Presidente da República Luíz Inácio Lula da Silva Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho Secretário de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Remígio Todeschini Diretor do Departamento de Qualificação Profissional - DQP Antônio Almerico Biondi Lima Coordenadora-Geral de Qualificação Profissional - CGQUA Tatiana Scalco Silveira Coordenador-Geral de Certificação e Orientação Profissional - CGCOP Marcelo Alvares de Sousa Coordenador-Geral de Empreendedorismo Juvenil Misael Goyos de Oliveira

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Secretaria de Políticas Públicas de Emprego - SPPE Departamento de Qualificação DEQ Esplanada dos Ministérios, Bloco F, 3º andar, Sala 306 CEP:70059-900 Brasília DF Telefones: (0XX61) 317-6239 / 317-6004 FAX: (0XX61) 224-7593 E-mail: qualificacao@mte.org.br

Tiragem: 500 exemplares (Venda Proibida)

Elaboração, Edição e Distribuição: CATALISA - Rede de Cooperação para Sustentabilidade São Paulo - SP www.catalisa.org.br E-mail: catalisa@catalisa.org.br

Entidade Conveniada: Instituto Educação e Pesquisa Data Brasil R. Moreira Cezar, 2715 - Sala 2B - Centro - Caxias do Sul - RS

Ficha Catalográfica: Obs.: Os textos não refletem necessariamente a posição do Ministério do Trabalho e Emprego

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Qualificação Profissional - Apostila

AUXILIAR DE FARMÁCIA

Este material didático se destina à Qualificação Profissional e não à formação Técnica.

SP - julho de 2006

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AGRADECIMENTOS

AUXILIAR DE FARMÁCIA Existe uma lacuna no mercado de farmácias e drogarias, que carecem de Auxiliares devidamente capacitados e motivados a seguir carreira farmacêutica, sendo crescente a busca por profissionais qualificados em redes de farmácia de todo o país e em hospitais públicos e privados. O profissional da área de farmácia tem um compromisso com a promoção da saúde, contribuindo com a saúde pública e a qualidade de vida da comunidade. Receber, conferir, organizar e encaminhar medicamentos e produtos correlatos; organizar e manter o estoque de medicamentos em prateleiras; separar requisições e receitas; providenciar por meio de microcomputador a atualização das entradas e saídas de medicamentos; manter a ordem e higiene de materiais e equipamentos sob sua responsabilidade, entre diversas outras, são atribuições do profissional Auxiliar de Farmácia, tanto em estabelecimentos como em hospitais e sempre sob a supervisão de um Farmacêutico. A aparente simplicidade dessa ação profissional encobre grande responsabilidade, razão pela qual temas como Ética Profissional, Atendimento ao Cliente, Técnicas de Vendas, Fisiologia Humana, Classificação e Conservação de Medicamentos, Tarjas, Aviamento de Receitas, Primeiros Socorros, Lei dos Genéricos e medicamentos que exigem retenção de receita são de grande importância. Procurando atender a essa lacuna, a CATALISA – Rede de Cooperação para Sustentabilidade (www.catalisa.org.br) desenvolveu o presente material didático, tendo por objetivo oferecer qualificação social e profissional em Auxiliar de Farmácia, a todos aqueles que desejam ingressar nessa área ou necessitam de orientações para aprimoramento de sua atuação profissional. Essa publicação foi antecedida do Seminário “Orientação e Qualidade de Vida”, realizado pela CATALISA no Nikkey Palace Hotel, em São Paulo, capital, sob a organização da Spot Produções e Eventos, nos dias 02 e 03 de maio de 2006, tendo seu conteúdo aprofundado por meio de uma oficina de desenvolvimento metodológico, experimentação em diversas regiões do país e validada em escala nacional, com o envolvimento de uma numerosa equipe de profissionais. Esperamos que os resultados previstos nesse projeto possam representar significativa contribuição na qualificação profissional de Auxiliares de Farmácia em todas as regiões do país. Sendo resultado de um trabalho de cooperação, queremos agradecer as seguintes participações:

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COORDENAÇÃO GERAL
Eduardo Coutinho de Paula Gesualdo D´Avola Filho Coordenação técnica Denise Simas Lamarão Patrícia de Oliveira Duarte Coordenação pedagógica Maria do Carmo Santos Nascimento (Lia)

SEMINÁRIO, S ÃO PAULO/SP
Denise Simas Lamarão Gilson Barbosa de Lima Patrícia de Oliveira Duarte Roseli Espindola Chaves Isabel Barros Murilo Leandro Leite

O FICINA METODOLÓGICA

E

CURSO

DE

EXPERIMENTAÇÃO

Arlete Sales Cristaldo – Cuiabá/MT Elaine Aurora Praes – Belo Horizonte/MG Fernando Luiz Chaves Pessoa – Recife/PE Gilson Barbosa de Lima – Santana de Parnaíba/SP Ivanio Reisdorfer Koshhann – Caxias do Sul/RS Izabel C. de Araújo Barros – Belém/PA Paulo Costa Coelho – Curitiba/PR Severino Job de Sousa – Recife/PE Vanessa Trabuco da Cruz – Camaçari/BA Viviane Torres Gentil – Camaçari/BA Tânia Cecília Trevisan – Cuiabá/MT

SUPORTE
Luiz Roberto Segala Gomes Digital Mix Ltda: José Roberto Negrão Marcelo Augusto Dias Paulo Cezar Barbosa Mello Reinaldo Fonseca Spot Produção e Eventos: Fernanda de Souza Pinto César Augusto de Bourbon

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ÍNDICE

1- ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS ....................................... 17
CÉLULA .................................................................................................... 17
FORMA ............................................................................................................................ 18 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 18 MEMBRANA CELULAR ............................................................................................................. 18 CITOPLASMA ...................................................................................................................... 18 NÚCLEO ........................................................................................................................... 19 TECIDO EPITELIAL ............................................................................................................... 20 FUNÇÕES: ........................................................................................................................ 20 TECIDO CONJUNTIVO ............................................................................................................ 21 FUNÇÃO .......................................................................................................................... 22 COMPOSIÇÃO ..................................................................................................................... 22

HISTOLOGIA ........................................................................................... 20

SISTEMA URINÁRIO ................................................................................. 22 SISTEMA NERVOSO ................................................................................. 24

AUTÔNOMO ......................................................................................... 31 PARASSIMPÁTICO (REPOUSO) .................................................................... 31 SISTEMA NERVOSO CENTRAL .................................................................... 31 NERVOS CRANIANOS (CABEÇA, PESCOÇO, OMBROS) .......................................... 31 PERIFÉRICO ........................................................................................ 31 NERVOS RAQUIDIANO (CORPO INTEIRO) ...................................................... 31
SISTEMA CIRCULATÓRIO ......................................................................... 32

FUNÇÃO .......................................................................................................................... 24 NEURÔNIOS SENSORIAIS ........................................................................................................ 24 NEURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO .................................................................................................... 24 NEURÔNIO MOTOR ............................................................................................................... 24 FIBRAS NERVOSAS ............................................................................................................... 25 SNC (SISTEMA NERVOSO CENTRAL) ........................................................................................... 25 ENCÉFALO ........................................................................................................................ 25 CÉREBRO .......................................................................................................................... 25 CEREBELO ......................................................................................................................... 26 TRONCO ENCEFÁLICO ............................................................................................................ 26 MEDULA ESPINHAL ............................................................................................................... 27 MENINGES ....................................................................................................................... 27 SUBSTÂNCIA BRANCA ............................................................................................................ 28 SUBSTÂNCIA CINZENTA .......................................................................................................... 28 SNP (SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO) ....................................................................................... 28 NERVOS CRANIANOS ............................................................................................................. 28 NERVOS RAQUIDIANOS ........................................................................................................... 29 SNE (SISTEMA NERVOSO EMOTIVO) ........................................................................................ 29 SNA (SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO) ........................................................................................ 29 SNA PARASSIMPÁTICO .......................................................................................................... 30 SNA SIMPÁTICO ................................................................................................................ 31 ALGUMAS FUNÇÕES DO SNA PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO ................................................................ 31 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO ........................................................................ 31 SIMPÁTICO (VIGÍLIA) ............................................................................ 31

CARDIOVASCULAR ............................................................................................ 34 ESQUEMA DE FUNIONAMENTO .............................................................................. 34 SISTEMA CIRCULATÓRIO .................................................................................... 34 - PRODUÇÃO DE ANTICORPOS (DEFESA) ................................................................... 34

SISTEMA CARDIOVASCULAR ...................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO PULMONAR .......................................................................................................... 32 CIRCULAÇÃO SISTÊMICA ......................................................................................................... 33 OUTRAS DEFINIÇÕES ............................................................................................................ 33

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- PASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA VENOSO (LIMPEZA) .............................................. 34 LINFÁTICO .................................................................................................... 34 LINFA (LIMPEZA E IMUNIDADE) ............................................................................ 34 LINFONODOS .................................................................................................. 34 SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO ...................................................... 35
LINFA ............................................................................................................................. 35 LINFONODOS ..................................................................................................................... 35 LEUCÓCITOS ...................................................................................................................... 36 ANTICORPOS ..................................................................................................................... 36 TONSILAS ........................................................................................................................ 36 TIMO ............................................................................................................................. 37 BAÇO ............................................................................................................................. 37 APÊNDICE ........................................................................................................................ 37 FOSSAS NASAIS .................................................................................................................. 38 FARINGE .......................................................................................................................... 38 LARINGE .......................................................................................................................... 38 TRAQUÉIA ........................................................................................................................ 38 PULMÕES ......................................................................................................................... 38 BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS .................................................................................................... 39 ALVÉOLOS ........................................................................................................................ 39 DIAFRAGMA ...................................................................................................................... 39 COSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS ........................................................................................... 39 BOCA ............................................................................................................................. 40 LÍNGUA ........................................................................................................................... 40 DENTES .......................................................................................................................... 41 GLÂNDULAS SALIVARES .......................................................................................................... 41 ÚVULA ............................................................................................................................ 41 FARINGE .......................................................................................................................... 41 ESÔFAGO ......................................................................................................................... 41 ESTÔMAGO ....................................................................................................................... 42 PROCESSO DIGESTIVO ........................................................................................................... 42 PILORO ........................................................................................................................... 42 INTESTINO ....................................................................................................................... 42 FÍGADO ....................................................................................................................... 44 VESÍCULA BILIAR ........................................................................................................ 44 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 45 VÁLVULA ILEOCECAL .............................................................................................................. 45 ESFÍNCTER ANAL ................................................................................................................. 45 OSSOS ............................................................................................................................ 46 ESQUELETO ....................................................................................................................... 47 ARTICULAÇÕES ................................................................................................................... 49 TIPOS DE MÚSCULOS ............................................................................................................ 51 TENDÕES ......................................................................................................................... 52 LIGAMENTO ...................................................................................................................... 52

SISTEMA RESPIRATÓRIO ......................................................................... 37

SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................................................. 40

SISTEMA ESQUELÉTICO .......................................................................... 46

SISTEMA MUSCULAR ............................................................................... 50

SISTEMA ENDÓCRINO ............................................................................. 53

SISTEMA GENITAL FEMININO ................................................................... 62 SISTEMA GENITAL MASCULINO ................................................................ 68 SISTEMA SENSORIAL .............................................................................. 70

HIPOTÁLAMO ..................................................................................................................... 54 HIPÓFISE ........................................................................................................................ 54 PINEAL - EPÍFISE .............................................................................................................. 55 TIREÓIDE ........................................................................................................................ 56 PARATIREÓIDES .................................................................................................................. 56 TIMO ............................................................................................................................. 57 SUPRA-RENAIS ................................................................................................................... 57 MEDULA SUPRA-RENAL ........................................................................................................ 58 PÂNCREAS ........................................................................................................................ 59 OVÁRIOS ......................................................................................................................... 59 OSCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL ................................................................................... 60

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SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................ 79

VISÃO ............................................................................................................................ 71 AUDIÇÃO ......................................................................................................................... 74 OLFATO ........................................................................................................................... 76 PALADAR .......................................................................................................................... 76 TATO ............................................................................................................................. 78 PELE .............................................................................................................................. 7 9 PÊLOS ............................................................................................................................ 81 UNHAS ........................................................................................................................... 81 GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ....................................................................................................... 82 GLÂNDULAS SEBÁCEAS ........................................................................................................... 82

2. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA ........................................ 84
FUNGOS ................................................................................................. 84
HERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA ................................................................................................ 84 BIORREGULADORES .............................................................................................................. 86 CONSTITUIÇÃO ................................................................................................................... 87 FUNGOS PATÓGENOS ............................................................................................................ 87 USO NA FARMÁCIA ............................................................................................................... 88 ASPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 ASPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS ............................................................................................ 89 MICOTOXINAS .................................................................................................................... 89 MICOSES CUTÂNEAS ............................................................................................................. 90 MANIFESTAÇÕES ................................................................................................................. 90 COMO EVITAR .................................................................................................................... 90 MICOSE DE PRAIA (PITIRÍASE VERSICOLOR) ................................................................................. 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE ........................................................................................... 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 91 MICOSE DOS PÉS ................................................................................................................ 91 TIPOS ............................................................................................................................ 91 CUIDADOS ........................................................................................................................ 92 TRATAMENTO DAS MICOSES ..................................................................................................... 92 BACTÉRIAS ....................................................................................................................... 92 FORMAS DAS BACTÉRIAS: ........................................................................................................ 93 INFECÇÃO ........................................................................................................................ 94 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................... 94 CORANTE DE GRAM .............................................................................................................. 94 ESTREPTOCOCOS ................................................................................................................. 95 INFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS: .................................................................................. 95 ESTAFILOCOCOS .................................................................................................................. 96 ENTEROCOCOS .................................................................................................................... 96 AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM: .................................................................................. 97 PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS .............................................................................. 98 ESTRUTURA VIRAL .............................................................................................................. 100 O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL ............................................................................................ 100 O GENOMA VIRAL .............................................................................................................. 100 DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS .............................................................................................. 101 ROTAVÍRUS .................................................................................................................... 101 TRANSMISSÃO .................................................................................................................. 101 SINTOMAS ..................................................................................................................... 101 TRATAMENTO ................................................................................................................... 102 COMBATE E PREVENÇÃO ........................................................................................................ 102 CLASSIFICAÇÃO ................................................................................................................. 103 ADAPTAÇÕES DO PARASITA .................................................................................................... 103

VÍRUS .................................................................................................... 99

PARASITAS ........................................................................................... 102 PARASITOLOGIA ........................................................................................ 104
TOXOPLASMOSE ................................................................................................................ 104 ASCARIDÍASE ................................................................................................................... 106 GIARDÍASE ..................................................................................................................... 107 TENÍASE/CISTICERCOSE ...................................................................................................... 108 SINONÍMIA - SOLITÁRIA, LOMBRIGA NA CABEÇA. .......................................................................... 109

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................................................................................... 131 COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO ......................................................................................... 115 REFLUXO GASTRO-ESOFÁGICO .................................... 123 CISTITE ........ 139 FÁRMACO ......... 152 ANTIFÚNGICOS .... 151 ANTIBIÓTICOS .................................................................................................................. 132 ABSORÇÃO ...................... 143 PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS . 113 TUBERCULOSE ..................... 112 O QUE É DOENÇA? ............................................................................................................................................. 122 SARAMPO MODIFICADO ....................................................................................................................................... 142 POTÊNCIA E EFICÁCIA ............ 138 ALTERAÇÕES NA EXCREÇÃO .............................................................................................................................................. 139 FARMACODINÂMICA: SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS ................................................. 113 PATOLOGIA DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS .......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 124 PROSTATITE ........... 137 ALTERAÇÕES NO METABOLISMO ................................. 140 ENZIMAS .................................................................................................................................................................................................................... 154 SISTEMA DIGESTÓRIO .................................................................................................................................................................................. 133 ELIMINAÇÃO ......................................................................................................................................................................... 140 UM ENCAIXE PERFEITO .......................................................................... 138 INTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO-DOENÇA ........................................................................................ 113 HEMORRAGIA ................................................................................................ 132 DISTRIBUIÇÃO ...................................................................... 153 5....................................................... 131 FARMACOCINÉTICA ................................................................................................................................................................................... 151 AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO .................................. 153 ANTIINFECCIOSOS ............................................................................ 154 GRUPOS FARMACOLÓGICOS ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 132 METABOLISMO .................................... 112 O QUE É PATOLOGIA .................................................................................................... 153 SISTEMA RESPIRATÓRIO ................................... 147 ANTIINFLAMATÓRIOS ............................................................................................................... PATOLOGIA GERAL ........................................................... 134 INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ....... 139 RECEPTORES .. 140 RECEPTORES ...................... 130 DIVISÕES DA FARMACOLOGIA .................................................... FARMACOLOGIA ......................................................................................................................... 152 PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBIÓTICOS ................. QUÍMICA ............................................................................................................................ 133 FATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS ................................................................................. 138 COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ........................................................................ 143 CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS .................................................... 130 O QUE É FARMACOLOGIA ...................................................................... 155 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............................................................................................................................................ 151 ANTIALÉRGICOS ............................................................................................................................................................................................................................... 143 TOLERÂNCIA ......................................................................................................................................................................................................................................... 151 PRINCIPAIS GRUPOS ANALGÉSICOS: .......................................................................................................... 151 ANALGÉSICOS .................................................................................................................................................................... 137 ALTERAÇÕES NA ABSORÇÃO ..................................................................................................................................... 136 EFEITOS DE DUPLICAÇÃO ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 128 4........................................................................................................................................................... 144 ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA ................................................................................................... 152 ANTIVIRAIS .... 139 SELETIVIDADE E NÃO-SELETIVIDADE ...... 154 SISTEMA URINÁRIO ........................................................................................................................................3.................................................................................................................................. 133 GENÉTICA ........................................................................... 153 SISTEMA CIRCULATÓRIO ....... 142 AFINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA ......................... 131 FARMACOLOGIA . 128 URETRITE ................................................................ 119 SARAMPO ....... 136 EFEITOS OPOSTOS .

........................................................................... FARMACOTÉCNICA ..................................................... 206 PROTETOR RESPIRATÓRIO (RESPIRADORES) .......................................................................... 159 A SÍNTESE DE FÁRMACOS ......................................................................................................... 169 PLANTA MEDICINAL............................................................. 208 CALÇADOS ................................................... 177 INDICAÇÃO DO CHÁ ............... 198 INSTALAÇÕES FÍSICAS: ........... 167 METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS .................................................................................................... 194 COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS .................. 204 MANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO ................... 204 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .................................. 182 FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS ............................................................................................................................................................................................................................................................................ 172 OS SEGREDOS DOS CHÁS .................................. 156 O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO-QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS ............................. 197 ANTI-SEPSIA DAS MÃOS ............................................................................................................................... 160 AÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO .......................................... 198 TÉCNICA DA ANTI-SEPSIA (ESCOVAÇÃO) DAS MÃOS: ..... 194 TERMINOLOGIA ....................................................... 155 A QUÍMICA DA SAÚDE .......... 205 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL ................................................................................................................................................................................ 170 FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO .............................................. 167 A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS ......................................................................................................................................................................................................................................................................... 203 O QUE É BIOSSEGURANÇA? ........................................ 192 EXPOSIÇÃO AO SOL ................................................................................................................................................................................ 195 MICROBIOLOGIA DA PELE .......................................................................................................... 191 UMIDADE ........................ 188 8......................................................................... 205 VACINAÇÃO ................................................................................................................... 192 ÁLCOOL/ACETONA/ÉTER/BENZINA ............................................. 156 QUÍMICA MEDICINAL ............................................................................................................................ 159 DISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ-FORMULAÇÃO ....... 183 FORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO ............. 200 DESINFECÇÃO ................................................................................................................................... 177 PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS ....................................... 162 6....................................................................................................... 204 PRECAUÇÕES-PADRÃO ....... 203 PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA ........................................ 204 MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS ...............ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS ................................................................................................................... 183 FORMA FARMACÊUTICA ....................................... FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO .......................... 207 AVENTAL E GORRO .......................................................BIOSSEGURANÇA ............................ 205 AMBIENTE E EQUIPAMENTOS .................................................................................................. 192 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ........................................................................................................................................... 199 PRODUTOS UTILIZADOS: ...............................................................................................................................................................TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS .......... 208 LAVAGEM DAS MÃOS .............................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 196 USO DO ÁLCOOL GLICERINADO .............. 199 9 ........................ 170 FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL ........................................................................... 195 INDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS ........................................................... 176 SALVOS PELO CHÁ .................................... 191 CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS ................ 186 FÓRMULA FARMACÊUTICA ...................................................................................................................................................................................................... 177 JAPONESES CONSUMIDORES DE CHÁ ..................................... 179 7............. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA ................................................ 187 ALGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA ................................................... 192 VALIDADE DOS MEDICAMENTOS .......................................................................................................................................................

................. 211 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ............................................................................................................................................................................................ FARMÁCIA HOSPITALAR .................. 221 SANGRAMENTOS .............................. 236 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ... 218 LUXAÇÃO ............................................................................. LUXAÇÕES E CONTUSÕES .................................... 220 PICADAS DE INSETOS ............................................................................................................................................................................................................ 217 INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS .................................................................................................. 223 CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA ........................................... 211 PREPARO DO FERIMENTO............ 235 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS ............. 220 PICADAS DE ESCORPIÕES .......................................................................................................................................................... PELE OU MUCOSA DO PACIENTE ................................................. 217 ENTORSE ............................................................................................................................................................................. 218 FRATURAS... 225 A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO-PULMONAR ........................ 210 RESÍDUOS COMUNS ...... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .......... 225 PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA ................................................................................................................................................................... 219 PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS ........................................................................... ENTORSES..................................... 211 RESÍDUOS RECICLÁVEIS ..................................................................................................................................... 210 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: .................. 218 CONTUSÃO .. 222 CHOQUE ELÉTRICO ............................................................................................................................ 225 DESMAIO ......................................................... 216 QUEIMADURAS SOLARES .................................................................. 228 PESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA ....... 212 RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS ....................................................................................................................................................... 216 QUEIMADURAS .. 224 NOS OLHOS ........................................................................................ 228 DESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA ................................................................................................................................................................................................................... 221 SANGRAMENTO EXTERNO ........................................................... 221 SANGRAMENTO INTERNO ................................................ 214 TIPOS DE ACIDENTES .....................................................................................................................................................................................................PRIMEIROS SOCORROS .............................. 217 FRATURA ............................................................................................COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE ............................................................................................. 237 SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS ..................................................................................................................................................................... 222 SANGRAMENTOS NASAIS .................................................................................................................................................................................................... 216 QUEIMADURAS QUÍMICAS ............................................................................................... 213 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: .................................................................................................................................................................................... 208 RESÍDUOS INFECTANTES ...................................... 211 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ............................................................................................................................................................................................... 210 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ........................................................................................................................... 224 NO OUVIDO .......... 226 CONVULSÕES ......................................................................................................................................................................... 220 PICADAS DE COBRAS ............... 213 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ................... 226 11.............................................................................................................................................................................................................................................................. 217 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE ........................................................................... 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: ......................................... 227 ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR .......................................................................... 228 AÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES ................................................................................................ 211 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL: ............ 213 10 ........................................................................ 220 PICADAS DE CARRAPATOS .................................................. 225 PROCEDIMENTOS PRELIMINARES ............................................................................................................................................ 212 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS PÉRFURO-CORTANTES: ............................................... 224 NO NARIZ .................................. 224 OBJETOS ENGOLIDOS ................. 212 ONDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA: ..................................................................................................................... 212 COMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA: .................. 210 RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: ................................................................................................................................... 226 EMERGÊNCIAS CLÍNICAS .........................................

......................................................................... 272 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ...................................... 262 TRATAMENTO .......................................................... 272 DIAGNÓSTICO ........ 261 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ............NUTRIÇÃO PARENTERAL ....................... 261 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ................................................................. 261 PERÍODO DE LATÊNCIA ..................................... 262 DEFINIÇÃO DE CASO ...... 271 MODO DE TRANSMISSÃO .......... 248 PARTICIPAÇÃO NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ............... 262 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ......................................... 245 COMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE ............................................................................................................... 271 COMPLICAÇÕES ............................................................................................................................................................................................................................................................................. 267 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA .................................. 253 PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES ................................................... 270 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 272 TRATAMENTO .................................................................................................................................................................. 263 MEDIDAS DE CONTROLE .......................................................................................... 262 NOTIFICAÇÃO .............................................................................................. 273 SÍFILIS CONGÊNITA ............................................................. 247 COMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ................................................. 249 PREPARO INTRA-HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL ....................................................................................... 260 AGENTE ETIOLÓGICO ................................................................................................................................. 260 MODO DE TRANSMISSÃO ....................................................... 272 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ................................................................................................................................. 251 NOVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL ................................................................. SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA ........................................................................................................ 263 DESCRIÇÃO ..................................................................................................................... 269 DEFINIÇÃO DE CASO .................................................................. 247 SEGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL .................................................................. 267 TRATAMENTO ............................ 264 SINONÍMIA .................................................. 259 SINONÍMIA ............................................................................................................................................................................................................................................... 269 MEDIDAS DE CONTROLE ........................................... 270 SINONÍMIA ......................................................................................................... 266 RESERVATÓRIO .................................................................... 266 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ................ 271 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 268 NOTIFICAÇÃO ........................................................... 272 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ................................. 271 AGENTE ETIOLÓGICO .............................................................................................. 259 AIDS ................................................... 270 DESCRIÇÃO .............................................. 257 SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO ................................................................................................................................................................................................................................................................. 251 CONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL .............................. 248 PARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA ............... 250 BARREIRA DE ISOLAMENTO ................. 253 CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA ..... 266 MODO DE TRANSMISSÃO ................................................................................................................................................................................................................................................................................. 252 12......................... 258 SOROS ............................................................................................................................................................................................................................................................... 252 CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................................................................................................................................................................... 259 EPIDEMIOLOGIA .................................... 271 VETORES HOSPEDEIROS .......................... 260 RESERVATÓRIO ............................................ 266 AGENTE ETIOLÓGICO ...... 260 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .......................................................................................................................................................................................................... 271 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ............................................................................................................................................................................................................ 266 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL ....................................................... 248 FORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL ............................................................................................................................................................................................................... 266 DIAGNÓSTICO .. 264 DENGUE .................................... 249 MÉTODOS USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO BRASIL E NO EXTERIOR .................................................................. 261 DIAGNÓSTICO ....................................................................................................................................

............................................................................................ 283 POLIOMIELITE ............................................................................................................................................. 277 MODO DE TRANSMISSÃO ............................ 321 MEDICAMENTOS MANIPULADOS ..................................... 298 PRESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS ...................................................................................................................... 294 PROGRAMA DE PNEUMOLOGIA SANITÁRIA (TUBERCULOSE) ... ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA310 CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA ......................................................................................................... 284 COMPLICAÇÕES ................................. 284 DIAGNÓSTICO ..................... 277 PERÍODO DE INCUBAÇÃO .............. 279 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS .........................................................TUBERCULOSE ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 287 MEDIDAS DE CONTROLE ............... 273 MEDIDAS DE CONTROLE ......................................................................................................................................................................................................................................... 312 CAPÍTULO III .... 289 POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS ............................................ 289 PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE .............................. 279 DEFINIÇÃO DE CASO: ............................... 286 NOTIFICAÇÃO .................................................................................................................... 322 AVIAMENTO DE RECEITAS ......................................................................................... 300 LISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS .................. 277 COMPLICAÇÕES .... 296 PROJETO FARMÁCIAS NOTIFICADORAS ........................................................................................................................... 273 DEFINIÇÃO DE CASO .................................................. 321 TIPOS DE RECEITAS ........................................................................................ 292 PROGRAMA NACIONAL DE DST/AIDS ... POLÍTICA DE MEDICAMENTOS ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 284 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ...................................... 277 DIAGNÓSTICO ............... 322 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a .................. 283 DESCRIÇÃO .............................................................................................................................................. 283 SINONÍMIA ........... 280 OBSERVAÇÕES .............................................................................................................................................................................................. 297 MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 ....................................................................................... 277 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE ............................................................................................. 277 RESERVATÓRIO ...................................................................................................................................... 286 DEFINIÇÃO DE CASO .......................................................................................................................... 284 RESERVATÓRIO ............................................................................................................ 294 PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE ...... 286 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ...................................... 293 PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS – ALTO CUSTO ......................................................................................................................................................................................................................................................... 301 14............................................................................................................................................................ 286 CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS ............................... 284 TRATAMENTO ...................... 279 NOTIFICAÇÃO .............................................................................. 295 FARMÁCIA POPULAR ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 284 MODO DE TRANSMISSÃO ............................................................................................... 284 PERÍODO DE INCUBAÇÃO ................ 288 13..... 279 OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA ........................................................................................................................................................................... 310 CAPÍTULO I .................................................................................................................................................................................................... 278 TRATAMENTO ....... 279 MEDIDAS DE CONTROLE ............................................................................................................. 317 TARJAS E RÓTULOS .......... 277 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL .................................................................... 284 AGENTE ETIOLÓGICO ....................................... 276 AGENTE ETIOLÓGICO ........ 292 PROGRAMA NACIONAL DE ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE ........................................ 316 CAPÍTULO V ................................................. 311 CAPÍTULO II ................................................................................................................................................................................................. 274 DESCRIÇÃO .......................................................................................................................................... 276 NOTIFICAÇÃO ............... 314 CAPÍTULO IV ...........................................................................................................................................................

.................... 372 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ................................CLIENTE .. 360 FUNÇÃO DA CONTABILIDADE ..................................................................................................... 340 PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE ............................................................................. PRÁTICAS PROFISSIONAIS ............................................... 354 O PROGRAMA 5S .................................. 358 NOÇÕES DE CONTABILIDADE ............. 357 SISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE ............................................................................................................................................... 356 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ........................................................................................... 360 CONCEITO DE CONTABILIDADE ........................................................... 344 DIFERENCIAL NO ATENDIMENTO: ............................................................................................................................................................... 349 ORGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS ..................................................................................................................................... 336 RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA ..............15........................................................................... 354 18... 351 RECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS .................................................................................................................................................................... 327 COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS ........................................................................................................ 357 SISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA ............................................................................... 350 CUIDADOS COM A GELADEIRA ................................................................................................................................................................................................................................................................... 350 CAIXA DE EMERGÊNCIA ......................................................................... 357 MANUAL DE PROCEDIMENTOS ..... 361 CONTA ..................................... 339 PROATIVIDADE: POSTURA DO VENDEDOR ...... 360 O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE ................................................................................................................................................................................. 358 INDICADORES DE DESEMPENHO ................ 340 RAPPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO ... 351 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: ..................... 339 O RESPEITO FIDELIZA .............................................................................................................................................. 346 FECHAMENTO DA VENDA ...... 327 PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA ............................................................................................... 360 FINALIDADE DA CONTABILIDADE ... 347 EXPANSÃO DA VENDA ............................................................................................................................................................................................. 361 OBRIGATORIEDADE DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL ........ ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE ....................................................................... 345 SONDAGEM .... 363 19...................................... 328 16........................... 361 ESCRITURAÇÃO ................................. 361 REGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL .......................... 372 INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA ......................................................... 345 DEMONSTRAÇÃO ........................................ 349 COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA ...................................................................................................................................................................................................................... 359 CAMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE ...................................................................................................... TÉCNICAS DE VENDAS ........................................................................... 362 GLOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS ........................................................................................... 362 RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL .................................................................................... 356 NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO ...................................................................................................................................................... 356 SISTEMA DE COMPRA .................................................................................................................... 352 FICHA DE PRATELEIRA ..................................... 341 LIDANDO COM CLIENTES IRRITADOS .................................................... 336 FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE ........................................................................................................................................................................................................................................................... 339 CONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO ...................................................................................................................................................................................................................................... 353 CONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE .... 356 SISTEMA DE VENDAS E MARKETING ........... 359 HISTÓRIA DA CONTABILIDADE ............................................................................................................. INFORMÁTICA BÁSICA .............................................................................................................................................................. 347 17............................................................................................. 353 PROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA: ............. NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA ............. 340 MARKETING PESSOAL ................................................................................................................. 352 MOVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS ... 357 SISTEMA DE APOIO ....................

.................................................................. ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 411 ABANDONANDO O EXCEL 7 .................................................................................O CÉREBRO ELETRÔNICO .............................................................................................................. 389 AUTOFORMATAÇÃO DE TABELAS ...................................................................................... 405 SELECIONANDO COM O TECLADO ............................................................................................................................... 395 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ............................. 411 FECHANDO A PLANILHA ATUAL .............................. 384 ABRIR DOCUMENTO/SALVAR/SALVAR COMO ....... 386 TECLAS DE ATALHO ................................................. 408 IMPRESSÃO DA PLANILHA ............................................................................... 391 ACRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA ..................................................................................................................................................... 374 TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD ........................ 383 ALINHAMENTO DO TEXTO ..................................................... 401 A AUTO-SOMA ..................................................................................................................................................... 412 INICIALIZANDO O WINDOWS XP ........................................................................................................................................................................................................... 400 ENTRADA DE FÓRMULAS ................................................................................................................................................................. 402 ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA ................................ 395 A TELA DE TRABALHO ........................................................................................................................ 382 CONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO ........................................................................................................................................................ 403 CARREGANDO UMA PLANILHA ....... 406 FORMATAÇÃO DE TEXTOS E NÚMEROS .............. 406 FORMATAÇÃO DE NÚMEROS ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 387 VERIFICANDO ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA ..................................................................................... 374 EXCEL ......................................................................................................................................................................................................... 390 ALTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS ........................................................................... COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO ................................................ 373 MICROSOFT WINDOWS XP ............. 375 ÁREA DE TRABALHO (DESKTOP) ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 385 SELECIONANDO.............................................................. 394 CARREGANDO O EXCEL 7 ..................................................................................................................................................... 407 APAGANDO O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS .................. 405 SELECIONANDO COM O MOUSE .................................................................. 392 ORDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA ........... 399 ENTRADA DE NÚMEROS ................................................................................................................. 404 FORMATAÇÃO DE CÉLULAS .................................................................................................................................................................................................................. 411 CRIAÇÃO DE UMA NOVA PLANILHA ............................................................ 397 USANDO A CAIXA DE DIÁLOGO ................................................................................................................................................. 376 O COMPUTADOR ... 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO .............. 384 NUMERAÇÃO E MARCADORES ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 386 LOCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS . 387 SUBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS ................................ 382 FORMATANDO FONTES .. 406 DESMARCANDO UMA FAIXA ............ 387 MÚLTIPLAS COLUNAS .. 392 INSERIR FIGURAS ....................................................................................................... 393 INSERINDO AUTOFORMAS ....................... 406 ALTERAÇÃO DA LARGURA DAS COLUNAS .................. 394 TRABALHANDO COM WORD ART ............................... 391 FORMATAR BORDAS DA TABELA ........................................................................... 407 ALTERANDO A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE ........................... 389 TABELAS ............................................................................................................................................................................................................... 398 INSERINDO OS DADOS ..................................................................................................................................................................... 398 USANDO O MOUSE ... 396 MOVIMENTANDO-SE PELA PLANILHA ............. 402 SALVANDO UMA PLANILHA ................................................................................................................................ 382 INICIAR O EDITOR DE TEXTOS ................................................................................ 390 ACRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA ..................................................................................... 397 USANDO TECLAS .......................................................................................................................................................................... 378 WORD (VERSÃO 2000) ........................ 408 CRIANDO GRÁFICOS ................................................. 399 ENTRADA DE TEXTOS ......................................................................................................... 393 MODIFICAR A FIGURA.................................................. 384 COR DA FONTE ............................ 405 SELEÇÃO DE FAIXAS ..................................................... 377 WINDOWS EXPLORER ................................................................................................... 373 OS DISCOS ...............

..................... 417 ESTRUTURA DOS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ...................................................................................... 431 2............................ ............................................. 413 OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO................................................. 416 O QUE É UMA MENSAGEM? ..................................................................INTERNET EXPLORER ................... 417 QUANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS ................................................................ 412 O QUE É A INTERNET? ......................................................................... 416 GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS .................................................................................................... 416 RESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS ................................... 433 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a ..................................................................................................................................................................................................................... 412 ENDEREÇOS ELETRÔNICOS .................................................................................................................................. 412 WORLD WIDE WEB (WWW) .................................................................................................... 424 ANTÍDOTO PARA A “EMPURROTERAPIA” ........................................................................ 422 ATENÇÃO FARMACÊUTICA .............. 425 LUCRO EM SEGUNDO PLANO ......................................................................................................................................................................... 413 O PROGRAMA INTERNET EXPLORER ...................................................... 427 “AGORA EU QUESTIONO” .............. 420 20....................................... 428 O PLACEBO E A ARTE DE CURAR ............................................................................................................................ PSICOLOGIA APLICADA ........................ QUEM CURA ........................................................................................................ 415 GERENCIAR A CAIXA DE CORREIO ............................................................................................................................................................................................................. 432 3.................................................................................................................. 414 CORREIO ELETRÔNICO ............. 429 EFEITOS COLATERAIS INDUZIDOS PELOS PLACEBOS .................................................................................................. 418 QUANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS ............................................. O PACIENTE .................... 415 O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO? ............................................................... 425 NOVO PARADIGMA ................................................................................................. 416 CRIAR E USAR APELIDOS ................................ 426 SEM PRESCRIÇÃO .................................................................................................................................................. 416 IMPRIMIR MENSAGENS ............................................................ 421 ACOLHIMENTO ..... 421 ADESÃO ............................ O “REMÉDIO” EM SI ............................................................................................... 430 1.............................................................................................................

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 17 . São tão pequenas que somente podem ser vistas depois de aumentadas centenas de vezes pelo microscópio. Cada órgão é um agregado de numerosas células.ANATOMIA E FISIOLOGIA HUMANAS Nesse capítulo vamos abordar algumas das principais funções do corpo humano. As células são consideradas como a menor porção viva do organismo.1. bem como conhecer melhor suas estruturas e órgãos. CÉLULA É a unidade viva fundamental. que se mantêm unidas por estruturas intercelulares.

É formado por diversos elementos. CONSTITUIÇÃO As células se compõem de numerosos elementos. e as que se encontram nos ossos são também estreladas. Nosso sangue possui células vermelhas (em forma de disco) e células brancas (globulosas). músculo). Através de seus diminutos poros ela seleciona os alimentos a serem absorvidos pelo organismo (tecido). CITOPLASMA É a porção da célula situada por dentro da membrana. As células que formam os órgãos nervosos são estreladas e piramidais.FORMA É muito variável a forma das células que constituem o organismo humano. mas em muitos outros tipos de células a membrana é tão fina que somente processos mais delicados permitem evidenciá-la. ela é visível ao microscópio. mas fundamentalmente são formadas por três partes: M EMBRANA CELULAR É a camada que envolve a célula. e em muitas células animais (células da pele. Nas células vegetais. 18 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

nutriente vital para o corpo humano. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 19 . -Complexo de Golgi: o complexo ou aparelho de Golgi tem sua função associada à secreção de elementos desnecessários à célula. NÚCLEO É um corpúsculo imerso no citoplasma. -Mitocôndrias: é responsável pela respiração da célula. -Ribossomos: são responsáveis pela síntese das proteínas. geralmente globuloso e central. -Lisossomos: são bolsas que contém enzimas capazes de digerir diversas substâncias orgânicas encontradas na célula. facilitando a entrada e saída de substâncias. Eles participam da divisão celular e formam “cílios” que ajudam na locomoção e na captura de alimentos para a célula. Ele também produz material orgânico necessário para o desenvolvimento da célula. Ele regula as funções químicas das células e é formado pela membrana nuclear. -Centríolos: eles têm duas funções básicas.. Sua forma e posição são muito variáveis.No citoplasma ocorrem as transformações químicas (metabolismo). Veja alguns exemplos dos elementos citoplasmáticos: -Retículo endoplasmático: o retículo endoplasmático aumenta o contato entre a célula e o exterior. Nos cromossomos existem os genes. que representam e transmitem determinados caracteres (exemplo: a cor dos olhos). Algumas células não possuem núcleos (exemplo: os glóbulos vermelhos). cromossomos e nucléolo.

o epitélio intestinal absorve nutrientes). como as glândulas sebáceas. Os tecidos humanos são denominados: EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO T ECIDO EPITELIAL Forma as membranas. o citoplasma e o núcleo atuam de maneira integrada nos processos vitais da célula. • É sensível ao estímulo.A membrana celular. com características adaptadas à sua função mas. etc. FUNÇÕES : • Protege o organismo contra as ações mecânicas. de ação independente. dessa forma. armazenamento das substâncias oferecidas em excesso. • Absorve as substâncias (por exemplo. inclusive as cavidades (estômago. bexiga.). como: absorção. eliminação das toxinas. que são a camada mais superficial do corpo e. como o tato. reveste a superfície corpórea. HISTOLOGIA O corpo humano possui grupos de células diferenciadas. • Excreta substâncias. fagocitose e locomoção. 20 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . metabolismo.

-Tecido ósseo: constitui os ossos do nosso organismo. Funciona como reserva alimentar e como sustentação para órgãos. aponeuroses e cápsulas envoltórias de órgãos. -Tecido muscular: é formado por células que se transformam em fibras e adquirem a propriedade de se contrair e relaxar. Encontra-se sob a pele. É o arcabouço básico de sustentação. Encontra-se nas formas de tecido mielóide e tecido linfóide. -Tecido conjuntivo fibroso: sua característica é a resistência à tensão e grande flexibilidade. A musculatura é responsável pelos movimentos do organismo. As células musculares alongadas são conhecidas como fibras musculares. Elas apresentam diferentes estruturas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 21 . Suas fibras podem ser de três tipos: colágenas. -Tecido elástico: sua característica é a elasticidade. O tecido conjuntivo divide-se em: -Tecido conjuntivo frouxo: é formado por células com capacidade de proliferar e se modificar durante os processos inflamatórios e de cicatrização. -Tecido hematopoético: é responsável pela produção dos elementos sólidos do sangue. É representado pelos tendões dos músculos. São três os tipos de cartilagem: hialina. é encontrado nas artérias maiores e nos ligamentos vocais da faringe. na região subcutânea. pois se caracteriza por possuir grande quantidade de substâncias intercelulares. fibrosa (ou fibrocartilagem) e elástica. -Tecido adiposo: é formado por células adiposas. é formado por células ósseas (osteófitos) separadas por uma substância intersticial (ou fundamental). protege contra o frio e ações mecânicas.T ECIDO CONJUNTIVO É também conhecido como tecido conectivo. é encontrado na forma de gordura de armazenamento (na parede do trato intestinal e no subcutâneo) e de gordura estrutural (preenchendo todos os espaços vazios). elastinas e reticulares. -Tecido cartilaginoso: é formado por substâncias que promovem a sustentação do corpo com resistência elástica à pressão.

. a fim de impulsionar a urina. Trata-se de um “depósito inteligente”: quando a bexiga fica cheia. exibem estrias verticais. de forma esférica.Músculo cardíaco: apresenta fibras estriadas. uma série de correntes nervosas avisa 22 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . vistas no microscópio. SISTEMA URINÁRIO FUNÇÃO A formação de urina e sua eliminação estão entre as mais importantes funções do organismo. -Músculo estriado: é composto por fibras que.Músculo liso: não possui fibras estriadas. A depuração do sangue é feita pelo sistema urinário. esses músculos são de ação voluntária. Sua função é conduzir a urina da pelve renal para a bexiga. mas de ação involuntária. medula renal e pelve renal. B EXIGA Órgão oco. músculo-membranoso. . URETERES São dois condutores musculares dotados de paredes grossas capazes de se contrair ritmicamente. COMPOSIÇÃO R IM Tem como funções atuar no controle dos sais do corpo. sua contração independe da nossa vontade. permitindo que a composição do sangue não se altere com o acúmulo de substâncias nocivas. Forma a urina. É composto por três áreas: córtex renal. sobre os líquidos e no aproveitamento de substancias utilizáveis pelo organismo.

. No sistema urinário tem a função de fazer a conexão da bexiga com a uretra.Sais minerais: sódio. Sua função é receber urina dos rins transportada pelos ureteres e armazená-la temporariamente. o SNA parassimpático. creatina. 3% . a bexiga relaxa suas paredes para receber mais urina e aperta o esfíncter para não “vazar”. C OMPOSIÇÃO DA URINA : . além de conduzir a urina. tem a forma de um cone cuja base está voltada para a bexiga. .o cérebro de que é necessário esvaziá-la. O SNA simpático atua na retenção. 2% . 95% . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 23 . U RETRA Último segmento do sistema urinário. bloqueando as vias seminais e liberando as vias urinárias.substâncias orgânicas: uréia. no esvaziamento. O mecanismo de retenção ou esvaziamento é controlado pelo SNA (sistema nervoso autônomo). No homem. Sua função é conduzir a urina para fora do organismo. Se isso não for possível. P RÓSTATA Glândula acinosa situada na porção inicial da uretra masculina. abaixo da bexiga. ácido úrico. a uretra conduz o esperma. cloro. potássio.Água. ácido hipúrico. amônia.

N EURÔNIOS DE ASSOCIAÇÃO São células nervosas que ligam neurônios motores a neurônios sensoriais e coordenam as respostas do SNC às informações por ele recebidas. calor (12 terminais por cm²). Permite a possibilidade de sentir o meio ambiente. Os neurônios podem ser classificados em três categorias: N EURÔNIOS SENSORIAIS Transportam ao SNC (sistema nervoso central) mensagens de todos os receptores do corpo. tato (25 terminais por cm²). Essas mensagens. que se comunicam por impulsos eletroquímicos entre terminações chamadas axônios e dendritos. cheiro. esses impulsos fazem o corpo celular enviar seus próprios impulsos ao longo de uma fibra de saída. chamadas de impulsos nervosos. É composto por células nervosas chamadas neurônios. mover-se e gerenciar diferentes atos psíquicos. dor (200 terminais por cm²). NEURÔNIO MOTOR São células nervosas existentes no SNC que transmitem impulsos vindos de outros neurônios. frio (2 terminais por cm²) e pressão. referem-se a sensações de luz. o axônio. som.SISTEMA NERVOSO FUNÇÃO Controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo. que formam enormes redes de comunicações. gosto. 24 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . ao músculo por ele controlado.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 25 . é a parte mais importante do SNC. O encéfalo localiza-se dentro da caixa craniana. tronco encefálico (mesencéfalo. Sua função é controlar todas as atividades do corpo como percepção do mundo exterior. movimentos dos ossos. A função da bainha de mielina é provavelmente servir de isolante elétrico. denominada bainha de mielina. ponte e bulbo) e medula espinhal. no encéfalo ou na medula. unidos entre si por uma ponte de substância branca chamada “corpo caloso”.contínua entre duas células nervosas. funcionamento do organismo. É uma região contínua e não. Sua função é receber e interpretar informações. Preenche a parte superior da cabeça e é protegido pelos ossos cranianos. C ÉREBRO Localizado na caixa craniana. SNC ( SISTEMA NERVOSO CENTRAL ) É formado pelo encéfalo (cérebro.F IBRAS NERVOSAS São os prolongamentos (axônio ou dendrito) de neurônios cujos corpos situamse. pois devido à sua natureza lipídica ela impede o fluxo de íons. emitir ordens. A conexão entre dois neurônios recebe o nome de sinapse. permite pensar. normalmente. Todos esses órgãos são formados por uma substância branca e outra cinzenta. lembrar e ter sensações. é a mais complexa estrutura do SNC. É envolvido pelas meninges: pia-máter. ENCÉFALO Centro de controle do corpo. A sinapse acontece entre o axônio do primeiro neurônio e os dendritos ou o corpo celular do segundo neurônio. Tem forma ovóide e é dividido em duas partes simétricas chamadas hemisférios cerebrais. cerebelo). Cada fibra é constituída por um eixo central que contém as neurofibrilas e pode estar envolvido por uma bainha rica de lipídios. aracnóide e duramáter.

Parece idêntico ao hemisfério esquerdo.Sua função é controlar o corpo – tudo o que ele faz. avisando-os sobre o que fazer. como as artísticas e criativas. 26 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Cada saliência do cérebro está relacionada a determinadas funções. Na maioria das pessoas. as habilidades matemáticas. T RONCO ENCEFÁLICO M ESENCÉFALO Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente. Por exemplo: a parte anterior do cérebro. O hemisfério cerebral direito recebe as informações e controla os movimentos do lado esquerdo do corpo. O cérebro recebe informações de todas as partes do organismo. científicas e de linguagem. Exemplos de estruturas de importância: pedúnculos cerebrais e corpos quadrigêmeos (anteriores = visão. posteriores = audição). P ONTE Contém grande quantidade de neurônios. C EREBELO Localiza-se por trás do tronco encefálico. está relacionado à elaboração do pensamento. apoiado no osso occipital. que retransmitem informações do córtex cerebral para o cerebelo. mas na maioria das pessoas ele controla atividades específicas. sente e pensa. junto ao osso frontal. O hemisfério cerebral esquerdo recebe informações sobre o lado direito do corpo e controla os movimentos dessa região. Sua função está relacionada com a regularização do tônus muscular. garantindo assim a coordenação dos movimentos e a aprendizagem motora. contém a formação reticular que regula a consciência. processa-as e envia mensagens aos músculos. controla certas atividades específicas como. por exemplo. Ele controla a harmonia dos movimentos da musculatura esquelética.

B ULBO É a parte inferior do tronco encefálico.Membrana intermediária de consistência esponjosa e muito rica em vasos. para que este coordene os movimentos pretendidos e reais. Na ponte também ocorre a inversão da lateralidade das inervações motoras provenientes dos hemisférios direito e esquerdo. Também conduz os impulsos nervosos do cérebro para a medula espinhal e vice-versa. Também vai estar no caminho dos impulsos direcionados à medula. M ENINGES . Dura-máter . que fica dentro do canal vertebral. . . é a mais espessa das meninges. que tem a função de amortecer impactos. controlar a pressão do sangue e estabelecer a freqüência e a intensidade da respiração. próximo da medula espinhal. entre elas ritmar as batidas do coração. envolve diretamente os órgãos. Aracnóide .Unida aos ossos.É fina e possui muitos vãos sangüíneos.Serve de elo entre as informações do córtex que vão para o cerebelo. envolto pelas meninges. Sua função é atuar como centro de controle de várias funções vitais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 27 . O espaço entre a aracnóide e a pia-máter é ocupado pelo “liquor” ou “líquido cefalorraquidiano”. Sua função é recolher estímulos sensitivos do SNA (sistema nervoso autônomo) periférico e encaminhá-los para o restante do SNC. M EDULA ESPINHAL É um feixe de nervos. Pia-máter . conduzir estímulos do SNC para o SNA periférico e elaborar respostas simples para alguns estímulos. uma resposta à excitação de um nervo sem a intervenção voluntária do indivíduo (arco-reflexo). dá suporte ao encéfalo.

São em número de 12 pares. glosso faríngeo e o vago). Sua função é coletar informações para o SNC pela sensibilidade e executar ordens pela motricidade. cheiro. daí a expressão “massa branca”. é a região que contém fibras nervosas de conexão. Têm a função de transmitir percepções de som. que recebem. pressão. gosto. abducente. veias e vasos linfáticos. o estômago. 28 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Apenas o nervo vago se dirige para o interior do tronco e enerva o coração. Na medula. luz. N ERVOS CRANIANOS Os nervos cranianos saem diretamente do encéfalo. a camada mais externa do cérebro. Existem 12 pares cranianos e 31 pares raquidianos. dos quais três pares são sensitivos (nervo olfatório. analisam e transmitem impulsos nervosos. S UBSTÂNCIA CINZENTA É feita de neurônios e de suas conexões. o intestino e diversos outros órgãos. Com apenas 4 milímetros de espessura. espinhal e o nervo hipoglosso) e quatro mistos (trigêmeo. contém mais de 10 bilhões de neurônios. atuando sobre órgãos e músculos da cabeça e do ombro. óptico e o auditivo). Forma no encéfalo o córtex. facial. espinhal a massa cinzenta forma um núcleo em forma de “H”. É o centro de controle do encéfalo. dor. No seu percurso (especialmente junto à coluna vertebral) encontram-se gânglios de coloração cinza-rósea. cinco são motores (oculomotor. SNP ( SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO ) É formado por uma imensa rede de nervos que partem do encéfalo e da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo ao lado das artérias. interligando partes do encéfalo e ligando-as à medula espinhal. frio e calor. troclear. no qual ocorre uma comunicação entre neurônios. tato. Essas fibras e as camadas que as recobrem são esbranquiçadas.S UBSTÂNCIA BRANCA Atua como uma rede de comunicações.

da pele ou órgãos. executando-as. que trabalham em conjunto para provocar efeitos opostos em muitas áreas do organismo. as ordens emitidas pelo mesmo como resposta aos estímulos enviados. desta. são substâncias químicas produzidas no hipotálamo.N ERVOS RAQUIDIANOS São 31 pares. sem que o indivíduo tome consciência dessa ação. via medula. em sua mais simples definição. frio e dor. para o cérebro. bem como recebem do cérebro. freqüência cardíaca. calor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 29 . isto é. expulsão da urina. mobilidade e as secreções digestivas. SNA ( SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO ) Controla a vida vegetativa. pressão. secreção de suor. coletam percepções de tato. O SNA subdivide-se em dois: o parassimpático e o simpático. São constituídos por: • 8 pares cervicais • 12 pares dorsais • 5 pares lombares • 5 pares sacrais • 1 par coccígeno SNE (S ISTEMA N ERVOSO E MOTIVO ) Sabemos que as emoções. Exemplos: temperatura corporal. o parassimpático entra em ação diminuindo o ritmo cardíaco. que saem da medula espinhal e ramificam-se por todo o corpo. levando-as para a medula e. Todos eles são mistos. Sabemos também que determinadas emoções (substâncias) costumam somatizar em órgãos preferenciais. Exemplo: se o sistema simpático acelera as batidas do coração.

SNA

PARASSIMPÁTICO

Funções do Sistema Nervoso Parassimpático

Funções do Sistema Nervoso Simpático

OLHO
Contração das pupilas e das pálpebras.

OLHO
Dilatação da pupila e maior abertura dos olhos.

CORAÇÃO
Redução do volume-minuto cardíaco, do ritmo de batimentos, da quantidade de estímulos e da sensibilidade aos estímulos.

CORAÇÃO
Aumento do volume-minuto cardíaco, da freqüência cardíaca, da intensidade de estímulo, da força de contração e da sensibilidade aos estímulos.

RESPIRAÇÃO
Redução da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, contração dos brônquios, redução do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

RESPIRAÇÃO
Aumento da sensibilidade aos estímulos dos centros respiratórios, dilatação dos brônquios, aumento do volume respiratório e do fluxo sanguíneo destinado aos pulmões.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Aumento do fluxo salivar, contração da garganta, abertura da entrada do estômago, aumento do tônus da musculatura gástrica, ativação do peristaltismo, aumento da secreção das glândulas gástricas, abertura da saída do estômago, aumento do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e ativação do peristaltismo intestinal.

SISTEMA DIGESTÓRIO
Redução do fluxo salivar, dilatação da faringe, fechamento da entrada gástrica, redução do tônus da musculatura gástrica, inibição do peristaltismo, redução da secreção das glândulas gástricas, fechamento da saída do estômago, redução do tônus dos músculos dos intestinos grosso e delgado e inibição do peristaltismo intestinal.

BEXIGA
Descarga da urina, ativação do músculo detrusor e inibição dos músculos do esfíncter.

BEXIGA
Retenção de urina, inibição do músculo detrusor e ativação do músculo do esfíncter.

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

Origina-se nas porções craniais acompanhando nervos cranianos e sacral, emergindo com os nervos raquidianos e acompanhando o nervo vago, que desce ao longo do esôfago para enervar os pulmões, o coração, o estomago, o intestino, o fígado, as vias biliares e urinárias. Ele é ativado na digestão e no repouso; tem como função inibir o SNA simpático.

SNA

SIMPÁTICO

Sua função é a de preparar o corpo para situações de emergência, esforço ou inibir o parassimpático. Faz isso aumentando o metabolismo cerebral, a tensão arterial, a freqüência cardíaca e a sudação. Estimula as glândulas supra-renais para que liberem adrenalina e noradrenalina, hormônios que mantêm o sistema.

A LGUMAS E SQUEMA

FUNÇÕES DO

SNA

PARASSIMPÁTICO E SIMPÁTICO

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO

S ISTEMA N ERVOSO CENTRAL

AUTÔNOMO

P ERIFÉRICO

S IMPÁTICO
( VIGÍLIA)

P ARASSIMPÁTICO
( REPOUSO )

NERVOS CRANIANOS
(CABEÇA ,
OMBROS ) PESCOÇO ,

N ERVOS R AQUIDIANO
(C ORPO I NTEIRO )

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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SISTEMA CIRCULATÓRIO
O sistema circulatório é composto pelo coração e pelos vasos sanguíneos, que são: as artérias, as veias e os capilares. A sua função é realizar a circulação sanguínea para: - Distribuir alimento e oxigênio para as células do corpo. - Transportar CO2, vindo das células, que será eliminado através dos pulmões. - Coletar excreções metabólicas e celulares. - Entregar excreções nos órgãos excretores, como os rins. - Transportar hormônios. - Desempenhar um papel importante no sistema imunológico na defesa contra infecções.

S ISTEMA

CARDIOVASCULAR

O sistema circulatório humano é composto de sangue, sistema vascular e coração. O coração é o órgão que bombeia o sangue. O sistema vascular é composto pelos vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias são os vasos pelos quais o sangue sai do coração. As veias são os vasos que trazem o sangue para o coração. Os capilares são vasos microscópicos, com parede de apenas uma célula de espessura e que são responsáveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno. O sangue segue um caminho contínuo, passando duas vezes pelo coração antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir o sistema circulatório em dois segmentos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica.

CIRCULAÇÃO

PULMONAR

A circulação pulmonar ou pequena circulação inicia-se no tronco da artéria pulmonar, seguindo pelos ramos das artérias pulmonares, arteríolas pulmonares, capilares pulmonares, vênulas pulmonares, veias pulmonares, e deságua no átrio esquerdo

32

a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

do coração. Na sua primeira porção, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmonares o sangue é saturado em oxigênio, transformando-se em sangue arterial.

C IRCULAÇÃO

SISTÊMICA

A circulação sistêmica ou grande circulação se inicia na aorta, seguindo por seus ramos arteriais e na seqüência pelas arteríolas sistêmicas, capilares sistêmicos, vênulas sistêmicas e veias sistêmicas, estas se unindo em dois grandes troncos: a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas deságuam no átrio direito do coração. Sua primeira porção transporta sangue arterial. Nos capilares sistêmicos o sangue perde oxigênio para os tecidos e aumenta seu teor de gás carbônico, passando a sangue venoso.

O UTRAS

DEFINIÇÕES

C IRCULAÇÃO

VISCERAL

É a parte da circulação sistêmica que supre os órgãos do sistema digestivo. C IRCULAÇÃO

PORTAL

O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que ao invés de levar o sangue de volta ao coração, leva-o ao fígado. Isso permite que esse órgão receba nutrientes que foram extraídos da comida pelo intestino. O fígado também neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue segue do fígado às veias hepáticas e então para a veia cava inferior, para seguir ao lado direito do coração, entrando no átrio direito e voltando para o início do ciclo, no ventrículo direito. C IRCULAÇÃO

FETAL

O sistema circulatório do feto é diferente, já que o feto não usa pulmão, mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Após o nascimento, o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas, incluindo fechamento do duto arterioso e do forame oval.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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O forame oval é uma importante comunicação entre os dois lados do coração durante a vida intra-uterina. Essa estrutura permite a passagem do fluxo sangüíneo para o ventrículo esquerdo (VE), promovendo o seu adequado desenvolvimento. A restrição ao fluxo através do forame oval constitui-se em grave distúrbio da circulação pré-natal, com seqüelas potenciais na vida pósnatal. Assim, uma avaliação completa do fluxo sangüíneo interatrial é essencial em fetos de alto risco. A detecção precoce desse problema otimiza o manejo perinatal, gerando desfechos clínicos potencialmente melhores. C IRCULAÇÃO

CORONÁRIA

É o conjunto das artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias próprios do coração. E SQUEMA

DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA CIRCULATÓRIO

S ISTEMA C IRCULATÓRIO

C ARDIOVASCULAR

L INFÁTICO

ESQUEMA
DE

IMUNIDADE )

L INFA ( LIMPEZA

E

F UNIONAMENTO L INFONODOS

- P RODUÇÃO DE ANTICORPOS ( DEFESA ) - P ASSAGEM DA LINFA PARA SISTEMA V ENOSO ( LIMPEZA )

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

SISTEMA LINFÁTICO / IMUNOLÓGICO
O sistema linfático tem duas diferentes funções: limpeza e defesa. Ele atua na limpeza do organismo esvaziando os interstícios celulares de macromoléculas, as quais são levadas pela linfa até os linfonodos, e ali são fagocitadas. Participam dessa função de limpeza: a linfa, os vasos linfáticos, os linfonodos e os linfócitos de ação fagocitária. Na função de defesa ele produz linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Participam da função de defesa: a linfa (como meio de transporte), os linfonodos, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice.

L INFA
É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos. Era líquido intersticial e será sangue venoso quando se misturar a este no ângulo venoso, formado pelas veias subclávia e cava. Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, excetuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam, além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormônios, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura).

LINFONODOS
São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e seus componentes. Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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LEUCÓCITOS
São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

L EUCÓCITOS

GRANULARES

• Neutrófilos: fazem 65% da população total dos leucócitos; provêm da medula óssea. • Eusinófilos: fazem 3% da população total dos leucócitos; sua concentração aumenta nas reações alérgicas. • Basófilos: 11% das células brancas; suas funções são desconhecidas.

L EUCÓCITOS

NÃO - GRANULARES

• Linfócitos: fazem 30% dos leucócitos; originam-se nos tecidos linfáticos e na medula óssea. • Monócitos: Macrófagos: são os maiores leucócitos; têm ação fagocitária.

A NTICORPOS
Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas, como a globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B” (Existem linfócitos “B”, que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e “T”, que são eficientes nas crônicas).

TONSILAS
São órgãos linfáticos constituídos por numerosos folículos de tecido linfóide, dispostos em nódulos, possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos. Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual. Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem essa função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfóide e produzindo anticorpos.

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a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s

T IMO
Órgão achatado, seu tamanho aumenta durante a infância e, com o passar dos anos, vai diminuindo de tamanho lentamente. Tem um papel crítico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz um hormônio chamado timozina. Combate a invasão por microorganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo células malignas.

BAÇO
É o maior órgão do sistema imunológico e caracteriza-se por não possuir circulação linfática. Na defesa do organismo, o baço filtra os microorganismos estranhos do sangue, produzindo linfócitos e plasmócitos, que fabricam anticorpos.

A PÊNDICE
Pequena porção do intestino, produz alguns leucócitos, que contribuem na defesa da região em que está localizado.

SISTEMA RESPIRATÓRIO
Permite a captação de oxigênio e a eliminação de dióxido de carbono, propiciando assim a troca de gases. O sistema respiratório é composto por:

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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Impede que substâncias não-gasosas penetrem no pulmão. cuja finalidade é a de reter as impurezas pelo trato respiratório.F OSSAS NASAIS São duas cavidades situadas na face. varrendo-as para cima. situado atrás das fossas nasais e da boca. PULMÕES São dois. L ARINGE É uma estrutura músculo-cartilagínea situada na parte posterior do pescoço. Sua função é levar o ar até os pulmões. Através de seus movimentos de contração e expansão. e uma posterior. um direito e outro esquerdo. situados na caixa torácica e separados pelo coração e pelo esôfago. acionando a epiglote quando engolimos. 38 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Tem função digestiva e respiratória. contráctil e flexível. a coana. Em cada fossa nasal existe uma abertura anterior. Contém muco e cílios. terminando interiormente na laringe e no esôfago. introduzem e expelem gases. Suas funções são filtrar o ar. recobertas por uma membrana chamada “pituitária” ou “mucosa nasal”. a narina. Constituem os órgãos fundamentais da respiração. F ARINGE É um canal músculo-membranoso dilatável. que têm comunicação direta com a faringe. aquecê-lo e umedecê-lo. T RAQUÉIA É um canal situado entre a língua e a origem dos brônquios.Tem como função evitar a penetração de conteúdo alimentar nas vias respiratórias e filtragem.

passando a chamar-se “bronquíolos”. propicia um vácuo que permite a inspiração. cílios e macrófagos. Função: na inspiração. na expiração. Estão envolvidos por uma rede de vasos sanguíneos – os capilares. calor e umidade). desprende-se do glóbulo vermelho e. vedada pelo diafragma contraído. passando pela parede do alvéolo. D IAFRAGMA Grande músculo disposto horizontalmente e que separa a caixa torácica da cavidade abdominal. o dióxido de carbono. devolver os gases ao meio exterior.BRÔNQUIOS/BRONQUÍOLOS Os brônquios são duas ramificações da traquéia que penetram nos pulmões e. Função: quando se contrai determina o aumento dos diâmetros torácicos. percorre o caminho da expiração. Função: nas condições apropriadas (limpeza. por expansão. Isto expulsa o ar dos pulmões. oriundo de combustão celular. à medida que vão se ramificando. passa através da parede de um alvéolo e prende-se a um glóbulo vermelho. A LVÉOLOS Minúsculas bolsas em forma de cachos na ponta dos bronquíolos. conduzir o ar proveniente do exterior até os alvéolos pulmonares e. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 39 . C OSTELA E MÚSCULOS INTERCOSTAIS As costelas e os músculos intercostais. Na expiração ocorre o inverso. Também colaboram na filtragem do ar através de mucos. facilitando a inspiração. diminuem de “calibre”. A expiração se dá quando ele relaxa e as costelas se contraem. o oxigênio. na inspiração. chegando ao meio exterior. provocam um aumento da caixa torácica que.

40 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Função: indução à salivação. Inicia a quebra e processa a deglutição dos alimentos. revestido por mucosa. Ele é composto por: BOCA Primeiro segmento do aparelho digestivo. L ÍNGUA Órgão muscular ímpar de forma cônica. os dentes. além da eliminação de produtos sólidos rejeitados na digestão.SISTEMA DIGESTÓRIO Função: metabolismo dos alimentos ingeridos e sua absorção. situado na cavidade bucal entre as arcadas dentárias. a úvula e as glândulas salivares. formação e movimentação do bolo alimentar. Função: abrigar a língua.

exerça função de estimular o peristaltismo do esôfago e estômago. mediante a presença da amilase salivar. localizada no final da faringe. Ú VULA Apesar de não constar como órgão do sistema digestório. Função: Os dentes misturam. São denominadas parótidas. os caninos rasgam e os pré-molares e molares trituram. Função: serve como um condutor de passagem dos alimentos. Quando parassimpática. em forma de “sino”. ESÔFAGO É um canal músculo-membranoso que une a faringe ao estômago. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 41 . no “teto”. G LÂNDULAS SALIVARES São seis e estão localizadas ao redor da cavidade bucal. acredita-se que a úvula. glândulas que secretam substâncias lubrificantes. facilitando o deslocamento do alimento até o estômago. F ARINGE É um órgão comum ao sistema digestório e ao sistema respiratório. sendo que os dentes incisivos cortam. submaxilares e sublinguais. ativa o suco gástrico. Função: elaborar a saliva. com auxilio da língua. que é um líquido inodoro e que se divide em dois tipos: simpática (espessa e escassa) e parassimpática (fluida e abundante). Função: através da válvula epiglote a faringe impede que líquidos e sólidos sejam desviados para os pulmões.D ENTES São órgãos duros de estrutura calcária. Possui. o alimento e a saliva. em suas paredes.

Intestino grosso: cecun. lembrando um “J”. Função: regula a passagem dos alimentos da cavidade gástrica para o intestino.ESTÔMAGO É um órgão cavitário. onde se encontram as glândulas produtoras de suco gástrico. e o piloro. P ROCESSO DIGESTIVO O alimento fica no estômago de trinta minutos a três horas. PILORO Válvula em forma de anel muscular (esfíncter). O intestino é formado por uma camada mucosa envolta por uma parede muscular constituída por uma porção externa de fibras longitudinais. é amassado e comprimido pelos fortes músculos estomacais. pasta esbranquiçada e mole que. que o separa do duodeno. I NTESTINO É uma porção do aparelho digestivo situada entre o estômago e o ânus. uma espécie de bolsa. cólons e reto. 42 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . o fundo. através do piloro. entra no duodeno. que promove a comunicação do estômago com o duodeno. Nesse período. jejuno e íleo. decompô-los em substâncias mais simples e encaminhá-lo para os intestinos. Função: receber os alimentos já insalivados. O estômago tem três zonas distintas: a cárdia. O intestino divide-se em duas partes: Intestino delgado: duodeno. que o separa do esôfago. até virar uma pasta cremosa. Por causa das inúmeras transformações que ocorrem em seu interior o alimento recebe o nome de “quimo”.

No intestino delgado. no cadáver. as moléculas que compõem essa massa são transformadas em substâncias mais simples e absorvidas pelo sangue e linfa através das vilosidades intestinais. I NTESTINO GROSSO É a parte final do tubo digestivo.Função: receber o alimento parcialmente digerido (quimo) e dar prosseguimento à decomposição das proteínas. Começa na parte inferior direita do abdômen. É caracterizado por sua distensibilidade. Tem numerosos vasos capilares sangüíneos. o alimento recebe a bile e o suco pancreático. e divide-se em três partes: cecun. pela extensão de tempo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 43 . ILEO Último segmento do intestino delgado. hidratos de carbono e gorduras. Nele os alimentos não aproveitados pelo organismo gradualmente. mede cerca de 4 metros de comprimento e tem 2. Mede cerca de 1. I NTESTINO DUODENO DELGADO Primeiro segmento do intestino delgado. Através da ampola de Vater. O íleo toma o seu nome do osso ilíaco. pouco acima da junção da coxa com o tronco. Função: nele ocorrem as principais funções químicas da digestão. estar sempre vazio de alimento. O seu nome vem do fato de.5 centímetros de diâmetro.70 metros de comprimento e tem 7 centímetros de diâmetro. A água e algumas vitaminas são absorvidas no intestino grosso. que depois se reúnem e vão formar as veias mesentéricas. JEJUNO Segunda parte do intestino delgado. desempenhando múltiplas circunvoluções. Função: absorver nutrientes. Função: absorver nutrientes que depois passam para o sangue. Localiza-se na região inferior do abdômen. Enche a maior parte do abdômen. cólon e reto. constituintes da veia porta. transformam-se no bolo fecal e são expelidos através do esfíncter anal.

intervenção no metabolismo dos lipídios. o que gera a vontade de defecar. Tem funções múltiplas. gorduras (fonte de energia). indispensáveis à vida do organismo. abaixo da cúpula diafragmática. Ao se acumularem no reto as fezes exercem pressão na parede do tubo. depósito de glicogênio. VESÍCULA BILIAR Pequeno saco com formato de pêra. Esses resíduos (fezes) são compostos de alimentos não digeridos. A bile é um líquido de cor amarela. mas que se torna esverdeado pela oxidação. como: produção de bile. transportando-as e evacuando-as. RETO Parte final do intestino grosso. ordena contrações ao reto. Este. muco. em reação. transformando o quimo em fezes semi-sólidas. então. conversão de substâncias. células mortas e bactérias. Outros órgãos que contribuem para o processo digestivo: FÍGADO É a maior glândula do corpo e está localizado na parte superior da cavidade abdominal. onde colabora para as funções da digestão. que possibilita a evacuação. Função: absorção da água. Função: fazer comunicar o cólon sigmóide com o exterior do esfíncter anal e armazenar os resíduos semi-sólidos que restam do processo de digestão. vitaminas e sais minerais. é secretado pelas células hepáticas através dos canais biliares e lançado no duodeno. localizado posteriormente e na parede inferior do fígado. excitando terminais nervosos que. terminando no canal anal. colesterol e inúmeras proteínas. situa-se na superfície anterior do sacro e cóccix.que retém seu conteúdo e pela disposição de sua musculatura. A função da bile é auxiliar 44 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . enviam impulsos ao sistema nervoso central.

lançá-la no duodeno através do ducto cístico e do ducto colédoco. Tem anéis musculares que podem relaxar. para digestão do amido e nuclease. chegando através do ducto pancreático acessório e colédoco.na digestão. combatendo a acidez. amilase pancreática. segmento de maior calibre. para a digestão dos ácidos nucléicos. que se assemelha em estrutura às glândulas salivares. Localiza-se no abdômen. É composto por enzimas digestivas: protease. PÂNCREAS É uma glândula grande e lobulada de dupla função (endócrina e exócrina). Função: controla expulsão de restos inaproveitados do intestino grosso. para digestão das proteínas. Função: impedir o refluxo do material proveniente do cecun e retardar o esvaziamento do intestino delgado se o cecun estiver repleto. permitindo o alargamento da passagem durante a defecação (expulsão das fezes). atrás do estômago. num segundo tempo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 45 . que formam o suco pancreático. impedindo a putrefação intestinal e ativando a lípase gástrica. Possui funções endócrinas (que abordaremos no sistema endócrino) e exócrinas ou digestivas. Função: acumular parte da bile secretada pelas células hepáticas e. decompondo as gorduras. V ÁLVULA ILEOCECAL Está situada entre a porção terminal do intestino delgado (íleo) e o cecun. E SFÍNCTER ANAL É a abertura do canal anal. lipase. ativando os demais fermentos. O suco pancreático atua no duodeno. para digestão dos lipídios.

e a parte interna por substância esponjosa. para suprir as necessidades do corpo. ainda que geralmente possuam pouca mobilidade. e duas extremidades. a diáfise. A parte externa da epífise é formada por uma camada fina de osso compacto. OSSOS O osso é formado por várias substâncias que são responsáveis pela sua consistência e por sua firmeza. ou corpo ósseo.SISTEMA ESQUELÉTICO Tem a função de suportar tecidos adjacentes. A diáfise encerra uma cavidade em seu interior. 46 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . fornecendo inserção dos músculos e funcionando como alavanca. Exemplo: ossos do punho. OSSOS CHATOS São ossos achatados de pequena espessura em relação ao seu comprimento e largura. Auxilia no movimento do corpo. Produz células sanguíneas (medula vermelha). Fornece uma área de armazenamento para sais minerais. Responsável pela forma do corpo. É o que acontece com o fêmur e o úmero. especialmente fósforo e cálcio. Também é depósito de gordura (medula amarela). rodeada de tecido compacto. o que lhes confere grande resistência. A escápula é um exemplo. a cavidade medular. Classificação dos ossos: OSSOS LONGOS Existe uma parte mediana comprida. OSSOS CURTOS Verifica-se que as três dimensões são praticamente iguais. as epífises. proteger os órgãos vitais e outros tecidos moles do corpo.

ESQUELETO O esqueleto é comumente dividido em duas partes principais: o esqueleto axial e o esqueleto apendicular. Há também três pares de costelas que se prendem. unidos por cartilagem. o osso do quadril. o coração e o fígado. fíbula. Durante a adolescência estes três ossos se fundem. Unindo cada membro superior ao esqueleto axial está a respectiva cintura escapular. ísquio e púbis. Existem ainda as costelas flutuantes. que na infância é formada pelos ossos ílio. pelas costelas e pelo esterno. dos quais dois são pares e quatro são ímpares. patela e ossos do pé). denominados costelas. As uniões entre o esqueleto axial e o esqueleto apendicular são realizadas pelas cinturas ou cíngulos. sendo seis pares e dois ímpares. recebendo nome de costelas verdadeiras. ao osso esterno. Unindo cada membro inferior ao esqueleto axial está a cintura pélvica. Conheça a seguir os ossos existentes nas diferentes partes do corpo: CABEÇA Os ossos da cabeça são divididos em ossos do crânio e ossos da face. por meio de cartilagens. pela coluna vertebral. O esqueleto axial é formado pelo crânio. TÓRAX Composto por doze pares de ossos em forma de arco. que são dois pares. formada pela escápula e pela clavícula. formando um osso único. Esses ossos. rádio. envolvem a cavidade torácica. ao sétimo par da costela verdadeira e recebem o nome de costelas falsas. São sete pares de costelas que se prendem. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 47 . e de ímpares os que são únicos. A face é formada por 14 ossos. enquanto o esqueleto apendicular é formado pelos membros superiores (úmero. Os ossos do crânio envolvem e protegem o cérebro e são ao todo oito. tíbia. Chamamos de ossos pares aqueles que aparecem em número de dois no esqueleto. ulna e ossos da mão) e pelos membros inferiores (fêmur. por meio de cartilagens. protegendo os órgãos vitais como o pulmão.

assim. MEMBROS SUPERIORES Compostos por braço. • Região cervical: constituídas pelas sete vértebras do pescoço. cinco são denominados metacarpos. para trás. servindo de articulação para o osso itálico. Essa região suporta a maior carga. que formam o punho. Além disso. o antebraço é formado pelos ossos rádio e ulna (cúbito). Além disso protege a medula espinhal. • Região torácica: constituída por doze vértebras que servem de ponto de inserção para as costelas. pulso e mão. que é formada por uma série de 13 ossos pequenos: oito são chamados ossos do carpo. Constitui a estrutura básica do esqueleto. antebraço. O osso do braço é o úmero. O osso sacro resulta da soldadura de cinco vértebras. articula-se na sua parte inferior a mão. • Região sacrococcigiana: constituída pelo sacro e pelo cóccix. Quando a coluna é vista de frente.COLUNA A coluna vertebral é um conjunto de ossos curtos e superpostos que recebem o nome de vértebras. segunda e terceira falanges (o polegar tem só duas). muito bem protegida. Ela serve de apoio para as outras partes do esqueleto. O osso cóccix é formado pela soldadura das quatro últimas vértebras. ela é reta. 48 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Essa curvatura dá o equilíbrio necessário para que o homem possa ter a postura vertical. • Região lombar: constituída por cinco vértebras grandes. que fica. A primeira vértebra. Com os dois ossos do antebraço. Como a coluna é feita de vértebras que se articulam. quando é vista de lado. importante componente do sistema nervoso. Os dedos da mão são formados pela primeira. chamada atlas. que se articula com o fêmur. possibilitando que ele se movimente. e correspondem à superfície dorso-palmar da mão. forma duas curvaturas em forma de S. longo e robusto. as vértebras têm um canal por onde passa a medula nervosa ou medula espinhal. articula-se com o crânio. pois sustenta a cabeça e o tronco. para os lados e até de rotação. nós podemos realizar movimentos para a frente.

O tarso é a porção de ossos posterior do esqueleto do pé. Exemplo: base do crânio. • Sincondroses: ossos unidos por cartilagem. e a lubrificação proveniente do líquido sinovial ali existente. ísquio e púbis. CINTURA PÉLVICA Os membros inferiores estão unidos ao osso sacro por meio de um sistema de ossos que são denominados cintura pélvica ou pélvis. A perna é composta por dois ossos: a tíbia e a fíbula (perônio). O fêmur tem volumosa cabeça arredondada.MEMBROS INFERIORES São maiores e mais compactos. osso do quadril que é o mais longo e mais robusto de todo o corpo. articula-se o fêmur. que é formada pela fusão de três ossos: íleo. devido à presença de cartilagens lisas. O pé é composto pelos ossos tarso.que apresenta dois côndilos separados pela chanfradura inter-condiliana. Segue a classificação dos tipos de articulações: • Sindesmoses: ossos unidos por tecidos. A coxa só tem um osso . Compostos por coxa. Exemplo: osso do crânio. adaptados para sustentar o peso do corpo e para caminhar e correr.o colo anatômico. facilitar o deslocamento de um osso sobre o outro.a tróclea . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 49 . presentes nas extremidades dos ossos.o fêmur . Os dedos são prolongamentos articulados que terminam nos pés. O metatarso é a parte do pé situada entre o tarso e os dedos. Com a pélvis. Os ossos de uma articulação deslizam uns sobre os outros sem atrito. A RTICULAÇÕES É a união de dois ou mais ossos contíguos. A extremidade inferior do fêmur possui uma porção articular . perna. O fêmur é o maior de todos os ossos do esqueleto.que se articula com a bacia pela cavidade catilóide. tornozelo e pé. presa à diáfise por uma porção estreitada . Função: proteger os ossos do desgaste do atrito. metatarso e os ossos dos dedos.

Estas permitem liberdade de movimentos. SISTEMA MUSCULAR 50 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . • Anfiartrose: semi-imóveis. • Cartilagens: tecido conectivo compacto. além de tecido fibroso. elástico e flexível.• Sínfises: articulações recobertas por cartilagens hialinas e unidas por fibrocartilagens. Exemplo: sínfise púbica. porém com menos estabilidade. Quanto ao grau de mobilidade das articulações: • Sinartrose: imóveis. • Sinoviais: são superfícies recobertas por cartilagem hialina e unidas pela cápsula. com uma cavidade contendo líquido sinovial. • Diartrose: móvel.

• Durante a gravidez: abrigam o embrião no útero (um saco muscular). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 51 . que desempenham funções determinadas de acordo com seu objetivo. intestino. ocos e tubulares (estômago. vaso sanguíneo. Os músculos são feitos de fibras. Trabalham involuntariamente para o funcionamento regular do corpo. Suas células são fibras longas e finas. • Na fonação: participam no processo de emissão da voz. T IPOS DE MÚSCULOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS OU ESTRIADOS Agem sob comando voluntário do cérebro. dispostas em feixes. MÚSCULOS LISOS Estão presentes nos órgãos internos. bexiga urinária. • No tórax: realizam movimentos respiratórios. Os músculos representam a parte ativa do aparelho locomotor. que se contraem quando estimuladas por impulsos nervosos. • Na reprodução: possibilitam a ejaculação do esperma. • No sistema digestório: agem desde a absorção do alimento até sua excreção. Algumas de suas funções secundárias são: • Nas artérias: controlam o fluxo sanguíneo. Esses músculos são fixados aos ossos do esqueleto por meio de tendões e ligamentos e exercem força sobre os mesmos para que se movam. sistema respiratório). Os filamentos sobrepostos existentes no interior das células lhes dão uma aparência estriada. produzindo movimentos dos ossos.A principal função do sistema muscular é propiciar movimentos. Existem aproximadamente 600 músculos no corpo.

• Rotação: em relação a um determinado eixo. provocando um movimento do corpo. Tipos de movimentos musculares: • Flexão: diminuição do grau de uma articulação. Como funcionam os músculos? Ao se contrair.MÚSCULO CARDÍACO É um músculo especializado que forma a parede do coração. É. apenas “puxar”. Os músculos não podem “empurrar”. • Abdução: afasta do eixo sagital mediano. • Pronação: quando um osso gira sobre outro. por isso para cada músculo que causa movimento há outro que faz o movimento oposto. Por exemplo: um músculo flexiona sua perna e outro desfaz uma flexão. um material muito forte capaz de resistir à tração quando puxado longitudinalmente. • Extensão: aumento do grau de uma articulação. os músculos esqueléticos tracionam os ossos aos quais estão ligados. mas levemente elástico – mais elástico do que o material dos tendões. L IGAMENTO É uma tira de tecido duro. TENDÕES São feitos de fibras de colágeno. o único músculo que não cansa. Esses músculos em pares são chamados antagonistas. porém menos do que o tecido muscular. Os ligamentos apóiam 52 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . também. • Adução: aproxima do eixo sagital mediano.

com isso. estabelecendo a ligação entre os ossos que as compõem. As glândulas são classificadas em três tipos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 53 . que são produzidas por glândulas endócrinas. na corrente sanguínea. SISTEMA ENDÓCRINO Regula as atividades do corpo produzindo e liberando.as articulações do corpo. substâncias chamadas hormônio. os movimentos de cada articulação ficam limitados ao grau necessário.

Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise: • Gonadotrofina (GH) . neuro-hipófise. posterior e intermédio. Exemplos: pâncreas. 54 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . H IPÓFISE A hipófise é dividida em três partes. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras.• Endócrinas: São aquelas cuja substância produzida é lançada na corrente sangüínea. testículos.Hormônio do crescimento. esse último pouco desenvolvido no homem.Age sobre o córtex das glândulas supra-renais. mas também produzem substâncias que não são lançadas na corrente sangüínea. Exemplo: fígado. • Folículo-estimulante (FSH) . que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios. ovários. • Tireotrófico (TSH) . • Adrenocorticotrófico (ACTH) . O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior. lagrimais.Estimula a glândula tireóide. sob uma região encefálica denominada tálamo. As principais glândulas endócrinas do corpo são: H IPOTÁLAMO Localiza-se na base do encéfalo. • Mistas: São aquelas que produzem substâncias lançadas na corrente sanguínea. denominadas lobos anterior. mamárias.Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides. • Exócrinas: São aquelas cujas substâncias produzidas não são lançadas na corrente sangüínea.

provoca a ovulação e formação do corpo amarelo. P INEAL .Exerce efeitos inibidores sobre as gônadas e é um potente clareador da pele. a expulsão do feto e da placenta • Antidiurético (ADH) ou vasopressina . inibe a função gastrointestinal.2 gramas. de cor cinza.• Luteinizante (LH) . Hormônios produzidos: • MELATONINA . Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise: • Oxitocina .1 a 0. que se localiza aproximadamente no centro do encéfalo. Atua na indução ao sono.Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo. • Lactogênico (LTH) ou prolactina . aumenta a atividade cardíaca. aumenta consideravelmente a pressão sanguínea. Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.Produz a constrição de todos os vasos sanguíneos do corpo. assim.E PÍFISE Órgão pequeno e cônico. dilata a pupila do olho e aumenta moderadamente o metabolismo. • NORADRENALINA .Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo. atua sobre a hipófise e sobre o córtex da supra-renal.Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero. clareia a pele e mantém a pressão sanguínea equilibrada. possui menos de 1 cm e pesa aproximadamente 0. Ativa o funcionamento das glândulas sexuais. na mulher e na produção de leite. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 55 . facilitando.Interfere no desenvolvimento das mamas.

por possuir três átomos de iodo. que não existem isoladamente nos mamíferos. encontra-se ligado à parte inferior da laringe e superior da traquéia. Também promove o crescimento e a diferenciação. pois a tiroxina encontra-se presa a uma globulina fixadora. embora esteja no sangue em quantidades mínimas.É também conhecido com “T4”. Tem a mesma função da tiroxina. Produz os seguintes hormônios: • TIROXINA . Hormônio produzido: • PARATORMÔNIO .Sua presença eleva a concentração do cálcio . • TRIIODOTIRONINA . A calcitonina inibe a absorção do osso. Essa diferença ocorre em função da velocidade pela qual ele entra nas células-alvo. Sua principal função é aumentar a atividade metabólica na maioria dos tecidos. porém é cinco vezes mais potente. P ARATIREÓIDES São quatro pequenas formações arredondadas. pois possui quatro átomos de iodo conectados ao núcleo de tireonina.Descoberto na década de 1960. mas que estão incorporadas ou na glândula paratireóide ou na tireóide. Sua ação é quase imediata. aumenta o metabolismo oxidativo e é necessário para o desenvolvimento normal do sistema nervoso central.T IREÓIDE Órgão ímpar. • CALCITONINA .Conhecido como “T3”. Sua ação é quase imediata. e inibe a absorção do osso. que é produzido por glândulas último-branquiais. 56 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . situado na parte inferior do pescoço. é produzido por glândulas último-branquiais. A ação do hormônio paratireóideo é controlada pelo hormônio calcitonina.

em especial os hormônios sexuais.Age sobre os túbulos renais aumentando a reabsorção da água e sódio.Mantém e promove a maturação de linfócitos nos órgãos linfóides (baço. desenvolvendo importante papel na estimulação das defesas do organismo. • GLICOCORTICÓIDES (CORTIZOL) .). nos estímulos nervosos periféricos. Hormônios produzidos: • TIMOZINA . por exemplo. excitando o fígado e intestinos. Aumenta também a excreção de potássio. etc. responsáveis por doenças musculares como. e a pressão arterial. • ANDROGÊNIO . portanto.RENAIS Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas: o córtex e a medula. Tem atuação antiinflamatória. Hormônios produzidos: • MINERALOCORTICÓIDES (ALDOSTERONA) . porém de baixa potência. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 57 .T IMO Não possui estrutura de glândula endócrina. diminuindo-a. devemos salientar que são formados em pequenas quantidades. Sua falta afeta o coração debilitando-o.Estimula o armazenamento de glicogênio no fígado e a mobilização dos tecidos graxos de depósitos adiposos. C ÓRTEX Produz os hormônios denominados mineralocorticóides (aldosterona) e glicocorticóides (cortizol). Reage contra o cansaço físico e neurogênico. a miastenia grave. nem de órgão linfóide. linfonodos. produz várias substâncias hormonais e alguns tipos de anticorpos. • TIMINA . Diminui a síntese protéica no organismo. Distúrbios da timina seriam.Exerce influência na placa mio-neural (junção dos nervos com os músculos) e. Quanto aos glicocorticóides. antialérgica e antichoque anafilático.É o hormônio masculino elaborado no córtex da suprarenal. S UPRA . Cada parte tem função diferente. em parte.

Tem praticamente os mesmos efeitos da adrenalina. Aumenta. e é “ferramenta” do SNA simpático. Inibe a função do trato gastrointestinal. É produzido em pouca quantidade. seca a boca. tais como: emoções fortes. porém estes duram até 10 vezes mais. inibe o parassimpático. • NORADRENALINA . entre outros. inibe o sistema digestório.Importante na adaptação do corpo diante de situações que requeiram esforço ou emergências. aumentando a excitabilidade e atividades em todo o organismo. Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência. M EDULA S UPRA -R ENAL Produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). preparam o organismo para a fuga ou a luta. dilata pupila. choque. aumenta a freqüência e volume respiratório. dilata brônquios. 58 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . por ser lentamente eliminada. produz vaso constrição periférica. a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos. Hormônios produzidos: • ADRENALINA . estresse.Também produzido no córtex da supra-renal. dilata a pupila do olho. arrepia os pêlos. Eleva o metabolismo em até 100%. Pode atingir células não inervadas pelo SNA simpático. moderadamente. promove o aparecimento dos caracteres secundários femininos e o ciclo menstrual.• ESTROGÊNIO . ativa a renovação das reservas glicogenias do fígado. abre pálpebras.

e as células beta. A atividade dos ovários depende inteiramente das gonadotrofinas (hormônio formado na hipófise) segregadas pela adeno-hipófise. que produzem a insulina. Esses dois hormônios são os principais reguladores do metabolismo glicídico.P ÂNCREAS Constituído por dois tecidos distintos: a parte externa é formada por ácinos. em forma de amêndoas. que segregam os sucos digestivos. Eles secretam dois tipos de hormônios: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 59 . O VÁRIOS São duas pequenas glândulas de aproximadamente 3 cm de comprimento. e na parte interna encontramos as ilhotas de Langherans. que são constituídas por células secretoras de hormônios. localizadas na porção pélvica do abdômen feminino. produtoras de glucagon. O hormônio FSH e o LH agem exclusivamente sobre os ovários. lipídico e protéico. Essas são de dois tipos: as células alfa. por 2 cm de largura e 1 cm de espessura. já o LTH atua sobre os ovários e também auxilia na secreção do leite pelas mamas.

3ª Semana: FSH – decréscimo gradativo LH – decréscimo gradativo LTH – decréscimo acentuado Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – aumento acentuado 4ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – decréscimo discreto LTH – decréscimo gradativo Estrógeno – decréscimo acentuado Progesterona – decréscimo acentuado . Exercem também controle parcial no desenvolvimento das mamas e sua função. Os estrogênios são responsáveis pelo crescimento aumentado do útero e da vagina. Sua diminuição torna irregular o ciclo menstrual. na puberdade. Converte o endométrio uterino. são secretados pela placenta. mais tarde. pelo corpo lúteo. em uma estrutura secretora especializada no processo de implantação.São secretados pelo folículo ovariano em desenvolvimento e. estimulam a formação dos ductos da glândula mamária. é responsável pelo desenvolvimento das células secretoras de leite na gestação e diminui a mobilidade do útero. parcialmente espessado. Na gravidez e na puberdade. e pelo desenvolvimento dos caracteres secundários. Atuam também num ligeiro aumento de sódio e reabsorção de água pelos túbulos renais e no aumento na formação da matriz óssea. • PROGESTERONA . O SCILAÇÕES DOS NÍVEIS DE HORMÔNIO GONADOTRÓFICOS E OVARIANOS DURANTE O CICLO MENSTRUAL 1ª Semana: FSH – aumento gradativo LTH – decréscimo discreto Estrógeno – decréscimo gradativo Progesterona – decréscimo gradativo 2ª Semana: FSH – aumento gradativo LH – aumento acentuado LTH – decréscimo discreto Estrógeno – aumento acentuado Progesterona – decréscimo gradativo .É secretada pelo corpo lúteo e pela placenta. Sua diminuição ocasiona irregularidades menstruais e pode induzir o aborto em mulheres grávidas. 60 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . bem como atrofia o desenvolvimento das mamas e do útero.• ESTROGÊNIOS . Durante a gravidez. tais como o aspecto feminino e a recuperação do endométrio após a menstruação. Eles também tendem a aumentar a mobilidade do útero e sua sensibilidade à ocitocina.

A placenta também serve de barreira efetiva contra doenças de origem bacteriana. • HPL (LACTOGÊNIO) . Causa o crescimento da musculatura uterina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 61 . Hormônios produzidos: • HCG (GONADOTROPINA CORIÔNICA HUMANA) . que é essencial para implantação do ovo fertilizado e nutrição do jovem embrião. diminuição da captação de glicose e a gliconeogênese aumentada. Contribui também para o crescimento das mamas e diminui a contração uterina. É uma estrutura que aparece na parede do útero. o alargamento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal. • ESTROGÊNIO . antes da época em que a criança pode produzir seus próprios anticorpos. Essa imunidade é necessária durante os primeiros meses de vida. Mantém o corpo lúteo do ovário intacto e secreta progesterona e estrogênio. das mamas.Promove o desenvolvimento da decídua do útero. Anticorpos são transmitidos pela mãe ao embrião e feto em desenvolvimento para dar-lhe imunidade contra várias doenças. Induz uma série de mudanças metabólicas: lipólise acelerada.Sua produção começa quando ocorre a implantação e alcança o pico em torno da nona semana de gestação. • PROGESTERONA .Aumenta o suprimento muscular para o órgão. na qual o embrião está preso através do cordão umbilical.Sua secreção começa em torno da quinta semana de gestação.P LACENTA Glândula endócrina temporária.

É o principal e mais potente androgênio. o aumento do desenvolvimento muscular e o padrão de pêlos característicos do sexo masculino. A testosterona também promove o anabolismo de proteínas através do corpo. SISTEMA GENITAL FEMININO 62 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . internos e o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. em menor grau. acelera a deposição da matriz óssea e. suspensas na região inguinal pelo folículo espermático. aumenta a retenção de sódio e água pelos rins.TESTÍCULOS São duas pequenas glândulas mistas. O aumento da secreção de testosterona durante a puberdade é responsável pelo crescimento pronunciado dos órgãos genitais externos. Produzem os hormônios andrógenos: • TESTOSTERONA . aumenta a formação dos eritrócitos. incluindo o engrossamento da voz. circundadas pelo escroto. Durante o desenvolvimento embrionário a testosterona é responsável pela diferenciação sexual.

Composição: Ovários . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 63 . por sua vez. próxima à hipófise e altamente especializada. dependendo da idade. Em seu interior existem cachos de células chamados folículos de Graf e. situado na cavidade pélvica. estrutura do sistema nervoso central. Tem coloração rósea com 3 a 4 cm de comprimento e. lateralmente ao útero. Sua função é produzir óvulos. de forma ovalada. permitindo o seu desenvolvimento. o óvulo.Tem como função produzir o óvulo e reter o produto da eventual fecundação. de função glandular mista.Órgão par. Observação: a atividade dos ovários é controlada pela hipófise que. sua superfície pode ser mais ou menos rugosa. Esse processo está intimamente relacionado ao sistema glandular endócrino. apenas uma célula amadurecerá. dando origem ao gameta feminino. é influenciada pelo hipotálamo. Os ovários são unidos à parede posterior do abdômen e ao útero por dois cordões fibrosos. a cada ciclo menstrual.

Suas paredes apresentam as mesmas três camadas que encontraremos por epitélio – mucosa. 64 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Quando um óvulo é expelido do ovário. Havendo a fecundação. muscular lisa e serosa. o corpo lúteo realizará essa tarefa até o terceiro mês de gravidez. alterações definidas verificam-se no ovário. Ele ainda está presente na época do nascimento. Tuba uterina / Trompa de Falópio / Salpinge . Estão suspensas por uma prega de ligamento largo chamado mesossalpinge (salpinge significa tuba). o que facilita a implantação do óvulo. o corpo lúteo degenera e segue a menstruação. Ligam cada ovário ao útero. as fibrilas funcionam como tentáculos. o istmo. todos os demais se degeneram (atresia). Medem cerca de 12 cm de comprimento.Óvulo . o qual absorve o corpo hemorrágico. que está curvada sobre o ovário e. Encontramos cerca de 400 mil folículos. Essas células que revestem o folículo roto alteram-se e criam uma massa conhecida como corpo lúteo (corpo amarelo). Função: colher o óvulo que atingir a maturação e conduzi-lo ao útero. o óvulo maduro e expulso é capturado pela tuba uterina (trompa de falópio) que.Ocorrida a ovulação. A localização de um corpo lúteo velho é percebida por uma área de tecido cicatricial do ovário conhecida como “corpos albicans”. quando. porém apenas um alcança a maturidade e ovula. têm a forma de cornetas e são musculares. uma expansão da tuba em forma de trombeta que se abre na cavidade abdominal. Corpo lúteo . Primeiro há hemorragia mínima no folículo rompido. a cada ciclo menstrual. quando suas funções serão substituídas pela placenta. A ampola é a parte dilatada e central da tuba. A camada mucosa ou interna é revestida por epitélio cilíndrico ciliado. um grupo de folículos sofre crescimento e desenvolvimento. Isso é possível através dos movimentos ciliares. nos ovários. Seus cromossomas são do tipo “X”. Após a ruptura do folículo. O corpo lúteo secreta também pequena quantidade de estrogênio. Ovulação . O revestimento muscular consiste de uma camada interna circular e uma externa longitudinal descontinua.É o gameta feminino. trazendo-o para o interior da tuba. onde é “empurrado” em direção ao útero. estimulado por hormônios hipofisários.Em número de duas. tem continuidade com o infundíbulo. podendo ali ocorrer a ovulação.Colabora na ovulação o hormônio LH e FSH da adeno-hipófise. com seus cílios. O corpo lúteo secreta grandes quantidades de progesterona. produzido pelos folículos de Graf. gradualmente o conduzem em direção ao útero. abre-se na cavidade uterina e é contínuo com a ampola. Se a fertilização não ocorre. por sua vez. A extremidade da tuba uterina. presentes no corpo feminino desde o seu nascimento. O amadurecimento do óvulo ocorre mensalmente a partir da puberdade. se fecundado.

e o ovo fertilizado (zigoto) começa sua primeira divisão de clivagem no processo de desenvolvimento. apenas alguns milhares alcançam o corpo do útero. Destes.Membrana intermediária constituída por feixes musculares que. A fecundação normalmente ocorre quando o óvulo já desceu cerca de um terço do caminho da tuba. Sua função é acolher o ovo fecundado por um espermatozóide e desenvolvê-lo até que o novo ser esteja totalmente formado e pronto para o nascimento. Simultaneamente. sendo seu destino o útero. Normalmente apenas um espermatozóide entra no óvulo.Túnica interna mucosa. apenas dezenas de milhares entram na cérvix.Membrana externa serosa. apresenta numerosas glândulas secretoras de substâncias lubrificantes. Sua parede é formada por três camadas (as mesmas da trompa): ENDOMÉTRIO . na mulher adulta.Fecundação Depois de ser ejetado do ovário. e apenas algumas centenas viajam o restante. a uns 8 cm de distância. expulsarão o feto para o exterior. o espermatozóide perde sua cauda e um material cromossômico forma o pronúcleo masculino. MIOMÉTRIO . PERIMÉTRIO . o óvulo torna-se impenetrável a outros espermatozóides. A união dos dois gametas restaura o número de 46 cromossomas. Os pronúcleos masculinos e femininos aproximam-se e unem-se. de cor rósea. Útero Tem forma de uma pêra. O útero divide-se em três partes: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 65 . Das centenas de milhões de espermatozóides. este libera enzimas que auxiliam na dispersão da coroa radiada. pesando. A presença do pronúcleo masculino induz o óvulo a proceder a segunda divisão meiótica e ele libera o segundo corpo polar. o óvulo começa uma jornada de seis a oito dias. no parto. Os espermatozóides alcançam esse ponto cinco minutos após o coito. 40 a 50 gramas (se esta ainda não teve filhos). É transportado na tuba uterina através de contrações peristálticas da musculatura lisa e pela atividade dos cílios presentes na tuba. Quando o espermatozóide alcança o óvulo. e uma enzima proteolítica utilizada na penetração da zona prelúcida. Logo que a penetração ocorre.

entre as virilhas.É a parte mais delgada do útero. extensível. o colo do útero é circundado pelo anel que forma a extremidade interna da vagina.Proeminência situada diante da sínfise púbica. músculo-membranoso.Duas pregas cutâneas situadas por baixo do monte pubiano e separadas dos músculos pelo sulco gênito-femoral. em forma de cintura. dilatável. dar passagem ao fluxo menstrual e ao feto no parto. Vagina Órgão genital feminino.É a separação. Função: abrigar o pênis no coito. dividindo-se assim em duas porções: supravaginal e intravaginal.Duas pregas cutâneas localizadas abaixo dos grandes lábios. existente entre o colo e o corpo do útero.COLO DO ÚTERO . 66 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Delimitam um espaço em cujo fundo se encontram o óstio externo da uretra e o óstio da vagina. Vulva É o conjunto de órgãos genitais externos da mulher. CORPO DO ÚTERO . ISTMO . Inferiormente. cilíndrico. Externamente é recoberto por pelos púbicos. GRANDES LÁBIOS . PEQUENOS LÁBIOS .É a parte mais volumosa do útero. que se inicia na vulva e termina no colo do útero. É constituído por: MONTE DE PÚBIS .

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 67 . O homem pode produzir cromossomas “X” e “Y”. erétil. e a combinação “XY” = homem. Tem uma porção oculta entre os lábios menores e outra livre. coberta pelo prepúcio.CLITÓRIS . onde desembocam os ductos lactíferos da glândula mamária que conduzem para o exterior a secreção glandular. Função: secretar o leite para alimentar o recém-nascido. Curiosidades • A mãe somente produz cromossomas “X”. A combinação “XX” = mulher. aumentando sua expectativa de vida.Órgão par e mediano. situados na parede anterior do tórax. Na face das mamas há a papila mamária (mamilo). que termina numa extremidade chamada glande. • Uma mulher tem em seus ovários a capacidade de produzir mais de 40 mil óvulos. • A gravidez melhora a saúde geral da mulher. Têm a forma hemisférica e a sua consistência e volume são variados. Função: proteger a vagina. situado na parte antero-posterior da vulva. Mamas São dois órgãos glandulares exócrinos. o orifício urinário e colaborar na copulação.

armazena e libera espermatozóides para fecundar o óvulo feminino. localizam-se no interior da cavidade abdominal no início da vida fetal.SISTEMA GENITAL MASCULINO Produz. são encontradas nos testículos. Além de células reprodutoras.Em número de dois. conhecidas como “células de sertoli”. Composição: Testículos . As células intersticiais de Leydig estão distribuídas entre os túbulos e são responsáveis pela produção dos hormônios masculinos. Cerca de dois meses antes do nascimento deixam o abdômen e descem para o escroto. células nutridoras e de suporte. 68 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

Função: secretar o líquido prostático (fino. armazenar e nutrir os espermatozóides. Vesículas seminais . Função: recolher. que é a elaboração dos espermatozóides.Glândula de secreção externa com a forma de uma castanha. que durante a ejaculação é misturado com os espermatozóides provenientes das vesículas seminais e dos ductos deferentes. Cerca de cinco metros de tubos estão enovelados nessa pequena distância. Função: conduzir os espermatozóides até as vesículas seminais e a uretra. e uma função endócrina. a secreção de testosterona. que são bolsas membranosas localizadas posteriormente à bexiga.Os testículos têm uma função exócrina.Sendo uma continuação do epidídimo. Ducto Deferente / Seminífero . Epidídimo . tem sido descrito como “ducto excretor do testículo”. situado na porção posterior e se estende até quase 4 cm.Para cada testículo existe um epidídimo. protegendo-os da acidez urinária.Existem duas vesículas seminais. Próstata . transportar e amadurecer os espermatozóides. leitoso e alcalino). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 69 . Função: armazenar.

Espermatozóide . Escroto . Função: na cópula. em cujo vértice se encontra o óstio da uretra.Tem o corpo dividido em duas partes principais: cabeça (colo) e cauda (flagelo). possibilita que os espermatozóides ejaculados penetrem no útero.Órgão masculino da reprodução. advertindo-o dos perigos que o ameaçam. em grande parte. 70 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . por espermatozóides. Função: abrigar os testículos. Seu corpo é cilíndrico e a extremidade distal é constituída pela glande. sustentada pelo púbis.Observação: o sêmen é um produto da secreção dos testículos. Pênis .É uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis. da próstata e outras glândulas menores que se abrem na uretra. A cauda é usada para locomoção através do líquido seminal (esperma ou sêmen). coberto pelo prepúcio (pele anterior) quando não ereto. Função: transmitir os caracteres do pai na geração de um ser. sendo constituído. SISTEMA SENSORIAL O sistema sensorial tem como função colocar o homem em contato com o mundo exterior e protegê-lo.

OLHO É um órgão foto-receptor. Situa-se numa cavidade do osso frontal. É formado pelas seguintes camadas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 71 .Composição: V ISÃO Torna-se possível através do olho. É composto pelo globo ocular e seus anexos. zigomático e maxilar superior. capaz de formar imagens de um objeto emissor ou refletor de luz. GLOBO OCULAR Tem forma esférica ligeiramente aplanada com 24 mm de diâmetro aproximadamente. órgão par colocado na parte anterior da cavidade orbitária da face.

que percebem a intensidade da luz. • Lente .Pode ser de cor castanha. quando as fechamos. • Coróide . azul. que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino.5 mm de diâmetro chamada mancha amarela. Intervém na nutrição do olho e na formação dos humores aquoso e vítreo. A córnea é clara e transparente. É uma membrana discóide com um orifício central. permitindo a passagem dos raios luminosos. • Íris . e os bastonetes.É a membrana externa e resistente do globo ocular. Fica coberta pelas pálpebras.Substância transparente e gelatinosa localizada entre o cristalino e a retina. que é uma lente biconvexa que tem por finalidade formar as imagens no fundo do globo ocular. Apresenta uma saliência na córnea. Tem por funções: proteger o globo ocular.É biconvexa e está colocada atrás da pupila. constituída por tecido conjuntivo. que controla a quantidade de luz que entra no globo ocular. Ocupa o segmento mais interior da camada vascular do olho. fóvea ou macula lútea. Tem na sua constituição dois tipos de células foto-sensíveis: os cones. cinza. a pupila. uma superior e outra inferior.Duas pregas músculo-membranosas situadas adiante das órbitas. etc. fornecer descanso 72 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Na parte posterior apresenta uma pequena cavidade circular com cerca de 1. Atrás da íris fica o cristalino. Sua borda livre apresenta duas ou três fitas de cílios. • Retina . de cor escura e rica em vasos sanguíneos. forma o conhecido “branco dos olhos”.Membrana interna do globo ocular. com células pigmentadas.Líquido límpido incolor. é a região mais sensível à luz e onde as imagens são vistas com maior nitidez. e nela está localizada a íris. • Humor Vítreo / Corpo Vítreo . de forma esférica. verde.É a membrana intermediária. que percebem as cores. ANEXOS DOS OLHOS • Pálpebras . É transparente e tem a função de focar os raios luminosos de modo a formar uma imagem perfeita sobre a retina. entre o humor aquoso e o corpo vítreo.• Esclerótica / Esclera . LÍQUIDOS ENCONTRADOS NO OLHO • Humor Aquoso .

Membrana mucosa que recobre a face interna das pálpebras e do globo ocular. Camada vascularizada e transparente que protege o olho dos agentes físicos externos e de infecções. • Conjuntiva . sobre os olhos. • Cílios .São pêlos que protegem o globo ocular contra a penetração de impurezas. São sete músculos estriados alojados na cavidade orbitária. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 73 . • Aparelho lacrimal .Pêlos situados na parte superior da testa. Sua função é a de facilitar o deslizamento das pálpebras e umedecer o globo ocular.Conhecidos também como músculo da órbita. que protegem o globo ocular contra o suor.impedindo a entrada de luz. tem por finalidade a movimentação do globo ocular e da pálpebra superior. Situam-se nas bordas das pálpebras. lavando e lubrificando o globo ocular. • Músculos extrínsecos do olho . espalhar a lágrima. • Supercílios / Sobrancelhas .Constituído pelas glândulas e vias lacrimais. desviando-o para os lados.

óssea. anti-hélix. protegida por pêlos e cerúmen. o equilíbrio. como função secundária.Constituída de tecido cartilaginoso. concha cava. hélix. O estribo liga-se ao ouvido interno através de uma membrana localizada na janela oval. raiz do hélix.A UDIÇÃO Torna-se possível através do ouvido. 74 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . No interior do ouvido médio localizam-se três ossículos: martelo. estes são unidos por duas articulações. órgão par que é composto por três partes: externo. Está recoberto de mucosa. Separa-se do ouvido externo por uma membrana chamada tímpano. raiz superior do anti-hélix. por fazerem isso. ORELHA . médio e interno. que é fina. concha cimba. com diferentes pregas e concavidades que recebem nomes como: lóbulo. escavada no osso temporal. O UVIDO EXTERNO Formado pela orelha (pavilhão auditivo) e canal auditivo externo. Está alojado no osso temporal.Estende-se até o tímpano e tem aproximadamente 3 cm de comprimento. incisura intertrágica e supratrágica. antítrago. fossa triangular. Consta de duas metades: uma cartilagínea. transmitem. Função: percepção dos sons e. e uma segunda. delgada e de forma circular. por vibração. tubérculo de Darwin. o som que até eles chega do ouvido externo ao ouvido interno. que possibilita a entrada de ar equilibrando a pressão do ouvido externo com o médio. uma entre o martelo e a bigorna e outra entre a bigorna e o estribo. comunica-se diretamente com a faringe através da tuba auditiva (trompa de Eustáquio). sulco da escafa. Função: captar e direcionar o som para o interior do ouvido. trago. CANAL AUDITIVO EXTERNO . transparente. de formação peculiar. medindo 1 cm de diâmetro. bigorna e estribo. que está aplicada no osso timpânico do temporal. Os três articulam-se entre si e. raiz inferior do anti-hélix. que tem por finalidade reter impurezas e ação bactericida. O martelo une-se ao tímpano por ligamentos. O UVIDO MÉDIO Cavidade estreita e de forma irregular.

Estão localizados nas paredes de uma pequena e espessada área chamada mácula. conduzindo-as pela cóclea até a membrana basilar. que contém cristais microscópicos de carbonato de cálcio ou otólitos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 75 . A oscilação desses cristais. os quais recebem fibras do oitavo nervo craniano. finalizando na membrana da janela redonda. ou cílios.O UVIDO INTERNO Inicia-se na janela oval. resultando no equilíbrio. o som não é mais uma freqüência. provoca impulsos nas fibras dos neurônios sensoriais que os inervam. que se projetam numa membrana gelatinosa conhecida como otoconial. à aceleração linear e à desaceleração da cabeça. retornam ao ouvido médio. Esses movimentos. Esses receptores são sensíveis à ação da gravidade. movimenta também o líquido existente entre os canais da cóclea. especialmente nos canais semicirculares. onde estas vibrações são transformadas em impulsos nervosos pelas células receptoras ciliadas. fazendo movimentar a membrana da janela oval. Nesse percurso. e sim movimentos provocados pelo estribo que. EQUILÍBRIO O equilíbrio ocorre graças a receptores localizados no labirinto. onde recebe as vibrações sonoras do estribo. Essa região também é chamada de aparelho vestibular. após terem sido codificados pelas células receptoras. sentida pelos cílios. Os impulsos são interpretados pelo SNC. Essa área contém células ciliadas e pêlos ultrafinos.

As sensações de odor são captadas nesse epitélio. No interior dessas papilas. na salivação. depois transmitidas ao SNC. 76 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . localizada no interior da boca. e sua função é perceber o sabor dos alimentos. na mastigação e deglutição. A língua é um órgão formado por diversos músculos. encontram-se células especiais que recebem terminações nervosas e que têm a responsabilidade de perceber os sabores. apresentando pequenas elevações denominadas papilas linguais. presa na parte posterior junto à faringe e solta na frente.O LFATO Situa-se nas fossas nasais (mucosa nasal olfatória). PALADAR Os receptores do paladar encontram-se na língua. Função: percepção dos odores. a língua também atua na articulação das palavras. Sua superfície superior é áspera. formando uma região especializada conhecida como “epitélio olfatório”. Além de captar as impressões de sabor. Na sua parte superior encontramos ramificações do nervo olfatório. É de formato cônico e dotada de grande mobilidade.

situando-se na parte central da língua. situam-se na frente da língua. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 77 .É percebido na frente. só então.É percebido nas bordas frontais. • Ácido . • Salgado . Podem ser vistas a olho nu. Observação: o sentido do paladar está bastante associado ao olfato.Formadas por filamentos.PAPILAS LINGUAIS • Calciformes . lembram cálices e encontram-se no final da língua. São visíveis apenas com o microscópio. as papilas estimuladas produzem as impressões gustativas nas células nervosas. Localização dos sabores • Doce . O sabor dos alimentos não é bem percebido se o cheiro não for sentido. Também são visíveis apenas ao microscópio. Por isso os alimentos sólidos precisam ser dissolvidos pela saliva e. têm a forma de “V” invertido. O sabor dos alimentos só pode ser percebido pelas papilas na forma líquida.É percebido na parte posterior. onde se percebe o sabor. • Filiformes . • Fungiformes . que se encontram no seu interior.São parecidas com fungos.São as maiores. Essas impressões são levadas até o SNC.

frio e pressão. Função: permite-nos interagir com o ambiente. pois permitem melhor recepção dos sons. existem regiões mais sensíveis. calor. o tato está especialmente desenvolvido nos bigodes.T ATO Localiza-se na pele. mas também dor. a pressão e o frio são sentidos no encéfalo e não na pele. • Existem pessoas capazes de identificar mais de 10 mil cheiros e gostos diferentes. Nelas encontramos diferentes tipos de terminações nervosas. • Orelhas móveis auxiliam na defesa. Curiosidades • A anestesia consiste em bloquear as transmissões dolorosas. impedindo-as que cheguem ao cérebro. • A dor. que recebem as impressões não só do tato. • Visto que os corpúsculos táteis e as terminações nervosas livres não se distribuem igualmente pela pele. como a ponta dos dedos e a língua. nas camadas chamadas epiderme e derme. o tato. o calor. • Para alguns mamíferos. • A audição ajuda no aprendizado da fala e da leitura. • São os corpúsculos de Paccini (pressão) que permitem ao cego fazer a leitura “braile”. 78 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

tem uma superfície com cerca de 2 m². Permite todo tipo de movimento. Maior órgão do corpo.SISTEMA TEGUMENTAR Tem como função proteger o organismo do meio exterior. Função: ajuda a controlar a temperatura do corpo. absorve o oxigênio e elimina o gás carbônico. A pele divide-se em epiderme. funciona como barreira contra a entrada de microorganismos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 79 . podendo contrair-se e expandir-se devido a fibras conjuntivas e elásticas. Composição: PELE Membrana firme e flexível que envolve a superfície externa do corpo. metaboliza a vitamina “D” utilizada na produção de ossos. Proporciona cobertura protetora e impermeável ao corpo. derme e hipoderme. protege o organismo das agressões do meio ambiente.

• Camada Malphighi: constituída de células unidas entre si por fibras chamadas tonufibrinas. as fibras de colágeno que dão elasticidade permitindo a expansão e contração da pele. os nervos e suas terminações. • Camada lúcida: Encontra-se apenas na palma das mãos e na planta dos pés. como a palma das mãos e a planta do pé. as glândulas sebáceas e sudoríparas.Camada mais profunda que abriga as gorduras. Faz parte da primeira linha de defesa do organismo. Encontra-se na epiderme a substância que dá cor à nossa pele. Devido ao seu formato longo é também chamada de camada das células espinhosas. 80 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . É formada por cinco camadas: • Camada córdea: grossa. é onde as fibras do tecido conjuntivo se entrelaçam formando uma espécie de malha ou rede. Acumula querato-hialina. Pode ser dividida em duas partes: • Papilar: situada logo abaixo da ultima camada da epiderme.EPIDERME . HIPODERME . que tem origem da queratina. a que vemos e tocamos.É um tipo de tecido conjuntivo. sem núcleo. Ajuda a conservar a temperatura do corpo e mantém reservas de energia. onde se situam os vasos sanguíneos e linfáticos.É a camada mais superficial da pele. substância que torna a pele resistente e impermeável. com aspecto de finas lâminas superpostas (queratina). • Reticular: mais profunda. • Camada granulosa: É onde as células epiteliais começam a morrer. É particularmente espessa nas áreas de atrito e desgaste. de sustentação. É formada por células epiteliais mortas. • Camada germinativa: É onde surgem as células epiteliais da pele. DERME . Liga a pele aos músculos e ossos. resistente.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 81 . chamada “raiz”. UNHAS São estruturas epidérmicas de natureza córnea que protegem a superfície dorsal da extremidade livre dos dedos. O seu desenvolvimento e características variam segundo sua localização.PÊLOS São estruturas epidêmicas filiformes e flexíveis de substância córnea. Distingue-se neles uma parte livre chamada “ronco” e outra oculta no folículo piloso.

82 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . pois a oleosidade secretada serve de proteção. Estão disseminadas praticamente por toda a pele. • A sudorese é uma das maneiras pela qual o SNC controla nossa temperatura. Curiosidades • Nossa pele tem cerca de 3 milhões de glândulas sudoríparas. Encontram-se em toda superfície corporal. • Nós respiramos pela pele. exceto nas palmas das mãos e nas plantas dos pés.GLÂNDULAS SUDORÍPARAS Secretam o suor mantendo estável a temperatura do corpo. • Se tomarmos mais de um banho por dia não deveríamos usar sabonete após o primeiro banho. G LÂNDULAS SEBÁCEAS Secretam a gordura “protetora” da pele.

wikipedia. urinário. • Os diversos sistemas dão suporte para o funcionamento o organismo humano.www.org a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 83 . • Os órgãos estão organizados em sistemas (digestório. Este capítulo teve como fontes de consulta: . etc.Em síntese: • As células formam os tecidos. • Os tecidos compõem os órgãos. Wikipedia .).

O pão que comemos necessita de um fungo. fazendo com que a massa cresça. O mesmo fungo que produz gás carbônico na massa de pão.2. Essa levedura é o Saccharomyces cerevisae. fungo unicelular. Mas eles contribuem de forma decisiva para a preservação da diversidade biológica do nosso planeta e estão presentes. de mil formas. MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA Nesse capítulo você vai saber o que são fungos. além da panificação. vírus e parasitas. a 84 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . seus respectivos tratamentos e formas de prevenção. base para muitas indústrias. A rápida multiplicação do fungo produz minúsculas bolhas de gás carbônico. FUNGOS H ERÓIS E VILÕES DA BIOSFERA À primeira vista os fungos são pouco interessantes. A cerveja e todas as bebidas alcoólicas feitas a partir da fermentação também são produtos fúngicos. sua importância para o equilíbrio do meio ambiente e os danos que eles podem causar à saúde humana. algumas doenças provocadas por eles. bactérias. que age como fermento biológico. no nosso cotidiano.

esse reino com 1. mantinha-se a tradicional divisão em três reinos: animal. mykes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 85 . As primeiras observações de esporos (células reprodutoras dos fungos.5 milhão de espécies. a Micologia. bebidas que sofreram pasteurização.mas não são capazes de sentir. produzido por um fungo. que desenvolveram os primeiros instrumentos em 1595. a Micologia começou a se desenvolver como uma ciência propriamente dita. estão contidas no líquido. Segundo os critérios do passado. Desde então. porque a maioria tem ácido cítrico. como os cogumelos. mas o que interessa ressaltar é que. (O nome do ácido sugere que é produzido a partir de frutas cítricas. os animais existem. Até então. Os fungos visivelmente crescem e o fazem com grande velocidade . Essa separação arbitrária continuou sendo adotada até meados do século passado e a sua influência é sentida até hoje. ajuda a transformar açúcar em álcool. conhecido simplesmente por Lineu.) Poderíamos citar numerosos exemplos de fungos no nosso cotidiano. vem do grego. De fato. Quando tomamos um chope ou uma cerveja. Mas a separação dos fungos em um reino à parte só surgiu formalmente nos anos 60. quando o ecologista norte-americano Robert Handing Whittaker propôs a atual divisão em cinco reinos. o naturalista sueco do século XVIII Carl von Linné. como se pode comprovar pelo fato de grande parte das Universidades e centros de pesquisa do mundo terem ainda a Micologia como uma dependência dos Departamentos de Botânica ou uma subdivisão destes. afirmava que “os minerais existem. Mas há também fungos macroscópicos. na cidade de Middleburg. cogumelos. de fato. Os refrigerantes também são produtos fúngicos.só foram descobertos após a invenção do microscópio.Saccharomyces cerevisae. uns 20% vêm dos fungos. capazes de germinar) e das próprias estruturas fúngicas foram feitas pela dupla de inventores do microscópio. células vivas de fungo. a maior parte invisível a olho nu. os vegetais existem e crescem. só restava a possibilidade de eles pertencerem ao reino vegetal. criador da nomenclatura binominal dos seres vivos.num dia não tem nada e no outro há um cogumelo . e. o Aspergillus lividus. da rica biodiversidade brasileira. a levedura. vegetal e mineral. por serem microscópicos. crescem e sentem”. os holandeses Hans e Zacharian Jansen. os fungos microscópicos .sejam uni ou pluricelulares . Hoje todo o ácido cítrico consumido é produzido a partir do Aspergillus lividus. assim era no passado. que é usado industrialmente. que dão o nome a todo o conjunto: o nome da ciência que estuda os fungos. pai e filho. Considerado o pai da moderna história natural.

A alimentação dos fungos é por absorção. bactérias e protozoários. Os fungos parasitas são os que necessitam de um hospedeiro vivo para obter o seu alimento. no final). que são os outros reinos propostos por Robert Whittaker: reino Monera (das bactérias). dependem de fontes externas de carbono orgânico. Protista (dos protozoários). Mofos e bolores fazem o equilíbrio da biosfera na decomposição da matéria morta (galhos de árvores. os fungos não têm clorofila nem outros pigmentos semelhantes e. atuam no ambiente como reguladores naturais da população de outros organismos. permitindo a reciclagem de nutrientes.). Animália (dos animais) e Fúngico (dos fungos). Nesse sentido.Porém. não fazem fotossíntese. dos japoneses. crescem dentro dele. Os saprobióticos ou saprofíticos se alimentam de material morto. Os simbióticos são os que vivem associados a outros organismos. São de grande importância econômica. restos de animais. Associados a bactérias. Sem os fungos. etc). os fungos são classificados em saprobióticos. pois são heterotróficos (exigem matéria orgânica provinda do ambiente) e quimiotróficos (obtêm energia da oxidação de sustâncias orgânicas). portanto. fazendo com que todo o equilíbrio da biosfera ficasse comprometido. restos de animais. o cenário que se poderia imaginar seria uma gradativa acumulação no sistema terrestre e marinho de matéria orgânica não-decomposta (galhos de árvores. Estudos recentes de biologia molecular e análises de DNA mostraram que a nutrição por absorção é uma característica dos fungos. Se houvesse. parasitas e simbióticos. através da superfície das hifas. como os liquens (ver matéria coordenada. pois eles são agentes da decomposição. 86 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Ao contrário das plantas. pois a esse grupo pertencem os causadores de doenças em plantas capazes de destruir colheitas inteiras. como o shitake. que formam o talo. vegetais. por exemplo. Daí o seu papel para a manutenção da biosfera ter importância igual à das plantas. Em associação direta com o seu alimento. BIORREGULADORES Com relação aos tipos de alimentos que utilizam. para produzir energia. Plantas (dos vegetais). a vida tal qual é hoje na Terra não seria possível. É o caso dos mofos e bolores e de vários fungos comestíveis. um grande cataclisma que eliminasse os fungos da face do planeta. os fungos têm uma série de características que os separam dos animais. etc. assemelham-se aos animais.

agente da criptococose é encontrado em grande quantidade nos espaços urbanos associados a habitats de pombos e de psitacídeos (papagaios. São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta . como se observa entre os fungos filamentosos ou bolores. de outra forma. etc). portanto. quando resseca. é talvez o melhor e mais preparado em todo o país para o diagnóstico e tratamento das moléstias causadas por fungos. comporta-se como parasita. O excremento desses animais favorece a proliferação dos fungos. Inalado.Os fungos destróem material que. causando a infecção. A porta de entrada das micoses profundas é o pulmão e os sintomas são parecidos com os da tuberculose. se espalha em pequenas partículas. quando se instala no ser humano. porque. na poeira. CONSTITUIÇÃO Os fungos são seres vivos eucarióticos. com um só núcleo. o médico pneumatologista suspeita em primeiro lugar de tuberculose. As micoses de pele.ou viva . E como esta freqüentemente é acompanhada de lesão pulmonar. Não havendo diagnóstico correto.fungos saprofíticos . também são causadas por fungos. ou multinucleados. como as leveduras. causadores das micoses. no Rio de Janeiro. chega ao alvéolo pulmonar. F UNGOS PATÓGENOS Existem numerosos fungos patógenos. Ali o fungo é investigado no tecido epidérmico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 87 .fungos parasitários. Suas células possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos verdadeiros. O Serviço de Micologia do Hospital Evandro Chagas. A maioria dos fungos capazes de causar infecção vive da matéria orgânica em decomposição. que são superficiais. periquitos. procurando-se saber que tipo de tratamento demanda cada micose. Vejamos um exemplo: o Cryptococcus neoformans . Mas. A micologia médica é a área da micologia que estuda as doenças causadas por fungos no ser humano. podendo instalar-se no organismo do indivíduo com baixas defesas. Eles são. iria acumular-se em quantidades incalculáveis. localizado no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). os laboriosos lixeiros da natureza. O fungo não necessita desse indivíduo para viver. Seu citoplasma contém mitocôndrias e retículo endoplasmático rugoso. há tratamento incorreto.

vive como saprófito em restos de materiais orgânicos. famoso cientista brasileiro (1855-1940) que trabalhou na Fiocruz. que vivem na zona rural. cujo esporo é inalado pelo homem. que é uma micose de origem pulmonar e afeta sobretudo o homem do campo que trabalha em contato com a terra. economicamente viável. isolado a partir de um fungo. a produção de medicamentos. foi o descobridor da Paracoccidio oidomicose (PCM). mas que podiam matar uma pessoa. A penicilina foi o primeiro antibiótico a ser produzido industrialmente. que torna possível os transplantes de órgãos ao reduzir a rejeição dos órgãos transplantados pelo sistema imunológico. O cientista observou que na presença do fungo Penicillium notatum. pois até então não se sabia como controlar doenças causadas por bactérias. a penicilina. é a cyclosporina. onde o fungo vive. O fungo Pb. Mas. Inicialmente empre- 88 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . em geral do sexo masculino. pavimentou o caminho para a produção de outros agentes quimioterápicos. cujos primeiros casos foram descritos por Adolfo Lutz. apesar de tudo isso. o crescimento da bactéria de Staphylococcus era inibido. sem dúvida. sendo que cerca de 2% desenvolvem a doença. causador da doença. O Hospital Evandro Chagas. um metabólito. descoberta em 1929 por Alexander Fleming. Recentemente foi anunciado em Brasília que o Paracoccidioides brasiliensis (Pb). às vezes originadas a partir da infecção num simples corte do dedo. Dos doentes. no Rio. Seu genoma tem algo em torno de 25 milhões de pares de bases e os cientistas acreditam que o isolamento dos genes envolvidos no processo vai auxiliar no desenvolvimento de tratamentos para a doença. será o próximo organismo a ter o genoma seqüenciado no nosso país. é necessário lembrar que os mais importantes patógenos do ser humano são os vírus e as bactérias. Essa droga quase milagrosa revolucionou a medicina. que era um antibiótico. à medida que foram descobertos. não os fungos. Muito do que se aprendeu na transformação das observações de Fleming numa operação de larga escala. que é letal se não for tratada. A primeira e a mais famosa de todas as substâncias medicamentosas extraída dos fungos foi a penicilina. U SO NA FARMÁCIA Um dos usos mais importantes dos fungos é.Adolfo Lutz. Outro medicamento de grande importância para a medicina moderna. Estimativas apontam 10 milhões de pessoas infectadas por ele na América Latina. cerca de 80% são brasileiros e 90% dos atingidos são jovens. O fungo “se defendia” do ataque da bactéria jogando uma molécula. tem publicações das décadas de 20 e 30 sobre essa doença.

gados apenas como agentes antibacterianos. que no laboratório são transformados em princípios ativos para numerosos medicamentos. energéticas e ambientais. até milênios. . a produção desse tipo de fármacos é relevante para o Brasil. hormônios de crescimento vegetal. proteínas. Hoje esse lugar é ocupado pelos fungos. Os fungos produzem outros metabólitos . missô.Biodeterioração M ICOTOXINAS São toxinas produzidas por fungos. econômicas. . A SPECTOS POSITIVOS DOS FUNGOS .São produtores de antibióticos. enzimas. dada sua enorme biodiversidade em fungos.Alergias .Micotoxicoses .Doenças (micoses) no homem. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 89 . O número de produtos farmacêuticos à base de fungos está em rápido crescimento. vitaminas. na procura de vantagens técnicas. sobretudo em regiões tropicais. molho de soja. pão. É uma corrida em busca de microorganismos com substâncias de interesse farmacológico.). . vinho.. pois começa a ganhar espaço a pesquisa voltada para os microorganismos. vitaminas etc.como enzimas. hoje os metabólitos fúngicos têm diversos usos. cerveja. Aliás. uma grande tendência para a produção de drogas por processos fermentativos. A SPECTOS NEGATIVOS DOS FUNGOS . animais e plantas . Durante séculos. Existe hoje.São os maiores decompositores do planeta.São biotransformadores (queijos. etc. incluindo a biossíntese de colesterol. a humanidade estudou as plantas para delas extrair medicamentos.Auxiliam no controle biológico. alicerçada pelo desenvolvimento da engenharia genética.

dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose. Seu consumo pode representar risco à saúde humana.Caso não os tenha. frutas secas.Evite usar o mesmo sapato dois dias seguidos e.).Pode afetar tronco. se houver ingestão de grande quantidades ou ingestão continuada.Evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo. usar a mesma meia antes de lavá-la. . C OMO EVITAR Seguem algumas recomendações: . sejam grãos (amendoim.Prefira meias e roupas íntimas de algodão. M ICOSES CUTÂNEAS Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais. . leve seu próprio alicate. . .Quando for à manicure ou pedicure. .Não leve animais domésticos à praia e ao clube. de maneira alguma.Se os fungos crescerem em alimentos. 90 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a .Na praia. use sempre chinelo.Não use toalhas de outras pessoas. verifique se estão todos esterilizados. etc. sorgo. . soja. principalmente onde há dobras e entre os dedos. M ANIFESTAÇÕES .Enxugue-se bem. milho.) ou produtos finais (suco de maçã. podem liberar suas toxinas nesses substratos que serão posteriormente consumidos pelo homem. . . liberam líquidos e podem até inflamar. membros inferiores e superiores.Inicia-se como um ponto avermelhado que se abre em erupções em anel de bordas avermelhadas e descamativas. que coçam. trigo. . etc.

. que fica espessa e partida.Seque bem os dedos após o banho.Tenha material próprio de manicure.Evite sol. M ICOSE T IPOS DOS PÉS . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 91 . provocando coceira.Interdigital. na base. coceira e mau cheiro. Causa descamação.Ao fazer as unhas use instrumentos esterilizados. e pode se alastrar para os membros. . atingindo toda a área. descamação. que se descola do dedo. especialmente nas costas e no peito. . CUIDADOS . .Evite calçados apertados. pé-de-atleta ou frieira: atinge a pele entre os dedos. água de mar e piscina. Pode vir acompanhada por uma infecção bacteriana. . CUIDADOS . Atinge a unha de três maneiras: sob a borda. forma placas brancas sobre a unha. .Seque bem o corpo após o banho. M ICOSE DE UNHA OU ONICOMICOSE Seus sintomas são a deformação e o esfarelamento da unha.Não use toalhas e roupas de outras pessoas.Escamosa: atinge a região da planta e da lateral do pé.Não use toalhas e calçados de outras pessoas. iniciando-se na cutícula e deteriorando a sua superfície. .M ICOSE DE PRAIA (P ITIRÍASE VERSICOLOR ) Provoca manchas esbranquiçadas. fissuras e placas esbranquiçadas.

estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. B ACTÉRIAS As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural. no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano.Vesícula: começa com bolhas que provocam coceira e vermelhidão. O tamanho das bactérias pode variar de 0. 92 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . resultando em ressecamento e descamação da pele. . . sendo algumas até benéficas. e de menor tamanho. Por serem microrganismos procariontes.Prefira meias de algodão. São abundantes no ar. uma invaginação da membrana plasmática. nas bactérias não aparecem organelas delimitadas por membranas. procariontes. CUIDADOS .Seque bem os pés após o banho. e algumas causam doenças.0 micrômetros. trocando-as diariamente. As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. denominada de mesossomo.Placa margarida: tipo mais raro de micose.Evite sapatos fechados e andar descalço em pisos úmidos. Diferente das células eucarióticas.2 a 5. O mesossomo parece ter um papel importante durante a duplicação e divisão bacteriana. Recomenda-se que o tratamento não seja interrompido. T RATAMENTO DAS MICOSES É sempre prolongado. Na membrana encontramos uma estrutura típica. A membrana plasmática recobre o citoplasma da célula bacteriana e tem a mesma estrutura daquelas encontradas nos organismos eucariontes. variando de 30 a 60 dias. .. Provoca lesões avermelhadas e elevadas com bordas acentuadas. podendo ser conhecidas também como micróbios. pois mesmo sem sintomas o fungo pode resistir nas camadas mais profundas da pele. As bactérias são microorganismos unicelulares. não apresentam um núcleo definido.

nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas. na pele ou sistema respiratório.a bactéria não apresenta uma morfologia única. As bactérias que habitam o corpo humano proliferam num ambiente quente e úmido. As mudanças de forma podem ser consideradas como: • Involução . presença ou ausência de oxigênio. As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas. situando-se.Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas . As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio. que começa a crescer para o interior da célula a partir da superfície da parede celular. Algumas são aeróbias. entre outros. Durante esse processo ocorre a duplicação do DNA seguido da divisão da célula bacteriana em duas células filhas. ou por produtos tóxicos. o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem. que dá a forma à bactéria. ou seja.mudança de forma devido a condições desfavoráveis.Em forma de vírgula: Vibrião As formas não são constantes. Tal estrutura mucosa confere resistência às bactérias patogênicas contra o ataque e englobamento por leucócitos e outros fagócitos. protegendo-as de possíveis rupturas enzimáticas ou osmóticas.Arredondadas: Cocos . normalmente. F ORMAS DAS BACTÉRIAS : . • Pleomorfismo . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 93 . Essa divisão se dá devido à formação de um septo. podem variar de acordo com o meio e com o tipo de associação.As bactérias se reproduzem por divisão celular ou fissão binária. mesmo que se encontre em condições favoráveis à sua sobrevivência. A parede celular das bactérias é uma estrutura rígida e é formada por um complexo muco peptídico.Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos . presente principalmente em bactérias patogênicas é formada por polissacarídeos e tem uma consistência de um muco. pH. A cápsula.

94 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . São exemplos de bactérias Gram-positivas várias espécies de: . que desenvolveu o procedimento em 1884. Pode haver infecção no trato digestivo o qual pode ser infectado através da ingestão de alimentos contaminados. mas que adquirem um corante de contraste (ficando com um tom cor-de-rosa) são Gram-negativas. Seguidamente. são coradas pela safranina e ficam vermelhas. seguido de fixação com iodo e depois um agente de descoloração. As bactérias Gram-positivas fixam o primeiro corante. na infecção de uma ferida. As bactérias podem ainda invadir o hospedeiro através da pele. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa afetada não dispuser de uma imunização contra elas. a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gramnegativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias. como o metanol. após a descoloração pelo metanol. as bactérias são submetidas primeiro à ação de um corante violeta. que são nocivas para as células humanas.INFECÇÃO As bactérias podem produzir toxinas. As bactérias que retêm a coloração violeta são designadas por Gram-positivas. como por exemplo. são novamente coradas com safranina. Nesse procedimento. devido a maior espessura da parede celular. As bactérias podem penetrar no corpo humano. tosse ou espirros de uma pessoa infectada. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias-primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas. C LASSIFICAÇÃO C ORANTE DE GRAM Assim designada em memória de Christian Gram. através dos pulmões. o resultado é a doença. As bactérias que perdem a coloração violeta depois de descoloradas. e ficam coradas de azul ou violeta. enquanto que as bactérias Gramnegativas. por meio da inalação de partículas expulsas pela respiração.Estreptococos. Essa distinção de manchas é um reflexo das suas diferenças no que diz respeito à composição básica das suas paredes celulares.

. a maioria é anaeróbia facultativa (capazes de crescer num leque alargado de concentração de oxigênio). pneumoniae) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 95 .Estafilococos.Pneumonia nosocomial (adquirida em meio hospitalar). I NFECÇÕES CAUSADAS POR ESTREPTOCOCOS : .Salmonelas..Infecções da pele e tecidos moles.Sinusite .Menos freqüentemente. . enquanto que poucas são anaeróbias obrigatórias.Colibacilo.Bronquite . . Embora classificadas como aeróbias. ESTREPTOCOCOS Essas bactérias Gram-positivas crescem em cadeias de comprimento variável.Meningite bacteriana . Entre a grande variedade de doenças provocadas por cocos salientam-se: .Enterococos. endocardite (menos de 3% dos casos são causados por S.Pneumonia (adquirida na comunidade ou nosocomial) .Vibrão Colérico.Pneumonia adquirida na comunidade. São exemplos de bactérias Gram-negativas: . . e são responsáveis por muitas infecções distintas. .Otite média: o Streptococcus pneumoniae é responsável por 20% a 50% dos casos .

São anaeróbios facultativos.Também menos freqüentemente. Por viver mais tempo na água do mar do que os coliformes. A superinfecção pode ocorrer quando os antibióticos alteram o equilíbrio bacteriano no organismo. Os pneumococos podem causar essas infecções sobretudo em doentes com doenças subjacentes. meningite. Podem também encontrar-se (embora menos freqüentemente) na boca. antes classificados como estreptococos do Grupo D. alimentos. osteomielite e infecções da pele e tecidos moles. água e em muitos animais.. o enterococos é considerado pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente dos Estados Unidos um indicador mais preciso de doenças transmitidas pelo contato com a água. ocorrem em cocos individuais. artrite séptica. como o enterococos. peritonite. ESTAFILOCOCOS Essas bactérias estão entre as mais resistentes que não formam esporos e podem sobreviver em muitas situações não fisiológicas. infecções pélvicas e infecções de tecidos moles. em menor número. colonizam a pele e encontram-se nas narinas e na pele de 20% a 30% dos adultos saudáveis. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar. As infecções por enterococos ocorrem em doentes internados. Os enterococos podem causar superinfecções em doentes internados. Normalmente. permitindo o crescimento dos agentes oportunistas. O seu principal habitat natural parece ser o tubo digestivo dos animais. 96 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . incluindo pneumonia. freqüentemente após cirurgia ou instrumentação (por exemplo. nas secreções orofaríngeas e vaginais. Podem também encontrarse. sob terapêutica antibiótica. aos pares e em cadeias curtas. glândulas mamárias e tratos gênito-urinário. onde representam uma porção significativa da flora normal. algaliação). porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la. incluindo o homem. ENTEROCOCOS Esses cocos. incluindo solo. que podem crescer em condições extremas e numa grande variedade de meios. intestinal e respiratório superior. As infecções por estafilococos são freqüentemente supurativas (com produção de pus) e têm sido implicadas em muitos tipos diferentes de infecções.

como é o caso do amarelinho (Xylella fastidiosa). . e finalmente a tetania. principalmente nas vias urinárias. . levando a germinação. causadas por enterococos e outros agentes patogênicos). As bactérias possuem grande importância ecológica. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 97 . Seus esporos podem estar presentes em alimentos e resistir a processos de descontaminação. .Infecções intra-abdominais e pélvicas (essas infecções são habitualmente mistas. que as utilizam para fabricar antibióticos específicos. . As bactérias também são úteis para o homem.Infecções de queimaduras e feridas cirúrgicas. Mas talvez a maior importância das bactérias seja o fato de elas serem parasitas do corpo humano. que provoca o tétano (Clostridium tetani).Endocardite. no entanto. fora do intestino. produção de toxina. como na indústria de laticínios e na indústria farmacêutica. pode causar importantes e graves infecções. em função da ação neurotóxica de suas toxinas. podendo causar graves intoxicações como o botulismo (agente Clostridium botulinum). O esporo contamina o ferimento profundo que ao fechar gera uma atmosfera com baixa tensão de oxigênio. . É desse grupo também o produtor da toxina tetânica.AS INFECÇÕES POR ENTEROCOCOS INCLUEM : . . e as bactérias desnitrificantes que devolvem o nitrogênio dos nitratos e da amônia para a atmosfera.Meningite (raro).Infecções urinárias. que ataca a lavoura da laranja. Geralmente estão associados a intoxicações por ingestão de palmitos contaminados e podem levar a óbito.Infecções de feridas e dos tecidos moles. elas fixam o nitrogênio da atmosfera na forma de nitratos.Bacteremia. Assim temos o gênero Clostridium que além de esporulado é anaeróbio e um potente produtor de toxinas muito prejudiciais ao homem. Elas também podem causar grandes prejuízos econômicos. A Escherichia coli é um importante componente da nossa microbiota intestinal.Sépsis neonatal. levando a infecções muito graves. .

causa septicemia. infecção no ouvido médio. Algumas linhagens ultra-resistentes não podem ser tratadas com drogas. . . Algumas linhagens têm se mostrado muito resistentes a vários antibióticos.causa septicemia e pneumonia. Haemophilus influenzae . . . pneumonia e meningite. 98 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . diarréia e falência dos rins.causa pneumonia. .Tuberculose: causada pelo bacilo Mycobacterium tuberculosis. Shigella dysenteria . Algumas linhagens são ultra-resistentes. Reptococcus pneumoniae .causa tuberculose.causa septicemia e infecção do trato urinário. Algumas linhagens super resistentes não podem ser tratadas com drogas. e infecção das vias respiratórias nos pacientes com o sistema imune comprometido. . . Algumas linhagens ultraresistentes não podem ser tratadas com drogas. Staphylococcus aureus . . Neisseria gonorrhoeae . e as doenças associadas a cada uma dela: . infecção do sangue.Abaixo seguem algumas das bactérias mais nocivas ao homem.causa disenteria (diarréia sangrenta). .causa septicemia.causa septicemia em pacientes com o sistema imune comprometido.causa gonorréia. principalmente em pessoas com fibrose cística ou com o sistema imune comprometido.causa infecção do trato urinário. Mycobacterium tuberculosis . Acinetobacter . Enterococcus faecalis .Hanseníase (lepra): transmitida pelo bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae). a resistência às drogas limita o seu tratamento principalmente à cefalosporina. Escherichia coli . Pseudomonas aeruginosa . infecção nas vias respiratórias e pneumonia. Linhagens resistentes podem levar a epidemias e algumas podem ser tratadas apenas com medicamentos muito caros (fluoroquinolonas). P RINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS . . infecção do ouvido e meningite principalmente em crianças.

Febre tifóide: causada pela Salmonella typhi. O termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas células têm carioteca).Tracoma: provocada pela Chlamydia trachomatis. São parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente reproduzem-se pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto-reprodução celular. essas partículas carregam uma pequena quantidade de ácido nucléico (seja DNA ou RNA) cercada por alguma forma de cápsula protetora consistente de proteína. Tipicamente. Das 1. . .Escarlatina: provocada pelo Streptococcus pyogenes. . ..Coqueluche: causada pela bactéria Bordetella pertussis.Difteria: provocada pelo bacilo diftérico.Meningite meningocócica: causada por uma bactéria chamada de meningococo. .Sífilis: provocada pela bactéria Treponema pallidum.739. ou proteína e lipídio. o vibrião colérico. . O primeiro vírus a ser descoberto foi o do “mosaico do tabaco”. os vírus representam 3. após os trabalhos de Dimitri Ivanovski e de Martinus Beijerinck. enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles que infectam procariontes (bactérias e cianofíceas).600 espécies.600 espécies de seres vivos.Tétano: causado pelo bacilo do tétano (Clostridium tetani). . .Cólera: doença causada pela bactéria Vibrio cholerae. . Vírus Influenza (Gripe) a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 99 . .Pneumonia bacteriana: provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae. .Leptospirose: causada pela Leptospira interrogans. VÍRUS Vírus é um micro-organismo que pode infectar outros organismos biológicos.Gonorréia ou blenorragia: causada por uma bactéria. o gonococo (Neisseria gonorrhoeae).

não possuem ácido nucleico. 100 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Por exemplo o HIV tem a enzima Transcriptase reversa que faz com que o processo de transcrição reversa seja realizado (formação de DNA a partir do RNA viral). envolve o capsídeo em alguns vírus. e até pouco tempo acreditava-se que possuíam apenas um deles. agentes sub-virais. diferente dos outros seres vivos. que nos outros seres vivos é usado com o DNA para traduzir o código. Em muitos vírus o capsídeo é a estrutura externa. descobriram-se vírus com DNA e RNA. em certos vírus. noutros casos. ou DNA ou RNA. O capsídeo e o envelope guardam o frágil ácido nucleico. Pode ter estrutura helical. Os príons (ou priões). existe o envelope de estrutura bilipídica composto por fosfolípidos e algumas proteínas membranares. O CAPSÍDEO E O ENVELOPE VIRAL O capsídeo é formado por proteínas. e é possível que as nanobactérias também tenham apenas RNA. São proteínas alteradas que têm a capacidade de converter proteínas semelhantes. à sua configuração insolúvel. embora dependam delas para a sua multiplicação. Esse processo de se formar DNA a partir de RNA viral é denominado retrotranscrição. DNA ou RNA. das quais é “roubado”. facilita a penetração nas mesmas. entretanto. ao mesmo tempo (os príons. precipitando em cristais que causam danos às células. O envelope. agentes sub-virais. sendo o capsídeo a estrutura mais externa. o Protobionte tinha apenas RNA. mas não alteradas. mas acredita-se que o RNA também possa conter traços genéticos). e é geralmente extremamente regular. normalmente derivado da membrana celular do hospedeiro anterior. Ele protege o genoma viral contido nele e também provê o mecanismo pelo qual o vírus invade seu próximo hospedeiro. enquanto noutros não existe. semelhante às membranas celulares das células. icosaédrica e outras. Vírus tipicamente consistem de uma cápsula de proteína. que possuem os dois (Claro que. não possuem ácido nucleico algum). O GENOMA VIRAL Os vírus e agentes sub-virais possuem apenas pouco ácido nucleico. o que deu o nome retrovírus aos vírus que realizam esse processo. Alguns vírus possuem enzimas. Essa porção periférica possibilita ao vírus identificar as células que ele pode parasitar e.E STRUTURA VIRAL Os vírus não são constituídos por células. uma estrutura proteinácea (o capsídeo) que armazena e protege o material genético viral.

febre amarela. . todas as informações necessárias para produção de outros vírus iguais. S INTOMAS .É nessa porção central possuidora da informação genética que estão contidas. em código. creches e escolinhas. R OTAVÍRUS .Objetos contaminados. AIDS.Menor incidências em adulto.Brinquedos contaminados (principal via de transmissão). Recentemente foi mostrado que o câncer cervical é causado ao menos em parte pelo papilomavirus (que causa papilomas.Mãos. hepatite. .Subnutrição. D OENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS Caxumba. representando a primeira evidência significante em humanos para uma ligação entre câncer e agentes infectivos. varíola. que é causada por uma variedade de vírus. sarampo. que é causada pelo HIV.Crianças de pouca idade –berçários. . . dengue. . a varicela ou catapora.Pertence à família Reoviridae. ou verrugas). Também há a gripe. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 101 . poliomielite.Maior incidência em regiões subdesenvolvida.Diarréia intensa.Vômito. .Desidratação. . T RANSMISSÃO Via fecal/oral . .

um processo conhecido por parasitismo. em última análise. que são inúteis contra os vírus. PARASITAS Parasitas são organismos que vivem em associação com outros. Nesse caso extremo. parasitas. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são. normalmente prejudicando o organismo hospedeiro. O efeito de um parasita no hospedeiro pode ser mínimo. . Os pacientes freqüentemente pedem antibióticos. . como é o caso dos piolhos . das quais retiram os meios para a sua sobrevivência. as vacinas para prevenir as infecções. C OMBATE E PREVENÇÃO Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro.Higiene.Vacinas. Todas as doenças infecciosas e as infestações dos animais e das plantas são causadas por seres considerados.TRATAMENTO . até agora. e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. como é o caso de muitos vírus e bactérias patogênicas. e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. sem lhe infectar as funções vitais. o parasita normalmente 102 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . os vírus tornam-se difíceis de matar. até chegar a causar a sua morte.Hidratação.

se o parasita consegue desenvolver um mecanismo para ultrapassar essas defesas. Ectoparasitas atacam a parte exterior do corpo do hospedeiro. como é o caso das sanguessugas e das carraças. como acontece com as tênias e lombrigas. Endoparasitas vivem no interior do corpo do hospedeiro. é parasita de outra ave apenas na fase de ovo e juvenil. C LASSIFICAÇÃO Os parasitas podem classificar-se segundo a parte do corpo do hospedeiro que atacam: . por exemplo. A DAPTAÇÕES DO PARASITA As adaptações ao parasitismo são assombrosas . pode levar a um processo chamado coevolução. que podem ter infectado outros hospedeiros.Parasitas obrigatórios atacam apenas os indivíduos de uma única espécie.morre com o seu hospedeiro.desde a transformação das peças bucais dos mosquitos num aparelho de sucção. Os parasitas obrigatórios são considerados mais evoluídos que os facultativos. Outra forma de classificar os parasitas está ligada aos hospedeiros em cuja associação podem viver: . com exceção dos órgãos da alimentação e os reprodutores. perpetuando assim a espécie. e . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 103 . e . mas em muitos casos. enquanto que os adultos têm vida independente. até a redução ou mesmo desaparecimento de praticamente todos os órgãos.Parasitas facultativos podem atacar indivíduos de espécies diferentes. Muitas vezes. uma vez que desenvolveram adaptações para isso. o parasita pode ter-se reproduzido e disseminado os seus descendentes. um hospedeiro obrigatório desenvolve defesas contra um parasita e. Algumas espécies são parasitas apenas durante uma fase do seu ciclo de vida: o cuco.

Mulheres que criam gatos. a infecção não ocorre novamente. A transmissão ocorre através da carne mal-passada. uma vez tendo adquirido a doença. ovos crus e leite não pasteurizado. PARASITOLOGIA TOXOPLASMOSE A toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma Goondi. O ideal seria que as mulheres realizassem o exame antes da gestação. Se a infecção for diagnosticada durante a gestação. Na maioria dos casos. Nos Estados Unidos. Para evitar a infecção em gestantes deve-se: . Sintomas inespecíficos como febre. como acontece com muitos crustáceos (por exemplo. aproximadamente dois terços das mulheres nunca tiveram a doença e correm o risco da infecção. ou do contato com fezes de gatos contaminados. gestantes e mulheres que desejem engravidar não devem limpar ou trocar objetos com esses dejetos. como cães ou pássaros. Muitas vezes. pois somente no gato o parasita completa seu ciclo evolutivo e torna-se capaz de infectar o homem. a reprodução sexuada não se dá dentro do hospedeiro. Um outro caso de adaptação tem a ver com a forma de disseminação: nos casos do plásmódio da malária. 104 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a . Dessa forma. O Toxoplasma Goondi pode ser encontrado em carne mal-cozida. não transmitem o parasita. Um exame de sangue pode determinar se a pessoa já foi afetada. Os ovos do parasita permanecem nas fezes dos gatos por 18 meses. o rizocéfalo). mas sim dentro de outra espécie que pode servir apenas de vetor para a infecção de outro hospedeiro. dor de garganta e aumento dos linfonodos podem ocorrer. cozinhar bem a carne. Outros animais domésticos. o teste é de difícil interpretação e pode ser necessário mandá-lo a um laboratório especial. e o parasita permanece vivo nas fezes dos gatos por duas semanas. que costumam comer carne mal-passada e que apresentarem os sintomas citados acima têm um risco aumentado para a infecção. A maioria dos adultos permanecem assintomáticos. Gatos que comem carne crua e roedores podem ser infectados. outros testes serão necessários para determinar se a infecção é recente ou não. cansaço.Alguns parasitas são de tal forma modificados que se torna difícil associá-los a espécies afins que têm vida livre.

a chance de o bebê apresentar seqüelas é muito pequena. olhos. O parasita da toxoplasmose é conhecido por atravessar a placenta. paralisia cerebral. O líquido que envolve o feto ou o sangue fetal podem ser examinados para determinar a presença da infecção. A toxoplasmose materna pode ser tratada com sucesso com determinados antibióticos. o tratamento pode não prevenir os efeitos no bebê. frutas e vegetais. esses exames não demonstram a gravidade da doença. O diagnóstico precoce e o tratamento diminuem a chance de infecção fetal. Quando a mãe é infectada entre 10 e 24 semanas de gestação. Nos Estados Unidos. Em geral. um exame de sangue deve ser realizado pelo bebê. Mulheres com algum grau de imunodeficiência podem desenvolver a doença mais de uma vez. o bebê é infectado. rins. se o feto estiver infectado. o risco de seqüelas importantes para o recém-nascido é de 5 ou 6 por cento. o tratamento com outras medicações pode tornar a doença menos severa. Após o nascimento. Entretanto. Sabendo-se que a infecção da gestante é recente.. As crianças que são infectadas durante a gestação apresentam toxoplasmose congênita. . lavar bem as mãos após manusear com carne crua. Os efeitos a longo prazo incluem convulsões. Em cerca de 40% dos casos nos quais a gestante tem toxoplasmose. Cerca de um terço dos bebês com toxoplasmose congênita apresentam problemas que podem ser diagnosticados pela ecografia. Algumas crianças com toxoplasmose congênita apresentarão problemas em órgãos como cérebro. não há risco para o feto quando a infecção ocorre mais de 6 meses antes da gestação. fígado e baço. não mexer nas fezes dos gatos ou limpá-las. Entretanto. surdez e cegueira. lavar todas as frutas e vegetais. . usar luvas quando mexer no jardim. Quando a mãe é infectada em um período mais tardio da gestação. . O tratamento durante o primeiro ano de vida pode ser muito útil. 1 a 2 por 1000 bebês nascidos a cada ano apresentam a infecção. retardo mental. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 105 . A toxoplasmose congênita ocorre apenas quando as mulheres apresentam a infecção ativa durante a gestação. Caso o bebê já tenha sido infectado. coração. Muitas crianças infectadas não terão problemas ao nascimento. há muitas formas de verificar se o feto foi afetado.

volvo. Complicações . causada por um helminto. estudos a longo prazo mostram que mais de 90% desenvolvem problemas de cegueira. O período pré-patente da infecção (desde a infecção com ovos embrionados até a presença de ovos nas fezes do hospedeiro) é de 60 a 75 dias. surdez e retardo de desenvolvimento. Período de incubação . 20 dias.000 ovos por dia. água ou alimentos contaminados com fezes humanas. mas pode manifestar-se por dor abdominal. perfuração intestinal. A SCARIDÍASE Descrição . alguns pacientes apresentam manifestações pulmonares com broncoespasmo. havendo. 106 m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a .O quadro clínico apenas não a distingue de outras verminoses. que cursa com eosinofilia importante. náuseas e anorexia. Agente etiológico . no meio exterior e em condições favoráveis é de. pode ocorrer quadro de obstrução intestinal.Ingestão dos ovos infectantes do parasita.O período de incubação dos ovos férteis até o desenvolvimento da larva infectante (L3). hemoptise e pneumonite.Durante todo o período em que o indivíduo portar o verme e estiver eliminando ovos pelas fezes. colelitíase. crianças com toxoplasmose congênita devem ser tratadas durante o primeiro ano de vida e periodicamente examinadas. As fêmeas fecundadas no aparelho digestório podem produzir cerca de 200. necessidade de confirmação do achado de ovos nos exames parasitológicos de fezes. Diagnóstico . Ainda assim.Doença parasitária do homem. pancreatite aguda e abscesso hepático. ou lombriga. portanto. A duração média de vida dos vermes adultos é de 12 meses. Quando os ovos embrionados encontram um meio favorável. Portanto. diarréia. é longo quando não se institui o tratamento adequado. podem permanecer viáveis e infectantes durante anos. Quando há grande número de vermes. procedentes do solo.Bebês com toxoplasmose congênita geralmente não apresentam nenhuma alteração ao nascimento. Esses sintomas podem surgir meses ou anos após o nascimento. não causa sintomatologia.Obstrução intestinal.O ser humano: o verme habita o intestino delgado. Modo de transmissão . colecistite. Por essa razão. caracterizando a síndrome de Löefler. Habitualmente. aproximadamente. Em virtude do ciclo pulmonar da larva. Período de transmissibilidade . Reservatório .Ascaris lumbricoides.

a porção superior do intestino delgado. com confirmação diagnóstica. higiene pessoal e na manipulação de alimentos. se não for associada a medidas de saneamento. principalmente. Direta. como cães. O tratamento em massa das populações tem sido preconizado por alguns autores para reduzir a carga parasitária. Diagnóstico . através de ingestão de água ou alimento contaminado. com média de 7 a 10 dias. outras verminoses. pode ocasionar perda de peso e anemia. Medidas de controle – a) Gerais .Fecal-oral. associada com má absorção. poderá ser realizada biópsia duodenal. obtido através de aspiração. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 107 . A detecção de antígenos pode ser realizada através do ELISA.Enquanto persistir a infecção. flatulência e distensão abdominal. Período de incubação .Infecção por protozoários que atinge. Modo de transmissão . apendicite. Complicações – Síndrome de má absorção. O cisto é a forma infectante encontrada no ambiente. Esse quadro pode ser de natureza crônica. A infecção sintomática pode apresentar-se através de diarréia.Giardia lamblia. pela contaminação das mãos e conseqüente ingestão de cistos existentes em dejetos de pessoa infectada. anorexia.O ser humano e alguns animais domésticos ou selvagens. Reservatório .Identificação de cistos ou trofozoítos no exame direto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluido duodenal. ingerir vegetais cozidos e lavar bem e desinfetar verduras cruas. gatos. com aspecto gorduroso. castores. Período de transmissibilidade .Medidas de educação sanitária e de saneamento básico. entretanto. acompanhada de dor abdominal. b) Específicas .Estrongiloidíase. Anorexia. Não há invasão intestinal. pneumonias bacterianas. ou indireta. A maioria das infecções é assintomática e ocorre tanto em adultos quanto em crianças. com identificação de trofozoítos. amebíase. G IARDÍASE Descrição . caracterizado por dejeções amolecidas. Em raras ocasiões.Evitar as possíveis fontes de infecção.De 1 a 4 semanas. Agente etiológico . protozoário flagelado que existe sob as formas de cisto e trofozoíto. a reinfecção pode atingir os níveis anteriores em pouco tempo. acompanhadas de fadiga.Diagnóstico diferencial .

Características epidemiológicas - É doença de distribuição mundial. Epidemias podem ocorrer, principalmente, em instituições fechadas que atendam crianças, sendo o grupo etário mais acometido entre oito meses e 10 a 12 anos. A Giardia é reconhecida como um dos agentes etiológico da “diarréia dos viajantes” em zonas endêmicas. Os cistos podem resistir até dois meses no meio exterior e são resistentes ao processo de cloração da água. A infecção pode ser adquirida pela ingestão de água proveniente da rede pública, com falhas no sistema de tratamento, ou águas superficiais não tratadas ou insuficientemente tratadas (só por cloração). Também é descrita a transmissão envolvendo atividades sexuais, resultante do contato oro-anal. Medidas de controle: a) Específicas - Em creches ou orfanatos deverão ser construídas adequadas instalações sanitárias e enfatizada a necessidade de medidas de higiene pessoal. Educação sanitária, em particular desenvolvimento de hábitos de higiene - lavar as mãos, após uso do banheiro; b) Gerais - Filtração da água potável, saneamento básico; c) Isolamento - Pessoas com giardíase devem ser afastadas do cuidado de crianças. Com pacientes internados, devem ser adotadas precauções entéricas através de medidas de desinfecção concorrente para fezes e material contaminado e controle de cura, que é feito com o exame parasitológico de fezes, negativo no 7º, 14º e 21º dias após o término do tratamento.

T ENÍASE / CISTICERCOSE
Descrição - O complexo teníase/cisticercose constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódio, em fases diferentes do seu ciclo de vida. A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata, no intestino delgado do homem. A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos, ou seja, é uma enfermidade somática. A teníase é uma parasitose intestinal que pode causar dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. Quando o parasita permanece na luz intestinal, o parasitismo pode ser considerado benigno e só excepcionalmente requer intervenção cirúrgica por penetração em apêndice, colédoco, ducto pancreático, devido ao crescimento exagerado do parasita. A infestação pode ser percebida pela eliminação espontânea nas fezes de proglotes do verme. Em alguns casos, podem causar retardo no crescimento e no desenvolvimento das crianças, e baixa produtividade no adulto. As manifestações clínicas da cisticercose (larvas da Taenia solium) dependem da

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localização, tipo morfológico, número de larvas que infectaram o indivíduo, da fase de desenvolvimento dos cisticercos e da resposta imunológica do hospedeiro. As formas graves estão localizadas no sistema nervoso central e apresentam sintomas neuropsiquiátricos (convulsões, distúrbio de comportamento, hipertensão intracraniana) e oftálmicos.

S INONÍMIA - S OLITÁRIA ,

LOMBRIGA NA CABEÇA .

Agente etiológico - Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne bovina. Esses dois cestódeos causam doença intestinal (teníase) e os ovos da Taenia solium desenvolvem infecções somáticas (cisticercose). Reservatório - O ser humano é o único hospedeiro definitivo da forma adulta da Taenia solium e da Taenia saginata. O suíno doméstico ou javali é o hospedeiro intermediário da T. solium e o bovino é o hospedeiro intermediário da T. saginata, por apresentarem a forma larvária (Cysticercus cellulosae e C. bovis, respectivamente) nos seus tecidos. Modo de transmissão - A teníase é adquirida através da ingestão de carne de boi ou de porco mal cozida, que contém as larvas. Quando o homem ingere, acidentalmente, os ovos de T. solium, adquire a cisticercose. A cisticercose humana por ingestão de ovos de T. saginata não ocorre ou é extremamente rara. Período de incubação - Da cisticercose humana, varia de 15 dias a anos após a infecção. Para a teníase, em torno de 3 meses após a ingestão da larva, o parasita adulto já é encontrado no intestino delgado humano. Período de transmissibilidade - Os ovos das tênias permanecem viáveis por vários meses no meio ambiente, que é contaminado pelas fezes de humanos portadores de teníase. Complicações - Da teníase: obstrução do apêndice, colédoco, ducto pancreático. Da cisticercose: deficiência visual, loucura, epilepsia, entre outros. Diagnóstico - É clínico, epidemiológico e laboratorial. Como a maioria dos casos de teníase é oligossintomático, o diagnóstico comumente é feito pela observação do paciente ou, quando crianças, pelos familiares. Isso porque os proglotes são eliminados espontaneamente e nem sempre são detectados nos exames parasitológicos de fezes. Para se fazer o diagnóstico da espécie, em geral, coleta-se material da região anal e, através do microscópio, diferencia-se morfologicamente os ovos da tênia dos demais parasitas. Os estudos sorológicos específicos (fixação do complemento,

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imunofluorescência e hemaglutinação) no soro e líquido cefalorraquiano confirmam o diagnóstico da neurocisticercose, cuja suspeita é feita através de exames de imagem (RX, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética de cisticercos calcificados). A biópsia de tecidos, quando realizada, possibilita a identificação microscópica da larva. Características epidemiológicas - A América Latina tem sido apontada por vários autores como área de prevalência elevada de neurocisticercose, que está relatada em 18 países latino-americanos, com uma estimativa de 350.000 pacientes. A situação da cisticercose suína nas Américas não está bem documentada. O abate clandestino de suínos, sem inspeção e controle sanitário, é muito elevado na maioria dos países da América Latina e Caribe, sendo a causa fundamental a falta de notificação. No Brasil, a cisticercose tem sido cada vez mais diagnosticada, principalmente nas regiões sul e sudeste, tanto em serviços de neurologia e neurocirurgia quanto em estudos anatomopatológicos. A baixa ocorrência de cisticercose em algumas áreas do Brasil, como por exemplo nas regiões norte e nordeste, pode ser explicada pela falta de notificação ou porque o tratamento é realizado em grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, o que dificulta a identificação da procedência do local da infecção. O Ministério da Saúde registrou um total de 937 óbitos por cisticercose no período de 1980 a 1989. Até o momento não existem dados disponíveis para que se possa definir a letalidade do agravo. Medidas de controle: a) Trabalho educativo da população - Uma das medidas mais eficazes no controle da teníase/cisticercose é a promoção de extenso e permanente trabalho educativo nas escolas e nas comunidades. A aplicação prática dos princípios básicos de higiene pessoal e o conhecimento dos principais meios de contaminação constituem medidas importantes de profilaxia. O trabalho educativo da população deve visar à conscientização, ou seja, a substituição de hábitos e costumes inadequados e adoção de outros que evitem as infecções; b) Bloqueio de foco do complexo teníase/cisticercose - Foco do complexo teníase/ cisticercose pode ser definido como sendo a unidade habitacional com pelo menos: indivíduos com sorologia positiva para cisticercose; um indivíduo com teníase; um indivíduo eliminando proglótides; um indivíduo com sintomas neurológicos suspeitos de cisticercose; animais com cisticercose (suína/bovina). Serão incluídos no mesmo foco outros núcleos familiares que tenham tido contato de risco de contaminação. Uma vez identificado o foco, os indivíduos deverão receber tratamento com medicamento específico;

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m•i•c•r•o•b•i•o•l•o•g•i•a e p•a•r•a•s•i•t•o•l•o•g•i•a

c) Inspeção e fiscalização da carne - Essa medida visa reduzir, ao menor nível possível, a comercialização ou o consumo de carne contaminada por cisticercos e orientar o produtor sobre medidas de aproveitamento da carcaça (salga, congelamento, graxaria, conforme a intensidade da infecção), reduzindo perdas financeiras e dando segurança para o consumidor; d) Fiscalização de produtos de origem vegetal - A irrigação de hortas e pomares com água de rios e córregos, que recebam esgoto, ou outras fontes de águas contaminadas, deve ser coibida através de rigorosa fiscalização, evitando a comercialização ou o uso de vegetais contaminados por ovos de Taenia; e) Cuidados na suinocultura - Impedir o acesso do suíno às fezes humanas e à água e alimentos contaminados com material fecal: essa é a forma de evitar a cisticercose suína; f) Isolamento - Para os indivíduos com cisticercose ou portadores de teníase, não há necessidade de isolamento. Para os portadores de teníase, entretanto, recomenda-se medidas para evitar a sua propagação: tratamento específico, higiene pessoal adequada e eliminação de material fecal em local adequado; g) Desinfecção concorrente - É desnecessário, porém é importante o controle ambiental através da deposição correta dos dejetos (saneamento básico) e rigoroso hábito de higiene (lavagem das mãos após evacuações, principalmente). Este capítulo teve como fontes de consulta: . Wikipedia - www.wikipedia.org . PDAMED - www.pdamed.com.br . Portal Farmácia - www.portalfarmacia.com.br

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

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3. PATOLOGIA GERAL

Nesse capítulo será apresentado o conceito básico de patologia; conheceremos também a patologia de algumas doenças comuns, como a hemorragia e a tuberculose.

O QUE É PATOLOGIA
Os conceitos variam de acordo com o universo em questão. Para o estudante, a patologia deve ser encarada como uma introdução ao estudo (gr. “logos”) da doença (gr. “pathos”), que abordam principalmente o mecanismo de formação das doenças e também as causas, as características macro e microscópicas e as suas conseqüências sobre o organismo. Deve ser encarada como uma matéria interessante, pois representa o primeiro contato com a terminologia médica, e importante, já que a compreensão do mecanismo de formação das doenças é que vai ser a base para a boa prática clínica, potenciando diagnósticos e indicando terapêuticas. Para o bom clínico, a patologia representa um meio de apoio e de confirmação de diagnósticos.

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p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l

Para o patologista (profissional treinado para reconhecer morfologicamente as lesões), a patologia é o estudo das lesões decorrentes das doenças. Mas para o bom patologista, mais que um objetivo, o grande desafio é entender a doença, isto é, saber como e por que determinadas lesões ocorrem em determinadas circunstâncias, e quais as suas conseqüências. Isto explica por que muitas vezes um quadro patológico muito ruim (para o paciente) desperta nos patologistas exclamações de entusiasmo. Para os cursos da área médica, a patologia é um importante elo entre as disciplinas básicas (anatomia, histologia, embriologia, fisiologia, microbiologia, bioquímica e parasitologia) e as profissionalizantes (clínicas, cirurgias, reprodução e inspeção de produtos de origem animal).

O

QUE É DOENÇA ?

• É uma alteração orgânica geralmente constatada a partir de alterações na função (sintomas) de determinado órgão ou tecido, decorrentes de alterações bioquímicas e morfológicas causadas por alguma agressão, de tal maneira que são ultrapassados os limites de adaptação do organismo. • O paralelo com “defeito na TV ou no carro” é aceitável, apenas diferindo em aqui se tratar de alteração em um ser vivo, i.e. envolver muito mais variáveis, algumas das quais imensuráveis. Assim, o estudo das doenças não é uma ciência exata, precisa-se portanto saber interpretar os achados, não somente memorizar esquemas, circuitos e decisões.

P ATOLOGIA

DE ALGUMAS DOENÇAS COMUNS

H EMORRAGIA
Conceito = saída de sangue do espaço intravascular (vasos e coração) para o compartimento extravascular ou para fora do organismo. Pode ser interna ou externa. • Hemorragia por Rexe: sangramento por ruptura da parede vascular ou do coração, com saída do sangue em jato. Principais causas : 1) Traumatismos. 2) Enfraquecimento da parede vascular (por lesões do próprio vaso ou nas suas adjacências - tuberculose / neoplasias malignas.

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3) Aumento da pressão sanguínea, como nas crises hipertensivas. • Hemorragia por diapedese : ocorre sem grande solução de continuidade da parede do vaso, sendo que as hemácias saem dos capilares ou vênulas individualmente entre as células endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. Normalmente, não há lesão vascular à microscopia óptica. Algumas causas : anóxia, embolia gordurosa, alergia a penicilina (hipersensibilidade do tipo I). Evolução: as hemácias extravasadas podem sofrer lise ou serem fagocitadas por macrófagos. Alterações descritas são acompanhadas por alterações da cor da lesão hemorrágica: 1° dia = hematomas na derme ou subcutâneo são vermelhos. Dias seguintes = tom azul-violáceo. Uma semana = tom esverdeado. 10 dias = cor amarelada. Histologicamente: nas fases iniciais - hemácias íntegras ou não no interstício. Período tardio - presença de hemossiderina. • Hemorragia digestiva: pode se exteriorizar pela boca ou ânus. • Hemorragia digestiva baixa: o sangue é eliminado junto com as fezes sem transformação, por isso é de cor vermelho-viva. • Hemorragia digestiva alta: hemoglobina (em contato com suco gástrico); hematina = sangue nas fezes é escuro = melena. Sangue por pouco tempo no estômago (ex : ruptura de varizes no esôfago) não é digerido e tem cor vermelha = hematêmese. Conseqüências e complicações da hemorragia: são variadas, dependendo da quantidade de sangue perdido, a velocidade da perda e do local afetado. Principais conseqüências : 1) Choque hipovolêmico: perda rápida de grande quantidade de sangue - 20% do volume corporal.

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2) Anemia: sangramento crônico e repetido (ex : úlcera gástrica), resultando em perda crônica de ferro - anemia ferropriva. 3) Asfixia: quando há hemorragia pulmonar importante, causando enchimento dos alvéolos por sangue. 4) Tamponamento cardíaco: especialmente por ruptura ventricular (infarto agudo do miocárdio). Pressão do sangue extravasado (igual ao do ventrículo) é maior que a pressão venosa atrial / veias cavas e pulmonares.

T UBERCULOSE
O curso da infecção da tuberculose varia nas pessoas de acordo com a resistência racial ou individual.Quanto maior a resistência melhor será a evolução da doença. Índios e negros possuem menor resistência ao bacilo, gerando então a tuberculose racial. Já os brancos possuem maior resistência ao bacilo, tendo pequeno índice de tuberculose racial. Existem pessoas com resistência à tuberculose de origem genética, que não apresentam tuberculose mesmo em áreas ricas em bacilos. Fatores que alteram o curso da tuberculose: Ordem do parasita: • Quantidade de bacilos (quanto maior o número de bacilos, maior a severidade da doença quanto a lesões). • Virulência dos bacilos (dentro de uma mesma cepa de bactérias existem diferentes virulências provocando vários cursos para a doença). Ordem do hospedeiro: 1. Resistência natural: Fatores raciais e individuais no que diz respeito à hereditariedade. Quanto maior os casos de tuberculose na família, maior a chance de aquisição de tuberculose por outros componentes da família. Gêmeos bi ou univitelinos têm 1/3 de chance de ter tuberculose se o irmão tiver a doença. 2. Fatores ambientais: Desnutrição, estresse físico e psicológico, fadiga, superpovoamento, condições de higiene e habitação, estado econômico, ocupação (médicos e outros em áreas de maior bacilos) predispõem à tuberculose.

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aumentando a chance de ocorrência da doença. na coxa. 4. existem muitos protídeos e hidrocarbonetos (menor importância). Alguns dias depois. o gânglio não aumentava de tamanho e a tuberculose não se disseminava. Entretanto.Dois ou mais desses fatores podem estar associados. Numa cobaia com tuberculose anterior fazia-se o mesmo procedimento. Numa infecção posterior. Depois. Idade e sexo: • Maior número de resistentes têm de 5 a 14 anos. Além disso. Tempos depois aparecia uma úlcera a qual desaparecia gradualmente e se curava. Cientistas atenuaram virulência do bacilo e os inocularam no indivíduo normal. 5. Nesse caso. ocorre o que aconteceu com a segunda cobaia. Resistência adquirida: Imunidade e hipersensibilidade estão relacionadas ao curso da tuberculose e ao tratamento. Esse processo foi chamado de fenômeno de Koch. • Ambos têm igual susceptibilidade antes da puberdade. explicado por um fenômeno alérgico que se desenvolve no indivíduo previamente sensibilizado pela tuberculose. Quando a pessoa entra em contato como bacilo. não havia nódulo e o ponto de inoculação aparentemente se curava.se aumentado. o organismo reconhece o lipóide e desenvolve uma reação imune contra o bacilo (certa imunidade). O bacilo tem lipóides em grande quantidade na sua estrutura própria. • Homens são mais susceptíveis quando maiores de 40 anos. alcoolismo (relacionado à nutrição) e silicose (indivíduos que trabalham em pedreiras). Depois houve disseminação do bacilo e a cobaia morreu. Tais lipóides agridem e sensibilizam o organismo. Doenças intercorrentes: Diabetes (com processo inflamatório constante tem maior evolução da tuberculose). causando sensibilização da pessoa. o ponto de inoculação desapareceu e apareceu um nódulo no lugar. 3. Crianças pequenas possuem menor resistência à tuberculose. 116 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . bacilos virulentos. Isso foi estudado por Koch da seguinte forma: Pegou-se uma cobaia normal (nunca em contato com o bacilo) e nela foi injetada. tal nódulo sofreu ulceração e o gânglio linfático próximo tornou . • Mulheres são mais susceptíveis no período reprodutor (entre 18 e 40 anos).

Isso também é feito na Reação de Manteaux. Reação positiva significa que houve sensibilizado e o inverso ocorre com a reação negativa. sabe-se se o paciente teve ou não infecção pelo bacilo. Nesse caso. a pessoa está sensibilizada e não necessariamente doente. A necrose do folículo representa a patogenicidade do bacilo e a ausência de vascularização no nódulo. Quando a reação é positiva encontramos halo avermelhado e endurecido. Esse conglomerado de histiócitos é chamado de granuloma. A tuberculina é uma proteína produzida pelo bacilo. o folículo pode se confluir com outros e a parte central pode sofrer necrose de caseificação. Dependendo do tempo e de como ocorre a reação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 117 . Reações teciduais • Lesões exsudativas: nela identifica-se o bacilo. Essa modificação. No Brasil. Elas praticamente determinam a tuberculose e formam conglomerados de histiócitos modificados pela presença do bacilo. sem substância fundamental intercelular). já que se assemelha à célula epitelial (entumescida. Por isso são chamadas de lesões específicas. Na vacina BCG há bacilos atenuados oriundos de lesões de tuberculose. é chamada de célula epitelióide. introdérmica. Nesses nódulos não existe vascularização. gerando necrose de coagulação. dava-se a vacina ao nascer. morfológica e funcional. Dependo da quantidade de bacilos e da virulência do bacilo. para saber se a pessoa está ou não sensibilizada pelo bacilo. o que permitia que a prevalência ficasse controlada (isso não ocorre atualmente). O PPD (Derivado protéico purificado) é uma tuberculina purificada na Reação de Manteaux. folículo de Kosten ou tubérculo miliar. Os bacilos que estão dentro do histiócito promovem degeneração deste. por isso recebe o nome necrose caseosa. Ela é injetada no indivíduo pesquisado e há uma reação inflamatória. próximas uma das outras. • Lesões produtivas: características da tuberculose.

há grande problema na tuberculose aberta. Ao redor da lesão ocorre proliferação do tecido conjuntivo cicatricial. promovendo descamação de histiócitos e ida de líquido inflamatório para o interior do alvéolo.Toda a região inflamada passa pela fase de lesão exsudativa em maior ou menor quantidade. Além disso. Na superfície também ocorrem lesões exsudativas representadas por peritonite. rica em bacilos resistentes à dessecação. A grande porta de entrada da tuberculose é a via respiratória. A evolução natural do histócito é transformar-se em fibroblasto. Então. O bacilo se mistura com poeira e é inalado por outras pessoas. EVOLUÇÃO E INVOLUÇÃO DAS LESÕES Evoluções: Progressivas: Caseificação de região afetada. pois a fase de exsudação predomina na região inflamada pelo bacilo. pode haver metaplasia óssea na área da lesão . Na área de fibrose pode haver hialinização e calcificação. Na parede da caverna existe tecido característico da tuberculose. A tuberculose aberta também é problemática pela freqüente eliminação de gotículas de Pfluger. tanto na lesão exsudativa quanto na progressiva. O bacilo vive bem em altas pressões parciais de oxigênio. 118 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Isso impede que o cáseo saia da lesão. Pode haver um comprometimento extenso do pulmão por lesões exsudativas. deixa um orifício na região formando a caverna tuberculosa. Mas se isso não ocorrer e o material caseoso sair da região. no peritônio e no epicárdio. Involutiva: fibrose e calcificação das lesões. Através do pulmão a tuberculose vai se disseminar.Lesões exsudativas No pulmão é muito comum. endocardite do tipo exsudativa com complicações em junções articulares. no qual contato com brônquio e excreção do cáseo. atingindo até linfonodos.

É referida como ardência ou queimação. Decorre dessa alteração anatômica a hérnia hiatal que. Pode ocorrer tam- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 119 . poucos centímetros antes de se abrir no estômago. O mediastino é a região entre os dois pulmões e o diafragma é uma calota muscular que divide o tórax do abdome. para prendê-lo junto ao hiato diafragmático. que contribuem para formar um tipo de válvula de retenção para impedir o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago. O que se sente? A azia é a principal queixa e seu nome técnico é pirose. Quando o esôfago desliza para cima mais que 2 a 3 cm. Ele é elástico e na espessura de sua parede contém camadas musculares recobertas internamente por uma delicada pele com o nome de mucosa. Elas possuem núcleos centrais com gotículas de gordura e podem também estar no granuloma. Como se desenvolve ou como se adquire? O esôfago do adulto é um canal de 35 a 40 cm. que liga a boca ao estômago. Pode piorar. por exemplo. correndo por trás do esterno. As únicas células sempre presentes no granuloma são os histiócitos. desce pelo mediastino e cruza o diafragma através de um orifício chamado hiato. por sua vez. o “osso do peito”. O início do esôfago fixa-se na parte inferior da garganta. O esôfago tem ligamentos. originando as células gigantes langants. que são multinucleadas. este tecido reage . atinge a mucosa esofágica. parecida com o revestimento da boca. halo linfocitário (que se confunde com linfócitos do próprio linfonodo) podem ou não estar presentes.Os histiócitos podem confluir (seus citoplasmas) sem fundir os núcleos. Células epitelióides.inflama originando a esofagite de refluxo. Náuseas e vômitos não costumam ocorrer. A azia pode ser tão intensa como uma dor no peito. Quando o conteúdo do estômago. R EFLUXO O que é? GASTRO . prejudica a válvula anti-refluxo. causando impressão de infarto cardíaco. células gigantes. quando se dobra o peito sobre a barriga e quando se deita com o estômago cheio. em algum ponto entre a “boca do estômago” e o queixo.ESOFÁGICO É um conjunto de queixas que acompanha alterações no esôfago resultantes do refluxo (retorno) anormal do conteúdo estomacal para o esôfago. em geral muito ácido. puxa o estômago e ambas as estruturas se deslocam para o tórax.

Não raro determina tosse. O mais importante é que permite ver manchas vermelhas. Como o médico faz o diagnóstico? O relato do paciente adulto jovem pode levar ao diagnóstico. choro excessivo.no meio do peito. pigarro e alterações da voz. principalmente na mucosa do esôfago inferior. sugestivas de graus variados da esofagite de refluxo. a sialorréia. desde bola na garganta e desconforto ao engolir até fortes dores em aperto . estômago e duodeno. perguntando quando vai ocorrer. a engasgos. a eficácia e a segurança da sedação do paciente sem anestesia geral. no qual se pode definir a inflamação. sono interrompido e. atrapalhando a respiração . Uma tela recebe e amplifica com nitidez as imagens das áreas sob inspeção direta. pode ser desencadeada pelo refluxo. Na criança. enquanto se deglute um contraste rádio-opaco. quando repetitivo. não raro. como se fosse um antiácido natural. predispõe a infecções e distúrbios respiratórios. que é um reflexo natural porque a deglutição dessa saliva alivia a queimação. para procedimentos terapêuticos especiais. representam uma desorganização das contrações faringo-esofágicas responsáveis por levar ao estômago aquilo que ingerimos. placas branquicentas e úlceras.bém um aumento da salivação. A endoscopia facilita a coleta de material dessas lesões para exame microscópico. Pode mostrar a incompetência da válvula de retenção gastro-esofágica e a hérnia. passando um fino feixe de fibras óticas através da boca.espasmos . do qual se acorda. quanto o refluxo. A radiografia da transição esofagogástrica. A endoscopia digestiva superior é um exame para visualizar o esôfago. da eficiência da anestesia local da garganta para evitar o reflexo do vômito e a sensação de asfixia. pode ser repetida para controle de resultado de tratamento e. permitindo também fotos e filmes para reexaminar os achados. Esses sintomas são considerados complicações do refluxo e levam o nome geral de dismotricidade esofágica. Além disso. pode demonstrar tanto a hérnia. 120 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . O refluxo é a percepção da volta do conteúdo estomacal no sentido da boca. O engasgo . pode ocorrer um refluxo gastro-esofágico excessivo levando à devolução da mamada. freqüentemente com azedume ou amargor. avaliar um potencial cancerígeno e até diagnosticar o câncer. A ocorrência de falta de ar com chiado ou miado no peito. ainda no primeiro ano de vida.tosse forte e súbita. sem enjôo ou vômito. tornaram a endoscopia um exame simplificado. Sensações.pode despertar do sono e representar uma situação de refluxo gastro-esofágico. A evolução da qualidade dos equipamentos. sem necessidade de exames num primeiro evento. como a asma. mais recentemente.

com resultados muito bons. Além de combater a obesidade. doem as costas. Algumas pessoas beneficiam-se de dormir numa cama elevada pelos pés da cabeceira. o tratamento é clínico. ingerir um mínimo de líquidos durante ou logo após as refeições. etc. indolor e ambulatorial. O estudo da pressão interna ao longo do esôfago (Manometria) e a verificação do refluxo da acidez do estômago para o esôfago (pHmetria de 24 horas) detectam variações naturais e anormalidades capazes de diagnosticar a DRGE. Entretanto. é importante evitar grandes volumes às refeições e de deitar nas primeiras duas horas seguintes. como: evitar a bebida alcoólica. aplicado a casos selecionados. particularmente da azia. Nesse momento. Uma queixa importante dos pacientes é a recidiva dos sintomas. Como se trata? Em geral. Administra-se uma mamadeira normal. A vídeo-laparoscopia vem facilitando o método cirúrgico. Vale dizer que o tratamento clínico combate muito bem os sintomas. em 20 a 25 cm. Ajudam no controle dos sintomas algumas medidas. Precisam ser usados quando os demais têm resultados insatisfatórios e para estudar parâmetros antes e depois do eventual tratamento cirúrgico da doença do refluxo. mas não modifica a hérnia hiatal e poucas vezes muda o refluxo gastro-esofágico. não deglutir líquidos muito quentes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 121 . evitar a ingestão de chá preto e café puro com estômago vazio. É uma metodologia não invasiva. pode não flagrar o refluxo. com medidas educativas associadas aos medicamentos. Há controvérsias sobre restrição de diversos alimentos. A cintilografia capta e registra imagens da radioatividade descendo para o estômago ou do estômago refluindo para o esôfago. doces e gordurosos. pois este não é permanente. Os medicamentos mais usados são os que diminuem o grau da acidez já lançada no estômago (os populares antiácidos) e aqueles que inibem a produção de ácido pelas células do estômago (“antiácidos sistêmicos”). poucos dias após o término dos medicamentos. particularmente cítricos.A cintilografia do trânsito esôfago-gástrico é um método que tem sido usado mais na criança. surge o questionamento do tratamento por tempo indeterminado ou do tratamento cirúrgico. Outros remédios de um grupo chamado de pró-cinéticos destinam-se a facilitar o esvaziamento do conteúdo estomacal em direção ao intestino. São métodos que chegaram à rotina clínica há relativamente poucos anos. Outras não se adaptam à posição: incham os pés. contendo uma quantidade inofensiva de substância radioativa. minimizando a quantidade capaz de refluir para o esôfago. propriamente dito.

• falta de apetite. • mal-estar. Quadro clínico O vírus se instala na mucosa do nariz e dos seios para se reproduzir e depois para ir para a corrente sanguínea. A indisposição que antecede a doença tem duração de três a cinco dias e caracterizase por: • febre alta. que são características da doença. O período de incubação. Antes da existência da vacina. A transmissão inicia-se antes do aparecimento da doença e perdura até o quarto dia após o aparecimento da erupção. • tosse. • coriza. Os indivíduos expostos podem adquirir as infecções através de gotículas veiculadas por tosse ou espirro. que se resume no seguimento das medidas ditas educativas instituídas quando do primeiro tratamento. por via aérea. podendo as partículas virais permanecerem por tempo relativamente longo no meio ambiente. geralmente. Nesse período podem ser observadas na face interna das bochechas as manchas brancas. S ARAMPO O sarampo é uma doença viral.Como se previne? Na prática clínica há a prevenção da recidiva dos sintomas. é de 8 a 12 dias. infecto-contagiosa e atinge com mais severidade populações de baixo nível sócio-econômico. O contágio acontece através de secreções respiratórias. 122 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . • conjuntivite. o sarampo era considerado uma doença incurável.

A presença de gânglios é manifestação comum do sarampo. pericardite). Tratamento É uma doença autolimitada.O ezantema maculopapular (pinta na pele) inicia-se na região retro auricular. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 123 . ocasionalmente. • Manifestações neurológicas raras. membros superiores. • Laringite e laringotraqueíte. sendo a sua persistência sugestiva de complicação. espalhando-se para a face. • Dieta líquida ou branda. pescoço. apresentando descamação fina com desaparecimento da febre. tronco e membros inferiores. conforme aceitação da criança. • Pneumonia bacteriana. • Manifestações cardíacas (miocardite. A febre persiste com o aparecimento do ezantema. Diagnóstico O diagnóstico é clínico. A diarréia é ocorrência freqüente em crianças com baixo nível sócio-econômico. após a vacina contra o sarampo. requer cuidados especiais. Apresenta uma queda leve da doença. No terceiro dia o ezantema tende a esmaecer. • Panencefalite esclerosante subaguda: complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença. Complicações • Otite média aguda. tais como: • Repouso. S ARAMPO MODIFICADO Ocorre em crianças parcialmente imunizadas. pode ser realizada sorologia. não existindo tratamento específico. em região do pescoço e nuca. Pode ocorrer.

• Antitérmicos e analgésicos devem ser utilizados quando houver febre elevada e/ ou cefaléia. (aguardar 3 meses a vacinação). linfoma e tumor maligno. As reações à vacina são: febre. Prevenção A vacina específica protege 97% dos vacinados. • Transfusão de sangue. laringotraqueobronquite). corticóides. No homem. está geralmente associada à obstrução urinária (problemas de próstata e pedras na bexiga). É indicada para todas as crianças que não tiveram a doença ou para aquela com dúvidas a respeito. • Oferecer líquidos à vontade. No desnutrido e lactente jovem o prognóstico é pior. 124 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . pneumonia. antimetabólitos e alquilantes. C ISTITE Ela é mais comum na mulher e frequentemente está associada à uretrite. Contra-indicações para vacinação • Mulheres grávidas. • Portadores de leucose. Ela pode ser vacinada após o nono mês de vida. Prognóstico Em crianças bem nutridas é bom. ezantema entre o quarto e o décimo segundo dia pode ocorrer em 20% dos vacinados. • Portadores de hipogamaglobulina e disgamaglobulina comprovadas. • Uso de ACTH. • Febre alta e comprometimento geral importante. coriza e/ou tosse leve e discreta. • Limpeza das pálpebras com água morna para remoção de crostas ou secreções. irradiação. • Tratar com antibióticos as complicações bacterianas (otites. plasma ou gamaglobulina há menos de seis semanas.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 125 . Por que na mulher? As cistites decorrem da invasão da bexiga por bactérias de origem intestinal. . Estima-se que de duas a seis em cada cem mulheres apresentam sintomas de cistite aguda e que 25% das mulheres terão cistite aguda em alguma época de sua vida adulta. que contaminam a bexiga. Certos produtos de higiene. . As cistites. . Antibióticos ou outras drogas que matam as bactérias. são bastante freqüentes nas mulheres. . . Repouso para ajudar o corpo a lutar contra a infecção. Dor no baixo ventre. Urgência e freqüente necessidade de urinar. Tratamento médico: . Sintomas . sabões e OB. ou infecções da bexiga. Banhos de assento quentes.É causada por bactérias da vagina ou ânus. Determinados alimentos ácidos e álcool. . . . . banhos de espuma. Medicação para aliviar a dor. Relação sexual. que penetram no trato urinário através da uretra. se a uretra está irritada. Queimação no canal. . Sangue na urina. para aliviar os sintomas. Urinar pouco de cada vez. Alguns fatores podem piorá-la: . sprays íntimos. Aumentar a ingestão de água ou outros líquidos.

Dentre os gram positivos os mais comuns são: Staphylococus saprophyticus e os Enterococus. Quais as bactérias que causam a cistite? A maioria das cistites são causadas por bactérias Gram negativas. sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. . pois normalmente existe equilíbrio entre as forças invasoras e as defesas naturais do organismo. que haverá uma cistite. sem dúvida. O orifício uretral na mulher abre-se na vagina e esta se encontra bem próxima ao ânus. Mesmo em mulheres com hábitos higiênicos corretos. jato urinário fraco e. O pequeno comprimento da uretra na mulher torna muito mais fácil a invasão da bexiga por microorganismos vaginais. algumas vezes. pseudomonas. a mais freqüente (85% dos casos). com pequenos volumes de urina eliminados de cada vez. só com a cultura de urina positiva é que se pode afirmar que a mulher tem cistite. ardor na uretra. seguida por klebsiella. torna-se fácil a contaminação da vagina por bactérias intestinais e a subseqüente invasão da uretra. proteus. aeróbicas e dentre estas a Escherichia coli é. a vagina e o orifício de abertura do canal uretral. portanto. Proximidade entre o ânus. necessariamente. O canal uretral mede cerca de 25 cm no homem e de 3 cm na mulher. sangue vivo na urina. Nem sempre todas as manifestações estão presentes e a intensidade das mesmas pode variar. É importante dizer que muitos desses sintomas são comuns a outras doenças da via urinária. É importante salientar que o fato do germe penetrar na bexiga não significa. dor na bexiga que piora no final da micção.Dos fatores anatômicos que explicam a maior propensão das mulheres a desenvolver cistites temos: . 126 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . Algumas mulheres têm uma predisposição maior para as cistites devido a deficiências nos mecanismos de defesa da bexiga. Quais os sintomas da cistite? As mulheres com cistite apresentam grande aumento do número de micções.

que em geral se manifestam em todas as pacientes com propensão às cistites. Infecções vaginais: as infecções da vulva e vagina. . . usar o papel higiênico no sentido de frente para trás e nunca o contrário). nesse grupos podem ser adotados cuidados preventivos que reduzem a incidência de infecções: . tornam o local mais suscetível à ação de bactérias intestinais e portanto às cistites. a maioria das pacientes precisa ser tratada com drogas antimicrobianas. O emprego de analgésicos e banhos de assento em água quente podem atenuar os sintomas na fase aguda. Higiene pessoal: a higiene feminina implica em cuidados com os orifícios anal. tornando o ambiente favorável ao crescimento de bactérias nocivas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 127 . .Como se trata? Embora em alguns casos de cistite possa ocorrer cura espontânea. pois podem causar irritação local. Roupas: devem ser evitadas roupas justas e calcinhas de material sintético. pois impedem a circulação de ar na região genital.Evitar relações sexuais com a bexiga cheia (mas deve-se “guardar” um pouco de urina na bexiga para urinar logo após a relação). Atividade sexual: algumas mulheres costumam apresentar cistites após atividade sexual e. Micções freqüentes: a micção representa um dos mecanismos de defesa mais importantes do trato urinário contra a invasão de bactérias (o fluxo de urina “lava” a bexiga e a uretra). Tratamentos inadequados (tipo de medicação e tempo inapropriados) são as principais causas de repetição ou de cronificação de cistites. eliminadas principalmente por ocasião das evacuações. vaginal e uretral de modo a evitar que bactérias intestinais. Essas medidas devem ser ensinadas na infância e incluem o uso de água corrente ou chuveirinho para lavar-se após as evacuações (no caso de não ser possível. . penetrem na vagina e na uretra. Por isso. Os desodorantes íntimos devem ser evitados. Como preveni-la? Algumas medidas simples podem reduzir de forma significativa as chances de a mulher ter cistites: . O tempo de tratamento varia de acordo com a intensidade e o tipo de medicação indicada. é importante a ingestão de líquidos regularmente para produzir urina e principalmente urinar pelo menos a cada quatro horas.

. Ereção e ejaculação dolorosas. Freqüência aumentada da vontade de urinar. para diminuir a população de bactérias nocivas. U RETRITE É comum no homem. estar bem lubrificada no momento da relação e. Banhos quentes para melhorar os sintomas. . se isso for difícil. . As causas possíveis são bactérias. 128 p•a•t•o•l•o•g•i•a g•e•r•a•l . É um problema comum no homem. pimenta e álcool. .Evitar posições dolorosas. vírus ou doenças venéreas. Evitar ácidos.Evitar o coito anal. Antiinflamatórios para acelerar a cura e melhorar a dor. . Antibióticos. Dor na coxa. pois nesses casos pode estar havendo lesão em algum ponto do revestimento vaginal. . para matar as bactérias. Edema na área genital. pois este é um excelente “veículo” para as bactérias intestinais até a vagina. P ROSTATITE É uma infecção da glândula prostática. . . . A falta de lubrificação facilita a lesão do orifício uretral e do revestimento da vagina. área genital e abdômen inferior. testículo. Sintomas .Dentro do possível.Dentro do possível.. fazer higiene da região anal e vaginal antes da relação. . Tratamento . utilizar lubrificantes artificiais neutros. Secreção uretral.

ABC da Saúde – www. Este capítulo teve como fontes de consulta: .br .br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 129 . Patologia On Line .www.patologiaonline. o tratamento inadequado de uma uretrite pode levar a conseqüências graves.com. Instituto de Ciências Biológicas – UFMG – www. Podem ser prescritos. Não aceite sugestões de leigos. Ardor ao urinar. Dependem dos exames.com.Sintomas: .hpg.santalucia. Saída de pus pela uretra . Evite automedicar-se! .com.htm .br .icb.abcdasaude.br/pat. Hospital Santa Lúcia – www. .ufmg. Antibióticos .patol.ig.

O estudo é realizado sob os seguintes aspectos: .A natureza do fármaco (natural.4. O QUE É FARMACOLOGIA Farmacologia é a ciência que estuda o fármaco e como ele age no organismo desde a sua administração até a sua eliminação. as vias de aplicação de medicamentos. FARMACOLOGIA Nesse capítulo conheceremos as divisões da farmacologia (farmacodinâmica e farmacocinética). a classificação de alguns fármacos e alguns conceitos básicos de farmacologia. os fatores que afetam a resposta aos medicamentos. sintético) .Propriedades químicas e físico-químicas 130 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .

Efeitos indesejáveis / adversos . A farmacocinética é o estudo da velocidade com que os fármacos atingem o sítio de ação e são eliminados do organismo.Eliminação ou excreção D IVISÕES DA FARMACOLOGIA A farmacologia é dividida em farmacodinâmica e farmacocinética. Basicamente.Mecanismo de ação . estuda os processos metabólicos de absorção. A farmacodinâmica refere-se ao que o medicamento faz no organismo – em que locais ele age. FA R M A C O L O G I A FARMACODINÂMICA Local de ação Mecanismo de ação Ação e efeitos Efeitos terapêuticos Efeitos tóxicos O que o medicamento faz no organismo FARMACOCINÉTICA Vias de administração Absorção Distribuição Transformação/Metabolismo Eliminação Como o medicamento transita no organismo F ARMACOCINÉTICA Vias de administração dos medicamentos A escolha da via de administração (porta de entrada no organismo) é o primeiro passo para que um medicamento possa fazer efeito.Metabolismo . biotransformação e eliminação das drogas. quais são seus mecanismos de ação e seus efeitos (terapêuticos e/ou tóxicos).Absorção . Vias de administração são as diferentes formas de aplicar um medicamento: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 131 . bem como dos diferentes fatores que influenciam na quantidade de fármaco a atingir o seu sítio.Distribuição .. distribuição.

exceto alguns de uso local. pomadas. cremes. D ISTRIBUIÇÃO Uma vez absorvido. cápsula. Todos os medicamentos.). Os medicamentos administrados por via retal são absorvidos muito rapidamente. gotas. Ex. pomadas. a via oral é suficiente para tratar a maioria das enfermidades. Nesse caso não há absorção. suspensão Via Sublingual Via Parenteral (injetável) Via Cutânea (pele) Via Nasal Via Oftálmica (olhos) Via Auricular (ouvido) Via Vaginal Via Retal Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas. seja qual for sua via de administração. A seguir deve ser absorvido para atingir a corrente sangüínea. óvulos Supositórios. gel.desagregação. solução oral. o princípio ativo se distribui por meio do sangue para as diferentes partes do corpo. No caso da via intravenosa (I. xarope. O “prin- 132 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . enemas COMO SE MODIFICA O MEDICAMENTO AO ENTRAR NO ORGANISMO A BSORÇÃO Para que o princípio ativo dos medicamentos possa atuar. pastilhas.: para parar a crise convulsiva em uma criança. adesivos Spray e gotas nasais Colírios.V. loção. Ex. Ela toma o comprimido por via oral e este se desmancha no estômago . drágeas. é necessário que seja liberado da forma farmacêutica que o contém.: o médico receita salbutamol a uma pessoa com asma. o mais prático é administrar-lhe diazepan por via retal.Via de Administração Via Oral Formas Farmacêuticas Comprimido. Chega nos “sítios especiais” de ação e ali começa a agir durante certo tempo. chegam até a corrente sangüínea. às vezes. pomadas auriculares Comprimidos vaginais. essa via administração em certas situações de emergência. cremes. Por isso. pós para reconstituição. Por essa razão se utiliza. o medicamento é administrado diretamente no sangue. pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas.

Alguns são eliminados diretamente pela urina. por vias diferentes. os alimentos. lágrimas. a maioria deles se transforma no organismo. Esse tempo varia de um medicamento para outro e determina o horário e o número de vezes que devemos tomá-lo. ficando em quantidade insuficiente para produzir o efeito farmacológico.absorvido . fezes. Muitos fatores podem afetar a absorção. por exemplo. leite ou pelo ar dos pulmões. da mesma forma que outras substâncias. Entre outras razões.distribuição. Os brônquios se abrem. M ETABOLISMO Alguns medicamentos são eliminados pelo organismo tal como foram absorvidos.efeito. leva certo tempo. ou ainda pela presença de moléstias que influenciam os efeitos medicamentosos. Se passar mais tempo que o recomendado entre uma tomada e outra. ELIMINAÇÃO Os medicamentos saem do corpo. F ATORES QUE AFETAM A RESPOSTA AOS MEDICAMENTOS A velocidade com que os medicamentos entram no organismo e dele saem varia amplamente entre diferentes pessoas. via oral – Tomar 1 cp de 12/12 h. a distribuição.passa para o sangue e chega até os brônquios nos pulmões . restará pouco medicamento no nosso corpo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 133 . que interagem entre si. às vezes. mais ativo ou menos ativo que o medicamento inicial. Todo esse percurso do medicamento. as pessoas respondem de modo diverso aos medicamentos por causa de diferenças genéticas ou da ingestão simultânea de dois ou mais medicamentos. Outros passam primeiro pelo fígado (metabolismo). por 30 dias. ou seja sua posologia. Essa transformação se chama metabolismo ou biotransformação e ocorre principalmente no fígado. desde que o ingerimos até ser eliminado.Por exemplo: Captopril 25 mg. para depois serem eliminados pela urina. O metabolismo transforma o medicamento em um ou vários metabólitos. Todavia. o metabolismo. suor. a excreção e o efeito final de determinada droga. e o paciente respira melhor . Um metabólito pode ser.cípio ativo” é liberado .

Se não for inativada. as diferenças genéticas são particularmente importantes em certos grupos étnicos e raças. e ajustar cuidadosamente a dose. Pessoas com baixa atividade dessa enzima metabolizam muitas drogas lentamente. Cerca de uma entre cada 1. algumas pessoas metabolizam medicamentos lentamente. o que causa toxicidade.500 pessoas tem baixos níveis de pseudocolinesterase. suas conseqüências são importantes. A insuficiência das diferenças genéticas sobre o modo com que os medicamentos afetam o corpo (farmacodinâmica) é muito menos comum que as diferenças no modo com que o corpo afeta os medicamentos (farmacocinética). um medicamento pode ser metabolizado em velocidade normal. 134 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . raça e origem étnica da pessoa. Para ter certeza de que o paciente tomou medicamento suficiente para a ocorrência do efeito terapêutico com pouca toxicidade. Em razão de sua constituição genética. Determinado medicamento pode ser metabolizado com tanta rapidez que seus níveis no sangue nunca se tornam suficientemente altos para que seja eficaz. a velocidade com que as drogas movimentam-se dentro do corpo. Ainda assim. O estudo da influência das diferenças genéticas sobre a resposta às drogas é chamado farmacogenética. isto é. uma enzima do sangue que inativa drogas como a succinilcolina. Às vezes. o sistema pode estar sobrecarregado e a droga pode atingir níveis tóxicos. uma enzima hepática que ajuda a metabolizar algumas drogas e muitas toxinas. quando administrado em doses mais altas ou no caso de outro medicamento que usa o mesmo sistema para seu metabolismo. promovendo um acúmulo do medicamento no organismo. que é administrada com a anestesia para relaxar temporariamente os músculos. por exemplo. Embora a deficiência dessa enzima não seja comum. mas. dieta. A presença de moléstia. Cerca de metade da população dos Estados Unidos tem baixa atividade de Nacetiltransferase.G ENÉTICA Diferenças genéticas (hereditárias) entre indivíduos afetam a cinética das drogas. sexo. ou seja. inclusive os envolvidos na respiração. diferenças genéticas afetam de outra forma o metabolismo das drogas. os médicos devem individualizar a terapia. a succinilcolina causará paralisia dos músculos. estatura. levar em consideração fatores como idade. as quais tendem a atingir níveis sangüíneos mais elevados e a permanecer no corpo mais tempo que nas pessoas com atividade intensa de Nacetiltransferase. o uso simultâneo de outros medicamentos e o limitado conhecimento acerca das interações desses fatores complicam esse processo. selecionar o medicamento certo. Outras pessoas possuem uma constituição genética que faz com que metabolizem rapidamente as drogas. nos níveis decorrentes da dose habitual.Assim. Essa situação pode exigir o uso prolongado de um ventilador mecânico.

A hipertermia maligna tem origem em um defeito genético dos músculos. a pamaquina e a primaquina. Embora não seja comum. os efeitos duram dezoito horas. que os torna excessivamente sensíveis a alguns anestésicos. Os músculos enrijecem. Muitos fatores podem alterar a atividade do P-450. O sistema enzimático P-450 é o principal mecanismo do fígado para a inativação das drogas. Certos anestésicos provocam febre muito alta (transtorno chamado hipertermia maligna) em cerca de uma entre cada 20. usadas no tratamento da malária. a probenecida e a vitamina K) destroem as hemácias em pessoas com deficiência de G6PD. os efeitos podem se prolongar por mais de três dias. como também o ponto a partir do qual o sistema enzimático torna-se sobrecarregado. é uma enzima normalmente presente nas hemácias. Cerca de 10% dos homens negros e uma porcentagem um pouco menor das mulheres negras têm deficiência de G6PD. causando anemia hemolítica. e a aspirina.A glicose-6-fosfato desidrogenase. que protege essas células de certos agentes químicos tóxicos. o coração dispara e a pressão arterial cai. Muitos fatores influenciam a resposta aos medicamentos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 135 . Algumas drogas (por exemplo. Os níveis de atividade do P-450 determinam não apenas a velocidade com que as drogas são inativadas. ou G6PD. a hipertermia maligna é um problema que representa risco à vida. com o indutor do sono flurazepam: em pessoas com níveis enzimáticos normais. É o que acontece.000 pessoas. e diferenças na atividade desse sistema enzimático influenciam profundamente os efeitos dos medicamentos. em pessoas com baixos níveis da enzima. a cloroquina. por exemplo.

Quase todas as interações do tipo medicamento-medicamento envolvem medicamentos de receita obrigatória. Livros de referência e programas de software de computador podem ajudar. ou ainda alterar a velocidade de absorção. mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais. da tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. Isso ocorre comumente com medicamentos de venda livre. por descuido. Médicos. o que resulta em duplicação terapêutica. O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados. o metabolismo ou a excreção do outro medicamento. antiácidos e descongestionantes. enfermeiras e farmacêuticos podem reduzir a incidência de problemas sérios mantendo-se informados a respeito de interações medicamentosas potenciais. mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita). Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos. tomar dois medicamentos com o mesmo ingrediente ativo. Uma pessoa pode. O risco de uma interação medicamentosa aumenta quando não há coordenação entre a receita dos medicamentos e o fornecimento e a orientação de seu uso. é também o ingrediente ativo de muitos indutores do sono. As pessoas que estão aos cuidados de vários médicos estão em maior risco. Um medicamento pode duplicar o efeito de outro ou se opor a ele. E FEITOS DE DUPLICAÇÃO Às vezes dois medicamentos tomados simultaneamente têm efeitos similares. porque um dos profissionais pode não ter conhecimento de todos os medicamentos que estão sendo tomados. que aviará todas as receitas. Tais interações podem intensificar ou diminuir os efeitos de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. mais comumente aspirina. Os medicamentos podem interagir de muitas formas. O risco de interação medicamentosa pode ser reduzido pela utilização de uma mesma farmácia. a difenidramina é ingrediente de muitos remédios para tratamento de alergia ou de resfriado. Por exemplo.INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimentomedicamento). Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos. 136 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a .

o antibiótico tetraciclina não é absorvido adequadamente se for tomado no período de uma hora após a ingestão de cálcio ou de alimentos que contenham cálcio. ou tomar os remédios com um intervalo de pelo menos duas horas . prescreve medicamentos similares. ou antagonizará) a eficácia do diurético. A LTERAÇÕES NA ABSORÇÃO Medicamentos tomados por via oral devem ser absorvidos através do revestimento do estômago ou do intestino delgado. podem ocorrer sedação e tontura excessivas quando uma pessoa toma dois sedativos diferentes (ou álcool ou outra droga que tenha efeitos sedativos). por exemplo. fazem com que o organismo retenha sal e água. Por exemplo. os diuréticos. No tratamento de câncer. por seu lado. como o ibuprofeno. tomadas para combater a dor. É o caso de drogas antiinflamatórias não-esteróides (DAINEs). para que seja obtido um efeito maior. Os efeitos colaterais podem se tornar graves. os alimentos ou alguma droga podem reduzir a absorção de outra droga.A aspirina pode ser ingrediente de remédios contra a gripe e de produtos para o alívio da dor. Assim. Alguns medicamentos administrados para o controle da pressão alta e da doença cardíaca (por exemplo. o médico pode prescrever dois medicamentos anti-hipertensivos para uma pessoa cuja pressão alta é de difícil controle. Se esses medicamentos forem tomados simultaneamente. como o leite e laticínios. mas não idênticos. betabloqueadores como o propranolol e o atenolol) antagonizam certos medicamentos administrados contra a asma (por exemplo. evitar alimentos por uma hora antes ou algumas horas depois de ter tomado um remédio. Mais freqüentemente dois medicamentos similares. como o albuterol). Mas podem surgir problemas quando o médico.é uma precaução importante. Em alguns casos. A obediência a orientações específicas . são tomados ao mesmo tempo. inadvertidamente. ajudam a eliminar o excesso de sal e água do organismo. drogas estimulantes betaadrenérgicas. que. os médicos às vezes prescrevem diversos medicamentos (quimioterapia combinada) para a obtenção de um resultado melhor. Em alguns casos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 137 .por exemplo. o médico planeja isso. E FEITOS OPOSTOS Dois medicamentos com ações opostas (antagonistas) podem interagir. o DAINE diminuirá (fará oposição.

Mantenha uma lista de todas as enfermidades clínicas que já o acometeram e periodicamente discuta essa lista com seu médico. . onde as enzimas atuam inativando as drogas ou alterando sua estrutura. 138 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . por exemplo. o nível de outros medicamentos poderá aumentar de forma drástica. COMO REDUZIR O RISCO DE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS . Assim. aumentarem a atividade enzimática no fígado. Algumas drogas. afeta a excreção de outras drogas.A LTERAÇÕES NO METABOLISMO Muitos medicamentos são inativados por sistemas metabólicos no fígado. por exemplo. A LTERAÇÕES NA EXCREÇÃO Uma droga pode afetar a velocidade de excreção pelos rins de outra droga. como o fenobarbital. fazendo a inativação de outra droga ocorrer com maior rapidez ou lentidão que o habitual. um medicamento utilizado em úlceras. Por isso. prolongando a ação da teofilina. Mas se o fenobarbital for interrompido mais tarde. de modo que os rins possam filtrá-las. A eritromicina afeta o metabolismo da terfenadina e do astemizol (antialérgicos). Tenha à mão uma lista de todos os medicamentos que está tomando e periodicamente discuta essa lista com seu médico. levando a efeitos colaterais potencialmente graves. alteram a acidez da urina. como o sistema enzimático P-450. o que. a vitamina C pode ter esse efeito. Em grandes doses. Consulte seu médico. antes de tomar qualquer medicamento novo. . por sua vez. drogas como a warfarina tornam-se menos eficazes quando tomadas durante o mesmo período. Os medicamentos circulam através do organismo e passam pelo fígado. os médicos às vezes precisam aumentar a dose de certos medicamentos para compensar esse tipo de efeito. Algumas drogas alteram esse sistema enzimático. levando a um acúmulo potencialmente sério dessas drogas. pelo fato de os barbitúricos. A cimetidina. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro podem aumentar a atividade de algumas enzimas hepáticas. e os antibióticos ciprofloxacina e eritromicina são exemplos de drogas que retardam a atividade das enzimas hepáticas. É por isso que o fumo diminui a eficácia de alguns analgésicos (como o propoxifeno) e de alguns medicamentos utilizados para problemas pulmonares (como a teofilina).

. o médico deve tomar conhecimento de todos os distúrbios que porventura existam. F ARMACODINÂMICA : SELETIVIDADE DA AÇÃO DOS MEDICAMENTOS F ÁRMACO R ECEPTORES a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 139 . Aprenda o modo como os medicamentos devem ser tomados. Informe ao médico qualquer sintoma que possa estar relacionado ao uso de um medicamento. . . Procure conhecer os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos prescritos. Considerando que os medicamentos podem afetar outros problemas clínicos além do que está sendo tratado. . controle deficiente da bexiga e insônia são distúrbios particularmente importantes. dilatação da próstata. glaucoma. I NTERAÇÕES DO TIPO MEDICAMENTO . e um medicamento tomado para o tratamento de um resfriado pode afetar os olhos. Diabetes. Procure compreender a finalidade e a ação de todos os medicamentos prescritos. também afetam outros órgãos e sistemas..DOENÇA A maioria dos medicamentos circula por todo o corpo. Um medicamento tomado por causa de um distúrbio pulmonar pode afetar o coração. . em que hora do dia devem ser tomados e se podem ser tomados ao mesmo tempo que outros medicamentos. antes de prescrever um novo medicamento. . pressão arterial alta ou baixa. Selecione um farmacêutico que proporcione serviços abrangentes e faça com que todas as receitas sejam aviadas por ele. embora exerçam a maior parte de seus efeitos em um órgão ou sistema específico. Discuta o uso dos medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) com o farmacêutico responsável e discuta seus problemas clínicos e o uso de medicamentos de receita obrigatória que está tomando. Siga as instruções recomendadas para tomar os medicamentos.

a atropina.SELETIVIDADE Alguns medicamentos são relativamente não seletivos. também pode relaxar os músculos do olho e do trato respiratório. uma droga administrada a pessoas com insuficiência cardíaca. enquanto a interação com outras células. o que permite que a atividade celular seja influenciada por substâncias químicas. R ECEPTORES Muitas drogas aderem (ligam-se) às células por meio de receptores existentes na superfície celular. Depois de terem sido engolidos. Exemplificando. hormônio ou neurotransmissor.A farmacodinâmica descreve uma infinidade de modos pelos quais as substâncias afetam o corpo. Mas dependendo de suas propriedades ou da via de administração. circulam pelo corpo e interagem com diversos locais-alvo. um medicamento pode atuar apenas em uma área específica do corpo (por exemplo. quase todos os medicamentos entram na corrente sangüínea. atua principalmente no coração para aumentar sua eficiência de bombeamento. porque atuam em qualquer local onde esteja ocorrendo inflamação. UM ENCAIXE PERFEITO Um receptor de superfície celular tem uma configuração que permite a uma substância química específica. Outros medicamentos são altamente seletivos e afetam principalmente um órgão ou sistema isolado. Drogas soníferas se direcionam a certas células nervosas do cérebro. A maioria das células possui muitos receptores de superfície. Como as drogas sabem onde exercer seus efeitos? A resposta está em como elas interagem com as células ou com substâncias como as enzimas. ligar-se ao receptor. a ação dos antiácidos fica em grande parte confinada ao estômago). 140 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . S ELETIVIDADE E NÃO . são relativamente seletivas. Drogas antiinflamatórias não-esteróides. Exemplificando. tecidos ou órgãos pode resultar em efeitos colaterais (reações medicamentosas adversas). a digital. injetados ou absorvidos através da pele. por exemplo um medicamento. como a aspirina e o ibuprofen. A interação com o local-alvo comumente produz o efeito terapêutico desejado. além de diminuir a secreção das glândulas sudoríparas e mucosas. como os medicamentos ou hormônios localizados fora da célula. uma substância administrada com o objetivo de relaxar os músculos no trato gastrointestinal. porque a substância tem uma configuração que se encaixa perfeitamente no receptor. atuando em muitos tecidos ou órgãos diferentes.

chamados receptores adrenérgicos. Os receptores têm finalidades naturais (fisiológicas). morfina e drogas analgésicas afins ligam-se aos mesmos receptores no cérebro utilizados pelas endorfinas (substâncias químicas naturalmente produzidas. esses antagonistas são utilizados no tratamento da pressão sangüínea alta. chamadas antagonistas. o transmissor natural dos impulsos nervosos colinérgicos. Exemplificando. que relaxa os músculos lisos dos bronquíolos. Outro agonista. Exemplificando. Um número maior de veículos é parado pela barreira na hora do a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 141 .adrenalina e noradrenalina. Um grupo muito utilizado de antagonistas é o dos beta-bloqueadores. no tratamento da asma. Algumas drogas se fixam a apenas um tipo de receptor. Os antagonistas são mais efetivos quando a concentração local de um agonista está alta. os medicamentos pudessem ser capazes de ligar-se a eles.como uma chave que se encaixa em uma fechadura. Exemplificando. disparando uma resposta que aumenta.O receptor tem uma configuração específica. Provavelmente a natureza não criou os receptores para que. outras são como chaves-mestras e podem se ligar a diversos tipos de receptores por todo o corpo. como o propranolol. Esses agentes operam de forma muito parecida à de uma barreira policial em uma auto-estrada. que bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. Esses antagonistas bloqueiam ou diminuem a resposta excitatória cardiovascular aos hormônios do estresse . bloqueia o acesso ou a ligação dos agonistas a seus receptores. pode ser utilizado em conjunto com o antagonista dos receptores colinérgicos ipratrópio. algum dia. Os antagonistas são utilizados principalmente no bloqueio ou diminuição das respostas celulares aos agonistas (comumente neurotransmissores) normalmente presentes no corpo. mas complementares. o agonista carbacol liga-se a receptores no trato respiratório chamados receptores colinérgicos. Outra classe de drogas. causando broncodilatação (dilatação das vias respiratórias). fazendo com que as células dos músculos lisos se contraiam. Os agonistas e os antagonistas são utilizados como abordagens diferentes. que alteram a percepção e as reações sensitivas). ou diminui a função celular. angina e certos ritmos cardíacos anormais. causando broncoconstrição (estreitamento das vias respiratórias). Freqüentemente a seletividade da droga pode ser explicada por quão seletivamente ela se fixa aos receptores. Uma classe de drogas chamadas agonistas ativa ou estimula seus receptores. O agonista dos receptores adrenérgicos albuterol. o antagonista de receptores colinérgicos ipratrópio bloqueia o efeito broncoconstritor da acetilcolina. fazendo com que as células dos músculos lisos relaxem. mas os medicamentos tiram vantagem dos receptores. liga-se a outros receptores no trato respiratório. permitindo que somente uma droga que se encaixe perfeitamente possa ligar-se a ele . albuterol.

fundamental na produção de colesterol pelo corpo. reguladoras ou estruturais. as drogas direcionadas para as enzimas são classificadas como inibidoras ou ativadoras (indutoras). A atividade intrínseca é uma medida da capacidade da droga em produzir um efeito farmacológico quando ligada ao seu receptor. Às vezes uma interação é em grande parte irreversível (como ocorre com omeprazol. e o efeito da droga persiste até que o corpo manufature mais enzimas. devem se ligar efetivamente (ter afinidade) aos seus receptores.“rush” que às 3 horas da madrugada. Quase todas as interações entre drogas e receptores ou entre drogas e enzimas são reversíveis. depois de certo tempo a droga “se solta” e o receptor ou enzima reassume sua função normal. Medicamentos que ativam receptores (agonistas) possuem as duas propriedades. e o complexo droga-receptor deve ser capaz de produzir uma resposta no sistema-alvo (ter atividade intrínseca). 142 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . utilizada no tratamento de algumas pessoas que têm níveis sangüíneos elevados de colesterol. que ajudam no transporte de substâncias químicas vitais. Enquanto as drogas que se direcionam para os receptores são classificadas como agonistas ou antagonistas. Do mesmo modo.ou seja. uma droga que inibe uma enzima envolvida na secreção do ácido gástrico). beta-bloqueadores em doses que têm pouco efeito na função cardíaca normal podem proteger o coração contra elevações súbitas dos hormônios do estresse. mas têm pouca ou nenhuma atividade intrínseca . regulam a velocidade das reações químicas ou se prestam a outras funções de transporte. A FINIDADE E ATIVIDADE INTRÍNSECA Duas propriedades importantes para a ação de uma droga são a afinidade e a atividade intrínseca.sua função consiste em impedir a interação das moléculas agonistas com seus receptores. ENZIMAS Além dos receptores celulares. Exemplificando. drogas que bloqueiam receptores (antagonistas) ligam-se efetivamente (têm afinidade com os receptores). outros alvos importantes para a ação dos medicamentos são as enzimas. seja um receptor ou enzima. a droga lovastatina. A afinidade é a atração mútua ou a força da ligação entre uma droga e seu alvo. Por outro lado. inibe a enzima HMG-CoA redutase.

como seu perfil de efeitos colaterais. b) diminui o número de receptores ou sua afinidade pelo medicamento. duração da eficácia (e. são dois os mecanismos responsáveis pela tolerância: a) o metabolismo da droga é acelerado (mais freqüentemente porque aumenta a atividade das enzimas que metabolizam os medicamentos no fígado). Tolerância ocorre quando o corpo adaptase à contínua presença da droga. Dependendo do grau de tolerância ou resistência ocorrente. então a droga B é duas vezes mais potente que a droga A. Assim. Comumente.uma resposta farmacológica diminuída. Exemplificando. ou eficácia terapêutica. antiviral ou quimioterápico para o câncer. o médico pode aumentar a dose ou selecionar um medicamento alternativo. P LANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DOS MEDICAMENTOS Muitos dos medicamentos em uso corrente foram descobertos por pesquisas experimentais e pela observação em animais e seres humanos. A eficácia refere-se à resposta terapêutica máxima potencial que um medicamento pode produzir. que o diurético clorotiazida. a eficácia é apenas um dos fatores considerados pelos médicos ao selecionar o medicamento mais apropriado para determinado paciente. furosemida tem maior eficiência. número de doses necessárias a cada dia) e custo. toxicidade potencial. Os médicos levam em consideração muitos fatores ao julgar os méritos relativos dos medicamentos. conseqüentemente. se 5 miligramas da droga B alivia a dor com a mesma eficiência que 10 miligramas da droga A.P OTÊNCIA E EFICÁCIA A potência refere-se à quantidade de medicamento (comumente expressa em miligramas) necessária para produzir um efeito. Da mesma forma que no caso da potência. As abordagens mais recentes ao desenvolvimento de um medicamento se baseiam na determinação das alterações a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 143 . O termo resistência é utilizado para descrever a situação em que uma pessoa não mais responde satisfatoriamente a um medicamento antibiótico. o diurético furosemida elimina muito mais sal e água por meio da urina. T OLERÂNCIA A administração repetida ou prolongada de alguns medicamentos resulta em tolerância . Maior potência não significa necessariamente que uma droga é melhor que a outra. como o alívio da dor ou a redução da pressão sangüínea. Exemplificando. que a clorotiazida.

os médicos avaliam os benefícios e riscos potenciais dos medicamentos em cada situação terapêutica que exija tratamento com medicamento de receita obrigatória. O medicamento deve ser altamente seletivo para seu local-alvo. comumente ele é modificado muitas vezes para otimizar sua seletividade. por exemplo. psicoestimulantes e nootrópicos) – Esses fármacos exercem sua ação através do estímulo não seletivo do SNC. incluem 144 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . antiparkinsonianos. outros. Além disso. C LASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS Depressores do sistema nervoso central (SNC) (anestésicos gerais. ácido mefênamico. Mas às vezes alguns transtornos são tratados sem a supervisão de um médico. Idealmente. essas pessoas devem ler a bula fornecida com o medicamento. Quando um novo composto se mostra promissor. antivertiginosos e antipruriginosos centrais) – São fármacos que produzem analgesia. de modo que uma dose por dia seja adequada. afinidade pelos receptores e eficácia terapêutica. seguindo explicitamente as orientações para seu uso. do SNC. Fármacos psicotrópicos (sedativos ansiolíticos. Estimulantes do SNC (analépticos. pessoas fazem auto tratamento com medicamentos de venda livre para pequenas dores. hipnoanalgésicos. morfina. Também chamados de psicofármacos. Exemplo: éter. Exemplo: cafeína. Alguns produzem estímulo intenso. estímulo fraco. biperideno. de modo que tenha pouco ou nenhum efeito nos outros sistemas do organismo (efeitos colaterais mínimos ou ausentes). potência. perda de consciência. Não existe o remédio que seja perfeitamente efetivo e completamente seguro. tosses e resfriados. antipsicóticos. mesmo nos transtornos de difícil tratamento. insônia. Também são considerados outros fatores ao longo do desenvolvimento dos medicamentos. Nesses casos. sedativos hipnóticos. como se o composto é absorvido pela parede intestinal e se é estável nos tecidos e líquidos do corpo. o medicamento deve ser efetivo ao ser tomado por via oral (para a conveniência da auto-administração). relaxamento muscular e redução na atividade reflexa mediante depressão não seletiva. fenobarbital. antiepilépticos.bioquímicas e celulares anormais causadas pela doença e no planejamento de compostos que possam impedir ou corrigir especificamente essas anormalidades. antidepressivos e para sintomatologia neurovegetativa) – São modificadores seletivos do SNC usados no tratamento de distúrbios psíquicos. mas reversível. Portanto. o medicamento deve ter potência e eficácia terapêutica em alto grau para que seja efetivo em baixas doses. analgésicos e antipiréticos. outros analgésicos. ibuprofeno. bem absorvido pelo trato gastrointestinal e razoavelmente estável nos tecidos e líquidos do corpo. diazepam.

nimodipino. Cardiovasculares (para ICC. ribavirina. Esteróides: dexametasona. amicacina). antiarrítmicos. Exemplo: dexclorfeniramina. Exemplos: digoxina. mebendazol. Ex. Espasmolíticos (anticolinérgicos e musculotrópicos) – Chamados também de antiespasmódicos. aciclovir. glicocorticóides e outros) – São utilizados para combater alergias. antivaricosos. cortisona. são fármacos que reduzem o tônus e a motilidade dos aparelhos gastrointestinal e geniturinário. piolhos (ex: cloroquina. hidrocortisona. vasoconstritores e vasodilatadores) – São aqueles empregados na prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares. fluconazol). antiparasitários: matam vermes. dilatadores de vasos coronarianos.: aciclovir. Antibióticos . antihipertensivos. cujos sintomas são dor. permetrina). Não esteróides: AAS. Fármacos que atuam no sistema nervoso periférico (SNP) (anestésicos locais) – Bloqueiam reversivelmente a geração e a condução de impulsos ao longo de uma fibra nervosa. secnidazol. propranolol. tinidazol. anlodipino. anti-virais: matam vírus (ex. cefalexina. diclofenaco de sódio e potássio. Exemplos: alprazolam. Exemplo: lidocaína. miconazol. haloperidol. antibióticos e imunoestimulantes) – Fármacos utilizados no tratamento de doenças infecciosas. cetoconazol. urinário e antivirais. contra aterosclerose. amoxilina. Esses fármacos são divididos em dois grandes grupos: esteroidais e não esteroidais. Antialérgicos (anti-histamínicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 145 . albendazol. atenolol. antifúngicos: matam fungos (ex: nistatina. prednisona. sulfonamidas. paracetamol. quinina. Antiinflamatórios – Combatem processos de inflamação.: Triclosana. nistatina. piroxican. zidovudina). Miorrelaxantes (centrais e periféricos) – São fármacos usados para relaxar os espasmos que acompanham as síndromes musculares crônicas dolorosas. quimioterápicos para respiratório. antiprotozoários.fármacos que deprimem ou estimulam seletivamente a atividade mental. calor e perda de sensibilidade. rubor. amoxicilina. citalopram. Antiinfecciosos (anti-sépticos. anfotericina. tetraciclina. tuberculostáticos e hansenostáticos. antifúngicos. dipirona. metronidazol. Exemplo: orfenadrina. nimesulida. cirpofloxacino. Exemplo: atropina.Antibacterianos: matam bactérias (ex: penicilina.

imunoglobulinas e vacinas) – São substâncias utilizadas para aumentar a imunidade dos seres humanos. coenzimas) – Substâncias essenciais ao metabolismo normal dos seres vivos. resinas permutadoras de íons). C. hipertireoidismo. Fármacos do aparelho respiratório (antitussígenos. principalmente o estômago e o intestino. Exemplo: metotrexato. sendo necessárias em quantidades muito pequenas. são substâncias que atuam no sangue ou substituem algum de seus componentes. Vitaminas (lipossolúveis. antidiabéticos. digestivos. catárticos. antagonistas da gonadotrofina e inibidores de prolactina. estradiol.Fármacos do sangue (antianêmicos. femininos. ácido úrico. antiinfecciosos do TGI. gaifenesina. lipotrópicos. coagulação sanguínea e hemostípticos. loperamida. produtos vegetais. gonadotrofinas e seus estimulantes. sinvastatina. acidificantes. antineutropênicos. E. alcalinizantes. hidróxido de alumínio. mineralocorticóides. insulinas. antimetabólitos. D. antiastênicos energéticos. metronidazol. antidiarréicos. Exemplos: sibutramina. Agentes antineoplásicos (alquilantes. antiácidos. fornecedores de água e minerais. Agentes imunizantes (soros. antieméticos e eméticos) – São utilizados no tratamento dos distúrbios e doenças que afetam o sistema digestivo. varfarina. B. antiprotozoários para distúrbios GI. anabolizantes. Metabolismo e nutrição (anorexígenos e antiobesidade. bromoprida. Exemplos: vitaminas A. Exemplos: acetilcisteína. antiasmáticos. Exemplos: ácido fólico. K. Distúrbios hormonais (masculinos. Exemplos: hidroclorotiazida. dietéticos. hidrossolúveis. albendazol. hipotireoidismo. óleo de rícino. antibióticos. pseudoefedrina. Fármacos do trato gastrointestinal (anti-secretores. compostos de platina. Exemplo: vacinas. multivitamínicos com ou sem minerais. Exemplos: ranitidina. Interferentes no metabolismo da água e eletrólitos (diuréticos. bicarbonato de sódio. estimulantes e relaxantes uterinos) – Exemplos: testosterona. sangue e frações e substitutos do sangue) – Também denominados agentes hematológicos. tensoativos para distúrbios pulmonares) – Utilizados no combate das doenças respiratórias. hormônio do crescimento) – São fármacos que interferem no metabolismo e nutrição. expectorantes. salbutamol. 146 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . hormônio antidiurético e análogos. antilipêmicos. hormônios e análogos e diversos) – São quimioterápicos usados no tratamento do câncer.

nariz e garganta. Diversos e outros (auxiliares de diagnóstico. droga): qualquer substância química com estrutura química conhecida. antídotos. Exemplo: ciclosporina. DIU’s. capaz de provocar alterações no organismo. espermicidas e testes de gravidez). adstringentes. vegetal. antigotosos) – São utilizados no tratamento de doenças das articulações. ouvido. usada para beneficiar o organismo. hidroquinona. ácido azeláico. fé ou crença. comprovadas cientificamente. detergentes. mineral ou sintética. retenção urinária. Droga (drug = remédio. Exemplo: pilocarpina. indução do parto.Preparações para pele e mucosas (antiinfecciosos. Medicamento (medicamentum = remédio): preparação usando-se drogas de ação farmacológica benéfica. capsaicina. emolientes. Anti-reumáticos (AINE’s. odontológicos. Pode ser benéfica (fármaco) ou maléfica (tóxico). antiinflamatórios locais. Placebo (placeo = agradar): tudo o que é feito com intenção benéfica para aliviar o sofrimento: fármaco/medicamento/droga/remédio (em concentração pequena ou mesmo na sua ausência). Remédio (re = novamente. uréia. agentes quelantes. Medicamentos oftálmicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 147 . influência: usados com intenção benéfica. acupuntura. medior = curar): substância animal. alopurinol. dissuadores de álcool. demulcentes e protetores. Imunossupressores – Utilizados para diminuir as reações imunológicas responsáveis pelas manifestações clínicas que ocorrem após transplantes de órgãos ou da medula óssea. geriátricos e tônicos. massagem. banhos). otológicos e nasofaríngeos – São utilizados topicamente tanto em infecções quanto em outros quadros clínicos que afetam o olho. corticosteróides. a figura do médico (feiticeiro). medicamento. procedimento (ginástica. antipruríticos e anestésicos locais. abandono do tabagismo. Exemplos: piroxiam. A LGUNS CONCEITOS BÁSICOS DE FARMACOLOGIA Fármaco (pharmacon = remédio): substância química com estrutura química conhecida. mas nem todo fármaco é um medicamento. Todo medicamento é um fármaco. disfunção erétil. prednisona. queratolíticos e queratoplásticos e outros) – Exemplos: clotrimazol.

dissolvida no plasma. via subcutânea. Desse fato é que se explica o deslocamento de um fármaco por outro de maior afinidade pela proteína. área de absorção à qual o fármaco é exposto. não se deve considerar a absorção. Tratando-se da via de administração intravenosa. Essa relação droga ligada/droga livre é definida por um equilíbrio.Nocebo: efeito placebo negativo. neste caso. dose e via de administração. entre outros. o fármaco é administrado diretamente na corrente sangüínea. Constitui-se do transporte da substância através das membranas biológicas. variando de acordo com a afinidade do fármaco pela proteína. O “medicamento” piora a saúde. A distribuição é afetada por fatores fisiológicos e pelas propriedades físico-químicas da substância. Cada uma dessas vias possui características próprias. A ligação protéica geralmente é inespecífica. forma farmacêutica. por exemplo. tais como: características físico-químicas da droga. Distribuição: é a passagem de um fármaco da corrente sangüínea para os tecidos. ou seja. É importante frisar que apenas a porção livre. As principais vias de administração de fármacos são: via oral (a mais usada). veículo utilizado na formulação. possuem baixa capacidade de permear membranas biológicas. Alguns fatores influenciam a absorção. É uma fração da droga que chega à circulação sistêmica. Absorção: é a passagem do fármaco do local em que foi administrado para a circulação sistêmica. Os fármacos pouco lipossolúveis. Bioequivalência: é a equivalência farmacêutica entre dois produtos. via de administração. que influenciam na absorção. Já 148 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . e apresentam estatisticamente a mesma potência. Princípio ativo: é o que vai fazer efeito no organismo. O complexo proteína-fármaco atua como um reservatório do fármaco no sangue. dois produtos são bioequivalentes quando possuem os mesmos princípios ativos. é farmacologicamente ativa. A outra fração circula livremente pelo fluido biológico. sofrendo assim restrições em sua distribuição. via retal. formando um complexo reversível. via intramuscular. Biodisponibilidade: indica a quantidade de drogas que atinge seu local de ação ou um fluido biológico de onde tem acesso ao local de ação. uma fração deste geralmente se liga a proteínas plasmáticas (principalmente a albumina) ou proteínas de tecidos. uma vez que. Após a absorção do fármaco. perfusão sangüínea no local de absorção. via intravenosa.

prolongando a permanência do fármaco no organismo. Pode ocorrer. pois pode limitar o acesso a locais de ação intracelular. Os metabólitos possuem propriedades diferentes das drogas originais. Geralmente. entre duas ou mais drogas competindo pelo sítio ativo de uma mesma enzima. Excreção ou eliminação: é a retirada do fármaco do organismo. Tempo de Meia-vida (T1/2): é o tempo necessário para que a concentração plasmática de determinado fármaco seja reduzida pela metade. resultantes em um metabolismo acelerado do fármaco.as substâncias muito lipossolúveis podem se acumular em regiões de tecido adiposo. Supondo então que a concentração plasmática atingida por certo fármaco seja de 100 mcg/mL e que sejam necessários 45 minutos para que essa concentração chegue a 50 mcg/mL. Inibição enzimática: caracteriza-se por uma queda na velocidade de biotransformação. seja na forma inalterada ou na de metabólitos ativos e/ou inativos. Além disso. por exemplo. nos rins. a sua meia-vida é de 45 minutos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 149 . podemos citar o Fenobarbital. Biotransformação ou metabolismo: é a transformação do fármaco em outra(s) substância(s). mais facilmente eliminados. Metabólito: é o produto da reação de biotransformação de um fármaco. Essa inibição em geral é competitiva. A eliminação ocorre por diferentes vias e varia conforme as características físico-químicas da substância a ser excretada. resultando em efeitos farmacológicos prolongados e maior incidência de efeitos tóxicos do fármaco. nos pulmões e no tecido nervoso. Entre os fatores que podem influenciar o metabolismo dos fármacos estão as características da espécie animal. A biotransformação ocorre principalmente no fígado. Como exemplo. a ligação às proteínas plasmáticas pode alterar a distribuição do fármaco. podem apresentar alta atividade biológica ou propriedades tóxicas. apresentam atividade farmacológica reduzida e são compostos mais hidrofílicos. Alguns fármacos têm a capacidade de aumentar a produção de enzimas ou de aumentar a velocidade de reação das enzimas. a raça e fatores genéticos. um potente indutor que acelera o metabolismo de outros fármacos quanto estes são administrados concomitantemente. além da indução e da inibição enzimáticas. por meio de alterações químicas. portanto. Em alguns casos. Indução enzimática: é uma elevação dos níveis de enzimas (como o complexo Citocromo P450) ou da velocidade dos processos enzimáticos. a idade. geralmente sob ação de enzimas inespecíficas.

fígado e pulmões. Dessa forma. até que se atinja o equilíbrio (steady state). utilizado para determinar a quantidade de droga após a administração de uma única dose. o clearance total é a soma da capacidade metabolizadora de cada um desses órgãos. não há acúmulo de fármaco na circulação. Pico de concentração plasmática: é a concentração plasmática máxima atingida pelo fármaco após a administração oral. A área sob a curva ou extensão da absorção é um parâmetro farmacocinético. 150 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . isto é. o intervalo entre doses é menor do que aquele necessário para a eliminação da dose anterior. manter a concentração no estado de equilíbrio estável (steady state). Terapia de dose múltipla: neste caso. Ou seja. Curva de concentração plasmática: é o gráfico em que se relaciona a concentração plasmática do fármaco versus o tempo decorrido após a administração. Dose de ataque ou inicial: é a dose de determinado fármaco que deve ser administrada no início do tratamento. principalmente. com o objetivo de atingir rapidamente a concentração efetiva (concentração-alvo). no sangue mesentérico e. Dose de manutenção: é a dose necessária para que se mantenha uma concentração plasmática efetiva. um tempo maior que 10 meias-vidas). Utilizada na terapia de dose múltipla. se um fármaco é biotransformado nos rins. Assim. ocorre acúmulo da droga no sangue. Por isso. ao contrário daquilo que ocorre em doses únicas. no fígado. Terapia de dose única: nesta. Pode ocorrer na parede do intestino. é quando o fármaco encontrase em concentração constante no sangue. Essa medida é dada pela soma da capacidade de biotransformação de todos os órgãos metabolizados. Steady state ou estado de equilíbrio estável: é o ponto em que a taxa de eliminação do fármaco é igual à taxa de biodisponibilidade. o intervalo entre as doses deve ser um tempo suficiente para que o organismo elimine totalmente a dose anterior (em geral. é a soma do clearance hepático com o clearance renal com o clearance pulmonar. a administração da dose seguinte se dá quando toda a dose anterior é eliminada.Efeito de primeira passagem (EPP ou FPE): é o efeito que ocorre quando há biotransformação do fármaco antes que este atinja o local de ação. Clearance ou depuração: é a medida da capacidade do organismo em eliminar um fármaco. ou seja.

pomadas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 151 . GRUPOS FARMACOLÓGICOS A NTIINFLAMATÓRIOS • Não esteróides . A NALGÉSICOS • Dor Aguda . onde a concentração da droga é difundida instantaneamente. São tecidos como os músculos. tecido gorduroso. a pele. colírios e gotas nasais. Tratamento das alergias: cremes.processos inflamatórios complexos.duração limitada (dor de garganta). Somente com indicação médica. entorses. Compartimento periférico: formado por tecidos de menor perfusão.Dor repetitiva (reumatismo). coração. • Dor Crônica . A NTIALÉRGICOS A alergia vai de uma simples coceira até o choque anafilático. · Derivados do p-aminofenol (Paracetamol)/irritação gástrica.Compartimento central: é a soma do volume plasmático com o líquido extracelular dos tecidos altamente perfundidos (como pulmões. reumatismo. Artrite. P RINCIPAIS G RUPOS A NALGÉSICOS : · Salicilatos (A A S). · Derivados opláceos (Buprenorfina)/dores mais severas. fígado).processos inflamatórios simples. este precisa de mais tempo para que seja atingido um equilíbrio de concentração. entre outros. · Derivados da pirazolona (Dipirona). · Antagonistas da Serotonina (Sumatropina)/enxaquecas. • Esteróides .

Minociclina. resfriados. A NTIVIRAIS Desde uma verruga até AIDS: Aciclovir.Clorafenicol. rinites. Não devem ser usados quando: • não se tem certeza se há infecção. • não estamos dispensando com prescrição médica.Procin. Polaramine. 152 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . · Corticóides: ação antiinflamatória e antialérgica (Diprosone. Amoxicilina. • não sabemos os efeitos colaterais do medicamento. · Quinplonas .bactérias resistentes . • não sabemos a causa da infecção.· Anti-histamínicos: coriza. · Macrolídeos . etc. · Nitrofuranos . · Aminociclitóis . · Tetraciclinas . Claritin.Neomicina. P RINCIPAIS G RUPOS DE A NTIBIÓTICOS · Penicilinas . Iodoxuridina.grande espectro. · Polipeptídios . A NTIBIÓTICOS • Amplo Espectro: atuam sobre um grande número de bactérias. • Pequeno Espectro: atuam em casos específicos. Desalex. · Cefalosporinas -grande espectro . Interferon.Cefazolina.não pode ser usado em recém-nascidos e prematuros . · Afenicóis . Nasonex).Macrodontina.Vancomicina.Entromicina.

Anti-sépticos . Matacura. Cetoconazol. hora lento) . Nistatina.Antianginosos: Nifedipeno. • Rubefacientes: vasodilatadores locais . Tratamento de Pele. antifúngicos e antivirais. Inotrópicos: Dopamina. • Sulfas tópicas: (infecção) Sulfanilamida. escamações . AÇÃO DOS MEDICAMENTOS SOBRE O ORGANISMO S ISTEMA C IRCULATÓRIO • Insuficiência Cardíaca . • Hipertensão .Atenolol. • Arritmias Cardíacas (batimentos hora intenso. Protetores Solares . • Queratolíticos: calos. Propanolol.ácido salicílico.Clorexidina.Ácido Benzóico.Coppertone. mentol.Digitálicos (plantas): Digoxina.Miconazol. • Escabicidas e pediculicidas: Escabin. · Superficiais . Peróxido de Hidrogênio.cânfora. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 153 .Diuréticos e Simpalolítico : hidroclorotiazida e reserpina.aumentar a força contrátil do coração . A NTIINFECCIOSOS Fazem parte: antibióticos.A NTIFÚNGICOS Dois tipos de infecções por fungos: · Sistêmicas e Profundas . Sandow. • Angina (forte dor no peito) .

• Antiulceroso .S ISTEMA R ESPIRATÓRIO • Descongestionamento nasal .diminui perda de potássio: Amilorida.cicatrização de úlceras: Cimetidina.com/basile_farmacologia/ introducao.iodeto de potássio.perda de água: Manitol e Sorbitol. • Mucolítico (reduz viscosidade do muco) – Ambroxol. • Antifisséticos . • Catárticos .diminuir acidez no estômago: hidróxido de alumínio.html (editores: Ricardo P.perda de sódio e água: Furosemida • Osmótico . sódio e potássio: Clortalidona.Codeína e ação periférica (vias respiratórias) – Acetilcisteína.associação de substâncias químicas que aliviam sintomas da gripe e resfriados. • Poupadores de potássio .diminuir reflexo do vômito: Bromoprida. • Antitussígenos: ação central (centro da tosse) .eliminação de gases: dimeticona. Este capítulo teve como fontes de consulta: .auxiliar na digestão: desidrocolato sódico.geocities.perda de água. • Natriurético . S ISTEMA U RINÁRIO • Saluréticos . • Broncodilatadores .prisão de ventre: laxantes suaves ou purgantes mais potentes. S ISTEMA D IGESTÓRIO • Antiácidos . • Expectorantes (eliminar secreção pulmonar) . • Antidiarréicos ou constipantes: Difenoxilato.Loratadina / Diproplanato de beclometasona. • Antieméticos . • Digestivo . • Antialérgicos . Basile/Aulus Conrado Basile) 154 f•a•r•m•a•c•o•l•o•g•i•a . Manual Merck http://www.utilizados em casos de asma e bronquite: Aminofilina.

é uma grande usina química. nossas emoções ou nossas ações. Neste capítulo você vai saber o que é química medicinal e sua importância para a produção de fármacos. Os antigos alquimistas buscavam principalmente a transmutação de metais e o elixir da longa vida. o que está ocorrendo é química.5. O corpo humano. ao misturar extratos de plantas e substâncias a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 155 . bem como o papel essencial da físico-química na formulação de medicamentos e o poder da ação de substâncias químicas no nosso organismo. QUÍMICA A química é uma das disciplinas que compõem as ciências farmacêuticas. A química está presente em todos os seres vivos. o que está ocorrendo é química. Mas o fato é que. ESTUDANDO OS FENÔMENOS QUÍMICOS Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese. Há muitos séculos. Quando não há mais química. não há mais vida. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos. por exemplo.

os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas. eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Os modernos equipamentos utilizados em cirurgias ou diagnósticos foram fabricados com matérias-primas químicas. tubos flexíveis e atóxicos e embalagens para coleta e armazenamento de sangue são apenas alguns dos exemplos dos produtos de origem química que revolucionaram a medicina. é que sem a química a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza. no entanto. E certamente. seringas descartáveis. laboratórios. clínicas. temos a certeza de que tomando uma aspirina provavelmente entre 15 e 30 minutos a dor acabará. a modificar a composição de materiais. Fornecedor de uma quantidade fantástica de produtos básicos para outras indústrias. nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Ela cerca o homem de outros cuidados que prolongam e protegem a vida. Q UÍMICA MEDICINAL Quando temos uma dor de cabeça. Com o tempo. Tudo isso porque química é vida! A QUÍMICA DA SAÚDE A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. 156 q•u•í•m•i•c•a . novas aplicações. Com seus experimentos. produzir alimentos em pleno deserto. tornar potável a água do mar. o setor químico também desenvolveu matérias-primas específicas para a medicina. que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química. luvas cirúrgicas. deslocar-se à velocidade do som. a desenvolver novas moléculas. desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. a dor voltará. Sem ela. Reagentes aceleram o resultado de exames laboratoriais. próteses anatômicas. Hospitais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia.retiradas de animais. recipientes para soro. Válvulas cardíacas. que curam doenças e fortalecem a saúde humana. Mas a aplicação da química vai além dos medicamentos. O que sabemos. a menos que tomemos outra aspirina em poucas horas. foram sendo descobertos novos produtos. novas substâncias. Avançados desinfetantes combatem o risco de infecções. enfermarias e unidades de terapia intensiva têm na química uma parceira indispensável.

com freqüência porém não necessariamente. ligação de hidrogênio. a busca reducionista de informações. por exemplo: receptores biológicos e enzimas. a administração e absorção do fármaco no organismo. entretanto. modificações relativamente pequenas na molécula do fármaco podem resultar em alterações importantes nas propriedades farmacológicas. subseqüentemente a interação do fármaco com o receptor no organismo. Essas interações alteram a função do alvo macromolecular (receptor) e. podemos notar a dinâmica do alívio da dor. Desde então. Por meio de uma análise completa da doença em estudo. Os efeitos de muitos fármacos resultam de sua interação com as componentes macromoleculares do organismo. prolongada quando a ligação é do tipo covalente. o advento da química combinatória trouxe um novo avanço a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 157 . assim. E o que a química tem a ver com isso? A importância da análise dos mecanismos de ação dos fármacos está relacionada ao entendimento das interações químicas e físicas entre o fármaco e o seu alvo na célula (receptor biológico). os métodos de descobrimento de novos fármacos eram empíricos ou estavam quase dominados pelo acaso.Nesse fato corriqueiro. e então a eliminação do fármaco do organismo. A afinidade de um fármaco por seu receptor no organismo e sua atividade farmacológica são dependentes da estrutura química. A ligação de substâncias bioativas com os receptores biológicos envolve vários tipos conhecidos de interações tais como iônica. dão início a mudanças bioquímicas e fisiológicas características da resposta ao fármaco. hidrofóbica. menores efeitos colaterais. na década de 1960. No início do século XX. contudo. O sucesso da equação de Hammett. Dessa forma. Mais recentemente. Primeiramente. pode-se fornecer subsídios tanto para o uso terapêutico de um fármaco como para o planejamento de novos agentes terapêuticos. capazes de descrever biomacromoléculas ou sistemas biológicos mais complexos. A duração da ação de um fármaco é. fato este responsável pela ação farmacológica. de van der Waals e covalente. Acredita-se que ligações de diferentes naturezas sejam importantes nas interações entre fármacos e receptores. maior seletividade entre diferentes células ou tecidos e características secundárias mais aceitáveis do que o fármaco original. Como as alterações na configuração molecular não precisam alterar todas as ações e efeitos de um fármaco. tornou-se atividade comum em inúmeros centros de pesquisas em todo o mundo. possibilitou a racionalização química de pequenas regiões subestruturais permitindo o aparecimento das relações quantitativas entre estrutura e atividade (do inglês QSAR). em seguida a distribuição deste fármaco pelo corpo. algumas vezes é possível criar uma nova molécula com maior efeito terapêutico.

determinação da atividade biológica e estudo das relações estrutura-atividade. biologia molecular. A aplicação da química teórica no estudo da atividade biológica de fármacos tem aumentado muito nos últimos anos e é utilizada para explorar eventos biológicos em nível molecular. com suas estruturas. é um campo da química que engloba inovação. tais como: química orgânica. a química medicinal. descobrimento e desenvolvimento de novas substâncias químicas bioativas (NCEs). considerando que esses compostos necessitam atravessar os tecidos do sistema biológico e alcançar seus respectivos receptores para que possam interagir. farmacologia. em nível molecular. compreensão. Esses parâmetros podem ser físico-químicos (descrevendo parâmetros hidrofóbicos. físico-química. animais ou minerais. síntese ou modificação molecular. o estabelecimento da sua atividade biológica. 158 q•u•í•m•i•c•a . toxicológicos e farmacocinéticos e a criação de relações entre estrutura química e atividade farmacológica (SARs). simetria dos compostos e distribuição dos átomos. portanto. isolamento. extração. de processos bioquímico-farmacológicos. tornou-se necessário a interação entre diversas áreas. que fornecem informações sobre o tamanho. topológicos. estruturais. determinação estrutural. A química medicinal. química quântica. com o intuito de planejar fármacos mais específicos. entre outras. ensaios farmacológicos e estudos das relações estrutura química . o qual trata do planejamento de fármacos. Devido à complexidade na elucidação das estruturas químicas e na correlação entre propriedades físico-químicas.na busca e identificação em massa de novas substâncias químicas bioativas ou na otimização delas. atividades e aplicações bem definidas. dependendo das características que se deseja descrever. por conseqüência. identificação e elucidação estrutural de princípios ativos naturais de plantas.atividade biológica. descrição das moléculas desde a sua constituição atômica (passando por relações entre a estrutura e propriedades) até suas características estruturais quando da(s) interação(ões) com alvos biológicos de interesse terapêutico. A atividade de compostos biologicamente ativos está condicionada às suas propriedades físico-químicas. Um tipo de abordagem utilizada em química medicinal considera a estrutura molecular de um composto como uma série de parâmetros ou descritores moleculares. estéreos ou eletrônicos). eletrônicos e geométricos. Dessa inter e multidisciplinaridade surgiu um novo campo de estudo. Cada um desses descritores representa a sua influência na interação fármaco-receptor e.

Efeitos tóxicos . A pré-formulação se descreve como uma fase de processo de investigação.Reações adversas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 159 .Propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas . As características físicas e químicas de cada substância farmacêutica devem ser rigorosamente avaliadas antes do desenvolvimento de uma fórmula ou forma farmacêutica. em que são caracterizadas as propriedades físico-químicas e mecânicas de um novo fármaco.Finalidade terapêutica . com o propósito de desenvolver formas farmacêuticas estáveis. conforme é demonstrado abaixo.Ela também está implicitamente relacionada á proposição e validação de modelos matemáticos. devido à sua escassa solubilidade nos veículos utilizados. com o intuito de obter informações físico-químicas apropriadas . contribuintes na seleção de novas substâncias químicas que se incorporem no processo de desenvolvimento.FORMULAÇÃO Considerações prévias: .QUÍMICA NA FORMULAÇÃO DE MEDICAMENTOS O ponto de partida para formulação de um novo medicamento é denominado pré-formulação. É nessa etapa de trabalhos experimentais que é selecionada a substância ativa. seguras e eficazes. Dados como a solubilidade facilitam a seleção de veículos solubilizantes nos estudos de eficácia e segurança em animais. através dos estudos de relações entre a estrutura química e a atividade farmacológica e/ou toxicológica e/ou farmacocinética. D ISTINTOS ASPECTOS PRESENTES NA ETAPA DE PRÉ . farmacotécnicas e biofarmacêuticas. A fase de pré-formulação deve-se iniciar tão logo quanto a síntese do fármaco. Muitos fármacos em potencial são farmacologicamente ineficazes e inseguros do ponto de vista toxicológico. e avaliada suas características físico-químicas. Antes de iniciar o desenvolvimento da formulação é necessário que o fármaco seja submetido a diversas avaliações e caracterizações em diferentes fases. Nessa triagem são avaliadas previamente considerações farmacodinâmicas e cinéticas e essencialmente as características físico-químicas. O PAPEL ESSENCIAL DA FÍSICO . seja na forma salina ou não.

em 2000.Biodisponibilidade . 680 (79%) eram de origem sintética. Os fármacos de origem sintética representam significativa parcela do mercado farmacêutico.Características ligadas ao enfermo . em 390 bilhões de dólares. uma vez que permite a construção de moléculas em seus diversos níveis de complexidade. estimado. pois além de racionalizar uma seqüência de etapas sintéticas.Ponto de fusão .Compatibilidades físico-químicas.Estabilidade .Via de administração . Até 1991.Custo do medicamento Considerações biofarmacêuticas: . A SÍNTESE DE FÁRMACOS A síntese de fármacos é um importante capítulo da química orgânica. Os restantes 160 q•u•í•m•i•c•a .Características biofarmacêuticas da formulação Características físico-químicas e farmacotécnicas: . Esse desdobramento da síntese orgânica apresenta características particulares.Fluidez do pó ..Solubilidade .Cristalinidade e polimorfismo . entre 866 fármacos usados na terapêutica. é necessário também dispensar atenção ao grau de pureza e à escala da reação.Doses e freqüência de administração .Aceitação e comodidade do medicamento . visando obter os melhores rendimentos possíveis.

Atualmente. a busca de novos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 161 . empregado na construção civil e no alvejamento de assoalhos de cerâmica. mas suficientes para investigar o seu perfil farmacológico. ou seja. Adicionalmente. independente das impurezas que possam advir do processo sintético. estarão envolvidos na busca de novos fármacos anticâncer. A síntese de fármacos pode ser considerada uma aplicação nobre da química orgânica sintética. Contudo. semi-industrial. podemos diferenciar o fármaco. a decisão de qual classe terapêutica deverá ser objeto de estudo vai depender das questões que aguardam por resposta. com níveis de complexidade variáveis. de bancada. da mesma forma. 28% dos fármacos de estrutura heterocíclica apresentam átomos de enxofre e 18% apresentam átomos de oxigênio. pesticidas e corantes. Sua aplicação na busca de novos protótipos de fármacos representa uma grande parcela dos medicamentos disponíveis para uso clínico e movimenta cifras elevadas dentro do mercado mundial. constata-se que 62% deles são heterocíclicos. é aquela empregada na definição da rota sintética. pois contempla a finalidade que lhe cabe. Nesse ponto. como inseticidas. O ácido muriático. A segunda. sejam eles de grau de pureza comercial ou analítica. Os valores acima expostos assinalam a importância da química dos heterociclos. Por outro lado. possuem átomos de elementos distintos do carbono (heteroátomos) envolvidos em ciclos. enquanto os países de terceiro mundo ainda estão carentes de fármacos para o tratamento de doenças tropicais. Quando observamos a estrutura dos fármacos empregados na terapêutica. a escala de bancada não se estende à escala industrial. demonstrando que muitas vezes pode ocorrer a presença de mais de um heteroátomo no mesmo sistema heterocíclico. dentre os quais 95% apresentam-se nitrogenados. havendo necessidade de se buscar rotas alternativas que contemplem a adequação da escala. dos outros produtos. um produto farmacêutico pode necessitar de um grau de pureza tão elevado quanto o dos reagentes empregados em reatores nucleares. Os fármacos de origem sintética podem ser obtidos em dois tipos de escala. provavelmente. para se ter acesso ao composto planejado. não requer o mesmo grau de pureza que um produto farmacêutico. podemos concluir que a pureza do produto final está diretamente relacionada à metodologia sintética empregada e à pureza dos intermediários e matérias-primas envolvidas na síntese. em pequenas quantidades. Quando consideramos que os fármacos são produtos de um processo sintético de múltiplas etapas.186 (21%) correspondiam àqueles de origem natural ou semi-sintética. é uma adaptação da primeira rota sintética visando à obtenção do fármaco em maior escala. por permitir o acesso a substâncias terapeuticamente úteis. tais como a malária. produto farmacêutico tecnicamente elaborado. tem sua cor azul assegurada. Os países de primeiro mundo. A primeira. O índigo-blue. De maneira geral. dentre outros.

então. existiam sérios problemas: a cocaína produz euforia. possibilitou “sabotar” o DNA viral. substância utilizada até hoje: como é rapidamente absorvida pelo corpo.candidatos a protótipos de fármacos atende a um novo paradigma. Em 1905 foi preparada a procaína. para manter o anestésico no local da aplicação o maior tempo possível. polaridade de moléculas. sensações de poder. a preparação de um fármaco leva anos de pesquisa. substâncias diferentes com estruturas químicas semelhantes possuem atividade biológica também similar. Inicialmente. entre outros. isto é. Um exemplo é o caso da cocaína. Hoje. segundo o qual há necessidade de se buscar fármacos para o tratamento de enfermidades específicas. diversos conceitos vistos em sala de aula passam a ter importância fundamental. Embora fosse muito eficaz. E. Químicos sintéticos partiram. em geral. com eficácia já conhecida. provocando o efeito anti-viral desejado. bemestar excessivo. a química de síntese orgânica foi introduzida nessa área e os químicos passaram a não somente criar análogos sintéticos e derivados. outro anestésico foi patenteado nos EUA: a 162 q•u•í•m•i•c•a . aplicada juntamente com um vaso constritor. Com os avanços da ciência. para a busca de substâncias que tivessem o mesmo poder anestésico da cocaína. Na medicina. a partir do extrato bruto de plantas. Essa substância é um alcalóide extraído de uma planta nativa da América do Sul. muitos pesquisadores sintetizam substâncias com provável atividade biológica. O novo paradigma pode ser exemplificado pelo aciclovir. forças intermoleculares. partem de uma substância de atividade conhecida e preparam derivados sintéticos para testar suas atividades. foi um dos primeiros anestésicos locais. Às vezes. que vieram a se tornar fármacos. A estrutura química de uma substância é fator determinante na sua atividade no organismo. o qual. tais como estereoquímica. A ÇÃO DE SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS NO ORGANISMO Em diversos laboratórios de química. tendo a molécula análoga acíclica a da guanina através de um planejamento prévio. é. Em 1948. dependência física e psicológica. uma substância capaz de produzir analgesia no local onde é aplicada. mas que não provocassem os efeitos colaterais indesejados. os químicos se limitavam a isolar determinadas substâncias naturais. síntese orgânica. Apresentaremos algumas classes de fármacos e suas respectivas estruturas químicas. em geral. mas também a “criar” substâncias totalmente inéditas.

uma das civilizações mais antigas. 1803) e foi logo adotado na medicina. causa entorpecimento. devido ao seu forte efeito analgésico a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 163 . já utilizava a base da flor da papoula para preparar o ópio. vendida como xilocaína. Foi o primeiro alcalóide a ser isolado e identificado (Sertuner. sono e perda dos sentidos). o segmento alquílico que liga o anel ao N é cíclico. A morfina corresponde a cerca de 10% do peso do ópio seco. F. Entre esses. A morfina deve seu nome ao deus romano dos sonhos. procaína e a cocaína possuem efeitos anestésicos semelhantes. Cocaína Procaína Lidocaína Entretanto. o que há de comum com a estrutura química dessas substâncias? Um anel aromático em uma das extremidades da molécula. Um farmacêutico alemão (Friedreich Sertuner.. Além de ser muito mais forte do que a procaína. há cerca de 6 mil anos. heroína e outros. mescalina. Grande parte das substâncias conhecidas como feniletilaminas possuem intensa atividade biológica e são capazes de alterar a nossa percepção da realidade. O povo sumeriano. 1803) escolheu esse nome por causa do forte poder narcótico dessa substância (uma substância narcótica provoca distúrbios na consciência. LSD. um éster ou uma amida conectando os dois extremos. Tanto a lidocaína. uma amina completamente substituída na outra extremidade.lidocaína. não necessita de vaso constritor. Todas essas substâncias têm uma estrutura derivada da 2-fenil-etanoamina. estão substâncias como morfina. nas células. são os mesmos. Não somente foram achadas as estruturas semelhantes: alguns dos receptores onde essas moléculas se ligam. No caso da morfina e do LSD.

uma das faixas chama-se Lucy in the Sky with Diamonds. tem a venda proibida e é ilícita na maioria dos países. Embora não produza dependência. Os Beatles gravaram um álbum inteiro em sua homenagem. um dos alcalóides encontrados no fungo ergot. Recebeu o nome comercial de heroína e foi vendida em vários fármacos. A maioria dessas drogas. foi primeiramente preparado em laboratório. Tanto o LSD como a mescalina são extremamente alucinógenos. mais tarde descobriu-se que certos microorganismos também eram capazes de produzi-los. Devido à dependência e aos efeitos tóxicos da morfina. auxiliar na descoberta de fábricas clandestinas de heroína. pode ser adquirida sem nenhum problema em farmácias 164 q•u•í•m•i•c•a . O ópio contém outros alcalóides. Hoffmann e colegas estudaram a química do ácido lisérgico. São utilizadas em descongestionantes nasais. tais como a codeína. inibidores de apetite. e lhe dá o cheiro característico. A substância foi preparada por Albert Hoffmann. É a droga que. entretanto. substâncias estimulantes. Hoffmann preparou a amida desse ácido (a N-dietilamida). Acidentalmente. A mescalina é um alcalóide natural extraído do cactus peyote. principalmente em xaropes para tosse. foi utilizada nos rituais das civilizações americanas pré-colombianas. despersonalização. E também provoca dependência física e psíquica. é considerada ilícita na maioria dos países. infelizmente. Essa droga era tão poderosa que as doses a serem utilizadas seriam muito pequenas. logo se procurou por um derivado sintético.e supressor de tosse. Um fato curioso sobre a heroína: um dos produtos da acetilação com o anidrido acético é o ácido acético. capazes de aumentar a pressão sanguínea. Também causam dependência e danos físicos e mentais a longo prazo. Essa foi a droga eleita pelos jovens das décadas de 60 e 70. Muitos fármacos livremente vendidos em farmácias são também derivados da feniletilaminas. a diacetilmorfina mostrou uma capacidade de provocar dependência como antes nunca vista. levando ao diacetilmorfina. Esse ácido é o que está presente no vinagre. como apatia e euforia. comum na América Central. então. Embora seja um analgésico menos potente. a codeína é um dos mais fortes supressores de tosse conhecidos. sinestesia e outros. O LSD. produz outras respostas fisiológicas. O LSD. entretanto. que ele chamou de “caleidoscópio de cores”. em 1943. provoca fortes alterações sensoriais e perceptivas. hoje. Por cinco anos. A polícia francesa treinou cães para farejar esse odor e. reduzir a fadiga e inibir o sono. a ponto de não serem tóxicas. que cresce em cereais. anti-hemorrágicos. por vários séculos. ele ingeriu uma pequena quantidade do produto e experimentou estados de delírio e alucinações. de fato. no Sandoz Laboratory. O maior grupo é o das anfetaminas. Mas. estimulantes. Uma das idéias foi o produto obtido a partir da acetilação dos grupos fenólicos da morfina. Além disso.

tais como esquizofrenia. colinérgicos e adrenérgicos. depressão. destaca-se a fluoxetina. tais como os distúrbios psíquicos. entre outros. Os antigos hindus já utilizavam o extrato de uma planta.Todos possuem dois anéis aromáticos e um heterocíclico.brasileiras. estresse. Desde a segunda metade do século XX. e os tipos são classificados de acordo com a sua finalidade. Além de diminuir a dor física. que passou a ser vendido na forma pura em 1954. O diazepam (Valium). fármaco apelidado de “a droga da felicidade”. Os primeiros antidepressivos foram os antidepressivos tricíclicos (TCAs) e os inibidores da enzima monoaminaoxidase (IMAOs). Os tranqüilizantes estão entre os remédios mais receitados por médicos. para combater desde insônias a distúrbios mentais. As mais comuns são as dos grupos dos tranqüilizantes e dos antidepressivos. O diazepam foi primeiramente preparado em 1933. a rauwolfia. tais como a metanfetamina (metedrina) e a fenilpropanolamina. é uma das drogas mais vendidas no mundo. o flurazepam e o oxazepam são tranqüilizantes de uma classe diferente: os benzodiazepínicos. Uma das mais antigas é a própria anfetamina (benzidrina). Em 1981. novos tipos de drogas foram produzidos para combater essas psicoses. Que induzem ao sono e perda de consciência. Desde seu surgimento. constipação. entre outros. ansiedade. O carisoprodol (Soma) é outro carbamato popular. além de interagirem fortemente com outros medicamentos. uma das preferidas em descongestionantes nasais. também bloqueavam os receptores histamínicos. provocando efeitos colaterais como ganho de peso. boca seca. são escritas cerca de 1. o EPA dos EUA classificou a droga como carcinogênica. São utilizados para combater a insônia. as drogas também têm sido usadas para tratar outros tipos de males. que são ésteres do ácido carbâmico (ácido aminofórmico). Infelizmente. Muitas pessoas são acometidas de neuropatologias. Outros derivados surgiram. São todas sintéticas e foram frutos de anos de pesquisa em laboratório.000. pertencente à classe dos carbamatos. nervosismo. É o princípio ativo do Prozac. Lançada em 1988. fadiga e tontura.000 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 165 . e é um forte relaxante muscular. Entre os antidepressivos mais recentes. entretanto. O meprobamato (Equanil e Miltown) é a droga mais popular. entretanto. foram descobertos através de observações e experimentações clínicas. Os IMAOs interagem com a tiramina e podem causar hipertensão. Todos são fortes tranqüilizantes e relaxantes muscular. Essa geração de drogas era eficiente em potencializar os mecanismos serotonérgicos e noradrenérgicos. que é o 2-fenil-1-metiletanoamina. numa tentativa de diminuir a dependência e toxicidade. Essa planta produz o alcalóide reserpina.

muitas pessoas a estão consumindo diariamente. Pilli . Portal Farmácia – www.br – ‘A Influência do Polimorfismo na Farmacotécnica de Cápsulas no Setor Magistral’. Como é uma droga relativamente recente.html .qmc.com. De qualquer forma.ufsc.com. Journal of the Brazilian Chemical Society. Este capítulo teve como fontes de consulta: .de receitas médicas por mês para esse fármaco. de André Luiz Alves Brandão . 166 q•u•í•m•i•c•a .quark. Revista Eletrônica de Ciências (artigo de Agnaldo Arroio. Káthia Maria Honório. pesquisadores do programa de Pós-Graduação do Instituto de Química de São Carlos). ainda não se sabe sobre os efeitos de longo prazo.www. Universidade Federal de Santa Catarina . Montanari.br/qmcweb/artigos/ quimica_medicinal.portalfamacia. Portal Racine – www.racine. a fluoxetina tem sido escolhida por milhões de pessoas que querem melhorar seu humor e combater a depressão. Ronaldo A. Associação Brasileira da Indústria Química – ABIQUIM . artigo de Carlos A.br . já foi usado por mais de 35 milhões de pessoas no mundo! Com toxidade relativamente pequena e efeitos colaterais minimizados.

a estrutura química e a biossíntese dos princípios ativos de origem vegetal.6. A utilização de plantas para o tratamento de doenças que acometem os seres humanos é uma prática milenar e que ainda hoje aparece como o principal recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. quais cuidados são importantes ao usar fitoterápicos. a extração. o que são os metabólitos secundários das plantas. Neste capítulo você saberá o que são plantas medicinais e sua importância para a medicina e a formulação de medicamentos. o isolamento. ou droga. FARMACOBOTÂNICA E FARMACOGNOSIA A farmacognosia é um dos mais antigos ramos da farmácia. pharmakon. e gnosis ou conhecimento. A IMPORTÂNCIA DAS PLANTAS MEDICINAIS As plantas medicinais são os principais componentes da medicina tradicional. a Organização Mundial a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 167 . bem como as propriedades terapêuticas dos chás e das frutas. A farmacobotânica se preocupa com o estudo das matérias de origem vegetal. No início da década de 90. Ela é praticada por farmacêuticos e tem como alvo os princípios ativos naturais. Nessa ciência estudam-se a identificação. O termo deriva de duas palavras gregas.

da estriquinina e da cocaína (Hamburger & Hostettmann. depois de 1945. as plantas medicinais são utilizadas pela população para o tratamento de resfriados (66%). Após séculos de uso empírico.. dores de cabeça (25%). além de despertar grande interesse para pesquisas que conduzam à identificação de substâncias naturais bioativas. 168 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . os metabólitos de plantas foram investigados sob a ótica da Fitoquímica clássica e da Quimiotaxonomia. bronquite (15%). 1991). observando-se um enorme avanço nesse campo. a sociedade ocidental passou a reconsiderar as virtudes terapêuticas de plantas e os produtos naturais derivados desses organismos passaram novamente a ocupar papel de destaque na área de farmacologia. Todo esse conhecimento continua sendo válido para estimular o uso dos vegetais como medicamentos e assim promover a perpetuação dessa cultura. obviamente. Na Alemanha. uma redução significativa dos investimentos para estudos dessa natureza.de Saúde (OMS) divulgou que 60-85% da população dos países em desenvolvimento dependiam das plantas medicinais como única forma de acesso aos cuidados da saúde. as observações populares conduziram ao acúmulo de informações relevantes sobre a eficácia e os efeitos medicinais das plantas. onde se consome metade dos extratos vegetais comercializados em todo o continente europeu. já que até então as vias biogênicas eram de mera natureza especulativa. 1991). Contudo. houve uma marcante diminuição no uso de plantas medicinais e. da morfina.6 bilhões nos EUA e US$ 8. com a disponibilidade do carbono radioativo (carbono-14). doenças do trato digestivo ou intestinal (25%). Nessa época. No período pós-guerra. a exemplo da cânfora. Ao longo dos anos. como a Alemanha. úlcera estomacal (36%). o setor de fitoterápicos faturou US$ 6. o comércio mundial de fitoterápicos movimenta mais de 20 bilhões de dólares por ano e apresenta perspectivas de crescimento. os estudos sobre a biossíntese de produtos naturais em geral foram marcantes. Até a primeira metade do século XX. os primeiros estudos científicos de plantas medicinais datam do século XIX. devido ao desenvolvimento da química farmacêutica sintética e o aparecimento dos antibióticos produzidos por fermentação microbiana. gripe (38%). Além disso. a França e a Suíça (Hamburger & Hostettmann. Para se ter idéia da importância da fitoterapia como forma de terapia medicinal. as pesquisas sobre a atividade de plantas e a bioprospecção de seus respectivos princípios ativos foram intensificadas. et al. No ano de 2000. insônia (25%). merecida atenção era dada aos estudos de substâncias ativas de plantas. entre outros (Veiga Jr. foram isolados alguns compostos de plantas que se afirmaram como princípios ativos eficazes e de grande importância para a Medicina. nervosismo (21%).5 bilhões na Europa.. As preparações fitofarmacêuticas são muito populares em países com forte tradição no uso de ervas. Nesse contexto. Tanto é verdade que este é um tema de marcante expressão no cenário científico. da quinina. Nas últimas duas décadas. 2005).

Essas substâncias participam diretamente das interações bioquímicas de convivência e comunicação entre as plantas e os vários organismos vivos no sistema ambiental. cromanos. derivados do ácido benzóico e da acetofenona são classes representativas de metabólitos secundários de plantas. Isto pode ser observado quando. as propriedades terapêuticas estão especialmente relacionadas com os chamados metabólitos secundários. xantonas. O fascinante potencial de fornecimento de novas substâncias deve-se à incrível capacidade desses organismos em biossintetizar os mais variados tipos de estruturas moleculares. esteróides. chegou-se a acreditar que esses compostos oriundos de rotas alternativas eram apenas simples resíduos do metabolismo. propósitos voltados ao desenvolvimento de fármacos para emprego na Medicina humana. sendo os organismos do Reino Vegetal um dos principais contribuintes. em nível mundial. no período compreendido entre 1983 e 1994. foram aprovados 529 novos fármacos. fenilpropanóides. já que podem servir como atraentes de animais polinizadores e dispersores de sementes.As pesquisas com plantas medicinais possuem. foram desenvolvidas rotas biossintéticas — hoje conhecidas como metabolismo secundário — para produção de substâncias nocivas e tóxicas aos inúmeros parasitas e predadores. Dentre as formas de proteção adquiridas. quinonas. acetofenonas. A diversidade e a complexidade das moléculas é algo realmente fantástico. 2002). promovendo assim a perpetuação de uma dada espécie. dentre os quais 39% são produtos naturais ou derivados semi-sintéticos (Pinto et al. Ao longo do processo evolutivo as plantas desenvolveram mecanismos de defesa para sua sobrevivência.. Os metabólitos secundários são compostos micromoleculares evolutivamente selecionados para conferir vantagens adaptativas às plantas. Em princípio. geralmente. portanto seria um desperdício não se beneficiar da enorme capacidade de síntese das plantas. Entretanto. flavonóides. Embora os vegetais contenham milhares de constituintes químicos. sabe-se atualmente que as principais funções dos produtos do metabolismo secundário são: atuar como agentes de defesa para combate de organismos patogênicos. terpenos. A capacidade estimulatória de tais compostos também é destacada. Alcalóides. lignanas. e atuar como agentes de competição para modificação do comportamento germinativo e do crescimento de espécies vegetais estranhas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 169 . cumarinas. METABÓLITOS SECUNDÁRIOS DE PLANTAS A natureza tem fornecido um número expressivo de substâncias orgânicas. insetos fitófagos e herbívoros predadores.

confrei. FITOTERÁPICO E FITOFÁRMACO Segundo a OMS. espinheira santa e sene são apenas alguns exemplos. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos do seu uso. Entretanto. ainda que de origem vegetal. como por exemplo. cumarinas e xantonas (Cowan. ginko biloba. fitoterápico é uma composição medicamentosa com formulação específica elaborada a partir de plantas. em um ou mais órgãos. ausência de efeitos colaterais. não sendo considerado produto fitoterápico quaisquer substâncias ativas. Fitoterápico. flavonóides. sesquiterpenos e fenilpropanóides. onde os principais componentes provêm de rotas secundárias. 1999). curativa ou para fins de diagnóstico.Os óleos essenciais. guaraná. obtida a partir de plantas. por exemplo. é “todo medicamento tecnicamente obtido e elaborado empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais com finalidade profilática. no caso monoterpenos. planta medicinal é “todo e qualquer vegetal que possui. Não podem estar incluídas substâncias ativas de outras origens. com benefícios para o usuário. Eles prometem. FITOTERÁPICOS: ENTRE O CONHECIMENTO POPULAR E O CIENTÍFICO A fitoterapia tem se tornado cada vez mais popular entre os povos de todo o mundo. seria interessante considerar nos estudos futuros não apenas a fração de metabólitos secundários constituintes dos óleos de essências. são misturas constituídas por um número variado de substâncias orgânicas com estruturas relativamente simples. carqueja. considerando-se a composição e o potencial antimicrobiano de seus respectivos óleos essenciais. Essas composições naturais se tornaram um conveniente atrativo devido às suas propriedades biológicas e organolépticas. substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursoras de fármacos semi-sintéticos”. Particularmente na produção animal. observa-se nos estudos uma forte tendência pelo uso de plantas aromáticas. Produtos à base de ginseng. Grande parte utiliza plantas da flora 170 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . Há inúmeros medicamentos no mercado que utilizam em seus rótulos o termo “produto natural”. isoladas ou mesmo suas misturas”. PLANTA MEDICINAL. mas também outras classes de compostos com ação antimicrobiana comprovada. além de maior eficácia terapêutica. assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. ou mesmo misturas de substâncias ativas de origem vegetal. Fitofármaco é a substância ativa isolada e identificada. Em resumo. de acordo a Secretaria de Vigilância Sanitária (portaria n° 6 de 31 de janeiro de 1995).

principalmente por conta dos benefícios propagados por aproveitadores e charlatões. deve ser usado segundo orientação médica. expectorar. um ramo da medicina conhecido como fitoterapia. não é uma especialidade médica. “O uso da fitoterapia como prescrição até há pouco tempo não era aceito pelos próprios cientistas. Isso não é correto”. apesar de ser considerada por muitos como uma terapia alternativa. praças. estricnina. “Havia um conceito pré-estabelecido. O uso das plantas como remédio é provavelmente tão antigo quanto a própria humanidade. alternativa. É claro que dificilmente se chega a uma overdose de chá de boldo. como a homeopatia ou a acupuntura. Todo medicamento. por exemplo. morfina e cocaína também são produtos naturais. emagrecer e muitos outros.estrangeira ou brasileira como matéria-prima. de que o que vem da natureza não faz mal. cicatrizar. Ela era considerada uma medicina inferior. casas de chás. Quem é que não sabe que a planta conhecida como “Comigo ninguém pode” é extremamente tóxica e pode matar? E afinal. Para Carlini. faz com que o quadro fique um tanto distorcido. na loja de artigos de umbanda. Nas Ilhas Oceânicas. vários estudos científicos comprovam que a fitoterapia pode oferecer soluções eficazes e mais baratas para diversas doenças. o conceito do uso de fitoterápicos vem sendo modificado graças a produtos que os próprios médicos vêm utilizando e que têm base científica com- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 171 . popular. diz. Era vista como ‘medicina popular. etc. Durante muito tempo. hoje. engordar. No entanto. desenvolvida à base de plantas que podiam ser encontradas na quitanda. há séculos a planta kava kava (Piper methysticum) é usada como calmante. Segundo o pesquisador. Depois. A crença popular de que as plantas não fazem mal. e se enquadra dentro da chamada medicina alopática. Mas há ainda muitas plantas cujos efeitos não são bem conhecidos e seu uso indiscriminado pode prejudicar a saúde. para um tipo de “efeito místico”. foi utilizada em cerimônias religiosas. os preconceitos em relação ao uso de fitoterápicos estão diminuindo. inclusive os fitoterápicos. A fitoterapia. cientistas alemães comprovaram que seu extrato tem efeito no combate à ansiedade. estimulada ainda mais por fortes apelos de marketing. Por outro lado.”. pesquisador do Departamento de Psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É essa utilização das plantas para o tratamento de doenças que constitui. é preciso ter cautela. lembra Elisaldo Carlini. Os medicamentos à base de plantas são usados para os mais diferentes fins: acalmar.

coisa de umbandista e ignorantes. plantas medicinais são consumidas tanto pelos favelados como pela classe de maior poder econômico. Mas as primeiras testemunhas do uso das plantas 172 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . S. quando observei que meu fiel Apollo não parecia bem. como pessoas. normal. Barata Era domingo e lia meu jornal ao sol cálido da manhã. deparei-me. Recomposto do susto. Estudos arqueológicos têm mostrado através da análise de pólens e outros materiais. A Erva Cidreira (Cimbopogom citratus) é de fato indicada para nervosismo. não demorei muito a encontrar o pedaço do jornal que faltava onde se lia “recursos de”. mas será que funcionam mesmo? A resposta dessa questão é complexa. ou tinha apenas usado o instinto animal. Mas também nós não a usamos? No Brasil. que os homens das cavernas já utilizavam plantas medicinais. sentem a falta do seu dono. de lutar ferozmente contra a doença e a morte? Nunca saberei responder. procuram espontaneamente certas folhas e as consomem.provada: “O crescimento do uso de fitoterápicos deve-se à competência científica de estudar. que o homem também parece ter. constituindo no Brasil um mercado de US$ 400 milhões. Furiosamente tinha rasgado parte do primeiro caderno do Estadão. mas começou dez mil anos atrás. Ele estava nervoso e irritado e agora. quando acometidos de verminoses. desdenhada ou até abominada pelos médicos. A análise parasitológica das fezes desses animais mostrou que vários tipos de vermes são expelidos pelo uso das plantas. Eu tinha viajado muito durante aquela semana. Estudioso das plantas medicinais. que percebeu que 2/3 da população da Terra utiliza plantas medicinais. notei que meu cão se dirigia a uma moita de Capim Erva Cidreira. testar e recomendar o uso de determinadas plantas para usos específicos”. e por uns bons cinco minutos mastigou a erva. muitos pensam que plantas medicinais são um engodo. Mesmo assim. no British Museum de Londres. Não demorou muito e Apollo estava de novo afável. pelo menos trezentas plantas medicinais fazem parte do arsenal terapêutico da população. de modo que lendo o que sobrou da manchete “EUA congela (rasgado) Bin Laden” tive um calafrio. A fitoterapia canina usando a planta in natura tinha produzido o efeito esperado. e animais. com a escrita cuneiforme da Babilônia que informava o uso de inúmeras plantas. cordial e babando. procurava uma planta calmante. insônia e ansiedade. instintivamente. Felizmente. mas o certo é que estudos científicos na África mostram que os chimpanzés. FITOTERÁPICOS – ALTERNATIVA PARA O BRASIL Por Lauro E. E ainda são recomendadas pela ONU. afirma. Então Apollo também sabia disso. Desconhecida.

Tomilho e plantas da família Solanacea usadas até hoje. Atenas decreta que “todo cidadão tem direito a cuidados médicos gratuitos. que parece ter sido inventado pelos Alquimistas. os primeiros médicos eram os Reis como Athotis (4000 a. no Egito antigo.C). Quando o Brasil foi descoberto. ou no Mercado Público de Porto Alegre. Babosa. posologia e diagnóstico.C). e parece que a tradição perdura até hoje.na medicina foram os papiros egípcios. classificação das doenças. bem próximo daí. que aqui conhecemos como CPMF. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 173 . mais ou menos conhecida. o ácido salicílico. Tal benevolência era custeada por um imposto real denominado “Iatricon”. fundada por Carlos Magno. porém.C. e só em 1220 nasce a primeira Grande Escola de Medicina da Idade Média.C. Depois vem a história. foi usado por Paracelsus na Alemanha. O éter etílico. o primeiro Tratado de Medicina só aparece mil anos antes de Jesus Cristo no vale do Tigre e Eufrates. como a vodka e o gim. fez-se trevas na Europa. de Hipócrates (460-377 a. já eram bem conhecidos na Europa para extrair o “espírito das plantas”. Dioscorides (100 d. Os estudos de Farmácia avançaram celeremente nesse período. quando ainda andávamos nus. O “extrato etéreo” das plantas concentrava os princípios ativos e tornava mais poderosa a preparação das drogas. pagos pelo Estado”. Com a síntese da aspirina. perto de Roma. um tipo de INSS local. No Vale do Nilo. No entanto. analgésica e antipirética. Em 600 a. desaparecem as propriedades indesejáveis de irritar a parede gástrica e mantêm-se as propriedades anti-inflamatória. a medicina se torna de domínio dos cidadãos em geral. Extratos alcoólicos. não mais dos sacerdotes.. produto da reação de duas moléculas de álcool etílico com ácido sulfúrico. Os Reis foram sucedidos por médicos funcionários reais “recrutados por concurso” e hierarquizados ao serviço dos faraós do Nilo. Métodos de extração mais eficientes foram adotados por volta dos anos 1500. já na Grécia e Roma Antiga. como o vinho ou os destilados. A medicina deixa o esoterismo e a imprevisibilidade dos caprichos divinos e avança cientificamente no terreno da terapêutica. os papiros registraram o uso de quinhentas plantas medicinais: Menta. os escritos chineses nas folhas de bambu e as taboas de argila dos Sumérios. Alecrim. E ainda são usados nas garrafadas de plantas medicinais que se pode comprar no mercado do Ver-o-Pêso de Belém. Terebentina. quem diria. enquanto o ácido salicílico continua sendo produzido em pequeníssimas quantidades pela planta Salix. Camomila. Mais tarde. a fitoterapia reinava praticamente sozinha. dez milhões de quilos de aspirina são produzidos. essa molécula foi inspirada numa substância natural contida numa planta do gênero Salix. onde hoje estão o Irã e o Iraque. Hoje. em Salerno. Sintetizada em 1896 por Felix Hofmann.C) ou Queops (2750 a. não havia vacinas nem os medicamentos sintéticos. Durante mil anos. berço da civilização.C) e Galeno (130-200 d. um químico da Bayer. que só aparecem no final do século XIX com a aspirina.C). Absinto. No ano 3000 a.

da insolação. o principal alcalóide ativo em malária. as substâncias sintéticas prosperaram e hoje perfazem mais de 50% do arsenal terapêutico. mas o antimalárico mais usado no mundo é a cloroquina. Yoga. Pele desvitalizada? Por que não tenta um creme à base de ovos? Se não funcionar. de cada tonelada obter-se-á apenas 1 Kg de produto. tarot e outras magias. Pode-se produzir uma tonelada de um sintético em poucas horas. terpenos. revolucionou a terapia das infecções. levando-o para a Europa onde grassava o impaludismo (malária). nem sempre se encontra nas quantidades necessárias e ainda podem produzir misturas de separação extremamente complicada. produção industrial e controle de qualidade relativamente fácil. Esse é o caso da quina (Cinchona officinalis). Assim. Aí reaparecem as velhas fórmulas para cuidar do corpo e do espírito. esteróides. Apesar de ter sido isolado em 1820.1% . Introduzida nas farmacopéias européias desde o século XVII. que devem ser separados do quinino. Os medicamentos sintéticos têm inúmeras vantagens. Mas isso ainda não é tudo. são necessárias mil árvores ou 100 toneladas de cascas para produzir 1 tonelada de quinino. A cosmética segue o mesmo passo. nem sempre a planta é acessível. porque hoje se vê o renascimento dos produtos naturais? Para responder a essa pergunta. era conhecida pelos índios do Peru desde sempre e foi deles que os jesuítas retiraram seu segredo. pode-se levar semanas. No entanto. dependendo da ecologia do lugar. custo de produção mais baixo. e por conseguinte voltam aos velhos e bons hábitos naturalistas. Mas não só eles. uma planta Amazônica. parte do mercado mundial farmacêutico de US$ 350 bilhões. do regime de chuvas. há de se recuar no túnel do tempo chegando-se ao movimento hyppie dos anos sessenta. Plantas medicinais produzem diferentes substâncias químicas (alcalóides. do solo etc. A biopirataria apenas começava. Se os sintéticos têm assim tantas vantagens. para extrair e purificar um princípio ativo de 1 tonelada de folhas. as minorias e os seus (bons) hábitos alimentares passaram a ser reconhecidas. um medicamento sintético derivado da química de corantes dos alemães. Assim. seu preço.. faça uma omelete. que iniciam os protestos contra tudo aquilo que é artificial. A síntese de substâncias naturais por vezes é extremamente difícil. 174 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . As cascas da quina contêm uma mistura de 35 alcalóides. e que está presente em 1% nas cascas. tae-kown-do. um produto sintético inspirado no quinino de custo muito baixo. “químico”.A fitoterapia manteve seu domínio até os anos quarenta do século passado quando a sulfa. E se o rendimento da substância na planta for de 0. os medicamentos de síntese são vetados por aqueles que preconizavam o “faça amor não faça a guerra”. a síntese do quinino só foi possível em 1944. e aí mais uma vantagem dos produtos sintéticos..) e o fazem em diferentes proporções. A partir daí.

Por que? Esse artigo não pretende responder. Produziremos 6000 doutores da melhor qualidade. alcalóides. Com sorte. normalmente por extração com misturas de etanol-água. A aflatoxina. é hepatotóxico devido a alcalóides pirrolizidinicos. causa câncer no fígado. Hoje as 125 principais indústrias farmacêuticas do mundo realizam pesquisas com produtos de plantas. antibióticos e um sem número de outras utilidades até na cosmética. como os triglicérides (gorduras vegetais) e açúcares. Os novos equipamentos informatizados fizeram avançar vertiginosamente a química estrutural.. na busca de novos produtos farmacêuticos. simplesmente direi que é uma questão complicada. a mesma técnica para fazer café solúvel ou leite em pó. e prefiro voltar à questão da fitoterapia. corantes e clorofilas e substâncias do metabolismo secundário que são biologicamente ativas como os flavonóides. Fitoterápico é uma mistura que pode incluir diferentes produtos do metabolismo primário. e pior. é cumulativo. os sais minerais. hoje as empresas farmacêuticas fazem cem mil ensaios robotizados em uma semana.A tecnologia contribuiu muito para que os Fitofármacos firmassem sua posição. e não é bem assim. Pesquisas nas Universidades e Institutos de Pesquisa revelam substâncias ativas em câncer. nos anos 80 era possível realizar apenas milhares de ensaios por ano. Essas ferramentas são hoje indispensáveis para realizar a prospecção da biodiversidade. Também temos empresas farmacêuticas de boa qualidade e competência. uma substância de um fungo presente em quase todo amendoim. O Taxol para a terapia do câncer é apenas um deles. analgésicos. O Brasil tem uma mega-biodiversidade de 55. paçoca. e segundo o MCT haverá R$ 2 bilhões para o sistema de Ciência e Tecnologia no próximo ano. como o mentrasto (Ageratum conyzoides). Fitoterápicos são produzidos a partir de plantas medicinais. terpenos etc. O Brasil tem também um corpo de cientistas invejável e recursos para pesquisa. mas ainda não conseguimos fazer o nosso primeiro fitoterápico. canjica e outras gostosuras.. que é efetivo contra o reumatismo. Mas não só isso. Algumas pessoas acreditam que sendo natural não faz mal. que às vezes são liofilizados ou evaporados por spray drying. vitaminas. quer dizer que aquele pé de moleque que você comeu na festa de São João do ano atrasado ainda está presente em você hoje! Mesmo plantas medicinais que “curam”. por isso 2/3 dos medicamentos lançados nos últimos anos nos EUA provêm direta ou indiretamente de plantas. e tal como o confrey (Symphytum officinalis) aquela planta foi retirada da sua lista prioritária. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 175 . 1% dessas plantas foi estudada química e/ou farmacologicamente. Isso foi verificado no nosso laboratório quando alertamos o Ministério da Saúde (CEME) há alguns anos atrás. aids.000 espécies de plantas superiores.

Lou Fu-qing. Falta certamente uma política voltada a esse interesse nacional. os fitoterápicos são consideradas drogas éticas. e suas empresas competentes. o fitoterápico deve ter passado por ensaios de toxicidade para ver se o extrato ou a planta não são tóxicos. têm controle de qualidade. Mesmo aí temos quatro etapas. normalmente camundongos. excluindo os EUA. é usada como sedativo e substitui os benzodiazepínicos como o Valium®. A eficácia é garantida por ensaios pré-clínicos em órgãos isolados e animais. Inclui o controle de qualidade químico e o microbiológico para verificar se existem fungos ou bactérias presentes nas plantas medicinais e extratos que vão para o público. isto é. que é a melhor das Américas..Ministério da Saúde) reeditou portaria que exige dos fabricantes essas qualificações. professor e chefe do departamento de medicina interna da Universidade de Medicina de Zhejiang. mas não há comprovação científica disso. entendese que antes de ser colocado no comércio e administrado a pacientes. a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária . a segurança e a eficácia. segurança e eficácia. tem praticamente tudo para desenvolver seus próprios fitoterápicos. OS SEGREDOS DOS CHÁS O chá protege as artérias influenciando os fatores relacionados à formação de coágulos. ganharemos de prêmio um mercado mundial de US$ 22 bilhões. M. estudou os efeitos dos elementos químicos do chá nas vítimas de ataques cardíacos.D. as mesmas qualificações exigidas para os sintéticos. Talvez isso responda a razão pela qual não existe nenhum medicamento fitoterápico brasileiro ainda. Se o fitoterápico passa por todos esses testes é habilitado a passar à fase clínica. Quando nós conseguirmos fazê-la. O princípio ativo dessa planta acredita-se ser a hipericina. Os elementos químicos presentes no chá podem reduzir a capacidade de coagulação do sangue. e no final o teste é feito em milhares de pacientes.A Erva de São João (Hypericum perforatum). sua ciência e tecnologia. Os requisitos básicos para o uso de uma planta medicinal ou um fitoterápico são o controle de qualidade. O Brasil com sua fantástica biodiversidade. É claro que todas essas etapas têm custo muito alto e tempo longo. No Brasil. e tem sido feito pelas próprias indústrias. uma diantrona. pode ser testado no homem. originária da Europa. O 176 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a . O controle de qualidade tem aumentado muito nos últimos anos. Um pioneiro em chá e arteriosclerose. o seu conhecimento popular do uso das plantas medicinais. impedir a ativação e o agrupamento das plaquetas. aumentar a atividade de dissolução de coágulos e diminuir os depósitos de colesterol nas paredes arteriais. Na Alemanha. Por segurança. isto é. mas ainda existem empresas que não o fazem. na China.

bronquite. distensões musculares e ainda como anti-séptica em afecções bucais e furúnculos. J APONESES CONSUMIDORES DE CHÁ O consumo diário de no mínimo dez xícaras de chá verde tem efeito protetor contra câncer de estômago. Alfazema . hematomas. depressão. Surpreendentemente. O chá aparentemente também ajuda a bloquear o estímulo gerado pelo colesterol LDL à proliferação de células musculares nas paredes arteriais. Além disso foi demonstrado que o chá verde (tanto quanto o chá preto) realmente neutraliza a formação de nitrosaminas .Analgésica e anti-inflamatória em casos de traumatismos. entorses. tosse. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 177 . capazes de proteger os vasos sanguíneos contra danos. Ele facilita a digestão. cálculos na vesícula e no combate das afecções do fígado e baço. Um determinado tipo de tanino presente no chá verde. Boldo .Tônico do aparelho digestivo. Uma explicação para a atividade anti-derrame pode ser a alta concentração de antioxidantes no chá. é tão eficaz quanto a aspirina no sentido de bloquear o acúmulo de plaquetas. esse crescimento de células favorece o acúmulo de plaquetas nas artérias. essa quantidade de chá forneceria de 40 a 50g de vitamina C. reumatismo. I NDICAÇÃO DO CHÁ Chá de Alecrim . Segundo estimativas dos pesquisadores. principalmente chá verde.Depurativo. excitação nervosa. gota. asma.Indicado para insônia. cuja ação acentua a eliminação de toxinas aumentando a diurese e facilitando a digestão. alivia nevralgias (dores de cabeça). disse que o chá preto comum consumido normalmente pelos norte-americanos funcionava tão bem quanto chá verde asiático. Ban-chá . S ALVOS PELO CHÁ Evite os derrames bebendo chá. luxações. aumenta a produção da bile eliminando gases.tanto em tubos de ensaio quanto no estômago de seres humanos.pigmento proveniente do chá preto comum ou do chá verde asiático impedia o acúmulo de plaquetas nos pacientes e aumentava a atividade de dissolução de coágulos.potentes carcinógenos . chamado catequino.Indicado para estresse físico e mental. Arnica .

Indicado como calmante para insônia e nervosismo. Erva Cidreira . faringite e cicatrizante de fissuras. Hortelã .Afecções das vias respiratórias como bronquite. laringite e nos processos inflamatórios de boca e garganta. tosses catarrais. perturbações nervosas da menopausa e dores espasmódicas. náuseas.Trata inflamações das vias respiratórias como tosse. gastrite. gases e cólicas. através de bochechos e gargarejos. Melissa . Maracujá .Ação benéfica sobre o fígado e intestino aliviando azia.Sedativo. Excelente diurético. diarréia. Cofrey .Dores de cabeça de origem nervosa. feridas e abcessos. Vermífuga (lombriga e oxiurus). Maçã .Ação terapêutica nas afecções sobre o aparelho respiratório como amigdalite.Tônico do sistema nervoso amenizando o nervosismo. ansiedade. insônia. Alivia dores de cabeça. antiespamódico e ainda depurativo. Poejo . de recém-nascidos e abdominais. Menta . intestinais e mentruais. cólicas no ventre e gases.Camomila .Atenua azia. podendo ser usado com cautela em processos internos como úlceras gástricas e duodenais. alivia cólicas estomacais. bronquite. insônia.Alivia cólicas menstruais. ação expectorante nos processos respiratórios como tosses catarrais. Anti-séptico de vias digestivas e urinárias. Malva . asma e alivia estados catarrais. laringite. má digestão. gases e cólicas. usado nas atonias digestivas.Estimulante estomacal. Jasmim . Eucalipto . Indicada nos casos febris com 178 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a .Insônia. náuseas. etc. nervosismo. Salvia . palpitações. digestivo.Sedativa em distúrbio de origem nervosa e perturbações gástricas como indigestão. impotência. indicado contra sonolência e combate acessos de asma. fadiga cerebral. dispepsias.Auxilia a digestão aliviando cólicas abdominais. rouquidão.Anti-inflamatório. Alivia asma e bronquite. enjôos e espasmos.Indicado para má digestão. prisão de ventre. também auxilia na presença de má digestão.Tônico. eczemas. tosse e bronquites. Catuaba . Carqueja . Erva Doce . anti-diarréico e também indicado nos casos de colite.

Antidiarréica.Adoçante usado nas dietas de emagrecimento. depurativa.A verde é adstringente. vermífugo e útil em inflamações intestinais. possui alta concentração de potássio.sudorese intensa. Figo . remineralizante. Banana . Ameixa . fonte poderosa de óleos naturais e vitamina E. a preta é laxativa. antíanêmica. sendo. por este motivo muito indicada aos esportistas para combater dores pós treinamento. anti-hidrópico. Jenipapo . na alimentação infantil e por não interferir na glicemia pode ser usado por diabéticos. germicida. Coco . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 179 .Calmante. laxante. considerada a fruta com mais nutrientes. eficaz contra a arterioesclerose. antiictérico.Purgativa. remineralizante.Benéfica para rins e fígado. antidisentérica.Calmante. Abacaxi .É anti . Ação anti-séptica na higiene bucal e em afecções da pele de origem micótica e feridas. emoliente. bom contra as afecções da garganta e contra a arterioesclerose.reumático. vulnerário. Stévia . febrífugo.É alcalinizante.Boa contra as enfermidades do peito e a irritação das vias urinárias.Peitoral. calmante.Estomacal. antídfitérico.É peitoral. Araçá . PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DAS FRUTAS Abacate .É indicado na dispepsia e nas afecções do fígado e do baço.É eupéptico. antidisentérica e eficaz contra a arterioesclerose. Cereja . desobstruente do fígado. oxidante forte. antiartrítico. Castanha . muito útil na diarréia das crianças. carminativo. laxativo. Caqui . lactígena. Cambucá . Amêndoa . Azeitona . digestivo.Alcalinizante. Abiu .

refrescante. combate o escorbuto.É calmante e diurética. refrigerante. diurética. Laranja . Melão . Mangaba . antifebril. Melancia . fortificante do aparelho digestivo. Manga .É calmante e emoliente.É digestiva. Maçã . uma das grandes fontes de vitamina C.É adstringente. Pêra . vulnerário. combate as afecções produzidas por diversos microorganismos como o da cólera. alimento para o cérebro. depurativa. Lima . anti-reumático. dissolve cálculos. digestiva. diurético. Pêssego . adstringente.É antidiarréica e combate os tumores.É diurética e especialmente indicada para a hipertensão. eupéptico. Marmelo . laxante. febrífugo. utilizar a melancia como único alimento durante um dia inteiro é um ótimo meio para limpar o organismo de impurezas. Cerca de cinco pêras por dia auxiliam a controlar a pressão. peitoral. calmante. reanimadora. antiescorbútica. reguladora intestinal.Goiaba . digestiva. alcalinizante. muito útil para combater afecções reumáticas.É bom remédio para o cérebro e o sistema nervoso em geral. e por esse motivo era sempre levada em navios. diurético.É anticatarral. Limão .É antídiarréica.É calmante e diurético Morango . anti-histérica. Maracujá . anti-séptico. disenteria. Jabuticaba .É alcalinizante e antiescorbútica. Mamão . vulnerário. dissolve os cálculos. laxante. anti-reumática.É diurético. antivomitivo. 180 f•a•r•m•a•c•o•b•o•t•â•n•i•c•a e f•a•r•m•a•c•o•g•n•o•s•i•a .É um bálsamo para o estômago e um precioso alimento para os diabéticos. combate afecções produzidas por microorganismos. mas cuidado: APENAS UM DIA.O suco é aperiente. diaforética. depurativo do fígado. estomacal. antivomitivo. emoliente. aperiente. anti-reumático. depuradora do organismo. eufórica. tônico nervino. adstringente. febrífugo.É aperiente. Noz . Caso seja hipertenso a pêra será muito útil. uma das frutas com maior poder sobre o organismo. muito usado na coqueluche.É laxante.É antíescorbútica. refrescante. tifo etc.

entre as quais a anemia e o aneurisma. mesmo nas maleitas rebeldes.com.com/ perspectivas_a_utilizacao_produtos_p_artigos_16_AVG. alcalinizante.É laxante e até purgativo.www.Pitanga .engormix. Sapoti .br .É vitalizadora.www. Uva .net/segredos-chas. Copacabana Runners http://www. Tamarindo .html . Concórdia-SC). laxante.htm . Portal Farmácia . tônica para o sistema nervoso.copacabanarunners. Wikipédia . de autoria de Gerson Neudi Scheuermann e Anildo Cunha Junior (Embrapa Suínos e Aves. Romã .wikipedia.comciencia.org .É refrigerante e antiberibérica. disponível em http://www. anti-reumática. O artigo “Perspectivas para a utilização de produtos de origem vegetal como aditivos alternativos na alimentação de aves”. Este capítulo teve como fontes de consulta: .br a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 181 .portalfarmacia. o suco natural da uva combate muitas enfermidades.É refrigerante. diurética.As raízes são tenífugas (expulsam Tênias). www. as folhas são febrífugas. depurativa. suas virtudes são inúmeras.

o que é fórmula farmacêutica e alguns de seus componentes. doses. as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veículos.7. 182 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . FARMACOTÉCNICA Neste capítulo veremos: o que é forma farmacêutica e quais são os tipos de formas. .Cada componente da fórmula. Para a preparação do fármaco é essencial conhecer: .Se existe alguma incompatibilidade entre os componentes da fórmula. suas características químicas e físico-químicas. as formas farmacêuticas. A farmacotécnica é um ramo da farmácia que tem como objeto a manipulação dos princípios ativos e a preparação do fármaco para a fabricação de medicamentos. Nessa área estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico. técnicas de manipulação.

Existem pós simples. e os pós compostos. facilita a administração e. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 183 .Qual é a técnica para o preparo da formulação.São como os pós. ou forma externa.Pesos e medidas. Existem diferentes formas de apresentação dos medicamentos.. resultantes da mistura de dois ou mais pós simples. assim como substâncias químicas submetidas a um grau de divisão suficiente para lhes assegurar homogeneidade e lhes facilitar a extração ou administração dos princípios ativos.São formas farmacêuticas provenientes de drogas vegetais ou animais. em geral utilizados para ingestão de fármacos em doses pré-estabelecidas. Cápsulas .foram as primeiras cápsulas introduzidas na terapêutica e estão em desuso atualmente. porém aglutinados. Há dois tipos de cápsulas: a) amiláceas: constituídas de amido de trigo e/ou farinha de trigo . FORMAS E FÓRMULAS FARMACÊUTICAS F ORMA FARMACÊUTICA Forma farmacêutica é a apresentação. de um medicamento que contém uma dose determinada e permite sua administração ao paciente.devido à sua alta solubilidade e digestibilidade no organismo. todos com a mesma tenuidade. como veremos a seguir: SÓLIDOS Pós . a fim de obter uma mistura homogênea. O envólucro da cápsula oferece relativa proteção dos agentes externos. .As cápsulas são receptáculos obtidos por moldagem. libera rapidamente o fármaco de seu interior. Grânulos . constituídos por um tipo de substância. A pulverização pode ser manual ou com o emprego de equipamentos apropriados.

São misturas de duas ou mais substâncias.tamanho do soluto: quanto menor a partícula de soluto a ser dissolvida.São os pós prensados por uma máquina apropriada. Exemplos: álcool como co-solvente do metilparabeno em água. Por esse motivo. . Há diversos fatores que influem na dissolução: . o que é possível com o uso de máquinas próprias para esse fim. As soluções farmacêuticas são sempre líquidas e obtidas a partir da dissolução de um sólido ou líquido em outro líquido. suspensões e emulsões. Comprimidos . Estas podem.uso de co-solventes e substâncias hidrotrópicas: facilitam a dissolução.pH: dependendo do caráter ácido ou básico do soluto. na produção do invólucro de gelatina devem ser adicionados conservantes devido à natureza da sua composição. com máquinas totalmente automatizadas. ou ainda. Drágeas . pode acondicionar soluções oleosas.São comprimidos com revestimento especial. do ponto de vista químico e físico. ser de consistência dura ou gelatinosa – que. . melhor sua dissolução.constante dielétrica do solvente: para solutos polares. ainda. iodeto de sódio e iodeto de potássio facilitam a dissolução do iodo em água.agitação: em geral. o aumento da temperatura facilita a dissolução. nas farmácias de manipulação e em pequenos laboratórios são mais comumente empregadas as duras. Em contrapartida. O preenchimento das cápsulas gelatinosas duras pode ser manual. o preenchimento das cápsulas moles envolve uma etapa de soldagem de duas metades das unidades. com auxílio de pequenos encapsuladores manuais. homogêneas. ao contrário das cápsulas duras. LÍQUIDOS Soluções . há maior ou menor dissolução do mesmo em função do pH do solvente. quanto maior a agitação.temperatura: em geral. ou encapsuladores semi-automáticos. quanto maior a constante dielétrica do solvente. melhor a dissolução.b) gelatinosas: constituídas de gelatina. . melhor a dissolução. Independentemente do tipo de cápsulas. . . 184 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .

cuja fase dispersa ou interna é finamente dividida e distribuída em outra fase contínua ou externa. A estabilidade da emulsão é garantida com o uso de agentes emulsificantes. ser adicionados adjuvantes com finalidade anti-oxidante para a fase oleosa. Os xaropes podem ser medicinais e/ou edulcorantes. como as loções. contendo cerca de dois terços de seu peso em sacarose ou outros açúcares. geralmente substâncias tensoativas. cuja fase externa ou dispersante é líquida e a fase interna ou dispersa é constituída de substâncias sólidas insolúveis no meio utilizado. alginatos. destinadas ao uso externo ou interno. o aumento da viscosidade nas preparações líquidas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 185 . à semelhança das suspensões. argilas. Devem. Os principais aspectos teóricos que devem ser considerados na preparação racional de suspensões. deverão ser adicionados estabilizantes solúveis em água e em óleo. devendo ser sempre agitadas antes do uso. Os xaropes apresentam duas vantagens: correção de sabor desagradável do fármaco e conservação do mesmo na forma farmacêutica de administração. Caso se distribua em ambas as fases (oleosa e aquosa). As suspensões devem ser agitadas antes do uso. Suspensões . líquidos viscosos. velocidade de sedimentação e forma de sedimentação.São formas farmacêuticas aquosas. No caso da inclusão de fármacos susceptíveis à oxidação. deve ser verificado o seu coeficiente de partição. Agentes suspensores empregados: derivados da celulose. As emulsões podem ser pastosas ou líquidas. como BHT e BHA. são: flutuação das partículas suspensas.Suspensões são formas farmacêuticas de sistema heterogêneo. Temos emulsões do tipo óleo em água (O/A: fase externa aquosa) e água em óleo (A/O: fase externa oleosa).Xaropes . Como se trata de sistema disperso. etc. São sistemas dispersos constituídos de duas fases líquidas imiscíveis (oleosa e aquosa). tendo em vista a proteção do fármaco na fase em que será incluído. EMULSÕES A emulsão é resultado da mistura de substâncias oleosas e aquosas com a ajuda de tensoativos (ex: cremes e loções). ainda.

Géis hidrofílicos são preparações obtidas pela incorporação de agentes gelificantes . polímeros carboxivinílicos e silicatos duplos de magnésio e alumínio . Em geral contêm mais de 20% de pós finamente pulverizados na formulação. é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido. se necessário. retal. seu efeito é mais rápido. Quando de uso injetável. compatíveis com os fármacos que lhe serão incorporados. Para uma criança. por exemplo. Em geral. glicerol ou propilenoglicol. Dependendo do tipo e concentração do gelificante. Inicialmente. são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados. eficientemente. nasal. Nas emulsões líquidas de uso oral deverão ser acrescentados adjuvantes com finalidade corretiva para aroma. numa segunda fase. conhecidas como excipientes. F ORMAS FARMACÊUTICAS E VIAS DE ADMINISTRAÇÃO As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais. PASTAS . ter plasticidade e liberar. que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. o fármaco na dose especificada.São preparações farmacêuticas constituídas por uma dispersão bicoerente de fase sólida (polímero) em fase líquida. por exemplo. temos géis para diversos usos como: lubrificantes de catéter e instrumentos cirúrgicos. Apresentam consistência macia e firme.as emulsões devem atender às especificações de esterilidade e pirogênio. etc. a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada. amido. isto é. 186 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . vaginal.pode melhorar a estabilidade física das emulsões (evitar ou diminuir a separação de fases). as preparações semi-sólidas são obtidas em duas etapas. como base dermatológica. Sabemos. por via oral. intravenosa.Pastas são pomadas contendo grande quantidade de sólidos em dispersão. Cada via de administração é indicada para uma situação específica. que pode ser. No entanto. os fármacos são incorporados. devem ser neutros em relação ao pH (ou aproximar-se ao pH da pele). derivados de celulose.tragacanta. Os excipientes devem ter certas características como não serem irritantes ou sensibilizantes. entre outras. a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa. e apresenta vantagens e desvantagens. em oftalmologia. são preparadas as bases. e. tópica.à água. e para permitir seu melhor aproveitamento. GÉIS . Além disso. sabor e cor.

.................. pomadas............0 g Vitamina B2 ...............................0 g Mentol . 18..... deve constituir-se de princípio ativo e veículo ou excipiente............... Uma fórmula. O princípio ativo é o agente medicamentoso mais importante de uma fórmula.. pomadas........... cápsula.................... pastilhas... suspensão Comprimidos sublinguais Soluções e suspensões injetáveis Soluções tópicas.. 25..... 5........................5 g Talco .. cremes.... cremes............0 g Água destilada ......................s.. pós para reconstituição.1 g Complexo vitamínico Vitamina B1 .............. Alguns exemplos de fórmulas farmacêuticas Pasta D´água Talco Mentolado e Canforado Óxido de zinco .Não é apenas a forma do medicamento que é importante..p) ................. gel........ 0.......... drágeas......0 g Vitamina B6 .......... No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes: Via de Administração Via oral Via Farmacêuticas Comprimido.................. a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico no ato da prescrição......... pomadas auriculares Aerosol (bombinha) Comprimidos vaginais........ 50......0 g Cânfora ... adesivos Spray e gotas nasais Colírios......5 g Glicerina .............................0 g Talco(qsp) ..0 g Nicotinamida .......0 g Excipiente(q......... óvulos Supositórios.0 ml Conservante ...... solução oral... loção......... pomadas oftálmicas Gotas auriculares ou otológicas................... 25........ 9.. xarope.... enemas Via sublingual Via parenteral (injetável) Via cutânea (pele) Via nasal Via oftálmica (olhos) Via auricular (ouvidos) Via pulmonar Via vaginal Via retal F ÓRMULA FARMACÊUTICA É a relação de todos os componentes de um determinado medicamento.. 1 cápsula Preparar 70 cápsulas a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 187 ..................... 0..... 25.. 90... 0........ gotas. 25....... é o responsável pelo efeito farmacológico.... em geral...........

Substância adicionada ao medicamento com a finalidade de prevenir alterações. podendo retardar a dissolução do fármaco em presença de fluidos aquosos no local de absorção. quase sempre.Normalmente são compostos naturais ou sintéticos. portanto. Como normalmente são utilizadas substâncias hidrofóbicas. a dissolução das substâncias ativas. assim. Diluentes Os diluentes ou materiais de enchimento são os adjuvantes adicionados em maior proporção na formulação de comprimidos e cápsulas. no momento de sua dissolução. biofarmacotécnicas e tecnológicas do medicamento. corrigir ou melhorar as características organolépticas. o uso de aglutinantes pode favorecer a dissolução ao hidrofilizar a superfície de contato entre as partículas do fármaco e os fluidos biológicos. Cada formulação deve ser previamente estudada in vitro com relação à dissolução para que se possa antecipar os problemas de biodisponibilidade decorrentes da utilização desses adjuvantes. o princípio ativo é misturado com outras substâncias para que tenha o peso. do tipo polimérico. Excipiente . ou seja. seu fator limitante. Por exemplo: o princípio ativo da aspirina é o ácido acetilsalicílico. mais de uma substância que leva aos resultados terapêuticos propostos pelo medicamento. Atuam aumentando a viscosidade e formam. Lubrificantes . tamanho. Podem ocasionar a formulação de complexos absorbatos que diminuem a velocidade de dissolução. uma película que circula as partículas. Tipos de excipientes Aglutinante . dificultam a umectação e.A desintegração é um passo prévio à dissolução efetiva e. no entanto.A LGUNS COMPONENTES DA FÓRMULA FARMACÊUTICA Princípio ativo . Desintegrantes . Adjuvante .É a substância que produz os efeitos terapêuticos pretendidos pelo medicamento. Alguns têm mais de um elemento ativo. No processo de fabricação. Em outros casos.Substância inerte incorporada como veículo a certos medicamentos. 188 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . paladar e poder terapêutico desejados.São adicionados para assegurar a fluidez dos pós ou granulados e facilitar. Dependendo da solubilidade da substância ativa escolhem-se o tipo de desintegrante e a concentração adequada para cada formulação. Todo medicamento tem que ter um princípio ativo. A função dos desintegrantes se limita a permitir que o fármaco fique em condições de dissolver-se. a dosificação dos mesmos.

Tensoativos . De um modo geral. Além dos problemas relacionados à umectação do comprimido. aumentam a biodisponibilidade das substâncias ativas. Podem agir por umectação.Agente que aumenta a viscosidade. ao mesmo tempo.Agentes usados nas formulações de comprimidos e cápsulas para melhorar as propriedades de fluxo das misturas em pó. devido à sua capacidade de reter umidade. oftálmico. Um ligante que atua atrasando a liberação do medicamento é o polietileno glico de baixo peso molecular. Quando os grânulos são de natureza hidrofóbica a utilização de lubrificantes tensoativos solúveis. quanto mais ligante. usado para reduzir a velocidade de sedimentação das partículas (do fármaco) dispersas em um veículo no qual não são solúveis.Facilitam a liberação dos comprimidos da matriz ou das punções. parenteral. Deslizante para comprimidos . Os lubrificantes devem ser utilizados em uma concentração que permita um fluxo adequado e a tamisação uniforme da força de compressão no interior do comprimido e que. tópico ou por outras vias. seja inferior à que provocaria uma excessiva hidrofobia da substância ativa devido ao recobrimento das partículas através deles. Agente Flavorizante . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 189 . A firmeza é influenciada tanto pelo excipiente como pela pressão de compressão.São responsáveis pela firmeza e resistência dos comprimidos.Usado para evitar o ressecamento das preparações. recobrindo as partículas e dificultando a dissolução do mesmo. Umectante . porém em alguns casos apresentam ação contrária. como lauril sulfato de sódio. menor é o poder deslizante. As suspensões resultantes podem ser formuladas para uso oral. particularmente pomadas e cremes. Ligantes . Antiaderentes .São utilizados na formulação de fármacos pouco solúveis e podem exercer um papel muito importante na biodisponibilidade. pode aumentar notavelmente a velocidade de dissolução da substância ativa. os lubrificantes também podem ocasionar a adsorção de substâncias ativas ou causar reações de hidrólise devido à alcalinidade de alguns desses adjuvantes. Agente suspensor .Os lubrificantes derivados de ácidos graxos podem sofrer fusão durante a compressão. solubilização ou formação de complexos com as partículas do fármaco e/ou favorecendo a permeabilidade das membranas biológicas absorventes. Usar sempre a menor quantidade possível.Usado para dar sabor e odor agradáveis a uma preparação farmacêutica.

Glossário de Vigilância Sanitária – http://e-glossario.portalfarmacia.br .www.br/farmacia/TCCGenericos/Biodisponibilidade/excipientes. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”.php?lang=&letter=A .ccs. Portal Farmácia .usp. 2003.ufsc. Wikipedia .com. Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP .bvs.wikipedia.org . Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde.www. 190 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Este capítulo teve como fontes de consulta: .fcf.html . .br . 2001.www. São Paulo.br/glossary/public/scripts/php/page_search. http://www.

são essenciais algumas ações ao longo do processo de fabricação. e desinfecção de ambientes de saúde. • Transporte adequado da indústria até o local onde o fármaco ou medicamentos será comercializado. CUIDADOS BÁSICOS COM MEDICAMENTOS Para que o farmacêutico tenha um bom controle de qualidade sobre os medicamentos que ele recebe e comercializa.TÉCNICAS DE CONSERVAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS Este capítulo apresenta alguns métodos de conservação de medicamentos dentro do ambiente farmacêutico. • Controle microbiológico. bem como informações sobre higiene. estocagem e exposição dos medicamentos: • Escolha de matérias-primas de qualidade. Há também uma relação de termos vinculados ao tema apresentado.8. • Esterilização das embalagens. transporte. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 191 .

Recomenda-se desencostar medicamentos das paredes. para evitar que os medicamentos se deteriorem e percam a qualidade. Já no ambiente farmacêutico. evitar contato direto com o chão e manter próximos a banheiros ou junto a áreas com muitas infiltrações.• A exposição adequada desses fármacos ou medicamentos e cosméticos nas farmácias e drogarias. sempre que possível. • Resguarde-os da ação direta do sol e de altas temperaturas. • Feche bem os frascos de medicamentos. E XPOSIÇÃO AO SOL • A luz forte pode deteriorar os medicamentos. janelas. • Controle da temperatura a que forem submetidos durante todo o trajeto e no local de comercialização. Á LCOOL / ACETONA / ÉTER / BENZINA • Guarde-os em áreas bem ventiladas e próximas à saída. da exposição ao sol e da água. Verifique os extintores de incêndio quanto ao prazo de validade e deixe o acesso aos mesmos desobstruídos. é importante protegê-los da umidade. Armazene materiais em locais distantes de caixas de força. UMIDADE • Mantenha o local da farmácia ventilado. • Quanto mais quente o local. teto. • Conserve os medicamentos em sua embalagem original. mais úmido é o ar. COMO RECONHECER MEDICAMENTOS DETERIORADOS Pode-se reconhecer os medicamentos que estão deteriorados observando-se as seguintes características: 192 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o .

Ex: vitamina C. Isto pode significar que não foi fechado hermeticamente. assim poderemos detectar mudanças que indiquem que o medicamento está deteriorado. aderem um ao outro. ou quebram com facilidade. turvação ou alteração na coloração do líquido. não devemos utilizá-los. Ex: os antiácidos como o hidróxido de alumínio. Fragmentação: Quando os comprimidos estão úmidos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 193 . se observarmos presença de partículas. xaropes e elixires •partículas no fundo do vidro •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Suspensão Supositórios •o pó fica empedrado no fundo e não se mistura mesmo com agitação •supositório derretido • produto com muitas rachaduras. Ex: não se deve usar sais de reidratação oral quando apresentarem coloração escura. . Umedecimento: Reconhecemos que um medicamento está umedecido porque sua forma e consistência se alteram. umidade ou calor.. estiver pegajoso ou não se dissolver. As características a seguir indicam que os medicamentos não devem ser consumidos: Forma Farmacêutica Cápsulas Comprimidos Pós para reconstituição Em soluções e suspensões Cremes e pomadas Características Observadas •amolecimento ou endurecimento (melada) •presença de farelos na embalagem •aparecimento de manchas na superfície •formação de pasta •formação de placas na parede do vido ou empedramento •água “saindo” do creme •mudança de consistência (amolece ou endurece) •presença de bolhas ou de bolor (fungos) Soluções. . . Devemos aprender a reconhecer o aspecto e o odor normal dos medicamentos. Transparência: Nos medicamentos injetáveis. . tendo sido alterado pela luz. Cor: Alguns medicamentos mudam de cor ou ficam manchados. . Ressecamento: Alguns medicamentos ficam ressecados assemelhando-se à terra seca. Odor: Alguns medicamentos quando expostos ao calor e umidade apresentam um odor diferente do habitual. Ex: o AAS pode apresentar cheiro de vinagre.

. ANTI-SEPSIA – É o procedimento que visa ao controle de infecção a partir do uso de substâncias microbiocidas de aplicação na pele ou mucosas. . . Sempre se certifique de que a quantidade do medicamento que o paciente leva seja consumida dentro do prazo de validade do mesmo. etc. ARTIGOS CRÍTICOS – São os artigos que penetram através da pele e mucosas adjacentes. . ARTIGOS SEMI-CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras. atingindo tecidos subepteliais e sistema vascular. sondas periodontais. cadeiras. TERMINOLOGIA . quando devidamente armazenado e manuseado. Exigem limpeza e desinfecção de atividade biocida intermediária. material cirúrgico e outros. Inclui materiais como agulhas. superfície. ASSEPSIA – É o conjunto de métodos empregados para impedir que determinado local. . ARTIGOS NÃO CRÍTICOS – São aqueles que entram em contato com apenas a pele íntegra do paciente. piso e mobiliário em geral. Todos os medicamentos devem trazer na sua embalagem as datas de fabricação e de vencimento.V ALIDADE DOS MEDICAMENTOS A data de vencimento é a data até a qual o laboratório fabricante garante que o medicamento preserva a sua eficácia e qualidade inicial. como condensadores de amálgama. Quando um determinado medicamento não tem saída. escritas de modo legível. Exigem desinfecção de alta atividade biocida ou esterilização. ATENÇÃO: deve-se impedir que os medicamentos vençam nas prateleiras. equipamento ou instrumental seja contaminado. espátulas de inserção de resinas. ARTIGOS – São instrumentos de diversas naturezas que podem ser veículos de contaminação. macas. lâminas de bisturi. 194 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . sondas exploradoras. Exigem esterilização ou uso único (descartável). como refletor. deve-se remanejá-lo para outra unidade com um prazo mínimo de 3 meses antes do seu vencimento. O serviço de farmácia deve ter controle sistemático das validades dos medicamentos que estão armazenados.

Esses germes aderidos em nossas mãos são repassados para outros objetos e pacientes. mediante aplicação de agentes físicos ou químicos. HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS As mãos são a nossa principal ferramenta. . M ICROBIOLOGIA DA PELE Flora residente . . . ampla ação sobre vírus e fungos. Para aprofundar os conhecimentos vamos ver como é formada a microbiota da nossa pele. porém não destróem todos eles. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA INTERMEDIÁRIA – Quando os desinfetantes não destróem esporos. DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA ALTA – Quando os desinfetantes são eficazes contra todas as formas vegetativas e destróem parcialmente os esporos. assim como podemos transferi-los para outras partes do nosso corpo. ESTERILIZAÇÃO – é o processo de destruição de todas as formas de vida microbiana. LIMPEZA – É a remoção mecânica ou química da sujidade. exceto os esporulados. DESCONTAMINAÇÃO – É o método de eliminação parcial ou total de microorganismos dos artigos e superfícies. como os olhos e nariz ao nos coçarmos. esses germes localizam-se em maior quantidade em torno e sob as unhas e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 195 . . têm ação sobre o bacilo da tuberculose. garantindo que as especificações validadas para os processos estão dentro do padrão estabelecido. DESINFECÇÃO – Processo físico ou químico que elimina as formas vegetativas de microorganismos. visando à remoção de resíduos orgânicos. inclusive os esporulados. Somente a lavagem das mãos com água e sabão irá remover esses germes adquiridos e evitar a transferência de microrganismos para outras superfícies.. À medida que tocamos nos objetos e nos pacientes entramos em contato com uma enorme quantidade de microrganismos. elas são as executoras das atividades de quem trabalha com saúde. MONITORIZAÇÃO – É o controle periódico de eficiência do processo. Nas mãos. .Formada por microrganismos que vivem (colonizam) na pele. . DESINFECÇÃO DE ATIVIDADE BIOCIDA BAIXA – Quando os desinfetantes têm somente ação contra as bactérias vegetativas. . realizada anteriormente à desinfecção e à esterilização.

as luvas sejam utilizadas. fendas e folículos pilosos.após tocar fluidos.antes de procedimentos no paciente. . junto a gorduras e sujidades. A luva irá nos proteger de uma contaminação grosseira de matéria orgânica.após a retirada das luvas.antes e depois de atos fisiológicos.entre os dedos. . Klebsiella sp). Sendo assim. Vamos às indicações dos momentos em que as mãos são lavadas: . . secreções e itens contaminados. Suas bactérias são mais fáceis de serem removidas. porém a micro porosidade da luva. pois se encontram na superfície da pele. Estreptococos sp).antes do preparo de soros e medicações. iodóforos). mesmo com o uso de luvas. Mesmo que. Os microrganismos da flora residente não são facilmente removíveis.entre procedimentos num mesmo paciente. 196 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . após a retirada das luvas as mãos devem ser lavadas. podendo ser transferidos ou eliminados com a lavagem das mãos. Por isso a importância de se manter as unhas curtas e evitar o uso de anéis. Flora transitória .É adquirida no contato com pacientes e superfícies contaminadas. I NDICAÇÕES DA LAVAGEM DAS MÃOS Existe uma gama enorme de momentos que a lavagem das mãos está indicada. indica que ocorreu contato de microrganismos na pele de nossas mãos. a sua fragilidade que ocasiona furos e a possível contaminação na sua retirada. . . Os microrganismos que a compõem permanecem na pele por certo período. as mãos devem ser lavadas após a sua retirada. Staphylococcus epidermidis. . As bactérias mais comumente encontradas são as Gram-positivas (Staphylococcus aureus.entre contatos com pacientes. durante os procedimentos. A flora transitória das mãos é composta pelos microrganismos freqüentemente responsáveis pelas infecções hospitalares: as bactérias Gram-negativas (Pseudomonas sp. Acinetobacter sp. contudo pode ocasionar infecções sistêmicas em pacientes imunodeprimidos e após procedimentos invasivos. A flora residente é de baixa virulência e raramente causa infecção. entretanto são inativados por anti-sépticos (álcool. clorexidina. o que bem demonstra a importância das mãos como veículo de transmissão. Essa flora bacteriana é eliminada com água e sabão neutro. Também são encontradas nas camadas externas da pele.

torneira com fechamento automático. de forma que lavamos pouco as mãos. estabeleça uma rotina de limpeza semanal. as instalações físicas no ambiente de trabalho têm poucas pias e temos uma demanda grande de trabalho. o uso de sabão neutro é o suficiente para a remoção da sujeira. caso não tenha fechamento automático. palmas e dorso das mãos (tempo aproximado de 15 segundos). U SO DO ÁLCOOL GLICERINADO Geralmente. . preferivelmente. polegar. . O uso de sabões com anti-sépticos deve ficar restrito a locais com pacientes de alto risco e no desenvolvimento de procedimentos cirúrgicos e invasivos ou em situações de surto de infecção hospitalar. Vejamos a técnica da lavagem das mãos: . Na lavagem rotineira das mãos. meio dos dedos e polegares.posicionar-se sem encostar na pia. as mãos devem estar sem anéis e com as unhas curtas. da flora transitória e parte da flora residente. . uma carga microbiana ficará retida nesses locais sendo passíveis de proliferação e transmissão. .friccionar as mãos dando atenção às unhas. É importante lembrar que. .abrir a torneira. para melhor remoção da flora microbiana. . .Para a realização da lavagem das mãos necessitamos das seguintes instalações físicas: . caso contrário.enxaguar as mãos deixando a torneira aberta.saboneteira suspensa e vazada para sabonete em barra ou dispensador de sabonete líquido.pia.fechar a torneira com a mão protegida com papel toalha.toalheiro com toalhas de papel.passar o sabão (líquido ou barra) na mão. -enxugar as mãos com papel toalha. meio dos dedos. se não for descartável. Ao lavarmos as mãos estabelecemos uma seqüência de esfregação das partes da mão com maior concentração bacteriana que são: as pontas dos dedos. comparado a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 197 . . No caso de dispensador.

Vejamos como usar o álcool glicerinado: . . Anti-sepsia das mãos antes de procedimentos cirúrgicos I NSTALAÇÕES FÍSICAS : 198 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . aquoso ou alcoólico.SEPSIA DAS MÃOS A anti-sepsia é uma medida para inibir o crescimento ou destruir os microrganismos existentes nas superfícies (microbiota transitória) e nas camadas externas (microbiota residente) da pele ou mucosa. sendo utilizado para esse procedimento sabões e detergentes neutros. através da aplicação de um germicida classificado como anti-séptico. em áreas onde serão realizados procedimentos invasivos ou cirúrgicos. Nesse caso indica-se a lavagem das mãos com água e sabão. porém as mãos não devem apresentar sujidade visível. é a utilização de um anti-séptico com ação bactericida ou bacteriostática que irá agir na flora residente da pele. cateterizações e entubações. Variam também na sua ação. Existem vários tipos de anti-sépticos com diferentes princípios ativos e diferentes veículos de diluição como degermante sólido (sabão) ou cremoso. O álcool glicerinado é composto de álcool 70% mais 2% de glicerina para evitar o ressecamento das mãos. a lavagem das mãos e posterior anti-sepsia está indicada antes de procedimentos invasivos como punções. Os anti-sépticos são indicados para a anti-sepsia das mãos dos profissionais e para pele ou mucosa do paciente.aplicar o álcool glicerinado (3 a 5 ml) nas mãos e friccionar em todas as faces da mão até secar naturalmente. A descontaminação depende da associação de dois procedimentos: a degermação e a anti-sepsia.ao número de vezes que a lavagem das mãos é indicada. Nesse caso.não aplicar quando as mãos estiverem visivelmente sujas. Os anti-sépticos alcoólicos devem ser aplicados após a limpeza da área envolvida quando esta apresentar sujidade visível. A degermação é a remoção de detritos. concentração e tempo de efeito residual. Outra indicação de aplicação do álcool glicerinado após a lavagem das mão é em caso de exposição da pele ao contato direto com sangue e secreções. sondagens. A NTI . Ele irá destruir a flora aderida nas mãos no momento da aplicação. Para substituir a lavagem das mãos. como descrito acima. A anti-sepsia. O álcool glicerinado também pode ser usado como anti-séptico após a lavagem das mãos. impurezas e bactérias que se encontram na superfície da pele. indicamos a aplicação de um anti-séptico de ampla e rápida ação microbiana que é o álcool glicerinado.

obrigatoriamente se foi usado apenas sabão neutro para a esfregação. dorso e antebraço do membro durante 04 minutos. durante 1 minuto. . . A desinfecção pode ser dividida em três níveis de acordo com o espectro de destruição dos microrganismos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 199 . DESINFECÇÃO É o processo de destruição de microrganismos como bactérias na forma vegetativa (não esporulada). caso não tenha fechamento automático. . .Estabeleça uma seqüência sistematizada para atingir toda a superfície da mão e antebraço num tempo total de 05 minutos.compressas esterilizadas. Proceder à anti-sepsia no outro membro. . Esse processo não destrói esporos bacterianos.escova c/ cerdas macias desinfetada e de uso individual ou descartável..pia.dispensador com anti-séptico alcoólico (obrigatório se não for usado anti-séptico degermante).retirar jóias e adornos das mãos e manter unhas aparadas e sem esmalte. vírus e protozoários.secar as mãos e antebraço com compressa estéril. somente nas unhas e espaços interdigitais.manter os braços elevados com as mãos acima do nível dos cotovelos.dispensador com sabão neutro ou anti-séptico degermante. . T ÉCNICA DA ANTI . .Esfregar sem uso de escova.5 mL). com as próprias mãos. .fechar a torneira com o cotovelo. . . . .enxaguar abundantemente as mãos e antebraço com água corrente. . a palma.aplicar anti-séptico alcoólico.iniciar com a escovação.SEPSIA ( ESCOVAÇÃO ) DAS MÃOS : .aplicar o sabão ou anti-séptico degermante nas mãos (+ ou . fungos.

mergulhar completamente o artigo previamente limpo e seco. peróxido de hidrogênio 3-6%.53%.Desinfecção de alto nível: destrói todas as formas vegetativas de microrganismos. fungos. É tóxico e libera vapores. o da hepatite B e hepatite C. . indicando no recipiente o prazo de validade.na desinfecção de aparelhos com fibras óticas como videolaparoscópio está indicado o enxágüe com água estéril em técnica asséptica. Exemplo: compostos clorados de 500 a 5. Modo de uso: . exceto esporos bacterianos. quaternário de amônia. . vírus lipídicos e não lipídicos. formaldeído 1-8%. até remoção total da viscosidade. etc. álcool 70%. por um período mínimo de 30 minutos. Como exemplo: compostos fenólicos 0. Desinfecção de médio nível: inativa o bacilo da tuberculose. Em artigos tubulares. com tampa. compostos de iodo.no caso de artigos metálicos de composição diferentes no mesmo ciclo. 200 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . fungos e uma parte dos esporos.após o tempo de exposição. ácido peracético e composto clorado a 10. P RODUTOS UTILIZADOS : • Glutaraldeído 2%: com ativação ou pronto uso. devendo o processo ser realizado em local ventilado. . a maioria dos vírus e fungos. plásticos como de oxigenioterapia (nebulizador. os artigos devem ser enxaguados em água corrente.000 ppm. abundante. Não destrói microrganismos resistentes como bacilo da tuberculose e esporos bacterianos. Como exemplo: • glutaraldeído 2%. inclusive Mycobacterium tuberculosis. injetar a solução internamente com seringa. alguns vírus como o HIV. devem ser tratados em separado para evitar corrosão eletrolítica.000 ppm.em imersão: colocar a solução ativa em recipiente plástico. bactérias na forma vegetativa . umidificador e ambú). Indicado para desinfecção de artigos metálicos. 14 dias. . Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias.

utilizar sempre óculos de proteção. .em imersão: colocar em recipiente plástico com tampa. considerar a concentração de 2% e preparar a solução com uma parte de alvejante e igual parte de água para obter 1% ou uma parte de alvejante para três de água obtendo 0. devendo ser embalados em sacos plásticos e guardados em caixas fechadas. Modo de uso: .5%. C¹ 2% . fechado.5%. C² concentração desejada e V² volume disponível. de paredes opacas para evitar a ação da luz. Indicado para artigos que não sejam metálicos devido a sua ação corrosiva e oxidante. em artigos tubulares. Se for usado alvejante comercial. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 201 .esse germicida não está indicado para desinfecção de superfícies. V¹=C² x V² = 0. sua troca é indicada a cada 24 horas. Por ser volátil. Seu tempo de contato mínimo é de 10 minutos. • Cloro e compostos clorados: o composto clorado de uso mais comum é o hipoclorito de sódio. V¹ é o volume desejado. devendo ser guardados embalados em sacos plásticos e em caixas fechadas. .5 x 1000 ml = 250ml de cloro para obter um litro de solução a 0. Pode-se ainda aplicar uma fórmula de diluição: C¹ x V¹ = C² x V².5% com trinta minutos de contato para desinfecção de nível médio. pois é instável. Da mesma forma. Por ser volátil..deve ser colocada em recipiente plástico.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. Modo de uso: . A concentração recomendada é de 1% em dez minutos de contato ou 0. .utilizar sempre óculos de proteção. protetor respiratório com carvão ativado e luva de borracha grossa. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. injetar a solução com seringas no interior dos artigos.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. onde C¹ é a concentração disponível.a solução deve ser solicitada na concentração indicada. • Álcool 70%: fechar o frasco imediatamente após o uso para evitar a volatilização. sua troca é indicada a cada 24 horas . .

Lílian Capsi Pires. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. . A superfície deve estar limpa e seca pois é inativado na presença de matéria orgânica. . Indicado para equipamentos como refletores de luz. devendo ser guardados em caixas fechadas ou embalados. Indicado para artigos metálicos como cubas. máscara cirúrgica e luva de borracha grossa. mesas ginecológicas. micro motores de odontologia.em superfícies: aplicá-lo diretamente com compressas. cobre. para tal deve-se ter o cuidado de adicionar solução inibidora de corrosão. ferro galvanizado e latão.. Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. São Paulo. sensores de respirador mecânico. é caracterizado por uma rápida ação contra todos os microrganismos. Não é indicado para materiais de borracha. silicone e acrílico pela sua possibilidade de ressecar e opacificar esses materiais. tubetes de anestésicos. Manual de Biossegurança dos laboratórios de Odontologia da PUCRS . friccionando até sua evaporação repetindo por mais duas vezes. turbinas alta-rotação não autoclaváveis. É corrosivo para metais como bronze. Porto Alegre. mobiliário de atendimento direto ao paciente. 2003 .deixar escorrer e secar espontaneamente. Tem odor avinagrado. placas expansoras de pele. Sua especial vantagem é sua biodegradabilidade e atoxicidade.2%: introduzido mais recentemente no mercado nacional.utilizar sempre óculos de proteção. • Ácido Peracético 0.utilizar sempre óculos de proteção. além de ser efetivo na presença de matéria orgânica. extratores de brocas em odontologia etc. látex. incluindo esporos bacterianos em baixas concentrações. portas-amálgama na odontologia.a estocagem deve assegurar a desinfecção dos materiais. .2006 . Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. 2003 202 c•o•n•s•e•r•v•a•ç•ã•o e e•s•t•e•r•i•l•i•z•a•ç•ã•o . Este capítulo teve como fontes de consulta: . . dispensa o enxágüe.

o uso de equipamentos de proteção individual. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 203 .9 . é responsabilidade de todos . O QUE É BIOSSEGURANÇA? “É o conjunto de ações voltadas para a prevenção. O texto a seguir trata da biossegurança em organizações que trabalham com saúde. ensino. minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa. desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços. riscos que podem comprometer a saúde do homem.e no caso dos profissionais que trabalham cotidianamente com medicamentos. isso se torna essencial para evitar contaminações e afastar riscos de infecções. o que inclui também as farmácias. Garantir boas condições de trabalho.BIOSSEGURANÇA Neste capítulo discute-se a importância da biossegurança no dia-a-dia de quem trabalha com medicamentos e atendendo pacientes. sem riscos e numa perspectiva de prevenção. instruções para o reparo adequado de um ferimento e a coleta adequada do lixo. o que envolve a prevenção de acidentes com materiais biológicos. do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos” (Comissão de Biossegurança – FIOCRUZ). dos animais. produção.

secreções e excreções tipo vômito. 204 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . escarro. assim como fazemos em nosso dia-a-dia antes das refeições e após a ida ao banheiro. urina. leite materno. nariz e boca). tanto no atendimento direto ao paciente ou nas atividades de apoio. mesmo estando a mão enluvada. Dessa forma. Esses materiais biológicos podem estar alojando microrganismos. artigos. que são cuidados e equipamentos que irão bloquear a transmissão de microrganismos evitando contaminação. A lavagem das mãos é a principal medida de bloqueio da transmissão de germes. saliva e outros fluidos corporais). sêmen. resíduos e ambiente sujos de sangue e/ou secreções. MANIPULAÇÃO DE INSTRUMENTOS E MATERIAIS Os instrumentos e materiais sujos com sangue. na nossa rotina de trabalho sempre devemos estar conscientes da importância de nos protegermos ao manipular materiais. ou os equipamentos e ambiente que tiveram contato com eles.PROTEÇÃO NO DIA-A-DIA Durante o desenvolvimento do trabalho na área da saúde. fluidos corporais. antes de iniciarmos uma atividade e logo após seu término. fezes. roupas e. Sugerimos aqui precauções-padrão. além da sujidade (sujeira) visível ou não. ainda. PRECAUÇÕES-PADRÃO L AVAGEM DAS MÃOS A lavagem rotineira das mãos com água e sabão elimina. Por não sabermos se os germes estão ou não presentes nesses equipamentos. Mantenha suas unhas curtas e as mãos sem anéis para diminuir a retenção de germes. entramos em contato com material biológico (sangue. Devemos lavar as mãos sempre. todos os microrganismos que aderem à pele durante o desenvolvimento de nossas atividade. por isso consideramos esses fluidos de pacientes. vamos sempre considerá-los contaminados. prevenir a transferência de microrganismos para outros pacientes e ambiente. secreções e excreções devem ser manuseados de modo a prevenir a contaminação da pele e mucosas (olhos. como potencialmente contaminados por germes transmissíveis de doenças.

teclados. mouses e monitores com barreiras do tipo filme plástico (PVC). tesouras e outros instrumentos de corte. como botões. lâminas de barbear. Essas vacinas estão disponíveis na rede pública municipal. V ACINAÇÃO Todos os profissionais de saúde devem estar vacinados contra a hepatite B e o tétano. Colabore na supervisão para conferir se essas medidas estão sendo seguidas.Todos os instrumentos reutilizados têm rotina de reprocessamento. M ANIPULAÇÃO DE MATERIAIS CORTANTES E DE PUNÇÃO Ao manusear. transportar ou descartar agulhas. Participe de todas as campanhas de vacinação que a Secretaria Municipal de Saúde promove. Nunca recape agulhas após o uso. requerendo apenas desinfecção na hora da troca de barreiras entre pacientes. Proteja as superfícies do contato direto. Vacina é proteção específica de doenças. Esse materiais chamamos de instrumentos pérfuro-cortantes. Eles devem ser descartados em caixas apropriadas. limpar. de forma a não utilizar a mão nesse procedimento. Confira se os materiais descartáveis de uso único estão sendo realmente descartados e em local apropriado. rígidas e impermeáveis que devem ser colocadas próximo à área em que os materiais são usados. Previna-se! a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 205 . Seringas e agulhas reutilizáveis devem ser transportadas para a área de limpeza e esterilização em caixa de inox ou bandeja. recape a agulha introduzindo-a no interior da tampa. dispensando a limpeza da superfície do equipamento. pressionando a tampa ao encontro da parede da bandeja clínica. Verifique que estes estejam limpos ou desinfetados/esterilizados adequadamente antes do uso em outro paciente ou profissional. papel alumínio ou outros materiais próprios para esse fim. Para a reutilização de seringa anestésica descartável ou carpule. A MBIENTE E EQUIPAMENTOS Toda a unidade de saúde deve ter rotinas de limpeza e desinfecção de superfícies do ambiente e de equipamentos. alças de equipamentos. tenha cuidado para não se acidentar. Não remova com as mãos agulhas usadas das seringas descartáveis e não as quebre ou entorte. Esse procedimento impede a aderência da sujidade.

As luvas estéreis estão indicadas para procedimentos invasivos e assépticos. técnicas laboratoriais de bioquímica e microbiologia e atendimento odontológico. nariz e boca de respingos (gotículas) gerados pela fala.E QUIPAMENTOS DE P ROTEÇÃO I NDIVIDUAL Luvas As luvas protegem de sujidade grosseira. fluidos corporais. Essas gotículas geradas por fonte humana tem diâmetro de até 5μ e se dispersam até um metro de distância quando se depositam nas superfícies. Lave as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de microrganismos a outros pacientes e materiais. como em farmácia hospitalar. evitando a dispersão de microrganismos ou material biológico aderido nas luvas. pois podem conter uma alta concentração de microrganismos. antes de tocar em artigos e superfícies sem material biológico e antes de atender outro paciente. como aquelas geradas durante a lavagem de materiais contaminados. 206 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . nasal ou endotraqueal. Elas podem ser de sangue. pois há repasse de germes para as mãos mesmo com o uso de luvas. onde existe o risco químico de contato. óculos de proteção ou escudo facial A máscara cirúrgica e óculos de proteção ou escudo facial são utilizados em procedimentos e servem para proteger as mucosas dos olhos. pele não íntegra e durante a manipulação de artigos contaminados. secreções e excreções ou líquidos contaminados. As máscaras cirúrgicas devem ter um filtro bacteriano de até 5 ì de diâmetro. mas durante procedimentos de longa duração. áreas de expurgo ou de desinfecção de artigos. excreções (exceto suor). Elas devem ser usadas em procedimentos que envolvam sangue. Luvas grossas de borracha estão indicadas para limpeza de materiais e de ambiente. membranas mucosas. As luvas devem ser trocadas após contato com material biológico. São de uso único. sua troca deverá ocorrer quando úmidas ou submetidas a respingos visíveis. secreções. Remova as luvas logo após usá-las. passagem de sonda gástrica. tosse ou espirro de pacientes ou durante atividades de assistência e de apoio. Outra indicação de uso desses equipamentos é durante a manipulação de produtos químicos. aspiração oral. suturas. fluidos corporais. cirurgias. Os procedimentos de maior risco e dispersão de respingos são: broncoscopia. Máscaras. entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente.

Não deve ser feito nenhum tipo de reparo.Para retirar. da freqüência respiratória do usuário e da umidade do ambiente. desde que esse protetor tenha uma camada de carvão ativado (máscara escura). cobrindo a boca e o nariz. Outra indicação para o uso do protetor respiratório. O ar não deve vazar pelas laterais. . Esse protetor com carvão ativado filtra gases tóxicos e odores.Pressione o elemento metálico com os dedos de forma a moldá-lo ao formato do nariz.Para verificar o ajuste. É de uso individual.P ROTETOR RESPIRATÓRIO ( RESPIRADORES ) Usado para proteger as vias respiratórias contra poeiras tóxicas e vapores orgânicos ou químicos. . Seu uso também está indicado para ambientes ou atividades com odor fétido e desagradável. É indicado para entrar em quarto de isolamento de pacientes com tuberculose pulmonar.Profissionais imunizados por sarampo e varicela não necessitam de proteção respiratória. Manusear com as mãos limpas e guardar em local limpo. . coloque as mãos na frente do respirador e assopre fortemente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 207 . . rasgado ou com elástico solto. é no manuseio prolongado de glutaraldeído 2%. sarampo ou varicela. intransferível e reutilizável. ou quando o usuário perceber o cheiro ou gosto do contaminante.Puxe o elástico de cima. Também é indicado no laboratório de microbiologia em técnicas de identificação do bacilo da tuberculose. devendo estes ser escalados para o atendimento de pacientes portadores dessas doenças infecciosas.Segure o respirador na mão e aproxime do rosto. . doenças que são transmitidas via aérea quando inalamos os núcleos de gotículas ressecadas suspensas no ar contendo os germes. comece pelo elástico de baixo das orelhas e depois o outro. Instruções de uso do protetor respiratório: . sua concentração. ajustando-o na nuca. perfurado. usado para desinfecção de artigos em ambiente pouco arejado. Deve ser trocado sempre que se encontrar saturado (entupido). Tem vida útil variável dependendo do tipo de contaminante. passando-o pela cabeça e ajustando-o acima das orelhas. de um tipo específico. Depois faça o mesmo com o elástico inferior.

A VENTAL E GORRO O avental (limpo. Escolha os calçados cômodos e do tipo antiderrapante. remover cirurgicamente. PELE OU MUCOSA DO PACIENTE O objetivo é remover a sujidade da lesão ou da pele e preparar o ferimento para a sutura ou curativo. Dentro do ferimento. faz-se uma limpeza mecânica da ferida com irrigação de solução salina sob pressão. É o caso da equipe odontológica e outras especialidades como oftalmologia. não estéril) serve para proteger a pele e prevenir sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue. Se houver presença de tecido desvitalizado e corpos estranhos aderidos que não saíram com o jato de soro fisiológico. Sangue coagulado na pele adjacente ao ferimento pode ser removido com água oxigenada. tesouras ou lâminas. P REPARO DO FERIMENTO . secreções ou excreções.02% (10ml de alvejante comercial a 2 a 2. de preferência impermeáveis (couro ou sintético). usar botas de borracha. Se o local tiver muita umidade. Evita-se o contato da água oxigenada no tecido aberto devido seu efeito lesivo da oxigenação sobre células expostas.5% para cada litro de água). A lavagem domiciliar de aventais contaminados deve ser precedida de desinfecção. Para tanto. de forma a remover corpos estranhos e grande parte de bactérias superficiais. Evita-se os de tecido que umedecem e retém a sujeira. O avental será selecionado de acordo com a atividade e quantidade de fluido encontrado (plástico ou tecido). projeção de partículas e proteção de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos. como em lavanderias. fluidos corporais. CALÇADOS Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são aqueles fechados. O gorro estará indicado especificamente para profissionais que trabalham com procedimentos que envolvam dispersão de aerossóis. por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 0. O avental sujo será removido após o descarte das luvas e as mãos devem ser lavadas para evitar transferência de microrganismos para outros pacientes ou ambiente. 208 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . cirurgia vascular e outras especialidades cirúrgicas. O avental de plástico está indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo. otorrinolaringologia. cirurgia geral. estes são removidos com auxílio de pinças. Tanto o avental quanto o gorro podem ser de diferentes tecidos laváveis ou do tipo descartável de uso único.

O anti-séptico pode ter associado um degermante. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas. deve ficar protegido com gaze ou compressa estéril e solução salina isotônica até o tratamento cirúrgico definitivo. SC). Para mucosas são usados anti-sépticos em veículos aquosos e não os alcoólicos. IM. Álcool glicerinado 2% Iodofor aquoso 2% • Exclusivamente para anti-sepsia das mãos após a lavagem ou como substituto da lavagem. Aplicar por três minutos e enxaguar com soro fisiológico. • Anti-sepsia de mucosa antes de procedimentos invasivos. detergentes e anti-sépticos cutâneos estão contra-indicados sobre tecidos sub-epiteliais uma vez que são irritantes para os tecidos. • Anti-sepsia de pele antes de passar drenos ou outras punções diagnósticas.5% • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. em pele ou áreas adjacentes de ferimentos ou mucosas. Aplicar por um minuto na pele. sendo removidos prontamente com solução salina estéril. Aplicar por um minuto na pele. Os três anti-sépticos com melhores resultados são o álcool 70%. • Anti-sepsia de pele antes de puncionar acesso venoso central ou arterial periférico. banhos de pacientes com infecções por bactérias multiressistentes • Anti-sepsia das mãos da equipe cirúrgica no bloco cirúrgico. Aplicar por um minuto na pele. Clorexidina degermante • Anti-sepsia de degermação como preparo do campo cirúrgico. Aplicar por um minuto na pele. Estes podem ser usados para limpar a pele íntegra em volta da ferida. a clorexidina e o PVPI (polivinilpirrolidona-Iodo). sabões e anti-sépticos nos tecidos aumentam o potencial de infecção se usados diretamente na ferida. Clorexidina -0. tecido morto que servirá de substrato para crescimento bacteriano. Clorexidina alcoólica -0.Sabões. da equipe de unidades críticas ou da equipe de unidades de internação na vigência de surto de infecção. de forma que em um único processo se tem duas ações: a limpeza e a anti-sepsia com destruição de germes da pele ou mucosa. antes de procedimentos cirúrgicos ou invasivos. Aplicar por 3-0 segundos.12-% • Anti-sepsia de mucosa oral para uso dentário. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 209 . •Banhos de pacientes queimados. Quanto ao preparo da pele ou mucosa íntegra para procedimentos invasivos ou cirúrgicos indica-se o uso de anti-sépticos. Na verdade. Se o ferimento aguarda sutura. secar com compressa estéril. destruindo células vivas e criando. • Anti-sepsia de pele adjacente de ferimentos ou em áreas lesadas antes de punções ou outros procedimentos invasivos. ANTISSÉPTICOS Álcool 70% INDICAÇÃO • Anti-sepsia de pele antes de administrar medicamentos e soluções parenterais (IV.

esponjas. com adesivo. de limpeza. infectantes e químicos. dependendo do tipo de atividade desenvolvida. Recomenda-se a criação de uma Comissão de Gerenciamento de Resíduos que deverá incluir em sua rotina um programa de treinamento para os profissionais geradores de resíduos e para os responsáveis pela limpeza e dispensação final dos resíduos. folhas e flores. com saco preto e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. semelhantes aos resíduos domiciliares que resultam de atividades diversas de alimentação. Os sacos dessas lixeiras menores deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. 210 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . Devem ser oferecidas as condições necessárias para seleção dos resíduos. Compondo os resíduos comuns. etc. já no momento do descarte. Recomenda-se que.COLETA SELETIVA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE O gerenciamento de resíduos deve ser implantado como rotina em ambientes farmacêuticos. restos de madeira. esponja de aço. Indica-se o uso de cores para identificar os recipientes e programação visual padronizando símbolos e descrições utilizadas. recolhimento para um local de armazenamento até a coleta. e serem colocados dentro de um saco preto maior. nas salas. deverá ter locais determinados para a localização das lixeiras de Coleta Seletiva. papel carbono. papel toalha. papel higiênico. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Comum. erva-mate. Nas unidades de saúde são gerados resíduos comuns. RESÍDUOS COMUNS São resíduos nos estados sólidos ou semi-sólidos. há os resíduos recicláveis que serão descartados e recolhidos separadamente. recicláveis. restos de lanches. RELAÇÃO DOS RESÍDUOS: Cascas de frutas. A Coleta Seletiva compreende a separação. cada lixeira contenha a identificação do tipo de resíduo e acima. absorventes higiênicos. dos diferentes tipos de resíduos. isopor. Cada sala do ambiente de trabalho. seja fixada uma lista de resíduos que deverão ser desprezados em tais lixeiras. não oferecendo nenhum risco à sua manipulação ou à Saúde Pública. fisiológicas.

C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Reciclável. papéis de embrulho. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 211 . Esses sacos de lixo deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. e serem colocados dentro de um saco verde maior. Se depositados em via pública. Se depositados em via pública. com saco verde e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. de acesso restrito somente a profissionais de limpeza. papelão e metal sem sujidade biológica visível. sacos plásticos. podem ter sua matéria prima reaproveitada. embalagens de água. São resíduos de plástico. colocar próximo ao horário da coleta seletiva. Os vidros grandes. caixas ou tubos plásticos de medicamentos. vidro. embalagens de alumínio. R ESÍDUOS RECICLÁVEIS São resíduos sólidos que. após o uso. papel. O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes com os resíduos recolhidos dos diversos locais dentro de um contêiner. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação (lixo comum. além de gerar novos empregos através das usinas de reciclagem. frascos-ampola vazios. copos descartáveis. gerando economia de recursos naturais e financeiros. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Frascos de soro. vidros. latas em geral etc. tubos de alvejantes e detergentes. de acesso restrito a profissionais da limpeza. Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. em uma área protegida de chuva. caixas de papelão. refrigerantes. colocar próximo ao horário da coleta. rolos vazios de esparadrapo. lixo infectante). lixo reciclável.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA FINAL : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. frágeis ou quebrados devem ser protegidos em caixa de papelão antes do descarte no saco plástico. em uma área protegida de chuva.

agulhas para Carpule. Dentro desse grupo se incluem os pérfuro-cortantes. 212 b•i•o•s•s•e•g•u•r•a•n•ç•a . drenos. sob a mesa clínica para descarte.RESÍDUOS INFECTANTES São resíduos que resultam das atividades de assistência. campos protetores de superfícies. e serem colocados dentro de um saco branco leitoso. sondas. papel de embrulho contaminado. máscaras usadas. R ELAÇÃO DOS R ESÍDUOS P ÉRFURO -C ORTANTES : Seringas agulhadas. cateteres. luvas usadas. fios de aço. etc. após o uso em cada paciente. lacrar quando atingir 2/3 da capacidade indicada na caixa. fios agulhados. esparadrapo. Essas lixeiras deverão ter seu recolhimento ao final de cada turno ou com 2/3 de sua capacidade preenchida. oferecendo risco à Saúde Pública ou à manipulação. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Descartar em caixa apropriada (rígida e impermeável). antes de serem agregados ao restante dos resíduos infectantes. ampolas de medicação. lâmina de barbear. com saco branco e uma relação dos resíduos a serem descartados ali. Em salas de assistência odontológica recomenda-se o uso de porta-resíduos com capacidade aproximada de um litro. lâminas de bisturi. contendo o símbolo internacional de risco biológico estampado no saco de 100 litros. agulhas de sutura. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Gaze. gorros usados. bolsas coletoras de drenagens. etc. scalp. agulha de Abocath. com espessura mínima de 10 micrometros. que promovam liberação de material biológico. C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Lixeira com tampa e pedal identificada como Lixo Infectante. As peças anatômicas e bolsas de sangue devem ser descartadas em saco branco leitoso duplo dentro do recipiente para resíduos infectantes. descartar dentro do saco branco do lixo infectante até o recolhimento. laboratório ou atos cirúrgicos. Esses resíduos são infectantes também e serão descartados fechados em sacos maiores até o recolhimento final. que devem ter o descarte em recipiente apropriado.

quimioterápicos e antineoplásicos. inflamáveis. resíduos corrosivos. soluções para revelação e fixação de radiografias. mercúrio líquido. colocar próximo ao horário da coleta. solventes. 2003 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 213 . Centralizar os diferentes contêineres com tampa e identificação. de acesso restrito a profissionais da limpeza. germicidas fora da validade.O NDE ARMAZENAR ATÉ A COLETA : Colocar os sacos grandes contendo os resíduos recolhidos de cada sala dentro de um contêiner. lixo reciclável. R ELAÇÃO DOS RESÍDUOS : Medicamentos vencidos. esses resíduos deverão ser encaminhados ao fabricante ou empresa tecnicamente competente para tratamento. explosivos. genotóxicos ou mutagênicos. lixo infectante). C OMO ACONDICIONAR DENTRO DA SALA : Quando vencidos ou contaminados. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Manual de Biossegurança para serviços de saúde – Carla Maria Opperman. Se depositados em via pública. reativos. (lixo comum. que elimine a periculosidade do resíduo para a saúde pública ou para o meio ambiente. Lílian Capsi Pires. conforme consta na Resolução CONAMA n° 283/2001. em uma área protegida de chuva. reatores sorológicos vencidos. Porto Alegre. RESÍDUOS FARMACÊUTICOS E QUÍMICOS São resíduos tóxicos compostos por medicamentos vencidos.

Preservar a vida.PRIMEIROS SOCORROS Este capítulo tem o objetivo de tratar dos fundamentos básicos dos primeiros socorros e orientar sobre o que pode ser feito em caso de acidentes como queimaduras. 214 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . A finalidade maior dos primeiros socorros é: . Podemos definir primeiros socorros como os procedimentos adotados antes da chegada do médico. . . O socorro inicial à vítima adequado tem como objetivos: .Chamar o serviço médico. quando uma pessoa é vítima de qualquer acidente ou mal súbito. entorses e picadas de insetos.Dar assistência à vítima até que chegue o socorro médico. do profissional qualificado da área da saúde ou da ambulância. .Atuar conforme o seu conhecimento.10 .Reconhecer quando se trata de um atendimento de urgência.

Nunca abandone alguém em estado grave. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 215 . Explique o que vai ser feito. .Usar as mãos delicadamente. Converse com a vítima durante todo o exame e tratamento. Faça a vítima se sentir acolhida. .. O que fazer para “ganhar” a confiança da vítima? . . A pessoa que presta os primeiros socorros – o socorrista – deve agir imediatamente. Procure mostrar que você está ali para ajudar e servir.Promover a recuperação da vítima.Ser objetivo. Tente responder às perguntas da vítima com franqueza.Falar com a vítima de modo gentil. . Se a vítima for criança. . . . periodicamente reavaliado e estar atualizado quanto às técnicas de primeiros socorros. jamais a separe da mãe ou do pai. ganhe a sua confiança falando da maneira mais simples possível e olhando-a sempre de frente. transmitindo sempre segurança e confiança.Agir com calma e lógica.Restringir os efeitos da lesão. O socorrista deve ser bem treinado.Manter o controle sobre si mesmo e da situação. Para isso é importante: . . . .

.Não use gelo ou água gelada para resfriar a região. álcool e água sanitária.Não cubra a queimadura com algodão. Se necessário. O que fazer: .Dê bastante líquido para a pessoa ingerir e.Não toque a área afetada. procure um médico imediatamente. cal.Se a queimadura for extensa ou de 3º grau. As queimaduras leves (de 1º grau) se manifestam com vermelhidão. de 3º grau.Nunca fure as bolhas. . Já nas queimaduras graves. . . uma vez que há a destruição de terminações nervosas. .Não use manteiga. um analgésico. a pele se apresenta esbranquiçada ou carbonizada e há pouca ou nenhuma dor. 216 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . Nas queimaduras de 2º grau a dor é mais intensa e normalmente aparecem bolhas ou umidade na região afetada. .TIPOS DE ACIDENTES QUEIMADURAS São lesões causadas pelo calor. substâncias corrosivas. líquidos e vapores. podendo ocorrer também pelo frio intenso ou pela radiação solar. recorte em volta da roupa que está sobre a região afetada. gasolina. creme dental ou qualquer outro produto doméstico sobre a queimadura. inchaço e dor. pomada. . se houver muita dor.Não tente retirar pedaços de roupa grudados na pele. Q UEIMADURAS QUÍMICAS São sempre graves e geralmente causadas por produtos de higiene.

O que fazer: . para então socorrer a pessoa. uma queda ou esmagamento. . enxugue delicadamente e cubra com um curativo limpo e seco. retire as roupas da vítima rapidamente. LUXAÇÕES E CONTUSÕES F RATURA É a quebra de um osso causada por uma pancada muito forte. apesar do choque. Q UEIMADURAS POR ELETRICIDADE São causadas por raios ou correntes de alta e baixa voltagem. 15 minutos). ENTORSES. . . que.Refresque a pele da vítima com compressas frias. tendo o cuidado de não queimar as próprias mãos. As a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 217 .Como as queimaduras químicas são sempre graves. por isso tenha cuidado ao manuseá-la e evite ao máximo contaminá-la.Procure ajuda médica imediata.Faça a pessoa ingerir bastante líquido. deixam a pele intacta.Lave o local com água corrente por 10 minutos (se forem os olhos. podendo causar parada cardíaca e respiratória. mantendo-a na sombra. FRATURAS. Q UEIMADURAS O que fazer: SOLARES .Deve-se desligar rapidamente a força elétrica. A queimadura é uma lesão estéril. quando o osso fere e atravessa a pele. O que fazer: . Há dois tipos de fraturas: as fechadas. em local fresco e ventilado. e as expostas.

O que fazer: . .Mantenha o local afetado em nível mais elevado que o resto do corpo e aplique compressas de gelo para diminuir o inchaço.fraturas expostas exigem cuidados especiais. . a dor e a progressão do hematoma. Se o local estiver arroxeado. nem mesmo água. ENTORSE É a torção de uma articulação.Imobilize o osso ou articulação atingido com uma tala. nem tentar recolocar o osso no lugar. Use 218 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s .Não movimente a vítima até imobilizar o local atingido. portanto nesse caso cubra o local com um pano limpo ou gaze e procure socorro imediato.Solicite assistência médica. . . como uma tábua. vassoura ou outro objeto qualquer.Verifique se o ferimento não interrompeu a circulação sanguínea. luxação ou contusão: Improvise uma tala Amarre delicadamente o membro machucado (braços ou pernas) a uma superfície.Não dê qualquer alimento ao ferido. LUXAÇÃO É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação. mantenha a pessoa calma e aquecida. CONTUSÃO É uma área afetada por uma pancada ou queda sem ferimento externo. O que fazer: . O que fazer em caso de entorse. com lesão dos ligamentos (estrutura que sustenta as articulações). é sinal de que houve hemorragia sob a pele (hematoma). enquanto isso. .Não se deve fazer massagens na região. revista dobrada.

álcool. vômitos. . cotovelo. cosméticos.tiras de pano. em quantidade suficiente podem causar danos temporários ou permanentes. naftalina. Os sinais e sintomas mais comuns são queimaduras nos lábios e na boca. Isto serve para sustentar um braço em casos de fratura de punho. plantas. hálito com cheiro da substância ingerida. O que fazer: . produtos químicos e substâncias corrosivas são os principais causadores de envenenamentos ou intoxicação. amônia. .Se a vítima estiver consciente. Improvise uma tipóia Utilize um pedaço grande de tecido com as pontas presas ao redor do pescoço. Só use a tipóia se o braço ferido puder ser flexionado sem dor ou se já estiver dobrado. ataduras ou cintos. graxas. aguarrás. polidores. Medicamentos. eventualmente.Não induza o vômito se a substância ingerida for corrosiva ou derivada de petróleo (removedor. comida estragada. ao serem introduzidas no organismo. especificamente em crianças. thinner. plantas. soda cáustica. induza vômitos se o agente tóxico for: medicamentos. Esses produtos causam queimaduras quando ingeridos e podem provocar novas queimaduras durante o vômito ou liberar gases tóxicos para os pulmões. perda de consciência. bebidas alcoólicas. parada cárdio-respiratória. sem apertar muito para não dificultar a circulação sanguínea. tinta. identifique o tipo de veneno ingerido e a quantidade.). INTOXICAÇÕES E ENVENENAMENTOS Venenos são substâncias que. veneno para ratos ou água oxigenada. fósforo. costelas ou clavícula. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 219 . querosene. água sanitária. antebraço.Se a vítima estiver inconsciente. convulsões e.Se possível. etc. . não provoque vômitos. gasolina. ceras. alteração da pulsação.

Os sintomas mais comuns são náuseas.Mantenha a vítima deitada. O que fazer: . .Se a picada for na perna ou no braço. . PICADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS O que fazer ao socorrer uma vítima picada por animais peçonhentos: .Não corte nem fure a picada. vespas e marimbondos.A vítima deve ser levada imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. nem beber.Não dê nada para a vítima comer. . . quando picam. adaptando-se bem ao ambiente doméstico. para evitar que o veneno seja absorvido rapidamente.Deve-se remover o ferrão e aplicar compressas frias para aliviar a dor e reduzir o inchaço. tremores e convulsão. 220 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . vômitos. P ICADAS DE ESCORPIÕES Os escorpiões são pouco agressivos.Não amarre a região da picada. P ICADAS DE INSETOS Abelhas. têm hábitos noturnos e encontram-se geralmente em pilhas de madeiras. salivação. provocam dor e inchaço.Observação: a indução ao vômito é feita através da estimulação da garganta com o dedo.Sempre que possível. . leve o animal que provocou o acidente para ser identificado. . estes deverão ficar em posição elevada. uma vez que carrapatos são vetores de doenças. P ICADAS DE CARRAPATOS O que fazer: Deve-se removê-los o mais rápido possível e colocá-los em um vidro para serem examinados.

P ICADAS DE COBRAS As picadas de cobras são reconhecidas pelas marcas dos dentes na pele. . .Dê apoio à vítima e leve-a a um serviço médico. .Não dê sedativos ou ácido acetilsalicílico.Deve-se transportar o acidentado rapidamente à unidade de saúde para aplicação de soro específico. S ANGRAMENTO EXTERNO É visível na superfície do corpo e é decorrente de corte. nem tente sugar o veneno. .A vítima deve permanecer deitada e quieta.Não dê álcool à vítima. por inchaço e bolas que surgem no local. O que fazer: . mesmo sem qualquer sintoma. prego. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 221 . faca ou outro objeto cortante. . merece atendimento médico.Mantenha a parte ferida abaixo do nível do coração. Toda picada de cobra.Não coloque torniquete. . Qualquer ruptura anormal da pele ou da superfície do corpo é chamada de ferimento. raspão. de forma que o veneno fique contido no local.Deve-se lavar a ferida com água e sabão. pela dor no local atingido. perfuração.O que fazer: . produzido por um pedaço de vidro.Não faça ferimentos adicionais para drenar o veneno.Não remova o veneno por meios mecânicos. SANGRAMENTOS Um sangramento é a perda de sangue dos vasos sanguíneos. Dessa maneira ocorre o sangramento ou hemorragia. . .

. mas não do corpo. S ANGRAMENTO INTERNO Surge em decorrência de um ferimento interno que faz com que o sangue saia do sistema circulatório. a situação deve ser acompanhada e controlada com muita atenção através da monitoração dos sinais externos: pulso fraco e acelerado. .Não dê alimentos à vítima. .O que fazer: . nem a aqueça demais com cobertores. impedindo a passagem de sangue para a região afetada. .Não aplique substâncias.Quando parar de sangrar. evitando a remoção de eventuais coágulos. . Se o sangramento persistir através do curativo. comprima a artéria ou a veia responsável pelo sangramento contra o osso. tontura e inconsciência. O que fazer: . sede. S ANGRAMENTOS O que fazer: NASAIS 222 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . A hemorragia interna pode levar rapidamente ao estado de choque e. por isso. como pó de café ou qualquer outro produto. Observação: Quando houver sangramentos intensos nos membros e a compressão não for suficiente para estancá-los. comprimindo-o com um pano limpo dobrado ou com uma das mãos.Peça auxílio médico imediato. no sangramento.Procure manter o local que sangra em um plano acima do coração. mãos e dedos arroxeados pela diminuição da irrigação sanguínea. mucosas dos olhos e da boca brancas.Pressione firmemente o local por cerca de dez minutos. pele fria e pálida. ponha novas ataduras sem retirar as anteriores. Os mais comuns ocorrem no tórax e no abdômen.Não tente retirar corpos estranhos dos ferimentos. cubra o ferimento com uma gaze e prenda-a com uma atadura firme. mas que permita a circulação do sangue.

Se a hemorragia persistir. como um cabo de vassoura. ..Se tiver que remover a vítima com as mãos. cadeira de madeira ou bastão de borracha. O que fazer: . em casos extremos.Se houver parada cárdio-respiratória.a de entrada e de saída da corrente elétrica. evitando que o sangue vá para a garganta e seja engolido. Na pele. . envolva-as em um jornal ou num saco de papel. provocando náuseas. geralmente causado por altas descargas.Depois de alguns minutos. afrouxe a pressão vagarosamente e não assoe o nariz.Cubra as queimaduras com uma gaze ou com um pano bem limpo. aplique a ressuscitação. ou a chave geral. .Se possível empurre a vítima para longe da fonte de eletricidade com um objeto seco. podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e.Desligue o aparelho da tomada. não-condutor de corrente. tábua. levar à parada cárdio-respiratória. sentada. corda seca. . . . CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico. volte a comprimir a narina e procure socorro médico. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 223 .Incline a cabeça da pessoa para a frente. é sempre grave. . podem aparecer duas pequenas áreas de queimaduras (geralmente de 3º grau) .Comprima a narina que sangra e aplique compressas frias no local.

. cubra-os com um cone de papel grosso (por exemplo.Se necessário. com as pernas elevadas. a não ser que se trate de um inseto vivo.Não deixe a vítima esfregar ou apertar os olhos.Pingue algumas gotas de soro fisiológico ou de água morna no olho atingido. orientando-a para assoar o nariz. a vítima apresentará pele azulada e respiração difícil ou ausente. O que fazer: NO OUVIDO . acidentalmente.Instrua a vítima para respirar somente pela boca. boca e ouvidos. cubra a pessoa com um cobertor e mantenha-a calma.Pingue algumas gotas de óleo mineral morno (vire a cabeça para que o óleo e o objeto possam escorrer para fora). 224 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s . NOS OLHOS .. peças de brinquedos. . sementes. e procure um médico. CORPOS ESTRANHOS E ASFIXIA Crianças pequenas podem. Se isso não resolver. Se estiver inconsciente.Não bata na cabeça para que o objeto saia. sem apertar. . Se não for possível fechar os olhos. Esses objetos são. NO NARIZ . nem coloque nenhum instrumento no canal auditivo. deite-a de lado. . em especial no nariz.Se o objeto estiver cravado no olho não tente retirá-lo. deite-a de costas.Se a pessoa estiver consciente. e procure ajuda médica especializada imediatamente.Não tente retirar objetos profundamente introduzidos. um copo) e procure ajuda médica imediata. . moedas. Se houver asfixia. .Procure ajuda médica imediata. cubra os dois olhos com compressas de gaze. introduzir objetos nas cavidades do corpo. cubra os olhos da vítima e procure ajuda médica. na maioria das vezes. bolinhas de papel e grampos.

procure auxílio médico. . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 225 . é sinal de que o objeto está obstruindo as vias respiratórias. levando a vítima a apresentar.Nunca tente puxar os objetos da garganta ou abrir a boca para examinar o seu interior. beber ou cheirar..Se o objeto tem arestas ou pontas e a pessoa reclamar de dor. .RESPIRATÓRIA Em decorrência da gravidade de um acidente pode acontecer a parada cárdio-respiratória. Se ele não sair.Se a pessoa não consegue tossir com força. evitando assim lesar a medula quando houver vértebras quebradas. lábios e unhas azulados. . inconsciência. coloque uma mão sobre a outra e localize a extremidade inferior do osso vertical que está no centro do peito (chamado osso esterno). pele fria e pálida.Se o ferido estiver de bruços e houver suspeita de fraturas. pois esse é o recurso mais eficiente quando não há asfixia. Verifique então se há algo da boca da vítima que impeça a respiração. Deixe a pessoa tossir com força. falar ou chorar. além da ausência de respiração e pulsação. O BJETOS ENGOLIDOS . mova-o rolando o corpo todo de uma só vez. Só aplique os procedimentos a seguir se você tiver certeza de que o coração não está batendo: P ROCEDIMENTOS PRELIMINARES . o que significa que há asfixia. colocando-o de costas no chão.Ao mesmo tempo uma outra pessoa deve aplicar respiração boca-a-boca.Não dê nada à vítima para comer.Não introduza nenhum instrumento nas narinas para retirar o objeto. mantendo o queixo levantado para esticar o pescoço. . A RESSUSCITAÇÃO CÁRDIO . procure um médico.Faça isso sempre com o auxílio de mais duas ou três pessoas a fim de não virar ou dobrar as costas e o pescoço da vítima. O que fazer: .Com a pessoa no chão. P ARADA CÁRDIO .PULMONAR . firmando a cabeça da vítima e fechando as narinas com o indicador e o polegar.

Coloque-a deitada de costas. O que fazer: . beber ou comer. 226 a•n•a•t•o•m•i•a e f•i•s•i•o•l•o•g•i•a• h•u•m•a•n•a•s ..Uma vez sem convulsão.Proteja a cabeça da vítima. .Se o desmaio durar mais de dois minutos. soprando adequadamente para insuflálos. Deixe-a se debater livremente. ajude-a a ficar em pé.Não ofereça nada para ela cheirar. . A queda da vítima é quase sempre desamparada.Remova a vítima para um ambiente arejado. durante a convulsão. . se houver alguém ajudando-o. mantenha a vítima em repouso.Mantenha sempre as vias aéreas da vítima livres. tente colocá-la sentada e depois. EMERGÊNCIAS CLÍNICAS DESMAIO É a perda momentânea da consciência. . às vezes. Normalmente.Enquanto o ajudante enche os pulmões. colocando um lenço dobrado entre as arcadas dentárias da vítima. com movimentos desordenados e. . além da contratura desordenada da musculatura. . deixando-a confortável. . para ter certeza de que ela voltou ao normal. com as pernas elevadas e a cabeça baixa. sempre a amparando. procure auxílio médico. são fortes. podendo ocorrer ferimentos.Afrouxe as roupas da vítima. até que o coração volte a bater. devagar. Caso a vítima volte a si após alguns minutos. pressione o peito a intervalos curtos de tempo. há salivação abundante e. . . . em geral. faça um sopro para cada cinco pressões. Deixe-a dormir.Oriente a vítima a procurar um médico. Pode ocorrer por falta de alimentação. Esta seqüência deve ser feita da seguinte forma: se você estiver sozinho.Solte as roupas da vítima. CONVULSÕES São contrações incontroláveis dos músculos. acompanhadas de perda de consciência.Evite a mordedura da língua. após a doação de sangue ou quando se presencia alguém sangrando ou sofrendo. eliminação de fezes e urina. Duram poucos minutos.Após a convulsão é comum a sonolência. O que fazer: . faça dois sopros para cada quinze pressões no coração.

objetivando dispensar medicações seguras e oportunas. voltando-se também para o ensino e a pesquisa.11. Sua missão compreende tudo o que se refere ao medicamento. controle. em um grupo de serviços que dependem diretamente da Direção Central e estão em constante e estreita relação com sua administração. dispensação e distribuição de medicamentos e correlatos às unidades hospitalares. desde sua seleção até sua dispensação. portanto. uma importante função clínica. propiciando assim um vasto campo de aprimoramento profissional. onde se desenvolvem atividades ligadas à produção. investigativo e docente. FARMÁCIA HOSPITALAR A farmácia hospitalar é um órgão de abrangência assistencial. velando a todo o momento por sua adequada utilização no plano assistencial. Um serviço de farmácia em um hospital é o apoio clínico integrado. administrativa e de consulta. O farmacêutico tem. armazenamento. visando sempre à eficácia da terapêutica. econômico. É igualmente responsável pela orientação de pacientes internos e ambulatoriais. A principal razão de ser da farmácia é servir ao paciente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 227 . além da redução dos custos. técnico-científica e administrativa. funcional e hierarquicamente.

desde farmácias extremamente modernas prestando toda a gama de serviços e no outro extremo hospitais sem farmacêutico. A ÇÕES GERENCIAIS PARA FARMÁCIAS HOSPITALARES Princípios • Farmacêuticos trabalham próximos com outros profissionais de saúde para atender as necessidades dos pacientes. armazenamento. Os elementos para o sucesso de uma farmácia hospitalar: I . etc. • A introdução de novas legislações aumentou a exigência de cumprimento de boas práticas de dispensação e manipulação farmacêutica. compras.Liderança e prática de gerenciamento. • As várias necessidades dos pacientes requerem que as farmácias hospitalares desempenhem uma série de atividades organizadas. 228 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r .ADMINISTRAÇÃO DA FARMÁCIA HOSPITALAR • A farmácia hospitalar vem passando por mudanças significativas nos últimos tempos.). • O aumento na informatização das farmácias hospitalares propiciou melhor controle administrativo dos estoques. manipulação. D ESAFIOS PARA A FARMÁCIA HOSPITALAR BRASILEIRA • Ter farmacêuticos em 100% dos hospitais. participação em grupos multiprofissionais e ações de farmácia clínica). os farmacêuticos são comprometidos com os resultados de seus serviços e não somente com o fornecimento deles. • Hoje coexistem várias realidades em nosso país. planejamento. • Melhorar a qualidade técnica (dispensação. • Como agentes de Atenção Farmacêutica. • Melhorar a gestão administrativa (estocagem.

2) Desenvolver planos e esquemas para atingir estes objetivos. III . • Objetivo: Melhorar continuamente os resultados dos pacientes.Otimização da terapia medicamentosa.Informação sobre medicamentos e educação. Missão da Farmácia Hospitalar: • A missão deve ser escrita e conhecida de todos os funcionários (refletindo o compromisso com pacientes e responsabilidades operacionais). Liderança e prática de gerenciamento: • Uma efetiva liderança aliado a um perfil gerencial são necessários para a prestação de serviços farmacêuticos de maneira consistente com as necessidades do hospital e dos pacientes.II . equipamentos e fontes de informação. e VI – Pesquisa farmacológica clínica. IV . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 229 . e deve também ser compatível com a as características e missão do hospital. V – Estrutura. • O diretor de uma farmácia hospitalar deve ser responsável por: 1) Estabelecer as metas de curto e longo prazo da farmácia. 3) Direcionar as implementação destes planos e as atividades do dia-a-dia associadas a ela. 4) Acompanhar o cumprimento das metas. baseado nas necessidades do paciente e do hospital.Dispensação de medicamentos e controles. e 5) Instituir ações corretivas para o cumprimento das metas quando necessário. • O gerenciamento de uma farmácia hospitalar deve ser focado na responsabilidade do farmacêutico de fornecer Atenção Farmacêutica e desenvolver uma estrutura organizacional que dê suporte a esta missão.

Integração de Novos Funcionários: • Deve-se ter bem estabelecida uma rotina de acolhimento (apresentação das missões. • Conter todos os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs). atividades. escriturários. médio e longo prazo. setores da farmácia e do hospital. Recrutamento e Seleção de Pessoal • Devem ser realizados baseados no desenho do cargo (qualificações e perfil desejado). e b) Programas de educação continuada devem ser elaborados para manter e aumentar suas competências. auxiliares. 230 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Manual Operacional: • Deve ser elaborado um manual operacional a fim de disciplinas as atividades da farmácia (administrativa. Descrição dos Cargos e Funções: • As áreas de responsabilidade da farmácia devem ser claramente definidas. • Objetivos a curto. O diretor da farmácia hospitalar deve assegurar que as rotinas e procedimentos sejam seguidos e ajudem a atingir as metas estabelecidas. cultura do hospital). Educação e Treinamento: a) Todos os funcionários da farmácia hospitalar devem possuir as qualificações necessárias para cumprir suas tarefas. operacional e clínica). secretárias.) em quantidade e perfil suficiente para implementação da Atenção Farmacêutica.Recursos Humanos de Apoio: • A farmácia hospitalar deve ter pessoal de suporte (técnicos. etc. a descrição detalhada dos cargos e funções de todas as categorias de funcionários da farmácia deve existir e ser revisadas. Esquemas de Trabalho: .

UTI neonatal). Envolvimento em comissões: • O farmacêutico deve ser membro e participar ativamente de Comissões de Farmácia e Terapêutica (CFT). dor. grupos multiprofissionais de diabetes. gestantes.• Todos os funcionários devem conhecê-lo. hipertensão. curativos. Custos com medicamentos: • Políticas e procedimentos para gerencias os gastos com medicamentos devem existir. e • Devem ser implantados controles gerenciais de tratamentos de alto-custo no hospital. e • Mecanismos de fiscalização de cumprimento do manual devem ser estabelecidos. estudos farmacoeconômicos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 231 . etc. Garantia de qualidade: • O diretor da farmácia hospitalar deve garantir a implantação de programas de qualidade em todos os processos relacionados ao uso de medicamentos pelo paciente e em relação à logística. e • Devem-se utilizar programas com estudos de uso de medicamentos (EUM). pois os gastos da farmácia representam um grande aporte dentro do hospital. etc. cirurgia cardíaca. Gestão financeira: • O diretor da farmácia hospitalar deve participar ativamente da gestão financeira do hospital. principalmente em hospitais com programas clínicos que exijam farmacoterapia intensiva (transplantes. Serviços farmacêuticos 24 horas: • O funcionamento da farmácia com a presença de farmacêutico deve ser ininterrupto sempre que possível.

• Após análise dos ocorridos é necessário propor medidas corretivas para evitar novos episódios. temperatura. Estocagem de medicamentos: • Medicamentos devem ser estocados e preparados em condições apropriadas de higiene. 232 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . luz.24 horas: a) A dispensação de medicamentos em horários que não há farmacêutico deve ser disciplinada pela CFT no que diz respeito aos medicamentos que podem ser dispensados. Dispensação por dose-unitária: • Sempre que possível. os medicamentos devem ser disponibilizados na forma de dose-única por horário e paciente. médicos e enfermeiros devem estabelecer políticas e procedimentos para prevenção e notificação de erros de medicação. e prontos para a administração. e c) Deve-se evitar e desencorajar a entrada de não farmacêuticos (ou funcionários da farmácia) nas dependências da farmácia hospitalar. devidamente rotulados. ventilação. • Embalagens multidoses devem ser evitadas ao máximo. b) O uso de dispensadores eletrônicos deve ser estimulado nestas ocasiões. Recolhimento de medicamentos (recalls): • Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitários (ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para recolhimento de produtos. segregação e segurança que assegurem integridade do medicamento e segurança do pessoal envolvido. Erros de medicação (medication errors): • Farmacêuticos. Confidencialidade de Dados do Paciente: • O farmacêutico deve garantir o sigilo das informações clínicas dos pacientes.Serviços farmacêuticos não .

). etc. Estoques periféricos: • Estoques periféricos devem se limitar ao uso em situações de emergência e itens de segurança (enxagüatório bucal. avariados. individualizada. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 233 . Fabricantes e fornecedores: • Devem ser estabelecidos critérios para selecionar e validar fornecedores para assegurar a máxima qualidade dos medicamentos e correlatos. curativos. coletiva. • Condições que possam comprometer a segurança do processo de estocagem devem ser revistos e propostos modificações. automatizados. • Disciplinar e treinar as pessoas autorizadas a fazer tal dispensação. rótulos. Sistemas de dispensação e máquinas dispensadoras automáticas: • A farmácia deve propor e monitorar a utilização dos sistemas de dispensação (dose-unitária. Substâncias controladas: • Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98. etc. • O potencial de acontecer erros de medicação deve ser avaliado em relação a estes itens. em especial os controles físicos e livros (ou controles informatizados). satélites. Inspeções na área de estocagem: • Todos os estoques devem ser inspecionados rotineiramente para assegurar validade de produtos.) no hospital e avaliar as mudanças necessárias e os riscos de erros associados a cada setor. anti-sépticos.Representantes comerciais: • Políticas escritas para visitas e atuação de representantes comerciais de medicamentos e correlatos no hospital devem existir.

234 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . equipamentos e suprimentos devem estar disponíveis para todos os profissionais e funções administrativas relacionadas ao uso de medicamentos. prescritores e outros profissionais de saúde e devem estar integrados com os serviços gerais do hospital (comunicações. transportes. Área de manipulação e estocagem: • O espaço e a estrutura da área de manipulação devem atender as boas práticas de manipulação (RDC 33 e outras) e estocagem (portaria 802 e outras). que devem possuir área segregada e rotinas escritas de prevenção de incêndios. Informação sobre medicamentos: Espaço adequado. fontes de consulta e tecnologia de comunicação devem estar disponíveis para facilitar a provisão de informações sobre medicamentos. equipamentos e fontes de informação: • Para assegurar uma performance operacional ótima e qualidade no atendimento ao paciente. lavanderia. espaço adequado. etc. limpeza.Estrutura. enfermeiros. evitando potenciais contaminações de produtos. • Estes recursos devem estar localizados em áreas que facilitem a provisão de serviços ao paciente. Produtos citotóxicos e perigosos: • Precauções especiais. • Podemos incluir neste rol de produtos os inflamáveis. equipamentos e treinamentos para estocagem. Estocagem de medicamentos: • Deve existir uma estrutura para que a estocagem e preparação de medicamentos sejam realizadas dentro de parâmetros legais e de segurança. segurança. manipulação e eliminação de dejetos devem existir para garantir a segurança dos funcionários. • Na manipulação de estéreis devemos ter os cuidados redobrados. pacientes e eventuais visitantes.).

P ESQUISA FARMACOLÓGICA CLÍNICA Políticas e procedimentos: • O farmacêutico deve assegurar a segurança e o uso de protocolos apropriados de ensaios clínicos de novas drogas. Sistemas informatizados: • Devem estar disponíveis para auxiliar nas funções administrativas (logísticas).Consultório farmacêutico: • Para atendimento de pacientes ambulatoriais deve existir um espaço privativo com estrutura adequada para realização do processo de anamnese e orientação farmacêutica. atividades educativas e de treinamento. facilitando a intervenção técnica do farmacêutico antes da primeira dose. reuniões. Manutenção de registros: • Um espaço adequado deve estar disponível para arquivamento e manutenção de registros (psicotrópicos. Escritórios e sala de reuniões: • Devem estar disponíveis para atividades administrativas. relatórios e documentos administrativos e técnicos) para assegurar o cumprimento da legislação em vigor e órgãos de acreditação. gerenciar os perfis farmacoterapêuticos dos pacientes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 235 . dispensação. inventários. monitoração clínica. Automação: • Sistemas mecânicos automatizados (“robôs”) e softwares podem ser usados para promover a eficácia e eficiência nos processos de prescrição. com o objetivo de melhorar os resultados farmacoterapêuticos e a qualidade de vida dos pacientes. e podem conter módulos interligados com bases de dados de interações medicamentosas e monografias de drogas.

prestando informações sobre as características farmacodinâmicas dos mesmos. • A CFT e a Comissão de Pesquisa Clínica devem aprovar a pesquisa bem como a Comissão de Ética em Pesquisa (CEP). indicação terapêutica.Distribuição e controle: • A farmácia deve ser responsável pela distribuição e controle dos fármacos utilizados em pesquisa clínica no hospital. contra-indicações. e manter a documentação de consentimento do paciente arquivada. • Prestar informações sobre os mesmos no que diz respeito à estabilidade. e sobre experimentos similares realizados em outros centros de pesquisa. RAM. características organolépticas. Objetivos • Distribuir os medicamentos de forma ordenada e racional. SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS Conceito . Comissão de Pesquisa Clínica: • O farmacêutico deve ser incluído na comissão de pesquisa clínica.É o ato de entrega racional de medicamentos aos pacientes. administração do medicamento testado. verificação de interações medicamentosas e com alimentos. bem como estudo da posologia. contra-indicação. Informação sobre medicamentos: • O farmacêutico deve ter acesso a informações de todos os estudos preliminares sobre o medicamento em pesquisa no hospital. 236 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . dentre outras. • O farmacêutico deve elaborar informações escritas sobre segurança. interações. Estas informações devem ser repassadas à clientela do hospital de forma clara e objetiva de modo que a mesma não tenha nenhuma dúvida a cerca do esquema terapêutico proposto.

• Diminuir erros de medicação; • Diminuir os custos com medicamentos; • Aumentar a segurança para o paciente; • Racionalizar a distribuição e administração; • Aumentar o controle sobre os medicamentos, acesso do Farmacêutico as informações sobre o paciente. Introdução A elaboração de um sistema de distribuição de medicamentos requer uma investigação em profundidade, de atividades que possam garantir eficiência, economia e segurança. A seqüência de eventos que envolvem a distribuição do medicamento começa quando o mesmo é adquirido e a partir de então um modelo é seguido até sua administração ao paciente ou, por algum motivo seja devolvido à Farmácia, para se concluir o processo. Um sistema de distribuição deve atender a todas as áreas da instituição onde são utilizados medicamentos e correlatos. Na prática existem 4 tipos de sistema de distribuição de medicamentos, a saber: coletivo, individual, combinado e dose unitária. (Garrinson, 1979.p.257).

S ISTEMA

DE DISTRIBUIÇÃO COLETIVO DE MEDICAMENTOS

É um sistema onde os pedidos de medicamentos à Farmácia são feitos através da transcrição da prescrição médica pela enfermagem. Estes pedidos não são feitos em nome dos pacientes, mas sim, em nome de setores. A Farmácia envia certa quantidade de medicamentos para serem estocados nas unidades de enfermagem e demais setores, que de acordo com as prescrições médicas vão sendo ministradas aos pacientes. É um sistema que apresenta falhas, pois não há a participação direta do Farmacêutico. Rotina Operacional: • Médico: prescreve os medicamentos para os diversos pacientes nas folhas de prescrições médicas.

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• Enfermagem: efetua a transcrição da prescrição médica para o “Formulário de Solicitação de Medicamentos” em nome de todo o setor. • Funcionário da Enfermagem: envia o formulário para a Farmácia. • Funcionário da Farmácia: através do formulário efetua a distribuição de medicamentos. • Auxiliar de Enfermagem: deve devolver à Farmácia os medicamentos não ministrados. Vantagens: • Grande arsenal terapêutico nas unidades, o que facilita o uso imediato dos medicamentos. • Diminui os pedidos à Farmácia. • Diminui as tarefas a serem executadas pela Farmácia. Desvantagens: • Requisições são feitas através da transcrição da prescrição médica o que pode ocasionar erros de transação, tais como: omissões e trocas de medicamentos. • • Aumenta o gasto com medicamentos em conseqüência de: a) Incapacidade da Farmácia em controlar adequadamente os medicamentos. b) Desvio de medicamentos. c) Mau acondicionamento de medicamentos. d) Vencimento de prazo de validade. e) Devolução de medicamentos sem identificação. . Pode ocorrer administração ao paciente de medicamentos vencidos. . Aumenta o consumo de drogas. . Aumenta o potencial de erros de administração de medicamentos resultante da falta de revisão feita pelo Farmacêutico das prescrições médicas de cada paciente. Sistema individual de distribuição de medicamentos

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Sistema no qual os pedidos de medicamentos são feitos especificamente para cada paciente (24 horas), de acordo com a segunda via da prescrição médica. Este sistema está mais orientado para a Farmácia que o anterior, visto que se busca um melhor controle de medicamentos. Rotina Operacional: Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Funcionário da Farmácia: recolhe as segundas vias das prescrições médicas nas unidades e efetua o aviamento e distribuição dos medicamentos e Soluções de Grande Volume (S.G.V.) em sacos plásticos individuais devidamente identificados com os dados do paciente. Farmacêutico: • supervisiona o aviamento das segundas vias de prescrições médicas. • confere a dispensação de todos os medicamentos e (SGV). • controla o estoque e registra as receitas de psicotrópicos e entorpecentes de acordo com a legislação vigente. • realiza fiscalizações periódicas nas unidades. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente. • supervisiona a reposição dos medicamentos de uso esporádico (se necessário); medicamentos da portaria 344 (psicotrópicos e entorpecentes) e armário de reservas das S.G.V. Funcionário da Farmácia: retorna as unidades com os medicamentos dispensados e as segundas vias das prescrições médicas e acompanha a conferência da medicação e do MMH. Contínuo da Unidade: vai até a Farmácia apanhar as soluções de grande volume. Secretária da Unidade: recebe os medicamentos e S.G.V. na presença do funcionário da Farmácia, conferindo o que está recebendo de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. Após conferir assina as prescrições e organiza os medicamentos e S.G.V. nas gavetas e armários.

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Funcionário da Farmácia: retorna ao Serviço de Farmácia com as segundas vias das prescrições médicas assinadas e os medicamentos que não foram administrados aos pacientes. Diariamente visita as unidades e confere: • Armário dos medicamentos de uso esporádico (se necessário). • Gaveta da portaria 344. • Carro de urgência. • Armário de reserva de S.G.V. • Fazem a reposição de estoques das unidades. Vantagens: • Diminuição dos estoques nas unidades assistenciais; • Facilidade para devolução à Farmácia; • Redução potencial de erros de medicação; • Reduz tempo do pessoal da enfermagem quanto às atividades com medicamentos; • Redução de custos com medicamentos; • Controle mais efetivo sobre medicamentos; • Aumento da integração do Farmacêutico com a equipe de saúde; Desvantagens: • Incremento das atividades desenvolvidas pela farmácia; • Necessidade de plantão na farmácia hospitalar; • Permite ainda potencial erros de medicação. • Exige um investimento inicial; • Necessidade de Plantão na Farmácia Hospitalar.

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Combinação do sistema coletivo com o individual Sistema no qual alguns medicamentos são dispensados através de requisições (Sistema Coletivo) e outros por prescrição individual (Sistema Individual). Desvantagens: • Consumo de tempo da enfermagem; • Não há controle rigoroso do estoque; • Os erros são freqüentes; • Aumenta o número de tarefas desenvolvidas na Farmácia. Sistema de dose unitária de distribuição de medicamentos “É uma quantidade ordenada de medicamentos com forma e dosagens prontas para serem ministradas ao paciente de acordo com a prescrição médica, num certo período de tempo”. (Garrinson, 1979) Objetivos: Dispensar o medicamento certo, ao paciente certo, na hora certa, levando-se em consideração que podem ser avaliados diversos aspectos, tais como: • Erros de medicação, ou seja, verifica-se com a “dose unitária” se estes erros são freqüentes; • Fidelidade das doses (comparar as doses prontas com as prescrições médicas e verificar possíveis diferenças); • Interações medicamentosas, reações adversas e outras causas podem ser estudadas; • Acondicionamento dos fármacos pode ser estudado considerando-se o tipo de acondicionamento ao qual estão submetidos na “dose unitária”; • Proporcionar à administração hospitalar um sistema de distribuição de medicamentos que seja financeiramente viável;

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• Oferecer recursos ao Farmacêutico para melhor integrar-se à equipe de saúde. Rotina Operacional: A rotina operacional é cíclica e portanto deve ser vista como um processo dinâmico. Cada passo tem sua importância, não devendo haver atropelos, sob pena de interromper o processo em qualquer fase que se encontre. Médico: prescreve na folha de prescrição médica (duas vias). Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: retira do prontuário as cópias (segundas vias) das prescrições médicas. Funcionário da Farmácia: vai ao posto de enfermagem, enfermarias ou apartamentos e recolhe: • Cópias (das segundas vias) das prescrições. • Receitas utilizadas para a retirada de medicamentos dos armários de urgências. • Doses unitárias não ministradas. Funcionário da Farmácia prepara: • Doses unitárias. • “Bandejas” contendo os medicamentos a serem repostos nos armários com medicamentos de urgência (de acordo com as receitas). • As etiquetas das doses unitárias e revisa as receitas rubricando-as (para identificar quem preparou e/ou aviou as doses e receitas, respectivamente). Farmacêutico: • verifica se as doses unitárias preparadas estão de acordo com as segundas vias das prescrições médicas. • faz ou supervisiona o controle de estoque e registra as receitas de psicotrópicos ou entorpecentes, de acordo com a legislação vigente. • analisa o perfil farmacoterapêutico do paciente.

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• efetua ou supervisiona a reposição dos medicamentos utilizados nas urgências. Atendente ou Auxiliar de Enfermagem: • recebe e confere as doses unitárias e faz a reposição dos medicamentos utilizados na urgência. • reintroduz as segundas vias das prescrições nos prontuários (se for o caso). Enfermeiro: ministra as doses unitárias. Tipos de sistemas de distribuição por dose unitária: São três os tipos de sistema distribuição por dose unitária: • Centralizado. • Descentralizado. • Combinação dos dois tipos. Sistema Centralizado: As doses são preparadas na Farmácia Central e dali são distribuídas para todo o Hospital. Pelo fato da centralização, o controle de estoque e a supervisão da preparação das doses, pelo Farmacêutico, ficam mais contundentes. Sistema Descentralizado: As doses são preparadas nas Farmácias Satélite (descentralizadas) e ao final de cada preparação, os quantitativos do consumo são enviados à Farmácia Central. Sistema Combinado: Diz-se que o sistema é combinado, quando ao mesmo tempo em que as Farmácias Satélites estão atuando na preparação de doses, a Farmácia Central deixara de operar e vice-versa. Este esquema facilita a adequação aos horários de administração de doses e objetiva uma redução nos recursos humanos, aproveitando da melhor forma possível, o horário de trabalho do pessoal existente no quadro de funcionários da Farmácia. Condições Básicas para um bom S.D.M.U.D.:

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• Existência da Comissão de Farmácia e Terapêutica (Comissão de padronização de Medicamentos). Sem uma relação básica dos medicamentos a serem consumidos no Hospital, fica difícil se preparar “doses unitárias”, levando-se em consideração a grande quantidade de especialidades farmacêuticas comercializadas no Brasil e a preferência de cada médico por certa especialidade.

• Normas Escritas de Caráter Executivos: Há necessidade que normas sejam publicadas como uma espécie de manual evitando, portanto, a omissão dos elementos que trabalharão no sistema. Neste manual deverão constar, também, os objetivos do sistema e suas vantagens. Vantagens do S.D.M.U.D.: • Possibilita uma maior interação do Farmacêutico com os diversos profissionais da saúde e com o paciente. • Redução dos estoques das tarefas nos setores o que evita perdas e desvios. • Diminuição das tarefas desenvolvidas pela enfermagem. • Aumento do controle sobre a utilização dos medicamentos. • Maior segurança do médico. • Rapidez na administração das doses. • Funcionamento mais dinâmico do serviço de farmácia. • Redução no índice de erros de administração de medicamentos. • Redução no tempo de distribuição de medicamentos. • Fácil adaptação a computadores. • Higiene e organização são superiores as dos sistemas tradicionais. • Viabilização econômica.

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f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 245 . NUTRIÇÃO PARENTERAL Por Maria Rita Carvalho Garbi Novaes Introdução A nutrição parenteral (NP) total ou parcial constitui parte dos cuidados de assistência ao paciente que está impossibilitado de receber os nutrientes em quantidade e qualidade que atendam às suas necessidades metabólicas pelo trato gastrointestinal (TGI). • Paciente recebe assistência de alto nível. Exigência de investimento inicial. Desvantagens: Aumento das necessidades de recursos humanos e infra-estrutura da Farmácia Hospitalar. Diferença entre o sistema de distribuição por prescrição individual (dose individual) e o sistema de distribuição por dose unitária Dose individual: • A embalagem que acondicionamos (Sacos Plásticos) é violada por completo. A NP é indicada na profilaxia e tratamento da desnutrição aguda. em regime hospitalar ou domiciliar. • Não diferencia os horários de administração dos medicamentos.• Prestigiar o hospital pelo melhor controle e uso dos medicamentos. • Por ser atividade mais técnica é gratificante para o pessoal da farmácia. mediante o fornecimento de energia e proteínas para prevenir o catabolismo protéico do paciente. • Favorece o perfil farmacoterapêutico do paciente.

capacidade gástrica diminuída. juntamente à equipe multidisciplinar. assegurando uma perfeita estabilidade química e esterilidade do produto elaborado. alterada pela Resolução CFF 292/96. A Portaria 272/98-SVS/MS normatizou os requisitos estruturais e ambientais na manipulação. No Brasil. a fim de assegurar a qualidade dos componentes da nutrição parenteral até a sua administração no paciente. enterocolite necrosante. a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE). erros inatos do metabolismo e prematuridade. durante o V 246 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . nutricionistas e enfermeiros. de constituição multiprofissional. incompetência do esfíncter esofágico inferior e diminuição na motilidade intestinal. o Decreto-Lei 85. resultando em ações mais especializadas ao paciente. que lhe dá habilidade de avaliar as características físico-químicas dos componentes.CFF 247/93. Esta equipe deve ser constituída por profissionais médicos. No âmbito de atuação do farmacêutico. são algumas das situações clínicas em que está indicada a nutrição parenteral. Em 2005. a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH) tem propiciado a participação e valorização dos farmacêuticos hospitalares com a realização de vários cursos de atualização na área. fisiatras. fístulas. psicólogos. as Resoluções do Conselho Federal de Enfermagem . microbiologistas. retardo do esvaziamento gástrico. reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. destacaram as responsabilidades e atribuições do farmacêutico no preparo das nutrições parenterais. as possíveis interações químicas entre os nutrientes e os fármacos. em ambientes hospitalares ou em domicílio.Doenças respiratórias. como entidade congregadora dos profissionais da área. pré e pósoperatório. O profissional farmacêutico tornou-se oficialmente o responsável pela manipulação das formulações nutritivas devido principalmente à sua formação acadêmica. O preparo da nutrição parenteral é um processo que utiliza procedimentos padronizados e validados. Posteriormente. Paralelamente ao trabalho da SBNPE. entre outros. têm realizado desde 1991 o concurso para obtenção de título de especialista na área. Além das atividades de supervisão na manipulação das formulações e controle de qualidade. o farmacêutico participa do acompanhamento clínico do paciente. visando à garantia da sua eficácia e segurança. farmacêuticos. a SBRAFH realizou. A Terapia de Nutricional Parenteral exige o comprometimento e a capacitação de uma equipe multiprofissional.COFEN 161/93 e do Conselho Federal de Farmácia . armazenamento e transporte da alimentação parenteral manipulada e dos insumos utilizados para este fim. síndromes do intestino curto.878/81 estabeleceu como privativa desta classe a manipulação de medicamentos e afins.

Atribuição dos farmacêuticos em terapia nutricional Aquisição de medicamentos. C OMUNICAÇÃO COM OS DEMAIS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A confiança é fundamental nas relações entre o farmacêutico-paciente e o farmacêutico e os demais profissionais de saúde. como também no manejo adequado do paciente. muitos destes associados à ausência de contaminação das soluções nutritivas. a 1ª prova para a obtenção do Título de Especialista em Farmácia Hospitalar. adquiridos para o preparo da NP. Os produtos farmacêuticos e correlatos industrialmente preparados. C OMUNICAÇÃO E ACONSELHAMENTO AO PACIENTE A interação entre prescritores. bem como dos equipamentos necessários à manipulação e administração da terapia nutricional. estando este hospitalizado ou recebendo a nutrição em domicílio. não só na condução de uma orientação técnica que traga benefícios à terapia nutricional. bem como benefícios terapêuticos ao paciente. mas também da adesão e aceitação do tratamento pelo paciente. que garantam sua pureza físico-química e microbiológica. devem ser registrados no Ministério da Saúde e acompanhados do Certificado de Análise emitido pelo fabricante. que além de contemplar a terapia nutricional. que depende não somente de um diagnóstico e indicação corretos da terapia nutricional. O farmacêutico deve manter uma comunicação adequada e respeitosa com os pacientes e seus cuidadores e deve estar seguro de que o paciente recebeu orientação e aconselhamentos apropriados para aquela terapia e verificar se o paciente e a equipe de saúde os entenderam com clareza.Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar em São Paulo. bem como o atendimento às especificações estabelecidas (Portaria 272/ 1998). farmacêuticos e pacientes é essencial na obtenção da eficiência do tratamento. A atuação do farmacêutico em terapia nutricional tem propiciado às instituições uma sensível redução dos custos hospitalares. produtos para a saúde e correlatos O farmacêutico é responsável pela logística farmacêutica de medicamentos e produtos para saúde. também abordou outros temas e atividades do farmacêutico hospitalar. seguindo padrões de qualidade e os aspectos legais. O farmacêutico é o responsável em fornecer um sumário de todas as infor- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 247 .

O profissional deve ainda gerar 248 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . método de administração e acompanhamento clínico do paciente. bem como as entidades governamentais competentes. indicação. de acordo com seu estado mórbido. estado nutricional e requerimentos nutricionais. incluindo os erros de prescrição. e providenciar educação para o paciente. o farmacêutico pode avaliar dados científicos observando avanços no cuidado individual do paciente. ao analisar prescrições de nutrição parenteral de pacientes e discutir sobre possíveis inadequações da prescrição.mações clínicas relevantes a outros farmacêuticos que possam vir a assumir a responsabilidade daquele paciente. em termos de prognóstico. para melhorar a qualificação dos profissionais. A prescrição deve contemplar o tipo e a qualidade dos nutrientes requeridos pelo paciente. inspecionar a conduta de serviços. O farmacêutico deve avaliar se as prescrições são adequadas ao paciente e se há. (1994) revelam a importância das ações do farmacêutico sobre o prescritor. Deve prover treinamento àqueles que são responsáveis pela preparação e administração da formulação. P ARTICIPAÇÃO EM PESQUISA CLÍNICA A investigação clínica no hospital exige a constituição de equipes multidisciplinares no desenvolvimento eficaz de ensaios clínicos. profissionais da saúde e outros. Estudos de Grymonpre et al. resultados claros que se busquem alcançar. S EGUIMENTO DO PACIENTE EM TERAPIA NUTRICIONAL O médico é o responsável pela prescrição. demais membros da equipe. O médico titular deve ser notificado sobre os eventos dessa natureza. O farmacêutico deve exercer a liderança no desenvolvimento de um programa de monitorização e documentação das reações adversas. Nesta equipe. P ARTICIPAÇÃO SAÚDE NA EDUCAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DE O farmacêutico deve participar diretamente na educação daqueles envolvidos no suporte nutricional para garantir a competência técnica da equipe de trabalho.

nas dosagens adequadas. concentração e compatibilidade físico-química dos componentes. da técnica de manipulação rigorosamente asséptica e das condições ambientais sob as quais o processo é realizado. estéreis e apirogênicas. Os pacientes que recebem a NP devem ser submetidos a um rígido controle clinico e laboratorial. antes e durante a administração da NP. controle de qualidade. As interações entre nutrientes podem ocorrer na forma préabsortivas ou pós-absortivas. liso. deve designar e/ou conduzir ciências básicas e/ou clínicas em áreas de suporte nutricional. equipamentos e suportes. realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento. metas do suporte nutricional e a via de acesso adequada à situação clínica. P REPARO INTRA . conservação e a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 249 . analisar sua adequação. serviços. livre de rachaduras. cantos abaulados. A possibilidade de interação entre componentes é bastante alta na nutrição parenteral devido à sua complexidade e multiplicidade e deve ser avaliada previamente em todas as soluções nutritivas. o qual deve assinar o termo de consentimento pós-informado. manipulação. Deve ser detentor de requisitos estruturais e formais com relação ao piso. teto e parede: em nível. para identificar as anormalidades metabólicas que requeiram tratamento.e analisar dados para avaliar formulações e técnicas de suporte nutricional.HOSPITALAR DA NUTRIÇÃO PARENTERAL A obtenção e manutenção da esterilidade na nutrição parenteral e preparações estéreis são dependentes da qualidade dos componentes aditivados. O farmacêutico deve revisar as prescrições de TNP. respeitando-se o desejo do paciente participar da pesquisa. O farmacêutico deve garantir o fornecimento de nutrição parenteral estável. contendo nutrientes quimicamente compatíveis. O local utilizado no preparo das alimentações parenterais também deve ser criteriosamente analisado. de material impermeável. nutrição clínica e nutrição farmacológica. iluminação central e difusa com acrílico protetor para facilitar a limpeza. F ORMULAÇÕES DE NUTRIÇÃO PARENTERAL A formulação de solução de NP é um procedimento que deve ser adaptado às necessidades calórico-protéicas do paciente. fácil de limpar e desinfetar. medicina nutricional.

mediante a transferência da glicose para o vidro de aminoácidos. fornecendo um fluxo de ar estéril. conforme Anexo II da Portaria 272/98-SVS/MS. homogeneizando-se bem a solução. é recomendado que não sejam administradas soluções de nutrição parenteral misturadas em bolsas de PVC. frágil e inflexível. As soluções são misturadas. dentro de uma área confinada de trabalho. que deverá exercê-la com responsabilidade. sob condições assépticas. com o auxílio de equipo estéril de transferência. A manipulação das nutrições parenterais deve ser realizada em capela de fluxo laminar horizontal.BPPNP. organizacional e recursos humanos capacitados podem contratar firmas prestadoras de bens e serviços. A manipulação e/ou supervisão da nutrição parenteral é de competência do profissional farmacêutico. Após a aditivação dos macronutrientes são transferidos os micronutrientes. hepatotóxico e teratogênico em produtos que tenham PVC contendo misturas lipofílicas. para o fornecimento da nutrição parenteral e assistência ao paciente.transporte da NP. em capela de fluxo laminar. Qualquer alteração que se fizer necessária na formulação deve ser discutida com o médico responsável. e plastificadores como o DEHP (dietilexilftalato) são adicionados para dar flexibilidade. devidamente licenciadas e atuando em conformidade com a Portaria 272/98/SVS. Misturadores automáticos 250 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral . são comercializados em embalagens contendo o vidro de aminoácidos e frasco de solução glicosada. Os hospitais que não possuam as condições previstas quanto à estrutura física. possível carcinogênico. O farmacêutico e a equipe deverão estar habilitados para prestar assistência ao paciente em domicílio. Desta forma. O DEHP é um lipídio solúvel. classe 100. M ÉTODOS EXTERIOR USUALMENTE UTILIZADOS NA MANIPULAÇÃO NO B RASIL E NO Manipulação em vidros Para auxiliar no preparo de soluções de nutrição parenteral estéreis nos hospitais com menor demanda. principalmente se as soluções permanecerem na bolsa por longo período que antecede a administração. Manipulação em bolsas de PVC O PVC (cloreto de polivinila) é uma substância dura.

incluindo desde a aquisição dos constituintes. esterilização do material. C ONTROLE DE QUALIDADE DA NUTRIÇÃO PARENTERAL Consiste em um conjunto de normas e procedimentos. a tecnologia de interação e sistemas de monitoramento de forma a evitar o contato direto com o manipulador. aminoácidos e lipídios. área física adequada. treinamento dos profissionais envolvidos. A tecnologia da barreira de isolamento foi desenvolvida para remover pessoas do ambiente de preparo de produtos intravenosos. integridade do materi- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 251 . O método com misturadores automáticos tem como vantagem a flexibilidade em fornecer quantidades de glicose. além da eficiência e segurança na manutenção da esterilidade da nutrição parenteral. O farmacêutico deve verificar se a dieta foi precisamente formulada no que se referem à adição correta dos componentes. B ARREIRA DE ISOLAMENTO Foi proposto o desenvolvimento de uma área para preparação de produtos estéreis que mantivesse a esterilidade com um nível assegurado em conformidade com a “ASHP Technical Assistance Bulletin on Quality Assurance for Pharmacy Prepared Sterile Products”. avaliação de todos os fatores potencialmente interferentes na qualidade final do serviço. validação dos processos de manipulação. avaliação periódica das instalações e filtros da capela de fluxo laminar. Após o preparo da solução básica constituída de macronutrientes são adicionados minerais e vitaminas individualmente. Removendo as pessoas do ambiente de preparo. avaliação dos métodos de desinfecção e limpeza da área física e da superfície externa dos constituintes utilizados nas amostras. elimina-se a forma primária de contaminação. pelo seu ambiente interno. qualificação de fornecedores.Muitos hospitais preparam as nutrições parenterais utilizando aparelhos especialmente desenvolvidos com bombas de transferência. individualmente preparadas para as necessidades de cada paciente. quantidades e embalagem. A barreira de isolamento é constituída pela sua estrutura física. utilizando um tempo de preparo bem inferior quando comparado à quantidade manipulada e o tempo gasto pelos demais métodos.

como a arginina. os melhores resultados foram obtidos com o uso de sais orgânicos de fósforo. entre outros usos terapêuticos. N OVOS SUBSTRATOS EM TERAPIA NUTRICIONAL Novos substratos em terapia nutricional vêm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de incompatibilidades entre os nutrientes. ácidos graxos de cadeia longa (PUFA). mantendo uma comunicação adequada. síndrome do intestino curto. Todos estes cuidados são realizados visando à garantia da qualidade da solução final e conseqüentemente o bem-estar do paciente.br/pratica%2040/pgs/materia 2010-40. fitoterápicos (Agaricus sylvaticus) vêm sendo utilizados como suplementos dietéticos no suporte nutricional de portadores de câncer.html 252 f•a•r•m•á•c•i•a h•o•s•p•i•t•a•l•a•r . Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal Farmácia – www. nucleotídeos. C ONSIDERAÇÕES FINAIS A atuação do farmacêutico na equipe multidisciplinar melhora a qualidade do atendimento nutricional. cor e turbidez da solução ou emulsão. ácidos graxos 3 e 6. ao identificar corretamente os pacientes que requerem suporte nutricional.praticahospitalar. Destes estudos.br • http://www. bem como trazer benefícios terapêuticos. seus cuidadores e equipe de terapia nutricional. tornando estável a nutrição parenteral. Outros substratos.com. Na tentativa de solucionar o grave problema da incompatibilidade entre fosfato e cálcio nas formulações parenterais de recém-nascidos. O profissional deve manter a ética da profissão farmacêutica. foram estudadas fontes alternativas dos dois íons. presença de material particulado. técnica e respeitosa com os pacientes. reduzindo as complicações metabólicas e infecciosas relacionadas aos procedimentos utilizados na nutrição parenteral e/ou enteral e também ao favorecer um melhor gerenciamento dos recursos humanos e materiais. glutamina. precipitação. volume e peso final.al de embalagem.com.portalfarmacia. lembrando-se que o paciente é o objetivo de nossas ações enquanto profissionais de saúde e do aprimoramento contínuo do nosso trabalho. os quais são solúveis com sais de cálcio em qualquer concentração.

embora reconhecesse a importância da interface entre as três atividades. O profissional que trabalha na vigilância deveria assumir o papel dos “olhos e ouvidos da autoridade sanitária”. consolidação e avaliação de informes de morbidade e mortalidade. SAÚDE PÚBLICA E EPIDEMIOLOGIA CONCEITO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA Langmuir apresentou. no ano seguinte. devendo assessorá-la quanto à necessidade de medidas de controle.12. A vigilância adquiriu o qualificativo “epidemiológica” em 1964. Esse autor foi cuidadoso ao distinguir a vigilância tanto da responsabilidade das ações diretas de controle. Langmuir era favorável ao conceito de vigilância como uma aplicação da epidemiologia em saúde pública. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 253 . porém. em 1963. da Unidade de Vigilância Epidemiológica da Divisão de Doenças Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde. e a regular disseminação dessas informações a todos os que necessitam conhecê-la”. assim como de outros dados relevantes. a decisão e a operacionalização dessas medidas devem ficar sob a responsabilidade da autoridade sanitária. com designação internacionalmente consagrada pela criação. que denominava inteligência epidemiológica. em artigo sobre o tema publicado por Raska. quanto da epidemiologia no sentido amplo de método ou de ciência. que deveriam ficar afetas às autoridades locais de saúde. o seguinte conceito: “Vigilância é a observação contínua da distribuição e tendências da incidência de doenças mediante a coleta sistemática.

como poluição por substâncias radioativas. ainda. envenenamentos na infância. As atividades desenvolvidas pela vigilância situam-se num momento anterior à implementação de pesquisas e à elaboração de programas voltados ao controle de eventos adversos à saúde. com recomendações para a sua utilização não só em doenças transmissíveis. leucemia. Nesse contexto. entre outros pontos. em extenso trabalho publicado em 1988.Raska afirmava que a vigilância deveria ser conduzida respeitando as características particulares de cada doença. que sua complexidade técnica está condicionada aos recursos disponíveis de cada país. mas independentes. como é o caso de testar uma hipótese elaborada a partir de dados obtidos numa investigação de um surto. acidentes. Em 1968. discutem. ou avaliadas quanto à necessidade de definir determinada estratégia de controle de uma doença. Porém. essas três práticas de saúde pública são relacionadas. a vigilância passou a ser aplicada também ao acompanhamento de malformações congênitas. utilização de aditivos em alimentos e emprego de tecnologias médicas. que incorpora a pesquisa e cuja aplicação nos serviços de saúde vai além do “instrumento de saúde pública que denominamos vigilância”. equipamentos. afirmam Thacker & Berkelman. mas também em outros eventos adversos à saúde. resultando dessas discussões uma visão mais abrangente desse instrumento. procedimentos cirúrgicos e hemoterápicos. abortos. a 21ª Assembléia Mundial de Saúde promoveu ampla discussão a respeito da aplicação da vigilância no campo da saúde pública. Afirmava. o uso do termo epidemiológico para qualificar vigilância é equivocado. tais como medicamentos. doenças profissionais. relativa a uma possível associação entre uma exposição (fator de risco) e um efeito (doença). metais pesados. Thacker & Berkelman. A partir da década de 70. enfatizam que a vigilância não abrange a pesquisa nem as ações de controle. Afirmam esses autores que as informações obtidas como resultado da vigilância podem ser usadas para identificar questões a serem pesquisadas. uma vez que epidemiologia é uma disciplina abrangente. com o objetivo de oferecer as bases científicas para as ações de controle. A utilização desse qualificativo tem induzido 254 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . outros eventos adversos à saúde relacionados a riscos ambientais. os limites da prática da vigilância e analisam a apropriação do termo epidemiológica para qualificar vigilância na forma em que ela era aplicada até então em saúde pública.

estamos nos referindo à fundamentação técnica de um programa. Um dos principais fatores que propiciaram a disseminação em todo o mundo desse instrumento foi a Campanha de Erradicação da Varíola. ou seja. como um instrumento para planejamento e avaliação de programas de saúde. Salientamos que norma deve ser entendida no sentido utilizado em planejamento. desde então se consagrou internacionalmente. vigilância em saúde pública. reduzindo a aplicação da epidemiologia nos serviços ao acompanhamento de eventos adversos à saúde. apesar de muito aplicado até hoje no Brasil. portanto. 2. como já foi visto anteriormente neste livro. A equipe que faz parte desse subsistema deve estar perfeitamente articulada com a de planejamento e avaliação dos programas. nas formas propostas por Langmuir e Raska. Thacker & Berkelman propõem a adoção da denominação vigilância em saúde pública como forma de evitar confusões a respeito da precisa delimitação dessa prática. A vigilância. atividade que constitui somente parte das aplicações da epidemiologia nesse campo. deixando de utilizar o qualificativo epidemiológico. podemos dizer que a vigilância de um específico evento adverso à saúde é composta.situa-se nos sistemas locais de saúde e tem por objetivo agilizar o processo de identificação e controle de eventos adversos à saúde. que apresenta um caráter mais universal. Utilizando o enfoque sistêmico e sintetizando os diversos conceitos de vigilância. desenvolveu-se e consolidou-se na segunda metade deste século. nas décadas de 60 e 70. portanto. sem discutir o mérito de cada um deles para um particular sistema de saúde. Ao falarmos em bases técnicas de um programa. ao menos. Essa denominação. Devido a essa discussão. Subsistema de informações para a agilização das ações de controle .é especializado e tem por objetivo elaborar as bases técnicas dos programas de controle de específicos eventos adversos à saúde. Como em nosso país tem sido freqüente a confusão na aplicação do termo “vigilância” como sinônimo das práticas da epidemiologia nos serviços de saúde. substituindo o termo vigilância epidemiológica e passando a ser utilizada em todas as publicações sobre o assunto desde o início dos anos 90. por dois subsistemas: 1. responsável. resolvemos adotar a denominação já consagrada vigilância em saúde pública ou simplesmente vigilância. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 255 . Subsistema de inteligência epidemiológica . deve ser adequada à realidade local. sociais e econômicos e com distintas estruturas de serviços de saúde. que é bem mais abrangente. apresentando variações em sua abrangência em países com diferentes sistemas políticos. pela elaboração das normas utilizadas no nível local dos serviços de saúde.freqüentemente a confusões.

na Polônia são muito semelhantes. à medida que for acompanhando o comportamento de específicos eventos adversos à saúde na comunidade. na Bahia ou. Identificada essa lacuna no conhecimento disponível.Por exemplo. o que irá diferir é a norma. talvez. eventualmente. detectar mudanças desse comportamento não explicadas pelo conhecimento científico disponível. com o objetivo de aprimorar as medidas de controle. materiais e a tecnologia disponíveis para o desenvolvimento dos programas de controle. que deve estar vinculada às características locais do comportamento da doença na comunidade. Isso pode ser feito introduzindo esse novo conhecimento nas bases técnicas que são encaminhadas aos serviços de saúde na forma de recomendações disseminadas por boletins epidemiológicos. as bases técnicas para um programa de controle de difteria em Santa Catarina. devendo também levar em consideração os recursos humanos. é papel da inteligência epidemiológica induzir a pesquisa. poderá. Outro objetivo do subsistema de inteligência epidemiológica é identificar lacunas no conhecimento científico e tecnológico. uma vez que. 256 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . Esse subsistema constitui a ponte entre o subsistema de serviços de saúde e o subsistema de pesquisa do Sistema Nacional de Saúde. Esse subsistema tem por função também incorporar aos serviços de saúde o novo conhecimento produzido pela pesquisa.

As crianças menores de dois anos passaram a receber em 1999. estão em franca redução.PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES Em setembro de 2003. em 1994. uma das principais causadoras da meningite infantil. Os impactos positivos das ações do PNI fizeram com que. Amapá. a estratégia dos Dias Nacionais de Vacinação contra a Poliomielite fosse recomendada pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e adotada por diversos países no mundo. com motivos para uma histórica comemoração: fazia quase 14 anos que o Brasil não registrava novo caso de paralisia infantil. Maranhão e Mato Grosso). Essa estratégia permitiu. Tocantins. Atualmente é oferecida a menores de dois anos em todo o país e a menores de 15 anos na Amazônia Legal (Acre. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 257 . Rondônia. Além de ampliar o rol dos imunobiológicos oferecidos à população. a caxumba. Roraima. contra tétano e difteria. em caráter de rotina. a rubéola. também. Espírito Santo. Santa Catarina e Distrito Federal. o PNI implantou a vacinação de adultos. que o Brasil não registrasse qualquer caso de poliomielite desde junho de 1989 e recebesse da Organização Mundial de Saúde (OMS). principalmente em mulheres em idade fértil. recebem a dupla bacteriana. entre 12 e 49 anos. o Certificado de Erradicação da Poliomielite. a difteria. em 26 mil postos de rotina de vacinação. Os idosos são imunizados contra gripe. Pará. Aqueles hospitalizados e residentes em asilos e casas geriátricas são vacinados contra a pneumonia. Erradicou-se a febre amarela urbana e a varíola. em todos os postos do país. Amazonas. o Programa Nacional de Imunizações (PNI) completou 30 anos. A vacina contra a hepatite B começou a ser implantada gradativamente. Hoje o PNI não está restrito às conquistas contra a pólio. Há vários anos não é registrado nenhum caso de sarampo. já em 1980. a partir de 1992. o tétano. dentre outras. a coqueluche. As mulheres em idade fértil. Paraná. doença considerada em processo de erradicação no Brasil. tétano e difteria. a vacina contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Doenças que afligiam milhares de crianças brasileiras estão controladas: as formas graves de tuberculose. e a de idosos a partir de 60 anos. por estado.

para 329 milhões em 2000. em menores de um ano. Os investimentos na compra de imunobiológicos saltaram de R$ 60 milhões. A rede pública coloca à disposição de toda a população os imunobiológicos de rotina. 258 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . O acréscimo. os imunobiológicos especiais. e a média de 98% contra pólio nas vacinações de rotina. saltando de 214 milhões. a Secretaria de Vigilância em Saúde . representando 54% de acréscimo. enquanto que. deve-se à incorporação de vacinas de maior valor. soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e soros homólogos (imunoglobulinas humanas) . Entre as vacinas de rotina. nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). nos postos de vacinação.SVS colocou à disposição da população 1.vacinas. A cobertura vacinal obtida pelo PNI em menores de um ano chegou a 94.6 bilhões de doses de vacinas. nos postos da rede pública para vacinação de rotina. Entre 1995 e 2000.7%. atingia somente 40% das crianças. além de tantas outras ofertadas em Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE).são utilizados na prevenção ou tratamento de doenças do homem. para R$ 234 milhões. coqueluche e tétano. tem-se chegado a cerca de 100% de cobertura. Assim como tem alcançado as médias de 98% contra sarampo. Setenta e cinco por cento da quantidade de vacinas consumidas no país são produzidas em laboratórios nacionais. Vêm sendo disponibilizadas gratuitamente à população brasileira vacinas contra 13 doenças. O Brasil já atingiu os patamares de imunização dos países desenvolvidos. a partir de 1995. em 1978. em percentual maior. representando um acréscimo de 290%. em 1995.SAÚDE PÚBLICA E IMUNIZAÇÃO Os produtos imunizantes . em 2000. Nos dias nacionais de campanha de vacinação. inclusive outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B. de 94% contra difteria. em 1995. o país vem alcançando 100% de cobertura vacinal contra a tuberculose. em 1999.

caracteriza-se pelo enorme contingente populacional. e para a raiva humana (parcialmente importado). semelhantes a um quadro gripal ou mesmo a uma mononucleose. Em seguida. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 259 . a Secretaria de Vigilância em Saúde incentiva novas pesquisas. além da fiscalização quanto à armazenagem e ao controle de qualidade. especialmente o estado de São Paulo. a produção e a melhoria da qualidade dos produtos. sob acompanhamento da SVS. que coordenam a distribuição para os hospitais públicos habilitados pela Secretaria de Saúde do Estado ou do Município. com manifestações variadas. EPIDEMIOLOGIA AIDS É uma doença caracterizada por uma disfunção grave do sistema imunológico do indivíduo infectado pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). com condições diferenciadas. entre os estados do norte e nordeste e os estados da região sul. As únicas exceções são para o soro contra a picada da aranha Latrodectus curacaviensis (viúva negra ou flamenguinha). A região sudeste. que pode surgir algumas semanas após a infecção inicial. com realidades regionais diversas. o paciente entra em uma fase de infecção assintomática. O propósito do controle de acidentes por animais peçonhentos é o de diminuir a letalidade dos acidentes causados por esses animais e a sua gravidade. Sua evolução é marcada por uma considerável destruição de linfócitos T CD4+ e pode ser dividida em 3 fases: infecção aguda. Os soros são distribuídos pela SVS para as Secretarias Estaduais de Saúde. Sendo o Brasil um país de proporções continentais. por exemplo. apesar dos crescentes investimentos voltados à saúde pública. por meio do uso adequado da soroterapia e da disponibilidade do soro para o tratamento do acidente.SOROS A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável. em laboratórios nacionais oficiais. totalmente importado. Todos os produtos são fabricados no Brasil. Além dos soros de rotina. constata-se a existência de considerável diferença na qualidade de atendimento à população. de duração variável de alguns anos. os sintomas são autolimitados e quase sempre a doença não é diagnosticada devido à semelhança com outras doenças virais. também. pela aquisição e distribuição de soros para as Secretarias Estaduais de Saúde. Nessa fase.

uso compartilhado de seringas e agulhas não esterilizadas (como acontece entre usuários de drogas injetáveis). sudorese noturna. utilização de sangue ou seus derivados sem controle de qualidade. sangüínea (via parenteral e da mãe para o filho. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. e recepção de órgãos ou sêmen de doadores infectados. As infecções oportunísticas passam a surgir ou reativar. diarréia crônica. A história natural da doença vem sendo consideravelmente modificada pelos anti-retrovirais que retardam a evolução da infecção até o seu estágio final. dentre outras. no curso da gravidez. M ODO DE TRANSMISSÃO Sexual. doença causada pelo HIV. picadas de mosquitos ou de outros insetos. durante ou após o parto) e pelo leite materno. caracterizando a AIDS. S INONÍMIA SIDA. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA. tais como tuberculose. tem sido observada no Brasil. como leishmaniose e doença de Chagas. sintomas e doenças. alimentos. como o sarcoma de Kaposi. pneumonia por Pneumocistis carinii. É importante ressaltar que o HIV não é transmitido pelo convívio social ou familiar. gravidez em mulher infectada pelo HIV. AIDS. água. linfomas não-Hodgkin. Tumores raros em indivíduos imunocompetentes. da qual a AIDS é a sua manifestação mais grave da imunodepressão. abraço ou beijo. podem surgir. com 2 tipos conhecidos: o HIV-1 e o HIV-2. é definida por diversos sinais. A ocorrência de formas graves ou atípicas de doenças tropicais. 260 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . toxoplasmose cerebral. Retrovírus denominado Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). astenia e adenomegalia. R ESERVATÓRIO O ser humano.A doença sintomática. São fatores de risco associados aos mecanismos de transmissão do HIV: variações freqüentes de parceiros sexuais sem uso de preservativos. como febre prolongada. perda de peso importante (superior a 10% do peso anterior do indivíduo). candidíase e meningite por criptococos.

Nesse período. material genético (biologia molecular) ou que isolem o vírus (cultura).P ERÍODO DE INCUBAÇÃO É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e o aparecimento de sinais e sintomas da fase aguda. as medianas desse período estão entre 3 a 10 anos. podendo variar de cinco a 30 dias. particularmente pelas conseqüências de se “rotular” um indivíduo como HIV positivo. Por meio da Portaria Ministerial nº 59. para indivíduos com mais de 18 meses. esses procedimentos devem ser rigorosamente seguidos. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O indivíduo infectado pelo HIV pode transmiti-lo durante todas as fases da infecção. razão pela qual os testes sorológicos não devem ser realizados. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 261 . O aparecimento de anticorpos detectáveis por testes sorológicos ocorre em torno de 30 dias após a infecção em indivíduos imunologicamente competentes. P ERÍODO DE LATÊNCIA É o período compreendido entre a infecção pelo HIV e os sintomas e sinais que caracterizam a doença causada pelo HIV (AIDS). Para os menores de 18 meses. Devido à importância do diagnóstico laboratorial. da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Os testes que pesquisam anticorpos (sorológicos) são os mais utilizados. dependendo da via de infecção. de 28 de janeiro de 2003. antígenos. visto que a detecção de anticorpos nesse período pode ser devido à transferência passiva de anticorpos maternos ocorrida durante a gestação. D IAGNÓSTICO A detecção laboratorial do HIV é realizada por meio de técnicas que pesquisam anticorpos. Sem o uso dos anti-retrovirais. de acordo com a natureza de cada situação. o Programa Nacional de DST/AIDS. sendo esse risco proporcional à magnitude da viremia. Não há consenso sobre o conceito desse período em AIDS. regulamentou os procedimentos de realização dos testes. as provas sorológicas podem ser falso-negativas. Denomina-se “janela imunológica” esse intervalo entre a infecção e a detecção de anticorpos por técnicas laboratoriais. pesquisa-se o RNA ou DNA viral.

como tratamento com corticosteróides. Por esse motivo. uma redução da mortalidade. uma maior sobrevida. foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV e várias drogas anti-retrovirais em uso combinado. diminuindo a progressão da doença e levando a uma redução da incidência das complicações oportunísticas. bem como a uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pela Coordenação Nacional de DST e AIDS. ambos distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para instituições que manejam esses pacientes. com uma estimativa de gastos de 2% do orçamento nacional. que variam. leucemias linfocíticas. com tamanho da carga viral e dosagem de CD4+. passando a ser recomendação do Ministério da Saúde a utilização de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais. radioterapia). A partir de 1995. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Prevenir a transmissão e disseminação do HIV e reduzir a morbi-mortalidade associada a essa infecção. chamado de “coquetel”. em adultos e crianças. com curso ou não de doenças oportunísticas. tratamentos com imunossupressores (quimioterapia antineoplásica. 262 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . algumas doenças como doença de Hodgkin. o tratamento com monoterapia foi abandonado. NOTIFICAÇÃO Somente os casos confirmados deverão ser notificados ao Ministério da Saúde.D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Imunodeficiências por outras etiologias. mostra-se eficazes na elevação da contagem de linfócitos T CD4+ e redução nos títulos plasmáticos de RNA do HIV (carga viral). Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financiam integralmente a assistência ao paciente com AIDS. TRATAMENTO Nos últimos anos. mieloma múltiplo e síndrome de imunodeficiência genética. indica-se a leitura das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV-2004” e das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2004”. (prolongado ou em altas doses).

. Outras orientações do Ministério da Saúde. devem passar por processo de inativação do vírus. Os materiais descartáveis.Os produtos derivados de sangue.Quando não forem descartáveis devem ser meticulosamente limpos para depois serem desinfetados e esterilizados. Hemoderivados . a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 263 . . Prevenção da transmissão sangüínea .É feita com uso de zudovidina (AZT) durante gestação e parto por mulheres infectadas pelo HIV e o AZT xarope por crianças expostas.D EFINIÇÃO DE CASO Entende-se por caso de AIDS o indivíduo que se enquadra nas definições adotadas pelo Ministério da Saúde: infecção avançada pelo HIV com repercussão no sistema imunitário. com ou sem ocorrência de sinais e sintomas causados pelo próprio HIV ou conseqüentes de doenças oportunísticas (infecções e neoplasias). depois de utilizados. sendo inativado por meio de produtos químicos específicos e do calor. No entanto. O HIV é muito sensível aos métodos padronizados de esterilização e desinfecção (de alta eficácia). com paredes duras. . também contribuem para a redução da transmissão vertical. devem ser acondicionados em caixas apropriadas. M EDIDAS DE CONTROLE . . Os critérios para caracterização de casos de AIDS estão descritos na publicação “Critérios de definição de casos de AIDS em adultos e crianças” (2004). Prevenção da transmissão sexual . A exclusão de doadores em situação de risco aumenta a segurança da transfusão. que deverão ser alimentadas exclusivamente com fórmula infantil. Prevenção da transmissão perinatal . a prevenção da infecção na mulher é ainda a melhor abordagem para se evitar a transmissão da mãe para o filho. mas não inativado por irradiação ou raios gama.Transfusão de sangue: Todo o sangue para ser transfundido deve ser obrigatoriamente testado para detecção de anticorpos anti-HIV. principalmente por causa da “janela imunológica”. como o parto cesáreo e diminuição do tempo de rotura das membranas.Baseia-se na informação e educação visando à prática do sexo seguro pela redução do número de parceiros e uso de preservativos. que podem transmitir o HIV. para que acidentes sejam evitados. Injeções e instrumentos pérfuro-cortantes .

provocadas por uma espiroqueta. pré e pós-teste para detecção de anticorpos anti-HIV. se o profissional estiver capacitado a realizar aconselhamento. A transmissão da sífilis adquirida é sexual e na área gênito-anal. de modo geral. usualmente. Sífilis adquirida . secundária e latente. quando do diagnóstico de uma ou mais DST. Portanto. É necessário. sem deixar cicatrizes. em geral a partir do 4º mês de gravidez. atualmente a relação entre a presença de DST e aumento do risco de infecção pelo HIV. o que resultará em um maior impacto na redução dessas infecções. toda DST constitui-se em evento sentinela para busca de outra doença sexualmente transmissível e possibilidade de associação com o HIV. período de desenvolvimento imunitário na sífilis não-tratada e inclui sífilis primária. Aconselhamento aos parceiros. A sífilis secundária é marcada pela disseminação dos 264 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . que surge em 1 a 2 semanas. A evolução da sífilis é dividida em recente e tardia. visando aumentar a sensibilidade no diagnóstico e tratamento dessas doenças. deve ser oferecida essa opção ao paciente. Na sífilis congênita. ainda. SÍFILIS CONGÊNITA D ESCRIÇÃO . . Prevenção de outras formas de transmissão . registrar que o Ministério da Saúde vem implementando a “abordagem sindrômica” aos pacientes de DST.. na quase totalidade dos casos. desaparece em 4 semanas. principalmente na vigência de úlceras genitais.Essa forma compreende o primeiro ano de evolução.Como doação de sêmen e órgãos: é feita por uma rigorosa triagem dos doadores. A sífilis primária caracteriza-se por apresentar lesão inicial denominada cancro duro ou protossifiloma. . Sífilis adquirida recente . Educação em saúde. com manifestações cutâneas temporárias. .A sífilis é uma doença infecto-contagiosa. Observação . há infecção fetal via hematogênica. Desse modo. As reações sorológicas para sífilis tornam-se positivas entre a 2ª e a 4ª semanas do aparecimento do cancro. de evolução crônica. O cancro duro. ocorrendo adenite satélite. Promoção do uso de preservativos. sistêmica. . destacando-se.As associações entre diferentes DST são freqüentes.

o diagnóstico só é obtido pelas reações sorológicas. atrofia do nervo óptico. pode haver osteíte gomosa. lesões ósseas. paralisia geral e tabes dorsalis. particularmente de linfonodos cervicais.É aquela em que as manifestações clínicas se apresentam logo após o nascimento ou pelo menos durante os primeiros dois anos. pancreatite e nefrite. A sífilis tardia cutânea caracteriza-se por lesões gomosas e nodulares. manifestas por periostite e osteocondrite. por via placentária. em linhas gerais. Pode ocorrer com freqüência polimicro-adenopatia. como placas mucosas. Assim. podem surgir lesões papulosas palmoplantares. o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica rapidamente em todo o organismo fetal. No período de sífilis recente latente. A lesão mais precoce é constituída por ezantema morbiliforme não pruruginoso: a roséola. artrites. óssea. nervosa e outras.treponemas pelo organismo. artralgias. . epitrocleanos e inguinais. alopécia em clareira e os condilomas planos. A sífilis do sistema nervoso é assintomática ou sintomática com as seguintes formas: meningo-vascular. Posteriormente. sendo sua forma mais grave a sepse maciça com anemia intensa. Na sífilis óssea. . goma do cérebro ou da medula. . Na maioria dos casos. icterícia e hemorragia. Corresponde. . As reações sorológicas são sempre positivas. estão presentes já nos primeiros meses de vida. hepatoesplenomegalia. Assume diversos graus de gravidade. meningite aguda. placas mucosas. não existem manifestações visíveis. As reações sorológicas são positivas. O quadro mais freqüente de comprometimento cardiovascular é a aortite sifilítica (determinando insuficiência aórtica). aneurisma e estenose de coronárias. fissuras radiadas periorficiais e condilomas planos anogenitais. Sífilis adquirida tardia . Antes dessa fase. de caráter destrutivo. lesões palmoplantares. adenopatia generalizada. à sífilis terciária do adulto.É conseqüente da infecção do feto pelo Treponema pallidum. pseudo-paralisia de Parrot (paralisia dos membros). lesões do sistema nervoso central e lesões do aparelho respiratório. Sífilis congênita precoce . Sífilis congênita . Apresenta lesões cutâneo-mucosas. Sífilis congênita tardia . crise epileptiforme. por a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 265 . A transmissão faz-se no período fetal a partir de 4 a 5 meses de gestação. rinites sanguinolentas. Após sua passagem transplacentária. cardiovascular.É considerada tardia após o primeiro ano de evolução e ocorre em doentes que não receberam tratamento adequado ou que não foram tratados.É a denominação reservada para a sífilis que se declara após o segundo ano de vida. sinovites e nódulos justa-articulares. mas há treponemas localizados em determinados tecidos. lesão do sétimo par. Suas manifestações ocorrem de 4 a 8 semanas do aparecimento do cancro. a membrana celular das vilosidades coriais parece constituir obstáculo intransponível para o treponema. periostite osteíte esclerosante. Suas manifestações clínicas surgem depois de um período variável de latência e compreendem as formas cutânea.

P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de uma a três semanas. havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental. epidemiológico e laboratorial. que tem 266 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . nariz em sela e tíbia em lâmina de sabre. é utilizado o FTA-abs. R ESERVATÓRIO O ser humano. A GENTE ETIOLÓGICO Treponema pallidum. Rotineiramente. lues venérea. e esse é o método rotineiro de acompanhamento da resposta terapêutica. mal gálico. doença gálica. peste sexual. um espiroqueta de alta patogenicidade. há infecção fetal por via hematogênica. tríada de Hutchinson (dentes de Hutchinson + cenatite intersticial + lesão do VIII par de nervo craniano). A microscopia de campo escuro é a maneira mais rápida e eficaz para a observação do treponema. A identificação do Treponema pallidum confirma o diagnóstico. doença britânica. O contágio extragenital é raro. O diagnóstico sorológico baseia-se fundamentalmente em reações não treponêmicas ou cardiolipínicas e reações treponêmicas.se caracterizar por lesões gomosas ou de esclerose delimitada a um órgão ou a pequeno número de órgãos: fronte olímpica. mandíbula curva. sifilose. S INONÍMIA Lues. em geral a partir do 4º mês de gravidez. havendo reações falso-positivas e numerosas patologias. na área genital. mal venéreo. D IAGNÓSTICO Clínico. M ODO DE TRANSMISSÃO Da sífilis adquirida é sexual. em quase todos os casos. que se apresenta móvel. pois nota-se uma redução progressiva dos títulos. que é uma micro aglutinação que utiliza a cardiolipina. O resultado é dado em diluições. A transmissão não sexual da sífilis é excepcional. Na sífilis congênita. A prova de escolha na rotina é a reação de VDRL. arco palatino elevado. Sua desvantagem é a baixa especificidade.

D IAGNÓSTICO donovanose. 2.000UI.Para todos os casos. dependendo da idade. citomegalovírus e herpes). em 2 ou 3 vezes. 50. radiológicas. ou penicilínica incompleta.400.tratada (terapia não penicilínica. rubéola. Cancro primário .400. VI. Sífilis adquirida . tratar o caso como neurosífilis) e outros exames quando clinicamente indicados. ou tratamento penicilínico dentro dos 30 dias anteriores ao parto). em cada glúteo). O RX de ossos longos é muito útil como apoio ao diagnóstico da sífilis congênita.000UI).200.800. Sífilis tardia . se não houver alterações clínicas. hiperproteinorraquia e a positividade das reações sorológicas. IM.Cancro mole. 2. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 267 . todo recém-nascido cuja mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL de sangue periférico. . em 2 ou 3 vezes. 3 semanas (dose total 7. sífilis terciária: penicilina G benzatina. por 7 a 10 dias. independentemente do resultado do VDRL do recém-nascido. O comprometimento do sistema nervoso é comprovado pelo exame do líquor. IM. . dependendo da idade.000UI. liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido.alta sensibilidade e especificidade.Sarampo.000.Outras infecções congênitas (toxoplasmose. Recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente .400. se houver alteração liquórica. prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina na dose de 150.000U/kg/dia.Sífilis primária: penicilina G benzatina. 2 semanas (dose total 4. Sífilis congênita no período neonatal . 2. ptiríase rósea de Gilbert. dose única (1. rubéola.200.000U/kg. Sífilis congênita . IV. IM. por 10 dias. o tratamento deverá ser feito com penicilina cristalina na dose de 100. herpes genital. 1 vez por semana. podendo ser encontradas pleocitose. T RATAMENTO . punção lombar (se for impossível.000UI). ou penicilina G procaína. hanseníase wirchoviana e colagenoses.000 U/kg/dia. . se houver alterações clínicas ou sorológicas ou radiológicas. toda gestante terá VDRL na admissão hospitalar ou imediatamente após o parto. IM. DIFERENCIAL . 1 vez por semana. realizar RX de ossos longos. IV. eritema polimorfo. linfogranuloma venéreo e Lesões cutâneas na sífilis secundária .Diferencia-se de acordo com as manifestações de cada indivíduo. . sífilis secundária: penicilina G benzatina. sendo o primeiro a positivar na infecção.000UI.

para adoção das medidas de controle visando a sua eliminação. reinvestigar o paciente. mas na impossibilidade. as lesões ulcerosas são mais numerosas e extensas. 3. . na dose única de 50. Observações .000 a 150. se for reagente ou na presença de alterações clínicas. sugerindo um quadro que ocorria no passado. tratar com penicilina cristalina. dependendo da idade. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detecção ativa e precoce dos casos de sífilis congênita para tratamento adequado das mães e crianças. tratar com penicilina cristalina na dose de 100. Se houver alterações clínicas ou radiológicas.000 U/kg/dia. deverá ser efetuado exame oftalmológico (fundo de olho). Os títulos sorológicos pelo VDRL são. por 7 a 10 dias. realizar VDRL com 1.000U/kg. por 7 a 10 dias. Seguimento . administrada a cada 4 a 6 horas. dependendo da idade. ou penicilina G procaína. radiológicas. interromper a cadeia de transmissão da sífilis adquirida (detecção e tratamentos precoces dos casos e dos parceiros).Ambulatorial mensal. interrompendo quando negativar. 12. IV. 100. se houver alteração liquórica.000U/kg. ou penicilina G procaína. em 2 ou 3 vezes.000U/kg. mais elevados nos doentes co-infectados pelo HIV.000U/kg/dia. 50. por 10 dias. realizar RX de ossos longos e punção lombar. 268 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . IV. prolongar o tratamento por 14 dias com penicilina G cristalina. Em todas as crianças sintomáticas. se não houver alterações clínicas.dever-se-á proceder ao tratamento com penicilina benzatina. essa associação pode ocorrer em 25% dos doentes. IV.A associação de sífilis e aids é atualmente relatada. com fácil sangramento e tempo de cicatrização maior. em média.000U/kg/dia. na dose de 100. em 2 ou 3 vezes. 50. Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas .No caso de interrupção por mais de 1 dia de tratamento. durante 10 a 14 dias. Sífilis congênita após o período neonatal . se a sorologia (VDRL) do recém-nascido for 4 vezes maior (ou seja 2 diluições) que a da mãe.DRL em sangue periférico do RN. por 10 dias. acompanhar o paciente. 6.000U/kg/dia. liquóricas e a sorologia for negativa no recém-nascido. 18 e 24 meses. em 2 ou 3 vezes. o mesmo deverá ser reiniciado. na dose de 150. dependendo da idade.000U/ kg IM. IM. na dose única de 50. IM. Sífilis e aids . diante das elevações de títulos sorológicos ou nãonegativação desses até os 18 meses. IM. Na maioria dos doentes com sífilis e infecção pelo HIV. De acordo com o grupo social.Fazer o exame do LCR e iniciar o tratamento com penicilina G cristalina. denominado de sífilis maligna precoce. tratar com penicilina benzatina. Acompanhamento clínico e com VDRL (1 e 3 meses).

Assim. Será considerado caso de sífilis congênita para fins de vigilância epidemiológica e assim deverá ser notificado: . A Coordenação Nacional de DST e AIDS. deve ser afastada a possibilidade de sífilis adquirida: . a definição de caso de sífilis congênita foi revisada. ou natimorto de mãe com evidência clínica para sífilis ou com sorologia não treponêmica reagente para sífilis. ou no momento do parto ou curetagem. ou testes não treponêmicos reagentes após 6 meses (exceto em situação de seguimento terapêutico). D EFINIÇÃO DE CASO Em 2003. realizado no pré-natal. todos os casos nos quais a definição se aplica serão notificados como caso de sífilis congênita. ou títulos em teste não treponêmico quatro vezes maiores do que os da mãe. ou testes treponêmicos reagentes após 18 meses. não mais utilizando a classificação final de confirmado. pallidum em placenta ou cordão umbilical ou amostra de lesão. na ausência de teste confirmatório treponêmico. biópsia ou necropsia de criança. visando aprimoramento da sua vigilância.todo indivíduo com menos de 13 anos com as seguintes evidências sorológicas: titulações ascendentes (testes não treponêmicos). com qualquer titulação.toda criança. A sífilis adquirida deve ser notificada de acordo com as normas estaduais e/ou municipais. a principal modificação está no agrupamento dos critérios da definição anterior em um único bloco. . do Ministério da Saúde. Em caso de evidência sorológica apenas. selecionou fontes de informações específicas em conjunto com estados e municípios para as DST. presumível ou suspeito. ou aborto. .N OTIFICAÇÃO A sífilis congênita é doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. que não tenha sido tratado. aborto ou natimorto. com teste não treponêmico reagente e evidência clínica ou liquórica ou radiológica de sífilis congênita. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 269 . ou tenha recebido tratamento inadequado.toda situação de evidência de T.todo indivíduo com menos de 13 anos.

mas no terceiro ou quarto dia o quadro se agrava com dor abdominal. dependendo da forma como se apresente: infecção inaparente. Deve-se observar a correta forma de tratamento dos pacientes. a plena integração de atividades com outros programas de saúde. vômitos. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é o extravasamento do plasma. podendo persistir a fadiga. febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome de choque da dengue (SCD). Entre as manifestações hemorrágicas. hematúria e metrorragia) podem ocorrer. artralgia. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. equimoses. Dura cerca de 5 a 7 dias. Pequenas manifestações hemorrágicas (petéquias. cianose e diminuição brusca da temperatura. em geral. seguida de cefaléia. prurido cutâneo. astenia.000 maternidades brasileiras. hepatomegalia (ocasional). mialgia. manifestações hemorrágicas espontâneas (petéquias. Nos casos graves de FHD. Interrupção da cadeia de transmissão (diagnóstico e tratamento adequados). desenvolva a percepção quanto à importância do seu tratamento e de seus parceiros sexuais e de comportamentos preventivos. sangramento do trato gastrointestinal). Para alcançar esse objetivo está em andamento a implantação de atividades especiais para sua eliminação. Aconselhamento (confidencial): orientações ao paciente com DST para que discrimine as possíveis situações de risco em suas práticas sexuais. se inicia abruptamente com febre alta (39° a 40°). agitação ou letargia. dengue clássico (DC). prostração. hipotensão com diminuição da pressão diferencial. em aproximadamente 6. que se manifesta por meio de valores crescentes do hematócrito e hemoconcentração. Na FHD e SCD. a mais comumente encontrada é a prova do laço positiva (Quadro 1). DENGUE D ESCRIÇÃO Doença infecciosa febril aguda. sinais de debilidade profunda. sangramento gastrointestinal. ezantema. o desenvolvimento de sistemas de vigilância locais ativos. dor retroorbitária. náuseas. A DC. palidez de face. dor abdominal generalizada (principalmente em crianças). que pode ser de curso benigno ou grave. pulso rápido e débil. gengivorragia. anorexia. púrpura. os sintomas iniciais são semelhantes aos da DC. derrames cavitários. o maior número de casos 270 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . quando há regressão dos sinais e sintomas. epistaxe.M EDIDAS DE CONTROLE O Ministério da Saúde é signatário de acordo internacional que busca a “eliminação da sífilis congênita”.

S INONÍMIA Febre de quebra ossos. geralmente precedido por dores abdominais (quadro 1). quando o repasto é interrompido e o mosquito. após terapia anti-choque. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida.homem. em média 5 a 6 dias. A fonte da infecção e hospedeiro vertebrado é o homem. 3 e 4. um ciclo selvagem envolvendo o macaco. Após um repasto de sangue infectado.homem.de choque ocorre entre o 3º e 7º dias de doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. M ODO DE TRANSMISSÃO A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. que começa um dia antes da febre e perdura até o sexto dia de doença.Aedes aegypti . A GENTE ETIOLÓGICO É o vírus do dengue (RNA) .Arbovírus do gênero Flavivírus.Aedes aegypti . nem por fontes de água ou alimento. O choque é decorrente do aumento de permeabilidade vascular. o mosquito está apto a transmitir o vírus. O Aedes albopictus. na Ásia e na África. seguida de hemoconcentração e falência circulatória. Foi descrito. Nas Américas. depois de 8 a 12 dias de incubação extrínseca. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO De 3 a 15 dias. já presente nas Américas e com ampla dispersão na região sudeste do Brasil. V ETORES HOSPEDEIROS Os vetores são mosquitos do gênero Aedes. alimenta se num hospedeiro suscetível próximo. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE O homem infecta o mosquito durante o período de viremia. no ciclo homem . A transmissão mecânica também é possível. 2. até o momento não foi associado à transmissão do vírus da dengue nas Américas. imediatamente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 271 . pertencente à família Flaviviridae. o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem . com 4 sorotipos conhecidos: 1.

febre amarela. hepatomegalia dolorosa. FHD: alguns sinais de alerta precisam ser observados: dor abdominal intensa e contínua. diminuição brusca da temperatura corpórea associada à sudorese profusa. lipotimia e aumento repentino do hematócrito. a febre hemorrágica da dengue (FHD) foi descrita. leptospirose. clínicoepidemiológico. Após a década de 60. letargia. taquicardia. em > 5 anos). é particularmente importante estar atento a sinais de insuficiência cardíaca. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS A dengue tem sido relatada há mais de 200 anos. diminuição da pressão diferencial (PA sistólica -PA diastólica <= 20mm Hg). rubéola. nas Filipinas e Tailândia. FHD e SCD . choque endotóxico. em < 5 anos. pulso rápido e fraco. sangramentos importantes. hepatites infecciosas e outras febres hemorrágicas. em seguida. o diagnóstico é clínico e laboratorial nos primeiros casos. hipotensão arterial (PA sistólica <=80mm Hg. hipotensão postural (PA sistólica sentado . sarampo. A FHD e a SCD necessitam de uma boa anamnese. Na década de 50. D IAGNÓSTICO Na DC.PA sistólica em pé com diferença maior que 10mm Hg). TRATAMENTO DC: sintomáticos (não usar ácido acetilsalicílico). seguida de exame clínico (vide sinais de alerta no quadro 1) com prova do laço (verificar aparecimento de petéquias) e confirmação laboratorial específica. Aos primeiros sinais de choque. extremidades frias. vômitos persistentes. PA sistólica <= 90mm Hg. seguido de hemoconcentração e falência circulatória. A partir de 1963. Em 272 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . diminuição da diurese. a circulação do vírus da dengue intensificou-se nas Américas. Durante uma administração rápida de fluidos. agitação. derrames cavitários.COMPLICAÇÕES Choque decorrente do aumento da permeabilidade capilar. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL DC: gripe. o paciente deve ser internado imediatamente para correção rápida de volume de líquidos perdidos e da acidose. cianose. houve circulação comprovada dos sorotipos 2 e 3 em vários países.infecções virais e bacterianas. pela primeira vez.

1986. acompanhada de. causada pelos sorotipos 1 e 4. A faixa etária mais atingida foi a de maiores de 14 anos.Roraima. Peru (1990) e Cuba (1977/1981). em São Paulo. 1998. Nesse ano foram confirmados 274 casos que. pelo menos. ou quando se suspeita de FHD. inicialmente pela Jamaica. Equador (1988). respectivamente. Bolívia (1987). artralgia. aumentando consideravelmente a magnitude do problema. A partir de 1980. Na segunda metade da década de 90. A partir de 1986. foram registradas epidemias em diversos estados com a introdução do sorotipo 1. foi detectado um aumento no total de casos de FHD. 2 e 3 do vírus da dengue. Suspeito Dengue Clássico . dois dos seguintes sintomas: cefaléia. D EFINIÇÃO DE CASO . prostração. Em 2003 apenas os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina não apresentavam transmissão autóctone da doença. 2002). Nos anos de 2001 e 2002. bem como em 1994 (Fortaleza-Ceará). em 1990/1991. Cabe citar: Brasil (1982. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Controlar a ocorrência da doença através do combate ao mosquito transmissor. em Boa Vista . o sorotipo 1 foi introduzido nas Américas. O sorotipo 3 apresentou uma rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003. Os primeiros casos de FHD foram registrados em 1990 no estado do Rio de Janeiro. dor retroorbital. N OTIFICAÇÃO É doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória. principalmente quando se trata dos primeiros casos de DC diagnosticados em uma área. não apresentaram manifestações hemorrágicas graves. foram notificadas epidemias em vários países. com cerca de 530 mil e 800 mil casos notificados.paciente que tenha doença febril aguda com duração máxima de 7 dias. A introdução dos sorotipos 2 e 3 foi detectada no estado do Rio de Janeiro em 1990 e dezembro de 2000. Além desses a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 273 . mialgia. em Niterói. Os óbitos decorrentes da doença devem ser investigados imediatamente. alguns casos foram notificados no Brasil (Rio de Janeiro). em 1989.1977. tendo sido o primeiro relato de febre hemorrágica da dengue ocorrido fora do Sudoeste Asiático e Pacífico Ocidental. respectivamente. e em 1923. após a introdução do sorotipo 2. A FHD afetou Cuba em 1981 e foi um evento de extrema importância na história da doença nas Américas. de uma forma geral. potencialmente refletindo a circulação simultânea dos sorotipos 1. sem diagnóstico laboratorial. Paraguai (1988). As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998 e 2002. Essa epidemia foi causada pelo sorotipo 2. A letalidade por FHD se manteve em torno de 5% no período de 2000-2003. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982. No Brasil há referências de epidemias em 1916. observamos a ocorrência de casos de FHD em diversos estados do país. O segundo surto ocorreu na Venezuela. ezantema. e.

. melena e outros. Confirmado Dengue Clássico . confirmação laboratorial específica. ao mesmo tempo em que se reestruturam as ações de rotina. trombocitopenia (< 100. prioritariamente a eliminação de criadouros e o tratamento focal. ascite e hipoproteinemia.paciente que apresenta também manifestações hemorrágicas. ou queda do hematócrito em 20%. após o tratamento. assistência aos pacientes. pele fria e úmida. . A ocorrência de pacientes com manifestações hemorrágicas. petéquias. ou presença de derrame pleural. Febre Hemorrágica do Dengue . eliminação e tratamento de criadouros.000/mm3). Febre Hemorrágica da Dengue . como hematêmase. Além disso. Em situações de epidemias deve ocorrer a intensificação das ações de controle. Em função da complexidade que envolve a prevenção e o controle da dengue. manifestado por: hematócrito apresentando um aumento de 20% sobre o basal. integração com a atenção básica (PACS/PSF).UBV. exceto nos primeiros casos da área. . deve ser utilizada a aplicação espacial de inseticida a Ultra Baixo Volume . equimoses ou púrpuras e sangramentos de mucosas. a confirmação pode ser feita através de critérios clínico-epidemiológicos.é o caso em que todos os critérios abaixo estão presentes: febre ou histórico de febre recente de 7 dias ou menos. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se restringem ao vetor Aedes aegypti. uma vez que não se tem ainda vacina ou drogas antivirais específicas. variando desde prova do laço positiva até fenômenos mais graves.sintomas. priorizando atividades de educação em saúde e mobilização social.o caso confirmado laboratorialmente. em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a presença de Aedes aegypti. leva a suspeita de síndrome de choque (SCD). do trato gastrointestinal e outros. comunicação 274 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . o paciente deve ter estado. tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva. que deverão ter confirmação laboratorial. O combate ao vetor deve desenvolver ações continuadas de inspeções domiciliares. No curso de uma epidemia. na admissão. A finalidade das ações de rotina é manter a infestação do vetor em níveis incompatíveis com a transmissão da doença. nos últimos quinze dias. sendo eles: vigilância epidemiológica. ações de saneamento ambiental. diminuição ou ausência de pressão arterial. acrescidas de sinais e sintomas de choque cardiovascular (pulso arterial fino e rápido ou ausente. SCD: é o caso que apresenta todos os critérios de FHD mais evidências de choque. o programa nacional estabeleceu dez componentes de ação. extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar. combate ao vetor. ações integradas de educação em saúde. agitação).

Sinais de alerta de dengue hemorrágica: Dor abdominal intensa e contínua. Gengivorragia. hamatomas. Hipotensão postural. integrados e intersetoriais. acompanhados de evidências de Hemoconcentração e Plaquetopenia. se convenientemente implementados. púrpura. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 275 . Extremidades frias e cianose. Diminuição da diurese. Derrames cavitários (pleural e/ou abdominal). Diminuição brusca de temperatura corpórea. Vômitos persistentes. legislação de apoio ao programa e acompanhamento e avaliação. Esses componentes de ação. Pacientes que apresentarem um ou mais dos sinais de alerta. contribuirão para a estruturação de programas permanentes. Sangramentos importantes. Agitação ou letargia. epistaxe ou metrorragias. Taquicardia intensa e lipotimia. Hipotensão arterial. Prova do laço positiva. características essenciais para o enfrentamento desse importante problema de saúde pública. associada à sudorese. Hepatomegalia dolorosa. petéquias. capacitação de recursos humanos.e mobilização. devem ser reidratados e permanecer sob observação médica até melhora do quadro. Pulso rápido e fraco.

Homens . observa-se a implantação dos bacilos. . TUBERCULOSE D ESCRIÇÃO A tuberculose é um problema de saúde prioritário no Brasil. em 95% dos indivíduos infectados o sistema imunológico consegue impedir o desenvolvimento da doença..5 (indicador de hemoconcentração simples e prático. A prova é positiva se aparecem 20 ou mais petéquias no braço em área correspondente a uma polpa digital (mais ou menos 2. Após a inalação dos bacilos estes atingem os alvéolos (primoinfecção).Hto > 40%. juntamente com outros 21 países em desenvolvimento.3 cm3). A infecção benigna pode atingir linfonodos e outras estruturas. O agravo atinge a todos os grupos etários. Doença infecciosa. os homens adoecem duas vezes mais do que as mulheres. atinge principalmente o pulmão. mantendo-se a Tensão Arterial Média (corresponde à média aritmética da TA sistólica e TA diastólica) durante 3 minutos. Obtem-se dividindo-se o valor do hematócrito pelo da hemoglobina).Hto > 38%. Verificar se aparecem petéquias abaixo do manguito. através da reativação endógena ou por reinfecção exógena. com maior predomínio nos indivíduos economicamente ativos (15-54 anos). Os sinais e sintomas 276 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . que. onde provocam uma reação inflamatória e exsudativa do tipo inespecífico.Hto > 45%. A tuberculose pós-primária ocorre em indivíduos que já desenvolveram alguma imunidade. alberga 80% dos casos mundiais da doença. Em 5% dos indivíduos. Prova do laço: Colocar o tensiômetro no braço do paciente e insuflar o manguito. Índice hematócrito / hemoglobina: > 3. no parênquima pulmonar ou linfonodos. sendo a forma pulmonar a mais comum. Mulheres . originando-se o quadro de tuberculose primária. iniciando-se a multiplicação. Diagnóstico de hemoconcentração Valores de referência antes de o paciente ser submetido à reidratação: HEMATÓCRITO: Crianças até 12 anos .

Na forma pulmonar apresenta-se dor torácica. D IAGNÓSTICO São fundamentais os seguintes métodos: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 277 . empiemas. febre baixa vespertina com sudorese. COMPLICAÇÕES Distúrbio ventilatório. infecções respiratórias de repetição.mais freqüentes são: comprometimento do estado geral. fala e espirro. sistema urinário. DE INCUBAÇÃO A maioria dos novos casos de doença ocorre em torno de 6 a 12 meses após a infecção P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver iniciado o tratamento. Nas crianças é comum o comprometimento ganglionar mediastínico e cervical (forma primária) que se caracteriza por lesões bipolares: parênquima e gânglios. a transmissão é reduzida. Com o início do esquema terapêutico recomendado. tosse inicialmente seca e posteriormente produtiva. acompanhada ou não de escarros hemoptoicos. meninges. a forma pulmonar é a mais freqüente. Pode afetar qualquer órgão ou tecido. M ODO DE TRANSMISSÃO Através da tosse. inapetência e emagrecimento. surgindo com maior freqüência em crianças e indivíduos com infecção por HIV. olhos. A GENTE ETIOLÓGICO Mycobacterium tuberculosis. como pleura. hemoptise. formação de bronquiectasias. linfonodos. Nos adultos. gradativamente em algumas semanas (duas). cérebro. entre outras. ossos. R ESERVATÓRIO O ser humano (principal) e o gado bovino doente em algumas regiões específicas. P ERÍODO inicial. atelectasias. A forma extrapulmonar é mais comum nos hospedeiros com pouca imunidade.

Exame anátomo-patológico (histológico e citológico) . Também é utilizada para acompanhar. Cultura . Recomenda-se. para o diagnóstico. .Indicado nas formas extrapulmonares. Outros .É indicada para suspeitos de tuberculose pulmonar com baciloscopia repetidamente negativa. através realização de biópsia. como meníngea.Auxiliar no diagnóstico. . e a segunda amostra é coletada na manhã do dia seguinte. .Baciloscopia de escarro deverá ser indicada para todos os sintomáticos respiratórios (indivíduo com tosse e expectoração por três semanas a mais). sarcoidose e carcinoma brônquico. renal. . . pneumonias. a coleta de duas amostras de escarro: a primeira amostra é coletada quando o sintomático respiratório procura o atendimento na unidade de saúde. . histoplasmose). Indica apenas a presença da infecção e não é suficiente para diagnóstico da doença. pacientes que apresentem alterações pulmonares na radiografia de tórax e os contatos de tuberculose pulmonar bacilíferos. para isso é indispensável que seja realizado pelo menos.Os exames sorológicos e de biologia molecular são úteis. D IAGNÓSTICO DIFERENCIAL Abscesso pulmonar por aspiração. Permite medir a extensão das lesões e avaliação da evolução clinica do paciente ou de patologias concomitantes. ao final do 2º. Prova tuberculínica (PPD) . do 4º e do 6º mês de tratamento. derrame pericárdico e LCR em meningoencefalite tuberculosa. para aproveitar a presença dele e garantir a realização desse exame (não é necessário estar em jejum).Baseado nos sintomas e história epidemiológica. . em derrame pleural. pleural. Exame Radiológico de Tórax . Também está indicada para os casos de tuberculose com suspeita de falência de tratamento e em casos de retratamento para verificação da farmacorresistência nos testes de sensibilidade. Exames bioquímicos . mensalmente. a evolução bacteriológica do paciente pulmonar bacilífero. Exame clínico . óssea e ganglionar e também para o diagnóstico de todas as formas de tuberculose em pacientes HIV positivo. diagnóstico de formas extrapulmonares.Mais utilizados nas formas extrapulmonares. mas seus altos custos e complexidade os inviabilizam como exames de rotina.. assim que o paciente despertar. micoses pulmonares (paracoccidioidomicose. dentre 278 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .Auxiliar no diagnóstico de pessoas não vacinadas com BCG. Exame bacteriológico .

no serviço de saúde mais próximo à residência do doente. ou uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva.Indivíduo com sintomatologia clínica sugestiva. Busca de bacilíferos dentro da população de sintomáticos respiratórios e contatos de casos. em áreas de grande concentração populacional e precárias condições sócio-econômicas e sanitárias. No Brasil. Tosse com expectoração por 3 ou mais semanas. causas de adenomegalia mediastino-pulmonar devem ser investigadas. com aproximadamente 85 mil novos casos por ano e 5 a 6 mil óbitos anuais. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Reduzir a transmissão do bacilo da tuberculose na população. do total da população. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 279 . através das ações de diagnóstico precoce e tratamento. tuberculosis. N OTIFICAÇÃO Doença de notificação compulsória e investigação obrigatória. mais de 50 milhões de pessoas estão infectados pelo M.1) Tuberculose Pulmonar Bacilífera . b. ou suspeito ao exame radiológico.outras. com maior freqüência. febre. em virtude das condições sociais do doente. Ocorre. T RATAMENTO O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial. ou uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. A hospitalização é indicada apenas para os casos graves ou naqueles em que a probabilidade de abandono do tratamento é alta. Em crianças. perda de peso e apetite. b) Confirmado. D EFINIÇÃO DE CASO : a) Suspeito . por critério clínico laboratorial.Paciente com duas baciloscopias diretas positivas. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Doença de distribuição universal. estima-se que. Paciente com imagem compatível com tuberculose ao exame radiológico.

280 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a .A partir dos dados clínicos e epidemiológicos e da interpretação dos resultados dos exames solicitados. Está indicada nas crianças HIV-positivas assintomáticas e filhos de mães HIV-positivas. na busca de sintomáticos respiratórios. A revacinação é recomendada nas faixas etárias de 6 a 10 anos. d) Descartado . indica-se a revacinação. inclusive histopatológicos compatíveis com tuberculose extrapulmonar ativa. de material proveniente de localização extrapulmonar. não há necessidade de revacinação. Pacientes adultos sintomáticos ou assintomáticos não deverão ser vacinados.Indicado. c) Confirmado por critério clínico epidemiológico . apresenta resultados negativos aos exames laboratoriais.Caso suspeito que. apesar de sintomatologia compatível. seu diagnóstico e tratamento. sem necessidade de realização prévia do teste tuberculínico (PPD).A faixa etária preconizada é de 0 a 4 anos (obrigatória para menores de 1 ano). em que o médico toma a decisão de tratar com esquema específico. achados laboratoriais.2) Escarro negativo .b. para identificação da possível fonte de infecção. Pacientes internados . e nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas. pelo menos. principalmente.Paciente com evidências clínicas. M EDIDAS DE CONTROLE As medidas de controle se baseiam.Medidas de isolamento respiratório. uma cultura positiva para M.3) Extrapulmonar . na qual esteja ausente a cicatriz vacinal. se apresentarem contagem de linfócitos T (CD4) abaixo de 200 células/mm3. Se a primeira dose for aplicada com seis anos e mais. b. ou paciente com. com imagem radiológica sugestiva e achados clínicos ou outros exames complementares que permitam ao médico efetuar um diagnóstico de tuberculose. iniciar o mais precocemente possível em maternidades e salas de vacinação. tuberculosis. para contatos que convivam com doentes bacilíferos e adultos que convivam com doentes menores de 5 anos. b) Vacinação com BCG . É contra-indicada a vacina nos indivíduos HIV-positivos sintomáticos. a) Controle de Contatos . Em criança que recebeu o BCG há seis meses ou mais.Paciente com duas baciloscopias negativas. prioritariamente.

através da baciloscopia e do exame radiológico. após esse período. sem sinais de tuberculose ativa. 10 mm. Reatores fortes à tuberculina. suspendese a droga e aplica-se a vacina BCG. a quimioprofilaxia está indicada em todo o contato de tuberculose bacilífera. Recomendada em contactantes de bacilíferos. sarcoidose. sem história de quimioterapia prévia. reatores à prova tuberculínica (10 mm ou mais). podendo ocorrer formação de abscesso ou ulceração. Recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2 kg.Consiste na administração de isoniazida em infectados pelo bacilo (quimioprofilaxia secundária) ou não infectados (quimioprofilaxia primária). Imunodeprimidos por uso de drogas. pacientes com uso prolongado de corticosteróides em doses de imunossupressão. e contatos intradomiciliares de tuberculosos.Os trabalhadores de saúde. reator forte ao PPD. linfadenite regional. deverão também ser vacinados com BCG. faz-se a prova tuberculínica na criança. Se ela for reatora. diariamente. por um período de 6 meses. que tiveram aumento na resposta tuberculínica de. no mínimo. nefropatias graves. portadores de imagens radiológicas compatíveis com tuberculose ativa. Para recém-nascidos coabitantes de foco bacilífero: administra-se a quimioprofilaxia por três meses e. se não for reatora. independente da idade e do estado vacinal. Esses casos deverão ser encaminhados a uma unidade de referência para a a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 281 . silicose. c) Quimioprofilaxia . População indígena: nesse grupo. que atendam habitualmente tuberculose e AIDS. nos portadores de imunodeficiências congênitas ou adquiridas. não reatores à prova tuberculínica. diabetes insulino-dependente. menores de 15 anos. após avaliação e afastada a possibilidade de tuberculose doença. ou por doenças imunosupressoras. não vacinados com BCG. pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica. Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até 12 meses). dentre outros. no local da aplicação. paciente submetido a tratamento com imunossupressores. Os eventos adversos são raros. Há contra-indicação absoluta para aplicar a vacina BCG. doenças graves e uso de drogas imunosupressoras. mantém-se a isoniazida até completar 6 meses. reações dermatológicas na área da aplicação. com exame radiológico normal e sem sintomatologia clínica compatível com tuberculose. mas com condições clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-las. linfomas. na dosagem de 10 mg/Kg/dia (até 300 mg). isto é. como: alcoolismo. sob criteriosa decisão médica.

VO. e em uso de terapia anti-retroviral. em situações de possível re-exposição ao bacilo da tuberculose. ou 3) PPD não reator ou com enduração entre 0-4 mm. a partir da reativação endógena do bacilo. através de exame de escarro e radiografias anteriores) independentemente do resultado do teste tuberculínico (PPD). recomenda-se fazer o teste a cada seis meses no primeiro ano de tratamento. Isoniazida. Com radiografia de tórax anormal: Presença de cicatriz radiológica de TB sem tratamento anterior (afastada a possibilidade de TB ativa. A quimioprofilaxia será aplicada segundo as indicações a seguir: Indicações (1) e (2) Indivíduos sem sinais. Nos pacientes não reatores. 5-10 mg/kg/dia (dose máxima 300 mg/dia) por 6 meses consecutivos. o paciente deverá ser reavaliado quanto à necessidade de 282 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . devido à possibilidade de restauração da resposta tuberculínica. 2) A quimioprofilaxia com isoniazida (H) reduz o risco de adoecimento. mas não protege contra exposição exógena após sua suspensão. B. devendo ser repetido anualmente nos indivíduos não reatores. Com radiografia do tórax normal e: 1) Reação ao PPD maior ou igual a 5mm(3). o limite da reação ao PPD. ou sintomas sugestivos de tuberculose: A. sendo de 5mm em vez de 10 mm. com registro documental de ter sido reator ao teste tuberculínico e não submetido a tratamento ou quimioprofilixia na ocasião. Portanto. 2) Contatos intradomiciliares ou institucionais de tuberculose bacilífera. para se considerar a pessoa infectada pelo M. independentemente do seu estado clínico ou laboratorial (contagem de células CD4+ e carga viral). Coinfectados HIV e M. Tuberculosis: Esse grupo deve ser submetido à prova tuberculínica. Tuberculosis.tuberculose. 1) O teste tuberculínico (PPD) deve ser sempre realizado na avaliação inicial do paciente HIV+.

prolongamento da quimioprofilaxia (caso esteja em uso de isoniazida). deverão ser encaminhados a uma unidade de referência. contatos de pacientes com bacilíferos com tuberculose isoniazida . O déficit motor instala-se subitamente e a evolução dessa manifestação. de forma assimétrica. com ou sem evidências de imunodeficiência avançada.Esclarecimento quanto aos aspectos importantes. O quadro clássico é caracterizado por paralisia flácida de início súbito. sugere-se investigar cuidadosamente tuberculose ativa (pulmonar ou extrapulmonar). Quando ocorre paralisia dos músculos respiratórios e da deglutição. antes de iniciar a quimioprofilaxia. freqüentemente. não ultrapassa três dias. em geral. antes de se iniciar a quimioprofilaxia. tendo como principais características: flacidez muscular. acometendo sobretudo a musculatura dos membros. com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada. os membros inferiores. flacidez muscular. Deve-se repetir a prova tuberculínica a cada seis meses. POLIOMIELITE D ESCRIÇÃO Doença infecto-contagiosa viral aguda. Não se recomenda a quimioprofilaxia nos HIV positivos. 3) Pacientes com imunodeficiência moderado-grave e reação ao PPD >10 mm. para realizar quimioprofilaxia com rifampicina. As formas paralíticas são pouco freqüentes a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 283 . reatores à tuberculínica. deve-se investigar outras patologias ligadas à infecção pelo HIV. a vida do paciente é ameaçada.resistente documentada. devido à concomitância de agentes oportunistas/ manifestações atípicas de tuberculose mas freqüentes nessas coortes. Apenas as formas paralíticas possuem características típicas: instalação súbita da deficiência motora. O BSERVAÇÕES . assimetria. Acomete. quadro febril inespecífico. Educação em Saúde . ou de instauração de nova quimioprofilaxia (caso esta já tenha sido suspensa). com mais freqüência os inferiores. não reatores à tuberculina. 4) Indivíduos HIV+. acompanhada de febre. sensibilidade conservada e persistência de alguma paralisia residual (seqüela) após 60 dias do início da doença. com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. Em pacientes com raios-X normal. formas paralíticas e morte. que se manifesta de várias formas: infecções inaparentes. meningite asséptica. .

da família Picornaviridae com três sorotipos: I. P ERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE Não se conhece com exatidão. D IAGNÓSTICO 284 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . podendo variar de 2 a 30 dias. Parada respiratória devido à paralisia muscular. A GENTE ETIOLÓGICO É um vírus RNA.6% dos casos) se comparadas às formas inaparentes da infecção (90 a 95%) dos casos. por cerca de 3 a 6 semanas. Poliovírus. M ODO DE TRANSMISSÃO Principalmente por contato direto pessoa a pessoa. P ERÍODO DE INCUBAÇÃO Geralmente de 7 a 12 dias. gênero Enterovírus. R ESERVATÓRIO O ser humano. pelas vias fecal-oral (a principal) ou oral-oral. S INONÍMIA Paralisia infantil. COMPLICAÇÕES Seqüelas paralíticas. O vírus é encontrado nas secreções da orofaringe após 36 a 72 horas a partir de quando a infecção se instaura e persiste por uma semana e. Essa última através de gotículas de muco do orofaringe.(1 a 1. nas fezes. II e III.

necessário para fazer diagnóstico diferencial com a síndrome de Guillain-Barré e com as meningites que evoluem com deficiência motora. Na síndrome de Guillain-Barré. Critérios para coleta de amostras de contatos . o correspondente ao tamanho de um dedo polegar de adulto. em pelo menos cem mil vezes em poucas horas. permitindo a identificação do tipo e origem do vírus isolado. quando houver suspeita de reintrodução da circulação do poliovírus selvagem (devido a viagens ou visitas relacionadas a áreas endêmicas). e que os mesmos não devem ter recebido a vacina oral contra polio (VOP) nos últimos 30 dias. observa-se um discreto aumento do número de células. introduzido no Brasil na década de 90.líquor.Coleta de comunicantes de caso com clínica compatível de poliomielite. conservar em refrigerador comum de 4 a 8 C° por no máximo 3 dias (jamais colocar as amostras no congelador do refrigerador). c) Exames inespecíficos . Se não houver freezer. observase uma dissociação proteino-citológica (aumento acentuado de proteínas) e. As amostras deverão ser conservadas em freezer a -20 C° até o momento do envio ao laboratório de referência. b) O método de PCR (Polymerase Chain Reaction). A sorologia deixou de ser feita no Brasil em virtude da sua interpretação ser comprometida pelos anticorpos do vírus vacinal. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 285 . embora quando presentes devem ser priorizados para coleta de amostras de fezes. O seqüenciamento dos nucleotídeos identifica a quantidade das mutações e recombinação do vírus derivado vacinal.Laboratorial pode ser por: a) Isolamento do vírus . Permite a amplificação da seqüência alvo do genoma viral. . Na poliomielite. Contato de casos em que haja confirmação do vírus vacinal derivado (mutante). aumentando consideravelmente a sensibilidade do diagnostico viral. com alterações bioquímicas. podendo haver um discreto aumento de proteínas. A eletromiografia pode contribuir para descartar a hipótese diagnóstica de poliomielite. Para ser considerado derivado vacinal esse vírus precisa apresentar mutações m > ou = a 1% podendo adquirir neurovirulência e provocar portanto doença. um aumento do número de células. Observar que os contatos não são necessariamente intradomiciliares. deve ser coletada uma amostra de fezes em quantidade em torno de 4 a 8 gramas. Diagnóstico diferencial. nas meningites. Toda e qualquer coleta de comunicantes deverá ser discutida previamente com a instância de nível nacional.É feito a partir de amostras de fezes do caso ou de seus contatos (até o décimo quarto dia do início do déficit motor).

TRATAMENTO Não há tratamento específico. mas todos os casos com manifestações clínicas devem ser internados para tratamento de suporte. de início súbito: em pessoas menores de 15 anos. deixando centenas de indivíduos com seqüelas paralíticas. pela vigilância ativa das paralisias flácidas agudas em menores de 15 anos. O BJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA Detectar precocemente a reintrodução do poliovírus selvagem no território brasileiro. Polineurite pós-infecciosa e outras infecções que causam paralisia: síndrome de Guillain-Barré (SGB). independente da hipótese diagnóstica de poliomielite. o polio-vírus selvagem foi considerado erradicado do Brasil e das Américas. 286 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . o que impõe a manutenção de uma vigilância ativa para impedir a reintrodução do agente nas áreas erradicadas. Entretanto. especialmente. meningoencefalite e outros enterovírus (ECHO. tipo 7). continua circulando em outros continentes. em pessoas de qualquer idade. meningite viral. NOTIFICAÇÃO Doença com sistema de vigilância ativa que exige a notificação compulsória e investigação imediata dos casos de paralisias flácidas agudas (PFA). Critérios para inclusão de um caso no Sistema de Vigilância Epidemiológica das PFA Deve ser investigado todo caso de deficiência motora flácida. Em 1989. registrou-se o último caso no país. que apresentam hipótese diagnóstica de poliomielite. mielite transversa. do grupo A. após um período de realização de grandes campanhas vacinais e intensificação das ações de vigilância epidemiológica. Em 1994. e coxsackie. C ARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS Essa doença foi de alta incidência no Brasil e em outros países americanos. tipo 71. para garantir maior agilidade das medidas de prevenção e controle..

na qual não houve isolamento de poliovírus. independentemente de haver ou não seqüela após 60 dias do início da deficiência motora. PFA que surge após contato com criança que tenha recebido VOP até 40 dias antes. e) Indicadores de qualidade da vigilância epidemiológica pós-certificação Informação de notificação negativa semanal de pelo menos 80% das Unidades de Notificação Negativa implantadas. pelo menos 80% dos casos notificados devem ser investigados dentro das 48 horas posteriores à notificação e pelo menos 80% dos casos de PFA notificados devem ter uma amostra de fezes para cultivo de vírus. coletadas no período máximo de duas semanas seguintes ao início da deficiência motora. o caso deve ser descartado. taxa de notificação de pelo menos 1 caso de PFA por 100. 60 dias após o início da deficiência motora. c) Não poliomielite (Descartado) . . d) Poliomielite Compatível . e deve apresentar seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o déficit motor.D EFINIÇÃO DE CASO a) Confirmado .Casos de PFA em que há isolamento de vírus vacinal na(s) amostra(s) de fezes e presença de seqüela compatível com poliomielite. Há dois tipos de poliomielite relacionados com a vacina: .Casos de PFA que não tiveram coleta adequada de amostra de fezes e que apresentaram seqüela aos 60 dias ou evoluíram para óbito ou têm evolução ignorada. A paralisia surge de 4 a 85 dias após a vacinação. Paralisia flácida aguda que se inicia entre 4 e 45 dias após o recebimento da VOP e que apresenta seqüela neurológica compatível com poliomielite 60 dias após o início do déficit motor. b) Poliomielite Associada à Vacina .Devem ser classificados nessa categoria todos os casos de PFA em que houve isolamento de poliovírus selvagem na(s) amostra(s) de fezes do caso ou de seus comunicantes.000 habitantes menores de 15 anos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 287 . Caso de poliomielite associado à vacina de contatos (comunicantes). Se o resultado for negativo para poliovírus.Casos de PFA com amostra de fezes adequada (uma amostra coletada até quatorze dias do início do déficit motor).

as campanhas anuais de vacinação também são muito importantes para garantir um nível adequado de imunidade do grupo na população. 3ª dose. silenciosa e rápida. Em ambas as atividades (vacinação de rotina e campanhas) devem ser alcançadas coberturas vacinais altas (95%) em todos os municípios. Entende-se por criança adequadamente vacinada aquela que recebeu três ou mais doses de vacina oral contra a poliomielite.br 288 s•a•ú•d•e p•ú•b•l•i•c•a •e• e•p•i•d•e•m•i•o•l•o•g•i•a . através da disseminação. que compete com a circulação do vírus selvagem. e da ocorrência de um grande número de infecções sem manifestações clínicas. aos 2 meses. Portanto.pdamed. aos 4 meses. Além da realização de visita às unidades de saúde. até que se certifique que o mundo esteja livre da poliomielite. M EDIDAS DE CONTROLE Além de uma vigilância ágil e sensível à detecção de casos de poliomielite importados. em um curto intervalo de tempo.saude. do vírus vacinal. Essa intensificação da vigilância implica em abranger. a imunização adequada de todas as crianças nascidas. onde pode estar a fonte de infecção. a vigilância deve ser intensificada quando da notificação de casos de PFA que tenham suspeita de poliomielite. o mais precocemente possível. aos 6 meses. reforço. a situação da cobertura vacinal da área deve ser criteriosamente avaliada. como também os locais de residência de possíveis visitas recebidas no mesmo período. a vacinação de rotina nos serviços de saúde objetiva assegurar. além do local de residência do doente. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Ministério da Saúde – www. a vacinação é a medida mais eficaz para manter erradicada a circulação do poliovírus selvagem nas Américas.Sabin) no seguinte esquema: 1ª dose. no meio ambiente.f) Medidas em caso de notificação de casos de PFA com suspeita de poliomielite Em virtude das características de transmissão do poliovírus. 2ª dose.gov. aos 15 meses.com.br • PDAMED – www. com um intervalo mínimo de 30 dias entre cada dose. em caso de viagem. as localidades visitadas nos 30 dias anteriores ao início da paralisia. O Brasil adota em seu esquema vacinal básico a vacina anti-pólio oral (VPO .

no final de 1998. o combate à dengue e à hanseníase. Também apresenta uma síntese da lei dos genéricos e uma lista atualizada dos medicamentos genéricos registrados. entre outras. POLÍTICA NACIONAL DE MEDICAMENTOS Em virtude da importância estratégica da Assistência Farmacêutica para o sistema de saúde. POLÍTICA DE MEDICAMENTOS Este capítulo informa sobre os principais programas do Ministério da Saúde vinculados a ações como distribuição gratuita de medicação para portadores de DST/AIDS.13. Essa política configura e explicita uma série de decisões de caráter geral adotadas pelo poder público e que apontam os rumos e as linhas estratégicas de atuação a serem seguidas na condução da matéria. Esse documento é parte essencial da Política Nacional de Saúde do Brasil e se constitui num dos elementos fundamentais para a efetiva a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 289 . uma portaria que traçou a Política Nacional de Medicamentos. o Ministério da Saúde publicou.

dispensação e resultados terapêuticos. contribuindo para o desenvolvimento social do país. bem como avaliação e acompanhamento dos hábitos de prescrição. as prioridades sob o prisma da saúde pública. eventualmente. 290 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . os objetivos. da saúde suplementar (seguros privados) ou do ponto de vista do consumo direto das famílias. ações que expressam de forma articulada os eixos assumidos no desenho da Política Nacional de Medicamentos. Promovem-se a construção de consensos terapêuticos a respeito da abordagem em doenças específicas e a indicação e uso de medicamentos. transporte e dispensação. A regulação econômica tem como um dos principais objetivos contrabalancear o poder de mercado das empresas e reduzir os custos de aquisição. A regulação sanitária objetiva proteger o usuário de medicamentos a partir de padrões de qualidade. Para tanto. realizam-se o mapeamento das necessidades da população. seja do ponto de vista do setor público. Ampliar o acesso da população a medicamentos tem sido um dos grandes desafios impostos ao poder público brasileiro. eficácia em relação aos produtos e aos métodos de fabricação. desde 1998. armazenamento. Abrange a proteção e defesa do consumidor nas relações de consumo.implementação de ações capazes de promover a melhoria das condições da assistência à saúde da população e para a consolidação do Sistema Único de Saúde. O escopo da atuação envolve a regulação sanitária. No âmbito da assistência. As diretrizes observadas pelo Ministério da Saúde no desenho da Política Nacional de Medicamentos foram estruturadas a partir de três eixos de ação governamental: • Regulação Sanitária. dentre outros aspectos. as estratégias de promoção e expansão do acesso. o Ministério da Saúde vem implementando. a regulação econômica. ações prócompetitivas que procurem estimular a dinâmica de mercado e ações que coíbam as falhas de mercado (assimetria de informações e poder de mercado). segurança. A terceira área de atuação envolve um conjunto de ações e serviços de atenção à saúde do cidadão que culmina. a reestruturação e a expansão da assistência farmacêutica além do essencial aparelhamento administrativo e institucional para a consecução desses objetivos. com o acesso propriamente dito ao medicamento. • Regulação Econômica e • Assistência Farmacêutica.

4. bem como a estimular medidas de desenvolvimento da tecnologia da produção de fármacos. de otimização do sistema de distribuição no setor público. especialmente os constantes da RENAME. mediante a promoção de pesquisas na área farmacêutica. representada por uma lista nacional de referência composta pelos fármacos considerados básicos e indispensáveis para atender ao mais amplo espectro de doenças. interrupção e troca da medicação prescrita e necessidade de receita médica. e a revisão constante da Farmacopéia Brasileira. no estabelecimento de referências de preços para o mercado. destacando a adoção de medicamentos genéricos. em permanente atualização. Promoção da produção de medicamentos. Desenvolvimento científico e tecnológico. o aproveitamento do potencial terapêutico da flora e fauna nacionais. distribuidores e varejistas do setor farmacêutico.A Política Nacional de Medicamentos baseia-se nos mesmos princípios que orientam o Sistema Único de Saúde e constitui estratégia essencial para consolidá-lo uma vez que contribui para viabilizar um dos componentes fundamentais da assistência à saúde que é a cobertura farmacológica. 6. Adoção da Relação de Medicamentos Essenciais – RENAME. com foco nos processos de registro de produtos e de autorização para o funcionamento de fabricantes. 3. Promoção do uso racional de medicamentos. estadual e municipal. de promoção do uso racional de medicamentos. bem como da adoção de instrumentos e iniciativas que possibilitem a redução nos preços desses produtos. devem desenvolver ações orientadas pelas seguintes diretrizes: 1. visando a aprofundar a capacitação de recursos humanos. por meio do desenvolvimento de atividades de descentralização da gestão da assistência farmacêutica. de acordo com suas respectivas competência e abrangência de atuação. com ênfase na promoção do acesso da população aos medicamentos essenciais. assim como o processo educativo dos consumidores de medicamentos e a atualização da informação dos profissionais prescritores e dispensadores a respeito de temas como risco da automedicação. Regulamentação sanitária de medicamentos. para implementar a política traçada. resultando na capacitação de recursos humanos. privado nacional e transnacional – na produção de medicamentos da RENAME. técnica e administrativa. 5. na menor dependência de a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 291 . Assim. em ações de farmacovigilância e na promoção da produção e uso de medicamentos genéricos. pautada por critérios de natureza epidemiológica. as três esferas de governo – federal. 2. baseada na efetiva articulação da capacidade instalada dos segmentos industriais – oficial. Reorientação da assistência farmacêutica.

Glibenclamida 5 mg . Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos para atuação nas diversas ações realizadas no âmbito da Política Nacional de Medicamentos.Hidroclorotiazida 25 mg .Propranolol 40 mg .importação de insumos e na ampliação da produção de medicamentos destinados ao tratamento de patologias de grande impacto sobre a saúde pública.Captopril 25 mg .Insulina P ROGRAMA N ACIONAL DE DST/AIDS Política de medicamentos para AIDS: acesso universal e gratuito. PROGRAMAS ESTRATÉGICOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE Programa Nacional de Assistência Farmacêutica Básica para a Hipertensão Arterial e Diabetes mellitus: Objetivos: • Cadastramento dos portadores de Hipertensão e Diabetes • Disponibilizar para a rede básica (medicamentos essenciais): . organizadas no âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar a política de distribuição gratuita e universal de medicamentos anti-retrovirais. 7. A lei nº 9113 de 13 de Novem- 292 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . mediante o desenvolvimento da capacidade administrativa de imposição do cumprimento das normas sanitárias. 8. Garantia da segurança. eficácia e qualidade dos medicamentos.Metformina 80 mg .

além do tratamento adequado de incapacidades já instaladas. de toda medicação necessária a seu tratamento. Reportandose ao compromisso anteriormente assumido pelo Governo do Brasil de eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. Na cidade de São Paulo houve redução de 54% de óbitos por AIDS. O programa de hanseníase vinha mostrando resultados insatisfatórios nos últimos anos. No período de 1997 a 2001. Atualização dos dados é essencial para a interpretação válida e confiável da magnitude e dos níveis endêmicos da hanseníase nas diferentes regiões do Brasil e da distribuição racional de medicamentos. a Secretaria de Vigilância em Saúde vem trabalhando para fortalecimento do plano definido para o alcance da meta de eliminação e adotou novas estratégias de aceleração desse processo. 2. através da Coordenação Nacional de DST/AIDS. A redução da taxa de prevalência até a eliminação. distribui 15 medicamentos anti-retrovirais na rede pública de saúde. no período de 1995 a 2000 houve redução de cerca de 50% da taxa de óbitos no país. e da interrupção da cadeia de transmissão. 358 mil internações hospitalares evitadas e economia de 1.1 bilhão de dólares em recursos. Atualmente o Ministério da Saúde. 3. redução de aproximadamente 80% das internações hospitalares devido a doenças oportunistas ou sintomas graves da AIDS. depende da capacidade do SUS de diagnosticar os casos na fase inicial da doença e tratá-los com poliquimioterapia padrão OMS (PQT/ OMS). através da cura dos pacientes. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 293 . o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase foi reestruturado e alçado à condição de prioridade de gestão do Ministério da Saúde. pelo Sistema Único de Saúde. garante aos pacientes infectados pelo HIV o recebimento gratuito.bro de 1986. Com o uso da terapia anti-retroviral combinada. A redução da carga social da doença depende da detecção precoce para redução de casos detectados com incapacidades físicas. baseando-se em três pontos fundamentais: 1. P ROGRAMA N ACIONAL DE E LIMINAÇÃO DA H ANSENÍASE Em março de 2004.

os medicamentos que fazem parte da assistência ambulatorial – como é o caso da quimioterapia do câncer. através da Coordenação Nacional do Programa. diabete – o SUS tem se empenhado em assegurar o fornecimento gratuito de medicamentos de alto custo. a maioria deles é de uso crônico e parte deles integra tratamentos que duram por toda a vida. 294 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . que é gerenciado pela Secretaria de Assistência à Saúde. os recursos para a aquisição de Medicamentos Excepcionais são transferidos pelo Ministério da Saúde aos estados todos os meses e de forma antecipada. doentes e mortos) como pela possibilidade e vantagens de seu controle. Esses medicamentos. ou que. Em termos operacionais. tornam-se excessivamente caros para serem suportados pela população. adquirem os medicamentos e controlam a distribuição e os estoques. Além dos que são garantidos no tratamento hospitalar. O Ministério da Saúde é responsável. incluídos no pagamento das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). tais medicamentos seriam acessíveis a poucas pessoas em função do alto custo dos tratamentos. P ROGRAMA DE P NEUMOLOGIA S ANITÁRIA (T UBERCULOSE ) A tuberculose é um problema prioritário de saúde no Brasil. tuberculose. pela cronicidade do tratamento. controle de qualidade e treinamento. estão incluídos no Programa de Medicamentos Excepcionais. • Serviços de referência laboratorial e de tratamento de nível nacional. se não fossem distribuídos gratuitamente. São abrangidos pelo Programa de Medicamentos Excepcionais. aqueles medicamentos de elevado valor unitário. dos medicamentos estratégicos para AIDS. registro e informação. com prioridade absoluta para aquelas de caráter epidemiológico e operacional. hanseníase. também denominados “excepcionais”. tanto por sua magnitude (infecção. Utilizados no nível ambulatorial.P ROGRAMA DE M EDICAMENTOS E XCEPCIONAIS – A LTO C USTO A garantia de acesso a medicamentos é parte integrante e essencial de uma adequada política assistencial. integrantes da farmácia básica. por: • Estabelecer normas básicas de diagnóstico. tratamento. • Pesquisas essenciais requeridas para o desenvolvimento do Programa. • Adquirir o abastecimento dos medicamentos necessários. Os estados planejam a aquisição a partir das necessidades da população. Essa política tem enorme alcance em todas as classes sociais uma vez que.

informação e comunicação social. Nos primeiros seis meses do ano 2005. as notificações chegaram a 299. com baixíssima ou mesmo nenhuma participação da comunidade. Programas essencialmente centrados no combate químico. enquanto que. O controle da transmissão do vírus da dengue se dá essencialmente no âmbito coletivo e exige um esforço de toda a sociedade. sem integração intersetorial e com pequena utilização do instrumental epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor com altíssima capacidade de adaptação ao novo ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos novos hábitos. supervisão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 295 . de maneira a se criar o envolvimento da sociedade na manutenção do ambiente doméstico livre de potenciais criadouros do vetor. exceto a Europa. de todos os continentes. 2. • Articulação intersetorial.764. em 2003. P ROGRAMA N ACIONAL DE C ONTROLE DA D ENGUE A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A elaboração de programas permanentes. no nível nacional. Essa reintrodução não conseguiu ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados no combate às doenças transmitidas por vetores em nosso país e no continente. O controle proposto pelo Programa Nacional de Controle da Dengue trouxe mudanças efetivas em relação aos modelos anteriores.• Coordenação geral do sistema específico de informações. a curto prazo. Por isso. visando especialmente à preparação de recursos humanos e maximização dos resultados das políticas públicas para o bem-estar social. com ênfase aos aspectos de treinamento. é prioritário para o PNCD: 1.535 pessoas tiveram dengue. 84. O desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas. • Apoio complementar aos estados e municípios.estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente. em mais de 100 países. uma vez que não existe nenhuma evidência técnica de que a erradicação do mosquito seja possível. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. A Organização Mundial da Saúde – OMS . gestão. Em nosso país. as condições sócio-ambientais favoráveis à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço da doença.

busca diminuir os gastos do SUS com as internações provocadas pelo abandono do tratamento. Desenvolvimento de instrumentos mais eficazes de acompanhamento e supervisão das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde. O programa nasceu para garantir que quem compra medicamento o compre melhor. quanto necessário. realizado por farmacêuticos e profissionais qualificados para orientar sobre os cuidados com a saúde e o uso correto dos medicamentos. O usuário recebe atendimento personalizado. Um dos objetivos do programa é beneficiar principalmente as pessoas que têm dificuldade para realizar o tratamento por causa do custo do medicamento.. 7. A estrutura das farmácias é diferenciada. Fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica para ampliar a capacidade de predição e de detecção precoce de surtos da doença. permite a adequada atenção farmacêutica 296 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . F ARMÁCIA POPULAR A Farmácia Popular do Brasil é um programa do governo federal para ampliar o acesso da população aos medicamentos considerados essenciais. 8. Atuação multissetorial por meio do fomento à destinação adequada de resíduos sólidos e a utilização de recursos seguros para armazenagem de água. e coloca à disposição nas Farmácias Populares a baixo custo.3. Melhoria da qualidade do trabalho de campo de combate ao vetor. O Programa Farmácia Popular do Brasil contribui para reduzir o impacto no orçamento familiar causado pela compra de remédios e. 4. 6. casas abandonadas etc. estados e municípios. adquire os medicamentos de laboratórios farmacêuticos públicos ou do setor privado. 5. sem interrupção no tratamento por falta de dinheiro. também. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). com a mobilização dos Programas de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e Programas de Saúde da Família (PSF). Utilização de instrumentos legais que facilitem o trabalho do poder público na eliminação de criadouros em imóveis comerciais. Integração das ações de controle da dengue na atenção básica. órgão do Ministério da Saúde e executora do programa.

feita em 71 países. por isso. O Programa Farmácia Popular do Brasil oferece medicamentos que tratam das doenças com maior incidência no país. revela que os brasileiros gastam 19% da renda familiar com saúde.1% dos entrevistados já tiveram que vender bens ou pedir empréstimos para pagar gastos com saúde. Entre os mais ricos. diabetes. 9. que pode causar intoxicações ou mascarar sintomas de doenças importantes.ao lançar o projeto Farmácias Notificadoras. também. por meio da apresentação de vídeos. enxaqueca. além de outras do interesse do Ministério da Saúde. Hipertensão. são exemplos de doenças para as quais são encontrados medicamentos. Segundo a pesquisa. pretende ampliar as fontes de notificação de casos suspeitos de efeitos adversos a medicamentos e de queixas técnicas de medicamentos. basta o usuário apresentar uma receita médica ou odontológica da rede pública ou particular. asma. o que mais pesa no bolso são os medicamentos (61% das despesas com saúde). infecções e verminoses. estimulando o desenvolvimento de ações de saúde em farmácias e drogarias. Além dessas. preservativos masculinos. Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde – OMS. Para adquirir os medicamentos disponíveis nas farmácias populares. A nova proposta é que a farmácia. Ela é importante para evitar a automedicação. inflamações e alcoolismo. estão disponíveis produtos com indicação nos quadros de cólicas. Entre as pessoas de baixa renda. depressão.e a realização de ações educativas. em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Farmácia de cada estado. pública ou particular. o maior gasto é com planos de saúde. sobretudo. muitas vezes interrompem o tratamento. O farmacêutico. às pessoas que não têm condições de pagar caro por seu medicamento e. úlcera gástrica. campanhas sobre a Aids e o combate a dengue. O programa atende a toda população e é dirigido. ante as a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 297 . queimadura. Estão disponíveis. P ROJETO F ARMÁCIAS N OTIFICADORAS A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária . cuja utilização é importante para a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. além dos anticoncepcionais. deixe de ser estabelecimento meramente comercial e agregue o valor de utilidade pública.

rotulagem. é a redução de preço dos medicamentos através de uma maior concorrência entre os fabricantes com o nome genérico. segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente. Com essa nova postura. embalagem. comercializado pelo nome da substância ativa. por ocasião do registro. tal como foi editada. do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. os gastos com a publicidade e divulgação da marca. excipientes e veículos.queixas dos consumidores. após o vencimento da patente registrada. diminuindo. cuja eficácia. preventiva ou diagnóstica. devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. deve notificar. nome de fantasia do remédio. Medicamento similar É aquele que contém os mesmos princípios ativos. além de gastos com pesquisa para desenvolvimento de novos medicamentos. problemas relacionados a medicamentos. sem marca comercial. posologia e indicação terapêutica. Pode diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto. forma farmacêutica. assim. ao Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos (CNMM). MEDICAMENTOS GENÉRICOS – LEI 9787/99 Por medicamento genérico entende-se aquele que é cópia do produto de referência. O objetivo da lei 9787/99. apresenta a mesma concentração. Produto farmacêutico intercambiável 298 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . é necessário que os estabelecimentos estejam de acordo com as exigências da Vigilância Sanitária e do Conselho e que o farmacêutico permaneça no estabelecimento durante todo o horário de funcionamento. torna-se elo entre a população e o Governo. Para aderir ao projeto. prazo de validade. Os estabelecimentos receberão o selo de “Farmácia Notificadora”. via de administração. que dá a garantia de retorno do investimento efetuado na pesquisa pelo fabricante original. Medicamento de referência É um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país.

a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 299 . além do fato de os medicamentos genéricos não possuírem “marca”. Equivalentes farmacêuticos São medicamentos que contêm o mesmo fármaco. curativa. Medicamento genérico É o produto farmacêutico tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade profilática. Biodisponibilidade Indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem. potência. • Fortalecimento da indústria nacional. dosagem. os mesmos efeitos de eficácia e segurança. pureza. geralmente em associação com coadjuvantes farmacotécnicos. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopéia Brasileira e.É o equivalente terapêutico de um medicamento de referência – caso sejam comprovados. na mesma quantidade e forma farmacêutica. ainda. não pagarem publicidade e também serem subsidiados pelo governo. Bioequivalência Consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica. quando for o caso. paliativa ou para fins de diagnóstico. mais seguros e eficazes. com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou. na ausência desta. com outros padrões aplicáveis de qualidade relacionados à identidade. com desenvolvimento tecnológico e mais empregos para o país. • Medicamentos com menor preço. É uma forma farmacêutica determinada que contém o fármaco. pois não há necessidade de pesquisa para desenvolvimento. essencialmente. isto é. tempo de desintegração e velocidade de dissolução. podendo ou não conter excipientes idênticos. mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa. Vantagens da política dos genéricos • Medicamentos de melhor qualidade. contendo idêntico(s) princípio(s) ativo(s) e que tenham comparável biodisponibilidade quando estudados sob um mesmo desenho experimental. comprovados pelos testes de biodisponibilidade e bioequivalência. uniformidade de conteúdo.

bem como fornecer toda a orientação necessária ao consumo racional do medicamento genérico. 300 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s . incluindo na prescrição os seguintes dizeres: “Não autorizo a substituição”. salvo restrições expressas pelo profissional prescritor. quando necessário. Dispensação • Será permitida ao profissional farmacêutico a substituição do medicamento prescrito exclusivamente pelo medicamento genérico correspondente. • Nos casos de prescrição utilizando nome genérico. apor carimbo que conste seu nome e número de inscrição do Conselho Regional de Farmácia. • Caso haja qualquer restrição à substituição do medicamento de marca pelo genérico correspondente. • Nesses casos o profissional farmacêutico deve indicar a substituição realizada na prescrição.e cujos registros tenham sido publicados no Diário Oficial da União. as prescrições pelo profissional responsável adotarão obrigatoriamente as determinações referentes à Denominação Comum Brasileira (DCB).Agência Nacional de Vigilância Sanitária . que deverá ressaltar. • É dever do profissional farmacêutico explicar detalhadamente a dispensação realizada ao paciente ou usuário.P RESCRIÇÃO E DISPENSAÇÃO DOS MEDICAMENTOS GENÉRICOS Prescrição • No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). a Denominação Comum Internacional (DCI). datar e assinar. na sua falta. • Nos serviços privados de saúde. ou. somente será permitida a dispensação do medicamento de referência ou de um genérico correspondente. a prescrição ficará a critério do profissional responsável. o médico deverá manifestar objetivamente a decisão. podendo ser realizada sob nome genérico ou comercial. • A substituição genérica deverá ser baseada na relação de medicamentos genéricos aprovados pela ANVISA . as restrições à intercambialidade.

................................... cloridrato de amiodarona Atrovent ............. mesalazina Aspirina ...........................................................L ISTA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS REGISTRADOS (por ordem de medicamento de referência) Atualizada até a publicação do Diário Oficial da União de 23/04/2006 Medicamento de referência ....... cloridrato de paroxetina Artren ..................................................................... moclobemida Azactam ....... cloridrato de doxorrubicina Aerolin ....................... brometo de ipratropio Aurorix .......... ampicilina / ampicilina sódica Anafranil .............. pamidronato dissódico Arimidex ..................................................... atenolol Atlansil ........ clotrimazol + acetato de dexametasona Bedfordpoly B ................................................................................................................................................................................... cloridrato de oximetazolina Akineton .......... aminofilina Amoxil .................................................................................................................................................................................................. anastrozol Aropax ......... Espironolactona Aldomet ... acido acetilsalicilico Atenol ................. cetorolaco de trometamina Adalat Retard ................................................... Medicamento genérico Açular .... sulfametoxazol + trimetoprima Bactroban .................................. benzilpenicilina benzatina Berlison ......................................... mupirocina Baycuten-N .......................................................................................................... acetato de hidrocortisona Berotec .......................................................... aztreonam Bactrim e Bactrim F ................................................................................................................. mesalazina Mesacol ......... cloridrato de clomipramina Antak .. glimepirida Aminofilina ........... amoxicilina Amoxil BD .............................................................................................................. cloridrato de biperideno Aldactone ....... brimonidina Amaryl ....................... Metildopa Allegra ...................................................................................... diclofenaco sódico Asalit ........ sulfato de salbutamol Afrin ........................................................................................................................................ sulfato de polimixina B Benzetacil ........................................................................... cloridrato de ranitidina Aredia ..................................................... bromidrato de fenoterol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 301 ................................................................................................................. Nifedipino Adriblastina RD ...... cloridrato de fexofenadina Alphagan ....... amoxicilina Amplacilina .............................

................................................................... brometo de n-butilescopolamina Buscopan composto ................................... deflazacorte Camptosar ..................... loratadina Claritin D ............................... captopril Cardizem ou Cardizem SR ................................. carbonato de lítio Claritin ...... cloridrato de buspirona Calcort ........................................................................................................................................................................................... cefaclor Ceclor AF ...................................................... ampicilina Biovir .. cloridrato de bromexina Bricanyl .......................... acebrofilina Bufedil ........................ tioconazol + tinidazol Ceclor ................................................... cefaclor Cedur ............ diclofenaco potássico ou diclofenaco resinato Cataflam Emulgel .................. Medicamento genérico Betnovate .. betametasona Cellcept ................................................... cefotaxima sódica Carbolitium ...................................................... micofenolato mofetil Cipramil ......... zidovudina + lamivudina Bisolvon ...................... ciprofloxacino ou cloridrato de ciprofloxacino Claforan ............................................................................................................................. sulfato de terbutalina + guaifenesina Brismucol ......................................................................... sulfato de terbutalina Bricanyl Expectorante .................................................................................. maleato de dexclorfeniramina + betametasona Celestone ....... cloridrato de betaxolol Biamotil ........... cloridrato de buflomedil Buscopan ............................................ cloridrato de irinotecano Candicort ... valerato de betametasona + sulfato de neomicina Betoptic ................................. cetoconazol+ dipropionato de betametasona Canesten ...................................................................... clotrimazol Capoten ............................................................. citalopram Cipro ....................................................................................................................... diclofenaco dietilamônio Cartrax ........................................................ cefadroxil ou cefadroxila Cefoxitina Sódica ......................................Medicamento de referência .............................................. Cefoxitina Sódica Celestamine ............................................................. amoxicilina+clavulanato de potássio 302 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ............................................................................................................... mesilato de doxazosina Cataflam D ............................. loratadina+sulfato de pseudoefedrina Clavulin / Clavulin IV / Clavulin BD ........................................................... benzafibrato Cefamox ....................... cloridrato de diltiazem Carduran .................................................................................... cloridrato de ciprofloxacino Binotal ....................... brometo de n-butilescopolamina + dipirona sódica Buspar ..... valerato de betametasona Betnovate N ............ diclofenaco Cataflam ...............

................................................................ dipropionato de betametasona Diprospan ........................................ furoato de mometasona Eloxatin ................................................... dipropionato de betametasona + sulfato de gentamicina Diprosalic ..................................................................................................................................................................................................................... cloridrato de verapamil Dimorf ............................................................................................................................................................. cloridrato de dorzolamida + maleato de timolol Cozaar .........Medicamento de referência .......................... dipropionato de betametasona + fosfato dissódico de betametasona Dobutrex ... nitrato de miconazol Dalacin C ....... carvedilol Cosopt .......................... fosfato de clindamicina Daonil ............................................................ adapaleno Digesan ............ cloridrato de fluoxetina Daktarin .................................................................. Acetato de dexametasona Diamicron .............. Medicamento genérico Clinagel .......................................................... cromoglicato dissódico Cymevene .................................... digoxina Dilacoron ..... nistatina + óxido de zinco Desonol ................................................................... sulfato de indinavir Cromolerg .......................................................... sulfadiazina de prata Dermodex ........................ fosfato de clindamicina Clorana ................ hidroclorotiazida Efexor XR ...................................................... citrato de orfenadrina + dipirona sódica + cafeína anidra Dormonid ... gliclazida Differin ............................ Hidroclorotiazida Co-Renitec ......................................................................................................................... glibenclamida Decadron .................................... sulfato de morfina Diprivan ... oxaliplatina a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 303 ............................................................ losartan potássico / losartana potássica Crixivan ............. cloridrato de dobutamina Dorflex ..... dexametasona / fosfato dissódico de dexametasona Depakene ........................................................................................................................... bromoprida Digoxina .................... cloridrato de venlafaxina Elocom ................... cloridrato de clindamicina / fosfato de clindamicina Dalacin V ..... ganciclovir sódico Daforin .................................................................................................. propofol Diprogenta ............................................................ midazolam / maleato de midazolam Drenol .............................. valproato de sódio Dermazine ............................................. dipropionato de betametasona + ácido salicílico Diprosone ................. maleato de enalapril + hidroclorotiazida Coreg .............................................................................................. desonida Dexason .............................................................

................................................................................................................................................. cloridrato de gencitabina Gino-Canesten ............................................................................................. etomidato Hyponor ................................................................. lamivudina Eulexin ................................. cloridrato de anfepramona Hydergine ................. sulfato de gentamicina Gardenal ................................................................... tiabendazol Fortaz ..............................................................................................Medicamento de referência ........................................ losartana potássica + hidroclorotiazida Holoxane .................................................................................. bitartarato de norepinefrina Hytrin ..................................................... flutamida Espasmo Luftal .................................................................................................................................................................... tinidazol + nitrato de miconazol Gino-Tralen ....... Medicamento genérico Epivir ........ alendronato sódico Frademicina .................. metronidazol + nistatina Flanax ..... ofloxacino Fluimucil ........................................................................................ succinato de sumatriptana 304 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ........................................................ clortalidona Hipofagin S .............................................................................. naproxeno sódico Flotac .. acetilcisteína Fluoro-uracil ................ benzoilmetronidazol / metronidazol Flagyl Nistatina . cloridrato de lincomicina Frontal ................. ceftazidima Fosamax ......................................... haloperidol Helmiben .................................. nitrato de miconazol Gyno-Icaden ....... cloridrato de metformina Gyno-Daktarin ..................................................... clotrimazol Gino-Pletil ...................................................................................................... nitrato de isoconazol Imigran .................... mesilato de codergocrina Hypnomidate ................................................ diclofenaco colestiramina Floxacin ................................................ nitrato de isoconazol Haldol ...................... alprazolam Garamicina ........................................... advil / alivium Icaden . ifosfamida Ibuprofeno ................................................. Fenitoína Higroton ............................................ Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Flagyl .......... mebendazol + tiabendazol Hidantal ................................................................ fenobarbital Gemzar ........................................... cloridrato de terazosina Hyzaar ......................................... norfloxacino Floxstat ................... piroxicam Flagass Baby ..................................... Dimeticona + Metilbrometo de Homatropina Fentanil ......................... fluoruracila Foldan ......................................................................................................... tioconazol Glifage ................................................................. Cloridrato de Fentanila Feldene .

..................... isotretinoína Jumexil ........... ciclopirox olamina Lorax .................................... furosemida Leucovorin .............................................................................. cromoglicato dissódico Isordil .................. meropenem Mesigyna ........................................................................................... cefoxitina sódica Megestat ............................................. claritromicina Kloren ...................................... mesna Moduretic ...................... cloridrato de granisetrona Lamictal ................ folinato de cálcio Lexotan ........................ cloridrato de minociclina Miosan ............................................................................................................................................................... cefazolina sódica Keflex ........................... lovastatina Micostatin ................................................. prednisona Metrotex . lorazepam Losec ....................... cloridrato de selegilina Kefazol ........................................................ Varfarina Sódica Maxcef ............................................................................ tartarato de metoprolol Lopril D ...................................... zopiclona Intal ......................................... cloridrato de benazepril Luftal / Luftal Max ......... acetato de megestrol Meronem IV ....................................................................................... cloridrato de bupivacaína + glicose Marevan ........... enantato de noretisterona + valerato de estradiol Meticorten ..................................................... lamotrigina Lamisil ................................................................................................................................................................................................................ cloreto de potássio Kytril ........................................................................................................................ cloridrato de bupivacaína Marcaína pesada ....... fenofibrato Lopid ................... metotrexato Mevacor .............................................. flumazenil Lasix ................. bromazepam Lipidil ................................ cefalexina Keflin neutro ........................................................................... cefalotina sódica Klaricid ........................ dinitrato de isossorbida Isotrex ............. genfibrozila Lopressor ............................................................. dimeticona Marcaína ............................................................ omeprazol sódico Lotensin ................................. Medicamento genérico Imovane ....................................................... Cloridrato de Ciclobenzaprina Mitexan ........................................... cloridrato de amilorida + hidroclorotiazida a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 305 ................................. captopril + hidroclorotiazida Loprox ..............................................................................Medicamento de referência ........................................................... cloridrato de terbinafina Lanexat ........... nistatina Minomax ............................... cloridrato de cefepima Mefoxin ................................................................

............... cefpodoxima proxetil Otosynalar ................................................................................. omeprazol Pepsamar ................................................... meloxicam Mucolitic ............................................. acetonido de triancinolona + sulfato de neomicina + gramicidina + nistatina Orelox .................................................. cloridrato de nortriptilina Pantelmin .................Medicamento de referência ............................................. algestona acetonida + enantato de estradiol Plasil .. sulfato de amicacina Oceral ...................... indapamida Nebacetin ......... cloridrato de metoclopramida 306 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ..................................................... mononitrato de isossorbida Monopril .......................................... besilato de anlodipino Novacort .................................................................................... carboplatina Parlodel ................................................................................................ cloridrato de ambroxol Naprosyn ........................................................................................................................................... dipirona sódica Novamin ............. gabapentina Nimotop ....................... nimodipino Nitrencord ...... cloxazolam Omcilon-A Orabase ..................... mesilato de bromocriptina Penicilina G potássica .......................... fosinopril sódico Movatec ..................................... acetonido de fluocinolona + sulfato de neomicina + sulfato de polimixina b + cloridrato de lidocaina Pamelor ........ naproxeno Natrilix ................................................................................................................................................... ofloxacino Ogastro ........................ piracetan Norvasc ......................................... sulfato de neomicina + bacitracina Neurontin ................................. benzilpenicilina potássica Pen-Ve-Oral ................. pantoprazol Paraplatin .................................. carbocisteína Mucosolvan ......................... cetoconazol Nolvadex .................................................................................................... nimesulida Nizoral ................................................................................................................... Medicamento genérico Monocordil .................................... furacin Nisulid ................................................................. lansoprazol Olcadil .... nitrato de oxiconazol Oflox .......................................... nitrendipino Nitrofural ...... mebendazol Pantozol ........ fenoximetilpenicilina potássica Peprazol .............. acetonido de triancinolona Omcilon A M ............................... citrato de tamoxifeno Nootropil ................. cetoconazol + dipropionato de betametasona + sulfato de neomicina Novalgina ............................................ hidróxido de alumínio Perlutan ........................................................................................................................................................................................................................................

....................... succinato sódico de hidrocortisona Sonebon ......................................... cloridrato de propranolol Proscar ................................................................ mirtazapina Renitec ............................................................................................................................. tinidazol Polaramine ............ maleato de dexclorfeniramina + sulfato de pseudoefedrina + guaifenesina Ponstan ............................................................................... acetato prednisolona Prelone ............................................................................................................................................................................... rifamicina Rino-Lastin ....Medicamento de referência ......... cloridrato de clobutinol + succinato de doxilamina Sinemet .............. pravastatina sódica Pred Fort ......................... ceftriaxona sódica Rulid .......... risperidona Rivotril .................................................................................................... aceclofenaco Propécia ..................... propionato de clobetasol Quadriderm ........................ fosfato sódico de prednisolona Prinzide ........................................... policresuleno + cloridrato de cinchocaína Profenid e Profenid Retard .................................................. Medicamento genérico Platiran .................................... ciclosporina Secnidal ...... nitrazepam Sorine ......... clonazepam Roacutan ..... secnidazol Silomat ................................................................................... lisinopril + hidroclorotiazida Prednisolon ........................................................................................................ finasterida Prozac .. cloridrato de dopamina Rifocina Spray .................... fosfato sódico de prednisolona Proctyl ............. carbidopa/levodopa Solu-cortef .......................................... cloridrato de sotalol a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 307 .... cloridrato de azelastina Risperdal ......................... cloridrato de fluoxetina Psorex ... cloridrato de nafazolina Sotacor ............... isotretinoina Rocefin ............................ ácido mefenâmico Pravacol ........ cloridrato de clobutinol Silomat Plus .............................................................. valerato de betametasona + sulfato de gentamicina + clioquinol + tolnaftato Remeron ...................................................................................... cloridrato de oxibutinina Revivan .................................................... cetoprofeno Proflam ................................................................................................................................. finasterida Propranolol ..................................................................... roxitromicina Sandimmun neoral ... maleato de dexclorfeniramina Polaramine Expectorante ......................... maleato de enalapril Regaine ............ minoxidil Retemic ............................................................................................... cisplatina Pletil .....................................................................................................................................................................................................

............ paracetamol Unasyn .......................................... paracetamol Viofórmio-Hidrocortisona ............................................................................................................................................................ imipenem + cilastatina Tilatil ........................................................ tobramicina + dexametaxona Tobrex ...................................... tioconazol Trental / Trental Vert ........................................ cinarizina Tagamet ............................................................ toragesic Trusopt .Medicamento de referência ......................................................................................................................................... tobramicina Topamax ..................................................................................................................................... nevirapina Vodol ........................................................... Topiramato Tramal / Tramal Retard ............................................................. carbamazepina Thiaben ............................................................................................ cloridrato de amitriptilina Tussiflex D ................................................................................ atenolol + clortalidona Tegretol ............. tiabendazol Ticlid ............................................ clioquinol + hidrocortisona Viramune ...... nitrato de miconazol 308 p•o•l•í•t•i•c•a•s d•e m•e•d•i•c•a•m•e•n•t•o•s ..................... besilato de atracurio Tralen ........ cloridrato de propranolol + hidroclorotiazida Tenoretic ................................................................... cloridrato de tetraciclina + anfotericina b Tavanic ....................... cimetidina / cloridrato de cimetidina Talsutin ...................................................................................... Medicamento genérico Splendil .... tartarato de zolpidem Stugeron ............................. felodipino Sporanox ........................................ maleato de timolol Tobradex ................................................................................................................................................................... itraconazol Staficilin-N .................................................................... oxacilina sódica Stiefcortil ..................... ramipril Trileptal ................... pentoxifilina Triatec ...................... cloridrato de dorzolamida Tryptanol ...................................... docetaxel Tazocin ............................................................ cloridrato de doxicilina / doxicilina Vick Pyrena ......................... paclitaxel Taxotere ....... diazepam Vancocina ............................... cloridrato de vancomicina Vibramicina .......... sulbactam sódica + ampicilina sódica Valium .............................. tenoxicam Timoptol ...................... cloridrato de tramadol Tracrium ........... dropropizina Tylenol .. oxcarbazepina Trometamol de cetorolaco .................... Hidrocortisona Stilnox ................................................... piperacilina sódica + tazobactam sódico Tenadren ................................................................ cloridrato de ticlopidina Tienam ........................................................... levofloxacino Taxol ...................

..... aciclovir Zyban .........php a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 309 ..................................... São Paulo............. cefuroxima sódica Zinnat ........abrale...........org.................. sinvastatina Zofran ....................................................opas....................... fluconazol Zovirax ................................ Medicamento genérico Voltaren / Voltaren Emulgel / Voltaren Retard ............. 2003 • http://www............. albendazol Zeritavir .....anvisa...................................................................gov...........................................org..... dicloridrato de cetirizina Este capítulo teve como fontes de consulta: • ANVISA – www........................... cloridrato de ondansetrona Zoloft ..........................................................................................br • OPAS – www.............. diclofenaco sódico Wellbutrin SR ..br • Ministério da Saúde – www.......................................Medicamento de referência ................................................ cloridrato de lidocaína + glicose Zaditen ................................................................br • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”......................... cloridrato de sertralina Zoltec .br/apoio_juridico/obtencao/index...............gov........ guaifenesina Xylocaína ................ axetil cefuroxima Zitromax . guaifenesina Xarope Vick Mel ........... estavudina Zestril ............................................................saude................................................. cloridrato de bupropiona Zyloric ................................. cloridrato de lidocaína Xylocaína com Epinefrina ... Alopurinol Zyrtec ....................... cloridrato de lidocaína + epinefrina Xylocaína Pesada 5% .......................................................................................................... lisinopril Zinacef ................ fumarato de cetotifeno Zentel ............. azitromicina Zocor . cloridrato de bupropiona Xarope Vick ..................................

820. Seção 1. alínea “g”. publicada em 17 de novembro de 2004. ÉTICA PROFISSIONAL E NOÇÕES DE LEGISLAÇÃO FARMACÊUTICA Neste capítulo você vai conhecer. de 11 de novembro de 1960. bem como a portaria 344/98. CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA Aviso de Retificação de 06 de maio de 2005 (*) Na Resolução 417. 306/307. que trata da dispensação de medicamentos. da Lei n° 3. pp. também vai saber quais são as normas referentes ao uso de tarjas e rótulos. O CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA.14. 310 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . de 29 de setembro de 2004. no Diário Oficial da União. o código de ética da profissão farmacêutica. no exercício das atribuições que lhe confere o artigo 6º. na íntegra. leiam-se as seguintes retificações: RESOLUÇÃO 417 DE 29 DE SETEMBRO DE 2004 Ementa: Aprova o Código de Ética da Profissão Farmacêutica.

tem uma dimensão ética que é regulada por este código e pelos diplomas legais em vigor. TÍTULO I Do Exercício Profissional C APÍTULO I Dos Princípios Fundamentais Art. pelo benefício ao ser humano. 2° . como todo exercício profissional. Art. 1º .A dimensão ética da profissão farmacêutica é determinada. nos termos do Anexo desta Resolução. ao meio ambiente e à liberdade de consciência nas situações de conflito entre a ciência e os direitos fundamentais do homem. 1º .Esta Resolução entra em vigor na data da publicação. os termos da Resolução 290/96 do Conselho Federal de Farmácia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 311 . Art. sem qualquer discriminação.RESOLVE: Art. AINDA. à coletividade e ao meio ambiente.O exercício da profissão farmacêutica. TODAS AS AÇÕES DE EDUCAÇÃO DIRIGIDAS À COMUNIDADE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE. DE MODO A CONTRIBUIR PARA A SALVAGUARDA DA SAÚDE PÚBLICA E. cuja transgressão resultará em sanções disciplinares por parte do Conselho Regional de Farmácia. ANEXO CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA PREÂMBULO O FARMACÊUTICO É UM PROFISSIONAL DA SAÚDE. CUMPRINDO-LHE EXECUTAR TODAS AS ATIVIDADES INERENTES AO ÂMBITO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO.O farmacêutico atuará sempre com o maior respeito à vida humana. 2° . Art. da qual faz parte.Aprovar o CÓDIGO DE ÉTICA DA PROFISSÃO FARMACÊUTICA. em especial. revogando-se as disposições em contrário e. em todos os seus atos. 3° . após apuração pelas suas Comissões de Ética. independentemente das penalidades estabelecidas pelas leis do País.

catástrofe ou epidemia. com discrição e fundamento. Art. não pode ser exercida exclusivamente com objetivo comercial. C APÍTULO II Dos Deveres Art. em caso de conflito social interno. Art. 11 . durante o tempo em que permanecer inscrito em um Conselho Regional de Farmácia. 10 – O farmacêutico deve cumprir as disposições legais que disciplinam a prática profissional no País.Os farmacêuticos respondem pelos atos que praticarem ou pelos que autorizarem no exercício da profissão.Para que possa exercer a profissão farmacêutica com honra e dignidade. em qualquer circunstância ou de qualquer forma. Dispor seus serviços profissionais às autoridades constituídas. III. 4º . de forma contínua. seja com objetivo de lucro. 312 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . Art. Art. sob pena de advertência. II. Comunicar às autoridades sanitárias e profissionais. se solicitado. 8° . seja com finalidade política ou religiosa.Em seu trabalho.Art. fatos que caracterizem infringência a este Código e às normas que regulam o exercício das atividades farmacêuticas.O farmacêutico. Art. independentemente de haver ou não remuneração ou vantagem pessoal. o farmacêutico deve dispor de boas condições de trabalho e receber justa remuneração por seu desempenho. Art.O farmacêutico deve manter atualizados os seus conhecimentos técnicos e científicos para aperfeiçoar. 7° . deve: I. 5° . o desempenho de sua atividade profissional. 6° . o farmacêutico não pode se deixar explorar por terceiros. independentemente de estar ou não no exercício efetivo da profissão. 9° .A profissão farmacêutica. Exercer a assistência farmacêutica e fornecer informações ao usuário dos serviços.Cabe ao farmacêutico zelar pelo perfeito desempenho ético da Farmácia e pelo prestígio e bom conceito da profissão.

for considerado incapaz de discernir sobre opções de tratamento ou decidir sobre sua própria saúde e bem-estar. § 1º . Respeitar o direito de decisão do usuário sobre sua própria saúde e bem-estar. o substitua. prejudiciais à saúde e à vida. de modo que o usuário fique bem informado e possa melhor decidir sobre a sua saúde e bemestar. óbito familiar. V. X. política e educativa. XI. Evitar que o acúmulo de encargos prejudique a qualidade da atividade farmacêutica prestada.O farmacêutico deve comunicar ao Conselho Regional de Farmácia. função ou emprego. Selecionar. os auxiliares para o exercício de sua atividade. jamais cooperando com atos que intencionalmente atentem contra ela ou que coloquem em risco sua integridade física ou psíquica. perante as práticas terapêuticas alternativas.A comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer no prazo máximo de 5 (cinco) dias após o afastamento. VIII. XII. motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses da profissão. 12 . XIII. amparados pela legislação vigente. nos limites da lei. os quais exijam comunicação. Contribuir para a promoção da saúde individual e coletiva. excetuando-se o usuário que. sobretudo quando. VI. desempenhar cargo ou função pública. ou outro. IX. Denunciar às autoridades competentes quaisquer formas de poluição. o afastamento de suas atividades profissionais das quais detém responsabilidade técnica. Respeitar a vida humana. Adotar postura científica. legalmente. a ser avaliado pelo CRF. nessa área. mediante laudo médico ou determinação judicial.IV. denúncia ou relato a quem de direito. deterioração do meio ambiente ou riscos inerentes ao trabalho. quando não houver outro farmacêutico que. com responsabilidade social. principalmente no campo da prevenção. quando este ocorrer por motivo de doença. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 313 . Guardar sigilo de fatos que tenha conhecimento no exercício da profissão. sanitária. por escrito. excetuando-se os de dever legal. VII. sua função na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da Farmácia. da sociedade ou da saúde pública. Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias a recusa ou a demissão de cargo. acidente pessoal. Art. Assumir.

que não contenha sua identificação clara e precisa sobre a(s) substância(s) ativa(s) contida(s). raciais ou eugênicos. negligência ou imprudência. II. Praticar procedimento que não seja reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia. excetuando-se a dispensação hospitalar 314 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . fornecer. ou permitir que seja dispensado meio. III. em todas as suas áreas de abrangência. substância ou conhecimento para induzir a prática (ou dela participar) de eutanásia. cursos de aperfeiçoamento. IV. V. VII. substância e/ou conhecimento. dispensar. de toxicomania ou de qualquer outra forma de procedimento degradante. ou permitir a utilização do seu nome por qualquer estabelecimento ou instituição onde não exerça pessoal e efetivamente sua função. justificando sua ausência. Fornecer meio. § 3º – Quando o afastamento ocorrer por motivo de férias. ou especialidade farmacêutica. que possa ser caracterizado como imperícia. C APÍTULO III Das Proibições Art. Exercer simultaneamente a Medicina. fracionada ou não. medicamento ou fórmula magistral.§ 2º . no prazo de 5 (cinco) dias. bem como suas respectivas quantidades. ou participar de atos fraudulentos relacionados à profissão farmacêutica. Produzir. Praticar ato profissional que cause dano físico. de tortura. pesquisa clínica ou em que se constate desrespeito a algum direito inalienável do ser humano. congressos. com fins bélicos. Participar de qualquer tipo de experiência em ser humano. contrariando as normas legais e técnicas. o farmacêutico ou seu procurador deverá apresentar à empresa ou instituição documento datado e assinado. VIII. desumano ou cruel em relação ao ser humano.Quando o afastamento for motivado por doença.É proibido ao farmacêutico: I. VI. atividades administrativas ou outras atividades. Deixar de prestar assistência técnica efetiva ao estabelecimento com o qual mantém vínculo profissional. moral ou psicológico ao usuário do serviço. a ser comprovada por atestado. instrumento. Realizar. 13 . a comunicação ao Conselho Regional de Farmácia deverá ocorrer com antecedência mínima de 1 (um) dia. instrumento.

X. ou ainda assumir responsabilidade por ato farmacêutico que não praticou ou do qual não participou efetivamente. XVII. mediante acordos ou dissídios da categoria. XIV.interna. sem. omitir o seu nome ou fórmula. dispensar. Aceitar remuneração abaixo do estabelecido como o piso salarial. Permitir interferência nos resultados apresentados como perito ou auditor. contudo. XIII. ou permitir que seja dispensado medicamento em contrariedade à legislação vigente. Expor. Omitir-se e/ou acumpliciar-se com os que exercem ilegalmente a Farmácia. Aceitar ser perito ou auditor quando houver envolvimento pessoal ou institucional. Aceitar a interferência de leigos em seus trabalhos e em suas decisões de natureza profissional. Declarar possuir títulos científicos ou especialização que não possa comprovar. XXI. Exercer a profissão em estabelecimento que não esteja devidamente registrado nos órgãos de fiscalização sanitária e do exercício profissional. XX. IX. XVIII. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades sanitárias ou profissionais. Prevalecer-se do cargo de chefia ou de empregador para desrespeitar a dignidade de subordinados. ou com profissionais ou instituições farmacêuticas que pratiquem atos ilícitos. alheio à sua execução. Delegar a outros profissionais atos ou atribuições exclusivos da profissão farmacêutica. XIX. supervisão ou fiscalização. XI. em que poderá haver a codificação do medicamento que for fracionado. XII. orientação. XV. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 315 . Assinar trabalhos realizados por outrem. XVI. Exercer a profissão farmacêutica quando estiver sob a sanção disciplinar de suspensão.

C APÍTULO IV Da Publicidade e dos Trabalhos Científicos Art. ou não. XXVI. visando ao interesse econômico e ferindo o direito do usuário de livremente escolher o serviço e o profissional. farmacêuticos ou não. II. XXIV. II. para si ou para outrem. Receber remuneração por serviços que não tenha efetivamente prestado. Publicar. III. Reduzir. a remuneração devida a outro farmacêutico. trabalho científico do qual não tenha participado ou atribuirse autoria exclusiva quando houver participação de subordinados ou outros profissionais. medicamentos. 15 . irregularmente. Exercer a Farmácia em interação com outras profissões. laboratórios. bem como praticar atos de concorrência desleal. em seu nome.XXII. Divulgar assunto ou descoberta de conteúdo inverídico.É vedado ao farmacêutico: I. concedendo vantagem. com ou sem vínculo empregatício. ou interessado por qualquer forma. Utilizar-se do serviço ou cargo público para executar trabalhos de empresa privada de sua propriedade ou de outrem. como forma de obter vantagens pessoais. de forma desleal. Cobrar ou receber remuneração do usuário do serviço. insumos farmacêuticos e correlatos. XXIII. emprego. 316 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . indústrias. medicamento ou fármaco para uso diverso da sua finalidade. Exercer a fiscalização profissional e sanitária. quando for sócio ou acionista de qualquer categoria. é vedado ao farmacêutico: I. bem como prestar serviços a empresa ou estabelecimento que explore o comércio de drogas. Fornecer. cargo ou função que esteja sendo exercido por outro farmacêutico. XXV. aos demais profissionais habilitados para direcionamento de usuário. 14 – Quando atuante no serviço público. ou permitir que forneçam. distribuidoras. Art. Pleitear. quando em função de chefia.

Exercer a profissão sem ser discriminado por questões de religião. Promover publicidade enganosa ou abusiva da boa fé do usuário. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 317 . ressalvadas as situações de urgência ou de emergência. para garantir a segurança e a eficácia da terapêutica farmacológica. com fundamento no uso racional de medicamentos. individual ou coletivamente. condição social. cor. Negar-se a realizar atos farmacêuticos que. Interagir com o profissional prescritor. IV. V. de dados ou informações. quando necessário. raça. Opor-se a exercer a profissão. junto às autoridades sanitárias e profissionais. ou suspender a sua atividade. II. 16 . onde inexistam condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. sexo. C APÍTULO V Dos Direitos Art. contra a instituição. sejam contrários aos ditames da ciência e da técnica. sem o seu consentimento livre e esclarecido. V. devendo comunicá-las imediatamente ao Conselho Regional de Farmácia e às autoridades sanitárias e profissionais. III. em especial quanto à legibilidade da prescrição. VI.São direitos do farmacêutico: I.III. embora autorizados por lei. Promover pesquisa na comunidade. IV. Recusar-se a exercer a profissão em instituição pública ou privada. VI. sem referência ao autor ou sem a sua autorização expressa. Exigir dos demais profissionais de saúde o cumprimento da legislação sanitária vigente. utilizar-se. idade. Anunciar produtos farmacêuticos ou processos por meios capazes de induzir ao uso indiscriminado de medicamentos. em instituição pública ou privada. opinião política ou de qualquer outra natureza. publicados ou não. onde inexistam remuneração ou condições dignas de trabalho ou que possam prejudicar o usuário. comunicando o fato. nacionalidade. quando for o caso. e sem que o objetivo seja a proteção ou a promoção da saúde. com direito a representação.

a quem de direito. no sentido de garantir unidade de ação na realização de atividades a que se propõe em benefício individual e coletivo. assegurando-lhes consideração. Adotar critério justo nas suas atividades e nos pronunciamentos sobre serviços e funções confiados anteriormente a outro farmacêutico. a outros profissionais envolvidos ou ao respectivo Conselho Regional de Farmácia. obriga-se o farmacêutico a: 318 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . VII. II. deve comprometer-se a: I. TÍTULO II Das Relações Profissionais Art. Obter e conservar alto nível ético em seu meio profissional e manter relações cordiais com a sua equipe de trabalho. IV. III. procurando manter a confiança dos membros da equipe de trabalho e do público em geral. VI.O farmacêutico. Denunciar. atos que contrariem os postulados éticos da profissão. Prestar colaboração aos colegas que dela necessitem. apoio e solidariedade que reflitam a harmonia e o prestígio da categoria. prestando-lhe apoio. 18 . perante seus colegas e demais profissionais da equipe de saúde.Na relação com os Conselhos. Prestigiar iniciativas dos interesses da categoria.ao usuário. Limitar-se às suas atribuições no trabalho. V. TÍTULO III Das Relações com os Conselhos Art. Empenhar-se em elevar e firmar seu próprio conceito. assistência e solidariedade moral e profissional. 17 . mantendo relacionamento harmonioso com outros profissionais.

N.. De multa de (um) salário-mínimo a 3 (três) salários-mínimos regionais. 19 . Comunicar ao Conselho Regional de Farmácia em que estiver inscrito.J. Atender convocação. Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – C. no exercício profissional. Acatar e respeitar os Acordos e Resoluções do Conselho Federal e os Acordos e Deliberações dos Conselhos Regionais de Farmácia. TÍTULO V Das Disposições Gerais a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 319 . II. De suspensão de 3 (três) meses a um ano. IV. IV. ao respectivo Conselho Regional de Farmácia (CRF) todos os seus vínculos. notificação ou requisição administrativa no prazo determinado. TÍTULO IV Das Infrações e Sanções Disciplinares Art. a não ser por motivo de força maior. De advertência ou censura. com fidelidade. mantendo atualizado o seu endereço residencial e os horários de responsabilidade técnica ou de substituição. III. feita pelos Conselhos Regionais de Farmácia.I.As sanções disciplinares consistem em: I. com dados completos da empresa (razão social. horário de funcionamento e de Responsabilidade Técnica – RT). comprovadamente justificado. III. fica obrigado a informar. Art. informações que lhe forem solicitadas a respeito de seu exercício profissional. toda e qualquer conduta ilegal ou antiética que observar na prática profissional. por escrito. endereço. Prestar.P.O farmacêutico. II. intimação. De eliminação. 20 .

dos Conselhos Regionais de Farmácia e suas Comissões de Ética. quando necessário. por crime praticado no uso do exercício da profissão.Art. 23 . dos farmacêuticos e da sociedade em geral. 28 .As condições omissas neste Código serão decididas pelo Conselho Federal de Farmácia. Art. promoverá a revisão e a atualização deste Código. Art. Art. Art. (*) Republicada por incorreção. através de auto de infração ou termo de visita. Art. 26 – Prescreve em 24 (vinte e quatro) meses a constatação fiscal de ausência do farmacêutico no estabelecimento. terá suas atividades profissionais suspensas enquanto perdurar sua incapacidade. 24 . definitivamente transitada em julgado.O farmacêutico portador de doença que o incapacite para o exercício da farmácia. em qualquer cargo ou função. independentemente do estabelecimento ou instituição onde estejam prestando serviço. 22 . 27 .A apuração das infrações éticas compete ao Conselho Regional de Farmácia em que o profissional está inscrito ao tempo do fato punível em que incorreu. das autoridades da área de saúde. ouvidos os Conselhos Regionais de Farmácia e a categoria farmacêutica. 21 – As normas deste Código aplicam-se aos farmacêuticos. Art. apurada pelo Conselho Regional de Farmácia em procedimento administrativo com perícia médica. Art. para efeito de instauração de processo ético. JALDO DE SOUZA SANTOS Presidente – CFF 320 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . 29 . 25 – O profissional condenado por sentença criminal. por meio de sua Comissão de Ética. ficará suspenso da atividade enquanto durar a execução da pena.A verificação do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição do Conselho Federal de Farmácia.Aplica-se o Código de Ética a todos os inscritos no Conselho Regional de Farmácia. Art.O Conselho Federal de Farmácia.

A tarja amarela. Posologia. Tarja amarela . Quantidade da unidade posológica solicitada.C. . Fórmula discriminada com os nomes dos fármacos ativos segundo a D. Nenhuma tarja – Para medicamentos que não apresentam as restrições acima. . O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA”. Número de registro. 4. produtos dietéticos e correlatos que só podem ser vendidos sob prescrição médica devem apresentar no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão. Tarja preta . 3. deve ter no rótulo de sua embalagem uma tarja preta em toda a sua extensão com os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. a maneira de tomar o produto.Medicamentos. 2. 6. além de uma grande letra G para facilitar sua identificação. Nome do paciente e do médico prescritor. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 321 . contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA”. Tarja vermelha simples . Modo de usar. Tarja vermelha controlada . MEDICAMENTOS MANIPULADOS Como deve ser o rótulo do medicamento 1. do terço médio do rótulo e com largura não inferior a um terço da largura total. que só podem ser comercializados sob prescrição médica. . destinada a medicamentos genéricos. . ou que determinem dependência física ou psíquica.B.TARJAS E RÓTULOS Os rótulos das embalagens dos medicamentos podem apresentar: .Medicamentos sujeitos a controle especial. deve apresentar os seguintes dizeres: “MEDICAMENTO GENÉRICO DE ACORDO COM A LEI 9787/99”. com respectivas dosagens. 5.Medicamentos que contenham substâncias entorpecentes. devem ter no rótulo de sua embalagem uma tarja vermelha em toda a sua extensão contendo os dizeres: “VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA COM RETENÇÃO DE RECEITA”. datas de manipulação e validade.

carbonada branca (medicamentos sujeitos a controle especial).7. calor e umidade”. PORTARIA 344/98 322 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a .amarela (retinóides de uso sistêmico). entre outros. não desaparecendo os sintomas ou ocorrendo reações colaterais. “Mantenha fora do alcance de crianças”. solução. endereço. CGC e farmacêutico responsável pela farmácia. Os rótulos devem informar sobre a apresentação específica do produto como. informe o seu médico”. Há casos em que é necessário colocar informações complementares. cápsulas creme. . T IPOS DE RECEITAS As receitas podem ser de quatro tipos: . pomada.simples. . como: “Agite Antes de Usar” ou “Conserve em Geladeira”. . posologia).azul (medicamentos psicotrópicos) ou .Identificação do emitente (nome. endereço e número de registro no conselho a que pertence). “Mantenha ao abrigo da luz.Nome do medicamento/ substância (nome comercial ou genérico. . . loção.Data da prescrição. Nome. A VIAMENTO DE RECEITAS Para preenchimento correto do aviamento de receitas são necessários os seguintes dados: .Identificação do usuário (nome completo e endereço). “não faça uso concomitante de outro medicamento sem a orientação médica”.

Sigla da Unidade da Federação. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 323 . pelo seu substituto. Notificação de receita Documento padronizado destinado à notificação da prescrição de medicamentos. na sua ausência. . . saída e perda dos medicamentos desta portaria. . Segue uma síntese de seu conteúdo: .Esta portaria aprova o regulamento técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial. O registro nesse livro deverá ser feito diariamente. Livro de receituário Nele é feito todo o controle de entrada. somente pelo farmacêutico responsável ou. Prescrição As prescrições devem estar com todos os campos preenchidos. Psicotrópicos Ficam sujeitos a esse controle todos os medicamentos com ação no sistema nervoso central (estimulantes). sem rasuras e contendo os seguintes dados: . além dos retinóicos de uso sistêmico. bem como as substâncias consideradas entorpecentes (depressoras).

30 dias para notificação A quando o paciente for do sexo masculino e sete dias para pacientes do sexo feminino. enquanto que as demais (A e B) somente têm validade no estado em que foram expedidas.Data da emissão.. forma farmacêutica. quantidade e posologia. . B) .Informações da gráfica (portarias A e B). . endereço e telefone).Identificação numérica (portarias A. Dispensação 324 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . identificação do animal e dados completos do proprietário).Nome do medicamento ou da substância com dosagem ou concentração.Identificação do usuário (nome e endereço completos e. inscrição no devido conselho.Identificação do emitente (nome.Assinatura do emissor. no caso de uso veterinário. . As notificações do tipo C são válidas para todos os estados brasileiros. . As receitas terão a duração (validade) de 30 dias para notificações B e C. . .

. No ato da dispensação deverão ser anotados os seguintes dados no verso da receita: . . .Os medicamentos constantes nesta portaria só podem ser dispensados por farmacêuticos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 325 . Dados do usuário (nome completo. concentração.Validade da receita. endereço. . RG e telefone). A quantidade máxima a ser dispensada por receita é o equivalente a 60 dias de tratamento (para anticonvulsivantes e antiparkinsonianos a quantidade pode chegar a seis meses de tratamento).Dados do emitente. No ato da dispensação deverão ser conferidos os seguintes dados: .Dados da gráfica. Dados do medicamento que está sendo dispensado (nome. forma farmacêutica e quantidade). O farmacêutico deverá ainda datar e assinar a receita.Numeração da receita.

Balanços A cada três meses deve ser realizado um balanço relatando as entradas. no término de cada ano deverá ser realizado também um balanço anual que deverá ser entregue até o dia 30 de janeiro do ano subseqüente. . em local exclusivo para esse fim. Ele deverá ser entregue em duas vias. Além do balanço trimestral. Guarda As substâncias constantes nesta portaria.. O balanço também é de responsabilidade do farmacêutico. Os balanços deverão ser entregues na autoridade sanitária local até o dia 15 dos meses de abril (referente aos meses de janeiro a março). deverão ser obrigatoriamente guardados sob chave ou outro dispositivo que ofereça segurança. 326 é•t•i•c•a p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•l •e• n•o•ç•õ•e•s d•e l•e•g•i•s•l•a•ç•ã•o f•a•r•m•a•c•ê•u•t•i•c•a . bem como os medicamentos nela contidos e existentes nos estabelecimentos. julho (abril a junho). em que uma ficará retida na autoridade sanitária. outubro (julho a setembro) e janeiro (outubro a dezembro). saídas e perdas de cada uma dessas substâncias. sob a responsabilidade do farmacêutico. e a outra permanecerá no estabelecimento.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 327 . umidade e raios solares.15. • Realize campanhas educativas alertando sobre os perigos da automedicação. escolas/universidades (Por ex: planejamento familiar. através de parcerias com associações locais. como um passo-apasso para a administração de medicamentos. PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE NA ATIVIDADE FARMACÊUTICA No dia-a-dia: • Oriente e mantenha os medicamentos na embalagem original. PRÁTICAS PROFISSIONAIS Este capítulo apresenta um pequeno conjunto de boas práticas nos estabelecimentos farmacêuticos. • Evite a exposição dos medicamentos ao calor. • Promova ações junto à população em geral. bem como para quem trabalha no local. sexualidade na adolescência). e lembra alguns procedimentos que podem auxiliar o profissional a lidar com as necessidades dos usuários de uma farmácia.

se não. para não engasgar. Entretanto. Comprimidos. • Promova e incentive hábitos saudáveis de vida. 3) verificar. se a mistura atingiu a marca indicada. fechar a boca e não mastigar.• Promova e incentive ações junto a grupos de maior vulnerabilidade a determinadas doenças (hipertensão. 9) após o tratamento. 7) tomar o medicamento em pé. cápsulas e drágeas são geralmente tomados por via oral (pela boca) com um copo cheio de água. durante o tratamento. Para ajudá-las. 4) após iniciar o uso. diabetes. acrescentar mais água até a marca e agitar novamente. na farmácia da unidade de saúde. d) Pós para reconstituição (suspensão oral): 1) colocar. com o apoio de sua equipe. muitas vezes as pessoas têm dúvidas quanto ao modo correto de utilizar algumas formas farmacêuticas. Essa informação deve ser transmitida pelo profissional que prescreve o medicamento. COMO ADMINISTRAR MEDICAMENTOS Cada forma farmacêutica tem uma maneira especial de ser utilizada. e o paciente deve estar em pé ou sentado. como. pode utilizar as informações a seguir. cápsulas. você. exceto se indicado pelo médico ou farmacêutico. 5) agitar bem antes de usar. aos poucos. Comprimidos sublinguais: a) Lavar as mãos. grupos de caminhada. por exemplo. água filtrada ou fervida (fria) e agitar até completar a marca indicada no frasco. não colocar mais água. desprezar qualquer quantidade que sobrar. b) Os comprimidos. assim como no momento da entrega do medicamento. b) Colocar o comprimido embaixo da língua. 6) utilizar o copomedida que vem junto com o medicamento. drágeas e pós para reconstituição: a) Lavar as mãos. c) As cápsulas devem ser engolidas inteiras (jamais serem abertas) e os comprimidos não devem ser partidos ao meio. tuberculose). 2) agitar o medicamento até que o mesmo se dissolva. após a agitação. 8) guardar a suspensão na geladeira. 328 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s .

evitando encostar o aplicador dentro do nariz. c) Deve utilizar o copinho-medida de plástico. d) Colocar o medicamento no copinho ou na colher.c) Deixar a saliva na boca. comer ou chupar balas enquanto o medicamento estiver na boca. sem incliná-la para trás. um copo de água. para que o medicamento não escorra do nariz. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 329 . e) Utilizar o medicamento. Gotas nasais: a) Lavar as mãos. c) Inclinar a cabeça para trás e colocar. d) Retirar a tampa do frasco e colocar o aplicador na narina. c) Manter a cabeça na posição vertical. Suspensão oral: a) Lavar as mãos. b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço ou guardanapo de papel. b) O paciente deve agitar bem o frasco do medicamento todas as vezes que for consumilo. evitando encostá-lo dentro do nariz. 7.5mL. d) Manter a cabeça inclinada para trás. nas narinas. até que o comprimido se dissolva e desapareça completamente. durante alguns segundos. 5mL.5mL.10mL. próprio para esse tipo de medicamento e que geralmente acompanha o produto (alguns deles vêm com uma colhermedida. o número de gotas prescrito. logo após. ao invés de copinho). b) Assuar o nariz e enxugá-lo com um lenço. sem engolir. Spray nasal a) Lavar as mãos. ingerindo. d) Não fumar. pois o produto contém partículas que se depositam no fundo. observando a quantidade recomendada: 2.

c) Puxar a pálpebra inferior para baixo. b) Deitar ou sentar. e) Permanecer na posição acima indicada. f) Repetir a operação na outra narina. evitando piscar. apertar o spray (o número de vezes indicado na receita) e aspirar. c) Puxar um pouquinho a orelha para “abrir” o canal do ouvido. Não aplicar simultaneamente os diferentes produtos. fazer um intervalo de pelo menos 5 minutos entre a aplicação de cada um deles. b) Sentar e inclinar a cabeça para o lado . durante alguns segundos. e) Fechar os olhos devagar. d) Pingar o colírio sem encostar o aplicador nos olhos. o que facilita que a gota entre no olho. f) Se o produto escorrer um pouco. permitindo que o produto penetre mais facilmente. d) Pingar o número de gotas prescrito.e) Simultaneamente. use um lenço ou guardanapo de papel. não enxugue com a mão. g) Quando dois ou mais produtos são receitados para os olhos. colocando a cabeça bem inclinada para trás. g) Após a aplicação.ou deitar . Supositórios: a) Lavar bem as mãos. inspirar profundamente duas ou três vezes. p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s 330 . Colírios: a) Lavar as mãos. f) Fechar bem a embalagem do produto. usando as quantidades recomendadas pelo médico.deixando o ouvido afetado para cima. Gotas no ouvido: a) Lavar as mãos.

deve orientá-lo a buscar essas informações junto aos profissionais de saúde. fazendo as seguintes perguntas: • Qual a doença ou problema que está sendo tratado? • Qual o nome genérico do medicamento que vai ser usado? • Como e quando deve utilizar o medicamento? • Durante quanto tempo deve utilizar o medicamento? • O medicamento deve ser tomado com o estômago cheio ou não? Antes ou depois das refeições? • Pode ser tomado junto com outros medicamentos? Dispensação de medicamentos a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 331 . após a colocação do supositório. c) Retirar o supositório da embalagem e colocá-lo no ânus. e) Introduzir o medicamento (ou o aplicador contendo o medicamento) bem no fundo da vagina. f) Após usar o aplicador tenha o cuidado de lavá-lo bem para a próxima utilização. com os joelhos dobrados e as plantas dos pés apoiadas na cama. d) Deitar na cama. agente comunitário de saúde. b) Remover a embalagem do produto. c) Colocar o produto no aplicador. Óvulos. d) Permanecer deitado por mais alguns minutos. caso o mesmo seja fornecido. pelo menos. pomadas e comprimidos vaginais: a) Lavar bem as mãos. Para isto. O uso seguro de medicamentos depende da informação correta: É importante que você saiba que todo paciente tem o direito de conhecer a maneira correta de usar os medicamentos. cremes.b) Deitar de lado na cama e dobrar o joelho da perna que ficar por cima. de barriga para cima. você. tomando cuidado para não machucar. uma hora. procurando mantê-lo no intestino por.

• Procurar alcançar uma velocidade adequada na exposição. que significa orientar o paciente em todos os aspectos do medicamento que será consumido. seguro e eficaz.para que o paciente compreenda a informação é importante: • Utilizar uma linguagem clara e simples. 332 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . na hora certa para o paciente/usuário certo. para o uso correto de medicamentos. seguir uma ordem na explicação. com o objetivo de ajudá-lo a cumprir adequadamente um tratamento. definir a ordem. • Procurar avaliar o grau de compreensão do paciente. • Dose. O trabalhador da saúde que dispensa medicamentos deve executar os seguintes procedimentos com muita atenção: 1) Verificar a validade da receita e se contem as exigências legais: • Nome do paciente.O processo de comunicação: Uma das funções primordiais do profissional de saúde que trabalha na farmácia é o ato da dispensação de medicamentos. com base em uma receita específica. • Posologia. A dispensação de medicamentos é o momento em que há o contato humano entre o profissional e o usuário. Deve assegurar o medicamento certo. • Evitar discursos e monólogos. Pontos a considerar em uma comunicação . • Dar a informação precisa que o paciente necessita. Para tanto é fundamental que ambos se comuniquem. Não se exceder para evitar confundi-lo. • Nome genérico do medicamento. Orientação ao paciente: Consiste em fornecer informações ao paciente.

• Carimbo com CRM ou CRO. 7) Entregar o medicamento para o paciente explicando como devem ser tomados. Observar se o medicamento tem bom aspecto e não está vencido. • Assinatura do prescritor. 5) Se for necessário fracionar a quantidade a ser fornecida (por exemplo: cortar “cartelas”). 6) Acondicionamento (se for necessário): escolher o material mais apropriado. • Data. Explicar com paciência e clareza. pois se corre o risco de entregar a medicação errada. conservação. • prestar adicionais esclarecimentos de acordo com o medicamento dispensado.• Duração do tratamento. Os envelopes de papel podem servir para embalar quantidade de medicamento para 2 ou 3 dias. 4) Separar o medicamento indicado. • Nunca adivinhe o nome do medicamento.. Os sacos plásticos são mais adequados. • para quantos dias. seguindo a prescrição: • a quantidade de medicamento a ser tomada. conferindo o nome e a apresentação (forma farmacêutica e dosagem) com o solicitado na receita. 8) Verifique se o paciente entendeu a explicação fazendo perguntas ou pedindo que ele repita o que foi dito. É perigoso. • em que momentos do dia. etc. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 333 .. não deixar o medicamento ao alcance de crianças. • quantas vezes ao dia. porém se rompem e molham com facilidade. 2) Verificar se o receituário é compatível com o tipo de medicamento prescrito (medicamentos controlados pela Portaria 344 exigem receituários específicos). esclareça com o prescritor (médico ou dentista). tais como cuidados de armazenamento. sempre realizar esSe procedimento em local limpo. 3) Ler e entender a receita: se tiver dúvida.

• Por não aceitarem a doença e o tratamento. como na tuberculose. etc. • Por acharem a posologia incômoda (muitos comprimidos ao dia). • Por sentirem que os sintomas da doença desaparecem. • Por apresentarem efeitos indesejados (dor de cabeça. As pessoas que fazem uso prolongado de medicamentos merecem sua atenção constante. O sistema de saúde perde recursos ao perder medicamentos e custear internações e exames. • Por esquecimento. Por que os pacientes não cumprem os tratamentos? • Por não entenderem como devem usar o medicamento. O paciente e a família sofrem pela piora da doença e pelas faltas no trabalho.Ao dispensar medicamentos para pacientes com dificuldade de leitura devemos lançar mão de desenhos ou de formulários com desenhos que auxiliam o entendimento quanto ao horário. é importante que você esteja atento quanto ao cumprimento dos tratamentos pelos usuários. Muitas pessoas sofrem as conseqüências dessa situação. quantidade e tipo de medicamento a ser tomado. podemos criar diversas formas de transmitir informações. • Por não acreditarem na cura pelo medicamento. Um problema muito comum é o não cumprimento do tratamento pelo paciente. diabetes e hipertensão. diarréia. Vejamos algumas sugestões: 334 p•r•á•t•i•c•a•s p•r•o•f•i•s•s•i•o•n•a•i•s . • Por confundirem os medicamentos. • Por não conseguirem ler a prescrição. Com o objetivo de ajudar as pessoas a seguirem corretamente seus tratamentos. Mas respeitar a duração do tratamento também é fundamental. entre outros). hanseníase. • Por falta do medicamento na farmácia do posto de saúde. • Por terem vergonha de expor suas dúvidas aos profissionais de saúde. Por isso. Como garantir que o paciente cumpra o tratamento? Respeitar a posologia é muito importante para que o medicamento cumpra o seu efeito.

utilizando cores diferentes (fitas. leve o caso para sua equipe. 2003 • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde. um medicamento tomado duas vezes ao dia.• Quando a pessoa não tem relógio ou não sabe ver as horas. São Paulo. canetas coloridas). pode ser representado por duas pequenas bolinhas. fazer as refeições e deitar. se ouve rádio ou assiste à televisão. Caso o paciente continue em dúvida. Basta usar criatividade! • As sugestões de horários devem ser discutidas durante a consulta médica ou durante a dispensação dos medicamentos. adesivos. Explore também a rotina diária da família: horário de levantar. números ou sinais. por exemplo. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. observe sua rotina. 2001. procure diferenciar os medicamentos. • Quando o paciente for analfabeto. Por exemplo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 335 . Adapte os horários de utilizar os medicamentos aos programas de televisão e do rádio.

• Cuidar dos detalhes demonstra competência profissional. portanto. adquire-se. • Sempre haverá mercado para profissionais preparados – é essencial. • Confiança não se impõe. TÉCNICAS DE VENDAS Este capítulo apresenta diversas recomendações objetivando qualificar o relacionamento entre o profissional de farmácia e o cliente. o seu conhecimento é importante para que essa relação seja bem-sucedida. RELAÇÃO TÉCNICO DE FARMÁCIA . atualização. com a finalidade de otimizar o fechamento de vendas e obter a satisfação do cliente pelo serviço prestado. sempre.CLIENTE Aqui vão algumas dicas importantes: • O cliente espera que você o oriente sobre o produto que está sendo comprado. 336 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s .16.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 337 . • Segurança na informação que lhe é transmitida pelo vendedor. Atualmente predominam no mercado farmacêutico grupos com a idéia de prestação de serviços dentro da farmácia. saber calar e saber ouvir. não tem direito a escolhas. vaidade ou necessidade. O perfil do consumidor de produtos farmacêuticos é bastante particular: ele é obrigado a comprar. • Conhecimento dos produtos. O atendente especializado deve ficar atento para: • Atitudes comportamentais. • Praticidade na compra. prazer. • Relacionamento com os clientes. • Atenção e bem-estar. • Qualidade dos serviços. O produto é consumido para prevenir ou corrigir o pior dos desequilíbrios. O consumidor é exigente e busca: • Modernidade da loja. • A presença do farmacêutico na farmácia dá credibilidade ao negócio. se doente.• É preciso: saber falar. os princípios básicos que determinam um bom atendimento são: • Confiabilidade: proporcionar o que foi prometido com segurança e precisão. • Técnicas de vendas. • Quem trabalha com pessoas deve gostar e querer bem as pessoas. • Confiança no profissionalismo do vendedor. • Qualidade de serviços. No marketing de serviços. pode estar afetado emocionalmente e não compra por ambição. que é a perda da saúde.

É importante perceber suas características: • Tímido: faz perguntas estratégicas. Para isso. • Pesquisador de preços: benefício do preço. • Examinador: abre o produto. 338 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . pergunta. deve-se buscar com ele um diálogo com senso prático. • Atrair e dar conforto ao cliente.• Convicção: a equipe de atendimento deve ser confiante e segura. lê. • Amigão: gosta de papo. Na relação com o cliente. sua prática profissional deve considerar algumas qualidades importantes: • Conhecimento. equipamentos e aparência pessoal. • Fatores tangíveis: layout. o técnico de farmácia deve zelar por sua imagem profissional. • Competência. As ações fundamentais do marketing de atendimento são: • Ouvir o cliente. • Rápido: tudo é urgente. • Autoritário: quer se impor. • Atenção e respeito com o cliente. As três perguntas básicas que devem ser feitas para se conhecer o cliente são: • Quem são? • Onde estão? • Como podem ser alcançados? Os clientes têm perfis diferenciados. É objetivo e paga o preço. • Equipe especializada no atendimento. e para evoluir profissionalmente.

” C ONFIANÇA PARA A FIDELIZAÇÃO O cliente precisa sentir confiança em quem o atende e na empresa a qual esse representa.• Confiança. percorrer a farmácia. • Atendimento eficaz. preparação diária. e não aquele que você acha que deve ser. conhecer a concorrência. Os casos de sucesso no varejo são baseados em uma ação: conquistar e manter os clientes todos os dias. acompanhar as mudanças da legislação farmacêutica. • Organização. A estratégia que sedimenta essa ação é o processo de fidelização do cliente. O a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 339 . distinguir a diferença entre tarjas. • Atualização de mercado: conhecer produtos novos. o tom de voz e o conteúdo da fala do atendente. FIDELIZAÇÃO DO CLIENTE O RESPEITO FIDELIZA As vendas no varejo são mais bem-sucedidas quando há maior é capacidade de apoiar o cliente. • Comunicação. • Postura como vendedor (a): cuidados pessoais. “O bom atendimento é aquele que o cliente diz qual é. memorizar os preços. A confiança é obtida através de sinais verbais e não-verbais como movimentos corporais. conhecer os benefícios e as características dos produtos.

a capacidade de liderança e de negociação. o que tem. quando a pessoa se vê frente a uma limitação. de modo que a comunicação flua e possa atingir sua finalidade. Proativo é o profissional que usa freqüentemente as expressões: o que é. acaba por se ver na obrigação de atender ao pedido de um cliente. assumir erros e entusiasmo. poderá tornar-se um bom comerciante também. Fatores importantes para o marketing pessoal são: saúde. no lugar da negativa. criar a confiança e a sensação no outro de que você está lado a lado com ele. além disso. atualização. o marketing pessoal utiliza os conceitos e instrumentos de marketing em benefício da carreira e da vida pessoal dos indivíduos. sendo que para que isso ocorra é preciso acompanhar. com motivação para os outros e para si mesmo.fundamento de uma relação confiável está na integridade. As atitudes proativas no trabalho refletem-se de maneira positiva e construtiva na vida social. Se você agir de forma proativa. o que pode. Em seguida. características e estrutura. bom humor. Atitudes e pensamentos também fazem parte do marketing pessoal. O profissional reativo é aquele em que a primeira reação é negar qualquer pedido. informa o que dá para fazer ou o que pode ser feito no lugar de uma solicitação que não pode ser atendida. não é. 340 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . também fazem parte dos requisitos que fazem a diferença entre os indivíduos. a capacidade de se comunicar. diz que é possível fazer. o que dá. P ROATIVIDADE : POSTURA DO VENDEDOR Há dois tipos de perfis profissionais bastante comuns: o reativo e o proativo. R APPORT – PERCEPÇÃO E COMUNICAÇÃO Estar em rapport é estar em sintonia com o outro. organização. se o cliente imaginar que foi enganado. postura. aparência. terá mais chances de aprendizado e se tornará um profissional com melhores possibilidades de crescimento na empresa. não tem. A ética. atividades físicas. toda a fidelização deixará de existir. não posso. de promover um bom ambiente ao redor de si. A atitude proativa é aquela que. valorizando o ser humano em todos os seus atributos. alimentação. M ARKETING PESSOAL Segundo Philip Kotler. sono. uma vez que. valorização. ele usa com freqüência as seguintes expressões: não dá.

Dicas: • Dê preferência ao atendimento de idosos. acompanhando ou espelhando o comportamento verbal e não-verbal de uma pessoa. agradecer (“muito obrigado”). como “pois não”.” Dicas: • Chame o cliente sempre pelo nome. “As pessoas apreciam o fato de serem tratadas com exclusividade. • Procure superar as expectativas do cliente. solução rápida e integridade. PRINCÍPIOS DO ATENDIMENTO QUE VENDE O que o cliente espera de quem o atende? Cortesia. porque assim você a percebe a partir do modelo que ela tem de mundo. exclusividade. comprometimento. • Dê preferência ao tratamento senhor/senhora. competência. • Cortesia é a habilidade de fazer com que o cliente sinta-se bem-vindo e respeitado. Atitudes: sorrir. • Exclusividade: o grau de atenção e cuidado individual demonstrado ao cliente motiva-o a retribuir com os gastos que ele fará. gestantes e deficientes. • Acompanhe o cliente até o setor desejado.Estabelece-se rapport: imitando. • Seja gentil com todos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 341 . • Seja prestativo durante o atendimento. • Elimine na sua fala frases negativas. ajustando. • Despeça-se sempre do cliente. solicitar educadamente (“por favor”). • Olhe nos olhos do cliente e mantenha-se atento.

revistas da área. se ele ficou satisfeito. sempre e com exatidão. • Tome a iniciativa. ouvindo com interesse e atenção. “Forneça sempre aos seus clientes mais do que esperam de você. O comprometimento determina a maneira pela qual os outros percebem sua qualidade pessoal. • Cumpra as promessas: passe o cliente de um setor para outro.• Busque prestar um atendimento humanizado. • Não procure culpados. traduzindo idéias em ações. fornecendo mais informações sobre o produto adquirido. quando necessário. • Atenda os clientes demonstrando entusiasmo e vontade em querer ajudá-los. Dicas: • Use o tempo livre para leitura de catálogo.” Você deve ser capaz de responder de forma eficaz a qualquer solicitação dos clientes e. permitirá causar mudanças positivas na vida de outras pessoas. • Competência: o conhecimento demonstrado e a habilidade em transmitir confiança e credibilidade possibilitam avançar para a realização de vendas adicionais. • Sempre que possível pergunte ao cliente. • Ao chegar outro cliente. •Comprometimento: é a capacidade de fornecer o que foi prometido. sempre explicando antes à outra pessoa o problema do cliente. resolva o problema do cliente mesmo que não seja sua responsabilidade. solicite que este aguarde até que você termine de atender o primeiro. • Saia da rotina. manuais. Se está comprometido. e ofereça sugestões para melhorias. por exemplo. após o atendimento. eles acreditam que podem contar com você. “Além de fazer diferença em sua vida. bulas. 342 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . o que transmite confiança e respeito profissional. saber com quem obter ajuda.” Dicas: • Ajude os clientes tanto internos quanto externos.

• Se a solução depender de outras pessoas. não o interrompa com conclusões precipitadas. por meio do envolvimento de outras pessoas. • Mostre ao cliente que. • Ofereça alternativas para resolver o problema: por exemplo. • Demonstre ao cliente que você tem conhecimento sobre o que está falando. transmitindo-lhe segurança e confiança.” Dicas: • Envolva o cliente na solução do problema. o tempo dele é valioso. “Deixar claro para as pessoas que elas podem confiar e contar com você. também para você. oferecendo aos clientes alternativas para a solução de seus problemas. “A velocidade do atendimento determina a competência operacional da empresa e do atendente. como conseqüência. conquistar a fidelidade dos clientes. • Quando o cliente tiver que aguardar. diga a ele o motivo da demora. ética e sinceridade são a base para manter sua integridade e. Honestidade. • Solução rápida: refere-se à disposição de ajudar os clientes de imediato para aproveitar o impulso da compra.” Dicas: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 343 . • Elimine atitudes reativas (“não posso. • Para resolver o problema. uma vez que nem todos conhecem a linguagem técnica. como a equipe e sua chefia. Nunca o deixe desorientado. • Integridade: é a habilidade de deixar claro para os clientes que eles podem confiar e contar com você. certifique-se de que elas assumirão a responsabilidade e que darão retorno ao cliente. isso não é comigo”). ouça com atenção o que o cliente estiver lhe dizendo.• Disponha-se a prestar ajuda aos clientes e colegas. • Use a linguagem do cliente. criando assim a condição para fidelizá-los.

• Não faça comentários negativos sobre sua empresa ou colegas de trabalho na frente de clientes.• Esconder informações vitais para os clientes é falta de integridade. • Sua integridade foi questionada. diga-me o que aconteceu. • Se cometer erros ou falhas. Tenha humildade em assumi-los. expressão facial. • É atendido de forma grosseira. 344 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . por alguma motivo. • Dê explicações de forma aberta e honesta. • Recebe informações diferentes. • O cliente já estava irritado com alguém. O que fazer para evitar que os clientes fiquem irritados: • Cuidado com a sua comunicação não-verbal. • Apresente-se. • Ele percebe que não foi ouvido. • Procure ser solícito e usar palavras adequadas: por favor. • Seja leal às pessoas. • Jamais prometa o que não poderá ser cumprido. Dicas de como abordar o cliente: • Faça uma saudação ao cliente com sorriso. tom de voz. L IDANDO COM CLIENTES IRRITADOS Há situações em que o cliente fica irritado. não justifique. deixe-me ver em que posso ajudá-lo. Isso acontece geralmente quando: • Suas expectativas não foram satisfeitas. aparência. postura.

“Quando”. Quando se utiliza uma pergunta fechada o cliente é obrigado a se decidir.• Estabeleça uma comunicação com o cliente e faça com que ele considere um produto especifico. “Para que”. As perguntas fechadas são usadas para se reduzir de forma considerável as alternativas de respostas. São informações que não devem ser presumidas. “Quais”. “Onde”. As perguntas abertas solicitam informações sobre idéias. deixe o cliente examinar o produto sozinho. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 345 . ela deve ser usada quando o mesmo demonstra desinteresse ou indiferença. D IFERENCIAL NO ATENDIMENTO : O sucesso no resultado de um atendimento depende da sua habilidade em vencer a resistência dos clientes. fatos. mas ditas pelo cliente. Procure saber as opiniões. Assim ele começa a respeitá-lo profissionalmente por perceber que está diante de um vendedor – melhor. fatos e sensações do cliente. “Quanto”. “Como”. As perguntas fechadas são aquelas que respondidas com um simples “sim” ou “não”. Seguem abaixo algumas ações que podem promover o diferencial positivo no atendimento: SONDAGEM Tem o objetivo de identificar a situação do cliente no momento do atendimento. “O que”. Há duas modalidades que servem de orientação para se formular qualquer tipo de pergunta: perguntas abertas e perguntas fechadas. idéias. problemas e desejos do cliente ao atendê-lo. mas perguntar e escutar. opiniões. “Por que” (Ex: “Para que serve este produto? ”). para vender não é necessário falar. • Em seguida. em comunicar-se com eles e satisfazer suas necessidades. As perguntas abertas são mais adequadas para conduzir uma entrevista. de um conselheiro seguro e bem preparado. Sempre são iniciadas com indagações como: “Quem”. Um vendedor profissional sabe que a única forma de vender é fazendo perguntas. necessidades. “Qual”. As primeiras perguntas feitas ao cliente precisam ter algo em comum entre o que você vende e os interesses do cliente.

etc. praticidade. faturamento. “Pode”. que ele acha alto. prazo. pergunte: “Na verdade. garantia. Deve-se sempre descrever aos clientes as características e a vantagem do produto. confiabilidade. Outros itens que o vendedor deve considerar nos produtos. Contornando as objeções Objeções são resistências do cliente no ato da compra. beleza. ceticismo e percepção de desvantagem. desinteresse ou indiferença. segurança. sugerimos algumas técnicas para contornar as objeções: • Empatia: concorde antes de discordar – “Eu entendo”. agilidade. • Pergunta ideal: você faz a pergunta para você mesmo responder. etc. “Deve”. minimizando a objeção. “Será”. • Vantagem – o que o produto faz pelo cliente. produto. qualidade. Os benefícios secundários (preço. “Compreendo”. São cinco as principais razões de resistências: preço. redução de despesas. O vendedor deve conhecer as características e vantagens dos benefícios primários (produto. promoção.As perguntas fechadas iniciam-se com: “É”. são: • Características – o que o produto é ou tem. “Percebo”. Exemplo: se a objeção do cliente é referente ao preço. facilidade. DEMONSTRAÇÃO Os produtos que são vendidos devem ser traduzidos para os clientes em termos de economia financeira. atendimento.) e saber como usá-los. (Ex: “O senhor já está tomando essa medicação? ”). o senhor quer saber o que faz este produto merecer este preço? ”. entrega. bonificação) não devem ser priorizados pelo vendedor. “Seria”. atualização. 346 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . uma vez que isso demonstra que este não se encontra devidamente preparado para lidar com essa situação. desconto. A seguir. a fim de fazer uma boa demonstração. suas especificações. “Está”. satisfação. serviço.

• Repetir questionando: você faz a pergunta e aguarda o cliente responder para poder esclarecer a objeção. tomar a iniciativa para fechar a venda. essas condições especiais devem ser apresentadas apenas no fechamento da venda. É muito vantajoso quando o produto da demonstração é de valor alto. quer levar as três caixas? ” 3. e não ao cliente. No entanto.É muito eficiente quando o cliente exige condições especiais ou vantajosas para comprar ou tomar uma decisão. Ex: “A senhora gostaria de levar também algum material de toalete? ” 2) Fechamento condicional . Existem três formas de fechamento de vendas: 1) Fechamento tentativa .Após realizar uma apresentação eficaz que convenceu o cliente. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 347 . A forma mais suave de se obter o fechamento direto é apresentando-lhe alternativas. F ECHAMENTO DA VENDA Cabe sempre ao vendedor. uma vez que é mais fácil convencer um cliente a adicionar itens a uma venda do que começar um processo de vendas totalmente novo para itens adicionais. solicite a decisão diretamente. Fechamento direto por alternativa . Ex: “Se conseguirmos o desconto que a senhora solicitou. ambas para levar o produto. Ex: “Sua preferência é pagar com cheque ou cartão? ” E XPANSÃO DA VENDA Vendedores profissionais sugerem itens adicionais depois que transação da venda principal é concluída.Nesse caso você obtém a aprovação da venda por fazer uma oferta adicional que o cliente rejeita. O cliente é levado a escolher entre duas opções.

Vincule a posse do cliente ao item principal. 3º .Realce uma qualidade que valorize o item principal.“Que tal levar o produto X também? ” 2º .Ressalte a qualidade do produto adicional.Explique que o produto adicional é absolutamente essencial para a aquisição principal. Seguindo todas essas recomendações. 5º . 348 t•é•c•n•i•c•a•s d•e v•e•n•d•a•s . 4º .Passos para garantir vendas adicionais: 1º . você se tornará um ótimo profissional de vendas num estabelecimento farmacêutico.

COMO ORGANIZAR A FARMÁCIA . A farmácia deve estar localizada em local apropriado. Em local seguro para evitar roubos. Também conhecerá o sistema 5S. fresco. a fim de estruturar o cotidiano da atividade farmacêutica. evitando assim que umedeçam e fiquem diretamente em contato com o piso. .17. O local deve ser propício para a limpeza e a dispensação de medicamentos. . NOÇÕES DE ORGANIZAÇÃO DA FARMÁCIA Neste capítulo você verá algumas sugestões de organização e controle. ratos e outros animais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 349 . . . Deve dispor de estantes e estrados para acomodar os medicamentos. ventilado e sem umidade. A farmácia deve ser mantida sempre limpa com a finalidade de prevenir o aparecimento de insetos.

. As caixas de medicamentos que forem abertas devem ser riscadas. A caixa deverá estar com uma relação externa fixada. Se conservarmos os medicamentos em frascos. Dispor os medicamentos de acordo com a validade. para não haver erros na contagem de estoque. A farmácia deverá ter uma caixa de emergência. Separar os medicamentos injetáveis dos de administração por via oral e dos de uso tópico. relacionando os medicamentos que estão dentro (nome. indicando a violação. para que sejam dispensados em primeiro lugar. caixas ou escaninhos. Na etiqueta deve constar a denominação genérica. A seguir. quantidade. . . Cada medicamento deve ter um lugar estabelecido na estante.O RGANIZAÇÃO DOS MEDICAMENTOS . 350 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . Ao recebimento de nova remessa de medicamentos sempre verificar a validade dos mesmos com relação aos que estão nas prateleiras. . da esquerda para a direita. classificá-los por ordem alfabética da denominação genérica. ou seja. . para evitar que se acumulem medicamentos vencidos ou com prazo de validade próximo do vencimento no fundo. os que vencem primeiro devem ser dispostos na frente. isto é. A caixa de emergência deve ser devidamente identificada e sua localização na farmácia deve ser fixa e de conhecimento de todos. identificado com uma etiqueta. deve-se evitar mudanças de lugar. A verificação e a reposição dos medicamentos devem ser constantes para evitar possíveis faltas no momento de uso (situação de emergência). prazo de validade). . C AIXA DE EMERGÊNCIA . a quantidade existente anotada. concentrações. devemos assegurar que estejam vazios antes de acrescentar novos medicamentos.

.datas de entrega. Controlar e anotar a temperatura (com termômetro de máxima e mínima) pelo menos duas vezes ao dia. para que não vençam dentro da caixa. Nunca para guardar refrescos e comida. . R ECEBIMENTO DE MEDICAMENTOS . . A insulina pode ser armazenada fora da geladeira. C UIDADOS COM A GELADEIRA . Se for utilizada para vacinas. . Exemplo: vacinas e insulina.Utilizá-la somente para medicamentos. . o controle de temperatura deverá ser o recomendado para este insumo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 351 . ATENÇÃO: Quando armazenar a insulina na geladeira não a deixar na prateleira próxima ao congelador. . Recepção: área destinada ao recebimento do material e onde se procede à verificação. que envolve a checagem de especificações administrativas: . Deve-se mantê-la limpa e arrumada. Abrir a geladeira o mínimo possível. Realizam-se nessa etapa duas atividades fundamentais de conferência do medicamento solicitado com o recebido. perdendo a atividade. Sempre estar atento em relação à validade dos itens.. Guardar apenas os medicamentos que necessitam de baixa temperatura de armazenagem.nome do produto (denominação genérica) solicitado x recebido. pois poderá congelar. conferência e separação dos medicamentos para posterior armazenamento.

deve–se tirar cópia para arquivamento.quantidade solicitada x quantidade recebida. os que podem sofrer alterações por ação de temperatura.número do lote. A não-conformidade (discordância) entre o discriminado no documento enviado em relação aos produtos entregues/recebidos deve ser registrada em formulário próprio.condições de transporte. Todos os produtos recebidos devem ter sua documentação. . devem ter prioridade na conferência e no armazenamento. M OVIMENTAÇÃO DE ESTOQUES DE MEDICAMENTOS O preenchimento correto dos dados de consumo e estoque de medicamentos da planilha de reposição (caderno de abastecimento do almoxarifado. .prazo de validade. Anotações e observações devem ser feitas à parte do documento original. que não pode ser rasurado. planilhas do dose certa) é importante porque: . . .tipo de embalagem de acordo com o solicitado.concentração. Especificação do material solicitado X recebido quanto a: . . isto é.E SPECIFICAÇÕES TÉCNICAS : . Caso a documentação não seja enviada em duas vias.registro no Ministério da Saúde.proporciona estoque suficiente. Os medicamentos termolábeis. 352 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . anexado ao documento original e encaminhando para providências. .forma farmacêutica igual à solicitada.

.. de entrada e saída de medicamentos. a dosagem. .contagem física do estoque. P ROCEDIMENTOS PARA O PREENCHIMENTO DA FICHA DE PRATELEIRA : .levantamento da quantidade de medicamentos das receitas não atendidas por falta de estoque (demanda reprimida). . . Preencher o cabeçalho da ficha anotando a denominação genérica do medicamento. Efetuar o registro de entrada com caneta vermelha para diferenciá-lo das baixas diárias.evita desperdícios por aquisição excessiva e a falta por previsão inadequada. O controle deve ser único. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 353 .garante acesso regular do paciente aos itens necessários ao seu tratamento. Registrar todo abastecimento recebido. anotando o número da Nota Fiscal ou da Nota de Distribuição e a quantidade recebida. Os dados para o preenchimento das planilhas de reposição de medicamentos serão obtidos através de: . O correto preenchimento da ficha proporciona a análise de CMM (Consumo Médio Mensal) do medicamento discriminado na ficha. Trata-se de uma ficha individual para cada medicamento e sua respectiva forma farmacêutica. independente das várias fontes de abastecimento.fichas de prateleira.cálculo de consumo médio mensal. F ICHA DE PRATELEIRA É uma ficha de controle de movimentação de estoque. a forma farmacêutica e o código do medicamento. . Toda movimentação efetuada deverá ser registrada diariamente ou semanalmente.

CM= Consumo de cada mês e NM= Número de meses utilizados para a determinação do consumo. Consumo médio mensal (CMM) Reflete a média de consumo mensal de um determinado medicamento. mensalmente. Fórmula utilizada para se obter o CMM: CMM = £ CM NM CMM= Consumo Médio Mensal. O 5 S é um programa que foi desenvolvido no Japão com o objetivo de organizar o ambiente de trabalho. Remanejamentos efetuados para outros locais devem ser registrados de forma diferenciada. £= Somatória. C ONTAGEM FÍSICA DO ESTOQUE A contagem física dos medicamentos deverá ser efetuada. e qualquer diferença entre o saldo em estoque e o saldo da ficha de prateleira deverá ser imediatamente pesquisada e esclarecida. A partir das receitas atendidas no dia. O dado é confiável desde que não haja desabastecimento. 354 n•o•ç•õ•e•s d•e o•r•g•a•n•i•z•a•ç•ã•o d•e f•a•r•m•á•c•i•a•s . no mínimo. para que não sejam considerados no cálculo do CMM. maior a segurança nos resultados. . evitando que sejam contabilizados como consumo da unidade. quanto maior o período de coleta de dados.. de modo a melhorar o nosso desempenho profissional. O PROGRAMA 5S Na organização do serviço de Farmácia o Programa 5 S pode ser utilizado como princípio orientador. somar a quantidade dispensada de cada medicamento e dar baixa na respectiva ficha. É o cálculo que se faz analisando a dispensação em determinado período de tempo do medicamento (utilizam-se os dados anotados na ficha de prateleira).

O nome 5 S tem origem nas iniciais de 5 palavras japonesas: SEIRI. SEIRI: senso de utilização. guardar o que é necessário e jogar fora aquilo que não tem mais utilidade. . SEISO. Significa colocar tudo em ordem. SEITON. SHITSUKE: senso de autodisciplina. . . O que for de uso cotidiano deve ficar mais a mão. Este capítulo teve como fonte de consulta: . Apostila “Curso Básico de Assistência Farmacêutica para Trabalhadores dos Serviços de Farmácia das Unidades da Saúde da SMS/SP”. embalagens e arrumando em lugares de acordo com o nosso uso. identificando as coisas por meio de nomes. Significa limpar suas coisas após o uso e manter limpo o que já estava em ordem. O local onde vivemos ou trabalhamos deve estar sempre favorável à saúde e à higiene. Quer dizer reeducar nossas atitudes e transformar os 5 S em hábitos do nosso dia-a-dia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 355 . rótulos. . SHITSUKE. SEISO: senso de limpeza. 2003. SEIKETSU. São Paulo. isto é. Também devemos zelar pela nossa higiene pessoal e usar roupas limpas. . Quer dizer que devemos separar o que é útil do inútil. SEITON: senso de arrumação. SEIKETSU: senso de saúde e higiene. ser arejado e receber luz natural.

para evitar a falta ou a compra desnecessária desses produtos. No varejo farmacêutico os sistemas vinculam-se a um programa capaz de dar sustentação a todas as ações da loja. 356 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Em uma farmácia existem vários sistemas interligados e a falha de um deles implica a desestruturação de outros. bem como os sazonais. Os procedimentos devem indicar produtos de alto e baixo giros. São eles: S ISTEMA DE COMPRA Representa as operações de reposição de mercadorias em uma loja.18. ADMINISTRAÇÃO DE ESTABELECIMENTOS FARMACÊUTICOS E NOÇÕES DE CONTABILIDADE NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Podemos aqui definir sistema como uma combinação de partes coordenadas entre si e que concorrem para um mesmo resultado ou para formar um conjunto.

entre outros. com os a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 357 . monitoramento de glicemia e colesterol. as legislações específicas da vigilância sanitária. a loja deve desenvolver técnicas para conhecer e reconhecer a clientela de forma individualizada e personalizar o atendimento. independentemente da tecnologia. os produtos devem ser armazenados em ordem alfabética. 2. Armazenagem: após o recebimento é realizada a guarda da mercadoria. informatização da loja. Essa operação começa na conferência da legitimidade do pedido efetuado. entre outros. de forma geral. Ele deve permitir a disponibilidade de todas as informações negociadas com o fornecedor como quantidade. poder aquisitivo. além de toda a sua infra-estrutura. esse sistema tem seis processos que são: 1. observando que tudo o que puder ser feito para reduzir o tempo de espera do cliente em filas é bem-vindo. Cada loja é única. medicamentos de que o cliente faz uso. bem como a validade do mesmo. Recebimento: geralmente atendido em 24 horas pelas distribuidoras. preço. O serviço ao cliente deve possuir um cadastro eficiente que identifique os compradores. essas informações podem ser relacionadas a hábitos de consumo. como entrega em domicílio. atribuições e processos para a venda. manutenção. mostrando que. No estoque. passando pela mercadoria recebida e chegando à definição do layout da farmácia. descontos. aplicação de injetáveis. no entanto. No entanto. Nesse contexto é recomendável a realização de um cadastro que contenha informações sobre o consumidor. S ISTEMA DE APOIO Inclui a existência de departamento de recursos humanos.S ISTEMA DE VENDAS E MARKETING Engloba toda a operação de venda. S ISTEMA DE SERVIÇO AO CLIENTE São os serviços alternativos prestados aos clientes. datas de aniversário. O relacionamento com o cliente também está incluído nesse sistema. aferição de pressão arterial. é toda a operação que acontece desde o recebimento da mercadoria até o momento da estocagem nas prateleiras ou gôndolas. De acordo com Tamascia (2006). desde o início do atendimento até a conclusão no caixa. observando-se. S ISTEMA DE OPERAÇÃO DE LOJA Engloba todos os procedimentos. com normas e procedimentos característicos. em que se deve sempre observar o estado em que o produto se encontra. prazos de entrega e validade.

M ANUAL DE PROCEDIMENTOS É a documentação das regras e normas de uma empresa. Ambientação: a arrumação. valores e hábitos de consumo para. monitorar a prática e sistematicamente avaliar se ela está de acordo com os procedimentos descritos no manual. O varejo aplica o conceito de categorização ou gerenciamento por categorias. oferecer soluções e não apenas produtos. é sempre bom conhecer o perfil do cliente e definir as suas necessidades. I NDICADORES DE DESEMPENHO A definição de um quadro de indicadores de desempenho implica a seleção de um conjunto de indicadores relevantes de eficiência. Preencher sempre os espaços das gôndolas significa exposição bem feita. 6. então. a tecnologia permite que os pedidos sejam gerados imediatamente após a passagem do produto pelo caixa. se não existir o acompanhamento no dia–a–dia. o que ajuda o cliente a perceber os produtos e rapidamente encontrar o que precisa. Entretanto. em todos os níveis da empresa.mais novos atrás e os mais antigos à frente. afirma Cláudio Czapski (2006). O gerenciamento deve ajudar a criar um ambiente agradável. prazos de execução de cada etapa. como proceder em caso de reclamação do cliente. que ofereça organização e clareza visual. que ficam à frente. exigindo mais atenção do técnico. Segundo Paulo Caruso (2006). o qual consiste em agrupar produtos relacionados. O controle do processo é a essência do gerenciamento. A reposição tradicional segue o conceito de expor nas gôndolas os produtos mais novos atrás dos mais antigos. um manual pode apresentar definições sobre o sistema a ser padronizado. eficácia e efetividade dos principais processos organizacionais. o controle é manual. 3. porém. Reposição: a falta de uma mercadoria pode causar um impacto bastante expressivo em um cliente. em lojas pequenas. 5. 4. Nas grandes redes. Exposição: diretamente ligada à reposição de mercadorias. com o objetivo de facilitar a compreensão de funcionários e colaboradores em relação às tarefas de todos. quem responde pelo quê. ainda. o passo-a-passo do processo. a limpeza e a climatização da loja. Etiquetagem: processo obrigatório citado pelo Código de Defesa do Consumidor. É necessária a verificação periódica da validade do produto. todos os produtos devem ser etiquetados. 358 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . É importante. Não adianta conhecer os processo e elaborar manuais para aplicá-los.

• Nível de abastecimento: contribui para verificar a freqüência de ‘buracos’ nas gôndolas e a exposição incorreta dos produtos. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 359 . que lhe deviam os povos conquistados. então. Isso ocorreu por volta do ano 520 a. Inicialmente. no qual o regime feudal foi substituído pouco a pouco por monarquias absolutas. NOÇÕES DE CONTABILIDADE H ISTÓRIA DA CONTABILIDADE Seus princípios rudimentares surgiram na antiga Babilônia. vencimento ou má conservação. para o melhor funcionamento da nova organização social. imprescindível para o controle das receitas e despesas da nova estrutura do Estado. quando o imperador Nabucodonosor a reconstruiu e cercou-a com enormes muralhas e portas de bronze. o imperador criou um simples sistema de registros. Nos séculos XV e XVI o mundo passou por profundas modificações políticas. o desenvolvimento da contabilidade esteve intimamente ligado ao surgimento do capitalismo. • Taxa de conversão: refere-se ao número de clientes que entram na loja. • Índice de faltas: permite verificar a eficiência do sistema de compras. criouse o Imposto Real. A contabilidade tornou-se. do desenvolvimento das Ciências Exatas e Naturais.C. • Tempo de entrega: analisa em quanto tempo um cliente recebe um pedido em casa. cresceu a necessidade de se registrar as operações de compra e venda e também da riqueza possuída pelos reis e comerciantes. porém. e com o objetivo de controlar suas riquezas. das Reformas Religiosas e da evolução política. É o total das vendas do dia dividido pelo número de clientes que comprou. • Periodicidade média de reposição: indica de quanto em quanto tempo as gôndolas costumam sofrer reposição. religiosas e científicas através do Renascimento Literário e Artístico. • Número de clientes atendidos: mensura o movimento crescente ou decrescente. com letras cuneiformes. que era gravado em tabuinhas de barro. • Ticket médio: aponta quanto o cliente gasta em determinada loja. Com o desenvolvimento do comércio a cidade tornou-se a maior e mais rica cidade da Ásia. Surgiu assim o Estado Moderno. Com o desenvolvimento do comércio entre os povos.Os principais indicadores de desempenho do varejo farmacêutico são: • Registro de ocorrências: registra todos os problemas em um determinado período. • Índice de perdas: avalia a perda do produto por roubo.

o campo de atuação dessa ciência tornou-se muito vasto. que podem ser lucrativos ou sociais. sem apresentar melhorias. C AMPO DE ATUAÇÃO DA CONTABILIDADE Está a contabilidade presente onde quer que haja uma pessoa jurídica instituída ou em vias de instituição. podendo ela ser aplicada a qualquer atividade econômica. que utiliza essas informações para avaliar e fiscalizar a arrecadação dos tributos. que são demonstradas através do registro dos fatos contábeis. C ONCEITO DE CONTABILIDADE Contabilidade é uma ciência que permite. bancos e principalmente ao governo. Os registros contábeis. apresentando lucros ou se está estagnada. É ela responsável pela escrituração e apuração dos resultados obtidos em uma organização com atividade econômica. ganham ou devem. Hoje. além de interessar aos administradores. Só através dela é que teremos condições de apurar o lucro ou o prejuízo tido em determinado período administrativo. aumentando o patrimônio. F INALIDADE DA CONTABILIDADE A finalidade da contabilidade é assegurar o controle do patrimônio. F UNÇÃO DA CONTABILIDADE A função da contabilidade é verificar. Resumindo.Sua função era medir os acréscimos ou decréscimos dos capitais empregados em uma atividade comercial ou industrial. manter um controle permanente do patrimônio da empresa. com a evolução da contabilidade e com o surgimento do “Método das Partidas Dobradas”. pode-se dizer que a função da contabilidade é comparar o estado anterior com o estado atual para determinar o resultado das atividades. bem como apurar o resultado das atividades econômicas desenvolvidas para alcançar seus fins. fornecer informações sobre a composição e as variações patrimoniais. em determinado momento. 360 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . Podemos então afirmar que a contabilidade surgiu da necessidade que as pessoas têm de controlar o que possuem. A contabilidade interessa-se somente por alterações patrimoniais ocorridas na empresa. através de suas técnicas. interessam ainda aos fornecedores. se a atividade da empresa está sendo produtiva.

por ordem cronológica de dia. A escrituração é uma das técnicas utilizadas pela contabilidade para registrar nos livros próprios (Diários. responsáveis pela sua gestão. Obrigações e Patrimônio Líquido) e aos elementos de resultado (Despesas e Receitas). pagamentos e recebimentos.O CAMPO DE APLICAÇÃO DA CONTABILIDADE A existência da contabilidade decorre da necessidade de se conhecer e controlar os componentes e as variações do patrimônio através do registro dos fatos contábeis. Todos os acontecimentos que ocorrem na empresa. Esse registro é feito através da escrituração. em forma mercantil. E SCRITURAÇÃO Para controlar o patrimônio das empresas. etc. através do lançamento. sem a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 361 . prestando colaboração imprescindível não apenas para a boa administração. recibos de aluguéis. Portanto. onde os fatos são registrados de forma mercantil. não se pode registrar nada nos livros contábeis sem que documentos idôneos comprovem que aquilo que está sendo registrado é verdadeiro. em idioma e moeda corrente nacionais. para demonstrar a qualquer momento seu estado e suas variações. obedecendo a uma disposição técnica em ordem cronológica. mas até para a própria existência da empresa. para registrar os fatos através de lançamentos. duplicatas. são registrados nos livros próprios através das contas. Razão. com individuação e clareza. E. vendas. luz e telefone. A escrituração começa pelo livro diário. a contabilidade utiliza as contas. Para fazer tais lançamentos é necessário que haja documentos que comprovem a veracidade dos fatos. Direitos. tais como compras. CONTA Conta é o nome técnico dado aos componentes patrimoniais (Bens. contas de água. É através das contas que a contabilidade consegue desempenhar seu papel. R EGRAS BÁSICAS DA ESCRITURAÇÃO COMERCIAL A escrituração deve ser completa. a contabilidade precisa registrar todos os fatos que ocorrem nela. tais como: notas fiscais. mês e ano. Caixa e Contas-Correntes) todos os fatos que provocam modificações no patrimônio da empresa.

devendo as demonstrações contábeis obrigatórias ser assinadas pelos sócios ou administradores e pelo contabilista responsável pela escrituração. Os mesmos devem ser encadernados e registrados nos órgãos competentes. III. seguida pela ordem cronológica de dia.10 do Código Comercial Brasileiro). mês e ano. A escrituração dos mesmos será feita em forma mercantil. Dec. direitos e obrigações. A inexistência dos livros obrigatórios ou falhas na escrituração e a falta de apresentação do balanço constituem crime falimentar. o qual deverá compreender todos os bens. podendo até ter seu registro cassado se denunciado ou fiscalizado pelos órgãos competentes (exemplo: CRC). 186. correspondências e demais papéis pertencentes ao giro do seu comércio.” (art. A seguir uma ordem uniforme de contabilidade e escrituração e ter os livros necessários para esse fim.661/45). rasuras. emendas e transporte para as margens. enquanto não prescreverem as ações que lhes possam ser relativas. O BRIGATORIEDADE das: DE MANTER A ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL De acordo com o CÓDIGO COMERCIAL BRASILEIRO todas as empresas são obriga- I. II. 362 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . O contador deverá desempenhar suas funções de acordo com o CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL. R ESPONSABILIDADE PROFISSIONAL A escrituração contábil das pessoas jurídicas deve ficar sob a responsabilidade de contabilista legalmente habilitado nos termos da legislação específica. Lei 7.intervalos em branco nem entrelinhas. A conservar em boa guarda toda a escrituração. “O Livro-Diário e o Livro-Razão são indispensáveis e obrigatórios para todas as empresas. A levantar anualmente um balanço geral do seu ativo e passivo. borraduras. o mesmo deverá ser datado e assinado pelo sócio-gerente ou proprietário da empresa (art. Neles serão registrados com individuação e clareza todas as operações relativas ao comércio.

bens. isto é. apenas o apresenta em valor total. realizável a curto prazo (duplicatas.00 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 363 . etc.475.00 240.000.G LOSSÁRIO DE TERMOS CONTÁBEIS AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis registrados no ativo permanente.00 450. direitos e valores a receber no prazo máximo de um ano.00 SOMA DO PASSIVO 4. O balanço avalia a riqueza. BALANÇO: É um quadro (mapa.00 7. direitos e valores a receber de uma entidade. sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado “demonstração de resultados”. é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros. O balanço é composto por duas partes. o valor da empresa.00 14.00 Patrimônio Líquido Capital Social Lucro do Exercício SOMA DO ATIVO 20. gráfico.315.) onde é demonstrada a situação econômicofinanceira da empresa na data a que o balanço diz respeito.315. com existência ou exercício de duração limitada.300. etc.00 Fornecedores Impostos a Pagar Salários a pagar Aluguéis a pagar Passivo 1. ATIVO: São todos os bens. ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos.00 300.00 250.315. estoques de mercadorias produzidas.00 6.000. Contas do ativo têm saldos devedores. O Ativo é igual ao Passivo mais o Patrimônio Líquido. ou seja. aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.). mas não demonstra o seu resultado.00 300. Exemplo de Balancete Balanço levantado em Agosto de 2005 Ativo Banco Clientes Mercadorias Apl. que se encontram sempre em equilíbrio. Financeiras Imobilizado 6.00 20.000.

) Custo da Mercadoria ( .000. reestruturação ou remodelação de empresas. CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. ponto comercial. fórmulas ou processos de fabricação. de organização. despesas pré-operacionais.) Despesa com Conservação ( . porém.00) 500.Demonstração do Resultado do Exercício Período de: 01/08/2005 a 31/08/2005 Empresa: XXXXX Comércio Ltda.00) (400.00) (250. como marcas e patentes. material de limpeza etc. representam despesas: combustíveis e lubrificantes.00 1. Corresponde ao passivo exigível. BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: (representam os bens duráveis. BENS DE CONSUMO: (não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo produtivo). instalações.00) (450.140. direitos autorais. reorganização. BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física. máquinas.00 240.00) (300. Receita de Vendas ( . Depois de consumidos. 364 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . custo de projetos técnicos. pesquisa e desenvolvimento de produtos. material de escritório. veículos.00 BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça necessidades humanas. fundo de comércio. representam uma aplicação de capital indispensável aos objetivos. pré-industriais. autorizações ou concessões. móveis e utensílios.200.) Despesa com Aluguéis ( + ) Receita de Juros ( + ) Receita de Aplicações Financeiras ( = ) Lucro Líquido 3.00 (1. benfeitorias em prédios de terceiros. BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda ou aluguel). equipamentos.) Despesas com Impostos ( . com vida útil superior a 1 ano): imóveis.) Despesa com Salário ( .

CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto. além da representação gráfica de seus patrimônios. financeiro e patrimonial. mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social. CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. objetivando representá-lo graficamente. visando a três sistemas distintos: orçamentário. evidenciar suas variações. por isso são demonstradas com o sinal (-). ramificando-se conforme a sua área de abrangência em federal. CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito privado. para alcançar os seus objetivos. tanto as físicas quanto as jurídicas. CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio. Corresponde ao patrimônio líquido. CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: são classificadas no ativo. direitos. estadual. estabelecer normas para sua interpretação. CONTAS DE RESULTADO: Registram as variações patrimoniais e demonstram o resultado do exercício (receitas e despesas). DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos e desembolsos financeiros de empresa em determinado período. CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro. CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios. bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa. obrigações e situação líquida). municipal e autarquias. análise e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa. dividindo-se em civil e comercial. É também igual ao total do ativo da entidade. que forma a participação (em dinheiro. Procura-se analisar todo deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa.CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 365 . CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens. tendo saldos credores.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a formação de resultado líquido do exercício. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo exigível. DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar num determinado período as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da entidade. pelo uso. pesquisa e desenvolvimento. por causas naturais ou por obsolescência. Notas Explicativas. Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados. DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo permanente. Demonstrações das Origens e Aplicações dos recursos. DESPESAS: São gastos incorridos para. aluguéis a vencer e encargos a apropriar. diante do confronto das receitas. Demonstração de Resultado. 366 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido. E apresentar informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de recursos) da empresa durante o exercício. Ex: seguros a vencer. gerar receitas. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS BÁSICAS: Balanço Patrimonial. mas sempre provocam diminuiçãos na situação líquida.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados. ainda não distribuídos aos sócios-titular ou aos acionistas. Demonstrações das Mutações do PL. faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra. direta ou indiretamente. além de indicar a origem de cada acréscimo ou diminuição no PL. custos e despesas apuradas segundo o regime de competência. revelando os eventos que influenciaram a modificação do seu saldo. quando esses recursos são os que afetam o capital circulante líquido (CCL) da empresa. Essa demonstração deve também revelar o dividendo por ação do capital realizado. DIFERIDO: Aplicações de recursos em despesas que contribuirão para lucro em mais de um período.

ou não. DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados. é chamado de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido. com o ano-calendário. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 367 . bancos conta movimento. de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social. produtos em elaboração. EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Exigibilidades com vencimento após o encerramento do exercício subseqüente. EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido. logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos aumentativos).DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros. FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com fatos modificativos. É emitida pelo credor (vendedor da mercadoria) contra o devedor (comprador). Ex: produtos acabados. registrados no ativo permanente. reconhecendo seu débito. cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto. Perante a legislação do imposto de renda. por vendas a prazo ou valores de nossa propriedade que se encontram em posse de terceiros. Por essa razão. devendo ser remitida a este último para que a assine (ACEITE). EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis. ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos modificativos diminutivos). DISPONÍVEL: Composto pelas exigibilidades imediatas. EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses). também são denominados fatos contábeis. matériasprimas e mercadorias. Este procedimento é denominado aceite. ele pode coincidir. ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade da entidade. em virtude de sua utilização para fins econômicos. representadas pelas contas de caixa. FATOS ADMINISTRATIVOS: São os que provocam alterações nos elementos do patrimônio ou do resultado.

demonstrar. dispensa a formalidade do aceite. veículos. analisar e acompanhar as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa exerce no contexto econômico. poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações Financeiras. ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal situação patrimonial. terrenos. saldo ou transação. LUCROS ACUMULADOS: Resultados positivos acumulados da entidade legalmente ficam em destaque. FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). obras em andamento para uso próprio. imóveis não utilizados. INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. imóveis destinados ao arrendamento. móveis e utensílios. tecnicamente. Por se tratar de título emitido pelo devedor a favor do credor. mas. obras de arte. edifícios. ou de valores relativos aos resultados do exercício. IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa. ou seja.FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio líquido (PL) ou situação líquida (SL). podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do patrimônio líquido). de determinada conta. organizar. NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento da situação patrimonial. NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a pagar a outra certa quantia em dinheiro num determinado prazo. etc. máquinas e equipamentos. O conceito principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras: ações. enquanto não distribuídos ou capitalizados. ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse. mas podem modificar a composição dos demais elementos patrimoniais. 368 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . patentes. OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos perante terceiros. seja a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados. seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. podem ser considerados como reservas de lucros. ou ainda. FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar.

depende das condições em que provavelmente se desenvolverão as operações da entidade. imposto de renda a pagar. o Patrimônio Líquido. um conjunto de pessoas. segundo as transações originais – os valores dos componentes patrimoniais e. títulos a pagar. Reservas de capital. Reservas de reavaliação. PERMANENTE: Relacionam-se com a inexistência de intenção da empresa em convertêlos em dinheiro. divide-se em: Capital social. duplicatas a pagar. Por conseqüência. PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer do exercício seguinte. PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da entidade. Contas do patrimônio líquido têm saldos credores. sua expressão formal deve ser ajustada.PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos (bens e direitos) da entidade é menor do que o passivo exigível (obrigações). prejuízo acumulado é um subitem do patrimônio líquido que surge quando a empresa acumula prejuízos. Contas do passivo exigível têm saldos credores. PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. uma sociedade ou instituição de qualquer natureza a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 369 . PREJUÍZO ACUMULADO: Na contabilidade. salários a pagar. PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda – embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante de poder aquisitivo. independentemente de pertencer a uma pessoa. PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o princípio que estabelece quando um determinado componente deixa de integrar o patrimônio. PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. via de decorrência. empréstimos bancários. na sua composição qualitativa e quantitativa. a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. de seu valor. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade de determinados ativos. contas a pagar. e Lucros/Prejuízos acumulados. A queda no nível de ocupação pode também provocar efeitos semelhantes. a fim de que permaneçam substantivamente corretos – isto é. PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e afirma a autonomia patrimonial. para transformar-se em elemento modificador do Patrimônio Líquido. até mesmo integral. Reservas de lucros. com a perda.

RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa. expressos em valor presente na moeda do país. com ou sem fins lucrativos. acionistas. nos quais os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-se com os conceitos de receitas e despesas. na forma de bens ou direitos que sempre provocam um aumento da situação líquida. PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO. inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no interior da entidade. PROVISÃO DEVEDORES DUVIDOSOS: Tendo por base as perdas verificadas em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser consideradas incobráveis. no caso de sociedade ou instituição. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subseqüente. são consideradas as receitas e despesas. determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido. direitos derivados de vendas. Por conseqüência. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se. independentemente de seus recebimentos ou pagamentos. adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas. diretores ou participantes no lucro (não constituem negócios usuais). nessa acepção.ou finalidade. REGIME DE CAIXA: Quando. que serão mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores. REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando. o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários. na apuração dos resultados do exercício. independentemente das causas que as originaram. É obrigatório nas entidades com fins lucrativos. são considerados apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período. 370 a•d•m•i•n•i•s•t•r•a•ç•ã•o e c•o•n• t•a•b•i•l•i•d•a•d•e . na apuração dos resultados do exercício. simultaneamente. PRINCÍPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do patrimônio devam ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior. Só pode ser utilizado em entidades sem fins lucrativos.

br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade023.portaldecontabilidade.html • http://www.htm • De Paula Contadores .com. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos. RESULTADO OPERACIONAL (lucro ou prejuízo operacional): É aquele que representa o resultado das atividades.br/glossario.http://www. estatutária ou por outras razões.com. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Portal de Contabilidade . principais ou acessórias.depaulacontadores. por exigência legal. RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da empresa por vários motivos.asp a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 371 .com. RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente (receita antecipada) que de acordo com o regime de competência pertence a exercício futuro. baseado no mercado.br/contabilidade/ contabilidade. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicam acréscimo de valor ao custo de aquisição de Ativos já corrigidos monetariamente. que constituem objeto da pessoa jurídica.http://www.RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros.juliobattisti.

1 e o Windows 3. Em 1985 a Microsoft lançou um sistema de tela gráfica que não obteve sucesso de uso. Todos os fabricantes de software começaram a adaptar ou criar as versões de seus produtos para rodar na plataforma Windows. que começou a ser visto como uma alternativa viável para o crescimento de usuários de computadores.0 denominado Merlin. mas a IBM continuou o desenvolvimento do produto que atingiu o auge em 1996 com o OS/2 versão 4.11. 372 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .0. Em 1987 a IBM. Em 1992.19. quando foram lançados o Windows 3. INFORMÁTICA BÁSICA INTRODUÇÃO À INFORMÁTICA A novidade dos componentes com tela gráfica operados com auxílio de um mouse foi lançada pela empresa Apple Computer. que foi desenvolvido em parceria com a Microsoft. com o produto denominado Macintosh. A parceria foi desfeita em 1989. foi o Windows1.0 e em 1990 o Windows 3. em 1984. Antes de terminar a parceria com a IBM a Microsoft lançou o Windows 2.0. o sistema consagrou-se e a Microsoft chamou a atenção para o seu sistema. lançou um sistema de tela gráfica denominado OS/2.

cabos. o Windows 98 era lançado mundialmente. depois de empreender a maior campanha de marketing que já se teve notícia até então. que ao longo de 2 anos e 9 meses obteve a cifra de 92% de usuários em todo o mundo. O COMPUTADOR Um computador. disco flexível e disco rígido ou winchester. os mais importantes são: • Sistema Operacional: prepara o computador para receber e executar os programas. e os periféricos mais utilizados são: monitor de vídeo. a Microsoft amargou perante a justiça um processo gerado pela lei contra os monopólios. Componentes de memória. periféricos. foi lançado o Windows 95. mas a guerra judicial foi vencida e. conjunto de componentes e equipamentos adequadamente estruturado. Existem softwares de vários tipos. O novo sistema não trouxe grandes novidades em relação ao seu visual. impressora. utilizando o hardware computador. Agora. A unidade central de processamento é chamada CPU (Central Processing Unit) ou UCP. Software são os programas que. em julho de 1998. depois de vários testes com o windows 98 surge o Windows XP. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 373 . Além dos periféricos da CPU o computador possui diversos componentes eletrônicos assim como as memórias. mas teve o seu núcleo praticamente refeito. O CÉREBRO ELETRÔNICO O computador é composto de uma unidade central de processamento e de periféricos. Nos anos de 1997 e início de 1998. executam as diferentes tarefas necessárias ao processamento de dados. com design totalmente diferente e com funções inteligentes. teclado.Já em 27 de agosto de 1995. tem duas partes diferentes que funcionam em conjunto: Hardware é a parte física do computador. Lembre-se: Memória é qualquer lugar onde os dados podem ser armazenados. placas e chips fazem parte dele.

Obs. ele pode ser riscado e. tanto para o uso doméstico como para o uso em empresas. desenhar ou armazenar informações. Os discos de CD’s e DVD´s não têm o problema de desmagnetização. procure ter os mesmos cuidados empregados aos disquetes.• Linguagens de Programação: utilizadas para escrever programas. Essa nova versão herda do Windows NT algumas qualidades que fazem do XP a melhor escolha.: devemos lembrar que além dos discos há o Pendrive. quando flexíveis . A unidade que representa esse volume de dados gravados em um disco ou outro dispositivo de armazenamento é o byte que representa um caractere.disquetes. • Ferramentas: auxiliam o desenvolvimento de programas e o gerenciamento dos discos. Por precaução.winchester. Você pode pegar um disco pela sua cobertura externa. nesse caso. têm aplicação profissional. são dispositivos de entrada e saída. quando rígido “HD” . fazer cálculos. Terabyte=1024 gigabytes. todavia. sendo utilizado somente por porta USB. capazes de armazenar dados. O XP quer dizer eXPeriência. Os disquetes são delicados e podem ser facilmente danificados. mas nunca toque as superfícies magnéticas expostas. erros fatais ou operações ilegais. além de contar como uma interface mais bonita. pois são fáceis de manusear. Não aproxime o disquete de objetos que geram um campo magnético. Gigabyte = 1024 megabytes. MICROSOFT WINDOWS XP O Microsoft Windows XP traz maior estabilidade e segurança com um sistema operacional que aposenta de vez o velho MS-DOS. pois o usuário terá uma nova experiência ao utilizar o sistema operacional. com valor de armazenamento de dados igual ou maior que os CDs atuais. o sistema conta com novidades e alguns aprimoramentos nos recursos já existentes. Podem ser utilizadas por leigos. • Aplicativos: executam tarefas comuns como escrever. ficando livre de travamentos. Megabytes = 1024 Kilobytes. Trate-os sempre com cuidado e guarde o disquete em uma caixa quando fora de uso. As outras grandezas são: Kilobyte = 1024 bytes. OS DISCOS Os discos. a leitura do disco estaria comprometida. Com uma melhoria no visual. 374 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .

criptografia de arquivos e sistema. conexão em um domínio. Para encerrar o Windows com segurança. o Windows deve ser desligado corretamente. alguns recursos somente são encontrados na versão Professional. Encerrar o Windows XP Antes de desligar o computador. Ligue o computador. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 375 . 4. Entre os recursos exclusivos da versão Professional se destacam: área de trabalho remoto. 1. 1. 2. entre outros. exigindo menos poder de processamento e memória. clique em Reiniciar. desligue o computador pressionando o botão Desligar ou Power em seu gabinete. suporte a mais de um monitor. discos dinâmicos. I NICIALIZANDO O W INDOWS XP Para carregar o sistema operacional. Clique em Desativar para desligar o Windows com segurança. 2. O usuário será informado que o sisteFigura 1. trabalhar com dois processadores. A caixa de diálogo “Desligar o computador” será exibida.A versão doméstica é mais leve. Para cancelar o desligamento do sistema. Clique em Iniciar. por outro lado.0 ma já foi desligado corretamente. Após alguns segundos o Windows XP estará completamente carregado e pronto para ser utilizado. 3. Para reiniciar o sistema. clique em cancelar. Desligar o computador.

basta arrastá-la para os lados. Movendo a barra de tarefas A barra de tarefas pode ser movida para qualquer local conveniente. para cima ou para baixo na tela. Clique com o botão direito do mouse em qualquer área vazia da barra de tarefas. Através do botão “Iniciar” é possível abrir novas opções de navegação do Windows. 2. entre outros. clique em Bloquear a barra de tarefas para retirar a marca de seleção. Essas opções podem ser controladas e alteradas pelo usuário. É possível exibir e alterar as horas. Arraste e solte a barra de tarefas para um novo local em sua área de trabalho.6 3. daí o nome Painel de controle. DE TRABALHO (D ESKTOP ) A área de trabalho ou Desktop está menos poluída.Á REA lixeira. apresentando somente o ícone da Botão Iniciar No canto inferior esquerdo. proceda da seguinte maneira: 1.5 376 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . data e hora. dias. meses e ano no sistema. encontra-se o botão Iniciar. resolução. Figura 1.1 O relógio do sistema encontra-se no canto inferior direito. principal meio de locomoção e navegação do Windows. Painel de controle O Painel de controle do Windows XP agrupa itens de configuração de dispositivos e opções em utilização como vídeo. Se a barra de tarefa estiver bloqueada. Relógio Figura 1. som. Figura 2. No menu suspenso.

Figura 4. com suporte a várias fontes e seus tamanhos. 2. Para iniciar o WordPad. Na próxima tela escolha a tarefa a ser realizada. Clique em Iniciar. formatação do parágrafo à direita. Para localizar arquivos. 3. etc. entre eles o Word. Para retornar a tarefa. vídeos. aponte para Todos os Programas. 3. itálico. rodapé nas páginas. Posicione o cursor do mouse em Acessórios. cabeçalho e mala direta. Para ir ao diretório acima. 2. Clique em WordPad.5 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 377 . sublinhado. O WordPad não permite criar tabelas. Entre suas funcionalidades o WordPad lhe permitirá inserir texto e imagens. 4. Painel de controle. Clique em Iniciar. imagens.Para acessar o Painel de controle 1. à esquerda e centralizado. Inicialmente o Painel de controle exibe nove categorias distintas. Clique na opção desejada. sons. 1. Utilize os botões de navegação: Voltar Avançar Acima Pesquisar Pastas Para voltar uma tela. etc. Para exibir o conteúdo de uma pasta. TRABALHANDO COM O MICROSOFT WORDPAD O Acessório WordPad é utilizado no Windows principalmente para o usuário se familiarizar com os menus dos programas Microsoft Office. Portanto é um programa criado para um primeiro contato com os produtos para escritório da Microsoft. trabalhar com texto formatado com opções de negrito.

0 Figura 5. pastas e unidades no computador. Figura 5.9 Criar nova pasta 1.1 378 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . 3. Digite um nome para a nova pasta e pressione a tecla Enter. 2. Clique no menu Arquivo. Ele também mostra as unidades de rede que foram mapeadas para letras de unidades do computador. mover. Abra o Windows Explorer. 4. Selecione o diretório ou pasta onde deseja criar uma nova pasta. você pode copiar.WINDOWS EXPLORER O Windows Explorer exibe a estrutura hierárquica de arquivos. Figura 4. Usando o Windows Explorer. renomear e procurar por arquivos e pastas. clique em Pasta. posicione o cursor do mouse em Novo.

recortar e colar em uma outra pasta. localize o arquivo que deseja copiar ou recortar. Clique com o botão direito na pasta que deseja renomear Figura 5. recortar e colar arquivos Através do Windows Explorer é possível abrir uma pasta que contenha um arquivo que você deseja copiar ou mover. Abra o Windows Explorer. No menu suspenso selecione Renomear. Digite um novo nome para a pasta e pressione a tecla Enter. Para renomear uma pasta utilizando o Windows Explorer. 1.3 3.Abra o Windows Explorer. 2. Copiar. 1.Caminhe por entre os diretórios e pastas. 2.Renomear uma pasta Através do botão direito do mouse possível realizar diversas operações.2 Figura 5. Por exemplo. Para copiar ou recortar um arquivo. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 379 . renomear uma pasta. 4.

você pode utilizar teclas combinada para realizar ações de envio. Ação Responder ao remetente Enviar uma mensagem Apagar mensagem Imprimir mensagem Localizar uma mensagem Inserir assinatura Abrir o catálogo de endereços Nova mensagem Ir para uma pasta Mover uma mensagem para outra pasta Combinação de teclas Ctrl + R Ctrl + Enter Ctrl + D Ctrl + P Ctrl + Shift + F Ctrl + Shift + S Ctrl + Shift + B Ctrl + N Ctrl + Y Ctrl + Shift + V 380 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Abra a pasta ou diretório que ira armazenar o arquivo. Experimente usar algumas combinações de teclas. Figura 5.Selecione o arquivo e clique no menu Editar.3. clique em Recortar ou clique em copiar para criar uma copia em outro diretório ou pasta.4 Figura 5.5 4. Para recortar o arquivo. clique em Colar. 5. Clique no menu Editar. impressão e exclusão de mensagens. Teclas de atalho do Outlook Express Ao invés de ficar clicando em botões.

Abra a pasta onde se encontra o arquivo. 3. 4.9 2. 5. 2. Figura 7. clique no botão ( ) Criar email. Digite o e-mail de destino.1 3. a caixa de diálogo Inserir Anexo se abrirá.Respondendo uma mensagem Faz parte da etiqueta da Internet responder a todos e-mails enviados para sua conta de e-mail. Clique no botão Enviar Figura 7. Digite a mensagem de resposta e clique no botão enviar.2 a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 381 . 1. Clique no botão ( ) Responder. 1. Figura 6. Para enviar um arquivo anexado. Selecione o arquivo e clique no botão Anexar. Clique no botão ( ) Anexar. Para responder um e-mail selecione a mensagem na Caixa de Entrada. O arquivo será anexado à mensagem. Enviando mensagens com arquivo em anexo O Outlook possibilita o envio de arquivos em anexados. o assunto e a mensagem.

Isto é. A seguinte tela deverá aparecer: < Menu suspenso < Botões de atalho < Régua orientação < Informações gerais C ONFIGURAR AMBIENTE DE TRABALHO Esse editor de textos segue o padrão de personalização do ambiente de trabalho do Windows. I NICIAR O EDITOR DE TEXTOS O objetivo de um editor de textos é obviamente o que o nome propõe: editar textos.indica acesso a uma das opções do Menu que aparece na parte superior da tela. [BOTÃO] .Indica uma opção de configuração que deve ficar marcada quando ativa e desmarcada quando inativa. bem como as réguas e informações gerais do docu- 382 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Para iniciar o trabalho com o Word/2000. é preciso apresentar a simbologia utilizada para explicar o seu funcionamento: <MENU> . clicamos no botão <INICIAR> escolhendo a opção <PROGRAMAS> e procurar na pasta <MICROSOFT OFFICE> o programa <MICROSOFT WORD>.indica para selecionar uma TAB (“orelhinha”) [ ] Itálico .indica o acesso a um dos botões.WORD (VERSÃO 2000) Antes de abordar esse programa. -TECLA – Indica a digitação de uma tecla do teclado. podemos escolher o conjunto de barras de ferramentas e botões que queremos deixar visível na tela. {TAB} .

Veja a figura logo a seguir. Se quiser que todas as opções apareçam clique no menu <FERRAMENTAS> <PERSONALIZAR> {OPÇÕES} e desmarcar a opção [ ] Menus mostram primeiro comandos recém-usados. “Titulo 2”. podemos ter várias fontes (tipos de letras). até mesmo em uma única linha. Uma delas é através do menu <EXIBIR> <BARRA DE FERRAMENTAS>. clique na indicação “Ú” que aparece no final de cada barra de ferramentas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 383 . [I] para itálico e [S] para sublinhado. Ao abrir as opções de Menus você pode observar que somente as opções mais recentes primeiramente aparecem. etc.mento.). A barra de ferramentas que possui os estilos de fontes é apresentado na figura abaixo. Para ativar ou desativar as barras basta clicar na opção da barra escolhida. Para inserir ou deletar botões das barras de ferramentas. Para a forma de apresentação das letras temos os botões [N] para negrito. “Recuo de corpo de texto”. etc. As opções de negrito. Porém podemos optar por determinar o nosso próprio estilo escolhendo o tipo de fonte (normalmente a padrão é a “Times New Roman”). “12”. As barras marcadas estão ativas. Para isso podemos utilizar várias formas de modificar o ambiente. Na primeira caixa de seleção temos um conjunto de estilos já configurados (“Normal”.) e a forma de apresentação da letra. F ORMATANDO FONTES Em um documento. o tamanho (“10”. itálico e sublinhado são ativadas ou desativadas clicando sobre o botão.

que representa os botões de controle que controlam este recurso. que será o seu novo parágrafo. e queremos que o mesmo esteja centralizado na folha. [ALINHAR À DIREITA]. necessitando que seja alterada a sua formatação antes do início da digitação do texto. Normalmente a cor padrão na inicialização de um texto é a automática (preta). Importante lembrar que. podemos alinhar o texto dentro do parágrafo de quatro formas. cópia e exclusão. impressão. 384 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . basta clicar sobre o botão [CENTRALIZAR] e o texto automaticamente será centralizado.A escolha de fontes também pode ser feita através do menu <FORMATAR> <FONTES>. C OR DA FONTE A escolha da cor da fonte a ser utilizada na digitação do texto pode ser feita de pelo menos duas formas: através do menu <FORMATAR> <FONTE> escolhendo a cor na caixa “Cor da Fonte”. a nova linha aberta. pois podemos visualizar a fonte antes de escolher. segundo a figura abaixo. quando você pressiona – ENTER -. A LINHAMENTO DO TEXTO No Word. O mesmo acontece para a opção [ALINHAR À ESQUERDA]. Esta janela possui uma vantagem sobre a barra de ferramentas. O parágrafo que você acaba de ler é um exemplo da forma justificada de texto. A opção [JUSTIFICAR] deve ser utilizada quando desejamos que o Word alinhe automaticamente as linhas do texto com as margens direita e esquerda. independente do número de páginas que ele possui. também estará centralizado. Quando queremos digitar um título. é um arquivo que possui um nome usado para identificá-lo para reedição. A BRIR DOCUMENTO /S ALVAR /S ALVAR COMO Todo documento. Outra forma de escolher a cor da fonte é pelo botão indicado na figura abaixo.

o aplicativo questiona o usuário sobre se ele quer salvar o arquivo. escolher a opção <ABRIR> e procurar a pasta e o arquivo desejado. 3. ou então acionar o menu <FORMATAR> <MARCADORES E NUMERAÇÃO> <NUMERA- a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 385 . não salvar ou cancelar o encerramento do aplicativo. cujo desenho é igual ao da figura que aparece ao lado . etc. pressiona a tecla – ENTER -. Veja a figura que aparece em seguida Na caixa “Salvar em:” você deve selecionar a pasta que irá armazenar o documento. 2. Podemos utilizar o botão da barra de ferramentas cujo desenho é apresentado na pequena figura que aparece logo ao lado . Após ter preenchido as opções. Na caixa “Nome do arquivo” você deve colocar o nome que você quer dar ao arquivo. Existem várias formas de se abrir um documento do Word.Primeiramente precisamos dar um nome ao arquivo. O Word permite que o documento seja salvo em formatos diferentes do formato padrão do Word. ou através do menu <ARQUIVO> <SALVAR>. Em ambas as opções e na primeira vez que estamos salvando o documento uma janela será apresentada. N UMERAÇÃO E M ARCADORES . a próxima linha (parágrafo) terá uma nova numeração com incremento de uma unidade. clique no botão [SALVAR]. Você também pode utilizar o botão na barra de ferramentas. Ao encerrar o Word. À medida que você termina de digitar uma linha.doc)”. Para inserir uma numeração simples (1. Essa tarefa pode ser feita de várias maneiras. O ideal é clicar no menu <ARQUIVO>. Por enquanto deixaremos sempre a opção “Documento do Word (*.) e automática de itens no Word primeiramente deve-se clicar sobre o botão de controle conforme figura ao lado DA>. A numeração será iniciada automaticamente. Na caixa “Salvar como tipo:” é onde selecionamos o tipo de arquivo que queremos salvar.

Como vimos no item anterior (item 8). 2. COPIANDO E COLANDO PARTES DO TEXTO Às vezes você precisa repetir uma ou mais partes de um texto. pressionar sem soltar a tecla – SHIFT – e utilizar as setas do teclado para selecionar a área. A diferença entre os numeradores e os marcadores é que os marcadores são representados por símbolos ou figuras. Para transferir o bloco selecionado para a memória.Para os marcadores. copiar ( transferir a área selecionada para a memória do micro ) e colar ( transferir da memória do micro para o ponto que irá receber a cópia). Para isso. 3. 386 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . as opções de formatação estão no mesmo menu utilizado pelos numeradores. ou até mesmo de outro texto. As teclas de atalho podem ser úteis já que não precisamos retirar as mãos do teclado para pegar o mouse e selecionar um conjunto de opções do menu. Você pode clicar e arrastar o mouse sobre o texto a ser copiado. clique na opção <EDITAR> do menu em seguida <COPIAR> ou então pressione as teclas – CTRL + C . S ELECIONANDO . enquanto que os numeradores por números e letras. Para selecionar a área do texto a ser copiada. ou então clicar na primeira letra do texto e. a opção de copiar utilizando as teclas – CTRL + C – ou colar. proceda da seguinte forma: 1. em seguida. temos o recurso de selecionar ( marcar a área do texto a ser reproduzida ). T ECLAS DE ATALHO O Windows e todos os aplicativos da Microsoft possuem o recurso denominado “Teclas de Atalho”. Vá para o ponto do texto onde deseja inserir o bloco selecionado e clique na opção <EDITAR> do menu e em seguida <COLAR> ou então pressione as teclas – CTRL + V -. utilizando as teclas – CTRL + V – nada mais são do que teclas de atalho.

L OCALIZANDO TEXTOS E PALAVRAS Para localizar textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <LOCALIZAR>. o usuário deve clicar no botão [LOCALIZAR PRÓXIMA] para que o localizador procure a próxima ocorrência da palavra ou então escolher o botão [CANCELAR] para cancelar a procura. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja localizar. acima ou abaixo de onde o cursor estiver posicionado. Podemos optar por substituir todo o texto. modificando a opção [DIREÇÃO]. Uma nova tela é apresentada. A cada ocorrência da palavra. Para que todas as opções de substituição apareçam. V ERIFICANDO O RTOGRAFIA E G RAMÁTICA A verificação da ortografia e gramática pode ser feita acessando o menu <FERRAMENTAS> <ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA> ou clicando a tecla . Uma nova tela é apresentada. onde o usuário deverá informar qual o texto ou palavra que deseja substituir.ou então na barra de ferramentas que apresenta o seguinte botão a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 387 .F7 . conforme a tela abaixo. conforme apresentado na figura mostrada a seguir. conforme apresentado na figura abaixo. clique no botão [MAIS]. S UBSTITUINDO TEXTOS E PALAVRAS Para substituir textos e palavras acesse o menu na opção <EDITAR> <SUBSTITUIR>.

O Word exibe linhas vermelhas abaixo das palavras que ele acha estarem erradas e linhas onduladas verdes abaixo das sentenças que ele acha estarem com problemas gramaticais. Essa opção pode ser ativada ou desativada pelo usuário.A tela conforme figura a seguir é então apresentada. Isso permite ver imediatamente se foi digitada uma palavra errada ou se uma frase não está gramaticalmente correta. A tela é então apresentada conforme a figura abaixo. 388 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Para ativar ou desativar a opção de verificação durante a digitação o usuário deve acessar o menu <FERRAMENTAS> <OPÇÕES> e na {ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA}. O Word pode verificar os problemas de ortografia e gramática durante a digitação do texto.

a sua revisão. podemos observar as opções possíveis de formatação de colunas. Ao pressionar a tecla – ENTER – em uma tabela do Word. você não passa para a próxima célula (como acontece no Excel). a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 389 . o usuário deve acessar o menu <TABELA> <INSERIR><TABELA> (ver figura a seguir) e escolher o número de linhas e colunas que a tabela deve ter. manualmente.Mesmo assim não podemos afirmar que o Word irá corrigir todos os erros de gramática e ortografia existentes no documento. Pressione as teclas –TAB – para navegar na tabela e incluir texto. Inicialmente. o Word não formata colunas. até por ser mais comum nas tarefas diárias. O usuário sempre deverá fazer também. Para formatar colunas o usuário deve acessar o menu <FORMATAR> <COLUNAS>. M ÚLTIPLAS COLUNAS O Word permite que o usuário trabalhe com o texto formatado em mais de uma coluna. Na figura abaixo. T ABELAS Para inserir uma tabela no texto. você simplesmente passa para uma nova linha dentro da célula. O Word permite que um documento possua várias formatações de colunas diferentes em um único texto.

390 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .1).A UTOFORMATAÇÃO DE TABELAS O Word possui alguns formatos pré-definidos de tabelas. linha ou coluna que deseja modificar. posicione o ponteiro do mouse na linha ou coluna que deseja modificar. O usuário deve selecionar a tabela antes de alterar os valores. A escolha da autoformatação também pode ser feita no momento da inserção da tabela clicando no botão [AUTOFORMATAÇÃO] que aparece na tela de inserção da tabela (ver figura 15. Quando o cursor estiver na posição de modificação de linhas e colunas o desenho do ponteiro será modificado para: Linhas Colunas A modificação de largura de linhas e colunas de toda a tabela ou de uma linha ou coluna específica também pode ser feita através do menu <TABELA><PROPRIEDADES DA TABELA> (ver figura logo a seguir). Segure o ponteiro do mouse pressionado e arraste o mouse até a posição desejada. por meio do qual podemos especificar a largura de linhas e colunas utilizando as medidas de “centímetros”. A LTERAR LARGURA DE LINHAS E COLUNAS DAS TABELAS Para alterar as linhas e colunas de uma tabela. clique em uma das células da tabela e escolha no menu <TABELA> a opção <AUTOFORMATAÇÃO DA TABELA>. Após inserir uma tabela qualquer em seu documento.

dê um clique à esquerda ou à direita da coluna ao lado da qual você quer inserir outra coluna. Acesse o menu <TABELA> <EXCLUIR> <COLUNAS>. as colunas marcadas desaparecem. dê um clique na margem esquerda da linha a qual você gostaria de excluir. dê um clique na coluna a qual você gostaria de excluir. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 391 . Acesse o menu <TABELA> <INSERIR> <COLUNAS A DIREITA> ou <COLUNAS A ESQUERDA>. a coluna é destacada. (Observe que o ponteiro do mouse muda de uma seta apontando à esquerda para uma seta apontando à direita). dê um clique à esquerda da linha acima da qual você quer inserir outra linha. a nova coluna aparece na tabela. a nova linha aparece na tabela. a linha é destacada. Para excluir uma nova linha da tabela. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <INSERIR LINHAS> no menu de atalho. a linha fica destacada. Dê um clique com o botão direito do mouse na linha destacada (aparecerá menu conforme figura abaixo) e escolha a opção <EXCLUIR LINHAS> no menu de atalho. a linha desaparece. A CRESCENTAR OU EXCLUIR COLUNAS DA TABELA Para inserir uma nova coluna na tabela.A CRESCENTAR E EXCLUIR LINHAS DA TABELA Para inserir uma nova linha na tabela. a coluna fica destacada. Para excluir uma nova linha da tabela.

Depois selecionamos a tabela e acessando o menu <TABELA><CLASSIFICA TABELA> escolhemos as opções de classificação (ver figura abaixo). podemos inserir em uma tabela uma lista desordenada de nomes de pessoas com os seus respectivos números de telefone. conforme apresentado na figura abaixo.F ORMATAR BORDAS DA TABELA Para modificar as bordas da tabela. O RDENAÇÃO DE DADOS EM UMA TABELA O Word permite a ordenação de dados inseridos em uma tabela. Por exemplo. selecione a tabela e acesse o menu <FORMATAR> <BORDAS E SOBREAMENTO>. Podemos ordenar a tabela em ordem crescente ou decrescente e com mais de uma opção de classificação de colunas. 392 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .

Clicando sobre a figura desejada.I NSERIR F IGURAS O Word permite que o usuário crie seus documentos utilizando além de textos. O Word também permite que você insira figuras a partir de arquivos que não estejam no Clipart. etc. clique na opção “disposição do texto” que aparece no nono ícone. Escolha no menu suspenso a opção <INSERIR> <FIGURA> <CLIPART>. imagens e gráficos para que possam ser acrescentados aos seus documentos. será apresentada. Você tem a opção de colocar a figura entre. é apresentado. mais contraste. Nessa barra de ferramentas. Para ativar essa opção. clipes. As demais opções de botões apresentadas são. Para facilitar o seu trabalho com figuras. Escolha a opção “Mostrar barra de ferramentas “Figura”“. escolha a pasta e o arquivo que deseja inserir. você pode aumentar ou diminuir o tamanho da figura. Você pode dar um clique com o botão direito do mouse sobre a figura. As figuras estão classificadas em categorias. o menu. O Word também permite que o usuário escolha novas figuras. Para isso escolha no menu a opção <INSERIR><FIGURA><DOARQUIVO>. Posicione o cursor no documento. M ODIFICAR A FIGURA . sons. Escolha a categoria e a figura desejada. figuras. Escolhendo a primeira opção (ver figura abaixo) você insere a figura em seu documento. próximo de onde você deseja inserir uma figura. respectivamente: opção de visualização do clipe. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 393 . colocar mais brilho. sobre e abaixo do texto. com um quadrado em sua volta ou não. clipes e gráficos. imagens. opção para adicioná-lo em uma categoria denominada “favoritos” e opção para acionar um processo de busca por clipes semelhantes. você pode deixar ativada a barra de ferramentas “DESENHO”. sons. Uma barra conforme a figura abaixo. conforme a figura abaixo. conforme figura abaixo. inserir outras figuras etc.

etc. tamanho. Para acessar o menu de formatação do texto Word Art. A figura abaixo será apresentada e o usuário poderá então escolher a melhor forma de apresentação de sua autoforma. 394 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . dê dois cliques sobre a figura inserida em seu documento. fluxogramas. textos explicativos que podem ser usados em conjunto com texto e figuras. T RABALHANDO COM W ORD A RT Para trabalhar com o Word Art (ferramenta que usa letras artísticas). o usuário deve escolher com qual tipo de apresentação de Word Art quer trabalhar.I NSERINDO A UTOFORMAS Autoformas são figuras com formatos específicos: setas. Para acionar o menu de autoformas. clique no menu <INSERIR> <FIGURA> <AUTOFORMAS>. Depois o usuário deverá digitar o texto que deseja que fique com essa forma de apresentação. Para modificar as figuras “autoformas”. acessando no menu <INSERIR> <FIGURA> <WORDART> e escolhendo a disposição de texto que mais lhe interessar. As opções conforme a figura abaixo. serão apresentadas. linhas. clique com o botão direito do mouse sobre o texto Word Art e escolha a opção “Formatar Word Art”. O usuário pode determinar o tipo de fonte.

a planilha Excel passou a dominar esse ambiente gráfico. verá em detalhes os recursos do EXCEL 7 que permitirão a criação de planilhas mais sofisticadas e com uma melhor aparência. na formulação de projeções. você deve dar um clique no botão iniciar. C ARREGANDO O E XCEL 7 Para carregar o EXCEL 7. Trabalhar com uma planilha eletrônica não exige conhecimentos de programação. por si sós. Uma planilha eletrônica substitui naturalmente o processo manual ou mecânico de escrituração e cálculos. as planilhas vieram ao encontro de milhares de organizações e pessoas que tinham ou têm. posteriormente. Supercalc e Lotus 1-2-3 para os PC’s. Elas são. opção Microsoft Excel. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 395 . clique no grupo MsOffice. No menu programas. Com o advento do ambiente gráfico Windows. quando estes foram lançados. tabelas e gerações de números baseados em variáveis. Agora. mas somente que você conheça a aplicação que irá desenvolver e os comandos próprios da planilha. tendo como representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple. praticamente a causa da explosão dos microcomputadores no final da década de 1970. sua principal carga operacional. você aprenderá as operações básicas para a criação e impressão de uma planilha. tornando-se a rainha das planilhas. de forma a já poder criar os seus primeiros modelos e. em seguida clique na opção Programas. Como são relativamente fáceis de operar.EXCEL Planilhas eletrônicas As planilhas eletrônicas ficarão na história da computação como um dos maiores propulsores da microinformática.

Workbook: O EXCEL 7 trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho. A função de uma célula é armazenar informações que podem ser um texto. como a tecla NumLock. você trabalhará apenas com a primeira folha da pasta. assim como sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga. em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de sua empresa no ano. INS. mas podem ser renomeados.. Esses marcadores recebem automaticamente os nomes Plan1.A T ELA DE TRABALHO Ao ser carregado. Marcadores de página (Guias): Servem para selecionar uma página da planilha. Uma célula é o cruzamento de uma coluna com uma linha. END. Com esse conceito. Cada célula é identificada por um endereço que é composto pela letra da coluna e pelo número da linha. da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. etc. Plan2. A tela de trabalho do EXCEL 7 é composta por diversos elementos. Linha de status: Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de advertência sobre os procedimentos que estão sendo executados. Barra de fórmulas: Tem como finalidade exibir o conteúdo da célula atual e permitir a edição do conteúdo de uma célula. etc. Na maioria das vezes. o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em branco com o nome de Pasta 1. segundo o qual cada planilha é criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho. um número ou uma fórmula que faça menção ao conteúdo de outras células. entre os quais podemos destacar os seguintes: Células: Uma planilha é composta por células. você poderá criar uma única planilha e utilizar doze folhas em cada pasta. 396 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a .

que se torne a célula ativa. U SANDO TECLAS A próxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o retângulo de seleção pela planilha: AÇÃO Mover uma célula para a direita Mover uma célula para a esquerda Mover uma célula para cima Mover uma célula para baixo Última coluna da linha atual Primeira coluna da linha atual Última linha da coluna atual Primeira linha da coluna atual Mover uma tela para cima Mover uma tela para baixo Mover uma tela para esquerda Mover uma tela para direita Mover até a célula atual Mover para célula A1 F5 TECLAS A SEREM USADAS seta direita seta esquerda seta superior seta inferior CTRL-seta direita CTRL-seta esquerda CTRL-seta inferior CTRL-seta superior PgUp PgDn ALT+PgUp ALT+PgDn CTRL+Backspace CTRL+HOME Ativa caixa de diálogo a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 397 . 4.SE PELA PLANILHA Para que uma célula possa receber algum tipo de dado ou formatação. é necessário que ela seja selecionada previamente. você deve mover o retângulo de seleção até ela. 2. O Excel permite a criação de uma planilha com 16. 1.Janela de trabalho: Uma planilha do Excel tem uma dimensão física muito maior do que uma tela-janela pode exibir. Use as teclas de seta para mover o retângulo célula a célula na direção indicada pela seta. M OVIMENTANDO . Use as teclas de seta em combinação com outras teclas para acelerar a movimentação. Use o mouse para mover o indicador de célula e com isso selecionar uma célula específica. Use uma caixa de diálogo para indicar o endereço exato. ou seja. escolhendo um dos vários métodos disponíveis.384 linhas por 256 colunas. 3. Para tornar uma célula ativa.

pressione o botão OK. você deve usar as barras de rolamento vertical ou horizontal. Se a célula estiver fora da área de visão. informe a referência da célula que você deseja. 398 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . pressione a tecla F5 para abrir a caixa de diálogo Ir Para. basta apontar o indicador de posição para a célula desejada e dar um clique. Depois de informar o endereço. Esse método é muito mais rápido do que ficar pressionando diversas vezes uma combinação de teclas. Quando ela aparecer. USANDO O MOUSE Para mover o retângulo de seleção para uma determinada célula que esteja aparecendo na janela.U SANDO A CAIXA DE DIÁLOGO Se você sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor.

O EXCEL 7 sempre classificará o que está sendo digitado em quatro categorias: 1. Em seguida. o EXCEL 7 assume que ao pressionar ENTER. basta digitar o seu conteúdo. Um comando Essa seleção quase sempre se faz pelo primeiro caractere que é digitado. Como padrão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 399 . Uma fórmula 4. o EXCEL 7 alinha um texto à esquerda da célula e os números à direita. Como padrão. Um número 3. a barra de fórmulas muda. exibindo três botões. pressione ENTER. selecione a célula C4 e digite o número 150. Um texto ou um título 2. o conteúdo da célula está terminado e o retângulo de seleção é automaticamente movido para a célula de baixo. I NSERINDO OS DADOS Inserir o conteúdo de uma célula é uma tarefa muito simples.Você pode arrastar o botão deslizante para avançar mais rapidamente ou então dar um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais vagarosamente a tela. Cada número digitado na célula é exibido também na barra de fórmulas. Você deve selecionar a célula que receberá os dados posicionando o retângulo de seleção sobre ela. Note que ao digitar o primeiro número. Para finalizar a digitação do número 150 ou de qualquer conteúdo de uma célula na caixa de entrada pelo botão na barra de fórmulas. E NTRADA DE NÚMEROS Por exemplo.

o retângulo de seleção permanecerá na mesma célula. que avança o cursor para a célula de baixo. conforma a figura abaixo: 400 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . que mantém o retângulo de seleção na mesma célula. dê um clique na caixa de cancelamento xando a célula e a barra de fórmulas em branco. Agora insira os números mostrados na figura abaixo: E NTRADA DE TEXTOS Inserir um texto em uma célula é igualmente fácil. basta selecionar a célula. em vez de ENTER. Agora insira os textos. você pode finalizar a digitação de um texto ou número pressionando uma das teclas de seta para mover o retângulo de seleção para a próxima célula. Como padrão. na barra de Para cancelar as mudanças. digitar o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalização da digitação. dei- Se durante a digitação algum erro for cometido. pressione a tecla Backspace para apagar o último caractere digitado.Se. adotaremos sempre o pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitação de uma célula. Essas duas operações apagarão o que foi digitado. Além da tecla ENTER. e da caixa de entrada. fórmulas ou pressione ESC. a digitação de uma célula for concluída com o pressionamento da caixa de entrada .

8+550+35”. No EXCEL 7. Basicamente. na maioria das vezes. você trabalhará fornecendo endereços de células para serem somados. você pode obter o mesmo efeito se colocar o cursor em uma célula e digitar a mesma expressão só que começando com o sinal de mais: “+150+345. uma fórmula consiste na especificação de operações matemáticas associadas a uma ou mais células da planilha.8+550+35” e pressionaria o sinal de igual para finalizar a expressão e obter o número no visor. Cada célula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o conteúdo de uma expressão digitada composta apenas por números e operações matemáticas ou então por referências a células da planilha. digite a fórmula mostrada e pressione ENTER. Se você fosse fazer a soma dos valores da coluna C. escreveria a seguinte expressão em uma calculadora: “150+345. enquanto na linha de fórmula.E NTRADA DE FÓRMULAS É na utilização de fórmulas e funções que as planilhas oferecem real vantagem para seus usuários. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 401 . contudo. aparece a fórmula digitada. Essa possibilidade de uso do Excel é conveniente em alguns casos. Note que no lugar da fórmula apareceu a soma das células. Posicione o cursor na célula C8.

pressione o botão Autosoma que se encontra na barra de ferramentas. o EXCEL 7 identifica a faixa de valores mais próxima e automaticamente escreve a função SOMA () com a faixa de células que deve ser somada. 1. Ao pressionar o botão. pode usar dois métodos bem simples que ativarão a edição. Esse recurso consiste na aplicação automática de uma função do EXCEL 7 que se chama SOMA. 2. Complete a planilha como mostra a próxima figura: 402 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Posicione o retângulo de seleção na célula D7. Posicione o retângulo de seleção sobre a célula e pressione F2. Em seguida. como mostra a próxima figura. A LTERAÇÃO DO CONTEÚDO DE UMA CÉLULA Se você quiser alterar o conteúdo de uma célula. basta pressionar ENTER para finalizar a sua introdução. Após aparecer a fórmula. que facilita a entrada de fórmulas para calcular uma somatória de valores contínuos. Dê um duplo clique sobre a célula.A A UTO -S OMA O EXCEL 7 possui um recurso muito útil.

o terceiro da barra de ferramentas. A terceira opção é a mais rápida para quem gosta de usar mouse. Você pode ativar esse comando então. se não gostar de usar muito os menus. pode pressionar a combinação de teclas CTRL-B. Qualquer uma dessas opções abrirá a caixa de diálogo mostrada a seguir: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 403 . pela digitação de uma combinação de teclas ou pelo pressionamento de um botão da barra de ferramentas. Nas outras vezes. é solicitado que você forneça um nome para ela. Basta dar um clique no botão salvar. No menu Arquivo existe uma opção que se chama Salvar.S ALVANDO UMA PLANILHA Quando você salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL 7. Para salvar uma planilha. você pode optar pelo menu Arquivo. não será necessário o fornecimento do nome.

C ARREGANDO UMA PLANILHA Se posteriormente você necessitar utilizar a planilha novamente. É por isso que você deve fornecer um nome específico para a planilha que está sendo criada. ler o arquivo do disco para a memória. em uma mesma seção de trabalho. representado por uma pasta se abrindo. Se. se não gostar de usar muito os menus. você deve abrir a planilha. e que é o segundo da barra de ferramentas. Você pode ativar esse comando então. os nomes propostos pelo Excel serão Pasta2. toda vez que uma nova planilha é iniciada. ele recebe o nome de Pasta1. ou seja. Pasta3 e assim por diante.No EXCEL 7. pode pressionar a combinação de teclas CTRL+A. A terceira maneira de abrir um arquivo é pressionar o botão Abrir. Qualquer uma dessas três opções abrirá a caixa de diálogo Abrir: 404 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . No menu Arquivo existe uma opção chamada Abrir. mais de um novo documento for criado.

Uma faixa de células pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do teclado. você deve posicionar o cursor na célula inicial e em seguida manter o botão esquerdo do mouse pressionado. Você deve digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponíveis. e você pode selecionar uma célula ou uma faixa de células horizontal. basta selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatação sobre ela. enquanto arrasta o retângulo de seleção até a célula correspondente ao final da faixa. F ORMATAÇÃO DE CÉLULAS Efetuar a formatação de células no EXCEL 7 é bastante simples. Toda faixa é composta e identificada por uma célula inicial e por uma célula final. o botão do mouse deve ser liberado. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 405 . Enquanto o cursor vai sendo movido. S ELEÇÃO DE FAIXAS No EXCEL 7. a unidade básica de seleção é uma célula. as células marcadas ficam com fundo escuro para que visualmente você tenha controle da área selecionada. Quando chegar com o cursor na célula final. vertical ou em forma de retângulo. S ELECIONANDO COM O MOUSE Para selecionar uma faixa com o mouse.Ela funciona de maneira idêntica à caixa de diálogo Salvar Como.

S ELECIONANDO

COM O TECLADO

Para selecionar uma faixa de células com o teclado, você deve posicionar o retângulo de seleção sobre a célula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a tecla SHIFT pressionada, enquanto usa uma das teclas de seta ou de movimentação para mover o retângulo de seleção até o final da faixa. Ao atingir essa posição, a tecla SHIFT deve ser liberada.

D ESMARCANDO

UMA FAIXA

Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleção feita, basta dar um clique sobre qualquer célula da planilha que não esteja marcada.

F ORMATAÇÃO

DE TEXTOS E NÚMEROS

No EXCEL 7, pode-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos especiais tais como negrito, itálico, sublinhado, entre outros. Um texto pode ser alinhado dentro de uma coluna à esquerda, à direita ou centralizado. Você pode ativar um desses efeitos durante a digitação do conteúdo de uma célula, ou posteriormente, bastando para tal selecionar a célula desejada e pressionar o botão do efeito desejado. Você pode aplicar mais de um efeito na mesma célula.

FORMATAÇÃO

DE NÚMEROS

Além da formatação genérica que se aplica tanto a textos como a números, o EXCEL 7 possui formatos específicos para serem aplicados a números. Na barra de formatação, existem cinco botões específicos para esse fim.

406

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

A LTERAÇÃO

DA LARGURA DAS COLUNAS

Você pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas margens por meio do uso de uma caixa de diálogo ou do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA COM O MOUSE

Para alterar a largura com o mouse, você deve mover o cursor até a barra de letras no alto da planilha, como mostra a próxima figura.

Em seguida, você deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja, da linha que separa as colunas. Então o cursor mudará de formato, como na próxima figura:

Nesse instante você deve manter o botão esquerdo do mouse pressionado, enquanto arrasta a linha de referência que surgiu até a largura que achar conveniente. Ao atingir a largura desejada, é só liberar o cursor do mouse.

A LTERANDO

A LARGURA DA COLUNA POR MEIO DA CAIXA DE DIÁLOGO

Outra forma de alterar a largura de uma coluna é por meio de uma caixa de diálogo que é acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuará sobre a coluna atual, a menos que você selecione mais de uma coluna previamente antes de ativar o comando.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

407

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de diálogo onde você deve informar a largura da coluna em centímetros.

A PAGANDO

O CONTEÚDO DE UMA OU MAIS CÉLULAS

Se você cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o conteúdo de uma célula, a forma mais simples é posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL. Para apagar uma faixa de células, selecione as células da faixa e pressione DEL.

C RIANDO

GRÁFICOS

O EXCEL 7 oferece uma forma gráfica para representar os seus dados de uma forma mais ilustrativa. O EXCEL 7 permite a criação de gráficos na mesma página da planilha atual ou em outra página da pasta. Veremos agora a criação de um gráfico na mesma página da planilha. Para criar um gráfico, você deve selecionar previamente a área de dados da planilha que será representada pelo gráfico. Em nosso exemplo, a série que será representada está na faixa B3:E7. Após selecionar a faixa, é só pressionar o botão do auxiliar gráfico na barra de ferramentas . Quando esse botão é pressionado, o cursor

muda de formato, surgindo como um pequeno gráfico. Você deve selecionar então uma área da planilha onde o gráfico deve ser criado.

408

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

Após liberar o botão do mouse, o EXCEL 7 ativa as caixas de diálogo Auxiliar Gráfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de células que será representada. Se a seleção de células estiver correta, pressione o botão Próxima: caso contrário, digite a faixa correta.

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de gráfico. Basta dar um clique sobre o tipo desejado, que no exemplo é o de Colunas 3-D.

Pressione o botão Próxima para avançar para a etapa seguinte. Dependendo do formato básico escolhido, serão apresentadas as variações de formato possíveis para o gráfico. No caso do gráfico de colunas 3-D, as variações são mostradas na próxima tela.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

409

A quarta etapa mostra uma visão prévia do gráfico e pede que seja especificado ou confirmado se a seqüência dos dados no gráfico deve ser feita por linha ou por coluna. Como padrão, o EXCEL 7 proporá por colunas. Em nosso exemplo, queremos ver como os itens de despesas se comportam mês a mês. Por isso escolhemos linhas.

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha será usada como legenda para as categorias, que no caso são os meses, e qual coluna será usada para as legendas. Se quiséssemos colocar um título no gráfico, bastaria pressionar o botão próxima. Por ora, deixaremos o título de lado e pressionaremos o botão Finalizar. O gráfico será montado na área selecionada, como mostra a próxima figura. Qualquer valor da faixa que for modificado alterará a aparência do gráfico instantaneamente.

410

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

I MPRESSÃO

DA PLANILHA

Até agora você já aprendeu um mínimo para criar uma planilha no EXCEL 7. Imprimir é ainda mais fácil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a planilha que está sendo editada. Até agora realizamos operações que foram acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impressão também pode ser feita por meio de uma opção do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o ícone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padrão. É o quarto ícone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impressão, verifique se a impressora está ligada, possui papel e seu cabo está conectado ao micro.

F ECHANDO

A PLANILHA ATUAL

Se você estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem gravar as alterações feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha não sofreu alterações desde que foi carregada, ela será fechada. Caso tenha ocorrido alguma alteração, será exibida uma caixa de diálogo pedindo sua confirmação.

C RIAÇÃO

DE UMA NOVA PLANILHA

Para iniciar uma nova planilha, você deve ativar o comando Arquivo/Novo, como mostra a próxima ilustração.

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

411

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou então, dar um clique sobre o botão novo, que é o primeiro da barra de ferramentas.

A BANDONANDO

O

EXCEL 7

Para sair do EXCEL 7, você deve acionar a opção Sair do menu Arquivo. Se você ativar essa opção imediatamente após ter gravado o arquivo atual, o programa será encerrado imediatamente, voltando o controle para o Gerenciador de Programas.

INTERNET EXPLORER
O
QUE É A

I NTERNET ?

A Internet é uma gigantesca rede mundial que interliga computadores do mundo inteiro. Imagine uma “rede” ligando milhões de pessoas que têm a oportunidade de acessar informações, conversar, trocar arquivos, etc., instantaneamente. Isso é a Internet. É como se a Internet fosse um grande conjunto de estradas ligando várias cidades. Por essas “estradas” circulam informações de vários tipos: textos, imagens, sons, etc. Utilizando um computador, você pode acessar essas informações e se comunicar com outras pessoas. A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também criar, gerenciar e distribuir informações.

W ORLD W IDE W EB (WWW)
A World Wide Web é uma rede virtual (não-física) “sobre” a Internet, que torna os serviços disponíveis na Internet totalmente transparentes para o usuário e ainda possibilita a manipulação multimídia da informação. Assim qualquer usuário pode, somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de informações na forma de imagens, textos, sons, gráficos, vídeos etc., navegando através de palavras-chaves e ícones.

412

i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a

ENDEREÇOS

ELETRÔNICOS

Nesta seção iremos aprender como são formados os endereços eletrônicos. Eles têm um formato muito específico. Veja abaixo Exemplo.:

Protocólo

Nome da Empresa

Localidade da página

http://www.microsoft.com.br World Wide Web Comercial

No exemplo acima mostramos um endereço (URL) situado na WWW, com fins comerciais, e localizado no Brasil, cujo nome da empresa é Microsoft. http:// (HyperText Transfer Protocol) - Protocolo de transferência de Hipertexto é o protocolo utilizado para transferências de páginas Web. Trata-se de um dado técnico que mostra qual é a linguagem utilizada para que os dois computadores que estão se comunicando possam se entender. www: Significa que essa é uma página Web seja, aqui é possível visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, músicas, etc. Resumindo, é a parte gráfica da Internet. .com: Indica que o Website é uma organização comercial. Dependendo do tipo de site que se acessa, essa terminação pode variar. Veja alguns exemplos abaixo: .edu: Indica que o Website é uma organização educacional .gov: Indica que o Website é uma organização governamental. .br: Indica que o Website é uma organização localizada no Brasil, assim como na França é “.fr” e EUA “.us”

O

PROGRAMA

I NTERNET E XPLORER

a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a

413

Geralmente utilizado para rever a página que não foi completamente baixada. Barra de Status Área de Navegação Barras de Rolagem Abaixo as funções de cada botão de seu navegador IE 5 da Microsoft. O botão parar tem como função óbvia parar o download da página em execução. ou seja. se você estava na página da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems. esse botão possibilita voltar para a da Microsoft sem ter que digitar o endereço (URL) novamente na barra de endereços. tal como Cadê. abre-se uma seção ao lado esquerdo do navegador que irá listar os principais sites de busca na Internet. O botão página inicial tem como função ir para a página que o seu navegador está configurado para abrir assim que é acionado pelo usuário. ver o que há de novo na mesma. Botões de navegação Menu Barra de Endereços OS BOTÕES DE NAVEGAÇÃO .Descubra os principais botões do programa na figura a seguir. citado acima. Lycos. se você está baixando uma página que está demorando muito. ou seja. O botão avançar tem a função invertida à do botão voltar. utilize o botão parar para finalizar o download. ou seja. Clicando-se nesse botão. O botão atualizar tem como função rebaixar a página em execução. Veja a função de cada botão no menu: O botão ao lado possibilita voltar à página de que você acabou de sair. Altavista 414 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Geralmente o IE 5 está configurado para ir a sua própria página na Microsoft. em que faltam figuras ou textos.

. sem todas as barras do navegador. Utilizamos esse recurso como atalho para acessar nossas páginas preferidas. O botão histórico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas últimas 4 semanas. CORREIO ELETRÔNICO O QUE É UM CORREIO ELETRÔNICO ? O correio eletrônico (eletronic mail = e-mail) é um dos serviços mais elementares e mais importantes disponíveis na Internet. Basicamente. O botão favoritos contém os Websites mais interessantes definidos pelo usuário. Uma das grandes vantagens do correio eletrônico é sua rapidez na entrega da correspondência. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 415 . Bastante útil para usuários esquecidos. e em questão de minutos a sua resposta poderá já estar de volta. Os botões indicam suas funções e tornam desnecessário explicar suas finalidades. que tem um maior desempenho caso sejam visualizados através do IE 5. pode responder imediatamente. nova mensagem. o botão de canais tem como função exibir uma série de sites desenvolvidos especialmente para o IE 5. com as mesmas funções da barra padrão. o navegador torna-se mais amplo para se navegar. O botão de correio tem como função auxiliar no envio e na leitura de mensagens eletrônicas. com isso você pode manter um controle dos sites que você visitou. etc. a não ser a barra de navegação em formato reduzido. porém a Microsoft já utiliza como padrão do IE 5 alguns sites que estão na lista de favoritos. Semelhante ao botão favoritos. A troca de mensagens chega a ser tão rápida que. se um usuário mandar uma mensagem para outro.etc. A versão anterior não possuía esse recurso de visualizar a página em execução em tela cheia como o nome já diz. clique com o botão direito em qualquer parte da página de sua escolha e pressione adicionar a favoritos.Para você adicionar um site na lista de favoritos. enviar link e enviar mensagens. ou seja. Ao clicar no mesmo aparecerá um menu com as opções: ler correio. O correio eletrônico guarda muitas semelhanças com o correio tradicional. A partir daqui será possível encontrar o que você está procurando (e isto será abordado mais detalhadamente nas próximas páginas). o correio eletrônico é a troca de mensagens (cartas. quer dizer. em formato eletrônico) entre dois ou mais usuários da Internet. Em questão de segundos as mensagens atravessam diversos computadores em diversos países para chegar ao seu destino. e esse último estiver usando o computador naquele momento. memorandos.

R ESPONDER E RETRANSMITIR MENSAGENS Os programas devem ser capazes de. Os programas de correio eletrônico permitem administrar a mailbox. • ler e manipular as mensagens recebidas. os programas devem permitir que o usuário use o conteúdo da mensagem original na composição da resposta.Existem diversos programas para utilizar correio eletrônico. por exemplo. MENSAGENS Os programas em geral permitem que seja impressa uma mensagem em uma impres- 416 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . particular. como se estes fossem caixas de correio eletrônico.). facilitando a digitação quando os endereços originais são longos e complicados. ou caixa de correio. às vezes por assunto (por exemplo: cartas. endereçar automaticamente respostas ao remetente. chamados folders (pastas). dada uma mensagem recebida. livro. I MPRIMIR sora local. GUARDAR MENSAGENS EM ARQUIVOS CONVENCIONAIS O programa de correio eletrônico deve permitir que o usuário guarde o conteúdo de uma mensagem como um arquivo comum no seu computador local. mas basicamente todos os programas são capazes de duas operações básicas: • editar (digitar) e enviar mensagens. adicionando comentários. verificando quais são as mensagens que o usuário recebeu etc. conferências etc. A maioria dos sistemas consegue também criar e manipular arquivos de mensagens. Além disso. Um dos usos convenientes desses folders é armazenar mensagens enviadas ou recebidas. removendo ou adicionando mensagens. ou edite a mensagem original antes de retransmiti-la. C RIAR E USAR APELIDOS Muitos programas permitem que um usuário crie um apelido para endereços eletrônicos. G ERENCIAR A CAIXA DE CORREIO As mensagens que chegam para um usuário ficam armazenadas em um arquivo normalmente chamado de mailbox. ou retransmitir essa mensagem para outros endereços.

o endereço eletrônico especifica uma pessoa física. um programa que controla um depósito de arquivos). normalmente colocado automaticamente pelo sistema de correio eletrônico Subject: assunto da mensagem <texto da mensagem> nome do remetente Uma mensagem eletrônica contém texto e cabeçalho. Na maioria das vezes. Para uso normal. não é preciso se preocupar com o tamanho. Esse cabeçalho contém informações importantes. O endereço eletrônico é análogo ao endereço postal. Uma mensagem pode ser endereçada a uma pessoa. o CEP. como fotos. a rua. com milhares de linhas. E STRUTURA DOS E NDEREÇOS E LETRÔNICOS O endereço eletrônico é o item mais importante para que seja possível enviar uma mensagem. O formato básico de uma mensagem é o seguinte: To: cc: From: endereço eletrônico do destinatário (obrigatório) endereço eletrônico de outro destinatário (opcional) o endereço eletrônico do remetente. a cidade.) enviados entre pessoas. a um conjunto de pessoas ou ainda a um programa de computador. Os sistemas normalmente cortam se a mensagem for muito grande. vídeos. Para enviar uma carta no sistema de correios normal. ou um endereço que aciona um programa (por exemplo. mas isso só acontece se o usuário estiver mandando mensagens enormes. entre elas o destinatário (no campo To:). o país. o remetente (no campo From:) e o assunto (no campo Subject:) da mensagem. Com base nessas informações o carteiro entrega a carta a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 417 . o número da casa.O QUE É UMA MENSAGEM ? Mensagem é uma denominação genérica para textos (que podem ou não conter arquivos anexos. etc. Praticamente não há limite para o tamanho do texto da mensagem. mas pode também se referir a uma lista de pessoas. é necessário o nome do destinatário. etc.

As convenções para construção de endereços eletrônicos não são completamente coerentes e rigorosas. prezado “nome”. 2. empresa. que significa “em” na língua inglesa). Não se esqueça de assinar a mensagem. coloque seu endereço eletrônico no final.”). Alguns exemplos de códigos de países: br uk pt – – – Brasil Inglaterra (United Kingdon) Portugal. Coloque também saudações no início (oi. Na primeira convenção. que pode ser composto por mais de um nome separados por um ponto (“. separadas pelo símbolo “@” (“at”. Muitos sistemas de mensagens colocam a assinatura definida pelo usuário. De preferência. Portanto. o formato usado inclui o local onde o usuário é encontrado (universidade. Escreva como se escreve uma carta. Outra forma de evidenciar uma palavra é colocá-la entre “*” (por exemplo.país ou nome@local. use-a com cuidado. Q UANTO AO CONTEÚDO DAS MENSAGENS 1. automaticamente. pois não fica claro quem você é apenas pelo seu endereço eletrônico. Existem muitas discussões na rede. por exemplo paulo ou mariasilva. saudações. como o “não” no início desse item. Há.domínio Esses endereços são compostos de duas partes básicas. e de vez em quando as pessoas usam 418 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . existe algo semelhante. mas os carteiros são os computadores. amigo. pois ele pode chegar “distorcido” ao destinatário.). etc. A segunda parte é o nome de uma máquina na Internet.) e no final (abraços. duas estruturas mais comuns de endereço eletrônico: nome@local. No endereço eletrônico. etc. tenha sempre em mente que uma ou mais pessoas lerão sua mensagem.ao destinatário. seja claro no texto e procure não as ofender. e o país. pois alguns terminais ainda não distinguem letras maiúsculas de minúsculas. *aqui*). Embora uma grande maioria de terminais permita essa distinção.). que é um código indicando o nome do país. pois foram criadas e modificadas ao longo do tempo. Quando escrever para um fórum de discussão. Não escreva o texto em letras maiúsculas. A primeira parte indica o nome do usuário específico. indicada usando-se uma de duas convenções básicas. atualmente. no final da mensagem. etc. use letras maiúsculas apenas quando desejar evidenciar ou tornar importante alguma palavra no texto. tchau.

pois esses não expressam com exatidão o conteúdo da mensagem. O “bate-boca” inútil não constrói nada para ninguém. Um subject claro facilita a triagem das mensagens. “inflação zero no Brasil” ou “procuro colecionadores de selos”. Corte partes da mensagem original. muitos sistemas permitem que se coloque automaticamente um sinal no início de cada linha da mensagem que está sendo citada.Não ponha anúncios comerciais ou qualquer truque visando ganhar dinheiro em listas de distribuição ou newgroups que não sejam específicos para essa finalidade. pois além de perder o sentido da focalização do assunto. 5. bem como pela ausência de contato visual ou auditivo. Procure ser cordial e tente ajudar os outros. Mal-entendidos acontecem freqüentemente! Se você ofendeu alguém e não era sua intenção. Quando mandar uma mensagem eletrônica. é muito comum citar-se parte da mensagem original para colocar contexto em sua resposta. se necessário.Releia toda sua mensagem antes de enviá-la. porque podem ser centenas delas e não dá para ler todas. fica enfadonho e desperdiça o uso da rede. escreva uma mensagem nova. pela “frieza” do teclado/vídeo. não deixe de fornecer um subject claro e definido. Por exemplo. Evite citações muito extensas. Quando se envia mensagens para um conjunto de pessoas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 419 . Muitos se sentem protegidos pela distância. O recurso da citação em resposta é muito prático. como. Mensagens do tipo “corrente” ou “como ganhar dinheiro fácil” são particularmente ignoradas pelos usuários da rede. Para ajudar a distinguir o que é parte da mensagem original e o que é parte da resposta. os leitores se baseiam no subject para ler a mensagem. 4. mas com intenção de fazer uma brincadeira. Por isso prefira subjects curtos e informativos. procure manter o assunto de sua mensagem dentro do assunto original. palavrões). retrate-se imediatamente. Se quiser mudar de assunto. procurando pontos de obscuridade e mal-entendidos. por exemplo. 6. mas use-o com bom senso. Ao responder uma mensagem (reply). não faz sentido citar uma mensagem de cem linhas para apenas adicionar uma linha dizendo “apoiado”. coloque sempre uma indicação de que isso não é para ser levado a sério . Se você expressar alguma idéia aparente ou possivelmente ofensiva. 3. O sinal mais comum é ‘>’.por exemplo.linguagem ofensiva (por exemplo. Não adianta escrever subjects como “Oi” ou “matemática”. pondo um smile após a frase. ou escrevem com um tom de raiva ou ironia que normalmente não usariam pessoalmente. Quando em uma discussão com um grupo de pessoas.

Normalmente não há pressa por uma resposta. freqüentemente acalorada. espere 24 horas para responder.7. Evite a todo custo criar ou entrar em uma briga dessas. sempre cite a origem da mensagem. em princípio ele(a) é o(a) proprietário(a) intelectual dessa mensagem. que não conduz a parte alguma. Em caso de mensagem pessoal. Tome sempre cuidado com o destinatário da mensagem. e ao responder prefira uma mensagem privada. quando alguém envia uma mensagem para a rede. Também não use o <TAB> para fazer espaçamento. isso gera um tráfego desnecessário de mensagens. Escreva as mensagens com linhas de no máximo 70 caracteres. Assim. isso acontece e muito. 8. Assuntos polêmicos em listas ou newsgroups geram muita discussão. Isso às vezes gera mensagens inflamadas ou agressivas. pois nem todos os terminais reconhecem esse caráter. Quando receber uma mensagem que o ofenda. Q UANTO AO ENVIO E RECEBIMENTO DE MENSAGENS 1. Alguns programas diferenciam comandos de reply para o remetente ou para todas as pessoas para quem a mensagem foi enviada. pois centenas ou milhares de pessoas vão receber essa mensagem. mas acredite. newgroups. não envie seu conteúdo para outro destinatário sem a permissão expressa do autor. evite retransmitir mensagens enviadas para múltiplos destinatários (listas. Quando escrever em português para uma pessoa que fala outra linguagem não use os caracteres acentuados. As mensagens têm caráter de copyright. isto é. por ambas as partes. verifique com cuidado qual está sendo usada em cada caso. Isso deve ser evitado pois o equipamento do destinatário pode não entender esses caracteres e a mensagem pode ficar ilegível. pois assim elas não ficarão quebradas quando forem adicionados os “>“ nas eventuais respostas. 420 i•n•f•o•r•m•á•t•i•c•a . Além de revelar aspectos privados das pessoas envolvidas (o que pode ser embaraçoso). Se o fizer. que por vezes degeneram em verdadeiras guerras de desaforos e xingamentos. 3. infelizmente. Pode parecer absurdo. Use espaços simples em vez de <TAB>. Isso é também uma questão de cortesia: imagine receber uma carta pessoal e mostrá-la a outra pessoa sem permissão do remetente! 2. etc). Não mande mensagens pessoais para múltiplos destinatários.

tuberculose. do estigma. As doenças que apresentam maiores dificuldades à adesão são as doenças crônicas: asma. da adaptação.20. do estilo de vida. depressão. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 421 . ADESÃO A Organização Mundial da Saúde – OMS . da aceitação da doença e relação de confiança com os profissionais e serviços de saúde. A adesão é a superação das dificuldades. acolhimento e atenção farmacêutica.define que Adesão é o comportamento dos pacientes em relação à ingestão de medicamentos. das crenças negativas. Os principais fatores de não-adesão ao tratamento: • Falta à consulta médica. HIV/AIDS. hipertensão. conceitos centrados na humanização da relação entre o farmacêutico e o usuário de farmácias. PSICOLOGIA APLICADA Neste capítulo veremos o que é adesão. epilepsia. seguimento de uma dieta e/ou mudança de estilo de vida que correspondam às recomendações sobre cuidados à saúde.

• Ficha individual do paciente ou mapa de dispensação. de ordem da interação pessoal. • Fatores sócio-econômicos: pobreza e baixa escolaridade. complexidade do tratamento. além de ser técnica. crenças. o que aumenta a necessidade de tratamentos mais complexos. • Promover a cidadania. • Fatores relacionados ao paciente: gravidade dos sintomas. para acompanhamento da terapia prescrita. A não-adesão à terapia compromete a efetividade do tratamento e muitas vezes leva a agravamentos. 422 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . • Informações sobre efeitos indesejáveis que os medicamentos podem causar. baixa compreensão. estado psicológico. Para melhorar a adesão à terapia: • Promover troca de experiência entre pacientes.• Qualidade dos serviços de saúde. • Elaboração de cartões de horários de administração de medicamentos. • Fatores relacionados à terapia: duração do tratamento. não aceitação da doença. • Orientação do uso correto do medicamento: cumprir as recomendações clínicas e utilizar o medicamento corretamente. constatação imediata do benefício do tratamento. baixa motivação. por exemplo. internações hospitalares. a relação entre profissionais e usuários de serviços é entendida como relação humanizada. • Participação do paciente na terapia (co-responsabilidade). • Enfatizar a importância da equipe multidisciplinar e a interação com outros setores do serviço. ACOLHIMENTO Nas práticas de saúde. mudanças de esquemas terapêuticos.

grade. A humanização da assistência deve ser um projeto coletivo em que a instituição reconheça e valorize. Recomendações para melhoria das condições de trabalho: • Readequações do espaço físico. valorizando a relação de igualdade entre profissional e usuário. e para garantir o êxito da farmacoterapia deve estar acompanhada da dispensação com atendimento humanizado e trabalho de equipe. A relação interpessoal profissional-usuário é considerada como extremamente relevante no processo de adesão à farmacoterapia. pois pode tornar-se coresponsável pela qualidade de vida do paciente. conhecendo a sua realidade para facilitar a aceitação e a compreensão da doença. • Aumentar o contato humano (sem barreiras. • Manter local limpo e organizado. O acesso a medicamentos é fundamental. A gestão participativa é o ponto fundamental no processo da humanização. trocas de experiências de outros projetos de humanização da assistência já existentes. Muitas queixas e problemas dos usuários podem ser resolvidos ou atenuados quando estes se sentem compreendidos e respeitados pelos profissionais. As queixas dos usuários referem-se à qualidade do contato humano. meia-portas). fortalecer as iniciativas. difundir a cultura de humanização. “O usuário ter tratamento digno. mas uma etapa fundamental na conquista da cidadania. formar grupos de trabalho com outros profissionais e com a participação da comunidade.” Das relações profissional-usuário. familiar e social.O contato direto com o paciente no processo saúde-doença e no contexto pessoal. vidros. • Aumentar o conforto ao profissional e ao usuário (atendimento sentado). estimular parcerias. Urge assim a necessidade de tecer uma rede de confiança. filas e atendimento. podemos entender: a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 423 . proporcionando medidas efetivas para melhorar o benefício da terapêutica e transformando as práticas de saúde. solidário e acolhedor por parte dos profissionais que o atendem não é apenas um direito. a equipe de farmácia leva grande vantagem.

Quem pode participar? Qualquer pessoa que utilize medicamentos pode participar do Serviço de Atenção Farmacêutica. na adesão a confiança é básica.• A capacidade de ouvir a necessidade do outro. seja por um convite do farmacêutico ou por iniciativa do próprio paciente. • Trabalhar para adesão aos serviços. seguros e efetivos. • Desenvolver a sensibilidade. • Tecer rede de confiança com o usuário. • Desenvolver a solidariedade. • Ouvir as queixas e buscar estratégias junto com o paciente. Qual o seu objetivo? O principal objetivo é garantir que os medicamentos utilizados pelo paciente sejam realmente necessários. • Conscientizar da co-responsabilidade. • A capacidade de se colocar no lugar do outro. • Respeitar as diferenças. O farmacêutico trabalha com o paciente para que ele alcance os melhores resultados no uso de seus medicamentos. • Trabalhar para a adesão à terapia. • A capacidade de lidar com o sofrimento humano e a dor do usuário fragilizado pela doença. 424 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . ATENÇÃO FARMACÊUTICA O que é o serviço de Atenção Farmacêutica? A Atenção Farmacêutica é uma nova filosofia de prática farmacêutica.

e que produza os efeitos esperados pode parecer algo óbvio e simples. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 425 . especialmente.Como funciona esse serviço? O serviço é realizado por meio de consultas agendadas. em vários países do mundo. a 30% dos cerca de 75 mil casos oficialmente registrados pelo órgão. Em seguida. Retornos são agendados em dias e horários que melhor atendam a disponibilidade do paciente e do responsável pelo acompanhamento. uma das responsáveis pela implantação desse serviço na Farmácia Universitária. Números como esses e. No entanto. idealizada por professores e pesquisadores da Universidade de Minnesota (EUA). Neles. N OVO PARADIGMA A Atenção Farmacêutica foi adotada pela Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da UFMG. diz Mariana Linhares Pereira. é feito um estudo dessas informações para compreender as necessidades específicas do paciente. a consciência da necessidade de assumir maior compromisso com os usuários de medicamentos despertaram farmacêuticos. estreita o relacionamento entre farmacêuticos e pacientes. na dose certa e na hora certa. Quase uma centena de clientes cadastrados nesse período vem sendo acompanhada no uso de medicamentos. ao longo dos últimos anos. A NTÍDOTO PARA A “ EMPURROTERAPIA ” A Atenção Farmacêutica humaniza e amplia relação entre profissionais e pacientes. Tomar o remédio certo. são coletadas todas as informações sobre os medicamentos que o paciente utiliza e sobre a sua saúde em geral. no campus Pampulha. o farmacêutico avalia o progresso do tratamento e atualiza as informações necessárias no sentido de prevenir. que passa a contar com cuidados de um profissional voltado para a melhoria de sua qualidade de vida. “A Atenção Farmacêutica é um novo paradigma na profissão”. a prática reverte-se em um serviço que. é amarga e produz índices como o apurado pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas: os medicamentos são a primeira causa de intoxicação humana e correspondem. identificar e resolver os problemas relacionados com o uso dos medicamentos. Batizada de Atenção Farmacêutica. para uma prática diferente. a realidade. Quem ganha com isso? O principal beneficiado é o paciente. de 28 anos. que incomoda pacientes e profissionais de saúde. Na primeira consulta. por princípio.

Em entrevista ao jornal do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais. 97 estão sendo acompanhados. Em outubro de 2003. Segundo Strand. Há uma individualização do atendimento.A filosofia da Atenção Farmacêutica foi definida pelos professores norte-americanos Linda Strand e Charles Hepler. a nossa percepção é justamente a de que muitas pessoas gastam muito com remédios por causa do mau uso”. “O nosso foco é o paciente”. extensão e pesquisa. no início da década de 1990. se é efetiva. L UCRO EM SEGUNDO PLANO Para Mariana Pereira. clientes começaram a ser atendidos sob o manto do novo conceito e. Quando esteve no Brasil e participou da I Reunião Estendida do Grupo de Estudos em Atenção Farmacêutica da Faculdade de Farmácia. da Universidade de Minnesota. para descobrirmos seu histórico clínico e. que congrega atividades de ensino. explica Mariana. o fato de a Atenção Farmacêutica ter nascido numa instituição universitária explica bastante seu conteúdo: “O importante não é quanto o serviço pode trazer de lucro para a farmácia. em que se aborda não apenas a sua farmacoterapia. também. diz Mariana. mas fatores que interferem no uso do remédio. No primeiro contato com a Atenção Farmacêutica. Strand explicou que na Atenção Farmacêutica o profissional “verifica se a medicação indicada ao paciente é apropriada à sua condição médica. qual a dose correta e se ele tem condições de seguir as instruções médicas”. “A avaliação do paciente é feita a partir da prescrição médica. Ao contrário. a reflexão e a prática de estudantes do curso de Farmácia e. a pessoa passa por uma longa entrevista. 426 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . como os emocionais e os sociais”. lembrando que os medicamentos agem diferentemente em cada pessoa. pois não levamos em consideração apenas a medicação. A Farmácia Universitária. no momento. “Todo o passado e o presente do paciente é investigado. responsável pela Clínica de Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. Strand definiu a prática que ajudou a criar como o ato “de lidar com toda a farmacoterapia do paciente”. que também cursou na UFMG. sob a orientação da professora Djenane Ramalho de Oliveira. hábitos e costumes que podem interferir no uso e nos resultados da medicação”. nesse contexto. pois a preocupação não é com a dispensação ou com o ato de simplesmente fornecer informações sobre a medicação. Atenção Farmacêutica não é um conceito fácil de ser assimilado por farmácias comuns. segura. antes de ser um estabelecimento comercial. constitui um espaço acadêmico para o aprendizado. adapta-se perfeitamente aos parâmetros da Atenção Farmacêutica. O envolvimento de Mariana com a Atenção Farmacêutica começou durante o mestrado.

A partir do histórico do paciente. afirma. Para mim. explica Mariana. afirma Mariana. os farmacêuticos sugeriram uma troca de dosagem de determinado medicamento.A Atenção Farmacêutica prevê um cuidado integrado com o paciente. Há pouco tempo paciente da Atenção Farmacêutica da Farmácia Universitária. também. um estudo detalhado do caso é feito e o farmacêutico responsável faz a sugestão de intervenções. intervalos de doses e outros – a compatibilização entre diferentes medicamentos utilizados. para que o profissional possa identificar necessidades. para a troca de idéias quando algo está interferindo no tratamento. ela conta que. perder de vista que a filosofia da Atenção Farmacêutica visa sempre ao bem-estar do paciente e isso pressupõe uma interação entre profissionais da saúde. “Nós não fazemos prescrição. Temos muito segurança de que estamos cumprindo nosso papel e não interferindo na prescrição médica”. de 49 anos. porém o elo entre paciente e farmacêutico já deve estar firmado. no seu caso. Ele não pode nunca. é um serviço muito bom. que surte o mesmo efeito”. as queixas quanto aos efeitos até as possibilidades reais de aquisição e uso da medicação prescrita. analisar a situação e tomar decisões. Depois da primeira consulta. os retornos dos pacientes da Farmácia Universitária são marcados de acordo com o tipo de intervenção sugerida e da necessidade do acompanhamento. à troca da medicação. “O paciente pode reagir mal a uma medicação e bem a outra. quando necessário. acrescentando: “O nosso interesse é sempre o paciente e o medicamento. Depois da primeira consulta. “Houve contato com a médica e ela aceitou a sugestão. os farmacêuticos formados com essa visão acreditam que é preciso uma relação próxima com o médico do paciente. sempre em conformidade com o médico responsável pela prescrição. se necessário. Exige do farmacêutico uma postura e uma escuta diferenciada diante do paciente. Segundo ela. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 427 . o que inclui a orientação em relação ao uso e. Passei a ficar mais atenta aos medicamentos e a mim mesma”. Os médicos com quem temos tido contato têm aceitado bem o serviço e colaboram”. o farmacêutico avalia todo o processo de uso da medicação. para quem o farmacêutico é o profissional habilitado para entender de medicamentos e de seus efeitos no corpo humano. garante a assistente de administração Antônia Maria Alves. SEM PRESCRIÇÃO Um dos preceitos da Atenção Farmacêutica é o contato com o médico do paciente. porém. desde procedimentos como a ingestão correta ou incorreta das doses horários adequados. “A minha médica gostou muito”.

assinala. ou não a utiliza. nem mesmo na UFMG. “Já tomei tantos remédios que nem sei”. Aos 19 anos. “Sabemos que é nosso dever dar as informações. observa. Ela e o marido são pacientes da Farmácia Universitária desde julho passado. A pequena afinidade com a Atenção Farmacêutica não é uma situação específica dos usuários de medicamentos. Agora. ou não. Muitos não estão interessados e é preciso que o farmacêutico respeite a posição de cada um”. Por isso. Atualmente. pois nem sempre os clientes querem ser alvo desse tipo de acompanhamento. Linda Strand acredita que a prática se aplica melhor aos ambulatórios e clínicas. mas sabemos que a pessoa tem o direito de querer recebê-las. ali na hora. Antes eu achava que a gente não tinha esse direito. A importância de “um serviço que tenha metodologia sistematizada e que seja acompanhado em seus resultados é essencial”. eles passam o medicamento. afirma Mariana. conta a dona de casa Aurora Aparecida de Freitas Ribeiro. o atendimento segundo esse conceito não pode ser compulsório. às vezes. se eu sentir qualquer coisa diferente ou se acontecer qualquer coisa que está ligada à medicação”. tenho de perguntar. de 43 anos. Segundo Mariana. e recursos no local para prestá-la”. “Estou achando uma coisa grandiosa. porque sei que o médico tem mais informação. a gente toma e nem sabe o que é ou para que serve”. No Brasil. ela teve um acidente vascular cerebral (AVC). “existe a abertura e expectativa do paciente em ser cuidado. que se repetiu 17 anos depois. ressalta Mariana. Apesar de focar o indivíduo. argumenta ela. faz uso regular de quatro medicamentos. Por isso. a Atenção Farmacêutica não será nunca algo generalizado nas farmácias. onde. de o paciente ser o principal beneficiário. porém nem sempre isso é possível com o médico. “AGORA EU QUESTIONO” Aurora já sofreu com muitos problemas de saúde e. grande parte dos farmacêuticos desconhece a prática. afirma Mariana.“Eles falam que é para eu ligar. a Atenção Farmacêutica pretende refletir-se na saúde comunitária. O acompanhamento que estou tendo na Farmácia Universitária está me ajudando muito”. “Nunca fui muito de teimar. assinala. quantas vezes for preciso. também por isso. A Atenção Farmacêutica não é disciplina obrigatória dos cursos de Farmácia. 428 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . saber. eu questiono. No país. mas quem sabe o que eu sinto sou eu mesma. se diz mais segura com o acompanhamento da Atenção Farmacêutica. existem “ilhas” que reconhecem e valorizam essa prática. Sou acostumada a ir a médicos e sei que.

Cindy Seiwert cita que a proporção de pacientes que respondem positivamente aos placebos pode ser de 20% a 100%. chamados de duplo-cego. uma preocupação que domina os usuários. É um mercado que está em ampla expansão. administrado a uma pessoa ou grupo de pessoas como se tivesse propriedades terapêuticas. depois se comparam os resultados. O desconhecimento em relação à Atenção Farmacêutica. não assusta Mariana. insiste Mariana.mostram que um terço da população mundial não tem acesso a medicamentos essenciais. principalmente. mas. placebo é uma substância inerte. suas repercussões e sua fisiologia. não importa conquistar esse objetivo às custas do efeito placebo. Se o que interessa ao médico e ao paciente é o alívio e a cura. A Atenção Farmacêutica se preocupa tanto com aqueles que não estão sendo tratados quanto com aqueles que estão e fazem uso de medicamento de forma inadequada”. Por definição. bem como a importância do psiquismo nos sintomas orgânicos. Ela diz que o processo de disseminação da prática está se iniciando e lembra que o Brasil e vários outros países têm. Após o período de avaliação o pesquisador (que sabe quem toma o placebo e quem toma o medicamento) compara os resultados. nem os pacientes e nem os médicos sabem quem está em uso do placebo ou do medicamento. O PLACEBO E A ARTE DE CURAR O termo placebo costuma estar popularmente associado a feitiços. Para se ter uma idéia do fenômeno placebo.Ela e outros cinco profissionais assinam o livro. Durante esses estudos. dependendo do tipo de distúrbio e sintoma a ser tratado. apenas 10% da população consome 80% dos medicamentos vendidos ou distribuídos. O propósito desse artigo é ilustrar de maneira científica o grau de sugestionabilidade das pessoas. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 429 . a elevado grau de histeria. recentemente lançado. metodológica e prática do serviço. Na medicina os objetivos do placebo são. entretanto. ainda. além da descrição conceitual. ao mesmo tempo. “Em nosso país. quando não. milhões de pessoas vivem sem os medicamentos necessários. Ministra-se o medicamento para um grupo de pacientes com determinada doença e o placebo para outro grupo com a mesma doença. para trabalhos científicos quando se quer testar a eficácia de medicamentos através de comparações. Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS . começam a ganhar o respeito de muitos cientistas. sem propriedades farmacológicas. Porém o efeito placebo. relato da experiência na Farmácia Universitária. magia ou. Atenção Farmacêutica – Implantação passo a passo.

3 58. por exemplo) ou injetável (soro fisiológico). E FEITOS COLATERAIS Sintoma Urticária Pesadelo Sonolência Cansaço Dificuld.0 45.0 17.É bom termos em mente que o conceito de placebo é bastante amplo. por exemplo. em alta porcentagem de resultados eficazes nas mais variadas doenças e sintomas. E não é só isso. digamos. incluindo as “cirurgias espirituais”. uma boa dose de nada. O ser humano é altamente sugestionável. ultra-som. Classificaria aqui também os benzimentos. Como podemos suspeitar. também devem devem ser consideradas placebos.0 24.0 49. etc. que.2 61. Gastrintestinais Hipertensão Arterial Dores reumáticas Cólicas Menstruais Gripe % MÉDIA 28. as experiências feitas com placebo resultam. mas hoje também se reconhece como placebo outras formas de interferência física. Originalmente o nome placebo era exclusivo de algum produto para uso oral (cápsulas de farinha de trigo. P ORCENTAGEM DE MELHORA COM PLACEBO NOS DIVERSOS QUADROS Dores em geral Dor de cabeça Enxaqueca Dist. cremes. não provando serem genuínas. tais como acupuntura. aplicação local de pomadas. passes e outras peripécias do gênero. de Luiz Geraldo Benetton O placebo também determina uma variada lista de efeitos colaterais em pessoas que se sentem mal depois de tomar. quase sempre. Sim. concentração Dor de cabeça Irritabilidade Insônia Boca seca Náuseas Constipação intestinal Obstrução nasal INDUZIDOS PELOS PLACEBOS % 5 8 23 41 27 15 17 7 5 5 4 31 430 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a .0 V ARIAÇÃO % 0-67 46-95 20-58 21-56 0-60 14-84 11-60 35-61 Fonte: Temas de Psicologia em Saúde.9 32.

Baleeiro lembra em seu artigo que um experiente ortopedista da área médico-trabalhista afirmou. o grau de atuação do placebo depende de três fatores básicos: 1. a parte mais importante no processo do tratamento e da cura. “O senhor acha que eu não quero sarar. não causa sensação de formigamento nas gengivas. de tal forma que mesmo os pessimistas atribuem a si próprios o rótulo de realistas. todos nós somos sugestionáveis. o nome correto é nocebo. o que confunde o leitor ou os pacientes abalados com a idéia dos efeitos placebo ou nocebo é que essa expectativa é quase sempre inconsciente. Porém. Podemos dizer. É a mesma expectativa que. levará à reação placebo. de verdade. Trata-se da expectativa que o paciente traz consigo durante a pesquisa clínica. por serem mais sugestionáveis. podem sentir prontamente os efeitos curativos ou colaterais dos placebos. de Luiz Geraldo Benetton Segundo Eduardo Moraes Baleeiro. comum em funcionários públicos ou de empresas privadas. ainda que saibamos que a substância é inerte. evidentemente. considera-se o perfil psicológico e de personalidade do paciente. Se há uma expectativa negativa. por exemplo. bem como de seus familiares. doença típica dos profissionais dessa área. E por falar em lucro secundário da doença. As pessoas que aferem algum lucro emocional com a doença também não sentem melhora com o placebo. quando positiva. otimista. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 431 . Aqui. de modo geral. enquanto a expectativa pessimista desencadeia o fenômeno nocebo (efeitos colaterais). pessimista. por exemplo. nunca ter visto uma vez sequer algum trabalhador autônomo da área de digitação apresentar LER (Lesão por Esforço Repetitivo). Mas essa sugestionabilidade não é monopólio dos histéricos. O PACIENTE O paciente é. de certa forma.Fonte: Temas de Psicologia em Saúde. relacionado a diversos mecanismos conscientes e inconscientes. Da expectativa do paciente. em conferência. decididamente. Essas pessoas costumam não melhorar com o placebo e nem com os medicamentos. aumenta as possibilidades do efeito placebo caso sejam otimistas. doutor?” tem sido a frase mais ouvida quando tentamos explicar que o medicamento. ele terá uma reação nocebo. que elas não têm interesse em sarar. Os histéricos. Em relação aos efeitos colaterais negativos do placebo. A expectativa do paciente. mas podem sentir seus efeitos colaterais.

que o atende pautado na compreensão e carinho. suas expectativas de vida.É interessantíssimo o trabalho de Benson (1997) que. mais que isso. seja do placebo ou do medicamento verdadeiro. Infelizmente. felizmente. ele melhorou só de conversar com o senhor”). no restabelecimento da saúde. que o médico tenha uma intencionalidade em relação à cura. a insensibilidade. os aparelhos e equipamentos. A importância da figura do médico no processo de cura pode ser constatada quando. Se o terapeuta for médico. pode fazer de qualquer medicamento um instrumento de cura e. necessidade de carinho. destacou cinco deles que tinham uma profunda “premonição” de morte e. já que reconhece a medicina psicossomática e as somatizações. etc. etc. em muitas outras vezes ocorre o contrário. a anamnese (coleta de dados que. 432 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . Q UEM CURA Em segundo lugar. vontade de chamar atenção. do otimismo. entretanto. enfim. da confiança. ou seja. o toque da mão do médico. depende do ritual médico. mas numa conjunção bio-psico-social. por isso interessa até saber sobre sua satisfação conjugal. etc. de fato. para o efeito de cura. de sua reputação e prestígio junto ao paciente. apesar de ter sido usada a mesma medicação e na mesma dose (às vezes. que a medicina aceita o componente emocional no adoecer. todos morreram durante a cirurgia. seu grau de frustração. Difícil. 2. os efeitos dependem de quem prescreve o tratamento. que ele exerça realmente sua vocação médica para entender que o paciente adoece não apenas organicamente.. É fundamental. de protestar. com nome comercial diferente). Parece claro. O médico que goza de prestígio e admiração por parte de seu paciente. envolvendo todo um ritual de atenção e cuidados para com sua pessoa. a atenção. Resumindo. por exemplo. todo esse aparato já é suficiente para produzir a melhora. da importância do conforto afetivo. Para muitos pacientes a simples ida ao médico. mesmo antes de medicar já proporciona um agradável efeito placebo no paciente (“Doutor. um paciente não melhora com um profissional e melhora com outro. é convencer alguns médicos do mesmo componente emocional para a cura. Em outras palavras. entre mais de 600 pacientes cirúrgicos avaliados em relação às expectativas otimistas e pessimistas. muitas vezes. de toda aquela magia que impregna o ato médico. a espera. depende do ritual de prescrição. a grosseria. concorrem para uma piora dos sintomas. o descaso. o paciente não tem oportunidade de queixar a ninguém).

naturopatas. Ainda segundo Eduardo Moraes Baleeiro. massagem e grande variedade de aparatos os quais. costumam exercer uma grande força psicológica de efeito placebo. manipulação. O “ REMÉDIO ” EM SI Finalmente. for difícil de achar. tinha uma insônia bastante evidente. foi constatado também que a cor dos comprimidos é importante. Funcionam bem os quiropráticos. há certo fascínio por práticas não tradicionais. energéticos e vários outros profissionais alternativos e não-médicos que usam calor. última pesquisa científica. aromaterapia. A paciente continuava dormindo muito bem com aquela água e. já está emocionalmente ávido de atenção e ajuda. é isso que ele quer. Também têm grande possibilidade de funcionar os placebos impregnados por elementos esotéricos: energia positiva. se for amargo. além de quaisquer efeitos fisiológicos. mais eficaz). é isso que ele mais deseja. que chegou até a prestar o vestibular”. essências e toda sorte de patuás. como aquele atendente de farmácia “quase médico. Além do tamanho. porque na família todos eram avessos ao uso de remédios. Resumindo. 3. usado pelos índios e assim por diante. Nesses casos. luz.O paciente portador de algum mal-estar ou desconforto. melhorar com placebos vai de encontro à tendência da pessoa em contrariar a medicina tradicional. deve ser considerada a droga (placebo) em si. normalmente reforçada pela boa relação entre o paciente e o profissional. cromoterapia. dizem orgulhosos os sugestionáveis. banhos. mas há uma preferência estatisticamente comprovada para a eficácia dos placebos de uso tópico em comparação com aqueles usados por via oral. “viu só? Andei por tantos médicos e quem me curou foi um farmacêutico”. dependendo do tamanho (quanto maior. exceto nos casos em que seu transtorno atende anseios emocionais mais subterrâneos. depende do ritual exótico. quando terminou o frasco marcou nova consulta porque apresentava insônia novamente. ao procurar tratamento. O profissional que o atende tem todas as possibilidades de satisfazer esse anseio de cura a partir do momento em que atende a expectativa do paciente. Embora teoricamente não se use placebo fora da medicina. Resumindo. Depois de alguns dias dormindo bem com as gotas receitadas. Certa vez foi prescrito um tranqüilizante hipnótico (clonazepam) em gotas para uma paciente que. depende do ritual que cada um arma para si. custar caro. pesquisas mostraram que a administração do placebo sob a forma de comprimidos tem o seu resultado terapêutico variável. diatermia. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 433 . hidroterapia. Não se sabe exatamente por que. arder. entre outros sintomas. uma sobrinha substituiu o líquido do frasco por água. as quais diluía em suco de goiaba para anular o gosto da substância.

É comum pacientes melhorarem dos sintomas muito antes do tempo necessário para que o medicamento faça efeito. O ser humano é realmente muito curioso. Uma das questões duvidosas em relação aos placebos é saber até que ponto é interessante ao paciente saber que o remédio que o curou não passava. Foi quando a tia. de simples composição de água com açúcar? Se o bem-estar é o objetivo de quem trata e de quem é tratado. por exemplo. rindo muito. está em jogo a “fé”. apesar da maioria deles começar a fazer efeito depois de 2 semanas. sendo alto o número de pessoas que procuram o médico porque “estão se achando muito pálidas”. confessou à sobrinha que as eficientes gotas que lhe dava para cólicas menstruais eram água com um pouco de bicarbonato de sódio. São irradiadores. então não interessa muito saber se sua dor passou com diclofenaco de sódio ou com farinha de trigo. a própria eficácia da droga verdadeira diminui muito. dependendo da empatia do médico. Algumas pesquisas mostram que se os pacientes são avisados que entre eles alguns podem estar usando placebo. Nesse terceiro item entram os aparelhos que freqüentemente têm um impacto psicológico significativo. calores. contrariada. atualmente muito em moda em programas de televisão. talvez. A sobrinha foi junto à consulta em que a paciente pedia outra receita para continuar dormindo bem e. contou à tia que ela dormia por razões psicológicas. Pois bem. etc.” A sociedade na qual vivemos é pródiga em promover doenças e mal-estares. Em qualquer procedimento terapêutico ocorre um fenômeno placebo em 30% ou mais dos casos. dando a impressão que essas coisas só acontecem com os outros. sejam os casos da “cura pela fé”. vibrações. emissores de ondas.O interessante disso tudo é que todos riem com essa história (e outras muito semelhantes). A sobrinha parou de rir. Na psiquiatria. já que tomava água. Nesse caso. “Quem cura o ser humano é outro ser humano. raios. Era comum pacientes mais acanhados intelectualmente e queixosos de mal-estares cardíacos melhorarem muito depois de terem sido submetidos ao exame de eletrocardiograma (hoje. seja no medicamento. por exemplo. e quem o adoece também. muitos pacientes começam a melhorar da depressão dois ou três dias depois de iniciado o uso de antidepressivos. 434 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . dando a impressão que o medo de estar sendo “enganado” supera o efeito concreto do medicamento. melhorassem muito mais com a ressonância magnética). portanto.

às vezes muito maior que os da medicina tradicional. com frescura. ou seja. entretanto. que provoca mal-estar) também pode aparecer muito antes do medicamento ser absorvido. respectivamente. Pior ainda quando.O efeito nocebo (contrário do placebo. o médico atesta com a habitual convicção magistral que “o senhor não tem nada. “problemas de coluna não têm cura”. a ação médica pode ser benéfica e positiva ou. apenas um probleminha dos nervos”. devem passar pelo estômago para serem absorvidas no intestino. ele está assinando um atestado de invalidade e sofrimento crônico para aquele que deveria ser seu paciente. ou ainda que seja através de eventuais efeitos placebo disso tudo. infelizmente. as questões auditivas. visuais. Os métodos de tratamento da medicina alternativa também têm um efeito placebo. em geral. ou coisas assim. é transmitir nas entrelinhas a impressão de que o paciente está descontrolado. depois de ler esse parágrafo alguns poderão “corrigir” esse tropeço sintomático. antidepressivos. isto é. o que não tem cura é a enorme falta de vocação desse médico. Na psiquiatria. a sociedade costuma deixar as pessoas mais doentes. Em qualquer especialidade da medicina estão presentes os efeitos placebo e nocebo. o segundo. Em algumas áreas. ou algo assim. E é nesses casos que. a•u•x•i•l•i•a•r d•e f•a•r•m•á•c•i•a 435 . psicoterapias e outros tipos de atenção emocional aos pacientes. anestesias. promovendo um desejável efeito placebo ou um desagradável efeito nocebo. Dessa forma. infelizmente. os tratamentos podem aumentar o fenômeno placebo em até 100% dos casos. Apesar desse trajeto demorar mais de 2 horas. As drágeas. Na verdade. palpitações. são de absorção entérica. formigamentos. Dependendo da reputação do profissional e da empatia que existe entre ele e o paciente. tonturas. histérico. como são os casos que envolvem sensopercepção: as dores. estamos bastante acostumados com pacientes portadores de todas essas queixas que se curam. diante das várias queixas do paciente ansioso. Como o ser humano é bastante criativo e facilmente adaptável. O primeiro erro está em achar que probleminha dos nervos não é nada e. alguns pacientes se queixam de efeitos colaterais minutos depois de ingerir as tais drágeas. Quando um médico menos sensível afirma que “labirintite não tem cura”. com nossos ansiolíticos. “você precisa se acostumar com seus zumbidos”. maléfica e negativa. eles são mais evidentes. somatizadas e subjetivas. zumbidos nos ouvidos. etc.

depende. Mas não é nada disso. Dificilmente esse mesmo comprimido faria o mesmo efeito se fosse oferecido ao paciente por uma pessoa de que ele desgosta. Talvez seja um não-sei-o-quê feito de confiança. do poder de um nãosei-o-quê que o impregna. esperança e intencionalidade positiva. Na realidade. mesmo sendo feito apenas de farinha de trigo ou mesmo sendo um medicamento que alivia mais rápido e mais eficazmente do que a ciência espera dele. que nasce no relacionamento harmônico entre o médico e seu paciente. assessorado pela vontade curadora do médico que o assiste. ou um suborno do médico às nossas emoções. • Portal Farmácia – www. 2001.br 436 p•s•i•c•o•l•o•g•i•a a•p•l•i•c•a•d•a . ou que não se fez gostar. Este capítulo teve como fontes de consulta: • Revista Diversa n° 8 (UFMG) • Cartilha “O trabalho dos agentes comunitários de saúde na promoção do uso correto de medicamentos” – Ministério da Saúde.Algum mal-entendido sobre o efeito placebo está no fato das pessoas acreditarem que ele não passa de uma espécie de mentira que cura. compreensão.com. simpatia. de carinho. O fascinante efeito placebo do comprimido que alivia. exatamente. atenção. de respeito.portalfarmacia. ele mostra que a cura depende da intenção curativa do próprio paciente.

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