Período de transmissibilidade .Diagnóstico diferencial . Não há invasão intestinal. acompanhadas de fadiga.Estrongiloidíase. pode ocasionar perda de peso e anemia. Anorexia. associada com má absorção. se não for associada a medidas de saneamento. gatos. ingerir vegetais cozidos e lavar bem e desinfetar verduras cruas. com identificação de trofozoítos.Medidas de educação sanitária e de saneamento básico.Fecal-oral.Giardia lamblia. b) Específicas . poderá ser realizada biópsia duodenal. pela contaminação das mãos e conseqüente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada. obtido através de aspiração.Infecção por protozoários que atinge. entretanto. com confirmação diagnóstica.O ser humano e alguns animais domésticos ou selvagens. Período de incubação . Em raras ocasiões. Direta.Identificação de cistos ou trofozoítos no exame direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal. castores. ou indireta. caracterizado por dejeções amolecidas.De 1 a 4 semanas. principalmente. Complicações – Síndrome de má absorção. O tratamento em massa das populações tem sido preconizado por alguns autores para reduzir a carga parasitária. higiene pessoal e na manipulação de alimentos. amebíase. Modo de transmissão . acompanhada de dor abdominal. A detecção de antígenos pode ser realizada através do ELISA. flatulência e distensão abdominal. a reinfecção pode atingir os níveis anteriores em pouco tempo. com média de 7 a 10 dias. Esse quadro pode ser de natureza crônica. pneumonias bacterianas.Enquanto persistir a infecção. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 107 . através de ingestão de água ou alimento contaminado. O cisto é a forma infectante encontrada no ambiente. A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto em crianças. com aspecto gorduroso. apendicite. Reservatório . protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. Medidas de controle – a) Gerais . anorexia. outras verminoses. como cães. Agente etiológico . a porção superior do intestino delgado. G IARDÍASE Descrição . Diagnóstico .Evitar as possíveis fontes de infecção. A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia.

Características epidemiológicas - É doença de distribuição mundial. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam crianças, sendo o grupo etário mais acometido entre oito meses e 10 a 12 anos. A Giardia é reconhecida como um dos agentes etiológico da “diarréia dos viajantes” em zonas endêmicas. Os cistos podem resistir até dois meses no meio exterior e são resistentes ao processo de cloração da água. A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficientemente tratadas (só por cloração). Também é descrita a transmissão envolvendo atividades sexuais, resultante do contato oro-anal. Medidas de controle: a) Específicas - Em creches ou orfanatos deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária, em particular desenvolvimento de hábitos de higiene - lavar as mãos, após uso do banheiro; b) Gerais - Filtração da água potável, saneamento básico; c) Isolamento - Pessoas com giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas através de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado e controle de cura, que é feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7º, 14º e 21º dias após o término do tratamento.

T ENÍASE / CISTICERCOSE
Descrição - O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática. A teníase é uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só excepcionalmente requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco, ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasita. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da

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localização, tipo morfológico, número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos.

S INONÍMIA - S OLITÁRIA ,

LOMBRIGA NA CABEÇA .

Agente etiológico - Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos causam doença intestinal (teníase) e os ovos da Taenia solium desenvolvem infecções somáticas (cisticercose). Reservatório - O ser humano é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno doméstico ou javali é o hospedeiro intermediário da T. solium e o bovino é o hospedeiro intermediário da T. saginata, por apresentarem a forma larvária (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos. Modo de transmissão - A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquire a cisticercose. A cisticercose humana por ingestão de ovos de T. saginata não ocorre ou é extremamente rara. Período de incubação - Da cisticercose humana, varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, em torno de 3 meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já é encontrado no intestino delgado humano. Período de transmissibilidade - Os ovos das tênias permanecem viáveis por vários meses no meio ambiente, que é contaminado pelas fezes de humanos portadores de teníase. Complicações - Da teníase: obstrução do apêndice, colédoco, ducto pancreático. Da cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outros. Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Isso porque os proglotes são eliminados espontaneamente e nem sempre são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. Os estudos sorológicos específicos (fixação do complemento,

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imunofluorescência e hemaglutinação) no soro e líquido cefalorraquiano confirmam o diagnóstico da neurocisticercose, cuja suspeita é feita através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados). A biópsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificação microscópica da larva. Características epidemiológicas - A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada de neurocisticercose, que está relatada em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões sul e sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo nas regiões norte e nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento é realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificação da procedência do local da infecção. O Ministério da Saúde registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. Medidas de controle: a) Trabalho educativo da população - Uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose é a promoção de extenso e permanente trabalho educativo nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, a substituição de hábitos e costumes inadequados e adoção de outros que evitem as infecções; b) Bloqueio de foco do complexo teníase/cisticercose - Foco do complexo teníase/ cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: indivíduos com sorologia positiva para cisticercose; um indivíduo com teníase; um indivíduo eliminando proglótides; um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose; animais com cisticercose (suína/bovina). Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico;

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m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a

c) Inspeção e fiscalização da carne - Essa medida visa reduzir, ao menor nível possível, a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção), reduzindo perdas financeiras e dando segurança para o consumidor; d) Fiscalização de produtos de origem vegetal - A irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos, que recebam esgoto, ou outras fontes de águas contaminadas, deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia; e) Cuidados na suinocultura - Impedir o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal: essa é a forma de evitar a cisticercose suína; f) Isolamento - Para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento. Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene pessoal adequada e eliminação de material fecal em local adequado; g) Desinfecção concorrente - É desnecessário, porém é importante o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico) e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente). Este capítulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . PDAMED - www.pdamed.com.br . Portal Farmácia - www.portalfarmacia.com.br

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3. PATOLOGIA GERAL

Nesse capítulo será apresentado o conceito básico de patologia; conheceremos também a patologia de algumas doenças comuns, como a hemorragia e a tuberculose.

O QUE É PATOLOGIA
Os conceitos variam de acordo com o universo em questão. Para o estudante, a patologia deve ser encarada como uma introdução ao estudo (gr. “logos”) da doença (gr. “pathos”), que abordam principalmente o mecanismo de formação das doenças e também as causas, as características macro e microscópicas e as suas conseqüências sobre o organismo. Deve ser encarada como uma matéria interessante, pois representa o primeiro contato com a terminologia médica, e importante, já que a compreensão do mecanismo de formação das doenças é que vai ser a base para a boa prática clínica, potenciando diagnósticos e indicando terapêuticas. Para o bom clínico, a patologia representa um meio de apoio e de confirmação de diagnósticos.

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p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l

Para o patologista (profissional treinado para reconhecer morfologicamente as lesões), a patologia é o estudo das lesões decorrentes das doenças. Mas para o bom patologista, mais que um objetivo, o grande desafio é entender a doença, isto é, saber como e por que determinadas lesões ocorrem em determinadas circunstâncias, e quais as suas conseqüências. Isto explica por que muitas vezes um quadro patológico muito ruim (para o paciente) desperta nos patologistas exclamações de entusiasmo. Para os cursos da área médica, a patologia é um importante elo entre as disciplinas básicas (anatomia, histologia, embriologia, fisiologia, microbiologia, bioquímica e parasitologia) e as profissionalizantes (clínicas, cirurgias, reprodução e inspeção de produtos de origem animal).

O

QUE É DOENÇA ?

• É uma alteração orgânica geralmente constatada a partir de alterações na função (sintomas) de determinado órgão ou tecido, decorrentes de alterações bioquímicas e morfológicas causadas por alguma agressão, de tal maneira que são ultrapassados os limites de adaptação do organismo. • O paralelo com “defeito na TV ou no carro” é aceitável, apenas diferindo em aqui se tratar de alteração em um ser vivo, i.e. envolver muito mais variáveis, algumas das quais imensuráveis. Assim, o estudo das doenças não é uma ciência exata, precisa-se portanto saber interpretar os achados, não somente memorizar esquemas, circuitos e decisões.

P ATOLOGIA

DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS

H EMORRAGIA
Conceito = saída de sangue do espaço intravascular (vasos e coração) para o compartimento extravascular ou para fora do organismo. Pode ser interna ou externa. • Hemorragia por Rexe: sangramento por ruptura da parede vascular ou do coração, com saída do sangue em jato. Principais causas : 1) Traumatismos. 2) Enfraquecimento da parede vascular (por lesões do próprio vaso ou nas suas adjacências - tuberculose / neoplasias malignas.

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3) Aumento da pressão sanguínea, como nas crises hipertensivas. • Hemorragia por diapedese : ocorre sem grande solução de continuidade da parede do vaso, sendo que as hemácias saem dos capilares ou vênulas individualmente entre as células endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. Normalmente, não há lesão vascular à microscopia óptica. Algumas causas : anóxia, embolia gordurosa, alergia a penicilina (hipersensibilidade do tipo I). Evolução: as hemácias extravasadas podem sofrer lise ou serem fagocitadas por macrófagos. Alterações descritas são acompanhadas por alterações da cor da lesão hemorrágica: 1° dia = hematomas na derme ou subcutâneo são vermelhos. Dias seguintes = tom azul-violáceo. Uma semana = tom esverdeado. 10 dias = cor amarelada. Histologicamente: nas fases iniciais - hemácias íntegras ou não no interstício. Período tardio - presença de hemossiderina. • Hemorragia digestiva: pode se exteriorizar pela boca ou ânus. • Hemorragia digestiva baixa: o sangue é eliminado junto com as fezes sem transformação, por isso é de cor vermelho-viva. • Hemorragia digestiva alta: hemoglobina (em contato com suco gástrico); hematina = sangue nas fezes é escuro = melena. Sangue por pouco tempo no estômago (ex : ruptura de varizes no esôfago) não é digerido e tem cor vermelha = hematêmese. Conseqüências e complicações da hemorragia: são variadas, dependendo da quantidade de sangue perdido, a velocidade da perda e do local afetado. Principais conseqüências : 1) Choque hipovolêmico: perda rápida de grande quantidade de sangue - 20% do volume corporal.

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2) Anemia: sangramento crônico e repetido (ex : úlcera gástrica), resultando em perda crônica de ferro - anemia ferropriva. 3) Asfixia: quando há hemorragia pulmonar importante, causando enchimento dos alvéolos por sangue. 4) Tamponamento cardíaco: especialmente por ruptura ventricular (infarto agudo do miocárdio). Pressão do sangue extravasado (igual ao do ventrículo) é maior que a pressão venosa atrial / veias cavas e pulmonares.

T UBERCULOSE
O curso da infecção da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistência racial ou individual.Quanto maior a resistência melhor será a evolução da doença. Índios e negros possuem menor resistência ao bacilo, gerando então a tuberculose racial. Já os brancos possuem maior resistência ao bacilo, tendo pequeno índice de tuberculose racial. Existem pessoas com resistência à tuberculose de origem genética, que não apresentam tuberculose mesmo em áreas ricas em bacilos. Fatores que alteram o curso da tuberculose: Ordem do parasita: • Quantidade de bacilos (quanto maior o número de bacilos, maior a severidade da doença quanto a lesões). • Virulência dos bacilos (dentro de uma mesma cepa de bactérias existem diferentes virulências provocando vários cursos para a doença). Ordem do hospedeiro: 1. Resistência natural: Fatores raciais e individuais no que diz respeito à hereditariedade. Quanto maior os casos de tuberculose na família, maior a chance de aquisição de tuberculose por outros componentes da família. Gêmeos bi ou univitelinos têm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmão tiver a doença. 2. Fatores ambientais: Desnutrição, estresse físico e psicológico, fadiga, superpovoamento, condições de higiene e habitação, estado econômico, ocupação (médicos e outros em áreas de maior bacilos) predispõem à tuberculose.

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• Mulheres são mais susceptíveis no período reprodutor (entre 18 e 40 anos). Esse processo foi chamado de fenômeno de Koch. 3. Tempos depois aparecia uma úlcera a qual desaparecia gradualmente e se curava. Resistência adquirida: Imunidade e hipersensibilidade estão relacionadas ao curso da tuberculose e ao tratamento. Depois. Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento. • Homens são mais susceptíveis quando maiores de 40 anos. o gânglio não aumentava de tamanho e a tuberculose não se disseminava. Cientistas atenuaram virulência do bacilo e os inocularam no indivíduo normal. Isso foi estudado por Koch da seguinte forma: Pegou-se uma cobaia normal (nunca em contato com o bacilo) e nela foi injetada. existem muitos protídeos e hidrocarbonetos (menor importância). • Ambos têm igual susceptibilidade antes da puberdade. aumentando a chance de ocorrência da doença. Alguns dias depois. 116 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Quando a pessoa entra em contato como bacilo. Crianças pequenas possuem menor resistência à tuberculose. tal nódulo sofreu ulceração e o gânglio linfático próximo tornou .Dois ou mais desses fatores podem estar associados.se aumentado. Entretanto. na coxa. explicado por um fenômeno alérgico que se desenvolve no indivíduo previamente sensibilizado pela tuberculose. o ponto de inoculação desapareceu e apareceu um nódulo no lugar. Doenças intercorrentes: Diabetes (com processo inflamatório constante tem maior evolução da tuberculose). não havia nódulo e o ponto de inoculação aparentemente se curava. Depois houve disseminação do bacilo e a cobaia morreu. O bacilo tem lipóides em grande quantidade na sua estrutura própria. Além disso. bacilos virulentos. Tais lipóides agridem e sensibilizam o organismo. causando sensibilização da pessoa. alcoolismo (relacionado à nutrição) e silicose (indivíduos que trabalham em pedreiras). 4. Nesse caso. o organismo reconhece o lipóide e desenvolve uma reação imune contra o bacilo (certa imunidade). Idade e sexo: • Maior número de resistentes têm de 5 a 14 anos. Numa infecção posterior. 5. ocorre o que aconteceu com a segunda cobaia.

dava-se a vacina ao nascer. Reações teciduais • Lesões exsudativas: nela identifica-se o bacilo. Quando a reação é positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. gerando necrose de coagulação. por isso recebe o nome necrose caseosa. introdérmica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 117 . Ela é injetada no indivíduo pesquisado e há uma reação inflamatória. folículo de Kosten ou tubérculo miliar. Os bacilos que estão dentro do histiócito promovem degeneração deste. sem substância fundamental intercelular). para saber se a pessoa está ou não sensibilizada pelo bacilo.Isso também é feito na Reação de Manteaux. Esse conglomerado de histiócitos é chamado de granuloma. Por isso são chamadas de lesões específicas. Dependendo do tempo e de como ocorre a reação. Reação positiva significa que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reação negativa. • Lesões produtivas: características da tuberculose. o folículo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificação. morfológica e funcional. próximas uma das outras. O PPD (Derivado protéico purificado) é uma tuberculina purificada na Reação de Manteaux. Dependo da quantidade de bacilos e da virulência do bacilo. sabe-se se o paciente teve ou não infecção pelo bacilo. Na vacina BCG há bacilos atenuados oriundos de lesões de tuberculose. a pessoa está sensibilizada e não necessariamente doente. A tuberculina é uma proteína produzida pelo bacilo. é chamada de célula epitelióide. A necrose do folículo representa a patogenicidade do bacilo e a ausência de vascularização no nódulo. Elas praticamente determinam a tuberculose e formam conglomerados de histiócitos modificados pela presença do bacilo. Essa modificação. já que se assemelha à célula epitelial (entumescida. o que permitia que a prevalência ficasse controlada (isso não ocorre atualmente). No Brasil. Nesse caso. Nesses nódulos não existe vascularização.

rica em bacilos resistentes à dessecação. Na área de fibrose pode haver hialinização e calcificação. Ao redor da lesão ocorre proliferação do tecido conjuntivo cicatricial. promovendo descamação de histiócitos e ida de líquido inflamatório para o interior do alvéolo. EVOLUÇÃO E INVOLUÇÃO DAS LESÕES Evoluções: Progressivas: Caseificação de região afetada. há grande problema na tuberculose aberta. Além disso. O bacilo vive bem em altas pressões parciais de oxigênio. Através do pulmão a tuberculose vai se disseminar. A evolução natural do histócito é transformar-se em fibroblasto. O bacilo se mistura com poeira e é inalado por outras pessoas. Pode haver um comprometimento extenso do pulmão por lesões exsudativas. Na parede da caverna existe tecido característico da tuberculose. 118 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Isso impede que o cáseo saia da lesão. Mas se isso não ocorrer e o material caseoso sair da região. no qual contato com brônquio e excreção do cáseo. deixa um orifício na região formando a caverna tuberculosa.Toda a região inflamada passa pela fase de lesão exsudativa em maior ou menor quantidade. A grande porta de entrada da tuberculose é a via respiratória. A tuberculose aberta também é problemática pela freqüente eliminação de gotículas de Pfluger. atingindo até linfonodos. endocardite do tipo exsudativa com complicações em junções articulares. pois a fase de exsudação predomina na região inflamada pelo bacilo. Na superfície também ocorrem lesões exsudativas representadas por peritonite. tanto na lesão exsudativa quanto na progressiva.Lesões exsudativas No pulmão é muito comum. pode haver metaplasia óssea na área da lesão . no peritônio e no epicárdio. Involutiva: fibrose e calcificação das lesões. Então.

correndo por trás do esterno. causando impressão de infarto cardíaco. atinge a mucosa esofágica. este tecido reage . puxa o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. o “osso do peito”. As únicas células sempre presentes no granuloma são os histiócitos. desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato. células gigantes.ESOFÁGICO É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. por sua vez. O esôfago tem ligamentos. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer. Quando o conteúdo do estômago. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa. R EFLUXO O que é? GASTRO . Elas possuem núcleos centrais com gotículas de gordura e podem também estar no granuloma. Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm. em algum ponto entre a “boca do estômago” e o queixo. A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito. parecida com o revestimento da boca. É referida como ardência ou queimação. poucos centímetros antes de se abrir no estômago. Decorre dessa alteração anatômica a hérnia hiatal que. que são multinucleadas. Pode piorar. prejudica a válvula anti-refluxo. Como se desenvolve ou como se adquire? O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm. halo linfocitário (que se confunde com linfócitos do próprio linfonodo) podem ou não estar presentes. que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta. quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio.Os histiócitos podem confluir (seus citoplasmas) sem fundir os núcleos.inflama originando a esofagite de refluxo. por exemplo. Células epitelióides. para prendê-lo junto ao hiato diafragmático. em geral muito ácido. Pode ocorrer tam- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 119 . O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. que liga a boca ao estômago. originando as células gigantes langants. O que se sente? A azia é a principal queixa e seu nome técnico é pirose.

da eficiência da anestesia local da garganta para evitar o reflexo do vômito e a sensação de asfixia. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica. O refluxo é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca. pode ser desencadeada pelo refluxo. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas. ainda no primeiro ano de vida. perguntando quando vai ocorrer. Na criança. no qual se pode definir a inflamação.espasmos . Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. Não raro determina tosse. sem necessidade de exames num primeiro evento.bém um aumento da salivação. pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo levando à devolução da mamada. tornaram a endoscopia um exame simplificado. principalmente na mucosa do esôfago inferior. quando repetitivo. freqüentemente com azedume ou amargor. permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. sugestivas de graus variados da esofagite de refluxo. sono interrompido e. pode demonstrar tanto a hérnia. quanto o refluxo. enquanto se deglute um contraste rádio-opaco. choro excessivo. que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação. A endoscopia facilita a coleta de material dessas lesões para exame microscópico. do qual se acorda. Como o médico faz o diagnóstico? O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico. não raro. passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. a engasgos. A evolução da qualidade dos equipamentos. A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito. pigarro e alterações da voz. a eficácia e a segurança da sedação do paciente sem anestesia geral. A radiografia da transição esofagogástrica. representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levar ao estômago aquilo que ingerimos. O engasgo . placas branquicentas e úlceras. predispõe a infecções e distúrbios respiratórios. Além disso.pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. como se fosse um antiácido natural. A endoscopia digestiva superior é um exame para visualizar o esôfago. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta. atrapalhando a respiração . 120 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e. mais recentemente.no meio do peito. Sensações. estômago e duodeno. para procedimentos terapêuticos especiais.tosse forte e súbita. avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer. a sialorréia. como a asma. desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto . sem enjôo ou vômito.

é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. etc. Outras não se adaptam à posição: incham os pés. com resultados muito bons. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos. poucos dias após o término dos medicamentos. É uma metodologia não invasiva. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 121 . Além de combater a obesidade. pode não flagrar o refluxo.A cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal em direção ao intestino. doem as costas. evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico. o tratamento é clínico. como: evitar a bebida alcoólica. particularmente cítricos. O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. Nesse momento. aplicado a casos selecionados. minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago. Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas. mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico. em 20 a 25 cm. contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. com medidas educativas associadas aos medicamentos. indolor e ambulatorial. não deglutir líquidos muito quentes. doces e gordurosos. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Precisam ser usados quando os demais têm resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo. pois este não é permanente. ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições. Como se trata? Em geral. Administra-se uma mamadeira normal. Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas. Ajudam no controle dos sintomas algumas medidas. Entretanto. surge o questionamento do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico. propriamente dito. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. particularmente da azia. Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago (“antiácidos sistêmicos”). Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira.

Quadro clínico O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea. 122 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . que são características da doença. que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento. geralmente. podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente.Como se previne? Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas. por via aérea. • mal-estar. O período de incubação. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro. • tosse. • coriza. Antes da existência da vacina. A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. o sarampo era considerado uma doença incurável. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas. A indisposição que antecede a doença tem duração de três a cinco dias e caracterizase por: • febre alta. • conjuntivite. • falta de apetite. O contágio acontece através de secreções respiratórias. é de 8 a 12 dias. S ARAMPO O sarampo é uma doença viral. infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico.

• Manifestações neurológicas raras. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. tais como: • Repouso. pode ser realizada sorologia. A febre persiste com o aparecimento do ezantema. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 123 . S ARAMPO MODIFICADO Ocorre em crianças parcialmente imunizadas. tronco e membros inferiores. espalhando-se para a face. • Pneumonia bacteriana. Apresenta uma queda leve da doença. apresentando descamação fina com desaparecimento da febre. Complicações • Otite média aguda. em região do pescoço e nuca. após a vacina contra o sarampo. conforme aceitação da criança. sendo a sua persistência sugestiva de complicação. não existindo tratamento específico. pescoço. requer cuidados especiais. • Panencefalite esclerosante subaguda: complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. Diagnóstico O diagnóstico é clínico. Pode ocorrer. • Manifestações cardíacas (miocardite. • Laringite e laringotraqueíte. Tratamento É uma doença autolimitada.O ezantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retro auricular. A presença de gânglios é manifestação comum do sarampo. membros superiores. No terceiro dia o ezantema tende a esmaecer. ocasionalmente. • Dieta líquida ou branda. pericardite).

• Uso de ACTH. • Febre alta e comprometimento geral importante. Ela pode ser vacinada após o nono mês de vida. As reações à vacina são: febre. C ISTITE Ela é mais comum na mulher e frequentemente está associada à uretrite. (aguardar 3 meses a vacinação). Prognóstico Em crianças bem nutridas é bom. antimetabólitos e alquilantes. Prevenção A vacina específica protege 97% dos vacinados. • Limpeza das pálpebras com água morna para remoção de crostas ou secreções. plasma ou gamaglobulina há menos de seis semanas. ezantema entre o quarto e o décimo segundo dia pode ocorrer em 20% dos vacinados. É indicada para todas as crianças que não tiveram a doença ou para aquela com dúvidas a respeito. laringotraqueobronquite). No desnutrido e lactente jovem o prognóstico é pior.• Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ ou cefaléia. No homem. • Portadores de leucose. irradiação. • Transfusão de sangue. coriza e/ou tosse leve e discreta. pneumonia. 124 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . corticóides. • Oferecer líquidos à vontade. • Tratar com antibióticos as complicações bacterianas (otites. linfoma e tumor maligno. Contra-indicações para vacinação • Mulheres grávidas. • Portadores de hipogamaglobulina e disgamaglobulina comprovadas. está geralmente associada à obstrução urinária (problemas de próstata e pedras na bexiga).

são bastante freqüentes nas mulheres. Determinados alimentos ácidos e álcool. . Por que na mulher? As cistites decorrem da invasão da bexiga por bactérias de origem intestinal. sprays íntimos. Certos produtos de higiene. Tratamento médico: . Dor no baixo ventre. Banhos de assento quentes. . sabões e OB. Estima-se que de duas a seis em cada cem mulheres apresentam sintomas de cistite aguda e que 25% das mulheres terão cistite aguda em alguma época de sua vida adulta. se a uretra está irritada. . Sangue na urina. . . ou infecções da bexiga. Urinar pouco de cada vez. Repouso para ajudar o corpo a lutar contra a infecção. Medicação para aliviar a dor. Urgência e freqüente necessidade de urinar.É causada por bactérias da vagina ou ânus. Antibióticos ou outras drogas que matam as bactérias. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 125 . que contaminam a bexiga. banhos de espuma. As cistites. . . Relação sexual. Alguns fatores podem piorá-la: . . Sintomas . Queimação no canal. que penetram no trato urinário através da uretra. . Aumentar a ingestão de água ou outros líquidos. para aliviar os sintomas. .

que haverá uma cistite. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a invasão da bexiga por microorganismos vaginais.Dos fatores anatômicos que explicam a maior propensão das mulheres a desenvolver cistites temos: . a mais freqüente (85% dos casos). O orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta se encontra bem próxima ao ânus. 126 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . com pequenos volumes de urina eliminados de cada vez. Dentre os gram positivos os mais comuns são: Staphylococus saprophyticus e os Enterococus. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar. necessariamente. dor na bexiga que piora no final da micção. Quais os sintomas da cistite? As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções. portanto. só com a cultura de urina positiva é que se pode afirmar que a mulher tem cistite. sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. seguida por klebsiella. ardor na uretra. torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subseqüente invasão da uretra. É importante dizer que muitos desses sintomas são comuns a outras doenças da via urinária. sangue vivo na urina. Quais as bactérias que causam a cistite? A maioria das cistites são causadas por bactérias Gram negativas. É importante salientar que o fato do germe penetrar na bexiga não significa. pois normalmente existe equilíbrio entre as forças invasoras e as defesas naturais do organismo. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos corretos. aeróbicas e dentre estas a Escherichia coli é. O canal uretral mede cerca de 25 cm no homem e de 3 cm na mulher. sem dúvida. a vagina e o orifício de abertura do canal uretral. jato urinário fraco e. algumas vezes. . Algumas mulheres têm uma predisposição maior para as cistites devido a deficiências nos mecanismos de defesa da bexiga. Proximidade entre o ânus. pseudomonas. proteus.

Evitar relações sexuais com a bexiga cheia (mas deve-se “guardar” um pouco de urina na bexiga para urinar logo após a relação). vaginal e uretral de modo a evitar que bactérias intestinais. Os desodorantes íntimos devem ser evitados. eliminadas principalmente por ocasião das evacuações. . penetrem na vagina e na uretra. Roupas: devem ser evitadas roupas justas e calcinhas de material sintético. Higiene pessoal: a higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal. tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais e portanto às cistites. é importante a ingestão de líquidos regularmente para produzir urina e principalmente urinar pelo menos a cada quatro horas. Como preveni-la? Algumas medidas simples podem reduzir de forma significativa as chances de a mulher ter cistites: . tornando o ambiente favorável ao crescimento de bactérias nocivas. usar o papel higiênico no sentido de frente para trás e nunca o contrário). Essas medidas devem ser ensinadas na infância e incluem o uso de água corrente ou chuveirinho para lavar-se após as evacuações (no caso de não ser possível. . Tratamentos inadequados (tipo de medicação e tempo inapropriados) são as principais causas de repetição ou de cronificação de cistites. O tempo de tratamento varia de acordo com a intensidade e o tipo de medicação indicada. pois podem causar irritação local.Como se trata? Embora em alguns casos de cistite possa ocorrer cura espontânea. nesse grupos podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções: . Infecções vaginais: as infecções da vulva e vagina. que em geral se manifestam em todas as pacientes com propensão às cistites. Por isso. O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente podem atenuar os sintomas na fase aguda. pois impedem a circulação de ar na região genital. Micções freqüentes: a micção representa um dos mecanismos de defesa mais importantes do trato urinário contra a invasão de bactérias (o fluxo de urina “lava” a bexiga e a uretra). . . Atividade sexual: algumas mulheres costumam apresentar cistites após atividade sexual e. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 127 . a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas.

Dentro do possível.Evitar o coito anal. se isso for difícil. Edema na área genital. pois este é um excelente “veículo” para as bactérias intestinais até a vagina. Sintomas .Evitar posições dolorosas. vírus ou doenças venéreas. para matar as bactérias. 128 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Antiinflamatórios para acelerar a cura e melhorar a dor. Ereção e ejaculação dolorosas. Secreção uretral. área genital e abdômen inferior. . pimenta e álcool. . As causas possíveis são bactérias. A falta de lubrificação facilita a lesão do orifício uretral e do revestimento da vagina. pois nesses casos pode estar havendo lesão em algum ponto do revestimento vaginal. Evitar ácidos. Antibióticos. . . estar bem lubrificada no momento da relação e. Dor na coxa. Freqüência aumentada da vontade de urinar. testículo. utilizar lubrificantes artificiais neutros. P ROSTATITE É uma infecção da glândula prostática. . Banhos quentes para melhorar os sintomas. . É um problema comum no homem. . .. U RETRITE É comum no homem. . . Tratamento . fazer higiene da região anal e vaginal antes da relação.Dentro do possível. para diminuir a população de bactérias nocivas.

com.patologiaonline. Hospital Santa Lúcia – www. Ardor ao urinar. ABC da Saúde – www. Saída de pus pela uretra .ufmg. o tratamento inadequado de uma uretrite pode levar a conseqüências graves. Este capítulo teve como fontes de consulta: .com.br .htm . .icb. Evite automedicar-se! .com.www.abcdasaude.br . Podem ser prescritos.patol. Não aceite sugestões de leigos. Instituto de Ciências Biológicas – UFMG – www. Dependem dos exames.br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 129 . Patologia On Line .Sintomas: .br/pat. Antibióticos .santalucia.ig.hpg.

Propriedades químicas e físico-químicas 130 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .A natureza do fármaco (natural. os fatores que afetam a resposta aos medicamentos.4. O QUE É FARMACOLOGIA Farmacologia é a ciência que estuda o fármaco e como ele age no organismo desde a sua administração até a sua eliminação. FARMACOLOGIA Nesse capítulo conheceremos as divisões da farmacologia (farmacodinâmica e farmacocinética). sintético) . as vias de aplicação de medicamentos. O estudo é realizado sob os seguintes aspectos: . a classificação de alguns fármacos e alguns conceitos básicos de farmacologia.

A farmacocinética é o estudo da velocidade com que os fármacos atingem o sítio de ação e são eliminados do organismo. Basicamente. distribuição. bem como dos diferentes fatores que influenciam na quantidade de fármaco a atingir o seu sítio.Mecanismo de ação .Distribuição .Eliminação ou excreção D IVISÕES DA FARMACOLOGIA A farmacologia é dividida em farmacodinâmica e farmacocinética. A farmacodinâmica refere-se ao que o medicamento faz no organismo – em que locais ele age. Vias de administração são as diferentes formas de aplicar um medicamento: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 131 . FA R M A C O L O G I A FARMACODINÂMICA Local de ação Mecanismo de ação Ação e efeitos Efeitos terapêuticos Efeitos tóxicos O que o medicamento faz no organismo FARMACOCINÉTICA Vias de administração Absorção Distribuição Transformação/Metabolismo Eliminação Como o medicamento transita no organismo F ARMACOCINÉTICA Vias de administração dos medicamentos A escolha da via de administração (porta de entrada no organismo) é o primeiro passo para que um medicamento possa fazer efeito. quais são seus mecanismos de ação e seus efeitos (terapêuticos e/ou tóxicos).Efeitos indesejáveis / adversos . biotransformação e eliminação das drogas. estuda os processos metabólicos de absorção..Metabolismo .Absorção .

desagregação. gotas. Os medicamentos administrados por via retal são absorvidos muito rapidamente. No caso da via intravenosa (I. A seguir deve ser absorvido para atingir a corrente sangüínea. O “prin- 132 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . seja qual for sua via de administração. Ela toma o comprimido por via oral e este se desmancha no estômago . chegam até a corrente sangüínea. Todos os medicamentos.: o médico receita salbutamol a uma pessoa com asma. gel. pastilhas. o medicamento é administrado diretamente no sangue. Nesse caso não há absorção. cremes. Ex. xarope. pós para reconstituição. suspensão Via Sublingual Via Parenteral (injetável) Via Cutânea (pele) Via Nasal Via Oftálmica (olhos) Via Auricular (ouvido) Via Vaginal Via Retal Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas. essa via administração em certas situações de emergência. adesivos Spray e gotas nasais Colírios. é necessário que seja liberado da forma farmacêutica que o contém.). loção. Por isso. às vezes. cápsula. o mais prático é administrar-lhe diazepan por via retal. óvulos Supositórios. solução oral. enemas COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO A BSORÇÃO Para que o princípio ativo dos medicamentos possa atuar. exceto alguns de uso local. pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas. pomadas. Por essa razão se utiliza. Ex. pomadas. Chega nos “sítios especiais” de ação e ali começa a agir durante certo tempo. pomadas auriculares Comprimidos vaginais. cremes. drágeas.V.: para parar a crise convulsiva em uma criança. D ISTRIBUIÇÃO Uma vez absorvido.Via de Administração Via Oral Formas Farmacêuticas Comprimido. o princípio ativo se distribui por meio do sangue para as diferentes partes do corpo. a via oral é suficiente para tratar a maioria das enfermidades.

e o paciente respira melhor . o metabolismo. Essa transformação se chama metabolismo ou biotransformação e ocorre principalmente no fígado.efeito. às vezes.absorvido . Os brônquios se abrem. mais ativo ou menos ativo que o medicamento inicial. leva certo tempo. Todo esse percurso do medicamento. F ATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS A velocidade com que os medicamentos entram no organismo e dele saem varia amplamente entre diferentes pessoas. lágrimas. Esse tempo varia de um medicamento para outro e determina o horário e o número de vezes que devemos tomá-lo.passa para o sangue e chega até os brônquios nos pulmões . que interagem entre si. Um metabólito pode ser. por 30 dias. Muitos fatores podem afetar a absorção. fezes. desde que o ingerimos até ser eliminado. a excreção e o efeito final de determinada droga. ou seja sua posologia. restará pouco medicamento no nosso corpo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 133 . ficando em quantidade insuficiente para produzir o efeito farmacológico. a maioria deles se transforma no organismo. Outros passam primeiro pelo fígado (metabolismo). ou ainda pela presença de moléstias que influenciam os efeitos medicamentosos. Alguns são eliminados diretamente pela urina. por vias diferentes. leite ou pelo ar dos pulmões.Por exemplo: Captopril 25 mg. M ETABOLISMO Alguns medicamentos são eliminados pelo organismo tal como foram absorvidos. os alimentos. as pessoas respondem de modo diverso aos medicamentos por causa de diferenças genéticas ou da ingestão simultânea de dois ou mais medicamentos. O metabolismo transforma o medicamento em um ou vários metabólitos. a distribuição. da mesma forma que outras substâncias. ELIMINAÇÃO Os medicamentos saem do corpo. Entre outras razões. por exemplo. via oral – Tomar 1 cp de 12/12 h.distribuição. para depois serem eliminados pela urina.cípio ativo” é liberado . Se passar mais tempo que o recomendado entre uma tomada e outra. suor. Todavia.

Determinado medicamento pode ser metabolizado com tanta rapidez que seus níveis no sangue nunca se tornam suficientemente altos para que seja eficaz. Ainda assim. levar em consideração fatores como idade. A presença de moléstia. Cerca de uma entre cada 1. Cerca de metade da população dos Estados Unidos tem baixa atividade de Nacetiltransferase. raça e origem étnica da pessoa.Assim. algumas pessoas metabolizam medicamentos lentamente. a succinilcolina causará paralisia dos músculos. Outras pessoas possuem uma constituição genética que faz com que metabolizem rapidamente as drogas. as diferenças genéticas são particularmente importantes em certos grupos étnicos e raças. Às vezes. O estudo da influência das diferenças genéticas sobre a resposta às drogas é chamado farmacogenética. o sistema pode estar sobrecarregado e a droga pode atingir níveis tóxicos. os médicos devem individualizar a terapia. uma enzima do sangue que inativa drogas como a succinilcolina. um medicamento pode ser metabolizado em velocidade normal. a velocidade com que as drogas movimentam-se dentro do corpo. Embora a deficiência dessa enzima não seja comum. isto é. Pessoas com baixa atividade dessa enzima metabolizam muitas drogas lentamente. Para ter certeza de que o paciente tomou medicamento suficiente para a ocorrência do efeito terapêutico com pouca toxicidade. as quais tendem a atingir níveis sangüíneos mais elevados e a permanecer no corpo mais tempo que nas pessoas com atividade intensa de Nacetiltransferase. quando administrado em doses mais altas ou no caso de outro medicamento que usa o mesmo sistema para seu metabolismo. nos níveis decorrentes da dose habitual.G ENÉTICA Diferenças genéticas (hereditárias) entre indivíduos afetam a cinética das drogas. por exemplo. ou seja. Essa situação pode exigir o uso prolongado de um ventilador mecânico. que é administrada com a anestesia para relaxar temporariamente os músculos. estatura. A insuficiência das diferenças genéticas sobre o modo com que os medicamentos afetam o corpo (farmacodinâmica) é muito menos comum que as diferenças no modo com que o corpo afeta os medicamentos (farmacocinética). Se não for inativada. 134 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . e ajustar cuidadosamente a dose. suas conseqüências são importantes.500 pessoas tem baixos níveis de pseudocolinesterase. promovendo um acúmulo do medicamento no organismo. diferenças genéticas afetam de outra forma o metabolismo das drogas. selecionar o medicamento certo. mas. dieta. o que causa toxicidade. Em razão de sua constituição genética. inclusive os envolvidos na respiração. o uso simultâneo de outros medicamentos e o limitado conhecimento acerca das interações desses fatores complicam esse processo. uma enzima hepática que ajuda a metabolizar algumas drogas e muitas toxinas. sexo.

por exemplo. a hipertermia maligna é um problema que representa risco à vida. e diferenças na atividade desse sistema enzimático influenciam profundamente os efeitos dos medicamentos. Cerca de 10% dos homens negros e uma porcentagem um pouco menor das mulheres negras têm deficiência de G6PD. Algumas drogas (por exemplo. usadas no tratamento da malária. Os níveis de atividade do P-450 determinam não apenas a velocidade com que as drogas são inativadas. que protege essas células de certos agentes químicos tóxicos. é uma enzima normalmente presente nas hemácias. Muitos fatores podem alterar a atividade do P-450. O sistema enzimático P-450 é o principal mecanismo do fígado para a inativação das drogas. É o que acontece. com o indutor do sono flurazepam: em pessoas com níveis enzimáticos normais.000 pessoas.A glicose-6-fosfato desidrogenase. Certos anestésicos provocam febre muito alta (transtorno chamado hipertermia maligna) em cerca de uma entre cada 20. os efeitos podem se prolongar por mais de três dias. e a aspirina. ou G6PD. a pamaquina e a primaquina. em pessoas com baixos níveis da enzima. Muitos fatores influenciam a resposta aos medicamentos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 135 . a cloroquina. causando anemia hemolítica. o coração dispara e a pressão arterial cai. os efeitos duram dezoito horas. Os músculos enrijecem. que os torna excessivamente sensíveis a alguns anestésicos. como também o ponto a partir do qual o sistema enzimático torna-se sobrecarregado. Embora não seja comum. A hipertermia maligna tem origem em um defeito genético dos músculos. a probenecida e a vitamina K) destroem as hemácias em pessoas com deficiência de G6PD.

Por exemplo. da tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. a difenidramina é ingrediente de muitos remédios para tratamento de alergia ou de resfriado. é também o ingrediente ativo de muitos indutores do sono. tomar dois medicamentos com o mesmo ingrediente ativo. O risco de interação medicamentosa pode ser reduzido pela utilização de uma mesma farmácia. Um medicamento pode duplicar o efeito de outro ou se opor a ele. E FEITOS DE DUPLICAÇÃO Às vezes dois medicamentos tomados simultaneamente têm efeitos similares. As pessoas que estão aos cuidados de vários médicos estão em maior risco. Tais interações podem intensificar ou diminuir os efeitos de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. Quase todas as interações do tipo medicamento-medicamento envolvem medicamentos de receita obrigatória. por descuido. 136 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . porque um dos profissionais pode não ter conhecimento de todos os medicamentos que estão sendo tomados. mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita).INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimentomedicamento). O risco de uma interação medicamentosa aumenta quando não há coordenação entre a receita dos medicamentos e o fornecimento e a orientação de seu uso. Uma pessoa pode. antiácidos e descongestionantes. Os medicamentos podem interagir de muitas formas. Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos. o que resulta em duplicação terapêutica. mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos. enfermeiras e farmacêuticos podem reduzir a incidência de problemas sérios mantendo-se informados a respeito de interações medicamentosas potenciais. mais comumente aspirina. Isso ocorre comumente com medicamentos de venda livre. o metabolismo ou a excreção do outro medicamento. que aviará todas as receitas. Médicos. Livros de referência e programas de software de computador podem ajudar. O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados. ou ainda alterar a velocidade de absorção.

ou antagonizará) a eficácia do diurético. Alguns medicamentos administrados para o controle da pressão alta e da doença cardíaca (por exemplo. o médico pode prescrever dois medicamentos anti-hipertensivos para uma pessoa cuja pressão alta é de difícil controle. A obediência a orientações específicas . mas não idênticos.por exemplo. para que seja obtido um efeito maior. A LTERAÇÕES NA ABSORÇÃO Medicamentos tomados por via oral devem ser absorvidos através do revestimento do estômago ou do intestino delgado. como o ibuprofeno. betabloqueadores como o propranolol e o atenolol) antagonizam certos medicamentos administrados contra a asma (por exemplo. fazem com que o organismo retenha sal e água. podem ocorrer sedação e tontura excessivas quando uma pessoa toma dois sedativos diferentes (ou álcool ou outra droga que tenha efeitos sedativos). É o caso de drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINEs). que. Os efeitos colaterais podem se tornar graves.A aspirina pode ser ingrediente de remédios contra a gripe e de produtos para o alívio da dor. Se esses medicamentos forem tomados simultaneamente. ajudam a eliminar o excesso de sal e água do organismo. como o albuterol). Assim. os médicos às vezes prescrevem diversos medicamentos (quimioterapia combinada) para a obtenção de um resultado melhor. evitar alimentos por uma hora antes ou algumas horas depois de ter tomado um remédio. inadvertidamente. E FEITOS OPOSTOS Dois medicamentos com ações opostas (antagonistas) podem interagir. Por exemplo. o antibiótico tetraciclina não é absorvido adequadamente se for tomado no período de uma hora após a ingestão de cálcio ou de alimentos que contenham cálcio. No tratamento de câncer. o médico planeja isso.é uma precaução importante. Em alguns casos. como o leite e laticínios. prescreve medicamentos similares. por exemplo. tomadas para combater a dor. Em alguns casos. drogas estimulantes betaadrenérgicas. os alimentos ou alguma droga podem reduzir a absorção de outra droga. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 137 . Mais freqüentemente dois medicamentos similares. são tomados ao mesmo tempo. o DAINE diminuirá (fará oposição. os diuréticos. por seu lado. ou tomar os remédios com um intervalo de pelo menos duas horas . Mas podem surgir problemas quando o médico.

alteram a acidez da urina. Mantenha uma lista de todas as enfermidades clínicas que já o acometeram e periodicamente discuta essa lista com seu médico. Em grandes doses. antes de tomar qualquer medicamento novo. Consulte seu médico. Algumas drogas alteram esse sistema enzimático. A cimetidina. levando a efeitos colaterais potencialmente graves. o que. Algumas drogas. pelo fato de os barbitúricos. aumentarem a atividade enzimática no fígado. Tenha à mão uma lista de todos os medicamentos que está tomando e periodicamente discuta essa lista com seu médico. como o sistema enzimático P-450. fazendo a inativação de outra droga ocorrer com maior rapidez ou lentidão que o habitual. como o fenobarbital. onde as enzimas atuam inativando as drogas ou alterando sua estrutura. de modo que os rins possam filtrá-las. por sua vez. Assim. A eritromicina afeta o metabolismo da terfenadina e do astemizol (antialérgicos). É por isso que o fumo diminui a eficácia de alguns analgésicos (como o propoxifeno) e de alguns medicamentos utilizados para problemas pulmonares (como a teofilina). Os medicamentos circulam através do organismo e passam pelo fígado. prolongando a ação da teofilina. um medicamento utilizado em úlceras. a vitamina C pode ter esse efeito. Mas se o fenobarbital for interrompido mais tarde. o nível de outros medicamentos poderá aumentar de forma drástica. levando a um acúmulo potencialmente sério dessas drogas. Por isso.A LTERAÇÕES NO METABOLISMO Muitos medicamentos são inativados por sistemas metabólicos no fígado. afeta a excreção de outras drogas. . os médicos às vezes precisam aumentar a dose de certos medicamentos para compensar esse tipo de efeito. . COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS . drogas como a warfarina tornam-se menos eficazes quando tomadas durante o mesmo período. e os antibióticos ciprofloxacina e eritromicina são exemplos de drogas que retardam a atividade das enzimas hepáticas. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro podem aumentar a atividade de algumas enzimas hepáticas. A LTERAÇÕES NA EXCREÇÃO Uma droga pode afetar a velocidade de excreção pelos rins de outra droga. por exemplo. por exemplo. 138 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .

F ARMACODINÂMICA : SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS F ÁRMACO R ECEPTORES a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 139 . .DOENÇA A maioria dos medicamentos circula por todo o corpo. . e um medicamento tomado para o tratamento de um resfriado pode afetar os olhos. glaucoma. Selecione um farmacêutico que proporcione serviços abrangentes e faça com que todas as receitas sejam aviadas por ele. dilatação da próstata. Informe ao médico qualquer sintoma que possa estar relacionado ao uso de um medicamento. Procure conhecer os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos prescritos. Aprenda o modo como os medicamentos devem ser tomados. Discuta o uso dos medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) com o farmacêutico responsável e discuta seus problemas clínicos e o uso de medicamentos de receita obrigatória que está tomando. . . I NTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO .. Considerando que os medicamentos podem afetar outros problemas clínicos além do que está sendo tratado. também afetam outros órgãos e sistemas. . o médico deve tomar conhecimento de todos os distúrbios que porventura existam. pressão arterial alta ou baixa. antes de prescrever um novo medicamento. em que hora do dia devem ser tomados e se podem ser tomados ao mesmo tempo que outros medicamentos. Um medicamento tomado por causa de um distúrbio pulmonar pode afetar o coração. Diabetes. embora exerçam a maior parte de seus efeitos em um órgão ou sistema específico. . controle deficiente da bexiga e insônia são distúrbios particularmente importantes. Siga as instruções recomendadas para tomar os medicamentos. Procure compreender a finalidade e a ação de todos os medicamentos prescritos.

o que permite que a atividade celular seja influenciada por substâncias químicas. Drogas antiinflamatórias não-esteróides. ligar-se ao receptor. atua principalmente no coração para aumentar sua eficiência de bombeamento. UM ENCAIXE PERFEITO Um receptor de superfície celular tem uma configuração que permite a uma substância química específica. a digital. uma substância administrada com o objetivo de relaxar os músculos no trato gastrointestinal. por exemplo um medicamento. Exemplificando. além de diminuir a secreção das glândulas sudoríparas e mucosas. Drogas soníferas se direcionam a certas células nervosas do cérebro. Exemplificando. injetados ou absorvidos através da pele. são relativamente seletivas. hormônio ou neurotransmissor. porque a substância tem uma configuração que se encaixa perfeitamente no receptor. Depois de terem sido engolidos. uma droga administrada a pessoas com insuficiência cardíaca. atuando em muitos tecidos ou órgãos diferentes. um medicamento pode atuar apenas em uma área específica do corpo (por exemplo. enquanto a interação com outras células. S ELETIVIDADE E NÃO . porque atuam em qualquer local onde esteja ocorrendo inflamação. a ação dos antiácidos fica em grande parte confinada ao estômago). quase todos os medicamentos entram na corrente sangüínea. Como as drogas sabem onde exercer seus efeitos? A resposta está em como elas interagem com as células ou com substâncias como as enzimas. como a aspirina e o ibuprofen. A interação com o local-alvo comumente produz o efeito terapêutico desejado. Outros medicamentos são altamente seletivos e afetam principalmente um órgão ou sistema isolado. Mas dependendo de suas propriedades ou da via de administração. tecidos ou órgãos pode resultar em efeitos colaterais (reações medicamentosas adversas).SELETIVIDADE Alguns medicamentos são relativamente não seletivos. A maioria das células possui muitos receptores de superfície. R ECEPTORES Muitas drogas aderem (ligam-se) às células por meio de receptores existentes na superfície celular. a atropina. circulam pelo corpo e interagem com diversos locais-alvo. como os medicamentos ou hormônios localizados fora da célula. também pode relaxar os músculos do olho e do trato respiratório.A farmacodinâmica descreve uma infinidade de modos pelos quais as substâncias afetam o corpo. 140 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .

Exemplificando.como uma chave que se encaixa em uma fechadura. ou diminui a função celular. angina e certos ritmos cardíacos anormais. que alteram a percepção e as reações sensitivas). outras são como chaves-mestras e podem se ligar a diversos tipos de receptores por todo o corpo. Um grupo muito utilizado de antagonistas é o dos beta-bloqueadores. o antagonista de receptores colinérgicos ipratrópio bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. Esses agentes operam de forma muito parecida à de uma barreira policial em uma auto-estrada.adrenalina e noradrenalina. morfina e drogas analgésicas afins ligam-se aos mesmos receptores no cérebro utilizados pelas endorfinas (substâncias químicas naturalmente produzidas. mas complementares. como o propranolol. Exemplificando. chamados receptores adrenérgicos. no tratamento da asma. fazendo com que as células dos músculos lisos se contraiam. disparando uma resposta que aumenta. causando broncodilatação (dilatação das vias respiratórias). bloqueia o acesso ou a ligação dos agonistas a seus receptores. Os receptores têm finalidades naturais (fisiológicas). Os antagonistas são utilizados principalmente no bloqueio ou diminuição das respostas celulares aos agonistas (comumente neurotransmissores) normalmente presentes no corpo. chamadas antagonistas. Provavelmente a natureza não criou os receptores para que.O receptor tem uma configuração específica. Exemplificando. que relaxa os músculos lisos dos bronquíolos. liga-se a outros receptores no trato respiratório. Um número maior de veículos é parado pela barreira na hora do a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 141 . O agonista dos receptores adrenérgicos albuterol. fazendo com que as células dos músculos lisos relaxem. pode ser utilizado em conjunto com o antagonista dos receptores colinérgicos ipratrópio. Esses antagonistas bloqueiam ou diminuem a resposta excitatória cardiovascular aos hormônios do estresse . que bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. Outra classe de drogas. Os antagonistas são mais efetivos quando a concentração local de um agonista está alta. Os agonistas e os antagonistas são utilizados como abordagens diferentes. os medicamentos pudessem ser capazes de ligar-se a eles. Algumas drogas se fixam a apenas um tipo de receptor. albuterol. Freqüentemente a seletividade da droga pode ser explicada por quão seletivamente ela se fixa aos receptores. Uma classe de drogas chamadas agonistas ativa ou estimula seus receptores. algum dia. causando broncoconstrição (estreitamento das vias respiratórias). Outro agonista. esses antagonistas são utilizados no tratamento da pressão sangüínea alta. permitindo que somente uma droga que se encaixe perfeitamente possa ligar-se a ele . o agonista carbacol liga-se a receptores no trato respiratório chamados receptores colinérgicos. mas os medicamentos tiram vantagem dos receptores. o transmissor natural dos impulsos nervosos colinérgicos.

Enquanto as drogas que se direcionam para os receptores são classificadas como agonistas ou antagonistas. Medicamentos que ativam receptores (agonistas) possuem as duas propriedades. beta-bloqueadores em doses que têm pouco efeito na função cardíaca normal podem proteger o coração contra elevações súbitas dos hormônios do estresse. Às vezes uma interação é em grande parte irreversível (como ocorre com omeprazol. reguladoras ou estruturais. que ajudam no transporte de substâncias químicas vitais. A atividade intrínseca é uma medida da capacidade da droga em produzir um efeito farmacológico quando ligada ao seu receptor.“rush” que às 3 horas da madrugada. A afinidade é a atração mútua ou a força da ligação entre uma droga e seu alvo. A FINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA Duas propriedades importantes para a ação de uma droga são a afinidade e a atividade intrínseca. drogas que bloqueiam receptores (antagonistas) ligam-se efetivamente (têm afinidade com os receptores). inibe a enzima HMG-CoA redutase. outros alvos importantes para a ação dos medicamentos são as enzimas. mas têm pouca ou nenhuma atividade intrínseca . as drogas direcionadas para as enzimas são classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras). e o complexo droga-receptor deve ser capaz de produzir uma resposta no sistema-alvo (ter atividade intrínseca). a droga lovastatina. Exemplificando. depois de certo tempo a droga “se solta” e o receptor ou enzima reassume sua função normal. uma droga que inibe uma enzima envolvida na secreção do ácido gástrico). devem se ligar efetivamente (ter afinidade) aos seus receptores.ou seja. ENZIMAS Além dos receptores celulares. regulam a velocidade das reações químicas ou se prestam a outras funções de transporte. Do mesmo modo. Por outro lado. seja um receptor ou enzima. fundamental na produção de colesterol pelo corpo. e o efeito da droga persiste até que o corpo manufature mais enzimas.sua função consiste em impedir a interação das moléculas agonistas com seus receptores. Quase todas as interações entre drogas e receptores ou entre drogas e enzimas são reversíveis. utilizada no tratamento de algumas pessoas que têm níveis sangüíneos elevados de colesterol. 142 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .

Dependendo do grau de tolerância ou resistência ocorrente. o médico pode aumentar a dose ou selecionar um medicamento alternativo. A eficácia refere-se à resposta terapêutica máxima potencial que um medicamento pode produzir. Maior potência não significa necessariamente que uma droga é melhor que a outra. Tolerância ocorre quando o corpo adaptase à contínua presença da droga. T OLERÂNCIA A administração repetida ou prolongada de alguns medicamentos resulta em tolerância . Da mesma forma que no caso da potência. Exemplificando. então a droga B é duas vezes mais potente que a droga A. Assim. furosemida tem maior eficiência. são dois os mecanismos responsáveis pela tolerância: a) o metabolismo da droga é acelerado (mais freqüentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fígado). Os médicos levam em consideração muitos fatores ao julgar os méritos relativos dos medicamentos. que o diurético clorotiazida. b) diminui o número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento. a eficácia é apenas um dos fatores considerados pelos médicos ao selecionar o medicamento mais apropriado para determinado paciente.uma resposta farmacológica diminuída. Exemplificando. o diurético furosemida elimina muito mais sal e água por meio da urina. número de doses necessárias a cada dia) e custo. P LANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS Muitos dos medicamentos em uso corrente foram descobertos por pesquisas experimentais e pela observação em animais e seres humanos. se 5 miligramas da droga B alivia a dor com a mesma eficiência que 10 miligramas da droga A. como seu perfil de efeitos colaterais. que a clorotiazida. Comumente. toxicidade potencial. O termo resistência é utilizado para descrever a situação em que uma pessoa não mais responde satisfatoriamente a um medicamento antibiótico. como o alívio da dor ou a redução da pressão sangüínea. antiviral ou quimioterápico para o câncer. As abordagens mais recentes ao desenvolvimento de um medicamento se baseiam na determinação das alterações a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 143 . conseqüentemente. ou eficácia terapêutica.P OTÊNCIA E EFICÁCIA A potência refere-se à quantidade de medicamento (comumente expressa em miligramas) necessária para produzir um efeito. duração da eficácia (e.

seguindo explicitamente as orientações para seu uso. essas pessoas devem ler a bula fornecida com o medicamento. diazepam. Exemplo: éter. bem absorvido pelo trato gastrointestinal e razoavelmente estável nos tecidos e líquidos do corpo. o medicamento deve ser efetivo ao ser tomado por via oral (para a conveniência da auto-administração). outros. biperideno. os médicos avaliam os benefícios e riscos potenciais dos medicamentos em cada situação terapêutica que exija tratamento com medicamento de receita obrigatória. antidepressivos e para sintomatologia neurovegetativa) – São modificadores seletivos do SNC usados no tratamento de distúrbios psíquicos. mas reversível. psicoestimulantes e nootrópicos) – Esses fármacos exercem sua ação através do estímulo não seletivo do SNC. antiparkinsonianos. antivertiginosos e antipruriginosos centrais) – São fármacos que produzem analgesia. por exemplo. estímulo fraco. outros analgésicos. antipsicóticos. Exemplo: cafeína. analgésicos e antipiréticos. afinidade pelos receptores e eficácia terapêutica. ácido mefênamico. relaxamento muscular e redução na atividade reflexa mediante depressão não seletiva. pessoas fazem auto tratamento com medicamentos de venda livre para pequenas dores. Mas às vezes alguns transtornos são tratados sem a supervisão de um médico. sedativos hipnóticos. potência. mesmo nos transtornos de difícil tratamento. O medicamento deve ser altamente seletivo para seu local-alvo. tosses e resfriados. como se o composto é absorvido pela parede intestinal e se é estável nos tecidos e líquidos do corpo. ibuprofeno. fenobarbital. perda de consciência. de modo que uma dose por dia seja adequada. Portanto. Idealmente. o medicamento deve ter potência e eficácia terapêutica em alto grau para que seja efetivo em baixas doses. Nesses casos.bioquímicas e celulares anormais causadas pela doença e no planejamento de compostos que possam impedir ou corrigir especificamente essas anormalidades. Também chamados de psicofármacos. Além disso. Não existe o remédio que seja perfeitamente efetivo e completamente seguro. hipnoanalgésicos. C LASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS Depressores do sistema nervoso central (SNC) (anestésicos gerais. do SNC. antiepilépticos. Também são considerados outros fatores ao longo do desenvolvimento dos medicamentos. incluem 144 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Quando um novo composto se mostra promissor. de modo que tenha pouco ou nenhum efeito nos outros sistemas do organismo (efeitos colaterais mínimos ou ausentes). insônia. comumente ele é modificado muitas vezes para otimizar sua seletividade. Fármacos psicotrópicos (sedativos ansiolíticos. Alguns produzem estímulo intenso. morfina. Estimulantes do SNC (analépticos.

Exemplo: dexclorfeniramina. citalopram. nimesulida. rubor. antiarrítmicos. Miorrelaxantes (centrais e periféricos) – São fármacos usados para relaxar os espasmos que acompanham as síndromes musculares crônicas dolorosas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 145 . amicacina). tetraciclina. nimodipino. cirpofloxacino. contra aterosclerose. amoxicilina. aciclovir. antifúngicos. cefalexina. quinina. Exemplo: orfenadrina. antibióticos e imunoestimulantes) – Fármacos utilizados no tratamento de doenças infecciosas. Exemplo: lidocaína. zidovudina). sulfonamidas. Antibióticos . amoxilina. Esteróides: dexametasona. ribavirina. permetrina). quimioterápicos para respiratório. propranolol. nistatina. glicocorticóides e outros) – São utilizados para combater alergias. anfotericina. dilatadores de vasos coronarianos. Ex. anti-virais: matam vírus (ex. Não esteróides: AAS. hidrocortisona. Exemplos: digoxina. piolhos (ex: cloroquina.: aciclovir. prednisona. calor e perda de sensibilidade. miconazol.: Triclosana. urinário e antivirais. vasoconstritores e vasodilatadores) – São aqueles empregados na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares.Antibacterianos: matam bactérias (ex: penicilina. tinidazol. são fármacos que reduzem o tônus e a motilidade dos aparelhos gastrointestinal e geniturinário. haloperidol. paracetamol. atenolol. antihipertensivos. tuberculostáticos e hansenostáticos. Antiinflamatórios – Combatem processos de inflamação. antiprotozoários. mebendazol. Antialérgicos (anti-histamínicos. Exemplos: alprazolam. Cardiovasculares (para ICC. cortisona. antifúngicos: matam fungos (ex: nistatina. cujos sintomas são dor. antiparasitários: matam vermes. dipirona. metronidazol. antivaricosos. albendazol.fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente a atividade mental. Esses fármacos são divididos em dois grandes grupos: esteroidais e não esteroidais. Antiinfecciosos (anti-sépticos. Exemplo: atropina. diclofenaco de sódio e potássio. fluconazol). Espasmolíticos (anticolinérgicos e musculotrópicos) – Chamados também de antiespasmódicos. piroxican. cetoconazol. Fármacos que atuam no sistema nervoso periférico (SNP) (anestésicos locais) – Bloqueiam reversivelmente a geração e a condução de impulsos ao longo de uma fibra nervosa. secnidazol. anlodipino.

hormônio do crescimento) – São fármacos que interferem no metabolismo e nutrição. sendo necessárias em quantidades muito pequenas. Exemplos: vitaminas A. coagulação sanguínea e hemostípticos. antilipêmicos. antieméticos e eméticos) – São utilizados no tratamento dos distúrbios e doenças que afetam o sistema digestivo. hidrossolúveis. hidróxido de alumínio. C. gaifenesina. hormônios e análogos e diversos) – São quimioterápicos usados no tratamento do câncer. coenzimas) – Substâncias essenciais ao metabolismo normal dos seres vivos. femininos. sinvastatina. antiastênicos energéticos. E. alcalinizantes. loperamida. catárticos. bicarbonato de sódio. insulinas. antiácidos. albendazol. Exemplo: vacinas. 146 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . principalmente o estômago e o intestino. Exemplos: acetilcisteína. Fármacos do trato gastrointestinal (anti-secretores. antibióticos. K. compostos de platina. salbutamol. Exemplo: metotrexato. sangue e frações e substitutos do sangue) – Também denominados agentes hematológicos. antimetabólitos. dietéticos. tensoativos para distúrbios pulmonares) – Utilizados no combate das doenças respiratórias. lipotrópicos. antidiarréicos. são substâncias que atuam no sangue ou substituem algum de seus componentes. anabolizantes. antagonistas da gonadotrofina e inibidores de prolactina. Exemplos: hidroclorotiazida. Exemplos: ranitidina. antidiabéticos. resinas permutadoras de íons). multivitamínicos com ou sem minerais. mineralocorticóides.Fármacos do sangue (antianêmicos. B. pseudoefedrina. Vitaminas (lipossolúveis. gonadotrofinas e seus estimulantes. produtos vegetais. óleo de rícino. Fármacos do aparelho respiratório (antitussígenos. digestivos. Agentes antineoplásicos (alquilantes. Interferentes no metabolismo da água e eletrólitos (diuréticos. D. hipertireoidismo. expectorantes. antiinfecciosos do TGI. ácido úrico. hormônio antidiurético e análogos. Exemplos: sibutramina. antineutropênicos. Distúrbios hormonais (masculinos. metronidazol. hipotireoidismo. estradiol. varfarina. Exemplos: ácido fólico. Metabolismo e nutrição (anorexígenos e antiobesidade. acidificantes. Agentes imunizantes (soros. imunoglobulinas e vacinas) – São substâncias utilizadas para aumentar a imunidade dos seres humanos. antiprotozoários para distúrbios GI. antiasmáticos. estimulantes e relaxantes uterinos) – Exemplos: testosterona. fornecedores de água e minerais. bromoprida.

acupuntura. otológicos e nasofaríngeos – São utilizados topicamente tanto em infecções quanto em outros quadros clínicos que afetam o olho. mineral ou sintética. detergentes. capsaicina. mas nem todo fármaco é um medicamento. Diversos e outros (auxiliares de diagnóstico. Imunossupressores – Utilizados para diminuir as reações imunológicas responsáveis pelas manifestações clínicas que ocorrem após transplantes de órgãos ou da medula óssea. capaz de provocar alterações no organismo. massagem. dissuadores de álcool. a figura do médico (feiticeiro). Todo medicamento é um fármaco. banhos). nariz e garganta. Exemplos: piroxiam. A LGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA Fármaco (pharmacon = remédio): substância química com estrutura química conhecida. DIU’s. agentes quelantes. comprovadas cientificamente. retenção urinária. indução do parto. alopurinol. Remédio (re = novamente. Droga (drug = remédio. medior = curar): substância animal. Exemplo: pilocarpina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 147 . espermicidas e testes de gravidez). Medicamento (medicamentum = remédio): preparação usando-se drogas de ação farmacológica benéfica. antipruríticos e anestésicos locais. fé ou crença. medicamento. Exemplo: ciclosporina. Anti-reumáticos (AINE’s. emolientes. odontológicos. procedimento (ginástica. prednisona. hidroquinona. geriátricos e tônicos. antigotosos) – São utilizados no tratamento de doenças das articulações. corticosteróides. antiinflamatórios locais. queratolíticos e queratoplásticos e outros) – Exemplos: clotrimazol. vegetal. uréia. Pode ser benéfica (fármaco) ou maléfica (tóxico).Preparações para pele e mucosas (antiinfecciosos. usada para beneficiar o organismo. abandono do tabagismo. Placebo (placeo = agradar): tudo o que é feito com intenção benéfica para aliviar o sofrimento: fármaco/medicamento/droga/remédio (em concentração pequena ou mesmo na sua ausência). droga): qualquer substância química com estrutura química conhecida. influência: usados com intenção benéfica. Medicamentos oftálmicos. adstringentes. ouvido. disfunção erétil. ácido azeláico. demulcentes e protetores. antídotos.

via intramuscular. Cada uma dessas vias possui características próprias. dissolvida no plasma. via retal. que influenciam na absorção. tais como: características físico-químicas da droga. O “medicamento” piora a saúde. Bioequivalência: é a equivalência farmacêutica entre dois produtos. sofrendo assim restrições em sua distribuição. via intravenosa. Após a absorção do fármaco. ou seja. É uma fração da droga que chega à circulação sistêmica. uma fração deste geralmente se liga a proteínas plasmáticas (principalmente a albumina) ou proteínas de tecidos. e apresentam estatisticamente a mesma potência. via de administração. O complexo proteína-fármaco atua como um reservatório do fármaco no sangue. possuem baixa capacidade de permear membranas biológicas. Biodisponibilidade: indica a quantidade de drogas que atinge seu local de ação ou um fluido biológico de onde tem acesso ao local de ação. Distribuição: é a passagem de um fármaco da corrente sangüínea para os tecidos.Nocebo: efeito placebo negativo. Já 148 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Desse fato é que se explica o deslocamento de um fármaco por outro de maior afinidade pela proteína. uma vez que. neste caso. é farmacologicamente ativa. o fármaco é administrado diretamente na corrente sangüínea. Essa relação droga ligada/droga livre é definida por um equilíbrio. As principais vias de administração de fármacos são: via oral (a mais usada). forma farmacêutica. perfusão sangüínea no local de absorção. Os fármacos pouco lipossolúveis. dois produtos são bioequivalentes quando possuem os mesmos princípios ativos. A ligação protéica geralmente é inespecífica. Tratando-se da via de administração intravenosa. Absorção: é a passagem do fármaco do local em que foi administrado para a circulação sistêmica. não se deve considerar a absorção. via subcutânea. veículo utilizado na formulação. Alguns fatores influenciam a absorção. entre outros. Princípio ativo: é o que vai fazer efeito no organismo. Constitui-se do transporte da substância através das membranas biológicas. área de absorção à qual o fármaco é exposto. variando de acordo com a afinidade do fármaco pela proteína. formando um complexo reversível. A distribuição é afetada por fatores fisiológicos e pelas propriedades físico-químicas da substância. por exemplo. A outra fração circula livremente pelo fluido biológico. É importante frisar que apenas a porção livre. dose e via de administração.

Metabólito: é o produto da reação de biotransformação de um fármaco. A eliminação ocorre por diferentes vias e varia conforme as características físico-químicas da substância a ser excretada. um potente indutor que acelera o metabolismo de outros fármacos quanto estes são administrados concomitantemente. podem apresentar alta atividade biológica ou propriedades tóxicas. Os metabólitos possuem propriedades diferentes das drogas originais. Geralmente. podemos citar o Fenobarbital. apresentam atividade farmacológica reduzida e são compostos mais hidrofílicos. A biotransformação ocorre principalmente no fígado. geralmente sob ação de enzimas inespecíficas. seja na forma inalterada ou na de metabólitos ativos e/ou inativos. Além disso. além da indução e da inibição enzimáticas. mais facilmente eliminados. Tempo de Meia-vida (T1/2): é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade. Pode ocorrer. Essa inibição em geral é competitiva. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 149 . portanto. Excreção ou eliminação: é a retirada do fármaco do organismo. nos rins. Como exemplo. resultando em efeitos farmacológicos prolongados e maior incidência de efeitos tóxicos do fármaco. Supondo então que a concentração plasmática atingida por certo fármaco seja de 100 mcg/mL e que sejam necessários 45 minutos para que essa concentração chegue a 50 mcg/mL. entre duas ou mais drogas competindo pelo sítio ativo de uma mesma enzima. Inibição enzimática: caracteriza-se por uma queda na velocidade de biotransformação. Entre os fatores que podem influenciar o metabolismo dos fármacos estão as características da espécie animal. pois pode limitar o acesso a locais de ação intracelular. a idade. Biotransformação ou metabolismo: é a transformação do fármaco em outra(s) substância(s). a sua meia-vida é de 45 minutos. nos pulmões e no tecido nervoso. a raça e fatores genéticos. a ligação às proteínas plasmáticas pode alterar a distribuição do fármaco. resultantes em um metabolismo acelerado do fármaco. por exemplo. prolongando a permanência do fármaco no organismo. por meio de alterações químicas.as substâncias muito lipossolúveis podem se acumular em regiões de tecido adiposo. Alguns fármacos têm a capacidade de aumentar a produção de enzimas ou de aumentar a velocidade de reação das enzimas. Indução enzimática: é uma elevação dos níveis de enzimas (como o complexo Citocromo P450) ou da velocidade dos processos enzimáticos. Em alguns casos.

manter a concentração no estado de equilíbrio estável (steady state). o intervalo entre as doses deve ser um tempo suficiente para que o organismo elimine totalmente a dose anterior (em geral. não há acúmulo de fármaco na circulação. Dose de ataque ou inicial: é a dose de determinado fármaco que deve ser administrada no início do tratamento. com o objetivo de atingir rapidamente a concentração efetiva (concentração-alvo). um tempo maior que 10 meias-vidas). Terapia de dose única: nesta. é a soma do clearance hepático com o clearance renal com o clearance pulmonar. ou seja. Pico de concentração plasmática: é a concentração plasmática máxima atingida pelo fármaco após a administração oral. Dessa forma. se um fármaco é biotransformado nos rins. fígado e pulmões. isto é. Utilizada na terapia de dose múltipla. utilizado para determinar a quantidade de droga após a administração de uma única dose. 150 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Terapia de dose múltipla: neste caso. ao contrário daquilo que ocorre em doses únicas. Essa medida é dada pela soma da capacidade de biotransformação de todos os órgãos metabolizados. Assim. é quando o fármaco encontrase em concentração constante no sangue. no sangue mesentérico e. Steady state ou estado de equilíbrio estável: é o ponto em que a taxa de eliminação do fármaco é igual à taxa de biodisponibilidade. A área sob a curva ou extensão da absorção é um parâmetro farmacocinético. Ou seja. Por isso. ocorre acúmulo da droga no sangue. o clearance total é a soma da capacidade metabolizadora de cada um desses órgãos.Efeito de primeira passagem (EPP ou FPE): é o efeito que ocorre quando há biotransformação do fármaco antes que este atinja o local de ação. o intervalo entre doses é menor do que aquele necessário para a eliminação da dose anterior. no fígado. Curva de concentração plasmática: é o gráfico em que se relaciona a concentração plasmática do fármaco versus o tempo decorrido após a administração. a administração da dose seguinte se dá quando toda a dose anterior é eliminada. principalmente. Clearance ou depuração: é a medida da capacidade do organismo em eliminar um fármaco. Dose de manutenção: é a dose necessária para que se mantenha uma concentração plasmática efetiva. até que se atinja o equilíbrio (steady state). Pode ocorrer na parede do intestino.

• Dor Crônica .processos inflamatórios simples.processos inflamatórios complexos.Dor repetitiva (reumatismo). Tratamento das alergias: cremes. entre outros. São tecidos como os músculos. pomadas. colírios e gotas nasais.duração limitada (dor de garganta). · Derivados opláceos (Buprenorfina)/dores mais severas. onde a concentração da droga é difundida instantaneamente. tecido gorduroso. • Esteróides . GRUPOS FARMACOLÓGICOS A NTIINFLAMATÓRIOS • Não esteróides . P RINCIPAIS G RUPOS A NALGÉSICOS : · Salicilatos (A A S). Somente com indicação médica. · Derivados da pirazolona (Dipirona). A NALGÉSICOS • Dor Aguda . · Derivados do p-aminofenol (Paracetamol)/irritação gástrica. · Antagonistas da Serotonina (Sumatropina)/enxaquecas.Compartimento central: é a soma do volume plasmático com o líquido extracelular dos tecidos altamente perfundidos (como pulmões. Artrite. reumatismo. entorses. Compartimento periférico: formado por tecidos de menor perfusão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 151 . a pele. fígado). coração. este precisa de mais tempo para que seja atingido um equilíbrio de concentração. A NTIALÉRGICOS A alergia vai de uma simples coceira até o choque anafilático.

Entromicina.Vancomicina. · Afenicóis . Desalex. Não devem ser usados quando: • não se tem certeza se há infecção. • não estamos dispensando com prescrição médica.grande espectro. Polaramine. · Tetraciclinas . P RINCIPAIS G RUPOS DE A NTIBIÓTICOS · Penicilinas . etc. resfriados. • não sabemos a causa da infecção.Clorafenicol.Neomicina. Interferon. Amoxicilina. · Polipeptídios . Claritin. · Quinplonas . A NTIVIRAIS Desde uma verruga até AIDS: Aciclovir.Procin. • não sabemos os efeitos colaterais do medicamento.Minociclina.bactérias resistentes . · Corticóides: ação antiinflamatória e antialérgica (Diprosone.Macrodontina.Cefazolina. · Cefalosporinas -grande espectro . 152 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Iodoxuridina. rinites. A NTIBIÓTICOS • Amplo Espectro: atuam sobre um grande número de bactérias. · Nitrofuranos . • Pequeno Espectro: atuam em casos específicos. · Macrolídeos .não pode ser usado em recém-nascidos e prematuros . · Aminociclitóis .· Anti-histamínicos: coriza. Nasonex).

• Hipertensão .Digitálicos (plantas): Digoxina.Clorexidina. • Escabicidas e pediculicidas: Escabin. antifúngicos e antivirais. Inotrópicos: Dopamina. · Superficiais . Matacura. Peróxido de Hidrogênio. Sandow. Protetores Solares .Atenolol. • Arritmias Cardíacas (batimentos hora intenso. Cetoconazol. • Sulfas tópicas: (infecção) Sulfanilamida. Propanolol. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 153 .ácido salicílico. Anti-sépticos . • Queratolíticos: calos.aumentar a força contrátil do coração . • Angina (forte dor no peito) .cânfora. Nistatina.A NTIFÚNGICOS Dois tipos de infecções por fungos: · Sistêmicas e Profundas . • Rubefacientes: vasodilatadores locais .Coppertone. hora lento) .Antianginosos: Nifedipeno. escamações . mentol.Diuréticos e Simpalolítico : hidroclorotiazida e reserpina. A NTIINFECCIOSOS Fazem parte: antibióticos.Ácido Benzóico.Miconazol. AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO S ISTEMA C IRCULATÓRIO • Insuficiência Cardíaca . Tratamento de Pele.

Manual Merck http://www.perda de sódio e água: Furosemida • Osmótico .Loratadina / Diproplanato de beclometasona. • Natriurético .iodeto de potássio. Este capítulo teve como fontes de consulta: .prisão de ventre: laxantes suaves ou purgantes mais potentes. • Poupadores de potássio . Basile/Aulus Conrado Basile) 154 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . • Antitussígenos: ação central (centro da tosse) .perda de água. • Antieméticos . • Antialérgicos .html (editores: Ricardo P. • Antifisséticos .diminui perda de potássio: Amilorida.associação de substâncias químicas que aliviam sintomas da gripe e resfriados. • Catárticos .auxiliar na digestão: desidrocolato sódico. sódio e potássio: Clortalidona.perda de água: Manitol e Sorbitol.geocities.diminuir reflexo do vômito: Bromoprida. S ISTEMA D IGESTÓRIO • Antiácidos . • Broncodilatadores .Codeína e ação periférica (vias respiratórias) – Acetilcisteína.S ISTEMA R ESPIRATÓRIO • Descongestionamento nasal .diminuir acidez no estômago: hidróxido de alumínio.com/basile_farmacologia/ introducao. S ISTEMA U RINÁRIO • Saluréticos . • Digestivo .utilizados em casos de asma e bronquite: Aminofilina. • Antiulceroso .eliminação de gases: dimeticona. • Antidiarréicos ou constipantes: Difenoxilato. • Mucolítico (reduz viscosidade do muco) – Ambroxol.cicatrização de úlceras: Cimetidina. • Expectorantes (eliminar secreção pulmonar) .

nossas emoções ou nossas ações. o que está ocorrendo é química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos. o homem começou a estudar os fenômenos químicos. por exemplo. Mas o fato é que. é uma grande usina química. A química está presente em todos os seres vivos. Neste capítulo você vai saber o que é química medicinal e sua importância para a produção de fármacos. Há muitos séculos. não há mais vida. ao misturar extratos de plantas e substâncias a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 155 . ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese. O corpo humano. bem como o papel essencial da físico-química na formulação de medicamentos e o poder da ação de substâncias químicas no nosso organismo. QUÍMICA A química é uma das disciplinas que compõem as ciências farmacêuticas. Quando não há mais química.5. Os antigos alquimistas buscavam principalmente a transmutação de metais e o elixir da longa vida.

enfermarias e unidades de terapia intensiva têm na química uma parceira indispensável. clínicas. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgias ou diagnósticos foram fabricados com matérias-primas químicas. laboratórios. luvas cirúrgicas. temos a certeza de que tomando uma aspirina provavelmente entre 15 e 30 minutos a dor acabará. é que sem a química a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo. E certamente. que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química. Fornecedor de uma quantidade fantástica de produtos básicos para outras indústrias. eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. tubos flexíveis e atóxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue são apenas alguns dos exemplos dos produtos de origem química que revolucionaram a medicina. Tudo isso porque química é vida! A QUÍMICA DA SAÚDE A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. foram sendo descobertos novos produtos. Com o tempo. a desenvolver novas moléculas. Mas a aplicação da química vai além dos medicamentos. próteses anatômicas. Hospitais.retiradas de animais. novas aplicações. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia. seringas descartáveis. Q UÍMICA MEDICINAL Quando temos uma dor de cabeça. deslocar-se à velocidade do som. recipientes para soro. O que sabemos. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza. desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e protegem a vida. 156 q•u•í•m•i•c•a . no entanto. Avançados desinfetantes combatem o risco de infecções. a dor voltará. Com seus experimentos. que curam doenças e fortalecem a saúde humana. novas substâncias. Sem ela. nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. o setor químico também desenvolveu matérias-primas específicas para a medicina. os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas. a menos que tomemos outra aspirina em poucas horas. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais. produzir alimentos em pleno deserto. tornar potável a água do mar. a modificar a composição de materiais. Válvulas cardíacas.

ligação de hidrogênio. hidrofóbica. Essas interações alteram a função do alvo macromolecular (receptor) e. Dessa forma. com freqüência porém não necessariamente. em seguida a distribuição deste fármaco pelo corpo. de van der Waals e covalente. subseqüentemente a interação do fármaco com o receptor no organismo. o advento da química combinatória trouxe um novo avanço a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 157 . prolongada quando a ligação é do tipo covalente. fato este responsável pela ação farmacológica. No início do século XX. Primeiramente. Os efeitos de muitos fármacos resultam de sua interação com as componentes macromoleculares do organismo. Acredita-se que ligações de diferentes naturezas sejam importantes nas interações entre fármacos e receptores. na década de 1960. a busca reducionista de informações. menores efeitos colaterais. contudo. tornou-se atividade comum em inúmeros centros de pesquisas em todo o mundo. E o que a química tem a ver com isso? A importância da análise dos mecanismos de ação dos fármacos está relacionada ao entendimento das interações químicas e físicas entre o fármaco e o seu alvo na célula (receptor biológico). algumas vezes é possível criar uma nova molécula com maior efeito terapêutico. possibilitou a racionalização química de pequenas regiões subestruturais permitindo o aparecimento das relações quantitativas entre estrutura e atividade (do inglês QSAR).Nesse fato corriqueiro. capazes de descrever biomacromoléculas ou sistemas biológicos mais complexos. podemos notar a dinâmica do alívio da dor. modificações relativamente pequenas na molécula do fármaco podem resultar em alterações importantes nas propriedades farmacológicas. os métodos de descobrimento de novos fármacos eram empíricos ou estavam quase dominados pelo acaso. maior seletividade entre diferentes células ou tecidos e características secundárias mais aceitáveis do que o fármaco original. dão início a mudanças bioquímicas e fisiológicas características da resposta ao fármaco. Mais recentemente. a administração e absorção do fármaco no organismo. Desde então. assim. A duração da ação de um fármaco é. Como as alterações na configuração molecular não precisam alterar todas as ações e efeitos de um fármaco. e então a eliminação do fármaco do organismo. pode-se fornecer subsídios tanto para o uso terapêutico de um fármaco como para o planejamento de novos agentes terapêuticos. A afinidade de um fármaco por seu receptor no organismo e sua atividade farmacológica são dependentes da estrutura química. Por meio de uma análise completa da doença em estudo. O sucesso da equação de Hammett. por exemplo: receptores biológicos e enzimas. entretanto. A ligação de substâncias bioativas com os receptores biológicos envolve vários tipos conhecidos de interações tais como iônica.

A química medicinal. estruturais. isolamento. síntese ou modificação molecular. o estabelecimento da sua atividade biológica. identificação e elucidação estrutural de princípios ativos naturais de plantas. toxicológicos e farmacocinéticos e a criação de relações entre estrutura química e atividade farmacológica (SARs). portanto.na busca e identificação em massa de novas substâncias químicas bioativas ou na otimização delas. de processos bioquímico-farmacológicos. A atividade de compostos biologicamente ativos está condicionada às suas propriedades físico-químicas. ensaios farmacológicos e estudos das relações estrutura química . é um campo da química que engloba inovação. o qual trata do planejamento de fármacos. Devido à complexidade na elucidação das estruturas químicas e na correlação entre propriedades físico-químicas. físico-química. por conseqüência. química quântica. Cada um desses descritores representa a sua influência na interação fármaco-receptor e. descrição das moléculas desde a sua constituição atômica (passando por relações entre a estrutura e propriedades) até suas características estruturais quando da(s) interação(ões) com alvos biológicos de interesse terapêutico. Esses parâmetros podem ser físico-químicos (descrevendo parâmetros hidrofóbicos. entre outras. determinação da atividade biológica e estudo das relações estrutura-atividade. em nível molecular. considerando que esses compostos necessitam atravessar os tecidos do sistema biológico e alcançar seus respectivos receptores para que possam interagir. tais como: química orgânica.atividade biológica. atividades e aplicações bem definidas. com o intuito de planejar fármacos mais específicos. determinação estrutural. A aplicação da química teórica no estudo da atividade biológica de fármacos tem aumentado muito nos últimos anos e é utilizada para explorar eventos biológicos em nível molecular. compreensão. simetria dos compostos e distribuição dos átomos. extração. descobrimento e desenvolvimento de novas substâncias químicas bioativas (NCEs). tornou-se necessário a interação entre diversas áreas. Um tipo de abordagem utilizada em química medicinal considera a estrutura molecular de um composto como uma série de parâmetros ou descritores moleculares. biologia molecular. Dessa inter e multidisciplinaridade surgiu um novo campo de estudo. que fornecem informações sobre o tamanho. eletrônicos e geométricos. dependendo das características que se deseja descrever. animais ou minerais. estéreos ou eletrônicos). com suas estruturas. 158 q•u•í•m•i•c•a . farmacologia. a química medicinal. topológicos.

e avaliada suas características físico-químicas. seja na forma salina ou não. O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO . com o propósito de desenvolver formas farmacêuticas estáveis. farmacotécnicas e biofarmacêuticas. através dos estudos de relações entre a estrutura química e a atividade farmacológica e/ou toxicológica e/ou farmacocinética. D ISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ . Nessa triagem são avaliadas previamente considerações farmacodinâmicas e cinéticas e essencialmente as características físico-químicas. Muitos fármacos em potencial são farmacologicamente ineficazes e inseguros do ponto de vista toxicológico.Efeitos tóxicos .Reações adversas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 159 .QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS O ponto de partida para formulação de um novo medicamento é denominado pré-formulação.Finalidade terapêutica . com o intuito de obter informações físico-químicas apropriadas . contribuintes na seleção de novas substâncias químicas que se incorporem no processo de desenvolvimento. devido à sua escassa solubilidade nos veículos utilizados.FORMULAÇÃO Considerações prévias: .Ela também está implicitamente relacionada á proposição e validação de modelos matemáticos. A fase de pré-formulação deve-se iniciar tão logo quanto a síntese do fármaco. em que são caracterizadas as propriedades físico-químicas e mecânicas de um novo fármaco. conforme é demonstrado abaixo. As características físicas e químicas de cada substância farmacêutica devem ser rigorosamente avaliadas antes do desenvolvimento de uma fórmula ou forma farmacêutica. É nessa etapa de trabalhos experimentais que é selecionada a substância ativa. Antes de iniciar o desenvolvimento da formulação é necessário que o fármaco seja submetido a diversas avaliações e caracterizações em diferentes fases. seguras e eficazes.Propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas . Dados como a solubilidade facilitam a seleção de veículos solubilizantes nos estudos de eficácia e segurança em animais. A pré-formulação se descreve como uma fase de processo de investigação.

Esse desdobramento da síntese orgânica apresenta características particulares. em 2000.Doses e freqüência de administração . pois além de racionalizar uma seqüência de etapas sintéticas. estimado.Solubilidade . Os fármacos de origem sintética representam significativa parcela do mercado farmacêutico. 680 (79%) eram de origem sintética. A SÍNTESE DE FÁRMACOS A síntese de fármacos é um importante capítulo da química orgânica.Compatibilidades físico-químicas.Custo do medicamento Considerações biofarmacêuticas: . visando obter os melhores rendimentos possíveis.Características biofarmacêuticas da formulação Características físico-químicas e farmacotécnicas: .Ponto de fusão . Até 1991. é necessário também dispensar atenção ao grau de pureza e à escala da reação. entre 866 fármacos usados na terapêutica. em 390 bilhões de dólares.Estabilidade . uma vez que permite a construção de moléculas em seus diversos níveis de complexidade.Biodisponibilidade .Fluidez do pó .Via de administração ..Aceitação e comodidade do medicamento .Características ligadas ao enfermo .Cristalinidade e polimorfismo . Os restantes 160 q•u•í•m•i•c•a .

O ácido muriático. empregado na construção civil e no alvejamento de assoalhos de cerâmica. pesticidas e corantes. com níveis de complexidade variáveis. tais como a malária. podemos concluir que a pureza do produto final está diretamente relacionada à metodologia sintética empregada e à pureza dos intermediários e matérias-primas envolvidas na síntese. 28% dos fármacos de estrutura heterocíclica apresentam átomos de enxofre e 18% apresentam átomos de oxigênio. A primeira. ou seja. a decisão de qual classe terapêutica deverá ser objeto de estudo vai depender das questões que aguardam por resposta. constata-se que 62% deles são heterocíclicos. a busca de novos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 161 . Quando consideramos que os fármacos são produtos de um processo sintético de múltiplas etapas. da mesma forma. de bancada. podemos diferenciar o fármaco. como inseticidas. dentre outros. Os fármacos de origem sintética podem ser obtidos em dois tipos de escala. pois contempla a finalidade que lhe cabe. Por outro lado. De maneira geral. por permitir o acesso a substâncias terapeuticamente úteis. A segunda. A síntese de fármacos pode ser considerada uma aplicação nobre da química orgânica sintética. Contudo. dos outros produtos. é uma adaptação da primeira rota sintética visando à obtenção do fármaco em maior escala. é aquela empregada na definição da rota sintética. Sua aplicação na busca de novos protótipos de fármacos representa uma grande parcela dos medicamentos disponíveis para uso clínico e movimenta cifras elevadas dentro do mercado mundial. a escala de bancada não se estende à escala industrial. para se ter acesso ao composto planejado. Adicionalmente.186 (21%) correspondiam àqueles de origem natural ou semi-sintética. não requer o mesmo grau de pureza que um produto farmacêutico. tem sua cor azul assegurada. enquanto os países de terceiro mundo ainda estão carentes de fármacos para o tratamento de doenças tropicais. provavelmente. possuem átomos de elementos distintos do carbono (heteroátomos) envolvidos em ciclos. Os valores acima expostos assinalam a importância da química dos heterociclos. O índigo-blue. independente das impurezas que possam advir do processo sintético. semi-industrial. dentre os quais 95% apresentam-se nitrogenados. mas suficientes para investigar o seu perfil farmacológico. Nesse ponto. produto farmacêutico tecnicamente elaborado. Quando observamos a estrutura dos fármacos empregados na terapêutica. demonstrando que muitas vezes pode ocorrer a presença de mais de um heteroátomo no mesmo sistema heterocíclico. sejam eles de grau de pureza comercial ou analítica. em pequenas quantidades. havendo necessidade de se buscar rotas alternativas que contemplem a adequação da escala. um produto farmacêutico pode necessitar de um grau de pureza tão elevado quanto o dos reagentes empregados em reatores nucleares. Atualmente. estarão envolvidos na busca de novos fármacos anticâncer. Os países de primeiro mundo.

a partir do extrato bruto de plantas. partem de uma substância de atividade conhecida e preparam derivados sintéticos para testar suas atividades. Em 1948. segundo o qual há necessidade de se buscar fármacos para o tratamento de enfermidades específicas. foi um dos primeiros anestésicos locais. aplicada juntamente com um vaso constritor. Químicos sintéticos partiram. isto é. diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importância fundamental. Embora fosse muito eficaz. A estrutura química de uma substância é fator determinante na sua atividade no organismo. síntese orgânica. Inicialmente. mas que não provocassem os efeitos colaterais indesejados. em geral. mas também a “criar” substâncias totalmente inéditas. tendo a molécula análoga acíclica a da guanina através de um planejamento prévio. em geral. que vieram a se tornar fármacos.candidatos a protótipos de fármacos atende a um novo paradigma. é. então. dependência física e psicológica. muitos pesquisadores sintetizam substâncias com provável atividade biológica. Hoje. para a busca de substâncias que tivessem o mesmo poder anestésico da cocaína. A ÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO Em diversos laboratórios de química. Na medicina. O novo paradigma pode ser exemplificado pelo aciclovir. com eficácia já conhecida. sensações de poder. existiam sérios problemas: a cocaína produz euforia. outro anestésico foi patenteado nos EUA: a 162 q•u•í•m•i•c•a . Às vezes. a química de síntese orgânica foi introduzida nessa área e os químicos passaram a não somente criar análogos sintéticos e derivados. Um exemplo é o caso da cocaína. para manter o anestésico no local da aplicação o maior tempo possível. os químicos se limitavam a isolar determinadas substâncias naturais. possibilitou “sabotar” o DNA viral. Com os avanços da ciência. provocando o efeito anti-viral desejado. bemestar excessivo. forças intermoleculares. Apresentaremos algumas classes de fármacos e suas respectivas estruturas químicas. tais como estereoquímica. o qual. substâncias diferentes com estruturas químicas semelhantes possuem atividade biológica também similar. Essa substância é um alcalóide extraído de uma planta nativa da América do Sul. polaridade de moléculas. E. a preparação de um fármaco leva anos de pesquisa. uma substância capaz de produzir analgesia no local onde é aplicada. substância utilizada até hoje: como é rapidamente absorvida pelo corpo. entre outros. Em 1905 foi preparada a procaína.

o que há de comum com a estrutura química dessas substâncias? Um anel aromático em uma das extremidades da molécula. A morfina deve seu nome ao deus romano dos sonhos. são os mesmos. uma das civilizações mais antigas. heroína e outros. Tanto a lidocaína. Cocaína Procaína Lidocaína Entretanto. Não somente foram achadas as estruturas semelhantes: alguns dos receptores onde essas moléculas se ligam. Todas essas substâncias têm uma estrutura derivada da 2-fenil-etanoamina.lidocaína. vendida como xilocaína. já utilizava a base da flor da papoula para preparar o ópio. Entre esses. um éster ou uma amida conectando os dois extremos. Além de ser muito mais forte do que a procaína. sono e perda dos sentidos). A morfina corresponde a cerca de 10% do peso do ópio seco. há cerca de 6 mil anos. Foi o primeiro alcalóide a ser isolado e identificado (Sertuner.. devido ao seu forte efeito analgésico a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 163 . Grande parte das substâncias conhecidas como feniletilaminas possuem intensa atividade biológica e são capazes de alterar a nossa percepção da realidade. não necessita de vaso constritor. mescalina. No caso da morfina e do LSD. 1803) e foi logo adotado na medicina. o segmento alquílico que liga o anel ao N é cíclico. procaína e a cocaína possuem efeitos anestésicos semelhantes. F. Um farmacêutico alemão (Friedreich Sertuner. estão substâncias como morfina. LSD. causa entorpecimento. nas células. 1803) escolheu esse nome por causa do forte poder narcótico dessa substância (uma substância narcótica provoca distúrbios na consciência. uma amina completamente substituída na outra extremidade. O povo sumeriano.

a codeína é um dos mais fortes supressores de tosse conhecidos. A polícia francesa treinou cães para farejar esse odor e. Embora seja um analgésico menos potente. capazes de aumentar a pressão sanguínea. A mescalina é um alcalóide natural extraído do cactus peyote. Muitos fármacos livremente vendidos em farmácias são também derivados da feniletilaminas. levando ao diacetilmorfina. hoje. O maior grupo é o das anfetaminas. reduzir a fadiga e inibir o sono. comum na América Central. entretanto. Recebeu o nome comercial de heroína e foi vendida em vários fármacos. Devido à dependência e aos efeitos tóxicos da morfina. substâncias estimulantes. inibidores de apetite. O LSD. Hoffmann e colegas estudaram a química do ácido lisérgico. produz outras respostas fisiológicas. sinestesia e outros. Essa foi a droga eleita pelos jovens das décadas de 60 e 70. auxiliar na descoberta de fábricas clandestinas de heroína. Essa droga era tão poderosa que as doses a serem utilizadas seriam muito pequenas. por vários séculos. provoca fortes alterações sensoriais e perceptivas. infelizmente. que ele chamou de “caleidoscópio de cores”. E também provoca dependência física e psíquica. É a droga que. pode ser adquirida sem nenhum problema em farmácias 164 q•u•í•m•i•c•a . Acidentalmente. a ponto de não serem tóxicas. no Sandoz Laboratory. de fato. Mas. Também causam dependência e danos físicos e mentais a longo prazo. entretanto. tem a venda proibida e é ilícita na maioria dos países. Esse ácido é o que está presente no vinagre. A substância foi preparada por Albert Hoffmann. em 1943. O ópio contém outros alcalóides. Uma das idéias foi o produto obtido a partir da acetilação dos grupos fenólicos da morfina. São utilizadas em descongestionantes nasais. A maioria dessas drogas. que cresce em cereais. despersonalização. foi utilizada nos rituais das civilizações americanas pré-colombianas. principalmente em xaropes para tosse.e supressor de tosse. O LSD. Por cinco anos. ele ingeriu uma pequena quantidade do produto e experimentou estados de delírio e alucinações. estimulantes. e lhe dá o cheiro característico. um dos alcalóides encontrados no fungo ergot. Embora não produza dependência. mais tarde descobriu-se que certos microorganismos também eram capazes de produzi-los. logo se procurou por um derivado sintético. então. tais como a codeína. foi primeiramente preparado em laboratório. Hoffmann preparou a amida desse ácido (a N-dietilamida). é considerada ilícita na maioria dos países. Tanto o LSD como a mescalina são extremamente alucinógenos. Além disso. como apatia e euforia. anti-hemorrágicos. Os Beatles gravaram um álbum inteiro em sua homenagem. uma das faixas chama-se Lucy in the Sky with Diamonds. Um fato curioso sobre a heroína: um dos produtos da acetilação com o anidrido acético é o ácido acético. a diacetilmorfina mostrou uma capacidade de provocar dependência como antes nunca vista.

que são ésteres do ácido carbâmico (ácido aminofórmico). colinérgicos e adrenérgicos. depressão. o EPA dos EUA classificou a droga como carcinogênica. para combater desde insônias a distúrbios mentais. fármaco apelidado de “a droga da felicidade”. entretanto. Desde a segunda metade do século XX. Essa planta produz o alcalóide reserpina. é uma das drogas mais vendidas no mundo. fadiga e tontura. constipação. É o princípio ativo do Prozac. Entre os antidepressivos mais recentes. provocando efeitos colaterais como ganho de peso. Além de diminuir a dor física. O carisoprodol (Soma) é outro carbamato popular. Os IMAOs interagem com a tiramina e podem causar hipertensão.brasileiras. pertencente à classe dos carbamatos. e é um forte relaxante muscular. Desde seu surgimento. as drogas também têm sido usadas para tratar outros tipos de males. ansiedade. uma das preferidas em descongestionantes nasais. estresse. foram descobertos através de observações e experimentações clínicas. O diazepam (Valium). entretanto. o flurazepam e o oxazepam são tranqüilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepínicos. As mais comuns são as dos grupos dos tranqüilizantes e dos antidepressivos. Infelizmente. que passou a ser vendido na forma pura em 1954.000 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 165 . Em 1981. Os antigos hindus já utilizavam o extrato de uma planta.Todos possuem dois anéis aromáticos e um heterocíclico. Muitas pessoas são acometidas de neuropatologias. nervosismo. Que induzem ao sono e perda de consciência. tais como os distúrbios psíquicos. numa tentativa de diminuir a dependência e toxicidade. entre outros. São utilizados para combater a insônia. além de interagirem fortemente com outros medicamentos. também bloqueavam os receptores histamínicos. tais como esquizofrenia. entre outros. Uma das mais antigas é a própria anfetamina (benzidrina). Todos são fortes tranqüilizantes e relaxantes muscular. O meprobamato (Equanil e Miltown) é a droga mais popular. a rauwolfia. boca seca. Os tranqüilizantes estão entre os remédios mais receitados por médicos. tais como a metanfetamina (metedrina) e a fenilpropanolamina. são escritas cerca de 1. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. Lançada em 1988. novos tipos de drogas foram produzidos para combater essas psicoses. Os primeiros antidepressivos foram os antidepressivos tricíclicos (TCAs) e os inibidores da enzima monoaminaoxidase (IMAOs).000. Outros derivados surgiram. e os tipos são classificados de acordo com a sua finalidade. Essa geração de drogas era eficiente em potencializar os mecanismos serotonérgicos e noradrenérgicos. destaca-se a fluoxetina. São todas sintéticas e foram frutos de anos de pesquisa em laboratório. que é o 2-fenil-1-metiletanoamina.

Ronaldo A. Montanari. 166 q•u•í•m•i•c•a . pesquisadores do programa de Pós-Graduação do Instituto de Química de São Carlos). Revista Eletrônica de Ciências (artigo de Agnaldo Arroio. muitas pessoas a estão consumindo diariamente.br – ‘A Influência do Polimorfismo na Farmacotécnica de Cápsulas no Setor Magistral’. Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM .portalfamacia. ainda não se sabe sobre os efeitos de longo prazo. de André Luiz Alves Brandão . Portal Racine – www.com. Pilli . Como é uma droga relativamente recente.de receitas médicas por mês para esse fármaco. De qualquer forma.qmc.html . já foi usado por mais de 35 milhões de pessoas no mundo! Com toxidade relativamente pequena e efeitos colaterais minimizados.br . a fluoxetina tem sido escolhida por milhões de pessoas que querem melhorar seu humor e combater a depressão.br/qmcweb/artigos/ quimica_medicinal. Journal of the Brazilian Chemical Society.com. Portal Farmácia – www.quark.racine. Universidade Federal de Santa Catarina .www. Este capítulo teve como fontes de consulta: .ufsc. artigo de Carlos A. Káthia Maria Honório.

o que são os metabólitos secundários das plantas. ou droga. a estrutura química e a biossíntese dos princípios ativos de origem vegetal. Ela é praticada por farmacêuticos e tem como alvo os princípios ativos naturais. A utilização de plantas para o tratamento de doenças que acometem os seres humanos é uma prática milenar e que ainda hoje aparece como o principal recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. o isolamento. quais cuidados são importantes ao usar fitoterápicos. A farmacobotânica se preocupa com o estudo das matérias de origem vegetal. No início da década de 90. bem como as propriedades terapêuticas dos chás e das frutas. pharmakon. O termo deriva de duas palavras gregas. e gnosis ou conhecimento. a extração. Nessa ciência estudam-se a identificação. a Organização Mundial a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 167 . A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS As plantas medicinais são os principais componentes da medicina tradicional. Neste capítulo você saberá o que são plantas medicinais e sua importância para a medicina e a formulação de medicamentos.6. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA A farmacognosia é um dos mais antigos ramos da farmácia.

como a Alemanha. uma redução significativa dos investimentos para estudos dessa natureza. As preparações fitofarmacêuticas são muito populares em países com forte tradição no uso de ervas. com a disponibilidade do carbono radioativo (carbono-14). Todo esse conhecimento continua sendo válido para estimular o uso dos vegetais como medicamentos e assim promover a perpetuação dessa cultura. os estudos sobre a biossíntese de produtos naturais em geral foram marcantes.5 bilhões na Europa. Além disso. foram isolados alguns compostos de plantas que se afirmaram como princípios ativos eficazes e de grande importância para a Medicina. as plantas medicinais são utilizadas pela população para o tratamento de resfriados (66%). Para se ter idéia da importância da fitoterapia como forma de terapia medicinal. Na Alemanha. a sociedade ocidental passou a reconsiderar as virtudes terapêuticas de plantas e os produtos naturais derivados desses organismos passaram novamente a ocupar papel de destaque na área de farmacologia. o setor de fitoterápicos faturou US$ 6. da quinina. Nesse contexto. Nas últimas duas décadas.de Saúde (OMS) divulgou que 60-85% da população dos países em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados da saúde. Contudo. Até a primeira metade do século XX. depois de 1945. Tanto é verdade que este é um tema de marcante expressão no cenário científico. devido ao desenvolvimento da química farmacêutica sintética e o aparecimento dos antibióticos produzidos por fermentação microbiana.. as pesquisas sobre a atividade de plantas e a bioprospecção de seus respectivos princípios ativos foram intensificadas. o comércio mundial de fitoterápicos movimenta mais de 20 bilhões de dólares por ano e apresenta perspectivas de crescimento. as observações populares conduziram ao acúmulo de informações relevantes sobre a eficácia e os efeitos medicinais das plantas. os primeiros estudos científicos de plantas medicinais datam do século XIX. da estriquinina e da cocaína (Hamburger & Hostettmann. houve uma marcante diminuição no uso de plantas medicinais e. dores de cabeça (25%). obviamente. Após séculos de uso empírico. já que até então as vias biogênicas eram de mera natureza especulativa. além de despertar grande interesse para pesquisas que conduzam à identificação de substâncias naturais bioativas. et al. 1991). merecida atenção era dada aos estudos de substâncias ativas de plantas.. entre outros (Veiga Jr. a exemplo da cânfora. bronquite (15%). gripe (38%). Nessa época.6 bilhões nos EUA e US$ 8. No período pós-guerra. 2005). nervosismo (21%). 1991). doenças do trato digestivo ou intestinal (25%). onde se consome metade dos extratos vegetais comercializados em todo o continente europeu. da morfina. úlcera estomacal (36%). a França e a Suíça (Hamburger & Hostettmann. insônia (25%). observando-se um enorme avanço nesse campo. os metabólitos de plantas foram investigados sob a ótica da Fitoquímica clássica e da Quimiotaxonomia. No ano de 2000. 168 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Ao longo dos anos.

cromanos. Os metabólitos secundários são compostos micromoleculares evolutivamente selecionados para conferir vantagens adaptativas às plantas. cumarinas. sabe-se atualmente que as principais funções dos produtos do metabolismo secundário são: atuar como agentes de defesa para combate de organismos patogênicos. foram desenvolvidas rotas biossintéticas — hoje conhecidas como metabolismo secundário — para produção de substâncias nocivas e tóxicas aos inúmeros parasitas e predadores. e atuar como agentes de competição para modificação do comportamento germinativo e do crescimento de espécies vegetais estranhas. foram aprovados 529 novos fármacos. esteróides. geralmente. Entretanto.As pesquisas com plantas medicinais possuem. propósitos voltados ao desenvolvimento de fármacos para emprego na Medicina humana. Isto pode ser observado quando. 2002). lignanas. Embora os vegetais contenham milhares de constituintes químicos. Alcalóides. acetofenonas. derivados do ácido benzóico e da acetofenona são classes representativas de metabólitos secundários de plantas. dentre os quais 39% são produtos naturais ou derivados semi-sintéticos (Pinto et al. quinonas. as propriedades terapêuticas estão especialmente relacionadas com os chamados metabólitos secundários. O fascinante potencial de fornecimento de novas substâncias deve-se à incrível capacidade desses organismos em biossintetizar os mais variados tipos de estruturas moleculares. A capacidade estimulatória de tais compostos também é destacada. fenilpropanóides. xantonas. Dentre as formas de proteção adquiridas. A diversidade e a complexidade das moléculas é algo realmente fantástico. já que podem servir como atraentes de animais polinizadores e dispersores de sementes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 169 . portanto seria um desperdício não se beneficiar da enorme capacidade de síntese das plantas. Ao longo do processo evolutivo as plantas desenvolveram mecanismos de defesa para sua sobrevivência.. flavonóides. promovendo assim a perpetuação de uma dada espécie. no período compreendido entre 1983 e 1994. insetos fitófagos e herbívoros predadores. METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS A natureza tem fornecido um número expressivo de substâncias orgânicas. Essas substâncias participam diretamente das interações bioquímicas de convivência e comunicação entre as plantas e os vários organismos vivos no sistema ambiental. chegou-se a acreditar que esses compostos oriundos de rotas alternativas eram apenas simples resíduos do metabolismo. terpenos. sendo os organismos do Reino Vegetal um dos principais contribuintes. em nível mundial. Em princípio.

É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos do seu uso. assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. flavonóides. com benefícios para o usuário. por exemplo. isoladas ou mesmo suas misturas”. carqueja. ainda que de origem vegetal. Essas composições naturais se tornaram um conveniente atrativo devido às suas propriedades biológicas e organolépticas. seria interessante considerar nos estudos futuros não apenas a fração de metabólitos secundários constituintes dos óleos de essências. Entretanto. confrei. sesquiterpenos e fenilpropanóides. cumarinas e xantonas (Cowan. no caso monoterpenos. guaraná. são misturas constituídas por um número variado de substâncias orgânicas com estruturas relativamente simples. espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. onde os principais componentes provêm de rotas secundárias. Particularmente na produção animal. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens. observa-se nos estudos uma forte tendência pelo uso de plantas aromáticas. ginko biloba. em um ou mais órgãos.Os óleos essenciais. mas também outras classes de compostos com ação antimicrobiana comprovada. Eles prometem. FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. fitoterápico é uma composição medicamentosa com formulação específica elaborada a partir de plantas. curativa ou para fins de diagnóstico. não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas. Em resumo. substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursoras de fármacos semi-sintéticos”. Fitoterápico. como por exemplo. ausência de efeitos colaterais. Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo “produto natural”. ou mesmo misturas de substâncias ativas de origem vegetal. Produtos à base de ginseng. de acordo a Secretaria de Vigilância Sanitária (portaria n° 6 de 31 de janeiro de 1995). Grande parte utiliza plantas da flora 170 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . planta medicinal é “todo e qualquer vegetal que possui. FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO Segundo a OMS. Fitofármaco é a substância ativa isolada e identificada. PLANTA MEDICINAL. obtida a partir de plantas. é “todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais com finalidade profilática. considerando-se a composição e o potencial antimicrobiano de seus respectivos óleos essenciais. além de maior eficácia terapêutica. 1999).

Isso não é correto”. na loja de artigos de umbanda. desenvolvida à base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda. estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing. lembra Elisaldo Carlini. alternativa. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar. deve ser usado segundo orientação médica. É claro que dificilmente se chega a uma overdose de chá de boldo. Todo medicamento.”. e se enquadra dentro da chamada medicina alopática. “Havia um conceito pré-estabelecido. como a homeopatia ou a acupuntura. “O uso da fitoterapia como prescrição até há pouco tempo não era aceito pelos próprios cientistas. etc. de que o que vem da natureza não faz mal. Ela era considerada uma medicina inferior. expectorar. O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. Durante muito tempo. praças. pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). inclusive os fitoterápicos. Segundo o pesquisador. por exemplo. os preconceitos em relação ao uso de fitoterápicos estão diminuindo. No entanto. popular. Nas Ilhas Oceânicas. engordar. faz com que o quadro fique um tanto distorcido. Era vista como ‘medicina popular. cicatrizar. foi utilizada em cerimônias religiosas. Por outro lado. para um tipo de “efeito místico”. casas de chás. não é uma especialidade médica. A crença popular de que as plantas não fazem mal. o conceito do uso de fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica com- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 171 . um ramo da medicina conhecido como fitoterapia.estrangeira ou brasileira como matéria-prima. diz. Quem é que não sabe que a planta conhecida como “Comigo ninguém pode” é extremamente tóxica e pode matar? E afinal. principalmente por conta dos benefícios propagados por aproveitadores e charlatões. há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças. A fitoterapia. emagrecer e muitos outros. Para Carlini. hoje. É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui. apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa. cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade. Mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. morfina e cocaína também são produtos naturais. é preciso ter cautela. Depois. estricnina.

coisa de umbandista e ignorantes. mas será que funcionam mesmo? A resposta dessa questão é complexa.provada: “O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar. sentem a falta do seu dono. insônia e ansiedade. testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos”. A análise parasitológica das fezes desses animais mostrou que vários tipos de vermes são expelidos pelo uso das plantas. Desconhecida. de modo que lendo o que sobrou da manchete “EUA congela (rasgado) Bin Laden” tive um calafrio. Recomposto do susto. Ele estava nervoso e irritado e agora. plantas medicinais são consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior poder econômico. Então Apollo também sabia disso. que percebeu que 2/3 da população da Terra utiliza plantas medicinais. desdenhada ou até abominada pelos médicos. afirma. e animais. quando acometidos de verminoses. constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhões. FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL Por Lauro E. Mas as primeiras testemunhas do uso das plantas 172 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . E ainda são recomendadas pela ONU. deparei-me. pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico da população. A Erva Cidreira (Cimbopogom citratus) é de fato indicada para nervosismo. como pessoas. Estudioso das plantas medicinais. procuram espontaneamente certas folhas e as consomem. no British Museum de Londres. cordial e babando. quando observei que meu fiel Apollo não parecia bem. mas começou dez mil anos atrás. ou tinha apenas usado o instinto animal. Barata Era domingo e lia meu jornal ao sol cálido da manhã. que o homem também parece ter. Mesmo assim. não demorei muito a encontrar o pedaço do jornal que faltava onde se lia “recursos de”. normal. mas o certo é que estudos científicos na África mostram que os chimpanzés. Não demorou muito e Apollo estava de novo afável. procurava uma planta calmante. que os homens das cavernas já utilizavam plantas medicinais. e por uns bons cinco minutos mastigou a erva. A fitoterapia canina usando a planta in natura tinha produzido o efeito esperado. notei que meu cão se dirigia a uma moita de Capim Erva Cidreira. S. Mas também nós não a usamos? No Brasil. com a escrita cuneiforme da Babilônia que informava o uso de inúmeras plantas. Felizmente. Estudos arqueológicos têm mostrado através da análise de pólens e outros materiais. muitos pensam que plantas medicinais são um engodo. de lutar ferozmente contra a doença e a morte? Nunca saberei responder. Furiosamente tinha rasgado parte do primeiro caderno do Estadão. instintivamente. Eu tinha viajado muito durante aquela semana.

o ácido salicílico.C). Durante mil anos. Com a síntese da aspirina. Absinto. que aqui conhecemos como CPMF.C). foi usado por Paracelsus na Alemanha. um tipo de INSS local. porém. Camomila. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 173 . que só aparecem no final do século XIX com a aspirina. a medicina se torna de domínio dos cidadãos em geral. O “extrato etéreo” das plantas concentrava os princípios ativos e tornava mais poderosa a preparação das drogas. Babosa. os escritos chineses nas folhas de bambu e as taboas de argila dos Sumérios. de Hipócrates (460-377 a. No entanto.C. Em 600 a. No ano 3000 a.C) e Galeno (130-200 d. e parece que a tradição perdura até hoje. os primeiros médicos eram os Reis como Athotis (4000 a. no Egito antigo. o primeiro Tratado de Medicina só aparece mil anos antes de Jesus Cristo no vale do Tigre e Eufrates. perto de Roma. O éter etílico. a fitoterapia reinava praticamente sozinha. Os estudos de Farmácia avançaram celeremente nesse período. enquanto o ácido salicílico continua sendo produzido em pequeníssimas quantidades pela planta Salix. que parece ter sido inventado pelos Alquimistas. Alecrim. quando ainda andávamos nus. Dioscorides (100 d. fundada por Carlos Magno. em Salerno. um químico da Bayer. bem próximo daí.na medicina foram os papiros egípcios.C. Os Reis foram sucedidos por médicos funcionários reais “recrutados por concurso” e hierarquizados ao serviço dos faraós do Nilo. já na Grécia e Roma Antiga. desaparecem as propriedades indesejáveis de irritar a parede gástrica e mantêm-se as propriedades anti-inflamatória.. e só em 1220 nasce a primeira Grande Escola de Medicina da Idade Média. fez-se trevas na Europa. No Vale do Nilo. A medicina deixa o esoterismo e a imprevisibilidade dos caprichos divinos e avança cientificamente no terreno da terapêutica. não havia vacinas nem os medicamentos sintéticos. posologia e diagnóstico. quem diria. pagos pelo Estado”.C). Sintetizada em 1896 por Felix Hofmann. onde hoje estão o Irã e o Iraque. classificação das doenças. Tal benevolência era custeada por um imposto real denominado “Iatricon”. E ainda são usados nas garrafadas de plantas medicinais que se pode comprar no mercado do Ver-o-Pêso de Belém. essa molécula foi inspirada numa substância natural contida numa planta do gênero Salix. como a vodka e o gim. os papiros registraram o uso de quinhentas plantas medicinais: Menta. como o vinho ou os destilados. Tomilho e plantas da família Solanacea usadas até hoje. Quando o Brasil foi descoberto. Depois vem a história. ou no Mercado Público de Porto Alegre. berço da civilização. produto da reação de duas moléculas de álcool etílico com ácido sulfúrico. não mais dos sacerdotes. Métodos de extração mais eficientes foram adotados por volta dos anos 1500. Extratos alcoólicos. Atenas decreta que “todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos. analgésica e antipirética. Hoje.C) ou Queops (2750 a. mais ou menos conhecida. dez milhões de quilos de aspirina são produzidos. já eram bem conhecidos na Europa para extrair o “espírito das plantas”. Terebentina. Mais tarde.

um produto sintético inspirado no quinino de custo muito baixo. a síntese do quinino só foi possível em 1944.. e por conseguinte voltam aos velhos e bons hábitos naturalistas. que iniciam os protestos contra tudo aquilo que é artificial. o principal alcalóide ativo em malária. do regime de chuvas. revolucionou a terapia das infecções. faça uma omelete. tae-kown-do. tarot e outras magias. nem sempre se encontra nas quantidades necessárias e ainda podem produzir misturas de separação extremamente complicada. Mas isso ainda não é tudo. Esse é o caso da quina (Cinchona officinalis). que devem ser separados do quinino. e que está presente em 1% nas cascas. uma planta Amazônica. mas o antimalárico mais usado no mundo é a cloroquina. Apesar de ter sido isolado em 1820. há de se recuar no túnel do tempo chegando-se ao movimento hyppie dos anos sessenta. pode-se levar semanas. e aí mais uma vantagem dos produtos sintéticos. da insolação. um medicamento sintético derivado da química de corantes dos alemães. A síntese de substâncias naturais por vezes é extremamente difícil. dependendo da ecologia do lugar. são necessárias mil árvores ou 100 toneladas de cascas para produzir 1 tonelada de quinino. as minorias e os seus (bons) hábitos alimentares passaram a ser reconhecidas. Assim. nem sempre a planta é acessível. A partir daí. Yoga. No entanto.1% . era conhecida pelos índios do Peru desde sempre e foi deles que os jesuítas retiraram seu segredo. seu preço. custo de produção mais baixo. porque hoje se vê o renascimento dos produtos naturais? Para responder a essa pergunta. Pele desvitalizada? Por que não tenta um creme à base de ovos? Se não funcionar.. Os medicamentos sintéticos têm inúmeras vantagens. as substâncias sintéticas prosperaram e hoje perfazem mais de 50% do arsenal terapêutico. os medicamentos de síntese são vetados por aqueles que preconizavam o “faça amor não faça a guerra”.A fitoterapia manteve seu domínio até os anos quarenta do século passado quando a sulfa. Pode-se produzir uma tonelada de um sintético em poucas horas. Mas não só eles. para extrair e purificar um princípio ativo de 1 tonelada de folhas. do solo etc. A biopirataria apenas começava. E se o rendimento da substância na planta for de 0. Se os sintéticos têm assim tantas vantagens. Introduzida nas farmacopéias européias desde o século XVII. levando-o para a Europa onde grassava o impaludismo (malária). 174 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . “químico”. As cascas da quina contêm uma mistura de 35 alcalóides. parte do mercado mundial farmacêutico de US$ 350 bilhões. esteróides.) e o fazem em diferentes proporções. A cosmética segue o mesmo passo. Aí reaparecem as velhas fórmulas para cuidar do corpo e do espírito. de cada tonelada obter-se-á apenas 1 Kg de produto. produção industrial e controle de qualidade relativamente fácil. Assim. Plantas medicinais produzem diferentes substâncias químicas (alcalóides. terpenos.

causa câncer no fígado. O Taxol para a terapia do câncer é apenas um deles. Fitoterápicos são produzidos a partir de plantas medicinais. é hepatotóxico devido a alcalóides pirrolizidinicos. que é efetivo contra o reumatismo. Por que? Esse artigo não pretende responder. O Brasil tem também um corpo de cientistas invejável e recursos para pesquisa. como os triglicérides (gorduras vegetais) e açúcares. e segundo o MCT haverá R$ 2 bilhões para o sistema de Ciência e Tecnologia no próximo ano. Algumas pessoas acreditam que sendo natural não faz mal. canjica e outras gostosuras. como o mentrasto (Ageratum conyzoides). nos anos 80 era possível realizar apenas milhares de ensaios por ano. é cumulativo. simplesmente direi que é uma questão complicada. Com sorte. e prefiro voltar à questão da fitoterapia. na busca de novos produtos farmacêuticos. normalmente por extração com misturas de etanol-água. terpenos etc. quer dizer que aquele pé de moleque que você comeu na festa de São João do ano atrasado ainda está presente em você hoje! Mesmo plantas medicinais que “curam”. analgésicos. e não é bem assim.. uma substância de um fungo presente em quase todo amendoim. que às vezes são liofilizados ou evaporados por spray drying. os sais minerais. a mesma técnica para fazer café solúvel ou leite em pó. hoje as empresas farmacêuticas fazem cem mil ensaios robotizados em uma semana.A tecnologia contribuiu muito para que os Fitofármacos firmassem sua posição.. Também temos empresas farmacêuticas de boa qualidade e competência. mas ainda não conseguimos fazer o nosso primeiro fitoterápico. e pior. Essas ferramentas são hoje indispensáveis para realizar a prospecção da biodiversidade. Isso foi verificado no nosso laboratório quando alertamos o Ministério da Saúde (CEME) há alguns anos atrás. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 175 . Mas não só isso. por isso 2/3 dos medicamentos lançados nos últimos anos nos EUA provêm direta ou indiretamente de plantas. 1% dessas plantas foi estudada química e/ou farmacologicamente.000 espécies de plantas superiores. paçoca. Hoje as 125 principais indústrias farmacêuticas do mundo realizam pesquisas com produtos de plantas. A aflatoxina. antibióticos e um sem número de outras utilidades até na cosmética. O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55. alcalóides. Fitoterápico é uma mistura que pode incluir diferentes produtos do metabolismo primário. aids. Produziremos 6000 doutores da melhor qualidade. e tal como o confrey (Symphytum officinalis) aquela planta foi retirada da sua lista prioritária. corantes e clorofilas e substâncias do metabolismo secundário que são biologicamente ativas como os flavonóides. Pesquisas nas Universidades e Institutos de Pesquisa revelam substâncias ativas em câncer. Os novos equipamentos informatizados fizeram avançar vertiginosamente a química estrutural. vitaminas.

aumentar a atividade de dissolução de coágulos e diminuir os depósitos de colesterol nas paredes arteriais. entendese que antes de ser colocado no comércio e administrado a pacientes. excluindo os EUA. ganharemos de prêmio um mercado mundial de US$ 22 bilhões. na China. Na Alemanha. Um pioneiro em chá e arteriosclerose. Talvez isso responda a razão pela qual não existe nenhum medicamento fitoterápico brasileiro ainda.A Erva de São João (Hypericum perforatum). o seu conhecimento popular do uso das plantas medicinais. M. uma diantrona. Se o fitoterápico passa por todos esses testes é habilitado a passar à fase clínica. os fitoterápicos são consideradas drogas éticas. O princípio ativo dessa planta acredita-se ser a hipericina. é usada como sedativo e substitui os benzodiazepínicos como o Valium®. mas ainda existem empresas que não o fazem. estudou os efeitos dos elementos químicos do chá nas vítimas de ataques cardíacos. que é a melhor das Américas. a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Lou Fu-qing. isto é.. isto é. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional. No Brasil. normalmente camundongos. impedir a ativação e o agrupamento das plaquetas.D. Quando nós conseguirmos fazê-la. têm controle de qualidade. mas não há comprovação científica disso. O 176 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . O Brasil com sua fantástica biodiversidade. A eficácia é garantida por ensaios pré-clínicos em órgãos isolados e animais. e no final o teste é feito em milhares de pacientes. sua ciência e tecnologia. e tem sido feito pelas próprias indústrias.Ministério da Saúde) reeditou portaria que exige dos fabricantes essas qualificações. as mesmas qualificações exigidas para os sintéticos. tem praticamente tudo para desenvolver seus próprios fitoterápicos. Por segurança. Os requisitos básicos para o uso de uma planta medicinal ou um fitoterápico são o controle de qualidade. pode ser testado no homem. É claro que todas essas etapas têm custo muito alto e tempo longo. Mesmo aí temos quatro etapas. originária da Europa. o fitoterápico deve ter passado por ensaios de toxicidade para ver se o extrato ou a planta não são tóxicos. Inclui o controle de qualidade químico e o microbiológico para verificar se existem fungos ou bactérias presentes nas plantas medicinais e extratos que vão para o público. e suas empresas competentes. OS SEGREDOS DOS CHÁS O chá protege as artérias influenciando os fatores relacionados à formação de coágulos. a segurança e a eficácia. Os elementos químicos presentes no chá podem reduzir a capacidade de coagulação do sangue. professor e chefe do departamento de medicina interna da Universidade de Medicina de Zhejiang. O controle de qualidade tem aumentado muito nos últimos anos. segurança e eficácia.

cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço. principalmente chá verde. é tão eficaz quanto a aspirina no sentido de bloquear o acúmulo de plaquetas. hematomas. Surpreendentemente. I NDICAÇÃO DO CHÁ Chá de Alecrim . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 177 . Ban-chá . distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos.pigmento proveniente do chá preto comum ou do chá verde asiático impedia o acúmulo de plaquetas nos pacientes e aumentava a atividade de dissolução de coágulos. alivia nevralgias (dores de cabeça). S ALVOS PELO CHÁ Evite os derrames bebendo chá. aumenta a produção da bile eliminando gases. Boldo . Além disso foi demonstrado que o chá verde (tanto quanto o chá preto) realmente neutraliza a formação de nitrosaminas . Segundo estimativas dos pesquisadores.potentes carcinógenos . J APONESES CONSUMIDORES DE CHÁ O consumo diário de no mínimo dez xícaras de chá verde tem efeito protetor contra câncer de estômago. Ele facilita a digestão. essa quantidade de chá forneceria de 40 a 50g de vitamina C.Analgésica e anti-inflamatória em casos de traumatismos. capazes de proteger os vasos sanguíneos contra danos.Depurativo. bronquite. excitação nervosa.Indicado para insônia. Um determinado tipo de tanino presente no chá verde. Uma explicação para a atividade anti-derrame pode ser a alta concentração de antioxidantes no chá. asma.tanto em tubos de ensaio quanto no estômago de seres humanos. chamado catequino. entorses.Indicado para estresse físico e mental. disse que o chá preto comum consumido normalmente pelos norte-americanos funcionava tão bem quanto chá verde asiático.Tônico do aparelho digestivo. gota. esse crescimento de células favorece o acúmulo de plaquetas nas artérias. reumatismo. luxações. depressão. O chá aparentemente também ajuda a bloquear o estímulo gerado pelo colesterol LDL à proliferação de células musculares nas paredes arteriais. Alfazema . Arnica . cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão. tosse.

ação expectorante nos processos respiratórios como tosses catarrais.Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo.Afecções das vias respiratórias como bronquite. gases e cólicas. Malva .Estimulante estomacal. usado nas atonias digestivas. enjôos e espasmos. gases e cólicas.Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia. Excelente diurético. anti-diarréico e também indicado nos casos de colite.Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais. faringite e cicatrizante de fissuras. insônia. Indicado como calmante para insônia e nervosismo. tosses catarrais. laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta. asma e alivia estados catarrais. Maçã . impotência. através de bochechos e gargarejos. palpitações. laringite. Alivia asma e bronquite. Poejo .Sedativa em distúrbio de origem nervosa e perturbações gástricas como indigestão.Atenua azia.Insônia. Salvia . Jasmim . náuseas. Hortelã .Camomila . perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas. antiespamódico e ainda depurativo. Erva Doce . de recém-nascidos e abdominais. Alivia dores de cabeça.Anti-inflamatório. Maracujá .Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amigdalite. digestivo. nervosismo. etc. feridas e abcessos. podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais. indicado contra sonolência e combate acessos de asma.Tônico. tosse e bronquites. Indicada nos casos febris com 178 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a .Sedativo. Eucalipto . má digestão. cólicas no ventre e gases. fadiga cerebral. Catuaba . diarréia. intestinais e mentruais.Trata inflamações das vias respiratórias como tosse. insônia. dispepsias. ansiedade. também auxilia na presença de má digestão. prisão de ventre.Alivia cólicas menstruais.Dores de cabeça de origem nervosa. Vermífuga (lombriga e oxiurus). Melissa . gastrite. rouquidão. eczemas. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias. alivia cólicas estomacais. Cofrey .Indicado para má digestão. Carqueja . náuseas. bronquite. Menta . Erva Cidreira .

fonte poderosa de óleos naturais e vitamina E.Estomacal. Jenipapo . Azeitona . Stévia .sudorese intensa. eficaz contra a arterioesclerose.Boa contra as enfermidades do peito e a irritação das vias urinárias. Cereja . a preta é laxativa. depurativa. na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos. antíanêmica.É anti .Calmante. remineralizante. germicida. antidisentérica e eficaz contra a arterioesclerose. emoliente. Araçá . antiictérico. carminativo.Benéfica para rins e fígado.É indicado na dispepsia e nas afecções do fígado e do baço. PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS Abacate . Cambucá . Castanha . Abacaxi . antídfitérico.Peitoral. por este motivo muito indicada aos esportistas para combater dores pós treinamento.Purgativa.Calmante.reumático. considerada a fruta com mais nutrientes. desobstruente do fígado. Amêndoa . antidisentérica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 179 . anti-hidrópico.Antidiarréica.Adoçante usado nas dietas de emagrecimento.A verde é adstringente. bom contra as afecções da garganta e contra a arterioesclerose. calmante. Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele de origem micótica e feridas. vermífugo e útil em inflamações intestinais.É peitoral. possui alta concentração de potássio. antiartrítico. Caqui . remineralizante.É alcalinizante. laxativo. Banana .É eupéptico. febrífugo. Coco . sendo. Abiu . muito útil na diarréia das crianças. laxante.Alcalinizante. oxidante forte. Figo . vulnerário. Ameixa . lactígena. digestivo.

muito útil para combater afecções reumáticas. e por esse motivo era sempre levada em navios. Pêra . febrífugo. diaforética. antivomitivo.É calmante e diurética. eufórica. digestiva.É adstringente. reguladora intestinal. tônico nervino.O suco é aperiente. Manga . depurativa.É digestiva. estomacal.É calmante e emoliente. Laranja . refrescante. combate afecções produzidas por microorganismos. disenteria. Maçã . alcalinizante. Caso seja hipertenso a pêra será muito útil. vulnerário. fortificante do aparelho digestivo. antifebril. anti-reumático. Noz . Melão .É bom remédio para o cérebro e o sistema nervoso em geral.É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos. Lima . Melancia . anti-séptico. Limão . vulnerário. depuradora do organismo. eupéptico.Goiaba . adstringente. aperiente. antivomitivo. dissolve os cálculos. diurético. Jabuticaba .É antídiarréica. digestiva. Mangaba .É aperiente. emoliente. antiescorbútica. diurética. alimento para o cérebro. uma das frutas com maior poder sobre o organismo. peitoral. mas cuidado: APENAS UM DIA. Marmelo . calmante. depurativo do fígado. anti-reumática.É alcalinizante e antiescorbútica. 180 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . refrigerante. adstringente. Cerca de cinco pêras por dia auxiliam a controlar a pressão. febrífugo. laxante.É laxante.É diurética e especialmente indicada para a hipertensão. tifo etc. laxante.É antidiarréica e combate os tumores. anti-histérica. uma das grandes fontes de vitamina C.É calmante e diurético Morango . combate as afecções produzidas por diversos microorganismos como o da cólera. refrescante. Mamão .É anticatarral. utilizar a melancia como único alimento durante um dia inteiro é um ótimo meio para limpar o organismo de impurezas.É diurético. combate o escorbuto. dissolve cálculos. Maracujá . reanimadora. Pêssego . muito usado na coqueluche. anti-reumático. diurético.É antíescorbútica.

depurativa.wikipedia.br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 181 . disponível em http://www.www.htm .com/ perspectivas_a_utilizacao_produtos_p_artigos_16_AVG.com. Romã . tônica para o sistema nervoso. de autoria de Gerson Neudi Scheuermann e Anildo Cunha Junior (Embrapa Suínos e Aves.Pitanga .br . entre as quais a anemia e o aneurisma. diurética.É vitalizadora. mesmo nas maleitas rebeldes.html . www.engormix.org . suas virtudes são inúmeras. O artigo “Perspectivas para a utilização de produtos de origem vegetal como aditivos alternativos na alimentação de aves”. as folhas são febrífugas.comciencia.portalfarmacia. Portal Farmácia . o suco natural da uva combate muitas enfermidades.copacabanarunners. Wikipédia . Tamarindo . Este capítulo teve como fontes de consulta: . Copacabana Runners http://www. laxante.net/segredos-chas. alcalinizante.É laxante e até purgativo. Concórdia-SC).www.É refrigerante e antiberibérica.É refrigerante. Uva .As raízes são tenífugas (expulsam Tênias). Sapoti . anti-reumática.

as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veículos.7. suas características químicas e físico-químicas. as formas farmacêuticas.Cada componente da fórmula. Nessa área estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico. técnicas de manipulação. Para a preparação do fármaco é essencial conhecer: . FARMACOTÉCNICA Neste capítulo veremos: o que é forma farmacêutica e quais são os tipos de formas. 182 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . doses. o que é fórmula farmacêutica e alguns de seus componentes.Se existe alguma incompatibilidade entre os componentes da fórmula. . A farmacotécnica é um ramo da farmácia que tem como objeto a manipulação dos princípios ativos e a preparação do fármaco para a fabricação de medicamentos.

Existem pós simples. assim como substâncias químicas submetidas a um grau de divisão suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar a extração ou administração dos princípios ativos. FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS F ORMA FARMACÊUTICA Forma farmacêutica é a apresentação. de um medicamento que contém uma dose determinada e permite sua administração ao paciente. constituídos por um tipo de substância. libera rapidamente o fármaco de seu interior. em geral utilizados para ingestão de fármacos em doses pré-estabelecidas. facilita a administração e.. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 183 . a fim de obter uma mistura homogênea.foram as primeiras cápsulas introduzidas na terapêutica e estão em desuso atualmente. O envólucro da cápsula oferece relativa proteção dos agentes externos.devido à sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo. Há dois tipos de cápsulas: a) amiláceas: constituídas de amido de trigo e/ou farinha de trigo . ou forma externa. Existem diferentes formas de apresentação dos medicamentos.Qual é a técnica para o preparo da formulação. . porém aglutinados.São formas farmacêuticas provenientes de drogas vegetais ou animais. A pulverização pode ser manual ou com o emprego de equipamentos apropriados.As cápsulas são receptáculos obtidos por moldagem. Grânulos .Pesos e medidas.São como os pós. Cápsulas . resultantes da mistura de dois ou mais pós simples. como veremos a seguir: SÓLIDOS Pós . todos com a mesma tenuidade. e os pós compostos.

184 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo em água.agitação: em geral. . nas farmácias de manipulação e em pequenos laboratórios são mais comumente empregadas as duras. ou ainda. homogêneas. .tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida. o preenchimento das cápsulas moles envolve uma etapa de soldagem de duas metades das unidades. .pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido.São comprimidos com revestimento especial. Há diversos fatores que influem na dissolução: . Por esse motivo. Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água. . com máquinas totalmente automatizadas. do ponto de vista químico e físico.b) gelatinosas: constituídas de gelatina. melhor sua dissolução. LÍQUIDOS Soluções . . Em contrapartida.temperatura: em geral. com auxílio de pequenos encapsuladores manuais. quanto maior a agitação.São os pós prensados por uma máquina apropriada. Comprimidos . o aumento da temperatura facilita a dissolução. o que é possível com o uso de máquinas próprias para esse fim. ao contrário das cápsulas duras. melhor a dissolução. quanto maior a constante dielétrica do solvente. pode acondicionar soluções oleosas.constante dielétrica do solvente: para solutos polares. suspensões e emulsões. Drágeas .uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a dissolução. há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente. melhor a dissolução. ser de consistência dura ou gelatinosa – que. Estas podem. na produção do invólucro de gelatina devem ser adicionados conservantes devido à natureza da sua composição. ou encapsuladores semi-automáticos. O preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode ser manual. ainda.São misturas de duas ou mais substâncias. Independentemente do tipo de cápsulas.

à semelhança das suspensões. devendo ser sempre agitadas antes do uso. Como se trata de sistema disperso. cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado. são: flutuação das partículas suspensas. Suspensões . São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa). deve ser verificado o seu coeficiente de partição. contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. como as loções. cuja fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa). como BHT e BHA. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes.São formas farmacêuticas aquosas. velocidade de sedimentação e forma de sedimentação. tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. etc. destinadas ao uso externo ou interno. geralmente substâncias tensoativas. ainda. ser adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa. Agentes suspensores empregados: derivados da celulose. EMULSÕES A emulsão é resultado da mistura de substâncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loções). No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação. o aumento da viscosidade nas preparações líquidas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 185 .Suspensões são formas farmacêuticas de sistema heterogêneo. Os principais aspectos teóricos que devem ser considerados na preparação racional de suspensões.Xaropes . alginatos. deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa). A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes. líquidos viscosos. As suspensões devem ser agitadas antes do uso. Os xaropes apresentam duas vantagens: correção de sabor desagradável do fármaco e conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração. argilas. Devem.

se necessário. Dependendo do tipo e concentração do gelificante. são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. por exemplo. Apresentam consistência macia e firme. isto é. PASTAS . devem ser neutros em relação ao pH (ou aproximar-se ao pH da pele). os fármacos são incorporados. conhecidas como excipientes. compatíveis com os fármacos que lhe serão incorporados. glicerol ou propilenoglicol. em oftalmologia. ter plasticidade e liberar. as preparações semi-sólidas são obtidas em duas etapas.tragacanta. temos géis para diversos usos como: lubrificantes de catéter e instrumentos cirúrgicos. como base dermatológica. tópica. o fármaco na dose especificada. GÉIS . Sabemos. Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma. é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido. Em geral contêm mais de 20% de pós finamente pulverizados na formulação. por exemplo. eficientemente. Os excipientes devem ter certas características como não serem irritantes ou sensibilizantes. Cada via de administração é indicada para uma situação específica. a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa.as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio. intravenosa. e apresenta vantagens e desvantagens. etc. Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela incorporação de agentes gelificantes .à água. e para permitir seu melhor aproveitamento. são preparadas as bases. que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. sabor e cor. Além disso. entre outras. e.São preparações farmacêuticas constituídas por uma dispersão bicoerente de fase sólida (polímero) em fase líquida. nasal. a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada. No entanto. vaginal.pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases).Pastas são pomadas contendo grande quantidade de sólidos em dispersão. Inicialmente. por via oral. Em geral. amido. Para uma criança. que pode ser. derivados de celulose. retal. F ORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais. seu efeito é mais rápido. 186 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . numa segunda fase. polímeros carboxivinílicos e silicatos duplos de magnésio e alumínio . Quando de uso injetável.

... óvulos Supositórios.. 0... pastilhas......................p) .. 9.s.. 90............... adesivos Spray e gotas nasais Colírios.1 g Complexo vitamínico Vitamina B1 ...........0 g Talco(qsp) ......... 50................. cremes.. enemas Via sublingual Via parenteral (injetável) Via cutânea (pele) Via nasal Via oftálmica (olhos) Via auricular (ouvidos) Via pulmonar Via vaginal Via retal F ÓRMULA FARMACÊUTICA É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento.............. solução oral... 25... cápsula.............................. a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico no ato da prescrição..... 1 cápsula Preparar 70 cápsulas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 187 . loção...........0 g Cânfora ... 0..5 g Glicerina ... pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas....... pomadas auriculares Aerosol (bombinha) Comprimidos vaginais...0 g Excipiente(q.............. xarope.. gotas............ deve constituir-se de princípio ativo e veículo ou excipiente........... cremes.... é o responsável pelo efeito farmacológico. 25............0 g Vitamina B2 ............. Uma fórmula............0 g Mentol ........ Alguns exemplos de fórmulas farmacêuticas Pasta D´água Talco Mentolado e Canforado Óxido de zinco .... 25................ 25.. 0.............................................0 g Água destilada . 5......... No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes: Via de Administração Via oral Via Farmacêuticas Comprimido..0 g Nicotinamida ................... pomadas..........................Não é apenas a forma do medicamento que é importante.. pós para reconstituição..... pomadas.......... em geral.0 g Vitamina B6 ....... drágeas............... O princípio ativo é o agente medicamentoso mais importante de uma fórmula.............5 g Talco ..... suspensão Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas... 18.......... gel....0 ml Conservante ...........

Substância adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações.São adicionados para assegurar a fluidez dos pós ou granulados e facilitar. Como normalmente são utilizadas substâncias hidrofóbicas. dificultam a umectação e. Adjuvante . biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento.A desintegração é um passo prévio à dissolução efetiva e. quase sempre. paladar e poder terapêutico desejados. 188 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .É a substância que produz os efeitos terapêuticos pretendidos pelo medicamento. do tipo polimérico. o princípio ativo é misturado com outras substâncias para que tenha o peso. Dependendo da solubilidade da substância ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentração adequada para cada formulação. Alguns têm mais de um elemento ativo.Normalmente são compostos naturais ou sintéticos. Em outros casos. no momento de sua dissolução. a dosificação dos mesmos. Lubrificantes .A LGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA Princípio ativo . ou seja. Cada formulação deve ser previamente estudada in vitro com relação à dissolução para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilização desses adjuvantes. A função dos desintegrantes se limita a permitir que o fármaco fique em condições de dissolver-se.Substância inerte incorporada como veículo a certos medicamentos. portanto. Podem ocasionar a formulação de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolução. Todo medicamento tem que ter um princípio ativo. a dissolução das substâncias ativas. Excipiente . Diluentes Os diluentes ou materiais de enchimento são os adjuvantes adicionados em maior proporção na formulação de comprimidos e cápsulas. Tipos de excipientes Aglutinante . corrigir ou melhorar as características organolépticas. seu fator limitante. no entanto. Desintegrantes . o uso de aglutinantes pode favorecer a dissolução ao hidrofilizar a superfície de contato entre as partículas do fármaco e os fluidos biológicos. assim. tamanho. No processo de fabricação. Por exemplo: o princípio ativo da aspirina é o ácido acetilsalicílico. Atuam aumentando a viscosidade e formam. uma película que circula as partículas. mais de uma substância que leva aos resultados terapêuticos propostos pelo medicamento. podendo retardar a dissolução do fármaco em presença de fluidos aquosos no local de absorção.

Tensoativos . os lubrificantes também podem ocasionar a adsorção de substâncias ativas ou causar reações de hidrólise devido à alcalinidade de alguns desses adjuvantes.Os lubrificantes derivados de ácidos graxos podem sofrer fusão durante a compressão. Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentração que permita um fluxo adequado e a tamisação uniforme da força de compressão no interior do comprimido e que. Quando os grânulos são de natureza hidrofóbica a utilização de lubrificantes tensoativos solúveis. recobrindo as partículas e dificultando a dissolução do mesmo. Deslizante para comprimidos .São utilizados na formulação de fármacos pouco solúveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. quanto mais ligante. parenteral. particularmente pomadas e cremes. tópico ou por outras vias. menor é o poder deslizante. Agente suspensor . solubilização ou formação de complexos com as partículas do fármaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biológicas absorventes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 189 . Podem agir por umectação. ao mesmo tempo. Agente Flavorizante . Umectante . As suspensões resultantes podem ser formuladas para uso oral.Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções. porém em alguns casos apresentam ação contrária. A firmeza é influenciada tanto pelo excipiente como pela pressão de compressão. Além dos problemas relacionados à umectação do comprimido. Antiaderentes . Ligantes .São responsáveis pela firmeza e resistência dos comprimidos. aumentam a biodisponibilidade das substâncias ativas. Um ligante que atua atrasando a liberação do medicamento é o polietileno glico de baixo peso molecular.Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica.Usado para evitar o ressecamento das preparações. seja inferior à que provocaria uma excessiva hidrofobia da substância ativa devido ao recobrimento das partículas através deles. oftálmico. devido à sua capacidade de reter umidade.Agentes usados nas formulações de comprimidos e cápsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em pó. pode aumentar notavelmente a velocidade de dissolução da substância ativa. usado para reduzir a velocidade de sedimentação das partículas (do fármaco) dispersas em um veículo no qual não são solúveis. Usar sempre a menor quantidade possível.Agente que aumenta a viscosidade. como lauril sulfato de sódio. De um modo geral.

Portal Farmácia . 190 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .com.ccs.www.html .br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes.portalfarmacia. . 2001. Wikipedia .br . 2003.wikipedia. Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde.www. Glossário de Vigilância Sanitária – http://e-glossario.usp.br/glossary/public/scripts/php/page_search.br . Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”.ufsc.php?lang=&letter=A .bvs. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP .www.fcf.org .Este capítulo teve como fontes de consulta: . São Paulo. http://www.

Há também uma relação de termos vinculados ao tema apresentado.8. transporte. CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS Para que o farmacêutico tenha um bom controle de qualidade sobre os medicamentos que ele recebe e comercializa. são essenciais algumas ações ao longo do processo de fabricação. • Controle microbiológico.TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS Este capítulo apresenta alguns métodos de conservação de medicamentos dentro do ambiente farmacêutico. • Transporte adequado da indústria até o local onde o fármaco ou medicamentos será comercializado. bem como informações sobre higiene. • Esterilização das embalagens. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 191 . e desinfecção de ambientes de saúde. estocagem e exposição dos medicamentos: • Escolha de matérias-primas de qualidade.

sempre que possível. E XPOSIÇÃO AO SOL • A luz forte pode deteriorar os medicamentos. UMIDADE • Mantenha o local da farmácia ventilado. da exposição ao sol e da água. COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS Pode-se reconhecer os medicamentos que estão deteriorados observando-se as seguintes características: 192 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . para evitar que os medicamentos se deteriorem e percam a qualidade. • Feche bem os frascos de medicamentos. teto. é importante protegê-los da umidade. • Resguarde-os da ação direta do sol e de altas temperaturas.• A exposição adequada desses fármacos ou medicamentos e cosméticos nas farmácias e drogarias. Armazene materiais em locais distantes de caixas de força. • Controle da temperatura a que forem submetidos durante todo o trajeto e no local de comercialização. Á LCOOL / ACETONA / ÉTER / BENZINA • Guarde-os em áreas bem ventiladas e próximas à saída. • Quanto mais quente o local. mais úmido é o ar. Verifique os extintores de incêndio quanto ao prazo de validade e deixe o acesso aos mesmos desobstruídos. evitar contato direto com o chão e manter próximos a banheiros ou junto a áreas com muitas infiltrações. Recomenda-se desencostar medicamentos das paredes. janelas. • Conserve os medicamentos em sua embalagem original. Já no ambiente farmacêutico.

Cor: Alguns medicamentos mudam de cor ou ficam manchados. Odor: Alguns medicamentos quando expostos ao calor e umidade apresentam um odor diferente do habitual. Umedecimento: Reconhecemos que um medicamento está umedecido porque sua forma e consistência se alteram. . xaropes e elixires •partículas no fundo do vidro •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Suspensão Supositórios •o pó fica empedrado no fundo e não se mistura mesmo com agitação •supositório derretido • produto com muitas rachaduras. Ex: os antiácidos como o hidróxido de alumínio. . Isto pode significar que não foi fechado hermeticamente. turvação ou alteração na coloração do líquido. Devemos aprender a reconhecer o aspecto e o odor normal dos medicamentos. ou quebram com facilidade. tendo sido alterado pela luz. se observarmos presença de partículas. umidade ou calor. Ex: o AAS pode apresentar cheiro de vinagre. Ressecamento: Alguns medicamentos ficam ressecados assemelhando-se à terra seca. Ex: vitamina C. estiver pegajoso ou não se dissolver. Transparência: Nos medicamentos injetáveis.. Fragmentação: Quando os comprimidos estão úmidos. As características a seguir indicam que os medicamentos não devem ser consumidos: Forma Farmacêutica Cápsulas Comprimidos Pós para reconstituição Em soluções e suspensões Cremes e pomadas Características Observadas •amolecimento ou endurecimento (melada) •presença de farelos na embalagem •aparecimento de manchas na superfície •formação de pasta •formação de placas na parede do vido ou empedramento •água “saindo” do creme •mudança de consistência (amolece ou endurece) •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Soluções. aderem um ao outro. não devemos utilizá-los. . . Ex: não se deve usar sais de reidratação oral quando apresentarem coloração escura. assim poderemos detectar mudanças que indiquem que o medicamento está deteriorado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 193 . .

etc. Todos os medicamentos devem trazer na sua embalagem as datas de fabricação e de vencimento. lâminas de bisturi. 194 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . O serviço de farmácia deve ter controle sistemático das validades dos medicamentos que estão armazenados. equipamento ou instrumental seja contaminado. . quando devidamente armazenado e manuseado. TERMINOLOGIA . deve-se remanejá-lo para outra unidade com um prazo mínimo de 3 meses antes do seu vencimento. espátulas de inserção de resinas. ARTIGOS SEMI-CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras. . Quando um determinado medicamento não tem saída. Exigem limpeza e desinfecção de atividade biocida intermediária. atingindo tecidos subepteliais e sistema vascular. ARTIGOS CRÍTICOS – São os artigos que penetram através da pele e mucosas adjacentes. ASSEPSIA – É o conjunto de métodos empregados para impedir que determinado local. escritas de modo legível. . piso e mobiliário em geral. macas. como condensadores de amálgama. ARTIGOS – São instrumentos de diversas naturezas que podem ser veículos de contaminação. ANTI-SEPSIA – É o procedimento que visa ao controle de infecção a partir do uso de substâncias microbiocidas de aplicação na pele ou mucosas. Exigem esterilização ou uso único (descartável). cadeiras.V ALIDADE DOS MEDICAMENTOS A data de vencimento é a data até a qual o laboratório fabricante garante que o medicamento preserva a sua eficácia e qualidade inicial. sondas exploradoras. ARTIGOS NÃO CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com apenas a pele íntegra do paciente. Exigem desinfecção de alta atividade biocida ou esterilização. Inclui materiais como agulhas. como refletor. Sempre se certifique de que a quantidade do medicamento que o paciente leva seja consumida dentro do prazo de validade do mesmo. . ATENÇÃO: deve-se impedir que os medicamentos vençam nas prateleiras. . superfície. sondas periodontais. material cirúrgico e outros.

Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como é formada a microbiota da nossa pele. Esses germes aderidos em nossas mãos são repassados para outros objetos e pacientes. . como os olhos e nariz ao nos coçarmos. . garantindo que as especificações validadas para os processos estão dentro do padrão estabelecido. realizada anteriormente à desinfecção e à esterilização. Nas mãos. elas são as executoras das atividades de quem trabalha com saúde. . Somente a lavagem das mãos com água e sabão irá remover esses germes adquiridos e evitar a transferência de microrganismos para outras superfícies. MONITORIZAÇÃO – É o controle periódico de eficiência do processo. inclusive os esporulados. M ICROBIOLOGIA DA PELE Flora residente . À medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. têm ação sobre o bacilo da tuberculose. DESCONTAMINAÇÃO – É o método de eliminação parcial ou total de microorganismos dos artigos e superfícies.. exceto os esporulados. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS As mãos são a nossa principal ferramenta. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA ALTA – Quando os desinfetantes são eficazes contra todas as formas vegetativas e destróem parcialmente os esporos. . DESINFECÇÃO – Processo físico ou químico que elimina as formas vegetativas de microorganismos. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA INTERMEDIÁRIA – Quando os desinfetantes não destróem esporos. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA BAIXA – Quando os desinfetantes têm somente ação contra as bactérias vegetativas. visando à remoção de resíduos orgânicos. ampla ação sobre vírus e fungos. mediante aplicação de agentes físicos ou químicos. . . ESTERILIZAÇÃO – é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana.Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele. assim como podemos transferi-los para outras partes do nosso corpo. . LIMPEZA – É a remoção mecânica ou química da sujidade. porém não destróem todos eles. esses germes localizam-se em maior quantidade em torno e sob as unhas e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 195 .

Acinetobacter sp. a sua fragilidade que ocasiona furos e a possível contaminação na sua retirada.após a retirada das luvas. Sendo assim. as mãos devem ser lavadas após a sua retirada. A flora transitória das mãos é composta pelos microrganismos freqüentemente responsáveis pelas infecções hospitalares: as bactérias Gram-negativas (Pseudomonas sp.É adquirida no contato com pacientes e superfícies contaminadas. as luvas sejam utilizadas.entre os dedos. . Mesmo que. podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mãos. . Flora transitória . Estreptococos sp). As bactérias mais comumente encontradas são as Gram-positivas (Staphylococcus aureus. . durante os procedimentos. pois se encontram na superfície da pele. A flora residente é de baixa virulência e raramente causa infecção. . porém a micro porosidade da luva. fendas e folículos pilosos.entre contatos com pacientes. Vamos às indicações dos momentos em que as mãos são lavadas: . Klebsiella sp).entre procedimentos num mesmo paciente. contudo pode ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos e após procedimentos invasivos. . indica que ocorreu contato de microrganismos na pele de nossas mãos.antes do preparo de soros e medicações. Suas bactérias são mais fáceis de serem removidas. . 196 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o .antes e depois de atos fisiológicos. Staphylococcus epidermidis. secreções e itens contaminados. o que bem demonstra a importância das mãos como veículo de transmissão. A luva irá nos proteger de uma contaminação grosseira de matéria orgânica. mesmo com o uso de luvas. clorexidina. Os microrganismos que a compõem permanecem na pele por certo período. Os microrganismos da flora residente não são facilmente removíveis. iodóforos). Essa flora bacteriana é eliminada com água e sabão neutro. Por isso a importância de se manter as unhas curtas e evitar o uso de anéis.após tocar fluidos. Também são encontradas nas camadas externas da pele. após a retirada das luvas as mãos devem ser lavadas. entretanto são inativados por anti-sépticos (álcool.antes de procedimentos no paciente. I NDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS Existe uma gama enorme de momentos que a lavagem das mãos está indicada. junto a gorduras e sujidades.

de forma que lavamos pouco as mãos.toalheiro com toalhas de papel.Para a realização da lavagem das mãos necessitamos das seguintes instalações físicas: . meio dos dedos. . O uso de sabões com anti-sépticos deve ficar restrito a locais com pacientes de alto risco e no desenvolvimento de procedimentos cirúrgicos e invasivos ou em situações de surto de infecção hospitalar. No caso de dispensador. . caso não tenha fechamento automático. Ao lavarmos as mãos estabelecemos uma seqüência de esfregação das partes da mão com maior concentração bacteriana que são: as pontas dos dedos. uma carga microbiana ficará retida nesses locais sendo passíveis de proliferação e transmissão. .abrir a torneira. o uso de sabão neutro é o suficiente para a remoção da sujeira. comparado a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 197 .saboneteira suspensa e vazada para sabonete em barra ou dispensador de sabonete líquido. se não for descartável. da flora transitória e parte da flora residente.pia. . Na lavagem rotineira das mãos. polegar. . -enxugar as mãos com papel toalha. U SO DO ÁLCOOL GLICERINADO Geralmente.friccionar as mãos dando atenção às unhas. as instalações físicas no ambiente de trabalho têm poucas pias e temos uma demanda grande de trabalho. .passar o sabão (líquido ou barra) na mão. para melhor remoção da flora microbiana.torneira com fechamento automático. .enxaguar as mãos deixando a torneira aberta. meio dos dedos e polegares. . estabeleça uma rotina de limpeza semanal. as mãos devem estar sem anéis e com as unhas curtas. palmas e dorso das mãos (tempo aproximado de 15 segundos).posicionar-se sem encostar na pia. É importante lembrar que. Vejamos a técnica da lavagem das mãos: .fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha. caso contrário. preferivelmente.

Nesse caso indica-se a lavagem das mãos com água e sabão. O álcool glicerinado é composto de álcool 70% mais 2% de glicerina para evitar o ressecamento das mãos. Os anti-sépticos alcoólicos devem ser aplicados após a limpeza da área envolvida quando esta apresentar sujidade visível.SEPSIA DAS MÃOS A anti-sepsia é uma medida para inibir o crescimento ou destruir os microrganismos existentes nas superfícies (microbiota transitória) e nas camadas externas (microbiota residente) da pele ou mucosa. Vejamos como usar o álcool glicerinado: . porém as mãos não devem apresentar sujidade visível. Outra indicação de aplicação do álcool glicerinado após a lavagem das mão é em caso de exposição da pele ao contato direto com sangue e secreções. Anti-sepsia das mãos antes de procedimentos cirúrgicos I NSTALAÇÕES FÍSICAS : 198 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . sendo utilizado para esse procedimento sabões e detergentes neutros. . Variam também na sua ação. Os anti-sépticos são indicados para a anti-sepsia das mãos dos profissionais e para pele ou mucosa do paciente. indicamos a aplicação de um anti-séptico de ampla e rápida ação microbiana que é o álcool glicerinado. Ele irá destruir a flora aderida nas mãos no momento da aplicação. A descontaminação depende da associação de dois procedimentos: a degermação e a anti-sepsia. impurezas e bactérias que se encontram na superfície da pele. em áreas onde serão realizados procedimentos invasivos ou cirúrgicos. a lavagem das mãos e posterior anti-sepsia está indicada antes de procedimentos invasivos como punções. através da aplicação de um germicida classificado como anti-séptico. Existem vários tipos de anti-sépticos com diferentes princípios ativos e diferentes veículos de diluição como degermante sólido (sabão) ou cremoso. é a utilização de um anti-séptico com ação bactericida ou bacteriostática que irá agir na flora residente da pele.não aplicar quando as mãos estiverem visivelmente sujas.ao número de vezes que a lavagem das mãos é indicada. concentração e tempo de efeito residual. sondagens. cateterizações e entubações. Para substituir a lavagem das mãos. A anti-sepsia. A NTI . aquoso ou alcoólico. Nesse caso. A degermação é a remoção de detritos. como descrito acima. O álcool glicerinado também pode ser usado como anti-séptico após a lavagem das mãos.aplicar o álcool glicerinado (3 a 5 ml) nas mãos e friccionar em todas as faces da mão até secar naturalmente.

T ÉCNICA DA ANTI .fechar a torneira com o cotovelo. .secar as mãos e antebraço com compressa estéril. caso não tenha fechamento automático.SEPSIA ( ESCOVAÇÃO ) DAS MÃOS : . durante 1 minuto. . somente nas unhas e espaços interdigitais. a palma. Esse processo não destrói esporos bacterianos. .enxaguar abundantemente as mãos e antebraço com água corrente.compressas esterilizadas. .dispensador com anti-séptico alcoólico (obrigatório se não for usado anti-séptico degermante).5 mL).Esfregar sem uso de escova. .dispensador com sabão neutro ou anti-séptico degermante.aplicar o sabão ou anti-séptico degermante nas mãos (+ ou .Estabeleça uma seqüência sistematizada para atingir toda a superfície da mão e antebraço num tempo total de 05 minutos. . . . A desinfecção pode ser dividida em três níveis de acordo com o espectro de destruição dos microrganismos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 199 . . Proceder à anti-sepsia no outro membro.pia. vírus e protozoários.escova c/ cerdas macias desinfetada e de uso individual ou descartável. fungos.iniciar com a escovação.retirar jóias e adornos das mãos e manter unhas aparadas e sem esmalte. DESINFECÇÃO É o processo de destruição de microrganismos como bactérias na forma vegetativa (não esporulada).aplicar anti-séptico alcoólico. .. . com as próprias mãos. . dorso e antebraço do membro durante 04 minutos. .manter os braços elevados com as mãos acima do nível dos cotovelos. obrigatoriamente se foi usado apenas sabão neutro para a esfregação.

000 ppm. Em artigos tubulares. bactérias na forma vegetativa . umidificador e ambú). vírus lipídicos e não lipídicos. É tóxico e libera vapores. . devem ser tratados em separado para evitar corrosão eletrolítica. .53%. formaldeído 1-8%. P RODUTOS UTILIZADOS : • Glutaraldeído 2%: com ativação ou pronto uso. indicando no recipiente o prazo de validade. Indicado para desinfecção de artigos metálicos.em imersão: colocar a solução ativa em recipiente plástico. injetar a solução internamente com seringa.na desinfecção de aparelhos com fibras óticas como videolaparoscópio está indicado o enxágüe com água estéril em técnica asséptica. Modo de uso: . peróxido de hidrogênio 3-6%. por um período mínimo de 30 minutos. fungos e uma parte dos esporos.mergulhar completamente o artigo previamente limpo e seco. compostos de iodo. abundante. inclusive Mycobacterium tuberculosis.Desinfecção de alto nível: destrói todas as formas vegetativas de microrganismos. a maioria dos vírus e fungos. Como exemplo: • glutaraldeído 2%.000 ppm. fungos. Como exemplo: compostos fenólicos 0. os artigos devem ser enxaguados em água corrente. Não destrói microrganismos resistentes como bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. ácido peracético e composto clorado a 10. plásticos como de oxigenioterapia (nebulizador. Exemplo: compostos clorados de 500 a 5. 200 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . alguns vírus como o HIV. . etc. devendo o processo ser realizado em local ventilado. 14 dias. quaternário de amônia. exceto esporos bacterianos.após o tempo de exposição. com tampa. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. álcool 70%. o da hepatite B e hepatite C. .no caso de artigos metálicos de composição diferentes no mesmo ciclo. até remoção total da viscosidade. Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias.

a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. Da mesma forma. • Álcool 70%: fechar o frasco imediatamente após o uso para evitar a volatilização. . pois é instável. Indicado para artigos que não sejam metálicos devido a sua ação corrosiva e oxidante. .5%. Por ser volátil. Pode-se ainda aplicar uma fórmula de diluição: C¹ x V¹ = C² x V². sua troca é indicada a cada 24 horas. C² concentração desejada e V² volume disponível.em imersão: colocar em recipiente plástico com tampa.5% com trinta minutos de contato para desinfecção de nível médio.deve ser colocada em recipiente plástico. de paredes opacas para evitar a ação da luz. sua troca é indicada a cada 24 horas .a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. • Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum é o hipoclorito de sódio. A concentração recomendada é de 1% em dez minutos de contato ou 0.utilizar sempre óculos de proteção. devendo ser guardados embalados em sacos plásticos e em caixas fechadas..esse germicida não está indicado para desinfecção de superfícies.utilizar sempre óculos de proteção. V¹=C² x V² = 0. em artigos tubulares. V¹ é o volume desejado. protetor respiratório com carvão ativado e luva de borracha grossa. Modo de uso: . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 201 . onde C¹ é a concentração disponível. considerar a concentração de 2% e preparar a solução com uma parte de alvejante e igual parte de água para obter 1% ou uma parte de alvejante para três de água obtendo 0. Modo de uso: . Seu tempo de contato mínimo é de 10 minutos. injetar a solução com seringas no interior dos artigos.5 x 1000 ml = 250ml de cloro para obter um litro de solução a 0. C¹ 2% . fechado.5%. . Se for usado alvejante comercial. . Por ser volátil. devendo ser embalados em sacos plásticos e guardados em caixas fechadas.a solução deve ser solicitada na concentração indicada. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa.

deixar escorrer e secar espontaneamente. Tem odor avinagrado. para tal deve-se ter o cuidado de adicionar solução inibidora de corrosão. portas-amálgama na odontologia.em superfícies: aplicá-lo diretamente com compressas. friccionando até sua evaporação repetindo por mais duas vezes. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. É corrosivo para metais como bronze.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. além de ser efetivo na presença de matéria orgânica. . Indicado para equipamentos como refletores de luz. Porto Alegre. mesas ginecológicas. Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman.. mobiliário de atendimento direto ao paciente. tubetes de anestésicos. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. incluindo esporos bacterianos em baixas concentrações. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa.2006 .utilizar sempre óculos de proteção. • Ácido Peracético 0. São Paulo. turbinas alta-rotação não autoclaváveis. é caracterizado por uma rápida ação contra todos os microrganismos. . Indicado para artigos metálicos como cubas. 2003 . micro motores de odontologia. Este capítulo teve como fontes de consulta: . silicone e acrílico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar esses materiais. cobre. sensores de respirador mecânico. látex. Lílian Capsi Pires. devendo ser guardados em caixas fechadas ou embalados. Manual de Biossegurança dos laboratórios de Odontologia da PUCRS . ferro galvanizado e latão. A superfície deve estar limpa e seca pois é inativado na presença de matéria orgânica. placas expansoras de pele. .utilizar sempre óculos de proteção. . dispensa o enxágüe.2%: introduzido mais recentemente no mercado nacional. extratores de brocas em odontologia etc. 2003 202 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . Sua especial vantagem é sua biodegradabilidade e atoxicidade. Não é indicado para materiais de borracha.

o que inclui também as farmácias. desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 203 . riscos que podem comprometer a saúde do homem. Garantir boas condições de trabalho. O texto a seguir trata da biossegurança em organizações que trabalham com saúde.e no caso dos profissionais que trabalham cotidianamente com medicamentos. é responsabilidade de todos . ensino. minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa.BIOSSEGURANÇA Neste capítulo discute-se a importância da biossegurança no dia-a-dia de quem trabalha com medicamentos e atendendo pacientes. dos animais.9 . sem riscos e numa perspectiva de prevenção. O QUE É BIOSSEGURANÇA? “É o conjunto de ações voltadas para a prevenção. do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos” (Comissão de Biossegurança – FIOCRUZ). o que envolve a prevenção de acidentes com materiais biológicos. produção. instruções para o reparo adequado de um ferimento e a coleta adequada do lixo. isso se torna essencial para evitar contaminações e afastar riscos de infecções. o uso de equipamentos de proteção individual.

nariz e boca). saliva e outros fluidos corporais). 204 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . Dessa forma. Devemos lavar as mãos sempre. roupas e. leite materno. que são cuidados e equipamentos que irão bloquear a transmissão de microrganismos evitando contaminação. PRECAUÇÕES-PADRÃO L AVAGEM DAS MÃOS A lavagem rotineira das mãos com água e sabão elimina. antes de iniciarmos uma atividade e logo após seu término. escarro. prevenir a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambiente. entramos em contato com material biológico (sangue. como potencialmente contaminados por germes transmissíveis de doenças. além da sujidade (sujeira) visível ou não. secreções e excreções devem ser manuseados de modo a prevenir a contaminação da pele e mucosas (olhos. vamos sempre considerá-los contaminados. A lavagem das mãos é a principal medida de bloqueio da transmissão de germes. assim como fazemos em nosso dia-a-dia antes das refeições e após a ida ao banheiro. tanto no atendimento direto ao paciente ou nas atividades de apoio. artigos. ainda. secreções e excreções tipo vômito. Sugerimos aqui precauções-padrão. sêmen. todos os microrganismos que aderem à pele durante o desenvolvimento de nossas atividade. ou os equipamentos e ambiente que tiveram contato com eles. Por não sabermos se os germes estão ou não presentes nesses equipamentos. MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS Os instrumentos e materiais sujos com sangue. Esses materiais biológicos podem estar alojando microrganismos. resíduos e ambiente sujos de sangue e/ou secreções. mesmo estando a mão enluvada. por isso consideramos esses fluidos de pacientes. Mantenha suas unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes. fezes.PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA Durante o desenvolvimento do trabalho na área da saúde. na nossa rotina de trabalho sempre devemos estar conscientes da importância de nos protegermos ao manipular materiais. urina. fluidos corporais.

Eles devem ser descartados em caixas apropriadas. Confira se os materiais descartáveis de uso único estão sendo realmente descartados e em local apropriado. Vacina é proteção específica de doenças. Previna-se! a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 205 . Nunca recape agulhas após o uso. Essas vacinas estão disponíveis na rede pública municipal. recape a agulha introduzindo-a no interior da tampa. Esse materiais chamamos de instrumentos pérfuro-cortantes. Para a reutilização de seringa anestésica descartável ou carpule. tenha cuidado para não se acidentar. Esse procedimento impede a aderência da sujidade. tesouras e outros instrumentos de corte. Não remova com as mãos agulhas usadas das seringas descartáveis e não as quebre ou entorte. rígidas e impermeáveis que devem ser colocadas próximo à área em que os materiais são usados. limpar. Seringas e agulhas reutilizáveis devem ser transportadas para a área de limpeza e esterilização em caixa de inox ou bandeja. pressionando a tampa ao encontro da parede da bandeja clínica. de forma a não utilizar a mão nesse procedimento.Todos os instrumentos reutilizados têm rotina de reprocessamento. lâminas de barbear. como botões. papel alumínio ou outros materiais próprios para esse fim. Colabore na supervisão para conferir se essas medidas estão sendo seguidas. V ACINAÇÃO Todos os profissionais de saúde devem estar vacinados contra a hepatite B e o tétano. M ANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO Ao manusear. transportar ou descartar agulhas. requerendo apenas desinfecção na hora da troca de barreiras entre pacientes. mouses e monitores com barreiras do tipo filme plástico (PVC). teclados. A MBIENTE E EQUIPAMENTOS Toda a unidade de saúde deve ter rotinas de limpeza e desinfecção de superfícies do ambiente e de equipamentos. Proteja as superfícies do contato direto. Participe de todas as campanhas de vacinação que a Secretaria Municipal de Saúde promove. alças de equipamentos. dispensando a limpeza da superfície do equipamento. Verifique que estes estejam limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso em outro paciente ou profissional.

tosse ou espirro de pacientes ou durante atividades de assistência e de apoio. passagem de sonda gástrica. Luvas grossas de borracha estão indicadas para limpeza de materiais e de ambiente. São de uso único. mas durante procedimentos de longa duração. fluidos corporais. nariz e boca de respingos (gotículas) gerados pela fala. áreas de expurgo ou de desinfecção de artigos. Máscaras. entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente. membranas mucosas. Elas podem ser de sangue. nasal ou endotraqueal. pois podem conter uma alta concentração de microrganismos. sua troca deverá ocorrer quando úmidas ou submetidas a respingos visíveis. técnicas laboratoriais de bioquímica e microbiologia e atendimento odontológico. Essas gotículas geradas por fonte humana tem diâmetro de até 5μ e se dispersam até um metro de distância quando se depositam nas superfícies. excreções (exceto suor). Os procedimentos de maior risco e dispersão de respingos são: broncoscopia. Lave as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de microrganismos a outros pacientes e materiais. 206 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . cirurgias. Remova as luvas logo após usá-las. suturas. secreções. onde existe o risco químico de contato. Outra indicação de uso desses equipamentos é durante a manipulação de produtos químicos. As luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. como em farmácia hospitalar. aspiração oral. Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue. pele não íntegra e durante a manipulação de artigos contaminados. evitando a dispersão de microrganismos ou material biológico aderido nas luvas. fluidos corporais. As luvas devem ser trocadas após contato com material biológico.E QUIPAMENTOS DE P ROTEÇÃO I NDIVIDUAL Luvas As luvas protegem de sujidade grosseira. secreções e excreções ou líquidos contaminados. antes de tocar em artigos e superfícies sem material biológico e antes de atender outro paciente. como aquelas geradas durante a lavagem de materiais contaminados. pois há repasse de germes para as mãos mesmo com o uso de luvas. As máscaras cirúrgicas devem ter um filtro bacteriano de até 5 ì de diâmetro. óculos de proteção ou escudo facial A máscara cirúrgica e óculos de proteção ou escudo facial são utilizados em procedimentos e servem para proteger as mucosas dos olhos.

da freqüência respiratória do usuário e da umidade do ambiente. de um tipo específico. sarampo ou varicela.Para verificar o ajuste. Também é indicado no laboratório de microbiologia em técnicas de identificação do bacilo da tuberculose. . Esse protetor com carvão ativado filtra gases tóxicos e odores. rasgado ou com elástico solto. Deve ser trocado sempre que se encontrar saturado (entupido).Puxe o elástico de cima. passando-o pela cabeça e ajustando-o acima das orelhas. cobrindo a boca e o nariz. usado para desinfecção de artigos em ambiente pouco arejado.Profissionais imunizados por sarampo e varicela não necessitam de proteção respiratória. Seu uso também está indicado para ambientes ou atividades com odor fétido e desagradável. Instruções de uso do protetor respiratório: . ou quando o usuário perceber o cheiro ou gosto do contaminante.P ROTETOR RESPIRATÓRIO ( RESPIRADORES ) Usado para proteger as vias respiratórias contra poeiras tóxicas e vapores orgânicos ou químicos. Não deve ser feito nenhum tipo de reparo. coloque as mãos na frente do respirador e assopre fortemente. sua concentração. doenças que são transmitidas via aérea quando inalamos os núcleos de gotículas ressecadas suspensas no ar contendo os germes. . Manusear com as mãos limpas e guardar em local limpo.Para retirar. devendo estes ser escalados para o atendimento de pacientes portadores dessas doenças infecciosas. é no manuseio prolongado de glutaraldeído 2%.Pressione o elemento metálico com os dedos de forma a moldá-lo ao formato do nariz. comece pelo elástico de baixo das orelhas e depois o outro.Segure o respirador na mão e aproxime do rosto. Tem vida útil variável dependendo do tipo de contaminante. . É de uso individual. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 207 . É indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar. perfurado. . ajustando-o na nuca. Depois faça o mesmo com o elástico inferior. O ar não deve vazar pelas laterais. . Outra indicação para o uso do protetor respiratório. desde que esse protetor tenha uma camada de carvão ativado (máscara escura). intransferível e reutilizável.

CALÇADOS Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aqueles fechados. Sangue coagulado na pele adjacente ao ferimento pode ser removido com água oxigenada. Se o local tiver muita umidade. usar botas de borracha. Dentro do ferimento. O avental sujo será removido após o descarte das luvas e as mãos devem ser lavadas para evitar transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambiente. de forma a remover corpos estranhos e grande parte de bactérias superficiais.5% para cada litro de água). cirurgia vascular e outras especialidades cirúrgicas. Tanto o avental quanto o gorro podem ser de diferentes tecidos laváveis ou do tipo descartável de uso único.02% (10ml de alvejante comercial a 2 a 2. Evita-se o contato da água oxigenada no tecido aberto devido seu efeito lesivo da oxigenação sobre células expostas. faz-se uma limpeza mecânica da ferida com irrigação de solução salina sob pressão.A VENTAL E GORRO O avental (limpo. A lavagem domiciliar de aventais contaminados deve ser precedida de desinfecção. otorrinolaringologia. secreções ou excreções. por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 0. projeção de partículas e proteção de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos. estes são removidos com auxílio de pinças. Para tanto. PELE OU MUCOSA DO PACIENTE O objetivo é remover a sujidade da lesão ou da pele e preparar o ferimento para a sutura ou curativo. remover cirurgicamente. Se houver presença de tecido desvitalizado e corpos estranhos aderidos que não saíram com o jato de soro fisiológico. de preferência impermeáveis (couro ou sintético). O gorro estará indicado especificamente para profissionais que trabalham com procedimentos que envolvam dispersão de aerossóis. não estéril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue. O avental será selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plástico ou tecido). É o caso da equipe odontológica e outras especialidades como oftalmologia. tesouras ou lâminas. como em lavanderias. O avental de plástico está indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo. fluidos corporais. P REPARO DO FERIMENTO . Escolha os calçados cômodos e do tipo antiderrapante. Evita-se os de tecido que umedecem e retém a sujeira. cirurgia geral. 208 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a .

sabões e anti-sépticos nos tecidos aumentam o potencial de infecção se usados diretamente na ferida. da equipe de unidades críticas ou da equipe de unidades de internação na vigência de surto de infecção. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por um minuto na pele. Clorexidina degermante • Anti-sepsia de degermação como preparo do campo cirúrgico. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por 3-0 segundos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 209 . banhos de pacientes com infecções por bactérias multiressistentes • Anti-sepsia das mãos da equipe cirúrgica no bloco cirúrgico. Aplicar por três minutos e enxaguar com soro fisiológico. • Anti-sepsia de mucosa antes de procedimentos invasivos. antes de procedimentos cirúrgicos ou invasivos.Sabões. •Banhos de pacientes queimados. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. Quanto ao preparo da pele ou mucosa íntegra para procedimentos invasivos ou cirúrgicos indica-se o uso de anti-sépticos. detergentes e anti-sépticos cutâneos estão contra-indicados sobre tecidos sub-epiteliais uma vez que são irritantes para os tecidos. tecido morto que servirá de substrato para crescimento bacteriano. Para mucosas são usados anti-sépticos em veículos aquosos e não os alcoólicos. destruindo células vivas e criando. Estes podem ser usados para limpar a pele íntegra em volta da ferida. IM. a clorexidina e o PVPI (polivinilpirrolidona-Iodo).12-% • Anti-sepsia de mucosa oral para uso dentário. Se o ferimento aguarda sutura. SC). • Anti-sepsia de pele adjacente de ferimentos ou em áreas lesadas antes de punções ou outros procedimentos invasivos. Aplicar por um minuto na pele. • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. secar com compressa estéril. Clorexidina alcoólica -0. em pele ou áreas adjacentes de ferimentos ou mucosas. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. Os três anti-sépticos com melhores resultados são o álcool 70%. Na verdade.5% • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. Clorexidina -0. sendo removidos prontamente com solução salina estéril. O anti-séptico pode ter associado um degermante. deve ficar protegido com gaze ou compressa estéril e solução salina isotônica até o tratamento cirúrgico definitivo. ANTISSÉPTICOS Álcool 70% INDICAÇÃO • Anti-sepsia de pele antes de administrar medicamentos e soluções parenterais (IV. de forma que em um único processo se tem duas ações: a limpeza e a anti-sepsia com destruição de germes da pele ou mucosa. Álcool glicerinado 2% Iodofor aquoso 2% • Exclusivamente para anti-sepsia das mãos após a lavagem ou como substituto da lavagem.

folhas e flores. infectantes e químicos. Indica-se o uso de cores para identificar os recipientes e programação visual padronizando símbolos e descrições utilizadas. fisiológicas. nas salas.COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE O gerenciamento de resíduos deve ser implantado como rotina em ambientes farmacêuticos. Compondo os resíduos comuns. isopor. recolhimento para um local de armazenamento até a coleta. recicláveis. 210 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . não oferecendo nenhum risco à sua manipulação ou à Saúde Pública. papel higiênico. erva-mate. cada lixeira contenha a identificação do tipo de resíduo e acima. com adesivo. dos diferentes tipos de resíduos. Devem ser oferecidas as condições necessárias para seleção dos resíduos. restos de madeira. deverá ter locais determinados para a localização das lixeiras de Coleta Seletiva. RESÍDUOS COMUNS São resíduos nos estados sólidos ou semi-sólidos. papel toalha. semelhantes aos resíduos domiciliares que resultam de atividades diversas de alimentação. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Comum. papel carbono. com saco preto e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. absorventes higiênicos. etc. esponja de aço. já no momento do descarte. há os resíduos recicláveis que serão descartados e recolhidos separadamente. dependendo do tipo de atividade desenvolvida. esponjas. Cada sala do ambiente de trabalho. seja fixada uma lista de resíduos que deverão ser desprezados em tais lixeiras. e serem colocados dentro de um saco preto maior. RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: Cascas de frutas. Os sacos dessas lixeiras menores deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. de limpeza. Nas unidades de saúde são gerados resíduos comuns. A Coleta Seletiva compreende a separação. Recomenda-se a criação de uma Comissão de Gerenciamento de Resíduos que deverá incluir em sua rotina um programa de treinamento para os profissionais geradores de resíduos e para os responsáveis pela limpeza e dispensação final dos resíduos. restos de lanches. Recomenda-se que.

de acesso restrito a profissionais da limpeza. e serem colocados dentro de um saco verde maior. O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes com os resíduos recolhidos dos diversos locais dentro de um contêiner. papel. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação (lixo comum. caixas de papelão. em uma área protegida de chuva. latas em geral etc. Esses sacos de lixo deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. após o uso. em uma área protegida de chuva. R ESÍDUOS RECICLÁVEIS São resíduos sólidos que. vidro. tubos de alvejantes e detergentes. Se depositados em via pública. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Reciclável. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 211 . sacos plásticos. com saco verde e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. Os vidros grandes. São resíduos de plástico. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Frascos de soro. caixas ou tubos plásticos de medicamentos. gerando economia de recursos naturais e financeiros. papelão e metal sem sujidade biológica visível. embalagens de água. colocar próximo ao horário da coleta. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. rolos vazios de esparadrapo. além de gerar novos empregos através das usinas de reciclagem. frágeis ou quebrados devem ser protegidos em caixa de papelão antes do descarte no saco plástico. embalagens de alumínio. copos descartáveis. lixo reciclável. vidros. refrigerantes.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. lixo infectante). frascos-ampola vazios. colocar próximo ao horário da coleta seletiva. de acesso restrito somente a profissionais de limpeza. podem ter sua matéria prima reaproveitada. papéis de embrulho. Se depositados em via pública.

sob a mesa clínica para descarte. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Gaze. que devem ter o descarte em recipiente apropriado. esparadrapo. máscaras usadas. oferecendo risco à Saúde Pública ou à manipulação. R ELAÇÃO DOS R ESÍDUOS P ÉRFURO -C ORTANTES : Seringas agulhadas. agulhas para Carpule. etc. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Descartar em caixa apropriada (rígida e impermeável). Essas lixeiras deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. contendo o símbolo internacional de risco biológico estampado no saco de 100 litros. papel de embrulho contaminado. Dentro desse grupo se incluem os pérfuro-cortantes. agulha de Abocath. e serem colocados dentro de um saco branco leitoso. campos protetores de superfícies. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Infectante. 212 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . drenos. sondas. agulhas de sutura. lâminas de bisturi. laboratório ou atos cirúrgicos. luvas usadas.RESÍDUOS INFECTANTES São resíduos que resultam das atividades de assistência. bolsas coletoras de drenagens. etc. que promovam liberação de material biológico. com espessura mínima de 10 micrometros. Em salas de assistência odontológica recomenda-se o uso de porta-resíduos com capacidade aproximada de um litro. descartar dentro do saco branco do lixo infectante até o recolhimento. scalp. antes de serem agregados ao restante dos resíduos infectantes. ampolas de medicação. As peças anatômicas e bolsas de sangue devem ser descartadas em saco branco leitoso duplo dentro do recipiente para resíduos infectantes. fios de aço. Esses resíduos são infectantes também e serão descartados fechados em sacos maiores até o recolhimento final. fios agulhados. gorros usados. lâmina de barbear. lacrar quando atingir 2/3 da capacidade indicada na caixa. com saco branco e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. após o uso em cada paciente. cateteres.

mercúrio líquido. Porto Alegre. lixo infectante). germicidas fora da validade. em uma área protegida de chuva. genotóxicos ou mutagênicos.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. soluções para revelação e fixação de radiografias. conforme consta na Resolução CONAMA n° 283/2001. lixo reciclável. quimioterápicos e antineoplásicos. (lixo comum. explosivos. Se depositados em via pública. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. colocar próximo ao horário da coleta. resíduos corrosivos. esses resíduos deverão ser encaminhados ao fabricante ou empresa tecnicamente competente para tratamento. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS São resíduos tóxicos compostos por medicamentos vencidos. que elimine a periculosidade do resíduo para a saúde pública ou para o meio ambiente. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Quando vencidos ou contaminados. de acesso restrito a profissionais da limpeza. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Medicamentos vencidos. Lílian Capsi Pires. inflamáveis. reatores sorológicos vencidos. solventes. reativos. 2003 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 213 .

entorses e picadas de insetos. .Dar assistência à vítima até que chegue o socorro médico. Podemos definir primeiros socorros como os procedimentos adotados antes da chegada do médico.10 .Preservar a vida.PRIMEIROS SOCORROS Este capítulo tem o objetivo de tratar dos fundamentos básicos dos primeiros socorros e orientar sobre o que pode ser feito em caso de acidentes como queimaduras. A finalidade maior dos primeiros socorros é: . do profissional qualificado da área da saúde ou da ambulância. O socorro inicial à vítima adequado tem como objetivos: .Atuar conforme o seu conhecimento. . 214 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Reconhecer quando se trata de um atendimento de urgência.Chamar o serviço médico. quando uma pessoa é vítima de qualquer acidente ou mal súbito. .

. . Faça a vítima se sentir acolhida. Procure mostrar que você está ali para ajudar e servir. Nunca abandone alguém em estado grave. . Para isso é importante: .Falar com a vítima de modo gentil.Manter o controle sobre si mesmo e da situação.Agir com calma e lógica. O socorrista deve ser bem treinado. A pessoa que presta os primeiros socorros – o socorrista – deve agir imediatamente. O que fazer para “ganhar” a confiança da vítima? . . periodicamente reavaliado e estar atualizado quanto às técnicas de primeiros socorros. . jamais a separe da mãe ou do pai. ganhe a sua confiança falando da maneira mais simples possível e olhando-a sempre de frente. . . Se a vítima for criança. . . transmitindo sempre segurança e confiança. .Restringir os efeitos da lesão. . Explique o que vai ser feito.Promover a recuperação da vítima. Converse com a vítima durante todo o exame e tratamento.Ser objetivo. . Tente responder às perguntas da vítima com franqueza.Usar as mãos delicadamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 215 .

Não toque a área afetada. de 3º grau. .Não use gelo ou água gelada para resfriar a região.Não use manteiga. Já nas queimaduras graves. podendo ocorrer também pelo frio intenso ou pela radiação solar. Q UEIMADURAS QUÍMICAS São sempre graves e geralmente causadas por produtos de higiene. a pele se apresenta esbranquiçada ou carbonizada e há pouca ou nenhuma dor. recorte em volta da roupa que está sobre a região afetada. álcool e água sanitária. se houver muita dor.Dê bastante líquido para a pessoa ingerir e. gasolina. creme dental ou qualquer outro produto doméstico sobre a queimadura. O que fazer: .Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. um analgésico. pomada. As queimaduras leves (de 1º grau) se manifestam com vermelhidão. substâncias corrosivas. Se necessário. . líquidos e vapores.TIPOS DE ACIDENTES QUEIMADURAS São lesões causadas pelo calor. . inchaço e dor. . 216 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . . Nas queimaduras de 2º grau a dor é mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na região afetada. uma vez que há a destruição de terminações nervosas.Não cubra a queimadura com algodão.Nunca fure as bolhas. . . procure um médico imediatamente. cal.Se a queimadura for extensa ou de 3º grau.

O que fazer: .Faça a pessoa ingerir bastante líquido. podendo causar parada cardíaca e respiratória. .Procure ajuda médica imediata. . enxugue delicadamente e cubra com um curativo limpo e seco. e as expostas. . Há dois tipos de fraturas: as fechadas. Q UEIMADURAS O que fazer: SOLARES . Q UEIMADURAS POR ELETRICIDADE São causadas por raios ou correntes de alta e baixa voltagem.O que fazer: . mantendo-a na sombra. retire as roupas da vítima rapidamente. em local fresco e ventilado. As a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 217 .Deve-se desligar rapidamente a força elétrica.Refresque a pele da vítima com compressas frias. para então socorrer a pessoa. FRATURAS. deixam a pele intacta. que. LUXAÇÕES E CONTUSÕES F RATURA É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte. tendo o cuidado de não queimar as próprias mãos.Como as queimaduras químicas são sempre graves. apesar do choque. 15 minutos).Lave o local com água corrente por 10 minutos (se forem os olhos. quando o osso fere e atravessa a pele. ENTORSES. uma queda ou esmagamento. A queimadura é uma lesão estéril. por isso tenha cuidado ao manuseá-la e evite ao máximo contaminá-la.

revista dobrada. . a dor e a progressão do hematoma. nem tentar recolocar o osso no lugar. enquanto isso. com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações).Solicite assistência médica. vassoura ou outro objeto qualquer. Use 218 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . . como uma tábua.fraturas expostas exigem cuidados especiais. . . . CONTUSÃO É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. O que fazer: .Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala. mantenha a pessoa calma e aquecida. O que fazer: . é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma). Se o local estiver arroxeado. portanto nesse caso cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato. O que fazer em caso de entorse. LUXAÇÃO É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.Não se deve fazer massagens na região.Não dê qualquer alimento ao ferido.Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço. ENTORSE É a torção de uma articulação.Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea. luxação ou contusão: Improvise uma tala Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície. nem mesmo água.Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido.

perda de consciência. . bebidas alcoólicas.tiras de pano. identifique o tipo de veneno ingerido e a quantidade. ataduras ou cintos. INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS Venenos são substâncias que. ao serem introduzidas no organismo. querosene. álcool. cotovelo. Só use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado. . aguarrás. costelas ou clavícula. gasolina. sem apertar muito para não dificultar a circulação sanguínea.Se possível. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 219 . soda cáustica. hálito com cheiro da substância ingerida. etc.Se a vítima estiver consciente. comida estragada. amônia. alteração da pulsação. Isto serve para sustentar um braço em casos de fratura de punho. ceras. .). eventualmente. fósforo. especificamente em crianças. Esses produtos causam queimaduras quando ingeridos e podem provocar novas queimaduras durante o vômito ou liberar gases tóxicos para os pulmões. graxas. convulsões e. tinta. polidores. veneno para ratos ou água oxigenada. cosméticos. Medicamentos. água sanitária. antebraço. em quantidade suficiente podem causar danos temporários ou permanentes. não provoque vômitos. induza vômitos se o agente tóxico for: medicamentos. plantas.Não induza o vômito se a substância ingerida for corrosiva ou derivada de petróleo (removedor. plantas. Improvise uma tipóia Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. vômitos.Se a vítima estiver inconsciente. Os sinais e sintomas mais comuns são queimaduras nos lábios e na boca. parada cárdio-respiratória. naftalina. thinner. produtos químicos e substâncias corrosivas são os principais causadores de envenenamentos ou intoxicação. O que fazer: .

.Sempre que possível. . Os sintomas mais comuns são náuseas. para evitar que o veneno seja absorvido rapidamente.Não dê nada para a vítima comer. vômitos.Deve-se remover o ferrão e aplicar compressas frias para aliviar a dor e reduzir o inchaço.Não corte nem fure a picada. estes deverão ficar em posição elevada. . leve o animal que provocou o acidente para ser identificado. P ICADAS DE ESCORPIÕES Os escorpiões são pouco agressivos. PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS O que fazer ao socorrer uma vítima picada por animais peçonhentos: . . têm hábitos noturnos e encontram-se geralmente em pilhas de madeiras. salivação. .A vítima deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.Observação: a indução ao vômito é feita através da estimulação da garganta com o dedo. P ICADAS DE CARRAPATOS O que fazer: Deve-se removê-los o mais rápido possível e colocá-los em um vidro para serem examinados. O que fazer: .Mantenha a vítima deitada. tremores e convulsão. provocam dor e inchaço.Não amarre a região da picada.Se a picada for na perna ou no braço. . vespas e marimbondos. nem beber. adaptando-se bem ao ambiente doméstico. uma vez que carrapatos são vetores de doenças. P ICADAS DE INSETOS Abelhas. quando picam. 220 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

.Deve-se lavar a ferida com água e sabão.Não dê sedativos ou ácido acetilsalicílico. . SANGRAMENTOS Um sangramento é a perda de sangue dos vasos sanguíneos. Dessa maneira ocorre o sangramento ou hemorragia. produzido por um pedaço de vidro. .Não remova o veneno por meios mecânicos. . mesmo sem qualquer sintoma.Deve-se transportar o acidentado rapidamente à unidade de saúde para aplicação de soro específico. Qualquer ruptura anormal da pele ou da superfície do corpo é chamada de ferimento.A vítima deve permanecer deitada e quieta. de forma que o veneno fique contido no local. S ANGRAMENTO EXTERNO É visível na superfície do corpo e é decorrente de corte. pela dor no local atingido.Não coloque torniquete. Toda picada de cobra. prego.Não faça ferimentos adicionais para drenar o veneno. nem tente sugar o veneno.Não dê álcool à vítima. faca ou outro objeto cortante. merece atendimento médico.O que fazer: . .Mantenha a parte ferida abaixo do nível do coração. .Dê apoio à vítima e leve-a a um serviço médico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 221 . raspão. . perfuração. . por inchaço e bolas que surgem no local. O que fazer: . P ICADAS DE COBRAS As picadas de cobras são reconhecidas pelas marcas dos dentes na pele.

Procure manter o local que sangra em um plano acima do coração.Pressione firmemente o local por cerca de dez minutos.Não dê alimentos à vítima. mas que permita a circulação do sangue. impedindo a passagem de sangue para a região afetada. Os mais comuns ocorrem no tórax e no abdômen. comprima a artéria ou a veia responsável pelo sangramento contra o osso. . S ANGRAMENTO INTERNO Surge em decorrência de um ferimento interno que faz com que o sangue saia do sistema circulatório. sede. Observação: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a compressão não for suficiente para estancá-los. O que fazer: .Não tente retirar corpos estranhos dos ferimentos. por isso. A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e. Se o sangramento persistir através do curativo.Peça auxílio médico imediato. S ANGRAMENTOS O que fazer: NASAIS 222 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . ponha novas ataduras sem retirar as anteriores. . nem a aqueça demais com cobertores. . .Quando parar de sangrar. pele fria e pálida.Não aplique substâncias. cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma atadura firme. mucosas dos olhos e da boca brancas. a situação deve ser acompanhada e controlada com muita atenção através da monitoração dos sinais externos: pulso fraco e acelerado. evitando a remoção de eventuais coágulos. mas não do corpo. . como pó de café ou qualquer outro produto. mãos e dedos arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea.O que fazer: . comprimindo-o com um pano limpo dobrado ou com uma das mãos. tontura e inconsciência. no sangramento.

cadeira de madeira ou bastão de borracha. . provocando náuseas.Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local. levar à parada cárdio-respiratória. como um cabo de vassoura.a de entrada e de saída da corrente elétrica. aplique a ressuscitação. afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz.Se possível empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco. envolva-as em um jornal ou num saco de papel.Se tiver que remover a vítima com as mãos. . volte a comprimir a narina e procure socorro médico. corda seca. tábua. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 223 . não-condutor de corrente. Na pele. sentada. CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico.Depois de alguns minutos.Incline a cabeça da pessoa para a frente. geralmente causado por altas descargas. . ou a chave geral. .Se a hemorragia persistir. evitando que o sangue vá para a garganta e seja engolido. podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) . O que fazer: . . é sempre grave. podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e. ..Desligue o aparelho da tomada.Se houver parada cárdio-respiratória. em casos extremos.Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo.

NO NARIZ . nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo. ..Não tente retirar objetos profundamente introduzidos. cubra os olhos da vítima e procure ajuda médica. . cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo.Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora).Se necessário. . em especial no nariz. bolinhas de papel e grampos. com as pernas elevadas. Se estiver inconsciente. orientando-a para assoar o nariz. um copo) e procure ajuda médica imediata. Se isso não resolver.Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos. CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA Crianças pequenas podem.Se o objeto estiver cravado no olho não tente retirá-lo.Não bata na cabeça para que o objeto saia. sementes. . cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma. deite-a de costas. . Esses objetos são. NOS OLHOS . moedas. O que fazer: NO OUVIDO . Se não for possível fechar os olhos. boca e ouvidos. acidentalmente. introduzir objetos nas cavidades do corpo. 224 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Procure ajuda médica imediata.Instrua a vítima para respirar somente pela boca. Se houver asfixia. a não ser que se trate de um inseto vivo. deite-a de lado. e procure um médico. na maioria das vezes. a vítima apresentará pele azulada e respiração difícil ou ausente. peças de brinquedos. sem apertar. e procure ajuda médica especializada imediatamente. . cubra os dois olhos com compressas de gaze.Pingue algumas gotas de soro fisiológico ou de água morna no olho atingido.Se a pessoa estiver consciente.

. A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO .Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas.Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor.Não dê nada à vítima para comer. Deixe a pessoa tossir com força. . mova-o rolando o corpo todo de uma só vez. colocando-o de costas no chão.. O BJETOS ENGOLIDOS .Ao mesmo tempo uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca. procure auxílio médico. Verifique então se há algo da boca da vítima que impeça a respiração.RESPIRATÓRIA Em decorrência da gravidade de um acidente pode acontecer a parada cárdio-respiratória. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 225 . evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço. beber ou cheirar. P ARADA CÁRDIO . pois esse é o recurso mais eficiente quando não há asfixia. falar ou chorar. além da ausência de respiração e pulsação.Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. levando a vítima a apresentar. coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno).PULMONAR . O que fazer: . é sinal de que o objeto está obstruindo as vias respiratórias.Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas a fim de não virar ou dobrar as costas e o pescoço da vítima. pele fria e pálida. Se ele não sair. . .Se a pessoa não consegue tossir com força. firmando a cabeça da vítima e fechando as narinas com o indicador e o polegar. lábios e unhas azulados. o que significa que há asfixia. inconsciência. Só aplique os procedimentos a seguir se você tiver certeza de que o coração não está batendo: P ROCEDIMENTOS PRELIMINARES .Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o seu interior. procure um médico.Com a pessoa no chão.

. faça dois sopros para cada quinze pressões no coração. .Proteja a cabeça da vítima. Duram poucos minutos. tente colocá-la sentada e depois.Solte as roupas da vítima. . com movimentos desordenados e. devagar. ajude-a a ficar em pé. podendo ocorrer ferimentos. O que fazer: . . . procure auxílio médico. 226 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Caso a vítima volte a si após alguns minutos.Se o desmaio durar mais de dois minutos. até que o coração volte a bater. Normalmente. A queda da vítima é quase sempre desamparada. mantenha a vítima em repouso. eliminação de fezes e urina. O que fazer: .Afrouxe as roupas da vítima. .Mantenha sempre as vias aéreas da vítima livres. sempre a amparando. são fortes. . colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias da vítima. se houver alguém ajudando-o.Uma vez sem convulsão. Deixe-a se debater livremente.Oriente a vítima a procurar um médico.Remova a vítima para um ambiente arejado. EMERGÊNCIAS CLÍNICAS DESMAIO É a perda momentânea da consciência. para ter certeza de que ela voltou ao normal. durante a convulsão. .Enquanto o ajudante enche os pulmões. com as pernas elevadas e a cabeça baixa. CONVULSÕES São contrações incontroláveis dos músculos. Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho.Não ofereça nada para ela cheirar. após a doação de sangue ou quando se presencia alguém sangrando ou sofrendo.. faça um sopro para cada cinco pressões. . beber ou comer. em geral. há salivação abundante e. acompanhadas de perda de consciência. às vezes.Evite a mordedura da língua. além da contratura desordenada da musculatura.Coloque-a deitada de costas. pressione o peito a intervalos curtos de tempo. deixando-a confortável.Após a convulsão é comum a sonolência. Deixe-a dormir. Pode ocorrer por falta de alimentação. . soprando adequadamente para insuflálos.

desde sua seleção até sua dispensação. objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. administrativa e de consulta. Sua missão compreende tudo o que se refere ao medicamento. além da redução dos custos. técnico-científica e administrativa. portanto. uma importante função clínica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 227 . O farmacêutico tem.11. funcional e hierarquicamente. em um grupo de serviços que dependem diretamente da Direção Central e estão em constante e estreita relação com sua administração. propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional. armazenamento. velando a todo o momento por sua adequada utilização no plano assistencial. investigativo e docente. visando sempre à eficácia da terapêutica. econômico. É igualmente responsável pela orientação de pacientes internos e ambulatoriais. onde se desenvolvem atividades ligadas à produção. voltando-se também para o ensino e a pesquisa. controle. A principal razão de ser da farmácia é servir ao paciente. FARMÁCIA HOSPITALAR A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial. Um serviço de farmácia em um hospital é o apoio clínico integrado. dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares.

• Melhorar a qualidade técnica (dispensação. os farmacêuticos são comprometidos com os resultados de seus serviços e não somente com o fornecimento deles. desde farmácias extremamente modernas prestando toda a gama de serviços e no outro extremo hospitais sem farmacêutico. planejamento. D ESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA • Ter farmacêuticos em 100% dos hospitais. 228 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . participação em grupos multiprofissionais e ações de farmácia clínica).). • Melhorar a gestão administrativa (estocagem. compras.ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR • A farmácia hospitalar vem passando por mudanças significativas nos últimos tempos. armazenamento. manipulação. • As várias necessidades dos pacientes requerem que as farmácias hospitalares desempenhem uma série de atividades organizadas.Liderança e prática de gerenciamento. • A introdução de novas legislações aumentou a exigência de cumprimento de boas práticas de dispensação e manipulação farmacêutica. etc. • Hoje coexistem várias realidades em nosso país. • O aumento na informatização das farmácias hospitalares propiciou melhor controle administrativo dos estoques. Os elementos para o sucesso de uma farmácia hospitalar: I . • Como agentes de Atenção Farmacêutica. A ÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES Princípios • Farmacêuticos trabalham próximos com outros profissionais de saúde para atender as necessidades dos pacientes.

4) Acompanhar o cumprimento das metas. e VI – Pesquisa farmacológica clínica.Otimização da terapia medicamentosa. • O diretor de uma farmácia hospitalar deve ser responsável por: 1) Estabelecer as metas de curto e longo prazo da farmácia. III . 3) Direcionar as implementação destes planos e as atividades do dia-a-dia associadas a ela. baseado nas necessidades do paciente e do hospital. 2) Desenvolver planos e esquemas para atingir estes objetivos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 229 . Liderança e prática de gerenciamento: • Uma efetiva liderança aliado a um perfil gerencial são necessários para a prestação de serviços farmacêuticos de maneira consistente com as necessidades do hospital e dos pacientes. Missão da Farmácia Hospitalar: • A missão deve ser escrita e conhecida de todos os funcionários (refletindo o compromisso com pacientes e responsabilidades operacionais). e 5) Instituir ações corretivas para o cumprimento das metas quando necessário. V – Estrutura. equipamentos e fontes de informação.Dispensação de medicamentos e controles. IV .II . • Objetivo: Melhorar continuamente os resultados dos pacientes. • O gerenciamento de uma farmácia hospitalar deve ser focado na responsabilidade do farmacêutico de fornecer Atenção Farmacêutica e desenvolver uma estrutura organizacional que dê suporte a esta missão. e deve também ser compatível com a as características e missão do hospital.Informação sobre medicamentos e educação.

Recursos Humanos de Apoio: • A farmácia hospitalar deve ter pessoal de suporte (técnicos. cultura do hospital). • Objetivos a curto. escriturários. atividades. auxiliares. e b) Programas de educação continuada devem ser elaborados para manter e aumentar suas competências. Educação e Treinamento: a) Todos os funcionários da farmácia hospitalar devem possuir as qualificações necessárias para cumprir suas tarefas. Esquemas de Trabalho: . operacional e clínica).) em quantidade e perfil suficiente para implementação da Atenção Farmacêutica. Recrutamento e Seleção de Pessoal • Devem ser realizados baseados no desenho do cargo (qualificações e perfil desejado). médio e longo prazo. secretárias. • Conter todos os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs). Integração de Novos Funcionários: • Deve-se ter bem estabelecida uma rotina de acolhimento (apresentação das missões. O diretor da farmácia hospitalar deve assegurar que as rotinas e procedimentos sejam seguidos e ajudem a atingir as metas estabelecidas. 230 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Descrição dos Cargos e Funções: • As áreas de responsabilidade da farmácia devem ser claramente definidas. Manual Operacional: • Deve ser elaborado um manual operacional a fim de disciplinas as atividades da farmácia (administrativa. setores da farmácia e do hospital. etc. a descrição detalhada dos cargos e funções de todas as categorias de funcionários da farmácia deve existir e ser revisadas.

UTI neonatal). pois os gastos da farmácia representam um grande aporte dentro do hospital. cirurgia cardíaca. Envolvimento em comissões: • O farmacêutico deve ser membro e participar ativamente de Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT). Serviços farmacêuticos 24 horas: • O funcionamento da farmácia com a presença de farmacêutico deve ser ininterrupto sempre que possível. curativos. etc. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 231 . e • Mecanismos de fiscalização de cumprimento do manual devem ser estabelecidos.• Todos os funcionários devem conhecê-lo. etc. grupos multiprofissionais de diabetes. e • Devem ser implantados controles gerenciais de tratamentos de alto-custo no hospital. dor. Garantia de qualidade: • O diretor da farmácia hospitalar deve garantir a implantação de programas de qualidade em todos os processos relacionados ao uso de medicamentos pelo paciente e em relação à logística. Custos com medicamentos: • Políticas e procedimentos para gerencias os gastos com medicamentos devem existir. estudos farmacoeconômicos. gestantes. Gestão financeira: • O diretor da farmácia hospitalar deve participar ativamente da gestão financeira do hospital. hipertensão. e • Devem-se utilizar programas com estudos de uso de medicamentos (EUM). principalmente em hospitais com programas clínicos que exijam farmacoterapia intensiva (transplantes.

luz. ventilação. • Embalagens multidoses devem ser evitadas ao máximo. Estocagem de medicamentos: • Medicamentos devem ser estocados e preparados em condições apropriadas de higiene. 232 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r .Serviços farmacêuticos não . os medicamentos devem ser disponibilizados na forma de dose-única por horário e paciente. Erros de medicação (medication errors): • Farmacêuticos. b) O uso de dispensadores eletrônicos deve ser estimulado nestas ocasiões.24 horas: a) A dispensação de medicamentos em horários que não há farmacêutico deve ser disciplinada pela CFT no que diz respeito aos medicamentos que podem ser dispensados. devidamente rotulados. Recolhimento de medicamentos (recalls): • Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitários (ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para recolhimento de produtos. temperatura. e prontos para a administração. Confidencialidade de Dados do Paciente: • O farmacêutico deve garantir o sigilo das informações clínicas dos pacientes. e c) Deve-se evitar e desencorajar a entrada de não farmacêuticos (ou funcionários da farmácia) nas dependências da farmácia hospitalar. • Após análise dos ocorridos é necessário propor medidas corretivas para evitar novos episódios. médicos e enfermeiros devem estabelecer políticas e procedimentos para prevenção e notificação de erros de medicação. segregação e segurança que assegurem integridade do medicamento e segurança do pessoal envolvido. Dispensação por dose-unitária: • Sempre que possível.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 233 . satélites. coletiva. Estoques periféricos: • Estoques periféricos devem se limitar ao uso em situações de emergência e itens de segurança (enxagüatório bucal. em especial os controles físicos e livros (ou controles informatizados). • Condições que possam comprometer a segurança do processo de estocagem devem ser revistos e propostos modificações.Representantes comerciais: • Políticas escritas para visitas e atuação de representantes comerciais de medicamentos e correlatos no hospital devem existir. • Disciplinar e treinar as pessoas autorizadas a fazer tal dispensação. Fabricantes e fornecedores: • Devem ser estabelecidos critérios para selecionar e validar fornecedores para assegurar a máxima qualidade dos medicamentos e correlatos. curativos. • O potencial de acontecer erros de medicação deve ser avaliado em relação a estes itens.). rótulos. anti-sépticos. etc.) no hospital e avaliar as mudanças necessárias e os riscos de erros associados a cada setor. etc. Inspeções na área de estocagem: • Todos os estoques devem ser inspecionados rotineiramente para assegurar validade de produtos. Substâncias controladas: • Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98. automatizados. Sistemas de dispensação e máquinas dispensadoras automáticas: • A farmácia deve propor e monitorar a utilização dos sistemas de dispensação (dose-unitária. avariados. individualizada.

transportes. Produtos citotóxicos e perigosos: • Precauções especiais. Informação sobre medicamentos: Espaço adequado. etc. segurança. prescritores e outros profissionais de saúde e devem estar integrados com os serviços gerais do hospital (comunicações. que devem possuir área segregada e rotinas escritas de prevenção de incêndios.Estrutura. manipulação e eliminação de dejetos devem existir para garantir a segurança dos funcionários. 234 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Área de manipulação e estocagem: • O espaço e a estrutura da área de manipulação devem atender as boas práticas de manipulação (RDC 33 e outras) e estocagem (portaria 802 e outras). espaço adequado. • Podemos incluir neste rol de produtos os inflamáveis. • Estes recursos devem estar localizados em áreas que facilitem a provisão de serviços ao paciente. limpeza. equipamentos e suprimentos devem estar disponíveis para todos os profissionais e funções administrativas relacionadas ao uso de medicamentos. Estocagem de medicamentos: • Deve existir uma estrutura para que a estocagem e preparação de medicamentos sejam realizadas dentro de parâmetros legais e de segurança.). • Na manipulação de estéreis devemos ter os cuidados redobrados. lavanderia. enfermeiros. pacientes e eventuais visitantes. fontes de consulta e tecnologia de comunicação devem estar disponíveis para facilitar a provisão de informações sobre medicamentos. evitando potenciais contaminações de produtos. equipamentos e fontes de informação: • Para assegurar uma performance operacional ótima e qualidade no atendimento ao paciente. equipamentos e treinamentos para estocagem.

com o objetivo de melhorar os resultados farmacoterapêuticos e a qualidade de vida dos pacientes. P ESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA Políticas e procedimentos: • O farmacêutico deve assegurar a segurança e o uso de protocolos apropriados de ensaios clínicos de novas drogas. relatórios e documentos administrativos e técnicos) para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e órgãos de acreditação. reuniões. inventários. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 235 . facilitando a intervenção técnica do farmacêutico antes da primeira dose.Consultório farmacêutico: • Para atendimento de pacientes ambulatoriais deve existir um espaço privativo com estrutura adequada para realização do processo de anamnese e orientação farmacêutica. Automação: • Sistemas mecânicos automatizados (“robôs”) e softwares podem ser usados para promover a eficácia e eficiência nos processos de prescrição. atividades educativas e de treinamento. gerenciar os perfis farmacoterapêuticos dos pacientes. e podem conter módulos interligados com bases de dados de interações medicamentosas e monografias de drogas. dispensação. Manutenção de registros: • Um espaço adequado deve estar disponível para arquivamento e manutenção de registros (psicotrópicos. monitoração clínica. Escritórios e sala de reuniões: • Devem estar disponíveis para atividades administrativas. Sistemas informatizados: • Devem estar disponíveis para auxiliar nas funções administrativas (logísticas).

SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS Conceito .É o ato de entrega racional de medicamentos aos pacientes. bem como estudo da posologia. contra-indicação. Informação sobre medicamentos: • O farmacêutico deve ter acesso a informações de todos os estudos preliminares sobre o medicamento em pesquisa no hospital. • A CFT e a Comissão de Pesquisa Clínica devem aprovar a pesquisa bem como a Comissão de Ética em Pesquisa (CEP). • O farmacêutico deve elaborar informações escritas sobre segurança. • Prestar informações sobre os mesmos no que diz respeito à estabilidade. verificação de interações medicamentosas e com alimentos. e manter a documentação de consentimento do paciente arquivada. Estas informações devem ser repassadas à clientela do hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesma não tenha nenhuma dúvida a cerca do esquema terapêutico proposto. dentre outras. interações. Objetivos • Distribuir os medicamentos de forma ordenada e racional.Distribuição e controle: • A farmácia deve ser responsável pela distribuição e controle dos fármacos utilizados em pesquisa clínica no hospital. contra-indicações. prestando informações sobre as características farmacodinâmicas dos mesmos. 236 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . e sobre experimentos similares realizados em outros centros de pesquisa. RAM. administração do medicamento testado. características organolépticas. indicação terapêutica. Comissão de Pesquisa Clínica: • O farmacêutico deve ser incluído na comissão de pesquisa clínica.

• Diminuir erros de medicação; • Diminuir os custos com medicamentos; • Aumentar a segurança para o paciente; • Racionalizar a distribuição e administração; • Aumentar o controle sobre os medicamentos, acesso do Farmacêutico as informações sobre o paciente. Introdução A elaboração de um sistema de distribuição de medicamentos requer uma investigação em profundidade, de atividades que possam garantir eficiência, economia e segurança. A seqüência de eventos que envolvem a distribuição do medicamento começa quando o mesmo é adquirido e a partir de então um modelo é seguido até sua administração ao paciente ou, por algum motivo seja devolvido à Farmácia, para se concluir o processo. Um sistema de distribuição deve atender a todas as áreas da instituição onde são utilizados medicamentos e correlatos. Na prática existem 4 tipos de sistema de distribuição de medicamentos, a saber: coletivo, individual, combinado e dose unitária. (Garrinson, 1979.p.257).

S ISTEMA

DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS

É um sistema onde os pedidos de medicamentos à Farmácia são feitos através da transcrição da prescrição médica pela enfermagem. Estes pedidos não são feitos em nome dos pacientes, mas sim, em nome de setores. A Farmácia envia certa quantidade de medicamentos para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais setores, que de acordo com as prescrições médicas vão sendo ministradas aos pacientes. É um sistema que apresenta falhas, pois não há a participação direta do Farmacêutico. Rotina Operacional: • Médico: prescreve os medicamentos para os diversos pacientes nas folhas de prescrições médicas.

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• Enfermagem: efetua a transcrição da prescrição médica para o “Formulário de Solicitação de Medicamentos” em nome de todo o setor. • Funcionário da Enfermagem: envia o formulário para a Farmácia. • Funcionário da Farmácia: através do formulário efetua a distribuição de medicamentos. • Auxiliar de Enfermagem: deve devolver à Farmácia os medicamentos não ministrados. Vantagens: • Grande arsenal terapêutico nas unidades, o que facilita o uso imediato dos medicamentos. • Diminui os pedidos à Farmácia. • Diminui as tarefas a serem executadas pela Farmácia. Desvantagens: • Requisições são feitas através da transcrição da prescrição médica o que pode ocasionar erros de transação, tais como: omissões e trocas de medicamentos. • • Aumenta o gasto com medicamentos em conseqüência de: a) Incapacidade da Farmácia em controlar adequadamente os medicamentos. b) Desvio de medicamentos. c) Mau acondicionamento de medicamentos. d) Vencimento de prazo de validade. e) Devolução de medicamentos sem identificação. . Pode ocorrer administração ao paciente de medicamentos vencidos. . Aumenta o consumo de drogas. . Aumenta o potencial de erros de administração de medicamentos resultante da falta de revisão feita pelo Farmacêutico das prescrições médicas de cada paciente. Sistema individual de distribuição de medicamentos

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

Sistema no qual os pedidos de medicamentos são feitos especificamente para cada paciente (24 horas), de acordo com a segunda via da prescrição médica. Este sistema está mais orientado para a Farmácia que o anterior, visto que se busca um melhor controle de medicamentos. Rotina Operacional: Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Funcionário da Farmácia: recolhe as segundas vias das prescrições médicas nas unidades e efetua o aviamento e distribuição dos medicamentos e Soluções de Grande Volume (S.G.V.) em sacos plásticos individuais devidamente identificados com os dados do paciente. Farmacêutico: • supervisiona o aviamento das segundas vias de prescrições médicas. • confere a dispensação de todos os medicamentos e (SGV). • controla o estoque e registra as receitas de psicotrópicos e entorpecentes de acordo com a legislação vigente. • realiza fiscalizações periódicas nas unidades. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente. • supervisiona a reposição dos medicamentos de uso esporádico (se necessário); medicamentos da portaria 344 (psicotrópicos e entorpecentes) e armário de reservas das S.G.V. Funcionário da Farmácia: retorna as unidades com os medicamentos dispensados e as segundas vias das prescrições médicas e acompanha a conferência da medicação e do MMH. Contínuo da Unidade: vai até a Farmácia apanhar as soluções de grande volume. Secretária da Unidade: recebe os medicamentos e S.G.V. na presença do funcionário da Farmácia, conferindo o que está recebendo de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. Após conferir assina as prescrições e organiza os medicamentos e S.G.V. nas gavetas e armários.

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Funcionário da Farmácia: retorna ao Serviço de Farmácia com as segundas vias das prescrições médicas assinadas e os medicamentos que não foram administrados aos pacientes. Diariamente visita as unidades e confere: • Armário dos medicamentos de uso esporádico (se necessário). • Gaveta da portaria 344. • Carro de urgência. • Armário de reserva de S.G.V. • Fazem a reposição de estoques das unidades. Vantagens: • Diminuição dos estoques nas unidades assistenciais; • Facilidade para devolução à Farmácia; • Redução potencial de erros de medicação; • Reduz tempo do pessoal da enfermagem quanto às atividades com medicamentos; • Redução de custos com medicamentos; • Controle mais efetivo sobre medicamentos; • Aumento da integração do Farmacêutico com a equipe de saúde; Desvantagens: • Incremento das atividades desenvolvidas pela farmácia; • Necessidade de plantão na farmácia hospitalar; • Permite ainda potencial erros de medicação. • Exige um investimento inicial; • Necessidade de Plantão na Farmácia Hospitalar.

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Combinação do sistema coletivo com o individual Sistema no qual alguns medicamentos são dispensados através de requisições (Sistema Coletivo) e outros por prescrição individual (Sistema Individual). Desvantagens: • Consumo de tempo da enfermagem; • Não há controle rigoroso do estoque; • Os erros são freqüentes; • Aumenta o número de tarefas desenvolvidas na Farmácia. Sistema de dose unitária de distribuição de medicamentos “É uma quantidade ordenada de medicamentos com forma e dosagens prontas para serem ministradas ao paciente de acordo com a prescrição médica, num certo período de tempo”. (Garrinson, 1979) Objetivos: Dispensar o medicamento certo, ao paciente certo, na hora certa, levando-se em consideração que podem ser avaliados diversos aspectos, tais como: • Erros de medicação, ou seja, verifica-se com a “dose unitária” se estes erros são freqüentes; • Fidelidade das doses (comparar as doses prontas com as prescrições médicas e verificar possíveis diferenças); • Interações medicamentosas, reações adversas e outras causas podem ser estudadas; • Acondicionamento dos fármacos pode ser estudado considerando-se o tipo de acondicionamento ao qual estão submetidos na “dose unitária”; • Proporcionar à administração hospitalar um sistema de distribuição de medicamentos que seja financeiramente viável;

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• Oferecer recursos ao Farmacêutico para melhor integrar-se à equipe de saúde. Rotina Operacional: A rotina operacional é cíclica e portanto deve ser vista como um processo dinâmico. Cada passo tem sua importância, não devendo haver atropelos, sob pena de interromper o processo em qualquer fase que se encontre. Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: retira do prontuário as cópias (segundas vias) das prescrições médicas. Funcionário da Farmácia: vai ao posto de enfermagem, enfermarias ou apartamentos e recolhe: • Cópias (das segundas vias) das prescrições. • Receitas utilizadas para a retirada de medicamentos dos armários de urgências. • Doses unitárias não ministradas. Funcionário da Farmácia prepara: • Doses unitárias. • “Bandejas” contendo os medicamentos a serem repostos nos armários com medicamentos de urgência (de acordo com as receitas). • As etiquetas das doses unitárias e revisa as receitas rubricando-as (para identificar quem preparou e/ou aviou as doses e receitas, respectivamente). Farmacêutico: • verifica se as doses unitárias preparadas estão de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. • faz ou supervisiona o controle de estoque e registra as receitas de psicotrópicos ou entorpecentes, de acordo com a legislação vigente. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente.

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

• efetua ou supervisiona a reposição dos medicamentos utilizados nas urgências. Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: • recebe e confere as doses unitárias e faz a reposição dos medicamentos utilizados na urgência. • reintroduz as segundas vias das prescrições nos prontuários (se for o caso). Enfermeiro: ministra as doses unitárias. Tipos de sistemas de distribuição por dose unitária: São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária: • Centralizado. • Descentralizado. • Combinação dos dois tipos. Sistema Centralizado: As doses são preparadas na Farmácia Central e dali são distribuídas para todo o Hospital. Pelo fato da centralização, o controle de estoque e a supervisão da preparação das doses, pelo Farmacêutico, ficam mais contundentes. Sistema Descentralizado: As doses são preparadas nas Farmácias Satélite (descentralizadas) e ao final de cada preparação, os quantitativos do consumo são enviados à Farmácia Central. Sistema Combinado: Diz-se que o sistema é combinado, quando ao mesmo tempo em que as Farmácias Satélites estão atuando na preparação de doses, a Farmácia Central deixara de operar e vice-versa. Este esquema facilita a adequação aos horários de administração de doses e objetiva uma redução nos recursos humanos, aproveitando da melhor forma possível, o horário de trabalho do pessoal existente no quadro de funcionários da Farmácia. Condições Básicas para um bom S.D.M.U.D.:

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• Existência da Comissão de Farmácia e Terapêutica (Comissão de padronização de Medicamentos). Sem uma relação básica dos medicamentos a serem consumidos no Hospital, fica difícil se preparar “doses unitárias”, levando-se em consideração a grande quantidade de especialidades farmacêuticas comercializadas no Brasil e a preferência de cada médico por certa especialidade.

• Normas Escritas de Caráter Executivos: Há necessidade que normas sejam publicadas como uma espécie de manual evitando, portanto, a omissão dos elementos que trabalharão no sistema. Neste manual deverão constar, também, os objetivos do sistema e suas vantagens. Vantagens do S.D.M.U.D.: • Possibilita uma maior interação do Farmacêutico com os diversos profissionais da saúde e com o paciente. • Redução dos estoques das tarefas nos setores o que evita perdas e desvios. • Diminuição das tarefas desenvolvidas pela enfermagem. • Aumento do controle sobre a utilização dos medicamentos. • Maior segurança do médico. • Rapidez na administração das doses. • Funcionamento mais dinâmico do serviço de farmácia. • Redução no índice de erros de administração de medicamentos. • Redução no tempo de distribuição de medicamentos. • Fácil adaptação a computadores. • Higiene e organização são superiores as dos sistemas tradicionais. • Viabilização econômica.

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 245 . A NP é indicada na profilaxia e tratamento da desnutrição aguda. em regime hospitalar ou domiciliar. • Não diferencia os horários de administração dos medicamentos. • Favorece o perfil farmacoterapêutico do paciente. • Paciente recebe assistência de alto nível. NUTRIÇÃO PARENTERAL Por Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Introdução A nutrição parenteral (NP) total ou parcial constitui parte dos cuidados de assistência ao paciente que está impossibilitado de receber os nutrientes em quantidade e qualidade que atendam às suas necessidades metabólicas pelo trato gastrointestinal (TGI).• Prestigiar o hospital pelo melhor controle e uso dos medicamentos. • Por ser atividade mais técnica é gratificante para o pessoal da farmácia. Desvantagens: Aumento das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmácia Hospitalar. mediante o fornecimento de energia e proteínas para prevenir o catabolismo protéico do paciente. Diferença entre o sistema de distribuição por prescrição individual (dose individual) e o sistema de distribuição por dose unitária Dose individual: • A embalagem que acondicionamos (Sacos Plásticos) é violada por completo. Exigência de investimento inicial.

microbiologistas. juntamente à equipe multidisciplinar. Esta equipe deve ser constituída por profissionais médicos. resultando em ações mais especializadas ao paciente. A Portaria 272/98-SVS/MS normatizou os requisitos estruturais e ambientais na manipulação. erros inatos do metabolismo e prematuridade. a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). são algumas das situações clínicas em que está indicada a nutrição parenteral. síndromes do intestino curto. durante o V 246 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Em 2005. alterada pela Resolução CFF 292/96. fisiatras. como entidade congregadora dos profissionais da área. armazenamento e transporte da alimentação parenteral manipulada e dos insumos utilizados para este fim. incompetência do esfíncter esofágico inferior e diminuição na motilidade intestinal. Além das atividades de supervisão na manipulação das formulações e controle de qualidade. as Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem . A Terapia de Nutricional Parenteral exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional. fístulas. pré e pósoperatório. O profissional farmacêutico tornou-se oficialmente o responsável pela manipulação das formulações nutritivas devido principalmente à sua formação acadêmica.Doenças respiratórias. retardo do esvaziamento gástrico. nutricionistas e enfermeiros. Posteriormente. capacidade gástrica diminuída. psicólogos. que lhe dá habilidade de avaliar as características físico-químicas dos componentes. Paralelamente ao trabalho da SBNPE. No Brasil. em ambientes hospitalares ou em domicílio. o farmacêutico participa do acompanhamento clínico do paciente.878/81 estabeleceu como privativa desta classe a manipulação de medicamentos e afins. entre outros. a SBRAFH realizou. No âmbito de atuação do farmacêutico. as possíveis interações químicas entre os nutrientes e os fármacos. assegurando uma perfeita estabilidade química e esterilidade do produto elaborado. o Decreto-Lei 85. farmacêuticos.COFEN 161/93 e do Conselho Federal de Farmácia . O preparo da nutrição parenteral é um processo que utiliza procedimentos padronizados e validados. a fim de assegurar a qualidade dos componentes da nutrição parenteral até a sua administração no paciente.CFF 247/93. visando à garantia da sua eficácia e segurança. reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. de constituição multiprofissional. a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) tem propiciado a participação e valorização dos farmacêuticos hospitalares com a realização de vários cursos de atualização na área. enterocolite necrosante. têm realizado desde 1991 o concurso para obtenção de título de especialista na área. destacaram as responsabilidades e atribuições do farmacêutico no preparo das nutrições parenterais.

seguindo padrões de qualidade e os aspectos legais. C OMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A confiança é fundamental nas relações entre o farmacêutico-paciente e o farmacêutico e os demais profissionais de saúde. O farmacêutico é o responsável em fornecer um sumário de todas as infor- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 247 . bem como benefícios terapêuticos ao paciente. muitos destes associados à ausência de contaminação das soluções nutritivas. que garantam sua pureza físico-química e microbiológica. adquiridos para o preparo da NP. bem como dos equipamentos necessários à manipulação e administração da terapia nutricional.Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar em São Paulo. farmacêuticos e pacientes é essencial na obtenção da eficiência do tratamento. não só na condução de uma orientação técnica que traga benefícios à terapia nutricional. que depende não somente de um diagnóstico e indicação corretos da terapia nutricional. C OMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE A interação entre prescritores. devem ser registrados no Ministério da Saúde e acompanhados do Certificado de Análise emitido pelo fabricante. produtos para a saúde e correlatos O farmacêutico é responsável pela logística farmacêutica de medicamentos e produtos para saúde. Atribuição dos farmacêuticos em terapia nutricional Aquisição de medicamentos. a 1ª prova para a obtenção do Título de Especialista em Farmácia Hospitalar. como também no manejo adequado do paciente. mas também da adesão e aceitação do tratamento pelo paciente. também abordou outros temas e atividades do farmacêutico hospitalar. Os produtos farmacêuticos e correlatos industrialmente preparados. A atuação do farmacêutico em terapia nutricional tem propiciado às instituições uma sensível redução dos custos hospitalares. O farmacêutico deve manter uma comunicação adequada e respeitosa com os pacientes e seus cuidadores e deve estar seguro de que o paciente recebeu orientação e aconselhamentos apropriados para aquela terapia e verificar se o paciente e a equipe de saúde os entenderam com clareza. estando este hospitalizado ou recebendo a nutrição em domicílio. que além de contemplar a terapia nutricional. bem como o atendimento às especificações estabelecidas (Portaria 272/ 1998).

Nesta equipe. estado nutricional e requerimentos nutricionais. (1994) revelam a importância das ações do farmacêutico sobre o prescritor. Estudos de Grymonpre et al. o farmacêutico pode avaliar dados científicos observando avanços no cuidado individual do paciente. ao analisar prescrições de nutrição parenteral de pacientes e discutir sobre possíveis inadequações da prescrição. em termos de prognóstico. indicação. demais membros da equipe. bem como as entidades governamentais competentes. inspecionar a conduta de serviços. resultados claros que se busquem alcançar. de acordo com seu estado mórbido. método de administração e acompanhamento clínico do paciente.mações clínicas relevantes a outros farmacêuticos que possam vir a assumir a responsabilidade daquele paciente. A prescrição deve contemplar o tipo e a qualidade dos nutrientes requeridos pelo paciente. P ARTICIPAÇÃO SAÚDE NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE O farmacêutico deve participar diretamente na educação daqueles envolvidos no suporte nutricional para garantir a competência técnica da equipe de trabalho. O médico titular deve ser notificado sobre os eventos dessa natureza. e providenciar educação para o paciente. O profissional deve ainda gerar 248 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . profissionais da saúde e outros. O farmacêutico deve exercer a liderança no desenvolvimento de um programa de monitorização e documentação das reações adversas. O farmacêutico deve avaliar se as prescrições são adequadas ao paciente e se há. S EGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL O médico é o responsável pela prescrição. P ARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA A investigação clínica no hospital exige a constituição de equipes multidisciplinares no desenvolvimento eficaz de ensaios clínicos. incluindo os erros de prescrição. para melhorar a qualificação dos profissionais. Deve prover treinamento àqueles que são responsáveis pela preparação e administração da formulação.

de material impermeável. P REPARO INTRA . equipamentos e suportes. metas do suporte nutricional e a via de acesso adequada à situação clínica. fácil de limpar e desinfetar. teto e parede: em nível. controle de qualidade. F ORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL A formulação de solução de NP é um procedimento que deve ser adaptado às necessidades calórico-protéicas do paciente. medicina nutricional. contendo nutrientes quimicamente compatíveis. iluminação central e difusa com acrílico protetor para facilitar a limpeza. estéreis e apirogênicas. cantos abaulados. deve designar e/ou conduzir ciências básicas e/ou clínicas em áreas de suporte nutricional. O local utilizado no preparo das alimentações parenterais também deve ser criteriosamente analisado. As interações entre nutrientes podem ocorrer na forma préabsortivas ou pós-absortivas. conservação e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 249 . analisar sua adequação.e analisar dados para avaliar formulações e técnicas de suporte nutricional. manipulação. serviços. O farmacêutico deve garantir o fornecimento de nutrição parenteral estável. O farmacêutico deve revisar as prescrições de TNP. liso. Deve ser detentor de requisitos estruturais e formais com relação ao piso. Os pacientes que recebem a NP devem ser submetidos a um rígido controle clinico e laboratorial. para identificar as anormalidades metabólicas que requeiram tratamento. respeitando-se o desejo do paciente participar da pesquisa. nas dosagens adequadas. A possibilidade de interação entre componentes é bastante alta na nutrição parenteral devido à sua complexidade e multiplicidade e deve ser avaliada previamente em todas as soluções nutritivas.HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL A obtenção e manutenção da esterilidade na nutrição parenteral e preparações estéreis são dependentes da qualidade dos componentes aditivados. livre de rachaduras. da técnica de manipulação rigorosamente asséptica e das condições ambientais sob as quais o processo é realizado. nutrição clínica e nutrição farmacológica. realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento. o qual deve assinar o termo de consentimento pós-informado. antes e durante a administração da NP. concentração e compatibilidade físico-química dos componentes.

As soluções são misturadas. para o fornecimento da nutrição parenteral e assistência ao paciente. conforme Anexo II da Portaria 272/98-SVS/MS. devidamente licenciadas e atuando em conformidade com a Portaria 272/98/SVS. Desta forma.BPPNP. homogeneizando-se bem a solução. Manipulação em bolsas de PVC O PVC (cloreto de polivinila) é uma substância dura. Após a aditivação dos macronutrientes são transferidos os micronutrientes. hepatotóxico e teratogênico em produtos que tenham PVC contendo misturas lipofílicas. em capela de fluxo laminar.transporte da NP. são comercializados em embalagens contendo o vidro de aminoácidos e frasco de solução glicosada. possível carcinogênico. M ÉTODOS EXTERIOR USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO B RASIL E NO Manipulação em vidros Para auxiliar no preparo de soluções de nutrição parenteral estéreis nos hospitais com menor demanda. dentro de uma área confinada de trabalho. sob condições assépticas. principalmente se as soluções permanecerem na bolsa por longo período que antecede a administração. A manipulação das nutrições parenterais deve ser realizada em capela de fluxo laminar horizontal. fornecendo um fluxo de ar estéril. é recomendado que não sejam administradas soluções de nutrição parenteral misturadas em bolsas de PVC. Qualquer alteração que se fizer necessária na formulação deve ser discutida com o médico responsável. A manipulação e/ou supervisão da nutrição parenteral é de competência do profissional farmacêutico. Os hospitais que não possuam as condições previstas quanto à estrutura física. mediante a transferência da glicose para o vidro de aminoácidos. O DEHP é um lipídio solúvel. O farmacêutico e a equipe deverão estar habilitados para prestar assistência ao paciente em domicílio. frágil e inflexível. organizacional e recursos humanos capacitados podem contratar firmas prestadoras de bens e serviços. que deverá exercê-la com responsabilidade. atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral . e plastificadores como o DEHP (dietilexilftalato) são adicionados para dar flexibilidade. Misturadores automáticos 250 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . com o auxílio de equipo estéril de transferência. classe 100.

utilizando um tempo de preparo bem inferior quando comparado à quantidade manipulada e o tempo gasto pelos demais métodos. além da eficiência e segurança na manutenção da esterilidade da nutrição parenteral. O método com misturadores automáticos tem como vantagem a flexibilidade em fornecer quantidades de glicose. C ONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL Consiste em um conjunto de normas e procedimentos. incluindo desde a aquisição dos constituintes. Removendo as pessoas do ambiente de preparo. Após o preparo da solução básica constituída de macronutrientes são adicionados minerais e vitaminas individualmente. esterilização do material. avaliação dos métodos de desinfecção e limpeza da área física e da superfície externa dos constituintes utilizados nas amostras. aminoácidos e lipídios. validação dos processos de manipulação. A barreira de isolamento é constituída pela sua estrutura física. O farmacêutico deve verificar se a dieta foi precisamente formulada no que se referem à adição correta dos componentes. a tecnologia de interação e sistemas de monitoramento de forma a evitar o contato direto com o manipulador. qualificação de fornecedores. individualmente preparadas para as necessidades de cada paciente. elimina-se a forma primária de contaminação. B ARREIRA DE ISOLAMENTO Foi proposto o desenvolvimento de uma área para preparação de produtos estéreis que mantivesse a esterilidade com um nível assegurado em conformidade com a “ASHP Technical Assistance Bulletin on Quality Assurance for Pharmacy Prepared Sterile Products”. A tecnologia da barreira de isolamento foi desenvolvida para remover pessoas do ambiente de preparo de produtos intravenosos.Muitos hospitais preparam as nutrições parenterais utilizando aparelhos especialmente desenvolvidos com bombas de transferência. área física adequada. avaliação de todos os fatores potencialmente interferentes na qualidade final do serviço. pelo seu ambiente interno. integridade do materi- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 251 . quantidades e embalagem. avaliação periódica das instalações e filtros da capela de fluxo laminar. treinamento dos profissionais envolvidos.

tornando estável a nutrição parenteral. lembrando-se que o paciente é o objetivo de nossas ações enquanto profissionais de saúde e do aprimoramento contínuo do nosso trabalho. C ONSIDERAÇÕES FINAIS A atuação do farmacêutico na equipe multidisciplinar melhora a qualidade do atendimento nutricional. ao identificar corretamente os pacientes que requerem suporte nutricional. Destes estudos. foram estudadas fontes alternativas dos dois íons. glutamina. síndrome do intestino curto.com.br/pratica%2040/pgs/materia 2010-40. presença de material particulado.html 252 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Na tentativa de solucionar o grave problema da incompatibilidade entre fosfato e cálcio nas formulações parenterais de recém-nascidos. reduzindo as complicações metabólicas e infecciosas relacionadas aos procedimentos utilizados na nutrição parenteral e/ou enteral e também ao favorecer um melhor gerenciamento dos recursos humanos e materiais. fitoterápicos (Agaricus sylvaticus) vêm sendo utilizados como suplementos dietéticos no suporte nutricional de portadores de câncer. como a arginina. técnica e respeitosa com os pacientes. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal Farmácia – www. ácidos graxos 3 e 6. os melhores resultados foram obtidos com o uso de sais orgânicos de fósforo. os quais são solúveis com sais de cálcio em qualquer concentração.praticahospitalar. bem como trazer benefícios terapêuticos. cor e turbidez da solução ou emulsão. entre outros usos terapêuticos.portalfarmacia. O profissional deve manter a ética da profissão farmacêutica. mantendo uma comunicação adequada. ácidos graxos de cadeia longa (PUFA).al de embalagem. Todos estes cuidados são realizados visando à garantia da qualidade da solução final e conseqüentemente o bem-estar do paciente.com. nucleotídeos. seus cuidadores e equipe de terapia nutricional. Outros substratos. volume e peso final. N OVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL Novos substratos em terapia nutricional vêm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de incompatibilidades entre os nutrientes. precipitação.br • http://www.

quanto da epidemiologia no sentido amplo de método ou de ciência. assim como de outros dados relevantes. que denominava inteligência epidemiológica. com designação internacionalmente consagrada pela criação. a decisão e a operacionalização dessas medidas devem ficar sob a responsabilidade da autoridade sanitária. consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade. SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA Langmuir apresentou. da Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde. o seguinte conceito: “Vigilância é a observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática. no ano seguinte. que deveriam ficar afetas às autoridades locais de saúde. Esse autor foi cuidadoso ao distinguir a vigilância tanto da responsabilidade das ações diretas de controle. Langmuir era favorável ao conceito de vigilância como uma aplicação da epidemiologia em saúde pública.12. embora reconhecesse a importância da interface entre as três atividades. porém. devendo assessorá-la quanto à necessidade de medidas de controle. em 1963. em artigo sobre o tema publicado por Raska. O profissional que trabalha na vigilância deveria assumir o papel dos “olhos e ouvidos da autoridade sanitária”. e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 253 . A vigilância adquiriu o qualificativo “epidemiológica” em 1964.

procedimentos cirúrgicos e hemoterápicos. afirmam Thacker & Berkelman. enfatizam que a vigilância não abrange a pesquisa nem as ações de controle. essas três práticas de saúde pública são relacionadas. em extenso trabalho publicado em 1988. com recomendações para a sua utilização não só em doenças transmissíveis. relativa a uma possível associação entre uma exposição (fator de risco) e um efeito (doença). ou avaliadas quanto à necessidade de definir determinada estratégia de controle de uma doença. que incorpora a pesquisa e cuja aplicação nos serviços de saúde vai além do “instrumento de saúde pública que denominamos vigilância”. uma vez que epidemiologia é uma disciplina abrangente. doenças profissionais. Afirmava. resultando dessas discussões uma visão mais abrangente desse instrumento. o uso do termo epidemiológico para qualificar vigilância é equivocado. mas também em outros eventos adversos à saúde. a vigilância passou a ser aplicada também ao acompanhamento de malformações congênitas. Em 1968. a 21ª Assembléia Mundial de Saúde promoveu ampla discussão a respeito da aplicação da vigilância no campo da saúde pública. tais como medicamentos. discutem. Porém. A partir da década de 70. com o objetivo de oferecer as bases científicas para as ações de controle. mas independentes. como é o caso de testar uma hipótese elaborada a partir de dados obtidos numa investigação de um surto. equipamentos. abortos. leucemia. como poluição por substâncias radioativas.Raska afirmava que a vigilância deveria ser conduzida respeitando as características particulares de cada doença. utilização de aditivos em alimentos e emprego de tecnologias médicas. As atividades desenvolvidas pela vigilância situam-se num momento anterior à implementação de pesquisas e à elaboração de programas voltados ao controle de eventos adversos à saúde. os limites da prática da vigilância e analisam a apropriação do termo epidemiológica para qualificar vigilância na forma em que ela era aplicada até então em saúde pública. ainda. que sua complexidade técnica está condicionada aos recursos disponíveis de cada país. entre outros pontos. Afirmam esses autores que as informações obtidas como resultado da vigilância podem ser usadas para identificar questões a serem pesquisadas. acidentes. outros eventos adversos à saúde relacionados a riscos ambientais. A utilização desse qualificativo tem induzido 254 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Thacker & Berkelman. metais pesados. Nesse contexto. envenenamentos na infância.

Salientamos que norma deve ser entendida no sentido utilizado em planejamento. resolvemos adotar a denominação já consagrada vigilância em saúde pública ou simplesmente vigilância. que apresenta um caráter mais universal. nas décadas de 60 e 70. Um dos principais fatores que propiciaram a disseminação em todo o mundo desse instrumento foi a Campanha de Erradicação da Varíola. Essa denominação. Utilizando o enfoque sistêmico e sintetizando os diversos conceitos de vigilância. apresentando variações em sua abrangência em países com diferentes sistemas políticos. pela elaboração das normas utilizadas no nível local dos serviços de saúde. que é bem mais abrangente. desde então se consagrou internacionalmente.freqüentemente a confusões. vigilância em saúde pública. podemos dizer que a vigilância de um específico evento adverso à saúde é composta. A vigilância. portanto. responsável. deixando de utilizar o qualificativo epidemiológico. reduzindo a aplicação da epidemiologia nos serviços ao acompanhamento de eventos adversos à saúde. sem discutir o mérito de cada um deles para um particular sistema de saúde. Thacker & Berkelman propõem a adoção da denominação vigilância em saúde pública como forma de evitar confusões a respeito da precisa delimitação dessa prática. Devido a essa discussão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 255 . Subsistema de inteligência epidemiológica . estamos nos referindo à fundamentação técnica de um programa. 2. Como em nosso país tem sido freqüente a confusão na aplicação do termo “vigilância” como sinônimo das práticas da epidemiologia nos serviços de saúde. como um instrumento para planejamento e avaliação de programas de saúde. desenvolveu-se e consolidou-se na segunda metade deste século. apesar de muito aplicado até hoje no Brasil. Ao falarmos em bases técnicas de um programa. ou seja. como já foi visto anteriormente neste livro. Subsistema de informações para a agilização das ações de controle . atividade que constitui somente parte das aplicações da epidemiologia nesse campo. deve ser adequada à realidade local. portanto. ao menos. nas formas propostas por Langmuir e Raska. A equipe que faz parte desse subsistema deve estar perfeitamente articulada com a de planejamento e avaliação dos programas.é especializado e tem por objetivo elaborar as bases técnicas dos programas de controle de específicos eventos adversos à saúde. sociais e econômicos e com distintas estruturas de serviços de saúde. por dois subsistemas: 1. substituindo o termo vigilância epidemiológica e passando a ser utilizada em todas as publicações sobre o assunto desde o início dos anos 90.situa-se nos sistemas locais de saúde e tem por objetivo agilizar o processo de identificação e controle de eventos adversos à saúde.

Identificada essa lacuna no conhecimento disponível. Isso pode ser feito introduzindo esse novo conhecimento nas bases técnicas que são encaminhadas aos serviços de saúde na forma de recomendações disseminadas por boletins epidemiológicos. à medida que for acompanhando o comportamento de específicos eventos adversos à saúde na comunidade. Esse subsistema tem por função também incorporar aos serviços de saúde o novo conhecimento produzido pela pesquisa. materiais e a tecnologia disponíveis para o desenvolvimento dos programas de controle. na Bahia ou. 256 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . que deve estar vinculada às características locais do comportamento da doença na comunidade. poderá. com o objetivo de aprimorar as medidas de controle. Esse subsistema constitui a ponte entre o subsistema de serviços de saúde e o subsistema de pesquisa do Sistema Nacional de Saúde. as bases técnicas para um programa de controle de difteria em Santa Catarina. é papel da inteligência epidemiológica induzir a pesquisa. uma vez que. Outro objetivo do subsistema de inteligência epidemiológica é identificar lacunas no conhecimento científico e tecnológico. na Polônia são muito semelhantes. talvez. o que irá diferir é a norma. devendo também levar em consideração os recursos humanos.Por exemplo. eventualmente. detectar mudanças desse comportamento não explicadas pelo conhecimento científico disponível.

em 26 mil postos de rotina de vacinação. com motivos para uma histórica comemoração: fazia quase 14 anos que o Brasil não registrava novo caso de paralisia infantil. uma das principais causadoras da meningite infantil. estão em franca redução. em caráter de rotina. Amazonas. a coqueluche. a partir de 1992. tétano e difteria. Os impactos positivos das ações do PNI fizeram com que. doença considerada em processo de erradicação no Brasil. em 1994. entre 12 e 49 anos. recebem a dupla bacteriana.PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES Em setembro de 2003. a estratégia dos Dias Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite fosse recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada por diversos países no mundo. Paraná. Espírito Santo. As crianças menores de dois anos passaram a receber em 1999. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 257 . Doenças que afligiam milhares de crianças brasileiras estão controladas: as formas graves de tuberculose. o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completou 30 anos. Essa estratégia permitiu. por estado. já em 1980. Tocantins. Atualmente é oferecida a menores de dois anos em todo o país e a menores de 15 anos na Amazônia Legal (Acre. Maranhão e Mato Grosso). contra tétano e difteria. Pará. o Certificado de Erradicação da Poliomielite. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geriátricas são vacinados contra a pneumonia. Além de ampliar o rol dos imunobiológicos oferecidos à população. que o Brasil não registrasse qualquer caso de poliomielite desde junho de 1989 e recebesse da Organização Mundial de Saúde (OMS). a rubéola. principalmente em mulheres em idade fértil. As mulheres em idade fértil. também. Roraima. dentre outras. em todos os postos do país. o PNI implantou a vacinação de adultos. Hoje o PNI não está restrito às conquistas contra a pólio. Os idosos são imunizados contra gripe. Rondônia. Amapá. Erradicou-se a febre amarela urbana e a varíola. A vacina contra a hepatite B começou a ser implantada gradativamente. a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Há vários anos não é registrado nenhum caso de sarampo. o tétano. a difteria. a caxumba. e a de idosos a partir de 60 anos. Santa Catarina e Distrito Federal.

soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e soros homólogos (imunoglobulinas humanas) . Entre 1995 e 2000.7%. coqueluche e tétano. em 1978. A rede pública coloca à disposição de toda a população os imunobiológicos de rotina. Setenta e cinco por cento da quantidade de vacinas consumidas no país são produzidas em laboratórios nacionais. o país vem alcançando 100% de cobertura vacinal contra a tuberculose. atingia somente 40% das crianças. O Brasil já atingiu os patamares de imunização dos países desenvolvidos. em 1999. inclusive outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B. 258 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Vêm sendo disponibilizadas gratuitamente à população brasileira vacinas contra 13 doenças. tem-se chegado a cerca de 100% de cobertura. e a média de 98% contra pólio nas vacinações de rotina. nos postos da rede pública para vacinação de rotina. para R$ 234 milhões.SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO Os produtos imunizantes . a partir de 1995. de 94% contra difteria. Entre as vacinas de rotina. representando 54% de acréscimo. Assim como tem alcançado as médias de 98% contra sarampo. representando um acréscimo de 290%. deve-se à incorporação de vacinas de maior valor. além de tantas outras ofertadas em Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE).6 bilhões de doses de vacinas. em 1995. enquanto que. a Secretaria de Vigilância em Saúde . em menores de um ano.são utilizados na prevenção ou tratamento de doenças do homem. Os investimentos na compra de imunobiológicos saltaram de R$ 60 milhões.vacinas. os imunobiológicos especiais. saltando de 214 milhões. para 329 milhões em 2000. nos postos de vacinação. O acréscimo. em 1995. em 2000. nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A cobertura vacinal obtida pelo PNI em menores de um ano chegou a 94.SVS colocou à disposição da população 1. em percentual maior. Nos dias nacionais de campanha de vacinação.

a produção e a melhoria da qualidade dos produtos. totalmente importado. e para a raiva humana (parcialmente importado). de duração variável de alguns anos. também. As únicas exceções são para o soro contra a picada da aranha Latrodectus curacaviensis (viúva negra ou flamenguinha). Além dos soros de rotina. em laboratórios nacionais oficiais. pela aquisição e distribuição de soros para as Secretarias Estaduais de Saúde. sob acompanhamento da SVS. especialmente o estado de São Paulo. com manifestações variadas. constata-se a existência de considerável diferença na qualidade de atendimento à população. A região sudeste. semelhantes a um quadro gripal ou mesmo a uma mononucleose. O propósito do controle de acidentes por animais peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes causados por esses animais e a sua gravidade. com realidades regionais diversas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 259 . por exemplo. Os soros são distribuídos pela SVS para as Secretarias Estaduais de Saúde. por meio do uso adequado da soroterapia e da disponibilidade do soro para o tratamento do acidente. entre os estados do norte e nordeste e os estados da região sul. que coordenam a distribuição para os hospitais públicos habilitados pela Secretaria de Saúde do Estado ou do Município. que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial.SOROS A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável. os sintomas são autolimitados e quase sempre a doença não é diagnosticada devido à semelhança com outras doenças virais. Todos os produtos são fabricados no Brasil. Sendo o Brasil um país de proporções continentais. Em seguida. além da fiscalização quanto à armazenagem e ao controle de qualidade. apesar dos crescentes investimentos voltados à saúde pública. EPIDEMIOLOGIA AIDS É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Nessa fase. com condições diferenciadas. caracteriza-se pelo enorme contingente populacional. a Secretaria de Vigilância em Saúde incentiva novas pesquisas. o paciente entra em uma fase de infecção assintomática. Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda.

sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho. doença causada pelo HIV. perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo). abraço ou beijo. toxoplasmose cerebral. pneumonia por Pneumocistis carinii. água. tem sido observada no Brasil. é definida por diversos sinais. durante ou após o parto) e pelo leite materno. com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2. S INONÍMIA SIDA. diarréia crônica. e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. Retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). da qual a AIDS é a sua manifestação mais grave da imunodepressão. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais. gravidez em mulher infectada pelo HIV.A doença sintomática. podem surgir. sudorese noturna. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar. 260 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . tais como tuberculose. como o sarcoma de Kaposi. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos. As infecções oportunísticas passam a surgir ou reativar. R ESERVATÓRIO O ser humano. picadas de mosquitos ou de outros insetos. uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis). Tumores raros em indivíduos imunocompetentes. como febre prolongada. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. alimentos. caracterizando a AIDS. linfomas não-Hodgkin. como leishmaniose e doença de Chagas. M ODO DE TRANSMISSÃO Sexual. dentre outras. astenia e adenomegalia. AIDS. A história natural da doença vem sendo consideravelmente modificada pelos anti-retrovirais que retardam a evolução da infecção até o seu estágio final. utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade. candidíase e meningite por criptococos. no curso da gravidez. sintomas e doenças.

o Programa Nacional de DST/AIDS. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 261 . material genético (biologia molecular) ou que isolem o vírus (cultura). as provas sorológicas podem ser falso-negativas. Não há consenso sobre o conceito desse período em AIDS. Devido à importância do diagnóstico laboratorial. as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos. particularmente pelas conseqüências de se “rotular” um indivíduo como HIV positivo. O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre em torno de 30 dias após a infecção em indivíduos imunologicamente competentes. de acordo com a natureza de cada situação. D IAGNÓSTICO A detecção laboratorial do HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam anticorpos. da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. esses procedimentos devem ser rigorosamente seguidos.P ERÍODO DE INCUBAÇÃO É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda. antígenos. para indivíduos com mais de 18 meses. pesquisa-se o RNA ou DNA viral. Por meio da Portaria Ministerial nº 59. Denomina-se “janela imunológica” esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. P ERÍODO DE LATÊNCIA É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (AIDS). Sem o uso dos anti-retrovirais. sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia. visto que a detecção de anticorpos nesse período pode ser devido à transferência passiva de anticorpos maternos ocorrida durante a gestação. Os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. podendo variar de cinco a 30 dias. Nesse período. dependendo da via de infecção. Para os menores de 18 meses. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infecção. regulamentou os procedimentos de realização dos testes. de 28 de janeiro de 2003. razão pela qual os testes sorológicos não devem ser realizados.

leucemias linfocíticas. algumas doenças como doença de Hodgkin. como tratamento com corticosteróides. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada a essa infecção. Por esse motivo. ambos distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para instituições que manejam esses pacientes. A partir de 1995. São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS. uma maior sobrevida. tratamentos com imunossupressores (quimioterapia antineoplásica. o tratamento com monoterapia foi abandonado. (prolongado ou em altas doses). chamado de “coquetel”. mieloma múltiplo e síndrome de imunodeficiência genética. foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV e várias drogas anti-retrovirais em uso combinado. bem como a uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. com uma estimativa de gastos de 2% do orçamento nacional. diminuindo a progressão da doença e levando a uma redução da incidência das complicações oportunísticas. 262 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financiam integralmente a assistência ao paciente com AIDS. uma redução da mortalidade. passando a ser recomendação do Ministério da Saúde a utilização de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais. radioterapia).D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Imunodeficiências por outras etiologias. mostra-se eficazes na elevação da contagem de linfócitos T CD4+ e redução nos títulos plasmáticos de RNA do HIV (carga viral). em adultos e crianças. com curso ou não de doenças oportunísticas. TRATAMENTO Nos últimos anos. indica-se a leitura das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV-2004” e das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2004”. que variam. NOTIFICAÇÃO Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde.

sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor.Transfusão de sangue: Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. . depois de utilizados. com paredes duras.Os produtos derivados de sangue. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia). devem ser acondicionados em caixas apropriadas. mas não inativado por irradiação ou raios gama. como o parto cesáreo e diminuição do tempo de rotura das membranas. Os materiais descartáveis. também contribuem para a redução da transmissão vertical. .É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas.D EFINIÇÃO DE CASO Entende-se por caso de AIDS o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário. . Os critérios para caracterização de casos de AIDS estão descritos na publicação “Critérios de definição de casos de AIDS em adultos e crianças” (2004). a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho. principalmente por causa da “janela imunológica”. Prevenção da transmissão perinatal . A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão. para que acidentes sejam evitados. . que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil. devem passar por processo de inativação do vírus. Hemoderivados . M EDIDAS DE CONTROLE . Outras orientações do Ministério da Saúde. Prevenção da transmissão sexual . com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes de doenças oportunísticas (infecções e neoplasias). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 263 . que podem transmitir o HIV. No entanto.Baseia-se na informação e educação visando à prática do sexo seguro pela redução do número de parceiros e uso de preservativos. Injeções e instrumentos pérfuro-cortantes . Prevenção da transmissão sangüínea .Quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados.

secundária e latente. toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV.Essa forma compreende o primeiro ano de evolução. registrar que o Ministério da Saúde vem implementando a “abordagem sindrômica” aos pacientes de DST. se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento. Educação em saúde. Aconselhamento aos parceiros.A sífilis é uma doença infecto-contagiosa. em geral a partir do 4º mês de gravidez. A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma. A transmissão da sífilis adquirida é sexual e na área gênito-anal. É necessário.. . provocadas por uma espiroqueta. o que resultará em um maior impacto na redução dessas infecções. A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos 264 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . na quase totalidade dos casos. quando do diagnóstico de uma ou mais DST. de evolução crônica. ocorrendo adenite satélite. visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças. de modo geral. período de desenvolvimento imunitário na sífilis não-tratada e inclui sífilis primária. atualmente a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV. . sistêmica. Prevenção de outras formas de transmissão . destacando-se. deve ser oferecida essa opção ao paciente. com manifestações cutâneas temporárias.As associações entre diferentes DST são freqüentes. Na sífilis congênita. Sífilis adquirida recente . . Promoção do uso de preservativos. Portanto. principalmente na vigência de úlceras genitais. A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. sem deixar cicatrizes. As reações sorológicas para sífilis tornam-se positivas entre a 2ª e a 4ª semanas do aparecimento do cancro. usualmente. Sífilis adquirida . pré e pós-teste para detecção de anticorpos anti-HIV. Observação . Desse modo. SÍFILIS CONGÊNITA D ESCRIÇÃO . O cancro duro. desaparece em 4 semanas. que surge em 1 a 2 semanas.Como doação de sêmen e órgãos: é feita por uma rigorosa triagem dos doadores. ainda. há infecção fetal via hematogênica. .

Antes dessa fase. à sífilis terciária do adulto. epitrocleanos e inguinais. Pode ocorrer com freqüência polimicro-adenopatia. A transmissão faz-se no período fetal a partir de 4 a 5 meses de gestação. artrites. por a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 265 .É aquela em que as manifestações clínicas se apresentam logo após o nascimento ou pelo menos durante os primeiros dois anos. paralisia geral e tabes dorsalis. de caráter destrutivo. periostite osteíte esclerosante. Posteriormente. Na sífilis óssea. lesão do sétimo par. óssea. não existem manifestações visíveis. crise epileptiforme. Corresponde. mas há treponemas localizados em determinados tecidos.treponemas pelo organismo. Apresenta lesões cutâneo-mucosas. sinovites e nódulos justa-articulares. aneurisma e estenose de coronárias. meningite aguda. manifestas por periostite e osteocondrite. rinites sanguinolentas. A lesão mais precoce é constituída por ezantema morbiliforme não pruruginoso: a roséola. cardiovascular. Sífilis congênita tardia . No período de sífilis recente latente. . o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas. pode haver osteíte gomosa. Sífilis congênita . . adenopatia generalizada. As reações sorológicas são sempre positivas. Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. Sífilis adquirida tardia . goma do cérebro ou da medula. atrofia do nervo óptico. fissuras radiadas periorficiais e condilomas planos anogenitais. lesões ósseas. As reações sorológicas são positivas. Sífilis congênita precoce . . Após sua passagem transplacentária. Suas manifestações clínicas surgem depois de um período variável de latência e compreendem as formas cutânea. . estão presentes já nos primeiros meses de vida. hepatoesplenomegalia. podem surgir lesões papulosas palmoplantares. pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros). pancreatite e nefrite. a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstáculo intransponível para o treponema. artralgias. placas mucosas. particularmente de linfonodos cervicais. icterícia e hemorragia. por via placentária. sendo sua forma mais grave a sepse maciça com anemia intensa. A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares. em linhas gerais.É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados. Assume diversos graus de gravidade. A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular. lesões palmoplantares. nervosa e outras.É conseqüente da infecção do feto pelo Treponema pallidum. como placas mucosas. Assim. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica).É a denominação reservada para a sífilis que se declara após o segundo ano de vida. Na maioria dos casos. alopécia em clareira e os condilomas planos. o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal. lesões do sistema nervoso central e lesões do aparelho respiratório.

é utilizado o FTA-abs. mal gálico. em geral a partir do 4º mês de gravidez. que é uma micro aglutinação que utiliza a cardiolipina. A identificação do Treponema pallidum confirma o diagnóstico. doença britânica. Na sífilis congênita. Rotineiramente. na área genital. O resultado é dado em diluições. Sua desvantagem é a baixa especificidade. e esse é o método rotineiro de acompanhamento da resposta terapêutica. tríada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + lesão do VIII par de nervo craniano). um espiroqueta de alta patogenicidade. doença gálica. D IAGNÓSTICO Clínico. M ODO DE TRANSMISSÃO Da sífilis adquirida é sexual. arco palatino elevado. que tem 266 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . A transmissão não sexual da sífilis é excepcional. A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de uma a três semanas.se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos: fronte olímpica. nariz em sela e tíbia em lâmina de sabre. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL. que se apresenta móvel. S INONÍMIA Lues. há infecção fetal por via hematogênica. peste sexual. sifilose. A GENTE ETIOLÓGICO Treponema pallidum. mal venéreo. pois nota-se uma redução progressiva dos títulos. em quase todos os casos. havendo reações falso-positivas e numerosas patologias. R ESERVATÓRIO O ser humano. lues venérea. mandíbula curva. epidemiológico e laboratorial. havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental. O contágio extragenital é raro.

000 U/kg/dia. liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido.tratada (terapia não penicilínica. em cada glúteo). radiológicas. dependendo da idade. tratar o caso como neurosífilis) e outros exames quando clinicamente indicados. ou tratamento penicilínico dentro dos 30 dias anteriores ao parto). ptiríase rósea de Gilbert. por 7 a 10 dias. realizar RX de ossos longos.Outras infecções congênitas (toxoplasmose. sífilis secundária: penicilina G benzatina. por 10 dias.000UI). IM. podendo ser encontradas pleocitose. dependendo da idade. hiperproteinorraquia e a positividade das reações sorológicas. hanseníase wirchoviana e colagenoses. .000U/kg.400.Sífilis primária: penicilina G benzatina. rubéola.alta sensibilidade e especificidade. Cancro primário . se houver alteração liquórica. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor.000UI.000U/kg/dia. 1 vez por semana. independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido. 3 semanas (dose total 7.200. o tratamento deverá ser feito com penicilina cristalina na dose de 100. Sífilis congênita . se não houver alterações clínicas. 2.200. O RX de ossos longos é muito útil como apoio ao diagnóstico da sífilis congênita. se houver alterações clínicas ou sorológicas ou radiológicas. sendo o primeiro a positivar na infecção.000UI. . ou penicilínica incompleta. IV. em 2 ou 3 vezes. VI. 50. 2. ou penicilina G procaína.Cancro mole.000UI. Recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente . DIFERENCIAL . IM. T RATAMENTO . citomegalovírus e herpes). IM. linfogranuloma venéreo e Lesões cutâneas na sífilis secundária . Sífilis adquirida . dose única (1. sífilis terciária: penicilina G benzatina. . prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150. todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL de sangue periférico.Diferencia-se de acordo com as manifestações de cada indivíduo. punção lombar (se for impossível. D IAGNÓSTICO donovanose. 2 semanas (dose total 4. IV. herpes genital. . 1 vez por semana. toda gestante terá VDRL na admissão hospitalar ou imediatamente após o parto.000UI). IM.000. 2. rubéola.400.Para todos os casos. em 2 ou 3 vezes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 267 . Sífilis tardia . Sífilis congênita no período neonatal .800.400.Sarampo. eritema polimorfo.

com fácil sangramento e tempo de cicatrização maior. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detecção ativa e precoce dos casos de sífilis congênita para tratamento adequado das mães e crianças. prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina. por 7 a 10 dias. se a sorologia (VDRL) do recém-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluições) que a da mãe.000U/kg/dia. na dose única de 50. De acordo com o grupo social. dependendo da idade. . realizar VDRL com 1. 268 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . IV. por 10 dias. tratar com penicilina cristalina na dose de 100. Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas . liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV. em média. essa associação pode ocorrer em 25% dos doentes. ou penicilina G procaína. o mesmo deverá ser reiniciado. dependendo da idade.000U/kg.000U/kg.000U/kg/dia.A associação de sífilis e aids é atualmente relatada. 18 e 24 meses.000U/kg.No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento. Sífilis congênita após o período neonatal . interrompendo quando negativar. IV. acompanhar o paciente.dever-se-á proceder ao tratamento com penicilina benzatina. se não houver alterações clínicas. durante 10 a 14 dias. reinvestigar o paciente. 12. Observações . as lesões ulcerosas são mais numerosas e extensas. radiológicas. 6. Seguimento . 100. IM. na dose única de 50. administrada a cada 4 a 6 horas. 50. Sífilis e aids . Em todas as crianças sintomáticas. IV. por 10 dias. na dose de 150. IM. em 2 ou 3 vezes.Ambulatorial mensal. mas na impossibilidade. para adoção das medidas de controle visando a sua eliminação. tratar com penicilina cristalina. por 7 a 10 dias. 50. interromper a cadeia de transmissão da sífilis adquirida (detecção e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros). sugerindo um quadro que ocorria no passado. Os títulos sorológicos pelo VDRL são.000 U/kg/dia. em 2 ou 3 vezes. diante das elevações de títulos sorológicos ou nãonegativação desses até os 18 meses.000U/kg/dia. IM. Na maioria dos doentes com sífilis e infecção pelo HIV. se for reagente ou na presença de alterações clínicas. em 2 ou 3 vezes. se houver alteração liquórica. dependendo da idade. na dose de 100.000 a 150. deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho).DRL em sangue periférico do RN.Fazer o exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina. realizar RX de ossos longos e punção lombar. Se houver alterações clínicas ou radiológicas. Acompanhamento clínico e com VDRL (1 e 3 meses). ou penicilina G procaína. denominado de sífilis maligna precoce.000U/ kg IM. 3. tratar com penicilina benzatina.

ou testes treponêmicos reagentes após 18 meses. . D EFINIÇÃO DE CASO Em 2003.N OTIFICAÇÃO A sífilis congênita é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. a definição de caso de sífilis congênita foi revisada.todo indivíduo com menos de 13 anos. A sífilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais. não mais utilizando a classificação final de confirmado. Será considerado caso de sífilis congênita para fins de vigilância epidemiológica e assim deverá ser notificado: . realizado no pré-natal. ou testes não treponêmicos reagentes após 6 meses (exceto em situação de seguimento terapêutico). ou natimorto de mãe com evidência clínica para sífilis ou com sorologia não treponêmica reagente para sífilis. deve ser afastada a possibilidade de sífilis adquirida: . biópsia ou necropsia de criança. ou títulos em teste não treponêmico quatro vezes maiores do que os da mãe. A Coordenação Nacional de DST e AIDS. Assim. com qualquer titulação. ou tenha recebido tratamento inadequado. todos os casos nos quais a definição se aplica serão notificados como caso de sífilis congênita. .toda criança. pallidum em placenta ou cordão umbilical ou amostra de lesão.todo indivíduo com menos de 13 anos com as seguintes evidências sorológicas: titulações ascendentes (testes não treponêmicos). selecionou fontes de informações específicas em conjunto com estados e municípios para as DST.toda situação de evidência de T. a principal modificação está no agrupamento dos critérios da definição anterior em um único bloco. visando aprimoramento da sua vigilância. presumível ou suspeito. Em caso de evidência sorológica apenas. aborto ou natimorto. que não tenha sido tratado. ou aborto. na ausência de teste confirmatório treponêmico. com teste não treponêmico reagente e evidência clínica ou liquórica ou radiológica de sífilis congênita. do Ministério da Saúde. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 269 . ou no momento do parto ou curetagem.

cianose e diminuição brusca da temperatura. mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor abdominal. derrames cavitários. que pode ser de curso benigno ou grave. Aconselhamento (confidencial): orientações ao paciente com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais. desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos. anorexia. os sintomas iniciais são semelhantes aos da DC. náuseas. Pequenas manifestações hemorrágicas (petéquias. púrpura. Interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados). se inicia abruptamente com febre alta (39° a 40°). prurido cutâneo. astenia. Nos casos graves de FHD. Entre as manifestações hemorrágicas. a plena integração de atividades com outros programas de saúde. pulso rápido e débil. febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome de choque da dengue (SCD).000 maternidades brasileiras. vômitos. a mais comumente encontrada é a prova do laço positiva (Quadro 1).M EDIDAS DE CONTROLE O Ministério da Saúde é signatário de acordo internacional que busca a “eliminação da sífilis congênita”. seguida de cefaléia. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. dor retroorbitária. o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos. o maior número de casos 270 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Para alcançar esse objetivo está em andamento a implantação de atividades especiais para sua eliminação. dengue clássico (DC). A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é o extravasamento do plasma. epistaxe. prostração. dependendo da forma como se apresente: infecção inaparente. que se manifesta por meio de valores crescentes do hematócrito e hemoconcentração. hipotensão com diminuição da pressão diferencial. ezantema. palidez de face. dor abdominal generalizada (principalmente em crianças). sinais de debilidade profunda. quando há regressão dos sinais e sintomas. Dura cerca de 5 a 7 dias. Na FHD e SCD. em geral. equimoses. DENGUE D ESCRIÇÃO Doença infecciosa febril aguda. sangramento do trato gastrointestinal). manifestações hemorrágicas espontâneas (petéquias. agitação ou letargia. podendo persistir a fadiga. sangramento gastrointestinal. em aproximadamente 6. artralgia. hematúria e metrorragia) podem ocorrer. hepatomegalia (ocasional). gengivorragia. A DC. Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes. mialgia.

A fonte da infecção e hospedeiro vertebrado é o homem.homem. com 4 sorotipos conhecidos: 1.Aedes aegypti . quando o repasto é interrompido e o mosquito. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. V ETORES HOSPEDEIROS Os vetores são mosquitos do gênero Aedes. A transmissão mecânica também é possível. seguida de hemoconcentração e falência circulatória. M ODO DE TRANSMISSÃO A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Após um repasto de sangue infectado. 2.homem.Aedes aegypti . o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 271 . É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida. em média 5 a 6 dias. geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). o mosquito está apto a transmitir o vírus. um ciclo selvagem envolvendo o macaco. imediatamente. que começa um dia antes da febre e perdura até o sexto dia de doença. Foi descrito. já presente nas Américas e com ampla dispersão na região sudeste do Brasil. alimenta se num hospedeiro suscetível próximo. O choque é decorrente do aumento de permeabilidade vascular.Arbovírus do gênero Flavivírus. A GENTE ETIOLÓGICO É o vírus do dengue (RNA) . P ERÍODO DE INCUBAÇÃO De 3 a 15 dias. nem por fontes de água ou alimento. pertencente à família Flaviviridae. Nas Américas. 3 e 4. S INONÍMIA Febre de quebra ossos. após terapia anti-choque. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O homem infecta o mosquito durante o período de viremia. na Ásia e na África. até o momento não foi associado à transmissão do vírus da dengue nas Américas. O Aedes albopictus. no ciclo homem . depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca.de choque ocorre entre o 3º e 7º dias de doença.

a circulação do vírus da dengue intensificou-se nas Américas. vômitos persistentes. hepatites infecciosas e outras febres hemorrágicas. diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa. leptospirose. sangramentos importantes. seguida de exame clínico (vide sinais de alerta no quadro 1) com prova do laço (verificar aparecimento de petéquias) e confirmação laboratorial específica. nas Filipinas e Tailândia. hipotensão arterial (PA sistólica <=80mm Hg. sarampo. hipotensão postural (PA sistólica sentado . é particularmente importante estar atento a sinais de insuficiência cardíaca. Aos primeiros sinais de choque. pela primeira vez. em < 5 anos. taquicardia. derrames cavitários. Em 272 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .COMPLICAÇÕES Choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar. Na década de 50.infecções virais e bacterianas. diminuição da diurese. FHD: alguns sinais de alerta precisam ser observados: dor abdominal intensa e contínua. houve circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países. TRATAMENTO DC: sintomáticos (não usar ácido acetilsalicílico). D IAGNÓSTICO Na DC. choque endotóxico.PA sistólica em pé com diferença maior que 10mm Hg). extremidades frias. o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose. letargia. clínicoepidemiológico. em > 5 anos). lipotimia e aumento repentino do hematócrito. Após a década de 60. rubéola. cianose. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS A dengue tem sido relatada há mais de 200 anos. a febre hemorrágica da dengue (FHD) foi descrita. pulso rápido e fraco. PA sistólica <= 90mm Hg. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL DC: gripe. diminuição da pressão diferencial (PA sistólica -PA diastólica <= 20mm Hg). A FHD e a SCD necessitam de uma boa anamnese. agitação. hepatomegalia dolorosa. febre amarela. seguido de hemoconcentração e falência circulatória. Durante uma administração rápida de fluidos. em seguida. o diagnóstico é clínico e laboratorial nos primeiros casos. FHD e SCD . A partir de 1963.

e em 1923. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982. A partir de 1986. e. Em 2003 apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina não apresentavam transmissão autóctone da doença. bem como em 1994 (Fortaleza-Ceará). 1998. A partir de 1980. em Boa Vista . potencialmente refletindo a circulação simultânea dos sorotipos 1. ezantema. causada pelos sorotipos 1 e 4. inicialmente pela Jamaica. pelo menos. A introdução dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do Rio de Janeiro em 1990 e dezembro de 2000. 1986. foram registradas epidemias em diversos estados com a introdução do sorotipo 1. Na segunda metade da década de 90. sem diagnóstico laboratorial.1977. foi detectado um aumento no total de casos de FHD. o sorotipo 1 foi introduzido nas Américas. 2002). não apresentaram manifestações hemorrágicas graves.Roraima. Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2. Além desses a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 273 . Nesse ano foram confirmados 274 casos que. ou quando se suspeita de FHD. As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998 e 2002. dor retroorbital. aumentando consideravelmente a magnitude do problema. mialgia. principalmente quando se trata dos primeiros casos de DC diagnosticados em uma área. 2 e 3 do vírus da dengue. N OTIFICAÇÃO É doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. em 1990/1991. foram notificadas epidemias em vários países. Os óbitos decorrentes da doença devem ser investigados imediatamente. de uma forma geral. Os primeiros casos de FHD foram registrados em 1990 no estado do Rio de Janeiro. com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados. dois dos seguintes sintomas: cefaléia. respectivamente. prostração. acompanhada de. tendo sido o primeiro relato de febre hemorrágica da dengue ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. Suspeito Dengue Clássico . Cabe citar: Brasil (1982. Bolívia (1987). observamos a ocorrência de casos de FHD em diversos estados do país. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Controlar a ocorrência da doença através do combate ao mosquito transmissor. em 1989. artralgia. Nos anos de 2001 e 2002. Equador (1988). Peru (1990) e Cuba (1977/1981). A letalidade por FHD se manteve em torno de 5% no período de 2000-2003. A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de extrema importância na história da doença nas Américas. O sorotipo 3 apresentou uma rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003. alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro). em São Paulo. D EFINIÇÃO DE CASO . A faixa etária mais atingida foi a de maiores de 14 anos.paciente que tenha doença febril aguda com duração máxima de 7 dias. O segundo surto ocorreu na Venezuela. após a introdução do sorotipo 2. respectivamente. No Brasil há referências de epidemias em 1916. Paraguai (1988). em Niterói.

. ações de saneamento ambiental. que deverão ter confirmação laboratorial. prioritariamente a eliminação de criadouros e o tratamento focal.paciente que apresenta também manifestações hemorrágicas. nos últimos quinze dias. pele fria e úmida. como hematêmase. tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva. acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente.é o caso em que todos os critérios abaixo estão presentes: febre ou histórico de febre recente de 7 dias ou menos. Febre Hemorrágica da Dengue . deve ser utilizada a aplicação espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume . ações integradas de educação em saúde.o caso confirmado laboratorialmente. uma vez que não se tem ainda vacina ou drogas antivirais específicas. O combate ao vetor deve desenvolver ações continuadas de inspeções domiciliares. Confirmado Dengue Clássico . após o tratamento. . ou queda do hematócrito em 20%. diminuição ou ausência de pressão arterial. petéquias. o paciente deve ter estado. agitação). manifestado por: hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal. SCD: é o caso que apresenta todos os critérios de FHD mais evidências de choque. priorizando atividades de educação em saúde e mobilização social. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se restringem ao vetor Aedes aegypti. comunicação 274 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . melena e outros. trombocitopenia (< 100. a confirmação pode ser feita através de critérios clínico-epidemiológicos. A finalidade das ações de rotina é manter a infestação do vetor em níveis incompatíveis com a transmissão da doença. A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas. variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves. leva a suspeita de síndrome de choque (SCD). Febre Hemorrágica do Dengue .sintomas. eliminação e tratamento de criadouros. exceto nos primeiros casos da área. o programa nacional estabeleceu dez componentes de ação. Em função da complexidade que envolve a prevenção e o controle da dengue. ao mesmo tempo em que se reestruturam as ações de rotina. em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti. . extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar. integração com a atenção básica (PACS/PSF). na admissão. ou presença de derrame pleural. Em situações de epidemias deve ocorrer a intensificação das ações de controle. equimoses ou púrpuras e sangramentos de mucosas. do trato gastrointestinal e outros. assistência aos pacientes.UBV. No curso de uma epidemia. sendo eles: vigilância epidemiológica. Além disso. combate ao vetor. ascite e hipoproteinemia.000/mm3). confirmação laboratorial específica.

Hepatomegalia dolorosa. Extremidades frias e cianose. legislação de apoio ao programa e acompanhamento e avaliação. devem ser reidratados e permanecer sob observação médica até melhora do quadro. Diminuição da diurese. acompanhados de evidências de Hemoconcentração e Plaquetopenia. Hipotensão postural. Sinais de alerta de dengue hemorrágica: Dor abdominal intensa e contínua. hamatomas. Agitação ou letargia.e mobilização. Derrames cavitários (pleural e/ou abdominal). Diminuição brusca de temperatura corpórea. Taquicardia intensa e lipotimia. Pulso rápido e fraco. Sangramentos importantes. Prova do laço positiva. capacitação de recursos humanos. contribuirão para a estruturação de programas permanentes. Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta. petéquias. Gengivorragia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 275 . Hipotensão arterial. se convenientemente implementados. epistaxe ou metrorragias. Esses componentes de ação. características essenciais para o enfrentamento desse importante problema de saúde pública. Vômitos persistentes. integrados e intersetoriais. púrpura. associada à sudorese.

no parênquima pulmonar ou linfonodos. Obtem-se dividindo-se o valor do hematócrito pelo da hemoglobina). mantendo-se a Tensão Arterial Média (corresponde à média aritmética da TA sistólica e TA diastólica) durante 3 minutos. os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres. TUBERCULOSE D ESCRIÇÃO A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. juntamente com outros 21 países em desenvolvimento. Os sinais e sintomas 276 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . sendo a forma pulmonar a mais comum. Verificar se aparecem petéquias abaixo do manguito.. Doença infecciosa. alberga 80% dos casos mundiais da doença.Hto > 45%. através da reativação endógena ou por reinfecção exógena. em 95% dos indivíduos infectados o sistema imunológico consegue impedir o desenvolvimento da doença. observa-se a implantação dos bacilos. .3 cm3). A prova é positiva se aparecem 20 ou mais petéquias no braço em área correspondente a uma polpa digital (mais ou menos 2. Mulheres . que. Em 5% dos indivíduos. iniciando-se a multiplicação.Hto > 40%. atinge principalmente o pulmão. Homens . O agravo atinge a todos os grupos etários. A tuberculose pós-primária ocorre em indivíduos que já desenvolveram alguma imunidade. onde provocam uma reação inflamatória e exsudativa do tipo inespecífico. Prova do laço: Colocar o tensiômetro no braço do paciente e insuflar o manguito. originando-se o quadro de tuberculose primária. A infecção benigna pode atingir linfonodos e outras estruturas. Índice hematócrito / hemoglobina: > 3. Após a inalação dos bacilos estes atingem os alvéolos (primoinfecção).5 (indicador de hemoconcentração simples e prático. Diagnóstico de hemoconcentração Valores de referência antes de o paciente ser submetido à reidratação: HEMATÓCRITO: Crianças até 12 anos . com maior predomínio nos indivíduos economicamente ativos (15-54 anos).Hto > 38%.

infecções respiratórias de repetição. linfonodos. Na forma pulmonar apresenta-se dor torácica. Nas crianças é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma primária) que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. meninges. ossos. formação de bronquiectasias. Com o início do esquema terapêutico recomendado. COMPLICAÇÕES Distúrbio ventilatório. acompanhada ou não de escarros hemoptoicos. fala e espirro. DE INCUBAÇÃO A maioria dos novos casos de doença ocorre em torno de 6 a 12 meses após a infecção P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver iniciado o tratamento. P ERÍODO inicial. empiemas. tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva. febre baixa vespertina com sudorese. R ESERVATÓRIO O ser humano (principal) e o gado bovino doente em algumas regiões específicas. atelectasias. a transmissão é reduzida. D IAGNÓSTICO São fundamentais os seguintes métodos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 277 . a forma pulmonar é a mais freqüente.mais freqüentes são: comprometimento do estado geral. hemoptise. cérebro. A GENTE ETIOLÓGICO Mycobacterium tuberculosis. Pode afetar qualquer órgão ou tecido. Nos adultos. sistema urinário. como pleura. olhos. gradativamente em algumas semanas (duas). M ODO DE TRANSMISSÃO Através da tosse. inapetência e emagrecimento. A forma extrapulmonar é mais comum nos hospedeiros com pouca imunidade. entre outras. surgindo com maior freqüência em crianças e indivíduos com infecção por HIV.

Auxiliar no diagnóstico de pessoas não vacinadas com BCG. Exame Radiológico de Tórax . para isso é indispensável que seja realizado pelo menos. Também é utilizada para acompanhar. pleural. Exames bioquímicos . e a segunda amostra é coletada na manhã do dia seguinte.. . mensalmente. como meníngea. a coleta de duas amostras de escarro: a primeira amostra é coletada quando o sintomático respiratório procura o atendimento na unidade de saúde. Também está indicada para os casos de tuberculose com suspeita de falência de tratamento e em casos de retratamento para verificação da farmacorresistência nos testes de sensibilidade.Baciloscopia de escarro deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por três semanas a mais). Indica apenas a presença da infecção e não é suficiente para diagnóstico da doença. pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax e os contatos de tuberculose pulmonar bacilíferos. Cultura . Permite medir a extensão das lesões e avaliação da evolução clinica do paciente ou de patologias concomitantes. . Exame anátomo-patológico (histológico e citológico) . Prova tuberculínica (PPD) . do 4º e do 6º mês de tratamento. para o diagnóstico.Indicado nas formas extrapulmonares. pneumonias. . . Outros . mas seus altos custos e complexidade os inviabilizam como exames de rotina. para aproveitar a presença dele e garantir a realização desse exame (não é necessário estar em jejum). . Recomenda-se. óssea e ganglionar e também para o diagnóstico de todas as formas de tuberculose em pacientes HIV positivo.Auxiliar no diagnóstico. sarcoidose e carcinoma brônquico. Exame clínico . . através realização de biópsia.Mais utilizados nas formas extrapulmonares. diagnóstico de formas extrapulmonares. histoplasmose). em derrame pleural. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Abscesso pulmonar por aspiração. a evolução bacteriológica do paciente pulmonar bacilífero. . derrame pericárdico e LCR em meningoencefalite tuberculosa. Exame bacteriológico . micoses pulmonares (paracoccidioidomicose.Os exames sorológicos e de biologia molecular são úteis.Baseado nos sintomas e história epidemiológica. dentre 278 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . renal. ao final do 2º. assim que o paciente despertar.É indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar com baciloscopia repetidamente negativa.

Tosse com expectoração por 3 ou mais semanas.outras. causas de adenomegalia mediastino-pulmonar devem ser investigadas. ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva. estima-se que.Indivíduo com sintomatologia clínica sugestiva. no serviço de saúde mais próximo à residência do doente. Busca de bacilíferos dentro da população de sintomáticos respiratórios e contatos de casos. do total da população.1) Tuberculose Pulmonar Bacilífera . D EFINIÇÃO DE CASO : a) Suspeito . através das ações de diagnóstico precoce e tratamento. Paciente com imagem compatível com tuberculose ao exame radiológico. perda de peso e apetite. A hospitalização é indicada apenas para os casos graves ou naqueles em que a probabilidade de abandono do tratamento é alta. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Reduzir a transmissão do bacilo da tuberculose na população. b. febre. Ocorre. T RATAMENTO O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial. b) Confirmado. No Brasil. ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. Em crianças.Paciente com duas baciloscopias diretas positivas. por critério clínico laboratorial. em virtude das condições sociais do doente. com maior freqüência. ou suspeito ao exame radiológico. tuberculosis. em áreas de grande concentração populacional e precárias condições sócio-econômicas e sanitárias. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 279 . C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Doença de distribuição universal. mais de 50 milhões de pessoas estão infectados pelo M. N OTIFICAÇÃO Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória. com aproximadamente 85 mil novos casos por ano e 5 a 6 mil óbitos anuais.

apresenta resultados negativos aos exames laboratoriais. sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD). M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se baseiam.Caso suspeito que.Medidas de isolamento respiratório.A partir dos dados clínicos e epidemiológicos e da interpretação dos resultados dos exames solicitados. tuberculosis. 280 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Se a primeira dose for aplicada com seis anos e mais. a) Controle de Contatos . Pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos não deverão ser vacinados. não há necessidade de revacinação. pelo menos. iniciar o mais precocemente possível em maternidades e salas de vacinação. na busca de sintomáticos respiratórios. uma cultura positiva para M. em que o médico toma a decisão de tratar com esquema específico. apesar de sintomatologia compatível. para identificação da possível fonte de infecção.Paciente com evidências clínicas. inclusive histopatológicos compatíveis com tuberculose extrapulmonar ativa. de material proveniente de localização extrapulmonar. e nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas.A faixa etária preconizada é de 0 a 4 anos (obrigatória para menores de 1 ano).b. É contra-indicada a vacina nos indivíduos HIV-positivos sintomáticos. principalmente.Indicado. b) Vacinação com BCG .2) Escarro negativo . Está indicada nas crianças HIV-positivas assintomáticas e filhos de mães HIV-positivas. achados laboratoriais. se apresentarem contagem de linfócitos T (CD4) abaixo de 200 células/mm3. indica-se a revacinação. b. na qual esteja ausente a cicatriz vacinal. d) Descartado . com imagem radiológica sugestiva e achados clínicos ou outros exames complementares que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose. A revacinação é recomendada nas faixas etárias de 6 a 10 anos.3) Extrapulmonar . para contatos que convivam com doentes bacilíferos e adultos que convivam com doentes menores de 5 anos. c) Confirmado por critério clínico epidemiológico . seu diagnóstico e tratamento. Pacientes internados .Paciente com duas baciloscopias negativas. ou paciente com. Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais. prioritariamente.

reator forte ao PPD.Consiste na administração de isoniazida em infectados pelo bacilo (quimioprofilaxia secundária) ou não infectados (quimioprofilaxia primária). Esses casos deverão ser encaminhados a uma unidade de referência para a a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 281 . Reatores fortes à tuberculina. sarcoidose. diabetes insulino-dependente. sem história de quimioterapia prévia. pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica. através da baciloscopia e do exame radiológico. nefropatias graves. na dosagem de 10 mg/Kg/dia (até 300 mg). portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose ativa. c) Quimioprofilaxia . não reatores à prova tuberculínica. diariamente. Há contra-indicação absoluta para aplicar a vacina BCG. reações dermatológicas na área da aplicação. que tiveram aumento na resposta tuberculínica de. Recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg. linfadenite regional. Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até 12 meses). sem sinais de tuberculose ativa. reatores à prova tuberculínica (10 mm ou mais). linfomas. silicose. a quimioprofilaxia está indicada em todo o contato de tuberculose bacilífera. após esse período. ou por doenças imunosupressoras. menores de 15 anos. que atendam habitualmente tuberculose e AIDS. População indígena: nesse grupo.Os trabalhadores de saúde. por um período de 6 meses. sob criteriosa decisão médica. Os eventos adversos são raros. deverão também ser vacinados com BCG. com exame radiológico normal e sem sintomatologia clínica compatível com tuberculose. não vacinados com BCG. como: alcoolismo. Para recém-nascidos coabitantes de foco bacilífero: administra-se a quimioprofilaxia por três meses e. mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-las. 10 mm. se não for reatora. faz-se a prova tuberculínica na criança. podendo ocorrer formação de abscesso ou ulceração. Se ela for reatora. no local da aplicação. após avaliação e afastada a possibilidade de tuberculose doença. nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas. pacientes com uso prolongado de corticosteróides em doses de imunossupressão. Recomendada em contactantes de bacilíferos. Imunodeprimidos por uso de drogas. e contatos intradomiciliares de tuberculosos. paciente submetido a tratamento com imunossupressores. isto é. no mínimo. mantém-se a isoniazida até completar 6 meses. suspendese a droga e aplica-se a vacina BCG. doenças graves e uso de drogas imunosupressoras. dentre outros. independente da idade e do estado vacinal.

através de exame de escarro e radiografias anteriores) independentemente do resultado do teste tuberculínico (PPD). devido à possibilidade de restauração da resposta tuberculínica. Isoniazida. 2) Contatos intradomiciliares ou institucionais de tuberculose bacilífera. o limite da reação ao PPD. Com radiografia de tórax anormal: Presença de cicatriz radiológica de TB sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de TB ativa. ou 3) PPD não reator ou com enduração entre 0-4 mm. recomenda-se fazer o teste a cada seis meses no primeiro ano de tratamento. VO. em situações de possível re-exposição ao bacilo da tuberculose. Nos pacientes não reatores. 2) A quimioprofilaxia com isoniazida (H) reduz o risco de adoecimento. 1) O teste tuberculínico (PPD) deve ser sempre realizado na avaliação inicial do paciente HIV+. Tuberculosis: Esse grupo deve ser submetido à prova tuberculínica. 5-10 mg/kg/dia (dose máxima 300 mg/dia) por 6 meses consecutivos. Portanto. devendo ser repetido anualmente nos indivíduos não reatores. o paciente deverá ser reavaliado quanto à necessidade de 282 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . e em uso de terapia anti-retroviral. Tuberculosis. sendo de 5mm em vez de 10 mm. mas não protege contra exposição exógena após sua suspensão. A quimioprofilaxia será aplicada segundo as indicações a seguir: Indicações (1) e (2) Indivíduos sem sinais. com registro documental de ter sido reator ao teste tuberculínico e não submetido a tratamento ou quimioprofilixia na ocasião. Coinfectados HIV e M. independentemente do seu estado clínico ou laboratorial (contagem de células CD4+ e carga viral). B. para se considerar a pessoa infectada pelo M. Com radiografia do tórax normal e: 1) Reação ao PPD maior ou igual a 5mm(3).tuberculose. a partir da reativação endógena do bacilo. ou sintomas sugestivos de tuberculose: A.

Quando ocorre paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição. O BSERVAÇÕES . com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada.prolongamento da quimioprofilaxia (caso esteja em uso de isoniazida). Apenas as formas paralíticas possuem características típicas: instalação súbita da deficiência motora. de forma assimétrica. Deve-se repetir a prova tuberculínica a cada seis meses. que se manifesta de várias formas: infecções inaparentes. não ultrapassa três dias. não reatores à tuberculina. com ou sem evidências de imunodeficiência avançada. antes de se iniciar a quimioprofilaxia.resistente documentada. reatores à tuberculínica. sensibilidade conservada e persistência de alguma paralisia residual (seqüela) após 60 dias do início da doença. meningite asséptica. POLIOMIELITE D ESCRIÇÃO Doença infecto-contagiosa viral aguda. com mais freqüência os inferiores. quadro febril inespecífico. devido à concomitância de agentes oportunistas/ manifestações atípicas de tuberculose mas freqüentes nessas coortes. 4) Indivíduos HIV+. assimetria. Educação em Saúde . ou de instauração de nova quimioprofilaxia (caso esta já tenha sido suspensa).Esclarecimento quanto aos aspectos importantes. Em pacientes com raios-X normal. acometendo sobretudo a musculatura dos membros. contatos de pacientes com bacilíferos com tuberculose isoniazida . sugere-se investigar cuidadosamente tuberculose ativa (pulmonar ou extrapulmonar). em geral. com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. Acomete. formas paralíticas e morte. a vida do paciente é ameaçada. deve-se investigar outras patologias ligadas à infecção pelo HIV. As formas paralíticas são pouco freqüentes a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 283 . os membros inferiores. O quadro clássico é caracterizado por paralisia flácida de início súbito. Não se recomenda a quimioprofilaxia nos HIV positivos. acompanhada de febre. freqüentemente. flacidez muscular. . para realizar quimioprofilaxia com rifampicina. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação. antes de iniciar a quimioprofilaxia. deverão ser encaminhados a uma unidade de referência. 3) Pacientes com imunodeficiência moderado-grave e reação ao PPD >10 mm. tendo como principais características: flacidez muscular.

P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Não se conhece com exatidão. da família Picornaviridae com três sorotipos: I. S INONÍMIA Paralisia infantil.(1 a 1. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de 7 a 12 dias. por cerca de 3 a 6 semanas.6% dos casos) se comparadas às formas inaparentes da infecção (90 a 95%) dos casos. O vírus é encontrado nas secreções da orofaringe após 36 a 72 horas a partir de quando a infecção se instaura e persiste por uma semana e. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. M ODO DE TRANSMISSÃO Principalmente por contato direto pessoa a pessoa. D IAGNÓSTICO 284 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Poliovírus. COMPLICAÇÕES Seqüelas paralíticas. R ESERVATÓRIO O ser humano. Parada respiratória devido à paralisia muscular. II e III. pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. podendo variar de 2 a 30 dias. nas fezes. gênero Enterovírus. Essa última através de gotículas de muco do orofaringe.

necessário para fazer diagnóstico diferencial com a síndrome de Guillain-Barré e com as meningites que evoluem com deficiência motora. A eletromiografia pode contribuir para descartar a hipótese diagnóstica de poliomielite. observa-se um discreto aumento do número de células. . em pelo menos cem mil vezes em poucas horas. deve ser coletada uma amostra de fezes em quantidade em torno de 4 a 8 gramas. permitindo a identificação do tipo e origem do vírus isolado. Na poliomielite. O seqüenciamento dos nucleotídeos identifica a quantidade das mutações e recombinação do vírus derivado vacinal. Toda e qualquer coleta de comunicantes deverá ser discutida previamente com a instância de nível nacional. com alterações bioquímicas.líquor. Contato de casos em que haja confirmação do vírus vacinal derivado (mutante). aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnostico viral. observase uma dissociação proteino-citológica (aumento acentuado de proteínas) e. Se não houver freezer. Observar que os contatos não são necessariamente intradomiciliares. quando houver suspeita de reintrodução da circulação do poliovírus selvagem (devido a viagens ou visitas relacionadas a áreas endêmicas). introduzido no Brasil na década de 90. A sorologia deixou de ser feita no Brasil em virtude da sua interpretação ser comprometida pelos anticorpos do vírus vacinal. Para ser considerado derivado vacinal esse vírus precisa apresentar mutações m > ou = a 1% podendo adquirir neurovirulência e provocar portanto doença. um aumento do número de células.É feito a partir de amostras de fezes do caso ou de seus contatos (até o décimo quarto dia do início do déficit motor). conservar em refrigerador comum de 4 a 8 C° por no máximo 3 dias (jamais colocar as amostras no congelador do refrigerador). o correspondente ao tamanho de um dedo polegar de adulto.Coleta de comunicantes de caso com clínica compatível de poliomielite. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 285 . podendo haver um discreto aumento de proteínas. e que os mesmos não devem ter recebido a vacina oral contra polio (VOP) nos últimos 30 dias. Diagnóstico diferencial. embora quando presentes devem ser priorizados para coleta de amostras de fezes.Laboratorial pode ser por: a) Isolamento do vírus . c) Exames inespecíficos . nas meningites. Permite a amplificação da seqüência alvo do genoma viral. Na síndrome de Guillain-Barré. As amostras deverão ser conservadas em freezer a -20 C° até o momento do envio ao laboratório de referência. Critérios para coleta de amostras de contatos . b) O método de PCR (Polymerase Chain Reaction).

meningite viral. Polineurite pós-infecciosa e outras infecções que causam paralisia: síndrome de Guillain-Barré (SGB). especialmente. Critérios para inclusão de um caso no Sistema de Vigilância Epidemiológica das PFA Deve ser investigado todo caso de deficiência motora flácida. TRATAMENTO Não há tratamento específico. para garantir maior agilidade das medidas de prevenção e controle. mas todos os casos com manifestações clínicas devem ser internados para tratamento de suporte. registrou-se o último caso no país. Em 1994. mielite transversa. 286 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . tipo 71. Em 1989. do grupo A. continua circulando em outros continentes. pela vigilância ativa das paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos. independente da hipótese diagnóstica de poliomielite. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detectar precocemente a reintrodução do poliovírus selvagem no território brasileiro. que apresentam hipótese diagnóstica de poliomielite. o polio-vírus selvagem foi considerado erradicado do Brasil e das Américas. NOTIFICAÇÃO Doença com sistema de vigilância ativa que exige a notificação compulsória e investigação imediata dos casos de paralisias flácidas agudas (PFA). em pessoas de qualquer idade. tipo 7). Entretanto.. e coxsackie. de início súbito: em pessoas menores de 15 anos. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Essa doença foi de alta incidência no Brasil e em outros países americanos. deixando centenas de indivíduos com seqüelas paralíticas. o que impõe a manutenção de uma vigilância ativa para impedir a reintrodução do agente nas áreas erradicadas. meningoencefalite e outros enterovírus (ECHO. após um período de realização de grandes campanhas vacinais e intensificação das ações de vigilância epidemiológica.

Devem ser classificados nessa categoria todos os casos de PFA em que houve isolamento de poliovírus selvagem na(s) amostra(s) de fezes do caso ou de seus comunicantes.Casos de PFA em que há isolamento de vírus vacinal na(s) amostra(s) de fezes e presença de seqüela compatível com poliomielite. A paralisia surge de 4 a 85 dias após a vacinação.Casos de PFA que não tiveram coleta adequada de amostra de fezes e que apresentaram seqüela aos 60 dias ou evoluíram para óbito ou têm evolução ignorada. na qual não houve isolamento de poliovírus.Casos de PFA com amostra de fezes adequada (uma amostra coletada até quatorze dias do início do déficit motor). PFA que surge após contato com criança que tenha recebido VOP até 40 dias antes. e) Indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica pós-certificação Informação de notificação negativa semanal de pelo menos 80% das Unidades de Notificação Negativa implantadas. Há dois tipos de poliomielite relacionados com a vacina: . Se o resultado for negativo para poliovírus. 60 dias após o início da deficiência motora. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 287 . b) Poliomielite Associada à Vacina . d) Poliomielite Compatível . o caso deve ser descartado. independentemente de haver ou não seqüela após 60 dias do início da deficiência motora. coletadas no período máximo de duas semanas seguintes ao início da deficiência motora. c) Não poliomielite (Descartado) . pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro das 48 horas posteriores à notificação e pelo menos 80% dos casos de PFA notificados devem ter uma amostra de fezes para cultivo de vírus.D EFINIÇÃO DE CASO a) Confirmado .000 habitantes menores de 15 anos. e deve apresentar seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o déficit motor. taxa de notificação de pelo menos 1 caso de PFA por 100. Paralisia flácida aguda que se inicia entre 4 e 45 dias após o recebimento da VOP e que apresenta seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o início do déficit motor. . Caso de poliomielite associado à vacina de contatos (comunicantes).

M EDIDAS DE CONTROLE Além de uma vigilância ágil e sensível à detecção de casos de poliomielite importados. como também os locais de residência de possíveis visitas recebidas no mesmo período. Portanto. o mais precocemente possível. além do local de residência do doente. aos 2 meses.pdamed.f) Medidas em caso de notificação de casos de PFA com suspeita de poliomielite Em virtude das características de transmissão do poliovírus. do vírus vacinal. em um curto intervalo de tempo. aos 6 meses. em caso de viagem. Entende-se por criança adequadamente vacinada aquela que recebeu três ou mais doses de vacina oral contra a poliomielite. a vacinação é a medida mais eficaz para manter erradicada a circulação do poliovírus selvagem nas Américas. a vacinação de rotina nos serviços de saúde objetiva assegurar. até que se certifique que o mundo esteja livre da poliomielite. silenciosa e rápida. Essa intensificação da vigilância implica em abranger. 3ª dose.br 288 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. aos 4 meses. Em ambas as atividades (vacinação de rotina e campanhas) devem ser alcançadas coberturas vacinais altas (95%) em todos os municípios.br • PDAMED – www. através da disseminação. a vigilância deve ser intensificada quando da notificação de casos de PFA que tenham suspeita de poliomielite.saude.Sabin) no seguinte esquema: 1ª dose.gov. O Brasil adota em seu esquema vacinal básico a vacina anti-pólio oral (VPO . aos 15 meses. e da ocorrência de um grande número de infecções sem manifestações clínicas. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Ministério da Saúde – www. no meio ambiente. onde pode estar a fonte de infecção. que compete com a circulação do vírus selvagem.com. Além da realização de visita às unidades de saúde. 2ª dose. as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao início da paralisia. as campanhas anuais de vacinação também são muito importantes para garantir um nível adequado de imunidade do grupo na população. a imunização adequada de todas as crianças nascidas. a situação da cobertura vacinal da área deve ser criteriosamente avaliada. reforço.

Essa política configura e explicita uma série de decisões de caráter geral adotadas pelo poder público e que apontam os rumos e as linhas estratégicas de atuação a serem seguidas na condução da matéria. POLÍTICA DE MEDICAMENTOS Este capítulo informa sobre os principais programas do Ministério da Saúde vinculados a ações como distribuição gratuita de medicação para portadores de DST/AIDS.13. entre outras. Esse documento é parte essencial da Política Nacional de Saúde do Brasil e se constitui num dos elementos fundamentais para a efetiva a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 289 . o combate à dengue e à hanseníase. uma portaria que traçou a Política Nacional de Medicamentos. no final de 1998. Também apresenta uma síntese da lei dos genéricos e uma lista atualizada dos medicamentos genéricos registrados. POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS Em virtude da importância estratégica da Assistência Farmacêutica para o sistema de saúde. o Ministério da Saúde publicou.

desde 1998. A regulação sanitária objetiva proteger o usuário de medicamentos a partir de padrões de qualidade. a reestruturação e a expansão da assistência farmacêutica além do essencial aparelhamento administrativo e institucional para a consecução desses objetivos. armazenamento. da saúde suplementar (seguros privados) ou do ponto de vista do consumo direto das famílias. As diretrizes observadas pelo Ministério da Saúde no desenho da Política Nacional de Medicamentos foram estruturadas a partir de três eixos de ação governamental: • Regulação Sanitária. bem como avaliação e acompanhamento dos hábitos de prescrição. No âmbito da assistência. 290 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . realizam-se o mapeamento das necessidades da população. as prioridades sob o prisma da saúde pública. dentre outros aspectos. ações prócompetitivas que procurem estimular a dinâmica de mercado e ações que coíbam as falhas de mercado (assimetria de informações e poder de mercado). ações que expressam de forma articulada os eixos assumidos no desenho da Política Nacional de Medicamentos. o Ministério da Saúde vem implementando. com o acesso propriamente dito ao medicamento. Abrange a proteção e defesa do consumidor nas relações de consumo. os objetivos. transporte e dispensação. dispensação e resultados terapêuticos. Promovem-se a construção de consensos terapêuticos a respeito da abordagem em doenças específicas e a indicação e uso de medicamentos. segurança.implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população e para a consolidação do Sistema Único de Saúde. • Regulação Econômica e • Assistência Farmacêutica. Ampliar o acesso da população a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostos ao poder público brasileiro. A terceira área de atuação envolve um conjunto de ações e serviços de atenção à saúde do cidadão que culmina. eficácia em relação aos produtos e aos métodos de fabricação. A regulação econômica tem como um dos principais objetivos contrabalancear o poder de mercado das empresas e reduzir os custos de aquisição. eventualmente. as estratégias de promoção e expansão do acesso. O escopo da atuação envolve a regulação sanitária. contribuindo para o desenvolvimento social do país. Para tanto. a regulação econômica. seja do ponto de vista do setor público.

as três esferas de governo – federal. privado nacional e transnacional – na produção de medicamentos da RENAME. 6. na menor dependência de a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 291 . Desenvolvimento científico e tecnológico.A Política Nacional de Medicamentos baseia-se nos mesmos princípios que orientam o Sistema Único de Saúde e constitui estratégia essencial para consolidá-lo uma vez que contribui para viabilizar um dos componentes fundamentais da assistência à saúde que é a cobertura farmacológica. o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais. 3. 5. em permanente atualização. baseada na efetiva articulação da capacidade instalada dos segmentos industriais – oficial. visando a aprofundar a capacitação de recursos humanos. assim como o processo educativo dos consumidores de medicamentos e a atualização da informação dos profissionais prescritores e dispensadores a respeito de temas como risco da automedicação. de promoção do uso racional de medicamentos. especialmente os constantes da RENAME. Promoção da produção de medicamentos. mediante a promoção de pesquisas na área farmacêutica. em ações de farmacovigilância e na promoção da produção e uso de medicamentos genéricos. Regulamentação sanitária de medicamentos. de acordo com suas respectivas competência e abrangência de atuação. com ênfase na promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais. distribuidores e varejistas do setor farmacêutico. bem como da adoção de instrumentos e iniciativas que possibilitem a redução nos preços desses produtos. Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais – RENAME. representada por uma lista nacional de referência composta pelos fármacos considerados básicos e indispensáveis para atender ao mais amplo espectro de doenças. estadual e municipal. de otimização do sistema de distribuição no setor público. no estabelecimento de referências de preços para o mercado. Promoção do uso racional de medicamentos. destacando a adoção de medicamentos genéricos. com foco nos processos de registro de produtos e de autorização para o funcionamento de fabricantes. 2. resultando na capacitação de recursos humanos. Assim. para implementar a política traçada. técnica e administrativa. pautada por critérios de natureza epidemiológica. bem como a estimular medidas de desenvolvimento da tecnologia da produção de fármacos. devem desenvolver ações orientadas pelas seguintes diretrizes: 1. e a revisão constante da Farmacopéia Brasileira. Reorientação da assistência farmacêutica. por meio do desenvolvimento de atividades de descentralização da gestão da assistência farmacêutica. interrupção e troca da medicação prescrita e necessidade de receita médica. 4.

Glibenclamida 5 mg . 7. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar a política de distribuição gratuita e universal de medicamentos anti-retrovirais. Garantia da segurança.Insulina P ROGRAMA N ACIONAL DE DST/AIDS Política de medicamentos para AIDS: acesso universal e gratuito.Propranolol 40 mg . eficácia e qualidade dos medicamentos. PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE Programa Nacional de Assistência Farmacêutica Básica para a Hipertensão Arterial e Diabetes mellitus: Objetivos: • Cadastramento dos portadores de Hipertensão e Diabetes • Disponibilizar para a rede básica (medicamentos essenciais): . organizadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. A lei nº 9113 de 13 de Novem- 292 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s .importação de insumos e na ampliação da produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias de grande impacto sobre a saúde pública.Hidroclorotiazida 25 mg .Captopril 25 mg . mediante o desenvolvimento da capacidade administrativa de imposição do cumprimento das normas sanitárias. Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos para atuação nas diversas ações realizadas no âmbito da Política Nacional de Medicamentos. 8.Metformina 80 mg .

Com o uso da terapia anti-retroviral combinada. 358 mil internações hospitalares evitadas e economia de 1. No período de 1997 a 2001. garante aos pacientes infectados pelo HIV o recebimento gratuito. Atualização dos dados é essencial para a interpretação válida e confiável da magnitude e dos níveis endêmicos da hanseníase nas diferentes regiões do Brasil e da distribuição racional de medicamentos. de toda medicação necessária a seu tratamento. distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. baseando-se em três pontos fundamentais: 1.bro de 1986. Reportandose ao compromisso anteriormente assumido pelo Governo do Brasil de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. 2. Na cidade de São Paulo houve redução de 54% de óbitos por AIDS. no período de 1995 a 2000 houve redução de cerca de 50% da taxa de óbitos no país. através da cura dos pacientes. a Secretaria de Vigilância em Saúde vem trabalhando para fortalecimento do plano definido para o alcance da meta de eliminação e adotou novas estratégias de aceleração desse processo. A redução da taxa de prevalência até a eliminação. 3. através da Coordenação Nacional de DST/AIDS. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 293 . o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase foi reestruturado e alçado à condição de prioridade de gestão do Ministério da Saúde. além do tratamento adequado de incapacidades já instaladas. depende da capacidade do SUS de diagnosticar os casos na fase inicial da doença e tratá-los com poliquimioterapia padrão OMS (PQT/ OMS). A redução da carga social da doença depende da detecção precoce para redução de casos detectados com incapacidades físicas. e da interrupção da cadeia de transmissão. pelo Sistema Único de Saúde. O programa de hanseníase vinha mostrando resultados insatisfatórios nos últimos anos.1 bilhão de dólares em recursos. redução de aproximadamente 80% das internações hospitalares devido a doenças oportunistas ou sintomas graves da AIDS. P ROGRAMA N ACIONAL DE E LIMINAÇÃO DA H ANSENÍASE Em março de 2004. Atualmente o Ministério da Saúde.

por: • Estabelecer normas básicas de diagnóstico. Em termos operacionais. tais medicamentos seriam acessíveis a poucas pessoas em função do alto custo dos tratamentos. São abrangidos pelo Programa de Medicamentos Excepcionais. • Serviços de referência laboratorial e de tratamento de nível nacional. ou que. aqueles medicamentos de elevado valor unitário. que é gerenciado pela Secretaria de Assistência à Saúde. se não fossem distribuídos gratuitamente. também denominados “excepcionais”. Esses medicamentos. • Pesquisas essenciais requeridas para o desenvolvimento do Programa. estão incluídos no Programa de Medicamentos Excepcionais. hanseníase. integrantes da farmácia básica. Essa política tem enorme alcance em todas as classes sociais uma vez que. Utilizados no nível ambulatorial. pela cronicidade do tratamento. os recursos para a aquisição de Medicamentos Excepcionais são transferidos pelo Ministério da Saúde aos estados todos os meses e de forma antecipada. O Ministério da Saúde é responsável. 294 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . • Adquirir o abastecimento dos medicamentos necessários.P ROGRAMA DE M EDICAMENTOS E XCEPCIONAIS – A LTO C USTO A garantia de acesso a medicamentos é parte integrante e essencial de uma adequada política assistencial. dos medicamentos estratégicos para AIDS. tornam-se excessivamente caros para serem suportados pela população. doentes e mortos) como pela possibilidade e vantagens de seu controle. tanto por sua magnitude (infecção. os medicamentos que fazem parte da assistência ambulatorial – como é o caso da quimioterapia do câncer. incluídos no pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). adquirem os medicamentos e controlam a distribuição e os estoques. diabete – o SUS tem se empenhado em assegurar o fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo. através da Coordenação Nacional do Programa. com prioridade absoluta para aquelas de caráter epidemiológico e operacional. Além dos que são garantidos no tratamento hospitalar. registro e informação. Os estados planejam a aquisição a partir das necessidades da população. controle de qualidade e treinamento. tratamento. P ROGRAMA DE P NEUMOLOGIA S ANITÁRIA (T UBERCULOSE ) A tuberculose é um problema prioritário de saúde no Brasil. tuberculose. a maioria deles é de uso crônico e parte deles integra tratamentos que duram por toda a vida.

é prioritário para o PNCD: 1. de todos os continentes.• Coordenação geral do sistema específico de informações. • Apoio complementar aos estados e municípios.535 pessoas tiveram dengue. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. com ênfase aos aspectos de treinamento.estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente. uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível. em 2003. 2. A elaboração de programas permanentes. em mais de 100 países. visando especialmente à preparação de recursos humanos e maximização dos resultados das políticas públicas para o bem-estar social. as notificações chegaram a 299. enquanto que. informação e comunicação social.764. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 295 . A Organização Mundial da Saúde – OMS . O controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade. sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos. as condições sócio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor. Programas essencialmente centrados no combate químico. • Articulação intersetorial. Por isso. P ROGRAMA N ACIONAL DE C ONTROLE DA D ENGUE A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Em nosso país. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso país e no continente. a curto prazo. O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores. com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade. no nível nacional. exceto a Europa. gestão. 84. O desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas. Nos primeiros seis meses do ano 2005. supervisão.

5. quanto necessário. estados e municípios. 7. 8. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais. órgão do Ministério da Saúde e executora do programa. Desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde. permite a adequada atenção farmacêutica 296 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . Integração das ações de controle da dengue na atenção básica. Atuação multissetorial por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água. casas abandonadas etc. 6.3. e coloca à disposição nas Farmácias Populares a baixo custo. busca diminuir os gastos do SUS com as internações provocadas pelo abandono do tratamento. também. O programa nasceu para garantir que quem compra medicamento o compre melhor. com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF). Melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor. F ARMÁCIA POPULAR A Farmácia Popular do Brasil é um programa do governo federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. Fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença. A estrutura das farmácias é diferenciada. realizado por farmacêuticos e profissionais qualificados para orientar sobre os cuidados com a saúde e o uso correto dos medicamentos. O usuário recebe atendimento personalizado. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento. sem interrupção no tratamento por falta de dinheiro. 4. O Programa Farmácia Popular do Brasil contribui para reduzir o impacto no orçamento familiar causado pela compra de remédios e. adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado..

Ela é importante para evitar a automedicação. o que mais pesa no bolso são os medicamentos (61% das despesas com saúde). em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de cada estado. Para adquirir os medicamentos disponíveis nas farmácias populares. Segundo a pesquisa. além dos anticoncepcionais. muitas vezes interrompem o tratamento. também. ante as a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 297 . Estão disponíveis. Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde – OMS. estão disponíveis produtos com indicação nos quadros de cólicas. A nova proposta é que a farmácia. cuja utilização é importante para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.e a realização de ações educativas. diabetes. O farmacêutico. são exemplos de doenças para as quais são encontrados medicamentos. Além dessas. úlcera gástrica. queimadura. sobretudo. às pessoas que não têm condições de pagar caro por seu medicamento e. O programa atende a toda população e é dirigido. campanhas sobre a Aids e o combate a dengue. 9. que pode causar intoxicações ou mascarar sintomas de doenças importantes. por isso. enxaqueca. Entre as pessoas de baixa renda. depressão. estimulando o desenvolvimento de ações de saúde em farmácias e drogarias. revela que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com saúde. feita em 71 países. asma. preservativos masculinos.ao lançar o projeto Farmácias Notificadoras. pretende ampliar as fontes de notificação de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas técnicas de medicamentos. P ROJETO F ARMÁCIAS N OTIFICADORAS A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária . além de outras do interesse do Ministério da Saúde. Entre os mais ricos. Hipertensão.1% dos entrevistados já tiveram que vender bens ou pedir empréstimos para pagar gastos com saúde. por meio da apresentação de vídeos. O Programa Farmácia Popular do Brasil oferece medicamentos que tratam das doenças com maior incidência no país. pública ou particular. basta o usuário apresentar uma receita médica ou odontológica da rede pública ou particular. inflamações e alcoolismo. o maior gasto é com planos de saúde. infecções e verminoses. deixe de ser estabelecimento meramente comercial e agregue o valor de utilidade pública.

assim. torna-se elo entre a população e o Governo. do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. Os estabelecimentos receberão o selo de “Farmácia Notificadora”. prazo de validade. Produto farmacêutico intercambiável 298 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . cuja eficácia. é a redução de preço dos medicamentos através de uma maior concorrência entre os fabricantes com o nome genérico. apresenta a mesma concentração. via de administração.queixas dos consumidores. é necessário que os estabelecimentos estejam de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e do Conselho e que o farmacêutico permaneça no estabelecimento durante todo o horário de funcionamento. diminuindo. Com essa nova postura. problemas relacionados a medicamentos. embalagem. Medicamento similar É aquele que contém os mesmos princípios ativos. posologia e indicação terapêutica. rotulagem. tal como foi editada. Para aderir ao projeto. Pode diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto. preventiva ou diagnóstica. devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. sem marca comercial. comercializado pelo nome da substância ativa. por ocasião do registro. nome de fantasia do remédio. que dá a garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original. os gastos com a publicidade e divulgação da marca. excipientes e veículos. além de gastos com pesquisa para desenvolvimento de novos medicamentos. deve notificar. MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 Por medicamento genérico entende-se aquele que é cópia do produto de referência. O objetivo da lei 9787/99. forma farmacêutica. ao Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM). segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente. após o vencimento da patente registrada. Medicamento de referência É um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país.

quando for o caso. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 299 . geralmente em associação com coadjuvantes farmacotécnicos. potência. uniformidade de conteúdo. • Medicamentos com menor preço.É o equivalente terapêutico de um medicamento de referência – caso sejam comprovados. essencialmente. com desenvolvimento tecnológico e mais empregos para o país. com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou. Bioequivalência Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica. É uma forma farmacêutica determinada que contém o fármaco. dosagem. Equivalentes farmacêuticos São medicamentos que contêm o mesmo fármaco. mais seguros e eficazes. paliativa ou para fins de diagnóstico. Medicamento genérico É o produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática. a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. na mesma quantidade e forma farmacêutica. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopéia Brasileira e. Vantagens da política dos genéricos • Medicamentos de melhor qualidade. curativa. os mesmos efeitos de eficácia e segurança. além do fato de os medicamentos genéricos não possuírem “marca”. comprovados pelos testes de biodisponibilidade e bioequivalência. mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa. ainda. contendo idêntico(s) princípio(s) ativo(s) e que tenham comparável biodisponibilidade quando estudados sob um mesmo desenho experimental. na ausência desta. tempo de desintegração e velocidade de dissolução. Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem. pois não há necessidade de pesquisa para desenvolvimento. isto é. com outros padrões aplicáveis de qualidade relacionados à identidade. pureza. podendo ou não conter excipientes idênticos. • Fortalecimento da indústria nacional. não pagarem publicidade e também serem subsidiados pelo governo.

as restrições à intercambialidade. a prescrição ficará a critério do profissional responsável. • Nos casos de prescrição utilizando nome genérico. quando necessário.e cujos registros tenham sido publicados no Diário Oficial da União. • Caso haja qualquer restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente. 300 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . na sua falta. que deverá ressaltar.Agência Nacional de Vigilância Sanitária . incluindo na prescrição os seguintes dizeres: “Não autorizo a substituição”. • É dever do profissional farmacêutico explicar detalhadamente a dispensação realizada ao paciente ou usuário. apor carimbo que conste seu nome e número de inscrição do Conselho Regional de Farmácia. a Denominação Comum Internacional (DCI). salvo restrições expressas pelo profissional prescritor. ou. o médico deverá manifestar objetivamente a decisão. • Nesses casos o profissional farmacêutico deve indicar a substituição realizada na prescrição. Dispensação • Será permitida ao profissional farmacêutico a substituição do medicamento prescrito exclusivamente pelo medicamento genérico correspondente. bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento genérico.P RESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS Prescrição • No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). as prescrições pelo profissional responsável adotarão obrigatoriamente as determinações referentes à Denominação Comum Brasileira (DCB). somente será permitida a dispensação do medicamento de referência ou de um genérico correspondente. datar e assinar. • A substituição genérica deverá ser baseada na relação de medicamentos genéricos aprovados pela ANVISA . • Nos serviços privados de saúde. podendo ser realizada sob nome genérico ou comercial.

........................................................... sulfato de polimixina B Benzetacil .............................................. mesalazina Mesacol ..................................................................................... cloridrato de biperideno Aldactone ............................... cloridrato de oximetazolina Akineton ........... Metildopa Allegra .........L ISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS (por ordem de medicamento de referência) Atualizada até a publicação do Diário Oficial da União de 23/04/2006 Medicamento de referência ....................................................................................................... cloridrato de ranitidina Aredia ...................................................... acido acetilsalicilico Atenol ..................................................................................................................................... acetato de hidrocortisona Berotec ......................................................... brometo de ipratropio Aurorix ........................................................................ benzilpenicilina benzatina Berlison ....................................................................................................... sulfato de salbutamol Afrin ............................................................................................................................................................................ cetorolaco de trometamina Adalat Retard ...... glimepirida Aminofilina ............................. aztreonam Bactrim e Bactrim F ............... moclobemida Azactam ............... mupirocina Baycuten-N ......................................................................................................... bromidrato de fenoterol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 301 ... cloridrato de clomipramina Antak .............................. amoxicilina Amplacilina ............................ cloridrato de amiodarona Atrovent .......................................................... Medicamento genérico Açular . cloridrato de paroxetina Artren ...................................................................................................... cloridrato de doxorrubicina Aerolin ............. pamidronato dissódico Arimidex ................... cloridrato de fexofenadina Alphagan ..................... aminofilina Amoxil .................. Nifedipino Adriblastina RD ...................... amoxicilina Amoxil BD ........... brimonidina Amaryl ................................ atenolol Atlansil ........................................ anastrozol Aropax ........ clotrimazol + acetato de dexametasona Bedfordpoly B .......................................... ampicilina / ampicilina sódica Anafranil .. diclofenaco sódico Asalit . mesalazina Aspirina ...................................................................................................................................................................... sulfametoxazol + trimetoprima Bactroban .............. Espironolactona Aldomet ........................................................

.... cefaclor Cedur ......................................................... cloridrato de ciprofloxacino Binotal .. cloridrato de diltiazem Carduran ...................................... cloridrato de irinotecano Candicort ............................. diclofenaco potássico ou diclofenaco resinato Cataflam Emulgel ......................................... citalopram Cipro .......................... sulfato de terbutalina + guaifenesina Brismucol ......... amoxicilina+clavulanato de potássio 302 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ....... carbonato de lítio Claritin ............................... cefotaxima sódica Carbolitium . captopril Cardizem ou Cardizem SR .... betametasona Cellcept .............................................................. Cefoxitina Sódica Celestamine ......... loratadina Claritin D ......... cloridrato de bromexina Bricanyl ............................................................................................................................................................... ampicilina Biovir ............. cetoconazol+ dipropionato de betametasona Canesten ...............Medicamento de referência ............................ mesilato de doxazosina Cataflam D ......................................................... diclofenaco dietilamônio Cartrax ................................................. cloridrato de buflomedil Buscopan ............................................................. ciprofloxacino ou cloridrato de ciprofloxacino Claforan ...................... maleato de dexclorfeniramina + betametasona Celestone .......... tioconazol + tinidazol Ceclor ...... cloridrato de betaxolol Biamotil ......................................................................................... cefaclor Ceclor AF ......................................................... acebrofilina Bufedil ....................................................... sulfato de terbutalina Bricanyl Expectorante .................................... cloridrato de buspirona Calcort ....... diclofenaco Cataflam ..................................................................................................................... clotrimazol Capoten ............................................................................................. loratadina+sulfato de pseudoefedrina Clavulin / Clavulin IV / Clavulin BD ....................... cefadroxil ou cefadroxila Cefoxitina Sódica ............................................................... zidovudina + lamivudina Bisolvon .................................................................... valerato de betametasona Betnovate N ....... brometo de n-butilescopolamina + dipirona sódica Buspar ............................................................................. valerato de betametasona + sulfato de neomicina Betoptic ................................................................................ micofenolato mofetil Cipramil .................................................... brometo de n-butilescopolamina Buscopan composto ......................................................... Medicamento genérico Betnovate ............ deflazacorte Camptosar ........................................................................ benzafibrato Cefamox .....................................................................................................................................................................................

................................................ dipropionato de betametasona + ácido salicílico Diprosone ...... bromoprida Digoxina ................................................................... cloridrato de dorzolamida + maleato de timolol Cozaar ................................................................................................................................................... Acetato de dexametasona Diamicron ......................................................... gliclazida Differin ........ dipropionato de betametasona Diprospan ............................................................ dipropionato de betametasona + sulfato de gentamicina Diprosalic ............................................................................................................................................... cloridrato de fluoxetina Daktarin .................. digoxina Dilacoron ....................................................................................................................................................................................................................................................................... oxaliplatina a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 303 .........Medicamento de referência .............................................. citrato de orfenadrina + dipirona sódica + cafeína anidra Dormonid ......... fosfato de clindamicina Clorana ............................................................................................... ganciclovir sódico Daforin ..................................................................................... fosfato de clindamicina Daonil ....................................................................................... adapaleno Digesan ......................................................... sulfato de indinavir Cromolerg ......................... desonida Dexason ............... cloridrato de venlafaxina Elocom ........ dipropionato de betametasona + fosfato dissódico de betametasona Dobutrex ... Medicamento genérico Clinagel ....... valproato de sódio Dermazine .... dexametasona / fosfato dissódico de dexametasona Depakene ........................................................... carvedilol Cosopt .......................... midazolam / maleato de midazolam Drenol ....... propofol Diprogenta ..... cloridrato de dobutamina Dorflex ............................ nitrato de miconazol Dalacin C ........................................................................ furoato de mometasona Eloxatin ...................... maleato de enalapril + hidroclorotiazida Coreg .................................................................................. Hidroclorotiazida Co-Renitec ................................ sulfadiazina de prata Dermodex ........................................................................................................................ nistatina + óxido de zinco Desonol ..... cloridrato de clindamicina / fosfato de clindamicina Dalacin V ........................................................................ cloridrato de verapamil Dimorf . sulfato de morfina Diprivan ...................... glibenclamida Decadron .............. cromoglicato dissódico Cymevene ....................................... hidroclorotiazida Efexor XR . losartan potássico / losartana potássica Crixivan .................................

.............................................. cloridrato de gencitabina Gino-Canesten ............. clotrimazol Gino-Pletil ................... Medicamento genérico Epivir .................................... cloridrato de terazosina Hyzaar ..................................................................... piroxicam Flagass Baby ................................................................... Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Flagyl .............................. sulfato de gentamicina Gardenal ....................................... tiabendazol Fortaz ..... bitartarato de norepinefrina Hytrin ..................................Medicamento de referência ............................................ Cloridrato de Fentanila Feldene ...................... alendronato sódico Frademicina . alprazolam Garamicina .................................... succinato de sumatriptana 304 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ................................................................................... nitrato de isoconazol Haldol ............................................................................................................................................................................................................................ etomidato Hyponor ................ cloridrato de anfepramona Hydergine ................................................................ Fenitoína Higroton ................................................................................................................................................. Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Fentanil ............... norfloxacino Floxstat .......................................................... fluoruracila Foldan .............................................................. flutamida Espasmo Luftal ............................................. benzoilmetronidazol / metronidazol Flagyl Nistatina ....................................................................................... clortalidona Hipofagin S ............................................................ cloridrato de metformina Gyno-Daktarin .. diclofenaco colestiramina Floxacin ........................................ ceftazidima Fosamax ..... tioconazol Glifage ................................................................... nitrato de isoconazol Imigran ..................................................................... metronidazol + nistatina Flanax .................................. nitrato de miconazol Gyno-Icaden ......................................... ofloxacino Fluimucil ........................................ tinidazol + nitrato de miconazol Gino-Tralen ................................................................... fenobarbital Gemzar ...................................... mebendazol + tiabendazol Hidantal .............. lamivudina Eulexin .......................... cloridrato de lincomicina Frontal ... acetilcisteína Fluoro-uracil ......................................... naproxeno sódico Flotac ................................ mesilato de codergocrina Hypnomidate ........................................................ ifosfamida Ibuprofeno ....................................................... advil / alivium Icaden ........................................... losartana potássica + hidroclorotiazida Holoxane .. haloperidol Helmiben ................................................................................

.............. nistatina Minomax . captopril + hidroclorotiazida Loprox ...... folinato de cálcio Lexotan ............................................... cloridrato de bupivacaína + glicose Marevan ................................................................................ Medicamento genérico Imovane .................................................................................................................................................. bromazepam Lipidil ..................................................................................... lamotrigina Lamisil ............................................................ cloridrato de granisetrona Lamictal ........................... cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 305 ........................ cloridrato de selegilina Kefazol ........... dimeticona Marcaína ..................................... cromoglicato dissódico Isordil .............................. dinitrato de isossorbida Isotrex ........... mesna Moduretic .... tartarato de metoprolol Lopril D .............................. cloridrato de minociclina Miosan ........ flumazenil Lasix ................ enantato de noretisterona + valerato de estradiol Meticorten ...................................... cloreto de potássio Kytril ............................................. cloridrato de terbinafina Lanexat .................................. furosemida Leucovorin ........................................................................ Varfarina Sódica Maxcef ..... cefoxitina sódica Megestat . cefalexina Keflin neutro ...................................................... cloridrato de bupivacaína Marcaína pesada ........................................................................................................................................................... genfibrozila Lopressor ........................... ciclopirox olamina Lorax .......................................................................... cloridrato de cefepima Mefoxin .......... zopiclona Intal ................... lorazepam Losec ...... Cloridrato de Ciclobenzaprina Mitexan ............................. claritromicina Kloren ...................................................................... prednisona Metrotex ................................................................................... cefazolina sódica Keflex .................................................................................................... lovastatina Micostatin ........ omeprazol sódico Lotensin ..................................................................... cloridrato de benazepril Luftal / Luftal Max .............. isotretinoína Jumexil ..................................... cefalotina sódica Klaricid ................................................................................................................................................................................. meropenem Mesigyna .................................................................................................................................................................................................................... fenofibrato Lopid ................................................ metotrexato Mevacor ............................Medicamento de referência ............................... acetato de megestrol Meronem IV ....................................

............................................................................... indapamida Nebacetin .. cloxazolam Omcilon-A Orabase ................................ citrato de tamoxifeno Nootropil ................................... fenoximetilpenicilina potássica Peprazol ............................................................ cetoconazol + dipropionato de betametasona + sulfato de neomicina Novalgina .................................................. cloridrato de ambroxol Naprosyn ............................................................................................................................... carboplatina Parlodel ........... pantoprazol Paraplatin .......... gabapentina Nimotop ....................................................................................................................................................................................... ofloxacino Ogastro .................................................................................. omeprazol Pepsamar ... sulfato de neomicina + bacitracina Neurontin ............................... hidróxido de alumínio Perlutan ........ acetonido de fluocinolona + sulfato de neomicina + sulfato de polimixina b + cloridrato de lidocaina Pamelor .................................. acetonido de triancinolona + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina Orelox .................................................... cefpodoxima proxetil Otosynalar ................ lansoprazol Olcadil .. carbocisteína Mucosolvan .......................................................... cloridrato de nortriptilina Pantelmin ...................................................................................................................................................................................................... nitrendipino Nitrofural ............................................................................................................ nimodipino Nitrencord .......................... piracetan Norvasc ...................... nitrato de oxiconazol Oflox .................................................................................. meloxicam Mucolitic ............................. mesilato de bromocriptina Penicilina G potássica .............................................................. Medicamento genérico Monocordil ................ naproxeno Natrilix .................................................................. mononitrato de isossorbida Monopril ......................... sulfato de amicacina Oceral ......... cloridrato de metoclopramida 306 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ... acetonido de triancinolona Omcilon A M . algestona acetonida + enantato de estradiol Plasil ....................Medicamento de referência ....... furacin Nisulid ....... besilato de anlodipino Novacort ........ mebendazol Pantozol ................................................................... cetoconazol Nolvadex .................................. benzilpenicilina potássica Pen-Ve-Oral ................................................................. nimesulida Nizoral ................................................. dipirona sódica Novamin ........ fosinopril sódico Movatec .....................................................................................................................................

.. risperidona Rivotril ............... rifamicina Rino-Lastin .......................................................... pravastatina sódica Pred Fort ........................................... fosfato sódico de prednisolona Proctyl ................................................................................................ secnidazol Silomat ............................................................................... isotretinoina Rocefin .......................... tinidazol Polaramine ............................................................................................. ácido mefenâmico Pravacol .. cloridrato de propranolol Proscar ..................................................... minoxidil Retemic ................................................................. cloridrato de azelastina Risperdal .................. cloridrato de oxibutinina Revivan ....................................................... cloridrato de nafazolina Sotacor ......................................................................................................... roxitromicina Sandimmun neoral ............. valerato de betametasona + sulfato de gentamicina + clioquinol + tolnaftato Remeron ............. succinato sódico de hidrocortisona Sonebon ..................................................................................................................................................... aceclofenaco Propécia .. maleato de dexclorfeniramina + sulfato de pseudoefedrina + guaifenesina Ponstan ........................ clonazepam Roacutan ..................... ciclosporina Secnidal .................................................................................. cloridrato de fluoxetina Psorex .............................................................................................................................................. cisplatina Pletil ................................................... maleato de dexclorfeniramina Polaramine Expectorante ................... propionato de clobetasol Quadriderm .................................. maleato de enalapril Regaine ................ cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina Sinemet ... Medicamento genérico Platiran ............................................................................. fosfato sódico de prednisolona Prinzide ......... cloridrato de dopamina Rifocina Spray ............................. carbidopa/levodopa Solu-cortef ............................... cetoprofeno Proflam .............. finasterida Propranolol .....Medicamento de referência ..................................... mirtazapina Renitec ........... finasterida Prozac .................................................. acetato prednisolona Prelone ............................................................................................ cloridrato de clobutinol Silomat Plus ............................................. ceftriaxona sódica Rulid ................................................................................ lisinopril + hidroclorotiazida Prednisolon . cloridrato de sotalol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 307 ........................................................................................................................................................ nitrazepam Sorine ............................. policresuleno + cloridrato de cinchocaína Profenid e Profenid Retard ...........

................. itraconazol Staficilin-N ............. imipenem + cilastatina Tilatil ..................................................................................................................... oxacilina sódica Stiefcortil ............................. tioconazol Trental / Trental Vert .......... toragesic Trusopt ............. pentoxifilina Triatec ...... cloridrato de doxicilina / doxicilina Vick Pyrena ........................... cinarizina Tagamet .................... cloridrato de tramadol Tracrium .................. clioquinol + hidrocortisona Viramune ...... cloridrato de tetraciclina + anfotericina b Tavanic ........ cimetidina / cloridrato de cimetidina Talsutin ................................. diazepam Vancocina ........... besilato de atracurio Tralen ...................... Topiramato Tramal / Tramal Retard ............................................................................. paclitaxel Taxotere ............................................................................. tobramicina Topamax ........................ nitrato de miconazol 308 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ......................... paracetamol Viofórmio-Hidrocortisona ... Hidrocortisona Stilnox ...................................................................................................................................................................................................... cloridrato de amitriptilina Tussiflex D ............................................................ cloridrato de vancomicina Vibramicina ....... cloridrato de dorzolamida Tryptanol ...... Medicamento genérico Splendil .................................................... ramipril Trileptal ..................................................... carbamazepina Thiaben ............................................................ dropropizina Tylenol ........................................................................................... cloridrato de propranolol + hidroclorotiazida Tenoretic ...................................................................... paracetamol Unasyn ................... tobramicina + dexametaxona Tobrex ...................................... oxcarbazepina Trometamol de cetorolaco ............................................... nevirapina Vodol ........................................................... tartarato de zolpidem Stugeron ..... tenoxicam Timoptol ................ atenolol + clortalidona Tegretol .................................................................................................................................................. sulbactam sódica + ampicilina sódica Valium ............................................................................................................................................ tiabendazol Ticlid ..................................................................................... felodipino Sporanox ...................Medicamento de referência ...................................................................................... levofloxacino Taxol .......... docetaxel Tazocin .......................................................... maleato de timolol Tobradex ................ cloridrato de ticlopidina Tienam .............................. piperacilina sódica + tazobactam sódico Tenadren ...........................................................................................................................

São Paulo.... dicloridrato de cetirizina Este capítulo teve como fontes de consulta: • ANVISA – www.................. Alopurinol Zyrtec ................................... diclofenaco sódico Wellbutrin SR ..br • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”.................................abrale.................................. cloridrato de bupropiona Zyloric .... sinvastatina Zofran ........................................ cloridrato de lidocaína Xylocaína com Epinefrina ....... cefuroxima sódica Zinnat .......................anvisa...........................................................gov.............. azitromicina Zocor ... albendazol Zeritavir .......................Medicamento de referência ............................org................ estavudina Zestril .........opas............................................ axetil cefuroxima Zitromax ....... cloridrato de bupropiona Xarope Vick ..............gov................................................................................................. aciclovir Zyban ...... cloridrato de lidocaína + glicose Zaditen .............................................. fumarato de cetotifeno Zentel ................................................................................. guaifenesina Xarope Vick Mel ..............org..................................... guaifenesina Xylocaína .... fluconazol Zovirax ............................................................................ cloridrato de ondansetrona Zoloft ....... 2003 • http://www..............................................br/apoio_juridico/obtencao/index........... lisinopril Zinacef ...................saude.......................................................... cloridrato de sertralina Zoltec .......................................br • Ministério da Saúde – www..br • OPAS – www...............................php a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 309 ........ cloridrato de lidocaína + epinefrina Xylocaína Pesada 5% .................................... Medicamento genérico Voltaren / Voltaren Emulgel / Voltaren Retard ..................

que trata da dispensação de medicamentos. 310 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . publicada em 17 de novembro de 2004.820. 306/307.14. Seção 1. pp. no Diário Oficial da União. na íntegra. leiam-se as seguintes retificações: RESOLUÇÃO 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica. também vai saber quais são as normas referentes ao uso de tarjas e rótulos. ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA Neste capítulo você vai conhecer. no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º. de 11 de novembro de 1960. da Lei n° 3. bem como a portaria 344/98. o código de ética da profissão farmacêutica. O CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. de 29 de setembro de 2004. alínea “g”. CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA Aviso de Retificação de 06 de maio de 2005 (*) Na Resolução 417.

A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada. 2° . da qual faz parte. à coletividade e ao meio ambiente. Art. os termos da Resolução 290/96 do Conselho Federal de Farmácia. Art.Esta Resolução entra em vigor na data da publicação.Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA.RESOLVE: Art. cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia. revogando-se as disposições em contrário e. como todo exercício profissional. DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 311 . Art. TÍTULO I Do Exercício Profissional C APÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. sem qualquer discriminação. 1º . ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem. AINDA. 3° . após apuração pelas suas Comissões de Ética. pelo benefício ao ser humano. 2° . em especial. 1º . ANEXO CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA PREÂMBULO O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE. nos termos do Anexo desta Resolução. em todos os seus atos. TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE.O exercício da profissão farmacêutica. independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País.O farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana. CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO. tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor.

9° . Art. se solicitado. 7° . durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia. Dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas. deve: I.Art.Em seu trabalho. 5° . II.Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão.Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão. 312 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . com discrição e fundamento. Art. 8° . em qualquer circunstância ou de qualquer forma. catástrofe ou epidemia. independentemente de haver ou não remuneração ou vantagem pessoal. Comunicar às autoridades sanitárias e profissionais.A profissão farmacêutica. seja com objetivo de lucro. Exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações ao usuário dos serviços. seja com finalidade política ou religiosa. Art. Art. o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros. de forma contínua. fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas. independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão.O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar. o desempenho de sua atividade profissional. sob pena de advertência. o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho.Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade. 6° . Art. 4º . III. não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. Art. 10 – O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País. 11 . C APÍTULO II Dos Deveres Art. em caso de conflito social interno.O farmacêutico.

Guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão. amparados pela legislação vigente. VII. o afastamento de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade técnica. função ou emprego. principalmente no campo da prevenção. da sociedade ou da saúde pública. com responsabilidade social. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 313 . perante as práticas terapêuticas alternativas. sua função na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da Farmácia. X. IX. deterioração do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho. for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento ou decidir sobre sua própria saúde e bem-estar. Denunciar às autoridades competentes quaisquer formas de poluição. a ser avaliado pelo CRF. de modo que o usuário fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua saúde e bemestar. excetuando-se o usuário que. Adotar postura científica.O farmacêutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmácia. Art. óbito familiar. excetuando-se os de dever legal. Assumir. acidente pessoal. os auxiliares para o exercício de sua atividade. VI. Contribuir para a promoção da saúde individual e coletiva. XII. Selecionar. prejudiciais à saúde e à vida. quando este ocorrer por motivo de doença.IV. denúncia ou relato a quem de direito. mediante laudo médico ou determinação judicial. os quais exijam comunicação. política e educativa. 12 . Respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar. V. sobretudo quando. ou outro.A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias após o afastamento. sanitária. por escrito. legalmente. quando não houver outro farmacêutico que. Respeitar a vida humana. VIII. desempenhar cargo ou função pública. jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade física ou psíquica. o substitua. § 1º . motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão. XI. XIII. nessa área. Evitar que o acúmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacêutica prestada. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias a recusa ou a demissão de cargo. nos limites da lei.

cursos de aperfeiçoamento. IV.§ 2º . Praticar ato profissional que cause dano físico. 13 . VII. VI. que possa ser caracterizado como imperícia. fornecer. que não contenha sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s). medicamento ou fórmula magistral. a comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com antecedência mínima de 1 (um) dia. Realizar. negligência ou imprudência. moral ou psicológico ao usuário do serviço. Produzir.É proibido ao farmacêutico: I. desumano ou cruel em relação ao ser humano. ou permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não exerça pessoal e efetivamente sua função. ou permitir que seja dispensado meio. excetuando-se a dispensação hospitalar 314 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . V. instrumento. contrariando as normas legais e técnicas. com fins bélicos. C APÍTULO III Das Proibições Art. bem como suas respectivas quantidades. Deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém vínculo profissional. justificando sua ausência. em todas as suas áreas de abrangência. substância e/ou conhecimento. fracionada ou não. dispensar. ou participar de atos fraudulentos relacionados à profissão farmacêutica. Participar de qualquer tipo de experiência em ser humano. Praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante. raciais ou eugênicos. a ser comprovada por atestado. congressos. atividades administrativas ou outras atividades. Exercer simultaneamente a Medicina. substância ou conhecimento para induzir a prática (ou dela participar) de eutanásia. no prazo de 5 (cinco) dias. de tortura. ou especialidade farmacêutica. o farmacêutico ou seu procurador deverá apresentar à empresa ou instituição documento datado e assinado. III. instrumento. Fornecer meio. VIII. pesquisa clínica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienável do ser humano.Quando o afastamento for motivado por doença. II. § 3º – Quando o afastamento ocorrer por motivo de férias.

Omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 315 . IX. Expor. XIX. alheio à sua execução. XI. XVI. Aceitar a interferência de leigos em seus trabalhos e em suas decisões de natureza profissional. Aceitar ser perito ou auditor quando houver envolvimento pessoal ou institucional. Aceitar remuneração abaixo do estabelecido como o piso salarial. XII. XVII. Permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais. sem. omitir o seu nome ou fórmula. dispensar. XIII. contudo. em que poderá haver a codificação do medicamento que for fracionado. XIV. mediante acordos ou dissídios da categoria. Declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar. orientação. Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão farmacêutica. ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente. XV. Prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados. XVIII. ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico que não praticou ou do qual não participou efetivamente. Assinar trabalhos realizados por outrem. XXI. XX. Exercer a profissão farmacêutica quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão. X. ou com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos. Exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional.interna. supervisão ou fiscalização.

XXIV. indústrias. III. XXIII. bem como prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas. Exercer a fiscalização profissional e sanitária. de forma desleal. aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário. visando ao interesse econômico e ferindo o direito do usuário de livremente escolher o serviço e o profissional.É vedado ao farmacêutico: I. Divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico. Utilizar-se do serviço ou cargo público para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem. Pleitear. trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuirse autoria exclusiva quando houver participação de subordinados ou outros profissionais. quando for sócio ou acionista de qualquer categoria. II. Publicar. XXV. medicamento ou fármaco para uso diverso da sua finalidade. irregularmente. com ou sem vínculo empregatício. Art. emprego. para si ou para outrem. 316 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . laboratórios. ou não. XXVI. II. Receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado. Fornecer. Reduzir. farmacêuticos ou não. em seu nome. 14 – Quando atuante no serviço público. insumos farmacêuticos e correlatos. a remuneração devida a outro farmacêutico. é vedado ao farmacêutico: I. bem como praticar atos de concorrência desleal. medicamentos. Cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço.XXII. ou permitir que forneçam. distribuidoras. quando em função de chefia. concedendo vantagem. 15 . como forma de obter vantagens pessoais. cargo ou função que esteja sendo exercido por outro farmacêutico. Exercer a Farmácia em interação com outras profissões. C APÍTULO IV Da Publicidade e dos Trabalhos Científicos Art. ou interessado por qualquer forma.

individual ou coletivamente. raça. sem o seu consentimento livre e esclarecido. em instituição pública ou privada.São direitos do farmacêutico: I. publicados ou não. junto às autoridades sanitárias e profissionais. Promover pesquisa na comunidade. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que. V. VI. utilizar-se. IV. III. comunicando o fato. contra a instituição. opinião política ou de qualquer outra natureza. Interagir com o profissional prescritor. VI. Exercer a profissão sem ser discriminado por questões de religião. ou suspender a sua atividade.III. condição social. Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada. sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica. devendo comunicá-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias e profissionais. sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa. II. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 317 . com fundamento no uso racional de medicamentos. de dados ou informações. com direito a representação. quando necessário. idade. V. embora autorizados por lei. e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde. quando for o caso. para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica. nacionalidade. ressalvadas as situações de urgência ou de emergência. em especial quanto à legibilidade da prescrição. IV. Exigir dos demais profissionais de saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente. Promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário. Anunciar produtos farmacêuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos. cor. C APÍTULO V Dos Direitos Art. onde inexistam remuneração ou condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. sexo. onde inexistam condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. Opor-se a exercer a profissão. 16 .

17 . prestando-lhe apoio. assistência e solidariedade moral e profissional. Denunciar. perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde. deve comprometer-se a: I. no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo. procurando manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral. V.Na relação com os Conselhos.O farmacêutico. obriga-se o farmacêutico a: 318 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . assegurando-lhes consideração. apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria.ao usuário. Prestar colaboração aos colegas que dela necessitem. TÍTULO II Das Relações Profissionais Art. 18 . Prestigiar iniciativas dos interesses da categoria. TÍTULO III Das Relações com os Conselhos Art. Obter e conservar alto nível ético em seu meio profissional e manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho. Adotar critério justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro farmacêutico. VII. III. II. atos que contrariem os postulados éticos da profissão. VI. mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais. Empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito. Limitar-se às suas atribuições no trabalho. a quem de direito. a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmácia. IV.

por escrito. 19 . ao respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) todos os seus vínculos.N. Prestar. De eliminação. Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – C. II. intimação. II.O farmacêutico. comprovadamente justificado. Acatar e respeitar os Acordos e Resoluções do Conselho Federal e os Acordos e Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia. 20 . a não ser por motivo de força maior. III. toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional. TÍTULO IV Das Infrações e Sanções Disciplinares Art. De suspensão de 3 (três) meses a um ano. endereço. III. fica obrigado a informar.I. IV. notificação ou requisição administrativa no prazo determinado. horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica – RT).. mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição. informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito. De multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais.P. Art. Atender convocação. TÍTULO V Das Disposições Gerais a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 319 .As sanções disciplinares consistem em: I. no exercício profissional. feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia. com dados completos da empresa (razão social. com fidelidade. De advertência ou censura.J. IV.

independentemente do estabelecimento ou instituição onde estejam prestando serviço. dos farmacêuticos e da sociedade em geral. Art. através de auto de infração ou termo de visita. quando necessário. definitivamente transitada em julgado. apurada pelo Conselho Regional de Farmácia em procedimento administrativo com perícia médica. 26 – Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento.As condições omissas neste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia. terá suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade. Art. (*) Republicada por incorreção. para efeito de instauração de processo ético. Art.O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia. das autoridades da área de saúde.Aplica-se o Código de Ética a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmácia. 23 . em qualquer cargo ou função. Art. 28 . ouvidos os Conselhos Regionais de Farmácia e a categoria farmacêutica. Art. 24 . 25 – O profissional condenado por sentença criminal. por crime praticado no uso do exercício da profissão. Art.A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em que o profissional está inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu. dos Conselhos Regionais de Farmácia e suas Comissões de Ética. por meio de sua Comissão de Ética. ficará suspenso da atividade enquanto durar a execução da pena. 21 – As normas deste Código aplicam-se aos farmacêuticos. Art. 27 . Art.A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição do Conselho Federal de Farmácia.O Conselho Federal de Farmácia.Art. promoverá a revisão e a atualização deste Código. JALDO DE SOUZA SANTOS Presidente – CFF 320 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . 29 . 22 .

O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA”. contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”.C.A tarja amarela. Tarja vermelha controlada . Modo de usar. além de uma grande letra G para facilitar sua identificação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 321 . Tarja amarela . datas de manipulação e validade. Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D. Tarja preta . ou que determinem dependência física ou psíquica. deve apresentar os seguintes dizeres: “MEDICAMENTO GENÉRICO DE ACORDO COM A LEI 9787/99”. Nenhuma tarja – Para medicamentos que não apresentam as restrições acima.Medicamentos. que só podem ser comercializados sob prescrição médica. .Medicamentos sujeitos a controle especial. MEDICAMENTOS MANIPULADOS Como deve ser o rótulo do medicamento 1. Quantidade da unidade posológica solicitada. 6. . com respectivas dosagens. 5.TARJAS E RÓTULOS Os rótulos das embalagens dos medicamentos podem apresentar: . deve ter no rótulo de sua embalagem uma tarja preta em toda a sua extensão com os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. devem ter no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA”. Número de registro.B. destinada a medicamentos genéricos. 3. . 2. Tarja vermelha simples . . Nome do paciente e do médico prescritor. a maneira de tomar o produto. produtos dietéticos e correlatos que só podem ser vendidos sob prescrição médica devem apresentar no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão. 4.Medicamentos que contenham substâncias entorpecentes. Posologia. do terço médio do rótulo e com largura não inferior a um terço da largura total.

loção. CGC e farmacêutico responsável pela farmácia. .carbonada branca (medicamentos sujeitos a controle especial).7. “Mantenha ao abrigo da luz. .Identificação do usuário (nome completo e endereço). . endereço e número de registro no conselho a que pertence).Identificação do emitente (nome. cápsulas creme. entre outros. “Mantenha fora do alcance de crianças”. informe o seu médico”. Há casos em que é necessário colocar informações complementares. Nome.amarela (retinóides de uso sistêmico). posologia).simples. calor e umidade”. PORTARIA 344/98 322 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais. T IPOS DE RECEITAS As receitas podem ser de quatro tipos: . pomada.azul (medicamentos psicotrópicos) ou .Nome do medicamento/ substância (nome comercial ou genérico. como: “Agite Antes de Usar” ou “Conserve em Geladeira”.Data da prescrição. “não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica”. endereço. . Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como. A VIAMENTO DE RECEITAS Para preenchimento correto do aviamento de receitas são necessários os seguintes dados: . . solução.

além dos retinóicos de uso sistêmico.Sigla da Unidade da Federação. Segue uma síntese de seu conteúdo: . Prescrição As prescrições devem estar com todos os campos preenchidos. .Esta portaria aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. O registro nesse livro deverá ser feito diariamente. sem rasuras e contendo os seguintes dados: . Livro de receituário Nele é feito todo o controle de entrada. somente pelo farmacêutico responsável ou. Notificação de receita Documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos. saída e perda dos medicamentos desta portaria. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 323 . . na sua ausência. pelo seu substituto. bem como as substâncias consideradas entorpecentes (depressoras). . Psicotrópicos Ficam sujeitos a esse controle todos os medicamentos com ação no sistema nervoso central (estimulantes).

.. Dispensação 324 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . As notificações do tipo C são válidas para todos os estados brasileiros. B) . enquanto que as demais (A e B) somente têm validade no estado em que foram expedidas. quantidade e posologia. . .Data da emissão. inscrição no devido conselho. .Identificação numérica (portarias A. endereço e telefone).Identificação do usuário (nome e endereço completos e. 30 dias para notificação A quando o paciente for do sexo masculino e sete dias para pacientes do sexo feminino. no caso de uso veterinário.Informações da gráfica (portarias A e B).Assinatura do emissor. forma farmacêutica. As receitas terão a duração (validade) de 30 dias para notificações B e C.Identificação do emitente (nome. identificação do animal e dados completos do proprietário). .Nome do medicamento ou da substância com dosagem ou concentração. .

A quantidade máxima a ser dispensada por receita é o equivalente a 60 dias de tratamento (para anticonvulsivantes e antiparkinsonianos a quantidade pode chegar a seis meses de tratamento). . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 325 .Dados da gráfica. Dados do medicamento que está sendo dispensado (nome. . O farmacêutico deverá ainda datar e assinar a receita.Numeração da receita. concentração.Os medicamentos constantes nesta portaria só podem ser dispensados por farmacêuticos. No ato da dispensação deverão ser conferidos os seguintes dados: . forma farmacêutica e quantidade). RG e telefone). endereço. .Validade da receita. Dados do usuário (nome completo.Dados do emitente. No ato da dispensação deverão ser anotados os seguintes dados no verso da receita: . .

em que uma ficará retida na autoridade sanitária. sob a responsabilidade do farmacêutico. O balanço também é de responsabilidade do farmacêutico. Guarda As substâncias constantes nesta portaria. deverão ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que ofereça segurança. outubro (julho a setembro) e janeiro (outubro a dezembro). Balanços A cada três meses deve ser realizado um balanço relatando as entradas.. no término de cada ano deverá ser realizado também um balanço anual que deverá ser entregue até o dia 30 de janeiro do ano subseqüente. saídas e perdas de cada uma dessas substâncias. Além do balanço trimestral. 326 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . em local exclusivo para esse fim. bem como os medicamentos nela contidos e existentes nos estabelecimentos. Os balanços deverão ser entregues na autoridade sanitária local até o dia 15 dos meses de abril (referente aos meses de janeiro a março). Ele deverá ser entregue em duas vias. julho (abril a junho). . e a outra permanecerá no estabelecimento.

e lembra alguns procedimentos que podem auxiliar o profissional a lidar com as necessidades dos usuários de uma farmácia. • Promova ações junto à população em geral. • Realize campanhas educativas alertando sobre os perigos da automedicação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 327 . • Evite a exposição dos medicamentos ao calor. bem como para quem trabalha no local. através de parcerias com associações locais. escolas/universidades (Por ex: planejamento familiar. PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA No dia-a-dia: • Oriente e mantenha os medicamentos na embalagem original. umidade e raios solares. sexualidade na adolescência). como um passo-apasso para a administração de medicamentos. PRÁTICAS PROFISSIONAIS Este capítulo apresenta um pequeno conjunto de boas práticas nos estabelecimentos farmacêuticos.15.

8) guardar a suspensão na geladeira. Comprimidos sublinguais: a) Lavar as mãos. cápsulas e drágeas são geralmente tomados por via oral (pela boca) com um copo cheio de água. cápsulas. Essa informação deve ser transmitida pelo profissional que prescreve o medicamento. se não. para não engasgar. e o paciente deve estar em pé ou sentado. muitas vezes as pessoas têm dúvidas quanto ao modo correto de utilizar algumas formas farmacêuticas. aos poucos. b) Colocar o comprimido embaixo da língua. fechar a boca e não mastigar. COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS Cada forma farmacêutica tem uma maneira especial de ser utilizada. acrescentar mais água até a marca e agitar novamente. como. Entretanto. assim como no momento da entrega do medicamento. b) Os comprimidos. durante o tratamento.• Promova e incentive ações junto a grupos de maior vulnerabilidade a determinadas doenças (hipertensão. 9) após o tratamento. se a mistura atingiu a marca indicada. pode utilizar as informações a seguir. 2) agitar o medicamento até que o mesmo se dissolva. 5) agitar bem antes de usar. na farmácia da unidade de saúde. 4) após iniciar o uso. drágeas e pós para reconstituição: a) Lavar as mãos. tuberculose). após a agitação. exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico. Para ajudá-las. 6) utilizar o copomedida que vem junto com o medicamento. d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar. desprezar qualquer quantidade que sobrar. água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a marca indicada no frasco. você. Comprimidos. grupos de caminhada. por exemplo. com o apoio de sua equipe. não colocar mais água. 3) verificar. • Promova e incentive hábitos saudáveis de vida. diabetes. 328 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio. 7) tomar o medicamento em pé.

c) Manter a cabeça na posição vertical. d) Não fumar. 5mL.5mL.c) Deixar a saliva na boca. c) Inclinar a cabeça para trás e colocar. b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumilo. Suspensão oral: a) Lavar as mãos. e) Utilizar o medicamento. comer ou chupar balas enquanto o medicamento estiver na boca. Spray nasal a) Lavar as mãos. um copo de água. d) Manter a cabeça inclinada para trás. d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina. durante alguns segundos. ingerindo.5mL. evitando encostar o aplicador dentro do nariz. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 329 . evitando encostá-lo dentro do nariz. para que o medicamento não escorra do nariz.10mL. observando a quantidade recomendada: 2. pois o produto contém partículas que se depositam no fundo. próprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vêm com uma colhermedida. nas narinas. logo após. 7. Gotas nasais: a) Lavar as mãos. d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço. sem engolir. o número de gotas prescrito. até que o comprimido se dissolva e desapareça completamente. c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico. ao invés de copinho). sem incliná-la para trás. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço ou guardanapo de papel.

inspirar profundamente duas ou três vezes.ou deitar . apertar o spray (o número de vezes indicado na receita) e aspirar. f) Se o produto escorrer um pouco. c) Puxar a pálpebra inferior para baixo. d) Pingar o número de gotas prescrito. f) Repetir a operação na outra narina. Gotas no ouvido: a) Lavar as mãos. usando as quantidades recomendadas pelo médico. Não aplicar simultaneamente os diferentes produtos. d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos. use um lenço ou guardanapo de papel. f) Fechar bem a embalagem do produto. Supositórios: a) Lavar bem as mãos. Colírios: a) Lavar as mãos. e) Fechar os olhos devagar. fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles. e) Permanecer na posição acima indicada. durante alguns segundos. b) Deitar ou sentar. colocando a cabeça bem inclinada para trás. c) Puxar um pouquinho a orelha para “abrir” o canal do ouvido. evitando piscar.e) Simultaneamente. g) Após a aplicação. o que facilita que a gota entre no olho.deixando o ouvido afetado para cima. permitindo que o produto penetre mais facilmente. g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os olhos. não enxugue com a mão. p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s 330 . b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado .

uma hora. agente comunitário de saúde. Para isto. tomando cuidado para não machucar. b) Remover a embalagem do produto. você.b) Deitar de lado na cama e dobrar o joelho da perna que ficar por cima. com os joelhos dobrados e as plantas dos pés apoiadas na cama. f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de lavá-lo bem para a próxima utilização. O uso seguro de medicamentos depende da informação correta: É importante que você saiba que todo paciente tem o direito de conhecer a maneira correta de usar os medicamentos. procurando mantê-lo no intestino por. deve orientá-lo a buscar essas informações junto aos profissionais de saúde. d) Deitar na cama. cremes. Óvulos. após a colocação do supositório. c) Colocar o produto no aplicador. e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina. de barriga para cima. pomadas e comprimidos vaginais: a) Lavar bem as mãos. d) Permanecer deitado por mais alguns minutos. caso o mesmo seja fornecido. pelo menos. c) Retirar o supositório da embalagem e colocá-lo no ânus. fazendo as seguintes perguntas: • Qual a doença ou problema que está sendo tratado? • Qual o nome genérico do medicamento que vai ser usado? • Como e quando deve utilizar o medicamento? • Durante quanto tempo deve utilizar o medicamento? • O medicamento deve ser tomado com o estômago cheio ou não? Antes ou depois das refeições? • Pode ser tomado junto com outros medicamentos? Dispensação de medicamentos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 331 .

A dispensação de medicamentos é o momento em que há o contato humano entre o profissional e o usuário. com o objetivo de ajudá-lo a cumprir adequadamente um tratamento. na hora certa para o paciente/usuário certo. Para tanto é fundamental que ambos se comuniquem. • Nome genérico do medicamento. Não se exceder para evitar confundi-lo. • Procurar avaliar o grau de compreensão do paciente. Deve assegurar o medicamento certo. • Posologia.para que o paciente compreenda a informação é importante: • Utilizar uma linguagem clara e simples. definir a ordem. • Evitar discursos e monólogos. Pontos a considerar em uma comunicação . que significa orientar o paciente em todos os aspectos do medicamento que será consumido. para o uso correto de medicamentos. • Dose.O processo de comunicação: Uma das funções primordiais do profissional de saúde que trabalha na farmácia é o ato da dispensação de medicamentos. seguir uma ordem na explicação. • Procurar alcançar uma velocidade adequada na exposição. Orientação ao paciente: Consiste em fornecer informações ao paciente. seguro e eficaz. • Dar a informação precisa que o paciente necessita. 332 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . com base em uma receita específica. O trabalhador da saúde que dispensa medicamentos deve executar os seguintes procedimentos com muita atenção: 1) Verificar a validade da receita e se contem as exigências legais: • Nome do paciente.

• Data. porém se rompem e molham com facilidade. Explicar com paciência e clareza. Os sacos plásticos são mais adequados.• Duração do tratamento. • Nunca adivinhe o nome do medicamento. • prestar adicionais esclarecimentos de acordo com o medicamento dispensado. • em que momentos do dia. conferindo o nome e a apresentação (forma farmacêutica e dosagem) com o solicitado na receita. etc. 3) Ler e entender a receita: se tiver dúvida. É perigoso. 6) Acondicionamento (se for necessário): escolher o material mais apropriado. • Assinatura do prescritor. 2) Verificar se o receituário é compatível com o tipo de medicamento prescrito (medicamentos controlados pela Portaria 344 exigem receituários específicos). 4) Separar o medicamento indicado. sempre realizar esSe procedimento em local limpo. • quantas vezes ao dia. • para quantos dias.. 7) Entregar o medicamento para o paciente explicando como devem ser tomados. pois se corre o risco de entregar a medicação errada. Observar se o medicamento tem bom aspecto e não está vencido. 8) Verifique se o paciente entendeu a explicação fazendo perguntas ou pedindo que ele repita o que foi dito. 5) Se for necessário fracionar a quantidade a ser fornecida (por exemplo: cortar “cartelas”). • Carimbo com CRM ou CRO. seguindo a prescrição: • a quantidade de medicamento a ser tomada. tais como cuidados de armazenamento. não deixar o medicamento ao alcance de crianças. esclareça com o prescritor (médico ou dentista). conservação. Os envelopes de papel podem servir para embalar quantidade de medicamento para 2 ou 3 dias.. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 333 .

Com o objetivo de ajudar as pessoas a seguirem corretamente seus tratamentos. podemos criar diversas formas de transmitir informações. como na tuberculose. O sistema de saúde perde recursos ao perder medicamentos e custear internações e exames.Ao dispensar medicamentos para pacientes com dificuldade de leitura devemos lançar mão de desenhos ou de formulários com desenhos que auxiliam o entendimento quanto ao horário. • Por não aceitarem a doença e o tratamento. Mas respeitar a duração do tratamento também é fundamental. etc. O paciente e a família sofrem pela piora da doença e pelas faltas no trabalho. diabetes e hipertensão. • Por não acreditarem na cura pelo medicamento. diarréia. é importante que você esteja atento quanto ao cumprimento dos tratamentos pelos usuários. Por isso. hanseníase. • Por esquecimento. Vejamos algumas sugestões: 334 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . • Por apresentarem efeitos indesejados (dor de cabeça. • Por sentirem que os sintomas da doença desaparecem. • Por falta do medicamento na farmácia do posto de saúde. • Por confundirem os medicamentos. • Por terem vergonha de expor suas dúvidas aos profissionais de saúde. Por que os pacientes não cumprem os tratamentos? • Por não entenderem como devem usar o medicamento. Como garantir que o paciente cumpra o tratamento? Respeitar a posologia é muito importante para que o medicamento cumpra o seu efeito. Um problema muito comum é o não cumprimento do tratamento pelo paciente. • Por acharem a posologia incômoda (muitos comprimidos ao dia). Muitas pessoas sofrem as conseqüências dessa situação. quantidade e tipo de medicamento a ser tomado. entre outros). As pessoas que fazem uso prolongado de medicamentos merecem sua atenção constante. • Por não conseguirem ler a prescrição.

canetas coloridas). por exemplo. números ou sinais. 2003 • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. um medicamento tomado duas vezes ao dia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 335 . Caso o paciente continue em dúvida. Explore também a rotina diária da família: horário de levantar. observe sua rotina. fazer as refeições e deitar. • Quando o paciente for analfabeto. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. 2001. Por exemplo.• Quando a pessoa não tem relógio ou não sabe ver as horas. procure diferenciar os medicamentos. Basta usar criatividade! • As sugestões de horários devem ser discutidas durante a consulta médica ou durante a dispensação dos medicamentos. utilizando cores diferentes (fitas. pode ser representado por duas pequenas bolinhas. São Paulo. se ouve rádio ou assiste à televisão. Adapte os horários de utilizar os medicamentos aos programas de televisão e do rádio. leve o caso para sua equipe. adesivos.

• Cuidar dos detalhes demonstra competência profissional. portanto. TÉCNICAS DE VENDAS Este capítulo apresenta diversas recomendações objetivando qualificar o relacionamento entre o profissional de farmácia e o cliente. • Confiança não se impõe. o seu conhecimento é importante para que essa relação seja bem-sucedida. RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA . adquire-se.16. sempre. 336 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . atualização.CLIENTE Aqui vão algumas dicas importantes: • O cliente espera que você o oriente sobre o produto que está sendo comprado. • Sempre haverá mercado para profissionais preparados – é essencial. com a finalidade de otimizar o fechamento de vendas e obter a satisfação do cliente pelo serviço prestado.

• Qualidade dos serviços. • Confiança no profissionalismo do vendedor. os princípios básicos que determinam um bom atendimento são: • Confiabilidade: proporcionar o que foi prometido com segurança e precisão. prazer. • Qualidade de serviços. pode estar afetado emocionalmente e não compra por ambição. • Quem trabalha com pessoas deve gostar e querer bem as pessoas. não tem direito a escolhas. • A presença do farmacêutico na farmácia dá credibilidade ao negócio. Atualmente predominam no mercado farmacêutico grupos com a idéia de prestação de serviços dentro da farmácia. • Conhecimento dos produtos. O atendente especializado deve ficar atento para: • Atitudes comportamentais. No marketing de serviços. O produto é consumido para prevenir ou corrigir o pior dos desequilíbrios. • Segurança na informação que lhe é transmitida pelo vendedor. • Atenção e bem-estar. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 337 . vaidade ou necessidade. • Relacionamento com os clientes. O perfil do consumidor de produtos farmacêuticos é bastante particular: ele é obrigado a comprar. que é a perda da saúde. • Técnicas de vendas.• É preciso: saber falar. • Praticidade na compra. saber calar e saber ouvir. se doente. O consumidor é exigente e busca: • Modernidade da loja.

338 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • Atenção e respeito com o cliente. Na relação com o cliente. o técnico de farmácia deve zelar por sua imagem profissional. lê.• Convicção: a equipe de atendimento deve ser confiante e segura. sua prática profissional deve considerar algumas qualidades importantes: • Conhecimento. É objetivo e paga o preço. • Examinador: abre o produto. • Pesquisador de preços: benefício do preço. • Equipe especializada no atendimento. deve-se buscar com ele um diálogo com senso prático. • Competência. As ações fundamentais do marketing de atendimento são: • Ouvir o cliente. Para isso. pergunta. • Rápido: tudo é urgente. • Atrair e dar conforto ao cliente. equipamentos e aparência pessoal. • Fatores tangíveis: layout. • Amigão: gosta de papo. e para evoluir profissionalmente. As três perguntas básicas que devem ser feitas para se conhecer o cliente são: • Quem são? • Onde estão? • Como podem ser alcançados? Os clientes têm perfis diferenciados. É importante perceber suas características: • Tímido: faz perguntas estratégicas. • Autoritário: quer se impor.

• Postura como vendedor (a): cuidados pessoais. “O bom atendimento é aquele que o cliente diz qual é. FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE O RESPEITO FIDELIZA As vendas no varejo são mais bem-sucedidas quando há maior é capacidade de apoiar o cliente. preparação diária. percorrer a farmácia. • Organização. A estratégia que sedimenta essa ação é o processo de fidelização do cliente. acompanhar as mudanças da legislação farmacêutica. conhecer os benefícios e as características dos produtos. O a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 339 . A confiança é obtida através de sinais verbais e não-verbais como movimentos corporais. • Atendimento eficaz.• Confiança.” C ONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO O cliente precisa sentir confiança em quem o atende e na empresa a qual esse representa. • Atualização de mercado: conhecer produtos novos. conhecer a concorrência. • Comunicação. e não aquele que você acha que deve ser. memorizar os preços. distinguir a diferença entre tarjas. Os casos de sucesso no varejo são baseados em uma ação: conquistar e manter os clientes todos os dias. o tom de voz e o conteúdo da fala do atendente.

não tem. o que tem. com motivação para os outros e para si mesmo. sono. toda a fidelização deixará de existir. M ARKETING PESSOAL Segundo Philip Kotler. não é. o que pode. de modo que a comunicação flua e possa atingir sua finalidade. Se você agir de forma proativa. uma vez que.fundamento de uma relação confiável está na integridade. sendo que para que isso ocorra é preciso acompanhar. além disso. alimentação. 340 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . a capacidade de liderança e de negociação. o marketing pessoal utiliza os conceitos e instrumentos de marketing em benefício da carreira e da vida pessoal dos indivíduos. poderá tornar-se um bom comerciante também. A ética. quando a pessoa se vê frente a uma limitação. também fazem parte dos requisitos que fazem a diferença entre os indivíduos. ele usa com freqüência as seguintes expressões: não dá. postura. Atitudes e pensamentos também fazem parte do marketing pessoal. criar a confiança e a sensação no outro de que você está lado a lado com ele. não posso. se o cliente imaginar que foi enganado. assumir erros e entusiasmo. bom humor. atualização. organização. valorizando o ser humano em todos os seus atributos. de promover um bom ambiente ao redor de si. no lugar da negativa. a capacidade de se comunicar. atividades físicas. P ROATIVIDADE : POSTURA DO VENDEDOR Há dois tipos de perfis profissionais bastante comuns: o reativo e o proativo. aparência. terá mais chances de aprendizado e se tornará um profissional com melhores possibilidades de crescimento na empresa. Proativo é o profissional que usa freqüentemente as expressões: o que é. As atitudes proativas no trabalho refletem-se de maneira positiva e construtiva na vida social. valorização. características e estrutura. informa o que dá para fazer ou o que pode ser feito no lugar de uma solicitação que não pode ser atendida. o que dá. acaba por se ver na obrigação de atender ao pedido de um cliente. Fatores importantes para o marketing pessoal são: saúde. A atitude proativa é aquela que. Em seguida. O profissional reativo é aquele em que a primeira reação é negar qualquer pedido. diz que é possível fazer. R APPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO Estar em rapport é estar em sintonia com o outro.

gestantes e deficientes. solicitar educadamente (“por favor”). ajustando.” Dicas: • Chame o cliente sempre pelo nome. Atitudes: sorrir. agradecer (“muito obrigado”). PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE O que o cliente espera de quem o atende? Cortesia. • Seja gentil com todos. porque assim você a percebe a partir do modelo que ela tem de mundo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 341 . • Despeça-se sempre do cliente. • Seja prestativo durante o atendimento.Estabelece-se rapport: imitando. Dicas: • Dê preferência ao atendimento de idosos. • Acompanhe o cliente até o setor desejado. • Exclusividade: o grau de atenção e cuidado individual demonstrado ao cliente motiva-o a retribuir com os gastos que ele fará. comprometimento. exclusividade. acompanhando ou espelhando o comportamento verbal e não-verbal de uma pessoa. • Dê preferência ao tratamento senhor/senhora. “As pessoas apreciam o fato de serem tratadas com exclusividade. solução rápida e integridade. como “pois não”. • Cortesia é a habilidade de fazer com que o cliente sinta-se bem-vindo e respeitado. competência. • Olhe nos olhos do cliente e mantenha-se atento. • Elimine na sua fala frases negativas. • Procure superar as expectativas do cliente.

se ele ficou satisfeito. após o atendimento. • Tome a iniciativa. eles acreditam que podem contar com você. e ofereça sugestões para melhorias. Se está comprometido. •Comprometimento: é a capacidade de fornecer o que foi prometido. sempre explicando antes à outra pessoa o problema do cliente. bulas. permitirá causar mudanças positivas na vida de outras pessoas. por exemplo. • Ao chegar outro cliente. revistas da área.” Dicas: • Ajude os clientes tanto internos quanto externos. saber com quem obter ajuda. • Sempre que possível pergunte ao cliente.• Busque prestar um atendimento humanizado. fornecendo mais informações sobre o produto adquirido. ouvindo com interesse e atenção. O comprometimento determina a maneira pela qual os outros percebem sua qualidade pessoal. • Atenda os clientes demonstrando entusiasmo e vontade em querer ajudá-los. • Não procure culpados. • Competência: o conhecimento demonstrado e a habilidade em transmitir confiança e credibilidade possibilitam avançar para a realização de vendas adicionais. Dicas: • Use o tempo livre para leitura de catálogo. traduzindo idéias em ações. sempre e com exatidão.” Você deve ser capaz de responder de forma eficaz a qualquer solicitação dos clientes e. quando necessário. “Forneça sempre aos seus clientes mais do que esperam de você. o que transmite confiança e respeito profissional. • Saia da rotina. solicite que este aguarde até que você termine de atender o primeiro. resolva o problema do cliente mesmo que não seja sua responsabilidade. “Além de fazer diferença em sua vida. 342 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . manuais. • Cumpra as promessas: passe o cliente de um setor para outro.

• Mostre ao cliente que. por meio do envolvimento de outras pessoas. Honestidade. • Integridade: é a habilidade de deixar claro para os clientes que eles podem confiar e contar com você.” Dicas: • Envolva o cliente na solução do problema. transmitindo-lhe segurança e confiança. conquistar a fidelidade dos clientes. Nunca o deixe desorientado. • Elimine atitudes reativas (“não posso. • Se a solução depender de outras pessoas. • Demonstre ao cliente que você tem conhecimento sobre o que está falando. certifique-se de que elas assumirão a responsabilidade e que darão retorno ao cliente.” Dicas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 343 . “Deixar claro para as pessoas que elas podem confiar e contar com você. como conseqüência. • Quando o cliente tiver que aguardar. “A velocidade do atendimento determina a competência operacional da empresa e do atendente. como a equipe e sua chefia. o tempo dele é valioso.• Disponha-se a prestar ajuda aos clientes e colegas. não o interrompa com conclusões precipitadas. • Ofereça alternativas para resolver o problema: por exemplo. uma vez que nem todos conhecem a linguagem técnica. ouça com atenção o que o cliente estiver lhe dizendo. • Use a linguagem do cliente. também para você. • Solução rápida: refere-se à disposição de ajudar os clientes de imediato para aproveitar o impulso da compra. isso não é comigo”). diga a ele o motivo da demora. oferecendo aos clientes alternativas para a solução de seus problemas. criando assim a condição para fidelizá-los. ética e sinceridade são a base para manter sua integridade e. • Para resolver o problema.

Isso acontece geralmente quando: • Suas expectativas não foram satisfeitas. deixe-me ver em que posso ajudá-lo. • Seja leal às pessoas. postura. O que fazer para evitar que os clientes fiquem irritados: • Cuidado com a sua comunicação não-verbal. aparência. • Recebe informações diferentes. • Apresente-se. • Se cometer erros ou falhas. • É atendido de forma grosseira. • Procure ser solícito e usar palavras adequadas: por favor. Dicas de como abordar o cliente: • Faça uma saudação ao cliente com sorriso. • Sua integridade foi questionada. • Ele percebe que não foi ouvido.• Esconder informações vitais para os clientes é falta de integridade. L IDANDO COM CLIENTES IRRITADOS Há situações em que o cliente fica irritado. não justifique. por alguma motivo. Tenha humildade em assumi-los. diga-me o que aconteceu. • Dê explicações de forma aberta e honesta. • Não faça comentários negativos sobre sua empresa ou colegas de trabalho na frente de clientes. 344 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • O cliente já estava irritado com alguém. tom de voz. • Jamais prometa o que não poderá ser cumprido. expressão facial.

“Onde”. fatos e sensações do cliente. em comunicar-se com eles e satisfazer suas necessidades. “Para que”. “Quais”. “Qual”. “Como”. para vender não é necessário falar. Procure saber as opiniões. São informações que não devem ser presumidas. mas ditas pelo cliente. Assim ele começa a respeitá-lo profissionalmente por perceber que está diante de um vendedor – melhor. necessidades. opiniões. problemas e desejos do cliente ao atendê-lo. “O que”.• Estabeleça uma comunicação com o cliente e faça com que ele considere um produto especifico. ela deve ser usada quando o mesmo demonstra desinteresse ou indiferença. deixe o cliente examinar o produto sozinho. idéias. • Em seguida. “Por que” (Ex: “Para que serve este produto? ”). Seguem abaixo algumas ações que podem promover o diferencial positivo no atendimento: SONDAGEM Tem o objetivo de identificar a situação do cliente no momento do atendimento. As primeiras perguntas feitas ao cliente precisam ter algo em comum entre o que você vende e os interesses do cliente. As perguntas abertas solicitam informações sobre idéias. Um vendedor profissional sabe que a única forma de vender é fazendo perguntas. As perguntas fechadas são aquelas que respondidas com um simples “sim” ou “não”. “Quando”. “Quanto”. D IFERENCIAL NO ATENDIMENTO : O sucesso no resultado de um atendimento depende da sua habilidade em vencer a resistência dos clientes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 345 . mas perguntar e escutar. As perguntas abertas são mais adequadas para conduzir uma entrevista. As perguntas fechadas são usadas para se reduzir de forma considerável as alternativas de respostas. Há duas modalidades que servem de orientação para se formular qualquer tipo de pergunta: perguntas abertas e perguntas fechadas. Sempre são iniciadas com indagações como: “Quem”. de um conselheiro seguro e bem preparado. fatos. Quando se utiliza uma pergunta fechada o cliente é obrigado a se decidir.

sugerimos algumas técnicas para contornar as objeções: • Empatia: concorde antes de discordar – “Eu entendo”. qualidade. “Pode”. “Está”. Outros itens que o vendedor deve considerar nos produtos. ceticismo e percepção de desvantagem. beleza. 346 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . a fim de fazer uma boa demonstração. etc. • Vantagem – o que o produto faz pelo cliente. minimizando a objeção. suas especificações. prazo. agilidade.) e saber como usá-los. São cinco as principais razões de resistências: preço. pergunte: “Na verdade. faturamento. redução de despesas. desinteresse ou indiferença. “Seria”. “Percebo”. satisfação. uma vez que isso demonstra que este não se encontra devidamente preparado para lidar com essa situação. facilidade. promoção. Contornando as objeções Objeções são resistências do cliente no ato da compra. praticidade. DEMONSTRAÇÃO Os produtos que são vendidos devem ser traduzidos para os clientes em termos de economia financeira. entrega. “Compreendo”. segurança. “Será”. garantia. • Pergunta ideal: você faz a pergunta para você mesmo responder. Deve-se sempre descrever aos clientes as características e a vantagem do produto. o senhor quer saber o que faz este produto merecer este preço? ”. O vendedor deve conhecer as características e vantagens dos benefícios primários (produto. (Ex: “O senhor já está tomando essa medicação? ”). serviço. atualização. bonificação) não devem ser priorizados pelo vendedor. A seguir. que ele acha alto.As perguntas fechadas iniciam-se com: “É”. “Deve”. são: • Características – o que o produto é ou tem. Os benefícios secundários (preço. produto. Exemplo: se a objeção do cliente é referente ao preço. atendimento. etc. confiabilidade. desconto.

A forma mais suave de se obter o fechamento direto é apresentando-lhe alternativas. e não ao cliente. Fechamento direto por alternativa .Após realizar uma apresentação eficaz que convenceu o cliente. essas condições especiais devem ser apresentadas apenas no fechamento da venda. Ex: “A senhora gostaria de levar também algum material de toalete? ” 2) Fechamento condicional . solicite a decisão diretamente. F ECHAMENTO DA VENDA Cabe sempre ao vendedor. tomar a iniciativa para fechar a venda.• Repetir questionando: você faz a pergunta e aguarda o cliente responder para poder esclarecer a objeção. É muito vantajoso quando o produto da demonstração é de valor alto. ambas para levar o produto. O cliente é levado a escolher entre duas opções. Existem três formas de fechamento de vendas: 1) Fechamento tentativa . uma vez que é mais fácil convencer um cliente a adicionar itens a uma venda do que começar um processo de vendas totalmente novo para itens adicionais.É muito eficiente quando o cliente exige condições especiais ou vantajosas para comprar ou tomar uma decisão. No entanto. quer levar as três caixas? ” 3. Ex: “Se conseguirmos o desconto que a senhora solicitou. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 347 . Ex: “Sua preferência é pagar com cheque ou cartão? ” E XPANSÃO DA VENDA Vendedores profissionais sugerem itens adicionais depois que transação da venda principal é concluída.Nesse caso você obtém a aprovação da venda por fazer uma oferta adicional que o cliente rejeita.

Ressalte a qualidade do produto adicional. 3º .Passos para garantir vendas adicionais: 1º .“Que tal levar o produto X também? ” 2º .Explique que o produto adicional é absolutamente essencial para a aquisição principal. Seguindo todas essas recomendações.Realce uma qualidade que valorize o item principal. 5º . 4º . 348 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s .Vincule a posse do cliente ao item principal. você se tornará um ótimo profissional de vendas num estabelecimento farmacêutico.

A farmácia deve estar localizada em local apropriado. fresco. O local deve ser propício para a limpeza e a dispensação de medicamentos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 349 . evitando assim que umedeçam e fiquem diretamente em contato com o piso. . . . ventilado e sem umidade. Em local seguro para evitar roubos. A farmácia deve ser mantida sempre limpa com a finalidade de prevenir o aparecimento de insetos. Deve dispor de estantes e estrados para acomodar os medicamentos. a fim de estruturar o cotidiano da atividade farmacêutica. ratos e outros animais.17. COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA . NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA Neste capítulo você verá algumas sugestões de organização e controle. Também conhecerá o sistema 5S. .

C AIXA DE EMERGÊNCIA . concentrações. A caixa deverá estar com uma relação externa fixada. os que vencem primeiro devem ser dispostos na frente. . da esquerda para a direita. caixas ou escaninhos. para que sejam dispensados em primeiro lugar. Cada medicamento deve ter um lugar estabelecido na estante. 350 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . . a quantidade existente anotada. identificado com uma etiqueta. Se conservarmos os medicamentos em frascos. devemos assegurar que estejam vazios antes de acrescentar novos medicamentos. relacionando os medicamentos que estão dentro (nome. ou seja. Na etiqueta deve constar a denominação genérica.O RGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS . Ao recebimento de nova remessa de medicamentos sempre verificar a validade dos mesmos com relação aos que estão nas prateleiras. Separar os medicamentos injetáveis dos de administração por via oral e dos de uso tópico. isto é. A verificação e a reposição dos medicamentos devem ser constantes para evitar possíveis faltas no momento de uso (situação de emergência). prazo de validade). classificá-los por ordem alfabética da denominação genérica. . deve-se evitar mudanças de lugar. . para evitar que se acumulem medicamentos vencidos ou com prazo de validade próximo do vencimento no fundo. Dispor os medicamentos de acordo com a validade. para não haver erros na contagem de estoque. indicando a violação. . A seguir. . As caixas de medicamentos que forem abertas devem ser riscadas. A farmácia deverá ter uma caixa de emergência. quantidade. A caixa de emergência deve ser devidamente identificada e sua localização na farmácia deve ser fixa e de conhecimento de todos.

o controle de temperatura deverá ser o recomendado para este insumo. conferência e separação dos medicamentos para posterior armazenamento. Recepção: área destinada ao recebimento do material e onde se procede à verificação. Abrir a geladeira o mínimo possível. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 351 . que envolve a checagem de especificações administrativas: . . Exemplo: vacinas e insulina. C UIDADOS COM A GELADEIRA . . para que não vençam dentro da caixa. Se for utilizada para vacinas. Controlar e anotar a temperatura (com termômetro de máxima e mínima) pelo menos duas vezes ao dia. Realizam-se nessa etapa duas atividades fundamentais de conferência do medicamento solicitado com o recebido. . Guardar apenas os medicamentos que necessitam de baixa temperatura de armazenagem. A insulina pode ser armazenada fora da geladeira. pois poderá congelar. .datas de entrega. Deve-se mantê-la limpa e arrumada. Sempre estar atento em relação à validade dos itens.Utilizá-la somente para medicamentos. .nome do produto (denominação genérica) solicitado x recebido.. Nunca para guardar refrescos e comida. R ECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS . . ATENÇÃO: Quando armazenar a insulina na geladeira não a deixar na prateleira próxima ao congelador. perdendo a atividade.

. Caso a documentação não seja enviada em duas vias.concentração.proporciona estoque suficiente.tipo de embalagem de acordo com o solicitado.condições de transporte. Os medicamentos termolábeis. que não pode ser rasurado.número do lote. . 352 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s .E SPECIFICAÇÕES TÉCNICAS : .quantidade solicitada x quantidade recebida. Especificação do material solicitado X recebido quanto a: . os que podem sofrer alterações por ação de temperatura. . . . planilhas do dose certa) é importante porque: . isto é.prazo de validade. devem ter prioridade na conferência e no armazenamento. M OVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS O preenchimento correto dos dados de consumo e estoque de medicamentos da planilha de reposição (caderno de abastecimento do almoxarifado.registro no Ministério da Saúde. Todos os produtos recebidos devem ter sua documentação.forma farmacêutica igual à solicitada. Anotações e observações devem ser feitas à parte do documento original. deve–se tirar cópia para arquivamento. . anexado ao documento original e encaminhando para providências. A não-conformidade (discordância) entre o discriminado no documento enviado em relação aos produtos entregues/recebidos deve ser registrada em formulário próprio.

. Toda movimentação efetuada deverá ser registrada diariamente ou semanalmente. independente das várias fontes de abastecimento. de entrada e saída de medicamentos. Efetuar o registro de entrada com caneta vermelha para diferenciá-lo das baixas diárias. P ROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA : . .cálculo de consumo médio mensal. a dosagem.garante acesso regular do paciente aos itens necessários ao seu tratamento.evita desperdícios por aquisição excessiva e a falta por previsão inadequada.fichas de prateleira.levantamento da quantidade de medicamentos das receitas não atendidas por falta de estoque (demanda reprimida). Preencher o cabeçalho da ficha anotando a denominação genérica do medicamento.contagem física do estoque. Os dados para o preenchimento das planilhas de reposição de medicamentos serão obtidos através de: . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 353 . a forma farmacêutica e o código do medicamento. anotando o número da Nota Fiscal ou da Nota de Distribuição e a quantidade recebida. . F ICHA DE PRATELEIRA É uma ficha de controle de movimentação de estoque. O controle deve ser único. . Trata-se de uma ficha individual para cada medicamento e sua respectiva forma farmacêutica. Registrar todo abastecimento recebido. O correto preenchimento da ficha proporciona a análise de CMM (Consumo Médio Mensal) do medicamento discriminado na ficha.. .

e qualquer diferença entre o saldo em estoque e o saldo da ficha de prateleira deverá ser imediatamente pesquisada e esclarecida. no mínimo. £= Somatória. 354 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . maior a segurança nos resultados. mensalmente. evitando que sejam contabilizados como consumo da unidade. C ONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE A contagem física dos medicamentos deverá ser efetuada. CM= Consumo de cada mês e NM= Número de meses utilizados para a determinação do consumo. quanto maior o período de coleta de dados. O 5 S é um programa que foi desenvolvido no Japão com o objetivo de organizar o ambiente de trabalho.. É o cálculo que se faz analisando a dispensação em determinado período de tempo do medicamento (utilizam-se os dados anotados na ficha de prateleira). de modo a melhorar o nosso desempenho profissional. Consumo médio mensal (CMM) Reflete a média de consumo mensal de um determinado medicamento. Fórmula utilizada para se obter o CMM: CMM = £ CM NM CMM= Consumo Médio Mensal. A partir das receitas atendidas no dia. . O dado é confiável desde que não haja desabastecimento. para que não sejam considerados no cálculo do CMM. O PROGRAMA 5S Na organização do serviço de Farmácia o Programa 5 S pode ser utilizado como princípio orientador. Remanejamentos efetuados para outros locais devem ser registrados de forma diferenciada. somar a quantidade dispensada de cada medicamento e dar baixa na respectiva ficha.

SEIKETSU: senso de saúde e higiene. Quer dizer que devemos separar o que é útil do inútil. . . Significa colocar tudo em ordem. Significa limpar suas coisas após o uso e manter limpo o que já estava em ordem. São Paulo. SEISO: senso de limpeza. . rótulos. isto é. ser arejado e receber luz natural. O local onde vivemos ou trabalhamos deve estar sempre favorável à saúde e à higiene. embalagens e arrumando em lugares de acordo com o nosso uso. SHITSUKE. . identificando as coisas por meio de nomes. SEIRI: senso de utilização. guardar o que é necessário e jogar fora aquilo que não tem mais utilidade. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. Este capítulo teve como fonte de consulta: . SHITSUKE: senso de autodisciplina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 355 . SEITON. 2003.O nome 5 S tem origem nas iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI. O que for de uso cotidiano deve ficar mais a mão. . SEISO. SEITON: senso de arrumação. SEIKETSU. Também devemos zelar pela nossa higiene pessoal e usar roupas limpas. Quer dizer reeducar nossas atitudes e transformar os 5 S em hábitos do nosso dia-a-dia.

São eles: S ISTEMA DE COMPRA Representa as operações de reposição de mercadorias em uma loja. Os procedimentos devem indicar produtos de alto e baixo giros. Em uma farmácia existem vários sistemas interligados e a falha de um deles implica a desestruturação de outros. para evitar a falta ou a compra desnecessária desses produtos. bem como os sazonais. ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Podemos aqui definir sistema como uma combinação de partes coordenadas entre si e que concorrem para um mesmo resultado ou para formar um conjunto. 356 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e .18. No varejo farmacêutico os sistemas vinculam-se a um programa capaz de dar sustentação a todas as ações da loja.

Essa operação começa na conferência da legitimidade do pedido efetuado. os produtos devem ser armazenados em ordem alfabética. informatização da loja. aplicação de injetáveis. no entanto. prazos de entrega e validade. atribuições e processos para a venda. bem como a validade do mesmo. as legislações específicas da vigilância sanitária. S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Engloba todos os procedimentos. em que se deve sempre observar o estado em que o produto se encontra. como entrega em domicílio. a loja deve desenvolver técnicas para conhecer e reconhecer a clientela de forma individualizada e personalizar o atendimento. O serviço ao cliente deve possuir um cadastro eficiente que identifique os compradores. esse sistema tem seis processos que são: 1. aferição de pressão arterial. No entanto. com os a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 357 . Armazenagem: após o recebimento é realizada a guarda da mercadoria. entre outros. preço. O relacionamento com o cliente também está incluído nesse sistema. poder aquisitivo. além de toda a sua infra-estrutura. de forma geral. Cada loja é única. S ISTEMA DE APOIO Inclui a existência de departamento de recursos humanos. entre outros. datas de aniversário. Recebimento: geralmente atendido em 24 horas pelas distribuidoras. descontos. observando-se. desde o início do atendimento até a conclusão no caixa. observando que tudo o que puder ser feito para reduzir o tempo de espera do cliente em filas é bem-vindo. monitoramento de glicemia e colesterol. com normas e procedimentos característicos. passando pela mercadoria recebida e chegando à definição do layout da farmácia. No estoque. medicamentos de que o cliente faz uso. De acordo com Tamascia (2006). Nesse contexto é recomendável a realização de um cadastro que contenha informações sobre o consumidor. essas informações podem ser relacionadas a hábitos de consumo. manutenção. mostrando que. independentemente da tecnologia. Ele deve permitir a disponibilidade de todas as informações negociadas com o fornecedor como quantidade. 2.S ISTEMA DE VENDAS E MARKETING Engloba toda a operação de venda. S ISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE São os serviços alternativos prestados aos clientes. é toda a operação que acontece desde o recebimento da mercadoria até o momento da estocagem nas prateleiras ou gôndolas.

Não adianta conhecer os processo e elaborar manuais para aplicá-los. 3. prazos de execução de cada etapa. É importante. em lojas pequenas. 4. Segundo Paulo Caruso (2006). 5. M ANUAL DE PROCEDIMENTOS É a documentação das regras e normas de uma empresa. exigindo mais atenção do técnico. Nas grandes redes. o passo-a-passo do processo. todos os produtos devem ser etiquetados. eficácia e efetividade dos principais processos organizacionais. Entretanto. porém. quem responde pelo quê. O gerenciamento deve ajudar a criar um ambiente agradável. 6. então. Ambientação: a arrumação. É necessária a verificação periódica da validade do produto. Reposição: a falta de uma mercadoria pode causar um impacto bastante expressivo em um cliente. a tecnologia permite que os pedidos sejam gerados imediatamente após a passagem do produto pelo caixa. monitorar a prática e sistematicamente avaliar se ela está de acordo com os procedimentos descritos no manual. A reposição tradicional segue o conceito de expor nas gôndolas os produtos mais novos atrás dos mais antigos. Etiquetagem: processo obrigatório citado pelo Código de Defesa do Consumidor. 358 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . O controle do processo é a essência do gerenciamento. Preencher sempre os espaços das gôndolas significa exposição bem feita. a limpeza e a climatização da loja. o que ajuda o cliente a perceber os produtos e rapidamente encontrar o que precisa. um manual pode apresentar definições sobre o sistema a ser padronizado. afirma Cláudio Czapski (2006). o qual consiste em agrupar produtos relacionados. se não existir o acompanhamento no dia–a–dia. oferecer soluções e não apenas produtos. como proceder em caso de reclamação do cliente. que ficam à frente. com o objetivo de facilitar a compreensão de funcionários e colaboradores em relação às tarefas de todos.mais novos atrás e os mais antigos à frente. que ofereça organização e clareza visual. valores e hábitos de consumo para. ainda. Exposição: diretamente ligada à reposição de mercadorias. é sempre bom conhecer o perfil do cliente e definir as suas necessidades. em todos os níveis da empresa. I NDICADORES DE DESEMPENHO A definição de um quadro de indicadores de desempenho implica a seleção de um conjunto de indicadores relevantes de eficiência. O varejo aplica o conceito de categorização ou gerenciamento por categorias. o controle é manual.

o imperador criou um simples sistema de registros. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 359 . A contabilidade tornou-se. quando o imperador Nabucodonosor a reconstruiu e cercou-a com enormes muralhas e portas de bronze. do desenvolvimento das Ciências Exatas e Naturais. • Tempo de entrega: analisa em quanto tempo um cliente recebe um pedido em casa. imprescindível para o controle das receitas e despesas da nova estrutura do Estado. Isso ocorreu por volta do ano 520 a. • Número de clientes atendidos: mensura o movimento crescente ou decrescente. no qual o regime feudal foi substituído pouco a pouco por monarquias absolutas. Nos séculos XV e XVI o mundo passou por profundas modificações políticas. que era gravado em tabuinhas de barro. vencimento ou má conservação.C. o desenvolvimento da contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo. • Ticket médio: aponta quanto o cliente gasta em determinada loja. • Índice de faltas: permite verificar a eficiência do sistema de compras. e com o objetivo de controlar suas riquezas. criouse o Imposto Real. Inicialmente. • Periodicidade média de reposição: indica de quanto em quanto tempo as gôndolas costumam sofrer reposição. cresceu a necessidade de se registrar as operações de compra e venda e também da riqueza possuída pelos reis e comerciantes. É o total das vendas do dia dividido pelo número de clientes que comprou. religiosas e científicas através do Renascimento Literário e Artístico. para o melhor funcionamento da nova organização social. que lhe deviam os povos conquistados. • Taxa de conversão: refere-se ao número de clientes que entram na loja. das Reformas Religiosas e da evolução política. Surgiu assim o Estado Moderno. Com o desenvolvimento do comércio a cidade tornou-se a maior e mais rica cidade da Ásia. porém. então. com letras cuneiformes. NOÇÕES DE CONTABILIDADE H ISTÓRIA DA CONTABILIDADE Seus princípios rudimentares surgiram na antiga Babilônia. • Índice de perdas: avalia a perda do produto por roubo. Com o desenvolvimento do comércio entre os povos.Os principais indicadores de desempenho do varejo farmacêutico são: • Registro de ocorrências: registra todos os problemas em um determinado período. • Nível de abastecimento: contribui para verificar a freqüência de ‘buracos’ nas gôndolas e a exposição incorreta dos produtos.

Resumindo. fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais. bancos e principalmente ao governo. além de interessar aos administradores. É ela responsável pela escrituração e apuração dos resultados obtidos em uma organização com atividade econômica. com a evolução da contabilidade e com o surgimento do “Método das Partidas Dobradas”. Podemos então afirmar que a contabilidade surgiu da necessidade que as pessoas têm de controlar o que possuem. sem apresentar melhorias. bem como apurar o resultado das atividades econômicas desenvolvidas para alcançar seus fins. ganham ou devem. Só através dela é que teremos condições de apurar o lucro ou o prejuízo tido em determinado período administrativo. apresentando lucros ou se está estagnada. F UNÇÃO DA CONTABILIDADE A função da contabilidade é verificar. Os registros contábeis. manter um controle permanente do patrimônio da empresa. aumentando o patrimônio. o campo de atuação dessa ciência tornou-se muito vasto. C ONCEITO DE CONTABILIDADE Contabilidade é uma ciência que permite. através de suas técnicas.Sua função era medir os acréscimos ou decréscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial. F INALIDADE DA CONTABILIDADE A finalidade da contabilidade é assegurar o controle do patrimônio. podendo ela ser aplicada a qualquer atividade econômica. pode-se dizer que a função da contabilidade é comparar o estado anterior com o estado atual para determinar o resultado das atividades. que são demonstradas através do registro dos fatos contábeis. C AMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE Está a contabilidade presente onde quer que haja uma pessoa jurídica instituída ou em vias de instituição. A contabilidade interessa-se somente por alterações patrimoniais ocorridas na empresa. interessam ainda aos fornecedores. 360 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . se a atividade da empresa está sendo produtiva. que podem ser lucrativos ou sociais. Hoje. que utiliza essas informações para avaliar e fiscalizar a arrecadação dos tributos. em determinado momento.

contas de água. Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de resultado (Despesas e Receitas). Razão. CONTA Conta é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens. obedecendo a uma disposição técnica em ordem cronológica. etc. sem a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 361 . pagamentos e recebimentos.O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A existência da contabilidade decorre da necessidade de se conhecer e controlar os componentes e as variações do patrimônio através do registro dos fatos contábeis. E SCRITURAÇÃO Para controlar o patrimônio das empresas. A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade para registrar nos livros próprios (Diários. tais como compras. vendas. a contabilidade precisa registrar todos os fatos que ocorrem nela. em idioma e moeda corrente nacionais. através do lançamento. Para fazer tais lançamentos é necessário que haja documentos que comprovem a veracidade dos fatos. luz e telefone. recibos de aluguéis. com individuação e clareza. E. Portanto. responsáveis pela sua gestão. por ordem cronológica de dia. Esse registro é feito através da escrituração. para demonstrar a qualquer momento seu estado e suas variações. mês e ano. É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel. Caixa e Contas-Correntes) todos os fatos que provocam modificações no patrimônio da empresa. são registrados nos livros próprios através das contas. duplicatas. para registrar os fatos através de lançamentos. em forma mercantil. A escrituração começa pelo livro diário. tais como: notas fiscais. onde os fatos são registrados de forma mercantil. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa. mas até para a própria existência da empresa. prestando colaboração imprescindível não apenas para a boa administração. não se pode registrar nada nos livros contábeis sem que documentos idôneos comprovem que aquilo que está sendo registrado é verdadeiro. a contabilidade utiliza as contas. Direitos. R EGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL A escrituração deve ser completa.

seguida pela ordem cronológica de dia. Dec.10 do Código Comercial Brasileiro).intervalos em branco nem entrelinhas. O BRIGATORIEDADE das: DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL De acordo com o CÓDIGO COMERCIAL BRASILEIRO todas as empresas são obriga- I. Lei 7. 186. enquanto não prescreverem as ações que lhes possam ser relativas. mês e ano. devendo as demonstrações contábeis obrigatórias ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração. A seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração e ter os livros necessários para esse fim.661/45). A escrituração dos mesmos será feita em forma mercantil. podendo até ter seu registro cassado se denunciado ou fiscalizado pelos órgãos competentes (exemplo: CRC). O contador deverá desempenhar suas funções de acordo com o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL. III. A levantar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo. o mesmo deverá ser datado e assinado pelo sócio-gerente ou proprietário da empresa (art. o qual deverá compreender todos os bens. rasuras. Neles serão registrados com individuação e clareza todas as operações relativas ao comércio. 362 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Os mesmos devem ser encadernados e registrados nos órgãos competentes. correspondências e demais papéis pertencentes ao giro do seu comércio. direitos e obrigações. borraduras. R ESPONSABILIDADE PROFISSIONAL A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica.” (art. A conservar em boa guarda toda a escrituração. A inexistência dos livros obrigatórios ou falhas na escrituração e a falta de apresentação do balanço constituem crime falimentar. II. emendas e transporte para as margens. “O Livro-Diário e o Livro-Razão são indispensáveis e obrigatórios para todas as empresas.

O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido. é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros.00 7. direitos e valores a receber de uma entidade.000.00 450. gráfico. O balanço é composto por duas partes. mas não demonstra o seu resultado.00 14. aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. ATIVO: São todos os bens.315. com existência ou exercício de duração limitada.G LOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis registrados no ativo permanente.00 SOMA DO PASSIVO 4. isto é.).00 300. O balanço avalia a riqueza. etc.00 250.000. que se encontram sempre em equilíbrio.315. BALANÇO: É um quadro (mapa. ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos.000. estoques de mercadorias produzidas. ou seja. direitos e valores a receber no prazo máximo de um ano. sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado “demonstração de resultados”. apenas o apresenta em valor total. bens.) onde é demonstrada a situação econômicofinanceira da empresa na data a que o balanço diz respeito. Financeiras Imobilizado 6.315.00 20. realizável a curto prazo (duplicatas.300.00 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 363 . Exemplo de Balancete Balanço levantado em Agosto de 2005 Ativo Banco Clientes Mercadorias Apl. o valor da empresa.00 240.00 6.475.00 Fornecedores Impostos a Pagar Salários a pagar Aluguéis a pagar Passivo 1. etc.00 Patrimônio Líquido Capital Social Lucro do Exercício SOMA DO ATIVO 20.00 300. Contas do ativo têm saldos devedores.

representam despesas: combustíveis e lubrificantes.200.) Despesas com Impostos ( .) Despesa com Aluguéis ( + ) Receita de Juros ( + ) Receita de Aplicações Financeiras ( = ) Lucro Líquido 3.00) (450. de organização. BENS DE CONSUMO: (não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo produtivo).00) (400.00 1. Corresponde ao passivo exigível.000. reorganização.00 240. representam uma aplicação de capital indispensável aos objetivos. material de limpeza etc. máquinas.Demonstração do Resultado do Exercício Período de: 01/08/2005 a 31/08/2005 Empresa: XXXXX Comércio Ltda.00 BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça necessidades humanas. instalações.00) (250. pré-industriais. fórmulas ou processos de fabricação. Depois de consumidos. custo de projetos técnicos.00) 500. ponto comercial. benfeitorias em prédios de terceiros. pesquisa e desenvolvimento de produtos.) Custo da Mercadoria ( . despesas pré-operacionais. porém.) Despesa com Conservação ( . veículos. autorizações ou concessões.140.00) (300. Receita de Vendas ( . móveis e utensílios. equipamentos. BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física. reestruturação ou remodelação de empresas.00 (1. fundo de comércio. CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. direitos autorais. com vida útil superior a 1 ano): imóveis. como marcas e patentes.) Despesa com Salário ( . material de escritório. BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda ou aluguel). 364 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens duráveis.

análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa.CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. tendo saldos credores. por isso são demonstradas com o sinal (-). CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio. CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios. estabelecer normas para sua interpretação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 365 . CONTAS DE RESULTADO: Registram as variações patrimoniais e demonstram o resultado do exercício (receitas e despesas). CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: são classificadas no ativo. CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens. CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro. além da representação gráfica de seus patrimônios. É também igual ao total do ativo da entidade. dividindo-se em civil e comercial. que forma a participação (em dinheiro. direitos. municipal e autarquias. mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social. para alcançar os seus objetivos. Corresponde ao patrimônio líquido. objetivando representá-lo graficamente. estadual. bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa. ramificando-se conforme a sua área de abrangência em federal. CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto. CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado. tanto as físicas quanto as jurídicas. visando a três sistemas distintos: orçamentário. CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. evidenciar suas variações. financeiro e patrimonial. obrigações e situação líquida).

Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados. DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar num determinado período as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da entidade. DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. por causas naturais ou por obsolescência. DESPESAS: São gastos incorridos para. 366 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . mas sempre provocam diminuiçãos na situação líquida. faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra. Ex: seguros a vencer. aluguéis a vencer e encargos a apropriar. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS: Balanço Patrimonial. Demonstração de Resultado. Demonstrações das Mutações do PL. Essa demonstração deve também revelar o dividendo por ação do capital realizado. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício. diante do confronto das receitas. DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido. ainda não distribuídos aos sócios-titular ou aos acionistas. direta ou indiretamente. pesquisa e desenvolvimento. além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição no PL. pelo uso. DIFERIDO: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para lucro em mais de um período. custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. Demonstrações das Origens e Aplicações dos recursos. E apresentar informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de recursos) da empresa durante o exercício. quando esses recursos são os que afetam o capital circulante líquido (CCL) da empresa. revelando os eventos que influenciaram a modificação do seu saldo. Notas Explicativas. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo permanente. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo exigível.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados. gerar receitas.

bancos conta movimento. Ex: produtos acabados. findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados. é chamado de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 367 . também são denominados fatos contábeis. FATOS ADMINISTRATIVOS: São os que provocam alterações nos elementos do patrimônio ou do resultado. EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido. ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos). DISPONÍVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas. registrados no ativo permanente. reconhecendo seu débito. de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros. matériasprimas e mercadorias. É emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador). representadas pelas contas de caixa. DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses). em virtude de sua utilização para fins econômicos. logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos). EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento após o encerramento do exercício subseqüente. com o ano-calendário. ou não. Por essa razão. produtos em elaboração. devendo ser remitida a este último para que a assine (ACEITE). ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade da entidade. ele pode coincidir. Perante a legislação do imposto de renda. cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto. Este procedimento é denominado aceite. EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis. FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos.DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros.

poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse. ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial. terrenos. saldo ou transação. máquinas e equipamentos. ou ainda. O conceito principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras: ações. mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais. dispensa a formalidade do aceite. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar. mas. patentes. imóveis destinados ao arrendamento. seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. ou seja. edifícios. obras de arte. OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante terceiros. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. tecnicamente. podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do patrimônio líquido). demonstrar. ou de valores relativos aos resultados do exercício. de determinada conta. NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a pagar a outra certa quantia em dinheiro num determinado prazo. enquanto não distribuídos ou capitalizados.FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). Por se tratar de título emitido pelo devedor a favor do credor. NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação patrimonial. 368 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . LUCROS ACUMULADOS: Resultados positivos acumulados da entidade legalmente ficam em destaque. veículos. seja a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa. etc. imóveis não utilizados. organizar. podem ser considerados como reservas de lucros. móveis e utensílios. obras em andamento para uso próprio.

independentemente de pertencer a uma pessoa. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes. Reservas de reavaliação. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da entidade. a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. empréstimos bancários. segundo as transações originais – os valores dos componentes patrimoniais e. Contas do passivo exigível têm saldos credores. a fim de que permaneçam substantivamente corretos – isto é. PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do exercício seguinte. prejuízo acumulado é um subitem do patrimônio líquido que surge quando a empresa acumula prejuízos. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 369 . até mesmo integral. Reservas de capital. contas a pagar. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio. Reservas de lucros. um conjunto de pessoas. PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. sua expressão formal deve ser ajustada. Por conseqüência. via de decorrência. Contas do patrimônio líquido têm saldos credores. para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido. o Patrimônio Líquido. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistência de intenção da empresa em convertêlos em dinheiro. de seu valor. com a perda. PREJUÍZO ACUMULADO: Na contabilidade. e Lucros/Prejuízos acumulados. na sua composição qualitativa e quantitativa. títulos a pagar. divide-se em: Capital social. salários a pagar.PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos (bens e direitos) da entidade é menor do que o passivo exigível (obrigações). imposto de renda a pagar. duplicatas a pagar. PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da entidade. PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda – embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante de poder aquisitivo.

diretores ou participantes no lucro (não constituem negócios usuais). PRINCÍPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimônio devam ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida. com ou sem fins lucrativos. independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. simultaneamente. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se. RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa. são consideradas as receitas e despesas.ou finalidade. no caso de sociedade ou instituição. independentemente das causas que as originaram. Só pode ser utilizado em entidades sem fins lucrativos. direitos derivados de vendas. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. 370 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . PROVISÃO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobráveis. Por conseqüência. nos quais os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas. É obrigatório nas entidades com fins lucrativos. são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período. REGIME DE CAIXA: Quando. na apuração dos resultados do exercício. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. expressos em valor presente na moeda do país. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da entidade. na apuração dos resultados do exercício. nessa acepção. acionistas. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários.

http://www.depaulacontadores. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicam acréscimo de valor ao custo de aquisição de Ativos já corrigidos monetariamente. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos.http://www. RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competência pertence a exercício futuro.br/contabilidade/ contabilidade.br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade023.html • http://www.com.com.RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros.portaldecontabilidade. RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuízo operacional): É aquele que representa o resultado das atividades.juliobattisti.asp a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 371 . estatutária ou por outras razões.htm • De Paula Contadores . por exigência legal. principais ou acessórias. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal de Contabilidade . baseado no mercado. RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da empresa por vários motivos.br/glossario. que constituem objeto da pessoa jurídica.com.

372 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . o sistema consagrou-se e a Microsoft chamou a atenção para o seu sistema. Todos os fabricantes de software começaram a adaptar ou criar as versões de seus produtos para rodar na plataforma Windows. Em 1985 a Microsoft lançou um sistema de tela gráfica que não obteve sucesso de uso. quando foram lançados o Windows 3.19. em 1984.0. que foi desenvolvido em parceria com a Microsoft. lançou um sistema de tela gráfica denominado OS/2. foi o Windows1. Em 1987 a IBM. INFORMÁTICA BÁSICA INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA A novidade dos componentes com tela gráfica operados com auxílio de um mouse foi lançada pela empresa Apple Computer.0 e em 1990 o Windows 3.11. que começou a ser visto como uma alternativa viável para o crescimento de usuários de computadores. Antes de terminar a parceria com a IBM a Microsoft lançou o Windows 2. Em 1992.1 e o Windows 3. mas a IBM continuou o desenvolvimento do produto que atingiu o auge em 1996 com o OS/2 versão 4.0 denominado Merlin. com o produto denominado Macintosh. A parceria foi desfeita em 1989.0.

disco flexível e disco rígido ou winchester. depois de vários testes com o windows 98 surge o Windows XP. Software são os programas que.Já em 27 de agosto de 1995. com design totalmente diferente e com funções inteligentes. conjunto de componentes e equipamentos adequadamente estruturado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 373 . utilizando o hardware computador. Além dos periféricos da CPU o computador possui diversos componentes eletrônicos assim como as memórias. O CÉREBRO ELETRÔNICO O computador é composto de uma unidade central de processamento e de periféricos. A unidade central de processamento é chamada CPU (Central Processing Unit) ou UCP. teclado. O novo sistema não trouxe grandes novidades em relação ao seu visual. tem duas partes diferentes que funcionam em conjunto: Hardware é a parte física do computador. o Windows 98 era lançado mundialmente. O COMPUTADOR Um computador. e os periféricos mais utilizados são: monitor de vídeo. cabos. a Microsoft amargou perante a justiça um processo gerado pela lei contra os monopólios. que ao longo de 2 anos e 9 meses obteve a cifra de 92% de usuários em todo o mundo. mas teve o seu núcleo praticamente refeito. os mais importantes são: • Sistema Operacional: prepara o computador para receber e executar os programas. depois de empreender a maior campanha de marketing que já se teve notícia até então. Existem softwares de vários tipos. em julho de 1998. periféricos. impressora. Nos anos de 1997 e início de 1998. foi lançado o Windows 95. placas e chips fazem parte dele. executam as diferentes tarefas necessárias ao processamento de dados. Lembre-se: Memória é qualquer lugar onde os dados podem ser armazenados. Agora. mas a guerra judicial foi vencida e. Componentes de memória.

disquetes. erros fatais ou operações ilegais. Os disquetes são delicados e podem ser facilmente danificados. Podem ser utilizadas por leigos. mas nunca toque as superfícies magnéticas expostas. Essa nova versão herda do Windows NT algumas qualidades que fazem do XP a melhor escolha. sendo utilizado somente por porta USB. As outras grandezas são: Kilobyte = 1024 bytes. 374 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Megabytes = 1024 Kilobytes. com valor de armazenamento de dados igual ou maior que os CDs atuais. quando rígido “HD” . desenhar ou armazenar informações. o sistema conta com novidades e alguns aprimoramentos nos recursos já existentes. a leitura do disco estaria comprometida. pois são fáceis de manusear. Não aproxime o disquete de objetos que geram um campo magnético. • Aplicativos: executam tarefas comuns como escrever. Terabyte=1024 gigabytes. são dispositivos de entrada e saída. fazer cálculos. além de contar como uma interface mais bonita. nesse caso. todavia. quando flexíveis . O XP quer dizer eXPeriência. Gigabyte = 1024 megabytes. Os discos de CD’s e DVD´s não têm o problema de desmagnetização. Obs.winchester. ficando livre de travamentos. pois o usuário terá uma nova experiência ao utilizar o sistema operacional. Você pode pegar um disco pela sua cobertura externa. Por precaução. OS DISCOS Os discos. A unidade que representa esse volume de dados gravados em um disco ou outro dispositivo de armazenamento é o byte que representa um caractere. Com uma melhoria no visual.: devemos lembrar que além dos discos há o Pendrive. ele pode ser riscado e. MICROSOFT WINDOWS XP O Microsoft Windows XP traz maior estabilidade e segurança com um sistema operacional que aposenta de vez o velho MS-DOS. procure ter os mesmos cuidados empregados aos disquetes.• Linguagens de Programação: utilizadas para escrever programas. • Ferramentas: auxiliam o desenvolvimento de programas e o gerenciamento dos discos. tanto para o uso doméstico como para o uso em empresas. capazes de armazenar dados. Trate-os sempre com cuidado e guarde o disquete em uma caixa quando fora de uso. têm aplicação profissional.

Para encerrar o Windows com segurança. o Windows deve ser desligado corretamente. trabalhar com dois processadores. clique em Reiniciar. Entre os recursos exclusivos da versão Professional se destacam: área de trabalho remoto. 3. alguns recursos somente são encontrados na versão Professional. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 375 . Para reiniciar o sistema. por outro lado. 4. Desligar o computador. Para cancelar o desligamento do sistema. entre outros. criptografia de arquivos e sistema.A versão doméstica é mais leve. Encerrar o Windows XP Antes de desligar o computador. desligue o computador pressionando o botão Desligar ou Power em seu gabinete. 1. 2. discos dinâmicos. conexão em um domínio. I NICIALIZANDO O W INDOWS XP Para carregar o sistema operacional. exigindo menos poder de processamento e memória. suporte a mais de um monitor. clique em cancelar. Após alguns segundos o Windows XP estará completamente carregado e pronto para ser utilizado. Clique em Iniciar. O usuário será informado que o sisteFigura 1. 1. A caixa de diálogo “Desligar o computador” será exibida. Clique em Desativar para desligar o Windows com segurança.0 ma já foi desligado corretamente. 2. Ligue o computador.

Se a barra de tarefa estiver bloqueada. No menu suspenso.5 376 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .Á REA lixeira. Através do botão “Iniciar” é possível abrir novas opções de navegação do Windows. Clique com o botão direito do mouse em qualquer área vazia da barra de tarefas. encontra-se o botão Iniciar. som. Essas opções podem ser controladas e alteradas pelo usuário. meses e ano no sistema. clique em Bloquear a barra de tarefas para retirar a marca de seleção.1 O relógio do sistema encontra-se no canto inferior direito. Figura 1. entre outros. Relógio Figura 1. daí o nome Painel de controle. Figura 2. para cima ou para baixo na tela. dias. basta arrastá-la para os lados. É possível exibir e alterar as horas. DE TRABALHO (D ESKTOP ) A área de trabalho ou Desktop está menos poluída. resolução. principal meio de locomoção e navegação do Windows. proceda da seguinte maneira: 1. apresentando somente o ícone da Botão Iniciar No canto inferior esquerdo. Movendo a barra de tarefas A barra de tarefas pode ser movida para qualquer local conveniente. Arraste e solte a barra de tarefas para um novo local em sua área de trabalho. 2. data e hora.6 3. Painel de controle O Painel de controle do Windows XP agrupa itens de configuração de dispositivos e opções em utilização como vídeo.

Clique em Iniciar. Painel de controle.5 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 377 . Para exibir o conteúdo de uma pasta. etc. O WordPad não permite criar tabelas. vídeos. rodapé nas páginas. Para iniciar o WordPad. 1. Figura 4. 2. Inicialmente o Painel de controle exibe nove categorias distintas. Para localizar arquivos. Clique na opção desejada. Utilize os botões de navegação: Voltar Avançar Acima Pesquisar Pastas Para voltar uma tela. aponte para Todos os Programas. 3. itálico. Para retornar a tarefa. formatação do parágrafo à direita. Portanto é um programa criado para um primeiro contato com os produtos para escritório da Microsoft. 2. 4. entre eles o Word. 3. com suporte a várias fontes e seus tamanhos. TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD O Acessório WordPad é utilizado no Windows principalmente para o usuário se familiarizar com os menus dos programas Microsoft Office. sublinhado. à esquerda e centralizado. cabeçalho e mala direta. etc. Entre suas funcionalidades o WordPad lhe permitirá inserir texto e imagens. Para ir ao diretório acima. Posicione o cursor do mouse em Acessórios.Para acessar o Painel de controle 1. trabalhar com texto formatado com opções de negrito. imagens. Na próxima tela escolha a tarefa a ser realizada. Clique em Iniciar. sons. Clique em WordPad.

2. posicione o cursor do mouse em Novo. você pode copiar.WINDOWS EXPLORER O Windows Explorer exibe a estrutura hierárquica de arquivos. 3. 4. mover. Figura 5. Usando o Windows Explorer. clique em Pasta. pastas e unidades no computador. Figura 4. renomear e procurar por arquivos e pastas. Clique no menu Arquivo.0 Figura 5. Selecione o diretório ou pasta onde deseja criar uma nova pasta.9 Criar nova pasta 1. Digite um nome para a nova pasta e pressione a tecla Enter. Abra o Windows Explorer. Ele também mostra as unidades de rede que foram mapeadas para letras de unidades do computador.1 378 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .

recortar e colar arquivos Através do Windows Explorer é possível abrir uma pasta que contenha um arquivo que você deseja copiar ou mover.2 Figura 5.3 3. Copiar. Para copiar ou recortar um arquivo. renomear uma pasta. 1.Renomear uma pasta Através do botão direito do mouse possível realizar diversas operações. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 379 . 1. No menu suspenso selecione Renomear. Clique com o botão direito na pasta que deseja renomear Figura 5. 4. recortar e colar em uma outra pasta.Caminhe por entre os diretórios e pastas. 2. localize o arquivo que deseja copiar ou recortar. Por exemplo. 2. Abra o Windows Explorer. Para renomear uma pasta utilizando o Windows Explorer. Digite um novo nome para a pasta e pressione a tecla Enter.Abra o Windows Explorer.

clique em Recortar ou clique em copiar para criar uma copia em outro diretório ou pasta. Figura 5. Abra a pasta ou diretório que ira armazenar o arquivo. 5. Teclas de atalho do Outlook Express Ao invés de ficar clicando em botões. Para recortar o arquivo. Clique no menu Editar. clique em Colar. Ação Responder ao remetente Enviar uma mensagem Apagar mensagem Imprimir mensagem Localizar uma mensagem Inserir assinatura Abrir o catálogo de endereços Nova mensagem Ir para uma pasta Mover uma mensagem para outra pasta Combinação de teclas Ctrl + R Ctrl + Enter Ctrl + D Ctrl + P Ctrl + Shift + F Ctrl + Shift + S Ctrl + Shift + B Ctrl + N Ctrl + Y Ctrl + Shift + V 380 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Experimente usar algumas combinações de teclas. você pode utilizar teclas combinada para realizar ações de envio.3.Selecione o arquivo e clique no menu Editar. impressão e exclusão de mensagens.5 4.4 Figura 5.

1. 4. Selecione o arquivo e clique no botão Anexar. 5. 2. Digite a mensagem de resposta e clique no botão enviar. Clique no botão Enviar Figura 7. Para enviar um arquivo anexado. 3.2 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 381 . O arquivo será anexado à mensagem. Digite o e-mail de destino. 1. Clique no botão ( ) Responder. Enviando mensagens com arquivo em anexo O Outlook possibilita o envio de arquivos em anexados.9 2. Clique no botão ( ) Anexar.1 3. o assunto e a mensagem.Respondendo uma mensagem Faz parte da etiqueta da Internet responder a todos e-mails enviados para sua conta de e-mail. Figura 6. Abra a pasta onde se encontra o arquivo. a caixa de diálogo Inserir Anexo se abrirá. clique no botão ( ) Criar email. Para responder um e-mail selecione a mensagem na Caixa de Entrada. Figura 7.

bem como as réguas e informações gerais do docu- 382 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .Indica uma opção de configuração que deve ficar marcada quando ativa e desmarcada quando inativa.indica o acesso a um dos botões. é preciso apresentar a simbologia utilizada para explicar o seu funcionamento: <MENU> . A seguinte tela deverá aparecer: < Menu suspenso < Botões de atalho < Régua orientação < Informações gerais C ONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO Esse editor de textos segue o padrão de personalização do ambiente de trabalho do Windows. [BOTÃO] .indica para selecionar uma TAB (“orelhinha”) [ ] Itálico . {TAB} . clicamos no botão <INICIAR> escolhendo a opção <PROGRAMAS> e procurar na pasta <MICROSOFT OFFICE> o programa <MICROSOFT WORD>. Para iniciar o trabalho com o Word/2000. podemos escolher o conjunto de barras de ferramentas e botões que queremos deixar visível na tela. -TECLA – Indica a digitação de uma tecla do teclado. Isto é.WORD (VERSÃO 2000) Antes de abordar esse programa.indica acesso a uma das opções do Menu que aparece na parte superior da tela. I NICIAR O EDITOR DE TEXTOS O objetivo de um editor de textos é obviamente o que o nome propõe: editar textos.

Ao abrir as opções de Menus você pode observar que somente as opções mais recentes primeiramente aparecem. “Titulo 2”. F ORMATANDO FONTES Em um documento. etc. As barras marcadas estão ativas. Para a forma de apresentação das letras temos os botões [N] para negrito. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 383 . Para isso podemos utilizar várias formas de modificar o ambiente.mento. As opções de negrito. “12”. Veja a figura logo a seguir. [I] para itálico e [S] para sublinhado.) e a forma de apresentação da letra. etc. “Recuo de corpo de texto”. Na primeira caixa de seleção temos um conjunto de estilos já configurados (“Normal”. o tamanho (“10”. até mesmo em uma única linha. A barra de ferramentas que possui os estilos de fontes é apresentado na figura abaixo. Para inserir ou deletar botões das barras de ferramentas. podemos ter várias fontes (tipos de letras). clique na indicação “Ú” que aparece no final de cada barra de ferramentas. Se quiser que todas as opções apareçam clique no menu <FERRAMENTAS> <PERSONALIZAR> {OPÇÕES} e desmarcar a opção [ ] Menus mostram primeiro comandos recém-usados. itálico e sublinhado são ativadas ou desativadas clicando sobre o botão. Uma delas é através do menu <EXIBIR> <BARRA DE FERRAMENTAS>.). Para ativar ou desativar as barras basta clicar na opção da barra escolhida. Porém podemos optar por determinar o nosso próprio estilo escolhendo o tipo de fonte (normalmente a padrão é a “Times New Roman”).

a nova linha aberta. Quando queremos digitar um título. Normalmente a cor padrão na inicialização de um texto é a automática (preta). que será o seu novo parágrafo. [ALINHAR À DIREITA]. também estará centralizado. é um arquivo que possui um nome usado para identificá-lo para reedição. Importante lembrar que. pois podemos visualizar a fonte antes de escolher. podemos alinhar o texto dentro do parágrafo de quatro formas. que representa os botões de controle que controlam este recurso. Outra forma de escolher a cor da fonte é pelo botão indicado na figura abaixo. O mesmo acontece para a opção [ALINHAR À ESQUERDA]. C OR DA FONTE A escolha da cor da fonte a ser utilizada na digitação do texto pode ser feita de pelo menos duas formas: através do menu <FORMATAR> <FONTE> escolhendo a cor na caixa “Cor da Fonte”. O parágrafo que você acaba de ler é um exemplo da forma justificada de texto. independente do número de páginas que ele possui. necessitando que seja alterada a sua formatação antes do início da digitação do texto. e queremos que o mesmo esteja centralizado na folha. basta clicar sobre o botão [CENTRALIZAR] e o texto automaticamente será centralizado. cópia e exclusão.A escolha de fontes também pode ser feita através do menu <FORMATAR> <FONTES>. A BRIR DOCUMENTO /S ALVAR /S ALVAR COMO Todo documento. segundo a figura abaixo. 384 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Esta janela possui uma vantagem sobre a barra de ferramentas. impressão. A LINHAMENTO DO TEXTO No Word. quando você pressiona – ENTER -. A opção [JUSTIFICAR] deve ser utilizada quando desejamos que o Word alinhe automaticamente as linhas do texto com as margens direita e esquerda.

cujo desenho é igual ao da figura que aparece ao lado . o aplicativo questiona o usuário sobre se ele quer salvar o arquivo. 3. ou então acionar o menu <FORMATAR> <MARCADORES E NUMERAÇÃO> <NUMERA- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 385 . a próxima linha (parágrafo) terá uma nova numeração com incremento de uma unidade. À medida que você termina de digitar uma linha.doc)”. 2. Após ter preenchido as opções. N UMERAÇÃO E M ARCADORES . Você também pode utilizar o botão na barra de ferramentas. Essa tarefa pode ser feita de várias maneiras. O ideal é clicar no menu <ARQUIVO>. Podemos utilizar o botão da barra de ferramentas cujo desenho é apresentado na pequena figura que aparece logo ao lado . etc.Primeiramente precisamos dar um nome ao arquivo. Existem várias formas de se abrir um documento do Word. não salvar ou cancelar o encerramento do aplicativo. Em ambas as opções e na primeira vez que estamos salvando o documento uma janela será apresentada. Veja a figura que aparece em seguida Na caixa “Salvar em:” você deve selecionar a pasta que irá armazenar o documento. Na caixa “Salvar como tipo:” é onde selecionamos o tipo de arquivo que queremos salvar. pressiona a tecla – ENTER -. clique no botão [SALVAR]. ou através do menu <ARQUIVO> <SALVAR>. O Word permite que o documento seja salvo em formatos diferentes do formato padrão do Word. A numeração será iniciada automaticamente. Por enquanto deixaremos sempre a opção “Documento do Word (*. escolher a opção <ABRIR> e procurar a pasta e o arquivo desejado. Para inserir uma numeração simples (1. Ao encerrar o Word.) e automática de itens no Word primeiramente deve-se clicar sobre o botão de controle conforme figura ao lado DA>. Na caixa “Nome do arquivo” você deve colocar o nome que você quer dar ao arquivo.

A diferença entre os numeradores e os marcadores é que os marcadores são representados por símbolos ou figuras. Para selecionar a área do texto a ser copiada. Para transferir o bloco selecionado para a memória. T ECLAS DE ATALHO O Windows e todos os aplicativos da Microsoft possuem o recurso denominado “Teclas de Atalho”. enquanto que os numeradores por números e letras. a opção de copiar utilizando as teclas – CTRL + C – ou colar. copiar ( transferir a área selecionada para a memória do micro ) e colar ( transferir da memória do micro para o ponto que irá receber a cópia). Para isso. S ELECIONANDO . ou então clicar na primeira letra do texto e. as opções de formatação estão no mesmo menu utilizado pelos numeradores. pressionar sem soltar a tecla – SHIFT – e utilizar as setas do teclado para selecionar a área. As teclas de atalho podem ser úteis já que não precisamos retirar as mãos do teclado para pegar o mouse e selecionar um conjunto de opções do menu. 386 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . 2. clique na opção <EDITAR> do menu em seguida <COPIAR> ou então pressione as teclas – CTRL + C . utilizando as teclas – CTRL + V – nada mais são do que teclas de atalho.Para os marcadores. Vá para o ponto do texto onde deseja inserir o bloco selecionado e clique na opção <EDITAR> do menu e em seguida <COLAR> ou então pressione as teclas – CTRL + V -. Como vimos no item anterior (item 8). temos o recurso de selecionar ( marcar a área do texto a ser reproduzida ). ou até mesmo de outro texto. Você pode clicar e arrastar o mouse sobre o texto a ser copiado. COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO Às vezes você precisa repetir uma ou mais partes de um texto. proceda da seguinte forma: 1. em seguida. 3.

clique no botão [MAIS]. V ERIFICANDO O RTOGRAFIA E G RAMÁTICA A verificação da ortografia e gramática pode ser feita acessando o menu <FERRAMENTAS> <ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA> ou clicando a tecla . conforme a tela abaixo. S UBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS Para substituir textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <SUBSTITUIR>. conforme apresentado na figura mostrada a seguir. Para que todas as opções de substituição apareçam. acima ou abaixo de onde o cursor estiver posicionado. Uma nova tela é apresentada. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja substituir. modificando a opção [DIREÇÃO]. A cada ocorrência da palavra. o usuário deve clicar no botão [LOCALIZAR PRÓXIMA] para que o localizador procure a próxima ocorrência da palavra ou então escolher o botão [CANCELAR] para cancelar a procura.ou então na barra de ferramentas que apresenta o seguinte botão a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 387 . onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja localizar.L OCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS Para localizar textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <LOCALIZAR>. Podemos optar por substituir todo o texto.F7 . conforme apresentado na figura abaixo. Uma nova tela é apresentada.

O Word pode verificar os problemas de ortografia e gramática durante a digitação do texto. 388 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . A tela é então apresentada conforme a figura abaixo. O Word exibe linhas vermelhas abaixo das palavras que ele acha estarem erradas e linhas onduladas verdes abaixo das sentenças que ele acha estarem com problemas gramaticais. Para ativar ou desativar a opção de verificação durante a digitação o usuário deve acessar o menu <FERRAMENTAS> <OPÇÕES> e na {ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA}.A tela conforme figura a seguir é então apresentada. Essa opção pode ser ativada ou desativada pelo usuário. Isso permite ver imediatamente se foi digitada uma palavra errada ou se uma frase não está gramaticalmente correta.

Pressione as teclas –TAB – para navegar na tabela e incluir texto. Na figura abaixo. O usuário sempre deverá fazer também. M ÚLTIPLAS COLUNAS O Word permite que o usuário trabalhe com o texto formatado em mais de uma coluna. manualmente. você não passa para a próxima célula (como acontece no Excel). o usuário deve acessar o menu <TABELA> <INSERIR><TABELA> (ver figura a seguir) e escolher o número de linhas e colunas que a tabela deve ter. Inicialmente. o Word não formata colunas. você simplesmente passa para uma nova linha dentro da célula. Ao pressionar a tecla – ENTER – em uma tabela do Word.Mesmo assim não podemos afirmar que o Word irá corrigir todos os erros de gramática e ortografia existentes no documento. O Word permite que um documento possua várias formatações de colunas diferentes em um único texto. a sua revisão. Para formatar colunas o usuário deve acessar o menu <FORMATAR> <COLUNAS>. T ABELAS Para inserir uma tabela no texto. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 389 . até por ser mais comum nas tarefas diárias. podemos observar as opções possíveis de formatação de colunas.

Segure o ponteiro do mouse pressionado e arraste o mouse até a posição desejada. A LTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS Para alterar as linhas e colunas de uma tabela. Após inserir uma tabela qualquer em seu documento. por meio do qual podemos especificar a largura de linhas e colunas utilizando as medidas de “centímetros”. O usuário deve selecionar a tabela antes de alterar os valores. linha ou coluna que deseja modificar. A escolha da autoformatação também pode ser feita no momento da inserção da tabela clicando no botão [AUTOFORMATAÇÃO] que aparece na tela de inserção da tabela (ver figura 15.1). 390 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .A UTOFORMATAÇÃO DE TABELAS O Word possui alguns formatos pré-definidos de tabelas. Quando o cursor estiver na posição de modificação de linhas e colunas o desenho do ponteiro será modificado para: Linhas Colunas A modificação de largura de linhas e colunas de toda a tabela ou de uma linha ou coluna específica também pode ser feita através do menu <TABELA><PROPRIEDADES DA TABELA> (ver figura logo a seguir). clique em uma das células da tabela e escolha no menu <TABELA> a opção <AUTOFORMATAÇÃO DA TABELA>. posicione o ponteiro do mouse na linha ou coluna que deseja modificar.

a linha é destacada. A CRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA Para inserir uma nova coluna na tabela. Acesse o menu <TABELA> <EXCLUIR> <COLUNAS>. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <EXCLUIR LINHAS> no menu de atalho. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <INSERIR LINHAS> no menu de atalho. dê um clique na coluna a qual você gostaria de excluir.A CRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA Para inserir uma nova linha na tabela. dê um clique à esquerda da linha acima da qual você quer inserir outra linha. as colunas marcadas desaparecem. a coluna fica destacada. Acesse o menu <TABELA> <INSERIR> <COLUNAS A DIREITA> ou <COLUNAS A ESQUERDA>. a nova coluna aparece na tabela. a coluna é destacada. (Observe que o ponteiro do mouse muda de uma seta apontando à esquerda para uma seta apontando à direita). dê um clique à esquerda ou à direita da coluna ao lado da qual você quer inserir outra coluna. Para excluir uma nova linha da tabela. a linha fica destacada. a nova linha aparece na tabela. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 391 . dê um clique na margem esquerda da linha a qual você gostaria de excluir. Para excluir uma nova linha da tabela. a linha desaparece.

selecione a tabela e acesse o menu <FORMATAR> <BORDAS E SOBREAMENTO>.F ORMATAR BORDAS DA TABELA Para modificar as bordas da tabela. Depois selecionamos a tabela e acessando o menu <TABELA><CLASSIFICA TABELA> escolhemos as opções de classificação (ver figura abaixo). Podemos ordenar a tabela em ordem crescente ou decrescente e com mais de uma opção de classificação de colunas. 392 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . O RDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA O Word permite a ordenação de dados inseridos em uma tabela. podemos inserir em uma tabela uma lista desordenada de nomes de pessoas com os seus respectivos números de telefone. conforme apresentado na figura abaixo. Por exemplo.

mais contraste. conforme figura abaixo. imagens. escolha a pasta e o arquivo que deseja inserir. Você tem a opção de colocar a figura entre. O Word também permite que o usuário escolha novas figuras. sons. clipes e gráficos. Nessa barra de ferramentas. imagens e gráficos para que possam ser acrescentados aos seus documentos. sobre e abaixo do texto. Uma barra conforme a figura abaixo. conforme a figura abaixo. O Word também permite que você insira figuras a partir de arquivos que não estejam no Clipart. o menu. Escolhendo a primeira opção (ver figura abaixo) você insere a figura em seu documento. você pode aumentar ou diminuir o tamanho da figura. figuras. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 393 . Clicando sobre a figura desejada. Você pode dar um clique com o botão direito do mouse sobre a figura. inserir outras figuras etc. clique na opção “disposição do texto” que aparece no nono ícone. Para facilitar o seu trabalho com figuras. você pode deixar ativada a barra de ferramentas “DESENHO”. colocar mais brilho. sons. é apresentado. As demais opções de botões apresentadas são. Posicione o cursor no documento. será apresentada. com um quadrado em sua volta ou não. etc. clipes. M ODIFICAR A FIGURA . opção para adicioná-lo em uma categoria denominada “favoritos” e opção para acionar um processo de busca por clipes semelhantes. As figuras estão classificadas em categorias. Escolha a categoria e a figura desejada. Escolha no menu suspenso a opção <INSERIR> <FIGURA> <CLIPART>. Para isso escolha no menu a opção <INSERIR><FIGURA><DOARQUIVO>. próximo de onde você deseja inserir uma figura. Escolha a opção “Mostrar barra de ferramentas “Figura”“.I NSERIR F IGURAS O Word permite que o usuário crie seus documentos utilizando além de textos. respectivamente: opção de visualização do clipe. Para ativar essa opção.

linhas. etc. Para acessar o menu de formatação do texto Word Art.I NSERINDO A UTOFORMAS Autoformas são figuras com formatos específicos: setas. Depois o usuário deverá digitar o texto que deseja que fique com essa forma de apresentação. O usuário pode determinar o tipo de fonte. Para modificar as figuras “autoformas”. serão apresentadas. 394 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . T RABALHANDO COM W ORD A RT Para trabalhar com o Word Art (ferramenta que usa letras artísticas). textos explicativos que podem ser usados em conjunto com texto e figuras. tamanho. clique no menu <INSERIR> <FIGURA> <AUTOFORMAS>. A figura abaixo será apresentada e o usuário poderá então escolher a melhor forma de apresentação de sua autoforma. Para acionar o menu de autoformas. As opções conforme a figura abaixo. fluxogramas. clique com o botão direito do mouse sobre o texto Word Art e escolha a opção “Formatar Word Art”. dê dois cliques sobre a figura inserida em seu documento. o usuário deve escolher com qual tipo de apresentação de Word Art quer trabalhar. acessando no menu <INSERIR> <FIGURA> <WORDART> e escolhendo a disposição de texto que mais lhe interessar.

praticamente a causa da explosão dos microcomputadores no final da década de 1970. mas somente que você conheça a aplicação que irá desenvolver e os comandos próprios da planilha. em seguida clique na opção Programas. por si sós. as planilhas vieram ao encontro de milhares de organizações e pessoas que tinham ou têm. Uma planilha eletrônica substitui naturalmente o processo manual ou mecânico de escrituração e cálculos. Trabalhar com uma planilha eletrônica não exige conhecimentos de programação. quando estes foram lançados. C ARREGANDO O E XCEL 7 Para carregar o EXCEL 7. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 395 . de forma a já poder criar os seus primeiros modelos e. tendo como representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple. No menu programas. Com o advento do ambiente gráfico Windows. tabelas e gerações de números baseados em variáveis. na formulação de projeções.EXCEL Planilhas eletrônicas As planilhas eletrônicas ficarão na história da computação como um dos maiores propulsores da microinformática. sua principal carga operacional. você deve dar um clique no botão iniciar. tornando-se a rainha das planilhas. clique no grupo MsOffice. verá em detalhes os recursos do EXCEL 7 que permitirão a criação de planilhas mais sofisticadas e com uma melhor aparência. você aprenderá as operações básicas para a criação e impressão de uma planilha. opção Microsoft Excel. Elas são. Como são relativamente fáceis de operar. a planilha Excel passou a dominar esse ambiente gráfico. posteriormente. Supercalc e Lotus 1-2-3 para os PC’s. Agora.

você trabalhará apenas com a primeira folha da pasta. você poderá criar uma única planilha e utilizar doze folhas em cada pasta. A tela de trabalho do EXCEL 7 é composta por diversos elementos. Uma célula é o cruzamento de uma coluna com uma linha. um número ou uma fórmula que faça menção ao conteúdo de outras células. assim como sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga. INS. o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em branco com o nome de Pasta 1. da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. Barra de fórmulas: Tem como finalidade exibir o conteúdo da célula atual e permitir a edição do conteúdo de uma célula. entre os quais podemos destacar os seguintes: Células: Uma planilha é composta por células. etc. segundo o qual cada planilha é criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho. 396 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Workbook: O EXCEL 7 trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho. etc. Marcadores de página (Guias): Servem para selecionar uma página da planilha. como a tecla NumLock.A T ELA DE TRABALHO Ao ser carregado. em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de sua empresa no ano. Cada célula é identificada por um endereço que é composto pela letra da coluna e pelo número da linha. END. A função de uma célula é armazenar informações que podem ser um texto. Com esse conceito. mas podem ser renomeados. Na maioria das vezes. Esses marcadores recebem automaticamente os nomes Plan1.. Plan2. Linha de status: Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de advertência sobre os procedimentos que estão sendo executados.

Use as teclas de seta em combinação com outras teclas para acelerar a movimentação. 1. M OVIMENTANDO .Janela de trabalho: Uma planilha do Excel tem uma dimensão física muito maior do que uma tela-janela pode exibir. Use as teclas de seta para mover o retângulo célula a célula na direção indicada pela seta. é necessário que ela seja selecionada previamente. O Excel permite a criação de uma planilha com 16. 2. ou seja. você deve mover o retângulo de seleção até ela.384 linhas por 256 colunas.SE PELA PLANILHA Para que uma célula possa receber algum tipo de dado ou formatação. Use uma caixa de diálogo para indicar o endereço exato. 3. U SANDO TECLAS A próxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o retângulo de seleção pela planilha: AÇÃO Mover uma célula para a direita Mover uma célula para a esquerda Mover uma célula para cima Mover uma célula para baixo Última coluna da linha atual Primeira coluna da linha atual Última linha da coluna atual Primeira linha da coluna atual Mover uma tela para cima Mover uma tela para baixo Mover uma tela para esquerda Mover uma tela para direita Mover até a célula atual Mover para célula A1 F5 TECLAS A SEREM USADAS seta direita seta esquerda seta superior seta inferior CTRL-seta direita CTRL-seta esquerda CTRL-seta inferior CTRL-seta superior PgUp PgDn ALT+PgUp ALT+PgDn CTRL+Backspace CTRL+HOME Ativa caixa de diálogo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 397 . 4. escolhendo um dos vários métodos disponíveis. Para tornar uma célula ativa. que se torne a célula ativa. Use o mouse para mover o indicador de célula e com isso selecionar uma célula específica.

basta apontar o indicador de posição para a célula desejada e dar um clique.U SANDO A CAIXA DE DIÁLOGO Se você sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor. Depois de informar o endereço. USANDO O MOUSE Para mover o retângulo de seleção para uma determinada célula que esteja aparecendo na janela. Esse método é muito mais rápido do que ficar pressionando diversas vezes uma combinação de teclas. pressione o botão OK. Quando ela aparecer. Se a célula estiver fora da área de visão. 398 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . você deve usar as barras de rolamento vertical ou horizontal. informe a referência da célula que você deseja. pressione a tecla F5 para abrir a caixa de diálogo Ir Para.

E NTRADA DE NÚMEROS Por exemplo. o EXCEL 7 alinha um texto à esquerda da célula e os números à direita. a barra de fórmulas muda. Para finalizar a digitação do número 150 ou de qualquer conteúdo de uma célula na caixa de entrada pelo botão na barra de fórmulas. o conteúdo da célula está terminado e o retângulo de seleção é automaticamente movido para a célula de baixo. Um comando Essa seleção quase sempre se faz pelo primeiro caractere que é digitado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 399 . Um número 3. Um texto ou um título 2. Como padrão. pressione ENTER. I NSERINDO OS DADOS Inserir o conteúdo de uma célula é uma tarefa muito simples. o EXCEL 7 assume que ao pressionar ENTER. Uma fórmula 4. Note que ao digitar o primeiro número. Cada número digitado na célula é exibido também na barra de fórmulas. Como padrão. Em seguida. basta digitar o seu conteúdo.Você pode arrastar o botão deslizante para avançar mais rapidamente ou então dar um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais vagarosamente a tela. selecione a célula C4 e digite o número 150. exibindo três botões. O EXCEL 7 sempre classificará o que está sendo digitado em quatro categorias: 1. Você deve selecionar a célula que receberá os dados posicionando o retângulo de seleção sobre ela.

em vez de ENTER. na barra de Para cancelar as mudanças. dei- Se durante a digitação algum erro for cometido. o retângulo de seleção permanecerá na mesma célula. fórmulas ou pressione ESC. que mantém o retângulo de seleção na mesma célula. a digitação de uma célula for concluída com o pressionamento da caixa de entrada .Se. pressione a tecla Backspace para apagar o último caractere digitado. que avança o cursor para a célula de baixo. Essas duas operações apagarão o que foi digitado. conforma a figura abaixo: 400 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . adotaremos sempre o pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitação de uma célula. Agora insira os números mostrados na figura abaixo: E NTRADA DE TEXTOS Inserir um texto em uma célula é igualmente fácil. Como padrão. Agora insira os textos. digitar o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalização da digitação. você pode finalizar a digitação de um texto ou número pressionando uma das teclas de seta para mover o retângulo de seleção para a próxima célula. Além da tecla ENTER. dê um clique na caixa de cancelamento xando a célula e a barra de fórmulas em branco. e da caixa de entrada. basta selecionar a célula.

enquanto na linha de fórmula.E NTRADA DE FÓRMULAS É na utilização de fórmulas e funções que as planilhas oferecem real vantagem para seus usuários. você trabalhará fornecendo endereços de células para serem somados. Cada célula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o conteúdo de uma expressão digitada composta apenas por números e operações matemáticas ou então por referências a células da planilha.8+550+35”. escreveria a seguinte expressão em uma calculadora: “150+345. uma fórmula consiste na especificação de operações matemáticas associadas a uma ou mais células da planilha. aparece a fórmula digitada. Se você fosse fazer a soma dos valores da coluna C. na maioria das vezes. Note que no lugar da fórmula apareceu a soma das células. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 401 . contudo. Posicione o cursor na célula C8. Basicamente. Essa possibilidade de uso do Excel é conveniente em alguns casos.8+550+35” e pressionaria o sinal de igual para finalizar a expressão e obter o número no visor. No EXCEL 7. você pode obter o mesmo efeito se colocar o cursor em uma célula e digitar a mesma expressão só que começando com o sinal de mais: “+150+345. digite a fórmula mostrada e pressione ENTER.

o EXCEL 7 identifica a faixa de valores mais próxima e automaticamente escreve a função SOMA () com a faixa de células que deve ser somada. basta pressionar ENTER para finalizar a sua introdução. Posicione o retângulo de seleção sobre a célula e pressione F2. que facilita a entrada de fórmulas para calcular uma somatória de valores contínuos. pressione o botão Autosoma que se encontra na barra de ferramentas. 1. A LTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA Se você quiser alterar o conteúdo de uma célula. Posicione o retângulo de seleção na célula D7.A A UTO -S OMA O EXCEL 7 possui um recurso muito útil. Ao pressionar o botão. Complete a planilha como mostra a próxima figura: 402 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pode usar dois métodos bem simples que ativarão a edição. 2. Após aparecer a fórmula. Dê um duplo clique sobre a célula. como mostra a próxima figura. Esse recurso consiste na aplicação automática de uma função do EXCEL 7 que se chama SOMA. Em seguida.

No menu Arquivo existe uma opção que se chama Salvar. o terceiro da barra de ferramentas. é solicitado que você forneça um nome para ela. você pode optar pelo menu Arquivo. pela digitação de uma combinação de teclas ou pelo pressionamento de um botão da barra de ferramentas. pode pressionar a combinação de teclas CTRL-B. Nas outras vezes. Para salvar uma planilha.S ALVANDO UMA PLANILHA Quando você salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL 7. se não gostar de usar muito os menus. Você pode ativar esse comando então. A terceira opção é a mais rápida para quem gosta de usar mouse. Basta dar um clique no botão salvar. não será necessário o fornecimento do nome. Qualquer uma dessas opções abrirá a caixa de diálogo mostrada a seguir: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 403 .

ler o arquivo do disco para a memória. em uma mesma seção de trabalho.No EXCEL 7. se não gostar de usar muito os menus. os nomes propostos pelo Excel serão Pasta2. e que é o segundo da barra de ferramentas. ou seja. A terceira maneira de abrir um arquivo é pressionar o botão Abrir. Você pode ativar esse comando então. pode pressionar a combinação de teclas CTRL+A. Pasta3 e assim por diante. Se. Qualquer uma dessas três opções abrirá a caixa de diálogo Abrir: 404 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . você deve abrir a planilha. C ARREGANDO UMA PLANILHA Se posteriormente você necessitar utilizar a planilha novamente. toda vez que uma nova planilha é iniciada. ele recebe o nome de Pasta1. mais de um novo documento for criado. É por isso que você deve fornecer um nome específico para a planilha que está sendo criada. representado por uma pasta se abrindo. No menu Arquivo existe uma opção chamada Abrir.

Quando chegar com o cursor na célula final. a unidade básica de seleção é uma célula. F ORMATAÇÃO DE CÉLULAS Efetuar a formatação de células no EXCEL 7 é bastante simples. você deve posicionar o cursor na célula inicial e em seguida manter o botão esquerdo do mouse pressionado. Enquanto o cursor vai sendo movido. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 405 . basta selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatação sobre ela. o botão do mouse deve ser liberado. vertical ou em forma de retângulo.Ela funciona de maneira idêntica à caixa de diálogo Salvar Como. S ELECIONANDO COM O MOUSE Para selecionar uma faixa com o mouse. enquanto arrasta o retângulo de seleção até a célula correspondente ao final da faixa. as células marcadas ficam com fundo escuro para que visualmente você tenha controle da área selecionada. e você pode selecionar uma célula ou uma faixa de células horizontal. Você deve digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponíveis. Uma faixa de células pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do teclado. S ELEÇÃO DE FAIXAS No EXCEL 7. Toda faixa é composta e identificada por uma célula inicial e por uma célula final.

S ELECIONANDO

COM O TECLADO

Para selecionar uma faixa de células com o teclado, você deve posicionar o retângulo de seleção sobre a célula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a tecla SHIFT pressionada, enquanto usa uma das teclas de seta ou de movimentação para mover o retângulo de seleção até o final da faixa. Ao atingir essa posição, a tecla SHIFT deve ser liberada.

D ESMARCANDO

UMA FAIXA

Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleção feita, basta dar um clique sobre qualquer célula da planilha que não esteja marcada.

F ORMATAÇÃO

DE TEXTOS E NÚMEROS

No EXCEL 7, pode-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos especiais tais como negrito, itálico, sublinhado, entre outros. Um texto pode ser alinhado dentro de uma coluna à esquerda, à direita ou centralizado. Você pode ativar um desses efeitos durante a digitação do conteúdo de uma célula, ou posteriormente, bastando para tal selecionar a célula desejada e pressionar o botão do efeito desejado. Você pode aplicar mais de um efeito na mesma célula.

FORMATAÇÃO

DE NÚMEROS

Além da formatação genérica que se aplica tanto a textos como a números, o EXCEL 7 possui formatos específicos para serem aplicados a números. Na barra de formatação, existem cinco botões específicos para esse fim.

406

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

A LTERAÇÃO

DA LARGURA DAS COLUNAS

Você pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas margens por meio do uso de uma caixa de diálogo ou do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE

Para alterar a largura com o mouse, você deve mover o cursor até a barra de letras no alto da planilha, como mostra a próxima figura.

Em seguida, você deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja, da linha que separa as colunas. Então o cursor mudará de formato, como na próxima figura:

Nesse instante você deve manter o botão esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta a linha de referência que surgiu até a largura que achar conveniente. Ao atingir a largura desejada, é só liberar o cursor do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO

Outra forma de alterar a largura de uma coluna é por meio de uma caixa de diálogo que é acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuará sobre a coluna atual, a menos que você selecione mais de uma coluna previamente antes de ativar o comando.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

407

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de diálogo onde você deve informar a largura da coluna em centímetros.

A PAGANDO

O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS

Se você cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o conteúdo de uma célula, a forma mais simples é posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL. Para apagar uma faixa de células, selecione as células da faixa e pressione DEL.

C RIANDO

GRÁFICOS

O EXCEL 7 oferece uma forma gráfica para representar os seus dados de uma forma mais ilustrativa. O EXCEL 7 permite a criação de gráficos na mesma página da planilha atual ou em outra página da pasta. Veremos agora a criação de um gráfico na mesma página da planilha. Para criar um gráfico, você deve selecionar previamente a área de dados da planilha que será representada pelo gráfico. Em nosso exemplo, a série que será representada está na faixa B3:E7. Após selecionar a faixa, é só pressionar o botão do auxiliar gráfico na barra de ferramentas . Quando esse botão é pressionado, o cursor

muda de formato, surgindo como um pequeno gráfico. Você deve selecionar então uma área da planilha onde o gráfico deve ser criado.

408

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

Após liberar o botão do mouse, o EXCEL 7 ativa as caixas de diálogo Auxiliar Gráfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de células que será representada. Se a seleção de células estiver correta, pressione o botão Próxima: caso contrário, digite a faixa correta.

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de gráfico. Basta dar um clique sobre o tipo desejado, que no exemplo é o de Colunas 3-D.

Pressione o botão Próxima para avançar para a etapa seguinte. Dependendo do formato básico escolhido, serão apresentadas as variações de formato possíveis para o gráfico. No caso do gráfico de colunas 3-D, as variações são mostradas na próxima tela.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

409

A quarta etapa mostra uma visão prévia do gráfico e pede que seja especificado ou confirmado se a seqüência dos dados no gráfico deve ser feita por linha ou por coluna. Como padrão, o EXCEL 7 proporá por colunas. Em nosso exemplo, queremos ver como os itens de despesas se comportam mês a mês. Por isso escolhemos linhas.

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha será usada como legenda para as categorias, que no caso são os meses, e qual coluna será usada para as legendas. Se quiséssemos colocar um título no gráfico, bastaria pressionar o botão próxima. Por ora, deixaremos o título de lado e pressionaremos o botão Finalizar. O gráfico será montado na área selecionada, como mostra a próxima figura. Qualquer valor da faixa que for modificado alterará a aparência do gráfico instantaneamente.

410

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

I MPRESSÃO

DA PLANILHA

Até agora você já aprendeu um mínimo para criar uma planilha no EXCEL 7. Imprimir é ainda mais fácil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a planilha que está sendo editada. Até agora realizamos operações que foram acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impressão também pode ser feita por meio de uma opção do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o ícone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padrão. É o quarto ícone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impressão, verifique se a impressora está ligada, possui papel e seu cabo está conectado ao micro.

F ECHANDO

A PLANILHA ATUAL

Se você estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem gravar as alterações feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha não sofreu alterações desde que foi carregada, ela será fechada. Caso tenha ocorrido alguma alteração, será exibida uma caixa de diálogo pedindo sua confirmação.

C RIAÇÃO

DE UMA NOVA PLANILHA

Para iniciar uma nova planilha, você deve ativar o comando Arquivo/Novo, como mostra a próxima ilustração.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

411

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou então, dar um clique sobre o botão novo, que é o primeiro da barra de ferramentas.

A BANDONANDO

O

EXCEL 7

Para sair do EXCEL 7, você deve acionar a opção Sair do menu Arquivo. Se você ativar essa opção imediatamente após ter gravado o arquivo atual, o programa será encerrado imediatamente, voltando o controle para o Gerenciador de Programas.

INTERNET EXPLORER
O
QUE É A

I NTERNET ?

A Internet é uma gigantesca rede mundial que interliga computadores do mundo inteiro. Imagine uma “rede” ligando milhões de pessoas que têm a oportunidade de acessar informações, conversar, trocar arquivos, etc., instantaneamente. Isso é a Internet. É como se a Internet fosse um grande conjunto de estradas ligando várias cidades. Por essas “estradas” circulam informações de vários tipos: textos, imagens, sons, etc. Utilizando um computador, você pode acessar essas informações e se comunicar com outras pessoas. A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também criar, gerenciar e distribuir informações.

W ORLD W IDE W EB (WWW)
A World Wide Web é uma rede virtual (não-física) “sobre” a Internet, que torna os serviços disponíveis na Internet totalmente transparentes para o usuário e ainda possibilita a manipulação multimídia da informação. Assim qualquer usuário pode, somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de informações na forma de imagens, textos, sons, gráficos, vídeos etc., navegando através de palavras-chaves e ícones.

412

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

ENDEREÇOS

ELETRÔNICOS

Nesta seção iremos aprender como são formados os endereços eletrônicos. Eles têm um formato muito específico. Veja abaixo Exemplo.:

Protocólo

Nome da Empresa

Localidade da página

http://www.microsoft.com.br World Wide Web Comercial

No exemplo acima mostramos um endereço (URL) situado na WWW, com fins comerciais, e localizado no Brasil, cujo nome da empresa é Microsoft. http:// (HyperText Transfer Protocol) - Protocolo de transferência de Hipertexto é o protocolo utilizado para transferências de páginas Web. Trata-se de um dado técnico que mostra qual é a linguagem utilizada para que os dois computadores que estão se comunicando possam se entender. www: Significa que essa é uma página Web seja, aqui é possível visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, músicas, etc. Resumindo, é a parte gráfica da Internet. .com: Indica que o Website é uma organização comercial. Dependendo do tipo de site que se acessa, essa terminação pode variar. Veja alguns exemplos abaixo: .edu: Indica que o Website é uma organização educacional .gov: Indica que o Website é uma organização governamental. .br: Indica que o Website é uma organização localizada no Brasil, assim como na França é “.fr” e EUA “.us”

O

PROGRAMA

I NTERNET E XPLORER

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

413

citado acima. ou seja. O botão página inicial tem como função ir para a página que o seu navegador está configurado para abrir assim que é acionado pelo usuário. esse botão possibilita voltar para a da Microsoft sem ter que digitar o endereço (URL) novamente na barra de endereços. abre-se uma seção ao lado esquerdo do navegador que irá listar os principais sites de busca na Internet. O botão atualizar tem como função rebaixar a página em execução. ver o que há de novo na mesma. utilize o botão parar para finalizar o download. ou seja. O botão parar tem como função óbvia parar o download da página em execução. Lycos. em que faltam figuras ou textos.Descubra os principais botões do programa na figura a seguir. O botão avançar tem a função invertida à do botão voltar. Altavista 414 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . ou seja. se você estava na página da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems. Clicando-se nesse botão. Veja a função de cada botão no menu: O botão ao lado possibilita voltar à página de que você acabou de sair. Barra de Status Área de Navegação Barras de Rolagem Abaixo as funções de cada botão de seu navegador IE 5 da Microsoft. Botões de navegação Menu Barra de Endereços OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO . Geralmente utilizado para rever a página que não foi completamente baixada. se você está baixando uma página que está demorando muito. Geralmente o IE 5 está configurado para ir a sua própria página na Microsoft. tal como Cadê.

Utilizamos esse recurso como atalho para acessar nossas páginas preferidas. ou seja. e esse último estiver usando o computador naquele momento. porém a Microsoft já utiliza como padrão do IE 5 alguns sites que estão na lista de favoritos. Semelhante ao botão favoritos. pode responder imediatamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 415 . enviar link e enviar mensagens. Uma das grandes vantagens do correio eletrônico é sua rapidez na entrega da correspondência. Basicamente. A troca de mensagens chega a ser tão rápida que. nova mensagem. Em questão de segundos as mensagens atravessam diversos computadores em diversos países para chegar ao seu destino. sem todas as barras do navegador. Os botões indicam suas funções e tornam desnecessário explicar suas finalidades. CORREIO ELETRÔNICO O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO ? O correio eletrônico (eletronic mail = e-mail) é um dos serviços mais elementares e mais importantes disponíveis na Internet. que tem um maior desempenho caso sejam visualizados através do IE 5. com isso você pode manter um controle dos sites que você visitou. memorandos.Para você adicionar um site na lista de favoritos. Ao clicar no mesmo aparecerá um menu com as opções: ler correio. quer dizer. Bastante útil para usuários esquecidos. O botão de correio tem como função auxiliar no envio e na leitura de mensagens eletrônicas. o navegador torna-se mais amplo para se navegar. o botão de canais tem como função exibir uma série de sites desenvolvidos especialmente para o IE 5.. etc. A partir daqui será possível encontrar o que você está procurando (e isto será abordado mais detalhadamente nas próximas páginas). O botão favoritos contém os Websites mais interessantes definidos pelo usuário. e em questão de minutos a sua resposta poderá já estar de volta. a não ser a barra de navegação em formato reduzido. o correio eletrônico é a troca de mensagens (cartas. A versão anterior não possuía esse recurso de visualizar a página em execução em tela cheia como o nome já diz.etc. se um usuário mandar uma mensagem para outro. clique com o botão direito em qualquer parte da página de sua escolha e pressione adicionar a favoritos. com as mesmas funções da barra padrão. em formato eletrônico) entre dois ou mais usuários da Internet. O correio eletrônico guarda muitas semelhanças com o correio tradicional. O botão histórico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas últimas 4 semanas.

ou edite a mensagem original antes de retransmiti-la.Existem diversos programas para utilizar correio eletrônico. Um dos usos convenientes desses folders é armazenar mensagens enviadas ou recebidas. GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS O programa de correio eletrônico deve permitir que o usuário guarde o conteúdo de uma mensagem como um arquivo comum no seu computador local. A maioria dos sistemas consegue também criar e manipular arquivos de mensagens. particular. • ler e manipular as mensagens recebidas. Além disso. dada uma mensagem recebida. R ESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS Os programas devem ser capazes de. às vezes por assunto (por exemplo: cartas. adicionando comentários.). chamados folders (pastas). os programas devem permitir que o usuário use o conteúdo da mensagem original na composição da resposta. G ERENCIAR A CAIXA DE CORREIO As mensagens que chegam para um usuário ficam armazenadas em um arquivo normalmente chamado de mailbox. mas basicamente todos os programas são capazes de duas operações básicas: • editar (digitar) e enviar mensagens. removendo ou adicionando mensagens. MENSAGENS Os programas em geral permitem que seja impressa uma mensagem em uma impres- 416 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . verificando quais são as mensagens que o usuário recebeu etc. ou caixa de correio. C RIAR E USAR APELIDOS Muitos programas permitem que um usuário crie um apelido para endereços eletrônicos. como se estes fossem caixas de correio eletrônico. por exemplo. endereçar automaticamente respostas ao remetente. livro. facilitando a digitação quando os endereços originais são longos e complicados. Os programas de correio eletrônico permitem administrar a mailbox. conferências etc. I MPRIMIR sora local. ou retransmitir essa mensagem para outros endereços.

com milhares de linhas. etc. Esse cabeçalho contém informações importantes. O endereço eletrônico é análogo ao endereço postal. O formato básico de uma mensagem é o seguinte: To: cc: From: endereço eletrônico do destinatário (obrigatório) endereço eletrônico de outro destinatário (opcional) o endereço eletrônico do remetente. Para uso normal. o endereço eletrônico especifica uma pessoa física. mas pode também se referir a uma lista de pessoas. não é preciso se preocupar com o tamanho. a cidade. normalmente colocado automaticamente pelo sistema de correio eletrônico Subject: assunto da mensagem <texto da mensagem> nome do remetente Uma mensagem eletrônica contém texto e cabeçalho. o país.O QUE É UMA MENSAGEM ? Mensagem é uma denominação genérica para textos (que podem ou não conter arquivos anexos. vídeos. Com base nessas informações o carteiro entrega a carta a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 417 . o número da casa. E STRUTURA DOS E NDEREÇOS E LETRÔNICOS O endereço eletrônico é o item mais importante para que seja possível enviar uma mensagem. Na maioria das vezes. Uma mensagem pode ser endereçada a uma pessoa. ou um endereço que aciona um programa (por exemplo. entre elas o destinatário (no campo To:). o CEP. como fotos. a rua. é necessário o nome do destinatário. Para enviar uma carta no sistema de correios normal. mas isso só acontece se o usuário estiver mandando mensagens enormes.) enviados entre pessoas. a um conjunto de pessoas ou ainda a um programa de computador. Praticamente não há limite para o tamanho do texto da mensagem. etc. o remetente (no campo From:) e o assunto (no campo Subject:) da mensagem. Os sistemas normalmente cortam se a mensagem for muito grande. um programa que controla um depósito de arquivos).

tchau. amigo. No endereço eletrônico. que pode ser composto por mais de um nome separados por um ponto (“. que significa “em” na língua inglesa). pois ele pode chegar “distorcido” ao destinatário. Coloque também saudações no início (oi. Outra forma de evidenciar uma palavra é colocá-la entre “*” (por exemplo. o formato usado inclui o local onde o usuário é encontrado (universidade. Existem muitas discussões na rede. mas os carteiros são os computadores. Q UANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS 1. Embora uma grande maioria de terminais permita essa distinção.país ou nome@local. Há. Alguns exemplos de códigos de países: br uk pt – – – Brasil Inglaterra (United Kingdon) Portugal. pois foram criadas e modificadas ao longo do tempo. Na primeira convenção. etc.). Não escreva o texto em letras maiúsculas. prezado “nome”. separadas pelo símbolo “@” (“at”. Portanto. existe algo semelhante. atualmente. coloque seu endereço eletrônico no final.ao destinatário. e o país. pois alguns terminais ainda não distinguem letras maiúsculas de minúsculas. A segunda parte é o nome de uma máquina na Internet. Quando escrever para um fórum de discussão.) e no final (abraços.). Muitos sistemas de mensagens colocam a assinatura definida pelo usuário. As convenções para construção de endereços eletrônicos não são completamente coerentes e rigorosas. seja claro no texto e procure não as ofender.domínio Esses endereços são compostos de duas partes básicas. por exemplo paulo ou mariasilva. tenha sempre em mente que uma ou mais pessoas lerão sua mensagem. Não se esqueça de assinar a mensagem. saudações. no final da mensagem. e de vez em quando as pessoas usam 418 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pois não fica claro quem você é apenas pelo seu endereço eletrônico. automaticamente. indicada usando-se uma de duas convenções básicas.”). que é um código indicando o nome do país. duas estruturas mais comuns de endereço eletrônico: nome@local. A primeira parte indica o nome do usuário específico. etc. Escreva como se escreve uma carta. *aqui*). empresa. De preferência. como o “não” no início desse item. use letras maiúsculas apenas quando desejar evidenciar ou tornar importante alguma palavra no texto. etc. 2. use-a com cuidado.

Quando mandar uma mensagem eletrônica. Mensagens do tipo “corrente” ou “como ganhar dinheiro fácil” são particularmente ignoradas pelos usuários da rede. “inflação zero no Brasil” ou “procuro colecionadores de selos”. os leitores se baseiam no subject para ler a mensagem. porque podem ser centenas delas e não dá para ler todas. O sinal mais comum é ‘>’.Releia toda sua mensagem antes de enviá-la. Por isso prefira subjects curtos e informativos. procure manter o assunto de sua mensagem dentro do assunto original. Se você expressar alguma idéia aparente ou possivelmente ofensiva. Para ajudar a distinguir o que é parte da mensagem original e o que é parte da resposta.Não ponha anúncios comerciais ou qualquer truque visando ganhar dinheiro em listas de distribuição ou newgroups que não sejam específicos para essa finalidade. não faz sentido citar uma mensagem de cem linhas para apenas adicionar uma linha dizendo “apoiado”. não deixe de fornecer um subject claro e definido. muitos sistemas permitem que se coloque automaticamente um sinal no início de cada linha da mensagem que está sendo citada. por exemplo. mas use-o com bom senso. O “bate-boca” inútil não constrói nada para ninguém. Não adianta escrever subjects como “Oi” ou “matemática”. pois além de perder o sentido da focalização do assunto. mas com intenção de fazer uma brincadeira. Se quiser mudar de assunto. Quando se envia mensagens para um conjunto de pessoas. Evite citações muito extensas. O recurso da citação em resposta é muito prático. Ao responder uma mensagem (reply).linguagem ofensiva (por exemplo. 4. Um subject claro facilita a triagem das mensagens. Corte partes da mensagem original. ou escrevem com um tom de raiva ou ironia que normalmente não usariam pessoalmente.por exemplo. 5. pela “frieza” do teclado/vídeo. Quando em uma discussão com um grupo de pessoas. como. procurando pontos de obscuridade e mal-entendidos. Mal-entendidos acontecem freqüentemente! Se você ofendeu alguém e não era sua intenção. pondo um smile após a frase. Procure ser cordial e tente ajudar os outros. 6. pois esses não expressam com exatidão o conteúdo da mensagem. Por exemplo. bem como pela ausência de contato visual ou auditivo. Muitos se sentem protegidos pela distância. palavrões). 3. se necessário. escreva uma mensagem nova. coloque sempre uma indicação de que isso não é para ser levado a sério . é muito comum citar-se parte da mensagem original para colocar contexto em sua resposta. retrate-se imediatamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 419 . fica enfadonho e desperdiça o uso da rede.

espere 24 horas para responder. Pode parecer absurdo. Em caso de mensagem pessoal. verifique com cuidado qual está sendo usada em cada caso. etc). que por vezes degeneram em verdadeiras guerras de desaforos e xingamentos. isto é. newgroups. pois nem todos os terminais reconhecem esse caráter. Além de revelar aspectos privados das pessoas envolvidas (o que pode ser embaraçoso). Assuntos polêmicos em listas ou newsgroups geram muita discussão. Isso é também uma questão de cortesia: imagine receber uma carta pessoal e mostrá-la a outra pessoa sem permissão do remetente! 2. Quando receber uma mensagem que o ofenda. Não mande mensagens pessoais para múltiplos destinatários. sempre cite a origem da mensagem.7. isso acontece e muito. mas acredite. Assim. por ambas as partes. Tome sempre cuidado com o destinatário da mensagem. 3. que não conduz a parte alguma. pois centenas ou milhares de pessoas vão receber essa mensagem. Alguns programas diferenciam comandos de reply para o remetente ou para todas as pessoas para quem a mensagem foi enviada. Use espaços simples em vez de <TAB>. As mensagens têm caráter de copyright. evite retransmitir mensagens enviadas para múltiplos destinatários (listas. Escreva as mensagens com linhas de no máximo 70 caracteres. 420 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pois assim elas não ficarão quebradas quando forem adicionados os “>“ nas eventuais respostas. e ao responder prefira uma mensagem privada. freqüentemente acalorada. Evite a todo custo criar ou entrar em uma briga dessas. Isso deve ser evitado pois o equipamento do destinatário pode não entender esses caracteres e a mensagem pode ficar ilegível. Q UANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS 1. 8. isso gera um tráfego desnecessário de mensagens. quando alguém envia uma mensagem para a rede. infelizmente. em princípio ele(a) é o(a) proprietário(a) intelectual dessa mensagem. Se o fizer. Também não use o <TAB> para fazer espaçamento. Normalmente não há pressa por uma resposta. não envie seu conteúdo para outro destinatário sem a permissão expressa do autor. Isso às vezes gera mensagens inflamadas ou agressivas. Quando escrever em português para uma pessoa que fala outra linguagem não use os caracteres acentuados.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 421 . da aceitação da doença e relação de confiança com os profissionais e serviços de saúde. HIV/AIDS.define que Adesão é o comportamento dos pacientes em relação à ingestão de medicamentos. As doenças que apresentam maiores dificuldades à adesão são as doenças crônicas: asma. da adaptação. tuberculose. do estilo de vida. PSICOLOGIA APLICADA Neste capítulo veremos o que é adesão. ADESÃO A Organização Mundial da Saúde – OMS . conceitos centrados na humanização da relação entre o farmacêutico e o usuário de farmácias. acolhimento e atenção farmacêutica. do estigma. depressão.20. seguimento de uma dieta e/ou mudança de estilo de vida que correspondam às recomendações sobre cuidados à saúde. das crenças negativas. Os principais fatores de não-adesão ao tratamento: • Falta à consulta médica. hipertensão. epilepsia. A adesão é a superação das dificuldades.

o que aumenta a necessidade de tratamentos mais complexos. • Ficha individual do paciente ou mapa de dispensação. mudanças de esquemas terapêuticos. ACOLHIMENTO Nas práticas de saúde. • Orientação do uso correto do medicamento: cumprir as recomendações clínicas e utilizar o medicamento corretamente. internações hospitalares. • Informações sobre efeitos indesejáveis que os medicamentos podem causar. • Participação do paciente na terapia (co-responsabilidade). • Fatores relacionados ao paciente: gravidade dos sintomas. a relação entre profissionais e usuários de serviços é entendida como relação humanizada. Para melhorar a adesão à terapia: • Promover troca de experiência entre pacientes. 422 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a .• Qualidade dos serviços de saúde. • Promover a cidadania. • Enfatizar a importância da equipe multidisciplinar e a interação com outros setores do serviço. de ordem da interação pessoal. não aceitação da doença. • Fatores relacionados à terapia: duração do tratamento. crenças. por exemplo. para acompanhamento da terapia prescrita. complexidade do tratamento. • Fatores sócio-econômicos: pobreza e baixa escolaridade. baixa motivação. constatação imediata do benefício do tratamento. além de ser técnica. estado psicológico. baixa compreensão. • Elaboração de cartões de horários de administração de medicamentos. A não-adesão à terapia compromete a efetividade do tratamento e muitas vezes leva a agravamentos.

formar grupos de trabalho com outros profissionais e com a participação da comunidade.” Das relações profissional-usuário. estimular parcerias. podemos entender: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 423 . proporcionando medidas efetivas para melhorar o benefício da terapêutica e transformando as práticas de saúde. O acesso a medicamentos é fundamental. meia-portas). solidário e acolhedor por parte dos profissionais que o atendem não é apenas um direito. • Manter local limpo e organizado. Muitas queixas e problemas dos usuários podem ser resolvidos ou atenuados quando estes se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais. pois pode tornar-se coresponsável pela qualidade de vida do paciente. fortalecer as iniciativas. A humanização da assistência deve ser um projeto coletivo em que a instituição reconheça e valorize. e para garantir o êxito da farmacoterapia deve estar acompanhada da dispensação com atendimento humanizado e trabalho de equipe. grade. A gestão participativa é o ponto fundamental no processo da humanização. Recomendações para melhoria das condições de trabalho: • Readequações do espaço físico. a equipe de farmácia leva grande vantagem. A relação interpessoal profissional-usuário é considerada como extremamente relevante no processo de adesão à farmacoterapia. valorizando a relação de igualdade entre profissional e usuário. • Aumentar o conforto ao profissional e ao usuário (atendimento sentado). • Aumentar o contato humano (sem barreiras. As queixas dos usuários referem-se à qualidade do contato humano. familiar e social. conhecendo a sua realidade para facilitar a aceitação e a compreensão da doença. difundir a cultura de humanização. “O usuário ter tratamento digno. filas e atendimento. trocas de experiências de outros projetos de humanização da assistência já existentes. vidros. mas uma etapa fundamental na conquista da cidadania. Urge assim a necessidade de tecer uma rede de confiança.O contato direto com o paciente no processo saúde-doença e no contexto pessoal.

ATENÇÃO FARMACÊUTICA O que é o serviço de Atenção Farmacêutica? A Atenção Farmacêutica é uma nova filosofia de prática farmacêutica. seguros e efetivos. seja por um convite do farmacêutico ou por iniciativa do próprio paciente. na adesão a confiança é básica. Quem pode participar? Qualquer pessoa que utilize medicamentos pode participar do Serviço de Atenção Farmacêutica. Qual o seu objetivo? O principal objetivo é garantir que os medicamentos utilizados pelo paciente sejam realmente necessários. 424 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . • Desenvolver a solidariedade. • Tecer rede de confiança com o usuário.• A capacidade de ouvir a necessidade do outro. • Trabalhar para adesão aos serviços. O farmacêutico trabalha com o paciente para que ele alcance os melhores resultados no uso de seus medicamentos. • A capacidade de lidar com o sofrimento humano e a dor do usuário fragilizado pela doença. • Respeitar as diferenças. • Trabalhar para a adesão à terapia. • Desenvolver a sensibilidade. • A capacidade de se colocar no lugar do outro. • Conscientizar da co-responsabilidade. • Ouvir as queixas e buscar estratégias junto com o paciente.

para uma prática diferente. são coletadas todas as informações sobre os medicamentos que o paciente utiliza e sobre a sua saúde em geral. a 30% dos cerca de 75 mil casos oficialmente registrados pelo órgão. Neles. em vários países do mundo. “A Atenção Farmacêutica é um novo paradigma na profissão”. Na primeira consulta. identificar e resolver os problemas relacionados com o uso dos medicamentos. N OVO PARADIGMA A Atenção Farmacêutica foi adotada pela Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da UFMG. Quase uma centena de clientes cadastrados nesse período vem sendo acompanhada no uso de medicamentos. Tomar o remédio certo. Em seguida. especialmente. Retornos são agendados em dias e horários que melhor atendam a disponibilidade do paciente e do responsável pelo acompanhamento. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 425 .Como funciona esse serviço? O serviço é realizado por meio de consultas agendadas. a prática reverte-se em um serviço que. estreita o relacionamento entre farmacêuticos e pacientes. o farmacêutico avalia o progresso do tratamento e atualiza as informações necessárias no sentido de prevenir. A NTÍDOTO PARA A “ EMPURROTERAPIA ” A Atenção Farmacêutica humaniza e amplia relação entre profissionais e pacientes. que incomoda pacientes e profissionais de saúde. no campus Pampulha. na dose certa e na hora certa. Quem ganha com isso? O principal beneficiado é o paciente. No entanto. ao longo dos últimos anos. Batizada de Atenção Farmacêutica. é feito um estudo dessas informações para compreender as necessidades específicas do paciente. a consciência da necessidade de assumir maior compromisso com os usuários de medicamentos despertaram farmacêuticos. e que produza os efeitos esperados pode parecer algo óbvio e simples. idealizada por professores e pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA). uma das responsáveis pela implantação desse serviço na Farmácia Universitária. a realidade. é amarga e produz índices como o apurado pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas: os medicamentos são a primeira causa de intoxicação humana e correspondem. que passa a contar com cuidados de um profissional voltado para a melhoria de sua qualidade de vida. diz Mariana Linhares Pereira. Números como esses e. de 28 anos. por princípio.

“O nosso foco é o paciente”. “A avaliação do paciente é feita a partir da prescrição médica. mas fatores que interferem no uso do remédio. constitui um espaço acadêmico para o aprendizado. explica Mariana. no início da década de 1990. a reflexão e a prática de estudantes do curso de Farmácia e. diz Mariana. qual a dose correta e se ele tem condições de seguir as instruções médicas”. sob a orientação da professora Djenane Ramalho de Oliveira. Segundo Strand. antes de ser um estabelecimento comercial. o fato de a Atenção Farmacêutica ter nascido numa instituição universitária explica bastante seu conteúdo: “O importante não é quanto o serviço pode trazer de lucro para a farmácia. clientes começaram a ser atendidos sob o manto do novo conceito e. que também cursou na UFMG. 97 estão sendo acompanhados. responsável pela Clínica de Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. Strand definiu a prática que ajudou a criar como o ato “de lidar com toda a farmacoterapia do paciente”. Strand explicou que na Atenção Farmacêutica o profissional “verifica se a medicação indicada ao paciente é apropriada à sua condição médica. No primeiro contato com a Atenção Farmacêutica. Há uma individualização do atendimento. extensão e pesquisa. “Todo o passado e o presente do paciente é investigado. se é efetiva. Em outubro de 2003. L UCRO EM SEGUNDO PLANO Para Mariana Pereira. A Farmácia Universitária. nesse contexto. Quando esteve no Brasil e participou da I Reunião Estendida do Grupo de Estudos em Atenção Farmacêutica da Faculdade de Farmácia. também. Atenção Farmacêutica não é um conceito fácil de ser assimilado por farmácias comuns. 426 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . em que se aborda não apenas a sua farmacoterapia. Ao contrário. hábitos e costumes que podem interferir no uso e nos resultados da medicação”. segura. como os emocionais e os sociais”. pois a preocupação não é com a dispensação ou com o ato de simplesmente fornecer informações sobre a medicação. a nossa percepção é justamente a de que muitas pessoas gastam muito com remédios por causa do mau uso”. lembrando que os medicamentos agem diferentemente em cada pessoa. Em entrevista ao jornal do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. no momento. para descobrirmos seu histórico clínico e. pois não levamos em consideração apenas a medicação.A filosofia da Atenção Farmacêutica foi definida pelos professores norte-americanos Linda Strand e Charles Hepler. da Universidade de Minnesota. adapta-se perfeitamente aos parâmetros da Atenção Farmacêutica. O envolvimento de Mariana com a Atenção Farmacêutica começou durante o mestrado. a pessoa passa por uma longa entrevista. que congrega atividades de ensino.

“A minha médica gostou muito”. no seu caso. “O paciente pode reagir mal a uma medicação e bem a outra. SEM PRESCRIÇÃO Um dos preceitos da Atenção Farmacêutica é o contato com o médico do paciente. perder de vista que a filosofia da Atenção Farmacêutica visa sempre ao bem-estar do paciente e isso pressupõe uma interação entre profissionais da saúde. quando necessário. A partir do histórico do paciente. os retornos dos pacientes da Farmácia Universitária são marcados de acordo com o tipo de intervenção sugerida e da necessidade do acompanhamento. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 427 . para que o profissional possa identificar necessidades. à troca da medicação. porém o elo entre paciente e farmacêutico já deve estar firmado. porém. as queixas quanto aos efeitos até as possibilidades reais de aquisição e uso da medicação prescrita. sempre em conformidade com o médico responsável pela prescrição. Os médicos com quem temos tido contato têm aceitado bem o serviço e colaboram”. para a troca de idéias quando algo está interferindo no tratamento.A Atenção Farmacêutica prevê um cuidado integrado com o paciente. afirma Mariana. Para mim. garante a assistente de administração Antônia Maria Alves. acrescentando: “O nosso interesse é sempre o paciente e o medicamento. explica Mariana. Segundo ela. Depois da primeira consulta. para quem o farmacêutico é o profissional habilitado para entender de medicamentos e de seus efeitos no corpo humano. afirma. Ele não pode nunca. Exige do farmacêutico uma postura e uma escuta diferenciada diante do paciente. Temos muito segurança de que estamos cumprindo nosso papel e não interferindo na prescrição médica”. “Houve contato com a médica e ela aceitou a sugestão. Há pouco tempo paciente da Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. intervalos de doses e outros – a compatibilização entre diferentes medicamentos utilizados. é um serviço muito bom. “Nós não fazemos prescrição. que surte o mesmo efeito”. os farmacêuticos formados com essa visão acreditam que é preciso uma relação próxima com o médico do paciente. desde procedimentos como a ingestão correta ou incorreta das doses horários adequados. também. um estudo detalhado do caso é feito e o farmacêutico responsável faz a sugestão de intervenções. o que inclui a orientação em relação ao uso e. de 49 anos. se necessário. ela conta que. analisar a situação e tomar decisões. os farmacêuticos sugeriram uma troca de dosagem de determinado medicamento. Depois da primeira consulta. o farmacêutico avalia todo o processo de uso da medicação. Passei a ficar mais atenta aos medicamentos e a mim mesma”.

Antes eu achava que a gente não tinha esse direito. Aos 19 anos. a gente toma e nem sabe o que é ou para que serve”. e recursos no local para prestá-la”. quantas vezes for preciso. mas quem sabe o que eu sinto sou eu mesma. ela teve um acidente vascular cerebral (AVC).“Eles falam que é para eu ligar. A Atenção Farmacêutica não é disciplina obrigatória dos cursos de Farmácia. assinala. mas sabemos que a pessoa tem o direito de querer recebê-las. No país. “Já tomei tantos remédios que nem sei”. assinala. de o paciente ser o principal beneficiário. argumenta ela. “Estou achando uma coisa grandiosa. porém nem sempre isso é possível com o médico. afirma Mariana. A pequena afinidade com a Atenção Farmacêutica não é uma situação específica dos usuários de medicamentos. eles passam o medicamento. se eu sentir qualquer coisa diferente ou se acontecer qualquer coisa que está ligada à medicação”. porque sei que o médico tem mais informação. A importância de “um serviço que tenha metodologia sistematizada e que seja acompanhado em seus resultados é essencial”. de 43 anos. afirma Mariana. grande parte dos farmacêuticos desconhece a prática. se diz mais segura com o acompanhamento da Atenção Farmacêutica. Segundo Mariana. o atendimento segundo esse conceito não pode ser compulsório. ou não. O acompanhamento que estou tendo na Farmácia Universitária está me ajudando muito”. que se repetiu 17 anos depois. a Atenção Farmacêutica não será nunca algo generalizado nas farmácias. ali na hora. Linda Strand acredita que a prática se aplica melhor aos ambulatórios e clínicas. nem mesmo na UFMG. ressalta Mariana. faz uso regular de quatro medicamentos. Agora. Atualmente. observa. “AGORA EU QUESTIONO” Aurora já sofreu com muitos problemas de saúde e. a Atenção Farmacêutica pretende refletir-se na saúde comunitária. onde. 428 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . Muitos não estão interessados e é preciso que o farmacêutico respeite a posição de cada um”. Sou acostumada a ir a médicos e sei que. eu questiono. existem “ilhas” que reconhecem e valorizam essa prática. tenho de perguntar. “Nunca fui muito de teimar. “existe a abertura e expectativa do paciente em ser cuidado. ou não a utiliza. Por isso. conta a dona de casa Aurora Aparecida de Freitas Ribeiro. pois nem sempre os clientes querem ser alvo desse tipo de acompanhamento. também por isso. Por isso. às vezes. No Brasil. saber. Ela e o marido são pacientes da Farmácia Universitária desde julho passado. “Sabemos que é nosso dever dar as informações. Apesar de focar o indivíduo.

apenas 10% da população consome 80% dos medicamentos vendidos ou distribuídos. Porém o efeito placebo. nem os pacientes e nem os médicos sabem quem está em uso do placebo ou do medicamento. metodológica e prática do serviço. sem propriedades farmacológicas.mostram que um terço da população mundial não tem acesso a medicamentos essenciais. Cindy Seiwert cita que a proporção de pacientes que respondem positivamente aos placebos pode ser de 20% a 100%. Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS . ainda. recentemente lançado. quando não. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 429 . suas repercussões e sua fisiologia. O propósito desse artigo é ilustrar de maneira científica o grau de sugestionabilidade das pessoas. não importa conquistar esse objetivo às custas do efeito placebo. dependendo do tipo de distúrbio e sintoma a ser tratado. para trabalhos científicos quando se quer testar a eficácia de medicamentos através de comparações. Ministra-se o medicamento para um grupo de pacientes com determinada doença e o placebo para outro grupo com a mesma doença. O PLACEBO E A ARTE DE CURAR O termo placebo costuma estar popularmente associado a feitiços. além da descrição conceitual. começam a ganhar o respeito de muitos cientistas. milhões de pessoas vivem sem os medicamentos necessários. chamados de duplo-cego. administrado a uma pessoa ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades terapêuticas. depois se comparam os resultados. A Atenção Farmacêutica se preocupa tanto com aqueles que não estão sendo tratados quanto com aqueles que estão e fazem uso de medicamento de forma inadequada”. ao mesmo tempo. principalmente. O desconhecimento em relação à Atenção Farmacêutica. É um mercado que está em ampla expansão. Na medicina os objetivos do placebo são. Após o período de avaliação o pesquisador (que sabe quem toma o placebo e quem toma o medicamento) compara os resultados. Atenção Farmacêutica – Implantação passo a passo. entretanto. relato da experiência na Farmácia Universitária. “Em nosso país. uma preocupação que domina os usuários. Por definição. bem como a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos. insiste Mariana. magia ou. mas. placebo é uma substância inerte. Durante esses estudos. Para se ter uma idéia do fenômeno placebo. Se o que interessa ao médico e ao paciente é o alívio e a cura. não assusta Mariana. a elevado grau de histeria.Ela e outros cinco profissionais assinam o livro. Ela diz que o processo de disseminação da prática está se iniciando e lembra que o Brasil e vários outros países têm.

as experiências feitas com placebo resultam. aplicação local de pomadas. Gastrintestinais Hipertensão Arterial Dores reumáticas Cólicas Menstruais Gripe % MÉDIA 28. Classificaria aqui também os benzimentos.0 49. em alta porcentagem de resultados eficazes nas mais variadas doenças e sintomas.0 45. mas hoje também se reconhece como placebo outras formas de interferência física. também devem devem ser consideradas placebos. ultra-som.3 58. O ser humano é altamente sugestionável. cremes. E FEITOS COLATERAIS Sintoma Urticária Pesadelo Sonolência Cansaço Dificuld. tais como acupuntura.0 24. de Luiz Geraldo Benetton O placebo também determina uma variada lista de efeitos colaterais em pessoas que se sentem mal depois de tomar. por exemplo. incluindo as “cirurgias espirituais”. não provando serem genuínas. por exemplo) ou injetável (soro fisiológico). que. etc. quase sempre. digamos. concentração Dor de cabeça Irritabilidade Insônia Boca seca Náuseas Constipação intestinal Obstrução nasal INDUZIDOS PELOS PLACEBOS % 5 8 23 41 27 15 17 7 5 5 4 31 430 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a .É bom termos em mente que o conceito de placebo é bastante amplo.0 V ARIAÇÃO % 0-67 46-95 20-58 21-56 0-60 14-84 11-60 35-61 Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. passes e outras peripécias do gênero. P ORCENTAGEM DE MELHORA COM PLACEBO NOS DIVERSOS QUADROS Dores em geral Dor de cabeça Enxaqueca Dist. Originalmente o nome placebo era exclusivo de algum produto para uso oral (cápsulas de farinha de trigo. Como podemos suspeitar. uma boa dose de nada.9 32.2 61. Sim.0 17. E não é só isso.

doutor?” tem sido a frase mais ouvida quando tentamos explicar que o medicamento. otimista. Porém. Essas pessoas costumam não melhorar com o placebo e nem com os medicamentos. todos nós somos sugestionáveis. O PACIENTE O paciente é. decididamente. o que confunde o leitor ou os pacientes abalados com a idéia dos efeitos placebo ou nocebo é que essa expectativa é quase sempre inconsciente. Podemos dizer. de tal forma que mesmo os pessimistas atribuem a si próprios o rótulo de realistas. enquanto a expectativa pessimista desencadeia o fenômeno nocebo (efeitos colaterais). aumenta as possibilidades do efeito placebo caso sejam otimistas. Aqui. As pessoas que aferem algum lucro emocional com a doença também não sentem melhora com o placebo. Em relação aos efeitos colaterais negativos do placebo. doença típica dos profissionais dessa área. ele terá uma reação nocebo. o nome correto é nocebo.Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. É a mesma expectativa que. Trata-se da expectativa que o paciente traz consigo durante a pesquisa clínica. Se há uma expectativa negativa. nunca ter visto uma vez sequer algum trabalhador autônomo da área de digitação apresentar LER (Lesão por Esforço Repetitivo). de modo geral. Mas essa sugestionabilidade não é monopólio dos histéricos. o grau de atuação do placebo depende de três fatores básicos: 1. pessimista. de certa forma. de verdade. Da expectativa do paciente. que elas não têm interesse em sarar. a parte mais importante no processo do tratamento e da cura. Baleeiro lembra em seu artigo que um experiente ortopedista da área médico-trabalhista afirmou. quando positiva. por exemplo. levará à reação placebo. por serem mais sugestionáveis. de Luiz Geraldo Benetton Segundo Eduardo Moraes Baleeiro. em conferência. ainda que saibamos que a substância é inerte. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 431 . por exemplo. comum em funcionários públicos ou de empresas privadas. bem como de seus familiares. relacionado a diversos mecanismos conscientes e inconscientes. evidentemente. E por falar em lucro secundário da doença. considera-se o perfil psicológico e de personalidade do paciente. podem sentir prontamente os efeitos curativos ou colaterais dos placebos. “O senhor acha que eu não quero sarar. Os histéricos. A expectativa do paciente. mas podem sentir seus efeitos colaterais. não causa sensação de formigamento nas gengivas.

a anamnese (coleta de dados que. Se o terapeuta for médico. que o atende pautado na compreensão e carinho. a atenção. destacou cinco deles que tinham uma profunda “premonição” de morte e. de toda aquela magia que impregna o ato médico. a grosseria. do otimismo. da confiança. em muitas outras vezes ocorre o contrário. É fundamental. de fato. 432 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . ou seja.. por isso interessa até saber sobre sua satisfação conjugal. envolvendo todo um ritual de atenção e cuidados para com sua pessoa. apesar de ter sido usada a mesma medicação e na mesma dose (às vezes. O médico que goza de prestígio e admiração por parte de seu paciente. a insensibilidade. no restabelecimento da saúde. Difícil. entretanto. etc. Parece claro. depende do ritual de prescrição. da importância do conforto afetivo. Para muitos pacientes a simples ida ao médico. Resumindo. de protestar. Q UEM CURA Em segundo lugar. depende do ritual médico. seu grau de frustração. suas expectativas de vida. mesmo antes de medicar já proporciona um agradável efeito placebo no paciente (“Doutor. vontade de chamar atenção. etc. que o médico tenha uma intencionalidade em relação à cura. um paciente não melhora com um profissional e melhora com outro. A importância da figura do médico no processo de cura pode ser constatada quando. necessidade de carinho. é convencer alguns médicos do mesmo componente emocional para a cura. com nome comercial diferente). enfim. que a medicina aceita o componente emocional no adoecer. que ele exerça realmente sua vocação médica para entender que o paciente adoece não apenas organicamente. mais que isso. ele melhorou só de conversar com o senhor”). os efeitos dependem de quem prescreve o tratamento.É interessantíssimo o trabalho de Benson (1997) que. todos morreram durante a cirurgia. já que reconhece a medicina psicossomática e as somatizações. entre mais de 600 pacientes cirúrgicos avaliados em relação às expectativas otimistas e pessimistas. de sua reputação e prestígio junto ao paciente. Infelizmente. o toque da mão do médico. muitas vezes. seja do placebo ou do medicamento verdadeiro. pode fazer de qualquer medicamento um instrumento de cura e. Em outras palavras. concorrem para uma piora dos sintomas. etc. o paciente não tem oportunidade de queixar a ninguém). mas numa conjunção bio-psico-social. o descaso. para o efeito de cura. a espera. felizmente. 2. todo esse aparato já é suficiente para produzir a melhora. por exemplo. os aparelhos e equipamentos.

as quais diluía em suco de goiaba para anular o gosto da substância. última pesquisa científica. que chegou até a prestar o vestibular”.O paciente portador de algum mal-estar ou desconforto. exceto nos casos em que seu transtorno atende anseios emocionais mais subterrâneos. Resumindo. 3. usado pelos índios e assim por diante. além de quaisquer efeitos fisiológicos. Embora teoricamente não se use placebo fora da medicina. Além do tamanho. mas há uma preferência estatisticamente comprovada para a eficácia dos placebos de uso tópico em comparação com aqueles usados por via oral. foi constatado também que a cor dos comprimidos é importante. O “ REMÉDIO ” EM SI Finalmente. uma sobrinha substituiu o líquido do frasco por água. melhorar com placebos vai de encontro à tendência da pessoa em contrariar a medicina tradicional. Nesses casos. for difícil de achar. luz. A paciente continuava dormindo muito bem com aquela água e. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 433 . depende do ritual que cada um arma para si. já está emocionalmente ávido de atenção e ajuda. banhos. Não se sabe exatamente por que. Também têm grande possibilidade de funcionar os placebos impregnados por elementos esotéricos: energia positiva. massagem e grande variedade de aparatos os quais. Ainda segundo Eduardo Moraes Baleeiro. custar caro. hidroterapia. se for amargo. normalmente reforçada pela boa relação entre o paciente e o profissional. entre outros sintomas. aromaterapia. ao procurar tratamento. mais eficaz). dizem orgulhosos os sugestionáveis. cromoterapia. porque na família todos eram avessos ao uso de remédios. diatermia. energéticos e vários outros profissionais alternativos e não-médicos que usam calor. Resumindo. Depois de alguns dias dormindo bem com as gotas receitadas. deve ser considerada a droga (placebo) em si. essências e toda sorte de patuás. pesquisas mostraram que a administração do placebo sob a forma de comprimidos tem o seu resultado terapêutico variável. “viu só? Andei por tantos médicos e quem me curou foi um farmacêutico”. tinha uma insônia bastante evidente. naturopatas. há certo fascínio por práticas não tradicionais. Certa vez foi prescrito um tranqüilizante hipnótico (clonazepam) em gotas para uma paciente que. Funcionam bem os quiropráticos. arder. quando terminou o frasco marcou nova consulta porque apresentava insônia novamente. é isso que ele quer. O profissional que o atende tem todas as possibilidades de satisfazer esse anseio de cura a partir do momento em que atende a expectativa do paciente. como aquele atendente de farmácia “quase médico. manipulação. depende do ritual exótico. costumam exercer uma grande força psicológica de efeito placebo. dependendo do tamanho (quanto maior. é isso que ele mais deseja.

já que tomava água. por exemplo. Nesse terceiro item entram os aparelhos que freqüentemente têm um impacto psicológico significativo. contrariada. então não interessa muito saber se sua dor passou com diclofenaco de sódio ou com farinha de trigo. sejam os casos da “cura pela fé”. Era comum pacientes mais acanhados intelectualmente e queixosos de mal-estares cardíacos melhorarem muito depois de terem sido submetidos ao exame de eletrocardiograma (hoje. emissores de ondas. É comum pacientes melhorarem dos sintomas muito antes do tempo necessário para que o medicamento faça efeito. dando a impressão que o medo de estar sendo “enganado” supera o efeito concreto do medicamento. está em jogo a “fé”. a própria eficácia da droga verdadeira diminui muito. apesar da maioria deles começar a fazer efeito depois de 2 semanas. O ser humano é realmente muito curioso. A sobrinha foi junto à consulta em que a paciente pedia outra receita para continuar dormindo bem e. talvez. calores.O interessante disso tudo é que todos riem com essa história (e outras muito semelhantes). vibrações. Nesse caso. Pois bem. portanto. contou à tia que ela dormia por razões psicológicas. Uma das questões duvidosas em relação aos placebos é saber até que ponto é interessante ao paciente saber que o remédio que o curou não passava. de simples composição de água com açúcar? Se o bem-estar é o objetivo de quem trata e de quem é tratado. Algumas pesquisas mostram que se os pacientes são avisados que entre eles alguns podem estar usando placebo. Em qualquer procedimento terapêutico ocorre um fenômeno placebo em 30% ou mais dos casos. etc. 434 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . sendo alto o número de pessoas que procuram o médico porque “estão se achando muito pálidas”. seja no medicamento. muitos pacientes começam a melhorar da depressão dois ou três dias depois de iniciado o uso de antidepressivos. São irradiadores. atualmente muito em moda em programas de televisão. por exemplo. A sobrinha parou de rir. rindo muito. Na psiquiatria. “Quem cura o ser humano é outro ser humano. Foi quando a tia. melhorassem muito mais com a ressonância magnética). dependendo da empatia do médico. dando a impressão que essas coisas só acontecem com os outros. raios. e quem o adoece também.” A sociedade na qual vivemos é pródiga em promover doenças e mal-estares. confessou à sobrinha que as eficientes gotas que lhe dava para cólicas menstruais eram água com um pouco de bicarbonato de sódio.

com nossos ansiolíticos. isto é. o que não tem cura é a enorme falta de vocação desse médico. respectivamente.O efeito nocebo (contrário do placebo. histérico. entretanto. que provoca mal-estar) também pode aparecer muito antes do medicamento ser absorvido. alguns pacientes se queixam de efeitos colaterais minutos depois de ingerir as tais drágeas. a ação médica pode ser benéfica e positiva ou. estamos bastante acostumados com pacientes portadores de todas essas queixas que se curam. anestesias. somatizadas e subjetivas. ou ainda que seja através de eventuais efeitos placebo disso tudo. visuais. são de absorção entérica. E é nesses casos que. o segundo. ou seja. a sociedade costuma deixar as pessoas mais doentes. zumbidos nos ouvidos. com frescura. Em algumas áreas. Pior ainda quando. Na psiquiatria. eles são mais evidentes. Dependendo da reputação do profissional e da empatia que existe entre ele e o paciente. em geral. Como o ser humano é bastante criativo e facilmente adaptável. as questões auditivas. formigamentos. como são os casos que envolvem sensopercepção: as dores. é transmitir nas entrelinhas a impressão de que o paciente está descontrolado. Na verdade. tonturas. “você precisa se acostumar com seus zumbidos”. palpitações. diante das várias queixas do paciente ansioso. Em qualquer especialidade da medicina estão presentes os efeitos placebo e nocebo. às vezes muito maior que os da medicina tradicional. psicoterapias e outros tipos de atenção emocional aos pacientes. “problemas de coluna não têm cura”. ou algo assim. maléfica e negativa. o médico atesta com a habitual convicção magistral que “o senhor não tem nada. antidepressivos. infelizmente. devem passar pelo estômago para serem absorvidas no intestino. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 435 . ou coisas assim. As drágeas. Quando um médico menos sensível afirma que “labirintite não tem cura”. apenas um probleminha dos nervos”. Dessa forma. ele está assinando um atestado de invalidade e sofrimento crônico para aquele que deveria ser seu paciente. infelizmente. Apesar desse trajeto demorar mais de 2 horas. Os métodos de tratamento da medicina alternativa também têm um efeito placebo. depois de ler esse parágrafo alguns poderão “corrigir” esse tropeço sintomático. etc. O primeiro erro está em achar que probleminha dos nervos não é nada e. os tratamentos podem aumentar o fenômeno placebo em até 100% dos casos. promovendo um desejável efeito placebo ou um desagradável efeito nocebo.

ele mostra que a cura depende da intenção curativa do próprio paciente. que nasce no relacionamento harmônico entre o médico e seu paciente. Na realidade. compreensão. O fascinante efeito placebo do comprimido que alivia.com.portalfarmacia. ou um suborno do médico às nossas emoções. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Revista Diversa n° 8 (UFMG) • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. do poder de um nãosei-o-quê que o impregna. Dificilmente esse mesmo comprimido faria o mesmo efeito se fosse oferecido ao paciente por uma pessoa de que ele desgosta. ou que não se fez gostar. mesmo sendo feito apenas de farinha de trigo ou mesmo sendo um medicamento que alivia mais rápido e mais eficazmente do que a ciência espera dele. assessorado pela vontade curadora do médico que o assiste. simpatia.Algum mal-entendido sobre o efeito placebo está no fato das pessoas acreditarem que ele não passa de uma espécie de mentira que cura. atenção. esperança e intencionalidade positiva. de carinho. depende. exatamente. Mas não é nada disso. • Portal Farmácia – www. Talvez seja um não-sei-o-quê feito de confiança.br 436 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . 2001. de respeito.

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