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Apostila de Morfologia[1].PDF Poaceae

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UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
CÂMPUS DE JABOTICABAL
FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E VETERINÁRIAS

Departamento de Zootecnia

NOÇÕES DE TAXONOMIA E MORFOLOGIA DE PLANTAS FORRAGEIRAS (GRAMÍNEAS E LEGUMINOSAS)

ANA CLÁUDIA RUGGIERI RICARDO ANDRADE REIS

Jaboticabal - SP Agosto, 2006

1. INTRODUÇÃO As plantas forrageiras de maior interesse na Área de Forragicultura e Pastagens pertencem à Família Poaceae (Gramíneas) e Ordem Fabales (Leguminosas) ocorrendo em menor proporção plantas de outras famílias. Nas regiões tropicais as gramíneas são tradicionalmente as mais exploradas, em

virtude de apresentarem um potencial de produção de forragem duas a três vezes superior às leguminosas forrageiras, entretanto, nos últimos anos, tem aumentado o interesse dos pesquisadores em pastagens, visando o uso de leguminosas forrageiras tropicais na alimentação animaI tanto na forma de feno como na forma de pastagens exclusivas e/ou consorciadas e mais recentemente na forma de banco de proteína, basicamente devido ao elevado valor nutritivo destas plantas, e, pela fixação simbiótica do nitrogênio atmosférico com bactérias do gênero Rizobium.

2. TAXONOMIA 2.1. FAMÍLIA: Poaceae (Gramíneas) Taxonomicamente as gramíneas podem ser classificadas da seguinte forma: Reino: Vegetal. Divisão: Magnoliophyta (Angiospermas) Classe: Liopsida (Monocotiledôneas). Subclasse: Commelinidae.

Ordem: Cyperales Família: Poaceae

Stebbins e Crampton (1961) citados por Nascimento (1981), consideram dentro da família Poaceae a ocorrência de 6 subfamílias, 28 tribos, com aproximadamente 600 gêneros e 10.000 espécies. Na subfamília Panicoideae, principalmente na tribo Paniceae é que ocorrem os principais gêneros de gramíneas forrageiras de clima tropical. Em contraposição nas de clima temperado os principais gêneros pertencem a subfamília Festucoideae. Provavelmente, por esta razão o sistema de classif1cação Hitchcok (1971), citado por

princípios tóxicos. Estas apresentam cerca de 600 gêneros e mais ou menos 13000 espécies. Zizamieae Palarideae não pertencem definitivamente a nenhuma das duas famílias. etc. Orysae. Ordem: Fabales Famílias: Fabaceae. 1. Desta. A limitação de muitas delas ao uso como forrageira se deve a presença de espinhos. Caesalpinaceae e Mimosaseae. não apresentam espécies herbáceas de valor forrageiro. como é o caso da Leucaena leucocephala ((Lam.MITIDIERI (1983). Podaliridae e Dalbergieae. A maioria das leguminosas forrageiras estudadas e cultivadas tropicais e subtropicais pertence à família Fabaceae.2. . três das dez tribos: Saphorea.) De Wit)) a Leucena. faz a divisão da família Gramíneae em apenas duas subfamílias: Festucoideae e Panicoideae. Entretanto MITIDIERI (1983) salienta que tal divisão é algo artificial tendo em vista que quatro tribos: Zoysiae. a segunda mais recente propondo a divisão desta família em famílias distintas. que é da família Mimosidae. Takhiajan & Zimmerman (1966). ORDEM Fabales Atualmente existem duas correntes distintas acerca da posição sistemática das Leguminosas. porte elevado. citado por Cronquist (1981).1970). Baseado na classificação de Cronquist. com exceção feita para poucas das outras duas famílias. No entanto concentrando-se na busca de espécies herbáceas de fabaceae não se deve excluir o potencial existente nas outras famílias (Rocha. encontra-se as seguintes unidades taxonômicas para a ordem Fabales Reino: VegetaL Divisão: Magnoliophyta (Angiospermas) Classe: Magnoliopsida (Dicotiledôneas) Subclasse: Rosidae. A primeira considera todas as leguminosas unidas sob a mesma família com a divisão em subfamilias e.

citado por Pupo 1981). com maior produção no verão e outono.1. 1971. São semeados no outono (tanto as perenes como as anuais). Perenes: Festuca arundinacea (festuca) Phalaris tuberosa (falaris). . estivo-outonais (Araújo. a) Hibernais . os rendimentos são maiores. colmos grossos e folhas largas.São forrageiras de clima temperado dias menos ensolarados geralmente de pequeno crescimento caules finos e folhagem tenra. entretanto menos nutritivos. anuais: Anuais: Fabales (Leguminosas) Vicia (ervilhaca). Poaceae (Gramíneas) Lolium (azevém). Ornithopus sativus (serradela). etc. Perenes: Medicago sativa (alfafa) Lotus corniculatus (cornichão) b) Estivais: são forrageiras de clima tropical. Ex: Avena strigosa (aveia). Secale cereale (centeio). as perenes entram em repouso vegetativo e as anuais morrem. OBSERVAÇÕES 3. São semeadas na primavera. etc. No estágio de florescimento. e quando entra o inverno. As plantas forrageiras podem ainda ser classificadas com relação ao período de maior produção de forragem em hibernais e estivais isto é.3. Hordeum vulgare (cevada). onde acumulam reservas nutritivas para rebrotar na primavera. Requerem bastante luz e calor. são sensíveis ao frio intenso. permanecendo com vida apenas os órgãos inferiores (raiz e base da planta). Ex. sendo ceifadas durante o inverno e também na primavera. com elevado potencjal de crescimento.

(PUPO.. Galactia (galaxia). Anuais: Stilozolobium atterrimum (mucuna preta). Xaraés cv. 1981). onde o primeiro refere-se ao gênero e ambos à espécie.) .Anuais: Zea mays (milho).).2. Pennisetum typhoideum (pasto italiano). "variedade" (var. tanzânia. Sorgum vulgare (sorgo). Tanzânia var.) – utilizada quando a planta distingue-se das demais da espécie através de caracteres botânicos e ocorrendo de forma natural. Fabales (Leguminosas) Perenes: Neonotonia (soja perene). as denominações científicas (espécies). gênero Panicum.empregado quando a planta foi criada pelo homem através de melhoramento genético ou quando uma variedade é intensamente cultivada pelo homem. etc Poaceae (Gramíneas) Perenes: Panicum (colonião. servem para caracterizar exatamente uma determinada forrageira. são compostas por dois nomes grifados ou em letra que difere da do texto. etc) Brachiaria (braquiária. Trichoglume cv. espécie Panicum maximum. 3. Ex. Colonião var. Segundo as normas internacionais. Marandu Brachiaria brizantha . Exemplo: Espécie Panicum maximum Variedade ou Cultivar cv. os termos. Setaria (setária). etc. b) o cultivar (cv. que colocadas após o nome científico (espécie). a) a variedade (var. criou-se então.) e "cultivar" (cv. marandu). Gongyloides cv. Como existem muitas variações.

Douglas (1980) refere-se a variedade (ou cultivar) como uma divisão de uma chave a qual é distinta. sendo todas igualmente desenvolvidas e de origem adventícia (Figura 1). 4. As raízes de algumas gramíneas (Paspalum notatum) contêm ou são circundadas por bactérias. FAMÍLIA Poaceae (gramíneas) 1. A profundidade máxima é frequentemente alcançada no primeiro ano (Tabela 1). guardam traços distintos. Sistema radicular fasciculado ou em cabeleira. referem-se a cultivar como sinônimo de variedade. química ou outra) com propósitos significativos para agricultura. em deçorrêcia da morte e formação de novas raízes.1. onde Barnard (1972) define com um grupo de indivíduos cultivados que são distinguidos por uma característica (morfológica. MORFOLOGIA 1. . 1975).Barnard (1972) e Douglas (1980) citados por Ferguson (1985). que fixam nitrogênio atmosférico (Pedreira. Ao arrancar uma gram1nea remove-se apenas uma pequena parcela do sistema radicular o qual em muitas espécies alcança uma profundidade de 2 metros ou mais. floresta ou horticultura e a qual quando reproduz (sexuada ou assexuada). uniforme ou estável. principalmente do gênero Beijerinkia. sendo que anualmente são repostas cerca metade das raízes existentes. Estas possuem sistema radicular em que não se distingue a raiz principal da secundária.

no perfil do solo.9 99. çapim-colonião e capimsempre verde. 1. . % do raizame total (peso seco) Profundidade (cm) Gordura Colonião Sempre verde Média 0 a 10 41 70 74 62 0 a 20 53 84 93 77 0 a 50 66 93 97 85 0 a 140 86 97 99 94 0 a 350 99.2.2.2. Caule . podendo ser: 1.: Cana-de-açúcar. etc. TABELA 1. dotado de nós e entrenós.Figura 1.1. Ex. Sistema radicular fasciculado ou em cabeleira.9 99.9 Profundidade onde 410 cm 620 cm 440 cm --------------foi encontrada a raiz Adaptado de Rocha e Martinelli (s/d).9 99. Capim-elefante. Distribuição do sistema radicular do capim-gordura.O caule das gramíneas é do tipo colmo (Figura 2). Cheios a) Macios e suculentos – via de regra preferido pelos animais. (1975). citados por Pedreira. Ocos ou fistulosos 1.2.

aparecem as raízes adventícias que emergem dos nós basilares. os caules das gramíneas podem ser: A) Aéreos .Ereto (cespitoso). visando a facilidade de disseminação: colmos cespitoso rizomatoso entrenó rizoma nó rizoma estolonífero . Obs.: Pennisetum.: Brachiaria. .Geniculado (Joelho). Ex. A quantidade de fibra e sílica presente nos tecidos do colmo é inversamente proporcional à aceitabilidade dos mesmos pelos animai s. Ex.em geral herbáceos.: Melinis. Paspalum B) Subterrâneos (rizomas).b) Duros e secos – depósito de sílica nos tecidos Ex. Ex.Decumbente. Na parte basal do colmo.Prostrado. . Quanto ao habitat e arquitetura. Ex. . Ex. Chloris e Setaria.: Milho (após o florescimento e maturação dos grãos). Os nós na base da planta se acham muito próximos. separando-se visivelmente à medida que se caminha para o ápice do vegetal. Panicum .: Paspalum As gramíneas apresentam certas modificações caulinares (Figura 2).

aclorofilados. Folha – As folhas das gramíneas são constituídas de lâmina foIiar ou limbo e bainha (Figura 03). Ex. A emissão do caule aéreo se dá distante do Emite caule aéreo próximo do ápice do ápice do estolão. O Índice filotáxico é a fração cujo numerador indica o número de voltas dadas. com nervuras paralelas bem pronunciadas (ausência da nervura principal). três nós juntos e um internódio comprido.são caules subterrâneos que terminam em uma gema apical pontiaguda. Paspalum.estreitamento da lâmina foliar. Andropogon .Via de regra lanceolada com nervação paralela (presença da nervura principal). dotados de nó e entrenós. As folhas. glabras ou não. Ex. encontrada na mesma vertical e cujo denominador indica o número de folhas encontradas nesse trajeto (Rosique et al. . 1983). Caule tipo colmo. cobertos de escamas as quais representam as folhas e as estípulas reduzidas.Bainha .Lâmina foliar ou limbo . dísticas (duas fileiras no mesmo plano). Os estolões apresentam dois tipos: Tipo A Tipo B Estrutura de um caule normal. . nas gramíneas encontra-se em um ciclo da espiral apenas duas folhas. produzindo raízes e parte aérea a partir dos nós. semelhante à Estrutura diferente do caule normal. a partir de uma folha até a folha seguinte. perto da bainha. Entrenó cessa de crescer assim que se O entrenó continua a crescer mesmo após iniciam as brotações no nó correspondente iniciado as brotações. Exemplo: Digitaria Exemplo: Cynodom e Chloris 1. Portanto.Figura 2.invaginante ou amplexicaule (envolve totalmente o caule). possuindo nós compostos. .3.. tipo fendida.Estolões .1978).Rizomas . . são alternas. estolão.são caules rasteiros que se desenvolvem junto à superfície do solo. margem comumente ciliadas ou serreadas. Falso pecíolo . parte aérea. originária dos nós dos caules e com índice filotáxico igual 1/2 (Mitidieri. estolão e rizoma. Obs. em espiral.

Brácteas . com função de propiciar o movimento da lâmina foliar.3. com função de proteção da gema contra o ataque de insetos e excesso de umidade. O gênero Echinochloa não tem lígula. Lígula .: Pennisetum.apêndice em ambos os lados da base da lâmina ou no ápice da bainha.3.: Bambusa.Folhas modificadas com função de proteção das flores das gramíneas. Elementos praticamente constantes Colar . É um órgão bicarenado e quando a gema se desenvolve em brotações laterais. Ex. Obs. Prófilo . Exemplos de ocorrência esporádica Aurícula . 1. do lado de dentro da folha ou face superior da lâmina foliar.ponto de junção da lâmina foliar com a bainha.Folhas reduzidas que são encontradas na base dos colmos ou rizomas. Uma das características do gênero é presença da lígula membranosa.: certas espécies de Saccharum (cana-de-açúcar).ponto de junção da lâmina foliar com a bainha.2. é forçado a se abri r. com função de proteção das gemas. A lígula pode ser pilosa ou membranosa.Estrutura modificada da bainha que protege a gema lateral. do lado de fora da folha ou face inferior da lâmina foliar. Ex. . Escamas .1.1. Ex.

podendo estarem presentes ambas somente uma ou nenhuma (Alcântara. superior e inferior. Flor – A flor das gramíneas é aclamídea (sem cálice e corola). . Um conjunto de flores forma a inflorescência sendo que a unidade desta em gramíneas é a espigueta (podendo ser pedicelada ou séssil). Folha de gramíneas. denominadas glumas. 1. com invólucro constituído por brácteas. 1983).Colmo Colmo Figura 3.4. A espigueta contém um ou mais flósculos. encerrados por brácteas (Figura 4).

A pálea pode faltar. citaos por Mitidieri.O lema sempre está presente (a flor encontra-se alojada em sua axila). . tricarpelar.Flósculo = Flor + o lema + a pálea . . Uniovular 2 estiletes 2 estigmas plumosos Lodícula Rudimento da corola que por turgecência abre a flor Pistilo ou Gineceu Palea Lema Figura 5. Flor de gramínea (Gould. 1958. Espigueta com cinco flósculos (Gould. não tem nervura principal. 1980) .Ráquila Gluma superior Lema Pálea Estigma Antera Ovário Lodícula Gluma inferior Pedicelo Ráquis Figura 4. é bicarenada. uniocular. 1983).Flor = Androceu + Gineceu + Lodículas (Figura 5). apresenta nervura principal (tecido vivo). 1968. . citado por Mitidieri. 3 filetes 3 anteras Estigma Antera ou Estame Filamentos 1 ovário súpero. enquanto que o pelo não apresenta tecido vivo.

5.2. Cenchrus 1.b) Alternados ao longo do eixo principal – existem mais de dois racemos ao longo do eixo principal.3.A classificação das gramíneas baseia-se principalmente nos caracteres da estrutura da espigueta e no arranjo das mesmas.a) Pareados Ex.5.5. Ex. o embrião emite um sinal hormonal à camada de aleurona (camada protéica). Aberta – As ramificações são longas e abertas. (Figura 6). Pennisetum.6.a) Digitados Ex. 1.1.5. outros polissacarídeos – sacarose. Digitaria . A semente é do tipo albuminosa. . tribos e gêneros (Hitchcock. Estas quase exclusivamente delimitam as subfamílias.3. constituída de embrião endosperma (Figura 7).Brachiaria (exceto B.2.1. Quanto ao arranjo das mesmas. Tipos de Inflorescência . Chloris 1. Isolados .2. Melinis.2.5. Panicum. Paspalum .1983). 1. Brachiaria mutica.5.: Cynodon 1.b) Sub-digitados Ex. Segundo LAHGER (1979) as gramíneas apresentam dois tipos de inflorescência: Espiga e cacho. 1.espiguetas inseridas no eixo principal sem pedicelo (sésseis).1.2.2. mutica) 1.5.: Milho (Zea) a) Espiga radiada digitada Ex. Espiga . Setaria. 1. Fruto – O fruto das gramíneas é do tipo cariopse (apresenta uma só semente. Cacho composto ou panícula – espiguetas pediceladas inseridas em ramificações terciárias e quaternárias da ráquis.3. A Figura 7 mostra a estrutura completa de um perfilho de gramínea. 1971.2.3. Radiados .5.2. aderida totalmente ao pericarpo). Pseudo-espiga – ou panícula de racemo espiciforme – espiguetas pediceladas e sésseis inseridas em ramificações da ráquis. que sintetiza as enzimas que irão desdobrar os carboidratos do endosperma (amido.3. estas podem ser: 1. Assim que a semente absorve água. Ex. num mesmo sentido (Andropogon e Hyparrhenia). citado por Mitidieri.1. Cacho ou racemo – espiguetas inseridas na ráquis através de pedicelo.2.5. Ex. Contraída – Ex.

hemicelulose. Inflorescência Espigueta Lígula Aurícula Lâmina Nervura Estolão Nó Bainha Brotação Rizoma Figura 7. A germinação geralmente é hipógea (o cotilédone permanece no solo durante o processo de germinação). Partes da Planta de Gramínea. . para nutrir o vegetal durante o estágio da plântula. óleo e proteína).

.Racemo Panícula aberta Mista Espiga Digitado Cabeça = capítulo Corimbo Fasciculado Panícula contraída Racemo isolado Cacho isolado Racemo radiado subdigitado Figura 6. Tipos de Inflorescências de gramíneas.

no entanto não se sabe se são sementes produzidas por autopolinização ou polinização cruzada. que favoreçam os dois tipos de polinização. ou por autofecundação . apomixia é a propagação através de sementes produzidas assexuadamente e é denominada: Agamospermia (Melinis. enquanto que períodos curtos de luminosidade favorecem a Casmogamia. Cenchrus). 1983).Figura 7. (idêntico à planta mãe). pois as sementes se desenvolvem somente dos tecidos maternos. Chloris. podendo ser por polinização cruzada – casmogamia (com flores abertas). Ex: setária. que forma semente apomíticas. Neste caso. Brachiaria. embora possa ocorrer uma baixa porcentagem de sexualidade (cerca de 20%). Secção longitudinal da cariopse de milho 1. Como exemplo tem-se o capim-colonião. Períodos grandes de luminosidade favorecem a Cleistogamia. Entretanto podem ocorrer períodos de luminosidade intermediários. numa mesma espécie.Cleistogamia (com flores fechadas). Num sentido mais restrito.7. . Ex: capim-colonião. b) Apomítica ou assexual (apomixia) – Num sentido mais amplo apomixia abrange todas as formas de propagação vegetativa (estímulo hormonal – podendo ou não ser idêntica à planta mãe). a planta forma sementes sem que haja fertilização. Reprodução – As gramíneas apresentam dois tipos de reprodução: a) Sexual ou anfimixia – É quando há fusão de gametas. ainda que em certos casos seja necessário o estímulo dado pelo pólen. (Alcântara e Mitidieri.

Macroptilium e Galactia (maior concentração nas raízes secundárias e terciárias).: Macrotilium atropupureum (siratro).leguminosas de hábito de crescimento rasteiro. ORDEM Fabales (Leguminosas) 2. Sistema radicular das leguminosas .1. Outros tipos radiculares (origem caulinar) . Ex.2. Normalmente apresentam nódulos que dependendo do gênero da leguminosa estes podem localizar-se em maior concentração na raiz principal ou secundária.Pachyrriaus (Jacatupé ou feijão batata) . .Xilopódio.Adventícias . Sistema radicu1ar em que a raiz principal é bastante desenvolvida e as raízes secundárias são menores e pouco numerosas (Figura 8).: Centrosema. Ex. Stylosanthes (maior concentração na raiz principal). Sistema Radicular – pivotante.Galactia e outras leguminosas da Região dos Cerrados Figura 8.Raízes tuberosas .

Ex: Cajanus.3. Ex: Lecaena (leucena).1.2. Ex: Indigofera 2. Caule – O caule das leguminosas geralmente são clorofilados e podem ser: 2.3. onde o cálice difere da corola. Ex: Stylosanthes c) Arbustivo . funcionando como órgão de reserva e multiplicação vegetativa.1. Folha .2. b) Pinada .2. Siratro.3.5 de altura. Ex: Leucaena e Prosopis (Figura 9). O cálice possui 5 sépalas soldadas . Neste caso recebem o nome de sarmentoso. podendo ser: a) Trifoliolada – quando a folha apresenta apenas três folíolos. Simples – Quando o limbo é único. podendo ser divididos em: a) Rasteiros – São caules superficiais ou estoloníferos. Ex.3. Flor – A flor das leguminosas é diclamídia (com cálice e corola). dependendo da espécie.Acima de 3m Prosopis (algaroba). Aéreos. Calopogônio.2.3. Os caules rasteiros quando encontram suporte podem subir (trepadores). podendo apresentar raízes adventícias.Paripinada – quando os folíolos terminam em par. O limbo apresenta várias formas. com nervação penada. Ex: Siratro. Ex: Crotalaria juncea 2. pecíolo e limbo. Ex: Vicia (ervilhaca) Imparipinada – quando os folíolos terminam em ímpar.2. quando possuem órgão de fixação (Ex: Vicia) e volúvel. Centrosema.Até 3m de altura.2. Ex.: Trevo subterrâneo 2.4. sendo heteroclamídia. 2. quando não apresentam órgão de fixação. Centrosema e Macroptilium. Herbáceos ou lenhosos.A folha das leguminosas é constituída de base foliar. Composta – Quando o limbo se subdivide em folíolos. Pode ser do tipo: 2. b) Subarbustivos – Até 1. Guandu d) Arbóreo . Recomposta ou bipinada – Quando os folíolos se subdividem. 2. de altura. Subterrâneos (rizomas) São encontrados nas espécies herbáceas perene. Ex: Galactia. podendo apresentar pulvino e estípulas.

. b) Tipo lomento – fruto indeiscente que apresenta compartimento dividido em septos transversais entre as sementes. Semente – A semente das leguminosas é do tipo exabulminosa. A germinação geralmente é epígea (os cotilédones emergem do solo durante o processo de germinação). deiscente. Família Mimosideae Caesalpinoideae Papilionoideae 1 2 Pré-floração Valvar Carenal Vexilar Flores Actinomorfas1 Zigomorfa2 Zigomorfa Inflorescência Capituliformes Racemo Racemo Actimorfa – vários planos de simetria (5 pétalas iguais) Zigomorfas – Apenas um plano de simetria 2. com pericarpo fortemente aderido a semente única Ex: Stylosanthes humilis 2. com exceção da ervilha e guandu que são hipógeas (os cotilédones ficam no solo durante o processo de germinação) (Figura 11). ou vetilo. Ex: Desmodium c) Tipo Aquênio – fruto seco indeiscente. tamanho e coloração do tegumento variam com a espécie. 2 asas e 2 quilhas ou carenas). A forma. Hilo – É a cicatriz deixada quando a semente se destaca do fruto (vagem).6. após quebra do funículo (estrutura de ligação entre a semente e o fruto).5.(gamossépalo). nas três famílias. por onde ocorre a separação das mesmas na maturação. com duas suturas: ventral e dorsal). A corola possui 5 pétalas (1 estandarte. Fruto a) Tipo vagem ou legume (seco. (Figura10).

Tipos de folhas de leguminosas forrageiras.Simples Trifoliolada Palmada composta Composta paripinada Composta imparipinada Recomposta ou bipinada Figura 9. .

Tipos de flor de leguminosas forrageiras.Trevo branco Trevo vermelho Estandarte Bandeira Asa Quilha Flósculo Flósculo Pedúnculo Pedúnculo Flósculo Flósculo Pedicelo Pedúnculo Pedúnculo Figura 10. .

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