Firewall: Segurança de redes Linux

Paul Russell Gleydson Mazioli da Silva Alexandre Folle de Menezes

Tradução Oficial Alfamídia
Alexandre Folle de Menezes

Versão 1.1, agosto/2002.

As marcas registradas utilizadas no decorrer deste livro são usadas unicamente para fins didáticos, sendo estas propriedade de suas respectivas companhias. A Alfamídia não assume qualquer responsabilidade por erros ou omissões, ou por danos resultantes do uso das informações contidas neste livro. O capítulo 5 é uma adaptação do texto: Linux IPCHAINS-HOWTO Copyright © 1999 – Paul Russell, <ipchains@rustcorp.com> Tradução para o português por Gleydson Mazioli da Silva, <gleydson@linuxbr.com.br> O capítulo 6 é uma adaptação do texto: Guia Foca GNU/Linux Copyleft © 1999-2002 - Gleydson Mazioli da Silva. Fonte: http://focalinux.cipsga.org.br Os capítulos 1, 2 e 4 foram escritos por: Copyright © 2002 por Alexandre Folle de Menezes Tradução para português - Brasil, 2002: Alfamídia Ltda Rua Félix da Cunha, 818 Porto Alegre - RS - Brasil Fone/Fax: +55 (51) 3346-7300 E-mail: alfamidia@alfamidia.com.br URL: http://www.alfamidia.com.br Esta apostila é uma coletânea de textos com licença GNU ou livres encontrados na Internet, conforme referências acima. Este material foi totalmente montado com fins didáticos, sem objetivo comercial. Foram acrescentados exemplos e exercícios desenvolvidos pela Alfamídia Ltda.

CONTEÚDO
CONTEÚDO ................................................................................................................... 5 1 TCP/IP ..................................................................................................................... 11

1.1 A CAMADA FÍSICA ................................................................................................. 11 1.2 A CAMADA DE ENLACE DE DADOS ....................................................................... 12 1.3 A CAMADA DE REDE ............................................................................................. 12 1.3.1 O DATAGRAMA IP............................................................................................... 13 1.3.2 FRAGMENTAÇÃO DOS DATAGRAMAS .................................................................. 14 1.4 CAMADA DE TRANSPORTE .................................................................................... 14 1.4.1 TCP..................................................................................................................... 14 1.4.1.1 O pacote TCP .................................................................................................. 15 1.4.2 UDP .................................................................................................................... 16 1.4.3 ICMP .................................................................................................................. 16 1.5 MONTAGEM DOS PACOTES .................................................................................... 17 1.6 ROTEAMENTO ....................................................................................................... 18 1.6.1 REEMPACOTAMENTO ........................................................................................... 20 EXERCÍCIOS.................................................................................................................... 21 2 ENDEREÇAMENTO............................................................................................. 22

2.1 ENDEREÇAMENTO DE ENLACE (MAC) ................................................................ 22 2.2 ENDEREÇAMENTO DE REDE (IP) .......................................................................... 22 2.2.1 MULTIHOMING .................................................................................................... 23 2.2.2 CLASSES DE REDE IP ........................................................................................... 23 2.2.3 ENDEREÇOS RESERVADOS PARA USO EM REDES PRIVADAS ................................. 24 2.2.4 ENDEREÇOS ESPECIAIS ........................................................................................ 24 2.2.4.1 O endereço de Rede......................................................................................... 24 2.2.4.2 O endereço de Broadcast................................................................................. 25 2.2.4.3 O endereço de Loopback ................................................................................. 25 2.2.5 DIVISÃO EM SUB-REDES ....................................................................................... 25 2.2.5.1 Máscaras de Sub-Rede .................................................................................... 25 2.2.6 SUPER-REDES E CDIR......................................................................................... 26 2.2.7 REFERÊNCIA RÁPIDA DE MÁSCARA DE REDES ...................................................... 26 2.3 ENDEREÇAMENTO DE SESSÃO (PORTAS) ............................................................. 27 EXERCÍCIOS.................................................................................................................... 28 3 CONECTANDO REDES ....................................................................................... 29

3.1 ROTEAMENTO ....................................................................................................... 29 3.1.1 ROTAS ESTÁTICAS E DINÂMICAS .......................................................................... 29 3.1.2 GATEWAY............................................................................................................ 30

3.2 NETFILTER ............................................................................................................ 30 3.2.1 ANATOMIA DO NETFILTER ................................................................................... 31 3.2.2 NAT .................................................................................................................... 31 3.2.2.1 Tipos de NAT .................................................................................................. 32 3.2.3 IMPLEMENTAÇÃO DE UM SERVIÇO NAT .............................................................. 32 4 VULNERABILIDADES NO PROTOCOLO TCP/IP ........................................ 33

4.1 DISPONIBILIDADE DOS DADOS............................................................................... 33 4.2 SOBRE O PROTOCOLO TCP/IP ............................................................................. 33 4.3 IP SPOOFING ......................................................................................................... 34 4.3.1 SERVIÇOS VULNERÁVEIS AO IP SPOOFING:.......................................................... 34 4.3.2 MEDIDAS PARA SE PREVENIR DE ATAQUES IP SPOOFING: .................................... 35 4.4 SOBRE OS ATAQUES ............................................................................................... 35 4.4.1 SYN FLOODING................................................................................................... 35 4.4.2 LAND ................................................................................................................... 35 4.4.3 WINNUKE ............................................................................................................ 36 4.4.4 TEARDROP .......................................................................................................... 36 4.4.5 NEWTEAR............................................................................................................ 37 4.4.6 BONK/BOINK ....................................................................................................... 37 4.4.7 SSPING ................................................................................................................. 37 4.4.8 SMURF ................................................................................................................. 37 5 FIREWALL IPCHAINS........................................................................................ 39

5.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 39 5.1.1 O QUE? ................................................................................................................ 39 5.1.2 POR QUE? ............................................................................................................ 39 5.1.3 COMO? ................................................................................................................ 39 5.1.4 ONDE? ................................................................................................................. 40 5.2 BÁSICO SOBRE A FILTRAGEM DE PACOTES........................................................... 40 5.2.1 O QUE É? ............................................................................................................. 40 5.2.2 POR QUE? ............................................................................................................ 40 5.2.3 COMO? ................................................................................................................ 41 5.2.3.1 Um kernel com filtragem de pacotes............................................................... 41 5.2.3.2 O ipchains .................................................................................................. 42 5.2.3.3 Fazendo regras permanentes............................................................................ 42 5.3 ROTEAMENTO, MASQUERADING, PORTFORWARDING, IPAUTOFW...................... 43 5.3.1 GUIA RÁPIDO DE TRÊS LINHAS PARA MASQUERADING ......................................... 43 5.3.2 CONFIGURAÇÕES DE FIREWALL SIMPLES ............................................................. 44 5.3.2.1 Rede Pública .................................................................................................... 44 5.3.2.2 Rede Privada: Masquerading........................................................................... 45 5.3.2.3 Rede Privada: Proxies Transparentes .............................................................. 46 5.3.2.4 Rede Privada: Proxies Tradicionais................................................................. 47 6

5.3.2.5 Serviços Internos Limitados ............................................................................ 48 5.3.3 MAIS DETALHES SOBRE MASQUERADING ............................................................ 48 5.4 IP FIREWALLING CHAINS ..................................................................................... 49 5.4.1 COMO OS PACOTES ATRAVESSAM OS FILTROS ...................................................... 49 5.4.1.1 Usando ipchains......................................................................................... 50 5.4.1.2 Operações em uma regra Simples ................................................................... 51 5.4.1.3 Especificações de Filtragem ............................................................................ 53 5.4.1.4 Efeitos do Lado da Filtragem .......................................................................... 57 5.4.1.5 Operações em Masquerading .......................................................................... 64 5.4.1.6 Checando um Pacote ....................................................................................... 65 5.4.1.7 Multiplas Regras at Once and Watching What Happens ................................ 65 5.4.2 EXEMPLOS ÚTEIS ................................................................................................. 66 5.4.2.1 Usando ipchains-save............................................................................. 68 5.4.2.2 Usando ipchains-restore...................................................................... 68 5.5 DIVERSOS .............................................................................................................. 69 5.5.1 COMO ORGANIZAR SUAS REGRAS DE FIREWALL ................................................... 69 5.5.2 O QUE NÃO FILTRAR ............................................................................................ 69 5.5.2.1 Pacotes ICMP .................................................................................................. 69 5.5.2.2 Conexões TCP para DNS (servidores de nomes)............................................ 70 5.5.2.3 Pesadelos FTP ................................................................................................. 70 5.5.3 FILTRANDO O PING OF DEATH (PING DA MORTE) ................................................. 71 5.5.4 FILTRANDO O TEARDROP E BONK........................................................................ 71 5.5.5 FILTRANDO BOMBAS DE FRAGMENTO ................................................................. 71 5.5.6 MODIFICANDO REGRAS DO FIREWALL ................................................................. 71 5.5.7 COMO EU CONFIGURO A PROTEÇÃO IP SPOOF?.................................................... 72 5.6 PROBLEMAS COMUNS ............................................................................................ 73 5.6.1 IPCHAINS -L TRAVA! ........................................................................................... 73 5.6.2 MASQUERADING/FORWARDING NÃO FUNCIONA!................................................. 73 5.6.3 -J REDIR NÃO FUNCIONA!.............................................................................. 73 5.6.4 CORINGAS NAS INTERFACES NÃO FUNCINAM! ..................................................... 74 5.6.5 TOS NÃO FUNCIONA! .......................................................................................... 74 5.6.6 IPAUTOFW E IPPORTFW NÃO FUNCIONAM! ........................................................... 74 5.6.7 XOSVIEW ESTÁ QUEBRADO! ................................................................................. 74 5.6.8 FALTA DE SEGMENTAÇÃO COM “-J REDIRECT”! ............................................ 74 5.6.9 EU NÃO POSSO CONFIGURAR TEMPO LIMITE NO MASQUERADE! ........................... 74 5.6.10 EU DESEJO PROTEGER IPX! ............................................................................... 75 6 FIREWALL IPTABLES........................................................................................ 76

6.1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 76 6.1.1 VERSÃO ............................................................................................................... 77 6.1.2 UM RESUMO DA HISTÓRIA DO IPTABLES............................................................... 77

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6.1.3 CARACTERÍSTICAS DO FIREWALL IPTABLES ......................................................... 77 6.1.4 FICHA TÉCNICA .................................................................................................... 78 6.1.5 REQUERIMENTOS ................................................................................................. 78 6.1.6 ARQUIVOS DE LOGS CRIADOS PELO IPTABLES ...................................................... 79 6.1.7 INSTALAÇÃO ........................................................................................................ 79 6.1.8 ENVIANDO CORREÇÕES/CONTRIBUINDO COM O PROJETO .................................... 79 6.1.9 O QUE ACONTECEU COM O IPCHAINS E IPFWADM? ............................................... 79 6.1.10 TIPOS DE FIREWALLS ......................................................................................... 79 6.1.11 O QUE PROTEGER?............................................................................................. 80 6.1.12 O QUE SÃO REGRAS?.......................................................................................... 81 6.1.13 O QUE SÃO CHAINS? .......................................................................................... 81 6.1.14 O QUE SÃO TABELAS?........................................................................................ 81 6.1.15 HABILITANDO O SUPORTE AO IPTABLES NO KERNEL .......................................... 82 6.1.16 LIGANDO SUA REDE INTERNA A INTERNET ......................................................... 84 6.2 MANIPULANDO CHAINS ......................................................................................... 84 6.2.1 ADICIONANDO REGRAS - A.................................................................................. 84 6.2.2 LISTANDO REGRAS - L ......................................................................................... 85 6.2.3 APAGANDO UMA REGRA - D ................................................................................ 87 6.2.4 INSERINDO UMA REGRA - I................................................................................... 88 6.2.5 SUBSTITUINDO UMA REGRA - R ........................................................................... 88 6.2.6 CRIANDO UM NOVO CHAIN - N............................................................................. 88 6.2.7 LISTANDO OS NOMES DE TODOS OS CHAINS ATUAIS ............................................. 90 6.2.8 LIMPANDO AS REGRAS DE UM CHAIN - F.............................................................. 90 6.2.9 APAGANDO UM CHAIN CRIADO PELO USUÁRIO - X............................................... 90 6.2.10 ZERANDO CONTADOR DE BYTES DOS CHAINS - Z ............................................... 90 6.2.11 ESPECIFICANDO O POLICIAMENTO PADRÃO DE UM CHAIN - P............................. 91 6.3 OUTRAS OPÇÕES DO IPTABLES.............................................................................. 92 6.3.1 ESPECIFICANDO UM ENDEREÇO DE ORIGEM/DESTINO........................................... 92 6.3.2 ESPECIFICANDO A INTERFACE DE ORIGEM/DESTINO ............................................. 92 6.3.3 ESPECIFICANDO UM PROTOCOLO ......................................................................... 94 6.3.3.1 Especificando portas de origem/destino .......................................................... 94 6.3.3.2 Especificando mensagens do protocolo ICMP................................................ 94 6.3.3.3 Especificando pacotes syn ............................................................................... 95 6.3.4 ESPECIFICANDO FRAGMENTOS ............................................................................. 96 6.3.5 ESPECIFICANDO UMA EXCEÇÃO ........................................................................... 96 6.3.6 ESPECIFICANDO UM ALVO.................................................................................... 97 6.3.6.1 Alvo REJECT .................................................................................................. 98 6.3.6.2 Especificando LOG como alvo........................................................................ 98 6.3.6.3 Especificando RETURN como alvo.............................................................. 101 6.4 A TABELA NAT (NETWORK ADDRESS TRANSLATION) - FAZENDO NAT ............. 101 6.4.1 CRIANDO UM NOVO CHAIN NA TABELA NAT..................................................... 102

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6.4.2 FAZENDO IP MASQUERADING (PARA OS APRESSADOS) ...................................... 102 6.4.3 FAZENDO SNAT................................................................................................ 102 6.4.3.1 Fazendo IP Masquerading ............................................................................. 104 6.4.4 FAZENDO DNAT ............................................................................................... 105 6.4.4.1 Redirecionamento de portas .......................................................................... 105 6.4.5 MONITORANDO CONEXÕES FEITAS NA TABELA NAT .......................................... 106 6.5 A TABELA MANGLE ............................................................................................. 106 6.5.1 ESPECIFICANDO O TIPO DE SERVIÇO ................................................................... 106 6.5.1.1 Especificando o TOS para tráfego de saída................................................... 107 6.5.1.2 Especificando o TOS para o tráfego de entrada ............................................ 107 6.6 OUTROS MÓDULOS DO IPTABLES ........................................................................ 107 6.6.1 CONFERINDO DE ACORDO COM O ESTADO DA CONEXÃO .................................... 108 6.6.2 LIMITANDO O NÚMERO DE VEZES QUE A REGRA CONFERE ................................. 108 6.6.3 PROTEÇÃO CONTRA PING DA MORTE .................................................................. 109 6.6.4 PROTEÇÃO CONTRA SYN FLOOD ......................................................................... 109 6.6.5 PROTEÇÃO CONTRA IP SPOOFING ...................................................................... 109 6.6.6 ESPECIFICANDO MÚLTIPLAS PORTAS DE ORIGEM/DESTINO................................. 110 6.6.7 ESPECIFICANDO O ENDEREÇO MAC DA INTERFACE........................................... 110 6.6.8 CONFERINDO COM QUEM CRIOU O PACOTE ........................................................ 111 6.7 CAMINHO PERCORRIDO PELOS PACOTES NAS TABELAS E CHAINS .................... 111 6.7.1 PING DE 192.168.1.1 PARA 192.168.1.1 ............................................ 112 6.7.2 CONEXÃO FTP DE 192.168.1.1 PARA 192.168.1.1 ............................................ 112 6.7.3 CONEXÃO FTP DE 192.168.1.1 PARA 192.168.1.4 ............................................ 113 6.7.4 CONEXÃO FTP DE 200.217.29.67 PARA FTP.DEBIAN.ORG.BR ................. 114 6.7.5 PING DE 192.168.1.4 PARA 192.168.1.1 ............................................................ 115 6.7.6 CONEXÃO FTP DE 192.168.1.4 PARA 192.168.1.1 ............................................ 116 6.7.7 CONEXÃO FTP DE 192.168.1.4 PARA FTP.DEBIAN.ORG.BR ................................ 117 6.7.8 CONEXÃO FTP DE 200.198.129.162 PARA 200.217.29.167 .............................. 118 6.7.9 GRÁFICO GERAL DA PASSAGEM DOS PACOTES ................................................... 118 6.8 EXEMPLOS DE CONFIGURAÇÕES DO IPTABLES ................................................... 119 6.8.1 BLOQUEANDO CONEXÕES DE FORA PARA SUA MÁQUINA ................................... 119 6.8.2 MONITORANDO TENTATIVA DE CONEXÃO DE TROJANS EM SUA MÁQUINA ......... 119 6.8.3 CONECTANDO SUA REDE INTERNA A INTERNET ................................................. 120 6.8.4 UM EXEMPLO DE FIREWALL SIMPLES ................................................................. 120 7 O PROXY SQUID ................................................................................................ 125

7.1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 125 7.2 REQUISITOS BÁSICOS .......................................................................................... 125 7.3 O FEIJÃO COM ARROZ ......................................................................................... 126 7.3.1 INSTALAÇÃO ...................................................................................................... 126 7.3.2 CONFIGURAÇÃO ................................................................................................ 127 7.4 CONTROLANDO OS USUÁRIOS ............................................................................. 128 9

7.5 EXEMPLOS DE CONFIGURAÇÃO .......................................................................... 130 7.5.1 PERMITIR HTTP_ACCESS PARA APENAS UMA MÁQUINA COM MAC ADDRESS IGUAL A 00:08:C7:9F:34:41 :.................................................................................................... 130 7.5.2 PARA RESTRINGIR ACESSO NAS HORAS DE TRABALHO (9 HORAS - 17 HORAS, DE SEGUNDA SEXTA) DA FAIXA DE IP 192.168.2.0 MÁSCARA 255.255.255.0 :................... 130 7.5.3 POSSO USAR UMA LISTA DE CONTROLE COM MULTIPLOS HORÁRIOS PARA DIFERENTES USUÁRIOS?................................................................................................. 130 7.5.4 QUERO CRIAR UMA ACL PARA BLOQUEAR SITES COM A PALAVRA SEXO POIS MEUS FUNCIONÁRIOS FICAM BAIXANDO FILMES EM DIVX DE PORNOGRAFIA:.......................... 131 7.5.5 A IDÉIA ACIMA E ÓTIMA, MAS EU TENHO UMA LISTA DE PALAVRAS PARA FAZER O MESMO. TEREI QUE REPETIR ESSE COMANDO VÁRIAS VEZES?........................................ 131 7.5.6 AINDA EXISTEM SITES QUE ESCAPAM A ESSE CONTROLE. GOSTARIA DE BLOQUEÁLOS DIRETAMENTE......................................................................................................... 131 7.5.7 MEU DIRETOR RECLAMA QUE AGORA NÃO CONSEGUE MAIS LER AS ENTREVISTAS NO SITE DA PLAYBOY..................................................................................................... 132 7.5.8 E UMA LISTA DE DIRETÓRIOS? ........................................................................... 132 7.6 RECURSOS NA INTERNET .................................................................................... 132 APÊNDICE A. LICENÇA DE PUBLICAÇÃO LIVRE...................................... 133

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1 TCP/IP
O TCP/IP é um protocolo que conecta redes LAN ou WAN, homogêneas ou heterogêneas. Ele pode fazer tanto a comunicação entre hosts ponto-aponto, como a comunicação entre cliente e servidor. Existem dois tipos de interação entre aplicações. Comunicação Orientada à Conexão é apropriada quando as aplicações precisam de uma troca contínua de dados. Em contraste, a Comunicação Não Orientada à Conexão é apropriada quando as aplicações trocam mensagens isoladas, geralmente com quantidades pequenas de dados. Para conseguir uma troca de dados confiável entre os nós, são necessários vários procedimentos: empacotamento dos dados, determinação do caminho a ser seguido pelos pacotes, transmissão dos dados, adaptação da taxa de transmissão de acordo com a capacidade do destino de receber dados, gerenciamento de erros e retransmissão de dados. Isso resulta em uma implementação complicada. Para facilitar essa tarefa, pode se usar uma implementação modular, agrupando as tarefas relacionadas em camadas distintas. Para o TCP/IP foi adotado um modelo de comunicação dividido em camadas, que depois viria a influenciar o modelo OSI que hoje é considerado padrão. Aplicações e Serviços TCP UDP IP PPP V.90 Ethernet Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico

Cada camada acrescenta informações de controle ao pacote de dados e transmite seu pacote para a camada inferior, que também adiciona seus dados.

1.1 A camada Física
A camada física trabalha com a mídia física, conectores, e os sinais que representam 0 e 1. Por exemplo, um modem padrão V.90 ou V.92 implementam as funções da camada física. 11

1.2 A camada de Enlace de Dados
A camada de enlace de dados usa a capacidade de transmissão de dados brutos da camada física e transforma-a em uma linha que pareça à camada de rede ser livre de erros de transmissão. O protocolo PPP é um exemplo de camada de enlace de dados. Na camada de Enlace de Dados, os dados são organizados em quadros. Header Dados Trailer

Cada quadro tem um cabeçalho que inclui o endereço e controla a informação e um trailer que é usado para detecção de erros. Um cabeçalho de quadro de LAN contém a os endereços “físicos” de origem e destino, que identificam as placas de rede. Note que o Enlace pode ser uma rede local ou uma conexão Ponto-aPonto.

1.3 A camada de Rede
O IP (Internet Protocol) executa as funções da camada de rede. O IP roteia os dados entre sistemas. Os dados podem atravessar um único enlace ou podem ser retransmitidos por vários enlaces pela internet. As unidades de dados são chamadas datagramas. Cabeçalho IP Endereço IP Origem Endereço IP Destino

Informação

Os datagramas têm um cabeçalho IP que contém endereçamento de rede. Os roteadores examinam o endereço de destino no cabeçalho IP para direcionar os datagramas para seu destino. A camada IP é dita Não-Orientada à Conexão porque cada datagrama é roteado independentemente e o IP não garante a entrega confiável ou em seqüência dos datagramas.

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1.3.1 O Datagrama IP
O cabeçalho de um datagrama IP pode ser visto na figura abaixo: 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 Versão Header Precedência Flags Length of Datagram Offset do Fragmento Checksum do Cabeçalho

Identificação TTL Protocolo

Endereço IP Origem Endereço IP Destino Opções Dados

Os campos do cabeçalho têm o seguinte significado: • • • • • VERS: versão do protocolo IP que foi usada para criar o datagrama (4bits) HLEN: comprimento do cabeçalho, medido em palavras de 32 bits (4 bits) TOTAL-LENGTH: este campo proporciona o comprimento do datagrama medido em bytes, incluindo cabeçalho e dados. SERVICE-TYPE: este campo especifica como o datagrama poderia ser manejado TTL(Time To Live): especifica o tempo que o datagrama está permitido a permanecer no sistema Internet. Gateways e hosts que processam o datagrama devem decrementar o campo TTL cada vez que um datagrama passa por eles e devem removê-lo quando seu tempo expirar. PROTOCOL: especifica qual protocolo de alto nível foi usado para criar a mensagem que está sendo transportada na área de dados do datagrama. HEADER-CHECKSUM: cabeçalho. assegura integridade dos valores do

• • •

SOURCE AND DESTINATION IP ADDRESS: especifica o endereço IP de 32 bits do remetente e receptor. IDENTIFICATION, FLAGS e FRAGMENTS: estes três campos controlam a fragmentação e a união dos datagramas. O campo de

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identificação contém um único inteiro que identifica o datagrama, é um campo muito importante porque quando um gateway fragmenta um datagrama, ele copia a maioria dos campos do cabeçalho do datagrama em cada fragmento, então a identificação também deve ser copiada, com o propósito de que o destino saiba quais fragmentos pertencem a quais datagramas. Cada fragmento tem o mesmo formato que um datagrama completo. • FRAGMENT OFFSET: especifica o início do datagrama original dos dados que estão sendo transportados no fragmento. É medido em unidades de 8 bytes.

1.3.2 Fragmentação dos Datagramas
Ao realizar trocas de pacotes, os aplicativos da Internet se deparam com um problema: A diferença do tamanho das mensagens nas diversas redes. Nesse caso, o protocolo IP suporta o processo de fragmentação, onde os datagramas são divididos em unidades menores. O procedimento de fragmentação é realizado por um gateway, onde as mensagens são partidas em unidades menores e adequadamente identificadas. a estação destino então reagrupará as instruções baseado nas identificações do gateway. Na identificação dos fragmentos o gateway cria um header para cada fragmento.O header contém os endereços iniciais das redes e uma identificação referente à mensagem a qual faz parte. Já na fase de reagrupamento, a estação destino, ao receber o primeiro fragmento, independentemente de estar na ordem correta, aciona um timer. Se uma margem de tempo padrão for ultrapassada e a mensagem não estiver completamente recontituida, a estação destino descarta os fragmentos recebidos e retorna à origem uma mensagem de erro.

1.4 Camada de Transporte
1.4.1 TCP
O TCP (Transmission Control Protocol) proporciona conexões de dados confiáveis para as aplicações. O TCP conta com mecanismos que garantem que os dados são entregues às suas aplicações locais: • • • • • 14 Íntegros Em seqüência Completos Sem duplicatas Numeração dos segmentos

Os mecanismos básicos que o TCP usa para conseguir isso são:

• •

Estabelecimento de Timeout Retransmissão dos segmentos

O lado que recebe os dados deve colocá-los em na seqüência correta, descartando duplicatas e confirmando o recebimento dos mesmos. O TCP é implementado apenas nos hosts. O TCP é um protocolo fullduplex, ou seja, ambos os lados podem enviar dados ao mesmo tempo. O TCP adiciona um cabeçalho ao pacote de dados da aplicação, formando um segmento. O TCP passa os segmentos ao IP, que então roteia os mesmos até seu destino. O TCP aceita segmentos do IP, determina qual aplicação é o destino, e passa os dados para a aplicação apropriada. 1.4.1.1 O pacote TCP

0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7 0 1 2 3 4 5 6 7

Porta Origem Número de Seqüência

Porta Destino

Número de Reconhecimento Offset Reservado Checksum Opções Dados Flags Window Urgent Pointer

Os campos do cabeçalho têm o seguinte significado: • Porta Origem e Destino: estes campos no cabeçalho TCP contêm os números de portas TCP que identificam os programas de aplicação dos extremos de uma conexão. Número de sequência (32 bits): identifica a posição no fluxo de bytes do segmento enviado pelo transmissor. Número de Reconhecimento (32 bits): este campo identifica a posição do byte mais alto (ou último byte) que o fonte recebeu.

• •

15

Offset: contém um inteiro que especifica o início da porção de dados do segmento. Este campo é necessário já que o campo Options varia em comprimento dependendo de quais opções tenham sido incluídas. Reserv: reservado para uso futuro. Flags (6 bits): determina o propósito e conteúdo do segmento, codificado assim: o URG - Campo de ponteiro Urgente é válido o ACK - Campo de Reconhecimento é válido o PSH - Este segmento solicita um PUSH o RST - Reset da conexão o SYN - Sincroniza numeros de sequências o FIN - O transmissor chega ao fim do fluxo de bytes.

• •

• •

WINDOW: através deste campo o software TCP indica quantos dados ele tem capacidade de receber em seu buffer. URGENT POINTER: TCP através deste campo permite que o transmissor especifique que alguns dados são urgentes, isto significa que os dados serão expedidos tão rápido quanto seja possível. OPTIONS: o software TCP usa este campo para se comunicar com o software do outro extremo da conexão. CHECKSUM: é usado para verificar a integridade tanto do cabeçalho como dos dados do segmento TCP.

• •

1.4.2 UDP
O UDP não faz nenhuma garantia quanto à entrega dos dados, e é dever da aplicação trocar informações que confirmem a chegada dos dados. O UDP é implementado apenas nos hosts. Com o UDP (User Datagram Protocol), uma aplicação manda uma mensagem isolada para outra aplicação. O UDP adiciona um cabeçalho, formando um datagrama UDP. O UDP passa os segmentos ao IP, que então roteia os mesmos até seu destino. O UDP aceita segmentos do IP, determina qual aplicação é o destino, e passa os dados para a aplicação apropriada.

1.4.3 ICMP
O IP tem um projeto simples e elegante. Em condições normais, o IP faz um uso muito eficiente da memória e recursos de transmissão. Como IP provê um serviço de expedição de datagramas sem conexão e não confiável, e além disso um datagrama viaja de um gateway a outro até alcançar um gateway que possa expedí-lo diretamente à estação destino; é 16

necessário um mecanismo que emita informações de controle e de erros quando acontecerem problemas na rede. Alguns dos problemas típicos que podem acontecer são: • • Um gateway não pode expedir ou rotear um datagrama; Um gateway detecta congestionamento. uma condição não usual, tal como

O mecanismo de controle que emite mensagens quando acontece algum erro é a função principal do protocolo ICMP. O ICMP permite aos gateways enviar mensagens de erros ou de controle a outros gateways ou hosts. ICMP provê comunicação entre o software de IP numa máquina e o software de IP numa outra máquina.
Tabela 1-1 Mensagens ICMP

Tipo 0 3 4 5 8 11 12 13 14

Mensagem Echo Reply Destination Unreachable Source Quench Redirect Echo Time Exceeded Parameter Problem Time Stamp Time Stamp Reply

ICMP somente reporta condições de erros à fonte original. A fonte deve relatar os erros aos programas de aplicação individuais e tomar ação para corrigir o problema. Uma das mensagens que o ICMP pode enviar é: Destination Unreachable, o qual, por sua vez pode ser dos seguintes tipos: • • • • • Network Unreachable (rede não alcançável) Host Unreachable (máquina não alcançável) Port Unreachable (porta não alcançável) Destination Host Unknown (máquina destino desconhecido) Destination Network Unknown (rede destino desconhecida)

1.5 Montagem dos pacotes
Na maioria das redes, a informação é dividida em várias partes, chamadas de pacotes, por duas razões: compartilhamento de recursos e detecção/correção de erros.

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Obviamente não é justo que um único usuário da domine os recursos da rede por muito tempo. Com a divisão da informação em pacotes, cada um dos pacotes pode ser enviado/recebido individualmente, permitindo assim que outros pacotes possam trafegar pela rede. Isso possibilita um compartilhamento justo dos recursos. Na maioria dos casos, os dispositivos são conectados através de cabos. Em alguns casos, usa-se ondas de rádio ou mesmo luz infravermelha. Ambas as formas de conexão física estão sujeitas a interferências, que podem corromper os dados que trafegam na rede. Grande parte do trabalho complexo em redes é detectar e solucionar os erros no tráfego dos dados. A maioria das técnicas de detecção e correção de erros é baseada no uso de checksums. Quando a informação é enviada, é anexado em seu final um número indicando a soma de todos os bytes da mesma. Na recepção, esse número é comparado com a soma dos dados recebidos. Se houver diferença, a informação está corrompida e deve ser retransmitida. Caso o bloco de dados seja muito grande, o reenvio vai tomar muito tempo, degradando a performance da rede. Para minimizar este problema, divide-se a informação em pacotes. Se houver algum erro, basta retransmitir apenas os pacotes corrompidos. Aplicaçao
Dados

Dados

Transporte
Segmento TCP

Transporte
Datagrama UDP

{
IP Header Frame Header IP Header

TCP Header UDP Header

Dados Dados

Rede
Datagrama

TCP/UDP Header

Dados

Enlace
Quadro

TCP/UDP Header

Dados

Frame Trailer

1.6 Roteamento
O TCP/IP pode ser usado em redes locais e para interligação de redes. As diversas redes locais conversam através dos roteadores. Pode haver mais de um caminho entre dois pontos.

18

As redes isoladas são conectadas por meio de Roteadores IP. Roteadores modernos são equipados com vários slots que podem receber diferentes tipos de adaptadores de rede: Ethernet, Token-Ring, FDDI, PPP, etc. O software de IP roda nos hosts e nos roteadores. • • • Se o destino está no mesmo enlace, manda-se o datagrama diretamente para ele; Se o destino não está no mesmo enlace, manda-se o pacote para o roteador local; Se o destino não estiver no mesmo enlace do roteador, este irá repassá-lo ao próximo roteador. Este processo continua até que o destino seja atingido.

Pode ser útil ilustrar isto com um exemplo. Imagine um simples roteador de escritório, ele pode ter um link intermitente com a Internet, um número de segmentos Ethernet alimentando as estações de trabalho e outro link PPP intermitente fora de outro escritório. Quando o roteador recebe um datagrama de qualquer de suas conexões de rede, o mecanismo que usa determina qual a Roteador

Roteador
Nó Nó

Roteador

Rede Local Internet
Nó Nó

próxima interface deve enviar o datagrama. Computadores simples também precisam rotear, todos os computadores na Internet têm dois dispositivos de rede. Um é a interface loopback (explicada acima), o outro é usado para falar com o resto da rede, talvez uma interface Ethernet, talvez uma interface serial PPP ou SLIP. Cada computador mantém uma lista de regras especiais de roteamento, chamada tabela de roteamento. Esta tabela contém colunas que tipicamente contém no mínimo três campos, o primeiro é o endereço de destino, o segundo é o nome da interface que o datagrama deve ser roteado e o terceiro é opcionalmente o endereço IP da outra máquina que levará o datagrama em

19

seu próximo passo através da rede. No GNU/Linux você pode ver a tabela de roteamento usando um dos seguintes comandos:
cat /proc/net/route route -n netstat -r

O processo de roteamento é muito simples: um datagrama (pacote IP) é recebido, o endereço de destino (para quem ele é) é examinado e comparado com cada item da tabela de roteamento. O item que mais corresponder com o endereço é selecionado e o datagrama é direcionado a interface especificada. Se o campo gateway estiver preenchido, então o datagrama é direcionado para aquele computador pela interface especificada, caso contrário o endereço de destino é assumido sendo uma rede suportada pela interface. Em uma LAN pequena, as tabelas de roteamento podem ser feitas manualmente. Em redes maiores, os roteadores mantém suas tabelas atualizadas trocando informações entre si. Roteadores podem descobrir eventos como: • • • Uma nova rede adicionada a internet; Um caminho foi interrompido, e um destino não pode ser atingido; Uma nova rota foi estabelecida para um destino.

Não existe um padrão único para troca de informação entre roteadores. A liberdade de escolha do protocolo estimulou a competição e levou a grandes melhorias nos protocolos. Os protocolos de roteamento mais usados são o RIP e o OSPF.

1.6.1 Reempacotamento
Existe um evento olímpico onde um competidor nada uma parte do percurso, pega uma bicicleta e pedala outra parte, e corre uma terceira etapa. O IP funciona da mesma maneira. O datagrama foi projetado para poder ser mudado de uma mídia para outra até chegar ao seu destino. Antes de um datagrama ser transmitido por um enlace, ele é empacotado em um quadro apropriado para o enlace. Quando um roteador recebe o quadro: • • • O roteador desempacota o quadro e extrai o datagrama O roteador analisa o endereço de destino e descobre a mídia do próximo trecho O roteador reempacota o datagrama em um novo quadro, apropriado para o próximo laço

20

Exercícios
1. Em que nível de TCP/IP rodam o telnet e o ftp? a) Físico b) Sessão c) Aplicação d) Transporte e) Enlace

2. Qual das seguintes aplicações não usa o protocolo UDP? a) TFTP b) DNS c) RPC d) FTP e) SNMP

21

2 ENDEREÇAMENTO
Em uma rede, o endereço de um dispositivo é uma forma de identificar esse dispositivo como sendo único. Normalmente, os endereços de rede possuem um formato padronizado e bem definido.

2.1

Endereçamento de Enlace (MAC)

Os endereços MAC (Media Access Control) são atribuídos aos adaptadores de rede durante sua fabricação, sendo que cada adaptador tem um endereço que o identifica como único. Cada fabricante tem um código que o diferencia dos demais. Os endereços MAC são escritos no seguinte formato:
00-c0-49-3f-c6-0c

Os primeiros bytes contêm o código do fabricante, os demais contêm o modelo e número serial do adaptador de rede.

2.2

Endereçamento de Rede (IP)

O protocolo IP usa Endereços IP para identificar estações e para rotear os dados para elas. À cada estação deve ser atribuído um endereço IP exclusivo. Um endereço IP é um número de 32 bits. Este tamanho foi escolhido para caber convenientemente em um registrador de 32 bits. O espaço de endereçamento resultante possui 232 (ou 4.294.967.296) números possíveis. A notação de ponto foi inventada para facilitar a leitura e escrita dos números IP. Cada octeto do endereço é convertido para um número decimal, e os números são separados por pontos. Por exemplo, o endereço da estação blintz.med.yale.edu é 130.132.19.31.Em redes roteadas, o endereço é composto de pelo menos dois números: o da rede e o do nó. Se dois dispositivos possuírem endereços com o mesmo número de rede, então eles estão localizados na mesma rede. Do contrário, estão em redes distintas, mas unidas através de um roteador. O número que irá diferencia-los dentro desta rede é o número do nó. Os endereços IP são números que identificam seu computador em uma rede TCP/IP. Inicialmente você pode imaginar o IP como um número de telefone. O IP é composto por quatro bytes e a convenção de escrita dos números é chamada de "notação decimal pontuada". Por convenção, cada interface (placa usada p/ rede) do computador ou roteador tem um endereço IP. Também é permitido que o mesmo endereço IP seja usado em mais de uma interface de uma mesma máquina, mas normalmente cada interface tem seu próprio endereço IP. As Redes do Protocolo Internet são seqüências contínuas de endereços IP. Todos os endereços dentro da rede têm um número de dígitos dentro dos 22

endereços em comum. A porção dos endereços que são comuns entre todos os endereços de uma rede é chamada de porção da rede. O conjunto dos dígitos restantes é chamado de porção dos hosts. O número de bits que são compartilhados por todos os endereços dentro da rede é chamado de netmask (máscara da rede) e o papel da netmask é determinar quais endereços pertencem ou não a rede. Por exemplo, considere o seguinte:
Tabela 2-1 Formação de Endereços IP

Endereço do Host Máscara da Rede Porção da Rede Porção do Host Endereço da Rede Endereço Broadcast

192.168.110.23 255.255.255.0 192.168.110. .23 192.168.110.0 192.168.110.255

Qualquer endereço que é finalizado em zero em sua netmask revelará o endereço da rede a que pertence. O endereço de rede é então sempre o menor endereço numérico dentro da escalas de endereços da rede e sempre possui a porção host dos endereços codificada como zeros. O endereço de broadcast é um endereço especial que cada computador em uma rede "escuta" em adição a seu próprio endereço. Este é um endereço onde os datagramas enviados são recebidos por todos os computadores da rede. Certos tipos de dados, como informações de roteamento e mensagens de alerta, são transmitidos para o endereço broadcast, assim todo computador na rede pode recebê-las simultaneamente. Existem dois padrões normalmente usados para especificar o endereço de broadcast. O mais amplamente aceito é para usar o endereço mais alto da rede como endereço broadcast. No exemplo acima este seria 192.168.110.255. Por algumas razões outros sites têm adotado a convenção de usar o endereço de rede como o endereço broadcast. Na prática não importa muito se usar este endereço, mas você deve ter certeza que todo computador na rede esteja configurado para escutar o mesmo endereço broadcast.

2.2.1 Multihoming
Os sistemas não tem endereços IP, as suas interfaces é que os têm. Um roteador com quatro interfaces de rede precisa de quatro endereços IP. Um sistema que está ligado a mais de uma sub-rede é chamado de multihomed.Classes de Rede IP Por razões administrativas após pouco tempo no desenvolvimento do protocolo IP alguns grupos arbitrários de endereços foram formados em redes e estas redes foram agrupadas no que foram chamadas de classes. Estas classes armazenam um tamanho padrão de redes que podem ser usadas. As faixas alocadas são:

23

Tabela 2-2 Classes de Endereçamento

Bits Mais Classe Significativos A B C D E
00000 10000 11000 11100 11110

Máscara de Rede
255.0.0.0 255.255.0.0 255.255.255.0 240.0.0.0

Endereços Possíveis na Rede
0.0.0.0 – 127.255.255.255 128.0.0.0 - 191.255.255.255 192.0.0.0 - 223.255.255.255 224.0.0.0 - 239.255.255.255 240.0.0.0 – 255.255.255.255

2.2.3 Endereços reservados para uso em Redes Privadas
Se você estiver construindo uma rede privada que nunca será conectada a Internet, então você pode escolher qualquer endereço que quiser. No entanto, para sua segurança e padronização, existem alguns endereços IP's que foram reservados especificamente para este propósito. Eles estão especificados no RFC1597 e são os seguintes:
Tabela 2-3 Endereços IP Reservados Para Redes Privadas

Classe A B C

Máscara de Rede
255.0.0.0 255.255.0.0 255.255.255.0

Endereços Possíveis na Rede
10.0.0.0 172.16.0.0 - 10.255.255.255 - 172.31.255.255

192.168.0.0 - 192.168.255.255

Você deve decidir primeiro qual será a largura de sua rede e então escolher a classe de rede que será usada. Pode-se obter um software de Proxy que repassa a informação entre os computadores internos e o mundo exterior através do endereço de Classe C registrado.

2.2.4 Endereços Especiais
Nem todos os números podem ser atribuídos a uma sub-rede ou estação. Por exemplo, alguns endereços são reservados para broadcast, outros são reservados para tabelas de roteamento. 2.2.4.1 O endereço de Rede Se um número IP tiver todos os bits da estação em 0, ele se refere à rede, e não à uma estação específica. Por outro lado, se os bits da sub-rede fossem todos 0, a identificação seria ambígua, por isso essa combinação é inválida.

24

2.2.4.2 O endereço de Broadcast O endereço IP 255.255.255.255 é reservado para broadcast para todos os sistemas no link local. Se os bits da estação forem todos 1, é feito um broadcast para a subrede correspondente. Por exemplo, o Endereço 192.18.7.255 significa um broadcast para a rede 192.18.7.0. Se os bits da estação e sub-rede forem todos 1, é feito um broadcast para todas as estações da rede indicada. Um boa regra é nunca usar endereços de rede ou estação cujos bits sejam todos iguais (0 ou 1). Daí pode-se deduzir que um campo nunca pode ter menos do que 2 bits. 2.2.4.3 O endereço de Loopback No extremo oposto do broadcast, existem mensagens que nunca deixam a estação local. Existem muitas estações que contém processos clientes e servidores. Os clientes locais comunicam-se com o servidor por IP. Para fazer isso, eles geralmente usam um endereço especial chamado Endereço de Loopback. Por convenção, qualquer endereço começando com 127 é reservado para esse propósito. Na prática, apenas o endereço 127.0.0.1 é usado.Divisão em sub-redes Uma rede de Classe A tem 16.777.216 endereços, uma rede de Classe B suporta 65.536 e uma de Classe C apenas 256. A grande diferença entre esses números levam à uma alocação muito ineficiente dos blocos e contribui para o esgotamento dos endereços IP. Por outro lado, uma organização com um endereço de classe C só tem um espaço de endereçamento de 1 byte. Pode ser feito então a divisão de 4 bits para o endereço de sub-rede e 4 bits para o endereço do sistemaMáscaras de Sub-Rede O tráfego é roteado para uma estação olhando para as partes de rede e sub-rede do seu endereço IP. Um endereço de Classe A, B ou C tem a parte de rede com tamanho fixo. Mas em organizações que escolhem os seus campos de sub-rede, como as estações e roteadores reconhecem o campo? A resposta é que os sistemas tem que ser configurados para conhecer o tamanho da parte de sub-rede do endereço. O tamanho do campo da sub-rede é armazenado em um parâmetro chamado Máscara de Sub-rede, ou Subnet Mask. É uma seqüência de 32 bits, onde os bits correspondentes à rede e subrede são setados em 1, e os bits do sistema são setados em 0. Por exemplo, se quisermos usar o terceiro byte de um endereço classe C para indicar a sub-rede, a máscara seria:
11111111 11111111 11111111 00000000

As máscaras geralmente são expressas usando a notação decimal, então a máscara acima seria escrita como 255.255.255.0. Já no caso de querermos dividir um endereço Classe C usando 4 bits para o campo da sub-rede, a máscara ficaria assim: 25

11111111 11111111 11111111 11110000

Ou, na forma decimal, 255.255.255.240. Bits de Números de Sub-Rede Sub-Rede 0 1 2 3 4 5 6 7 0 2 4 8 16 32 64 Bits da Estação 8 7 6 5 4 3 2 1 Número de Máquinas 254 128 62 30 14 6 2 Máscara 255.255.255.0 255.255.255.128 255.255.255.192 255.255.255.224 255.255.255.240 255.255.255.248 255.255.255.252 Inválido

A tabela acima mostra as várias maneiras em que um endereço local de classe C pode ser dividido. Ele também mostra o número de sub-redes e estações para cada partição. O número de sub-redes e estações é menor do que o que se espera porque alguns endereços são reservados para propósitos específicos.Super-Redes e CDIR O método de atribuir blocos de endereços de classe A, B e C era muito ineficiente. Um bloco de Classe C proporciona 254 endereços, que pode ser muito ou pouco, dependendo do tamanho da organização. Pode haver escassez ou desperdício de endereços. Faria mais sentido atribuir às organizações o número de bits que elas realmente precisam. Isso é feito facilmente. Se uma organização precisa de 4000 endereços, ela ganha 12 bits para usar como parte local de seu endereçamento. Os 20 bits restantes são o prefixo, usado como endereço de super-rede ou prefixo. A maneira de nomear esse endereço “sem classe” é “/20”. Obter um prefixo de 20 bits é equivalente a obter 16 blocos contínuos de classe C. Para rotear para uma organização, o roteador precisa saber o número de bits no prefixo e o padrão de bits designado para o prefixo da organização. O roteador pode então enviar tráfego para a organização com uma única entrada na tabela de roteamento. Isto é chamado Classless Internet-Domain Routing (CDIR).Referência rápida de máscara de redes A tabela abaixo faz referência às máscaras de rede mais comuns e a quantidade de máquinas máximas que ela atinge. Note que a especificação da máscara tem influência direta na classe de rede usada: Máscara (octal)
Classe A:

Máscara (32 bits) /255.0.0.0 /255.128.0.0 /255.192.0.0

Número de Máquinas 16,777,214 8,388,606 4,194,302

/8 /9 /10 26

/11 /12 /13 /14 /15
Classe B:

/255.224.0.0 /255.240.0.0 /255.148.0.0 /255.252.0.0 /255.254.0.0 /255.255.0.0 /255.255.128.0 /255.255.192.0 /255.255.224.0 /255.255.240.0 /255.255.248.0 /255.255.252.0 /255.255.254.0

2,197,150 1,048,574 524,286 262,142 131,070 65,534 32,766 16,382 8,190 4,094 2,046 1,022 510

/16 /17 /18 /19 /20 /21 /22 /23
Classe C:

/24 /255.255.255.0 254 /25 /255.255.255.128 126 /26 /255.255.255.192 62 /27 /255.255.255.224 30 /28 /255.255.255.240 14 /29 /255.255.255.248 6 /30 /255.255.255.252 2 /32 /255.255.255.255 1 Qualquer outra máscara fora desta tabela (principalmente para a classe A), deverá ser redimensionada com uma calculadora de IP para chegar a um número aproximado de redes/máquinas aproximados que deseja.

2.3

Endereçamento de Sessão (Portas)

Todo processo que deseje estabelecer comunicação com outro processo deve se identificar de alguma forma. O TCP/IP implementa essa comunicação através do uso do conceito de portas (ou ports). A porta é um número de 16 bits que identifica processos (ou serviços de rede). O número da porta de origem e o número da porta de destino estão Ap. 23 Ap. 80 Ap. 53 Ap. 161

Portas TCP UDP 27

incluídos no cabeçalho de cada segmento TCP ou pacote UDP. Um socket é uma combinação de um endereço IP com um número de porta, e identifica um processo como único na rede.

Exercícios
1. O que significa a sigla MAC? a) Media Assynchronous Connection b) Master Assynchronous Connection c) Media Access Connection d) Media Access Control e) Master Access Control

2. Que endereço de rede não é roteado na internet? a) 128.9.0.0 b) 10.0.0.0 c) 191.168.72.0 d) 171.20.20.0 e) 8.0.0.0 3. São máscaras padrão de redes classe A, B e C: a) 0.0.0.255, 0.0.255.255, 0.255.255.255 b) 0.0.0.0, 0.0.0.255, 0.0.255.255 c) 255.0.0.0, 255.255.0.0, 255.255.255.0 d) 0.0.0.0, 255.0.0.0, 255.255.0.0 e) 255.255.255.0, 255.255.0.0, 255.0.0.0

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3 CONECTANDO REDES
Adaptado de
http://www.conectiva.com/doc/livros/online/8.0/servidor/conectividade.html#CONECTANDOREDES

A criação de grandes redes de computadores é possível graças à interligação de pequenas redes de computadores. No entanto, essa divisão de redes em pequenas unidades gera a necessidade de se criar meios que permitam que essas unidades sejam capazes de se conectar e trocar informações. Além dos meios físicos (cabos, hubs, roteadores, etc.) são necessários também os meios lógicos que permitam essa troca de informação. Serão estudados a seguir os conceitos básicos sobre roteamento, e em seguida será visto um tipo particular de roteamento chamado NAT (Network Address Translation).

3.1 Roteamento
Para entender melhor como funciona o processo de transmissão de um pacote de dados dentro de uma rede, pode ser feita uma analogia com o processo de uma ligação telefônica. Ao se discar o número do telefone com quem se deseja falar, a sua central telefônica verifica se o número está conectado a ela, se não estiver ela "encaminha" a sua ligação para outra central que por sua vez faz o mesmo teste, até chegar a central onde se localiza o número de destino. Os códigos de país, área e o prefixo do telefone são utilizados para determinar para qual central sua ligação deve ser encaminhada. Cada central por onde a ligação passa, além de decidir para onde encaminhar a ligação, funciona também como uma espécie de retransmissora ao receber sua ligação de uma central e repassá-la para outra. Um processo bastante semelhante acontece em uma rede de computadores, ou seja, quando um computador tenta se comunicar com outro que não esteja diretamente ligado a ele (ou em sua sub-rede), ele deve enviar seus datagramas para uma máquina especial, ligada a duas ou mais redes e que encaminhará os datagramas para o destino. Essa máquina especial recebe o nome de gateway ou roteador, e ao processo de decidir para onde repassar os datagramas chamamos de roteamento. A idéia básica do roteamento é a criação de regras que estabeleçam que caminho um datagrama deve tomar baseado no endereço de destino dele. Em uma máquina cliente essa regra é bastante simples: tudo que não for para a rede local deve ser enviado para a máquina gateway (essa regra é chamada rota padrão). Já em uma máquina gateway podem ser necessárias muito mais regras, principalmente se essa máquina está conectada a um grande número de redes.

3.1.1 Rotas estáticas e dinâmicas
Existem dois tipos de rotas que podem ser utilizadas por um roteador: rotas estáticas e dinâmicas. As rotas estáticas são explicitamente configuradas

29

pelo administrador, enquanto que as rotas dinâmicas podem ser "aprendidas" através da utilização de um serviço especial para esse fim. As rotas dinâmicas utilizam protocolos especiais como o RIP (Routing Information Protocol), OSPF (Open Shortest Path First) e BGP (Border Gateway Protocol) para divulgar e aprender rotas. O Linux possui o serviço routed que é capaz de utilizar estes protocolos. As rotas estáticas podem ser configuradas com o auxílio do Linuxconf, e não necessitam de nenhum serviço adicional. Será visto aqui apenas a configuração de rotas estáticas, já que a utilização de rotas dinâmicas normalmente só é necessária em grandes redes e Sistemas Autonômos (AS).

3.1.2 Gateway
Um gateway ou roteador funciona como uma porta de saída de uma rede; ele é um máquina equipada com duas ou mais interfaces ou dispositivos de rede e é capaz de fazer o repasse de datagramas para fora ou para dentro da rede. Essa máquina possui diferentes números IPs associados a cada interface. O Linux é capaz de decidir automaticamente por qual interface de rede ele deve enviar datagramas baseado nos IPs de cada interface e na definição da rota padrão. Existem alguns casos nos quais é necessário informar ao seu gateway como alcançar uma determinada rede, por exemplo, no caso dessa rede estar por trás de um outro gateway. Para esses casos especiais é necessário inserir uma rota estática para esta rede (caso não se esteja usando um serviço de rotas dinâmicas).

3.2 Netfilter
O kernel do Linux possui recursos bastante sofisticados para filtrar e transformar pacotes IP. Esses recursos, agrupados sob o nome de netfilter, podem ser configurados com o auxílio do comando iptables. O netfilter permite a construção de firewalls e de gateways com NAT (Network Address Translation). O site oficial do netfilter é http://netfilter.gnumonks.org/. • Serão estudados aqui os conceitos básicos do netfilter e como utilizar o recurso de NAT.

30

3.2.1 Anatomia do netfilter
O netfilter possui um conjunto de ganchos (também chamados de cadeias ou chain) em vários pontos da pilha de um protocolo (será considerado aqui somente o protocolo IPv4). Cada gancho é um ponto no caminho que um pacote IP percorre ao entrar ou sair de uma máquina, conforme a figura abaixo:

Figura 3-1Estrutura do Netfilter

O gancho PRE-ROUTING está ligado à entrada de pacotes na máquina; após a decisão de roteamento os pacotes que não são destinados à máquina local atravessam o gancho FORWARD e finalmente saem da máquina passando pelo gancho POST-ROUTING. O gancho INPUT é atravessado pelos pacotes que chegam com destino à máquina local enquanto que o gancho OUTPUT é utilizado pelos pacotes originados na máquina local. Para filtrar ou transformar pacotes IP, o netfilter possui estruturas chamadas tabelas, que se ligam a conjuntos de ganchos. Essas tabelas são implementadas através de módulos do kernel. Por padrão o kernel possui três tabelas: filter, nat e mangle. Cada tabela possui regras ligadas a cada um dos ganchos usados por ela. Estas regras podem ser criadas pelo administrador, de acordo com suas necessidades (isto é, um firewall, NAT, etc.). Cada regra especifica um padrão ou critério a ser comparado com pacotes IPs e um alvo, ou o que fazer com cada pacote que casa com o padrão especificado. Os alvos podem ser ações pré-definidas de cada tabela, como por exemplo, DROP ou MASQUERADE, que, respectivamente, descartam ou mascaram um pacote, ou ainda uma outra regra. A tabela nat, que será utilizada a seguir, está ligada aos ganchos PREROUTING, POST-ROUTING e OUTPUT.

3.2.2 NAT
Os números IPs da Internet são finitos e cada número deve ser único. O crescimento explosivo da Internet tem transformado estes números em um 31

recurso escasso, e para se obter um número ou conjunto de IPs válidos é necessário requisitá-los a um órgão regulador e pagar por eles. Logo, em muitos casos não se justifica construir redes locais utilizando-se números IPs válidos. Como alternativa certos intervalos de números IPs são considerados inválidos, isto é, não são utilizados na Internet, permitindo assim que eles possam ser utilizados em intranets sem problemas, ou seja, várias intranets podem utilizá-los desde que não estejam diretamente conectadas umas às outras. No entanto, isso cria um dilema: como conectar uma intranet que utiliza números IPs inválidos à Internet? A resposta a essa pergunta é através da utilização de um roteador que possua um número IP válido e que seja capaz de fazer uma tradução de endereços de rede (NAT). Para entender melhor o que isso significa considere o seguinte cenário: uma rede local ligada à Internet através de um roteador com conexão discada. Ao se conectar na Internet, a máquina gateway recebe um número IP válido do provedor de acesso. Quando uma máquina da intranet precisa se conectar a um site (por exemplo), ela envia seus pacotes IPs com a requisição à máquina gateway, que por sua vez altera os cabeçalhos destes pacotes inserindo o número IP que ela recebeu do provedor e os envia através de sua conexão. O site responde à requisição enviando a resposta para a máquina gateway que altera novamente os cabeçalhos dos pacotes e os envia à máquina que originalmente os requisitou. Dessa forma, cada máquina da intranet se comporta como se estivesse ligada diretamente à Internet, enquanto que as várias máquinas na Internet "enxergam" apenas a sua máquina gateway. 3.2.2.1 Tipos de NAT É possível dividir o NAT em dois tipos: o NAT de origem (SNAT) e o NAT de destino (DNAT). O NAT de origem é quando você altera o endereço de origem de um pacote, isto é, a conexão passa a ter um outro endereço de origem. Esse tipo de NAT é sempre criado utilizando-se o gancho POSTROUTING, logo antes do pacote sair da máquina. O mascaramento (como é também conhecido) é uma forma de SNAT. O NAT de destino se caracteriza pela alteração do endereço de destino do pacote, isto é, alterando o destino de uma conexão que passa pela máquina. Este tipo de NAT é sempre criado utilizando-se o gancho PREROUTING. Balanceamento de carga, proxys transparentes e repasse de portas são tipos de DNAT.

3.2.3 Implementação de um serviço NAT
Um serviço de NAT é necessário em soluções de Conexão Discada, mas pode ser utilizado também como uma forma de aumentar a segurança de uma intranet, uma vez que ele "esconde" as máquinas da rede mostrando para o resto do mundo apenas a máquina gateway.

32

4 VULNERABILIDADES NO PROTOCOLO TCP/IP
Ultimamente temos presenciado um novo fenômeno no underground digital. O fenômeno em si não é novo, mas tornou-se muito fácil acessar as ferramentas necessárias para fazer más ações, temos experimentado muitas instâncias.O fenômeno é conhecido por diferentes nomes (Smurph, Land, Bonk,etc). O intuito de todos, contudo, é o mesmo: impedir computadores desabilitando seu uso como pretendido. Esse capítulo tenta explicar esses ataques.

4.1

Disponibilidade dos dados

Podemos dividir a segurança dos dados em três partes diferentes: integridade, confidencialiade e disponibilidade. Se alguém, que não é autorizado, gerencia e muda seus dados, a integridade é comprometida. Você não poderá mais acreditar que o valor dessa informação é verdadeiro. A confidencialidade da sua informação é comprometida se uma pessoa for capaz de entrar no seu computador. Se puder conhecer uma informação a qual não se pretendia que essa pessoa conhecesse. Ela poderá também distribuir a informação. A última categoria - disponibilidade - é onde os ataques aqui discutidos pertencem. A disponibilidade dos dados é importante no decorrer dos negócios e grandes perdas podem ocorrer se a informação importante não estiver disponível devido a um ataque contra um computador. Tais ataques são frequentemente chamados de "Denial-of-Service" (DoS).

4.2

Sobre o protocolo TCP/IP

Todos os ataques discutidos aqui se beneficiam de vulnerabilidades na implementação do protocolo TCP/IP visando a interrupção da atividade do computador atacado. Para entender os ataques é necessário um conhecimento básico de como o protocolo foi projetado para funcionar. TCP/IP é uma abreviação de Transmission Control Protocol/Internet Protocol e é um dos vários protocolos desenvolvidos pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos no final da década de 70. A razão pela qual o protocolo foi desenhado era a necessidade de construir uma rede de computadores capaz de se conectar com outra rede do mesmo tipo (roteamento). Essa rede chamou-se ARPANET (Advanced Research Project Agency Internetwork), e é a irmã mais nova da Internet. Antes de ler sobre os ataques, recomendo que você leia a seção sobre TCP/IP.

33

4.3

IP Spoofing

Um ataque spoofing envolve a falsificação do endereço de origem. É o ato de usar uma máquina para representar o papel de outra. A maioria das aplicações e ferramentas no UNIX baseam-se na autenticação do IP de origem. Muitos programadores têm usado controle de acesso baseado na máquina para segurança das suas redes. O endereço IP de origem é um identificador único mas não é fiável. Ele pode facilmente ser forjado (spoofed). Para entender o processo de spoofing, Primeiro vou explicar o o processo de autenticação do TCP e do IP e depois como um atacante pode enganar a sua rede. O sistema cliente começa por enviar uma mensagem SYN para o servidor. O servidor então confirma a mensagem SYN enviando uma mensagem de SYN-ACK para o cliente. O cliente então completa estabelecendo a conexão respondendo com uma mensagem de ACK. A conexão entre o cliente e o servidor é então aberta, e os dados específicos do serviço podem ser trocado entre o cliente e o servidor. Cliente e servidor podem agora enviar dados específicos do serviço. O TCP usa números seqüenciais. Quando um circuito virtual é estabelecido entre duas máquinas, o TCP designa para cada pacote um número com um índice identificador. Amboa as máquinas usam este número para verificarem erros e fazerem relatórios. Rik Farrow, no seu artigo "Sequence Number Attacks", explica o sistema de números seqüenciais como sendo o seguinte: "Os números seqüenciais são usados para confirmar a recepção de dados. No início de uma ligação TCP, o cliente envia um pacote TCP com uma número seqüencial inicial, mas nenhum reconhecimento. Se existir um servidor de aplicação a correr na outra ponta da ligação, o servidor envia de volta um pacote TCP com o seu próprio número seqüencial, e o reconhecimento; o número inicial do pacote do cliente mais um. Quando o sistema cliente recebe este pacote, ele deve enviar de volta o seu próprio reconhecimento; a sequência de número inicial do servidor mais um." Desta forma um atacante tem dois problemas: 1) Ele deve falsificar o endereço origem. 2) Ele deve manter um número seqüencial com o destino. A segunda tarefa é a mais complicada porque quando o destino ajusta o número seqüencial inicial, o agressor deve responder corretamente. Assim que o agressor adivinhe o número seqüencial correcto, pode então sincronizar com o destino e estabelecer uma sessão válida.

4.3.1 Serviços vulneráveis ao IP Spoofing:
Configurações e serviços que são vulneráveis ao IP spoofing :

RPC (Serviços de Invocação Remota de Funções) 34

• • •

Qualquer serviço que use autenticação de endereço IP O sistema X Window O conjunto de serviços R (rlogin, rsh, etc.)

4.3.2 Medidas para se prevenir de ataques IP Spoofing:

Evite usar autenticação de endereço de origem. Implemente criptografia na autenticação em todo o sistema. Configure a sua rede para rejeitar pacotes de redes externas que declaram ser de um endereço local. Isto é geralmente feito com um router. Se você permitir ligações externas de máquinas seguras, possibilite encriptação da sessão no router.

4.4

Sobre os ataques

Os ataques descritos nesse documento são apenas alguns dos que estão disponíveis na Internet. Seu denominador comum é que todos usam vulnerabilidades ou implementações errôneas do protocolo TCP/IP ou ainda, vulnerabilidades na especificação do TCP/IP em si. Qualquer um mais interessado pode dar uma olhada no site www.rootshell.com que descreve vários ataques. Esse site também tem links para download de programas que protegem contra esses ataques. Todos os ataques descritos abaixo funcionam em computadores com Windows for Workgroups, Windows 95 ou Windows NT . Podem também funcionar para outros sistemas operacionais. Uma vez mais indico www.rootshell.com para uma lista completa de ataques que funcionam em diferentes sistemas operacionais.

4.4.1 SYN Flooding
Esta é a família dos ataques DoS (Denial-of-Service) que usa variações da mesma técnica. O ataque é realizado enviando uma stream de pacotes para o computador alvo requisitando uma conexão (a flag SYN é setada). A cada vez que o computador alvo recebe tal requisição, recursos são alocados mas nenhuma conexão é efetivada. Quando muitas requisições são recebidas o computador alvo não pode mais alocar recursos para o tráfego da rede como resultado o computador pode parar.

4.4.2 Land
Aqui o ataque acontece enviando-se um pacote com a flag SYN setada (i.e. requisitando a abertura de uma conexão) para qualquer porta da máquina 35

alvo. O pacote é modificado de tal maneira que os endereços de envio e de recebimento do pacote são idênticos (spoofing). Essa situação não é corretamente manipulada por algumas implementações do TCP/IP - o computador pára. Esse ataque é direcionado à porta 139 de máquinas rodando o sistema operacional Windows.

4.4.3 WinNuke
O nuke tem sido uma atividade popular, principalmente em escolas. Esse tipo de ataque é voltado principalmente para computadores rodando Windows. O efeito principal é o congelamento do computador, que precisa ser reiniciado. A razão pela qual o computador trava é que a Microsoft não manipula um flag especial de status no protocolo TCP - a flag URG(para urgente). Esse flag é setado em um pacote enviado para um computador rodando um sistema operacional Windows. O computador irá esperar por uma stream (cadeia de dados) da chamada Out-of-Band (OOB) banda de tráfego do computador que envia. Esse tipo de tráfego tem prioridade mais alta que o tráfego ordinário da rede. O problema surge quando tais mensagens não são enviadas: o computador para. Parece que se trata de resultado de uma má implementação do protocolo TCP/IP da Microsoft, onde essa situação não é tratada satisfatoriamente. Esse ataque é muito simples de ser realizado (utiliza um canal legítimo)tem sido até mesmo implementado com uma linha de código na linguagem Perl. Normalmente, o ataque é direcionado contra a porta 139 (Serviço NetBIOS Session) do computador. Por exemplo: suponhamos que um computador com IP 200.133.10.126 esteja com a porta 139 aceitando conexões. Na barra de endereços do Browser, podemos digitar: http://200.133.10.126:139 e se ficarmos atualizando a página, estaremos atacando essa máquina. Um simples JavaScript pode automatizar essa tarefa. Felizmente, é fácil proteger um computador contra esse tipo de ataque. A Microsoft desenvolveu patches para download. Quando esse patches são instalados, você está protegido contra esse tipo de ataque.

4.4.4 TearDrop
Esse ataque utiliza outra vulnerabilidade na implementação do protocolo TCP/IP. O resultado desse ataque pode variar, mas, normalmente o computador trava e precisa ser reiniciado. Os sistemas operacionais mais vulneráveis são Windows(95/98/NT) e Linux. A razão pela qual o ataque acontece deve-se a um erro em parte do protocolo TCP/IP que toma conta de pacotes fragmentados. A fragmentação do pacote pode ocorrer se o pacote que está sendo recebido for maior do que o tamanho permitido pela rede. Caso positivo, o pacote é dividido em pacotes menores, consistindo em partes do pacote original. Quando os pacotes

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menores chegam ao computador recipiente, ele tenta colocá-los juntos -aqui ocorre o erro e o computador pára. Tecnicamente, o ataque é conduzido mandando uma combinação especial de dois pacotes UDP/IP. O primeiro tem deslocamento 0, a flag MF (mais fragmentos) setada para 1 e tamanho N. O segundo tem deslocamento menor que N, flag MF resetada para 0 e tamanho menor que N. O segundo pacote sobrepões-se ao primeiro. Uma implementação errônea do TCP/IP interpreta o fim do pacote antes do seu começo e o computador pára.

4.4.5 NewTear
Esse ataque é parecido com o TearDrop. A diferença é o tamanho da sobreposição dos pacotes (20 bytes, enquanto o TearDrop usa 28) e a manipulação do tamanho do UDP. Esse ataque funciona contra máquinas rodando Windows95/98 e NT mesmo que o patch TearDrop esteja instalado, o que demonstra que a Microsoft não levou as variações do ataque em conta quando o patch foi programado.

4.4.6 Bonk/Boink
Outra variação do ataque TearDrop. O deslocamento do fragmento do segundo pacote é ajustado para ser maior do que o comprimento do cabeçalho IP. Semelhante aos outros ataques, o computador pára. Não se sabe porquê esse ataque funciona. O Bonk ataca a porta 55 das máquinas. O Boink é uma variação do Bonk - a diferença é que esse último permite ataques em outras portas, além da 55.

4.4.7 Ssping
Uma variação do ataque chamado "Ping da Morte". Uma pessoa manda um pacote ICMP (ECHO_REQUEST) com um tamanho anormal para a máquina alvo. O tamanho máximo para datagramas TCP/IP é 65536 octetos (1 octeto = 8 bits). Contudo, é possível mandar datagramas maiores do que o tamanho máximo definido. Quando a máquina alvo recebe tal pacote pode parar. Mais uma vez, o erro deve-se a má implementação na secção do TCP/IP que manipula pacotes fragmentados. Um teste simples para testar se você é vulnerável é pingar seu próprio computador. Use o comando ping -s 65510 seu_ip. Se sua máquina parar você é vulnerável a esse tipo de ataque.

4.4.8 Smurf
Smurfing é outro tipo de ataque semelhante aos que foram discutidos aqui. Esse tipo de ataque Smurf pode ser considerado mais perigoso que os outros.

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O ataque Smurf não tem intenção de parar um computador, mas sim uma rede inteira. É realizado enviando contínuas stream (cadeias) de pacote ICMP modificados para a rede alvo. Os pacotes são modificados de modo que o endereço da máquina que envia os dados é idêntico ao endereço do alvo (spoofing). Além disso, os pacotes são enviados para os chamados endereços broadcast, o que resulta em os pacotes modificados serem enviados para todos os computadores de uma rede. Os computadores dessa rede irão responder enviando uma mensagem de ICMP ECHO_RESPONSE para o computador que eles assumem ter enviado a mensagem ( o computador alvo da rede).Se o atacante tiver uma conexão rápida,não é preciso ser um grande matemático para saber que a quantidade de dados gerados pode parar a rede atacada. A rede irá parar até que o atacante pare de enviar os pacotes ou o tráfego seja bloqueado. Esse tipo de ataque tem sido usado para parar vários Provedores de Acesso à Internet e todos os seus usuários. Efetivamente, é difícil se proteger desse tipo de ataque.

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5 FIREWALL IPCHAINS
Adaptado do Linux IPCHAINS-HOWTO, Paul Russell, <ipchains@rustcorp.com>, v1.0.7, 12 March 1999 Tradução para o português por Gleydson Mazioli da Silva, <gleydson@linuxbr.com.br>

5.1 Introdução
Este é o Linux IPCHAINS-HOWTO; Veja “Onde?” para o ver site principal, que contém a última cópia. Você também deve ler o Linux NET-3HOWTO. O IP-Masquerading HOWTO, o PPP-HOWTO, o Ethernet-HOWTO e o Firewall HOWTO que podem ser uma leitura interessante. (Então denovo a FAQ alt.fan.bigfoot). Se a filtragem de pacotes é passado para você, leia a seção “Porque?”, Seção “Como?” e verifique os títulos na seção “IP Firewalling Chains”. Se você esta convertendo através do ipfwadm, leia a secao “Introdução”, Seção “Como?”, e os Apêndices da seção “Diferenças entre ipchains e ipfwadm” e a seção “Usando o script ipfwadm-wrapper”.

5.1.1 O que?
O ipchains do Linux é uma regravação do codigo de firewall IPv4 do linux (que foi originalmente roubado do BSD) e uma regravação do ipfwadm, que foi uma regravação do ipfw dos BSD’s, eu acho. É requerido para administrar os filtros de pacotes IP nos kernels do linux 2.1.102 e superiores.

5.1.2 Por que?
O antigo codigo do firewall do Linux não negociava com fragmentos, tinha contadores de 32 bits (no Intel no mínimo), não permitia especificação de outros protocolos senão TCP, UDP ou ICMP, não faziam grandes alterações dinâmicamente, não especificava regras contrárias, possuia alguns truques, e é dificil de gerenciar ( podendo causar erros do usuário).

5.1.3 Como?
Atualmente o código está no kernel em desenvolvimento do 2.1.192. Para as séries do kernel 2.0, você precisará fazer o download de um patch da página Internet. Se seu kernel 2.0 é mais recente que o patch fornecido, o patch antigo ser OK; esta parte dos kernels 2.0 é razoavelmente estável (eg. o patch do kernel 2.0.34 funciona perfeitamente com o kernel 2.0.35). Desde então o patch 2.0 é incompatível com patches do ipportfw e ipautofw, eu não recomendo aplica-los a não ser que você ralmente necessita da funcionalidade que o ipchains oferece.

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5.1.4 Onde?
A página oficial é The Linux http://www.rustcorp.com/linux/ipchains IP Firewall Chains Page

Lá existe uma lista de discussão para relatar bugs, discussões, desenvolvimento e uso. Entre na lista de discussão enviando uma mensagem contendo a palavra “subscribe” para <ipchains-request@rustcorp.com>. Para enviar E-Mails para a lista use “ipchains” ao invés de “ipchains-request”.

5.2 Básico sobre a filtragem de pacotes
5.2.1 O que é?
Todo o tráfego da rede é enviado em forma de pacotes. Por exemplo, copiando este pacote (digamos de 50k) pode fazer você receber 36 ou assim pacotes de 1460 bytes em cada um, (puxando números ao acaso). O inicio de cada pacote diz onde ele esta indo, de onde vem, o tipo do pacote, e outros detalhes administrativos. Isto inicia o pacote e é chamado de cabeçalho (head). O resto do pacote que contém o dado atual sendo transmitido, é usualmente chamado de corpo (body). Alguns protocolos, como TCP, que é usado para o trafego na web, mail, e logins remotos, usam o conceito de “conexão”—antes de qualquer pacote com os dados atuais serem enviados, vários pacotes de configuração (com cabeçalhos especiais) são trocados dizendo “Eu desejo conectar”, “OK” e “Obrigado”. Então os pacotes normais são trocados. Uma filtragem de pacotes é uma peça de software que olha no cabeçalho do pacote quando eles passam, e decide o destino de todo o pacote. Ele pode decidir negar o pacote (DENY - ie. descartar o pacote como se ele nunca tivesse o recebido), aceita o pacote (ACCEPT - ie. deixar o pacote seguir adiante), ou rejeitar o pacote (REJECT - como negar, mas avisa a origem do pacote sobre o acontecido). No Linux, a filtragem de pacotes é embutida no kernel, e aqui estão algumas coisas que nós podemos fazer com os pacotes, mas o principio geral é de olhar o cabeçalho dos pacotes e decidindo seu destino.

5.2.2 Por que?
• Controle: quando você está usando um computador linux para conectar sua rede interna a outra rede (digo, a Internet) você tem a oportunidade de permitir certos tipos de tráfego, e desativar outros. Por exemplo, o cabeçalho do pacote contém o endereço de destino do pacote, assim você pode prevenir pacote de irem para certas partes de fora da rede. Como outro exemplo, eu uso o Netscape para acessar os arquivos Dilbert. Lá estão anúncios da página doubleclick.net, e o Netscape desperdiça partes do meu tempo

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copiando-a. Dizendo para o filtro de pacotes não permitir qualquer pacotes para ou de o endereço conhecido por doubleclick.net resolve este problema (lá estão meios melhores de se fazer isto). • Segurança: quando um computador linux é a única coisa entre o caos da Internet e sua bonita e organizada rede, é maravilhoso conhecer como você pode restringir o que vem batendo em sua porta. Por exemplo, você pode permitir ir para fora de sua rede, mas você pode estar preocupado com os conhecidos “Ping of Death” (ping da morte) que vem de computadores maliciosos de fora. Como outro exemplo, você pode não desejar que pessoas de fora TELNETiando seu computador linux, embora mesmo que todas suas contas tenham senhas; talvez você deseja (como muitas pessoas) ser um observador na Internet, e não um servidor (legando ou caso contrário) -- simplesmente não deixe ninguém conectar em seu computador, tendo filtros de pacotes rejeitando pacotes de entrada usado para iniciar conexões. Vigilância: muitas vezes uma máquina mal configurada na rede local pode decidir enviar pacotes para fora da rede. É bom dizer ao filtro de pacotes para avisa-lo se alguma coisa de anormal ocorre; talvez você pode fazer alguma coisa sobre isto, ou talvez você está simplesmente curioso por natureza.

5.2.3 Como?
5.2.3.1 Um kernel com filtragem de pacotes Você precisará de um kernel que tem o novo IP firewall chains nele. Você pode ver ser o kernel que está executando tem isto instalado verificando pelo arquivo “/proc/net/ip_FWchains”. Se ele existe, seu kernel tem o suporte. Caso contrário, você precisará compilar um kernel com o IP firewall chains. Primeiro copie o código fonte do kernel que deseja. Se possui um kernel númerado 2.1.102 ou maior, você não precisará aplicar o patch (está na versão principal do kernel agora). Caso contrário, aplique o patch da página web listada acima, e ajuste a configuração como detalhado abaixo. Se você não sabe como fazer isto, sem pânico— leia o Kernel-HOWTO. As opções de configuração que precisa configurar para os kernels da série 2.0 são:
CONFIG_EXPERIMENTAL=y CONFIG_FIREWALL=y CONFIG_IP_FIREWALL=y CONFIG_IP_FIREWALL_CHAINS=y

Para os kernels da série 2.1 ou 2.2:

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CONFIG_FIREWALL=y CONFIG_IP_FIREWALL=y

A ferramenta ipchains fala com o kernel e diz a ele quais pacotes filtrar. A não ser que você seja um programador, ou curioso demais, assim você controlará a filtragem de pacotes. 5.2.3.2 O ipchains A ferramenta ipchains insere ou deleta regras da seção de filtragem de pacotes do kernel. Isto quer dizer que qualquer coisa que você configurar, será perdida na reinicialização; veja “Fazendo Regras Permanentes” para como fazer as regras serem restauradas quando o Linux é iniciado. O ipchains substitui o ipfwadm, que foi usado pelo antigo código de firewall de IP. Há um conjunto de scripts úteis disponíveis no site ftp do ipchains: ftp://ftp.rustcorp.com/ipchains/ipchains-scripts-1.1.2.tar.gz Este contém um script shell chamado ipfwadm-wrapper que permite fazer a filtragem de pacotes como fez antes. Você provavelmente não deve usar este script a não ser se deseje fazer um método rápido de upgrade em um sistema que usa o ipfwadm (ele é lento, não checa argumentos, etc). Neste caso, você não precisa muito deste HOWTO. Veja Apêndice “Diferenças entre ipchains e ipfwadm” e Apêndice “Usando o script ipfwadm-wrapper” para um assunto mais detalhado sobre ipfwadm. 5.2.3.3 Fazendo regras permanentes Sua configuração atual do firewall é armazenada no kernel, e assim será perdida na reinicialziação. Eu recomendo usar os scripts “ipchains-save” e “ipchains-restore” para fazer estas regras permanentes. Para fazer isto, configure suas regras, então execute (como root):
# ipchains-save > /etc/ipchains.rules

Crie um script parecido com o seguinte:
#! /bin/sh # Script para controlar a filtragem de pacotes. # Se não existir regras, não faz nada. [ -f /etc/ipchains.rules ] || exit 0 case “$1” in start) echo -n “Ativando a filtragem de pacotes:” /sbin/ipchains-restore < /etc/ipchains.rules || exit 1 echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward echo “.” ;; stop)

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echo -n “Desativando a filtragem de pacotes:” echo 0 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward /sbin/ipchains -X /sbin/ipchains -F /sbin/ipchains -P input ACCEPT /sbin/ipchains -P output ACCEPT /sbin/ipchains -P forward ACCEPT echo “.” ;; *) echo “Use: /etc/init.d/packetfilter {start|stop}” exit 1 ;; esac exit 0

Tenha certeza que isto está antes no processo de inicialização. No meu caso (Debian 2.1), eu fiz um link simbólico chamado ‘S39packetfilter’ em meu diretório “/etc/rcS.d” (isto ser executado antes de S40network).

5.3 Roteamento, masquerading, portforwarding, ipautofw...
Este HOWTO é sobre filtragem de pacotes. Isto quer dizer decidindo que pacote terá permissão de passar ou não. No entanto, o Linux está sendo um parque de diversões para hackers, você provavelmente desejará mais do que isso. Um problema é que a mesma ferramenta (“ipchains”) é usada para controlar tanto o masquerading e transparent proxy, embora estejam nacionalmente separados da filtragem de pacotes (a implementação atual do Linux obscurece estes junto não naturalmente, deixando a impressão que eles foram descontinuados). Masquerading e proxying são discutidos em HOWTOs separados, e as características auto forwarding e port forwarding são controladas por ferramentas separadas, mas mesmo assim muitas pessoas me perguntam sobre elas, eu também vou incluir diversos cenários comuns e indicar quando cada um deve ser aplicado. Os méritos de segurança de cada configuração não serão discutidos aqui.

5.3.1 Guia rápido de três linhas para Masquerading
Isto assume que sua interface externa é chamada “ppp0”. Use ifconfig para acha-la, e ajuste ao guia.
# ipchains -P forward DENY # ipchains -A forward -i ppp0 -j MASQ # echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward

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5.3.2 Configurações de firewall simples
Você trabalha na littlecorp.com. Você tem uma rede interna, e uma conexão dialup (PPP) simples com a Internet (firewall.littlecorp.com que é 1.2.3.4). Você usa Ethernet em sua rede local, e sua máquina pessoal é chamada “myhost”. Esta seção ilustrará os diferentes arranjos no qual são comuns. Leia com atenção porque cada um é sutilmente diferente. 5.3.2.1 Rede Pública Neste cenário, sua rede pessoal é uma parte da Internet: pacotes pode seguir sem alterações através de ambas as redes. O endereço IP da rede interna deve ser escolhido aplicando por um bloco de endereços IP, assim o resto da rede conhecerá como obter pacotes para você. Isto implica em uma conexão permanente. Neste cenário, a filtragem de pacotes é usada para que pacotes podem ser direcionados entre sua rede e o resto da internet, eg. para restringir o resto da internet para somente acessar seus servidores web internos. Exemplo: Permitindo acesso web de sua rede privada para a Internet. 1. Sua rede interna é configurada de acordo com os blocos de endereços IP que possui registrados, (digamos 1.2.3.*). 2. O firewall está configurado para permitir qualquer tráfego. 3. Netscape está configurado para conectar diretamente. 4. DNS deve estar configurado corretamente em sua rede. 5. O firewall deve ser a rota padrão (gateway) para sua rede privada. Netscape em myhost lê http://slashdot.org. 1. Netscape procura o nome “slashdot.org”, e obtém 207.218.152.131. Ele então abre uma conexão para aquele endereço IP, usando a porta local 1050, e pergunta do servidor web (porta 80) pela página web. 2. Pacotes passam através do firewall, simplesmente como passam através de diversos firewalls entre você e slashdot.org. 3. Netscape desenha a página.

ie. Aqui existe somente uma conexão: de 1.2.3.100 (myhost) porta 1050, para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80.

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5.3.2.2 Rede Privada: Masquerading Neste cenário, pacotes da rede privada nunca atravessam a Internet sem um tratamento especial, e vice versa. O endereço Ip da rede privada devem ser escolhidos de acordo com o RFC1597 Private Network Allocations (ie. 10.*.*.*, 172.16.*.* or 192.168.*.*). Ao invés de usar um proxy, nós usamos facilidades especiais do kernel chamadas “masquerading”. Masquerading regravam pacotes quando passam através do firewall, assim eles sempre parecem vir do próprio firewall. Ele então re-escreve as respostas assim eles pareceram estar indo para o recipiente original. Masquerading possui módulos separados para manipular protocolos “enganados”, como FTP, RealAudio, Quake, etc. Para procolos realmente difíceis de manipular, a facilidade “auto forwarding” pode manipular muitos destes configurando automáticamente o forward de portas para configurações de portas relacionadas: procure por “ipportfw” (kernels 2.0) ou “ipmasqadm” (kernels 2.1). Quaisquer serviços que você deseja acessar na Internet deve estar no firewall. (Mas veja “Serviços Internos Limitados” abaixo). Exemplo: Permitindo acesso web da rede privada com a Internet. 1. A rede privada possui endereços 192.168.1.*, com myhost sendo

192.168.1.100, e a interface Ethernet do firewall sendo 192.168.1.1. 2. O firewall é configurado para masquerade (mascarar) qualquer pacotes vindo da rede privada e indo para a porta 80 de um host da internet. 3. 4. 5. Netscape está configurado para conectar diretamente. DNS deve ser configurado corretamente na rede privada. O firewall deve ser a rota default (gateway) para a rede privada.

Netscape em myhost lê http://slashdot.org. 1. Netscape procura o nome “slashdot.org”, e obtém 207.218.152.131. Ele então abre uma conexão para aquele endereço IP, usando a porta local 1050, e pergunta ao servidor web (porta 80) pela página web. 2. Como os pacotes de myhost (porta 1050) para slashdot.org (porta 80) passam através do firewall, eles são regravados para virem da interface PPP do firewall, porta 65000. O firewall possui um endereço Internet válido (1.2.3.4) assim responde pacote de slashdot.org. 3. Como pacotes de slashdot.org (porta 80) para firewall.littlecorp.com (port 65000) vem, eles são regravados para irem para myhost, porta 1050. Esta é a mágica real do masquerading: ele relembra

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quando ele regravou pacotes enviados para regrar as respostas quando retornarem. 4. Netscape desenha a página.

ie. Do ponto de vista de slashdot.org, a conexão é feita de 1.2.3.4 (interface PPP do firewall) porta 65000 para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80. Do ponto de vista de myhost, a conexão é feita de 192.168.1.100 (myhost) porta 1050, para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80. 5.3.2.3 Rede Privada: Proxies Transparentes Neste cenário, pacotes da rede privada nunca atravessam a Internet e vice versa. O endereço IP da rede privada deve ser escolhido de acordo com o RFC1597 Private Network Allocations (ie. 10.*.*.*, 172.16.*.* or 192.168.*.*). O Único meio de conectar com a internet é conectando com o firewall, que é a única máquina entre as duas redes e que conectam ambas. Você executa um programa (no firewall) chamando um proxy transparente para fazer isto; o kernel envia pacotes de saída para o transparent proxy ao invés de envia-los adiante (ie. ele abastarda o roteamento). Proxyes transparentes querem dizer que o cliente não precisa saber que há um proxy envolvido. Qualquer serviço que desejar acessar na Internet deve estar no firewall. (Mas veja “Serviços Internos Limitados” abaixo). Exemplo: Permitindo acesso web da rede privada para a Internet. 1. A rede privada usa endereços 192.168.1.*, com myhost sendo 192.168.1.100, e a interface Ethernet do firewall sendo 192.168.1.1. 2. Um proxy web transparente (eu acredito que existem patches para squid para permitir ele operar desta maneira, ou tente “transproxy”) ‘ instalado e configurado no firewall, digo executando na porta 8080. 3. O kernel esta configurado para redirecionar conexão para a porta 80 do proxy, usando ipchains. 4. Netscape na rede privada está configurado para conectar diretamente. 5. DNS precisa estar configurado na rede privada (ie. você precisa executar um servidor DNS como um proxy no firewall). 6. A rota default (gateway) precisa estar configurado na rede privada, para enviar pacotes para o firewall. Netscape em myhost lê http://slashdot.org. 1. Netscape 207.218.152.131. 46 localiza o nome “slashdot.org”, e obtem

Ele abre uma conexão para aquele endereço IP, usando a porta local 1050, e pergunta ao servidor web (porta 80) pela página web. 2. Como os pacotes de myhost (porta 1050) para slashdot.org (porta 80) passam pelo firewall, eles são direcionados para proxy transparente aguardando na porta 8080. O proxy transparente abre uma conexão usando (usando a porta local 1025) com 207.218.152.131 porta 80 (que é aqui onde os pacotes originais estão indo). 3. Como o proxy recebe a página web de sua conexão com o servidor web, ele copia os dados para a conexão com o Netscape. 4. Netscape desenha a página.

ie. Do ponto de vista de slashdot.org, a conexão é feita de 1.2.3.4 (interface PPP do firewall) porta 1025 para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80. Do ponto de vista de myhost, a conexão é feita de 192.168.1.100 (myhost) porta 1050, para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80, mas ele está atualmente falando com o proxy transparente. 5.3.2.4 Rede Privada: Proxies Tradicionais Neste cenário, pacotes vindo da rede privada nunca atravessam para a Internet, e vice versa. O endereço IP da rede privada usam os endereços de acordo com o RFC1597 Private Network Allocations (ie. 10.*.*.*, 172.16.*.* or 192.168.*.*). O Único meio de se conectar com a Internet é conectando com o firewall, que é a única máquina na rede que conectam ambas. Você executa um programa (no firewall) chamado proxy para fazer isto (há proxies para FTP, acesso Web, telnet, RealAudio, Usenet News e outros serviços). Veja o Firewall HOWTO. Qualquer serviço que você deseja acessar na Internet deve estar no firewall (mas veja “Serviços Internos Limitados” abaixo). Exemplo: Permitindo acesso web da rede privada para a Internet. 1. A rede privada usa endereços 192.168.1.*, com myhost sendo 192.168.1.100, e a interface do firewall firewall sendo designada 192.168.1.1. 2. Um proxy web (eg. “squid”) está instalado e configurado no firewall, digo executando na porta 8080. 3. Netscape na rede privada está configurado para usar a porta 8080 do firewall como um proxy. 4. 5. 6. privada. DNS não precisa ser configurado na rede privada. DNS não precisa estar configurado no firewall. Sem rota padrão (gateway) necessitando ser configurado na rede

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Netscape em myhost lê http://slashdot.org. 1. Netscape conecta-se com o firewall na porta 8080, usando a porta 1050 em myhost. Ele pergunta pela página internet “http://slashdot.org”. 2. O proxy procura o nome “slashdot.org”, e obtém 207.218.152.131. Ele abre uma conexão com aquele endereço IP (usando a porta 1025 na interface externa do firewall), e pergunta ao servidor web (porta 80) pela página web. 3. Como ele recebe a página web de sua própria conexão com o servidor web, ele copia os dados para a conexão do Netscape. 4. Netscape desenha a página.

ie. Do ponto de vista de slashdot.org, a conexão é feita de 1.2.3.4 (interface PPP do firewall) porta 1025 para 207.218.152.131 (slashdot.org) porta 80. Do ponto de vista de myhost, a conexão é feita de 192.168.1.100 (myhost) porta 1050, para 192.168.1.1 (interface Ethernet do firewall) porta 8080. 5.3.2.5 Serviços Internos Limitados Existem alguns truques que você pode usar para permitir a Internet acessar seus serviços internos, em lugar de executar serviços no firewall. Estes funcionarão com aproximação baseada em proxy ou masquerading para conexões externas. Uma simples aproximação é executar um “redirector”, que é um poorman’s proxy que aguarda por uma conexão em uma determinada porta, e então abre uma conexão em um porta e host fixo, e copia os dados entre as duas conexões. Um exemplo disto é o programa “redir”. Do ponto de vista da Internet, a conexão é feita para seu firewall. Do ponto de vista de seu servidor interno, a coneão é feita da interface interna do firewall para o servidor. Outra aproximação (que requer um kernel 2.0 com patch para ipportfw, ou um kernel 2.1 ou superior) é usar um port forwarding no kernel. Isto faz o mesmo trabalho que o redir em um método diferente: o kernel regrava os pacotes enquanto passam, alterando seus endereços de destino e portas para apontarem para hosts e portas internas. Do ponto de vista da da internet, a conexão é feita para seu firewall. Do ponto de vista de seu servidor interno, uma conexão é feita do host Internet para o servidor.

5.3.3 Mais detalhes sobre Masquerading
David Ranch escreveu um excelente novo HOWTO em Masquerading, que tem uma larga quantidade de materiais com este HOWTO. Você pode atualmente encontrar ete HOWTO em http://www.ecst.csuchico.edu/~dranch/LINUX/index-LINUX.html#ipmasq Logo eu iria esperar que isto fosse encontrado em algum lugar do Projeto de documentação do Linux, em http://www.metalab.unc.edu/LDP

48

A página oficial http://ipmasq.cjb.net.

do

Masquerading

está

disponível

em

5.4 IP Firewalling Chains
Esta seção descreve tudo o que você realmente precisa saber para construir um filtro de pacotes que se encaixe em suas necessidades.

5.4.1 Como os pacotes atravessam os filtros
O kernel inicia com três listas de regras; estas listas são chamadas firewall chains ou simplesmente chains. Os três chains são chamados input output e forward. Quando um pacote entra (digo, através da placa Ethernet) o kernel usa o chain de entrada e decide seu destino. Se ele sobrevive a este passo, então o próximo passo do kernel é decidir onde enviar o pacote (isto é chamado roteamento). Se o seu destino for outra máquina, ele consultará o chain forward. Finalmente, antes de simplesmente o pacote ir para fora da rede, o kernel consulta o chain output. Um chain é uma lista de checagem de regras. Cada regra diz “se o cabeçalho do pacote parece com isto, então aqui esta o que fazer com o pacote”. Se a regra não confere com o pacote, então a próxima regra no chain é consultada. Finalmente, se não existem mais regras a consultar, então o kernel procura no policiamento do chains para decidir o que fazer. Em um sistema consciente em segurança, este policiamento normalmente diz ao kernel para rejeitar ou negar o pacote. Para fans da arte em ASCII, isto mostra o caminho completo do pacote entrando em uma máquina.
| ACEITAR/ interface lo | v REDIRECIONAR _______ | --> S --> ______ --> D --> ~~~~~~~~ -->|forward|----> _______ --> a |input | e {Routing } |Chain | |output |ACEITAR n |Chain | m {Decision} |_______| --->|Chain | i |______| a ~~~~~~~~ | | ->|_______| t | s | | | | | y | q | v | | | | v e v NEGAR/ | | v | NEGAR/ r Processo Local REJEITAR | | NEGAR/ v REJEITAR a | | | REJEITAR NEGAR d --------------------- | e -----------------------------

> C h e c k s u m | | v NEGAR

Aqui está uma descrição passo a passo de cada estágio: • • Checksum: Este é um teste para verificar se o pacote não está corrompido de alguma forma. Se estiver, ele é negado. Sanity: Esta é atualmente um destas checagens de sanidade antes de cada chain firewall, mas o chain input é o mais importante. Muitos 49

pacotes malformados podem deixar o código de checagem de regras confuso, e estes são negados aqui (uma mensagem é mostrada no syslog se isto acontecer). • input chain: Este é o primeiro chain firewall que será testado contra o pacote. Se a decisão do chain não for NEGAR ou REJEITAR, o pacote passa. Demasquerade: Se o pacote é uma resposta de um pacote anterior do masquerade, (mascaramento) ele é desmascarado, e pula para o chain output. Se você não usa o IP masquerading, você pode ignorar esta parte no diagrama. Routing decision (decisão do roteamento): O campo de destino é examinado pelo código de roteamento, para decidir se o pacote deve ir para um processo local (veja processos locais abaixo) ou direcionado (forward) para uma máquina remota (veja forward chains abaixo). Local process (processo local): Um processo sendo executado em uma máquina pode receber pacotes após o passo de decisão do roteamento, e pode enviar pacotes (que vão pelo passo de decisão do reteamento, quando atravessam o chain output). interface lo: Se pacotes de um processo locai são desinados a um processo local, eles vão através do chain output com a interface configurada para “lo”, então retorna pelo chain input também com a interface “lo”. A interface lo é normalmente chamada de interface loopback. local: Se o pacote não foi criado por um processo local, então o chain forward é checado, caso contrário o pacote vai através do chain output. forward chain: Este chain é usado para qualquer pacote que está tentando passar entre esta máquina para outra. output chain: Este chain é usado para todos os pacotes antes de serem enviados para fora.

• •

5.4.1.1 Usando ipchains Primeiro, verifique se você tem a versão do ipchains que este documento se refere:
$ ipchains—version ipchains 1.3.9, 17-Mar-1999

Note que eu recomendo 1.3.4 (que não possui opões longas, como “— sport”), ou 1.3.8 ou superior; estes são muito estáveis. ipchains tem uma página de manual razoavelmente detalhada (man ipchains), e se você precisa de mais detalhes em particularidades, você deve

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checar a interface de programação (man 4 ipfw), ou o arquivo net/ipv4/ip_fw.c no código fonte do kernel 2.1.x, que é (obviamente) autoritativo. Também existem um excelente guia de referência rápida por Scott Bronson no pacote fonte, em ambas A4 e US Letter PosScript™. Existem diferentes outras coisas que você pode fazer com ipchains. Primeiro operações para gerenciar chains completos. Você inicia com três chains input, output e forward que voce não pode apagar. 1. 2. 3. 4. 5. 6. (-Z). Existem diversos meios de manipular regras dentro do chain: 1. 2. 3. 4. 5. Adiciona uma nova regra no chain (-A). Insere uma nova na mesma posição no chain (-I). Substitui uma regra na mesma posição no chain (-R). Deleta uma regra na mesma posição no chain (-D). Deleta a primeira regra que confere no chain (-D). Criar um novo chain (-N). Deletar um chain vazio (-X). Alterar a política de um chain interno (-P). Listar as regras em um chain (-L). Esvaziar as regras do chain (-F). Zerar os contadores de pacote e byte em todas as regras no chain

Existem poucas operações para masquerading, que estão no ipchains que é um bom lugar para coloca-las: 1. 2. (-M -S). Lista de conexões atuais do masquerade (-M -L). Configura os valores de tempo máximo (timeout) do masquerade

(Mas veja “Eu não posso configurar tempo máximo no masquerade”) O função final (e talvez a mais útil) permite a você checar o que aconteceu com o dado pacote se ele atravessou o chain. 5.4.1.2 Operações em uma regra Simples Este é o pão-e-manteiga do ipchains; manipulando regras. Mas especificamente você ira provavelmene usar os comandos append (-A) e delete

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(-D). os outros (-I para inserir e -R para substituir) são simples extensões nestes conceitos. Cada regra especifica uma cofiguração de condições em que o pacote se encontra, e o que fazer quando a encontra (um “alvo”). Por exemplo, você pode desejar negar todos os pacotes ICMP vindo do endereço IP 127.0.0.1. Assim neste caso nossas condições são que o protocolo deve ser ICMP e que o endereço de origem deve ser 127.0.0.1. Nosso alvo é “NEGAR”. 127.0.0.1 ‘ a interface “loopback”, que você tem’ mesmo se não possuir uma conexão real da rede. Você pode usar o programa “ping” para gerar tais pacotes (ele simplesmente envia um ICMP tipo 8 (echo request) com todos os hosts cooperativos que devem serviçalmente responder com o pacote ICMP tipo 0 (echo reply). Isto é útil para testes.
# ping -c 1 127.0.0.1 PING 127.0.0.1 (127.0.0.1): 56 data bytes 64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=0 ttl=64 time=0.2 ms --- 127.0.0.1 ping statistics --1 packets transmitted, 1 packets received, 0% packet loss round-trip min/avg/max = 0.2/0.2/0.2 ms # ipchains -A input -s 127.0.0.1 -p icmp -j DENY # ping -c 1 127.0.0.1 PING 127.0.0.1 (127.0.0.1): 56 data bytes --- 127.0.0.1 ping statistics --1 packets transmitted, 0 packets received, 100% packet loss

Você pode ver aqui que o primeiro ping se sucede( o “-c 1”que dizer para o ping enviar somente um pacote simples) Então nós adicionamos (-A) um chain “input”, uma regra especificando que para pacotes vindo de 127.0.0.1 (“-s 127.0.0.1”) com o protocolo ICMP (“-p ICMP”) devem ser negados (“-j DENY”). Quando nós testamos nossa regra, usando o segundo ping, Existe uma pausa antes do programa aguardar a resposta que nunca vem. Nós podemos apagar uma regra em um dos dois meios. Primeiro nós conhecemos que esta é a única regra no chain input, nós podemos usar um número para apagar, como em:
# ipchains -D input 1

Para apagar a regra número 1 no chain input.

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O segundo meio é espelhar o comando -A, mas trocando o -A com -D. Isto é útil quando voce tem um complexo conjunto de regras e você não deseja conta-las para retirar a regra 37. Neste caso, nós podemos usar:
# ipchains -D input -s 127.0.0.1 -p icmp -j DENY

A sintaxe de -D deve ter exatamente as mesmas opções que os comandos -A (ou -I ou -R). Se existem múltiplas regras idênticas no mesmo chain, somente a primeira ser apagada. 5.4.1.3 Especificações de Filtragem Você deve sempre usar “-p” para especificar um protocolo, e “-s” para especificar um endereço de origem, mas existem outras opções que nós podemos usar para especificar características do pacote. O que segue é um compêndio exaustivo. 5.4.1.3.1 Especificando o endereço IP de origem e Destino Endereços IPs de origem (-s) e destino (-d) podem ser especificados em quatro meios. O meio mais comum ‘ usar o nome completo, como “localhost” ou “www.linuxhq.com”. O segundo método é especificar o endereço IP como “127.0.0.1”. O terceiro e quarto meio permite especificar um grupo de endereços IPs, como “199.95.207.0/24” ou “199.95.207.0/255.255.255.0”. Estes dois especificam qualquer endereços IP de 192.95.207.0 para 192.95.207.255 inclusive; os digitos depois da “/” dizem dizem que a parte do endereço IP é significante. “/32” ou “/255.255.255.255” é o padrão (abrange todos os endereços IPs). Para especificar qualquer endereço IP, deve ser usado “/0”, como no exemplo:
# ipchains -A input -s 0/0 -j DENY

Isto é raramente usado, como o efeito acima é o mesmo como não especificar a opção “-s”. 5.4.1.3.2 Especificando Inversão Muitas opções, incluindo a “-s” e “-d” podem ter seus argumentos seguidos de “!” (que significa não) para atingirem endereços NÃO iguais ao especificado. Por exemplo, “-s ! localhost” atinge qualquer pacote menos de localhost. 5.4.1.3.3 Especificando o Protocolo O protocolo pode ser especificado com a opção “-p”. O protocolo pode ser um número (se conhecer os valores numéricos dos protocolos para IP) ou um nome para casos especiais de “TCP”, “UDP” ou “ICMP”. Caso especificar “tcp” também funcinará como “TCP”. O nome do protcolo pode usar o prefixo “!”, para inverter a regra, como “p ! TCP”.

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5.4.1.3.3.1 Especificando portas UDP e TCP Para casos especiais onde um protocolo TCP ou UDP é especificado, existem argumentos extras indicando a porta TCP ou UDP, ou um (exclusivo) faixa de portas (mas veja “Dirigindo Fragmentos” abaixo). Uma faixa é representada pelo caracter “:”, como “6000:6010”, que abrange 11 números de portas, de 6000 para 6010. Se o menor número é omitido, o padrão será 0. Se o maior número for omitido, o padrão será 65535. Assim para especificar conexões TCP vindo de portas abaixo de 1024, a sintaxe deve ser como “-p TCP -s 0.0.0.0/0 :1023”. Números de portas podem ser especificadas por nomes, eg. “www”. Note que a especificação de portas devem ser precedidas por uma “!”, que inverte a regra. Assim para especificar qualquer pacote TCP menos uma pacote WWW, você deve especificar p TCP -d 0.0.0.0/0 ! www É importante realizar aquela especificação
p TCP -d ! 192.168.1.1 www

é muito diferente de
p TCP -d 192.168.1.1 ! www

A primeira especifica qualquer pacote TCP para a porta WWW em qualquer máquina menos 192.168.1.1. O segundo especifica qualquer conexão TCP para qualquer porta em 192.168.1.1 menos a porta WWW. Finalmente, este caso significa não para a porta WWW e não para 192.168.1.1:
p TCP -d ! 192.168.1.1 ! www

5.4.1.3.3.2 Especificando tipo do ICMP Type e Code ICMP também permite um argumento opcional, mas como ICMP não possui portas, (ICMP possui tipo e código) eles possuem diferentes significados. Você pode especifica-los como nomes ICMP (use ipchains -h icmp para listar os nomes) após a opão “-s”, ou como um tipo e código ICMP numérico, onde os tipos seguem a opcão “-s” e o código segue a opção “-d”. Os nomes ICMP são razoavelmente logos: você somente precisa usar bastante letras para fazer um nome se distinguir de outros. Aqui está um pequena tabela de alguns dos pacotes ICMP mais comuns: Número 0 3 54 Nome echo-reply destination-unreachable Requerido por pong Qualquer tráfego TCP/UDP.

5 8 11

redirect echo-request time-exceeded

se não estiver executando um daemon de roteamento ping traceroute

Note que os nomes ICMP não podem ser precedidos de “!” no momento. Atenção: NÃO, bloqueie as mensagems ICMP do tipo 3! (Veja “Pacotes ICMP” abaixo) 5.4.1.3.4 Especificando a Interface A opção “-i” especifica o nome de uma interface para atingir. Uma interface é o dispositivo físico onde o pacote vem, ou onde vai. Você pode usar o comando ifconfig para listas as interfaces que estão em “up” (ie. trabalhando no momento). A interface para pacotes de entrada (ie. pacotes atravessando as regras de entrada) é considerada sendo uma interface onde eles vem. Logicamente, a interface para pacotes enviados (pacotes atravessando as regras de saída) é a interface onde eles vão. A interface para pacotes atravessando os chains forward é também a interface onde eles serão enviados para fora; me parece uma decisão bastante arbitrária. É perfeitamente legal especificar uma interface que atualmente não existe; a regra não atingirá nada até que a interface seja iniciada. Isto é extremamente útil para conexões PPP dialup (normalmente a interface ppp0). Como um caso especial, um nome de interface finalizando com um “+” atinge todas as interfaces (até mesmo se existem atualmente ou não) que começam com aquele string. Por exemplo, para especificar uma regra que atinge todas as interfaces PPP, a opção “-i ppp+” pode ser usada. O nome da interface pode ser precedida por uma “!” para não atingir pacotes que NÃO conferem com a interface especificada. 5.4.1.3.5 Especificando somente pacotes TCP SYN É muitas vezes útil permitir conexões TCP em uma direção, mas não em outra. Por exemplo, você pode desejar permitir conexões para uma servidor WWW externo, mas não conexões daquele servidor. Uma aproximação ingênua pode ser bloquear pacotes TCP vindo do servidor. Infelizmente, conexões TCP requerem pacotes indo em ambas direções para funcionarem corretamente. A solução é bloquear somente os pacotes usados para requisitar uma conexão. Estes pacotes são chamados SYN (ok, técnicamente eles são pacotes com a flag SYN configurada, e as flags FIN e ACK limpas, mas nós os chamamos de pacotes SYN). Desativando somente estes pacotes, nós podemos parar tentativas de conexões em seus rastros. A flag “-y” é usada para isto: é somente válida para regras que especificam TCP como seu protocolo. Por exemplo, para especificar tentativas de conexão TCP de 192.168.1.1:
p TCP -s 192.168.1.1 -y

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Mais uma vez, esta opção pode ser invertida se for precedida de um “!”, que diz que cada pacote sem ser a inicialização da conexão. 5.4.1.3.6 Dirigindo Fragmentos As vezes um pacote é muito grande para passar de uma só vez. Quando isto acontece, o pacote é dividido em framentos, e enviado como múltiplos pacotes. O outro lado remonta os fragmentos para reconstruir o pacote inteiro. O problema com fragmentos é que muitas das especificaçõess listadas acima (em particular, porta de origem, porta de destino, tipo ICMP, código ICMP, ou opção TCP SYN) requerem que o kernel verifique no inicio do pacote, que é o único que contém o primeiro fragmento. Se sua máquina é a única conectada a uma rede externa, então você pode dizer para o kernel do linux para remontar todos os fragmentos dos pacotes que passam através dele, compilando o kernel com IP: always defragment (sempre desfragmentar) configurado para “Y”. Isto nítidamente evita isto. Caso contrário, é importante entender como os fragmentos são tratados pelas regras de filtragem. O primeiro fragmento é tratado como qualquer outro pacote. O segundo e os fragmentos seguintes não são. Assim uma regra -p TCP -s 192.168.1.1 www (especificando uma porta de origem de “www”) nunca atingirá um fragmento (do segundo em diante). Nem será o oposto a regra -p TCP -s 192.168.1.1 ! www. No entanto, você pode especificar uma regra especificamente para o segundo e outros fragmentos, usando a opção “-f”. Obviamente, é ilegal especificar uma porta TCP ou UDP, tipo ICMP, código ICMP ou a opção TCP SYN em tal regra de fragmento. É também permitido especificar que uma regra que não se aplica ao segundo e fragmentos seguintes, procedendo “-f” com “!”. Normalmente é considerado como seguro deixar o segundo e outros fragmentos atravessarem, desde que a filtragem afetará o primeiro fragmento, e assim previne a remontagem no computador de destino, porém, tem sido conhecido bugs para permitir o travamento de máquinas simplesmente enviando fragmentos. Nota para cabeças de rede: pacotes mal formados (TCP, UDP e pacotes ICMP muitos curtos para o c¢digo de firewall ler as portas ou código e tipo ICMP) são tratados como fragmentos também. Sometne fragmentos TCP iniciando na posição 8 são explicitamente derrubados pelo código do firewall (uma mensagem aparecerá no syslog se isto ocorrer). Como um exemplo, a seguinte regra derrubará quaisquer fragmentos indo para 192.168.1.1:
# ipchains -A output -f -d 192.168.1.1 -j DENY

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5.4.1.4 Efeitos do Lado da Filtragem OK, agora nós conhecemos todos os métodos que podemos atingir um pacote usando uma regra. Se um pacote confere com a regra, as seguintes coisas podem acontecer: 1. O contador de byte para aquela regra é aumentado pelo tamando do pacote (cabeçalho e tudo). 2. 3. 4. alterado. 5. série 2.0). O contador de pacotes para aquela regra é incrementado. Se a regra o requisitar, o pacote é registrado. Se a regra o requisitar, o campo do pacote Type Of Service é Se a regra o requisitar, o pacote é marcado (não em kernels da

6. O alvo da regra é examinado para decidir o que fazer com o próximo pacote. Para variedade, todos estas regras estão em ordem de importância. 5.4.1.4.1 Especificando um alvo Um alvo diz ao kernel o que fazer com um pacote que confere cum uma regra. ipchains usa “-j” (pense como “jump-to” - pular para) para a especificação do alvo. O nome do alvo deve ser menor que 8 letras, e case sensitive: “RETURN” e “return” são completamente diferentes. O caso mais simples é quando não há um alvo especificado. Este tipo de regra (muitas vezes chamado de uma regra de “contagem”) é útil para uma contagem simples de certos tipos de pacotes. Se esta regra confere ou não, o kernel simplesmente examina a próxima regra no chain. Por exemplo, para contar o número de pacotes de 192.168.1.1, nós podemos fazer isto:
# ipchains -A input -s 192.168.1.1

(Usando “ipchains -L -v” nós podemos ver os contadores e bytes associados com cada regra). Existem seis alvos especiais. Os primeiros três, ACCEPT, REJECT e DENY são muito simples. ACCEPT aceita o pacote, DENY bloqueia o pacote, é como se nunca o tivesse recebido. REJECT rejeita o pacote, mas (se ele não é um pacote ICMP) gera uma resposta ICMP para a origem para dizer que o destino está inalcançavel. A próxima, MASQ diz ao kernel mascarar (masquerade) o pacote. Para isto funcionar, seu kernel precisa estar compilado com IP Masquerading ativado. Para detalhes sobre isto, veja Masquerading_HOWTO e o apêndice “Diferenças ente ipchains e ipfwadm”. Este alvo é somente válido para pacotes atravessando o chain forward. O alvo mais especial é REDIRECT que diz ao kernel para enviar um pacote para uma porta local em vez de onde tivesse vindo.

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Isto pode ser somente especificado por regras especificando TCP ou UDP como seus protocolos. Opcionalmente, uma porta (nome ou número) podem ser especificadas seguidas de “-j REDIRECT” que causar o redirecionamento do pacote para uma porta particular, até mesmo se for endereçado para outra porta. Este alvo é somente válido para pacotes atravessando a regra de entrada. O alvo final especial é RETURN que é idêntico a cair fora do final da regra imediatamente. (Veja “Configurando o Policiamento” abaixo). Qualquer outro alvo indica uma regra definida pelo usuário (como descrita em “Operações em todo o Chain” abaixo). O pacote começará atravessando as regras naquele chain. Se aquele chain não decide o destino do pacote, então uma vez passam por aquele chain como finalizado, passar se resume na próxima regra no chain atual. Hora de mais arte ASCII. Considere dois (tolos) chains: input (o chain embutido) e Test (um chain definido pelo usuário).
‘input’ ---------------------------| Rule1: -p ICMP -j REJECT | |--------------------------| | Rule2: -p TCP -j Test | |--------------------------| | Rule3: -p UDP -j DENY | ‘Test’ ---------------------------| Rule1: -s 192.168.1.1 | |--------------------------| | Rule2: -d 192.168.1.1 | ----------------------------

Considerando um pacote TCP vindo de 192.168.1.1, indo para 1.2.3.4. Ele entra no chain input, e é testado na regra 1 - sem bater com a regra. A regra 2 bate, e seu alvo é Test, assim a próxima regra examinada é o inicio do teste. Regra 1 em test confere, mas não especifica um alvo, assim a próxima regra é examinada, Regra 2. Isto não confere, assim nós atingimos o final do chain. Nós retornamos ao chain de entrada, onde nós simplesmente examinamos a Regra 2, assim nós agora examinamos Regra3, que não confere. Assim o caminho do pacote é:
V __________________________ ‘input’ | / ‘Test’ V ------------------------|--/ -----------------------|---| Rule1 | /| | Rule1 | | |-----------------------|/-| |----------------------|---| | Rule2 / | | Rule2 | | |--------------------------| -----------------------V---| Rule3 /--+___________________________/ ------------------------|--V

Veja a seção “Como organizar suas regras de Firewall” para meios para usar regras definidas pelo usuários efetivamente. 5.4.1.4.2 Registrando pacotes Este é o lado do efeito que confere com uma regra que possui; você pode ter o pacote que bateu com a regra registrado com a opção “-l”. Você

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normalmente não precisará disto para pacotes rotineiros, mas ela é uma característica útil se você deseja verificar por eventos excepcionais. O kernel registra esta informação parecida como:
Packet log: input DENY eth0 PROTO=17 192.168.2.1:53 192.168.1.1:1025 L=34 S=0x00 I=18 F=0x0000 T=254

Esta mensagem de registro é designada para ser concisa, e contém informações técnicas úteis somente para gurus de rede, mas ela pode ser útil para o resto de nós. Cada uma que dizer o seguinte: 1. “input” este é o chain que contém a regra que confere com o pacote, causando a mensagem de registro. 2. “DENY” é o que a regra disse fazer com o pacote. Se isto é “-“ então a regra não afetou o pacote (uma regra de registro). 3. “eth0” é o nome da interface. Porque isto foi o chain de entrada, ela significa que o pacote veio de “eth0”. 4. “PROTO=17” significa que o pacote foi protocolo 17. Uma lista de números de protocolos esta disponível em “etc/prococols”. Os mais comuns são 1 (ICMP), 6(TCP) e 17(UDP). 5. “192.168.2.1” significa que o endereço IP de origem do pacote foi “192.168.2.1”. 6. “:53” significa que a porta de origem foi 53. Olhando em “/etc/services” é verificado que esta é uma porta “domínio” (ie. esta é provavelmente a resposta do DNS). Para UDP e TCP, este número é a porta de origem. Para ICMP, ele é o tipo ICMP. Para outros, ele será 65535. 7. “192.168.0.1” é o IP de destino. 8. “:1025” significa que a porta de destino foi 1025. Para UDP e TCP, este némero é a porta de destino. Para ICMP, ele é o código ICMP. Para outros, ele será 65535. 9. “L=34” significa que o pacote teve um total de 34 bytes. 10. “S=0x00” campo que significa o tipo do serviço (dividido por 4 para obter o tipo do serviço com usado pelo ipchains). 11. ‘I=18’ é a identificação do IP. 12. “F=0x0000” é os fragmentos 16-bits offset plus flags. Um valor iniciando com “0x4” ou “0x5” significa que o bit de fragmento não esta configurado. “0x2” ou “0x3” significa que o bit “mais fragmentos” esta configurado; espere mais fragmentos após isto. O resto dos números são o offset deste fragmento, dividido por 8. 13. “T=254” é o tempo de vida do pacote. Um é subtraído deste valor para cada ciclo, e normalmente iniciam em 15 ou 255. 14. “(#5)” este pode ser um número final em parênteses em kernels mais recentes (talvez após 2.2.9). Este é um número de regra que causa o registro do pacotes. 59

Em sistemas linux padrões, esta saída do kernel é capturada por klogd (o daemon de registro do kernel) que o envia para o syslogd (o daemon de registro do sistema). O arquivo “/etc/syslog.conf” controla o funcionamento de syslogd, especificando um destino para cada facilidade (facility - em nosso caso, a facilidade é “kernel”) e nível (para ipchains, o nível usado é “info”). Por exemplo, meu (Debian) /etc/syslog.conf contém duas linhas que conferem “kern.info”:
kern.* -/var/log/kern.log .=info;.=notice;*.=warn;\ auth,authpriv.none;\ cron,daemon.none;\ mail,news.none -/var/log/messages

Estas significam que as mensagem são duplicadas em “/var/log/kern.log” e “/var/log/messages”. Para mais detalhes, veja “man syslog.conf”. 5.4.1.4.3 Manipulando o tipo do Serviço Existem quatro bits raramente usados no cabeçalho IP, chamaos de bits de tipo do serviço (TOS). Eles afetam o método como os pacotes são tratados; os quatros bits são “Minima Espera”, “Máximo processamento”, “Máxima Confiabilidade” e “Mínimo Custo”. Somente um destes bits é permitido ser configurado. Rob van Nieuwkerk, o autor do TOS-mangling code, colocou o que segue: Especialmente o “Minimo de Espera” é importante para mim. Eu deixo ele ligado para pacotes “interativos” em meu roteador (Linux). Eu uso um modem de 33k6. O linux inicializa pacotes em 3 meios. Deste meio eu tenho performance interativa aceitável enquando faço downloads grandes ao mesmo tempo. (Ele pode até mesmo ser melhor se lá não tiver tal bit no driver serial, mas a latencia é mantida agora por 1.5 segundos). Nota: Obviamente, você tem o controle através de pacotes de entrada: você pode somente controlar a prioridade dos pacotes deixando seu computador. Para negociar prioridades com o outro computador, um protocolo como RSVP (que não conheço nada sobre ele, não me pergunte sobre isto) deve ser usado. O uso mais comum é configurar telnet e conexões de controle FTP para o “Minima Espera” e dados FTP para “Máximo Processamento”. Isto pode ser feito como segue:
ipchains -A output -p tcp -d 0.0.0.0/0 telnet -t 0x01 0x10 ipchains -A output -p tcp -d 0.0.0.0/0 ftp -t 0x01 0x10 ipchains -A output -p tcp -s 0.0.0.0/0 ftp-data -t 0x01 0x08

A opção “-t” pede dois parâmetros extras, ambos em hexadecimal. Estes permitem giros complexos dos bitos TOS: o primeira mascara é ANDed com o pacote atual TOS, e então a segunda máscara é XORed com ele. Se isto é muito confuso, apenas use a seguinte tabela: 60

TOS Name Minimum Maximum Maximum Minimum Delay Throughput Reliability Cost

Value 0x01 0x01 0x01 0x01 0x10 0x08 0x04 0x02

Typical Uses ftp, telnet ftp-data snmp nntp

Andi Klenn foi ao ponto fora dos seguintes (também editado para postaridade): Talvez ele possa ser útil para incluir uma referência para de ifconfig para a discussão sobre bits TOS. O tamanho do dispositivo padrão é afinado para placas ethernet, em modems ele é muito grande e faz os 3 agendamentos das bandas (que possui canais baseados no TOS) funcionarem subótimamente. É uma boa idéia configura-lo para um valor entre 4-10 no modem ou simples canal b para links ISDN: em dispositivos empacotados é necessário um grande canal. Este é uma problema 2.0 e não 2.1, mas em 2.1 ele é um opção do ifconfig (com nettools recentes), enquanto em 2.0 ele requer patches fontes nos controladores de dispositivos para alterar. Assim, para ver máximos beneficios da manipulação TOS para links de modems PPP, faça “ifconfig $1 txqueuelen” em seu /etc/ppp/ip-up script. O número usado depende da velocidade do modem e da quantidade de buffer no modem; aqui configurações que Andi me passou denovo: O melhor valor para dadas configurações precisam ser testadas. Se os canais são muito pequenos em um roteador então os pacotes serão derrubados. Também é claro que um obtém o benefício até mesmo sem regravação TOS, apenas aquela regravação TOS ajuda obter benefícios para programas não coperativos (mas todos os programas padrões do linux são coperativos). 5.4.1.4.4 Marcando um Pacote Isto permite complexas e poderosas interações com Alexey Kuznetsov’s nova Qualidade de implementações de Serviço, também como forwarding baseado em marcas em kernels da série 2.1. Esta opção é no entanto ignorada em kernels da série 2.0. 5.4.1.4.5 Operações em todo o chain Uma característica muito útil do ipchains é a abilidade de agrupar regras relacionadas em chains. Você pode chamar chains do que quiser, desde que não sejam nomes utilizados pelos chains embutidos (input, output e forward) ou os alvos (MASQ, REDIRECT, ACCEPT, DENY, REJECT ou RETURN). Eu sugiro evitar totalmente identificações em maiúsculas, porque que eu posso usar estas para futura extensão. O nome do chain pode ser maior que 8 caracteres. 5.4.1.4.6 Criando um novo chain Vou criar um novo chain. Porque eu sou como um imaginador da mesma categoria, eu chamarei isto de test. 61

# ipchains -N test

É muito simples. Agora você pode colocar regras nele como detalhado acima. 5.4.1.4.7 Apagando um chain Apagar um chain também é simples.
# ipchains -X test

Porque “-X”? Bem, todas as boas letras foram usadas. Existem um par de restrições para apagar chains: elas devem ser vazias (veja “Limpando um Chain” abaixo) e eles não devem ser o alvo de qualquer regra. Você não pode deletar qualquer destes três chains embutidos. 5.4.1.4.8 Limpando um Chain Existe um método simples de esvaziar todas as regras fora do chain, usando o comando “-F”.
# ipchains -F forward

Se você não especificar um chain, então todos os chains serão limpos. 5.4.1.4.9 Listando um chain Você pode listar todas as regras em um chain usando o comando “-L”.
# ipchains -L input Chain input (refcnt = 1): (policy ACCEPT) target prot opt source ACCEPT icmp ----- anywhere # ipchains -L test Chain test (refcnt = 0): target prot opt source DENY icmp ----- localnet/24 #

destination anywhere

ports any

destination anywhere

ports any

O “refcnt” listado para test é o número de regras que tem test como seu alvo. Este pode ser zero (e o chain ser vazio) antes deste chain ser apagado. Se o nome do chain é omitido, todos os chains são listados. Existem três opções que podem acompanhar “-L”. A “-n” (numérica) opção é muito útil porque ela previne ipchains de tentar localizar endereços IP, que (se você esta usando DNS como muitas pessoas) causa larga espera se seu DNS se não estiver configurado corretamente, ou se você filtrará suas requisições DNS. Ele faz as portas serem listadas como números ao invés de nomes.

62

A opção “-v” mostra os detalhes das regras, como o pacote e contadores de byes, as máscaras TOS, a interface, e a marca do pacote. Caso contrário estes valores são omitidos. Por exemplo:
# ipchains -v -L input Chain input (refcnt = 1): (policy ACCEPT) pkts bytes target prot opt tosa tosx ifname destination ports 10 840 ACCEPT icmp ----- 0xFF 0x00 lo anywhere any

mark

source anywhere

Note que o pacote e o contador do byte são mostrados usando os sufixos “K”, “M” ou “G” para 100, 1,000,000 e 1,000,000,000 respectivamente. Usando a opção “-x” (números expandidos) são mostrados números completos, não discutirei como eles são grandes. 5.4.1.4.10 Resetando (Zerando) Contadores Isto é útil para permitir resetar os contadores. Isto pode ser feito com a opção “-Z” (zero counters). Por exemplo:
# ipchains -v -L input Chain input (refcnt = 1): (policy ACCEPT) pkts bytes target prot opt tosa tosx 10 840 ACCEPT icmp ----- 0xFF 0x00 # ipchains -Z input # ipchains -v -L input Chain input (refcnt = 1): (policy ACCEPT) pkts bytes target prot opt tosa tosx 0 0 ACCEPT icmp ----- 0xFF 0x00

ifname lo

mark

source destination ports anywhere anywhere any

ifname lo

mark

source destination ports anywhere anywhere any

O problema disto é que muitas vezes você precisa conhecer os valores do contador imediatamente antes dele ser resetado. No exemplo acima, muitos pacotes pode passar entre os comandos “-L” e “-Z”. Por esta razão, você pode usar “-L” e “-Z” juntos, para resetar os contadores enquando os lê. Infelizmene, se você fizer isto, você não poderá operar em um chain simples: você terá que listar e zerar todos os chains imediatamente.
# ipchains -L -v -Z Chain input (policy ACCEPT): pkts bytes target prot opt tosa tosx ifname 10 840 ACCEPT icmp ----- 0xFF 0x00 lo Chain forward (refcnt = 1): (policy ACCEPT) Chain output (refcnt = 1): (policy ACCEPT) Chain test (refcnt = 0): 0 0 DENY icmp ----- 0xFF 0x00 ppp0 # ipchains -L -v Chain input (policy ACCEPT): pkts bytes target prot opt tosa tosx ifname 10 840 ACCEPT icmp ----- 0xFF 0x00 lo

mark

source destination ports anywhere anywhere any

localnet/24 anywhere any

mark

source destination ports anywhere anywhere any

63

Chain forward (refcnt = 1): (policy ACCEPT) Chain output (refcnt = 1): (policy ACCEPT) Chain test (refcnt = 0): 0 0 DENY icmp ----- 0xFF 0x00 ppp0

localnet/24 anywhere any

5.4.1.4.11 Configurando a Política Nós mostramos o que acontece quando um pacote atinge o final do chain de entrada embutido quando nós discutimos como um pacote anda através dos chains em “Especificando um Alvo” acima. Neste caso, o policiamento do chain determina o destino do pacote. Somente chains embutidos (input output e forward) tem policiamento, porque se um pacote cai no final de um chain definido pelo usuário, a passagem é resumida no chain anterior. O policiamento pode ser qualquer dos primeiros quatro alvos especiais: ACCEPT, DENY, REJECT, MASQ. chain “forward”. MASQ é somente válido para o

É também importante notar que o alvo RETURN em uma regra em um dos chains embutidos é útil para acertar o policiamento de um chain quando o pacote se encaixa em uma regra. 5.4.1.5 Operações em Masquerading Existem diversos parâmetros que você pode usar para IP Masquerading. Eles estão empacotados com ipchains porque não compensa fazer uma ferramenta separada para eles (no entanto isto pode mudar). O comando IP Masquerading é “-M”, e ele pode ser combinado com “-L” para listar conexões Masquerade atuais, ou “-S” para configurar parâmetros masquerade. O comando “-L” pode ser acompanhado por “-n” (mostar números ao invés de nomes dos hosts e nomes das portas) ou “-v” (mostra deltas em números sequenciais para conexão masquerade, apenas em caso de preocupação). O comando “-S” deve ser seguido de três valores de timeout, cada um em segundos: para seções TCP, para seções TCP após um pacote FIN, e para pacotes UDP. Se você não desejar alterar um destes valores, simplesmente passe um valor “0”. Os valores padrões estão listados em ‘/usr/src/linux/include/net/ip_masq.h’, atualmente 15 minutos, 2 minutos e 5 minutes respectivamente. O valor mais comum para ser alterado é o primeiro, para FTP (veja “Pesadelos FTP” abaixo). Note os problemas com as configurações de timeout listados em “Eu não posso configurar timeouts em masquerade!”. 64

5.4.1.6 Checando um Pacote Muitas vezes você deseja ver o que esta acontecendo quando um certo pacote entra em sua máquina, tal como para verificar seus chains de entrada. ipchains tem o comando “-C” para permitir isto, usando exatamente as mesmas rotinas que o kernel usa para diagnosticar pacotes reais. Você especifica que chain testará o pacote seguido do argumento “-C” com seu nome. Considerando que o kernel sempre inicia atravessando os chains input, output e forward, você está permitido o inicio da travessia em qualquer chain para fins de testes. Os detalhes do “pacote” são especificados usando a mesma sintaxe usada para expecificar regras do firewall. Em particular, um protocolo (“-p”), endereço de origem (“-s”), endereço de destino (“-d”) e interface (“-i”) são compulsórios. Se o protoclo é TCP ou UDP, então uma porta simples de origem e destino devem ser especificadas, e um tipo ICMP e um código devem ser especificados para o protocolo ICMP (a não ser que a opção “-f” é espeficada para indicar uma regra de fragmento, em tal caso estas opções são ilegais). Se o protocolo é TCP (e a opção “-f” não é especificada), a opção “-y” deve ser especificada, para indicar que o pacote test deve ter o bit SYN ajustado. Aqui está um exemplo de teste de um pacote TCP SYN de 192.168.1.1 porta 60000 para 192.168.1.2 porta www, vindo na interface eth0, entrando no chain “input”. Isto é uma clássica inicialização de conexão WWW.
# ipchains -C input -p tcp -y -i eth0 -s 192.168.1.1 60000 -d 192.168.1.2 www packet accepted

5.4.1.7 Multiplas Regras at Once and Watching What Happens Muitas vezes uma simples linha de comando pode resultar em múltiplas regras sendo afetadas. Isto é feito em duas maneiras. Primeiro, se você especificar um hostname que resolve (usando DNS) múltiplos endereços IPs, ipchains pode atuar como se você tivesse digitado m£ltiplos comandos com cada combinação de endereços. Assim se o hostname “www.foo.com” resolve três endereços IPs, e o hostname “www.bar.com” resolve dois endereços IPs, então o comando “ipchains -A input -j reject -s www.bar.com -d www.foo.com” acumula seis regras para o chain de entrada. O outro meio de ter o ipchains fazendo múltiplas ações é usar a opção bidirecional (“-b”). Esta opção faz o ipchains se comportar como se você tivesse digitado o comando duas vezes, a segunda vez com os argumentos “-s” e “-d” invertidos. Assim, para evitar forwarding para ou de 192.168.1.1, você deve fazer o seguinte:
# ipchains -b -A forward -j reject -s 192.168.1.1

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Pessoalmente, eu não gosto muito da opção “-b”; se você deseja conveniência, veja “Usando ipchains-save” abaixo. A opção -b pode ser usada com insert (“-I”), delete (“-D”) (mas não com variações que pegam regras numúricas), comando append (“-A”) e comando check (“-C”). Outra opção útil é “-v” (verbose) que mostra exatamente o que o ipchains está fazendo com seus comandos. Isto é útil se você está negociando com comandos que podem afetar multiplas regras. Por exemplo, aqui nós checamos a ação dos fragmentos entre 192.68.1.1 e 192.168.1.2.
# ipchains -v -b -C input -p tcp -f -s 192.168.1.1 -d 192.168.1.2 -i lo tcp opt ---f- tos 0xFF 0x00 via lo 192.168.1.1 -> 192.168.1.2 -> * packet accepted tcp opt ---f- tos 0xFF 0x00 via lo 192.168.1.2 -> 192.168.1.1 -> * packet accepted

*

*

5.4.2 Exemplos úteis
Eu tenho uma conexão dialup PPP (-i ppp0). Eu pego news (-p TCP -s news.virtual.net.au nntp) e mail (-p TCP -s mail.virtual.net.au pop-3) a toda hora que disco. Eu uso o método FTP da Debian para atualizar minha máquina regularmente (-p TCP -y -s ftp.debian.org.au ftp-data). Eu surfo na WEB através do meu proxy ISP enquando isto está sendo feito (-p TCP -d proxy.virtual.net.au 8080), mas odeio os anúncios de doubleclick.net dos arquivos Dilbert (-p TCP -y -d 199.95.207.0/24 e p TCP -y d 199.95.208.0/24). Eu não noto pessoas tentando entrar pelo ftp em minha máquina enquando eu estou online (-p TCP -d $LOCALIP ftp), mas não desejo qualquer um de fora pretendendo ter um endereço IP de minha rede interna (-s 192.168.1.0/24).Isto é normalmente chamado de IP spoofing, e aqui está um belo meio de proteger você dele em kernels 2.1.x e superiores: veja “Como eu configuro a proteção IP spoof?”. A configuração é razoavelmente simples, porque não existe atualmente nenhuma outra máquina na minha rede interna. Eu não desejo que nenhum processo local (ie. Netscape, linx etc...) se conecte em doubleclick.net:
# ipchains -A output -d 199.95.207.0/24 -j REJECT # ipchains -A output -d 199.95.208.0/24 -j REJECT

Agora eu desejo configurar prioridades em varios pacotes de saída (não existe muitos motivos de se fazer isto em pacotes que entram). Desde que eu

66

tenho diversos números destas regras, é sensato colocar todas elas em um simples chain, chamado ppp-out.
# ipchains -N ppp-out # ipchains -A output -i ppp0 -j ppp-out

Minimo de espera para tráfego WEB e telnet.
# ipchains -A ppp-out -p TCP -d proxy.virtual.net.au 8080 -t 0x01 0x10 # ipchains -A ppp-out -p TCP -d 0.0.0.0 telnet -t 0x01 0x10

Baixo custo para dados ftp, nntp, pop-3:
# ipchains -A ppp-out -p TCP -d 0.0.0.0/0 ftp-data -t 0x01 0x02 # ipchains -A ppp-out -p TCP -d 0.0.0.0/0 nntp -t 0x01 0x02 # ipchains -A ppp-out -p TCP -d 0.0.0.0/0 pop-3 -t 0x01 0x02

Existem algumas restrições em pacotes vindo da inteface ppp0: deixe criar um chain chamado “ppp-in”
# ipchains -N ppp-in # ipchains -A input -i ppp0 -j ppp-in

Agora, nenhum pacote vindo de ppp0 deve reivindicar um endereço de origem de 192.168.1.*, assim nós registramos e negamos todos eles:
# ipchains -A ppp-in -s 192.168.1.0/24 -l -j DENY

Eu permito pacotes UDP para DNS (eu executo um programa de cache de nomes que redireciona todas as requisições para 203.29.16.1, assim eu espero respostas DNS somente dele), entrada FTP, e somente retorno de dados ftp(ftp-data) (que deve somente estar indo para uma porta acima de 1023, e não as portas X11 em torno de 6000).
# # # # ipchains ipchains ipchains ipchains -A -A -A -A ppp-in ppp-in ppp-in ppp-in -p -p -p -p UDP TCP TCP TCP -s -s -s -d 203.29.16.1 -d $LOCALIP dns -j ACCEPT 0.0.0.0/0 ftp-data -d $LOCALIP 1024:5999 -j ACCEPT 0.0.0.0/0 ftp-data -d $LOCALIP 6010: -j ACCEPT $LOCALIP ftp -j ACCEPT

Finalmente, pacotes local-para-local estão OK:
# ipchains -A input -i lo -j ACCEPT

Agora, meu policiamento padrão no chain de entrada é DENY, assim qualquer outra coisa é derrubada:
# ipchains -P input DENY

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NOTA: Eu não configurei meus chains nesta ordem, como os pacotes podem ir através da minha configuração. Seguramente é normalmente feito o DENY (bloqueio) primeiro, então inseridas as regras. É claro, se suas regras requerem chamadas DNS para resolver nomes de hosts, você terá problemas. 5.4.2.1 Usando ipchains-save Configurar regras de firewall simplesmente do jeito que desejar, e então tente se lembrar dos comandos que usou assim você pode estar na próxima hora em pane. Assim ipchains-save é um script que lê sua configuração atual dos chains e salva em um arquivo. No momento eu mantenho seu suspense sobre o que o ipchains-restore faz. ipchains-save pode salvar uma simples regra, ou todas as regras (se nenhum nome de regra é especificada). A única opção atualmente permitida é “-v” que mostra as regras (para stderr) quando são salvas. O policiamento do chain é também salvo para as regras input, output e forward.
# ipchains-save > my_firewall Saving ‘input’. Saving ‘output’. Saving ‘forward’. Saving ‘ppp-in’. Saving ‘ppp-out’.

5.4.2.2 Usando ipchains-restore O ipchains-restore restaura chains que foram salvos com ipchainssave. Ele pode usar duas opções “-v” que descreve cada resgra sendo incluída, e “-f” que força a limpeza de regras definidas pelo usuário se elas existem, como descrito abaixo. Se uma regra definida pelo usuário é encontrada em input, ipchainsrestore checa se aquele chain realmente existe. Se existir, então você será perguntado se os chains devem ser limpos (limpeza de todas as regras) ou se a restauração deste chain deve ser ignorada. Se você especificar “-f” na linha de comando, você não será perguntado; a regra será limpa. Por exemplo:
# ipchains-restore < my_firewall Restoring ‘input’. Restoring ‘output’. Restoring ‘forward’. Restoring ‘ppp-in’. Chain ‘ppp-in’ already exists. Skip or flush? [S/f]? s Skipping ‘ppp-in’. Restoring ‘ppp-out’.

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Chain ‘ppp-out’ already exists. Skip or flush? [S/f]? f Flushing ‘ppp-out’.

5.5 Diversos
Esta seção contém todas as informações e FAQs que eu pude colocar dentro da estrutura do arquivo abaixo.

5.5.1 Como organizar suas regras de firewall
Esta questão requer muita concentração. Você pode tentar organiza-las para melhorar a velocidade (minimizar o números de checagem de regras para os pacotes mais comuns) ou para diminuir o gerenciamento. Se você tiver um link intermitente, digamos PPP, você pode desejar configurar a primeira regra do chain de entrada para “-i ppp0 -j DENY” na inicialização, então tendo qualquer coisa como esta em seu script ip-up:
# Re-create the ‘ppp-in’ chain. ipchains-restore -f < ppp-in.firewall # Replace DENY rule with jump to ppp-handling chain. ipchains -R input 1 -i ppp0 -j ppp-in

Seu script ip-down deve se parecer com isto:
ipchains -R input 1 -i ppp0 -j DENY

5.5.2 O que não filtrar
Existem muitas coisa que você deve estar atento antes de iniciar a filtragem de tudo o que não desejar. 5.5.2.1 Pacotes ICMP Pacotes ICMP são usados (entre outras coisas) para indicar falhas de outros protocolos (tal como TCP e UDP). Pacotes “destination-unreachable” em particular. Bloqueando estes pacotes significa que você nunca obterá erros “Host unreachable” ou “No route to host”; qualquer conexão simplesmente aguardará por uma resposta que nunca virá. Isto é irritante, mas raramente fatal. Um problema pior é o papel de pacotes ICMP em na descoberta MTU. Todas as boas implementações TCP (incluindo o Linux) usa a descoberta MTU para tentar entender qual pacote grande que pode ir para um destino sem ser fragmentado (fragmentação diminui a performance, especialmente quando fragmentos ocasionais são perdidos). Descoberta MTU funciona enviando 69

pacotes com o bit “Don’t Fragment” ajustado, e então enviando pacotes pequenos se ele obter um pacote ICMP indicando “Fragmentação necessária mas DF ajustado” (“fragmentação necessária”). Este é um tipo de pacote “destination-unreachable”, e se ele nunca é recebido, o host local não reduzirá o MTU, e a performance será abismal ou não existente. Note que é comum ele bloquear todas as mensagens de redirecionamento ICMP (tipo 5); estas podem ser usados para manipular roteamento (embora boas stacks IP tem proteções), e assim são frequentemente vistas como ligeiramente ariscadas. 5.5.2.2 Conexões TCP para DNS (servidores de nomes) Se estiver tentando bloquear conexões TCP de saída, se lembre que DNS nem sempre usa UDP; se a resposta do servidor excede, 512 bytes, o cliente usa uma conexão TCP (ainda indo para o número de porta 53) para obter a resposta. Isto pode ser uma armadilha porque DNS sempre “trabalha mais ou menos” se você bloquear tais transferências TCP; você pode experimentar esperas longas e estranhas ou outros problemas DNS ocasionais se você o fizer. Se suas requisições DNS sempre são direcionadas para a mesma origem externa (ou diretamente usando a linha nameserver em /etc/resolv.conf ou usando um servidor de nomes cache no modo forward), então você precisará somente permitir conexões TCP para a porta domínio naquele servidor de nomes da porta de domínio local (se usando um servidor de nomes cache) ou de uma porta alta (>1023) se estiver usando /etc/resolv.conf. 5.5.2.3 Pesadelos FTP O problema clássico de filtragem de pacotes é o FTP. FTP tem dois modos; um é o tradicional que é chamado modo ativo e o mais recente é chamado de modo passivo. Navegadores Web normalmente usam o modo passivo, mas programas FTP de linha de comando normalmente usam o modo ativo. No modo ativo, quando o computador remoto tenta enviar um arquivo (ou até mesmo o resultado de um comando ls ou dir) ele tenta abrir uma conexão TCP com a máquina local. Isto significa que você não pode filtrar estas conexões TCP sem bloquear o FTP ativo. Se você tem a opção de usar o modo passivo, então bem; modo passivo faz as conexäes de dados de cliente para servidor, até mesmo para dados de entrada. Caso contrário, é recomendado que você somente permita conexões TCP para portas acima de 1024 e não entre 6000 e 6010 (6000 é usada pelo X-Window).

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5.5.3 Filtrando o Ping of Death (ping da morte)
Computadores Linux são agora imunes aos famosos Ping of Death, que envolve o envio de grandes pacotes ICMP ilegais que sobrecarrega os buffers na pilha TCP no receptor e causa destruição. Se você está protegendo computadores que podem ser vulneráveis, você deve simplesmente bloquear fragmentos ICMP. Pacotes normais ICMP não são grandes o bastante para requerer fragmentação, assim você não deve bloquear nada exceto grandes pings. Eu tenho ouvido (não confirmados) relatos que muitos sistemas requerem somente o último fragmento de um pacote ICMP acima de seu tamanho para o corromper, assim bloquear somente o primeiro fragmento não é recomendado. Sobre os programas exploit e tenho sempre visto que todos usam ICMP, não existem razões que fragmentos TCP ou UDP (ou um protocolo desconhecido) possa ser usado neste ataque, assim bloqueando fragmentos ICMP é somente uma solução temporária.

5.5.4 Filtrando o Teardrop e Bonk
Teardrop e Bonk são dois ataques (principalmente sobre máquinas Microsoft Windows NT) que confiam em fragmentos sobrepostos. Tendo seu roteador Linux fazendo desfragmentação, ou não permitindo todos os fragmentos para suas máquinas vulneráveis são as outras opções.

5.5.5 Filtrando Bombas de Fragmento
Algumas pilhas TCP são comentadas por ter problemas negociando com grandes números de fragmentos de pacotes quando eles não recebem todos os fragmentos. Linux não tem este problema. Você pode filtrar fora fragmentos (que podem interromper legitimos usuários) ou compilar seu kernel com “IP: always defragment” ajustado para “Y” (somente se seu computador linux é o roteador para estes pacotes).

5.5.6 Modificando regras do firewall
Existem alguns assuntos cronometrados envolvidos em alterar regras do firewall. Se você não é cuidadoso, você pode deixar pacotes passarem enquanto estiver fazendo suas alterações. Uma solução simplíssima é fazer o seguinte:
# ipchains -I input 1 -j DENY # ipchains -I output 1 -j DENY # ipchains -I forward 1 -j DENY

... faz alterações ...
# ipchains -D input 1

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# ipchains -D output 1 # ipchains -D forward 1

Isto bloqueia todos os pacotes durante as alterações. Se suas alterações são restritas para um chain simples, você deve criar um novo chain com novas regras, e então trocar (“-R”) a regra que aponta para o antigo chain para a nova que aponta para o novo chain: então você pode apagar o antigo chain. Esta substituição ocorrerá atomicamente.

5.5.7 Como eu configuro a proteção IP Spoof?
IP spoofing é uma técnica onde um host envia pacotes que parecem ser de outro host. Desde que a filtragem de pacotes faz decisões baseadas no endereço de origem, IP spoofing ‘ usado para filtros de pacotes bobos. Ele é também usado para ocultar a identidade de atacantes usando ataques SYN, Teardrop, Ping of Death e outros (não se preocupe se não sabe o que eles fazem). O melhor meio para proteger de IP spoofing é chamado Verificação do endereço de Origem, e é feito pelo código de roteamento, e não o firewall completamente. Procure por um arquivo chamado /proc/sys/net/ipv4/conf/all/rp_filter. Se ele existe, então ligando a Verificação do Endereço de Origem (Source Address Verification) em cada inicialização é a solução certa para você. Para fazer isto, insira as seguintes linhas em qualquer lugar de seus scripts init, antes de qualquer placa de rede ser inicializada:
# This is the best method: turn on Source Address Verification and get # spoof protection on all current and future interfaces. if [ -e /proc/sys/net/ipv4/conf/all/rp_filter ]; then echo -n “Setting up IP spoofing protection...” for f in /proc/sys/net/ipv4/conf/*/rp_filter; do echo 1 > $f done echo “done.” else echo PROBLEMS SETTING UP IP SPOOFING PROTECTION. BE WORRIED. echo “CONTROL-D will exit from this shell and continue system startup.” echo # Start a single user shell on the console /sbin/sulogin $CONSOLE fi

Se você não puder fazer isto, você pode inserir manualmente regras para proteger cada interface. Isto requer conhecimento de cada interface. Os kernels 2.1 automáticamente rejeitam pacotes dizendo vir de endereços 127.* (reservados para a interfaceloopback local, lo). Por exemplo, digamos que temos três interfaces, eth0, eth1 e ppp0. Nós podemos usar ifconfig para nos dizer o endereço e netmask das interfaces. Digamos eth0 foi ligada a rede 192.168.1.0 com a netmasq 255.255.255.0, eth1 foi ligada a rede 10.0.0.0 com a netmask 255.0.0.0, e ppp0 conectado com a 72

internet (onde qualquer endereço exceto endere‡os IP privados são permitodos), nós devemos inserir as seguintes regras:
# # # # ipchains ipchains ipchains ipchains -A -A -A -A input input input input -i -i -i -i eth0 -s ! ! eth0 -s eth1 -s ! ! eth1 -s 192.168.1.0/255.255.255.0 -j DENY 192.168.1.0/255.255.255.0 -j DENY 10.0.0.0/255.0.0.0 -j DENY 10.0.0.0/255.0.0.0 -j DENY

Esta idéia não é tão boa como a Verificação do endereço de origem, porque se sua rede muda, você deve mudar suas regras de firewall para prevenila. Se você está executando um kernel da série 2.0, você pode desejar proteger a interface loopback também, usando uma regra como esta:
# ipchains -A input -i ! lo -s 127.0.0.0/255.0.0.0 -j DENY

5.6 Problemas comuns
5.6.1 ipchains -L Trava!
Você está provavelmente bloqueando chamada DNS; e eventualmente o time out. Tente usar a opção “-n” (númerico) com ipchains, que não mostra nomes.

5.6.2 Masquerading/Forwarding não funciona!
Certifique-se que o forward de pacotes está ativado (em kernels recentes é desativado por padrão, dizendo que pacotes nunca tentam atravessar o chain “forward”). Você pode alterar isto (como root) digitando:
# echo 1 > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward

Se isto funciona para você, coloque isto em algum lugar em seus scripts de inicialização assim ele será ativado toda hora; você deve configurar seu firewall antes de executar este comando, caso contrário existe uma oportunidade de pacotes escaparem.

5.6.3 -j REDIR não funciona!
Você deve permitir pacotes forward (veja acima) para o redirecionamento funcionar; caso contrário o código de roteamento bloqueia o pacote. Assim se você está simplesmente usando o redirecionamento, e não tem qualquer forward, você deverá estar atento a isto.

73

Note que REDIR (sendo no chain input) não afeta conexões de um processo local.

5.6.4 Coringas nas Interfaces não funcinam!
Existe um bug nas versões 2.1.102 e 2.1.103 do kernel (e alguns patches antigos que produzi) que fazem comandos ipchains falharem ao especificar uma inteface com coringas (tal como -i ppp+). Isto está corrigido nos kernels mais recentes, e no patch 2.0.34 do web site. Você pode também pode corrigir alterando o fonte do kernel alterando a linha 63 ou assim em include/linu/ip_fw.h
#define IP_FW_F_MASK 0x002F /* All possible flag bits mask */

Isto deve ser lido como “0x003F”. Corrija isto e recompile o kernel.

5.6.5 TOS não funciona!
Isto foi meu erro: configurando o campo tipo do serviço não configurava atualmente o tipo do serviço nos kernels versões 2.1.102 entre 2.1.111. Este problema foi corrigido em 2.1.112.

5.6.6 ipautofw e ipportfw não funcionam!
Para o kernel 2.0.x, isto é verdade: eu não tenho tempo para criar e manter um patch gigantesco para ipchains e ipautofw/ipportfw. Para o kernel 2.1.x, copie Juan Ciarlante’s ipmasqadm de http://juanjox.linuxhq.com/ e use-o exetamente como usaria como ipautofw ou ipportfw, exceto ao invés de ipportfw você digita ipmasqadm portfw, e ao invés de ipautofw você deve digitar ipmasqadm autofw.

5.6.7 xosview está quebrado!
Atualize para a versão 1.6.0 ou superior, que não requerem qualquer regra de firewall para kernels 2.1.x. Isto parece ter quebrado denovo no lançamento 1.6.1; por favor fale sobre o erro para o autor (este erro não é meu).

5.6.8 Falta de Segmentação com “-j REDIRECT”!
Este foi um bug no ipchains versão 1.3.3. Por favor atualize.

5.6.9 Eu não posso configurar tempo limite no masquerade!
Verdadeiro (para kernels 2.1.x) até 2.1.123. Em 2.1.124, tentando configurar o tempo limite no masquerading causava uma chamada no kernel 74

(altere return para ret = na linha 1328 de net/ipv4/ip_fw.c). funciona corretamente.

Em 2.1.125,

5.6.10

Eu desejo proteger IPX!

Assim como outros, eu vejo. Meu código somente cobre IP, infelizmente. Do lado bom, todos os ganchos estão lá para IPX! Você apenas precisa re-escrever o código; Eu ficaria feliz em ajudar onde for possível.

75

6 FIREWALL IPTABLES
Adaptado do Guia Foca GNU/Linux Avançado – Capítulo 9. Este capítulo documenta o funcionamento do firewall iptables que acompanha a série do kernel 2.4, opções usadas, e aponta alguns pontos fundamentais para iniciar a configuração e construção de bons sistemas de firewall.

6.1 Introdução
O Firewall é um programa que como objetivo proteger a máquina contra acessos indesejados, tráfego indesejado, proteger serviços que estejam rodando na máquina e bloquear a passagem de coisas que você não deseja receber (como conexões vindas da Internet para sua segura rede local, evitando acesso aos dados corporativos de uma empresa ou a seus dados pessoais). No kernel do Linux 2.4, foi introduzido o firewall iptables (também chamado de netfilter) que substitui o ipchains dos kernels da série 2.2. Este novo firewall tem como vantagem ser muito estável (assim como o ipchains e ipfwadm), confiável, permitir muita flexibilidade na programação de regras pelo administrador do sistema, mais opções disponíveis ao administrador para controle de tráfego, controle independente do tráfego da rede local/entre redes/interfaces devido a nova organização das etapas de roteamento de pacotes. O iptables é um firewall a nível de pacotes e funciona baseado no endereço/porta de origem/destino do pacote, prioridade, etc. Ele funciona através da comparação de regras para saber se um pacote tem ou não permissão para passar. Em firewalls mais restritivos, o pacote é bloqueado e registrado para que o administrador do sistema tenha conhecimento sobre o que está acontecendo em seu sistema. Ele também pode ser usado para modificar e monitorar o tráfego da rede, fazer NAT (masquerading, source nat, destination nat), redirecionamento de pacotes, marcação de pacotes, modificar a prioridade de pacotes que chegam/saem do seu sistema, contagem de bytes, dividir tráfego entre máquinas, criar proteções anti-spoofing, contra syn flood, DoS, etc. O tráfego vindo de máquinas desconhecidas da rede pode também ser bloqueado/registrado através do uso de simples regras. As possibilidades oferecidas pelos recursos de filtragem iptables como todas as ferramentas UNIX maduras dependem de sua imaginação, pois ele garante uma grande flexibilidade na manipulação das regras de acesso ao sistema, precisando apenas conhecer quais interfaces o sistema possui, o que deseja bloquear, o que tem acesso garantido, quais serviços devem estar acessíveis para cada rede, e iniciar a construção de seu firewall. O iptables ainda tem a vantagem de ser modularizável, funções podem ser adicionadas ao firewall ampliando as possibilidades oferecidas. Usei por 2 anos o ipchains e afirmo que este é um firewall que tem possibilidades de gerenciar tanto a segurança em máquinas isoladas como roteamento em

76

grandes organizações, onde a passagem de tráfego entre redes deve ser minuciosamente controlada. Um firewall não funciona de forma automática (instalando e esperar que ele faça as coisas por você), é necessário pelo menos conhecimentos básicos de rede tcp/ip, roteamento e portas para criar as regras que farão a segurança de seu sistema. A segurança do sistema depende do controle das regras que serão criadas por você, as falhas humanas são garantia de mais de 95% de sucesso nas invasões. Enfim o iptables é um firewall que agradará tanto a pessoas que desejam uma segurança básica em seu sistema, quando administradores de grandes redes que querem ter um controle minucioso sobre o tráfego que passam entre suas interfaces de rede (controlando tudo o que pode passar de uma rede a outra), controlar o uso de tráfego, monitoração, etc.

6.1.1 Versão
É assumido que esteja usando a versão 1.2.3 do iptables e baseadas nas opções do kernel 2.4.16 (sem o uso de módulos experimentais). As explicações contidas aqui podem funcionar para versões posteriores, mas é recomendável que leia a documentação sobre modificações no programa (changelog) em busca de mudanças que alterem o sentido das explicações fornecidas aqui.

6.1.2 Um resumo da história do iptables
O iptables é um código de firewall das versões 2.4 do kernel, que substituiu o ipchains (presente nas séries 2.2 do kernel). Ele foi incluído no kernel da série 2.4 em meados de Junho/Julho de 1999. A história do desenvolvimento (desde o porte do ipfw do BSD para o Linux até o iptables (que é a quarta geração de firewalls do kernel) está disponível no documento, Netfilter-howto.

6.1.3 Características do firewall iptables
• •

Especificação de portas/endereço de origem/destino Suporte a protocolos TCP/UDP/ICMP (incluindo tipos de mensagens icmp) Suporte a interfaces de origem/destino de pacotes Manipula serviços de proxy na rede Tratamento de tráfego dividido em chains (para melhor controle do tráfego que entra/sai da máquina e tráfego redirecionado. Permite um número ilimitado de regras por chain Muito rápido, estável e seguro Possui mecanismos internos para rejeitar automaticamente pacotes duvidosos ou mal formados. 77

• • •

• • •

Suporte a módulos externos para expansão das funcionalidades padrões oferecidas pelo código de firewall Suporte completo a roteamento de pacotes, tratadas em uma área diferente de tráfegos padrões. Suporte a especificação de tipo de serviço para priorizar o tráfego de determinados tipos de pacotes. Permite especificar exceções para as regras ou parte das regras Suporte a detecção de fragmentos Permite enviar alertas personalizados ao syslog sobre o tráfego aceito/bloqueado. Redirecionamento de portas Masquerading Suporte a SNAT (modificação do endereço de origem das máquinas para um único IP ou faixa de IP's). Suporte a DNAT (modificação do endereço de destino das máquinas para um único IP ou fixa de IP's) Contagem de pacotes que atravessaram uma interface/regra Limitação de passagem de pacotes/conferência de regra (muito útil para criar proteções contra, syn flood, ping flood, DoS, etc).

• • •

• • •

• •

6.1.4 Ficha técnica
Pacote: iptables
• • •

iptables - Sistema de controle principal para protocolos ipv4 ip6tables - Sistema de controle principal para protocolos ipv6 iptables-save - Salva as regras atuais em um arquivo especificado como argumento. Este utilitário pode ser dispensado por um shell script contendo as regras executado na inicialização da máquina. iptables-restore - Restaura regras salvas pelo utilitário iptables-save.

6.1.5 Requerimentos
É necessário que o seu kernel tenha sido compilado com suporte ao iptables (veja Habilitando o suporte ao iptables no kernel, Section 9.1.15. O requerimento mínimo de memória necessária para a execução do iptables é o mesmo do kernel 2.4 (4MB). Dependendo do tráfego que será manipulado pela(s) interface(s) do firewall ele poderá ser executado com folga em uma máquina 386 SX com 4MB de RAM.

78

Como as configurações residem no kernel não é necessário espaço extra em disco rígido para a execução deste utilitário.

6.1.6 Arquivos de logs criados pelo iptables
Todo tráfego que for registrado pelo iptables é registrado por padrão no arquivo /var/log/kern.log.

6.1.7 Instalação
apt-get install iptables

O pacote iptables contém o utilitário iptables (e ip6tables para redes ipv6) necessários para inserir suas regras no kernel. Se você não sabe o que é ipv6, não precisará se preocupar com o utilitário ip6tables por enquanto.

6.1.8 Enviando Correções/Contribuindo com o projeto
A página principal do projeto é http://netfilter.filewatcher.org. Sugestões podem ser enviadas para a lista de desenvolvimento oficial do iptables: http://lists.samba.org.

6.1.9 O que aconteceu com o ipchains e ipfwadm?
O iptables faz parte da nova geração de firewalls que acompanha o kernel 2.4, mas o suporte ao ipchains e ipfwadm ainda será mantido no kernel até 2004. Seria uma grande falta de consideração retirar o suporte a estes firewalls do kernel como forma de obrigar a "aprenderem" o iptables (mesmo o suporte sendo removido após este período, acredito que criarão patches "externos" para futuros kernels que não trarão mais este suporte). Se precisa do suporte a estes firewalls antes de passar em definitivo para o iptables leia Habilitando o suporte ao iptables no kernel, Section 9.1.15. Se você é um administrador que gosta de explorar todos os recursos de um firewall, usa todos os recursos que ele oferece ou mantém uma complexa rede corporativa, tenho certeza que gostará do iptables.

6.1.10

Tipos de firewalls

Existem basicamente dois tipos de firewalls: nível de aplicação - Este tipo de firewall analisam o conteúdo do pacote para tomar suas decisões de filtragem. Firewalls deste tipo são mais intrusivos (pois analisam o conteúdo de tudo que passa por ele) e permitem um controle relacionado com o conteúdo do tráfego. Alguns firewalls a nível de aplicação combinam recursos básicos existentes em firewalls a nível de pacotes combinando as funcionalidade de controle de tráfego/controle de acesso em uma só ferramenta. Servidores proxy, como o squid, são um exemplo deste tipo de firewall.

79

nível de pacotes - Este tipo de firewall toma as decisões baseadas nos parâmetros do pacote, como porta/endereço de origem/destino, estado da conexão, e outros parâmetros do pacote. O firewall então pode negar o pacote (DROP) ou deixar o pacote passar (ACCEPT). O iptables é um excelente firewall que se encaixa nesta categoria.

Firewall a nível de pacotes é o assunto explicado nesta seção do guia. Os dois tipos de firewalls podem ser usados em conjunto para fornecer uma camada dupla de segurança no acesso as suas máquinas/máquinas clientes.

6.1.11

O que proteger?

Antes de iniciar a construção do firewall é bom pensar nos seguintes pontos:

Quais serviços precisa proteger. Serviços que devem ter acesso garantido a usuários externos e quais serão bloqueados a todas/determinadas máquinas. É recomendável bloquear o acesso a todas portas menores que 1024 por executarem serviços que rodam com privilégio de usuário root, e autorizar somente o acesso as portas que realmente deseja (configuração restritiva nesta faixa de portas). Que tipo de conexões eu posso deixar passar e quais bloquear. Serviços com autenticação em texto plano e potencialmente inseguros como rlogin, telnet, ftp, NFS, DNS, LDAP, SMTP RCP, X-Window são serviços que devem ser ter acesso garantido somente para máquinas/redes que você confia. Estes serviços podem não ser só usados para tentativa de acesso ao seu sistema, mas também como forma de atacar outras pessoas aproveitando-se de problemas de configuração. A configuração do firewall ajuda a prevenir isso, mesmo se um serviço estiver mal configurado e tentando enviar seus pacotes para fora, será impedido. Da mesma forma se uma máquina Windows de sua rede for infectada por um trojan não haverá pânico: o firewall poderá estar configurado para bloquear qualquer tentativa de conexão vinda da internet (cracker) para as máquinas de sua rede. Para cópia de arquivos via rede insegura (como através da Internet), é recomendado o uso de serviços que utilizam criptografia para login e cópia de arquivos (veja Servidor ssh, Chapter 14).

• • •

Que máquinas terão acesso livre e quais serão restritas. Que serviços deverão ter prioridade no processamento. Que máquinas/redes NUNCA deverão ter acesso a certas/todas máquinas. O volume de tráfego que o servidor manipulará. Através disso você pode ter que balancear o tráfego entre outras máquinas, configurar proteções contra DoS, syn flood, etc.

80

O que tem permissão de passar de uma rede para outra (em máquinas que atuam como roteadores/gateways de uma rede interna). Etc.

A análise destes pontos pode determinar a complexidade do firewall, custos de implementação, prazo de desenvolvimento e tempo de maturidade do código para implementação. Existem muitos outros pontos que podem entrar na questão de desenvolvimento de um sistema de firewall, eles dependem do tipo de firewall que está desenvolvendo e das políticas de segurança de sua rede.

6.1.12

O que são regras?

As regras são como comandos passados ao iptables para que ele realize uma determinada ação (como bloquear ou deixar passar um pacote) de acordo com o endereço/porta de origem/destino, interface de origem/destino, etc. As regras são armazenadas dentro dos chains e processadas na ordem que são inseridas. As regras são armazenadas no kernel, o que significa que quando o computador for reiniciado tudo o que fez será perdido. Por este motivo elas deverão ser gravadas em um arquivo para serem carregadas a cada inicialização. Um exemplo de regra: iptables -A INPUT -s 123.123.123.1 -j DROP.

6.1.13

O que são chains?

Os Chains são locais onde as regras do firewall definidas pelo usuário são armazenadas para operação do firewall. Existem dois tipos de chains: os embutidos (como os chains INPUT, OUTPUT e FORWARD) e os criados pelo usuário. Os nomes dos chains embutidos devem ser especificados sempre em maiúsculas (note que os nomes dos chains são case-sensitive, ou seja, o chain input é completamente diferente de INPUT).

6.1.14

O que são tabelas?

Tabelas são os locais usados para armazenar os chains e conjunto de regras de um mesmo conjunto que cada um possui. As tabelas podem ser referenciadas com a opção -t tabela e existem 3 tabelas disponíveis no iptables:

filter - Esta é a tabela padrão, contém 3 chains padrões:
o o o

INPUT - Consultado para dados que chegam a máquina OUTPUT - Consultado para dados que saem da máquina FORWARD - Consultado para dados que são redirecionados para outra interface de rede ou outra máquina.

81

Os chains INPUT e OUTPUT somente são atravessados por conexões indo/se originando de localhost. OBS: Para conexões locais, somente os chains INPUT e OUTPUT são consultados na tabela filter.

nat - Usada para dados que gera outra conexão (masquerading, source nat, destination nat, port forwarding, proxy transparente são alguns exemplos). Possui 3 chains padrões:
o

PREROUTING - Consultado quando os pacotes precisam ser modificados logo que chegam. É o chain ideal para realização de DNAT e redirecionamento de portas (Fazendo DNAT, Section 9.4.4). OUTPUT - Consultado quando os pacotes gerados localmente precisam ser modificados antes de serem roteados. Este chain somente é consultado para conexões que se originam de IPs de interfaces locais. POSTROUTING - Consultado quando os pacotes precisam ser modificados após o tratamento de roteamento. É o chain ideal para realização de SNAT e IP Masquerading (Fazendo SNAT, Section 9.4.3).

o

o

mangle - Utilizada para alterações especiais de pacotes (como modificar o tipo de serviço (TOS) ou outros detalhes que serão explicados no decorrer do capítulo. Possui 2 chains padrões:
o

PREROUTING - Consultado quando os pacotes precisam ser modificados logo que chegam. OUTPUT - Consultado quando pacotes gerados localmente precisam ser modificados antes de serem roteados.

o

Veja A tabela mangle, Section 9.5 para mais detalhes sobre a tabela mangle.

6.1.15

Habilitando o suporte ao iptables no kernel

Para usar toda a funcionalidade do firewall iptables, permitindo fazer o controle do que tem ou não permissão de acessar sua máquina, fazer Masquerading/NAT em sua rede, etc., você precisará dos seguintes componentes compilados em seu kernel (os módulos experimentais fora ignorados intencionalmente):
* * Network Options: * Network packet filtering (replaces ipchains) [Y/m/n/?] Network packet filtering debugging [Y/m/n/?] e na Subseção:

82

* * IP: Netfilter Configuration * Connection tracking (required for masq/NAT) (CONFIG_IP_NF_CONNTRACK) [M/n/y/?] FTP protocol support (CONFIG_IP_NF_FTP) [M/n/?] IRC protocol support (CONFIG_IP_NF_IRC) [M/n/?] IP tables support (required for filtering/masq/NAT) (CONFIG_IP_NF_IPTABLES) [Y/m/n/?] limit match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_LIMIT) [Y/m/n/?] MAC address match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_MAC) [M/n/y/?] netfilter MARK match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_MARK) [M/n/y/?] Multiple port match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_MULTIPORT) [M/n/y/?] TOS match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_TOS) [M/n/y/?] LENGTH match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_LENGTH) [M/n/y/?] TTL match support (CONFIG_IP_NF_TTL) [M/n/y/?] tcpmss match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_TCPMSS) [M/n/y/?] Connection state match support (CONFIG_IP_NF_MATCH_STATE) [M/n/?] Packet filtering (CONFIG_IP_NF_FILTER) [M/n/y/?] REJECT target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_REJECT) [M/n/?] Full NAT (CONFIG_IP_NF_NAT) [M/n/?] MASQUERADE target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_MASQUERADE) [M/n/?] REDIRECT target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_REDIRECT) [M/n/?] Packet mangling (CONFIG_IP_NF_MANGLE) [M/n/y/?] TOS target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_TOS) [M/n/?] MARK target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_MARK) [M/n/?] LOG target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_LOG) [M/n/y/?] TCPMSS target support (CONFIG_IP_NF_TARGET_TCPMSS) [M/n/y/?]

Esta configuração permite que você não tenha problemas para iniciar o uso e configuração do seu firewall iptables, ela ativa os módulos necessários para utilização de todos os recursos do firewall iptables. Quando conhecer a função de cada um dos parâmetros acima (durante o decorrer do texto), você poderá eliminar muitas das opções desnecessárias para seu estilo de firewall ou continuar fazendo uso de todas ;-) OBS1: A configuração acima leva em consideração que você NÃO executará os códigos antigos de firewall ipfwadm e ipchains. Caso deseje utilizar o ipchains ou o ipfwadm, será preciso responder com "M" a questão "IP tables support (required for filtering/masq/NAT) (CONFIG_IP_NF_IPTABLES)". Será necessário carregar manualmente o módulo correspondente ao firewall que deseja utilizar (modprobe iptables_filter.o no caso do iptables). Não execute mais de um tipo de firewall ao mesmo tempo!!! OBS2: É recomendável ativar o daemon kmod para carga automática de módulos, caso contrário será necessário compilar todas as partes necessárias embutidas no kernel, carregar os módulos necessários manualmente ou pelo iptables (através da opção --modprobe=módulo).

83

6.1.16

Ligando sua rede interna a Internet

Se a sua intenção (como da maioria dos usuários) é conectar sua rede interna a Internet de forma rápida e simples, leia Fazendo IP masquerading (para os apressados), Section 9.4.2 ou Fazendo SNAT, Section 9.4.3. Um exemplo prático de configuração de Masquerading deste tipo é encontrado em Conectando sua rede interna a Internet, Section 9.8.3. Após configurar o masquerading, você só precisará especificar o endereço IP da máquina masquerading (servidor) como Gateway da rede. No Windows 9x/NT/2000 isto é feito no Painel de Controle/Rede/Propriedades de Tcp/IP. No Linux pode ser feito com route add default gw IP_do_Servidor.

6.2 Manipulando chains
As opções passadas ao iptables usadas para manipular os chains são SEMPRE em maiúsculas. As seguintes operações podem ser realizadas com os chains:

6.2.1 Adicionando regras - A
Como exemplo vamos criar uma regra que bloqueia o acesso a nosso própria máquina (127.0.0.1 - loopback). Primeiro daremos um ping para verificar seu funcionamento:
#ping 127.0.0.1 PING 127.0.0.1 (127.0.0.1): 56 data bytes 64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=0 ttl=255 time=0.6 ms 64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=1 ttl=255 time=0.5 ms --- 127.0.0.1 ping statistics --2 packets transmitted, 2 packets received, 0% packet loss round-trip min/avg/max = 0.5/0.5/0.6 ms

Ok, a máquina responde, agora vamos incluir uma regra no chain INPUT (-A INPUT) que bloqueie (-j DROP) qualquer acesso indo ao endereço 127.0.0.1 (-d 127.0.0.1):
iptables -t filter -A INPUT -d 127.0.0.1 -j DROP Agora verificamos um novo ping: #ping 127.0.0.1 PING 127.0.0.1 (127.0.0.1): 56 data bytes --- 127.0.0.1 ping statistics --2 packets transmitted, 0 packets received, 100% packet loss

Desta vez a máquina 127.0.0.1 não respondeu, pois todos os pacotes com o destino 127.0.0.1 (-d 127.0.0.1) são rejeitados (-j DROP). A opção -A é usada para adicionar novas regras no final do chain. Além de -j DROP que serve para rejeitar os pacotes, podemos também usar -j ACCEPT para aceitar 84

pacotes. A opção -j é chamada de alvo da regra ou somente alvo pois define o destino do pacote que atravessa a regra (veja Especificando um alvo, Section 9.3.6). Bem vindo a base de um sistema de firewall :-) OBS1: - O acesso a interface loopback não deve ser de forma alguma bloqueado, pois muitos aplicativos utilizam soquetes tcp para realizarem conexões, mesmo que você não possua uma rede interna. OBS2: - A tabela filter será usada como padrão caso nenhuma tabela seja especificada através da opção -t.

6.2.2 Listando regras - L
A seguinte sintaxe é usada para listar as regras criadas: iptables [-t tabela] -L [chain] [opções] Onde: tabela É uma das tabelas usadas pelo iptables. Se a tabela não for especificada, a tabela filter será usada como padrão. Veja O que são tabelas?, Section 9.1.14 para detalhes. chain Um dos chains disponíveis na tabela acima (veja O que são tabelas?, Section 9.1.14) ou criado pelo usuário (Criando um novo chain - N, Section 9.2.6). Caso o chain não seja especificado, todos os chains da tabela serão mostrados. opções As seguintes opções podem ser usadas para listar o conteúdo de chains:
• •

-v - Exibe mais detalhes sobre as regras criadas nos chains. -n - Exibe endereços de máquinas/portas como números ao invés de tentar a resolução DNS e consulta ao /etc/services. A resolução de nomes pode tomar muito tempo dependendo da quantidade de regras que suas tabelas possuem e velocidade de sua conexão. -x - Exibe números exatos ao invés de números redondos. Também mostra a faixa de portas de uma regra de firewall. --line-numbers - Exibe o número da posição da regra na primeira coluna da listagem.

Para listar a regra criada anteriormente usamos o comando:
#iptables -t filter -L INPUT Chain INPUT (policy ACCEPT) target prot opt source DROP all -- anywhere

destination localhost

85

O comando iptables -L INPUT -n tem o mesmo efeito, a diferença é que são mostrados números ao invés de nomes:
#iptables -L INPUT -n Chain INPUT (policy ACCEPT) target prot opt source DROP all -- 0.0.0.0/0

destination 127.0.0.1

#iptables -L INPUT -n --line-numbers Chain INPUT (policy ACCEPT) num target prot opt source 1 DROP all -- 0.0.0.0/0

destination 127.0.0.1

#iptables -L INPUT -n -v Chain INPUT (policy ACCEPT 78 packets, 5820 bytes) pkts bytes target prot opt in out source destination 2 194 DROP icmp -- * * 0.0.0.0/0 127.0.0.1

Os campos assim possuem o seguinte significado: Chain INPUT Nome do chain listado (policy ACCEPT 78 packets, 5820 bytes) Policiamento padrão do chain (veja Especificando o policiamento padrão de um chain - P, Section 9.2.11). pkts Quantidade de pacotes que atravessaram a regra (veja Zerando contador de bytes dos chains - Z, Section 9.2.10). bytes Quantidade de bytes que atravessaram a regra. Pode ser referenciado com K (Kilobytes), M (Megabytes), G (Gigabytes). target O alvo da regra, o destino do pacote. Pode ser ACCEPT, DROP ou outro chain. Veja Especificando um alvo, Section 9.3.6 para detalhes sobre a especificação de um alvo. prot Protocolo especificado pela regra. Pode ser udp, tcp, icmp ou all. Veja Especificando um protocolo, Section 9.3.3 para detalhes. opt

86

Opções extras passadas a regra. Normalmente "!" (veja Especificando uma exceção, Section 9.3.5) ou "f" (veja Especificando fragmentos, Section 9.3.4). in Interface de entrada (de onde os dados chegam). Especificando a interface de origem/destino, Section 9.3.2. out Interface de saída (para onde os dados vão). Veja Especificando a interface de origem/destino, Section 9.3.2. source Endereço de origem. origem/destino, Section 9.3.1. destination Endereço de destino. origem/destino, Section 9.3.1. outras opções Estas opções normalmente aparecem quando são usadas a opção -x:
• •

Veja

Veja Especificando um endereço de

Veja Especificando um endereço de

dpt ou dpts - Especifica a porta ou faixa de portas de destino. reject-with icmp-port-unreachable - Significa que foi usado o alvo REJECT naquela regra (veja Alvo REJECT, Section 9.3.6.1).

6.2.3 Apagando uma regra - D
Para apagar um chain, existem duas alternativas: 1. Quando sabemos qual é o número da regra no chain (listado com a opção -L) podemos referenciar o número diretamente. Por exemplo, para apagar a regra criada acima: iptables -t filter -D INPUT 1 Esta opção não é boa quando temos um firewall complexo com um grande número de regras por chains, neste caso a segunda opção é a mais apropriada. 2. Usamos a mesma sintaxe para criar a regra no chain, mas trocamos -A por -D: iptables -t filter -D INPUT -d 127.0.0.1 -j DROP Então a regra correspondentes no chain INPUT será automaticamente apagada (confira listando o chain com a opção "-L"). Caso o chain possua várias regras semelhantes, somente a primeira será apagada.

87

6.2.4 Inserindo uma regra - I
Precisamos que o tráfego vindo de 192.168.1.15 não seja rejeitado pelo nosso firewall. Não podemos adicionar uma nova regra (-A) pois esta seria incluída no final do chain e o tráfego seria rejeitado pela primeira regra (nunca atingindo a segunda). A solução é inserir a nova regra antes da regra que bloqueia todo o tráfego ao endereço 127.0.0.1 na posição 1: iptables -t filter -I INPUT 1 -s 192.168.1.15 -d 127.0.0.1 -j ACCEPT Após este comando, temos a regra inserida na primeira posição do chain (repare no número 1 após INPUT) e a antiga regra número 1 passa a ser a número 2. Desta forma a regra acima será consultada, se a máquina de origem for 192.168.1.15 então o tráfego estará garantido, caso contrário o tráfego com o destino 127.0.0.1 será bloqueado na regra seguinte.

6.2.5 Substituindo uma regra - R
Após criar nossa regra, percebemos que a nossa intenção era somente bloquear os pings com o destino 127.0.0.1 (pacotes ICMP) e não havia necessidade de bloquear todo o tráfego da máquina. Existem duas alternativas: apagar a regra e inserir uma nova no lugar ou modificar diretamente a regra já criada sem afetar outras regras existentes e mantendo a sua ordem no chain (isso é muito importante). Use o seguinte comando: iptables -R INPUT 2 -d 127.0.0.1 -p icmp -j DROP O número 2 é o número da regra que será substituída no chain INPUT, e deve ser especificado. O comando acima substituirá a regra 2 do chain INPUT (-R INPUT 2) bloqueando (-j DROP) qualquer pacote icmp (-p icmp) com o destino 127.0.0.1 (-d 127.0.0.1).

6.2.6 Criando um novo chain - N
Em firewalls organizados com um grande número de regras, é interessante criar chains individuais para organizar regras de um mesmo tipo ou que tenha por objetivo analisar um tráfego de uma mesma categoria (interface, endereço de origem, destino, protocolo, etc) pois podem consumir muitas linhas e tornar o gerenciamento do firewall confuso (e conseqüentemente causar sérios riscos de segurança). O tamanho máximo de um nome de chain é de 31 caracteres e podem conter tanto letras maiúsculas quanto minúsculas.
iptables [-t tabela] [-N novochain]

Para criar o chain internet (que pode ser usado para agrupar as regras de internet) usamos o seguinte comando:
iptables -t filter -N internet

Para inserir regras no chain internet basta especifica-lo após a opção -A:
iptables -t filter -A internet -s 200.200.200.200 -j DROP

E então criamos um pulo (-j) do chain INPUT para o chain internet: 88

iptables -t filter -A INPUT -j internet OBS: O chain criando pelo usuário pode ter seu nome tanto em maiúsculas como minúsculas. Se uma máquina do endereço 200.200.200.200 tentar acessar sua máquina, o iptables consultará as seguintes regras:
`INPUT' `internet' -------------------------------------------------------| Regra1: -s 192.168.1.15 | | Regra1: -s 200.200.200.200| |--------------------------| |---------------------------| | Regra2: -s 192.168.1.1 | | Regra2: -d 192.168.1.1 | |--------------------------| ----------------------------| Regra3: -j DROP | ---------------------------O pacote tem o endereço de origem 200.200.200.200, ele passa pela primeira e segunda regras do chain INPUT, a terceira regra direciona para o chain internet _______________________________________ v / v /-------------------------|-\ / /-------------------------------------|-\ | Regra1: -s 192.168.1.15 | | / | Regra1: -s 200.200.200.200 -j DROP \_____\ |-------------------------|-| / |---------------------------------------| / | Regra2: -s 192.168.1.1 | | / | Regra2: -d 200.200.200.202 -j DROP | |-------------------------|-|/ \---------------------------------------/ | Regra3: -j internet /| |---------------------------| No chain internet, a primeira regra confere | Regra4: -j DROP | com o endereço de origem 200.200.200.200 e \---------------------------/ o pacote é bloqueado.

Se uma máquina com o endereço de origem 200.200.200.201 tentar acessar a máquina, então as regra consultadas serão as seguintes:
O pacote tem o endereço de origem 200.200.200.201, ele passa pela primeira e segunda regras do chain INPUT, a terceira regra direciona para o chain internet ______________________________________ v / v /-------------------------|-\ / /-------------------------------------|-\ | Regra1: -s 192.168.1.15 | | / | Regra1: -s 200.200.200.200 -j DROP | | |-------------------------|-| / |-------------------------------------|-| | Regra2: -s 192.168.1.1 | | / | Regra2: -s 200.200.200.202 -j DROP | | |-------------------------|-|/ \-------------------------------------|-/ | Regra3: -j internet /| v |---------------------------| / | Regra4: -j DROP --+------------------------------------------\------------------------/-/ O pacote passa pelas regras 1 e 2 do chain | internet, como ele não confere com nenhuma v das 2 regras ele retorna ao chain INPUT e é Esta regra é a número 4 analisado pela regra seguinte. que diz para rejeitar o pacote.

89

6.2.7 Listando os nomes de todos os chains atuais
Use o comando cat /proc/net/ip_tables_names para fazer isto. É interessante dar uma olhada nos arquivos dentro do diretório /proc/net, pois podem lhe ser interessantes.

6.2.8 Limpando as regras de um chain - F
Para limpar todas as regras de um chain, use a seguinte sintaxe: iptables [-t tabela] [-F chain] Onde: tabela Tabela que contém o chain que desejamos zerar. chain Chain que desejamos limpar. Caso um chain não seja especificado, todos os chains da tabela serão limpos. iptables -t filter -F INPUT iptables -t filter -F

6.2.9 Apagando um chain criado pelo usuário - X
Para apagarmos um chain criado pelo usuário, usamos a seguinte sintaxe: iptables [-t tabela] [-X chain] Onde: tabela Nome da tabela que contém o chain que desejamos excluir. chain Nome do chain que desejamos apagar. Caso não seja especificado, todos os chains definidos pelo usuário na tabela especificada serão excluídos. OBS: - Chains embutidos nas tabelas não podem ser apagados pelo usuário. Veja os nomes destes chains em “6.1.14 O que são tabelas?”.
iptables -t filter -X internet iptables -X

6.2.10

Zerando contador de bytes dos chains - Z

Este comando zera o campo pkts e bytes de uma regra do iptables. Estes campos podem ser visualizados com o comando iptables -L -v. A seguinte sintaxe é usada: iptables [-t tabela] [-Z chain] [-L Onde: tabela 90

Nome da tabela que contém o chain que queremos zerar os contadores de bytes e pacotes. chain Chain que deve ter os contadores zerados. Caso não seja especificado, todos os chains da tabela terão os contadores zerados. Note que as opções -Z e -L podem ser usadas juntas, assim o chain será listado e imediatamente zerado. Isto evita a passagem de pacotes durante a listagem de um chain.
iptables -t filter -Z INPUT

6.2.11

Especificando o policiamento padrão de um chain - P

O policiamento padrão determina o que acontecerá com um pacote quando ele chegar ao final das regras contidas em um chain. O policiamento padrão do iptables é "ACCEPT" mas isto pode ser alterado com o comando: iptables [-t tabela] [-P chain] [ACCEPT/DROP] Onde: tabela Tabela que contém o chain que desejamos modificar o policiamento padrão. chain Define o chain que terá o policiamento modificado. O chain deve ser especificado. ACCEPT/DROP ACCEPT aceita os pacotes caso nenhuma regra do chain conferir (usado em regras permissivas). DROP rejeita os pacotes caso nenhuma regra do chain conferir (usado em regras restritivas). O policiamento padrão de um chain é mostrado com o comando iptables -L:
# iptables -L INPUT Chain INPUT (policy ACCEPT) target prot opt source DROP icmp -- anywhere

destination localhost

No exemplo acima, o policiamento padrão de INPUT é ACCEPT (policy ACCEPT), o que significa que qualquer pacote que não seja rejeitado pela regra do chain, será aceito. Para alterar o policiamento padrão deste chain usamos o comando:
iptables -t filter -P INPUT DROP

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OBS: Note que policiamentos PERMISSIVOS (ACCEPT) normalmente são usados em conjunto com regras restritivas no chain correspondentes (tudo é bloqueado e o que sobrar é liberado) e policiamentos RESTRITIVOS (DROP) são usados em conjunto com regras permissivas no chain correspondente (tudo é liberado e o que sobrar é bloqueado pelo policiamento padrão).

6.3 Outras opções do iptables
6.3.1 Especificando um endereço de origem/destino
As opções -s (ou --src/--source)e -d (ou --dst/--destination) servem para especificar endereços de origem e destino respectivamente. É permitido usar um endereço IP completo (como 192.168.1.1), um hostname (debian), um endereço fqdn (www.debian.org) ou um par rede/máscara (como 200.200.200.0/255.255.255.0 ou 200.200.200.0/24). Caso um endereço/máscara não sejam especificados, é assumido 0/0 como padrão (todos as máquinas de todas as redes). A interpretação dos endereços de origem/destino dependem do chain que está sendo especificado (como INPUT e OUTPUT por exemplo). OBS: Caso seja especificado um endereço fqdn e este resolver mais de um endereço IP, serão criadas várias regras, cada uma se aplicando a este endereço IP específico. É recomendável sempre que possível a especificação de endereços IP's nas regras, pois além de serem muito rápidos (pois não precisar de resolução DNS) são mais seguros para evitar que nosso firewall seja enganado por um ataque de IP spoofing.
# Bloqueia o tráfego vindo da rede 200.200.200.*: iptables -A INPUT -s 200.200.200.0/24 -j DROP # Bloqueia conexões com o destino 10.1.2.3: iptables -A OUTPUT -d 10.1.2.3 -j DROP # Bloqueia o tráfego da máquina www.dominio.teste.org a rede 210.21.1.3 # nossa máquina possui o endereço 210.21.1.3 iptables -A INPUT -s www.dominio.teste.org -d 210.21.1.3 -j DROP

6.3.2 Especificando a interface de origem/destino
As opções -i (ou --in-interface) e -o (ou --out-interface) especificam as interfaces de origem/destino de pacotes. Nem todos as chains aceitam as interfaces de origem/destino simultaneamente, a interface de entrada (-i) nunca poderá ser especificada em um chain OUTPUT e a interface de saída (-o) nunca poderá ser especificada em um chain INPUT. Abaixo uma rápida referência:
+---------------------+--------------------------------+ TABELA | CHAIN | INTERFACE | | +----------------+---------------+

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| | ENTRADA (-i) | SAÍDA (-o) | +---------+---------------------+----------------+---------------+ | | INPUT | SIM | NÃO | | filter | OUTPUT | NÃO | SIM | | | FORWARD | SIM | SIM | +---------+---------------------+----------------+---------------+ | | PREROUTING | SIM | NÃO | | nat | OUTPUT | NÃO | SIM | | | POSTROUTING | NÃO | SIM | +---------+---------------------+----------------+---------------+ | | PREROUTING | SIM | NÃO | | mangle | | | | | | OUTPUT | NÃO | SIM | +---------+---------------------+----------------+---------------+

A definição de qual interface é permitida em qual chain é determinada pela posição dos chains nas etapas de roteamento do pacote. O chain OUTPUT da tabela filter somente poderá conter a interface de saída (veja a tabela acima). O chain FORWARD da tabela filter é o único que aceita a especificação de ambas as interfaces, este é um ótimo chain para controlar o tráfego que passa entre interfaces do firewall. Por exemplo para bloquear o acesso do tráfego de qualquer máquina com o endereço 200.123.123.10 vinda da interface ppp0 (uma placa de faxmodem):
iptables -A INPUT -s 200.123.123.10 -i ppp0 -j DROP

A mesma regra pode ser especificada como
iptables -A INPUT -s 200.123.123.10 -i ppp+ -j DROP

O sinal de "+" funciona como um coringa, assim a regra terá efeito em qualquer interface de ppp0 a ppp9. As interfaces ativas no momento podem ser listadas com o comando ifconfig, mas é permitido especificar uma regra que faz referência a uma interface que ainda não existe, isto é interessante para conexões intermitentes como o PPP. Para bloquear qualquer tráfego local para a Internet:
iptables -A OUTPUT -o ppp+ -j DROP

Para bloquear a passagem de tráfego da interface ppp0 para a interface eth1 (de uma de nossas redes internas):
iptables -A FORWARD -i ppp0 -o eth1 -j DROP

93

6.3.3 Especificando um protocolo
A opção -p (ou --protocol) é usada para especificar protocolos no iptables. Podem ser especificados os protocolos tcp, udp e icmp. Por exemplo, para rejeitar todos os pacotes UDP vindos de 200.200.200.200:
iptables -A INPUT -s 200.200.200.200 -p udp -j DROP

OBS1: Tanto faz especificar os nomes de protocolos em maiúsculas ou minúsculas. 6.3.3.1 Especificando portas de origem/destino As portas de origem/destino devem ser especificadas após o protocolo e podem ser precedidas por uma das seguintes opções:

--source-port ou --sport - Especifica uma porta ou faixa de portas de origem. --destination-port ou --dport - Especifica uma porta ou faixa de portas de destino. pode ser especificada através de

Uma faixa de portas PortaOrigem:PortaDestino:

# Bloqueia qualquer pacote indo para 200.200.200.200 na faixa de # portas 0 a 1023 iptables -A OUTPUT -d 200.200.200.200 -p tcp --dport :1023 -j DROP

Caso a PortaOrigem de uma faixa de portas não seja especificada, 0 é assumida como padrão, caso a Porta Destino não seja especificada, 65535 é assumida como padrão. Caso precise especificar diversas regras que envolvam o tratamento de portas diferentes, recomendo da uma olhada em “6.6.6 Especificando múltiplas portas de origem/destino”, antes de criar um grande número de regras. 6.3.3.2 Especificando mensagens do protocolo ICMP O protocolo ICMP não possui portas, mas é possível fazer um controle maior sobre o tráfego ICMP que entra/sai da rede através da especificação dos tipos de mensagens ICMP. Os tipos de mensagens devem ser especificados com a opção "--icmp-type CódigoICMP" logo após a especificação do protocolo icmp:
iptables -A INPUT -s 200.123.123.10 -p icmp --icmp-type time-exceeded -i ppp+ -j DROP

A regra acima rejeitará mensagens ICMP do tipo "time-exceeded" (tempo de requisição excedido) que venham do endereço 200.123.123.10 através da interface ppp+. Alguns tipos de mensagens ICMP são classificados por categoria (como o próprio "time-exceeded"), caso a categoria "time-exceeded" seja especificada, todas as mensagens daquela categoria (como "ttl-zero-during94

transit", "ttl-zero-during-reassembly") conferirão na regra especificada.Os tipos de mensagens ICMP podem ser obtidos com o comando iptables -p icmp -h:
echo-reply (pong) destination-unreachable network-unreachable host-unreachable protocol-unreachable port-unreachable fragmentation-needed source-route-failed network-unknown host-unknown network-prohibited host-prohibited TOS-network-unreachable TOS-host-unreachable communication-prohibited host-precedence-violation precedence-cutoff source-quench redirect network-redirect host-redirect TOS-network-redirect TOS-host-redirect echo-request (ping) router-advertisement router-solicitation time-exceeded (ttl-exceeded) ttl-zero-during-transit ttl-zero-during-reassembly parameter-problem ip-header-bad required-option-missing timestamp-request timestamp-reply address-mask-request address-mask-reply

OBS1: Não bloqueie mensagens do tipo "host-unreachable" senão terá sérios problemas no controle de suas conexões. 6.3.3.3 Especificando pacotes syn Pacotes syn são usados para iniciarem uma conexão, o uso da opção -syn serve para especificar estes tipos de pacotes. Desta maneira é possível bloquear somente os pacotes que iniciam uma conexão, sem afetar os pacotes restantes. Para que uma conexão ocorra é necessário que a máquina obtenha 95

a resposta a pacotes syn enviados, caso ele seja bloqueado a resposta nunca será retornada e a conexão não será estabelecida.
iptables -A INPUT -p tcp --syn --dport 23 -i ppp+ -j DROP

A regra acima bloqueia (-j DROP) qualquer tentativa de conexão (--syn) vindas da interface ppp+ ao telnet (--dport 23) da máquina local, conexões já efetuadas ão são afetadas por esta regra. A opção --syn somente pode ser especificada para o protocolo tcp. ATENÇÃO: - A situação de passagem de pacotes durante deve ser levada em conta durante a inicialização do firewall, bloqueando a passagem de pacotes durante o processo de configuração, criando regras que bloqueiam a passagem de pacotes (exceto para a interface loopback) até que a configuração do firewall esteja completa, pode ser uma solução eficiente. Outra alternativa segura é configurar as regras de firewall antes das interfaces de rede se tornarem ativas (usando a opção "pre-up comando_firewall" no arquivo de configuração /etc/network/interfaces em sistemas Debian.

6.3.4 Especificando fragmentos
A opção "-f" (ou --fragment) permite especificar regras que confiram com fragmentos. Fragmentos são simplesmente um pacote maior dividido em pedaços para poder ser transmitido via rede TCP/IP para remontagem do pacote pela máquina de destino. Somente o primeiro fragmento possui detalhes de cabeçalho para ser processado, os segundos e seguintes somente possuem alguns cabeçalhos necessários para dar continuidade ao processo de remontagem do pacote no destino. Uma regra como
iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -f -j DROP

derrubará os fragmentos de 200.200.200.1 que cheguem até nós. OBS1: Note que se o cabeçalho do pacote não tiver detalhes suficientes para checagem de regras no iptables, a regra simplesmente não ira conferir. OBS2: Não é preciso especificar a opção "-f" para conexões NAT, pois os pacotes são remontados antes de entrarem no código de filtragem. OBS3: A opção "-f" também pode ser usada para evitar o flood por fragmentos (bomba de fragmentos) que, dependendo da intensidade, podem até travar a máquina.

6.3.5 Especificando uma exceção
Muitos parâmetros como o endereço de origem/destino, protocolo, porta, mensagens ICMP, fragmentos, etc) podem ser precedidos pelo sinal "!" que significa exceção. Por exemplo:
iptables -t filter -A INPUT ! -s 200.200.200.10 -j DROP

96

Diz para rejeitar todos os pacotes EXCETO os que vem do endereço 200.200.200.10.
iptables -A INPUT -p tcp ! --syn -s 200.200.200.10 ! -i eth0 -j DROP

Diz para bloquear todos os pacotes EXCETO os que iniciam conexões (! --syn), EXCETO para pacotes vindos na interface eth0 (! -i eth0).
iptables -A INPUT -s 200.200.200.10 ! -p tcp -j DROP

Bloqueia todos os pacotes vindos de 200.200.200.10, EXCETO os do protocolo tcp.

6.3.6 Especificando um alvo
O alvo (-j) é o destino que um pacote terá quando conferir com as condições de uma regra, um alvo pode dizer para bloquear a passagem do pacote (-j DROP), aceitar a passagem do pacote (-j ACCEPT), registrar o pacote no sistema de log (-j LOG), rejeitar o pacote (-j REJECT), redirecionar um pacote -j REDIRECT, retornar ao chain anterior sem completar o processamento no chain atual (-j RETURN), passar para processamento de programas externos (-j QUEUE), fazer source nat (-j SNAT), destination nat (-j DNAT), etc. Podem existir mais alvos, pois o iptables é modularizável, e módulos que acrescentam mais funções podem ser carregados em adição aos já existentes no kernel. Nos exemplos anteriores vimos o uso de diversos alvos como o DROP e o ACCEPT. Apenas farei uma breve referência sobre os alvos mais usados em operações mais comuns dos chains. Os alvos REDIRECT, SNAT e DNAT serão explicados em uma seção seguinte: • ACCEPT: O pacote é ACEITO e o processamento das regras daquele chains é concluído. Pode ser usado como alvo em todos os chains de todas as tabelas do iptables e também pode ser especificado no policiamento padrão das regras do firewall (veja “6.2.11 Especificando o policiamento padrão de um chain - P”). • DROP: Rejeita o pacote e o processamento das regras daquele chain é concluído. Pode ser usado como alvo em todos os chains de todas as tabelas do iptables e também pode ser especificado no policiamento padrão das regras do firewall (veja “6.2.11 Especificando o policiamento padrão de um chain - P”). REJECT: Este é um módulo opcional que faz a mesma função do alvo DROP com a diferença de que uma mensagem ICMP do tipo "icmp-port-unreachable" é retornada para a máquina de origem. Pode ser usado como alvo somente nos chains da tabela filter. LOG: Este módulo envia uma mensagem ao syslog caso a regra confira, o processamento continua normalmente para a próxima regra (o pacote não é nem considerado ACEITO ou REJEITADO). RETURN: Retorna o processamento do chain anterior sem processar o resto do chain atual. 97

QUEUE: Passa o processamento para um programa a nível de usuário.

6.3.6.1 Alvo REJECT Para ser usado, o módulo ipt_REJECT deve ser compilado no kernel ou como módulo. Este alvo rejeita o pacote (como o DROP) e envia uma mensagem ICMP do tipo "icmp-port-unreachable" para a máquina de origem. É um alvo interessante para bloqueio de portas TCP, pois em alguns casos da a impressão que a máquina não dispõe de um sistema de firewall (o alvo DROP causa uma parada de muito tempo em alguns portscanners e tentativas de conexão de serviços, revelando imediatamente o uso de um sistema de firewall pela máquina). O alvo REJECT vem dos tempos do ipchains e somente pode ser usado na tabela filter. Quando um pacote confere, ele é rejeitado com a mensagem ICMP do tipo "port unreachable", é possível especificar outro tipo de mensagem ICMP com a opção --reject-with tipo_icmp. OBS: REJECT pode ser usado somente como alvo na tabela filter e não é possível especifica-lo como policiamento padrão do chain filter (como acontecia no ipchains. Uma forma alternativa é inserir como última regra uma que pegue todos os pacotes restantes daquele chain e tenha como alvo REJECT (como iptables -A INPUT -j REJECT), desta forma ele nunca atingirá o policiamento padrão do chain.
# Rejeita pacotes vindos de 200.200.200.1 pela interface ppp0: iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -i ppp+ -j REJECT

6.3.6.2 Especificando LOG como alvo Este alvo é usado para registrar a passagem de pacotes no syslog do sistema. É um alvo muito interessante para ser usado para regras que bloqueiam determinados tráfegos no sistema (para que o administrador tome conhecimento sobre tais tentativas), para regras de fim de chain (quando você tem um grande conjunto de regras em um firewall restritivo e não sabe onde suas regras estão sendo bloqueadas), para satisfazer sua curiosidade, etc.
# Para registrar o bloqueio de pacotes vindos de 200.200.200.1 pela interface ppp0 iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -i ppp+ -j LOG # Para efetuar o bloqueio iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -i ppp+ -j REJECT

Note que a regra que registra o pacote (-j LOG) deve aparecer antes da regra que REJEITA (-j REJECT), caso contrário a regra de LOG nunca funcionará. A única coisa que muda nas regras de log é o alvo da regra, isto facilita a implementação de grandes conjuntos de regras de firewall. A regra acima mostrará a seguinte saída no syslog do sistema:
Aug 25 10:08:01 debian kernel: IN=ppp0 OUT= MAC=10:20:30:40:50:60:70:80:90:00:00:00:08:00 SRC=200.200.200.1 DST=200.210.10.10 LEN=61 TOS=0x00 PREC=0x00 TTL=64 ID=0 DF PROTO=UDP SPT=1031 DPT=53 LEN=41

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Os campos possuem o seguinte significado: Aug 25 10:08:01 Mês, dia e hora do registro do pacote. debian Nome do computador que registrou o pacote. kernel: Daemon que registrou a mensagem, no caso o iptables faz parte do próprio kernel. IN=ppp0 Especifica a interface de entrada (de onde o pacote veio). OUT= Especifica a interface de saída (para onde o pacote foi). MAC=10:20:30:40:50:60:70:80:90:00:00:00:08:00 Endereço mac da interface de rede (pode ser obtido com arp interface). SRC=200.200.200.1 Endereço de origem do pacote. DST=200.210.10.10 Endereço de destino do pacote. LEN=61 Tamanho do pacote. TOS=0x00 Prioridade do cabeçalho TOS (prioridade normal neste caso). Veja a seção Especificando o tipo de serviço, Section 9.5.1 para mais detalhes. PROTO=UDP Nome do protocolo. Pode ser TCP, UDP ou ICMP SPT=1031 Porta de origem da requisição. DPT=53 Porta de destino da requisição. LEN=41 Tamanho do pacote. O log acima mostra uma consulta DNS (porta destino 53) para nossa máquina (INPUT) de 200.200.200.1 para 200.210.10.10. O problema é que em um grande número de regras será difícil saber qual regra conferiu (pois teríamos que analisar o endereço/porta 99

origem/destino) e o destino do pacote (se ele foi ACEITO ou BLOQUEADO) pois você pode ter regras para ambas as situações. Por este motivo existem algumas opções úteis que podemos usar com o alvo LOG: --log-prefix "descrição" Permite especificar uma descrição para a regra do firewall de até 29 caracteres. Caso tiver espaços, devem ser usadas "aspas". --log-level nível Especifica o nível da mensagem no syslog. --log-tcp-options Registra campos do cabeçalho TCP nos logs do sistema. --log-ip-options Registra campos do cabeçalho IP nos logs do sistema --log-tcp-sequence Registra os números de seqüencia TCP. Evite ao máximo o uso desta opção, pois a seqüencia de números TCP pode ser a chave para um seqüestro de seção ou IP spoofing em seu sistema caso algum usuário tenha acesso a estes logs. Lembre-se que estas opções são referentes ao alvo LOG, e devem ser usadas após este, caso contrário você terá um pouco de trabalho para analisar e consertar erros em suas regras do firewall.
# Complementando o exemplo anterior: # Para registrar o bloqueio de pacotes vindos de 200.200.200.1 pela interface ppp0 iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -i ppp+ -j LOG --log-prefix "FIREWALL: Rejeitado " # Para efetuar o bloqueio iptables -A INPUT -s 200.200.200.1 -i ppp+ -j REJECT

Retornará a seguinte mensagem no syslog:
Aug 25 10:08:01 debian kernel: FIREWALL: Rejeitado IN=ppp0 OUT= MAC=10:20:30:40:50:60:70:80:90:00:00:00:08:00 SRC=200.200.200.1 DST=200.210.10.10 LEN=61 TOS=0x00 PREC=0x00 TTL=64 ID=0 DF PROTO=UDP SPT=1031 DPT=53 LEN=41

Agora você sabe o que aconteceu com o pacote (Rejeitado). A padronização de mensagens de firewall é também importante para a criação de scripts de análise que poderão fazer a análise dos logs do seu firewall (para criação de estatísticas que podem servir como base para a criação de novas regras de firewall ou eliminação de outras). OBS: Se você sente falta da função "-l" do ipchains que combina o alvo e log na mesma regra você pode criar um alvo como o seguinte:
iptables -N log-drop iptables -A log-drop -j LOG iptables -A log-drop -j DROP

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E usar "log-drop" como alvo em suas regras. Mesmo assim esta solução é "limitada" em relação a "-l" do ipchains porque o iptables não inclui detalhes de qual chain bloqueou o pacote/qual pacote foi bloqueado, assim é necessário a especificação da opção --log-prefix para as mensagens se tornarem mais compreensíveis. Infelizmente o iptables não aceita variáveis, senão esta limitação seria facilmente contornada. 6.3.6.3 Especificando RETURN como alvo O alvo RETURN diz ao iptables interromper o processamento no chain atual e retornar o processamento ao chain anterior. Ele é útil quando criamos um chain que faz um determinado tratamento de pacotes, por exemplo bloquear conexões vindas da internet para portas baixas, exceto para um endereço IP específico. Como segue:
iptables iptables iptables iptables iptables iptables iptables iptables -t -t -t -t -t -t -t -t filter filter filter filter filter filter filter filter -A -j -N -A -A -A -A -A INPUT -i ACCEPT internet internet internet internet internet internet ppp0 -j internet

-s -p -p -p -p

www.debian.org tcp --dport 21 tcp --dport 23 tcp --dport 25 tcp --dport 80

-p -j -j -j -j

tcp --dport 80 -j RETURN DROP DROP DROP DROP

Quando um pacote com o endereço www.debian.org tentando acessar a porta www (80) de nossa máquina através da internet (via interface ppp0), o chain número 1 confere, então o processamento continua no chain número 4, o chain número 4 confere então o processamento volta para a regra número 2, que diz para aceitar o pacote. Agora se um pacote vem com o endereço www.dominio.com.br tentando acessar a porta www *80) de nossa máquina através da internet (via interface ppp0), o chain número 1 confere, então o processamento continua no chain número 4, que não confere. O mesmo acontece com os chains 5, 6 e 7. O chain número 8 confere, então o acesso é bloqueado. Como pode ter notado, o alvo RETURN pode facilitar bastante a construção das regras do seu firewall, caso existam máquinas/redes que sejam exceções as suas regras. Se ela não existisse, seria necessário especificar diversas opções -s, -d, etc para poder garantir o acesso livre a determinadas máquinas.

6.4 A tabela nat (Network Address Translation) - fazendo nat
A tabela nat serve para controlar a tradução dos endereços que atravessam o código de roteamento da máquina Linux. Existem 3 chains na tabela nat: PREROUTING, OUTPUT e POSTROUTING (veja “6.1.14 O que são tabelas?” para maiores detalhes). A tradução de endereços tem inúmeras utilidades, uma delas é o Masquerading, onde máquinas de uma rede interna podem acessar a Internet através de uma máquina Linux, redirecionamento de porta, proxy transparente, 101

etc. Esta seção abordará os tipos de NAT, exemplos de como criar rapidamente uma conexão IP masquerading e entender como a tradução de endereços funciona no iptables. Se sua intenção é ligar sua rede a Internet existem duas opções:

Você possui uma conexão que lhe oferece um endereço IP dinâmico (a cada conexão é dado um endereço IP - como uma conexão PPP) então o IP masquerading é o que precisa (veja “6.4.2 Fazendo IP masquerading (para os apressados)” ou “6.4.3.1 Fazendo IP Masquerading”). Você tem uma conexão que lhe oferece um endereço IP permanente (ADSL, por exemplo) então o SNAT é o que precisa (veja “6.4.3 Fazendo SNAT”).

6.4.1 Criando um novo chain na tabela NAT
O procedimento para criação de um novo chain nesta tabela é o mesmo descrito em “6.2.6 Criando um novo chain - N” será necessário somente especificar a tabela nat (-t nat) para que o novo chain não seja criado na tabela padrão (-t filter).
iptables -t nat -N intra-inter

Que criará o chain chamado intra-inter na tabela nat. Para inserir regras neste chain será necessário especificar a opção "-t nat".

6.4.2 Fazendo IP masquerading (para os apressados)
Você precisará de um kernel com suporte ao iptables (veja “6.1.15 Habilitando o suporte ao iptables no kernel” e ip_forwarding e então digitar os dois comandos abaixo para habilitar o masquerading para todas as máquinas da rede 192.168.1.*:
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -j MASQUERADE echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forwarding

A configuração do servidor Linux está completa, agora os clientes da rede precisarão ser configurados para usar o endereço IP do servidor Linux como gateway. É recomendável instalar um servidor proxy e DNS na máquina Linux para acelerar o desempenho das requisições/resolução de nomes das máquinas em rede. A utilização de bits TOS também pode trazer um grande aumento de velocidade para os diferentes serviços da rede (veja “6.5.1 Especificando o tipo de serviço”).

6.4.3 Fazendo SNAT
SNAT (source nat - nat no endereço de origem) consiste em modificar o endereço de origem das máquinas clientes antes dos pacotes serem enviados. A máquina roteadora é inteligente o bastante para lembrar dos pacotes

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modificados e reescrever os endereços assim que obter a resposta da máquina de destino, direcionando os pacotes ao destino correto. Toda operação de SNAT é feita no chain POSTROUTING. É permitido especificar endereços de origem/destino, protocolos, portas de origem/destino, interface de entrada/saída (dependendo do chain), alvos, etc. É desnecessário especificar fragmentos na tabela nat, pois eles serão remontados antes de entrar no código de roteamento. O SNAT é a solução quando você tem acesso a internet através de um único IP e deseja fazer que sua rede tenha acesso a Internet através da máquina Linux. Nenhuma máquina da Internet poderá ter acesso direto as máquinas de sua rede interna via SNAT. OBS: A observação acima não leva em conta o controle de acesso externo configurado na máquina que estiver configurando o iptables, uma configuração mau realizada pode expor sua máquina a acessos externos indesejados e comprometer sua rede interna caso alguém consiga acesso direto ao servidor. É necessário especificar SNAT como alvo (-j SNAT) quando desejar que as máquinas de sua rede interna tenha acesso a Internet através do IP fixo da máquina Linux (para conexões intermitentes como PPP, veja “6.4.3.1 Fazendo IP Masquerading”). O parâmetro --to IP:portas deve ser usado após o alvo SNAT. Ele serve para especificar um endereço IP, faixa de endereços e opcionalmente uma porta ou faixa de portas que será substituída. Toda a operação de SNAT é realizada através do chain POSTROUTING:
# Modifica o endereço IP dos pacotes vindos da máquina 192.168.1.2 da rede interna # que tem como destino a interface eth1 para 200.200.217.40 (que é o nosso endereço # IP da interface ligada a Internet). iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.2 -o eth1 -j SNAT --to 200.200.217.40

Os pacotes indo para a Internet (nossa conexão é feita via eth1, nossa interface externa) vindo do endereço 192.168.1.2, são substituídos por 200.241.200.40 e enviados para fora. Quando a resposta a requisição é retornada, a máquina com iptables recebe os pacotes e faz a operação inversa, modificando o endereço 200.241.200.40 novamente para 192.168.1.2 e enviando a resposta a máquina de nossa rede interna. Após definir suas regras de NAT, execute o comando echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forward para habilitar o suporte a redirecionamento de pacotes no kernel. Também é possível especificar faixas de endereços e portas que serão substituídas:
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o eth0 -j SNAT --to 200.200.217.40-200.200.217.50

Modifica o endereço IP de origem de todas as máquinas da rede 192.168.1.0/24 que tem o destino a interface eth0 para 200.241.200.40 a 200.241.200.50. O endereço IP selecionado é escolhido de acordo com o último IP alocado. # iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o eth1 \ -j SNAT --to 1.2.3.0-1.2.3.4 --to 1.2.3.6-1.2.3.254
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o eth0 -j SNAT --to 200.200.217.40-200.200.217.50:1-1023

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Idêntico ao anterior, mas faz somente substituições na faixa de portas de origem de 1 a 1023.
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o eth0 -j SNAT --to 200.200.217.40-200.200.217.50 --to 200.200.217.70-200.200.217.73

Faz o mapeamento para a faixa de portas 200.200.217.40 a 200.200.217.50 e de 200.200.217.70 a 200.200.217.73. OBS1: Se por algum motivo não for possível mapear uma conexão NAT, ela será derrubada. OBS2: Tenha certeza que as respostas podem chegar até a máquina que fez o NAT. Se estiver fazendo SNAT em um endereço livre em sua rede (como 200.200.217.73). OBS2: Como notou acima, o SNAT é usado quando temos uma conexão externa com um ou mais IP's fixos. O Masquerading é uma forma especial de SNAT usada para funcionar em conexões que recebem endereços IP aleatórios (PPP). OBS3: Não se esqueça de habilitar o redirecionamento de pacotes após fazer suas regra de NAT com o comando: echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forward, caso contrário o redirecionamento de pacotes não funcionará. 6.4.3.1 Fazendo IP Masquerading O IP Masquerading é um tipo especial de SNAT usado para conectar a sua rede interna a internet quando você recebe um IP dinâmico de seu provedor (como em conexões ppp). Todas as operações de IP Masquerading são realizadas no chain POSTROUTING. Se você tem um IP fixo, deve ler “6.4.3 Fazendo SNAT”. Para fazer IP Masquerading de uma máquina com o IP 192.168.1.2 para ter acesso a Internet, use o comando:
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.2/32 -o ppp0 -j MASQUERADE

A diferença é que o alvo é -j MASQUERADE. O comando acima faz IP Masquerading de todo o tráfego de 192.168.1.2 indo para a interface ppp0: O endereço IP dos pacotes vindos de 192.168.1.2 são substituídos pelo IP oferecido pelo seu provedor de acesso no momento da conexão, quando a resposta é retornada a operação inversa é realizada para garantir que a resposta chegue ao destino. Nenhuma máquina da internet poderá ter acesso direto a sua máquina conectava via Masquerading. Para fazer o IP Masquerading de todas as máquinas da rede 192.168.1.*:
iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp0 -j MASQUERADE

Após definir a regra para fazer Masquerading (SNAT), execute o comando echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forward para habilitar o suporte a redirecionamento de pacotes no kernel.

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6.4.4 Fazendo DNAT
DNAT (Destination nat - nat no endereço de destino) consiste em modificar o endereço de destino das máquinas clientes. O destination nat é muito usado para fazer redirecionamento de pacotes, proxyes transparentes e balanceamento de carga. Toda operação de DNAT é feita no chain PREROUTING. As demais opções e observações do SNAT são também válidas para DNAT (com exceção que somente é permitido especificar a interface de origem no chain PREROUTING).
# Modifica o endereço IP destino dos pacotes de 192.168.1.2 vindo da interface eth0 # para 200.200.217.40. iptables -t nat -A PREROUTING -s 192.168.1.2 -i eth0 -j DNAT --to 200.200.217.40

Também é possível especificar faixas de endereços e portas que serão substituídas no DNAT:
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -j DNAT --to 200.200.217.40-200.200.217.50

Modifica o endereço IP de destino do tráfego vindos da interface 192.168.1.0/24 para um IP de 200.241.200.40 a 200.241.200.50. Este é um excelente método para fazer o balanceamento de carga entre servidores. O endereço IP selecionado é escolhido de acordo com o último IP alocado.
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -j DNAT --to 200.200.217.40200.200.217.50:1024:5000

Idêntico ao anterior, mas faz somente substituições na faixa de portas de destino de 1024 a 5000. A operação acima é a mesma realizada pelo ipmasqadm dos kernels da série 2.2. OBS: Se por algum motivo não for possível mapear uma conexão NAT, ela será derrubada. 6.4.4.1 Redirecionamento de portas O redirecionamento de portas permite a você repassar conexões com destino a uma porta para outra porta na mesma máquina. O alvo REDIRECT é usado para fazer esta operação, junto com o argumento --to-port especificando a porta que será redirecionada. Este é o método DNAT específico para se para fazer proxy transparente (para redirecionamento de endereços/portas, veja “6.4.4 Fazendo DNAT”). Todas as operações de redirecionamento de portas é realizada no chain PREROUTING.
iptables -t nat -A PREROUTING -i eth0 -p tcp --dport 80 -j REDIRECT --to-port 81

Redireciona as conexões indo para a porta 80 para a porta 81 (rodando squid) no firewall. ATENÇÃO: O squid possui suporte a proxy transparente, e poderá atender as requisições acima da regra acima.

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6.4.5 Monitorando conexões feitas na tabela nat
Use o comando cat /proc/net/ip_conntrack para listar todas as conexões atuais tratadas pelo módulo nat.

6.5 A tabela mangle
A tabela mangle serve para especificar ações especiais para o tratamento do tráfego que atravessa os chains. Nesta tabela existem dois chains: PREROUTING e OUTPUT (veja “6.1.14 O que são tabelas?” para maiores detalhes). Opções com o Tipo de Serviço (TOS) é especificada nesta tabela para classificar e aumentar consideravelmente a velocidade de tráfego considerados em tempo real.

6.5.1 Especificando o tipo de serviço
O tipo de serviço é um campo existente no cabeçalho de pacotes do protocolo ipv4 que tem a função especificar qual é a prioridade daquele pacote. Uma das vantagens da utilização do tipo de serviço é dar prioridade ao tráfego de pacotes interativos (como os do ICQ, IRC, servidores de chat), etc. Com o TOS especificado, mesmo que esteja fazendo um download consumindo toda a banda de sua interface de rede, o tráfego com prioridade interativa será enviado antes, aumentando a eficiência dos serviços em sua máquina. Em testes realizados em minha conexão de 56K, o uso de regras TOS aumentou bastante o desempenho em tráfego interativo (em torno de 300%), durante o uso total da banda da interface ppp em um grande download. Usamos o alvo TOS (-j TOS) para especificar a modificação do tipo de serviço nos pacotes que atravessam as regras do firewall, acompanhada do argumento --set-tos TOS que define a nova prioridade dos pacotes. Os valores aceitos são os seguintes: Espera Mínima É especificado através de Minimize-Delay, 16 ou 0x10 Máximo Processamento É especificado através de Maximize-Throughput, 8, ou 0x08. Máxima Confiança É especificado através de Maximize-Reliability, 4 ou 0x04. Custo mínimo Especificado através de Minimize-Cost, 2 ou 0x02. Prioridade Normal Especificado através de Normal-Service, 0 ou 0x00. Os pacotes vem por padrão com o valor TOS ajustado como prioridade normal (bits tos ajustados para 0x00). O tipo Mínima Espera é o mais usado, pois prioriza o tráfego em serviços interativos.

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6.5.1.1 Especificando o TOS para tráfego de saída Este é o mais usado, pois prioriza o tráfego que sai da máquina (com destino a Internet, por exemplo). Sua operação é realizada através do chain OUTPUT. Para priorizar todo o tráfego de IRC de nossa rede interna indo para a interface ppp0:
iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp0 -p tcp --dport 6666-6668 -j TOS --set-tos 16

O bit TOS é ajustado para Espera mínima e será enviado antes dos pacotes com prioridade normal para fora. Para priorizar a transmissão de dados ftp saindo da rede:
iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp0 -p tcp --dport 20 -j TOS --set-tos 8

Para priorizar o tráfego de ICQ da rede:
iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp0 -p udp --dport 4000 -j TOS --set-tos 16

Existem muitas outras otimizações que podem ser feitas, só depende dos requerimentos e análise de cada serviço da rede pelo administrador. OBS: - Os pacotes que atravessam o alvo TOS somente tem os bits tipo do serviço modificados, eles não serão de qualquer forma rejeitados. 6.5.1.2 Especificando o TOS para o tráfego de entrada Este prioriza o tráfego que entra da máquina. Sua operação é realizada no chain PREROUTING. Não faz muito sentido o uso deste chain dentro de uma rede pequena/média, pois o tráfego que recebermos será priorizado pelo saída de outras máquinas da internet/outras redes antes de chegar a nossa. Para priorizar o processamento do tráfego interativo vindo de servidores IRC para nossa rede:
iptables -t mangle -A PREROUTING -i eth0 -p tcp --sport 6666-6668 -j TOS --set-tos 0x10

Modifica o tipo de serviço para mínima espera de todo o tráfego enviado por servidores de IRC vindo da interface eth0. OBS: - Os pacotes que atravessam o alvo TOS somente tem os bits tipo do serviço modificados, eles não serão de qualquer forma rejeitados.

6.6 Outros módulos do iptables
Os módulos do iptables são especificados com a opção -m módulo ou -match módulo e permitem expandir a funcionalidade do firewall através de novas conferências e recursos de filtragem adicionais, como limitar a conferência de regras do firewall (um método útil de limitar ping floods, syn floods, etc).

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6.6.1 Conferindo de acordo com o estado da conexão
Este módulo permite especificar regras de acordo com o estado da conexão do pacote, isto é feito através da interpretação da saída do módulo ip_conntrack. O parâmetro --state OPÇÕES deve acompanhar este módulo. As opções permitidas são as seguintes:
• • •

NEW - Confere com pacotes que criam novas conexões ESTABLISHED - Confere com conexões já estabelecidas RELATED - Confere com pacotes relacionados indiretamente a uma conexão, como mensagens de erro icmp, etc. INVALID - Confere com pacotes que não puderam ser identificados por algum motivo. Como respostas de conexões desconhecidas.

Caso seja necessário especificar mais de uma opções estas devem ser separadas por vírgulas.
iptables -A INPUT -m state --state NEW -i ppp0 -j DROP

Bloqueia qualquer tentativa de nova conexão vindo da interface ppp0.
iptables -A INPUT -m state --state NEW,INVALID -i ppp0 -j LOG

Permite registrar novas conexões e pacotes inválidos vindos da interface ppp0.

6.6.2 Limitando o número de vezes que a regra confere
A opção -m limit permite especificar o número de vezes que uma regra conferirá quando todas as outras condições forem satisfeitas. O número padrão de conferência é de 3 por hora, a não ser que seja modificado através dos argumentos aceitos pelo limit:

--limit num/tempo - Permite especificar a taxa de conferências do limit. O parâmetro num especifica um número e tempo pode ser
o o o o

s - Segundo m - Minuto h - Hora d - Dia

Assim uma regra como iptables -A INPUT -m limit --limit 5/m -j ACCEPT permitirá que a regra acima confira apenas 5 vezes por minuto (--limit 2/s). Este limite pode ser facilmente adaptado para uma regra de log que confere constantemente não causar uma avalanche em seus logs. O valor padrão é 3/h.

--limit-burst num - Especifica o número inicial máximo de pacotes que irão conferir, este número é aumentado por 1 a cada vez que o parâmetro --limit acima não for atingido. O valor padrão é 5. 108

6.6.3 Proteção contra ping da morte
A regra abaixo pode tomada como base para proteção contra ping flood:
iptables -t filter -A ping-chain -p icmp --icmp-type echo-request -m limit -limit 1/s -j ACCEPT iptables -t filter -A ping-chain -j DROP

A regra acima limita em 1 vez por segundo (--limit 1/s) a passagem de pings (echo requests) para a máquina Linux.
iptables -t filter -A ping-chain -i ppp0 -p icmp --icmp-type echo-reply -m limit --limit 1/s -j RETURN iptables -t filter -A ping-chain -j DROP

Limita respostas a pings (echo reply) vindos da interface ppp0 (-i ppp0) a 1 por segundo. ATENÇÃO: Os exemplos acima devem são somente exemplos para criação de suas próprias regras com limitações, caso um pacote não confira com a regra ele será bloqueado pela próxima regra. Se uma regra como for colocada no chain INPUT sem modificações obviamente colocará em risco a segurança de seu sistema.

6.6.4 Proteção contra syn flood
A regra abaixo é uma boa proteção para os ataques syn floods:
iptables -t filter -A syn-chain -p tcp --syn -m limit --limit 2/s -j ACCEPT iptables -t filter -A syn-chain -j DROP

Esta regra limita o atendimento de requisições de conexões a 2 por segundo. ATENÇÃO: Os exemplos acima devem são somente exemplos para criação de suas próprias regras com limitações, caso um pacote não confira com a regra ele será bloqueado pela próxima regra. Se uma regra como for colocada no chain INPUT sem modificações obviamente colocará em risco a segurança de seu sistema.

6.6.5 Proteção contra IP spoofing
A especificação de endereços de origem/destino junto com a interface de rede pode ser usado como um detector de ataques spoofing. A lógica é que todos os endereços que NUNCA devem vir da interface X devem ser negados imediatamente. As regras abaixo são colocadas no inicio do chain INPUT para detectar tais ataques:
iptables -A INPUT -s 192.168.1.0/24 -i ! eth0 -j DROP iptables -A INPUT ! -s 192.168.1.0/24 -i eth0 -j DROP

A primeira regra diz para bloquear todos os endereços da faixa de rede 192.168.1.* que NÃO vem da interface eth0, a segunda regra diz para bloquear 109

todos os endereços que não sejam 192.168.1.* vindos da interface eth0. O símbolo "!" serve para especificar exceções (veja “6.3.5 Especificando uma exceção”). O kernel do Linux automaticamente bloqueia a passagem de pacotes que dizem ser de 127.0.0.1 e não está vindo da interface loopback. O método preferido para controlar o ip spoofing é através do código de roteamento do kernel (a não ser que esteja usando algum tipo de roteamento assimétrico):
for i in /proc/sys/net/ipv4/conf/*/rp_filter; do echo 1 >$i done

Desta forma qualquer endereço dizendo ser 192.168.1.5 vindo de ppp0 será imediatamente rejeitado. Uma checagem adicional contra IP spoofing pode ser feita no arquivo /etc/host.conf.

6.6.6 Especificando múltiplas portas de origem/destino
O módulo multiport permite que seja especificado múltiplas portas para um alvo. Podem ser especificadas até 15 portas em um único parâmetro e basta que uma porta confira para que a regra entre em ação, pois a comparação é feita usando condições "or". O parâmetro multiport deve ser acompanhado de um dos argumentos abaixo:

--source-port [porta1, porta2...] - Faz a regra conferir se a porta de origem estiver presente entre as portas especificadas. --destination-port [porta1, porta2...] - Faz a regra conferir se a porta de destino estiver presente entre as portas especificadas. --port [porta1, porta2...] - Faz a regra conferir caso a porta de origem ou destino esteja presente no parâmetro.

Este módulo pode eliminar muitas regras de firewall que fazem o mesmo tratamento de pacotes para diversas portas diferentes.
iptables -A INPUT -p tcp -i ppp0 -m multiport --destination-port 21,23,25,80,110,113,6667 -j DROP

Bloqueia todos os pacotes vindo de ppp0 para as portas 21 (ftp), 23 (telnet), 25 (smtp), 80 (www), 110 (pop3), 113 (ident), 6667 (irc).

6.6.7 Especificando o endereço MAC da interface
O módulo mac serve para conferir com o endereço Ethernet dos pacotes de origem. Somente faz sentido se usado nos chains de PREROUTING (da tabela nat) ou INPUT (da tabela filter). Aceita como argumento a opção --macsource endereço. O símbolo "!" pode ser usado para especificar uma exceção.
iptables -t filter -A INPUT -m mac --mac-source 00:80:AD:B2:60:0B -j DROP

110

Confere com a 00:80:AD:B2:60:0B.

máquina

com

endereço

ethernet

igual

a

6.6.8 Conferindo com quem criou o pacote
Este módulo confere com o usuário que iniciou a conexão. É somente válido no chain OUTPUT da tabela filter. Os seguintes argumentos são válidas para este módulo:

--uid-owner UID - Confere se o pacote foi criado por um processo com o UID especificado. Até o momento somente UID numéricos são aceitos. --gid-owner GID - Confere se o pacote foi criado por um usuário pertencente ao grupo GID. Até o momento somente GID numéricos são aceitos. --pid-owner PID - Confere se o pacote foi criado por um processo com o PID especificado. --sid-owner ID - Confere se o pacote foi criado por um processo no grupo de seção especificado.

OBS: - Lembre-se que pacotes que não possuem detalhes suficientes de cabeçalho nunca conferirão!
iptables -A OUTPUT -m owner --gid-owner 100 -p udp -j DROP

Rejeita um conexões indo para portas UDP de pacotes criados pelo usuários pertencentes ao grupo 100.

6.7 Caminho percorrido pelos pacotes nas tabelas e chains
É MUITO importante entender a função de cada filtro e a ordem de acesso dos chains de acordo com o tipo de conexão e interface de origem/destino. Esta seção explica a ordem que as regra são atravessadas, isso lhe permitirá planejar a distribuição das regras nos chains, e evitar erros de localização de regras que poderia deixar seu firewall com sérios problemas de segurança, ou um sistema de firewall totalmente confuso e sem lógica. Nos exemplos abaixo assumirei a seguinte configuração:

A máquina do firewall com iptables possui o endereço IP 192.168.1.1 e conecta a rede interna ligada via interface eth0 a internet via a interface ppp0. Rede interna com a faixa de endereços 192.168.1.0 conectada ao firewall via interface eth0 Interface ppp0 fazendo conexão com a Internet com o endereço IP 200.217.29.67. A conexão das máquinas da rede interna (eth0) com a rede externa (ppp0) é feita via Masquerading.

111

Também utilizarei a sintaxe CHAIN-tabela para fazer referência aos chains e tabelas dos blocos ASCII: INPUT-filter - chain INPUT da tabela filter. ATENÇÃO: A ordem de processamento das regras do iptables, é diferente do ipchains devido a inclusão do novo sistema de nat e da tabela mangle.

6.7.1 ping de 192.168.1.1 para 192.168.1.1
• • • • • •

Endereço de Origem: 192.168.1.1 Endereço de Destino: 192.168.1.1 Interface de Entrada: lo Interface de Saída: lo Protocolo: ICMP Descrição: Ping para o próprio firewall
SAÍDA DE PACOTES (envio do ping para 192.168.1.1): +-------------+ +----------+ +-------------+ +----------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-nat| => |OUTPUT-filter| => |POSTROUTING-nat | +-------------+ +----------+ +-------------+ +----------------+ ENTRADA DOS PACOTES (Retorno da resposta ping acima): +-----------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter| +-----------------+ +------------+

Quando damos o ping (echo request) os pacotes seguem o caminho em SAÍDA DE PACOTES percorrendo os chains na ordem especificada e retornam via ENTRADA DOS PACOTES (echo reply). OBS1: Para conexões com destinos na própria máquina usando um endereço IP das interfaces locais, a interface será ajustada sempre para lo (loopback). OBS2: Em qualquer operação de entrada/saída de pacotes, os dois chains da tabela mangle são sempre os primeiros a serem acessados. Isto é necessário para definir a prioridade e controlar outros aspectos especiais dos pacotes que atravessam os filtros. OBS3: O chain OUTPUT da tabela filter é consultado sempre quando existem conexões se originando em endereços de interfaces locais.

6.7.2 Conexão FTP de 192.168.1.1 para 192.168.1.1
• • • •

Endereço de Origem: 192.168.1.1 Endereço de Destino: 192.168.1.1 Interface de Origem: lo Interface de Destino: lo

112

• • • •

Porta Origem: 1404 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP Descrição: Conexão ftp (até o prompt de login, sem transferência de arquivos).
SAÍDA DOS PACOTES (envio da requisição para 192.168.1.1): +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-nat| => |OUTPUT-filter| => |POSTROUTING-nat| +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ ENTRADA DE PACOTES (respostas da requisição vindas de 192.168.1.1): +-----------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter| +-----------------+ +------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em SAÍDA DOS PACOTES e retorna por ENTRADA DE PACOTES. Após a conexão ser estabelecida, o caminho de SAÍDA DE PACOTES será:
+-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

pois os dados de entrada que vem da interface externa, são passados diretamente a máquina do firewall, não necessitando de tratamento SNAT (os chains OUTPUT-nat e POSTROUTING-nat são processado somente uma vez a procura de regras que conferem, principalmente para fazer SNAT). OBS1: Para conexões com destinos na própria máquina usando um endereço IP das interfaces locais, a interface será ajustada sempre para lo (loopback). OBS2: Em qualquer operação de entrada/saída de pacotes, os dois chains da tabela mangle são sempre os primeiros a serem acessados. Isto é necessário para definir a prioridade e controlar outros aspectos especiais dos pacotes que atravessam os filtros.

6.7.3 Conexão FTP de 192.168.1.1 para 192.168.1.4
• • • • • • •

Endereço de Origem: 192.168.1.1 Endereço de Destino: 192.168.1.4 Interface de Origem: eth0 Interface de Destino: eth0 Porta Origem: 1405 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP

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Descrição: Conexão ftp (até o prompt de login, sem transferência de arquivos).
SAÍDA DOS PACOTES (envio da requisição para 192.168.1.4): +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-nat| => |OUTPUT-filter| => |POSTROUTING-nat| +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ ENTRADA DE PACOTES (respostas da requisição de 192.168.1.4): +-----------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter| +-----------------+ +------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em SAÍDA DOS PACOTES com o destino 192.168.1.4 porta 21 e retorna por ENTRADA DE PACOTES para 192.168.1.1 porta 1405. Após a conexão ser estabelecida, o caminho de SAÍDA DE PACOTES será:
+-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

pois os dados não precisam de tratamento SNAT (os chains OUTPUTnat e POSTROUTING-nat são processado somente uma vez a procura de regras que conferem, principalmente para fazer SNAT). OBS: Em qualquer operação de entrada/saída de pacotes, os dois chains da tabela mangle são sempre os primeiros a serem acessados. Isto é necessário para definir a prioridade e controlar outros aspectos especiais dos pacotes que atravessam os filtros.

6.7.4 Conexão FTP de 200.217.29.67 para ftp.debian.org.br
• • • • • • • •

Endereço de Origem: 200.217.29.67 Endereço de Destino: 200.198.129.162 Interface de Origem: ppp0 Interface de Destino: ppp0 Porta Origem: 1407 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP Descrição: Conexão ftp (até o prompt de login, sem transferência de arquivos).

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SAÍDA DOS PACOTES (envio da requisição para 200.198.129.162): +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-nat| => |OUTPUT-filter| => |POSTROUTING-nat| +-------------+ +----------+ +-------------+ +---------------+ ENTRADA DE PACOTES (respostas da requisição vindas de 200.198.129.162): +-----------------+ +--------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |PREROUTING-nat| => |INPUT-filter| +-----------------+ +--------------+ +------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em SAÍDA DOS PACOTES com o destino 200.198.129.162 porta 21 (após a resolução DNS de www.debian.org.br) e retorna por ENTRADA DE PACOTES para 200.217.29.67 porta 1407. Após a conexão ser estabelecida, o caminho de saída de pacotes é:
+-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

pois os dados não precisam de tratamento SNAT (os chains OUTPUTnat e POSTROUTING-nat são processado somente uma vez a procura de regras que conferem, principalmente para fazer SNAT). E após a conexão estabelecida, o caminho de entrada de pacotes passa a ser:
+-----------------+ +-------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter | +-----------------+ +-------------+

pois os dados não precisam de tratamento DNAT (o chain PREROUTING-nat é processado somente uma vez a procura de regras que conferem, principalmente para fazer DNAT). OBS: Para qualquer operação de entrada/saída de pacotes, os dois chains da tabela mangle são sempre os primeiros a serem acessados. Isto é necessário para definir a prioridade e controlar outros aspectos especiais dos pacotes que atravessam os filtros.

6.7.5 Ping de 192.168.1.4 para 192.168.1.1
• • • • • •

Endereço de Origem: 192.168.1.4 Endereço de Destino: 192.168.1.1 Interface de Entrada: eth0 Interface de Saída: eth0 Protocolo: ICMP Descrição: Ping de 192.168.1.4 para a máquina do firewall.

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ENTRADA DE PACOTES (recebimento da requisição, vinda de 192.168.1.4): +-----------------+ +--------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |PREROUTING-nat| => |INPUT-filter| +-----------------+ +--------------+ +------------+ SAÍDA DE PACOTES (envio da resposta a 192.168.1.4) +-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

Quando damos o ping (echo request) os pacotes seguem o caminho em ENTRADA DE PACOTES percorrendo os chains na ordem especificada e retornam via SAÍDA DOS PACOTES (echo reply). OBS1: Para qualquer operação de entrada/saída de pacotes, os dois chains da tabela mangle são sempre os primeiros a serem acessados. Isto é necessário para definir a prioridade e controlar outros aspectos especiais dos pacotes que atravessam os filtros.

6.7.6 Conexão FTP de 192.168.1.4 para 192.168.1.1
• • • • • • • •

Endereço de Origem: 192.168.1.4 Endereço de Destino: 192.168.1.1 Interface de Origem: eth0 Interface de Destino: eth0 Porta Origem: 1030 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP Descrição: Conexão ftp (até o prompt de login, sem transferência de dados).
ENTRADA DOS PACOTES (envio da requisição vindas de 192.168.1.4): +-----------------+ +--------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |PREROUTING-nat| => |INPUT-filter| +-----------------+ +--------------+ +------------+ SAÍDA DE PACOTES (respostas da requisição acima para 192.168.1.4): +-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em ENTRADA DOS PACOTES com o destino 192.168.1.1 porta 21 e retorna por SAÍDA DE PACOTES para 192.168.1.4 porta 1030. Após a conexão ser estabelecida, o caminho de entrada de pacotes é:
+-----------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter| +-----------------+ +------------+

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pois os dados não precisam de tratamento DNAT (o chain PREROUTING-nat é processado somente uma vez a procura de regras que conferem, principalmente para fazer DNAT). OBS: O roteamento é sempre realizado após o processamento do chain PREROUTING da tabela nat.

6.7.7 Conexão FTP de 192.168.1.4 para ftp.debian.org.br
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Endereço de Origem: 192.168.1.4 Endereço de Destino: 200.198.129.162 Interface de Origem: eth0 Interface de Destino: ppp0 Porta Origem: 1032 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP Descrição: Conexão ftp (até o prompt de login, sem transferência de dados).
SAÍDA DOS PACOTES (requisição vindas de 192.168.1.4): +-----------------+ +--------------+ +--------------+ +---------------+ |PREROUTING-mangle| => |PREROUTING-nat| => |FORWARD-filter| => |POSTROUTING-nat| +-----------------+ +--------------+ +--------------+ +---------------+ ENTRADA DE PACOTES (respostas da requisição acima, enviadas para 192.168.1.4): +-----------------+ +--------------+ |PREROUTING-mangle| => |FORWARD-filter| +-----------------+ +--------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em SAÍDA DOS PACOTES com o destino 200.198.129.162 porta 21 (após a resolução DNS de ftp.debian.org.br) e retorna por ENTRADA DE PACOTES para 192.168.1.4 porta 1032. Note que o Masquerading regrava os pacotes; para a máquina 200.198.129.162 a conexão está sendo feita para 200.217.29.67. As respostas de conexões vindas de 200.198.129.162 e indo para 200.217.29.67 são regravadas no firewall com o destino 192.168.1.4 e enviadas para a máquina correspondente. Após a conexão ser estabelecida, o caminho de saída de pacotes é:
+-----------------+ +--------------+ |PREROUTING-mangle| => |FORWARD-filter| +-----------------+ +--------------+

Isto acontece porque após feita a conexão Masquerading (via PREROUTING-nat), o firewall já sabe como reescrever os pacotes para realizar a operação de Masquerading, reescrevendo todos os pacotes que chegam de www.debian.org.br para 192.168.1.4. OBS: As conexões Masquerading feitas através da rede interna, são enviadas para 200.198.129.162 tem o endereço de origem ajustado para 117

200.217.29.67 que é o IP de nossa interface ppp0. Quando as respostas atravessam o firewall, os pacotes são checados pra saber se são uma resposta a uma conexão masquerading e fará a regravação dos pacotes substituindo o endereço de destino para 192.168.1.4. Caso uma operação de Masquerading falhe, os pacotes serão Bloqueados.

6.7.8 Conexão FTP de 200.198.129.162 para 200.217.29.167
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Endereço de Origem: 200.198.129.162 Endereço de Destino: 200.217.29.67 Interface de Origem: ppp0 Interface de Destino: ppp0 Porta Origem: 3716 Porta Destino: 21 Protocolo: TCP Descrição: Conexão ao serviço ftp do firewall
ENTRADA DOS PACOTES (envio da requisição vindas de 200.198.129.162): +-----------------+ +--------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |PREROUTING-nat| => |INPUT-filter| +-----------------+ +--------------+ +------------+ SAÍDA DE PACOTES (respostas da requisição de 200.198.129.162): +-------------+ +-------------+ |OUTPUT-mangle| => |OUTPUT-filter| +-------------+ +-------------+

A requisição ftp passa através dos chains especificados em ENTRADA DOS PACOTES com o destino 200.217.29.67 (nossa interface ppp0 local) porta 21 e retorna por SAÍDA DE PACOTES para 200.198.129.162 porta 3716 (também via ppp0). Após a conexão ser estabelecida, o caminho de entrada de pacotes é:
+-----------------+ +------------+ |PREROUTING-mangle| => |INPUT-filter| +-----------------+ +------------+

Isto acontece porque após feita a análise do chain PREROUTING (para necessidade de DNAT), a máquina já saberá tomar a decisão apropriada para gerenciar aquela conexão.

6.7.9 Gráfico geral da passagem dos pacotes
Este gráfico foi retirado do documento netfilter-hacking-HOWTO.txt e mostra a estrutura geral de passagem dos pacotes nas tabelas/chains. Os exemplos de passagem de pacotes acima poderão ser facilmente comparados com as etapas abaixo para compreender a estrutura do iptables.

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E ---> PREROUTING ------> (ROTEAM.) ---> FORWARD ----------> POSTROUTING --> S Mangle e | Filter ^ NAT (Src) NAT (DNAT)) | | | (ROTEAM.) V | IN Filter OUT - Mangle, | ^ NAT (DNAT) | | Filter V | +----------------------------------------+ | Processo Local | +----------------------------------------+

6.8 Exemplos de configurações do iptables
Em construção. Exemplo de como bloquear todas as conexões para a máquina do firewall permitindo somente conexões da máquina Linux para fora.

6.8.1 Bloqueando conexões de fora para sua máquina
As regras a seguir servem para bloquear tentativas de conexões da interface de Internet (ppp0) a sua rede sem bloquear o tráfego de conexões já iniciadas. O tráfego de outras interfaces não é afetado com as regras a seguir:
iptables -A INPUT -i ppp0 -m state --state ! ESTABLISHED,RELATED -j DROP

Todas as conexões vindas de ppp0 de estado diferente de ESTABLISHED e RELATED (NEW e INVALID) serão derrubadas. Veja “6.6.1 Conferindo de acordo com o estado da conexão” para detalhes.
iptables -A INPUT -i ppp0 --syn -j DROP

Este acima é mais simples e possui o mesmo efeito: Pacotes SYN são usados para iniciar conexões, derrubando pacotes deste tipo significa bloquear novas conexões. Pacotes de conexões já estabelecidas ainda são permitidos. Estas regras acima servem para quem não deseja NENHUM acesso indevido a sua máquina. Existem outras formas de bloquear conexões de modo mais seletivo usando chains específicos, endereços de origem/destino, portas, etc., este tipo de configuração é muito usada caso precise fornecer algum tipo de serviço que seja acessível externamente e protegendo outros.

6.8.2 Monitorando tentativa de conexão de trojans em sua máquina
As regras abaixo alertam sobre a tentativa de conexão dos trojans "For Win" mais conhecidos. Coloquei isto aqui por curiosidade de algumas pessoas, pois máquinas Linux são imunes a este tipo de coisa:
#!/bin/sh

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TROJAN_PORTS="12345 31336 31337 31338 3024 4092 5714 5742 2583 8787 5556 5557" iptables -t filter -N trojans-in for PORTA in ${TROJAN_PORTS};do iptables -A trojans-in -p tcp --sport=1024: --dport=${PORTA} -j LOG \ --log-prefix "FIREWALL: Trojan ${PORTA} " iptables -A trojans-in -p tcp --sport=1024: --dport=${PORTA} -j DROP done iptables -t filter -A INPUT -i ppp0 -j trojans-in

A primeira linha do iptables cria o chain trojans-in dentro da tabela filter que usaremos para armazenar nossas regras de firewall. A segunda (dentro do laço for) faz uma regra de LOG para registrar as tentativas de acesso de trojans em nosso sistema, a terceira rejeita o acesso. A quarta regra do iptables cria de todo o tráfego vindo da interface ppp0 pra o chain trojans-in (queremos que só o tráfego vindo da internet seja analisado pelo chain trojansin). Muitas das portas especificadas na variável TROJAN_PORTS são antigas conhecidas de quem já brincou ou sofreram com o Back Orifice, Win Crack, NetBus (quem nunca passou pela fase de ter uma lista com mais de 100 netmasks e conseguir encontrar centenas de máquinas por dia infectadas pelo BO? :-). No código acima a única coisa que precisa fazer para adicionar mais portas é inseri-las na variável TROJAN_PORTS e executar o programa. O laço do for executará as 2 regras para cada porta processada (economizando linhas e linhas de regras, me livrando de uma LER e poupando muitos bytes neste guia ;-). Dependendo do número de portas alvo, este código pode ser muito simplificado usando o recurso multiport do iptables (veja “6.6.6 Especificando múltiplas portas de origem/destino” para detalhes).

6.8.3 Conectando sua rede interna a Internet
O seguinte exemplo permite ligar sua rede interna com a faixa de IP's 192.168.1.* a internet (usando uma conexão discada do tipo ppp):
iptables -A nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -j MASQUERADE echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forward

6.8.4 Um exemplo de firewall simples
Esta seção possui um exemplo mais elaborado de firewall que servirá para máquinas conectadas via ppp com uma rede interna conectada via Masquerading. Este exemplo não é tão complexo e cobre as expectativas mais comuns de pessoas que gostam de explorar os potenciais de rede no Linux ou satisfazer sua curiosidade. Ele poderá ser facilmente adaptado para atender outro tipo de necessidade. A configuração assumida é a seguinte: 120

1. Máquina do firewall com 2 interfaces de rede, uma é eth0 com o IP 192.168.1.1 que serve de ligação a sua rede Interna, a outra é ppp0 que é a interface Internet. 2. Qualquer acesso externo a máquinas da rede interna é bloqueado. 3. Os usuários da rede local tem acesso livre ao servidor Linux. 4. Qualquer acesso externo a máquina do firewall é bloqueado, exceto conexões para o serviço Apache (httpd). Outras tentativas de conexões devem ser explicitamente registradas nos logs do sistema para conhecimento do administrador. 5. Todos os usuários possuem acesso livre a Internet via Masquerading, exceto que o acesso para o serviço www deve ser obrigatoriamente feito via squid, e o servidor smtp a ser usado deverá ser o do firewall Linux. 6. Prioridades serão estabelecidas para os serviços de telnet, IRC,talk e DNS.
#!/bin/sh # Modelo de configuração de firewall # Autor: Gleydson M. Silva # Data: 05/09/2001 # Descrição: Produzido para ser distribuído livremente, acompanha o guia # Foca GNU/Linux. http://focalinux.cipsga.org.br # # # # # # # # # # É assumido um sistema usando kmod para carga automática dos módulos usados por esta configuração do firewall: ipt_filter ipt_nat ipt_conntrack ipt_mangle ipt_TOS ipt_MASQUERADE ipt_LOG

# Se você tem um kernel modularizado que não utiliza o kmod, será necessário # carregar estes módulos via modprobe, insmod ou iptables --modprobe=modulo ##### Definição de # Tabela filter iptables -t filter iptables -t filter iptables -t filter # Tabela nat iptables -t nat -P iptables -t nat -P iptables -t nat -P Políticas ##### -P INPUT DROP -P OUTPUT ACCEPT -P FORWARD DROP PREROUTING ACCEPT OUTPUT ACCEPT POSTROUTING DROP

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# Tabela mangle iptables -t mangle -P PREROUTING ACCEPT iptables -t mangle -P OUTPUT ACCEPT

##### Proteção contra IP Spoofing ##### for i in /proc/sys/net/ipv4/conf/*/rp_filter; do echo 1 >$i done ##### Ativamos o redirecionamento de pacotes (requerido para NAT) ##### echo "1" >/proc/sys/net/ipv4/ip_forward # O iptables define automaticamente o número máximo de conexões simultâneas # com base na memória do sistema. Para 32MB = 2048, 64MB = 4096, 128MB = 8192, # sendo que são usados 350 bytes de memória residente para controlar # cada conexão. # Quando este limite é excedido a seguinte mensagem é mostrada: # "ip_conntrack: maximum limit of XXX entries exceed" # # Como temos uma rede simples, vamos abaixar este limite. Por outro lado isto # criará uma certa limitação de tráfego para evitar a sobrecarga do servidor. echo "2048" > /proc/sys/net/ipv4/ip_conntrack_max

############################################################### # Tabela filter # ############################################################### ##### Chain INPUT ##### # Criamos um chain que será usado para tratar o tráfego vindo da Internet e iptables -N ppp-input # Aceita todo o tráfego vindo do loopback e indo pro loopback iptables -A INPUT -i lo -j ACCEPT # Todo tráfego vindo da rede interna também é aceito iptables -A INPUT -s 192.168.1.0/24 -i eth0 -j ACCEPT # Conexões vindas da interface ppp0 são tratadas pelo chain ppp-input iptables -A INPUT -i ppp+ -j ppp-input # Qualquer outra conexão desconhecida é imediatamente registrada e derrubada iptables -A INPUT -j LOG --log-prefix "FIREWALL: INPUT " iptables -A INPUT -j DROP

##### Chain FORWARD #### # Permite redirecionamento de conexões entre as interfaces locais # especificadas abaixo. Qualquer tráfego vindo/indo para outras

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# interfaces será bloqueado neste passo iptables -A FORWARD -d 192.168.1.0/24 -i ppp+ -o eth0 -j ACCEPT iptables -A FORWARD -s 192.168.1.0/24 -i eth0 -o ppp+ -j ACCEPT iptables -A FORWARD -j LOG --log-prefix "FIREWALL: FORWARD " iptables -A FORWARD -j DROP

##### Chain ppp-input #### # Aceitamos todas as mensagens icmp vindas de ppp0 com certa limitação iptables -A ppp-input -p icmp -m limit --limit 2/s -j ACCEPT # Primeiro aceitamos o tráfego vindo da Internet para o serviço www (porta 80) iptables -A ppp-input -p tcp --dport 80 -j ACCEPT # A tentativa de acesso externo a estes serviços serão registrados no syslog # do sistema e serão bloqueados pela última regra abaixo. iptables -A ppp-input -p tcp --dport 21 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: ftp " iptables -A ppp-input -p tcp --dport 25 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: smtp " iptables -A ppp-input -p udp --dport 53 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: dns " iptables -A ppp-input -p tcp --dport 110 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: pop3 " iptables -A ppp-input -p tcp --dport 113 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: identd " iptables -A ppp-input -p udp --dport 111 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: rpc" iptables -A ppp-input -p tcp --dport 111 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: rpc" iptables -A ppp-input -p tcp --dport 137:139 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: samba " iptables -A ppp-input -p udp --dport 137:139 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: samba " # Bloqueia qualquer tentativa de nova conexão de fora para esta máquina iptables -A ppp-input -m state --state ! ESTABLISHED,RELATED -j LOG --log-prefix "FIREWALL: ppp-in " iptables -A ppp-input -m state --state ! ESTABLISHED,RELATED -j DROP # Qualquer outro tipo de tráfego é aceito iptables -A ppp-input -j ACCEPT

####################################################### # Tabela nat # ####################################################### ##### Chain POSTROUTING ##### # Permite qualquer conexão vinda com destino a lo e rede local para eth0 iptables -t nat -A POSTROUTING -o lo -j ACCEPT iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o eth0 -j ACCEPT # Não queremos que usuários tenham acesso direto a www e smtp da rede externa, o # squid e smtpd do firewall devem ser obrigatoriamente usados. Também registramos # as tentativas para monitorarmos qual máquina está tentando conectar-se diretamente.

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iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -p tcp --dport 80 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: SNAT-www " iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -p tcp --dport 25 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: SNAT-smtp " iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -p tcp --dport 25 -j DROP iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -p tcp --dport 80 -j DROP # É feito masquerading dos outros serviços da rede interna indo para a interface # ppp0 iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.1.0/24 -o ppp+ -j MASQUERADE # Qualquer outra origem de tráfego desconhecida indo para eth0 (conexões vindas # de ppp+) são bloqueadas aqui iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth0 -d 192.168.1.0/24 -j LOG --log-prefix "FIREWALL: SNAT unknown" iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth0 -d 192.168.1.0/24 -j DROP # Quando iniciamos uma conexão ppp, obtermos um endereço classe A (10.x.x.x) e após # estabelecida a conexão real, este endereço é modificado. O tráfego indo para # a interface ppp não deverá ser bloqueado. Os bloqueios serão feitos no # chain INPUT da tabela filter iptables -t nat -A POSTROUTING -o ppp+ -j ACCEPT # Registra e bloqueia qualquer outro tipo de tráfego desconhecido iptables -t nat -A POSTROUTING -j LOG --log-prefix "FIREWALL: SNAT " iptables -t nat -A POSTROUTING -j DROP

############################################### # Tabela mangle # ############################################### ##### Chain OUTPUT ##### # Define mínimo de espera para os serviços ftp, telnet, irc e DNS, isto # dará uma melhor sensação de conexão em tempo real e diminuirá o tempo # de espera para conexões que requerem resolução de nomes. iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp+ -p tcp --dport 21 -j TOS --set-tos 0x10 iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp+ -p tcp --dport 23 -j TOS --set-tos 0x10 iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp+ -p tcp --dport 6665:6668 -j TOS --set-tos 0x10 iptables -t mangle -A OUTPUT -o ppp+ -p udp --dport 53 -j TOS --set-tos 0x10

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7 O PROXY SQUID
Adaptado de “O Squidnomicon”, por <arfreitas@ig.com.br>,Versão 1.21 http://www.alceujun.hpg.ig.com.br/linux/squidnomicon.html O Squid é amplamente utilizado como servidor cache e servidor de proxy transparente http. O Squid como PROXY HTTP é aberto uma porta em TCP, onde o cliente irá configurar o seu navegador para requisitar pacotes da máquina servidora. O Proxy http está configurado com algumas proteções de segurança de acesso à páginas. Algumas páginas serão bloqueadas por conterem em seu link palavras que estão catalogadas no arquivo blacklist. As páginas que o administrador quiser liberar o acesso basta colocar a palavra no arquivo whitelist. O Squid como CACHE é utilizado para armazenar conteúdos de páginas para que os clientes da rede interna não precisem buscar os dados na internet, mas primeiro vão buscar as páginas no servidor cache. O Squid faz uma verificação do conteúdo do cache com o conteúdo da página real e executa uma atualização automática.

7.1 Introdução
Resolvi escrever esse manual principalmente porque ninguém o havia feito antes. Dentre todos os inúmeros documentos sobre Linux e software livre em http://www.linuxdoc.org não há nenhum que fale sobre Squid, mesmo em inglês, quem diria em português. Você poderá encontrar maiores informações sobre o Squid no seu website (http://www.squid-cache.org) e ainda poderá recorrer a FAQS e a lista de discussão para dúvidas. Squidnomicon significa manual do Squid. Eu achei divertido fazer uma relação com o Necronomicon (Livro dos Mortos). Mas não espere encontrar nenhuma outra semelhança além desta. Talvez eu use um desenho do grande Cthullu como logo do manual, mas tenho receio dos direitos autorais. Este manual é livre e está sobre a licença Free GNU Documentation. Qualquer ajuda (dicas, comentários) e/ou modificações são muito bem-vindas.

7.2 Requisitos básicos
Você terá que ter: • • um UNIX: o tutorial tem seu foque em Linux, mas com algum esforço você pode utilizar o mesmo tutorial em FreeBSD, SUN Solaris, etc.; o pacote/fonte do Squid;

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um computador: para testes qualquer um serve, mas para entrar em operação você terá que ter pelo menos um Pentium 2 com 128MB e um HD de 4 Gb. Isto é aproximado, e pode variar muito conforme o número de usuários X requisições. Basta saber que os requisitos de hardware de um servidor proxy são muito maiores em relação à quantidade de memória e velocidade do disco do que para um firewall, principalmente devido ao cache; velocidade de processamento também influirá na performance do proxy. conhecimento básico sobre protocolo TCP-IP e Internet; conhecer o UNIX no qual você quer instalar o Squid!

• •

7.3 O feijão com arroz
O Squid é um webproxy que suporta proxying para DNS e FTP, alem do tradicional HTTP. Ele permite também a criação de árvores de cache via HTCP, load balance para servidores HTTP (vide http_accelerator) e diversos modos de autentificação de usuário, o que também inclui a possibilidade de criação de listas de sites e/ou palavras proibidas para acesso. Neste capitulo irei mostrar apenas o básico para você ter o Squid rodando. Com essas configurações, você irá ter o Squid como proxy e efetuando cache das páginas visitadas.

7.3.1 Instalação
A instalação poderá depender de qual distribuição você estiver usando. Normalmente você encontrara o Squid nos CDROM de distribuição em formatos RPM, DEB ou TGZ. Você também pode usar o fonte do Squid e compilar os binários usando somente as funções que você precisar. Para distribuições que trabalham com pacotes a instalação é muito simples:
rpm -ivh squid-versao.rpm (para distribuições baseadas em RPM)

ou
apt-get install squid (para o Debian)

O Conectiva (versão 6 e posteriores) também podem usar as mesmas facilidades do apt-get. Para instalar a partir do fonte, faca o download do Squid em http://www.squid-cache.org na seção de downloads. Depois execute:
tar -xzvf squid-versao.tar.gz/ cd /diretorio_criado ./configure make make install

Ler o arquivo README que acompanha o arquivo fonte também e essencial para obter os detalhes. A versão termina em números pares (para versões estáveis) e impares (para

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versões de teste) então escolha a ultima de acordo com seus interesses. Procure sempre pelos arquivos com o RELEASE incluso.

7.3.2 Configuração
Depois de instalado você provavelmente (espero!) terá os binários e arquivos de configuração, muitos deles comentados e precedidos de comentários sobre as funções que exercem. O arquivo de configuração do Squid fica em /etc/squid.conf. Inicialmente você deve configurar apenas 3 parâmetros para que tenha o Squid ao menos respondendo a requisições e criando cache das páginas requisitadas:
http_port 3128 cache_mem 8Mb http_access allow all

Com exceção do ultimo parâmetro (que deve ser inserido) esses parâmetros estão apenas comentados (com um sinal "#"). Depois disso você pode iniciar o Squid usando o script de inicialização que fica dentro do diretório /etc/rc.d/init.d (ou /etc/init.d para o Debian):
# cd /etc/rc.d/init.d #./squid start

Na maioria das distribuições o cache é criado quando o Squid é iniciado pela primeira vez (pelo menos para sistemas Linux). Você ainda pode forçar a criação de cache digitando:
# squid -z

Ainda é possível fazer com que o Squid interprete novos parâmetros no arquivo de configuração sem interromper os processos atuais:
# squid -k reconfigure

O Squid já está rodando e aceitando conexões. Agora vamos explicar melhor os parâmetros utilizados: • http_port 3128: Este parâmetro indica em que porta o Squid estará aceitando requisições de páginas Web. Várias portas diferentes podem ser listadas simultaneamente, desde que estejam livres. cache_mem 8Mb: Este parâmetro especifica a quantidade ideal de memória a ser usada pelo Squid, mas isso não significa um limite. O Squid irá ultrapassar o valor estipulado se assim for necessário. http_access allow all: Inicialmente o Squid estará recusando o serviço de proxy para qualquer requisição que não tenha sido feita a partir do localhost (127.0.0.1). Essa diretriz, pelo contrário, esta permitindo que qualquer um requisite qualquer página.

O Squid permite uma grande flexibilidade sobre o que é permitido ou não que o cliente requisite (conforme você poderá acompanhar mais à frente). Agora você pode fazer um teste com um navegador qualquer, como o Netscape ou o Internet Explorer. Para isso, configure (na parte referente a servidor proxy) o endereço IP do proxy Squid sem esquecer de indicar a porta 3128. 127

As solicitações agora serão atendidas pelo Squid, que irá fazer cache das requisições, como páginas html e figuras, o que aumenta consideravelmente a rapidez de navegação e diminui a ocupação de banda do link.

7.4 Controlando os usuários
Usuários costumam dar dores de cabeça horríveis a um administrador de redes, mas também sem eles como você justificaria seu salário? O Squid fornece meios de evitar que você tenha (muitos) problemas com seus usuários acessando a Internet para fins não muito ortodoxos. Você pode bloquear acesso a algum tipo de recurso ou a um site inteiro. No arquivo /etc/squid.conf existem definições de listas de controle (ACL em inglês) e como é feito o acesso a recursos definidos nestas listas. Antes de mostrar como a lista é feita, procure ter antes em mente a seguinte idéia: 1 - As regras são interpretadas na ordem que aparecem: quando você define regras, a primeira é interpretada. Se a regra descrita não combinar com a requisição a mesma será comparada com a próxima regra, e assim por diante. 2 - Sempre, SEMPRE coloque como última regra uma ACL que bloqueie tudo. Se você não fizer isso, seu controle vai para o espaço. 3 - Não crie regras demais e desnecessárias! Procure evitar redundâncias e regras de controle que exijam resolução de nomes. Isso pode atrasar muita a resposta do Squid para requisições. Existem diversos critérios/tipos de listas. Acompanhe abaixo: • • • SCR A lista é baseada no endereço IP do cliente (requisitante). DST A lista é baseada no endereço IP do servidor (que será requisitado). SCRDOMAIN O domínio da máquina cliente. O domínio serão obtido por resolução reversa de IP o que pode causar atrasos para a requisição ter resposta. DSTDOMAIN Método de controle sobre um domínio especifico. SRCDOM_REGEX Expressão regular que e avaliada para tentar marcar um domínio requisitante; esse parâmetro pode causar atrasos por usar resolução reversa de endereço IP. DSTDOM_REGEX domínio de destino. TIME O mesmo que srcdom_regex só que para o

• •

• • •

Dia da semana e hora da semana.

URL_REGEX Essa ACL irá procura em na URL uma expressa regular que você especificar.

128

URLPATH_REGEX Semelhante ao url_regex só que ira procurar a expressão na url toda exceto no nome do protocolo e domínio. Isso ira tentar combinar com o nome do diretório ao longo da url. PORT O acesso pode ser controlado pela porta do endereço do servidor requisitado. PROTO Especifica o protocolo de transferência. METHOD Especifica o tipo de método da requisição. BROWSER expressão regular cujo padrão tentara combinar com o contido no cabeçário HTTP de requisição do cliente. IDENT Seqüência de caracteres que combinam com o nome do usuário. Requer um servidor Ident rodando na máquina do cliente. IDENT_REGEX O mesmo que ident, mas utilizando-se de uma expressão regular. PROXY_AUTH Permite a autentificação de usuários através do envio de usuário/senha. Requer um programa externo para realizar essa autentificação. PROXY_AUTH_REGEX O mesmo que proxy_auth, só que ira tentar combinar o nome do usuário fornecido pelo programa de autentificação através de uma expressão regular. SNMP_COMMUNITY Seqüência de caracteres combinar com o nome da comunidade SNMP. que tentarão

• • • • • • •

• • •

REQ_MIME_TYPE Expressão regular que tentara combinar com o tipo de conteúdo contido no cabeçário de requisição. ARP Tenta combinar o MAC ADDRESS.

Como você pode ter notado, existe uma quantidade bem grande de facilidades com as quais você pode construir uma ACL, ate mais do que você provavelmente ira precisar (eu me pergunto se alguém usa ident). Depois de definir as listas de controle você precisa definir para cada linha da acl o que ela poderá ter como permitido (ou negado). A lista de regras já é um pouco menor. HTTP_ACCESS sintaxe: http_access allow | deny [!] acl descrição: permite ou nega acesso ao serviço http baseado na lista de acesso (acl) definida. O uso de "!" indica inversão (diferente de). Eu coloquei uma observação um pouco acima de que você sempre tem de ter como última regra uma regra de bloqueie tudo, a fim de evitar brechas no conjunto de acl's que você tenha criado. Você pode usar o http_access para bloquear acesso a http dessa forma: acl all src 0.0.0.0/0 http_access deny all Isso diz ao Squid "qualquer requisitante". No final das contas, se um requisitante não tiver seu pedido encaixado em alguma acl anterior, ele terá seu pedido negado. 129

ICP_ACCESS sintaxe: icp_access allow | deny [!] acl descrição: use para forçar seus vizinhos a usarem você como um <sibling> ao invés de pai. Isso e utilizado quando se trabalha com arvores de cache. MISS_ACCESS sintaxe: miss_access allow | deny [!] acl descrição: limita os domínios que podem fazer requisições ao cache do servidor utilizando os recursos acl. PROXY_AUTH_REALM sintaxe: proxy_auth_realm seqüência de caracteres descrição: na realidade esse comando não exerce nenhum tipo de controle, apenas informa ao cliente (através da seqüência de caracteres) aonde ele esta realizando o logon. Não é essencial, mas o padrão aparece como "Squid proxy"? e você pode mudar isso sem problemas. IDENT_LOOKUP_ACCESS sintaxe: ident_lookup_access allow | deny acl descrição: se a acl combinar com a requisição do cliente, este cliente será autentificado por uma procura ident.

7.5 Exemplos de configuração
Agora que todos os itens foram discutidos vou mostrar alguns exemplos práticos de configuração para controle de acesso.

7.5.1 Permitir http_access para apenas uma máquina com MAC address igual a 00:08:c7:9f:34:41 :
acl all src 0.0.0.0 acl pl800_arp arp 00:08:c7:9f:34:41 http_access allow pl800_arp http_access deny all

7.5.2 Para restringir acesso nas horas de trabalho (9 horas - 17 horas, de segunda sexta) da faixa de IP 192.168.2.0 máscara 255.255.255.0 :
acl all src 0.0.0.0 acl ip_acl src 192.168.2.0/24 acl time_acl time M T W H F 9:00-17:00 http_access allow ip_acl time_acl http_access deny all

7.5.3 Posso usar uma lista de controle com multiplos horários para diferentes usuários?
Se você pensou em algo assim:

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acl carlos src 192.168.10.1 acl davi src 192.168.10.2 acl cleusa src 192.168.10.3 acl manhã time 06:00-11:00 acl tarde time 14:00-14:30 acl noite time 16:25-23:59 http_access allow carlos manhã almoço http_access allow davi manhã almoço http_access allow cleusa noite

você errou ! O Squid interpreta regras desta forma:
http_access REGRA definição1 E definição 2 E definição3

OU
http_access AÇÃO definição1 E definição 2 E definição3

Atenção porque esses E e OU são operadores lógicos! Portanto a acl:
http_access allow carlos manhã almoço

nunca irá funcionar porque manhã E almoço serão sempre falsos, uma vez que nunca serão verdadeiros na mesma hora. Como é falso (de acordo com a lógica booleana):
0/1 E 1 = 0 (falso) http_access allow carlos E manhã OU http_access allow carlos almoço

7.5.4 Quero criar uma acl para bloquear sites com a palavra sexo pois meus funcionários ficam baixando filmes em Divx de pornografia:
acl porno url_regex sexo http_access deny porno

Isso tem algumas conseqüências. Primeiro que essa regra deve encabeçar a lista para você não correr o risco de liberar o acesso antes de bloqueá-lo. Segundo que um site http://www.sexoesaude.com.br estaria encaixado na lista de bloqueio, apesar do conteúdo não ser o mesmo.

7.5.5 A idéia acima e ótima, mas eu tenho uma lista de palavras para fazer o mesmo. Terei que repetir esse comando várias vezes?
De forma alguma:
acl porno url_regex "/etc/squid/porno.txt" http_access deny porno

No arquivo texto, inclua uma palavra sobre a outra, como uma coluna.

7.5.6 Ainda existem sites que escapam a esse controle. Gostaria de bloqueá-los diretamente.
acl porno2amissao dstdomain playboy.com

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ou
acl porno2amissao dstdomain "/etc/squid/pornosites.txt" http_access deny porno2

7.5.7 Meu diretor reclama que agora não consegue mais ler as entrevistas no site da Playboy.
Chefe é chefe. Antes que ele deixe de pagar seu salário, inclua no arquivo /etc/squid.conf :
acl entrevistas urlpath_regex entrevistas http_access allow entrevistas

Essa regra deve vir ANTES do bloqueio do site da Playboy.

7.5.8 E uma lista de diretórios?
Insira esse conteúdo dentro de um arquivo texto:
batepapo$ batepapo/$ sexo/$ fofoca/$ chat/$

O símbolo de $ indica que a o Squid deve combinar as ocorrências quando estas palavras aparecerem no final da URL. O símbolo é usado em expressões regulares e pode ajudar a marcar casos bem específicos. A essa altura você já sabe como proceder em seguida.

7.6 Recursos na Internet
O site do Squid possui muito mais documentação que esse pequeno tutorial e é ponto obrigatório de passagem se você entende inglês: http://www.squid-cache.org Outro site interessante e o ORSO (http://web.onda.com.br/orso/index.html) pois contem conteúdo interessante sobre o Squid, incluindo o SARG, script para gerar páginas html dos arquivos de log do Squid. No site você também encontrara listas de palavras para bloqueios de sites pornográficos. Você poderá encontrar versões novas desse manual no website http://www.imortais.cjb.net/linux/

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APÊNDICE A. LICENÇA DE PUBLICAÇÃO LIVRE
Esta é uma tradução não-oficial da Open Publication License versão 1.0, de 8 de junho de 1999, e não é substituto legal para a Licença original, disponível em http://www.opencontent.org/openpub. Entretanto, esta tradução poderá auxiliar pessoas que falem Português a entender melhor a licença. É permitido a qualquer pessoa copiar e distribuir cópias desse documento de licença, desde que sem a implementação de qualquer mudança.

OPEN PUBLIC LICENSE
Draft v1.0, 8 june 1999

I. Requisitos comuns às versões modificadas e não modificadas
Os trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) podem ser reproduzidos e distribuídos no todo ou em parte, em qualquer meio físico ou eletrônico, desde que os termos desta licença estejam incluídos, e que esta licença ou uma incorporação dela por referência (com quaisquer das opções escolhidas pelo autor ou editor) estejam presentes na reprodução. A forma apropriada para uma incorporação por referência deste livro é: Copyright© 2002 Alfamídia Ltda. Este material somente poderá ser distribuído se sujeito aos termos e condições firmados na Licença de Livre Publicação (Open Publication License), versão 1.0 ou superior (a versão mais atual encontra-se disponível em http://www.opencontent.org/openpub/). Esta referência, devidamente preenchida com os dados da publicação, deve ser seguida imediatamente com quaisquer opções escolhidas pelos autores ou editor do documento (consultar a seção Termos opcionais). É permitida a redistribuição comercial de material licenciado pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License). Qualquer publicação no formato livro padrão (papel) requer obrigatoriamente a citação dos autores e editor originais. Os nomes dos autores e do editor devem aparecer em todas as superfícies externas do livro. Em todas as faces externas do livro, o nome do editor original deve estar impresso em tamanho tão grande quanto o título do trabalho, e citado como proprietário em relação àquele título.

II. Copyright
O copyright de todo trabalho protegido pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) pertence aos autores ou proprietários.

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III. Escopo da licença
Os termos de licença a seguir aplicam-se a todos os trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License), a não ser que explicitamente indicado no trabalho. A mera adição de trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) ou partes de trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) em uma mesma mídia que contenha outros trabalhos ou programas não protegidos por essa licença não decorre em aplicação da Licença de Livre Publicação (Open Publication License) para esses outros trabalhos. O trabalho resultante deve explicitamente conter uma nota especificando a inclusão do material protegido pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) e o aviso de copyright apropriado. APLICABILIDADE. Se alguma parte desta licença não puder ser aplicada em alguma jurisdição, as partes restantes deste documento continuam sendo aplicadas. AUSÊNCIA DE GARANTIA. Os trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) são fornecidos "como estão", sem garantias de qualquer tipo, explícita ou implícita, incluindo, mas não limitado a, as garantias implícitas de comercialização e conveniência para um propósito particular, ou garantia de não-infração.

IV. Requisitos para trabalhos modificados
Todas as versões modificadas de documentos cobertos por esta licença, incluindo traduções, antologias, compilações e documentação parcial, deve seguir os requisitos abaixo: A versão modificada deve ser indicada como tal. As pessoas que fizerem as modificações e as datas de modificação devem ser identificadas. O reconhecimento dos autores e editor originais (se aplicável) deve ser mantido de acordo com as práticas acadêmicas usuais de citação. O local da versão não-modificada do documento deve ser indicado. Os nomes originais dos autores não devem ser utilizados para indicar ou garantir seu endosso ao documento resultante sem a autorização expressa dos autores.

V. Práticas recomendadas
Em adição aos requisitos desta licença, é solicitado e extremamente recomendado aos redistribuidores que: Se os trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) estiverem sendo distribuídos em impressos ou CD-ROM, os autores sejam informados por email, ao menos trinta dias antes, para que os autores tenham tempo de providenciar documentação atualizada. Esta notificação deve descrever as modificaçoes introduzidas no documento, se existirem.

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Todas as modificações substanciais (incluindo exclusões) devem ser marcadas claramente no documento, ou então descritas em um anexo ao documento. Finalmente, mesmo não sendo obrigatório sob esta licença, é considerado de bom tom oferecer uma cópia sem ônus de todo o material modificado (impresso e CD-ROM) para os autores originais.

VI. Termos opcionais
Os autores e editores de documentos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) podem escolher certas opções de licença simplesmente incluindo alguns parágrafos após a cópia da licença ou sua referência. Estas opções são consideradas parte da licença e devem ser incluídas com ela (ou com a referência a ela) nos trabalhos derivados. As opções que se aplicam a este trabalho são: A:É vedada a distribuição de versões com modificações substanciais deste documento sem a expressa permissão dos proprietários do direito autoral. B:É vedada a distribuição deste trabalho ou qualquer derivado seu em qualquer formato de livro padrão (papel) sem a prévia autorização dos proprietários do direito autoral.

Políticas de Publicação Livre
(O texto a seguir não é considerado parte da licença.) Os trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) estão disponíveis e podem ser acessados na home page da Open Publication http://works.opencontent.org/ . Os autores de trabalhos protegidos pela Licença de Livre Publicação (Open Publication License) podem incluir suas próprias licenças nesses trabalhos, desde que os termos dessa licença não sejam mais restritrivos que os da Licença de Livre Publicação (Open Publication License). Em caso de dúvidas sobre a Licença de Livre Publicação (Open Publication License), contactar David Wiley <dw2@opencontent.org> ou a lista de autores de publicações <opal@opencontent.org> via email. Para se inscrever na lista de autores de publicações livres (Open Publication Author's List), mande um email para <opal-request@opencontent.org> com a palavra subscribe no corpo da mensagem. Para enviar mensagens para a lista de autores de publicações livres (Open Publication Author's List), mande um email para opal@opencontent.org ou simplesmente responda a uma mensagem postada. Para se desinscrever na lista de autores de publicações livres (Open Publication Author's List), mande um email para opalrequest@opencontent.org com a palavra unsubscribe no corpo da mensagem. 135

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