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FORO ROMANO

O Foro Romano (Forum Romanum, ainda que os romanos referiam-se a ele


comummente como Forum Magnum ou simplesmente Forum) era a zona central em
torno da que se desenvolveu a antiga Roma e na que tinham lugar o comércio, os
negócios, a prostituição, a religião e a administração de justiça. Nele se situava o lar
comunal. Séries de restos de pavimento mostram que sedimentos erosionados desde
as colinas circundantes já estavam a elevar o nível do foro na primeira época da
república. Originalmente tinha sido um terreno pantanoso, que foi drenado
pelos Tarquinios com a Cloaca Máxima. Seu pavimentotravertino definitivo, que ainda
pode se ver, data do reinado de César Augusto.

Actualmente é famoso por seus restos, que mostram eloquentemente o uso dos
espaços urbanos durante o Império Romano. O Foro Romano inclui os seguintes
monumentos, edifícios e demais ruínas antigas importantes:

• Templo de Cástor e Pólux


• Templo de Rómulo
• Templo de Saturno
• Templo de Vesta
• Templo de Vénus e Roma
• Basílica Emilia
• Basílica Julia
• Arco de Septimio Severo
• Arco de Tito
• Rostra (plural de rostrum), a tribuna desde onde os políticos davam seus
discursos aos cidadãos romanos.
• Curia Hostilia, sede do Senado.
• Basílica de Majencio e Constantino
• Tabulario
• Templo de Antonino e Faustina
• Regia
• Templo de Vespasiano e Tito
• Templo da Concordia
• Templo de Jano

Um caminho procesional, a Via Sacra, cruza o Foro Romano ligando-o com oColiseo.
Ao final do Império perdeu seu uso quotidiano ficando como lugar sagrado.

O último monumento construído no Foro foi a Coluna de Focas. Durante a Idade


Média, ainda que a memória do Foro Romano persistiu, os monumentos foram em
sua maior parte enterrados baixo escombros e sua localização, a zona entre o monte
Capitolino e o Coliseo, foi designada Campo Vaccinio ou ‘campo bovino’. O regresso
do papa Urbano V desde Aviñón (1367) acordou um crescente interesse pelos
monumentos antigos, em parte por sua lição moral e em parte como cantera para
novos edifícios empreendidos em Roma depois de muito tempo.Extraiu-se grande
quantidade de marmoles para construções papales (Vaticano principalmente) e para
cocer em fornos criados no mesmo foro para fazer cal.Miguel Angel expresso em
muitas ocasiões sua oposicion à destruccion dos restos. Artistas de finais do século XV
desenharam as ruínas do Foro, os anticuarios copiaron inscrições desde o século XVI
e uma excavación profissional foi começada no final do século XVIII. Um cardeal
tomou medidas para drenarlo de novo e construiu o bairro Alessadrine sobre ele. Mas
a excavación de Carlo Fea, quem começou a retirar os escombros do Arco de
Septimio Severo em 1803 e os arqueólogos do regime napoleónico marcaram o
começo da limpeza do Foro, que não foi totalmente escavado até princípios do século
XX.

Em seu estado actual, mostram-se juntos restos de vários séculos, devido à prática
romana de construir sobre ruínas mais antigas.

Existiram foros em outras zonas da cidade, conservando-se restos em ocasiões


consideráveis da maioria deles.

• Os mais importantes são vários grandes foros imperiais (Fori Imperiali) que
formavam um complexo com o Foro Romano: o Foro de César (Forum Iulium),
o Foro de Augusto (Forum Augustum), o Foro de Nerva (Forum Transitorium) e
o Foro de Trajano. Os planificadores de era-a Mussoliniretiraram a maior parte
dos estratos medievales e barrocos e construíram uma estrada entre os foros
imperiais e o Foro.
• O Foro Boario (Forum Boarium), entre o monte Palatino e o rio Tíber, estava
dedicado ao comércio de ganhado.
• O Foro Holitorio (Forum Holitorium), entre o monte Capitolino e asmuralhas
servianas, estava dedicado ao comércio de erva]]s e verduras.
• O Forum Piscarium, entre o monte Capitolino e o Tíber, na zona do
actual gueto de Roma, estava dedicado ao comércio depescado.
• O Forum Suarium, cerca dos barracones das cohortes urbanae em parte-a
norte do campo de Marte, estava dedicado ao comércio do porco.
• O Forum Vinarium, na zona do actual rione Testaccio, entre o monte
Aventino e o Tíber, estava dedicado ao comércio do vinho.
• Conheciam-se outros mercados, mas não são correctamente identificables
devido à falta de informação precisa ou a pluralidad de localizações. Entre estes
está o Forum cuppedinis, dedica ao comércio genérico de várias classes de
bens.

BIGA ROMANA
Uma biga é um carro de duas rodas, movido por dois cavalos, semelhante a uma quadriga (movida por quatro cavalos). Foi usada

durante a Antiguidadecomo carro de combate, mais especificamente durante as idades do Bronze e do Ferro; permaneceu sendo

utilizada com algumas adaptações comotransporte, em procissões e em jogos assim que se tornou obsoleta na história militar.

Alguns modelos mais antigos podiam mesmo dispor de quatro rodas, embora estes não sejam geralmente referidos como bigas. A

invenção que potenciou a construção destes leves carros para fins militares foi a utilização de aros na roda. Por esta altura, a

maioria dos cavalos não conseguia suportar o peso de um homem em combate; o cavalo selvagem original era, na verdade, um

grande pónei em tamanho. As bigas eram eficazes sobretudo em terrenos planos e abertos. Os cavalos eram gradualmente

alimentados para se tornarem maiores e mais fortes. Foi a utilização das bigas que potenciou mais tarde o surgimento

da cavalaria nas divisões militares. As bigas de roda com aros datam de cerca de 2000 a.C. e a sua maior utilização parece ter-se
verificado a cerca de 1300 a.C. (ver Batalha de Kadesh). As corridas de carros foram muito utilizadas durante os Jogos do Império

Romano e continuaram populares em Constantinopla até ao século VI.

Nas técnicas de guerra modernas, o papel táctico da biga é desempenhado pelo carro de combate ou pelo veículo blindado de

transporte de pessoal. Durante a Primeira Guerra Mundial, imediatamente antes da introdução dos primeiros tanques, eram

utilizados motociclos commetralhadoras montadas em sidecars e outros veículos blindados que constituíam as versões

mecanizadas das bigas. Pode-se considerar que as Tachankas [1]russas reintroduziram, ainda que por pouco tempo, a tracção

equestre das bigas, desta feita equipadas com metralhadoras, embora estas fossem uma versão muito mais ligeira que a artilharia

a cavalo utilizada nos campos de batalha europeus por mais de cem anos.

GLADIADOR

Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome "Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador,

o gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado

ou ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado
morria ou não, frequentemente influenciado pela reacção dos espectadores do duelo. Alguns dizem que bastava levantar o

polegar para salvar o lutador, outros dizem que era a mão fechada que deveria ser erguida.

Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objectivo era a morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria

ónus para o estado romano. Argumenta-se que o principal objectivo era o entretenimento da plateia. Faziam parte da política do

"pão e circo" (panis et circencis).

Pouco comum era que um romano de alta posição social, mas arruinado, se relacionasse como gladiador a fim de garantir a

própria defesa, ainda que de maneira arriscada. Ser proprietário de gladiadores e alugá-los era uma actividade comercial

perfeitamente legal.

DEUS ROMANO

Baco (em grego: Βάκχος, transl. Bákkhos; em latim: Bacchus) era um nome alternativo, e posteriormente adotado pelos romanos,
[1]
do deusgrego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas
de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas

mencionam que a cidade de Nysa, naÍndia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.

É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros

favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas

de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias,

ainda é motivo de controvérsia.

A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas. Outras associações que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso,

como o tirsoque ele empunha ocasionalmente

IMPERADOR ROMANO

O primeiro: Augusto

Somente quase uma década após depois da morte de Júlio César que Otaviano atingiu o poder supremo, superada a nova guerra

civil após a morte de César e o processo gradual de neutralização dos seus companheiros no Triunvirato, que culminou com a

vitória sobre Marco Antônio e Cleopatra. De alguma forma, César construiu a armação sobre a que se assentaria a condição

futura do imperador.

Os historiadores dos primeiros séculos tiveram mais em conta a continuidade: se existiu uma "monarquia sem reis" hereditária

após a república, esta teria começado com Júlio César. Neste sentido, Suetônio escreveu as "Vidas dos Doze Césares",

compilando os imperadores desde Júlio César e incluindo a dinastia Flávia (após a morte de Nero, o nome herdado 'César'

converteu-se num título). Nos livros de história mais recentes, porém, aponta-se que imediatamente depois do assassinato de
Júlio César, o Estado romano voltara em todos os aspetos para a república, e que o Segundo Triunvirato dificilmente poderia ser

considerado uma monarquia. Estas teses, amplamente seguidas, veem Augusto como o primeiro imperador num senso estrito,

tendo-se tornado imperador quando "restaurou" o poder ao senado e ao povo, ato que em si mesmo foi uma demonstração da

sua auctoritas, recebendo o nome de Augusto em 27 a.C.

Ao longo da sua vida política, Otaviano, depois conhecido como César Augusto, recebeu e adotou vários títulos que diferençavam

a sua condição da do restante dos políticos, mas nenhum que claramente o denominasse como imperador, evitando

prudentemente os títulos de rei e ditador, fatais para César. Foi proclamado Augusto, mas este era considerado um apelido, mais

que um título. Recebeu também o título de Pontifex maximus. Além disso, Otaviano fez se nomear pelo senado com os títulos

de Imperator, Augustus e Princeps senatus(o primeiro a falar no senado). Deste último título deriva a denominação

de Principado para forma de poder que Augusto desenvolvera. Recebeu do senado a encomenda da tribunicia potestas (o poder

do tribunado), sem necessidade de ser um dos tribunos.

Otaviano, ao mesmo tempo em que manteve as aparências da República, concentrou na sua pessoa as mais importantes funções

republicanas: foi treze vezes cônsul, e recebeu as poderes de censor e de tribuno da plebe, sem ter sido eleito para estes cargos

da magistratura. Ao mesmo tempo, criou outros cargos (prefeitos, legates províncias imperiais) cujos proprietários dependiam

direitamente dele.

MAPA IMPERIOS OCIDENTE ORIENTE


Divisão do Império Romano
Após a morte do imperador Teodósio em 395, a unidade do Império é definitivamente quebrada com a divisão
feita pelos seus dois filhos: Arcádio (Augusto desde 383), o mais velho, obteve o Oriente com sede em
Constantinopla; Honório (Augusto desde 393), recebeu o Ocidente com sede em Milão ou Ravena. Na época, este
acto não representava qualquer inovação, já que a partilha das responsabilidades e atribuições era prática
corrente. Além disso, a ideia de unidade mantinha-se devido à figura de Estilicão, general de origem vândala,
imposto por Teodósio como tutor dos jovens soberanos. Nas duas partes do império mantinham-se também
idênticas instituições, tanto nas províncias como nos organismos centrais. Porém, não há dúvida que se vinha já
produzindo uma diferenciação económica e social profunda entre Ocidente e Oriente, iniciada muito antes de 395,
e que se acentuou nos anos seguintes, entre 395 e 410, devido, sobretudo, ao problema germânico. O Ocidente
apresentava-se militarmente frágil e permeável às investidas bárbaras. A partir de 401, os Ostrogodos invadem as
províncias do Danúbio superior. A partir de 406, são os Vândalos, os Sármatas, os Alanos e os Alamanos que
devastam a Gália Ocidental, e Alarico saqueia Roma (410). O próprio Estilicão, internamente perseguido pelo
partido antibárbaro, é decapitado a 22 de Agosto de 408. O Ocidente ficou sob o poder dos chefes bárbaros e em
476, Odoacro, chefe dos Hérulos, depôs o último imperador romano do ocidente, Rómulo Augusto, e devolveu as
insígnias ao imperador do Oriente cujos sucessores reinaram em Constantinopla até 1453.

COLISEU ROMANO

O Coliseu de Roma foi construído entre 70 e 90 d.C. Iniciado por Vespasiano de 68 a 79 d.C., mais tarde foi inaugurado

por Tito por volta de 79 a 81 d.C., embora apenas tivesse sido finalizado poucos anos depois. Empresa colossal, este edifício,

inicialmente, poderia sustentar no seu interior cerca de 50 000 espectadores[1], em três andares. Durante o reinado de Alexandre

Severo e Gordiano III, foi ampliado com um quarto andar, podendo abrigar então cerca de 90 000 espectadores [carece de fontes].

Finalmente foi concluído por Domiciano, filho de Vespasiano e irmão mais novo de Tito, por volta de 81 a 96 d.C..

A construção começou sob ordem de Vespasiano numa área que se encontrava no fundo de um vale entre as colinas

de Celio, Esquilino ePalatino. O lugar fora devastado pelo Grande incêndio de Roma do ano 64, durante a época de governo do
imperador Nero, e mais tarde havia sido reurbanizado para o prazer pessoal do imperador com a construção de um enorme lago

artificial, da Domus Aurea (em latim, "casa dourada"), situada num complexo de uma villa,[2] e de uma colossal estátua de si

mesmo.[3]

Vespasiano, fundador da dinastia Flaviana, decidiu aumentar a moral e auto-estima dos cidadãos romanos e também cativá-los

com uma política de pão e circo,[2] demolindo o palácio de Nero e construindo uma arena permanente para espectáculos de

gladiadores, execuções e outros entretenimentos de massas. Vespasiano começou a sua própria remodelação do lugar entre os

anos 70 e 72, possivelmente financiada com os tesouros conseguidos depois da vitória romana na Grande Revolta Judaica, no

ano 70. Drenou-se o lago e o lugar foi designado para oColiseu. Reclamando a terra da qual Nero se apropriou para o seu

anfiteatro, Vespasiano conseguiu dois objectivos: Por um lado realizava um gesto muito popular e por outro colocava um símbolo

do seu poder no coração da cidade.[4] Mais tarde foram construídos uma escola de gladiadores e outros edifícios de apoio dentro

das antigas terras da Domus Aurea, a maior parte da qual havia sido derrubada.[5]

Vespasiano morreu mesmo antes de o Amphitheatrum Flavium ser concluído. O edifício tinha alcançado o terceiro piso e Tito foi

capaz de terminar a construção tanto do Coliseu como dos banhos públicos adjacentes (que são conhecidos como as Termas de

Tito) apenas um ano depois da morte de Vespasiano.[5]

A grandeza deste monumento testemunha verdadeiramente o poder e esplendor de Roma na época dos Flávios.

LENDA DE ROMULO
Diz a lenda que quando Tróia caiu, Enéias, príncipe troiano filho de Vénus, conseguiu salvar-se. Após uma longa peregrinação,
chegou ao Lácio e casou-se com uma filha de um rei latino. O filho de Enéias fundou a cidade de Alba Longa.

O Tempo passou e os descendentes de Enéias reinavam em Alba. Um deles, Numito, foi deposto e aprisionado por Amúlio, seu
irmão. Amúlio matou um sobrinho e colocou sua sobrinha, Réia Sílvia, num colégio de Vestais. O deus Marte passou por lá e teve
gémeos: Rómulo e Remo.

Segundo a lenda, os irmãos Rómulo e Remo foram amamentados por uma LOBA!

Os meninos foram abandonados pelo tio-avô num barquinho, que, levado pela correnteza do Timbre, parou
perto do Monte Palatino. Os dois irmãos foram salvos por uma loba enviada por Marte, que os amamentou e
os protegeu. Quando o pastor Fáustulo os encontrou, estavam sendo amamentados pela loba. Ele recolheu-
os, deu-lhes os nomes de Rómulo e Remo e confiou-os a Aca Larência, sua esposa. Já
adulto, Remo envolveu-se numa rixa com alguns pastores e foi conduzido a Amúlio. Informado por
Fáustulo das circunstâncias do seu nascimento, Rómulo dirigiu-se ao palácio e libertou o irmão. A seguir,
matou Amúlio, restabelecendo no trono o seu avô Numitor. Numitor, agradecido, deu-lhes ordem para
fundar uma cidade às margens do Timbre, que foi Roma (ano de 753 a.C.). Para saberem o local onde seria
mais propícia a sua edificação, interrogaram os presságios. Remo dirigiu-se ao Aventino e viu seis abutres
sobrevoarem o monte. Indo até o Palatino, Rómulo viu doze aves. Favorecido pelos augúrios, fez um sulco
em volta da colina, demarcando o pomerium, recinto sagrado da nova cidade. Enciumado por não ter sido
escolhido pelos presságios, Remo escarneceu do irmão, afirmando que o local era mal protegido; num salto,
atravessou o sulco e foi morto por Rómulo, que o enterrou sob o Aventino.

Após a fundação da cidade em 753 a.C., Rómulo preocupou-se em povoá-la. Criou no Capitólio um refúgio para todos os
banidos, devedores e assassinos da redondeza.

O Rapto das sabinas, de Jacques-Louis David (1748-1825).

Como faltavam mulheres, durante uma festa, os novos habitantes raptaram todas as jovens do povo vizinho, os sabinos. Estes,
reunidos sob o comando de Tito Tácio, atacaram Roma. Com a ajuda de Tarpéia, conseguiram penetrar no Capitólio. Entretanto,
graças à intervenção pacificadora das mulheres, romanos e sabinos assinaram um tratado de paz. Tito Tácio e Rómulo passaram
a governar em conjunto. Depois da morte de Tito Tácio, Rómulo reinou sozinho durante 33 anos. Instituiu o Senado, criou a
primeira legião, dividiu os cidadãos em patrícios e plebeus. Foi chamado Pai da Pátria. Aos 54 anos, enquanto passava em
revista as tropas, irrompeu terrível tempestade, acompanhada de um eclipse solar. Passada a tormenta, o rei tinha
desaparecido. Em sonho, revelou a Próculo que tinha sido raptado pelos deuses e se havia transformado no deus Quirino.

Esta lenda está narrada no poema épico Eneida, do poeta romano Virgílio, que aproxima a história romana da troiana, já que
Enéias, pai de Réia Sílvia, era um dos heróis de Troia, que, depois de sua destruição, fugiu para a Itália. As pesquisas
arqueológicas têm confirmado alguns dados tradicionais, como a data de fundação da cidade.
AQUEDUTOS

A etimologia da palavra aqueduto vem do latim aqua (água) e ducere (conduzir).


Refletindo a própria filosofia do povo romano, a arquitetura também, tinha um grande senso objetivo e
prático.
Dentre seus inúmeros legados, Roma deixou, pelos países que, nos tempos idos, pertenceram ao vasto
império,volumosas estruturas erguidas sobre a superfície e destinadas a conduzir água das fontes
naturais para as cidades, ou seja, os legendários aquedutos; um dos mais notáveis localiza-se em Segóvia
(ao lado), na Espanha, que, construído por Trajano, após 2 mil anos de sua edificação, continua levando
água à cidade, percorrendo uma distancia aproximada de 16 quilômetros.
Consta que os romanos conheciam dois sistemas para o transporte da água: a canalização por tubulações
subterrâneas, com tubos ou de ferro ou de bronze.
O segundo,preferido por ser o mais barato, que aprenderam a construir com os etruscos, era o aqueduto
em arcos suspensos; o material, travertino (um tipo de mármore), muito abundante, tijolos e o cimento.
A água a ser transportada originava-se sempre de locais com mais elevação, aproveitando a energia
potencial que conduzi-a por todo o sistema; as canalizações eram sustentadas pela estrutura em forma
de arcos, que resistiam muito bem ao peso.
Esses condutores, eram chamados pelos romanos specus ou canalis e, eram feitos de tijolos e revestidos
internamente com um cimento especial que os impermeabilizava.
Quando a água chegava nas proximidades da cidade, era despejada em grandes reservatórios, os
chamados castelos de distribuição (Castellum).
Daí passava a tubos de bronze e chumbo, ou mesmo de terracota e madeira, que transportavam o
precioso líquido para as fontes públicas, para as casas dos mais ricos e também para as tradicionais
termas.
Catorze aquedutos levavam água para Roma; três foram consertados por ordem dos papas.
A população mais pobre da população, mediante um pagamento de uma taxa ao Governo, podiam retirar
a água das fontes públicas.
Os comprimentos dos aquedutos, aproximadamente, variavam de 8 a 85 quilômetros, com mais de 60
metros de elevação; por sua vez, o conduto atingindo em média 2 metros de altura, variava na sua
largura de 0,50 a 1,20 metros, com forma triangulares, retangulares, arqueadas ou trapezóides.