Presidente da República Luíz Inácio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretário de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Remígio Todeschini Diretor do Departamento de Qualificação Profissional - DQP Antônio Almerico Biondi Lima Coordenadora-Geral de Qualificação Profissional - CGQUA Tatiana Scalco Silveira Coordenador-Geral de Certificação e Orientação Profissional - CGCOP Marcelo Alvares de Sousa Coordenador-Geral de Empreendedorismo Juvenil Misael Goyos de Oliveira

© copyright 2006 - Ministério do Trabalho e Emprego

Secretaria de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Departamento de Qualificação DEQ Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 3º andar, Sala 306 CEP:70059-900 Brasília DF Telefones: (0XX61) 317-6239 / 317-6004 FAX: (0XX61) 224-7593 E-mail: qualificacao@mte.org.br

Tiragem: 500 exemplares (Venda Proibida)

Elaboração, Edição e Distribuição: CATALISA - Rede de Cooperação para Sustentabilidade São Paulo - SP www.catalisa.org.br E-mail: catalisa@catalisa.org.br

Entidade Conveniada: Instituto Educação e Pesquisa Data Brasil R. Moreira Cezar, 2715 - Sala 2B - Centro - Caxias do Sul - RS

Ficha Catalográfica: Obs.: Os textos não refletem necessariamente a posição do Ministério do Trabalho e Emprego

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Qualificação Profissional - Apostila

AUXILIAR DE FARMÁCIA

Este material didático se destina à Qualificação Profissional e não à formação Técnica.

SP - julho de 2006

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AGRADECIMENTOS

AUXILIAR DE FARMÁCIA Existe uma lacuna no mercado de farmácias e drogarias, que carecem de Auxiliares devidamente capacitados e motivados a seguir carreira farmacêutica, sendo crescente a busca por profissionais qualificados em redes de farmácia de todo o país e em hospitais públicos e privados. O profissional da área de farmácia tem um compromisso com a promoção da saúde, contribuindo com a saúde pública e a qualidade de vida da comunidade. Receber, conferir, organizar e encaminhar medicamentos e produtos correlatos; organizar e manter o estoque de medicamentos em prateleiras; separar requisições e receitas; providenciar por meio de microcomputador a atualização das entradas e saídas de medicamentos; manter a ordem e higiene de materiais e equipamentos sob sua responsabilidade, entre diversas outras, são atribuições do profissional Auxiliar de Farmácia, tanto em estabelecimentos como em hospitais e sempre sob a supervisão de um Farmacêutico. A aparente simplicidade dessa ação profissional encobre grande responsabilidade, razão pela qual temas como Ética Profissional, Atendimento ao Cliente, Técnicas de Vendas, Fisiologia Humana, Classificação e Conservação de Medicamentos, Tarjas, Aviamento de Receitas, Primeiros Socorros, Lei dos Genéricos e medicamentos que exigem retenção de receita são de grande importância. Procurando atender a essa lacuna, a CATALISA – Rede de Cooperação para Sustentabilidade (www.catalisa.org.br) desenvolveu o presente material didático, tendo por objetivo oferecer qualificação social e profissional em Auxiliar de Farmácia, a todos aqueles que desejam ingressar nessa área ou necessitam de orientações para aprimoramento de sua atuação profissional. Essa publicação foi antecedida do Seminário “Orientação e Qualidade de Vida”, realizado pela CATALISA no Nikkey Palace Hotel, em São Paulo, capital, sob a organização da Spot Produções e Eventos, nos dias 02 e 03 de maio de 2006, tendo seu conteúdo aprofundado por meio de uma oficina de desenvolvimento metodológico, experimentação em diversas regiões do país e validada em escala nacional, com o envolvimento de uma numerosa equipe de profissionais. Esperamos que os resultados previstos nesse projeto possam representar significativa contribuição na qualificação profissional de Auxiliares de Farmácia em todas as regiões do país. Sendo resultado de um trabalho de cooperação, queremos agradecer as seguintes participações:

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COORDENAÇÃO GERAL
Eduardo Coutinho de Paula Gesualdo D´Avola Filho Coordenação técnica Denise Simas Lamarão Patrícia de Oliveira Duarte Coordenação pedagógica Maria do Carmo Santos Nascimento (Lia)

SEMINÁRIO, S ÃO PAULO/SP
Denise Simas Lamarão Gilson Barbosa de Lima Patrícia de Oliveira Duarte Roseli Espindola Chaves Isabel Barros Murilo Leandro Leite

O FICINA METODOLÓGICA

E

CURSO

DE

EXPERIMENTAÇÃO

Arlete Sales Cristaldo – Cuiabá/MT Elaine Aurora Praes – Belo Horizonte/MG Fernando Luiz Chaves Pessoa – Recife/PE Gilson Barbosa de Lima – Santana de Parnaíba/SP Ivanio Reisdorfer Koshhann – Caxias do Sul/RS Izabel C. de Araújo Barros – Belém/PA Paulo Costa Coelho – Curitiba/PR Severino Job de Sousa – Recife/PE Vanessa Trabuco da Cruz – Camaçari/BA Viviane Torres Gentil – Camaçari/BA Tânia Cecília Trevisan – Cuiabá/MT

SUPORTE
Luiz Roberto Segala Gomes Digital Mix Ltda: José Roberto Negrão Marcelo Augusto Dias Paulo Cezar Barbosa Mello Reinaldo Fonseca Spot Produção e Eventos: Fernanda de Souza Pinto César Augusto de Bourbon

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ÍNDICE

1- ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS ....................................... 17
CÉLULA .................................................................................................... 17
FORMA ............................................................................................................................ 18 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 18 MEMBRANA CELULAR ............................................................................................................. 18 CITOPLASMA ...................................................................................................................... 18 NÚCLEO ........................................................................................................................... 19 TECIDO EPITELIAL ............................................................................................................... 20 FUNÇÕES: ........................................................................................................................ 20 TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................................................ 21 FUNÇÃO .......................................................................................................................... 22 COMPOSIÇÃO ..................................................................................................................... 22

HISTOLOGIA ........................................................................................... 20

SISTEMA URINÁRIO ................................................................................. 22 SISTEMA NERVOSO ................................................................................. 24

AUTÔNOMO ......................................................................................... 31 PARASSIMPÁTICO (REPOUSO) .................................................................... 31 SISTEMA NERVOSO CENTRAL .................................................................... 31 NERVOS CRANIANOS (CABEÇA, PESCOÇO, OMBROS) .......................................... 31 PERIFÉRICO ........................................................................................ 31 NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO) ...................................................... 31
SISTEMA CIRCULATÓRIO ......................................................................... 32

FUNÇÃO .......................................................................................................................... 24 NEURÔNIOS SENSORIAIS ........................................................................................................ 24 NEURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO .................................................................................................... 24 NEURÔNIO MOTOR ............................................................................................................... 24 FIBRAS NERVOSAS ............................................................................................................... 25 SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) ........................................................................................... 25 ENCÉFALO ........................................................................................................................ 25 CÉREBRO .......................................................................................................................... 25 CEREBELO ......................................................................................................................... 26 TRONCO ENCEFÁLICO ............................................................................................................ 26 MEDULA ESPINHAL ............................................................................................................... 27 MENINGES ....................................................................................................................... 27 SUBSTÂNCIA BRANCA ............................................................................................................ 28 SUBSTÂNCIA CINZENTA .......................................................................................................... 28 SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO) ....................................................................................... 28 NERVOS CRANIANOS ............................................................................................................. 28 NERVOS RAQUIDIANOS ........................................................................................................... 29 SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) ........................................................................................ 29 SNA (SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO) ........................................................................................ 29 SNA PARASSIMPÁTICO .......................................................................................................... 30 SNA SIMPÁTICO ................................................................................................................ 31 ALGUMAS FUNÇÕES DO SNA PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO ................................................................ 31 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 31 SIMPÁTICO (VIGÍLIA) ............................................................................ 31

CARDIOVASCULAR ............................................................................................ 34 ESQUEMA DE FUNIONAMENTO .............................................................................. 34 SISTEMA CIRCULATÓRIO .................................................................................... 34 - PRODUÇÃO DE ANTICORPOS (DEFESA) ................................................................... 34

SISTEMA CARDIOVASCULAR ...................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO PULMONAR .......................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO SISTÊMICA ......................................................................................................... 33 OUTRAS DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 33

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- PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA) .............................................. 34 LINFÁTICO .................................................................................................... 34 LINFA (LIMPEZA E IMUNIDADE) ............................................................................ 34 LINFONODOS .................................................................................................. 34 SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO ...................................................... 35
LINFA ............................................................................................................................. 35 LINFONODOS ..................................................................................................................... 35 LEUCÓCITOS ...................................................................................................................... 36 ANTICORPOS ..................................................................................................................... 36 TONSILAS ........................................................................................................................ 36 TIMO ............................................................................................................................. 37 BAÇO ............................................................................................................................. 37 APÊNDICE ........................................................................................................................ 37 FOSSAS NASAIS .................................................................................................................. 38 FARINGE .......................................................................................................................... 38 LARINGE .......................................................................................................................... 38 TRAQUÉIA ........................................................................................................................ 38 PULMÕES ......................................................................................................................... 38 BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS .................................................................................................... 39 ALVÉOLOS ........................................................................................................................ 39 DIAFRAGMA ...................................................................................................................... 39 COSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS ........................................................................................... 39 BOCA ............................................................................................................................. 40 LÍNGUA ........................................................................................................................... 40 DENTES .......................................................................................................................... 41 GLÂNDULAS SALIVARES .......................................................................................................... 41 ÚVULA ............................................................................................................................ 41 FARINGE .......................................................................................................................... 41 ESÔFAGO ......................................................................................................................... 41 ESTÔMAGO ....................................................................................................................... 42 PROCESSO DIGESTIVO ........................................................................................................... 42 PILORO ........................................................................................................................... 42 INTESTINO ....................................................................................................................... 42 FÍGADO ....................................................................................................................... 44 VESÍCULA BILIAR ........................................................................................................ 44 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 45 VÁLVULA ILEOCECAL .............................................................................................................. 45 ESFÍNCTER ANAL ................................................................................................................. 45 OSSOS ............................................................................................................................ 46 ESQUELETO ....................................................................................................................... 47 ARTICULAÇÕES ................................................................................................................... 49 TIPOS DE MÚSCULOS ............................................................................................................ 51 TENDÕES ......................................................................................................................... 52 LIGAMENTO ...................................................................................................................... 52

SISTEMA RESPIRATÓRIO ......................................................................... 37

SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................................................. 40

SISTEMA ESQUELÉTICO .......................................................................... 46

SISTEMA MUSCULAR ............................................................................... 50

SISTEMA ENDÓCRINO ............................................................................. 53

SISTEMA GENITAL FEMININO ................................................................... 62 SISTEMA GENITAL MASCULINO ................................................................ 68 SISTEMA SENSORIAL .............................................................................. 70

HIPOTÁLAMO ..................................................................................................................... 54 HIPÓFISE ........................................................................................................................ 54 PINEAL - EPÍFISE .............................................................................................................. 55 TIREÓIDE ........................................................................................................................ 56 PARATIREÓIDES .................................................................................................................. 56 TIMO ............................................................................................................................. 57 SUPRA-RENAIS ................................................................................................................... 57 MEDULA SUPRA-RENAL ........................................................................................................ 58 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 59 OVÁRIOS ......................................................................................................................... 59 OSCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 60

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SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................ 79

VISÃO ............................................................................................................................ 71 AUDIÇÃO ......................................................................................................................... 74 OLFATO ........................................................................................................................... 76 PALADAR .......................................................................................................................... 76 TATO ............................................................................................................................. 78 PELE .............................................................................................................................. 7 9 PÊLOS ............................................................................................................................ 81 UNHAS ........................................................................................................................... 81 GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ....................................................................................................... 82 GLÂNDULAS SEBÁCEAS ........................................................................................................... 82

2. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA ........................................ 84
FUNGOS ................................................................................................. 84
HERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA ................................................................................................ 84 BIORREGULADORES .............................................................................................................. 86 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 87 FUNGOS PATÓGENOS ............................................................................................................ 87 USO NA FARMÁCIA ............................................................................................................... 88 ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 MICOTOXINAS .................................................................................................................... 89 MICOSES CUTÂNEAS ............................................................................................................. 90 MANIFESTAÇÕES ................................................................................................................. 90 COMO EVITAR .................................................................................................................... 90 MICOSE DE PRAIA (PITIRÍASE VERSICOLOR) ................................................................................. 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE ........................................................................................... 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DOS PÉS ................................................................................................................ 91 TIPOS ............................................................................................................................ 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 92 TRATAMENTO DAS MICOSES ..................................................................................................... 92 BACTÉRIAS ....................................................................................................................... 92 FORMAS DAS BACTÉRIAS: ........................................................................................................ 93 INFECÇÃO ........................................................................................................................ 94 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................... 94 CORANTE DE GRAM .............................................................................................................. 94 ESTREPTOCOCOS ................................................................................................................. 95 INFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: .................................................................................. 95 ESTAFILOCOCOS .................................................................................................................. 96 ENTEROCOCOS .................................................................................................................... 96 AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: .................................................................................. 97 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS .............................................................................. 98 ESTRUTURA VIRAL .............................................................................................................. 100 O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL ............................................................................................ 100 O GENOMA VIRAL .............................................................................................................. 100 DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS .............................................................................................. 101 ROTAVÍRUS .................................................................................................................... 101 TRANSMISSÃO .................................................................................................................. 101 SINTOMAS ..................................................................................................................... 101 TRATAMENTO ................................................................................................................... 102 COMBATE E PREVENÇÃO ........................................................................................................ 102 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 103 ADAPTAÇÕES DO PARASITA .................................................................................................... 103

VÍRUS .................................................................................................... 99

PARASITAS ........................................................................................... 102 PARASITOLOGIA ........................................................................................ 104
TOXOPLASMOSE ................................................................................................................ 104 ASCARIDÍASE ................................................................................................................... 106 GIARDÍASE ..................................................................................................................... 107 TENÍASE/CISTICERCOSE ...................................................................................................... 108 SINONÍMIA - SOLITÁRIA, LOMBRIGA NA CABEÇA. .......................................................................... 109

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.......... 133 ELIMINAÇÃO ....................................................................................... 133 FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS ......................................................................................... 140 UM ENCAIXE PERFEITO ................................................................................................................................................................................................... 132 ABSORÇÃO ................................................. 152 PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBIÓTICOS ........................................ QUÍMICA .................................. 143 PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS ............................................................... 155 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .......................................................................................................................... 142 AFINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA ...................................... 138 ALTERAÇÕES NA EXCREÇÃO .................................................................................................................................................................................................................................. 138 INTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENÇA .............. 130 DIVISÕES DA FARMACOLOGIA ............................................................................................................................ 151 ANTIALÉRGICOS ................................................................................... 131 COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO .............................. 151 ANTIBIÓTICOS ............. 151 ANALGÉSICOS ............................................................................................................................................ 143 TOLERÂNCIA ...................................... 133 GENÉTICA .................................................................................................................................................................................................. 134 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ............................................ 139 FÁRMACO ..................................................3............................................................................................................ 143 CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS ............................................................................................................. 151 PRINCIPAIS GRUPOS ANALGÉSICOS: ..................................................................................................................................................................................................... 151 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO .............................................................................................................................................................................................. 139 FARMACODINÂMICA: SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS ....................................................................................................................................................................... 124 PROSTATITE ........ 112 O QUE É PATOLOGIA ....................................................................................................... 128 4.................................................................................................................................................................................................................. 154 GRUPOS FARMACOLÓGICOS ...................... 153 5............... 136 EFEITOS OPOSTOS ....................................................................................... 136 EFEITOS DE DUPLICAÇÃO .................................................................................................................. 139 SELETIVIDADE E NÃO-SELETIVIDADE ............................................................................................. 113 PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS ...................................................... 113 HEMORRAGIA .................. 140 ENZIMAS ................................................... 154 SISTEMA DIGESTÓRIO .................................................................. 112 O QUE É DOENÇA? ................................................................................................................................................................................................................. 137 ALTERAÇÕES NO METABOLISMO ................................................................................................... 140 RECEPTORES ............................................................................................................................................................................................ 138 COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ....................................................................... 132 DISTRIBUIÇÃO .............................................................................. 137 ALTERAÇÕES NA ABSORÇÃO ......................................................................................................................................................................... 144 ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA ............ 153 SISTEMA RESPIRATÓRIO .................................................. FARMACOLOGIA .................................................................................................................................................................................................... 132 METABOLISMO ....................................................................................................... 139 RECEPTORES ................................................................................................................................................................................................. 122 SARAMPO MODIFICADO ....................................................................................................................................................................................................................... 113 TUBERCULOSE ............ PATOLOGIA GERAL .................................................................................... 152 ANTIVIRAIS ................................................ 131 FARMACOCINÉTICA .................................................................................................................... 154 SISTEMA URINÁRIO ......................... 147 ANTIINFLAMATÓRIOS ........... 152 ANTIFÚNGICOS .............................. 128 URETRITE ................ 115 REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO ........................................................................................................................... 153 SISTEMA CIRCULATÓRIO ............................................................................................................................................................ 119 SARAMPO ...................................................................................................................................... 153 ANTIINFECCIOSOS .............................................................................................................................................. 142 POTÊNCIA E EFICÁCIA ..................................................... 131 FARMACOLOGIA ..................................................... 123 CISTITE ............................................................... 130 O QUE É FARMACOLOGIA ........

................................................................................... 156 O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO-QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS .................................................... 159 A SÍNTESE DE FÁRMACOS . 205 AMBIENTE E EQUIPAMENTOS ............................................................................................ 199 PRODUTOS UTILIZADOS: ................................. 191 UMIDADE .................................... 204 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .................................................. 177 JAPONESES CONSUMIDORES DE CHÁ ........................................................................................................................................................................................................... 170 FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO ........................................................... 204 PRECAUÇÕES-PADRÃO ............................................................................................................... FARMACOTÉCNICA ........................ 198 TÉCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAÇÃO) DAS MÃOS: .................................. 188 8....................................................................... 203 O QUE É BIOSSEGURANÇA? ........................................................................................... 197 ANTI-SEPSIA DAS MÃOS ............................ FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA ........................................................................................................ 199 9 ........................................................................... 205 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ........................................................................................................................................................... 206 PROTETOR RESPIRATÓRIO (RESPIRADORES) ............................... 183 FORMA FARMACÊUTICA ................................................................ 192 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ......................................................................................................................... 196 USO DO ÁLCOOL GLICERINADO ........................................................................... 207 AVENTAL E GORRO ......... 186 FÓRMULA FARMACÊUTICA .......... 182 FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 204 MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 208 CALÇADOS ............................................................................TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS ........................................................................................ 162 6............ 192 EXPOSIÇÃO AO SOL .......................................................................ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS ................................................. 192 VALIDADE DOS MEDICAMENTOS ...... FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO ... 203 PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA ....................................................... 195 MICROBIOLOGIA DA PELE ......................................................................................................................................................... 159 DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ-FORMULAÇÃO ...................... 183 FORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ........................................................... 170 FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL ................. 204 MANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO .................. 167 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS ....... 156 QUÍMICA MEDICINAL .............................................................................................................................. 160 AÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO ..................................................................................................................................................................................................................................................... 194 TERMINOLOGIA ................................................................................................. 191 CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS ................................ 200 DESINFECÇÃO .................................. 205 VACINAÇÃO ............................... 194 COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS ............................................................................... 177 PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS ................................................................ 187 ALGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA ......... 179 7..................................................................................................................... 192 ÁLCOOL/ACETONA/ÉTER/BENZINA ......... 169 PLANTA MEDICINAL...... 198 INSTALAÇÕES FÍSICAS: ........................... 208 LAVAGEM DAS MÃOS .................................. 177 INDICAÇÃO DO CHÁ ............................................................................................................................................................................................................................................................... 172 OS SEGREDOS DOS CHÁS ........................................................... 167 METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS ......................................BIOSSEGURANÇA ....... 155 A QUÍMICA DA SAÚDE .............................................................................................................................. 176 SALVOS PELO CHÁ .............................................................................. 195 INDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS ...............

.................. PELE OU MUCOSA DO PACIENTE ...................................... 211 PREPARO DO FERIMENTO................................................... 217 FRATURA ...................... 218 LUXAÇÃO ......................................... 220 PICADAS DE INSETOS ................................................. 211 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: ................................................................ 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ................................... FARMÁCIA HOSPITALAR .................................................................. 224 NO OUVIDO .................................. 222 CHOQUE ELÉTRICO ............................................... ENTORSES.......................................................................................................................................................................... 218 FRATURAS.................................. 212 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA: ............................................. 216 QUEIMADURAS QUÍMICAS ............................................................................................................................................................................. 211 RESÍDUOS RECICLÁVEIS ....... 222 SANGRAMENTOS NASAIS ................. 217 INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS ......................................................................................................... 226 EMERGÊNCIAS CLÍNICAS ........................................................................ 220 PICADAS DE ESCORPIÕES ........................................................................................................................................................... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ............................................................................................................................................................................................................... 227 ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR ........................................................................................ 237 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS ................................................................................................................................................................................................................................................................................ 214 TIPOS DE ACIDENTES ......... 225 PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA .. 210 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: .......................................................................................................................................................................................................... 235 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS ...... 220 PICADAS DE CARRAPATOS ................................... 210 RESÍDUOS COMUNS ...PRIMEIROS SOCORROS .............................. 212 RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS ......................................................... 236 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ................................................................................... 212 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS PÉRFURO-CORTANTES: ................................................................................. 224 OBJETOS ENGOLIDOS .......................... 225 PROCEDIMENTOS PRELIMINARES ............ 226 11........................................................................................................................................................................................................................................................ 219 PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS .................................................. 211 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .......................................................................................................................... 225 DESMAIO .................................................................. LUXAÇÕES E CONTUSÕES ......................................................................................... 225 A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR .............. 211 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............................................ 218 CONTUSÃO ........................................... 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ....... 213 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............ 228 DESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA ............................................................................................................................................................................................................................... 224 NOS OLHOS ..................................................................................................................................... 221 SANGRAMENTO EXTERNO ....................................................................................... 228 AÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES ............................................................................. 228 PESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA ................................................................ 210 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .......... 216 QUEIMADURAS ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 210 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ..................................................................... 221 SANGRAMENTO INTERNO ................................... 224 NO NARIZ ............................................................ 217 ENTORSE ................................ 220 PICADAS DE COBRAS ...................................................................................................................................................................................................................................................................... 217 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE ....................................................................................... 213 10 ....................................... 221 SANGRAMENTOS ................................................................................................................. 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ................................................................ 226 CONVULSÕES ........................ 208 RESÍDUOS INFECTANTES ............................................. 223 CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA ....................................................... 216 QUEIMADURAS SOLARES ..............................

............... 270 DESCRIÇÃO ............................................................................................ 266 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ................................. 248 PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA .......................................................................................................................................... 259 SINONÍMIA .......................................................... 245 COMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE ............................................................................................. 261 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ............................................................................................................................................................................. 261 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ......................................................................................................................................................................... 259 AIDS ............................................................... 271 MODO DE TRANSMISSÃO .......................................................................................................... 259 EPIDEMIOLOGIA .. 272 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ....................... 271 VETORES HOSPEDEIROS ................... 262 DEFINIÇÃO DE CASO ........................................................................................................ 249 MÉTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO BRASIL E NO EXTERIOR ................................................................................................................................................................................ 261 DIAGNÓSTICO ....................................................................................................................................................................... 260 MODO DE TRANSMISSÃO ...................................................................... 260 RESERVATÓRIO .......... 273 SÍFILIS CONGÊNITA .......................................... 258 SOROS ............................................. 263 DESCRIÇÃO ............. 251 NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL ............................................................................................ 252 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................ 272 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ............. 267 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................................................................ 257 SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO .................................................... 261 PERÍODO DE LATÊNCIA ........................................................... 267 TRATAMENTO ..............................................................................NUTRIÇÃO PARENTERAL ............................................................................................................................................... 266 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 266 RESERVATÓRIO ......................... 260 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ........ 272 DIAGNÓSTICO .............................................................................................................................................................................. 252 12................................................................................................................................................................................................................................ 253 CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA ............................................ 253 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES ...................... 262 TRATAMENTO .................................. 270 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................................................................................................................................................................................ 272 TRATAMENTO ........................ 270 SINONÍMIA ........................................ 271 COMPLICAÇÕES ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 260 AGENTE ETIOLÓGICO ........ 264 SINONÍMIA ........................................................................ 247 COMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ...................................................... 266 AGENTE ETIOLÓGICO ................................................................................................. 272 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ......................................................................................... 247 SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL .............................. 266 DIAGNÓSTICO ................. 251 CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ............................................................................................ 271 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ...... 268 NOTIFICAÇÃO .................................................................................................................... 249 PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 271 AGENTE ETIOLÓGICO ................................. 271 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ........................................................................................................... 248 PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ............................................................................................................. 266 MODO DE TRANSMISSÃO .......................................... 269 DEFINIÇÃO DE CASO .......................................................................................................... 269 MEDIDAS DE CONTROLE .......................... 250 BARREIRA DE ISOLAMENTO ............... 262 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ................................................................................................ 262 NOTIFICAÇÃO .................................................................................................................................................................................... 248 FORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL .................................................... 264 DENGUE .................................................... SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA ........................... 263 MEDIDAS DE CONTROLE ..................................................................................................................................................

............................................................. 284 COMPLICAÇÕES ...................................................................................................... 279 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .................................. 301 14.................. 277 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ................................................................................................................................... 292 PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS ... 312 CAPÍTULO III ................................................................................ 286 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ............................................................................................................................................................................. 284 MODO DE TRANSMISSÃO ........................... ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA310 CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA ............................................................................................... 317 TARJAS E RÓTULOS ............................................................................... 283 SINONÍMIA ..................................... 286 DEFINIÇÃO DE CASO ......................... 292 PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE ........................................................................................................................................................................................................................................................ 284 TRATAMENTO ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 295 FARMÁCIA POPULAR ........................................................................................................................................... 321 TIPOS DE RECEITAS ............................................ 287 MEDIDAS DE CONTROLE ................................................................................................................................................................................................... 314 CAPÍTULO IV .............TUBERCULOSE ......................................................................................................................................................................... 277 COMPLICAÇÕES ............................................................................... 278 TRATAMENTO .............................................................................. 288 13................... 279 MEDIDAS DE CONTROLE ...................................................................................................................................................................................................................................................................... 294 PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITÁRIA (TUBERCULOSE) .................................................. 321 MEDICAMENTOS MANIPULADOS .................................................................................................... 284 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .................................................................................................................. 277 RESERVATÓRIO ................................................. 297 MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 ................................................................................. 284 RESERVATÓRIO .................................................................................................................................................................................................................................................................................. 279 DEFINIÇÃO DE CASO: ......... 322 AVIAMENTO DE RECEITAS ............................................... 283 POLIOMIELITE ..................................................................................... 289 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ...................... 277 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ............................................................................ 296 PROJETO FARMÁCIAS NOTIFICADORAS ................................................................................................. 300 LISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS ............................................................................................................... 274 DESCRIÇÃO ............................................................ 279 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................................................................ POLÍTICA DE MEDICAMENTOS ....................................................................................................................................................................................................................................... 294 PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE ...................................... 280 OBSERVAÇÕES .......................................................... 316 CAPÍTULO V .............................. 277 DIAGNÓSTICO .................................... 283 DESCRIÇÃO ...................................................................................................................................................................................................................................... 284 DIAGNÓSTICO .......................................... 322 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .................................................................................. 286 NOTIFICAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................. 276 AGENTE ETIOLÓGICO ...................................................................................................................... 277 MODO DE TRANSMISSÃO ........................................................................ 273 MEDIDAS DE CONTROLE ................ 298 PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS ............................................................. 284 AGENTE ETIOLÓGICO .................................................... 289 PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE ......................................... 293 PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS – ALTO CUSTO ...... 286 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................................... 277 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ................................................................................................................................. 311 CAPÍTULO II .................................................................... 276 NOTIFICAÇÃO ......................... 310 CAPÍTULO I ................................................. 273 DEFINIÇÃO DE CASO ................................................................. 284 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ............................................................................................................. 279 NOTIFICAÇÃO .........................................................................................

..................................................................................................................... 339 PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR .................. 353 PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: ........................................................................................................ 354 O PROGRAMA 5S .....................................................................15........................ 349 COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA ......................................................................................... 350 CAIXA DE EMERGÊNCIA ...................................................................................................................................................................................................... 360 O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE ......................................................................................................... 361 CONTA .............................. 345 SONDAGEM ............................................................................................................................................................... 327 PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA ........ 340 MARKETING PESSOAL ........ 362 GLOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS ................................................................................................................................................................................................................................................................ 344 DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: ....................................... 351 RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS ............................ 362 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL ............................. 339 O RESPEITO FIDELIZA ........................ 356 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO ............. 356 SISTEMA DE COMPRA ............................................................................................................................................................................................... 327 COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS ............................................................................................................................................................ 354 18................................................................................................... 356 SISTEMA DE VENDAS E MARKETING ....... 345 DEMONSTRAÇÃO ................................................................................................................................................................. 359 HISTÓRIA DA CONTABILIDADE ........................................ 339 CONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO ................................................ 360 CONCEITO DE CONTABILIDADE ..................................................................................................... 346 FECHAMENTO DA VENDA ...................................................................... 361 OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL .......................................................... 340 RAPPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO ................................... 372 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............................................................................................................................................................................................................................................ 359 CAMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE ....................................................................................................................................................................................................................................................... 340 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE ............................................... PRÁTICAS PROFISSIONAIS .................... 357 MANUAL DE PROCEDIMENTOS ........................................... 350 CUIDADOS COM A GELADEIRA . 357 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ................... 358 INDICADORES DE DESEMPENHO ........................... 358 NOÇÕES DE CONTABILIDADE ....................................................................................................... ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE ...................................................................... 363 19......................................................... NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA ......... 356 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ................CLIENTE ....... 357 SISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE ...................... 347 17................................ 352 MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS ....................................................................... 341 LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS ........................................................ 349 ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS .................................................................................................................... 372 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA ....................... 361 REGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL ................................. INFORMÁTICA BÁSICA ..... 360 FINALIDADE DA CONTABILIDADE ................. 361 ESCRITURAÇÃO ...................................................................................................................... 352 FICHA DE PRATELEIRA ..................... 357 SISTEMA DE APOIO ...................................................................................... 336 RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 336 FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE .................................................................... 328 16...................... 353 CONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE ................................................. 351 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: ................................................................................................................................................................ TÉCNICAS DE VENDAS ............................................................................................................................................. 360 FUNÇÃO DA CONTABILIDADE ...................................................... 347 EXPANSÃO DA VENDA ...................................................

...... 392 INSERIR FIGURAS ................................................................................... 396 MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA ......................................... 402 ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA ............................................................................................................................... 384 ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO ...................................................................................................................... 397 USANDO TECLAS ................................... 412 INICIALIZANDO O WINDOWS XP ................................................................................................................................................ 411 FECHANDO A PLANILHA ATUAL ........................................................................................ 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE ....... 407 APAGANDO O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS .............................. 384 NUMERAÇÃO E MARCADORES .. 408 CRIANDO GRÁFICOS ...................................................... 382 FORMATANDO FONTES ............................ 398 USANDO O MOUSE ........................................................................................... 391 ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA ..................................................... 394 TRABALHANDO COM WORD ART . 387 VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA ................. 398 INSERINDO OS DADOS ........................................................................................................................................................................ 411 ABANDONANDO O EXCEL 7 ............................................................... 390 ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS ........................... 406 DESMARCANDO UMA FAIXA ................................................................. 393 MODIFICAR A FIGURA.. 378 WORD (VERSÃO 2000) ................................................................... 405 SELEÇÃO DE FAIXAS .. COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO ............ 392 ORDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA .................................................................................................................................... 406 FORMATAÇÃO DE NÚMEROS .......................................................................................................................................... 390 ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA ....................................................................................................................................................... 374 TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD ......................................................................................................................................... 391 FORMATAR BORDAS DA TABELA ....................................................... 400 ENTRADA DE FÓRMULAS ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 397 USANDO A CAIXA DE DIÁLOGO ..................................................... 399 ENTRADA DE NÚMEROS ................................................................................................................................................................................................................................ 405 SELECIONANDO COM O MOUSE .............................................................................................................................................................. 401 A AUTO-SOMA ...................................................................... 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO ....................................... 395 A TELA DE TRABALHO ..... 389 AUTOFORMATAÇÃO DE TABELAS ................................ 382 INICIAR O EDITOR DE TEXTOS ................................................................................................................................................................................................................. 389 TABELAS .......................................... 403 CARREGANDO UMA PLANILHA ....................................................................................................................................... 383 ALINHAMENTO DO TEXTO ......................................................................... 377 WINDOWS EXPLORER ..................................................................................................................................................................................................... 395 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ........................... 406 ALTERAÇÃO DA LARGURA DAS COLUNAS ....... 374 EXCEL .............................................................................. 387 SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS ......................................................................................................................................................................................................................................................................... 385 SELECIONANDO................................................................................................................................. 373 OS DISCOS ............................................................................................................................................. ....................... 382 CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO ........................................................................................................................................ 402 SALVANDO UMA PLANILHA ................................................................................................................................ 411 CRIAÇÃO DE UMA NOVA PLANILHA ................................................................................................................................................................ 394 CARREGANDO O EXCEL 7 ............................................ 387 MÚLTIPLAS COLUNAS .. 408 IMPRESSÃO DA PLANILHA ...................................................................................................................................................................................... 375 ÁREA DE TRABALHO (DESKTOP) ................................... 405 SELECIONANDO COM O TECLADO .................... 404 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS ................................................................................................................................... 399 ENTRADA DE TEXTOS ....................................................................................................................................................................................................................................O CÉREBRO ELETRÔNICO ...................................................... 406 FORMATAÇÃO DE TEXTOS E NÚMEROS ...................................................................................................................................... 386 LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS ............................ 384 COR DA FONTE ........ 386 TECLAS DE ATALHO .................... 376 O COMPUTADOR ....................................................................................................................................................................................... 373 MICROSOFT WINDOWS XP ............................................. 393 INSERINDO AUTOFORMAS .........................................................................................................................................................

.............................................................................. 416 O QUE É UMA MENSAGEM? ................................................................................................................. QUEM CURA ................................... 415 GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO ............................................................................. 413 O PROGRAMA INTERNET EXPLORER ................. 425 NOVO PARADIGMA ................................... 416 GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS .......................................... PSICOLOGIA APLICADA ............................... 416 IMPRIMIR MENSAGENS ... 416 CRIAR E USAR APELIDOS ............................................. 417 ESTRUTURA DOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ................................ 420 20............................... O “REMÉDIO” EM SI ........ 421 ADESÃO ............................................................................... 412 O QUE É A INTERNET? ................................................... 424 ANTÍDOTO PARA A “EMPURROTERAPIA” ............................................................................... 428 O PLACEBO E A ARTE DE CURAR .............................................................................................................................................................................................................. 412 WORLD WIDE WEB (WWW) .................................................................................... 421 ACOLHIMENTO ......................................... 414 CORREIO ELETRÔNICO ...................... 429 EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS ......................................................................................................................................................................................................................................... 413 OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO............................ 416 RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS .............................................. ............................. 426 SEM PRESCRIÇÃO ........................................................ 430 1.................................................................................. 418 QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS ................................................................................................................................................................................................ 432 3........................................................................................................................................................................... 425 LUCRO EM SEGUNDO PLANO ........... 412 ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ..................................................................................................................... 415 O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO? ................................................................................................ 422 ATENÇÃO FARMACÊUTICA ......................................................................................................................................................... 417 QUANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS .............................................................INTERNET EXPLORER .................................................... 431 2........................................... 427 “AGORA EU QUESTIONO” ............................................................................................................ O PACIENTE .......................................................................................................................................... 433 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ................................................

As células são consideradas como a menor porção viva do organismo. CÉLULA É a unidade viva fundamental. Cada órgão é um agregado de numerosas células. São tão pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscópio.ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS Nesse capítulo vamos abordar algumas das principais funções do corpo humano. bem como conhecer melhor suas estruturas e órgãos.1. que se mantêm unidas por estruturas intercelulares. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 17 .

e em muitas células animais (células da pele. É formado por diversos elementos. e as que se encontram nos ossos são também estreladas. músculo). 18 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Através de seus diminutos poros ela seleciona os alimentos a serem absorvidos pelo organismo (tecido). As células que formam os órgãos nervosos são estreladas e piramidais. mas em muitos outros tipos de células a membrana é tão fina que somente processos mais delicados permitem evidenciá-la. mas fundamentalmente são formadas por três partes: M EMBRANA CELULAR É a camada que envolve a célula. Nas células vegetais. Nosso sangue possui células vermelhas (em forma de disco) e células brancas (globulosas). ela é visível ao microscópio.FORMA É muito variável a forma das células que constituem o organismo humano. CONSTITUIÇÃO As células se compõem de numerosos elementos. CITOPLASMA É a porção da célula situada por dentro da membrana.

nutriente vital para o corpo humano. Eles participam da divisão celular e formam “cílios” que ajudam na locomoção e na captura de alimentos para a célula. facilitando a entrada e saída de substâncias. Ele também produz material orgânico necessário para o desenvolvimento da célula. Ele regula as funções químicas das células e é formado pela membrana nuclear. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 19 . -Ribossomos: são responsáveis pela síntese das proteínas. Algumas células não possuem núcleos (exemplo: os glóbulos vermelhos). geralmente globuloso e central. cromossomos e nucléolo. Sua forma e posição são muito variáveis. -Centríolos: eles têm duas funções básicas. -Mitocôndrias: é responsável pela respiração da célula. -Complexo de Golgi: o complexo ou aparelho de Golgi tem sua função associada à secreção de elementos desnecessários à célula.. -Lisossomos: são bolsas que contém enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas encontradas na célula. NÚCLEO É um corpúsculo imerso no citoplasma.No citoplasma ocorrem as transformações químicas (metabolismo). Veja alguns exemplos dos elementos citoplasmáticos: -Retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático aumenta o contato entre a célula e o exterior. que representam e transmitem determinados caracteres (exemplo: a cor dos olhos). Nos cromossomos existem os genes.

o citoplasma e o núcleo atuam de maneira integrada nos processos vitais da célula.). que são a camada mais superficial do corpo e. Os tecidos humanos são denominados: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO T ECIDO EPITELIAL Forma as membranas. como o tato. armazenamento das substâncias oferecidas em excesso. FUNÇÕES : • Protege o organismo contra as ações mecânicas. reveste a superfície corpórea. bexiga. • Excreta substâncias. 20 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . inclusive as cavidades (estômago. • É sensível ao estímulo. como as glândulas sebáceas. com características adaptadas à sua função mas. etc. como: absorção. eliminação das toxinas. o epitélio intestinal absorve nutrientes).A membrana celular. fagocitose e locomoção. metabolismo. • Absorve as substâncias (por exemplo. de ação independente. dessa forma. HISTOLOGIA O corpo humano possui grupos de células diferenciadas.

Encontra-se nas formas de tecido mielóide e tecido linfóide. O tecido conjuntivo divide-se em: -Tecido conjuntivo frouxo: é formado por células com capacidade de proliferar e se modificar durante os processos inflamatórios e de cicatrização. São três os tipos de cartilagem: hialina. -Tecido hematopoético: é responsável pela produção dos elementos sólidos do sangue. é encontrado nas artérias maiores e nos ligamentos vocais da faringe. É o arcabouço básico de sustentação. pois se caracteriza por possuir grande quantidade de substâncias intercelulares. -Tecido ósseo: constitui os ossos do nosso organismo. As células musculares alongadas são conhecidas como fibras musculares. -Tecido conjuntivo fibroso: sua característica é a resistência à tensão e grande flexibilidade. -Tecido cartilaginoso: é formado por substâncias que promovem a sustentação do corpo com resistência elástica à pressão. na região subcutânea. -Tecido muscular: é formado por células que se transformam em fibras e adquirem a propriedade de se contrair e relaxar. -Tecido adiposo: é formado por células adiposas. é formado por células ósseas (osteófitos) separadas por uma substância intersticial (ou fundamental). aponeuroses e cápsulas envoltórias de órgãos.T ECIDO CONJUNTIVO É também conhecido como tecido conectivo. é encontrado na forma de gordura de armazenamento (na parede do trato intestinal e no subcutâneo) e de gordura estrutural (preenchendo todos os espaços vazios). protege contra o frio e ações mecânicas. Encontra-se sob a pele. Elas apresentam diferentes estruturas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 21 . É representado pelos tendões dos músculos. Suas fibras podem ser de três tipos: colágenas. A musculatura é responsável pelos movimentos do organismo. elastinas e reticulares. Funciona como reserva alimentar e como sustentação para órgãos. -Tecido elástico: sua característica é a elasticidade. fibrosa (ou fibrocartilagem) e elástica.

B EXIGA Órgão oco. -Músculo estriado: é composto por fibras que.. de forma esférica.Músculo liso: não possui fibras estriadas. . vistas no microscópio. Forma a urina. URETERES São dois condutores musculares dotados de paredes grossas capazes de se contrair ritmicamente. uma série de correntes nervosas avisa 22 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . SISTEMA URINÁRIO FUNÇÃO A formação de urina e sua eliminação estão entre as mais importantes funções do organismo. esses músculos são de ação voluntária. a fim de impulsionar a urina. COMPOSIÇÃO R IM Tem como funções atuar no controle dos sais do corpo. permitindo que a composição do sangue não se altere com o acúmulo de substâncias nocivas. músculo-membranoso. Sua função é conduzir a urina da pelve renal para a bexiga. sobre os líquidos e no aproveitamento de substancias utilizáveis pelo organismo. Trata-se de um “depósito inteligente”: quando a bexiga fica cheia. exibem estrias verticais. mas de ação involuntária. É composto por três áreas: córtex renal. A depuração do sangue é feita pelo sistema urinário.Músculo cardíaco: apresenta fibras estriadas. medula renal e pelve renal. sua contração independe da nossa vontade.

Sais minerais: sódio. creatina. 2% . ácido hipúrico. abaixo da bexiga. 95% . 3% . Sua função é conduzir a urina para fora do organismo. C OMPOSIÇÃO DA URINA : . tem a forma de um cone cuja base está voltada para a bexiga. . potássio. No sistema urinário tem a função de fazer a conexão da bexiga com a uretra. amônia. . Sua função é receber urina dos rins transportada pelos ureteres e armazená-la temporariamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 23 . O mecanismo de retenção ou esvaziamento é controlado pelo SNA (sistema nervoso autônomo). P RÓSTATA Glândula acinosa situada na porção inicial da uretra masculina. O SNA simpático atua na retenção. a uretra conduz o esperma. Se isso não for possível.o cérebro de que é necessário esvaziá-la. U RETRA Último segmento do sistema urinário. a bexiga relaxa suas paredes para receber mais urina e aperta o esfíncter para não “vazar”. além de conduzir a urina.Água. ácido úrico.substâncias orgânicas: uréia. o SNA parassimpático. cloro. No homem. bloqueando as vias seminais e liberando as vias urinárias. no esvaziamento.

calor (12 terminais por cm²). mover-se e gerenciar diferentes atos psíquicos. cheiro. que formam enormes redes de comunicações. chamadas de impulsos nervosos. Os neurônios podem ser classificados em três categorias: N EURÔNIOS SENSORIAIS Transportam ao SNC (sistema nervoso central) mensagens de todos os receptores do corpo. Permite a possibilidade de sentir o meio ambiente. que se comunicam por impulsos eletroquímicos entre terminações chamadas axônios e dendritos. N EURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO São células nervosas que ligam neurônios motores a neurônios sensoriais e coordenam as respostas do SNC às informações por ele recebidas. É composto por células nervosas chamadas neurônios. gosto. referem-se a sensações de luz. frio (2 terminais por cm²) e pressão. tato (25 terminais por cm²). 24 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . esses impulsos fazem o corpo celular enviar seus próprios impulsos ao longo de uma fibra de saída. NEURÔNIO MOTOR São células nervosas existentes no SNC que transmitem impulsos vindos de outros neurônios. dor (200 terminais por cm²). Essas mensagens. ao músculo por ele controlado. som. o axônio.SISTEMA NERVOSO FUNÇÃO Controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo.

A função da bainha de mielina é provavelmente servir de isolante elétrico. SNC ( SISTEMA NERVOSO CENTRAL ) É formado pelo encéfalo (cérebro. Todos esses órgãos são formados por uma substância branca e outra cinzenta.contínua entre duas células nervosas. movimentos dos ossos. unidos entre si por uma ponte de substância branca chamada “corpo caloso”. Sua função é controlar todas as atividades do corpo como percepção do mundo exterior. Cada fibra é constituída por um eixo central que contém as neurofibrilas e pode estar envolvido por uma bainha rica de lipídios. É uma região contínua e não. no encéfalo ou na medula. denominada bainha de mielina. é a parte mais importante do SNC. ponte e bulbo) e medula espinhal. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 25 . funcionamento do organismo. tronco encefálico (mesencéfalo. aracnóide e duramáter. O encéfalo localiza-se dentro da caixa craniana. emitir ordens. normalmente. A sinapse acontece entre o axônio do primeiro neurônio e os dendritos ou o corpo celular do segundo neurônio. pois devido à sua natureza lipídica ela impede o fluxo de íons. C ÉREBRO Localizado na caixa craniana. Preenche a parte superior da cabeça e é protegido pelos ossos cranianos. permite pensar. cerebelo). Sua função é receber e interpretar informações. É envolvido pelas meninges: pia-máter. A conexão entre dois neurônios recebe o nome de sinapse. é a mais complexa estrutura do SNC. ENCÉFALO Centro de controle do corpo. lembrar e ter sensações. Tem forma ovóide e é dividido em duas partes simétricas chamadas hemisférios cerebrais.F IBRAS NERVOSAS São os prolongamentos (axônio ou dendrito) de neurônios cujos corpos situamse.

garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora. avisando-os sobre o que fazer. Por exemplo: a parte anterior do cérebro. as habilidades matemáticas. mas na maioria das pessoas ele controla atividades específicas.Sua função é controlar o corpo – tudo o que ele faz. O hemisfério cerebral direito recebe as informações e controla os movimentos do lado esquerdo do corpo. controla certas atividades específicas como. O hemisfério cerebral esquerdo recebe informações sobre o lado direito do corpo e controla os movimentos dessa região. C EREBELO Localiza-se por trás do tronco encefálico. como as artísticas e criativas. Cada saliência do cérebro está relacionada a determinadas funções. que retransmitem informações do córtex cerebral para o cerebelo. contém a formação reticular que regula a consciência. processa-as e envia mensagens aos músculos. sente e pensa. por exemplo. Na maioria das pessoas. Parece idêntico ao hemisfério esquerdo. está relacionado à elaboração do pensamento. 26 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . posteriores = audição). O cérebro recebe informações de todas as partes do organismo. P ONTE Contém grande quantidade de neurônios. Sua função está relacionada com a regularização do tônus muscular. junto ao osso frontal. T RONCO ENCEFÁLICO M ESENCÉFALO Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente. Exemplos de estruturas de importância: pedúnculos cerebrais e corpos quadrigêmeos (anteriores = visão. Ele controla a harmonia dos movimentos da musculatura esquelética. científicas e de linguagem. apoiado no osso occipital.

. envolto pelas meninges. que tem a função de amortecer impactos. . Também vai estar no caminho dos impulsos direcionados à medula. para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. próximo da medula espinhal. controlar a pressão do sangue e estabelecer a freqüência e a intensidade da respiração. que fica dentro do canal vertebral.Serve de elo entre as informações do córtex que vão para o cerebelo. Na ponte também ocorre a inversão da lateralidade das inervações motoras provenientes dos hemisférios direito e esquerdo. uma resposta à excitação de um nervo sem a intervenção voluntária do indivíduo (arco-reflexo). Sua função é recolher estímulos sensitivos do SNA (sistema nervoso autônomo) periférico e encaminhá-los para o restante do SNC. Dura-máter . Também conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. B ULBO É a parte inferior do tronco encefálico. Pia-máter . envolve diretamente os órgãos. dá suporte ao encéfalo. M ENINGES .É fina e possui muitos vãos sangüíneos.Membrana intermediária de consistência esponjosa e muito rica em vasos. entre elas ritmar as batidas do coração. é a mais espessa das meninges. M EDULA ESPINHAL É um feixe de nervos. Sua função é atuar como centro de controle de várias funções vitais. Aracnóide .Unida aos ossos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 27 . O espaço entre a aracnóide e a pia-máter é ocupado pelo “liquor” ou “líquido cefalorraquidiano”. conduzir estímulos do SNC para o SNA periférico e elaborar respostas simples para alguns estímulos.

No seu percurso (especialmente junto à coluna vertebral) encontram-se gânglios de coloração cinza-rósea. Essas fibras e as camadas que as recobrem são esbranquiçadas. Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e enerva o coração. tato. SNP ( SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO ) É formado por uma imensa rede de nervos que partem do encéfalo e da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo ao lado das artérias. abducente. glosso faríngeo e o vago). Sua função é coletar informações para o SNC pela sensibilidade e executar ordens pela motricidade. facial. Com apenas 4 milímetros de espessura. Têm a função de transmitir percepções de som. É o centro de controle do encéfalo. o estômago. óptico e o auditivo). São em número de 12 pares. N ERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos saem diretamente do encéfalo. analisam e transmitem impulsos nervosos. 28 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . que recebem. atuando sobre órgãos e músculos da cabeça e do ombro. o intestino e diversos outros órgãos. espinhal e o nervo hipoglosso) e quatro mistos (trigêmeo. Na medula. espinhal a massa cinzenta forma um núcleo em forma de “H”. S UBSTÂNCIA CINZENTA É feita de neurônios e de suas conexões.S UBSTÂNCIA BRANCA Atua como uma rede de comunicações. Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos. Forma no encéfalo o córtex. dor. cinco são motores (oculomotor. frio e calor. é a região que contém fibras nervosas de conexão. pressão. a camada mais externa do cérebro. troclear. interligando partes do encéfalo e ligando-as à medula espinhal. luz. no qual ocorre uma comunicação entre neurônios. gosto. veias e vasos linfáticos. contém mais de 10 bilhões de neurônios. daí a expressão “massa branca”. dos quais três pares são sensitivos (nervo olfatório. cheiro.

calor. o parassimpático entra em ação diminuindo o ritmo cardíaco. sem que o indivíduo tome consciência dessa ação. as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos estímulos enviados. que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. expulsão da urina. são substâncias químicas produzidas no hipotálamo. secreção de suor. isto é. Exemplo: se o sistema simpático acelera as batidas do coração. Todos eles são mistos. pressão. SNA ( SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ) Controla a vida vegetativa. O SNA subdivide-se em dois: o parassimpático e o simpático. para o cérebro. freqüência cardíaca.N ERVOS RAQUIDIANOS São 31 pares. via medula. da pele ou órgãos. frio e dor. levando-as para a medula e. em sua mais simples definição. coletam percepções de tato. bem como recebem do cérebro. desta. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 29 . que trabalham em conjunto para provocar efeitos opostos em muitas áreas do organismo. São constituídos por: • 8 pares cervicais • 12 pares dorsais • 5 pares lombares • 5 pares sacrais • 1 par coccígeno SNE (S ISTEMA N ERVOSO E MOTIVO ) Sabemos que as emoções. Exemplos: temperatura corporal. Sabemos também que determinadas emoções (substâncias) costumam somatizar em órgãos preferenciais. executando-as. mobilidade e as secreções digestivas.

SNA

PARASSIMPÁTICO

Funções do Sistema Nervoso Parassimpático

Funções do Sistema Nervoso Simpático

OLHO
Contração das pupilas e das pálpebras.

OLHO
Dilatação da pupila e maior abertura dos olhos.

CORAÇÃO
Redução do volume-minuto cardíaco, do ritmo de batimentos, da quantidade de estímulos e da sensibilidade aos estímulos.

CORAÇÃO
Aumento do volume-minuto cardíaco, da freqüência cardíaca, da intensidade de estímulo, da força de contração e da sensibilidade aos estímulos.

RESPIRAÇÃO
Redução da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, contração dos brônquios, redução do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

RESPIRAÇÃO
Aumento da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, dilatação dos brônquios, aumento do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Aumento do fluxo salivar, contração da garganta, abertura da entrada do estômago, aumento do tônus da musculatura gástrica, ativação do peristaltismo, aumento da secreção das glândulas gástricas, abertura da saída do estômago, aumento do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e ativação do peristaltismo intestinal.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Redução do fluxo salivar, dilatação da faringe, fechamento da entrada gástrica, redução do tônus da musculatura gástrica, inibição do peristaltismo, redução da secreção das glândulas gástricas, fechamento da saída do estômago, redução do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e inibição do peristaltismo intestinal.

BEXIGA
Descarga da urina, ativação do músculo detrusor e inibição dos músculos do esfíncter.

BEXIGA
Retenção de urina, inibição do músculo detrusor e ativação do músculo do esfíncter.

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

Origina-se nas porções craniais acompanhando nervos cranianos e sacral, emergindo com os nervos raquidianos e acompanhando o nervo vago, que desce ao longo do esôfago para enervar os pulmões, o coração, o estomago, o intestino, o fígado, as vias biliares e urinárias. Ele é ativado na digestão e no repouso; tem como função inibir o SNA simpático.

SNA

SIMPÁTICO

Sua função é a de preparar o corpo para situações de emergência, esforço ou inibir o parassimpático. Faz isso aumentando o metabolismo cerebral, a tensão arterial, a freqüência cardíaca e a sudação. Estimula as glândulas supra-renais para que liberem adrenalina e noradrenalina, hormônios que mantêm o sistema.

A LGUMAS E SQUEMA

FUNÇÕES DO

SNA

PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO

S ISTEMA N ERVOSO CENTRAL

AUTÔNOMO

P ERIFÉRICO

S IMPÁTICO
( VIGÍLIA)

P ARASSIMPÁTICO
( REPOUSO )

NERVOS CRANIANOS
(CABEÇA ,
OMBROS ) PESCOÇO ,

N ERVOS R AQUIDIANO
(C ORPO I NTEIRO )

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
O sistema circulatório é composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos, que são: as artérias, as veias e os capilares. A sua função é realizar a circulação sanguínea para: - Distribuir alimento e oxigênio para as células do corpo. - Transportar CO2, vindo das células, que será eliminado através dos pulmões. - Coletar excreções metabólicas e celulares. - Entregar excreções nos órgãos excretores, como os rins. - Transportar hormônios. - Desempenhar um papel importante no sistema imunológico na defesa contra infecções.

S ISTEMA

CARDIOVASCULAR

O sistema circulatório humano é composto de sangue, sistema vascular e coração. O coração é o órgão que bombeia o sangue. O sistema vascular é composto pelos vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias são os vasos pelos quais o sangue sai do coração. As veias são os vasos que trazem o sangue para o coração. Os capilares são vasos microscópicos, com parede de apenas uma célula de espessura e que são responsáveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno. O sangue segue um caminho contínuo, passando duas vezes pelo coração antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir o sistema circulatório em dois segmentos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica.

CIRCULAÇÃO

PULMONAR

A circulação pulmonar ou pequena circulação inicia-se no tronco da artéria pulmonar, seguindo pelos ramos das artérias pulmonares, arteríolas pulmonares, capilares pulmonares, vênulas pulmonares, veias pulmonares, e deságua no átrio esquerdo

32

a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

do coração. Na sua primeira porção, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmonares o sangue é saturado em oxigênio, transformando-se em sangue arterial.

C IRCULAÇÃO

SISTÊMICA

A circulação sistêmica ou grande circulação se inicia na aorta, seguindo por seus ramos arteriais e na seqüência pelas arteríolas sistêmicas, capilares sistêmicos, vênulas sistêmicas e veias sistêmicas, estas se unindo em dois grandes troncos: a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas deságuam no átrio direito do coração. Sua primeira porção transporta sangue arterial. Nos capilares sistêmicos o sangue perde oxigênio para os tecidos e aumenta seu teor de gás carbônico, passando a sangue venoso.

O UTRAS

DEFINIÇÕES

C IRCULAÇÃO

VISCERAL

É a parte da circulação sistêmica que supre os órgãos do sistema digestivo. C IRCULAÇÃO

PORTAL

O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que ao invés de levar o sangue de volta ao coração, leva-o ao fígado. Isso permite que esse órgão receba nutrientes que foram extraídos da comida pelo intestino. O fígado também neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue segue do fígado às veias hepáticas e então para a veia cava inferior, para seguir ao lado direito do coração, entrando no átrio direito e voltando para o início do ciclo, no ventrículo direito. C IRCULAÇÃO

FETAL

O sistema circulatório do feto é diferente, já que o feto não usa pulmão, mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Após o nascimento, o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas, incluindo fechamento do duto arterioso e do forame oval.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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O forame oval é uma importante comunicação entre os dois lados do coração durante a vida intra-uterina. Essa estrutura permite a passagem do fluxo sangüíneo para o ventrículo esquerdo (VE), promovendo o seu adequado desenvolvimento. A restrição ao fluxo através do forame oval constitui-se em grave distúrbio da circulação pré-natal, com seqüelas potenciais na vida pósnatal. Assim, uma avaliação completa do fluxo sangüíneo interatrial é essencial em fetos de alto risco. A detecção precoce desse problema otimiza o manejo perinatal, gerando desfechos clínicos potencialmente melhores. C IRCULAÇÃO

CORONÁRIA

É o conjunto das artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias próprios do coração. E SQUEMA

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO

S ISTEMA C IRCULATÓRIO

C ARDIOVASCULAR

L INFÁTICO

ESQUEMA
DE

IMUNIDADE )

L INFA ( LIMPEZA

E

F UNIONAMENTO L INFONODOS

- P RODUÇÃO DE ANTICORPOS ( DEFESA ) - P ASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA V ENOSO ( LIMPEZA )

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO
O sistema linfático tem duas diferentes funções: limpeza e defesa. Ele atua na limpeza do organismo esvaziando os interstícios celulares de macromoléculas, as quais são levadas pela linfa até os linfonodos, e ali são fagocitadas. Participam dessa função de limpeza: a linfa, os vasos linfáticos, os linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária. Na função de defesa ele produz linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Participam da função de defesa: a linfa (como meio de transporte), os linfonodos, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice.

L INFA
É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos. Era líquido intersticial e será sangue venoso quando se misturar a este no ângulo venoso, formado pelas veias subclávia e cava. Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, excetuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam, além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormônios, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura).

LINFONODOS
São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e seus componentes. Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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LEUCÓCITOS
São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

L EUCÓCITOS

GRANULARES

• Neutrófilos: fazem 65% da população total dos leucócitos; provêm da medula óssea. • Eusinófilos: fazem 3% da população total dos leucócitos; sua concentração aumenta nas reações alérgicas. • Basófilos: 11% das células brancas; suas funções são desconhecidas.

L EUCÓCITOS

NÃO - GRANULARES

• Linfócitos: fazem 30% dos leucócitos; originam-se nos tecidos linfáticos e na medula óssea. • Monócitos: Macrófagos: são os maiores leucócitos; têm ação fagocitária.

A NTICORPOS
Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas, como a globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B” (Existem linfócitos “B”, que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e “T”, que são eficientes nas crônicas).

TONSILAS
São órgãos linfáticos constituídos por numerosos folículos de tecido linfóide, dispostos em nódulos, possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos. Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual. Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem essa função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfóide e produzindo anticorpos.

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

T IMO
Órgão achatado, seu tamanho aumenta durante a infância e, com o passar dos anos, vai diminuindo de tamanho lentamente. Tem um papel crítico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz um hormônio chamado timozina. Combate a invasão por microorganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo células malignas.

BAÇO
É o maior órgão do sistema imunológico e caracteriza-se por não possuir circulação linfática. Na defesa do organismo, o baço filtra os microorganismos estranhos do sangue, produzindo linfócitos e plasmócitos, que fabricam anticorpos.

A PÊNDICE
Pequena porção do intestino, produz alguns leucócitos, que contribuem na defesa da região em que está localizado.

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Permite a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido de carbono, propiciando assim a troca de gases. O sistema respiratório é composto por:

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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Impede que substâncias não-gasosas penetrem no pulmão. aquecê-lo e umedecê-lo. T RAQUÉIA É um canal situado entre a língua e a origem dos brônquios. Suas funções são filtrar o ar. 38 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Através de seus movimentos de contração e expansão. cuja finalidade é a de reter as impurezas pelo trato respiratório. recobertas por uma membrana chamada “pituitária” ou “mucosa nasal”. Tem função digestiva e respiratória. que têm comunicação direta com a faringe. Sua função é levar o ar até os pulmões. situados na caixa torácica e separados pelo coração e pelo esôfago. contráctil e flexível. F ARINGE É um canal músculo-membranoso dilatável. acionando a epiglote quando engolimos.Tem como função evitar a penetração de conteúdo alimentar nas vias respiratórias e filtragem. a coana. um direito e outro esquerdo. terminando interiormente na laringe e no esôfago. varrendo-as para cima. e uma posterior. situado atrás das fossas nasais e da boca. introduzem e expelem gases. Contém muco e cílios. a narina. L ARINGE É uma estrutura músculo-cartilagínea situada na parte posterior do pescoço. Em cada fossa nasal existe uma abertura anterior.F OSSAS NASAIS São duas cavidades situadas na face. Constituem os órgãos fundamentais da respiração. PULMÕES São dois.

conduzir o ar proveniente do exterior até os alvéolos pulmonares e. desprende-se do glóbulo vermelho e. propicia um vácuo que permite a inspiração. Na expiração ocorre o inverso. Também colaboram na filtragem do ar através de mucos. diminuem de “calibre”. passa através da parede de um alvéolo e prende-se a um glóbulo vermelho.BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS Os brônquios são duas ramificações da traquéia que penetram nos pulmões e. Isto expulsa o ar dos pulmões. na inspiração. A expiração se dá quando ele relaxa e as costelas se contraem. cílios e macrófagos. devolver os gases ao meio exterior. por expansão. Função: nas condições apropriadas (limpeza. o oxigênio. D IAFRAGMA Grande músculo disposto horizontalmente e que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. Função: na inspiração. calor e umidade). passando pela parede do alvéolo. A LVÉOLOS Minúsculas bolsas em forma de cachos na ponta dos bronquíolos. oriundo de combustão celular. o dióxido de carbono. passando a chamar-se “bronquíolos”. chegando ao meio exterior. percorre o caminho da expiração. facilitando a inspiração. Função: quando se contrai determina o aumento dos diâmetros torácicos. à medida que vão se ramificando. vedada pelo diafragma contraído. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 39 . provocam um aumento da caixa torácica que. C OSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS As costelas e os músculos intercostais. na expiração. Estão envolvidos por uma rede de vasos sanguíneos – os capilares.

SISTEMA DIGESTÓRIO Função: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absorção. além da eliminação de produtos sólidos rejeitados na digestão. 40 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . L ÍNGUA Órgão muscular ímpar de forma cônica. formação e movimentação do bolo alimentar. a úvula e as glândulas salivares. Função: indução à salivação. Inicia a quebra e processa a deglutição dos alimentos. os dentes. situado na cavidade bucal entre as arcadas dentárias. revestido por mucosa. Ele é composto por: BOCA Primeiro segmento do aparelho digestivo. Função: abrigar a língua.

mediante a presença da amilase salivar. São denominadas parótidas. Ú VULA Apesar de não constar como órgão do sistema digestório. Função: através da válvula epiglote a faringe impede que líquidos e sólidos sejam desviados para os pulmões. Quando parassimpática. ESÔFAGO É um canal músculo-membranoso que une a faringe ao estômago. facilitando o deslocamento do alimento até o estômago. exerça função de estimular o peristaltismo do esôfago e estômago. localizada no final da faringe. os caninos rasgam e os pré-molares e molares trituram. o alimento e a saliva. G LÂNDULAS SALIVARES São seis e estão localizadas ao redor da cavidade bucal.D ENTES São órgãos duros de estrutura calcária. no “teto”. em forma de “sino”. glândulas que secretam substâncias lubrificantes. Função: elaborar a saliva. submaxilares e sublinguais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 41 . em suas paredes. acredita-se que a úvula. Possui. F ARINGE É um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório. Função: serve como um condutor de passagem dos alimentos. com auxilio da língua. que é um líquido inodoro e que se divide em dois tipos: simpática (espessa e escassa) e parassimpática (fluida e abundante). ativa o suco gástrico. sendo que os dentes incisivos cortam. Função: Os dentes misturam.

cólons e reto. pasta esbranquiçada e mole que. e o piloro. Por causa das inúmeras transformações que ocorrem em seu interior o alimento recebe o nome de “quimo”. I NTESTINO É uma porção do aparelho digestivo situada entre o estômago e o ânus. lembrando um “J”. Nesse período.ESTÔMAGO É um órgão cavitário. Função: receber os alimentos já insalivados. é amassado e comprimido pelos fortes músculos estomacais. até virar uma pasta cremosa. que o separa do duodeno. o fundo. O intestino divide-se em duas partes: Intestino delgado: duodeno. 42 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . jejuno e íleo. que o separa do esôfago. PILORO Válvula em forma de anel muscular (esfíncter). decompô-los em substâncias mais simples e encaminhá-lo para os intestinos. Intestino grosso: cecun. P ROCESSO DIGESTIVO O alimento fica no estômago de trinta minutos a três horas. O estômago tem três zonas distintas: a cárdia. Função: regula a passagem dos alimentos da cavidade gástrica para o intestino. uma espécie de bolsa. que promove a comunicação do estômago com o duodeno. onde se encontram as glândulas produtoras de suco gástrico. através do piloro. O intestino é formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituída por uma porção externa de fibras longitudinais. entra no duodeno.

transformam-se no bolo fecal e são expelidos através do esfíncter anal. o alimento recebe a bile e o suco pancreático. I NTESTINO DUODENO DELGADO Primeiro segmento do intestino delgado. Localiza-se na região inferior do abdômen. pela extensão de tempo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 43 . Mede cerca de 1. JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. que depois se reúnem e vão formar as veias mesentéricas. cólon e reto. as moléculas que compõem essa massa são transformadas em substâncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa através das vilosidades intestinais. O seu nome vem do fato de. Começa na parte inferior direita do abdômen. desempenhando múltiplas circunvoluções.Função: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimento à decomposição das proteínas. Nele os alimentos não aproveitados pelo organismo gradualmente.5 centímetros de diâmetro. Função: nele ocorrem as principais funções químicas da digestão. ILEO Último segmento do intestino delgado. É caracterizado por sua distensibilidade. mede cerca de 4 metros de comprimento e tem 2. estar sempre vazio de alimento. I NTESTINO GROSSO É a parte final do tubo digestivo. Através da ampola de Vater. Função: absorver nutrientes que depois passam para o sangue. no cadáver. No intestino delgado.70 metros de comprimento e tem 7 centímetros de diâmetro. e divide-se em três partes: cecun. O íleo toma o seu nome do osso ilíaco. Tem numerosos vasos capilares sangüíneos. constituintes da veia porta. pouco acima da junção da coxa com o tronco. A água e algumas vitaminas são absorvidas no intestino grosso. Função: absorver nutrientes. Enche a maior parte do abdômen. hidratos de carbono e gorduras.

mas que se torna esverdeado pela oxidação. transformando o quimo em fezes semi-sólidas. excitando terminais nervosos que. vitaminas e sais minerais.que retém seu conteúdo e pela disposição de sua musculatura. abaixo da cúpula diafragmática. Este. Função: absorção da água. situa-se na superfície anterior do sacro e cóccix. terminando no canal anal. RETO Parte final do intestino grosso. A bile é um líquido de cor amarela. como: produção de bile. que possibilita a evacuação. Outros órgãos que contribuem para o processo digestivo: FÍGADO É a maior glândula do corpo e está localizado na parte superior da cavidade abdominal. muco. conversão de substâncias. Ao se acumularem no reto as fezes exercem pressão na parede do tubo. Esses resíduos (fezes) são compostos de alimentos não digeridos. A função da bile é auxiliar 44 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . enviam impulsos ao sistema nervoso central. depósito de glicogênio. transportando-as e evacuando-as. Tem funções múltiplas. ordena contrações ao reto. colesterol e inúmeras proteínas. células mortas e bactérias. localizado posteriormente e na parede inferior do fígado. em reação. Função: fazer comunicar o cólon sigmóide com o exterior do esfíncter anal e armazenar os resíduos semi-sólidos que restam do processo de digestão. onde colabora para as funções da digestão. o que gera a vontade de defecar. VESÍCULA BILIAR Pequeno saco com formato de pêra. então. intervenção no metabolismo dos lipídios. gorduras (fonte de energia). indispensáveis à vida do organismo. é secretado pelas células hepáticas através dos canais biliares e lançado no duodeno.

O suco pancreático atua no duodeno. E SFÍNCTER ANAL É a abertura do canal anal. combatendo a acidez. Função: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esvaziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto. Tem anéis musculares que podem relaxar. PÂNCREAS É uma glândula grande e lobulada de dupla função (endócrina e exócrina). V ÁLVULA ILEOCECAL Está situada entre a porção terminal do intestino delgado (íleo) e o cecun. amilase pancreática. permitindo o alargamento da passagem durante a defecação (expulsão das fezes). decompondo as gorduras. lançá-la no duodeno através do ducto cístico e do ducto colédoco. segmento de maior calibre. Função: controla expulsão de restos inaproveitados do intestino grosso. impedindo a putrefação intestinal e ativando a lípase gástrica. Possui funções endócrinas (que abordaremos no sistema endócrino) e exócrinas ou digestivas.na digestão. ativando os demais fermentos. para digestão do amido e nuclease. Função: acumular parte da bile secretada pelas células hepáticas e. Localiza-se no abdômen. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 45 . chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco. que formam o suco pancreático. atrás do estômago. lipase. para a digestão dos ácidos nucléicos. que se assemelha em estrutura às glândulas salivares. num segundo tempo. para digestão dos lipídios. É composto por enzimas digestivas: protease. para digestão das proteínas.

ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. OSSOS CURTOS Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais. OSSOS O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza. as epífises. fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca. Produz células sanguíneas (medula vermelha). ou corpo ósseo. Também é depósito de gordura (medula amarela). Classificação dos ossos: OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida. É o que acontece com o fêmur e o úmero. rodeada de tecido compacto. A escápula é um exemplo. Fornece uma área de armazenamento para sais minerais. o que lhes confere grande resistência. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto. para suprir as necessidades do corpo. proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo.SISTEMA ESQUELÉTICO Tem a função de suportar tecidos adjacentes. Auxilia no movimento do corpo. 46 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Responsável pela forma do corpo. e duas extremidades. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior. e a parte interna por substância esponjosa. a diáfise. a cavidade medular. Exemplo: ossos do punho. especialmente fósforo e cálcio. OSSOS CHATOS São ossos achatados de pequena espessura em relação ao seu comprimento e largura.

enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero. O esqueleto axial é formado pelo crânio. Unindo cada membro superior ao esqueleto axial está a respectiva cintura escapular. que na infância é formada pelos ossos ílio. o coração e o fígado. envolvem a cavidade torácica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 47 . rádio. ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur. As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está a cintura pélvica. protegendo os órgãos vitais como o pulmão. pelas costelas e pelo esterno. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro e são ao todo oito. Há também três pares de costelas que se prendem. São sete pares de costelas que se prendem. pela coluna vertebral. o osso do quadril. dos quais dois são pares e quatro são ímpares. patela e ossos do pé). TÓRAX Composto por doze pares de ossos em forma de arco. Esses ossos. que são dois pares. Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto. Durante a adolescência estes três ossos se fundem. por meio de cartilagens. recebendo nome de costelas verdadeiras. Conheça a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo: CABEÇA Os ossos da cabeça são divididos em ossos do crânio e ossos da face. e de ímpares os que são únicos. fíbula. denominados costelas. por meio de cartilagens. formando um osso único. ao sétimo par da costela verdadeira e recebem o nome de costelas falsas. A face é formada por 14 ossos. unidos por cartilagem. formada pela escápula e pela clavícula.ESQUELETO O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. sendo seis pares e dois ímpares. tíbia. ao osso esterno. ísquio e púbis. Existem ainda as costelas flutuantes.

pulso e mão. que formam o punho. antebraço. para trás. possibilitando que ele se movimente. A primeira vértebra. Constitui a estrutura básica do esqueleto. Ela serve de apoio para as outras partes do esqueleto. chamada atlas. Com os dois ossos do antebraço. para os lados e até de rotação. cinco são denominados metacarpos. muito bem protegida. Quando a coluna é vista de frente. articula-se na sua parte inferior a mão. Como a coluna é feita de vértebras que se articulam. as vértebras têm um canal por onde passa a medula nervosa ou medula espinhal. Além disso protege a medula espinhal. nós podemos realizar movimentos para a frente. Essa curvatura dá o equilíbrio necessário para que o homem possa ter a postura vertical. quando é vista de lado. o antebraço é formado pelos ossos rádio e ulna (cúbito). • Região sacrococcigiana: constituída pelo sacro e pelo cóccix. longo e robusto. e correspondem à superfície dorso-palmar da mão. O osso sacro resulta da soldadura de cinco vértebras. • Região torácica: constituída por doze vértebras que servem de ponto de inserção para as costelas. articula-se com o crânio. forma duas curvaturas em forma de S. pois sustenta a cabeça e o tronco. servindo de articulação para o osso itálico. que fica. • Região lombar: constituída por cinco vértebras grandes. Essa região suporta a maior carga. que se articula com o fêmur. O osso cóccix é formado pela soldadura das quatro últimas vértebras. 48 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . assim. • Região cervical: constituídas pelas sete vértebras do pescoço. Os dedos da mão são formados pela primeira. MEMBROS SUPERIORES Compostos por braço. que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: oito são chamados ossos do carpo. segunda e terceira falanges (o polegar tem só duas). ela é reta. O osso do braço é o úmero. importante componente do sistema nervoso.COLUNA A coluna vertebral é um conjunto de ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vértebras. Além disso.

CINTURA PÉLVICA Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis. Função: proteger os ossos do desgaste do atrito. e a lubrificação proveniente do líquido sinovial ali existente.que se articula com a bacia pela cavidade catilóide. O fêmur tem volumosa cabeça arredondada. presentes nas extremidades dos ossos.a tróclea .o fêmur . O fêmur é o maior de todos os ossos do esqueleto.o colo anatômico. facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro.MEMBROS INFERIORES São maiores e mais compactos. perna. Os dedos são prolongamentos articulados que terminam nos pés.que apresenta dois côndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. O metatarso é a parte do pé situada entre o tarso e os dedos. Exemplo: osso do crânio. metatarso e os ossos dos dedos. A coxa só tem um osso . O pé é composto pelos ossos tarso. devido à presença de cartilagens lisas. que é formada pela fusão de três ossos: íleo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 49 . Exemplo: base do crânio. presa à diáfise por uma porção estreitada . A RTICULAÇÕES É a união de dois ou mais ossos contíguos. articula-se o fêmur. • Sincondroses: ossos unidos por cartilagem. O tarso é a porção de ossos posterior do esqueleto do pé. osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. Compostos por coxa. ísquio e púbis. A perna é composta por dois ossos: a tíbia e a fíbula (perônio). Com a pélvis. tornozelo e pé. Segue a classificação dos tipos de articulações: • Sindesmoses: ossos unidos por tecidos. A extremidade inferior do fêmur possui uma porção articular . adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr. Os ossos de uma articulação deslizam uns sobre os outros sem atrito.

• Diartrose: móvel. SISTEMA MUSCULAR 50 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Anfiartrose: semi-imóveis. • Sinoviais: são superfícies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cápsula. elástico e flexível. • Cartilagens: tecido conectivo compacto. porém com menos estabilidade. além de tecido fibroso.• Sínfises: articulações recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens. com uma cavidade contendo líquido sinovial. Quanto ao grau de mobilidade das articulações: • Sinartrose: imóveis. Exemplo: sínfise púbica. Estas permitem liberdade de movimentos.

intestino. • No sistema digestório: agem desde a absorção do alimento até sua excreção. ocos e tubulares (estômago. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 51 .A principal função do sistema muscular é propiciar movimentos. Os filamentos sobrepostos existentes no interior das células lhes dão uma aparência estriada. Os músculos são feitos de fibras. que desempenham funções determinadas de acordo com seu objetivo. bexiga urinária. • No tórax: realizam movimentos respiratórios. Esses músculos são fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendões e ligamentos e exercem força sobre os mesmos para que se movam. T IPOS DE MÚSCULOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS OU ESTRIADOS Agem sob comando voluntário do cérebro. produzindo movimentos dos ossos. Existem aproximadamente 600 músculos no corpo. que se contraem quando estimuladas por impulsos nervosos. MÚSCULOS LISOS Estão presentes nos órgãos internos. • Na fonação: participam no processo de emissão da voz. vaso sanguíneo. Algumas de suas funções secundárias são: • Nas artérias: controlam o fluxo sanguíneo. dispostas em feixes. Trabalham involuntariamente para o funcionamento regular do corpo. • Na reprodução: possibilitam a ejaculação do esperma. Suas células são fibras longas e finas. sistema respiratório). Os músculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. • Durante a gravidez: abrigam o embrião no útero (um saco muscular).

Os ligamentos apóiam 52 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . porém menos do que o tecido muscular. • Abdução: afasta do eixo sagital mediano. Os músculos não podem “empurrar”. apenas “puxar”. L IGAMENTO É uma tira de tecido duro. os músculos esqueléticos tracionam os ossos aos quais estão ligados. o único músculo que não cansa. Esses músculos em pares são chamados antagonistas. É. Tipos de movimentos musculares: • Flexão: diminuição do grau de uma articulação. provocando um movimento do corpo. um material muito forte capaz de resistir à tração quando puxado longitudinalmente. Como funcionam os músculos? Ao se contrair. TENDÕES São feitos de fibras de colágeno. • Rotação: em relação a um determinado eixo. • Pronação: quando um osso gira sobre outro. • Extensão: aumento do grau de uma articulação. por isso para cada músculo que causa movimento há outro que faz o movimento oposto. mas levemente elástico – mais elástico do que o material dos tendões. Por exemplo: um músculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexão.MÚSCULO CARDÍACO É um músculo especializado que forma a parede do coração. • Adução: aproxima do eixo sagital mediano. também.

na corrente sanguínea. substâncias chamadas hormônio.as articulações do corpo. com isso. estabelecendo a ligação entre os ossos que as compõem. SISTEMA ENDÓCRINO Regula as atividades do corpo produzindo e liberando. As glândulas são classificadas em três tipos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 53 . os movimentos de cada articulação ficam limitados ao grau necessário. que são produzidas por glândulas endócrinas.

• Mistas: São aquelas que produzem substâncias lançadas na corrente sanguínea. • Adrenocorticotrófico (ACTH) . lagrimais. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior. H IPÓFISE A hipófise é dividida em três partes. esse último pouco desenvolvido no homem.Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides. mas também produzem substâncias que não são lançadas na corrente sangüínea. mamárias. testículos. que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios.Hormônio do crescimento. • Tireotrófico (TSH) . Exemplo: fígado.• Endócrinas: São aquelas cuja substância produzida é lançada na corrente sangüínea. denominadas lobos anterior. 54 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . As principais glândulas endócrinas do corpo são: H IPOTÁLAMO Localiza-se na base do encéfalo. Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise: • Gonadotrofina (GH) . A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras. sob uma região encefálica denominada tálamo. posterior e intermédio. • Exócrinas: São aquelas cujas substâncias produzidas não são lançadas na corrente sangüínea.Age sobre o córtex das glândulas supra-renais. ovários. neuro-hipófise.Estimula a glândula tireóide. Exemplos: pâncreas. • Folículo-estimulante (FSH) .

2 gramas. • NORADRENALINA . P INEAL . dilata a pupila do olho e aumenta moderadamente o metabolismo. aumenta consideravelmente a pressão sanguínea.1 a 0. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 55 .• Luteinizante (LH) .Produz a constrição de todos os vasos sanguíneos do corpo.E PÍFISE Órgão pequeno e cônico. atua sobre a hipófise e sobre o córtex da supra-renal. que se localiza aproximadamente no centro do encéfalo.Interfere no desenvolvimento das mamas. provoca a ovulação e formação do corpo amarelo. Atua na indução ao sono. Ativa o funcionamento das glândulas sexuais. inibe a função gastrointestinal. de cor cinza. facilitando. Hormônios produzidos: • MELATONINA .Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo. Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise: • Oxitocina .Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero.Exerce efeitos inibidores sobre as gônadas e é um potente clareador da pele. Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas. na mulher e na produção de leite. assim. aumenta a atividade cardíaca. clareia a pele e mantém a pressão sanguínea equilibrada. a expulsão do feto e da placenta • Antidiurético (ADH) ou vasopressina .Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo. possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0. • Lactogênico (LTH) ou prolactina .

pois possui quatro átomos de iodo conectados ao núcleo de tireonina. Sua principal função é aumentar a atividade metabólica na maioria dos tecidos. que é produzido por glândulas último-branquiais. porém é cinco vezes mais potente. • TRIIODOTIRONINA . que não existem isoladamente nos mamíferos. A ação do hormônio paratireóideo é controlada pelo hormônio calcitonina. 56 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Também promove o crescimento e a diferenciação.T IREÓIDE Órgão ímpar. e inibe a absorção do osso. é produzido por glândulas último-branquiais. Essa diferença ocorre em função da velocidade pela qual ele entra nas células-alvo. encontra-se ligado à parte inferior da laringe e superior da traquéia. mas que estão incorporadas ou na glândula paratireóide ou na tireóide. • CALCITONINA . pois a tiroxina encontra-se presa a uma globulina fixadora. embora esteja no sangue em quantidades mínimas. P ARATIREÓIDES São quatro pequenas formações arredondadas. Sua ação é quase imediata. aumenta o metabolismo oxidativo e é necessário para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central. Hormônio produzido: • PARATORMÔNIO . situado na parte inferior do pescoço.Conhecido como “T3”. Sua ação é quase imediata. A calcitonina inibe a absorção do osso. por possuir três átomos de iodo.Sua presença eleva a concentração do cálcio . Tem a mesma função da tiroxina.Descoberto na década de 1960. Produz os seguintes hormônios: • TIROXINA .É também conhecido com “T4”.

Age sobre os túbulos renais aumentando a reabsorção da água e sódio.RENAIS Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas: o córtex e a medula.Mantém e promove a maturação de linfócitos nos órgãos linfóides (baço.Exerce influência na placa mio-neural (junção dos nervos com os músculos) e. desenvolvendo importante papel na estimulação das defesas do organismo. Diminui a síntese protéica no organismo. linfonodos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 57 . Distúrbios da timina seriam. • GLICOCORTICÓIDES (CORTIZOL) . • TIMINA . Aumenta também a excreção de potássio. devemos salientar que são formados em pequenas quantidades. Tem atuação antiinflamatória.). Hormônios produzidos: • TIMOZINA . por exemplo. porém de baixa potência.Estimula o armazenamento de glicogênio no fígado e a mobilização dos tecidos graxos de depósitos adiposos. Quanto aos glicocorticóides. Reage contra o cansaço físico e neurogênico. C ÓRTEX Produz os hormônios denominados mineralocorticóides (aldosterona) e glicocorticóides (cortizol). Hormônios produzidos: • MINERALOCORTICÓIDES (ALDOSTERONA) . Cada parte tem função diferente.É o hormônio masculino elaborado no córtex da suprarenal. etc. portanto.T IMO Não possui estrutura de glândula endócrina. Sua falta afeta o coração debilitando-o. em parte. diminuindo-a. e a pressão arterial. antialérgica e antichoque anafilático. excitando o fígado e intestinos. nos estímulos nervosos periféricos. • ANDROGÊNIO . S UPRA . a miastenia grave. em especial os hormônios sexuais. produz várias substâncias hormonais e alguns tipos de anticorpos. responsáveis por doenças musculares como. nem de órgão linfóide.

aumentando a excitabilidade e atividades em todo o organismo. aumenta a freqüência e volume respiratório. estresse. É produzido em pouca quantidade. 58 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . arrepia os pêlos. • NORADRENALINA .Importante na adaptação do corpo diante de situações que requeiram esforço ou emergências. dilata pupila. preparam o organismo para a fuga ou a luta. Pode atingir células não inervadas pelo SNA simpático. tais como: emoções fortes. dilata brônquios. Eleva o metabolismo em até 100%. e é “ferramenta” do SNA simpático. ativa a renovação das reservas glicogenias do fígado. Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência. abre pálpebras. M EDULA S UPRA -R ENAL Produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). promove o aparecimento dos caracteres secundários femininos e o ciclo menstrual. Aumenta. inibe o parassimpático. porém estes duram até 10 vezes mais. entre outros. por ser lentamente eliminada. moderadamente. a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos.• ESTROGÊNIO . dilata a pupila do olho. produz vaso constrição periférica. Inibe a função do trato gastrointestinal.Também produzido no córtex da supra-renal. choque. Hormônios produzidos: • ADRENALINA .Tem praticamente os mesmos efeitos da adrenalina. inibe o sistema digestório. seca a boca.

já o LTH atua sobre os ovários e também auxilia na secreção do leite pelas mamas. produtoras de glucagon. por 2 cm de largura e 1 cm de espessura. A atividade dos ovários depende inteiramente das gonadotrofinas (hormônio formado na hipófise) segregadas pela adeno-hipófise. O VÁRIOS São duas pequenas glândulas de aproximadamente 3 cm de comprimento. que produzem a insulina.P ÂNCREAS Constituído por dois tecidos distintos: a parte externa é formada por ácinos. Esses dois hormônios são os principais reguladores do metabolismo glicídico. Essas são de dois tipos: as células alfa. O hormônio FSH e o LH agem exclusivamente sobre os ovários. e na parte interna encontramos as ilhotas de Langherans. que são constituídas por células secretoras de hormônios. e as células beta. em forma de amêndoas. Eles secretam dois tipos de hormônios: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 59 . lipídico e protéico. que segregam os sucos digestivos. localizadas na porção pélvica do abdômen feminino.

• PROGESTERONA . O SCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL 1ª Semana: FSH – aumento gradativo LTH – decréscimo discreto Estrógeno – decréscimo gradativo Progesterona – decréscimo gradativo 2ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – aumento acentuado LTH – decréscimo discreto Estrógeno – aumento acentuado Progesterona – decréscimo gradativo . na puberdade. em uma estrutura secretora especializada no processo de implantação. mais tarde.• ESTROGÊNIOS .São secretados pelo folículo ovariano em desenvolvimento e. 60 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite na gestação e diminui a mobilidade do útero. Sua diminuição torna irregular o ciclo menstrual. parcialmente espessado. Na gravidez e na puberdade. Atuam também num ligeiro aumento de sódio e reabsorção de água pelos túbulos renais e no aumento na formação da matriz óssea. Converte o endométrio uterino. 3ª Semana: FSH – decréscimo gradativo LH – decréscimo gradativo LTH – decréscimo acentuado Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – aumento acentuado 4ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – decréscimo discreto LTH – decréscimo gradativo Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – decréscimo acentuado . Exercem também controle parcial no desenvolvimento das mamas e sua função.É secretada pelo corpo lúteo e pela placenta. Eles também tendem a aumentar a mobilidade do útero e sua sensibilidade à ocitocina. Durante a gravidez. são secretados pela placenta. bem como atrofia o desenvolvimento das mamas e do útero. tais como o aspecto feminino e a recuperação do endométrio após a menstruação. Sua diminuição ocasiona irregularidades menstruais e pode induzir o aborto em mulheres grávidas. Os estrogênios são responsáveis pelo crescimento aumentado do útero e da vagina. estimulam a formação dos ductos da glândula mamária. pelo corpo lúteo. e pelo desenvolvimento dos caracteres secundários.

A placenta também serve de barreira efetiva contra doenças de origem bacteriana. diminuição da captação de glicose e a gliconeogênese aumentada. • PROGESTERONA .Aumenta o suprimento muscular para o órgão. Mantém o corpo lúteo do ovário intacto e secreta progesterona e estrogênio. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 61 .P LACENTA Glândula endócrina temporária. Induz uma série de mudanças metabólicas: lipólise acelerada.Sua secreção começa em torno da quinta semana de gestação. o alargamento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal. antes da época em que a criança pode produzir seus próprios anticorpos. Essa imunidade é necessária durante os primeiros meses de vida. • ESTROGÊNIO .Promove o desenvolvimento da decídua do útero. na qual o embrião está preso através do cordão umbilical. Contribui também para o crescimento das mamas e diminui a contração uterina.Sua produção começa quando ocorre a implantação e alcança o pico em torno da nona semana de gestação. • HPL (LACTOGÊNIO) . das mamas. Causa o crescimento da musculatura uterina. É uma estrutura que aparece na parede do útero. que é essencial para implantação do ovo fertilizado e nutrição do jovem embrião. Hormônios produzidos: • HCG (GONADOTROPINA CORIÔNICA HUMANA) . Anticorpos são transmitidos pela mãe ao embrião e feto em desenvolvimento para dar-lhe imunidade contra várias doenças.

O aumento da secreção de testosterona durante a puberdade é responsável pelo crescimento pronunciado dos órgãos genitais externos. aumenta a formação dos eritrócitos. aumenta a retenção de sódio e água pelos rins. internos e o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. SISTEMA GENITAL FEMININO 62 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . acelera a deposição da matriz óssea e. Produzem os hormônios andrógenos: • TESTOSTERONA .TESTÍCULOS São duas pequenas glândulas mistas. Durante o desenvolvimento embrionário a testosterona é responsável pela diferenciação sexual. o aumento do desenvolvimento muscular e o padrão de pêlos característicos do sexo masculino.É o principal e mais potente androgênio. em menor grau. incluindo o engrossamento da voz. suspensas na região inguinal pelo folículo espermático. A testosterona também promove o anabolismo de proteínas através do corpo. circundadas pelo escroto.

Esse processo está intimamente relacionado ao sistema glandular endócrino. o óvulo. lateralmente ao útero. é influenciada pelo hipotálamo. a cada ciclo menstrual. de forma ovalada. dependendo da idade.Tem como função produzir o óvulo e reter o produto da eventual fecundação. apenas uma célula amadurecerá. Em seu interior existem cachos de células chamados folículos de Graf e.Órgão par. estrutura do sistema nervoso central. Sua função é produzir óvulos. situado na cavidade pélvica. Observação: a atividade dos ovários é controlada pela hipófise que. por sua vez. Tem coloração rósea com 3 a 4 cm de comprimento e. próxima à hipófise e altamente especializada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 63 . sua superfície pode ser mais ou menos rugosa. de função glandular mista. Os ovários são unidos à parede posterior do abdômen e ao útero por dois cordões fibrosos. permitindo o seu desenvolvimento. Composição: Ovários . dando origem ao gameta feminino.

Isso é possível através dos movimentos ciliares. abre-se na cavidade uterina e é contínuo com a ampola. Ele ainda está presente na época do nascimento. se fecundado. Ovulação . O corpo lúteo secreta também pequena quantidade de estrogênio. que está curvada sobre o ovário e. quando. quando suas funções serão substituídas pela placenta. estimulado por hormônios hipofisários. o qual absorve o corpo hemorrágico. onde é “empurrado” em direção ao útero. o óvulo maduro e expulso é capturado pela tuba uterina (trompa de falópio) que. com seus cílios. porém apenas um alcança a maturidade e ovula. por sua vez. o corpo lúteo realizará essa tarefa até o terceiro mês de gravidez. Quando um óvulo é expelido do ovário. O revestimento muscular consiste de uma camada interna circular e uma externa longitudinal descontinua. Suas paredes apresentam as mesmas três camadas que encontraremos por epitélio – mucosa. podendo ali ocorrer a ovulação. Encontramos cerca de 400 mil folículos. Medem cerca de 12 cm de comprimento. muscular lisa e serosa. o que facilita a implantação do óvulo. A camada mucosa ou interna é revestida por epitélio cilíndrico ciliado. uma expansão da tuba em forma de trombeta que se abre na cavidade abdominal. alterações definidas verificam-se no ovário.Colabora na ovulação o hormônio LH e FSH da adeno-hipófise. Se a fertilização não ocorre. A localização de um corpo lúteo velho é percebida por uma área de tecido cicatricial do ovário conhecida como “corpos albicans”.Óvulo . produzido pelos folículos de Graf. O amadurecimento do óvulo ocorre mensalmente a partir da puberdade. Havendo a fecundação. O corpo lúteo secreta grandes quantidades de progesterona. A extremidade da tuba uterina. as fibrilas funcionam como tentáculos. A ampola é a parte dilatada e central da tuba. nos ovários. Estão suspensas por uma prega de ligamento largo chamado mesossalpinge (salpinge significa tuba). Ligam cada ovário ao útero. Primeiro há hemorragia mínima no folículo rompido. o istmo. o corpo lúteo degenera e segue a menstruação. Após a ruptura do folículo. 64 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . gradualmente o conduzem em direção ao útero.Ocorrida a ovulação. todos os demais se degeneram (atresia). Tuba uterina / Trompa de Falópio / Salpinge .Em número de duas.É o gameta feminino. Essas células que revestem o folículo roto alteram-se e criam uma massa conhecida como corpo lúteo (corpo amarelo). Corpo lúteo . um grupo de folículos sofre crescimento e desenvolvimento. tem continuidade com o infundíbulo. têm a forma de cornetas e são musculares. a cada ciclo menstrual. Função: colher o óvulo que atingir a maturação e conduzi-lo ao útero. Seus cromossomas são do tipo “X”. presentes no corpo feminino desde o seu nascimento. trazendo-o para o interior da tuba.

apenas dezenas de milhares entram na cérvix. Normalmente apenas um espermatozóide entra no óvulo. apresenta numerosas glândulas secretoras de substâncias lubrificantes. de cor rósea. A presença do pronúcleo masculino induz o óvulo a proceder a segunda divisão meiótica e ele libera o segundo corpo polar. Das centenas de milhões de espermatozóides. PERIMÉTRIO . 40 a 50 gramas (se esta ainda não teve filhos). Quando o espermatozóide alcança o óvulo. A união dos dois gametas restaura o número de 46 cromossomas. Os espermatozóides alcançam esse ponto cinco minutos após o coito. Destes.Membrana intermediária constituída por feixes musculares que. o óvulo começa uma jornada de seis a oito dias. apenas alguns milhares alcançam o corpo do útero. Sua função é acolher o ovo fecundado por um espermatozóide e desenvolvê-lo até que o novo ser esteja totalmente formado e pronto para o nascimento.Fecundação Depois de ser ejetado do ovário. a uns 8 cm de distância. Sua parede é formada por três camadas (as mesmas da trompa): ENDOMÉTRIO .Túnica interna mucosa. este libera enzimas que auxiliam na dispersão da coroa radiada. e apenas algumas centenas viajam o restante. pesando. e o ovo fertilizado (zigoto) começa sua primeira divisão de clivagem no processo de desenvolvimento. na mulher adulta. Útero Tem forma de uma pêra. É transportado na tuba uterina através de contrações peristálticas da musculatura lisa e pela atividade dos cílios presentes na tuba. Logo que a penetração ocorre. e uma enzima proteolítica utilizada na penetração da zona prelúcida. o óvulo torna-se impenetrável a outros espermatozóides. Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se e unem-se. Simultaneamente.Membrana externa serosa. O útero divide-se em três partes: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 65 . MIOMÉTRIO . expulsarão o feto para o exterior. no parto. o espermatozóide perde sua cauda e um material cromossômico forma o pronúcleo masculino. A fecundação normalmente ocorre quando o óvulo já desceu cerca de um terço do caminho da tuba. sendo seu destino o útero.

cilíndrico. dilatável. existente entre o colo e o corpo do útero. extensível.Duas pregas cutâneas situadas por baixo do monte pubiano e separadas dos músculos pelo sulco gênito-femoral.É a separação. 66 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Proeminência situada diante da sínfise púbica.Duas pregas cutâneas localizadas abaixo dos grandes lábios. Função: abrigar o pênis no coito.É a parte mais volumosa do útero.COLO DO ÚTERO . Vagina Órgão genital feminino. dividindo-se assim em duas porções: supravaginal e intravaginal. Vulva É o conjunto de órgãos genitais externos da mulher. ISTMO . Externamente é recoberto por pelos púbicos. É constituído por: MONTE DE PÚBIS . Inferiormente. PEQUENOS LÁBIOS .É a parte mais delgada do útero. GRANDES LÁBIOS . dar passagem ao fluxo menstrual e ao feto no parto. Delimitam um espaço em cujo fundo se encontram o óstio externo da uretra e o óstio da vagina. CORPO DO ÚTERO . entre as virilhas. o colo do útero é circundado pelo anel que forma a extremidade interna da vagina. que se inicia na vulva e termina no colo do útero. em forma de cintura. músculo-membranoso.

onde desembocam os ductos lactíferos da glândula mamária que conduzem para o exterior a secreção glandular. que termina numa extremidade chamada glande. o orifício urinário e colaborar na copulação. Mamas São dois órgãos glandulares exócrinos. erétil. e a combinação “XY” = homem. • A gravidez melhora a saúde geral da mulher. Tem uma porção oculta entre os lábios menores e outra livre. coberta pelo prepúcio. situado na parte antero-posterior da vulva. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 67 . Função: secretar o leite para alimentar o recém-nascido. situados na parede anterior do tórax. aumentando sua expectativa de vida. A combinação “XX” = mulher.CLITÓRIS . Têm a forma hemisférica e a sua consistência e volume são variados. • Uma mulher tem em seus ovários a capacidade de produzir mais de 40 mil óvulos. Curiosidades • A mãe somente produz cromossomas “X”.Órgão par e mediano. Na face das mamas há a papila mamária (mamilo). Função: proteger a vagina. O homem pode produzir cromossomas “X” e “Y”.

Em número de dois.SISTEMA GENITAL MASCULINO Produz. Cerca de dois meses antes do nascimento deixam o abdômen e descem para o escroto. localizam-se no interior da cavidade abdominal no início da vida fetal. 68 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . são encontradas nos testículos. As células intersticiais de Leydig estão distribuídas entre os túbulos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos. conhecidas como “células de sertoli”. Composição: Testículos . células nutridoras e de suporte. Além de células reprodutoras. armazena e libera espermatozóides para fecundar o óvulo feminino.

Função: conduzir os espermatozóides até as vesículas seminais e a uretra. que são bolsas membranosas localizadas posteriormente à bexiga. armazenar e nutrir os espermatozóides. que é a elaboração dos espermatozóides. Cerca de cinco metros de tubos estão enovelados nessa pequena distância. tem sido descrito como “ducto excretor do testículo”. Função: armazenar. leitoso e alcalino). Função: recolher. situado na porção posterior e se estende até quase 4 cm. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 69 .Os testículos têm uma função exócrina.Glândula de secreção externa com a forma de uma castanha. Ducto Deferente / Seminífero . que durante a ejaculação é misturado com os espermatozóides provenientes das vesículas seminais e dos ductos deferentes.Sendo uma continuação do epidídimo. a secreção de testosterona.Existem duas vesículas seminais.Para cada testículo existe um epidídimo. protegendo-os da acidez urinária. transportar e amadurecer os espermatozóides. Próstata . Vesículas seminais . e uma função endócrina. Epidídimo . Função: secretar o líquido prostático (fino.

em grande parte. Função: na cópula. Pênis . da próstata e outras glândulas menores que se abrem na uretra. 70 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Função: transmitir os caracteres do pai na geração de um ser. coberto pelo prepúcio (pele anterior) quando não ereto. SISTEMA SENSORIAL O sistema sensorial tem como função colocar o homem em contato com o mundo exterior e protegê-lo. em cujo vértice se encontra o óstio da uretra. A cauda é usada para locomoção através do líquido seminal (esperma ou sêmen).É uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis. Seu corpo é cilíndrico e a extremidade distal é constituída pela glande.Órgão masculino da reprodução. possibilita que os espermatozóides ejaculados penetrem no útero. Espermatozóide . Função: abrigar os testículos. sendo constituído. sustentada pelo púbis. Escroto .Observação: o sêmen é um produto da secreção dos testículos. advertindo-o dos perigos que o ameaçam. por espermatozóides.Tem o corpo dividido em duas partes principais: cabeça (colo) e cauda (flagelo).

É formado pelas seguintes camadas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 71 . capaz de formar imagens de um objeto emissor ou refletor de luz.Composição: V ISÃO Torna-se possível através do olho. Situa-se numa cavidade do osso frontal. órgão par colocado na parte anterior da cavidade orbitária da face. É composto pelo globo ocular e seus anexos. GLOBO OCULAR Tem forma esférica ligeiramente aplanada com 24 mm de diâmetro aproximadamente. OLHO É um órgão foto-receptor. zigomático e maxilar superior.

Na parte posterior apresenta uma pequena cavidade circular com cerca de 1. verde. • Lente . é a região mais sensível à luz e onde as imagens são vistas com maior nitidez. permitindo a passagem dos raios luminosos. com células pigmentadas.É biconvexa e está colocada atrás da pupila.Substância transparente e gelatinosa localizada entre o cristalino e a retina. cinza. • Íris . de forma esférica. que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino. Sua borda livre apresenta duas ou três fitas de cílios. Tem por funções: proteger o globo ocular.Pode ser de cor castanha.É a membrana externa e resistente do globo ocular. ANEXOS DOS OLHOS • Pálpebras . • Coróide . entre o humor aquoso e o corpo vítreo. etc.Duas pregas músculo-membranosas situadas adiante das órbitas. • Retina . que controla a quantidade de luz que entra no globo ocular. que percebem a intensidade da luz. Apresenta uma saliência na córnea. e nela está localizada a íris.• Esclerótica / Esclera . Intervém na nutrição do olho e na formação dos humores aquoso e vítreo. e os bastonetes. de cor escura e rica em vasos sanguíneos. quando as fechamos.Membrana interna do globo ocular. uma superior e outra inferior. É uma membrana discóide com um orifício central. A córnea é clara e transparente.Líquido límpido incolor. Tem na sua constituição dois tipos de células foto-sensíveis: os cones. Atrás da íris fica o cristalino. que é uma lente biconvexa que tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular.5 mm de diâmetro chamada mancha amarela. fóvea ou macula lútea. fornecer descanso 72 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . LÍQUIDOS ENCONTRADOS NO OLHO • Humor Aquoso . • Humor Vítreo / Corpo Vítreo . constituída por tecido conjuntivo.É a membrana intermediária. azul. Ocupa o segmento mais interior da camada vascular do olho. É transparente e tem a função de focar os raios luminosos de modo a formar uma imagem perfeita sobre a retina. forma o conhecido “branco dos olhos”. que percebem as cores. a pupila. Fica coberta pelas pálpebras.

Situam-se nas bordas das pálpebras. tem por finalidade a movimentação do globo ocular e da pálpebra superior.Pêlos situados na parte superior da testa.Constituído pelas glândulas e vias lacrimais. que protegem o globo ocular contra o suor. • Aparelho lacrimal . desviando-o para os lados.Membrana mucosa que recobre a face interna das pálpebras e do globo ocular. Sua função é a de facilitar o deslizamento das pálpebras e umedecer o globo ocular.Conhecidos também como músculo da órbita. espalhar a lágrima. lavando e lubrificando o globo ocular. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 73 . São sete músculos estriados alojados na cavidade orbitária. • Músculos extrínsecos do olho . Camada vascularizada e transparente que protege o olho dos agentes físicos externos e de infecções.impedindo a entrada de luz. • Supercílios / Sobrancelhas .São pêlos que protegem o globo ocular contra a penetração de impurezas. • Conjuntiva . • Cílios . sobre os olhos.

Está alojado no osso temporal. bigorna e estribo. protegida por pêlos e cerúmen. No interior do ouvido médio localizam-se três ossículos: martelo. que é fina. concha cimba. Consta de duas metades: uma cartilagínea. O UVIDO MÉDIO Cavidade estreita e de forma irregular. CANAL AUDITIVO EXTERNO . Está recoberto de mucosa. Função: captar e direcionar o som para o interior do ouvido. que tem por finalidade reter impurezas e ação bactericida. transparente. raiz superior do anti-hélix. Função: percepção dos sons e. hélix. trago. delgada e de forma circular. e uma segunda. o som que até eles chega do ouvido externo ao ouvido interno. tubérculo de Darwin. sulco da escafa. uma entre o martelo e a bigorna e outra entre a bigorna e o estribo. raiz do hélix. que possibilita a entrada de ar equilibrando a pressão do ouvido externo com o médio. ORELHA .Constituída de tecido cartilaginoso. raiz inferior do anti-hélix. estes são unidos por duas articulações. anti-hélix. escavada no osso temporal. por vibração. O UVIDO EXTERNO Formado pela orelha (pavilhão auditivo) e canal auditivo externo. Separa-se do ouvido externo por uma membrana chamada tímpano. como função secundária. 74 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . médio e interno. transmitem. que está aplicada no osso timpânico do temporal.Estende-se até o tímpano e tem aproximadamente 3 cm de comprimento. Os três articulam-se entre si e. comunica-se diretamente com a faringe através da tuba auditiva (trompa de Eustáquio). órgão par que é composto por três partes: externo. o equilíbrio. com diferentes pregas e concavidades que recebem nomes como: lóbulo. medindo 1 cm de diâmetro. fossa triangular. óssea. O martelo une-se ao tímpano por ligamentos. por fazerem isso. O estribo liga-se ao ouvido interno através de uma membrana localizada na janela oval. de formação peculiar.A UDIÇÃO Torna-se possível através do ouvido. concha cava. antítrago. incisura intertrágica e supratrágica.

os quais recebem fibras do oitavo nervo craniano. provoca impulsos nas fibras dos neurônios sensoriais que os inervam. que se projetam numa membrana gelatinosa conhecida como otoconial. A oscilação desses cristais. resultando no equilíbrio. Nesse percurso. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 75 . sentida pelos cílios. e sim movimentos provocados pelo estribo que. Esses movimentos. onde recebe as vibrações sonoras do estribo. o som não é mais uma freqüência. EQUILÍBRIO O equilíbrio ocorre graças a receptores localizados no labirinto. após terem sido codificados pelas células receptoras. Essa área contém células ciliadas e pêlos ultrafinos. que contém cristais microscópicos de carbonato de cálcio ou otólitos. retornam ao ouvido médio. Esses receptores são sensíveis à ação da gravidade. finalizando na membrana da janela redonda. Os impulsos são interpretados pelo SNC. especialmente nos canais semicirculares. onde estas vibrações são transformadas em impulsos nervosos pelas células receptoras ciliadas. Essa região também é chamada de aparelho vestibular.O UVIDO INTERNO Inicia-se na janela oval. ou cílios. movimenta também o líquido existente entre os canais da cóclea. Estão localizados nas paredes de uma pequena e espessada área chamada mácula. conduzindo-as pela cóclea até a membrana basilar. à aceleração linear e à desaceleração da cabeça. fazendo movimentar a membrana da janela oval.

na salivação. É de formato cônico e dotada de grande mobilidade. apresentando pequenas elevações denominadas papilas linguais. encontram-se células especiais que recebem terminações nervosas e que têm a responsabilidade de perceber os sabores. Na sua parte superior encontramos ramificações do nervo olfatório. Função: percepção dos odores. localizada no interior da boca. depois transmitidas ao SNC. formando uma região especializada conhecida como “epitélio olfatório”. As sensações de odor são captadas nesse epitélio. 76 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . No interior dessas papilas. e sua função é perceber o sabor dos alimentos. a língua também atua na articulação das palavras. A língua é um órgão formado por diversos músculos.O LFATO Situa-se nas fossas nasais (mucosa nasal olfatória). Sua superfície superior é áspera. na mastigação e deglutição. presa na parte posterior junto à faringe e solta na frente. Além de captar as impressões de sabor. PALADAR Os receptores do paladar encontram-se na língua.

Localização dos sabores • Doce . as papilas estimuladas produzem as impressões gustativas nas células nervosas. só então. que se encontram no seu interior. lembram cálices e encontram-se no final da língua.PAPILAS LINGUAIS • Calciformes .São as maiores. Podem ser vistas a olho nu. • Ácido . São visíveis apenas com o microscópio. O sabor dos alimentos só pode ser percebido pelas papilas na forma líquida. O sabor dos alimentos não é bem percebido se o cheiro não for sentido. situando-se na parte central da língua.É percebido na parte posterior. • Fungiformes . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 77 .É percebido na frente. • Salgado . Observação: o sentido do paladar está bastante associado ao olfato. situam-se na frente da língua. Também são visíveis apenas ao microscópio. Essas impressões são levadas até o SNC. • Filiformes .Formadas por filamentos. têm a forma de “V” invertido.É percebido nas bordas frontais. Por isso os alimentos sólidos precisam ser dissolvidos pela saliva e. onde se percebe o sabor.São parecidas com fungos.

impedindo-as que cheguem ao cérebro. Curiosidades • A anestesia consiste em bloquear as transmissões dolorosas. 78 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . mas também dor. frio e pressão. • Visto que os corpúsculos táteis e as terminações nervosas livres não se distribuem igualmente pela pele. Função: permite-nos interagir com o ambiente. • Orelhas móveis auxiliam na defesa. existem regiões mais sensíveis. • Para alguns mamíferos. a pressão e o frio são sentidos no encéfalo e não na pele. • São os corpúsculos de Paccini (pressão) que permitem ao cego fazer a leitura “braile”. nas camadas chamadas epiderme e derme. Nelas encontramos diferentes tipos de terminações nervosas. pois permitem melhor recepção dos sons. • A dor. o calor. • A audição ajuda no aprendizado da fala e da leitura. calor. que recebem as impressões não só do tato. o tato. • Existem pessoas capazes de identificar mais de 10 mil cheiros e gostos diferentes. o tato está especialmente desenvolvido nos bigodes.T ATO Localiza-se na pele. como a ponta dos dedos e a língua.

podendo contrair-se e expandir-se devido a fibras conjuntivas e elásticas. absorve o oxigênio e elimina o gás carbônico. Proporciona cobertura protetora e impermeável ao corpo. funciona como barreira contra a entrada de microorganismos. A pele divide-se em epiderme. metaboliza a vitamina “D” utilizada na produção de ossos. Função: ajuda a controlar a temperatura do corpo. derme e hipoderme.SISTEMA TEGUMENTAR Tem como função proteger o organismo do meio exterior. Composição: PELE Membrana firme e flexível que envolve a superfície externa do corpo. tem uma superfície com cerca de 2 m². protege o organismo das agressões do meio ambiente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 79 . Permite todo tipo de movimento. Maior órgão do corpo.

• Reticular: mais profunda. É formada por células epiteliais mortas.É um tipo de tecido conjuntivo.É a camada mais superficial da pele. Liga a pele aos músculos e ossos. as fibras de colágeno que dão elasticidade permitindo a expansão e contração da pele. as glândulas sebáceas e sudoríparas. de sustentação. • Camada germinativa: É onde surgem as células epiteliais da pele. É formada por cinco camadas: • Camada córdea: grossa. É particularmente espessa nas áreas de atrito e desgaste. é onde as fibras do tecido conjuntivo se entrelaçam formando uma espécie de malha ou rede. • Camada granulosa: É onde as células epiteliais começam a morrer. • Camada lúcida: Encontra-se apenas na palma das mãos e na planta dos pés. HIPODERME . a que vemos e tocamos. Pode ser dividida em duas partes: • Papilar: situada logo abaixo da ultima camada da epiderme. Ajuda a conservar a temperatura do corpo e mantém reservas de energia. como a palma das mãos e a planta do pé. com aspecto de finas lâminas superpostas (queratina). • Camada Malphighi: constituída de células unidas entre si por fibras chamadas tonufibrinas. Encontra-se na epiderme a substância que dá cor à nossa pele. resistente. os nervos e suas terminações. onde se situam os vasos sanguíneos e linfáticos.Camada mais profunda que abriga as gorduras. que tem origem da queratina. Devido ao seu formato longo é também chamada de camada das células espinhosas. 80 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Faz parte da primeira linha de defesa do organismo. sem núcleo. substância que torna a pele resistente e impermeável. DERME .EPIDERME . Acumula querato-hialina.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 81 .PÊLOS São estruturas epidêmicas filiformes e flexíveis de substância córnea. Distingue-se neles uma parte livre chamada “ronco” e outra oculta no folículo piloso. chamada “raiz”. UNHAS São estruturas epidérmicas de natureza córnea que protegem a superfície dorsal da extremidade livre dos dedos. O seu desenvolvimento e características variam segundo sua localização.

exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Estão disseminadas praticamente por toda a pele. Encontram-se em toda superfície corporal. • A sudorese é uma das maneiras pela qual o SNC controla nossa temperatura. pois a oleosidade secretada serve de proteção. G LÂNDULAS SEBÁCEAS Secretam a gordura “protetora” da pele.GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Secretam o suor mantendo estável a temperatura do corpo. • Nós respiramos pela pele. 82 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Se tomarmos mais de um banho por dia não deveríamos usar sabonete após o primeiro banho. Curiosidades • Nossa pele tem cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas.

• Os órgãos estão organizados em sistemas (digestório.www. urinário.wikipedia.Em síntese: • As células formam os tecidos. • Os tecidos compõem os órgãos. • Os diversos sistemas dão suporte para o funcionamento o organismo humano.org a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 83 . Este capítulo teve como fontes de consulta: . etc.). Wikipedia .

bactérias. algumas doenças provocadas por eles. fungo unicelular.2. FUNGOS H ERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA À primeira vista os fungos são pouco interessantes. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA Nesse capítulo você vai saber o que são fungos. A rápida multiplicação do fungo produz minúsculas bolhas de gás carbônico. seus respectivos tratamentos e formas de prevenção. além da panificação. sua importância para o equilíbrio do meio ambiente e os danos que eles podem causar à saúde humana. O pão que comemos necessita de um fungo. base para muitas indústrias. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae. de mil formas. fazendo com que a massa cresça. no nosso cotidiano. a 84 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes. vírus e parasitas. que age como fermento biológico. A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão.

como se pode comprovar pelo fato de grande parte das Universidades e centros de pesquisa do mundo terem ainda a Micologia como uma dependência dos Departamentos de Botânica ou uma subdivisão destes. os holandeses Hans e Zacharian Jansen. Desde então. o Aspergillus lividus. os animais existem. vegetal e mineral. assim era no passado. Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus. Quando tomamos um chope ou uma cerveja. capazes de germinar) e das próprias estruturas fúngicas foram feitas pela dupla de inventores do microscópio. mykes. Segundo os critérios do passado. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas.sejam uni ou pluricelulares . estão contidas no líquido.mas não são capazes de sentir. vem do grego. As primeiras observações de esporos (células reprodutoras dos fungos. que desenvolveram os primeiros instrumentos em 1595. bebidas que sofreram pasteurização. a Micologia. uns 20% vêm dos fungos. Mas a separação dos fungos em um reino à parte só surgiu formalmente nos anos 60. Considerado o pai da moderna história natural. ajuda a transformar açúcar em álcool. da rica biodiversidade brasileira. de fato. Mas há também fungos macroscópicos. os vegetais existem e crescem. Até então. produzido por um fungo. mantinha-se a tradicional divisão em três reinos: animal. pai e filho. o naturalista sueco do século XVIII Carl von Linné. os fungos microscópicos . quando o ecologista norte-americano Robert Handing Whittaker propôs a atual divisão em cinco reinos. a levedura. afirmava que “os minerais existem. mas o que interessa ressaltar é que. que dão o nome a todo o conjunto: o nome da ciência que estuda os fungos. por serem microscópicos. De fato. Essa separação arbitrária continuou sendo adotada até meados do século passado e a sua influência é sentida até hoje. porque a maioria tem ácido cítrico. células vivas de fungo. que é usado industrialmente.5 milhão de espécies.num dia não tem nada e no outro há um cogumelo . cogumelos.) Poderíamos citar numerosos exemplos de fungos no nosso cotidiano. Os refrigerantes também são produtos fúngicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 85 .só foram descobertos após a invenção do microscópio. Os fungos visivelmente crescem e o fazem com grande velocidade . esse reino com 1. a Micologia começou a se desenvolver como uma ciência propriamente dita. a maior parte invisível a olho nu. só restava a possibilidade de eles pertencerem ao reino vegetal. conhecido simplesmente por Lineu. crescem e sentem”.Saccharomyces cerevisae. e. na cidade de Middleburg. criador da nomenclatura binominal dos seres vivos. como os cogumelos.

dos japoneses. Se houvesse. como o shitake. Em associação direta com o seu alimento. Nesse sentido. Sem os fungos. Animália (dos animais) e Fúngico (dos fungos). fazendo com que todo o equilíbrio da biosfera ficasse comprometido. pois a esse grupo pertencem os causadores de doenças em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. Mofos e bolores fazem o equilíbrio da biosfera na decomposição da matéria morta (galhos de árvores. Protista (dos protozoários). pois eles são agentes da decomposição. restos de animais. assemelham-se aos animais. os fungos são classificados em saprobióticos. Estudos recentes de biologia molecular e análises de DNA mostraram que a nutrição por absorção é uma característica dos fungos. bactérias e protozoários. pois são heterotróficos (exigem matéria orgânica provinda do ambiente) e quimiotróficos (obtêm energia da oxidação de sustâncias orgânicas). não fazem fotossíntese. Plantas (dos vegetais). A alimentação dos fungos é por absorção. BIORREGULADORES Com relação aos tipos de alimentos que utilizam. que são os outros reinos propostos por Robert Whittaker: reino Monera (das bactérias). como os liquens (ver matéria coordenada. restos de animais. etc). o cenário que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulação no sistema terrestre e marinho de matéria orgânica não-decomposta (galhos de árvores. vegetais. através da superfície das hifas. os fungos não têm clorofila nem outros pigmentos semelhantes e. os fungos têm uma série de características que os separam dos animais. Os simbióticos são os que vivem associados a outros organismos. portanto. no final). que formam o talo.). 86 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . por exemplo. dependem de fontes externas de carbono orgânico. São de grande importância econômica. para produzir energia. etc. Associados a bactérias. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis. Os fungos parasitas são os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível. Ao contrário das plantas. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas.Porém. permitindo a reciclagem de nutrientes. um grande cataclisma que eliminasse os fungos da face do planeta. crescem dentro dele. parasitas e simbióticos.

porque. os laboriosos lixeiros da natureza. Ali o fungo é investigado no tecido epidérmico. F UNGOS PATÓGENOS Existem numerosos fungos patógenos. Mas. Inalado. Suas células possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos verdadeiros. localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Seu citoplasma contém mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso. com um só núcleo. A porta de entrada das micoses profundas é o pulmão e os sintomas são parecidos com os da tuberculose. quando resseca.Os fungos destróem material que. é talvez o melhor e mais preparado em todo o país para o diagnóstico e tratamento das moléstias causadas por fungos. etc). o médico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. procurando-se saber que tipo de tratamento demanda cada micose. A maioria dos fungos capazes de causar infecção vive da matéria orgânica em decomposição.fungos parasitários. na poeira. há tratamento incorreto. comporta-se como parasita. Não havendo diagnóstico correto. ou multinucleados. chega ao alvéolo pulmonar. O excremento desses animais favorece a proliferação dos fungos. causadores das micoses. também são causadas por fungos. O Serviço de Micologia do Hospital Evandro Chagas. CONSTITUIÇÃO Os fungos são seres vivos eucarióticos. portanto. A micologia médica é a área da micologia que estuda as doenças causadas por fungos no ser humano. periquitos. E como esta freqüentemente é acompanhada de lesão pulmonar. como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores. causando a infecção.fungos saprofíticos . que são superficiais.agente da criptococose é encontrado em grande quantidade nos espaços urbanos associados a habitats de pombos e de psitacídeos (papagaios. de outra forma. iria acumular-se em quantidades incalculáveis.ou viva . Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans . São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta . no Rio de Janeiro. podendo instalar-se no organismo do indivíduo com baixas defesas. se espalha em pequenas partículas. Eles são. As micoses de pele. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 87 . como as leveduras. O fungo não necessita desse indivíduo para viver. quando se instala no ser humano.

Outro medicamento de grande importância para a medicina moderna. é necessário lembrar que os mais importantes patógenos do ser humano são os vírus e as bactérias. tem publicações das décadas de 20 e 30 sobre essa doença. a penicilina. onde o fungo vive. O Hospital Evandro Chagas. descoberta em 1929 por Alexander Fleming.Adolfo Lutz. sendo que cerca de 2% desenvolvem a doença. apesar de tudo isso. pois até então não se sabia como controlar doenças causadas por bactérias. em geral do sexo masculino. O fungo “se defendia” do ataque da bactéria jogando uma molécula. foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM). o crescimento da bactéria de Staphylococcus era inibido. cerca de 80% são brasileiros e 90% dos atingidos são jovens. pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos. à medida que foram descobertos. Dos doentes. Essa droga quase milagrosa revolucionou a medicina. Estimativas apontam 10 milhões de pessoas infectadas por ele na América Latina. Mas. mas que podiam matar uma pessoa. famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina. que é letal se não for tratada. às vezes originadas a partir da infecção num simples corte do dedo. sem dúvida. que vivem na zona rural. economicamente viável. que era um antibiótico. vive como saprófito em restos de materiais orgânicos. um metabólito. O cientista observou que na presença do fungo Penicillium notatum. Recentemente foi anunciado em Brasília que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb). não os fungos. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala. cujo esporo é inalado pelo homem. será o próximo organismo a ter o genoma seqüenciado no nosso país. a produção de medicamentos. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhões de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doença. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. U SO NA FARMÁCIA Um dos usos mais importantes dos fungos é. cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz. Inicialmente empre- 88 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . que torna possível os transplantes de órgãos ao reduzir a rejeição dos órgãos transplantados pelo sistema imunológico. isolado a partir de um fungo. que é uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra. O fungo Pb. é a cyclosporina. no Rio. causador da doença.

. hormônios de crescimento vegetal. Os fungos produzem outros metabólitos .como enzimas.Micotoxicoses . cerveja. a humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos. até milênios. vitaminas. alicerçada pelo desenvolvimento da engenharia genética.Biodeterioração M ICOTOXINAS São toxinas produzidas por fungos.São biotransformadores (queijos. pois começa a ganhar espaço a pesquisa voltada para os microorganismos. etc. sobretudo em regiões tropicais. animais e plantas .Auxiliam no controle biológico. na procura de vantagens técnicas.Doenças (micoses) no homem. A SPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS . vinho. energéticas e ambientais.. Durante séculos.Alergias .São os maiores decompositores do planeta.). proteínas. Hoje esse lugar é ocupado pelos fungos. . vitaminas etc.gados apenas como agentes antibacterianos. É uma corrida em busca de microorganismos com substâncias de interesse farmacológico. Aliás. missô. dada sua enorme biodiversidade em fungos. enzimas. A SPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS . econômicas.São produtores de antibióticos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 89 . uma grande tendência para a produção de drogas por processos fermentativos. molho de soja. hoje os metabólitos fúngicos têm diversos usos. Existe hoje. incluindo a biossíntese de colesterol. que no laboratório são transformados em princípios ativos para numerosos medicamentos. . O número de produtos farmacêuticos à base de fungos está em rápido crescimento. pão. a produção desse tipo de fármacos é relevante para o Brasil.

membros inferiores e superiores. C OMO EVITAR Seguem algumas recomendações: . . milho. podem liberar suas toxinas nesses substratos que serão posteriormente consumidos pelo homem. soja. leve seu próprio alicate. verifique se estão todos esterilizados. de maneira alguma. trigo.Quando for à manicure ou pedicure. .Na praia.) ou produtos finais (suco de maçã. M ANIFESTAÇÕES .Prefira meias e roupas íntimas de algodão.Pode afetar tronco.Não use toalhas de outras pessoas.). sejam grãos (amendoim. liberam líquidos e podem até inflamar. que coçam. M ICOSES CUTÂNEAS Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais.Inicia-se como um ponto avermelhado que se abre em erupções em anel de bordas avermelhadas e descamativas. sorgo. . . principalmente onde há dobras e entre os dedos.Enxugue-se bem. . dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. frutas secas.Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo. se houver ingestão de grande quantidades ou ingestão continuada. use sempre chinelo. .Se os fungos crescerem em alimentos. etc.Caso não os tenha. 90 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . . etc. Seu consumo pode representar risco à saúde humana. usar a mesma meia antes de lavá-la. . .Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos e.Não leve animais domésticos à praia e ao clube.

descamação. M ICOSE T IPOS DOS PÉS . coceira e mau cheiro.Não use toalhas e roupas de outras pessoas.Escamosa: atinge a região da planta e da lateral do pé. forma placas brancas sobre a unha.Seque bem o corpo após o banho. atingindo toda a área.Seque bem os dedos após o banho.Evite calçados apertados. Causa descamação. água de mar e piscina. Atinge a unha de três maneiras: sob a borda. que se descola do dedo. . pé-de-atleta ou frieira: atinge a pele entre os dedos. provocando coceira. e pode se alastrar para os membros. . . . M ICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE Seus sintomas são a deformação e o esfarelamento da unha.Evite sol. CUIDADOS . iniciando-se na cutícula e deteriorando a sua superfície. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 91 . especialmente nas costas e no peito. que fica espessa e partida. fissuras e placas esbranquiçadas. . .Interdigital.Tenha material próprio de manicure. . Pode vir acompanhada por uma infecção bacteriana. na base. CUIDADOS .M ICOSE DE PRAIA (P ITIRÍASE VERSICOLOR ) Provoca manchas esbranquiçadas.Ao fazer as unhas use instrumentos esterilizados.Não use toalhas e calçados de outras pessoas.

.. O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicação e divisão bacteriana.0 micrômetros. no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano. . As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. Provoca lesões avermelhadas e elevadas com bordas acentuadas.Placa margarida: tipo mais raro de micose. resultando em ressecamento e descamação da pele. 92 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . variando de 30 a 60 dias. não apresentam um núcleo definido. B ACTÉRIAS As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural. A membrana plasmática recobre o citoplasma da célula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. Por serem microrganismos procariontes. podendo ser conhecidas também como micróbios.Vesícula: começa com bolhas que provocam coceira e vermelhidão. nas bactérias não aparecem organelas delimitadas por membranas.Prefira meias de algodão.2 a 5. CUIDADOS . Diferente das células eucarióticas. estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. uma invaginação da membrana plasmática. e algumas causam doenças. denominada de mesossomo. . O tamanho das bactérias pode variar de 0. São abundantes no ar. Na membrana encontramos uma estrutura típica.Seque bem os pés após o banho. pois mesmo sem sintomas o fungo pode resistir nas camadas mais profundas da pele. procariontes. T RATAMENTO DAS MICOSES É sempre prolongado. sendo algumas até benéficas.Evite sapatos fechados e andar descalço em pisos úmidos. e de menor tamanho. trocando-as diariamente. Recomenda-se que o tratamento não seja interrompido. As bactérias são microorganismos unicelulares.

Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas . As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio. mesmo que se encontre em condições favoráveis à sua sobrevivência. que dá a forma à bactéria. As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas.Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos .Arredondadas: Cocos . ou seja.a bactéria não apresenta uma morfologia única. • Pleomorfismo . entre outros. que começa a crescer para o interior da célula a partir da superfície da parede celular. normalmente. presente principalmente em bactérias patogênicas é formada por polissacarídeos e tem uma consistência de um muco. Algumas são aeróbias. A cápsula. pH. As mudanças de forma podem ser consideradas como: • Involução . As bactérias que habitam o corpo humano proliferam num ambiente quente e úmido. Essa divisão se dá devido à formação de um septo. nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas.Em forma de vírgula: Vibrião As formas não são constantes. F ORMAS DAS BACTÉRIAS : .mudança de forma devido a condições desfavoráveis. Durante esse processo ocorre a duplicação do DNA seguido da divisão da célula bacteriana em duas células filhas. presença ou ausência de oxigênio. protegendo-as de possíveis rupturas enzimáticas ou osmóticas. o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem.As bactérias se reproduzem por divisão celular ou fissão binária. ou por produtos tóxicos. Tal estrutura mucosa confere resistência às bactérias patogênicas contra o ataque e englobamento por leucócitos e outros fagócitos. podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associação. situando-se. na pele ou sistema respiratório. A parede celular das bactérias é uma estrutura rígida e é formada por um complexo muco peptídico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 93 .

na infecção de uma ferida. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias-primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. que são nocivas para as células humanas. são novamente coradas com safranina. através dos pulmões. mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. tosse ou espirros de uma pessoa infectada. como o metanol. devido a maior espessura da parede celular. seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração. Seguidamente. são coradas pela safranina e ficam vermelhas. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele. As bactérias podem penetrar no corpo humano. 94 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . enquanto que as bactérias Gramnegativas. que desenvolveu o procedimento em 1884. e ficam coradas de azul ou violeta. Essa distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares. por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração. C LASSIFICAÇÃO C ORANTE DE GRAM Assim designada em memória de Christian Gram. após a descoloração pelo metanol. o resultado é a doença. As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas. Nesse procedimento.INFECÇÃO As bactérias podem produzir toxinas. As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante. São exemplos de bactérias Gram-positivas várias espécies de: . como por exemplo.Estreptococos. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa afetada não dispuser de uma imunização contra elas. Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta. a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gramnegativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas.

Infecções da pele e tecidos moles.Bronquite . I NFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS : .Vibrão Colérico.Otite média: o Streptococcus pneumoniae é responsável por 20% a 50% dos casos .Colibacilo. endocardite (menos de 3% dos casos são causados por S. a maioria é anaeróbia facultativa (capazes de crescer num leque alargado de concentração de oxigênio). ESTREPTOCOCOS Essas bactérias Gram-positivas crescem em cadeias de comprimento variável. e são responsáveis por muitas infecções distintas. Embora classificadas como aeróbias.Salmonelas. São exemplos de bactérias Gram-negativas: .Meningite bacteriana .. . .Menos freqüentemente. pneumoniae) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 95 .Pneumonia (adquirida na comunidade ou nosocomial) . Entre a grande variedade de doenças provocadas por cocos salientam-se: . . .Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar).Estafilococos. enquanto que poucas são anaeróbias obrigatórias.Sinusite .Pneumonia adquirida na comunidade.Enterococos. .

algaliação). A superinfecção pode ocorrer quando os antibióticos alteram o equilíbrio bacteriano no organismo. ocorrem em cocos individuais. aos pares e em cadeias curtas. Os enterococos podem causar superinfecções em doentes internados. nas secreções orofaríngeas e vaginais.. incluindo o homem. porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la. Normalmente. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar. O seu principal habitat natural parece ser o tubo digestivo dos animais. freqüentemente após cirurgia ou instrumentação (por exemplo. infecções pélvicas e infecções de tecidos moles. artrite séptica. São anaeróbios facultativos. incluindo pneumonia. que podem crescer em condições extremas e numa grande variedade de meios. sob terapêutica antibiótica. meningite. alimentos. incluindo solo. peritonite. em menor número. As infecções por estafilococos são freqüentemente supurativas (com produção de pus) e têm sido implicadas em muitos tipos diferentes de infecções. onde representam uma porção significativa da flora normal. glândulas mamárias e tratos gênito-urinário. Podem também encontrarse. o enterococos é considerado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos um indicador mais preciso de doenças transmitidas pelo contato com a água. colonizam a pele e encontram-se nas narinas e na pele de 20% a 30% dos adultos saudáveis. As infecções por enterococos ocorrem em doentes internados. Por viver mais tempo na água do mar do que os coliformes. ENTEROCOCOS Esses cocos. permitindo o crescimento dos agentes oportunistas. Os pneumococos podem causar essas infecções sobretudo em doentes com doenças subjacentes. osteomielite e infecções da pele e tecidos moles. como o enterococos. Podem também encontrar-se (embora menos freqüentemente) na boca.Também menos freqüentemente. água e em muitos animais. 96 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . ESTAFILOCOCOS Essas bactérias estão entre as mais resistentes que não formam esporos e podem sobreviver em muitas situações não fisiológicas. antes classificados como estreptococos do Grupo D. intestinal e respiratório superior.

no entanto.Meningite (raro). produção de toxina.Infecções de feridas e dos tecidos moles. .Endocardite. levando a germinação. As bactérias possuem grande importância ecológica. O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tensão de oxigênio. que provoca o tétano (Clostridium tetani). Assim temos o gênero Clostridium que além de esporulado é anaeróbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem.AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM : .Sépsis neonatal. . As bactérias também são úteis para o homem. que ataca a lavoura da laranja. fora do intestino. Geralmente estão associados a intoxicações por ingestão de palmitos contaminados e podem levar a óbito. Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminação.Infecções de queimaduras e feridas cirúrgicas.Infecções intra-abdominais e pélvicas (essas infecções são habitualmente mistas. como na indústria de laticínios e na indústria farmacêutica. . causadas por enterococos e outros agentes patogênicos). .Bacteremia. como é o caso do amarelinho (Xylella fastidiosa). principalmente nas vias urinárias.Infecções urinárias. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 97 . em função da ação neurotóxica de suas toxinas. Elas também podem causar grandes prejuízos econômicos. . pode causar importantes e graves infecções. Mas talvez a maior importância das bactérias seja o fato de elas serem parasitas do corpo humano. . É desse grupo também o produtor da toxina tetânica. A Escherichia coli é um importante componente da nossa microbiota intestinal. . e finalmente a tetania. podendo causar graves intoxicações como o botulismo (agente Clostridium botulinum). e as bactérias desnitrificantes que devolvem o nitrogênio dos nitratos e da amônia para a atmosfera. que as utilizam para fabricar antibióticos específicos. levando a infecções muito graves. elas fixam o nitrogênio da atmosfera na forma de nitratos.

. . infecção do sangue. Algumas linhagens ultra-resistentes não podem ser tratadas com drogas. 98 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Pseudomonas aeruginosa . Mycobacterium tuberculosis . Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas). Staphylococcus aureus . Shigella dysenteria . principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido.causa septicemia. . P RINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS . Enterococcus faecalis . e as doenças associadas a cada uma dela: . .causa pneumonia. .causa tuberculose. .causa disenteria (diarréia sangrenta). Algumas linhagens têm se mostrado muito resistentes a vários antibióticos.causa septicemia e pneumonia. Haemophilus influenzae . Acinetobacter .causa gonorréia. . infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas. e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido.causa septicemia.Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae).causa infecção do trato urinário. Reptococcus pneumoniae .Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. . . . infecção no ouvido médio. Algumas linhagens são ultra-resistentes. infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças.causa septicemia e infecção do trato urinário. diarréia e falência dos rins. Neisseria gonorrhoeae . pneumonia e meningite.Abaixo seguem algumas das bactérias mais nocivas ao homem. Algumas linhagens ultraresistentes não podem ser tratadas com drogas.causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido. a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina. Escherichia coli .

essas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucléico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína. enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas). . Vírus Influenza (Gripe) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 99 .Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria.Meningite meningocócica: causada por uma bactéria chamada de meningococo. após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck.Difteria: provocada pelo bacilo diftérico. . Tipicamente. . . .. Das 1.Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae. os vírus representam 3.Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi. ou proteína e lipídio.600 espécies.600 espécies de seres vivos. VÍRUS Vírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos.Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis.Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum. .739.Tracoma: provocada pela Chlamydia trachomatis. o vibrião colérico.Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. . . . O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca). . O primeiro vírus a ser descoberto foi o do “mosaico do tabaco”. .Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans. o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes. São parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular.Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani).

Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição. que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código. existe o envelope de estrutura bilipídica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares. o Protobionte tinha apenas RNA. precipitando em cristais que causam danos às células. semelhante às membranas celulares das células. Alguns vírus possuem enzimas. das quais é “roubado”. Em muitos vírus o capsídeo é a estrutura externa. facilita a penetração nas mesmas. Pode ter estrutura helical. e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles. uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral.E STRUTURA VIRAL Os vírus não são constituídos por células. o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. noutros casos. ou DNA ou RNA. que possuem os dois (Claro que. O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico. Os príons (ou priões). agentes sub-virais. icosaédrica e outras. não possuem ácido nucleico. em certos vírus. à sua configuração insolúvel. e é geralmente extremamente regular. sendo o capsídeo a estrutura mais externa. DNA ou RNA. normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior. O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL O capsídeo é formado por proteínas. embora dependam delas para a sua multiplicação. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes. 100 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . diferente dos outros seres vivos. Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína. não possuem ácido nucleico algum). descobriram-se vírus com DNA e RNA. ao mesmo tempo (os príons. agentes sub-virais. mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos). O envelope. Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA. O GENOMA VIRAL Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico. Ele protege o genoma viral contido nele e também provê o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro. Essa porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e. envolve o capsídeo em alguns vírus. entretanto. mas não alteradas. enquanto noutros não existe.

representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos.Desidratação. ou verrugas). dengue. .Maior incidência em regiões subdesenvolvida.Vômito. febre amarela. D OENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS Caxumba. AIDS. Também há a gripe. .Crianças de pouca idade –berçários.Diarréia intensa.É nessa porção central possuidora da informação genética que estão contidas.Mãos. sarampo. . S INTOMAS .Objetos contaminados.Pertence à família Reoviridae. . R OTAVÍRUS . Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em parte pelo papilomavirus (que causa papilomas. a varicela ou catapora. poliomielite. . em código.Menor incidências em adulto. T RANSMISSÃO Via fecal/oral . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 101 .Subnutrição. . creches e escolinhas. . . que é causada pelo HIV.Brinquedos contaminados (principal via de transmissão). todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais. varíola. hepatite. que é causada por uma variedade de vírus.

sem lhe infectar as funções vitais. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são. como é o caso dos piolhos . O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo. e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. .Hidratação. normalmente prejudicando o organismo hospedeiro. Os pacientes freqüentemente pedem antibióticos. das quais retiram os meios para a sua sobrevivência. e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias.TRATAMENTO . Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados. um processo conhecido por parasitismo. Nesse caso extremo. PARASITAS Parasitas são organismos que vivem em associação com outros. que são inúteis contra os vírus. os vírus tornam-se difíceis de matar. parasitas.Higiene. . até agora. o parasita normalmente 102 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . até chegar a causar a sua morte. C OMBATE E PREVENÇÃO Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro.Vacinas. as vacinas para prevenir as infecções. em última análise. como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas.

com exceção dos órgãos da alimentação e os reprodutores. como acontece com as tênias e lombrigas. pode levar a um processo chamado coevolução. Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro. perpetuando assim a espécie.morre com o seu hospedeiro. que podem ter infectado outros hospedeiros. por exemplo. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos.Parasitas obrigatórios atacam apenas os indivíduos de uma única espécie. Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. enquanto que os adultos têm vida independente. e . e . uma vez que desenvolveram adaptações para isso. se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas. o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes.Parasitas facultativos podem atacar indivíduos de espécies diferentes. é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil.desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção. A DAPTAÇÕES DO PARASITA As adaptações ao parasitismo são assombrosas . Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco. como é o caso das sanguessugas e das carraças. mas em muitos casos. Outra forma de classificar os parasitas está ligada aos hospedeiros em cuja associação podem viver: . Muitas vezes. até a redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos. um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 103 . C LASSIFICAÇÃO Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam: .

Um outro caso de adaptação tem a ver com a forma de disseminação: nos casos do plásmódio da malária. Sintomas inespecíficos como febre. ovos crus e leite não pasteurizado. gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. Muitas vezes. uma vez tendo adquirido a doença. não transmitem o parasita. ou do contato com fezes de gatos contaminados. que costumam comer carne mal-passada e que apresentarem os sintomas citados acima têm um risco aumentado para a infecção. como cães ou pássaros. Dessa forma. cozinhar bem a carne.Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados. o teste é de difícil interpretação e pode ser necessário mandá-lo a um laboratório especial. pois somente no gato o parasita completa seu ciclo evolutivo e torna-se capaz de infectar o homem. Outros animais domésticos. cansaço. Se a infecção for diagnosticada durante a gestação. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida. o rizocéfalo). A maioria dos adultos permanecem assintomáticos. a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro. A transmissão ocorre através da carne mal-passada. Nos Estados Unidos. outros testes serão necessários para determinar se a infecção é recente ou não. Para evitar a infecção em gestantes deve-se: . Um exame de sangue pode determinar se a pessoa já foi afetada. dor de garganta e aumento dos linfonodos podem ocorrer. Mulheres que criam gatos. como acontece com muitos crustáceos (por exemplo. Na maioria dos casos. mas sim dentro de outra espécie que pode servir apenas de vetor para a infecção de outro hospedeiro. aproximadamente dois terços das mulheres nunca tiveram a doença e correm o risco da infecção. 104 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . PARASITOLOGIA TOXOPLASMOSE A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma Goondi. O ideal seria que as mulheres realizassem o exame antes da gestação. a infecção não ocorre novamente. e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas.

há muitas formas de verificar se o feto foi afetado. Sabendo-se que a infecção da gestante é recente. . um exame de sangue deve ser realizado pelo bebê. . não mexer nas fezes dos gatos ou limpá-las. lavar bem as mãos após manusear com carne crua. rins. paralisia cerebral. Algumas crianças com toxoplasmose congênita apresentarão problemas em órgãos como cérebro. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. O líquido que envolve o feto ou o sangue fetal podem ser examinados para determinar a presença da infecção. usar luvas quando mexer no jardim. Muitas crianças infectadas não terão problemas ao nascimento. O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. coração. Em geral. lavar todas as frutas e vegetais. retardo mental. Entretanto. o bebê é infectado. surdez e cegueira. frutas e vegetais. O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. o tratamento com outras medicações pode tornar a doença menos severa. a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. se o feto estiver infectado. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem a chance de infecção fetal. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose. fígado e baço. não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 105 . Após o nascimento. 1 a 2 por 1000 bebês nascidos a cada ano apresentam a infecção. Caso o bebê já tenha sido infectado. Cerca de um terço dos bebês com toxoplasmose congênita apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5 ou 6 por cento. Entretanto.. Nos Estados Unidos. esses exames não demonstram a gravidade da doença. o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. . olhos. Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação. As crianças que são infectadas durante a gestação apresentam toxoplasmose congênita. Os efeitos a longo prazo incluem convulsões. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação.

crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas.Ingestão dos ovos infectantes do parasita. A duração média de vida dos vermes adultos é de 12 meses.000 ovos por dia.Bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento.Obstrução intestinal. ou lombriga. Esses sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. Por essa razão. alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares com broncoespasmo. Período de incubação . pode ocorrer quadro de obstrução intestinal. é longo quando não se institui o tratamento adequado. Complicações . A SCARIDÍASE Descrição . estudos a longo prazo mostram que mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira. causada por um helminto. As fêmeas fecundadas no aparelho digestório podem produzir cerca de 200. surdez e retardo de desenvolvimento. Em virtude do ciclo pulmonar da larva. Diagnóstico .Ascaris lumbricoides.Doença parasitária do homem. no meio exterior e em condições favoráveis é de. colecistite. portanto. Quando os ovos embrionados encontram um meio favorável. Modo de transmissão . Agente etiológico . Habitualmente. O período pré-patente da infecção (desde a infecção com ovos embrionados até a presença de ovos nas fezes do hospedeiro) é de 60 a 75 dias. necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes. havendo. caracterizando a síndrome de Löefler.O período de incubação dos ovos férteis até o desenvolvimento da larva infectante (L3). hemoptise e pneumonite. colelitíase.O ser humano: o verme habita o intestino delgado. 20 dias. Portanto. Período de transmissibilidade . 106 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . pancreatite aguda e abscesso hepático. diarréia.Durante todo o período em que o indivíduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes. náuseas e anorexia. Quando há grande número de vermes. não causa sintomatologia. procedentes do solo. Reservatório . mas pode manifestar-se por dor abdominal. que cursa com eosinofilia importante.O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses. perfuração intestinal. podem permanecer viáveis e infectantes durante anos. água ou alimentos contaminados com fezes humanas. volvo. Ainda assim. aproximadamente.

A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia. através de ingestão de água ou alimento contaminado. pela contaminação das mãos e conseqüente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada. castores. Período de incubação . ou indireta. associada com má absorção. com identificação de trofozoítos.Giardia lamblia. Direta. com aspecto gorduroso.Identificação de cistos ou trofozoítos no exame direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal. Complicações – Síndrome de má absorção. acompanhadas de fadiga. com média de 7 a 10 dias. acompanhada de dor abdominal. anorexia. Em raras ocasiões.Evitar as possíveis fontes de infecção. principalmente. poderá ser realizada biópsia duodenal. se não for associada a medidas de saneamento. O tratamento em massa das populações tem sido preconizado por alguns autores para reduzir a carga parasitária. G IARDÍASE Descrição . A detecção de antígenos pode ser realizada através do ELISA. com confirmação diagnóstica. Medidas de controle – a) Gerais . gatos. outras verminoses. entretanto. Período de transmissibilidade . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 107 . como cães.Fecal-oral. pode ocasionar perda de peso e anemia. Modo de transmissão . a reinfecção pode atingir os níveis anteriores em pouco tempo. apendicite. Anorexia. Agente etiológico . flatulência e distensão abdominal. caracterizado por dejeções amolecidas. A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto em crianças. Esse quadro pode ser de natureza crônica. amebíase.O ser humano e alguns animais domésticos ou selvagens.Enquanto persistir a infecção.Infecção por protozoários que atinge. O cisto é a forma infectante encontrada no ambiente. pneumonias bacterianas.Medidas de educação sanitária e de saneamento básico. protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto.Estrongiloidíase. Não há invasão intestinal. b) Específicas . Diagnóstico .Diagnóstico diferencial . Reservatório . a porção superior do intestino delgado. ingerir vegetais cozidos e lavar bem e desinfetar verduras cruas.De 1 a 4 semanas. obtido através de aspiração. higiene pessoal e na manipulação de alimentos.

Características epidemiológicas - É doença de distribuição mundial. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam crianças, sendo o grupo etário mais acometido entre oito meses e 10 a 12 anos. A Giardia é reconhecida como um dos agentes etiológico da “diarréia dos viajantes” em zonas endêmicas. Os cistos podem resistir até dois meses no meio exterior e são resistentes ao processo de cloração da água. A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficientemente tratadas (só por cloração). Também é descrita a transmissão envolvendo atividades sexuais, resultante do contato oro-anal. Medidas de controle: a) Específicas - Em creches ou orfanatos deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária, em particular desenvolvimento de hábitos de higiene - lavar as mãos, após uso do banheiro; b) Gerais - Filtração da água potável, saneamento básico; c) Isolamento - Pessoas com giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas através de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado e controle de cura, que é feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7º, 14º e 21º dias após o término do tratamento.

T ENÍASE / CISTICERCOSE
Descrição - O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática. A teníase é uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só excepcionalmente requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco, ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasita. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da

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localização, tipo morfológico, número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos.

S INONÍMIA - S OLITÁRIA ,

LOMBRIGA NA CABEÇA .

Agente etiológico - Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos causam doença intestinal (teníase) e os ovos da Taenia solium desenvolvem infecções somáticas (cisticercose). Reservatório - O ser humano é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno doméstico ou javali é o hospedeiro intermediário da T. solium e o bovino é o hospedeiro intermediário da T. saginata, por apresentarem a forma larvária (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos. Modo de transmissão - A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquire a cisticercose. A cisticercose humana por ingestão de ovos de T. saginata não ocorre ou é extremamente rara. Período de incubação - Da cisticercose humana, varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, em torno de 3 meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já é encontrado no intestino delgado humano. Período de transmissibilidade - Os ovos das tênias permanecem viáveis por vários meses no meio ambiente, que é contaminado pelas fezes de humanos portadores de teníase. Complicações - Da teníase: obstrução do apêndice, colédoco, ducto pancreático. Da cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outros. Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Isso porque os proglotes são eliminados espontaneamente e nem sempre são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. Os estudos sorológicos específicos (fixação do complemento,

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imunofluorescência e hemaglutinação) no soro e líquido cefalorraquiano confirmam o diagnóstico da neurocisticercose, cuja suspeita é feita através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados). A biópsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificação microscópica da larva. Características epidemiológicas - A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada de neurocisticercose, que está relatada em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões sul e sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo nas regiões norte e nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento é realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificação da procedência do local da infecção. O Ministério da Saúde registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. Medidas de controle: a) Trabalho educativo da população - Uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose é a promoção de extenso e permanente trabalho educativo nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, a substituição de hábitos e costumes inadequados e adoção de outros que evitem as infecções; b) Bloqueio de foco do complexo teníase/cisticercose - Foco do complexo teníase/ cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: indivíduos com sorologia positiva para cisticercose; um indivíduo com teníase; um indivíduo eliminando proglótides; um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose; animais com cisticercose (suína/bovina). Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico;

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c) Inspeção e fiscalização da carne - Essa medida visa reduzir, ao menor nível possível, a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção), reduzindo perdas financeiras e dando segurança para o consumidor; d) Fiscalização de produtos de origem vegetal - A irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos, que recebam esgoto, ou outras fontes de águas contaminadas, deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia; e) Cuidados na suinocultura - Impedir o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal: essa é a forma de evitar a cisticercose suína; f) Isolamento - Para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento. Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene pessoal adequada e eliminação de material fecal em local adequado; g) Desinfecção concorrente - É desnecessário, porém é importante o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico) e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente). Este capítulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . PDAMED - www.pdamed.com.br . Portal Farmácia - www.portalfarmacia.com.br

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3. PATOLOGIA GERAL

Nesse capítulo será apresentado o conceito básico de patologia; conheceremos também a patologia de algumas doenças comuns, como a hemorragia e a tuberculose.

O QUE É PATOLOGIA
Os conceitos variam de acordo com o universo em questão. Para o estudante, a patologia deve ser encarada como uma introdução ao estudo (gr. “logos”) da doença (gr. “pathos”), que abordam principalmente o mecanismo de formação das doenças e também as causas, as características macro e microscópicas e as suas conseqüências sobre o organismo. Deve ser encarada como uma matéria interessante, pois representa o primeiro contato com a terminologia médica, e importante, já que a compreensão do mecanismo de formação das doenças é que vai ser a base para a boa prática clínica, potenciando diagnósticos e indicando terapêuticas. Para o bom clínico, a patologia representa um meio de apoio e de confirmação de diagnósticos.

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p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l

Para o patologista (profissional treinado para reconhecer morfologicamente as lesões), a patologia é o estudo das lesões decorrentes das doenças. Mas para o bom patologista, mais que um objetivo, o grande desafio é entender a doença, isto é, saber como e por que determinadas lesões ocorrem em determinadas circunstâncias, e quais as suas conseqüências. Isto explica por que muitas vezes um quadro patológico muito ruim (para o paciente) desperta nos patologistas exclamações de entusiasmo. Para os cursos da área médica, a patologia é um importante elo entre as disciplinas básicas (anatomia, histologia, embriologia, fisiologia, microbiologia, bioquímica e parasitologia) e as profissionalizantes (clínicas, cirurgias, reprodução e inspeção de produtos de origem animal).

O

QUE É DOENÇA ?

• É uma alteração orgânica geralmente constatada a partir de alterações na função (sintomas) de determinado órgão ou tecido, decorrentes de alterações bioquímicas e morfológicas causadas por alguma agressão, de tal maneira que são ultrapassados os limites de adaptação do organismo. • O paralelo com “defeito na TV ou no carro” é aceitável, apenas diferindo em aqui se tratar de alteração em um ser vivo, i.e. envolver muito mais variáveis, algumas das quais imensuráveis. Assim, o estudo das doenças não é uma ciência exata, precisa-se portanto saber interpretar os achados, não somente memorizar esquemas, circuitos e decisões.

P ATOLOGIA

DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS

H EMORRAGIA
Conceito = saída de sangue do espaço intravascular (vasos e coração) para o compartimento extravascular ou para fora do organismo. Pode ser interna ou externa. • Hemorragia por Rexe: sangramento por ruptura da parede vascular ou do coração, com saída do sangue em jato. Principais causas : 1) Traumatismos. 2) Enfraquecimento da parede vascular (por lesões do próprio vaso ou nas suas adjacências - tuberculose / neoplasias malignas.

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3) Aumento da pressão sanguínea, como nas crises hipertensivas. • Hemorragia por diapedese : ocorre sem grande solução de continuidade da parede do vaso, sendo que as hemácias saem dos capilares ou vênulas individualmente entre as células endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. Normalmente, não há lesão vascular à microscopia óptica. Algumas causas : anóxia, embolia gordurosa, alergia a penicilina (hipersensibilidade do tipo I). Evolução: as hemácias extravasadas podem sofrer lise ou serem fagocitadas por macrófagos. Alterações descritas são acompanhadas por alterações da cor da lesão hemorrágica: 1° dia = hematomas na derme ou subcutâneo são vermelhos. Dias seguintes = tom azul-violáceo. Uma semana = tom esverdeado. 10 dias = cor amarelada. Histologicamente: nas fases iniciais - hemácias íntegras ou não no interstício. Período tardio - presença de hemossiderina. • Hemorragia digestiva: pode se exteriorizar pela boca ou ânus. • Hemorragia digestiva baixa: o sangue é eliminado junto com as fezes sem transformação, por isso é de cor vermelho-viva. • Hemorragia digestiva alta: hemoglobina (em contato com suco gástrico); hematina = sangue nas fezes é escuro = melena. Sangue por pouco tempo no estômago (ex : ruptura de varizes no esôfago) não é digerido e tem cor vermelha = hematêmese. Conseqüências e complicações da hemorragia: são variadas, dependendo da quantidade de sangue perdido, a velocidade da perda e do local afetado. Principais conseqüências : 1) Choque hipovolêmico: perda rápida de grande quantidade de sangue - 20% do volume corporal.

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2) Anemia: sangramento crônico e repetido (ex : úlcera gástrica), resultando em perda crônica de ferro - anemia ferropriva. 3) Asfixia: quando há hemorragia pulmonar importante, causando enchimento dos alvéolos por sangue. 4) Tamponamento cardíaco: especialmente por ruptura ventricular (infarto agudo do miocárdio). Pressão do sangue extravasado (igual ao do ventrículo) é maior que a pressão venosa atrial / veias cavas e pulmonares.

T UBERCULOSE
O curso da infecção da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistência racial ou individual.Quanto maior a resistência melhor será a evolução da doença. Índios e negros possuem menor resistência ao bacilo, gerando então a tuberculose racial. Já os brancos possuem maior resistência ao bacilo, tendo pequeno índice de tuberculose racial. Existem pessoas com resistência à tuberculose de origem genética, que não apresentam tuberculose mesmo em áreas ricas em bacilos. Fatores que alteram o curso da tuberculose: Ordem do parasita: • Quantidade de bacilos (quanto maior o número de bacilos, maior a severidade da doença quanto a lesões). • Virulência dos bacilos (dentro de uma mesma cepa de bactérias existem diferentes virulências provocando vários cursos para a doença). Ordem do hospedeiro: 1. Resistência natural: Fatores raciais e individuais no que diz respeito à hereditariedade. Quanto maior os casos de tuberculose na família, maior a chance de aquisição de tuberculose por outros componentes da família. Gêmeos bi ou univitelinos têm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmão tiver a doença. 2. Fatores ambientais: Desnutrição, estresse físico e psicológico, fadiga, superpovoamento, condições de higiene e habitação, estado econômico, ocupação (médicos e outros em áreas de maior bacilos) predispõem à tuberculose.

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Tais lipóides agridem e sensibilizam o organismo. Nesse caso.Dois ou mais desses fatores podem estar associados. O bacilo tem lipóides em grande quantidade na sua estrutura própria. Cientistas atenuaram virulência do bacilo e os inocularam no indivíduo normal. explicado por um fenômeno alérgico que se desenvolve no indivíduo previamente sensibilizado pela tuberculose. bacilos virulentos. Quando a pessoa entra em contato como bacilo. 5. na coxa. • Ambos têm igual susceptibilidade antes da puberdade. ocorre o que aconteceu com a segunda cobaia. 116 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Resistência adquirida: Imunidade e hipersensibilidade estão relacionadas ao curso da tuberculose e ao tratamento. Tempos depois aparecia uma úlcera a qual desaparecia gradualmente e se curava. • Mulheres são mais susceptíveis no período reprodutor (entre 18 e 40 anos). Esse processo foi chamado de fenômeno de Koch. alcoolismo (relacionado à nutrição) e silicose (indivíduos que trabalham em pedreiras). o organismo reconhece o lipóide e desenvolve uma reação imune contra o bacilo (certa imunidade). Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento. Alguns dias depois. existem muitos protídeos e hidrocarbonetos (menor importância). tal nódulo sofreu ulceração e o gânglio linfático próximo tornou . Doenças intercorrentes: Diabetes (com processo inflamatório constante tem maior evolução da tuberculose). causando sensibilização da pessoa.se aumentado. Idade e sexo: • Maior número de resistentes têm de 5 a 14 anos. Entretanto. Depois. Numa infecção posterior. 3. o gânglio não aumentava de tamanho e a tuberculose não se disseminava. o ponto de inoculação desapareceu e apareceu um nódulo no lugar. Além disso. Depois houve disseminação do bacilo e a cobaia morreu. Isso foi estudado por Koch da seguinte forma: Pegou-se uma cobaia normal (nunca em contato com o bacilo) e nela foi injetada. não havia nódulo e o ponto de inoculação aparentemente se curava. Crianças pequenas possuem menor resistência à tuberculose. 4. aumentando a chance de ocorrência da doença. • Homens são mais susceptíveis quando maiores de 40 anos.

Nesse caso. • Lesões produtivas: características da tuberculose. sabe-se se o paciente teve ou não infecção pelo bacilo. para saber se a pessoa está ou não sensibilizada pelo bacilo. Dependendo do tempo e de como ocorre a reação. Reação positiva significa que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reação negativa. Por isso são chamadas de lesões específicas. A tuberculina é uma proteína produzida pelo bacilo. A necrose do folículo representa a patogenicidade do bacilo e a ausência de vascularização no nódulo. Nesses nódulos não existe vascularização. No Brasil. próximas uma das outras. gerando necrose de coagulação. morfológica e funcional. é chamada de célula epitelióide. o que permitia que a prevalência ficasse controlada (isso não ocorre atualmente). Essa modificação. sem substância fundamental intercelular). Elas praticamente determinam a tuberculose e formam conglomerados de histiócitos modificados pela presença do bacilo. Esse conglomerado de histiócitos é chamado de granuloma. folículo de Kosten ou tubérculo miliar. Dependo da quantidade de bacilos e da virulência do bacilo. Quando a reação é positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. o folículo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificação. Na vacina BCG há bacilos atenuados oriundos de lesões de tuberculose. introdérmica. por isso recebe o nome necrose caseosa. já que se assemelha à célula epitelial (entumescida. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 117 . Os bacilos que estão dentro do histiócito promovem degeneração deste. Ela é injetada no indivíduo pesquisado e há uma reação inflamatória. O PPD (Derivado protéico purificado) é uma tuberculina purificada na Reação de Manteaux. dava-se a vacina ao nascer.Isso também é feito na Reação de Manteaux. a pessoa está sensibilizada e não necessariamente doente. Reações teciduais • Lesões exsudativas: nela identifica-se o bacilo.

pode haver metaplasia óssea na área da lesão . Na área de fibrose pode haver hialinização e calcificação. Involutiva: fibrose e calcificação das lesões. no peritônio e no epicárdio. atingindo até linfonodos. promovendo descamação de histiócitos e ida de líquido inflamatório para o interior do alvéolo. rica em bacilos resistentes à dessecação. O bacilo se mistura com poeira e é inalado por outras pessoas. O bacilo vive bem em altas pressões parciais de oxigênio. endocardite do tipo exsudativa com complicações em junções articulares.Toda a região inflamada passa pela fase de lesão exsudativa em maior ou menor quantidade. A tuberculose aberta também é problemática pela freqüente eliminação de gotículas de Pfluger. EVOLUÇÃO E INVOLUÇÃO DAS LESÕES Evoluções: Progressivas: Caseificação de região afetada. Isso impede que o cáseo saia da lesão. tanto na lesão exsudativa quanto na progressiva. Então. Além disso. Na parede da caverna existe tecido característico da tuberculose.Lesões exsudativas No pulmão é muito comum. Através do pulmão a tuberculose vai se disseminar. há grande problema na tuberculose aberta. A evolução natural do histócito é transformar-se em fibroblasto. Pode haver um comprometimento extenso do pulmão por lesões exsudativas. 118 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . no qual contato com brônquio e excreção do cáseo. Mas se isso não ocorrer e o material caseoso sair da região. pois a fase de exsudação predomina na região inflamada pelo bacilo. deixa um orifício na região formando a caverna tuberculosa. Na superfície também ocorrem lesões exsudativas representadas por peritonite. A grande porta de entrada da tuberculose é a via respiratória. Ao redor da lesão ocorre proliferação do tecido conjuntivo cicatricial.

As únicas células sempre presentes no granuloma são os histiócitos. causando impressão de infarto cardíaco. em geral muito ácido. Pode ocorrer tam- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 119 . Decorre dessa alteração anatômica a hérnia hiatal que. este tecido reage . Pode piorar.inflama originando a esofagite de refluxo. O que se sente? A azia é a principal queixa e seu nome técnico é pirose. por exemplo. Elas possuem núcleos centrais com gotículas de gordura e podem também estar no granuloma. em algum ponto entre a “boca do estômago” e o queixo. Quando o conteúdo do estômago. parecida com o revestimento da boca. É referida como ardência ou queimação. quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. puxa o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta. R EFLUXO O que é? GASTRO . Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm. halo linfocitário (que se confunde com linfócitos do próprio linfonodo) podem ou não estar presentes. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. correndo por trás do esterno. atinge a mucosa esofágica. por sua vez. Células epitelióides.Os histiócitos podem confluir (seus citoplasmas) sem fundir os núcleos. células gigantes. que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito. que são multinucleadas.ESOFÁGICO É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. prejudica a válvula anti-refluxo. originando as células gigantes langants. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer. Como se desenvolve ou como se adquire? O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm. que liga a boca ao estômago. poucos centímetros antes de se abrir no estômago. para prendê-lo junto ao hiato diafragmático. o “osso do peito”. O esôfago tem ligamentos. desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato.

A endoscopia facilita a coleta de material dessas lesões para exame microscópico. A radiografia da transição esofagogástrica. pode ser desencadeada pelo refluxo. sono interrompido e. avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer. não raro. ainda no primeiro ano de vida.bém um aumento da salivação. sem enjôo ou vômito. Além disso. principalmente na mucosa do esôfago inferior. que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação. Na criança. choro excessivo. desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto . Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. a engasgos. permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. como a asma. quanto o refluxo.tosse forte e súbita. placas branquicentas e úlceras. O engasgo . representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levar ao estômago aquilo que ingerimos. atrapalhando a respiração . tornaram a endoscopia um exame simplificado. A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito. mais recentemente. pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e. a sialorréia. freqüentemente com azedume ou amargor. O refluxo é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca. A evolução da qualidade dos equipamentos. 120 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . a eficácia e a segurança da sedação do paciente sem anestesia geral. Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta. pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo levando à devolução da mamada. da eficiência da anestesia local da garganta para evitar o reflexo do vômito e a sensação de asfixia. A endoscopia digestiva superior é um exame para visualizar o esôfago. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica. sugestivas de graus variados da esofagite de refluxo.espasmos . pigarro e alterações da voz. enquanto se deglute um contraste rádio-opaco. do qual se acorda. como se fosse um antiácido natural. sem necessidade de exames num primeiro evento.no meio do peito. pode demonstrar tanto a hérnia. no qual se pode definir a inflamação. Sensações. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas. predispõe a infecções e distúrbios respiratórios. estômago e duodeno. passando um fino feixe de fibras óticas através da boca. Como o médico faz o diagnóstico? O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico. Não raro determina tosse. para procedimentos terapêuticos especiais.pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. perguntando quando vai ocorrer. quando repetitivo.

Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira. particularmente da azia. evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio. Outras não se adaptam à posição: incham os pés. surge o questionamento do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico. Entretanto. contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico. doces e gordurosos. mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico. particularmente cítricos. Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas. etc. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 121 . Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos. Como se trata? Em geral. minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago. é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. o tratamento é clínico. Ajudam no controle dos sintomas algumas medidas. ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições. É uma metodologia não invasiva. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. doem as costas. poucos dias após o término dos medicamentos. Administra-se uma mamadeira normal. em 20 a 25 cm. Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal em direção ao intestino. pois este não é permanente. não deglutir líquidos muito quentes.A cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. propriamente dito. O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. aplicado a casos selecionados. com resultados muito bons. como: evitar a bebida alcoólica. com medidas educativas associadas aos medicamentos. Além de combater a obesidade. Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago (“antiácidos sistêmicos”). Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas. Nesse momento. Precisam ser usados quando os demais têm resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo. pode não flagrar o refluxo. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. indolor e ambulatorial.

por via aérea. • falta de apetite. geralmente. O contágio acontece através de secreções respiratórias. A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. S ARAMPO O sarampo é uma doença viral. que são características da doença. • tosse.Como se previne? Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas. o sarampo era considerado uma doença incurável. Antes da existência da vacina. é de 8 a 12 dias. A indisposição que antecede a doença tem duração de três a cinco dias e caracterizase por: • febre alta. 122 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico. • coriza. que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento. podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente. • conjuntivite. O período de incubação. Quadro clínico O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea. • mal-estar. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro.

A presença de gânglios é manifestação comum do sarampo. tais como: • Repouso. conforme aceitação da criança. • Dieta líquida ou branda. Complicações • Otite média aguda. A febre persiste com o aparecimento do ezantema. • Panencefalite esclerosante subaguda: complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. apresentando descamação fina com desaparecimento da febre. Tratamento É uma doença autolimitada. Apresenta uma queda leve da doença. requer cuidados especiais. Pode ocorrer. sendo a sua persistência sugestiva de complicação. • Manifestações neurológicas raras. após a vacina contra o sarampo. pode ser realizada sorologia. • Laringite e laringotraqueíte. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 123 . A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. não existindo tratamento específico. membros superiores. pescoço. • Pneumonia bacteriana. tronco e membros inferiores. No terceiro dia o ezantema tende a esmaecer. Diagnóstico O diagnóstico é clínico. pericardite). S ARAMPO MODIFICADO Ocorre em crianças parcialmente imunizadas. em região do pescoço e nuca.O ezantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retro auricular. espalhando-se para a face. ocasionalmente. • Manifestações cardíacas (miocardite.

C ISTITE Ela é mais comum na mulher e frequentemente está associada à uretrite. • Febre alta e comprometimento geral importante. linfoma e tumor maligno. No desnutrido e lactente jovem o prognóstico é pior. • Oferecer líquidos à vontade. antimetabólitos e alquilantes. Prevenção A vacina específica protege 97% dos vacinados. plasma ou gamaglobulina há menos de seis semanas. irradiação. • Limpeza das pálpebras com água morna para remoção de crostas ou secreções. As reações à vacina são: febre. pneumonia. • Tratar com antibióticos as complicações bacterianas (otites. está geralmente associada à obstrução urinária (problemas de próstata e pedras na bexiga). • Portadores de hipogamaglobulina e disgamaglobulina comprovadas. (aguardar 3 meses a vacinação). • Portadores de leucose. corticóides. laringotraqueobronquite).• Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ ou cefaléia. Ela pode ser vacinada após o nono mês de vida. coriza e/ou tosse leve e discreta. ezantema entre o quarto e o décimo segundo dia pode ocorrer em 20% dos vacinados. 124 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Contra-indicações para vacinação • Mulheres grávidas. • Transfusão de sangue. É indicada para todas as crianças que não tiveram a doença ou para aquela com dúvidas a respeito. Prognóstico Em crianças bem nutridas é bom. • Uso de ACTH. No homem.

. As cistites. Medicação para aliviar a dor. Por que na mulher? As cistites decorrem da invasão da bexiga por bactérias de origem intestinal. Repouso para ajudar o corpo a lutar contra a infecção. para aliviar os sintomas. sabões e OB. Relação sexual. Aumentar a ingestão de água ou outros líquidos. Sintomas . Estima-se que de duas a seis em cada cem mulheres apresentam sintomas de cistite aguda e que 25% das mulheres terão cistite aguda em alguma época de sua vida adulta. . Dor no baixo ventre. Antibióticos ou outras drogas que matam as bactérias. que penetram no trato urinário através da uretra. Determinados alimentos ácidos e álcool. . . se a uretra está irritada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 125 . Banhos de assento quentes. Queimação no canal. Tratamento médico: . . . ou infecções da bexiga. que contaminam a bexiga. . sprays íntimos. Alguns fatores podem piorá-la: . Urinar pouco de cada vez. . são bastante freqüentes nas mulheres. banhos de espuma. . Urgência e freqüente necessidade de urinar. Sangue na urina. Certos produtos de higiene. .É causada por bactérias da vagina ou ânus.

É importante salientar que o fato do germe penetrar na bexiga não significa. a mais freqüente (85% dos casos). sangue vivo na urina. Quais as bactérias que causam a cistite? A maioria das cistites são causadas por bactérias Gram negativas. portanto. aeróbicas e dentre estas a Escherichia coli é. O orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta se encontra bem próxima ao ânus. É importante dizer que muitos desses sintomas são comuns a outras doenças da via urinária. Dentre os gram positivos os mais comuns são: Staphylococus saprophyticus e os Enterococus. a vagina e o orifício de abertura do canal uretral. algumas vezes. pseudomonas. O canal uretral mede cerca de 25 cm no homem e de 3 cm na mulher. torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subseqüente invasão da uretra. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos corretos. com pequenos volumes de urina eliminados de cada vez. Proximidade entre o ânus. que haverá uma cistite. sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. proteus. ardor na uretra. necessariamente. Quais os sintomas da cistite? As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções. pois normalmente existe equilíbrio entre as forças invasoras e as defesas naturais do organismo. .Dos fatores anatômicos que explicam a maior propensão das mulheres a desenvolver cistites temos: . sem dúvida. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar. 126 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Algumas mulheres têm uma predisposição maior para as cistites devido a deficiências nos mecanismos de defesa da bexiga. jato urinário fraco e. dor na bexiga que piora no final da micção. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a invasão da bexiga por microorganismos vaginais. só com a cultura de urina positiva é que se pode afirmar que a mulher tem cistite. seguida por klebsiella.

Como se trata? Embora em alguns casos de cistite possa ocorrer cura espontânea. pois podem causar irritação local. nesse grupos podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções: . tornando o ambiente favorável ao crescimento de bactérias nocivas. a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas. O tempo de tratamento varia de acordo com a intensidade e o tipo de medicação indicada. . Roupas: devem ser evitadas roupas justas e calcinhas de material sintético. Essas medidas devem ser ensinadas na infância e incluem o uso de água corrente ou chuveirinho para lavar-se após as evacuações (no caso de não ser possível. Tratamentos inadequados (tipo de medicação e tempo inapropriados) são as principais causas de repetição ou de cronificação de cistites. Por isso. que em geral se manifestam em todas as pacientes com propensão às cistites. Os desodorantes íntimos devem ser evitados. tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais e portanto às cistites. eliminadas principalmente por ocasião das evacuações. pois impedem a circulação de ar na região genital. . Atividade sexual: algumas mulheres costumam apresentar cistites após atividade sexual e.Evitar relações sexuais com a bexiga cheia (mas deve-se “guardar” um pouco de urina na bexiga para urinar logo após a relação). O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente podem atenuar os sintomas na fase aguda. é importante a ingestão de líquidos regularmente para produzir urina e principalmente urinar pelo menos a cada quatro horas. usar o papel higiênico no sentido de frente para trás e nunca o contrário). . . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 127 . penetrem na vagina e na uretra. Higiene pessoal: a higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal. vaginal e uretral de modo a evitar que bactérias intestinais. Infecções vaginais: as infecções da vulva e vagina. Micções freqüentes: a micção representa um dos mecanismos de defesa mais importantes do trato urinário contra a invasão de bactérias (o fluxo de urina “lava” a bexiga e a uretra). Como preveni-la? Algumas medidas simples podem reduzir de forma significativa as chances de a mulher ter cistites: .

Secreção uretral.Dentro do possível. . para diminuir a população de bactérias nocivas. Antiinflamatórios para acelerar a cura e melhorar a dor. Sintomas . vírus ou doenças venéreas. Banhos quentes para melhorar os sintomas. .Evitar posições dolorosas. .Dentro do possível. . . Tratamento . . . . Evitar ácidos. estar bem lubrificada no momento da relação e. para matar as bactérias. 128 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . . Ereção e ejaculação dolorosas. testículo. As causas possíveis são bactérias. . P ROSTATITE É uma infecção da glândula prostática. utilizar lubrificantes artificiais neutros. área genital e abdômen inferior. Freqüência aumentada da vontade de urinar.. fazer higiene da região anal e vaginal antes da relação. É um problema comum no homem. se isso for difícil. A falta de lubrificação facilita a lesão do orifício uretral e do revestimento da vagina. pois nesses casos pode estar havendo lesão em algum ponto do revestimento vaginal. Antibióticos. Dor na coxa. pimenta e álcool. Edema na área genital. pois este é um excelente “veículo” para as bactérias intestinais até a vagina.Evitar o coito anal. U RETRITE É comum no homem.

Patologia On Line .abcdasaude.patol.patologiaonline.ufmg. Este capítulo teve como fontes de consulta: .com. Ardor ao urinar.br .Sintomas: . Não aceite sugestões de leigos.com.icb.com. ABC da Saúde – www.hpg.htm . Hospital Santa Lúcia – www.br .santalucia. Evite automedicar-se! . Instituto de Ciências Biológicas – UFMG – www.br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 129 .www. . Saída de pus pela uretra .ig. o tratamento inadequado de uma uretrite pode levar a conseqüências graves. Antibióticos . Dependem dos exames.br/pat. Podem ser prescritos.

O QUE É FARMACOLOGIA Farmacologia é a ciência que estuda o fármaco e como ele age no organismo desde a sua administração até a sua eliminação. os fatores que afetam a resposta aos medicamentos.Propriedades químicas e físico-químicas 130 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .A natureza do fármaco (natural.4. O estudo é realizado sob os seguintes aspectos: . FARMACOLOGIA Nesse capítulo conheceremos as divisões da farmacologia (farmacodinâmica e farmacocinética). a classificação de alguns fármacos e alguns conceitos básicos de farmacologia. sintético) . as vias de aplicação de medicamentos.

Metabolismo .Distribuição .Efeitos indesejáveis / adversos . Vias de administração são as diferentes formas de aplicar um medicamento: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 131 . biotransformação e eliminação das drogas. bem como dos diferentes fatores que influenciam na quantidade de fármaco a atingir o seu sítio. A farmacocinética é o estudo da velocidade com que os fármacos atingem o sítio de ação e são eliminados do organismo. estuda os processos metabólicos de absorção. distribuição.Eliminação ou excreção D IVISÕES DA FARMACOLOGIA A farmacologia é dividida em farmacodinâmica e farmacocinética. Basicamente. FA R M A C O L O G I A FARMACODINÂMICA Local de ação Mecanismo de ação Ação e efeitos Efeitos terapêuticos Efeitos tóxicos O que o medicamento faz no organismo FARMACOCINÉTICA Vias de administração Absorção Distribuição Transformação/Metabolismo Eliminação Como o medicamento transita no organismo F ARMACOCINÉTICA Vias de administração dos medicamentos A escolha da via de administração (porta de entrada no organismo) é o primeiro passo para que um medicamento possa fazer efeito.Mecanismo de ação . quais são seus mecanismos de ação e seus efeitos (terapêuticos e/ou tóxicos). A farmacodinâmica refere-se ao que o medicamento faz no organismo – em que locais ele age.Absorção ..

loção. Ela toma o comprimido por via oral e este se desmancha no estômago . Por essa razão se utiliza. suspensão Via Sublingual Via Parenteral (injetável) Via Cutânea (pele) Via Nasal Via Oftálmica (olhos) Via Auricular (ouvido) Via Vaginal Via Retal Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas.: o médico receita salbutamol a uma pessoa com asma. pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas. cremes. drágeas. às vezes. o medicamento é administrado diretamente no sangue. pomadas. pomadas. D ISTRIBUIÇÃO Uma vez absorvido. cápsula.: para parar a crise convulsiva em uma criança. gel. a via oral é suficiente para tratar a maioria das enfermidades. seja qual for sua via de administração. o mais prático é administrar-lhe diazepan por via retal. óvulos Supositórios. pós para reconstituição. enemas COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO A BSORÇÃO Para que o princípio ativo dos medicamentos possa atuar. o princípio ativo se distribui por meio do sangue para as diferentes partes do corpo. Todos os medicamentos. pastilhas. chegam até a corrente sangüínea. solução oral.). Ex. Os medicamentos administrados por via retal são absorvidos muito rapidamente. exceto alguns de uso local. Ex. cremes. No caso da via intravenosa (I. adesivos Spray e gotas nasais Colírios.desagregação. O “prin- 132 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .V. A seguir deve ser absorvido para atingir a corrente sangüínea. gotas. é necessário que seja liberado da forma farmacêutica que o contém. essa via administração em certas situações de emergência. pomadas auriculares Comprimidos vaginais. Por isso.Via de Administração Via Oral Formas Farmacêuticas Comprimido. xarope. Chega nos “sítios especiais” de ação e ali começa a agir durante certo tempo. Nesse caso não há absorção.

via oral – Tomar 1 cp de 12/12 h. ou seja sua posologia. Essa transformação se chama metabolismo ou biotransformação e ocorre principalmente no fígado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 133 . a distribuição. Os brônquios se abrem.distribuição. desde que o ingerimos até ser eliminado. Todo esse percurso do medicamento. lágrimas. da mesma forma que outras substâncias.efeito. Todavia. Esse tempo varia de um medicamento para outro e determina o horário e o número de vezes que devemos tomá-lo. leva certo tempo. M ETABOLISMO Alguns medicamentos são eliminados pelo organismo tal como foram absorvidos. as pessoas respondem de modo diverso aos medicamentos por causa de diferenças genéticas ou da ingestão simultânea de dois ou mais medicamentos. leite ou pelo ar dos pulmões. Alguns são eliminados diretamente pela urina. restará pouco medicamento no nosso corpo. a excreção e o efeito final de determinada droga. o metabolismo.cípio ativo” é liberado . fezes. Muitos fatores podem afetar a absorção. O metabolismo transforma o medicamento em um ou vários metabólitos. Se passar mais tempo que o recomendado entre uma tomada e outra. para depois serem eliminados pela urina. ficando em quantidade insuficiente para produzir o efeito farmacológico. a maioria deles se transforma no organismo. Outros passam primeiro pelo fígado (metabolismo). suor. os alimentos. ou ainda pela presença de moléstias que influenciam os efeitos medicamentosos. às vezes.Por exemplo: Captopril 25 mg. por 30 dias. que interagem entre si. F ATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS A velocidade com que os medicamentos entram no organismo e dele saem varia amplamente entre diferentes pessoas. Entre outras razões.absorvido . e o paciente respira melhor . por exemplo.passa para o sangue e chega até os brônquios nos pulmões . mais ativo ou menos ativo que o medicamento inicial. por vias diferentes. Um metabólito pode ser. ELIMINAÇÃO Os medicamentos saem do corpo.

as quais tendem a atingir níveis sangüíneos mais elevados e a permanecer no corpo mais tempo que nas pessoas com atividade intensa de Nacetiltransferase. Cerca de metade da população dos Estados Unidos tem baixa atividade de Nacetiltransferase. e ajustar cuidadosamente a dose. mas. algumas pessoas metabolizam medicamentos lentamente. um medicamento pode ser metabolizado em velocidade normal. as diferenças genéticas são particularmente importantes em certos grupos étnicos e raças. raça e origem étnica da pessoa. levar em consideração fatores como idade. o uso simultâneo de outros medicamentos e o limitado conhecimento acerca das interações desses fatores complicam esse processo. Essa situação pode exigir o uso prolongado de um ventilador mecânico. uma enzima do sangue que inativa drogas como a succinilcolina. a velocidade com que as drogas movimentam-se dentro do corpo. Para ter certeza de que o paciente tomou medicamento suficiente para a ocorrência do efeito terapêutico com pouca toxicidade. os médicos devem individualizar a terapia. sexo. uma enzima hepática que ajuda a metabolizar algumas drogas e muitas toxinas.G ENÉTICA Diferenças genéticas (hereditárias) entre indivíduos afetam a cinética das drogas. estatura. Cerca de uma entre cada 1. isto é. por exemplo. que é administrada com a anestesia para relaxar temporariamente os músculos. o que causa toxicidade. dieta. O estudo da influência das diferenças genéticas sobre a resposta às drogas é chamado farmacogenética. o sistema pode estar sobrecarregado e a droga pode atingir níveis tóxicos. Pessoas com baixa atividade dessa enzima metabolizam muitas drogas lentamente. Às vezes. 134 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . ou seja.500 pessoas tem baixos níveis de pseudocolinesterase. A presença de moléstia.Assim. suas conseqüências são importantes. Ainda assim. Embora a deficiência dessa enzima não seja comum. Se não for inativada. Em razão de sua constituição genética. Outras pessoas possuem uma constituição genética que faz com que metabolizem rapidamente as drogas. diferenças genéticas afetam de outra forma o metabolismo das drogas. inclusive os envolvidos na respiração. promovendo um acúmulo do medicamento no organismo. quando administrado em doses mais altas ou no caso de outro medicamento que usa o mesmo sistema para seu metabolismo. nos níveis decorrentes da dose habitual. selecionar o medicamento certo. A insuficiência das diferenças genéticas sobre o modo com que os medicamentos afetam o corpo (farmacodinâmica) é muito menos comum que as diferenças no modo com que o corpo afeta os medicamentos (farmacocinética). a succinilcolina causará paralisia dos músculos. Determinado medicamento pode ser metabolizado com tanta rapidez que seus níveis no sangue nunca se tornam suficientemente altos para que seja eficaz.

A glicose-6-fosfato desidrogenase. a probenecida e a vitamina K) destroem as hemácias em pessoas com deficiência de G6PD. em pessoas com baixos níveis da enzima. os efeitos podem se prolongar por mais de três dias. causando anemia hemolítica. A hipertermia maligna tem origem em um defeito genético dos músculos.000 pessoas. Certos anestésicos provocam febre muito alta (transtorno chamado hipertermia maligna) em cerca de uma entre cada 20. é uma enzima normalmente presente nas hemácias. a hipertermia maligna é um problema que representa risco à vida. Cerca de 10% dos homens negros e uma porcentagem um pouco menor das mulheres negras têm deficiência de G6PD. Embora não seja comum. O sistema enzimático P-450 é o principal mecanismo do fígado para a inativação das drogas. que os torna excessivamente sensíveis a alguns anestésicos. e diferenças na atividade desse sistema enzimático influenciam profundamente os efeitos dos medicamentos. a pamaquina e a primaquina. É o que acontece. Muitos fatores podem alterar a atividade do P-450. os efeitos duram dezoito horas. como também o ponto a partir do qual o sistema enzimático torna-se sobrecarregado. e a aspirina. ou G6PD. usadas no tratamento da malária. por exemplo. com o indutor do sono flurazepam: em pessoas com níveis enzimáticos normais. Os músculos enrijecem. a cloroquina. Os níveis de atividade do P-450 determinam não apenas a velocidade com que as drogas são inativadas. o coração dispara e a pressão arterial cai. que protege essas células de certos agentes químicos tóxicos. Algumas drogas (por exemplo. Muitos fatores influenciam a resposta aos medicamentos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 135 .

Os medicamentos podem interagir de muitas formas. E FEITOS DE DUPLICAÇÃO Às vezes dois medicamentos tomados simultaneamente têm efeitos similares. o metabolismo ou a excreção do outro medicamento. O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados. antiácidos e descongestionantes. Livros de referência e programas de software de computador podem ajudar. Isso ocorre comumente com medicamentos de venda livre. ou ainda alterar a velocidade de absorção. O risco de uma interação medicamentosa aumenta quando não há coordenação entre a receita dos medicamentos e o fornecimento e a orientação de seu uso. tomar dois medicamentos com o mesmo ingrediente ativo. O risco de interação medicamentosa pode ser reduzido pela utilização de uma mesma farmácia. a difenidramina é ingrediente de muitos remédios para tratamento de alergia ou de resfriado. que aviará todas as receitas. por descuido. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos. mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita). 136 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimentomedicamento). Por exemplo. Uma pessoa pode. Médicos. Um medicamento pode duplicar o efeito de outro ou se opor a ele. é também o ingrediente ativo de muitos indutores do sono. As pessoas que estão aos cuidados de vários médicos estão em maior risco. Quase todas as interações do tipo medicamento-medicamento envolvem medicamentos de receita obrigatória. da tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. o que resulta em duplicação terapêutica. enfermeiras e farmacêuticos podem reduzir a incidência de problemas sérios mantendo-se informados a respeito de interações medicamentosas potenciais. Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos. mais comumente aspirina. mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais. Tais interações podem intensificar ou diminuir os efeitos de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. porque um dos profissionais pode não ter conhecimento de todos os medicamentos que estão sendo tomados.

o médico pode prescrever dois medicamentos anti-hipertensivos para uma pessoa cuja pressão alta é de difícil controle. os alimentos ou alguma droga podem reduzir a absorção de outra droga. Mas podem surgir problemas quando o médico. que. Mais freqüentemente dois medicamentos similares. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 137 . Assim. evitar alimentos por uma hora antes ou algumas horas depois de ter tomado um remédio.por exemplo. É o caso de drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINEs). os diuréticos. Alguns medicamentos administrados para o controle da pressão alta e da doença cardíaca (por exemplo. E FEITOS OPOSTOS Dois medicamentos com ações opostas (antagonistas) podem interagir. os médicos às vezes prescrevem diversos medicamentos (quimioterapia combinada) para a obtenção de um resultado melhor. podem ocorrer sedação e tontura excessivas quando uma pessoa toma dois sedativos diferentes (ou álcool ou outra droga que tenha efeitos sedativos). prescreve medicamentos similares. A LTERAÇÕES NA ABSORÇÃO Medicamentos tomados por via oral devem ser absorvidos através do revestimento do estômago ou do intestino delgado. como o albuterol). fazem com que o organismo retenha sal e água. para que seja obtido um efeito maior. mas não idênticos. o antibiótico tetraciclina não é absorvido adequadamente se for tomado no período de uma hora após a ingestão de cálcio ou de alimentos que contenham cálcio. o DAINE diminuirá (fará oposição. betabloqueadores como o propranolol e o atenolol) antagonizam certos medicamentos administrados contra a asma (por exemplo. ou antagonizará) a eficácia do diurético. A obediência a orientações específicas . Se esses medicamentos forem tomados simultaneamente. como o ibuprofeno. Em alguns casos. Em alguns casos. por exemplo. No tratamento de câncer. por seu lado. ajudam a eliminar o excesso de sal e água do organismo.é uma precaução importante. ou tomar os remédios com um intervalo de pelo menos duas horas . tomadas para combater a dor.A aspirina pode ser ingrediente de remédios contra a gripe e de produtos para o alívio da dor. Os efeitos colaterais podem se tornar graves. inadvertidamente. são tomados ao mesmo tempo. como o leite e laticínios. o médico planeja isso. drogas estimulantes betaadrenérgicas. Por exemplo.

prolongando a ação da teofilina. A cimetidina. . afeta a excreção de outras drogas. alteram a acidez da urina. aumentarem a atividade enzimática no fígado. por exemplo. um medicamento utilizado em úlceras. antes de tomar qualquer medicamento novo.A LTERAÇÕES NO METABOLISMO Muitos medicamentos são inativados por sistemas metabólicos no fígado. Assim. de modo que os rins possam filtrá-las. Consulte seu médico. É por isso que o fumo diminui a eficácia de alguns analgésicos (como o propoxifeno) e de alguns medicamentos utilizados para problemas pulmonares (como a teofilina). como o sistema enzimático P-450. Mas se o fenobarbital for interrompido mais tarde. A LTERAÇÕES NA EXCREÇÃO Uma droga pode afetar a velocidade de excreção pelos rins de outra droga. Os medicamentos circulam através do organismo e passam pelo fígado. Mantenha uma lista de todas as enfermidades clínicas que já o acometeram e periodicamente discuta essa lista com seu médico. por exemplo. 138 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . o nível de outros medicamentos poderá aumentar de forma drástica. COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS . os médicos às vezes precisam aumentar a dose de certos medicamentos para compensar esse tipo de efeito. levando a efeitos colaterais potencialmente graves. Algumas drogas. Por isso. como o fenobarbital. Em grandes doses. levando a um acúmulo potencialmente sério dessas drogas. por sua vez. A eritromicina afeta o metabolismo da terfenadina e do astemizol (antialérgicos). a vitamina C pode ter esse efeito. drogas como a warfarina tornam-se menos eficazes quando tomadas durante o mesmo período. onde as enzimas atuam inativando as drogas ou alterando sua estrutura. Tenha à mão uma lista de todos os medicamentos que está tomando e periodicamente discuta essa lista com seu médico. . fazendo a inativação de outra droga ocorrer com maior rapidez ou lentidão que o habitual. o que. pelo fato de os barbitúricos. e os antibióticos ciprofloxacina e eritromicina são exemplos de drogas que retardam a atividade das enzimas hepáticas. Algumas drogas alteram esse sistema enzimático. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro podem aumentar a atividade de algumas enzimas hepáticas.

Informe ao médico qualquer sintoma que possa estar relacionado ao uso de um medicamento. Siga as instruções recomendadas para tomar os medicamentos. Selecione um farmacêutico que proporcione serviços abrangentes e faça com que todas as receitas sejam aviadas por ele. . F ARMACODINÂMICA : SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS F ÁRMACO R ECEPTORES a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 139 . Um medicamento tomado por causa de um distúrbio pulmonar pode afetar o coração. o médico deve tomar conhecimento de todos os distúrbios que porventura existam. Considerando que os medicamentos podem afetar outros problemas clínicos além do que está sendo tratado. em que hora do dia devem ser tomados e se podem ser tomados ao mesmo tempo que outros medicamentos. . dilatação da próstata. glaucoma. . também afetam outros órgãos e sistemas. I NTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO . e um medicamento tomado para o tratamento de um resfriado pode afetar os olhos. pressão arterial alta ou baixa.. Procure compreender a finalidade e a ação de todos os medicamentos prescritos. Discuta o uso dos medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) com o farmacêutico responsável e discuta seus problemas clínicos e o uso de medicamentos de receita obrigatória que está tomando. Procure conhecer os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos prescritos.DOENÇA A maioria dos medicamentos circula por todo o corpo. . . controle deficiente da bexiga e insônia são distúrbios particularmente importantes. Aprenda o modo como os medicamentos devem ser tomados. embora exerçam a maior parte de seus efeitos em um órgão ou sistema específico. antes de prescrever um novo medicamento. . Diabetes.

como os medicamentos ou hormônios localizados fora da célula. R ECEPTORES Muitas drogas aderem (ligam-se) às células por meio de receptores existentes na superfície celular. hormônio ou neurotransmissor. porque a substância tem uma configuração que se encaixa perfeitamente no receptor. Drogas antiinflamatórias não-esteróides. injetados ou absorvidos através da pele. como a aspirina e o ibuprofen. A maioria das células possui muitos receptores de superfície. Exemplificando. Outros medicamentos são altamente seletivos e afetam principalmente um órgão ou sistema isolado. atuando em muitos tecidos ou órgãos diferentes. Mas dependendo de suas propriedades ou da via de administração. um medicamento pode atuar apenas em uma área específica do corpo (por exemplo. por exemplo um medicamento.SELETIVIDADE Alguns medicamentos são relativamente não seletivos. tecidos ou órgãos pode resultar em efeitos colaterais (reações medicamentosas adversas). além de diminuir a secreção das glândulas sudoríparas e mucosas. atua principalmente no coração para aumentar sua eficiência de bombeamento. Depois de terem sido engolidos. porque atuam em qualquer local onde esteja ocorrendo inflamação. 140 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . a ação dos antiácidos fica em grande parte confinada ao estômago).A farmacodinâmica descreve uma infinidade de modos pelos quais as substâncias afetam o corpo. o que permite que a atividade celular seja influenciada por substâncias químicas. são relativamente seletivas. S ELETIVIDADE E NÃO . quase todos os medicamentos entram na corrente sangüínea. A interação com o local-alvo comumente produz o efeito terapêutico desejado. também pode relaxar os músculos do olho e do trato respiratório. ligar-se ao receptor. Exemplificando. Como as drogas sabem onde exercer seus efeitos? A resposta está em como elas interagem com as células ou com substâncias como as enzimas. UM ENCAIXE PERFEITO Um receptor de superfície celular tem uma configuração que permite a uma substância química específica. a digital. circulam pelo corpo e interagem com diversos locais-alvo. Drogas soníferas se direcionam a certas células nervosas do cérebro. a atropina. uma droga administrada a pessoas com insuficiência cardíaca. enquanto a interação com outras células. uma substância administrada com o objetivo de relaxar os músculos no trato gastrointestinal.

Outra classe de drogas. o antagonista de receptores colinérgicos ipratrópio bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. permitindo que somente uma droga que se encaixe perfeitamente possa ligar-se a ele . chamados receptores adrenérgicos. albuterol. Os antagonistas são mais efetivos quando a concentração local de um agonista está alta. fazendo com que as células dos músculos lisos se contraiam. que relaxa os músculos lisos dos bronquíolos. causando broncoconstrição (estreitamento das vias respiratórias). o transmissor natural dos impulsos nervosos colinérgicos. ou diminui a função celular. Provavelmente a natureza não criou os receptores para que. Exemplificando. que bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. algum dia. disparando uma resposta que aumenta. Um grupo muito utilizado de antagonistas é o dos beta-bloqueadores.adrenalina e noradrenalina. O agonista dos receptores adrenérgicos albuterol. como o propranolol. os medicamentos pudessem ser capazes de ligar-se a eles. mas complementares. Os agonistas e os antagonistas são utilizados como abordagens diferentes. que alteram a percepção e as reações sensitivas). Uma classe de drogas chamadas agonistas ativa ou estimula seus receptores. bloqueia o acesso ou a ligação dos agonistas a seus receptores. Freqüentemente a seletividade da droga pode ser explicada por quão seletivamente ela se fixa aos receptores. Os antagonistas são utilizados principalmente no bloqueio ou diminuição das respostas celulares aos agonistas (comumente neurotransmissores) normalmente presentes no corpo. outras são como chaves-mestras e podem se ligar a diversos tipos de receptores por todo o corpo. Exemplificando. liga-se a outros receptores no trato respiratório. pode ser utilizado em conjunto com o antagonista dos receptores colinérgicos ipratrópio. esses antagonistas são utilizados no tratamento da pressão sangüínea alta. causando broncodilatação (dilatação das vias respiratórias). no tratamento da asma. Esses antagonistas bloqueiam ou diminuem a resposta excitatória cardiovascular aos hormônios do estresse . Exemplificando. o agonista carbacol liga-se a receptores no trato respiratório chamados receptores colinérgicos.como uma chave que se encaixa em uma fechadura. Outro agonista. chamadas antagonistas. Esses agentes operam de forma muito parecida à de uma barreira policial em uma auto-estrada. mas os medicamentos tiram vantagem dos receptores. angina e certos ritmos cardíacos anormais. fazendo com que as células dos músculos lisos relaxem. Um número maior de veículos é parado pela barreira na hora do a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 141 . Os receptores têm finalidades naturais (fisiológicas).O receptor tem uma configuração específica. Algumas drogas se fixam a apenas um tipo de receptor. morfina e drogas analgésicas afins ligam-se aos mesmos receptores no cérebro utilizados pelas endorfinas (substâncias químicas naturalmente produzidas.

reguladoras ou estruturais. e o efeito da droga persiste até que o corpo manufature mais enzimas. e o complexo droga-receptor deve ser capaz de produzir uma resposta no sistema-alvo (ter atividade intrínseca). ENZIMAS Além dos receptores celulares. as drogas direcionadas para as enzimas são classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras). Medicamentos que ativam receptores (agonistas) possuem as duas propriedades. beta-bloqueadores em doses que têm pouco efeito na função cardíaca normal podem proteger o coração contra elevações súbitas dos hormônios do estresse. uma droga que inibe uma enzima envolvida na secreção do ácido gástrico). A FINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA Duas propriedades importantes para a ação de uma droga são a afinidade e a atividade intrínseca. Exemplificando. fundamental na produção de colesterol pelo corpo.“rush” que às 3 horas da madrugada.sua função consiste em impedir a interação das moléculas agonistas com seus receptores. drogas que bloqueiam receptores (antagonistas) ligam-se efetivamente (têm afinidade com os receptores). 142 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Enquanto as drogas que se direcionam para os receptores são classificadas como agonistas ou antagonistas. Por outro lado. seja um receptor ou enzima. A afinidade é a atração mútua ou a força da ligação entre uma droga e seu alvo. regulam a velocidade das reações químicas ou se prestam a outras funções de transporte. depois de certo tempo a droga “se solta” e o receptor ou enzima reassume sua função normal. Do mesmo modo. A atividade intrínseca é uma medida da capacidade da droga em produzir um efeito farmacológico quando ligada ao seu receptor. a droga lovastatina. Às vezes uma interação é em grande parte irreversível (como ocorre com omeprazol. devem se ligar efetivamente (ter afinidade) aos seus receptores. utilizada no tratamento de algumas pessoas que têm níveis sangüíneos elevados de colesterol.ou seja. inibe a enzima HMG-CoA redutase. que ajudam no transporte de substâncias químicas vitais. outros alvos importantes para a ação dos medicamentos são as enzimas. Quase todas as interações entre drogas e receptores ou entre drogas e enzimas são reversíveis. mas têm pouca ou nenhuma atividade intrínseca .

como o alívio da dor ou a redução da pressão sangüínea. ou eficácia terapêutica. Os médicos levam em consideração muitos fatores ao julgar os méritos relativos dos medicamentos. então a droga B é duas vezes mais potente que a droga A. se 5 miligramas da droga B alivia a dor com a mesma eficiência que 10 miligramas da droga A. número de doses necessárias a cada dia) e custo. Assim. A eficácia refere-se à resposta terapêutica máxima potencial que um medicamento pode produzir.uma resposta farmacológica diminuída. Comumente. b) diminui o número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento. Exemplificando. P LANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS Muitos dos medicamentos em uso corrente foram descobertos por pesquisas experimentais e pela observação em animais e seres humanos.P OTÊNCIA E EFICÁCIA A potência refere-se à quantidade de medicamento (comumente expressa em miligramas) necessária para produzir um efeito. são dois os mecanismos responsáveis pela tolerância: a) o metabolismo da droga é acelerado (mais freqüentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fígado). o médico pode aumentar a dose ou selecionar um medicamento alternativo. que a clorotiazida. Tolerância ocorre quando o corpo adaptase à contínua presença da droga. toxicidade potencial. furosemida tem maior eficiência. O termo resistência é utilizado para descrever a situação em que uma pessoa não mais responde satisfatoriamente a um medicamento antibiótico. como seu perfil de efeitos colaterais. Exemplificando. o diurético furosemida elimina muito mais sal e água por meio da urina. Maior potência não significa necessariamente que uma droga é melhor que a outra. Dependendo do grau de tolerância ou resistência ocorrente. duração da eficácia (e. que o diurético clorotiazida. T OLERÂNCIA A administração repetida ou prolongada de alguns medicamentos resulta em tolerância . a eficácia é apenas um dos fatores considerados pelos médicos ao selecionar o medicamento mais apropriado para determinado paciente. conseqüentemente. As abordagens mais recentes ao desenvolvimento de um medicamento se baseiam na determinação das alterações a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 143 . antiviral ou quimioterápico para o câncer. Da mesma forma que no caso da potência.

incluem 144 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .bioquímicas e celulares anormais causadas pela doença e no planejamento de compostos que possam impedir ou corrigir especificamente essas anormalidades. Também são considerados outros fatores ao longo do desenvolvimento dos medicamentos. Além disso. Alguns produzem estímulo intenso. ácido mefênamico. analgésicos e antipiréticos. diazepam. C LASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS Depressores do sistema nervoso central (SNC) (anestésicos gerais. antiepilépticos. Também chamados de psicofármacos. Fármacos psicotrópicos (sedativos ansiolíticos. outros analgésicos. tosses e resfriados. potência. por exemplo. de modo que tenha pouco ou nenhum efeito nos outros sistemas do organismo (efeitos colaterais mínimos ou ausentes). insônia. hipnoanalgésicos. seguindo explicitamente as orientações para seu uso. mesmo nos transtornos de difícil tratamento. fenobarbital. outros. antidepressivos e para sintomatologia neurovegetativa) – São modificadores seletivos do SNC usados no tratamento de distúrbios psíquicos. perda de consciência. morfina. afinidade pelos receptores e eficácia terapêutica. Exemplo: éter. antipsicóticos. Mas às vezes alguns transtornos são tratados sem a supervisão de um médico. Portanto. sedativos hipnóticos. psicoestimulantes e nootrópicos) – Esses fármacos exercem sua ação através do estímulo não seletivo do SNC. essas pessoas devem ler a bula fornecida com o medicamento. Quando um novo composto se mostra promissor. comumente ele é modificado muitas vezes para otimizar sua seletividade. relaxamento muscular e redução na atividade reflexa mediante depressão não seletiva. mas reversível. ibuprofeno. O medicamento deve ser altamente seletivo para seu local-alvo. o medicamento deve ter potência e eficácia terapêutica em alto grau para que seja efetivo em baixas doses. os médicos avaliam os benefícios e riscos potenciais dos medicamentos em cada situação terapêutica que exija tratamento com medicamento de receita obrigatória. pessoas fazem auto tratamento com medicamentos de venda livre para pequenas dores. antiparkinsonianos. Idealmente. Exemplo: cafeína. o medicamento deve ser efetivo ao ser tomado por via oral (para a conveniência da auto-administração). do SNC. antivertiginosos e antipruriginosos centrais) – São fármacos que produzem analgesia. bem absorvido pelo trato gastrointestinal e razoavelmente estável nos tecidos e líquidos do corpo. como se o composto é absorvido pela parede intestinal e se é estável nos tecidos e líquidos do corpo. Nesses casos. estímulo fraco. Estimulantes do SNC (analépticos. Não existe o remédio que seja perfeitamente efetivo e completamente seguro. biperideno. de modo que uma dose por dia seja adequada.

: Triclosana. tetraciclina. ribavirina.fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente a atividade mental. Exemplo: atropina. calor e perda de sensibilidade. atenolol. paracetamol. Não esteróides: AAS. sulfonamidas. são fármacos que reduzem o tônus e a motilidade dos aparelhos gastrointestinal e geniturinário. Esteróides: dexametasona. Esses fármacos são divididos em dois grandes grupos: esteroidais e não esteroidais. rubor. secnidazol. Ex. aciclovir. cortisona. haloperidol. vasoconstritores e vasodilatadores) – São aqueles empregados na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares. anti-virais: matam vírus (ex. metronidazol. antiprotozoários. cetoconazol. antiarrítmicos. Antibióticos . Miorrelaxantes (centrais e periféricos) – São fármacos usados para relaxar os espasmos que acompanham as síndromes musculares crônicas dolorosas. quimioterápicos para respiratório. albendazol. Fármacos que atuam no sistema nervoso periférico (SNP) (anestésicos locais) – Bloqueiam reversivelmente a geração e a condução de impulsos ao longo de uma fibra nervosa.Antibacterianos: matam bactérias (ex: penicilina. miconazol. cefalexina. prednisona. amicacina). Cardiovasculares (para ICC. dipirona. Exemplo: lidocaína. contra aterosclerose. urinário e antivirais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 145 . cirpofloxacino. quinina. fluconazol). cujos sintomas são dor. amoxilina. nimesulida. piroxican. Exemplo: dexclorfeniramina. tuberculostáticos e hansenostáticos. piolhos (ex: cloroquina. antihipertensivos. amoxicilina. tinidazol. dilatadores de vasos coronarianos. Exemplos: digoxina. Antiinflamatórios – Combatem processos de inflamação. antifúngicos. glicocorticóides e outros) – São utilizados para combater alergias. nimodipino. Exemplos: alprazolam. zidovudina). Antialérgicos (anti-histamínicos. hidrocortisona. diclofenaco de sódio e potássio. antivaricosos. propranolol. Espasmolíticos (anticolinérgicos e musculotrópicos) – Chamados também de antiespasmódicos. antiparasitários: matam vermes. Exemplo: orfenadrina. anfotericina. Antiinfecciosos (anti-sépticos. mebendazol. citalopram.: aciclovir. antifúngicos: matam fungos (ex: nistatina. anlodipino. antibióticos e imunoestimulantes) – Fármacos utilizados no tratamento de doenças infecciosas. permetrina). nistatina.

antagonistas da gonadotrofina e inibidores de prolactina. K. principalmente o estômago e o intestino. acidificantes. ácido úrico. antilipêmicos. óleo de rícino. 146 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . resinas permutadoras de íons). Exemplo: metotrexato. E. Exemplos: ácido fólico. insulinas. B. coagulação sanguínea e hemostípticos. Metabolismo e nutrição (anorexígenos e antiobesidade. digestivos. catárticos. multivitamínicos com ou sem minerais. hormônio antidiurético e análogos. bromoprida. antiasmáticos. são substâncias que atuam no sangue ou substituem algum de seus componentes. expectorantes. antimetabólitos. Exemplo: vacinas. hipotireoidismo. hormônios e análogos e diversos) – São quimioterápicos usados no tratamento do câncer. Vitaminas (lipossolúveis. alcalinizantes.Fármacos do sangue (antianêmicos. Fármacos do aparelho respiratório (antitussígenos. hipertireoidismo. antidiabéticos. dietéticos. Exemplos: sibutramina. Exemplos: hidroclorotiazida. antidiarréicos. compostos de platina. gonadotrofinas e seus estimulantes. antiastênicos energéticos. antiinfecciosos do TGI. Exemplos: vitaminas A. albendazol. sendo necessárias em quantidades muito pequenas. produtos vegetais. lipotrópicos. Agentes antineoplásicos (alquilantes. Exemplos: acetilcisteína. gaifenesina. sinvastatina. Agentes imunizantes (soros. Distúrbios hormonais (masculinos. pseudoefedrina. sangue e frações e substitutos do sangue) – Também denominados agentes hematológicos. mineralocorticóides. femininos. hormônio do crescimento) – São fármacos que interferem no metabolismo e nutrição. hidrossolúveis. bicarbonato de sódio. fornecedores de água e minerais. C. antibióticos. metronidazol. salbutamol. antiácidos. loperamida. tensoativos para distúrbios pulmonares) – Utilizados no combate das doenças respiratórias. antiprotozoários para distúrbios GI. coenzimas) – Substâncias essenciais ao metabolismo normal dos seres vivos. varfarina. hidróxido de alumínio. anabolizantes. imunoglobulinas e vacinas) – São substâncias utilizadas para aumentar a imunidade dos seres humanos. estradiol. antineutropênicos. antieméticos e eméticos) – São utilizados no tratamento dos distúrbios e doenças que afetam o sistema digestivo. estimulantes e relaxantes uterinos) – Exemplos: testosterona. Interferentes no metabolismo da água e eletrólitos (diuréticos. D. Exemplos: ranitidina. Fármacos do trato gastrointestinal (anti-secretores.

prednisona. A LGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA Fármaco (pharmacon = remédio): substância química com estrutura química conhecida. demulcentes e protetores. odontológicos. ácido azeláico. medicamento. Medicamento (medicamentum = remédio): preparação usando-se drogas de ação farmacológica benéfica.Preparações para pele e mucosas (antiinfecciosos. abandono do tabagismo. detergentes. alopurinol. geriátricos e tônicos. droga): qualquer substância química com estrutura química conhecida. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 147 . antipruríticos e anestésicos locais. retenção urinária. DIU’s. Exemplo: ciclosporina. massagem. antídotos. capaz de provocar alterações no organismo. espermicidas e testes de gravidez). influência: usados com intenção benéfica. Anti-reumáticos (AINE’s. fé ou crença. medior = curar): substância animal. Pode ser benéfica (fármaco) ou maléfica (tóxico). acupuntura. hidroquinona. ouvido. emolientes. Exemplos: piroxiam. Remédio (re = novamente. procedimento (ginástica. Imunossupressores – Utilizados para diminuir as reações imunológicas responsáveis pelas manifestações clínicas que ocorrem após transplantes de órgãos ou da medula óssea. agentes quelantes. capsaicina. otológicos e nasofaríngeos – São utilizados topicamente tanto em infecções quanto em outros quadros clínicos que afetam o olho. comprovadas cientificamente. mineral ou sintética. antigotosos) – São utilizados no tratamento de doenças das articulações. nariz e garganta. Droga (drug = remédio. Placebo (placeo = agradar): tudo o que é feito com intenção benéfica para aliviar o sofrimento: fármaco/medicamento/droga/remédio (em concentração pequena ou mesmo na sua ausência). Medicamentos oftálmicos. indução do parto. uréia. disfunção erétil. antiinflamatórios locais. mas nem todo fármaco é um medicamento. banhos). queratolíticos e queratoplásticos e outros) – Exemplos: clotrimazol. Exemplo: pilocarpina. adstringentes. vegetal. a figura do médico (feiticeiro). Todo medicamento é um fármaco. corticosteróides. dissuadores de álcool. Diversos e outros (auxiliares de diagnóstico. usada para beneficiar o organismo.

Princípio ativo: é o que vai fazer efeito no organismo. via subcutânea. que influenciam na absorção. via intravenosa. Essa relação droga ligada/droga livre é definida por um equilíbrio. área de absorção à qual o fármaco é exposto. Alguns fatores influenciam a absorção. forma farmacêutica. Bioequivalência: é a equivalência farmacêutica entre dois produtos. Biodisponibilidade: indica a quantidade de drogas que atinge seu local de ação ou um fluido biológico de onde tem acesso ao local de ação. ou seja. é farmacologicamente ativa. Absorção: é a passagem do fármaco do local em que foi administrado para a circulação sistêmica. entre outros. e apresentam estatisticamente a mesma potência. por exemplo. Cada uma dessas vias possui características próprias. o fármaco é administrado diretamente na corrente sangüínea.Nocebo: efeito placebo negativo. neste caso. É uma fração da droga que chega à circulação sistêmica. veículo utilizado na formulação. Após a absorção do fármaco. dose e via de administração. Já 148 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . possuem baixa capacidade de permear membranas biológicas. perfusão sangüínea no local de absorção. A distribuição é afetada por fatores fisiológicos e pelas propriedades físico-químicas da substância. formando um complexo reversível. Distribuição: é a passagem de um fármaco da corrente sangüínea para os tecidos. uma fração deste geralmente se liga a proteínas plasmáticas (principalmente a albumina) ou proteínas de tecidos. Tratando-se da via de administração intravenosa. via de administração. uma vez que. via intramuscular. Os fármacos pouco lipossolúveis. dois produtos são bioequivalentes quando possuem os mesmos princípios ativos. tais como: características físico-químicas da droga. variando de acordo com a afinidade do fármaco pela proteína. dissolvida no plasma. O complexo proteína-fármaco atua como um reservatório do fármaco no sangue. A ligação protéica geralmente é inespecífica. As principais vias de administração de fármacos são: via oral (a mais usada). via retal. A outra fração circula livremente pelo fluido biológico. O “medicamento” piora a saúde. Constitui-se do transporte da substância através das membranas biológicas. sofrendo assim restrições em sua distribuição. Desse fato é que se explica o deslocamento de um fármaco por outro de maior afinidade pela proteína. não se deve considerar a absorção. É importante frisar que apenas a porção livre.

geralmente sob ação de enzimas inespecíficas. por exemplo. Além disso. entre duas ou mais drogas competindo pelo sítio ativo de uma mesma enzima. Biotransformação ou metabolismo: é a transformação do fármaco em outra(s) substância(s). Geralmente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 149 . a ligação às proteínas plasmáticas pode alterar a distribuição do fármaco. Essa inibição em geral é competitiva. a sua meia-vida é de 45 minutos. Os metabólitos possuem propriedades diferentes das drogas originais. Pode ocorrer. A biotransformação ocorre principalmente no fígado. a idade. Tempo de Meia-vida (T1/2): é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade. Inibição enzimática: caracteriza-se por uma queda na velocidade de biotransformação. Metabólito: é o produto da reação de biotransformação de um fármaco. além da indução e da inibição enzimáticas. mais facilmente eliminados. um potente indutor que acelera o metabolismo de outros fármacos quanto estes são administrados concomitantemente. Alguns fármacos têm a capacidade de aumentar a produção de enzimas ou de aumentar a velocidade de reação das enzimas. resultantes em um metabolismo acelerado do fármaco. Em alguns casos. Como exemplo. nos pulmões e no tecido nervoso. seja na forma inalterada ou na de metabólitos ativos e/ou inativos. portanto. Supondo então que a concentração plasmática atingida por certo fármaco seja de 100 mcg/mL e que sejam necessários 45 minutos para que essa concentração chegue a 50 mcg/mL. apresentam atividade farmacológica reduzida e são compostos mais hidrofílicos. resultando em efeitos farmacológicos prolongados e maior incidência de efeitos tóxicos do fármaco. A eliminação ocorre por diferentes vias e varia conforme as características físico-químicas da substância a ser excretada. pois pode limitar o acesso a locais de ação intracelular. nos rins. Indução enzimática: é uma elevação dos níveis de enzimas (como o complexo Citocromo P450) ou da velocidade dos processos enzimáticos. Excreção ou eliminação: é a retirada do fármaco do organismo. a raça e fatores genéticos. podem apresentar alta atividade biológica ou propriedades tóxicas. podemos citar o Fenobarbital. Entre os fatores que podem influenciar o metabolismo dos fármacos estão as características da espécie animal. prolongando a permanência do fármaco no organismo.as substâncias muito lipossolúveis podem se acumular em regiões de tecido adiposo. por meio de alterações químicas.

o clearance total é a soma da capacidade metabolizadora de cada um desses órgãos.Efeito de primeira passagem (EPP ou FPE): é o efeito que ocorre quando há biotransformação do fármaco antes que este atinja o local de ação. Dessa forma. principalmente. Curva de concentração plasmática: é o gráfico em que se relaciona a concentração plasmática do fármaco versus o tempo decorrido após a administração. no sangue mesentérico e. Essa medida é dada pela soma da capacidade de biotransformação de todos os órgãos metabolizados. o intervalo entre doses é menor do que aquele necessário para a eliminação da dose anterior. o intervalo entre as doses deve ser um tempo suficiente para que o organismo elimine totalmente a dose anterior (em geral. um tempo maior que 10 meias-vidas). no fígado. Dose de ataque ou inicial: é a dose de determinado fármaco que deve ser administrada no início do tratamento. A área sob a curva ou extensão da absorção é um parâmetro farmacocinético. Terapia de dose única: nesta. é a soma do clearance hepático com o clearance renal com o clearance pulmonar. Clearance ou depuração: é a medida da capacidade do organismo em eliminar um fármaco. Terapia de dose múltipla: neste caso. se um fármaco é biotransformado nos rins. não há acúmulo de fármaco na circulação. ao contrário daquilo que ocorre em doses únicas. ou seja. 150 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . é quando o fármaco encontrase em concentração constante no sangue. manter a concentração no estado de equilíbrio estável (steady state). a administração da dose seguinte se dá quando toda a dose anterior é eliminada. Por isso. ocorre acúmulo da droga no sangue. isto é. Pode ocorrer na parede do intestino. Utilizada na terapia de dose múltipla. Dose de manutenção: é a dose necessária para que se mantenha uma concentração plasmática efetiva. Steady state ou estado de equilíbrio estável: é o ponto em que a taxa de eliminação do fármaco é igual à taxa de biodisponibilidade. Pico de concentração plasmática: é a concentração plasmática máxima atingida pelo fármaco após a administração oral. Ou seja. Assim. utilizado para determinar a quantidade de droga após a administração de uma única dose. até que se atinja o equilíbrio (steady state). com o objetivo de atingir rapidamente a concentração efetiva (concentração-alvo). fígado e pulmões.

São tecidos como os músculos. reumatismo. a pele. · Derivados do p-aminofenol (Paracetamol)/irritação gástrica. Somente com indicação médica. • Dor Crônica . • Esteróides . A NALGÉSICOS • Dor Aguda . entre outros. fígado).processos inflamatórios complexos. A NTIALÉRGICOS A alergia vai de uma simples coceira até o choque anafilático. pomadas. GRUPOS FARMACOLÓGICOS A NTIINFLAMATÓRIOS • Não esteróides . onde a concentração da droga é difundida instantaneamente. P RINCIPAIS G RUPOS A NALGÉSICOS : · Salicilatos (A A S). · Derivados da pirazolona (Dipirona). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 151 . Artrite. Compartimento periférico: formado por tecidos de menor perfusão. tecido gorduroso. entorses. · Antagonistas da Serotonina (Sumatropina)/enxaquecas.processos inflamatórios simples. coração.duração limitada (dor de garganta). · Derivados opláceos (Buprenorfina)/dores mais severas. colírios e gotas nasais.Compartimento central: é a soma do volume plasmático com o líquido extracelular dos tecidos altamente perfundidos (como pulmões.Dor repetitiva (reumatismo). este precisa de mais tempo para que seja atingido um equilíbrio de concentração. Tratamento das alergias: cremes.

rinites.bactérias resistentes .Macrodontina. Polaramine. · Afenicóis .Entromicina. • Pequeno Espectro: atuam em casos específicos. 152 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .não pode ser usado em recém-nascidos e prematuros . • não sabemos os efeitos colaterais do medicamento.· Anti-histamínicos: coriza. resfriados. Desalex. • não estamos dispensando com prescrição médica. Iodoxuridina. • não sabemos a causa da infecção. · Macrolídeos . A NTIVIRAIS Desde uma verruga até AIDS: Aciclovir. · Nitrofuranos . · Quinplonas . · Tetraciclinas . Nasonex).Clorafenicol. · Aminociclitóis .Minociclina. etc. · Corticóides: ação antiinflamatória e antialérgica (Diprosone.grande espectro. P RINCIPAIS G RUPOS DE A NTIBIÓTICOS · Penicilinas .Neomicina. Claritin. A NTIBIÓTICOS • Amplo Espectro: atuam sobre um grande número de bactérias. Não devem ser usados quando: • não se tem certeza se há infecção. · Cefalosporinas -grande espectro .Procin.Vancomicina. Amoxicilina.Cefazolina. · Polipeptídios . Interferon.

ácido salicílico. Matacura.Clorexidina.Coppertone. antifúngicos e antivirais. Sandow.Antianginosos: Nifedipeno.cânfora. Tratamento de Pele.aumentar a força contrátil do coração . escamações . • Queratolíticos: calos. AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO S ISTEMA C IRCULATÓRIO • Insuficiência Cardíaca . · Superficiais . • Hipertensão . Propanolol.A NTIFÚNGICOS Dois tipos de infecções por fungos: · Sistêmicas e Profundas .Ácido Benzóico.Miconazol. Anti-sépticos . hora lento) . A NTIINFECCIOSOS Fazem parte: antibióticos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 153 . Nistatina. • Sulfas tópicas: (infecção) Sulfanilamida. • Escabicidas e pediculicidas: Escabin. • Angina (forte dor no peito) .Digitálicos (plantas): Digoxina. mentol. Peróxido de Hidrogênio. Inotrópicos: Dopamina. Protetores Solares . • Arritmias Cardíacas (batimentos hora intenso.Diuréticos e Simpalolítico : hidroclorotiazida e reserpina. Cetoconazol.Atenolol. • Rubefacientes: vasodilatadores locais .

• Antidiarréicos ou constipantes: Difenoxilato.Loratadina / Diproplanato de beclometasona. • Catárticos .iodeto de potássio.utilizados em casos de asma e bronquite: Aminofilina. Manual Merck http://www.com/basile_farmacologia/ introducao.associação de substâncias químicas que aliviam sintomas da gripe e resfriados.eliminação de gases: dimeticona.diminui perda de potássio: Amilorida.perda de sódio e água: Furosemida • Osmótico .perda de água. Este capítulo teve como fontes de consulta: .S ISTEMA R ESPIRATÓRIO • Descongestionamento nasal . • Antitussígenos: ação central (centro da tosse) . Basile/Aulus Conrado Basile) 154 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . • Broncodilatadores . sódio e potássio: Clortalidona.diminuir reflexo do vômito: Bromoprida.diminuir acidez no estômago: hidróxido de alumínio. • Poupadores de potássio .auxiliar na digestão: desidrocolato sódico. S ISTEMA U RINÁRIO • Saluréticos .html (editores: Ricardo P. • Expectorantes (eliminar secreção pulmonar) . • Antieméticos .geocities.cicatrização de úlceras: Cimetidina.prisão de ventre: laxantes suaves ou purgantes mais potentes. • Mucolítico (reduz viscosidade do muco) – Ambroxol. S ISTEMA D IGESTÓRIO • Antiácidos . • Antiulceroso . • Digestivo . • Antialérgicos . • Natriurético . • Antifisséticos .Codeína e ação periférica (vias respiratórias) – Acetilcisteína.perda de água: Manitol e Sorbitol.

Quando não há mais química. O corpo humano. A química está presente em todos os seres vivos. Neste capítulo você vai saber o que é química medicinal e sua importância para a produção de fármacos. ao misturar extratos de plantas e substâncias a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 155 . ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese. é uma grande usina química.5. o que está ocorrendo é química. Os antigos alquimistas buscavam principalmente a transmutação de metais e o elixir da longa vida. o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Há muitos séculos. por exemplo. Mas o fato é que. não há mais vida. bem como o papel essencial da físico-química na formulação de medicamentos e o poder da ação de substâncias químicas no nosso organismo. nossas emoções ou nossas ações. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos. o que está ocorrendo é química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. QUÍMICA A química é uma das disciplinas que compõem as ciências farmacêuticas.

Sem ela. produzir alimentos em pleno deserto. deslocar-se à velocidade do som. desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Avançados desinfetantes combatem o risco de infecções. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais. Válvulas cardíacas. temos a certeza de que tomando uma aspirina provavelmente entre 15 e 30 minutos a dor acabará. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgias ou diagnósticos foram fabricados com matérias-primas químicas. clínicas. que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química. seringas descartáveis. no entanto. os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas. nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. O que sabemos. recipientes para soro. enfermarias e unidades de terapia intensiva têm na química uma parceira indispensável. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza. Com seus experimentos. que curam doenças e fortalecem a saúde humana. novas substâncias. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e protegem a vida. é que sem a química a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo. luvas cirúrgicas. Com o tempo. a menos que tomemos outra aspirina em poucas horas. eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. foram sendo descobertos novos produtos. 156 q•u•í•m•i•c•a . a modificar a composição de materiais. Hospitais. tubos flexíveis e atóxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue são apenas alguns dos exemplos dos produtos de origem química que revolucionaram a medicina. a dor voltará. Q UÍMICA MEDICINAL Quando temos uma dor de cabeça.retiradas de animais. a desenvolver novas moléculas. novas aplicações. Tudo isso porque química é vida! A QUÍMICA DA SAÚDE A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. laboratórios. o setor químico também desenvolveu matérias-primas específicas para a medicina. próteses anatômicas. Mas a aplicação da química vai além dos medicamentos. tornar potável a água do mar. E certamente. Fornecedor de uma quantidade fantástica de produtos básicos para outras indústrias.

entretanto. na década de 1960. Como as alterações na configuração molecular não precisam alterar todas as ações e efeitos de um fármaco. possibilitou a racionalização química de pequenas regiões subestruturais permitindo o aparecimento das relações quantitativas entre estrutura e atividade (do inglês QSAR). subseqüentemente a interação do fármaco com o receptor no organismo. algumas vezes é possível criar uma nova molécula com maior efeito terapêutico. pode-se fornecer subsídios tanto para o uso terapêutico de um fármaco como para o planejamento de novos agentes terapêuticos. ligação de hidrogênio. E o que a química tem a ver com isso? A importância da análise dos mecanismos de ação dos fármacos está relacionada ao entendimento das interações químicas e físicas entre o fármaco e o seu alvo na célula (receptor biológico). Dessa forma. Desde então. a administração e absorção do fármaco no organismo.Nesse fato corriqueiro. contudo. e então a eliminação do fármaco do organismo. Primeiramente. a busca reducionista de informações. O sucesso da equação de Hammett. maior seletividade entre diferentes células ou tecidos e características secundárias mais aceitáveis do que o fármaco original. hidrofóbica. prolongada quando a ligação é do tipo covalente. modificações relativamente pequenas na molécula do fármaco podem resultar em alterações importantes nas propriedades farmacológicas. Essas interações alteram a função do alvo macromolecular (receptor) e. menores efeitos colaterais. capazes de descrever biomacromoléculas ou sistemas biológicos mais complexos. No início do século XX. A duração da ação de um fármaco é. Mais recentemente. tornou-se atividade comum em inúmeros centros de pesquisas em todo o mundo. podemos notar a dinâmica do alívio da dor. Acredita-se que ligações de diferentes naturezas sejam importantes nas interações entre fármacos e receptores. Os efeitos de muitos fármacos resultam de sua interação com as componentes macromoleculares do organismo. com freqüência porém não necessariamente. assim. o advento da química combinatória trouxe um novo avanço a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 157 . dão início a mudanças bioquímicas e fisiológicas características da resposta ao fármaco. de van der Waals e covalente. os métodos de descobrimento de novos fármacos eram empíricos ou estavam quase dominados pelo acaso. fato este responsável pela ação farmacológica. A afinidade de um fármaco por seu receptor no organismo e sua atividade farmacológica são dependentes da estrutura química. A ligação de substâncias bioativas com os receptores biológicos envolve vários tipos conhecidos de interações tais como iônica. por exemplo: receptores biológicos e enzimas. Por meio de uma análise completa da doença em estudo. em seguida a distribuição deste fármaco pelo corpo.

o estabelecimento da sua atividade biológica. simetria dos compostos e distribuição dos átomos. com o intuito de planejar fármacos mais específicos. dependendo das características que se deseja descrever. entre outras. 158 q•u•í•m•i•c•a . síntese ou modificação molecular.na busca e identificação em massa de novas substâncias químicas bioativas ou na otimização delas. determinação estrutural. farmacologia. por conseqüência. estéreos ou eletrônicos). em nível molecular. com suas estruturas. tais como: química orgânica. A aplicação da química teórica no estudo da atividade biológica de fármacos tem aumentado muito nos últimos anos e é utilizada para explorar eventos biológicos em nível molecular. eletrônicos e geométricos. topológicos. Cada um desses descritores representa a sua influência na interação fármaco-receptor e. Esses parâmetros podem ser físico-químicos (descrevendo parâmetros hidrofóbicos. a química medicinal. animais ou minerais. biologia molecular. o qual trata do planejamento de fármacos. portanto. Dessa inter e multidisciplinaridade surgiu um novo campo de estudo. de processos bioquímico-farmacológicos. compreensão. Devido à complexidade na elucidação das estruturas químicas e na correlação entre propriedades físico-químicas. determinação da atividade biológica e estudo das relações estrutura-atividade. descobrimento e desenvolvimento de novas substâncias químicas bioativas (NCEs). A atividade de compostos biologicamente ativos está condicionada às suas propriedades físico-químicas. isolamento. atividades e aplicações bem definidas.atividade biológica. A química medicinal. é um campo da química que engloba inovação. que fornecem informações sobre o tamanho. ensaios farmacológicos e estudos das relações estrutura química . tornou-se necessário a interação entre diversas áreas. estruturais. extração. identificação e elucidação estrutural de princípios ativos naturais de plantas. Um tipo de abordagem utilizada em química medicinal considera a estrutura molecular de um composto como uma série de parâmetros ou descritores moleculares. considerando que esses compostos necessitam atravessar os tecidos do sistema biológico e alcançar seus respectivos receptores para que possam interagir. físico-química. química quântica. descrição das moléculas desde a sua constituição atômica (passando por relações entre a estrutura e propriedades) até suas características estruturais quando da(s) interação(ões) com alvos biológicos de interesse terapêutico. toxicológicos e farmacocinéticos e a criação de relações entre estrutura química e atividade farmacológica (SARs).

seguras e eficazes.Ela também está implicitamente relacionada á proposição e validação de modelos matemáticos. com o propósito de desenvolver formas farmacêuticas estáveis. O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO . seja na forma salina ou não. farmacotécnicas e biofarmacêuticas. É nessa etapa de trabalhos experimentais que é selecionada a substância ativa.Finalidade terapêutica . Muitos fármacos em potencial são farmacologicamente ineficazes e inseguros do ponto de vista toxicológico.Efeitos tóxicos . Antes de iniciar o desenvolvimento da formulação é necessário que o fármaco seja submetido a diversas avaliações e caracterizações em diferentes fases. com o intuito de obter informações físico-químicas apropriadas . Dados como a solubilidade facilitam a seleção de veículos solubilizantes nos estudos de eficácia e segurança em animais. Nessa triagem são avaliadas previamente considerações farmacodinâmicas e cinéticas e essencialmente as características físico-químicas. conforme é demonstrado abaixo.Propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas . A pré-formulação se descreve como uma fase de processo de investigação. D ISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ .FORMULAÇÃO Considerações prévias: . As características físicas e químicas de cada substância farmacêutica devem ser rigorosamente avaliadas antes do desenvolvimento de uma fórmula ou forma farmacêutica. através dos estudos de relações entre a estrutura química e a atividade farmacológica e/ou toxicológica e/ou farmacocinética. contribuintes na seleção de novas substâncias químicas que se incorporem no processo de desenvolvimento. devido à sua escassa solubilidade nos veículos utilizados. A fase de pré-formulação deve-se iniciar tão logo quanto a síntese do fármaco. e avaliada suas características físico-químicas. em que são caracterizadas as propriedades físico-químicas e mecânicas de um novo fármaco.Reações adversas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 159 .QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS O ponto de partida para formulação de um novo medicamento é denominado pré-formulação.

entre 866 fármacos usados na terapêutica.Aceitação e comodidade do medicamento .Estabilidade . uma vez que permite a construção de moléculas em seus diversos níveis de complexidade.Biodisponibilidade . é necessário também dispensar atenção ao grau de pureza e à escala da reação.Características ligadas ao enfermo . visando obter os melhores rendimentos possíveis.Compatibilidades físico-químicas.. em 2000. Os restantes 160 q•u•í•m•i•c•a . pois além de racionalizar uma seqüência de etapas sintéticas. estimado.Custo do medicamento Considerações biofarmacêuticas: .Características biofarmacêuticas da formulação Características físico-químicas e farmacotécnicas: . Até 1991. 680 (79%) eram de origem sintética.Fluidez do pó .Solubilidade .Doses e freqüência de administração .Via de administração . em 390 bilhões de dólares. Os fármacos de origem sintética representam significativa parcela do mercado farmacêutico.Cristalinidade e polimorfismo . Esse desdobramento da síntese orgânica apresenta características particulares. A SÍNTESE DE FÁRMACOS A síntese de fármacos é um importante capítulo da química orgânica.Ponto de fusão .

Adicionalmente. podemos diferenciar o fármaco. demonstrando que muitas vezes pode ocorrer a presença de mais de um heteroátomo no mesmo sistema heterocíclico. O índigo-blue. em pequenas quantidades. provavelmente. a decisão de qual classe terapêutica deverá ser objeto de estudo vai depender das questões que aguardam por resposta. um produto farmacêutico pode necessitar de um grau de pureza tão elevado quanto o dos reagentes empregados em reatores nucleares. com níveis de complexidade variáveis. semi-industrial. De maneira geral. Quando consideramos que os fármacos são produtos de um processo sintético de múltiplas etapas. 28% dos fármacos de estrutura heterocíclica apresentam átomos de enxofre e 18% apresentam átomos de oxigênio. A síntese de fármacos pode ser considerada uma aplicação nobre da química orgânica sintética. dos outros produtos. pois contempla a finalidade que lhe cabe. constata-se que 62% deles são heterocíclicos. Os países de primeiro mundo. Atualmente. sejam eles de grau de pureza comercial ou analítica. Quando observamos a estrutura dos fármacos empregados na terapêutica. a busca de novos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 161 . tem sua cor azul assegurada. é aquela empregada na definição da rota sintética. é uma adaptação da primeira rota sintética visando à obtenção do fármaco em maior escala. dentre os quais 95% apresentam-se nitrogenados. produto farmacêutico tecnicamente elaborado. a escala de bancada não se estende à escala industrial. estarão envolvidos na busca de novos fármacos anticâncer. podemos concluir que a pureza do produto final está diretamente relacionada à metodologia sintética empregada e à pureza dos intermediários e matérias-primas envolvidas na síntese. pesticidas e corantes. enquanto os países de terceiro mundo ainda estão carentes de fármacos para o tratamento de doenças tropicais. possuem átomos de elementos distintos do carbono (heteroátomos) envolvidos em ciclos. empregado na construção civil e no alvejamento de assoalhos de cerâmica. Sua aplicação na busca de novos protótipos de fármacos representa uma grande parcela dos medicamentos disponíveis para uso clínico e movimenta cifras elevadas dentro do mercado mundial. A segunda. O ácido muriático. Por outro lado. por permitir o acesso a substâncias terapeuticamente úteis. A primeira. da mesma forma. dentre outros. independente das impurezas que possam advir do processo sintético. ou seja.186 (21%) correspondiam àqueles de origem natural ou semi-sintética. como inseticidas. de bancada. Os valores acima expostos assinalam a importância da química dos heterociclos. tais como a malária. não requer o mesmo grau de pureza que um produto farmacêutico. Contudo. para se ter acesso ao composto planejado. mas suficientes para investigar o seu perfil farmacológico. Os fármacos de origem sintética podem ser obtidos em dois tipos de escala. Nesse ponto. havendo necessidade de se buscar rotas alternativas que contemplem a adequação da escala.

Apresentaremos algumas classes de fármacos e suas respectivas estruturas químicas. a preparação de um fármaco leva anos de pesquisa. mas também a “criar” substâncias totalmente inéditas. A ÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO Em diversos laboratórios de química. entre outros. então. uma substância capaz de produzir analgesia no local onde é aplicada. provocando o efeito anti-viral desejado. bemestar excessivo. Hoje. em geral. que vieram a se tornar fármacos. em geral. Com os avanços da ciência. diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importância fundamental. é. aplicada juntamente com um vaso constritor. os químicos se limitavam a isolar determinadas substâncias naturais. Em 1905 foi preparada a procaína. tais como estereoquímica. Na medicina. O novo paradigma pode ser exemplificado pelo aciclovir. segundo o qual há necessidade de se buscar fármacos para o tratamento de enfermidades específicas. Um exemplo é o caso da cocaína. polaridade de moléculas. foi um dos primeiros anestésicos locais. forças intermoleculares. outro anestésico foi patenteado nos EUA: a 162 q•u•í•m•i•c•a . síntese orgânica. partem de uma substância de atividade conhecida e preparam derivados sintéticos para testar suas atividades. para manter o anestésico no local da aplicação o maior tempo possível. substâncias diferentes com estruturas químicas semelhantes possuem atividade biológica também similar. possibilitou “sabotar” o DNA viral. Embora fosse muito eficaz. a partir do extrato bruto de plantas. tendo a molécula análoga acíclica a da guanina através de um planejamento prévio. existiam sérios problemas: a cocaína produz euforia. Essa substância é um alcalóide extraído de uma planta nativa da América do Sul. muitos pesquisadores sintetizam substâncias com provável atividade biológica. para a busca de substâncias que tivessem o mesmo poder anestésico da cocaína. Em 1948. mas que não provocassem os efeitos colaterais indesejados. Químicos sintéticos partiram. Às vezes. dependência física e psicológica. isto é. o qual. a química de síntese orgânica foi introduzida nessa área e os químicos passaram a não somente criar análogos sintéticos e derivados. A estrutura química de uma substância é fator determinante na sua atividade no organismo. substância utilizada até hoje: como é rapidamente absorvida pelo corpo. com eficácia já conhecida. sensações de poder. Inicialmente.candidatos a protótipos de fármacos atende a um novo paradigma. E.

são os mesmos. mescalina. Grande parte das substâncias conhecidas como feniletilaminas possuem intensa atividade biológica e são capazes de alterar a nossa percepção da realidade.. A morfina corresponde a cerca de 10% do peso do ópio seco. A morfina deve seu nome ao deus romano dos sonhos. já utilizava a base da flor da papoula para preparar o ópio. devido ao seu forte efeito analgésico a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 163 . um éster ou uma amida conectando os dois extremos. o segmento alquílico que liga o anel ao N é cíclico. 1803) escolheu esse nome por causa do forte poder narcótico dessa substância (uma substância narcótica provoca distúrbios na consciência. O povo sumeriano. vendida como xilocaína. uma amina completamente substituída na outra extremidade. 1803) e foi logo adotado na medicina. não necessita de vaso constritor. Todas essas substâncias têm uma estrutura derivada da 2-fenil-etanoamina. há cerca de 6 mil anos. Não somente foram achadas as estruturas semelhantes: alguns dos receptores onde essas moléculas se ligam. uma das civilizações mais antigas. Um farmacêutico alemão (Friedreich Sertuner. nas células. o que há de comum com a estrutura química dessas substâncias? Um anel aromático em uma das extremidades da molécula. LSD. Cocaína Procaína Lidocaína Entretanto. causa entorpecimento. heroína e outros. Entre esses. No caso da morfina e do LSD. F. procaína e a cocaína possuem efeitos anestésicos semelhantes. estão substâncias como morfina. Além de ser muito mais forte do que a procaína. Tanto a lidocaína. Foi o primeiro alcalóide a ser isolado e identificado (Sertuner. sono e perda dos sentidos).lidocaína.

Tanto o LSD como a mescalina são extremamente alucinógenos. Devido à dependência e aos efeitos tóxicos da morfina. Por cinco anos. Também causam dependência e danos físicos e mentais a longo prazo. tais como a codeína. no Sandoz Laboratory. entretanto. anti-hemorrágicos. a ponto de não serem tóxicas. Essa droga era tão poderosa que as doses a serem utilizadas seriam muito pequenas. Embora não produza dependência. Hoffmann preparou a amida desse ácido (a N-dietilamida). Muitos fármacos livremente vendidos em farmácias são também derivados da feniletilaminas. levando ao diacetilmorfina. em 1943. A maioria dessas drogas. e lhe dá o cheiro característico. E também provoca dependência física e psíquica. que ele chamou de “caleidoscópio de cores”. a codeína é um dos mais fortes supressores de tosse conhecidos. Acidentalmente. substâncias estimulantes. hoje. Essa foi a droga eleita pelos jovens das décadas de 60 e 70. a diacetilmorfina mostrou uma capacidade de provocar dependência como antes nunca vista. como apatia e euforia.e supressor de tosse. O LSD. que cresce em cereais. logo se procurou por um derivado sintético. estimulantes. é considerada ilícita na maioria dos países. infelizmente. Mas. Embora seja um analgésico menos potente. entretanto. A polícia francesa treinou cães para farejar esse odor e. provoca fortes alterações sensoriais e perceptivas. Esse ácido é o que está presente no vinagre. de fato. Uma das idéias foi o produto obtido a partir da acetilação dos grupos fenólicos da morfina. Hoffmann e colegas estudaram a química do ácido lisérgico. inibidores de apetite. O LSD. É a droga que. comum na América Central. então. um dos alcalóides encontrados no fungo ergot. Recebeu o nome comercial de heroína e foi vendida em vários fármacos. A mescalina é um alcalóide natural extraído do cactus peyote. Os Beatles gravaram um álbum inteiro em sua homenagem. São utilizadas em descongestionantes nasais. ele ingeriu uma pequena quantidade do produto e experimentou estados de delírio e alucinações. mais tarde descobriu-se que certos microorganismos também eram capazes de produzi-los. A substância foi preparada por Albert Hoffmann. reduzir a fadiga e inibir o sono. O maior grupo é o das anfetaminas. produz outras respostas fisiológicas. uma das faixas chama-se Lucy in the Sky with Diamonds. principalmente em xaropes para tosse. pode ser adquirida sem nenhum problema em farmácias 164 q•u•í•m•i•c•a . auxiliar na descoberta de fábricas clandestinas de heroína. Um fato curioso sobre a heroína: um dos produtos da acetilação com o anidrido acético é o ácido acético. sinestesia e outros. por vários séculos. foi primeiramente preparado em laboratório. O ópio contém outros alcalóides. capazes de aumentar a pressão sanguínea. Além disso. despersonalização. tem a venda proibida e é ilícita na maioria dos países. foi utilizada nos rituais das civilizações americanas pré-colombianas.

Os IMAOs interagem com a tiramina e podem causar hipertensão. é uma das drogas mais vendidas no mundo. pertencente à classe dos carbamatos. que são ésteres do ácido carbâmico (ácido aminofórmico). depressão. Infelizmente. tais como os distúrbios psíquicos. além de interagirem fortemente com outros medicamentos. Em 1981. destaca-se a fluoxetina. a rauwolfia. Desde a segunda metade do século XX. Entre os antidepressivos mais recentes. boca seca. ansiedade. entre outros. Que induzem ao sono e perda de consciência. tais como esquizofrenia. nervosismo. colinérgicos e adrenérgicos. O meprobamato (Equanil e Miltown) é a droga mais popular. entretanto. Os tranqüilizantes estão entre os remédios mais receitados por médicos.000. Todos são fortes tranqüilizantes e relaxantes muscular.000 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 165 . Os antigos hindus já utilizavam o extrato de uma planta. Desde seu surgimento. que é o 2-fenil-1-metiletanoamina. para combater desde insônias a distúrbios mentais. São todas sintéticas e foram frutos de anos de pesquisa em laboratório. Os primeiros antidepressivos foram os antidepressivos tricíclicos (TCAs) e os inibidores da enzima monoaminaoxidase (IMAOs). o EPA dos EUA classificou a droga como carcinogênica. São utilizados para combater a insônia. As mais comuns são as dos grupos dos tranqüilizantes e dos antidepressivos. o flurazepam e o oxazepam são tranqüilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepínicos. novos tipos de drogas foram produzidos para combater essas psicoses. É o princípio ativo do Prozac. e é um forte relaxante muscular. Outros derivados surgiram. provocando efeitos colaterais como ganho de peso. são escritas cerca de 1. O diazepam (Valium). entre outros. Essa geração de drogas era eficiente em potencializar os mecanismos serotonérgicos e noradrenérgicos. Essa planta produz o alcalóide reserpina.Todos possuem dois anéis aromáticos e um heterocíclico. numa tentativa de diminuir a dependência e toxicidade. Além de diminuir a dor física. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. entretanto. Lançada em 1988. Uma das mais antigas é a própria anfetamina (benzidrina). as drogas também têm sido usadas para tratar outros tipos de males. foram descobertos através de observações e experimentações clínicas. e os tipos são classificados de acordo com a sua finalidade. que passou a ser vendido na forma pura em 1954. constipação. O carisoprodol (Soma) é outro carbamato popular. também bloqueavam os receptores histamínicos.brasileiras. tais como a metanfetamina (metedrina) e a fenilpropanolamina. Muitas pessoas são acometidas de neuropatologias. uma das preferidas em descongestionantes nasais. fármaco apelidado de “a droga da felicidade”. estresse. fadiga e tontura.

com. Journal of the Brazilian Chemical Society. Este capítulo teve como fontes de consulta: . Revista Eletrônica de Ciências (artigo de Agnaldo Arroio. de André Luiz Alves Brandão .html . muitas pessoas a estão consumindo diariamente. Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM . Como é uma droga relativamente recente.br .br/qmcweb/artigos/ quimica_medicinal.de receitas médicas por mês para esse fármaco. Ronaldo A. Pilli .ufsc. Portal Farmácia – www.portalfamacia. já foi usado por mais de 35 milhões de pessoas no mundo! Com toxidade relativamente pequena e efeitos colaterais minimizados. Káthia Maria Honório.racine. pesquisadores do programa de Pós-Graduação do Instituto de Química de São Carlos). Portal Racine – www. artigo de Carlos A.www.quark.com. Universidade Federal de Santa Catarina . 166 q•u•í•m•i•c•a . a fluoxetina tem sido escolhida por milhões de pessoas que querem melhorar seu humor e combater a depressão.br – ‘A Influência do Polimorfismo na Farmacotécnica de Cápsulas no Setor Magistral’. De qualquer forma. Montanari. ainda não se sabe sobre os efeitos de longo prazo.qmc.

Neste capítulo você saberá o que são plantas medicinais e sua importância para a medicina e a formulação de medicamentos. Nessa ciência estudam-se a identificação. A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS As plantas medicinais são os principais componentes da medicina tradicional. a estrutura química e a biossíntese dos princípios ativos de origem vegetal. e gnosis ou conhecimento. A farmacobotânica se preocupa com o estudo das matérias de origem vegetal. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA A farmacognosia é um dos mais antigos ramos da farmácia. No início da década de 90. a Organização Mundial a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 167 . ou droga.6. o que são os metabólitos secundários das plantas. Ela é praticada por farmacêuticos e tem como alvo os princípios ativos naturais. quais cuidados são importantes ao usar fitoterápicos. bem como as propriedades terapêuticas dos chás e das frutas. a extração. A utilização de plantas para o tratamento de doenças que acometem os seres humanos é uma prática milenar e que ainda hoje aparece como o principal recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. O termo deriva de duas palavras gregas. pharmakon. o isolamento.

dores de cabeça (25%).de Saúde (OMS) divulgou que 60-85% da população dos países em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados da saúde. a exemplo da cânfora. os metabólitos de plantas foram investigados sob a ótica da Fitoquímica clássica e da Quimiotaxonomia. observando-se um enorme avanço nesse campo. 168 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Além disso. com a disponibilidade do carbono radioativo (carbono-14).. da morfina. houve uma marcante diminuição no uso de plantas medicinais e. Nessa época. da estriquinina e da cocaína (Hamburger & Hostettmann. As preparações fitofarmacêuticas são muito populares em países com forte tradição no uso de ervas. entre outros (Veiga Jr. os estudos sobre a biossíntese de produtos naturais em geral foram marcantes. 2005). os primeiros estudos científicos de plantas medicinais datam do século XIX. Nas últimas duas décadas. o setor de fitoterápicos faturou US$ 6. Para se ter idéia da importância da fitoterapia como forma de terapia medicinal. a sociedade ocidental passou a reconsiderar as virtudes terapêuticas de plantas e os produtos naturais derivados desses organismos passaram novamente a ocupar papel de destaque na área de farmacologia. 1991). No período pós-guerra.5 bilhões na Europa. já que até então as vias biogênicas eram de mera natureza especulativa. onde se consome metade dos extratos vegetais comercializados em todo o continente europeu. como a Alemanha. Após séculos de uso empírico. uma redução significativa dos investimentos para estudos dessa natureza. Até a primeira metade do século XX. a França e a Suíça (Hamburger & Hostettmann. devido ao desenvolvimento da química farmacêutica sintética e o aparecimento dos antibióticos produzidos por fermentação microbiana. depois de 1945.. além de despertar grande interesse para pesquisas que conduzam à identificação de substâncias naturais bioativas. Contudo. as pesquisas sobre a atividade de plantas e a bioprospecção de seus respectivos princípios ativos foram intensificadas. Nesse contexto. Tanto é verdade que este é um tema de marcante expressão no cenário científico. 1991). et al. as observações populares conduziram ao acúmulo de informações relevantes sobre a eficácia e os efeitos medicinais das plantas. as plantas medicinais são utilizadas pela população para o tratamento de resfriados (66%). o comércio mundial de fitoterápicos movimenta mais de 20 bilhões de dólares por ano e apresenta perspectivas de crescimento. úlcera estomacal (36%). insônia (25%). obviamente. nervosismo (21%). merecida atenção era dada aos estudos de substâncias ativas de plantas. da quinina. No ano de 2000.6 bilhões nos EUA e US$ 8. doenças do trato digestivo ou intestinal (25%). Todo esse conhecimento continua sendo válido para estimular o uso dos vegetais como medicamentos e assim promover a perpetuação dessa cultura. Na Alemanha. Ao longo dos anos. foram isolados alguns compostos de plantas que se afirmaram como princípios ativos eficazes e de grande importância para a Medicina. bronquite (15%). gripe (38%).

insetos fitófagos e herbívoros predadores. O fascinante potencial de fornecimento de novas substâncias deve-se à incrível capacidade desses organismos em biossintetizar os mais variados tipos de estruturas moleculares. promovendo assim a perpetuação de uma dada espécie. propósitos voltados ao desenvolvimento de fármacos para emprego na Medicina humana. quinonas. dentre os quais 39% são produtos naturais ou derivados semi-sintéticos (Pinto et al. acetofenonas.As pesquisas com plantas medicinais possuem. geralmente. no período compreendido entre 1983 e 1994. A capacidade estimulatória de tais compostos também é destacada. Em princípio. Ao longo do processo evolutivo as plantas desenvolveram mecanismos de defesa para sua sobrevivência. Os metabólitos secundários são compostos micromoleculares evolutivamente selecionados para conferir vantagens adaptativas às plantas. Embora os vegetais contenham milhares de constituintes químicos. Dentre as formas de proteção adquiridas. portanto seria um desperdício não se beneficiar da enorme capacidade de síntese das plantas. cromanos. e atuar como agentes de competição para modificação do comportamento germinativo e do crescimento de espécies vegetais estranhas.. Essas substâncias participam diretamente das interações bioquímicas de convivência e comunicação entre as plantas e os vários organismos vivos no sistema ambiental. A diversidade e a complexidade das moléculas é algo realmente fantástico. fenilpropanóides. flavonóides. foram desenvolvidas rotas biossintéticas — hoje conhecidas como metabolismo secundário — para produção de substâncias nocivas e tóxicas aos inúmeros parasitas e predadores. Isto pode ser observado quando. xantonas. as propriedades terapêuticas estão especialmente relacionadas com os chamados metabólitos secundários. chegou-se a acreditar que esses compostos oriundos de rotas alternativas eram apenas simples resíduos do metabolismo. terpenos. sabe-se atualmente que as principais funções dos produtos do metabolismo secundário são: atuar como agentes de defesa para combate de organismos patogênicos. foram aprovados 529 novos fármacos. sendo os organismos do Reino Vegetal um dos principais contribuintes. derivados do ácido benzóico e da acetofenona são classes representativas de metabólitos secundários de plantas. lignanas. 2002). em nível mundial. cumarinas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 169 . Entretanto. Alcalóides. esteróides. METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS A natureza tem fornecido um número expressivo de substâncias orgânicas. já que podem servir como atraentes de animais polinizadores e dispersores de sementes.

Produtos à base de ginseng. isoladas ou mesmo suas misturas”. Eles prometem. sesquiterpenos e fenilpropanóides. seria interessante considerar nos estudos futuros não apenas a fração de metabólitos secundários constituintes dos óleos de essências. Entretanto. por exemplo. espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. confrei. Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo “produto natural”. ausência de efeitos colaterais. Essas composições naturais se tornaram um conveniente atrativo devido às suas propriedades biológicas e organolépticas. ginko biloba. FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO Segundo a OMS. observa-se nos estudos uma forte tendência pelo uso de plantas aromáticas. Fitofármaco é a substância ativa isolada e identificada. Em resumo. guaraná. substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursoras de fármacos semi-sintéticos”. além de maior eficácia terapêutica. são misturas constituídas por um número variado de substâncias orgânicas com estruturas relativamente simples. flavonóides. ou mesmo misturas de substâncias ativas de origem vegetal. com benefícios para o usuário. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos do seu uso. 1999). cumarinas e xantonas (Cowan. em um ou mais órgãos. carqueja. no caso monoterpenos. Grande parte utiliza plantas da flora 170 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. mas também outras classes de compostos com ação antimicrobiana comprovada. como por exemplo. Fitoterápico. obtida a partir de plantas. planta medicinal é “todo e qualquer vegetal que possui. de acordo a Secretaria de Vigilância Sanitária (portaria n° 6 de 31 de janeiro de 1995). onde os principais componentes provêm de rotas secundárias. fitoterápico é uma composição medicamentosa com formulação específica elaborada a partir de plantas. FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. é “todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais com finalidade profilática. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens. não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas. considerando-se a composição e o potencial antimicrobiano de seus respectivos óleos essenciais. PLANTA MEDICINAL. Particularmente na produção animal. ainda que de origem vegetal.Os óleos essenciais. curativa ou para fins de diagnóstico.

cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade. expectorar. Nas Ilhas Oceânicas. Durante muito tempo. Todo medicamento. Por outro lado. “O uso da fitoterapia como prescrição até há pouco tempo não era aceito pelos próprios cientistas. é preciso ter cautela. diz. lembra Elisaldo Carlini. Isso não é correto”. O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. não é uma especialidade médica. e se enquadra dentro da chamada medicina alopática. na loja de artigos de umbanda. É claro que dificilmente se chega a uma overdose de chá de boldo. vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças. Para Carlini. praças. Depois. os preconceitos em relação ao uso de fitoterápicos estão diminuindo.”. estricnina. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar. deve ser usado segundo orientação médica. casas de chás. hoje. No entanto. como a homeopatia ou a acupuntura. Mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. etc. Segundo o pesquisador. A crença popular de que as plantas não fazem mal. estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing. “Havia um conceito pré-estabelecido. de que o que vem da natureza não faz mal. para um tipo de “efeito místico”. Quem é que não sabe que a planta conhecida como “Comigo ninguém pode” é extremamente tóxica e pode matar? E afinal. por exemplo. há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. A fitoterapia. morfina e cocaína também são produtos naturais. É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui. inclusive os fitoterápicos. pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). foi utilizada em cerimônias religiosas. o conceito do uso de fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica com- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 171 . desenvolvida à base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda. engordar. emagrecer e muitos outros. principalmente por conta dos benefícios propagados por aproveitadores e charlatões. faz com que o quadro fique um tanto distorcido. popular. alternativa. apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa. Era vista como ‘medicina popular. Ela era considerada uma medicina inferior. cicatrizar.estrangeira ou brasileira como matéria-prima.

constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhões. cordial e babando. insônia e ansiedade. que os homens das cavernas já utilizavam plantas medicinais. que o homem também parece ter. com a escrita cuneiforme da Babilônia que informava o uso de inúmeras plantas. desdenhada ou até abominada pelos médicos. Felizmente. A análise parasitológica das fezes desses animais mostrou que vários tipos de vermes são expelidos pelo uso das plantas. afirma. plantas medicinais são consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior poder econômico. quando acometidos de verminoses. instintivamente. Eu tinha viajado muito durante aquela semana. de modo que lendo o que sobrou da manchete “EUA congela (rasgado) Bin Laden” tive um calafrio. Não demorou muito e Apollo estava de novo afável. procuram espontaneamente certas folhas e as consomem. mas será que funcionam mesmo? A resposta dessa questão é complexa. Estudos arqueológicos têm mostrado através da análise de pólens e outros materiais. Recomposto do susto. e por uns bons cinco minutos mastigou a erva. Ele estava nervoso e irritado e agora. Então Apollo também sabia disso. sentem a falta do seu dono. FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL Por Lauro E. quando observei que meu fiel Apollo não parecia bem. Mesmo assim. E ainda são recomendadas pela ONU. testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos”. A fitoterapia canina usando a planta in natura tinha produzido o efeito esperado. A Erva Cidreira (Cimbopogom citratus) é de fato indicada para nervosismo. Estudioso das plantas medicinais. como pessoas. deparei-me.provada: “O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar. Desconhecida. mas começou dez mil anos atrás. muitos pensam que plantas medicinais são um engodo. Barata Era domingo e lia meu jornal ao sol cálido da manhã. notei que meu cão se dirigia a uma moita de Capim Erva Cidreira. no British Museum de Londres. ou tinha apenas usado o instinto animal. Mas também nós não a usamos? No Brasil. coisa de umbandista e ignorantes. Mas as primeiras testemunhas do uso das plantas 172 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . e animais. pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico da população. mas o certo é que estudos científicos na África mostram que os chimpanzés. que percebeu que 2/3 da população da Terra utiliza plantas medicinais. Furiosamente tinha rasgado parte do primeiro caderno do Estadão. de lutar ferozmente contra a doença e a morte? Nunca saberei responder. normal. não demorei muito a encontrar o pedaço do jornal que faltava onde se lia “recursos de”. procurava uma planta calmante. S.

não havia vacinas nem os medicamentos sintéticos. Sintetizada em 1896 por Felix Hofmann. Quando o Brasil foi descoberto. O éter etílico. os primeiros médicos eram os Reis como Athotis (4000 a. Alecrim. No ano 3000 a. no Egito antigo. perto de Roma. dez milhões de quilos de aspirina são produzidos. já eram bem conhecidos na Europa para extrair o “espírito das plantas”. Absinto. o primeiro Tratado de Medicina só aparece mil anos antes de Jesus Cristo no vale do Tigre e Eufrates. bem próximo daí. não mais dos sacerdotes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 173 . Camomila. pagos pelo Estado”. desaparecem as propriedades indesejáveis de irritar a parede gástrica e mantêm-se as propriedades anti-inflamatória. o ácido salicílico. posologia e diagnóstico. Tomilho e plantas da família Solanacea usadas até hoje. porém. mais ou menos conhecida. como o vinho ou os destilados. fez-se trevas na Europa. quem diria. produto da reação de duas moléculas de álcool etílico com ácido sulfúrico.C).C). em Salerno. Terebentina.C) e Galeno (130-200 d. No Vale do Nilo. Tal benevolência era custeada por um imposto real denominado “Iatricon”.na medicina foram os papiros egípcios. A medicina deixa o esoterismo e a imprevisibilidade dos caprichos divinos e avança cientificamente no terreno da terapêutica. que só aparecem no final do século XIX com a aspirina. a medicina se torna de domínio dos cidadãos em geral. fundada por Carlos Magno. Extratos alcoólicos. que parece ter sido inventado pelos Alquimistas. como a vodka e o gim. Atenas decreta que “todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos. ou no Mercado Público de Porto Alegre. Depois vem a história. Os Reis foram sucedidos por médicos funcionários reais “recrutados por concurso” e hierarquizados ao serviço dos faraós do Nilo.C) ou Queops (2750 a. Os estudos de Farmácia avançaram celeremente nesse período.C. quando ainda andávamos nus. O “extrato etéreo” das plantas concentrava os princípios ativos e tornava mais poderosa a preparação das drogas. Babosa. a fitoterapia reinava praticamente sozinha. Hoje. que aqui conhecemos como CPMF.C). Métodos de extração mais eficientes foram adotados por volta dos anos 1500. essa molécula foi inspirada numa substância natural contida numa planta do gênero Salix. Dioscorides (100 d. os papiros registraram o uso de quinhentas plantas medicinais: Menta. E ainda são usados nas garrafadas de plantas medicinais que se pode comprar no mercado do Ver-o-Pêso de Belém.C. foi usado por Paracelsus na Alemanha. de Hipócrates (460-377 a. e parece que a tradição perdura até hoje. e só em 1220 nasce a primeira Grande Escola de Medicina da Idade Média. Durante mil anos. Com a síntese da aspirina. berço da civilização. os escritos chineses nas folhas de bambu e as taboas de argila dos Sumérios. Mais tarde. um tipo de INSS local. onde hoje estão o Irã e o Iraque. Em 600 a.. já na Grécia e Roma Antiga. classificação das doenças. um químico da Bayer. analgésica e antipirética. enquanto o ácido salicílico continua sendo produzido em pequeníssimas quantidades pela planta Salix. No entanto.

. era conhecida pelos índios do Peru desde sempre e foi deles que os jesuítas retiraram seu segredo. a síntese do quinino só foi possível em 1944. terpenos. nem sempre se encontra nas quantidades necessárias e ainda podem produzir misturas de separação extremamente complicada. levando-o para a Europa onde grassava o impaludismo (malária). os medicamentos de síntese são vetados por aqueles que preconizavam o “faça amor não faça a guerra”. Introduzida nas farmacopéias européias desde o século XVII. A cosmética segue o mesmo passo. Pele desvitalizada? Por que não tenta um creme à base de ovos? Se não funcionar.1% . um produto sintético inspirado no quinino de custo muito baixo. A síntese de substâncias naturais por vezes é extremamente difícil.. As cascas da quina contêm uma mistura de 35 alcalóides. “químico”. Assim. e por conseguinte voltam aos velhos e bons hábitos naturalistas. A biopirataria apenas começava. Pode-se produzir uma tonelada de um sintético em poucas horas.) e o fazem em diferentes proporções. de cada tonelada obter-se-á apenas 1 Kg de produto. porque hoje se vê o renascimento dos produtos naturais? Para responder a essa pergunta. dependendo da ecologia do lugar. Os medicamentos sintéticos têm inúmeras vantagens. Assim. A partir daí. Apesar de ter sido isolado em 1820. tae-kown-do.A fitoterapia manteve seu domínio até os anos quarenta do século passado quando a sulfa. para extrair e purificar um princípio ativo de 1 tonelada de folhas. são necessárias mil árvores ou 100 toneladas de cascas para produzir 1 tonelada de quinino. que devem ser separados do quinino. Se os sintéticos têm assim tantas vantagens. pode-se levar semanas. há de se recuar no túnel do tempo chegando-se ao movimento hyppie dos anos sessenta. do solo etc. as minorias e os seus (bons) hábitos alimentares passaram a ser reconhecidas. e aí mais uma vantagem dos produtos sintéticos. o principal alcalóide ativo em malária. e que está presente em 1% nas cascas. tarot e outras magias. parte do mercado mundial farmacêutico de US$ 350 bilhões. que iniciam os protestos contra tudo aquilo que é artificial. custo de produção mais baixo. Yoga. nem sempre a planta é acessível. Aí reaparecem as velhas fórmulas para cuidar do corpo e do espírito. Plantas medicinais produzem diferentes substâncias químicas (alcalóides. as substâncias sintéticas prosperaram e hoje perfazem mais de 50% do arsenal terapêutico. produção industrial e controle de qualidade relativamente fácil. revolucionou a terapia das infecções. faça uma omelete. No entanto. Esse é o caso da quina (Cinchona officinalis). esteróides. Mas isso ainda não é tudo. seu preço. mas o antimalárico mais usado no mundo é a cloroquina. do regime de chuvas. uma planta Amazônica. da insolação. E se o rendimento da substância na planta for de 0. 174 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Mas não só eles. um medicamento sintético derivado da química de corantes dos alemães.

vitaminas. e tal como o confrey (Symphytum officinalis) aquela planta foi retirada da sua lista prioritária. é hepatotóxico devido a alcalóides pirrolizidinicos. Também temos empresas farmacêuticas de boa qualidade e competência. Hoje as 125 principais indústrias farmacêuticas do mundo realizam pesquisas com produtos de plantas. aids. mas ainda não conseguimos fazer o nosso primeiro fitoterápico. Mas não só isso. é cumulativo.A tecnologia contribuiu muito para que os Fitofármacos firmassem sua posição. e segundo o MCT haverá R$ 2 bilhões para o sistema de Ciência e Tecnologia no próximo ano. paçoca. Algumas pessoas acreditam que sendo natural não faz mal. alcalóides. e não é bem assim. que às vezes são liofilizados ou evaporados por spray drying. Por que? Esse artigo não pretende responder.. e prefiro voltar à questão da fitoterapia. canjica e outras gostosuras. Fitoterápicos são produzidos a partir de plantas medicinais. analgésicos. 1% dessas plantas foi estudada química e/ou farmacologicamente. terpenos etc. O Taxol para a terapia do câncer é apenas um deles.000 espécies de plantas superiores. Com sorte. que é efetivo contra o reumatismo.. Essas ferramentas são hoje indispensáveis para realizar a prospecção da biodiversidade. A aflatoxina. nos anos 80 era possível realizar apenas milhares de ensaios por ano. Produziremos 6000 doutores da melhor qualidade. como o mentrasto (Ageratum conyzoides). causa câncer no fígado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 175 . como os triglicérides (gorduras vegetais) e açúcares. quer dizer que aquele pé de moleque que você comeu na festa de São João do ano atrasado ainda está presente em você hoje! Mesmo plantas medicinais que “curam”. uma substância de um fungo presente em quase todo amendoim. e pior. na busca de novos produtos farmacêuticos. O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55. a mesma técnica para fazer café solúvel ou leite em pó. Pesquisas nas Universidades e Institutos de Pesquisa revelam substâncias ativas em câncer. Fitoterápico é uma mistura que pode incluir diferentes produtos do metabolismo primário. Os novos equipamentos informatizados fizeram avançar vertiginosamente a química estrutural. por isso 2/3 dos medicamentos lançados nos últimos anos nos EUA provêm direta ou indiretamente de plantas. antibióticos e um sem número de outras utilidades até na cosmética. normalmente por extração com misturas de etanol-água. corantes e clorofilas e substâncias do metabolismo secundário que são biologicamente ativas como os flavonóides. Isso foi verificado no nosso laboratório quando alertamos o Ministério da Saúde (CEME) há alguns anos atrás. O Brasil tem também um corpo de cientistas invejável e recursos para pesquisa. simplesmente direi que é uma questão complicada. os sais minerais. hoje as empresas farmacêuticas fazem cem mil ensaios robotizados em uma semana.

A Erva de São João (Hypericum perforatum). que é a melhor das Américas. O princípio ativo dessa planta acredita-se ser a hipericina. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional. ganharemos de prêmio um mercado mundial de US$ 22 bilhões. excluindo os EUA. uma diantrona. M. isto é.D. tem praticamente tudo para desenvolver seus próprios fitoterápicos.Ministério da Saúde) reeditou portaria que exige dos fabricantes essas qualificações. Quando nós conseguirmos fazê-la. as mesmas qualificações exigidas para os sintéticos. é usada como sedativo e substitui os benzodiazepínicos como o Valium®. Os elementos químicos presentes no chá podem reduzir a capacidade de coagulação do sangue. sua ciência e tecnologia. isto é. A eficácia é garantida por ensaios pré-clínicos em órgãos isolados e animais. professor e chefe do departamento de medicina interna da Universidade de Medicina de Zhejiang. e tem sido feito pelas próprias indústrias. mas não há comprovação científica disso. os fitoterápicos são consideradas drogas éticas. O Brasil com sua fantástica biodiversidade. aumentar a atividade de dissolução de coágulos e diminuir os depósitos de colesterol nas paredes arteriais. têm controle de qualidade. pode ser testado no homem. Na Alemanha. a segurança e a eficácia. Os requisitos básicos para o uso de uma planta medicinal ou um fitoterápico são o controle de qualidade. e no final o teste é feito em milhares de pacientes. No Brasil. originária da Europa. Um pioneiro em chá e arteriosclerose. na China. mas ainda existem empresas que não o fazem. a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária . Talvez isso responda a razão pela qual não existe nenhum medicamento fitoterápico brasileiro ainda. Inclui o controle de qualidade químico e o microbiológico para verificar se existem fungos ou bactérias presentes nas plantas medicinais e extratos que vão para o público. e suas empresas competentes. Lou Fu-qing. Mesmo aí temos quatro etapas. estudou os efeitos dos elementos químicos do chá nas vítimas de ataques cardíacos. o seu conhecimento popular do uso das plantas medicinais. segurança e eficácia. O 176 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . É claro que todas essas etapas têm custo muito alto e tempo longo. o fitoterápico deve ter passado por ensaios de toxicidade para ver se o extrato ou a planta não são tóxicos. impedir a ativação e o agrupamento das plaquetas. Por segurança. normalmente camundongos.. O controle de qualidade tem aumentado muito nos últimos anos. entendese que antes de ser colocado no comércio e administrado a pacientes. Se o fitoterápico passa por todos esses testes é habilitado a passar à fase clínica. OS SEGREDOS DOS CHÁS O chá protege as artérias influenciando os fatores relacionados à formação de coágulos.

O chá aparentemente também ajuda a bloquear o estímulo gerado pelo colesterol LDL à proliferação de células musculares nas paredes arteriais. S ALVOS PELO CHÁ Evite os derrames bebendo chá.pigmento proveniente do chá preto comum ou do chá verde asiático impedia o acúmulo de plaquetas nos pacientes e aumentava a atividade de dissolução de coágulos. aumenta a produção da bile eliminando gases. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 177 . luxações. asma. essa quantidade de chá forneceria de 40 a 50g de vitamina C.Analgésica e anti-inflamatória em casos de traumatismos.tanto em tubos de ensaio quanto no estômago de seres humanos.potentes carcinógenos . entorses. Além disso foi demonstrado que o chá verde (tanto quanto o chá preto) realmente neutraliza a formação de nitrosaminas . distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos. Boldo . capazes de proteger os vasos sanguíneos contra danos. gota.Depurativo. reumatismo. Ele facilita a digestão. cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço. chamado catequino. Arnica . bronquite. hematomas. esse crescimento de células favorece o acúmulo de plaquetas nas artérias. Surpreendentemente. excitação nervosa. Ban-chá . I NDICAÇÃO DO CHÁ Chá de Alecrim . depressão. é tão eficaz quanto a aspirina no sentido de bloquear o acúmulo de plaquetas. Um determinado tipo de tanino presente no chá verde. alivia nevralgias (dores de cabeça). J APONESES CONSUMIDORES DE CHÁ O consumo diário de no mínimo dez xícaras de chá verde tem efeito protetor contra câncer de estômago. tosse. disse que o chá preto comum consumido normalmente pelos norte-americanos funcionava tão bem quanto chá verde asiático. Uma explicação para a atividade anti-derrame pode ser a alta concentração de antioxidantes no chá. Alfazema .Indicado para estresse físico e mental.Indicado para insônia. cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão. Segundo estimativas dos pesquisadores. principalmente chá verde.Tônico do aparelho digestivo.

através de bochechos e gargarejos. podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais. usado nas atonias digestivas.Atenua azia. também auxilia na presença de má digestão. digestivo. má digestão. Jasmim . laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta.Afecções das vias respiratórias como bronquite. dispepsias.Alivia cólicas menstruais. asma e alivia estados catarrais. Menta . Maracujá . etc. intestinais e mentruais.Sedativo. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias. anti-diarréico e também indicado nos casos de colite. ação expectorante nos processos respiratórios como tosses catarrais. diarréia. insônia. eczemas. cólicas no ventre e gases. Excelente diurético.Estimulante estomacal. gases e cólicas. gastrite. Maçã . Catuaba . impotência.Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo. Malva . palpitações. Alivia dores de cabeça.Dores de cabeça de origem nervosa. tosse e bronquites. Alivia asma e bronquite.Insônia. gases e cólicas. Cofrey . Poejo . rouquidão. de recém-nascidos e abdominais. perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas. nervosismo. náuseas.Tônico.Sedativa em distúrbio de origem nervosa e perturbações gástricas como indigestão. Erva Cidreira . indicado contra sonolência e combate acessos de asma. bronquite. faringite e cicatrizante de fissuras. alivia cólicas estomacais. fadiga cerebral. prisão de ventre.Trata inflamações das vias respiratórias como tosse.Anti-inflamatório. antiespamódico e ainda depurativo. tosses catarrais.Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais. Melissa .Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amigdalite. ansiedade.Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia. Vermífuga (lombriga e oxiurus). enjôos e espasmos. Hortelã . Erva Doce . Salvia . náuseas. Carqueja . Indicado como calmante para insônia e nervosismo. laringite.Indicado para má digestão.Camomila . Indicada nos casos febris com 178 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Eucalipto . insônia. feridas e abcessos.

Cereja . Ameixa .sudorese intensa. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 179 . antídfitérico.Purgativa. desobstruente do fígado.Calmante.É peitoral.É indicado na dispepsia e nas afecções do fígado e do baço. Banana . Araçá . antiictérico. febrífugo. antidisentérica e eficaz contra a arterioesclerose. bom contra as afecções da garganta e contra a arterioesclerose. na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos.Alcalinizante.Peitoral. Abacaxi . calmante.Adoçante usado nas dietas de emagrecimento.Antidiarréica.A verde é adstringente. oxidante forte.É eupéptico.reumático. possui alta concentração de potássio. sendo. Jenipapo . antiartrítico. depurativa. por este motivo muito indicada aos esportistas para combater dores pós treinamento. anti-hidrópico. fonte poderosa de óleos naturais e vitamina E. PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS Abacate . laxativo. germicida. digestivo.É alcalinizante. remineralizante. Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele de origem micótica e feridas. Amêndoa . a preta é laxativa. vermífugo e útil em inflamações intestinais. Azeitona . remineralizante. Stévia .Calmante.Boa contra as enfermidades do peito e a irritação das vias urinárias. muito útil na diarréia das crianças.É anti . Figo . lactígena. antidisentérica.Estomacal. antíanêmica. emoliente. eficaz contra a arterioesclerose. considerada a fruta com mais nutrientes. Caqui . Abiu . Cambucá . carminativo. Castanha . vulnerário. Coco .Benéfica para rins e fígado. laxante.

anti-reumático. depurativo do fígado. utilizar a melancia como único alimento durante um dia inteiro é um ótimo meio para limpar o organismo de impurezas. Limão . uma das grandes fontes de vitamina C.É bom remédio para o cérebro e o sistema nervoso em geral. vulnerário. muito útil para combater afecções reumáticas. anti-séptico. eufórica. febrífugo.É adstringente. Melão .É calmante e diurético Morango . antifebril. alimento para o cérebro. antivomitivo. refrigerante. laxante. peitoral. uma das frutas com maior poder sobre o organismo. digestiva. digestiva. reanimadora. aperiente.É antidiarréica e combate os tumores. combate as afecções produzidas por diversos microorganismos como o da cólera.É calmante e emoliente. antivomitivo.É calmante e diurética.É anticatarral. diurético. Caso seja hipertenso a pêra será muito útil.É antídiarréica. dissolve cálculos. refrescante.É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos.É diurética e especialmente indicada para a hipertensão.É antíescorbútica. laxante. diurético. disenteria. combate o escorbuto. Pêssego . combate afecções produzidas por microorganismos.O suco é aperiente.É diurético.É laxante. eupéptico. emoliente. Laranja . Maracujá . anti-reumático. anti-histérica. Cerca de cinco pêras por dia auxiliam a controlar a pressão. Noz . mas cuidado: APENAS UM DIA. Marmelo .É digestiva.É aperiente. muito usado na coqueluche. refrescante. 180 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . reguladora intestinal. Manga .É alcalinizante e antiescorbútica. dissolve os cálculos. diurética. Melancia . depurativa. Mangaba . Lima . Pêra . adstringente. Maçã . adstringente. e por esse motivo era sempre levada em navios. febrífugo. tônico nervino. estomacal. vulnerário. fortificante do aparelho digestivo. antiescorbútica. Jabuticaba . Mamão . depuradora do organismo. diaforética. alcalinizante. tifo etc. anti-reumática. calmante.Goiaba .

Sapoti .Pitanga .org . disponível em http://www. Copacabana Runners http://www. Concórdia-SC).As raízes são tenífugas (expulsam Tênias).engormix.comciencia.www.net/segredos-chas. suas virtudes são inúmeras. laxante. diurética.portalfarmacia. www. Wikipédia .copacabanarunners.htm . mesmo nas maleitas rebeldes.com. anti-reumática. Uva .www.É refrigerante e antiberibérica.br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 181 . Tamarindo . alcalinizante. Portal Farmácia .br . Romã . tônica para o sistema nervoso.É laxante e até purgativo. o suco natural da uva combate muitas enfermidades. Este capítulo teve como fontes de consulta: .com/ perspectivas_a_utilizacao_produtos_p_artigos_16_AVG. O artigo “Perspectivas para a utilização de produtos de origem vegetal como aditivos alternativos na alimentação de aves”.html . as folhas são febrífugas. de autoria de Gerson Neudi Scheuermann e Anildo Cunha Junior (Embrapa Suínos e Aves.É vitalizadora. depurativa. entre as quais a anemia e o aneurisma.É refrigerante.wikipedia.

as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veículos. técnicas de manipulação. .7. as formas farmacêuticas. FARMACOTÉCNICA Neste capítulo veremos: o que é forma farmacêutica e quais são os tipos de formas. o que é fórmula farmacêutica e alguns de seus componentes. 182 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Nessa área estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico. suas características químicas e físico-químicas. doses. Para a preparação do fármaco é essencial conhecer: .Se existe alguma incompatibilidade entre os componentes da fórmula.Cada componente da fórmula. A farmacotécnica é um ramo da farmácia que tem como objeto a manipulação dos princípios ativos e a preparação do fármaco para a fabricação de medicamentos.

São formas farmacêuticas provenientes de drogas vegetais ou animais. Existem diferentes formas de apresentação dos medicamentos. constituídos por um tipo de substância.Qual é a técnica para o preparo da formulação. Grânulos . FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS F ORMA FARMACÊUTICA Forma farmacêutica é a apresentação. Cápsulas .As cápsulas são receptáculos obtidos por moldagem. .São como os pós. a fim de obter uma mistura homogênea. assim como substâncias químicas submetidas a um grau de divisão suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar a extração ou administração dos princípios ativos. todos com a mesma tenuidade. como veremos a seguir: SÓLIDOS Pós .. ou forma externa. O envólucro da cápsula oferece relativa proteção dos agentes externos.devido à sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo. de um medicamento que contém uma dose determinada e permite sua administração ao paciente. porém aglutinados. A pulverização pode ser manual ou com o emprego de equipamentos apropriados. Há dois tipos de cápsulas: a) amiláceas: constituídas de amido de trigo e/ou farinha de trigo . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 183 . e os pós compostos. facilita a administração e. libera rapidamente o fármaco de seu interior.foram as primeiras cápsulas introduzidas na terapêutica e estão em desuso atualmente. em geral utilizados para ingestão de fármacos em doses pré-estabelecidas.Pesos e medidas. resultantes da mistura de dois ou mais pós simples. Existem pós simples.

o preenchimento das cápsulas moles envolve uma etapa de soldagem de duas metades das unidades. ainda.b) gelatinosas: constituídas de gelatina. com auxílio de pequenos encapsuladores manuais. 184 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água. melhor a dissolução. há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente.São comprimidos com revestimento especial. o aumento da temperatura facilita a dissolução. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido. o que é possível com o uso de máquinas próprias para esse fim.São os pós prensados por uma máquina apropriada. na produção do invólucro de gelatina devem ser adicionados conservantes devido à natureza da sua composição. Estas podem. melhor sua dissolução. pode acondicionar soluções oleosas. quanto maior a constante dielétrica do solvente. ou encapsuladores semi-automáticos. homogêneas. Comprimidos . Em contrapartida.agitação: em geral. . ser de consistência dura ou gelatinosa – que. quanto maior a agitação.São misturas de duas ou mais substâncias. com máquinas totalmente automatizadas. O preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode ser manual. Por esse motivo. LÍQUIDOS Soluções . suspensões e emulsões. melhor a dissolução. . nas farmácias de manipulação e em pequenos laboratórios são mais comumente empregadas as duras. Há diversos fatores que influem na dissolução: . Drágeas . ao contrário das cápsulas duras. ou ainda. .uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a dissolução. . do ponto de vista químico e físico. .tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida.pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto.constante dielétrica do solvente: para solutos polares. iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo em água.temperatura: em geral. Independentemente do tipo de cápsulas.

As emulsões podem ser pastosas ou líquidas. alginatos. No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação. cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado. A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes. o aumento da viscosidade nas preparações líquidas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 185 . Os principais aspectos teóricos que devem ser considerados na preparação racional de suspensões. geralmente substâncias tensoativas. EMULSÕES A emulsão é resultado da mistura de substâncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loções). ser adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa. contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. como as loções. tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. devendo ser sempre agitadas antes do uso. Agentes suspensores empregados: derivados da celulose. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa). Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa). São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa).São formas farmacêuticas aquosas. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes. Devem. deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. ainda. Como se trata de sistema disperso. são: flutuação das partículas suspensas. etc. líquidos viscosos. como BHT e BHA. velocidade de sedimentação e forma de sedimentação. à semelhança das suspensões.Xaropes . destinadas ao uso externo ou interno. Os xaropes apresentam duas vantagens: correção de sabor desagradável do fármaco e conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração.Suspensões são formas farmacêuticas de sistema heterogêneo. argilas. cuja fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. As suspensões devem ser agitadas antes do uso. Suspensões . deve ser verificado o seu coeficiente de partição.

e para permitir seu melhor aproveitamento. os fármacos são incorporados. ter plasticidade e liberar. etc.tragacanta. e apresenta vantagens e desvantagens. Inicialmente. tópica. PASTAS . é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido. Os excipientes devem ter certas características como não serem irritantes ou sensibilizantes. por exemplo. F ORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais. isto é. são preparadas as bases. Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela incorporação de agentes gelificantes . Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma. em oftalmologia.São preparações farmacêuticas constituídas por uma dispersão bicoerente de fase sólida (polímero) em fase líquida. as preparações semi-sólidas são obtidas em duas etapas. intravenosa. glicerol ou propilenoglicol. numa segunda fase. por via oral. por exemplo. são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. eficientemente. 186 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Sabemos.Pastas são pomadas contendo grande quantidade de sólidos em dispersão. GÉIS . polímeros carboxivinílicos e silicatos duplos de magnésio e alumínio . e. Em geral contêm mais de 20% de pós finamente pulverizados na formulação. No entanto. derivados de celulose. nasal. sabor e cor. vaginal. conhecidas como excipientes. a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa. se necessário. compatíveis com os fármacos que lhe serão incorporados. retal. a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada.as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio. amido. que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. entre outras. como base dermatológica. o fármaco na dose especificada. devem ser neutros em relação ao pH (ou aproximar-se ao pH da pele). Apresentam consistência macia e firme. temos géis para diversos usos como: lubrificantes de catéter e instrumentos cirúrgicos. Cada via de administração é indicada para uma situação específica. que pode ser. Para uma criança. Quando de uso injetável.pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases). Além disso.à água. Em geral. seu efeito é mais rápido. Dependendo do tipo e concentração do gelificante.

............................0 g Vitamina B6 ............. adesivos Spray e gotas nasais Colírios................... 50.......1 g Complexo vitamínico Vitamina B1 ..0 g Cânfora ..... xarope........ cremes.0 g Nicotinamida ........... suspensão Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas..........0 g Vitamina B2 ....p) ...0 g Excipiente(q... cremes......0 g Talco(qsp) ........... cápsula... pós para reconstituição......Não é apenas a forma do medicamento que é importante.......... pomadas........ é o responsável pelo efeito farmacológico........................ No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes: Via de Administração Via oral Via Farmacêuticas Comprimido... 25....... pomadas...0 g Mentol ............. 9................. O princípio ativo é o agente medicamentoso mais importante de uma fórmula.............. a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico no ato da prescrição........ gel........ 5.......... solução oral. Alguns exemplos de fórmulas farmacêuticas Pasta D´água Talco Mentolado e Canforado Óxido de zinco ...............5 g Talco .............................s... 1 cápsula Preparar 70 cápsulas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 187 ......... gotas... enemas Via sublingual Via parenteral (injetável) Via cutânea (pele) Via nasal Via oftálmica (olhos) Via auricular (ouvidos) Via pulmonar Via vaginal Via retal F ÓRMULA FARMACÊUTICA É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento................ drágeas....... loção.... 18....... pastilhas......... pomadas auriculares Aerosol (bombinha) Comprimidos vaginais. deve constituir-se de princípio ativo e veículo ou excipiente............ 0. 0.......... óvulos Supositórios...................5 g Glicerina .... 90.0 ml Conservante . Uma fórmula............... em geral. 0.0 g Água destilada .................. 25.... pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas.............. 25. 25...

a dosificação dos mesmos. a dissolução das substâncias ativas. Diluentes Os diluentes ou materiais de enchimento são os adjuvantes adicionados em maior proporção na formulação de comprimidos e cápsulas. Podem ocasionar a formulação de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolução. quase sempre. dificultam a umectação e.É a substância que produz os efeitos terapêuticos pretendidos pelo medicamento. o princípio ativo é misturado com outras substâncias para que tenha o peso. mais de uma substância que leva aos resultados terapêuticos propostos pelo medicamento. tamanho. A função dos desintegrantes se limita a permitir que o fármaco fique em condições de dissolver-se. no entanto. Por exemplo: o princípio ativo da aspirina é o ácido acetilsalicílico. uma película que circula as partículas. Atuam aumentando a viscosidade e formam. No processo de fabricação. Dependendo da solubilidade da substância ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentração adequada para cada formulação. Alguns têm mais de um elemento ativo. Em outros casos.A LGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA Princípio ativo . 188 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Como normalmente são utilizadas substâncias hidrofóbicas. Desintegrantes . ou seja. no momento de sua dissolução.São adicionados para assegurar a fluidez dos pós ou granulados e facilitar. Cada formulação deve ser previamente estudada in vitro com relação à dissolução para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilização desses adjuvantes. biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento. o uso de aglutinantes pode favorecer a dissolução ao hidrofilizar a superfície de contato entre as partículas do fármaco e os fluidos biológicos. Excipiente .Substância adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações. corrigir ou melhorar as características organolépticas. podendo retardar a dissolução do fármaco em presença de fluidos aquosos no local de absorção. Adjuvante . seu fator limitante.A desintegração é um passo prévio à dissolução efetiva e. paladar e poder terapêutico desejados. Tipos de excipientes Aglutinante .Substância inerte incorporada como veículo a certos medicamentos. Lubrificantes . assim. portanto. do tipo polimérico. Todo medicamento tem que ter um princípio ativo.Normalmente são compostos naturais ou sintéticos.

Antiaderentes . Deslizante para comprimidos . Agente Flavorizante .Agente que aumenta a viscosidade. pode aumentar notavelmente a velocidade de dissolução da substância ativa. Agente suspensor .Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica.São responsáveis pela firmeza e resistência dos comprimidos. Um ligante que atua atrasando a liberação do medicamento é o polietileno glico de baixo peso molecular. Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentração que permita um fluxo adequado e a tamisação uniforme da força de compressão no interior do comprimido e que.São utilizados na formulação de fármacos pouco solúveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. Além dos problemas relacionados à umectação do comprimido. devido à sua capacidade de reter umidade. Tensoativos .Agentes usados nas formulações de comprimidos e cápsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em pó. Ligantes . porém em alguns casos apresentam ação contrária. os lubrificantes também podem ocasionar a adsorção de substâncias ativas ou causar reações de hidrólise devido à alcalinidade de alguns desses adjuvantes. seja inferior à que provocaria uma excessiva hidrofobia da substância ativa devido ao recobrimento das partículas através deles. tópico ou por outras vias. Podem agir por umectação. menor é o poder deslizante.Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções. Usar sempre a menor quantidade possível. usado para reduzir a velocidade de sedimentação das partículas (do fármaco) dispersas em um veículo no qual não são solúveis.Os lubrificantes derivados de ácidos graxos podem sofrer fusão durante a compressão. As suspensões resultantes podem ser formuladas para uso oral. particularmente pomadas e cremes. como lauril sulfato de sódio.Usado para evitar o ressecamento das preparações. A firmeza é influenciada tanto pelo excipiente como pela pressão de compressão. quanto mais ligante. Umectante . aumentam a biodisponibilidade das substâncias ativas. oftálmico. recobrindo as partículas e dificultando a dissolução do mesmo. solubilização ou formação de complexos com as partículas do fármaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biológicas absorventes. ao mesmo tempo. Quando os grânulos são de natureza hidrofóbica a utilização de lubrificantes tensoativos solúveis. parenteral. De um modo geral. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 189 .

ufsc.www. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP . Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde.usp.br . 2001. São Paulo. Glossário de Vigilância Sanitária – http://e-glossario. 2003.Este capítulo teve como fontes de consulta: .bvs.www.br . Wikipedia .org .html .fcf.www.br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes.ccs.br/glossary/public/scripts/php/page_search.com.portalfarmacia. 190 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .php?lang=&letter=A . .wikipedia. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. http://www. Portal Farmácia .

8. Há também uma relação de termos vinculados ao tema apresentado.TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS Este capítulo apresenta alguns métodos de conservação de medicamentos dentro do ambiente farmacêutico. estocagem e exposição dos medicamentos: • Escolha de matérias-primas de qualidade. transporte. • Esterilização das embalagens. são essenciais algumas ações ao longo do processo de fabricação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 191 . • Controle microbiológico. e desinfecção de ambientes de saúde. CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS Para que o farmacêutico tenha um bom controle de qualidade sobre os medicamentos que ele recebe e comercializa. bem como informações sobre higiene. • Transporte adequado da indústria até o local onde o fármaco ou medicamentos será comercializado.

janelas. para evitar que os medicamentos se deteriorem e percam a qualidade. • Feche bem os frascos de medicamentos. mais úmido é o ar. evitar contato direto com o chão e manter próximos a banheiros ou junto a áreas com muitas infiltrações. da exposição ao sol e da água. Á LCOOL / ACETONA / ÉTER / BENZINA • Guarde-os em áreas bem ventiladas e próximas à saída. • Conserve os medicamentos em sua embalagem original. teto. Armazene materiais em locais distantes de caixas de força. Verifique os extintores de incêndio quanto ao prazo de validade e deixe o acesso aos mesmos desobstruídos. sempre que possível.• A exposição adequada desses fármacos ou medicamentos e cosméticos nas farmácias e drogarias. • Resguarde-os da ação direta do sol e de altas temperaturas. UMIDADE • Mantenha o local da farmácia ventilado. E XPOSIÇÃO AO SOL • A luz forte pode deteriorar os medicamentos. COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS Pode-se reconhecer os medicamentos que estão deteriorados observando-se as seguintes características: 192 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . • Quanto mais quente o local. é importante protegê-los da umidade. Já no ambiente farmacêutico. • Controle da temperatura a que forem submetidos durante todo o trajeto e no local de comercialização. Recomenda-se desencostar medicamentos das paredes.

Devemos aprender a reconhecer o aspecto e o odor normal dos medicamentos. Isto pode significar que não foi fechado hermeticamente. Ressecamento: Alguns medicamentos ficam ressecados assemelhando-se à terra seca. . umidade ou calor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 193 . se observarmos presença de partículas. xaropes e elixires •partículas no fundo do vidro •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Suspensão Supositórios •o pó fica empedrado no fundo e não se mistura mesmo com agitação •supositório derretido • produto com muitas rachaduras.. . . Cor: Alguns medicamentos mudam de cor ou ficam manchados. Ex: o AAS pode apresentar cheiro de vinagre. . aderem um ao outro. Ex: os antiácidos como o hidróxido de alumínio. Fragmentação: Quando os comprimidos estão úmidos. Transparência: Nos medicamentos injetáveis. turvação ou alteração na coloração do líquido. Umedecimento: Reconhecemos que um medicamento está umedecido porque sua forma e consistência se alteram. tendo sido alterado pela luz. Ex: não se deve usar sais de reidratação oral quando apresentarem coloração escura. Ex: vitamina C. assim poderemos detectar mudanças que indiquem que o medicamento está deteriorado. não devemos utilizá-los. As características a seguir indicam que os medicamentos não devem ser consumidos: Forma Farmacêutica Cápsulas Comprimidos Pós para reconstituição Em soluções e suspensões Cremes e pomadas Características Observadas •amolecimento ou endurecimento (melada) •presença de farelos na embalagem •aparecimento de manchas na superfície •formação de pasta •formação de placas na parede do vido ou empedramento •água “saindo” do creme •mudança de consistência (amolece ou endurece) •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Soluções. estiver pegajoso ou não se dissolver. ou quebram com facilidade. . Odor: Alguns medicamentos quando expostos ao calor e umidade apresentam um odor diferente do habitual.

sondas periodontais. . . equipamento ou instrumental seja contaminado. Todos os medicamentos devem trazer na sua embalagem as datas de fabricação e de vencimento. espátulas de inserção de resinas. ARTIGOS CRÍTICOS – São os artigos que penetram através da pele e mucosas adjacentes. O serviço de farmácia deve ter controle sistemático das validades dos medicamentos que estão armazenados. Sempre se certifique de que a quantidade do medicamento que o paciente leva seja consumida dentro do prazo de validade do mesmo. . ASSEPSIA – É o conjunto de métodos empregados para impedir que determinado local. . ARTIGOS NÃO CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com apenas a pele íntegra do paciente. Inclui materiais como agulhas. Exigem limpeza e desinfecção de atividade biocida intermediária. material cirúrgico e outros. como condensadores de amálgama. 194 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . macas. Exigem esterilização ou uso único (descartável). sondas exploradoras. como refletor. Exigem desinfecção de alta atividade biocida ou esterilização. quando devidamente armazenado e manuseado. atingindo tecidos subepteliais e sistema vascular. ARTIGOS – São instrumentos de diversas naturezas que podem ser veículos de contaminação. Quando um determinado medicamento não tem saída. TERMINOLOGIA .V ALIDADE DOS MEDICAMENTOS A data de vencimento é a data até a qual o laboratório fabricante garante que o medicamento preserva a sua eficácia e qualidade inicial. ATENÇÃO: deve-se impedir que os medicamentos vençam nas prateleiras. deve-se remanejá-lo para outra unidade com um prazo mínimo de 3 meses antes do seu vencimento. cadeiras. ANTI-SEPSIA – É o procedimento que visa ao controle de infecção a partir do uso de substâncias microbiocidas de aplicação na pele ou mucosas. etc. escritas de modo legível. . piso e mobiliário em geral. lâminas de bisturi. superfície. ARTIGOS SEMI-CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras.

como os olhos e nariz ao nos coçarmos. . porém não destróem todos eles. ampla ação sobre vírus e fungos. MONITORIZAÇÃO – É o controle periódico de eficiência do processo. . inclusive os esporulados.. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA INTERMEDIÁRIA – Quando os desinfetantes não destróem esporos. LIMPEZA – É a remoção mecânica ou química da sujidade. mediante aplicação de agentes físicos ou químicos. . HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS As mãos são a nossa principal ferramenta. garantindo que as especificações validadas para os processos estão dentro do padrão estabelecido. elas são as executoras das atividades de quem trabalha com saúde. realizada anteriormente à desinfecção e à esterilização. exceto os esporulados. Esses germes aderidos em nossas mãos são repassados para outros objetos e pacientes. M ICROBIOLOGIA DA PELE Flora residente . . têm ação sobre o bacilo da tuberculose. DESCONTAMINAÇÃO – É o método de eliminação parcial ou total de microorganismos dos artigos e superfícies.Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele. visando à remoção de resíduos orgânicos. Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como é formada a microbiota da nossa pele. esses germes localizam-se em maior quantidade em torno e sob as unhas e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 195 . DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA BAIXA – Quando os desinfetantes têm somente ação contra as bactérias vegetativas. . . DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA ALTA – Quando os desinfetantes são eficazes contra todas as formas vegetativas e destróem parcialmente os esporos. Somente a lavagem das mãos com água e sabão irá remover esses germes adquiridos e evitar a transferência de microrganismos para outras superfícies. Nas mãos. À medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. . DESINFECÇÃO – Processo físico ou químico que elimina as formas vegetativas de microorganismos. ESTERILIZAÇÃO – é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana. assim como podemos transferi-los para outras partes do nosso corpo.

Flora transitória . pois se encontram na superfície da pele.após a retirada das luvas. Staphylococcus epidermidis.antes e depois de atos fisiológicos. I NDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS Existe uma gama enorme de momentos que a lavagem das mãos está indicada. Suas bactérias são mais fáceis de serem removidas. junto a gorduras e sujidades. A flora residente é de baixa virulência e raramente causa infecção.entre procedimentos num mesmo paciente. porém a micro porosidade da luva. 196 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . indica que ocorreu contato de microrganismos na pele de nossas mãos. iodóforos). Os microrganismos que a compõem permanecem na pele por certo período. Klebsiella sp).antes do preparo de soros e medicações.após tocar fluidos. . A flora transitória das mãos é composta pelos microrganismos freqüentemente responsáveis pelas infecções hospitalares: as bactérias Gram-negativas (Pseudomonas sp. Mesmo que. durante os procedimentos.entre contatos com pacientes. após a retirada das luvas as mãos devem ser lavadas. Estreptococos sp). Por isso a importância de se manter as unhas curtas e evitar o uso de anéis.entre os dedos.É adquirida no contato com pacientes e superfícies contaminadas. a sua fragilidade que ocasiona furos e a possível contaminação na sua retirada. as luvas sejam utilizadas. mesmo com o uso de luvas. Também são encontradas nas camadas externas da pele. Os microrganismos da flora residente não são facilmente removíveis. fendas e folículos pilosos. . .antes de procedimentos no paciente. entretanto são inativados por anti-sépticos (álcool. Vamos às indicações dos momentos em que as mãos são lavadas: . Sendo assim. Acinetobacter sp. podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mãos. clorexidina. Essa flora bacteriana é eliminada com água e sabão neutro. As bactérias mais comumente encontradas são as Gram-positivas (Staphylococcus aureus. o que bem demonstra a importância das mãos como veículo de transmissão. as mãos devem ser lavadas após a sua retirada. . . contudo pode ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos e após procedimentos invasivos. A luva irá nos proteger de uma contaminação grosseira de matéria orgânica. . secreções e itens contaminados.

passar o sabão (líquido ou barra) na mão. o uso de sabão neutro é o suficiente para a remoção da sujeira. U SO DO ÁLCOOL GLICERINADO Geralmente.enxaguar as mãos deixando a torneira aberta. .torneira com fechamento automático. No caso de dispensador. -enxugar as mãos com papel toalha. da flora transitória e parte da flora residente. .Para a realização da lavagem das mãos necessitamos das seguintes instalações físicas: . polegar. caso contrário.toalheiro com toalhas de papel. de forma que lavamos pouco as mãos. .saboneteira suspensa e vazada para sabonete em barra ou dispensador de sabonete líquido. para melhor remoção da flora microbiana. . É importante lembrar que. palmas e dorso das mãos (tempo aproximado de 15 segundos). . se não for descartável. . .posicionar-se sem encostar na pia. preferivelmente. meio dos dedos.abrir a torneira. uma carga microbiana ficará retida nesses locais sendo passíveis de proliferação e transmissão. estabeleça uma rotina de limpeza semanal. Vejamos a técnica da lavagem das mãos: .pia.fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha. as mãos devem estar sem anéis e com as unhas curtas. O uso de sabões com anti-sépticos deve ficar restrito a locais com pacientes de alto risco e no desenvolvimento de procedimentos cirúrgicos e invasivos ou em situações de surto de infecção hospitalar. caso não tenha fechamento automático. meio dos dedos e polegares. Ao lavarmos as mãos estabelecemos uma seqüência de esfregação das partes da mão com maior concentração bacteriana que são: as pontas dos dedos. Na lavagem rotineira das mãos.friccionar as mãos dando atenção às unhas. comparado a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 197 . . as instalações físicas no ambiente de trabalho têm poucas pias e temos uma demanda grande de trabalho.

ao número de vezes que a lavagem das mãos é indicada. O álcool glicerinado também pode ser usado como anti-séptico após a lavagem das mãos. sondagens. Ele irá destruir a flora aderida nas mãos no momento da aplicação.SEPSIA DAS MÃOS A anti-sepsia é uma medida para inibir o crescimento ou destruir os microrganismos existentes nas superfícies (microbiota transitória) e nas camadas externas (microbiota residente) da pele ou mucosa. Os anti-sépticos alcoólicos devem ser aplicados após a limpeza da área envolvida quando esta apresentar sujidade visível. como descrito acima. é a utilização de um anti-séptico com ação bactericida ou bacteriostática que irá agir na flora residente da pele. . através da aplicação de um germicida classificado como anti-séptico. A degermação é a remoção de detritos. Os anti-sépticos são indicados para a anti-sepsia das mãos dos profissionais e para pele ou mucosa do paciente. cateterizações e entubações. A descontaminação depende da associação de dois procedimentos: a degermação e a anti-sepsia. aquoso ou alcoólico.não aplicar quando as mãos estiverem visivelmente sujas. A anti-sepsia. Para substituir a lavagem das mãos. porém as mãos não devem apresentar sujidade visível. Vejamos como usar o álcool glicerinado: . indicamos a aplicação de um anti-séptico de ampla e rápida ação microbiana que é o álcool glicerinado. sendo utilizado para esse procedimento sabões e detergentes neutros. a lavagem das mãos e posterior anti-sepsia está indicada antes de procedimentos invasivos como punções. Variam também na sua ação. em áreas onde serão realizados procedimentos invasivos ou cirúrgicos. Existem vários tipos de anti-sépticos com diferentes princípios ativos e diferentes veículos de diluição como degermante sólido (sabão) ou cremoso. concentração e tempo de efeito residual. Nesse caso indica-se a lavagem das mãos com água e sabão. impurezas e bactérias que se encontram na superfície da pele. Nesse caso. Anti-sepsia das mãos antes de procedimentos cirúrgicos I NSTALAÇÕES FÍSICAS : 198 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . Outra indicação de aplicação do álcool glicerinado após a lavagem das mão é em caso de exposição da pele ao contato direto com sangue e secreções. A NTI . O álcool glicerinado é composto de álcool 70% mais 2% de glicerina para evitar o ressecamento das mãos.aplicar o álcool glicerinado (3 a 5 ml) nas mãos e friccionar em todas as faces da mão até secar naturalmente.

caso não tenha fechamento automático. .manter os braços elevados com as mãos acima do nível dos cotovelos. .escova c/ cerdas macias desinfetada e de uso individual ou descartável. a palma. T ÉCNICA DA ANTI . fungos.5 mL).Estabeleça uma seqüência sistematizada para atingir toda a superfície da mão e antebraço num tempo total de 05 minutos. .secar as mãos e antebraço com compressa estéril..fechar a torneira com o cotovelo. A desinfecção pode ser dividida em três níveis de acordo com o espectro de destruição dos microrganismos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 199 .SEPSIA ( ESCOVAÇÃO ) DAS MÃOS : .pia. durante 1 minuto. dorso e antebraço do membro durante 04 minutos.iniciar com a escovação. obrigatoriamente se foi usado apenas sabão neutro para a esfregação. . Esse processo não destrói esporos bacterianos.aplicar anti-séptico alcoólico. . com as próprias mãos. Proceder à anti-sepsia no outro membro. DESINFECÇÃO É o processo de destruição de microrganismos como bactérias na forma vegetativa (não esporulada). . .dispensador com sabão neutro ou anti-séptico degermante. . .enxaguar abundantemente as mãos e antebraço com água corrente. vírus e protozoários. .compressas esterilizadas.Esfregar sem uso de escova. .retirar jóias e adornos das mãos e manter unhas aparadas e sem esmalte. . . somente nas unhas e espaços interdigitais.aplicar o sabão ou anti-séptico degermante nas mãos (+ ou .dispensador com anti-séptico alcoólico (obrigatório se não for usado anti-séptico degermante).

200 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . injetar a solução internamente com seringa. inclusive Mycobacterium tuberculosis. exceto esporos bacterianos. abundante. Em artigos tubulares. com tampa. Modo de uso: . . fungos e uma parte dos esporos. P RODUTOS UTILIZADOS : • Glutaraldeído 2%: com ativação ou pronto uso. Não destrói microrganismos resistentes como bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. 14 dias. até remoção total da viscosidade. por um período mínimo de 30 minutos. Como exemplo: compostos fenólicos 0. É tóxico e libera vapores. etc.após o tempo de exposição. . Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias.53%. devendo o processo ser realizado em local ventilado. alguns vírus como o HIV. ácido peracético e composto clorado a 10.no caso de artigos metálicos de composição diferentes no mesmo ciclo. Indicado para desinfecção de artigos metálicos. os artigos devem ser enxaguados em água corrente. a maioria dos vírus e fungos. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose.000 ppm.em imersão: colocar a solução ativa em recipiente plástico.Desinfecção de alto nível: destrói todas as formas vegetativas de microrganismos. indicando no recipiente o prazo de validade. compostos de iodo.000 ppm. peróxido de hidrogênio 3-6%. formaldeído 1-8%. . vírus lipídicos e não lipídicos. Como exemplo: • glutaraldeído 2%.na desinfecção de aparelhos com fibras óticas como videolaparoscópio está indicado o enxágüe com água estéril em técnica asséptica. fungos. umidificador e ambú).mergulhar completamente o artigo previamente limpo e seco. álcool 70%. . quaternário de amônia. bactérias na forma vegetativa . plásticos como de oxigenioterapia (nebulizador. o da hepatite B e hepatite C. devem ser tratados em separado para evitar corrosão eletrolítica. Exemplo: compostos clorados de 500 a 5.

. . de paredes opacas para evitar a ação da luz.5%. V¹=C² x V² = 0. sua troca é indicada a cada 24 horas .esse germicida não está indicado para desinfecção de superfícies. onde C¹ é a concentração disponível.utilizar sempre óculos de proteção.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. Da mesma forma. . .5% com trinta minutos de contato para desinfecção de nível médio. C¹ 2% .. devendo ser guardados embalados em sacos plásticos e em caixas fechadas.5%. C² concentração desejada e V² volume disponível. considerar a concentração de 2% e preparar a solução com uma parte de alvejante e igual parte de água para obter 1% ou uma parte de alvejante para três de água obtendo 0. devendo ser embalados em sacos plásticos e guardados em caixas fechadas.deve ser colocada em recipiente plástico.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 201 . Por ser volátil. Por ser volátil. injetar a solução com seringas no interior dos artigos.utilizar sempre óculos de proteção. Indicado para artigos que não sejam metálicos devido a sua ação corrosiva e oxidante.5 x 1000 ml = 250ml de cloro para obter um litro de solução a 0. • Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum é o hipoclorito de sódio. pois é instável.a solução deve ser solicitada na concentração indicada. fechado. • Álcool 70%: fechar o frasco imediatamente após o uso para evitar a volatilização. sua troca é indicada a cada 24 horas. protetor respiratório com carvão ativado e luva de borracha grossa.em imersão: colocar em recipiente plástico com tampa. Modo de uso: . máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. Se for usado alvejante comercial. Modo de uso: . em artigos tubulares. Pode-se ainda aplicar uma fórmula de diluição: C¹ x V¹ = C² x V². A concentração recomendada é de 1% em dez minutos de contato ou 0. Seu tempo de contato mínimo é de 10 minutos. V¹ é o volume desejado.

friccionando até sua evaporação repetindo por mais duas vezes. Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. látex. micro motores de odontologia. Indicado para artigos metálicos como cubas. É corrosivo para metais como bronze. .2%: introduzido mais recentemente no mercado nacional. Sua especial vantagem é sua biodegradabilidade e atoxicidade. Tem odor avinagrado. é caracterizado por uma rápida ação contra todos os microrganismos. silicone e acrílico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar esses materiais. ferro galvanizado e latão. cobre.. para tal deve-se ter o cuidado de adicionar solução inibidora de corrosão.deixar escorrer e secar espontaneamente.em superfícies: aplicá-lo diretamente com compressas. . mesas ginecológicas. Porto Alegre. incluindo esporos bacterianos em baixas concentrações. São Paulo. tubetes de anestésicos.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. . portas-amálgama na odontologia.utilizar sempre óculos de proteção. A superfície deve estar limpa e seca pois é inativado na presença de matéria orgânica. Lílian Capsi Pires. Este capítulo teve como fontes de consulta: . Indicado para equipamentos como refletores de luz. além de ser efetivo na presença de matéria orgânica.utilizar sempre óculos de proteção. turbinas alta-rotação não autoclaváveis. dispensa o enxágüe. . Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. Manual de Biossegurança dos laboratórios de Odontologia da PUCRS .2006 . máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. devendo ser guardados em caixas fechadas ou embalados. • Ácido Peracético 0. 2003 202 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . 2003 . sensores de respirador mecânico. extratores de brocas em odontologia etc. Não é indicado para materiais de borracha. placas expansoras de pele. mobiliário de atendimento direto ao paciente.

o uso de equipamentos de proteção individual. produção. sem riscos e numa perspectiva de prevenção. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 203 . O QUE É BIOSSEGURANÇA? “É o conjunto de ações voltadas para a prevenção. O texto a seguir trata da biossegurança em organizações que trabalham com saúde.e no caso dos profissionais que trabalham cotidianamente com medicamentos. desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços.9 . o que envolve a prevenção de acidentes com materiais biológicos. isso se torna essencial para evitar contaminações e afastar riscos de infecções. é responsabilidade de todos . do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos” (Comissão de Biossegurança – FIOCRUZ). ensino. dos animais. riscos que podem comprometer a saúde do homem. minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa. instruções para o reparo adequado de um ferimento e a coleta adequada do lixo. Garantir boas condições de trabalho.BIOSSEGURANÇA Neste capítulo discute-se a importância da biossegurança no dia-a-dia de quem trabalha com medicamentos e atendendo pacientes. o que inclui também as farmácias.

ou os equipamentos e ambiente que tiveram contato com eles. escarro. mesmo estando a mão enluvada. além da sujidade (sujeira) visível ou não. Mantenha suas unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes. Devemos lavar as mãos sempre. prevenir a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambiente. A lavagem das mãos é a principal medida de bloqueio da transmissão de germes. Dessa forma. Esses materiais biológicos podem estar alojando microrganismos. MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS Os instrumentos e materiais sujos com sangue. entramos em contato com material biológico (sangue. como potencialmente contaminados por germes transmissíveis de doenças. antes de iniciarmos uma atividade e logo após seu término. artigos. secreções e excreções devem ser manuseados de modo a prevenir a contaminação da pele e mucosas (olhos. nariz e boca). roupas e. 204 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . fezes. leite materno. fluidos corporais. sêmen. tanto no atendimento direto ao paciente ou nas atividades de apoio. ainda. resíduos e ambiente sujos de sangue e/ou secreções. por isso consideramos esses fluidos de pacientes. todos os microrganismos que aderem à pele durante o desenvolvimento de nossas atividade.PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA Durante o desenvolvimento do trabalho na área da saúde. urina. PRECAUÇÕES-PADRÃO L AVAGEM DAS MÃOS A lavagem rotineira das mãos com água e sabão elimina. vamos sempre considerá-los contaminados. assim como fazemos em nosso dia-a-dia antes das refeições e após a ida ao banheiro. que são cuidados e equipamentos que irão bloquear a transmissão de microrganismos evitando contaminação. secreções e excreções tipo vômito. na nossa rotina de trabalho sempre devemos estar conscientes da importância de nos protegermos ao manipular materiais. saliva e outros fluidos corporais). Por não sabermos se os germes estão ou não presentes nesses equipamentos. Sugerimos aqui precauções-padrão.

Colabore na supervisão para conferir se essas medidas estão sendo seguidas. como botões. pressionando a tampa ao encontro da parede da bandeja clínica. tesouras e outros instrumentos de corte. de forma a não utilizar a mão nesse procedimento. recape a agulha introduzindo-a no interior da tampa. lâminas de barbear. Não remova com as mãos agulhas usadas das seringas descartáveis e não as quebre ou entorte. V ACINAÇÃO Todos os profissionais de saúde devem estar vacinados contra a hepatite B e o tétano. Vacina é proteção específica de doenças. Para a reutilização de seringa anestésica descartável ou carpule. requerendo apenas desinfecção na hora da troca de barreiras entre pacientes. M ANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO Ao manusear. Esse procedimento impede a aderência da sujidade. tenha cuidado para não se acidentar. Previna-se! a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 205 . Seringas e agulhas reutilizáveis devem ser transportadas para a área de limpeza e esterilização em caixa de inox ou bandeja. transportar ou descartar agulhas. papel alumínio ou outros materiais próprios para esse fim. Confira se os materiais descartáveis de uso único estão sendo realmente descartados e em local apropriado. Verifique que estes estejam limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso em outro paciente ou profissional. alças de equipamentos. mouses e monitores com barreiras do tipo filme plástico (PVC). dispensando a limpeza da superfície do equipamento. teclados. Proteja as superfícies do contato direto. Eles devem ser descartados em caixas apropriadas. Essas vacinas estão disponíveis na rede pública municipal. rígidas e impermeáveis que devem ser colocadas próximo à área em que os materiais são usados. Nunca recape agulhas após o uso. Participe de todas as campanhas de vacinação que a Secretaria Municipal de Saúde promove. limpar.Todos os instrumentos reutilizados têm rotina de reprocessamento. A MBIENTE E EQUIPAMENTOS Toda a unidade de saúde deve ter rotinas de limpeza e desinfecção de superfícies do ambiente e de equipamentos. Esse materiais chamamos de instrumentos pérfuro-cortantes.

206 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . cirurgias. Remova as luvas logo após usá-las. Os procedimentos de maior risco e dispersão de respingos são: broncoscopia. mas durante procedimentos de longa duração. entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente. antes de tocar em artigos e superfícies sem material biológico e antes de atender outro paciente. Máscaras. onde existe o risco químico de contato. membranas mucosas. secreções e excreções ou líquidos contaminados. Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue. As máscaras cirúrgicas devem ter um filtro bacteriano de até 5 ì de diâmetro. pois podem conter uma alta concentração de microrganismos. evitando a dispersão de microrganismos ou material biológico aderido nas luvas. Luvas grossas de borracha estão indicadas para limpeza de materiais e de ambiente. sua troca deverá ocorrer quando úmidas ou submetidas a respingos visíveis. fluidos corporais. como em farmácia hospitalar. técnicas laboratoriais de bioquímica e microbiologia e atendimento odontológico. secreções. aspiração oral. As luvas devem ser trocadas após contato com material biológico. As luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. Essas gotículas geradas por fonte humana tem diâmetro de até 5μ e se dispersam até um metro de distância quando se depositam nas superfícies. Lave as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de microrganismos a outros pacientes e materiais.E QUIPAMENTOS DE P ROTEÇÃO I NDIVIDUAL Luvas As luvas protegem de sujidade grosseira. pele não íntegra e durante a manipulação de artigos contaminados. nariz e boca de respingos (gotículas) gerados pela fala. Outra indicação de uso desses equipamentos é durante a manipulação de produtos químicos. Elas podem ser de sangue. como aquelas geradas durante a lavagem de materiais contaminados. suturas. tosse ou espirro de pacientes ou durante atividades de assistência e de apoio. fluidos corporais. áreas de expurgo ou de desinfecção de artigos. nasal ou endotraqueal. São de uso único. passagem de sonda gástrica. pois há repasse de germes para as mãos mesmo com o uso de luvas. excreções (exceto suor). óculos de proteção ou escudo facial A máscara cirúrgica e óculos de proteção ou escudo facial são utilizados em procedimentos e servem para proteger as mucosas dos olhos.

.Puxe o elástico de cima. Não deve ser feito nenhum tipo de reparo. . perfurado. Seu uso também está indicado para ambientes ou atividades com odor fétido e desagradável. da freqüência respiratória do usuário e da umidade do ambiente.Para retirar. passando-o pela cabeça e ajustando-o acima das orelhas. é no manuseio prolongado de glutaraldeído 2%. ou quando o usuário perceber o cheiro ou gosto do contaminante. Manusear com as mãos limpas e guardar em local limpo. de um tipo específico. ajustando-o na nuca.Profissionais imunizados por sarampo e varicela não necessitam de proteção respiratória. É de uso individual. coloque as mãos na frente do respirador e assopre fortemente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 207 .P ROTETOR RESPIRATÓRIO ( RESPIRADORES ) Usado para proteger as vias respiratórias contra poeiras tóxicas e vapores orgânicos ou químicos. Tem vida útil variável dependendo do tipo de contaminante. comece pelo elástico de baixo das orelhas e depois o outro. .Para verificar o ajuste. sarampo ou varicela. . intransferível e reutilizável.Segure o respirador na mão e aproxime do rosto. Deve ser trocado sempre que se encontrar saturado (entupido). É indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar. O ar não deve vazar pelas laterais. rasgado ou com elástico solto. cobrindo a boca e o nariz. desde que esse protetor tenha uma camada de carvão ativado (máscara escura). Esse protetor com carvão ativado filtra gases tóxicos e odores. Depois faça o mesmo com o elástico inferior. doenças que são transmitidas via aérea quando inalamos os núcleos de gotículas ressecadas suspensas no ar contendo os germes.Pressione o elemento metálico com os dedos de forma a moldá-lo ao formato do nariz. devendo estes ser escalados para o atendimento de pacientes portadores dessas doenças infecciosas. . Instruções de uso do protetor respiratório: . sua concentração. usado para desinfecção de artigos em ambiente pouco arejado. Também é indicado no laboratório de microbiologia em técnicas de identificação do bacilo da tuberculose. Outra indicação para o uso do protetor respiratório.

Para tanto. otorrinolaringologia. não estéril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue. Se houver presença de tecido desvitalizado e corpos estranhos aderidos que não saíram com o jato de soro fisiológico. cirurgia geral. Se o local tiver muita umidade. 208 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a .02% (10ml de alvejante comercial a 2 a 2. P REPARO DO FERIMENTO . O avental será selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plástico ou tecido). de forma a remover corpos estranhos e grande parte de bactérias superficiais. Evita-se os de tecido que umedecem e retém a sujeira. É o caso da equipe odontológica e outras especialidades como oftalmologia. como em lavanderias. secreções ou excreções.A VENTAL E GORRO O avental (limpo. O avental sujo será removido após o descarte das luvas e as mãos devem ser lavadas para evitar transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambiente. por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 0. de preferência impermeáveis (couro ou sintético). tesouras ou lâminas. CALÇADOS Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aqueles fechados. faz-se uma limpeza mecânica da ferida com irrigação de solução salina sob pressão. O avental de plástico está indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo. estes são removidos com auxílio de pinças. Dentro do ferimento. usar botas de borracha. remover cirurgicamente. Tanto o avental quanto o gorro podem ser de diferentes tecidos laváveis ou do tipo descartável de uso único. projeção de partículas e proteção de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos. Evita-se o contato da água oxigenada no tecido aberto devido seu efeito lesivo da oxigenação sobre células expostas. fluidos corporais. PELE OU MUCOSA DO PACIENTE O objetivo é remover a sujidade da lesão ou da pele e preparar o ferimento para a sutura ou curativo. O gorro estará indicado especificamente para profissionais que trabalham com procedimentos que envolvam dispersão de aerossóis. Escolha os calçados cômodos e do tipo antiderrapante.5% para cada litro de água). cirurgia vascular e outras especialidades cirúrgicas. A lavagem domiciliar de aventais contaminados deve ser precedida de desinfecção. Sangue coagulado na pele adjacente ao ferimento pode ser removido com água oxigenada.

Sabões. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. da equipe de unidades críticas ou da equipe de unidades de internação na vigência de surto de infecção. Quanto ao preparo da pele ou mucosa íntegra para procedimentos invasivos ou cirúrgicos indica-se o uso de anti-sépticos. SC). O anti-séptico pode ter associado um degermante.5% • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. IM. • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. Os três anti-sépticos com melhores resultados são o álcool 70%. em pele ou áreas adjacentes de ferimentos ou mucosas. Clorexidina -0. Álcool glicerinado 2% Iodofor aquoso 2% • Exclusivamente para anti-sepsia das mãos após a lavagem ou como substituto da lavagem. Aplicar por um minuto na pele. Aplicar por um minuto na pele.12-% • Anti-sepsia de mucosa oral para uso dentário. sabões e anti-sépticos nos tecidos aumentam o potencial de infecção se usados diretamente na ferida. de forma que em um único processo se tem duas ações: a limpeza e a anti-sepsia com destruição de germes da pele ou mucosa. ANTISSÉPTICOS Álcool 70% INDICAÇÃO • Anti-sepsia de pele antes de administrar medicamentos e soluções parenterais (IV. Aplicar por 3-0 segundos. a clorexidina e o PVPI (polivinilpirrolidona-Iodo). • Anti-sepsia de mucosa antes de procedimentos invasivos. destruindo células vivas e criando. detergentes e anti-sépticos cutâneos estão contra-indicados sobre tecidos sub-epiteliais uma vez que são irritantes para os tecidos. •Banhos de pacientes queimados. sendo removidos prontamente com solução salina estéril. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 209 . Clorexidina degermante • Anti-sepsia de degermação como preparo do campo cirúrgico. Aplicar por um minuto na pele. Clorexidina alcoólica -0. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. Para mucosas são usados anti-sépticos em veículos aquosos e não os alcoólicos. Aplicar por três minutos e enxaguar com soro fisiológico. secar com compressa estéril. tecido morto que servirá de substrato para crescimento bacteriano. Aplicar por um minuto na pele. antes de procedimentos cirúrgicos ou invasivos. Estes podem ser usados para limpar a pele íntegra em volta da ferida. Na verdade. banhos de pacientes com infecções por bactérias multiressistentes • Anti-sepsia das mãos da equipe cirúrgica no bloco cirúrgico. Se o ferimento aguarda sutura. • Anti-sepsia de pele adjacente de ferimentos ou em áreas lesadas antes de punções ou outros procedimentos invasivos. deve ficar protegido com gaze ou compressa estéril e solução salina isotônica até o tratamento cirúrgico definitivo.

seja fixada uma lista de resíduos que deverão ser desprezados em tais lixeiras. nas salas. infectantes e químicos. dependendo do tipo de atividade desenvolvida. folhas e flores. não oferecendo nenhum risco à sua manipulação ou à Saúde Pública. A Coleta Seletiva compreende a separação. 210 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . com saco preto e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. Cada sala do ambiente de trabalho. já no momento do descarte. restos de lanches.COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE O gerenciamento de resíduos deve ser implantado como rotina em ambientes farmacêuticos. recolhimento para um local de armazenamento até a coleta. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Comum. Recomenda-se a criação de uma Comissão de Gerenciamento de Resíduos que deverá incluir em sua rotina um programa de treinamento para os profissionais geradores de resíduos e para os responsáveis pela limpeza e dispensação final dos resíduos. há os resíduos recicláveis que serão descartados e recolhidos separadamente. Nas unidades de saúde são gerados resíduos comuns. cada lixeira contenha a identificação do tipo de resíduo e acima. e serem colocados dentro de um saco preto maior. restos de madeira. recicláveis. RESÍDUOS COMUNS São resíduos nos estados sólidos ou semi-sólidos. fisiológicas. de limpeza. deverá ter locais determinados para a localização das lixeiras de Coleta Seletiva. Indica-se o uso de cores para identificar os recipientes e programação visual padronizando símbolos e descrições utilizadas. dos diferentes tipos de resíduos. com adesivo. papel carbono. esponjas. etc. absorventes higiênicos. Compondo os resíduos comuns. semelhantes aos resíduos domiciliares que resultam de atividades diversas de alimentação. Recomenda-se que. papel higiênico. esponja de aço. isopor. Os sacos dessas lixeiras menores deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: Cascas de frutas. Devem ser oferecidas as condições necessárias para seleção dos resíduos. erva-mate. papel toalha.

refrigerantes. sacos plásticos. com saco verde e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. Esses sacos de lixo deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. rolos vazios de esparadrapo. colocar próximo ao horário da coleta. em uma área protegida de chuva. papelão e metal sem sujidade biológica visível. além de gerar novos empregos através das usinas de reciclagem. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 211 . copos descartáveis. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação (lixo comum. frascos-ampola vazios. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Frascos de soro. gerando economia de recursos naturais e financeiros. O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes com os resíduos recolhidos dos diversos locais dentro de um contêiner. de acesso restrito somente a profissionais de limpeza. lixo infectante). frágeis ou quebrados devem ser protegidos em caixa de papelão antes do descarte no saco plástico. vidros. e serem colocados dentro de um saco verde maior. de acesso restrito a profissionais da limpeza. lixo reciclável. latas em geral etc.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. papel. Os vidros grandes. vidro. Se depositados em via pública. após o uso. caixas de papelão. R ESÍDUOS RECICLÁVEIS São resíduos sólidos que. embalagens de alumínio. caixas ou tubos plásticos de medicamentos. papéis de embrulho. podem ter sua matéria prima reaproveitada. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Reciclável. Se depositados em via pública. embalagens de água. tubos de alvejantes e detergentes. em uma área protegida de chuva. São resíduos de plástico. colocar próximo ao horário da coleta seletiva.

212 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . etc. agulhas de sutura. luvas usadas. cateteres. fios agulhados. com espessura mínima de 10 micrometros.RESÍDUOS INFECTANTES São resíduos que resultam das atividades de assistência. antes de serem agregados ao restante dos resíduos infectantes. que devem ter o descarte em recipiente apropriado. descartar dentro do saco branco do lixo infectante até o recolhimento. com saco branco e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. etc. As peças anatômicas e bolsas de sangue devem ser descartadas em saco branco leitoso duplo dentro do recipiente para resíduos infectantes. após o uso em cada paciente. lâminas de bisturi. Essas lixeiras deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. laboratório ou atos cirúrgicos. agulhas para Carpule. máscaras usadas. Esses resíduos são infectantes também e serão descartados fechados em sacos maiores até o recolhimento final. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Gaze. Dentro desse grupo se incluem os pérfuro-cortantes. oferecendo risco à Saúde Pública ou à manipulação. drenos. e serem colocados dentro de um saco branco leitoso. bolsas coletoras de drenagens. campos protetores de superfícies. gorros usados. R ELAÇÃO DOS R ESÍDUOS P ÉRFURO -C ORTANTES : Seringas agulhadas. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Infectante. ampolas de medicação. lâmina de barbear. Em salas de assistência odontológica recomenda-se o uso de porta-resíduos com capacidade aproximada de um litro. que promovam liberação de material biológico. scalp. contendo o símbolo internacional de risco biológico estampado no saco de 100 litros. sob a mesa clínica para descarte. agulha de Abocath. esparadrapo. fios de aço. lacrar quando atingir 2/3 da capacidade indicada na caixa. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Descartar em caixa apropriada (rígida e impermeável). sondas. papel de embrulho contaminado.

que elimine a periculosidade do resíduo para a saúde pública ou para o meio ambiente. RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS São resíduos tóxicos compostos por medicamentos vencidos. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. esses resíduos deverão ser encaminhados ao fabricante ou empresa tecnicamente competente para tratamento. em uma área protegida de chuva. Porto Alegre. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Quando vencidos ou contaminados. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. inflamáveis. reatores sorológicos vencidos. explosivos. Se depositados em via pública. mercúrio líquido. quimioterápicos e antineoplásicos. soluções para revelação e fixação de radiografias. lixo reciclável. germicidas fora da validade. reativos. lixo infectante). (lixo comum.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Medicamentos vencidos. colocar próximo ao horário da coleta. genotóxicos ou mutagênicos. 2003 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 213 . conforme consta na Resolução CONAMA n° 283/2001. solventes. de acesso restrito a profissionais da limpeza. Lílian Capsi Pires. resíduos corrosivos.

. A finalidade maior dos primeiros socorros é: .Chamar o serviço médico. Podemos definir primeiros socorros como os procedimentos adotados antes da chegada do médico. entorses e picadas de insetos. .PRIMEIROS SOCORROS Este capítulo tem o objetivo de tratar dos fundamentos básicos dos primeiros socorros e orientar sobre o que pode ser feito em caso de acidentes como queimaduras. 214 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . O socorro inicial à vítima adequado tem como objetivos: . do profissional qualificado da área da saúde ou da ambulância. quando uma pessoa é vítima de qualquer acidente ou mal súbito.10 .Dar assistência à vítima até que chegue o socorro médico. .Preservar a vida.Reconhecer quando se trata de um atendimento de urgência.Atuar conforme o seu conhecimento.

. . Se a vítima for criança. . . .Restringir os efeitos da lesão. periodicamente reavaliado e estar atualizado quanto às técnicas de primeiros socorros. Nunca abandone alguém em estado grave.Falar com a vítima de modo gentil.Promover a recuperação da vítima. Tente responder às perguntas da vítima com franqueza. transmitindo sempre segurança e confiança. .Agir com calma e lógica. . O que fazer para “ganhar” a confiança da vítima? . Converse com a vítima durante todo o exame e tratamento. Faça a vítima se sentir acolhida. . jamais a separe da mãe ou do pai..Manter o controle sobre si mesmo e da situação.Ser objetivo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 215 . . Procure mostrar que você está ali para ajudar e servir. . Explique o que vai ser feito. . O socorrista deve ser bem treinado. A pessoa que presta os primeiros socorros – o socorrista – deve agir imediatamente. ganhe a sua confiança falando da maneira mais simples possível e olhando-a sempre de frente.Usar as mãos delicadamente. Para isso é importante: .

216 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . .Não use gelo ou água gelada para resfriar a região. se houver muita dor. Nas queimaduras de 2º grau a dor é mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na região afetada.Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. inchaço e dor. procure um médico imediatamente.TIPOS DE ACIDENTES QUEIMADURAS São lesões causadas pelo calor. . um analgésico. . .Nunca fure as bolhas. Q UEIMADURAS QUÍMICAS São sempre graves e geralmente causadas por produtos de higiene.Se a queimadura for extensa ou de 3º grau. pomada.Não toque a área afetada. O que fazer: . substâncias corrosivas. . Já nas queimaduras graves. álcool e água sanitária. líquidos e vapores. uma vez que há a destruição de terminações nervosas.Dê bastante líquido para a pessoa ingerir e. podendo ocorrer também pelo frio intenso ou pela radiação solar. recorte em volta da roupa que está sobre a região afetada. a pele se apresenta esbranquiçada ou carbonizada e há pouca ou nenhuma dor. . Se necessário. As queimaduras leves (de 1º grau) se manifestam com vermelhidão. creme dental ou qualquer outro produto doméstico sobre a queimadura. de 3º grau.Não use manteiga. cal. gasolina.Não cubra a queimadura com algodão. .

podendo causar parada cardíaca e respiratória.Faça a pessoa ingerir bastante líquido. em local fresco e ventilado. . tendo o cuidado de não queimar as próprias mãos. 15 minutos). deixam a pele intacta. ENTORSES. quando o osso fere e atravessa a pele. . LUXAÇÕES E CONTUSÕES F RATURA É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte.Procure ajuda médica imediata. As a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 217 . e as expostas. por isso tenha cuidado ao manuseá-la e evite ao máximo contaminá-la. apesar do choque.Deve-se desligar rapidamente a força elétrica. Q UEIMADURAS POR ELETRICIDADE São causadas por raios ou correntes de alta e baixa voltagem.Como as queimaduras químicas são sempre graves. O que fazer: . uma queda ou esmagamento. enxugue delicadamente e cubra com um curativo limpo e seco. mantendo-a na sombra. Há dois tipos de fraturas: as fechadas. .O que fazer: . que.Lave o local com água corrente por 10 minutos (se forem os olhos.Refresque a pele da vítima com compressas frias. FRATURAS. Q UEIMADURAS O que fazer: SOLARES . A queimadura é uma lesão estéril. retire as roupas da vítima rapidamente. para então socorrer a pessoa.

Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea. O que fazer: . vassoura ou outro objeto qualquer. nem tentar recolocar o osso no lugar. O que fazer: . . nem mesmo água.Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço. . LUXAÇÃO É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.Não dê qualquer alimento ao ferido. revista dobrada. luxação ou contusão: Improvise uma tala Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície. Use 218 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma).Não se deve fazer massagens na região. . .Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala.fraturas expostas exigem cuidados especiais. Se o local estiver arroxeado. como uma tábua. . com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações).Solicite assistência médica. ENTORSE É a torção de uma articulação. CONTUSÃO É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. portanto nesse caso cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato. O que fazer em caso de entorse.Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido. a dor e a progressão do hematoma. mantenha a pessoa calma e aquecida. enquanto isso.

ceras. perda de consciência. produtos químicos e substâncias corrosivas são os principais causadores de envenenamentos ou intoxicação.Se a vítima estiver inconsciente. fósforo. querosene.Não induza o vômito se a substância ingerida for corrosiva ou derivada de petróleo (removedor. Isto serve para sustentar um braço em casos de fratura de punho. etc. soda cáustica. veneno para ratos ou água oxigenada. especificamente em crianças. antebraço. não provoque vômitos. gasolina. álcool. bebidas alcoólicas. plantas. . aguarrás.Se possível. costelas ou clavícula. O que fazer: . . identifique o tipo de veneno ingerido e a quantidade. Os sinais e sintomas mais comuns são queimaduras nos lábios e na boca. ao serem introduzidas no organismo.tiras de pano. Medicamentos. ataduras ou cintos. plantas. . convulsões e. alteração da pulsação. água sanitária. Improvise uma tipóia Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. em quantidade suficiente podem causar danos temporários ou permanentes. induza vômitos se o agente tóxico for: medicamentos. polidores.Se a vítima estiver consciente. comida estragada. Esses produtos causam queimaduras quando ingeridos e podem provocar novas queimaduras durante o vômito ou liberar gases tóxicos para os pulmões. hálito com cheiro da substância ingerida. cosméticos. tinta. INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS Venenos são substâncias que. Só use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado. naftalina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 219 . sem apertar muito para não dificultar a circulação sanguínea.). thinner. cotovelo. vômitos. graxas. eventualmente. parada cárdio-respiratória. amônia.

. 220 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .A vítima deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. Os sintomas mais comuns são náuseas. . uma vez que carrapatos são vetores de doenças. nem beber. O que fazer: . . vespas e marimbondos. PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS O que fazer ao socorrer uma vítima picada por animais peçonhentos: .Se a picada for na perna ou no braço.Não amarre a região da picada. tremores e convulsão. P ICADAS DE ESCORPIÕES Os escorpiões são pouco agressivos.Deve-se remover o ferrão e aplicar compressas frias para aliviar a dor e reduzir o inchaço. quando picam. têm hábitos noturnos e encontram-se geralmente em pilhas de madeiras.Observação: a indução ao vômito é feita através da estimulação da garganta com o dedo. provocam dor e inchaço. estes deverão ficar em posição elevada.Não corte nem fure a picada. para evitar que o veneno seja absorvido rapidamente.Não dê nada para a vítima comer. adaptando-se bem ao ambiente doméstico. vômitos. P ICADAS DE CARRAPATOS O que fazer: Deve-se removê-los o mais rápido possível e colocá-los em um vidro para serem examinados. . . .Sempre que possível. salivação. leve o animal que provocou o acidente para ser identificado. P ICADAS DE INSETOS Abelhas.Mantenha a vítima deitada.

O que fazer: . produzido por um pedaço de vidro. . pela dor no local atingido.Deve-se transportar o acidentado rapidamente à unidade de saúde para aplicação de soro específico.Mantenha a parte ferida abaixo do nível do coração. .Dê apoio à vítima e leve-a a um serviço médico.A vítima deve permanecer deitada e quieta. de forma que o veneno fique contido no local. por inchaço e bolas que surgem no local. Dessa maneira ocorre o sangramento ou hemorragia. .Não dê sedativos ou ácido acetilsalicílico.Deve-se lavar a ferida com água e sabão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 221 .Não remova o veneno por meios mecânicos. perfuração. faca ou outro objeto cortante.Não coloque torniquete.Não faça ferimentos adicionais para drenar o veneno. . . O que fazer: . . mesmo sem qualquer sintoma. . nem tente sugar o veneno. Qualquer ruptura anormal da pele ou da superfície do corpo é chamada de ferimento. merece atendimento médico. raspão. . S ANGRAMENTO EXTERNO É visível na superfície do corpo e é decorrente de corte. prego. Toda picada de cobra. P ICADAS DE COBRAS As picadas de cobras são reconhecidas pelas marcas dos dentes na pele.Não dê álcool à vítima. SANGRAMENTOS Um sangramento é a perda de sangue dos vasos sanguíneos.

O que fazer: . mucosas dos olhos e da boca brancas. pele fria e pálida. mas não do corpo. . . impedindo a passagem de sangue para a região afetada.Quando parar de sangrar. A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e. Observação: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a compressão não for suficiente para estancá-los. ponha novas ataduras sem retirar as anteriores. Os mais comuns ocorrem no tórax e no abdômen. . comprima a artéria ou a veia responsável pelo sangramento contra o osso. cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma atadura firme. S ANGRAMENTO INTERNO Surge em decorrência de um ferimento interno que faz com que o sangue saia do sistema circulatório. . . mas que permita a circulação do sangue. Se o sangramento persistir através do curativo. sede. no sangramento. evitando a remoção de eventuais coágulos.Não dê alimentos à vítima.Não tente retirar corpos estranhos dos ferimentos. S ANGRAMENTOS O que fazer: NASAIS 222 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . a situação deve ser acompanhada e controlada com muita atenção através da monitoração dos sinais externos: pulso fraco e acelerado.Peça auxílio médico imediato. mãos e dedos arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea. tontura e inconsciência. comprimindo-o com um pano limpo dobrado ou com uma das mãos.Procure manter o local que sangra em um plano acima do coração. por isso.Pressione firmemente o local por cerca de dez minutos.Não aplique substâncias. nem a aqueça demais com cobertores. como pó de café ou qualquer outro produto.O que fazer: .

como um cabo de vassoura.a de entrada e de saída da corrente elétrica. tábua. sentada. . . ou a chave geral. cadeira de madeira ou bastão de borracha.Desligue o aparelho da tomada. CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico.. em casos extremos.Se possível empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco. geralmente causado por altas descargas. . envolva-as em um jornal ou num saco de papel. não-condutor de corrente. é sempre grave.Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local.Se tiver que remover a vítima com as mãos. provocando náuseas. evitando que o sangue vá para a garganta e seja engolido. podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e. corda seca. podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) . . volte a comprimir a narina e procure socorro médico. . aplique a ressuscitação. levar à parada cárdio-respiratória. O que fazer: . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 223 . . afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz. Na pele.Depois de alguns minutos.Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo.Se a hemorragia persistir.Se houver parada cárdio-respiratória.Incline a cabeça da pessoa para a frente. .

Se necessário. Esses objetos são. sem apertar. acidentalmente. deite-a de lado. cubra os olhos da vítima e procure ajuda médica. NOS OLHOS .Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora). O que fazer: NO OUVIDO . . a vítima apresentará pele azulada e respiração difícil ou ausente. com as pernas elevadas. a não ser que se trate de um inseto vivo. em especial no nariz. Se houver asfixia.Procure ajuda médica imediata.Não tente retirar objetos profundamente introduzidos. .. boca e ouvidos. nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo.Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos. orientando-a para assoar o nariz. e procure um médico. um copo) e procure ajuda médica imediata. cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo.Se o objeto estiver cravado no olho não tente retirá-lo. Se isso não resolver. na maioria das vezes. cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma.Pingue algumas gotas de soro fisiológico ou de água morna no olho atingido. cubra os dois olhos com compressas de gaze. .Instrua a vítima para respirar somente pela boca.Não bata na cabeça para que o objeto saia. NO NARIZ . . deite-a de costas. . e procure ajuda médica especializada imediatamente. sementes. Se não for possível fechar os olhos. . bolinhas de papel e grampos. CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA Crianças pequenas podem. moedas.Se a pessoa estiver consciente. 224 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . introduzir objetos nas cavidades do corpo. peças de brinquedos. Se estiver inconsciente.

procure um médico. colocando-o de costas no chão. mova-o rolando o corpo todo de uma só vez.Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas.Com a pessoa no chão. além da ausência de respiração e pulsação. . inconsciência. firmando a cabeça da vítima e fechando as narinas com o indicador e o polegar. pele fria e pálida.Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o seu interior.PULMONAR . . A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO . é sinal de que o objeto está obstruindo as vias respiratórias. coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno). beber ou cheirar. O BJETOS ENGOLIDOS . O que fazer: . Deixe a pessoa tossir com força.Se a pessoa não consegue tossir com força.Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor. . Se ele não sair. procure auxílio médico.Ao mesmo tempo uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca. mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço. evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. levando a vítima a apresentar. pois esse é o recurso mais eficiente quando não há asfixia.Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas a fim de não virar ou dobrar as costas e o pescoço da vítima. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 225 .Não dê nada à vítima para comer.RESPIRATÓRIA Em decorrência da gravidade de um acidente pode acontecer a parada cárdio-respiratória.. lábios e unhas azulados. falar ou chorar. P ARADA CÁRDIO . . o que significa que há asfixia. Verifique então se há algo da boca da vítima que impeça a respiração.Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. Só aplique os procedimentos a seguir se você tiver certeza de que o coração não está batendo: P ROCEDIMENTOS PRELIMINARES .

A queda da vítima é quase sempre desamparada.Não ofereça nada para ela cheirar. deixando-a confortável. pressione o peito a intervalos curtos de tempo. devagar. O que fazer: . beber ou comer. eliminação de fezes e urina.Remova a vítima para um ambiente arejado. faça um sopro para cada cinco pressões.Uma vez sem convulsão. Caso a vítima volte a si após alguns minutos. . O que fazer: .. mantenha a vítima em repouso. em geral. para ter certeza de que ela voltou ao normal. soprando adequadamente para insuflálos.Mantenha sempre as vias aéreas da vítima livres.Coloque-a deitada de costas. sempre a amparando.Evite a mordedura da língua. faça dois sopros para cada quinze pressões no coração. .Se o desmaio durar mais de dois minutos. Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho. Deixe-a se debater livremente. além da contratura desordenada da musculatura. . procure auxílio médico. . às vezes. durante a convulsão. ajude-a a ficar em pé. . Deixe-a dormir.Após a convulsão é comum a sonolência. há salivação abundante e. 226 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . .Oriente a vítima a procurar um médico. . após a doação de sangue ou quando se presencia alguém sangrando ou sofrendo.Enquanto o ajudante enche os pulmões. Duram poucos minutos. Normalmente.Afrouxe as roupas da vítima.Proteja a cabeça da vítima. acompanhadas de perda de consciência. tente colocá-la sentada e depois. se houver alguém ajudando-o. até que o coração volte a bater. são fortes. . colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias da vítima.Solte as roupas da vítima. EMERGÊNCIAS CLÍNICAS DESMAIO É a perda momentânea da consciência. com movimentos desordenados e. . . com as pernas elevadas e a cabeça baixa. Pode ocorrer por falta de alimentação. CONVULSÕES São contrações incontroláveis dos músculos. podendo ocorrer ferimentos.

administrativa e de consulta. controle. funcional e hierarquicamente. além da redução dos custos. A principal razão de ser da farmácia é servir ao paciente.11. Um serviço de farmácia em um hospital é o apoio clínico integrado. em um grupo de serviços que dependem diretamente da Direção Central e estão em constante e estreita relação com sua administração. visando sempre à eficácia da terapêutica. propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional. uma importante função clínica. econômico. investigativo e docente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 227 . desde sua seleção até sua dispensação. O farmacêutico tem. portanto. voltando-se também para o ensino e a pesquisa. armazenamento. onde se desenvolvem atividades ligadas à produção. FARMÁCIA HOSPITALAR A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial. velando a todo o momento por sua adequada utilização no plano assistencial. É igualmente responsável pela orientação de pacientes internos e ambulatoriais. técnico-científica e administrativa. objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares. Sua missão compreende tudo o que se refere ao medicamento.

• Como agentes de Atenção Farmacêutica. A ÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES Princípios • Farmacêuticos trabalham próximos com outros profissionais de saúde para atender as necessidades dos pacientes. etc. • O aumento na informatização das farmácias hospitalares propiciou melhor controle administrativo dos estoques. os farmacêuticos são comprometidos com os resultados de seus serviços e não somente com o fornecimento deles. D ESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA • Ter farmacêuticos em 100% dos hospitais.Liderança e prática de gerenciamento. desde farmácias extremamente modernas prestando toda a gama de serviços e no outro extremo hospitais sem farmacêutico. • A introdução de novas legislações aumentou a exigência de cumprimento de boas práticas de dispensação e manipulação farmacêutica. • Hoje coexistem várias realidades em nosso país.ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR • A farmácia hospitalar vem passando por mudanças significativas nos últimos tempos.). • As várias necessidades dos pacientes requerem que as farmácias hospitalares desempenhem uma série de atividades organizadas. • Melhorar a gestão administrativa (estocagem. manipulação. • Melhorar a qualidade técnica (dispensação. compras. armazenamento. 228 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Os elementos para o sucesso de uma farmácia hospitalar: I . participação em grupos multiprofissionais e ações de farmácia clínica). planejamento.

• O gerenciamento de uma farmácia hospitalar deve ser focado na responsabilidade do farmacêutico de fornecer Atenção Farmacêutica e desenvolver uma estrutura organizacional que dê suporte a esta missão. equipamentos e fontes de informação. 4) Acompanhar o cumprimento das metas. • Objetivo: Melhorar continuamente os resultados dos pacientes.II . e VI – Pesquisa farmacológica clínica. Liderança e prática de gerenciamento: • Uma efetiva liderança aliado a um perfil gerencial são necessários para a prestação de serviços farmacêuticos de maneira consistente com as necessidades do hospital e dos pacientes. Missão da Farmácia Hospitalar: • A missão deve ser escrita e conhecida de todos os funcionários (refletindo o compromisso com pacientes e responsabilidades operacionais). V – Estrutura. 3) Direcionar as implementação destes planos e as atividades do dia-a-dia associadas a ela. • O diretor de uma farmácia hospitalar deve ser responsável por: 1) Estabelecer as metas de curto e longo prazo da farmácia.Informação sobre medicamentos e educação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 229 . e deve também ser compatível com a as características e missão do hospital. 2) Desenvolver planos e esquemas para atingir estes objetivos. IV . baseado nas necessidades do paciente e do hospital.Otimização da terapia medicamentosa. e 5) Instituir ações corretivas para o cumprimento das metas quando necessário. III .Dispensação de medicamentos e controles.

• Objetivos a curto. cultura do hospital). Esquemas de Trabalho: . Integração de Novos Funcionários: • Deve-se ter bem estabelecida uma rotina de acolhimento (apresentação das missões. etc. e b) Programas de educação continuada devem ser elaborados para manter e aumentar suas competências. Descrição dos Cargos e Funções: • As áreas de responsabilidade da farmácia devem ser claramente definidas. O diretor da farmácia hospitalar deve assegurar que as rotinas e procedimentos sejam seguidos e ajudem a atingir as metas estabelecidas.) em quantidade e perfil suficiente para implementação da Atenção Farmacêutica. auxiliares. escriturários. atividades. secretárias. • Conter todos os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs). operacional e clínica). a descrição detalhada dos cargos e funções de todas as categorias de funcionários da farmácia deve existir e ser revisadas. setores da farmácia e do hospital. Educação e Treinamento: a) Todos os funcionários da farmácia hospitalar devem possuir as qualificações necessárias para cumprir suas tarefas. Recrutamento e Seleção de Pessoal • Devem ser realizados baseados no desenho do cargo (qualificações e perfil desejado). 230 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r .Recursos Humanos de Apoio: • A farmácia hospitalar deve ter pessoal de suporte (técnicos. Manual Operacional: • Deve ser elaborado um manual operacional a fim de disciplinas as atividades da farmácia (administrativa. médio e longo prazo.

principalmente em hospitais com programas clínicos que exijam farmacoterapia intensiva (transplantes. Custos com medicamentos: • Políticas e procedimentos para gerencias os gastos com medicamentos devem existir. curativos. cirurgia cardíaca. e • Mecanismos de fiscalização de cumprimento do manual devem ser estabelecidos. e • Devem ser implantados controles gerenciais de tratamentos de alto-custo no hospital. Envolvimento em comissões: • O farmacêutico deve ser membro e participar ativamente de Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT). grupos multiprofissionais de diabetes. etc. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 231 . Gestão financeira: • O diretor da farmácia hospitalar deve participar ativamente da gestão financeira do hospital. estudos farmacoeconômicos. dor.• Todos os funcionários devem conhecê-lo. pois os gastos da farmácia representam um grande aporte dentro do hospital. Serviços farmacêuticos 24 horas: • O funcionamento da farmácia com a presença de farmacêutico deve ser ininterrupto sempre que possível. UTI neonatal). etc. hipertensão. e • Devem-se utilizar programas com estudos de uso de medicamentos (EUM). gestantes. Garantia de qualidade: • O diretor da farmácia hospitalar deve garantir a implantação de programas de qualidade em todos os processos relacionados ao uso de medicamentos pelo paciente e em relação à logística.

24 horas: a) A dispensação de medicamentos em horários que não há farmacêutico deve ser disciplinada pela CFT no que diz respeito aos medicamentos que podem ser dispensados. Confidencialidade de Dados do Paciente: • O farmacêutico deve garantir o sigilo das informações clínicas dos pacientes. b) O uso de dispensadores eletrônicos deve ser estimulado nestas ocasiões. ventilação. Recolhimento de medicamentos (recalls): • Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitários (ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para recolhimento de produtos. • Embalagens multidoses devem ser evitadas ao máximo. 232 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . segregação e segurança que assegurem integridade do medicamento e segurança do pessoal envolvido. • Após análise dos ocorridos é necessário propor medidas corretivas para evitar novos episódios. temperatura. e c) Deve-se evitar e desencorajar a entrada de não farmacêuticos (ou funcionários da farmácia) nas dependências da farmácia hospitalar. Estocagem de medicamentos: • Medicamentos devem ser estocados e preparados em condições apropriadas de higiene. os medicamentos devem ser disponibilizados na forma de dose-única por horário e paciente. e prontos para a administração.Serviços farmacêuticos não . devidamente rotulados. Dispensação por dose-unitária: • Sempre que possível. médicos e enfermeiros devem estabelecer políticas e procedimentos para prevenção e notificação de erros de medicação. luz. Erros de medicação (medication errors): • Farmacêuticos.

em especial os controles físicos e livros (ou controles informatizados). curativos. • O potencial de acontecer erros de medicação deve ser avaliado em relação a estes itens. avariados.) no hospital e avaliar as mudanças necessárias e os riscos de erros associados a cada setor. etc.). automatizados. satélites. Sistemas de dispensação e máquinas dispensadoras automáticas: • A farmácia deve propor e monitorar a utilização dos sistemas de dispensação (dose-unitária. Fabricantes e fornecedores: • Devem ser estabelecidos critérios para selecionar e validar fornecedores para assegurar a máxima qualidade dos medicamentos e correlatos. • Disciplinar e treinar as pessoas autorizadas a fazer tal dispensação. etc. coletiva. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 233 . Estoques periféricos: • Estoques periféricos devem se limitar ao uso em situações de emergência e itens de segurança (enxagüatório bucal.Representantes comerciais: • Políticas escritas para visitas e atuação de representantes comerciais de medicamentos e correlatos no hospital devem existir. • Condições que possam comprometer a segurança do processo de estocagem devem ser revistos e propostos modificações. anti-sépticos. rótulos. individualizada. Inspeções na área de estocagem: • Todos os estoques devem ser inspecionados rotineiramente para assegurar validade de produtos. Substâncias controladas: • Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98.

transportes. Informação sobre medicamentos: Espaço adequado. • Estes recursos devem estar localizados em áreas que facilitem a provisão de serviços ao paciente. evitando potenciais contaminações de produtos. Área de manipulação e estocagem: • O espaço e a estrutura da área de manipulação devem atender as boas práticas de manipulação (RDC 33 e outras) e estocagem (portaria 802 e outras). 234 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . • Na manipulação de estéreis devemos ter os cuidados redobrados.). pacientes e eventuais visitantes. enfermeiros. espaço adequado. manipulação e eliminação de dejetos devem existir para garantir a segurança dos funcionários. Estocagem de medicamentos: • Deve existir uma estrutura para que a estocagem e preparação de medicamentos sejam realizadas dentro de parâmetros legais e de segurança. equipamentos e fontes de informação: • Para assegurar uma performance operacional ótima e qualidade no atendimento ao paciente. fontes de consulta e tecnologia de comunicação devem estar disponíveis para facilitar a provisão de informações sobre medicamentos. etc. que devem possuir área segregada e rotinas escritas de prevenção de incêndios. equipamentos e treinamentos para estocagem. lavanderia.Estrutura. Produtos citotóxicos e perigosos: • Precauções especiais. equipamentos e suprimentos devem estar disponíveis para todos os profissionais e funções administrativas relacionadas ao uso de medicamentos. prescritores e outros profissionais de saúde e devem estar integrados com os serviços gerais do hospital (comunicações. segurança. limpeza. • Podemos incluir neste rol de produtos os inflamáveis.

atividades educativas e de treinamento. relatórios e documentos administrativos e técnicos) para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e órgãos de acreditação. P ESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA Políticas e procedimentos: • O farmacêutico deve assegurar a segurança e o uso de protocolos apropriados de ensaios clínicos de novas drogas. monitoração clínica.Consultório farmacêutico: • Para atendimento de pacientes ambulatoriais deve existir um espaço privativo com estrutura adequada para realização do processo de anamnese e orientação farmacêutica. e podem conter módulos interligados com bases de dados de interações medicamentosas e monografias de drogas. Sistemas informatizados: • Devem estar disponíveis para auxiliar nas funções administrativas (logísticas). gerenciar os perfis farmacoterapêuticos dos pacientes. dispensação. Automação: • Sistemas mecânicos automatizados (“robôs”) e softwares podem ser usados para promover a eficácia e eficiência nos processos de prescrição. com o objetivo de melhorar os resultados farmacoterapêuticos e a qualidade de vida dos pacientes. Manutenção de registros: • Um espaço adequado deve estar disponível para arquivamento e manutenção de registros (psicotrópicos. Escritórios e sala de reuniões: • Devem estar disponíveis para atividades administrativas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 235 . reuniões. facilitando a intervenção técnica do farmacêutico antes da primeira dose. inventários.

Objetivos • Distribuir os medicamentos de forma ordenada e racional. prestando informações sobre as características farmacodinâmicas dos mesmos. • O farmacêutico deve elaborar informações escritas sobre segurança. Comissão de Pesquisa Clínica: • O farmacêutico deve ser incluído na comissão de pesquisa clínica. e sobre experimentos similares realizados em outros centros de pesquisa. verificação de interações medicamentosas e com alimentos. características organolépticas. Estas informações devem ser repassadas à clientela do hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesma não tenha nenhuma dúvida a cerca do esquema terapêutico proposto.É o ato de entrega racional de medicamentos aos pacientes. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS Conceito . dentre outras. interações. indicação terapêutica. Informação sobre medicamentos: • O farmacêutico deve ter acesso a informações de todos os estudos preliminares sobre o medicamento em pesquisa no hospital. contra-indicação. e manter a documentação de consentimento do paciente arquivada.Distribuição e controle: • A farmácia deve ser responsável pela distribuição e controle dos fármacos utilizados em pesquisa clínica no hospital. contra-indicações. administração do medicamento testado. 236 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . bem como estudo da posologia. RAM. • A CFT e a Comissão de Pesquisa Clínica devem aprovar a pesquisa bem como a Comissão de Ética em Pesquisa (CEP). • Prestar informações sobre os mesmos no que diz respeito à estabilidade.

• Diminuir erros de medicação; • Diminuir os custos com medicamentos; • Aumentar a segurança para o paciente; • Racionalizar a distribuição e administração; • Aumentar o controle sobre os medicamentos, acesso do Farmacêutico as informações sobre o paciente. Introdução A elaboração de um sistema de distribuição de medicamentos requer uma investigação em profundidade, de atividades que possam garantir eficiência, economia e segurança. A seqüência de eventos que envolvem a distribuição do medicamento começa quando o mesmo é adquirido e a partir de então um modelo é seguido até sua administração ao paciente ou, por algum motivo seja devolvido à Farmácia, para se concluir o processo. Um sistema de distribuição deve atender a todas as áreas da instituição onde são utilizados medicamentos e correlatos. Na prática existem 4 tipos de sistema de distribuição de medicamentos, a saber: coletivo, individual, combinado e dose unitária. (Garrinson, 1979.p.257).

S ISTEMA

DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS

É um sistema onde os pedidos de medicamentos à Farmácia são feitos através da transcrição da prescrição médica pela enfermagem. Estes pedidos não são feitos em nome dos pacientes, mas sim, em nome de setores. A Farmácia envia certa quantidade de medicamentos para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais setores, que de acordo com as prescrições médicas vão sendo ministradas aos pacientes. É um sistema que apresenta falhas, pois não há a participação direta do Farmacêutico. Rotina Operacional: • Médico: prescreve os medicamentos para os diversos pacientes nas folhas de prescrições médicas.

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• Enfermagem: efetua a transcrição da prescrição médica para o “Formulário de Solicitação de Medicamentos” em nome de todo o setor. • Funcionário da Enfermagem: envia o formulário para a Farmácia. • Funcionário da Farmácia: através do formulário efetua a distribuição de medicamentos. • Auxiliar de Enfermagem: deve devolver à Farmácia os medicamentos não ministrados. Vantagens: • Grande arsenal terapêutico nas unidades, o que facilita o uso imediato dos medicamentos. • Diminui os pedidos à Farmácia. • Diminui as tarefas a serem executadas pela Farmácia. Desvantagens: • Requisições são feitas através da transcrição da prescrição médica o que pode ocasionar erros de transação, tais como: omissões e trocas de medicamentos. • • Aumenta o gasto com medicamentos em conseqüência de: a) Incapacidade da Farmácia em controlar adequadamente os medicamentos. b) Desvio de medicamentos. c) Mau acondicionamento de medicamentos. d) Vencimento de prazo de validade. e) Devolução de medicamentos sem identificação. . Pode ocorrer administração ao paciente de medicamentos vencidos. . Aumenta o consumo de drogas. . Aumenta o potencial de erros de administração de medicamentos resultante da falta de revisão feita pelo Farmacêutico das prescrições médicas de cada paciente. Sistema individual de distribuição de medicamentos

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Sistema no qual os pedidos de medicamentos são feitos especificamente para cada paciente (24 horas), de acordo com a segunda via da prescrição médica. Este sistema está mais orientado para a Farmácia que o anterior, visto que se busca um melhor controle de medicamentos. Rotina Operacional: Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Funcionário da Farmácia: recolhe as segundas vias das prescrições médicas nas unidades e efetua o aviamento e distribuição dos medicamentos e Soluções de Grande Volume (S.G.V.) em sacos plásticos individuais devidamente identificados com os dados do paciente. Farmacêutico: • supervisiona o aviamento das segundas vias de prescrições médicas. • confere a dispensação de todos os medicamentos e (SGV). • controla o estoque e registra as receitas de psicotrópicos e entorpecentes de acordo com a legislação vigente. • realiza fiscalizações periódicas nas unidades. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente. • supervisiona a reposição dos medicamentos de uso esporádico (se necessário); medicamentos da portaria 344 (psicotrópicos e entorpecentes) e armário de reservas das S.G.V. Funcionário da Farmácia: retorna as unidades com os medicamentos dispensados e as segundas vias das prescrições médicas e acompanha a conferência da medicação e do MMH. Contínuo da Unidade: vai até a Farmácia apanhar as soluções de grande volume. Secretária da Unidade: recebe os medicamentos e S.G.V. na presença do funcionário da Farmácia, conferindo o que está recebendo de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. Após conferir assina as prescrições e organiza os medicamentos e S.G.V. nas gavetas e armários.

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Funcionário da Farmácia: retorna ao Serviço de Farmácia com as segundas vias das prescrições médicas assinadas e os medicamentos que não foram administrados aos pacientes. Diariamente visita as unidades e confere: • Armário dos medicamentos de uso esporádico (se necessário). • Gaveta da portaria 344. • Carro de urgência. • Armário de reserva de S.G.V. • Fazem a reposição de estoques das unidades. Vantagens: • Diminuição dos estoques nas unidades assistenciais; • Facilidade para devolução à Farmácia; • Redução potencial de erros de medicação; • Reduz tempo do pessoal da enfermagem quanto às atividades com medicamentos; • Redução de custos com medicamentos; • Controle mais efetivo sobre medicamentos; • Aumento da integração do Farmacêutico com a equipe de saúde; Desvantagens: • Incremento das atividades desenvolvidas pela farmácia; • Necessidade de plantão na farmácia hospitalar; • Permite ainda potencial erros de medicação. • Exige um investimento inicial; • Necessidade de Plantão na Farmácia Hospitalar.

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Combinação do sistema coletivo com o individual Sistema no qual alguns medicamentos são dispensados através de requisições (Sistema Coletivo) e outros por prescrição individual (Sistema Individual). Desvantagens: • Consumo de tempo da enfermagem; • Não há controle rigoroso do estoque; • Os erros são freqüentes; • Aumenta o número de tarefas desenvolvidas na Farmácia. Sistema de dose unitária de distribuição de medicamentos “É uma quantidade ordenada de medicamentos com forma e dosagens prontas para serem ministradas ao paciente de acordo com a prescrição médica, num certo período de tempo”. (Garrinson, 1979) Objetivos: Dispensar o medicamento certo, ao paciente certo, na hora certa, levando-se em consideração que podem ser avaliados diversos aspectos, tais como: • Erros de medicação, ou seja, verifica-se com a “dose unitária” se estes erros são freqüentes; • Fidelidade das doses (comparar as doses prontas com as prescrições médicas e verificar possíveis diferenças); • Interações medicamentosas, reações adversas e outras causas podem ser estudadas; • Acondicionamento dos fármacos pode ser estudado considerando-se o tipo de acondicionamento ao qual estão submetidos na “dose unitária”; • Proporcionar à administração hospitalar um sistema de distribuição de medicamentos que seja financeiramente viável;

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• Oferecer recursos ao Farmacêutico para melhor integrar-se à equipe de saúde. Rotina Operacional: A rotina operacional é cíclica e portanto deve ser vista como um processo dinâmico. Cada passo tem sua importância, não devendo haver atropelos, sob pena de interromper o processo em qualquer fase que se encontre. Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: retira do prontuário as cópias (segundas vias) das prescrições médicas. Funcionário da Farmácia: vai ao posto de enfermagem, enfermarias ou apartamentos e recolhe: • Cópias (das segundas vias) das prescrições. • Receitas utilizadas para a retirada de medicamentos dos armários de urgências. • Doses unitárias não ministradas. Funcionário da Farmácia prepara: • Doses unitárias. • “Bandejas” contendo os medicamentos a serem repostos nos armários com medicamentos de urgência (de acordo com as receitas). • As etiquetas das doses unitárias e revisa as receitas rubricando-as (para identificar quem preparou e/ou aviou as doses e receitas, respectivamente). Farmacêutico: • verifica se as doses unitárias preparadas estão de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. • faz ou supervisiona o controle de estoque e registra as receitas de psicotrópicos ou entorpecentes, de acordo com a legislação vigente. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente.

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• efetua ou supervisiona a reposição dos medicamentos utilizados nas urgências. Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: • recebe e confere as doses unitárias e faz a reposição dos medicamentos utilizados na urgência. • reintroduz as segundas vias das prescrições nos prontuários (se for o caso). Enfermeiro: ministra as doses unitárias. Tipos de sistemas de distribuição por dose unitária: São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária: • Centralizado. • Descentralizado. • Combinação dos dois tipos. Sistema Centralizado: As doses são preparadas na Farmácia Central e dali são distribuídas para todo o Hospital. Pelo fato da centralização, o controle de estoque e a supervisão da preparação das doses, pelo Farmacêutico, ficam mais contundentes. Sistema Descentralizado: As doses são preparadas nas Farmácias Satélite (descentralizadas) e ao final de cada preparação, os quantitativos do consumo são enviados à Farmácia Central. Sistema Combinado: Diz-se que o sistema é combinado, quando ao mesmo tempo em que as Farmácias Satélites estão atuando na preparação de doses, a Farmácia Central deixara de operar e vice-versa. Este esquema facilita a adequação aos horários de administração de doses e objetiva uma redução nos recursos humanos, aproveitando da melhor forma possível, o horário de trabalho do pessoal existente no quadro de funcionários da Farmácia. Condições Básicas para um bom S.D.M.U.D.:

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• Existência da Comissão de Farmácia e Terapêutica (Comissão de padronização de Medicamentos). Sem uma relação básica dos medicamentos a serem consumidos no Hospital, fica difícil se preparar “doses unitárias”, levando-se em consideração a grande quantidade de especialidades farmacêuticas comercializadas no Brasil e a preferência de cada médico por certa especialidade.

• Normas Escritas de Caráter Executivos: Há necessidade que normas sejam publicadas como uma espécie de manual evitando, portanto, a omissão dos elementos que trabalharão no sistema. Neste manual deverão constar, também, os objetivos do sistema e suas vantagens. Vantagens do S.D.M.U.D.: • Possibilita uma maior interação do Farmacêutico com os diversos profissionais da saúde e com o paciente. • Redução dos estoques das tarefas nos setores o que evita perdas e desvios. • Diminuição das tarefas desenvolvidas pela enfermagem. • Aumento do controle sobre a utilização dos medicamentos. • Maior segurança do médico. • Rapidez na administração das doses. • Funcionamento mais dinâmico do serviço de farmácia. • Redução no índice de erros de administração de medicamentos. • Redução no tempo de distribuição de medicamentos. • Fácil adaptação a computadores. • Higiene e organização são superiores as dos sistemas tradicionais. • Viabilização econômica.

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

• Não diferencia os horários de administração dos medicamentos. Exigência de investimento inicial. mediante o fornecimento de energia e proteínas para prevenir o catabolismo protéico do paciente. NUTRIÇÃO PARENTERAL Por Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Introdução A nutrição parenteral (NP) total ou parcial constitui parte dos cuidados de assistência ao paciente que está impossibilitado de receber os nutrientes em quantidade e qualidade que atendam às suas necessidades metabólicas pelo trato gastrointestinal (TGI). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 245 . em regime hospitalar ou domiciliar. • Por ser atividade mais técnica é gratificante para o pessoal da farmácia.• Prestigiar o hospital pelo melhor controle e uso dos medicamentos. • Favorece o perfil farmacoterapêutico do paciente. Desvantagens: Aumento das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmácia Hospitalar. Diferença entre o sistema de distribuição por prescrição individual (dose individual) e o sistema de distribuição por dose unitária Dose individual: • A embalagem que acondicionamos (Sacos Plásticos) é violada por completo. • Paciente recebe assistência de alto nível. A NP é indicada na profilaxia e tratamento da desnutrição aguda.

têm realizado desde 1991 o concurso para obtenção de título de especialista na área. retardo do esvaziamento gástrico. de constituição multiprofissional. Em 2005. fisiatras. a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) tem propiciado a participação e valorização dos farmacêuticos hospitalares com a realização de vários cursos de atualização na área. microbiologistas.COFEN 161/93 e do Conselho Federal de Farmácia . juntamente à equipe multidisciplinar. Esta equipe deve ser constituída por profissionais médicos. o farmacêutico participa do acompanhamento clínico do paciente. nutricionistas e enfermeiros. as possíveis interações químicas entre os nutrientes e os fármacos. incompetência do esfíncter esofágico inferior e diminuição na motilidade intestinal. resultando em ações mais especializadas ao paciente. alterada pela Resolução CFF 292/96. são algumas das situações clínicas em que está indicada a nutrição parenteral. as Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem . capacidade gástrica diminuída. psicólogos. que lhe dá habilidade de avaliar as características físico-químicas dos componentes. a fim de assegurar a qualidade dos componentes da nutrição parenteral até a sua administração no paciente.Doenças respiratórias. Paralelamente ao trabalho da SBNPE. a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). Posteriormente. visando à garantia da sua eficácia e segurança. armazenamento e transporte da alimentação parenteral manipulada e dos insumos utilizados para este fim. Além das atividades de supervisão na manipulação das formulações e controle de qualidade. O preparo da nutrição parenteral é um processo que utiliza procedimentos padronizados e validados.CFF 247/93. o Decreto-Lei 85. durante o V 246 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . A Portaria 272/98-SVS/MS normatizou os requisitos estruturais e ambientais na manipulação. pré e pósoperatório. A Terapia de Nutricional Parenteral exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional. fístulas. No Brasil.878/81 estabeleceu como privativa desta classe a manipulação de medicamentos e afins. O profissional farmacêutico tornou-se oficialmente o responsável pela manipulação das formulações nutritivas devido principalmente à sua formação acadêmica. enterocolite necrosante. destacaram as responsabilidades e atribuições do farmacêutico no preparo das nutrições parenterais. farmacêuticos. entre outros. a SBRAFH realizou. síndromes do intestino curto. reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. em ambientes hospitalares ou em domicílio. No âmbito de atuação do farmacêutico. erros inatos do metabolismo e prematuridade. como entidade congregadora dos profissionais da área. assegurando uma perfeita estabilidade química e esterilidade do produto elaborado.

O farmacêutico deve manter uma comunicação adequada e respeitosa com os pacientes e seus cuidadores e deve estar seguro de que o paciente recebeu orientação e aconselhamentos apropriados para aquela terapia e verificar se o paciente e a equipe de saúde os entenderam com clareza. C OMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A confiança é fundamental nas relações entre o farmacêutico-paciente e o farmacêutico e os demais profissionais de saúde. adquiridos para o preparo da NP. muitos destes associados à ausência de contaminação das soluções nutritivas. Atribuição dos farmacêuticos em terapia nutricional Aquisição de medicamentos. que além de contemplar a terapia nutricional. a 1ª prova para a obtenção do Título de Especialista em Farmácia Hospitalar. bem como dos equipamentos necessários à manipulação e administração da terapia nutricional. devem ser registrados no Ministério da Saúde e acompanhados do Certificado de Análise emitido pelo fabricante. produtos para a saúde e correlatos O farmacêutico é responsável pela logística farmacêutica de medicamentos e produtos para saúde. não só na condução de uma orientação técnica que traga benefícios à terapia nutricional. que garantam sua pureza físico-química e microbiológica. também abordou outros temas e atividades do farmacêutico hospitalar. farmacêuticos e pacientes é essencial na obtenção da eficiência do tratamento. bem como benefícios terapêuticos ao paciente. estando este hospitalizado ou recebendo a nutrição em domicílio. como também no manejo adequado do paciente. O farmacêutico é o responsável em fornecer um sumário de todas as infor- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 247 . bem como o atendimento às especificações estabelecidas (Portaria 272/ 1998). C OMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE A interação entre prescritores. que depende não somente de um diagnóstico e indicação corretos da terapia nutricional. A atuação do farmacêutico em terapia nutricional tem propiciado às instituições uma sensível redução dos custos hospitalares. mas também da adesão e aceitação do tratamento pelo paciente.Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar em São Paulo. seguindo padrões de qualidade e os aspectos legais. Os produtos farmacêuticos e correlatos industrialmente preparados.

Nesta equipe. o farmacêutico pode avaliar dados científicos observando avanços no cuidado individual do paciente.mações clínicas relevantes a outros farmacêuticos que possam vir a assumir a responsabilidade daquele paciente. incluindo os erros de prescrição. O farmacêutico deve exercer a liderança no desenvolvimento de um programa de monitorização e documentação das reações adversas. P ARTICIPAÇÃO SAÚDE NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE O farmacêutico deve participar diretamente na educação daqueles envolvidos no suporte nutricional para garantir a competência técnica da equipe de trabalho. de acordo com seu estado mórbido. para melhorar a qualificação dos profissionais. Estudos de Grymonpre et al. Deve prover treinamento àqueles que são responsáveis pela preparação e administração da formulação. ao analisar prescrições de nutrição parenteral de pacientes e discutir sobre possíveis inadequações da prescrição. método de administração e acompanhamento clínico do paciente. demais membros da equipe. profissionais da saúde e outros. O farmacêutico deve avaliar se as prescrições são adequadas ao paciente e se há. bem como as entidades governamentais competentes. estado nutricional e requerimentos nutricionais. O profissional deve ainda gerar 248 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . inspecionar a conduta de serviços. (1994) revelam a importância das ações do farmacêutico sobre o prescritor. P ARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA A investigação clínica no hospital exige a constituição de equipes multidisciplinares no desenvolvimento eficaz de ensaios clínicos. em termos de prognóstico. e providenciar educação para o paciente. A prescrição deve contemplar o tipo e a qualidade dos nutrientes requeridos pelo paciente. indicação. O médico titular deve ser notificado sobre os eventos dessa natureza. resultados claros que se busquem alcançar. S EGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL O médico é o responsável pela prescrição.

F ORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL A formulação de solução de NP é um procedimento que deve ser adaptado às necessidades calórico-protéicas do paciente. manipulação. concentração e compatibilidade físico-química dos componentes. de material impermeável. livre de rachaduras. teto e parede: em nível. nutrição clínica e nutrição farmacológica. estéreis e apirogênicas. realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento. cantos abaulados. conservação e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 249 . antes e durante a administração da NP. equipamentos e suportes. fácil de limpar e desinfetar. A possibilidade de interação entre componentes é bastante alta na nutrição parenteral devido à sua complexidade e multiplicidade e deve ser avaliada previamente em todas as soluções nutritivas. serviços. nas dosagens adequadas. P REPARO INTRA . para identificar as anormalidades metabólicas que requeiram tratamento. O local utilizado no preparo das alimentações parenterais também deve ser criteriosamente analisado.HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL A obtenção e manutenção da esterilidade na nutrição parenteral e preparações estéreis são dependentes da qualidade dos componentes aditivados. iluminação central e difusa com acrílico protetor para facilitar a limpeza. Os pacientes que recebem a NP devem ser submetidos a um rígido controle clinico e laboratorial. analisar sua adequação. o qual deve assinar o termo de consentimento pós-informado. deve designar e/ou conduzir ciências básicas e/ou clínicas em áreas de suporte nutricional. controle de qualidade. O farmacêutico deve garantir o fornecimento de nutrição parenteral estável. As interações entre nutrientes podem ocorrer na forma préabsortivas ou pós-absortivas. da técnica de manipulação rigorosamente asséptica e das condições ambientais sob as quais o processo é realizado.e analisar dados para avaliar formulações e técnicas de suporte nutricional. Deve ser detentor de requisitos estruturais e formais com relação ao piso. liso. contendo nutrientes quimicamente compatíveis. medicina nutricional. metas do suporte nutricional e a via de acesso adequada à situação clínica. respeitando-se o desejo do paciente participar da pesquisa. O farmacêutico deve revisar as prescrições de TNP.

Após a aditivação dos macronutrientes são transferidos os micronutrientes. Desta forma. sob condições assépticas. Os hospitais que não possuam as condições previstas quanto à estrutura física. devidamente licenciadas e atuando em conformidade com a Portaria 272/98/SVS. Qualquer alteração que se fizer necessária na formulação deve ser discutida com o médico responsável. que deverá exercê-la com responsabilidade. para o fornecimento da nutrição parenteral e assistência ao paciente.BPPNP. fornecendo um fluxo de ar estéril. O farmacêutico e a equipe deverão estar habilitados para prestar assistência ao paciente em domicílio. principalmente se as soluções permanecerem na bolsa por longo período que antecede a administração. Misturadores automáticos 250 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . em capela de fluxo laminar. organizacional e recursos humanos capacitados podem contratar firmas prestadoras de bens e serviços. e plastificadores como o DEHP (dietilexilftalato) são adicionados para dar flexibilidade. A manipulação e/ou supervisão da nutrição parenteral é de competência do profissional farmacêutico. é recomendado que não sejam administradas soluções de nutrição parenteral misturadas em bolsas de PVC. A manipulação das nutrições parenterais deve ser realizada em capela de fluxo laminar horizontal. hepatotóxico e teratogênico em produtos que tenham PVC contendo misturas lipofílicas.transporte da NP. atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral . frágil e inflexível. O DEHP é um lipídio solúvel. conforme Anexo II da Portaria 272/98-SVS/MS. classe 100. possível carcinogênico. homogeneizando-se bem a solução. Manipulação em bolsas de PVC O PVC (cloreto de polivinila) é uma substância dura. dentro de uma área confinada de trabalho. são comercializados em embalagens contendo o vidro de aminoácidos e frasco de solução glicosada. M ÉTODOS EXTERIOR USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO B RASIL E NO Manipulação em vidros Para auxiliar no preparo de soluções de nutrição parenteral estéreis nos hospitais com menor demanda. mediante a transferência da glicose para o vidro de aminoácidos. com o auxílio de equipo estéril de transferência. As soluções são misturadas.

qualificação de fornecedores. avaliação de todos os fatores potencialmente interferentes na qualidade final do serviço. esterilização do material. elimina-se a forma primária de contaminação. A barreira de isolamento é constituída pela sua estrutura física. C ONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL Consiste em um conjunto de normas e procedimentos. individualmente preparadas para as necessidades de cada paciente. além da eficiência e segurança na manutenção da esterilidade da nutrição parenteral. O farmacêutico deve verificar se a dieta foi precisamente formulada no que se referem à adição correta dos componentes.Muitos hospitais preparam as nutrições parenterais utilizando aparelhos especialmente desenvolvidos com bombas de transferência. A tecnologia da barreira de isolamento foi desenvolvida para remover pessoas do ambiente de preparo de produtos intravenosos. a tecnologia de interação e sistemas de monitoramento de forma a evitar o contato direto com o manipulador. incluindo desde a aquisição dos constituintes. O método com misturadores automáticos tem como vantagem a flexibilidade em fornecer quantidades de glicose. utilizando um tempo de preparo bem inferior quando comparado à quantidade manipulada e o tempo gasto pelos demais métodos. pelo seu ambiente interno. integridade do materi- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 251 . aminoácidos e lipídios. B ARREIRA DE ISOLAMENTO Foi proposto o desenvolvimento de uma área para preparação de produtos estéreis que mantivesse a esterilidade com um nível assegurado em conformidade com a “ASHP Technical Assistance Bulletin on Quality Assurance for Pharmacy Prepared Sterile Products”. Removendo as pessoas do ambiente de preparo. quantidades e embalagem. validação dos processos de manipulação. treinamento dos profissionais envolvidos. área física adequada. avaliação dos métodos de desinfecção e limpeza da área física e da superfície externa dos constituintes utilizados nas amostras. avaliação periódica das instalações e filtros da capela de fluxo laminar. Após o preparo da solução básica constituída de macronutrientes são adicionados minerais e vitaminas individualmente.

ácidos graxos 3 e 6. volume e peso final. precipitação. lembrando-se que o paciente é o objetivo de nossas ações enquanto profissionais de saúde e do aprimoramento contínuo do nosso trabalho. Todos estes cuidados são realizados visando à garantia da qualidade da solução final e conseqüentemente o bem-estar do paciente. reduzindo as complicações metabólicas e infecciosas relacionadas aos procedimentos utilizados na nutrição parenteral e/ou enteral e também ao favorecer um melhor gerenciamento dos recursos humanos e materiais. mantendo uma comunicação adequada. ácidos graxos de cadeia longa (PUFA).com. O profissional deve manter a ética da profissão farmacêutica. os melhores resultados foram obtidos com o uso de sais orgânicos de fósforo. presença de material particulado. fitoterápicos (Agaricus sylvaticus) vêm sendo utilizados como suplementos dietéticos no suporte nutricional de portadores de câncer.html 252 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . seus cuidadores e equipe de terapia nutricional. C ONSIDERAÇÕES FINAIS A atuação do farmacêutico na equipe multidisciplinar melhora a qualidade do atendimento nutricional. bem como trazer benefícios terapêuticos.portalfarmacia.com.br/pratica%2040/pgs/materia 2010-40. tornando estável a nutrição parenteral. ao identificar corretamente os pacientes que requerem suporte nutricional. Na tentativa de solucionar o grave problema da incompatibilidade entre fosfato e cálcio nas formulações parenterais de recém-nascidos. como a arginina. Outros substratos. nucleotídeos.al de embalagem. Destes estudos. síndrome do intestino curto. os quais são solúveis com sais de cálcio em qualquer concentração. N OVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL Novos substratos em terapia nutricional vêm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de incompatibilidades entre os nutrientes.br • http://www. cor e turbidez da solução ou emulsão.praticahospitalar. técnica e respeitosa com os pacientes. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal Farmácia – www. foram estudadas fontes alternativas dos dois íons. entre outros usos terapêuticos. glutamina.

consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade. quanto da epidemiologia no sentido amplo de método ou de ciência.12. A vigilância adquiriu o qualificativo “epidemiológica” em 1964. devendo assessorá-la quanto à necessidade de medidas de controle. Esse autor foi cuidadoso ao distinguir a vigilância tanto da responsabilidade das ações diretas de controle. assim como de outros dados relevantes. e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la”. porém. que deveriam ficar afetas às autoridades locais de saúde. O profissional que trabalha na vigilância deveria assumir o papel dos “olhos e ouvidos da autoridade sanitária”. que denominava inteligência epidemiológica. a decisão e a operacionalização dessas medidas devem ficar sob a responsabilidade da autoridade sanitária. Langmuir era favorável ao conceito de vigilância como uma aplicação da epidemiologia em saúde pública. embora reconhecesse a importância da interface entre as três atividades. com designação internacionalmente consagrada pela criação. no ano seguinte. em artigo sobre o tema publicado por Raska. em 1963. o seguinte conceito: “Vigilância é a observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática. da Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde. SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA Langmuir apresentou. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 253 .

envenenamentos na infância. Afirmava. essas três práticas de saúde pública são relacionadas. em extenso trabalho publicado em 1988. procedimentos cirúrgicos e hemoterápicos. com o objetivo de oferecer as bases científicas para as ações de controle. resultando dessas discussões uma visão mais abrangente desse instrumento. Porém. ou avaliadas quanto à necessidade de definir determinada estratégia de controle de uma doença. Nesse contexto. uma vez que epidemiologia é uma disciplina abrangente. A utilização desse qualificativo tem induzido 254 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Afirmam esses autores que as informações obtidas como resultado da vigilância podem ser usadas para identificar questões a serem pesquisadas. leucemia. doenças profissionais. mas independentes. que sua complexidade técnica está condicionada aos recursos disponíveis de cada país. Thacker & Berkelman. o uso do termo epidemiológico para qualificar vigilância é equivocado. a 21ª Assembléia Mundial de Saúde promoveu ampla discussão a respeito da aplicação da vigilância no campo da saúde pública. que incorpora a pesquisa e cuja aplicação nos serviços de saúde vai além do “instrumento de saúde pública que denominamos vigilância”. com recomendações para a sua utilização não só em doenças transmissíveis. outros eventos adversos à saúde relacionados a riscos ambientais. A partir da década de 70. tais como medicamentos. mas também em outros eventos adversos à saúde. enfatizam que a vigilância não abrange a pesquisa nem as ações de controle. os limites da prática da vigilância e analisam a apropriação do termo epidemiológica para qualificar vigilância na forma em que ela era aplicada até então em saúde pública. afirmam Thacker & Berkelman. discutem. ainda. relativa a uma possível associação entre uma exposição (fator de risco) e um efeito (doença). entre outros pontos. como poluição por substâncias radioativas.Raska afirmava que a vigilância deveria ser conduzida respeitando as características particulares de cada doença. a vigilância passou a ser aplicada também ao acompanhamento de malformações congênitas. acidentes. As atividades desenvolvidas pela vigilância situam-se num momento anterior à implementação de pesquisas e à elaboração de programas voltados ao controle de eventos adversos à saúde. equipamentos. metais pesados. utilização de aditivos em alimentos e emprego de tecnologias médicas. como é o caso de testar uma hipótese elaborada a partir de dados obtidos numa investigação de um surto. Em 1968. abortos.

deve ser adequada à realidade local. deixando de utilizar o qualificativo epidemiológico. apesar de muito aplicado até hoje no Brasil. Thacker & Berkelman propõem a adoção da denominação vigilância em saúde pública como forma de evitar confusões a respeito da precisa delimitação dessa prática. podemos dizer que a vigilância de um específico evento adverso à saúde é composta. nas décadas de 60 e 70. Devido a essa discussão. A equipe que faz parte desse subsistema deve estar perfeitamente articulada com a de planejamento e avaliação dos programas. por dois subsistemas: 1. Como em nosso país tem sido freqüente a confusão na aplicação do termo “vigilância” como sinônimo das práticas da epidemiologia nos serviços de saúde. que é bem mais abrangente. Subsistema de inteligência epidemiológica . ou seja. Subsistema de informações para a agilização das ações de controle . que apresenta um caráter mais universal. desenvolveu-se e consolidou-se na segunda metade deste século. atividade que constitui somente parte das aplicações da epidemiologia nesse campo. Ao falarmos em bases técnicas de um programa. nas formas propostas por Langmuir e Raska.situa-se nos sistemas locais de saúde e tem por objetivo agilizar o processo de identificação e controle de eventos adversos à saúde. ao menos. estamos nos referindo à fundamentação técnica de um programa. resolvemos adotar a denominação já consagrada vigilância em saúde pública ou simplesmente vigilância. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 255 . Utilizando o enfoque sistêmico e sintetizando os diversos conceitos de vigilância. como já foi visto anteriormente neste livro. substituindo o termo vigilância epidemiológica e passando a ser utilizada em todas as publicações sobre o assunto desde o início dos anos 90. Um dos principais fatores que propiciaram a disseminação em todo o mundo desse instrumento foi a Campanha de Erradicação da Varíola. pela elaboração das normas utilizadas no nível local dos serviços de saúde. Salientamos que norma deve ser entendida no sentido utilizado em planejamento. sociais e econômicos e com distintas estruturas de serviços de saúde. vigilância em saúde pública. como um instrumento para planejamento e avaliação de programas de saúde.é especializado e tem por objetivo elaborar as bases técnicas dos programas de controle de específicos eventos adversos à saúde. sem discutir o mérito de cada um deles para um particular sistema de saúde. desde então se consagrou internacionalmente. Essa denominação. responsável. A vigilância. reduzindo a aplicação da epidemiologia nos serviços ao acompanhamento de eventos adversos à saúde. apresentando variações em sua abrangência em países com diferentes sistemas políticos. portanto.freqüentemente a confusões. 2. portanto.

é papel da inteligência epidemiológica induzir a pesquisa. Identificada essa lacuna no conhecimento disponível.Por exemplo. uma vez que. na Polônia são muito semelhantes. na Bahia ou. que deve estar vinculada às características locais do comportamento da doença na comunidade. Outro objetivo do subsistema de inteligência epidemiológica é identificar lacunas no conhecimento científico e tecnológico. talvez. 256 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . poderá. Esse subsistema tem por função também incorporar aos serviços de saúde o novo conhecimento produzido pela pesquisa. eventualmente. materiais e a tecnologia disponíveis para o desenvolvimento dos programas de controle. devendo também levar em consideração os recursos humanos. as bases técnicas para um programa de controle de difteria em Santa Catarina. o que irá diferir é a norma. Isso pode ser feito introduzindo esse novo conhecimento nas bases técnicas que são encaminhadas aos serviços de saúde na forma de recomendações disseminadas por boletins epidemiológicos. Esse subsistema constitui a ponte entre o subsistema de serviços de saúde e o subsistema de pesquisa do Sistema Nacional de Saúde. à medida que for acompanhando o comportamento de específicos eventos adversos à saúde na comunidade. com o objetivo de aprimorar as medidas de controle. detectar mudanças desse comportamento não explicadas pelo conhecimento científico disponível.

Maranhão e Mato Grosso). Essa estratégia permitiu. a coqueluche. Os idosos são imunizados contra gripe. o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completou 30 anos. As mulheres em idade fértil. contra tétano e difteria. As crianças menores de dois anos passaram a receber em 1999. dentre outras. Há vários anos não é registrado nenhum caso de sarampo. Paraná. Roraima. entre 12 e 49 anos. Os impactos positivos das ações do PNI fizeram com que. a estratégia dos Dias Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite fosse recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada por diversos países no mundo. em 1994. Além de ampliar o rol dos imunobiológicos oferecidos à população. Amapá. em todos os postos do país. recebem a dupla bacteriana. Erradicou-se a febre amarela urbana e a varíola. por estado. com motivos para uma histórica comemoração: fazia quase 14 anos que o Brasil não registrava novo caso de paralisia infantil. Pará. Amazonas. Tocantins. Doenças que afligiam milhares de crianças brasileiras estão controladas: as formas graves de tuberculose. a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Hoje o PNI não está restrito às conquistas contra a pólio. também. estão em franca redução. em 26 mil postos de rotina de vacinação. Santa Catarina e Distrito Federal. Espírito Santo. Atualmente é oferecida a menores de dois anos em todo o país e a menores de 15 anos na Amazônia Legal (Acre. uma das principais causadoras da meningite infantil. principalmente em mulheres em idade fértil. a rubéola. em caráter de rotina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 257 . A vacina contra a hepatite B começou a ser implantada gradativamente. tétano e difteria.PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES Em setembro de 2003. o PNI implantou a vacinação de adultos. a difteria. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geriátricas são vacinados contra a pneumonia. e a de idosos a partir de 60 anos. que o Brasil não registrasse qualquer caso de poliomielite desde junho de 1989 e recebesse da Organização Mundial de Saúde (OMS). a caxumba. a partir de 1992. o Certificado de Erradicação da Poliomielite. doença considerada em processo de erradicação no Brasil. já em 1980. o tétano. Rondônia.

em 1978.6 bilhões de doses de vacinas. A cobertura vacinal obtida pelo PNI em menores de um ano chegou a 94. Nos dias nacionais de campanha de vacinação. para 329 milhões em 2000. a partir de 1995. O Brasil já atingiu os patamares de imunização dos países desenvolvidos. Assim como tem alcançado as médias de 98% contra sarampo. e a média de 98% contra pólio nas vacinações de rotina.7%. além de tantas outras ofertadas em Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE). deve-se à incorporação de vacinas de maior valor. em 1999. os imunobiológicos especiais. Entre as vacinas de rotina. em menores de um ano. Entre 1995 e 2000. representando um acréscimo de 290%. nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Setenta e cinco por cento da quantidade de vacinas consumidas no país são produzidas em laboratórios nacionais. tem-se chegado a cerca de 100% de cobertura. 258 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .vacinas. em 1995. A rede pública coloca à disposição de toda a população os imunobiológicos de rotina. O acréscimo. em percentual maior.SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO Os produtos imunizantes . representando 54% de acréscimo. Os investimentos na compra de imunobiológicos saltaram de R$ 60 milhões. coqueluche e tétano. saltando de 214 milhões. em 2000. de 94% contra difteria. enquanto que. Vêm sendo disponibilizadas gratuitamente à população brasileira vacinas contra 13 doenças.são utilizados na prevenção ou tratamento de doenças do homem. em 1995. atingia somente 40% das crianças. inclusive outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B. nos postos da rede pública para vacinação de rotina. nos postos de vacinação. soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e soros homólogos (imunoglobulinas humanas) . a Secretaria de Vigilância em Saúde . o país vem alcançando 100% de cobertura vacinal contra a tuberculose.SVS colocou à disposição da população 1. para R$ 234 milhões.

especialmente o estado de São Paulo. Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda. EPIDEMIOLOGIA AIDS É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). constata-se a existência de considerável diferença na qualidade de atendimento à população. de duração variável de alguns anos. com manifestações variadas. apesar dos crescentes investimentos voltados à saúde pública. com condições diferenciadas. em laboratórios nacionais oficiais. Em seguida. os sintomas são autolimitados e quase sempre a doença não é diagnosticada devido à semelhança com outras doenças virais. por exemplo. A região sudeste. Nessa fase. semelhantes a um quadro gripal ou mesmo a uma mononucleose. a produção e a melhoria da qualidade dos produtos. que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial. Sendo o Brasil um país de proporções continentais. Todos os produtos são fabricados no Brasil. Os soros são distribuídos pela SVS para as Secretarias Estaduais de Saúde. a Secretaria de Vigilância em Saúde incentiva novas pesquisas. O propósito do controle de acidentes por animais peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes causados por esses animais e a sua gravidade. totalmente importado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 259 . que coordenam a distribuição para os hospitais públicos habilitados pela Secretaria de Saúde do Estado ou do Município. As únicas exceções são para o soro contra a picada da aranha Latrodectus curacaviensis (viúva negra ou flamenguinha). o paciente entra em uma fase de infecção assintomática. entre os estados do norte e nordeste e os estados da região sul. sob acompanhamento da SVS. por meio do uso adequado da soroterapia e da disponibilidade do soro para o tratamento do acidente. com realidades regionais diversas. e para a raiva humana (parcialmente importado).SOROS A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável. além da fiscalização quanto à armazenagem e ao controle de qualidade. caracteriza-se pelo enorme contingente populacional. pela aquisição e distribuição de soros para as Secretarias Estaduais de Saúde. também. Além dos soros de rotina.

perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo). S INONÍMIA SIDA. dentre outras. como leishmaniose e doença de Chagas.A doença sintomática. durante ou após o parto) e pelo leite materno. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar. com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2. gravidez em mulher infectada pelo HIV. abraço ou beijo. água. caracterizando a AIDS. picadas de mosquitos ou de outros insetos. diarréia crônica. sintomas e doenças. 260 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais. candidíase e meningite por criptococos. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. doença causada pelo HIV. da qual a AIDS é a sua manifestação mais grave da imunodepressão. alimentos. como o sarcoma de Kaposi. sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho. uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis). M ODO DE TRANSMISSÃO Sexual. AIDS. astenia e adenomegalia. toxoplasmose cerebral. sudorese noturna. R ESERVATÓRIO O ser humano. Retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). como febre prolongada. As infecções oportunísticas passam a surgir ou reativar. e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes. tem sido observada no Brasil. podem surgir. é definida por diversos sinais. no curso da gravidez. pneumonia por Pneumocistis carinii. linfomas não-Hodgkin. tais como tuberculose. utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A história natural da doença vem sendo consideravelmente modificada pelos anti-retrovirais que retardam a evolução da infecção até o seu estágio final.

podendo variar de cinco a 30 dias. regulamentou os procedimentos de realização dos testes. antígenos. de acordo com a natureza de cada situação. razão pela qual os testes sorológicos não devem ser realizados. Os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. Sem o uso dos anti-retrovirais. Nesse período. pesquisa-se o RNA ou DNA viral. particularmente pelas conseqüências de se “rotular” um indivíduo como HIV positivo. de 28 de janeiro de 2003. visto que a detecção de anticorpos nesse período pode ser devido à transferência passiva de anticorpos maternos ocorrida durante a gestação. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infecção. da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 261 . sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia. as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos. esses procedimentos devem ser rigorosamente seguidos. Para os menores de 18 meses. Não há consenso sobre o conceito desse período em AIDS. Por meio da Portaria Ministerial nº 59.P ERÍODO DE INCUBAÇÃO É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda. o Programa Nacional de DST/AIDS. O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre em torno de 30 dias após a infecção em indivíduos imunologicamente competentes. D IAGNÓSTICO A detecção laboratorial do HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam anticorpos. Denomina-se “janela imunológica” esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. material genético (biologia molecular) ou que isolem o vírus (cultura). dependendo da via de infecção. Devido à importância do diagnóstico laboratorial. as provas sorológicas podem ser falso-negativas. para indivíduos com mais de 18 meses. P ERÍODO DE LATÊNCIA É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (AIDS).

ambos distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para instituições que manejam esses pacientes. em adultos e crianças. bem como a uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. TRATAMENTO Nos últimos anos. que variam. leucemias linfocíticas. o tratamento com monoterapia foi abandonado.D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Imunodeficiências por outras etiologias. diminuindo a progressão da doença e levando a uma redução da incidência das complicações oportunísticas. mostra-se eficazes na elevação da contagem de linfócitos T CD4+ e redução nos títulos plasmáticos de RNA do HIV (carga viral). com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. A partir de 1995. foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV e várias drogas anti-retrovirais em uso combinado. tratamentos com imunossupressores (quimioterapia antineoplásica. passando a ser recomendação do Ministério da Saúde a utilização de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais. indica-se a leitura das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV-2004” e das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2004”. Por esse motivo. São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS. uma maior sobrevida. radioterapia). uma redução da mortalidade. como tratamento com corticosteróides. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada a essa infecção. com uma estimativa de gastos de 2% do orçamento nacional. (prolongado ou em altas doses). 262 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . mieloma múltiplo e síndrome de imunodeficiência genética. NOTIFICAÇÃO Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde. Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financiam integralmente a assistência ao paciente com AIDS. algumas doenças como doença de Hodgkin. com curso ou não de doenças oportunísticas. chamado de “coquetel”.

devem ser acondicionados em caixas apropriadas. sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia). . Hemoderivados . No entanto. devem passar por processo de inativação do vírus.Transfusão de sangue: Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. com paredes duras.Quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. para que acidentes sejam evitados.D EFINIÇÃO DE CASO Entende-se por caso de AIDS o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário. . Outras orientações do Ministério da Saúde. . Injeções e instrumentos pérfuro-cortantes . A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão. mas não inativado por irradiação ou raios gama. Prevenção da transmissão sangüínea . Os critérios para caracterização de casos de AIDS estão descritos na publicação “Critérios de definição de casos de AIDS em adultos e crianças” (2004). Prevenção da transmissão perinatal . também contribuem para a redução da transmissão vertical. depois de utilizados. M EDIDAS DE CONTROLE .É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas. a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho.Baseia-se na informação e educação visando à prática do sexo seguro pela redução do número de parceiros e uso de preservativos. . com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes de doenças oportunísticas (infecções e neoplasias). Prevenção da transmissão sexual . como o parto cesáreo e diminuição do tempo de rotura das membranas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 263 . Os materiais descartáveis. que podem transmitir o HIV. que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil.Os produtos derivados de sangue. principalmente por causa da “janela imunológica”.

A transmissão da sífilis adquirida é sexual e na área gênito-anal. O cancro duro. A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. Prevenção de outras formas de transmissão . sistêmica. Educação em saúde.A sífilis é uma doença infecto-contagiosa. em geral a partir do 4º mês de gravidez. ainda. Portanto. Sífilis adquirida . É necessário. Desse modo.As associações entre diferentes DST são freqüentes. Promoção do uso de preservativos.Como doação de sêmen e órgãos: é feita por uma rigorosa triagem dos doadores. . Observação . deve ser oferecida essa opção ao paciente. usualmente. quando do diagnóstico de uma ou mais DST. sem deixar cicatrizes. Aconselhamento aos parceiros. SÍFILIS CONGÊNITA D ESCRIÇÃO . o que resultará em um maior impacto na redução dessas infecções. de evolução crônica. Na sífilis congênita. A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos 264 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . período de desenvolvimento imunitário na sífilis não-tratada e inclui sífilis primária. principalmente na vigência de úlceras genitais. registrar que o Ministério da Saúde vem implementando a “abordagem sindrômica” aos pacientes de DST.. provocadas por uma espiroqueta. de modo geral. pré e pós-teste para detecção de anticorpos anti-HIV. destacando-se. se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento. desaparece em 4 semanas. As reações sorológicas para sífilis tornam-se positivas entre a 2ª e a 4ª semanas do aparecimento do cancro. . atualmente a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV. A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma. secundária e latente. que surge em 1 a 2 semanas. toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV. visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças. . ocorrendo adenite satélite.Essa forma compreende o primeiro ano de evolução. há infecção fetal via hematogênica. . na quase totalidade dos casos. Sífilis adquirida recente . com manifestações cutâneas temporárias.

. Após sua passagem transplacentária. No período de sífilis recente latente. Sífilis adquirida tardia . lesões ósseas. o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal. Posteriormente. Antes dessa fase. . . lesões do sistema nervoso central e lesões do aparelho respiratório. periostite osteíte esclerosante. Sífilis congênita .É aquela em que as manifestações clínicas se apresentam logo após o nascimento ou pelo menos durante os primeiros dois anos. A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares. Assume diversos graus de gravidade. aneurisma e estenose de coronárias. cardiovascular. meningite aguda. hepatoesplenomegalia.É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados. Na maioria dos casos. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica). A transmissão faz-se no período fetal a partir de 4 a 5 meses de gestação. artrites. nervosa e outras. estão presentes já nos primeiros meses de vida. em linhas gerais. rinites sanguinolentas. epitrocleanos e inguinais. adenopatia generalizada. Pode ocorrer com freqüência polimicro-adenopatia. crise epileptiforme. óssea. sendo sua forma mais grave a sepse maciça com anemia intensa. podem surgir lesões papulosas palmoplantares. A lesão mais precoce é constituída por ezantema morbiliforme não pruruginoso: a roséola.É a denominação reservada para a sífilis que se declara após o segundo ano de vida. particularmente de linfonodos cervicais. lesões palmoplantares. sinovites e nódulos justa-articulares. pancreatite e nefrite. icterícia e hemorragia. de caráter destrutivo. paralisia geral e tabes dorsalis. Sífilis congênita tardia .treponemas pelo organismo. Sífilis congênita precoce . por a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 265 .É conseqüente da infecção do feto pelo Treponema pallidum. atrofia do nervo óptico. pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros). por via placentária. o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas. Corresponde. alopécia em clareira e os condilomas planos. Assim. mas há treponemas localizados em determinados tecidos. A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular. . Na sífilis óssea. à sífilis terciária do adulto. a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstáculo intransponível para o treponema. Apresenta lesões cutâneo-mucosas. lesão do sétimo par. manifestas por periostite e osteocondrite. não existem manifestações visíveis. placas mucosas. Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. pode haver osteíte gomosa. As reações sorológicas são sempre positivas. fissuras radiadas periorficiais e condilomas planos anogenitais. como placas mucosas. Suas manifestações clínicas surgem depois de um período variável de latência e compreendem as formas cutânea. As reações sorológicas são positivas. artralgias. goma do cérebro ou da medula.

que tem 266 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Rotineiramente. que se apresenta móvel. tríada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + lesão do VIII par de nervo craniano). havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas. mal gálico.se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos: fronte olímpica. mal venéreo. Sua desvantagem é a baixa especificidade. havendo reações falso-positivas e numerosas patologias. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de uma a três semanas. que é uma micro aglutinação que utiliza a cardiolipina. M ODO DE TRANSMISSÃO Da sífilis adquirida é sexual. A transmissão não sexual da sífilis é excepcional. D IAGNÓSTICO Clínico. há infecção fetal por via hematogênica. Na sífilis congênita. e esse é o método rotineiro de acompanhamento da resposta terapêutica. A GENTE ETIOLÓGICO Treponema pallidum. nariz em sela e tíbia em lâmina de sabre. O resultado é dado em diluições. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL. arco palatino elevado. S INONÍMIA Lues. peste sexual. é utilizado o FTA-abs. sifilose. A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema. em quase todos os casos. O contágio extragenital é raro. doença britânica. doença gálica. mandíbula curva. epidemiológico e laboratorial. A identificação do Treponema pallidum confirma o diagnóstico. R ESERVATÓRIO O ser humano. lues venérea. em geral a partir do 4º mês de gravidez. um espiroqueta de alta patogenicidade. na área genital. pois nota-se uma redução progressiva dos títulos.

000UI. em cada glúteo). dose única (1.000UI. Sífilis congênita . toda gestante terá VDRL na admissão hospitalar ou imediatamente após o parto. se houver alteração liquórica.Para todos os casos. podendo ser encontradas pleocitose. se não houver alterações clínicas. IM. herpes genital. O RX de ossos longos é muito útil como apoio ao diagnóstico da sífilis congênita.000UI). em 2 ou 3 vezes. hiperproteinorraquia e a positividade das reações sorológicas.000 U/kg/dia.000UI. eritema polimorfo. 2. 2 semanas (dose total 4. DIFERENCIAL .tratada (terapia não penicilínica. sífilis terciária: penicilina G benzatina. ou tratamento penicilínico dentro dos 30 dias anteriores ao parto). prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150. ptiríase rósea de Gilbert. citomegalovírus e herpes). hanseníase wirchoviana e colagenoses. radiológicas. 1 vez por semana. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 267 .alta sensibilidade e especificidade. por 10 dias. Sífilis congênita no período neonatal . . 2.200. 3 semanas (dose total 7. realizar RX de ossos longos.400.Cancro mole.000U/kg. 50.200.400.Sífilis primária: penicilina G benzatina.Diferencia-se de acordo com as manifestações de cada indivíduo. rubéola. 2. 1 vez por semana. dependendo da idade. Sífilis tardia .000UI). rubéola. o tratamento deverá ser feito com penicilina cristalina na dose de 100. em 2 ou 3 vezes. IM. todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL de sangue periférico. ou penicilínica incompleta. . independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor. dependendo da idade. sendo o primeiro a positivar na infecção. IV. D IAGNÓSTICO donovanose.000U/kg/dia. IM. tratar o caso como neurosífilis) e outros exames quando clinicamente indicados. Recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente . .Sarampo. T RATAMENTO . sífilis secundária: penicilina G benzatina. VI. Cancro primário . liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. . punção lombar (se for impossível. por 7 a 10 dias.000. linfogranuloma venéreo e Lesões cutâneas na sífilis secundária .Outras infecções congênitas (toxoplasmose.800. ou penicilina G procaína. IV.400. se houver alterações clínicas ou sorológicas ou radiológicas. IM. Sífilis adquirida .

liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. ou penicilina G procaína. tratar com penicilina benzatina.000U/kg. 50. por 7 a 10 dias. mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV. IV. Acompanhamento clínico e com VDRL (1 e 3 meses). na dose de 150. Seguimento . se for reagente ou na presença de alterações clínicas.000U/kg.000 a 150. por 10 dias. Observações . se a sorologia (VDRL) do recém-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluições) que a da mãe.No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento.000U/kg/dia. 6. Em todas as crianças sintomáticas. realizar VDRL com 1. prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina. dependendo da idade.dever-se-á proceder ao tratamento com penicilina benzatina. Os títulos sorológicos pelo VDRL são. IM. dependendo da idade. Na maioria dos doentes com sífilis e infecção pelo HIV. 50. as lesões ulcerosas são mais numerosas e extensas.000U/ kg IM. por 7 a 10 dias. sugerindo um quadro que ocorria no passado. por 10 dias.000U/kg/dia. mas na impossibilidade. ou penicilina G procaína. na dose única de 50.000 U/kg/dia. essa associação pode ocorrer em 25% dos doentes. se houver alteração liquórica. acompanhar o paciente. Se houver alterações clínicas ou radiológicas. realizar RX de ossos longos e punção lombar.000U/kg.000U/kg/dia. em 2 ou 3 vezes.Ambulatorial mensal. interromper a cadeia de transmissão da sífilis adquirida (detecção e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros). se não houver alterações clínicas. IM. De acordo com o grupo social. 18 e 24 meses. com fácil sangramento e tempo de cicatrização maior. IV. em média. IV. na dose única de 50. denominado de sífilis maligna precoce. para adoção das medidas de controle visando a sua eliminação. em 2 ou 3 vezes. dependendo da idade. 12. na dose de 100. tratar com penicilina cristalina na dose de 100. 268 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .DRL em sangue periférico do RN. Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas .Fazer o exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina. 100. radiológicas. Sífilis e aids . Sífilis congênita após o período neonatal . o mesmo deverá ser reiniciado.A associação de sífilis e aids é atualmente relatada. tratar com penicilina cristalina. diante das elevações de títulos sorológicos ou nãonegativação desses até os 18 meses. durante 10 a 14 dias. administrada a cada 4 a 6 horas. reinvestigar o paciente. . deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho). 3. IM. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detecção ativa e precoce dos casos de sífilis congênita para tratamento adequado das mães e crianças. interrompendo quando negativar. em 2 ou 3 vezes.

A sífilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais. ou testes não treponêmicos reagentes após 6 meses (exceto em situação de seguimento terapêutico). do Ministério da Saúde.N OTIFICAÇÃO A sífilis congênita é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. com qualquer titulação. D EFINIÇÃO DE CASO Em 2003. ou títulos em teste não treponêmico quatro vezes maiores do que os da mãe. aborto ou natimorto. ou aborto. . todos os casos nos quais a definição se aplica serão notificados como caso de sífilis congênita. biópsia ou necropsia de criança. realizado no pré-natal. Assim. pallidum em placenta ou cordão umbilical ou amostra de lesão.toda criança. a definição de caso de sífilis congênita foi revisada.toda situação de evidência de T. a principal modificação está no agrupamento dos critérios da definição anterior em um único bloco. selecionou fontes de informações específicas em conjunto com estados e municípios para as DST. na ausência de teste confirmatório treponêmico. presumível ou suspeito. Em caso de evidência sorológica apenas. que não tenha sido tratado. . deve ser afastada a possibilidade de sífilis adquirida: . ou natimorto de mãe com evidência clínica para sífilis ou com sorologia não treponêmica reagente para sífilis.todo indivíduo com menos de 13 anos. Será considerado caso de sífilis congênita para fins de vigilância epidemiológica e assim deverá ser notificado: . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 269 . ou testes treponêmicos reagentes após 18 meses. visando aprimoramento da sua vigilância. ou no momento do parto ou curetagem. ou tenha recebido tratamento inadequado. não mais utilizando a classificação final de confirmado.todo indivíduo com menos de 13 anos com as seguintes evidências sorológicas: titulações ascendentes (testes não treponêmicos). A Coordenação Nacional de DST e AIDS. com teste não treponêmico reagente e evidência clínica ou liquórica ou radiológica de sífilis congênita.

equimoses. DENGUE D ESCRIÇÃO Doença infecciosa febril aguda. Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes. anorexia. a mais comumente encontrada é a prova do laço positiva (Quadro 1). Aconselhamento (confidencial): orientações ao paciente com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais. Nos casos graves de FHD. astenia. derrames cavitários. Entre as manifestações hemorrágicas. o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é o extravasamento do plasma. mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor abdominal. pulso rápido e débil. hematúria e metrorragia) podem ocorrer. que pode ser de curso benigno ou grave. os sintomas iniciais são semelhantes aos da DC. Dura cerca de 5 a 7 dias. Para alcançar esse objetivo está em andamento a implantação de atividades especiais para sua eliminação. agitação ou letargia. sangramento do trato gastrointestinal). gengivorragia. cianose e diminuição brusca da temperatura. púrpura. A DC. desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos.000 maternidades brasileiras. febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome de choque da dengue (SCD). dor retroorbitária. hipotensão com diminuição da pressão diferencial. Interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados). mialgia. dengue clássico (DC). dor abdominal generalizada (principalmente em crianças). sinais de debilidade profunda. dependendo da forma como se apresente: infecção inaparente. a plena integração de atividades com outros programas de saúde. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. seguida de cefaléia. Pequenas manifestações hemorrágicas (petéquias. em aproximadamente 6. prurido cutâneo. hepatomegalia (ocasional). palidez de face. o maior número de casos 270 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . manifestações hemorrágicas espontâneas (petéquias. artralgia. quando há regressão dos sinais e sintomas. se inicia abruptamente com febre alta (39° a 40°). podendo persistir a fadiga. em geral.M EDIDAS DE CONTROLE O Ministério da Saúde é signatário de acordo internacional que busca a “eliminação da sífilis congênita”. que se manifesta por meio de valores crescentes do hematócrito e hemoconcentração. vômitos. prostração. sangramento gastrointestinal. náuseas. epistaxe. Na FHD e SCD. ezantema.

até o momento não foi associado à transmissão do vírus da dengue nas Américas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 271 . seguida de hemoconcentração e falência circulatória. M ODO DE TRANSMISSÃO A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. O Aedes albopictus. A transmissão mecânica também é possível. após terapia anti-choque. S INONÍMIA Febre de quebra ossos. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida.homem. A GENTE ETIOLÓGICO É o vírus do dengue (RNA) . Após um repasto de sangue infectado.de choque ocorre entre o 3º e 7º dias de doença.Arbovírus do gênero Flavivírus. 3 e 4. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO De 3 a 15 dias. 2. nem por fontes de água ou alimento. pertencente à família Flaviviridae.Aedes aegypti . o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem . um ciclo selvagem envolvendo o macaco. o mosquito está apto a transmitir o vírus. alimenta se num hospedeiro suscetível próximo. no ciclo homem . que começa um dia antes da febre e perdura até o sexto dia de doença. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O homem infecta o mosquito durante o período de viremia. imediatamente. Nas Américas. geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). em média 5 a 6 dias. quando o repasto é interrompido e o mosquito. na Ásia e na África. V ETORES HOSPEDEIROS Os vetores são mosquitos do gênero Aedes. Foi descrito.Aedes aegypti . O choque é decorrente do aumento de permeabilidade vascular. A fonte da infecção e hospedeiro vertebrado é o homem. já presente nas Américas e com ampla dispersão na região sudeste do Brasil. com 4 sorotipos conhecidos: 1. depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia.homem.

TRATAMENTO DC: sintomáticos (não usar ácido acetilsalicílico). hipotensão postural (PA sistólica sentado . hipotensão arterial (PA sistólica <=80mm Hg. letargia.PA sistólica em pé com diferença maior que 10mm Hg). hepatomegalia dolorosa. seguida de exame clínico (vide sinais de alerta no quadro 1) com prova do laço (verificar aparecimento de petéquias) e confirmação laboratorial específica. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS A dengue tem sido relatada há mais de 200 anos. A FHD e a SCD necessitam de uma boa anamnese. Durante uma administração rápida de fluidos.infecções virais e bacterianas. diminuição da pressão diferencial (PA sistólica -PA diastólica <= 20mm Hg). vômitos persistentes. houve circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países. Após a década de 60. diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa. FHD e SCD . pulso rápido e fraco. extremidades frias. hepatites infecciosas e outras febres hemorrágicas. diminuição da diurese. D IAGNÓSTICO Na DC. seguido de hemoconcentração e falência circulatória. febre amarela. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL DC: gripe. taquicardia. FHD: alguns sinais de alerta precisam ser observados: dor abdominal intensa e contínua. clínicoepidemiológico. sarampo. choque endotóxico. é particularmente importante estar atento a sinais de insuficiência cardíaca. pela primeira vez. Em 272 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . em seguida. a circulação do vírus da dengue intensificou-se nas Américas. leptospirose.COMPLICAÇÕES Choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar. A partir de 1963. PA sistólica <= 90mm Hg. derrames cavitários. o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose. em < 5 anos. cianose. lipotimia e aumento repentino do hematócrito. o diagnóstico é clínico e laboratorial nos primeiros casos. Aos primeiros sinais de choque. rubéola. a febre hemorrágica da dengue (FHD) foi descrita. em > 5 anos). nas Filipinas e Tailândia. Na década de 50. sangramentos importantes. agitação.

foram notificadas epidemias em vários países. Na segunda metade da década de 90. e em 1923. em 1990/1991. A partir de 1980. ezantema. Além desses a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 273 . Suspeito Dengue Clássico . em 1989. foram registradas epidemias em diversos estados com a introdução do sorotipo 1. inicialmente pela Jamaica. 1998. N OTIFICAÇÃO É doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. Paraguai (1988).Roraima. Equador (1988). não apresentaram manifestações hemorrágicas graves. bem como em 1994 (Fortaleza-Ceará). em Boa Vista . O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Controlar a ocorrência da doença através do combate ao mosquito transmissor. o sorotipo 1 foi introduzido nas Américas. O sorotipo 3 apresentou uma rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003. observamos a ocorrência de casos de FHD em diversos estados do país.1977. de uma forma geral. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982. Nos anos de 2001 e 2002. A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de extrema importância na história da doença nas Américas. em Niterói.paciente que tenha doença febril aguda com duração máxima de 7 dias. A introdução dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do Rio de Janeiro em 1990 e dezembro de 2000. 1986. Nesse ano foram confirmados 274 casos que. potencialmente refletindo a circulação simultânea dos sorotipos 1. D EFINIÇÃO DE CASO . com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados. mialgia. As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998 e 2002. pelo menos. alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro). A faixa etária mais atingida foi a de maiores de 14 anos. ou quando se suspeita de FHD. Os óbitos decorrentes da doença devem ser investigados imediatamente. Os primeiros casos de FHD foram registrados em 1990 no estado do Rio de Janeiro. foi detectado um aumento no total de casos de FHD. acompanhada de. prostração. Cabe citar: Brasil (1982. causada pelos sorotipos 1 e 4. A partir de 1986. principalmente quando se trata dos primeiros casos de DC diagnosticados em uma área. 2 e 3 do vírus da dengue. artralgia. A letalidade por FHD se manteve em torno de 5% no período de 2000-2003. sem diagnóstico laboratorial. Peru (1990) e Cuba (1977/1981). Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2. No Brasil há referências de epidemias em 1916. dor retroorbital. após a introdução do sorotipo 2. aumentando consideravelmente a magnitude do problema. dois dos seguintes sintomas: cefaléia. O segundo surto ocorreu na Venezuela. Bolívia (1987). respectivamente. e. em São Paulo. Em 2003 apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina não apresentavam transmissão autóctone da doença. 2002). tendo sido o primeiro relato de febre hemorrágica da dengue ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. respectivamente.

eliminação e tratamento de criadouros. após o tratamento.000/mm3). extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar. leva a suspeita de síndrome de choque (SCD). SCD: é o caso que apresenta todos os critérios de FHD mais evidências de choque. ou presença de derrame pleural. ações integradas de educação em saúde. petéquias. .UBV. manifestado por: hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal. agitação).é o caso em que todos os critérios abaixo estão presentes: febre ou histórico de febre recente de 7 dias ou menos. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se restringem ao vetor Aedes aegypti.paciente que apresenta também manifestações hemorrágicas. uma vez que não se tem ainda vacina ou drogas antivirais específicas. tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva. . deve ser utilizada a aplicação espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume . como hematêmase. Confirmado Dengue Clássico . integração com a atenção básica (PACS/PSF). ao mesmo tempo em que se reestruturam as ações de rotina. pele fria e úmida. sendo eles: vigilância epidemiológica. Febre Hemorrágica do Dengue . ou queda do hematócrito em 20%. na admissão. melena e outros. O combate ao vetor deve desenvolver ações continuadas de inspeções domiciliares. exceto nos primeiros casos da área. Febre Hemorrágica da Dengue .sintomas. o programa nacional estabeleceu dez componentes de ação.o caso confirmado laboratorialmente. equimoses ou púrpuras e sangramentos de mucosas. trombocitopenia (< 100. combate ao vetor. a confirmação pode ser feita através de critérios clínico-epidemiológicos. que deverão ter confirmação laboratorial. confirmação laboratorial específica. Além disso. ascite e hipoproteinemia. assistência aos pacientes. o paciente deve ter estado. A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas. ações de saneamento ambiental. prioritariamente a eliminação de criadouros e o tratamento focal. priorizando atividades de educação em saúde e mobilização social. em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti. No curso de uma epidemia. variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves. acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente. Em situações de epidemias deve ocorrer a intensificação das ações de controle. . Em função da complexidade que envolve a prevenção e o controle da dengue. diminuição ou ausência de pressão arterial. A finalidade das ações de rotina é manter a infestação do vetor em níveis incompatíveis com a transmissão da doença. comunicação 274 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . nos últimos quinze dias. do trato gastrointestinal e outros.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 275 . devem ser reidratados e permanecer sob observação médica até melhora do quadro. Diminuição da diurese. Sangramentos importantes. Hipotensão arterial. Vômitos persistentes.e mobilização. petéquias. Sinais de alerta de dengue hemorrágica: Dor abdominal intensa e contínua. Extremidades frias e cianose. Gengivorragia. legislação de apoio ao programa e acompanhamento e avaliação. contribuirão para a estruturação de programas permanentes. Pulso rápido e fraco. púrpura. características essenciais para o enfrentamento desse importante problema de saúde pública. Hipotensão postural. Diminuição brusca de temperatura corpórea. associada à sudorese. Prova do laço positiva. Esses componentes de ação. Hepatomegalia dolorosa. Agitação ou letargia. epistaxe ou metrorragias. integrados e intersetoriais. hamatomas. acompanhados de evidências de Hemoconcentração e Plaquetopenia. Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta. capacitação de recursos humanos. Taquicardia intensa e lipotimia. Derrames cavitários (pleural e/ou abdominal). se convenientemente implementados.

A tuberculose pós-primária ocorre em indivíduos que já desenvolveram alguma imunidade. sendo a forma pulmonar a mais comum. Em 5% dos indivíduos. no parênquima pulmonar ou linfonodos. originando-se o quadro de tuberculose primária.Hto > 38%. em 95% dos indivíduos infectados o sistema imunológico consegue impedir o desenvolvimento da doença. Os sinais e sintomas 276 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . onde provocam uma reação inflamatória e exsudativa do tipo inespecífico. os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres. Verificar se aparecem petéquias abaixo do manguito. TUBERCULOSE D ESCRIÇÃO A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. Diagnóstico de hemoconcentração Valores de referência antes de o paciente ser submetido à reidratação: HEMATÓCRITO: Crianças até 12 anos . que. .Hto > 40%. alberga 80% dos casos mundiais da doença. Mulheres . A prova é positiva se aparecem 20 ou mais petéquias no braço em área correspondente a uma polpa digital (mais ou menos 2. Índice hematócrito / hemoglobina: > 3. Obtem-se dividindo-se o valor do hematócrito pelo da hemoglobina). Homens . observa-se a implantação dos bacilos. mantendo-se a Tensão Arterial Média (corresponde à média aritmética da TA sistólica e TA diastólica) durante 3 minutos.Hto > 45%. juntamente com outros 21 países em desenvolvimento. Prova do laço: Colocar o tensiômetro no braço do paciente e insuflar o manguito. iniciando-se a multiplicação. A infecção benigna pode atingir linfonodos e outras estruturas..5 (indicador de hemoconcentração simples e prático. Após a inalação dos bacilos estes atingem os alvéolos (primoinfecção). através da reativação endógena ou por reinfecção exógena. O agravo atinge a todos os grupos etários. Doença infecciosa.3 cm3). com maior predomínio nos indivíduos economicamente ativos (15-54 anos). atinge principalmente o pulmão.

R ESERVATÓRIO O ser humano (principal) e o gado bovino doente em algumas regiões específicas. linfonodos. formação de bronquiectasias. atelectasias. COMPLICAÇÕES Distúrbio ventilatório. surgindo com maior freqüência em crianças e indivíduos com infecção por HIV. fala e espirro. A forma extrapulmonar é mais comum nos hospedeiros com pouca imunidade. Com o início do esquema terapêutico recomendado. cérebro. ossos. a forma pulmonar é a mais freqüente. Na forma pulmonar apresenta-se dor torácica. inapetência e emagrecimento. sistema urinário. como pleura. gradativamente em algumas semanas (duas). P ERÍODO inicial. febre baixa vespertina com sudorese. Pode afetar qualquer órgão ou tecido. DE INCUBAÇÃO A maioria dos novos casos de doença ocorre em torno de 6 a 12 meses após a infecção P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver iniciado o tratamento. tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva. acompanhada ou não de escarros hemoptoicos. olhos. a transmissão é reduzida. meninges. entre outras.mais freqüentes são: comprometimento do estado geral. Nas crianças é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma primária) que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. hemoptise. D IAGNÓSTICO São fundamentais os seguintes métodos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 277 . M ODO DE TRANSMISSÃO Através da tosse. empiemas. Nos adultos. infecções respiratórias de repetição. A GENTE ETIOLÓGICO Mycobacterium tuberculosis.

Exames bioquímicos . Exame anátomo-patológico (histológico e citológico) . Exame Radiológico de Tórax . através realização de biópsia. micoses pulmonares (paracoccidioidomicose. . Também é utilizada para acompanhar. diagnóstico de formas extrapulmonares. mensalmente. como meníngea.. Prova tuberculínica (PPD) . do 4º e do 6º mês de tratamento. . Outros . ao final do 2º. assim que o paciente despertar. para o diagnóstico. para aproveitar a presença dele e garantir a realização desse exame (não é necessário estar em jejum). Exame bacteriológico . Exame clínico . histoplasmose). e a segunda amostra é coletada na manhã do dia seguinte.É indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar com baciloscopia repetidamente negativa. óssea e ganglionar e também para o diagnóstico de todas as formas de tuberculose em pacientes HIV positivo. em derrame pleural.Auxiliar no diagnóstico de pessoas não vacinadas com BCG. . mas seus altos custos e complexidade os inviabilizam como exames de rotina. Recomenda-se. pneumonias.Os exames sorológicos e de biologia molecular são úteis. renal.Mais utilizados nas formas extrapulmonares. sarcoidose e carcinoma brônquico. a evolução bacteriológica do paciente pulmonar bacilífero.Auxiliar no diagnóstico. para isso é indispensável que seja realizado pelo menos. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Abscesso pulmonar por aspiração. Cultura .Indicado nas formas extrapulmonares. a coleta de duas amostras de escarro: a primeira amostra é coletada quando o sintomático respiratório procura o atendimento na unidade de saúde. pleural. . . . Também está indicada para os casos de tuberculose com suspeita de falência de tratamento e em casos de retratamento para verificação da farmacorresistência nos testes de sensibilidade. dentre 278 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .Baseado nos sintomas e história epidemiológica. derrame pericárdico e LCR em meningoencefalite tuberculosa. Permite medir a extensão das lesões e avaliação da evolução clinica do paciente ou de patologias concomitantes. Indica apenas a presença da infecção e não é suficiente para diagnóstico da doença.Baciloscopia de escarro deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por três semanas a mais). . pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax e os contatos de tuberculose pulmonar bacilíferos.

b. b) Confirmado. tuberculosis. perda de peso e apetite. estima-se que. Em crianças.Paciente com duas baciloscopias diretas positivas.Indivíduo com sintomatologia clínica sugestiva. Tosse com expectoração por 3 ou mais semanas.outras. ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva. No Brasil. mais de 50 milhões de pessoas estão infectados pelo M. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Doença de distribuição universal.1) Tuberculose Pulmonar Bacilífera . do total da população. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 279 . N OTIFICAÇÃO Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória. ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. através das ações de diagnóstico precoce e tratamento. Paciente com imagem compatível com tuberculose ao exame radiológico. com maior freqüência. em áreas de grande concentração populacional e precárias condições sócio-econômicas e sanitárias. A hospitalização é indicada apenas para os casos graves ou naqueles em que a probabilidade de abandono do tratamento é alta. ou suspeito ao exame radiológico. no serviço de saúde mais próximo à residência do doente. por critério clínico laboratorial. Busca de bacilíferos dentro da população de sintomáticos respiratórios e contatos de casos. em virtude das condições sociais do doente. Ocorre. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Reduzir a transmissão do bacilo da tuberculose na população. com aproximadamente 85 mil novos casos por ano e 5 a 6 mil óbitos anuais. T RATAMENTO O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial. causas de adenomegalia mediastino-pulmonar devem ser investigadas. febre. D EFINIÇÃO DE CASO : a) Suspeito .

iniciar o mais precocemente possível em maternidades e salas de vacinação. c) Confirmado por critério clínico epidemiológico . indica-se a revacinação. na busca de sintomáticos respiratórios. com imagem radiológica sugestiva e achados clínicos ou outros exames complementares que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose. Está indicada nas crianças HIV-positivas assintomáticas e filhos de mães HIV-positivas. não há necessidade de revacinação. seu diagnóstico e tratamento. sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD). apresenta resultados negativos aos exames laboratoriais. a) Controle de Contatos . Pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos não deverão ser vacinados.A partir dos dados clínicos e epidemiológicos e da interpretação dos resultados dos exames solicitados. apesar de sintomatologia compatível. b) Vacinação com BCG . d) Descartado . para contatos que convivam com doentes bacilíferos e adultos que convivam com doentes menores de 5 anos. na qual esteja ausente a cicatriz vacinal. tuberculosis.2) Escarro negativo . de material proveniente de localização extrapulmonar. b. Pacientes internados .Indicado.A faixa etária preconizada é de 0 a 4 anos (obrigatória para menores de 1 ano).Paciente com evidências clínicas.Caso suspeito que. principalmente. uma cultura positiva para M.b.3) Extrapulmonar . para identificação da possível fonte de infecção. inclusive histopatológicos compatíveis com tuberculose extrapulmonar ativa. Se a primeira dose for aplicada com seis anos e mais. em que o médico toma a decisão de tratar com esquema específico. e nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas.Paciente com duas baciloscopias negativas. ou paciente com. se apresentarem contagem de linfócitos T (CD4) abaixo de 200 células/mm3. achados laboratoriais. pelo menos. Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais. 280 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . A revacinação é recomendada nas faixas etárias de 6 a 10 anos. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se baseiam. É contra-indicada a vacina nos indivíduos HIV-positivos sintomáticos. prioritariamente.Medidas de isolamento respiratório.

independente da idade e do estado vacinal. suspendese a droga e aplica-se a vacina BCG. no local da aplicação. Recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg. sem história de quimioterapia prévia. por um período de 6 meses. nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas. Há contra-indicação absoluta para aplicar a vacina BCG. Os eventos adversos são raros. silicose. reatores à prova tuberculínica (10 mm ou mais). portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose ativa. mantém-se a isoniazida até completar 6 meses. Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até 12 meses). Imunodeprimidos por uso de drogas. após esse período. como: alcoolismo.Consiste na administração de isoniazida em infectados pelo bacilo (quimioprofilaxia secundária) ou não infectados (quimioprofilaxia primária). linfadenite regional. podendo ocorrer formação de abscesso ou ulceração. sob criteriosa decisão médica. linfomas. não vacinados com BCG. Reatores fortes à tuberculina. pacientes com uso prolongado de corticosteróides em doses de imunossupressão. reator forte ao PPD. Se ela for reatora. Para recém-nascidos coabitantes de foco bacilífero: administra-se a quimioprofilaxia por três meses e. sem sinais de tuberculose ativa. com exame radiológico normal e sem sintomatologia clínica compatível com tuberculose. Recomendada em contactantes de bacilíferos. nefropatias graves. se não for reatora. faz-se a prova tuberculínica na criança. doenças graves e uso de drogas imunosupressoras. isto é. a quimioprofilaxia está indicada em todo o contato de tuberculose bacilífera. pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica. População indígena: nesse grupo. não reatores à prova tuberculínica. c) Quimioprofilaxia . paciente submetido a tratamento com imunossupressores. dentre outros. deverão também ser vacinados com BCG. diabetes insulino-dependente. no mínimo. ou por doenças imunosupressoras. 10 mm. Esses casos deverão ser encaminhados a uma unidade de referência para a a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 281 . e contatos intradomiciliares de tuberculosos. mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-las.Os trabalhadores de saúde. após avaliação e afastada a possibilidade de tuberculose doença. sarcoidose. através da baciloscopia e do exame radiológico. que tiveram aumento na resposta tuberculínica de. na dosagem de 10 mg/Kg/dia (até 300 mg). que atendam habitualmente tuberculose e AIDS. menores de 15 anos. reações dermatológicas na área da aplicação. diariamente.

sendo de 5mm em vez de 10 mm. o paciente deverá ser reavaliado quanto à necessidade de 282 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . VO. 1) O teste tuberculínico (PPD) deve ser sempre realizado na avaliação inicial do paciente HIV+. e em uso de terapia anti-retroviral. Nos pacientes não reatores. Isoniazida. 2) A quimioprofilaxia com isoniazida (H) reduz o risco de adoecimento. A quimioprofilaxia será aplicada segundo as indicações a seguir: Indicações (1) e (2) Indivíduos sem sinais. em situações de possível re-exposição ao bacilo da tuberculose. Com radiografia de tórax anormal: Presença de cicatriz radiológica de TB sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de TB ativa. Coinfectados HIV e M. Com radiografia do tórax normal e: 1) Reação ao PPD maior ou igual a 5mm(3). ou sintomas sugestivos de tuberculose: A. Tuberculosis: Esse grupo deve ser submetido à prova tuberculínica. o limite da reação ao PPD. a partir da reativação endógena do bacilo. devendo ser repetido anualmente nos indivíduos não reatores. com registro documental de ter sido reator ao teste tuberculínico e não submetido a tratamento ou quimioprofilixia na ocasião. através de exame de escarro e radiografias anteriores) independentemente do resultado do teste tuberculínico (PPD). Portanto. 5-10 mg/kg/dia (dose máxima 300 mg/dia) por 6 meses consecutivos. mas não protege contra exposição exógena após sua suspensão. recomenda-se fazer o teste a cada seis meses no primeiro ano de tratamento. devido à possibilidade de restauração da resposta tuberculínica. 2) Contatos intradomiciliares ou institucionais de tuberculose bacilífera. independentemente do seu estado clínico ou laboratorial (contagem de células CD4+ e carga viral). ou 3) PPD não reator ou com enduração entre 0-4 mm. para se considerar a pessoa infectada pelo M. Tuberculosis. B.tuberculose.

O BSERVAÇÕES . antes de iniciar a quimioprofilaxia. POLIOMIELITE D ESCRIÇÃO Doença infecto-contagiosa viral aguda.prolongamento da quimioprofilaxia (caso esteja em uso de isoniazida). 4) Indivíduos HIV+. em geral. com mais freqüência os inferiores.resistente documentada. tendo como principais características: flacidez muscular. Em pacientes com raios-X normal. formas paralíticas e morte. sugere-se investigar cuidadosamente tuberculose ativa (pulmonar ou extrapulmonar). contatos de pacientes com bacilíferos com tuberculose isoniazida . para realizar quimioprofilaxia com rifampicina. devido à concomitância de agentes oportunistas/ manifestações atípicas de tuberculose mas freqüentes nessas coortes. freqüentemente. Apenas as formas paralíticas possuem características típicas: instalação súbita da deficiência motora. não ultrapassa três dias. flacidez muscular. os membros inferiores. acompanhada de febre.Esclarecimento quanto aos aspectos importantes. quadro febril inespecífico. Acomete. acometendo sobretudo a musculatura dos membros. ou de instauração de nova quimioprofilaxia (caso esta já tenha sido suspensa). O quadro clássico é caracterizado por paralisia flácida de início súbito. As formas paralíticas são pouco freqüentes a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 283 . não reatores à tuberculina. meningite asséptica. Educação em Saúde . com ou sem evidências de imunodeficiência avançada. Quando ocorre paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição. Deve-se repetir a prova tuberculínica a cada seis meses. 3) Pacientes com imunodeficiência moderado-grave e reação ao PPD >10 mm. assimetria. de forma assimétrica. a vida do paciente é ameaçada. deverão ser encaminhados a uma unidade de referência. que se manifesta de várias formas: infecções inaparentes. com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. reatores à tuberculínica. com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada. Não se recomenda a quimioprofilaxia nos HIV positivos. O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação. antes de se iniciar a quimioprofilaxia. sensibilidade conservada e persistência de alguma paralisia residual (seqüela) após 60 dias do início da doença. deve-se investigar outras patologias ligadas à infecção pelo HIV. .

6% dos casos) se comparadas às formas inaparentes da infecção (90 a 95%) dos casos. COMPLICAÇÕES Seqüelas paralíticas. da família Picornaviridae com três sorotipos: I. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de 7 a 12 dias. S INONÍMIA Paralisia infantil. podendo variar de 2 a 30 dias. R ESERVATÓRIO O ser humano. Parada respiratória devido à paralisia muscular. pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. D IAGNÓSTICO 284 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . M ODO DE TRANSMISSÃO Principalmente por contato direto pessoa a pessoa. gênero Enterovírus.(1 a 1. por cerca de 3 a 6 semanas. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Não se conhece com exatidão. Essa última através de gotículas de muco do orofaringe. O vírus é encontrado nas secreções da orofaringe após 36 a 72 horas a partir de quando a infecção se instaura e persiste por uma semana e. Poliovírus. nas fezes. II e III.

As amostras deverão ser conservadas em freezer a -20 C° até o momento do envio ao laboratório de referência. observase uma dissociação proteino-citológica (aumento acentuado de proteínas) e. O seqüenciamento dos nucleotídeos identifica a quantidade das mutações e recombinação do vírus derivado vacinal. aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnostico viral.Coleta de comunicantes de caso com clínica compatível de poliomielite. e que os mesmos não devem ter recebido a vacina oral contra polio (VOP) nos últimos 30 dias. Critérios para coleta de amostras de contatos . A eletromiografia pode contribuir para descartar a hipótese diagnóstica de poliomielite. Para ser considerado derivado vacinal esse vírus precisa apresentar mutações m > ou = a 1% podendo adquirir neurovirulência e provocar portanto doença. deve ser coletada uma amostra de fezes em quantidade em torno de 4 a 8 gramas. . Contato de casos em que haja confirmação do vírus vacinal derivado (mutante). necessário para fazer diagnóstico diferencial com a síndrome de Guillain-Barré e com as meningites que evoluem com deficiência motora. podendo haver um discreto aumento de proteínas. embora quando presentes devem ser priorizados para coleta de amostras de fezes. Na síndrome de Guillain-Barré. A sorologia deixou de ser feita no Brasil em virtude da sua interpretação ser comprometida pelos anticorpos do vírus vacinal. em pelo menos cem mil vezes em poucas horas. c) Exames inespecíficos . observa-se um discreto aumento do número de células.líquor. Na poliomielite. o correspondente ao tamanho de um dedo polegar de adulto. permitindo a identificação do tipo e origem do vírus isolado. Diagnóstico diferencial. com alterações bioquímicas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 285 .Laboratorial pode ser por: a) Isolamento do vírus . Se não houver freezer. conservar em refrigerador comum de 4 a 8 C° por no máximo 3 dias (jamais colocar as amostras no congelador do refrigerador). um aumento do número de células. Observar que os contatos não são necessariamente intradomiciliares. b) O método de PCR (Polymerase Chain Reaction). nas meningites. Toda e qualquer coleta de comunicantes deverá ser discutida previamente com a instância de nível nacional. introduzido no Brasil na década de 90. Permite a amplificação da seqüência alvo do genoma viral. quando houver suspeita de reintrodução da circulação do poliovírus selvagem (devido a viagens ou visitas relacionadas a áreas endêmicas).É feito a partir de amostras de fezes do caso ou de seus contatos (até o décimo quarto dia do início do déficit motor).

tipo 71. TRATAMENTO Não há tratamento específico. que apresentam hipótese diagnóstica de poliomielite. independente da hipótese diagnóstica de poliomielite. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detectar precocemente a reintrodução do poliovírus selvagem no território brasileiro. Polineurite pós-infecciosa e outras infecções que causam paralisia: síndrome de Guillain-Barré (SGB). tipo 7). Em 1994. NOTIFICAÇÃO Doença com sistema de vigilância ativa que exige a notificação compulsória e investigação imediata dos casos de paralisias flácidas agudas (PFA). meningite viral. meningoencefalite e outros enterovírus (ECHO.. especialmente. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Essa doença foi de alta incidência no Brasil e em outros países americanos. para garantir maior agilidade das medidas de prevenção e controle. o polio-vírus selvagem foi considerado erradicado do Brasil e das Américas. continua circulando em outros continentes. 286 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . registrou-se o último caso no país. o que impõe a manutenção de uma vigilância ativa para impedir a reintrodução do agente nas áreas erradicadas. deixando centenas de indivíduos com seqüelas paralíticas. Entretanto. Critérios para inclusão de um caso no Sistema de Vigilância Epidemiológica das PFA Deve ser investigado todo caso de deficiência motora flácida. mielite transversa. após um período de realização de grandes campanhas vacinais e intensificação das ações de vigilância epidemiológica. e coxsackie. em pessoas de qualquer idade. do grupo A. de início súbito: em pessoas menores de 15 anos. Em 1989. mas todos os casos com manifestações clínicas devem ser internados para tratamento de suporte. pela vigilância ativa das paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos.

coletadas no período máximo de duas semanas seguintes ao início da deficiência motora.Casos de PFA em que há isolamento de vírus vacinal na(s) amostra(s) de fezes e presença de seqüela compatível com poliomielite. Paralisia flácida aguda que se inicia entre 4 e 45 dias após o recebimento da VOP e que apresenta seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o início do déficit motor. PFA que surge após contato com criança que tenha recebido VOP até 40 dias antes.Casos de PFA com amostra de fezes adequada (uma amostra coletada até quatorze dias do início do déficit motor).Devem ser classificados nessa categoria todos os casos de PFA em que houve isolamento de poliovírus selvagem na(s) amostra(s) de fezes do caso ou de seus comunicantes.D EFINIÇÃO DE CASO a) Confirmado . A paralisia surge de 4 a 85 dias após a vacinação. . d) Poliomielite Compatível .Casos de PFA que não tiveram coleta adequada de amostra de fezes e que apresentaram seqüela aos 60 dias ou evoluíram para óbito ou têm evolução ignorada. na qual não houve isolamento de poliovírus. taxa de notificação de pelo menos 1 caso de PFA por 100. Se o resultado for negativo para poliovírus. c) Não poliomielite (Descartado) . 60 dias após o início da deficiência motora. b) Poliomielite Associada à Vacina . e deve apresentar seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o déficit motor. Caso de poliomielite associado à vacina de contatos (comunicantes). e) Indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica pós-certificação Informação de notificação negativa semanal de pelo menos 80% das Unidades de Notificação Negativa implantadas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 287 . o caso deve ser descartado.000 habitantes menores de 15 anos. independentemente de haver ou não seqüela após 60 dias do início da deficiência motora. Há dois tipos de poliomielite relacionados com a vacina: . pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro das 48 horas posteriores à notificação e pelo menos 80% dos casos de PFA notificados devem ter uma amostra de fezes para cultivo de vírus.

com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. como também os locais de residência de possíveis visitas recebidas no mesmo período. aos 6 meses. as campanhas anuais de vacinação também são muito importantes para garantir um nível adequado de imunidade do grupo na população. e da ocorrência de um grande número de infecções sem manifestações clínicas. além do local de residência do doente. 3ª dose. Além da realização de visita às unidades de saúde.com. Em ambas as atividades (vacinação de rotina e campanhas) devem ser alcançadas coberturas vacinais altas (95%) em todos os municípios. reforço.Sabin) no seguinte esquema: 1ª dose. no meio ambiente. que compete com a circulação do vírus selvagem. a vacinação é a medida mais eficaz para manter erradicada a circulação do poliovírus selvagem nas Américas. M EDIDAS DE CONTROLE Além de uma vigilância ágil e sensível à detecção de casos de poliomielite importados. aos 15 meses.gov. em caso de viagem. O Brasil adota em seu esquema vacinal básico a vacina anti-pólio oral (VPO .f) Medidas em caso de notificação de casos de PFA com suspeita de poliomielite Em virtude das características de transmissão do poliovírus.br • PDAMED – www. a imunização adequada de todas as crianças nascidas. do vírus vacinal. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Ministério da Saúde – www. em um curto intervalo de tempo. 2ª dose. Entende-se por criança adequadamente vacinada aquela que recebeu três ou mais doses de vacina oral contra a poliomielite.pdamed.saude. até que se certifique que o mundo esteja livre da poliomielite. Portanto. silenciosa e rápida. onde pode estar a fonte de infecção. Essa intensificação da vigilância implica em abranger. através da disseminação. a situação da cobertura vacinal da área deve ser criteriosamente avaliada.br 288 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . o mais precocemente possível. aos 4 meses. aos 2 meses. as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao início da paralisia. a vacinação de rotina nos serviços de saúde objetiva assegurar. a vigilância deve ser intensificada quando da notificação de casos de PFA que tenham suspeita de poliomielite.

entre outras. POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS Em virtude da importância estratégica da Assistência Farmacêutica para o sistema de saúde. Esse documento é parte essencial da Política Nacional de Saúde do Brasil e se constitui num dos elementos fundamentais para a efetiva a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 289 . POLÍTICA DE MEDICAMENTOS Este capítulo informa sobre os principais programas do Ministério da Saúde vinculados a ações como distribuição gratuita de medicação para portadores de DST/AIDS. o combate à dengue e à hanseníase. uma portaria que traçou a Política Nacional de Medicamentos. o Ministério da Saúde publicou.13. Também apresenta uma síntese da lei dos genéricos e uma lista atualizada dos medicamentos genéricos registrados. no final de 1998. Essa política configura e explicita uma série de decisões de caráter geral adotadas pelo poder público e que apontam os rumos e as linhas estratégicas de atuação a serem seguidas na condução da matéria.

da saúde suplementar (seguros privados) ou do ponto de vista do consumo direto das famílias. contribuindo para o desenvolvimento social do país. A regulação sanitária objetiva proteger o usuário de medicamentos a partir de padrões de qualidade. o Ministério da Saúde vem implementando. transporte e dispensação. Para tanto. dentre outros aspectos. seja do ponto de vista do setor público. a regulação econômica. dispensação e resultados terapêuticos. as estratégias de promoção e expansão do acesso. Ampliar o acesso da população a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostos ao poder público brasileiro. realizam-se o mapeamento das necessidades da população. A terceira área de atuação envolve um conjunto de ações e serviços de atenção à saúde do cidadão que culmina. Abrange a proteção e defesa do consumidor nas relações de consumo. A regulação econômica tem como um dos principais objetivos contrabalancear o poder de mercado das empresas e reduzir os custos de aquisição. O escopo da atuação envolve a regulação sanitária. No âmbito da assistência. As diretrizes observadas pelo Ministério da Saúde no desenho da Política Nacional de Medicamentos foram estruturadas a partir de três eixos de ação governamental: • Regulação Sanitária. ações prócompetitivas que procurem estimular a dinâmica de mercado e ações que coíbam as falhas de mercado (assimetria de informações e poder de mercado). desde 1998. bem como avaliação e acompanhamento dos hábitos de prescrição. eficácia em relação aos produtos e aos métodos de fabricação. armazenamento. ações que expressam de forma articulada os eixos assumidos no desenho da Política Nacional de Medicamentos. as prioridades sob o prisma da saúde pública. • Regulação Econômica e • Assistência Farmacêutica.implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população e para a consolidação do Sistema Único de Saúde. eventualmente. Promovem-se a construção de consensos terapêuticos a respeito da abordagem em doenças específicas e a indicação e uso de medicamentos. a reestruturação e a expansão da assistência farmacêutica além do essencial aparelhamento administrativo e institucional para a consecução desses objetivos. os objetivos. com o acesso propriamente dito ao medicamento. 290 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . segurança.

com foco nos processos de registro de produtos e de autorização para o funcionamento de fabricantes. 3. de promoção do uso racional de medicamentos. interrupção e troca da medicação prescrita e necessidade de receita médica. Desenvolvimento científico e tecnológico. Promoção do uso racional de medicamentos. para implementar a política traçada. baseada na efetiva articulação da capacidade instalada dos segmentos industriais – oficial. Regulamentação sanitária de medicamentos. privado nacional e transnacional – na produção de medicamentos da RENAME. destacando a adoção de medicamentos genéricos. Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais – RENAME. 5. e a revisão constante da Farmacopéia Brasileira. com ênfase na promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais. de acordo com suas respectivas competência e abrangência de atuação. especialmente os constantes da RENAME. Reorientação da assistência farmacêutica. mediante a promoção de pesquisas na área farmacêutica. em permanente atualização. na menor dependência de a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 291 . pautada por critérios de natureza epidemiológica. bem como da adoção de instrumentos e iniciativas que possibilitem a redução nos preços desses produtos. 4. 6. Assim. Promoção da produção de medicamentos. no estabelecimento de referências de preços para o mercado. bem como a estimular medidas de desenvolvimento da tecnologia da produção de fármacos. resultando na capacitação de recursos humanos. 2. as três esferas de governo – federal. representada por uma lista nacional de referência composta pelos fármacos considerados básicos e indispensáveis para atender ao mais amplo espectro de doenças. estadual e municipal. devem desenvolver ações orientadas pelas seguintes diretrizes: 1. em ações de farmacovigilância e na promoção da produção e uso de medicamentos genéricos. o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais. técnica e administrativa. visando a aprofundar a capacitação de recursos humanos. assim como o processo educativo dos consumidores de medicamentos e a atualização da informação dos profissionais prescritores e dispensadores a respeito de temas como risco da automedicação. distribuidores e varejistas do setor farmacêutico.A Política Nacional de Medicamentos baseia-se nos mesmos princípios que orientam o Sistema Único de Saúde e constitui estratégia essencial para consolidá-lo uma vez que contribui para viabilizar um dos componentes fundamentais da assistência à saúde que é a cobertura farmacológica. de otimização do sistema de distribuição no setor público. por meio do desenvolvimento de atividades de descentralização da gestão da assistência farmacêutica.

Metformina 80 mg .Hidroclorotiazida 25 mg . Garantia da segurança. mediante o desenvolvimento da capacidade administrativa de imposição do cumprimento das normas sanitárias.Insulina P ROGRAMA N ACIONAL DE DST/AIDS Política de medicamentos para AIDS: acesso universal e gratuito.Captopril 25 mg . 8. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar a política de distribuição gratuita e universal de medicamentos anti-retrovirais. 7. Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos para atuação nas diversas ações realizadas no âmbito da Política Nacional de Medicamentos. organizadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. eficácia e qualidade dos medicamentos. A lei nº 9113 de 13 de Novem- 292 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s .importação de insumos e na ampliação da produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias de grande impacto sobre a saúde pública.Propranolol 40 mg .Glibenclamida 5 mg . PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE Programa Nacional de Assistência Farmacêutica Básica para a Hipertensão Arterial e Diabetes mellitus: Objetivos: • Cadastramento dos portadores de Hipertensão e Diabetes • Disponibilizar para a rede básica (medicamentos essenciais): .

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 293 . a Secretaria de Vigilância em Saúde vem trabalhando para fortalecimento do plano definido para o alcance da meta de eliminação e adotou novas estratégias de aceleração desse processo. A redução da carga social da doença depende da detecção precoce para redução de casos detectados com incapacidades físicas. O programa de hanseníase vinha mostrando resultados insatisfatórios nos últimos anos.1 bilhão de dólares em recursos. 358 mil internações hospitalares evitadas e economia de 1. Atualmente o Ministério da Saúde. 3. Atualização dos dados é essencial para a interpretação válida e confiável da magnitude e dos níveis endêmicos da hanseníase nas diferentes regiões do Brasil e da distribuição racional de medicamentos. através da cura dos pacientes. no período de 1995 a 2000 houve redução de cerca de 50% da taxa de óbitos no país. 2. baseando-se em três pontos fundamentais: 1. P ROGRAMA N ACIONAL DE E LIMINAÇÃO DA H ANSENÍASE Em março de 2004. Reportandose ao compromisso anteriormente assumido pelo Governo do Brasil de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. pelo Sistema Único de Saúde.bro de 1986. Com o uso da terapia anti-retroviral combinada. de toda medicação necessária a seu tratamento. distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. No período de 1997 a 2001. o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase foi reestruturado e alçado à condição de prioridade de gestão do Ministério da Saúde. através da Coordenação Nacional de DST/AIDS. redução de aproximadamente 80% das internações hospitalares devido a doenças oportunistas ou sintomas graves da AIDS. e da interrupção da cadeia de transmissão. Na cidade de São Paulo houve redução de 54% de óbitos por AIDS. A redução da taxa de prevalência até a eliminação. depende da capacidade do SUS de diagnosticar os casos na fase inicial da doença e tratá-los com poliquimioterapia padrão OMS (PQT/ OMS). garante aos pacientes infectados pelo HIV o recebimento gratuito. além do tratamento adequado de incapacidades já instaladas.

se não fossem distribuídos gratuitamente. os recursos para a aquisição de Medicamentos Excepcionais são transferidos pelo Ministério da Saúde aos estados todos os meses e de forma antecipada. Os estados planejam a aquisição a partir das necessidades da população. tanto por sua magnitude (infecção. São abrangidos pelo Programa de Medicamentos Excepcionais. O Ministério da Saúde é responsável. a maioria deles é de uso crônico e parte deles integra tratamentos que duram por toda a vida. Além dos que são garantidos no tratamento hospitalar.P ROGRAMA DE M EDICAMENTOS E XCEPCIONAIS – A LTO C USTO A garantia de acesso a medicamentos é parte integrante e essencial de uma adequada política assistencial. ou que. tratamento. que é gerenciado pela Secretaria de Assistência à Saúde. • Adquirir o abastecimento dos medicamentos necessários. Em termos operacionais. também denominados “excepcionais”. hanseníase. pela cronicidade do tratamento. controle de qualidade e treinamento. aqueles medicamentos de elevado valor unitário. P ROGRAMA DE P NEUMOLOGIA S ANITÁRIA (T UBERCULOSE ) A tuberculose é um problema prioritário de saúde no Brasil. doentes e mortos) como pela possibilidade e vantagens de seu controle. por: • Estabelecer normas básicas de diagnóstico. através da Coordenação Nacional do Programa. tuberculose. Essa política tem enorme alcance em todas as classes sociais uma vez que. Utilizados no nível ambulatorial. • Serviços de referência laboratorial e de tratamento de nível nacional. com prioridade absoluta para aquelas de caráter epidemiológico e operacional. integrantes da farmácia básica. tornam-se excessivamente caros para serem suportados pela população. os medicamentos que fazem parte da assistência ambulatorial – como é o caso da quimioterapia do câncer. adquirem os medicamentos e controlam a distribuição e os estoques. registro e informação. diabete – o SUS tem se empenhado em assegurar o fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo. tais medicamentos seriam acessíveis a poucas pessoas em função do alto custo dos tratamentos. • Pesquisas essenciais requeridas para o desenvolvimento do Programa. Esses medicamentos. estão incluídos no Programa de Medicamentos Excepcionais. incluídos no pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). 294 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . dos medicamentos estratégicos para AIDS.

as notificações chegaram a 299. as condições sócio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença. sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos. O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores. A elaboração de programas permanentes.535 pessoas tiveram dengue. visando especialmente à preparação de recursos humanos e maximização dos resultados das políticas públicas para o bem-estar social. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso país e no continente. enquanto que. informação e comunicação social. Por isso.• Coordenação geral do sistema específico de informações. 84. Em nosso país.estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente. O controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 295 . em mais de 100 países. em 2003. Programas essencialmente centrados no combate químico. • Articulação intersetorial. P ROGRAMA N ACIONAL DE C ONTROLE DA D ENGUE A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. gestão. A Organização Mundial da Saúde – OMS . com ênfase aos aspectos de treinamento. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. 2. a curto prazo. com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade. no nível nacional. Nos primeiros seis meses do ano 2005. O desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas. • Apoio complementar aos estados e municípios. exceto a Europa.764. supervisão. de todos os continentes. de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor. é prioritário para o PNCD: 1. uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível.

e coloca à disposição nas Farmácias Populares a baixo custo. também. com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF). Atuação multissetorial por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água. O Programa Farmácia Popular do Brasil contribui para reduzir o impacto no orçamento familiar causado pela compra de remédios e. busca diminuir os gastos do SUS com as internações provocadas pelo abandono do tratamento. 6. órgão do Ministério da Saúde e executora do programa.3. casas abandonadas etc. realizado por farmacêuticos e profissionais qualificados para orientar sobre os cuidados com a saúde e o uso correto dos medicamentos. 5. Melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor. estados e municípios.. 4. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). F ARMÁCIA POPULAR A Farmácia Popular do Brasil é um programa do governo federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. Integração das ações de controle da dengue na atenção básica. O usuário recebe atendimento personalizado. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento. A estrutura das farmácias é diferenciada. adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado. Utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais. Fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença. permite a adequada atenção farmacêutica 296 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . O programa nasceu para garantir que quem compra medicamento o compre melhor. Desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde. 7. 8. sem interrupção no tratamento por falta de dinheiro. quanto necessário.

revela que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com saúde. Entre as pessoas de baixa renda. queimadura. feita em 71 países. O farmacêutico. Hipertensão. Estão disponíveis. infecções e verminoses. A nova proposta é que a farmácia. Segundo a pesquisa. Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde – OMS. cuja utilização é importante para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. Além dessas. muitas vezes interrompem o tratamento.e a realização de ações educativas. 9. enxaqueca. O Programa Farmácia Popular do Brasil oferece medicamentos que tratam das doenças com maior incidência no país. pública ou particular. às pessoas que não têm condições de pagar caro por seu medicamento e. são exemplos de doenças para as quais são encontrados medicamentos. também. estimulando o desenvolvimento de ações de saúde em farmácias e drogarias. preservativos masculinos. O programa atende a toda população e é dirigido. ante as a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 297 . P ROJETO F ARMÁCIAS N OTIFICADORAS A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária .ao lançar o projeto Farmácias Notificadoras. depressão. Para adquirir os medicamentos disponíveis nas farmácias populares. estão disponíveis produtos com indicação nos quadros de cólicas. deixe de ser estabelecimento meramente comercial e agregue o valor de utilidade pública. campanhas sobre a Aids e o combate a dengue. asma. por isso. Entre os mais ricos. basta o usuário apresentar uma receita médica ou odontológica da rede pública ou particular. sobretudo. diabetes. úlcera gástrica. o que mais pesa no bolso são os medicamentos (61% das despesas com saúde). o maior gasto é com planos de saúde. em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de cada estado. pretende ampliar as fontes de notificação de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas técnicas de medicamentos. por meio da apresentação de vídeos. além dos anticoncepcionais. Ela é importante para evitar a automedicação. além de outras do interesse do Ministério da Saúde.1% dos entrevistados já tiveram que vender bens ou pedir empréstimos para pagar gastos com saúde. inflamações e alcoolismo. que pode causar intoxicações ou mascarar sintomas de doenças importantes.

apresenta a mesma concentração. é necessário que os estabelecimentos estejam de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e do Conselho e que o farmacêutico permaneça no estabelecimento durante todo o horário de funcionamento. Medicamento de referência É um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país. que dá a garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original. forma farmacêutica. tal como foi editada. diminuindo. Para aderir ao projeto. O objetivo da lei 9787/99. excipientes e veículos.queixas dos consumidores. do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. é a redução de preço dos medicamentos através de uma maior concorrência entre os fabricantes com o nome genérico. nome de fantasia do remédio. segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente. rotulagem. problemas relacionados a medicamentos. prazo de validade. Pode diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto. além de gastos com pesquisa para desenvolvimento de novos medicamentos. sem marca comercial. torna-se elo entre a população e o Governo. comercializado pelo nome da substância ativa. assim. devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. embalagem. os gastos com a publicidade e divulgação da marca. via de administração. deve notificar. por ocasião do registro. após o vencimento da patente registrada. preventiva ou diagnóstica. Os estabelecimentos receberão o selo de “Farmácia Notificadora”. Medicamento similar É aquele que contém os mesmos princípios ativos. cuja eficácia. ao Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM). Produto farmacêutico intercambiável 298 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 Por medicamento genérico entende-se aquele que é cópia do produto de referência. Com essa nova postura. posologia e indicação terapêutica.

comprovados pelos testes de biodisponibilidade e bioequivalência. tempo de desintegração e velocidade de dissolução. Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem. Equivalentes farmacêuticos São medicamentos que contêm o mesmo fármaco. Bioequivalência Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica. podendo ou não conter excipientes idênticos. na ausência desta. os mesmos efeitos de eficácia e segurança. Vantagens da política dos genéricos • Medicamentos de melhor qualidade. potência. ainda. É uma forma farmacêutica determinada que contém o fármaco. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 299 . pureza. isto é. pois não há necessidade de pesquisa para desenvolvimento. dosagem. essencialmente. • Fortalecimento da indústria nacional. contendo idêntico(s) princípio(s) ativo(s) e que tenham comparável biodisponibilidade quando estudados sob um mesmo desenho experimental. com desenvolvimento tecnológico e mais empregos para o país. curativa. quando for o caso. uniformidade de conteúdo. • Medicamentos com menor preço. mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa. na mesma quantidade e forma farmacêutica. com outros padrões aplicáveis de qualidade relacionados à identidade. não pagarem publicidade e também serem subsidiados pelo governo. a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. paliativa ou para fins de diagnóstico. com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou.É o equivalente terapêutico de um medicamento de referência – caso sejam comprovados. além do fato de os medicamentos genéricos não possuírem “marca”. Medicamento genérico É o produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática. geralmente em associação com coadjuvantes farmacotécnicos. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopéia Brasileira e. mais seguros e eficazes.

o médico deverá manifestar objetivamente a decisão. bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento genérico. datar e assinar.Agência Nacional de Vigilância Sanitária . podendo ser realizada sob nome genérico ou comercial. • Nesses casos o profissional farmacêutico deve indicar a substituição realizada na prescrição. incluindo na prescrição os seguintes dizeres: “Não autorizo a substituição”. somente será permitida a dispensação do medicamento de referência ou de um genérico correspondente. as prescrições pelo profissional responsável adotarão obrigatoriamente as determinações referentes à Denominação Comum Brasileira (DCB). salvo restrições expressas pelo profissional prescritor. as restrições à intercambialidade. apor carimbo que conste seu nome e número de inscrição do Conselho Regional de Farmácia. a Denominação Comum Internacional (DCI). a prescrição ficará a critério do profissional responsável. • A substituição genérica deverá ser baseada na relação de medicamentos genéricos aprovados pela ANVISA . quando necessário. ou. • É dever do profissional farmacêutico explicar detalhadamente a dispensação realizada ao paciente ou usuário.P RESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS Prescrição • No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Dispensação • Será permitida ao profissional farmacêutico a substituição do medicamento prescrito exclusivamente pelo medicamento genérico correspondente. que deverá ressaltar.e cujos registros tenham sido publicados no Diário Oficial da União. • Caso haja qualquer restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente. 300 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . • Nos serviços privados de saúde. • Nos casos de prescrição utilizando nome genérico. na sua falta.

............................ glimepirida Aminofilina .......... cloridrato de doxorrubicina Aerolin ................................................................. pamidronato dissódico Arimidex ............................................................................................................L ISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS (por ordem de medicamento de referência) Atualizada até a publicação do Diário Oficial da União de 23/04/2006 Medicamento de referência ........ mupirocina Baycuten-N ..... moclobemida Azactam .............................................. cloridrato de amiodarona Atrovent ............................................................................. atenolol Atlansil .. cloridrato de paroxetina Artren ............................................................................. cloridrato de biperideno Aldactone ............................................. mesalazina Mesacol ............. cetorolaco de trometamina Adalat Retard ................. aminofilina Amoxil ................................. amoxicilina Amplacilina ................................................................................................................... Metildopa Allegra ......... benzilpenicilina benzatina Berlison ........................................... sulfato de salbutamol Afrin ....................................................................................................... brometo de ipratropio Aurorix .............................. diclofenaco sódico Asalit ...................................................................................................... Nifedipino Adriblastina RD ........................................................ cloridrato de clomipramina Antak ... acido acetilsalicilico Atenol ............................................................................................................... mesalazina Aspirina ............................................................................... sulfametoxazol + trimetoprima Bactroban ............ brimonidina Amaryl ................................... clotrimazol + acetato de dexametasona Bedfordpoly B ....................................... cloridrato de fexofenadina Alphagan ........................ Espironolactona Aldomet ................... cloridrato de ranitidina Aredia ........................................................................................................................ ampicilina / ampicilina sódica Anafranil ....................... bromidrato de fenoterol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 301 .. aztreonam Bactrim e Bactrim F ............... sulfato de polimixina B Benzetacil ............................................................ anastrozol Aropax ................................... cloridrato de oximetazolina Akineton ....................................................................................................... amoxicilina Amoxil BD . Medicamento genérico Açular .............................................................................................................. acetato de hidrocortisona Berotec .........

............................................................................................................................ cefaclor Cedur ............................................... carbonato de lítio Claritin ................... sulfato de terbutalina + guaifenesina Brismucol ..........................................................................................................................................................Medicamento de referência ......................... cefadroxil ou cefadroxila Cefoxitina Sódica .................... cloridrato de bromexina Bricanyl ................. cloridrato de buflomedil Buscopan ................................................................................................................................ mesilato de doxazosina Cataflam D ... deflazacorte Camptosar ............ diclofenaco dietilamônio Cartrax ....................................... valerato de betametasona Betnovate N ............................................... loratadina+sulfato de pseudoefedrina Clavulin / Clavulin IV / Clavulin BD ............................................................. citalopram Cipro ................. captopril Cardizem ou Cardizem SR .......................................... diclofenaco potássico ou diclofenaco resinato Cataflam Emulgel ................... cloridrato de irinotecano Candicort ........................................ cloridrato de ciprofloxacino Binotal .. cetoconazol+ dipropionato de betametasona Canesten ....................................................................................................................................................................................... amoxicilina+clavulanato de potássio 302 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ................ zidovudina + lamivudina Bisolvon ................................................ cloridrato de buspirona Calcort ................................ loratadina Claritin D ........................................ cloridrato de diltiazem Carduran ................................................................................................................................................................................................................................................................ benzafibrato Cefamox ....................... tioconazol + tinidazol Ceclor ... Medicamento genérico Betnovate .............. ciprofloxacino ou cloridrato de ciprofloxacino Claforan .................................... maleato de dexclorfeniramina + betametasona Celestone ................................................... ampicilina Biovir . cefotaxima sódica Carbolitium ............... clotrimazol Capoten .......... valerato de betametasona + sulfato de neomicina Betoptic .............. diclofenaco Cataflam ............................ sulfato de terbutalina Bricanyl Expectorante .......................................... micofenolato mofetil Cipramil ...... Cefoxitina Sódica Celestamine ..................................................................................................... brometo de n-butilescopolamina Buscopan composto ............................................................................. cefaclor Ceclor AF .... betametasona Cellcept ... cloridrato de betaxolol Biamotil ....... brometo de n-butilescopolamina + dipirona sódica Buspar .................................. acebrofilina Bufedil ...................................

.................................... adapaleno Digesan .......................................... carvedilol Cosopt ........................... citrato de orfenadrina + dipirona sódica + cafeína anidra Dormonid ........................................................................ digoxina Dilacoron ..................... furoato de mometasona Eloxatin .............................................. gliclazida Differin ............... cloridrato de fluoxetina Daktarin ................ bromoprida Digoxina .... cloridrato de venlafaxina Elocom .................................... dipropionato de betametasona + fosfato dissódico de betametasona Dobutrex .................................................................................................................................... losartan potássico / losartana potássica Crixivan .................................................................................................................. cloridrato de dorzolamida + maleato de timolol Cozaar ................................................... oxaliplatina a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 303 ............................................................................................. ganciclovir sódico Daforin ................................................ dipropionato de betametasona + ácido salicílico Diprosone .......................... sulfadiazina de prata Dermodex ...................................... dexametasona / fosfato dissódico de dexametasona Depakene .Medicamento de referência ........................................ Hidroclorotiazida Co-Renitec ......................................................... cloridrato de clindamicina / fosfato de clindamicina Dalacin V ................. Acetato de dexametasona Diamicron ............................ cromoglicato dissódico Cymevene ................................................................... sulfato de indinavir Cromolerg ....................... propofol Diprogenta .............................................................. dipropionato de betametasona Diprospan .................................................... desonida Dexason ............................................................................... Medicamento genérico Clinagel ................................................................................................................................................................. midazolam / maleato de midazolam Drenol ............................................................................. fosfato de clindamicina Daonil ......................................................................... cloridrato de dobutamina Dorflex ...................................................... nitrato de miconazol Dalacin C ..... valproato de sódio Dermazine ...... sulfato de morfina Diprivan ............................................... maleato de enalapril + hidroclorotiazida Coreg ............................................ fosfato de clindamicina Clorana .... dipropionato de betametasona + sulfato de gentamicina Diprosalic .............. glibenclamida Decadron .............................................................................................................. hidroclorotiazida Efexor XR ............................ cloridrato de verapamil Dimorf ............................... nistatina + óxido de zinco Desonol ..........

........................................................................................... etomidato Hyponor ........................................................... Medicamento genérico Epivir ................. cloridrato de metformina Gyno-Daktarin ...................................................... clotrimazol Gino-Pletil .............................................................................. Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Fentanil ...................... clortalidona Hipofagin S .. cloridrato de anfepramona Hydergine .......................... succinato de sumatriptana 304 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s .................................................................................................................. ifosfamida Ibuprofeno ..................................... nitrato de isoconazol Haldol ................. naproxeno sódico Flotac ........... sulfato de gentamicina Gardenal .......................Medicamento de referência ........... tioconazol Glifage ............................................ bitartarato de norepinefrina Hytrin ................................................................................................. alendronato sódico Frademicina ................................................................................................ acetilcisteína Fluoro-uracil ............................ losartana potássica + hidroclorotiazida Holoxane ................................ cloridrato de gencitabina Gino-Canesten .. tiabendazol Fortaz .. ofloxacino Fluimucil ........................................................................................ flutamida Espasmo Luftal ........................ alprazolam Garamicina ..................................................................... piroxicam Flagass Baby ......................................................................................... Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Flagyl .................... Cloridrato de Fentanila Feldene ....................................................... fluoruracila Foldan ....................................................................................... ceftazidima Fosamax ......................................................... lamivudina Eulexin ........................................... Fenitoína Higroton ................................................................................ nitrato de isoconazol Imigran ............................................................................................................................ advil / alivium Icaden ............... norfloxacino Floxstat ............................. diclofenaco colestiramina Floxacin ......................................................... cloridrato de lincomicina Frontal .................... fenobarbital Gemzar ............................................................................................... mesilato de codergocrina Hypnomidate .......... metronidazol + nistatina Flanax ......................... nitrato de miconazol Gyno-Icaden .. haloperidol Helmiben ......................................................................... mebendazol + tiabendazol Hidantal ...... tinidazol + nitrato de miconazol Gino-Tralen ....................... benzoilmetronidazol / metronidazol Flagyl Nistatina ........................................... cloridrato de terazosina Hyzaar ..........................................................................

............................................. metotrexato Mevacor ................................................... cefazolina sódica Keflex ............. cefalotina sódica Klaricid .......................................... bromazepam Lipidil ..................... isotretinoína Jumexil .............................................................................................................. cefoxitina sódica Megestat ............................................................................ ciclopirox olamina Lorax ............ cloridrato de granisetrona Lamictal ........ cefalexina Keflin neutro ............................................................................................................................. cloridrato de minociclina Miosan ............................ flumazenil Lasix .......................................... omeprazol sódico Lotensin ............................................................................................................................................................... fenofibrato Lopid ............................... genfibrozila Lopressor ............................................................................. captopril + hidroclorotiazida Loprox ....... cloridrato de selegilina Kefazol .................. Medicamento genérico Imovane ................ meropenem Mesigyna ............................... cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 305 ..................................................................... cloridrato de terbinafina Lanexat . cloridrato de bupivacaína Marcaína pesada ............................. dimeticona Marcaína ......................................................... dinitrato de isossorbida Isotrex ............... mesna Moduretic ................................................. nistatina Minomax ............. enantato de noretisterona + valerato de estradiol Meticorten ........................................................................... lovastatina Micostatin ........................................... cloridrato de benazepril Luftal / Luftal Max ..................................................... cloreto de potássio Kytril ........................................................................................................................... claritromicina Kloren ........................................... acetato de megestrol Meronem IV ........................................................ zopiclona Intal .....Medicamento de referência .................................................................................................................................................... lamotrigina Lamisil ............. Cloridrato de Ciclobenzaprina Mitexan ............ cromoglicato dissódico Isordil ...................................................................................................................................... cloridrato de bupivacaína + glicose Marevan ..................................................... cloridrato de cefepima Mefoxin ........... Varfarina Sódica Maxcef .................................. tartarato de metoprolol Lopril D ................... lorazepam Losec ... prednisona Metrotex ..... folinato de cálcio Lexotan .................................................................................................. furosemida Leucovorin ..............................................

................................................................. pantoprazol Paraplatin ..... fenoximetilpenicilina potássica Peprazol ............. cloridrato de nortriptilina Pantelmin ........................................................... acetonido de triancinolona + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina Orelox ................................................. cloxazolam Omcilon-A Orabase ........................................ naproxeno Natrilix .......................................................................... mesilato de bromocriptina Penicilina G potássica ................................... acetonido de triancinolona Omcilon A M ........................... indapamida Nebacetin .... carboplatina Parlodel .................................. Medicamento genérico Monocordil .................................................................................................................. cefpodoxima proxetil Otosynalar ......................................................... fosinopril sódico Movatec .................................................................. dipirona sódica Novamin ..................... furacin Nisulid . nitrendipino Nitrofural ........................................................................................ algestona acetonida + enantato de estradiol Plasil .................................................... cloridrato de metoclopramida 306 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ............................................................................................. omeprazol Pepsamar ..................................................................................................... nimesulida Nizoral ... cetoconazol Nolvadex ......................................... carbocisteína Mucosolvan ..........................................Medicamento de referência ......... hidróxido de alumínio Perlutan ........................................................................................................................ lansoprazol Olcadil ......................................................... cetoconazol + dipropionato de betametasona + sulfato de neomicina Novalgina . citrato de tamoxifeno Nootropil ........................................................................................................................... acetonido de fluocinolona + sulfato de neomicina + sulfato de polimixina b + cloridrato de lidocaina Pamelor ..................... mebendazol Pantozol ............. cloridrato de ambroxol Naprosyn ....................... mononitrato de isossorbida Monopril . besilato de anlodipino Novacort ...................................................................... sulfato de neomicina + bacitracina Neurontin ....................................... meloxicam Mucolitic .................................................................................. ofloxacino Ogastro ........... nitrato de oxiconazol Oflox ................................. piracetan Norvasc ............................................................. gabapentina Nimotop .............................. nimodipino Nitrencord .................. benzilpenicilina potássica Pen-Ve-Oral ............................................................................................... sulfato de amicacina Oceral .............................

.................... propionato de clobetasol Quadriderm ...................... lisinopril + hidroclorotiazida Prednisolon ......................... cloridrato de dopamina Rifocina Spray .............................................................................................. ceftriaxona sódica Rulid .................................................................. maleato de dexclorfeniramina Polaramine Expectorante ....................... cloridrato de fluoxetina Psorex ................ acetato prednisolona Prelone ...................................................... roxitromicina Sandimmun neoral ....................................... maleato de dexclorfeniramina + sulfato de pseudoefedrina + guaifenesina Ponstan ......................................................................... cetoprofeno Proflam ............................. cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina Sinemet .................................... finasterida Prozac ......... ácido mefenâmico Pravacol .......................................... cloridrato de nafazolina Sotacor ... risperidona Rivotril ................................ cisplatina Pletil .................................................................. isotretinoina Rocefin . rifamicina Rino-Lastin .......................................................................... cloridrato de clobutinol Silomat Plus ..... fosfato sódico de prednisolona Proctyl .............. cloridrato de azelastina Risperdal ...................... tinidazol Polaramine ................. carbidopa/levodopa Solu-cortef ....... succinato sódico de hidrocortisona Sonebon . cloridrato de sotalol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 307 ...................................................... Medicamento genérico Platiran ........................................................................................................ cloridrato de oxibutinina Revivan ...................................... cloridrato de propranolol Proscar .................................................................................................................... ciclosporina Secnidal ................................. nitrazepam Sorine .............................................................. secnidazol Silomat .......................................................... policresuleno + cloridrato de cinchocaína Profenid e Profenid Retard ................................... valerato de betametasona + sulfato de gentamicina + clioquinol + tolnaftato Remeron ..................................................................................... fosfato sódico de prednisolona Prinzide .................................. mirtazapina Renitec .................. minoxidil Retemic ........................................................................................................................................................................ pravastatina sódica Pred Fort ........ aceclofenaco Propécia ............................................................................................................... finasterida Propranolol .............................................Medicamento de referência ............................................... maleato de enalapril Regaine ................................................. clonazepam Roacutan .................................................................................................

............................................ levofloxacino Taxol .............................................................. sulbactam sódica + ampicilina sódica Valium ................... cloridrato de propranolol + hidroclorotiazida Tenoretic ............... cinarizina Tagamet ............................................................ oxacilina sódica Stiefcortil ......................................... toragesic Trusopt ......... Medicamento genérico Splendil ... carbamazepina Thiaben ................................. tobramicina Topamax ............ felodipino Sporanox .. clioquinol + hidrocortisona Viramune ........................................................Medicamento de referência .......... diazepam Vancocina .......................................... piperacilina sódica + tazobactam sódico Tenadren ................................ Hidrocortisona Stilnox ...................................................... oxcarbazepina Trometamol de cetorolaco ............................................................................ cloridrato de dorzolamida Tryptanol ........... atenolol + clortalidona Tegretol ....................................................................................................................................................... cimetidina / cloridrato de cimetidina Talsutin .............. dropropizina Tylenol ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... nevirapina Vodol ...... ramipril Trileptal ......................................... Topiramato Tramal / Tramal Retard ............... imipenem + cilastatina Tilatil ........................... cloridrato de doxicilina / doxicilina Vick Pyrena ......................... paclitaxel Taxotere ............................... paracetamol Unasyn .................................................................................... docetaxel Tazocin ........................................................................... tiabendazol Ticlid ...................... paracetamol Viofórmio-Hidrocortisona ............. tenoxicam Timoptol .............................. nitrato de miconazol 308 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ........................................................ cloridrato de tetraciclina + anfotericina b Tavanic ......... maleato de timolol Tobradex .................... cloridrato de ticlopidina Tienam ............................. cloridrato de amitriptilina Tussiflex D ................................ besilato de atracurio Tralen .. cloridrato de vancomicina Vibramicina ........................................................................................................ cloridrato de tramadol Tracrium ..................................................................................................... itraconazol Staficilin-N ............................................. tobramicina + dexametaxona Tobrex ................................................................................. tioconazol Trental / Trental Vert ............................. pentoxifilina Triatec ...................................................................................................................... tartarato de zolpidem Stugeron ............

............................. sinvastatina Zofran ................................................. axetil cefuroxima Zitromax ............................................................................ estavudina Zestril ........ fluconazol Zovirax ........ albendazol Zeritavir ....... Medicamento genérico Voltaren / Voltaren Emulgel / Voltaren Retard ................................... cloridrato de bupropiona Xarope Vick .. azitromicina Zocor . dicloridrato de cetirizina Este capítulo teve como fontes de consulta: • ANVISA – www....................... aciclovir Zyban ......................abrale...............org................ guaifenesina Xarope Vick Mel ..................................................................Medicamento de referência ..................................................................... cloridrato de bupropiona Zyloric ..................br • Ministério da Saúde – www.............. fumarato de cetotifeno Zentel ...................................................................................................................................... cloridrato de ondansetrona Zoloft ...................saude. lisinopril Zinacef .......php a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 309 .........................gov...... guaifenesina Xylocaína ...................................................................................................................... cefuroxima sódica Zinnat ...opas..... cloridrato de lidocaína Xylocaína com Epinefrina ..............................br/apoio_juridico/obtencao/index........ São Paulo.......... 2003 • http://www............. diclofenaco sódico Wellbutrin SR ..... cloridrato de lidocaína + epinefrina Xylocaína Pesada 5% .................................br • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”...............................................org.............................................gov.anvisa.. cloridrato de sertralina Zoltec . cloridrato de lidocaína + glicose Zaditen .....................................br • OPAS – www........ Alopurinol Zyrtec .....................................

310 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . O CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. de 11 de novembro de 1960. pp. CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA Aviso de Retificação de 06 de maio de 2005 (*) Na Resolução 417. também vai saber quais são as normas referentes ao uso de tarjas e rótulos. bem como a portaria 344/98. ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA Neste capítulo você vai conhecer. alínea “g”. no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º. o código de ética da profissão farmacêutica. publicada em 17 de novembro de 2004. de 29 de setembro de 2004. Seção 1. 306/307. leiam-se as seguintes retificações: RESOLUÇÃO 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica. da Lei n° 3. no Diário Oficial da União. que trata da dispensação de medicamentos. na íntegra.820.14.

O farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 311 . independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País. ANEXO CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA PREÂMBULO O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE. 2° . tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor.O exercício da profissão farmacêutica. cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia. TÍTULO I Do Exercício Profissional C APÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. 3° . após apuração pelas suas Comissões de Ética. nos termos do Anexo desta Resolução. sem qualquer discriminação. ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem. os termos da Resolução 290/96 do Conselho Federal de Farmácia. como todo exercício profissional.Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA. 1º . Art. CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO. revogando-se as disposições em contrário e. AINDA. 1º .RESOLVE: Art.Esta Resolução entra em vigor na data da publicação. 2° . DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E. em todos os seus atos.A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada. Art. pelo benefício ao ser humano. da qual faz parte. Art. à coletividade e ao meio ambiente. TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE. em especial.

o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho. Art. C APÍTULO II Dos Deveres Art.Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão. 312 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . independentemente de haver ou não remuneração ou vantagem pessoal.Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade. o desempenho de sua atividade profissional. Art. o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros. 10 – O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País.Em seu trabalho. deve: I. em caso de conflito social interno. Art. Dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas. II. seja com finalidade política ou religiosa. 5° . durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia. não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. catástrofe ou epidemia.Art. de forma contínua. 9° . fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas. 8° . se solicitado. independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão. 6° . sob pena de advertência.O farmacêutico. Art.Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão. Exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações ao usuário dos serviços. 4º .A profissão farmacêutica.O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar. seja com objetivo de lucro. III. Comunicar às autoridades sanitárias e profissionais. em qualquer circunstância ou de qualquer forma. 7° . com discrição e fundamento. Art. 11 . Art.

principalmente no campo da prevenção. Contribuir para a promoção da saúde individual e coletiva. Assumir. desempenhar cargo ou função pública. política e educativa. 12 . os quais exijam comunicação. acidente pessoal. X. com responsabilidade social. Respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar. sanitária. a ser avaliado pelo CRF. o substitua. Evitar que o acúmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacêutica prestada. ou outro. VII. amparados pela legislação vigente. motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão. nos limites da lei. sobretudo quando. legalmente. VI. excetuando-se os de dever legal. § 1º . jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade física ou psíquica. XI. quando não houver outro farmacêutico que. Guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão. for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento ou decidir sobre sua própria saúde e bem-estar. XII. função ou emprego. os auxiliares para o exercício de sua atividade. mediante laudo médico ou determinação judicial. Art. Selecionar. da sociedade ou da saúde pública.A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias após o afastamento.IV. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias a recusa ou a demissão de cargo. IX. excetuando-se o usuário que. por escrito. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 313 . denúncia ou relato a quem de direito. deterioração do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho. quando este ocorrer por motivo de doença.O farmacêutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmácia. prejudiciais à saúde e à vida. Adotar postura científica. nessa área. o afastamento de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade técnica. óbito familiar. Denunciar às autoridades competentes quaisquer formas de poluição. sua função na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da Farmácia. de modo que o usuário fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua saúde e bemestar. V. XIII. perante as práticas terapêuticas alternativas. Respeitar a vida humana. VIII.

substância ou conhecimento para induzir a prática (ou dela participar) de eutanásia. Exercer simultaneamente a Medicina. Deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém vínculo profissional. V.É proibido ao farmacêutico: I. negligência ou imprudência. VIII. excetuando-se a dispensação hospitalar 314 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . medicamento ou fórmula magistral. de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante. congressos. que não contenha sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s). desumano ou cruel em relação ao ser humano. ou especialidade farmacêutica. com fins bélicos. a comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com antecedência mínima de 1 (um) dia. dispensar. VI. contrariando as normas legais e técnicas. VII. III. Praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. em todas as suas áreas de abrangência. Participar de qualquer tipo de experiência em ser humano.§ 2º . no prazo de 5 (cinco) dias. raciais ou eugênicos. o farmacêutico ou seu procurador deverá apresentar à empresa ou instituição documento datado e assinado. que possa ser caracterizado como imperícia. 13 . bem como suas respectivas quantidades. de tortura. ou permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não exerça pessoal e efetivamente sua função. pesquisa clínica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienável do ser humano. Produzir. Realizar. Fornecer meio. § 3º – Quando o afastamento ocorrer por motivo de férias. instrumento. ou permitir que seja dispensado meio. C APÍTULO III Das Proibições Art. fracionada ou não. II. IV. atividades administrativas ou outras atividades. moral ou psicológico ao usuário do serviço. substância e/ou conhecimento. fornecer. Praticar ato profissional que cause dano físico. instrumento. justificando sua ausência. a ser comprovada por atestado. cursos de aperfeiçoamento. ou participar de atos fraudulentos relacionados à profissão farmacêutica.Quando o afastamento for motivado por doença.

sem. Exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional. ou com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos. XVIII. XVII. orientação.interna. alheio à sua execução. ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico que não praticou ou do qual não participou efetivamente. X. Aceitar ser perito ou auditor quando houver envolvimento pessoal ou institucional. XX. XIV. XII. Prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais. Aceitar remuneração abaixo do estabelecido como o piso salarial. Omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia. XXI. supervisão ou fiscalização. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 315 . Aceitar a interferência de leigos em seus trabalhos e em suas decisões de natureza profissional. Permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor. contudo. dispensar. XVI. ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente. Exercer a profissão farmacêutica quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão. em que poderá haver a codificação do medicamento que for fracionado. mediante acordos ou dissídios da categoria. Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão farmacêutica. Assinar trabalhos realizados por outrem. XIII. Declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar. Expor. XI. XV. IX. omitir o seu nome ou fórmula. XIX.

quando for sócio ou acionista de qualquer categoria.XXII. ou interessado por qualquer forma. II. Cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço. Exercer a Farmácia em interação com outras profissões. irregularmente. C APÍTULO IV Da Publicidade e dos Trabalhos Científicos Art. concedendo vantagem. para si ou para outrem. ou permitir que forneçam. medicamentos. com ou sem vínculo empregatício. 316 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . ou não. indústrias. a remuneração devida a outro farmacêutico. XXIV. bem como praticar atos de concorrência desleal. III. Utilizar-se do serviço ou cargo público para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem.É vedado ao farmacêutico: I. insumos farmacêuticos e correlatos. distribuidoras. emprego. 15 . de forma desleal. aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário. é vedado ao farmacêutico: I. Art. em seu nome. II. Publicar. XXV. Receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado. medicamento ou fármaco para uso diverso da sua finalidade. como forma de obter vantagens pessoais. Fornecer. farmacêuticos ou não. XXIII. bem como prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas. trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuirse autoria exclusiva quando houver participação de subordinados ou outros profissionais. Divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico. laboratórios. Pleitear. 14 – Quando atuante no serviço público. cargo ou função que esteja sendo exercido por outro farmacêutico. quando em função de chefia. Reduzir. visando ao interesse econômico e ferindo o direito do usuário de livremente escolher o serviço e o profissional. Exercer a fiscalização profissional e sanitária. XXVI.

quando for o caso. sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa. 16 . III. em especial quanto à legibilidade da prescrição. publicados ou não. utilizar-se.São direitos do farmacêutico: I. Promover pesquisa na comunidade. comunicando o fato. raça. onde inexistam remuneração ou condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário.III. condição social. junto às autoridades sanitárias e profissionais. individual ou coletivamente. VI. Interagir com o profissional prescritor. onde inexistam condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. com direito a representação. IV. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que. ou suspender a sua atividade. II. VI. Exercer a profissão sem ser discriminado por questões de religião. opinião política ou de qualquer outra natureza. V. sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica. Anunciar produtos farmacêuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos. sem o seu consentimento livre e esclarecido. Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada. Exigir dos demais profissionais de saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente. C APÍTULO V Dos Direitos Art. nacionalidade. para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica. em instituição pública ou privada. sexo. quando necessário. idade. IV. de dados ou informações. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 317 . embora autorizados por lei. cor. Opor-se a exercer a profissão. com fundamento no uso racional de medicamentos. contra a instituição. devendo comunicá-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias e profissionais. e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde. V. ressalvadas as situações de urgência ou de emergência. Promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário.

prestando-lhe apoio. II. TÍTULO III Das Relações com os Conselhos Art. procurando manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral.O farmacêutico. a quem de direito. deve comprometer-se a: I. Empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito. apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria. Prestar colaboração aos colegas que dela necessitem. atos que contrariem os postulados éticos da profissão. III.Na relação com os Conselhos. Adotar critério justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro farmacêutico.ao usuário. Limitar-se às suas atribuições no trabalho. a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmácia. Prestigiar iniciativas dos interesses da categoria. perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde. 17 . VI. 18 . Denunciar. Obter e conservar alto nível ético em seu meio profissional e manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho. no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo. IV. assegurando-lhes consideração. TÍTULO II Das Relações Profissionais Art. mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais. VII. V. obriga-se o farmacêutico a: 318 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . assistência e solidariedade moral e profissional.

.O farmacêutico. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito.P. notificação ou requisição administrativa no prazo determinado. II.As sanções disciplinares consistem em: I. ao respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) todos os seus vínculos. com dados completos da empresa (razão social. De advertência ou censura. feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia. a não ser por motivo de força maior.J. Atender convocação. Art. TÍTULO V Das Disposições Gerais a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 319 .I. no exercício profissional. III. De multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais. 20 . toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional. II. 19 . IV. Acatar e respeitar os Acordos e Resoluções do Conselho Federal e os Acordos e Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia. III. endereço.N. horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica – RT). De suspensão de 3 (três) meses a um ano. informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional. Prestar. Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – C. com fidelidade. mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição. intimação. De eliminação. TÍTULO IV Das Infrações e Sanções Disciplinares Art. fica obrigado a informar. IV. comprovadamente justificado. por escrito.

através de auto de infração ou termo de visita. Art.Art. por meio de sua Comissão de Ética. Art. 29 . por crime praticado no uso do exercício da profissão. ficará suspenso da atividade enquanto durar a execução da pena.O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia. Art. 24 . dos Conselhos Regionais de Farmácia e suas Comissões de Ética. 23 . 27 . Art. terá suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade.A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em que o profissional está inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu. Art. 26 – Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento. para efeito de instauração de processo ético. JALDO DE SOUZA SANTOS Presidente – CFF 320 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . Art. 21 – As normas deste Código aplicam-se aos farmacêuticos. quando necessário. definitivamente transitada em julgado. Art. 28 . apurada pelo Conselho Regional de Farmácia em procedimento administrativo com perícia médica. ouvidos os Conselhos Regionais de Farmácia e a categoria farmacêutica. das autoridades da área de saúde. (*) Republicada por incorreção.As condições omissas neste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia. promoverá a revisão e a atualização deste Código. Art.A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição do Conselho Federal de Farmácia.Aplica-se o Código de Ética a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmácia.O Conselho Federal de Farmácia. dos farmacêuticos e da sociedade em geral. 22 . em qualquer cargo ou função. independentemente do estabelecimento ou instituição onde estejam prestando serviço. 25 – O profissional condenado por sentença criminal.

4.C. Tarja vermelha controlada . Nenhuma tarja – Para medicamentos que não apresentam as restrições acima. Quantidade da unidade posológica solicitada. produtos dietéticos e correlatos que só podem ser vendidos sob prescrição médica devem apresentar no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão. O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA”. Número de registro. MEDICAMENTOS MANIPULADOS Como deve ser o rótulo do medicamento 1. com respectivas dosagens. 5. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 321 . deve ter no rótulo de sua embalagem uma tarja preta em toda a sua extensão com os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. 3. Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D. contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”. Posologia. Tarja vermelha simples . 6. além de uma grande letra G para facilitar sua identificação. deve apresentar os seguintes dizeres: “MEDICAMENTO GENÉRICO DE ACORDO COM A LEI 9787/99”. do terço médio do rótulo e com largura não inferior a um terço da largura total. devem ter no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA”. a maneira de tomar o produto. que só podem ser comercializados sob prescrição médica. datas de manipulação e validade.Medicamentos sujeitos a controle especial. . . destinada a medicamentos genéricos. Tarja preta . ou que determinem dependência física ou psíquica.Medicamentos. Tarja amarela . .Medicamentos que contenham substâncias entorpecentes.TARJAS E RÓTULOS Os rótulos das embalagens dos medicamentos podem apresentar: .B. .A tarja amarela. Nome do paciente e do médico prescritor. Modo de usar. 2.

carbonada branca (medicamentos sujeitos a controle especial). não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais. . pomada. “Mantenha ao abrigo da luz. “não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica”. endereço e número de registro no conselho a que pertence). A VIAMENTO DE RECEITAS Para preenchimento correto do aviamento de receitas são necessários os seguintes dados: . como: “Agite Antes de Usar” ou “Conserve em Geladeira”. posologia). . loção. cápsulas creme.Identificação do emitente (nome. entre outros. CGC e farmacêutico responsável pela farmácia.Nome do medicamento/ substância (nome comercial ou genérico. . “Mantenha fora do alcance de crianças”. PORTARIA 344/98 322 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . .amarela (retinóides de uso sistêmico).azul (medicamentos psicotrópicos) ou . endereço. Há casos em que é necessário colocar informações complementares. Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como.simples. solução. calor e umidade”. T IPOS DE RECEITAS As receitas podem ser de quatro tipos: .7. . informe o seu médico”.Identificação do usuário (nome completo e endereço).Data da prescrição. Nome.

além dos retinóicos de uso sistêmico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 323 . .Esta portaria aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. Psicotrópicos Ficam sujeitos a esse controle todos os medicamentos com ação no sistema nervoso central (estimulantes). bem como as substâncias consideradas entorpecentes (depressoras). pelo seu substituto. sem rasuras e contendo os seguintes dados: . Livro de receituário Nele é feito todo o controle de entrada. O registro nesse livro deverá ser feito diariamente. na sua ausência. . Notificação de receita Documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos. Prescrição As prescrições devem estar com todos os campos preenchidos. . saída e perda dos medicamentos desta portaria. Segue uma síntese de seu conteúdo: . somente pelo farmacêutico responsável ou.Sigla da Unidade da Federação.

Assinatura do emissor. Dispensação 324 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . inscrição no devido conselho.Nome do medicamento ou da substância com dosagem ou concentração. 30 dias para notificação A quando o paciente for do sexo masculino e sete dias para pacientes do sexo feminino. .Identificação do usuário (nome e endereço completos e. As receitas terão a duração (validade) de 30 dias para notificações B e C. no caso de uso veterinário. . As notificações do tipo C são válidas para todos os estados brasileiros.. . .Identificação numérica (portarias A.Data da emissão.Identificação do emitente (nome. endereço e telefone). identificação do animal e dados completos do proprietário). . enquanto que as demais (A e B) somente têm validade no estado em que foram expedidas. quantidade e posologia. B) . forma farmacêutica. .Informações da gráfica (portarias A e B).

No ato da dispensação deverão ser conferidos os seguintes dados: . .Numeração da receita. . Dados do usuário (nome completo. forma farmacêutica e quantidade).Validade da receita. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 325 .Dados da gráfica. O farmacêutico deverá ainda datar e assinar a receita. endereço. . concentração. Dados do medicamento que está sendo dispensado (nome.Os medicamentos constantes nesta portaria só podem ser dispensados por farmacêuticos.Dados do emitente. RG e telefone). No ato da dispensação deverão ser anotados os seguintes dados no verso da receita: . . A quantidade máxima a ser dispensada por receita é o equivalente a 60 dias de tratamento (para anticonvulsivantes e antiparkinsonianos a quantidade pode chegar a seis meses de tratamento).

bem como os medicamentos nela contidos e existentes nos estabelecimentos. deverão ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que ofereça segurança.. em que uma ficará retida na autoridade sanitária. . Balanços A cada três meses deve ser realizado um balanço relatando as entradas. 326 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . julho (abril a junho). no término de cada ano deverá ser realizado também um balanço anual que deverá ser entregue até o dia 30 de janeiro do ano subseqüente. e a outra permanecerá no estabelecimento. em local exclusivo para esse fim. outubro (julho a setembro) e janeiro (outubro a dezembro). Os balanços deverão ser entregues na autoridade sanitária local até o dia 15 dos meses de abril (referente aos meses de janeiro a março). Além do balanço trimestral. O balanço também é de responsabilidade do farmacêutico. saídas e perdas de cada uma dessas substâncias. Guarda As substâncias constantes nesta portaria. Ele deverá ser entregue em duas vias. sob a responsabilidade do farmacêutico.

escolas/universidades (Por ex: planejamento familiar. umidade e raios solares.15. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 327 . • Promova ações junto à população em geral. e lembra alguns procedimentos que podem auxiliar o profissional a lidar com as necessidades dos usuários de uma farmácia. sexualidade na adolescência). PRÁTICAS PROFISSIONAIS Este capítulo apresenta um pequeno conjunto de boas práticas nos estabelecimentos farmacêuticos. • Realize campanhas educativas alertando sobre os perigos da automedicação. bem como para quem trabalha no local. PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA No dia-a-dia: • Oriente e mantenha os medicamentos na embalagem original. como um passo-apasso para a administração de medicamentos. através de parcerias com associações locais. • Evite a exposição dos medicamentos ao calor.

não colocar mais água. após a agitação. tuberculose). Essa informação deve ser transmitida pelo profissional que prescreve o medicamento. aos poucos. c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio. 328 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . 9) após o tratamento. você. Comprimidos sublinguais: a) Lavar as mãos. cápsulas e drágeas são geralmente tomados por via oral (pela boca) com um copo cheio de água. 6) utilizar o copomedida que vem junto com o medicamento. Comprimidos. muitas vezes as pessoas têm dúvidas quanto ao modo correto de utilizar algumas formas farmacêuticas. para não engasgar. exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico. na farmácia da unidade de saúde. acrescentar mais água até a marca e agitar novamente. b) Os comprimidos. pode utilizar as informações a seguir. Entretanto. 2) agitar o medicamento até que o mesmo se dissolva. 3) verificar. grupos de caminhada. se a mistura atingiu a marca indicada. • Promova e incentive hábitos saudáveis de vida. assim como no momento da entrega do medicamento. cápsulas. fechar a boca e não mastigar. COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS Cada forma farmacêutica tem uma maneira especial de ser utilizada. água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a marca indicada no frasco. 7) tomar o medicamento em pé. e o paciente deve estar em pé ou sentado.• Promova e incentive ações junto a grupos de maior vulnerabilidade a determinadas doenças (hipertensão. 8) guardar a suspensão na geladeira. por exemplo. 4) após iniciar o uso. d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar. durante o tratamento. b) Colocar o comprimido embaixo da língua. se não. com o apoio de sua equipe. Para ajudá-las. drágeas e pós para reconstituição: a) Lavar as mãos. 5) agitar bem antes de usar. como. diabetes. desprezar qualquer quantidade que sobrar.

c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico. Spray nasal a) Lavar as mãos. o número de gotas prescrito. b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumilo. nas narinas. ingerindo. d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço ou guardanapo de papel. durante alguns segundos. d) Não fumar. observando a quantidade recomendada: 2. 5mL. logo após. evitando encostá-lo dentro do nariz. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 329 . 7.10mL. pois o produto contém partículas que se depositam no fundo. próprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vêm com uma colhermedida. ao invés de copinho). um copo de água.5mL. sem incliná-la para trás. d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço.5mL. até que o comprimido se dissolva e desapareça completamente. Gotas nasais: a) Lavar as mãos. d) Manter a cabeça inclinada para trás. Suspensão oral: a) Lavar as mãos. c) Manter a cabeça na posição vertical. evitando encostar o aplicador dentro do nariz. c) Inclinar a cabeça para trás e colocar.c) Deixar a saliva na boca. sem engolir. para que o medicamento não escorra do nariz. comer ou chupar balas enquanto o medicamento estiver na boca. e) Utilizar o medicamento.

use um lenço ou guardanapo de papel.deixando o ouvido afetado para cima. Gotas no ouvido: a) Lavar as mãos. durante alguns segundos. d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos. f) Se o produto escorrer um pouco. Colírios: a) Lavar as mãos. d) Pingar o número de gotas prescrito. permitindo que o produto penetre mais facilmente.e) Simultaneamente. c) Puxar a pálpebra inferior para baixo. e) Permanecer na posição acima indicada. Supositórios: a) Lavar bem as mãos. Não aplicar simultaneamente os diferentes produtos. c) Puxar um pouquinho a orelha para “abrir” o canal do ouvido. o que facilita que a gota entre no olho. fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles. evitando piscar. inspirar profundamente duas ou três vezes. p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s 330 .ou deitar . b) Deitar ou sentar. f) Repetir a operação na outra narina. f) Fechar bem a embalagem do produto. não enxugue com a mão. g) Após a aplicação. g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os olhos. colocando a cabeça bem inclinada para trás. b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado . apertar o spray (o número de vezes indicado na receita) e aspirar. e) Fechar os olhos devagar. usando as quantidades recomendadas pelo médico.

Óvulos. fazendo as seguintes perguntas: • Qual a doença ou problema que está sendo tratado? • Qual o nome genérico do medicamento que vai ser usado? • Como e quando deve utilizar o medicamento? • Durante quanto tempo deve utilizar o medicamento? • O medicamento deve ser tomado com o estômago cheio ou não? Antes ou depois das refeições? • Pode ser tomado junto com outros medicamentos? Dispensação de medicamentos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 331 . b) Remover a embalagem do produto. Para isto. de barriga para cima.b) Deitar de lado na cama e dobrar o joelho da perna que ficar por cima. O uso seguro de medicamentos depende da informação correta: É importante que você saiba que todo paciente tem o direito de conhecer a maneira correta de usar os medicamentos. após a colocação do supositório. d) Permanecer deitado por mais alguns minutos. c) Colocar o produto no aplicador. uma hora. você. f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de lavá-lo bem para a próxima utilização. d) Deitar na cama. agente comunitário de saúde. c) Retirar o supositório da embalagem e colocá-lo no ânus. caso o mesmo seja fornecido. cremes. procurando mantê-lo no intestino por. pelo menos. deve orientá-lo a buscar essas informações junto aos profissionais de saúde. pomadas e comprimidos vaginais: a) Lavar bem as mãos. com os joelhos dobrados e as plantas dos pés apoiadas na cama. e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina. tomando cuidado para não machucar.

332 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . Deve assegurar o medicamento certo. Pontos a considerar em uma comunicação . para o uso correto de medicamentos. que significa orientar o paciente em todos os aspectos do medicamento que será consumido.O processo de comunicação: Uma das funções primordiais do profissional de saúde que trabalha na farmácia é o ato da dispensação de medicamentos. definir a ordem. • Nome genérico do medicamento. • Procurar alcançar uma velocidade adequada na exposição. Para tanto é fundamental que ambos se comuniquem. Não se exceder para evitar confundi-lo. • Dose. • Procurar avaliar o grau de compreensão do paciente. com o objetivo de ajudá-lo a cumprir adequadamente um tratamento. na hora certa para o paciente/usuário certo. com base em uma receita específica. Orientação ao paciente: Consiste em fornecer informações ao paciente. seguir uma ordem na explicação.para que o paciente compreenda a informação é importante: • Utilizar uma linguagem clara e simples. seguro e eficaz. • Evitar discursos e monólogos. • Posologia. • Dar a informação precisa que o paciente necessita. A dispensação de medicamentos é o momento em que há o contato humano entre o profissional e o usuário. O trabalhador da saúde que dispensa medicamentos deve executar os seguintes procedimentos com muita atenção: 1) Verificar a validade da receita e se contem as exigências legais: • Nome do paciente.

• quantas vezes ao dia. pois se corre o risco de entregar a medicação errada. esclareça com o prescritor (médico ou dentista). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 333 . 8) Verifique se o paciente entendeu a explicação fazendo perguntas ou pedindo que ele repita o que foi dito. Os envelopes de papel podem servir para embalar quantidade de medicamento para 2 ou 3 dias. Os sacos plásticos são mais adequados. • Nunca adivinhe o nome do medicamento. • Carimbo com CRM ou CRO. • para quantos dias. É perigoso. 6) Acondicionamento (se for necessário): escolher o material mais apropriado. conservação. • prestar adicionais esclarecimentos de acordo com o medicamento dispensado. não deixar o medicamento ao alcance de crianças. tais como cuidados de armazenamento. 2) Verificar se o receituário é compatível com o tipo de medicamento prescrito (medicamentos controlados pela Portaria 344 exigem receituários específicos). conferindo o nome e a apresentação (forma farmacêutica e dosagem) com o solicitado na receita. • Assinatura do prescritor. 3) Ler e entender a receita: se tiver dúvida. 4) Separar o medicamento indicado.. 7) Entregar o medicamento para o paciente explicando como devem ser tomados. sempre realizar esSe procedimento em local limpo.• Duração do tratamento. • Data.. porém se rompem e molham com facilidade. • em que momentos do dia. etc. 5) Se for necessário fracionar a quantidade a ser fornecida (por exemplo: cortar “cartelas”). seguindo a prescrição: • a quantidade de medicamento a ser tomada. Explicar com paciência e clareza. Observar se o medicamento tem bom aspecto e não está vencido.

Muitas pessoas sofrem as conseqüências dessa situação. O paciente e a família sofrem pela piora da doença e pelas faltas no trabalho. Um problema muito comum é o não cumprimento do tratamento pelo paciente. • Por não conseguirem ler a prescrição. • Por esquecimento. Com o objetivo de ajudar as pessoas a seguirem corretamente seus tratamentos. Como garantir que o paciente cumpra o tratamento? Respeitar a posologia é muito importante para que o medicamento cumpra o seu efeito. As pessoas que fazem uso prolongado de medicamentos merecem sua atenção constante. Mas respeitar a duração do tratamento também é fundamental. • Por não acreditarem na cura pelo medicamento. como na tuberculose.Ao dispensar medicamentos para pacientes com dificuldade de leitura devemos lançar mão de desenhos ou de formulários com desenhos que auxiliam o entendimento quanto ao horário. • Por apresentarem efeitos indesejados (dor de cabeça. diarréia. • Por não aceitarem a doença e o tratamento. etc. • Por sentirem que os sintomas da doença desaparecem. • Por acharem a posologia incômoda (muitos comprimidos ao dia). • Por confundirem os medicamentos. • Por falta do medicamento na farmácia do posto de saúde. Vejamos algumas sugestões: 334 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . Por que os pacientes não cumprem os tratamentos? • Por não entenderem como devem usar o medicamento. • Por terem vergonha de expor suas dúvidas aos profissionais de saúde. Por isso. diabetes e hipertensão. entre outros). hanseníase. podemos criar diversas formas de transmitir informações. O sistema de saúde perde recursos ao perder medicamentos e custear internações e exames. é importante que você esteja atento quanto ao cumprimento dos tratamentos pelos usuários. quantidade e tipo de medicamento a ser tomado.

por exemplo. Adapte os horários de utilizar os medicamentos aos programas de televisão e do rádio. Caso o paciente continue em dúvida. pode ser representado por duas pequenas bolinhas. 2001. observe sua rotina. 2003 • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. • Quando o paciente for analfabeto. São Paulo. adesivos. se ouve rádio ou assiste à televisão. Basta usar criatividade! • As sugestões de horários devem ser discutidas durante a consulta médica ou durante a dispensação dos medicamentos.• Quando a pessoa não tem relógio ou não sabe ver as horas. um medicamento tomado duas vezes ao dia. canetas coloridas). Por exemplo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 335 . Este capítulo teve como fontes de consulta: • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. leve o caso para sua equipe. números ou sinais. utilizando cores diferentes (fitas. Explore também a rotina diária da família: horário de levantar. procure diferenciar os medicamentos. fazer as refeições e deitar.

• Confiança não se impõe. adquire-se. o seu conhecimento é importante para que essa relação seja bem-sucedida. atualização. • Sempre haverá mercado para profissionais preparados – é essencial. sempre. RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA .CLIENTE Aqui vão algumas dicas importantes: • O cliente espera que você o oriente sobre o produto que está sendo comprado. TÉCNICAS DE VENDAS Este capítulo apresenta diversas recomendações objetivando qualificar o relacionamento entre o profissional de farmácia e o cliente. com a finalidade de otimizar o fechamento de vendas e obter a satisfação do cliente pelo serviço prestado. portanto. 336 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s .16. • Cuidar dos detalhes demonstra competência profissional.

No marketing de serviços. prazer. • Atenção e bem-estar. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 337 .• É preciso: saber falar. • Relacionamento com os clientes. pode estar afetado emocionalmente e não compra por ambição. • Quem trabalha com pessoas deve gostar e querer bem as pessoas. • Conhecimento dos produtos. O produto é consumido para prevenir ou corrigir o pior dos desequilíbrios. que é a perda da saúde. • A presença do farmacêutico na farmácia dá credibilidade ao negócio. • Segurança na informação que lhe é transmitida pelo vendedor. vaidade ou necessidade. • Praticidade na compra. os princípios básicos que determinam um bom atendimento são: • Confiabilidade: proporcionar o que foi prometido com segurança e precisão. se doente. • Técnicas de vendas. O perfil do consumidor de produtos farmacêuticos é bastante particular: ele é obrigado a comprar. • Qualidade de serviços. O consumidor é exigente e busca: • Modernidade da loja. saber calar e saber ouvir. O atendente especializado deve ficar atento para: • Atitudes comportamentais. • Qualidade dos serviços. • Confiança no profissionalismo do vendedor. não tem direito a escolhas. Atualmente predominam no mercado farmacêutico grupos com a idéia de prestação de serviços dentro da farmácia.

• Convicção: a equipe de atendimento deve ser confiante e segura. • Amigão: gosta de papo. Na relação com o cliente. É objetivo e paga o preço. equipamentos e aparência pessoal. Para isso. 338 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . e para evoluir profissionalmente. • Equipe especializada no atendimento. lê. • Atenção e respeito com o cliente. sua prática profissional deve considerar algumas qualidades importantes: • Conhecimento. deve-se buscar com ele um diálogo com senso prático. o técnico de farmácia deve zelar por sua imagem profissional. As ações fundamentais do marketing de atendimento são: • Ouvir o cliente. É importante perceber suas características: • Tímido: faz perguntas estratégicas. As três perguntas básicas que devem ser feitas para se conhecer o cliente são: • Quem são? • Onde estão? • Como podem ser alcançados? Os clientes têm perfis diferenciados. • Pesquisador de preços: benefício do preço. • Fatores tangíveis: layout. • Examinador: abre o produto. • Rápido: tudo é urgente. pergunta. • Competência. • Autoritário: quer se impor. • Atrair e dar conforto ao cliente.

• Comunicação. • Atendimento eficaz. e não aquele que você acha que deve ser. Os casos de sucesso no varejo são baseados em uma ação: conquistar e manter os clientes todos os dias. • Postura como vendedor (a): cuidados pessoais. distinguir a diferença entre tarjas. • Organização. acompanhar as mudanças da legislação farmacêutica. percorrer a farmácia. A confiança é obtida através de sinais verbais e não-verbais como movimentos corporais. conhecer os benefícios e as características dos produtos.” C ONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO O cliente precisa sentir confiança em quem o atende e na empresa a qual esse representa. preparação diária.• Confiança. conhecer a concorrência. A estratégia que sedimenta essa ação é o processo de fidelização do cliente. FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE O RESPEITO FIDELIZA As vendas no varejo são mais bem-sucedidas quando há maior é capacidade de apoiar o cliente. “O bom atendimento é aquele que o cliente diz qual é. • Atualização de mercado: conhecer produtos novos. memorizar os preços. o tom de voz e o conteúdo da fala do atendente. O a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 339 .

sono. não é. também fazem parte dos requisitos que fazem a diferença entre os indivíduos. informa o que dá para fazer ou o que pode ser feito no lugar de uma solicitação que não pode ser atendida. Se você agir de forma proativa. sendo que para que isso ocorra é preciso acompanhar. o que pode. Em seguida. assumir erros e entusiasmo. Proativo é o profissional que usa freqüentemente as expressões: o que é. Atitudes e pensamentos também fazem parte do marketing pessoal. o que tem. M ARKETING PESSOAL Segundo Philip Kotler. P ROATIVIDADE : POSTURA DO VENDEDOR Há dois tipos de perfis profissionais bastante comuns: o reativo e o proativo. de modo que a comunicação flua e possa atingir sua finalidade. quando a pessoa se vê frente a uma limitação. características e estrutura. de promover um bom ambiente ao redor de si. valorizando o ser humano em todos os seus atributos.fundamento de uma relação confiável está na integridade. organização. diz que é possível fazer. valorização. alimentação. bom humor. R APPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO Estar em rapport é estar em sintonia com o outro. terá mais chances de aprendizado e se tornará um profissional com melhores possibilidades de crescimento na empresa. no lugar da negativa. o que dá. poderá tornar-se um bom comerciante também. o marketing pessoal utiliza os conceitos e instrumentos de marketing em benefício da carreira e da vida pessoal dos indivíduos. aparência. se o cliente imaginar que foi enganado. uma vez que. além disso. As atitudes proativas no trabalho refletem-se de maneira positiva e construtiva na vida social. atividades físicas. A atitude proativa é aquela que. a capacidade de se comunicar. toda a fidelização deixará de existir. não posso. Fatores importantes para o marketing pessoal são: saúde. 340 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . postura. acaba por se ver na obrigação de atender ao pedido de um cliente. criar a confiança e a sensação no outro de que você está lado a lado com ele. a capacidade de liderança e de negociação. A ética. com motivação para os outros e para si mesmo. atualização. O profissional reativo é aquele em que a primeira reação é negar qualquer pedido. ele usa com freqüência as seguintes expressões: não dá. não tem.

solicitar educadamente (“por favor”). gestantes e deficientes.” Dicas: • Chame o cliente sempre pelo nome. • Dê preferência ao tratamento senhor/senhora. • Olhe nos olhos do cliente e mantenha-se atento. comprometimento. • Exclusividade: o grau de atenção e cuidado individual demonstrado ao cliente motiva-o a retribuir com os gastos que ele fará. • Acompanhe o cliente até o setor desejado. • Elimine na sua fala frases negativas. • Seja prestativo durante o atendimento. Atitudes: sorrir. ajustando. • Seja gentil com todos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 341 .Estabelece-se rapport: imitando. • Cortesia é a habilidade de fazer com que o cliente sinta-se bem-vindo e respeitado. Dicas: • Dê preferência ao atendimento de idosos. acompanhando ou espelhando o comportamento verbal e não-verbal de uma pessoa. solução rápida e integridade. “As pessoas apreciam o fato de serem tratadas com exclusividade. agradecer (“muito obrigado”). • Procure superar as expectativas do cliente. como “pois não”. competência. porque assim você a percebe a partir do modelo que ela tem de mundo. • Despeça-se sempre do cliente. PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE O que o cliente espera de quem o atende? Cortesia. exclusividade.

” Você deve ser capaz de responder de forma eficaz a qualquer solicitação dos clientes e. • Tome a iniciativa. o que transmite confiança e respeito profissional. • Cumpra as promessas: passe o cliente de um setor para outro. bulas. permitirá causar mudanças positivas na vida de outras pessoas.• Busque prestar um atendimento humanizado. resolva o problema do cliente mesmo que não seja sua responsabilidade. quando necessário. saber com quem obter ajuda. “Além de fazer diferença em sua vida. ouvindo com interesse e atenção. manuais. • Saia da rotina. Dicas: • Use o tempo livre para leitura de catálogo. após o atendimento. • Não procure culpados. e ofereça sugestões para melhorias.” Dicas: • Ajude os clientes tanto internos quanto externos. • Atenda os clientes demonstrando entusiasmo e vontade em querer ajudá-los. “Forneça sempre aos seus clientes mais do que esperam de você. fornecendo mais informações sobre o produto adquirido. traduzindo idéias em ações. sempre e com exatidão. eles acreditam que podem contar com você. •Comprometimento: é a capacidade de fornecer o que foi prometido. 342 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . O comprometimento determina a maneira pela qual os outros percebem sua qualidade pessoal. revistas da área. por exemplo. Se está comprometido. se ele ficou satisfeito. • Ao chegar outro cliente. • Sempre que possível pergunte ao cliente. solicite que este aguarde até que você termine de atender o primeiro. • Competência: o conhecimento demonstrado e a habilidade em transmitir confiança e credibilidade possibilitam avançar para a realização de vendas adicionais. sempre explicando antes à outra pessoa o problema do cliente.

como a equipe e sua chefia. • Demonstre ao cliente que você tem conhecimento sobre o que está falando. Nunca o deixe desorientado. • Quando o cliente tiver que aguardar. criando assim a condição para fidelizá-los. transmitindo-lhe segurança e confiança.” Dicas: • Envolva o cliente na solução do problema. • Use a linguagem do cliente. • Solução rápida: refere-se à disposição de ajudar os clientes de imediato para aproveitar o impulso da compra.• Disponha-se a prestar ajuda aos clientes e colegas. • Para resolver o problema. • Se a solução depender de outras pessoas. • Elimine atitudes reativas (“não posso. não o interrompa com conclusões precipitadas. isso não é comigo”). “Deixar claro para as pessoas que elas podem confiar e contar com você. uma vez que nem todos conhecem a linguagem técnica. Honestidade. ouça com atenção o que o cliente estiver lhe dizendo. • Mostre ao cliente que. “A velocidade do atendimento determina a competência operacional da empresa e do atendente. também para você. conquistar a fidelidade dos clientes. diga a ele o motivo da demora. • Ofereça alternativas para resolver o problema: por exemplo. o tempo dele é valioso. como conseqüência. ética e sinceridade são a base para manter sua integridade e. • Integridade: é a habilidade de deixar claro para os clientes que eles podem confiar e contar com você. por meio do envolvimento de outras pessoas.” Dicas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 343 . certifique-se de que elas assumirão a responsabilidade e que darão retorno ao cliente. oferecendo aos clientes alternativas para a solução de seus problemas.

Tenha humildade em assumi-los. aparência. por alguma motivo. postura. 344 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . • Se cometer erros ou falhas. • Apresente-se. • O cliente já estava irritado com alguém. Isso acontece geralmente quando: • Suas expectativas não foram satisfeitas. O que fazer para evitar que os clientes fiquem irritados: • Cuidado com a sua comunicação não-verbal. • Sua integridade foi questionada. • Jamais prometa o que não poderá ser cumprido. • Ele percebe que não foi ouvido.• Esconder informações vitais para os clientes é falta de integridade. deixe-me ver em que posso ajudá-lo. expressão facial. não justifique. tom de voz. • Recebe informações diferentes. • É atendido de forma grosseira. • Não faça comentários negativos sobre sua empresa ou colegas de trabalho na frente de clientes. • Dê explicações de forma aberta e honesta. diga-me o que aconteceu. L IDANDO COM CLIENTES IRRITADOS Há situações em que o cliente fica irritado. • Seja leal às pessoas. • Procure ser solícito e usar palavras adequadas: por favor. Dicas de como abordar o cliente: • Faça uma saudação ao cliente com sorriso.

“Por que” (Ex: “Para que serve este produto? ”). Assim ele começa a respeitá-lo profissionalmente por perceber que está diante de um vendedor – melhor. problemas e desejos do cliente ao atendê-lo. fatos. ela deve ser usada quando o mesmo demonstra desinteresse ou indiferença. mas perguntar e escutar.• Estabeleça uma comunicação com o cliente e faça com que ele considere um produto especifico. • Em seguida. Há duas modalidades que servem de orientação para se formular qualquer tipo de pergunta: perguntas abertas e perguntas fechadas. para vender não é necessário falar. necessidades. “O que”. fatos e sensações do cliente. “Quando”. mas ditas pelo cliente. As primeiras perguntas feitas ao cliente precisam ter algo em comum entre o que você vende e os interesses do cliente. D IFERENCIAL NO ATENDIMENTO : O sucesso no resultado de um atendimento depende da sua habilidade em vencer a resistência dos clientes. As perguntas fechadas são aquelas que respondidas com um simples “sim” ou “não”. Sempre são iniciadas com indagações como: “Quem”. “Quais”. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 345 . Procure saber as opiniões. idéias. em comunicar-se com eles e satisfazer suas necessidades. deixe o cliente examinar o produto sozinho. Seguem abaixo algumas ações que podem promover o diferencial positivo no atendimento: SONDAGEM Tem o objetivo de identificar a situação do cliente no momento do atendimento. As perguntas abertas solicitam informações sobre idéias. “Quanto”. Um vendedor profissional sabe que a única forma de vender é fazendo perguntas. “Onde”. de um conselheiro seguro e bem preparado. “Como”. As perguntas fechadas são usadas para se reduzir de forma considerável as alternativas de respostas. São informações que não devem ser presumidas. opiniões. “Para que”. Quando se utiliza uma pergunta fechada o cliente é obrigado a se decidir. As perguntas abertas são mais adequadas para conduzir uma entrevista. “Qual”.

sugerimos algumas técnicas para contornar as objeções: • Empatia: concorde antes de discordar – “Eu entendo”. Contornando as objeções Objeções são resistências do cliente no ato da compra. são: • Características – o que o produto é ou tem. promoção. que ele acha alto. suas especificações. pergunte: “Na verdade. Deve-se sempre descrever aos clientes as características e a vantagem do produto. satisfação. Outros itens que o vendedor deve considerar nos produtos. • Vantagem – o que o produto faz pelo cliente. a fim de fazer uma boa demonstração. 346 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . agilidade. entrega. “Deve”. praticidade. desinteresse ou indiferença. uma vez que isso demonstra que este não se encontra devidamente preparado para lidar com essa situação. A seguir. beleza. garantia. (Ex: “O senhor já está tomando essa medicação? ”).As perguntas fechadas iniciam-se com: “É”. o senhor quer saber o que faz este produto merecer este preço? ”. “Será”. “Compreendo”. serviço. etc. O vendedor deve conhecer as características e vantagens dos benefícios primários (produto. “Pode”. prazo. ceticismo e percepção de desvantagem. faturamento. “Está”. redução de despesas. produto. desconto. facilidade. DEMONSTRAÇÃO Os produtos que são vendidos devem ser traduzidos para os clientes em termos de economia financeira. segurança. confiabilidade. atualização. São cinco as principais razões de resistências: preço. minimizando a objeção. qualidade. “Seria”.) e saber como usá-los. • Pergunta ideal: você faz a pergunta para você mesmo responder. etc. “Percebo”. atendimento. Exemplo: se a objeção do cliente é referente ao preço. Os benefícios secundários (preço. bonificação) não devem ser priorizados pelo vendedor.

Ex: “A senhora gostaria de levar também algum material de toalete? ” 2) Fechamento condicional . É muito vantajoso quando o produto da demonstração é de valor alto. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 347 . uma vez que é mais fácil convencer um cliente a adicionar itens a uma venda do que começar um processo de vendas totalmente novo para itens adicionais. quer levar as três caixas? ” 3. Existem três formas de fechamento de vendas: 1) Fechamento tentativa .É muito eficiente quando o cliente exige condições especiais ou vantajosas para comprar ou tomar uma decisão. Fechamento direto por alternativa . A forma mais suave de se obter o fechamento direto é apresentando-lhe alternativas.Após realizar uma apresentação eficaz que convenceu o cliente.Nesse caso você obtém a aprovação da venda por fazer uma oferta adicional que o cliente rejeita. No entanto. tomar a iniciativa para fechar a venda. solicite a decisão diretamente. O cliente é levado a escolher entre duas opções. F ECHAMENTO DA VENDA Cabe sempre ao vendedor. essas condições especiais devem ser apresentadas apenas no fechamento da venda. Ex: “Se conseguirmos o desconto que a senhora solicitou. e não ao cliente. Ex: “Sua preferência é pagar com cheque ou cartão? ” E XPANSÃO DA VENDA Vendedores profissionais sugerem itens adicionais depois que transação da venda principal é concluída. ambas para levar o produto.• Repetir questionando: você faz a pergunta e aguarda o cliente responder para poder esclarecer a objeção.

4º . você se tornará um ótimo profissional de vendas num estabelecimento farmacêutico.Realce uma qualidade que valorize o item principal. 348 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s .Passos para garantir vendas adicionais: 1º .“Que tal levar o produto X também? ” 2º .Ressalte a qualidade do produto adicional. 3º .Explique que o produto adicional é absolutamente essencial para a aquisição principal. Seguindo todas essas recomendações.Vincule a posse do cliente ao item principal. 5º .

fresco. . . Em local seguro para evitar roubos. Também conhecerá o sistema 5S. a fim de estruturar o cotidiano da atividade farmacêutica. COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA . Deve dispor de estantes e estrados para acomodar os medicamentos. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA Neste capítulo você verá algumas sugestões de organização e controle. A farmácia deve ser mantida sempre limpa com a finalidade de prevenir o aparecimento de insetos. A farmácia deve estar localizada em local apropriado. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 349 . . O local deve ser propício para a limpeza e a dispensação de medicamentos. ventilado e sem umidade.17. ratos e outros animais. evitando assim que umedeçam e fiquem diretamente em contato com o piso.

A seguir. . relacionando os medicamentos que estão dentro (nome. C AIXA DE EMERGÊNCIA . para não haver erros na contagem de estoque. devemos assegurar que estejam vazios antes de acrescentar novos medicamentos. . .O RGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS . Se conservarmos os medicamentos em frascos. ou seja. . caixas ou escaninhos. A caixa de emergência deve ser devidamente identificada e sua localização na farmácia deve ser fixa e de conhecimento de todos. Separar os medicamentos injetáveis dos de administração por via oral e dos de uso tópico. indicando a violação. para evitar que se acumulem medicamentos vencidos ou com prazo de validade próximo do vencimento no fundo. quantidade. A caixa deverá estar com uma relação externa fixada. Na etiqueta deve constar a denominação genérica. deve-se evitar mudanças de lugar. os que vencem primeiro devem ser dispostos na frente. prazo de validade). Cada medicamento deve ter um lugar estabelecido na estante. . isto é. Dispor os medicamentos de acordo com a validade. concentrações. 350 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . para que sejam dispensados em primeiro lugar. As caixas de medicamentos que forem abertas devem ser riscadas. classificá-los por ordem alfabética da denominação genérica. Ao recebimento de nova remessa de medicamentos sempre verificar a validade dos mesmos com relação aos que estão nas prateleiras. a quantidade existente anotada. A verificação e a reposição dos medicamentos devem ser constantes para evitar possíveis faltas no momento de uso (situação de emergência). A farmácia deverá ter uma caixa de emergência. identificado com uma etiqueta. . da esquerda para a direita.

Exemplo: vacinas e insulina.. conferência e separação dos medicamentos para posterior armazenamento. Guardar apenas os medicamentos que necessitam de baixa temperatura de armazenagem. C UIDADOS COM A GELADEIRA . Abrir a geladeira o mínimo possível. que envolve a checagem de especificações administrativas: . . . para que não vençam dentro da caixa.nome do produto (denominação genérica) solicitado x recebido. . Recepção: área destinada ao recebimento do material e onde se procede à verificação. Deve-se mantê-la limpa e arrumada. pois poderá congelar. perdendo a atividade. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 351 . .datas de entrega. R ECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS . o controle de temperatura deverá ser o recomendado para este insumo.Utilizá-la somente para medicamentos. . Realizam-se nessa etapa duas atividades fundamentais de conferência do medicamento solicitado com o recebido. Nunca para guardar refrescos e comida. Controlar e anotar a temperatura (com termômetro de máxima e mínima) pelo menos duas vezes ao dia. Sempre estar atento em relação à validade dos itens. A insulina pode ser armazenada fora da geladeira. ATENÇÃO: Quando armazenar a insulina na geladeira não a deixar na prateleira próxima ao congelador. Se for utilizada para vacinas.

número do lote. Especificação do material solicitado X recebido quanto a: . 352 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s .quantidade solicitada x quantidade recebida. que não pode ser rasurado. planilhas do dose certa) é importante porque: . anexado ao documento original e encaminhando para providências. Os medicamentos termolábeis. .registro no Ministério da Saúde. . M OVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS O preenchimento correto dos dados de consumo e estoque de medicamentos da planilha de reposição (caderno de abastecimento do almoxarifado.condições de transporte. devem ter prioridade na conferência e no armazenamento.tipo de embalagem de acordo com o solicitado. Caso a documentação não seja enviada em duas vias.forma farmacêutica igual à solicitada. .prazo de validade. A não-conformidade (discordância) entre o discriminado no documento enviado em relação aos produtos entregues/recebidos deve ser registrada em formulário próprio.concentração. . . deve–se tirar cópia para arquivamento.proporciona estoque suficiente. os que podem sofrer alterações por ação de temperatura.E SPECIFICAÇÕES TÉCNICAS : . Todos os produtos recebidos devem ter sua documentação. . isto é. Anotações e observações devem ser feitas à parte do documento original.

.fichas de prateleira. independente das várias fontes de abastecimento. Registrar todo abastecimento recebido. F ICHA DE PRATELEIRA É uma ficha de controle de movimentação de estoque. O correto preenchimento da ficha proporciona a análise de CMM (Consumo Médio Mensal) do medicamento discriminado na ficha. .contagem física do estoque. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 353 . Preencher o cabeçalho da ficha anotando a denominação genérica do medicamento.cálculo de consumo médio mensal. Efetuar o registro de entrada com caneta vermelha para diferenciá-lo das baixas diárias. . Toda movimentação efetuada deverá ser registrada diariamente ou semanalmente. O controle deve ser único. . anotando o número da Nota Fiscal ou da Nota de Distribuição e a quantidade recebida. a forma farmacêutica e o código do medicamento. P ROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA : . Os dados para o preenchimento das planilhas de reposição de medicamentos serão obtidos através de: . . Trata-se de uma ficha individual para cada medicamento e sua respectiva forma farmacêutica.garante acesso regular do paciente aos itens necessários ao seu tratamento. a dosagem. .levantamento da quantidade de medicamentos das receitas não atendidas por falta de estoque (demanda reprimida). de entrada e saída de medicamentos.evita desperdícios por aquisição excessiva e a falta por previsão inadequada.

É o cálculo que se faz analisando a dispensação em determinado período de tempo do medicamento (utilizam-se os dados anotados na ficha de prateleira). de modo a melhorar o nosso desempenho profissional. no mínimo. C ONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE A contagem física dos medicamentos deverá ser efetuada. Consumo médio mensal (CMM) Reflete a média de consumo mensal de um determinado medicamento. e qualquer diferença entre o saldo em estoque e o saldo da ficha de prateleira deverá ser imediatamente pesquisada e esclarecida.. 354 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . CM= Consumo de cada mês e NM= Número de meses utilizados para a determinação do consumo. O dado é confiável desde que não haja desabastecimento. evitando que sejam contabilizados como consumo da unidade. £= Somatória. somar a quantidade dispensada de cada medicamento e dar baixa na respectiva ficha. para que não sejam considerados no cálculo do CMM. . mensalmente. O PROGRAMA 5S Na organização do serviço de Farmácia o Programa 5 S pode ser utilizado como princípio orientador. quanto maior o período de coleta de dados. maior a segurança nos resultados. O 5 S é um programa que foi desenvolvido no Japão com o objetivo de organizar o ambiente de trabalho. Fórmula utilizada para se obter o CMM: CMM = £ CM NM CMM= Consumo Médio Mensal. A partir das receitas atendidas no dia. Remanejamentos efetuados para outros locais devem ser registrados de forma diferenciada.

Significa limpar suas coisas após o uso e manter limpo o que já estava em ordem. embalagens e arrumando em lugares de acordo com o nosso uso. identificando as coisas por meio de nomes. . Também devemos zelar pela nossa higiene pessoal e usar roupas limpas. 2003. . Quer dizer que devemos separar o que é útil do inútil. Este capítulo teve como fonte de consulta: . SHITSUKE: senso de autodisciplina. Quer dizer reeducar nossas atitudes e transformar os 5 S em hábitos do nosso dia-a-dia. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. SEISO: senso de limpeza. SHITSUKE. ser arejado e receber luz natural. O local onde vivemos ou trabalhamos deve estar sempre favorável à saúde e à higiene. SEISO. guardar o que é necessário e jogar fora aquilo que não tem mais utilidade.O nome 5 S tem origem nas iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI. Significa colocar tudo em ordem. isto é. O que for de uso cotidiano deve ficar mais a mão. SEIKETSU. SEITON. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 355 . rótulos. . SEIRI: senso de utilização. SEIKETSU: senso de saúde e higiene. SEITON: senso de arrumação. São Paulo. .

18. Os procedimentos devem indicar produtos de alto e baixo giros. No varejo farmacêutico os sistemas vinculam-se a um programa capaz de dar sustentação a todas as ações da loja. para evitar a falta ou a compra desnecessária desses produtos. bem como os sazonais. São eles: S ISTEMA DE COMPRA Representa as operações de reposição de mercadorias em uma loja. 356 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Em uma farmácia existem vários sistemas interligados e a falha de um deles implica a desestruturação de outros. ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Podemos aqui definir sistema como uma combinação de partes coordenadas entre si e que concorrem para um mesmo resultado ou para formar um conjunto.

informatização da loja. com os a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 357 . atribuições e processos para a venda. independentemente da tecnologia. No entanto. Ele deve permitir a disponibilidade de todas as informações negociadas com o fornecedor como quantidade. O serviço ao cliente deve possuir um cadastro eficiente que identifique os compradores. de forma geral.S ISTEMA DE VENDAS E MARKETING Engloba toda a operação de venda. prazos de entrega e validade. descontos. bem como a validade do mesmo. as legislações específicas da vigilância sanitária. No estoque. Recebimento: geralmente atendido em 24 horas pelas distribuidoras. mostrando que. aplicação de injetáveis. S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Engloba todos os procedimentos. 2. S ISTEMA DE APOIO Inclui a existência de departamento de recursos humanos. S ISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE São os serviços alternativos prestados aos clientes. além de toda a sua infra-estrutura. observando que tudo o que puder ser feito para reduzir o tempo de espera do cliente em filas é bem-vindo. observando-se. datas de aniversário. monitoramento de glicemia e colesterol. aferição de pressão arterial. O relacionamento com o cliente também está incluído nesse sistema. como entrega em domicílio. entre outros. em que se deve sempre observar o estado em que o produto se encontra. essas informações podem ser relacionadas a hábitos de consumo. com normas e procedimentos característicos. De acordo com Tamascia (2006). manutenção. no entanto. Armazenagem: após o recebimento é realizada a guarda da mercadoria. desde o início do atendimento até a conclusão no caixa. Nesse contexto é recomendável a realização de um cadastro que contenha informações sobre o consumidor. os produtos devem ser armazenados em ordem alfabética. passando pela mercadoria recebida e chegando à definição do layout da farmácia. esse sistema tem seis processos que são: 1. a loja deve desenvolver técnicas para conhecer e reconhecer a clientela de forma individualizada e personalizar o atendimento. Essa operação começa na conferência da legitimidade do pedido efetuado. preço. é toda a operação que acontece desde o recebimento da mercadoria até o momento da estocagem nas prateleiras ou gôndolas. medicamentos de que o cliente faz uso. entre outros. poder aquisitivo. Cada loja é única.

Exposição: diretamente ligada à reposição de mercadorias. Etiquetagem: processo obrigatório citado pelo Código de Defesa do Consumidor. 6. Não adianta conhecer os processo e elaborar manuais para aplicá-los. o que ajuda o cliente a perceber os produtos e rapidamente encontrar o que precisa. um manual pode apresentar definições sobre o sistema a ser padronizado. o passo-a-passo do processo. afirma Cláudio Czapski (2006). É necessária a verificação periódica da validade do produto. M ANUAL DE PROCEDIMENTOS É a documentação das regras e normas de uma empresa. que ficam à frente. 358 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . o controle é manual. quem responde pelo quê. Segundo Paulo Caruso (2006). como proceder em caso de reclamação do cliente. Reposição: a falta de uma mercadoria pode causar um impacto bastante expressivo em um cliente. o qual consiste em agrupar produtos relacionados. 3. ainda. valores e hábitos de consumo para. 4. prazos de execução de cada etapa. em todos os níveis da empresa. eficácia e efetividade dos principais processos organizacionais. em lojas pequenas. que ofereça organização e clareza visual. exigindo mais atenção do técnico. O varejo aplica o conceito de categorização ou gerenciamento por categorias. então.mais novos atrás e os mais antigos à frente. A reposição tradicional segue o conceito de expor nas gôndolas os produtos mais novos atrás dos mais antigos. a tecnologia permite que os pedidos sejam gerados imediatamente após a passagem do produto pelo caixa. Preencher sempre os espaços das gôndolas significa exposição bem feita. monitorar a prática e sistematicamente avaliar se ela está de acordo com os procedimentos descritos no manual. se não existir o acompanhamento no dia–a–dia. com o objetivo de facilitar a compreensão de funcionários e colaboradores em relação às tarefas de todos. porém. Entretanto. O gerenciamento deve ajudar a criar um ambiente agradável. Ambientação: a arrumação. todos os produtos devem ser etiquetados. Nas grandes redes. É importante. oferecer soluções e não apenas produtos. a limpeza e a climatização da loja. 5. O controle do processo é a essência do gerenciamento. I NDICADORES DE DESEMPENHO A definição de um quadro de indicadores de desempenho implica a seleção de um conjunto de indicadores relevantes de eficiência. é sempre bom conhecer o perfil do cliente e definir as suas necessidades.

A contabilidade tornou-se. com letras cuneiformes. o imperador criou um simples sistema de registros. vencimento ou má conservação. • Periodicidade média de reposição: indica de quanto em quanto tempo as gôndolas costumam sofrer reposição. cresceu a necessidade de se registrar as operações de compra e venda e também da riqueza possuída pelos reis e comerciantes. É o total das vendas do dia dividido pelo número de clientes que comprou. para o melhor funcionamento da nova organização social. • Taxa de conversão: refere-se ao número de clientes que entram na loja. Com o desenvolvimento do comércio a cidade tornou-se a maior e mais rica cidade da Ásia. NOÇÕES DE CONTABILIDADE H ISTÓRIA DA CONTABILIDADE Seus princípios rudimentares surgiram na antiga Babilônia. Com o desenvolvimento do comércio entre os povos. das Reformas Religiosas e da evolução política. que lhe deviam os povos conquistados. • Ticket médio: aponta quanto o cliente gasta em determinada loja.C. porém. no qual o regime feudal foi substituído pouco a pouco por monarquias absolutas. e com o objetivo de controlar suas riquezas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 359 . • Nível de abastecimento: contribui para verificar a freqüência de ‘buracos’ nas gôndolas e a exposição incorreta dos produtos. • Número de clientes atendidos: mensura o movimento crescente ou decrescente. Nos séculos XV e XVI o mundo passou por profundas modificações políticas. Isso ocorreu por volta do ano 520 a. • Índice de perdas: avalia a perda do produto por roubo. quando o imperador Nabucodonosor a reconstruiu e cercou-a com enormes muralhas e portas de bronze. Surgiu assim o Estado Moderno. criouse o Imposto Real. então. que era gravado em tabuinhas de barro. • Índice de faltas: permite verificar a eficiência do sistema de compras. religiosas e científicas através do Renascimento Literário e Artístico. Inicialmente. • Tempo de entrega: analisa em quanto tempo um cliente recebe um pedido em casa.Os principais indicadores de desempenho do varejo farmacêutico são: • Registro de ocorrências: registra todos os problemas em um determinado período. imprescindível para o controle das receitas e despesas da nova estrutura do Estado. do desenvolvimento das Ciências Exatas e Naturais. o desenvolvimento da contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo.

apresentando lucros ou se está estagnada. Resumindo. bancos e principalmente ao governo. 360 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . através de suas técnicas. É ela responsável pela escrituração e apuração dos resultados obtidos em uma organização com atividade econômica. bem como apurar o resultado das atividades econômicas desenvolvidas para alcançar seus fins. ganham ou devem. que utiliza essas informações para avaliar e fiscalizar a arrecadação dos tributos. aumentando o patrimônio. Hoje. que podem ser lucrativos ou sociais. que são demonstradas através do registro dos fatos contábeis. F INALIDADE DA CONTABILIDADE A finalidade da contabilidade é assegurar o controle do patrimônio. C ONCEITO DE CONTABILIDADE Contabilidade é uma ciência que permite. Os registros contábeis. o campo de atuação dessa ciência tornou-se muito vasto. se a atividade da empresa está sendo produtiva. em determinado momento. A contabilidade interessa-se somente por alterações patrimoniais ocorridas na empresa. podendo ela ser aplicada a qualquer atividade econômica. Podemos então afirmar que a contabilidade surgiu da necessidade que as pessoas têm de controlar o que possuem. manter um controle permanente do patrimônio da empresa. pode-se dizer que a função da contabilidade é comparar o estado anterior com o estado atual para determinar o resultado das atividades. F UNÇÃO DA CONTABILIDADE A função da contabilidade é verificar.Sua função era medir os acréscimos ou decréscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial. fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais. sem apresentar melhorias. além de interessar aos administradores. com a evolução da contabilidade e com o surgimento do “Método das Partidas Dobradas”. interessam ainda aos fornecedores. C AMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE Está a contabilidade presente onde quer que haja uma pessoa jurídica instituída ou em vias de instituição. Só através dela é que teremos condições de apurar o lucro ou o prejuízo tido em determinado período administrativo.

recibos de aluguéis. Esse registro é feito através da escrituração. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa. É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel. prestando colaboração imprescindível não apenas para a boa administração. não se pode registrar nada nos livros contábeis sem que documentos idôneos comprovem que aquilo que está sendo registrado é verdadeiro. a contabilidade utiliza as contas. Para fazer tais lançamentos é necessário que haja documentos que comprovem a veracidade dos fatos. mas até para a própria existência da empresa. para registrar os fatos através de lançamentos. a contabilidade precisa registrar todos os fatos que ocorrem nela. Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de resultado (Despesas e Receitas). responsáveis pela sua gestão. pagamentos e recebimentos. vendas. Portanto. E. CONTA Conta é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens. Caixa e Contas-Correntes) todos os fatos que provocam modificações no patrimônio da empresa. obedecendo a uma disposição técnica em ordem cronológica. tais como compras. R EGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL A escrituração deve ser completa. tais como: notas fiscais. por ordem cronológica de dia. para demonstrar a qualquer momento seu estado e suas variações. luz e telefone. são registrados nos livros próprios através das contas. em idioma e moeda corrente nacionais. mês e ano. Direitos. através do lançamento. duplicatas. Razão. A escrituração começa pelo livro diário. onde os fatos são registrados de forma mercantil.O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A existência da contabilidade decorre da necessidade de se conhecer e controlar os componentes e as variações do patrimônio através do registro dos fatos contábeis. sem a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 361 . etc. contas de água. A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade para registrar nos livros próprios (Diários. E SCRITURAÇÃO Para controlar o patrimônio das empresas. com individuação e clareza. em forma mercantil.

” (art. mês e ano. II. Lei 7. O contador deverá desempenhar suas funções de acordo com o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL. 362 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Dec. o mesmo deverá ser datado e assinado pelo sócio-gerente ou proprietário da empresa (art. A escrituração dos mesmos será feita em forma mercantil.10 do Código Comercial Brasileiro). devendo as demonstrações contábeis obrigatórias ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração. correspondências e demais papéis pertencentes ao giro do seu comércio. III. direitos e obrigações. 186. O BRIGATORIEDADE das: DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL De acordo com o CÓDIGO COMERCIAL BRASILEIRO todas as empresas são obriga- I. A levantar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo. A inexistência dos livros obrigatórios ou falhas na escrituração e a falta de apresentação do balanço constituem crime falimentar. rasuras. enquanto não prescreverem as ações que lhes possam ser relativas. Neles serão registrados com individuação e clareza todas as operações relativas ao comércio. o qual deverá compreender todos os bens. “O Livro-Diário e o Livro-Razão são indispensáveis e obrigatórios para todas as empresas. Os mesmos devem ser encadernados e registrados nos órgãos competentes.intervalos em branco nem entrelinhas. A seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração e ter os livros necessários para esse fim. seguida pela ordem cronológica de dia. R ESPONSABILIDADE PROFISSIONAL A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica. borraduras.661/45). emendas e transporte para as margens. podendo até ter seu registro cassado se denunciado ou fiscalizado pelos órgãos competentes (exemplo: CRC). A conservar em boa guarda toda a escrituração.

ATIVO: São todos os bens. etc.00 450.000. O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido. O balanço é composto por duas partes. O balanço avalia a riqueza. estoques de mercadorias produzidas. com existência ou exercício de duração limitada.00 240. Exemplo de Balancete Balanço levantado em Agosto de 2005 Ativo Banco Clientes Mercadorias Apl.475. ou seja.). etc.00 14.00 Patrimônio Líquido Capital Social Lucro do Exercício SOMA DO ATIVO 20. Contas do ativo têm saldos devedores.) onde é demonstrada a situação econômicofinanceira da empresa na data a que o balanço diz respeito.00 SOMA DO PASSIVO 4.00 300.00 20. mas não demonstra o seu resultado. o valor da empresa.00 Fornecedores Impostos a Pagar Salários a pagar Aluguéis a pagar Passivo 1.315.315. é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros. isto é. apenas o apresenta em valor total.00 7.00 6. gráfico.315.300.00 250. direitos e valores a receber no prazo máximo de um ano. ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos.000. bens. aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.000.00 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 363 . BALANÇO: É um quadro (mapa. sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado “demonstração de resultados”. Financeiras Imobilizado 6. direitos e valores a receber de uma entidade.00 300. que se encontram sempre em equilíbrio. realizável a curto prazo (duplicatas.G LOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis registrados no ativo permanente.

porém. instalações. autorizações ou concessões. fundo de comércio. despesas pré-operacionais. material de escritório. de organização.) Despesa com Salário ( . reorganização. CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. representam uma aplicação de capital indispensável aos objetivos.00) (400. veículos. equipamentos.140.) Custo da Mercadoria ( .00 240. como marcas e patentes.00) (300. material de limpeza etc.200.Demonstração do Resultado do Exercício Período de: 01/08/2005 a 31/08/2005 Empresa: XXXXX Comércio Ltda. Receita de Vendas ( . com vida útil superior a 1 ano): imóveis.) Despesa com Aluguéis ( + ) Receita de Juros ( + ) Receita de Aplicações Financeiras ( = ) Lucro Líquido 3. representam despesas: combustíveis e lubrificantes.) Despesa com Conservação ( . benfeitorias em prédios de terceiros.00) (250. máquinas. BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens duráveis. BENS DE CONSUMO: (não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo produtivo). reestruturação ou remodelação de empresas.00) 500.00 (1. direitos autorais. pré-industriais.00 BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça necessidades humanas.00 1. BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda ou aluguel). ponto comercial. pesquisa e desenvolvimento de produtos.) Despesas com Impostos ( .000. Depois de consumidos. 364 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física. móveis e utensílios. fórmulas ou processos de fabricação.00) (450. custo de projetos técnicos. Corresponde ao passivo exigível.

bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa. CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. estabelecer normas para sua interpretação. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa. Corresponde ao patrimônio líquido. CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios. visando a três sistemas distintos: orçamentário. DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio. por isso são demonstradas com o sinal (-). CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: são classificadas no ativo. direitos. tanto as físicas quanto as jurídicas. para alcançar os seus objetivos. É também igual ao total do ativo da entidade. que forma a participação (em dinheiro. ramificando-se conforme a sua área de abrangência em federal. CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto. CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro. CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado. dividindo-se em civil e comercial. financeiro e patrimonial. estadual. objetivando representá-lo graficamente. CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens. tendo saldos credores.CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa. municipal e autarquias. mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 365 . obrigações e situação líquida). CONTAS DE RESULTADO: Registram as variações patrimoniais e demonstram o resultado do exercício (receitas e despesas). além da representação gráfica de seus patrimônios. evidenciar suas variações.

custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. mas sempre provocam diminuiçãos na situação líquida. pesquisa e desenvolvimento. Notas Explicativas. Essa demonstração deve também revelar o dividendo por ação do capital realizado. DESPESAS: São gastos incorridos para. DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar num determinado período as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da entidade. quando esses recursos são os que afetam o capital circulante líquido (CCL) da empresa. ainda não distribuídos aos sócios-titular ou aos acionistas. DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido. aluguéis a vencer e encargos a apropriar. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo exigível.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados. DIFERIDO: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para lucro em mais de um período. Ex: seguros a vencer. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício. revelando os eventos que influenciaram a modificação do seu saldo. DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. Demonstrações das Origens e Aplicações dos recursos. Demonstrações das Mutações do PL. 366 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Demonstração de Resultado. E apresentar informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de recursos) da empresa durante o exercício. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS: Balanço Patrimonial. direta ou indiretamente. pelo uso. faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra. Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados. diante do confronto das receitas. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo permanente. por causas naturais ou por obsolescência. gerar receitas. além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição no PL.

FATOS ADMINISTRATIVOS: São os que provocam alterações nos elementos do patrimônio ou do resultado. EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses). por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros. produtos em elaboração. bancos conta movimento.DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros. matériasprimas e mercadorias. FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 367 . ou não. é chamado de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido. reconhecendo seu débito. Ex: produtos acabados. É emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador). cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto. Perante a legislação do imposto de renda. também são denominados fatos contábeis. em virtude de sua utilização para fins econômicos. findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados. devendo ser remitida a este último para que a assine (ACEITE). registrados no ativo permanente. ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos). representadas pelas contas de caixa. DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. DISPONÍVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas. com o ano-calendário. de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis. Por essa razão. EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido. EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento após o encerramento do exercício subseqüente. ele pode coincidir. Este procedimento é denominado aceite. logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos). ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade da entidade.

tecnicamente. terrenos. FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). veículos. ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse. IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa. etc. dispensa a formalidade do aceite. podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do patrimônio líquido). O conceito principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras: ações. OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante terceiros. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. obras em andamento para uso próprio. seja a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação patrimonial. seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial. LUCROS ACUMULADOS: Resultados positivos acumulados da entidade legalmente ficam em destaque. ou de valores relativos aos resultados do exercício. patentes. mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais. obras de arte. demonstrar. imóveis não utilizados. INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. saldo ou transação. NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a pagar a outra certa quantia em dinheiro num determinado prazo. imóveis destinados ao arrendamento. podem ser considerados como reservas de lucros. poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. máquinas e equipamentos. móveis e utensílios. ou seja. enquanto não distribuídos ou capitalizados. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar. Por se tratar de título emitido pelo devedor a favor do credor. mas. organizar. de determinada conta. 368 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e .FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). edifícios. ou ainda.

PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda – embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante de poder aquisitivo. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos. sua expressão formal deve ser ajustada. Reservas de lucros. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. com a perda. imposto de renda a pagar. via de decorrência. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 369 . depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da entidade. contas a pagar. PREJUÍZO ACUMULADO: Na contabilidade. um conjunto de pessoas. empréstimos bancários. duplicatas a pagar. e Lucros/Prejuízos acumulados. PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistência de intenção da empresa em convertêlos em dinheiro. Contas do patrimônio líquido têm saldos credores. títulos a pagar. prejuízo acumulado é um subitem do patrimônio líquido que surge quando a empresa acumula prejuízos. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da entidade. divide-se em: Capital social. a fim de que permaneçam substantivamente corretos – isto é. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio. salários a pagar. de seu valor. PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. Reservas de capital. para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido. independentemente de pertencer a uma pessoa. segundo as transações originais – os valores dos componentes patrimoniais e. o Patrimônio Líquido. na sua composição qualitativa e quantitativa. PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do exercício seguinte. até mesmo integral. a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. Contas do passivo exigível têm saldos credores. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes.PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos (bens e direitos) da entidade é menor do que o passivo exigível (obrigações). Reservas de reavaliação. Por conseqüência.

na apuração dos resultados do exercício. expressos em valor presente na moeda do país. independentemente das causas que as originaram. nessa acepção. na apuração dos resultados do exercício. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente. REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando. na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da entidade. É obrigatório nas entidades com fins lucrativos. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. Só pode ser utilizado em entidades sem fins lucrativos. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. REGIME DE CAIXA: Quando. diretores ou participantes no lucro (não constituem negócios usuais). o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período.ou finalidade. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. com ou sem fins lucrativos. PRINCÍPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimônio devam ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa. PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se. independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. acionistas. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. 370 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . são consideradas as receitas e despesas. Por conseqüência. PROVISÃO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobráveis. direitos derivados de vendas. simultaneamente. nos quais os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas. no caso de sociedade ou instituição.

depaulacontadores. RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competência pertence a exercício futuro. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos. que constituem objeto da pessoa jurídica.RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros.http://www.html • http://www. estatutária ou por outras razões.com.br/glossario.br/contabilidade/ contabilidade.com. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicam acréscimo de valor ao custo de aquisição de Ativos já corrigidos monetariamente.portaldecontabilidade.com.br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade023.http://www.htm • De Paula Contadores . principais ou acessórias. por exigência legal. baseado no mercado.juliobattisti. RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuízo operacional): É aquele que representa o resultado das atividades.asp a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 371 . RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da empresa por vários motivos. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal de Contabilidade .

A parceria foi desfeita em 1989. Todos os fabricantes de software começaram a adaptar ou criar as versões de seus produtos para rodar na plataforma Windows. lançou um sistema de tela gráfica denominado OS/2. foi o Windows1. que foi desenvolvido em parceria com a Microsoft. Em 1985 a Microsoft lançou um sistema de tela gráfica que não obteve sucesso de uso. INFORMÁTICA BÁSICA INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA A novidade dos componentes com tela gráfica operados com auxílio de um mouse foi lançada pela empresa Apple Computer. em 1984.0. que começou a ser visto como uma alternativa viável para o crescimento de usuários de computadores.19. mas a IBM continuou o desenvolvimento do produto que atingiu o auge em 1996 com o OS/2 versão 4. quando foram lançados o Windows 3. com o produto denominado Macintosh. o sistema consagrou-se e a Microsoft chamou a atenção para o seu sistema. 372 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .0 e em 1990 o Windows 3.11. Antes de terminar a parceria com a IBM a Microsoft lançou o Windows 2.1 e o Windows 3.0 denominado Merlin.0. Em 1992. Em 1987 a IBM.

Componentes de memória. depois de vários testes com o windows 98 surge o Windows XP. O novo sistema não trouxe grandes novidades em relação ao seu visual. depois de empreender a maior campanha de marketing que já se teve notícia até então. Software são os programas que. mas a guerra judicial foi vencida e. foi lançado o Windows 95. teclado. a Microsoft amargou perante a justiça um processo gerado pela lei contra os monopólios. e os periféricos mais utilizados são: monitor de vídeo. Lembre-se: Memória é qualquer lugar onde os dados podem ser armazenados. utilizando o hardware computador. Nos anos de 1997 e início de 1998. mas teve o seu núcleo praticamente refeito. placas e chips fazem parte dele. executam as diferentes tarefas necessárias ao processamento de dados. em julho de 1998. que ao longo de 2 anos e 9 meses obteve a cifra de 92% de usuários em todo o mundo. Existem softwares de vários tipos.Já em 27 de agosto de 1995. O CÉREBRO ELETRÔNICO O computador é composto de uma unidade central de processamento e de periféricos. A unidade central de processamento é chamada CPU (Central Processing Unit) ou UCP. os mais importantes são: • Sistema Operacional: prepara o computador para receber e executar os programas. periféricos. com design totalmente diferente e com funções inteligentes. Além dos periféricos da CPU o computador possui diversos componentes eletrônicos assim como as memórias. Agora. tem duas partes diferentes que funcionam em conjunto: Hardware é a parte física do computador. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 373 . cabos. disco flexível e disco rígido ou winchester. o Windows 98 era lançado mundialmente. conjunto de componentes e equipamentos adequadamente estruturado. O COMPUTADOR Um computador. impressora.

com valor de armazenamento de dados igual ou maior que os CDs atuais. fazer cálculos.• Linguagens de Programação: utilizadas para escrever programas. além de contar como uma interface mais bonita. capazes de armazenar dados. Terabyte=1024 gigabytes. • Ferramentas: auxiliam o desenvolvimento de programas e o gerenciamento dos discos.disquetes.winchester. desenhar ou armazenar informações. Essa nova versão herda do Windows NT algumas qualidades que fazem do XP a melhor escolha. Por precaução. quando rígido “HD” . Trate-os sempre com cuidado e guarde o disquete em uma caixa quando fora de uso. erros fatais ou operações ilegais. • Aplicativos: executam tarefas comuns como escrever. Obs. ficando livre de travamentos. 374 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . sendo utilizado somente por porta USB. procure ter os mesmos cuidados empregados aos disquetes. todavia. Megabytes = 1024 Kilobytes. ele pode ser riscado e. O XP quer dizer eXPeriência. têm aplicação profissional. Com uma melhoria no visual. Podem ser utilizadas por leigos. tanto para o uso doméstico como para o uso em empresas. o sistema conta com novidades e alguns aprimoramentos nos recursos já existentes. a leitura do disco estaria comprometida. As outras grandezas são: Kilobyte = 1024 bytes. mas nunca toque as superfícies magnéticas expostas. Você pode pegar um disco pela sua cobertura externa. MICROSOFT WINDOWS XP O Microsoft Windows XP traz maior estabilidade e segurança com um sistema operacional que aposenta de vez o velho MS-DOS. nesse caso. pois são fáceis de manusear. OS DISCOS Os discos.: devemos lembrar que além dos discos há o Pendrive. Os discos de CD’s e DVD´s não têm o problema de desmagnetização. Não aproxime o disquete de objetos que geram um campo magnético. A unidade que representa esse volume de dados gravados em um disco ou outro dispositivo de armazenamento é o byte que representa um caractere. Os disquetes são delicados e podem ser facilmente danificados. Gigabyte = 1024 megabytes. são dispositivos de entrada e saída. quando flexíveis . pois o usuário terá uma nova experiência ao utilizar o sistema operacional.

2. suporte a mais de um monitor. Clique em Desativar para desligar o Windows com segurança. Para reiniciar o sistema. Ligue o computador.A versão doméstica é mais leve. I NICIALIZANDO O W INDOWS XP Para carregar o sistema operacional. Encerrar o Windows XP Antes de desligar o computador. Para cancelar o desligamento do sistema. alguns recursos somente são encontrados na versão Professional. 1. clique em cancelar. Após alguns segundos o Windows XP estará completamente carregado e pronto para ser utilizado. exigindo menos poder de processamento e memória. por outro lado. clique em Reiniciar. Entre os recursos exclusivos da versão Professional se destacam: área de trabalho remoto. o Windows deve ser desligado corretamente. desligue o computador pressionando o botão Desligar ou Power em seu gabinete. O usuário será informado que o sisteFigura 1. Clique em Iniciar. 2.0 ma já foi desligado corretamente. 1. 3. conexão em um domínio. trabalhar com dois processadores. 4. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 375 . criptografia de arquivos e sistema. discos dinâmicos. Para encerrar o Windows com segurança. A caixa de diálogo “Desligar o computador” será exibida. Desligar o computador. entre outros.

2. apresentando somente o ícone da Botão Iniciar No canto inferior esquerdo. Clique com o botão direito do mouse em qualquer área vazia da barra de tarefas. DE TRABALHO (D ESKTOP ) A área de trabalho ou Desktop está menos poluída. Figura 2. data e hora. Figura 1. No menu suspenso. daí o nome Painel de controle. Através do botão “Iniciar” é possível abrir novas opções de navegação do Windows. basta arrastá-la para os lados. proceda da seguinte maneira: 1. dias. Painel de controle O Painel de controle do Windows XP agrupa itens de configuração de dispositivos e opções em utilização como vídeo. Se a barra de tarefa estiver bloqueada. clique em Bloquear a barra de tarefas para retirar a marca de seleção. Relógio Figura 1. Arraste e solte a barra de tarefas para um novo local em sua área de trabalho. som. encontra-se o botão Iniciar. Movendo a barra de tarefas A barra de tarefas pode ser movida para qualquer local conveniente. resolução. para cima ou para baixo na tela.5 376 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . É possível exibir e alterar as horas. entre outros.1 O relógio do sistema encontra-se no canto inferior direito.6 3. meses e ano no sistema. Essas opções podem ser controladas e alteradas pelo usuário. principal meio de locomoção e navegação do Windows.Á REA lixeira.

com suporte a várias fontes e seus tamanhos. Para retornar a tarefa. rodapé nas páginas. Inicialmente o Painel de controle exibe nove categorias distintas.Para acessar o Painel de controle 1. etc. sublinhado. Clique em WordPad. 3. itálico. à esquerda e centralizado. Para localizar arquivos. trabalhar com texto formatado com opções de negrito. 2. 2. TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD O Acessório WordPad é utilizado no Windows principalmente para o usuário se familiarizar com os menus dos programas Microsoft Office. Para iniciar o WordPad. sons. Utilize os botões de navegação: Voltar Avançar Acima Pesquisar Pastas Para voltar uma tela. 1. Clique em Iniciar. Na próxima tela escolha a tarefa a ser realizada. Portanto é um programa criado para um primeiro contato com os produtos para escritório da Microsoft. 3. entre eles o Word. Posicione o cursor do mouse em Acessórios. Para exibir o conteúdo de uma pasta. imagens. vídeos. Clique em Iniciar. etc. Para ir ao diretório acima. 4. Figura 4. Clique na opção desejada. Entre suas funcionalidades o WordPad lhe permitirá inserir texto e imagens. O WordPad não permite criar tabelas. Painel de controle. formatação do parágrafo à direita. aponte para Todos os Programas. cabeçalho e mala direta.5 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 377 .

3. mover. Clique no menu Arquivo. 4. 2. Ele também mostra as unidades de rede que foram mapeadas para letras de unidades do computador.WINDOWS EXPLORER O Windows Explorer exibe a estrutura hierárquica de arquivos. você pode copiar. Figura 5. Usando o Windows Explorer.0 Figura 5. Figura 4. Digite um nome para a nova pasta e pressione a tecla Enter. Selecione o diretório ou pasta onde deseja criar uma nova pasta. renomear e procurar por arquivos e pastas. posicione o cursor do mouse em Novo.9 Criar nova pasta 1.1 378 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Abra o Windows Explorer. clique em Pasta. pastas e unidades no computador.

Caminhe por entre os diretórios e pastas. 2. Para renomear uma pasta utilizando o Windows Explorer. renomear uma pasta.3 3. 2. 1.Abra o Windows Explorer.Renomear uma pasta Através do botão direito do mouse possível realizar diversas operações. No menu suspenso selecione Renomear. Para copiar ou recortar um arquivo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 379 . 4. localize o arquivo que deseja copiar ou recortar.2 Figura 5. Digite um novo nome para a pasta e pressione a tecla Enter. Por exemplo. Copiar. Clique com o botão direito na pasta que deseja renomear Figura 5. recortar e colar em uma outra pasta. Abra o Windows Explorer. 1. recortar e colar arquivos Através do Windows Explorer é possível abrir uma pasta que contenha um arquivo que você deseja copiar ou mover.

3. Teclas de atalho do Outlook Express Ao invés de ficar clicando em botões. impressão e exclusão de mensagens.4 Figura 5. clique em Colar. Para recortar o arquivo.5 4. Figura 5. Ação Responder ao remetente Enviar uma mensagem Apagar mensagem Imprimir mensagem Localizar uma mensagem Inserir assinatura Abrir o catálogo de endereços Nova mensagem Ir para uma pasta Mover uma mensagem para outra pasta Combinação de teclas Ctrl + R Ctrl + Enter Ctrl + D Ctrl + P Ctrl + Shift + F Ctrl + Shift + S Ctrl + Shift + B Ctrl + N Ctrl + Y Ctrl + Shift + V 380 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Clique no menu Editar. clique em Recortar ou clique em copiar para criar uma copia em outro diretório ou pasta. Abra a pasta ou diretório que ira armazenar o arquivo. 5. você pode utilizar teclas combinada para realizar ações de envio. Experimente usar algumas combinações de teclas.Selecione o arquivo e clique no menu Editar.

a caixa de diálogo Inserir Anexo se abrirá. Digite a mensagem de resposta e clique no botão enviar. Para enviar um arquivo anexado. 3. 5. O arquivo será anexado à mensagem. 2.2 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 381 .1 3. Abra a pasta onde se encontra o arquivo. Clique no botão Enviar Figura 7. Clique no botão ( ) Responder. Figura 7. Digite o e-mail de destino. Enviando mensagens com arquivo em anexo O Outlook possibilita o envio de arquivos em anexados. 1. o assunto e a mensagem. Figura 6. Para responder um e-mail selecione a mensagem na Caixa de Entrada.Respondendo uma mensagem Faz parte da etiqueta da Internet responder a todos e-mails enviados para sua conta de e-mail. Selecione o arquivo e clique no botão Anexar. 1. 4.9 2. Clique no botão ( ) Anexar. clique no botão ( ) Criar email.

podemos escolher o conjunto de barras de ferramentas e botões que queremos deixar visível na tela.WORD (VERSÃO 2000) Antes de abordar esse programa. Isto é. Para iniciar o trabalho com o Word/2000. [BOTÃO] . A seguinte tela deverá aparecer: < Menu suspenso < Botões de atalho < Régua orientação < Informações gerais C ONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO Esse editor de textos segue o padrão de personalização do ambiente de trabalho do Windows.Indica uma opção de configuração que deve ficar marcada quando ativa e desmarcada quando inativa. é preciso apresentar a simbologia utilizada para explicar o seu funcionamento: <MENU> . bem como as réguas e informações gerais do docu- 382 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .indica acesso a uma das opções do Menu que aparece na parte superior da tela. -TECLA – Indica a digitação de uma tecla do teclado.indica o acesso a um dos botões. {TAB} . I NICIAR O EDITOR DE TEXTOS O objetivo de um editor de textos é obviamente o que o nome propõe: editar textos.indica para selecionar uma TAB (“orelhinha”) [ ] Itálico . clicamos no botão <INICIAR> escolhendo a opção <PROGRAMAS> e procurar na pasta <MICROSOFT OFFICE> o programa <MICROSOFT WORD>.

“Recuo de corpo de texto”. até mesmo em uma única linha. clique na indicação “Ú” que aparece no final de cada barra de ferramentas. Uma delas é através do menu <EXIBIR> <BARRA DE FERRAMENTAS>.mento. Para ativar ou desativar as barras basta clicar na opção da barra escolhida. etc. Para a forma de apresentação das letras temos os botões [N] para negrito. podemos ter várias fontes (tipos de letras). Na primeira caixa de seleção temos um conjunto de estilos já configurados (“Normal”. A barra de ferramentas que possui os estilos de fontes é apresentado na figura abaixo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 383 . etc. Ao abrir as opções de Menus você pode observar que somente as opções mais recentes primeiramente aparecem. As opções de negrito. “12”. Para isso podemos utilizar várias formas de modificar o ambiente. Porém podemos optar por determinar o nosso próprio estilo escolhendo o tipo de fonte (normalmente a padrão é a “Times New Roman”). Se quiser que todas as opções apareçam clique no menu <FERRAMENTAS> <PERSONALIZAR> {OPÇÕES} e desmarcar a opção [ ] Menus mostram primeiro comandos recém-usados. o tamanho (“10”. itálico e sublinhado são ativadas ou desativadas clicando sobre o botão. Para inserir ou deletar botões das barras de ferramentas. As barras marcadas estão ativas.). [I] para itálico e [S] para sublinhado. Veja a figura logo a seguir. “Titulo 2”. F ORMATANDO FONTES Em um documento.) e a forma de apresentação da letra.

que representa os botões de controle que controlam este recurso. A BRIR DOCUMENTO /S ALVAR /S ALVAR COMO Todo documento. Esta janela possui uma vantagem sobre a barra de ferramentas. segundo a figura abaixo. cópia e exclusão.A escolha de fontes também pode ser feita através do menu <FORMATAR> <FONTES>. Quando queremos digitar um título. impressão. pois podemos visualizar a fonte antes de escolher. a nova linha aberta. necessitando que seja alterada a sua formatação antes do início da digitação do texto. é um arquivo que possui um nome usado para identificá-lo para reedição. basta clicar sobre o botão [CENTRALIZAR] e o texto automaticamente será centralizado. que será o seu novo parágrafo. O mesmo acontece para a opção [ALINHAR À ESQUERDA]. e queremos que o mesmo esteja centralizado na folha. O parágrafo que você acaba de ler é um exemplo da forma justificada de texto. Normalmente a cor padrão na inicialização de um texto é a automática (preta). independente do número de páginas que ele possui. 384 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Importante lembrar que. também estará centralizado. A LINHAMENTO DO TEXTO No Word. Outra forma de escolher a cor da fonte é pelo botão indicado na figura abaixo. quando você pressiona – ENTER -. C OR DA FONTE A escolha da cor da fonte a ser utilizada na digitação do texto pode ser feita de pelo menos duas formas: através do menu <FORMATAR> <FONTE> escolhendo a cor na caixa “Cor da Fonte”. A opção [JUSTIFICAR] deve ser utilizada quando desejamos que o Word alinhe automaticamente as linhas do texto com as margens direita e esquerda. [ALINHAR À DIREITA]. podemos alinhar o texto dentro do parágrafo de quatro formas.

ou então acionar o menu <FORMATAR> <MARCADORES E NUMERAÇÃO> <NUMERA- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 385 . Existem várias formas de se abrir um documento do Word. Em ambas as opções e na primeira vez que estamos salvando o documento uma janela será apresentada. Na caixa “Nome do arquivo” você deve colocar o nome que você quer dar ao arquivo. Podemos utilizar o botão da barra de ferramentas cujo desenho é apresentado na pequena figura que aparece logo ao lado . Na caixa “Salvar como tipo:” é onde selecionamos o tipo de arquivo que queremos salvar. O ideal é clicar no menu <ARQUIVO>. clique no botão [SALVAR]. Essa tarefa pode ser feita de várias maneiras. a próxima linha (parágrafo) terá uma nova numeração com incremento de uma unidade. Veja a figura que aparece em seguida Na caixa “Salvar em:” você deve selecionar a pasta que irá armazenar o documento. cujo desenho é igual ao da figura que aparece ao lado . Por enquanto deixaremos sempre a opção “Documento do Word (*. N UMERAÇÃO E M ARCADORES .doc)”. 2. Você também pode utilizar o botão na barra de ferramentas. Para inserir uma numeração simples (1. O Word permite que o documento seja salvo em formatos diferentes do formato padrão do Word. ou através do menu <ARQUIVO> <SALVAR>. A numeração será iniciada automaticamente. 3. etc. Ao encerrar o Word. o aplicativo questiona o usuário sobre se ele quer salvar o arquivo. À medida que você termina de digitar uma linha.) e automática de itens no Word primeiramente deve-se clicar sobre o botão de controle conforme figura ao lado DA>. escolher a opção <ABRIR> e procurar a pasta e o arquivo desejado. não salvar ou cancelar o encerramento do aplicativo. pressiona a tecla – ENTER -.Primeiramente precisamos dar um nome ao arquivo. Após ter preenchido as opções.

386 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . copiar ( transferir a área selecionada para a memória do micro ) e colar ( transferir da memória do micro para o ponto que irá receber a cópia). Para isso. Para transferir o bloco selecionado para a memória.Para os marcadores. 3. temos o recurso de selecionar ( marcar a área do texto a ser reproduzida ). Como vimos no item anterior (item 8). em seguida. Você pode clicar e arrastar o mouse sobre o texto a ser copiado. clique na opção <EDITAR> do menu em seguida <COPIAR> ou então pressione as teclas – CTRL + C . ou até mesmo de outro texto. proceda da seguinte forma: 1. as opções de formatação estão no mesmo menu utilizado pelos numeradores. 2. T ECLAS DE ATALHO O Windows e todos os aplicativos da Microsoft possuem o recurso denominado “Teclas de Atalho”. a opção de copiar utilizando as teclas – CTRL + C – ou colar. Para selecionar a área do texto a ser copiada. pressionar sem soltar a tecla – SHIFT – e utilizar as setas do teclado para selecionar a área. As teclas de atalho podem ser úteis já que não precisamos retirar as mãos do teclado para pegar o mouse e selecionar um conjunto de opções do menu. ou então clicar na primeira letra do texto e. Vá para o ponto do texto onde deseja inserir o bloco selecionado e clique na opção <EDITAR> do menu e em seguida <COLAR> ou então pressione as teclas – CTRL + V -. S ELECIONANDO . enquanto que os numeradores por números e letras. utilizando as teclas – CTRL + V – nada mais são do que teclas de atalho. COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO Às vezes você precisa repetir uma ou mais partes de um texto. A diferença entre os numeradores e os marcadores é que os marcadores são representados por símbolos ou figuras.

Uma nova tela é apresentada. o usuário deve clicar no botão [LOCALIZAR PRÓXIMA] para que o localizador procure a próxima ocorrência da palavra ou então escolher o botão [CANCELAR] para cancelar a procura. conforme apresentado na figura abaixo. A cada ocorrência da palavra.F7 . onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja localizar. Uma nova tela é apresentada. modificando a opção [DIREÇÃO]. conforme apresentado na figura mostrada a seguir.L OCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS Para localizar textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <LOCALIZAR>.ou então na barra de ferramentas que apresenta o seguinte botão a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 387 . acima ou abaixo de onde o cursor estiver posicionado. clique no botão [MAIS]. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja substituir. Podemos optar por substituir todo o texto. Para que todas as opções de substituição apareçam. S UBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS Para substituir textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <SUBSTITUIR>. conforme a tela abaixo. V ERIFICANDO O RTOGRAFIA E G RAMÁTICA A verificação da ortografia e gramática pode ser feita acessando o menu <FERRAMENTAS> <ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA> ou clicando a tecla .

A tela conforme figura a seguir é então apresentada. 388 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . O Word pode verificar os problemas de ortografia e gramática durante a digitação do texto. A tela é então apresentada conforme a figura abaixo. Essa opção pode ser ativada ou desativada pelo usuário. Isso permite ver imediatamente se foi digitada uma palavra errada ou se uma frase não está gramaticalmente correta. O Word exibe linhas vermelhas abaixo das palavras que ele acha estarem erradas e linhas onduladas verdes abaixo das sentenças que ele acha estarem com problemas gramaticais. Para ativar ou desativar a opção de verificação durante a digitação o usuário deve acessar o menu <FERRAMENTAS> <OPÇÕES> e na {ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA}.

até por ser mais comum nas tarefas diárias. você simplesmente passa para uma nova linha dentro da célula. Na figura abaixo. O Word permite que um documento possua várias formatações de colunas diferentes em um único texto. o Word não formata colunas. você não passa para a próxima célula (como acontece no Excel). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 389 . o usuário deve acessar o menu <TABELA> <INSERIR><TABELA> (ver figura a seguir) e escolher o número de linhas e colunas que a tabela deve ter. O usuário sempre deverá fazer também. Ao pressionar a tecla – ENTER – em uma tabela do Word. M ÚLTIPLAS COLUNAS O Word permite que o usuário trabalhe com o texto formatado em mais de uma coluna. Pressione as teclas –TAB – para navegar na tabela e incluir texto. Inicialmente. a sua revisão. Para formatar colunas o usuário deve acessar o menu <FORMATAR> <COLUNAS>. manualmente. podemos observar as opções possíveis de formatação de colunas.Mesmo assim não podemos afirmar que o Word irá corrigir todos os erros de gramática e ortografia existentes no documento. T ABELAS Para inserir uma tabela no texto.

linha ou coluna que deseja modificar. clique em uma das células da tabela e escolha no menu <TABELA> a opção <AUTOFORMATAÇÃO DA TABELA>. Após inserir uma tabela qualquer em seu documento. por meio do qual podemos especificar a largura de linhas e colunas utilizando as medidas de “centímetros”. O usuário deve selecionar a tabela antes de alterar os valores. posicione o ponteiro do mouse na linha ou coluna que deseja modificar. 390 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . A escolha da autoformatação também pode ser feita no momento da inserção da tabela clicando no botão [AUTOFORMATAÇÃO] que aparece na tela de inserção da tabela (ver figura 15.A UTOFORMATAÇÃO DE TABELAS O Word possui alguns formatos pré-definidos de tabelas. Quando o cursor estiver na posição de modificação de linhas e colunas o desenho do ponteiro será modificado para: Linhas Colunas A modificação de largura de linhas e colunas de toda a tabela ou de uma linha ou coluna específica também pode ser feita através do menu <TABELA><PROPRIEDADES DA TABELA> (ver figura logo a seguir). A LTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS Para alterar as linhas e colunas de uma tabela.1). Segure o ponteiro do mouse pressionado e arraste o mouse até a posição desejada.

Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <INSERIR LINHAS> no menu de atalho. Para excluir uma nova linha da tabela. a nova linha aparece na tabela. Para excluir uma nova linha da tabela. Acesse o menu <TABELA> <EXCLUIR> <COLUNAS>. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 391 . a linha é destacada. dê um clique à esquerda ou à direita da coluna ao lado da qual você quer inserir outra coluna. as colunas marcadas desaparecem. dê um clique na coluna a qual você gostaria de excluir. A CRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA Para inserir uma nova coluna na tabela. dê um clique à esquerda da linha acima da qual você quer inserir outra linha. (Observe que o ponteiro do mouse muda de uma seta apontando à esquerda para uma seta apontando à direita). a linha desaparece. Acesse o menu <TABELA> <INSERIR> <COLUNAS A DIREITA> ou <COLUNAS A ESQUERDA>. a linha fica destacada.A CRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA Para inserir uma nova linha na tabela. a nova coluna aparece na tabela. dê um clique na margem esquerda da linha a qual você gostaria de excluir. a coluna fica destacada. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <EXCLUIR LINHAS> no menu de atalho. a coluna é destacada.

conforme apresentado na figura abaixo. Depois selecionamos a tabela e acessando o menu <TABELA><CLASSIFICA TABELA> escolhemos as opções de classificação (ver figura abaixo).F ORMATAR BORDAS DA TABELA Para modificar as bordas da tabela. Podemos ordenar a tabela em ordem crescente ou decrescente e com mais de uma opção de classificação de colunas. selecione a tabela e acesse o menu <FORMATAR> <BORDAS E SOBREAMENTO>. podemos inserir em uma tabela uma lista desordenada de nomes de pessoas com os seus respectivos números de telefone. 392 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Por exemplo. O RDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA O Word permite a ordenação de dados inseridos em uma tabela.

Uma barra conforme a figura abaixo. figuras. escolha a pasta e o arquivo que deseja inserir. etc. Você pode dar um clique com o botão direito do mouse sobre a figura. Nessa barra de ferramentas. clique na opção “disposição do texto” que aparece no nono ícone.I NSERIR F IGURAS O Word permite que o usuário crie seus documentos utilizando além de textos. clipes. respectivamente: opção de visualização do clipe. Clicando sobre a figura desejada. M ODIFICAR A FIGURA . O Word também permite que você insira figuras a partir de arquivos que não estejam no Clipart. Posicione o cursor no documento. é apresentado. mais contraste. com um quadrado em sua volta ou não. clipes e gráficos. imagens. As figuras estão classificadas em categorias. sobre e abaixo do texto. Escolha a categoria e a figura desejada. Você tem a opção de colocar a figura entre. Para facilitar o seu trabalho com figuras. Para ativar essa opção. você pode aumentar ou diminuir o tamanho da figura. inserir outras figuras etc. colocar mais brilho. conforme figura abaixo. o menu. Escolhendo a primeira opção (ver figura abaixo) você insere a figura em seu documento. sons. Escolha a opção “Mostrar barra de ferramentas “Figura”“. imagens e gráficos para que possam ser acrescentados aos seus documentos. próximo de onde você deseja inserir uma figura. conforme a figura abaixo. Escolha no menu suspenso a opção <INSERIR> <FIGURA> <CLIPART>. você pode deixar ativada a barra de ferramentas “DESENHO”. As demais opções de botões apresentadas são. opção para adicioná-lo em uma categoria denominada “favoritos” e opção para acionar um processo de busca por clipes semelhantes. O Word também permite que o usuário escolha novas figuras. sons. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 393 . Para isso escolha no menu a opção <INSERIR><FIGURA><DOARQUIVO>. será apresentada.

clique no menu <INSERIR> <FIGURA> <AUTOFORMAS>. o usuário deve escolher com qual tipo de apresentação de Word Art quer trabalhar.I NSERINDO A UTOFORMAS Autoformas são figuras com formatos específicos: setas. tamanho. etc. acessando no menu <INSERIR> <FIGURA> <WORDART> e escolhendo a disposição de texto que mais lhe interessar. Para modificar as figuras “autoformas”. As opções conforme a figura abaixo. A figura abaixo será apresentada e o usuário poderá então escolher a melhor forma de apresentação de sua autoforma. fluxogramas. Para acessar o menu de formatação do texto Word Art. textos explicativos que podem ser usados em conjunto com texto e figuras. 394 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . dê dois cliques sobre a figura inserida em seu documento. O usuário pode determinar o tipo de fonte. linhas. serão apresentadas. Depois o usuário deverá digitar o texto que deseja que fique com essa forma de apresentação. T RABALHANDO COM W ORD A RT Para trabalhar com o Word Art (ferramenta que usa letras artísticas). clique com o botão direito do mouse sobre o texto Word Art e escolha a opção “Formatar Word Art”. Para acionar o menu de autoformas.

Com o advento do ambiente gráfico Windows. verá em detalhes os recursos do EXCEL 7 que permitirão a criação de planilhas mais sofisticadas e com uma melhor aparência. tendo como representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple. você deve dar um clique no botão iniciar. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 395 . você aprenderá as operações básicas para a criação e impressão de uma planilha. Agora. Supercalc e Lotus 1-2-3 para os PC’s. tabelas e gerações de números baseados em variáveis. Como são relativamente fáceis de operar. C ARREGANDO O E XCEL 7 Para carregar o EXCEL 7. tornando-se a rainha das planilhas. No menu programas. em seguida clique na opção Programas. opção Microsoft Excel. a planilha Excel passou a dominar esse ambiente gráfico. de forma a já poder criar os seus primeiros modelos e. sua principal carga operacional. clique no grupo MsOffice. por si sós. praticamente a causa da explosão dos microcomputadores no final da década de 1970. na formulação de projeções. mas somente que você conheça a aplicação que irá desenvolver e os comandos próprios da planilha. quando estes foram lançados. Trabalhar com uma planilha eletrônica não exige conhecimentos de programação. Uma planilha eletrônica substitui naturalmente o processo manual ou mecânico de escrituração e cálculos. Elas são.EXCEL Planilhas eletrônicas As planilhas eletrônicas ficarão na história da computação como um dos maiores propulsores da microinformática. as planilhas vieram ao encontro de milhares de organizações e pessoas que tinham ou têm. posteriormente.

. você poderá criar uma única planilha e utilizar doze folhas em cada pasta. como a tecla NumLock. A função de uma célula é armazenar informações que podem ser um texto. 396 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Cada célula é identificada por um endereço que é composto pela letra da coluna e pelo número da linha. em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de sua empresa no ano. Linha de status: Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de advertência sobre os procedimentos que estão sendo executados. etc. etc. END. Na maioria das vezes. A tela de trabalho do EXCEL 7 é composta por diversos elementos. um número ou uma fórmula que faça menção ao conteúdo de outras células. Uma célula é o cruzamento de uma coluna com uma linha. segundo o qual cada planilha é criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho. Workbook: O EXCEL 7 trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho. mas podem ser renomeados. Esses marcadores recebem automaticamente os nomes Plan1. Marcadores de página (Guias): Servem para selecionar uma página da planilha. você trabalhará apenas com a primeira folha da pasta. Com esse conceito. Barra de fórmulas: Tem como finalidade exibir o conteúdo da célula atual e permitir a edição do conteúdo de uma célula. da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em branco com o nome de Pasta 1. entre os quais podemos destacar os seguintes: Células: Uma planilha é composta por células. assim como sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga. INS. Plan2.A T ELA DE TRABALHO Ao ser carregado.

é necessário que ela seja selecionada previamente. Para tornar uma célula ativa. Use as teclas de seta para mover o retângulo célula a célula na direção indicada pela seta. U SANDO TECLAS A próxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o retângulo de seleção pela planilha: AÇÃO Mover uma célula para a direita Mover uma célula para a esquerda Mover uma célula para cima Mover uma célula para baixo Última coluna da linha atual Primeira coluna da linha atual Última linha da coluna atual Primeira linha da coluna atual Mover uma tela para cima Mover uma tela para baixo Mover uma tela para esquerda Mover uma tela para direita Mover até a célula atual Mover para célula A1 F5 TECLAS A SEREM USADAS seta direita seta esquerda seta superior seta inferior CTRL-seta direita CTRL-seta esquerda CTRL-seta inferior CTRL-seta superior PgUp PgDn ALT+PgUp ALT+PgDn CTRL+Backspace CTRL+HOME Ativa caixa de diálogo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 397 . O Excel permite a criação de uma planilha com 16. Use o mouse para mover o indicador de célula e com isso selecionar uma célula específica. você deve mover o retângulo de seleção até ela.Janela de trabalho: Uma planilha do Excel tem uma dimensão física muito maior do que uma tela-janela pode exibir. M OVIMENTANDO .SE PELA PLANILHA Para que uma célula possa receber algum tipo de dado ou formatação. Use uma caixa de diálogo para indicar o endereço exato. 3.384 linhas por 256 colunas. 1. 4. ou seja. que se torne a célula ativa. escolhendo um dos vários métodos disponíveis. 2. Use as teclas de seta em combinação com outras teclas para acelerar a movimentação.

informe a referência da célula que você deseja. 398 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . basta apontar o indicador de posição para a célula desejada e dar um clique. Se a célula estiver fora da área de visão. Quando ela aparecer. Depois de informar o endereço. pressione o botão OK.U SANDO A CAIXA DE DIÁLOGO Se você sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor. pressione a tecla F5 para abrir a caixa de diálogo Ir Para. Esse método é muito mais rápido do que ficar pressionando diversas vezes uma combinação de teclas. você deve usar as barras de rolamento vertical ou horizontal. USANDO O MOUSE Para mover o retângulo de seleção para uma determinada célula que esteja aparecendo na janela.

Para finalizar a digitação do número 150 ou de qualquer conteúdo de uma célula na caixa de entrada pelo botão na barra de fórmulas. pressione ENTER. Em seguida. O EXCEL 7 sempre classificará o que está sendo digitado em quatro categorias: 1. Como padrão. Um texto ou um título 2.Você pode arrastar o botão deslizante para avançar mais rapidamente ou então dar um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais vagarosamente a tela. basta digitar o seu conteúdo. exibindo três botões. Você deve selecionar a célula que receberá os dados posicionando o retângulo de seleção sobre ela. o conteúdo da célula está terminado e o retângulo de seleção é automaticamente movido para a célula de baixo. E NTRADA DE NÚMEROS Por exemplo. a barra de fórmulas muda. Cada número digitado na célula é exibido também na barra de fórmulas. o EXCEL 7 alinha um texto à esquerda da célula e os números à direita. Uma fórmula 4. Um comando Essa seleção quase sempre se faz pelo primeiro caractere que é digitado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 399 . I NSERINDO OS DADOS Inserir o conteúdo de uma célula é uma tarefa muito simples. o EXCEL 7 assume que ao pressionar ENTER. selecione a célula C4 e digite o número 150. Como padrão. Um número 3. Note que ao digitar o primeiro número.

que mantém o retângulo de seleção na mesma célula. Como padrão. em vez de ENTER. digitar o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalização da digitação. dei- Se durante a digitação algum erro for cometido. dê um clique na caixa de cancelamento xando a célula e a barra de fórmulas em branco. você pode finalizar a digitação de um texto ou número pressionando uma das teclas de seta para mover o retângulo de seleção para a próxima célula. e da caixa de entrada. Além da tecla ENTER. conforma a figura abaixo: 400 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pressione a tecla Backspace para apagar o último caractere digitado. adotaremos sempre o pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitação de uma célula.Se. basta selecionar a célula. Agora insira os textos. fórmulas ou pressione ESC. o retângulo de seleção permanecerá na mesma célula. que avança o cursor para a célula de baixo. Essas duas operações apagarão o que foi digitado. na barra de Para cancelar as mudanças. a digitação de uma célula for concluída com o pressionamento da caixa de entrada . Agora insira os números mostrados na figura abaixo: E NTRADA DE TEXTOS Inserir um texto em uma célula é igualmente fácil.

No EXCEL 7. você trabalhará fornecendo endereços de células para serem somados.8+550+35”. contudo. Se você fosse fazer a soma dos valores da coluna C. na maioria das vezes. Basicamente. Cada célula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o conteúdo de uma expressão digitada composta apenas por números e operações matemáticas ou então por referências a células da planilha. você pode obter o mesmo efeito se colocar o cursor em uma célula e digitar a mesma expressão só que começando com o sinal de mais: “+150+345. digite a fórmula mostrada e pressione ENTER. escreveria a seguinte expressão em uma calculadora: “150+345. Posicione o cursor na célula C8.8+550+35” e pressionaria o sinal de igual para finalizar a expressão e obter o número no visor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 401 . uma fórmula consiste na especificação de operações matemáticas associadas a uma ou mais células da planilha.E NTRADA DE FÓRMULAS É na utilização de fórmulas e funções que as planilhas oferecem real vantagem para seus usuários. Note que no lugar da fórmula apareceu a soma das células. aparece a fórmula digitada. Essa possibilidade de uso do Excel é conveniente em alguns casos. enquanto na linha de fórmula.

A A UTO -S OMA O EXCEL 7 possui um recurso muito útil. Complete a planilha como mostra a próxima figura: 402 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Após aparecer a fórmula. basta pressionar ENTER para finalizar a sua introdução. pode usar dois métodos bem simples que ativarão a edição. Dê um duplo clique sobre a célula. como mostra a próxima figura. A LTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA Se você quiser alterar o conteúdo de uma célula. o EXCEL 7 identifica a faixa de valores mais próxima e automaticamente escreve a função SOMA () com a faixa de células que deve ser somada. Esse recurso consiste na aplicação automática de uma função do EXCEL 7 que se chama SOMA. pressione o botão Autosoma que se encontra na barra de ferramentas. 2. Ao pressionar o botão. Posicione o retângulo de seleção na célula D7. Posicione o retângulo de seleção sobre a célula e pressione F2. Em seguida. 1. que facilita a entrada de fórmulas para calcular uma somatória de valores contínuos.

Basta dar um clique no botão salvar. No menu Arquivo existe uma opção que se chama Salvar.S ALVANDO UMA PLANILHA Quando você salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL 7. não será necessário o fornecimento do nome. pela digitação de uma combinação de teclas ou pelo pressionamento de um botão da barra de ferramentas. pode pressionar a combinação de teclas CTRL-B. Para salvar uma planilha. Nas outras vezes. é solicitado que você forneça um nome para ela. Você pode ativar esse comando então. se não gostar de usar muito os menus. A terceira opção é a mais rápida para quem gosta de usar mouse. Qualquer uma dessas opções abrirá a caixa de diálogo mostrada a seguir: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 403 . o terceiro da barra de ferramentas. você pode optar pelo menu Arquivo.

É por isso que você deve fornecer um nome específico para a planilha que está sendo criada. No menu Arquivo existe uma opção chamada Abrir. você deve abrir a planilha. Se. ler o arquivo do disco para a memória. C ARREGANDO UMA PLANILHA Se posteriormente você necessitar utilizar a planilha novamente. ou seja. Qualquer uma dessas três opções abrirá a caixa de diálogo Abrir: 404 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Você pode ativar esse comando então. e que é o segundo da barra de ferramentas. mais de um novo documento for criado. Pasta3 e assim por diante. se não gostar de usar muito os menus. os nomes propostos pelo Excel serão Pasta2. representado por uma pasta se abrindo. A terceira maneira de abrir um arquivo é pressionar o botão Abrir. ele recebe o nome de Pasta1.No EXCEL 7. pode pressionar a combinação de teclas CTRL+A. em uma mesma seção de trabalho. toda vez que uma nova planilha é iniciada.

F ORMATAÇÃO DE CÉLULAS Efetuar a formatação de células no EXCEL 7 é bastante simples. S ELECIONANDO COM O MOUSE Para selecionar uma faixa com o mouse. S ELEÇÃO DE FAIXAS No EXCEL 7. as células marcadas ficam com fundo escuro para que visualmente você tenha controle da área selecionada. Quando chegar com o cursor na célula final. basta selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatação sobre ela. a unidade básica de seleção é uma célula. Enquanto o cursor vai sendo movido. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 405 . Você deve digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponíveis. vertical ou em forma de retângulo. enquanto arrasta o retângulo de seleção até a célula correspondente ao final da faixa. o botão do mouse deve ser liberado. Toda faixa é composta e identificada por uma célula inicial e por uma célula final. você deve posicionar o cursor na célula inicial e em seguida manter o botão esquerdo do mouse pressionado. Uma faixa de células pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do teclado.Ela funciona de maneira idêntica à caixa de diálogo Salvar Como. e você pode selecionar uma célula ou uma faixa de células horizontal.

S ELECIONANDO

COM O TECLADO

Para selecionar uma faixa de células com o teclado, você deve posicionar o retângulo de seleção sobre a célula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a tecla SHIFT pressionada, enquanto usa uma das teclas de seta ou de movimentação para mover o retângulo de seleção até o final da faixa. Ao atingir essa posição, a tecla SHIFT deve ser liberada.

D ESMARCANDO

UMA FAIXA

Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleção feita, basta dar um clique sobre qualquer célula da planilha que não esteja marcada.

F ORMATAÇÃO

DE TEXTOS E NÚMEROS

No EXCEL 7, pode-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos especiais tais como negrito, itálico, sublinhado, entre outros. Um texto pode ser alinhado dentro de uma coluna à esquerda, à direita ou centralizado. Você pode ativar um desses efeitos durante a digitação do conteúdo de uma célula, ou posteriormente, bastando para tal selecionar a célula desejada e pressionar o botão do efeito desejado. Você pode aplicar mais de um efeito na mesma célula.

FORMATAÇÃO

DE NÚMEROS

Além da formatação genérica que se aplica tanto a textos como a números, o EXCEL 7 possui formatos específicos para serem aplicados a números. Na barra de formatação, existem cinco botões específicos para esse fim.

406

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

A LTERAÇÃO

DA LARGURA DAS COLUNAS

Você pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas margens por meio do uso de uma caixa de diálogo ou do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE

Para alterar a largura com o mouse, você deve mover o cursor até a barra de letras no alto da planilha, como mostra a próxima figura.

Em seguida, você deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja, da linha que separa as colunas. Então o cursor mudará de formato, como na próxima figura:

Nesse instante você deve manter o botão esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta a linha de referência que surgiu até a largura que achar conveniente. Ao atingir a largura desejada, é só liberar o cursor do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO

Outra forma de alterar a largura de uma coluna é por meio de uma caixa de diálogo que é acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuará sobre a coluna atual, a menos que você selecione mais de uma coluna previamente antes de ativar o comando.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

407

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de diálogo onde você deve informar a largura da coluna em centímetros.

A PAGANDO

O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS

Se você cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o conteúdo de uma célula, a forma mais simples é posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL. Para apagar uma faixa de células, selecione as células da faixa e pressione DEL.

C RIANDO

GRÁFICOS

O EXCEL 7 oferece uma forma gráfica para representar os seus dados de uma forma mais ilustrativa. O EXCEL 7 permite a criação de gráficos na mesma página da planilha atual ou em outra página da pasta. Veremos agora a criação de um gráfico na mesma página da planilha. Para criar um gráfico, você deve selecionar previamente a área de dados da planilha que será representada pelo gráfico. Em nosso exemplo, a série que será representada está na faixa B3:E7. Após selecionar a faixa, é só pressionar o botão do auxiliar gráfico na barra de ferramentas . Quando esse botão é pressionado, o cursor

muda de formato, surgindo como um pequeno gráfico. Você deve selecionar então uma área da planilha onde o gráfico deve ser criado.

408

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

Após liberar o botão do mouse, o EXCEL 7 ativa as caixas de diálogo Auxiliar Gráfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de células que será representada. Se a seleção de células estiver correta, pressione o botão Próxima: caso contrário, digite a faixa correta.

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de gráfico. Basta dar um clique sobre o tipo desejado, que no exemplo é o de Colunas 3-D.

Pressione o botão Próxima para avançar para a etapa seguinte. Dependendo do formato básico escolhido, serão apresentadas as variações de formato possíveis para o gráfico. No caso do gráfico de colunas 3-D, as variações são mostradas na próxima tela.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

409

A quarta etapa mostra uma visão prévia do gráfico e pede que seja especificado ou confirmado se a seqüência dos dados no gráfico deve ser feita por linha ou por coluna. Como padrão, o EXCEL 7 proporá por colunas. Em nosso exemplo, queremos ver como os itens de despesas se comportam mês a mês. Por isso escolhemos linhas.

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha será usada como legenda para as categorias, que no caso são os meses, e qual coluna será usada para as legendas. Se quiséssemos colocar um título no gráfico, bastaria pressionar o botão próxima. Por ora, deixaremos o título de lado e pressionaremos o botão Finalizar. O gráfico será montado na área selecionada, como mostra a próxima figura. Qualquer valor da faixa que for modificado alterará a aparência do gráfico instantaneamente.

410

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

I MPRESSÃO

DA PLANILHA

Até agora você já aprendeu um mínimo para criar uma planilha no EXCEL 7. Imprimir é ainda mais fácil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a planilha que está sendo editada. Até agora realizamos operações que foram acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impressão também pode ser feita por meio de uma opção do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o ícone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padrão. É o quarto ícone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impressão, verifique se a impressora está ligada, possui papel e seu cabo está conectado ao micro.

F ECHANDO

A PLANILHA ATUAL

Se você estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem gravar as alterações feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha não sofreu alterações desde que foi carregada, ela será fechada. Caso tenha ocorrido alguma alteração, será exibida uma caixa de diálogo pedindo sua confirmação.

C RIAÇÃO

DE UMA NOVA PLANILHA

Para iniciar uma nova planilha, você deve ativar o comando Arquivo/Novo, como mostra a próxima ilustração.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

411

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou então, dar um clique sobre o botão novo, que é o primeiro da barra de ferramentas.

A BANDONANDO

O

EXCEL 7

Para sair do EXCEL 7, você deve acionar a opção Sair do menu Arquivo. Se você ativar essa opção imediatamente após ter gravado o arquivo atual, o programa será encerrado imediatamente, voltando o controle para o Gerenciador de Programas.

INTERNET EXPLORER
O
QUE É A

I NTERNET ?

A Internet é uma gigantesca rede mundial que interliga computadores do mundo inteiro. Imagine uma “rede” ligando milhões de pessoas que têm a oportunidade de acessar informações, conversar, trocar arquivos, etc., instantaneamente. Isso é a Internet. É como se a Internet fosse um grande conjunto de estradas ligando várias cidades. Por essas “estradas” circulam informações de vários tipos: textos, imagens, sons, etc. Utilizando um computador, você pode acessar essas informações e se comunicar com outras pessoas. A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também criar, gerenciar e distribuir informações.

W ORLD W IDE W EB (WWW)
A World Wide Web é uma rede virtual (não-física) “sobre” a Internet, que torna os serviços disponíveis na Internet totalmente transparentes para o usuário e ainda possibilita a manipulação multimídia da informação. Assim qualquer usuário pode, somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de informações na forma de imagens, textos, sons, gráficos, vídeos etc., navegando através de palavras-chaves e ícones.

412

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

ENDEREÇOS

ELETRÔNICOS

Nesta seção iremos aprender como são formados os endereços eletrônicos. Eles têm um formato muito específico. Veja abaixo Exemplo.:

Protocólo

Nome da Empresa

Localidade da página

http://www.microsoft.com.br World Wide Web Comercial

No exemplo acima mostramos um endereço (URL) situado na WWW, com fins comerciais, e localizado no Brasil, cujo nome da empresa é Microsoft. http:// (HyperText Transfer Protocol) - Protocolo de transferência de Hipertexto é o protocolo utilizado para transferências de páginas Web. Trata-se de um dado técnico que mostra qual é a linguagem utilizada para que os dois computadores que estão se comunicando possam se entender. www: Significa que essa é uma página Web seja, aqui é possível visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, músicas, etc. Resumindo, é a parte gráfica da Internet. .com: Indica que o Website é uma organização comercial. Dependendo do tipo de site que se acessa, essa terminação pode variar. Veja alguns exemplos abaixo: .edu: Indica que o Website é uma organização educacional .gov: Indica que o Website é uma organização governamental. .br: Indica que o Website é uma organização localizada no Brasil, assim como na França é “.fr” e EUA “.us”

O

PROGRAMA

I NTERNET E XPLORER

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

413

Descubra os principais botões do programa na figura a seguir. ou seja. Veja a função de cada botão no menu: O botão ao lado possibilita voltar à página de que você acabou de sair. tal como Cadê. se você estava na página da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems. ver o que há de novo na mesma. Barra de Status Área de Navegação Barras de Rolagem Abaixo as funções de cada botão de seu navegador IE 5 da Microsoft. utilize o botão parar para finalizar o download. Geralmente utilizado para rever a página que não foi completamente baixada. ou seja. ou seja. O botão atualizar tem como função rebaixar a página em execução. O botão avançar tem a função invertida à do botão voltar. esse botão possibilita voltar para a da Microsoft sem ter que digitar o endereço (URL) novamente na barra de endereços. abre-se uma seção ao lado esquerdo do navegador que irá listar os principais sites de busca na Internet. Altavista 414 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Clicando-se nesse botão. Geralmente o IE 5 está configurado para ir a sua própria página na Microsoft. Lycos. Botões de navegação Menu Barra de Endereços OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO . em que faltam figuras ou textos. citado acima. O botão página inicial tem como função ir para a página que o seu navegador está configurado para abrir assim que é acionado pelo usuário. se você está baixando uma página que está demorando muito. O botão parar tem como função óbvia parar o download da página em execução.

Em questão de segundos as mensagens atravessam diversos computadores em diversos países para chegar ao seu destino. com as mesmas funções da barra padrão. A partir daqui será possível encontrar o que você está procurando (e isto será abordado mais detalhadamente nas próximas páginas).etc. Bastante útil para usuários esquecidos. CORREIO ELETRÔNICO O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO ? O correio eletrônico (eletronic mail = e-mail) é um dos serviços mais elementares e mais importantes disponíveis na Internet. O correio eletrônico guarda muitas semelhanças com o correio tradicional. pode responder imediatamente. Utilizamos esse recurso como atalho para acessar nossas páginas preferidas. Uma das grandes vantagens do correio eletrônico é sua rapidez na entrega da correspondência. se um usuário mandar uma mensagem para outro. porém a Microsoft já utiliza como padrão do IE 5 alguns sites que estão na lista de favoritos. A versão anterior não possuía esse recurso de visualizar a página em execução em tela cheia como o nome já diz. o correio eletrônico é a troca de mensagens (cartas. O botão de correio tem como função auxiliar no envio e na leitura de mensagens eletrônicas. O botão histórico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas últimas 4 semanas. o botão de canais tem como função exibir uma série de sites desenvolvidos especialmente para o IE 5.. Basicamente. A troca de mensagens chega a ser tão rápida que. e em questão de minutos a sua resposta poderá já estar de volta. Semelhante ao botão favoritos. em formato eletrônico) entre dois ou mais usuários da Internet. o navegador torna-se mais amplo para se navegar. quer dizer. nova mensagem. O botão favoritos contém os Websites mais interessantes definidos pelo usuário. que tem um maior desempenho caso sejam visualizados através do IE 5. ou seja. Os botões indicam suas funções e tornam desnecessário explicar suas finalidades. sem todas as barras do navegador. com isso você pode manter um controle dos sites que você visitou. memorandos. e esse último estiver usando o computador naquele momento.Para você adicionar um site na lista de favoritos. enviar link e enviar mensagens. Ao clicar no mesmo aparecerá um menu com as opções: ler correio. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 415 . a não ser a barra de navegação em formato reduzido. etc. clique com o botão direito em qualquer parte da página de sua escolha e pressione adicionar a favoritos.

Além disso. • ler e manipular as mensagens recebidas. ou caixa de correio. GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS O programa de correio eletrônico deve permitir que o usuário guarde o conteúdo de uma mensagem como um arquivo comum no seu computador local. removendo ou adicionando mensagens. Um dos usos convenientes desses folders é armazenar mensagens enviadas ou recebidas.). mas basicamente todos os programas são capazes de duas operações básicas: • editar (digitar) e enviar mensagens. chamados folders (pastas). endereçar automaticamente respostas ao remetente. R ESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS Os programas devem ser capazes de. os programas devem permitir que o usuário use o conteúdo da mensagem original na composição da resposta. conferências etc.Existem diversos programas para utilizar correio eletrônico. livro. G ERENCIAR A CAIXA DE CORREIO As mensagens que chegam para um usuário ficam armazenadas em um arquivo normalmente chamado de mailbox. Os programas de correio eletrônico permitem administrar a mailbox. verificando quais são as mensagens que o usuário recebeu etc. como se estes fossem caixas de correio eletrônico. por exemplo. dada uma mensagem recebida. adicionando comentários. às vezes por assunto (por exemplo: cartas. MENSAGENS Os programas em geral permitem que seja impressa uma mensagem em uma impres- 416 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . I MPRIMIR sora local. C RIAR E USAR APELIDOS Muitos programas permitem que um usuário crie um apelido para endereços eletrônicos. particular. ou retransmitir essa mensagem para outros endereços. facilitando a digitação quando os endereços originais são longos e complicados. A maioria dos sistemas consegue também criar e manipular arquivos de mensagens. ou edite a mensagem original antes de retransmiti-la.

o remetente (no campo From:) e o assunto (no campo Subject:) da mensagem. entre elas o destinatário (no campo To:). mas pode também se referir a uma lista de pessoas. ou um endereço que aciona um programa (por exemplo. mas isso só acontece se o usuário estiver mandando mensagens enormes. um programa que controla um depósito de arquivos). Uma mensagem pode ser endereçada a uma pessoa. o CEP. normalmente colocado automaticamente pelo sistema de correio eletrônico Subject: assunto da mensagem <texto da mensagem> nome do remetente Uma mensagem eletrônica contém texto e cabeçalho. como fotos. a cidade. Esse cabeçalho contém informações importantes. Os sistemas normalmente cortam se a mensagem for muito grande. Praticamente não há limite para o tamanho do texto da mensagem. Para uso normal. Com base nessas informações o carteiro entrega a carta a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 417 . o endereço eletrônico especifica uma pessoa física. o número da casa. vídeos. Para enviar uma carta no sistema de correios normal. é necessário o nome do destinatário. etc. a rua. a um conjunto de pessoas ou ainda a um programa de computador. E STRUTURA DOS E NDEREÇOS E LETRÔNICOS O endereço eletrônico é o item mais importante para que seja possível enviar uma mensagem. o país. etc.) enviados entre pessoas. com milhares de linhas. O endereço eletrônico é análogo ao endereço postal. O formato básico de uma mensagem é o seguinte: To: cc: From: endereço eletrônico do destinatário (obrigatório) endereço eletrônico de outro destinatário (opcional) o endereço eletrônico do remetente. não é preciso se preocupar com o tamanho.O QUE É UMA MENSAGEM ? Mensagem é uma denominação genérica para textos (que podem ou não conter arquivos anexos. Na maioria das vezes.

pois ele pode chegar “distorcido” ao destinatário. Na primeira convenção. saudações. Embora uma grande maioria de terminais permita essa distinção. separadas pelo símbolo “@” (“at”. Alguns exemplos de códigos de países: br uk pt – – – Brasil Inglaterra (United Kingdon) Portugal. use-a com cuidado. No endereço eletrônico. etc. mas os carteiros são os computadores. coloque seu endereço eletrônico no final. etc. empresa. Muitos sistemas de mensagens colocam a assinatura definida pelo usuário. que pode ser composto por mais de um nome separados por um ponto (“. Não se esqueça de assinar a mensagem. amigo. Quando escrever para um fórum de discussão. automaticamente. Portanto. prezado “nome”. De preferência. As convenções para construção de endereços eletrônicos não são completamente coerentes e rigorosas. pois não fica claro quem você é apenas pelo seu endereço eletrônico. indicada usando-se uma de duas convenções básicas. duas estruturas mais comuns de endereço eletrônico: nome@local. Q UANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS 1. que significa “em” na língua inglesa). A segunda parte é o nome de uma máquina na Internet. como o “não” no início desse item. pois alguns terminais ainda não distinguem letras maiúsculas de minúsculas. etc. e de vez em quando as pessoas usam 418 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Não escreva o texto em letras maiúsculas. A primeira parte indica o nome do usuário específico. tchau.). atualmente.ao destinatário. Escreva como se escreve uma carta. que é um código indicando o nome do país.). no final da mensagem. Há. por exemplo paulo ou mariasilva.) e no final (abraços. use letras maiúsculas apenas quando desejar evidenciar ou tornar importante alguma palavra no texto. Coloque também saudações no início (oi. Existem muitas discussões na rede.”). pois foram criadas e modificadas ao longo do tempo. tenha sempre em mente que uma ou mais pessoas lerão sua mensagem. *aqui*).domínio Esses endereços são compostos de duas partes básicas. o formato usado inclui o local onde o usuário é encontrado (universidade. e o país. seja claro no texto e procure não as ofender.país ou nome@local. 2. existe algo semelhante. Outra forma de evidenciar uma palavra é colocá-la entre “*” (por exemplo.

Não adianta escrever subjects como “Oi” ou “matemática”. é muito comum citar-se parte da mensagem original para colocar contexto em sua resposta. procure manter o assunto de sua mensagem dentro do assunto original. Por exemplo. Quando em uma discussão com um grupo de pessoas. ou escrevem com um tom de raiva ou ironia que normalmente não usariam pessoalmente. porque podem ser centenas delas e não dá para ler todas. procurando pontos de obscuridade e mal-entendidos. palavrões). Para ajudar a distinguir o que é parte da mensagem original e o que é parte da resposta. mas use-o com bom senso. mas com intenção de fazer uma brincadeira. Procure ser cordial e tente ajudar os outros. se necessário. Se quiser mudar de assunto. retrate-se imediatamente. O “bate-boca” inútil não constrói nada para ninguém. 5. Muitos se sentem protegidos pela distância. como. pela “frieza” do teclado/vídeo. “inflação zero no Brasil” ou “procuro colecionadores de selos”. Mal-entendidos acontecem freqüentemente! Se você ofendeu alguém e não era sua intenção. Ao responder uma mensagem (reply). muitos sistemas permitem que se coloque automaticamente um sinal no início de cada linha da mensagem que está sendo citada. pois além de perder o sentido da focalização do assunto. 3. Por isso prefira subjects curtos e informativos.por exemplo. Corte partes da mensagem original. pondo um smile após a frase. Se você expressar alguma idéia aparente ou possivelmente ofensiva.Releia toda sua mensagem antes de enviá-la. fica enfadonho e desperdiça o uso da rede. 6. não deixe de fornecer um subject claro e definido. O sinal mais comum é ‘>’. escreva uma mensagem nova. Um subject claro facilita a triagem das mensagens. coloque sempre uma indicação de que isso não é para ser levado a sério . Mensagens do tipo “corrente” ou “como ganhar dinheiro fácil” são particularmente ignoradas pelos usuários da rede. por exemplo. bem como pela ausência de contato visual ou auditivo. pois esses não expressam com exatidão o conteúdo da mensagem. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 419 . Quando se envia mensagens para um conjunto de pessoas. os leitores se baseiam no subject para ler a mensagem. O recurso da citação em resposta é muito prático.linguagem ofensiva (por exemplo. Quando mandar uma mensagem eletrônica. Evite citações muito extensas.Não ponha anúncios comerciais ou qualquer truque visando ganhar dinheiro em listas de distribuição ou newgroups que não sejam específicos para essa finalidade. 4. não faz sentido citar uma mensagem de cem linhas para apenas adicionar uma linha dizendo “apoiado”.

por ambas as partes. em princípio ele(a) é o(a) proprietário(a) intelectual dessa mensagem. 8. não envie seu conteúdo para outro destinatário sem a permissão expressa do autor. isso gera um tráfego desnecessário de mensagens.7. infelizmente. que por vezes degeneram em verdadeiras guerras de desaforos e xingamentos. Em caso de mensagem pessoal. pois centenas ou milhares de pessoas vão receber essa mensagem. newgroups. Use espaços simples em vez de <TAB>. mas acredite. etc). sempre cite a origem da mensagem. Isso é também uma questão de cortesia: imagine receber uma carta pessoal e mostrá-la a outra pessoa sem permissão do remetente! 2. Tome sempre cuidado com o destinatário da mensagem. pois assim elas não ficarão quebradas quando forem adicionados os “>“ nas eventuais respostas. que não conduz a parte alguma. 420 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Alguns programas diferenciam comandos de reply para o remetente ou para todas as pessoas para quem a mensagem foi enviada. pois nem todos os terminais reconhecem esse caráter. Não mande mensagens pessoais para múltiplos destinatários. Evite a todo custo criar ou entrar em uma briga dessas. Isso às vezes gera mensagens inflamadas ou agressivas. Normalmente não há pressa por uma resposta. isto é. isso acontece e muito. Também não use o <TAB> para fazer espaçamento. Quando receber uma mensagem que o ofenda. Escreva as mensagens com linhas de no máximo 70 caracteres. 3. Pode parecer absurdo. Q UANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS 1. freqüentemente acalorada. Se o fizer. Além de revelar aspectos privados das pessoas envolvidas (o que pode ser embaraçoso). quando alguém envia uma mensagem para a rede. Assuntos polêmicos em listas ou newsgroups geram muita discussão. verifique com cuidado qual está sendo usada em cada caso. Isso deve ser evitado pois o equipamento do destinatário pode não entender esses caracteres e a mensagem pode ficar ilegível. evite retransmitir mensagens enviadas para múltiplos destinatários (listas. Quando escrever em português para uma pessoa que fala outra linguagem não use os caracteres acentuados. e ao responder prefira uma mensagem privada. Assim. As mensagens têm caráter de copyright. espere 24 horas para responder.

seguimento de uma dieta e/ou mudança de estilo de vida que correspondam às recomendações sobre cuidados à saúde. PSICOLOGIA APLICADA Neste capítulo veremos o que é adesão. do estigma. depressão. epilepsia. do estilo de vida. conceitos centrados na humanização da relação entre o farmacêutico e o usuário de farmácias. acolhimento e atenção farmacêutica. Os principais fatores de não-adesão ao tratamento: • Falta à consulta médica. tuberculose. ADESÃO A Organização Mundial da Saúde – OMS . da aceitação da doença e relação de confiança com os profissionais e serviços de saúde.define que Adesão é o comportamento dos pacientes em relação à ingestão de medicamentos.20. das crenças negativas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 421 . As doenças que apresentam maiores dificuldades à adesão são as doenças crônicas: asma. hipertensão. HIV/AIDS. A adesão é a superação das dificuldades. da adaptação.

internações hospitalares. baixa motivação. estado psicológico. constatação imediata do benefício do tratamento. • Ficha individual do paciente ou mapa de dispensação. • Participação do paciente na terapia (co-responsabilidade). 422 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . não aceitação da doença.• Qualidade dos serviços de saúde. crenças. • Fatores relacionados ao paciente: gravidade dos sintomas. o que aumenta a necessidade de tratamentos mais complexos. baixa compreensão. além de ser técnica. • Informações sobre efeitos indesejáveis que os medicamentos podem causar. • Elaboração de cartões de horários de administração de medicamentos. Para melhorar a adesão à terapia: • Promover troca de experiência entre pacientes. • Orientação do uso correto do medicamento: cumprir as recomendações clínicas e utilizar o medicamento corretamente. • Promover a cidadania. mudanças de esquemas terapêuticos. complexidade do tratamento. por exemplo. • Enfatizar a importância da equipe multidisciplinar e a interação com outros setores do serviço. para acompanhamento da terapia prescrita. de ordem da interação pessoal. A não-adesão à terapia compromete a efetividade do tratamento e muitas vezes leva a agravamentos. a relação entre profissionais e usuários de serviços é entendida como relação humanizada. ACOLHIMENTO Nas práticas de saúde. • Fatores sócio-econômicos: pobreza e baixa escolaridade. • Fatores relacionados à terapia: duração do tratamento.

a equipe de farmácia leva grande vantagem. proporcionando medidas efetivas para melhorar o benefício da terapêutica e transformando as práticas de saúde. e para garantir o êxito da farmacoterapia deve estar acompanhada da dispensação com atendimento humanizado e trabalho de equipe. • Aumentar o contato humano (sem barreiras. fortalecer as iniciativas. solidário e acolhedor por parte dos profissionais que o atendem não é apenas um direito. O acesso a medicamentos é fundamental. mas uma etapa fundamental na conquista da cidadania. vidros. • Manter local limpo e organizado. meia-portas). filas e atendimento. trocas de experiências de outros projetos de humanização da assistência já existentes. valorizando a relação de igualdade entre profissional e usuário. • Aumentar o conforto ao profissional e ao usuário (atendimento sentado).” Das relações profissional-usuário. formar grupos de trabalho com outros profissionais e com a participação da comunidade. conhecendo a sua realidade para facilitar a aceitação e a compreensão da doença. grade. A relação interpessoal profissional-usuário é considerada como extremamente relevante no processo de adesão à farmacoterapia. “O usuário ter tratamento digno. pois pode tornar-se coresponsável pela qualidade de vida do paciente. Recomendações para melhoria das condições de trabalho: • Readequações do espaço físico. A humanização da assistência deve ser um projeto coletivo em que a instituição reconheça e valorize. Muitas queixas e problemas dos usuários podem ser resolvidos ou atenuados quando estes se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais. A gestão participativa é o ponto fundamental no processo da humanização. difundir a cultura de humanização. estimular parcerias. As queixas dos usuários referem-se à qualidade do contato humano. Urge assim a necessidade de tecer uma rede de confiança.O contato direto com o paciente no processo saúde-doença e no contexto pessoal. podemos entender: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 423 . familiar e social.

O farmacêutico trabalha com o paciente para que ele alcance os melhores resultados no uso de seus medicamentos. • Respeitar as diferenças. ATENÇÃO FARMACÊUTICA O que é o serviço de Atenção Farmacêutica? A Atenção Farmacêutica é uma nova filosofia de prática farmacêutica. • A capacidade de lidar com o sofrimento humano e a dor do usuário fragilizado pela doença. 424 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . Quem pode participar? Qualquer pessoa que utilize medicamentos pode participar do Serviço de Atenção Farmacêutica. • Desenvolver a solidariedade. • Ouvir as queixas e buscar estratégias junto com o paciente. • Desenvolver a sensibilidade.• A capacidade de ouvir a necessidade do outro. • Trabalhar para adesão aos serviços. • Trabalhar para a adesão à terapia. • A capacidade de se colocar no lugar do outro. seguros e efetivos. Qual o seu objetivo? O principal objetivo é garantir que os medicamentos utilizados pelo paciente sejam realmente necessários. • Tecer rede de confiança com o usuário. seja por um convite do farmacêutico ou por iniciativa do próprio paciente. • Conscientizar da co-responsabilidade. na adesão a confiança é básica.

especialmente. o farmacêutico avalia o progresso do tratamento e atualiza as informações necessárias no sentido de prevenir. a prática reverte-se em um serviço que. e que produza os efeitos esperados pode parecer algo óbvio e simples. é feito um estudo dessas informações para compreender as necessidades específicas do paciente. Quem ganha com isso? O principal beneficiado é o paciente. ao longo dos últimos anos. uma das responsáveis pela implantação desse serviço na Farmácia Universitária. que passa a contar com cuidados de um profissional voltado para a melhoria de sua qualidade de vida. Tomar o remédio certo. em vários países do mundo. no campus Pampulha. No entanto. “A Atenção Farmacêutica é um novo paradigma na profissão”. a 30% dos cerca de 75 mil casos oficialmente registrados pelo órgão. identificar e resolver os problemas relacionados com o uso dos medicamentos. por princípio. são coletadas todas as informações sobre os medicamentos que o paciente utiliza e sobre a sua saúde em geral. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 425 . a consciência da necessidade de assumir maior compromisso com os usuários de medicamentos despertaram farmacêuticos. N OVO PARADIGMA A Atenção Farmacêutica foi adotada pela Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da UFMG. na dose certa e na hora certa. idealizada por professores e pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA). Retornos são agendados em dias e horários que melhor atendam a disponibilidade do paciente e do responsável pelo acompanhamento. a realidade. que incomoda pacientes e profissionais de saúde. Neles. Números como esses e. Em seguida. estreita o relacionamento entre farmacêuticos e pacientes.Como funciona esse serviço? O serviço é realizado por meio de consultas agendadas. é amarga e produz índices como o apurado pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas: os medicamentos são a primeira causa de intoxicação humana e correspondem. Na primeira consulta. de 28 anos. diz Mariana Linhares Pereira. Quase uma centena de clientes cadastrados nesse período vem sendo acompanhada no uso de medicamentos. Batizada de Atenção Farmacêutica. A NTÍDOTO PARA A “ EMPURROTERAPIA ” A Atenção Farmacêutica humaniza e amplia relação entre profissionais e pacientes. para uma prática diferente.

Atenção Farmacêutica não é um conceito fácil de ser assimilado por farmácias comuns. Há uma individualização do atendimento. que congrega atividades de ensino. 97 estão sendo acompanhados. adapta-se perfeitamente aos parâmetros da Atenção Farmacêutica. antes de ser um estabelecimento comercial. qual a dose correta e se ele tem condições de seguir as instruções médicas”. responsável pela Clínica de Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. clientes começaram a ser atendidos sob o manto do novo conceito e. 426 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . diz Mariana. no início da década de 1990. a reflexão e a prática de estudantes do curso de Farmácia e. Strand definiu a prática que ajudou a criar como o ato “de lidar com toda a farmacoterapia do paciente”. constitui um espaço acadêmico para o aprendizado.A filosofia da Atenção Farmacêutica foi definida pelos professores norte-americanos Linda Strand e Charles Hepler. Quando esteve no Brasil e participou da I Reunião Estendida do Grupo de Estudos em Atenção Farmacêutica da Faculdade de Farmácia. se é efetiva. O envolvimento de Mariana com a Atenção Farmacêutica começou durante o mestrado. No primeiro contato com a Atenção Farmacêutica. mas fatores que interferem no uso do remédio. “Todo o passado e o presente do paciente é investigado. pois a preocupação não é com a dispensação ou com o ato de simplesmente fornecer informações sobre a medicação. a pessoa passa por uma longa entrevista. como os emocionais e os sociais”. Strand explicou que na Atenção Farmacêutica o profissional “verifica se a medicação indicada ao paciente é apropriada à sua condição médica. explica Mariana. que também cursou na UFMG. da Universidade de Minnesota. nesse contexto. para descobrirmos seu histórico clínico e. “A avaliação do paciente é feita a partir da prescrição médica. Segundo Strand. hábitos e costumes que podem interferir no uso e nos resultados da medicação”. no momento. lembrando que os medicamentos agem diferentemente em cada pessoa. segura. “O nosso foco é o paciente”. L UCRO EM SEGUNDO PLANO Para Mariana Pereira. Em outubro de 2003. Em entrevista ao jornal do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. pois não levamos em consideração apenas a medicação. sob a orientação da professora Djenane Ramalho de Oliveira. em que se aborda não apenas a sua farmacoterapia. Ao contrário. também. extensão e pesquisa. A Farmácia Universitária. a nossa percepção é justamente a de que muitas pessoas gastam muito com remédios por causa do mau uso”. o fato de a Atenção Farmacêutica ter nascido numa instituição universitária explica bastante seu conteúdo: “O importante não é quanto o serviço pode trazer de lucro para a farmácia.

Segundo ela. as queixas quanto aos efeitos até as possibilidades reais de aquisição e uso da medicação prescrita. de 49 anos. o farmacêutico avalia todo o processo de uso da medicação. também. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 427 . porém. para a troca de idéias quando algo está interferindo no tratamento. Há pouco tempo paciente da Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. explica Mariana. acrescentando: “O nosso interesse é sempre o paciente e o medicamento. os farmacêuticos sugeriram uma troca de dosagem de determinado medicamento. analisar a situação e tomar decisões. A partir do histórico do paciente. SEM PRESCRIÇÃO Um dos preceitos da Atenção Farmacêutica é o contato com o médico do paciente. sempre em conformidade com o médico responsável pela prescrição. um estudo detalhado do caso é feito e o farmacêutico responsável faz a sugestão de intervenções. intervalos de doses e outros – a compatibilização entre diferentes medicamentos utilizados. à troca da medicação. “Nós não fazemos prescrição.A Atenção Farmacêutica prevê um cuidado integrado com o paciente. “Houve contato com a médica e ela aceitou a sugestão. porém o elo entre paciente e farmacêutico já deve estar firmado. Passei a ficar mais atenta aos medicamentos e a mim mesma”. afirma. se necessário. ela conta que. Exige do farmacêutico uma postura e uma escuta diferenciada diante do paciente. Temos muito segurança de que estamos cumprindo nosso papel e não interferindo na prescrição médica”. “A minha médica gostou muito”. “O paciente pode reagir mal a uma medicação e bem a outra. Os médicos com quem temos tido contato têm aceitado bem o serviço e colaboram”. Ele não pode nunca. desde procedimentos como a ingestão correta ou incorreta das doses horários adequados. é um serviço muito bom. quando necessário. no seu caso. os retornos dos pacientes da Farmácia Universitária são marcados de acordo com o tipo de intervenção sugerida e da necessidade do acompanhamento. os farmacêuticos formados com essa visão acreditam que é preciso uma relação próxima com o médico do paciente. para quem o farmacêutico é o profissional habilitado para entender de medicamentos e de seus efeitos no corpo humano. Depois da primeira consulta. o que inclui a orientação em relação ao uso e. garante a assistente de administração Antônia Maria Alves. que surte o mesmo efeito”. afirma Mariana. perder de vista que a filosofia da Atenção Farmacêutica visa sempre ao bem-estar do paciente e isso pressupõe uma interação entre profissionais da saúde. Depois da primeira consulta. para que o profissional possa identificar necessidades. Para mim.

de 43 anos. Aos 19 anos. assinala. saber. também por isso. Ela e o marido são pacientes da Farmácia Universitária desde julho passado. que se repetiu 17 anos depois. O acompanhamento que estou tendo na Farmácia Universitária está me ajudando muito”. Por isso. às vezes. a gente toma e nem sabe o que é ou para que serve”. ou não. Linda Strand acredita que a prática se aplica melhor aos ambulatórios e clínicas. Muitos não estão interessados e é preciso que o farmacêutico respeite a posição de cada um”. argumenta ela. ressalta Mariana. No Brasil. 428 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . conta a dona de casa Aurora Aparecida de Freitas Ribeiro. A importância de “um serviço que tenha metodologia sistematizada e que seja acompanhado em seus resultados é essencial”. afirma Mariana. Segundo Mariana. eles passam o medicamento. Atualmente. a Atenção Farmacêutica não será nunca algo generalizado nas farmácias. porque sei que o médico tem mais informação. “Nunca fui muito de teimar. ali na hora. tenho de perguntar. Por isso. e recursos no local para prestá-la”. “Já tomei tantos remédios que nem sei”. “Estou achando uma coisa grandiosa. ou não a utiliza. pois nem sempre os clientes querem ser alvo desse tipo de acompanhamento. “AGORA EU QUESTIONO” Aurora já sofreu com muitos problemas de saúde e. afirma Mariana. de o paciente ser o principal beneficiário. mas quem sabe o que eu sinto sou eu mesma. Apesar de focar o indivíduo. nem mesmo na UFMG. o atendimento segundo esse conceito não pode ser compulsório. A Atenção Farmacêutica não é disciplina obrigatória dos cursos de Farmácia.“Eles falam que é para eu ligar. faz uso regular de quatro medicamentos. assinala. se diz mais segura com o acompanhamento da Atenção Farmacêutica. grande parte dos farmacêuticos desconhece a prática. eu questiono. A pequena afinidade com a Atenção Farmacêutica não é uma situação específica dos usuários de medicamentos. “Sabemos que é nosso dever dar as informações. a Atenção Farmacêutica pretende refletir-se na saúde comunitária. onde. Antes eu achava que a gente não tinha esse direito. observa. existem “ilhas” que reconhecem e valorizam essa prática. porém nem sempre isso é possível com o médico. No país. ela teve um acidente vascular cerebral (AVC). se eu sentir qualquer coisa diferente ou se acontecer qualquer coisa que está ligada à medicação”. quantas vezes for preciso. mas sabemos que a pessoa tem o direito de querer recebê-las. Agora. Sou acostumada a ir a médicos e sei que. “existe a abertura e expectativa do paciente em ser cuidado.

entretanto. O PLACEBO E A ARTE DE CURAR O termo placebo costuma estar popularmente associado a feitiços. Para se ter uma idéia do fenômeno placebo. além da descrição conceitual. não assusta Mariana. A Atenção Farmacêutica se preocupa tanto com aqueles que não estão sendo tratados quanto com aqueles que estão e fazem uso de medicamento de forma inadequada”. Após o período de avaliação o pesquisador (que sabe quem toma o placebo e quem toma o medicamento) compara os resultados. a elevado grau de histeria. Durante esses estudos. Porém o efeito placebo. É um mercado que está em ampla expansão. metodológica e prática do serviço. Na medicina os objetivos do placebo são. Ministra-se o medicamento para um grupo de pacientes com determinada doença e o placebo para outro grupo com a mesma doença. quando não. depois se comparam os resultados. placebo é uma substância inerte. insiste Mariana. Ela diz que o processo de disseminação da prática está se iniciando e lembra que o Brasil e vários outros países têm. bem como a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 429 . para trabalhos científicos quando se quer testar a eficácia de medicamentos através de comparações. “Em nosso país. não importa conquistar esse objetivo às custas do efeito placebo. magia ou.Ela e outros cinco profissionais assinam o livro. principalmente. milhões de pessoas vivem sem os medicamentos necessários. ainda. Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS . ao mesmo tempo. começam a ganhar o respeito de muitos cientistas. apenas 10% da população consome 80% dos medicamentos vendidos ou distribuídos. mas. Cindy Seiwert cita que a proporção de pacientes que respondem positivamente aos placebos pode ser de 20% a 100%. sem propriedades farmacológicas. nem os pacientes e nem os médicos sabem quem está em uso do placebo ou do medicamento. uma preocupação que domina os usuários. suas repercussões e sua fisiologia. dependendo do tipo de distúrbio e sintoma a ser tratado. recentemente lançado. administrado a uma pessoa ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades terapêuticas. Por definição. O propósito desse artigo é ilustrar de maneira científica o grau de sugestionabilidade das pessoas. Atenção Farmacêutica – Implantação passo a passo.mostram que um terço da população mundial não tem acesso a medicamentos essenciais. O desconhecimento em relação à Atenção Farmacêutica. chamados de duplo-cego. relato da experiência na Farmácia Universitária. Se o que interessa ao médico e ao paciente é o alívio e a cura.

também devem devem ser consideradas placebos. ultra-som. digamos. tais como acupuntura. P ORCENTAGEM DE MELHORA COM PLACEBO NOS DIVERSOS QUADROS Dores em geral Dor de cabeça Enxaqueca Dist.0 V ARIAÇÃO % 0-67 46-95 20-58 21-56 0-60 14-84 11-60 35-61 Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. E não é só isso. E FEITOS COLATERAIS Sintoma Urticária Pesadelo Sonolência Cansaço Dificuld. incluindo as “cirurgias espirituais”. aplicação local de pomadas.0 17. uma boa dose de nada. por exemplo) ou injetável (soro fisiológico). O ser humano é altamente sugestionável.3 58. mas hoje também se reconhece como placebo outras formas de interferência física. quase sempre. não provando serem genuínas. as experiências feitas com placebo resultam. em alta porcentagem de resultados eficazes nas mais variadas doenças e sintomas. concentração Dor de cabeça Irritabilidade Insônia Boca seca Náuseas Constipação intestinal Obstrução nasal INDUZIDOS PELOS PLACEBOS % 5 8 23 41 27 15 17 7 5 5 4 31 430 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . Gastrintestinais Hipertensão Arterial Dores reumáticas Cólicas Menstruais Gripe % MÉDIA 28.0 45. Originalmente o nome placebo era exclusivo de algum produto para uso oral (cápsulas de farinha de trigo. Como podemos suspeitar. que.0 24. Classificaria aqui também os benzimentos. de Luiz Geraldo Benetton O placebo também determina uma variada lista de efeitos colaterais em pessoas que se sentem mal depois de tomar.2 61.É bom termos em mente que o conceito de placebo é bastante amplo.9 32.0 49. passes e outras peripécias do gênero. por exemplo. etc. cremes. Sim.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 431 . doença típica dos profissionais dessa área. por exemplo. aumenta as possibilidades do efeito placebo caso sejam otimistas. mas podem sentir seus efeitos colaterais. otimista. decididamente. enquanto a expectativa pessimista desencadeia o fenômeno nocebo (efeitos colaterais). de tal forma que mesmo os pessimistas atribuem a si próprios o rótulo de realistas. não causa sensação de formigamento nas gengivas. todos nós somos sugestionáveis. Podemos dizer. podem sentir prontamente os efeitos curativos ou colaterais dos placebos. por serem mais sugestionáveis. considera-se o perfil psicológico e de personalidade do paciente. relacionado a diversos mecanismos conscientes e inconscientes. o grau de atuação do placebo depende de três fatores básicos: 1. Os histéricos. E por falar em lucro secundário da doença. Porém. em conferência. evidentemente. O PACIENTE O paciente é. pessimista. de Luiz Geraldo Benetton Segundo Eduardo Moraes Baleeiro. a parte mais importante no processo do tratamento e da cura. doutor?” tem sido a frase mais ouvida quando tentamos explicar que o medicamento. nunca ter visto uma vez sequer algum trabalhador autônomo da área de digitação apresentar LER (Lesão por Esforço Repetitivo). de certa forma. “O senhor acha que eu não quero sarar. ele terá uma reação nocebo. ainda que saibamos que a substância é inerte. A expectativa do paciente. o nome correto é nocebo. de modo geral. quando positiva. As pessoas que aferem algum lucro emocional com a doença também não sentem melhora com o placebo. levará à reação placebo. Trata-se da expectativa que o paciente traz consigo durante a pesquisa clínica. que elas não têm interesse em sarar. de verdade. o que confunde o leitor ou os pacientes abalados com a idéia dos efeitos placebo ou nocebo é que essa expectativa é quase sempre inconsciente. Aqui. Da expectativa do paciente. Mas essa sugestionabilidade não é monopólio dos histéricos. Em relação aos efeitos colaterais negativos do placebo. por exemplo. bem como de seus familiares. É a mesma expectativa que. Essas pessoas costumam não melhorar com o placebo e nem com os medicamentos. Se há uma expectativa negativa.Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. Baleeiro lembra em seu artigo que um experiente ortopedista da área médico-trabalhista afirmou. comum em funcionários públicos ou de empresas privadas.

os aparelhos e equipamentos. a anamnese (coleta de dados que. A importância da figura do médico no processo de cura pode ser constatada quando. todo esse aparato já é suficiente para produzir a melhora. etc. Resumindo. mas numa conjunção bio-psico-social. pode fazer de qualquer medicamento um instrumento de cura e. que ele exerça realmente sua vocação médica para entender que o paciente adoece não apenas organicamente. que o médico tenha uma intencionalidade em relação à cura. apesar de ter sido usada a mesma medicação e na mesma dose (às vezes. vontade de chamar atenção. suas expectativas de vida. depende do ritual de prescrição. destacou cinco deles que tinham uma profunda “premonição” de morte e. ele melhorou só de conversar com o senhor”). concorrem para uma piora dos sintomas. 2. envolvendo todo um ritual de atenção e cuidados para com sua pessoa. todos morreram durante a cirurgia. da confiança. por isso interessa até saber sobre sua satisfação conjugal. entretanto.É interessantíssimo o trabalho de Benson (1997) que. em muitas outras vezes ocorre o contrário. é convencer alguns médicos do mesmo componente emocional para a cura. por exemplo. enfim. com nome comercial diferente). mais que isso. de toda aquela magia que impregna o ato médico. de protestar. entre mais de 600 pacientes cirúrgicos avaliados em relação às expectativas otimistas e pessimistas. os efeitos dependem de quem prescreve o tratamento. felizmente. da importância do conforto afetivo. É fundamental. mesmo antes de medicar já proporciona um agradável efeito placebo no paciente (“Doutor. o paciente não tem oportunidade de queixar a ninguém). Infelizmente. que o atende pautado na compreensão e carinho. Q UEM CURA Em segundo lugar. a grosseria. seja do placebo ou do medicamento verdadeiro. a atenção. 432 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . necessidade de carinho. depende do ritual médico. Em outras palavras. a espera. de sua reputação e prestígio junto ao paciente. Se o terapeuta for médico. etc. etc. muitas vezes. o toque da mão do médico. que a medicina aceita o componente emocional no adoecer. Para muitos pacientes a simples ida ao médico. ou seja. do otimismo. para o efeito de cura.. O médico que goza de prestígio e admiração por parte de seu paciente. o descaso. a insensibilidade. já que reconhece a medicina psicossomática e as somatizações. Difícil. Parece claro. no restabelecimento da saúde. de fato. um paciente não melhora com um profissional e melhora com outro. seu grau de frustração.

essências e toda sorte de patuás. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 433 . pesquisas mostraram que a administração do placebo sob a forma de comprimidos tem o seu resultado terapêutico variável. energéticos e vários outros profissionais alternativos e não-médicos que usam calor. Não se sabe exatamente por que. entre outros sintomas. última pesquisa científica. porque na família todos eram avessos ao uso de remédios. hidroterapia. Resumindo. luz. usado pelos índios e assim por diante. como aquele atendente de farmácia “quase médico. Ainda segundo Eduardo Moraes Baleeiro. melhorar com placebos vai de encontro à tendência da pessoa em contrariar a medicina tradicional. diatermia. é isso que ele mais deseja. Resumindo. as quais diluía em suco de goiaba para anular o gosto da substância. banhos. há certo fascínio por práticas não tradicionais. tinha uma insônia bastante evidente. Nesses casos. é isso que ele quer. “viu só? Andei por tantos médicos e quem me curou foi um farmacêutico”. cromoterapia. deve ser considerada a droga (placebo) em si. naturopatas. quando terminou o frasco marcou nova consulta porque apresentava insônia novamente. uma sobrinha substituiu o líquido do frasco por água. já está emocionalmente ávido de atenção e ajuda. aromaterapia. dizem orgulhosos os sugestionáveis. A paciente continuava dormindo muito bem com aquela água e.O paciente portador de algum mal-estar ou desconforto. normalmente reforçada pela boa relação entre o paciente e o profissional. foi constatado também que a cor dos comprimidos é importante. Além do tamanho. dependendo do tamanho (quanto maior. depende do ritual exótico. O profissional que o atende tem todas as possibilidades de satisfazer esse anseio de cura a partir do momento em que atende a expectativa do paciente. além de quaisquer efeitos fisiológicos. Também têm grande possibilidade de funcionar os placebos impregnados por elementos esotéricos: energia positiva. mais eficaz). Embora teoricamente não se use placebo fora da medicina. massagem e grande variedade de aparatos os quais. Funcionam bem os quiropráticos. se for amargo. arder. manipulação. ao procurar tratamento. mas há uma preferência estatisticamente comprovada para a eficácia dos placebos de uso tópico em comparação com aqueles usados por via oral. depende do ritual que cada um arma para si. 3. Certa vez foi prescrito um tranqüilizante hipnótico (clonazepam) em gotas para uma paciente que. costumam exercer uma grande força psicológica de efeito placebo. custar caro. exceto nos casos em que seu transtorno atende anseios emocionais mais subterrâneos. Depois de alguns dias dormindo bem com as gotas receitadas. O “ REMÉDIO ” EM SI Finalmente. que chegou até a prestar o vestibular”. for difícil de achar.

dando a impressão que essas coisas só acontecem com os outros. então não interessa muito saber se sua dor passou com diclofenaco de sódio ou com farinha de trigo. Pois bem. dando a impressão que o medo de estar sendo “enganado” supera o efeito concreto do medicamento. sendo alto o número de pessoas que procuram o médico porque “estão se achando muito pálidas”. Uma das questões duvidosas em relação aos placebos é saber até que ponto é interessante ao paciente saber que o remédio que o curou não passava. sejam os casos da “cura pela fé”. raios. apesar da maioria deles começar a fazer efeito depois de 2 semanas. portanto. “Quem cura o ser humano é outro ser humano. talvez. A sobrinha parou de rir. seja no medicamento. contou à tia que ela dormia por razões psicológicas. por exemplo. melhorassem muito mais com a ressonância magnética). Em qualquer procedimento terapêutico ocorre um fenômeno placebo em 30% ou mais dos casos. Nesse caso. Algumas pesquisas mostram que se os pacientes são avisados que entre eles alguns podem estar usando placebo. vibrações.” A sociedade na qual vivemos é pródiga em promover doenças e mal-estares. A sobrinha foi junto à consulta em que a paciente pedia outra receita para continuar dormindo bem e. está em jogo a “fé”. por exemplo. dependendo da empatia do médico. São irradiadores. já que tomava água. calores. e quem o adoece também. Era comum pacientes mais acanhados intelectualmente e queixosos de mal-estares cardíacos melhorarem muito depois de terem sido submetidos ao exame de eletrocardiograma (hoje. Na psiquiatria. contrariada. etc. O ser humano é realmente muito curioso. emissores de ondas.O interessante disso tudo é que todos riem com essa história (e outras muito semelhantes). Nesse terceiro item entram os aparelhos que freqüentemente têm um impacto psicológico significativo. É comum pacientes melhorarem dos sintomas muito antes do tempo necessário para que o medicamento faça efeito. 434 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . rindo muito. muitos pacientes começam a melhorar da depressão dois ou três dias depois de iniciado o uso de antidepressivos. de simples composição de água com açúcar? Se o bem-estar é o objetivo de quem trata e de quem é tratado. atualmente muito em moda em programas de televisão. confessou à sobrinha que as eficientes gotas que lhe dava para cólicas menstruais eram água com um pouco de bicarbonato de sódio. Foi quando a tia. a própria eficácia da droga verdadeira diminui muito.

histérico. etc. devem passar pelo estômago para serem absorvidas no intestino. visuais. “problemas de coluna não têm cura”. estamos bastante acostumados com pacientes portadores de todas essas queixas que se curam. ou ainda que seja através de eventuais efeitos placebo disso tudo. isto é. “você precisa se acostumar com seus zumbidos”. psicoterapias e outros tipos de atenção emocional aos pacientes. Quando um médico menos sensível afirma que “labirintite não tem cura”. Em qualquer especialidade da medicina estão presentes os efeitos placebo e nocebo. zumbidos nos ouvidos. Pior ainda quando. os tratamentos podem aumentar o fenômeno placebo em até 100% dos casos. As drágeas. entretanto. o médico atesta com a habitual convicção magistral que “o senhor não tem nada. Na verdade. são de absorção entérica. maléfica e negativa. infelizmente. o que não tem cura é a enorme falta de vocação desse médico. formigamentos. Dessa forma. antidepressivos. Dependendo da reputação do profissional e da empatia que existe entre ele e o paciente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 435 . Os métodos de tratamento da medicina alternativa também têm um efeito placebo.O efeito nocebo (contrário do placebo. somatizadas e subjetivas. infelizmente. diante das várias queixas do paciente ansioso. ou algo assim. a ação médica pode ser benéfica e positiva ou. Apesar desse trajeto demorar mais de 2 horas. palpitações. E é nesses casos que. às vezes muito maior que os da medicina tradicional. a sociedade costuma deixar as pessoas mais doentes. Na psiquiatria. ou seja. O primeiro erro está em achar que probleminha dos nervos não é nada e. as questões auditivas. ou coisas assim. que provoca mal-estar) também pode aparecer muito antes do medicamento ser absorvido. depois de ler esse parágrafo alguns poderão “corrigir” esse tropeço sintomático. com nossos ansiolíticos. Como o ser humano é bastante criativo e facilmente adaptável. como são os casos que envolvem sensopercepção: as dores. promovendo um desejável efeito placebo ou um desagradável efeito nocebo. respectivamente. o segundo. tonturas. alguns pacientes se queixam de efeitos colaterais minutos depois de ingerir as tais drágeas. anestesias. ele está assinando um atestado de invalidade e sofrimento crônico para aquele que deveria ser seu paciente. apenas um probleminha dos nervos”. é transmitir nas entrelinhas a impressão de que o paciente está descontrolado. em geral. eles são mais evidentes. com frescura. Em algumas áreas.

ou um suborno do médico às nossas emoções. exatamente.Algum mal-entendido sobre o efeito placebo está no fato das pessoas acreditarem que ele não passa de uma espécie de mentira que cura. mesmo sendo feito apenas de farinha de trigo ou mesmo sendo um medicamento que alivia mais rápido e mais eficazmente do que a ciência espera dele. que nasce no relacionamento harmônico entre o médico e seu paciente. Na realidade. ele mostra que a cura depende da intenção curativa do próprio paciente. Mas não é nada disso. O fascinante efeito placebo do comprimido que alivia. depende. esperança e intencionalidade positiva.portalfarmacia. • Portal Farmácia – www.com. do poder de um nãosei-o-quê que o impregna. atenção.br 436 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . compreensão. 2001. assessorado pela vontade curadora do médico que o assiste. Talvez seja um não-sei-o-quê feito de confiança. de respeito. simpatia. Dificilmente esse mesmo comprimido faria o mesmo efeito se fosse oferecido ao paciente por uma pessoa de que ele desgosta. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Revista Diversa n° 8 (UFMG) • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. ou que não se fez gostar. de carinho.

br D IREÇÃO G ERAL : José Roberto Negrão R EDAÇÃO : Marcelo Dias D IAGRAMAÇÃO : Paulo Cezar Barbosa Mello / Reinaldo Fonseca I LUSTRAÇÃO : Marcelo Coelho (Malusco) e Ana Paula Ricotta C OORDENAÇÃO P EDAGÓGICA Maria do Carmo Santos Nascimento a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .digitalmix.com.PROGRAMAÇÃO VISUAL Digital Mix Produções Ltda www.

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