Presidente da República Luíz Inácio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretário de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Remígio Todeschini Diretor do Departamento de Qualificação Profissional - DQP Antônio Almerico Biondi Lima Coordenadora-Geral de Qualificação Profissional - CGQUA Tatiana Scalco Silveira Coordenador-Geral de Certificação e Orientação Profissional - CGCOP Marcelo Alvares de Sousa Coordenador-Geral de Empreendedorismo Juvenil Misael Goyos de Oliveira

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Secretaria de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Departamento de Qualificação DEQ Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 3º andar, Sala 306 CEP:70059-900 Brasília DF Telefones: (0XX61) 317-6239 / 317-6004 FAX: (0XX61) 224-7593 E-mail: qualificacao@mte.org.br

Tiragem: 500 exemplares (Venda Proibida)

Elaboração, Edição e Distribuição: CATALISA - Rede de Cooperação para Sustentabilidade São Paulo - SP www.catalisa.org.br E-mail: catalisa@catalisa.org.br

Entidade Conveniada: Instituto Educação e Pesquisa Data Brasil R. Moreira Cezar, 2715 - Sala 2B - Centro - Caxias do Sul - RS

Ficha Catalográfica: Obs.: Os textos não refletem necessariamente a posição do Ministério do Trabalho e Emprego

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Qualificação Profissional - Apostila

AUXILIAR DE FARMÁCIA

Este material didático se destina à Qualificação Profissional e não à formação Técnica.

SP - julho de 2006

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AGRADECIMENTOS

AUXILIAR DE FARMÁCIA Existe uma lacuna no mercado de farmácias e drogarias, que carecem de Auxiliares devidamente capacitados e motivados a seguir carreira farmacêutica, sendo crescente a busca por profissionais qualificados em redes de farmácia de todo o país e em hospitais públicos e privados. O profissional da área de farmácia tem um compromisso com a promoção da saúde, contribuindo com a saúde pública e a qualidade de vida da comunidade. Receber, conferir, organizar e encaminhar medicamentos e produtos correlatos; organizar e manter o estoque de medicamentos em prateleiras; separar requisições e receitas; providenciar por meio de microcomputador a atualização das entradas e saídas de medicamentos; manter a ordem e higiene de materiais e equipamentos sob sua responsabilidade, entre diversas outras, são atribuições do profissional Auxiliar de Farmácia, tanto em estabelecimentos como em hospitais e sempre sob a supervisão de um Farmacêutico. A aparente simplicidade dessa ação profissional encobre grande responsabilidade, razão pela qual temas como Ética Profissional, Atendimento ao Cliente, Técnicas de Vendas, Fisiologia Humana, Classificação e Conservação de Medicamentos, Tarjas, Aviamento de Receitas, Primeiros Socorros, Lei dos Genéricos e medicamentos que exigem retenção de receita são de grande importância. Procurando atender a essa lacuna, a CATALISA – Rede de Cooperação para Sustentabilidade (www.catalisa.org.br) desenvolveu o presente material didático, tendo por objetivo oferecer qualificação social e profissional em Auxiliar de Farmácia, a todos aqueles que desejam ingressar nessa área ou necessitam de orientações para aprimoramento de sua atuação profissional. Essa publicação foi antecedida do Seminário “Orientação e Qualidade de Vida”, realizado pela CATALISA no Nikkey Palace Hotel, em São Paulo, capital, sob a organização da Spot Produções e Eventos, nos dias 02 e 03 de maio de 2006, tendo seu conteúdo aprofundado por meio de uma oficina de desenvolvimento metodológico, experimentação em diversas regiões do país e validada em escala nacional, com o envolvimento de uma numerosa equipe de profissionais. Esperamos que os resultados previstos nesse projeto possam representar significativa contribuição na qualificação profissional de Auxiliares de Farmácia em todas as regiões do país. Sendo resultado de um trabalho de cooperação, queremos agradecer as seguintes participações:

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COORDENAÇÃO GERAL
Eduardo Coutinho de Paula Gesualdo D´Avola Filho Coordenação técnica Denise Simas Lamarão Patrícia de Oliveira Duarte Coordenação pedagógica Maria do Carmo Santos Nascimento (Lia)

SEMINÁRIO, S ÃO PAULO/SP
Denise Simas Lamarão Gilson Barbosa de Lima Patrícia de Oliveira Duarte Roseli Espindola Chaves Isabel Barros Murilo Leandro Leite

O FICINA METODOLÓGICA

E

CURSO

DE

EXPERIMENTAÇÃO

Arlete Sales Cristaldo – Cuiabá/MT Elaine Aurora Praes – Belo Horizonte/MG Fernando Luiz Chaves Pessoa – Recife/PE Gilson Barbosa de Lima – Santana de Parnaíba/SP Ivanio Reisdorfer Koshhann – Caxias do Sul/RS Izabel C. de Araújo Barros – Belém/PA Paulo Costa Coelho – Curitiba/PR Severino Job de Sousa – Recife/PE Vanessa Trabuco da Cruz – Camaçari/BA Viviane Torres Gentil – Camaçari/BA Tânia Cecília Trevisan – Cuiabá/MT

SUPORTE
Luiz Roberto Segala Gomes Digital Mix Ltda: José Roberto Negrão Marcelo Augusto Dias Paulo Cezar Barbosa Mello Reinaldo Fonseca Spot Produção e Eventos: Fernanda de Souza Pinto César Augusto de Bourbon

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ÍNDICE

1- ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS ....................................... 17
CÉLULA .................................................................................................... 17
FORMA ............................................................................................................................ 18 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 18 MEMBRANA CELULAR ............................................................................................................. 18 CITOPLASMA ...................................................................................................................... 18 NÚCLEO ........................................................................................................................... 19 TECIDO EPITELIAL ............................................................................................................... 20 FUNÇÕES: ........................................................................................................................ 20 TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................................................ 21 FUNÇÃO .......................................................................................................................... 22 COMPOSIÇÃO ..................................................................................................................... 22

HISTOLOGIA ........................................................................................... 20

SISTEMA URINÁRIO ................................................................................. 22 SISTEMA NERVOSO ................................................................................. 24

AUTÔNOMO ......................................................................................... 31 PARASSIMPÁTICO (REPOUSO) .................................................................... 31 SISTEMA NERVOSO CENTRAL .................................................................... 31 NERVOS CRANIANOS (CABEÇA, PESCOÇO, OMBROS) .......................................... 31 PERIFÉRICO ........................................................................................ 31 NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO) ...................................................... 31
SISTEMA CIRCULATÓRIO ......................................................................... 32

FUNÇÃO .......................................................................................................................... 24 NEURÔNIOS SENSORIAIS ........................................................................................................ 24 NEURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO .................................................................................................... 24 NEURÔNIO MOTOR ............................................................................................................... 24 FIBRAS NERVOSAS ............................................................................................................... 25 SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) ........................................................................................... 25 ENCÉFALO ........................................................................................................................ 25 CÉREBRO .......................................................................................................................... 25 CEREBELO ......................................................................................................................... 26 TRONCO ENCEFÁLICO ............................................................................................................ 26 MEDULA ESPINHAL ............................................................................................................... 27 MENINGES ....................................................................................................................... 27 SUBSTÂNCIA BRANCA ............................................................................................................ 28 SUBSTÂNCIA CINZENTA .......................................................................................................... 28 SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO) ....................................................................................... 28 NERVOS CRANIANOS ............................................................................................................. 28 NERVOS RAQUIDIANOS ........................................................................................................... 29 SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) ........................................................................................ 29 SNA (SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO) ........................................................................................ 29 SNA PARASSIMPÁTICO .......................................................................................................... 30 SNA SIMPÁTICO ................................................................................................................ 31 ALGUMAS FUNÇÕES DO SNA PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO ................................................................ 31 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 31 SIMPÁTICO (VIGÍLIA) ............................................................................ 31

CARDIOVASCULAR ............................................................................................ 34 ESQUEMA DE FUNIONAMENTO .............................................................................. 34 SISTEMA CIRCULATÓRIO .................................................................................... 34 - PRODUÇÃO DE ANTICORPOS (DEFESA) ................................................................... 34

SISTEMA CARDIOVASCULAR ...................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO PULMONAR .......................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO SISTÊMICA ......................................................................................................... 33 OUTRAS DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 33

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- PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA) .............................................. 34 LINFÁTICO .................................................................................................... 34 LINFA (LIMPEZA E IMUNIDADE) ............................................................................ 34 LINFONODOS .................................................................................................. 34 SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO ...................................................... 35
LINFA ............................................................................................................................. 35 LINFONODOS ..................................................................................................................... 35 LEUCÓCITOS ...................................................................................................................... 36 ANTICORPOS ..................................................................................................................... 36 TONSILAS ........................................................................................................................ 36 TIMO ............................................................................................................................. 37 BAÇO ............................................................................................................................. 37 APÊNDICE ........................................................................................................................ 37 FOSSAS NASAIS .................................................................................................................. 38 FARINGE .......................................................................................................................... 38 LARINGE .......................................................................................................................... 38 TRAQUÉIA ........................................................................................................................ 38 PULMÕES ......................................................................................................................... 38 BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS .................................................................................................... 39 ALVÉOLOS ........................................................................................................................ 39 DIAFRAGMA ...................................................................................................................... 39 COSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS ........................................................................................... 39 BOCA ............................................................................................................................. 40 LÍNGUA ........................................................................................................................... 40 DENTES .......................................................................................................................... 41 GLÂNDULAS SALIVARES .......................................................................................................... 41 ÚVULA ............................................................................................................................ 41 FARINGE .......................................................................................................................... 41 ESÔFAGO ......................................................................................................................... 41 ESTÔMAGO ....................................................................................................................... 42 PROCESSO DIGESTIVO ........................................................................................................... 42 PILORO ........................................................................................................................... 42 INTESTINO ....................................................................................................................... 42 FÍGADO ....................................................................................................................... 44 VESÍCULA BILIAR ........................................................................................................ 44 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 45 VÁLVULA ILEOCECAL .............................................................................................................. 45 ESFÍNCTER ANAL ................................................................................................................. 45 OSSOS ............................................................................................................................ 46 ESQUELETO ....................................................................................................................... 47 ARTICULAÇÕES ................................................................................................................... 49 TIPOS DE MÚSCULOS ............................................................................................................ 51 TENDÕES ......................................................................................................................... 52 LIGAMENTO ...................................................................................................................... 52

SISTEMA RESPIRATÓRIO ......................................................................... 37

SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................................................. 40

SISTEMA ESQUELÉTICO .......................................................................... 46

SISTEMA MUSCULAR ............................................................................... 50

SISTEMA ENDÓCRINO ............................................................................. 53

SISTEMA GENITAL FEMININO ................................................................... 62 SISTEMA GENITAL MASCULINO ................................................................ 68 SISTEMA SENSORIAL .............................................................................. 70

HIPOTÁLAMO ..................................................................................................................... 54 HIPÓFISE ........................................................................................................................ 54 PINEAL - EPÍFISE .............................................................................................................. 55 TIREÓIDE ........................................................................................................................ 56 PARATIREÓIDES .................................................................................................................. 56 TIMO ............................................................................................................................. 57 SUPRA-RENAIS ................................................................................................................... 57 MEDULA SUPRA-RENAL ........................................................................................................ 58 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 59 OVÁRIOS ......................................................................................................................... 59 OSCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 60

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SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................ 79

VISÃO ............................................................................................................................ 71 AUDIÇÃO ......................................................................................................................... 74 OLFATO ........................................................................................................................... 76 PALADAR .......................................................................................................................... 76 TATO ............................................................................................................................. 78 PELE .............................................................................................................................. 7 9 PÊLOS ............................................................................................................................ 81 UNHAS ........................................................................................................................... 81 GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ....................................................................................................... 82 GLÂNDULAS SEBÁCEAS ........................................................................................................... 82

2. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA ........................................ 84
FUNGOS ................................................................................................. 84
HERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA ................................................................................................ 84 BIORREGULADORES .............................................................................................................. 86 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 87 FUNGOS PATÓGENOS ............................................................................................................ 87 USO NA FARMÁCIA ............................................................................................................... 88 ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 MICOTOXINAS .................................................................................................................... 89 MICOSES CUTÂNEAS ............................................................................................................. 90 MANIFESTAÇÕES ................................................................................................................. 90 COMO EVITAR .................................................................................................................... 90 MICOSE DE PRAIA (PITIRÍASE VERSICOLOR) ................................................................................. 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE ........................................................................................... 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DOS PÉS ................................................................................................................ 91 TIPOS ............................................................................................................................ 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 92 TRATAMENTO DAS MICOSES ..................................................................................................... 92 BACTÉRIAS ....................................................................................................................... 92 FORMAS DAS BACTÉRIAS: ........................................................................................................ 93 INFECÇÃO ........................................................................................................................ 94 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................... 94 CORANTE DE GRAM .............................................................................................................. 94 ESTREPTOCOCOS ................................................................................................................. 95 INFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: .................................................................................. 95 ESTAFILOCOCOS .................................................................................................................. 96 ENTEROCOCOS .................................................................................................................... 96 AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: .................................................................................. 97 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS .............................................................................. 98 ESTRUTURA VIRAL .............................................................................................................. 100 O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL ............................................................................................ 100 O GENOMA VIRAL .............................................................................................................. 100 DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS .............................................................................................. 101 ROTAVÍRUS .................................................................................................................... 101 TRANSMISSÃO .................................................................................................................. 101 SINTOMAS ..................................................................................................................... 101 TRATAMENTO ................................................................................................................... 102 COMBATE E PREVENÇÃO ........................................................................................................ 102 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 103 ADAPTAÇÕES DO PARASITA .................................................................................................... 103

VÍRUS .................................................................................................... 99

PARASITAS ........................................................................................... 102 PARASITOLOGIA ........................................................................................ 104
TOXOPLASMOSE ................................................................................................................ 104 ASCARIDÍASE ................................................................................................................... 106 GIARDÍASE ..................................................................................................................... 107 TENÍASE/CISTICERCOSE ...................................................................................................... 108 SINONÍMIA - SOLITÁRIA, LOMBRIGA NA CABEÇA. .......................................................................... 109

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......................................... 147 ANTIINFLAMATÓRIOS .................................................................................................................................................................................................................................... 142 POTÊNCIA E EFICÁCIA ....................................................................................... 123 CISTITE ............................................................... 154 SISTEMA DIGESTÓRIO ......................................................................................... 122 SARAMPO MODIFICADO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 152 PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBIÓTICOS ....................... 140 ENZIMAS .................................................................................................................................................................................................................... QUÍMICA ................................................................................... 139 SELETIVIDADE E NÃO-SELETIVIDADE .......................................................................................................... 124 PROSTATITE ............. 131 COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO .............................................................................................................................................................................................. 153 SISTEMA RESPIRATÓRIO ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 151 ANALGÉSICOS .............. 142 AFINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA ............................................................................................................................... 155 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............................................................3........................................................................ 138 ALTERAÇÕES NA EXCREÇÃO ......................................................... 138 COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS .......................................... 139 FARMACODINÂMICA: SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS ........................ 154 SISTEMA URINÁRIO .......... 133 FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS ............................................................................................................................... 115 REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO ..... FARMACOLOGIA ................................... 152 ANTIVIRAIS ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 131 FARMACOLOGIA .......................................... 130 O QUE É FARMACOLOGIA ..................................................................... 143 TOLERÂNCIA ................................................................................................ 137 ALTERAÇÕES NO METABOLISMO ........................ 133 ELIMINAÇÃO ......................................... 128 URETRITE .................................................................................................................................... 153 SISTEMA CIRCULATÓRIO ................................................................................ 151 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO ........................................................................................................ 136 EFEITOS DE DUPLICAÇÃO ....................... 130 DIVISÕES DA FARMACOLOGIA ..................................................... 112 O QUE É DOENÇA? ........ 134 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ................................................................................................................. 113 TUBERCULOSE .......................................................................................................... 132 DISTRIBUIÇÃO ...................... 144 ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA ..... 153 ANTIINFECCIOSOS ............................................................................................................................................................................................................ 128 4........... 138 INTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENÇA ....................................................................... 119 SARAMPO .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 153 5............................................................ 112 O QUE É PATOLOGIA ....... 137 ALTERAÇÕES NA ABSORÇÃO .............................................................................. 140 UM ENCAIXE PERFEITO . 143 CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS ........................................................................................ 143 PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS ............................................................................... 132 ABSORÇÃO .................................................... 113 HEMORRAGIA ................................................................................................................................................ 136 EFEITOS OPOSTOS .................................... 131 FARMACOCINÉTICA .............................................................. 113 PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS .................................................. 140 RECEPTORES ............................................................... 132 METABOLISMO ................................ 152 ANTIFÚNGICOS ...................................................................................................... 139 RECEPTORES .............................................................................................................................................................. 151 ANTIBIÓTICOS ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 133 GENÉTICA ................................................................................................................................ 139 FÁRMACO ....................................................................................................... 151 PRINCIPAIS GRUPOS ANALGÉSICOS: ............ 154 GRUPOS FARMACOLÓGICOS .................................. PATOLOGIA GERAL . 151 ANTIALÉRGICOS ...............................................................

........................................................ 177 PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS ....................................................................................................... FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO ............................... 172 OS SEGREDOS DOS CHÁS .......................... 187 ALGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA ....................................................... 199 PRODUTOS UTILIZADOS: ........................................................................................................................................................................... 191 UMIDADE ........................................................... 182 FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS ............................. 160 AÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO .........TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS .................................................................................................................................................................................................................. 192 ÁLCOOL/ACETONA/ÉTER/BENZINA ............................................................... 197 ANTI-SEPSIA DAS MÃOS ............................................................................................ 199 9 .................. 156 O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO-QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS .............................................................. 183 FORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ................................................................................................................................................ 155 A QUÍMICA DA SAÚDE ....................................................... 208 LAVAGEM DAS MÃOS ................................................... 188 8............ 194 COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS ....................... 206 PROTETOR RESPIRATÓRIO (RESPIRADORES) ........ 204 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............. 195 MICROBIOLOGIA DA PELE ..................................................... 177 INDICAÇÃO DO CHÁ ................................................................................................................................................ 207 AVENTAL E GORRO .......................................................................................... 169 PLANTA MEDICINAL................ 198 TÉCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAÇÃO) DAS MÃOS: .......................................... 200 DESINFECÇÃO .................................................................................... 205 VACINAÇÃO ................................. 192 EXPOSIÇÃO AO SOL ..................................................................... 192 VALIDADE DOS MEDICAMENTOS ...................................................................................................................................................... 179 7........................... 167 METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS .................................................................................................................................................. 170 FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO .......................................................................................................... 183 FORMA FARMACÊUTICA ................... 186 FÓRMULA FARMACÊUTICA .................................... 159 DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ-FORMULAÇÃO ...... 198 INSTALAÇÕES FÍSICAS: .............................. 205 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL .................................................................................................................. 167 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS ........................................... 156 QUÍMICA MEDICINAL ....................................................................................................................... 203 O QUE É BIOSSEGURANÇA? ................................ 162 6..... FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA ....................... 204 PRECAUÇÕES-PADRÃO ..................... 177 JAPONESES CONSUMIDORES DE CHÁ ................................................................................................................................ 204 MANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO ............................................................................. 192 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ................................................................................................................................................................................................................ 196 USO DO ÁLCOOL GLICERINADO ..................................................................................................................... 170 FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL ......................................................................................................... 203 PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA ................................................................................................................................................................ FARMACOTÉCNICA .......................................ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS ........................... 159 A SÍNTESE DE FÁRMACOS ..................................................................................................................................................... 191 CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS .......................................................................................................................................................................................................................... 204 MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS .......................................................................................................................... 208 CALÇADOS ............................................. 194 TERMINOLOGIA ................................................ 195 INDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS .................................................................................................................................................................................................. 205 AMBIENTE E EQUIPAMENTOS ............. 176 SALVOS PELO CHÁ ...............BIOSSEGURANÇA .............................................................

......................................................................... 235 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS ....................................... 220 PICADAS DE CARRAPATOS ............................................................ 226 11.......................................................... 218 LUXAÇÃO .............................................. 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ...................................................... 228 AÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES ........................................................................................................................................................................................ 210 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: ............................................................. 217 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE .............. 218 FRATURAS.............................................................. 225 PROCEDIMENTOS PRELIMINARES ......... 224 OBJETOS ENGOLIDOS ........................................................................... 220 PICADAS DE INSETOS ................................................................... 217 ENTORSE .................................................................................................................................................. 211 RESÍDUOS RECICLÁVEIS ........................................................................................................................................................ 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............................................................... 210 RESÍDUOS COMUNS .................. 220 PICADAS DE ESCORPIÕES ................... 212 RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS ...................................................................................................... 210 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ................................................................................................................................................................................................................................................................................... 211 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .......... 227 ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR ........ 213 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ........................ 225 PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA ............................................................ 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ........................................................................................ 220 PICADAS DE COBRAS .................................. LUXAÇÕES E CONTUSÕES ...............................................................................PRIMEIROS SOCORROS ........................................................... 217 FRATURA .............................................. 237 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS ........................................................................................................................................................................................ 217 INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS ................................................................................................... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ........... PELE OU MUCOSA DO PACIENTE ................................... 213 10 ................................................................................................ 225 DESMAIO ................................... 226 CONVULSÕES ....................................................................................................................................................................................................... 218 CONTUSÃO ................................................................................................................................................................. 210 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: .............. 211 PREPARO DO FERIMENTO........................ 224 NOS OLHOS ............................................................................................. 222 CHOQUE ELÉTRICO ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 226 EMERGÊNCIAS CLÍNICAS ........................................................................................... 211 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... ENTORSES................... 212 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS PÉRFURO-CORTANTES: .................................................................................................... 223 CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA ........................................................................................... 221 SANGRAMENTO EXTERNO ............................................................................................................................................................................................................................................................ 212 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA: ..................................... 224 NO NARIZ ...................................... 214 TIPOS DE ACIDENTES ................. 211 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: . FARMÁCIA HOSPITALAR .................................................................................................................................................. 225 A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR ............................... 216 QUEIMADURAS QUÍMICAS ....................... 228 DESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA ....... 236 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ..................................... 221 SANGRAMENTOS ..................... 208 RESÍDUOS INFECTANTES ............COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE ................................................................................................................................................................................... 216 QUEIMADURAS .......................... 219 PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS ................................................................ 228 PESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA ..................................... 221 SANGRAMENTO INTERNO .......................................... 216 QUEIMADURAS SOLARES ..................................................................................................................................................................................................................................... 222 SANGRAMENTOS NASAIS ....... 224 NO OUVIDO .......................................................................................

............................................ 273 SÍFILIS CONGÊNITA ................................................................................................................................................. 272 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .................................................................. 260 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ................................................................................................................................................................................................................... 267 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ......................................................................................................................................................... 266 RESERVATÓRIO ................................. 251 NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL .................. 259 SINONÍMIA .................. 261 DIAGNÓSTICO ..................................................................................................................................................................................................... 264 SINONÍMIA ................................ 261 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ................................................... 253 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES .................................................................................................................................................... 267 TRATAMENTO .......................................................... 249 PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ............................................................................................. 248 PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA ............................................................... 261 PERÍODO DE LATÊNCIA ................................ 270 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ......................................... 253 CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA ....... 271 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE .......................................................................................................... 259 AIDS ............................................................................................. 263 MEDIDAS DE CONTROLE ............................... 272 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ............... 257 SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO ......................... 248 FORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL .............. 270 SINONÍMIA ........................... 249 MÉTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO BRASIL E NO EXTERIOR ................ 250 BARREIRA DE ISOLAMENTO ........................................................................................NUTRIÇÃO PARENTERAL .................................................................. 260 AGENTE ETIOLÓGICO ......................................................................... 247 COMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE .... 271 COMPLICAÇÕES ............................................................................... 252 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................................................................................................................................. 263 DESCRIÇÃO ............................................................................................................................................................................ 264 DENGUE ........................................................................................................... 271 MODO DE TRANSMISSÃO ..................................................................... 271 AGENTE ETIOLÓGICO ................................................................................................ 266 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ............................................. 268 NOTIFICAÇÃO .......... 247 SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL ................. 271 VETORES HOSPEDEIROS ..... 269 DEFINIÇÃO DE CASO ............................................................. 261 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................................ 272 TRATAMENTO ......... 262 NOTIFICAÇÃO .................................................................................................................. 272 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ............................................................................... 269 MEDIDAS DE CONTROLE .......................................................................................................................................................................... 258 SOROS .................................................. 252 12.................................................................... 266 MODO DE TRANSMISSÃO ................................................................................................. 245 COMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE .................................. 272 DIAGNÓSTICO ....................................................................................... 262 TRATAMENTO .................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 260 MODO DE TRANSMISSÃO ........................................................................................... 262 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ....................................................................................................................................................... 251 CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ................................................... 271 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ..................... 266 DIAGNÓSTICO ...................................... 262 DEFINIÇÃO DE CASO ............................................................................................ SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 259 EPIDEMIOLOGIA .................................................................................................................. 266 AGENTE ETIOLÓGICO ............................................................................... 266 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ......................................................................... 260 RESERVATÓRIO ...................................................................... 248 PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ........................................................................................................................................................................................................................ 270 DESCRIÇÃO ..................

....................... 284 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .................................................................................................................................. 289 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ........ 289 PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE .......................................................... 294 PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE .................................................................................................................................... 293 PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS – ALTO CUSTO ...................................... 286 NOTIFICAÇÃO ................... 288 13............................................................................................................................................................................................................................................... 311 CAPÍTULO II ............................................................................................................................................................................................................... 317 TARJAS E RÓTULOS .......................... 277 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .......................................................................................................................................................................................................... 296 PROJETO FARMÁCIAS NOTIFICADORAS ........................... 284 MODO DE TRANSMISSÃO ......................... 294 PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITÁRIA (TUBERCULOSE) ................................................. 321 TIPOS DE RECEITAS ... 276 NOTIFICAÇÃO ..................................................................................................................... 295 FARMÁCIA POPULAR ..................................................................................................................................... 322 AVIAMENTO DE RECEITAS .................................... 284 COMPLICAÇÕES ............................................................................ POLÍTICA DE MEDICAMENTOS ................ 322 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................................................... 279 MEDIDAS DE CONTROLE ..................................................................................................... 286 DEFINIÇÃO DE CASO ..................................................................................................................... 284 DIAGNÓSTICO ................ 279 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................... 287 MEDIDAS DE CONTROLE ........................................................................................................................... 273 MEDIDAS DE CONTROLE .................................................................................................................................................................. 277 COMPLICAÇÕES ....................................... 284 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ................................ 292 PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE ........................................... 283 SINONÍMIA ................................................................... 284 RESERVATÓRIO .................................................................................................................................................................................................................................. 301 14............................................................................................................................. 310 CAPÍTULO I .................................................................................................................................................................................................................................... 279 DEFINIÇÃO DE CASO: ..................................................................................................................................................................................................TUBERCULOSE ... 316 CAPÍTULO V ....................................................................................................................................................... 298 PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS ........................................................................................................ 286 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ................................................................................................................................................................................................................ 286 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ..................................................................................................................................................................................... 321 MEDICAMENTOS MANIPULADOS ...................................... 277 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ..................................................... 279 NOTIFICAÇÃO ........................................................ 278 TRATAMENTO ..................................... 284 TRATAMENTO ......................................................................................................... 292 PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS ..... 297 MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 ...................................... 312 CAPÍTULO III ............................................................................................................................................................................................................................................................................................ 284 AGENTE ETIOLÓGICO ......................................................................................................................................................................................................................................................... 276 AGENTE ETIOLÓGICO ......................... 277 MODO DE TRANSMISSÃO .... 274 DESCRIÇÃO .......................................................................................................... 314 CAPÍTULO IV ................................................................................................................................................................................ 279 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .................... ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA310 CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA ...................... 283 DESCRIÇÃO ................................................................................. 273 DEFINIÇÃO DE CASO ...................................................................................................................................................... 277 DIAGNÓSTICO ..................................................................... 280 OBSERVAÇÕES ............................................................. 277 RESERVATÓRIO ..................................................................................................................................... 283 POLIOMIELITE .................................................................... 300 LISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS ............................. 277 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ......................

................................ 357 SISTEMA DE APOIO ............. 356 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ................................................................................................... 340 MARKETING PESSOAL ..................................................... 359 CAMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE ................................................................................. 336 RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA .......................................................................................................... 363 19.................................................................................... 346 FECHAMENTO DA VENDA ............................ 347 EXPANSÃO DA VENDA .................................. 349 ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS .................................................................. 359 HISTÓRIA DA CONTABILIDADE .......................................................................................................... 350 CAIXA DE EMERGÊNCIA ............................ 372 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA .............. 339 CONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 328 16.............. 350 CUIDADOS COM A GELADEIRA .............................................................. 356 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO ................................................................................................................................................................................................................................................... 352 MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS .............. 336 FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE ................................... TÉCNICAS DE VENDAS ..................................................................................................................................................................................................................................................................................... 347 17............ 357 SISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE .......................... 354 O PROGRAMA 5S ...................................CLIENTE ..................................................................................................................................................................... 349 COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA .................................................................................................. PRÁTICAS PROFISSIONAIS ................................................................................................................................................................................................. 327 COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS ......................... 356 SISTEMA DE VENDAS E MARKETING ...................................................................................... 340 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE ........................................................................... NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA ................................................... 358 INDICADORES DE DESEMPENHO ............................ 360 CONCEITO DE CONTABILIDADE ...................................................... 362 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL .................................................................................15........ 339 O RESPEITO FIDELIZA .................................................... INFORMÁTICA BÁSICA ............................................................... 339 PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR .............................................................................................. 351 RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS ............................................................................................. 356 SISTEMA DE COMPRA .............................................. 360 FUNÇÃO DA CONTABILIDADE . 372 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .............................................. 360 O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE .................................................................. 354 18............................................................................................................................. 357 MANUAL DE PROCEDIMENTOS .............................................................................................................. 345 DEMONSTRAÇÃO ................................... ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE ...................................... 360 FINALIDADE DA CONTABILIDADE ............................................... 344 DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: .................. 353 PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: ..................... 345 SONDAGEM ........................ 358 NOÇÕES DE CONTABILIDADE ................................................................................................................................................... 357 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA .................................... 327 PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA .................................................................. 353 CONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE ..................................................... 361 CONTA ............................................................................................................................................................................................................................................. 362 GLOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS .................................................................................. 352 FICHA DE PRATELEIRA ..................................... 340 RAPPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO ........................................ 361 ESCRITURAÇÃO ................................................................................................................................................................................................................ 341 LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS ............................ 351 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: .......... 361 REGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL ...................................................................... 361 OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL ................................

..................................................................................................................................................................................... 401 A AUTO-SOMA .................. 375 ÁREA DE TRABALHO (DESKTOP) .... 374 TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD ....... 387 VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA ..................................................... 395 A TELA DE TRABALHO .................................... 406 FORMATAÇÃO DE NÚMEROS ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 405 SELECIONANDO COM O MOUSE .......................................................................................................................... 398 INSERINDO OS DADOS ............................................................................................... 412 INICIALIZANDO O WINDOWS XP ........................................... ..................................................................... 383 ALINHAMENTO DO TEXTO .......................................................................................................... 397 USANDO A CAIXA DE DIÁLOGO ............................................................................................... 374 EXCEL ............... 386 LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS ..................................... 411 FECHANDO A PLANILHA ATUAL ......... 398 USANDO O MOUSE .............................................................................................................................................................................................................................................................................................. 391 FORMATAR BORDAS DA TABELA .................................... 393 MODIFICAR A FIGURA........ 393 INSERINDO AUTOFORMAS ..................................................................................................................................................... 384 COR DA FONTE .................................................................................................. 389 TABELAS ................................. 384 NUMERAÇÃO E MARCADORES .............................................O CÉREBRO ELETRÔNICO .................................................................................................... 386 TECLAS DE ATALHO ........................................ 399 ENTRADA DE TEXTOS ........................................................... 382 INICIAR O EDITOR DE TEXTOS .......... 404 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS ........................................ 391 ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA ........................................................................... 376 O COMPUTADOR ............................ 402 SALVANDO UMA PLANILHA ....................... COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO ................................................................................................................................................................... 377 WINDOWS EXPLORER ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 405 SELEÇÃO DE FAIXAS ......................................................... 400 ENTRADA DE FÓRMULAS .......................... 394 TRABALHANDO COM WORD ART .................................................. 402 ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA ..................................................................... 384 ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO ............. 406 ALTERAÇÃO DA LARGURA DAS COLUNAS ............................................................................................................................................................... 392 INSERIR FIGURAS ................................................................ 408 IMPRESSÃO DA PLANILHA ......................................................................................................................... 403 CARREGANDO UMA PLANILHA ......................................................................................................................... 390 ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA ............................................................................................................................................................................................. 405 SELECIONANDO COM O TECLADO ......... 373 MICROSOFT WINDOWS XP ................................. 392 ORDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA .................................. 382 CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO ......................................................... 411 CRIAÇÃO DE UMA NOVA PLANILHA ......................................................................................................................................... 390 ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS ..................................................................................................................................................................................................... 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE ........................................ 387 MÚLTIPLAS COLUNAS .............................................................................................. 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO ................................................................................... 396 MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 406 DESMARCANDO UMA FAIXA .................. 408 CRIANDO GRÁFICOS ........................................................................................................................................................................................................... 387 SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS ....... 378 WORD (VERSÃO 2000) .............................................. 399 ENTRADA DE NÚMEROS ................................................. 411 ABANDONANDO O EXCEL 7 ...................... 394 CARREGANDO O EXCEL 7 ............................................................. 407 APAGANDO O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS .................................................................. 373 OS DISCOS ........ 382 FORMATANDO FONTES ...................................................................................................................................................................................................................................................................................... 406 FORMATAÇÃO DE TEXTOS E NÚMEROS ........... 385 SELECIONANDO................................................................. 395 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ................................................................................... 389 AUTOFORMATAÇÃO DE TABELAS ............................................................ 397 USANDO TECLAS .............................................................................................................................................................................

..................................................................................................................................................................................................................................... O “REMÉDIO” EM SI ......................................................................... QUEM CURA ................................................................................................................................................................................................................. 420 20....................................................... 425 NOVO PARADIGMA .......................... 426 SEM PRESCRIÇÃO .............. 412 WORLD WIDE WEB (WWW) ................................................................................................................................................................................................................... 418 QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS ....... 429 EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS ..................................................... 433 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ....................... 416 RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS ................................................................................................................................................................ 425 LUCRO EM SEGUNDO PLANO ............................................................................................................ 421 ACOLHIMENTO .......................................................................................................................................................................... 416 O QUE É UMA MENSAGEM? ......................................................................... 413 OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO.................................... 424 ANTÍDOTO PARA A “EMPURROTERAPIA” ............. 421 ADESÃO ................................ 432 3................................................................................................. 416 GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS .................................................................................................................................. O PACIENTE .................................................................................................................. 417 ESTRUTURA DOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ..................................................................................................................................................INTERNET EXPLORER .................. 422 ATENÇÃO FARMACÊUTICA .. 417 QUANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS ................................................ 415 GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO ................................................................................ 415 O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO? .............................................. 413 O PROGRAMA INTERNET EXPLORER ....... 428 O PLACEBO E A ARTE DE CURAR ............................................ 412 O QUE É A INTERNET? ......................................................... PSICOLOGIA APLICADA ............................... 416 IMPRIMIR MENSAGENS ................................................................. 430 1.......................................................................................................................................... 412 ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ......... 416 CRIAR E USAR APELIDOS ...................... ............................................................................................... 427 “AGORA EU QUESTIONO” .............................. 431 2............................................... 414 CORREIO ELETRÔNICO .......................................................

Cada órgão é um agregado de numerosas células.ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS Nesse capítulo vamos abordar algumas das principais funções do corpo humano. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 17 . CÉLULA É a unidade viva fundamental. que se mantêm unidas por estruturas intercelulares. bem como conhecer melhor suas estruturas e órgãos.1. As células são consideradas como a menor porção viva do organismo. São tão pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscópio.

Nas células vegetais. CONSTITUIÇÃO As células se compõem de numerosos elementos. Através de seus diminutos poros ela seleciona os alimentos a serem absorvidos pelo organismo (tecido). músculo). 18 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . e em muitas células animais (células da pele. mas fundamentalmente são formadas por três partes: M EMBRANA CELULAR É a camada que envolve a célula. É formado por diversos elementos. Nosso sangue possui células vermelhas (em forma de disco) e células brancas (globulosas).FORMA É muito variável a forma das células que constituem o organismo humano. ela é visível ao microscópio. As células que formam os órgãos nervosos são estreladas e piramidais. e as que se encontram nos ossos são também estreladas. CITOPLASMA É a porção da célula situada por dentro da membrana. mas em muitos outros tipos de células a membrana é tão fina que somente processos mais delicados permitem evidenciá-la.

Veja alguns exemplos dos elementos citoplasmáticos: -Retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático aumenta o contato entre a célula e o exterior. Ele também produz material orgânico necessário para o desenvolvimento da célula. facilitando a entrada e saída de substâncias. geralmente globuloso e central. -Ribossomos: são responsáveis pela síntese das proteínas. nutriente vital para o corpo humano.. Ele regula as funções químicas das células e é formado pela membrana nuclear. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 19 . -Complexo de Golgi: o complexo ou aparelho de Golgi tem sua função associada à secreção de elementos desnecessários à célula. cromossomos e nucléolo. que representam e transmitem determinados caracteres (exemplo: a cor dos olhos). -Centríolos: eles têm duas funções básicas. -Mitocôndrias: é responsável pela respiração da célula.No citoplasma ocorrem as transformações químicas (metabolismo). Eles participam da divisão celular e formam “cílios” que ajudam na locomoção e na captura de alimentos para a célula. NÚCLEO É um corpúsculo imerso no citoplasma. Algumas células não possuem núcleos (exemplo: os glóbulos vermelhos). -Lisossomos: são bolsas que contém enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas encontradas na célula. Sua forma e posição são muito variáveis. Nos cromossomos existem os genes.

A membrana celular. 20 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . o epitélio intestinal absorve nutrientes).). • É sensível ao estímulo. FUNÇÕES : • Protege o organismo contra as ações mecânicas. como: absorção. • Absorve as substâncias (por exemplo. metabolismo. que são a camada mais superficial do corpo e. fagocitose e locomoção. reveste a superfície corpórea. como o tato. dessa forma. como as glândulas sebáceas. armazenamento das substâncias oferecidas em excesso. etc. bexiga. eliminação das toxinas. • Excreta substâncias. de ação independente. Os tecidos humanos são denominados: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO T ECIDO EPITELIAL Forma as membranas. com características adaptadas à sua função mas. HISTOLOGIA O corpo humano possui grupos de células diferenciadas. o citoplasma e o núcleo atuam de maneira integrada nos processos vitais da célula. inclusive as cavidades (estômago.

Suas fibras podem ser de três tipos: colágenas. As células musculares alongadas são conhecidas como fibras musculares. -Tecido muscular: é formado por células que se transformam em fibras e adquirem a propriedade de se contrair e relaxar. É o arcabouço básico de sustentação. elastinas e reticulares. pois se caracteriza por possuir grande quantidade de substâncias intercelulares. é formado por células ósseas (osteófitos) separadas por uma substância intersticial (ou fundamental). -Tecido ósseo: constitui os ossos do nosso organismo. é encontrado na forma de gordura de armazenamento (na parede do trato intestinal e no subcutâneo) e de gordura estrutural (preenchendo todos os espaços vazios). -Tecido conjuntivo fibroso: sua característica é a resistência à tensão e grande flexibilidade. A musculatura é responsável pelos movimentos do organismo. Encontra-se sob a pele. é encontrado nas artérias maiores e nos ligamentos vocais da faringe. Elas apresentam diferentes estruturas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 21 . aponeuroses e cápsulas envoltórias de órgãos. -Tecido cartilaginoso: é formado por substâncias que promovem a sustentação do corpo com resistência elástica à pressão. O tecido conjuntivo divide-se em: -Tecido conjuntivo frouxo: é formado por células com capacidade de proliferar e se modificar durante os processos inflamatórios e de cicatrização. -Tecido adiposo: é formado por células adiposas. fibrosa (ou fibrocartilagem) e elástica. -Tecido hematopoético: é responsável pela produção dos elementos sólidos do sangue. Encontra-se nas formas de tecido mielóide e tecido linfóide. São três os tipos de cartilagem: hialina.T ECIDO CONJUNTIVO É também conhecido como tecido conectivo. Funciona como reserva alimentar e como sustentação para órgãos. -Tecido elástico: sua característica é a elasticidade. na região subcutânea. protege contra o frio e ações mecânicas. É representado pelos tendões dos músculos.

Músculo liso: não possui fibras estriadas.Músculo cardíaco: apresenta fibras estriadas. SISTEMA URINÁRIO FUNÇÃO A formação de urina e sua eliminação estão entre as mais importantes funções do organismo. Trata-se de um “depósito inteligente”: quando a bexiga fica cheia. . mas de ação involuntária. sua contração independe da nossa vontade. medula renal e pelve renal. esses músculos são de ação voluntária. sobre os líquidos e no aproveitamento de substancias utilizáveis pelo organismo. É composto por três áreas: córtex renal. URETERES São dois condutores musculares dotados de paredes grossas capazes de se contrair ritmicamente. uma série de correntes nervosas avisa 22 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . COMPOSIÇÃO R IM Tem como funções atuar no controle dos sais do corpo. -Músculo estriado: é composto por fibras que. vistas no microscópio. a fim de impulsionar a urina. Sua função é conduzir a urina da pelve renal para a bexiga.. A depuração do sangue é feita pelo sistema urinário. permitindo que a composição do sangue não se altere com o acúmulo de substâncias nocivas. músculo-membranoso. de forma esférica. Forma a urina. exibem estrias verticais. B EXIGA Órgão oco.

ácido úrico. bloqueando as vias seminais e liberando as vias urinárias. além de conduzir a urina. O mecanismo de retenção ou esvaziamento é controlado pelo SNA (sistema nervoso autônomo). tem a forma de um cone cuja base está voltada para a bexiga. 95% . U RETRA Último segmento do sistema urinário. O SNA simpático atua na retenção. no esvaziamento.o cérebro de que é necessário esvaziá-la. P RÓSTATA Glândula acinosa situada na porção inicial da uretra masculina. C OMPOSIÇÃO DA URINA : . o SNA parassimpático. abaixo da bexiga. cloro. No homem. potássio. 3% . Se isso não for possível. a bexiga relaxa suas paredes para receber mais urina e aperta o esfíncter para não “vazar”.substâncias orgânicas: uréia. ácido hipúrico. amônia. No sistema urinário tem a função de fazer a conexão da bexiga com a uretra. Sua função é receber urina dos rins transportada pelos ureteres e armazená-la temporariamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 23 . . creatina. 2% . .Água. Sua função é conduzir a urina para fora do organismo. a uretra conduz o esperma.Sais minerais: sódio.

chamadas de impulsos nervosos. É composto por células nervosas chamadas neurônios. que formam enormes redes de comunicações. Os neurônios podem ser classificados em três categorias: N EURÔNIOS SENSORIAIS Transportam ao SNC (sistema nervoso central) mensagens de todos os receptores do corpo. que se comunicam por impulsos eletroquímicos entre terminações chamadas axônios e dendritos. som. ao músculo por ele controlado. calor (12 terminais por cm²). NEURÔNIO MOTOR São células nervosas existentes no SNC que transmitem impulsos vindos de outros neurônios.SISTEMA NERVOSO FUNÇÃO Controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo. tato (25 terminais por cm²). 24 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . o axônio. Essas mensagens. frio (2 terminais por cm²) e pressão. referem-se a sensações de luz. esses impulsos fazem o corpo celular enviar seus próprios impulsos ao longo de uma fibra de saída. Permite a possibilidade de sentir o meio ambiente. gosto. dor (200 terminais por cm²). cheiro. mover-se e gerenciar diferentes atos psíquicos. N EURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO São células nervosas que ligam neurônios motores a neurônios sensoriais e coordenam as respostas do SNC às informações por ele recebidas.

funcionamento do organismo.F IBRAS NERVOSAS São os prolongamentos (axônio ou dendrito) de neurônios cujos corpos situamse. Sua função é receber e interpretar informações. SNC ( SISTEMA NERVOSO CENTRAL ) É formado pelo encéfalo (cérebro. no encéfalo ou na medula. É uma região contínua e não. é a mais complexa estrutura do SNC. pois devido à sua natureza lipídica ela impede o fluxo de íons. tronco encefálico (mesencéfalo. aracnóide e duramáter. ponte e bulbo) e medula espinhal. emitir ordens. A sinapse acontece entre o axônio do primeiro neurônio e os dendritos ou o corpo celular do segundo neurônio. A conexão entre dois neurônios recebe o nome de sinapse. O encéfalo localiza-se dentro da caixa craniana. normalmente. denominada bainha de mielina. Cada fibra é constituída por um eixo central que contém as neurofibrilas e pode estar envolvido por uma bainha rica de lipídios. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 25 . permite pensar. é a parte mais importante do SNC. cerebelo).contínua entre duas células nervosas. É envolvido pelas meninges: pia-máter. A função da bainha de mielina é provavelmente servir de isolante elétrico. Sua função é controlar todas as atividades do corpo como percepção do mundo exterior. movimentos dos ossos. Preenche a parte superior da cabeça e é protegido pelos ossos cranianos. unidos entre si por uma ponte de substância branca chamada “corpo caloso”. C ÉREBRO Localizado na caixa craniana. Todos esses órgãos são formados por uma substância branca e outra cinzenta. ENCÉFALO Centro de controle do corpo. lembrar e ter sensações. Tem forma ovóide e é dividido em duas partes simétricas chamadas hemisférios cerebrais.

como as artísticas e criativas. processa-as e envia mensagens aos músculos. O hemisfério cerebral esquerdo recebe informações sobre o lado direito do corpo e controla os movimentos dessa região. contém a formação reticular que regula a consciência. garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora. sente e pensa. está relacionado à elaboração do pensamento.Sua função é controlar o corpo – tudo o que ele faz. 26 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . C EREBELO Localiza-se por trás do tronco encefálico. científicas e de linguagem. por exemplo. Cada saliência do cérebro está relacionada a determinadas funções. avisando-os sobre o que fazer. O cérebro recebe informações de todas as partes do organismo. posteriores = audição). as habilidades matemáticas. Na maioria das pessoas. que retransmitem informações do córtex cerebral para o cerebelo. mas na maioria das pessoas ele controla atividades específicas. Ele controla a harmonia dos movimentos da musculatura esquelética. Parece idêntico ao hemisfério esquerdo. Exemplos de estruturas de importância: pedúnculos cerebrais e corpos quadrigêmeos (anteriores = visão. controla certas atividades específicas como. Por exemplo: a parte anterior do cérebro. apoiado no osso occipital. Sua função está relacionada com a regularização do tônus muscular. T RONCO ENCEFÁLICO M ESENCÉFALO Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente. P ONTE Contém grande quantidade de neurônios. junto ao osso frontal. O hemisfério cerebral direito recebe as informações e controla os movimentos do lado esquerdo do corpo.

controlar a pressão do sangue e estabelecer a freqüência e a intensidade da respiração. entre elas ritmar as batidas do coração. . dá suporte ao encéfalo. é a mais espessa das meninges.Membrana intermediária de consistência esponjosa e muito rica em vasos. próximo da medula espinhal. para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. Sua função é atuar como centro de controle de várias funções vitais. envolto pelas meninges. uma resposta à excitação de um nervo sem a intervenção voluntária do indivíduo (arco-reflexo). M ENINGES . que fica dentro do canal vertebral.Serve de elo entre as informações do córtex que vão para o cerebelo. que tem a função de amortecer impactos. . O espaço entre a aracnóide e a pia-máter é ocupado pelo “liquor” ou “líquido cefalorraquidiano”. conduzir estímulos do SNC para o SNA periférico e elaborar respostas simples para alguns estímulos.É fina e possui muitos vãos sangüíneos. Sua função é recolher estímulos sensitivos do SNA (sistema nervoso autônomo) periférico e encaminhá-los para o restante do SNC. envolve diretamente os órgãos. Dura-máter . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 27 . Também conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. Na ponte também ocorre a inversão da lateralidade das inervações motoras provenientes dos hemisférios direito e esquerdo. B ULBO É a parte inferior do tronco encefálico. M EDULA ESPINHAL É um feixe de nervos. Também vai estar no caminho dos impulsos direcionados à medula.Unida aos ossos. Pia-máter . Aracnóide .

frio e calor. espinhal a massa cinzenta forma um núcleo em forma de “H”. atuando sobre órgãos e músculos da cabeça e do ombro. o estômago. N ERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos saem diretamente do encéfalo. é a região que contém fibras nervosas de conexão. analisam e transmitem impulsos nervosos. Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e enerva o coração. interligando partes do encéfalo e ligando-as à medula espinhal. daí a expressão “massa branca”. cinco são motores (oculomotor. dos quais três pares são sensitivos (nervo olfatório. veias e vasos linfáticos. espinhal e o nervo hipoglosso) e quatro mistos (trigêmeo. a camada mais externa do cérebro.S UBSTÂNCIA BRANCA Atua como uma rede de comunicações. SNP ( SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO ) É formado por uma imensa rede de nervos que partem do encéfalo e da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo ao lado das artérias. Com apenas 4 milímetros de espessura. 28 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . dor. cheiro. pressão. troclear. glosso faríngeo e o vago). no qual ocorre uma comunicação entre neurônios. É o centro de controle do encéfalo. contém mais de 10 bilhões de neurônios. S UBSTÂNCIA CINZENTA É feita de neurônios e de suas conexões. Têm a função de transmitir percepções de som. o intestino e diversos outros órgãos. óptico e o auditivo). Forma no encéfalo o córtex. gosto. Sua função é coletar informações para o SNC pela sensibilidade e executar ordens pela motricidade. tato. Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos. Na medula. facial. luz. abducente. São em número de 12 pares. Essas fibras e as camadas que as recobrem são esbranquiçadas. No seu percurso (especialmente junto à coluna vertebral) encontram-se gânglios de coloração cinza-rósea. que recebem.

para o cérebro. são substâncias químicas produzidas no hipotálamo. SNA ( SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ) Controla a vida vegetativa. pressão. que trabalham em conjunto para provocar efeitos opostos em muitas áreas do organismo. desta. Todos eles são mistos. frio e dor. São constituídos por: • 8 pares cervicais • 12 pares dorsais • 5 pares lombares • 5 pares sacrais • 1 par coccígeno SNE (S ISTEMA N ERVOSO E MOTIVO ) Sabemos que as emoções. bem como recebem do cérebro. Exemplo: se o sistema simpático acelera as batidas do coração. secreção de suor. da pele ou órgãos. freqüência cardíaca. mobilidade e as secreções digestivas. coletam percepções de tato. sem que o indivíduo tome consciência dessa ação. calor. o parassimpático entra em ação diminuindo o ritmo cardíaco. O SNA subdivide-se em dois: o parassimpático e o simpático. que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos estímulos enviados.N ERVOS RAQUIDIANOS São 31 pares. em sua mais simples definição. expulsão da urina. via medula. Sabemos também que determinadas emoções (substâncias) costumam somatizar em órgãos preferenciais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 29 . Exemplos: temperatura corporal. levando-as para a medula e. executando-as. isto é.

SNA

PARASSIMPÁTICO

Funções do Sistema Nervoso Parassimpático

Funções do Sistema Nervoso Simpático

OLHO
Contração das pupilas e das pálpebras.

OLHO
Dilatação da pupila e maior abertura dos olhos.

CORAÇÃO
Redução do volume-minuto cardíaco, do ritmo de batimentos, da quantidade de estímulos e da sensibilidade aos estímulos.

CORAÇÃO
Aumento do volume-minuto cardíaco, da freqüência cardíaca, da intensidade de estímulo, da força de contração e da sensibilidade aos estímulos.

RESPIRAÇÃO
Redução da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, contração dos brônquios, redução do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

RESPIRAÇÃO
Aumento da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, dilatação dos brônquios, aumento do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Aumento do fluxo salivar, contração da garganta, abertura da entrada do estômago, aumento do tônus da musculatura gástrica, ativação do peristaltismo, aumento da secreção das glândulas gástricas, abertura da saída do estômago, aumento do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e ativação do peristaltismo intestinal.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Redução do fluxo salivar, dilatação da faringe, fechamento da entrada gástrica, redução do tônus da musculatura gástrica, inibição do peristaltismo, redução da secreção das glândulas gástricas, fechamento da saída do estômago, redução do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e inibição do peristaltismo intestinal.

BEXIGA
Descarga da urina, ativação do músculo detrusor e inibição dos músculos do esfíncter.

BEXIGA
Retenção de urina, inibição do músculo detrusor e ativação do músculo do esfíncter.

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Origina-se nas porções craniais acompanhando nervos cranianos e sacral, emergindo com os nervos raquidianos e acompanhando o nervo vago, que desce ao longo do esôfago para enervar os pulmões, o coração, o estomago, o intestino, o fígado, as vias biliares e urinárias. Ele é ativado na digestão e no repouso; tem como função inibir o SNA simpático.

SNA

SIMPÁTICO

Sua função é a de preparar o corpo para situações de emergência, esforço ou inibir o parassimpático. Faz isso aumentando o metabolismo cerebral, a tensão arterial, a freqüência cardíaca e a sudação. Estimula as glândulas supra-renais para que liberem adrenalina e noradrenalina, hormônios que mantêm o sistema.

A LGUMAS E SQUEMA

FUNÇÕES DO

SNA

PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO

S ISTEMA N ERVOSO CENTRAL

AUTÔNOMO

P ERIFÉRICO

S IMPÁTICO
( VIGÍLIA)

P ARASSIMPÁTICO
( REPOUSO )

NERVOS CRANIANOS
(CABEÇA ,
OMBROS ) PESCOÇO ,

N ERVOS R AQUIDIANO
(C ORPO I NTEIRO )

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
O sistema circulatório é composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos, que são: as artérias, as veias e os capilares. A sua função é realizar a circulação sanguínea para: - Distribuir alimento e oxigênio para as células do corpo. - Transportar CO2, vindo das células, que será eliminado através dos pulmões. - Coletar excreções metabólicas e celulares. - Entregar excreções nos órgãos excretores, como os rins. - Transportar hormônios. - Desempenhar um papel importante no sistema imunológico na defesa contra infecções.

S ISTEMA

CARDIOVASCULAR

O sistema circulatório humano é composto de sangue, sistema vascular e coração. O coração é o órgão que bombeia o sangue. O sistema vascular é composto pelos vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias são os vasos pelos quais o sangue sai do coração. As veias são os vasos que trazem o sangue para o coração. Os capilares são vasos microscópicos, com parede de apenas uma célula de espessura e que são responsáveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno. O sangue segue um caminho contínuo, passando duas vezes pelo coração antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir o sistema circulatório em dois segmentos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica.

CIRCULAÇÃO

PULMONAR

A circulação pulmonar ou pequena circulação inicia-se no tronco da artéria pulmonar, seguindo pelos ramos das artérias pulmonares, arteríolas pulmonares, capilares pulmonares, vênulas pulmonares, veias pulmonares, e deságua no átrio esquerdo

32

a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

do coração. Na sua primeira porção, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmonares o sangue é saturado em oxigênio, transformando-se em sangue arterial.

C IRCULAÇÃO

SISTÊMICA

A circulação sistêmica ou grande circulação se inicia na aorta, seguindo por seus ramos arteriais e na seqüência pelas arteríolas sistêmicas, capilares sistêmicos, vênulas sistêmicas e veias sistêmicas, estas se unindo em dois grandes troncos: a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas deságuam no átrio direito do coração. Sua primeira porção transporta sangue arterial. Nos capilares sistêmicos o sangue perde oxigênio para os tecidos e aumenta seu teor de gás carbônico, passando a sangue venoso.

O UTRAS

DEFINIÇÕES

C IRCULAÇÃO

VISCERAL

É a parte da circulação sistêmica que supre os órgãos do sistema digestivo. C IRCULAÇÃO

PORTAL

O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que ao invés de levar o sangue de volta ao coração, leva-o ao fígado. Isso permite que esse órgão receba nutrientes que foram extraídos da comida pelo intestino. O fígado também neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue segue do fígado às veias hepáticas e então para a veia cava inferior, para seguir ao lado direito do coração, entrando no átrio direito e voltando para o início do ciclo, no ventrículo direito. C IRCULAÇÃO

FETAL

O sistema circulatório do feto é diferente, já que o feto não usa pulmão, mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Após o nascimento, o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas, incluindo fechamento do duto arterioso e do forame oval.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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O forame oval é uma importante comunicação entre os dois lados do coração durante a vida intra-uterina. Essa estrutura permite a passagem do fluxo sangüíneo para o ventrículo esquerdo (VE), promovendo o seu adequado desenvolvimento. A restrição ao fluxo através do forame oval constitui-se em grave distúrbio da circulação pré-natal, com seqüelas potenciais na vida pósnatal. Assim, uma avaliação completa do fluxo sangüíneo interatrial é essencial em fetos de alto risco. A detecção precoce desse problema otimiza o manejo perinatal, gerando desfechos clínicos potencialmente melhores. C IRCULAÇÃO

CORONÁRIA

É o conjunto das artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias próprios do coração. E SQUEMA

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO

S ISTEMA C IRCULATÓRIO

C ARDIOVASCULAR

L INFÁTICO

ESQUEMA
DE

IMUNIDADE )

L INFA ( LIMPEZA

E

F UNIONAMENTO L INFONODOS

- P RODUÇÃO DE ANTICORPOS ( DEFESA ) - P ASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA V ENOSO ( LIMPEZA )

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SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO
O sistema linfático tem duas diferentes funções: limpeza e defesa. Ele atua na limpeza do organismo esvaziando os interstícios celulares de macromoléculas, as quais são levadas pela linfa até os linfonodos, e ali são fagocitadas. Participam dessa função de limpeza: a linfa, os vasos linfáticos, os linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária. Na função de defesa ele produz linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Participam da função de defesa: a linfa (como meio de transporte), os linfonodos, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice.

L INFA
É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos. Era líquido intersticial e será sangue venoso quando se misturar a este no ângulo venoso, formado pelas veias subclávia e cava. Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, excetuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam, além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormônios, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura).

LINFONODOS
São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e seus componentes. Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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LEUCÓCITOS
São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

L EUCÓCITOS

GRANULARES

• Neutrófilos: fazem 65% da população total dos leucócitos; provêm da medula óssea. • Eusinófilos: fazem 3% da população total dos leucócitos; sua concentração aumenta nas reações alérgicas. • Basófilos: 11% das células brancas; suas funções são desconhecidas.

L EUCÓCITOS

NÃO - GRANULARES

• Linfócitos: fazem 30% dos leucócitos; originam-se nos tecidos linfáticos e na medula óssea. • Monócitos: Macrófagos: são os maiores leucócitos; têm ação fagocitária.

A NTICORPOS
Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas, como a globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B” (Existem linfócitos “B”, que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e “T”, que são eficientes nas crônicas).

TONSILAS
São órgãos linfáticos constituídos por numerosos folículos de tecido linfóide, dispostos em nódulos, possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos. Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual. Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem essa função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfóide e produzindo anticorpos.

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T IMO
Órgão achatado, seu tamanho aumenta durante a infância e, com o passar dos anos, vai diminuindo de tamanho lentamente. Tem um papel crítico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz um hormônio chamado timozina. Combate a invasão por microorganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo células malignas.

BAÇO
É o maior órgão do sistema imunológico e caracteriza-se por não possuir circulação linfática. Na defesa do organismo, o baço filtra os microorganismos estranhos do sangue, produzindo linfócitos e plasmócitos, que fabricam anticorpos.

A PÊNDICE
Pequena porção do intestino, produz alguns leucócitos, que contribuem na defesa da região em que está localizado.

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Permite a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido de carbono, propiciando assim a troca de gases. O sistema respiratório é composto por:

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a coana. Constituem os órgãos fundamentais da respiração. 38 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . situados na caixa torácica e separados pelo coração e pelo esôfago. terminando interiormente na laringe e no esôfago. varrendo-as para cima. PULMÕES São dois. situado atrás das fossas nasais e da boca.F OSSAS NASAIS São duas cavidades situadas na face. Sua função é levar o ar até os pulmões. T RAQUÉIA É um canal situado entre a língua e a origem dos brônquios. cuja finalidade é a de reter as impurezas pelo trato respiratório. Impede que substâncias não-gasosas penetrem no pulmão. Suas funções são filtrar o ar. recobertas por uma membrana chamada “pituitária” ou “mucosa nasal”. Através de seus movimentos de contração e expansão. acionando a epiglote quando engolimos. e uma posterior. Tem função digestiva e respiratória. a narina. aquecê-lo e umedecê-lo. contráctil e flexível. introduzem e expelem gases. L ARINGE É uma estrutura músculo-cartilagínea situada na parte posterior do pescoço. Contém muco e cílios. F ARINGE É um canal músculo-membranoso dilatável.Tem como função evitar a penetração de conteúdo alimentar nas vias respiratórias e filtragem. Em cada fossa nasal existe uma abertura anterior. que têm comunicação direta com a faringe. um direito e outro esquerdo.

D IAFRAGMA Grande músculo disposto horizontalmente e que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. propicia um vácuo que permite a inspiração. oriundo de combustão celular. desprende-se do glóbulo vermelho e. passando pela parede do alvéolo. passa através da parede de um alvéolo e prende-se a um glóbulo vermelho. o oxigênio. C OSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS As costelas e os músculos intercostais. A expiração se dá quando ele relaxa e as costelas se contraem. na expiração. percorre o caminho da expiração. à medida que vão se ramificando. o dióxido de carbono. diminuem de “calibre”.BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS Os brônquios são duas ramificações da traquéia que penetram nos pulmões e. Função: quando se contrai determina o aumento dos diâmetros torácicos. cílios e macrófagos. Também colaboram na filtragem do ar através de mucos. Estão envolvidos por uma rede de vasos sanguíneos – os capilares. calor e umidade). A LVÉOLOS Minúsculas bolsas em forma de cachos na ponta dos bronquíolos. conduzir o ar proveniente do exterior até os alvéolos pulmonares e. passando a chamar-se “bronquíolos”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 39 . Função: na inspiração. chegando ao meio exterior. por expansão. vedada pelo diafragma contraído. provocam um aumento da caixa torácica que. Isto expulsa o ar dos pulmões. devolver os gases ao meio exterior. Função: nas condições apropriadas (limpeza. Na expiração ocorre o inverso. na inspiração. facilitando a inspiração.

Função: indução à salivação. L ÍNGUA Órgão muscular ímpar de forma cônica. Ele é composto por: BOCA Primeiro segmento do aparelho digestivo. formação e movimentação do bolo alimentar. revestido por mucosa. situado na cavidade bucal entre as arcadas dentárias. além da eliminação de produtos sólidos rejeitados na digestão. Função: abrigar a língua. Inicia a quebra e processa a deglutição dos alimentos. os dentes. 40 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . a úvula e as glândulas salivares.SISTEMA DIGESTÓRIO Função: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absorção.

em suas paredes. acredita-se que a úvula. glândulas que secretam substâncias lubrificantes. Possui. Função: Os dentes misturam. sendo que os dentes incisivos cortam. submaxilares e sublinguais. em forma de “sino”. o alimento e a saliva. Função: através da válvula epiglote a faringe impede que líquidos e sólidos sejam desviados para os pulmões. com auxilio da língua. ESÔFAGO É um canal músculo-membranoso que une a faringe ao estômago. os caninos rasgam e os pré-molares e molares trituram. no “teto”. localizada no final da faringe.D ENTES São órgãos duros de estrutura calcária. Função: elaborar a saliva. Ú VULA Apesar de não constar como órgão do sistema digestório. Função: serve como um condutor de passagem dos alimentos. F ARINGE É um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório. facilitando o deslocamento do alimento até o estômago. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 41 . São denominadas parótidas. exerça função de estimular o peristaltismo do esôfago e estômago. que é um líquido inodoro e que se divide em dois tipos: simpática (espessa e escassa) e parassimpática (fluida e abundante). Quando parassimpática. G LÂNDULAS SALIVARES São seis e estão localizadas ao redor da cavidade bucal. mediante a presença da amilase salivar. ativa o suco gástrico.

e o piloro. 42 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . lembrando um “J”. pasta esbranquiçada e mole que. o fundo. até virar uma pasta cremosa. Função: regula a passagem dos alimentos da cavidade gástrica para o intestino. que promove a comunicação do estômago com o duodeno. entra no duodeno. uma espécie de bolsa. Por causa das inúmeras transformações que ocorrem em seu interior o alimento recebe o nome de “quimo”. I NTESTINO É uma porção do aparelho digestivo situada entre o estômago e o ânus. Função: receber os alimentos já insalivados. jejuno e íleo. através do piloro. cólons e reto. P ROCESSO DIGESTIVO O alimento fica no estômago de trinta minutos a três horas. O intestino é formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituída por uma porção externa de fibras longitudinais. é amassado e comprimido pelos fortes músculos estomacais. Nesse período.ESTÔMAGO É um órgão cavitário. decompô-los em substâncias mais simples e encaminhá-lo para os intestinos. onde se encontram as glândulas produtoras de suco gástrico. que o separa do duodeno. O estômago tem três zonas distintas: a cárdia. O intestino divide-se em duas partes: Intestino delgado: duodeno. que o separa do esôfago. Intestino grosso: cecun. PILORO Válvula em forma de anel muscular (esfíncter).

Nele os alimentos não aproveitados pelo organismo gradualmente. A água e algumas vitaminas são absorvidas no intestino grosso. estar sempre vazio de alimento. Função: nele ocorrem as principais funções químicas da digestão. transformam-se no bolo fecal e são expelidos através do esfíncter anal. O íleo toma o seu nome do osso ilíaco. pela extensão de tempo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 43 . Mede cerca de 1. É caracterizado por sua distensibilidade. Tem numerosos vasos capilares sangüíneos. Começa na parte inferior direita do abdômen.5 centímetros de diâmetro. as moléculas que compõem essa massa são transformadas em substâncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa através das vilosidades intestinais. Função: absorver nutrientes. Localiza-se na região inferior do abdômen.Função: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimento à decomposição das proteínas. ILEO Último segmento do intestino delgado. que depois se reúnem e vão formar as veias mesentéricas. desempenhando múltiplas circunvoluções. JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. Função: absorver nutrientes que depois passam para o sangue. pouco acima da junção da coxa com o tronco. constituintes da veia porta. hidratos de carbono e gorduras. o alimento recebe a bile e o suco pancreático.70 metros de comprimento e tem 7 centímetros de diâmetro. mede cerca de 4 metros de comprimento e tem 2. I NTESTINO GROSSO É a parte final do tubo digestivo. I NTESTINO DUODENO DELGADO Primeiro segmento do intestino delgado. No intestino delgado. O seu nome vem do fato de. Através da ampola de Vater. cólon e reto. e divide-se em três partes: cecun. Enche a maior parte do abdômen. no cadáver.

transportando-as e evacuando-as. Função: fazer comunicar o cólon sigmóide com o exterior do esfíncter anal e armazenar os resíduos semi-sólidos que restam do processo de digestão. o que gera a vontade de defecar. enviam impulsos ao sistema nervoso central. ordena contrações ao reto. em reação. Função: absorção da água. situa-se na superfície anterior do sacro e cóccix. mas que se torna esverdeado pela oxidação.que retém seu conteúdo e pela disposição de sua musculatura. vitaminas e sais minerais. Este. muco. Tem funções múltiplas. abaixo da cúpula diafragmática. como: produção de bile. gorduras (fonte de energia). células mortas e bactérias. transformando o quimo em fezes semi-sólidas. colesterol e inúmeras proteínas. excitando terminais nervosos que. conversão de substâncias. localizado posteriormente e na parede inferior do fígado. depósito de glicogênio. A função da bile é auxiliar 44 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . RETO Parte final do intestino grosso. VESÍCULA BILIAR Pequeno saco com formato de pêra. que possibilita a evacuação. terminando no canal anal. A bile é um líquido de cor amarela. Ao se acumularem no reto as fezes exercem pressão na parede do tubo. então. intervenção no metabolismo dos lipídios. Esses resíduos (fezes) são compostos de alimentos não digeridos. indispensáveis à vida do organismo. Outros órgãos que contribuem para o processo digestivo: FÍGADO É a maior glândula do corpo e está localizado na parte superior da cavidade abdominal. onde colabora para as funções da digestão. é secretado pelas células hepáticas através dos canais biliares e lançado no duodeno.

É composto por enzimas digestivas: protease. que se assemelha em estrutura às glândulas salivares.na digestão. para a digestão dos ácidos nucléicos. V ÁLVULA ILEOCECAL Está situada entre a porção terminal do intestino delgado (íleo) e o cecun. chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco. ativando os demais fermentos. permitindo o alargamento da passagem durante a defecação (expulsão das fezes). Função: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esvaziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto. PÂNCREAS É uma glândula grande e lobulada de dupla função (endócrina e exócrina). que formam o suco pancreático. lipase. O suco pancreático atua no duodeno. Função: acumular parte da bile secretada pelas células hepáticas e. Localiza-se no abdômen. num segundo tempo. impedindo a putrefação intestinal e ativando a lípase gástrica. E SFÍNCTER ANAL É a abertura do canal anal. atrás do estômago. lançá-la no duodeno através do ducto cístico e do ducto colédoco. para digestão das proteínas. para digestão dos lipídios. combatendo a acidez. para digestão do amido e nuclease. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 45 . amilase pancreática. Tem anéis musculares que podem relaxar. Possui funções endócrinas (que abordaremos no sistema endócrino) e exócrinas ou digestivas. decompondo as gorduras. segmento de maior calibre. Função: controla expulsão de restos inaproveitados do intestino grosso.

e duas extremidades. Responsável pela forma do corpo. Produz células sanguíneas (medula vermelha). para suprir as necessidades do corpo. rodeada de tecido compacto. OSSOS CHATOS São ossos achatados de pequena espessura em relação ao seu comprimento e largura.SISTEMA ESQUELÉTICO Tem a função de suportar tecidos adjacentes. Auxilia no movimento do corpo. É o que acontece com o fêmur e o úmero. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior. OSSOS O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza. especialmente fósforo e cálcio. as epífises. proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto. OSSOS CURTOS Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais. Fornece uma área de armazenamento para sais minerais. e a parte interna por substância esponjosa. ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca. a cavidade medular. Classificação dos ossos: OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida. A escápula é um exemplo. a diáfise. Também é depósito de gordura (medula amarela). 46 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . o que lhes confere grande resistência. ou corpo ósseo. Exemplo: ossos do punho.

Unindo cada membro superior ao esqueleto axial está a respectiva cintura escapular. ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur. e de ímpares os que são únicos. sendo seis pares e dois ímpares. formada pela escápula e pela clavícula. fíbula. Durante a adolescência estes três ossos se fundem. por meio de cartilagens. por meio de cartilagens. Há também três pares de costelas que se prendem. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está a cintura pélvica. o coração e o fígado. O esqueleto axial é formado pelo crânio. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 47 . Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto. denominados costelas. recebendo nome de costelas verdadeiras. enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero. tíbia. ao osso esterno. o osso do quadril. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro e são ao todo oito. formando um osso único. envolvem a cavidade torácica. A face é formada por 14 ossos. pela coluna vertebral. São sete pares de costelas que se prendem. pelas costelas e pelo esterno. patela e ossos do pé). ao sétimo par da costela verdadeira e recebem o nome de costelas falsas. unidos por cartilagem. TÓRAX Composto por doze pares de ossos em forma de arco.ESQUELETO O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. Esses ossos. protegendo os órgãos vitais como o pulmão. As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. Existem ainda as costelas flutuantes. ísquio e púbis. que na infância é formada pelos ossos ílio. dos quais dois são pares e quatro são ímpares. Conheça a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo: CABEÇA Os ossos da cabeça são divididos em ossos do crânio e ossos da face. rádio. que são dois pares.

Além disso protege a medula espinhal. • Região cervical: constituídas pelas sete vértebras do pescoço. MEMBROS SUPERIORES Compostos por braço. forma duas curvaturas em forma de S. Essa curvatura dá o equilíbrio necessário para que o homem possa ter a postura vertical. Quando a coluna é vista de frente. quando é vista de lado. que formam o punho. para trás. chamada atlas. cinco são denominados metacarpos. articula-se com o crânio. Além disso. assim. 48 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . as vértebras têm um canal por onde passa a medula nervosa ou medula espinhal. segunda e terceira falanges (o polegar tem só duas). Ela serve de apoio para as outras partes do esqueleto. para os lados e até de rotação. Os dedos da mão são formados pela primeira. que fica. O osso do braço é o úmero. servindo de articulação para o osso itálico. O osso cóccix é formado pela soldadura das quatro últimas vértebras. longo e robusto. antebraço. o antebraço é formado pelos ossos rádio e ulna (cúbito). articula-se na sua parte inferior a mão. ela é reta. Com os dois ossos do antebraço. e correspondem à superfície dorso-palmar da mão. Constitui a estrutura básica do esqueleto. Como a coluna é feita de vértebras que se articulam. A primeira vértebra. importante componente do sistema nervoso. muito bem protegida. • Região lombar: constituída por cinco vértebras grandes. pulso e mão. O osso sacro resulta da soldadura de cinco vértebras. que se articula com o fêmur. que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: oito são chamados ossos do carpo. • Região torácica: constituída por doze vértebras que servem de ponto de inserção para as costelas. pois sustenta a cabeça e o tronco. Essa região suporta a maior carga. possibilitando que ele se movimente.COLUNA A coluna vertebral é um conjunto de ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vértebras. nós podemos realizar movimentos para a frente. • Região sacrococcigiana: constituída pelo sacro e pelo cóccix.

O tarso é a porção de ossos posterior do esqueleto do pé. articula-se o fêmur. ísquio e púbis.que apresenta dois côndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. perna. A coxa só tem um osso .MEMBROS INFERIORES São maiores e mais compactos. que é formada pela fusão de três ossos: íleo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 49 . facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro. presentes nas extremidades dos ossos. • Sincondroses: ossos unidos por cartilagem. Com a pélvis. CINTURA PÉLVICA Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis. O pé é composto pelos ossos tarso.o fêmur . A perna é composta por dois ossos: a tíbia e a fíbula (perônio). Função: proteger os ossos do desgaste do atrito. osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. e a lubrificação proveniente do líquido sinovial ali existente. O metatarso é a parte do pé situada entre o tarso e os dedos.que se articula com a bacia pela cavidade catilóide. A extremidade inferior do fêmur possui uma porção articular .a tróclea . tornozelo e pé. Os dedos são prolongamentos articulados que terminam nos pés. Segue a classificação dos tipos de articulações: • Sindesmoses: ossos unidos por tecidos. Os ossos de uma articulação deslizam uns sobre os outros sem atrito.o colo anatômico. devido à presença de cartilagens lisas. A RTICULAÇÕES É a união de dois ou mais ossos contíguos. Exemplo: osso do crânio. O fêmur tem volumosa cabeça arredondada. adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr. Compostos por coxa. presa à diáfise por uma porção estreitada . Exemplo: base do crânio. O fêmur é o maior de todos os ossos do esqueleto. metatarso e os ossos dos dedos.

• Diartrose: móvel. Quanto ao grau de mobilidade das articulações: • Sinartrose: imóveis.• Sínfises: articulações recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens. • Anfiartrose: semi-imóveis. Exemplo: sínfise púbica. porém com menos estabilidade. • Sinoviais: são superfícies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cápsula. SISTEMA MUSCULAR 50 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . com uma cavidade contendo líquido sinovial. além de tecido fibroso. elástico e flexível. • Cartilagens: tecido conectivo compacto. Estas permitem liberdade de movimentos.

Suas células são fibras longas e finas. • No tórax: realizam movimentos respiratórios. • No sistema digestório: agem desde a absorção do alimento até sua excreção. dispostas em feixes. Os filamentos sobrepostos existentes no interior das células lhes dão uma aparência estriada. que se contraem quando estimuladas por impulsos nervosos. Esses músculos são fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendões e ligamentos e exercem força sobre os mesmos para que se movam. sistema respiratório). • Durante a gravidez: abrigam o embrião no útero (um saco muscular). Algumas de suas funções secundárias são: • Nas artérias: controlam o fluxo sanguíneo. Os músculos são feitos de fibras.A principal função do sistema muscular é propiciar movimentos. bexiga urinária. ocos e tubulares (estômago. vaso sanguíneo. Os músculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 51 . MÚSCULOS LISOS Estão presentes nos órgãos internos. Existem aproximadamente 600 músculos no corpo. produzindo movimentos dos ossos. que desempenham funções determinadas de acordo com seu objetivo. T IPOS DE MÚSCULOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS OU ESTRIADOS Agem sob comando voluntário do cérebro. • Na reprodução: possibilitam a ejaculação do esperma. • Na fonação: participam no processo de emissão da voz. intestino. Trabalham involuntariamente para o funcionamento regular do corpo.

MÚSCULO CARDÍACO É um músculo especializado que forma a parede do coração. Como funcionam os músculos? Ao se contrair. L IGAMENTO É uma tira de tecido duro. apenas “puxar”. provocando um movimento do corpo. mas levemente elástico – mais elástico do que o material dos tendões. É. Os músculos não podem “empurrar”. TENDÕES São feitos de fibras de colágeno. • Abdução: afasta do eixo sagital mediano. Tipos de movimentos musculares: • Flexão: diminuição do grau de uma articulação. Os ligamentos apóiam 52 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . os músculos esqueléticos tracionam os ossos aos quais estão ligados. • Pronação: quando um osso gira sobre outro. Esses músculos em pares são chamados antagonistas. • Extensão: aumento do grau de uma articulação. • Adução: aproxima do eixo sagital mediano. também. • Rotação: em relação a um determinado eixo. o único músculo que não cansa. um material muito forte capaz de resistir à tração quando puxado longitudinalmente. porém menos do que o tecido muscular. por isso para cada músculo que causa movimento há outro que faz o movimento oposto. Por exemplo: um músculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexão.

na corrente sanguínea. que são produzidas por glândulas endócrinas. estabelecendo a ligação entre os ossos que as compõem. SISTEMA ENDÓCRINO Regula as atividades do corpo produzindo e liberando.as articulações do corpo. substâncias chamadas hormônio. As glândulas são classificadas em três tipos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 53 . com isso. os movimentos de cada articulação ficam limitados ao grau necessário.

neuro-hipófise. mas também produzem substâncias que não são lançadas na corrente sangüínea. ovários.Hormônio do crescimento. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras. posterior e intermédio. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior. H IPÓFISE A hipófise é dividida em três partes. As principais glândulas endócrinas do corpo são: H IPOTÁLAMO Localiza-se na base do encéfalo. mamárias.Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides. denominadas lobos anterior.• Endócrinas: São aquelas cuja substância produzida é lançada na corrente sangüínea. sob uma região encefálica denominada tálamo. Exemplos: pâncreas. esse último pouco desenvolvido no homem. Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise: • Gonadotrofina (GH) . lagrimais. • Mistas: São aquelas que produzem substâncias lançadas na corrente sanguínea. 54 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Folículo-estimulante (FSH) .Age sobre o córtex das glândulas supra-renais. • Exócrinas: São aquelas cujas substâncias produzidas não são lançadas na corrente sangüínea. Exemplo: fígado. testículos. que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios. • Adrenocorticotrófico (ACTH) . • Tireotrófico (TSH) .Estimula a glândula tireóide.

Ativa o funcionamento das glândulas sexuais.1 a 0.Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero. de cor cinza. na mulher e na produção de leite. • NORADRENALINA .Produz a constrição de todos os vasos sanguíneos do corpo. provoca a ovulação e formação do corpo amarelo. atua sobre a hipófise e sobre o córtex da supra-renal. aumenta a atividade cardíaca.2 gramas. Hormônios produzidos: • MELATONINA . P INEAL . facilitando. inibe a função gastrointestinal. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 55 . que se localiza aproximadamente no centro do encéfalo. clareia a pele e mantém a pressão sanguínea equilibrada.Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo. dilata a pupila do olho e aumenta moderadamente o metabolismo. a expulsão do feto e da placenta • Antidiurético (ADH) ou vasopressina .Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo. • Lactogênico (LTH) ou prolactina . possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0.• Luteinizante (LH) .Interfere no desenvolvimento das mamas.Exerce efeitos inibidores sobre as gônadas e é um potente clareador da pele. assim. Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise: • Oxitocina . aumenta consideravelmente a pressão sanguínea. Atua na indução ao sono.E PÍFISE Órgão pequeno e cônico. Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.

Descoberto na década de 1960. Sua ação é quase imediata. pois a tiroxina encontra-se presa a uma globulina fixadora. porém é cinco vezes mais potente. • TRIIODOTIRONINA .Conhecido como “T3”. é produzido por glândulas último-branquiais.Sua presença eleva a concentração do cálcio . P ARATIREÓIDES São quatro pequenas formações arredondadas. pois possui quatro átomos de iodo conectados ao núcleo de tireonina. que é produzido por glândulas último-branquiais. Tem a mesma função da tiroxina. A ação do hormônio paratireóideo é controlada pelo hormônio calcitonina. Produz os seguintes hormônios: • TIROXINA . Sua principal função é aumentar a atividade metabólica na maioria dos tecidos. Essa diferença ocorre em função da velocidade pela qual ele entra nas células-alvo. • CALCITONINA . embora esteja no sangue em quantidades mínimas. Hormônio produzido: • PARATORMÔNIO . Sua ação é quase imediata.É também conhecido com “T4”. 56 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . situado na parte inferior do pescoço.T IREÓIDE Órgão ímpar. Também promove o crescimento e a diferenciação. mas que estão incorporadas ou na glândula paratireóide ou na tireóide. que não existem isoladamente nos mamíferos. por possuir três átomos de iodo. encontra-se ligado à parte inferior da laringe e superior da traquéia. A calcitonina inibe a absorção do osso. aumenta o metabolismo oxidativo e é necessário para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central. e inibe a absorção do osso.

Diminui a síntese protéica no organismo. e a pressão arterial. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 57 . a miastenia grave. desenvolvendo importante papel na estimulação das defesas do organismo. Sua falta afeta o coração debilitando-o. em parte.Estimula o armazenamento de glicogênio no fígado e a mobilização dos tecidos graxos de depósitos adiposos. Cada parte tem função diferente. excitando o fígado e intestinos. produz várias substâncias hormonais e alguns tipos de anticorpos.Exerce influência na placa mio-neural (junção dos nervos com os músculos) e. • GLICOCORTICÓIDES (CORTIZOL) .É o hormônio masculino elaborado no córtex da suprarenal. Tem atuação antiinflamatória. devemos salientar que são formados em pequenas quantidades. antialérgica e antichoque anafilático. nem de órgão linfóide. porém de baixa potência. diminuindo-a.RENAIS Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas: o córtex e a medula.).Age sobre os túbulos renais aumentando a reabsorção da água e sódio. C ÓRTEX Produz os hormônios denominados mineralocorticóides (aldosterona) e glicocorticóides (cortizol). responsáveis por doenças musculares como. Distúrbios da timina seriam. Aumenta também a excreção de potássio.T IMO Não possui estrutura de glândula endócrina. Reage contra o cansaço físico e neurogênico. por exemplo. portanto. etc. • ANDROGÊNIO . em especial os hormônios sexuais. Hormônios produzidos: • TIMOZINA . Quanto aos glicocorticóides. S UPRA . nos estímulos nervosos periféricos.Mantém e promove a maturação de linfócitos nos órgãos linfóides (baço. • TIMINA . linfonodos. Hormônios produzidos: • MINERALOCORTICÓIDES (ALDOSTERONA) .

tais como: emoções fortes. Eleva o metabolismo em até 100%. Pode atingir células não inervadas pelo SNA simpático. seca a boca. produz vaso constrição periférica. arrepia os pêlos. inibe o parassimpático. inibe o sistema digestório. Hormônios produzidos: • ADRENALINA . dilata pupila. abre pálpebras. por ser lentamente eliminada. 58 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . M EDULA S UPRA -R ENAL Produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). moderadamente. aumentando a excitabilidade e atividades em todo o organismo. estresse. aumenta a freqüência e volume respiratório. Inibe a função do trato gastrointestinal. promove o aparecimento dos caracteres secundários femininos e o ciclo menstrual.Também produzido no córtex da supra-renal. Aumenta. a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos. É produzido em pouca quantidade.• ESTROGÊNIO . preparam o organismo para a fuga ou a luta. dilata a pupila do olho. e é “ferramenta” do SNA simpático. Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência. • NORADRENALINA . dilata brônquios. ativa a renovação das reservas glicogenias do fígado. entre outros.Tem praticamente os mesmos efeitos da adrenalina.Importante na adaptação do corpo diante de situações que requeiram esforço ou emergências. porém estes duram até 10 vezes mais. choque.

P ÂNCREAS Constituído por dois tecidos distintos: a parte externa é formada por ácinos. produtoras de glucagon. Essas são de dois tipos: as células alfa. que segregam os sucos digestivos. e as células beta. A atividade dos ovários depende inteiramente das gonadotrofinas (hormônio formado na hipófise) segregadas pela adeno-hipófise. O VÁRIOS São duas pequenas glândulas de aproximadamente 3 cm de comprimento. O hormônio FSH e o LH agem exclusivamente sobre os ovários. e na parte interna encontramos as ilhotas de Langherans. em forma de amêndoas. localizadas na porção pélvica do abdômen feminino. Esses dois hormônios são os principais reguladores do metabolismo glicídico. Eles secretam dois tipos de hormônios: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 59 . que são constituídas por células secretoras de hormônios. por 2 cm de largura e 1 cm de espessura. lipídico e protéico. que produzem a insulina. já o LTH atua sobre os ovários e também auxilia na secreção do leite pelas mamas.

Os estrogênios são responsáveis pelo crescimento aumentado do útero e da vagina.São secretados pelo folículo ovariano em desenvolvimento e. e pelo desenvolvimento dos caracteres secundários. Sua diminuição torna irregular o ciclo menstrual. mais tarde. Sua diminuição ocasiona irregularidades menstruais e pode induzir o aborto em mulheres grávidas. Na gravidez e na puberdade. Durante a gravidez. • PROGESTERONA . Eles também tendem a aumentar a mobilidade do útero e sua sensibilidade à ocitocina. tais como o aspecto feminino e a recuperação do endométrio após a menstruação. parcialmente espessado. 60 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . em uma estrutura secretora especializada no processo de implantação. 3ª Semana: FSH – decréscimo gradativo LH – decréscimo gradativo LTH – decréscimo acentuado Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – aumento acentuado 4ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – decréscimo discreto LTH – decréscimo gradativo Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – decréscimo acentuado . pelo corpo lúteo.• ESTROGÊNIOS . O SCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL 1ª Semana: FSH – aumento gradativo LTH – decréscimo discreto Estrógeno – decréscimo gradativo Progesterona – decréscimo gradativo 2ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – aumento acentuado LTH – decréscimo discreto Estrógeno – aumento acentuado Progesterona – decréscimo gradativo . é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite na gestação e diminui a mobilidade do útero. na puberdade. bem como atrofia o desenvolvimento das mamas e do útero.É secretada pelo corpo lúteo e pela placenta. Converte o endométrio uterino. Atuam também num ligeiro aumento de sódio e reabsorção de água pelos túbulos renais e no aumento na formação da matriz óssea. Exercem também controle parcial no desenvolvimento das mamas e sua função. são secretados pela placenta. estimulam a formação dos ductos da glândula mamária.

Anticorpos são transmitidos pela mãe ao embrião e feto em desenvolvimento para dar-lhe imunidade contra várias doenças. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 61 . Hormônios produzidos: • HCG (GONADOTROPINA CORIÔNICA HUMANA) . • HPL (LACTOGÊNIO) . Induz uma série de mudanças metabólicas: lipólise acelerada. Causa o crescimento da musculatura uterina. diminuição da captação de glicose e a gliconeogênese aumentada. na qual o embrião está preso através do cordão umbilical. A placenta também serve de barreira efetiva contra doenças de origem bacteriana.P LACENTA Glândula endócrina temporária. antes da época em que a criança pode produzir seus próprios anticorpos.Sua secreção começa em torno da quinta semana de gestação. • PROGESTERONA . Contribui também para o crescimento das mamas e diminui a contração uterina. É uma estrutura que aparece na parede do útero.Sua produção começa quando ocorre a implantação e alcança o pico em torno da nona semana de gestação. • ESTROGÊNIO . das mamas. o alargamento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal. que é essencial para implantação do ovo fertilizado e nutrição do jovem embrião. Mantém o corpo lúteo do ovário intacto e secreta progesterona e estrogênio.Promove o desenvolvimento da decídua do útero. Essa imunidade é necessária durante os primeiros meses de vida.Aumenta o suprimento muscular para o órgão.

incluindo o engrossamento da voz. internos e o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. O aumento da secreção de testosterona durante a puberdade é responsável pelo crescimento pronunciado dos órgãos genitais externos.TESTÍCULOS São duas pequenas glândulas mistas. em menor grau. aumenta a formação dos eritrócitos. Durante o desenvolvimento embrionário a testosterona é responsável pela diferenciação sexual. SISTEMA GENITAL FEMININO 62 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .É o principal e mais potente androgênio. aumenta a retenção de sódio e água pelos rins. suspensas na região inguinal pelo folículo espermático. circundadas pelo escroto. o aumento do desenvolvimento muscular e o padrão de pêlos característicos do sexo masculino. acelera a deposição da matriz óssea e. Produzem os hormônios andrógenos: • TESTOSTERONA . A testosterona também promove o anabolismo de proteínas através do corpo.

dependendo da idade. a cada ciclo menstrual.Órgão par. de função glandular mista. por sua vez. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 63 . sua superfície pode ser mais ou menos rugosa. apenas uma célula amadurecerá. Composição: Ovários . Sua função é produzir óvulos. Tem coloração rósea com 3 a 4 cm de comprimento e. Esse processo está intimamente relacionado ao sistema glandular endócrino.Tem como função produzir o óvulo e reter o produto da eventual fecundação. dando origem ao gameta feminino. Em seu interior existem cachos de células chamados folículos de Graf e. estrutura do sistema nervoso central. situado na cavidade pélvica. é influenciada pelo hipotálamo. permitindo o seu desenvolvimento. de forma ovalada. lateralmente ao útero. o óvulo. Os ovários são unidos à parede posterior do abdômen e ao útero por dois cordões fibrosos. próxima à hipófise e altamente especializada. Observação: a atividade dos ovários é controlada pela hipófise que.

Se a fertilização não ocorre. O corpo lúteo secreta também pequena quantidade de estrogênio. quando. as fibrilas funcionam como tentáculos. Isso é possível através dos movimentos ciliares. Seus cromossomas são do tipo “X”. A ampola é a parte dilatada e central da tuba. produzido pelos folículos de Graf. Ele ainda está presente na época do nascimento. Primeiro há hemorragia mínima no folículo rompido. gradualmente o conduzem em direção ao útero. Ovulação . alterações definidas verificam-se no ovário. abre-se na cavidade uterina e é contínuo com a ampola. Estão suspensas por uma prega de ligamento largo chamado mesossalpinge (salpinge significa tuba). Quando um óvulo é expelido do ovário. trazendo-o para o interior da tuba. A localização de um corpo lúteo velho é percebida por uma área de tecido cicatricial do ovário conhecida como “corpos albicans”.Ocorrida a ovulação. onde é “empurrado” em direção ao útero.Em número de duas. Função: colher o óvulo que atingir a maturação e conduzi-lo ao útero. Suas paredes apresentam as mesmas três camadas que encontraremos por epitélio – mucosa. Encontramos cerca de 400 mil folículos. presentes no corpo feminino desde o seu nascimento. Havendo a fecundação. estimulado por hormônios hipofisários. todos os demais se degeneram (atresia). A camada mucosa ou interna é revestida por epitélio cilíndrico ciliado. a cada ciclo menstrual. quando suas funções serão substituídas pela placenta. O amadurecimento do óvulo ocorre mensalmente a partir da puberdade. um grupo de folículos sofre crescimento e desenvolvimento. o corpo lúteo realizará essa tarefa até o terceiro mês de gravidez. o istmo. o óvulo maduro e expulso é capturado pela tuba uterina (trompa de falópio) que. podendo ali ocorrer a ovulação. Tuba uterina / Trompa de Falópio / Salpinge . o corpo lúteo degenera e segue a menstruação. Ligam cada ovário ao útero. nos ovários. Corpo lúteo . uma expansão da tuba em forma de trombeta que se abre na cavidade abdominal.É o gameta feminino. por sua vez. Após a ruptura do folículo. muscular lisa e serosa. A extremidade da tuba uterina. O corpo lúteo secreta grandes quantidades de progesterona. têm a forma de cornetas e são musculares. O revestimento muscular consiste de uma camada interna circular e uma externa longitudinal descontinua. o que facilita a implantação do óvulo. com seus cílios. 64 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . que está curvada sobre o ovário e.Óvulo . tem continuidade com o infundíbulo. se fecundado.Colabora na ovulação o hormônio LH e FSH da adeno-hipófise. Essas células que revestem o folículo roto alteram-se e criam uma massa conhecida como corpo lúteo (corpo amarelo). Medem cerca de 12 cm de comprimento. o qual absorve o corpo hemorrágico. porém apenas um alcança a maturidade e ovula.

pesando. o espermatozóide perde sua cauda e um material cromossômico forma o pronúcleo masculino. Das centenas de milhões de espermatozóides. apenas alguns milhares alcançam o corpo do útero. PERIMÉTRIO . Destes. Sua parede é formada por três camadas (as mesmas da trompa): ENDOMÉTRIO . Logo que a penetração ocorre. Sua função é acolher o ovo fecundado por um espermatozóide e desenvolvê-lo até que o novo ser esteja totalmente formado e pronto para o nascimento. Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se e unem-se. a uns 8 cm de distância. na mulher adulta. apresenta numerosas glândulas secretoras de substâncias lubrificantes. Útero Tem forma de uma pêra. este libera enzimas que auxiliam na dispersão da coroa radiada. apenas dezenas de milhares entram na cérvix.Membrana intermediária constituída por feixes musculares que. o óvulo começa uma jornada de seis a oito dias.Membrana externa serosa. É transportado na tuba uterina através de contrações peristálticas da musculatura lisa e pela atividade dos cílios presentes na tuba. Os espermatozóides alcançam esse ponto cinco minutos após o coito. e apenas algumas centenas viajam o restante. e uma enzima proteolítica utilizada na penetração da zona prelúcida. o óvulo torna-se impenetrável a outros espermatozóides. Simultaneamente. sendo seu destino o útero.Túnica interna mucosa. A fecundação normalmente ocorre quando o óvulo já desceu cerca de um terço do caminho da tuba.Fecundação Depois de ser ejetado do ovário. O útero divide-se em três partes: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 65 . A união dos dois gametas restaura o número de 46 cromossomas. de cor rósea. 40 a 50 gramas (se esta ainda não teve filhos). A presença do pronúcleo masculino induz o óvulo a proceder a segunda divisão meiótica e ele libera o segundo corpo polar. MIOMÉTRIO . e o ovo fertilizado (zigoto) começa sua primeira divisão de clivagem no processo de desenvolvimento. Normalmente apenas um espermatozóide entra no óvulo. no parto. expulsarão o feto para o exterior. Quando o espermatozóide alcança o óvulo.

COLO DO ÚTERO . cilíndrico. Vagina Órgão genital feminino. dilatável. ISTMO . CORPO DO ÚTERO . Inferiormente. dar passagem ao fluxo menstrual e ao feto no parto. músculo-membranoso. que se inicia na vulva e termina no colo do útero. 66 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . PEQUENOS LÁBIOS .Duas pregas cutâneas situadas por baixo do monte pubiano e separadas dos músculos pelo sulco gênito-femoral. Função: abrigar o pênis no coito. Externamente é recoberto por pelos púbicos. entre as virilhas. o colo do útero é circundado pelo anel que forma a extremidade interna da vagina. Delimitam um espaço em cujo fundo se encontram o óstio externo da uretra e o óstio da vagina.Duas pregas cutâneas localizadas abaixo dos grandes lábios.Proeminência situada diante da sínfise púbica. extensível. GRANDES LÁBIOS . em forma de cintura. dividindo-se assim em duas porções: supravaginal e intravaginal.É a parte mais delgada do útero. existente entre o colo e o corpo do útero. Vulva É o conjunto de órgãos genitais externos da mulher.É a parte mais volumosa do útero. É constituído por: MONTE DE PÚBIS .É a separação.

onde desembocam os ductos lactíferos da glândula mamária que conduzem para o exterior a secreção glandular. Função: secretar o leite para alimentar o recém-nascido. A combinação “XX” = mulher. • A gravidez melhora a saúde geral da mulher. • Uma mulher tem em seus ovários a capacidade de produzir mais de 40 mil óvulos. situado na parte antero-posterior da vulva. situados na parede anterior do tórax. Na face das mamas há a papila mamária (mamilo). aumentando sua expectativa de vida. que termina numa extremidade chamada glande. Tem uma porção oculta entre os lábios menores e outra livre.CLITÓRIS . O homem pode produzir cromossomas “X” e “Y”.Órgão par e mediano. coberta pelo prepúcio. e a combinação “XY” = homem. erétil. Têm a forma hemisférica e a sua consistência e volume são variados. o orifício urinário e colaborar na copulação. Função: proteger a vagina. Mamas São dois órgãos glandulares exócrinos. Curiosidades • A mãe somente produz cromossomas “X”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 67 .

Composição: Testículos . localizam-se no interior da cavidade abdominal no início da vida fetal. conhecidas como “células de sertoli”. Além de células reprodutoras. armazena e libera espermatozóides para fecundar o óvulo feminino. células nutridoras e de suporte. 68 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Em número de dois. Cerca de dois meses antes do nascimento deixam o abdômen e descem para o escroto.SISTEMA GENITAL MASCULINO Produz. As células intersticiais de Leydig estão distribuídas entre os túbulos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos. são encontradas nos testículos.

situado na porção posterior e se estende até quase 4 cm. que durante a ejaculação é misturado com os espermatozóides provenientes das vesículas seminais e dos ductos deferentes. Vesículas seminais . Cerca de cinco metros de tubos estão enovelados nessa pequena distância. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 69 . que é a elaboração dos espermatozóides. Epidídimo . que são bolsas membranosas localizadas posteriormente à bexiga. e uma função endócrina.Glândula de secreção externa com a forma de uma castanha.Sendo uma continuação do epidídimo. Função: armazenar. transportar e amadurecer os espermatozóides. Função: secretar o líquido prostático (fino. Próstata . Ducto Deferente / Seminífero . tem sido descrito como “ducto excretor do testículo”. leitoso e alcalino). protegendo-os da acidez urinária. a secreção de testosterona.Existem duas vesículas seminais. Função: recolher.Os testículos têm uma função exócrina. Função: conduzir os espermatozóides até as vesículas seminais e a uretra.Para cada testículo existe um epidídimo. armazenar e nutrir os espermatozóides.

70 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . SISTEMA SENSORIAL O sistema sensorial tem como função colocar o homem em contato com o mundo exterior e protegê-lo. em grande parte. Função: na cópula.Observação: o sêmen é um produto da secreção dos testículos. possibilita que os espermatozóides ejaculados penetrem no útero. Função: transmitir os caracteres do pai na geração de um ser. Função: abrigar os testículos.Tem o corpo dividido em duas partes principais: cabeça (colo) e cauda (flagelo). sendo constituído. Espermatozóide . advertindo-o dos perigos que o ameaçam. Pênis .É uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis. da próstata e outras glândulas menores que se abrem na uretra. sustentada pelo púbis. A cauda é usada para locomoção através do líquido seminal (esperma ou sêmen).Órgão masculino da reprodução. em cujo vértice se encontra o óstio da uretra. Seu corpo é cilíndrico e a extremidade distal é constituída pela glande. por espermatozóides. coberto pelo prepúcio (pele anterior) quando não ereto. Escroto .

É formado pelas seguintes camadas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 71 .Composição: V ISÃO Torna-se possível através do olho. órgão par colocado na parte anterior da cavidade orbitária da face. capaz de formar imagens de um objeto emissor ou refletor de luz. É composto pelo globo ocular e seus anexos. zigomático e maxilar superior. GLOBO OCULAR Tem forma esférica ligeiramente aplanada com 24 mm de diâmetro aproximadamente. OLHO É um órgão foto-receptor. Situa-se numa cavidade do osso frontal.

de forma esférica. fornecer descanso 72 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . e os bastonetes. fóvea ou macula lútea. Ocupa o segmento mais interior da camada vascular do olho. permitindo a passagem dos raios luminosos.5 mm de diâmetro chamada mancha amarela.Duas pregas músculo-membranosas situadas adiante das órbitas.É biconvexa e está colocada atrás da pupila.É a membrana intermediária. quando as fechamos. constituída por tecido conjuntivo. verde. que é uma lente biconvexa que tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular. Apresenta uma saliência na córnea. É transparente e tem a função de focar os raios luminosos de modo a formar uma imagem perfeita sobre a retina. azul. A córnea é clara e transparente.Membrana interna do globo ocular. que percebem a intensidade da luz. • Coróide . Tem por funções: proteger o globo ocular. que controla a quantidade de luz que entra no globo ocular. forma o conhecido “branco dos olhos”. Tem na sua constituição dois tipos de células foto-sensíveis: os cones. que percebem as cores. é a região mais sensível à luz e onde as imagens são vistas com maior nitidez. • Íris .Substância transparente e gelatinosa localizada entre o cristalino e a retina. e nela está localizada a íris. • Retina . É uma membrana discóide com um orifício central. LÍQUIDOS ENCONTRADOS NO OLHO • Humor Aquoso . Sua borda livre apresenta duas ou três fitas de cílios. Intervém na nutrição do olho e na formação dos humores aquoso e vítreo. de cor escura e rica em vasos sanguíneos.É a membrana externa e resistente do globo ocular. ANEXOS DOS OLHOS • Pálpebras . Na parte posterior apresenta uma pequena cavidade circular com cerca de 1.Pode ser de cor castanha.Líquido límpido incolor. com células pigmentadas. cinza.• Esclerótica / Esclera . • Lente . entre o humor aquoso e o corpo vítreo. Fica coberta pelas pálpebras. Atrás da íris fica o cristalino. a pupila. uma superior e outra inferior. que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino. • Humor Vítreo / Corpo Vítreo . etc.

São pêlos que protegem o globo ocular contra a penetração de impurezas. tem por finalidade a movimentação do globo ocular e da pálpebra superior.impedindo a entrada de luz. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 73 . Situam-se nas bordas das pálpebras. lavando e lubrificando o globo ocular. • Supercílios / Sobrancelhas . Camada vascularizada e transparente que protege o olho dos agentes físicos externos e de infecções. que protegem o globo ocular contra o suor. • Cílios . • Aparelho lacrimal . desviando-o para os lados. Sua função é a de facilitar o deslizamento das pálpebras e umedecer o globo ocular.Conhecidos também como músculo da órbita.Constituído pelas glândulas e vias lacrimais.Pêlos situados na parte superior da testa. espalhar a lágrima. • Músculos extrínsecos do olho . • Conjuntiva .Membrana mucosa que recobre a face interna das pálpebras e do globo ocular. São sete músculos estriados alojados na cavidade orbitária. sobre os olhos.

e uma segunda. hélix. No interior do ouvido médio localizam-se três ossículos: martelo. Consta de duas metades: uma cartilagínea.Constituída de tecido cartilaginoso. protegida por pêlos e cerúmen. O UVIDO MÉDIO Cavidade estreita e de forma irregular. Está recoberto de mucosa. antítrago. que é fina. concha cimba. raiz inferior do anti-hélix. uma entre o martelo e a bigorna e outra entre a bigorna e o estribo. de formação peculiar. Separa-se do ouvido externo por uma membrana chamada tímpano. O martelo une-se ao tímpano por ligamentos. Função: captar e direcionar o som para o interior do ouvido. incisura intertrágica e supratrágica. O UVIDO EXTERNO Formado pela orelha (pavilhão auditivo) e canal auditivo externo. que possibilita a entrada de ar equilibrando a pressão do ouvido externo com o médio. órgão par que é composto por três partes: externo. ORELHA . comunica-se diretamente com a faringe através da tuba auditiva (trompa de Eustáquio). óssea. que está aplicada no osso timpânico do temporal. tubérculo de Darwin. como função secundária. Está alojado no osso temporal. com diferentes pregas e concavidades que recebem nomes como: lóbulo. 74 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . concha cava. médio e interno. delgada e de forma circular. transmitem. anti-hélix. estes são unidos por duas articulações. O estribo liga-se ao ouvido interno através de uma membrana localizada na janela oval. por vibração. sulco da escafa. raiz do hélix. CANAL AUDITIVO EXTERNO . Função: percepção dos sons e. bigorna e estribo. escavada no osso temporal. Os três articulam-se entre si e. medindo 1 cm de diâmetro.Estende-se até o tímpano e tem aproximadamente 3 cm de comprimento. o equilíbrio. por fazerem isso. o som que até eles chega do ouvido externo ao ouvido interno. fossa triangular. raiz superior do anti-hélix.A UDIÇÃO Torna-se possível através do ouvido. trago. transparente. que tem por finalidade reter impurezas e ação bactericida.

os quais recebem fibras do oitavo nervo craniano. Esses receptores são sensíveis à ação da gravidade. movimenta também o líquido existente entre os canais da cóclea. resultando no equilíbrio. sentida pelos cílios. que contém cristais microscópicos de carbonato de cálcio ou otólitos. à aceleração linear e à desaceleração da cabeça. Esses movimentos. EQUILÍBRIO O equilíbrio ocorre graças a receptores localizados no labirinto. fazendo movimentar a membrana da janela oval. o som não é mais uma freqüência.O UVIDO INTERNO Inicia-se na janela oval. retornam ao ouvido médio. especialmente nos canais semicirculares. ou cílios. Essa região também é chamada de aparelho vestibular. finalizando na membrana da janela redonda. Nesse percurso. provoca impulsos nas fibras dos neurônios sensoriais que os inervam. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 75 . após terem sido codificados pelas células receptoras. onde recebe as vibrações sonoras do estribo. A oscilação desses cristais. conduzindo-as pela cóclea até a membrana basilar. que se projetam numa membrana gelatinosa conhecida como otoconial. e sim movimentos provocados pelo estribo que. onde estas vibrações são transformadas em impulsos nervosos pelas células receptoras ciliadas. Estão localizados nas paredes de uma pequena e espessada área chamada mácula. Os impulsos são interpretados pelo SNC. Essa área contém células ciliadas e pêlos ultrafinos.

As sensações de odor são captadas nesse epitélio. na mastigação e deglutição. É de formato cônico e dotada de grande mobilidade. Além de captar as impressões de sabor. apresentando pequenas elevações denominadas papilas linguais. depois transmitidas ao SNC. presa na parte posterior junto à faringe e solta na frente. encontram-se células especiais que recebem terminações nervosas e que têm a responsabilidade de perceber os sabores. a língua também atua na articulação das palavras.O LFATO Situa-se nas fossas nasais (mucosa nasal olfatória). Sua superfície superior é áspera. 76 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . No interior dessas papilas. A língua é um órgão formado por diversos músculos. localizada no interior da boca. PALADAR Os receptores do paladar encontram-se na língua. Função: percepção dos odores. e sua função é perceber o sabor dos alimentos. na salivação. Na sua parte superior encontramos ramificações do nervo olfatório. formando uma região especializada conhecida como “epitélio olfatório”.

Essas impressões são levadas até o SNC. situam-se na frente da língua. lembram cálices e encontram-se no final da língua. onde se percebe o sabor. O sabor dos alimentos só pode ser percebido pelas papilas na forma líquida. Localização dos sabores • Doce . • Salgado . Também são visíveis apenas ao microscópio. Podem ser vistas a olho nu.Formadas por filamentos. só então. que se encontram no seu interior.São parecidas com fungos. situando-se na parte central da língua. Observação: o sentido do paladar está bastante associado ao olfato.É percebido na parte posterior. São visíveis apenas com o microscópio.É percebido nas bordas frontais.PAPILAS LINGUAIS • Calciformes . • Fungiformes .São as maiores. • Ácido . têm a forma de “V” invertido. as papilas estimuladas produzem as impressões gustativas nas células nervosas. O sabor dos alimentos não é bem percebido se o cheiro não for sentido. Por isso os alimentos sólidos precisam ser dissolvidos pela saliva e. • Filiformes .É percebido na frente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 77 .

o calor. • Visto que os corpúsculos táteis e as terminações nervosas livres não se distribuem igualmente pela pele. Nelas encontramos diferentes tipos de terminações nervosas. • Orelhas móveis auxiliam na defesa. pois permitem melhor recepção dos sons. • A dor. Curiosidades • A anestesia consiste em bloquear as transmissões dolorosas. o tato está especialmente desenvolvido nos bigodes. o tato. frio e pressão. • Existem pessoas capazes de identificar mais de 10 mil cheiros e gostos diferentes. impedindo-as que cheguem ao cérebro. que recebem as impressões não só do tato. • A audição ajuda no aprendizado da fala e da leitura. calor. • São os corpúsculos de Paccini (pressão) que permitem ao cego fazer a leitura “braile”. • Para alguns mamíferos. nas camadas chamadas epiderme e derme. a pressão e o frio são sentidos no encéfalo e não na pele. mas também dor. Função: permite-nos interagir com o ambiente. 78 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .T ATO Localiza-se na pele. como a ponta dos dedos e a língua. existem regiões mais sensíveis.

Permite todo tipo de movimento. A pele divide-se em epiderme. Proporciona cobertura protetora e impermeável ao corpo. funciona como barreira contra a entrada de microorganismos. derme e hipoderme. absorve o oxigênio e elimina o gás carbônico. Maior órgão do corpo. Função: ajuda a controlar a temperatura do corpo.SISTEMA TEGUMENTAR Tem como função proteger o organismo do meio exterior. Composição: PELE Membrana firme e flexível que envolve a superfície externa do corpo. tem uma superfície com cerca de 2 m². a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 79 . podendo contrair-se e expandir-se devido a fibras conjuntivas e elásticas. metaboliza a vitamina “D” utilizada na produção de ossos. protege o organismo das agressões do meio ambiente.

DERME . • Camada granulosa: É onde as células epiteliais começam a morrer. que tem origem da queratina.É um tipo de tecido conjuntivo. Faz parte da primeira linha de defesa do organismo.É a camada mais superficial da pele. É particularmente espessa nas áreas de atrito e desgaste. as glândulas sebáceas e sudoríparas. as fibras de colágeno que dão elasticidade permitindo a expansão e contração da pele. • Camada germinativa: É onde surgem as células epiteliais da pele.Camada mais profunda que abriga as gorduras. 80 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Camada Malphighi: constituída de células unidas entre si por fibras chamadas tonufibrinas. resistente. é onde as fibras do tecido conjuntivo se entrelaçam formando uma espécie de malha ou rede. com aspecto de finas lâminas superpostas (queratina). Acumula querato-hialina. É formada por cinco camadas: • Camada córdea: grossa. os nervos e suas terminações. Encontra-se na epiderme a substância que dá cor à nossa pele. de sustentação. sem núcleo. onde se situam os vasos sanguíneos e linfáticos. Devido ao seu formato longo é também chamada de camada das células espinhosas. • Reticular: mais profunda. • Camada lúcida: Encontra-se apenas na palma das mãos e na planta dos pés. HIPODERME .EPIDERME . Liga a pele aos músculos e ossos. a que vemos e tocamos. É formada por células epiteliais mortas. Pode ser dividida em duas partes: • Papilar: situada logo abaixo da ultima camada da epiderme. substância que torna a pele resistente e impermeável. como a palma das mãos e a planta do pé. Ajuda a conservar a temperatura do corpo e mantém reservas de energia.

UNHAS São estruturas epidérmicas de natureza córnea que protegem a superfície dorsal da extremidade livre dos dedos. chamada “raiz”. O seu desenvolvimento e características variam segundo sua localização. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 81 .PÊLOS São estruturas epidêmicas filiformes e flexíveis de substância córnea. Distingue-se neles uma parte livre chamada “ronco” e outra oculta no folículo piloso.

• Se tomarmos mais de um banho por dia não deveríamos usar sabonete após o primeiro banho. Estão disseminadas praticamente por toda a pele. • A sudorese é uma das maneiras pela qual o SNC controla nossa temperatura. G LÂNDULAS SEBÁCEAS Secretam a gordura “protetora” da pele. exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. • Nós respiramos pela pele. pois a oleosidade secretada serve de proteção. 82 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Encontram-se em toda superfície corporal. Curiosidades • Nossa pele tem cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas.GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Secretam o suor mantendo estável a temperatura do corpo.

org a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 83 . • Os tecidos compõem os órgãos. • Os diversos sistemas dão suporte para o funcionamento o organismo humano. etc.Em síntese: • As células formam os tecidos.wikipedia. Wikipedia .www.). • Os órgãos estão organizados em sistemas (digestório. Este capítulo teve como fontes de consulta: . urinário.

fazendo com que a massa cresça. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae. algumas doenças provocadas por eles. O pão que comemos necessita de um fungo. A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. seus respectivos tratamentos e formas de prevenção. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão. de mil formas. A rápida multiplicação do fungo produz minúsculas bolhas de gás carbônico. no nosso cotidiano. além da panificação. que age como fermento biológico.2. fungo unicelular. bactérias. sua importância para o equilíbrio do meio ambiente e os danos que eles podem causar à saúde humana. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA Nesse capítulo você vai saber o que são fungos. FUNGOS H ERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA À primeira vista os fungos são pouco interessantes. base para muitas indústrias. a 84 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . vírus e parasitas.

bebidas que sofreram pasteurização. Essa separação arbitrária continuou sendo adotada até meados do século passado e a sua influência é sentida até hoje. esse reino com 1.mas não são capazes de sentir. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 85 . Mas a separação dos fungos em um reino à parte só surgiu formalmente nos anos 60. estão contidas no líquido. Até então. os vegetais existem e crescem. porque a maioria tem ácido cítrico. Segundo os critérios do passado. a maior parte invisível a olho nu. cogumelos. ajuda a transformar açúcar em álcool.num dia não tem nada e no outro há um cogumelo . capazes de germinar) e das próprias estruturas fúngicas foram feitas pela dupla de inventores do microscópio.5 milhão de espécies. por serem microscópicos. Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus. que é usado industrialmente. quando o ecologista norte-americano Robert Handing Whittaker propôs a atual divisão em cinco reinos. afirmava que “os minerais existem. Mas há também fungos macroscópicos. mantinha-se a tradicional divisão em três reinos: animal. células vivas de fungo. e. da rica biodiversidade brasileira. conhecido simplesmente por Lineu. vem do grego. a Micologia. vegetal e mineral. na cidade de Middleburg. mas o que interessa ressaltar é que. o Aspergillus lividus. que dão o nome a todo o conjunto: o nome da ciência que estuda os fungos. assim era no passado. só restava a possibilidade de eles pertencerem ao reino vegetal. Os refrigerantes também são produtos fúngicos.) Poderíamos citar numerosos exemplos de fungos no nosso cotidiano. a Micologia começou a se desenvolver como uma ciência propriamente dita. criador da nomenclatura binominal dos seres vivos. Considerado o pai da moderna história natural. os holandeses Hans e Zacharian Jansen. Os fungos visivelmente crescem e o fazem com grande velocidade . De fato. As primeiras observações de esporos (células reprodutoras dos fungos. que desenvolveram os primeiros instrumentos em 1595. de fato. pai e filho.Saccharomyces cerevisae. como se pode comprovar pelo fato de grande parte das Universidades e centros de pesquisa do mundo terem ainda a Micologia como uma dependência dos Departamentos de Botânica ou uma subdivisão destes. mykes.sejam uni ou pluricelulares .só foram descobertos após a invenção do microscópio. a levedura. o naturalista sueco do século XVIII Carl von Linné. Desde então. crescem e sentem”. os animais existem. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas. Quando tomamos um chope ou uma cerveja. produzido por um fungo. como os cogumelos. os fungos microscópicos . uns 20% vêm dos fungos.

Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. pois são heterotróficos (exigem matéria orgânica provinda do ambiente) e quimiotróficos (obtêm energia da oxidação de sustâncias orgânicas). portanto. os fungos têm uma série de características que os separam dos animais. permitindo a reciclagem de nutrientes. dependem de fontes externas de carbono orgânico. o cenário que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulação no sistema terrestre e marinho de matéria orgânica não-decomposta (galhos de árvores. para produzir energia. fazendo com que todo o equilíbrio da biosfera ficasse comprometido. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. como os liquens (ver matéria coordenada. Sem os fungos. pois eles são agentes da decomposição. Plantas (dos vegetais). Associados a bactérias. os fungos são classificados em saprobióticos. por exemplo. dos japoneses. São de grande importância econômica. que são os outros reinos propostos por Robert Whittaker: reino Monera (das bactérias). assemelham-se aos animais. Nesse sentido. parasitas e simbióticos. vegetais. Animália (dos animais) e Fúngico (dos fungos). bactérias e protozoários. BIORREGULADORES Com relação aos tipos de alimentos que utilizam. através da superfície das hifas. A alimentação dos fungos é por absorção. a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível. Estudos recentes de biologia molecular e análises de DNA mostraram que a nutrição por absorção é uma característica dos fungos. etc). como o shitake. Os simbióticos são os que vivem associados a outros organismos.). Protista (dos protozoários). Se houvesse. pois a esse grupo pertencem os causadores de doenças em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. Os fungos parasitas são os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. etc. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis. não fazem fotossíntese. Em associação direta com o seu alimento. 86 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . restos de animais. um grande cataclisma que eliminasse os fungos da face do planeta. crescem dentro dele. atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. no final).Porém. Mofos e bolores fazem o equilíbrio da biosfera na decomposição da matéria morta (galhos de árvores. Ao contrário das plantas. os fungos não têm clorofila nem outros pigmentos semelhantes e. que formam o talo. restos de animais.

A maioria dos fungos capazes de causar infecção vive da matéria orgânica em decomposição. E como esta freqüentemente é acompanhada de lesão pulmonar. São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta .fungos saprofíticos . no Rio de Janeiro. As micoses de pele. etc). causadores das micoses.fungos parasitários. Suas células possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos verdadeiros. na poeira. Inalado. há tratamento incorreto. O excremento desses animais favorece a proliferação dos fungos. como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores. chega ao alvéolo pulmonar. porque.ou viva . CONSTITUIÇÃO Os fungos são seres vivos eucarióticos. Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans . F UNGOS PATÓGENOS Existem numerosos fungos patógenos. quando se instala no ser humano. o médico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. ou multinucleados. Não havendo diagnóstico correto. que são superficiais. localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). os laboriosos lixeiros da natureza. iria acumular-se em quantidades incalculáveis. de outra forma. Mas. O fungo não necessita desse indivíduo para viver. Ali o fungo é investigado no tecido epidérmico. se espalha em pequenas partículas. causando a infecção. periquitos. A micologia médica é a área da micologia que estuda as doenças causadas por fungos no ser humano. Eles são. Seu citoplasma contém mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso. como as leveduras.Os fungos destróem material que. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 87 . também são causadas por fungos. O Serviço de Micologia do Hospital Evandro Chagas. A porta de entrada das micoses profundas é o pulmão e os sintomas são parecidos com os da tuberculose. comporta-se como parasita. portanto. podendo instalar-se no organismo do indivíduo com baixas defesas. com um só núcleo.agente da criptococose é encontrado em grande quantidade nos espaços urbanos associados a habitats de pombos e de psitacídeos (papagaios. é talvez o melhor e mais preparado em todo o país para o diagnóstico e tratamento das moléstias causadas por fungos. quando resseca. procurando-se saber que tipo de tratamento demanda cada micose.

onde o fungo vive. economicamente viável. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhões de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doença. às vezes originadas a partir da infecção num simples corte do dedo. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. Outro medicamento de grande importância para a medicina moderna. em geral do sexo masculino. U SO NA FARMÁCIA Um dos usos mais importantes dos fungos é. vive como saprófito em restos de materiais orgânicos. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina. a produção de medicamentos. não os fungos. a penicilina. famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz. causador da doença. que é uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra. isolado a partir de um fungo. mas que podiam matar uma pessoa. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala. pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos. que torna possível os transplantes de órgãos ao reduzir a rejeição dos órgãos transplantados pelo sistema imunológico. Essa droga quase milagrosa revolucionou a medicina. é a cyclosporina. que é letal se não for tratada. que vivem na zona rural. O Hospital Evandro Chagas. descoberta em 1929 por Alexander Fleming. cerca de 80% são brasileiros e 90% dos atingidos são jovens. cujo esporo é inalado pelo homem. é necessário lembrar que os mais importantes patógenos do ser humano são os vírus e as bactérias. o crescimento da bactéria de Staphylococcus era inibido. Dos doentes. O fungo “se defendia” do ataque da bactéria jogando uma molécula. será o próximo organismo a ter o genoma seqüenciado no nosso país. cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz. Recentemente foi anunciado em Brasília que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb). Mas. no Rio. um metabólito. Inicialmente empre- 88 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . à medida que foram descobertos. Estimativas apontam 10 milhões de pessoas infectadas por ele na América Latina. O cientista observou que na presença do fungo Penicillium notatum. que era um antibiótico.Adolfo Lutz. O fungo Pb. tem publicações das décadas de 20 e 30 sobre essa doença. sendo que cerca de 2% desenvolvem a doença. foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM). pois até então não se sabia como controlar doenças causadas por bactérias. sem dúvida. apesar de tudo isso.

O número de produtos farmacêuticos à base de fungos está em rápido crescimento. . etc. energéticas e ambientais. vinho. pois começa a ganhar espaço a pesquisa voltada para os microorganismos. A SPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS .São os maiores decompositores do planeta. .gados apenas como agentes antibacterianos. proteínas.Auxiliam no controle biológico. a humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos.. Existe hoje. econômicas.Micotoxicoses . hoje os metabólitos fúngicos têm diversos usos. missô.).como enzimas. vitaminas etc. hormônios de crescimento vegetal. alicerçada pelo desenvolvimento da engenharia genética.Biodeterioração M ICOTOXINAS São toxinas produzidas por fungos. sobretudo em regiões tropicais. incluindo a biossíntese de colesterol.São biotransformadores (queijos. Hoje esse lugar é ocupado pelos fungos. pão.Doenças (micoses) no homem. até milênios. . uma grande tendência para a produção de drogas por processos fermentativos. Durante séculos. cerveja.Alergias . animais e plantas . Aliás.São produtores de antibióticos. que no laboratório são transformados em princípios ativos para numerosos medicamentos. É uma corrida em busca de microorganismos com substâncias de interesse farmacológico. vitaminas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 89 . A SPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS . na procura de vantagens técnicas. molho de soja. enzimas. Os fungos produzem outros metabólitos . dada sua enorme biodiversidade em fungos. a produção desse tipo de fármacos é relevante para o Brasil.

Se os fungos crescerem em alimentos. .Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo. sorgo. etc. M ANIFESTAÇÕES . dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Seu consumo pode representar risco à saúde humana. liberam líquidos e podem até inflamar. .Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos e. trigo. M ICOSES CUTÂNEAS Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais. . membros inferiores e superiores. se houver ingestão de grande quantidades ou ingestão continuada. . podem liberar suas toxinas nesses substratos que serão posteriormente consumidos pelo homem.). de maneira alguma. verifique se estão todos esterilizados. milho.Não use toalhas de outras pessoas. . sejam grãos (amendoim. soja. etc.Enxugue-se bem.Inicia-se como um ponto avermelhado que se abre em erupções em anel de bordas avermelhadas e descamativas. leve seu próprio alicate. . que coçam. .Caso não os tenha. frutas secas. usar a mesma meia antes de lavá-la.Não leve animais domésticos à praia e ao clube.Na praia.Prefira meias e roupas íntimas de algodão. .Pode afetar tronco. . C OMO EVITAR Seguem algumas recomendações: . 90 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . use sempre chinelo.) ou produtos finais (suco de maçã. principalmente onde há dobras e entre os dedos.Quando for à manicure ou pedicure.

Escamosa: atinge a região da planta e da lateral do pé. iniciando-se na cutícula e deteriorando a sua superfície. coceira e mau cheiro.Seque bem o corpo após o banho.Evite sol. água de mar e piscina. . que fica espessa e partida. Pode vir acompanhada por uma infecção bacteriana.Não use toalhas e roupas de outras pessoas. . forma placas brancas sobre a unha. CUIDADOS . descamação. especialmente nas costas e no peito. .Ao fazer as unhas use instrumentos esterilizados. .Interdigital. provocando coceira. e pode se alastrar para os membros. M ICOSE T IPOS DOS PÉS . . atingindo toda a área.Tenha material próprio de manicure.Evite calçados apertados. . pé-de-atleta ou frieira: atinge a pele entre os dedos.M ICOSE DE PRAIA (P ITIRÍASE VERSICOLOR ) Provoca manchas esbranquiçadas. M ICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE Seus sintomas são a deformação e o esfarelamento da unha. que se descola do dedo. Atinge a unha de três maneiras: sob a borda. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 91 . fissuras e placas esbranquiçadas. CUIDADOS . na base.Não use toalhas e calçados de outras pessoas. Causa descamação.Seque bem os dedos após o banho.

. uma invaginação da membrana plasmática. T RATAMENTO DAS MICOSES É sempre prolongado.Vesícula: começa com bolhas que provocam coceira e vermelhidão. As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. nas bactérias não aparecem organelas delimitadas por membranas. no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano. Por serem microrganismos procariontes.Evite sapatos fechados e andar descalço em pisos úmidos. São abundantes no ar. pois mesmo sem sintomas o fungo pode resistir nas camadas mais profundas da pele.0 micrômetros.Seque bem os pés após o banho. sendo algumas até benéficas.Prefira meias de algodão. 92 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . B ACTÉRIAS As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural. Na membrana encontramos uma estrutura típica. resultando em ressecamento e descamação da pele. . O tamanho das bactérias pode variar de 0.Placa margarida: tipo mais raro de micose. variando de 30 a 60 dias. não apresentam um núcleo definido. As bactérias são microorganismos unicelulares. .. trocando-as diariamente. A membrana plasmática recobre o citoplasma da célula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. Provoca lesões avermelhadas e elevadas com bordas acentuadas.2 a 5. Recomenda-se que o tratamento não seja interrompido. procariontes. e de menor tamanho. estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. Diferente das células eucarióticas. podendo ser conhecidas também como micróbios. denominada de mesossomo. e algumas causam doenças. O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicação e divisão bacteriana. CUIDADOS .

pH. protegendo-as de possíveis rupturas enzimáticas ou osmóticas. nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas. mesmo que se encontre em condições favoráveis à sua sobrevivência. As mudanças de forma podem ser consideradas como: • Involução .Em forma de vírgula: Vibrião As formas não são constantes. A cápsula. Algumas são aeróbias. As bactérias que habitam o corpo humano proliferam num ambiente quente e úmido. As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio. F ORMAS DAS BACTÉRIAS : . situando-se. ou por produtos tóxicos.Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos . As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas.Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas . entre outros. presente principalmente em bactérias patogênicas é formada por polissacarídeos e tem uma consistência de um muco.mudança de forma devido a condições desfavoráveis.Arredondadas: Cocos . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 93 .a bactéria não apresenta uma morfologia única. na pele ou sistema respiratório. presença ou ausência de oxigênio. podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associação. Tal estrutura mucosa confere resistência às bactérias patogênicas contra o ataque e englobamento por leucócitos e outros fagócitos. o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem. normalmente. que começa a crescer para o interior da célula a partir da superfície da parede celular. • Pleomorfismo . Essa divisão se dá devido à formação de um septo. A parede celular das bactérias é uma estrutura rígida e é formada por um complexo muco peptídico. ou seja. que dá a forma à bactéria. Durante esse processo ocorre a duplicação do DNA seguido da divisão da célula bacteriana em duas células filhas.As bactérias se reproduzem por divisão celular ou fissão binária.

tosse ou espirros de uma pessoa infectada. mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. e ficam coradas de azul ou violeta. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele. Seguidamente. Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gramnegativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias. que desenvolveu o procedimento em 1884. após a descoloração pelo metanol. através dos pulmões. São exemplos de bactérias Gram-positivas várias espécies de: . seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração. por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração. devido a maior espessura da parede celular. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa afetada não dispuser de uma imunização contra elas. são coradas pela safranina e ficam vermelhas. As bactérias podem penetrar no corpo humano. as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta. 94 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Essa distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas.INFECÇÃO As bactérias podem produzir toxinas. que são nocivas para as células humanas. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias-primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. são novamente coradas com safranina. o resultado é a doença. como o metanol. C LASSIFICAÇÃO C ORANTE DE GRAM Assim designada em memória de Christian Gram.Estreptococos. As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante. como por exemplo. na infecção de uma ferida. As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas. enquanto que as bactérias Gramnegativas. Nesse procedimento.

.Bronquite . . . pneumoniae) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 95 . ESTREPTOCOCOS Essas bactérias Gram-positivas crescem em cadeias de comprimento variável.Enterococos. a maioria é anaeróbia facultativa (capazes de crescer num leque alargado de concentração de oxigênio).Infecções da pele e tecidos moles. . e são responsáveis por muitas infecções distintas. Embora classificadas como aeróbias.Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar).Pneumonia (adquirida na comunidade ou nosocomial) .Pneumonia adquirida na comunidade. São exemplos de bactérias Gram-negativas: .Vibrão Colérico.Meningite bacteriana . endocardite (menos de 3% dos casos são causados por S.Estafilococos..Sinusite .Colibacilo. .Salmonelas.Otite média: o Streptococcus pneumoniae é responsável por 20% a 50% dos casos . Entre a grande variedade de doenças provocadas por cocos salientam-se: . I NFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS : . enquanto que poucas são anaeróbias obrigatórias.Menos freqüentemente.

Os pneumococos podem causar essas infecções sobretudo em doentes com doenças subjacentes. ocorrem em cocos individuais. incluindo pneumonia. freqüentemente após cirurgia ou instrumentação (por exemplo. Normalmente. onde representam uma porção significativa da flora normal. água e em muitos animais. colonizam a pele e encontram-se nas narinas e na pele de 20% a 30% dos adultos saudáveis. como o enterococos. Podem também encontrarse.. ENTEROCOCOS Esses cocos. As infecções por enterococos ocorrem em doentes internados. antes classificados como estreptococos do Grupo D. peritonite. aos pares e em cadeias curtas. As infecções por estafilococos são freqüentemente supurativas (com produção de pus) e têm sido implicadas em muitos tipos diferentes de infecções. em menor número. incluindo o homem. algaliação). osteomielite e infecções da pele e tecidos moles.Também menos freqüentemente. o enterococos é considerado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos um indicador mais preciso de doenças transmitidas pelo contato com a água. Os enterococos podem causar superinfecções em doentes internados. A superinfecção pode ocorrer quando os antibióticos alteram o equilíbrio bacteriano no organismo. glândulas mamárias e tratos gênito-urinário. Por viver mais tempo na água do mar do que os coliformes. incluindo solo. ESTAFILOCOCOS Essas bactérias estão entre as mais resistentes que não formam esporos e podem sobreviver em muitas situações não fisiológicas. 96 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . que podem crescer em condições extremas e numa grande variedade de meios. intestinal e respiratório superior. Podem também encontrar-se (embora menos freqüentemente) na boca. meningite. São anaeróbios facultativos. nas secreções orofaríngeas e vaginais. porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la. O seu principal habitat natural parece ser o tubo digestivo dos animais. alimentos. infecções pélvicas e infecções de tecidos moles. artrite séptica. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar. permitindo o crescimento dos agentes oportunistas. sob terapêutica antibiótica.

.AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM : .Infecções urinárias. e as bactérias desnitrificantes que devolvem o nitrogênio dos nitratos e da amônia para a atmosfera. fora do intestino. Geralmente estão associados a intoxicações por ingestão de palmitos contaminados e podem levar a óbito.Infecções de queimaduras e feridas cirúrgicas. . levando a infecções muito graves.Infecções intra-abdominais e pélvicas (essas infecções são habitualmente mistas.Endocardite. no entanto.Meningite (raro). em função da ação neurotóxica de suas toxinas. como é o caso do amarelinho (Xylella fastidiosa). As bactérias possuem grande importância ecológica. que as utilizam para fabricar antibióticos específicos. pode causar importantes e graves infecções. Mas talvez a maior importância das bactérias seja o fato de elas serem parasitas do corpo humano. .Sépsis neonatal. e finalmente a tetania. . elas fixam o nitrogênio da atmosfera na forma de nitratos. O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tensão de oxigênio. As bactérias também são úteis para o homem. . causadas por enterococos e outros agentes patogênicos). podendo causar graves intoxicações como o botulismo (agente Clostridium botulinum). . levando a germinação. Assim temos o gênero Clostridium que além de esporulado é anaeróbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem. Elas também podem causar grandes prejuízos econômicos. produção de toxina. Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminação. que ataca a lavoura da laranja. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 97 .Bacteremia. que provoca o tétano (Clostridium tetani). É desse grupo também o produtor da toxina tetânica. como na indústria de laticínios e na indústria farmacêutica.Infecções de feridas e dos tecidos moles. A Escherichia coli é um importante componente da nossa microbiota intestinal. principalmente nas vias urinárias.

causa septicemia e infecção do trato urinário.causa disenteria (diarréia sangrenta). . Haemophilus influenzae . Mycobacterium tuberculosis . Enterococcus faecalis . . Staphylococcus aureus . infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas. principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido.causa infecção do trato urinário. e as doenças associadas a cada uma dela: . .causa septicemia e pneumonia. diarréia e falência dos rins. . pneumonia e meningite.causa tuberculose.causa septicemia.causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido.causa pneumonia. . Acinetobacter .Abaixo seguem algumas das bactérias mais nocivas ao homem. Pseudomonas aeruginosa .Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças. e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. Escherichia coli . . Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas). . infecção do sangue. P RINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS . Algumas linhagens são ultra-resistentes.Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Algumas linhagens têm se mostrado muito resistentes a vários antibióticos. Shigella dysenteria .causa septicemia. Algumas linhagens ultra-resistentes não podem ser tratadas com drogas. . a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina. 98 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . . Algumas linhagens ultraresistentes não podem ser tratadas com drogas. Neisseria gonorrhoeae . .causa gonorréia. infecção no ouvido médio. Reptococcus pneumoniae .

o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria.Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum. VÍRUS Vírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos. .Meningite meningocócica: causada por uma bactéria chamada de meningococo. após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck. . . . . . o vibrião colérico. os vírus representam 3. enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas). O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca).739. . São parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. . .Difteria: provocada pelo bacilo diftérico. O primeiro vírus a ser descoberto foi o do “mosaico do tabaco”. Das 1.Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis. Vírus Influenza (Gripe) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 99 .Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae.600 espécies de seres vivos.Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae.Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans. Tipicamente.. .Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes. essas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucléico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína.Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani). ou proteína e lipídio. .Tracoma: provocada pela Chlamydia trachomatis.600 espécies.Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi.

sendo o capsídeo a estrutura mais externa. icosaédrica e outras. enquanto noutros não existe. não possuem ácido nucleico. normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior. à sua configuração insolúvel. O GENOMA VIRAL Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico. e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles.E STRUTURA VIRAL Os vírus não são constituídos por células. das quais é “roubado”. envolve o capsídeo em alguns vírus. precipitando em cristais que causam danos às células. Ele protege o genoma viral contido nele e também provê o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro. diferente dos outros seres vivos. ou DNA ou RNA. Essa porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e. e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA. não possuem ácido nucleico algum). o Protobionte tinha apenas RNA. Em muitos vírus o capsídeo é a estrutura externa. O envelope. descobriram-se vírus com DNA e RNA. semelhante às membranas celulares das células. mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos). Pode ter estrutura helical. uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral. facilita a penetração nas mesmas. Os príons (ou priões). existe o envelope de estrutura bilipídica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares. e é geralmente extremamente regular. DNA ou RNA. mas não alteradas. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes. O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL O capsídeo é formado por proteínas. Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição. ao mesmo tempo (os príons. o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. agentes sub-virais. O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico. que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código. Alguns vírus possuem enzimas. que possuem os dois (Claro que. noutros casos. entretanto. em certos vírus. Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína. agentes sub-virais. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). embora dependam delas para a sua multiplicação. 100 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a .

febre amarela. .Objetos contaminados. hepatite. . . . que é causada por uma variedade de vírus. creches e escolinhas. ou verrugas). D OENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS Caxumba. representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos.Mãos. .Maior incidência em regiões subdesenvolvida.Vômito. dengue. T RANSMISSÃO Via fecal/oral .Menor incidências em adulto. . sarampo.Brinquedos contaminados (principal via de transmissão).Desidratação. S INTOMAS . varíola. poliomielite. Também há a gripe. Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em parte pelo papilomavirus (que causa papilomas. em código. que é causada pelo HIV. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 101 .Subnutrição.É nessa porção central possuidora da informação genética que estão contidas. . AIDS. R OTAVÍRUS .Pertence à família Reoviridae.Diarréia intensa. .Crianças de pouca idade –berçários. todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais. a varicela ou catapora.

.TRATAMENTO . parasitas. os vírus tornam-se difíceis de matar. sem lhe infectar as funções vitais. que são inúteis contra os vírus. e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são. o parasita normalmente 102 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo. . PARASITAS Parasitas são organismos que vivem em associação com outros.Vacinas. Nesse caso extremo. das quais retiram os meios para a sua sobrevivência. um processo conhecido por parasitismo. em última análise. como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas. as vacinas para prevenir as infecções.Hidratação. e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. normalmente prejudicando o organismo hospedeiro. até agora. como é o caso dos piolhos . Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados. Os pacientes freqüentemente pedem antibióticos.Higiene. até chegar a causar a sua morte. C OMBATE E PREVENÇÃO Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro.

desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção. Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro. se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas.morre com o seu hospedeiro. um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e. A DAPTAÇÕES DO PARASITA As adaptações ao parasitismo são assombrosas . Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 103 . o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes. e . enquanto que os adultos têm vida independente. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos. como acontece com as tênias e lombrigas. por exemplo.Parasitas facultativos podem atacar indivíduos de espécies diferentes. C LASSIFICAÇÃO Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam: . Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco. que podem ter infectado outros hospedeiros. é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil. Outra forma de classificar os parasitas está ligada aos hospedeiros em cuja associação podem viver: . perpetuando assim a espécie. e . como é o caso das sanguessugas e das carraças. mas em muitos casos.Parasitas obrigatórios atacam apenas os indivíduos de uma única espécie. até a redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos. uma vez que desenvolveram adaptações para isso. Muitas vezes. pode levar a um processo chamado coevolução. com exceção dos órgãos da alimentação e os reprodutores.

o teste é de difícil interpretação e pode ser necessário mandá-lo a um laboratório especial. Na maioria dos casos. gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. 104 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Para evitar a infecção em gestantes deve-se: . PARASITOLOGIA TOXOPLASMOSE A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma Goondi. ou do contato com fezes de gatos contaminados.Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre. Nos Estados Unidos. não transmitem o parasita. O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida. Se a infecção for diagnosticada durante a gestação. uma vez tendo adquirido a doença. pois somente no gato o parasita completa seu ciclo evolutivo e torna-se capaz de infectar o homem. a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro. Dessa forma. outros testes serão necessários para determinar se a infecção é recente ou não. a infecção não ocorre novamente. Um outro caso de adaptação tem a ver com a forma de disseminação: nos casos do plásmódio da malária. Muitas vezes. A transmissão ocorre através da carne mal-passada. Outros animais domésticos. O ideal seria que as mulheres realizassem o exame antes da gestação. dor de garganta e aumento dos linfonodos podem ocorrer. Um exame de sangue pode determinar se a pessoa já foi afetada. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. Sintomas inespecíficos como febre. A maioria dos adultos permanecem assintomáticos. Mulheres que criam gatos. como acontece com muitos crustáceos (por exemplo. que costumam comer carne mal-passada e que apresentarem os sintomas citados acima têm um risco aumentado para a infecção. cozinhar bem a carne. e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. como cães ou pássaros. cansaço. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados. ovos crus e leite não pasteurizado. aproximadamente dois terços das mulheres nunca tiveram a doença e correm o risco da infecção. o rizocéfalo). mas sim dentro de outra espécie que pode servir apenas de vetor para a infecção de outro hospedeiro.

Em geral. não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5 ou 6 por cento. . o tratamento com outras medicações pode tornar a doença menos severa. Os efeitos a longo prazo incluem convulsões. a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. Sabendo-se que a infecção da gestante é recente.. O líquido que envolve o feto ou o sangue fetal podem ser examinados para determinar a presença da infecção. A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. 1 a 2 por 1000 bebês nascidos a cada ano apresentam a infecção. As crianças que são infectadas durante a gestação apresentam toxoplasmose congênita. Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação. Caso o bebê já tenha sido infectado. paralisia cerebral. usar luvas quando mexer no jardim. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem a chance de infecção fetal. lavar todas as frutas e vegetais. há muitas formas de verificar se o feto foi afetado. um exame de sangue deve ser realizado pelo bebê. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação. . se o feto estiver infectado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 105 . Entretanto. Muitas crianças infectadas não terão problemas ao nascimento. o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. Entretanto. o bebê é infectado. Algumas crianças com toxoplasmose congênita apresentarão problemas em órgãos como cérebro. O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. Após o nascimento. coração. esses exames não demonstram a gravidade da doença. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. lavar bem as mãos após manusear com carne crua. não mexer nas fezes dos gatos ou limpá-las. Nos Estados Unidos. fígado e baço. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. frutas e vegetais. retardo mental. . olhos. Cerca de um terço dos bebês com toxoplasmose congênita apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. rins. surdez e cegueira.

Ingestão dos ovos infectantes do parasita.Doença parasitária do homem. diarréia. colecistite.Bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. havendo.Obstrução intestinal. Agente etiológico .Durante todo o período em que o indivíduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes. hemoptise e pneumonite. não causa sintomatologia. Ainda assim. alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares com broncoespasmo. procedentes do solo. é longo quando não se institui o tratamento adequado.O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses. Habitualmente. As fêmeas fecundadas no aparelho digestório podem produzir cerca de 200. A duração média de vida dos vermes adultos é de 12 meses. portanto.O período de incubação dos ovos férteis até o desenvolvimento da larva infectante (L3). Modo de transmissão . água ou alimentos contaminados com fezes humanas. Reservatório . 20 dias. Diagnóstico . Quando os ovos embrionados encontram um meio favorável. Por essa razão. Quando há grande número de vermes. Em virtude do ciclo pulmonar da larva. aproximadamente. necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes. podem permanecer viáveis e infectantes durante anos. no meio exterior e em condições favoráveis é de. pode ocorrer quadro de obstrução intestinal. causada por um helminto. que cursa com eosinofilia importante.000 ovos por dia. colelitíase. Período de transmissibilidade . caracterizando a síndrome de Löefler. Complicações . Período de incubação .Ascaris lumbricoides. Esses sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas. náuseas e anorexia. A SCARIDÍASE Descrição . 106 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Portanto.O ser humano: o verme habita o intestino delgado. surdez e retardo de desenvolvimento. pancreatite aguda e abscesso hepático. perfuração intestinal. mas pode manifestar-se por dor abdominal. volvo. O período pré-patente da infecção (desde a infecção com ovos embrionados até a presença de ovos nas fezes do hospedeiro) é de 60 a 75 dias. ou lombriga. estudos a longo prazo mostram que mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira.

com identificação de trofozoítos. Anorexia.Giardia lamblia. como cães.Infecção por protozoários que atinge. anorexia. Não há invasão intestinal. ou indireta. ingerir vegetais cozidos e lavar bem e desinfetar verduras cruas. O cisto é a forma infectante encontrada no ambiente. A detecção de antígenos pode ser realizada através do ELISA. acompanhada de dor abdominal. a reinfecção pode atingir os níveis anteriores em pouco tempo. através de ingestão de água ou alimento contaminado. pela contaminação das mãos e conseqüente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada. caracterizado por dejeções amolecidas. Em raras ocasiões. com confirmação diagnóstica.Identificação de cistos ou trofozoítos no exame direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal. Diagnóstico . pode ocasionar perda de peso e anemia. principalmente. obtido através de aspiração.Diagnóstico diferencial . Complicações – Síndrome de má absorção. Agente etiológico . Reservatório . outras verminoses. Medidas de controle – a) Gerais . com média de 7 a 10 dias. amebíase.Medidas de educação sanitária e de saneamento básico.O ser humano e alguns animais domésticos ou selvagens. Período de incubação . Esse quadro pode ser de natureza crônica. apendicite. com aspecto gorduroso. O tratamento em massa das populações tem sido preconizado por alguns autores para reduzir a carga parasitária. castores. entretanto.Estrongiloidíase.De 1 a 4 semanas.Evitar as possíveis fontes de infecção. poderá ser realizada biópsia duodenal. higiene pessoal e na manipulação de alimentos. a porção superior do intestino delgado. G IARDÍASE Descrição . Direta.Fecal-oral.Enquanto persistir a infecção. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 107 . acompanhadas de fadiga. Período de transmissibilidade . Modo de transmissão . protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. flatulência e distensão abdominal. A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto em crianças. associada com má absorção. A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia. pneumonias bacterianas. se não for associada a medidas de saneamento. b) Específicas . gatos.

Características epidemiológicas - É doença de distribuição mundial. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam crianças, sendo o grupo etário mais acometido entre oito meses e 10 a 12 anos. A Giardia é reconhecida como um dos agentes etiológico da “diarréia dos viajantes” em zonas endêmicas. Os cistos podem resistir até dois meses no meio exterior e são resistentes ao processo de cloração da água. A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficientemente tratadas (só por cloração). Também é descrita a transmissão envolvendo atividades sexuais, resultante do contato oro-anal. Medidas de controle: a) Específicas - Em creches ou orfanatos deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária, em particular desenvolvimento de hábitos de higiene - lavar as mãos, após uso do banheiro; b) Gerais - Filtração da água potável, saneamento básico; c) Isolamento - Pessoas com giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas através de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado e controle de cura, que é feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7º, 14º e 21º dias após o término do tratamento.

T ENÍASE / CISTICERCOSE
Descrição - O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática. A teníase é uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só excepcionalmente requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco, ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasita. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da

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localização, tipo morfológico, número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos.

S INONÍMIA - S OLITÁRIA ,

LOMBRIGA NA CABEÇA .

Agente etiológico - Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos causam doença intestinal (teníase) e os ovos da Taenia solium desenvolvem infecções somáticas (cisticercose). Reservatório - O ser humano é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno doméstico ou javali é o hospedeiro intermediário da T. solium e o bovino é o hospedeiro intermediário da T. saginata, por apresentarem a forma larvária (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos. Modo de transmissão - A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquire a cisticercose. A cisticercose humana por ingestão de ovos de T. saginata não ocorre ou é extremamente rara. Período de incubação - Da cisticercose humana, varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, em torno de 3 meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já é encontrado no intestino delgado humano. Período de transmissibilidade - Os ovos das tênias permanecem viáveis por vários meses no meio ambiente, que é contaminado pelas fezes de humanos portadores de teníase. Complicações - Da teníase: obstrução do apêndice, colédoco, ducto pancreático. Da cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outros. Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Isso porque os proglotes são eliminados espontaneamente e nem sempre são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. Os estudos sorológicos específicos (fixação do complemento,

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imunofluorescência e hemaglutinação) no soro e líquido cefalorraquiano confirmam o diagnóstico da neurocisticercose, cuja suspeita é feita através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados). A biópsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificação microscópica da larva. Características epidemiológicas - A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada de neurocisticercose, que está relatada em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões sul e sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo nas regiões norte e nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento é realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificação da procedência do local da infecção. O Ministério da Saúde registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. Medidas de controle: a) Trabalho educativo da população - Uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose é a promoção de extenso e permanente trabalho educativo nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, a substituição de hábitos e costumes inadequados e adoção de outros que evitem as infecções; b) Bloqueio de foco do complexo teníase/cisticercose - Foco do complexo teníase/ cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: indivíduos com sorologia positiva para cisticercose; um indivíduo com teníase; um indivíduo eliminando proglótides; um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose; animais com cisticercose (suína/bovina). Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico;

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c) Inspeção e fiscalização da carne - Essa medida visa reduzir, ao menor nível possível, a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção), reduzindo perdas financeiras e dando segurança para o consumidor; d) Fiscalização de produtos de origem vegetal - A irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos, que recebam esgoto, ou outras fontes de águas contaminadas, deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia; e) Cuidados na suinocultura - Impedir o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal: essa é a forma de evitar a cisticercose suína; f) Isolamento - Para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento. Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene pessoal adequada e eliminação de material fecal em local adequado; g) Desinfecção concorrente - É desnecessário, porém é importante o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico) e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente). Este capítulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . PDAMED - www.pdamed.com.br . Portal Farmácia - www.portalfarmacia.com.br

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3. PATOLOGIA GERAL

Nesse capítulo será apresentado o conceito básico de patologia; conheceremos também a patologia de algumas doenças comuns, como a hemorragia e a tuberculose.

O QUE É PATOLOGIA
Os conceitos variam de acordo com o universo em questão. Para o estudante, a patologia deve ser encarada como uma introdução ao estudo (gr. “logos”) da doença (gr. “pathos”), que abordam principalmente o mecanismo de formação das doenças e também as causas, as características macro e microscópicas e as suas conseqüências sobre o organismo. Deve ser encarada como uma matéria interessante, pois representa o primeiro contato com a terminologia médica, e importante, já que a compreensão do mecanismo de formação das doenças é que vai ser a base para a boa prática clínica, potenciando diagnósticos e indicando terapêuticas. Para o bom clínico, a patologia representa um meio de apoio e de confirmação de diagnósticos.

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p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l

Para o patologista (profissional treinado para reconhecer morfologicamente as lesões), a patologia é o estudo das lesões decorrentes das doenças. Mas para o bom patologista, mais que um objetivo, o grande desafio é entender a doença, isto é, saber como e por que determinadas lesões ocorrem em determinadas circunstâncias, e quais as suas conseqüências. Isto explica por que muitas vezes um quadro patológico muito ruim (para o paciente) desperta nos patologistas exclamações de entusiasmo. Para os cursos da área médica, a patologia é um importante elo entre as disciplinas básicas (anatomia, histologia, embriologia, fisiologia, microbiologia, bioquímica e parasitologia) e as profissionalizantes (clínicas, cirurgias, reprodução e inspeção de produtos de origem animal).

O

QUE É DOENÇA ?

• É uma alteração orgânica geralmente constatada a partir de alterações na função (sintomas) de determinado órgão ou tecido, decorrentes de alterações bioquímicas e morfológicas causadas por alguma agressão, de tal maneira que são ultrapassados os limites de adaptação do organismo. • O paralelo com “defeito na TV ou no carro” é aceitável, apenas diferindo em aqui se tratar de alteração em um ser vivo, i.e. envolver muito mais variáveis, algumas das quais imensuráveis. Assim, o estudo das doenças não é uma ciência exata, precisa-se portanto saber interpretar os achados, não somente memorizar esquemas, circuitos e decisões.

P ATOLOGIA

DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS

H EMORRAGIA
Conceito = saída de sangue do espaço intravascular (vasos e coração) para o compartimento extravascular ou para fora do organismo. Pode ser interna ou externa. • Hemorragia por Rexe: sangramento por ruptura da parede vascular ou do coração, com saída do sangue em jato. Principais causas : 1) Traumatismos. 2) Enfraquecimento da parede vascular (por lesões do próprio vaso ou nas suas adjacências - tuberculose / neoplasias malignas.

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3) Aumento da pressão sanguínea, como nas crises hipertensivas. • Hemorragia por diapedese : ocorre sem grande solução de continuidade da parede do vaso, sendo que as hemácias saem dos capilares ou vênulas individualmente entre as células endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. Normalmente, não há lesão vascular à microscopia óptica. Algumas causas : anóxia, embolia gordurosa, alergia a penicilina (hipersensibilidade do tipo I). Evolução: as hemácias extravasadas podem sofrer lise ou serem fagocitadas por macrófagos. Alterações descritas são acompanhadas por alterações da cor da lesão hemorrágica: 1° dia = hematomas na derme ou subcutâneo são vermelhos. Dias seguintes = tom azul-violáceo. Uma semana = tom esverdeado. 10 dias = cor amarelada. Histologicamente: nas fases iniciais - hemácias íntegras ou não no interstício. Período tardio - presença de hemossiderina. • Hemorragia digestiva: pode se exteriorizar pela boca ou ânus. • Hemorragia digestiva baixa: o sangue é eliminado junto com as fezes sem transformação, por isso é de cor vermelho-viva. • Hemorragia digestiva alta: hemoglobina (em contato com suco gástrico); hematina = sangue nas fezes é escuro = melena. Sangue por pouco tempo no estômago (ex : ruptura de varizes no esôfago) não é digerido e tem cor vermelha = hematêmese. Conseqüências e complicações da hemorragia: são variadas, dependendo da quantidade de sangue perdido, a velocidade da perda e do local afetado. Principais conseqüências : 1) Choque hipovolêmico: perda rápida de grande quantidade de sangue - 20% do volume corporal.

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2) Anemia: sangramento crônico e repetido (ex : úlcera gástrica), resultando em perda crônica de ferro - anemia ferropriva. 3) Asfixia: quando há hemorragia pulmonar importante, causando enchimento dos alvéolos por sangue. 4) Tamponamento cardíaco: especialmente por ruptura ventricular (infarto agudo do miocárdio). Pressão do sangue extravasado (igual ao do ventrículo) é maior que a pressão venosa atrial / veias cavas e pulmonares.

T UBERCULOSE
O curso da infecção da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistência racial ou individual.Quanto maior a resistência melhor será a evolução da doença. Índios e negros possuem menor resistência ao bacilo, gerando então a tuberculose racial. Já os brancos possuem maior resistência ao bacilo, tendo pequeno índice de tuberculose racial. Existem pessoas com resistência à tuberculose de origem genética, que não apresentam tuberculose mesmo em áreas ricas em bacilos. Fatores que alteram o curso da tuberculose: Ordem do parasita: • Quantidade de bacilos (quanto maior o número de bacilos, maior a severidade da doença quanto a lesões). • Virulência dos bacilos (dentro de uma mesma cepa de bactérias existem diferentes virulências provocando vários cursos para a doença). Ordem do hospedeiro: 1. Resistência natural: Fatores raciais e individuais no que diz respeito à hereditariedade. Quanto maior os casos de tuberculose na família, maior a chance de aquisição de tuberculose por outros componentes da família. Gêmeos bi ou univitelinos têm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmão tiver a doença. 2. Fatores ambientais: Desnutrição, estresse físico e psicológico, fadiga, superpovoamento, condições de higiene e habitação, estado econômico, ocupação (médicos e outros em áreas de maior bacilos) predispõem à tuberculose.

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ocorre o que aconteceu com a segunda cobaia. • Mulheres são mais susceptíveis no período reprodutor (entre 18 e 40 anos). causando sensibilização da pessoa. Doenças intercorrentes: Diabetes (com processo inflamatório constante tem maior evolução da tuberculose). Entretanto. Alguns dias depois. o organismo reconhece o lipóide e desenvolve uma reação imune contra o bacilo (certa imunidade). o gânglio não aumentava de tamanho e a tuberculose não se disseminava. o ponto de inoculação desapareceu e apareceu um nódulo no lugar. Isso foi estudado por Koch da seguinte forma: Pegou-se uma cobaia normal (nunca em contato com o bacilo) e nela foi injetada. Tempos depois aparecia uma úlcera a qual desaparecia gradualmente e se curava. 3. na coxa. aumentando a chance de ocorrência da doença. existem muitos protídeos e hidrocarbonetos (menor importância). Esse processo foi chamado de fenômeno de Koch. Depois. Idade e sexo: • Maior número de resistentes têm de 5 a 14 anos. Cientistas atenuaram virulência do bacilo e os inocularam no indivíduo normal.se aumentado. Depois houve disseminação do bacilo e a cobaia morreu. 4. O bacilo tem lipóides em grande quantidade na sua estrutura própria. tal nódulo sofreu ulceração e o gânglio linfático próximo tornou . explicado por um fenômeno alérgico que se desenvolve no indivíduo previamente sensibilizado pela tuberculose. não havia nódulo e o ponto de inoculação aparentemente se curava. • Homens são mais susceptíveis quando maiores de 40 anos. Nesse caso. Quando a pessoa entra em contato como bacilo. Crianças pequenas possuem menor resistência à tuberculose. 116 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . alcoolismo (relacionado à nutrição) e silicose (indivíduos que trabalham em pedreiras). Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento. Numa infecção posterior. Além disso. Resistência adquirida: Imunidade e hipersensibilidade estão relacionadas ao curso da tuberculose e ao tratamento. • Ambos têm igual susceptibilidade antes da puberdade. 5. Tais lipóides agridem e sensibilizam o organismo. bacilos virulentos.Dois ou mais desses fatores podem estar associados.

Reação positiva significa que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reação negativa. folículo de Kosten ou tubérculo miliar. Elas praticamente determinam a tuberculose e formam conglomerados de histiócitos modificados pela presença do bacilo. para saber se a pessoa está ou não sensibilizada pelo bacilo. Reações teciduais • Lesões exsudativas: nela identifica-se o bacilo. morfológica e funcional. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 117 . Ela é injetada no indivíduo pesquisado e há uma reação inflamatória. Quando a reação é positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. Esse conglomerado de histiócitos é chamado de granuloma. A tuberculina é uma proteína produzida pelo bacilo. por isso recebe o nome necrose caseosa. Nesses nódulos não existe vascularização. • Lesões produtivas: características da tuberculose. Por isso são chamadas de lesões específicas. Na vacina BCG há bacilos atenuados oriundos de lesões de tuberculose. sabe-se se o paciente teve ou não infecção pelo bacilo. Nesse caso. é chamada de célula epitelióide. dava-se a vacina ao nascer. introdérmica. A necrose do folículo representa a patogenicidade do bacilo e a ausência de vascularização no nódulo. já que se assemelha à célula epitelial (entumescida. Essa modificação. Os bacilos que estão dentro do histiócito promovem degeneração deste. O PPD (Derivado protéico purificado) é uma tuberculina purificada na Reação de Manteaux. a pessoa está sensibilizada e não necessariamente doente. o folículo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificação. Dependendo do tempo e de como ocorre a reação. Dependo da quantidade de bacilos e da virulência do bacilo.Isso também é feito na Reação de Manteaux. próximas uma das outras. sem substância fundamental intercelular). No Brasil. o que permitia que a prevalência ficasse controlada (isso não ocorre atualmente). gerando necrose de coagulação.

no peritônio e no epicárdio. A tuberculose aberta também é problemática pela freqüente eliminação de gotículas de Pfluger. Mas se isso não ocorrer e o material caseoso sair da região. O bacilo se mistura com poeira e é inalado por outras pessoas. 118 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . tanto na lesão exsudativa quanto na progressiva. Ao redor da lesão ocorre proliferação do tecido conjuntivo cicatricial. pois a fase de exsudação predomina na região inflamada pelo bacilo. deixa um orifício na região formando a caverna tuberculosa. rica em bacilos resistentes à dessecação. A evolução natural do histócito é transformar-se em fibroblasto. Além disso. Através do pulmão a tuberculose vai se disseminar. A grande porta de entrada da tuberculose é a via respiratória.Lesões exsudativas No pulmão é muito comum. atingindo até linfonodos. Na parede da caverna existe tecido característico da tuberculose. Pode haver um comprometimento extenso do pulmão por lesões exsudativas.Toda a região inflamada passa pela fase de lesão exsudativa em maior ou menor quantidade. há grande problema na tuberculose aberta. pode haver metaplasia óssea na área da lesão . promovendo descamação de histiócitos e ida de líquido inflamatório para o interior do alvéolo. Isso impede que o cáseo saia da lesão. Involutiva: fibrose e calcificação das lesões. Na superfície também ocorrem lesões exsudativas representadas por peritonite. Então. O bacilo vive bem em altas pressões parciais de oxigênio. endocardite do tipo exsudativa com complicações em junções articulares. Na área de fibrose pode haver hialinização e calcificação. EVOLUÇÃO E INVOLUÇÃO DAS LESÕES Evoluções: Progressivas: Caseificação de região afetada. no qual contato com brônquio e excreção do cáseo.

puxa o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. em algum ponto entre a “boca do estômago” e o queixo. prejudica a válvula anti-refluxo. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. Quando o conteúdo do estômago. em geral muito ácido.inflama originando a esofagite de refluxo. Como se desenvolve ou como se adquire? O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm. este tecido reage . originando as células gigantes langants.Os histiócitos podem confluir (seus citoplasmas) sem fundir os núcleos. Decorre dessa alteração anatômica a hérnia hiatal que. causando impressão de infarto cardíaco. Elas possuem núcleos centrais com gotículas de gordura e podem também estar no granuloma. para prendê-lo junto ao hiato diafragmático. células gigantes. por sua vez. O esôfago tem ligamentos. que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. parecida com o revestimento da boca. correndo por trás do esterno. R EFLUXO O que é? GASTRO . o “osso do peito”. por exemplo. quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. Células epitelióides. É referida como ardência ou queimação. que liga a boca ao estômago. poucos centímetros antes de se abrir no estômago. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer. atinge a mucosa esofágica. Pode piorar. Pode ocorrer tam- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 119 . halo linfocitário (que se confunde com linfócitos do próprio linfonodo) podem ou não estar presentes. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa. desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato.ESOFÁGICO É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito. O que se sente? A azia é a principal queixa e seu nome técnico é pirose. Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm. As únicas células sempre presentes no granuloma são os histiócitos. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta. que são multinucleadas.

freqüentemente com azedume ou amargor. A evolução da qualidade dos equipamentos. Não raro determina tosse. ainda no primeiro ano de vida.espasmos . O engasgo . predispõe a infecções e distúrbios respiratórios. choro excessivo. que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação. mais recentemente. A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito.no meio do peito. pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo levando à devolução da mamada. Sensações. Além disso. Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. a eficácia e a segurança da sedação do paciente sem anestesia geral. Como o médico faz o diagnóstico? O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico. quando repetitivo. pode ser desencadeada pelo refluxo. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas. permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto . pode demonstrar tanto a hérnia. quanto o refluxo. a engasgos. A radiografia da transição esofagogástrica. A endoscopia digestiva superior é um exame para visualizar o esôfago. no qual se pode definir a inflamação.tosse forte e súbita. sugestivas de graus variados da esofagite de refluxo. enquanto se deglute um contraste rádio-opaco. atrapalhando a respiração . O refluxo é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta.bém um aumento da salivação. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica. sem enjôo ou vômito. representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levar ao estômago aquilo que ingerimos. da eficiência da anestesia local da garganta para evitar o reflexo do vômito e a sensação de asfixia. do qual se acorda. passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. sono interrompido e. não raro. estômago e duodeno. Na criança. para procedimentos terapêuticos especiais. perguntando quando vai ocorrer. como se fosse um antiácido natural. tornaram a endoscopia um exame simplificado. avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer. como a asma. principalmente na mucosa do esôfago inferior.pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. a sialorréia. sem necessidade de exames num primeiro evento. 120 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . pigarro e alterações da voz. A endoscopia facilita a coleta de material dessas lesões para exame microscópico. placas branquicentas e úlceras. pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e.

pode não flagrar o refluxo. pois este não é permanente. mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico. com medidas educativas associadas aos medicamentos. etc. minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. como: evitar a bebida alcoólica. doces e gordurosos. Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago (“antiácidos sistêmicos”). Além de combater a obesidade. é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. o tratamento é clínico. O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas. Administra-se uma mamadeira normal. contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. Outras não se adaptam à posição: incham os pés. particularmente cítricos. Nesse momento. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira. ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições. aplicado a casos selecionados. Ajudam no controle dos sintomas algumas medidas. É uma metodologia não invasiva. particularmente da azia. poucos dias após o término dos medicamentos. em 20 a 25 cm. evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 121 . Entretanto. Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal em direção ao intestino. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico. Precisam ser usados quando os demais têm resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo. surge o questionamento do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico. indolor e ambulatorial.A cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. não deglutir líquidos muito quentes. com resultados muito bons. doem as costas. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos. propriamente dito. Como se trata? Em geral. Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas.

é de 8 a 12 dias. podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente. • mal-estar. que são características da doença. O contágio acontece através de secreções respiratórias. S ARAMPO O sarampo é uma doença viral. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro.Como se previne? Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas. • falta de apetite. geralmente. A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. O período de incubação. Quadro clínico O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea. Antes da existência da vacina. o sarampo era considerado uma doença incurável. infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico. • tosse. por via aérea. A indisposição que antecede a doença tem duração de três a cinco dias e caracterizase por: • febre alta. 122 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . • conjuntivite. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas. que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento. • coriza.

ocasionalmente. apresentando descamação fina com desaparecimento da febre. membros superiores. Apresenta uma queda leve da doença. S ARAMPO MODIFICADO Ocorre em crianças parcialmente imunizadas. A presença de gânglios é manifestação comum do sarampo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 123 . • Manifestações cardíacas (miocardite. requer cuidados especiais. • Laringite e laringotraqueíte. • Pneumonia bacteriana. pericardite). • Panencefalite esclerosante subaguda: complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. A febre persiste com o aparecimento do ezantema. No terceiro dia o ezantema tende a esmaecer. Tratamento É uma doença autolimitada. sendo a sua persistência sugestiva de complicação. não existindo tratamento específico. tais como: • Repouso. pescoço. pode ser realizada sorologia. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico.O ezantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retro auricular. • Dieta líquida ou branda. Diagnóstico O diagnóstico é clínico. após a vacina contra o sarampo. tronco e membros inferiores. em região do pescoço e nuca. espalhando-se para a face. • Manifestações neurológicas raras. conforme aceitação da criança. Complicações • Otite média aguda. Pode ocorrer.

C ISTITE Ela é mais comum na mulher e frequentemente está associada à uretrite. laringotraqueobronquite). Contra-indicações para vacinação • Mulheres grávidas. corticóides. ezantema entre o quarto e o décimo segundo dia pode ocorrer em 20% dos vacinados. • Limpeza das pálpebras com água morna para remoção de crostas ou secreções. • Oferecer líquidos à vontade. É indicada para todas as crianças que não tiveram a doença ou para aquela com dúvidas a respeito. • Tratar com antibióticos as complicações bacterianas (otites. • Transfusão de sangue. • Uso de ACTH. linfoma e tumor maligno.• Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ ou cefaléia. As reações à vacina são: febre. Ela pode ser vacinada após o nono mês de vida. antimetabólitos e alquilantes. Prognóstico Em crianças bem nutridas é bom. coriza e/ou tosse leve e discreta. • Portadores de hipogamaglobulina e disgamaglobulina comprovadas. Prevenção A vacina específica protege 97% dos vacinados. plasma ou gamaglobulina há menos de seis semanas. (aguardar 3 meses a vacinação). No desnutrido e lactente jovem o prognóstico é pior. • Portadores de leucose. está geralmente associada à obstrução urinária (problemas de próstata e pedras na bexiga). No homem. irradiação. pneumonia. • Febre alta e comprometimento geral importante. 124 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l .

. sabões e OB. Sintomas . que contaminam a bexiga. são bastante freqüentes nas mulheres. Sangue na urina. As cistites. Relação sexual. Urinar pouco de cada vez. . Por que na mulher? As cistites decorrem da invasão da bexiga por bactérias de origem intestinal.É causada por bactérias da vagina ou ânus. Aumentar a ingestão de água ou outros líquidos. Repouso para ajudar o corpo a lutar contra a infecção. . . . Banhos de assento quentes. se a uretra está irritada. . Queimação no canal. Tratamento médico: . para aliviar os sintomas. Certos produtos de higiene. Alguns fatores podem piorá-la: . ou infecções da bexiga. Medicação para aliviar a dor. Determinados alimentos ácidos e álcool. sprays íntimos. Antibióticos ou outras drogas que matam as bactérias. Estima-se que de duas a seis em cada cem mulheres apresentam sintomas de cistite aguda e que 25% das mulheres terão cistite aguda em alguma época de sua vida adulta. . . . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 125 . . banhos de espuma. que penetram no trato urinário através da uretra. Dor no baixo ventre. Urgência e freqüente necessidade de urinar.

a mais freqüente (85% dos casos). sem dúvida. Dentre os gram positivos os mais comuns são: Staphylococus saprophyticus e os Enterococus. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a invasão da bexiga por microorganismos vaginais. É importante salientar que o fato do germe penetrar na bexiga não significa. dor na bexiga que piora no final da micção. com pequenos volumes de urina eliminados de cada vez. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos corretos. 126 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . necessariamente. Algumas mulheres têm uma predisposição maior para as cistites devido a deficiências nos mecanismos de defesa da bexiga. algumas vezes. proteus. aeróbicas e dentre estas a Escherichia coli é. ardor na uretra. só com a cultura de urina positiva é que se pode afirmar que a mulher tem cistite. pois normalmente existe equilíbrio entre as forças invasoras e as defesas naturais do organismo. Quais os sintomas da cistite? As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções. seguida por klebsiella. O canal uretral mede cerca de 25 cm no homem e de 3 cm na mulher. Quais as bactérias que causam a cistite? A maioria das cistites são causadas por bactérias Gram negativas. portanto. sangue vivo na urina. sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. pseudomonas. É importante dizer que muitos desses sintomas são comuns a outras doenças da via urinária. . a vagina e o orifício de abertura do canal uretral. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar. Proximidade entre o ânus. torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subseqüente invasão da uretra. jato urinário fraco e. que haverá uma cistite. O orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta se encontra bem próxima ao ânus.Dos fatores anatômicos que explicam a maior propensão das mulheres a desenvolver cistites temos: .

Tratamentos inadequados (tipo de medicação e tempo inapropriados) são as principais causas de repetição ou de cronificação de cistites. . eliminadas principalmente por ocasião das evacuações. Essas medidas devem ser ensinadas na infância e incluem o uso de água corrente ou chuveirinho para lavar-se após as evacuações (no caso de não ser possível. tornando o ambiente favorável ao crescimento de bactérias nocivas. O tempo de tratamento varia de acordo com a intensidade e o tipo de medicação indicada. que em geral se manifestam em todas as pacientes com propensão às cistites. pois podem causar irritação local. . penetrem na vagina e na uretra. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 127 . Roupas: devem ser evitadas roupas justas e calcinhas de material sintético. nesse grupos podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções: . Micções freqüentes: a micção representa um dos mecanismos de defesa mais importantes do trato urinário contra a invasão de bactérias (o fluxo de urina “lava” a bexiga e a uretra). usar o papel higiênico no sentido de frente para trás e nunca o contrário).Evitar relações sexuais com a bexiga cheia (mas deve-se “guardar” um pouco de urina na bexiga para urinar logo após a relação). . Os desodorantes íntimos devem ser evitados. pois impedem a circulação de ar na região genital. Higiene pessoal: a higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal. Atividade sexual: algumas mulheres costumam apresentar cistites após atividade sexual e. Infecções vaginais: as infecções da vulva e vagina. vaginal e uretral de modo a evitar que bactérias intestinais. Como preveni-la? Algumas medidas simples podem reduzir de forma significativa as chances de a mulher ter cistites: . tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais e portanto às cistites. . O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente podem atenuar os sintomas na fase aguda. a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas. é importante a ingestão de líquidos regularmente para produzir urina e principalmente urinar pelo menos a cada quatro horas.Como se trata? Embora em alguns casos de cistite possa ocorrer cura espontânea. Por isso.

Secreção uretral. As causas possíveis são bactérias. Evitar ácidos. . P ROSTATITE É uma infecção da glândula prostática. Antibióticos.Dentro do possível. testículo. 128 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . estar bem lubrificada no momento da relação e. . . É um problema comum no homem. U RETRITE É comum no homem. Dor na coxa. Edema na área genital.. A falta de lubrificação facilita a lesão do orifício uretral e do revestimento da vagina. para diminuir a população de bactérias nocivas. .Dentro do possível. . área genital e abdômen inferior. pois nesses casos pode estar havendo lesão em algum ponto do revestimento vaginal.Evitar o coito anal. . Tratamento . Freqüência aumentada da vontade de urinar. Antiinflamatórios para acelerar a cura e melhorar a dor. pois este é um excelente “veículo” para as bactérias intestinais até a vagina. pimenta e álcool. fazer higiene da região anal e vaginal antes da relação. Sintomas . .Evitar posições dolorosas. . se isso for difícil. para matar as bactérias. Banhos quentes para melhorar os sintomas. . vírus ou doenças venéreas. utilizar lubrificantes artificiais neutros. Ereção e ejaculação dolorosas. .

br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 129 . Dependem dos exames. Patologia On Line .htm .patologiaonline.br/pat. Este capítulo teve como fontes de consulta: . Podem ser prescritos.com. Instituto de Ciências Biológicas – UFMG – www.santalucia.www. o tratamento inadequado de uma uretrite pode levar a conseqüências graves. Evite automedicar-se! . Saída de pus pela uretra .patol.icb.hpg. ABC da Saúde – www.br . Hospital Santa Lúcia – www. Ardor ao urinar.com.ig.com.ufmg.Sintomas: .abcdasaude. Não aceite sugestões de leigos. Antibióticos . .br .

O QUE É FARMACOLOGIA Farmacologia é a ciência que estuda o fármaco e como ele age no organismo desde a sua administração até a sua eliminação.A natureza do fármaco (natural.Propriedades químicas e físico-químicas 130 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .4. FARMACOLOGIA Nesse capítulo conheceremos as divisões da farmacologia (farmacodinâmica e farmacocinética). os fatores que afetam a resposta aos medicamentos. sintético) . a classificação de alguns fármacos e alguns conceitos básicos de farmacologia. as vias de aplicação de medicamentos. O estudo é realizado sob os seguintes aspectos: .

Mecanismo de ação . A farmacocinética é o estudo da velocidade com que os fármacos atingem o sítio de ação e são eliminados do organismo.Efeitos indesejáveis / adversos .Distribuição . FA R M A C O L O G I A FARMACODINÂMICA Local de ação Mecanismo de ação Ação e efeitos Efeitos terapêuticos Efeitos tóxicos O que o medicamento faz no organismo FARMACOCINÉTICA Vias de administração Absorção Distribuição Transformação/Metabolismo Eliminação Como o medicamento transita no organismo F ARMACOCINÉTICA Vias de administração dos medicamentos A escolha da via de administração (porta de entrada no organismo) é o primeiro passo para que um medicamento possa fazer efeito. Basicamente.Metabolismo . estuda os processos metabólicos de absorção.Eliminação ou excreção D IVISÕES DA FARMACOLOGIA A farmacologia é dividida em farmacodinâmica e farmacocinética. bem como dos diferentes fatores que influenciam na quantidade de fármaco a atingir o seu sítio. distribuição.. quais são seus mecanismos de ação e seus efeitos (terapêuticos e/ou tóxicos). biotransformação e eliminação das drogas. Vias de administração são as diferentes formas de aplicar um medicamento: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 131 .Absorção . A farmacodinâmica refere-se ao que o medicamento faz no organismo – em que locais ele age.

óvulos Supositórios. Todos os medicamentos. Chega nos “sítios especiais” de ação e ali começa a agir durante certo tempo. pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas. No caso da via intravenosa (I. essa via administração em certas situações de emergência. O “prin- 132 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .: o médico receita salbutamol a uma pessoa com asma. cremes. cápsula. drágeas. o mais prático é administrar-lhe diazepan por via retal. pós para reconstituição. Nesse caso não há absorção. suspensão Via Sublingual Via Parenteral (injetável) Via Cutânea (pele) Via Nasal Via Oftálmica (olhos) Via Auricular (ouvido) Via Vaginal Via Retal Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas. pastilhas. o princípio ativo se distribui por meio do sangue para as diferentes partes do corpo. Ela toma o comprimido por via oral e este se desmancha no estômago . gel. adesivos Spray e gotas nasais Colírios. exceto alguns de uso local. enemas COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO A BSORÇÃO Para que o princípio ativo dos medicamentos possa atuar. chegam até a corrente sangüínea. loção.: para parar a crise convulsiva em uma criança.V. seja qual for sua via de administração. Ex.desagregação. gotas. a via oral é suficiente para tratar a maioria das enfermidades. às vezes. pomadas auriculares Comprimidos vaginais. é necessário que seja liberado da forma farmacêutica que o contém. pomadas. cremes. Por isso.Via de Administração Via Oral Formas Farmacêuticas Comprimido. Os medicamentos administrados por via retal são absorvidos muito rapidamente. o medicamento é administrado diretamente no sangue. xarope. solução oral. Ex. Por essa razão se utiliza. D ISTRIBUIÇÃO Uma vez absorvido.). pomadas. A seguir deve ser absorvido para atingir a corrente sangüínea.

Os brônquios se abrem. suor. leva certo tempo. Todavia. fezes. ou seja sua posologia. Essa transformação se chama metabolismo ou biotransformação e ocorre principalmente no fígado. a distribuição. a maioria deles se transforma no organismo.cípio ativo” é liberado .absorvido . o metabolismo. por vias diferentes.Por exemplo: Captopril 25 mg. lágrimas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 133 . as pessoas respondem de modo diverso aos medicamentos por causa de diferenças genéticas ou da ingestão simultânea de dois ou mais medicamentos.efeito. Entre outras razões. ficando em quantidade insuficiente para produzir o efeito farmacológico. via oral – Tomar 1 cp de 12/12 h. Esse tempo varia de um medicamento para outro e determina o horário e o número de vezes que devemos tomá-lo. F ATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS A velocidade com que os medicamentos entram no organismo e dele saem varia amplamente entre diferentes pessoas. Um metabólito pode ser. Todo esse percurso do medicamento.passa para o sangue e chega até os brônquios nos pulmões . Alguns são eliminados diretamente pela urina. que interagem entre si. Outros passam primeiro pelo fígado (metabolismo). ELIMINAÇÃO Os medicamentos saem do corpo. M ETABOLISMO Alguns medicamentos são eliminados pelo organismo tal como foram absorvidos. Se passar mais tempo que o recomendado entre uma tomada e outra. da mesma forma que outras substâncias. para depois serem eliminados pela urina. por 30 dias. por exemplo. os alimentos. restará pouco medicamento no nosso corpo.distribuição. O metabolismo transforma o medicamento em um ou vários metabólitos. e o paciente respira melhor . às vezes. ou ainda pela presença de moléstias que influenciam os efeitos medicamentosos. desde que o ingerimos até ser eliminado. mais ativo ou menos ativo que o medicamento inicial. a excreção e o efeito final de determinada droga. Muitos fatores podem afetar a absorção. leite ou pelo ar dos pulmões.

Embora a deficiência dessa enzima não seja comum. Determinado medicamento pode ser metabolizado com tanta rapidez que seus níveis no sangue nunca se tornam suficientemente altos para que seja eficaz. Cerca de uma entre cada 1. ou seja. A insuficiência das diferenças genéticas sobre o modo com que os medicamentos afetam o corpo (farmacodinâmica) é muito menos comum que as diferenças no modo com que o corpo afeta os medicamentos (farmacocinética). Cerca de metade da população dos Estados Unidos tem baixa atividade de Nacetiltransferase. inclusive os envolvidos na respiração. as quais tendem a atingir níveis sangüíneos mais elevados e a permanecer no corpo mais tempo que nas pessoas com atividade intensa de Nacetiltransferase.500 pessoas tem baixos níveis de pseudocolinesterase. suas conseqüências são importantes. mas. um medicamento pode ser metabolizado em velocidade normal. O estudo da influência das diferenças genéticas sobre a resposta às drogas é chamado farmacogenética. Para ter certeza de que o paciente tomou medicamento suficiente para a ocorrência do efeito terapêutico com pouca toxicidade. os médicos devem individualizar a terapia.Assim. promovendo um acúmulo do medicamento no organismo. uma enzima hepática que ajuda a metabolizar algumas drogas e muitas toxinas. o que causa toxicidade. diferenças genéticas afetam de outra forma o metabolismo das drogas. Outras pessoas possuem uma constituição genética que faz com que metabolizem rapidamente as drogas. por exemplo. A presença de moléstia.G ENÉTICA Diferenças genéticas (hereditárias) entre indivíduos afetam a cinética das drogas. sexo. as diferenças genéticas são particularmente importantes em certos grupos étnicos e raças. isto é. Ainda assim. que é administrada com a anestesia para relaxar temporariamente os músculos. a succinilcolina causará paralisia dos músculos. Em razão de sua constituição genética. o sistema pode estar sobrecarregado e a droga pode atingir níveis tóxicos. e ajustar cuidadosamente a dose. nos níveis decorrentes da dose habitual. Pessoas com baixa atividade dessa enzima metabolizam muitas drogas lentamente. a velocidade com que as drogas movimentam-se dentro do corpo. quando administrado em doses mais altas ou no caso de outro medicamento que usa o mesmo sistema para seu metabolismo. uma enzima do sangue que inativa drogas como a succinilcolina. algumas pessoas metabolizam medicamentos lentamente. Essa situação pode exigir o uso prolongado de um ventilador mecânico. dieta. levar em consideração fatores como idade. selecionar o medicamento certo. Às vezes. raça e origem étnica da pessoa. Se não for inativada. estatura. 134 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . o uso simultâneo de outros medicamentos e o limitado conhecimento acerca das interações desses fatores complicam esse processo.

como também o ponto a partir do qual o sistema enzimático torna-se sobrecarregado. em pessoas com baixos níveis da enzima. ou G6PD. O sistema enzimático P-450 é o principal mecanismo do fígado para a inativação das drogas. com o indutor do sono flurazepam: em pessoas com níveis enzimáticos normais. e a aspirina. Os níveis de atividade do P-450 determinam não apenas a velocidade com que as drogas são inativadas. os efeitos podem se prolongar por mais de três dias. a hipertermia maligna é um problema que representa risco à vida. e diferenças na atividade desse sistema enzimático influenciam profundamente os efeitos dos medicamentos. o coração dispara e a pressão arterial cai. Cerca de 10% dos homens negros e uma porcentagem um pouco menor das mulheres negras têm deficiência de G6PD. Certos anestésicos provocam febre muito alta (transtorno chamado hipertermia maligna) em cerca de uma entre cada 20. por exemplo. Muitos fatores influenciam a resposta aos medicamentos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 135 . a probenecida e a vitamina K) destroem as hemácias em pessoas com deficiência de G6PD. causando anemia hemolítica. que protege essas células de certos agentes químicos tóxicos. a cloroquina. é uma enzima normalmente presente nas hemácias. os efeitos duram dezoito horas. que os torna excessivamente sensíveis a alguns anestésicos. Algumas drogas (por exemplo. a pamaquina e a primaquina.000 pessoas. Embora não seja comum. A hipertermia maligna tem origem em um defeito genético dos músculos. usadas no tratamento da malária.A glicose-6-fosfato desidrogenase. É o que acontece. Muitos fatores podem alterar a atividade do P-450. Os músculos enrijecem.

tomar dois medicamentos com o mesmo ingrediente ativo. por descuido. mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita). Tais interações podem intensificar ou diminuir os efeitos de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. porque um dos profissionais pode não ter conhecimento de todos os medicamentos que estão sendo tomados. Uma pessoa pode. As pessoas que estão aos cuidados de vários médicos estão em maior risco. Por exemplo. O risco de uma interação medicamentosa aumenta quando não há coordenação entre a receita dos medicamentos e o fornecimento e a orientação de seu uso. Médicos. Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos. O risco de interação medicamentosa pode ser reduzido pela utilização de uma mesma farmácia. Isso ocorre comumente com medicamentos de venda livre.INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimentomedicamento). O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos. a difenidramina é ingrediente de muitos remédios para tratamento de alergia ou de resfriado. da tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. E FEITOS DE DUPLICAÇÃO Às vezes dois medicamentos tomados simultaneamente têm efeitos similares. ou ainda alterar a velocidade de absorção. o metabolismo ou a excreção do outro medicamento. que aviará todas as receitas. 136 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . é também o ingrediente ativo de muitos indutores do sono. mais comumente aspirina. Livros de referência e programas de software de computador podem ajudar. Quase todas as interações do tipo medicamento-medicamento envolvem medicamentos de receita obrigatória. Os medicamentos podem interagir de muitas formas. mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais. antiácidos e descongestionantes. Um medicamento pode duplicar o efeito de outro ou se opor a ele. enfermeiras e farmacêuticos podem reduzir a incidência de problemas sérios mantendo-se informados a respeito de interações medicamentosas potenciais. o que resulta em duplicação terapêutica.

tomadas para combater a dor. que. por exemplo. No tratamento de câncer. É o caso de drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINEs). Assim. como o ibuprofeno. ajudam a eliminar o excesso de sal e água do organismo. fazem com que o organismo retenha sal e água. o DAINE diminuirá (fará oposição. E FEITOS OPOSTOS Dois medicamentos com ações opostas (antagonistas) podem interagir. A LTERAÇÕES NA ABSORÇÃO Medicamentos tomados por via oral devem ser absorvidos através do revestimento do estômago ou do intestino delgado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 137 . Alguns medicamentos administrados para o controle da pressão alta e da doença cardíaca (por exemplo. Mas podem surgir problemas quando o médico. Se esses medicamentos forem tomados simultaneamente. Em alguns casos. Os efeitos colaterais podem se tornar graves. os diuréticos.A aspirina pode ser ingrediente de remédios contra a gripe e de produtos para o alívio da dor. Por exemplo. como o albuterol). drogas estimulantes betaadrenérgicas. prescreve medicamentos similares. inadvertidamente. ou antagonizará) a eficácia do diurético. o médico pode prescrever dois medicamentos anti-hipertensivos para uma pessoa cuja pressão alta é de difícil controle. betabloqueadores como o propranolol e o atenolol) antagonizam certos medicamentos administrados contra a asma (por exemplo. os médicos às vezes prescrevem diversos medicamentos (quimioterapia combinada) para a obtenção de um resultado melhor. para que seja obtido um efeito maior. como o leite e laticínios. evitar alimentos por uma hora antes ou algumas horas depois de ter tomado um remédio. A obediência a orientações específicas . são tomados ao mesmo tempo. o médico planeja isso. por seu lado. mas não idênticos.por exemplo. o antibiótico tetraciclina não é absorvido adequadamente se for tomado no período de uma hora após a ingestão de cálcio ou de alimentos que contenham cálcio. podem ocorrer sedação e tontura excessivas quando uma pessoa toma dois sedativos diferentes (ou álcool ou outra droga que tenha efeitos sedativos). ou tomar os remédios com um intervalo de pelo menos duas horas . os alimentos ou alguma droga podem reduzir a absorção de outra droga.é uma precaução importante. Em alguns casos. Mais freqüentemente dois medicamentos similares.

Assim. A eritromicina afeta o metabolismo da terfenadina e do astemizol (antialérgicos). A cimetidina. levando a um acúmulo potencialmente sério dessas drogas. Consulte seu médico. os médicos às vezes precisam aumentar a dose de certos medicamentos para compensar esse tipo de efeito. prolongando a ação da teofilina. COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS . As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro podem aumentar a atividade de algumas enzimas hepáticas. Os medicamentos circulam através do organismo e passam pelo fígado. como o sistema enzimático P-450. 138 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . levando a efeitos colaterais potencialmente graves. o que. Mas se o fenobarbital for interrompido mais tarde. . e os antibióticos ciprofloxacina e eritromicina são exemplos de drogas que retardam a atividade das enzimas hepáticas. Algumas drogas. antes de tomar qualquer medicamento novo. Algumas drogas alteram esse sistema enzimático. fazendo a inativação de outra droga ocorrer com maior rapidez ou lentidão que o habitual. A LTERAÇÕES NA EXCREÇÃO Uma droga pode afetar a velocidade de excreção pelos rins de outra droga. por sua vez. afeta a excreção de outras drogas. pelo fato de os barbitúricos. por exemplo. Tenha à mão uma lista de todos os medicamentos que está tomando e periodicamente discuta essa lista com seu médico. alteram a acidez da urina. como o fenobarbital. onde as enzimas atuam inativando as drogas ou alterando sua estrutura. Por isso. É por isso que o fumo diminui a eficácia de alguns analgésicos (como o propoxifeno) e de alguns medicamentos utilizados para problemas pulmonares (como a teofilina). o nível de outros medicamentos poderá aumentar de forma drástica. drogas como a warfarina tornam-se menos eficazes quando tomadas durante o mesmo período.A LTERAÇÕES NO METABOLISMO Muitos medicamentos são inativados por sistemas metabólicos no fígado. Em grandes doses. Mantenha uma lista de todas as enfermidades clínicas que já o acometeram e periodicamente discuta essa lista com seu médico. por exemplo. a vitamina C pode ter esse efeito. . um medicamento utilizado em úlceras. de modo que os rins possam filtrá-las. aumentarem a atividade enzimática no fígado.

também afetam outros órgãos e sistemas. embora exerçam a maior parte de seus efeitos em um órgão ou sistema específico. . Discuta o uso dos medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) com o farmacêutico responsável e discuta seus problemas clínicos e o uso de medicamentos de receita obrigatória que está tomando. . glaucoma. . F ARMACODINÂMICA : SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS F ÁRMACO R ECEPTORES a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 139 . Um medicamento tomado por causa de um distúrbio pulmonar pode afetar o coração. pressão arterial alta ou baixa. . . Selecione um farmacêutico que proporcione serviços abrangentes e faça com que todas as receitas sejam aviadas por ele. e um medicamento tomado para o tratamento de um resfriado pode afetar os olhos. o médico deve tomar conhecimento de todos os distúrbios que porventura existam. antes de prescrever um novo medicamento. Diabetes. . em que hora do dia devem ser tomados e se podem ser tomados ao mesmo tempo que outros medicamentos.DOENÇA A maioria dos medicamentos circula por todo o corpo.. Aprenda o modo como os medicamentos devem ser tomados. I NTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO . Procure compreender a finalidade e a ação de todos os medicamentos prescritos. Procure conhecer os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos prescritos. controle deficiente da bexiga e insônia são distúrbios particularmente importantes. Informe ao médico qualquer sintoma que possa estar relacionado ao uso de um medicamento. Considerando que os medicamentos podem afetar outros problemas clínicos além do que está sendo tratado. Siga as instruções recomendadas para tomar os medicamentos. dilatação da próstata.

R ECEPTORES Muitas drogas aderem (ligam-se) às células por meio de receptores existentes na superfície celular. Exemplificando. circulam pelo corpo e interagem com diversos locais-alvo. por exemplo um medicamento. Como as drogas sabem onde exercer seus efeitos? A resposta está em como elas interagem com as células ou com substâncias como as enzimas. A maioria das células possui muitos receptores de superfície. são relativamente seletivas. hormônio ou neurotransmissor. como os medicamentos ou hormônios localizados fora da célula. Drogas antiinflamatórias não-esteróides. o que permite que a atividade celular seja influenciada por substâncias químicas. porque a substância tem uma configuração que se encaixa perfeitamente no receptor. A interação com o local-alvo comumente produz o efeito terapêutico desejado. Outros medicamentos são altamente seletivos e afetam principalmente um órgão ou sistema isolado. atua principalmente no coração para aumentar sua eficiência de bombeamento. a ação dos antiácidos fica em grande parte confinada ao estômago). uma substância administrada com o objetivo de relaxar os músculos no trato gastrointestinal. além de diminuir a secreção das glândulas sudoríparas e mucosas. uma droga administrada a pessoas com insuficiência cardíaca. Mas dependendo de suas propriedades ou da via de administração. Exemplificando. a digital. atuando em muitos tecidos ou órgãos diferentes. a atropina. Drogas soníferas se direcionam a certas células nervosas do cérebro. UM ENCAIXE PERFEITO Um receptor de superfície celular tem uma configuração que permite a uma substância química específica. enquanto a interação com outras células. ligar-se ao receptor.SELETIVIDADE Alguns medicamentos são relativamente não seletivos. um medicamento pode atuar apenas em uma área específica do corpo (por exemplo. como a aspirina e o ibuprofen. injetados ou absorvidos através da pele. também pode relaxar os músculos do olho e do trato respiratório. Depois de terem sido engolidos. porque atuam em qualquer local onde esteja ocorrendo inflamação. quase todos os medicamentos entram na corrente sangüínea. S ELETIVIDADE E NÃO . 140 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . tecidos ou órgãos pode resultar em efeitos colaterais (reações medicamentosas adversas).A farmacodinâmica descreve uma infinidade de modos pelos quais as substâncias afetam o corpo.

os medicamentos pudessem ser capazes de ligar-se a eles. no tratamento da asma. pode ser utilizado em conjunto com o antagonista dos receptores colinérgicos ipratrópio. liga-se a outros receptores no trato respiratório. mas os medicamentos tiram vantagem dos receptores. Exemplificando. Exemplificando. Uma classe de drogas chamadas agonistas ativa ou estimula seus receptores. disparando uma resposta que aumenta. chamados receptores adrenérgicos. Esses antagonistas bloqueiam ou diminuem a resposta excitatória cardiovascular aos hormônios do estresse . Exemplificando. Outra classe de drogas. que bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. mas complementares. que alteram a percepção e as reações sensitivas). Provavelmente a natureza não criou os receptores para que. causando broncoconstrição (estreitamento das vias respiratórias). que relaxa os músculos lisos dos bronquíolos. Algumas drogas se fixam a apenas um tipo de receptor.como uma chave que se encaixa em uma fechadura. Os agonistas e os antagonistas são utilizados como abordagens diferentes. esses antagonistas são utilizados no tratamento da pressão sangüínea alta. o agonista carbacol liga-se a receptores no trato respiratório chamados receptores colinérgicos. permitindo que somente uma droga que se encaixe perfeitamente possa ligar-se a ele . o antagonista de receptores colinérgicos ipratrópio bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. outras são como chaves-mestras e podem se ligar a diversos tipos de receptores por todo o corpo. angina e certos ritmos cardíacos anormais. Os antagonistas são mais efetivos quando a concentração local de um agonista está alta. Os receptores têm finalidades naturais (fisiológicas). Os antagonistas são utilizados principalmente no bloqueio ou diminuição das respostas celulares aos agonistas (comumente neurotransmissores) normalmente presentes no corpo. o transmissor natural dos impulsos nervosos colinérgicos. fazendo com que as células dos músculos lisos relaxem. Freqüentemente a seletividade da droga pode ser explicada por quão seletivamente ela se fixa aos receptores. albuterol. Um número maior de veículos é parado pela barreira na hora do a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 141 . chamadas antagonistas. algum dia. causando broncodilatação (dilatação das vias respiratórias). como o propranolol. Esses agentes operam de forma muito parecida à de uma barreira policial em uma auto-estrada.adrenalina e noradrenalina. Um grupo muito utilizado de antagonistas é o dos beta-bloqueadores. ou diminui a função celular. O agonista dos receptores adrenérgicos albuterol. Outro agonista. fazendo com que as células dos músculos lisos se contraiam. morfina e drogas analgésicas afins ligam-se aos mesmos receptores no cérebro utilizados pelas endorfinas (substâncias químicas naturalmente produzidas. bloqueia o acesso ou a ligação dos agonistas a seus receptores.O receptor tem uma configuração específica.

A afinidade é a atração mútua ou a força da ligação entre uma droga e seu alvo. as drogas direcionadas para as enzimas são classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras). beta-bloqueadores em doses que têm pouco efeito na função cardíaca normal podem proteger o coração contra elevações súbitas dos hormônios do estresse. Enquanto as drogas que se direcionam para os receptores são classificadas como agonistas ou antagonistas.sua função consiste em impedir a interação das moléculas agonistas com seus receptores. Medicamentos que ativam receptores (agonistas) possuem as duas propriedades.“rush” que às 3 horas da madrugada.ou seja. 142 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Quase todas as interações entre drogas e receptores ou entre drogas e enzimas são reversíveis. A FINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA Duas propriedades importantes para a ação de uma droga são a afinidade e a atividade intrínseca. Do mesmo modo. e o complexo droga-receptor deve ser capaz de produzir uma resposta no sistema-alvo (ter atividade intrínseca). mas têm pouca ou nenhuma atividade intrínseca . inibe a enzima HMG-CoA redutase. ENZIMAS Além dos receptores celulares. reguladoras ou estruturais. a droga lovastatina. seja um receptor ou enzima. drogas que bloqueiam receptores (antagonistas) ligam-se efetivamente (têm afinidade com os receptores). e o efeito da droga persiste até que o corpo manufature mais enzimas. Exemplificando. outros alvos importantes para a ação dos medicamentos são as enzimas. depois de certo tempo a droga “se solta” e o receptor ou enzima reassume sua função normal. Às vezes uma interação é em grande parte irreversível (como ocorre com omeprazol. A atividade intrínseca é uma medida da capacidade da droga em produzir um efeito farmacológico quando ligada ao seu receptor. uma droga que inibe uma enzima envolvida na secreção do ácido gástrico). regulam a velocidade das reações químicas ou se prestam a outras funções de transporte. que ajudam no transporte de substâncias químicas vitais. utilizada no tratamento de algumas pessoas que têm níveis sangüíneos elevados de colesterol. fundamental na produção de colesterol pelo corpo. devem se ligar efetivamente (ter afinidade) aos seus receptores. Por outro lado.

Exemplificando. que o diurético clorotiazida. A eficácia refere-se à resposta terapêutica máxima potencial que um medicamento pode produzir. Comumente. Tolerância ocorre quando o corpo adaptase à contínua presença da droga.uma resposta farmacológica diminuída. Os médicos levam em consideração muitos fatores ao julgar os méritos relativos dos medicamentos. duração da eficácia (e. furosemida tem maior eficiência. como o alívio da dor ou a redução da pressão sangüínea.P OTÊNCIA E EFICÁCIA A potência refere-se à quantidade de medicamento (comumente expressa em miligramas) necessária para produzir um efeito. Dependendo do grau de tolerância ou resistência ocorrente. Exemplificando. são dois os mecanismos responsáveis pela tolerância: a) o metabolismo da droga é acelerado (mais freqüentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fígado). Maior potência não significa necessariamente que uma droga é melhor que a outra. a eficácia é apenas um dos fatores considerados pelos médicos ao selecionar o medicamento mais apropriado para determinado paciente. Da mesma forma que no caso da potência. que a clorotiazida. b) diminui o número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento. se 5 miligramas da droga B alivia a dor com a mesma eficiência que 10 miligramas da droga A. Assim. toxicidade potencial. número de doses necessárias a cada dia) e custo. O termo resistência é utilizado para descrever a situação em que uma pessoa não mais responde satisfatoriamente a um medicamento antibiótico. conseqüentemente. o diurético furosemida elimina muito mais sal e água por meio da urina. o médico pode aumentar a dose ou selecionar um medicamento alternativo. como seu perfil de efeitos colaterais. As abordagens mais recentes ao desenvolvimento de um medicamento se baseiam na determinação das alterações a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 143 . P LANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS Muitos dos medicamentos em uso corrente foram descobertos por pesquisas experimentais e pela observação em animais e seres humanos. T OLERÂNCIA A administração repetida ou prolongada de alguns medicamentos resulta em tolerância . então a droga B é duas vezes mais potente que a droga A. ou eficácia terapêutica. antiviral ou quimioterápico para o câncer.

insônia. comumente ele é modificado muitas vezes para otimizar sua seletividade. potência. fenobarbital. outros analgésicos. Quando um novo composto se mostra promissor. Estimulantes do SNC (analépticos. Não existe o remédio que seja perfeitamente efetivo e completamente seguro. o medicamento deve ser efetivo ao ser tomado por via oral (para a conveniência da auto-administração). outros. O medicamento deve ser altamente seletivo para seu local-alvo. como se o composto é absorvido pela parede intestinal e se é estável nos tecidos e líquidos do corpo. antiepilépticos. antiparkinsonianos. afinidade pelos receptores e eficácia terapêutica. Fármacos psicotrópicos (sedativos ansiolíticos. sedativos hipnóticos. bem absorvido pelo trato gastrointestinal e razoavelmente estável nos tecidos e líquidos do corpo. C LASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS Depressores do sistema nervoso central (SNC) (anestésicos gerais. Exemplo: cafeína. Além disso. diazepam. mas reversível. Nesses casos. Também chamados de psicofármacos. Alguns produzem estímulo intenso. ibuprofeno. antivertiginosos e antipruriginosos centrais) – São fármacos que produzem analgesia. ácido mefênamico. morfina. Exemplo: éter. de modo que tenha pouco ou nenhum efeito nos outros sistemas do organismo (efeitos colaterais mínimos ou ausentes). psicoestimulantes e nootrópicos) – Esses fármacos exercem sua ação através do estímulo não seletivo do SNC. Idealmente. de modo que uma dose por dia seja adequada.bioquímicas e celulares anormais causadas pela doença e no planejamento de compostos que possam impedir ou corrigir especificamente essas anormalidades. o medicamento deve ter potência e eficácia terapêutica em alto grau para que seja efetivo em baixas doses. hipnoanalgésicos. antipsicóticos. Também são considerados outros fatores ao longo do desenvolvimento dos medicamentos. tosses e resfriados. antidepressivos e para sintomatologia neurovegetativa) – São modificadores seletivos do SNC usados no tratamento de distúrbios psíquicos. por exemplo. biperideno. pessoas fazem auto tratamento com medicamentos de venda livre para pequenas dores. Portanto. estímulo fraco. os médicos avaliam os benefícios e riscos potenciais dos medicamentos em cada situação terapêutica que exija tratamento com medicamento de receita obrigatória. mesmo nos transtornos de difícil tratamento. incluem 144 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Mas às vezes alguns transtornos são tratados sem a supervisão de um médico. essas pessoas devem ler a bula fornecida com o medicamento. do SNC. relaxamento muscular e redução na atividade reflexa mediante depressão não seletiva. analgésicos e antipiréticos. seguindo explicitamente as orientações para seu uso. perda de consciência.

Antiinflamatórios – Combatem processos de inflamação. são fármacos que reduzem o tônus e a motilidade dos aparelhos gastrointestinal e geniturinário. vasoconstritores e vasodilatadores) – São aqueles empregados na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares. Fármacos que atuam no sistema nervoso periférico (SNP) (anestésicos locais) – Bloqueiam reversivelmente a geração e a condução de impulsos ao longo de uma fibra nervosa. tuberculostáticos e hansenostáticos. Antiinfecciosos (anti-sépticos. nimodipino. metronidazol. Cardiovasculares (para ICC. rubor. amoxilina. ribavirina. zidovudina). nistatina. piolhos (ex: cloroquina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 145 . miconazol. antivaricosos. tinidazol.fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente a atividade mental. Ex. Exemplo: orfenadrina. quinina. mebendazol. urinário e antivirais. cortisona. albendazol. Miorrelaxantes (centrais e periféricos) – São fármacos usados para relaxar os espasmos que acompanham as síndromes musculares crônicas dolorosas. antiprotozoários. dilatadores de vasos coronarianos. contra aterosclerose. hidrocortisona. Esses fármacos são divididos em dois grandes grupos: esteroidais e não esteroidais. Espasmolíticos (anticolinérgicos e musculotrópicos) – Chamados também de antiespasmódicos. antihipertensivos. antifúngicos. piroxican. anfotericina. sulfonamidas. Exemplo: lidocaína. secnidazol. Antialérgicos (anti-histamínicos. cujos sintomas são dor. diclofenaco de sódio e potássio.: Triclosana. cefalexina. Exemplos: digoxina. quimioterápicos para respiratório. Exemplos: alprazolam. Exemplo: atropina. dipirona. antibióticos e imunoestimulantes) – Fármacos utilizados no tratamento de doenças infecciosas. antiparasitários: matam vermes. cirpofloxacino. Exemplo: dexclorfeniramina. glicocorticóides e outros) – São utilizados para combater alergias. anti-virais: matam vírus (ex. calor e perda de sensibilidade.: aciclovir. tetraciclina. fluconazol). atenolol. permetrina). Esteróides: dexametasona.Antibacterianos: matam bactérias (ex: penicilina. antifúngicos: matam fungos (ex: nistatina. propranolol. paracetamol. citalopram. antiarrítmicos. Antibióticos . aciclovir. anlodipino. amicacina). nimesulida. cetoconazol. amoxicilina. haloperidol. Não esteróides: AAS. prednisona.

loperamida. Exemplos: sibutramina. C. antiinfecciosos do TGI. Exemplo: vacinas. antineutropênicos. fornecedores de água e minerais. bicarbonato de sódio. hormônios e análogos e diversos) – São quimioterápicos usados no tratamento do câncer. sinvastatina. 146 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . estimulantes e relaxantes uterinos) – Exemplos: testosterona. são substâncias que atuam no sangue ou substituem algum de seus componentes. gonadotrofinas e seus estimulantes. antidiarréicos. Fármacos do aparelho respiratório (antitussígenos. antieméticos e eméticos) – São utilizados no tratamento dos distúrbios e doenças que afetam o sistema digestivo. Fármacos do trato gastrointestinal (anti-secretores. insulinas. Exemplos: acetilcisteína. antiasmáticos. mineralocorticóides. K. antiprotozoários para distúrbios GI. albendazol. ácido úrico. coenzimas) – Substâncias essenciais ao metabolismo normal dos seres vivos. Interferentes no metabolismo da água e eletrólitos (diuréticos. femininos. Exemplos: ácido fólico. digestivos. coagulação sanguínea e hemostípticos. sangue e frações e substitutos do sangue) – Também denominados agentes hematológicos. produtos vegetais. anabolizantes. Exemplos: hidroclorotiazida. D. hipertireoidismo.Fármacos do sangue (antianêmicos. antilipêmicos. antibióticos. antiácidos. salbutamol. Metabolismo e nutrição (anorexígenos e antiobesidade. catárticos. antidiabéticos. Agentes imunizantes (soros. principalmente o estômago e o intestino. hormônio antidiurético e análogos. expectorantes. antagonistas da gonadotrofina e inibidores de prolactina. alcalinizantes. gaifenesina. imunoglobulinas e vacinas) – São substâncias utilizadas para aumentar a imunidade dos seres humanos. Distúrbios hormonais (masculinos. B. dietéticos. E. Agentes antineoplásicos (alquilantes. estradiol. óleo de rícino. compostos de platina. resinas permutadoras de íons). hidrossolúveis. acidificantes. lipotrópicos. pseudoefedrina. hipotireoidismo. Vitaminas (lipossolúveis. Exemplo: metotrexato. tensoativos para distúrbios pulmonares) – Utilizados no combate das doenças respiratórias. Exemplos: vitaminas A. antiastênicos energéticos. bromoprida. hormônio do crescimento) – São fármacos que interferem no metabolismo e nutrição. antimetabólitos. metronidazol. hidróxido de alumínio. multivitamínicos com ou sem minerais. varfarina. Exemplos: ranitidina. sendo necessárias em quantidades muito pequenas.

ouvido. antigotosos) – São utilizados no tratamento de doenças das articulações. Todo medicamento é um fármaco. Medicamentos oftálmicos. DIU’s. acupuntura. alopurinol. Medicamento (medicamentum = remédio): preparação usando-se drogas de ação farmacológica benéfica. Exemplo: pilocarpina. medicamento. adstringentes. corticosteróides. disfunção erétil. Remédio (re = novamente. Placebo (placeo = agradar): tudo o que é feito com intenção benéfica para aliviar o sofrimento: fármaco/medicamento/droga/remédio (em concentração pequena ou mesmo na sua ausência). nariz e garganta. dissuadores de álcool. antídotos. otológicos e nasofaríngeos – São utilizados topicamente tanto em infecções quanto em outros quadros clínicos que afetam o olho. retenção urinária. Anti-reumáticos (AINE’s. vegetal. Diversos e outros (auxiliares de diagnóstico. fé ou crença. ácido azeláico. Droga (drug = remédio. demulcentes e protetores. geriátricos e tônicos. usada para beneficiar o organismo. agentes quelantes. banhos). odontológicos. capsaicina. influência: usados com intenção benéfica. comprovadas cientificamente. uréia. mineral ou sintética. A LGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA Fármaco (pharmacon = remédio): substância química com estrutura química conhecida. hidroquinona. medior = curar): substância animal. droga): qualquer substância química com estrutura química conhecida. massagem. Exemplos: piroxiam. a figura do médico (feiticeiro). Exemplo: ciclosporina. detergentes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 147 . abandono do tabagismo. indução do parto. procedimento (ginástica. emolientes. Pode ser benéfica (fármaco) ou maléfica (tóxico). antipruríticos e anestésicos locais. Imunossupressores – Utilizados para diminuir as reações imunológicas responsáveis pelas manifestações clínicas que ocorrem após transplantes de órgãos ou da medula óssea. prednisona. queratolíticos e queratoplásticos e outros) – Exemplos: clotrimazol. antiinflamatórios locais. mas nem todo fármaco é um medicamento. capaz de provocar alterações no organismo.Preparações para pele e mucosas (antiinfecciosos. espermicidas e testes de gravidez).

que influenciam na absorção. forma farmacêutica. dissolvida no plasma. via intravenosa. O “medicamento” piora a saúde. por exemplo. variando de acordo com a afinidade do fármaco pela proteína. Essa relação droga ligada/droga livre é definida por um equilíbrio. A outra fração circula livremente pelo fluido biológico. Biodisponibilidade: indica a quantidade de drogas que atinge seu local de ação ou um fluido biológico de onde tem acesso ao local de ação. área de absorção à qual o fármaco é exposto. O complexo proteína-fármaco atua como um reservatório do fármaco no sangue. sofrendo assim restrições em sua distribuição. veículo utilizado na formulação. Alguns fatores influenciam a absorção. A distribuição é afetada por fatores fisiológicos e pelas propriedades físico-químicas da substância. Os fármacos pouco lipossolúveis. É uma fração da droga que chega à circulação sistêmica. formando um complexo reversível. Constitui-se do transporte da substância através das membranas biológicas. Desse fato é que se explica o deslocamento de um fármaco por outro de maior afinidade pela proteína. perfusão sangüínea no local de absorção. Distribuição: é a passagem de um fármaco da corrente sangüínea para os tecidos. Princípio ativo: é o que vai fazer efeito no organismo. Bioequivalência: é a equivalência farmacêutica entre dois produtos. neste caso. tais como: características físico-químicas da droga. uma vez que. via retal. o fármaco é administrado diretamente na corrente sangüínea. dose e via de administração. Após a absorção do fármaco. Absorção: é a passagem do fármaco do local em que foi administrado para a circulação sistêmica. É importante frisar que apenas a porção livre. As principais vias de administração de fármacos são: via oral (a mais usada). e apresentam estatisticamente a mesma potência. via de administração. Cada uma dessas vias possui características próprias. uma fração deste geralmente se liga a proteínas plasmáticas (principalmente a albumina) ou proteínas de tecidos. via subcutânea. é farmacologicamente ativa. possuem baixa capacidade de permear membranas biológicas. dois produtos são bioequivalentes quando possuem os mesmos princípios ativos. via intramuscular. Tratando-se da via de administração intravenosa. entre outros. Já 148 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . ou seja. A ligação protéica geralmente é inespecífica.Nocebo: efeito placebo negativo. não se deve considerar a absorção.

a idade. portanto. nos pulmões e no tecido nervoso. Biotransformação ou metabolismo: é a transformação do fármaco em outra(s) substância(s). Essa inibição em geral é competitiva. Tempo de Meia-vida (T1/2): é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade. A eliminação ocorre por diferentes vias e varia conforme as características físico-químicas da substância a ser excretada. Como exemplo. mais facilmente eliminados. Entre os fatores que podem influenciar o metabolismo dos fármacos estão as características da espécie animal. apresentam atividade farmacológica reduzida e são compostos mais hidrofílicos. seja na forma inalterada ou na de metabólitos ativos e/ou inativos. Supondo então que a concentração plasmática atingida por certo fármaco seja de 100 mcg/mL e que sejam necessários 45 minutos para que essa concentração chegue a 50 mcg/mL. a ligação às proteínas plasmáticas pode alterar a distribuição do fármaco. além da indução e da inibição enzimáticas.as substâncias muito lipossolúveis podem se acumular em regiões de tecido adiposo. geralmente sob ação de enzimas inespecíficas. a raça e fatores genéticos. prolongando a permanência do fármaco no organismo. um potente indutor que acelera o metabolismo de outros fármacos quanto estes são administrados concomitantemente. por exemplo. Alguns fármacos têm a capacidade de aumentar a produção de enzimas ou de aumentar a velocidade de reação das enzimas. Os metabólitos possuem propriedades diferentes das drogas originais. Indução enzimática: é uma elevação dos níveis de enzimas (como o complexo Citocromo P450) ou da velocidade dos processos enzimáticos. podemos citar o Fenobarbital. Geralmente. resultantes em um metabolismo acelerado do fármaco. nos rins. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 149 . Excreção ou eliminação: é a retirada do fármaco do organismo. Pode ocorrer. Em alguns casos. podem apresentar alta atividade biológica ou propriedades tóxicas. pois pode limitar o acesso a locais de ação intracelular. Inibição enzimática: caracteriza-se por uma queda na velocidade de biotransformação. Metabólito: é o produto da reação de biotransformação de um fármaco. por meio de alterações químicas. resultando em efeitos farmacológicos prolongados e maior incidência de efeitos tóxicos do fármaco. a sua meia-vida é de 45 minutos. A biotransformação ocorre principalmente no fígado. Além disso. entre duas ou mais drogas competindo pelo sítio ativo de uma mesma enzima.

o intervalo entre as doses deve ser um tempo suficiente para que o organismo elimine totalmente a dose anterior (em geral. A área sob a curva ou extensão da absorção é um parâmetro farmacocinético. Dose de ataque ou inicial: é a dose de determinado fármaco que deve ser administrada no início do tratamento. fígado e pulmões. Terapia de dose múltipla: neste caso. é a soma do clearance hepático com o clearance renal com o clearance pulmonar. isto é. ocorre acúmulo da droga no sangue. Steady state ou estado de equilíbrio estável: é o ponto em que a taxa de eliminação do fármaco é igual à taxa de biodisponibilidade. Dessa forma.Efeito de primeira passagem (EPP ou FPE): é o efeito que ocorre quando há biotransformação do fármaco antes que este atinja o local de ação. até que se atinja o equilíbrio (steady state). Dose de manutenção: é a dose necessária para que se mantenha uma concentração plasmática efetiva. o clearance total é a soma da capacidade metabolizadora de cada um desses órgãos. com o objetivo de atingir rapidamente a concentração efetiva (concentração-alvo). utilizado para determinar a quantidade de droga após a administração de uma única dose. no fígado. Por isso. Ou seja. o intervalo entre doses é menor do que aquele necessário para a eliminação da dose anterior. principalmente. Pico de concentração plasmática: é a concentração plasmática máxima atingida pelo fármaco após a administração oral. manter a concentração no estado de equilíbrio estável (steady state). a administração da dose seguinte se dá quando toda a dose anterior é eliminada. ao contrário daquilo que ocorre em doses únicas. Pode ocorrer na parede do intestino. é quando o fármaco encontrase em concentração constante no sangue. não há acúmulo de fármaco na circulação. 150 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Essa medida é dada pela soma da capacidade de biotransformação de todos os órgãos metabolizados. se um fármaco é biotransformado nos rins. um tempo maior que 10 meias-vidas). Utilizada na terapia de dose múltipla. Clearance ou depuração: é a medida da capacidade do organismo em eliminar um fármaco. Terapia de dose única: nesta. ou seja. Curva de concentração plasmática: é o gráfico em que se relaciona a concentração plasmática do fármaco versus o tempo decorrido após a administração. no sangue mesentérico e. Assim.

Tratamento das alergias: cremes. entorses. colírios e gotas nasais. a pele. tecido gorduroso. • Dor Crônica . A NTIALÉRGICOS A alergia vai de uma simples coceira até o choque anafilático. Somente com indicação médica. · Derivados da pirazolona (Dipirona). este precisa de mais tempo para que seja atingido um equilíbrio de concentração. entre outros. São tecidos como os músculos. • Esteróides . P RINCIPAIS G RUPOS A NALGÉSICOS : · Salicilatos (A A S). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 151 . Compartimento periférico: formado por tecidos de menor perfusão. reumatismo.duração limitada (dor de garganta). · Derivados do p-aminofenol (Paracetamol)/irritação gástrica. onde a concentração da droga é difundida instantaneamente. coração. GRUPOS FARMACOLÓGICOS A NTIINFLAMATÓRIOS • Não esteróides . fígado).processos inflamatórios simples. A NALGÉSICOS • Dor Aguda . pomadas. Artrite. · Derivados opláceos (Buprenorfina)/dores mais severas.Compartimento central: é a soma do volume plasmático com o líquido extracelular dos tecidos altamente perfundidos (como pulmões.Dor repetitiva (reumatismo). · Antagonistas da Serotonina (Sumatropina)/enxaquecas.processos inflamatórios complexos.

• não estamos dispensando com prescrição médica. A NTIVIRAIS Desde uma verruga até AIDS: Aciclovir. Amoxicilina. · Polipeptídios . Não devem ser usados quando: • não se tem certeza se há infecção. · Macrolídeos . · Aminociclitóis . • não sabemos a causa da infecção.Neomicina. · Cefalosporinas -grande espectro . · Corticóides: ação antiinflamatória e antialérgica (Diprosone. Iodoxuridina.grande espectro. etc. Claritin. A NTIBIÓTICOS • Amplo Espectro: atuam sobre um grande número de bactérias.bactérias resistentes . 152 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .Minociclina.· Anti-histamínicos: coriza.Clorafenicol. • não sabemos os efeitos colaterais do medicamento. · Nitrofuranos . resfriados. Desalex. · Tetraciclinas . · Afenicóis . rinites. • Pequeno Espectro: atuam em casos específicos. Interferon.Entromicina.Vancomicina. P RINCIPAIS G RUPOS DE A NTIBIÓTICOS · Penicilinas . Polaramine. Nasonex). · Quinplonas .não pode ser usado em recém-nascidos e prematuros .Macrodontina.Cefazolina.Procin.

Protetores Solares .Antianginosos: Nifedipeno. • Escabicidas e pediculicidas: Escabin. Nistatina. Cetoconazol. Anti-sépticos .A NTIFÚNGICOS Dois tipos de infecções por fungos: · Sistêmicas e Profundas . • Arritmias Cardíacas (batimentos hora intenso.Clorexidina.Atenolol.Diuréticos e Simpalolítico : hidroclorotiazida e reserpina. Peróxido de Hidrogênio. mentol.Digitálicos (plantas): Digoxina. • Sulfas tópicas: (infecção) Sulfanilamida.cânfora. Tratamento de Pele. Matacura.Miconazol.Ácido Benzóico. escamações .ácido salicílico. • Angina (forte dor no peito) . antifúngicos e antivirais. Sandow. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 153 . AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO S ISTEMA C IRCULATÓRIO • Insuficiência Cardíaca . hora lento) . • Queratolíticos: calos. Inotrópicos: Dopamina. • Rubefacientes: vasodilatadores locais . · Superficiais . A NTIINFECCIOSOS Fazem parte: antibióticos. Propanolol. • Hipertensão .Coppertone.aumentar a força contrátil do coração .

perda de água: Manitol e Sorbitol.perda de água.Codeína e ação periférica (vias respiratórias) – Acetilcisteína.html (editores: Ricardo P. • Antitussígenos: ação central (centro da tosse) .cicatrização de úlceras: Cimetidina.diminuir acidez no estômago: hidróxido de alumínio.S ISTEMA R ESPIRATÓRIO • Descongestionamento nasal . • Mucolítico (reduz viscosidade do muco) – Ambroxol. • Antidiarréicos ou constipantes: Difenoxilato.eliminação de gases: dimeticona. • Antiulceroso . sódio e potássio: Clortalidona. • Catárticos . Manual Merck http://www.diminuir reflexo do vômito: Bromoprida. • Antialérgicos . Basile/Aulus Conrado Basile) 154 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . • Digestivo .perda de sódio e água: Furosemida • Osmótico . • Natriurético . S ISTEMA U RINÁRIO • Saluréticos .prisão de ventre: laxantes suaves ou purgantes mais potentes. Este capítulo teve como fontes de consulta: .diminui perda de potássio: Amilorida. S ISTEMA D IGESTÓRIO • Antiácidos .utilizados em casos de asma e bronquite: Aminofilina. • Expectorantes (eliminar secreção pulmonar) .com/basile_farmacologia/ introducao.associação de substâncias químicas que aliviam sintomas da gripe e resfriados. • Antieméticos . • Poupadores de potássio .Loratadina / Diproplanato de beclometasona.iodeto de potássio.auxiliar na digestão: desidrocolato sódico. • Antifisséticos . • Broncodilatadores .geocities.

Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos. o que está ocorrendo é química.5. bem como o papel essencial da físico-química na formulação de medicamentos e o poder da ação de substâncias químicas no nosso organismo. O corpo humano. nossas emoções ou nossas ações. ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese. Neste capítulo você vai saber o que é química medicinal e sua importância para a produção de fármacos. é uma grande usina química. por exemplo. A química está presente em todos os seres vivos. Os antigos alquimistas buscavam principalmente a transmutação de metais e o elixir da longa vida. ao misturar extratos de plantas e substâncias a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 155 . o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Há muitos séculos. QUÍMICA A química é uma das disciplinas que compõem as ciências farmacêuticas. Mas o fato é que. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando não há mais química. o que está ocorrendo é química. não há mais vida.

laboratórios. Avançados desinfetantes combatem o risco de infecções. Válvulas cardíacas. tubos flexíveis e atóxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue são apenas alguns dos exemplos dos produtos de origem química que revolucionaram a medicina. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e protegem a vida. Com seus experimentos. Q UÍMICA MEDICINAL Quando temos uma dor de cabeça. O que sabemos. E certamente. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia. Com o tempo. no entanto. os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas. novas substâncias. Fornecedor de uma quantidade fantástica de produtos básicos para outras indústrias. deslocar-se à velocidade do som. luvas cirúrgicas. Hospitais. o setor químico também desenvolveu matérias-primas específicas para a medicina. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgias ou diagnósticos foram fabricados com matérias-primas químicas. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza.retiradas de animais. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais. novas aplicações. a desenvolver novas moléculas. Mas a aplicação da química vai além dos medicamentos. a dor voltará. produzir alimentos em pleno deserto. clínicas. nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. que curam doenças e fortalecem a saúde humana. desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque química é vida! A QUÍMICA DA SAÚDE A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. Sem ela. próteses anatômicas. 156 q•u•í•m•i•c•a . temos a certeza de que tomando uma aspirina provavelmente entre 15 e 30 minutos a dor acabará. a menos que tomemos outra aspirina em poucas horas. enfermarias e unidades de terapia intensiva têm na química uma parceira indispensável. eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. é que sem a química a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo. foram sendo descobertos novos produtos. que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química. a modificar a composição de materiais. tornar potável a água do mar. seringas descartáveis. recipientes para soro.

Essas interações alteram a função do alvo macromolecular (receptor) e. dão início a mudanças bioquímicas e fisiológicas características da resposta ao fármaco. por exemplo: receptores biológicos e enzimas. possibilitou a racionalização química de pequenas regiões subestruturais permitindo o aparecimento das relações quantitativas entre estrutura e atividade (do inglês QSAR). hidrofóbica. A duração da ação de um fármaco é. com freqüência porém não necessariamente. algumas vezes é possível criar uma nova molécula com maior efeito terapêutico. modificações relativamente pequenas na molécula do fármaco podem resultar em alterações importantes nas propriedades farmacológicas. fato este responsável pela ação farmacológica. contudo. na década de 1960. a administração e absorção do fármaco no organismo. os métodos de descobrimento de novos fármacos eram empíricos ou estavam quase dominados pelo acaso. prolongada quando a ligação é do tipo covalente. pode-se fornecer subsídios tanto para o uso terapêutico de um fármaco como para o planejamento de novos agentes terapêuticos. Primeiramente. maior seletividade entre diferentes células ou tecidos e características secundárias mais aceitáveis do que o fármaco original. de van der Waals e covalente. a busca reducionista de informações. Mais recentemente. Por meio de uma análise completa da doença em estudo. O sucesso da equação de Hammett. Dessa forma. podemos notar a dinâmica do alívio da dor. ligação de hidrogênio. A afinidade de um fármaco por seu receptor no organismo e sua atividade farmacológica são dependentes da estrutura química. menores efeitos colaterais. subseqüentemente a interação do fármaco com o receptor no organismo. assim. em seguida a distribuição deste fármaco pelo corpo. A ligação de substâncias bioativas com os receptores biológicos envolve vários tipos conhecidos de interações tais como iônica. No início do século XX. Como as alterações na configuração molecular não precisam alterar todas as ações e efeitos de um fármaco. o advento da química combinatória trouxe um novo avanço a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 157 . E o que a química tem a ver com isso? A importância da análise dos mecanismos de ação dos fármacos está relacionada ao entendimento das interações químicas e físicas entre o fármaco e o seu alvo na célula (receptor biológico). Acredita-se que ligações de diferentes naturezas sejam importantes nas interações entre fármacos e receptores. Os efeitos de muitos fármacos resultam de sua interação com as componentes macromoleculares do organismo. capazes de descrever biomacromoléculas ou sistemas biológicos mais complexos.Nesse fato corriqueiro. e então a eliminação do fármaco do organismo. tornou-se atividade comum em inúmeros centros de pesquisas em todo o mundo. entretanto. Desde então.

determinação estrutural. é um campo da química que engloba inovação. em nível molecular. a química medicinal. determinação da atividade biológica e estudo das relações estrutura-atividade. descrição das moléculas desde a sua constituição atômica (passando por relações entre a estrutura e propriedades) até suas características estruturais quando da(s) interação(ões) com alvos biológicos de interesse terapêutico. tais como: química orgânica. 158 q•u•í•m•i•c•a . tornou-se necessário a interação entre diversas áreas. simetria dos compostos e distribuição dos átomos. atividades e aplicações bem definidas. Cada um desses descritores representa a sua influência na interação fármaco-receptor e. por conseqüência. animais ou minerais. físico-química. topológicos. toxicológicos e farmacocinéticos e a criação de relações entre estrutura química e atividade farmacológica (SARs). extração. descobrimento e desenvolvimento de novas substâncias químicas bioativas (NCEs). com suas estruturas. Esses parâmetros podem ser físico-químicos (descrevendo parâmetros hidrofóbicos. A química medicinal. dependendo das características que se deseja descrever. o qual trata do planejamento de fármacos. portanto. considerando que esses compostos necessitam atravessar os tecidos do sistema biológico e alcançar seus respectivos receptores para que possam interagir. estruturais. farmacologia.na busca e identificação em massa de novas substâncias químicas bioativas ou na otimização delas. compreensão. eletrônicos e geométricos. de processos bioquímico-farmacológicos. que fornecem informações sobre o tamanho. A aplicação da química teórica no estudo da atividade biológica de fármacos tem aumentado muito nos últimos anos e é utilizada para explorar eventos biológicos em nível molecular. Um tipo de abordagem utilizada em química medicinal considera a estrutura molecular de um composto como uma série de parâmetros ou descritores moleculares. síntese ou modificação molecular. química quântica.atividade biológica. Devido à complexidade na elucidação das estruturas químicas e na correlação entre propriedades físico-químicas. o estabelecimento da sua atividade biológica. ensaios farmacológicos e estudos das relações estrutura química . isolamento. entre outras. Dessa inter e multidisciplinaridade surgiu um novo campo de estudo. biologia molecular. estéreos ou eletrônicos). identificação e elucidação estrutural de princípios ativos naturais de plantas. A atividade de compostos biologicamente ativos está condicionada às suas propriedades físico-químicas. com o intuito de planejar fármacos mais específicos.

seguras e eficazes. Muitos fármacos em potencial são farmacologicamente ineficazes e inseguros do ponto de vista toxicológico. contribuintes na seleção de novas substâncias químicas que se incorporem no processo de desenvolvimento. seja na forma salina ou não. O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO .Efeitos tóxicos . As características físicas e químicas de cada substância farmacêutica devem ser rigorosamente avaliadas antes do desenvolvimento de uma fórmula ou forma farmacêutica. Dados como a solubilidade facilitam a seleção de veículos solubilizantes nos estudos de eficácia e segurança em animais. conforme é demonstrado abaixo.Reações adversas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 159 . com o intuito de obter informações físico-químicas apropriadas . devido à sua escassa solubilidade nos veículos utilizados. com o propósito de desenvolver formas farmacêuticas estáveis. em que são caracterizadas as propriedades físico-químicas e mecânicas de um novo fármaco. e avaliada suas características físico-químicas.FORMULAÇÃO Considerações prévias: . farmacotécnicas e biofarmacêuticas.Propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas . Antes de iniciar o desenvolvimento da formulação é necessário que o fármaco seja submetido a diversas avaliações e caracterizações em diferentes fases. É nessa etapa de trabalhos experimentais que é selecionada a substância ativa. D ISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ .Ela também está implicitamente relacionada á proposição e validação de modelos matemáticos.Finalidade terapêutica . através dos estudos de relações entre a estrutura química e a atividade farmacológica e/ou toxicológica e/ou farmacocinética. A fase de pré-formulação deve-se iniciar tão logo quanto a síntese do fármaco. Nessa triagem são avaliadas previamente considerações farmacodinâmicas e cinéticas e essencialmente as características físico-químicas.QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS O ponto de partida para formulação de um novo medicamento é denominado pré-formulação. A pré-formulação se descreve como uma fase de processo de investigação.

Cristalinidade e polimorfismo . Os fármacos de origem sintética representam significativa parcela do mercado farmacêutico.Custo do medicamento Considerações biofarmacêuticas: .Compatibilidades físico-químicas. visando obter os melhores rendimentos possíveis. A SÍNTESE DE FÁRMACOS A síntese de fármacos é um importante capítulo da química orgânica.Estabilidade . entre 866 fármacos usados na terapêutica.Fluidez do pó . em 390 bilhões de dólares. Os restantes 160 q•u•í•m•i•c•a . estimado.Ponto de fusão .Aceitação e comodidade do medicamento .Biodisponibilidade . uma vez que permite a construção de moléculas em seus diversos níveis de complexidade. em 2000.Características biofarmacêuticas da formulação Características físico-químicas e farmacotécnicas: .Solubilidade .Via de administração .Doses e freqüência de administração .Características ligadas ao enfermo . é necessário também dispensar atenção ao grau de pureza e à escala da reação. pois além de racionalizar uma seqüência de etapas sintéticas. 680 (79%) eram de origem sintética. Esse desdobramento da síntese orgânica apresenta características particulares. Até 1991..

semi-industrial. dos outros produtos. Contudo. de bancada. mas suficientes para investigar o seu perfil farmacológico. constata-se que 62% deles são heterocíclicos. Quando observamos a estrutura dos fármacos empregados na terapêutica. dentre os quais 95% apresentam-se nitrogenados. pois contempla a finalidade que lhe cabe. com níveis de complexidade variáveis. tem sua cor azul assegurada. empregado na construção civil e no alvejamento de assoalhos de cerâmica. A síntese de fármacos pode ser considerada uma aplicação nobre da química orgânica sintética. tais como a malária. dentre outros. Por outro lado. havendo necessidade de se buscar rotas alternativas que contemplem a adequação da escala. Sua aplicação na busca de novos protótipos de fármacos representa uma grande parcela dos medicamentos disponíveis para uso clínico e movimenta cifras elevadas dentro do mercado mundial. A primeira. Adicionalmente. podemos diferenciar o fármaco. estarão envolvidos na busca de novos fármacos anticâncer. a decisão de qual classe terapêutica deverá ser objeto de estudo vai depender das questões que aguardam por resposta. demonstrando que muitas vezes pode ocorrer a presença de mais de um heteroátomo no mesmo sistema heterocíclico. independente das impurezas que possam advir do processo sintético. provavelmente. em pequenas quantidades. Atualmente. 28% dos fármacos de estrutura heterocíclica apresentam átomos de enxofre e 18% apresentam átomos de oxigênio. produto farmacêutico tecnicamente elaborado. possuem átomos de elementos distintos do carbono (heteroátomos) envolvidos em ciclos. O índigo-blue. Os fármacos de origem sintética podem ser obtidos em dois tipos de escala. Quando consideramos que os fármacos são produtos de um processo sintético de múltiplas etapas.186 (21%) correspondiam àqueles de origem natural ou semi-sintética. a busca de novos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 161 . enquanto os países de terceiro mundo ainda estão carentes de fármacos para o tratamento de doenças tropicais. não requer o mesmo grau de pureza que um produto farmacêutico. Os valores acima expostos assinalam a importância da química dos heterociclos. a escala de bancada não se estende à escala industrial. podemos concluir que a pureza do produto final está diretamente relacionada à metodologia sintética empregada e à pureza dos intermediários e matérias-primas envolvidas na síntese. por permitir o acesso a substâncias terapeuticamente úteis. O ácido muriático. De maneira geral. Os países de primeiro mundo. A segunda. da mesma forma. ou seja. um produto farmacêutico pode necessitar de um grau de pureza tão elevado quanto o dos reagentes empregados em reatores nucleares. é uma adaptação da primeira rota sintética visando à obtenção do fármaco em maior escala. é aquela empregada na definição da rota sintética. pesticidas e corantes. Nesse ponto. como inseticidas. para se ter acesso ao composto planejado. sejam eles de grau de pureza comercial ou analítica.

entre outros. E. Embora fosse muito eficaz. Químicos sintéticos partiram. Em 1948. A estrutura química de uma substância é fator determinante na sua atividade no organismo. Na medicina. forças intermoleculares. existiam sérios problemas: a cocaína produz euforia. para a busca de substâncias que tivessem o mesmo poder anestésico da cocaína. que vieram a se tornar fármacos. Essa substância é um alcalóide extraído de uma planta nativa da América do Sul. é. substância utilizada até hoje: como é rapidamente absorvida pelo corpo. aplicada juntamente com um vaso constritor. polaridade de moléculas. possibilitou “sabotar” o DNA viral. em geral. a partir do extrato bruto de plantas. Com os avanços da ciência. mas que não provocassem os efeitos colaterais indesejados. segundo o qual há necessidade de se buscar fármacos para o tratamento de enfermidades específicas. os químicos se limitavam a isolar determinadas substâncias naturais. substâncias diferentes com estruturas químicas semelhantes possuem atividade biológica também similar. O novo paradigma pode ser exemplificado pelo aciclovir. dependência física e psicológica. isto é. o qual. Hoje. A ÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO Em diversos laboratórios de química. tendo a molécula análoga acíclica a da guanina através de um planejamento prévio. diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importância fundamental. Às vezes. Em 1905 foi preparada a procaína. partem de uma substância de atividade conhecida e preparam derivados sintéticos para testar suas atividades. síntese orgânica. para manter o anestésico no local da aplicação o maior tempo possível. foi um dos primeiros anestésicos locais. então. outro anestésico foi patenteado nos EUA: a 162 q•u•í•m•i•c•a . a preparação de um fármaco leva anos de pesquisa. bemestar excessivo. provocando o efeito anti-viral desejado.candidatos a protótipos de fármacos atende a um novo paradigma. com eficácia já conhecida. a química de síntese orgânica foi introduzida nessa área e os químicos passaram a não somente criar análogos sintéticos e derivados. mas também a “criar” substâncias totalmente inéditas. Apresentaremos algumas classes de fármacos e suas respectivas estruturas químicas. Inicialmente. uma substância capaz de produzir analgesia no local onde é aplicada. em geral. sensações de poder. tais como estereoquímica. muitos pesquisadores sintetizam substâncias com provável atividade biológica. Um exemplo é o caso da cocaína.

estão substâncias como morfina. 1803) escolheu esse nome por causa do forte poder narcótico dessa substância (uma substância narcótica provoca distúrbios na consciência. causa entorpecimento. heroína e outros. A morfina corresponde a cerca de 10% do peso do ópio seco. 1803) e foi logo adotado na medicina. o que há de comum com a estrutura química dessas substâncias? Um anel aromático em uma das extremidades da molécula. A morfina deve seu nome ao deus romano dos sonhos. uma das civilizações mais antigas. são os mesmos. Foi o primeiro alcalóide a ser isolado e identificado (Sertuner. O povo sumeriano. Todas essas substâncias têm uma estrutura derivada da 2-fenil-etanoamina. há cerca de 6 mil anos. não necessita de vaso constritor. F. Entre esses. já utilizava a base da flor da papoula para preparar o ópio. mescalina.. Grande parte das substâncias conhecidas como feniletilaminas possuem intensa atividade biológica e são capazes de alterar a nossa percepção da realidade. um éster ou uma amida conectando os dois extremos. devido ao seu forte efeito analgésico a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 163 . No caso da morfina e do LSD. Tanto a lidocaína. nas células. procaína e a cocaína possuem efeitos anestésicos semelhantes. Um farmacêutico alemão (Friedreich Sertuner. Não somente foram achadas as estruturas semelhantes: alguns dos receptores onde essas moléculas se ligam. Além de ser muito mais forte do que a procaína. Cocaína Procaína Lidocaína Entretanto. o segmento alquílico que liga o anel ao N é cíclico. LSD. sono e perda dos sentidos). uma amina completamente substituída na outra extremidade.lidocaína. vendida como xilocaína.

a codeína é um dos mais fortes supressores de tosse conhecidos. é considerada ilícita na maioria dos países. uma das faixas chama-se Lucy in the Sky with Diamonds. em 1943.e supressor de tosse. tais como a codeína. auxiliar na descoberta de fábricas clandestinas de heroína. Hoffmann e colegas estudaram a química do ácido lisérgico. Tanto o LSD como a mescalina são extremamente alucinógenos. Acidentalmente. Devido à dependência e aos efeitos tóxicos da morfina. despersonalização. que ele chamou de “caleidoscópio de cores”. substâncias estimulantes. Muitos fármacos livremente vendidos em farmácias são também derivados da feniletilaminas. Recebeu o nome comercial de heroína e foi vendida em vários fármacos. O maior grupo é o das anfetaminas. comum na América Central. ele ingeriu uma pequena quantidade do produto e experimentou estados de delírio e alucinações. reduzir a fadiga e inibir o sono. Além disso. Mas. O ópio contém outros alcalóides. inibidores de apetite. anti-hemorrágicos. Um fato curioso sobre a heroína: um dos produtos da acetilação com o anidrido acético é o ácido acético. foi utilizada nos rituais das civilizações americanas pré-colombianas. Também causam dependência e danos físicos e mentais a longo prazo. Esse ácido é o que está presente no vinagre. Essa droga era tão poderosa que as doses a serem utilizadas seriam muito pequenas. um dos alcalóides encontrados no fungo ergot. produz outras respostas fisiológicas. É a droga que. por vários séculos. Por cinco anos. entretanto. no Sandoz Laboratory. Uma das idéias foi o produto obtido a partir da acetilação dos grupos fenólicos da morfina. O LSD. logo se procurou por um derivado sintético. São utilizadas em descongestionantes nasais. provoca fortes alterações sensoriais e perceptivas. A maioria dessas drogas. E também provoca dependência física e psíquica. O LSD. Os Beatles gravaram um álbum inteiro em sua homenagem. capazes de aumentar a pressão sanguínea. Hoffmann preparou a amida desse ácido (a N-dietilamida). tem a venda proibida e é ilícita na maioria dos países. como apatia e euforia. levando ao diacetilmorfina. entretanto. de fato. mais tarde descobriu-se que certos microorganismos também eram capazes de produzi-los. Embora não produza dependência. Essa foi a droga eleita pelos jovens das décadas de 60 e 70. hoje. então. A mescalina é um alcalóide natural extraído do cactus peyote. principalmente em xaropes para tosse. foi primeiramente preparado em laboratório. que cresce em cereais. sinestesia e outros. a diacetilmorfina mostrou uma capacidade de provocar dependência como antes nunca vista. A substância foi preparada por Albert Hoffmann. infelizmente. A polícia francesa treinou cães para farejar esse odor e. pode ser adquirida sem nenhum problema em farmácias 164 q•u•í•m•i•c•a . e lhe dá o cheiro característico. estimulantes. a ponto de não serem tóxicas. Embora seja um analgésico menos potente.

Os IMAOs interagem com a tiramina e podem causar hipertensão. entre outros.000.000 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 165 . fadiga e tontura. Os antigos hindus já utilizavam o extrato de uma planta. constipação. Uma das mais antigas é a própria anfetamina (benzidrina). entre outros. Lançada em 1988. nervosismo. É o princípio ativo do Prozac. que são ésteres do ácido carbâmico (ácido aminofórmico). as drogas também têm sido usadas para tratar outros tipos de males. Essa planta produz o alcalóide reserpina. também bloqueavam os receptores histamínicos. novos tipos de drogas foram produzidos para combater essas psicoses. entretanto. Que induzem ao sono e perda de consciência. Os primeiros antidepressivos foram os antidepressivos tricíclicos (TCAs) e os inibidores da enzima monoaminaoxidase (IMAOs). Entre os antidepressivos mais recentes. Em 1981. que é o 2-fenil-1-metiletanoamina. São todas sintéticas e foram frutos de anos de pesquisa em laboratório. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. e os tipos são classificados de acordo com a sua finalidade. Desde a segunda metade do século XX. As mais comuns são as dos grupos dos tranqüilizantes e dos antidepressivos.brasileiras. e é um forte relaxante muscular. ansiedade. O diazepam (Valium). Essa geração de drogas era eficiente em potencializar os mecanismos serotonérgicos e noradrenérgicos. tais como os distúrbios psíquicos. a rauwolfia. provocando efeitos colaterais como ganho de peso. boca seca.Todos possuem dois anéis aromáticos e um heterocíclico. foram descobertos através de observações e experimentações clínicas. tais como a metanfetamina (metedrina) e a fenilpropanolamina. colinérgicos e adrenérgicos. pertencente à classe dos carbamatos. o EPA dos EUA classificou a droga como carcinogênica. o flurazepam e o oxazepam são tranqüilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepínicos. Os tranqüilizantes estão entre os remédios mais receitados por médicos. que passou a ser vendido na forma pura em 1954. é uma das drogas mais vendidas no mundo. O carisoprodol (Soma) é outro carbamato popular. São utilizados para combater a insônia. Além de diminuir a dor física. Desde seu surgimento. entretanto. Infelizmente. para combater desde insônias a distúrbios mentais. destaca-se a fluoxetina. Outros derivados surgiram. depressão. fármaco apelidado de “a droga da felicidade”. tais como esquizofrenia. Todos são fortes tranqüilizantes e relaxantes muscular. são escritas cerca de 1. uma das preferidas em descongestionantes nasais. Muitas pessoas são acometidas de neuropatologias. O meprobamato (Equanil e Miltown) é a droga mais popular. além de interagirem fortemente com outros medicamentos. estresse. numa tentativa de diminuir a dependência e toxicidade.

já foi usado por mais de 35 milhões de pessoas no mundo! Com toxidade relativamente pequena e efeitos colaterais minimizados. De qualquer forma. ainda não se sabe sobre os efeitos de longo prazo. Portal Racine – www.de receitas médicas por mês para esse fármaco.racine.br – ‘A Influência do Polimorfismo na Farmacotécnica de Cápsulas no Setor Magistral’.quark.br . Ronaldo A. Journal of the Brazilian Chemical Society. pesquisadores do programa de Pós-Graduação do Instituto de Química de São Carlos). artigo de Carlos A.html . de André Luiz Alves Brandão . Pilli . Montanari.br/qmcweb/artigos/ quimica_medicinal. Revista Eletrônica de Ciências (artigo de Agnaldo Arroio.ufsc. Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM . Universidade Federal de Santa Catarina .portalfamacia. Como é uma droga relativamente recente. 166 q•u•í•m•i•c•a . muitas pessoas a estão consumindo diariamente. a fluoxetina tem sido escolhida por milhões de pessoas que querem melhorar seu humor e combater a depressão. Portal Farmácia – www.com. Káthia Maria Honório.qmc. Este capítulo teve como fontes de consulta: .com.www.

e gnosis ou conhecimento. bem como as propriedades terapêuticas dos chás e das frutas. a estrutura química e a biossíntese dos princípios ativos de origem vegetal. No início da década de 90. o que são os metabólitos secundários das plantas. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA A farmacognosia é um dos mais antigos ramos da farmácia. quais cuidados são importantes ao usar fitoterápicos. a Organização Mundial a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 167 . Nessa ciência estudam-se a identificação. ou droga. A farmacobotânica se preocupa com o estudo das matérias de origem vegetal. Ela é praticada por farmacêuticos e tem como alvo os princípios ativos naturais. A utilização de plantas para o tratamento de doenças que acometem os seres humanos é uma prática milenar e que ainda hoje aparece como o principal recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. pharmakon. A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS As plantas medicinais são os principais componentes da medicina tradicional. a extração. o isolamento. O termo deriva de duas palavras gregas. Neste capítulo você saberá o que são plantas medicinais e sua importância para a medicina e a formulação de medicamentos.6.

da quinina. Nesse contexto.. observando-se um enorme avanço nesse campo. foram isolados alguns compostos de plantas que se afirmaram como princípios ativos eficazes e de grande importância para a Medicina. insônia (25%). As preparações fitofarmacêuticas são muito populares em países com forte tradição no uso de ervas. et al. gripe (38%). dores de cabeça (25%). doenças do trato digestivo ou intestinal (25%). os metabólitos de plantas foram investigados sob a ótica da Fitoquímica clássica e da Quimiotaxonomia.. Nessa época. as plantas medicinais são utilizadas pela população para o tratamento de resfriados (66%). depois de 1945. da morfina. da estriquinina e da cocaína (Hamburger & Hostettmann. uma redução significativa dos investimentos para estudos dessa natureza. úlcera estomacal (36%). merecida atenção era dada aos estudos de substâncias ativas de plantas. Para se ter idéia da importância da fitoterapia como forma de terapia medicinal. como a Alemanha.5 bilhões na Europa. 2005). Até a primeira metade do século XX. a sociedade ocidental passou a reconsiderar as virtudes terapêuticas de plantas e os produtos naturais derivados desses organismos passaram novamente a ocupar papel de destaque na área de farmacologia. o comércio mundial de fitoterápicos movimenta mais de 20 bilhões de dólares por ano e apresenta perspectivas de crescimento. Nas últimas duas décadas. Ao longo dos anos. 1991). as observações populares conduziram ao acúmulo de informações relevantes sobre a eficácia e os efeitos medicinais das plantas. Após séculos de uso empírico. 1991). 168 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Todo esse conhecimento continua sendo válido para estimular o uso dos vegetais como medicamentos e assim promover a perpetuação dessa cultura. devido ao desenvolvimento da química farmacêutica sintética e o aparecimento dos antibióticos produzidos por fermentação microbiana. No ano de 2000.6 bilhões nos EUA e US$ 8. os estudos sobre a biossíntese de produtos naturais em geral foram marcantes. Na Alemanha. a exemplo da cânfora. o setor de fitoterápicos faturou US$ 6. Contudo. obviamente. com a disponibilidade do carbono radioativo (carbono-14). já que até então as vias biogênicas eram de mera natureza especulativa. houve uma marcante diminuição no uso de plantas medicinais e. a França e a Suíça (Hamburger & Hostettmann. Além disso. onde se consome metade dos extratos vegetais comercializados em todo o continente europeu. as pesquisas sobre a atividade de plantas e a bioprospecção de seus respectivos princípios ativos foram intensificadas. entre outros (Veiga Jr. os primeiros estudos científicos de plantas medicinais datam do século XIX.de Saúde (OMS) divulgou que 60-85% da população dos países em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados da saúde. No período pós-guerra. bronquite (15%). Tanto é verdade que este é um tema de marcante expressão no cenário científico. nervosismo (21%). além de despertar grande interesse para pesquisas que conduzam à identificação de substâncias naturais bioativas.

Entretanto. Alcalóides. foram aprovados 529 novos fármacos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 169 . esteróides. flavonóides. foram desenvolvidas rotas biossintéticas — hoje conhecidas como metabolismo secundário — para produção de substâncias nocivas e tóxicas aos inúmeros parasitas e predadores. já que podem servir como atraentes de animais polinizadores e dispersores de sementes. e atuar como agentes de competição para modificação do comportamento germinativo e do crescimento de espécies vegetais estranhas. dentre os quais 39% são produtos naturais ou derivados semi-sintéticos (Pinto et al. portanto seria um desperdício não se beneficiar da enorme capacidade de síntese das plantas. geralmente. em nível mundial. cumarinas. insetos fitófagos e herbívoros predadores. acetofenonas. sendo os organismos do Reino Vegetal um dos principais contribuintes. Isto pode ser observado quando. 2002). as propriedades terapêuticas estão especialmente relacionadas com os chamados metabólitos secundários. quinonas. chegou-se a acreditar que esses compostos oriundos de rotas alternativas eram apenas simples resíduos do metabolismo. A diversidade e a complexidade das moléculas é algo realmente fantástico. Dentre as formas de proteção adquiridas. METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS A natureza tem fornecido um número expressivo de substâncias orgânicas. derivados do ácido benzóico e da acetofenona são classes representativas de metabólitos secundários de plantas. promovendo assim a perpetuação de uma dada espécie.As pesquisas com plantas medicinais possuem. propósitos voltados ao desenvolvimento de fármacos para emprego na Medicina humana. fenilpropanóides. lignanas. Ao longo do processo evolutivo as plantas desenvolveram mecanismos de defesa para sua sobrevivência. terpenos. Em princípio.. Essas substâncias participam diretamente das interações bioquímicas de convivência e comunicação entre as plantas e os vários organismos vivos no sistema ambiental. sabe-se atualmente que as principais funções dos produtos do metabolismo secundário são: atuar como agentes de defesa para combate de organismos patogênicos. cromanos. O fascinante potencial de fornecimento de novas substâncias deve-se à incrível capacidade desses organismos em biossintetizar os mais variados tipos de estruturas moleculares. xantonas. no período compreendido entre 1983 e 1994. A capacidade estimulatória de tais compostos também é destacada. Embora os vegetais contenham milhares de constituintes químicos. Os metabólitos secundários são compostos micromoleculares evolutivamente selecionados para conferir vantagens adaptativas às plantas.

carqueja. isoladas ou mesmo suas misturas”. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens. Fitofármaco é a substância ativa isolada e identificada. considerando-se a composição e o potencial antimicrobiano de seus respectivos óleos essenciais. FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO Segundo a OMS. flavonóides. Essas composições naturais se tornaram um conveniente atrativo devido às suas propriedades biológicas e organolépticas. Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo “produto natural”. onde os principais componentes provêm de rotas secundárias. substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursoras de fármacos semi-sintéticos”. são misturas constituídas por um número variado de substâncias orgânicas com estruturas relativamente simples. não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas. confrei. mas também outras classes de compostos com ação antimicrobiana comprovada. Em resumo. como por exemplo. Grande parte utiliza plantas da flora 170 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . em um ou mais órgãos. assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. com benefícios para o usuário. ou mesmo misturas de substâncias ativas de origem vegetal. FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. Entretanto. ausência de efeitos colaterais. observa-se nos estudos uma forte tendência pelo uso de plantas aromáticas. Eles prometem. sesquiterpenos e fenilpropanóides. curativa ou para fins de diagnóstico. Produtos à base de ginseng. planta medicinal é “todo e qualquer vegetal que possui. guaraná. de acordo a Secretaria de Vigilância Sanitária (portaria n° 6 de 31 de janeiro de 1995). seria interessante considerar nos estudos futuros não apenas a fração de metabólitos secundários constituintes dos óleos de essências.Os óleos essenciais. 1999). cumarinas e xantonas (Cowan. por exemplo. ainda que de origem vegetal. Fitoterápico. obtida a partir de plantas. espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. PLANTA MEDICINAL. além de maior eficácia terapêutica. no caso monoterpenos. fitoterápico é uma composição medicamentosa com formulação específica elaborada a partir de plantas. ginko biloba. é “todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais com finalidade profilática. Particularmente na produção animal. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos do seu uso.

Durante muito tempo.estrangeira ou brasileira como matéria-prima. cicatrizar. É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui. Todo medicamento. Segundo o pesquisador. emagrecer e muitos outros. Por outro lado. Isso não é correto”. cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade. Quem é que não sabe que a planta conhecida como “Comigo ninguém pode” é extremamente tóxica e pode matar? E afinal. No entanto. os preconceitos em relação ao uso de fitoterápicos estão diminuindo. um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. por exemplo. não é uma especialidade médica. O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. para um tipo de “efeito místico”. como a homeopatia ou a acupuntura. há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. Nas Ilhas Oceânicas. estricnina. “Havia um conceito pré-estabelecido. pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A crença popular de que as plantas não fazem mal. principalmente por conta dos benefícios propagados por aproveitadores e charlatões. deve ser usado segundo orientação médica.”. morfina e cocaína também são produtos naturais. alternativa. diz. engordar. lembra Elisaldo Carlini. Mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. Era vista como ‘medicina popular. é preciso ter cautela. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar. expectorar. etc. na loja de artigos de umbanda. de que o que vem da natureza não faz mal. popular. apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa. “O uso da fitoterapia como prescrição até há pouco tempo não era aceito pelos próprios cientistas. Para Carlini. praças. desenvolvida à base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda. faz com que o quadro fique um tanto distorcido. Depois. Ela era considerada uma medicina inferior. e se enquadra dentro da chamada medicina alopática. A fitoterapia. estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing. o conceito do uso de fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica com- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 171 . vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças. casas de chás. inclusive os fitoterápicos. hoje. É claro que dificilmente se chega a uma overdose de chá de boldo. foi utilizada em cerimônias religiosas.

constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhões. A análise parasitológica das fezes desses animais mostrou que vários tipos de vermes são expelidos pelo uso das plantas. mas começou dez mil anos atrás. pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico da população. FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL Por Lauro E. Estudioso das plantas medicinais. ou tinha apenas usado o instinto animal. plantas medicinais são consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior poder econômico. não demorei muito a encontrar o pedaço do jornal que faltava onde se lia “recursos de”. como pessoas. Ele estava nervoso e irritado e agora. S.provada: “O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar. cordial e babando. afirma. instintivamente. de lutar ferozmente contra a doença e a morte? Nunca saberei responder. quando observei que meu fiel Apollo não parecia bem. procuram espontaneamente certas folhas e as consomem. deparei-me. Furiosamente tinha rasgado parte do primeiro caderno do Estadão. Mas as primeiras testemunhas do uso das plantas 172 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . muitos pensam que plantas medicinais são um engodo. Felizmente. procurava uma planta calmante. testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos”. A fitoterapia canina usando a planta in natura tinha produzido o efeito esperado. A Erva Cidreira (Cimbopogom citratus) é de fato indicada para nervosismo. e por uns bons cinco minutos mastigou a erva. Mesmo assim. Barata Era domingo e lia meu jornal ao sol cálido da manhã. que o homem também parece ter. sentem a falta do seu dono. mas o certo é que estudos científicos na África mostram que os chimpanzés. que os homens das cavernas já utilizavam plantas medicinais. Eu tinha viajado muito durante aquela semana. coisa de umbandista e ignorantes. Mas também nós não a usamos? No Brasil. quando acometidos de verminoses. Estudos arqueológicos têm mostrado através da análise de pólens e outros materiais. mas será que funcionam mesmo? A resposta dessa questão é complexa. com a escrita cuneiforme da Babilônia que informava o uso de inúmeras plantas. E ainda são recomendadas pela ONU. Recomposto do susto. insônia e ansiedade. Desconhecida. desdenhada ou até abominada pelos médicos. e animais. que percebeu que 2/3 da população da Terra utiliza plantas medicinais. Então Apollo também sabia disso. Não demorou muito e Apollo estava de novo afável. no British Museum de Londres. notei que meu cão se dirigia a uma moita de Capim Erva Cidreira. normal. de modo que lendo o que sobrou da manchete “EUA congela (rasgado) Bin Laden” tive um calafrio.

dez milhões de quilos de aspirina são produzidos. Durante mil anos. foi usado por Paracelsus na Alemanha. Mais tarde. um químico da Bayer. Hoje. pagos pelo Estado”. mais ou menos conhecida. Extratos alcoólicos. fez-se trevas na Europa.C). não havia vacinas nem os medicamentos sintéticos. Com a síntese da aspirina. o primeiro Tratado de Medicina só aparece mil anos antes de Jesus Cristo no vale do Tigre e Eufrates.na medicina foram os papiros egípcios. um tipo de INSS local. Dioscorides (100 d. Os estudos de Farmácia avançaram celeremente nesse período.C). onde hoje estão o Irã e o Iraque. os primeiros médicos eram os Reis como Athotis (4000 a. e só em 1220 nasce a primeira Grande Escola de Medicina da Idade Média. em Salerno. O “extrato etéreo” das plantas concentrava os princípios ativos e tornava mais poderosa a preparação das drogas. porém. Quando o Brasil foi descoberto. No Vale do Nilo.C.C). classificação das doenças. No ano 3000 a. de Hipócrates (460-377 a. Sintetizada em 1896 por Felix Hofmann. essa molécula foi inspirada numa substância natural contida numa planta do gênero Salix. os escritos chineses nas folhas de bambu e as taboas de argila dos Sumérios. analgésica e antipirética. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 173 . que parece ter sido inventado pelos Alquimistas. como a vodka e o gim. Tomilho e plantas da família Solanacea usadas até hoje. Babosa. e parece que a tradição perdura até hoje. posologia e diagnóstico. já na Grécia e Roma Antiga. quando ainda andávamos nus. perto de Roma. Métodos de extração mais eficientes foram adotados por volta dos anos 1500. enquanto o ácido salicílico continua sendo produzido em pequeníssimas quantidades pela planta Salix. Alecrim. Em 600 a.C) ou Queops (2750 a. Atenas decreta que “todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos. como o vinho ou os destilados. produto da reação de duas moléculas de álcool etílico com ácido sulfúrico. Terebentina. Tal benevolência era custeada por um imposto real denominado “Iatricon”. Os Reis foram sucedidos por médicos funcionários reais “recrutados por concurso” e hierarquizados ao serviço dos faraós do Nilo. Depois vem a história. já eram bem conhecidos na Europa para extrair o “espírito das plantas”. que só aparecem no final do século XIX com a aspirina. A medicina deixa o esoterismo e a imprevisibilidade dos caprichos divinos e avança cientificamente no terreno da terapêutica. Absinto. Camomila. fundada por Carlos Magno. a fitoterapia reinava praticamente sozinha. o ácido salicílico. E ainda são usados nas garrafadas de plantas medicinais que se pode comprar no mercado do Ver-o-Pêso de Belém. No entanto. a medicina se torna de domínio dos cidadãos em geral. os papiros registraram o uso de quinhentas plantas medicinais: Menta. berço da civilização. ou no Mercado Público de Porto Alegre.. que aqui conhecemos como CPMF.C) e Galeno (130-200 d. O éter etílico. desaparecem as propriedades indesejáveis de irritar a parede gástrica e mantêm-se as propriedades anti-inflamatória. bem próximo daí. quem diria.C. não mais dos sacerdotes. no Egito antigo.

o principal alcalóide ativo em malária. pode-se levar semanas. tae-kown-do. Mas não só eles. levando-o para a Europa onde grassava o impaludismo (malária). nem sempre se encontra nas quantidades necessárias e ainda podem produzir misturas de separação extremamente complicada. nem sempre a planta é acessível. revolucionou a terapia das infecções. da insolação. parte do mercado mundial farmacêutico de US$ 350 bilhões. são necessárias mil árvores ou 100 toneladas de cascas para produzir 1 tonelada de quinino. A síntese de substâncias naturais por vezes é extremamente difícil. As cascas da quina contêm uma mistura de 35 alcalóides. Pode-se produzir uma tonelada de um sintético em poucas horas. que devem ser separados do quinino. A biopirataria apenas começava. uma planta Amazônica. Se os sintéticos têm assim tantas vantagens. A partir daí. Os medicamentos sintéticos têm inúmeras vantagens.. No entanto. faça uma omelete. Introduzida nas farmacopéias européias desde o século XVII. Assim. do solo etc. dependendo da ecologia do lugar. e por conseguinte voltam aos velhos e bons hábitos naturalistas.. um medicamento sintético derivado da química de corantes dos alemães. porque hoje se vê o renascimento dos produtos naturais? Para responder a essa pergunta. Pele desvitalizada? Por que não tenta um creme à base de ovos? Se não funcionar. produção industrial e controle de qualidade relativamente fácil. de cada tonelada obter-se-á apenas 1 Kg de produto. Apesar de ter sido isolado em 1820. mas o antimalárico mais usado no mundo é a cloroquina. seu preço.) e o fazem em diferentes proporções. terpenos. E se o rendimento da substância na planta for de 0. Aí reaparecem as velhas fórmulas para cuidar do corpo e do espírito. que iniciam os protestos contra tudo aquilo que é artificial. Esse é o caso da quina (Cinchona officinalis). esteróides. Mas isso ainda não é tudo. custo de produção mais baixo. do regime de chuvas. 174 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a .1% . a síntese do quinino só foi possível em 1944. e aí mais uma vantagem dos produtos sintéticos. tarot e outras magias. as minorias e os seus (bons) hábitos alimentares passaram a ser reconhecidas.A fitoterapia manteve seu domínio até os anos quarenta do século passado quando a sulfa. as substâncias sintéticas prosperaram e hoje perfazem mais de 50% do arsenal terapêutico. um produto sintético inspirado no quinino de custo muito baixo. os medicamentos de síntese são vetados por aqueles que preconizavam o “faça amor não faça a guerra”. para extrair e purificar um princípio ativo de 1 tonelada de folhas. e que está presente em 1% nas cascas. Assim. A cosmética segue o mesmo passo. era conhecida pelos índios do Peru desde sempre e foi deles que os jesuítas retiraram seu segredo. Plantas medicinais produzem diferentes substâncias químicas (alcalóides. Yoga. “químico”. há de se recuar no túnel do tempo chegando-se ao movimento hyppie dos anos sessenta.

Os novos equipamentos informatizados fizeram avançar vertiginosamente a química estrutural. como os triglicérides (gorduras vegetais) e açúcares.. Mas não só isso. 1% dessas plantas foi estudada química e/ou farmacologicamente. Algumas pessoas acreditam que sendo natural não faz mal. causa câncer no fígado. a mesma técnica para fazer café solúvel ou leite em pó. O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55. como o mentrasto (Ageratum conyzoides). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 175 . e não é bem assim. é hepatotóxico devido a alcalóides pirrolizidinicos. analgésicos. Fitoterápicos são produzidos a partir de plantas medicinais. que às vezes são liofilizados ou evaporados por spray drying. Essas ferramentas são hoje indispensáveis para realizar a prospecção da biodiversidade. O Taxol para a terapia do câncer é apenas um deles. hoje as empresas farmacêuticas fazem cem mil ensaios robotizados em uma semana.A tecnologia contribuiu muito para que os Fitofármacos firmassem sua posição. O Brasil tem também um corpo de cientistas invejável e recursos para pesquisa. e prefiro voltar à questão da fitoterapia. que é efetivo contra o reumatismo. na busca de novos produtos farmacêuticos. Pesquisas nas Universidades e Institutos de Pesquisa revelam substâncias ativas em câncer. Com sorte. Isso foi verificado no nosso laboratório quando alertamos o Ministério da Saúde (CEME) há alguns anos atrás. é cumulativo. corantes e clorofilas e substâncias do metabolismo secundário que são biologicamente ativas como os flavonóides. alcalóides. antibióticos e um sem número de outras utilidades até na cosmética. paçoca. aids. os sais minerais. terpenos etc. por isso 2/3 dos medicamentos lançados nos últimos anos nos EUA provêm direta ou indiretamente de plantas. uma substância de um fungo presente em quase todo amendoim. mas ainda não conseguimos fazer o nosso primeiro fitoterápico.000 espécies de plantas superiores. Produziremos 6000 doutores da melhor qualidade. Também temos empresas farmacêuticas de boa qualidade e competência. quer dizer que aquele pé de moleque que você comeu na festa de São João do ano atrasado ainda está presente em você hoje! Mesmo plantas medicinais que “curam”.. Por que? Esse artigo não pretende responder. canjica e outras gostosuras. normalmente por extração com misturas de etanol-água. A aflatoxina. nos anos 80 era possível realizar apenas milhares de ensaios por ano. e tal como o confrey (Symphytum officinalis) aquela planta foi retirada da sua lista prioritária. Hoje as 125 principais indústrias farmacêuticas do mundo realizam pesquisas com produtos de plantas. vitaminas. e pior. Fitoterápico é uma mistura que pode incluir diferentes produtos do metabolismo primário. simplesmente direi que é uma questão complicada. e segundo o MCT haverá R$ 2 bilhões para o sistema de Ciência e Tecnologia no próximo ano.

Lou Fu-qing. o seu conhecimento popular do uso das plantas medicinais. originária da Europa. têm controle de qualidade. é usada como sedativo e substitui os benzodiazepínicos como o Valium®. O controle de qualidade tem aumentado muito nos últimos anos. a segurança e a eficácia. Os elementos químicos presentes no chá podem reduzir a capacidade de coagulação do sangue. a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Um pioneiro em chá e arteriosclerose. tem praticamente tudo para desenvolver seus próprios fitoterápicos. O Brasil com sua fantástica biodiversidade. Talvez isso responda a razão pela qual não existe nenhum medicamento fitoterápico brasileiro ainda. estudou os efeitos dos elementos químicos do chá nas vítimas de ataques cardíacos. o fitoterápico deve ter passado por ensaios de toxicidade para ver se o extrato ou a planta não são tóxicos. uma diantrona. na China. A eficácia é garantida por ensaios pré-clínicos em órgãos isolados e animais. impedir a ativação e o agrupamento das plaquetas. e suas empresas competentes. O princípio ativo dessa planta acredita-se ser a hipericina. mas não há comprovação científica disso. Mesmo aí temos quatro etapas. É claro que todas essas etapas têm custo muito alto e tempo longo. normalmente camundongos. Os requisitos básicos para o uso de uma planta medicinal ou um fitoterápico são o controle de qualidade. ganharemos de prêmio um mercado mundial de US$ 22 bilhões. Quando nós conseguirmos fazê-la. Inclui o controle de qualidade químico e o microbiológico para verificar se existem fungos ou bactérias presentes nas plantas medicinais e extratos que vão para o público.Ministério da Saúde) reeditou portaria que exige dos fabricantes essas qualificações. Por segurança. No Brasil. entendese que antes de ser colocado no comércio e administrado a pacientes. os fitoterápicos são consideradas drogas éticas. OS SEGREDOS DOS CHÁS O chá protege as artérias influenciando os fatores relacionados à formação de coágulos. M. sua ciência e tecnologia. pode ser testado no homem. O 176 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . isto é.A Erva de São João (Hypericum perforatum). aumentar a atividade de dissolução de coágulos e diminuir os depósitos de colesterol nas paredes arteriais. e tem sido feito pelas próprias indústrias. segurança e eficácia. Se o fitoterápico passa por todos esses testes é habilitado a passar à fase clínica. mas ainda existem empresas que não o fazem. excluindo os EUA.D. que é a melhor das Américas.. Na Alemanha. isto é. as mesmas qualificações exigidas para os sintéticos. e no final o teste é feito em milhares de pacientes. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional. professor e chefe do departamento de medicina interna da Universidade de Medicina de Zhejiang.

distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos. alivia nevralgias (dores de cabeça). depressão. I NDICAÇÃO DO CHÁ Chá de Alecrim . gota. essa quantidade de chá forneceria de 40 a 50g de vitamina C.potentes carcinógenos . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 177 . reumatismo. luxações. disse que o chá preto comum consumido normalmente pelos norte-americanos funcionava tão bem quanto chá verde asiático. tosse.Depurativo.Indicado para estresse físico e mental.Tônico do aparelho digestivo. entorses. Ban-chá . bronquite. capazes de proteger os vasos sanguíneos contra danos. é tão eficaz quanto a aspirina no sentido de bloquear o acúmulo de plaquetas. Arnica . aumenta a produção da bile eliminando gases. S ALVOS PELO CHÁ Evite os derrames bebendo chá. esse crescimento de células favorece o acúmulo de plaquetas nas artérias.pigmento proveniente do chá preto comum ou do chá verde asiático impedia o acúmulo de plaquetas nos pacientes e aumentava a atividade de dissolução de coágulos. Um determinado tipo de tanino presente no chá verde. asma. excitação nervosa. Ele facilita a digestão. Alfazema . principalmente chá verde. chamado catequino. cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço. cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão. hematomas. Uma explicação para a atividade anti-derrame pode ser a alta concentração de antioxidantes no chá. Segundo estimativas dos pesquisadores.Analgésica e anti-inflamatória em casos de traumatismos. Além disso foi demonstrado que o chá verde (tanto quanto o chá preto) realmente neutraliza a formação de nitrosaminas .Indicado para insônia. J APONESES CONSUMIDORES DE CHÁ O consumo diário de no mínimo dez xícaras de chá verde tem efeito protetor contra câncer de estômago. Boldo . O chá aparentemente também ajuda a bloquear o estímulo gerado pelo colesterol LDL à proliferação de células musculares nas paredes arteriais.tanto em tubos de ensaio quanto no estômago de seres humanos. Surpreendentemente.

Indicado como calmante para insônia e nervosismo. asma e alivia estados catarrais. náuseas.Sedativo. eczemas. cólicas no ventre e gases. laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta. Erva Doce . Excelente diurético. insônia.Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amigdalite.Afecções das vias respiratórias como bronquite.Anti-inflamatório. digestivo.Estimulante estomacal.Trata inflamações das vias respiratórias como tosse. perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas. Vermífuga (lombriga e oxiurus). fadiga cerebral. impotência. prisão de ventre. faringite e cicatrizante de fissuras.Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo.Tônico. Maracujá . antiespamódico e ainda depurativo. Carqueja . Catuaba . Salvia . palpitações. também auxilia na presença de má digestão.Alivia cólicas menstruais. Cofrey . Eucalipto . indicado contra sonolência e combate acessos de asma. feridas e abcessos. náuseas.Indicado para má digestão. insônia.Camomila . Melissa . diarréia. tosses catarrais. Hortelã . dispepsias.Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia. alivia cólicas estomacais.Atenua azia. ação expectorante nos processos respiratórios como tosses catarrais. podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais. Poejo . enjôos e espasmos. Alivia asma e bronquite. Menta . Erva Cidreira . usado nas atonias digestivas.Insônia. Jasmim . etc. Malva . nervosismo.Sedativa em distúrbio de origem nervosa e perturbações gástricas como indigestão. bronquite. anti-diarréico e também indicado nos casos de colite. de recém-nascidos e abdominais. ansiedade. gastrite. gases e cólicas.Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais. intestinais e mentruais. Maçã . através de bochechos e gargarejos. má digestão. Indicada nos casos febris com 178 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Anti-séptico de vias digestivas e urinárias. laringite. tosse e bronquites.Dores de cabeça de origem nervosa. Alivia dores de cabeça. gases e cólicas. rouquidão.

Calmante. remineralizante. antidisentérica e eficaz contra a arterioesclerose.É alcalinizante. lactígena.É peitoral.É anti . vulnerário. a preta é laxativa. Amêndoa . vermífugo e útil em inflamações intestinais.Boa contra as enfermidades do peito e a irritação das vias urinárias. Araçá . Abiu . antídfitérico. Coco .reumático. eficaz contra a arterioesclerose. por este motivo muito indicada aos esportistas para combater dores pós treinamento. febrífugo.É indicado na dispepsia e nas afecções do fígado e do baço.Peitoral. Caqui .A verde é adstringente. carminativo. sendo. antiartrítico. Jenipapo . remineralizante. Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele de origem micótica e feridas. germicida. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 179 .Antidiarréica. Azeitona . desobstruente do fígado. Banana . Abacaxi . antíanêmica. Castanha . possui alta concentração de potássio.Adoçante usado nas dietas de emagrecimento.Alcalinizante. laxante. calmante. considerada a fruta com mais nutrientes. na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos. Cambucá . bom contra as afecções da garganta e contra a arterioesclerose. anti-hidrópico. PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS Abacate .Calmante. antiictérico. antidisentérica. Figo . laxativo. oxidante forte.Purgativa. emoliente. digestivo.Estomacal. Cereja . depurativa. fonte poderosa de óleos naturais e vitamina E. Ameixa . Stévia .Benéfica para rins e fígado.É eupéptico. muito útil na diarréia das crianças.sudorese intensa.

depurativo do fígado. Limão . anti-reumático. Lima .É calmante e diurética. mas cuidado: APENAS UM DIA. disenteria. muito útil para combater afecções reumáticas. e por esse motivo era sempre levada em navios. anti-reumática. dissolve os cálculos.É calmante e emoliente. anti-histérica.É bom remédio para o cérebro e o sistema nervoso em geral. diurético. antivomitivo.É antídiarréica. reanimadora. muito usado na coqueluche. digestiva. Noz . Mangaba .É diurético. Maracujá .É anticatarral. diurético. anti-reumático.É diurética e especialmente indicada para a hipertensão. eufórica. diaforética. uma das grandes fontes de vitamina C.É aperiente. uma das frutas com maior poder sobre o organismo. fortificante do aparelho digestivo. febrífugo. estomacal. combate as afecções produzidas por diversos microorganismos como o da cólera. Pêssego .É antíescorbútica. febrífugo. Maçã . alimento para o cérebro. digestiva. vulnerário. Manga .É alcalinizante e antiescorbútica. aperiente.É antidiarréica e combate os tumores. refrescante. Cerca de cinco pêras por dia auxiliam a controlar a pressão. depuradora do organismo. reguladora intestinal. vulnerário. antivomitivo. laxante. eupéptico. antiescorbútica. Laranja . depurativa. Pêra . Caso seja hipertenso a pêra será muito útil. Melão . dissolve cálculos. adstringente. Jabuticaba . combate afecções produzidas por microorganismos. emoliente. 180 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . refrigerante.Goiaba . adstringente. anti-séptico. refrescante. Mamão . tifo etc. alcalinizante.É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos. Marmelo . combate o escorbuto. peitoral. diurética. utilizar a melancia como único alimento durante um dia inteiro é um ótimo meio para limpar o organismo de impurezas. tônico nervino. laxante.É adstringente. antifebril.O suco é aperiente.É calmante e diurético Morango .É digestiva.É laxante. calmante. Melancia .

alcalinizante. Tamarindo . Este capítulo teve como fontes de consulta: . Portal Farmácia .com/ perspectivas_a_utilizacao_produtos_p_artigos_16_AVG. suas virtudes são inúmeras. anti-reumática.html .É refrigerante. www. Sapoti .É vitalizadora.portalfarmacia.htm . diurética. entre as quais a anemia e o aneurisma. Wikipédia .É refrigerante e antiberibérica. mesmo nas maleitas rebeldes.As raízes são tenífugas (expulsam Tênias). o suco natural da uva combate muitas enfermidades.Pitanga . tônica para o sistema nervoso. disponível em http://www. Copacabana Runners http://www.engormix. as folhas são febrífugas.www.copacabanarunners. O artigo “Perspectivas para a utilização de produtos de origem vegetal como aditivos alternativos na alimentação de aves”.comciencia. Uva .org .br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 181 . Concórdia-SC).com. laxante.net/segredos-chas. Romã .br .wikipedia. de autoria de Gerson Neudi Scheuermann e Anildo Cunha Junior (Embrapa Suínos e Aves.É laxante e até purgativo.www. depurativa.

.Se existe alguma incompatibilidade entre os componentes da fórmula. doses. suas características químicas e físico-químicas. Nessa área estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico. FARMACOTÉCNICA Neste capítulo veremos: o que é forma farmacêutica e quais são os tipos de formas. o que é fórmula farmacêutica e alguns de seus componentes.Cada componente da fórmula. as formas farmacêuticas. A farmacotécnica é um ramo da farmácia que tem como objeto a manipulação dos princípios ativos e a preparação do fármaco para a fabricação de medicamentos. 182 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veículos.7. Para a preparação do fármaco é essencial conhecer: . técnicas de manipulação.

assim como substâncias químicas submetidas a um grau de divisão suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar a extração ou administração dos princípios ativos.As cápsulas são receptáculos obtidos por moldagem. de um medicamento que contém uma dose determinada e permite sua administração ao paciente.Pesos e medidas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 183 . Há dois tipos de cápsulas: a) amiláceas: constituídas de amido de trigo e/ou farinha de trigo . em geral utilizados para ingestão de fármacos em doses pré-estabelecidas. Existem diferentes formas de apresentação dos medicamentos. resultantes da mistura de dois ou mais pós simples.São como os pós. O envólucro da cápsula oferece relativa proteção dos agentes externos.. FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS F ORMA FARMACÊUTICA Forma farmacêutica é a apresentação. Grânulos . a fim de obter uma mistura homogênea.São formas farmacêuticas provenientes de drogas vegetais ou animais. como veremos a seguir: SÓLIDOS Pós .foram as primeiras cápsulas introduzidas na terapêutica e estão em desuso atualmente. facilita a administração e. todos com a mesma tenuidade. e os pós compostos. Existem pós simples. A pulverização pode ser manual ou com o emprego de equipamentos apropriados. Cápsulas . .Qual é a técnica para o preparo da formulação. ou forma externa.devido à sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo. libera rapidamente o fármaco de seu interior. porém aglutinados. constituídos por um tipo de substância.

temperatura: em geral. Em contrapartida. suspensões e emulsões.b) gelatinosas: constituídas de gelatina.tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida. o aumento da temperatura facilita a dissolução. Há diversos fatores que influem na dissolução: . Drágeas . Por esse motivo. com auxílio de pequenos encapsuladores manuais. 184 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . . nas farmácias de manipulação e em pequenos laboratórios são mais comumente empregadas as duras. Estas podem. O preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode ser manual. Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água. quanto maior a constante dielétrica do solvente. o preenchimento das cápsulas moles envolve uma etapa de soldagem de duas metades das unidades. ao contrário das cápsulas duras. homogêneas. melhor a dissolução. LÍQUIDOS Soluções . .agitação: em geral. Comprimidos . ser de consistência dura ou gelatinosa – que. na produção do invólucro de gelatina devem ser adicionados conservantes devido à natureza da sua composição. melhor sua dissolução. melhor a dissolução. iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo em água.pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto. .São misturas de duas ou mais substâncias. do ponto de vista químico e físico. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido.São os pós prensados por uma máquina apropriada. há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente. quanto maior a agitação. o que é possível com o uso de máquinas próprias para esse fim.uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a dissolução.São comprimidos com revestimento especial. pode acondicionar soluções oleosas. . Independentemente do tipo de cápsulas.constante dielétrica do solvente: para solutos polares. ou ainda. ainda. . ou encapsuladores semi-automáticos. com máquinas totalmente automatizadas.

argilas. deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado. EMULSÕES A emulsão é resultado da mistura de substâncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loções). etc.Suspensões são formas farmacêuticas de sistema heterogêneo. destinadas ao uso externo ou interno. geralmente substâncias tensoativas. deve ser verificado o seu coeficiente de partição. Agentes suspensores empregados: derivados da celulose. As suspensões devem ser agitadas antes do uso. Como se trata de sistema disperso. ser adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa. velocidade de sedimentação e forma de sedimentação. contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. Suspensões . São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa). como as loções. são: flutuação das partículas suspensas. Devem. à semelhança das suspensões.São formas farmacêuticas aquosas. Os xaropes apresentam duas vantagens: correção de sabor desagradável do fármaco e conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração. Os principais aspectos teóricos que devem ser considerados na preparação racional de suspensões. Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa). cuja fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. ainda. líquidos viscosos. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa). No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas. tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes. o aumento da viscosidade nas preparações líquidas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 185 . alginatos. como BHT e BHA. A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes.Xaropes . devendo ser sempre agitadas antes do uso.

nasal.São preparações farmacêuticas constituídas por uma dispersão bicoerente de fase sólida (polímero) em fase líquida. 186 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . retal. a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada. etc. é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido. polímeros carboxivinílicos e silicatos duplos de magnésio e alumínio . Dependendo do tipo e concentração do gelificante.Pastas são pomadas contendo grande quantidade de sólidos em dispersão.pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases). GÉIS . e. Em geral contêm mais de 20% de pós finamente pulverizados na formulação. e apresenta vantagens e desvantagens. são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. intravenosa. por exemplo. Em geral.tragacanta. amido. entre outras. sabor e cor. que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. temos géis para diversos usos como: lubrificantes de catéter e instrumentos cirúrgicos. Apresentam consistência macia e firme. por exemplo.as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio. PASTAS . glicerol ou propilenoglicol. derivados de celulose. devem ser neutros em relação ao pH (ou aproximar-se ao pH da pele). Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma. Para uma criança. são preparadas as bases. eficientemente.à água. as preparações semi-sólidas são obtidas em duas etapas. a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa. Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela incorporação de agentes gelificantes . compatíveis com os fármacos que lhe serão incorporados. vaginal. numa segunda fase. seu efeito é mais rápido. como base dermatológica. No entanto. conhecidas como excipientes. e para permitir seu melhor aproveitamento. em oftalmologia. tópica. o fármaco na dose especificada. se necessário. que pode ser. ter plasticidade e liberar. Cada via de administração é indicada para uma situação específica. F ORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais. isto é. por via oral. Inicialmente. Sabemos. Os excipientes devem ter certas características como não serem irritantes ou sensibilizantes. os fármacos são incorporados. Além disso. Quando de uso injetável.

. 18.. 90....... pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas.......0 g Nicotinamida ...Não é apenas a forma do medicamento que é importante. adesivos Spray e gotas nasais Colírios......... 1 cápsula Preparar 70 cápsulas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 187 .............. 0.. pomadas auriculares Aerosol (bombinha) Comprimidos vaginais....... deve constituir-se de princípio ativo e veículo ou excipiente.....5 g Talco ............. óvulos Supositórios.. 9..... a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico no ato da prescrição.......... 25.................. pomadas......0 g Excipiente(q.. No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes: Via de Administração Via oral Via Farmacêuticas Comprimido...... gotas.. pomadas.....5 g Glicerina ..... suspensão Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas.. cápsula............. 25... 0........0 g Cânfora . drágeas........... loção...................0 ml Conservante ..........0 g Mentol . 5.. cremes.... Uma fórmula......0 g Vitamina B2 .... pós para reconstituição...............................0 g Água destilada ...........................0 g Vitamina B6 ..... Alguns exemplos de fórmulas farmacêuticas Pasta D´água Talco Mentolado e Canforado Óxido de zinco .......................... em geral............ solução oral......................... xarope.... 50............. é o responsável pelo efeito farmacológico...... enemas Via sublingual Via parenteral (injetável) Via cutânea (pele) Via nasal Via oftálmica (olhos) Via auricular (ouvidos) Via pulmonar Via vaginal Via retal F ÓRMULA FARMACÊUTICA É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento...................... cremes.......................... pastilhas.. 25....................... O princípio ativo é o agente medicamentoso mais importante de uma fórmula... gel.....1 g Complexo vitamínico Vitamina B1 ..... 0.. 25...........p) .0 g Talco(qsp) .s........

Normalmente são compostos naturais ou sintéticos. Atuam aumentando a viscosidade e formam. Lubrificantes . Dependendo da solubilidade da substância ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentração adequada para cada formulação. do tipo polimérico. Desintegrantes . podendo retardar a dissolução do fármaco em presença de fluidos aquosos no local de absorção. a dosificação dos mesmos.Substância inerte incorporada como veículo a certos medicamentos.A desintegração é um passo prévio à dissolução efetiva e. seu fator limitante. Excipiente . Podem ocasionar a formulação de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolução. paladar e poder terapêutico desejados.Substância adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações.A LGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA Princípio ativo . 188 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . portanto. Como normalmente são utilizadas substâncias hidrofóbicas. mais de uma substância que leva aos resultados terapêuticos propostos pelo medicamento. biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento. a dissolução das substâncias ativas. corrigir ou melhorar as características organolépticas. Todo medicamento tem que ter um princípio ativo.São adicionados para assegurar a fluidez dos pós ou granulados e facilitar. Cada formulação deve ser previamente estudada in vitro com relação à dissolução para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilização desses adjuvantes. A função dos desintegrantes se limita a permitir que o fármaco fique em condições de dissolver-se. quase sempre. Em outros casos.É a substância que produz os efeitos terapêuticos pretendidos pelo medicamento. Alguns têm mais de um elemento ativo. assim. Diluentes Os diluentes ou materiais de enchimento são os adjuvantes adicionados em maior proporção na formulação de comprimidos e cápsulas. Tipos de excipientes Aglutinante . no momento de sua dissolução. dificultam a umectação e. o princípio ativo é misturado com outras substâncias para que tenha o peso. tamanho. ou seja. o uso de aglutinantes pode favorecer a dissolução ao hidrofilizar a superfície de contato entre as partículas do fármaco e os fluidos biológicos. Adjuvante . Por exemplo: o princípio ativo da aspirina é o ácido acetilsalicílico. uma película que circula as partículas. No processo de fabricação. no entanto.

São utilizados na formulação de fármacos pouco solúveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentração que permita um fluxo adequado e a tamisação uniforme da força de compressão no interior do comprimido e que. Além dos problemas relacionados à umectação do comprimido.São responsáveis pela firmeza e resistência dos comprimidos. menor é o poder deslizante.Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica. parenteral. Usar sempre a menor quantidade possível.Os lubrificantes derivados de ácidos graxos podem sofrer fusão durante a compressão.Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções. Antiaderentes . pode aumentar notavelmente a velocidade de dissolução da substância ativa. De um modo geral. oftálmico. porém em alguns casos apresentam ação contrária. Agente Flavorizante . Tensoativos .Usado para evitar o ressecamento das preparações.Agentes usados nas formulações de comprimidos e cápsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em pó. os lubrificantes também podem ocasionar a adsorção de substâncias ativas ou causar reações de hidrólise devido à alcalinidade de alguns desses adjuvantes. As suspensões resultantes podem ser formuladas para uso oral. Um ligante que atua atrasando a liberação do medicamento é o polietileno glico de baixo peso molecular. particularmente pomadas e cremes. recobrindo as partículas e dificultando a dissolução do mesmo. quanto mais ligante. tópico ou por outras vias. como lauril sulfato de sódio. A firmeza é influenciada tanto pelo excipiente como pela pressão de compressão. ao mesmo tempo. solubilização ou formação de complexos com as partículas do fármaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biológicas absorventes.Agente que aumenta a viscosidade. Ligantes . Umectante . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 189 . seja inferior à que provocaria uma excessiva hidrofobia da substância ativa devido ao recobrimento das partículas através deles. usado para reduzir a velocidade de sedimentação das partículas (do fármaco) dispersas em um veículo no qual não são solúveis. devido à sua capacidade de reter umidade. Quando os grânulos são de natureza hidrofóbica a utilização de lubrificantes tensoativos solúveis. Deslizante para comprimidos . aumentam a biodisponibilidade das substâncias ativas. Agente suspensor . Podem agir por umectação.

ufsc. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP .org .br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes. Portal Farmácia .ccs.portalfarmacia. 2001.br .www.br/glossary/public/scripts/php/page_search. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. Glossário de Vigilância Sanitária – http://e-glossario. Wikipedia .html . .fcf. http://www. 2003.www.Este capítulo teve como fontes de consulta: .com.php?lang=&letter=A .www. São Paulo.br . 190 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .wikipedia.bvs.usp. Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde.

Há também uma relação de termos vinculados ao tema apresentado. • Controle microbiológico.TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS Este capítulo apresenta alguns métodos de conservação de medicamentos dentro do ambiente farmacêutico. • Esterilização das embalagens. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 191 .8. bem como informações sobre higiene. • Transporte adequado da indústria até o local onde o fármaco ou medicamentos será comercializado. estocagem e exposição dos medicamentos: • Escolha de matérias-primas de qualidade. são essenciais algumas ações ao longo do processo de fabricação. transporte. CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS Para que o farmacêutico tenha um bom controle de qualidade sobre os medicamentos que ele recebe e comercializa. e desinfecção de ambientes de saúde.

evitar contato direto com o chão e manter próximos a banheiros ou junto a áreas com muitas infiltrações. UMIDADE • Mantenha o local da farmácia ventilado. Recomenda-se desencostar medicamentos das paredes. sempre que possível. janelas. é importante protegê-los da umidade. • Conserve os medicamentos em sua embalagem original. da exposição ao sol e da água. Já no ambiente farmacêutico. • Feche bem os frascos de medicamentos. teto. Á LCOOL / ACETONA / ÉTER / BENZINA • Guarde-os em áreas bem ventiladas e próximas à saída. Verifique os extintores de incêndio quanto ao prazo de validade e deixe o acesso aos mesmos desobstruídos. E XPOSIÇÃO AO SOL • A luz forte pode deteriorar os medicamentos.• A exposição adequada desses fármacos ou medicamentos e cosméticos nas farmácias e drogarias. • Quanto mais quente o local. • Controle da temperatura a que forem submetidos durante todo o trajeto e no local de comercialização. COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS Pode-se reconhecer os medicamentos que estão deteriorados observando-se as seguintes características: 192 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . • Resguarde-os da ação direta do sol e de altas temperaturas. para evitar que os medicamentos se deteriorem e percam a qualidade. mais úmido é o ar. Armazene materiais em locais distantes de caixas de força.

Devemos aprender a reconhecer o aspecto e o odor normal dos medicamentos. Umedecimento: Reconhecemos que um medicamento está umedecido porque sua forma e consistência se alteram. . aderem um ao outro. umidade ou calor. Fragmentação: Quando os comprimidos estão úmidos.. se observarmos presença de partículas. . . Isto pode significar que não foi fechado hermeticamente. Odor: Alguns medicamentos quando expostos ao calor e umidade apresentam um odor diferente do habitual. estiver pegajoso ou não se dissolver. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 193 . turvação ou alteração na coloração do líquido. Ressecamento: Alguns medicamentos ficam ressecados assemelhando-se à terra seca. Ex: vitamina C. Ex: não se deve usar sais de reidratação oral quando apresentarem coloração escura. tendo sido alterado pela luz. Ex: o AAS pode apresentar cheiro de vinagre. Ex: os antiácidos como o hidróxido de alumínio. Transparência: Nos medicamentos injetáveis. As características a seguir indicam que os medicamentos não devem ser consumidos: Forma Farmacêutica Cápsulas Comprimidos Pós para reconstituição Em soluções e suspensões Cremes e pomadas Características Observadas •amolecimento ou endurecimento (melada) •presença de farelos na embalagem •aparecimento de manchas na superfície •formação de pasta •formação de placas na parede do vido ou empedramento •água “saindo” do creme •mudança de consistência (amolece ou endurece) •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Soluções. . assim poderemos detectar mudanças que indiquem que o medicamento está deteriorado. xaropes e elixires •partículas no fundo do vidro •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Suspensão Supositórios •o pó fica empedrado no fundo e não se mistura mesmo com agitação •supositório derretido • produto com muitas rachaduras. não devemos utilizá-los. ou quebram com facilidade. . Cor: Alguns medicamentos mudam de cor ou ficam manchados.

Sempre se certifique de que a quantidade do medicamento que o paciente leva seja consumida dentro do prazo de validade do mesmo. ARTIGOS SEMI-CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras. deve-se remanejá-lo para outra unidade com um prazo mínimo de 3 meses antes do seu vencimento. O serviço de farmácia deve ter controle sistemático das validades dos medicamentos que estão armazenados. material cirúrgico e outros. etc. . . ASSEPSIA – É o conjunto de métodos empregados para impedir que determinado local. sondas periodontais. 194 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . ARTIGOS – São instrumentos de diversas naturezas que podem ser veículos de contaminação. Inclui materiais como agulhas. . TERMINOLOGIA . Exigem limpeza e desinfecção de atividade biocida intermediária. como condensadores de amálgama. . superfície. cadeiras. piso e mobiliário em geral.V ALIDADE DOS MEDICAMENTOS A data de vencimento é a data até a qual o laboratório fabricante garante que o medicamento preserva a sua eficácia e qualidade inicial. atingindo tecidos subepteliais e sistema vascular. Exigem esterilização ou uso único (descartável). como refletor. espátulas de inserção de resinas. macas. sondas exploradoras. lâminas de bisturi. Exigem desinfecção de alta atividade biocida ou esterilização. ANTI-SEPSIA – É o procedimento que visa ao controle de infecção a partir do uso de substâncias microbiocidas de aplicação na pele ou mucosas. ATENÇÃO: deve-se impedir que os medicamentos vençam nas prateleiras. Todos os medicamentos devem trazer na sua embalagem as datas de fabricação e de vencimento. ARTIGOS NÃO CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com apenas a pele íntegra do paciente. quando devidamente armazenado e manuseado. ARTIGOS CRÍTICOS – São os artigos que penetram através da pele e mucosas adjacentes. escritas de modo legível. Quando um determinado medicamento não tem saída. . equipamento ou instrumental seja contaminado.

exceto os esporulados. inclusive os esporulados. Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como é formada a microbiota da nossa pele. visando à remoção de resíduos orgânicos. têm ação sobre o bacilo da tuberculose. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA BAIXA – Quando os desinfetantes têm somente ação contra as bactérias vegetativas. . assim como podemos transferi-los para outras partes do nosso corpo. como os olhos e nariz ao nos coçarmos.. Somente a lavagem das mãos com água e sabão irá remover esses germes adquiridos e evitar a transferência de microrganismos para outras superfícies. MONITORIZAÇÃO – É o controle periódico de eficiência do processo. realizada anteriormente à desinfecção e à esterilização. ampla ação sobre vírus e fungos. . Nas mãos. DESCONTAMINAÇÃO – É o método de eliminação parcial ou total de microorganismos dos artigos e superfícies. porém não destróem todos eles. garantindo que as especificações validadas para os processos estão dentro do padrão estabelecido. . mediante aplicação de agentes físicos ou químicos. . . DESINFECÇÃO – Processo físico ou químico que elimina as formas vegetativas de microorganismos. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA ALTA – Quando os desinfetantes são eficazes contra todas as formas vegetativas e destróem parcialmente os esporos. esses germes localizam-se em maior quantidade em torno e sob as unhas e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 195 . . DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA INTERMEDIÁRIA – Quando os desinfetantes não destróem esporos. M ICROBIOLOGIA DA PELE Flora residente .Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS As mãos são a nossa principal ferramenta. À medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. Esses germes aderidos em nossas mãos são repassados para outros objetos e pacientes. . elas são as executoras das atividades de quem trabalha com saúde. LIMPEZA – É a remoção mecânica ou química da sujidade. ESTERILIZAÇÃO – é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana.

A luva irá nos proteger de uma contaminação grosseira de matéria orgânica. Suas bactérias são mais fáceis de serem removidas. entretanto são inativados por anti-sépticos (álcool. Essa flora bacteriana é eliminada com água e sabão neutro. Vamos às indicações dos momentos em que as mãos são lavadas: . as luvas sejam utilizadas. .antes e depois de atos fisiológicos. Estreptococos sp).após tocar fluidos. Klebsiella sp). A flora residente é de baixa virulência e raramente causa infecção. . . .entre contatos com pacientes.É adquirida no contato com pacientes e superfícies contaminadas. Os microrganismos da flora residente não são facilmente removíveis.antes do preparo de soros e medicações. Também são encontradas nas camadas externas da pele. após a retirada das luvas as mãos devem ser lavadas. As bactérias mais comumente encontradas são as Gram-positivas (Staphylococcus aureus. Mesmo que. A flora transitória das mãos é composta pelos microrganismos freqüentemente responsáveis pelas infecções hospitalares: as bactérias Gram-negativas (Pseudomonas sp. durante os procedimentos. Sendo assim. junto a gorduras e sujidades.entre os dedos. I NDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS Existe uma gama enorme de momentos que a lavagem das mãos está indicada. pois se encontram na superfície da pele. Por isso a importância de se manter as unhas curtas e evitar o uso de anéis. .após a retirada das luvas. Acinetobacter sp. mesmo com o uso de luvas. iodóforos). podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mãos. Staphylococcus epidermidis. fendas e folículos pilosos. a sua fragilidade que ocasiona furos e a possível contaminação na sua retirada. contudo pode ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos e após procedimentos invasivos.antes de procedimentos no paciente. Os microrganismos que a compõem permanecem na pele por certo período. Flora transitória . clorexidina. secreções e itens contaminados. indica que ocorreu contato de microrganismos na pele de nossas mãos.entre procedimentos num mesmo paciente. as mãos devem ser lavadas após a sua retirada. . porém a micro porosidade da luva. 196 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . o que bem demonstra a importância das mãos como veículo de transmissão.

U SO DO ÁLCOOL GLICERINADO Geralmente. .saboneteira suspensa e vazada para sabonete em barra ou dispensador de sabonete líquido. caso contrário. .friccionar as mãos dando atenção às unhas.torneira com fechamento automático. as mãos devem estar sem anéis e com as unhas curtas. de forma que lavamos pouco as mãos. O uso de sabões com anti-sépticos deve ficar restrito a locais com pacientes de alto risco e no desenvolvimento de procedimentos cirúrgicos e invasivos ou em situações de surto de infecção hospitalar. caso não tenha fechamento automático. comparado a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 197 .Para a realização da lavagem das mãos necessitamos das seguintes instalações físicas: . . . estabeleça uma rotina de limpeza semanal.passar o sabão (líquido ou barra) na mão.posicionar-se sem encostar na pia. .pia. . palmas e dorso das mãos (tempo aproximado de 15 segundos).fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha. -enxugar as mãos com papel toalha. Vejamos a técnica da lavagem das mãos: .toalheiro com toalhas de papel.abrir a torneira. . uma carga microbiana ficará retida nesses locais sendo passíveis de proliferação e transmissão. o uso de sabão neutro é o suficiente para a remoção da sujeira. as instalações físicas no ambiente de trabalho têm poucas pias e temos uma demanda grande de trabalho. Na lavagem rotineira das mãos. É importante lembrar que. se não for descartável. Ao lavarmos as mãos estabelecemos uma seqüência de esfregação das partes da mão com maior concentração bacteriana que são: as pontas dos dedos. meio dos dedos e polegares. preferivelmente. No caso de dispensador.enxaguar as mãos deixando a torneira aberta. meio dos dedos. para melhor remoção da flora microbiana. . da flora transitória e parte da flora residente. polegar.

A descontaminação depende da associação de dois procedimentos: a degermação e a anti-sepsia. aquoso ou alcoólico. A anti-sepsia. Existem vários tipos de anti-sépticos com diferentes princípios ativos e diferentes veículos de diluição como degermante sólido (sabão) ou cremoso. A NTI . Anti-sepsia das mãos antes de procedimentos cirúrgicos I NSTALAÇÕES FÍSICAS : 198 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . A degermação é a remoção de detritos. através da aplicação de um germicida classificado como anti-séptico. O álcool glicerinado também pode ser usado como anti-séptico após a lavagem das mãos. O álcool glicerinado é composto de álcool 70% mais 2% de glicerina para evitar o ressecamento das mãos. Outra indicação de aplicação do álcool glicerinado após a lavagem das mão é em caso de exposição da pele ao contato direto com sangue e secreções. Para substituir a lavagem das mãos. cateterizações e entubações. Variam também na sua ação.não aplicar quando as mãos estiverem visivelmente sujas. indicamos a aplicação de um anti-séptico de ampla e rápida ação microbiana que é o álcool glicerinado. em áreas onde serão realizados procedimentos invasivos ou cirúrgicos. é a utilização de um anti-séptico com ação bactericida ou bacteriostática que irá agir na flora residente da pele. Vejamos como usar o álcool glicerinado: . como descrito acima. Os anti-sépticos são indicados para a anti-sepsia das mãos dos profissionais e para pele ou mucosa do paciente. Nesse caso indica-se a lavagem das mãos com água e sabão.ao número de vezes que a lavagem das mãos é indicada.SEPSIA DAS MÃOS A anti-sepsia é uma medida para inibir o crescimento ou destruir os microrganismos existentes nas superfícies (microbiota transitória) e nas camadas externas (microbiota residente) da pele ou mucosa. sendo utilizado para esse procedimento sabões e detergentes neutros. Nesse caso. sondagens. Os anti-sépticos alcoólicos devem ser aplicados após a limpeza da área envolvida quando esta apresentar sujidade visível. concentração e tempo de efeito residual. impurezas e bactérias que se encontram na superfície da pele. Ele irá destruir a flora aderida nas mãos no momento da aplicação. . a lavagem das mãos e posterior anti-sepsia está indicada antes de procedimentos invasivos como punções. porém as mãos não devem apresentar sujidade visível.aplicar o álcool glicerinado (3 a 5 ml) nas mãos e friccionar em todas as faces da mão até secar naturalmente.

.Estabeleça uma seqüência sistematizada para atingir toda a superfície da mão e antebraço num tempo total de 05 minutos. Proceder à anti-sepsia no outro membro. com as próprias mãos. a palma. .aplicar anti-séptico alcoólico.compressas esterilizadas. dorso e antebraço do membro durante 04 minutos.pia. .escova c/ cerdas macias desinfetada e de uso individual ou descartável. .aplicar o sabão ou anti-séptico degermante nas mãos (+ ou . . .fechar a torneira com o cotovelo.retirar jóias e adornos das mãos e manter unhas aparadas e sem esmalte.SEPSIA ( ESCOVAÇÃO ) DAS MÃOS : .iniciar com a escovação.Esfregar sem uso de escova. DESINFECÇÃO É o processo de destruição de microrganismos como bactérias na forma vegetativa (não esporulada). .dispensador com anti-séptico alcoólico (obrigatório se não for usado anti-séptico degermante). somente nas unhas e espaços interdigitais. .5 mL). . Esse processo não destrói esporos bacterianos. .. durante 1 minuto.manter os braços elevados com as mãos acima do nível dos cotovelos.dispensador com sabão neutro ou anti-séptico degermante. caso não tenha fechamento automático. A desinfecção pode ser dividida em três níveis de acordo com o espectro de destruição dos microrganismos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 199 . obrigatoriamente se foi usado apenas sabão neutro para a esfregação.secar as mãos e antebraço com compressa estéril. . .enxaguar abundantemente as mãos e antebraço com água corrente. fungos. T ÉCNICA DA ANTI . . vírus e protozoários.

É tóxico e libera vapores. 200 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . inclusive Mycobacterium tuberculosis. . a maioria dos vírus e fungos. umidificador e ambú). Não destrói microrganismos resistentes como bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. os artigos devem ser enxaguados em água corrente. por um período mínimo de 30 minutos. etc. bactérias na forma vegetativa .no caso de artigos metálicos de composição diferentes no mesmo ciclo.mergulhar completamente o artigo previamente limpo e seco. exceto esporos bacterianos. .após o tempo de exposição. Exemplo: compostos clorados de 500 a 5. plásticos como de oxigenioterapia (nebulizador. . Em artigos tubulares. formaldeído 1-8%. .Desinfecção de alto nível: destrói todas as formas vegetativas de microrganismos. quaternário de amônia. compostos de iodo. fungos e uma parte dos esporos.em imersão: colocar a solução ativa em recipiente plástico. indicando no recipiente o prazo de validade. vírus lipídicos e não lipídicos. Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias. até remoção total da viscosidade. injetar a solução internamente com seringa. ácido peracético e composto clorado a 10. Como exemplo: • glutaraldeído 2%. Modo de uso: . devendo o processo ser realizado em local ventilado. abundante. alguns vírus como o HIV. Indicado para desinfecção de artigos metálicos. o da hepatite B e hepatite C. fungos. Como exemplo: compostos fenólicos 0. 14 dias. peróxido de hidrogênio 3-6%.na desinfecção de aparelhos com fibras óticas como videolaparoscópio está indicado o enxágüe com água estéril em técnica asséptica. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose.000 ppm. devem ser tratados em separado para evitar corrosão eletrolítica. com tampa. P RODUTOS UTILIZADOS : • Glutaraldeído 2%: com ativação ou pronto uso.53%. álcool 70%.000 ppm.

deve ser colocada em recipiente plástico.utilizar sempre óculos de proteção. C¹ 2% . . fechado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 201 . . • Álcool 70%: fechar o frasco imediatamente após o uso para evitar a volatilização.utilizar sempre óculos de proteção. V¹ é o volume desejado. onde C¹ é a concentração disponível.a solução deve ser solicitada na concentração indicada. Modo de uso: . Por ser volátil.em imersão: colocar em recipiente plástico com tampa. .5%.. pois é instável.5%. sua troca é indicada a cada 24 horas. Indicado para artigos que não sejam metálicos devido a sua ação corrosiva e oxidante. devendo ser guardados embalados em sacos plásticos e em caixas fechadas. Seu tempo de contato mínimo é de 10 minutos. Por ser volátil. injetar a solução com seringas no interior dos artigos. protetor respiratório com carvão ativado e luva de borracha grossa. Pode-se ainda aplicar uma fórmula de diluição: C¹ x V¹ = C² x V². Se for usado alvejante comercial. devendo ser embalados em sacos plásticos e guardados em caixas fechadas.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. • Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum é o hipoclorito de sódio.5 x 1000 ml = 250ml de cloro para obter um litro de solução a 0. sua troca é indicada a cada 24 horas . de paredes opacas para evitar a ação da luz.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. V¹=C² x V² = 0. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa.esse germicida não está indicado para desinfecção de superfícies. C² concentração desejada e V² volume disponível.5% com trinta minutos de contato para desinfecção de nível médio. A concentração recomendada é de 1% em dez minutos de contato ou 0. em artigos tubulares. considerar a concentração de 2% e preparar a solução com uma parte de alvejante e igual parte de água para obter 1% ou uma parte de alvejante para três de água obtendo 0. . Da mesma forma. Modo de uso: .

São Paulo. . micro motores de odontologia. devendo ser guardados em caixas fechadas ou embalados.2006 . É corrosivo para metais como bronze. é caracterizado por uma rápida ação contra todos os microrganismos. silicone e acrílico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar esses materiais. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. ferro galvanizado e latão. cobre. Indicado para artigos metálicos como cubas.utilizar sempre óculos de proteção. friccionando até sua evaporação repetindo por mais duas vezes. A superfície deve estar limpa e seca pois é inativado na presença de matéria orgânica.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. turbinas alta-rotação não autoclaváveis.2%: introduzido mais recentemente no mercado nacional. portas-amálgama na odontologia. Manual de Biossegurança dos laboratórios de Odontologia da PUCRS . Porto Alegre. Não é indicado para materiais de borracha.em superfícies: aplicá-lo diretamente com compressas. dispensa o enxágüe. • Ácido Peracético 0. 2003 .utilizar sempre óculos de proteção. sensores de respirador mecânico. Tem odor avinagrado. látex. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. Indicado para equipamentos como refletores de luz. para tal deve-se ter o cuidado de adicionar solução inibidora de corrosão. . incluindo esporos bacterianos em baixas concentrações. mobiliário de atendimento direto ao paciente. Lílian Capsi Pires. mesas ginecológicas. além de ser efetivo na presença de matéria orgânica. . 2003 202 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o .. placas expansoras de pele. . tubetes de anestésicos.deixar escorrer e secar espontaneamente. Este capítulo teve como fontes de consulta: . Sua especial vantagem é sua biodegradabilidade e atoxicidade. extratores de brocas em odontologia etc.

minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa. desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços. o uso de equipamentos de proteção individual. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 203 . é responsabilidade de todos .9 . isso se torna essencial para evitar contaminações e afastar riscos de infecções. riscos que podem comprometer a saúde do homem. O texto a seguir trata da biossegurança em organizações que trabalham com saúde. o que inclui também as farmácias. dos animais. produção.BIOSSEGURANÇA Neste capítulo discute-se a importância da biossegurança no dia-a-dia de quem trabalha com medicamentos e atendendo pacientes. O QUE É BIOSSEGURANÇA? “É o conjunto de ações voltadas para a prevenção. o que envolve a prevenção de acidentes com materiais biológicos. instruções para o reparo adequado de um ferimento e a coleta adequada do lixo. do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos” (Comissão de Biossegurança – FIOCRUZ).e no caso dos profissionais que trabalham cotidianamente com medicamentos. sem riscos e numa perspectiva de prevenção. Garantir boas condições de trabalho. ensino.

todos os microrganismos que aderem à pele durante o desenvolvimento de nossas atividade. Mantenha suas unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes. como potencialmente contaminados por germes transmissíveis de doenças. nariz e boca). leite materno. fluidos corporais. escarro. além da sujidade (sujeira) visível ou não. A lavagem das mãos é a principal medida de bloqueio da transmissão de germes. saliva e outros fluidos corporais). na nossa rotina de trabalho sempre devemos estar conscientes da importância de nos protegermos ao manipular materiais. PRECAUÇÕES-PADRÃO L AVAGEM DAS MÃOS A lavagem rotineira das mãos com água e sabão elimina. mesmo estando a mão enluvada. sêmen. artigos. antes de iniciarmos uma atividade e logo após seu término. ou os equipamentos e ambiente que tiveram contato com eles. por isso consideramos esses fluidos de pacientes. entramos em contato com material biológico (sangue. MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS Os instrumentos e materiais sujos com sangue. secreções e excreções devem ser manuseados de modo a prevenir a contaminação da pele e mucosas (olhos. vamos sempre considerá-los contaminados. Sugerimos aqui precauções-padrão. secreções e excreções tipo vômito. roupas e. fezes. assim como fazemos em nosso dia-a-dia antes das refeições e após a ida ao banheiro. prevenir a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambiente. Devemos lavar as mãos sempre. ainda. que são cuidados e equipamentos que irão bloquear a transmissão de microrganismos evitando contaminação.PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA Durante o desenvolvimento do trabalho na área da saúde. resíduos e ambiente sujos de sangue e/ou secreções. urina. Por não sabermos se os germes estão ou não presentes nesses equipamentos. 204 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . Dessa forma. Esses materiais biológicos podem estar alojando microrganismos. tanto no atendimento direto ao paciente ou nas atividades de apoio.

transportar ou descartar agulhas. mouses e monitores com barreiras do tipo filme plástico (PVC).Todos os instrumentos reutilizados têm rotina de reprocessamento. dispensando a limpeza da superfície do equipamento. teclados. Vacina é proteção específica de doenças. papel alumínio ou outros materiais próprios para esse fim. V ACINAÇÃO Todos os profissionais de saúde devem estar vacinados contra a hepatite B e o tétano. Participe de todas as campanhas de vacinação que a Secretaria Municipal de Saúde promove. recape a agulha introduzindo-a no interior da tampa. Verifique que estes estejam limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso em outro paciente ou profissional. requerendo apenas desinfecção na hora da troca de barreiras entre pacientes. Esse procedimento impede a aderência da sujidade. M ANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO Ao manusear. lâminas de barbear. A MBIENTE E EQUIPAMENTOS Toda a unidade de saúde deve ter rotinas de limpeza e desinfecção de superfícies do ambiente e de equipamentos. Colabore na supervisão para conferir se essas medidas estão sendo seguidas. Eles devem ser descartados em caixas apropriadas. Para a reutilização de seringa anestésica descartável ou carpule. alças de equipamentos. como botões. Previna-se! a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 205 . tenha cuidado para não se acidentar. Seringas e agulhas reutilizáveis devem ser transportadas para a área de limpeza e esterilização em caixa de inox ou bandeja. pressionando a tampa ao encontro da parede da bandeja clínica. limpar. Essas vacinas estão disponíveis na rede pública municipal. Nunca recape agulhas após o uso. Proteja as superfícies do contato direto. Não remova com as mãos agulhas usadas das seringas descartáveis e não as quebre ou entorte. rígidas e impermeáveis que devem ser colocadas próximo à área em que os materiais são usados. de forma a não utilizar a mão nesse procedimento. Confira se os materiais descartáveis de uso único estão sendo realmente descartados e em local apropriado. Esse materiais chamamos de instrumentos pérfuro-cortantes. tesouras e outros instrumentos de corte.

fluidos corporais. fluidos corporais. pele não íntegra e durante a manipulação de artigos contaminados. Luvas grossas de borracha estão indicadas para limpeza de materiais e de ambiente. nariz e boca de respingos (gotículas) gerados pela fala. entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente. sua troca deverá ocorrer quando úmidas ou submetidas a respingos visíveis. como aquelas geradas durante a lavagem de materiais contaminados. áreas de expurgo ou de desinfecção de artigos. 206 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . excreções (exceto suor). pois podem conter uma alta concentração de microrganismos. Essas gotículas geradas por fonte humana tem diâmetro de até 5μ e se dispersam até um metro de distância quando se depositam nas superfícies. secreções. Lave as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de microrganismos a outros pacientes e materiais. As máscaras cirúrgicas devem ter um filtro bacteriano de até 5 ì de diâmetro. As luvas devem ser trocadas após contato com material biológico. onde existe o risco químico de contato. Os procedimentos de maior risco e dispersão de respingos são: broncoscopia. São de uso único. como em farmácia hospitalar. Outra indicação de uso desses equipamentos é durante a manipulação de produtos químicos. Elas podem ser de sangue. antes de tocar em artigos e superfícies sem material biológico e antes de atender outro paciente. membranas mucosas. Remova as luvas logo após usá-las.E QUIPAMENTOS DE P ROTEÇÃO I NDIVIDUAL Luvas As luvas protegem de sujidade grosseira. nasal ou endotraqueal. secreções e excreções ou líquidos contaminados. suturas. aspiração oral. óculos de proteção ou escudo facial A máscara cirúrgica e óculos de proteção ou escudo facial são utilizados em procedimentos e servem para proteger as mucosas dos olhos. evitando a dispersão de microrganismos ou material biológico aderido nas luvas. cirurgias. As luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. Máscaras. passagem de sonda gástrica. mas durante procedimentos de longa duração. pois há repasse de germes para as mãos mesmo com o uso de luvas. Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue. técnicas laboratoriais de bioquímica e microbiologia e atendimento odontológico. tosse ou espirro de pacientes ou durante atividades de assistência e de apoio.

Não deve ser feito nenhum tipo de reparo. ou quando o usuário perceber o cheiro ou gosto do contaminante. É indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar.Para retirar.P ROTETOR RESPIRATÓRIO ( RESPIRADORES ) Usado para proteger as vias respiratórias contra poeiras tóxicas e vapores orgânicos ou químicos. rasgado ou com elástico solto. É de uso individual. devendo estes ser escalados para o atendimento de pacientes portadores dessas doenças infecciosas. ajustando-o na nuca. intransferível e reutilizável. cobrindo a boca e o nariz.Profissionais imunizados por sarampo e varicela não necessitam de proteção respiratória. desde que esse protetor tenha uma camada de carvão ativado (máscara escura). Manusear com as mãos limpas e guardar em local limpo. . Tem vida útil variável dependendo do tipo de contaminante.Para verificar o ajuste. . usado para desinfecção de artigos em ambiente pouco arejado. Instruções de uso do protetor respiratório: . Também é indicado no laboratório de microbiologia em técnicas de identificação do bacilo da tuberculose. da freqüência respiratória do usuário e da umidade do ambiente. . é no manuseio prolongado de glutaraldeído 2%. sarampo ou varicela. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 207 .Segure o respirador na mão e aproxime do rosto. Esse protetor com carvão ativado filtra gases tóxicos e odores.Pressione o elemento metálico com os dedos de forma a moldá-lo ao formato do nariz. Seu uso também está indicado para ambientes ou atividades com odor fétido e desagradável. comece pelo elástico de baixo das orelhas e depois o outro.Puxe o elástico de cima. doenças que são transmitidas via aérea quando inalamos os núcleos de gotículas ressecadas suspensas no ar contendo os germes. de um tipo específico. passando-o pela cabeça e ajustando-o acima das orelhas. . coloque as mãos na frente do respirador e assopre fortemente. perfurado. Depois faça o mesmo com o elástico inferior. Deve ser trocado sempre que se encontrar saturado (entupido). O ar não deve vazar pelas laterais. . sua concentração. Outra indicação para o uso do protetor respiratório.

O avental será selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plástico ou tecido). de forma a remover corpos estranhos e grande parte de bactérias superficiais. secreções ou excreções.A VENTAL E GORRO O avental (limpo. faz-se uma limpeza mecânica da ferida com irrigação de solução salina sob pressão. Dentro do ferimento. projeção de partículas e proteção de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos. como em lavanderias. fluidos corporais. cirurgia vascular e outras especialidades cirúrgicas. Evita-se os de tecido que umedecem e retém a sujeira. cirurgia geral. Sangue coagulado na pele adjacente ao ferimento pode ser removido com água oxigenada. Tanto o avental quanto o gorro podem ser de diferentes tecidos laváveis ou do tipo descartável de uso único.02% (10ml de alvejante comercial a 2 a 2. de preferência impermeáveis (couro ou sintético). Escolha os calçados cômodos e do tipo antiderrapante. Evita-se o contato da água oxigenada no tecido aberto devido seu efeito lesivo da oxigenação sobre células expostas. O gorro estará indicado especificamente para profissionais que trabalham com procedimentos que envolvam dispersão de aerossóis. P REPARO DO FERIMENTO . Se o local tiver muita umidade.5% para cada litro de água). remover cirurgicamente. estes são removidos com auxílio de pinças. por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 0. O avental de plástico está indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo. O avental sujo será removido após o descarte das luvas e as mãos devem ser lavadas para evitar transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambiente. PELE OU MUCOSA DO PACIENTE O objetivo é remover a sujidade da lesão ou da pele e preparar o ferimento para a sutura ou curativo. É o caso da equipe odontológica e outras especialidades como oftalmologia. A lavagem domiciliar de aventais contaminados deve ser precedida de desinfecção. CALÇADOS Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aqueles fechados. tesouras ou lâminas. usar botas de borracha. otorrinolaringologia. 208 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . não estéril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue. Se houver presença de tecido desvitalizado e corpos estranhos aderidos que não saíram com o jato de soro fisiológico. Para tanto.

de forma que em um único processo se tem duas ações: a limpeza e a anti-sepsia com destruição de germes da pele ou mucosa. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por 3-0 segundos. deve ficar protegido com gaze ou compressa estéril e solução salina isotônica até o tratamento cirúrgico definitivo. sendo removidos prontamente com solução salina estéril. a clorexidina e o PVPI (polivinilpirrolidona-Iodo). sabões e anti-sépticos nos tecidos aumentam o potencial de infecção se usados diretamente na ferida. Os três anti-sépticos com melhores resultados são o álcool 70%. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 209 . em pele ou áreas adjacentes de ferimentos ou mucosas. O anti-séptico pode ter associado um degermante.Sabões. Clorexidina degermante • Anti-sepsia de degermação como preparo do campo cirúrgico. banhos de pacientes com infecções por bactérias multiressistentes • Anti-sepsia das mãos da equipe cirúrgica no bloco cirúrgico. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por um minuto na pele. • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas.5% • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. • Anti-sepsia de pele adjacente de ferimentos ou em áreas lesadas antes de punções ou outros procedimentos invasivos. secar com compressa estéril. Álcool glicerinado 2% Iodofor aquoso 2% • Exclusivamente para anti-sepsia das mãos após a lavagem ou como substituto da lavagem. tecido morto que servirá de substrato para crescimento bacteriano. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. SC). antes de procedimentos cirúrgicos ou invasivos. Estes podem ser usados para limpar a pele íntegra em volta da ferida. da equipe de unidades críticas ou da equipe de unidades de internação na vigência de surto de infecção. destruindo células vivas e criando. Na verdade. Clorexidina -0. •Banhos de pacientes queimados. Aplicar por três minutos e enxaguar com soro fisiológico.12-% • Anti-sepsia de mucosa oral para uso dentário. Clorexidina alcoólica -0. IM. Se o ferimento aguarda sutura. ANTISSÉPTICOS Álcool 70% INDICAÇÃO • Anti-sepsia de pele antes de administrar medicamentos e soluções parenterais (IV. Para mucosas são usados anti-sépticos em veículos aquosos e não os alcoólicos. • Anti-sepsia de mucosa antes de procedimentos invasivos. Quanto ao preparo da pele ou mucosa íntegra para procedimentos invasivos ou cirúrgicos indica-se o uso de anti-sépticos. detergentes e anti-sépticos cutâneos estão contra-indicados sobre tecidos sub-epiteliais uma vez que são irritantes para os tecidos.

papel higiênico. recicláveis. fisiológicas. restos de lanches. papel toalha. Cada sala do ambiente de trabalho. esponjas. Indica-se o uso de cores para identificar os recipientes e programação visual padronizando símbolos e descrições utilizadas. etc. Devem ser oferecidas as condições necessárias para seleção dos resíduos. há os resíduos recicláveis que serão descartados e recolhidos separadamente. dependendo do tipo de atividade desenvolvida. Os sacos dessas lixeiras menores deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. folhas e flores. RESÍDUOS COMUNS São resíduos nos estados sólidos ou semi-sólidos. A Coleta Seletiva compreende a separação. infectantes e químicos. recolhimento para um local de armazenamento até a coleta. esponja de aço. já no momento do descarte. restos de madeira. absorventes higiênicos. dos diferentes tipos de resíduos. seja fixada uma lista de resíduos que deverão ser desprezados em tais lixeiras. semelhantes aos resíduos domiciliares que resultam de atividades diversas de alimentação. Recomenda-se que. de limpeza. cada lixeira contenha a identificação do tipo de resíduo e acima. Recomenda-se a criação de uma Comissão de Gerenciamento de Resíduos que deverá incluir em sua rotina um programa de treinamento para os profissionais geradores de resíduos e para os responsáveis pela limpeza e dispensação final dos resíduos. RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: Cascas de frutas. papel carbono. isopor. com adesivo. nas salas. 210 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . e serem colocados dentro de um saco preto maior.COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE O gerenciamento de resíduos deve ser implantado como rotina em ambientes farmacêuticos. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Comum. erva-mate. Nas unidades de saúde são gerados resíduos comuns. Compondo os resíduos comuns. deverá ter locais determinados para a localização das lixeiras de Coleta Seletiva. não oferecendo nenhum risco à sua manipulação ou à Saúde Pública. com saco preto e uma relação dos resíduos a serem descartados ali.

C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Reciclável. além de gerar novos empregos através das usinas de reciclagem. vidros. Se depositados em via pública. refrigerantes. vidro. frascos-ampola vazios. em uma área protegida de chuva. lixo infectante). Se depositados em via pública. embalagens de água. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Frascos de soro. papéis de embrulho. após o uso. sacos plásticos. gerando economia de recursos naturais e financeiros. de acesso restrito a profissionais da limpeza. frágeis ou quebrados devem ser protegidos em caixa de papelão antes do descarte no saco plástico. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação (lixo comum. em uma área protegida de chuva. caixas de papelão. Esses sacos de lixo deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. podem ter sua matéria prima reaproveitada. papel. lixo reciclável. rolos vazios de esparadrapo. São resíduos de plástico.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. colocar próximo ao horário da coleta. caixas ou tubos plásticos de medicamentos. Os vidros grandes. de acesso restrito somente a profissionais de limpeza. tubos de alvejantes e detergentes. embalagens de alumínio. latas em geral etc. copos descartáveis. com saco verde e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. papelão e metal sem sujidade biológica visível. O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes com os resíduos recolhidos dos diversos locais dentro de um contêiner. colocar próximo ao horário da coleta seletiva. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 211 . Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. R ESÍDUOS RECICLÁVEIS São resíduos sólidos que. e serem colocados dentro de um saco verde maior.

sondas. etc. papel de embrulho contaminado. Em salas de assistência odontológica recomenda-se o uso de porta-resíduos com capacidade aproximada de um litro. drenos. agulhas de sutura. agulhas para Carpule. contendo o símbolo internacional de risco biológico estampado no saco de 100 litros. gorros usados. cateteres.RESÍDUOS INFECTANTES São resíduos que resultam das atividades de assistência. com saco branco e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. que promovam liberação de material biológico. antes de serem agregados ao restante dos resíduos infectantes. oferecendo risco à Saúde Pública ou à manipulação. descartar dentro do saco branco do lixo infectante até o recolhimento. bolsas coletoras de drenagens. sob a mesa clínica para descarte. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Infectante. ampolas de medicação. que devem ter o descarte em recipiente apropriado. fios de aço. R ELAÇÃO DOS R ESÍDUOS P ÉRFURO -C ORTANTES : Seringas agulhadas. com espessura mínima de 10 micrometros. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Descartar em caixa apropriada (rígida e impermeável). após o uso em cada paciente. Esses resíduos são infectantes também e serão descartados fechados em sacos maiores até o recolhimento final. fios agulhados. agulha de Abocath. 212 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . laboratório ou atos cirúrgicos. luvas usadas. etc. máscaras usadas. lacrar quando atingir 2/3 da capacidade indicada na caixa. lâminas de bisturi. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Gaze. Essas lixeiras deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. As peças anatômicas e bolsas de sangue devem ser descartadas em saco branco leitoso duplo dentro do recipiente para resíduos infectantes. campos protetores de superfícies. e serem colocados dentro de um saco branco leitoso. scalp. esparadrapo. Dentro desse grupo se incluem os pérfuro-cortantes. lâmina de barbear.

(lixo comum. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. resíduos corrosivos. quimioterápicos e antineoplásicos. Se depositados em via pública. soluções para revelação e fixação de radiografias. RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS São resíduos tóxicos compostos por medicamentos vencidos. reativos. que elimine a periculosidade do resíduo para a saúde pública ou para o meio ambiente. lixo reciclável. conforme consta na Resolução CONAMA n° 283/2001. reatores sorológicos vencidos. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. germicidas fora da validade. colocar próximo ao horário da coleta. solventes. explosivos. Porto Alegre. inflamáveis. em uma área protegida de chuva. lixo infectante). Lílian Capsi Pires. mercúrio líquido. esses resíduos deverão ser encaminhados ao fabricante ou empresa tecnicamente competente para tratamento. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Medicamentos vencidos.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. de acesso restrito a profissionais da limpeza. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Quando vencidos ou contaminados. 2003 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 213 . genotóxicos ou mutagênicos.

Atuar conforme o seu conhecimento.Dar assistência à vítima até que chegue o socorro médico. . quando uma pessoa é vítima de qualquer acidente ou mal súbito. O socorro inicial à vítima adequado tem como objetivos: . entorses e picadas de insetos. Podemos definir primeiros socorros como os procedimentos adotados antes da chegada do médico. A finalidade maior dos primeiros socorros é: .10 .PRIMEIROS SOCORROS Este capítulo tem o objetivo de tratar dos fundamentos básicos dos primeiros socorros e orientar sobre o que pode ser feito em caso de acidentes como queimaduras.Reconhecer quando se trata de um atendimento de urgência. 214 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . do profissional qualificado da área da saúde ou da ambulância.Chamar o serviço médico. .Preservar a vida. .

Nunca abandone alguém em estado grave.. . . . Converse com a vítima durante todo o exame e tratamento.Ser objetivo. Tente responder às perguntas da vítima com franqueza. O que fazer para “ganhar” a confiança da vítima? . transmitindo sempre segurança e confiança. .Promover a recuperação da vítima. . Para isso é importante: . A pessoa que presta os primeiros socorros – o socorrista – deve agir imediatamente.Usar as mãos delicadamente. . jamais a separe da mãe ou do pai.Falar com a vítima de modo gentil. O socorrista deve ser bem treinado. Faça a vítima se sentir acolhida. Explique o que vai ser feito. .Restringir os efeitos da lesão. . periodicamente reavaliado e estar atualizado quanto às técnicas de primeiros socorros.Manter o controle sobre si mesmo e da situação.Agir com calma e lógica. ganhe a sua confiança falando da maneira mais simples possível e olhando-a sempre de frente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 215 . Se a vítima for criança. . . Procure mostrar que você está ali para ajudar e servir. .

se houver muita dor. . Se necessário. 216 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Não toque a área afetada. de 3º grau. pomada. Nas queimaduras de 2º grau a dor é mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na região afetada. Já nas queimaduras graves. recorte em volta da roupa que está sobre a região afetada. um analgésico. .Não cubra a queimadura com algodão. uma vez que há a destruição de terminações nervosas. As queimaduras leves (de 1º grau) se manifestam com vermelhidão.Não use gelo ou água gelada para resfriar a região. podendo ocorrer também pelo frio intenso ou pela radiação solar. . creme dental ou qualquer outro produto doméstico sobre a queimadura.TIPOS DE ACIDENTES QUEIMADURAS São lesões causadas pelo calor. líquidos e vapores. a pele se apresenta esbranquiçada ou carbonizada e há pouca ou nenhuma dor.Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. cal. . álcool e água sanitária. . procure um médico imediatamente. Q UEIMADURAS QUÍMICAS São sempre graves e geralmente causadas por produtos de higiene. .Não use manteiga.Nunca fure as bolhas.Dê bastante líquido para a pessoa ingerir e. substâncias corrosivas. inchaço e dor. O que fazer: . gasolina. .Se a queimadura for extensa ou de 3º grau.

Refresque a pele da vítima com compressas frias.Como as queimaduras químicas são sempre graves. . para então socorrer a pessoa. tendo o cuidado de não queimar as próprias mãos. deixam a pele intacta.Lave o local com água corrente por 10 minutos (se forem os olhos. O que fazer: . ENTORSES.Procure ajuda médica imediata. Há dois tipos de fraturas: as fechadas. As a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 217 . . uma queda ou esmagamento. FRATURAS. e as expostas. .Deve-se desligar rapidamente a força elétrica. podendo causar parada cardíaca e respiratória. Q UEIMADURAS POR ELETRICIDADE São causadas por raios ou correntes de alta e baixa voltagem. A queimadura é uma lesão estéril. por isso tenha cuidado ao manuseá-la e evite ao máximo contaminá-la. retire as roupas da vítima rapidamente. mantendo-a na sombra.O que fazer: . quando o osso fere e atravessa a pele. 15 minutos).Faça a pessoa ingerir bastante líquido. LUXAÇÕES E CONTUSÕES F RATURA É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte. que. apesar do choque. enxugue delicadamente e cubra com um curativo limpo e seco. Q UEIMADURAS O que fazer: SOLARES . em local fresco e ventilado.

O que fazer: .Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido. com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações).fraturas expostas exigem cuidados especiais.Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala. como uma tábua.Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea. a dor e a progressão do hematoma.Não dê qualquer alimento ao ferido. . revista dobrada. Use 218 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . luxação ou contusão: Improvise uma tala Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície. O que fazer em caso de entorse. ENTORSE É a torção de uma articulação. . CONTUSÃO É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. enquanto isso.Solicite assistência médica. vassoura ou outro objeto qualquer. . O que fazer: . mantenha a pessoa calma e aquecida. Se o local estiver arroxeado. nem mesmo água.Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço. . nem tentar recolocar o osso no lugar. portanto nesse caso cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato. LUXAÇÃO É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.Não se deve fazer massagens na região. . é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma).

Não induza o vômito se a substância ingerida for corrosiva ou derivada de petróleo (removedor. não provoque vômitos. alteração da pulsação.Se a vítima estiver consciente. graxas. soda cáustica. parada cárdio-respiratória. água sanitária. veneno para ratos ou água oxigenada.). Os sinais e sintomas mais comuns são queimaduras nos lábios e na boca. comida estragada. induza vômitos se o agente tóxico for: medicamentos. . Medicamentos. tinta. . bebidas alcoólicas. produtos químicos e substâncias corrosivas são os principais causadores de envenenamentos ou intoxicação. INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS Venenos são substâncias que. Improvise uma tipóia Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. em quantidade suficiente podem causar danos temporários ou permanentes. costelas ou clavícula. cosméticos. ataduras ou cintos. fósforo. hálito com cheiro da substância ingerida.tiras de pano. amônia. etc. convulsões e. plantas. identifique o tipo de veneno ingerido e a quantidade. naftalina. ceras. . ao serem introduzidas no organismo. O que fazer: . aguarrás. gasolina.Se a vítima estiver inconsciente. especificamente em crianças. perda de consciência. plantas. antebraço. sem apertar muito para não dificultar a circulação sanguínea. Só use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado. álcool. Isto serve para sustentar um braço em casos de fratura de punho. Esses produtos causam queimaduras quando ingeridos e podem provocar novas queimaduras durante o vômito ou liberar gases tóxicos para os pulmões. eventualmente.Se possível. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 219 . cotovelo. vômitos. thinner. polidores. querosene.

A vítima deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.Mantenha a vítima deitada. uma vez que carrapatos são vetores de doenças. tremores e convulsão.Não amarre a região da picada. para evitar que o veneno seja absorvido rapidamente. . O que fazer: .Não dê nada para a vítima comer. salivação. Os sintomas mais comuns são náuseas. têm hábitos noturnos e encontram-se geralmente em pilhas de madeiras.Não corte nem fure a picada. . provocam dor e inchaço. P ICADAS DE ESCORPIÕES Os escorpiões são pouco agressivos. P ICADAS DE CARRAPATOS O que fazer: Deve-se removê-los o mais rápido possível e colocá-los em um vidro para serem examinados. . vespas e marimbondos. .Observação: a indução ao vômito é feita através da estimulação da garganta com o dedo. 220 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Deve-se remover o ferrão e aplicar compressas frias para aliviar a dor e reduzir o inchaço. . P ICADAS DE INSETOS Abelhas.Se a picada for na perna ou no braço. vômitos. . nem beber. PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS O que fazer ao socorrer uma vítima picada por animais peçonhentos: . estes deverão ficar em posição elevada.Sempre que possível. adaptando-se bem ao ambiente doméstico. quando picam. leve o animal que provocou o acidente para ser identificado.

. Dessa maneira ocorre o sangramento ou hemorragia.Deve-se transportar o acidentado rapidamente à unidade de saúde para aplicação de soro específico. .A vítima deve permanecer deitada e quieta.Não remova o veneno por meios mecânicos. pela dor no local atingido. Toda picada de cobra.Não coloque torniquete. . Qualquer ruptura anormal da pele ou da superfície do corpo é chamada de ferimento. mesmo sem qualquer sintoma. raspão.Não dê álcool à vítima. P ICADAS DE COBRAS As picadas de cobras são reconhecidas pelas marcas dos dentes na pele. por inchaço e bolas que surgem no local. . nem tente sugar o veneno. prego.O que fazer: . S ANGRAMENTO EXTERNO É visível na superfície do corpo e é decorrente de corte.Deve-se lavar a ferida com água e sabão.Mantenha a parte ferida abaixo do nível do coração. produzido por um pedaço de vidro. SANGRAMENTOS Um sangramento é a perda de sangue dos vasos sanguíneos. O que fazer: . . . de forma que o veneno fique contido no local. faca ou outro objeto cortante. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 221 .Não dê sedativos ou ácido acetilsalicílico.Dê apoio à vítima e leve-a a um serviço médico. . perfuração.Não faça ferimentos adicionais para drenar o veneno. . merece atendimento médico.

pele fria e pálida.Peça auxílio médico imediato. como pó de café ou qualquer outro produto. sede.Não tente retirar corpos estranhos dos ferimentos. mucosas dos olhos e da boca brancas. cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma atadura firme.Não aplique substâncias. S ANGRAMENTOS O que fazer: NASAIS 222 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Procure manter o local que sangra em um plano acima do coração.Não dê alimentos à vítima.Pressione firmemente o local por cerca de dez minutos. Observação: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a compressão não for suficiente para estancá-los. A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e. mas que permita a circulação do sangue. mas não do corpo. evitando a remoção de eventuais coágulos. comprimindo-o com um pano limpo dobrado ou com uma das mãos. Se o sangramento persistir através do curativo. Os mais comuns ocorrem no tórax e no abdômen. O que fazer: . nem a aqueça demais com cobertores. . a situação deve ser acompanhada e controlada com muita atenção através da monitoração dos sinais externos: pulso fraco e acelerado. .Quando parar de sangrar. tontura e inconsciência. ponha novas ataduras sem retirar as anteriores. por isso. S ANGRAMENTO INTERNO Surge em decorrência de um ferimento interno que faz com que o sangue saia do sistema circulatório. . no sangramento. comprima a artéria ou a veia responsável pelo sangramento contra o osso. . . mãos e dedos arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea.O que fazer: . impedindo a passagem de sangue para a região afetada.

afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz. O que fazer: . é sempre grave. Na pele. envolva-as em um jornal ou num saco de papel. geralmente causado por altas descargas.Incline a cabeça da pessoa para a frente.Depois de alguns minutos.Desligue o aparelho da tomada. . podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) .Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo. volte a comprimir a narina e procure socorro médico.Se a hemorragia persistir. ou a chave geral. levar à parada cárdio-respiratória. CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico.Se possível empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco.a de entrada e de saída da corrente elétrica. em casos extremos. . tábua. corda seca. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 223 .Se houver parada cárdio-respiratória. evitando que o sangue vá para a garganta e seja engolido.Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local. . .Se tiver que remover a vítima com as mãos. . podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e. provocando náuseas.. cadeira de madeira ou bastão de borracha. como um cabo de vassoura. não-condutor de corrente. . aplique a ressuscitação. sentada.

sem apertar. Se estiver inconsciente.Não bata na cabeça para que o objeto saia.Se necessário. na maioria das vezes. Esses objetos são. .Não tente retirar objetos profundamente introduzidos.Se a pessoa estiver consciente. introduzir objetos nas cavidades do corpo. a vítima apresentará pele azulada e respiração difícil ou ausente. Se houver asfixia. NOS OLHOS .Pingue algumas gotas de soro fisiológico ou de água morna no olho atingido. boca e ouvidos. cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma. orientando-a para assoar o nariz.Instrua a vítima para respirar somente pela boca. . moedas. nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo.Procure ajuda médica imediata. CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA Crianças pequenas podem.. . Se não for possível fechar os olhos.Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora).Se o objeto estiver cravado no olho não tente retirá-lo. em especial no nariz. bolinhas de papel e grampos. sementes. a não ser que se trate de um inseto vivo. cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo. e procure ajuda médica especializada imediatamente.Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos. Se isso não resolver. NO NARIZ . peças de brinquedos. . acidentalmente. deite-a de lado. um copo) e procure ajuda médica imediata. com as pernas elevadas. cubra os olhos da vítima e procure ajuda médica. deite-a de costas. 224 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . e procure um médico. . . O que fazer: NO OUVIDO . cubra os dois olhos com compressas de gaze.

Verifique então se há algo da boca da vítima que impeça a respiração. o que significa que há asfixia. P ARADA CÁRDIO . A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO . lábios e unhas azulados. .RESPIRATÓRIA Em decorrência da gravidade de um acidente pode acontecer a parada cárdio-respiratória. . colocando-o de costas no chão. evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. Se ele não sair. pele fria e pálida.PULMONAR . Deixe a pessoa tossir com força. O que fazer: . pois esse é o recurso mais eficiente quando não há asfixia.. falar ou chorar. .Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o seu interior. levando a vítima a apresentar.Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas. coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno).Com a pessoa no chão. firmando a cabeça da vítima e fechando as narinas com o indicador e o polegar.Se a pessoa não consegue tossir com força. procure um médico. O BJETOS ENGOLIDOS . mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço. mova-o rolando o corpo todo de uma só vez. é sinal de que o objeto está obstruindo as vias respiratórias.Ao mesmo tempo uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca.Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas a fim de não virar ou dobrar as costas e o pescoço da vítima. Só aplique os procedimentos a seguir se você tiver certeza de que o coração não está batendo: P ROCEDIMENTOS PRELIMINARES . inconsciência.Não dê nada à vítima para comer.Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. . procure auxílio médico. além da ausência de respiração e pulsação. beber ou cheirar.Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 225 .

Deixe-a dormir. Duram poucos minutos.Se o desmaio durar mais de dois minutos. faça dois sopros para cada quinze pressões no coração. A queda da vítima é quase sempre desamparada. . há salivação abundante e. . tente colocá-la sentada e depois. . durante a convulsão. procure auxílio médico. se houver alguém ajudando-o.Evite a mordedura da língua.Proteja a cabeça da vítima.Solte as roupas da vítima. colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias da vítima. para ter certeza de que ela voltou ao normal. faça um sopro para cada cinco pressões. às vezes. mantenha a vítima em repouso. após a doação de sangue ou quando se presencia alguém sangrando ou sofrendo. Normalmente.Remova a vítima para um ambiente arejado. 226 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Enquanto o ajudante enche os pulmões. .Não ofereça nada para ela cheirar.Mantenha sempre as vias aéreas da vítima livres. com as pernas elevadas e a cabeça baixa. O que fazer: . pressione o peito a intervalos curtos de tempo. soprando adequadamente para insuflálos. EMERGÊNCIAS CLÍNICAS DESMAIO É a perda momentânea da consciência. sempre a amparando.Oriente a vítima a procurar um médico. beber ou comer. . ajude-a a ficar em pé. .Afrouxe as roupas da vítima. eliminação de fezes e urina. podendo ocorrer ferimentos. . devagar. Deixe-a se debater livremente. com movimentos desordenados e. além da contratura desordenada da musculatura. até que o coração volte a bater.. são fortes. CONVULSÕES São contrações incontroláveis dos músculos. Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho.Coloque-a deitada de costas. . O que fazer: . Caso a vítima volte a si após alguns minutos. em geral. . deixando-a confortável. acompanhadas de perda de consciência. Pode ocorrer por falta de alimentação. .Uma vez sem convulsão.Após a convulsão é comum a sonolência.

voltando-se também para o ensino e a pesquisa. uma importante função clínica. Sua missão compreende tudo o que se refere ao medicamento. objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. armazenamento. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 227 . onde se desenvolvem atividades ligadas à produção. em um grupo de serviços que dependem diretamente da Direção Central e estão em constante e estreita relação com sua administração. portanto. É igualmente responsável pela orientação de pacientes internos e ambulatoriais. Um serviço de farmácia em um hospital é o apoio clínico integrado. dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares. controle. visando sempre à eficácia da terapêutica. velando a todo o momento por sua adequada utilização no plano assistencial. FARMÁCIA HOSPITALAR A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial. investigativo e docente. propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional. administrativa e de consulta. desde sua seleção até sua dispensação. funcional e hierarquicamente. além da redução dos custos. O farmacêutico tem. técnico-científica e administrativa. A principal razão de ser da farmácia é servir ao paciente. econômico.11.

• A introdução de novas legislações aumentou a exigência de cumprimento de boas práticas de dispensação e manipulação farmacêutica. 228 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Os elementos para o sucesso de uma farmácia hospitalar: I . etc. participação em grupos multiprofissionais e ações de farmácia clínica). D ESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA • Ter farmacêuticos em 100% dos hospitais.ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR • A farmácia hospitalar vem passando por mudanças significativas nos últimos tempos. armazenamento.). desde farmácias extremamente modernas prestando toda a gama de serviços e no outro extremo hospitais sem farmacêutico. • Melhorar a gestão administrativa (estocagem. A ÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES Princípios • Farmacêuticos trabalham próximos com outros profissionais de saúde para atender as necessidades dos pacientes. os farmacêuticos são comprometidos com os resultados de seus serviços e não somente com o fornecimento deles. • As várias necessidades dos pacientes requerem que as farmácias hospitalares desempenhem uma série de atividades organizadas.Liderança e prática de gerenciamento. planejamento. compras. • O aumento na informatização das farmácias hospitalares propiciou melhor controle administrativo dos estoques. manipulação. • Hoje coexistem várias realidades em nosso país. • Melhorar a qualidade técnica (dispensação. • Como agentes de Atenção Farmacêutica.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 229 . equipamentos e fontes de informação. e 5) Instituir ações corretivas para o cumprimento das metas quando necessário. Missão da Farmácia Hospitalar: • A missão deve ser escrita e conhecida de todos os funcionários (refletindo o compromisso com pacientes e responsabilidades operacionais). 3) Direcionar as implementação destes planos e as atividades do dia-a-dia associadas a ela.Otimização da terapia medicamentosa. 2) Desenvolver planos e esquemas para atingir estes objetivos. baseado nas necessidades do paciente e do hospital. V – Estrutura. 4) Acompanhar o cumprimento das metas. e deve também ser compatível com a as características e missão do hospital.Informação sobre medicamentos e educação.II . III . • Objetivo: Melhorar continuamente os resultados dos pacientes.Dispensação de medicamentos e controles. e VI – Pesquisa farmacológica clínica. • O diretor de uma farmácia hospitalar deve ser responsável por: 1) Estabelecer as metas de curto e longo prazo da farmácia. • O gerenciamento de uma farmácia hospitalar deve ser focado na responsabilidade do farmacêutico de fornecer Atenção Farmacêutica e desenvolver uma estrutura organizacional que dê suporte a esta missão. Liderança e prática de gerenciamento: • Uma efetiva liderança aliado a um perfil gerencial são necessários para a prestação de serviços farmacêuticos de maneira consistente com as necessidades do hospital e dos pacientes. IV .

Manual Operacional: • Deve ser elaborado um manual operacional a fim de disciplinas as atividades da farmácia (administrativa. Educação e Treinamento: a) Todos os funcionários da farmácia hospitalar devem possuir as qualificações necessárias para cumprir suas tarefas. Recrutamento e Seleção de Pessoal • Devem ser realizados baseados no desenho do cargo (qualificações e perfil desejado). operacional e clínica).) em quantidade e perfil suficiente para implementação da Atenção Farmacêutica. setores da farmácia e do hospital. Integração de Novos Funcionários: • Deve-se ter bem estabelecida uma rotina de acolhimento (apresentação das missões. atividades. a descrição detalhada dos cargos e funções de todas as categorias de funcionários da farmácia deve existir e ser revisadas.Recursos Humanos de Apoio: • A farmácia hospitalar deve ter pessoal de suporte (técnicos. cultura do hospital). médio e longo prazo. Esquemas de Trabalho: . secretárias. Descrição dos Cargos e Funções: • As áreas de responsabilidade da farmácia devem ser claramente definidas. e b) Programas de educação continuada devem ser elaborados para manter e aumentar suas competências. escriturários. • Objetivos a curto. O diretor da farmácia hospitalar deve assegurar que as rotinas e procedimentos sejam seguidos e ajudem a atingir as metas estabelecidas. 230 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . auxiliares. • Conter todos os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs). etc.

cirurgia cardíaca. Garantia de qualidade: • O diretor da farmácia hospitalar deve garantir a implantação de programas de qualidade em todos os processos relacionados ao uso de medicamentos pelo paciente e em relação à logística. principalmente em hospitais com programas clínicos que exijam farmacoterapia intensiva (transplantes.• Todos os funcionários devem conhecê-lo. e • Devem ser implantados controles gerenciais de tratamentos de alto-custo no hospital. dor. etc. UTI neonatal). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 231 . e • Devem-se utilizar programas com estudos de uso de medicamentos (EUM). etc. estudos farmacoeconômicos. pois os gastos da farmácia representam um grande aporte dentro do hospital. curativos. gestantes. grupos multiprofissionais de diabetes. Gestão financeira: • O diretor da farmácia hospitalar deve participar ativamente da gestão financeira do hospital. hipertensão. Serviços farmacêuticos 24 horas: • O funcionamento da farmácia com a presença de farmacêutico deve ser ininterrupto sempre que possível. Custos com medicamentos: • Políticas e procedimentos para gerencias os gastos com medicamentos devem existir. Envolvimento em comissões: • O farmacêutico deve ser membro e participar ativamente de Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT). e • Mecanismos de fiscalização de cumprimento do manual devem ser estabelecidos.

luz. os medicamentos devem ser disponibilizados na forma de dose-única por horário e paciente. Recolhimento de medicamentos (recalls): • Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitários (ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para recolhimento de produtos. temperatura. segregação e segurança que assegurem integridade do medicamento e segurança do pessoal envolvido. Confidencialidade de Dados do Paciente: • O farmacêutico deve garantir o sigilo das informações clínicas dos pacientes. devidamente rotulados. Erros de medicação (medication errors): • Farmacêuticos. ventilação.24 horas: a) A dispensação de medicamentos em horários que não há farmacêutico deve ser disciplinada pela CFT no que diz respeito aos medicamentos que podem ser dispensados. b) O uso de dispensadores eletrônicos deve ser estimulado nestas ocasiões. e prontos para a administração. • Embalagens multidoses devem ser evitadas ao máximo. Estocagem de medicamentos: • Medicamentos devem ser estocados e preparados em condições apropriadas de higiene. 232 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r .Serviços farmacêuticos não . e c) Deve-se evitar e desencorajar a entrada de não farmacêuticos (ou funcionários da farmácia) nas dependências da farmácia hospitalar. médicos e enfermeiros devem estabelecer políticas e procedimentos para prevenção e notificação de erros de medicação. • Após análise dos ocorridos é necessário propor medidas corretivas para evitar novos episódios. Dispensação por dose-unitária: • Sempre que possível.

• O potencial de acontecer erros de medicação deve ser avaliado em relação a estes itens. anti-sépticos.) no hospital e avaliar as mudanças necessárias e os riscos de erros associados a cada setor. • Disciplinar e treinar as pessoas autorizadas a fazer tal dispensação. Inspeções na área de estocagem: • Todos os estoques devem ser inspecionados rotineiramente para assegurar validade de produtos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 233 . curativos. rótulos. satélites. automatizados. etc. • Condições que possam comprometer a segurança do processo de estocagem devem ser revistos e propostos modificações.). Substâncias controladas: • Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98. Fabricantes e fornecedores: • Devem ser estabelecidos critérios para selecionar e validar fornecedores para assegurar a máxima qualidade dos medicamentos e correlatos. Estoques periféricos: • Estoques periféricos devem se limitar ao uso em situações de emergência e itens de segurança (enxagüatório bucal.Representantes comerciais: • Políticas escritas para visitas e atuação de representantes comerciais de medicamentos e correlatos no hospital devem existir. coletiva. Sistemas de dispensação e máquinas dispensadoras automáticas: • A farmácia deve propor e monitorar a utilização dos sistemas de dispensação (dose-unitária. etc. avariados. em especial os controles físicos e livros (ou controles informatizados). individualizada.

manipulação e eliminação de dejetos devem existir para garantir a segurança dos funcionários.). lavanderia. Informação sobre medicamentos: Espaço adequado. 234 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . equipamentos e suprimentos devem estar disponíveis para todos os profissionais e funções administrativas relacionadas ao uso de medicamentos. equipamentos e fontes de informação: • Para assegurar uma performance operacional ótima e qualidade no atendimento ao paciente. • Podemos incluir neste rol de produtos os inflamáveis. pacientes e eventuais visitantes. Estocagem de medicamentos: • Deve existir uma estrutura para que a estocagem e preparação de medicamentos sejam realizadas dentro de parâmetros legais e de segurança. enfermeiros. transportes. que devem possuir área segregada e rotinas escritas de prevenção de incêndios. Produtos citotóxicos e perigosos: • Precauções especiais. fontes de consulta e tecnologia de comunicação devem estar disponíveis para facilitar a provisão de informações sobre medicamentos. etc. prescritores e outros profissionais de saúde e devem estar integrados com os serviços gerais do hospital (comunicações. Área de manipulação e estocagem: • O espaço e a estrutura da área de manipulação devem atender as boas práticas de manipulação (RDC 33 e outras) e estocagem (portaria 802 e outras). equipamentos e treinamentos para estocagem. limpeza. • Estes recursos devem estar localizados em áreas que facilitem a provisão de serviços ao paciente. evitando potenciais contaminações de produtos.Estrutura. segurança. espaço adequado. • Na manipulação de estéreis devemos ter os cuidados redobrados.

atividades educativas e de treinamento. Manutenção de registros: • Um espaço adequado deve estar disponível para arquivamento e manutenção de registros (psicotrópicos. Escritórios e sala de reuniões: • Devem estar disponíveis para atividades administrativas.Consultório farmacêutico: • Para atendimento de pacientes ambulatoriais deve existir um espaço privativo com estrutura adequada para realização do processo de anamnese e orientação farmacêutica. relatórios e documentos administrativos e técnicos) para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e órgãos de acreditação. e podem conter módulos interligados com bases de dados de interações medicamentosas e monografias de drogas. inventários. P ESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA Políticas e procedimentos: • O farmacêutico deve assegurar a segurança e o uso de protocolos apropriados de ensaios clínicos de novas drogas. gerenciar os perfis farmacoterapêuticos dos pacientes. Automação: • Sistemas mecânicos automatizados (“robôs”) e softwares podem ser usados para promover a eficácia e eficiência nos processos de prescrição. dispensação. monitoração clínica. com o objetivo de melhorar os resultados farmacoterapêuticos e a qualidade de vida dos pacientes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 235 . reuniões. Sistemas informatizados: • Devem estar disponíveis para auxiliar nas funções administrativas (logísticas). facilitando a intervenção técnica do farmacêutico antes da primeira dose.

indicação terapêutica. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS Conceito . Estas informações devem ser repassadas à clientela do hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesma não tenha nenhuma dúvida a cerca do esquema terapêutico proposto. dentre outras. verificação de interações medicamentosas e com alimentos. 236 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . prestando informações sobre as características farmacodinâmicas dos mesmos. contra-indicação. • O farmacêutico deve elaborar informações escritas sobre segurança. Informação sobre medicamentos: • O farmacêutico deve ter acesso a informações de todos os estudos preliminares sobre o medicamento em pesquisa no hospital.É o ato de entrega racional de medicamentos aos pacientes. RAM. • A CFT e a Comissão de Pesquisa Clínica devem aprovar a pesquisa bem como a Comissão de Ética em Pesquisa (CEP). e sobre experimentos similares realizados em outros centros de pesquisa. interações.Distribuição e controle: • A farmácia deve ser responsável pela distribuição e controle dos fármacos utilizados em pesquisa clínica no hospital. contra-indicações. bem como estudo da posologia. características organolépticas. e manter a documentação de consentimento do paciente arquivada. Objetivos • Distribuir os medicamentos de forma ordenada e racional. Comissão de Pesquisa Clínica: • O farmacêutico deve ser incluído na comissão de pesquisa clínica. • Prestar informações sobre os mesmos no que diz respeito à estabilidade. administração do medicamento testado.

• Diminuir erros de medicação; • Diminuir os custos com medicamentos; • Aumentar a segurança para o paciente; • Racionalizar a distribuição e administração; • Aumentar o controle sobre os medicamentos, acesso do Farmacêutico as informações sobre o paciente. Introdução A elaboração de um sistema de distribuição de medicamentos requer uma investigação em profundidade, de atividades que possam garantir eficiência, economia e segurança. A seqüência de eventos que envolvem a distribuição do medicamento começa quando o mesmo é adquirido e a partir de então um modelo é seguido até sua administração ao paciente ou, por algum motivo seja devolvido à Farmácia, para se concluir o processo. Um sistema de distribuição deve atender a todas as áreas da instituição onde são utilizados medicamentos e correlatos. Na prática existem 4 tipos de sistema de distribuição de medicamentos, a saber: coletivo, individual, combinado e dose unitária. (Garrinson, 1979.p.257).

S ISTEMA

DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS

É um sistema onde os pedidos de medicamentos à Farmácia são feitos através da transcrição da prescrição médica pela enfermagem. Estes pedidos não são feitos em nome dos pacientes, mas sim, em nome de setores. A Farmácia envia certa quantidade de medicamentos para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais setores, que de acordo com as prescrições médicas vão sendo ministradas aos pacientes. É um sistema que apresenta falhas, pois não há a participação direta do Farmacêutico. Rotina Operacional: • Médico: prescreve os medicamentos para os diversos pacientes nas folhas de prescrições médicas.

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• Enfermagem: efetua a transcrição da prescrição médica para o “Formulário de Solicitação de Medicamentos” em nome de todo o setor. • Funcionário da Enfermagem: envia o formulário para a Farmácia. • Funcionário da Farmácia: através do formulário efetua a distribuição de medicamentos. • Auxiliar de Enfermagem: deve devolver à Farmácia os medicamentos não ministrados. Vantagens: • Grande arsenal terapêutico nas unidades, o que facilita o uso imediato dos medicamentos. • Diminui os pedidos à Farmácia. • Diminui as tarefas a serem executadas pela Farmácia. Desvantagens: • Requisições são feitas através da transcrição da prescrição médica o que pode ocasionar erros de transação, tais como: omissões e trocas de medicamentos. • • Aumenta o gasto com medicamentos em conseqüência de: a) Incapacidade da Farmácia em controlar adequadamente os medicamentos. b) Desvio de medicamentos. c) Mau acondicionamento de medicamentos. d) Vencimento de prazo de validade. e) Devolução de medicamentos sem identificação. . Pode ocorrer administração ao paciente de medicamentos vencidos. . Aumenta o consumo de drogas. . Aumenta o potencial de erros de administração de medicamentos resultante da falta de revisão feita pelo Farmacêutico das prescrições médicas de cada paciente. Sistema individual de distribuição de medicamentos

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Sistema no qual os pedidos de medicamentos são feitos especificamente para cada paciente (24 horas), de acordo com a segunda via da prescrição médica. Este sistema está mais orientado para a Farmácia que o anterior, visto que se busca um melhor controle de medicamentos. Rotina Operacional: Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Funcionário da Farmácia: recolhe as segundas vias das prescrições médicas nas unidades e efetua o aviamento e distribuição dos medicamentos e Soluções de Grande Volume (S.G.V.) em sacos plásticos individuais devidamente identificados com os dados do paciente. Farmacêutico: • supervisiona o aviamento das segundas vias de prescrições médicas. • confere a dispensação de todos os medicamentos e (SGV). • controla o estoque e registra as receitas de psicotrópicos e entorpecentes de acordo com a legislação vigente. • realiza fiscalizações periódicas nas unidades. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente. • supervisiona a reposição dos medicamentos de uso esporádico (se necessário); medicamentos da portaria 344 (psicotrópicos e entorpecentes) e armário de reservas das S.G.V. Funcionário da Farmácia: retorna as unidades com os medicamentos dispensados e as segundas vias das prescrições médicas e acompanha a conferência da medicação e do MMH. Contínuo da Unidade: vai até a Farmácia apanhar as soluções de grande volume. Secretária da Unidade: recebe os medicamentos e S.G.V. na presença do funcionário da Farmácia, conferindo o que está recebendo de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. Após conferir assina as prescrições e organiza os medicamentos e S.G.V. nas gavetas e armários.

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Funcionário da Farmácia: retorna ao Serviço de Farmácia com as segundas vias das prescrições médicas assinadas e os medicamentos que não foram administrados aos pacientes. Diariamente visita as unidades e confere: • Armário dos medicamentos de uso esporádico (se necessário). • Gaveta da portaria 344. • Carro de urgência. • Armário de reserva de S.G.V. • Fazem a reposição de estoques das unidades. Vantagens: • Diminuição dos estoques nas unidades assistenciais; • Facilidade para devolução à Farmácia; • Redução potencial de erros de medicação; • Reduz tempo do pessoal da enfermagem quanto às atividades com medicamentos; • Redução de custos com medicamentos; • Controle mais efetivo sobre medicamentos; • Aumento da integração do Farmacêutico com a equipe de saúde; Desvantagens: • Incremento das atividades desenvolvidas pela farmácia; • Necessidade de plantão na farmácia hospitalar; • Permite ainda potencial erros de medicação. • Exige um investimento inicial; • Necessidade de Plantão na Farmácia Hospitalar.

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Combinação do sistema coletivo com o individual Sistema no qual alguns medicamentos são dispensados através de requisições (Sistema Coletivo) e outros por prescrição individual (Sistema Individual). Desvantagens: • Consumo de tempo da enfermagem; • Não há controle rigoroso do estoque; • Os erros são freqüentes; • Aumenta o número de tarefas desenvolvidas na Farmácia. Sistema de dose unitária de distribuição de medicamentos “É uma quantidade ordenada de medicamentos com forma e dosagens prontas para serem ministradas ao paciente de acordo com a prescrição médica, num certo período de tempo”. (Garrinson, 1979) Objetivos: Dispensar o medicamento certo, ao paciente certo, na hora certa, levando-se em consideração que podem ser avaliados diversos aspectos, tais como: • Erros de medicação, ou seja, verifica-se com a “dose unitária” se estes erros são freqüentes; • Fidelidade das doses (comparar as doses prontas com as prescrições médicas e verificar possíveis diferenças); • Interações medicamentosas, reações adversas e outras causas podem ser estudadas; • Acondicionamento dos fármacos pode ser estudado considerando-se o tipo de acondicionamento ao qual estão submetidos na “dose unitária”; • Proporcionar à administração hospitalar um sistema de distribuição de medicamentos que seja financeiramente viável;

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• Oferecer recursos ao Farmacêutico para melhor integrar-se à equipe de saúde. Rotina Operacional: A rotina operacional é cíclica e portanto deve ser vista como um processo dinâmico. Cada passo tem sua importância, não devendo haver atropelos, sob pena de interromper o processo em qualquer fase que se encontre. Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: retira do prontuário as cópias (segundas vias) das prescrições médicas. Funcionário da Farmácia: vai ao posto de enfermagem, enfermarias ou apartamentos e recolhe: • Cópias (das segundas vias) das prescrições. • Receitas utilizadas para a retirada de medicamentos dos armários de urgências. • Doses unitárias não ministradas. Funcionário da Farmácia prepara: • Doses unitárias. • “Bandejas” contendo os medicamentos a serem repostos nos armários com medicamentos de urgência (de acordo com as receitas). • As etiquetas das doses unitárias e revisa as receitas rubricando-as (para identificar quem preparou e/ou aviou as doses e receitas, respectivamente). Farmacêutico: • verifica se as doses unitárias preparadas estão de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. • faz ou supervisiona o controle de estoque e registra as receitas de psicotrópicos ou entorpecentes, de acordo com a legislação vigente. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente.

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• efetua ou supervisiona a reposição dos medicamentos utilizados nas urgências. Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: • recebe e confere as doses unitárias e faz a reposição dos medicamentos utilizados na urgência. • reintroduz as segundas vias das prescrições nos prontuários (se for o caso). Enfermeiro: ministra as doses unitárias. Tipos de sistemas de distribuição por dose unitária: São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária: • Centralizado. • Descentralizado. • Combinação dos dois tipos. Sistema Centralizado: As doses são preparadas na Farmácia Central e dali são distribuídas para todo o Hospital. Pelo fato da centralização, o controle de estoque e a supervisão da preparação das doses, pelo Farmacêutico, ficam mais contundentes. Sistema Descentralizado: As doses são preparadas nas Farmácias Satélite (descentralizadas) e ao final de cada preparação, os quantitativos do consumo são enviados à Farmácia Central. Sistema Combinado: Diz-se que o sistema é combinado, quando ao mesmo tempo em que as Farmácias Satélites estão atuando na preparação de doses, a Farmácia Central deixara de operar e vice-versa. Este esquema facilita a adequação aos horários de administração de doses e objetiva uma redução nos recursos humanos, aproveitando da melhor forma possível, o horário de trabalho do pessoal existente no quadro de funcionários da Farmácia. Condições Básicas para um bom S.D.M.U.D.:

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• Existência da Comissão de Farmácia e Terapêutica (Comissão de padronização de Medicamentos). Sem uma relação básica dos medicamentos a serem consumidos no Hospital, fica difícil se preparar “doses unitárias”, levando-se em consideração a grande quantidade de especialidades farmacêuticas comercializadas no Brasil e a preferência de cada médico por certa especialidade.

• Normas Escritas de Caráter Executivos: Há necessidade que normas sejam publicadas como uma espécie de manual evitando, portanto, a omissão dos elementos que trabalharão no sistema. Neste manual deverão constar, também, os objetivos do sistema e suas vantagens. Vantagens do S.D.M.U.D.: • Possibilita uma maior interação do Farmacêutico com os diversos profissionais da saúde e com o paciente. • Redução dos estoques das tarefas nos setores o que evita perdas e desvios. • Diminuição das tarefas desenvolvidas pela enfermagem. • Aumento do controle sobre a utilização dos medicamentos. • Maior segurança do médico. • Rapidez na administração das doses. • Funcionamento mais dinâmico do serviço de farmácia. • Redução no índice de erros de administração de medicamentos. • Redução no tempo de distribuição de medicamentos. • Fácil adaptação a computadores. • Higiene e organização são superiores as dos sistemas tradicionais. • Viabilização econômica.

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

A NP é indicada na profilaxia e tratamento da desnutrição aguda. Desvantagens: Aumento das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmácia Hospitalar.• Prestigiar o hospital pelo melhor controle e uso dos medicamentos. • Não diferencia os horários de administração dos medicamentos. Diferença entre o sistema de distribuição por prescrição individual (dose individual) e o sistema de distribuição por dose unitária Dose individual: • A embalagem que acondicionamos (Sacos Plásticos) é violada por completo. Exigência de investimento inicial. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 245 . mediante o fornecimento de energia e proteínas para prevenir o catabolismo protéico do paciente. • Favorece o perfil farmacoterapêutico do paciente. em regime hospitalar ou domiciliar. • Paciente recebe assistência de alto nível. NUTRIÇÃO PARENTERAL Por Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Introdução A nutrição parenteral (NP) total ou parcial constitui parte dos cuidados de assistência ao paciente que está impossibilitado de receber os nutrientes em quantidade e qualidade que atendam às suas necessidades metabólicas pelo trato gastrointestinal (TGI). • Por ser atividade mais técnica é gratificante para o pessoal da farmácia.

como entidade congregadora dos profissionais da área. Esta equipe deve ser constituída por profissionais médicos. destacaram as responsabilidades e atribuições do farmacêutico no preparo das nutrições parenterais. No Brasil. retardo do esvaziamento gástrico. enterocolite necrosante. durante o V 246 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r .CFF 247/93. entre outros. em ambientes hospitalares ou em domicílio. O preparo da nutrição parenteral é um processo que utiliza procedimentos padronizados e validados. O profissional farmacêutico tornou-se oficialmente o responsável pela manipulação das formulações nutritivas devido principalmente à sua formação acadêmica. as Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem . A Portaria 272/98-SVS/MS normatizou os requisitos estruturais e ambientais na manipulação. de constituição multiprofissional. são algumas das situações clínicas em que está indicada a nutrição parenteral. capacidade gástrica diminuída. erros inatos do metabolismo e prematuridade. têm realizado desde 1991 o concurso para obtenção de título de especialista na área. armazenamento e transporte da alimentação parenteral manipulada e dos insumos utilizados para este fim. No âmbito de atuação do farmacêutico. juntamente à equipe multidisciplinar. o farmacêutico participa do acompanhamento clínico do paciente. a fim de assegurar a qualidade dos componentes da nutrição parenteral até a sua administração no paciente. Posteriormente. microbiologistas. nutricionistas e enfermeiros. reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. alterada pela Resolução CFF 292/96. resultando em ações mais especializadas ao paciente. síndromes do intestino curto. a SBRAFH realizou. farmacêuticos. que lhe dá habilidade de avaliar as características físico-químicas dos componentes.COFEN 161/93 e do Conselho Federal de Farmácia . Além das atividades de supervisão na manipulação das formulações e controle de qualidade.Doenças respiratórias. pré e pósoperatório. A Terapia de Nutricional Parenteral exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional. fisiatras. Paralelamente ao trabalho da SBNPE. a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE).878/81 estabeleceu como privativa desta classe a manipulação de medicamentos e afins. assegurando uma perfeita estabilidade química e esterilidade do produto elaborado. visando à garantia da sua eficácia e segurança. o Decreto-Lei 85. psicólogos. incompetência do esfíncter esofágico inferior e diminuição na motilidade intestinal. fístulas. a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) tem propiciado a participação e valorização dos farmacêuticos hospitalares com a realização de vários cursos de atualização na área. Em 2005. as possíveis interações químicas entre os nutrientes e os fármacos.

estando este hospitalizado ou recebendo a nutrição em domicílio. muitos destes associados à ausência de contaminação das soluções nutritivas. também abordou outros temas e atividades do farmacêutico hospitalar. O farmacêutico é o responsável em fornecer um sumário de todas as infor- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 247 . C OMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE A interação entre prescritores. Os produtos farmacêuticos e correlatos industrialmente preparados. farmacêuticos e pacientes é essencial na obtenção da eficiência do tratamento. que depende não somente de um diagnóstico e indicação corretos da terapia nutricional. que além de contemplar a terapia nutricional. produtos para a saúde e correlatos O farmacêutico é responsável pela logística farmacêutica de medicamentos e produtos para saúde. adquiridos para o preparo da NP. seguindo padrões de qualidade e os aspectos legais. a 1ª prova para a obtenção do Título de Especialista em Farmácia Hospitalar. como também no manejo adequado do paciente. que garantam sua pureza físico-química e microbiológica. O farmacêutico deve manter uma comunicação adequada e respeitosa com os pacientes e seus cuidadores e deve estar seguro de que o paciente recebeu orientação e aconselhamentos apropriados para aquela terapia e verificar se o paciente e a equipe de saúde os entenderam com clareza. devem ser registrados no Ministério da Saúde e acompanhados do Certificado de Análise emitido pelo fabricante. mas também da adesão e aceitação do tratamento pelo paciente.Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar em São Paulo. A atuação do farmacêutico em terapia nutricional tem propiciado às instituições uma sensível redução dos custos hospitalares. bem como o atendimento às especificações estabelecidas (Portaria 272/ 1998). bem como dos equipamentos necessários à manipulação e administração da terapia nutricional. não só na condução de uma orientação técnica que traga benefícios à terapia nutricional. bem como benefícios terapêuticos ao paciente. C OMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A confiança é fundamental nas relações entre o farmacêutico-paciente e o farmacêutico e os demais profissionais de saúde. Atribuição dos farmacêuticos em terapia nutricional Aquisição de medicamentos.

P ARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA A investigação clínica no hospital exige a constituição de equipes multidisciplinares no desenvolvimento eficaz de ensaios clínicos. inspecionar a conduta de serviços. incluindo os erros de prescrição. o farmacêutico pode avaliar dados científicos observando avanços no cuidado individual do paciente. Deve prover treinamento àqueles que são responsáveis pela preparação e administração da formulação. bem como as entidades governamentais competentes. A prescrição deve contemplar o tipo e a qualidade dos nutrientes requeridos pelo paciente. O médico titular deve ser notificado sobre os eventos dessa natureza. método de administração e acompanhamento clínico do paciente. demais membros da equipe. (1994) revelam a importância das ações do farmacêutico sobre o prescritor. resultados claros que se busquem alcançar. S EGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL O médico é o responsável pela prescrição. para melhorar a qualificação dos profissionais. P ARTICIPAÇÃO SAÚDE NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE O farmacêutico deve participar diretamente na educação daqueles envolvidos no suporte nutricional para garantir a competência técnica da equipe de trabalho. O farmacêutico deve avaliar se as prescrições são adequadas ao paciente e se há.mações clínicas relevantes a outros farmacêuticos que possam vir a assumir a responsabilidade daquele paciente. em termos de prognóstico. indicação. O profissional deve ainda gerar 248 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . de acordo com seu estado mórbido. Nesta equipe. O farmacêutico deve exercer a liderança no desenvolvimento de um programa de monitorização e documentação das reações adversas. profissionais da saúde e outros. Estudos de Grymonpre et al. estado nutricional e requerimentos nutricionais. e providenciar educação para o paciente. ao analisar prescrições de nutrição parenteral de pacientes e discutir sobre possíveis inadequações da prescrição.

Deve ser detentor de requisitos estruturais e formais com relação ao piso. deve designar e/ou conduzir ciências básicas e/ou clínicas em áreas de suporte nutricional. O farmacêutico deve garantir o fornecimento de nutrição parenteral estável. serviços. respeitando-se o desejo do paciente participar da pesquisa. para identificar as anormalidades metabólicas que requeiram tratamento. contendo nutrientes quimicamente compatíveis.HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL A obtenção e manutenção da esterilidade na nutrição parenteral e preparações estéreis são dependentes da qualidade dos componentes aditivados. controle de qualidade. metas do suporte nutricional e a via de acesso adequada à situação clínica. O farmacêutico deve revisar as prescrições de TNP. O local utilizado no preparo das alimentações parenterais também deve ser criteriosamente analisado. F ORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL A formulação de solução de NP é um procedimento que deve ser adaptado às necessidades calórico-protéicas do paciente. realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento. As interações entre nutrientes podem ocorrer na forma préabsortivas ou pós-absortivas. de material impermeável. fácil de limpar e desinfetar. cantos abaulados. livre de rachaduras. Os pacientes que recebem a NP devem ser submetidos a um rígido controle clinico e laboratorial. iluminação central e difusa com acrílico protetor para facilitar a limpeza. o qual deve assinar o termo de consentimento pós-informado. da técnica de manipulação rigorosamente asséptica e das condições ambientais sob as quais o processo é realizado. P REPARO INTRA . conservação e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 249 . nutrição clínica e nutrição farmacológica. equipamentos e suportes. estéreis e apirogênicas. A possibilidade de interação entre componentes é bastante alta na nutrição parenteral devido à sua complexidade e multiplicidade e deve ser avaliada previamente em todas as soluções nutritivas. liso. analisar sua adequação.e analisar dados para avaliar formulações e técnicas de suporte nutricional. antes e durante a administração da NP. concentração e compatibilidade físico-química dos componentes. teto e parede: em nível. medicina nutricional. nas dosagens adequadas. manipulação.

é recomendado que não sejam administradas soluções de nutrição parenteral misturadas em bolsas de PVC. organizacional e recursos humanos capacitados podem contratar firmas prestadoras de bens e serviços.transporte da NP. com o auxílio de equipo estéril de transferência. Misturadores automáticos 250 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . hepatotóxico e teratogênico em produtos que tenham PVC contendo misturas lipofílicas. sob condições assépticas. e plastificadores como o DEHP (dietilexilftalato) são adicionados para dar flexibilidade. fornecendo um fluxo de ar estéril. homogeneizando-se bem a solução. dentro de uma área confinada de trabalho. classe 100. M ÉTODOS EXTERIOR USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO B RASIL E NO Manipulação em vidros Para auxiliar no preparo de soluções de nutrição parenteral estéreis nos hospitais com menor demanda. Após a aditivação dos macronutrientes são transferidos os micronutrientes. devidamente licenciadas e atuando em conformidade com a Portaria 272/98/SVS. A manipulação e/ou supervisão da nutrição parenteral é de competência do profissional farmacêutico. A manipulação das nutrições parenterais deve ser realizada em capela de fluxo laminar horizontal.BPPNP. As soluções são misturadas. Manipulação em bolsas de PVC O PVC (cloreto de polivinila) é uma substância dura. para o fornecimento da nutrição parenteral e assistência ao paciente. Qualquer alteração que se fizer necessária na formulação deve ser discutida com o médico responsável. são comercializados em embalagens contendo o vidro de aminoácidos e frasco de solução glicosada. possível carcinogênico. em capela de fluxo laminar. principalmente se as soluções permanecerem na bolsa por longo período que antecede a administração. que deverá exercê-la com responsabilidade. frágil e inflexível. Desta forma. mediante a transferência da glicose para o vidro de aminoácidos. conforme Anexo II da Portaria 272/98-SVS/MS. Os hospitais que não possuam as condições previstas quanto à estrutura física. O DEHP é um lipídio solúvel. O farmacêutico e a equipe deverão estar habilitados para prestar assistência ao paciente em domicílio. atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral .

A tecnologia da barreira de isolamento foi desenvolvida para remover pessoas do ambiente de preparo de produtos intravenosos.Muitos hospitais preparam as nutrições parenterais utilizando aparelhos especialmente desenvolvidos com bombas de transferência. utilizando um tempo de preparo bem inferior quando comparado à quantidade manipulada e o tempo gasto pelos demais métodos. além da eficiência e segurança na manutenção da esterilidade da nutrição parenteral. B ARREIRA DE ISOLAMENTO Foi proposto o desenvolvimento de uma área para preparação de produtos estéreis que mantivesse a esterilidade com um nível assegurado em conformidade com a “ASHP Technical Assistance Bulletin on Quality Assurance for Pharmacy Prepared Sterile Products”. avaliação de todos os fatores potencialmente interferentes na qualidade final do serviço. quantidades e embalagem. área física adequada. pelo seu ambiente interno. validação dos processos de manipulação. individualmente preparadas para as necessidades de cada paciente. avaliação dos métodos de desinfecção e limpeza da área física e da superfície externa dos constituintes utilizados nas amostras. qualificação de fornecedores. A barreira de isolamento é constituída pela sua estrutura física. aminoácidos e lipídios. incluindo desde a aquisição dos constituintes. treinamento dos profissionais envolvidos. O farmacêutico deve verificar se a dieta foi precisamente formulada no que se referem à adição correta dos componentes. elimina-se a forma primária de contaminação. O método com misturadores automáticos tem como vantagem a flexibilidade em fornecer quantidades de glicose. Removendo as pessoas do ambiente de preparo. avaliação periódica das instalações e filtros da capela de fluxo laminar. Após o preparo da solução básica constituída de macronutrientes são adicionados minerais e vitaminas individualmente. a tecnologia de interação e sistemas de monitoramento de forma a evitar o contato direto com o manipulador. C ONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL Consiste em um conjunto de normas e procedimentos. esterilização do material. integridade do materi- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 251 .

O profissional deve manter a ética da profissão farmacêutica. N OVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL Novos substratos em terapia nutricional vêm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de incompatibilidades entre os nutrientes. fitoterápicos (Agaricus sylvaticus) vêm sendo utilizados como suplementos dietéticos no suporte nutricional de portadores de câncer. cor e turbidez da solução ou emulsão.html 252 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . síndrome do intestino curto. ácidos graxos de cadeia longa (PUFA).al de embalagem. Todos estes cuidados são realizados visando à garantia da qualidade da solução final e conseqüentemente o bem-estar do paciente. ao identificar corretamente os pacientes que requerem suporte nutricional. Outros substratos. foram estudadas fontes alternativas dos dois íons. tornando estável a nutrição parenteral.praticahospitalar. seus cuidadores e equipe de terapia nutricional. lembrando-se que o paciente é o objetivo de nossas ações enquanto profissionais de saúde e do aprimoramento contínuo do nosso trabalho.com. presença de material particulado. nucleotídeos. volume e peso final. mantendo uma comunicação adequada. precipitação. reduzindo as complicações metabólicas e infecciosas relacionadas aos procedimentos utilizados na nutrição parenteral e/ou enteral e também ao favorecer um melhor gerenciamento dos recursos humanos e materiais. glutamina. os quais são solúveis com sais de cálcio em qualquer concentração. bem como trazer benefícios terapêuticos.com. como a arginina. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal Farmácia – www. ácidos graxos 3 e 6. Destes estudos. os melhores resultados foram obtidos com o uso de sais orgânicos de fósforo.portalfarmacia.br • http://www. C ONSIDERAÇÕES FINAIS A atuação do farmacêutico na equipe multidisciplinar melhora a qualidade do atendimento nutricional. Na tentativa de solucionar o grave problema da incompatibilidade entre fosfato e cálcio nas formulações parenterais de recém-nascidos. entre outros usos terapêuticos. técnica e respeitosa com os pacientes.br/pratica%2040/pgs/materia 2010-40.

em artigo sobre o tema publicado por Raska. devendo assessorá-la quanto à necessidade de medidas de controle. A vigilância adquiriu o qualificativo “epidemiológica” em 1964. o seguinte conceito: “Vigilância é a observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática. que denominava inteligência epidemiológica.12. embora reconhecesse a importância da interface entre as três atividades. assim como de outros dados relevantes. Langmuir era favorável ao conceito de vigilância como uma aplicação da epidemiologia em saúde pública. em 1963. no ano seguinte. da Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde. SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA Langmuir apresentou. com designação internacionalmente consagrada pela criação. que deveriam ficar afetas às autoridades locais de saúde. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 253 . porém. Esse autor foi cuidadoso ao distinguir a vigilância tanto da responsabilidade das ações diretas de controle. O profissional que trabalha na vigilância deveria assumir o papel dos “olhos e ouvidos da autoridade sanitária”. quanto da epidemiologia no sentido amplo de método ou de ciência. consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade. a decisão e a operacionalização dessas medidas devem ficar sob a responsabilidade da autoridade sanitária. e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la”.

afirmam Thacker & Berkelman. como é o caso de testar uma hipótese elaborada a partir de dados obtidos numa investigação de um surto. metais pesados. ou avaliadas quanto à necessidade de definir determinada estratégia de controle de uma doença. envenenamentos na infância. Thacker & Berkelman. essas três práticas de saúde pública são relacionadas. entre outros pontos. resultando dessas discussões uma visão mais abrangente desse instrumento. acidentes. Em 1968. com o objetivo de oferecer as bases científicas para as ações de controle. em extenso trabalho publicado em 1988. utilização de aditivos em alimentos e emprego de tecnologias médicas. a vigilância passou a ser aplicada também ao acompanhamento de malformações congênitas. mas também em outros eventos adversos à saúde. doenças profissionais. uma vez que epidemiologia é uma disciplina abrangente. equipamentos. leucemia. mas independentes. relativa a uma possível associação entre uma exposição (fator de risco) e um efeito (doença). o uso do termo epidemiológico para qualificar vigilância é equivocado. A utilização desse qualificativo tem induzido 254 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Porém. a 21ª Assembléia Mundial de Saúde promoveu ampla discussão a respeito da aplicação da vigilância no campo da saúde pública. outros eventos adversos à saúde relacionados a riscos ambientais. tais como medicamentos. Nesse contexto. como poluição por substâncias radioativas. Afirmava. com recomendações para a sua utilização não só em doenças transmissíveis. ainda. abortos.Raska afirmava que a vigilância deveria ser conduzida respeitando as características particulares de cada doença. Afirmam esses autores que as informações obtidas como resultado da vigilância podem ser usadas para identificar questões a serem pesquisadas. discutem. enfatizam que a vigilância não abrange a pesquisa nem as ações de controle. procedimentos cirúrgicos e hemoterápicos. os limites da prática da vigilância e analisam a apropriação do termo epidemiológica para qualificar vigilância na forma em que ela era aplicada até então em saúde pública. que sua complexidade técnica está condicionada aos recursos disponíveis de cada país. A partir da década de 70. que incorpora a pesquisa e cuja aplicação nos serviços de saúde vai além do “instrumento de saúde pública que denominamos vigilância”. As atividades desenvolvidas pela vigilância situam-se num momento anterior à implementação de pesquisas e à elaboração de programas voltados ao controle de eventos adversos à saúde.

portanto. Devido a essa discussão.situa-se nos sistemas locais de saúde e tem por objetivo agilizar o processo de identificação e controle de eventos adversos à saúde. Subsistema de inteligência epidemiológica . A equipe que faz parte desse subsistema deve estar perfeitamente articulada com a de planejamento e avaliação dos programas. Essa denominação. que é bem mais abrangente. desenvolveu-se e consolidou-se na segunda metade deste século. Thacker & Berkelman propõem a adoção da denominação vigilância em saúde pública como forma de evitar confusões a respeito da precisa delimitação dessa prática. apresentando variações em sua abrangência em países com diferentes sistemas políticos. deixando de utilizar o qualificativo epidemiológico. reduzindo a aplicação da epidemiologia nos serviços ao acompanhamento de eventos adversos à saúde. 2. Como em nosso país tem sido freqüente a confusão na aplicação do termo “vigilância” como sinônimo das práticas da epidemiologia nos serviços de saúde. Salientamos que norma deve ser entendida no sentido utilizado em planejamento. apesar de muito aplicado até hoje no Brasil. desde então se consagrou internacionalmente. Um dos principais fatores que propiciaram a disseminação em todo o mundo desse instrumento foi a Campanha de Erradicação da Varíola. portanto. Ao falarmos em bases técnicas de um programa. que apresenta um caráter mais universal. vigilância em saúde pública. atividade que constitui somente parte das aplicações da epidemiologia nesse campo. substituindo o termo vigilância epidemiológica e passando a ser utilizada em todas as publicações sobre o assunto desde o início dos anos 90. Utilizando o enfoque sistêmico e sintetizando os diversos conceitos de vigilância. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 255 . nas décadas de 60 e 70.freqüentemente a confusões. como um instrumento para planejamento e avaliação de programas de saúde. ou seja. sem discutir o mérito de cada um deles para um particular sistema de saúde. como já foi visto anteriormente neste livro. podemos dizer que a vigilância de um específico evento adverso à saúde é composta. por dois subsistemas: 1. resolvemos adotar a denominação já consagrada vigilância em saúde pública ou simplesmente vigilância. ao menos. estamos nos referindo à fundamentação técnica de um programa.é especializado e tem por objetivo elaborar as bases técnicas dos programas de controle de específicos eventos adversos à saúde. responsável. Subsistema de informações para a agilização das ações de controle . deve ser adequada à realidade local. pela elaboração das normas utilizadas no nível local dos serviços de saúde. sociais e econômicos e com distintas estruturas de serviços de saúde. nas formas propostas por Langmuir e Raska. A vigilância.

256 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . materiais e a tecnologia disponíveis para o desenvolvimento dos programas de controle. Esse subsistema tem por função também incorporar aos serviços de saúde o novo conhecimento produzido pela pesquisa. poderá. que deve estar vinculada às características locais do comportamento da doença na comunidade. é papel da inteligência epidemiológica induzir a pesquisa. Identificada essa lacuna no conhecimento disponível. talvez. detectar mudanças desse comportamento não explicadas pelo conhecimento científico disponível. na Bahia ou. as bases técnicas para um programa de controle de difteria em Santa Catarina. o que irá diferir é a norma.Por exemplo. Outro objetivo do subsistema de inteligência epidemiológica é identificar lacunas no conhecimento científico e tecnológico. Esse subsistema constitui a ponte entre o subsistema de serviços de saúde e o subsistema de pesquisa do Sistema Nacional de Saúde. com o objetivo de aprimorar as medidas de controle. Isso pode ser feito introduzindo esse novo conhecimento nas bases técnicas que são encaminhadas aos serviços de saúde na forma de recomendações disseminadas por boletins epidemiológicos. eventualmente. na Polônia são muito semelhantes. devendo também levar em consideração os recursos humanos. à medida que for acompanhando o comportamento de específicos eventos adversos à saúde na comunidade. uma vez que.

Além de ampliar o rol dos imunobiológicos oferecidos à população. Essa estratégia permitiu. com motivos para uma histórica comemoração: fazia quase 14 anos que o Brasil não registrava novo caso de paralisia infantil. uma das principais causadoras da meningite infantil. entre 12 e 49 anos. Erradicou-se a febre amarela urbana e a varíola. também. e a de idosos a partir de 60 anos. por estado. a partir de 1992. a rubéola. Pará. Maranhão e Mato Grosso). As crianças menores de dois anos passaram a receber em 1999. Amapá. Rondônia. já em 1980. Amazonas. o PNI implantou a vacinação de adultos. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geriátricas são vacinados contra a pneumonia.PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES Em setembro de 2003. estão em franca redução. em todos os postos do país. Atualmente é oferecida a menores de dois anos em todo o país e a menores de 15 anos na Amazônia Legal (Acre. Roraima. principalmente em mulheres em idade fértil. em 1994. Santa Catarina e Distrito Federal. Paraná. em 26 mil postos de rotina de vacinação. Há vários anos não é registrado nenhum caso de sarampo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 257 . A vacina contra a hepatite B começou a ser implantada gradativamente. tétano e difteria. Espírito Santo. a estratégia dos Dias Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite fosse recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada por diversos países no mundo. a caxumba. o Certificado de Erradicação da Poliomielite. em caráter de rotina. recebem a dupla bacteriana. Os impactos positivos das ações do PNI fizeram com que. dentre outras. Os idosos são imunizados contra gripe. contra tétano e difteria. Doenças que afligiam milhares de crianças brasileiras estão controladas: as formas graves de tuberculose. As mulheres em idade fértil. a difteria. doença considerada em processo de erradicação no Brasil. Hoje o PNI não está restrito às conquistas contra a pólio. a coqueluche. Tocantins. a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). o tétano. que o Brasil não registrasse qualquer caso de poliomielite desde junho de 1989 e recebesse da Organização Mundial de Saúde (OMS). o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completou 30 anos.

SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO Os produtos imunizantes . O acréscimo. Entre as vacinas de rotina. além de tantas outras ofertadas em Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE). deve-se à incorporação de vacinas de maior valor. em 1999. 258 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . o país vem alcançando 100% de cobertura vacinal contra a tuberculose. os imunobiológicos especiais.7%. coqueluche e tétano. representando um acréscimo de 290%.SVS colocou à disposição da população 1. a Secretaria de Vigilância em Saúde . nos postos da rede pública para vacinação de rotina. soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e soros homólogos (imunoglobulinas humanas) . O Brasil já atingiu os patamares de imunização dos países desenvolvidos. A cobertura vacinal obtida pelo PNI em menores de um ano chegou a 94. A rede pública coloca à disposição de toda a população os imunobiológicos de rotina. em 1995. em 1995. em percentual maior. a partir de 1995. Setenta e cinco por cento da quantidade de vacinas consumidas no país são produzidas em laboratórios nacionais.6 bilhões de doses de vacinas. e a média de 98% contra pólio nas vacinações de rotina.vacinas. Entre 1995 e 2000. para 329 milhões em 2000. atingia somente 40% das crianças. em 2000. em menores de um ano. enquanto que. Os investimentos na compra de imunobiológicos saltaram de R$ 60 milhões. representando 54% de acréscimo. Vêm sendo disponibilizadas gratuitamente à população brasileira vacinas contra 13 doenças. em 1978. saltando de 214 milhões. tem-se chegado a cerca de 100% de cobertura. Nos dias nacionais de campanha de vacinação. nos postos de vacinação.são utilizados na prevenção ou tratamento de doenças do homem. para R$ 234 milhões. de 94% contra difteria. nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). inclusive outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B. Assim como tem alcançado as médias de 98% contra sarampo.

de duração variável de alguns anos. As únicas exceções são para o soro contra a picada da aranha Latrodectus curacaviensis (viúva negra ou flamenguinha). especialmente o estado de São Paulo. semelhantes a um quadro gripal ou mesmo a uma mononucleose. o paciente entra em uma fase de infecção assintomática. Sendo o Brasil um país de proporções continentais. além da fiscalização quanto à armazenagem e ao controle de qualidade. em laboratórios nacionais oficiais. Em seguida. com manifestações variadas. totalmente importado. com condições diferenciadas. Além dos soros de rotina. a Secretaria de Vigilância em Saúde incentiva novas pesquisas. que coordenam a distribuição para os hospitais públicos habilitados pela Secretaria de Saúde do Estado ou do Município. Nessa fase. caracteriza-se pelo enorme contingente populacional. Os soros são distribuídos pela SVS para as Secretarias Estaduais de Saúde. apesar dos crescentes investimentos voltados à saúde pública.SOROS A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável. constata-se a existência de considerável diferença na qualidade de atendimento à população. A região sudeste. EPIDEMIOLOGIA AIDS É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). com realidades regionais diversas. os sintomas são autolimitados e quase sempre a doença não é diagnosticada devido à semelhança com outras doenças virais. pela aquisição e distribuição de soros para as Secretarias Estaduais de Saúde. O propósito do controle de acidentes por animais peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes causados por esses animais e a sua gravidade. entre os estados do norte e nordeste e os estados da região sul. sob acompanhamento da SVS. por exemplo. Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda. que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial. por meio do uso adequado da soroterapia e da disponibilidade do soro para o tratamento do acidente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 259 . Todos os produtos são fabricados no Brasil. e para a raiva humana (parcialmente importado). também. a produção e a melhoria da qualidade dos produtos.

tem sido observada no Brasil. candidíase e meningite por criptococos. como o sarcoma de Kaposi. doença causada pelo HIV. utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais. toxoplasmose cerebral. M ODO DE TRANSMISSÃO Sexual. pneumonia por Pneumocistis carinii. podem surgir. Retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). da qual a AIDS é a sua manifestação mais grave da imunodepressão.A doença sintomática. gravidez em mulher infectada pelo HIV. sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho. abraço ou beijo. A história natural da doença vem sendo consideravelmente modificada pelos anti-retrovirais que retardam a evolução da infecção até o seu estágio final. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar. linfomas não-Hodgkin. água. picadas de mosquitos ou de outros insetos. alimentos. tais como tuberculose. perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo). São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes. S INONÍMIA SIDA. astenia e adenomegalia. 260 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. como leishmaniose e doença de Chagas. dentre outras. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. As infecções oportunísticas passam a surgir ou reativar. durante ou após o parto) e pelo leite materno. com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2. uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis). e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. diarréia crônica. como febre prolongada. AIDS. é definida por diversos sinais. sudorese noturna. R ESERVATÓRIO O ser humano. no curso da gravidez. sintomas e doenças. caracterizando a AIDS.

esses procedimentos devem ser rigorosamente seguidos. regulamentou os procedimentos de realização dos testes. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infecção. antígenos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 261 . Denomina-se “janela imunológica” esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. Para os menores de 18 meses. particularmente pelas conseqüências de se “rotular” um indivíduo como HIV positivo. Devido à importância do diagnóstico laboratorial. podendo variar de cinco a 30 dias. visto que a detecção de anticorpos nesse período pode ser devido à transferência passiva de anticorpos maternos ocorrida durante a gestação. de acordo com a natureza de cada situação. material genético (biologia molecular) ou que isolem o vírus (cultura). para indivíduos com mais de 18 meses. Não há consenso sobre o conceito desse período em AIDS. dependendo da via de infecção. sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia. Nesse período. Sem o uso dos anti-retrovirais.P ERÍODO DE INCUBAÇÃO É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda. razão pela qual os testes sorológicos não devem ser realizados. pesquisa-se o RNA ou DNA viral. as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos. P ERÍODO DE LATÊNCIA É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (AIDS). da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. as provas sorológicas podem ser falso-negativas. Os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. D IAGNÓSTICO A detecção laboratorial do HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam anticorpos. de 28 de janeiro de 2003. Por meio da Portaria Ministerial nº 59. o Programa Nacional de DST/AIDS. O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre em torno de 30 dias após a infecção em indivíduos imunologicamente competentes.

A partir de 1995. passando a ser recomendação do Ministério da Saúde a utilização de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais. algumas doenças como doença de Hodgkin. tratamentos com imunossupressores (quimioterapia antineoplásica. mieloma múltiplo e síndrome de imunodeficiência genética. com uma estimativa de gastos de 2% do orçamento nacional. indica-se a leitura das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV-2004” e das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2004”. radioterapia). uma redução da mortalidade. bem como a uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. com curso ou não de doenças oportunísticas. São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS. leucemias linfocíticas. o tratamento com monoterapia foi abandonado. diminuindo a progressão da doença e levando a uma redução da incidência das complicações oportunísticas. uma maior sobrevida. ambos distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para instituições que manejam esses pacientes. em adultos e crianças. chamado de “coquetel”. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada a essa infecção. mostra-se eficazes na elevação da contagem de linfócitos T CD4+ e redução nos títulos plasmáticos de RNA do HIV (carga viral). 262 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . (prolongado ou em altas doses). que variam. TRATAMENTO Nos últimos anos. foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV e várias drogas anti-retrovirais em uso combinado. NOTIFICAÇÃO Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde. Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financiam integralmente a assistência ao paciente com AIDS.D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Imunodeficiências por outras etiologias. como tratamento com corticosteróides. Por esse motivo. com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+.

devem ser acondicionados em caixas apropriadas. Prevenção da transmissão perinatal . que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia). Os critérios para caracterização de casos de AIDS estão descritos na publicação “Critérios de definição de casos de AIDS em adultos e crianças” (2004). A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão.Os produtos derivados de sangue. Outras orientações do Ministério da Saúde. devem passar por processo de inativação do vírus. Os materiais descartáveis. com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes de doenças oportunísticas (infecções e neoplasias).Quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. Prevenção da transmissão sangüínea . Hemoderivados . . para que acidentes sejam evitados. principalmente por causa da “janela imunológica”.É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 263 . .D EFINIÇÃO DE CASO Entende-se por caso de AIDS o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário. como o parto cesáreo e diminuição do tempo de rotura das membranas. que podem transmitir o HIV. com paredes duras. também contribuem para a redução da transmissão vertical.Transfusão de sangue: Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. M EDIDAS DE CONTROLE . No entanto. a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho. Prevenção da transmissão sexual . sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor. Injeções e instrumentos pérfuro-cortantes . depois de utilizados. . mas não inativado por irradiação ou raios gama.Baseia-se na informação e educação visando à prática do sexo seguro pela redução do número de parceiros e uso de preservativos.

com manifestações cutâneas temporárias..A sífilis é uma doença infecto-contagiosa. que surge em 1 a 2 semanas. visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças. usualmente. Observação . As reações sorológicas para sífilis tornam-se positivas entre a 2ª e a 4ª semanas do aparecimento do cancro. se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento. Portanto. A transmissão da sífilis adquirida é sexual e na área gênito-anal. Na sífilis congênita. Educação em saúde. provocadas por uma espiroqueta. A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma. A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos 264 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . registrar que o Ministério da Saúde vem implementando a “abordagem sindrômica” aos pacientes de DST.Como doação de sêmen e órgãos: é feita por uma rigorosa triagem dos doadores. É necessário. em geral a partir do 4º mês de gravidez. . ocorrendo adenite satélite. A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. de evolução crônica. o que resultará em um maior impacto na redução dessas infecções. período de desenvolvimento imunitário na sífilis não-tratada e inclui sífilis primária. quando do diagnóstico de uma ou mais DST.As associações entre diferentes DST são freqüentes.Essa forma compreende o primeiro ano de evolução. O cancro duro. deve ser oferecida essa opção ao paciente. sistêmica. Prevenção de outras formas de transmissão . Aconselhamento aos parceiros. desaparece em 4 semanas. toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV. destacando-se. sem deixar cicatrizes. principalmente na vigência de úlceras genitais. Sífilis adquirida recente . Sífilis adquirida . Promoção do uso de preservativos. pré e pós-teste para detecção de anticorpos anti-HIV. . atualmente a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV. SÍFILIS CONGÊNITA D ESCRIÇÃO . Desse modo. secundária e latente. . há infecção fetal via hematogênica. . na quase totalidade dos casos. de modo geral. ainda.

icterícia e hemorragia.É aquela em que as manifestações clínicas se apresentam logo após o nascimento ou pelo menos durante os primeiros dois anos. meningite aguda. As reações sorológicas são positivas. nervosa e outras. por a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 265 . aneurisma e estenose de coronárias. A lesão mais precoce é constituída por ezantema morbiliforme não pruruginoso: a roséola. epitrocleanos e inguinais. Apresenta lesões cutâneo-mucosas. cardiovascular. Sífilis adquirida tardia . sinovites e nódulos justa-articulares. como placas mucosas. pancreatite e nefrite. A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular. . em linhas gerais.É a denominação reservada para a sífilis que se declara após o segundo ano de vida. rinites sanguinolentas. A transmissão faz-se no período fetal a partir de 4 a 5 meses de gestação. lesões palmoplantares. o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal.É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados. à sífilis terciária do adulto. pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros). No período de sífilis recente latente. mas há treponemas localizados em determinados tecidos. hepatoesplenomegalia. lesões ósseas. . por via placentária. não existem manifestações visíveis. sendo sua forma mais grave a sepse maciça com anemia intensa. de caráter destrutivo. Assume diversos graus de gravidade. Assim. As reações sorológicas são sempre positivas. lesão do sétimo par. Sífilis congênita precoce . pode haver osteíte gomosa. . Antes dessa fase. Na sífilis óssea. Suas manifestações clínicas surgem depois de um período variável de latência e compreendem as formas cutânea.É conseqüente da infecção do feto pelo Treponema pallidum. fissuras radiadas periorficiais e condilomas planos anogenitais. manifestas por periostite e osteocondrite. Pode ocorrer com freqüência polimicro-adenopatia. periostite osteíte esclerosante. placas mucosas. adenopatia generalizada. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica). Após sua passagem transplacentária. a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstáculo intransponível para o treponema. lesões do sistema nervoso central e lesões do aparelho respiratório. artralgias. Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. alopécia em clareira e os condilomas planos.treponemas pelo organismo. Na maioria dos casos. o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas. estão presentes já nos primeiros meses de vida. óssea. crise epileptiforme. atrofia do nervo óptico. A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares. Posteriormente. Corresponde. particularmente de linfonodos cervicais. podem surgir lesões papulosas palmoplantares. paralisia geral e tabes dorsalis. goma do cérebro ou da medula. Sífilis congênita tardia . artrites. Sífilis congênita . .

P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de uma a três semanas. O contágio extragenital é raro.se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos: fronte olímpica. um espiroqueta de alta patogenicidade. A transmissão não sexual da sífilis é excepcional. peste sexual. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. e esse é o método rotineiro de acompanhamento da resposta terapêutica. há infecção fetal por via hematogênica. que se apresenta móvel. arco palatino elevado. Na sífilis congênita. Sua desvantagem é a baixa especificidade. em quase todos os casos. epidemiológico e laboratorial. A GENTE ETIOLÓGICO Treponema pallidum. A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema. R ESERVATÓRIO O ser humano. Rotineiramente. A identificação do Treponema pallidum confirma o diagnóstico. na área genital. D IAGNÓSTICO Clínico. é utilizado o FTA-abs. doença britânica. sifilose. havendo reações falso-positivas e numerosas patologias. em geral a partir do 4º mês de gravidez. S INONÍMIA Lues. O resultado é dado em diluições. doença gálica. que é uma micro aglutinação que utiliza a cardiolipina. nariz em sela e tíbia em lâmina de sabre. havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental. mal venéreo. pois nota-se uma redução progressiva dos títulos. mandíbula curva. tríada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + lesão do VIII par de nervo craniano). lues venérea. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL. mal gálico. M ODO DE TRANSMISSÃO Da sífilis adquirida é sexual. que tem 266 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .

se houver alteração liquórica. Sífilis adquirida .000.200. em 2 ou 3 vezes. linfogranuloma venéreo e Lesões cutâneas na sífilis secundária .000U/kg. D IAGNÓSTICO donovanose. punção lombar (se for impossível. ptiríase rósea de Gilbert. dependendo da idade. 2 semanas (dose total 4.800.000 U/kg/dia.Outras infecções congênitas (toxoplasmose. radiológicas. . herpes genital.400.000UI.200. IM. O RX de ossos longos é muito útil como apoio ao diagnóstico da sífilis congênita. IM. DIFERENCIAL .000U/kg/dia. sífilis terciária: penicilina G benzatina. Sífilis congênita . ou tratamento penicilínico dentro dos 30 dias anteriores ao parto). tratar o caso como neurosífilis) e outros exames quando clinicamente indicados.alta sensibilidade e especificidade. . 2. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor.400. ou penicilina G procaína. 1 vez por semana. dependendo da idade.000UI). hiperproteinorraquia e a positividade das reações sorológicas. se houver alterações clínicas ou sorológicas ou radiológicas. T RATAMENTO . citomegalovírus e herpes). Recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente . VI. Cancro primário . . IM. ou penicilínica incompleta. IM.000UI). prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150. o tratamento deverá ser feito com penicilina cristalina na dose de 100. sífilis secundária: penicilina G benzatina. hanseníase wirchoviana e colagenoses. todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL de sangue periférico. 2. IV. rubéola. dose única (1. 2. eritema polimorfo.tratada (terapia não penicilínica. sendo o primeiro a positivar na infecção.Para todos os casos. IV. por 7 a 10 dias. podendo ser encontradas pleocitose. .Sífilis primária: penicilina G benzatina.000UI. toda gestante terá VDRL na admissão hospitalar ou imediatamente após o parto.Sarampo. independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido.Cancro mole. 3 semanas (dose total 7. se não houver alterações clínicas.000UI.400. liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. 1 vez por semana. em cada glúteo).Diferencia-se de acordo com as manifestações de cada indivíduo. por 10 dias. realizar RX de ossos longos. Sífilis tardia . em 2 ou 3 vezes. Sífilis congênita no período neonatal . rubéola. 50. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 267 .

Ambulatorial mensal. ou penicilina G procaína. 3. IV. Em todas as crianças sintomáticas. as lesões ulcerosas são mais numerosas e extensas. em 2 ou 3 vezes. ou penicilina G procaína. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detecção ativa e precoce dos casos de sífilis congênita para tratamento adequado das mães e crianças.000U/kg. o mesmo deverá ser reiniciado. mas na impossibilidade. em 2 ou 3 vezes.000U/kg/dia. na dose única de 50.000U/kg/dia. prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina. por 7 a 10 dias. IV. sugerindo um quadro que ocorria no passado.000U/ kg IM. 268 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . em média. se for reagente ou na presença de alterações clínicas. interromper a cadeia de transmissão da sífilis adquirida (detecção e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros). 6.000U/kg/dia. dependendo da idade. por 10 dias. IV. na dose de 100. tratar com penicilina benzatina. para adoção das medidas de controle visando a sua eliminação. Observações . se houver alteração liquórica. deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho). liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. IM.Fazer o exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina. Os títulos sorológicos pelo VDRL são.No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento. diante das elevações de títulos sorológicos ou nãonegativação desses até os 18 meses. por 10 dias. interrompendo quando negativar.dever-se-á proceder ao tratamento com penicilina benzatina. Seguimento . se não houver alterações clínicas. realizar RX de ossos longos e punção lombar. administrada a cada 4 a 6 horas. . na dose única de 50. dependendo da idade. 100.DRL em sangue periférico do RN. em 2 ou 3 vezes.000U/kg. 50. tratar com penicilina cristalina. essa associação pode ocorrer em 25% dos doentes. radiológicas. se a sorologia (VDRL) do recém-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluições) que a da mãe.000U/kg.A associação de sífilis e aids é atualmente relatada. Na maioria dos doentes com sífilis e infecção pelo HIV. tratar com penicilina cristalina na dose de 100. Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas . por 7 a 10 dias. IM. mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV. Acompanhamento clínico e com VDRL (1 e 3 meses).000 U/kg/dia. reinvestigar o paciente. durante 10 a 14 dias. 50. dependendo da idade. Sífilis congênita após o período neonatal . acompanhar o paciente. denominado de sífilis maligna precoce. De acordo com o grupo social. IM. na dose de 150. Sífilis e aids .000 a 150. 12. realizar VDRL com 1. 18 e 24 meses. com fácil sangramento e tempo de cicatrização maior. Se houver alterações clínicas ou radiológicas.

pallidum em placenta ou cordão umbilical ou amostra de lesão. ou no momento do parto ou curetagem. ou aborto. D EFINIÇÃO DE CASO Em 2003. que não tenha sido tratado.N OTIFICAÇÃO A sífilis congênita é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. todos os casos nos quais a definição se aplica serão notificados como caso de sífilis congênita. com teste não treponêmico reagente e evidência clínica ou liquórica ou radiológica de sífilis congênita. na ausência de teste confirmatório treponêmico. A Coordenação Nacional de DST e AIDS. realizado no pré-natal. ou testes não treponêmicos reagentes após 6 meses (exceto em situação de seguimento terapêutico).toda situação de evidência de T. presumível ou suspeito. ou títulos em teste não treponêmico quatro vezes maiores do que os da mãe. com qualquer titulação. não mais utilizando a classificação final de confirmado. Assim. a principal modificação está no agrupamento dos critérios da definição anterior em um único bloco.todo indivíduo com menos de 13 anos com as seguintes evidências sorológicas: titulações ascendentes (testes não treponêmicos).todo indivíduo com menos de 13 anos. biópsia ou necropsia de criança. . aborto ou natimorto. deve ser afastada a possibilidade de sífilis adquirida: .toda criança. selecionou fontes de informações específicas em conjunto com estados e municípios para as DST. . a definição de caso de sífilis congênita foi revisada. Será considerado caso de sífilis congênita para fins de vigilância epidemiológica e assim deverá ser notificado: . A sífilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais. ou testes treponêmicos reagentes após 18 meses. Em caso de evidência sorológica apenas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 269 . ou natimorto de mãe com evidência clínica para sífilis ou com sorologia não treponêmica reagente para sífilis. ou tenha recebido tratamento inadequado. visando aprimoramento da sua vigilância. do Ministério da Saúde.

gengivorragia. quando há regressão dos sinais e sintomas. febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome de choque da dengue (SCD). Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. Pequenas manifestações hemorrágicas (petéquias. vômitos. manifestações hemorrágicas espontâneas (petéquias. anorexia. se inicia abruptamente com febre alta (39° a 40°). dengue clássico (DC). seguida de cefaléia. Interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados). agitação ou letargia. podendo persistir a fadiga. artralgia. a mais comumente encontrada é a prova do laço positiva (Quadro 1). náuseas. o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos. hepatomegalia (ocasional). mialgia. hipotensão com diminuição da pressão diferencial. sangramento gastrointestinal. derrames cavitários. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é o extravasamento do plasma. em aproximadamente 6. Aconselhamento (confidencial): orientações ao paciente com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais. astenia. cianose e diminuição brusca da temperatura. dor retroorbitária.M EDIDAS DE CONTROLE O Ministério da Saúde é signatário de acordo internacional que busca a “eliminação da sífilis congênita”. dor abdominal generalizada (principalmente em crianças).000 maternidades brasileiras. ezantema. Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes. Nos casos graves de FHD. a plena integração de atividades com outros programas de saúde. hematúria e metrorragia) podem ocorrer. que se manifesta por meio de valores crescentes do hematócrito e hemoconcentração. que pode ser de curso benigno ou grave. dependendo da forma como se apresente: infecção inaparente. mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor abdominal. prostração. prurido cutâneo. em geral. sinais de debilidade profunda. A DC. desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos. os sintomas iniciais são semelhantes aos da DC. Na FHD e SCD. palidez de face. sangramento do trato gastrointestinal). o maior número de casos 270 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . equimoses. pulso rápido e débil. Entre as manifestações hemorrágicas. DENGUE D ESCRIÇÃO Doença infecciosa febril aguda. Dura cerca de 5 a 7 dias. púrpura. Para alcançar esse objetivo está em andamento a implantação de atividades especiais para sua eliminação. epistaxe.

alimenta se num hospedeiro suscetível próximo.Aedes aegypti . A fonte da infecção e hospedeiro vertebrado é o homem. que começa um dia antes da febre e perdura até o sexto dia de doença. seguida de hemoconcentração e falência circulatória. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 271 . Foi descrito. o mosquito está apto a transmitir o vírus. A GENTE ETIOLÓGICO É o vírus do dengue (RNA) . Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. um ciclo selvagem envolvendo o macaco.Arbovírus do gênero Flavivírus. o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem . É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida.homem. no ciclo homem . em média 5 a 6 dias. depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. 2. M ODO DE TRANSMISSÃO A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.homem. O Aedes albopictus. S INONÍMIA Febre de quebra ossos. já presente nas Américas e com ampla dispersão na região sudeste do Brasil. pertencente à família Flaviviridae. até o momento não foi associado à transmissão do vírus da dengue nas Américas. Nas Américas. após terapia anti-choque. imediatamente. quando o repasto é interrompido e o mosquito. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO De 3 a 15 dias. Após um repasto de sangue infectado. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O homem infecta o mosquito durante o período de viremia.Aedes aegypti . O choque é decorrente do aumento de permeabilidade vascular. na Ásia e na África. com 4 sorotipos conhecidos: 1. A transmissão mecânica também é possível. nem por fontes de água ou alimento.de choque ocorre entre o 3º e 7º dias de doença. geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). V ETORES HOSPEDEIROS Os vetores são mosquitos do gênero Aedes. 3 e 4.

letargia. A partir de 1963. taquicardia.COMPLICAÇÕES Choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar. nas Filipinas e Tailândia. FHD e SCD . diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa. clínicoepidemiológico. hipotensão arterial (PA sistólica <=80mm Hg. PA sistólica <= 90mm Hg. hipotensão postural (PA sistólica sentado . lipotimia e aumento repentino do hematócrito. Aos primeiros sinais de choque. Após a década de 60. TRATAMENTO DC: sintomáticos (não usar ácido acetilsalicílico). agitação. em < 5 anos. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS A dengue tem sido relatada há mais de 200 anos. extremidades frias. Em 272 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . hepatites infecciosas e outras febres hemorrágicas. Na década de 50. cianose. FHD: alguns sinais de alerta precisam ser observados: dor abdominal intensa e contínua.PA sistólica em pé com diferença maior que 10mm Hg). diminuição da pressão diferencial (PA sistólica -PA diastólica <= 20mm Hg). em > 5 anos). D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL DC: gripe. D IAGNÓSTICO Na DC. a circulação do vírus da dengue intensificou-se nas Américas. choque endotóxico. A FHD e a SCD necessitam de uma boa anamnese. leptospirose.infecções virais e bacterianas. em seguida. hepatomegalia dolorosa. seguido de hemoconcentração e falência circulatória. Durante uma administração rápida de fluidos. houve circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países. pela primeira vez. sangramentos importantes. a febre hemorrágica da dengue (FHD) foi descrita. febre amarela. vômitos persistentes. seguida de exame clínico (vide sinais de alerta no quadro 1) com prova do laço (verificar aparecimento de petéquias) e confirmação laboratorial específica. o diagnóstico é clínico e laboratorial nos primeiros casos. o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose. diminuição da diurese. pulso rápido e fraco. sarampo. rubéola. é particularmente importante estar atento a sinais de insuficiência cardíaca. derrames cavitários.

No Brasil há referências de epidemias em 1916. dois dos seguintes sintomas: cefaléia. Paraguai (1988). ezantema. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982. A introdução dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do Rio de Janeiro em 1990 e dezembro de 2000. em 1990/1991. Equador (1988). A partir de 1986. respectivamente. de uma forma geral. foram registradas epidemias em diversos estados com a introdução do sorotipo 1. inicialmente pela Jamaica. O sorotipo 3 apresentou uma rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003.1977. após a introdução do sorotipo 2. em Boa Vista . e. Peru (1990) e Cuba (1977/1981). pelo menos. em 1989. A letalidade por FHD se manteve em torno de 5% no período de 2000-2003.paciente que tenha doença febril aguda com duração máxima de 7 dias. A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de extrema importância na história da doença nas Américas. Suspeito Dengue Clássico . alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro). Cabe citar: Brasil (1982. potencialmente refletindo a circulação simultânea dos sorotipos 1. foram notificadas epidemias em vários países. sem diagnóstico laboratorial. A partir de 1980. 1986. em Niterói. Os primeiros casos de FHD foram registrados em 1990 no estado do Rio de Janeiro. acompanhada de. em São Paulo. A faixa etária mais atingida foi a de maiores de 14 anos. tendo sido o primeiro relato de febre hemorrágica da dengue ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. Bolívia (1987). Em 2003 apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina não apresentavam transmissão autóctone da doença. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Controlar a ocorrência da doença através do combate ao mosquito transmissor. Além desses a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 273 . Na segunda metade da década de 90. respectivamente. e em 1923. prostração. As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998 e 2002. o sorotipo 1 foi introduzido nas Américas. artralgia. 2 e 3 do vírus da dengue. Nesse ano foram confirmados 274 casos que. N OTIFICAÇÃO É doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. 2002). bem como em 1994 (Fortaleza-Ceará). D EFINIÇÃO DE CASO . não apresentaram manifestações hemorrágicas graves. causada pelos sorotipos 1 e 4. Nos anos de 2001 e 2002.Roraima. 1998. foi detectado um aumento no total de casos de FHD. Os óbitos decorrentes da doença devem ser investigados imediatamente. dor retroorbital. Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2. mialgia. observamos a ocorrência de casos de FHD em diversos estados do país. aumentando consideravelmente a magnitude do problema. O segundo surto ocorreu na Venezuela. principalmente quando se trata dos primeiros casos de DC diagnosticados em uma área. ou quando se suspeita de FHD. com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados.

prioritariamente a eliminação de criadouros e o tratamento focal. leva a suspeita de síndrome de choque (SCD). ascite e hipoproteinemia. acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente. manifestado por: hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal. SCD: é o caso que apresenta todos os critérios de FHD mais evidências de choque. após o tratamento. petéquias.sintomas.UBV. que deverão ter confirmação laboratorial. O combate ao vetor deve desenvolver ações continuadas de inspeções domiciliares. ou queda do hematócrito em 20%. A finalidade das ações de rotina é manter a infestação do vetor em níveis incompatíveis com a transmissão da doença. pele fria e úmida. . tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva. extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar.o caso confirmado laboratorialmente. Febre Hemorrágica da Dengue . Em situações de epidemias deve ocorrer a intensificação das ações de controle.000/mm3). assistência aos pacientes. priorizando atividades de educação em saúde e mobilização social. ao mesmo tempo em que se reestruturam as ações de rotina. o paciente deve ter estado. Em função da complexidade que envolve a prevenção e o controle da dengue. ou presença de derrame pleural. No curso de uma epidemia. Além disso. diminuição ou ausência de pressão arterial. o programa nacional estabeleceu dez componentes de ação. em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti. na admissão. uma vez que não se tem ainda vacina ou drogas antivirais específicas. melena e outros. equimoses ou púrpuras e sangramentos de mucosas. Febre Hemorrágica do Dengue . como hematêmase. A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas. confirmação laboratorial específica. Confirmado Dengue Clássico . M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se restringem ao vetor Aedes aegypti. comunicação 274 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . trombocitopenia (< 100. variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves. . agitação). ações integradas de educação em saúde. deve ser utilizada a aplicação espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume . exceto nos primeiros casos da área.paciente que apresenta também manifestações hemorrágicas. combate ao vetor. nos últimos quinze dias. sendo eles: vigilância epidemiológica. do trato gastrointestinal e outros. a confirmação pode ser feita através de critérios clínico-epidemiológicos.é o caso em que todos os critérios abaixo estão presentes: febre ou histórico de febre recente de 7 dias ou menos. . integração com a atenção básica (PACS/PSF). eliminação e tratamento de criadouros. ações de saneamento ambiental.

Esses componentes de ação. Gengivorragia. Taquicardia intensa e lipotimia. Hipotensão postural. Vômitos persistentes. Agitação ou letargia. púrpura. Hipotensão arterial. associada à sudorese. características essenciais para o enfrentamento desse importante problema de saúde pública. Prova do laço positiva. Diminuição brusca de temperatura corpórea. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 275 . Hepatomegalia dolorosa. hamatomas. Sinais de alerta de dengue hemorrágica: Dor abdominal intensa e contínua. contribuirão para a estruturação de programas permanentes. se convenientemente implementados. Diminuição da diurese. Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta. epistaxe ou metrorragias. legislação de apoio ao programa e acompanhamento e avaliação. devem ser reidratados e permanecer sob observação médica até melhora do quadro.e mobilização. integrados e intersetoriais. acompanhados de evidências de Hemoconcentração e Plaquetopenia. petéquias. Sangramentos importantes. Pulso rápido e fraco. Extremidades frias e cianose. capacitação de recursos humanos. Derrames cavitários (pleural e/ou abdominal).

observa-se a implantação dos bacilos. que.Hto > 45%. com maior predomínio nos indivíduos economicamente ativos (15-54 anos). A tuberculose pós-primária ocorre em indivíduos que já desenvolveram alguma imunidade. TUBERCULOSE D ESCRIÇÃO A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. Diagnóstico de hemoconcentração Valores de referência antes de o paciente ser submetido à reidratação: HEMATÓCRITO: Crianças até 12 anos . através da reativação endógena ou por reinfecção exógena. Em 5% dos indivíduos. A infecção benigna pode atingir linfonodos e outras estruturas.3 cm3). onde provocam uma reação inflamatória e exsudativa do tipo inespecífico.Hto > 40%. Os sinais e sintomas 276 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .5 (indicador de hemoconcentração simples e prático. Homens . originando-se o quadro de tuberculose primária. em 95% dos indivíduos infectados o sistema imunológico consegue impedir o desenvolvimento da doença. iniciando-se a multiplicação..Hto > 38%. sendo a forma pulmonar a mais comum. Obtem-se dividindo-se o valor do hematócrito pelo da hemoglobina). juntamente com outros 21 países em desenvolvimento. O agravo atinge a todos os grupos etários. A prova é positiva se aparecem 20 ou mais petéquias no braço em área correspondente a uma polpa digital (mais ou menos 2. atinge principalmente o pulmão. no parênquima pulmonar ou linfonodos. os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres. . mantendo-se a Tensão Arterial Média (corresponde à média aritmética da TA sistólica e TA diastólica) durante 3 minutos. Índice hematócrito / hemoglobina: > 3. Prova do laço: Colocar o tensiômetro no braço do paciente e insuflar o manguito. Mulheres . alberga 80% dos casos mundiais da doença. Doença infecciosa. Verificar se aparecem petéquias abaixo do manguito. Após a inalação dos bacilos estes atingem os alvéolos (primoinfecção).

entre outras. D IAGNÓSTICO São fundamentais os seguintes métodos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 277 . A GENTE ETIOLÓGICO Mycobacterium tuberculosis. ossos. fala e espirro. COMPLICAÇÕES Distúrbio ventilatório. gradativamente em algumas semanas (duas). Na forma pulmonar apresenta-se dor torácica. sistema urinário. formação de bronquiectasias. Com o início do esquema terapêutico recomendado. DE INCUBAÇÃO A maioria dos novos casos de doença ocorre em torno de 6 a 12 meses após a infecção P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver iniciado o tratamento. surgindo com maior freqüência em crianças e indivíduos com infecção por HIV. febre baixa vespertina com sudorese. Nos adultos. a transmissão é reduzida. Pode afetar qualquer órgão ou tecido. meninges. tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva. infecções respiratórias de repetição.mais freqüentes são: comprometimento do estado geral. M ODO DE TRANSMISSÃO Através da tosse. A forma extrapulmonar é mais comum nos hospedeiros com pouca imunidade. cérebro. hemoptise. a forma pulmonar é a mais freqüente. linfonodos. atelectasias. como pleura. R ESERVATÓRIO O ser humano (principal) e o gado bovino doente em algumas regiões específicas. acompanhada ou não de escarros hemoptoicos. Nas crianças é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma primária) que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. inapetência e emagrecimento. P ERÍODO inicial. empiemas. olhos.

sarcoidose e carcinoma brônquico. assim que o paciente despertar. para isso é indispensável que seja realizado pelo menos. Exame anátomo-patológico (histológico e citológico) . micoses pulmonares (paracoccidioidomicose. do 4º e do 6º mês de tratamento.Indicado nas formas extrapulmonares. histoplasmose). Exames bioquímicos .Auxiliar no diagnóstico. Exame bacteriológico . Cultura . . mensalmente. através realização de biópsia. Indica apenas a presença da infecção e não é suficiente para diagnóstico da doença. pleural. dentre 278 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . a evolução bacteriológica do paciente pulmonar bacilífero. renal. mas seus altos custos e complexidade os inviabilizam como exames de rotina. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Abscesso pulmonar por aspiração. para aproveitar a presença dele e garantir a realização desse exame (não é necessário estar em jejum).Baciloscopia de escarro deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por três semanas a mais). pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax e os contatos de tuberculose pulmonar bacilíferos. para o diagnóstico.Auxiliar no diagnóstico de pessoas não vacinadas com BCG. . Recomenda-se. Permite medir a extensão das lesões e avaliação da evolução clinica do paciente ou de patologias concomitantes. em derrame pleural. .Mais utilizados nas formas extrapulmonares.É indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar com baciloscopia repetidamente negativa. e a segunda amostra é coletada na manhã do dia seguinte. Exame clínico . Prova tuberculínica (PPD) .. Exame Radiológico de Tórax . Também está indicada para os casos de tuberculose com suspeita de falência de tratamento e em casos de retratamento para verificação da farmacorresistência nos testes de sensibilidade. ao final do 2º. .Os exames sorológicos e de biologia molecular são úteis. derrame pericárdico e LCR em meningoencefalite tuberculosa. Também é utilizada para acompanhar. a coleta de duas amostras de escarro: a primeira amostra é coletada quando o sintomático respiratório procura o atendimento na unidade de saúde. . como meníngea. diagnóstico de formas extrapulmonares. Outros . óssea e ganglionar e também para o diagnóstico de todas as formas de tuberculose em pacientes HIV positivo. . pneumonias.Baseado nos sintomas e história epidemiológica. .

Em crianças.1) Tuberculose Pulmonar Bacilífera . b) Confirmado. por critério clínico laboratorial. com aproximadamente 85 mil novos casos por ano e 5 a 6 mil óbitos anuais. febre. no serviço de saúde mais próximo à residência do doente. ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Reduzir a transmissão do bacilo da tuberculose na população. tuberculosis. N OTIFICAÇÃO Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória. Paciente com imagem compatível com tuberculose ao exame radiológico.Indivíduo com sintomatologia clínica sugestiva. estima-se que. perda de peso e apetite. ou suspeito ao exame radiológico. D EFINIÇÃO DE CASO : a) Suspeito . do total da população.Paciente com duas baciloscopias diretas positivas. T RATAMENTO O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial.outras. A hospitalização é indicada apenas para os casos graves ou naqueles em que a probabilidade de abandono do tratamento é alta. mais de 50 milhões de pessoas estão infectados pelo M. Busca de bacilíferos dentro da população de sintomáticos respiratórios e contatos de casos. causas de adenomegalia mediastino-pulmonar devem ser investigadas. em áreas de grande concentração populacional e precárias condições sócio-econômicas e sanitárias. Ocorre. com maior freqüência. através das ações de diagnóstico precoce e tratamento. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 279 . b. No Brasil. Tosse com expectoração por 3 ou mais semanas. ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Doença de distribuição universal. em virtude das condições sociais do doente.

iniciar o mais precocemente possível em maternidades e salas de vacinação.Paciente com duas baciloscopias negativas.Indicado. apresenta resultados negativos aos exames laboratoriais.A partir dos dados clínicos e epidemiológicos e da interpretação dos resultados dos exames solicitados. na busca de sintomáticos respiratórios. Se a primeira dose for aplicada com seis anos e mais.A faixa etária preconizada é de 0 a 4 anos (obrigatória para menores de 1 ano). se apresentarem contagem de linfócitos T (CD4) abaixo de 200 células/mm3. achados laboratoriais. não há necessidade de revacinação. sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD). principalmente. Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais.3) Extrapulmonar . inclusive histopatológicos compatíveis com tuberculose extrapulmonar ativa.Caso suspeito que. apesar de sintomatologia compatível. para identificação da possível fonte de infecção. tuberculosis. com imagem radiológica sugestiva e achados clínicos ou outros exames complementares que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose.Paciente com evidências clínicas. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se baseiam.Medidas de isolamento respiratório. c) Confirmado por critério clínico epidemiológico . d) Descartado . É contra-indicada a vacina nos indivíduos HIV-positivos sintomáticos. ou paciente com. b) Vacinação com BCG . a) Controle de Contatos . Pacientes internados . de material proveniente de localização extrapulmonar. pelo menos.b. para contatos que convivam com doentes bacilíferos e adultos que convivam com doentes menores de 5 anos. indica-se a revacinação. na qual esteja ausente a cicatriz vacinal. Pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos não deverão ser vacinados. Está indicada nas crianças HIV-positivas assintomáticas e filhos de mães HIV-positivas. em que o médico toma a decisão de tratar com esquema específico. A revacinação é recomendada nas faixas etárias de 6 a 10 anos. uma cultura positiva para M. b. e nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas.2) Escarro negativo . seu diagnóstico e tratamento. prioritariamente. 280 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .

c) Quimioprofilaxia . podendo ocorrer formação de abscesso ou ulceração. não vacinados com BCG. na dosagem de 10 mg/Kg/dia (até 300 mg). mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-las. e contatos intradomiciliares de tuberculosos. nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas. Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até 12 meses). População indígena: nesse grupo. mantém-se a isoniazida até completar 6 meses. diariamente. sob criteriosa decisão médica. no mínimo. pacientes com uso prolongado de corticosteróides em doses de imunossupressão. reatores à prova tuberculínica (10 mm ou mais). Imunodeprimidos por uso de drogas. paciente submetido a tratamento com imunossupressores. Esses casos deverão ser encaminhados a uma unidade de referência para a a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 281 . isto é. portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose ativa. que tiveram aumento na resposta tuberculínica de. reator forte ao PPD. após avaliação e afastada a possibilidade de tuberculose doença. a quimioprofilaxia está indicada em todo o contato de tuberculose bacilífera. silicose. após esse período. nefropatias graves. através da baciloscopia e do exame radiológico. no local da aplicação. reações dermatológicas na área da aplicação.Os trabalhadores de saúde. 10 mm. Se ela for reatora. suspendese a droga e aplica-se a vacina BCG. Há contra-indicação absoluta para aplicar a vacina BCG. não reatores à prova tuberculínica. Os eventos adversos são raros. sem história de quimioterapia prévia. menores de 15 anos. diabetes insulino-dependente. Reatores fortes à tuberculina. que atendam habitualmente tuberculose e AIDS. Para recém-nascidos coabitantes de foco bacilífero: administra-se a quimioprofilaxia por três meses e. deverão também ser vacinados com BCG. como: alcoolismo.Consiste na administração de isoniazida em infectados pelo bacilo (quimioprofilaxia secundária) ou não infectados (quimioprofilaxia primária). sem sinais de tuberculose ativa. pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica. doenças graves e uso de drogas imunosupressoras. se não for reatora. Recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg. com exame radiológico normal e sem sintomatologia clínica compatível com tuberculose. Recomendada em contactantes de bacilíferos. faz-se a prova tuberculínica na criança. independente da idade e do estado vacinal. dentre outros. por um período de 6 meses. linfomas. linfadenite regional. sarcoidose. ou por doenças imunosupressoras.

devido à possibilidade de restauração da resposta tuberculínica. o paciente deverá ser reavaliado quanto à necessidade de 282 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Portanto. com registro documental de ter sido reator ao teste tuberculínico e não submetido a tratamento ou quimioprofilixia na ocasião. 2) A quimioprofilaxia com isoniazida (H) reduz o risco de adoecimento. 1) O teste tuberculínico (PPD) deve ser sempre realizado na avaliação inicial do paciente HIV+. A quimioprofilaxia será aplicada segundo as indicações a seguir: Indicações (1) e (2) Indivíduos sem sinais. em situações de possível re-exposição ao bacilo da tuberculose. o limite da reação ao PPD. a partir da reativação endógena do bacilo. 2) Contatos intradomiciliares ou institucionais de tuberculose bacilífera. ou sintomas sugestivos de tuberculose: A. Com radiografia do tórax normal e: 1) Reação ao PPD maior ou igual a 5mm(3). mas não protege contra exposição exógena após sua suspensão. recomenda-se fazer o teste a cada seis meses no primeiro ano de tratamento. Nos pacientes não reatores. Com radiografia de tórax anormal: Presença de cicatriz radiológica de TB sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de TB ativa. Tuberculosis: Esse grupo deve ser submetido à prova tuberculínica. VO. independentemente do seu estado clínico ou laboratorial (contagem de células CD4+ e carga viral).tuberculose. para se considerar a pessoa infectada pelo M. B. 5-10 mg/kg/dia (dose máxima 300 mg/dia) por 6 meses consecutivos. ou 3) PPD não reator ou com enduração entre 0-4 mm. Isoniazida. devendo ser repetido anualmente nos indivíduos não reatores. Coinfectados HIV e M. Tuberculosis. através de exame de escarro e radiografias anteriores) independentemente do resultado do teste tuberculínico (PPD). e em uso de terapia anti-retroviral. sendo de 5mm em vez de 10 mm.

a vida do paciente é ameaçada. de forma assimétrica. Acomete. Educação em Saúde . Em pacientes com raios-X normal. que se manifesta de várias formas: infecções inaparentes.prolongamento da quimioprofilaxia (caso esteja em uso de isoniazida). antes de iniciar a quimioprofilaxia. Não se recomenda a quimioprofilaxia nos HIV positivos. assimetria. O BSERVAÇÕES . Apenas as formas paralíticas possuem características típicas: instalação súbita da deficiência motora. sensibilidade conservada e persistência de alguma paralisia residual (seqüela) após 60 dias do início da doença. ou de instauração de nova quimioprofilaxia (caso esta já tenha sido suspensa). sugere-se investigar cuidadosamente tuberculose ativa (pulmonar ou extrapulmonar). meningite asséptica. O quadro clássico é caracterizado por paralisia flácida de início súbito. acometendo sobretudo a musculatura dos membros. formas paralíticas e morte. devido à concomitância de agentes oportunistas/ manifestações atípicas de tuberculose mas freqüentes nessas coortes. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação. flacidez muscular. 3) Pacientes com imunodeficiência moderado-grave e reação ao PPD >10 mm. não reatores à tuberculina. POLIOMIELITE D ESCRIÇÃO Doença infecto-contagiosa viral aguda. deve-se investigar outras patologias ligadas à infecção pelo HIV. acompanhada de febre. 4) Indivíduos HIV+. com ou sem evidências de imunodeficiência avançada. os membros inferiores. com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. reatores à tuberculínica. quadro febril inespecífico. não ultrapassa três dias. com mais freqüência os inferiores.Esclarecimento quanto aos aspectos importantes. Deve-se repetir a prova tuberculínica a cada seis meses. em geral. com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada. antes de se iniciar a quimioprofilaxia.resistente documentada. As formas paralíticas são pouco freqüentes a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 283 . para realizar quimioprofilaxia com rifampicina. freqüentemente. tendo como principais características: flacidez muscular. deverão ser encaminhados a uma unidade de referência. contatos de pacientes com bacilíferos com tuberculose isoniazida . Quando ocorre paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição. .

Poliovírus. D IAGNÓSTICO 284 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . por cerca de 3 a 6 semanas. II e III. podendo variar de 2 a 30 dias. gênero Enterovírus.6% dos casos) se comparadas às formas inaparentes da infecção (90 a 95%) dos casos. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de 7 a 12 dias. O vírus é encontrado nas secreções da orofaringe após 36 a 72 horas a partir de quando a infecção se instaura e persiste por uma semana e. R ESERVATÓRIO O ser humano. Parada respiratória devido à paralisia muscular. da família Picornaviridae com três sorotipos: I. COMPLICAÇÕES Seqüelas paralíticas. Essa última através de gotículas de muco do orofaringe. S INONÍMIA Paralisia infantil. nas fezes. M ODO DE TRANSMISSÃO Principalmente por contato direto pessoa a pessoa. pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Não se conhece com exatidão.(1 a 1. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA.

um aumento do número de células. necessário para fazer diagnóstico diferencial com a síndrome de Guillain-Barré e com as meningites que evoluem com deficiência motora. embora quando presentes devem ser priorizados para coleta de amostras de fezes. Contato de casos em que haja confirmação do vírus vacinal derivado (mutante). aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnostico viral. Observar que os contatos não são necessariamente intradomiciliares. c) Exames inespecíficos . em pelo menos cem mil vezes em poucas horas. . Critérios para coleta de amostras de contatos . A sorologia deixou de ser feita no Brasil em virtude da sua interpretação ser comprometida pelos anticorpos do vírus vacinal. Para ser considerado derivado vacinal esse vírus precisa apresentar mutações m > ou = a 1% podendo adquirir neurovirulência e provocar portanto doença. O seqüenciamento dos nucleotídeos identifica a quantidade das mutações e recombinação do vírus derivado vacinal. A eletromiografia pode contribuir para descartar a hipótese diagnóstica de poliomielite. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 285 . Na síndrome de Guillain-Barré. Diagnóstico diferencial. e que os mesmos não devem ter recebido a vacina oral contra polio (VOP) nos últimos 30 dias. o correspondente ao tamanho de um dedo polegar de adulto. Permite a amplificação da seqüência alvo do genoma viral. Se não houver freezer.Coleta de comunicantes de caso com clínica compatível de poliomielite. Toda e qualquer coleta de comunicantes deverá ser discutida previamente com a instância de nível nacional. b) O método de PCR (Polymerase Chain Reaction). conservar em refrigerador comum de 4 a 8 C° por no máximo 3 dias (jamais colocar as amostras no congelador do refrigerador). deve ser coletada uma amostra de fezes em quantidade em torno de 4 a 8 gramas. podendo haver um discreto aumento de proteínas. As amostras deverão ser conservadas em freezer a -20 C° até o momento do envio ao laboratório de referência. introduzido no Brasil na década de 90. com alterações bioquímicas. Na poliomielite.líquor. permitindo a identificação do tipo e origem do vírus isolado.É feito a partir de amostras de fezes do caso ou de seus contatos (até o décimo quarto dia do início do déficit motor).Laboratorial pode ser por: a) Isolamento do vírus . observa-se um discreto aumento do número de células. quando houver suspeita de reintrodução da circulação do poliovírus selvagem (devido a viagens ou visitas relacionadas a áreas endêmicas). nas meningites. observase uma dissociação proteino-citológica (aumento acentuado de proteínas) e.

Em 1994. do grupo A. mielite transversa. 286 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . TRATAMENTO Não há tratamento específico. meningoencefalite e outros enterovírus (ECHO.. após um período de realização de grandes campanhas vacinais e intensificação das ações de vigilância epidemiológica. especialmente. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Essa doença foi de alta incidência no Brasil e em outros países americanos. Em 1989. tipo 7). Polineurite pós-infecciosa e outras infecções que causam paralisia: síndrome de Guillain-Barré (SGB). mas todos os casos com manifestações clínicas devem ser internados para tratamento de suporte. o que impõe a manutenção de uma vigilância ativa para impedir a reintrodução do agente nas áreas erradicadas. o polio-vírus selvagem foi considerado erradicado do Brasil e das Américas. em pessoas de qualquer idade. Entretanto. pela vigilância ativa das paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos. registrou-se o último caso no país. independente da hipótese diagnóstica de poliomielite. tipo 71. de início súbito: em pessoas menores de 15 anos. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detectar precocemente a reintrodução do poliovírus selvagem no território brasileiro. e coxsackie. para garantir maior agilidade das medidas de prevenção e controle. Critérios para inclusão de um caso no Sistema de Vigilância Epidemiológica das PFA Deve ser investigado todo caso de deficiência motora flácida. que apresentam hipótese diagnóstica de poliomielite. NOTIFICAÇÃO Doença com sistema de vigilância ativa que exige a notificação compulsória e investigação imediata dos casos de paralisias flácidas agudas (PFA). continua circulando em outros continentes. meningite viral. deixando centenas de indivíduos com seqüelas paralíticas.

Há dois tipos de poliomielite relacionados com a vacina: . b) Poliomielite Associada à Vacina .Casos de PFA que não tiveram coleta adequada de amostra de fezes e que apresentaram seqüela aos 60 dias ou evoluíram para óbito ou têm evolução ignorada. d) Poliomielite Compatível . Se o resultado for negativo para poliovírus. independentemente de haver ou não seqüela após 60 dias do início da deficiência motora. 60 dias após o início da deficiência motora. Paralisia flácida aguda que se inicia entre 4 e 45 dias após o recebimento da VOP e que apresenta seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o início do déficit motor. taxa de notificação de pelo menos 1 caso de PFA por 100.Casos de PFA em que há isolamento de vírus vacinal na(s) amostra(s) de fezes e presença de seqüela compatível com poliomielite. PFA que surge após contato com criança que tenha recebido VOP até 40 dias antes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 287 . c) Não poliomielite (Descartado) .Devem ser classificados nessa categoria todos os casos de PFA em que houve isolamento de poliovírus selvagem na(s) amostra(s) de fezes do caso ou de seus comunicantes. pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro das 48 horas posteriores à notificação e pelo menos 80% dos casos de PFA notificados devem ter uma amostra de fezes para cultivo de vírus. Caso de poliomielite associado à vacina de contatos (comunicantes). e) Indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica pós-certificação Informação de notificação negativa semanal de pelo menos 80% das Unidades de Notificação Negativa implantadas.Casos de PFA com amostra de fezes adequada (uma amostra coletada até quatorze dias do início do déficit motor). . A paralisia surge de 4 a 85 dias após a vacinação.000 habitantes menores de 15 anos. o caso deve ser descartado. e deve apresentar seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o déficit motor. na qual não houve isolamento de poliovírus.D EFINIÇÃO DE CASO a) Confirmado . coletadas no período máximo de duas semanas seguintes ao início da deficiência motora.

onde pode estar a fonte de infecção.f) Medidas em caso de notificação de casos de PFA com suspeita de poliomielite Em virtude das características de transmissão do poliovírus. Entende-se por criança adequadamente vacinada aquela que recebeu três ou mais doses de vacina oral contra a poliomielite. 2ª dose. a imunização adequada de todas as crianças nascidas. em caso de viagem. além do local de residência do doente. em um curto intervalo de tempo. até que se certifique que o mundo esteja livre da poliomielite. reforço. Em ambas as atividades (vacinação de rotina e campanhas) devem ser alcançadas coberturas vacinais altas (95%) em todos os municípios. M EDIDAS DE CONTROLE Além de uma vigilância ágil e sensível à detecção de casos de poliomielite importados. através da disseminação. aos 6 meses. a vigilância deve ser intensificada quando da notificação de casos de PFA que tenham suspeita de poliomielite. como também os locais de residência de possíveis visitas recebidas no mesmo período. O Brasil adota em seu esquema vacinal básico a vacina anti-pólio oral (VPO . o mais precocemente possível. as campanhas anuais de vacinação também são muito importantes para garantir um nível adequado de imunidade do grupo na população. Portanto.br • PDAMED – www. Além da realização de visita às unidades de saúde. a vacinação de rotina nos serviços de saúde objetiva assegurar. aos 2 meses. do vírus vacinal. aos 4 meses. e da ocorrência de um grande número de infecções sem manifestações clínicas.Sabin) no seguinte esquema: 1ª dose.com. com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. que compete com a circulação do vírus selvagem.br 288 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao início da paralisia.saude. a vacinação é a medida mais eficaz para manter erradicada a circulação do poliovírus selvagem nas Américas. no meio ambiente. a situação da cobertura vacinal da área deve ser criteriosamente avaliada.pdamed.gov. 3ª dose. silenciosa e rápida. aos 15 meses. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Ministério da Saúde – www. Essa intensificação da vigilância implica em abranger.

Esse documento é parte essencial da Política Nacional de Saúde do Brasil e se constitui num dos elementos fundamentais para a efetiva a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 289 .13. Essa política configura e explicita uma série de decisões de caráter geral adotadas pelo poder público e que apontam os rumos e as linhas estratégicas de atuação a serem seguidas na condução da matéria. no final de 1998. entre outras. o combate à dengue e à hanseníase. POLÍTICA DE MEDICAMENTOS Este capítulo informa sobre os principais programas do Ministério da Saúde vinculados a ações como distribuição gratuita de medicação para portadores de DST/AIDS. Também apresenta uma síntese da lei dos genéricos e uma lista atualizada dos medicamentos genéricos registrados. uma portaria que traçou a Política Nacional de Medicamentos. o Ministério da Saúde publicou. POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS Em virtude da importância estratégica da Assistência Farmacêutica para o sistema de saúde.

Ampliar o acesso da população a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostos ao poder público brasileiro. a reestruturação e a expansão da assistência farmacêutica além do essencial aparelhamento administrativo e institucional para a consecução desses objetivos. as estratégias de promoção e expansão do acesso. a regulação econômica. bem como avaliação e acompanhamento dos hábitos de prescrição. contribuindo para o desenvolvimento social do país. A regulação econômica tem como um dos principais objetivos contrabalancear o poder de mercado das empresas e reduzir os custos de aquisição. 290 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . ações que expressam de forma articulada os eixos assumidos no desenho da Política Nacional de Medicamentos. o Ministério da Saúde vem implementando. As diretrizes observadas pelo Ministério da Saúde no desenho da Política Nacional de Medicamentos foram estruturadas a partir de três eixos de ação governamental: • Regulação Sanitária. eventualmente. seja do ponto de vista do setor público. transporte e dispensação. Para tanto. armazenamento. • Regulação Econômica e • Assistência Farmacêutica. eficácia em relação aos produtos e aos métodos de fabricação. dispensação e resultados terapêuticos. ações prócompetitivas que procurem estimular a dinâmica de mercado e ações que coíbam as falhas de mercado (assimetria de informações e poder de mercado). com o acesso propriamente dito ao medicamento. Abrange a proteção e defesa do consumidor nas relações de consumo. realizam-se o mapeamento das necessidades da população. da saúde suplementar (seguros privados) ou do ponto de vista do consumo direto das famílias. os objetivos. A regulação sanitária objetiva proteger o usuário de medicamentos a partir de padrões de qualidade. O escopo da atuação envolve a regulação sanitária. Promovem-se a construção de consensos terapêuticos a respeito da abordagem em doenças específicas e a indicação e uso de medicamentos. as prioridades sob o prisma da saúde pública. dentre outros aspectos. A terceira área de atuação envolve um conjunto de ações e serviços de atenção à saúde do cidadão que culmina. desde 1998. No âmbito da assistência.implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população e para a consolidação do Sistema Único de Saúde. segurança.

assim como o processo educativo dos consumidores de medicamentos e a atualização da informação dos profissionais prescritores e dispensadores a respeito de temas como risco da automedicação. mediante a promoção de pesquisas na área farmacêutica. pautada por critérios de natureza epidemiológica. com ênfase na promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais. no estabelecimento de referências de preços para o mercado. Promoção do uso racional de medicamentos. 2. 5. Regulamentação sanitária de medicamentos. resultando na capacitação de recursos humanos. para implementar a política traçada. na menor dependência de a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 291 . interrupção e troca da medicação prescrita e necessidade de receita médica. o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais. especialmente os constantes da RENAME. de promoção do uso racional de medicamentos. 4. com foco nos processos de registro de produtos e de autorização para o funcionamento de fabricantes. de otimização do sistema de distribuição no setor público. de acordo com suas respectivas competência e abrangência de atuação. baseada na efetiva articulação da capacidade instalada dos segmentos industriais – oficial. e a revisão constante da Farmacopéia Brasileira. técnica e administrativa. bem como a estimular medidas de desenvolvimento da tecnologia da produção de fármacos. em ações de farmacovigilância e na promoção da produção e uso de medicamentos genéricos. privado nacional e transnacional – na produção de medicamentos da RENAME. destacando a adoção de medicamentos genéricos. Promoção da produção de medicamentos. Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais – RENAME. 6.A Política Nacional de Medicamentos baseia-se nos mesmos princípios que orientam o Sistema Único de Saúde e constitui estratégia essencial para consolidá-lo uma vez que contribui para viabilizar um dos componentes fundamentais da assistência à saúde que é a cobertura farmacológica. em permanente atualização. visando a aprofundar a capacitação de recursos humanos. por meio do desenvolvimento de atividades de descentralização da gestão da assistência farmacêutica. devem desenvolver ações orientadas pelas seguintes diretrizes: 1. Desenvolvimento científico e tecnológico. Assim. estadual e municipal. Reorientação da assistência farmacêutica. representada por uma lista nacional de referência composta pelos fármacos considerados básicos e indispensáveis para atender ao mais amplo espectro de doenças. as três esferas de governo – federal. 3. bem como da adoção de instrumentos e iniciativas que possibilitem a redução nos preços desses produtos. distribuidores e varejistas do setor farmacêutico.

Hidroclorotiazida 25 mg . 8. eficácia e qualidade dos medicamentos. mediante o desenvolvimento da capacidade administrativa de imposição do cumprimento das normas sanitárias.importação de insumos e na ampliação da produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias de grande impacto sobre a saúde pública. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar a política de distribuição gratuita e universal de medicamentos anti-retrovirais.Metformina 80 mg .Insulina P ROGRAMA N ACIONAL DE DST/AIDS Política de medicamentos para AIDS: acesso universal e gratuito. A lei nº 9113 de 13 de Novem- 292 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . Garantia da segurança. 7. organizadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.Glibenclamida 5 mg .Captopril 25 mg . PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE Programa Nacional de Assistência Farmacêutica Básica para a Hipertensão Arterial e Diabetes mellitus: Objetivos: • Cadastramento dos portadores de Hipertensão e Diabetes • Disponibilizar para a rede básica (medicamentos essenciais): .Propranolol 40 mg . Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos para atuação nas diversas ações realizadas no âmbito da Política Nacional de Medicamentos.

a Secretaria de Vigilância em Saúde vem trabalhando para fortalecimento do plano definido para o alcance da meta de eliminação e adotou novas estratégias de aceleração desse processo. A redução da taxa de prevalência até a eliminação.bro de 1986. pelo Sistema Único de Saúde. No período de 1997 a 2001. através da cura dos pacientes. Reportandose ao compromisso anteriormente assumido pelo Governo do Brasil de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. 358 mil internações hospitalares evitadas e economia de 1. O programa de hanseníase vinha mostrando resultados insatisfatórios nos últimos anos. redução de aproximadamente 80% das internações hospitalares devido a doenças oportunistas ou sintomas graves da AIDS. P ROGRAMA N ACIONAL DE E LIMINAÇÃO DA H ANSENÍASE Em março de 2004. no período de 1995 a 2000 houve redução de cerca de 50% da taxa de óbitos no país. de toda medicação necessária a seu tratamento. Na cidade de São Paulo houve redução de 54% de óbitos por AIDS. baseando-se em três pontos fundamentais: 1. e da interrupção da cadeia de transmissão. Atualização dos dados é essencial para a interpretação válida e confiável da magnitude e dos níveis endêmicos da hanseníase nas diferentes regiões do Brasil e da distribuição racional de medicamentos. o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase foi reestruturado e alçado à condição de prioridade de gestão do Ministério da Saúde.1 bilhão de dólares em recursos. distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. além do tratamento adequado de incapacidades já instaladas. garante aos pacientes infectados pelo HIV o recebimento gratuito. 3. 2. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 293 . depende da capacidade do SUS de diagnosticar os casos na fase inicial da doença e tratá-los com poliquimioterapia padrão OMS (PQT/ OMS). Atualmente o Ministério da Saúde. Com o uso da terapia anti-retroviral combinada. A redução da carga social da doença depende da detecção precoce para redução de casos detectados com incapacidades físicas. através da Coordenação Nacional de DST/AIDS.

adquirem os medicamentos e controlam a distribuição e os estoques. 294 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . O Ministério da Saúde é responsável. por: • Estabelecer normas básicas de diagnóstico. também denominados “excepcionais”. P ROGRAMA DE P NEUMOLOGIA S ANITÁRIA (T UBERCULOSE ) A tuberculose é um problema prioritário de saúde no Brasil. tais medicamentos seriam acessíveis a poucas pessoas em função do alto custo dos tratamentos. • Adquirir o abastecimento dos medicamentos necessários. os medicamentos que fazem parte da assistência ambulatorial – como é o caso da quimioterapia do câncer. se não fossem distribuídos gratuitamente. dos medicamentos estratégicos para AIDS. tuberculose. através da Coordenação Nacional do Programa. doentes e mortos) como pela possibilidade e vantagens de seu controle. com prioridade absoluta para aquelas de caráter epidemiológico e operacional. tratamento. registro e informação. tanto por sua magnitude (infecção. ou que. Os estados planejam a aquisição a partir das necessidades da população. Essa política tem enorme alcance em todas as classes sociais uma vez que. controle de qualidade e treinamento. • Serviços de referência laboratorial e de tratamento de nível nacional. São abrangidos pelo Programa de Medicamentos Excepcionais.P ROGRAMA DE M EDICAMENTOS E XCEPCIONAIS – A LTO C USTO A garantia de acesso a medicamentos é parte integrante e essencial de uma adequada política assistencial. hanseníase. • Pesquisas essenciais requeridas para o desenvolvimento do Programa. Em termos operacionais. Utilizados no nível ambulatorial. tornam-se excessivamente caros para serem suportados pela população. que é gerenciado pela Secretaria de Assistência à Saúde. integrantes da farmácia básica. pela cronicidade do tratamento. incluídos no pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). estão incluídos no Programa de Medicamentos Excepcionais. Esses medicamentos. os recursos para a aquisição de Medicamentos Excepcionais são transferidos pelo Ministério da Saúde aos estados todos os meses e de forma antecipada. a maioria deles é de uso crônico e parte deles integra tratamentos que duram por toda a vida. diabete – o SUS tem se empenhado em assegurar o fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo. Além dos que são garantidos no tratamento hospitalar. aqueles medicamentos de elevado valor unitário.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 295 .764. as condições sócio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. 84.535 pessoas tiveram dengue. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso país e no continente. supervisão.estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente.• Coordenação geral do sistema específico de informações. A Organização Mundial da Saúde – OMS . a curto prazo. em mais de 100 países. Programas essencialmente centrados no combate químico. exceto a Europa. O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores. as notificações chegaram a 299. é prioritário para o PNCD: 1. A elaboração de programas permanentes. com ênfase aos aspectos de treinamento. com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade. em 2003. uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível. informação e comunicação social. 2. de todos os continentes. • Apoio complementar aos estados e municípios. Em nosso país. O desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas. Por isso. P ROGRAMA N ACIONAL DE C ONTROLE DA D ENGUE A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. gestão. no nível nacional. visando especialmente à preparação de recursos humanos e maximização dos resultados das políticas públicas para o bem-estar social. Nos primeiros seis meses do ano 2005. enquanto que. O controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade. • Articulação intersetorial. de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor. sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos.

com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF). estados e municípios. adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado. casas abandonadas etc. Utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais. órgão do Ministério da Saúde e executora do programa. 5. permite a adequada atenção farmacêutica 296 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . 4. Desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde. Fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença. 7. e coloca à disposição nas Farmácias Populares a baixo custo. A estrutura das farmácias é diferenciada. quanto necessário. realizado por farmacêuticos e profissionais qualificados para orientar sobre os cuidados com a saúde e o uso correto dos medicamentos. também. sem interrupção no tratamento por falta de dinheiro. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento.3. 8. F ARMÁCIA POPULAR A Farmácia Popular do Brasil é um programa do governo federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. O Programa Farmácia Popular do Brasil contribui para reduzir o impacto no orçamento familiar causado pela compra de remédios e. Melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor. Integração das ações de controle da dengue na atenção básica. O programa nasceu para garantir que quem compra medicamento o compre melhor. O usuário recebe atendimento personalizado. Atuação multissetorial por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). busca diminuir os gastos do SUS com as internações provocadas pelo abandono do tratamento. 6..

campanhas sobre a Aids e o combate a dengue. Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde – OMS. feita em 71 países. basta o usuário apresentar uma receita médica ou odontológica da rede pública ou particular. são exemplos de doenças para as quais são encontrados medicamentos. O farmacêutico. por meio da apresentação de vídeos. pública ou particular. inflamações e alcoolismo. muitas vezes interrompem o tratamento. diabetes. O Programa Farmácia Popular do Brasil oferece medicamentos que tratam das doenças com maior incidência no país. estão disponíveis produtos com indicação nos quadros de cólicas. úlcera gástrica. 9. também. além dos anticoncepcionais. por isso. o que mais pesa no bolso são os medicamentos (61% das despesas com saúde). P ROJETO F ARMÁCIAS N OTIFICADORAS A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária . o maior gasto é com planos de saúde. Segundo a pesquisa. sobretudo. Hipertensão. pretende ampliar as fontes de notificação de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas técnicas de medicamentos. Entre as pessoas de baixa renda.ao lançar o projeto Farmácias Notificadoras. estimulando o desenvolvimento de ações de saúde em farmácias e drogarias. Para adquirir os medicamentos disponíveis nas farmácias populares. queimadura. preservativos masculinos. Ela é importante para evitar a automedicação. ante as a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 297 . que pode causar intoxicações ou mascarar sintomas de doenças importantes. Além dessas. revela que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com saúde. depressão. Estão disponíveis.e a realização de ações educativas. Entre os mais ricos. infecções e verminoses.1% dos entrevistados já tiveram que vender bens ou pedir empréstimos para pagar gastos com saúde. enxaqueca. cuja utilização é importante para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de cada estado. O programa atende a toda população e é dirigido. além de outras do interesse do Ministério da Saúde. asma. às pessoas que não têm condições de pagar caro por seu medicamento e. A nova proposta é que a farmácia. deixe de ser estabelecimento meramente comercial e agregue o valor de utilidade pública.

problemas relacionados a medicamentos. torna-se elo entre a população e o Governo. embalagem. deve notificar. Os estabelecimentos receberão o selo de “Farmácia Notificadora”. diminuindo. nome de fantasia do remédio. Com essa nova postura. Medicamento similar É aquele que contém os mesmos princípios ativos. preventiva ou diagnóstica. Para aderir ao projeto. rotulagem. assim. ao Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM). comercializado pelo nome da substância ativa. O objetivo da lei 9787/99. excipientes e veículos. além de gastos com pesquisa para desenvolvimento de novos medicamentos. tal como foi editada. do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. posologia e indicação terapêutica. forma farmacêutica. é necessário que os estabelecimentos estejam de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e do Conselho e que o farmacêutico permaneça no estabelecimento durante todo o horário de funcionamento. via de administração. MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 Por medicamento genérico entende-se aquele que é cópia do produto de referência. após o vencimento da patente registrada. que dá a garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original. os gastos com a publicidade e divulgação da marca. por ocasião do registro. Medicamento de referência É um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país. segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente. prazo de validade. sem marca comercial. Pode diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto.queixas dos consumidores. apresenta a mesma concentração. Produto farmacêutico intercambiável 298 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . é a redução de preço dos medicamentos através de uma maior concorrência entre os fabricantes com o nome genérico. cuja eficácia. devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca.

a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopéia Brasileira e. quando for o caso. mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa. pureza. ainda. mais seguros e eficazes. isto é. contendo idêntico(s) princípio(s) ativo(s) e que tenham comparável biodisponibilidade quando estudados sob um mesmo desenho experimental. • Medicamentos com menor preço. Medicamento genérico É o produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática. É uma forma farmacêutica determinada que contém o fármaco. Bioequivalência Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica. não pagarem publicidade e também serem subsidiados pelo governo. curativa. Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem. na ausência desta. dosagem. tempo de desintegração e velocidade de dissolução. os mesmos efeitos de eficácia e segurança. comprovados pelos testes de biodisponibilidade e bioequivalência. com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou. além do fato de os medicamentos genéricos não possuírem “marca”. Equivalentes farmacêuticos São medicamentos que contêm o mesmo fármaco. potência. uniformidade de conteúdo. pois não há necessidade de pesquisa para desenvolvimento. essencialmente. com desenvolvimento tecnológico e mais empregos para o país. na mesma quantidade e forma farmacêutica.É o equivalente terapêutico de um medicamento de referência – caso sejam comprovados. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 299 . podendo ou não conter excipientes idênticos. • Fortalecimento da indústria nacional. paliativa ou para fins de diagnóstico. geralmente em associação com coadjuvantes farmacotécnicos. com outros padrões aplicáveis de qualidade relacionados à identidade. Vantagens da política dos genéricos • Medicamentos de melhor qualidade.

• Nesses casos o profissional farmacêutico deve indicar a substituição realizada na prescrição. podendo ser realizada sob nome genérico ou comercial. o médico deverá manifestar objetivamente a decisão. quando necessário.P RESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS Prescrição • No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).Agência Nacional de Vigilância Sanitária . as prescrições pelo profissional responsável adotarão obrigatoriamente as determinações referentes à Denominação Comum Brasileira (DCB). • Nos casos de prescrição utilizando nome genérico. datar e assinar. Dispensação • Será permitida ao profissional farmacêutico a substituição do medicamento prescrito exclusivamente pelo medicamento genérico correspondente. as restrições à intercambialidade. que deverá ressaltar. • A substituição genérica deverá ser baseada na relação de medicamentos genéricos aprovados pela ANVISA . apor carimbo que conste seu nome e número de inscrição do Conselho Regional de Farmácia. 300 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . somente será permitida a dispensação do medicamento de referência ou de um genérico correspondente. a Denominação Comum Internacional (DCI).e cujos registros tenham sido publicados no Diário Oficial da União. na sua falta. a prescrição ficará a critério do profissional responsável. bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento genérico. ou. incluindo na prescrição os seguintes dizeres: “Não autorizo a substituição”. • Nos serviços privados de saúde. • É dever do profissional farmacêutico explicar detalhadamente a dispensação realizada ao paciente ou usuário. • Caso haja qualquer restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente. salvo restrições expressas pelo profissional prescritor.

....................................................................................................... brometo de ipratropio Aurorix ........................................................................ cloridrato de oximetazolina Akineton ................................ cloridrato de ranitidina Aredia .............................................................................................................................. mesalazina Mesacol .... cloridrato de amiodarona Atrovent . cloridrato de doxorrubicina Aerolin ................ Espironolactona Aldomet .................................. sulfametoxazol + trimetoprima Bactroban .. mupirocina Baycuten-N ......... mesalazina Aspirina ................. acido acetilsalicilico Atenol ................. ampicilina / ampicilina sódica Anafranil . glimepirida Aminofilina .................... anastrozol Aropax ........................................ benzilpenicilina benzatina Berlison ......................................................................... aztreonam Bactrim e Bactrim F .................................................. amoxicilina Amplacilina ............................ moclobemida Azactam ......................................................................................... cetorolaco de trometamina Adalat Retard .... pamidronato dissódico Arimidex ......................................................................................... atenolol Atlansil .................. cloridrato de fexofenadina Alphagan .................................................................................................................................................... clotrimazol + acetato de dexametasona Bedfordpoly B ............................................ Metildopa Allegra ....... cloridrato de paroxetina Artren .................................................. diclofenaco sódico Asalit ............................................................................................... sulfato de polimixina B Benzetacil ............................................................................ aminofilina Amoxil ....................... brimonidina Amaryl ...................................................................L ISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS (por ordem de medicamento de referência) Atualizada até a publicação do Diário Oficial da União de 23/04/2006 Medicamento de referência ....... Medicamento genérico Açular .......... acetato de hidrocortisona Berotec ........ bromidrato de fenoterol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 301 .................................................................................................... cloridrato de biperideno Aldactone ..................... amoxicilina Amoxil BD ..................................................................................................................................... Nifedipino Adriblastina RD . cloridrato de clomipramina Antak .................................................................. sulfato de salbutamol Afrin ...........................................................................................

.......... ampicilina Biovir ............................................................................. amoxicilina+clavulanato de potássio 302 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ................................................................. cloridrato de betaxolol Biamotil ... ciprofloxacino ou cloridrato de ciprofloxacino Claforan ...................... mesilato de doxazosina Cataflam D .............................................................................................. Medicamento genérico Betnovate ................................ maleato de dexclorfeniramina + betametasona Celestone . diclofenaco dietilamônio Cartrax ............ diclofenaco Cataflam ................ betametasona Cellcept . cloridrato de buflomedil Buscopan ........................ benzafibrato Cefamox ......... carbonato de lítio Claritin ...................................... Cefoxitina Sódica Celestamine ....................... cefaclor Ceclor AF ...... cefaclor Cedur ................................................................................................................................................................................................................... valerato de betametasona Betnovate N ............ loratadina Claritin D .............. sulfato de terbutalina Bricanyl Expectorante ...................................... cloridrato de buspirona Calcort .............................. acebrofilina Bufedil ...... cloridrato de irinotecano Candicort ............. cefotaxima sódica Carbolitium .... citalopram Cipro .... cloridrato de ciprofloxacino Binotal ............................................................ loratadina+sulfato de pseudoefedrina Clavulin / Clavulin IV / Clavulin BD .......................................................................................... diclofenaco potássico ou diclofenaco resinato Cataflam Emulgel ...................... cetoconazol+ dipropionato de betametasona Canesten .............. cefadroxil ou cefadroxila Cefoxitina Sódica ............................................................................................................................................................... sulfato de terbutalina + guaifenesina Brismucol ......... brometo de n-butilescopolamina Buscopan composto ..... captopril Cardizem ou Cardizem SR .............................................. cloridrato de bromexina Bricanyl ............................................................ tioconazol + tinidazol Ceclor ..... zidovudina + lamivudina Bisolvon ................................................................................................ clotrimazol Capoten ....................................................................................................................................................................... brometo de n-butilescopolamina + dipirona sódica Buspar .......................Medicamento de referência .................................................................................................................................................................................................................................... valerato de betametasona + sulfato de neomicina Betoptic ............................ micofenolato mofetil Cipramil ..................................................................... deflazacorte Camptosar ........................... cloridrato de diltiazem Carduran ......................

..... citrato de orfenadrina + dipirona sódica + cafeína anidra Dormonid .... sulfato de indinavir Cromolerg ................................................ dipropionato de betametasona + ácido salicílico Diprosone .......................................... oxaliplatina a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 303 ................................................................................... Acetato de dexametasona Diamicron .............................. valproato de sódio Dermazine ........................................ nitrato de miconazol Dalacin C .......................................................................................................... ganciclovir sódico Daforin .................................... propofol Diprogenta ...................... cloridrato de clindamicina / fosfato de clindamicina Dalacin V ....... bromoprida Digoxina .... glibenclamida Decadron ...................... Medicamento genérico Clinagel .................................... cloridrato de verapamil Dimorf ................. desonida Dexason .. midazolam / maleato de midazolam Drenol .... Hidroclorotiazida Co-Renitec ...................................................................................................................................................... furoato de mometasona Eloxatin ............ digoxina Dilacoron ............................................................................................................ sulfadiazina de prata Dermodex ..............................................................Medicamento de referência ............................................................... dipropionato de betametasona + fosfato dissódico de betametasona Dobutrex ............................................................................. maleato de enalapril + hidroclorotiazida Coreg .............. dipropionato de betametasona + sulfato de gentamicina Diprosalic .. gliclazida Differin ................................ dexametasona / fosfato dissódico de dexametasona Depakene ....................................................................................... fosfato de clindamicina Daonil ...................................................................................... nistatina + óxido de zinco Desonol ........ fosfato de clindamicina Clorana ......... losartan potássico / losartana potássica Crixivan ..................... carvedilol Cosopt ................................................................................................ sulfato de morfina Diprivan ................................................................................................................ cloridrato de fluoxetina Daktarin .............................................................................................................. cloridrato de dorzolamida + maleato de timolol Cozaar ...... dipropionato de betametasona Diprospan ...................... cromoglicato dissódico Cymevene ... hidroclorotiazida Efexor XR ....................................................................................... adapaleno Digesan ................................................................................................................................................ cloridrato de dobutamina Dorflex .......................................... cloridrato de venlafaxina Elocom ..............................................

........................... nitrato de miconazol Gyno-Icaden ... mesilato de codergocrina Hypnomidate ................................................................. Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Fentanil .............. fluoruracila Foldan ........... ofloxacino Fluimucil ......................................... sulfato de gentamicina Gardenal ............................................................ Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Flagyl .... cloridrato de lincomicina Frontal ..................................................... losartana potássica + hidroclorotiazida Holoxane ............ diclofenaco colestiramina Floxacin ..................................... naproxeno sódico Flotac ................................................................... nitrato de isoconazol Imigran ...... Fenitoína Higroton ........................................................ flutamida Espasmo Luftal ................................................................................................ metronidazol + nistatina Flanax ...................................................................................... cloridrato de metformina Gyno-Daktarin ..................................................................................... ifosfamida Ibuprofeno ................................................................................... etomidato Hyponor ................................................................................... cloridrato de terazosina Hyzaar .. clotrimazol Gino-Pletil ..................................... succinato de sumatriptana 304 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ................................... tioconazol Glifage ...................................... tiabendazol Fortaz ........................................ ceftazidima Fosamax ...................................................................................................................................Medicamento de referência .............. lamivudina Eulexin ................ tinidazol + nitrato de miconazol Gino-Tralen .......................................................................................................... mebendazol + tiabendazol Hidantal ........................................................... fenobarbital Gemzar ....... advil / alivium Icaden .................................................................................................. acetilcisteína Fluoro-uracil ......................................................... haloperidol Helmiben ............................................................................... alendronato sódico Frademicina .................................... Medicamento genérico Epivir ............................................................... alprazolam Garamicina .. piroxicam Flagass Baby .......................... norfloxacino Floxstat ........................ cloridrato de anfepramona Hydergine ......................................... nitrato de isoconazol Haldol ................. cloridrato de gencitabina Gino-Canesten .......................... clortalidona Hipofagin S ........................................................................................... bitartarato de norepinefrina Hytrin ............................... benzoilmetronidazol / metronidazol Flagyl Nistatina .................................................................................................... Cloridrato de Fentanila Feldene ......

................................................... dimeticona Marcaína ...................................... lorazepam Losec ........................................................................................................................................ nistatina Minomax ........................................... fenofibrato Lopid ......................................................................................................................................................... ciclopirox olamina Lorax ................................................................................................. acetato de megestrol Meronem IV ........................................ prednisona Metrotex ................................................................................................................. cloridrato de cefepima Mefoxin .............. genfibrozila Lopressor .... cloridrato de benazepril Luftal / Luftal Max ...........................................................Medicamento de referência ........... Medicamento genérico Imovane ........................................................ mesna Moduretic . Cloridrato de Ciclobenzaprina Mitexan ........................................................ folinato de cálcio Lexotan .................................................. cloridrato de bupivacaína Marcaína pesada ................ zopiclona Intal ...................................................................................... cefalotina sódica Klaricid ................................... cefazolina sódica Keflex ...... claritromicina Kloren .................................. captopril + hidroclorotiazida Loprox ............. enantato de noretisterona + valerato de estradiol Meticorten ........................................ cloridrato de granisetrona Lamictal ..................................................... omeprazol sódico Lotensin .................... flumazenil Lasix ......... tartarato de metoprolol Lopril D ...................................... cefalexina Keflin neutro ...................................... cloridrato de bupivacaína + glicose Marevan ...................................................................................................... cromoglicato dissódico Isordil ....... cloreto de potássio Kytril .................... isotretinoína Jumexil ............... lovastatina Micostatin ............................... cefoxitina sódica Megestat ........................................................................... bromazepam Lipidil .............................................................. cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 305 ...................................................................................................................... metotrexato Mevacor ...... furosemida Leucovorin ...................................... cloridrato de selegilina Kefazol ... cloridrato de terbinafina Lanexat ................................................................................................. lamotrigina Lamisil ................... cloridrato de minociclina Miosan ......................................................... dinitrato de isossorbida Isotrex .............................................. Varfarina Sódica Maxcef .......................................................................................... meropenem Mesigyna .......................

............................ nimodipino Nitrencord ..................................... cetoconazol + dipropionato de betametasona + sulfato de neomicina Novalgina .................... cefpodoxima proxetil Otosynalar ............. sulfato de amicacina Oceral ......................................................Medicamento de referência .......................................................................................... mebendazol Pantozol .................... mononitrato de isossorbida Monopril .................................................................................................................................... lansoprazol Olcadil ............................................................ nitrato de oxiconazol Oflox ............................................................................................................... carboplatina Parlodel ..................... nimesulida Nizoral ................................... indapamida Nebacetin ......................... cloridrato de nortriptilina Pantelmin ............................................................................ ofloxacino Ogastro .............................................. cloridrato de ambroxol Naprosyn ................................................................. gabapentina Nimotop .................................................................................... acetonido de triancinolona Omcilon A M . besilato de anlodipino Novacort ..... furacin Nisulid ......... mesilato de bromocriptina Penicilina G potássica .......................................... hidróxido de alumínio Perlutan ............. cloridrato de metoclopramida 306 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ................................. fenoximetilpenicilina potássica Peprazol ................................................................................................................................................ meloxicam Mucolitic ................................. carbocisteína Mucosolvan ............................................ fosinopril sódico Movatec ......................... acetonido de fluocinolona + sulfato de neomicina + sulfato de polimixina b + cloridrato de lidocaina Pamelor ......................................................... benzilpenicilina potássica Pen-Ve-Oral ........ nitrendipino Nitrofural ................ piracetan Norvasc .................................... algestona acetonida + enantato de estradiol Plasil .......................................................... cetoconazol Nolvadex ...................................................................................................... dipirona sódica Novamin .............................................................. pantoprazol Paraplatin ............. Medicamento genérico Monocordil .... acetonido de triancinolona + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina Orelox .......................................... naproxeno Natrilix ..................................................... sulfato de neomicina + bacitracina Neurontin .............. citrato de tamoxifeno Nootropil ........................................................................... omeprazol Pepsamar ..................................................... cloxazolam Omcilon-A Orabase .............................................................

............................... Medicamento genérico Platiran ............................................. cloridrato de propranolol Proscar ............. maleato de enalapril Regaine ........................... rifamicina Rino-Lastin ......................... clonazepam Roacutan ................................................... cloridrato de nafazolina Sotacor ................ risperidona Rivotril ......................... ciclosporina Secnidal ...................... cloridrato de clobutinol Silomat Plus .............................................. aceclofenaco Propécia ....................................... propionato de clobetasol Quadriderm ........................................................................ minoxidil Retemic .............. acetato prednisolona Prelone ............Medicamento de referência ..... finasterida Propranolol ....... fosfato sódico de prednisolona Proctyl ................................................................................................. nitrazepam Sorine .................................................... roxitromicina Sandimmun neoral ........................................ isotretinoina Rocefin ................................................................................................ maleato de dexclorfeniramina Polaramine Expectorante .......... secnidazol Silomat ................................................................................. succinato sódico de hidrocortisona Sonebon ................................. cloridrato de oxibutinina Revivan .............................................................................................. finasterida Prozac ................................................................................................................. ceftriaxona sódica Rulid .............. cisplatina Pletil ........................................ cloridrato de fluoxetina Psorex ............................................................... cetoprofeno Proflam ................................................................................ maleato de dexclorfeniramina + sulfato de pseudoefedrina + guaifenesina Ponstan ..................... pravastatina sódica Pred Fort ....................... cloridrato de dopamina Rifocina Spray ................................................................................................................................. ácido mefenâmico Pravacol ........................ fosfato sódico de prednisolona Prinzide ..................................................................................................................................................................................................... valerato de betametasona + sulfato de gentamicina + clioquinol + tolnaftato Remeron ................................... mirtazapina Renitec ................................... cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina Sinemet .................... cloridrato de azelastina Risperdal ..................................................................... cloridrato de sotalol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 307 ........... policresuleno + cloridrato de cinchocaína Profenid e Profenid Retard ........................................... lisinopril + hidroclorotiazida Prednisolon ...... carbidopa/levodopa Solu-cortef ............................................ tinidazol Polaramine ................................

.......................................................... paracetamol Viofórmio-Hidrocortisona ........................ pentoxifilina Triatec ................... cloridrato de tetraciclina + anfotericina b Tavanic .............................. dropropizina Tylenol .................................................................................... cimetidina / cloridrato de cimetidina Talsutin ............. Medicamento genérico Splendil ............... Topiramato Tramal / Tramal Retard ........ besilato de atracurio Tralen ......................................... paracetamol Unasyn ..... oxcarbazepina Trometamol de cetorolaco .................................................................... itraconazol Staficilin-N .................................................................... sulbactam sódica + ampicilina sódica Valium ....................................... cloridrato de tramadol Tracrium ........ imipenem + cilastatina Tilatil ..................................................................................................... carbamazepina Thiaben ....................... cloridrato de ticlopidina Tienam ...... tobramicina Topamax .................................................................. ramipril Trileptal .......................... tobramicina + dexametaxona Tobrex ............................................................................................................................................................... docetaxel Tazocin ................. cloridrato de doxicilina / doxicilina Vick Pyrena .................................................................................................................................................Medicamento de referência .................................................................. diazepam Vancocina ..................................... tiabendazol Ticlid ................................................................ cloridrato de amitriptilina Tussiflex D ...................................................................... clioquinol + hidrocortisona Viramune ...................................... cloridrato de propranolol + hidroclorotiazida Tenoretic ............ levofloxacino Taxol ............................................. oxacilina sódica Stiefcortil ....................... piperacilina sódica + tazobactam sódico Tenadren ...................... toragesic Trusopt ........................................................................ atenolol + clortalidona Tegretol . tenoxicam Timoptol ........................................................................................... tioconazol Trental / Trental Vert ......... Hidrocortisona Stilnox .............................................. felodipino Sporanox .................................................................................................................................................................................... cinarizina Tagamet ...................................................................................... nitrato de miconazol 308 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s .. nevirapina Vodol ...................... tartarato de zolpidem Stugeron ........................................................................................... cloridrato de dorzolamida Tryptanol . maleato de timolol Tobradex ............. paclitaxel Taxotere ............ cloridrato de vancomicina Vibramicina ........................

.................. lisinopril Zinacef .............. cloridrato de lidocaína Xylocaína com Epinefrina ..........saude...................... albendazol Zeritavir ..org.Medicamento de referência ........ cloridrato de bupropiona Zyloric .............. cloridrato de lidocaína + glicose Zaditen .......................opas.......br • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”...... cloridrato de bupropiona Xarope Vick .......abrale.......................................................................................gov........................................ Alopurinol Zyrtec ..... azitromicina Zocor .................... 2003 • http://www....................... aciclovir Zyban ........ São Paulo........ cloridrato de sertralina Zoltec ..br • Ministério da Saúde – www........................................................br/apoio_juridico/obtencao/index..............gov....... guaifenesina Xylocaína .....................php a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 309 .............................................. cloridrato de lidocaína + epinefrina Xylocaína Pesada 5% ...............................org...... fumarato de cetotifeno Zentel ....................... Medicamento genérico Voltaren / Voltaren Emulgel / Voltaren Retard ........................... guaifenesina Xarope Vick Mel ................. fluconazol Zovirax ................................................................................ cloridrato de ondansetrona Zoloft ........anvisa........................................ axetil cefuroxima Zitromax ............................................................... estavudina Zestril ..........................................................................br • OPAS – www.................................................................. sinvastatina Zofran ....................................................................... cefuroxima sódica Zinnat ...................................................... diclofenaco sódico Wellbutrin SR .............. dicloridrato de cetirizina Este capítulo teve como fontes de consulta: • ANVISA – www..........

O CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA Neste capítulo você vai conhecer. no Diário Oficial da União.14. pp. 310 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . da Lei n° 3. leiam-se as seguintes retificações: RESOLUÇÃO 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica. Seção 1. também vai saber quais são as normas referentes ao uso de tarjas e rótulos. de 29 de setembro de 2004. que trata da dispensação de medicamentos. 306/307. publicada em 17 de novembro de 2004. o código de ética da profissão farmacêutica. de 11 de novembro de 1960.820. na íntegra. no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º. bem como a portaria 344/98. alínea “g”. CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA Aviso de Retificação de 06 de maio de 2005 (*) Na Resolução 417.

O farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana. CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO.Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA.O exercício da profissão farmacêutica.A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada.RESOLVE: Art. em especial. 1º . TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE. como todo exercício profissional. 2° . ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem. cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia.Esta Resolução entra em vigor na data da publicação. Art. Art. 2° . da qual faz parte. os termos da Resolução 290/96 do Conselho Federal de Farmácia. nos termos do Anexo desta Resolução. DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E. tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor. após apuração pelas suas Comissões de Ética. independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País. 1º . Art. à coletividade e ao meio ambiente. revogando-se as disposições em contrário e. TÍTULO I Do Exercício Profissional C APÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. AINDA. ANEXO CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA PREÂMBULO O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 311 . sem qualquer discriminação. pelo benefício ao ser humano. em todos os seus atos. 3° .

Art. Exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações ao usuário dos serviços. seja com finalidade política ou religiosa.O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar. 7° . em qualquer circunstância ou de qualquer forma. 5° . 4º .A profissão farmacêutica. independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão.O farmacêutico. o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros. de forma contínua. Art. Art. o desempenho de sua atividade profissional.Art. III. 9° . sob pena de advertência. em caso de conflito social interno. Art. com discrição e fundamento. o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho. não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. seja com objetivo de lucro. Art. Dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas. deve: I.Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão. 10 – O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País. fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas. II. C APÍTULO II Dos Deveres Art.Em seu trabalho. 6° . 312 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia.Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão.Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade. 11 . Art. Comunicar às autoridades sanitárias e profissionais. catástrofe ou epidemia. 8° . se solicitado. independentemente de haver ou não remuneração ou vantagem pessoal.

os auxiliares para o exercício de sua atividade. por escrito. XII. perante as práticas terapêuticas alternativas. sobretudo quando. legalmente. amparados pela legislação vigente. X. XIII. Contribuir para a promoção da saúde individual e coletiva. VII. da sociedade ou da saúde pública. mediante laudo médico ou determinação judicial. função ou emprego. § 1º . VI. for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento ou decidir sobre sua própria saúde e bem-estar. V. Adotar postura científica. quando este ocorrer por motivo de doença.A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias após o afastamento. Guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão. de modo que o usuário fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua saúde e bemestar. os quais exijam comunicação. excetuando-se os de dever legal. desempenhar cargo ou função pública. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias a recusa ou a demissão de cargo.O farmacêutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmácia. Assumir. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 313 . Evitar que o acúmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacêutica prestada. quando não houver outro farmacêutico que. nos limites da lei. Selecionar. o substitua. IX. óbito familiar. o afastamento de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade técnica. XI. nessa área. prejudiciais à saúde e à vida. Respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar. jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade física ou psíquica. ou outro. motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão. política e educativa. a ser avaliado pelo CRF. Respeitar a vida humana. excetuando-se o usuário que. acidente pessoal. 12 . deterioração do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho. sanitária. Art.IV. Denunciar às autoridades competentes quaisquer formas de poluição. denúncia ou relato a quem de direito. VIII. com responsabilidade social. sua função na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da Farmácia. principalmente no campo da prevenção.

IV. Fornecer meio. negligência ou imprudência. raciais ou eugênicos. contrariando as normas legais e técnicas. III. Praticar ato profissional que cause dano físico. congressos. ou especialidade farmacêutica. Produzir. justificando sua ausência. de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante. ou permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não exerça pessoal e efetivamente sua função. excetuando-se a dispensação hospitalar 314 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . Exercer simultaneamente a Medicina. II. ou participar de atos fraudulentos relacionados à profissão farmacêutica. VIII. bem como suas respectivas quantidades. substância e/ou conhecimento. Praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia.Quando o afastamento for motivado por doença. de tortura. a comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com antecedência mínima de 1 (um) dia. a ser comprovada por atestado. § 3º – Quando o afastamento ocorrer por motivo de férias. V. atividades administrativas ou outras atividades. dispensar. ou permitir que seja dispensado meio. com fins bélicos. instrumento. medicamento ou fórmula magistral. Deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém vínculo profissional. fornecer. C APÍTULO III Das Proibições Art. VI. pesquisa clínica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienável do ser humano. Realizar. Participar de qualquer tipo de experiência em ser humano. moral ou psicológico ao usuário do serviço. instrumento. o farmacêutico ou seu procurador deverá apresentar à empresa ou instituição documento datado e assinado. 13 . que possa ser caracterizado como imperícia. em todas as suas áreas de abrangência.É proibido ao farmacêutico: I. no prazo de 5 (cinco) dias.§ 2º . fracionada ou não. cursos de aperfeiçoamento. VII. desumano ou cruel em relação ao ser humano. que não contenha sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s). substância ou conhecimento para induzir a prática (ou dela participar) de eutanásia.

Expor. Omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia. alheio à sua execução. XVI. XIV. XV. em que poderá haver a codificação do medicamento que for fracionado. Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão farmacêutica. XI. Permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais. mediante acordos ou dissídios da categoria. supervisão ou fiscalização. ou com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos. Exercer a profissão farmacêutica quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 315 . Aceitar a interferência de leigos em seus trabalhos e em suas decisões de natureza profissional. orientação. ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico que não praticou ou do qual não participou efetivamente. Declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar. IX. XVIII. XX. XVII. omitir o seu nome ou fórmula. dispensar.interna. XIX. XII. ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente. X. XXI. XIII. Exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional. Assinar trabalhos realizados por outrem. sem. Prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados. contudo. Aceitar ser perito ou auditor quando houver envolvimento pessoal ou institucional. Aceitar remuneração abaixo do estabelecido como o piso salarial.

visando ao interesse econômico e ferindo o direito do usuário de livremente escolher o serviço e o profissional. medicamentos. 14 – Quando atuante no serviço público. XXIII. Utilizar-se do serviço ou cargo público para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem. XXV. como forma de obter vantagens pessoais. bem como praticar atos de concorrência desleal. cargo ou função que esteja sendo exercido por outro farmacêutico. é vedado ao farmacêutico: I. Exercer a fiscalização profissional e sanitária. II. quando for sócio ou acionista de qualquer categoria. II. distribuidoras. de forma desleal. para si ou para outrem. indústrias. Exercer a Farmácia em interação com outras profissões. III. emprego. a remuneração devida a outro farmacêutico.XXII. XXIV. 316 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário. ou interessado por qualquer forma. C APÍTULO IV Da Publicidade e dos Trabalhos Científicos Art. 15 . Reduzir. Fornecer. Cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço. ou permitir que forneçam. Art. com ou sem vínculo empregatício. Receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado. quando em função de chefia. Pleitear. trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuirse autoria exclusiva quando houver participação de subordinados ou outros profissionais. medicamento ou fármaco para uso diverso da sua finalidade. irregularmente. ou não. em seu nome.É vedado ao farmacêutico: I. Divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico. farmacêuticos ou não. Publicar. insumos farmacêuticos e correlatos. concedendo vantagem. bem como prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas. XXVI. laboratórios.

sexo. Exigir dos demais profissionais de saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente. VI. Anunciar produtos farmacêuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos. nacionalidade. ressalvadas as situações de urgência ou de emergência. sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 317 . idade. de dados ou informações. IV. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que. sem o seu consentimento livre e esclarecido. onde inexistam remuneração ou condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. com fundamento no uso racional de medicamentos. V. contra a instituição. em instituição pública ou privada. cor. quando necessário. para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica. IV. Promover pesquisa na comunidade. Interagir com o profissional prescritor. V. devendo comunicá-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias e profissionais. onde inexistam condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. II. VI. comunicando o fato. embora autorizados por lei. individual ou coletivamente. e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde. Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada. quando for o caso. condição social. em especial quanto à legibilidade da prescrição. Promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário. opinião política ou de qualquer outra natureza. ou suspender a sua atividade. junto às autoridades sanitárias e profissionais. publicados ou não. Exercer a profissão sem ser discriminado por questões de religião. 16 . C APÍTULO V Dos Direitos Art. raça. utilizar-se. sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa.III.São direitos do farmacêutico: I. III. Opor-se a exercer a profissão. com direito a representação.

II. deve comprometer-se a: I. apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria. IV. prestando-lhe apoio. Adotar critério justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro farmacêutico. no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo. assegurando-lhes consideração. a quem de direito. VII. Denunciar. III. V. procurando manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral. a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmácia. atos que contrariem os postulados éticos da profissão. Obter e conservar alto nível ético em seu meio profissional e manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho. 17 . TÍTULO III Das Relações com os Conselhos Art. Prestigiar iniciativas dos interesses da categoria.ao usuário. Empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito. perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde. Limitar-se às suas atribuições no trabalho. TÍTULO II Das Relações Profissionais Art.Na relação com os Conselhos. 18 .O farmacêutico. mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais. VI. assistência e solidariedade moral e profissional. Prestar colaboração aos colegas que dela necessitem. obriga-se o farmacêutico a: 318 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a .

20 . Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito. Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – C. Art. 19 . II.P.N. Acatar e respeitar os Acordos e Resoluções do Conselho Federal e os Acordos e Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia.I. mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição. III.O farmacêutico. De suspensão de 3 (três) meses a um ano.J. TÍTULO IV Das Infrações e Sanções Disciplinares Art. De multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais. intimação. feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia. informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional. notificação ou requisição administrativa no prazo determinado. Prestar. IV. a não ser por motivo de força maior. comprovadamente justificado.. fica obrigado a informar. endereço. III. ao respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) todos os seus vínculos. por escrito. De advertência ou censura. Atender convocação. IV. com fidelidade. com dados completos da empresa (razão social. toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional. II. TÍTULO V Das Disposições Gerais a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 319 .As sanções disciplinares consistem em: I. De eliminação. no exercício profissional. horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica – RT).

dos farmacêuticos e da sociedade em geral. Art. Art. Art. para efeito de instauração de processo ético. dos Conselhos Regionais de Farmácia e suas Comissões de Ética. das autoridades da área de saúde. por crime praticado no uso do exercício da profissão. Art. 28 .Aplica-se o Código de Ética a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmácia.O Conselho Federal de Farmácia.Art. 27 .A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição do Conselho Federal de Farmácia. (*) Republicada por incorreção. Art. por meio de sua Comissão de Ética. em qualquer cargo ou função. terá suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade. através de auto de infração ou termo de visita. independentemente do estabelecimento ou instituição onde estejam prestando serviço. 26 – Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento.A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em que o profissional está inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu. Art. 25 – O profissional condenado por sentença criminal. Art. definitivamente transitada em julgado. 23 . 22 . Art. quando necessário. 21 – As normas deste Código aplicam-se aos farmacêuticos.O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia. JALDO DE SOUZA SANTOS Presidente – CFF 320 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . apurada pelo Conselho Regional de Farmácia em procedimento administrativo com perícia médica. ficará suspenso da atividade enquanto durar a execução da pena. 29 . promoverá a revisão e a atualização deste Código. ouvidos os Conselhos Regionais de Farmácia e a categoria farmacêutica. 24 .As condições omissas neste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia.

Nenhuma tarja – Para medicamentos que não apresentam as restrições acima. 6. contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 321 .TARJAS E RÓTULOS Os rótulos das embalagens dos medicamentos podem apresentar: . deve ter no rótulo de sua embalagem uma tarja preta em toda a sua extensão com os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Número de registro. destinada a medicamentos genéricos.A tarja amarela. datas de manipulação e validade. produtos dietéticos e correlatos que só podem ser vendidos sob prescrição médica devem apresentar no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão. O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA”. do terço médio do rótulo e com largura não inferior a um terço da largura total.Medicamentos que contenham substâncias entorpecentes. 4. Quantidade da unidade posológica solicitada. ou que determinem dependência física ou psíquica. além de uma grande letra G para facilitar sua identificação. 5. . MEDICAMENTOS MANIPULADOS Como deve ser o rótulo do medicamento 1.C. Tarja vermelha controlada . 3. . Modo de usar.Medicamentos sujeitos a controle especial. que só podem ser comercializados sob prescrição médica. devem ter no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA”. 2. com respectivas dosagens. . Tarja preta . Tarja amarela . Tarja vermelha simples . deve apresentar os seguintes dizeres: “MEDICAMENTO GENÉRICO DE ACORDO COM A LEI 9787/99”. . Nome do paciente e do médico prescritor. a maneira de tomar o produto.Medicamentos. Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D. Posologia.B.

Há casos em que é necessário colocar informações complementares. .Identificação do emitente (nome. não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais. entre outros.simples.7. PORTARIA 344/98 322 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a .carbonada branca (medicamentos sujeitos a controle especial).azul (medicamentos psicotrópicos) ou . A VIAMENTO DE RECEITAS Para preenchimento correto do aviamento de receitas são necessários os seguintes dados: . solução.Identificação do usuário (nome completo e endereço). pomada. T IPOS DE RECEITAS As receitas podem ser de quatro tipos: . . Nome. “Mantenha ao abrigo da luz. “não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica”.Data da prescrição. cápsulas creme. . informe o seu médico”.amarela (retinóides de uso sistêmico). Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como. como: “Agite Antes de Usar” ou “Conserve em Geladeira”. CGC e farmacêutico responsável pela farmácia. “Mantenha fora do alcance de crianças”. . . endereço e número de registro no conselho a que pertence). loção. endereço. calor e umidade”. posologia).Nome do medicamento/ substância (nome comercial ou genérico.

Sigla da Unidade da Federação. Segue uma síntese de seu conteúdo: . além dos retinóicos de uso sistêmico. . Prescrição As prescrições devem estar com todos os campos preenchidos. pelo seu substituto. Notificação de receita Documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos. Psicotrópicos Ficam sujeitos a esse controle todos os medicamentos com ação no sistema nervoso central (estimulantes). saída e perda dos medicamentos desta portaria. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 323 . sem rasuras e contendo os seguintes dados: . na sua ausência. somente pelo farmacêutico responsável ou. . O registro nesse livro deverá ser feito diariamente. . bem como as substâncias consideradas entorpecentes (depressoras). Livro de receituário Nele é feito todo o controle de entrada.Esta portaria aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Identificação do usuário (nome e endereço completos e. forma farmacêutica. . . . . As notificações do tipo C são válidas para todos os estados brasileiros. .Nome do medicamento ou da substância com dosagem ou concentração. 30 dias para notificação A quando o paciente for do sexo masculino e sete dias para pacientes do sexo feminino. no caso de uso veterinário. Dispensação 324 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a .Data da emissão. endereço e telefone). As receitas terão a duração (validade) de 30 dias para notificações B e C. quantidade e posologia.Identificação do emitente (nome. identificação do animal e dados completos do proprietário). inscrição no devido conselho. B) .Identificação numérica (portarias A. .Informações da gráfica (portarias A e B).Assinatura do emissor.. enquanto que as demais (A e B) somente têm validade no estado em que foram expedidas.

RG e telefone). Dados do medicamento que está sendo dispensado (nome. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 325 . endereço.Dados da gráfica.Os medicamentos constantes nesta portaria só podem ser dispensados por farmacêuticos. No ato da dispensação deverão ser anotados os seguintes dados no verso da receita: . concentração. O farmacêutico deverá ainda datar e assinar a receita. A quantidade máxima a ser dispensada por receita é o equivalente a 60 dias de tratamento (para anticonvulsivantes e antiparkinsonianos a quantidade pode chegar a seis meses de tratamento).Validade da receita.Dados do emitente. . forma farmacêutica e quantidade).Numeração da receita. . No ato da dispensação deverão ser conferidos os seguintes dados: . Dados do usuário (nome completo. .

bem como os medicamentos nela contidos e existentes nos estabelecimentos. em que uma ficará retida na autoridade sanitária. deverão ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que ofereça segurança. Ele deverá ser entregue em duas vias. saídas e perdas de cada uma dessas substâncias. Além do balanço trimestral. . Balanços A cada três meses deve ser realizado um balanço relatando as entradas. sob a responsabilidade do farmacêutico. julho (abril a junho).. 326 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . O balanço também é de responsabilidade do farmacêutico. e a outra permanecerá no estabelecimento. outubro (julho a setembro) e janeiro (outubro a dezembro). em local exclusivo para esse fim. no término de cada ano deverá ser realizado também um balanço anual que deverá ser entregue até o dia 30 de janeiro do ano subseqüente. Os balanços deverão ser entregues na autoridade sanitária local até o dia 15 dos meses de abril (referente aos meses de janeiro a março). Guarda As substâncias constantes nesta portaria.

PRÁTICAS PROFISSIONAIS Este capítulo apresenta um pequeno conjunto de boas práticas nos estabelecimentos farmacêuticos. e lembra alguns procedimentos que podem auxiliar o profissional a lidar com as necessidades dos usuários de uma farmácia. • Realize campanhas educativas alertando sobre os perigos da automedicação. PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA No dia-a-dia: • Oriente e mantenha os medicamentos na embalagem original. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 327 . umidade e raios solares.15. através de parcerias com associações locais. • Evite a exposição dos medicamentos ao calor. bem como para quem trabalha no local. • Promova ações junto à população em geral. escolas/universidades (Por ex: planejamento familiar. como um passo-apasso para a administração de medicamentos. sexualidade na adolescência).

diabetes. aos poucos. 8) guardar a suspensão na geladeira. 3) verificar. água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a marca indicada no frasco. e o paciente deve estar em pé ou sentado. Entretanto. na farmácia da unidade de saúde. 7) tomar o medicamento em pé. d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar. Essa informação deve ser transmitida pelo profissional que prescreve o medicamento. após a agitação. Para ajudá-las. • Promova e incentive hábitos saudáveis de vida. não colocar mais água. você. 2) agitar o medicamento até que o mesmo se dissolva. tuberculose).• Promova e incentive ações junto a grupos de maior vulnerabilidade a determinadas doenças (hipertensão. COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS Cada forma farmacêutica tem uma maneira especial de ser utilizada. 6) utilizar o copomedida que vem junto com o medicamento. 328 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . durante o tratamento. pode utilizar as informações a seguir. 5) agitar bem antes de usar. Comprimidos. exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico. para não engasgar. como. se a mistura atingiu a marca indicada. cápsulas e drágeas são geralmente tomados por via oral (pela boca) com um copo cheio de água. com o apoio de sua equipe. desprezar qualquer quantidade que sobrar. por exemplo. 4) após iniciar o uso. Comprimidos sublinguais: a) Lavar as mãos. acrescentar mais água até a marca e agitar novamente. assim como no momento da entrega do medicamento. se não. b) Os comprimidos. b) Colocar o comprimido embaixo da língua. fechar a boca e não mastigar. drágeas e pós para reconstituição: a) Lavar as mãos. muitas vezes as pessoas têm dúvidas quanto ao modo correto de utilizar algumas formas farmacêuticas. 9) após o tratamento. cápsulas. grupos de caminhada. c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio.

ao invés de copinho). evitando encostá-lo dentro do nariz. para que o medicamento não escorra do nariz. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço ou guardanapo de papel. c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 329 . ingerindo. d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina. observando a quantidade recomendada: 2. nas narinas.10mL.c) Deixar a saliva na boca. comer ou chupar balas enquanto o medicamento estiver na boca. d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher. Spray nasal a) Lavar as mãos. um copo de água. até que o comprimido se dissolva e desapareça completamente. sem incliná-la para trás. evitando encostar o aplicador dentro do nariz. b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumilo.5mL. logo após. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço. próprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vêm com uma colhermedida.5mL. o número de gotas prescrito. 7. d) Manter a cabeça inclinada para trás. durante alguns segundos. e) Utilizar o medicamento. Gotas nasais: a) Lavar as mãos. 5mL. d) Não fumar. pois o produto contém partículas que se depositam no fundo. Suspensão oral: a) Lavar as mãos. c) Manter a cabeça na posição vertical. c) Inclinar a cabeça para trás e colocar. sem engolir.

f) Fechar bem a embalagem do produto. permitindo que o produto penetre mais facilmente. e) Fechar os olhos devagar. b) Deitar ou sentar.ou deitar . Gotas no ouvido: a) Lavar as mãos. g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os olhos. d) Pingar o número de gotas prescrito. p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s 330 . c) Puxar um pouquinho a orelha para “abrir” o canal do ouvido. b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado .deixando o ouvido afetado para cima. Colírios: a) Lavar as mãos. apertar o spray (o número de vezes indicado na receita) e aspirar. c) Puxar a pálpebra inferior para baixo. colocando a cabeça bem inclinada para trás. o que facilita que a gota entre no olho. evitando piscar.e) Simultaneamente. d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos. f) Se o produto escorrer um pouco. g) Após a aplicação. inspirar profundamente duas ou três vezes. durante alguns segundos. Não aplicar simultaneamente os diferentes produtos. e) Permanecer na posição acima indicada. Supositórios: a) Lavar bem as mãos. use um lenço ou guardanapo de papel. f) Repetir a operação na outra narina. usando as quantidades recomendadas pelo médico. não enxugue com a mão. fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles.

b) Deitar de lado na cama e dobrar o joelho da perna que ficar por cima. cremes. b) Remover a embalagem do produto. uma hora. d) Deitar na cama. deve orientá-lo a buscar essas informações junto aos profissionais de saúde. procurando mantê-lo no intestino por. c) Retirar o supositório da embalagem e colocá-lo no ânus. pelo menos. tomando cuidado para não machucar. c) Colocar o produto no aplicador. com os joelhos dobrados e as plantas dos pés apoiadas na cama. agente comunitário de saúde. d) Permanecer deitado por mais alguns minutos. fazendo as seguintes perguntas: • Qual a doença ou problema que está sendo tratado? • Qual o nome genérico do medicamento que vai ser usado? • Como e quando deve utilizar o medicamento? • Durante quanto tempo deve utilizar o medicamento? • O medicamento deve ser tomado com o estômago cheio ou não? Antes ou depois das refeições? • Pode ser tomado junto com outros medicamentos? Dispensação de medicamentos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 331 . pomadas e comprimidos vaginais: a) Lavar bem as mãos. de barriga para cima. f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de lavá-lo bem para a próxima utilização. Óvulos. após a colocação do supositório. você. O uso seguro de medicamentos depende da informação correta: É importante que você saiba que todo paciente tem o direito de conhecer a maneira correta de usar os medicamentos. caso o mesmo seja fornecido. Para isto. e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina.

seguro e eficaz. O trabalhador da saúde que dispensa medicamentos deve executar os seguintes procedimentos com muita atenção: 1) Verificar a validade da receita e se contem as exigências legais: • Nome do paciente. • Procurar alcançar uma velocidade adequada na exposição. que significa orientar o paciente em todos os aspectos do medicamento que será consumido. 332 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . Para tanto é fundamental que ambos se comuniquem. com base em uma receita específica. Deve assegurar o medicamento certo. • Nome genérico do medicamento. com o objetivo de ajudá-lo a cumprir adequadamente um tratamento. A dispensação de medicamentos é o momento em que há o contato humano entre o profissional e o usuário. seguir uma ordem na explicação. • Evitar discursos e monólogos.para que o paciente compreenda a informação é importante: • Utilizar uma linguagem clara e simples. para o uso correto de medicamentos. Não se exceder para evitar confundi-lo. Orientação ao paciente: Consiste em fornecer informações ao paciente. na hora certa para o paciente/usuário certo. • Dar a informação precisa que o paciente necessita. Pontos a considerar em uma comunicação . • Posologia. definir a ordem.O processo de comunicação: Uma das funções primordiais do profissional de saúde que trabalha na farmácia é o ato da dispensação de medicamentos. • Procurar avaliar o grau de compreensão do paciente. • Dose.

É perigoso. 8) Verifique se o paciente entendeu a explicação fazendo perguntas ou pedindo que ele repita o que foi dito. Os sacos plásticos são mais adequados. pois se corre o risco de entregar a medicação errada. conferindo o nome e a apresentação (forma farmacêutica e dosagem) com o solicitado na receita. sempre realizar esSe procedimento em local limpo. Os envelopes de papel podem servir para embalar quantidade de medicamento para 2 ou 3 dias. • prestar adicionais esclarecimentos de acordo com o medicamento dispensado. esclareça com o prescritor (médico ou dentista). • quantas vezes ao dia. • Nunca adivinhe o nome do medicamento. 6) Acondicionamento (se for necessário): escolher o material mais apropriado. 2) Verificar se o receituário é compatível com o tipo de medicamento prescrito (medicamentos controlados pela Portaria 344 exigem receituários específicos).. não deixar o medicamento ao alcance de crianças. • Assinatura do prescritor..• Duração do tratamento. seguindo a prescrição: • a quantidade de medicamento a ser tomada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 333 . conservação. 5) Se for necessário fracionar a quantidade a ser fornecida (por exemplo: cortar “cartelas”). Observar se o medicamento tem bom aspecto e não está vencido. 4) Separar o medicamento indicado. 7) Entregar o medicamento para o paciente explicando como devem ser tomados. etc. tais como cuidados de armazenamento. Explicar com paciência e clareza. • para quantos dias. 3) Ler e entender a receita: se tiver dúvida. • Data. • em que momentos do dia. • Carimbo com CRM ou CRO. porém se rompem e molham com facilidade.

O sistema de saúde perde recursos ao perder medicamentos e custear internações e exames. As pessoas que fazem uso prolongado de medicamentos merecem sua atenção constante. • Por não acreditarem na cura pelo medicamento. • Por esquecimento. • Por confundirem os medicamentos. Muitas pessoas sofrem as conseqüências dessa situação. etc. • Por apresentarem efeitos indesejados (dor de cabeça. quantidade e tipo de medicamento a ser tomado. O paciente e a família sofrem pela piora da doença e pelas faltas no trabalho. diarréia.Ao dispensar medicamentos para pacientes com dificuldade de leitura devemos lançar mão de desenhos ou de formulários com desenhos que auxiliam o entendimento quanto ao horário. como na tuberculose. • Por terem vergonha de expor suas dúvidas aos profissionais de saúde. • Por falta do medicamento na farmácia do posto de saúde. diabetes e hipertensão. é importante que você esteja atento quanto ao cumprimento dos tratamentos pelos usuários. hanseníase. entre outros). • Por acharem a posologia incômoda (muitos comprimidos ao dia). Mas respeitar a duração do tratamento também é fundamental. Vejamos algumas sugestões: 334 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . Um problema muito comum é o não cumprimento do tratamento pelo paciente. Por que os pacientes não cumprem os tratamentos? • Por não entenderem como devem usar o medicamento. podemos criar diversas formas de transmitir informações. • Por sentirem que os sintomas da doença desaparecem. Como garantir que o paciente cumpra o tratamento? Respeitar a posologia é muito importante para que o medicamento cumpra o seu efeito. • Por não aceitarem a doença e o tratamento. Com o objetivo de ajudar as pessoas a seguirem corretamente seus tratamentos. Por isso. • Por não conseguirem ler a prescrição.

números ou sinais. Adapte os horários de utilizar os medicamentos aos programas de televisão e do rádio. utilizando cores diferentes (fitas. Por exemplo. se ouve rádio ou assiste à televisão. observe sua rotina. por exemplo. leve o caso para sua equipe. Caso o paciente continue em dúvida. 2003 • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. procure diferenciar os medicamentos. São Paulo. Explore também a rotina diária da família: horário de levantar. fazer as refeições e deitar. • Quando o paciente for analfabeto. pode ser representado por duas pequenas bolinhas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 335 . Basta usar criatividade! • As sugestões de horários devem ser discutidas durante a consulta médica ou durante a dispensação dos medicamentos. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. um medicamento tomado duas vezes ao dia. canetas coloridas). adesivos.• Quando a pessoa não tem relógio ou não sabe ver as horas. 2001.

portanto. TÉCNICAS DE VENDAS Este capítulo apresenta diversas recomendações objetivando qualificar o relacionamento entre o profissional de farmácia e o cliente. atualização. 336 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . adquire-se. RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA . o seu conhecimento é importante para que essa relação seja bem-sucedida. • Sempre haverá mercado para profissionais preparados – é essencial. • Cuidar dos detalhes demonstra competência profissional.CLIENTE Aqui vão algumas dicas importantes: • O cliente espera que você o oriente sobre o produto que está sendo comprado. sempre.16. • Confiança não se impõe. com a finalidade de otimizar o fechamento de vendas e obter a satisfação do cliente pelo serviço prestado.

que é a perda da saúde. se doente.• É preciso: saber falar. O atendente especializado deve ficar atento para: • Atitudes comportamentais. • Segurança na informação que lhe é transmitida pelo vendedor. • Relacionamento com os clientes. • Técnicas de vendas. O perfil do consumidor de produtos farmacêuticos é bastante particular: ele é obrigado a comprar. • Atenção e bem-estar. vaidade ou necessidade. Atualmente predominam no mercado farmacêutico grupos com a idéia de prestação de serviços dentro da farmácia. • Conhecimento dos produtos. O produto é consumido para prevenir ou corrigir o pior dos desequilíbrios. • Confiança no profissionalismo do vendedor. saber calar e saber ouvir. O consumidor é exigente e busca: • Modernidade da loja. No marketing de serviços. os princípios básicos que determinam um bom atendimento são: • Confiabilidade: proporcionar o que foi prometido com segurança e precisão. prazer. pode estar afetado emocionalmente e não compra por ambição. • Qualidade dos serviços. • Praticidade na compra. não tem direito a escolhas. • Quem trabalha com pessoas deve gostar e querer bem as pessoas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 337 . • A presença do farmacêutico na farmácia dá credibilidade ao negócio. • Qualidade de serviços.

pergunta.• Convicção: a equipe de atendimento deve ser confiante e segura. As ações fundamentais do marketing de atendimento são: • Ouvir o cliente. • Examinador: abre o produto. É importante perceber suas características: • Tímido: faz perguntas estratégicas. • Pesquisador de preços: benefício do preço. Na relação com o cliente. deve-se buscar com ele um diálogo com senso prático. 338 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • Amigão: gosta de papo. • Atrair e dar conforto ao cliente. Para isso. e para evoluir profissionalmente. As três perguntas básicas que devem ser feitas para se conhecer o cliente são: • Quem são? • Onde estão? • Como podem ser alcançados? Os clientes têm perfis diferenciados. É objetivo e paga o preço. • Fatores tangíveis: layout. equipamentos e aparência pessoal. • Rápido: tudo é urgente. lê. o técnico de farmácia deve zelar por sua imagem profissional. • Competência. sua prática profissional deve considerar algumas qualidades importantes: • Conhecimento. • Equipe especializada no atendimento. • Autoritário: quer se impor. • Atenção e respeito com o cliente.

• Comunicação. • Atualização de mercado: conhecer produtos novos. memorizar os preços. conhecer a concorrência. A confiança é obtida através de sinais verbais e não-verbais como movimentos corporais. • Postura como vendedor (a): cuidados pessoais. FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE O RESPEITO FIDELIZA As vendas no varejo são mais bem-sucedidas quando há maior é capacidade de apoiar o cliente. A estratégia que sedimenta essa ação é o processo de fidelização do cliente. O a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 339 .” C ONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO O cliente precisa sentir confiança em quem o atende e na empresa a qual esse representa. Os casos de sucesso no varejo são baseados em uma ação: conquistar e manter os clientes todos os dias. conhecer os benefícios e as características dos produtos. acompanhar as mudanças da legislação farmacêutica. distinguir a diferença entre tarjas. o tom de voz e o conteúdo da fala do atendente. • Organização.• Confiança. percorrer a farmácia. “O bom atendimento é aquele que o cliente diz qual é. • Atendimento eficaz. preparação diária. e não aquele que você acha que deve ser.

se o cliente imaginar que foi enganado. valorizando o ser humano em todos os seus atributos. com motivação para os outros e para si mesmo. Proativo é o profissional que usa freqüentemente as expressões: o que é. a capacidade de se comunicar. alimentação. o que dá. atividades físicas. bom humor. poderá tornar-se um bom comerciante também. ele usa com freqüência as seguintes expressões: não dá. Fatores importantes para o marketing pessoal são: saúde. além disso. também fazem parte dos requisitos que fazem a diferença entre os indivíduos. atualização. Se você agir de forma proativa. postura. valorização. Em seguida. sono. M ARKETING PESSOAL Segundo Philip Kotler. o que pode. toda a fidelização deixará de existir. a capacidade de liderança e de negociação. diz que é possível fazer. criar a confiança e a sensação no outro de que você está lado a lado com ele. quando a pessoa se vê frente a uma limitação. assumir erros e entusiasmo. não tem. A ética. R APPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO Estar em rapport é estar em sintonia com o outro. não posso. aparência. 340 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . sendo que para que isso ocorra é preciso acompanhar.fundamento de uma relação confiável está na integridade. de modo que a comunicação flua e possa atingir sua finalidade. acaba por se ver na obrigação de atender ao pedido de um cliente. o que tem. terá mais chances de aprendizado e se tornará um profissional com melhores possibilidades de crescimento na empresa. características e estrutura. não é. P ROATIVIDADE : POSTURA DO VENDEDOR Há dois tipos de perfis profissionais bastante comuns: o reativo e o proativo. Atitudes e pensamentos também fazem parte do marketing pessoal. de promover um bom ambiente ao redor de si. no lugar da negativa. As atitudes proativas no trabalho refletem-se de maneira positiva e construtiva na vida social. uma vez que. organização. o marketing pessoal utiliza os conceitos e instrumentos de marketing em benefício da carreira e da vida pessoal dos indivíduos. O profissional reativo é aquele em que a primeira reação é negar qualquer pedido. A atitude proativa é aquela que. informa o que dá para fazer ou o que pode ser feito no lugar de uma solicitação que não pode ser atendida.

• Procure superar as expectativas do cliente. • Elimine na sua fala frases negativas.” Dicas: • Chame o cliente sempre pelo nome. • Exclusividade: o grau de atenção e cuidado individual demonstrado ao cliente motiva-o a retribuir com os gastos que ele fará. agradecer (“muito obrigado”). exclusividade. Dicas: • Dê preferência ao atendimento de idosos. • Despeça-se sempre do cliente. PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE O que o cliente espera de quem o atende? Cortesia. Atitudes: sorrir. • Dê preferência ao tratamento senhor/senhora. “As pessoas apreciam o fato de serem tratadas com exclusividade. solução rápida e integridade. como “pois não”.Estabelece-se rapport: imitando. solicitar educadamente (“por favor”). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 341 . • Seja prestativo durante o atendimento. ajustando. acompanhando ou espelhando o comportamento verbal e não-verbal de uma pessoa. gestantes e deficientes. • Olhe nos olhos do cliente e mantenha-se atento. • Seja gentil com todos. • Cortesia é a habilidade de fazer com que o cliente sinta-se bem-vindo e respeitado. porque assim você a percebe a partir do modelo que ela tem de mundo. • Acompanhe o cliente até o setor desejado. competência. comprometimento.

sempre explicando antes à outra pessoa o problema do cliente. resolva o problema do cliente mesmo que não seja sua responsabilidade. o que transmite confiança e respeito profissional.” Você deve ser capaz de responder de forma eficaz a qualquer solicitação dos clientes e. eles acreditam que podem contar com você. por exemplo. • Ao chegar outro cliente. permitirá causar mudanças positivas na vida de outras pessoas. sempre e com exatidão. Dicas: • Use o tempo livre para leitura de catálogo. quando necessário. fornecendo mais informações sobre o produto adquirido. se ele ficou satisfeito. saber com quem obter ajuda. solicite que este aguarde até que você termine de atender o primeiro. traduzindo idéias em ações. revistas da área. • Tome a iniciativa.” Dicas: • Ajude os clientes tanto internos quanto externos. • Não procure culpados. “Forneça sempre aos seus clientes mais do que esperam de você. manuais. “Além de fazer diferença em sua vida. Se está comprometido.• Busque prestar um atendimento humanizado. • Sempre que possível pergunte ao cliente. 342 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • Competência: o conhecimento demonstrado e a habilidade em transmitir confiança e credibilidade possibilitam avançar para a realização de vendas adicionais. e ofereça sugestões para melhorias. O comprometimento determina a maneira pela qual os outros percebem sua qualidade pessoal. após o atendimento. •Comprometimento: é a capacidade de fornecer o que foi prometido. ouvindo com interesse e atenção. • Saia da rotina. • Cumpra as promessas: passe o cliente de um setor para outro. • Atenda os clientes demonstrando entusiasmo e vontade em querer ajudá-los. bulas.

transmitindo-lhe segurança e confiança. • Para resolver o problema. ética e sinceridade são a base para manter sua integridade e. • Se a solução depender de outras pessoas.• Disponha-se a prestar ajuda aos clientes e colegas. • Mostre ao cliente que. também para você. conquistar a fidelidade dos clientes. certifique-se de que elas assumirão a responsabilidade e que darão retorno ao cliente. como a equipe e sua chefia. criando assim a condição para fidelizá-los. por meio do envolvimento de outras pessoas. oferecendo aos clientes alternativas para a solução de seus problemas. diga a ele o motivo da demora. • Integridade: é a habilidade de deixar claro para os clientes que eles podem confiar e contar com você. Nunca o deixe desorientado. ouça com atenção o que o cliente estiver lhe dizendo. o tempo dele é valioso. • Use a linguagem do cliente. • Elimine atitudes reativas (“não posso. • Demonstre ao cliente que você tem conhecimento sobre o que está falando. como conseqüência. • Quando o cliente tiver que aguardar. isso não é comigo”). “A velocidade do atendimento determina a competência operacional da empresa e do atendente. não o interrompa com conclusões precipitadas. • Solução rápida: refere-se à disposição de ajudar os clientes de imediato para aproveitar o impulso da compra.” Dicas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 343 .” Dicas: • Envolva o cliente na solução do problema. uma vez que nem todos conhecem a linguagem técnica. • Ofereça alternativas para resolver o problema: por exemplo. Honestidade. “Deixar claro para as pessoas que elas podem confiar e contar com você.

• Seja leal às pessoas. por alguma motivo. 344 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • Se cometer erros ou falhas. O que fazer para evitar que os clientes fiquem irritados: • Cuidado com a sua comunicação não-verbal. aparência. postura. Dicas de como abordar o cliente: • Faça uma saudação ao cliente com sorriso. • Jamais prometa o que não poderá ser cumprido. Isso acontece geralmente quando: • Suas expectativas não foram satisfeitas.• Esconder informações vitais para os clientes é falta de integridade. • Não faça comentários negativos sobre sua empresa ou colegas de trabalho na frente de clientes. • Dê explicações de forma aberta e honesta. não justifique. • O cliente já estava irritado com alguém. diga-me o que aconteceu. tom de voz. deixe-me ver em que posso ajudá-lo. • Sua integridade foi questionada. Tenha humildade em assumi-los. expressão facial. • É atendido de forma grosseira. • Recebe informações diferentes. L IDANDO COM CLIENTES IRRITADOS Há situações em que o cliente fica irritado. • Ele percebe que não foi ouvido. • Apresente-se. • Procure ser solícito e usar palavras adequadas: por favor.

opiniões. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 345 . Seguem abaixo algumas ações que podem promover o diferencial positivo no atendimento: SONDAGEM Tem o objetivo de identificar a situação do cliente no momento do atendimento. Um vendedor profissional sabe que a única forma de vender é fazendo perguntas. em comunicar-se com eles e satisfazer suas necessidades. idéias. “Quais”. As perguntas abertas solicitam informações sobre idéias. D IFERENCIAL NO ATENDIMENTO : O sucesso no resultado de um atendimento depende da sua habilidade em vencer a resistência dos clientes. fatos e sensações do cliente. “Para que”. “Por que” (Ex: “Para que serve este produto? ”). “Quanto”. problemas e desejos do cliente ao atendê-lo. fatos. “O que”. deixe o cliente examinar o produto sozinho. “Como”. As perguntas fechadas são aquelas que respondidas com um simples “sim” ou “não”. Há duas modalidades que servem de orientação para se formular qualquer tipo de pergunta: perguntas abertas e perguntas fechadas. Quando se utiliza uma pergunta fechada o cliente é obrigado a se decidir. São informações que não devem ser presumidas. As primeiras perguntas feitas ao cliente precisam ter algo em comum entre o que você vende e os interesses do cliente. mas ditas pelo cliente. Assim ele começa a respeitá-lo profissionalmente por perceber que está diante de um vendedor – melhor. “Qual”. para vender não é necessário falar. de um conselheiro seguro e bem preparado. ela deve ser usada quando o mesmo demonstra desinteresse ou indiferença. mas perguntar e escutar. As perguntas abertas são mais adequadas para conduzir uma entrevista. Sempre são iniciadas com indagações como: “Quem”. “Onde”. As perguntas fechadas são usadas para se reduzir de forma considerável as alternativas de respostas. necessidades. Procure saber as opiniões.• Estabeleça uma comunicação com o cliente e faça com que ele considere um produto especifico. • Em seguida. “Quando”.

“Seria”. prazo. são: • Características – o que o produto é ou tem. desconto. DEMONSTRAÇÃO Os produtos que são vendidos devem ser traduzidos para os clientes em termos de economia financeira. pergunte: “Na verdade. A seguir. “Está”. “Deve”. sugerimos algumas técnicas para contornar as objeções: • Empatia: concorde antes de discordar – “Eu entendo”. o senhor quer saber o que faz este produto merecer este preço? ”. atualização. Exemplo: se a objeção do cliente é referente ao preço. garantia. Os benefícios secundários (preço. facilidade. São cinco as principais razões de resistências: preço. qualidade. suas especificações. uma vez que isso demonstra que este não se encontra devidamente preparado para lidar com essa situação. 346 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . O vendedor deve conhecer as características e vantagens dos benefícios primários (produto. (Ex: “O senhor já está tomando essa medicação? ”). redução de despesas. “Compreendo”. entrega. beleza. etc. ceticismo e percepção de desvantagem. “Será”. Contornando as objeções Objeções são resistências do cliente no ato da compra. promoção. desinteresse ou indiferença. produto. atendimento. bonificação) não devem ser priorizados pelo vendedor. agilidade. praticidade. minimizando a objeção. serviço. • Vantagem – o que o produto faz pelo cliente.) e saber como usá-los. “Pode”. a fim de fazer uma boa demonstração. que ele acha alto. Deve-se sempre descrever aos clientes as características e a vantagem do produto. segurança.As perguntas fechadas iniciam-se com: “É”. confiabilidade. faturamento. Outros itens que o vendedor deve considerar nos produtos. satisfação. “Percebo”. etc. • Pergunta ideal: você faz a pergunta para você mesmo responder.

Fechamento direto por alternativa . e não ao cliente.Após realizar uma apresentação eficaz que convenceu o cliente. Ex: “A senhora gostaria de levar também algum material de toalete? ” 2) Fechamento condicional .É muito eficiente quando o cliente exige condições especiais ou vantajosas para comprar ou tomar uma decisão. É muito vantajoso quando o produto da demonstração é de valor alto. quer levar as três caixas? ” 3. F ECHAMENTO DA VENDA Cabe sempre ao vendedor. Ex: “Sua preferência é pagar com cheque ou cartão? ” E XPANSÃO DA VENDA Vendedores profissionais sugerem itens adicionais depois que transação da venda principal é concluída. solicite a decisão diretamente. Existem três formas de fechamento de vendas: 1) Fechamento tentativa .• Repetir questionando: você faz a pergunta e aguarda o cliente responder para poder esclarecer a objeção. tomar a iniciativa para fechar a venda. O cliente é levado a escolher entre duas opções. uma vez que é mais fácil convencer um cliente a adicionar itens a uma venda do que começar um processo de vendas totalmente novo para itens adicionais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 347 . No entanto. A forma mais suave de se obter o fechamento direto é apresentando-lhe alternativas. ambas para levar o produto.Nesse caso você obtém a aprovação da venda por fazer uma oferta adicional que o cliente rejeita. Ex: “Se conseguirmos o desconto que a senhora solicitou. essas condições especiais devem ser apresentadas apenas no fechamento da venda.

Explique que o produto adicional é absolutamente essencial para a aquisição principal. 4º .Ressalte a qualidade do produto adicional. Seguindo todas essas recomendações. você se tornará um ótimo profissional de vendas num estabelecimento farmacêutico.Realce uma qualidade que valorize o item principal. 348 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s .“Que tal levar o produto X também? ” 2º .Passos para garantir vendas adicionais: 1º .Vincule a posse do cliente ao item principal. 5º . 3º .

COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA . A farmácia deve estar localizada em local apropriado. . ratos e outros animais. Em local seguro para evitar roubos. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA Neste capítulo você verá algumas sugestões de organização e controle. ventilado e sem umidade. Também conhecerá o sistema 5S. O local deve ser propício para a limpeza e a dispensação de medicamentos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 349 . . . A farmácia deve ser mantida sempre limpa com a finalidade de prevenir o aparecimento de insetos. fresco. a fim de estruturar o cotidiano da atividade farmacêutica. evitando assim que umedeçam e fiquem diretamente em contato com o piso. Deve dispor de estantes e estrados para acomodar os medicamentos.17. .

Dispor os medicamentos de acordo com a validade. A seguir. 350 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . da esquerda para a direita. para não haver erros na contagem de estoque. A caixa de emergência deve ser devidamente identificada e sua localização na farmácia deve ser fixa e de conhecimento de todos. caixas ou escaninhos. prazo de validade). As caixas de medicamentos que forem abertas devem ser riscadas. . . deve-se evitar mudanças de lugar. os que vencem primeiro devem ser dispostos na frente. identificado com uma etiqueta. indicando a violação. Cada medicamento deve ter um lugar estabelecido na estante. classificá-los por ordem alfabética da denominação genérica. Separar os medicamentos injetáveis dos de administração por via oral e dos de uso tópico. Se conservarmos os medicamentos em frascos. Na etiqueta deve constar a denominação genérica. isto é. Ao recebimento de nova remessa de medicamentos sempre verificar a validade dos mesmos com relação aos que estão nas prateleiras. para que sejam dispensados em primeiro lugar. . quantidade. A farmácia deverá ter uma caixa de emergência. . A caixa deverá estar com uma relação externa fixada. . ou seja. a quantidade existente anotada. concentrações. para evitar que se acumulem medicamentos vencidos ou com prazo de validade próximo do vencimento no fundo. relacionando os medicamentos que estão dentro (nome. C AIXA DE EMERGÊNCIA . A verificação e a reposição dos medicamentos devem ser constantes para evitar possíveis faltas no momento de uso (situação de emergência). . devemos assegurar que estejam vazios antes de acrescentar novos medicamentos.O RGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS .

Recepção: área destinada ao recebimento do material e onde se procede à verificação. C UIDADOS COM A GELADEIRA . pois poderá congelar. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 351 . .Utilizá-la somente para medicamentos. Exemplo: vacinas e insulina. R ECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS . . Sempre estar atento em relação à validade dos itens. Se for utilizada para vacinas.datas de entrega. conferência e separação dos medicamentos para posterior armazenamento. que envolve a checagem de especificações administrativas: . Deve-se mantê-la limpa e arrumada. Guardar apenas os medicamentos que necessitam de baixa temperatura de armazenagem.nome do produto (denominação genérica) solicitado x recebido. .. . . perdendo a atividade. Controlar e anotar a temperatura (com termômetro de máxima e mínima) pelo menos duas vezes ao dia. Nunca para guardar refrescos e comida. Abrir a geladeira o mínimo possível. ATENÇÃO: Quando armazenar a insulina na geladeira não a deixar na prateleira próxima ao congelador. A insulina pode ser armazenada fora da geladeira. para que não vençam dentro da caixa. . Realizam-se nessa etapa duas atividades fundamentais de conferência do medicamento solicitado com o recebido. o controle de temperatura deverá ser o recomendado para este insumo.

Todos os produtos recebidos devem ter sua documentação.quantidade solicitada x quantidade recebida. que não pode ser rasurado. Anotações e observações devem ser feitas à parte do documento original. os que podem sofrer alterações por ação de temperatura. deve–se tirar cópia para arquivamento. A não-conformidade (discordância) entre o discriminado no documento enviado em relação aos produtos entregues/recebidos deve ser registrada em formulário próprio. Especificação do material solicitado X recebido quanto a: . . . Os medicamentos termolábeis.registro no Ministério da Saúde. .tipo de embalagem de acordo com o solicitado. .proporciona estoque suficiente. .forma farmacêutica igual à solicitada.prazo de validade. anexado ao documento original e encaminhando para providências. devem ter prioridade na conferência e no armazenamento. isto é. planilhas do dose certa) é importante porque: . .E SPECIFICAÇÕES TÉCNICAS : .número do lote.condições de transporte. Caso a documentação não seja enviada em duas vias.concentração. M OVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS O preenchimento correto dos dados de consumo e estoque de medicamentos da planilha de reposição (caderno de abastecimento do almoxarifado. 352 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s .

anotando o número da Nota Fiscal ou da Nota de Distribuição e a quantidade recebida. a forma farmacêutica e o código do medicamento.cálculo de consumo médio mensal. F ICHA DE PRATELEIRA É uma ficha de controle de movimentação de estoque. Os dados para o preenchimento das planilhas de reposição de medicamentos serão obtidos através de: . .levantamento da quantidade de medicamentos das receitas não atendidas por falta de estoque (demanda reprimida). P ROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA : . Trata-se de uma ficha individual para cada medicamento e sua respectiva forma farmacêutica. Efetuar o registro de entrada com caneta vermelha para diferenciá-lo das baixas diárias. O controle deve ser único.garante acesso regular do paciente aos itens necessários ao seu tratamento. . O correto preenchimento da ficha proporciona a análise de CMM (Consumo Médio Mensal) do medicamento discriminado na ficha. Preencher o cabeçalho da ficha anotando a denominação genérica do medicamento. a dosagem. . de entrada e saída de medicamentos.evita desperdícios por aquisição excessiva e a falta por previsão inadequada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 353 .fichas de prateleira.contagem física do estoque.. Registrar todo abastecimento recebido. . independente das várias fontes de abastecimento. Toda movimentação efetuada deverá ser registrada diariamente ou semanalmente. .

O PROGRAMA 5S Na organização do serviço de Farmácia o Programa 5 S pode ser utilizado como princípio orientador. O dado é confiável desde que não haja desabastecimento. evitando que sejam contabilizados como consumo da unidade. 354 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . de modo a melhorar o nosso desempenho profissional. e qualquer diferença entre o saldo em estoque e o saldo da ficha de prateleira deverá ser imediatamente pesquisada e esclarecida. quanto maior o período de coleta de dados. Remanejamentos efetuados para outros locais devem ser registrados de forma diferenciada. maior a segurança nos resultados. É o cálculo que se faz analisando a dispensação em determinado período de tempo do medicamento (utilizam-se os dados anotados na ficha de prateleira). O 5 S é um programa que foi desenvolvido no Japão com o objetivo de organizar o ambiente de trabalho.. Fórmula utilizada para se obter o CMM: CMM = £ CM NM CMM= Consumo Médio Mensal. CM= Consumo de cada mês e NM= Número de meses utilizados para a determinação do consumo. somar a quantidade dispensada de cada medicamento e dar baixa na respectiva ficha. para que não sejam considerados no cálculo do CMM. Consumo médio mensal (CMM) Reflete a média de consumo mensal de um determinado medicamento. £= Somatória. no mínimo. C ONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE A contagem física dos medicamentos deverá ser efetuada. mensalmente. . A partir das receitas atendidas no dia.

. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. SEISO: senso de limpeza. SEIRI: senso de utilização. . SEIKETSU. . isto é. SHITSUKE. Significa colocar tudo em ordem. Este capítulo teve como fonte de consulta: . SEITON: senso de arrumação. 2003. O local onde vivemos ou trabalhamos deve estar sempre favorável à saúde e à higiene. identificando as coisas por meio de nomes. . rótulos. guardar o que é necessário e jogar fora aquilo que não tem mais utilidade. . SHITSUKE: senso de autodisciplina. embalagens e arrumando em lugares de acordo com o nosso uso. ser arejado e receber luz natural. Quer dizer reeducar nossas atitudes e transformar os 5 S em hábitos do nosso dia-a-dia. SEISO. São Paulo. SEITON. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 355 . Também devemos zelar pela nossa higiene pessoal e usar roupas limpas. Quer dizer que devemos separar o que é útil do inútil.O nome 5 S tem origem nas iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI. Significa limpar suas coisas após o uso e manter limpo o que já estava em ordem. O que for de uso cotidiano deve ficar mais a mão. SEIKETSU: senso de saúde e higiene.

356 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Em uma farmácia existem vários sistemas interligados e a falha de um deles implica a desestruturação de outros. Os procedimentos devem indicar produtos de alto e baixo giros. No varejo farmacêutico os sistemas vinculam-se a um programa capaz de dar sustentação a todas as ações da loja.18. para evitar a falta ou a compra desnecessária desses produtos. ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Podemos aqui definir sistema como uma combinação de partes coordenadas entre si e que concorrem para um mesmo resultado ou para formar um conjunto. São eles: S ISTEMA DE COMPRA Representa as operações de reposição de mercadorias em uma loja. bem como os sazonais.

S ISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE São os serviços alternativos prestados aos clientes. Ele deve permitir a disponibilidade de todas as informações negociadas com o fornecedor como quantidade. No estoque. descontos. como entrega em domicílio. aferição de pressão arterial. entre outros. S ISTEMA DE APOIO Inclui a existência de departamento de recursos humanos. Recebimento: geralmente atendido em 24 horas pelas distribuidoras. datas de aniversário. S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Engloba todos os procedimentos. desde o início do atendimento até a conclusão no caixa. observando que tudo o que puder ser feito para reduzir o tempo de espera do cliente em filas é bem-vindo. monitoramento de glicemia e colesterol. a loja deve desenvolver técnicas para conhecer e reconhecer a clientela de forma individualizada e personalizar o atendimento. as legislações específicas da vigilância sanitária. independentemente da tecnologia. informatização da loja. bem como a validade do mesmo. No entanto. com normas e procedimentos característicos.S ISTEMA DE VENDAS E MARKETING Engloba toda a operação de venda. aplicação de injetáveis. além de toda a sua infra-estrutura. atribuições e processos para a venda. esse sistema tem seis processos que são: 1. medicamentos de que o cliente faz uso. é toda a operação que acontece desde o recebimento da mercadoria até o momento da estocagem nas prateleiras ou gôndolas. no entanto. com os a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 357 . poder aquisitivo. observando-se. Armazenagem: após o recebimento é realizada a guarda da mercadoria. entre outros. manutenção. de forma geral. 2. em que se deve sempre observar o estado em que o produto se encontra. Nesse contexto é recomendável a realização de um cadastro que contenha informações sobre o consumidor. De acordo com Tamascia (2006). mostrando que. essas informações podem ser relacionadas a hábitos de consumo. O serviço ao cliente deve possuir um cadastro eficiente que identifique os compradores. Essa operação começa na conferência da legitimidade do pedido efetuado. prazos de entrega e validade. preço. os produtos devem ser armazenados em ordem alfabética. Cada loja é única. O relacionamento com o cliente também está incluído nesse sistema. passando pela mercadoria recebida e chegando à definição do layout da farmácia.

em todos os níveis da empresa. porém. um manual pode apresentar definições sobre o sistema a ser padronizado. afirma Cláudio Czapski (2006). a tecnologia permite que os pedidos sejam gerados imediatamente após a passagem do produto pelo caixa. a limpeza e a climatização da loja. I NDICADORES DE DESEMPENHO A definição de um quadro de indicadores de desempenho implica a seleção de um conjunto de indicadores relevantes de eficiência. É necessária a verificação periódica da validade do produto. Reposição: a falta de uma mercadoria pode causar um impacto bastante expressivo em um cliente. oferecer soluções e não apenas produtos. todos os produtos devem ser etiquetados. eficácia e efetividade dos principais processos organizacionais. com o objetivo de facilitar a compreensão de funcionários e colaboradores em relação às tarefas de todos. É importante. quem responde pelo quê. que ficam à frente. que ofereça organização e clareza visual. o qual consiste em agrupar produtos relacionados. M ANUAL DE PROCEDIMENTOS É a documentação das regras e normas de uma empresa. 3. 358 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . prazos de execução de cada etapa. Segundo Paulo Caruso (2006). o passo-a-passo do processo. Exposição: diretamente ligada à reposição de mercadorias. é sempre bom conhecer o perfil do cliente e definir as suas necessidades.mais novos atrás e os mais antigos à frente. então. em lojas pequenas. Nas grandes redes. O gerenciamento deve ajudar a criar um ambiente agradável. valores e hábitos de consumo para. 6. O varejo aplica o conceito de categorização ou gerenciamento por categorias. Etiquetagem: processo obrigatório citado pelo Código de Defesa do Consumidor. Entretanto. O controle do processo é a essência do gerenciamento. o controle é manual. exigindo mais atenção do técnico. o que ajuda o cliente a perceber os produtos e rapidamente encontrar o que precisa. ainda. 4. Não adianta conhecer os processo e elaborar manuais para aplicá-los. 5. Preencher sempre os espaços das gôndolas significa exposição bem feita. se não existir o acompanhamento no dia–a–dia. A reposição tradicional segue o conceito de expor nas gôndolas os produtos mais novos atrás dos mais antigos. Ambientação: a arrumação. monitorar a prática e sistematicamente avaliar se ela está de acordo com os procedimentos descritos no manual. como proceder em caso de reclamação do cliente.

• Ticket médio: aponta quanto o cliente gasta em determinada loja.Os principais indicadores de desempenho do varejo farmacêutico são: • Registro de ocorrências: registra todos os problemas em um determinado período. criouse o Imposto Real. no qual o regime feudal foi substituído pouco a pouco por monarquias absolutas. Inicialmente. que era gravado em tabuinhas de barro. com letras cuneiformes. • Tempo de entrega: analisa em quanto tempo um cliente recebe um pedido em casa. imprescindível para o controle das receitas e despesas da nova estrutura do Estado. então. Com o desenvolvimento do comércio a cidade tornou-se a maior e mais rica cidade da Ásia. o imperador criou um simples sistema de registros. das Reformas Religiosas e da evolução política. NOÇÕES DE CONTABILIDADE H ISTÓRIA DA CONTABILIDADE Seus princípios rudimentares surgiram na antiga Babilônia. Isso ocorreu por volta do ano 520 a. • Índice de faltas: permite verificar a eficiência do sistema de compras. É o total das vendas do dia dividido pelo número de clientes que comprou.C. quando o imperador Nabucodonosor a reconstruiu e cercou-a com enormes muralhas e portas de bronze. que lhe deviam os povos conquistados. cresceu a necessidade de se registrar as operações de compra e venda e também da riqueza possuída pelos reis e comerciantes. porém. • Nível de abastecimento: contribui para verificar a freqüência de ‘buracos’ nas gôndolas e a exposição incorreta dos produtos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 359 . • Índice de perdas: avalia a perda do produto por roubo. e com o objetivo de controlar suas riquezas. • Número de clientes atendidos: mensura o movimento crescente ou decrescente. Com o desenvolvimento do comércio entre os povos. o desenvolvimento da contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo. • Taxa de conversão: refere-se ao número de clientes que entram na loja. vencimento ou má conservação. Surgiu assim o Estado Moderno. A contabilidade tornou-se. do desenvolvimento das Ciências Exatas e Naturais. religiosas e científicas através do Renascimento Literário e Artístico. para o melhor funcionamento da nova organização social. Nos séculos XV e XVI o mundo passou por profundas modificações políticas. • Periodicidade média de reposição: indica de quanto em quanto tempo as gôndolas costumam sofrer reposição.

com a evolução da contabilidade e com o surgimento do “Método das Partidas Dobradas”. Os registros contábeis. C AMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE Está a contabilidade presente onde quer que haja uma pessoa jurídica instituída ou em vias de instituição. apresentando lucros ou se está estagnada. através de suas técnicas. F INALIDADE DA CONTABILIDADE A finalidade da contabilidade é assegurar o controle do patrimônio. bem como apurar o resultado das atividades econômicas desenvolvidas para alcançar seus fins. pode-se dizer que a função da contabilidade é comparar o estado anterior com o estado atual para determinar o resultado das atividades. em determinado momento. o campo de atuação dessa ciência tornou-se muito vasto. 360 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . interessam ainda aos fornecedores. além de interessar aos administradores. Podemos então afirmar que a contabilidade surgiu da necessidade que as pessoas têm de controlar o que possuem.Sua função era medir os acréscimos ou decréscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial. sem apresentar melhorias. que utiliza essas informações para avaliar e fiscalizar a arrecadação dos tributos. ganham ou devem. F UNÇÃO DA CONTABILIDADE A função da contabilidade é verificar. A contabilidade interessa-se somente por alterações patrimoniais ocorridas na empresa. Hoje. manter um controle permanente do patrimônio da empresa. podendo ela ser aplicada a qualquer atividade econômica. Resumindo. aumentando o patrimônio. C ONCEITO DE CONTABILIDADE Contabilidade é uma ciência que permite. fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais. bancos e principalmente ao governo. que podem ser lucrativos ou sociais. se a atividade da empresa está sendo produtiva. Só através dela é que teremos condições de apurar o lucro ou o prejuízo tido em determinado período administrativo. que são demonstradas através do registro dos fatos contábeis. É ela responsável pela escrituração e apuração dos resultados obtidos em uma organização com atividade econômica.

mês e ano. Direitos. vendas. em idioma e moeda corrente nacionais. Portanto. Razão. onde os fatos são registrados de forma mercantil. E SCRITURAÇÃO Para controlar o patrimônio das empresas. É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel. Para fazer tais lançamentos é necessário que haja documentos que comprovem a veracidade dos fatos. luz e telefone. por ordem cronológica de dia. para registrar os fatos através de lançamentos. etc.O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A existência da contabilidade decorre da necessidade de se conhecer e controlar os componentes e as variações do patrimônio através do registro dos fatos contábeis. A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade para registrar nos livros próprios (Diários. com individuação e clareza. em forma mercantil. contas de água. obedecendo a uma disposição técnica em ordem cronológica. tais como compras. pagamentos e recebimentos. responsáveis pela sua gestão. CONTA Conta é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens. não se pode registrar nada nos livros contábeis sem que documentos idôneos comprovem que aquilo que está sendo registrado é verdadeiro. E. sem a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 361 . duplicatas. Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de resultado (Despesas e Receitas). Esse registro é feito através da escrituração. R EGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL A escrituração deve ser completa. são registrados nos livros próprios através das contas. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa. A escrituração começa pelo livro diário. tais como: notas fiscais. a contabilidade precisa registrar todos os fatos que ocorrem nela. recibos de aluguéis. Caixa e Contas-Correntes) todos os fatos que provocam modificações no patrimônio da empresa. prestando colaboração imprescindível não apenas para a boa administração. a contabilidade utiliza as contas. através do lançamento. para demonstrar a qualquer momento seu estado e suas variações. mas até para a própria existência da empresa.

A conservar em boa guarda toda a escrituração. direitos e obrigações.intervalos em branco nem entrelinhas. 362 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . III. devendo as demonstrações contábeis obrigatórias ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração. enquanto não prescreverem as ações que lhes possam ser relativas. O contador deverá desempenhar suas funções de acordo com o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL.661/45).” (art. R ESPONSABILIDADE PROFISSIONAL A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica. correspondências e demais papéis pertencentes ao giro do seu comércio. Dec. seguida pela ordem cronológica de dia. Neles serão registrados com individuação e clareza todas as operações relativas ao comércio. A levantar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo. A seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração e ter os livros necessários para esse fim. o qual deverá compreender todos os bens. emendas e transporte para as margens. O BRIGATORIEDADE das: DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL De acordo com o CÓDIGO COMERCIAL BRASILEIRO todas as empresas são obriga- I. A escrituração dos mesmos será feita em forma mercantil. A inexistência dos livros obrigatórios ou falhas na escrituração e a falta de apresentação do balanço constituem crime falimentar. rasuras. Os mesmos devem ser encadernados e registrados nos órgãos competentes. “O Livro-Diário e o Livro-Razão são indispensáveis e obrigatórios para todas as empresas. podendo até ter seu registro cassado se denunciado ou fiscalizado pelos órgãos competentes (exemplo: CRC).10 do Código Comercial Brasileiro). II. 186. mês e ano. Lei 7. o mesmo deverá ser datado e assinado pelo sócio-gerente ou proprietário da empresa (art. borraduras.

mas não demonstra o seu resultado. o valor da empresa.00 250.00 20.000. O balanço avalia a riqueza. O balanço é composto por duas partes. ou seja. Financeiras Imobilizado 6.00 14. O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido.00 300. aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte. é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros.00 450. com existência ou exercício de duração limitada. Contas do ativo têm saldos devedores.00 Fornecedores Impostos a Pagar Salários a pagar Aluguéis a pagar Passivo 1.00 Patrimônio Líquido Capital Social Lucro do Exercício SOMA DO ATIVO 20.00 240. gráfico. direitos e valores a receber no prazo máximo de um ano.315. etc.000. realizável a curto prazo (duplicatas.315. que se encontram sempre em equilíbrio. estoques de mercadorias produzidas. etc.00 SOMA DO PASSIVO 4.000. bens. direitos e valores a receber de uma entidade.). sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado “demonstração de resultados”.300. BALANÇO: É um quadro (mapa.G LOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis registrados no ativo permanente. ATIVO: São todos os bens.475.00 6.00 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 363 .00 300. isto é.) onde é demonstrada a situação econômicofinanceira da empresa na data a que o balanço diz respeito.315. Exemplo de Balancete Balanço levantado em Agosto de 2005 Ativo Banco Clientes Mercadorias Apl.00 7. ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos. apenas o apresenta em valor total.

00 240. BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens duráveis.00) (400. pesquisa e desenvolvimento de produtos. material de escritório.140.000. benfeitorias em prédios de terceiros. porém. pré-industriais. veículos. máquinas. fórmulas ou processos de fabricação.) Despesa com Conservação ( .00 (1.00 1.00) (300.) Despesa com Aluguéis ( + ) Receita de Juros ( + ) Receita de Aplicações Financeiras ( = ) Lucro Líquido 3.Demonstração do Resultado do Exercício Período de: 01/08/2005 a 31/08/2005 Empresa: XXXXX Comércio Ltda. custo de projetos técnicos.00) 500. Depois de consumidos.00) (250. com vida útil superior a 1 ano): imóveis. 364 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . fundo de comércio. BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física. CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade.200. BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda ou aluguel). BENS DE CONSUMO: (não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo produtivo). representam uma aplicação de capital indispensável aos objetivos. reestruturação ou remodelação de empresas. material de limpeza etc. móveis e utensílios.) Despesas com Impostos ( .00 BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça necessidades humanas. Receita de Vendas ( . equipamentos. Corresponde ao passivo exigível. representam despesas: combustíveis e lubrificantes.) Despesa com Salário ( .) Custo da Mercadoria ( . despesas pré-operacionais. como marcas e patentes. reorganização. autorizações ou concessões.00) (450. ponto comercial. de organização. instalações. direitos autorais.

por isso são demonstradas com o sinal (-). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 365 . tanto as físicas quanto as jurídicas. estabelecer normas para sua interpretação. que forma a participação (em dinheiro. CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios. dividindo-se em civil e comercial. CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto. CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro. evidenciar suas variações. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. É também igual ao total do ativo da entidade. CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado. análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa. obrigações e situação líquida).CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: são classificadas no ativo. financeiro e patrimonial. direitos. para alcançar os seus objetivos. CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio. tendo saldos credores. Corresponde ao patrimônio líquido. CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens. objetivando representá-lo graficamente. municipal e autarquias. mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social. estadual. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa. CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. CONTAS DE RESULTADO: Registram as variações patrimoniais e demonstram o resultado do exercício (receitas e despesas). além da representação gráfica de seus patrimônios. bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa. visando a três sistemas distintos: orçamentário. ramificando-se conforme a sua área de abrangência em federal.

DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS: Balanço Patrimonial. Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados. Demonstração de Resultado. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo permanente. direta ou indiretamente.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados. além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição no PL. ainda não distribuídos aos sócios-titular ou aos acionistas. mas sempre provocam diminuiçãos na situação líquida. faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra. Essa demonstração deve também revelar o dividendo por ação do capital realizado. Demonstrações das Mutações do PL. aluguéis a vencer e encargos a apropriar. DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar num determinado período as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da entidade. DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido. pesquisa e desenvolvimento. por causas naturais ou por obsolescência. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício. quando esses recursos são os que afetam o capital circulante líquido (CCL) da empresa. pelo uso. revelando os eventos que influenciaram a modificação do seu saldo. Demonstrações das Origens e Aplicações dos recursos. DESPESAS: São gastos incorridos para. Ex: seguros a vencer. DIFERIDO: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para lucro em mais de um período. Notas Explicativas. diante do confronto das receitas. gerar receitas. 366 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo exigível. E apresentar informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de recursos) da empresa durante o exercício.

matériasprimas e mercadorias. produtos em elaboração. Por essa razão. bancos conta movimento. em virtude de sua utilização para fins econômicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 367 . também são denominados fatos contábeis. de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento após o encerramento do exercício subseqüente. por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros. FATOS ADMINISTRATIVOS: São os que provocam alterações nos elementos do patrimônio ou do resultado. DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. registrados no ativo permanente. É emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador). DISPONÍVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas. Perante a legislação do imposto de renda. EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido. com o ano-calendário. representadas pelas contas de caixa. FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos. ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade da entidade. cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto. Este procedimento é denominado aceite. EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis. EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses). logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos). ou não. Ex: produtos acabados. reconhecendo seu débito.DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros. devendo ser remitida a este último para que a assine (ACEITE). findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados. é chamado de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido. ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos). ele pode coincidir.

demonstrar. saldo ou transação. máquinas e equipamentos. patentes. LUCROS ACUMULADOS: Resultados positivos acumulados da entidade legalmente ficam em destaque. podem ser considerados como reservas de lucros. terrenos. FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). obras de arte. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar. de determinada conta.FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). O conceito principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras: ações. seja a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. tecnicamente. enquanto não distribuídos ou capitalizados. podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do patrimônio líquido). NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação patrimonial. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a pagar a outra certa quantia em dinheiro num determinado prazo. ou de valores relativos aos resultados do exercício. edifícios. ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial. imóveis destinados ao arrendamento. IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa. etc. dispensa a formalidade do aceite. mas. poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais. veículos. INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. organizar. seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. 368 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . ou ainda. móveis e utensílios. ou seja. imóveis não utilizados. OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante terceiros. Por se tratar de título emitido pelo devedor a favor do credor. obras em andamento para uso próprio. ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse.

A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos. e Lucros/Prejuízos acumulados. PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do exercício seguinte. sua expressão formal deve ser ajustada. PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da entidade. na sua composição qualitativa e quantitativa. Reservas de capital. via de decorrência. imposto de renda a pagar. Contas do passivo exigível têm saldos credores. Reservas de reavaliação. Contas do patrimônio líquido têm saldos credores. divide-se em: Capital social. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio. PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistência de intenção da empresa em convertêlos em dinheiro. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes. a fim de que permaneçam substantivamente corretos – isto é. Reservas de lucros. um conjunto de pessoas. empréstimos bancários. duplicatas a pagar. independentemente de pertencer a uma pessoa. a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. contas a pagar. salários a pagar. PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. com a perda. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 369 . Por conseqüência.PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos (bens e direitos) da entidade é menor do que o passivo exigível (obrigações). prejuízo acumulado é um subitem do patrimônio líquido que surge quando a empresa acumula prejuízos. até mesmo integral. PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda – embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante de poder aquisitivo. segundo as transações originais – os valores dos componentes patrimoniais e. o Patrimônio Líquido. para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. de seu valor. títulos a pagar. PREJUÍZO ACUMULADO: Na contabilidade. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da entidade.

que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. no caso de sociedade ou instituição.ou finalidade. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. diretores ou participantes no lucro (não constituem negócios usuais). RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. são consideradas as receitas e despesas. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. direitos derivados de vendas. nos quais os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas. PROVISÃO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobráveis. REGIME DE CAIXA: Quando. Por conseqüência. simultaneamente. na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida. na apuração dos resultados do exercício. independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da entidade. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. expressos em valor presente na moeda do país. É obrigatório nas entidades com fins lucrativos. na apuração dos resultados do exercício. Só pode ser utilizado em entidades sem fins lucrativos. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente. acionistas. independentemente das causas que as originaram. REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando. com ou sem fins lucrativos. 370 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se. PRINCÍPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimônio devam ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período. nessa acepção. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta.

br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade023.br/glossario.http://www.br/contabilidade/ contabilidade. por exigência legal.html • http://www. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicam acréscimo de valor ao custo de aquisição de Ativos já corrigidos monetariamente.com.http://www.com. baseado no mercado. RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competência pertence a exercício futuro. estatutária ou por outras razões. RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuízo operacional): É aquele que representa o resultado das atividades. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal de Contabilidade . RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da empresa por vários motivos.htm • De Paula Contadores .depaulacontadores. principais ou acessórias.asp a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 371 .portaldecontabilidade.RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros.com. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos. que constituem objeto da pessoa jurídica.juliobattisti.

19. mas a IBM continuou o desenvolvimento do produto que atingiu o auge em 1996 com o OS/2 versão 4. foi o Windows1.0. que foi desenvolvido em parceria com a Microsoft.0. Em 1992. A parceria foi desfeita em 1989. Em 1985 a Microsoft lançou um sistema de tela gráfica que não obteve sucesso de uso. quando foram lançados o Windows 3. lançou um sistema de tela gráfica denominado OS/2. em 1984. que começou a ser visto como uma alternativa viável para o crescimento de usuários de computadores.11. Todos os fabricantes de software começaram a adaptar ou criar as versões de seus produtos para rodar na plataforma Windows. 372 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .0 denominado Merlin. Em 1987 a IBM. com o produto denominado Macintosh. INFORMÁTICA BÁSICA INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA A novidade dos componentes com tela gráfica operados com auxílio de um mouse foi lançada pela empresa Apple Computer. Antes de terminar a parceria com a IBM a Microsoft lançou o Windows 2. o sistema consagrou-se e a Microsoft chamou a atenção para o seu sistema.0 e em 1990 o Windows 3.1 e o Windows 3.

o Windows 98 era lançado mundialmente. e os periféricos mais utilizados são: monitor de vídeo. depois de empreender a maior campanha de marketing que já se teve notícia até então. a Microsoft amargou perante a justiça um processo gerado pela lei contra os monopólios.Já em 27 de agosto de 1995. que ao longo de 2 anos e 9 meses obteve a cifra de 92% de usuários em todo o mundo. utilizando o hardware computador. Componentes de memória. tem duas partes diferentes que funcionam em conjunto: Hardware é a parte física do computador. Nos anos de 1997 e início de 1998. O novo sistema não trouxe grandes novidades em relação ao seu visual. O COMPUTADOR Um computador. Existem softwares de vários tipos. em julho de 1998. A unidade central de processamento é chamada CPU (Central Processing Unit) ou UCP. foi lançado o Windows 95. placas e chips fazem parte dele. teclado. Além dos periféricos da CPU o computador possui diversos componentes eletrônicos assim como as memórias. os mais importantes são: • Sistema Operacional: prepara o computador para receber e executar os programas. impressora. depois de vários testes com o windows 98 surge o Windows XP. cabos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 373 . Agora. executam as diferentes tarefas necessárias ao processamento de dados. Lembre-se: Memória é qualquer lugar onde os dados podem ser armazenados. periféricos. Software são os programas que. conjunto de componentes e equipamentos adequadamente estruturado. mas a guerra judicial foi vencida e. disco flexível e disco rígido ou winchester. com design totalmente diferente e com funções inteligentes. mas teve o seu núcleo praticamente refeito. O CÉREBRO ELETRÔNICO O computador é composto de uma unidade central de processamento e de periféricos.

disquetes. pois o usuário terá uma nova experiência ao utilizar o sistema operacional. tanto para o uso doméstico como para o uso em empresas. com valor de armazenamento de dados igual ou maior que os CDs atuais. Não aproxime o disquete de objetos que geram um campo magnético. 374 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . são dispositivos de entrada e saída.: devemos lembrar que além dos discos há o Pendrive. pois são fáceis de manusear. As outras grandezas são: Kilobyte = 1024 bytes. todavia. nesse caso. Por precaução. O XP quer dizer eXPeriência. quando rígido “HD” . Os discos de CD’s e DVD´s não têm o problema de desmagnetização. o sistema conta com novidades e alguns aprimoramentos nos recursos já existentes. ele pode ser riscado e. quando flexíveis . mas nunca toque as superfícies magnéticas expostas. Essa nova versão herda do Windows NT algumas qualidades que fazem do XP a melhor escolha. procure ter os mesmos cuidados empregados aos disquetes. Você pode pegar um disco pela sua cobertura externa. além de contar como uma interface mais bonita. A unidade que representa esse volume de dados gravados em um disco ou outro dispositivo de armazenamento é o byte que representa um caractere. Trate-os sempre com cuidado e guarde o disquete em uma caixa quando fora de uso. ficando livre de travamentos. sendo utilizado somente por porta USB. capazes de armazenar dados. Podem ser utilizadas por leigos. fazer cálculos. Os disquetes são delicados e podem ser facilmente danificados. a leitura do disco estaria comprometida. Terabyte=1024 gigabytes. Com uma melhoria no visual.• Linguagens de Programação: utilizadas para escrever programas. erros fatais ou operações ilegais. MICROSOFT WINDOWS XP O Microsoft Windows XP traz maior estabilidade e segurança com um sistema operacional que aposenta de vez o velho MS-DOS. Megabytes = 1024 Kilobytes. • Ferramentas: auxiliam o desenvolvimento de programas e o gerenciamento dos discos. têm aplicação profissional. • Aplicativos: executam tarefas comuns como escrever. desenhar ou armazenar informações. OS DISCOS Os discos.winchester. Obs. Gigabyte = 1024 megabytes.

Entre os recursos exclusivos da versão Professional se destacam: área de trabalho remoto. 1.A versão doméstica é mais leve. o Windows deve ser desligado corretamente.0 ma já foi desligado corretamente. Ligue o computador. trabalhar com dois processadores. 1. 2. Para cancelar o desligamento do sistema. 3. Desligar o computador. exigindo menos poder de processamento e memória. criptografia de arquivos e sistema. clique em Reiniciar. 2. Para reiniciar o sistema. Após alguns segundos o Windows XP estará completamente carregado e pronto para ser utilizado. desligue o computador pressionando o botão Desligar ou Power em seu gabinete. Clique em Iniciar. I NICIALIZANDO O W INDOWS XP Para carregar o sistema operacional. Encerrar o Windows XP Antes de desligar o computador. clique em cancelar. conexão em um domínio. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 375 . entre outros. A caixa de diálogo “Desligar o computador” será exibida. por outro lado. suporte a mais de um monitor. alguns recursos somente são encontrados na versão Professional. O usuário será informado que o sisteFigura 1. Clique em Desativar para desligar o Windows com segurança. Para encerrar o Windows com segurança. 4. discos dinâmicos.

6 3. Se a barra de tarefa estiver bloqueada.Á REA lixeira. entre outros.1 O relógio do sistema encontra-se no canto inferior direito. principal meio de locomoção e navegação do Windows. clique em Bloquear a barra de tarefas para retirar a marca de seleção. encontra-se o botão Iniciar. 2. Movendo a barra de tarefas A barra de tarefas pode ser movida para qualquer local conveniente. para cima ou para baixo na tela. Clique com o botão direito do mouse em qualquer área vazia da barra de tarefas. data e hora. Painel de controle O Painel de controle do Windows XP agrupa itens de configuração de dispositivos e opções em utilização como vídeo. meses e ano no sistema. dias. resolução. Relógio Figura 1. Figura 1. Essas opções podem ser controladas e alteradas pelo usuário. Através do botão “Iniciar” é possível abrir novas opções de navegação do Windows. daí o nome Painel de controle. DE TRABALHO (D ESKTOP ) A área de trabalho ou Desktop está menos poluída. som.5 376 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . proceda da seguinte maneira: 1. Arraste e solte a barra de tarefas para um novo local em sua área de trabalho. É possível exibir e alterar as horas. Figura 2. No menu suspenso. apresentando somente o ícone da Botão Iniciar No canto inferior esquerdo. basta arrastá-la para os lados.

Entre suas funcionalidades o WordPad lhe permitirá inserir texto e imagens. sons. entre eles o Word. com suporte a várias fontes e seus tamanhos. cabeçalho e mala direta. Para exibir o conteúdo de uma pasta. rodapé nas páginas. Clique na opção desejada. formatação do parágrafo à direita. Utilize os botões de navegação: Voltar Avançar Acima Pesquisar Pastas Para voltar uma tela. 2. Para ir ao diretório acima. imagens. Inicialmente o Painel de controle exibe nove categorias distintas. Clique em Iniciar. etc. à esquerda e centralizado. sublinhado. Clique em Iniciar. 2. trabalhar com texto formatado com opções de negrito. 3. Portanto é um programa criado para um primeiro contato com os produtos para escritório da Microsoft. vídeos. etc. Clique em WordPad. Painel de controle.5 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 377 . aponte para Todos os Programas. 3. Para iniciar o WordPad. itálico. Para retornar a tarefa. Na próxima tela escolha a tarefa a ser realizada. TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD O Acessório WordPad é utilizado no Windows principalmente para o usuário se familiarizar com os menus dos programas Microsoft Office. Figura 4. 4. O WordPad não permite criar tabelas. Para localizar arquivos. 1.Para acessar o Painel de controle 1. Posicione o cursor do mouse em Acessórios.

3. Selecione o diretório ou pasta onde deseja criar uma nova pasta. renomear e procurar por arquivos e pastas. Ele também mostra as unidades de rede que foram mapeadas para letras de unidades do computador. Clique no menu Arquivo. mover. 2. 4. Figura 5. clique em Pasta. pastas e unidades no computador.WINDOWS EXPLORER O Windows Explorer exibe a estrutura hierárquica de arquivos. Abra o Windows Explorer. você pode copiar. posicione o cursor do mouse em Novo. Digite um nome para a nova pasta e pressione a tecla Enter. Figura 4.1 378 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Usando o Windows Explorer.0 Figura 5.9 Criar nova pasta 1.

recortar e colar arquivos Através do Windows Explorer é possível abrir uma pasta que contenha um arquivo que você deseja copiar ou mover. Para copiar ou recortar um arquivo. Copiar. 2. Clique com o botão direito na pasta que deseja renomear Figura 5. Por exemplo. Para renomear uma pasta utilizando o Windows Explorer.3 3. 2.Renomear uma pasta Através do botão direito do mouse possível realizar diversas operações. localize o arquivo que deseja copiar ou recortar. recortar e colar em uma outra pasta. Abra o Windows Explorer.Caminhe por entre os diretórios e pastas.2 Figura 5. 1. 1. renomear uma pasta. Digite um novo nome para a pasta e pressione a tecla Enter. 4. No menu suspenso selecione Renomear.Abra o Windows Explorer. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 379 .

impressão e exclusão de mensagens. Ação Responder ao remetente Enviar uma mensagem Apagar mensagem Imprimir mensagem Localizar uma mensagem Inserir assinatura Abrir o catálogo de endereços Nova mensagem Ir para uma pasta Mover uma mensagem para outra pasta Combinação de teclas Ctrl + R Ctrl + Enter Ctrl + D Ctrl + P Ctrl + Shift + F Ctrl + Shift + S Ctrl + Shift + B Ctrl + N Ctrl + Y Ctrl + Shift + V 380 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . clique em Recortar ou clique em copiar para criar uma copia em outro diretório ou pasta.3. Clique no menu Editar. Para recortar o arquivo.4 Figura 5.Selecione o arquivo e clique no menu Editar. Figura 5. você pode utilizar teclas combinada para realizar ações de envio. clique em Colar.5 4. Teclas de atalho do Outlook Express Ao invés de ficar clicando em botões. Experimente usar algumas combinações de teclas. Abra a pasta ou diretório que ira armazenar o arquivo. 5.

Digite a mensagem de resposta e clique no botão enviar. Clique no botão ( ) Responder. O arquivo será anexado à mensagem.1 3. Para responder um e-mail selecione a mensagem na Caixa de Entrada. 1. clique no botão ( ) Criar email.2 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 381 . 4. 2. 1. 3. Digite o e-mail de destino. 5.9 2. Figura 6. Figura 7. Abra a pasta onde se encontra o arquivo. a caixa de diálogo Inserir Anexo se abrirá. Clique no botão Enviar Figura 7.Respondendo uma mensagem Faz parte da etiqueta da Internet responder a todos e-mails enviados para sua conta de e-mail. Clique no botão ( ) Anexar. Selecione o arquivo e clique no botão Anexar. o assunto e a mensagem. Para enviar um arquivo anexado. Enviando mensagens com arquivo em anexo O Outlook possibilita o envio de arquivos em anexados.

indica acesso a uma das opções do Menu que aparece na parte superior da tela. -TECLA – Indica a digitação de uma tecla do teclado. [BOTÃO] . {TAB} . I NICIAR O EDITOR DE TEXTOS O objetivo de um editor de textos é obviamente o que o nome propõe: editar textos. é preciso apresentar a simbologia utilizada para explicar o seu funcionamento: <MENU> .indica o acesso a um dos botões.WORD (VERSÃO 2000) Antes de abordar esse programa. A seguinte tela deverá aparecer: < Menu suspenso < Botões de atalho < Régua orientação < Informações gerais C ONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO Esse editor de textos segue o padrão de personalização do ambiente de trabalho do Windows. Para iniciar o trabalho com o Word/2000.indica para selecionar uma TAB (“orelhinha”) [ ] Itálico . podemos escolher o conjunto de barras de ferramentas e botões que queremos deixar visível na tela. Isto é. bem como as réguas e informações gerais do docu- 382 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .Indica uma opção de configuração que deve ficar marcada quando ativa e desmarcada quando inativa. clicamos no botão <INICIAR> escolhendo a opção <PROGRAMAS> e procurar na pasta <MICROSOFT OFFICE> o programa <MICROSOFT WORD>.

itálico e sublinhado são ativadas ou desativadas clicando sobre o botão.). Na primeira caixa de seleção temos um conjunto de estilos já configurados (“Normal”. “12”. “Titulo 2”. As opções de negrito. Para ativar ou desativar as barras basta clicar na opção da barra escolhida. F ORMATANDO FONTES Em um documento. etc. Uma delas é através do menu <EXIBIR> <BARRA DE FERRAMENTAS>. o tamanho (“10”. Para isso podemos utilizar várias formas de modificar o ambiente. etc. clique na indicação “Ú” que aparece no final de cada barra de ferramentas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 383 . A barra de ferramentas que possui os estilos de fontes é apresentado na figura abaixo. Para a forma de apresentação das letras temos os botões [N] para negrito. Ao abrir as opções de Menus você pode observar que somente as opções mais recentes primeiramente aparecem.) e a forma de apresentação da letra. podemos ter várias fontes (tipos de letras). “Recuo de corpo de texto”.mento. Veja a figura logo a seguir. Porém podemos optar por determinar o nosso próprio estilo escolhendo o tipo de fonte (normalmente a padrão é a “Times New Roman”). Se quiser que todas as opções apareçam clique no menu <FERRAMENTAS> <PERSONALIZAR> {OPÇÕES} e desmarcar a opção [ ] Menus mostram primeiro comandos recém-usados. As barras marcadas estão ativas. [I] para itálico e [S] para sublinhado. Para inserir ou deletar botões das barras de ferramentas. até mesmo em uma única linha.

impressão. e queremos que o mesmo esteja centralizado na folha. é um arquivo que possui um nome usado para identificá-lo para reedição. Outra forma de escolher a cor da fonte é pelo botão indicado na figura abaixo. cópia e exclusão. pois podemos visualizar a fonte antes de escolher. Esta janela possui uma vantagem sobre a barra de ferramentas. A opção [JUSTIFICAR] deve ser utilizada quando desejamos que o Word alinhe automaticamente as linhas do texto com as margens direita e esquerda. basta clicar sobre o botão [CENTRALIZAR] e o texto automaticamente será centralizado. [ALINHAR À DIREITA]. segundo a figura abaixo. quando você pressiona – ENTER -. que será o seu novo parágrafo. Normalmente a cor padrão na inicialização de um texto é a automática (preta). O mesmo acontece para a opção [ALINHAR À ESQUERDA]. Quando queremos digitar um título. podemos alinhar o texto dentro do parágrafo de quatro formas. que representa os botões de controle que controlam este recurso. necessitando que seja alterada a sua formatação antes do início da digitação do texto. C OR DA FONTE A escolha da cor da fonte a ser utilizada na digitação do texto pode ser feita de pelo menos duas formas: através do menu <FORMATAR> <FONTE> escolhendo a cor na caixa “Cor da Fonte”. Importante lembrar que. também estará centralizado. independente do número de páginas que ele possui. 384 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . A LINHAMENTO DO TEXTO No Word. O parágrafo que você acaba de ler é um exemplo da forma justificada de texto. A BRIR DOCUMENTO /S ALVAR /S ALVAR COMO Todo documento.A escolha de fontes também pode ser feita através do menu <FORMATAR> <FONTES>. a nova linha aberta.

Veja a figura que aparece em seguida Na caixa “Salvar em:” você deve selecionar a pasta que irá armazenar o documento. Existem várias formas de se abrir um documento do Word. Você também pode utilizar o botão na barra de ferramentas. Para inserir uma numeração simples (1. À medida que você termina de digitar uma linha. Na caixa “Nome do arquivo” você deve colocar o nome que você quer dar ao arquivo. etc. A numeração será iniciada automaticamente.Primeiramente precisamos dar um nome ao arquivo. pressiona a tecla – ENTER -. ou então acionar o menu <FORMATAR> <MARCADORES E NUMERAÇÃO> <NUMERA- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 385 . Na caixa “Salvar como tipo:” é onde selecionamos o tipo de arquivo que queremos salvar. O ideal é clicar no menu <ARQUIVO>. ou através do menu <ARQUIVO> <SALVAR>. Ao encerrar o Word. Por enquanto deixaremos sempre a opção “Documento do Word (*. Após ter preenchido as opções. N UMERAÇÃO E M ARCADORES . o aplicativo questiona o usuário sobre se ele quer salvar o arquivo.doc)”. O Word permite que o documento seja salvo em formatos diferentes do formato padrão do Word.) e automática de itens no Word primeiramente deve-se clicar sobre o botão de controle conforme figura ao lado DA>. Essa tarefa pode ser feita de várias maneiras. cujo desenho é igual ao da figura que aparece ao lado . não salvar ou cancelar o encerramento do aplicativo. a próxima linha (parágrafo) terá uma nova numeração com incremento de uma unidade. clique no botão [SALVAR]. 3. escolher a opção <ABRIR> e procurar a pasta e o arquivo desejado. Em ambas as opções e na primeira vez que estamos salvando o documento uma janela será apresentada. 2. Podemos utilizar o botão da barra de ferramentas cujo desenho é apresentado na pequena figura que aparece logo ao lado .

2. 3. temos o recurso de selecionar ( marcar a área do texto a ser reproduzida ). Como vimos no item anterior (item 8). Para isso. as opções de formatação estão no mesmo menu utilizado pelos numeradores. clique na opção <EDITAR> do menu em seguida <COPIAR> ou então pressione as teclas – CTRL + C . Para selecionar a área do texto a ser copiada. As teclas de atalho podem ser úteis já que não precisamos retirar as mãos do teclado para pegar o mouse e selecionar um conjunto de opções do menu. utilizando as teclas – CTRL + V – nada mais são do que teclas de atalho. T ECLAS DE ATALHO O Windows e todos os aplicativos da Microsoft possuem o recurso denominado “Teclas de Atalho”. em seguida. Para transferir o bloco selecionado para a memória. Você pode clicar e arrastar o mouse sobre o texto a ser copiado. ou então clicar na primeira letra do texto e. copiar ( transferir a área selecionada para a memória do micro ) e colar ( transferir da memória do micro para o ponto que irá receber a cópia). ou até mesmo de outro texto. proceda da seguinte forma: 1. S ELECIONANDO . a opção de copiar utilizando as teclas – CTRL + C – ou colar. 386 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . A diferença entre os numeradores e os marcadores é que os marcadores são representados por símbolos ou figuras. pressionar sem soltar a tecla – SHIFT – e utilizar as setas do teclado para selecionar a área. COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO Às vezes você precisa repetir uma ou mais partes de um texto. Vá para o ponto do texto onde deseja inserir o bloco selecionado e clique na opção <EDITAR> do menu e em seguida <COLAR> ou então pressione as teclas – CTRL + V -. enquanto que os numeradores por números e letras.Para os marcadores.

o usuário deve clicar no botão [LOCALIZAR PRÓXIMA] para que o localizador procure a próxima ocorrência da palavra ou então escolher o botão [CANCELAR] para cancelar a procura.L OCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS Para localizar textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <LOCALIZAR>.F7 . conforme apresentado na figura mostrada a seguir. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja substituir. Uma nova tela é apresentada. conforme a tela abaixo. conforme apresentado na figura abaixo. S UBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS Para substituir textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <SUBSTITUIR>. Para que todas as opções de substituição apareçam.ou então na barra de ferramentas que apresenta o seguinte botão a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 387 . acima ou abaixo de onde o cursor estiver posicionado. V ERIFICANDO O RTOGRAFIA E G RAMÁTICA A verificação da ortografia e gramática pode ser feita acessando o menu <FERRAMENTAS> <ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA> ou clicando a tecla . A cada ocorrência da palavra. clique no botão [MAIS]. modificando a opção [DIREÇÃO]. Uma nova tela é apresentada. Podemos optar por substituir todo o texto. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja localizar.

Essa opção pode ser ativada ou desativada pelo usuário. Para ativar ou desativar a opção de verificação durante a digitação o usuário deve acessar o menu <FERRAMENTAS> <OPÇÕES> e na {ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA}. A tela é então apresentada conforme a figura abaixo. Isso permite ver imediatamente se foi digitada uma palavra errada ou se uma frase não está gramaticalmente correta. 388 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .A tela conforme figura a seguir é então apresentada. O Word pode verificar os problemas de ortografia e gramática durante a digitação do texto. O Word exibe linhas vermelhas abaixo das palavras que ele acha estarem erradas e linhas onduladas verdes abaixo das sentenças que ele acha estarem com problemas gramaticais.

O usuário sempre deverá fazer também. Pressione as teclas –TAB – para navegar na tabela e incluir texto. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 389 . M ÚLTIPLAS COLUNAS O Word permite que o usuário trabalhe com o texto formatado em mais de uma coluna. Na figura abaixo. você simplesmente passa para uma nova linha dentro da célula. podemos observar as opções possíveis de formatação de colunas. o usuário deve acessar o menu <TABELA> <INSERIR><TABELA> (ver figura a seguir) e escolher o número de linhas e colunas que a tabela deve ter. T ABELAS Para inserir uma tabela no texto. manualmente. Inicialmente. O Word permite que um documento possua várias formatações de colunas diferentes em um único texto. Para formatar colunas o usuário deve acessar o menu <FORMATAR> <COLUNAS>. até por ser mais comum nas tarefas diárias. a sua revisão. o Word não formata colunas.Mesmo assim não podemos afirmar que o Word irá corrigir todos os erros de gramática e ortografia existentes no documento. você não passa para a próxima célula (como acontece no Excel). Ao pressionar a tecla – ENTER – em uma tabela do Word.

Quando o cursor estiver na posição de modificação de linhas e colunas o desenho do ponteiro será modificado para: Linhas Colunas A modificação de largura de linhas e colunas de toda a tabela ou de uma linha ou coluna específica também pode ser feita através do menu <TABELA><PROPRIEDADES DA TABELA> (ver figura logo a seguir). A LTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS Para alterar as linhas e colunas de uma tabela. 390 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . A escolha da autoformatação também pode ser feita no momento da inserção da tabela clicando no botão [AUTOFORMATAÇÃO] que aparece na tela de inserção da tabela (ver figura 15. posicione o ponteiro do mouse na linha ou coluna que deseja modificar. Segure o ponteiro do mouse pressionado e arraste o mouse até a posição desejada. por meio do qual podemos especificar a largura de linhas e colunas utilizando as medidas de “centímetros”.A UTOFORMATAÇÃO DE TABELAS O Word possui alguns formatos pré-definidos de tabelas. Após inserir uma tabela qualquer em seu documento.1). linha ou coluna que deseja modificar. O usuário deve selecionar a tabela antes de alterar os valores. clique em uma das células da tabela e escolha no menu <TABELA> a opção <AUTOFORMATAÇÃO DA TABELA>.

Para excluir uma nova linha da tabela. A CRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA Para inserir uma nova coluna na tabela. Acesse o menu <TABELA> <EXCLUIR> <COLUNAS>. Para excluir uma nova linha da tabela. dê um clique à esquerda da linha acima da qual você quer inserir outra linha. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 391 . a linha desaparece. a linha fica destacada. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <INSERIR LINHAS> no menu de atalho.A CRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA Para inserir uma nova linha na tabela. Acesse o menu <TABELA> <INSERIR> <COLUNAS A DIREITA> ou <COLUNAS A ESQUERDA>. a coluna é destacada. dê um clique à esquerda ou à direita da coluna ao lado da qual você quer inserir outra coluna. a nova coluna aparece na tabela. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <EXCLUIR LINHAS> no menu de atalho. a coluna fica destacada. a nova linha aparece na tabela. dê um clique na coluna a qual você gostaria de excluir. (Observe que o ponteiro do mouse muda de uma seta apontando à esquerda para uma seta apontando à direita). as colunas marcadas desaparecem. a linha é destacada. dê um clique na margem esquerda da linha a qual você gostaria de excluir.

F ORMATAR BORDAS DA TABELA Para modificar as bordas da tabela. 392 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Podemos ordenar a tabela em ordem crescente ou decrescente e com mais de uma opção de classificação de colunas. O RDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA O Word permite a ordenação de dados inseridos em uma tabela. podemos inserir em uma tabela uma lista desordenada de nomes de pessoas com os seus respectivos números de telefone. Depois selecionamos a tabela e acessando o menu <TABELA><CLASSIFICA TABELA> escolhemos as opções de classificação (ver figura abaixo). selecione a tabela e acesse o menu <FORMATAR> <BORDAS E SOBREAMENTO>. conforme apresentado na figura abaixo. Por exemplo.

I NSERIR F IGURAS O Word permite que o usuário crie seus documentos utilizando além de textos. As demais opções de botões apresentadas são. Escolha a opção “Mostrar barra de ferramentas “Figura”“. Escolhendo a primeira opção (ver figura abaixo) você insere a figura em seu documento. respectivamente: opção de visualização do clipe. Clicando sobre a figura desejada. é apresentado. Para ativar essa opção. imagens e gráficos para que possam ser acrescentados aos seus documentos. colocar mais brilho. imagens. O Word também permite que o usuário escolha novas figuras. etc. Uma barra conforme a figura abaixo. M ODIFICAR A FIGURA . conforme a figura abaixo. próximo de onde você deseja inserir uma figura. será apresentada. Escolha no menu suspenso a opção <INSERIR> <FIGURA> <CLIPART>. você pode aumentar ou diminuir o tamanho da figura. Nessa barra de ferramentas. Você pode dar um clique com o botão direito do mouse sobre a figura. Para isso escolha no menu a opção <INSERIR><FIGURA><DOARQUIVO>. inserir outras figuras etc. figuras. As figuras estão classificadas em categorias. O Word também permite que você insira figuras a partir de arquivos que não estejam no Clipart. com um quadrado em sua volta ou não. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 393 . sons. Escolha a categoria e a figura desejada. escolha a pasta e o arquivo que deseja inserir. conforme figura abaixo. Você tem a opção de colocar a figura entre. clique na opção “disposição do texto” que aparece no nono ícone. clipes. mais contraste. clipes e gráficos. Para facilitar o seu trabalho com figuras. sobre e abaixo do texto. opção para adicioná-lo em uma categoria denominada “favoritos” e opção para acionar um processo de busca por clipes semelhantes. Posicione o cursor no documento. sons. o menu. você pode deixar ativada a barra de ferramentas “DESENHO”.

clique no menu <INSERIR> <FIGURA> <AUTOFORMAS>. fluxogramas. Para modificar as figuras “autoformas”. Para acionar o menu de autoformas. linhas. T RABALHANDO COM W ORD A RT Para trabalhar com o Word Art (ferramenta que usa letras artísticas). o usuário deve escolher com qual tipo de apresentação de Word Art quer trabalhar. O usuário pode determinar o tipo de fonte. 394 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . etc. tamanho. A figura abaixo será apresentada e o usuário poderá então escolher a melhor forma de apresentação de sua autoforma. Depois o usuário deverá digitar o texto que deseja que fique com essa forma de apresentação. textos explicativos que podem ser usados em conjunto com texto e figuras. serão apresentadas.I NSERINDO A UTOFORMAS Autoformas são figuras com formatos específicos: setas. acessando no menu <INSERIR> <FIGURA> <WORDART> e escolhendo a disposição de texto que mais lhe interessar. clique com o botão direito do mouse sobre o texto Word Art e escolha a opção “Formatar Word Art”. Para acessar o menu de formatação do texto Word Art. dê dois cliques sobre a figura inserida em seu documento. As opções conforme a figura abaixo.

a planilha Excel passou a dominar esse ambiente gráfico. sua principal carga operacional. clique no grupo MsOffice. Com o advento do ambiente gráfico Windows. opção Microsoft Excel. por si sós. Supercalc e Lotus 1-2-3 para os PC’s. quando estes foram lançados. você deve dar um clique no botão iniciar. você aprenderá as operações básicas para a criação e impressão de uma planilha. de forma a já poder criar os seus primeiros modelos e. Trabalhar com uma planilha eletrônica não exige conhecimentos de programação. C ARREGANDO O E XCEL 7 Para carregar o EXCEL 7. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 395 . verá em detalhes os recursos do EXCEL 7 que permitirão a criação de planilhas mais sofisticadas e com uma melhor aparência. Como são relativamente fáceis de operar. as planilhas vieram ao encontro de milhares de organizações e pessoas que tinham ou têm. Agora. tabelas e gerações de números baseados em variáveis. posteriormente. em seguida clique na opção Programas. Uma planilha eletrônica substitui naturalmente o processo manual ou mecânico de escrituração e cálculos. tornando-se a rainha das planilhas. praticamente a causa da explosão dos microcomputadores no final da década de 1970. tendo como representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple.EXCEL Planilhas eletrônicas As planilhas eletrônicas ficarão na história da computação como um dos maiores propulsores da microinformática. mas somente que você conheça a aplicação que irá desenvolver e os comandos próprios da planilha. No menu programas. na formulação de projeções. Elas são.

END. você trabalhará apenas com a primeira folha da pasta. você poderá criar uma única planilha e utilizar doze folhas em cada pasta. Linha de status: Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de advertência sobre os procedimentos que estão sendo executados. A tela de trabalho do EXCEL 7 é composta por diversos elementos. entre os quais podemos destacar os seguintes: Células: Uma planilha é composta por células. mas podem ser renomeados. segundo o qual cada planilha é criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho. INS. como a tecla NumLock. Na maioria das vezes. Esses marcadores recebem automaticamente os nomes Plan1. o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em branco com o nome de Pasta 1. etc.A T ELA DE TRABALHO Ao ser carregado. Com esse conceito. assim como sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga. Marcadores de página (Guias): Servem para selecionar uma página da planilha. etc. Barra de fórmulas: Tem como finalidade exibir o conteúdo da célula atual e permitir a edição do conteúdo de uma célula. da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de sua empresa no ano. um número ou uma fórmula que faça menção ao conteúdo de outras células. 396 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Cada célula é identificada por um endereço que é composto pela letra da coluna e pelo número da linha. A função de uma célula é armazenar informações que podem ser um texto. Uma célula é o cruzamento de uma coluna com uma linha. Workbook: O EXCEL 7 trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho.. Plan2.

1.Janela de trabalho: Uma planilha do Excel tem uma dimensão física muito maior do que uma tela-janela pode exibir. 2. que se torne a célula ativa. 3. ou seja. Use uma caixa de diálogo para indicar o endereço exato. 4.SE PELA PLANILHA Para que uma célula possa receber algum tipo de dado ou formatação. Use o mouse para mover o indicador de célula e com isso selecionar uma célula específica. é necessário que ela seja selecionada previamente. você deve mover o retângulo de seleção até ela. O Excel permite a criação de uma planilha com 16.384 linhas por 256 colunas. Use as teclas de seta para mover o retângulo célula a célula na direção indicada pela seta. M OVIMENTANDO . Use as teclas de seta em combinação com outras teclas para acelerar a movimentação. Para tornar uma célula ativa. U SANDO TECLAS A próxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o retângulo de seleção pela planilha: AÇÃO Mover uma célula para a direita Mover uma célula para a esquerda Mover uma célula para cima Mover uma célula para baixo Última coluna da linha atual Primeira coluna da linha atual Última linha da coluna atual Primeira linha da coluna atual Mover uma tela para cima Mover uma tela para baixo Mover uma tela para esquerda Mover uma tela para direita Mover até a célula atual Mover para célula A1 F5 TECLAS A SEREM USADAS seta direita seta esquerda seta superior seta inferior CTRL-seta direita CTRL-seta esquerda CTRL-seta inferior CTRL-seta superior PgUp PgDn ALT+PgUp ALT+PgDn CTRL+Backspace CTRL+HOME Ativa caixa de diálogo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 397 . escolhendo um dos vários métodos disponíveis.

Se a célula estiver fora da área de visão. Depois de informar o endereço.U SANDO A CAIXA DE DIÁLOGO Se você sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor. Esse método é muito mais rápido do que ficar pressionando diversas vezes uma combinação de teclas. você deve usar as barras de rolamento vertical ou horizontal. Quando ela aparecer. pressione a tecla F5 para abrir a caixa de diálogo Ir Para. 398 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . informe a referência da célula que você deseja. basta apontar o indicador de posição para a célula desejada e dar um clique. USANDO O MOUSE Para mover o retângulo de seleção para uma determinada célula que esteja aparecendo na janela. pressione o botão OK.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 399 . Como padrão. o EXCEL 7 assume que ao pressionar ENTER.Você pode arrastar o botão deslizante para avançar mais rapidamente ou então dar um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais vagarosamente a tela. Um comando Essa seleção quase sempre se faz pelo primeiro caractere que é digitado. Um número 3. basta digitar o seu conteúdo. selecione a célula C4 e digite o número 150. Cada número digitado na célula é exibido também na barra de fórmulas. pressione ENTER. Como padrão. o conteúdo da célula está terminado e o retângulo de seleção é automaticamente movido para a célula de baixo. Um texto ou um título 2. Uma fórmula 4. Para finalizar a digitação do número 150 ou de qualquer conteúdo de uma célula na caixa de entrada pelo botão na barra de fórmulas. o EXCEL 7 alinha um texto à esquerda da célula e os números à direita. Em seguida. exibindo três botões. I NSERINDO OS DADOS Inserir o conteúdo de uma célula é uma tarefa muito simples. Note que ao digitar o primeiro número. Você deve selecionar a célula que receberá os dados posicionando o retângulo de seleção sobre ela. O EXCEL 7 sempre classificará o que está sendo digitado em quatro categorias: 1. a barra de fórmulas muda. E NTRADA DE NÚMEROS Por exemplo.

você pode finalizar a digitação de um texto ou número pressionando uma das teclas de seta para mover o retângulo de seleção para a próxima célula. o retângulo de seleção permanecerá na mesma célula. Agora insira os textos. a digitação de uma célula for concluída com o pressionamento da caixa de entrada . em vez de ENTER. e da caixa de entrada. Como padrão.Se. digitar o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalização da digitação. pressione a tecla Backspace para apagar o último caractere digitado. na barra de Para cancelar as mudanças. conforma a figura abaixo: 400 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . basta selecionar a célula. Essas duas operações apagarão o que foi digitado. dei- Se durante a digitação algum erro for cometido. adotaremos sempre o pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitação de uma célula. Além da tecla ENTER. que avança o cursor para a célula de baixo. dê um clique na caixa de cancelamento xando a célula e a barra de fórmulas em branco. que mantém o retângulo de seleção na mesma célula. fórmulas ou pressione ESC. Agora insira os números mostrados na figura abaixo: E NTRADA DE TEXTOS Inserir um texto em uma célula é igualmente fácil.

Se você fosse fazer a soma dos valores da coluna C. digite a fórmula mostrada e pressione ENTER. Posicione o cursor na célula C8. uma fórmula consiste na especificação de operações matemáticas associadas a uma ou mais células da planilha. aparece a fórmula digitada. Basicamente.E NTRADA DE FÓRMULAS É na utilização de fórmulas e funções que as planilhas oferecem real vantagem para seus usuários. escreveria a seguinte expressão em uma calculadora: “150+345. contudo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 401 .8+550+35”. Essa possibilidade de uso do Excel é conveniente em alguns casos. você trabalhará fornecendo endereços de células para serem somados. Cada célula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o conteúdo de uma expressão digitada composta apenas por números e operações matemáticas ou então por referências a células da planilha. você pode obter o mesmo efeito se colocar o cursor em uma célula e digitar a mesma expressão só que começando com o sinal de mais: “+150+345. na maioria das vezes. Note que no lugar da fórmula apareceu a soma das células. No EXCEL 7.8+550+35” e pressionaria o sinal de igual para finalizar a expressão e obter o número no visor. enquanto na linha de fórmula.

Em seguida. que facilita a entrada de fórmulas para calcular uma somatória de valores contínuos. pressione o botão Autosoma que se encontra na barra de ferramentas. Após aparecer a fórmula. A LTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA Se você quiser alterar o conteúdo de uma célula. o EXCEL 7 identifica a faixa de valores mais próxima e automaticamente escreve a função SOMA () com a faixa de células que deve ser somada. Posicione o retângulo de seleção na célula D7. Esse recurso consiste na aplicação automática de uma função do EXCEL 7 que se chama SOMA. como mostra a próxima figura. Complete a planilha como mostra a próxima figura: 402 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Dê um duplo clique sobre a célula.A A UTO -S OMA O EXCEL 7 possui um recurso muito útil. 2. Posicione o retângulo de seleção sobre a célula e pressione F2. Ao pressionar o botão. 1. basta pressionar ENTER para finalizar a sua introdução. pode usar dois métodos bem simples que ativarão a edição.

S ALVANDO UMA PLANILHA Quando você salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL 7. Qualquer uma dessas opções abrirá a caixa de diálogo mostrada a seguir: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 403 . Você pode ativar esse comando então. pela digitação de uma combinação de teclas ou pelo pressionamento de um botão da barra de ferramentas. Nas outras vezes. é solicitado que você forneça um nome para ela. se não gostar de usar muito os menus. pode pressionar a combinação de teclas CTRL-B. o terceiro da barra de ferramentas. você pode optar pelo menu Arquivo. Para salvar uma planilha. Basta dar um clique no botão salvar. No menu Arquivo existe uma opção que se chama Salvar. A terceira opção é a mais rápida para quem gosta de usar mouse. não será necessário o fornecimento do nome.

ou seja. No menu Arquivo existe uma opção chamada Abrir. os nomes propostos pelo Excel serão Pasta2. Se. toda vez que uma nova planilha é iniciada.No EXCEL 7. É por isso que você deve fornecer um nome específico para a planilha que está sendo criada. A terceira maneira de abrir um arquivo é pressionar o botão Abrir. ele recebe o nome de Pasta1. em uma mesma seção de trabalho. Pasta3 e assim por diante. representado por uma pasta se abrindo. se não gostar de usar muito os menus. e que é o segundo da barra de ferramentas. C ARREGANDO UMA PLANILHA Se posteriormente você necessitar utilizar a planilha novamente. Qualquer uma dessas três opções abrirá a caixa de diálogo Abrir: 404 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pode pressionar a combinação de teclas CTRL+A. mais de um novo documento for criado. Você pode ativar esse comando então. ler o arquivo do disco para a memória. você deve abrir a planilha.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 405 . Toda faixa é composta e identificada por uma célula inicial e por uma célula final. a unidade básica de seleção é uma célula. e você pode selecionar uma célula ou uma faixa de células horizontal. Você deve digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponíveis. o botão do mouse deve ser liberado. você deve posicionar o cursor na célula inicial e em seguida manter o botão esquerdo do mouse pressionado. S ELEÇÃO DE FAIXAS No EXCEL 7. Uma faixa de células pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do teclado. F ORMATAÇÃO DE CÉLULAS Efetuar a formatação de células no EXCEL 7 é bastante simples.Ela funciona de maneira idêntica à caixa de diálogo Salvar Como. Enquanto o cursor vai sendo movido. S ELECIONANDO COM O MOUSE Para selecionar uma faixa com o mouse. vertical ou em forma de retângulo. basta selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatação sobre ela. as células marcadas ficam com fundo escuro para que visualmente você tenha controle da área selecionada. Quando chegar com o cursor na célula final. enquanto arrasta o retângulo de seleção até a célula correspondente ao final da faixa.

S ELECIONANDO

COM O TECLADO

Para selecionar uma faixa de células com o teclado, você deve posicionar o retângulo de seleção sobre a célula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a tecla SHIFT pressionada, enquanto usa uma das teclas de seta ou de movimentação para mover o retângulo de seleção até o final da faixa. Ao atingir essa posição, a tecla SHIFT deve ser liberada.

D ESMARCANDO

UMA FAIXA

Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleção feita, basta dar um clique sobre qualquer célula da planilha que não esteja marcada.

F ORMATAÇÃO

DE TEXTOS E NÚMEROS

No EXCEL 7, pode-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos especiais tais como negrito, itálico, sublinhado, entre outros. Um texto pode ser alinhado dentro de uma coluna à esquerda, à direita ou centralizado. Você pode ativar um desses efeitos durante a digitação do conteúdo de uma célula, ou posteriormente, bastando para tal selecionar a célula desejada e pressionar o botão do efeito desejado. Você pode aplicar mais de um efeito na mesma célula.

FORMATAÇÃO

DE NÚMEROS

Além da formatação genérica que se aplica tanto a textos como a números, o EXCEL 7 possui formatos específicos para serem aplicados a números. Na barra de formatação, existem cinco botões específicos para esse fim.

406

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

A LTERAÇÃO

DA LARGURA DAS COLUNAS

Você pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas margens por meio do uso de uma caixa de diálogo ou do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE

Para alterar a largura com o mouse, você deve mover o cursor até a barra de letras no alto da planilha, como mostra a próxima figura.

Em seguida, você deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja, da linha que separa as colunas. Então o cursor mudará de formato, como na próxima figura:

Nesse instante você deve manter o botão esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta a linha de referência que surgiu até a largura que achar conveniente. Ao atingir a largura desejada, é só liberar o cursor do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO

Outra forma de alterar a largura de uma coluna é por meio de uma caixa de diálogo que é acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuará sobre a coluna atual, a menos que você selecione mais de uma coluna previamente antes de ativar o comando.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

407

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de diálogo onde você deve informar a largura da coluna em centímetros.

A PAGANDO

O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS

Se você cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o conteúdo de uma célula, a forma mais simples é posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL. Para apagar uma faixa de células, selecione as células da faixa e pressione DEL.

C RIANDO

GRÁFICOS

O EXCEL 7 oferece uma forma gráfica para representar os seus dados de uma forma mais ilustrativa. O EXCEL 7 permite a criação de gráficos na mesma página da planilha atual ou em outra página da pasta. Veremos agora a criação de um gráfico na mesma página da planilha. Para criar um gráfico, você deve selecionar previamente a área de dados da planilha que será representada pelo gráfico. Em nosso exemplo, a série que será representada está na faixa B3:E7. Após selecionar a faixa, é só pressionar o botão do auxiliar gráfico na barra de ferramentas . Quando esse botão é pressionado, o cursor

muda de formato, surgindo como um pequeno gráfico. Você deve selecionar então uma área da planilha onde o gráfico deve ser criado.

408

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

Após liberar o botão do mouse, o EXCEL 7 ativa as caixas de diálogo Auxiliar Gráfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de células que será representada. Se a seleção de células estiver correta, pressione o botão Próxima: caso contrário, digite a faixa correta.

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de gráfico. Basta dar um clique sobre o tipo desejado, que no exemplo é o de Colunas 3-D.

Pressione o botão Próxima para avançar para a etapa seguinte. Dependendo do formato básico escolhido, serão apresentadas as variações de formato possíveis para o gráfico. No caso do gráfico de colunas 3-D, as variações são mostradas na próxima tela.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

409

A quarta etapa mostra uma visão prévia do gráfico e pede que seja especificado ou confirmado se a seqüência dos dados no gráfico deve ser feita por linha ou por coluna. Como padrão, o EXCEL 7 proporá por colunas. Em nosso exemplo, queremos ver como os itens de despesas se comportam mês a mês. Por isso escolhemos linhas.

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha será usada como legenda para as categorias, que no caso são os meses, e qual coluna será usada para as legendas. Se quiséssemos colocar um título no gráfico, bastaria pressionar o botão próxima. Por ora, deixaremos o título de lado e pressionaremos o botão Finalizar. O gráfico será montado na área selecionada, como mostra a próxima figura. Qualquer valor da faixa que for modificado alterará a aparência do gráfico instantaneamente.

410

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

I MPRESSÃO

DA PLANILHA

Até agora você já aprendeu um mínimo para criar uma planilha no EXCEL 7. Imprimir é ainda mais fácil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a planilha que está sendo editada. Até agora realizamos operações que foram acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impressão também pode ser feita por meio de uma opção do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o ícone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padrão. É o quarto ícone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impressão, verifique se a impressora está ligada, possui papel e seu cabo está conectado ao micro.

F ECHANDO

A PLANILHA ATUAL

Se você estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem gravar as alterações feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha não sofreu alterações desde que foi carregada, ela será fechada. Caso tenha ocorrido alguma alteração, será exibida uma caixa de diálogo pedindo sua confirmação.

C RIAÇÃO

DE UMA NOVA PLANILHA

Para iniciar uma nova planilha, você deve ativar o comando Arquivo/Novo, como mostra a próxima ilustração.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

411

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou então, dar um clique sobre o botão novo, que é o primeiro da barra de ferramentas.

A BANDONANDO

O

EXCEL 7

Para sair do EXCEL 7, você deve acionar a opção Sair do menu Arquivo. Se você ativar essa opção imediatamente após ter gravado o arquivo atual, o programa será encerrado imediatamente, voltando o controle para o Gerenciador de Programas.

INTERNET EXPLORER
O
QUE É A

I NTERNET ?

A Internet é uma gigantesca rede mundial que interliga computadores do mundo inteiro. Imagine uma “rede” ligando milhões de pessoas que têm a oportunidade de acessar informações, conversar, trocar arquivos, etc., instantaneamente. Isso é a Internet. É como se a Internet fosse um grande conjunto de estradas ligando várias cidades. Por essas “estradas” circulam informações de vários tipos: textos, imagens, sons, etc. Utilizando um computador, você pode acessar essas informações e se comunicar com outras pessoas. A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também criar, gerenciar e distribuir informações.

W ORLD W IDE W EB (WWW)
A World Wide Web é uma rede virtual (não-física) “sobre” a Internet, que torna os serviços disponíveis na Internet totalmente transparentes para o usuário e ainda possibilita a manipulação multimídia da informação. Assim qualquer usuário pode, somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de informações na forma de imagens, textos, sons, gráficos, vídeos etc., navegando através de palavras-chaves e ícones.

412

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

ENDEREÇOS

ELETRÔNICOS

Nesta seção iremos aprender como são formados os endereços eletrônicos. Eles têm um formato muito específico. Veja abaixo Exemplo.:

Protocólo

Nome da Empresa

Localidade da página

http://www.microsoft.com.br World Wide Web Comercial

No exemplo acima mostramos um endereço (URL) situado na WWW, com fins comerciais, e localizado no Brasil, cujo nome da empresa é Microsoft. http:// (HyperText Transfer Protocol) - Protocolo de transferência de Hipertexto é o protocolo utilizado para transferências de páginas Web. Trata-se de um dado técnico que mostra qual é a linguagem utilizada para que os dois computadores que estão se comunicando possam se entender. www: Significa que essa é uma página Web seja, aqui é possível visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, músicas, etc. Resumindo, é a parte gráfica da Internet. .com: Indica que o Website é uma organização comercial. Dependendo do tipo de site que se acessa, essa terminação pode variar. Veja alguns exemplos abaixo: .edu: Indica que o Website é uma organização educacional .gov: Indica que o Website é uma organização governamental. .br: Indica que o Website é uma organização localizada no Brasil, assim como na França é “.fr” e EUA “.us”

O

PROGRAMA

I NTERNET E XPLORER

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

413

O botão parar tem como função óbvia parar o download da página em execução. Veja a função de cada botão no menu: O botão ao lado possibilita voltar à página de que você acabou de sair. Altavista 414 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . ou seja. tal como Cadê. Geralmente utilizado para rever a página que não foi completamente baixada. esse botão possibilita voltar para a da Microsoft sem ter que digitar o endereço (URL) novamente na barra de endereços.Descubra os principais botões do programa na figura a seguir. em que faltam figuras ou textos. ou seja. ver o que há de novo na mesma. O botão avançar tem a função invertida à do botão voltar. Botões de navegação Menu Barra de Endereços OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO . O botão página inicial tem como função ir para a página que o seu navegador está configurado para abrir assim que é acionado pelo usuário. Barra de Status Área de Navegação Barras de Rolagem Abaixo as funções de cada botão de seu navegador IE 5 da Microsoft. Clicando-se nesse botão. ou seja. citado acima. abre-se uma seção ao lado esquerdo do navegador que irá listar os principais sites de busca na Internet. utilize o botão parar para finalizar o download. se você está baixando uma página que está demorando muito. se você estava na página da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems. Geralmente o IE 5 está configurado para ir a sua própria página na Microsoft. Lycos. O botão atualizar tem como função rebaixar a página em execução.

memorandos. e em questão de minutos a sua resposta poderá já estar de volta. A troca de mensagens chega a ser tão rápida que. Em questão de segundos as mensagens atravessam diversos computadores em diversos países para chegar ao seu destino. CORREIO ELETRÔNICO O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO ? O correio eletrônico (eletronic mail = e-mail) é um dos serviços mais elementares e mais importantes disponíveis na Internet. O botão histórico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas últimas 4 semanas. que tem um maior desempenho caso sejam visualizados através do IE 5. pode responder imediatamente. A versão anterior não possuía esse recurso de visualizar a página em execução em tela cheia como o nome já diz. em formato eletrônico) entre dois ou mais usuários da Internet. etc. enviar link e enviar mensagens. com isso você pode manter um controle dos sites que você visitou. Semelhante ao botão favoritos. ou seja. Basicamente. Ao clicar no mesmo aparecerá um menu com as opções: ler correio..etc. clique com o botão direito em qualquer parte da página de sua escolha e pressione adicionar a favoritos.Para você adicionar um site na lista de favoritos. Uma das grandes vantagens do correio eletrônico é sua rapidez na entrega da correspondência. porém a Microsoft já utiliza como padrão do IE 5 alguns sites que estão na lista de favoritos. a não ser a barra de navegação em formato reduzido. sem todas as barras do navegador. com as mesmas funções da barra padrão. o navegador torna-se mais amplo para se navegar. A partir daqui será possível encontrar o que você está procurando (e isto será abordado mais detalhadamente nas próximas páginas). O botão de correio tem como função auxiliar no envio e na leitura de mensagens eletrônicas. Bastante útil para usuários esquecidos. Os botões indicam suas funções e tornam desnecessário explicar suas finalidades. nova mensagem. e esse último estiver usando o computador naquele momento. se um usuário mandar uma mensagem para outro. Utilizamos esse recurso como atalho para acessar nossas páginas preferidas. quer dizer. o botão de canais tem como função exibir uma série de sites desenvolvidos especialmente para o IE 5. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 415 . o correio eletrônico é a troca de mensagens (cartas. O botão favoritos contém os Websites mais interessantes definidos pelo usuário. O correio eletrônico guarda muitas semelhanças com o correio tradicional.

Os programas de correio eletrônico permitem administrar a mailbox. livro. dada uma mensagem recebida. I MPRIMIR sora local. R ESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS Os programas devem ser capazes de. endereçar automaticamente respostas ao remetente. • ler e manipular as mensagens recebidas. Um dos usos convenientes desses folders é armazenar mensagens enviadas ou recebidas. ou retransmitir essa mensagem para outros endereços. os programas devem permitir que o usuário use o conteúdo da mensagem original na composição da resposta. às vezes por assunto (por exemplo: cartas. como se estes fossem caixas de correio eletrônico. chamados folders (pastas). A maioria dos sistemas consegue também criar e manipular arquivos de mensagens.). conferências etc. Além disso. mas basicamente todos os programas são capazes de duas operações básicas: • editar (digitar) e enviar mensagens. removendo ou adicionando mensagens. facilitando a digitação quando os endereços originais são longos e complicados. C RIAR E USAR APELIDOS Muitos programas permitem que um usuário crie um apelido para endereços eletrônicos. verificando quais são as mensagens que o usuário recebeu etc. G ERENCIAR A CAIXA DE CORREIO As mensagens que chegam para um usuário ficam armazenadas em um arquivo normalmente chamado de mailbox. particular. por exemplo. ou edite a mensagem original antes de retransmiti-la.Existem diversos programas para utilizar correio eletrônico. MENSAGENS Os programas em geral permitem que seja impressa uma mensagem em uma impres- 416 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . ou caixa de correio. GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS O programa de correio eletrônico deve permitir que o usuário guarde o conteúdo de uma mensagem como um arquivo comum no seu computador local. adicionando comentários.

entre elas o destinatário (no campo To:). Os sistemas normalmente cortam se a mensagem for muito grande. o endereço eletrônico especifica uma pessoa física.O QUE É UMA MENSAGEM ? Mensagem é uma denominação genérica para textos (que podem ou não conter arquivos anexos. um programa que controla um depósito de arquivos). o CEP. o remetente (no campo From:) e o assunto (no campo Subject:) da mensagem. Para enviar uma carta no sistema de correios normal. não é preciso se preocupar com o tamanho. Esse cabeçalho contém informações importantes. Com base nessas informações o carteiro entrega a carta a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 417 . o número da casa. é necessário o nome do destinatário. Praticamente não há limite para o tamanho do texto da mensagem. Na maioria das vezes. etc. a cidade. etc. mas isso só acontece se o usuário estiver mandando mensagens enormes. normalmente colocado automaticamente pelo sistema de correio eletrônico Subject: assunto da mensagem <texto da mensagem> nome do remetente Uma mensagem eletrônica contém texto e cabeçalho. o país. mas pode também se referir a uma lista de pessoas. como fotos. ou um endereço que aciona um programa (por exemplo. com milhares de linhas. O endereço eletrônico é análogo ao endereço postal.) enviados entre pessoas. Para uso normal. Uma mensagem pode ser endereçada a uma pessoa. O formato básico de uma mensagem é o seguinte: To: cc: From: endereço eletrônico do destinatário (obrigatório) endereço eletrônico de outro destinatário (opcional) o endereço eletrônico do remetente. a rua. vídeos. a um conjunto de pessoas ou ainda a um programa de computador. E STRUTURA DOS E NDEREÇOS E LETRÔNICOS O endereço eletrônico é o item mais importante para que seja possível enviar uma mensagem.

país ou nome@local. Coloque também saudações no início (oi. 2. Quando escrever para um fórum de discussão. *aqui*).”). mas os carteiros são os computadores. use letras maiúsculas apenas quando desejar evidenciar ou tornar importante alguma palavra no texto. no final da mensagem. Não se esqueça de assinar a mensagem. atualmente. empresa. Muitos sistemas de mensagens colocam a assinatura definida pelo usuário. A segunda parte é o nome de uma máquina na Internet. automaticamente. pois ele pode chegar “distorcido” ao destinatário. etc. Alguns exemplos de códigos de países: br uk pt – – – Brasil Inglaterra (United Kingdon) Portugal.). e de vez em quando as pessoas usam 418 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pois foram criadas e modificadas ao longo do tempo. etc. seja claro no texto e procure não as ofender. Escreva como se escreve uma carta. Portanto. use-a com cuidado.).) e no final (abraços. etc. prezado “nome”. separadas pelo símbolo “@” (“at”. existe algo semelhante. Na primeira convenção. duas estruturas mais comuns de endereço eletrônico: nome@local. Há. De preferência. indicada usando-se uma de duas convenções básicas.ao destinatário. por exemplo paulo ou mariasilva. o formato usado inclui o local onde o usuário é encontrado (universidade. As convenções para construção de endereços eletrônicos não são completamente coerentes e rigorosas. que significa “em” na língua inglesa). Q UANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS 1. amigo. pois alguns terminais ainda não distinguem letras maiúsculas de minúsculas. que é um código indicando o nome do país. tenha sempre em mente que uma ou mais pessoas lerão sua mensagem. Embora uma grande maioria de terminais permita essa distinção. pois não fica claro quem você é apenas pelo seu endereço eletrônico. Existem muitas discussões na rede. Outra forma de evidenciar uma palavra é colocá-la entre “*” (por exemplo. e o país. Não escreva o texto em letras maiúsculas. como o “não” no início desse item. saudações.domínio Esses endereços são compostos de duas partes básicas. que pode ser composto por mais de um nome separados por um ponto (“. coloque seu endereço eletrônico no final. A primeira parte indica o nome do usuário específico. No endereço eletrônico. tchau.

pois além de perder o sentido da focalização do assunto. Mensagens do tipo “corrente” ou “como ganhar dinheiro fácil” são particularmente ignoradas pelos usuários da rede. escreva uma mensagem nova. por exemplo. pondo um smile após a frase. pois esses não expressam com exatidão o conteúdo da mensagem. “inflação zero no Brasil” ou “procuro colecionadores de selos”. como. Se você expressar alguma idéia aparente ou possivelmente ofensiva.por exemplo. Ao responder uma mensagem (reply). 4. é muito comum citar-se parte da mensagem original para colocar contexto em sua resposta. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 419 . mas com intenção de fazer uma brincadeira. 6. os leitores se baseiam no subject para ler a mensagem. não faz sentido citar uma mensagem de cem linhas para apenas adicionar uma linha dizendo “apoiado”. procure manter o assunto de sua mensagem dentro do assunto original. 5. 3. Corte partes da mensagem original. Se quiser mudar de assunto. Procure ser cordial e tente ajudar os outros. mas use-o com bom senso.Não ponha anúncios comerciais ou qualquer truque visando ganhar dinheiro em listas de distribuição ou newgroups que não sejam específicos para essa finalidade. Mal-entendidos acontecem freqüentemente! Se você ofendeu alguém e não era sua intenção. retrate-se imediatamente. porque podem ser centenas delas e não dá para ler todas. muitos sistemas permitem que se coloque automaticamente um sinal no início de cada linha da mensagem que está sendo citada.Releia toda sua mensagem antes de enviá-la. Um subject claro facilita a triagem das mensagens. Não adianta escrever subjects como “Oi” ou “matemática”. procurando pontos de obscuridade e mal-entendidos. Por exemplo. ou escrevem com um tom de raiva ou ironia que normalmente não usariam pessoalmente. pela “frieza” do teclado/vídeo. O sinal mais comum é ‘>’. Muitos se sentem protegidos pela distância. bem como pela ausência de contato visual ou auditivo. Quando em uma discussão com um grupo de pessoas. O “bate-boca” inútil não constrói nada para ninguém. coloque sempre uma indicação de que isso não é para ser levado a sério . O recurso da citação em resposta é muito prático. palavrões). se necessário. Por isso prefira subjects curtos e informativos.linguagem ofensiva (por exemplo. não deixe de fornecer um subject claro e definido. fica enfadonho e desperdiça o uso da rede. Para ajudar a distinguir o que é parte da mensagem original e o que é parte da resposta. Evite citações muito extensas. Quando se envia mensagens para um conjunto de pessoas. Quando mandar uma mensagem eletrônica.

infelizmente.7. Se o fizer. sempre cite a origem da mensagem. Em caso de mensagem pessoal. Isso é também uma questão de cortesia: imagine receber uma carta pessoal e mostrá-la a outra pessoa sem permissão do remetente! 2. em princípio ele(a) é o(a) proprietário(a) intelectual dessa mensagem. Alguns programas diferenciam comandos de reply para o remetente ou para todas as pessoas para quem a mensagem foi enviada. Assuntos polêmicos em listas ou newsgroups geram muita discussão. As mensagens têm caráter de copyright. evite retransmitir mensagens enviadas para múltiplos destinatários (listas. isso acontece e muito. Use espaços simples em vez de <TAB>. verifique com cuidado qual está sendo usada em cada caso. Assim. e ao responder prefira uma mensagem privada. Isso deve ser evitado pois o equipamento do destinatário pode não entender esses caracteres e a mensagem pode ficar ilegível. Também não use o <TAB> para fazer espaçamento. pois nem todos os terminais reconhecem esse caráter. que por vezes degeneram em verdadeiras guerras de desaforos e xingamentos. Evite a todo custo criar ou entrar em uma briga dessas. 8. Não mande mensagens pessoais para múltiplos destinatários. Normalmente não há pressa por uma resposta. Tome sempre cuidado com o destinatário da mensagem. Pode parecer absurdo. isso gera um tráfego desnecessário de mensagens. mas acredite. espere 24 horas para responder. por ambas as partes. pois centenas ou milhares de pessoas vão receber essa mensagem. quando alguém envia uma mensagem para a rede. Escreva as mensagens com linhas de no máximo 70 caracteres. isto é. Além de revelar aspectos privados das pessoas envolvidas (o que pode ser embaraçoso). Quando receber uma mensagem que o ofenda. etc). pois assim elas não ficarão quebradas quando forem adicionados os “>“ nas eventuais respostas. 3. 420 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . que não conduz a parte alguma. freqüentemente acalorada. newgroups. Quando escrever em português para uma pessoa que fala outra linguagem não use os caracteres acentuados. Isso às vezes gera mensagens inflamadas ou agressivas. Q UANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS 1. não envie seu conteúdo para outro destinatário sem a permissão expressa do autor.

hipertensão. da aceitação da doença e relação de confiança com os profissionais e serviços de saúde. As doenças que apresentam maiores dificuldades à adesão são as doenças crônicas: asma. Os principais fatores de não-adesão ao tratamento: • Falta à consulta médica. ADESÃO A Organização Mundial da Saúde – OMS . do estilo de vida. das crenças negativas. da adaptação. HIV/AIDS. acolhimento e atenção farmacêutica. depressão. do estigma. PSICOLOGIA APLICADA Neste capítulo veremos o que é adesão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 421 . seguimento de uma dieta e/ou mudança de estilo de vida que correspondam às recomendações sobre cuidados à saúde.20. A adesão é a superação das dificuldades. conceitos centrados na humanização da relação entre o farmacêutico e o usuário de farmácias. tuberculose.define que Adesão é o comportamento dos pacientes em relação à ingestão de medicamentos. epilepsia.

para acompanhamento da terapia prescrita. a relação entre profissionais e usuários de serviços é entendida como relação humanizada. A não-adesão à terapia compromete a efetividade do tratamento e muitas vezes leva a agravamentos. • Participação do paciente na terapia (co-responsabilidade). • Fatores relacionados à terapia: duração do tratamento. • Fatores relacionados ao paciente: gravidade dos sintomas. ACOLHIMENTO Nas práticas de saúde. estado psicológico. • Informações sobre efeitos indesejáveis que os medicamentos podem causar. baixa compreensão. o que aumenta a necessidade de tratamentos mais complexos. • Ficha individual do paciente ou mapa de dispensação. além de ser técnica. constatação imediata do benefício do tratamento. • Orientação do uso correto do medicamento: cumprir as recomendações clínicas e utilizar o medicamento corretamente.• Qualidade dos serviços de saúde. internações hospitalares. • Fatores sócio-econômicos: pobreza e baixa escolaridade. complexidade do tratamento. mudanças de esquemas terapêuticos. não aceitação da doença. crenças. Para melhorar a adesão à terapia: • Promover troca de experiência entre pacientes. 422 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . por exemplo. • Elaboração de cartões de horários de administração de medicamentos. • Promover a cidadania. baixa motivação. de ordem da interação pessoal. • Enfatizar a importância da equipe multidisciplinar e a interação com outros setores do serviço.

filas e atendimento. conhecendo a sua realidade para facilitar a aceitação e a compreensão da doença. vidros. pois pode tornar-se coresponsável pela qualidade de vida do paciente. a equipe de farmácia leva grande vantagem. • Aumentar o contato humano (sem barreiras. meia-portas). formar grupos de trabalho com outros profissionais e com a participação da comunidade. familiar e social. “O usuário ter tratamento digno. solidário e acolhedor por parte dos profissionais que o atendem não é apenas um direito. trocas de experiências de outros projetos de humanização da assistência já existentes. As queixas dos usuários referem-se à qualidade do contato humano. O acesso a medicamentos é fundamental. mas uma etapa fundamental na conquista da cidadania. Urge assim a necessidade de tecer uma rede de confiança. Muitas queixas e problemas dos usuários podem ser resolvidos ou atenuados quando estes se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais. Recomendações para melhoria das condições de trabalho: • Readequações do espaço físico. • Manter local limpo e organizado. A relação interpessoal profissional-usuário é considerada como extremamente relevante no processo de adesão à farmacoterapia. e para garantir o êxito da farmacoterapia deve estar acompanhada da dispensação com atendimento humanizado e trabalho de equipe. podemos entender: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 423 . grade. valorizando a relação de igualdade entre profissional e usuário. A humanização da assistência deve ser um projeto coletivo em que a instituição reconheça e valorize. fortalecer as iniciativas. difundir a cultura de humanização. A gestão participativa é o ponto fundamental no processo da humanização. estimular parcerias.O contato direto com o paciente no processo saúde-doença e no contexto pessoal. proporcionando medidas efetivas para melhorar o benefício da terapêutica e transformando as práticas de saúde.” Das relações profissional-usuário. • Aumentar o conforto ao profissional e ao usuário (atendimento sentado).

• A capacidade de se colocar no lugar do outro. • Desenvolver a sensibilidade. • Desenvolver a solidariedade. Qual o seu objetivo? O principal objetivo é garantir que os medicamentos utilizados pelo paciente sejam realmente necessários. 424 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . ATENÇÃO FARMACÊUTICA O que é o serviço de Atenção Farmacêutica? A Atenção Farmacêutica é uma nova filosofia de prática farmacêutica. • Trabalhar para adesão aos serviços.• A capacidade de ouvir a necessidade do outro. • Conscientizar da co-responsabilidade. na adesão a confiança é básica. • Ouvir as queixas e buscar estratégias junto com o paciente. seja por um convite do farmacêutico ou por iniciativa do próprio paciente. O farmacêutico trabalha com o paciente para que ele alcance os melhores resultados no uso de seus medicamentos. • Trabalhar para a adesão à terapia. seguros e efetivos. • Tecer rede de confiança com o usuário. • A capacidade de lidar com o sofrimento humano e a dor do usuário fragilizado pela doença. Quem pode participar? Qualquer pessoa que utilize medicamentos pode participar do Serviço de Atenção Farmacêutica. • Respeitar as diferenças.

Como funciona esse serviço? O serviço é realizado por meio de consultas agendadas. estreita o relacionamento entre farmacêuticos e pacientes. para uma prática diferente. e que produza os efeitos esperados pode parecer algo óbvio e simples. em vários países do mundo. No entanto. é feito um estudo dessas informações para compreender as necessidades específicas do paciente. “A Atenção Farmacêutica é um novo paradigma na profissão”. Números como esses e. Quem ganha com isso? O principal beneficiado é o paciente. são coletadas todas as informações sobre os medicamentos que o paciente utiliza e sobre a sua saúde em geral. identificar e resolver os problemas relacionados com o uso dos medicamentos. idealizada por professores e pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA). uma das responsáveis pela implantação desse serviço na Farmácia Universitária. o farmacêutico avalia o progresso do tratamento e atualiza as informações necessárias no sentido de prevenir. Neles. que passa a contar com cuidados de um profissional voltado para a melhoria de sua qualidade de vida. especialmente. é amarga e produz índices como o apurado pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas: os medicamentos são a primeira causa de intoxicação humana e correspondem. ao longo dos últimos anos. diz Mariana Linhares Pereira. N OVO PARADIGMA A Atenção Farmacêutica foi adotada pela Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da UFMG. no campus Pampulha. que incomoda pacientes e profissionais de saúde. de 28 anos. A NTÍDOTO PARA A “ EMPURROTERAPIA ” A Atenção Farmacêutica humaniza e amplia relação entre profissionais e pacientes. Quase uma centena de clientes cadastrados nesse período vem sendo acompanhada no uso de medicamentos. a realidade. Tomar o remédio certo. a 30% dos cerca de 75 mil casos oficialmente registrados pelo órgão. a consciência da necessidade de assumir maior compromisso com os usuários de medicamentos despertaram farmacêuticos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 425 . Na primeira consulta. a prática reverte-se em um serviço que. Batizada de Atenção Farmacêutica. por princípio. Retornos são agendados em dias e horários que melhor atendam a disponibilidade do paciente e do responsável pelo acompanhamento. Em seguida. na dose certa e na hora certa.

Strand explicou que na Atenção Farmacêutica o profissional “verifica se a medicação indicada ao paciente é apropriada à sua condição médica. “Todo o passado e o presente do paciente é investigado. no momento. constitui um espaço acadêmico para o aprendizado. 97 estão sendo acompanhados. antes de ser um estabelecimento comercial. Quando esteve no Brasil e participou da I Reunião Estendida do Grupo de Estudos em Atenção Farmacêutica da Faculdade de Farmácia. No primeiro contato com a Atenção Farmacêutica. a pessoa passa por uma longa entrevista. se é efetiva. extensão e pesquisa. Atenção Farmacêutica não é um conceito fácil de ser assimilado por farmácias comuns. sob a orientação da professora Djenane Ramalho de Oliveira. segura. explica Mariana. pois não levamos em consideração apenas a medicação. em que se aborda não apenas a sua farmacoterapia. a nossa percepção é justamente a de que muitas pessoas gastam muito com remédios por causa do mau uso”. clientes começaram a ser atendidos sob o manto do novo conceito e. diz Mariana. hábitos e costumes que podem interferir no uso e nos resultados da medicação”. a reflexão e a prática de estudantes do curso de Farmácia e. mas fatores que interferem no uso do remédio. adapta-se perfeitamente aos parâmetros da Atenção Farmacêutica. como os emocionais e os sociais”. o fato de a Atenção Farmacêutica ter nascido numa instituição universitária explica bastante seu conteúdo: “O importante não é quanto o serviço pode trazer de lucro para a farmácia. O envolvimento de Mariana com a Atenção Farmacêutica começou durante o mestrado. Há uma individualização do atendimento. nesse contexto. qual a dose correta e se ele tem condições de seguir as instruções médicas”. Ao contrário. “O nosso foco é o paciente”. “A avaliação do paciente é feita a partir da prescrição médica. L UCRO EM SEGUNDO PLANO Para Mariana Pereira. para descobrirmos seu histórico clínico e. A Farmácia Universitária. Strand definiu a prática que ajudou a criar como o ato “de lidar com toda a farmacoterapia do paciente”. da Universidade de Minnesota. também. pois a preocupação não é com a dispensação ou com o ato de simplesmente fornecer informações sobre a medicação. Segundo Strand. no início da década de 1990.A filosofia da Atenção Farmacêutica foi definida pelos professores norte-americanos Linda Strand e Charles Hepler. responsável pela Clínica de Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. que também cursou na UFMG. lembrando que os medicamentos agem diferentemente em cada pessoa. Em entrevista ao jornal do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. 426 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . que congrega atividades de ensino. Em outubro de 2003.

à troca da medicação. porém o elo entre paciente e farmacêutico já deve estar firmado. os retornos dos pacientes da Farmácia Universitária são marcados de acordo com o tipo de intervenção sugerida e da necessidade do acompanhamento. “O paciente pode reagir mal a uma medicação e bem a outra. Depois da primeira consulta. os farmacêuticos formados com essa visão acreditam que é preciso uma relação próxima com o médico do paciente. os farmacêuticos sugeriram uma troca de dosagem de determinado medicamento. para que o profissional possa identificar necessidades. garante a assistente de administração Antônia Maria Alves. Depois da primeira consulta. Passei a ficar mais atenta aos medicamentos e a mim mesma”. se necessário. acrescentando: “O nosso interesse é sempre o paciente e o medicamento. as queixas quanto aos efeitos até as possibilidades reais de aquisição e uso da medicação prescrita. o farmacêutico avalia todo o processo de uso da medicação. ela conta que. desde procedimentos como a ingestão correta ou incorreta das doses horários adequados. “Nós não fazemos prescrição. explica Mariana.A Atenção Farmacêutica prevê um cuidado integrado com o paciente. afirma Mariana. também. Ele não pode nunca. “A minha médica gostou muito”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 427 . sempre em conformidade com o médico responsável pela prescrição. Para mim. para quem o farmacêutico é o profissional habilitado para entender de medicamentos e de seus efeitos no corpo humano. no seu caso. um estudo detalhado do caso é feito e o farmacêutico responsável faz a sugestão de intervenções. quando necessário. Os médicos com quem temos tido contato têm aceitado bem o serviço e colaboram”. intervalos de doses e outros – a compatibilização entre diferentes medicamentos utilizados. de 49 anos. é um serviço muito bom. porém. analisar a situação e tomar decisões. Segundo ela. afirma. A partir do histórico do paciente. Exige do farmacêutico uma postura e uma escuta diferenciada diante do paciente. SEM PRESCRIÇÃO Um dos preceitos da Atenção Farmacêutica é o contato com o médico do paciente. Temos muito segurança de que estamos cumprindo nosso papel e não interferindo na prescrição médica”. que surte o mesmo efeito”. o que inclui a orientação em relação ao uso e. Há pouco tempo paciente da Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. perder de vista que a filosofia da Atenção Farmacêutica visa sempre ao bem-estar do paciente e isso pressupõe uma interação entre profissionais da saúde. “Houve contato com a médica e ela aceitou a sugestão. para a troca de idéias quando algo está interferindo no tratamento.

faz uso regular de quatro medicamentos. 428 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . “Sabemos que é nosso dever dar as informações. No Brasil. observa. também por isso. ressalta Mariana. “Nunca fui muito de teimar. conta a dona de casa Aurora Aparecida de Freitas Ribeiro. Sou acostumada a ir a médicos e sei que. assinala. de 43 anos. eu questiono. porém nem sempre isso é possível com o médico. onde. às vezes. que se repetiu 17 anos depois. mas quem sabe o que eu sinto sou eu mesma. Por isso. “Já tomei tantos remédios que nem sei”. mas sabemos que a pessoa tem o direito de querer recebê-las. Agora. porque sei que o médico tem mais informação. ela teve um acidente vascular cerebral (AVC). a gente toma e nem sabe o que é ou para que serve”. “existe a abertura e expectativa do paciente em ser cuidado. Antes eu achava que a gente não tinha esse direito. Apesar de focar o indivíduo. ou não. e recursos no local para prestá-la”. argumenta ela. afirma Mariana. eles passam o medicamento. Ela e o marido são pacientes da Farmácia Universitária desde julho passado. Linda Strand acredita que a prática se aplica melhor aos ambulatórios e clínicas. Atualmente. O acompanhamento que estou tendo na Farmácia Universitária está me ajudando muito”. de o paciente ser o principal beneficiário. se eu sentir qualquer coisa diferente ou se acontecer qualquer coisa que está ligada à medicação”.“Eles falam que é para eu ligar. se diz mais segura com o acompanhamento da Atenção Farmacêutica. A Atenção Farmacêutica não é disciplina obrigatória dos cursos de Farmácia. o atendimento segundo esse conceito não pode ser compulsório. a Atenção Farmacêutica não será nunca algo generalizado nas farmácias. a Atenção Farmacêutica pretende refletir-se na saúde comunitária. saber. existem “ilhas” que reconhecem e valorizam essa prática. pois nem sempre os clientes querem ser alvo desse tipo de acompanhamento. tenho de perguntar. nem mesmo na UFMG. “Estou achando uma coisa grandiosa. assinala. ou não a utiliza. grande parte dos farmacêuticos desconhece a prática. Aos 19 anos. quantas vezes for preciso. A pequena afinidade com a Atenção Farmacêutica não é uma situação específica dos usuários de medicamentos. Segundo Mariana. A importância de “um serviço que tenha metodologia sistematizada e que seja acompanhado em seus resultados é essencial”. Por isso. Muitos não estão interessados e é preciso que o farmacêutico respeite a posição de cada um”. afirma Mariana. “AGORA EU QUESTIONO” Aurora já sofreu com muitos problemas de saúde e. ali na hora. No país.

não assusta Mariana. Cindy Seiwert cita que a proporção de pacientes que respondem positivamente aos placebos pode ser de 20% a 100%.Ela e outros cinco profissionais assinam o livro. bem como a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos. Por definição. insiste Mariana. para trabalhos científicos quando se quer testar a eficácia de medicamentos através de comparações. Porém o efeito placebo. além da descrição conceitual. Para se ter uma idéia do fenômeno placebo. ao mesmo tempo. O PLACEBO E A ARTE DE CURAR O termo placebo costuma estar popularmente associado a feitiços. a elevado grau de histeria. não importa conquistar esse objetivo às custas do efeito placebo. chamados de duplo-cego. Atenção Farmacêutica – Implantação passo a passo. metodológica e prática do serviço. milhões de pessoas vivem sem os medicamentos necessários. Após o período de avaliação o pesquisador (que sabe quem toma o placebo e quem toma o medicamento) compara os resultados. apenas 10% da população consome 80% dos medicamentos vendidos ou distribuídos. placebo é uma substância inerte. mas. O desconhecimento em relação à Atenção Farmacêutica. entretanto. sem propriedades farmacológicas. Durante esses estudos. Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS . Ela diz que o processo de disseminação da prática está se iniciando e lembra que o Brasil e vários outros países têm. principalmente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 429 . relato da experiência na Farmácia Universitária. dependendo do tipo de distúrbio e sintoma a ser tratado. Na medicina os objetivos do placebo são. administrado a uma pessoa ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades terapêuticas. uma preocupação que domina os usuários.mostram que um terço da população mundial não tem acesso a medicamentos essenciais. A Atenção Farmacêutica se preocupa tanto com aqueles que não estão sendo tratados quanto com aqueles que estão e fazem uso de medicamento de forma inadequada”. Ministra-se o medicamento para um grupo de pacientes com determinada doença e o placebo para outro grupo com a mesma doença. suas repercussões e sua fisiologia. O propósito desse artigo é ilustrar de maneira científica o grau de sugestionabilidade das pessoas. Se o que interessa ao médico e ao paciente é o alívio e a cura. magia ou. É um mercado que está em ampla expansão. recentemente lançado. começam a ganhar o respeito de muitos cientistas. ainda. quando não. “Em nosso país. depois se comparam os resultados. nem os pacientes e nem os médicos sabem quem está em uso do placebo ou do medicamento.

tais como acupuntura.2 61.0 V ARIAÇÃO % 0-67 46-95 20-58 21-56 0-60 14-84 11-60 35-61 Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. etc. em alta porcentagem de resultados eficazes nas mais variadas doenças e sintomas. Gastrintestinais Hipertensão Arterial Dores reumáticas Cólicas Menstruais Gripe % MÉDIA 28. também devem devem ser consideradas placebos. Originalmente o nome placebo era exclusivo de algum produto para uso oral (cápsulas de farinha de trigo. de Luiz Geraldo Benetton O placebo também determina uma variada lista de efeitos colaterais em pessoas que se sentem mal depois de tomar. mas hoje também se reconhece como placebo outras formas de interferência física. digamos.0 24. não provando serem genuínas. cremes. incluindo as “cirurgias espirituais”.0 49. concentração Dor de cabeça Irritabilidade Insônia Boca seca Náuseas Constipação intestinal Obstrução nasal INDUZIDOS PELOS PLACEBOS % 5 8 23 41 27 15 17 7 5 5 4 31 430 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a .9 32. O ser humano é altamente sugestionável. passes e outras peripécias do gênero. E não é só isso. uma boa dose de nada. que. ultra-som. por exemplo) ou injetável (soro fisiológico).0 45. por exemplo. P ORCENTAGEM DE MELHORA COM PLACEBO NOS DIVERSOS QUADROS Dores em geral Dor de cabeça Enxaqueca Dist. quase sempre. Sim.3 58.0 17. Como podemos suspeitar. aplicação local de pomadas. as experiências feitas com placebo resultam.É bom termos em mente que o conceito de placebo é bastante amplo. E FEITOS COLATERAIS Sintoma Urticária Pesadelo Sonolência Cansaço Dificuld. Classificaria aqui também os benzimentos.

Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. nunca ter visto uma vez sequer algum trabalhador autônomo da área de digitação apresentar LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Aqui. relacionado a diversos mecanismos conscientes e inconscientes. É a mesma expectativa que. por serem mais sugestionáveis. “O senhor acha que eu não quero sarar. levará à reação placebo. Podemos dizer. que elas não têm interesse em sarar. As pessoas que aferem algum lucro emocional com a doença também não sentem melhora com o placebo. Da expectativa do paciente. o nome correto é nocebo. Porém. de verdade. Essas pessoas costumam não melhorar com o placebo e nem com os medicamentos. por exemplo. evidentemente. de modo geral. Baleeiro lembra em seu artigo que um experiente ortopedista da área médico-trabalhista afirmou. o que confunde o leitor ou os pacientes abalados com a idéia dos efeitos placebo ou nocebo é que essa expectativa é quase sempre inconsciente. pessimista. ele terá uma reação nocebo. mas podem sentir seus efeitos colaterais. a parte mais importante no processo do tratamento e da cura. de certa forma. enquanto a expectativa pessimista desencadeia o fenômeno nocebo (efeitos colaterais). E por falar em lucro secundário da doença. decididamente. Se há uma expectativa negativa. Trata-se da expectativa que o paciente traz consigo durante a pesquisa clínica. comum em funcionários públicos ou de empresas privadas. Em relação aos efeitos colaterais negativos do placebo. podem sentir prontamente os efeitos curativos ou colaterais dos placebos. de Luiz Geraldo Benetton Segundo Eduardo Moraes Baleeiro. de tal forma que mesmo os pessimistas atribuem a si próprios o rótulo de realistas. Os histéricos. em conferência. não causa sensação de formigamento nas gengivas. Mas essa sugestionabilidade não é monopólio dos histéricos. doutor?” tem sido a frase mais ouvida quando tentamos explicar que o medicamento. o grau de atuação do placebo depende de três fatores básicos: 1. por exemplo. considera-se o perfil psicológico e de personalidade do paciente. A expectativa do paciente. aumenta as possibilidades do efeito placebo caso sejam otimistas. doença típica dos profissionais dessa área. O PACIENTE O paciente é. ainda que saibamos que a substância é inerte. otimista. todos nós somos sugestionáveis. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 431 . bem como de seus familiares. quando positiva.

432 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a .. por exemplo. depende do ritual médico. Difícil. que a medicina aceita o componente emocional no adoecer. todo esse aparato já é suficiente para produzir a melhora. etc. a anamnese (coleta de dados que. de sua reputação e prestígio junto ao paciente. Parece claro. os efeitos dependem de quem prescreve o tratamento. com nome comercial diferente). O médico que goza de prestígio e admiração por parte de seu paciente. 2. entre mais de 600 pacientes cirúrgicos avaliados em relação às expectativas otimistas e pessimistas. já que reconhece a medicina psicossomática e as somatizações. suas expectativas de vida. É fundamental. destacou cinco deles que tinham uma profunda “premonição” de morte e. a espera. felizmente. necessidade de carinho. o paciente não tem oportunidade de queixar a ninguém). A importância da figura do médico no processo de cura pode ser constatada quando. da importância do conforto afetivo. todos morreram durante a cirurgia. da confiança. mas numa conjunção bio-psico-social. Resumindo. ou seja. por isso interessa até saber sobre sua satisfação conjugal. a insensibilidade. seja do placebo ou do medicamento verdadeiro. de toda aquela magia que impregna o ato médico. enfim. a grosseria. para o efeito de cura. envolvendo todo um ritual de atenção e cuidados para com sua pessoa. Em outras palavras. que ele exerça realmente sua vocação médica para entender que o paciente adoece não apenas organicamente. é convencer alguns médicos do mesmo componente emocional para a cura. muitas vezes. etc. a atenção. do otimismo. entretanto. que o médico tenha uma intencionalidade em relação à cura. no restabelecimento da saúde. Q UEM CURA Em segundo lugar. apesar de ter sido usada a mesma medicação e na mesma dose (às vezes. depende do ritual de prescrição. pode fazer de qualquer medicamento um instrumento de cura e. que o atende pautado na compreensão e carinho. etc. concorrem para uma piora dos sintomas. os aparelhos e equipamentos. o descaso. em muitas outras vezes ocorre o contrário. seu grau de frustração. um paciente não melhora com um profissional e melhora com outro. o toque da mão do médico. Se o terapeuta for médico. de protestar. mesmo antes de medicar já proporciona um agradável efeito placebo no paciente (“Doutor. ele melhorou só de conversar com o senhor”).É interessantíssimo o trabalho de Benson (1997) que. mais que isso. de fato. vontade de chamar atenção. Para muitos pacientes a simples ida ao médico. Infelizmente.

Não se sabe exatamente por que. usado pelos índios e assim por diante. depende do ritual que cada um arma para si. Ainda segundo Eduardo Moraes Baleeiro. dizem orgulhosos os sugestionáveis. dependendo do tamanho (quanto maior. tinha uma insônia bastante evidente. entre outros sintomas. as quais diluía em suco de goiaba para anular o gosto da substância. naturopatas. energéticos e vários outros profissionais alternativos e não-médicos que usam calor. exceto nos casos em que seu transtorno atende anseios emocionais mais subterrâneos. Depois de alguns dias dormindo bem com as gotas receitadas. A paciente continuava dormindo muito bem com aquela água e. deve ser considerada a droga (placebo) em si. última pesquisa científica. essências e toda sorte de patuás. uma sobrinha substituiu o líquido do frasco por água. diatermia. Funcionam bem os quiropráticos. luz. manipulação. que chegou até a prestar o vestibular”. se for amargo. Certa vez foi prescrito um tranqüilizante hipnótico (clonazepam) em gotas para uma paciente que. banhos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 433 . mais eficaz). hidroterapia. Nesses casos. depende do ritual exótico. O “ REMÉDIO ” EM SI Finalmente. O profissional que o atende tem todas as possibilidades de satisfazer esse anseio de cura a partir do momento em que atende a expectativa do paciente. ao procurar tratamento.O paciente portador de algum mal-estar ou desconforto. é isso que ele quer. “viu só? Andei por tantos médicos e quem me curou foi um farmacêutico”. é isso que ele mais deseja. arder. mas há uma preferência estatisticamente comprovada para a eficácia dos placebos de uso tópico em comparação com aqueles usados por via oral. Embora teoricamente não se use placebo fora da medicina. foi constatado também que a cor dos comprimidos é importante. pesquisas mostraram que a administração do placebo sob a forma de comprimidos tem o seu resultado terapêutico variável. aromaterapia. Além do tamanho. Resumindo. como aquele atendente de farmácia “quase médico. 3. cromoterapia. há certo fascínio por práticas não tradicionais. melhorar com placebos vai de encontro à tendência da pessoa em contrariar a medicina tradicional. custar caro. já está emocionalmente ávido de atenção e ajuda. quando terminou o frasco marcou nova consulta porque apresentava insônia novamente. for difícil de achar. Também têm grande possibilidade de funcionar os placebos impregnados por elementos esotéricos: energia positiva. normalmente reforçada pela boa relação entre o paciente e o profissional. massagem e grande variedade de aparatos os quais. porque na família todos eram avessos ao uso de remédios. costumam exercer uma grande força psicológica de efeito placebo. além de quaisquer efeitos fisiológicos. Resumindo.

“Quem cura o ser humano é outro ser humano. Algumas pesquisas mostram que se os pacientes são avisados que entre eles alguns podem estar usando placebo. contrariada. a própria eficácia da droga verdadeira diminui muito. está em jogo a “fé”. etc. A sobrinha parou de rir. talvez. É comum pacientes melhorarem dos sintomas muito antes do tempo necessário para que o medicamento faça efeito.O interessante disso tudo é que todos riem com essa história (e outras muito semelhantes). dando a impressão que essas coisas só acontecem com os outros. 434 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . A sobrinha foi junto à consulta em que a paciente pedia outra receita para continuar dormindo bem e. Em qualquer procedimento terapêutico ocorre um fenômeno placebo em 30% ou mais dos casos. Nesse caso. por exemplo. dependendo da empatia do médico. e quem o adoece também. então não interessa muito saber se sua dor passou com diclofenaco de sódio ou com farinha de trigo. rindo muito. Foi quando a tia. já que tomava água. Na psiquiatria. melhorassem muito mais com a ressonância magnética). Uma das questões duvidosas em relação aos placebos é saber até que ponto é interessante ao paciente saber que o remédio que o curou não passava. Pois bem. Era comum pacientes mais acanhados intelectualmente e queixosos de mal-estares cardíacos melhorarem muito depois de terem sido submetidos ao exame de eletrocardiograma (hoje. O ser humano é realmente muito curioso. seja no medicamento. sendo alto o número de pessoas que procuram o médico porque “estão se achando muito pálidas”. contou à tia que ela dormia por razões psicológicas. Nesse terceiro item entram os aparelhos que freqüentemente têm um impacto psicológico significativo. sejam os casos da “cura pela fé”. atualmente muito em moda em programas de televisão. confessou à sobrinha que as eficientes gotas que lhe dava para cólicas menstruais eram água com um pouco de bicarbonato de sódio. São irradiadores.” A sociedade na qual vivemos é pródiga em promover doenças e mal-estares. emissores de ondas. de simples composição de água com açúcar? Se o bem-estar é o objetivo de quem trata e de quem é tratado. por exemplo. muitos pacientes começam a melhorar da depressão dois ou três dias depois de iniciado o uso de antidepressivos. dando a impressão que o medo de estar sendo “enganado” supera o efeito concreto do medicamento. raios. calores. apesar da maioria deles começar a fazer efeito depois de 2 semanas. portanto. vibrações.

“problemas de coluna não têm cura”. O primeiro erro está em achar que probleminha dos nervos não é nada e. são de absorção entérica. Na verdade. o médico atesta com a habitual convicção magistral que “o senhor não tem nada. estamos bastante acostumados com pacientes portadores de todas essas queixas que se curam. como são os casos que envolvem sensopercepção: as dores. Pior ainda quando. com frescura. com nossos ansiolíticos. Dessa forma. devem passar pelo estômago para serem absorvidas no intestino. Apesar desse trajeto demorar mais de 2 horas. formigamentos. a sociedade costuma deixar as pessoas mais doentes. Na psiquiatria. entretanto. somatizadas e subjetivas. ou ainda que seja através de eventuais efeitos placebo disso tudo. Quando um médico menos sensível afirma que “labirintite não tem cura”. a ação médica pode ser benéfica e positiva ou. alguns pacientes se queixam de efeitos colaterais minutos depois de ingerir as tais drágeas. às vezes muito maior que os da medicina tradicional. isto é. Em algumas áreas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 435 . E é nesses casos que. zumbidos nos ouvidos. visuais. infelizmente. As drágeas. histérico. infelizmente. respectivamente. promovendo um desejável efeito placebo ou um desagradável efeito nocebo. em geral. “você precisa se acostumar com seus zumbidos”.O efeito nocebo (contrário do placebo. maléfica e negativa. ou coisas assim. eles são mais evidentes. ele está assinando um atestado de invalidade e sofrimento crônico para aquele que deveria ser seu paciente. os tratamentos podem aumentar o fenômeno placebo em até 100% dos casos. antidepressivos. ou algo assim. palpitações. as questões auditivas. diante das várias queixas do paciente ansioso. o que não tem cura é a enorme falta de vocação desse médico. anestesias. etc. o segundo. Em qualquer especialidade da medicina estão presentes os efeitos placebo e nocebo. tonturas. psicoterapias e outros tipos de atenção emocional aos pacientes. depois de ler esse parágrafo alguns poderão “corrigir” esse tropeço sintomático. Os métodos de tratamento da medicina alternativa também têm um efeito placebo. ou seja. que provoca mal-estar) também pode aparecer muito antes do medicamento ser absorvido. Dependendo da reputação do profissional e da empatia que existe entre ele e o paciente. apenas um probleminha dos nervos”. Como o ser humano é bastante criativo e facilmente adaptável. é transmitir nas entrelinhas a impressão de que o paciente está descontrolado.

assessorado pela vontade curadora do médico que o assiste. Mas não é nada disso. esperança e intencionalidade positiva. ou um suborno do médico às nossas emoções. atenção. simpatia. Dificilmente esse mesmo comprimido faria o mesmo efeito se fosse oferecido ao paciente por uma pessoa de que ele desgosta. de carinho. O fascinante efeito placebo do comprimido que alivia. • Portal Farmácia – www. compreensão.Algum mal-entendido sobre o efeito placebo está no fato das pessoas acreditarem que ele não passa de uma espécie de mentira que cura. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Revista Diversa n° 8 (UFMG) • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. que nasce no relacionamento harmônico entre o médico e seu paciente. de respeito. 2001.br 436 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . ou que não se fez gostar.com. Na realidade.portalfarmacia. mesmo sendo feito apenas de farinha de trigo ou mesmo sendo um medicamento que alivia mais rápido e mais eficazmente do que a ciência espera dele. do poder de um nãosei-o-quê que o impregna. Talvez seja um não-sei-o-quê feito de confiança. depende. exatamente. ele mostra que a cura depende da intenção curativa do próprio paciente.

com.br D IREÇÃO G ERAL : José Roberto Negrão R EDAÇÃO : Marcelo Dias D IAGRAMAÇÃO : Paulo Cezar Barbosa Mello / Reinaldo Fonseca I LUSTRAÇÃO : Marcelo Coelho (Malusco) e Ana Paula Ricotta C OORDENAÇÃO P EDAGÓGICA Maria do Carmo Santos Nascimento a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .PROGRAMAÇÃO VISUAL Digital Mix Produções Ltda www.digitalmix.

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