Seleta de Krishnamurti

Dados biográficos de Krishnamurti
Passando à biografia de Krishnamurti (Jiddu), conforme as fontes existentes, nasceu ele a 11 de maio de 1885, na cidade de Madnapelle, a 240km ao norte de Madrasta, Índia. Como oitavo filho, do sexo masculino, de pais brâmanes, recebeu o nome Shri Krishnamurti. Quando criança, astrólogo indiano previra que ele seria um grande homem, alguém maravilhoso. Desde pequeno ajudava aos necessitados. Consta que, por esforços de vidas passadas, nascera sem "ego", isto é, com este dissolvido. Após a morte de sua mãe, Jiddu Sanjeevamma, em 1905, o pai Jiddu Narianiah, coletor de rendas, juiz distrital, tendo-se aposentado, foi aceito para residir e trabalhar em Adyar, Madrasta, Sede Internacional da The Theosophical Society, à qual pertencia. Lá o Sr. Leadbeater (Charles W.), com sua ampla e profunda clarividência, observando as vidas pretéritas no menino Krishnamurti, chegara à conclusão de que as suas condições espirituais eram excepcionais (resultado de encarnações passadas). Daí ter Annie Besant e ele próprio decidido encarregar-se do prosseguimento de seus estudos na Inglaterra. Na época, a conclusão do curso de humanidades em estabelecimento importante, com currículo enriquecido e maior rigor no ensino, conferia o diploma de "bacharel em ciências e letras". Jinarajadasa, que também estudou na Inglaterra, diz que o recebeu. (No Brasil, o Colégio Pedro II (do qual fomos aluno) o forneceu aos que nele concluíram os estudos até 1937, ano do Centenário). Em virtude da vida espiritual transcendente e de compromissos com a sua Missão, recebeu posteriormente Krishnamurti ensinamentos de variados professores universitários e de especialistas, em diferentes campos do saber, de interesse, e o intercâmbio com eles seguiu durante toda a sua vida. Desde criança revelava Krishnamurti um progresso espiritual que se sobrepunha à mera intelectualidade. Por isso, paralelamente aos estudos mundanos, recebia oralmente conhecimentos filosófico-religiosos (na educação, como brâmane), de teosofia e outros. As temporadas que passou na França lhe permitiram aprender também o francês. Além disso, ele exercitava o autodomínio, o conhecimento de si próprio, recebia treinamento espiritual no Invisível. O fato é que, em 1910, com apenas 15 anos de idade, caso inédito, revelou o amadurecimento e a experiência que lhe permitiram vencer a primeira etapa na Senda de santidade-sabedoria (1ª Iniciação). Ao mesmo tempo, com a criação da Ordem da Estrela do Oriente em 11-01-1911, ficou como Chefe da mesma. Seguiram-se as condições para o atendimento da 2ª etapa da referida via (2ª Iniciação) em 1912, da 3ª em 1922 e da 4ª, de Arhat, santidade-sabedoria, em 1925. Essas ascensões espirituais são referidas na obra adiante citada, de Mary Lutyens (Krishnamurti - Os Anos do Despertar), biografia, pág. 45-46, 66, 68, 167, 291, 295, 297, paralelamente a adaptações e provações, não obstante seu delicado corpo e saúde. Pois contraíra doenças e pestes na Índia, acompanhando a família, visto que seu pai estava sujeito a mudança de local de trabalho. Sem esquecer os tremendos esforços, a purificação do amor, o agudo discernimento exigidos pela vida espiritual superior. Mas ele teve a capacidade para suportar os referidos encargos e realizar a obra adiante relatada, com vigor sempre renovado, até o passamento em 17-02-1986. No livro "Los Maestros y el Sendero" (versão do original inglês), faz Charies W. Leadbeater relato da Cerimônia da 1ª iniciação de Krishnamurti (no Invisível), que o autor, graças à evolução espiritual que alcançara, teve a oportunidade de assistir. A obra foi escrita de 1924 a 1925, e a descrição aparece apenas na 1ª edição, sendo omitida nas seguintes. A mencionada versão espanhola, da 1ª edição inglesa, foi publicada pela Biblioteca Orientalista (Editoral Teosófica), de Barcelona, Espanha, em 1927. Embora o relato não cite o nome ao Sr. Krishnamurti, tudo indica que as cerimônias correspondem às que ele se submeteu, dada a excepcional magnitude, e uma série de circunstâncias pertinentes, que o identificam. Conforme a fonte, estiveram presentes, além do Senhor Maitreya (nome do Senhor Cristo na Índia), os Senhores Manu e Mahachoan, os principais Mestres de Sabedoria e muitos outros Iniciados. Uma hoste
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de anjos pairava no ambiente, produzindo adequada música celeste. No relato se lê que o candidato era o mais jovem (de corpo físico) de quantos até a data tinham sido apresentados para ingresso na Fraternidade. E ainda que a excelente luz áurea do Senhor Buddha refulgira sobre os presentes à reunião, na bênção final. Ocorrências assemelhadas, excepcionais, suntuosas, se verificam na 2ª Iniciação, relatada adiante, na mesma obra, pelo autor, com a presença mais objetiva do Senhor Buddha (pág. 124-132 e 162-170). Lê-se ainda, na fonte, em trecho igualmente suprimido nas edições posteriores, o que segue: "O Instrutor do Mundo virá quando julgue oportuno, ainda que se nos diz que não há de tardar. A Ordem da Estrela do Oriente se fundou faz treze anos para preparar o advento do Instrutor, reunindo em uma aspiração comum as gentes de todas as religiões e seitas que esperam Sua vinda(...)" (pág. 207-208). Posto que o Senhor Maitreya há escolhido a nossa Presidente (Sra. Annie Besant) para que anuncie Seu advento, nos parece razoável conjeturar que seus ensinamentos se parecerão bastante às idéias que, com tanta eloqüência, há pregado ela durante os últimos trinta e seis anos. (...) Certamente que o advento de Cristo está relacionado com um fim, porém não do mundo, mas de uma idade ou era, (...) (pág. 208). Mas posteriormente a Dra. Annie Besant retificara a conjetura do Revdo. Charles Leadbeater, ao dizer repetidamente o que se segue, conforme palavras do próprio Sr. Krishnamurti, na obra intitulada "Palestras em Auckland, 1934": "Sabeis, é extraordinaríssimo! A Dra. Besant disse a todos os membros, e eu costumava ouvir-lhe freqüentemente dizer: Estamos nos preparando para um Instrutor do Mundo. Mantende aberta a vossa mente. Ele pode contradizer tudo o que pensais e dizê-lo de forma diferente"(...) (pág. 101).

Obra de Krishnamurti, Missão, histórico
A Missão de Krishnamurti no mundo teve início com a fundação da aludida Ordem em Adyar, Madras, Índia, com sucursais que se estenderam à grande maioria das nações da época. Isto com o intuito de formar o ambiente, congregar pessoas amadurecidas, que aceitassem a vinda do Instrutor espiritual, preparo de trabalhadores para o recebimento e divulgação de sua Mensagem. Durante a fase inicial do Movimento, a cargo da Ordem da Estrela do Oriente, os filiados a esta seguiam Instruções que previam meditação, estudo e ação. Eram adotados livros de autoria de Krishnamurti, como "Auto-Preparação", "Aos Pés do Mestre", etc., um de anônimos, "Despertai Filhos da Luz!", e, nos estudos, várias obras, de diferentes autores. As reuniões realizavam-se nas sedes das Lojas da Sociedade Teosófica (The Theosophical Society), existentes na maioria dos países do mundo (capitais e cidades importantes), em dias e horários diferentes. Teve a Ordem núcleos mundiais em Adyar, Índia; Ommen, Holanda; Ojai, Califórnia, EUA; Londres, Inglaterra; Paris, França; Sidney, Austrália; Madrasta, Índia; Rio de Janeiro, Brasil. Outros centros foram sendo criados. Os Boletins da Krishnamurti Foundation, de Londres, indicam os da Suíça (Saanen), Canadá, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Alemanha-Áustria, Grécia, Indonésia, Israel, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Espanha, África do Sul, Shri Lanka (Ceilão), Suécia, Holanda (Amsterdã), Itália (Roma), e outros. Escolas de 1º e 2º graus, ou ambos, seguindo a orientação de Krishnamurti, existem junto a muitos centros, nos seguintes lugares: Ojai, Califórnia; Brockwood Park, Londres; Andhra Pradesh (Rishi Valley), Índia; Varanasi (Rajghat), Índia; Madrasta, Índia; Bangalore (the Valley School), Índia; e Bombay, Índia. No Brasil, Rio de Janeiro, desde 1926, como Agência da Order of the Star e, depois, como Agência do The Star Publishing Trust, foram editadas as obras de Krishnamurti constantes da Bibliografia. Antes disso, as palestras de Krishnamurti saíam em "O Teosofista", órgão oficial da Sociedade Teosófica no Brasil.
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Nessa condição foram impressos, em português, "O Mensageiro da Estrela" (1926-1927), "A Estrela" (1928-1929), o "Boletim Internacional da Estrela" (1928-1930), o "Boletim da Estrela" (1931-1933). Criada a Instituição Cultural Krishnamurti pelo próprio Sr. Krishnamurti em 1935, passou a Entidade a editar a "Carta de Notícias" a partir de 1936, sem interrupção até a presente data. Com relação ao Brasil, cabe ainda informar que a comunicação da Sra. Annie Besant sobre a criação da Ordem da Estrela do Oriente - ela atuava como Protetora da mesma, foi publicada em "O Teosofista" de julho de 1911. Em 13-09-1913 foi convidado para seu Representante no Brasil o então Major Raymundo Pinto Seidl, principal figura da Teosofia no Brasil, partindo o convite do próprio Sr. Krishnamurti, como Chefe da Ordem, chegando a confirmação para o cargo em carta de 06-03-1914. Os Atos da Ordem, como Instruções sobre a organização, Resoluções, Congressos e Eventos diversos, eram igualmente publicados em "O Teosofista". O Relatório que saiu no número de janeiro de 1918 acusava 963 filiados aos Grupos de Auto-Preparação no Brasil, sendo cerca de 20.000 o número de filiados em todo o mundo. Já o Relatório divulgado na referida revista de janeiro de 1927 registrava 2.345 como número de filiados no Brasil, omitindo o total mundial, mas a idéia que se tem é que passava de 40.000. O exposto exemplifica o que teria ocorrido em todos os países da Terra, em que existira Representação e Grupos de Preparação da Ordem da Estrela. Após a dissolução da Ordem da Estrela em 1929 (então sem "do Oriente"), a Missão de Krishnamurti, já em fase de maioridade e com recursos próprios, se tornou de todo independente. Isso se deu também depois de ter Krishnamurti recebido provas de Advento, conforme exposto. A Ordem, com seus administradores, tivera lugar, se justificava numa situação de regência, enquanto Krishnamurti era menor de idade física e estava sobrecarregado com outros encargos materiais e espirituais. Cumprido o seu Objetivo, esgotara a Instituição a sua finalidade. O trabalho a cargo da "The Star Publishing Trust" e Editoras vinculadas ficou posteriormente centralizado na "Krishnamurti Writings Inc.". Por fim, a partir de 1968 foram criadas as Fundações que atualmente regem o Movimento (Krishnamurti Foundations of America; Krishnamurti Foundation Trust, Ltd., Londres; Krishnamurti Foundation India; Fundación Krishnamurti Hispanoamericana). Foi conservada a Association Culturelle Krishnamurti, da França, e a Instituição Cultural Krishnamurti, do Brasil. Nos demais países funcionam centros ou comitês. Depois de 1968, permaneceram as edições de livros mais centralizadas em Ojai, Califórnia; Londres, Inglaterra; e Madrasta, Índia. Porto Rico para o acompanhamento, coordenação, do movimento hispanoamericano. Conferências eventuais, ou em outros países, eram proferidas em universidades, faculdades, teatros, estádios, rádios e televisões, etc. A "Carta de Notícias" de janeiro-junho de 1986 publicou um Relatório elaborado pelo próprio Krishnamurti, de uma reunião de todas as Fundações, que se realizou em junho de 1973, em Brockwood Park, Inglaterra. Nesse Relatório, assinado pelo próprio Krishnamurti, se lê o que segue: "(...) Todos nós achamos que as Fundações não devem ser fragmentadas e sim trabalhar juntas como um todo, com o mesmo intuito e seriedade. Foi sobre isso que falamos. Hoje existem quatro fundações, (...) Durante a minha existência elas promovem palestras, grupos de debate, seminários e concentrações. Elas são responsáveis pela preparação, tradução e publicação de livros. (...) Elas produzem filmes, fitas de áudio e material para televisão. Encarregam-se da distribuição e assim por diante." Segue: "Existem agora cinco escolas na Índia, um centro educacional com escola em Brockwood Park, na Inglaterra, e vai haver um centro educacional e uma escola nos Estados Unidos, em Ojai. Todas essas escolas funcionam sob a orientação das Fundações Krishnamurti. ( ... )" "As Fundações não têm autoridade na questão dos ensinamentos. A verdade jaz nos próprios ensinamentos. As Fundações cuidarão para que esses ensinamentos sejam mantidos intactos, não sejam distorcidos ou corrompidos. As Fundações não estão autorizadas a permitir que haja propagandistas ou intérpretes dos ensinamentos.(...)" (pág. 11-12)

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A vinda de um grande Instrutor iluminado neste "fim de tempos", com Missão destinada aos homens, é de longa data prevista em textos de várias religiões. Uma dessas fontes é o aludido Vishnu Purana, principal obra de sabedoria dos hindus, com cerca de 560 páginas. O Capítulo XXIV do Livro IV e o Cap. I do Livro VI, revelam a decadência dos homens e das instituições sociais que ocorreria na Idade Kali. No primeiro é prevista a vinda de brâmane eminente, da família dos Vishnuyasas - seria uma espécie de enviado, avatar, da Divindade (Krishnamurti nasceu hindu brâmane). Da mesma forma, revela a Bíblia que neste "fim de tempos" viria a este mundo, pela segunda vez, o Senhor Cristo (também chamado filho de Deus). Vê-se isto em Daniel VII:13; Mateus XXIV:27-30); Marcos XIII:26,27; Lucas XXI:27; Hebreus IX:28; Colossenses III:4.) Torna-se, no entanto, estranho que, com exceção de Hebreus IX:28, os demais versículos dizem que Ele viria "nas nuvens", e, em Mateus XXIV:27, que surgiria do Oriente para o Ocidente, e Krishnamurti nasceu no Leste. Na antiga Palestina, serviu-se o Senhor Cristo da mediação (veículo), de seu discípulo Jesus para a Mensagem Cristã. Evidenciam isso os seguintes textos da Bíblia: Mateus XXVI:63-64; Marcos XIV:61-62; Lucas XXII:63,67-70, XXIII:2; João IV:25,26,29, VII:21,25-28, X:24-25, XI:25-27; Atos Apost. II:36, XVIII:5. Da mesma forma, utilizara-se anteriormente o Senhor Buddha do veículo de seu discípulo Príncipe Sidharta, conforme relata C.W Leadbeater, em "Os Mestres e a Senda", pág. 46-47 (Veículos emprestados), e em La Vida Interna, v.II, pág. 340 (Recuerdo de los conocimientos pasados). Outros textos da Bíblia igualmente prevêem que o Senhor Cristo viria neste "fim de tempos" também para atender ao Juízo dos homens (II Corintios V:10; Apocalipse XX:4, 12, XIV:7, IV:2, 6, V:1, 6, 8; I Pedro IV:17, II Pedro II:4, 9; Daniel VII:9, 10, 26, VIII:17) para purificação dos mesmos (Ezequiel XXXVI:25; I Romanos V:3; Atos XIV:22; I Pedro I:22; Hebreus I:3; Zacarias XIII:9; Daniel XI:35, XII:10); e promover justiça, afastar da Terra homicidas, ímpios, fornicadores, abomináveis, soberbos (Apocalipse XXI:8, II Pedro I:22, II:11; Malaquias III:2, 5, IV:3). A vinda "nas nuvens", anteriormente referida, pode significar vitorioso sobre as trevas ou que cumpriria seus misteres, na segunda parte de sua Missão supracitada, desde o Invisível (planos Etérico, AstralMental). Os versículos aludidos, das Escrituras cristãs, coincidem com outro trecho do Vishnu Purana, do mesmo Liv. IV, Cap. XXIV, assim resumido: A Entidade mencionada, com seu poder irresistível, afastaria os dedicados à iniqüidade, os salteadores, etc., restabelecendo a justiça na Terra. Em versículos do Bhagavad-Gita hindu, o Instrutor Krishna fala ao discípulo Arjuna: "Quando a Justiça decai, ó Bharata, e a injustiça se exalta, então Eu apareço" (IV:7) "Para proteção dos bons e para destruição dos malfeitores, e para o restabelecimento firme da Justiça, de idade em idade, tenho nascido". (IV,8) Na obra "La Doctrina Secreta" (6 volumes), publicada em 1985-1988, diz H.P. Blavatsky, na Introdução, vol. 1: "(...) No século XX, algum discípulo mais bem informado, e com qualidades muito superiores, poderá ser enviado pelos Mestres de Sabedoria para dar provas definitivas e irrefutáveis de que existe uma Ciência chamada Gupta Vidyâ; (...)" (Ed. Glem, Bs, As, 1943, pág. 38). A mesma autora, H.P. Blavatsky, na obra "La Clave de la Teosofia" (terminada em 1890, antes do seu passamento em 1891), deu outra redação ao texto acima, no capítulo final "Conclusão", a saber: "Se a atual tentativa, cuja forma é nossa Sociedade, logra melhor resultado que as anteriores, subsistirá viçosa e robusta, quando chegar o momento espiritual do século XX. A condição moral e intelectual dos homens haverá melhorado com a propagação das doutrinas teosóficas, desaparecendo até certo ponto os preconceitos dogmáticos.

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Continua: Além de uma copiosa e inteligível literatura, o próximo impulso terá em sua ajuda uma corporação unida e numerosa, disposta a receber favoravelmente o novo portador da tocha da Verdade. Haverá as mentes dispostas a compreender sua mensagem (...); em suma, uma organização (...) previsora de sua vinda (...)" (Ed. Bibl. Orientalista, Barcelona, 1910, pág. 219-220). E. Duboc cap. de frag, Secretário-tesoureiro da Ordem da Estrela do Oriente na França, em ampla conferência intitulada "Madame Blavatsky e a volta de um Grande Instrutor", realizada em Paris, a 18-41916, publicada em "O Teosofista" nº 70, de 07-02-1917, relaciona o "novo portador da tocha" com Krishnamurti, e a "organização previsora de sua vinda" com a Ordem da Estrela do Oriente. A obra "Conferências Teosóficas", de Anule Besant (Liv. Clas. Edit. Lisboa, 1926), reúne pronunciamentos da autora, de várias épocas, que não ultrapassam as duas primeiras décadas. Na conferência intitulada "A Era de um Novo Ciclo" refere-se a Buddha e a Maitreya (nome de Cristo na Índia). Aí se lê: "Tendo a raça ariana (..).Ele voltou e se manifestou como o Instrutor supremo. A última vez que veio, num corpo mortal, foi aquele que o mundo conhece pelo nome de Gautama, o Senhor Buddha. ( ... ) (pág. 95) Pregou e partiu: nas mãos do Seu sucessor (...) colocou o ensino destinado ao mundo. ( ... ) Conheceis esse sucessor ( ... ); o Rishi Maitreya. Os budistas chamam-no Bodhisattwa. ( ... ) (pág. 96) Há dois mil anos ( ... ) tomou o corpo preparado para Ele por um fiel discípulo, conservado afastado dos homens em um mosteiro essênio; foi então que apareceu nesse corpo com o nome que os cristãos chamam Cristo; (...) (pág. 96-97) Tais são as coisas que se passam hoje no mundo espiritual; são os preparativos (...) para sua manifestação; mais uma vez a Hierarquia oculta prepara a via do Senhor. (...) Não há uma região no Ocidente que não esteja na atitude de espera, (...). (pág. 98) Outras coisas há ainda (...) Falei do grande afluxo de espiritualidade, da vinda do Instrutor Supremo; falei dos sinais que, no mundo físico, fazem prever a Sua gloriosa missão. (...) Embora Ele venha especialmente para dar a forma conveniente ao veículo através do qual o pensamento da sexta sub-raça deverá exprimir-se, a sua missão será no entanto universal, ela influenciará os povos do mundo inteiro. (...) (pág. 108) Eis o que nos reserva o ciclo menor que começa. Esta união vai ser uma das coisas que o Supremo Instrutor vai tomar possível. Ele que se juntará a tudo o que há de mais nobre no Oriente e no Ocidente, Ele que unirá a espiritualidade de todas as grandes religiões do Ocidente, (...)" (pág. 114) Por sua vez, com relação, escreve C.W. Leadbeater na obra "La Vida Interna" (Bibl. Orientalista, Barcelona, 1919): "Quanto à próxima vinda de Cristo e à obra que há de realizar, vos remeto ao livro publicado pela Senhora Besant com o título "El Mundo Cambiante" (O Mundo de Amanhã). A época de seu advento não está longe e o corpo que tomará há nascido já entre nós". (A Obra de Cristo) (v. I, pág. 32) O mesmo autor, C.W. Leadbeater, na obra "Os Mestres e a Senda", trata de Atos suplementares, surgidos após a iluminação do Senhor Gautama, o Buddha. Dado o relacionamento de Krishnamurti também com Ele, julgou-se oportuno o presente esclarecimento. Um dos Atos foi que, ao invés de o Senhor Buddha se limitar a misteres de natureza superior, extraplanetários, resolveu continuar a prestar auxílio à Terra. Isto no sentido de eventual ajuda a seu sucessor, a quem esteve ligado durante muito longa data, e de atuações especiais, em certas oportunidades. Outro foi e de retornar uma vez por ano, para conceder bênçãos (Lua cheia de maio, cerimônia de Wesak), ocasião em que derrama uma torrente de energias espirituais. Isto porque, tendo acesso a planos mais elevados, acima dos nossos, pode transmutá-las e transferi-las ao nível de nosso mundo. (Ed. Pensamento, S.Paulo, 1977, pág. 267, 268)

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Em 1930 desligou-se Krishnamurti da Sociedade Teosófica, como também do Hinduísmo. Tinha isso de acontecer a partir das mudanças que vinham ocorrendo nele desde 1925, principalmente em 1927. Sendo a sua Mensagem universal, viera ele para todos, e não apenas para os membros desta ou daquela entidade ou religião. Nesse sentido, em "A Arte da Libertação", diz ele: "(...) Quando digo que minha mensagem é para todos, não o faço para agradar à democracia (...) O que estou dizendo é para todos, sem levar em conta a posição de cada um na vida, seja rico, seja pobre, sem levar em conta o seu temperamento, (...) O princípio hierárquico é nitidamente nocivo ao pensamento espiritual. Dividir os homens em "altos" e "baixos" denota ignorância. (...) (pág. 35) Percorreu Krishnamurti os cinco continentes; na América do Sul, proferiu palestras no Brasil, na Argentina, no Uruguai, Chile e México, em 1935. No Rio de Janeiro, no Estádio do Fluminense e no Teatro Municipal; em São Paulo, também no Teatro Municipal da Capital. O Brasil e a França, como se disse, possuem Instituição Cultural Krishnamurti. Isto porque se tornaram países principais na tradução e publicação dos livros no respectivo idioma, falado também em outras nações. Nos países em que isso não ocorre, existem Comitês ou Centros Krishnamurti. Além dos livros, palestras isoladas, poemas, etc, produzidos por Krishnamurti menciona Susunaga Veeraperuma, nos dois volumes das aludidas Bibliografias, do autor, 839 títulos no 1º vol. e 106 no 2º vol. no total de 945 títulos de artigos publicados em jornais e periódicos sobre Krishnamurti, e 325 no 1º vol, e 285 no 2º vol. no total de 610, de trabalhos biográficos sobre o autor. Somam 1.555 as duas espécies de artigos. Mas Susunaga Veeraperuma se torna incompleto, porque se limita quase que exclusivamente a dados da língua inglesa. Não inclui o restante da Europa, América, Ásia e Africa, daí que esse número talvez possa ser triplicado. Por outro lado, deve atingir a centenas o número de livros e publicações menores escritos em todo o mundo, apresentando e comentando ensinamentos do autor. No Brasil, contam-se em dezenas os livros e panfletos e centenas de artigos, acerca de Krishnamurti. Convidado a falar na Organização das Nações Unidas (O.N.U), após a conferência proferida, respondeu a muitas perguntas. No final, o Representante da Instituição, após breves palavras, lhe fez a entrega de Placa de ouro, comemorativa, com inscrição que o reconhecia como o "Instrutor do Mundo". Sem nada responder, terminada a reunião, retirou-se sem levar a Placa. Com essa atitude, revelou fidelidade ao princípio, que pregou, da inutilidade dos títulos, incluindo os espirituais. A primeira fase do Movimento abrangeu, assim, o período de 1911 a 1929, quando foi dissolvida a referida Ordem da Estrela. Nela ocorreu a preparação, o amadurecimento. De 1925 a 1927, teve Krishnamurti um período no qual produziu poemas espirituais, constantes das obras "O Reino da Felicidade", "A Fonte da Sabedoria" (três poemas, no fim), "A Canção da Vida", "A Busca", "O Amigo Imortal". Caracteriza a segunda fase, de plenitude, expansão, o período de 1930 até o passamento de Krishnamurti, em 17 de fevereiro de 1986. O trabalho cresceu aceleradamente, os livros, resultantes de conferências, foram traduzidos para todos os idiomas importantes. Krishnamurti não veio acrescentar novos conhecimentos de cosmogênese, antropogênese e outros, de metafísica e revelação, de uma particular teologia. Ao contrário, os seus ensinamentos são objetivos, práticos, para a vida diária, com terminologia nova, mundial. Têm em vista a mudança do homem e da sociedade, no presente-futuro. Referem-se ao desmoronamento do velho, das tradições, concepções antigas, e estimulam uma nova compreensão, baseada na realidade, no discernimento, na percepção criadora. Verifica-se que a Mensagem do Autor dirige-se igualmente ao homem novo, universal em todos os sentidos: ao cidadão do mundo, e não mais da nação; ao pensador global, não limitado a determinada crença, filosofia, cultura ou ideologia; a mentalidade espiritual acima da setorização religiosa - isto numa

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época em que também ocorre o início do governo mundial, já em formação, cujo embrião é a O.N.U. Revelam um caráter simples e popular. Ele sempre falou para grandes auditórios públicos, também de destacadas instituições educacionais e culturais. São apreciados tanto por pessoas espiritualmente preparadas, como pelas que nunca adquiriram nenhuma informação filosófico-religiosa. Com freqüência, esclarece ele que a civilização do futuro depende do homem novo, purificado, amadurecido - elevado à dimensão do porvir, do ponto de vista do pensar-sentir, ético, espiritual - a fim de que possa subsistir. Do contrário, seria ela de novo deteriorada pelos erros, excessos, vícios, poluições, perversidades e desordens verificados em nossos tempos. As verdades espirituais são eternas; o que tem progredido é o limite e a forma da apresentação, acompanhando a evolução do homem. Nos tempos pré-históricos havia doutrinas gerais, para todos, e revelações particulares, para os amadurecidos. Seguiu-se uma literatura em parte simbólica, dependente de chaves para interpretação. Por outro lado, conforme a história e a literatura teosófica, os cultos começaram nos tempos mais primitivos com a veneração de reis, considerados divinos, do Sol e da Lua, de deuses. O culto do lar evoluiu para o da pátria, tribo, cidade, estado. Religiões antigas extinguiram-se (dos egípcios, caldeus, gregos, romanos, América pré-histórica, etc.). O Budismo espalhou-se no Oriente e o Cristianismo, no Ocidente. A partir da segunda metade da Idade Média, verificou-se crescente intercâmbio entre os dois hemisférios, e hoje, paralelamente a uma unidade sócio-econômica e política, assiste-se a uma internacionalização religiosa e cultural. Nessas circunstâncias, a Mensagem de Krishnamurti - e sob outros aspectos a da Teosofia - vieram, ambas, inaugurar a fase universal dos respectivos conhecimentos. Coincide isso com a informação de Blavatsky (H.P), em "La Doctrina Secreta", de que estamos chegando ao meio da evolução em nosso planeta, aproximando-se os tempos em que o pêndulo da evolução dirigirá decididamente sua propensão para cima, conduzindo a humanidade a mais alta espiritualidade. (vol. I, pág. 288-289) Nessas circunstâncias, para compreender a Mensagem de Krishnamurti, é preciso considerar que a atual civilização se encontra em profunda crise, social e religiosa, e em processo de declínio. Trata-se de um "fim de tempos", de um ciclo evolutivo que termina. Daí que ele critica, em ambos os campos, as instituições superadas, que tiveram a sua época de validade, mas se acham em decadência, letra morta. Sob o ponto de vista religioso, espiritual, a idade dos entes humanos, de modo geral, é de adolescência, juventude. Uma minoria possui certa maturidade, se encontra na idade semi-adulta. Pode-se dizer que a maioridade mais definida é atingida quando o homem se dedica à prática da ioga, ascese, mística, com suas vias purgativa, iluminativa e unitiva. Só então ele se torna senhor de si mesmo. Na fase atual, vive o homem com desequilíbrio do pensar-sentir, sob a influência maior ou menor da natureza inferior, da treva. As religiões, com seus catecismos, leitura de textos teológicos, dogmas, cultos, atendem às pessoas nas aludidas idades. O conhecimento da ascese e da mística atrai os mais adiantados. Mas os ensinamentos de Krishnamurti têm em vista elevar o homem à nova dimensão do presente-futuro. Ele dá a entender que essa transformação deve ser imediata, sem o que a civilização não pode sair do caos em que se encontra. Isto porque a crise mundial resulta do somatório das crises individuais - cada homem reflete o que é. E para mudar a sociedade é preciso regenerar os homens. Já antes se disse que as Escrituras prevêem um Juízo, uma purificação dos mesmos, em nossos tempos. Por ignorância, inexperiência, e tendo em vista a explosão intelectual de nossos tempos, pensam os homens que a sabedoria resulta do acúmulo de conhecimentos. Mas Krishnamurti mostra que isso só leva à expansão do "eu", ego, que constitui um centro, um complexo psíquico, formado com os pensamentos, sentimentos, experiências, etc., acumulados, presentes e passados. Acha-se localizado na alma, e se interpõe entre ela e o espírito, impedindo que maior influxo superior chegue ao homem. Uma síntese da

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Seleta de Krishnamurti

cultura é necessária para a pessoa vencer o desejo do conhecimento vulgar, infindável. Daí que a religiosidade não consiste apenas em freqüentar a igreja, os ambientes religiosos, mas em levar os ensinamentos à prática, nas atitudes, comportamentos, atos, de cada dia, de manhã à noite. O exercício da atenção, observação, investigação, levam à suspensão do pensamento, ao autodomínio do corpo, dos pensamentos e sentimentos, ao esvaziamento da mente, à meditação, ao autoconhecimento (exercido nas relações principalmente). O "eu", o ego, é a origem do egoísmo, da ambição, do orgulho, da vaidade, etc., e ele precisa ser dissolvido para que a espiritualidade surja no homem. Liberto desse centro de caráter inferior, fica o ser livre para atuar com discernimento, atrair a intuição (voz divina). E essa dissolução ocorre com a prática da simplicidade, humildade, pela observação das expressões do "eu", ego, flagrando-as quando surgem, pois isso funciona como golpes de morte nelas, e pela atitude de ser nada, ninguém, porque o "eu", ego, é que quer ser importante, alguém - deixar de alimentá-lo é dissolvê-lo. A nova era do computador veio demonstrar que a mente humana não deve constituir-se em banco de dados, mas tornar-se livre, independente, e saber consultar, manipular os bancos de dados, o que é completamente diferente. É fundamental o conhecimento da diferença entre a alma e o espírito. As Escrituras fazem a distinção, mas pouco esclarecem; muitas obras místicas lançam luzes. A literatura hindu e da teosofia são claras ("Ver os Sete Princípios do Homem", de Annie Besant). Nos capítulos sobre Alma e Espírito, adiante, foram reunidos dados a respeito. Favorece a compreensão dos ensinamentos de Krishnamurti uma base de teologia (eclética), teosofia. Do contrário, podem ser eles interpretados erroneamente. Como revela a história, nas épocas de progresso, tanto social como religioso, há sempre a luta entre os conservadores e os renovadores. Como na Idade Média, ainda hoje autoridades eclesiásticas exercem pressão, e as pessoas delas dependentes ficam sem liberdade de expressão. Embora aceitem a renovação, são obrigadas a guardá-la para si mesmas, sob pena de censura. Dificultam as aberturas.

Quem é Krishnamurti; fontes, Informações
Desde a criação da Ordem da Estrela do Oriente, a Sra. Emily Lutyens, Representante da mesma em Londres, e sua filha Mary Lutyens, acompanharam a vida do Sr. J. Krishnamurti, viajando com ele freqüentemente para várias partes do mundo, e puderam reunir dados a seu respeito. Em virtude da grande amizade e confiança de Krishnamurti em relação às duas Senhoras, ele sempre lhes escrevia relatando acontecimentos íntimos. Sabia também que elas tudo registravam num Diário, para objetivos póstumos. Além disso, receberam as informações reunidas pelo Sr. Shiva Rao, antigo membro do Parlamento indiano, que, igualmente, por longo tempo, convivera com J. Krishnamurti. Pretendia escrever a biografia dele, mas faleceu antes de cumprir seu intuito. Com a morte da Sra. Emily Lutyens, coube à sua filha, Mary Lutyens, escrever as obras intituladas: "Krishnamurti - The Years of Awakening" (Os Anos do Despertar); "Krishnamurti - The Years of Fulfilment (Os Anos de Plenitude) e "Krishnamurti - The Open Door (A Porta Aberta). No livro Palestras em Auckland, 1934", diz Krishnamurti: (...) E vós vos tendes preparado (...) e não importa que eu seja o Instrutor ou não. Ninguém vô-lo pode dizer, (...) porque nenhuma outra pessoa pode sabê-lo, exceto eu próprio; e, mesmo assim, eu vos digo que isso não importa. Jamais contradisse isso, apenas digo: deixai isso de parte". (...) (pág. 101-102) Em "A Fonte da Sabedoria" (Palestras em Eerde, Acampamento de Ommen, Holanda, de 1926-1928), sob o epígrafe "Quem traz a Verdade", revela Krishnamurti os encontros que teve em sua ascensão espiritual:

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Quando, no entanto, eu era rapazinho, costumava ver Shri Krishna (...) tal como é desenhado pelos hindus, pois minha mãe era devota de Shri Krishna. (...) Quando, crescendo em idade, encontrei o Bispo Leadbeater e a Sociedade Teosófica, comecei a ver o Mestre K.H. e, desde então, o Mestre K.H. era para mim a finalidade. Segue: Mais tarde ainda, e à medida que ia crescendo, comecei a ver o Senhor Maitreya (nome do Senhor Cristo na Índia). Foi isto há dois anos e via-O constantemente na forma que perante mim era colocada. (pág. 57) Faço-vos esta narrativa, não para obter autoridade nem criar uma crença, (...). Foi para mim uma luta constante encontrar a verdade, pois não me sentia satisfeito com a autoridade de outrem. Quis por mim próprio descobrir e, naturalmente, tive de passar por sofrimentos para achar o que buscava. (pág. 57) Ultimamente tem sido o Senhor Buddha a quem tenho visto e tem sido meu deleite e minha glória o estar com Ele. (pág. 57) Tem-me sido perguntado o que entendo pelo "Bem Amado". Dar-vos-ei um significado, uma explicação que interpretareis como vos aprouver. Para mim, é tudo - é Shri Krishna, é o Mestre K.H., é o Senhor Maitreya, é o Buddha e, no entanto, está para além de todas essas formas. (pág. 57) Que importa o nome que Lhe derdes? Lutais pelo Instrutor do Mundo, por um nome? O mundo nada sabe acerca do Instrutor; alguns dentre nós, individualmente, sabem: alguns acreditam por autoridade; outros têm sua própria experiência e conhecimento próprio.(...) (pág. 57) Disse a mim próprio: enquanto não me unificar com todos os Instrutores, que eles sejam os mesmos é coisa que não tem importância, se Shri Krishna, Cristo, o Senhor Maitreya são uma só pessoa, é coisa também sem grande conseqüência. (pág. 58) Disse a mim mesmo: enquanto eu os vir no exterior, como em um quadro, uma coisa objetiva, estou separado, estou afastado do centro; quando, porém, tiver a capacidade, a força, quando tiver determinação, quando estiver purificado e enobrecido, então essa barreira, essa separação desaparecerá. Não fiquei satisfeito enquanto esta barreira não foi despedaçada, a separação não foi destruída. (...) (pág. 58) Falei de vagas generalidades, que todos precisavam ouvir. Nunca disse: Eu sou o Instrutor do Mundo; agora, porém, que sinto que sou uno com o Bem Amado, eu o digo, não a fim de vos impor minha autoridade, ou para vos convencer de minha grandeza ou da grandeza do Instrutor do Mundo, nem mesmo da beleza da vida ou da simplicidade da vida, mas simplesmente para despertar o desejo em vossos corações e em vossas mentes de buscardes a Verdade. (...) (pág. 58-59) Daí estar eu capacitado para vos dizer que sou uno com o Bem Amado - quer o interpreteis como sendo o Buddha, o Senhor Maitreya, Shri Krishna, o Cristo, ou qualquer outro nome. (pág. 59) No panfleto "Que o Entendimento Seja Lei" (conferência em Eerde, Ommen, Holanda, 1928) diz: "Repito que não tenho discípulos. Cada um de vós é discípulo da Verdade, desde que compreenda a Verdade e não se ponha a seguir outros indivíduos. Não tenho seguidores. "Espero que não considereis a vós mesmos como meus seguidores, porque, se o fizerdes, estareis pervertendo e traindo a Verdade que eu defendo. (...) (pág. 4) (...) Não há compreensão no culto das personalidades. Os rótulos que adorais carecem de significação. (...) A Verdade transcende todas as graduações, porquanto essas graduações só existem por causa das limitações humanas. (pág. 5) (...) Eu sei o que sou; sei qual é a minha finalidade na Vida, porque sou a própria Vida, sem nome, nem limitação.

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E porque sou a Vida, desejo instar-vos a adorar essa vida, não na forma que é Krishnamurti, porém a vida que reside dentro de cada um de nós. (...)" (pág. 16) Em outro opúsculo "A Finalidade da Vida" (Conferência em Eerde, Ommen, Holanda, 1928): "Não desejo que me rendais culto; não desejo que acrediteis no que digo; não desejo que façais de mim um santuário para vosso refúgio; (...) Porque o que vedes de mim, esta personalidade, este corpo, é coisa irreal, sujeita ao declíneo perecível." (...) (pág. 19) Também em "A Arte da Libertação: "Pergunta: Não sois vós mesmo um guru?" Resposta: Podeis fazer de mim um guru, mas eu não o sou. Não quero ser guru, pela simples razão de que não há caminho para a verdade. (...) A verdade é uma coisa viva, e para uma coisa viva não há nenhum caminho. (...) Porque a verdade não tem caminho, para a descobrirdes tendes de ser aventuroso, estar pronto para o perigo; e pensais que um guru vos ajudará a ser aventuroso, a viver no perigo? (...) (pág. 123-124) Entrevista de Krishnamurti em Londres, 20-06-1928 (Boletim Internacional da Estrela, de agosto de 1928): "Senhor, eu o tenho dito (...) Krishnamurti, como tal, não mais existe. Assim como o rio entra no oceano e nele se perde, assim Krishnamurti entrou naquela vida (...). Assim (...) entrou nesse Oceano da Vida e é o Instrutor, pois no momento em que se entra nessa Vida - que é cumprimento de todos os Instrutores - o indivíduo como tal cessa de existir". (pág. 20-21) De novo, em "Que o Entendimento seja Lei": "Pergunta: Sois o Cristo de volta ao mundo? - Resposta: Amigo, quem julgais que eu sou? (...) Não estais interessado na Verdade; estais interessado no vaso que contém a verdade (...). Eu vos digo que possuo essa água pura; possuo o bálsamo que purifica e que cura soberanamente. E me perguntais: Quem sois? - Eu sou todas as coisas - porque sou a Vida." (pág. 21-22) Igualmente, em "Palestras em Auckland, 1934" - "Pergunta: Sois o Messias? Krishnamurti: Tem isso grande importância? Esta é (...) uma das perguntas que me têm sido feitas por toda parte (...). Ora, eu jamais neguei ou afirmei ser o Messias, o Cristo que voltou; (...) Ninguém vô-lo pode dizer. Mesmo que eu o dissesse, isso seria (...) destituído de valor (...). (Palestras em Auckland, 1934, pág. 120) Continua: "Assim, pois, (...) esforçai-vos para averiguar se o que estou dizendo é verdadeiro; (...) desembaraçar-vos-eis de toda autoridade, (...). Para os seres humanos realmente criadores, inteligentes, não pode haver autoridade. (...)" (Idem, pág. 121) Da mesma forma, em "Novo Acesso à Vida": "Pergunta: Como pretendeis justificar (...) que sois o Instrutor do Mundo? Resposta: Não tenho interesse algum em justificá-lo. Não é o rótulo que importa, Senhores. O grau, o título não tem importância alguma: o que tem importância é o que sois. Rasgai o título, pois, jogai-o na cesta de papéis, queimai-o, destruí-o, livrai-vos dele. (...) Senhores, os títulos, sejam títulos espirituais, sejam títulos mundanos, são meios de explorar os outros. (...)" (pág. 45) E ainda, em "Uma Nova Maneira de Viver": "Pergunta: A S.T. anunciou que vós sois o Messias e o Instrutor do Mundo. Por que deixastes a S.T. e renunciastes ao título de Messias? Krishnamurti: Agora, com relação ao título de Messias, a questão é muito mais simples. Eu nunca o neguei, e acho que não tem muita importância se o fiz ou não. O que para vós deve importar é se o que digo é ou não a verdade." Segue: "Portanto, não vos deixeis levar pelo rótulo, (...). Se eu sou o Instrutor do Mundo ou o Messias, ou o quer que seja, isso não tem importância nenhuma. Se o achais importante, perdereis então a verdade do que estou dizendo, porque estais julgando pelo rótulo. (...) Um dirá que sou o Messias, outro
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dirá que não sou, e onde ficais? (...)" (pág. 149) Por fim, em "Palestras na Itália e Noruega", 1933. "Pergunta: Foi dito que sois a manifestação do Cristo em nossos dias. Que tendes a dizer sobre isto? Krishnamurti: Meus amigos, por que fazeis semelhante pergunta? (...) Perguntais porque quereis (...) julgar o que digo de conformidade com o padrão que possuís. (...) Isto é de mui pequena importância e, além disso, como poderíeis saber o que sou ou quem sou, mesmo que eu vô-lo dissesse? (...)" (pág. 66) Continua: "Desejais saber quem sou em virtude de estardes incertos (...). Não estou afirmando ser ou não o Cristo. (...) para mim a pergunta carece de importância. O que é importante é saberdes se o que digo é verdadeiro; ( ... )" (pág. 66-67) Segundo informações constantes da obra "Krishnamurti - Os Anos do Despertar", de Mary Lutyens (Ed. Cultrix, S.Paulo, 1978), teria o Mestre Universal começado a manifestar-se em Krishnamurti por ocasião de reuniões importantes, com a presença de grande público, nos anos de 1925, 1926, 1927. (pág. 226, 227, 242, 278, 280). À página 221, inicia a autora o capítulo "A Primeira Manifestação". Trata do Congresso da Estrela, na Índia, que teve lugar em Adyar, Índia, em 28-12-1925. (No artigo "Uma Explicação", de Annie Besant, publicado em "O Teosofista" nº 155, de março de 1927, são confirmados os aparecimentos acima, e é informado que o Congresso da Estrela, de 1925, teve a presença de 7.000 pessoas). No certame, estava Krishnamurti no final do discurso quando, referindo-se ao Mestre universal, disse: "Ele só vem para os que querem, que desejam, que anseiam (...)"; e, de súbito, sua voz se modificou completamente e soou: "Eu venho para os que querem simpatia, os que desejam felicidade, os que anseiam libertar-se (...). Venho para reformar e não para destruir, não venho demolir, senão construir." Registra Mary Lutyens que muitos notaram não só a alteração para a primeira pessoa, como uma diferença de voz. A Sra. Annie Besant, Leadbeater e Raja (Jinarâjadâsa) tiveram perfeita consciência da mudança. Na reunião final do congresso, teria a Sra. Besant declarado: "(...) Este acontecimento (de 28 de dezembro) marcou a consagração definitiva do veículo escolhido (...) a aceitação final do corpo eleito há muito tempo (...). O advento começou (...)" (pág. 226-227) Igualmente, no livro "Krishnamurti - Los Años de Plenitud" (Ed. Edhasa, Barcelona, 1984) se lê que, em 1927, escrevia Krishnamurti ao Sr. C.W. Leadbeater: "Eu conheço meu destino e meu trabalho. Sei com certeza, e com meu próprio conhecimento, que me estou fundindo na consciência do Mestre, e que Ele há de encher plenamente meu ser". (pág. 14) Nessa mesma fonte ("Los Años de Plenitud") consta que a Sra. Besant, então acompanhada de Krishnamurti, teria feito declaração à Imprensa, nos E.U.A, assim concluindo: "O Instrutor do Mundo está aqui" (pág. 14). Nas páginas 3, 12, 15, 249 desse livro, é repetida a 1ª manifestação do Instrutor universal em 28-12-1925, e outras em 1926 e 1927. Ambas as obras acima fazem constantes referências a um "processo" de adaptação física, psíquica e espiritual, a que teria estado submetido Krishnamurti durante toda a sua vida. "Os Anos do Despertar", pág. 169, 174-191; "Los Años de Plenitud", pág. 8, 36, 37, 73, 119, 121-126, 150, 184, 255. O "processo" consta igualmente do "Diário" de Krishnamurti, vol. I e II. Em algumas sessões do "processo", e mesmo em outras ocasiões, foi revelada a presença, quer dos Senhores Maitreya e Buddha, quer do Mestre K.H. Dos textos, deduz-se que o processo tinha como objetivo não só a evolução individual de Krishnamurti, como a adaptação de seus veículos para a fusão de sua consciência com a do Senhor. Verifica-se isso também em: "Os Anos do Despertar", pág. 48, 160-167, 179-181, 189, 196-197, 209,
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(pág. teria Krishnamurti nascido no ano 630 a. Na vida XXIX. em textos anteriores reproduzidos de "A Fonte da Sabedoria". Buddha. nas cercanias da cidade de Rajagrha. Tornou-se eficiente predicador. e de. (pág. porque se tornou a própria Vida.) Amigo.). (..dá informações em tal sentido. não foi um homem vulgar.krishnamurti. decidiu renunciar ao mundo e segui-Lo.). aos 15 anos. aí permanecendo durante dois anos. relata Leadbeater. 125-126. Seguindo a vida ascética. transcritas. Eu. conheceu no caminho muitos Monastérios. se viram as ligações que Krishnamurti teve. atendendo às exigências. 12-13. Maitreya. porém somente a voz o Instrutor.. com o Senhor Cristo e o Senhor Buddha. consta ter atingido o nível de Arhat (santidade-sabedoria) e. vós nunca o sabereis.C.. (pág. 15) Conforme Leadbeater (Charies W. confirma que ele atingira a evolução de Arhat em 1925. Os trechos abaixo são aqui de particular importância: "Pergunta: Numerosos jornais da América relataram recentemente que havíeis declarado não serdes o Instrutor. demonstrada em muitas obras de pesquisa dessa natureza. dedicou-se aos respectivos estudos. Na obra "Las Últimas Vidas de Alcione" (Ed. 1958) .br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . até se transformar. Depois de ouvir essa decisão. sendo possuidor de ampla e profunda clarividência. o Buddha. Além disso. esclarecimentos Krishnamurti. Por outro lado. nas cercanias da cidade de Kanyakubja. enquanto Alcione caía prostrado a seus pés. orla do Ganges. Buenos Aires. como Ele. e do qual. podia realizar tais investigações. num Salvador dos homens. não vos preocupeis sobre quem eu seja. se tornou abade. 242. O "Boletim Internacional da Estrela". em "Que o Entendimento seja Lei". já com fama de sabedoria. Desde criança demonstrou tendência religiosa." (pág. 121.) a ligação de Krishnamurti com o Senhor Buddha é muito anterior. em "Krishnamurti . amigo de seu superior.Alcione é o pseudônimo de Krishnamurti. mais tarde. teria Krishnamurti reencarnado também na Índia. que entrou no Oceano da Vida. 250-251. número de agosto de 1928. O autor. foi admitido como noviço do Monastério budista local. 367) Na vida seguinte (XXX do livro). aceito o voto que já não hás de quebrar e ficará cumprido nos tempos futuros". publicou uma "Entrevista com Krishnamurti". no ano 624 d. em outras fontes. esclarece: "(. 253). A convite deste. identificando-se com todas as coisas. Buddha. Então lhe apertou a mão e o abençoou.. 243. Índia. na presente encarnação. a 20 de junho do mesmo ano. editado no Brasil. 245. dedicar-se a mitigar o sofrimento e a trabalhar pela paz no mundo. de pais brâmanes. indo além do obrigatório. intuição. 373-383) Em trechos transcritos de "A Fonte da Sabedoria". Chegou ao de Nepal. No ano 588 a. revela que teve relacionamento com o Senhor Maitreya (Cristo) e o Senhor Buddha. fora levado em peregrinação ao Tibet. "Os Anos de Plenitude". Glem. Devemos tomar isso como sendo a vossa atitude? http://www. prometendo a isso destinar as suas vidas futuras.Os anos do Despertar". depois de ter escutado muitos sermões do Senhor Buddha. o conhecido instrutor Aryasanga.C.C. responsável pela vasta biblioteca. pág.org. 364-366) Fizera então tal voto. como Ele. usado nessa e noutras obras da Teosofia para designá-lo em diferentes encarnações passadas . bom conselheiro. que teve lugar em Londres.Seleta de Krishnamurti 225-227. teria o Senhor Buddha inclinado a cabeça e respondido: "Seja como dizes. Leadbeater (Charles W. 255-256). Mary Lutyens. onde os integrantes se hospedavam.

eu O vi no seixo. o Senhor Maitreya. do vosso ponto de vista? Krishnamurti: A realidade é que eu sou o Instrutor. Pergunta: Como surgiu a confusão? Krishnamurti: Eles entenderam mal o que se pretende indicar pela idéia do "veículo do Instrutor".. como tal....) Percebeis o que esta pergunta implica? O que vos agrada atribuís http://www. Ele vem para todos.)" (pág. não esclarece se a menção diz respeito ao Senhor Buddha ou ao Senhor Maitreya (Cristo): "Ansiava por chegar ao meu Guru... pois que ali não mais existe distinção.. sempre quando qualquer ser entra nessa Vida. (. 16-17) Outro trecho da mesma obra (O Reino da Felicidade). Daí. mas sim quando estava em meu natural e no meu íntimo refervia uma fonte de felicidade. receio que eles estejam inteiramente errados. Ele anseia por despertar a beleza e a felicidade da vida em todos. ipso facto se torna o Buddha... eles eram exceções. tanto melhor poderemos entender. Lá não mais se verifica distinção entre os Seres que. e... (pág. E dessarte o meu templo estava repleto. assim Krishnamurti entrou naquela Vida que se acha representada por alguns como o Cristo.... nos seguintes termos: "O Mestre é de todos. eu O vi em mim mesmo. Assim como o rio entra no oceano e nele se perde. meu amor. como já de outra vez na Índia eu O vi. Energia. puderam dar ao mundo uma parte daquela eterna beleza. 27) Krishnamurti revela que o plano Divino constitui a fonte da Vida Una.. o Cristo. sem ser mal compreendido. Amor.. Eu era Ele e ele era eu mesmo. Confundem-se com isso (.) aqueles discípulos não podiam ter sido homens ordinários. )" (pág. Ele é o Amante do Mundo. (pág. (. as folhas da relva. minha fonte de Felicidade.. e (. senhor. eu O vi em toda parte. ( . 20) Pergunta: Haveis dito que sois o Buddha. eu o tenho dito muitas e muitas vezes (. o Senhor Maitreya (... meu Gênio.). 21) Referências ao Senhor Buddha são feitas também por Krishnamurti na obra "O Reino da Felicidade". não mais existe. por outros como o Buddha. o Cristo. transmitem Sabedoria. adiante.) o Senhor Maitreya. os que entendiam o grande Mestre.) Como pode ser isto? Krishnamurti: Sustento que todos os Instrutores do mundo atingiram essa Vida que é finalidade da mesma. Como é possível dividir a Vida em Instrutor Universal e Bodhisattva? (." Eu falei a respeito do Buddha e seus discípulos. Krishnamurti (.. eu O vi em toda a extensão da árvore.krishnamurti.) (pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .. 20) Pergunta: Qual é...org. Por isso. 20) Pergunta: Como aconteceu que vários jornais fizeram distinção entre a personalidade de Krishnamurti e o Instrutor? Krishnamurti: Senhor. mas não quando estava lutando ou tentando aproximar-me dEle. que é a culminação de toda a vida. seguir e servir. a partir desse nível. e essa era a Verdade para mim". (. (. a realidade.) vós estais enamorados de rótulos. Ele expressa isso nos textos abaixo: "Mas. e não da Verdade.. (pág. pois. Assim.." Segue: "Eu o vi enchendo o céu.) entrou nesse Oceano de Vida e é o Instrutor (.) dando amor aos que necessitavam de abrigo nas grandes alturas.) os que tivermos acendido a candeia do gênio em nós mesmos. o meu Santo dos Santos estava completo.. (. Não se pode dar explicações a alguém que nos defronte sem ter idéia daquilo de que se trata.Seleta de Krishnamurti Krishnamurti: Não. e nunca ficará satisfeito com dar o seu conhecimento e amor a alguns apenas. então. respiravam o mesmo ar perfumado e viviam no mundo dEle.) Krishnamurti.

desce ainda mais. 287. 43) Em resumo. Ó vida.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . cap. Eles mesmos se tornaram essa Fonte. 19) "O Buddha. como uma grande inspiração coletiva. pág. Só em ti reside o eterno pensamento. os dados supra. pág. de Mary Lutyens ("Krishnamurti .Los Anõs de Plenitud" (Ed.) Uma vez conhecendo a natureza e a suprema grandeza da Fonte. foram ter à fonte da Vida. 242. 12.a Krishnamurti. juntamente com os que seguem. o espírito de Cristo desce. não vos preocupeis sobre quem eu seja. Índia (pág.. o Cristo. vós nunca o sabereis. 13) "(. Essa deveria ser a nossa finalidade. 20) Que nutre os vertiginosos mundos..)" (idem. e a origem dos seus ensinamentos: "não vos preocupeis sobre quem eu seja. (X. 296-298).. Não desejo que aceiteis coisa alguma do que vos digo. pág.Os Anos do Despertar").. pág.)" ("O Reino da Felicidade". Holanda.. Madrasta. Depois de citar numerosas entidades excelsas. autor de numerosas obras teosóficas. para as mentes e os corações de todos. Geoffrey Hodson. e outros grandes Instrutores do mundo. de longe. 14 e 15. Adeja sobre nossas cabeças. relata o que fora observado por pessoas capacitadas a ver no plano Astral. delicada e lentamente.) Se estais enamorado da Vida.quem sabe? .) Se desejais compreender o cume da montanha. permitem compreender a expressão que ele tem usado para elucidar quem ele é. 15) "Uni-vos com a Vida e vos unireis com todas as coisas. Ali está a unidade de toda a Vida." O Senhor Maitreya (Mestre universal).. 54-55) Na obra de Krishnamurti "A Canção da Vida" (4ª Ed. então vós vos unireis com a Vida.krishnamurti. Barcelona.. pág. teria começado a manifestar-se através de Krishnamurti a partir de 1925 (a primeira vez em 28-12-1925) por ocasião do Congresso da Estrela. imortal e livre. Só em ti está o perene amor. de pesquisa clarividente.Seleta de Krishnamurti ao Bodhisattva. 13. em agosto de 1927. (.. em Adyar. Eu sou a eterna fonte. (. (.org. 226-227. ICK 1982).Fulgurações num camp-fire. ó amado. presentes. 17) Eis a Vida que eu canto. deveis deixar o vale. pág. 1984. quer a chameis Buddha ou Cristo ("Que o Entendimento seja Lei". Ali está a silenciosa Fonte. adorando. e não permanecer nele. pág. vós nunca o sabereis. no seu livro "Thus have I heard" (Assim Tenho Ouvido). presentes ao Acampamento de Ommen. XII ." (XXV. o Caminho e a Encarnação da Sabedoria e do Amor. da Grande Hierarquia que governa a Terra. o alto da montanha.. A presença do Senhor Maitreya (Cristo) em Krishnamurti é também referida na obra "Krishnamurti . lê-se também: "Dessa Vida. (VI. Amigo. e que vos desagrada atribuís ao Instrutor Universal ou . (." ("Que o Entendimento seja Lei".. pág. 278. como tépida chuva de verão. conforme a obra citada. descreve o que segue em relação a Krishnamurti (também conhecido como Krishnaji): "Quando ele fala. Ela se aproxima mais e mais numa grande nuvem anular de luz dourada. até que todos http://www. Edhasa.

Ainda que muito poderoso. 128) "Que é esta coisa? .." (pág. impenetrável e inacessível. porém o mais simples é suspeitoso... houve uma mudança. 245) "Outra coisa peculiar em tudo isto é que K. que pertencesse a outra dimensão. e sua intensidade era fogo que não deixava cinza. com imensa generosidade e desprendimento.Los Anõs de Plenitud"..).. experimentou um desfalecimento. era importante porque representava aquilo." (pág.krishnamurti.Este poder? Que é o que há por trás de você? Eu sei que você sempre se tem sentido protegido.(. poderia ter estado em contato com o Senhor Maitreya e o Buddha e disse: "Eu me retiro(. (.." (pág. oriunda de planos acima do nível de sua consciência. a verdade? Não sei (. em lugares mais recônditos (.) "Esta manhã aquilo estava aí... Porém também disso suspeito. 245) Outra explicação seria que o ego de K.. Ainda mais próximo está o Senhor. sendo significativos os trechos abaixo: "Estávamos conversando (.) de repente. 121) "Depois da reunião. Era tremendo e continha em si o fogo (. foi muitas vezes exteriorizada por sinais de uma Presença extraordinária e inexplicável. que conviviam com ele e ajudavam em sua obra. relata certos fatos.).. Essa seria a explicação mais simples. também era suave e fácil de receber. É esta uma influência? Não o creio. Estava aí com doçura e vigor. Estamos todos envolvidos pelo seu amplexo.) Porém. o Senhor Maitreya? Qual é a verdade? É algo que jamais http://www. Mais profundo é o silêncio...Não temos descoberto por que esta criança foi mantida vazia desde então até agora.... beleza e amor que a ninguém exclui. (. 201) "Está aí. em "Krishnamurti . A superior influência em Krishnamurti (também abreviado como K.. Subitamente K. (. No rosto de K...).)." (pág. Por exemplo.perguntei . (..br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . testemunhada por pessoas íntimas. como se a essência do poder e de todos os poderes se encontrasse nele. e então o corpo se manteve incontaminado.replicou (. Os seus olhos se engrandeceram.) extraordinário (..) essa imensidade não deixava pegada.org..).. quis manifestar-se através dele..). como se produziu esse vazio com sua ausência de eu? Resultaria simples se disséssemos que o Senhor Maitreya preparou este corpo e o manteve vazio. Era um olhar de estranha imensidade. O que sucedeu depois é impossível descrever. Com ela a bemaventurança (.. quando ele cessa de falar. 125) Em 1º de agosto (.) No exato momento de sentar-se.). .. sempre se tem sentido atraído para o Buddha." (pág. porém que ou quem o protege?" (pág. Duas mil e setecentas pessoas permanecem na mais absoluta quietude." Outros sinais de Excelsa presença Divina em K. cheio de ternura e compaixão. estava aí pura. K.. se tornaram mais amplos e profundos.. 201) "K.) Qual é então...). Amma dizia que o rosto de K. Noite após noite. Mary Lutyens.Seleta de Krishnamurti ficam envoltos numa paz." (pág... Foi preparado para aquilo. permaneceu (.)" (pág. não só na habitação e fora dela. Naquele silêncio. 126) "(..) e um fulgor de algo incrivelmente poderoso.. A figura do Senhor aparece acima da cabeça de Krishnaji. Era como se houvesse uma presença poderosa.. o esplendor dos esplendores revela-se aos nossos olhos.. (. (." E outro dia o seguinte: "Estávamos falando e de repente esse olhar se expandiu novamente.. senão também no profundo.. ocorre um milagre.). e de uma força tão arrebatadora que deixava a pessoa sem alento....)" (pág. como se estivesse detrás de uma cortina .).) algo demasiado (. invadindo e penetrando profundamente cada parte de nosso ser. e tinham um aspecto tremendo. essa incognoscível imensidade estava aí. 245) "O Senhor Maitreya viu este corpo com um mínimo de ego. É esta fonte o Buddha. como a graça (. seus olhos adquiriram um aspecto diferente por alguns segundos.

12) Sentados no interior do avião (. (. pág... mas parecia espalhar-se por toda a terra. É espantosa a resistência do corpo! (. a extraordinária bênção (. sentimos aquela mesma imensidão.. 9) No carro. ao acordarmos.)... pág... pág...) (idem. é descrita por Krishnamurti no livro que ele próprio escreveu. Era o centro de toda a criação. pág. (. a "coisa" se manifestava. ou do qual surgisse. (idem.) (Diário de Krishnamurti.)" E ainda: "Neste singular "diário".. (. talvez para dar uma idéia.) sentíamos uma estranha pressão. "o incognoscível". Penetra na habitação quando falamos seriamente. Faz aí também alusões ao "processo" de mudanças físicas... uma seriedade purificadora que esvaziava o cérebro de todo pensamento e sentimento. a caminho de Ojai.. foi bastante intenso.. não havia centro em que a experiência ocorresse.. No Prefácio.). relata ele eventos que costumavam verificar-se em sua vida. a "outra coisa"." (pág. o qual foi por isso intitulado "Diário de Krishnamurti". "aquela coisa singular". sente que algo penetra em você? K. 5 e 6) Como exemplos.) A "coisa" durou mais de uma hora. 245) (parece que habitação representa o corpo de K. e em vôo para Los Angeles. trazendo consigo o sentimento do sagrado. Krishnamurti passou por uma experiência espiritual que mudou a sua vida..org. era uma dor mais aguda.) ambiente agitado. embora de forma bem atenuada. 10) Exatamente na hora em que nos deitamos. acontecidos no período. (idem.. E a cada vez o êxtase aumentava." (pág. entremeado tudo isso com variados e expressivos ensinamentos.. mais no centro da cabeça.. 20) O processo prolongou-se por quase toda a noite. a que sempre esteve sujeito. (.) (idem.). acima referida. com padecimentos. temos o que se poderia denominar o manancial do ensino de Krishnamurti. diz Mary Lutyens: "Uma palavra se torna necessária para explicar um dos termos nele empregados: "o processo". Cada recanto do nosso ser foi invadido por aquela força poderosa que a tudo purificava com sua ação sagrada.) inesperadamente. e que http://www. (. percebemos a presença do absoluto (.. e também o ambiente).). Assim como consta destas páginas. mas. "a imensidão". que "cada vez existe nesta bênção algo de novo". "outra presença". 245) "Mary Zimbalist: Alguma vez se sente utilizado. pág. às duas horas. resultado do registro diário de ocorrências. (idem. 9-10) Ao acordarmos.. Em 1922." Segue: "O "processo" era um fenômeno físico. A cabeça doía quando estávamos a caminho para tomar o avião. (. reproduzem-se abaixo alguns excertos do mencionado "Diário": "E durante a noite.. as palavras são coisas mortas (. Nessa obra.). começou de novo a pressão e o sentimento de imensa vastidão. Toda a sua essência aqui está brotando de sua fonte nativa. ela estava simplesmente ali. pág. que não se deve confundir com o estado de consciência a que Krishnamurti alude de várias maneiras nos cadernos. Impossível descrever o que se seguiu.. pág. Revela o manuscrito que "o processo" (..) (idem..: Eu não diria isso. 23) O aposento foi tomado por aquela bênção. uma qualidade "nova".. e a que se seguiram anos de aguda e quase contínua dor de cabeça e na espinha. era uma alegria constante. se limitou ao período de junho de 1961 a janeiro de 1962. como "bênção".. aos 28 anos de idade. (. A presença da divindade. Era uma bênção que não invadia apenas o quarto. e a cabeça continuava a doer muito.. o sentimento continuava. Durou cerca de uma hora (.) ainda prosseguira quase 40 anos depois. de ponta a ponta..br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . um "novo" perfume. Não é que experimentássemos aquela vastidão.krishnamurti.. etc.Seleta de Krishnamurti descobriremos?" (pág. 23) A singular presença inundava o quarto esta manhã. este acontecimento transcendia qualquer palavra ou descrição. Apesar do (.

as montanhas. (.). (idem.) (idem. 37) Durante a palestra.porém a destruição total do que foi para que jamais volte a ser.. (. Grandiosa e impenetrável. desta força. a pujante beleza daquele estado desconhecido extravasava os limites do aposento. Interpretá-la. pág. de certo modo... 36) Ao despertarmos houve uma explosão. a terra. pág. em meio a grande número de pessoas. de incalculável profundidade. (. Interpretar é distorcer. reinava o silêncio. que só ocorre neste silêncio. Era pura luz dotada de irresistível celeridade. no quarto. (idem. Nessa "visão" havia penetrante luz e incrível velocidade.).. impenetrável. e o cérebro estava dela consciente sem reagir. pág. imediatamente. a essência de qualquer ação. falávamos de diversos assuntos (.. esta manhã.) A imobilidade de todo movimento. proporcionando um clima de paz.. nem tampouco a mente era capaz de abarcá-la. interiormente. surgiu aquela bênção sagrada..) (idem. Não tinha origem nem direção. o próprio explodir da criação... no âmago daquela imensidão.. Ali. aquele estado era inacessível ao pensamento. à formulação de hábitos. 42) Durante a palestra. transcendiam-na a imensidão da inabalável força e do inacessível poder. O cérebro não podia acompanhar o que acontecia.. 43) Ontem. Eis a destruição criadora. pág. com estranha inocência e olhar imaculado. Mas.). pág. pág. ao entardecer. (idem.. uma nuança sutil. e. a "coisa" singular veio de repente numa sala que dava para uma rua de tráfego intenso.org. pág.Seleta de Krishnamurti tinha a força de um raio destruidor. (. (idem. um extravasamento deste poder. Havia nisto um estranho e inconcebível êxtase. sobreveio-nos aquela grande bênção e. no entanto. veio com a velocidade do relâmpago e desapareceu. é ela imutável. pág. delicada como a folhagem. (idem. pág. sua presença permaneceu viva a tarde toda e. 33) Mas. ou um detalhe original antes não observado.krishnamurti. pág. sua presença é constante. Ultrapassava os rios. que nada tinha com o pensamento e o sentimento.. pág..a mudança nunca é nova . a cada momento. lá estava aquela energia.. sentimos a integral presença da impenetrável força. havia destruição.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . o horizonte e as criaturas. perfume. (. (idem. Despertou-nos a sensibilidade. a bênção sagrada estava lá.).. não a destruição que visa a uma nova mudança .) O imensurável sobreveio. (idem. a imensidão daquela bênção surgiu inesperadamente à nossa frente. (idem. 38) Ao acordarmos de manhã. passávamos por transformações. as colinas... (. pág. 112) Após o leve jantar. Não havia violência nessa destruição. Ao sentarmos.) (idem.. 26) Caminhávamos. 33) Esta manhã. mantinha-se imóvel. novamente deparamos com aquela força impenetrável e de abençoado poder. (idem. ocorreu-nos uma fulminante percepção. 42) Cada vez existe algo de "novo" naquela bênção.. uma qualidade inédita. mesmo à hora de nos deitarmos. sobreveio-nos aquela bênção. É o próprio incognoscível. à tarde. se tornou insistente a bênção da imensa plenitude. uma visão que parecia não ter fim. imobilizados por sua força devastadora. (.. algo que quase podíamos tocar. 34) Ao acordarmos cedo. Enquanto a conversa prosseguia. exibindo sempre algo de novo. do fundo da terra. (idem. 112) (. 31) Passeando ao longo do caminho (. intocável e pura. pág.. Nela se pressentia uma imensurável e insondável profundeza. Era uma quietude inconcebível. uma qualidade "nova". ao processo acumulativo de memorização e análise.). enquanto andávamos. Era como uma torrente brotando das rochas. Porém. é destruir a sua indescritível natureza... nossos olhos eram incapazes de vê-la. (.). individualmente. Provinha da ausência do tempo necessário ao ato de experimentar e da imobilidade do cérebro em que cessava toda forma de pensar. (.) Diferente a cada aparição. de uma solidez tão delicada quanto os céus. que continha enorme alegria. o corpo de senti-la e o cérebro de percebê-la sem a interferência do http://www. mas abrangia todas as visões e todas as coisas.

org. (. apresentam os aspectos da cosmogênese. Krishnamurti perguntou a Radha Burnier se postularia à presidência da Sociedade Teosófica. por outro também condiciona.). outros não. algo de extraordinário acontecia. filosofias e ciências. Pupul Jayakar: "Em 28 de novembro de 1979. e outra interior.. voltada para a educação. os apresentados por revelação. a vida após a morte.) Em meio àquele ambiente descontraído. seus habitantes. (. mostrando o relacionamento. diz que a extroversão (movimento exterior da vida) e a introversão (movimento interior da vida) coexistem nos indivíduos. Perguntei-lhe: Em um ponto você disse que Radha se encontra profundamente comprometida com a Krishnamurti Foundation. pág. as leis da evolução. clássicas e não clássicas (novas). havia muitos anos que a Sra. pág. indiferente a qualquer crítica ou avaliação. grau de instrução formal.. http://www. estudos comparados de religiões..br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (nisso também a Teosofia). profunda. etc. Além disso. antropogênese. Exclui os dados culturais da Manifestação. mais ligado à consciência. Ele disse: Que quer dizer com que não sabe? (pág. os temperamentos verificados no homem e também na natureza. religião.. por ser gratuita." E repetiu "Eu posso dizer qualquer coisa". limitando-se aos observáveis ou percebidos. Radha Burnier tinha vindo de Madrasta (. a sua Mensagem focaliza mais o aspecto interior. a intuição favorece o entendimento. era inacessível ao pensamento (. simples e universal. repetimos. antes do desjejum. no passado ou no futuro. às expressões objetivas.. etc. O simples conhecimento intelectual dos ensinamentos de Krishnamurti.). no sentido do atingimento de uma nova espiritualidade. a genealogia do homem.. aquele raro fenômeno simplesmente existia. Universaliza a consciência. Quando disse que esta era uma nova mística. da vida. Krishnamurti. estávamos no Valle de Rishi.Biografia".. Como concilia você ambas as declarações? (pág. ele não o negou. a mudança. dando a entender que se deve dela tomar conhecimento. O condicionar-se ou não com esses conhecimentos depende da atitude meramente intelectual ou atemporal. do presente-futuro. Sobre o relacionamento dos Ensinamentos de Krishnamurti com a Teosofia. Radha Burnier (atual Presidente da Theosophical Society.. ilumina.)" (pág. sob forma de apresentação que supera as anteriores. o Governo interno do mundo.. do qual pouco cuida a grande maioria da humanidade.) (idem. os mundos invisíveis. a religiosidade. dá uma visão mais ampla. seus princípios (que integram a alma e o espírito).Seleta de Krishnamurti pensamento. quer dizer.... da cultura.. Trata principalmente da psicologia da evolução (elevação) espiritual. sem a prática constante do autoconhecimento. Fato inédito. Krishnamurti não é contra a cultura. Os primeiros.. 425-426) Ele respondeu: Eu posso dizê-lo. 125) Krishnamurti e Teosofia Os ensinamentos da Teosofia e de Krishnamurti completam-se.) Bênção arrasadora. e muitos dos ensinamentos de Krishnamurti sob outras formas de apresentação. Inobstante. que se prolongaria por toda a noite. com sede em Madrasta. cabe expor a seguinte ocorrência. mas sob a forma de um aprender que não acumula.. banco de dados. no segundo mandato) era Presidente da Krishnamurti Foundation India. sem distinção de classe social. Ela respondeu que não sabia.krishnamurti. tendente à unidade subjetiva.). como se verá. não cabendo separação. sem conexão. não condiciona. Ambos se completam. não faz da mente computador.. mundial. criadora.) (idem. da Verdade. É a mensagem de Krishnamurti muito objetiva. (. Mas. do mundo. se por um lado. etc. a unidade. à cultura. relata a autora. Em 1979. agora. e em outro ponto disse que ela deve postular a presidência da Sociedade Teosófica. a transformação do homem. dela jorrava a imensidão do amor e da beleza. (. mais relacionada com a vida. 425) Subitamente a atmosfera se encheu de uma energia nova (. No livro "Krishnamurti . Uma manhã. destinando-se a todos. 125) (. Depois falou novamente da Sociedade Teosófica e de Radha Burnier convertida em Presidente. 246) A verdade abrange um aspecto exterior.

Vou então explicar-lhes. procura transcendê-los. que vive com simplicidade. as ciências sociais e outros ramos da cultura evoluíram geometricamente depois que ele começou a falar em 1920. quase desconhecida para a maioria de nós (…). A existência não se restringe à obtenção ou conservação de um emprego. teve ele. pode uma pessoa ter alcançado. são outros fragmentos da existência. Já viram os aldeões. incluindo a distinção entre alma e espírito. na área religiosa. como um desconhecido. tem-se conhecimento de que numerosos seres. A psicologia. classes. em competição (…). no inferno.Seleta de Krishnamurti Como intelectualidade não representa espiritualidade. mas apenas na forma de apresentá-las. (Ensinar e Aprender. O problema da existência é este vasto complexo de guerras. à medida que ele procura novas palavras para exprimir uma verdade tão evidente para ele quanto a própria mão. mas apenas seguir cegamente alguma coisa. na instrução formal. e. castas. O contrário é também válido. (…) porque não sabemos o que é viver. no paraíso. perfumada. espiritual. do mesmo modo faz parte da vida. divisão . a mudança não ocorreu nas idéias. E o amor. Viver não é essa coisa insípida. a perda de tudo. ao descobrir que seus pensamentos são limitados. (O Problema da Revolução Total. com lógica e sanidade. a terminologia cristalizada. Ali se acha aquele que voluntariamente abriu mão das riquezas. Preliminares I Finalidade da Vida. tudo isso configura a vida (…). Sem uma base teológica mínima. errôneas. surgem as interpretações pessoais. (Idem. perpetuamente esfomeados. mas a todos. o nível de terceiro grau. No sentido de transcender. eclética. (. 37) Depara-se alhures com o homem que deseja tornar-se eremita. pág. o ódio. sujos. Desafios. Plenitude. e atingiram santidade-sabedoria. a cobiça. não obstante. 20 de dezembro de 1991. e existe ainda o que se torna devoto. Eternidade Sabem o que é a vida? (…). No final do livro "Krishnamurti: Os Anos do Despertar". A crença em deuses e deusas. com vários empregados. mas encerra toda a esfera da existência psicológica. renovar. esta Seleta não se destina às pessoas "cultas". deduz-se.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . a mulher coberta de jóias. que não se considera um santo. Também aqui temos outra parte da vida (…). O viver é transbordante de http://www. revelando-se o amadurecimento na capacidade de assimilação dos ensinamentos adiante apresentados. que. 38) (…) Pusemos este mundo em desordem. que chamamos “nossa existência” (…). o qual não deseja pensar.krishnamurti. pág. Rio de Janeiro.)" (pág. Carlos de Souza Neves Conceitos.. mas tão difícil de explicar aos outros. visando também a superar o tradicional. Existe. Adiante notarão um homem de carro. disciplinada. no cristianismo e noutras religiões.org. diz Mary Lutyens: "É claro que os ensinamentos de Krishnamurti mudaram de maneira considerável em todos esses anos e continuam a mudar. que desvirtuam a compreensão dos textos. encontrar-se no primeiro ou no segundo grau. na instrução vulgar. de continuamente adequar seu vocabulário.a perpétua batalha do homem contra o homem. igualmente. 37) O que desejo discutir (…) é o problema da mente que se aplica a este vasto e complexo problema da existência. trabalhando sem parar? Esta é uma parte da vida. pág. vestidos de farrapos. anonimamente.. E a morte. e que. não passaram do primeiro grau. Ele também compõe a vida. Este é outro aspecto da existência. em salvadores. a psicanálise. Por isso. 287) Torna-se oportuno esclarecer que. o ciúme. medíocre. aquele que pensa cuidadosamente. como se verá.

nada criador. queremos encontrar uma finalidade para a vida. enquanto não compreendermos esse movimento eterno. por conseguinte. (…) Andamos à deriva.Seleta de Krishnamurti riqueza. somos medíocres. quer o espiritual. impelidos pelas circunstâncias. Nossa dificuldade. um pouquinho mais profundo. é eterna transformação e. pois. Assim. E. essa finalidade há de ser também vazia. tão monótona?. em nós. posses. etc. E. agradável ou desagradável. algo superior àquilo que costumamos fazer. tornou-se memória. (…) Pois. (…) a expressar-se de maneiras diferentes. A realidade só pode ser compreendida no viver. amor. a sua própria finalidade. e não pode receber o novo (…). se temos a capacidade de responder ao desafio de maneira adequada. averiguarmos o que é que queremos? (Idem. (…) A vida é relação. (Comentários sobre o Viver. o conhecido. A experiência é uma barreira ao viver. queremos felicidade. que só toma vida como reação ao presente. quer o econômico. 1ª ed.krishnamurti. pág. buscamos conforto. A experiência já está encerrada na rede do tempo. viajar e ter a possibilidade de fazer certas coisas. grandiosas. (…). está lúcido e. pág. (Idem. sendo nossa vida vazia como é. 194-195) Vamos então discorrer sobre a finalidade da vida (…).. magnificentes. em si.org. tão frívola.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 29-30) A vida é. Não há nada vital. (O que te fará Feliz?. (…) (A Arte da Libertação. pág. se vemos um pouco mais profundamente. liberdade. o que é Deus. (Idem. 99-100) Podemos ver (…) que. (…) no passado. e o que é o amor. direta. 36) Pergunta: Vivemos. (…) (Poder e Realizações. muito pouco significativa. uma série de desafios e “respostas”. num nível. mas interiormente rica (…). é que. e tem de ser. completa. (…) é um estado de relação. por conseguinte. 99) Mas. (Idem. ela está sempre fluindo. aspiramos a descobrir o que é a Realidade.. ter dinheiro. o problema. não pergunta qual é a finalidade da vida. não está confuso. pág. não de dinheiro. 97) A experiência é uma coisa. nossa vida será. está satisfeito com o que tem. em níveis diferentes e em todas as ocasiões. 194) Tal finalidade da vida não passa de produto intelectual. o que é essa coisa tão fecunda e sempre nova. (A Arte da Libertação. (…) Noutro nível. assumindo formas diferentes (…). em geral. mas não sabemos por quê. o próprio viver é o começo e o fim. portanto. mais profundamente ainda. de certo. A mente só conhece a continuidade. em níveis diferentes. pois. a vida parece não ter significação. pág. Podeis dizer-nos qual é o significado e a finalidade do nosso viver? Krishnamurti: (…) Que entendemos por “vida”? O viver não é. A mente é experiência. pág. bem-estar físico: queremos uma situação folgada. A vida. o viver é outra. a sua própria significação? (…) Por que estamos tão insatisfeitos com a nossa vida. A experiência tem de cessar para dar lugar ao viver. nunca nos acalmamos um pouco para fazer um exame de nós mesmos e procurar discernir o que estamos buscando. tão vulgar e sem significação! Não cumpre. (…). 193-194) Positivamente. e não no fugir. desejamos descobrir o que está além da morte. inteiramente irreal. consiste em como tornarmos rica a nossa vida. (…) Desejamos algo mais. quando discutimos um assunto http://www. quando a finalidade da vida é solicitada por uma mente estúpida e embotada. (…) o desafio da vida não é feito em nenhum nível determinado da existência. (…) é ação em relação. 36). senhor. não pode pôr-se no “estado de viver”. pág. então. não é experiência (…). Para muitos de nós. pág. Para ele. e feliz é o homem que tem a capacidade de enfrentar a vida de maneira completa. pág. Em primeiro lugar. pág. desaparece. (…) trabalhar por um ideal. 36) (…) E. por que ela é tão vazia. A vida não está num único nível. O nosso problema. O desafio não acompanha nossos gostos e aversões. Tudo o que criamos é tão vazio. (…) que vê as coisas como são. até chegar a morte (…). (A Cultura e o Problema Humano. A vida é o presente. nem nossos desejos especiais. (…) ter a capacidade de fazer coisas espetaculares. pelo estado perfeito. impede o florescimento dele. nada novo. o homem que está vivendo com plenitude. e lutamos por alcançá-la.

pág. seja a finalidade. as tribulações. dos negócios (…). (…) conhecer a extensão. (…) depois de havermos passado por todas as experiências (…). (…) conhecimento. (…) Uma vez que a realidade é o desconhecido. é a liberdade. pág. 50) (…) Para descobrir a finalidade da vida. (…) (Novo Acesso à Vida. Deus. portanto. começamos a desfazer as múltiplas camadas de resistência autoprotetora. pág. 52) (…) Afinal. 3) Desejo mostrar-vos que. pág. é bem óbvio que não podemos encontrá-la. pág. (A Finalidade da Vida. não o acúmulo. visto que para a maioria de nós a vida é servidão.e portanto no mundo . Sem liberdade. grande simplicidade. sem ficarmos livres de nossas pequeninas necessidades. e. 35) Como a nuvem perseguida pelos ventos através do vale. Podeis dizer que há uma finalidade: alcançar a realidade. pensamento diário. mas o processo total da existência. (…) (Idem.org. sentimento diário (…). (…) experiência. pág. (Idem. é unicamente através da dúvida. a mente que busca o desconhecido deve primeiro libertar-se do conhecido (…). pág. e. de sensibilidade ao silêncio. com as idéias. O homem não tem alvo. teremos a possibilidade de viver espontânea e inteligentemente. 8-9) (…) O viver realmente exige abundância de amor. 105) (…) Entretanto. Requer uma mente capaz de pensar com toda clareza. (…) não para um fim particular. É isso o que entendemos por vida . de nossa inveja e malevolência. quando a mente estiver livre de condicionamento. que podeis preencher-vos. A vida é um processo de busca. com as pessoas. não tolhida pelo preconceito ou pela superstição. e nele . o ajustamento profundo ao movimento da vida. a mente precisa estar livre de medida. dogmas. É o que queremos. como eu a preenchi. grupos de idéias. pois. em si. 51) O requisito primordial. pág.Seleta de Krishnamurti dessa natureza. Tudo isso é a vida. é um processo de movimento eterno. porque isso não nos leva a parte alguma. angústia. deveis acolher alegremente (…) toda experiência. é o homem (…). que é a nossa relação com as coisas.krishnamurti. pág. se há finalidade. dor. quer desagradável (…) (Idem. Somente então. ou Deus. 53) (…) A verdadeira simplicidade da inteligência. implica ação diária.domina o caos e a desintegração. porém. (…) da crítica. só advém quando. devemos por certo fazê-lo com muito empenho. Califórnia. Que é mais importante: descobrir a finalidade da vida ou libertar a mente de seu próprio condicionamento. (Palestras em Ojai. 1936.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Idem. (…) preciso primeiro compreender a minha existência. se não estais sendo educados para viver. a busca da realidade se transforma em mera fuga da ação de cada dia. pág. (Palestras em Adiar. a libertação da vida de todas as coisas. vossa educação é (…) sem significação. 3) http://www. desimpedido de crenças. erudita ou superficial. os mais de nós: um narcótico. (Idem. pela esperança ou pelo medo. sofrimento. e não com uma mentalidade acadêmica. ambições. quer agradável. as dores. está cego para a finalidade da vida. por certo. pág. para preencherdes a vida. para não sentirmos as dores e as penas da vida. (…) como é possível investigar ou descobrir a finalidade da vida? (Idem. mediante percebimento compreensivo e correto esforço. a inteligência criadora no homem. nossos desígnios. (…). isto é. dizemos: “Pelo amor de Deus. de outro modo. 48-49) (…) A vida. Por “vida” entendemos não uma só esfera ou camada da consciência. pág.e não uma coisa abstrata. e não a busca da finalidade da vida. dizei-nos como fugir disto”. essa liberdade. Implica as lutas. (…) a vida em torno de mim e em mim. as ânsias. para descobrir a verdade. 3) E qual é a finalidade da vida? É a liberdade da vida. (Idem. Índia. a rotina do escritório. como a maioria de nós não compreende a ação de cada dia. Para alcançarmos esse alvo. e a finalidade da vida é o preenchimento. (A Cultura e o Problema Humano. precisamos conhecê-lo. a profundidade do mesmo. senhores. mas para libertar a energia criadora. não a consecução (…). os enganos. 1933-1934. ou o que quiserdes. 49) Cumpre-nos averiguar muito claramente o que entendemos por finalidade. para depois investigar? Talvez.

pág.a totalidade que é a vida pura. (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .org.krishnamurti. é o mundo da verdade. (Idem. é realizar em si próprio . a única meta. há sujeito e objeto (…). 3) (…) Mas a finalidade da existência. 4) O homem a quem essa visão se manifestou. de toda emoção. que representa o caminho direto para se alcançar a vida. eis a finalidade do homem. (Vida em Liberdade. Deve todo ser humano entregar-se à tarefa de perfurar esse túnel. dores e lutas.Seleta de Krishnamurti Para o indivíduo autoconsciente. pág. pela estreiteza. Em criar uma ponte entre o começo e o fim consiste o preenchimento do homem. (…) experiências. ainda que se perca nas sombras. onde não há limitação nem negação. nossas vidas são incompletas. contraditórias (…). é dar-lhe a mais ampla possibilidade de expressão. esse alvo eterno. em Carta de Notícias de maio-junho de 1941. (Experiência e Conduta. pág. e encontrei-o sem a autoridade de outrem. em Carta de Notícias de 1945. pág. (…) (Idem. pág. que é a vida pura. (…) (Idem. a plenitude do indivíduo.. mas é o indivíduo que importa. (…) tristezas. Pouco Criadora. Nele está toda a potencialidade. pág. e a sua tarefa é realizar essa objetividade no subjetivo. (…) pois. Portanto. (…) (A Finalidade da Vida. (…) (Idem.sem objetivo ou sujeito . em Carta de Notícias de maio-junho de 1941. é realizar em si próprio . 4) (…) Nele reside o começo e o fim. porém. 8) O propósito último da existência individual é realizar o ser puro. (Idem. nº 1 a 6. Não podeis ir senão para diante. Mas a finalidade da existência. entretanto. Cavar uma passagem. está dentro de vós mesmos. 4) Alcançar a Verdade é desdobrar a vida.sem objeto ou sujeito . porque ele é o preenchimento da vida. que valor tem nossa educação se nunca descobrirmos esse significado? Podemos ser superiormente cultos. porque lançais para trás o que removeis de vossa frente. se nos falta. (…) No indivíduo estão o começo e o fim. (…) A individualidade é apenas um fragmento da Totalidade (…). pág. pág. (…) Enquanto não vos compreenderdes a vós mesmos. (…) Então ele já não será dominado pela moralidade. 23) Educação. a origem e a meta. do contrário. podeis ser dominados. (…) (Experiência e Conduta. está preso o homem. em que não há separação. Não Espiritual Se a vida tem um significado mais alto e mais amplo. IV. ainda que empenhado nas lutas do mundo. Embora ele peregrine por entre as coisas transitórias. (…) Na civilização atual. presos à roda da luta contínua. (…) não penetrardes em vossa própria plenitude. para o eterno. (…) absoluto. sua vida será sempre guiada por esse alvo. pelas convenções e experiências de sociedades e grupos. Conceito. a coletividade está se esforçando para dominar o indivíduo. a plenitude do indivíduo. que é o único caminho que conduz ao preenchimento da vida. 8) E esse túnel. de todo pensamento. tem sempre diante de si. 1ª ed. Nele reside a totalidade de toda experiência. é na subjetividade do indivíduo que o objeto realmente existe. pág. Nesse túnel não há regressar. a profunda integração do pensamento e do sentimento. através do presente. que é a realização do Todo. Penetrei nesse oceano de libertação e felicidade. o único mundo que é eterno. 4) (…) Em criar uma ponte entre o começo e o fim consiste o preenchimento do homem. 10) http://www. Para mim. 4) Fui procurar por mim mesmo o propósito da vida. sem respeitar o seu desenvolvimento. 4) Na sombra do presente. O preenchimento do destino do homem é ser a totalidade. que é a libertação de todos os desejos. (A Educação e o Significado da Vida. pág. cessará o progresso como tal. pág.a Totalidade.

Eis por que. apegamos-nos à capacidade e à eficiência. é atrair desgraças e destruição. mas ao mesmo tempo gera problemas mais vastos e profundos. (Idem. de modo algum resolverá as nossas premências interiores e conflitos psicológicos. (…). deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais. inteligentes. 19) O saber técnico. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte(…). nem coligir e correlacionar fatos. Infelizmente. adquirir conhecimentos. pág. tirados dos livros. (Idem. o que qualquer pessoa que saiba ler pode conseguir. mas homens e mulheres integrados. a vida resulta em estúpida e monótona. A maior necessidade e o problema mais urgente de todo indivíduo é adquirir uma compreensão integral da vida. embora desperte nosso intelecto. O todo. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial. mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar. A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado. (Idem. o que é. Uma educação dessa espécie oferece-nos uma forma sutil de fuga de nós mesmos e (…) cria. mas não produz a integração. porque só entre tais entes humanos pode haver paz perene. pág. que por essa razão assumem importância tremenda. o nosso atual sistema de educação nos torna servis. é compreender o significado da vida como um todo. (Idem. nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. para averiguarmos o que é educação correta. que o habilite a enfrentar suas sempre crescentes complexidades. com suas inevitáveis fugas através de atividades maléficas de todo gênero.org. O objetivo da educação não é o de produzir simples letrados. em si próprio e nos outros: eis em que consiste a educação. privounos da plenitude da vida de integração e ação. 14) O que atualmente chamamos educação é um processo que consiste em acumular informações e conhecimentos. sem ser inteligentes. pág. pág. Porque não compreendemos o processo total da vida. nunca pode descobrir o que é novo. sofrimentos cada vez maiores. pág. (Idem.Seleta de Krishnamurti A educação não é um simples exercício da mente. inevitavelmente. Viver num só nível. e porque adquirimos saber técnico sem a compreensão do processo total da vida. (Idem. (…) (Idem. a técnica se tornou meio de destruição. 21) http://www. se o resultado é a mútua destruição? (…) (Idem. em profundidade e extensão. que evitam os problemas humanos vitais. a mera operosidade conduz à frustração. 20) Quando se atribui à função toda a importância. e desenvolvemos mentes muito sagazes. 17-18) O progresso técnico resolve certos problemas para certas pessoas. apenas. (Idem. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência. num dado nível. O homem que dividir o átomo mas não tiver amor no coração. (Idem. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes. pág. técnicos e caçadores de empregos. para que não nos apeguemos a fórmulas ou à repetição de slogans. cumpre-nos investigar o total significado do viver. pág. porém. por conseguinte. De que serve encarecermos a importância da técnica e nos tornarmos entidades eficientes. a que chamamos educação. os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer. 14) Sem uma integral compreensão da vida. (Idem. despertar essa capacidade. 13) O objetivo da educação é criar entes humanos integrados e. O exercício leva à eficiência. em lugar de as reforçar. 13-14) A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes. porquanto essas barreiras geram antagonismo entre homem e homem. O acúmulo de fatos e o desenvolvimento de capacidades. pág. pág. livres de todo temor. rotina mecânica e estéril (…). transformase em monstro. deixa-nos interiormente incompletos (…).krishnamurti. 12) Educação não significa. desprezando o processo total da vida. A inteligência não é mera cultura intelectual. Técnica sem compreensão leva à inimizade e à crueldade. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . o que costumamos disfarçar com frases bem-soantes. não pode ser compreendido pela parte. 13) O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. pág. não provém dos livros. embora necessário. 19) Sem a compreensão de nós mesmos.

embora em constante crescimento. 72) http://www. 76-77) Está claro. mais engenheiros. Isso não é educação. o que somos? Somos uma série de palavras. desenvolvemos mentes astutas e vivemos num emaranhado de explicações. sabemos que temos de ganhar o sustento em dada função. (Idem. pág. uma contradição entre esse nível mental.org. O intelecto se satisfaz com teorias e explicações. isto ou aquilo. pensamos que temos a árvore toda. 77) Com nossa busca de saber. 78-79) O saber. e aquela atividade mental profunda. Há distinção entre intelecto e inteligência. de forma que possa agir com ou sem destreza no mundo. (Idem. Educação é o cultivo do ser humano total. como engenheiro. inconsciente. E. não descurando do cultivo da técnica. do desenvolvimento das capacidades e conhecimentos. e nossas vidas se estão tornando cada vez mais desarmônicas e vazias. (…) (Idem. torna-se necessário cultivar essa camada da mente. não nos ajuda a compreender as camadas profundas do nosso ser. 79) Agora você pensa (…) o que você é? Vamos examinar juntos sem paixão. 22) A educação moderna. (Da Solidão à Plenitude Humana. Já a sabedoria é infinita. (…) Nossa educação nos está tornando cada vez mais superficiais. (…) A erudição é necessária. na maior parte do dia. mais físicos. (Idem. Portanto. Você é o que pensa. para a compreensão do processo total da existência.krishnamurti. pág. pág. estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. abarcando tanto o saber como a esfera da ação. 71-72) A industrialização exige mais cientistas. deve realizar algo de importância muito maior. pág. se a teve. de idéias. É apenas uma pequena parte da educação. a sensibilidade à crueldade. a inteligência não. o resultado da educação. pág. com nossos desejos gananciosos. desenvolvendo o intelecto. passamos simplesmente a buscar alguma espécie de satisfação (…).Seleta de Krishnamurti A educação correta. mas. se dela nos damos conta. nossa educação. 72) (…) E surge. É dada a você grande quantidade de conhecimento. (Idem. a continuidade da convicção? Isso é tudo? (…) (Mind without Measure. a ciência tem o seu lugar próprio. seu desabrochar. Você é o nome. assim. (Idem. Isto é. (Idem. com o meio de ganharmos o nosso sustento. o corpo. funcionário de escritório(…). cientista. por conseqüência. pág. o que é necessário fazer. supostamente educado. é necessária uma integração da mente e do coração na ação. uma parte. Intelecto é o pensamento funcionando independente da emoção (sentimento). pág. pág. A inteligência não está separada do amor. a totalidade da vida. se a mente e o coração estão sufocados pela erudição. uma memória repetitiva. uma sociedade que se está preparando para a guerra. escrevente. e “o que é necessário fazer” é geralmente ditado pelo mundo que nos cerca. o conhecimento de fatos. Tal experiência colocará a capacidade e a técnica nos seus devidos lugares. mas não nos faz compreender o processo total da existência humana. pois. e a isso se restringe a nossa superficial cultura. em nossa vida. Você não é educado para entender a beleza. não mutilada pela especialização. isto é. e. 62) Naturalmente. fornece teorias e mais teorias. Somos altamente intelectuais. fatos e mais fatos. (Idem. advogado. estamos perdendo o amor. a vida se torna vazia e sem sentido. e inteligência é a capacidade de sentir e raciocinar. E a educação é tão desvirtuada que só lhe dá condição de se tornar engenheiro. (…). que do simples cultivo do intelecto. O intelecto jamais nos levará ao todo. e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação. a todos nós interessa a ação. Se nos apoderamos de um ramo. o florescer da mente humana. 71) Nossa mente está ocupada. Nossa educação limita-se ao cultivo de capacidades e à “memorização” de uma série de fatos (…) de acordo com as necessidades de certa sociedade. que consiste em levar o homem a experimentar o processo integral da vida. pois é isso que interessa em primeiro lugar à sociedade. é por sua própria natureza limitado. o modo de nos ajustarmos ao padrão de nossa sociedade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . não resulta inteligência. pág. (…) embotando o sentimento do belo. pág. a forma. porque ele é apenas um segmento. contradição de que bem poucos se dão conta. e.

28) (…) Assim. 66) Assim sendo. para que não cedais a ela. Sois educado para vos adaptardes à sociedade. A verdadeira função da educação não é preparar-vos para serdes um funcionário. que temos de educar-nos a nós http://www. assim. a educação. 7) Infelizmente. mas também contra todos os nossos semelhantes. pág. ser esmagado por ela (…). cada um quer uma posição melhor. (…) sois ambicioso. por que os entes humanos se tornam perigosos (…). (Idem. para que possais crescer em liberdade e criar um mundo totalmente diferente do atual. (O Que Te Fará Feliz?. e. Querem técnicos. No mundo. 6-7) A educação. o qual adquirirá a técnica pelo experimentar. inclusive o beber. pois só tais indivíduos poderão criar um novo mundo. o que não significa que devais rejeitar a técnica. a compreendê-la. Para criarmos uma nova sociedade. (…) (A Cultura e o Problema Humano. pág. cumpre a cada um de nós ser um verdadeiro mestre. (…) (Idem. (Idem. 72) Quase todos fazemos. mas isso não é educação. hoje em dia. discípulo e mestre. pág. não se deixando sucumbir. pág. Seu fim não é só o de ajudar-vos a obter empregos. (…) Eis por que a educação deve ser um processo de educar tanto o educador como o estudante. pág. a sociedade depressa decai. um juiz ou um primeiro-ministro. cada um é educado para certa profissão. subir. 28) O educador não é mero transmissor de conhecimentos. mas a totalidade do seu ser fica por descobrir. pág. um mundo não baseado na aquisição. entregar-se a certos estudos (…). mas também ensinar-vos a enfrentar o mundo. 27). simultaneamente. 7) (…) Vossa educação deve ajudar-vos a compreender essa pressão. (…) Sem a busca da verdade. por conseguinte.krishnamurti. A educação apropriada é aquela que ajuda o estudante a enfrentar esta vida. e que acontece? A técnica está sendo empregada pelos especialistas como meio de mútua destruição. pág. porém totalmente revoltados contra o “velho”. Há inumeráveis formas de fuga. 66) A educação é coisa muitíssimo diferente. no poder e no prestígio. pág. (…) (Debates sobre Educação. um ente humano capaz de iniciativa própria e não apenas um seguidor do pensar tradicional. 27-28) Há necessidade de indivíduos revoltados.e não apenas passar nuns poucos exames.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . adaptardes. de teorias (…). (…) No mundo há guerras e divisões de classe. de modo que sejais capazes de quebrar todas as prisões e criar uma sociedade diferente. e a fuga que empreendemos assume aspecto de especulação. é um homem que mostra o caminho da sabedoria. pág. (…) (Idem. (…) Isto é que é educação . corrompendo e destruindo a outros em vossa busca de posição e poderio. a verdadeira função da educação é não só ajudar-vos a “descondicionar-vos”. um mundo novo. não só dentro de nós mesmos. senão que se ajude a criar um ente humano integral. (Idem. (…) E sois considerado um cidadão respeitável enquanto vos submeteis. não parcialmente. deve ter a finalidade de habilitar-nos para resolver todos esses problemas. subir sempre (…) Há. Temos responsabilidades e deveres que nos escravizam e dos quais gostaríamos de livrar-nos. não revelada. uma luta constante. o que significa que devemos ser. mas também ajudar-vos a compreender o inteiro processo do viver. ávido. por conseqüência. tornando-vos um indivíduo. da verdade. pág.org. 72-73) Temos técnicos de maravilhosa capacidade. pois. alguma coisa em franca contradição com o que sentimos ser a verdadeira coisa que desejamos fazer. vê-se o homem num perene conflito interior. não querem entes humanos. porém ajudar-vos a compreender toda a estrutura desta sociedade corrompida e permitir-vos crescer em liberdade. dia a dia. (Idem. pág. (…) (Idem. vos prepara para vos submeterdes. É isso que os governos querem. e luta entre as classes. o novo critério não é o mero cultivo de uma técnica. é apenas um processo de condicionar-vos para vos ajustardes a um padrão. mas nenhuma delas resolve o nosso conflito interior.Seleta de Krishnamurti (…) E. ajustardes e esta sociedade de aquisição. na vida diária. (…) (Idem. (…) A busca da verdade é religião. e possais rompê-la.

. é mecânica (…).br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) sem medo. 120) Que implica a idéia de “exemplo”? Se a função do mestre é de ser um “exemplo”. 27) Assim.. pág. (Idem. (…) (Idem. pág. ou capitalista (…) diferentemente condicionado. é que. E é dever dos estudantes. interrogando-os . cada vez mais. a responsabilidade pelo bom ensino pode ser tirada de mãos individuais. sem dúvida.de maneira que. de observar. existe tradição (…) imitação. criar tal estado de coisas. (Idem. em inteligência. por mais nobre que seja esse padrão.krishnamurti. com exceção de muito poucas pessoas. quando começais a interrogá-lo. reconhece que o atual sistema de educação falhou. pág. a ser inteligentes e livres. que a autoridade destrói a inteligência. deixou de existir o pensar criador. pág. (…) (Visão da Realidade. Uma mente que só imita. 29) Serão vãs estas perguntas? (…) O verdadeiro professor. utilizá-las para instruir os alunos. 1ª ed. vos ajudem a compreender. Que tem a idade a ver com a educação? A educação é um “processo” que dura toda a vida. parece-me. o que mais importância tem. para poderdes enfrentar todos os problemas da vida. interrogai os vossos mestres . é bem de ver. não está ele então instilando o medo no espírito do jovem. etc. do estudante? (…) É provável que. é necessário criar-se uma inteligência de nova ordem. embora haja quase sempre necessidade de um instrutor. numa escola como esta. o estudante é educado para fazer face à vida. Não obedeçais. e não só na idade escolar. decomposição moral. (…) (Idem. (…) estejais progredindo em madureza. 18) Enquanto sois jovem (…) sede descontentes. pág.. A inteligência (…) só pode surgir quando há liberdade . no mundo inteiro. faço-vos tão estúpidos como eu. 27-28) A maioria das pessoas. pág. Incumbe aos mestres. (…) com os entes humanos e com a natureza. (…) (Ensinar e Aprender. (…) (O Problema da Revolução Total. Mas a mente cria idéias (…) tão poderosas (…) que nos impedem de ver além. pág. A educação até agora tem servido para alimentar o industrialismo e a guerra. ao estudante? O ajustamento a um padrão. (Nosso Único Problema. como ente humano inteligente. ao deixardes esta escola. 19) Vejo. 1ª ed. tanto quanto dos mestres. tem suas ocupações. pois. mas nunca é criadora. mas troveja (…) como um primeiro sargento. investigai. 134) A questão. (…). Que sabe o mestre? Só matemática e geografia. a educação falhou. (Idem. destruição (…). ele quer disciplinar-vos. toda a vida. Em geral. ele não tem paciência. Enquanto existe temor. para compreender a vida. e não para enfrentá-la como comunista. é isso o que acontece nas escolas. o mestre pensa que sabe tudo e que vós nada sabeis. pois. uma vez que produziu guerras. de interrogar. 22) http://www.liberdade de pensar. isto vos enfade. e também. pág.se eles são estúpidos. uma vez que se está produzindo. pág. (…) resultados. (…) pode libertar o indivíduo do temor? Porque. Não (…) investigou as coisas mais importantes da vida. de menor capacidade. Poderá produzir certas ações. 28-29) E se o próprio educador se torna o guia. pág. poderá ter suas aulas gravadas em fitas distribuídas em larga escala. Isso requer um mestre competente. não está ele então. aos pais e a vós. fá-los-eis inteligentes. pág. (…) que sinta verdadeiro interesse por vós (…). é esta: (…) Vemos que. Assim. (…) (Novos Roteiros em Educação.Seleta de Krishnamurti mesmos. 27) O que em geral acontece é que. em vez de vos disciplinarem para fazerdes o que vos mandam. Mas. até morrerdes. de sentir. o dever de cooperar para a formação dessa inteligência. o exemplo. e espero que estejais vendo. 116) A educação é o modo de se descobrir a nossa relação com todas essas coisas. porque supondes já terdes passado da idade de receber educação. podendo um colega seu.org. se vos constranjo. consciente ou inconscientemente. falta-lhe amor para (…) conversar convosco sobre os enormes problemas da existência (…). (A Educação e o Significado da Vida. se se quer um mundo novo (…). o herói. no fundo. perito em sua especialidade. e continueis aprendendo. impondo um padrão ao moço. descobri por vós mesmos a maneira de refletir sobre um problema. Nessas condições.

(…) (A Suprema Realização. livre de qualquer espécie de imposição. É este o nosso trabalho como educadores. que o próprio educador necessita de educação . pág. num sistema educativo. pág.krishnamurti. tem certa utilidade. (…) (Debates sobre Educação. 9) http://www. em primeiro lugar. pág. Tendes. (Idem. (…) (A Arte da Libertação.Seleta de Krishnamurti (…) É bem evidente.. (…) Asseguro-vos que a apreciação e o amor da beleza. 109) É muito importante ter bom gosto. (Idem. criadora. não é de grande relevância. um técnico insensível. a nossa resposta é total e não parcial. pág. 34) Aprender. porque o ambiente doméstico é tão importante como o ambiente escolar. que são condicionadas. só pode dizer-vos: Olhai. 9) A função primária da educação não é a de libertar a mente de suas próprias experiências. pág. os três. o coração e o corpo estão. sem dúvida. Mas o ato de aprender requer uma mente muito ágil. psicologicamente. mas não aquela desmedida importância que os entes humanos lhe atribuem. 98) (…) A educação não vai só até à idade de vinte e um anos. que chamamos Deus ou a Verdade? (Idem. pág. (…) (Idem. Se compreendermos plenamente que cada um. amigo! Olhai na direção que estou indicando (…). impessoal. desde a infância. objetiva. Temos de aprender a arte desta responsabilidade. Sentido Vulgar e Transcendente Aprender não é acumular conhecimentos. a boa literatura. pág. então a responsabilidade torna-se amor a que nada resiste. Passamos. 1ª ed. cheia de atividade e de riquezas. e a isso chamamos educação.e o educador sois vós. por conseguinte. não ensina. 34) Quando compreendemos que representamos toda a espécie humana. então o desabrochar acontece naturalmente. mas de como pensar lucidamente. é o mundo. (…) (Idem. pág. ou um homem inteligente e cheio de sensibilidade. ter ensejo para apreciar a beleza. porém. de maneira fácil e em plenitude. nunca é estática. O conhecimento. debaixo de coerção e disciplinas. mas dura até a morte. A responsabilidade tem então um sentido inteiramente diferente. Disciplina. 97) Ora. é esta a nossa responsabilidade. pela escola e pela vida. é sumamente importante e sem ele nunca se poderá achar a “coisa real”. a fim de proporcionardes ao vosso filho o ambiente adequado. em completa harmonia. a boa música. não pode intimidar-vos. porém estimula o aluno a aprender. e não grosseira e pesada.org. de vos transformar a vós mesmos. pág. e a profissão de educar assume então na vida toda a sua grandeza. e provavelmente vereis (…). pág. 18-19) Quando a mente. está sempre em movimento. (…) (Cartas às Escolas I. porque o ambiente fará dele ou um bruto. (…) o verdadeiro instrutor. para que possa haver uma vida criadora e se conheça aquela coisa inexprimível. O instrutor não pode forçar-vos. 19) Se compreendermos o verdadeiro sentido da palavra responsável e o que hoje se passa no mundo. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. 146) O pleno desabrochar da mente só pode acontecer quando há percepção clara. Não se trata de o que pensar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Idem. pois. (…) qual a verdadeira função do instrutor? (…) O que pode fazer é dizer: olhai nesta direção. A vida é como um rio. 228) Pergunta: Um instrutor pode ajudar-nos a despertar a intuição? Krishnamurti: (…) Há diferentes espécies de instrutores. vemos que a responsabilidade se tornou irresponsabilidade. (…) viver. Qualquer cérebro eletrônico é capaz de acumular conhecimentos. para que a mente se torne muito sensível. pág.

(Idem. a chamada cultura. é necessária intensa curiosidade. 10) O que compreendemos por aprender? Geralmente é entendido como memorização. 1ª ed. escrita. Não é uma mente capaz de atuar. o “movimento do aprender” implica um estado em que a mente nenhuma autoridade tem. armazenamento para uso. Para compreender esse “eu” tão sutil. as duas coisas são incompatíveis. por que está funcionando num estreito canal. sem jamais acumular. cristãos. um movimento constante. Esse movimento é o “eu”. (…) (Idem. não só acerca de coisas exteriores e de fatos científicos. da vida. 101-102) Para aprendermos sobre o que somos. com clareza. aprender.krishnamurti. (O Homem e seus Desejos em Conflito.. porque “o que somos” é uma coisa que está constantemente a mudar. um perene fluir. a forte corrente. rejeitar o que é falso e perseguir o verdadeiro. aprende a todas as horas. Aprender implica um movimento não acumulativo (…) Só há movimento quando há um constante fluir. de aprender. deixa de haver o aprender. (…) Só se aprende quando há um movimento. pág. 166-167) O conhecimento se adquire. uma coisa dinâmica. 1ª ed. isto é. que é uma coisa muito diferente. o que geralmente chamamos “aprender” é exatamente esse mesmo processo de adquirir novas informações e acrescentá-las ao “estoque” de conhecimentos que já possuímos. Ao se dar demasiada importância ao conhecimento. corrompida pelo passado. Então qual a diferença entre nós e o computador? O computador deve ser programado. comunicação. estagnada.org. pág. Quanto maior o número de informações acumuladas. como conhecimento. aprender. versátil. ou seja. nenhuma experiência. pág. O “movimento do aprender” implica um estado em que a mente não tem. pág. O aprender independe de qualquer aquisição. 146-147) Quando é que aprendemos? Não me refiro à acumulação de conhecimentos. cessando. budistas. pág. pág.essa mente é incapaz de aprender. O cérebro eletrônico acumula conhecimentos. especializado ou não. (Idem. ao passo que o aprender é um movimento constante. 1985. que tem uma tradição ou conhecimentos acumulados . (…) Por “aprender” entendo um movimento não acumulador. exploração ou compreensão. que estamos lidando com um movimento sempre vivo. por conseguinte. quando vedes uma coisa nova e não a traduzis em termos de “conhecido”. A mente “inocente” percebe instantaneamente. comunistas e tudo o mais.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Last Talks at Saanen. (…) Por “aprender” não entendo acrescentar ao que já se sabe. (…) Porque só a mente que está aprendendo é nova. Cessa o aprender quando só há acúmulo de conhecimentos. que não é um processo “aditivo” ou “aquisitivo”. Espero tenhais visto bem claramente este fato. Também fomos programados de várias maneiras: tradição. etc. E é isso o que o aprender implica. cheia de energia e de vitalidade. conhecimento de idioma. 167) (…) Ora. pág. mais segura. Os modernos computadores podem fazê-lo melhor. possui conhecimentos. à ação completa. Todo conhecimento supõe alguma autoridade. ao passo que a mente que está apenas adquirindo conhecimentos é velha.. E programados igualmente como hindus. mais certa se torna a mente. mas também a respeito de nós mesmos. sem acumular. que traduz. acumulação. (O Homem e seus Desejos em Conflito. portanto. o passado põe fim ao aprender e. pelo contrário. o aprender. sem nenhuma atividade de acumulação. 167) (…) A mente que está aprendendo é uma mente “inocente” . 72) Não há o “movimento de aprender” quando há aquisição de conhecimentos. (…) (Ensinar e Aprender. (A Questão do Impossível. conhecimento. leitura. Existe diferença entre o aprender e o adquirir conhecimentos. contraditórias. por conseguinte. a mente nova pode ver as coisas de maneira nova. pág.Seleta de Krishnamurti A mente que interpreta. guardada como conhecimento. 167) Falamos também sobre o aprendermos a respeito de nós mesmos. que é aprender. (A Suprema Realização. Só se pode aprender quando não há nenhum apego ao passado. 21-22) Não sou contra o conhecimento. e a mente que se fortificou na autoridade do conhecimento de modo nenhum pode aprender. a experiência trazida do passado em nada pode ajudar-nos. pág. mas não pode aprender. persistente http://www. e só essa mente é amadurecida. de investigação. São extraordinariamente rápidos.

153) Julgo haver um aprender de espécie diferente. (…) nunca disposta a aceitar a autoridade e avaliar segundo essa autoridade. têm de estar altamente sensíveis. (…) Porque a mente que está aprendendo está sempre nova. de seu “eu”. Quando se está aprendendo. (…) (O Homem Livre. pág. (Idem. pesadamente alimentado de carne e de vinho e tentar meditar . sensível e inteligente. não pode haver julgamento e não pode haver avaliação. é sempre uma mente indagadora.só nesse estado há possibilidade de aprender. (…) Mas. necessitamos de muita humildade. e é inocente. 1ª ed. porque está sempre aprendendo. senão à deterioração da mente. a meu ver. evidentemente. pág. (…) há instrutor e discípulo. e minha mente é sempre sensível.org. “aprender” tem dois significados: aprender para adquirir conhecimentos. (…) veremos que a mente tem de estar altamente desperta. ou aprender acerca de mim mesmo. (…) Não ides aprender nada deste orador (…). porque não há ninguém para nos ensinar. pág. atua-se (…). 203) Nesta arte de aprender . O que sabe é coisa passada. A outra forma de aprender . a mente está sempre atenta e nunca acumulando.que é o estado da mente que está sempre pronta a reconhecer que não sabe .na qual se acumulam os conhecimentos registrando somente as coisas que são http://www.Seleta de Krishnamurti vigilância. Quem diz “eu sei”. (…) não há acumulação em que nos basearmos para julgar. seguidor nem guru. (O Homem Livre. penso que só nesse estado de humildade completa . pág. a insegurança. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. não só a mais confusão. (…) (La Totalidad de la Vida. e. acumula-se uma grande quantidade de informação em forma de conhecimentos e. 153) Antes disso.é observar sem a companhia do conhecimento prévio. (…) (Fora da Violência. pág. posso observar. Podemos. 13) Nós estamos aprendendo. 1ª ed. o (…) amanhã. pois.krishnamurti. 33) (…) Expressemo-lo de outro modo: aprende-se algo de memória. 102) Penso existir um “processo” de aprender sem nenhuma relação com o desejo de ser ensinado. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .o pensamento . mas também o corpo. teme o desconhecido. essas maneiras de aprender conduzirão. 53-54) Não apenas a mente. O aprender requer liberdade. só estamos aprendendo e adquirindo conhecimentos com o fim de nos ajustar a um certo padrão. indolente. (Fora da Violência. 32) Assim. (…) que é investigação de nós mesmos e em que não há mestre nem discípulo. (…) (Idem. não podemos então ser ensinados. Não se pode ter um corpo embotado. Dessa maneira.. rejeitar completamente a autoridade. o que sabe e o que não sabe. pág. temos de compreender o significado da palavra “aprender”. 20-21) Não há aprender quando a mente espera ser ensinada e trata tão só de acumular conhecimento na forma de memória. (O Mundo Somos Nós. nova.não possa em nenhum momento interferir. compreensão não acumulativa. de modo que isso se armazena como conhecimento no cérebro (…). porque teme a incerteza. quando se vai à faculdade ou à universidade. Recomendável seria tratarmos de compreender (…) a falsidade dessa distinção (…). 121) Apega-se à autoridade. condenar e comparar. morta. Vendo-nos confusos. (…) (A Mente sem Medo. avaliar. para considerarmos a questão do aprender (…). A investigação não pode então basear-se em autoridade alguma (…). por sermos tão escravos dos hábitos. (…). realmente não sabe. É uma mente jovem. de modo que o passado . de acordo com esses conhecimentos. Portanto. aprender pela observação de sua própria psique.à qual estamos muito pouco acostumados. nossas atividades e sentimentos de cada dia. por conseguinte. inteligência esta que não nasce do conhecimento. Ao começarmos a investigar o funcionamento da própria mente. requer grande curiosidade e. ao observarmos o próprio pensar. paixão. para aprender. a fim de que eu possa funcionar com o máximo de eficiência em certos campos. não raro desejamos encontrar alguém que nos ajude a viver sem confusão e. pág.não faz sentido. espontaneidade. olhar algo como se fora novo e o olhássemos pela primeira vez. No processo de ser ensinado. da tradição e de toda classe de conformidade . por conseguinte. pág. invariavelmente. também. porém. pág.. intensidade.

nada mais podemos aprender. 106) O aprender está no agir e não no ser ensinado (exceto tecnologicamente. 215) A arte de aprender dá esta clareza extraordinária. (Idem. E a esse ponto temos de chegar (…). Aqui não há instrutor nem discípulo. E. (Ensinar e Aprender. se arranharmos a crosta do conhecido. Nós estamos aprendendo quando estamos examinando. tudo isso significa a intensificação da energia do “eu”. (Visão da Realidade. e quando escutais há atenção. portanto. quer esse sentimento se identifique consigo mesmo. para aprender. (…) me adula. (…) (Idem.Seleta de Krishnamurti indispensáveis a uma ação eficiente . não encontramos nada. escutando.). em vez de “ter aprendido” e agir. o cérebro emprega os conhecimentos onde a função e a destreza são necessárias e. a destreza gera o sentimento da própria importância. Já não são hindus. é o aprender não é acumular . só a mente que está em silêncio. depara-se-nos o vazio. mas. necessita-se de silêncio. por certo. Esta ocorreu quando ela negou o tempo. da estrutura egocêntrica. ainda assim. É muito árduo achar-se tão totalmente alerta que se registre só o que é necessário (…). não obstante. acumulando . (Idem. porém. (Idem. Esse aprender torna-se uma alegria. essa ação não é mecânica e. sem essa claridade. Se caminhardes com a luz de outrem. e porque não há compaixão. desse silêncio (…). tenho de ser ajudado a compreender o cérebro eletrônico. Não há guru de espécie alguma. depois. um deleite (…). (Viagem por um Mar Desconhecido. que. (…)opiniões e conclusões. O seguidor destrói a verdade. 22) (…) Pois estamos sempre satisfeitos com o conhecido. Eis por que devemos compreender o que significa “aprender”. Esse processo. nem cristãos. pois sua única preocupação é obter conhecimento e não aprender. à própria experiência.e isso não é o mesmo que ter aprendido e. e uma grande destreza na ação. (Idem. pág. (…) Impende compreender a psique da pessoa em que se deu a mutação. (…) como agirão nesse novo estado? (…) Descubram-no vocês próprios. por exemplo. Assim transformados. 107) Só aprendemos quando a mente está de todo quieta. Vocês superaram o passado. pág. o vácuo. Os dois movimentos são inteiramente diferentes. é ação sem causa. estais escutando o que se está dizendo com idéias. tanto quanto o guru a destrói. vós tendes de aprender. 106) O que agora estamos fazendo é “aprender agindo”.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . é muito importante que saiba a mente viver de modo integral dentro desse vazio. pois.é ir aprendendo. Estamos vendo. tecnologicamente. 215) Alguns dos alunos desta escola já estão envelhecidos. O aprender encontra-se fora do tempo.krishnamurti. São dois processos completamente diversos.não se registra nenhuma reação psicológica. O que outro ensina não é a verdade. pode aprender. etc. o cérebro está livre para não registrar na área psicológica. Se não há um despertar da inteligência (…) Essa inteligência tem sua própria ação. Eis a beleza do aprender. e o aprender está no agir. me chama disto (…) não há registro. 215) Registrar e.só então existe aquele esforço criador. e vós mesmos é que tendes de iniciar esse aprender. o que é sempre um fator de distorção. pág. não registrar. pág. pág. Por conseguinte. mas ao mesmo tempo em plena atividade. Alguém me insulta. porque vós não estais sendo ensinados. ou seja. Além de certo limite. O sentimento da própria importância nega a clareza. pois nada há que aprender. requer-se o escutar. opiniões. (…) observando . pág. observar. Ninguém pode ensinar-vos. o conceder importância ao nome. quer com um grupo ou nação. de modo que não haja desenvolvimento do “eu”. a destreza se tornou tão importante. aprender agindo. 81) Para aprender. ou se estais comparando o que ouvis com o que outro disse. Só podeis aprender. Porque cada um tem de alumiar seu caminho com sua própria luz e não com a luz de outrem. não há aprender. A estrutura do “eu” aparece somente quando há um registro de tudo aquilo que não é necessário. podendo expressar-se http://www.org. (…) não há mais o experimentador aprendendo. em seu todo. (A Suprema Realização. pág. Sem claridade não pode haver compaixão. 204) Só quando a mente se acha nesse estado de vazio em que não há conhecimento. não há instrutor que possa ensinar-nos. atenção e observação. (…) Se. pág. Escutar é um ato silencioso. pág. ela vos levará à escuridão. com conhecimentos anteriormente adquiridos.

observando. (…). .e por isso existe conflito perene. senão que aprende através da observação de sua própria mente. não são coisas separadas. etc. não se pode viver. 49-50) (…) Muito poucos no mundo somos disciplinados. (…). não está interpretando “o que é” em conformidade com os seus desejos. manter o pensamento numa certa direção. (…) ajustamento. liberdade é algo que a maior parte de nós não quer. pág. aqui. 23) Disciplina não significa reprimir e controlar. pela sociedade. (…) (A Questão do Impossível. quer se trate de disciplina imposta. não baseada no medo. e há o contrário: rejeitar o ajustamento.há apenas seguimento.tal é a vida baseada na obediência e no ajustamento. pelo exercício da vontade. já que requer muita atenção. significa que a mente vê “o que é” e aprende de “o que é”. seus particulares prazeres. que fizeram experiências na Inglaterra e noutros países. aprende de suas próprias ações. quer de autodisciplina.. sim. vendo realmente “o que é”. (…) aquele cuja mente está aprendendo . de toda imitação. (La Llama de la Atención. nem tampouco ajustamento a um padrão ou a uma ideologia. pág. (…) no sentido de estar aprendendo. 21) A disciplina imposta pelos pais. (…) Mas. subjugar. memória. não a vamos empregar com o sentido de aprender de outro. a um dado padrão. pág. (…) (O Mundo Somos Nós. mas disciplina consistente de alguma espécie de advertência. (…) Entretanto. (…) (O Descobrimento do Amor. A palavra “disciplina” deriva do vocábulo discípulo. a ajustar-se a um padrão mais nobre. supõe-se que vós não sabeis e tendes de aprender dele. 24) Como sabem. é fácil perceber que há necessidade de certa disciplina na vida . E esse aprender requer certa disciplina. ou de um guru. ou seja.Seleta de Krishnamurti através de vários talentos e artes. experiência. se nenhuma disciplina existe. O próprio ato de aprender é. (…). é ajustamento. com o significado de observar a si próprio. mas como exercê-la? Krishnamurti: É fato. 122-123) A palavra disciplina. pág. (…) Onde há amoldamento. de um predicador. e instantaneidade da ação. de um mestre. pág. sem causar mais sofrimentos. pág. percebese que ela é uma forma de ajustamento. (…) (O Homem Livre. significa aprender. (Idem. etc. pág. pág.krishnamurti.org. pelo exercício. vigilante. Contra esse ajustamento vem a revolta . 97) A palavra “disciplina” significa aprender de um homem que sabe. senhor. em si. compreende-se também o que é disciplina. este se rebela.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…). (Fora da Violência. interior ou exterior. nas quais as escolas não tinham disciplina de espécie alguma. (Idem. mas. Essas escolas não ignoram. “aquele que disciplina” e “aquilo que é disciplinado” . Desejamos libertar-nos de http://www. Na disciplina há divisão. obediência e imitação. permitia-se às crianças fazerem o que bem entendessem (…). grande energia e “intensidade”. pág. (…) (A Questão do Impossível. pelas organizações religiosas. (…) A liberdade e a disciplina se acompanham sempre. 24) Compreendendo-se a liberdade. no sentido de orientação. O próprio ato de aprender é disciplina. de seu próprio coração. obediência. porque. não com rigorosos deveres e proibições. 204) (…) O que se entende por disciplina? Conheceis o significado comum dessa palavra: controlar.não de uma pessoa particular. etc. naturalmente. (A Arte da Libertação. forçar o pensamento. 24) Pergunta: É evidente que deve haver alguma espécie de disciplina nas escolas. A observação de si próprio exige uma disciplina em que não haja repressão. imitação. ajustamento a um padrão. nunca existe o ato de aprender . moldagem da mente. seu condicionamento. ou por meio de livros.o pai quer obrigar o filho a fazer certas coisas. E para aprender acerca de alguma coisa (…) é preciso disciplina.disciplina que não seja mero conformismo. o que liberta de toda repressão. disciplina. 8687) Quando se examina a (…) disciplina. E nós nos rebelamos contra essa disciplina. para fazer o que se entende. (…) A mente que está aprendendo. que as crianças necessitam de alguma espécie de disciplina. A disciplina supõe resistência. na sua raiz. pág. sugestão ou alusão (…). A mente é então sobremodo desperta.

inocentes. (…) quando jovens. 50) No momento em que encontramos alguém capaz de dar-nos o saber. que não é a disciplina do soldado. só que expressam isso com mais sofisticação. Mas nós estamos muito interessados no problema da transformação. pois do contrário seriam já velhos. (…) (Idem. o que é essencial para os velhos e para os novos é que vivam integralmente. Somente você mesmo http://www. das necessidades ou das pressões imediatas (…). estão cheios de idéias revolucionárias. investigamos. (…) (Novo Acesso à Vida. cheios de descontentamento. da busca.Seleta de Krishnamurti determinada coisa. Para se viver integral e completamente é necessário liberdade (…). (Idem. seja em suas almas. certeza.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . enveredamos por diferentes caminhos. de seus psicólogos. à semelhança de nós outros. pág. fugas para a Índia. pág. É o que acontece com a maioria de nós. (…) estão perdidos. então viciam-se em drogas e na bebida. descontentes. (…) Por exemplo. 51) (…) Para os jovens. os moços. p. (O Mundo Somos Nós. 81) Não estou interessado em guiar-vos (…) para adotardes determinado padrão. existe um espírito de indagação que vos faz desejar a verdade relativa a qualquer coisa. um método de ação. 49) Jovens. pág.org. jovens. buscando o saber. e os velhos são aqueles que estiveram descontentes outrora. (…) de vida. esperando que isso produzirá a transformação. pág. mas se estabilizaram. o esclarecimento. pág. (…) da velha geração.a liberdade exige uma disciplina tremenda. se têm qualquer grau de vitalidade. não? (…) no momento em que me junto a um grupo. (Perguntas e Respostas. de um casamento rico. pág. um Mestre que possa ajudar-nos a sair do nosso descontentamento e pôr fim à nossa busca (…). não é fazer o que apetece . para gurus. Querem segurança. tornando-se apenas desejo de um emprego melhor. para encontrar alguém que lhes diga o que fazer . de um diploma. (…) Mas ninguém pode servir de guia. (…) (Idem. o que as gerações mais velhas fizeram do mundo é aterrador demais. Distinção Psíquica. de uma nova cultura. A virtude não é imitação. sereis então os regeneradores do mundo. Liberdade não é licenciosidade. Mas. nem pode iluminar ninguém. Não há lugar para eles. Eles não conseguem isso de seus pais. (…) (Idem. e só pode haver liberdade quando há virtude. 72) Eles vão lá. submetem-se e aceitam a autoridade dos mais velhos. Idosos. (…) Sem dúvida. (O Problema da Revolução Total.isso é tudo o que eles querem. que é a própria chama da indagação.alguém em que possam confiar. dos padres (…). pág. (…) Têm de ser assim. Física Irrelevante Pergunta: Tendes uma mensagem especial para a juventude? Krishnamurti: Senhores. os criadores de uma nova civilização. a virtude é o viver criador. que sois jovens. (…) e se não estais presos pela tradição.krishnamurti. para eles. procuramos um guru. o mundo é cruel demais. (…) Por conseguinte. (…) permanência. sem saber. todos os tipos de coisas estão acontecendo com os jovens no mundo: comunidades. 80) Se em vós. somos muito insatisfeitos. acaba a nossa insatisfação. acaba-se o descontentamento. 80) Como dizia. tateamos.esse descontentamento baixa de nível na mediocridade. 81) O descontentamento. há muita diferença entre os jovens e os velhos? A juventude. da compreensão . seja em seus empregos. se os jovens não têm aquele descontentamento revolucionário. porque (…) estão igualmente confusos (…). a geração mais velha está na mesma posição. Querem certeza nas idéias. e os gurus lhes dão a sensação de que estão sendo protegidos e guiados . pág. (…)(Idem. os jovens também desejam segurança. (…) da repressão e do conformismo. e ficamos a seguir tal padrão de pensamento durante anos e anos. 72) De igual modo. completamente. são já velhos. orgias sexuais. nas relações ou na propriedade.

serem verdadeiros revolucionários . (Idem. Mas. Desse modo. Desejais um emprego. frustração constante. pág. (Ensinar e Aprender. (…) Entenda isso de uma forma bem profunda (…). (Idem.o que significa não aceitar coisa alguma. Se trabalharmos com este empenho. funciona apenas pelo hábito. se atentardes bem. faremos nascer a claridade dentro de nós. ainda que os chamem por um nome diferente. como uma máquina que trabalha sem cessar? A psique se mantém adormecida. Julgais possível preencher o vosso vazio com a obtenção do que desejais. viva. da idéia de segurança. (…) Em primeiro lugar. Será a idade adiantada apenas um hábito? Já repararam em como os velhos comem. que liberta. Para fazerdes vir a vós a Realidade ou a Verdade. (…) Ensinai-me a enfrentar a velhice e a morte com serenidade. se compreendêssemos a frustração e todas as suas conseqüências. pág. pág. da nova geração. 21) Se considerarmos atentamente todos esses problemas (…) A única solução para o conflito e a confusão é. vocês estarão perpetuando o mesmo velho mundo de miséria e destruição que sempre existiu até agora. 20-21) Porque há vácuo em vós mesmos. (Idem. 21) É no próprio problema que está contida a solução. não o podeis (…). é preciso que abandoneis as tentativas de o preencher. (Idem.econômica. ou por haver repetição no próprio viver. pág. e a velhice e a morte se vão aproximando inexoravelmente. sadia. (Idem. (Idem. mas inquirir sobre todas as coisas a fim de descobrir a verdade. afinal. não sabemos o que fazer na crise atual (…)” Krishnamurti: Há muitas questões encerradas nessa pergunta. isso é possível.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . sou contrariado (…). no entanto.krishnamurti. e espiritualmente vazios. sentis-vos derrotados (…). jovens. forte e. Isso é velhice? Ou velhice é a deterioração da mente? Uma pessoa pode ser jovem.org. Assim sendo. pág. Desejais uma coisa e não a obtendes. Isso é o que amedronta velhos e jovens. 73-74) Por que envelhece a psique? Ela tem mesmo de envelhecer? Penso que não. (Uma Nova Maneira de Viver. descobrireis que jamais podereis preencher esse vazio. sentimo-nos frustrados. psicologicamente. só poderão criar um mundo totalmente diferente se forem educados para serem livres (…). pág. sem jamais perdê-la em decorrência do hábito. é necessário que estejais livres de todos os vínculos (…). enquanto são jovens. ilesa? Poderá ela conservar essa vitalidade. O líquido estará sempre a vazar (…). Ambiciono poder e posição. 21) Mas. pág. (…) Isso é um fato psicológico. Krishnamurti: Que se entende por velhice? (…) O organismo físico evidentemente se gasta pelo longo uso. Há. Tentar enchê-lo equivale a querer encher um balde furado. todas essas questões poderiam ser resolvidas de modo relativamente simples. o que impõe a destruição de quanto construíram.Seleta de Krishnamurti pode fazer isso. (O Homem Livre. se sua mente já estiver encaminhada para a deterioração. por velhice? (…) Referimo-nos ao estado da mente que envelheceu por não ter http://www. portanto. 34) Pergunta: Um dia sucede ao outro. não o conseguis (…). 161) Que se entende. é muito importante. pág. de exigências da família e de responsabilidades? Por certo. mas você deve ficar completamente só. como falam? Será possível manter a psique extraordinariamente jovem. e não fora dele. Só então poderão criar um mundo novo. 162) Pergunta: Muitos jovens já me têm dito: “Sentimo-nos frustrados. sentis-vos vazios . (O Verdadeiro Objetivo da Vida. Por isso. Desejais desposar uma dama. a Verdade. Caso contrário. 22-23) Que entende por “envelhecer”? Envelhecendo por longa permanência no trabalho? Envelhecendo em termos de rotina. pág. pág.72) Vocês. pois. que é esse vazio? (…) Para o compreenderdes. ser velha. é rápido o envelhecimento do corpo. de tédio? Que quer dizer ao aludir à idade? O que o torna mais velho? O organismo vai-se desgastando? Por que motivo? Será em virtude de doença.

Não podemos ficar inertes (…). o que é importante para vós é que observeis a vós mesmos. temos de investigar o que é a ação em liberdade. 162) (…) Ora. pág. Senhores. 82) A atividade criadora é gerada pela liberdade. (…) garantias confortadoras. e. (Idem. (…) “meu deus”. 86-87) Assim.org. (…) Pode a mente libertar-se de seu condicionamento. de vossas ações. “minha tradição”. uma vez que tanto os mais velhos como os jovens não estão bem cônscios do que estão fazendo.educação que não seja simples conformidade a um padrão (…). e ao mesmo tempo estar cônscio de minha família. não aquela carregada de conhecimentos e. e os moços querem também a segurança. não podemos ficar na simples imitação. Eis a mente que não é jovem. pág. inocente. (Debates sobre Educação. e como pode ela tornar-se viçosa (…)? (O Homem Livre. e só pode haver liberdade quando há virtude. temos medo (…). querem resultados instantâneos. (…) Mas. 162) Não importa se o organismo físico é novo ou velho. seguir Marx. “minha crença”. sejamos mais velhos. e imediatamente a fazem também. a divisão entre velhos e moços é um tanto absurda. os jovens são impacientes. este é que é o nosso problema (…). para imitar. Deixareis então de praticá-las. e a virtude não é resultado do processo do tempo. como pode a mente tornar-se nova. pág. pág. (Idem. para tudo o que conhece. Uns velhos põem turbantes. pois. portanto. (Idem. ou a Bíblia. (…) Seria possível morrer para “minha casa”. pág. purificada? Compreendeis (…)? (Idem. sabe-se que os jovens são grandes imitadores (…). e os jovens põem também uma veste sagrada.Seleta de Krishnamurti “inocência”. em nossa existência de cada dia. na maioria. Já não notastes como as crianças gostam de vestir-se de modo igual? (…) É forte nos jovens o processo imitativo. “minha necessidade”. fresca. Assim. por isso.” Não são. e os moços dizem: “Nós somos a nova geração. e os jovens põem também turbantes. 161) Quais são os fatores da deterioração? (…) Só a mente pura pode aprender. Nunca vistes pessoas mais novas fazerem a mesma coisa? (…) Krishnamurti: Ora. (…) do céu? (Idem. Como disse. Embora. para descobrir a realidade. e. São o mesmo que macacos. quando observam os mais velhos. influências que me formaram. A preservação dessa energia para a investigação. A virtude vem quando começamos a compreender o que é. pág. e podem também libertar-se as células cerebrais (…) que têm seus próprios padrões de reação? (A Importância da Transformação. para mim. a mente se acha velha quando está fixada. se põe a imitá-los. (Idem. pág. a maturidade não reside na idade: vem com a compreensão (…). pág. (…) (Idem. Para compreender tudo isso. que estejais cônscios de vós mesmos. diferença essencial entre velhos e moços. requer muita educação . 82) Temos de aprofundar esta questão da seriedade. Estamos colhidos no movimento do que foi. o círculo vai-se dilatando cada vez mais. (…) A mente está velha quando não é “fresca”.krishnamurti. o mundo se encontra em tamanha desgraça porque não existe aquela capacidade de criar. Vêem alguém fazer uma coisa. e isso significa http://www. Para vivermos criadoramente. pág. fresca? Pode renovar-se a cada momento. 82) Logo. num círculo de medo. 38-39) O investigar requer paciência. só se morrer para o passado. E pode a mente tornar-se nova. pág. quando só pensa em termos de passado (…). nós somos infantis. (Novo Acesso à Vida. Os que são velhos buscam a permanência. porque a vida é um movimento em ação. 162) Pergunta: Dizeis que as pessoas de idade estão sempre inquietas (…). de modo que nunca envelheça? Ora. moldada. 82) Não há. da beleza de uma árvore. compulsões. ou o Bhagavad-Gita. já velha. (…) de uma flor. (…).br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . para todas as impressões. 86) Os mais velhos põem uma veste sagrada. a maturidade não é questão de idade. funcionando numa rotina. pág.

criancinhas. segurança. (…) É também isso o que ocorre quando vocês dependem dos pais ou dos professores. É uma coisa natural.Seleta de Krishnamurti que ainda não compreenderam o processo total do viver. vigilância. Se se compreender a totalidade do viver. 1940. À mesma lei então sujeitas as aves e todos os animais.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . então. pág. Se não tiverem alguém em quem se apoiarem. e eu estarei perdido. como a dependência do fumo. pág. não dependem interiormente dessa pessoa? Enquanto forem crianças. é algo criado pela mente. (…) (Idem. pág. pág. (O Verdadeiro Objetivo da Vida. como resultado dessa dependência. gera (…) possessividade. Liberdade Quando somos muito novos. há medo. 71) Mas o que acontece geralmente? À medida que vocês crescem. que lhes dê a sensação de conforto e segurança. e. pág. a maioria das pessoas ainda continua apegada a alguém (…) a ser dependente. surge o temor. mas se vocês observarem isso de perto. de um hábito psicológico de pensamento. (…) (A Questão do Impossível. estão mutuamente relacionadas. (Idem. pág. essa sensação de dependência continua a existir (…). mas. e é certo. de sua professora. 72) Há dependências físicas de que podemos tornar-nos cônscios (…). e não amor. 72) A maioria de nós tem medo de ficar só. (…) (Debates sobre Educação. É natural. pág. de explorar e descobrir todo o significado da vida. 72) Quando cresce. Onde há dependência. de uma relação. 115) Ora. Ocorre o mesmo com um guru. se. frustrações. Elas se sentem perdidas. Estas têm de ser observadas mui atentamente. as relações com outrem estão baseadas na dependência econômica ou psicológica. Mas. mas me refiro especialmente àquela dependência psicológica de outrem que é a manifestação da ânsia http://www. medo de sentir profundamente. (…) dependência de uma pessoa. Em seguida. verão que dependência é medo. Precisamos de proteção. (…) de que alguém está cuidando de vocês. Eles precisam cuidar de vocês. carinhos. (…) conforto. pág.krishnamurti. alimentá-los. para a maioria de nós. as pessoas se sentem sós (…). (…) A dependência faz-nos embotados. 52) A dependência econômica de outrem pode talvez ser eliminada pela legislação e organização adequada. mas não é Deus. de ser livres. dependemos da mamãe para ganharmos nosso leite. das drogas. orientação. pág. Por isso essas pessoas dizem que amam a Deus. de seus filhos ou de seus próprios pais? (Idem. inteiramente diferente da ação imediata da impaciência.org. mas removam o ideal. insensíveis. Essa dependência cria temor. e elas dependem daquilo a que chamam Deus. não amor. já que se interpenetram. Não observaram já em pessoas mais velhas. (…) de pensar por si mesmo. (…) a crença. onde há medo. vesti-los e abrigá-los. Emancipação. ou entrego-me a um ideal. Vocês precisam ter a sensação de segurança. suspeitas. (Palestras em Ojai e Sarobia. virá uma ação instantânea. 165) Quando vocês dizem que amam alguém. em seus pais e professores? Notaram como eles ainda dependem emocionalmente de suas esposas ou maridos. que isso ocorra quando vocês são jovens. medrosos. depois de crescermos. Essa dependência que temos em relação aos outros é chamada de amor. e isso me dá grande conforto. Creio em alguma coisa. (…) A dependência a que me refiro é a dependência psicológica. 72) Fazemos o mesmo com um ideal ou uma crença. de seus guardiães. isso os tornará incapazes de pensar. continuamos dependendo de alguém para nossa felicidade. dá lugar a atritos. Paternalismo. (…) (A Questão do Impossível. a busca psicológica de proteção. (Idem. não é o desconhecido. 18) Dependência. se continuarem dependentes depois de maduros. há autoridade. as diversas formas de dependência psicológica. naturalmente dependerão de seus pais. da bebida e outros estimulantes físicos de que dependemos psicologicamente. de uma crença.

Só existe o sentimento de solidão quando sentimos medo. pág. 5051) Porque nos acostumamos a arrimar-nos a outros. (…) (Idem. a dependência que constitui o problema. Sentimo-nos inteiramente perdidos. de http://www. por vós mesmos. (…) e. (Idem. mas. em busca de uma maneira de vida (…). estar totalmente livre de toda dependência? (…) (Transformação Fundamental. da oração. Tem a mente possibilidade de libertar-se dessa idéia de dependência? Com isso não quero dizer que a mente deva conquistar a independência . 71) Mas. como agir. tendes medo. (Idem. 156) Eis. (…) a um grupo (…) padrão de ação. 52) Não sei se já notastes que quase todos nós desejamos certa espécie de segurança. dependência de capacidade (…). interiormente. 55) Ao vos observardes interiormente. para nossa felicidade. inseguros. 70) Como dizia. (…) de alguém em quem possamos amparar-nos. pedimos a outrem uma norma de conduta. pág. se sou capaz de perceber o fator que é o meu depender de uma pessoa. quando existe temor. (…) precisamos de quem nos ame. pág. inconscientemente. por que dependemos e fazemos da dependência um problema? (…) Qual é. encontra-se aquela dependência psicológica. pág. que na base dela está o medo. pela felicidade. e onde há temor. (…) protegido. posso em algum tempo estar em segurança. Ora. exterior e interiormente? Que segurança haverá. pois. podeis ver. 69) Por que é que dependemos? Psicologicamente.o que só seria uma reação à dependência. vosso marido ou vosso guru. pág. cheios de medo. procuramos instrutores. esse fator mais profundo? É a mente detestar e temer a idéia de estar só? E será que a mente conhece esse estado que está evitando? (…) (Idem. temos medo. (…) (Idem. estais completamente cegos. (…) (Idem. quando não sabemos que fazer. (Transformação Fundamental. incertos.Seleta de Krishnamurti pela satisfação pessoal. não estais sós. E daí surge o temor (…). em algum tempo. ora desejo de ser pessoa importante (…)? Como dissemos. (…) (Novos Roteiros em Educação. pág. pois. 69) (…) Talvez. (…) (Idem. um sistema. etc. não descobris dois princípios ativos: o medo e o prazer? Não vedes que o prazer assume diferentes formas . a depender de outros para nos guiarem e ajudarem. pág. sem saber que fazer. dependente de alguma pessoa .br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . temos a possibilidade de libertar-nos dessa dependência? Porque. gostamos de ser possuídos. (…). pág. o que a dependência implica. em absoluto. medo e prazer constituem nossos principais movimentos (…). existe alguma segurança nas minhas idéias? (…) (Idem. se meu banco falir amanhã. de Deus. que pensar. quando nos vemos entregues a nós mesmos ficamos confusos. Onde existe amor.vossa mulher. pág.ora é busca de Deus. 53) (…) Sempre que dependemos. 156157) Um dos nossos numerosos problemas parece ser o da dependência . pág. no nível mais profundo. (…) Gostamos de pertencer a alguém. talvez então possamos descobrir que não é. E a questão é: Pode a mente. (…) (O Novo Ente Humano. e porque. Desse modo. não há amor.org. Como a criança que se agarra à mão da mãe. vos tornais apegado. 51) (…) Mas. uma filosofia. que ela é apenas um modo de fugirmos a um fato mais profundo. por maiores que sejam as defesas que tenho.krishnamurti. 69) Naturalmente. dependemos de uma crença. se pudermos examinar este problema de maneira verdadeiramente inteligente. pág. interiormente. observando bem a dependência.esta nossa dependência de pessoas. não estamos falando da dependência superficial. para termos o sentimento de estar vivendo virtuosamente. em geral. pág. de certo método que garanta à mente um estado de permanência. de certa segurança. se meu pai ou minha mãe morrer amanhã (…)? E. precisamos de alguma coisa a que nos agarrarmos. com plena atenção.

Assim. essa extrema pobreza. abstendo-se de avaliação? (…) (Verdade Libertadora. pág. tem de haver alguma autoridade. os filhos. por causa desse vazio. sob diferentes formas. etc. de que tem medo. pág. 124) Quando a mente se acha perfeitamente cônscia de que está a fugir de si mesma. esse vazio. 71-72) Enquanto estou dependendo. (Verdade Libertadora. E essa distração assume a forma de apego a uma pessoa. a crença.desse abismo sem fundo. a total inutilidade de tentar preencher o vazio com a dependência. pág.(…) ela poderá encarar o que é. quando compreende a futilidade dessa fuga e percebe que o próprio processo de fuga gera medo . pág. com efeito. (…) dogma ou crença. não de aprendermos a depender de nós mesmos. que realmente é separativo: o processo egocêntrico de seu próprio pensar. 124) Mas. 123-124) Assim. pág.de modo que seja posta em liberdade e não dependa mais das crenças. (…) nos vemos tão sós! E é essa solidão. é provável que a mente esteja sempre. enquanto persistir este sentimento de solidão. sem rumo. para descobrirmos isso por nós mesmos.Seleta de Krishnamurti certa capacidade. tem de haver imitação. (…). 23-24) (…) Se o indivíduo é suficientemente sensível. pág. dos sistemas. interiormente. nem levei em conta. (…) compulsão. Na própria compreensão da fuga. a mente descobrir o que é “estar na solidão”. Assim. o marido. (…) A questão. como entidade separada. Ao observar-se. E pode a mente continuar a encarar esse vazio. será inevitável a dependência. (…) raça. (…) disciplinamento segundo dado padrão. cresce o medo. de nosso saber. pág. nunca poderemos descobrir por nós mesmos o que é verdadeiro. nem de coisa alguma? (Idem. seu vazio? É muito difícil perceber esse fato (…) porque estamos sempre procurando fugir-lhe. (…) das diversões sociais. as posses . pág. sua insuficiência. 123) Ora. estará a mente capacitada a encará-lo sem temor. que nos faz depender de uma pessoa.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . esse enclausuramento em nosso “eu”. (Idem. ao compreender a futilidade. a fuga se detém e a mente se torna capaz de observar-se. 72) Enquanto há apego. sentida. tem de haver “exclusão” (separação). vazio. estais vendo que temos agora três questões: a sensibilidade. a dependência e o medo? Três coisas relacionadas entre si. 71) Considero. pois. (Idem. ele é insuficiente. torna-se cônscio de sua medonha vacuidade . que gera solidão. (…) pessoa ou crença é evidentemente um fator de separação. que não se pode encher com o vulgar entretenimento das drogas. Assim. pode a mente tornar-se perfeitamente cônscia do fato de sua solidão. (…) (Idem. Depender de nacionalidade. dissolvida (…). à idéia de Deus. 123) Para conhecermos nosso próprio vazio. temos de olhá-lo diretamente. o saber. essa questão sumamente importante. ele depende (…). 72) A dependência não é a negação da liberdade? Tirem-se-lhe a casa. (Idem. dos deuses. pág. (…) fórmula ou conclusão que chamo “crença” .que é um ente humano. de opiniões (…). pág. (Idem. (Idem. mas não podemos fazê-lo se nossa mente estiver sempre buscando distração (…). pois. o que é religião. (…) escutando o rádio e entretendo-nos de outras maneiras. nunca seremos livres. e passar além . (…) (Idem. agora. pág. temos de compreender o “processo” da fuga. 24-25) Pergunta: Como é possível libertarmo-nos da dependência psicológica de outros? Krishnamurti: Por que dependemos psicologicamente de uma coisa? Evidentemente porque.krishnamurti.talvez então eu possa descobrir que tal dependência resulta de uma exigência interior a que nunca prestei atenção. essa solidão. somos insuficientes. vazios. Sabendo disso. dependência. das orações. penetrada. pobres. Porque. não http://www. enquanto aquela solidão não for realmente compreendida. de nossa propriedade. (…) grupo. ou de disfarçarmos permanentemente o nosso vazio. a buscar isolamento e a evitar um fator mais profundo.org. se tudo isso lhe é retirado? Em si próprio. Pode. (…) (A Luz que não se Apaga. (…) pelo depender de pessoas e de idéias. é de ultrapassarmos esse vazio.

pág. A dependência se torna mais forte e as fugas mais essenciais. (…) relações. então. Vós o chamais solidão e fugis dele. podereis observar a vós mesmos.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . uma pergunta muito diferente (…). com idéias. pelo fugirdes de vós mesmos. (Comentários sobre o Viver. sem nenhuma avaliação. pág. cessou a verbalização. a grande maioria das pessoas vivem a fugir de si mesmas. tanto na esfera psicológica. já não é vazio. É uma necessidade comum de fuga (…). significa liberdade? Muita gente neste mundo é independente. encarar. do pensamento. nenhuma “maneira”. se fordes mais longe. 125) Podemos. já não está vazia. em irdes aonde vos aprouver. pág. (…). Não deve estar ocupada com problemas. (…) (A Cultura e o Problema Humano. ocorrerá o completo desaparecimento da solidão. Liberdade implica grande soma de inteligência. (…) (O Passo Decisivo. (…) deve a vossa mente estar livre de preocupações (…). (…) religiões. aquilo que temíamos. em primeiro lugar. por conseguinte. nem julgamento. também. porém coisa totalmente diferente. (Idem. o amor já não é apego. mas pouquíssimos são livres. seu próprio vazio. daquilo que é. não pedireis então nenhum método. à solução verdadeira. Mas. 203) Mas. nem interior nem exteriormente (…). (…) (Idem. Porque me sirvo de minha mulher como meio de fugir de mim mesmo. em proporção com o medo do que é. então. se estais sempre a criticá-lo (…). a mente é sensível à beleza extraordinária. (Idem. encobrimo-lo com palavras. 198) Nada podeis fazer a esse respeito. Tudo o que fizerdes será sempre uma atividade de fuga. pág. então. então. com especulações. 16) Pode-se ver que exteriormente não somos livres. estou apegado a ela. pág. compulsões.liberdade religiosa e liberdade de o indivíduo fazer o que deseja. pois. e a dependência é o manto com que o cobris. etc. como na exterior. exigências inconscientes. o rádio. do vazio. crenças e atividades políticas. (…) idéias. que não sois diferentes nem estais separados daquela vacuidade. pois em geral recusamo-nos a percebê-lo. sem o verdes. e ela gosta de ser possuída. O fato é que. Mas não podeis observar o que é. não há liberdade. O fato. 125) Naturalmente. talvez. que significa ser livre? Consiste a liberdade em poderdes fazer o que acaso vos convém. adquirem extraordinária importância. (…) Mas por que foge uma pessoa? De que foge? De sua própria solidão.krishnamurti. Interiormente. então. vos tornastes dependentes. causador de tantos outros problemas? (…) Então. se isso vos interessa realmente. pág. (Idem. dependência psicológica de coisa alguma. se fordes mais além.Seleta de Krishnamurti deve haver avaliação.org. só então. pág. não? (…) (Idem. em si. desejamos segurança. (…) Muito se fala da liberdade . Tendes medo dessa solidão. para poderdes observar. em primeiro lugar. se podeis ter a capacidade de vos libertardes da dependência (…) (Poder e Realização. desse vazio. por ser solidão. A esposa. E talvez tenhamos aqui a chave de nosso problema da liberdade. nessa solidão. porque também se está servindo de mim. é medo. (…) a coisa conhecida como solidão não existirá mais. Assim. não lhe dareis mais o nome de solidão. sofismamos a respeito dele. não somos livres. o fato de nosso vazio psicológico. e a própria fuga ao que é. Perguntais. Sois aquela insuficiência. se estais interessado na libertação total (…) de todas as dependências psicológicas. Depois. Em nossos empregos. Fazeis. 198-199) Desejo examinar convosco o problema da liberdade. em pensar o que quiserdes? (…) A mera consciência de se ter independência. Já não há. nesse caso. vazio. deveis parar. portanto. (…) pátrias. Mas. não somos livres. É só com a mente muito tranqüila que se pode observar realmente. porque. (…) Podereis ver. (…) (Idem. e as relações têm outra significação. Se fugirdes do que é. 1ª ed. 62-63) http://www. o livro. cumpre-nos perceber esse fato. 16) Pois bem. pág. se torna então importante (…). a mente. do pensador. pág. pág. com tribulações. é bem evidente que não o compreendereis. 198) Isso está bastante claro. porque não conhecemos nossos “motivos” (…) impulsos. 16) E. pois. O observador é o vazio observado. (…) Mas eu penso que podemos considerá-la de maneira muito simples e direta. Só isso põe fim ao temor. tal como sois. e chegar. Tenho de possuí-la (…). e. deixar de fugir.

(…) (O novo Ente Humano. atinge o homem a maturidade. completamente sós. (Idem. ou pertencer a alguma seita. pelas corretas vias de acesso. porque não tenho a capacidade. a liberdade vos proporciona extraordinária energia. Liberdade não é fazer o que a pessoa quer. investigar. com sua inconstância e eterna busca. espiritual e psicologicamente. de certo. 63-64) O simples desejo não resulta em liberdade. Sem resolver fundamentalmente a pobreza psicológica do ser. enérgico . pág. aceitando a autoridade (…) do professor. pág. e essas pessoas não são espirituais. (…) que nada teme. Dessa liberdade nasce uma paixão livre de motivo ou busca de recompensa (Diário de Krishnamurti. As exigências psicológicas. (…) (Ensinar e Aprender. Só há energia quando perdeis completamente de vista o vosso “eu”. por conseguinte. a realidade (…) que libertará o homem.krishnamurti. de conformismo e aceitação? (…) Tal liberdade implica solidão completa (…). que levam à substituição de uma dependência por outra.org. que tem uma mente lúcida. Por sermos pobres interna. capacidade de compreensão. 1940. (Idem. de uma crença por outra. sem ajuda de ninguém. 31-32) Visto isso. mas. algo de autônomo. (…) Ao libertar-se das exigências psicológicas. e. pág. (…) (Palestras em Ojai e Sarobia. pág. vós e eu. 176) Só existe amor quando não há nenhuma forma de utilização e dependência. E nós. (…) Entretanto. sim. pág. (…) (Como Viver neste Mundo. pág. pensamos que podemos enriquecer-nos por meio de posses (…). pois. (…) Sabeis (…) o que a religião disse. forte. é a própria essência do “eu”. independente de qualquer inclinação. pág. ou um dogma. e não apenas seguir alguém. moralmente. o que disse o sacerdote. benéfico. é obrigado a lutar pelo que deseja.nunca necessita de ajuda. o sannyasi. A liberdade interior requer imensa inteligência. e assim por diante (…). (…) de vossos guias espirituais. dessa clausura. pois se arvoram em guias dos outros. devotados a certa divindade ou pessoa. 128) O homem livre. pelo menos pensais que eles sabem. a mera legislação social ou o ascetismo não podem solucionar o problema da ganância. pág. pág. “intensidade”. (…) Por exemplo: dizeis que vossos pais ou mestres sabem o que é certo e o que é errado. sensibilidade. intelectualmente. Mas. temos de manter-nos de pé. Cumpre-nos experimentar. o que é verdadeiro. (…) o que aprendestes na escola. 25) http://www. “estar só”. da ansiedade. ambição. porque o homem não pode viver isolado. o que devemos fazer é arrasar as muralhas que nos cercam e descobrir por nós mesmos o que é real. (…). não se sente livre para fazer o que bem entender.falar de sua raiva. Isso não produz energia. (…) (O Despertar da Sensibilidade. pode-se encontrar. pág. Até o monge. 176) Só quando se exige liberdade completa e se mantém essa liberdade. vitalidade. (…) uma pessoa que irá libertar-me. (…) Pode ser livre um homem que vive numa prisão? (Novos Roteiros em Educação. sua brutalidade. de um compromisso por outro. essa liberdade vós a rejeitais totalmente. assim. tendência e circunstância? (…) Ou a liberdade é um estado de espírito tão intensamente ativo e vigoroso.Seleta de Krishnamurti Quando sei que posso ter aquela capacidade. livre de motivo. Não sois livres. E crio. quando há total ausência do “eu”. 57) (…) Mas a liberdade não existe nem pode existir cercada de limitações. medo. Adotar uma idéia. uma das coisas mais difíceis é percebermos que precisamos estar completamente sós. cujo coração é vigoroso. Mas. a manter luta íntima. E dessa pessoa fico dependente.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 32) Não há liberdade intelectual. quero ser ensinado. o que diz a tradição. que lança para longe toda e qualquer forma de dependência. e liberdade significa energia. é a origem e a essência do eu. Liberdade dessa espécie significa. inteiramente entregues a nós mesmos. E viveis dentro desses limites. querem exprimir-se . a questionar-se dentro de si mesmo. de servidão. 27) (…) Ou a liberdade é algo inteiramente diferente da reação. 66) A dependência psicológica das coisas se manifesta por meio de miséria e conflito sociais. espírito de competição. sois sentimentais. então o problema deixa de existir. (Idem. (…) Todos desejam ser livres e. um método. salvarme.

E como produzir essa madureza e essa energia? O indivíduo está amadurecido . sejamos mais velhos. 1ª ed. nem políticos. sem medo. Não existe intervalo entre o presente e o amadurecimento. é falta de madureza.já não vos achareis no estado de madureza? Estareis então livres do medo de errar. ninguém . nós somos infantis. porém estrutura de nosso pensar.. qualquer que seja a idade do indivíduo. para mim. realmente. Isso. impulsos. temos medo do que pensa a sociedade. (…) (Novo Acesso à Vida. significa a pessoa ver a si própria tal como é realmente. pág. (…) Qualquer espécie de conflito revela imaturidade. A maturidade é aquele estado no qual cessou toda forma de escolha. pág. Acho possível tornarmo-nos amadurecidos sem passar por todas as pressões e tribulações do tempo. que depender de alguém. Conceitos Assim.krishnamurti. Mas. rico. Para descobrir. investigar corretamente. Maturidade é a compreensão que transcende todo e qualquer conflito. (…) (Idem. o padrão de nossos pensamentos. Verdadeiro. a maturidade não é questão de idade. por certo.nem deuses. 82) http://www. não é “adquirir conhecimento”.não em relação ao tempo. deveis estar livre da idéia de Deus. etc. a maturidade não reside na idade: vem com a compreensão. (Idem. ânsias. voltemos à nossa questão: como promover a madureza instantânea? A essa madureza está associada a energia. como produzi-la? Ou não existe método algum e o necessário é apenas perceber a verdade. nem gurus.amadurecido. 103) A maturidade não vem com o tempo nem com a idade. do medo de não fazer o que é certo. exige energia. pág. Para promover a revolução fundamental. . interrogar.Seleta de Krishnamurti Maturidade.não a madureza que pensamos poder alcançar mediante o ajuntamento de muitos fragmentos. 168) Assim. a madureza é algo completamente diferente. pág. pois isso denota falta de madureza. perceber essa verdade instantaneamente. completo. é necessário investigar. pág. fora de vós. 63-64) (…) Senhores. sem acumular conhecimentos a respeito de si própria. não no sentido biológico. “estrutura”. Embora. 1ª ed. 168-169) Mas. ninguém que possa ajudar-vos . (…) e os moços querem também a segurança. (…). 1ª ed. Na maturidade não existe direção qualquer. na maioria. 97) Mas. sem desejo de preenchimento. perquirir. Estar completamente amadurecido. (…). (…) (Diário de Krishnamurti. pág. pág. isto é.org. pág. de viver sem amargor. só os imaturos escolhem e conhecem o conflito nascido da escolha. a não ser o inevitável processo orgânico de crescimento. (…) (Idem. significa ser capaz de enfrentar e resolver imediatamente qualquer problema que se apresente. Seriedade. em vez de “transportá-lo” para o dia seguinte. para descobrirdes se Deus existe. 95) Quando compreenderdes. um empilhamento de conhecimentos. pág. quando perceberdes. aquela que não vem da escolha. pois. (…) Mas achar-se no estado de madureza a que me refiro. de observar. essencialmente. que não há. indagar. faz parte da madureza. Como disse.. (…) percebemos a necessidade de uma revolução fundamental na própria estrutura do cérebro. (Idem. 102) Senhor. mas. necessita-se de grande quantidade de energia: e essa energia só pode tornar-se existente quando há madureza . sim. à idade. (…) Os que são velhos buscam a permanência. de (…) sistema ou filosofia. O fazer perguntas corretas. momento a momento. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. 95) Percebe-se a necessidade dessa revolução. porque essa madureza implica rompimento com o passado. de um guru. e o passado é. (Uma Nova Maneira de Agir.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . quando é capaz de olhar. ser “amadurecido” é aprender. Falso. como suscitar essa madureza? (…) (Uma Nova Maneira de Agir. Não existe amadurecimento psicológico.

essa madureza . e se esforça por levá-lo a bom termo. que é a inocência. O conhecimento é necessário e tem significado num certo nível. temos a impressão de que somos bastante sérios. (…) As pessoas ditas religiosas estão supostamente em busca da verdade. que é a madureza? Está ela em alguma relação com o tempo? (…) (A Mente sem Medo. (…) Tal é o caso do homem que toma “seriamente” uma bebida ou que “seriamente” se devota a uma idéia. desconexa. (…) Por “mente séria” entendo aquela que percebe o que é verdadeiro . da experiência tem de efetuar-se realmente. (Encontro com o Eterno.Seleta de Krishnamurti Estávamos falando sobre madureza? (…) A madureza tem alguma relação com a idade da pessoa? Tem alguma relação com a experiência. mas. impiedosamente. e é bem evidente que vos achais aqui porque sois “sérios”. 21) Uma pessoa pode buscar. Os mais de nós somos um tanto “sérios”. se lhe falta “seriedade”. porém interiormente tornar-nos total e completamente amadurecidos. (Idem. 27) Todo homem deve ser sério. esporádica. 19) Consideramos “sérias” as pessoas que têm um conceito. pág. pág. das circunstâncias.de fato. de sol (…)? (…) Acho que não há tempo a perder e que devemos amadurecer de pronto. pág. (…) (Idem. vivendo de acordo com tal padrão e. portanto. esse indivíduo é tido como ente maravilhoso e sério. porque só os sérios são capazes de viver uma vida completa. das inclinações ou de uma dada tendência? É ela como um fruto que amadurece durante o verão e está prestes a cair no outono. (Idem. (…) O homem sério. para mim.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e não apenas séria “em relação a alguma coisa”. pág. pág. a capacidade? Tem alguma relação com a competição e a acumulação de dinheiro? Se não. nunca indagamos qual deve ser o estado da mente que de fato é séria . sem dúvida. mas o conhecimento. uma vez que todas as direções foram compreendidas. daí. então. O medo parece ser uma das coisas mais comuns da vida (…). é aquele que é capaz de abandonar as suas conclusões porque percebe que só assim está capacitado para investigar. A “seriedade” acompanha sempre a busca. antes de poderem descobrir qualquer coisa nova. 21-22) Certamente. de Deus. quando se trata de nossas próprias conclusões. 11) Assim. mas eu não a chamo “séria”. pág. pág. (…) causa.org. nesse estado de originalidade. sua busca será dispersa. condicionado? Tal pessoa.. só então a mente é madura. e dessa linha não se desvia.krishnamurti.não de acordo com um certo padrão de crença ou certa autoridade (…). não é de modo algum séria (…). o saber.devemos fazê-la depender do tempo. Quando a mente já não está se movendo em nenhuma direção determinada. não biológica ou fisiologicamente. (…) (Da Solidão à Plenitude Humana. enquanto existir medo. mas eu acho que isso de modo nenhum é seriedade. esse abandono do conhecimento. de muitos dias de chuva. total. inocência. 69) Desejaria (…) discutir convosco o problema da busca e o que significa ser “sério”. e não aquela que acumula conhecimentos milenares. 57) Estive a considerar o que significa ser sério. mas. pág. pela palavra “sério” entendemos coisa muito diferente. Essa seriedade não exclui a alegria. pág. entretanto. Só há inocência quando todo conflito terminou. (…) compromisso. até os maiores cientistas têm de abandonar todo o seu saber. (Como Viver neste Mundo. é considerada pessoa muito séria. a jovialidade. ou com certa simpatia humana. mas eu não o chamo “sério” (…). Também a pessoa que se devotou a determinado movimento. e se vós sois sérios. e. (…) É sério aquele que segue determinado plano de ação (…). 1ª ed. não entendo o indivíduo que está ligado a dado padrão de crença e que funciona em conformidade com essa crença. (Fora da Violência. Em geral. achase ela. não produz claridade. 74) (…) Assim. 75) Essa “qualidade”. pág. que necessita de tempo. da crença. http://www. pode atingir a imensidade onde se encontra o Supremo. idéia ou ideal a que se consagram lógica. em geral. o saber. brutal. não haverá possibilidade de saber o que significa ter uma grande alegria. (Idem. só a mente inocente é madura. (…) (A Suprema Realização. 20) Por “pessoa séria”.

pela crença. não aceite opiniões. Ser sério em relação a essas coisas fundamentais significa aplicar a elas uma atenção contínua. Quanto mais sérios formos. é capaz (…) de descobrir o que é verdadeiro? Por conseguinte. A madureza nada tem que ver com a idade (…). “intenso”.org.krishnamurti. que é “estar sério. a descobrir . é preciso atenção e silêncio e. pág. indagar constantemente. está sempre a escutar. uma mente sensível. que deseja aprender. pág. a investigar.Seleta de Krishnamurti (Idem. poderá buscar entretenimentos. 11-12) Pois bem. a considerar. Quando (…) uma jovem quer comprar um sari. Se um homem deseja descobrir uma nova maneira de vida . 43) (…) Porque seriedade (…) supõe (…) aplicação ao aprender. implica naturalmente a capacidade de descobrir o que é verdadeiro. um coração http://www. o todo da vida. aplicar-nos seriamente à operação de compreender o “eu” com todas as suas contradições? (…) (Idem. que esteja livre para olhar. das ânsias. e a esse descobrimento devota seu tempo. examinar. do sofrimento. 19) Pode acontecer que. um homem se torne egocêntrico. desejamos a todo custo cultivar esse prazer . satisfação. cada qual a arrastá-la numa direção diferente. quando caminhamos com a luz de outrem. (…) à mercê das influências condicionadoras (…). essa luz nos levará à escuridão . a buscar. ( …) de total liberdade interior. das guerras. Ele está pronto a prestar ouvidos a outros. (…) Esse homem. esse egocentrismo. (Idem. 42-43) (…) A mente dividida por desejos distintos. 103) Assim.isso significa não ter medo.seja o prazer do sexo. dos conflitos. (A Cultura e o Problema Humano. Krishnamurti: Investiguemos (…). pois. 110) Pergunta: Que significa “ser sério”? Tenho a impressão de não ser “sério”. é aquele que procura compreender o inteiro processo da consciência. (…) Se a mente está acorrentada pelo saber. Não vou definir o que é “ser sério”. obstinado. 110) Por conseguinte. o primeiro requisito é que esteja livre para investigar . de certo. isso significa que ele deve ser altamente sensível. Mas.com um cérebro sensível.não importa quem seja o que nos oferece a luz. (A Questão do Impossível. Não é questão de acumular incontáveis experiências ou um saber imenso. (Viagem por um Mar Desconhecido. observar. inadaptável. ardoroso. Aquela seriedade deve constituir a base de nosso pensar. porém o todo da vida. viver e agir. uma particularidade da vida. (…). interiormente. apaixonado. seja o do preenchimento de uma ambição . mas sua rota está traçada. 103) (…) Somos muito sérios em relação a certas coisas que nos proporcionam grande prazer. pág. Mas bem poucos de nós são sérios no tocante ao percebimento do problema da existência. pág. pág. dos desesperos. pois. para o homem sério.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . ardoroso. poderá dispensar (…) toda a sua atenção (…). pode-se ser sério a respeito de coisas falsas. pág. seus pensamentos. que não é moldada segundo um padrão. o impedirá de examinar. observar. muita seriedade. vereis que há uma qualidade de seriedade que não se traduz em atividade em torno de coisas falsas. sua energia. pág.uma vida livre de violência. não é muito importante possuirmos autoconhecimento. se começais realmente a investigar o que significa ser sério.um prazer qualquer. Mas. criticar. quer dizer. para podermos caminhar com a luz de nossa própria compreensão. (…) Sério. Isso não significa ser dogmático. pág. tanto mais madureza teremos. Esse homem não se deixa facilmente desviar de seu intento. ser sério”? Podemos mostrar-nos sérios a respeito de coisas muito superficiais. ou seja. nessa seriedade. (Idem. pág. e não um simples e esporádico interesse (…). não aceiteis definições de espécie alguma. mas o “homem sério” tem de prestar ouvidos aos outros. (…) Só é possível essa madureza com o conhecimento mais amplo e mais profundo de nós mesmos. 68-69) Que entendeis por “seriedade”? Ser sério. examinar. que é um campo imenso. por conseguinte. (Como Viver neste Mundo. pode ela descobrir alguma coisa nova? (…) (Visão da Realidade. tudo a essa pessoa eu chamaria de homem sério. aplicar toda a atenção a estudar não apenas determinada matéria. (…) Como antes dissemos. da solidão. que seja inteligentemente cético.

de atenção. (…) vossos gurus. Dessa inteligência necessitais para questionar. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. observando. (…) de andar. mas eu não a chamaria de mente séria. 9) E há. 26) Assim. (…) em muitos casos é artificial. (…). Quando a mente compreende o que é o falso. pois. torna-se também algo absurda.org. e ver a verdade como verdadeira. 10) (…) Para que possam ser resolvidos esses dois problemas fundamentais.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . mas (…) no que dizem os políticos. (…) que é agressiva. o descobrimento do que é verdadeiro no falso é a origem do descontentamento . pág.Seleta de Krishnamurti sensível . 157-158) http://www. pág.psicologicamente. quando se torna “séria”. e por isso deve ser evitada. à influência do ambiente. seu medo. a mente muito lida. palavras. Essa seriedade parece um tanto rara. pág. pág. (…) imitação. esse tipo de mente é solerte. (…) Uma mente que é ambiciosa. como o “eu”. (…) investigar. continua a ser uma mente muito pouco profunda. De modo que o pensamento.krishnamurti.algo que se possa chamar Deus.não só naquilo que o orador diz. ou sob pressão do ambiente. como religião. São muito loquazes. como crença (…). 19) A mente vulgar. porquanto ninguém pode resolvê-los para nós. (…) (O Reino da Felicidade. atenta a si própria e a outros. (Experimente um Novo Caminho. pág. mas. (…) (A Essência da Maturidade. no analisar. competitiva. as autoridades perderam toda a importância. extraídas de seu vasto reservatório de conhecimentos. pág. também. É claro que não tem sentido dependermos de nenhuma autoridade (…). p. e à totalidade de seu próprio condicionamento. sua maneira de falar. 26) (…) Se cultivardes a seriedade com a alegria que decorre do fato de o terdes em vosso coração (o Eterno). não conforme as inclinações pessoais ou o temperamento de cada um..que não são coisas separadas. sua agressão (…) separatividade. de dedicar sua energia a descobrir algo além das coisas construídas pelo homem . com suas recordações. Pela palavra “sério”. o pensamento há acumulado o “eu” e o “meu”. porém deixando tudo isso de parte e investigando até o fim a verdade relativa a dada questão. (A Essência da Maturidade. entretanto. suas ambições. (…) Só essa mente é capaz de exame refletido. nem tampouco à mente superficial que quer mostrar-se séria. incisiva. freqüentemente. pág. E dessa inteligência tendes necessidade. então aí está a verdade. superficial. sua competência. (El Despertar de la Inteligencia. Ver o que é falso. pág. Noutras palavras. e que está também atenta às coisas que a cercam. A seriedade sem alegria. 1ª ed. (…) que quer lograr algo. está a investigar com esse todo (…). Resolvê-lo. então essa seriedade se torna deleite em vez de se tornar morbidez e expressões rudes. às tensões. (…) (Idem. pode também tornar-se mui “séria”. não tecnologicamente. a violência e o sofrimento. 10) A maior parte de nós. observando seus próprios gestos. como dogma. há muito pouca gente verdadeiramente séria. (…) Para o homem sério. como parte de vós mesmos. (…) livros (…). da “cultura” em que se criou. Não sei se já notastes como as pessoas de mente vazia se mostram. 81) Que é o falso? É falso tudo aquilo que o pensamento há acumulado . (…) (Idem. imitativa. capaz de aduzir citações. 9-10) Chamo séria à pessoa que está constantemente olhando. muito sérias. que em essência carece por completo de realidade. muito hábil no argumentar. (…) descobrir o que é verdadeiro por vós mesmos e sem precisardes ser instruído por outra pessoa sobre o que é a verdade. (…) não pode compreender o que é o amor. 81) Pensar negativamente é o começo da inteligência. (…) (Idem. Como muito bem sabeis. pág. (…) (Idem. às pressões. II. é o falso. entendo ter a capacidade de examinar um problema até o fim e resolvê-lo. em ficando graves. pág. para poderdes investigar o que é verdadeiro e o que é falso nas coisas que o homem aprendeu desde a infância. hábil. tomam ares importantes (…). 10-11) Ao que parece. ver também a verdade no falso. perde o senso de alegria. (Idem. temos de ser sérios e possuir também certa capacidade de percebimento.

ou de vossa experiência. tradição. saber? (…) A mente que possui conhecimentos. estão todos apegados ao conhecimento e têm criado coisas maravilhosas no mundo. Tampouco o é o vosso conhecimento. então. construir novos tipos de submarinos. pág. principalmente se estais sob o domínio da autoridade . 53) Pergunta: É isso um desejo inato? Krishnamurti: Isso dá segurança..org. Têm inventado as mais extraordinárias e admiráveis coisas. Pensam alguns que o conhecimento é meio de descobrimento. sendo irresistível a maravilha desse conhecimento. ou daquilo que já sabeis. pág. juízos. Dá status. e me torno pomposo. Quando há percepção do artifício com que a mente enganou a si própria. para poder descobrir. etc. 1ª ed. tem-se desenvolvido uma desordenada admiração. A luta. modificado de várias maneiras pela educação. a perseguição de uma ilusão é o fator desintegrador. estúpido. que aliás é essencial em certo aspecto de nossa existência. o inventor. que tem sido tão despojado. pois. senhor. (…) Precisamos. obviamente. 10) Percebendo o artifício com que enganastes a vós mesmos. vossa experiência não é o fator que indica o que é verdadeiro ou o que é falso. 194) Conhecimento. porquanto o verdadeiro e o falso estão constantemente a alterar-se. amor e compaixão funcionem saudavelmente. cuidado. (…) O conhecimento não impede o descobrimento? Como pode a mente descobrir coisas novas. pág. e nisso consiste sua beleza. (…) é incapaz de explorar. (…) (Idem. o estudioso. Por conseguinte. Sua beleza é sua energia. constantemente ativos. Isso se aplica a todos os livros sagrados e sua interpretação. dinâmicos. (…) (A Suprema Realização. (Exploration into Insight. Por que o cérebro. o cientista.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . o filósofo. Especialização. O ser humano adora o conhecimento identificado com o intelecto. volte a sua condição própria. é desintegração. descobrir uma harmonia natural em que o intelecto atue com perfeita lucidez. experiência. como depósito da memória. psicológico e relacionados? Por que o ser humano tem dado tão extraordinária importância ao conhecimento? Possuo um escritório. Quando o conhecimento interfere.krishnamurti. a mover-se. (Comentários sobre o Viver. o que significa que tenho conhecimento de como realizar certas funções. 227) Pergunta: Qual a diferença entre a acumulação da memória técnica ou dos afazeres do dia-a-dia. (…) (Debates sobre Educação. (…) saber. Deve haver um intervalo entre o conhecimento e o novo. dá tanta importância ao conhecimento . 53) (…) Portanto. senhor. resta.se vossa mente está a obedecer. então.tecnológico. nunca descobrireis por vós mesmos o que é verdadeiro. torno-me um importante burocrata. não há descoberta do novo. de descobrir. E se tentais discerni-los com vossas opiniões. grosseiro. podeis então ver o falso como falso. como ir à Lua. e nós o aceitamos. do intelecto. A mente. Todo conflito. pág. e a acumulação da memória emocional? Krishnamurti: Isso é muito simples. 53-54) Pergunta: Como se pode fazer a distinção entre o conhecimento e a descoberta do novo? Krishnamurti: É claro. em que emoções e afeições. (…) mal usado. do contrário você está apenas considerando como novo o http://www. (…) Só nessa transformação há integração. Excesso Prejudicial Por que vivemos acumulando conhecimentos? Fazemo-lo para alcançar a segurança. E a verdade tem de ser descoberta a cada minuto. Porque (…) é apenas a continuação do velho condicionamento. só o que é. quase chegando à veneração. na sua totalidade. se. nunca estáticos. deve ficar livre deles. O erudito.Seleta de Krishnamurti O verdadeiro e o falso não dependem de vossa opinião. pág. e o corpo. Como você consegue isso? (Idem. (…) vir a ser. pág. ela está preparada para juntar conhecimentos.

pelos prazeres do sexo. Quando a destreza se torna sumamente importante na vida. Os homens de ciência não vão salvar a humanidade. Incapaz de transcender os próprios limites. 102-103) Tecnologicamente.porém existe um grande perigo em buscar essa destreza que provém dos conhecimentos acumulados. pág. senão porque o indivíduo é educado totalmente para esse propósito (…). Reduzir a vida ao nível estreito e fragmentado da luta pelo pão. é fomentar desespero e interminável sofrimento. parcial. etc.krishnamurti. 166) (…) Atuando como cientista. artista. é a origem de todo conflito social. à discórdia e à infelicidade. pelas paixões (…)? (Autoconhecimento. com seu desejo de fama e poder. porém também têm incrementado o poder devastador das armas bélicas .Felicidade. pág. padre. pouco a pouco. advogado. (La Llama de la Atención.quer seja o indivíduo um engenheiro. Aparentemente. os cientistas têm ajudado a reduzir as enfermidades. nascida do conhecimento. Incapaz de ver o todo. pág. É a mente que contém o cérebro e não o contrário. da ambição. . 214) O orgulho. (…) Por que há divisão entre a mente. pelo espírito de competição. Vivendo nesse campo todo o tempo. Por mais hábil e refinado que seja. mas não o fazem movidos pelo “eu”. (Idem. e só ela poderá compreender o todo. de sua atividade emanam o status social. da riqueza. (…) dos ideais que temos sobre harmonia? (Idem. (…) Os políticos buscam poder. cria para proteger-se. pág. fora de tal atividade. tem que se tornar invariavelmente mecânica em sua ação. nas atividades egocêntricas. isso confere certo sentimento de bem-estar. (Diário de Krishnamurti. 143) Quando se tem desenvolvido destreza em algo. com igual cupidez. todos os mestres religiosos têm insistido sobre o conhecimento. nem o farão os políticos. o poder e o prestígio. 102) O especialista é incapaz de conceber o todo. nos levam à competição. Nesse poder encontramos segurança. o cérebro é essencialmente produto da especialização. o cérebro desenvolve uma ação limitada. senão que terminam por constituir um processo mecânico e reiterativo que. posição e empregam todos os estratagemas (…). é incapaz de ver o todo da vida. não só por ser o meio de ganhar a subsistência. 54) Krishnamurti: Perguntávamos ontem por que o conhecimento se tem tornado tão importante como meio de iluminação. (…) tal conhecimento e destreza se tornam não só aditivos.o poder de assassinar de uma só vez um número imenso de pessoas. Destreza na ação é o que se tem buscado.Seleta de Krishnamurti velho.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. então a destreza produz invariavelmente certo sentimento de poder. são seres humanos como nós. a sociedade exige de nós mais e mais destreza . E como a tradição é tão forte neste país. não só no Oriente senão também no Ocidente. técnico ou fazendeiro. os privilégios. 100-101) A quem chamamos cientistas? Aos que trabalham em laboratórios e que. porque ela nos dá certa posição na sociedade. a melhorar os meios de comunicação. de segurança. Como pode essa divisão chegar a um fim naturalmente? Como você faz isso . sua própria arrogância e poder. com preconceitos (…). o cérebro. porque nesse crescimento não há claridade. certo prestígio. resulta realmente importante descobrir que papel representa todo esse pensar sistematizado na consecução da iluminação. adquire seus próprios incentivos. um cientista. Por ser um fragmento. Correto Pensar . (…) em nome de alguma imagem criada pelo pensamento. (…) (Tradición y Revolución. dentro do estreito limite do tempo. pág. E tal destreza. o coração e o corpo? Vê-se isso. ambição e crueldade. a arrogância e a inveja decorrentes da eficiência em determinada função. ocupação mesquinha do cérebro condicionado para ser religioso ou técnico. O cérebro opera na área especializada do fragmento. A plena compreensão da vida traz um novo significado à atividade humana. 214) Atualmente. um psicoterapeuta.através de esforço.org. vive para a sua especialidade. E exatamente o mesmo ocorre no chamado mundo religioso . Salvarão eles o mundo? Estão salvando o mundo? Não se estão utilizando do conhecimento técnico mais para destruir do que para curar? Em seus laboratórios podem estar buscando conhecimento e compreensão. que ele. (La Totalidad de la Vida.a autoridade hierárquica. pág. O talento e a aptidão do homem tendem a fortalecer http://www. à desordem. pág. um tecnólogo. (Diário de Krishnamurti. a mente especializada. de arrogância e vaidade.

pág. mas. 74) Pois bem (…) Atribuímos importância à feitura do instrumento. o médico.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e tudo o que se especializa não tarda a morrer. 25) (…) Ora. o homem de negócios. não podem ser resolvidos pelos políticos nem pelos especialistas. (…) os gurus . construtores de pontes. Os mais de nós. que é autoconhecimento.na devoção. com o que aumentam os nossos conflitos e a nossa confusão. o professor temos a mentalidade da especialização. 135) Ora. (…) Se se desejasse realmente pôr fim à guerra. a que damos o nome de saber. pois. de flexibilidade. pode subsistir. Os especialistas podem oferecer-nos planos de ação cuidadosamente elaborados. pág. e essa flexibilidade lhe é negada. o industrial. de vós mesmos. 135) Assim. para vos tornardes alguma coisa. é o temor. e é por isso que levam uma dupla vida. É o que está acontecendo no mundo. eis a razão por que a educação moderna é um verdadeiro fracasso. que a especialização é prejudicial à compreensão do processo do “eu”. para se compreender a si mesmo. porque só tendes técnica. Uma vez que precisamos compreender a nós mesmos como processo total. (O Caminho da Vida. Então nos perguntamos: “É possível viver tão plenamente que a http://www. mas nada se faz. portentosos físicos. A especialização implica a restrição do processo total de nosso ser (…). a definhar. portanto. porque a especialização implica sempre falta de adaptabilidade. uma vez que a especialização não permite a pronta adaptabilidade. não podemos especializar-nos. precisais especializar-vos. o engenheiro. 102) (…) O cientista utiliza o seu saber para alimentar a vaidade. conquistadores do espaço . É o que vocês têm feito.julgamos que para alcançá-la precisamos tornar-nos especialistas. pág.e daí? Estais vivendo? Somente como especialistas. no saber. O que existe. assim. haveria possibilidade de fazê-lo. E julgamos que. A capacidade humana só tem significado quando a mente atinge a compreensão global da vida. 114) Assim. Porque especialização significa exclusão (…). assim também o professor. O sacerdote. de conhecimentos. Mas o conhecimento de nós mesmos requer especialização? Acho que não. mas não são as ações planejadas que irão trazer-nos a salvação. oculto logo atrás da cortina das palavras e dos conhecimentos. pelo contrário. 77) (…) Você não pode dividir a vida em vida tecnológica e vida não tecnológica. pelas mesmas razões. declina. (…) os pais. pode um especialista conhecer a vida? Só deixando de ser especialista. será que a compreensão de nós mesmos requer especialização? O especialista conhece só a sua especialidade (…). o saber sem o amor não tem significação alguma. e esperamos. Caso contrário. (…) Deus. isto é. pág. (…) (El Despertar de la Inteligencia. (Idem. (…). pág. estamos cheios de palavras. por meio do instrumento. mas não se começa a pôr isso em prática. Assim. atualmente. pág. mas tão somente a compreensão do processo total do homem. Esses problemas não resultam de causas superficiais. matemáticos. 114) Os problemas que se apresentam a cada um de nós e. onde há temor. e o saber sem o amor é destrutivo. 134) (…) Está visto. 63) Requer então a inteligência especialização. não há amor. pág. a inteligência que é a percepção integral do nosso processo? E pode essa inteligência ser cultivada mediante qualquer forma de especialização? Pois é isso que está acontecendo (…). (Solução para os nossos Conflitos. (O Que te fará Feliz?. pois. (…).org. pág. (…) cientistas maravilhosos. e sem esse saber vemo-nos perdidos. Só o que é capaz de adaptação.todos querem ser alguém no mundo. (…) (Idem. um dos subprodutos da aptidão individual. torna seu portador implacável e indiferente à totalidade da vida (…) (Idem. que não se pode descrever . (…) (Idem. pág. para alcançar a forma suprema da inteligência que é a verdade. conhecer a vida.krishnamurti. a eficiência. (…) (A Arte da Libertação. sabe-se como é possível alimentar todos os seres humanos do mundo. na ação. (Novos Roteiros em Educação. pois. Os especialistas só têm capacidade para tratar de problemas num nível exclusivo. o indivíduo precisa de extraordinária flexibilidade. se ele se especializa . ao mundo. pois. (…) Que sabem eles? Só sabem o que está nos livros (…) ou o que experimentaram. (…) e tudo que se especializa logo morre. Por exemplo. pág.Seleta de Krishnamurti o egocentrismo e sua ação é sempre fragmentada e conflitante. sendo que suas experiências dependem do seu fundo de condicionamento.

. E nós nos referimos a algo por completo diferente. e onde ele se torna um empecilho à liberdade. todos os conhecimentos técnicos que o homem adquiriu através de séculos. 1ª ed. objetivamente. surge uma contradição: o passado em conflito com o presente. quando vamos ao trabalho. é impossível encontrar a verdade. pág. Precisamos de grande abundância de saber. pág. não estando sujeito às limitações da mente ordinária. quando deve ser empregado. falar uma língua. pág. que tem acumulado tantos conceitos. que há movimento criador. músico. (…) Não podemos esquecer. pág. do contrário. mas eu estou falando a respeito da psique. ou seja. A verdade é uma terra sem caminhos.krishnamurti. (…) mais objetivo. pág. (…) Porque. é necessário no mundo tecnológico. acredita o observador que conhece a si próprio. do passado. se a psique não for transformada. O “observador”. (…). etc. portanto. talvez. a entidade que julga com base no saber acumulado.modificadas. hinduísta. mas nós nos estamos referindo àquele saber que condiciona psicologicamente. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. 133) É possível libertar a mente do passado. e. Tendo adquirido dos psicólogos conhecimentos sobre o “eu”. como poderemos esvaziá-la? Em certos setores. que é reação do conhecimento. pág.conduzir um carro. pág. não poderíamos funcionar de maneira nenhuma. (…) http://www. budista. o conhecimento é evidentemente essencial. o conhecimento trazido do passado é essencial. Mas. logicamente. exceto aquele movimento que é necessário quando o pensamento deve funcionar. continuareis a fazer. O que quer que sejais. vede onde o saber é necessário. então.precisamos do saber. 14) Cabe-nos descobrir por nós mesmos (…). esse próprio saber se torna sério empecilho quando queremos descobrir uma maneira de viver totalmente harmoniosa (…). tem o conhecimento algum lugar? (La Llama de la Atención. Se desejais ir à Lua. (…) mais impessoal. 80) (…) Perguntamo-nos se esse conhecimento psicológico pode alguma vez transformar radicalmente o homem. 177) A criação. pôr à margem. O conhecimento. É óbvio que. ela é um conflito entre as partes. (…) Mas o conhecimento impede também a clareza de percepção. (A Importância da Transformação. para convertê-lo em um ser humano totalmente descondicionado. ele é o censor. (…) (Idem. tem muita importância e significação. executar um trabalho técnico . e sabe também que o pensamento. pois. e. Porque se há qualquer forma de condicionamento no psíquico. se o é. (…) (O Novo Ente Humano. evidentemente. (…). como a mente acumula saber e por que o faz. não é continuo. melhor. pág. do que somos. se vivemos de acordo com o passado. (Idem. pertence ao passado. O mesmo ele faz com respeito a si próprio.org. e chega a nós quando nos livramos de todos os condicionamentos. pág. artista.qual o estado de vossa mente ao perceberdes essa verdade? E qual o estado da mente que sabe quando o pensamento é necessário. (…) exercemos diversas habilidades. por conseguinte. na transformação da psique. é algo que. é ela capaz de funcionar dessa maneira se sois muçulmano. (…) (Idem. não se olha com olhos novos. por conseguinte. exteriormente. (Fora da Violência. É assim que vocês dividem a vida e. uma ação que vem quando a mente está vazia de todo movimento de pensamento. necessitais de extraordinários conhecimentos tecnológicos. 24) Agora. para fazermos qualquer coisa . as mesmas coisas . escritor – é só nos intervalos em que vossa mente está livre de seus conhecimentos. 27) Que lugar tem o conhecimento na transformação do homem? (…) O conhecimento é necessário na vida diária. mas sempre segundo o velho padrão. por inteiro. e estais condicionado por esse fundo? Não o é.. a um modo de viver no qual não haja divisão nenhuma.Seleta de Krishnamurti parte esteja incluída no todo? (…) Atualmente levamos uma dupla vida. Porém. (…) científico. pág. equilibradamente. Mas. Ele se olha com esses conhecimentos e. é óbvio. 133) O “observador” é o reservatório do saber. 79) Vede. 27) Há. quanto mais eficaz. no interno. com efeito.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . cientista. em primeiro lugar. pois. idéias e experiências e se acha aprisionada nessa consciência que tem por centro o observador. O saber é o passado. (Idem. se torna um obstáculo a uma maneira de viver isenta de contradição? (…) (Idem. A mente é então capaz de dar atenção aos fatos da vida diária. 81) Ora. pois. ao perceberdes que o pensamento perpetua o prazer e o medo (…) .

mas (…) são coisas superficiais. (…) (A Primeira e Última Liberdade.. ou o distrai. 213) (…) A mente que está abarrotada de fatos. Podeis saber escrever poemas tecnicamente perfeitíssimos. (…) carros.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . no entanto. reunir mais e mais informações. Entretanto. para ele. pág. (…) (Idem. mas podeis. melhores roupas. ao conhecimento. É muito mais difícil. Poderá acumular conhecimentos. do eterno. (…) Assim. não ser poeta. em maior escala. e quanto mais se cultivar a técnica.krishnamurti. (A Primeira e Última Liberdade. condenando. 85) (…) Essa mente é produto da técnica. (…) de coordenar as coisas. à experiência.. O desenvolvimento de uma técnica perfeita não vos torna criador. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. espontânea? Se a vossa mente está repleta do conhecido. do atemporal. às nossas necessidades físicas (…). 131) O saber é uma outra forma de propriedade. o método. Não sei por que tanto nos orgulhamos do nosso saber.. (Idem. Poderá proporcionar mais confortos e comodidades – mais banheiros. e essa é a função da mente (…). pág. 1ª ed. tudo isso é tempo psicológico. Tudo se encontra em qualquer enciclopédia. (Por que não te Satisfaz a Vida. temos necessidade da técnica (…). será capaz de receber qualquer coisa nova. pois do contrário não podereis exercer vossas funções. Mas quando essa mente mecânica. Ele se apresenta quando a mente está tranqüila. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. pág. livrar-se de suas posses. 1ª ed. (…). pelo contrário. 1ª ed. dá apenas mais força ao “eu”. 24) (…) A humildade é importante. e as reações desse pensamento condicionado. a mente que está ligada à memória. Mas a continuidade do pensamento como feixe de lembranças relativas ao “eu” e ao “meu”. a técnica. e é tolice acumular conhecimentos para satisfação do orgulho e da arrogância pessoal. (…) (Poder e Realização. pág. a mente comum. para o homem de saber. Tudo isso constitui a nossa mente ordinária. modificando-o ou expandindo-o – e isso por certo não nos dá o poder criador. pág. é necessário que o pensamento termine. pág. inesperada.. 1ª ed. no mundo. o “como”. pág.. o saber é um fim em si. 1ª ed. cientista. possuir a técnica. 227-228) O aumento da prosperidade e dos conhecimentos científicos. o sistema. Mas essas coisas não resolvem nossos problemas fundamentais. concluo claramente que a cultura e o saber são empecilhos.Seleta de Krishnamurti Mas uma mente que seja capaz de ficar silenciosa conhecerá aquele estado que é eternamente criador. quando essa mente existe só e funciona sozinha. e o homem que possui saber está satisfeito com ele. do que para o homem de dinheiro. engenheiro. de conhecimentos. é óbvio que ela só pode conduzir à destruição.. porque a mente sem humildade não pode aprender. quando já não está armazenando. medo. para que o medo termine. (…) de destruir e tornar a coordenar. (…) (Comentários sobre o Viver. necessitais da continuidade da memória. Tem ele a convicção (…) de que o saber resolverá (…) os problemas (…). 1ª ed. pág. 151) (…) O que é eterno não pode ser procurado. etc. não trará felicidade maior. Podeis saber pintar maravilhosamente. que são muito mais profundos e prementes. pág.org. tanto menos se conhecerá “a outra coisa”. haverá espaço para receber alguma coisa procedente do desconhecido? Não há dúvida de que o saber se refere sempre ao conhecido e com o conhecido tentamos compreender o desconhecido. Poderá atender. É extraordinária a facilidade com que o saber toma o lugar da compreensão e da sabedoria. mas podeis não ser um pintor criador. o estado criador. Ser poeta implica (…) a capacidade de receber o novo. que recebe sugestões (…) do inconsciente. e estão dentro de nós. A função da mente não consiste apenas em sua parte mecânica. 111) Pergunta: Do que dizeis. 151) Como mecânico. 85-86) (…) A técnica pode trazer-nos essa liberdade em que está ausente o “eu”? Só quando o “eu” está ausente. essa coisa que ultrapassa todas as medidas. e a mente só pode estar tranqüila quando é simples. sensibilidade para reagir às coisas novas. há o poder de criar. http://www. mas (…) na rede do tempo. mais geladeiras.. sem a outra parte. Empecilhos a quê? Krishnamurti: É óbvio que o saber e a cultura constituem um empecilho à compreensão do novo.

(Idem. de conhecimentos. senão. pág. vereis quanto é mecânica! Funcionais qual uma máquina. O computador vai tornar o trabalho humano praticamente desnecessário – talvez duas horas de trabalho por dia. Essas são as mudanças que estão chegando. Apenas a mente simples pode compreender o Real. devem-se usar termos precisos. de que fundo (background) procede a vossa resposta? ( O Passo Decisivo. Repetição Como já sabemos. pensando. e até dirigir uma orquestra. pág. qual será o destino do ser humano? (Idem. e não a mente repleta de palavras. reação à qual se junta a reação nervosa? (…) O desafio constituído pela pergunta põe em ação o mecanismo do pensamento e vem então a reação. Nosso pensar se processa de maneira semelhante? É ele reação da memória. o intelecto e a mente se tornaram mecânicos. todo o acúmulo de dados científicos e técnicos. 151) Nas coisas de que necessitamos para viver. e nossos valores são simplesmente tradicionais. 152) Ora. Vocês precisam entender a complexidade e o futuro do computador. pág. examinar a questão da memória. Por isso mesmo. O pensamento é sempre convencional e. experiência. conhecimento. pág. ele vai superar o homem em seu pensamento. traduzir. 106-107) Mente Computadora. sua marca.krishnamurti. (Idem. 151) (…) É preciso. 201) É então muito importante que lancemos uma olhada em nossas relações. nosso intelecto. que são as experiências armazenadas. qual um cérebro eletrônico. a memória deve funcionar com o máximo de eficiência. Minha tradição diz: “Eu sou muçulmano” – tenho sido programado como um computador para repetir “Eu sou muçulmano” – e você repete “Eu sou hindu”. Mas esse cérebro eletrônico só pode funcionar com os dados que lhe são fornecidos. então. (…) (A Rede do Pensamento. que calcula. a maioria de nós traz o passado para o presente. (…) (La Llama de la Atención. 17-18) Quando consideramos a capacidade do computador. não é uma mente simples. Programação.Seleta de Krishnamurti julgando. e o presente se torna mecânico. pág. 18) http://www. ele pode aprender e inventar.org. de ilustração. 19) Pode-se ver (…) que nossa mente. Se observardes vossa própria vida. (Idem. acontecerá no cérebro? Quando as ocupações de um ser humano forem assumidas pelo computador. Memória. (…) Eu posso ser um muçulmano e você (…) um hindu. Somos influenciados em todos os sentidos. por associação. E o que. Exercemos mecanicamente nossas ocupações. 151) E. (…) (O Passo Decisivo. pág. pág. pois. ele não responderá. há máquinas que pensam: os cérebros eletrônicos.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . são da maior importância quando se trata de executar um trabalho material. então temos de nos perguntar: o que deve fazer o ser humano? O computador vai assumir o comando das atividades do cérebro. há hoje todo um conjunto de cientistas empenhados em investigar a questão da ação na linguagem. (Percepção Criadora. 18) O pensamento inventou o computador. (…) Ora. Tudo o que lemos deixa-nos sua impressão. escrever poemas. individuais e coletivas. os computadores. A mente que analisa. (…) O computador possui uma inteligência mecânica. como uma máquina. pág. pelos robôs. pág. mas não é este o assunto que nos interessa no momento. como imitação perfeita do cérebro eletrônico. pág. se tornou mecânico. quando se faz uma pergunta ao cérebro eletrônico. ele vai mudar a estrutura da sociedade e (…) do governo. e toda propaganda. Este é capaz de coisas as mais extraordinárias: pintar. senão também na relação que estabelecemos com o resto do mundo. assim. Memória. (…) (O Despertar da Sensibilidade. mecânicas são nossas mútuas relações. etc. não só nas relações íntimas.

sem dúvida. Então. mas eles funcionam exatamente como nós (…). descobrir? Que relação existe entre a memória e a autêntica liberdade? (Idem. o pensamento. Conhecer fatos. é sempre velho. rápido e exato. pág. por conseguinte. para que a mente esteja sempre a aprender. (…) Há. o ego. (…) Nós funcionamos.krishnamurti. (…) cria o http://www. (…) (Idem. E. é apenas um processo aditivo. porque precisais dessa memória para poderdes desempenhar satisfatoriamente uma função qualquer. intelectualmente. jovem? Só a mente jovem diz “Não sei”. as imagens que eu formei acerca de vós e as imagens que a meu respeito formastes. (…) (O Passo Decisivo. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. para quebrarmos a tradição e destroçarmos todas as muralhas que erguemos para nossa segurança. E nós. (A Rede do Pensamento. 111) Consideremos o problema de outra maneira. criterioso (…). pág. as lisonjas. 18) (…) Os computadores eletrônicos são muito semelhantes à mente humana. de acumulação de experiências. repetição. 104) Qual a função da memória? (…) Esse aprendizado desenvolve a memória. Estais “vivendo” com as lembranças.org. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . nunca é novo e. alcançareis um estado mental em que dizeis: “Não sei”. seguiremos essa nova estrutura produzida pelo computador. E com tudo isso vindes para o presente. as cinzas frias de ontem. 151 -152) Será bem formada a mente que repete. memória. (…) E isso exige capacidade de raciocinar. (…) personalidade (…) é inteiramente formada pela memória (…) Não há nenhum lugar ou espaço onde haja claridade (…). não só para a lembrança de certas coisas. 18) Se não formos capazes disso. Essas memórias se conservam e se acrescentam continuamente. inocente. que é muito mais capaz. (…) Aí é que está a diferença entre o computador eletrônico e a mente humana. (…) vivemos da memória. se não estivermos cônscios do que está acontecendo. (…) Por conseguinte. (O Despertar da Sensibilidade. verão que o “eu”. para o agora e. O computador pode inventar uma nova religião. irá assumir o comando das atividades do cérebro. pág. pág. de coisas que o homem vem juntando há milhões de anos – a memória é o passado. seres humanos. psicologicamente. na forma de conhecimento. emocionalmente. (…) Mas eu temo a memória psicológica: as coisas que me dissestes. e vivemos a repetir o padrão do programa. mas para o preparo técnico ou especializado. Essas memórias é que irão reagir. 176) A memória. durante milhares de anos. consciente ou inconsciente. não pode haver ação criadora. é tempo (…). por meio de reação. Nós paramos de aprender e devemos indagar se o cérebro humano (…) será capaz de aprender e transformar-se imediatamente numa dimensão totalmente diferente. por conseguinte. tudo o que lhe foi dito? Nisto tem consistido a nossa educação. (…) E não é necessário dizermos “Não sei”. 111) Entretanto. como um gramofone. não estais realmente vivendo. Podemos chamar isso de cultivo de uma mentalidade criadora? (…) Mas o simples acúmulo de conhecimentos. uma boa memória tem o seu valor. investigar. citá-los uma vez por ano. pág. desesperadamente sério. as ofensas. é todo memória. pág. o computador. Ele não forma um espírito lúcido. A memória. 47) O nosso ego. na ocasião dos exames. a morte é o fim dessa memória. o problema urgente é este: Como libertar o intelecto e a mente? Porque. 201) Se penetrardes mais na questão do pensar. os insultos que me dirigistes. para nós. só que nós somos um pouco mais engenhosos – pois somos seus criadores. Observai a vós mesmos (…). Isto é. (Idem. sendo resultado da memória. em que ponto a memória interfere com uma mente sã. (Ensinar e Aprender. pág. pág. Por conseguinte.Seleta de Krishnamurti Nós. portanto. (…) “Não sei” representa um extraordinário estado mental. (…) (A Suprema Realização. Ele poderia ser programado por um douto especialista (…). sinônimo de desenvolvimento da memória. (…) fresca. fomos “programados” biologicamente. nela estão depositadas todas as tradições. Vocês podem investigar isto: se estiverem indagando seriamente. se não há liberdade. datas. Isso não é uma coisa casual. apta a explanar. lembranças. nunca é livre. quando realmente o compreendemos. este é um assunto por demais sério. de sentir.

para que surja a suprema sabedoria. A memória de ontem condiciona o hoje e. portanto. aos fatos. O que se pode formular não é o Real. tal como o é a imitação. Uma mente oprimida pela acumulação é incapaz de acompanhar o célere movimento da vida. que é o “eu” e o “meu”. “eu” não sou o que deveria ser (…). porquanto está sempre descobrindo a verdade. pág. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (Idem. que causa conflito e dor. pág. 114) O atemporal só pode ter existência quando cessa a memória. 269) A memória. mas a memória psicológica. você está cônscio da extensão em que seu cérebro está sendo programado? (…) Se está http://www. (…) Pode-se captar o eterno na rede do tempo. (…). o desejo de um objetivo. essa é de todo prejudicial à vida e à realidade.org. A meditação é o libertar a mente da memória. e só é possível dissolver a resistência se houver vigilância imparcial. pág. Toda a atividade do ego é um obstáculo no caminho da verdade. A vigilância não é atividade de acumulação. pág. Um esforço da parte do “ego” não pode nunca trazer-nos liberdade. Se percebeis a verdade aí contida – isto é. e desse modo erigimos a estrutura do “eu”. como processo identificador. A memória. pág. 270) Desse modo. de identificar. a que mantém o “eu” e o “meu”. a acumulação é a afirmação do “eu”. e a palavra não é a “experiência”. não a memória relativa à linguagem. e o pensamento o provê de energia e de impulso para perseguir o prazer. Vem-nos a compreensão depois de cessarem todas as atividades da mente – quando ela estiver de todo livre. (…) A percepção da verdade é libertadora (…).Seleta de Krishnamurti ontem. pág. A memória. é obstáculo à compreensão do Real. como o faz um computador. é uma atividade circunscrita e estorvante. Chegar a uma conclusão é erguer uma muralha ao redor de si mesmo. através do tempo. (…) É possível registrar só aquilo que é absolutamente necessário e nenhuma outra coisa? Nós registramos continuamente tantas coisas desnecessárias. há vir-aser do “ego”. silenciosa. 269-270) O conhecimento condicionado é um empecilho a que conheçamos a Realidade. pág. discernimento livre de esforço. (…) (Idem. (O Egoísmo e o Problema da Paz. empresta continuidade ao ego. que através do tempo não se pode compreender ou captar o atemporal – podemos então entrar no problema da memória. (…) Então o pensamento diz que tem de haver mais. Ele registra o prazer. a criadora do tempo. 249) Quando não há acumulação. de vir a ser. do preenchimento do “eu”. o hoje. Sobre ela está edificada toda a estrutura do ego. e persegue esse “mais”. por meio da memória. 201) A atividade de acumular. (…) (La Totalidad de la Vida. que impede a compreensão. (O Egoísmo e o Problema da Paz. é um obstáculo entre nós e o Atemporal. etc.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. do tempo. Isto é. (…) imitação. é um vir-a-ser. pois.krishnamurti. do “mim” mesmo – “eu” me sinto ofendido. que pertence ao tempo? (A Arte da Libertação. 114) São sutis as atividades de acumulação. a que dá identificação e continuidade pessoal. esperamos alcançar o atemporal. (Idem. uma vez que todo esforço implica resistência. é um empecilho. (Idem. O pensamento é a continuidade dessa atividade acumuladora que é o vir-a-ser. pág. cria o futuro. O pensamento é produto do passado (…). O ansiar é sempre atividade acumuladora e dependente do tempo. Onde há acumulação. não existe o “eu”. (…) o eterno. desenvolvimento. tranqüila. adicionar. é expurgá-la da capacidade de adquirir. Deve a mente expurgar-se de todos os empecilhos por ela criados. de experiência. A memória de coisas técnicas é essencial. 249250) A função do cérebro é registrar. A totalidade desse registrar é uma ação que outorga importância ao “eu”. o amanhã. Estamos considerando a memória psicológica. através do presente. (…) de uma vigilância profunda e flexível. uma proteção segura. o passado. expurgá-la da expansão do “eu”. e nenhum resultado é capaz de compreender ou sentir aquilo que não tem causa. (…) Assim. que busca o prazer e evita o sofrimento. até mesmo o desejo de Deus ou da Verdade. (…) de saber. e a verdade só pode existir onde não houver acumulação. 268-269) A meditação é a purificação da mente de todas as suas acumulações. O desejo acumulador. ao desenvolvimento de uma técnica. molda o amanhã. preenchimento.

se o intelecto está condicionado por exigências e preconceitos pessoais. Assim. Qualquer ação que nasça desse pensamento tem de originar conflito. (…) (La Llama de la Atención. pág. não há amor. (…) quietude. (…) (Idem. não há tranqüilidade. (…) (A Mutação Interior. à superstição e à experiência. é essencialmente um movimento do conhecimento. é sempre limitado. pág. 66) A experiência que se acumula no cérebro como memória é o conhecimento. ele é incompleto e não pode jamais tornar-se completo. se há claridade com relação ao que se deve e ao que não se deve registrar. (…) que é uma série de memórias. e descobrir se existe amor sem nenhuma forma de apego. pág.org. cientistas . e é parte da ignorância. Com essa claridade. (…) por seu meio cultural. É algo maravilhoso (…). limitado. Erudição. fragmentária. porque então há verdadeira liberdade – liberdade com relação a todo o conhecimento acumulado. O pensamento é sempre dividido. qual um computador. O pensamento. O pensamento é um processo material . cumpre-nos descobrir o que é pensar e. pensar desequilibrado. (…) (Perguntas e Respostas. e a reação a essa memória é o pensar. fragmentário.ou o insignificante pensamento de nossa atividade cotidiana. se não o compreendermos. toda essa ação é limitada. e isso. portanto. (…) jamais é completo acerca de nada. desapaixonada e objetivamente . por conseguinte. (…) prazeres e temores associados ao apego. o “eu”. o conflito. preciso. Precisamos de uma razão clara. (Idem. (The World of Peace. pág. você pergunta: “Foi o conhecimento que me condicionou? ” Aparentemente foi. (Idem. de reunir dados. 201) Registrar só o que é absolutamente indispensável (…). o “mim”. coisas que têm edificado esta enorme estrutura à qual o pensamento se aferra em sua condição de “eu”. Mediocridade. perceber. A imagem que adoramos como algo sagrado continua sendo parte do pensamento. (…) de compreender. incompleta . Sapiência. sentir. pág. 94) http://www.nada há de sagrado nele. ao mesmo tempo. haverá inevitavelmente irracionalidade. com todas as complicações. surge a compaixão. 20-22) O que é necessário registrar e o que não é necessário registrar? O cérebro está ocupado todo tempo registrando e. filosófica ou religiosamente. de pensamento lógico. em si mesmo. fragmentário. e essa compaixão traz consigo claridade. separativo. à tradição. de maneira sã. é ainda parcial.pintores. (…) O que (…) o pensamento crie.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (La Totalidad de la Vida.olhar. pág. 72-73) O pensamento é sempre particular. dividida. há entendimento. pág. quer seja do maior dos gênios . portanto. dividido. ao passo que. observar.krishnamurti. Quando o “eu” está ausente. O intelecto jamais descobrirá a solução desses problemas. descobrir a contradição existente entre o pensador e o pensamento. músicos.verdadeira. com perfeito equilíbrio.Seleta de Krishnamurti ciente de que está programado. limitado. Enquanto existir essa contradição.jamais pode ser holística. (Idem. Mas. explora. é inevitável o esforço e. então o cérebro está mais quieto – e isso é parte da meditação. Se se quer compreender a natureza da compaixão. Então por que é que a estrutura da psique é essencialmente baseada no conhecimento? Você entende? A psique. dividido. 85) O intelecto tem o poder de raciocinar. Talento Acho necessário compreender todo o mecanismo do pensamento porque. (…) Ele examina. fragmentário. 202) Intelecto. 85) Todas as nossas ações se baseiam no pensamento. (O Novo Ente Humano. pág. pág. ele é incapaz de explorar. há de se investigar o problema do que é o amor. naturalmente. pág. para funcionar de forma objetiva e sã. o cérebro é incapaz de . 202) Onde há registro desnecessário. condicionado. não pode evidentemente ir muito longe. não é uma maneira saudável de pensar. 72) Porque a mente.

86) (…) A mente ordinária. foi o intelecto que negou o fator de unificação que é o amor. pois. 146) (…) Porque a intelectualidade. pág.org. Acho que a ação criadora nasce da capacidade de ver a vida como uma totalidade e não fragmentariamente. à mente que adquire saber. então. ao mesmo tempo em que está funcionando a mente mecânica. (…) que é o desconhecido. e só quando a mente está cônscia do seu próprio raciocinar. esse intelecto compreendeu todo o processo da razão. com suas inumeráveis vias de fuga. reação da memória. estará também numa revolta contínua contra a técnica. está condicionada e. Quando. por mais inteligente. então a mente ordinária tem significação de todo diferente. com as coisas da mente. nesse estado.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Ele poderá ser razoável. (…) ser são. (…) O pensamento nunca pode ser livre. de recordar-se. (Idem. portanto. Isso. e foi o intelecto que dividiu a vida numa série de ações opostas e contraditórias. pág. pág. (…) erudito que seja. pág. em certas ocasiões. do investigar. as teorias. (…) (Idem. pág. Mas. experiência e lembranças. só então haverá o enriquecimento do coração. é capaz de se transcender a si mesma. nunca há luta. 248) O intelecto encheu o nosso coração. a mente. (A Educação e o Significado da Vida. (…) que se acha num estado de completa tranqüilidade. (Idem. (Idem. Só o incorruptível enriquecimento do coração pode trazer paz a este mundo louco e cheio de lutas. pois. o “como”. a mente técnica? Uma coisa exclui a outra? (Poder e Realização. 74) A paz não é uma idéia oposta à guerra. (…) O culto do intelecto. as crenças. O pensamento é reação. quando as idéias. Só a mente que luta para “vir a ser” necessita de virtude. os dogmas. 86-87) (…) Ser apenas prendado ou talentoso em alguma área. 197) http://www. quando o intelecto. resultando daí o desejo da repetição das experiências e o fortalecimento da memória. ilustração. (A Arte da Libertação. como tal. E o planejamento nunca pode descobrir o que é novo.não rejeitou. pág. (…) ser lógico. lembranças. evidentemente. A paz é um modo de vida. e quando essa coisa pensa. A mente silenciosa. em oposição à vida. 248) Pergunta: É verdade que não podemos servir-nos da razão para descobrir o que é verdadeiro? Krishnamurti: Senhor. 197) É como os computadores. evidentemente. reações. isso. ela não mais pedirá o “como” e não mais se preocupará com a virtude. só é capaz de repetir. é “processo” mecânico. Essas vias de fuga se tornaram muito mais importantes do que a compreensão do próprio problema. não existirá a “outra coisa”. (…) vasto. Conseqüentemente.krishnamurti. não pode descobrir o novo. a mais misérias e sofrimentos. não é criação (…). não indica capacidade de criar. assume a máxima importância. pág. Pode-se. como a lógica são idéias organizadas (…). de pensar e sentir como um ente humano completamente integrado. só leva à guerra. conduziu-nos à atual frustração. É possível. ter rápidas visões da “outra coisa”. Porque. as invenções do intelecto se tornam sumamente importantes. pág. que se entende por razão? A razão é pensamento organizado. E o pensamento. (…) E então esse estado de quietude pode descobrir o que é verdadeiro. e está sempre fabricando palavras novas e reajustando palavras velhas. (…) (Idem. mas compreendeu . porém. da lógica. 86) Assim. não tem significação alguma. do pensar . que estava vazio. pág.Seleta de Krishnamurti O intelecto. pág. acumulou (…) experiências. (…) vivemos apenas de palavras e repetições mecânicas. O intelecto adquiriu. (Idem. sem aquela força criadora da realidade. sem dúvida. pág. (…) (Visão da Realidade. quando a mente se acha em silêncio e a realidade criadora se manifesta. (…) porque só haverá paz quando compreendermos o viver de cada dia. mas essas visões são reduzidas imediatamente às medidas do tempo. 86) Só há exclusão do Real. que é a parte mecânica. é limitado. essa mente não necessita de virtude. a força criadora do real. a existência daquele estado criador. mas é limitado. (O Passo Decisivo. 248) A presente crise nasceu do culto do intelecto.então ele se torna quieto. enquanto atribuirmos exagerada importância ao intelecto.

e com essa imensa carga às costas queremos ser livres. e (…) resistimos. e sempre a tagarelar. a mente que quer descobrir o que é verdadeiro. o saber é um empecilho. e não como fui ou como desejo ser. tem de estar livre do saber. Podeis saber escrever poemas. pois. no tempo. 227) A paixão pelo saber é como outra paixão qualquer. A mente precisa estar de todo vazia e tranqüila. 16) (…) Também. a imaginação. mas talvez não sejais um pintor criador. a erudição. (…) A sua natureza mesma está fixada no conhecido. (Idem. (…) (Nós Somos o Problema. ficaremos livres dos grilhões que nos prendem. 226-227) Embora haja atualmente tanto saber. o saber. totalmente nova a cada segundo. pág. súbito. 66-67) É bem claro que a erudição e o saber representam um empecilho à compreensão do que é novo. e justamente esse saber constitui obstáculo à compreensão do desconhecido. pág. no tempo. 24) Sempre nos aplicamos a uma coisa armados de saber. oferece uma fuga aos terrores do vazio. a aquisição de uma técnica perfeita não nos faz criadores. para que a realidade possa despontar. do ser nada. (…) de conclusões já formadas. pág. as esperanças. (Idem. mesmo entre membros do mesmo grupo. Mas. do eterno. mas é possível que não sejais poeta. Isso simplesmente não é verdadeiro. foge para o saber. a cada minuto. da solidão. O antagonismo. vereis que vossa mente está sempre a acumular conhecimentos. de saber. pág. tenho de descobrir a mim mesmo. (Idem. (…) A compreensão do “eu” é a libertação das prisões do saber. por acharmos que o saber é essencial à libertação. É possível que o saber nos esteja tornando cegos para um outro fator. um obstáculo ao descobrimento do que é verdadeiro. se acumulamos fatos e conhecimentos. espontâneo? Se vossa mente está repleta do conhecido. (Viver sem Temor. (…) (Reflexões sobre a Vida. isso não fez cessar a brutalidade do homem para com o homem. e com esses padrões de pensamento atravessamos a existência. cujos alicerces se assentam no passado. ter sensibilidade para o que é novo. (…) as teorias. Positivamente. essa mente é incapaz de receber “o que é”. para a maioria de nós. Podeis saber pintar maravilhosamente. do processo do conhecido. O saber não é necessariamente um preventivo contra essas coisas. A Verdade tem de ser uma coisa viva. (Solução para os nossos Conflitos. Ora. pág. (Idem. o saber vem-nos sempre do conhecido. Se desejo conhecer a verdade a respeito de mim mesmo. não é o caminho da realidade. mas na verdade nada sabemos sobre coisa alguma. a instrução se torna extraordinariamente importante. compreender o que é desconhecido? Chamai-o Deus. 25) Ser poeta implica a capacidade de receber coisas novas. e julgamos que com o saber seremos criadores. ter a experiência do atemporal? (…) Só pode vir à http://www. exatamente como sou. (…) Verdade (…). porém. pelo contrário. haverá nela espaço para receber o que vem do desconhecido? Certo. se torna um obstáculo ao descobrimento da Verdade. o imensurável. uma mente afeiçoada a idéias e crenças. Uma mente abarrotada de fatos e saber é capaz de receber o que é novo. que bem pode representar a solução real de toda esta confusão e miséria.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 25) Positivamente (…) é preciso que haja a eliminação. e com o conhecido queremos compreender o desconhecido. por conseguinte. Sabemos demais. pág. por essa razão. dominar a técnica. A luz do saber é um manto suntuoso. pág. A mente tem pavor a esse desconhecido e. 15-16) Mas o fato é que não estamos cônscios disso. nação ou religião. em tão variados campos. do infinito. Mas uma mente que vive alardeando o seu saber. porque estão repletas de conhecimentos. (Comentários sobre o Viver. da frustração. para fugir de nós mesmos. se possuímos um saber enciclopédico. pág. o saber. mas o saber. 15) Assim. pág. evidentemente. a armazenar conhecimentos (…) Nossas mentes nunca estão livres para serem tranqüilas. debaixo do qual está a escuridão (…).org. conhecimento. Se observardes. e como pode a mente que acumula saber. se tornou devoção. original. e como pode uma mente em tais condições.krishnamurti.Seleta de Krishnamurti A compreensão provém do saber? Ou o saber impede a compreensão criadora? Parecemos pensar que. por certo. pode estimulá-las e favorecê-las. o ódio e a guerra não deixaram de existir (…). com a máxima perfeição técnica. pelo entendimento.

http://www. salvo seus talentos e capacidades. não quando a mente está repleta de saber. escultor. só então há quietude e espaço. pág.. o pensamento não pode. e o que tem continuidade nunca pode levar ao implícito.krishnamurti.Seleta de Krishnamurti existência o desconhecido quando o conhecido é compreendido. (…) (Idem. pág. O saber não dá liberdade. noutro nível. (…) (Idem. condicionado. os outros se calavam. estamos sempre nos esforçando por ser algo mais nobre. Tinha um orgulho extraordinário de seu saber e. (Idem. são medíocres? Eu sei que sou medíocre (…) Krishnamurti: Você está cônscio de que é medíocre? (…) Os grandes pintores. nunca. dissolvido. 204) Pergunta: Por que será que quase todos os seres humanos. 27) Era um homem instruído. Quando o saber é utilizado como meio de autoglorificação. e que costumava fazer citações dos antigos em abono dos seus próprios pensamentos. que esconde uma pobreza interior. mas isso tudo é um adorno exterior. (…) (Idem. 203-204). (…) (Idem. (…) (Comentários sobre o Viver. posto de parte. uma aparência exterior. (…) (Perguntas e Respostas. 166) É singular a importância que damos à palavra impressa. usava-o para impressionar. Naturalmente. precisa-se estar livre do saber. o descobrimento. (…) (Idem. ele é então danoso. pág. pág. 204) Há descobrimento. Os letrados.ou à eficiência proporcionada por tal conhecimento. embora se mudem os discos. estava carregado de saber. aos chamados livros sagrados. Começou logo falando em sânscrito e ficou muito surpreso e até um pouco chocado. para que venha a sabedoria. pág. o que isso significa? Você pode ter grande talento como escritor. pois o saber é contínuo. A vida sem o saber era pior do que a morte. (…) arquitetos. diante dele. A expansão do “eu” (…) é desintegração. O saber pode ser ensinado. e não o viver. mas em sua vida quotidiana são como você e eu. Seria mesmo de admirar que ele tivesse pensamentos independentes dos livros. manejar uma máquina . pág. assim como os leigos. os barbudos. (…) O saber é um apego. (…) O saber não é fator criador. 118) (…) Se você está cônscio de que é medíocre. o saber não traz compreensão. professor. (…) músicos. O saber é um empecilho ao experimentar. porém. no seu nível próprio. 26) Quando dizemos que a erudição ou o saber é um empecilho. Como nos espanta o saber. como bom exibicionista. a sabedoria não. versado em literatura clássica. O mecanismo é o mesmo. têm capacidade e talentos extraordinários. repetem sempre as mesmas coisas. O saber condiciona. Temos em mente coisa muito diversa: aquele sentimento de felicidade criadora que nenhuma soma de saber ou erudição nos pode dar. para ele.saber dirigir um automóvel.org. e que reverente respeito tributamos ao homem que sabe! (…) (Comentários sobre o Viver. pág. gerando divisão e inimizade. não nos referimos ao conhecimento técnico . para nos encher de vento. (…) (Idem. pág. e o erguia bem alto. não há pensamento independente. músico. ser livre. (…). Sendo pobres interiormente. e nesse estado é que se realiza a compreensão. ele é positivamente nocivo. O saber é um empecilho ao manifesto.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 1ª ed. (…) Pensar é ser dependente. 166) (…) Mas aquele homem dava muita importância à erudição. E existe outro tipo de revolta contra a mediocridade: os hippies. pág. 118) (…) As tentativas de preencher essa insuficiência (…). os últimos marginais. 167) Aquele homem se considerava vastamente erudito e. ao desconhecido. Não há dúvida de que o saber é útil. todo pensamento é dependente. pág. mas abarcava muitos aspectos da vida. importa-lhes o saber. ao ver que o sânscrito não era entendido. tudo isso é um ato de mediocridade. o experimentar. os cabeludos. são gramofones. mas quando o saber está ausente. A sensação de mediocridade aparece como respeitabilidade exterior. O desconhecido não pode ser vestido com o conhecido. como qualquer outra pessoa. como a bebida. Seu saber não se cingia a uma ou duas matérias. o saber era a própria essência da vida. respeitosos. ao imponderável. ao desconhecido.

51) O talento pode tornar-se uma maldição. Não estou empregando essa palavra comparativamente. pois. (Idem. entendendo que um homem deve ser inteligente.existe então um estado mental totalmente diferente. e disso fazemos uma coisa de enorme importância. brutalidade e. Quando você está cônscio dessa mediocridade. porquanto o desejo de preenchimento pessoal resulta da ignorância. você percebe que ela está oculta em todo tipo de atividades. 119) Em geral. e nada pode existir no isolamento. tal é a vida de todos nós.segundo o vosso pensar-sentir . e há ação. que significação tem o vosso talento? (…) (Idem. da realidade? Não é então o vosso talento uma barreira às relações com os semelhantes? (Idem. 118) (…) Ou você se integra numa comunidade. violência. vivemos num ambiente de agressão. refletireis de acordo com ela e a aceitais ou rejeitais. deveis então descobrir por que lhe atribuís tanta importância. se a traduzis em termos de mais e de menos (…) ficareis extraviados (…).krishnamurti. 89-90) O fato é que existe essa complexidade. pois do contrário não iria oferecê-los. é vaidade.qualquer insignificante capacidade para pintar quadros. Considero-me infenso ao assassínio. O anseio de preenchimento traz a sua própria frustração e desilusão. . (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e acontece que inventei várias coisas que foram utilizadas nesta guerra. conhecendo o perigo que eles representam. 89) Vossa profissão contribui para o extermínio de vosso semelhante? (…) Se o resultado final da presente civilização é o assassínio em massa.org. de mensuração. (…) (Idem. 224) Pergunta: Sou inventor. pág. e não em termos de existência. O “eu” pode servir-se de nossas capacidades para sua proteção própria. da mente que não é criadora e por isso luta para ser criadora: escrever poemas (…). (…) (Idem. Com autoconhecimento. e pretendemos alterar o fato em termos de tempo. não há sensação de mediocridade. isto é. pág. mais genial. pág. pág. (…) Entretanto. frustrações e desesperos. (Perguntas e respostas. que todos nós parecemos ter. com o propósito de ser humilde. Você está inteiramente fora dessa classe . dessa sensação de frustrante solidão profunda. 39-40) http://www. somos impelidos pela ambição. Em graus diferentes.Seleta de Krishnamurti (…) (Perguntas e Respostas. pois interiormente não há nada em você. O homem bem dotado poderá oferecer os seus dotes a Deus. pág. Assim. 88-89) (…) Se só vos interessa o inventar. com todas as suas satisfações. pág. o anseio de preenchimento pessoal se transforma.exige “expressão”. pág. 89) Ser é estar em relação. pelo impulso de preencher-nos. 89) Precatai-vos do mero talento. como os que nos rodeiam. Qualquer talento que tenhamos . (O Problema da Revolução Total. pág. Isto é o que se chama mediocridade. integrando-se. mas esse homem está cônscio dos seus dotes. a vossa capacidade inventiva torna-se perigosa para o próximo e para vós mesmo. 118-119) Essa mediocridade. mais brilhante. pág. por meio da qual esperamos conquistar glória ou renome. (Experimente um Novo Caminho. Krishnamurti: Qual dos dois problemas . pág. mais apto para criar. Quando há liberdade psicológica completa. a mera expressão do vosso talento. A oferenda do que uma pessoa é ou tem. A vossa capacidade não vos proporciona uma via de fuga da vida. Agora. mas que fazer de minha capacidade? (…) O espírito inventivo me impulsiona. 39) (…) A mente medíocre é incompleta. escrever poemas. (Reflexões sobre a Vida. e o talento se torna então o meio de glorificação do “eu”. Isso lhe dá uma liberdade imensa.é mais importante (…): o poder de matar ou a capacidade inventiva? (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. sem autoconhecimento. Estou falando da mente que é medíocre. você se torna importante. Não falo agora da mente que quer ser mais. mais inteligente(…). pág. dessa total sensação de insuficiência. vereis (…) que a mente pede logo uma definição: “que é medíocre”? De posse da definição. e é essa consciência de ser ou de ter alguma coisa que precisa ser compreendida. etc. pág. pode ser rompida quando não há sensação de comparação.

(…) aquela criação não pode ser alcançada pela mente medíocre. puderdes viver com isso que percebeis que é estúpido.essa mente não é medíocre? (…) Reconhecendo-se medíocre.porque. da imitação. 223) (…) No esforço para se tornar alguma coisa. pág..org. obtuso. então. constitui o “estado de ser” em que se dissolve a mediocridade. e em geral a têm. nunca há (…) riqueza criadora.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . escreve poemas. pág. pág. O “vir a ser”. mais inteligente. (…) vossa energia está sendo dissipada constantemente na luta para vos preencherdes. mas também no chamado mundo espiritual.krishnamurti. Todo esse processo mental denota um espírito medíocre. sem o julgardes nem condenardes.“Vós sabeis e eu não sei. 42-43) Não é. por conseguinte. tem de haver comparação. Temos realmente de descobrir por nós mesmos o que é mediocridade. 40) Da investigação sobre o que é mediocridade. (…) Deus. sou ignorante. mais instruído. A criação.não a criação que consiste em escrever poemas. ao contrário. (…). vos está impedindo de ser criador . moldando. (Idem. em razão do seu temor ou seu desejo de certeza. E a mente que não está procurando tornar-se algo seria essa mente medíocre. (…) o mais excelente” (…). priva-nos da inteligência. pág. 44) O fato da mediocridade. não denota um estado mental medíocre? (. sem ter o desejo de alterá-lo. 223) (…) Se reconheço que sou medíocre. precisais saber o que é mediocridade (…). a mediocridade o estado próprio da mente que (…) encontra aí um modo fácil de apaziguar o seu descontentamento? (Idem. porém. a fim de tornar mais importante a sua pessoa . e esse esforço (…) não é a essência mesma da mediocridade? (Idem. a mente foge do fato real para o ideal (…). Não é. obtusa. fora do que é . penetrá-lo completamente. e quieta. a coisa que ela acha deveria ser. (…) (Visão da Realidade. 223) A mente que tem um motivo. pág. sou isto e quero tornar-me aquilo. esse perene vir-a-ser. que subentende o princípio hierárquico? . ela deseja “vir a ser” .não está aí a mente medíocre. vale dizer. (…) (Idem. no desejo de mais. pág. do ajustamento.. medíocre a mente que sempre se está esforçando por “vir a ser”. pág. a adorar o ideal que “projetastes”. Aquela criação que é atemporal. controlando. só vem quando a mente está frente a frente com o fato. por mais geniais e mais maravilhosos que sejam. 44-45) Pergunta: Como posso deixar de ser medíocre? Krishnamurti: Em primeiro lugar. ou podem viver num cortiço. e a mente em presença desse fato. ou de mais segurança econômica. Por essa razão. chegardes a ser alguma coisa.) (Idem. investigar o que é “mediocridade” . p. pois. estúpida. que está lutando para ser diferente do que é . invejosa. ambiciosa. 43) (…) Vosso próprio desejo de transformar a vossa mente medíocre numa coisa superior. cruel.isso é criação? Ou criação é coisa totalmente diversa? (…) (O Problema da Revolução Total. não ligada a nenhum (…) grupo. Podem ter certa pujança mental. (…) o processo de “vir a ser”. a mente diz: “Preciso tornar-me não medíocre”. e quero tornar-me menos medíocre. etc. não “como tornar a mente que é medíocre (…) diferente do que é”. Estais a perseguir. 223-224) (…) Mas se. a mente que se está disciplinando. pág. essa própria exigência de mais. e não se pode estar vigilante quando há medo (…).“Sou pequeno. e não como nos tornarmos menos ou mais medíocres. que persegue o ideal. que há de surgir um estado http://www.não a definição. vereis. Os homens medíocres podem possuir carros luxuosos. a mente medrosa? Enquanto houver temor. ou utiliza seus poderes como meio de compelir outros. estúpido. (Idem. resulta a pergunta: “Que é criação?” Se um homem pinta um quadro. não só neste mundo aquisitivo. (…) não é a causa de todo descontentamento? (…) (Idem. esse esforço para tornar-me mais. Mas isso requer grande vigilância por parte da mente.Seleta de Krishnamurti Cumpre-nos. 41) Quando a mente compara . e compreendê-lo. ávida. estacionária? (…) (Idem. que é a Verdade. vós sois o guru que me guia (…)”. O medo nos torna embotados. pois. (…) religião. profere uma conferência. residências suntuosas. pág.

as nossas relações com os outros. cumpre haver percepção clara da violência (…). assim também a possessividade. a ambição.Seleta de Krishnamurti completamente diferente. é asfixiado pelo mundo. (Novo Acesso à Vida. porém a compreensão do conflito total. sem interpretá-lo seja de que maneira for.a totalidade da vida. cujo entusiasmo está sempre vivo. de ansiedade (…) . (…) Vivemos em relação com alguém só enquanto essa relação nos satisfaz. sucumbe à influência do meio (…). as diferenças de classe. 15) Classes. vereis que esta sociedade está baseada no espírito de classe. por perturbações mundanas ou familiares. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. cientista. o antagonismo de classe. a desenfreada ambição de poder. burguês. 143) http://www. expressando-se sob a forma de espírito de classe e transformando-se em nacionalismo. (…) Ele não pode ser “chamado”. Ao passo que o homem ordinário. porém. mas que durante todo o tempo está empurrando essas coisas para o lado e tentando conservar a Visão sempre diante de si clara e pura. Auto-imagem do Ego Agora. divisão entre pessoas . pág. 1ª ed. e existirá então “outro estado”. mas tão somente para constatar um fato. conservando-as divididas. que é a base de nossa atual civilização. porque uma mente medíocre não pode chamar a si a imensidade. o sentimento de medo. Vê-se a divisão das religiões (…). ela é uma mente nova. pág.como engenheiro. 19) E há também a luta de classes . os sentimentos e o trabalho alheios. (O que te fará Feliz?. Complexo. sofrimento. (Da Solidão à Plenitude Humana. pág. (O Reino da Felicidade. Acha-se num estado de criação. 225) Quando a mente está livre do “conhecido”.. fora do tempo. o espírito de aquisição. ele não vê a Visão. que nunca se deixa abater pelas coisas insignificantes da vida. isso.como entidade dividida. cada um numa só seção ou parte . e não a distração que é o esforço de “vir a ser alguma coisa”. (Idem. separa as pessoas. A percepção mesma dessa verdade é transformação (…). uma mente “inocente”. as inumeráveis crenças (…) eis os fatores da violência. (Viagem por um Mar Desconhecido.ao perceberdes essa verdade. mas.krishnamurti. negociante. ao contrário. Isolamento. exige atenção total. pág. que luta incessantemente para conservar clara a Visão. abandonamos essas relações. inominável. a avidez. artista. 19) O apetite de ganho. 50) (…) Ao verdes que a distinção de classe é coisa falsa. de domínio. pág. A mente não pode imaginar aquele estado de imensidade. que ela cria conflito. advogado. lutas de classe.20) Para compreender a violência. (…) Assim como as crenças separam as pessoas. imensurável. que é. físico . fizemos uma separação de nós mesmos em classes. (…) (Palestras em Auckland. dividiu o homem contra o homem.não emprego a expressão “luta de classes” no sentido comunista. E cada fragmento está em guerra com outro fragmento.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 229-230) (…) Para mim o gênio é a pessoa que distingue a sua meta. guerras de classe. a inveja. fragmentária. (O Caminho da Vida. (Idem. se atentardes bem. (…). não a compreensão de vosso conflito individual. (…) Uma de nossas dificuldades é que funcionamos fragmentariamente. desprezando-o ou sentindo-se superior a ele. pág. ela própria vos liberta. (…) esse conflito total que inclui o nacionalismo. Em nosso desejo de possuir. se examinarmos a nossa vida. a compreensão da natureza do conflito exige. ainda. 1934. o desejo de posição e prestígio. Mas. 25) Ora. Toda mediocridade deve acabar. (…). pág. de dominar as idéias. de culpa. pág. que marcha firmemente para o seu alvo. espírito de segurança. pág. no momento em que ocorre em nossas relações uma perturbação que gera desconforto em nós. pág.org. veremos que são um processo de isolamento. governos de classe. O nacionalismo. 128) Por conseguinte. limitam-nas. o desejo de poder.

Há. não ter nenhuma imagem de si mesmo? (Idem. pois. (…) Quando digo: “Estou ferido” .Seleta de Krishnamurti (…) Assim. (…).que é que se sente magoado? Não é por acaso a imagem. pág. 209-210) (…) Um homem que é feliz. quer seja uma muralha psicológica. e procurais então “aproximar” a imagem ao problema. se eu tenho uma imagem de mim mesmo. pág. (Percepção Criadora. pág.org. em que erguemos uma muralha. e só sou capaz de olhar os fatos diários com os olhos dessa imagem. enquanto o que aqui estamos tentando fazer não é resolver o problema.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág.krishnamurti. e dessa base é que olhamos a coisa que nos causa dor ou prazer. (…) da seriedade. quer seja uma muralha material. pela posição ou pela autoridade. a representação (conceito) que o indivíduo tem de si mesmo? (…) (La Llama de la Atención. superficial. o poder. Como é http://www. na psique . E a conseqüência disso é que nos isolamos mais e mais (…). a posição. um infeliz que precisa preencher-se. vemos que elas constituem um processo em que levantamos resistência uns contra os outros. a vaidade. (…). psicologicamente. mas conservamos sempre a muralha e permanecemos atrás dela. muito depende de considerar o problema (…). (…) a estrutura da imagem. 144) Se prestais atenção ao que estou dizendo e o seguis sem esforço. 1ª ed. em geral uma imagem algo lisonjeira. pelo poder. que é o “eu”. ambicioso bem sabeis que imagens a maioria das pessoas têm de si próprias. (…) a máscara com a qual afirmamos procurar a Deus. temos a correspondente imagem de nós mesmos. essa imagem terá de contradizer os fatos da existência diária. 94) Tendes. pág. porém. Quer dizer: por mim mesmo. Cada um de nós tem uma imagem de si mesmo. não se entusiasma pelo bom êxito. 27) Devemos tomar o conteúdo de nossa consciência e olhá-lo. (O Descobrimento do Amor.como sois. tem de si próprio a imagem de que é um ser humano extraordinário. E o fazer cessar completamente esse centro é a única revolução verdadeira. pois. Se possuímos um título de doutor ou somos dona-de-casa. senão internamente. ou um homem vaidoso. os aflitos. sim. que ama. A quase todos nós nos recalcam desde a infância (…). graças a seu saber. constrói um muro ao redor de si mesmo. 95) O indivíduo. As ações que procedem desse trauma psicológico são obviamente neuróticas. e a vaidade corrompe. 131) Como é estranho o desejo de se exibir ou de ser alguém. E quando o indivíduo se sente ferido. então. Invejar é odiar. vazio. ou como homem muito humilde. porque. pág. ou a imagem de si própria que a mente criou. É possível. o problema é criado pela imagem e não pelo próprio fato. (…) Para a maioria de nós existe um centro. 16) Por conseguinte.e dessa imagem olhais a coisa que se chama “problema”. porém do problema. ou interpretais o problema de conformidade com o padrão estabelecido por essa imagem. não da imagem. pág. temos o impulso de sentir-nos superiores. 94-95) Pois bem. (Idem. ou como deveríeis ser ou deveis ser . ou um homem mal sucedido na vida. se nenhuma imagem tivermos de nós mesmos. (…) (Idem. o “ego” (…). encontrareis a solução correta. uma muralha nacional. em geral. uma muralha econômica. 95) Quando somos inferiores. Cada um tem uma imagem de si mesmo (…). podemos resolver o problema. Os infelizes. e por isso desejo máscaras: (…) a máscara da superioridade e da nobreza. Por conseguinte. a todas as formas de experiência.. (…) Ora. O pensamento criou essa imagem e é ela que fica magoada. não ambiciona posses.a imagem do que deveríeis ser. à tradição de família. (Idem. 16) (…) Todos temos uma imagem de nós mesmos: um vê-se como grande homem. outro acha-se um grande político. se examinarmos as nossas vidas e observarmos as nossas relações. e o descobrimento da solução correta é a revolução no centro. pág. com todo o orgulho. e isso cria a imagem (…) de si mesmo. O problema nunca será resolvido enquanto a imagem existir . por cima da qual olhamos e observamos os outros. é que buscam o poder e o bom êxito como refúgios de sua própria insuficiência. sou insignificante. (…) (Que Estamos Buscando?. à história.não fisicamente. pág. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. Estais cônscio. (Idem. pág. uma imagem de vós mesmos . a imagem e o problema.

o saber é essencial em certos níveis da vida. (Autoconhecimento. vemo-nos perdidos. e. pág. se formos inteligentes. o interrogante deseja saber (…). estamos cheios de palavras. 129-130) Enquanto nos servirmos dos conhecimentos técnicos para promoção e glorificação do indivíduo ou do grupo.Seleta de Krishnamurti difícil a simplicidade e a autenticidade! A autenticidade é. onde há temor. o “eu”. A compreensão de nossas ânsias e desejos ocultos vem da plena consciência deles (…). geradores de confusão. do “eu”. para podermos viver. 113) Utilizamos. A maioria de nós aspira a títulos. muito mais interior e psicológico. gradualmente. sendo que suas experiências dependem do seu fundo de condicionamento. uma tarefa das mais árduas. pág. assim também o professor. rótulos e termos. não há amor. É muito fácil fingir ou representar. posses. as necessidades do homem não serão organizadas. por meio do progresso técnico. precisamos principiar por nós (…). 113-114) (…) O cientista utiliza o saber para alimentar a vaidade. mas é extremamente complexo sermos aquilo que somos. fama. É o desejo de segurança psicológica. mas o uso apropriado desses conhecimentos é negado enquanto houver nacionalidades separativas. que baseamos as nossas relações no auto-engrandecimento. suscitam as lutas de classe e de raça. Servimo-nos das coisas. (…) bom êxito. http://www. sem esse saber. ao passo que o desejo de se tornar alguém oferece pouca dificuldade. a fim de a compreendermos. é extremamente difícil sermos o que somos. (…) (Idem. entendemos o saber como “experiência”. Correto Pensar. pois. o problema. 165) Portanto. tem de haver violência. 114) Que sabem eles? Só sabem o que está nos livros.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 1ª ed. (…). devemos desembaraçar a mente de tudo isso e observar-nos sem paixão.org. (…) Vemos. a que damos o nome de saber. pág. de conhecimentos. o puro ato de ver destrói aquela estrutura psicológica. de idéias. Já não observastes os Pundits. pág. mas como meios de satisfazer uma necessidade psicológica (…). vestir e dar casa ao homem. (…) poeta. Isto é. é usado por vaidade e se torna o sustento. (…). qual é a natureza do saber? Que queremos dizer quando afirmamos que o saber é necessário para acharmos a Deus. pág. o saber. que é meramente informação. em torno de nós e em nós próprios. de coisas. Assim. pois. que. pág. Portanto. (Diário de Krishnamurti.todos querem ser alguém no mundo.já observastes como todos eles estão “inchados” de saber? Já observastes como o saber dá o sentimento de expansão do “eu”. 114) Desse modo. Mas. que está destruindo a segurança física do homem. pág. o “eu sei e tu não sabes” (…). 247) Como dizia. 114) Se quisermos criar uma sociedade sã e feliz. pág. das posses. Os mais de nós. (…) os gurus . abriremos mão da pretensão de sermos alguém ou alguma coisa. (…) (Idem. pelo “eu” para se fortalecer a si próprio? (…) (Novos Roteiros em Educação. 128) Vemos. em si. 166) Agora. não como meras necessidades. dessa forma. É o que está acontecendo no mundo atualmente. e tudo isso implica (…) uma necessidade psicológica (…) (Que estamos Buscando?. para que procedamos assim. com efeito. pág. a propriedade se torna um meio de engrandecimento próprio. pág. é preciso desvendar a nossa face oculta. como escritor. do que exterior e objetivo. Esse saber não é utilizado pelo “ego”. expô-la sem medo. (…) (Arte da Libertação. desejos e ações exclusivistas a redundarem no empobrecimento das relações. pois. queremos que reconheçam nossos méritos. ou (…) o que experimentaram. Em lugar de conferirmos importância a nomes. para nosso engrandecimento próprio. por sua vez. E enquanto nos servirmos de pessoas. ou vosso pai. (…) (Idem. o conhecimento como meio de fortalecer o “ego”. (…) (Idem. (…) os pais.. é.krishnamurti. terras. (…) (Novos Roteiros em Educação. afora isso. libertando-nos do sofrimento e do desejo de ser alguém. Há conhecimentos científicos suficientes para alimentar. a nutrição do “ego”. (…) No mundo dos negócios ou no mundo social. (…) (Idem. na política. com governos e fronteiras soberanos. (…) ou vosso mestre . para que deixemos de ser alguém. (…) Mas. posição. virtudes. e o saber sem amor é destrutivo. ou que o saber é necessário para nos conhecermos a nós mesmos (…)? Aqui. pois.

171) Sabem o que a palavra “respeitabilidade” significa? Vocês são respeitáveis quando são considerados (…) pela maioria (…) E o que a maioria das pessoas respeita (…)? Respeitam as coisas que elas mesmas desejam e que projetaram como meta ou ideal. desejo de fugir. conquistou o respeito da maioria. e vede como ficam sem brilho. vazios! (…) (Idem. Assim faz o “sannyasi”. famoso. diferenças de classe. nada podem enxergar além deles. 117) (…) O que você diz pode até ser um completo disparate. através da música. 147) Sua “moralidade de vidraças coloridas”. Estão encerrados dentro dos muros da sua virtude. Importa. interiormente. O professor. o que se tornou importante. sim. 251) Distinções. em virtude do seu saber. porque temos medo de ser ninguém. 126) Se sois interiormente rico. estão vivendo no mundo das próprias ilusões.org. que nos impele para o desconhecido e. E quando você. pág. pág. pág. nem contradição. (…) (Debates sobre Educação. assim fazem os primeiros-ministros e os ricos. Ignorância A maioria de nós aspira à satisfação de ocupar certa posição na sociedade. com base em ideais e crenças religiosas. 1ª ed. de prestígio. (…). ou tem grande reputação política. moralmente agrilhoados.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . velhos e jovens. nem conflito. porquanto o respeitável está coberto de hipocrisia. dispondes de abundante energia para acompanhardes o fato “até o fim”. 126-127) Todos nós. 117) Um dos empecilhos ao viver criador é o medo. Mas o chamado pecador está mais próximo de Deus do que o homem respeitável. não desejais tornar-vos alguém. ostentando seus carros. desejamos ser altamente respeitáveis (…) Respeitabilidade implica reconhecimento por parte da sociedade. cumpre descobrir.. perceber o que existe em nós que está criando confusão. pág. representa desejo de dominar os outros. 37) O marajá gosta de mostrar que é algo. (…) E qual é a causa dessa agressividade? O medo. A http://www. Os indivíduos respeitáveis. de ser reconhecido pela sociedade como pessoa de destaque.e isso significa que não existe medo. pág. nada tem em comum com a realidade. pág. esnobismo. e despreza o resto. porque essa riqueza é bela em si mesma. dá-lhe uma sensação de respeitabilidade. (O Passo Decisivo. e a respeitabilidade constitui manifestação desse medo. as pessoas ouvem porque o consideram um grande homem. a posição. quando não buscais êxito. (…). Tirem-se-lhes o poder. Mas visto temermos a nossa pobreza interior. e de muitos outros modos. (…) (A Primeira e Última Liberdade. e a sociedade só reconhece o que teve êxito. não se há algo maior do que o conhecido. 19) Por conseguinte. não? (Liberte-se do Passado.krishnamurti. você é respeitado pela maioria. Por isso. que as coisas sejam vistas como são (…) para nos vermos exatamente como somos. ou escreveu livros de sucesso. e. sua posição. mas. estúpidos. sem dúvida.. Desejais também mostrar que sois “alguma coisa” entre vossos colegas de classe. adoramos o êxito e a respeitabilidade. e esse desejo de domínio é uma forma de agressão. o fato de a multidão o seguir.Seleta de Krishnamurti Felicidade. guerras. o pundit convenceu-se de que é alguma coisa. não conhecem o integral e verdadeiro significado da vida. E quando pouco vos importa se a sociedade vos considera respeitável ou não. Se você é rico e poderoso. Respeitabilidade. pág. quando atrás delas se abrigam. não sentis nenhuma necessidade de ostentar-vos. pág. assumimos ares importantes. (…) (O Verdadeiro Objetivo da Vida. (Idem. por conseguinte. da arte. A sociedade é formada de tal modo que o cidadão que ocupe posição respeitável é tratado com toda cortesia (…) Esse anseio de posição. de poder. quando você fala. existe então intensidade . suas riquezas. (A Educação e o Significado da Vida. dessa forma. Títulos. seus títulos. 1ª ed. pág. o dinheiro.

21) (…) Afinal de contas. A felicidade lhes é negada porque evitam a Verdade. pág. (…). não separados por nomes e rótulos. (…) caridade em nossos corações. pág. pág. 31) (…) Não há compreensão no culto das personalidades.org. e por isso a indignação é sua virtude. vós mesmos. nacionalidades. se tornam coisas importantes quando o coração está vazio. pág. de frases. devemos desembaraçar a mente de tudo isso (…). sejam títulos mundanos. de palavras. (…) (A Arte da Libertação. e a capacidade ou a virtude. é talhar para si mesmo uma posição no mundo. A divisão em grupos. e quedamo-nos satisfeitos. naturalmente. as pessoas respeitáveis acham-se também em confusão. precisamos principiar por nós. de certeza. Mas rótulos. políticos ou religiosos. Somos adoradores de palavras e de etiquetas. Os homens respeitáveis são sempre a nata da sociedade. 45) (…) Divisão é ilusão. de adotardes determinados rótulos: nacionais. (…) Estão sempre na defensiva. Este isolamento arrogante gera ódios e antagonismos nas relações humanas que constituem a sociedade. e com que se comprazem. pág. as riquezas. rótulos e termos. Intitulando-nos isto ou aquilo. ( Nós Somos o Problema. Quando os rótulos se tornam mais importantes do que tudo o mais.. não faríamos o menor caso de títulos (…). Bem sei que (…) a verdade nada tem que ver com as personalidades mesquinhas e tirânicas que adorais. de segurança psicológica. o seguir alguém. e lá vêm as guerras e outros choques. daquela segurança que vem com o dinheiro. são meios de explorar os outros. porquanto essas graduações só existem por causa das http://www. não ambiciona posição na sociedade. Porque os nossos corações estão vazios. pois isso só produz guerra.krishnamurti. 1ª ed. não percebeis que sois. (Autoconhecimento. os diplomas. 25-26) Se quisermos criar uma sociedade sã e feliz. pág. A verdade transcende todas as graduações. (…). enchem-se de coisas pueris (…). (Idem. 121) Os rótulos parecem dar satisfação. A virtude e a piedade são suas defesas. a religião organizada. 147-148) A respeitabilidade é um flagelo. sejam títulos espirituais. “muçulmano”. 20) (…) Para sermos entes humanos amadurecidos. 19-20) (…) Um homem sensato não pertence a grupo algum. 172) (…) Aquele que busca a verdade é um homem religioso e não tem necessidade de etiquetas. raças.Seleta de Krishnamurti despeito da moral pessoalmente imposta. “cristão”. Se tendes verdadeiro interesse nisso. então. Insinua-se furtivamente. pág. Francamente. um mal que corrói a mente e o coração. E enquanto estivermos à procura de segurança psicológica. (Comentários sobre o Viver. Em lugar de conferirmos importâncias a nomes. vos libertareis de todos os atos infantis. Se fôsseis realmente sensatos. pág. pág. parecemos nunca ultrapassar o símbolo. tais como “hinduísta”. Os rótulos que adorais carecem de significação. como uma explicação satisfatória da vida. Aceitamos a categoria a que supostamente pertencemos. (…) (Idem. (…). que são o nacionalismo. os títulos. e só então teremos um mundo pacífico. é fictícia. pouco vos importaria o nome que vos dessem. através das coisas. (…). Ser respeitável é sentir-se vitorioso. (…) (Novo Acesso à Vida. ocorre a divisão. política ou religiosamente. palavras. isso é falta de maturidade. (…) (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Vivemos sob a influência de títulos. destituídos de significação. Correto Pensar. os títulos. O medo habita-lhes os corações. não veneraríeis os rótulos. as posições. sofrimento e conflito. como tais. e. Somos entes humanos. cheios de medo e de suspeitas. (…) É só isso que fazeis. seguramo-nos contra futuras perturbações. geradores de confusão. construir em torno de si uma muralha de segurança. explorados e que portanto criais o explorador (…). tem de haver disputa em torno das coisas. 19) Senhores. (A Luz que não se Apaga. Felicidade. pág. causadores de conflitos e sofrimentos. (…) (Comentários sobre o Viver. destrói o amor. são utilizados como meios (…) de sobrevivência psicológica. (…) Se tivéssemos amor. precisamos desfazer-nos desses brinquedos absurdos. o poder. (…) Os homens respeitáveis nunca podem estar abertos para a Realidade. eis porque interiormente estamos vazios e sofremos. o sucesso.

ou ter o título de “Sir” ou de “Lord” ou algo semelhante. pág. 48) (…) Minha mente. se não conheceis a vós mesmos. 40-41) Vós sois nada. da solidão. 1ª ed. nas possessões. 117) Psicologicamente. e bem assim o processo da ação auto-induzida. pág. Há ignorância quando não existe autoconhecimento. entretanto. vaidades. 117) (…) Podeis ser capaz de citar o Bhagavad Gita. se sois rico interiormente. o cuidar meramente de colecionar fatos (…) é uma maneira muito estúpida de existir. pág. Todos quereis ser alguém no Estado. apesar disso. que não conhece suas próprias ilusões. a mente diz: “Preciso transformar-me” . porque interiormente não sois ninguém. mas. 1934. (…). vos sentis importante. todas essas bugigangas. o Alcorão e a Bíblia. os vossos diplomas de B. deste nada. (Que o Entendimento seja Lei. (…). ele existe. não importa o que façais para evitá-lo. Podeis ter vosso nome e vosso título. afinal de contas. debaixo do qual está uma escuridão que http://www. propriedades e depósitos nos bancos. e o “estado de não saber” outra coisa muito diferente. percebendo a sua própria insuficiência. 40) (…) Tirem-se-lhes os títulos. conhecido e falado no mundo inteiro. e isto se tornou moral.. podeis ter poder e fama. (…) (Diálogos sobre a Vida. Califórnia. 5) Esta é a opinião (…). A luz do saber é um manto suntuoso. pág. Por que desejam as pessoas ser famosas? Em primeiro lugar. (…) (Palestras em Ojai.As. verdadeiro. as posições. invejas. ou podeis simplesmente não desejar estar cônscio dele. (…) (A Cultura e o Problema Humano. o Upanishads. Sem vossa propriedade. também. (…) (Idem. então pouco vos importa serdes conhecido ou desconhecido. E por que não ser nada? Sede nada (…). todavia. que resta de vós? Perdeis toda a importância. por isso. nada sois. as duas nenhuma relação têm entre si. também estamos tentando. pág. Se sois conhecido em todo o mundo. mas.a gente muito importante? (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito.krishnamurti. Sendo o centro do “eu”. E quer-me parecer que nós. as decorações. pág. pág. de várias maneiras. porque proporciona muito prazer. (…) (Comentários sobre o Viver. sois extremamente estúpido. apesar de todas estas defesas. Mas. diplomas. 36-37) Reflitamos juntos. e. 1ª ed. (…) imortalizado. a propriedade. e eles ficam reduzidos a nada. sois tal qual um papagaio a repetir palavras. desejais ser conhecido no mundo exterior. e isto se baseia no espírito de posse. a gente comum. sois o mesmo que nada. (Idem. pág.. (…) (Palestras em Auck1and. põe-se a adquirir posses. não somos absolutamente nada. terminar o conflito é “ser nada”.As e M. etc. se tirardes o nome. (…) Sem autoconhecimento. etc. 1936. ser ignorante. pág. pág.e põe-se a criar incentivos para si. A ignorância não deve ser confundida com a mera falta de informação. Uma pessoa pode ser muito ilustrada. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. muito hábil. Desejais ser famoso. muito eficiente e talentosa e. títulos (…). 182) A paixão pelo saber é como outra paixão qualquer. A ignorância é a falta de compreensão de si próprio. Podeis não estar perfeitamente cônscio deste vazio.org. o título.89) Uma das camadas ou seções deste fundo é a ignorância. O homem ignorante é aquele que não se conhece. que sois vós? Que são todos os VIPs (very important people) . 48) (…) Interiormente. interiormente. 26) Ignorância é uma coisa. mas.Seleta de Krishnamurti limitações humanas. porque é vantajoso (…). 18) (…) Afinal de contas. (…) A ignorância existirá enquanto a mente não desvendar o processo mediante o qual cria suas próprias limitações. da frustração do ser nada. se não conheceis a vós mesmo. e a maioria de nós tem medo de enfrentar o “ser nada” (…). (…) e. sua pobreza.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Claridade na Ação. e desse modo se fortalece no “eu”. oferece uma fuga aos terrores do vazio. (…) (A Cultura e o Problema Humano. sem vossas medalhas. pág. 107) Podeis ter todos os graus acadêmicos do mundo. nenhuma riqueza tendes.. pág. (Idem. Mas. pág. tornar-nos algo.

138) (…) A ignorância não se dissipa com o acumular fatos e informações. e nunca dissolverá o conflito e o sofrimento (…) (Idem. Essa ignorância engendra toda espécie de superstição. A adoração do saber é uma forma de idolatria. dotados de vasta cultura e experiência. como (…) qualquer entorpecente. das aptidões com que se ganha fama. (…) de leitura de muitos livros filosóficos: ignorância é a falta de conhecimento próprio. pág. as esperanças.é o maior dos males. Há ignorância. não libertam a mente da ignorância. isso o computador pode fazer muito melhor do que a mente humana. (…). mesmo quando somos bem ilustrados. (…) (Autoconhecimento. compreendendo esse processo total. o tempo tem de existir. Ainda que uma pessoa tenha lido muitos livros filosóficos e sagrados e seja capaz de citá-los.. por força de sua própria natureza.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Idem. mas não é isso o Real. pág. Ignorância é a total ausência de autoconhecimento. um refúgio. a malevolência e a luxúria causam aflição e que. a imaginação. 138139) Verdade. pág. seja pela negação seja pela afirmação. pode haver o amor. Esse desejo (…) é a causa do temor. A mente tem pavor a este desconhecido e por esta razão foge para o saber. amor. estais mais capacitados para solucionar vossos problemas e sofrimentos. Nosso pensamento está ocupado numa constante busca de segurança. (…) (A Arte da Libertação. Realidade Viva. notoriedade. que representam uma acumulação de palavras e experiências alheias. podeis palrar a seu respeito. Felicidade. pág. e o saber é ignorância quando não há compreensão das atividades do “eu”. 1ª ed. (…) (Idem. e justamente este saber constitui um obstáculo à compreensão do desconhecido.krishnamurti. (Comentários sobre o Viver. 127) O que é conhecido não é o Real.. (…) tal percebimento liberta a consciência ou a energia que é inteligência. pág. A inteligência que promove a expansão do “ego” busca. (…) conflitos. a verdade das suas atividades. e o saber torna mais forte esta resistência. a base do impulso para a acumulação. Ser ignorante não é ser destituído de saber. A ignorância . Proximidade.Seleta de Krishnamurti a mente não pode penetrar. (…) (Palestras com Estudantes Americanos. (…). (…) malefícios e (…) ilusões (…). dinheiro. pesada e rotineira. não tarda a http://www. o que é de lamentar. A ignorância é falta de autopercebimento. pensando na verdade. (…) A acumulação é resistência egocêntrica. Em maioria. 24) (…) Mas. Sem Caminhos Não precisamos procurar a verdade. para as teorias. (…) (A Primeira e Última Liberdade. momento a momento.org. se não eliminarmos esses obstáculos. 106) É bem perceptível o processo do sofrimento. perpetua o medo. essas citações. gera a esperança e o desespero e todas as invenções e teorias da mente astuciosa. Ela é a verdade da mente. Correto Pensar. com todas as suas tribulações. de certeza. O desejo de acumular é o desejo de segurança e de certeza. quando se compreende o processo da acumulação. A compreensão do “eu” é a libertação das prisões do saber. 24) Tenho procurado explicar que a ignorância. 24) Só se está liberto do saber. somos superficiais e vulgares. 24-25) (…) Ignorância não significa a falta de conhecimentos técnicos. pág. só quando a mente. originaremos inevitavelmente o conflito. o prazer assume toda a importância. Quando dizeis que. (…) a vida se torna vazia. Enquanto a mente se servir da consciência como atividade do “eu”. (…). não é fácil pôr de parte o saber. o que é desperdício de tempo. A verdade não é uma coisa que está muito longe de nós. a confusão e a miséria exteriores. cessa de existir. mas há também (…) o sofrimento causado pela ignorância.a falta de conhecimento de nós mesmos . pág. significa isso que vos estais servindo de uma suposta verdade. (…) Podeis ler sobre o Real. E faltando-nos o amor. Não só existe essa espécie de sofrimento. 1ª ed. Impede o correto pensar e dá importância primária às coisas secundárias. pág. Se estamos cônscios dessa verdade. o qual destrói toda comunhão.

Isso não requer nenhuma renúncia extraordinária. cada palavra. estará sempre subordinado ao tempo. precisamos começar com o que está perto. (Idem. é de importância primacial. Uma mente assim não anda em busca dos seus próprios desejos. porque essa mente descobre o imensurável. os desatentos. precisamos começar muito de baixo. pág. 1ª ed. E começar com o que está perto significa estar livre da ambição. A verdade nunca fenece. o supremo. pág. (Poder e Realização. Só assim é possível a paz. por certo. mas entes humanos criadores. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (Viver sem Temor. (…) estar aberto para a verdade. O que se acumula é sempre destruído. 58) A compreensão do conflito. ela vem às escuras. os indolentes. para compreendermos aquilo que representa o mais alto. 108) http://www. como pode a mente buscar a realidade? Pode inventar a “realidade”. se começarmos com o que está muito perto de nós. e não quando nos preparamos para recebêla. 14) E sem compreendê-las. um homem que realmente desejasse achar. a mente deve deixar de criar. porque só pode ser encontrada de momento a momento. (Que Estamos Buscando?. (…). E se vós e eu pudermos achá-la. 42) (…) A verdade não é acumulativa. (…). isto é. célebre.não seremos então propagandistas. Ela está presente momento a momento. pág. mas só podemos ir longe. pois. Para experimentar o real. O que é acumulativo (…) é a memória. (…). Que é esta perturbação? (…) Sem começarmos com o que está perto. do desejo de ser bem sucedido na vida. para alcançar o que está longe. às escuras. Como é possível descobrirdes o que é novo. pode repetir a experiência alheia. pág. que precisa ser descoberta de novo. (…) Assim. não é o real. do desejo de ser algo. pág.para este há a sensibilidade de penetrar muito extensamente. nas sombras da noite. 129) A mente desejosa de transformação futura (…) nunca poderá achar a verdade. (Idem. quando desconhecemos nossa própria esposa? Positivamente. (…). (Que Estamos Buscando?. não pode compreender a verdade. (…). pois. 14) (…) Para chegar longe. com a carga do velho? É só pelo desaparecimento dessa carga que se descobre o novo. o sono e a insensibilidade. numa lágrima. pág. o “ego”. 29) A verdade não pode ser acumulada. queremos chegar longe. o real. e vivê-la .org. em cada pensamento. precisamos averiguar o valor das coisas. Como podemos conhecer o que está perto de nós. na vida de relação. famoso (…). 28-29) Mas o homem que começa com o que está perto. (…). 29) Não podeis subir muito se não começais por baixo: não quereis ser simples. e por isso a mente não a pode reter. 129) (…) A verdade não é abstrata. cada gesto. mas um estado de elevada sensibilidade.. e pela memória nunca se pode achar a verdade. O que tem duração não é eterno. que está cônscio dos seus gestos. (…) (Idem. pág.. porque tudo o que ela criar (…). (Idem. pág. porque a memória é produto do tempo (…). sua conduta . 51-52) Nessas condições.o próprio viver é o descobrimento dela .krishnamurti. (…) e só nesse estado de sensibilidade pode-se receber a verdade . 1ª ed. de falar. num sorriso. (Idem. pág. (…) Assim. das relações e das idéias com que nos ocupamos cada dia.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . teria de começar muito perto de si.Seleta de Krishnamurti resultar. daí. (…). uma mente que está presa na rede de palavras. A eternidade está no agora. não quereis ser humildes. Mas isso. (Novo Acesso à Vida. pode copiar. pode imitar. conhecer a verdade. tudo isso denunciando o “eu”. 264-265) O importante. cada relação. (…) (O que te fará Feliz? pág. muito perto de nós. muito amplamente nas causas do conflito. pág. tendo lido muitos livros. pág. Como um ladrão. Porque a verdade é uma coisa que deve vir momento a momento.a qual não é para os insensíveis. sua fala. deveria avivar a própria sensibilidade. clara e simples. é que se compreenda por que razão a mente está sujeita a ser perturbada. sua maneira de comer. pois. tornando sua mente apurada. precisamos começar com o que está perto. Ela nos vem súbita. mediante vigilância.

Conseqüentemente. porque está além do tempo. o vazio. como um meio de fugir à vida. (Experimente um Novo Caminho. 107) (…) Só existe a verdade quando estais livres da dor. tendes de sofrer uma devastação antes de descobrirdes a verdade. e para uma coisa viva não há nenhum caminho . para a descobrirdes tendes de ser aventuroso. (…) (Que o Entendimento seja Lei. é negar a verdade. A vida nos esmaga. pág. delicada. no estarmos cônscios. (Idem. estar pronto para o perigo. 121) (…) Por outras palavras. tendes de ser posto frente a frente com o vácuo. da nossa conduta. (Idem. (…) (A Arte da Libertação. E porque vossa mente está livre da memória. e existe amor no vosso coração. e o que tem continuidade não é a Verdade. e a maioria de nós procura a verdade por essa maneira. e aí se encontra a realidade. 150-151) (…) A verdade é uma coisa viva. (…) (A Arte da Libertação. Ela virá. então. da agressividade que ora vos enchem a mente e o coração. pág. a verdade está muito perto. a todos os momentos. estais apenas à procura (…) de segurança. (…). sem possibilidade de fuga. (…) (O que te fará Feliz?. a verdade tem um lugar permanente? A verdade ocupa um ponto fixo? A verdade tem morada. (Idem. Porque a verdade não tem caminho. 123-124) http://www. sem dúvida. pág. viva. porque o reconhecer que não sabemos é uma experiência verdadeiramente devastadora. e não se vosso coração está cheio das coisas da mente. (…) E ela só pode vir quando a mente está vazia. pág. e pensais que um guru vos ajudará a ser aventuroso.krishnamurti. com a propriedade e as idéias. não vos sintais desapontados . Toda idéia é produto do pensamento. A verdade não está longe. (…) a realidade está na compreensão da vida de relação. pág. tereis então de achar um guru que vos leve a esse ponto. sem ser pressentida. Mas é a verdade permanência? Não sabeis. ou é uma coisa dinâmica. pág. 123) Vossos pensamentos e especulações a respeito da verdade não têm validade. 4) A verdade só pode vir a vós quando vossa mente e coração são simples e claros. pensar na verdade.org. Mas especular sobre a verdade. (…). (…) a ele nos apegamos. mas. 123) Mas. Ela surge súbita como a luz do sol. a viver no perigo? Se procurais um guru. no sentido de que não a levamos conosco como lembrança da Verdade que foi percebida.só para as coisas mortas pode haver um caminho. quando a mente desiste de criar. (…) como consideramos os outros. para a receber. para o homem que busca a verdade. de total frustração. é porque não sois aventuroso.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . p. é sobremodo exigente e dolorosa. Virá veloz como o vento. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida. Ao perceberdes tudo isso e alcançardes aquela bênção chamada amor.“esquecida”. porque a conduta correta significa virtude. (A Outra Margem do Caminho. do nosso falar. sem a chamardes. conhecereis então a verdade do que se está dizendo. precisais achar-vos naquele estado de incerteza. o guru é inteiramente desnecessário. 13) Ora. pág. vosso vizinho. mas a verdade é amável. Só então achareis o que é verdade. generosa e encantadora para aqueles que compreendem. Mas não ousais declarar que não sabeis. e esquecida . 123) A realidade não é algo abstrato ou teórico.a verdade nem sempre é aprazível. quando procurais o guru não estais em busca a verdade.Seleta de Krishnamurti (…) Não vos choqueis. naquilo que pensais e sentis. desejando-a. pura como a noite. A Verdade é para ser percebida instantaneamente. A verdade vem no escuro e não quando estamos à sua espreita. e portanto sem pouso certo? A verdade está em movimento constante. A verdade é rude para aqueles que não compreendem. e o pensamento é memória (…) Assim. mas se dizeis que ela é um ponto fixo. em vossas relações com vossa família. da maneira como tratamos as pessoas. pág. procuramos um guru para nos ajudar a fugir. 79) A verdade não tem continuidade. pág. buscais segurança num nível diferente. da ansiedade. (Idem. 123) Procurar a verdade em alguma esfera abstrata é pura ideação. pág. e o guru se tornará necessário para vos apontar o caminho. sem nenhuma passagem por onde fugir. (…). deve o coração estar cheio e a mente. a qualquer instante (…) a Verdade reaparecerá. vazia.

isso por certo não é Deus. para o descobrimento de vós mesmos. o “meu”. e essa compreensão não é difícil. pág. não é para as pessoas respeitáveis. O descobrimento traz alegria . vossa tradição. surge essa tranqüilidade só quando há compreensão.krishnamurti. o preenchimento do seu próprio “eu”. não no futuro remoto. (…) Por conseguinte. pág. (Comentários sobre o Viver. Podeis ter então uma disciplina. (…) tornar a mente serena. não “feita”. O tempo significa memória. (…). Para compreender esse agora. o pensamento deve cessar. mas exige toda a vossa atenção. porque a Realidade é o incognoscível. em cuja tranqüilidade e silêncio se encontra o Imensurável. pág. pág. numa tranqüilidade não artificial. (…) a verdade não pode ser encontrada nas coisas feitas pela mão ou pela mente. (…) (Poder e Realização. (…) (Idem. mas nenhuma fórmula existe para o seu descobrimento. Não podeis criar tranqüilidade à força. ela está no agora imediato. 214) Pelo contrário. 124) Enquanto existe o processo de pensamento. (Idem. Cumpre-nos compreender o processo do pensamento e transcender o pensamento. Tendes de lançar-vos ao mar desconhecido. portanto. a Realidade é algo que se manifesta momento a momento. Presos que estão na rede do tempo. não pode existir a verdade (…). pág. em qualquer nível (…). (…) a memória. o eu”. pág. um revolucionário completo. 93) Se a Realidade é o conhecido . que é comparada. Todavia. (…) (Poder e Realização. (…). e enquanto existe o oposto não pode existir a verdade. e não no futuro. nação. condicionar a mente. (…). Não há caminho para a verdade (…). Mas a verdade nada tem em comum com o saber. 93) (…) Mas a Realidade é algo que se conhece? E se a conhecemos. o inominável. (…). (…) forçar o pensamento a parar. mas nunca para o desconhecido. (Idem.então a coisa é muito simples: podeis abrir um caminho para lá. nem para os que desejam a expansão. cujo caminho conhecemos .não a alegria que é lembrada. pág. pág. vosso saber. grupo ou ideologia. (Idem. Onde está o pensamento está o oposto. a fim de não vos desviardes do alvo. 93-94) Não há caminho para a Verdade. um homem que está todo empenhado no descobrimento da verdade deve ser. 124) Nasce a verdade quando a mente está de todo tranqüila. 125) Existe um caminho que leva ao desconhecido? Há sempre caminho para o conhecido.o que não significa que deva contentar-se com o que é. interiormente. (…). mas não de acordo com algum plano ou padrão. porque a permanência que buscam é meramente o oposto da impermanência. a mente deve estar livre do tempo. e não com todo o vosso ser. o homem que deseja descobrir a realidade tem de sustar a busca . 125) A verdade vem a todo aquele que está livre do tempo. tudo que estais fazendo atualmente só serve para cultivar o pensamento. A verdade não é para os que buscam segurança e permanência.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . É negada a atenção quando viveis apenas no cérebro. (Idem. O que é formulado não é verdadeiro.assim como nossa casa. pág. mas a alegria que é sempre nova. Não pode pertencer a nenhuma classe. (…) várias formas de yoga. ele está sempre dentro da esfera do pensamento. A Verdade tem de ser descoberta.org. o impensável. Enquanto existe o “ego”. (…) a experiência. que não se está servindo do tempo como meio de auto-expansão. (…) (Idem. O autoconhecimento é o começo da sabedoria. Se a mente pode criar um Deus . Tendes de pôr-vos a caminho.Seleta de Krishnamurti (…) Essa realidade é um ser eterno no presente. essa eternidade. buscam aquilo que é permanente.como de fato cria . pág. porque o pensamento cria o oposto. 95) http://www. (…) (Idem. só então a verdade libertará o pensamento de seu próprio processo. isso é o Real? Por certo. (Idem. pág. e que só se pode encontrar no silêncio da mente. (…). 125) A verdade. e este mar desconhecido sois vós mesmos. e por isso nunca há para vós o novo. 93) (…) O que podeis pensar a respeito da verdade é produto de vosso fundo mental.

Quando desejais achar algo de novo. A verdade não é um condicionamento. que está sempre intervindo em tudo o que é novo. o saber e a cultura são empecilhos. pág. pág. de significação tão preeminente. visto que ela mora em vós. 42) (…) Precisais buscar a verdade por vós mesmos. ou. 114) Ora bem. A realidade não pode ser comunicada a outro. (Palestras na Itália e Noruega. Não há senda conducente à Verdade. por que não aplicais toda a vossa atenção à percepção do “que é”? Encontrareis. 111-112) A verdade se encontra no mar . o desconhecido. 153) Mas a verdade é uma realidade que não pode ser compreendida seguindo-se um caminho.krishnamurti. pág. ou perguntardes o que é Deus. como indivíduos. 10) Sinto que ninguém pode guiar outrem à verdade. vossa mente tem de estar muito tranqüila (…). que nos é dada a visão da verdade. é incapaz de buscar algo totalmente novo. pág. (A Primeira e Última Liberdade. Quando o indivíduo se houver compreendido a si mesmo. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. para a maioria de nós.do qual não existe mapa . (…) conhecer esse homem? (Uma Nova Maneira de Viver. não no exterior. em vez de procurardes aquele homem que alcançou a Realidade. de saber. porquanto. Estamos. ainda a mais instruída e apta a discutir eruditamente. e esta é a beleza da existência. e cada um tem de ser seu próprio capitão. 1933. quando estais investigando (…). para aqueles que desejam investigar. 116) (…) Conseqüentemente. (Coletânea de Palestras. não há caminho algum. e ninguém pode dizer-vos como encontrá-la. (…) Só quando estais absolutamente desnudo. porque a verdade é infinita. Ninguém pode ensinar-vos a ser artista. Sabemos que uma das causas da resistência é a especialização. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. Podeis dizer-nos o que é Deus? Krishnamurti: Senhores. deformação. portanto. 1930-1934.org. o desconhecido virá ao vosso encontro. mas um preenchimento constante. (…) Essa viagem é um “processo” de autoconhecimento (…) (O Homem Livre. 22) Pergunta: Vós alcançastes a Realidade. viverá num ambiente de perfeita harmonia e não contribuirá para a desordem do mundo. 95) Para descobrir a verdade. 1ª ed. (…) compreender o que é atemporal. (…) Ansiamos a segurança e esse anseio é um obstáculo à nossa libertação pelo conhecimento da verdade. Tendes de navegar por mares sem roteiros para a encontrardes. é uma terra sem caminhos. quereis que eu vos diga o que é a Realidade.. é que descobris. pág. livre de todas as técnicas. e outra causa é a imitação. o que se comunica é o que já se sabe. antes. (…) na ação. Os que se aprofundaram no autoconhecimento são flexíveis.o que não é desanimador nem empresa aventurosa. Índia. eles atuam como empecilhos ao que é novo. Nisso há imitação. Assim. (…) E que importância tem compreender a Realidade alcançada por outro homem. pág. uma modelagem da mente e do coração. pág. como sabeis que alcancei a Realidade? Para o saberdes seria necessário que tivésseis também alcançado a Realidade. mas isso não significa que cada um deva delinear um caminho para si próprio. e esta é a primeira ilusão a que estais presos. alguém poderá apenas dar-vos os pincéis e a tela e mostrar-vos as cores a usar. (…) (Palestras em Adyar. (…) (Idem. e o que é sabido não é o Real. O inquirirdes sobre a verdade implica que acreditais em um caminho para a verdade. (…) Digo que cada um deve descobrir por si próprio o que é a verdade. Mas pode o indescritível ser expresso em palavras? Pode-se medir o imensurável? Pode-se aprisionar o vento numa mão fechada? (…) No momento em que traduzis o incognoscível no que conheceis. não é mais o incognoscível o que traduzistes (…) (Idem. 1933-1934.do autoconhecimento. Tendes de entrar no mar desconhecido . (…). livre de todos os instrutores. O que pode fazer é apenas “projetar” suas próprias idéias ou provocar um estado “devocional” ou estático. piloto e marujo. entrando num mar desconhecido. o saber se tornou tão importante. (…) (O Caminho da Vida.Seleta de Krishnamurti (…) A mente limitada. A dificuldade está em que. 117) http://www. Se a mente está repleta de fatos. então. (…) Não há guia. pág. 221) É só quando o pensamento está libertado dos valores materiais criados pela mão ou pela mente.

krishnamurti. assim também a realidade está contida no “que é”. de segurança. É bem provável que a mente só possa descobrir o que se acha além das medidas do tempo. O reconhecimento só ocorre através da memória. pois. pág. aquilo que é novo não pode ser reconhecido. então é bem possível que cheguemos a um ponto em que não há mais busca . Meios de Fuga. pág.(Visão da Realidade. pág. pág. é possível achar algo novo? Por que buscamos. Mas. esse processo de ajustamento é a nossa vida.Seleta de Krishnamurti (…) Não pode a realidade manifestar-se àquele que quer “vir a ser”. O eterno. (…). seguimos avante. 218-219) Assim. o ser impelido de http://www. deve ser algo totalmente novo. (…) se somos medíocres. disciplinando. e por que desperdiçamos tanta energia nesta luta? (…). (…) nas relações com pessoas. (…). de manhã à noite. 117) (…) Assim. da experiência acumulada a que denominamos saber. queremos preencher a nossa ambição. depois de obtê-la. rezando. o processo psicológico que nos impele a buscar? (…). e. se temos talento. Assim como a solução de um problema está contida no próprio problema. (…) Lutamos para obter uma coisa. compreenderemos a Verdade. não vos parece de todo fútil essa busca? Estar cativo na gaiola de dada disciplina. se somos ambiciosos. 21-22) (…) Por certo. quando não está mais a buscar . o que é Deus. Nossa vida é um perpétuo campo de batalha. Pela busca. pág. pág. A Realidade está presente aqui. da memória. pág. procedendo portanto do “fundo”. mas nós a distanciamos. aos guias (…). Nossa vida é uma série de exigências de conforto. àquele que luta. rogando.e talvez seja esse o estado necessário para o aparecimento de algo novo. (…). (…). (…) Essa libertação só é possível mediante meditação correta. iremos deteriorar-nos. e. pág. o atemporal existe agora. pois. (…) não é reconhecível. queremos ser belos. esperando encontrar a felicidade. Busca sem Motivo Vejamos. (…) (Visão da Realidade. e se formos capazes de compreender o “que é”. pág. 117) Busca da Verdade. (…). (…) (Idem. que é que desejamos? Vendo-nos atribulados. Entregamo-nos às crenças. (…) Deus. etc. queremos brilhar. 219) (…) Andamos de um padrão para outro. a verdade. essa coisa não é nova. satisfeita. (Idem.mas isso não significa deva ela estar contentada. queremos dar significação à vida. de uma filosofia ou sociedade para outra. 215) (…) E por que é que buscamos? É por nos sentirmos muito perturbados. 219-220) Ora. queremos achar o que reside além da mente. queremos acabar com o conflito. aos livros. não está longe de nós a Realidade. se pudermos descobrir todo o mecanismo desse processo de busca. (…) (Idem. indagando. e não pode o agora ser compreendido por aquele que está preso na rede o tempo. reconhecimento. se somos religiosos. a mera busca será muito pouco significativa. (…). 23) Não vos parece importante investigarmos o que é que estamos buscando. cultivando. (…) de um retiro tranqüilo (…). (…). e temos também raros momentos em que desejamos descobrir o que é a verdade. sacrificando. Se reconhecemos uma coisa. 218) Esse esforço intenso. estagnar-nos (…). se não buscarmos.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Idem. se nos é possível examinar juntos este problema real da busca. (…) ao nosso alcance. pois.org. se somos intelectuais. (Da Solidão à Plenitude Humana. ela só pode manifestar-se àquele em que há o “ser” (…) que compreende o “que é”. (Idem. E achamos que. ignorando a significação dessa luta. felicidade. neste momento. (Idem. recorremos a outra pessoa. que significa ação completa. preenchimento. muito descontentes com o que somos? Se somos feios. queremos tornar esse talento mais vigoroso. posição. e por que buscamos alguma coisa? Por que existe em nós esta extraordinária ânsia de procurar e achar. vendo-nos em conflito. Sem a compreensão desse estímulo. querendo mais. de uma gaiola para outra. e que é que buscamos? Qual o motivo. (…) tudo o que achamos é coisa já experimentada. queremos paz.

(…) (Idem. 222) Comecemos pelo que está perto. que é tempo. nobres e ignóbeis: desejo de riquezas e poder. 220) Ora. pág. de uma disciplina para outra. é diferente ou distinto de seus pensamentos e experiências? (…) Temos. (…) Mas se puderdes escutar e ver a verdade de que.Seleta de Krishnamurti uma gaiola. não cairão por si http://www. repetitivo. o foco do esforço. Ao dizermos que estamos buscando a verdade. aquele que reconhece e que constitui o núcleo (…) egocêntrico.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Idem. que nega e justifica? Que é o pensamento? (Idem. Torna-se livre a mente que destrói este mecanismo de acumulação e defesa. tanto a renúncia quanto a mera aquisição são atos mecânicos de imitação. intenções. descobrir . pág. enquanto houver “motivo” na busca. porque a coisa buscada é predeterminada pelo nosso desejo. dessa maneira ela se torna indiferente ao ato de experimentar. 222) Percebestes. e se (…) descobrirdes a inutilidade da vossa busca. pois. 72) (…) Esse estado psicológico que cessa de buscar a experiência não significa paralisia mental. de compreender a mente. A verdade não pode ser buscada e achada. pág. e enquanto a mente for o ponto de concentração. a primeira coisa que se percebe é a inutilidade do buscar. não tem significação alguma. pág. a questão não é de como libertar a mente do “motivo”. pode-se perceber e compreender imediatamente que é vã toda busca em que há “motivo”? (…) A verdade não se acha no futuro. A mente não pode (…) libertar-se do “motivo” porque a mente. quieta. (…) impulso de buscar a Deus. (…) Quando a mente está a buscar uma experiência. 77) A palavra “buscar” . em relação à busca. (…) já devemos ter na mente a respectiva imagem ou idéia. por mais maravilhosa que seja. 7778) A verdade não é uma coisa que se possa experimentar. a futilidade desta eterna busca com um “motivo” e. porque já não tem “motivo” algum. evidentemente. então esse próprio ato de escutar é o experimentar da verdade. Desse centro se originam todas as atividades. implica algo que já se sentiu e conheceu. 51) Enquanto existir uma entidade a buscar e uma coisa a ser buscada. isso. pág. que começa a definhar. (Idem.org. separada da coisa buscada. 221-222) Nessas condições. (…) Na meditação. E o pensamento. para irmos longe. pág. Que é essa mente que busca. 46) Quando a mente detém a busca por ter compreendido o total significado da busca. Assim sendo. a vossa mente está silenciosa. do conflito. pág. nenhuma possibilidade tem de buscá-la e “pegá-la”. aflições. sem significação.implica que já conhecemos mais ou menos o que desejamos achar. (Idem. é resultado do tempo. necessita-se da entidade que busca. (…). por vós mesmos. que é o passado. não é uma “projeção” do passado e portanto (…) simples lembrança? (…) E a mente não deve estar tranqüila para que a Realidade possa existir? A busca é esforço para ganhar o mais ou o menos (…). com todas as suas frustrações. pág. de um sistema.tentar alcançar. que escolhe. (Diário de Krishnamurti. apanhar e guardar? O conhecimento que dela temos. ou Deus. e essa total tranqüilidade da mente pode ser o estado em que se torna existente o atemporal. (Fora da Violência. esperanças. o experimentador. e a busca cessará então. Que entendeis por “busca”? Estais em busca da Verdade? E ela pode ser achada pela busca? (…) Busca implica conhecimento prévio. (Diálogos sobre a Vida. pág. Investiguemos a verdade. Está fora do tempo. é causa e efeito. pode ela estar tranqüila alguma vez? Pode a mente tornar-se tranqüila por meio de esforço? (…) (Reflexões sobre a Vida. acumulativa. (…). (A Questão do Impossível. não há movimento algum de busca. Vossa mente já não estará subordinada a “motivos”. isso significa que o “eu” a está buscando . devemos investigar (…) por que buscamos. pág. Acumular é um ato mecânico. por conseguinte.o “eu”. essa busca é toda vã.. o processo do “eu”.krishnamurti. conduzindo apenas a mais aflições e sofrimentos. em si. 1ª ed. e existe essa entidade separada? O pensador. 76-77) Veremos. Para o buscar. ao contrário. tem de existir o experimentador. é a mente aditiva. (…) vereis que a vossa mente susta a busca. que tem medo. (…) A verdade é algo que podemos conhecer.

krishnamurti. e não os que estão repletos de saber. palavras. símbolos. Tenho de fazê-lo com a mente livre. 74) (…) Sabedoria não é acumulação de conhecimentos e experiência. nunca trará verdade. a sabedoria não se adquire nos livros. (…) Saber é um processo de verbalização. do tempo. suprema receptividade para o Real. A sabedoria é independente do saber. 140) Sabedoria. só pode ser entendida quando a mente estiver livre desse senso de busca.Que é saber? Por certo. do seguir. (…) (Idem. acumular. e o que se sabe é sempre coisa passada. e que é experiência. (Que Estamos Buscando?. pág. Com essa carga de lembrança é possível descobrir-se (…) o Atemporal? Não é necessário estarmos libertos do passado para que possamos conhecer o Imensurável? (…) A sabedoria não é memória acumulada. A ela não podemos chegar-nos com idéias preconcebidas. 80) A memória é experiência acumulada e o que está acumulado é o que se sabe. dessa procura de conforto. A sabedoria não se encontra no processo de. pois estes são apenas meios de fuga (…). os inocentes. a vida mesma. e que é a memória. (…). pág. lembranças. não devo aplicar-me a ele com a mente cheia de preocupação e agitação. São os simples. 178-179) (…) Se tenho um problema e desejo realmente compreendê-lo. memória. não pode haver compreensão. pois. e a mente que está tranqüila encontrará o Atemporal. (…) A verdade é totalmente nova. (…) captar. ou saber. é isto o que estais tentando fazer. entretanto. nem é adquirida pelo estudo. (…). ao passo que o saber nunca pode livrar-se do passado. Não se Aprende de Outros nem de Livros Pergunta: Que é sabedoria? É diferente do saber? Krishnamurti: . 77) (…) Sabedoria não é algo que se experimente ou se encontre em algum livro. pois. e tudo aquilo que foi acumulado. o saber é o princípio acumulador que existe em todos nós. 1933. pág. A sabedoria não é coisa que se possa experimentar. não se pode acumular sabedoria. (Palestras na Itália e Noruega. que é Imensurável. pág. e onde há o saber ou o acúmulo de experiências. a mente vigilante. (…) (Nosso Único Problema. (…) A sabedoria tem existência momento a momento. 217) Digo que a sabedoria não pode ser comprada. pág. porém. pág. 1ª Ed. (Reflexões Sobre a Vida. dessa imitação. livre. por meio da leitura de livros. encontraríeis um grande deleite no iniciar a verdadeira busca. é capaz de compreensão. imagens. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. A sabedoria. (…) (Idem. o Desconhecido? (Idem.Seleta de Krishnamurti mesmas as limitações que ela a si própria impôs? E ela não se torna então o Imensurável. (…) A sabedoria e a verdade vêm ao homem que diz. pág. 47) Vós sois simples e ignorante? Se realmente o fôsseis. Pelo contrário. a sabedoria é um “estado de ser” em que não há acumulação de espécie alguma. http://www. que verão a luz. é um processo de reação da mente condicionada. não sei”. porque eles são humildes.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Não podeis aprender a sabedoria de segunda mão. (…) (Idem. não é o resultado de inúmeras experiências. 163-164) (…) A sabedoria não é uma coisa que venha por meio de orientação. surgido na existência. porque só a mente passível.80) Assim. A mente que é capaz de estar silenciosa está apta a receber a verdade. pág. 79) (…) A experiência. A sabedoria é livre do tempo. a compreensão não é o resultado de acumulação.org. Só pode surgir a compreensão quando estamos livres do saber. porque o seu próprio conhecimento nega a sabedoria. antes. O homem que sabe pode não ser sábio. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida. não é ela a experiência alheia.acumulação. Nasce a sabedoria só quando há liberdade da mente. e sabedoria não é saber. verdadeiramente: “Sou ignorante. pág.

dizeis: “guiai-me. (…) (Palestras no Brasil. porém. pinceis e tela. 84-85) A sabedoria terá de ser adquirida aos poucos. (…). e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação. 1ª ed. 1933. com nossos desejos gananciosos. 78) O saber. Mas. ou só é possível conhecer fatos. é por sua própria natureza limitado. 14) Se um homem deseja construir uma ponte. todos seríamos sábios. estamos embotando o sentimento do belo. mas se a mente e o coração estão sufocados pela erudição. (…) (Idem. ou conhecer o que outros disseram a seu respeito. cada um fazendo valer a sua autoridade. Nunca nos pomos a investigar o inteiro processo do nosso pensar.194) (…) O conhecimento nada tem que ver com a sabedoria. sapiência e sabedoria são duas coisas diferentes. uma parte. 40-41) Imaginais que qualquer sociedade ou livro vos pode dar sabedoria? Livros e sociedades podem fornecervos noções. auxilai-me. pág. 1933. isto é. pág.14) Com nossa busca de saber. é natural. Ninguém vos poderá transformar num artista. a maioria de nós deseja adquirir sabedoria ou verdade por meio de outrem. abarcando o saber bem como a esfera da ação. A sabedoria é a compreensão do fluxo contínuo da vida ou da realidade. A sabedoria não pode ser comprada. (…) (Idem. mas vós próprios tendes de vos tornar o artista.Seleta de Krishnamurti Assim. o pintor. baseiam-se na experiência de outro. Índia. pode-se ter de antemão o conhecimento. 78) (…) A erudição é necessária. Não é mercadoria que possais comprar de vosso guru. e somente é aprendida quando a mente está aberta e vulnerável. as religiões organizadas. 1933-1934. e o esposamos. para isso ele necessita. O intelecto jamais nos levará ao todo. elas não estão libertando o homem. Podeis conhecer. em vidas consecutivas? Sabedoria será acumulação de http://www. e nos dominando. 1ª ed. (A Educação e o Significado da Vida. libertai-me”. espontânea. A sabedoria é infinita. pág. reações e ilusões. 27) (…) Sabeis. naturalmente.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . prendendo-o a um determinado padrão e instigando os homens uns contra os outros. pág. (…).org. Damos um nome ao seu pensamento. A sabedoria não pode ser substituída pela erudição. da qual não se pode ter conhecimento prévio. (Idem. (Viver sem Temor. É isto que desejo dizer: posso dar-vos tinta. pág. não se adquire por essa forma. a vida se toma vazia e sem sentido. ao preço de disciplinas. O homem que escreve um livro sobre a mente ou que disserta a respeito da mente. 101-102) Ora. com um conhecimento prévio.krishnamurti. aceitamo-lo como autoridade. no mundo inteiro. só vós próprios podereis fazê-lo. pág. Podeis saber tudo a respeito de uma coisa. embora em constante crescimento. pensamos que temos a árvore toda. pág. 79) Não é válida a experiência de outro para a compreensão da realidade. quando a mente não está mais embaraçada pelos seus próprios desejos de auto-proteção. e. a ciência tem o seu lugar próprio. confiamos demais no saber. (…). mediante algo vindo do exterior. de saber. e adquirir sapiência? Por certo. (…) (Palestras na Itália e Noruega. mas se um de nós se põe a examinar a si mesmo. instrutor. Entretanto. a compreensão. Se a sabedoria pudesse ser adquirida por meio de uma seita ou sociedade religiosa. pág. porém. isto é. estamos perdendo o amor. 48) Vamos averiguar o que entendeis por sabedoria. (…). ou adquirir a sabedoria. pág. a sensibilidade à crueldade. para descobrirmos por nós mesmos. E é por isso que temos tantos líderes. (…) (O Caminho da Vida. livre. (…) de uma certa capacidade técnica. A sabedoria. porque ele é apenas um segmento. o conhecimento de fatos. pág. ao contrário. de uma coisa viva? O que chamais “eu” é uma coisa viva. por conseguinte. estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. mas será isso sabedoria? (…) (Que Estamos Buscando?. pág. (…) (Palestras em Adyar. E pode alguém lançar fora tudo isso e descobrir as coisas por si mesmo? Porque (…) o saber é um obstáculo à compreensão. (…) (Idem. Pode-se ter experiências a ele relativas. nunca descobrirá o que é realmente. se nos apoderarmos de um ramo.

Não se encontra sabedoria nos livros. A sabedoria não é comerciável. pois. pág. pág. pág. não é artigo que se possa comprar pelo preço de estudo e da disciplina. (…) Esse processo de acumulação será sabedoria (…) Pode o homem que sabe ser sábio? O homem que sabe não é sábio. perceber o processo integral de nós mesmos é o começo da sabedoria. pág. precisamos proceder de maneira nova. muito sabedor se torne primitivo. erudição não é sabedoria. e o que não sabe é sábio. à revelação do “ego”. queremos cultivar a sabedoria. “inocente”. nunca. (…) não é a acumulação de nenhuma espécie de virtude. Mas queremos continuar (…) e a mente em tais condições nunca pode conhecer a sabedoria. (…) (Claridade na Ação. é o experimentar a cada momento.Seleta de Krishnamurti experiência? Aquisição implica acumulação. A sabedoria só vem pelo autoconhecimento. e. A sapiência é um obstáculo à sabedoria. (O Homem e seus Desejos em Conflito. só então existe um centro sem ponto. nas relações humanas. (…) (Viver sem Confusão. experiência implica resíduo. Só quando compreendo todo o processo da reação. (…) (Idem. lª ed.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de todo o processo do “eu”. mas só pelo exame e pela compreensão dos incidentes de cada dia.em que não há experimentador nem experiência. toda experiência. A mente deve estar vazia. sempre nova. (…) A sabedoria é como o amor. 97) (…) A sabedoria não tem autoridade. (…) não é experiência. é necessário que o indivíduo “sofisticado”. (…) aprender de outras pessoas. pág. pela compreensão de toda a estrutura. apenas. Precisa tornar-se novo. pág. guardada ou armazenada na memória. 1ª ed. (…) (Idem. 1ª ed. sem dúvida. 215) (…) Por conseguinte. o autoconhecimento é o começo da sabedoria. Mas. que é criador. Ter a mente aberta é mais importante do que aprender (…). e sem a sabedoria não pode haver tranqüilidade. 85) A acumulação. 71) A erudição não é comparável com a inteligência. 78) Uma vida primitiva não é uma vida espiritual. (A Educação e o Significado da Vida. 86-87) Assim. que é a sabedoria. (Idem. 147) (…) Para descobrirmos o que é criador. em certo sentido. (Viver sem Confusão. Sabedoria não é sapiência. a sua própria projeção. Pode conhecer. A sabedoria. todo pensamento. Como se pode conhecer o novo. e sabedoria não é reação. e a diferença é só que seus temores são mais rudimentares. de modo que a mente vá ao encontro de cada problema por maneira nova. momento a momento. o autoconhecimento é o começo da sabedoria. e isso é sabedoria. há o novo. Ela não é experiência. porquanto só pode haver acumulação daquilo que se conhece. #(…) acumular pela experiência. pág. (…) (O que te fará Feliz?. que junta. A sabedoria não é algo que se possa comprar nos livros. Ela é “experimentar” . 86) A verdade não pode ser acumulada. suas próprias criações. A sabedoria não pode ser adquirida pelo temor e pela opressão. morrer para todo o saber que acumulou. quando há continuidade? (…) Só quando há findar. http://www. 86) A sabedoria é sempre vigorosa. Conhecimento implica alguém que acumula. não pode ser acumulada. mais superficiais. (…) (Idem. eminentemente culto. (Que Estamos Buscando?. pág. pág. (…) A verdade não pode ser procurada. 70) A experiência é simples memória. 59) (…) A compreensão do “eu” é o começo da sabedoria. privados desse amor. O primitivo tem tanto medo como o chamado civilizado. é a compreensão (…) de cada reação.krishnamurti. nunca é sabedoria. pois. que é condicionamento. A sabedoria vem pela negação do “eu”.org. pág. ser o desconhecido. pág. (Idem. sobre as quais não é possível especular. A verdade só surge quando a mente está vazia de todo conhecimento. nem o evitar o mal. e o que se conhece não pode. pág. ela vem à existência quando a mente começa a compreender as profundezas e amplidões da sua própria natureza. sem condenação nem justificação. A sabedoria não se compra nos livros. e a acumulação de lembranças ou de conhecimentos não é sabedoria. 52) Assim.

A sabedoria é sempre nova. de cada vez. terminando o ajustamento. pág. é incapaz de receber o eterno (Nosso Único Problema. desejo averiguar se existe alguma coisa de original. 94) Vede. 139) Por certo.só ela pode perceber o Imensurável. (…) (Idem. abrem um caminho para suas próprias projeções. a repetir. 140) E devemos também perguntar-nos se a terminação do ajustamento causa desordem e por essa razão somos obrigados a ajustar-nos. Não interpreteis “sem conhecimento” como um estado de ignorância. o que é original. quando a fazemos. Se algum caminho existe. ocorre o descobrimento de algo totalmente original. já imaginada. (…) de “segunda mão”. O que se acumula não dá liberdade para compreender. (Idem. então a sabedoria é coisa formulada de antemão.Seleta de Krishnamurti livre de todo saber. permitir a existência do original? (…) (Idem. mas também procurar descobrir as respostas verdadeiras. porque o conhecimento tem continuidade. Falamos. originais. Só então existe a possibilidade de relações de uma nova espécie.a pergunta essencial. a sujeitar-se a um determinado padrão ou ideal. Não me parece adequado o emprego da palavra “original” http://www. desse modo. porém fato tão real como qualquer fato da vida diária. virtude. (…) espontâneo. não “falsificado” ou de “segunda mão”. 29) (…) A mente silenciosa .fica sem resposta. pág. (…) E eu penso que não só devemos fazer perguntas fundamentais. Esse ajustar-se é a norma de nossa vida. em suas relações. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . A meu ver. a pergunta fundamental que fazemos a nós mesmos é esta: até onde é possível eliminar o ajustamento? É possível eliminar inteiramente o ajustamento e. de imitação. pág. 77) Originalidade Espiritual. só livres do ajustamento poderemos descobrir por nós mesmos o que é original. e. verdadeiro. um quadro “original”. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. a menos que nós próprios o descubramos. e a mente que acumula saber. pág. pág. (…). (…). pág. A solução do problema (…) está na compreensão das relações. em geral a ela respondemos em conformidade com nosso gosto particular. 139) Nesta manhã desejo falar sobre o processo de ajustamento. conhecida. (O Descobrimento do Amor. e. de um mundo novo. (Comentários sobre o Viver. Mente de Segunda Mão Quer-me parecer que muito raramente fazemos a nós mesmos uma pergunta fundamental. e a mente que está tranqüila encontrará o Atemporal. essencial. ou se. (…) completamente isenta de ajustamento e que não seja mera abstração. o padrão diário de nossa existência. nem mesmo se existe algo que se possa chamar “original”. uma vez que são contínuos. (…). isto é. uma simples idéia.mas não silenciada . nossa vida é sem originalidade. muitas vezes. sobre literatura “original”. (Idem. 140) Por “ajustamento” entendo o processo no qual o “pensamento” e o “pensador” estão sempre a moldar-se por um padrão. (…) Nasce a sabedoria só quando há liberdade da mente. nossa fantasia ou crença. a pergunta original . (Idem. O meio destrói o que é novo. sempre fresca. e por isso são sempre entraves. (…). 1ª ed.krishnamurti. conseqüentemente. pág. que é o Imensurável. A sabedoria é a compreensão do que é. (…) A mente tem de ser induzida a recebê-lo de maneira nova. A experiência e o saber. e sem liberdade não há possibilidade de descobrimento. surgido na existência. e. 147) Não há caminho para a sabedoria. e estamos agora a interrogar-nos se esse ajustamento pode terminar. 140) Em geral. livre da memória. e não há nenhum meio de a acumularmos. por conseguinte a meditação é o começo do autoconhecimento e o autoconhecimento é o começo da sabedoria. por nós mesmos. uma maneira “original” de pensar ou de expressar-nos. e a sabedoria não tem. Não sabemos. fundamental . viveremos sempre uma vida “falsificada”. pág.org. Assim sendo. Ser “sem conhecimento” é possuir a sabedoria. momento a momento. sempre a imitar. sem acumulação de experiência e conhecimento. a palavra “original” é de ordinário mal empregada.

Se me esforço para ser bondoso. livres de todo ajustamento. aprendendo. E nós estamos descobrindo por meio do aprender. (…) (Idem.. entes humanos falsificados. por conseguinte. (…) (Idem. porém. 34) http://www. que pertencem ao passado. em sua investigação já não existe autoridade alguma. eu me “ajusto” vestindo esta espécie de traje. imitação. em virtude da qual. minha mente é moldada pela religião organizada. (O Despertar da Sensibilidade. pois. por Cristo. e porque somos imitações. o ajustamento acarreta esforço e. 142) Mas. 147) Assim. (…) Quer se trate de padrão estabelecido por Buda. para compreendermos. a esforçar-se por ajustar-se. tenho necessidade de “ajustar-me” ao veneno do nacionalismo? (…) a um dado padrão de existência. Podeis usar palavras. o aprender nenhuma relação tem com ele. por conseguinte.descobri-lo não como mente individual. pois.krishnamurti. 148) Estamos. (…). (…) É bem evidente que. por conseguinte. 148) (…) Do contrário. superficiais. me “ajusto” de outra maneira. (Idem. A bondade. profundamente. para descobrir o original deve a mente estar inteiramente livre do tempo do tempo . tanto maiores se tornam o conflito e a confusão e. interiormente.o que é o original. 141 142) Em relação a certas coisas externas. (…) (Idem. não? E quando há esforço (…) não há verdadeiras relações. por conseguinte. na índia. precisamos compreender a totalidade do sofrimento humano. há uma natural necessidade de ajustamento.Seleta de Krishnamurti em tais casos. Por conseguinte. devemos primeiramente estar cônscios (…) da natureza da mente que se ajusta. o que é original . (…) Todo ajustamento implica esforço. não há para ela relações. Enquanto está a imitar. a mente está a isolar-se. com originalidade. e esse aprender nunca é ajustamento a nenhum padrão. para se alcançar esse ponto. afetuoso ou cortês para convosco. (…) (Idem. Compreendei isso. o ajustamento. isso nada significa. (Uma Nova Maneira de Agir. (…). pág. por conseguinte. vivermos originalmente e. o findar do sofrimento é. pois. o pensador. expressar o original. A mente não é uma coisa separada. não é possível a compreensão daquilo que se pode chamar o original. quanto mais esforços fazemos. antes de tudo mais. pág. o começo do original. absolutamente. 1ª ed. pág. em essência. nem de nenhuma via de fuga e. o ajustamento. é uma totalidade. averiguar se é possível vivermos sem esforços. somos entes humanos “de segunda mão”. Há certa coisa original que as religiões de todo o mundo (…) sempre andaram buscando. Somos totalmente relacionados. 148) É possível a mente achar-se sempre em ação. e o que faz é apenas aumentar o medo. 141) Ora. (…) nossa aflição e dor. pág. para a mente que leva essa carga constituída pelo medo. porém como ente humano total . (Idem. de modo que nunca tenha um momento de tempo? Porque o tempo é pensamento periférico. pág. por conseguinte. Não existe mente “individual”. pelas influências econômicas e sociais? (…) (Idem. Todos vivemos a ajustar-nos.em seu desejo de saber o que é original .do tempo psicológico. nunca há originalidade. quer do padrão de vosso guru favorito. estamos totalmente cônscios desse processo de ajustamento que se verifica em cada um de nós. (…) Quando a mente humana está livre de todo temor.não como indivíduo. a delicadeza. isto é. cada um de nós .em busca de prazer para si própria. Por que no ajustamento cessa todo aprender e. (…) (Idem. a adaptabilidade. vestindo trajes diferentes. por si própria. diretamente. 142) Superficialmente.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (O Descobrimento do Amor. 150) (…) Só então a mente tem a possibilidade de descobrir. o sofrimento nunca tem fim. pág. (…). todos temos medo. todos estamos a fugir. uma certa maneira de pensar que a sociedade procura impor-me e. espontânea e livremente. pág. por Sankara. não está então . 140) Agora. (…) O pensamento jamais pode ser original.org. Aqui. porém como ente humano. Cabe-nos. pág. pág. Assim. E. são necessários. pág. pág. mas o original não pertence ao tempo. a afeição emanam de um estado mental em que não existe esforço algum.

Ora. “explosivo”. mental.física. (Idem. Verifica se. e vede se sois capaz disso. nunca procuramos descobrir. a revolução. na literatura. (…) (Idem. fim ao sofrimento. visual. 149) Experimentai o.. Essa energia não é um movimento em direção alguma e. que cria alguma coisa inteiramente nova”. que está sempre a “explodir”. mas não conheceis a vós mesmos. pág. costumais ler o que outras pessoas dizem. achar a verdade por nós mesmos. pág. pág. Mas. Bom seria que nunca dissésseis uma palavra que não represente um descobrimento feito por vós mesmos. (…) (Idem. Isso significa lançar para o lado todos os gurus. ela (…) é uma mentira. para tanto. tranqüilamente? (…) Se a energia tem algum movimento em qualquer direção (…) está sendo dissipada.org.e. a palavra “autoridade” deriva de “autor”: “aquele que lança uma idéia original. porque se tornou nosso padrão de existência. (Idem. por conseguinte. uma ocasião. a fim de alcançar o que promete o seu sistema de filosofia ou de idéias. quando toda a nossa energia fica completamente imóvel. por individualidade entendemos a qualidade que encerra originalidade. emocional. veremos que o processo de nossa ação é imitação contínua. Quando tomamos a experiência alheia. pág. que vós mesmos não tenhais descoberto. como a atividade da mente sofrerá uma extraordinária transformação. Esse é um dos aspectos da natureza destrutiva da autoridade. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. (…) E porque vivemos imitando. Esse homem estabelece um padrão. (…) e “com ela ficar”. a citar Sankara. estamos inquirindo se existe uma maneira de viver em que o tempo não exista absolutamente. uma nova maneira de viver . é um ente humano sem originalidade. Vereis. (…) para padrão de nossa ação. vossa mente estará então transbordante de energia. pág. entes humanos “de segunda mão”. (O Descobrimento do Amor. essencialmente. uma “explosão” . Citamos o que disse fulano de tal. mero copiar. um sistema baseado em suas idéias. 1ª ed. pág. sem atrito de espécie alguma. na pintura. (…). de outro modo. tornaram-se entes humanos de “segunda mão. a esse sistema se apega.um viver numa dimensão inteiramente diferente. assim é a maioria das pessoas. Mas. pois.krishnamurti.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 63) Nunca digais nada que não compreendais. a qualidade de singularidade criadora. não será possível criar-se uma nova cultura. Buda ou Cristo. teremos então a possibilidade de encontrar (…) aquela coisa extraordinária que é a origem de toda a vida. aquela fantástica energia. nossa cotidiana maneira de pensar. Se puderdes reunir toda a vossa energia. requer-se uma grande soma de inteligência. 24) http://www. então. pág. sem esforço. O seguidor aceita a “autoridade”. (…). queremos descobrir uma maneira de viver realmente livre do tempo. agora. dessa explosão. por conseqüência. Buda (…). inicia-se um movimento que é original e. 149) Vós não estais habituados a investigar. o que disse Sankaracharia. (…) (A Questão do Impossível. mas repetir o que outras pessoas descobriram. a total mutação da estrutura mesma das células cerebrais.. pág. imitar. (…). 22) Poderão pensar que têm idéias originais.embora tenhais de conservar os vossos livros técnicos e científicos. não uma mente (…) embotada. portanto. ajustar-se. então. 140) Ao compreendermos a total estrutura do sofrimento. “explode”. e os problemas exigem uma mente de “primeira mão”. pág. copiando. todas as teorias. completamente. nós. Já experimentastes alguma vez reunir toda a vossa energia . (…) que vós mesmos não conheçais. Gradualidade implica tempo. (…) (Que Estamos Buscando?. (O Novo Ente Humano. (Idem. dele fica dependente (…). e o tempo forma as coisas gradualmente. Sois entes humanos “de segunda mão”. 149) Senhores. pondo. etc.Seleta de Krishnamurti Conforme o dicionário. penso na vida como movimento de um ponto para outro e. 1ª ed.. extraordinária vigilância. O seguidor. 64) (…) Sois capazes de citar uma dúzia de livros. não somos. pág. surge o original. O que nos interessa é a mudança. porque o pensamento é tempo. todos os livros sagrados ou religiosos. (…) a observar-vos. força criadora. 63-64) (…) O pensamento funciona no tempo. tudo o que disseram os filósofos . que esteja diretamente em contacto com o problema. (…). mas. já que estão condicionados para seguir. indivíduos. absolutamente. (…) Se examinarmos a nossa conduta de cada dia. (…). 22) (…) Afinal de contas.

24) (…) Em outras palavras. obedecendo. pág. por exemplo. saberíeis (…) que a aceitação da autoridade é a negação mesma da Verdade. imitando. (…). o símbolo e sua influência condicionadora. E a beleza do aprender é o “não saber”. para compreender a verdade. (…). o que o outro disse (…). (…) (O Novo Ente Humano. (…) (El Despertar de la Inteligencia. submetendo-nos. da autoridade e das correspondentes reações -estão vocês (…) alertas a toda essa estrutura? (…). (…) Ele rejeita totalmente o passado.não a sociedade ou o meio. Inteligente. e as tentativas de ser original. de informação que se deriva do que outras pessoas pensam ou do que outros têm feito. (…). repetindo (…). não é verdade? (Idem. para descobrirdes. seus instrutores. e então o problema revela todo o seu significado. 1ª ed. Não há nada original. senhor. procurar. é a mente que está aprendendo. senhor. aprendido de outro? Se foi aprendido de outro. (…). então não têm de ler nenhum outro livro . de “intensidade”.incluindo o que lhes fala . (…).mas não quando foi aquietada. 14) (…) Quando tendes esse desejo. repetimos. 160) (…) Compreendemos a vida. Para conhecê-la. (…). Somos os responsáveis por nossas próprias ações (…) .. livros técnicos. pelo contrário. (Idem. (…) vigiado atentamente. pág. então vós próprios vos enobreceis e aprendeis a refletir a Sua divina originalidade. a energia para aprender de nossas próprias ações.Seleta de Krishnamurti Para esse homem que total e completamente rejeita a palavra. precisais de paixão.hão dito. se temos a mente cheia de coisas ditas por outras pessoas.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . todas as fontes de beleza. pág. são de pouco proveito se não tivermos a compreensão e a capacidade de alcançar a fonte das coisas. tendes de aprender. Atributos: Absoluto. (A Outra Margem do Caminho. Temos perdido a capacidade. então deve ser descartado em sua totalidade. 12) Vede. pág.org. (…) (La Llama de la Atención. pág. a mente se torna. tranqüila. Não podeis adquiri-la por intermédio de um guru. A mente precisa ser simples. perscrutar. essa capacidade de vos encher com o Seu gênio. o letrado. 109-110) Que é para vocês o pensar? (…) Quase todos nós temos nos tornado pessoas de segunda mão. 190) Temos vivido em conflito por milhares e milhares de anos. Nomes.que implica ajuste a um modelo . inevitavelmente. senhor. e não estar cheia do saber de outras pessoas (…). de um livro. pág. criador. Todo nosso conhecimento é de segunda mão. porque somos gente de segunda mão (…). Em um semelhante aprender descobrimos muitíssimo (…). Se o tivésseis escutado realmente. (…) vivido. da disciplina. o saber e a erudição devem cessar. 109) Para a maioria de nós. então isso é original e próprio de vocês. A Verdade não é uma coisa “de segunda mão”. repetimos. (Que Estamos Buscando?. o saber alheio? Ou só vem a compreensão quando a mente está quieta? . pág. com a Sua nobreza. pág. Se desprezaram o que outros .exceto. pois. nunca pode conhecer a verdade. (…) (La Llama de la Atención. Se vocês sabem como ler esse livro. seus intérpretes. o outro é de segunda mão. temo nos convertido em pessoas de segunda mão. se seguimos a experiência. Cada um tem de descobrir a Verdade por si próprio. e não aquela que repete o que aprendeu. suas teorias e fórmulas. com a Sua força. Inefável http://www. (…). belo. todas as fontes de criação. (…) que devemos ficar fora de toda cultura. então realmente estão aprendendo. (…) (O Reino da Felicidade. tradição e moralidade social. isso é de segunda mão. (…) A Verdade não é uma coisa “de segunda mão”. Vemos então que se trata de nossa própria percepção direta e não um conhecimento de segunda mão. sempre citando a algum outro. só repetimos. 28) Deus. como o são nossas tradições. percebe a mente o problema do controle. Se vocês percebem todo esse problema (…) .krishnamurti. vamos a uma universidade e acumulamos uma grande quantidade de conhecimentos. a Verdade não é uma coisa de segunda mão. Com o indagar. o homem de saber. E nós citamos esse conhecimento que temos adquirido e o comparamos com o que se está dizendo. Supremo. II. pág. 190) (…) Positivamente. lemos muitíssimo.porque o hão observado.

Vós tendes de descobri-lo. a mera busca daquilo que chamais Deus nada significa. e Ele se manifesta quando está quieta a nossa mente. Onisciente e Suprema. (Idem. por isso trata de inventar o ilimitado a que chama Deus. (…) o Real. 137) Ides a um templo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . porque nos aproxima mais da Verdade. Mas. apagar da mente todo e qualquer conceito relativo a Deus. O que eu disse é que só existe Deus conforme se manifesta em cada um de nós. (…) Isso é Deus? Ou Deus é algo inimaginável. (O Novo Ente Humano. pág. Lá vedes uma imagem suave. não imaginável por nenhuma espécie de crença. (…) do material. 69) As pessoas que vos deram tais “informações” podem estar muito enganadas. E é disso que viveis: da imagem feita pela mão ou pela mente. Povos primitivos chamam o trovão seu Deus. uma Inteligência Onipotente. sem projetar. fora do campo do pensamento. pág. pág. para o descobrirdes por vós mesmo. imensurável pela mente? (Idem. É claro que Deus existe. (Idem. 11) Pergunta: Que pretendeis ao dizer que não há Deus? Krishnamurti: Eu nunca disse que não há Deus. tendes de descobrir tudo por vós mesmo. segue dentro do campo do tempo.org. pág. Para uns ela sugere um punho possante (…). tem-se então a possibilidade de saber o que é Deus. diante da qual deposita flores. (…) Há gente na Índia.Seleta de Krishnamurti Pergunta: Que é Deus? Krishnamurti: Conheceis o aldeão. enfeitada de flores. Se isso tem sido inventado pelo pensamento. cumpre-vos. atualmente. (…) precisais apagar da mente todas as “informações” que tendes a respeito de Deus. (…) Para descobrirdes. um ser de longas barbas. 69-70) Pergunta: Pode explicar o que é Deus? Krishnamurti: Que entende você por Deus? Eu jamais emprego a palavra “Deus” para indicar algo que não seja Deus. podeis achá-lo. pág. a imagem do templo. (Tradición y Revolución. O pensamento conhece suas limitações. compreender a estrutura total (…) (Idem.krishnamurti. pág. e fazeis puja diante dela. achareis a Verdade. e que. (Idem. é necessário abolir. 137-138) O Deus por vós inventado não é Deus. Para descobrir se há ou não há Deus. deveis livrar-vos de todas as autoridades. 69) Se não há compreensão de tudo isso. A coisa feita pela mão. Eu nunca disse que não há Deus. (…) (Que o Entendimento seja Lei. (A Mutação Interior. 151) Minha doutrina difere (…). Tenho dito muito claramente. 291) http://www. e também a coisa “feita” por vosso pensamento não é Deus. E. que adora árvores. se realmente desejais investigar se existe ou não uma realidade atemporal. porquanto ela assumiu um significado muito especial e estreito. compreender a natureza do pensamento. 151) Mas. para outros. (…) mas não será a Verdade. deveis primeiramente estar livre (Idem. pág. e a essa imagem chamais vosso Deus. Deus é algo extraordinário. pág. pág. sem lutar. do vosso fundo. Essa é a situação. Isso eu prefiro chamar Vida. então. 137) Deus é algo completa e totalmente insondável por nós. o simples. mas não vou empregar a palavra Deus. se meramente perguntais: “posso achar Deus?”. Quando a mente está tranqüila. Podeis ir mais além e criar uma imagem na vossa mente. não é Deus. pág. quando houverdes purificado aquilo que está dentro de vós mesmos. uma idéia nascida da vossa tradição. para outros. para ele Deus é aquela pequena imagem. O que o pensamento tem inventado não é Deus. 291) Krishnamurti: Porém ele pode inventar Deus devido a que não poder ir mais longe. (Debates sobre Educação. pág.

toda seita está sempre a falar de Deus. ou.krishnamurti.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Assim como a solução de um problema se encontra no problema. não pode ser o verdadeiro. 258) Conseqüentemente. não forçado. 48) Pergunta: Vós atingistes o real. melhor. toda igreja. rendendo culto à autoridade e. completamente original. O centro que acumula é o “eu”. pág. já não adquire. (…). com aquela pobreza que sempre evitamos. ou o que é Deus. o atemporal. chegaremos ao interior. (…). Deus não é uma coisa que se pode adquirir como se adquire (…) uma virtude. portanto. Deus (…) deve ser algo totalmente novo. nunca dantes experimentado. pág. está. 42-43) (…) Afinal. por conseguinte. nunca encontrará a verdade. assim também a realidade se encontra em o que é. Essa realização não deriva da fuga e só ela http://www. projetado. Podeis dizer o que é Deus? Krishnamurti: Como sabeis que atingi o real? Para sabê-lo. necessita se de vulnerabilidade e não da muralha respeitável da virtude. a mente que ingressou num “estado de ser” . por conseguinte. toda ação procedente desse centro poderá. seria necessário que vós também o tivésseis alcançado. 257) Desejais que eu vos diga o que é a realidade. A Verdade tem de vir. não adquire . pág. não há caminho. com aquele vazio a que todos nos furtamos. nesse estado. e tão somente quando o vosso espírito não mais está buscando.org. pág. onde o “eu” se isola. aumentar o problema. e. ele se acha em o que é. é o real? Naturalmente que não. ninguém pode ir a ela. por certo. (Comentários sobre o Viver. Pode o indescritível ser posto em palavras? Pode-se medir o imensurável? (…) Se o formulais. atemporal. inimaginável. Ora. quando o experimentarmos (…) . e o homem que venera outro homem. Ele deve vir a vós. em verdade. Por ora. (…) (Idem.só a essa mente que está tranqüila pode a Realidade manifestar-se. Se compreenderdes o que é conhecido. que a realidade não está longe.. É algo incomparável. ele virá ao vosso encontro. meu atingimento da realidade nada tem que ver com o que estou dizendo. resultado do tempo. para chegar se lá. O que é verdadeiro nunca foi anteriormente conhecido e. de ontem. inefável: não podeis ir a Ele. (O Problema da Revolução Total. Entretanto. do saber. é isso o que buscamos. (Nós Somos o Problema. Tereis (…) a mente que já não compara. e os que crêem em Deus têm visões que fortalecem a sua crença. (Percepção Criadora. se podemos compreendê-lo. 1ª ed. em vez de perguntar quem atingiu o real ou o que é Deus. a mente é o conhecido. de experiências e crenças acumuladas. apenas. o “ego”. (…) aperfeiçoamento (…) progressivo. 44) (…) Para o encontro com a vida. no qual. por ter esse outro alcançado a realidade. como coisa nova. mas o nosso próprio desejo. No momento em que traduzis o incognoscível no conhecido. (…) (A Primeira e Última Liberdade. ele deixa de ser o incognoscível. (…) Vereis. o desconhecido não está longe de nós. A Realidade. 42) Entretanto. O Supremo não pode ser atingido.só então haverá uma possibilidade de passarmos além e de descobrirmos o que é a verdade. (…) (Idem. a realidade pode surgir. aquele vazio criador. e a mente. (…) Quando a mente já não compara. 34) Procurando compreender o mundo exterior. (…) Ora. e é só na Verdade que se encontra a felicidade. e se ponha frente a frente consigo mesmo. não provocado. E quando compreendermos isso. o que podemos reconhecer é sempre coisa já conhecida e. e. 31) Senhores.Seleta de Krishnamurti A vida é muito complexa. 259) O que importa é que o indivíduo compreenda a si mesmo. (…). corretamente seguido e verdadeiramente compreendido. (…). e só nele. pág. conheceremos então a verdade. pág. (Idem. e a virtude cultivada não leva ninguém aonde ela está. a eternidade. pág. a mente jamais chegará a conhecer o desconhecido. pág. por que não aplicais toda a vossa atenção e vigilância ao que é? Encontrareis então o desconhecido. conduzirá ao Supremo. pág. e este.e nesse ser a Realidade penetra. experimentareis aquele silêncio extraordinário. portanto. (…) (Idem. O que se pode atingir não é a Verdade. pois. a mente deve compreendê-lo de maneira nova. mais complexa ainda e dotada de extraordinárias capacidades. toda organização religiosa. o inefável é isto: quando a própria mente é o desconhecido.

(…) Não podeis saber o que seja amor pela descrição de outrem. 137) (…) Digo que existe uma realidade viva. pág. portanto. com algo que não é de procedência humana? Entretanto (…) queremos trazer para ela aquela Realidade e tratamos de freqüentar o templo. pág. que esse algo de eterno se vai retraindo mais e mais e nos parecendo menos real. (…) Quereis “capturar” Deus e prendê-lo na gaiola do “conhecido” . não posso exprimir em palavras essa vivente realidade que está além de toda idéia de progresso. 96) Muitos dentre nós sentem que há uma vida verdadeira. Cuidado com o homem que tenta descrever essa vivente realidade. (A Renovação da Mente. para conhecerdes o amor é preciso que vós mesmos o experimenteis. criadora. do preenchimento. Quem quer que procure imaginar o que é Deus. (…) http://www. cada um precisa realizá-la por si. Queremos trazer aquela imensidão. a Bondade. um abrigo da rotina diária do conflito. Só então. (…) (Idem. é preciso haver suprema inteligência e. O que é simples é infinitamente sutil.a gaiola que chamais “o templo”. ou Deus. de ler livros sagrados. E se é este o estado que procuro. Pelo contrário. pág. falsas e verdadeiras. há uma realidade eterna e vivente à qual podeis chamar Deus. de virtude. pág. é imprescindível a extinção do “eu”. mas são tão raros os momentos em que sentimos isso. (…) de crescimento. “o guru”. (…) O mais que podeis fazer é observar o funcionamento de vossa própria mente.Seleta de Krishnamurti proporcionará paz e ordem universal (Autoconhecimento. 44) Para mim. para dentro do “condicionado”. “o sistema”. imortalidade. (…) (Idem. para compreender isto. Tudo que implica busca. (…) . (…). ou como quiserdes. é possível surgir aquele estado de Realidade. ou Deus (…)? (…) A criação liberta a mente da mediocridade e da deterioração. não pode haver conformidade. 182) Pode-se.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Felicidade. (Palestras na Itália e Noruega. Mas não virá se a mente não for livre. da angústia. eterna realidade. Há alguma coisa viva. ele tem de vir por si. uma verdade viva e imensa. deve achar-se totalmente tranqüila. (…) (A Luta do Homem. (…) a verdade. Correto Pensar. Isso vós podeis compreender. Deus. pág. (…) (Idem. o que é simples é extremamente delicado. do centro de acumulação de conhecimentos. necessito de visão muito clara. há realidade. Verdade ou o que quiserdes. (Coletânea de Palestras. Assim agindo pensais que vos estais tornando muito religiosos. 39-40) Para mim há Deus. “o livro”. 136) Afirmo que existe essa realidade viva. 1933. (…) (Poder e Realização. eternidade (…). nas quais a mente está presa. a fim de não criar ilusão e de libertar a mente para o verdadeiro descobrir. e com isso vos satisfazeis. existe uma realidade. Porque o estado criador não pode ser chamado. sem dúvida. aquilo que não pode ser experimentado. uma vivente.mas. aquela imensurabilidade para dentro do “mensurável”. pág. (…) mas sim o exame ou a dúvida de todas as coisas. ela não pode ser descrita. 44) Digo-vos que não posso descrever. enganar. lutar para dominar. e que ela não pode ser encontrada nem sentida pela busca.krishnamurti. descobrir o que é criação. e suas estreitas fronteiras podem ser derrubadas. chamai-a Deus.org. apenas está procurando uma fuga. reprimir. que é o campo do conflito. pág. 106-107) A Realidade. Mas essa realidade não pode ser descrita. para mim. para o reino do conhecido? Claro que não. a Beleza. o que significa que ela. 43-44) Mas. da frustração. pág. vivida. (…) não se alcança por meio de conflito. e para compreendê-la é necessária absoluta simplicidade do pensamento. (Idem. pág. chamai-a Deus. tentar tornar-nos algo importante. 25-26) (…) Esta é a nossa vida: um vão processo de mentir. da ambição. 182) Vedes como a mente engana a si própria? Podeis trazer o desconhecido. algo de eterno. pág. do sofrimento. implica contraste e dualidade. E pensais que essa vida tem alguma relação com a Realidade. porque a realidade frustra toda descrição. de experiência (…). Deus não pode ser chamado: ele deve vir. a mente. tem de ser experimentada. E tal coisa é possível? (O Homem Livre. pois. que não pode ser descrita. pág. para descobrir.

houverdes respirado a frescura. E só com essa libertação. (…) (Idem. quando nosso pensamento é o resultado do passado. 45) http://www. (…) o fôlego da vida (…) nunca poderão ser esquecidas. isto é. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (Autoconhecimento. 1935. Na vitalidade da insegurança reside o Eterno. pág. meditar no Atemporal. (…) Podeis especular acerca do incognoscível. a tranqüilidade desse Reino. Veja. Deus. quando houver completa unidade. da influência. mas era nisso que elas acreditavam (…) Krishnamurti: (…) uma tremenda energia.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 127) O que foi criado não pode pensar no Incriado. há o Imensurável. pág. mas não podeis pensar a seu respeito. 1935. (…) Somente então é que podeis saber que não estais seguindo cegamente as pegadas de outrem. O pensamento. pág. 83) Imensurável. Felicidade. é coisa que exige grande inteligência (…). Isso exige um incessante discernimento que só pode existir quando houver constante penetração. 251) (…) A realidade não é o Incriado? Não deve. pág. inseguros. porém. a mente desistir de criar. a serenidade. Altíssimo. de formular. alegria real de viver.org. nessa solidão. Não indaguemos se a mente pode jamais ficar livre do condicionamento. Correto Pensar. (Palestras em New York City. (A Eliminação do Tempo Psicológico. da aquisitividade e das reações autoprotetoras. (…). o resultado do “eu”. 44) O que. 15) David Bohm: Contudo. 249) Várias vezes tenho explicado (…). para que possa compreender o Incriado? Não deve a mente-coração ficar absolutamente quieta e silenciosa para conhecer o Real? (Idem. Deus. possivelmente. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. Ser Único É possível pensar a respeito do Real? (…) Podemos pensar a respeito do Incognoscível? Podemos pensar. então aquelas coisas que são reais. pág. Este só é discernido quando a mente está livre do centro. (Idem. Podeis fugir para alguma ilusão a que chamais paz. porém isso não terá realidade. pois. 39) Só pode haver verdadeiramente entendimento. penso que as pessoas achavam que Deus era uma base que não era indiferente à humanidade. (…). imortalidade. 43) Compreender a imortalidade. há uma compreensão que transcende todas as criações da mente. 1934. o não artificial. Pode pensar somente nas próprias criações. daquele centro de consciência que é limitado. ou quando não mais existir o ponto fixo. Para compreender o incriado. o pensamentosentimento deve transcender aquilo que foi criado. averiguaremos isso à medida que formos avançando no autoconhecimento e na compreensão. pág. que não são o Real. pág. pág. Incausado. Vida. 58) Se uma vez houverdes entrado. 263-264) (…) Nessa liberdade. para compreender a Vida. Ele só pode ocupar-se do conhecido. Somente então sereis uno com Aquele que tem o seu ser em todas as coisas. a Vida. pág. pág. (Idem.krishnamurti. não é capaz de compreender o Incausado. que é um resultado. da Verdade. o demolir das paredes da tradição. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) (O Reino da Felicidade. pág. (…) têm a mente e o coração de estar não preparados.Seleta de Krishnamurti (Palestras em Auckland. só quando o observador e o observado desaparecem. do tempo? (…) O pensamento que resulta de uma causa não será jamais capaz de formular o Incausado. o Desconhecido. há de libertar a mente e o coração da tristeza e das ilusões é o pleno apercebimento do eterno movimento da Vida. o Eterno. elas podem tê-la inventado. pág. 54) No fim de tudo. somente então é que estais seguindo o Absoluto. quando a mente e o coração puderem acompanhar livres e rápidas as ondulações da Vida.

porém. e se acha livre de todas as reações de inveja. (…) (Que o Entendimento seja Lei. (Idem. Califórnia.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .(…) vir a ser por si mesmo. pág.. (…) de uma individualidade limitada. 9) (…) A Verdade. que a criação é sempre nova e. o que me interessa é a Vida. o Eterno.org. de imaginar e especular sobre o que pensamos ser o Real. Está a cada momento surgindo. então. Cada novo momento. Nesse surgir. pág. então. aquela realidade só se manifesta quando a mente está toda livre e silenciosa. 11) Quando estiverdes enamorados da Vida e puserdes esse amor acima de todas as coisas. meditar no Atemporal. pág. do tempo? O passado é sempre o conhecido e o pensamento que está baseado no passado só pode criar o conhecido. num estado de criação. o Sublime. abrir-lhe-eis as janelas. essas imagens não teriam mais valor (…). estando. sempre destrutiva. portanto. na tranqüilidade suprema. (…). ver-seá. imensurável. pág. Se estivésseis enamorados da Verdade. Podemos. (…) (Idem. pág. se não (…) descereis as cortinas. por conseguinte. (…). A vida está em constante movimento. que é a vida? É uma coisa sempre nova. e esta é a beleza da vida. E o novo é sempre verdadeiro.krishnamurti. Uma coisa que se está sempre transformando. sempre criando um sentimento novo. tal como a Vida. mas. então. (…) Não me interessam sociedades. de fluxo perpétuo. 272) É possível pensar a respeito do Real? Podemos ser capazes de formular. cada momento dessa ação jamais existiu anteriormente e jamais existirá de novo. vós e eu. (Palestras na Austrália e Holanda. ambição e avidez. (…) O pensamento que resulta de uma causa não será jamais capaz de formular o Incausado. (…) (A Primeira e Última Liberdade. o que ocupará vosso pensamento será. detida a incansável atividade da memória.Seleta de Krishnamurti Assim. o Altíssimo. quando há aquela criação. (…) (Idem. Não almejais a Vida e o preenchimento da Vida. forma uma continuidade de movimento. pág. pensar na verdade é estar preso nas redes da ignorância. 1955. nunca julgareis. e enquanto a mente não tiver conhecimento desse estado criador. inominável. O estado de criação não é um simples estado alcoólico. é como o raio do sol. pág. 14) A vida está a todo momento em um estado de nascença. porque eu sou a Vida. todo o seu pensar só haverá de produzir novos sofrimentos. Por conseguinte. é preciso que estejais apaixonados pela Vida. existe sempre o novo. (…) (Idem. que é a Verdade. em circunstância alguma. está o Imensurável. nada tem com pessoa alguma nem com organização alguma. que nenhuma palavra tem. quando nosso pensamento é o resultado do passado. 1ª ed. Hoje jamais é igual a ontem. vindo à existência. E para julgar segundo a Verdade. 19) No silêncio. enfrentar cada problema de maneira nova? (…) Nunca podereis. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. nada que se possa identificar como sendo permanente. 178) (…) Essa ação criadora pode ser a Realidade. pág. mas quando uma pessoa compreendeu e passou por esse processo de autoconhecimento. se sois sensato. pág. e. (O Passo Decisivo. não há continuidade. mas é isso o Real? Pode se pensar a respeito do incognoscível? Podemos pensar. se estais carregado das lembranças de ontem. embora as expressões da Vida sejam múltiplas. religiões. aquela realidade imensurável. dá-se a total destruição de todas as coisas que um homem acumulou. 89-90) O movimento da vida não tem continuidade. de vir a ser. que é a vida. num estado de ação. 262) http://www. (…) desaparecerá então esta estagnação que chamais moral. 90) Afinal. (Idem. pág. pág. em ação. 263-264) Digo que a Vida é uma só. (…) E. 1936. (Idem. 12) (…) A Verdade. de surgir. o quanto estais enamorados da vida (…). (Palestras em Ojai. dogmas. estimulado. por conseguinte. 178) E a criação nunca pode existir dentro da estrutura da sociedade.

que é a Vida. como fato presente? (…) (Palestras na Austrália e Holanda. pág. 19) Existe um movimento. Cada gesto. 19-20) A Vida é livre. pág. só há o Ser único. 17) Desconhecido. limitado. (Idem. (…) (Boletim Internacional da Estrela. evidentemente. 1936. que é resultado do conhecido? Não pode. pág. Pois a Verdade é o todo e não a parte. de 1929.e não uma experiência baseada em coisas velhas. (Palestras em Ojai. (…) tendes de tornar esse templo. perfeito. 5) Livre é o homem que vive no Eterno/ Porque a Vida é. hábitos de pensamento? Expressando-o diferentemente: Pode a mente tornar se simples. 139-140) (…) Mas. primeiramente. (Idem. 11. (…) É só quando a mente está tranqüila. que é o conhecido. não tendo sido obrigada a ficar tranqüila. (O Egoísmo e o Problema da Paz. crenças. Califórnia. o perfeito equilíbrio da mente e do coração. 59) (…) Poderá a mente transcender o pensamento. pág. (O Reino da Felicidade. Atemporal. ilimitável e. Conhecido. 22) (…) Quando já houverdes reconhecido essa Lei. (Que Estamos Buscando?. quer a chameis Buda ou Cristo. é preciso não trilhar um caminho qualquer (…). 2. (…) Esse anseio de vir a ser nasce da ignorância. (…) Assim.. (…) projetada? Pode a mente estar aberta para o Desconhecido (…). (O Reino da Felicidade. para atingi-la. nascidas do medo. pode a mente ser libertada de todas as suas suposições. (…) Ora. para ser capaz de uma experiência completamente nova . que pode ser chamado infinito. precisam eles saber que a Verdade é uma só. X. (…) que a mente precisa ser livre do conhecido para achar algo que pode ser chamado “o desconhecido”. sem nenhum obstáculo artificial e autocriado. e deve representar o templo em que habita a Eternidade (…). restrito. então vós vos unireis com a Vida. pág.Seleta de Krishnamurti A plenitude da vida só é possível quando a mente-coração estiver integralmente vulnerável ao movimento da vida. que existe a possibilidade de experimentar o desconhecido.o que significa que deve estar quieta. que é universal. pág. pois o presente é que é o Eterno. só pode experimentar o que ele próprio “projetou”. 25) (…) É só na essência criadora da Realidade que se verifica o término do conflito e da aflição. 1955. (…) Se estais enamorado da Vida. Pela autoridade e imitação. quando o pensamento procura passar além. pág. o que ele segue é sua própria “projeção”. 61) Uni-vos com a vida. então vivereis em verdadeira amizade e afeição a todos. tiver cessado. Holanda.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . embora essa Vida se expresse de muitas maneiras. (Que o Entendimento seja Lei. na chama da criação não há “outro”. e estar cônscia ao mesmo tempo do conhecido. com suas ilusões e valores. imortal e livre/ Eu sou a eterna fonte/ Eis a Vida que eu canto. (A Finalidade da Vida. porque.13) Ali está a unidade de toda a Vida/ Ali está a silenciosa Fonte/ que nutre os vertiginosos mundos. (A Canção da Vida. forte e realmente belo. cria a mente para si própria múltiplas falsas reações. set. 1936. 135-136) http://www. A riqueza da vida advém quando a carência. Eterno Tenho sustentado. pág. um processo de vida. apenas meio evoluídas. 4ª ed. meditativa. que é o corpo físico. cada movimento. a Vida una em todas as coisas. É só na solidão da Realidade que se encontra a plenitude. Real. (…). pois ela é a perfeita harmonia. pág. sem fim. pág. pág. 1982 VI.krishnamurti. (Palestras em Ommen. dogmas. 20) Dessa Vida. incondicionada. pág. para que compreendam o eterno. pág.org. que a Vida é uma só. VII. 69) Mas. e vos unireis com todas as coisas. cada ação (…) deve ser apurado e belo. e por meio delas limita-se a si própria. e com semi-evoluídas emoções. A ela não podereis chegar com mentes não adestradas. O pensamento não pode experimentar o desconhecido. 8. a mente precisa findar .

org. (O Egoísmo e o Problema da Paz. é criação. se está interessada em vir a ser. (…). de “não expectativa”. sem obstáculos. 129-130) Quando a mente coração é ampla. num estado de “não procura”.liberto do medo. da competição. (Experimente um Novo Caminho. para que o Eterno seja. (Idem. a única liberdade verdadeira é a que consiste em estar livre do “conhecido”. é o estado da mente que diz: “Não sei” . sempre presa ao tempo. Mas o “conhecido” é sempre mecânico. pág. 40) (…) Dentro desse campo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e só nesse estado pode-se dizer “compreendo”. da inveja. e daí. e tem seu lugar próprio. Se a mente busca um resultado. formular. perder-me-ia. da ambição. Para descobrir é preciso estar liberto . conhecer o atemporal? Ela pode conceber. Preciso conhecer certas coisas para que possa “funcionar” na vida de cada dia. e não na continuidade.e que não está procurando resposta. pág. da desumanidade. Só uma mente assim é serena e apenas a mente serena pode descobrir se existe o eterno. pág. para tanto. (…) lembranças. imaginar o desconhecido. 121) Para estarmos cônscios de algo que não seja parte da projeção do conhecido. estar livre de tudo isso é estar livre do “conhecido”. 50) O Eterno é sempre o desconhecido para a mente que acumula. da medicina e de várias tecnologias. pode-se produzir. fazer as coisas mais extraordinárias (…). pág. Poderá escrever livros (…) saber como se vai à lua (…) . acontece o Real. do processo do conhecido. pág. a mente precisa tornar-se o desconhecido. nada disso. não podeis ficar apegado à continuidade do conhecido. que está alicerçada justamente no tempo. com suas lutas. porém. mas. da segurança? Sua natureza intrínseca é o conhecido. precisais sondar o desconhecido. Se eu não soubesse onde resido.. No campo do conhecido. só então a mente estará lúcida. pelo menos para mim. toda ela. é no desconhecido que há criação. reconheceis toda experiência ulterior. Toda experiência que tivestes. (O Mundo Somos Nós. não é livre. (A Primeira e Ultima Liberdade. O desconhecido só pode se manifestar quando o conhecido é compreendido. Por que a mente está sempre apegada ao conhecido? Não é porque a mente está sempre em busca da certeza. (…) Para investigar o desconhecido. e a mente aprisionada nesse campo. e desse estado podeis olhar as coisas conhecidas (…).krishnamurti. um estado Atemporal. pág. seja do passado remoto. sem conflito nenhum. o tempo. O que se acumula são lembranças . 152) Ora. (…) realizações. Essa mente se acha. E há o saber acumulado das ciências. (…) pintar quadros. há sempre apego. (…) inventar. para sabermos se existe uma Realidade. 1ª ed.e a memória é sempre o passado. pág. 39-40) Tudo isso está contido no campo do “conhecido”. 41) Ora. Como pode esta mente. mas tudo isso é absurdo. com os concomitantes temores e desesperos. para receber o Incognoscível. o Desconhecido. por meio da compreensão. profunda e tranqüila. o que quer dizer de todo medo. Assim. por mais extenso e amplo que seja. (…) O conhecido tem seu lugar próprio.Seleta de Krishnamurti Temos de estar livres de toda crença. seja apenas de ontem. Essa perene busca de grandes feitos e de expressão pessoal é de todo em todo pueril. o inominável. está no campo do “conhecido”. (…). por nobre e digno que seja. abandonado. É o único estado em que a mente é livre. porque o “eu” e a constante repetição do “eu” recaem no campo do tempo. desse fundo. (O Egoísmo e o Problema da Paz. 222) (…) Só no desconhecido há renovação. pág. (Idem. (Idem. dissolvido. Ela deve ser tal como o Desconhecido. Deve estar inteiramente tranqüila. Do conhecido não tendes possibilidade de ver o desconhecido. pág. 41) http://www. O que resultou do tempo não pode compreender o Atemporal. já não é ampla e infinitamente flexível.mas essa mente está ainda aprisionada na esfera do conhecido. (…) (A Arte da Libertação. o qual se vai acrescentando constantemente. torna-se necessária a eliminação. no passado. da avidez.

Por ora. do saber.pois o novo. o que continua não tem renovação. pág. É só quando morremos em cada dia para tudo o que é velho. Não pode existir o novo onde existe a continuidade . neste momento. (…) (Percepção Criadora. (Percepção Criadora. criação. a mente jamais chegará a conhecer o desconhecido. nesse estado. pág. pág. O “desconhecido” não é reconhecível. Mas quando a mente está liberta do passado (…) . e o que é conhecido não é a verdade. O eterno. 35-36) Senhores (…). Ora. apoderar-se do desconhecido. (…) Mas a realidade é o imensurável. que a “outra coisa” pode manifestar se. e enquanto a mente estiver funcionando dentro da esfera do tempo.ela é então o desconhecido. o que é conhecido está enredado no tempo. (…) criação do pensamento como reação do passado. para a manifestação dessa imensidade. 97) (…) Quando compreenderdes a vida. (…) ambições. o conhecido do tempo e do espaço. (…) o real. pág. o eterno. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. tanto conscientes como inconscientes. Não há palavra nem conceito (…) A palavra não é a coisa. 77) Isso requer (…) uma liberdade extraordinária das prisões do conhecido. um caminho só pode conduzir a algo que já é conhecido. a mente precisa estar completamente vazia. deve a mente ser. Só podeis conhecer o que já experimentastes e. mas aquilo que ele pode experimentar é apenas a sua própria projeção. 1ª ed.amor jamais contaminado pelo ciúme. nesse estado livre do “conhecido”. o desconhecido. a eternidade inefável é isto: quando a própria mente é o desconhecido. de experiências e crenças acumuladas.. porque é coisa do passado. que é o resíduo de tudo isso. 117) Ora. do conhecido. deixa ela de ser a verdade. realizações e frustrações? Tudo isso é conhecido. O “eu” não pode experimentar o desconhecido. (…) (Uma Nova Maneira de Viver. (Idem. de ontem. e para essa mente não existe a morte. jamais poderá ser o desconhecido. a mente é o conhecido. pág. (…) achar-se naquele estado de desconhecimento? Esse é o mistério (…). encontrareis o desconhecido. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida?. pág. pág. A mente está sempre tentando. (…) estacionária. é que pode haver o novo. vida http://www. ela própria. o desconhecido. ela própria.krishnamurti. 44) Para que o desconhecido venha à existência. o que foi projetado de si mesmo. o “desconhecido”. Quando conheceis alguma coisa. pelo apego. porque o experimentador é o “eu”.Seleta de Krishnamurti A Realidade está presente aqui. Afinal. Que sois vós senão uma acumulação de coisas conhecidas: vossas tribulações. pág. pág. (…) vaidades. o atemporal existe agora. Deus. 77) Para conhecer o desconhecido.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . o criador. pág. o desconhecido (…). É necessária a libertação do “conhecido”. O “eu”. (Viver sem Confusão. sois capaz de reconhecer. o desconhecido. (…) conhecimento . é preciso que termine o “conhecido”. resultado do tempo. e a coisa precisa ser percebida diretamente.da experiência. 31) Mas é possível à mente pôr de lado todo o seu saber. ser o desconhecido? (…) (Poder e Realização. 87) Pois bem (…). e. (…) memória . (…) Mas é esse findar que nos apavora. 92) Vós não podeis conhecer. pela ira. Perceber uma coisa com amor . (…) E isto é (…) difícil: perceber uma coisa com “inocência”. (…) (Uma Nova Maneira de Viver. (Idem. e por conseguinte não é a verdade. e. A mente tem sido até agora o resultado do conhecido. (…). portanto. dores. o atemporal. porque a vida é o desconhecido. (…) Porque é só então. 97) Não há possibilidade de falar do “desconhecido”. (…) lembranças. (…) experiências.org. com a carga do conhecido. não pode haver o experimentar da realidade. Não pode a mente tornar-se. o desconhecido. e não pode o agora ser compreendido por aquele que está preso na rede do tempo. não percebendo que só no findar pode haver renovação. pela posse. só lhe é possível experimentar o conhecido. com todas as suas lembranças acumuladas. (…). pelo ódio. (…) ao nosso alcance. Por essa razão. diz: “Estou experimentando”.

Crença Pergunta: Como posso experimentar Deus em mim? Krishnamurti: Que entendemos por experiência? (…) Quando é que dizemos: “Tive uma experiência?” Dizemo-lo apenas quando reconhecemos a experiência. (…) (Idem. E só então. vulneráveis. e reconhecimento é recordação. mas nós nos aferramos a uma insignificante expressão dessa vida. pág. e passa a crer nele como um meio de experimentar o desconhecido.krishnamurti. (…) é uma coisa irreal. 50) (…) Assim. nesse mesmo defrontar nasce a sabedoria. como a verdade é o desconhecido. e o que é do tempo nunca pode ser o atemporal (Idem. é algo autoprojetado. quando existe um experimentador separado da experiência. (Palestras em New York City. porque vossa própria crença vo-lo impede. (…) (A Arte da Libertação. o que é Deus. (…) do medo do desconhecido. um pensamento que não se completou. Quando a mente não se acha sobrecarregada de valores. o centro do “eu”. que é memória. pág. (…) é coisa suscetível de experimentar-se. pág. defrontam a vida. No momento em que o conheceis. o desconhecido. (Idem. estaremos aptos a “experimentar” o desconhecido (…). (…) Descrevê-la significa cultivo da memória. todo processo de reconhecimento e de acumulação de experiência é o “eu”. (…) (Idem. Preliminares II Experimentação Divina. isto é.Seleta de Krishnamurti e morte são a mesma coisa. 35-36) Só uma mente livre pode conhecer “o que é” .essa coisa indescritível. significa verbalizá-la. Deus é o desconhecido. porque o experimentador é o “eu”. a beatitude do presente. É por isso que o crente nunca poderá conhecer Deus. pág. pág. Insondável pela Mente. isto é. e isso a que nos apegamos é simples memória. A vida é o desconhecido. mas tal crença nasceu do conhecido. Isto é. pág. é que se dá o êxtase da verdade. o interrogante indaga: “Como posso experimentar Deus em mim?” Deus. 131) Só quando a mente e o coração. e a memória é. Isso significa que o nosso experimentar é um processo de reconhecimento e acumulação. a memória cria o desconhecido. O “eu” não pode experimentar o desconhecido. de modo que se possa dizer: “Tive uma experiência de Deus”? Evidentemente. 35) Para que o desconhecido venha à existência. por certo. reconhecido. pág. mas aquilo que ele pode experimentar é apenas a sua própria projeção. (…) (Idem. a mente precisa estar completamente vazia. 34-35) A crença é o resultado do conhecido. O “eu” (…) diz: “Estou experimentando”. deve haver liberdade . 38) Conceitos. o imensurável. pág. jamais conhecereis a Deus. 1935. com crenças preconcebidas e é capaz de defrontar o desconhecido. de reconhecer-se. (…). obviamente. por conseguinte. 131) (…) A vida é o desconhecido. tanto conscientes como inconscientes. assim como a morte é o desconhecido. não pode haver o experimentar da realidade. Deus não pode ser conhecido.precisamos estar livres do temor. 34) Só posso experimentar quando há o reconhecimento da experiência. e o “eu” diz. situá-la no tempo. Podeis crer no desconhecido. a Realidade. para se encontrar o que é real. então: “tive uma experiência”.org. já não é Deus. 36) http://www. (Idem. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida?. memória. e saberemos se existe Deus. com todas as suas lembranças acumuladas. e visto que a maioria de vós crê em Deus. pois. é parte do conhecido. de lembranças. memória. pág. que não pode ser expressa em palavras. pág. (…) Por essa maneira. (…) do desejo de segurança interior. (…) (Nós Somos o Problema.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .34) Ora.

(Idem. descobrir o que é criação. Deus. pág. se é este o estado que procuro. a mente é o Real.Seleta de Krishnamurti O que importa. o que é Deus. (…). ele deve vir. O pensar. (…) de todo pensamento. pág. sem nenhuma interferência da mente? (…) Pode a mente transformar se? Sei que há momentos em que ela percebe a Realidade. E só então http://www. ou a Verdade. de estímulo. pois. (…) acumulação. (…) de Realidade. (Que Estamos Buscando?. (Idem. 56) Percebendo-se. um tanto vagas. pág. Deus não pode ser chamado. consciente ou inconscientemente. Como pode a mente que está em busca de certeza. Por conseguinte. menos o silêncio. que não é do tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. pensar na Verdade é estar preso nas redes da ignorância. e que só acontece num estado de liberdade e espontaneidade. para se encontrar o que é real. é o resultado do processo do tempo. Quando a mente está de todo tranqüila. (…) do mover-se do conhecido para o conhecido. de certeza. Que sabeis de Deus ou da Verdade? Nada sabeis (…). só o silêncio pode ser “experimentado”. e nada mais (…). que é a realidade. (…) do desejo de segurança interior. seja pela negação seja pela afirmação. (…) é uma coisa que vem à existência momento a momento. é Deus. não o achareis. (…) (Idem. 39-40) (…) Assim. 71) Pode-se. não acreditais necessário investigar se é possível chegarmos àquela revolução. nesse momento. Virtude é ver diretamente o fato como ele é. pág. ou alguns momentos de experiências. pág. ou Deus (…)? (…) A criação liberta a mente da mediocridade (…). sem senso de aceitação ou rejeição. quieta. Mas não virá se a mente não for livre. (…) projeção do pensamento. 184) (…) Assim. o conteúdo total de vós mesmos. 264) Pelo pensamento não se pode conceber o imensurável. essa extraordinária complexidade.. pois. consciente ou inconsciente . Nosso pensamento está ocupado numa constante busca de segurança. deve achar-se totalmente tranqüila. está ela apenas projetando os seus próprios desejos. só vem quando há virtude. ele deverá vir a vós se tiverdes boa sorte e essa “boa sorte” é a janela aberta de vosso coração. (A Outra Margem do Caminho. de vós mesmos.. por força de sua própria natureza.precisamos estar livres do temor. Porque o estado criador não pode ser chamado. a mente. 1ª ed.só então desponta na existência o eterno. do passado. A negação do pensamento é ação. e não do pensamento. Só quando a mente transborda de felicidade.krishnamurti. (…) da auto-expansão. Só conheceis palavras. (…) (Poder e Realização. a mente é o Real. Se a mente “experimentar” qualquer coisa. porque o pensamento tem sempre medida. pág. (…) transformação interior. (…) de todas as idéias relativas a Deus. um refúgio. (…) é amor. para descobrir. 184) Agora. (…) significa que ela. um estado de criação. (…) do medo ao desconhecido. pág. pág. experiências alheias. A inteligência que promove a expansão do “ego” busca . O sublime não está encerrado na estrutura do pensamento e da razão. E. Para conhecer aquilo que é imensurável. Deus não é coisa da mente. como sabemos. pág. no qual o experimentador não existe . (…) (Que Estamos Buscando?. o compreender o processo integral. Nesses momentos. 183) (…) O desconhecido não é algo que possa ser “experimentando” pela mente. 263-264) O que é conhecido não é Real. e essa mente não está silenciosa. quando está tranqüila. de animação. necessito de visão muito clara. não se manifesta por meio de autoprojeções. (…). quando existe esse estado de tranqüilidade. sem nenhum movimento próprio. Se estais em busca do sublime. sim. ele tem de vir por si. a palavra não é a coisa. nesse momento se verifica aquele estado de devoção. Nesse momento.org. não é o que credes ou o que descredes. pág. (…) (Idem. que se manifesta sem ter sido chamada nem solicitada. pois.só então sentimos aquilo a que podemos chamar Deus (…) e há. a mente deve estar livre do tempo. que não é expressão do “eu”. 36) (…) O passado é sempre o conhecido e o pensamento que está baseado no passado só pode criar o conhecido. mas. para tornar-se algo. (…) A Verdade é um estado no qual deixou de existir a chamada atividade do pensamento. (…) Deus? Deus não é a palavra. pensar naquilo que não tem limites? (…) (Idem. pois. quando o “eu” está de todo inconsciente de si mesmo. 71) (…) Quando o “eu” já não está lutando. e o ver o fato é um estado de felicidade. que é liberdade. nem tampouco é produto da emoção e do sentimento. (…) deve haver liberdade . 1ª ed.

org. que entendeis por “alma” (…)? Referis-vos à psique? Estamos perguntando (…) se a alma. a entidade psicológica. porventura. experimentá-la diretamente. pág. Dizer que o “ego” é um obstáculo. o nobre e o gentil e o ignóbil. pág. 56. pela avidez. não haveria então temor algum . Existe. (Idem. aventurosamente. (O que te Fará Feliz. do centro de acumulação. pág. Alvitra-se que não ousamos lançar-nos à corrente porque temos medo do desconhecido. que é experiência (…). Mas. Só posso conhecer aquela “coisa”. se não me aventuro. a saber o que é essa consciência que jaz oculta na matéria viva? (…) (Palestras em Ommen. (…) não estou condicionado pela crença. que não damos o salto. etc. é simples explicação. se o homem que crê em Deus ou (…) não crê em Deus se atém a essa conclusão. fica (…) cativo da ilusão. de acumular. pelo estudo dos tecidos e fluidos orgânicos. (O Egoísmo e o Problema da Paz. e com efeito se coloca. Não podeis chamar a Realidade. (…) Será realidade ou ilusão aquilo que se denomina alma. Desejo. Quando digo que temo a morte. 94) Alma. que é memória. (…) compreendê-la.e não seria o desconhecido. se possível. Intelecto.seja Deus. 84-85) Dizeis. pág. (…). 24) A Realidade. 93-94) Será o temor que nos está impedindo de lançar-nos à aventura? Que é temor? Só pode haver temor em relação com alguma coisa. Pelo contrário. 1ª ed. é-me possível conhecer o desconhecido? Se eu o conhecesse. estarei mesmo com medo do desconhecido. (…). Explicações não alteram coisa alguma. pág. ou estou com medo de perder o que me é conhecido? (…) (Idem. e sim mera reação da memória. pelo temor. Tanto nos satisfazemos com palavras. a travessia para a outra margem não é uma atividade dirigida para um fim ou ganho. mas isto é sempre pensamento (…). é imprescindível a extinção do “eu”. não se dá por ato de vontade. pág. pela inveja. Vida. e será ela única? Existe ela separadamente e exerce a sua influência sobre o ser fisiológico ou psicológico? Chegaremos nós.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas. deve pôr de parte todo o seu saber (…) (A Renovação da Mente. Holanda. Desejais que eu descreva a maneira de vencer os obstáculos. (…) uma coisa que desconheço? Só posso temer o que conheço. (Que Estamos Buscando?. mesmo percebendo a necessidade de saltar. pág. (…) e sabermos se existe Deus. quando não sou egocêntrico.Seleta de Krishnamurti (…) estaremos aptos a “experimentar” o desconhecido. (…) (Comentários sobre o Viver. pág. com explicações. a saber o que é o pensamento. Temporal Pergunta: Credes na alma? Krishnamurti: (…) Pois bem. 93) Que nos está impedindo de dar o salto? O que no-lo impede é a tradição. não podeis escolher a Realidade. evidentemente. O pensar em Deus não é Deus. 12) http://www. Sentimento.57) Portanto. 168) A mente que desejar achar-se num estado em que possa manifestar se o novo .. Como posso temer a morte. (Nós Somos o Problema. em vez de ficarmos sentados na margem a especular. A Realidade apresenta se na plenitude do silêncio e da sabedoria. Nunca me será dado conhecer o desconhecido.ou como caráter? Senhores. sem dúvida. ou Deus. mas precisamos achar um meio de saltar a barreira. (…) a mente. (…) essa mente. O Deus do pensamento é sempre um Deus da mente. não? . (Idem. 25) O abandono da personalidade. ela é que deverá escolher-vos. seja a Verdade. 1936. mas alguma coisa há que impede a transformação.krishnamurti. ousadamente. (…). é-me possível saber o que acontecerá. deve cessar de adquirir. ela deverá vir por si mesma. que desejais modificar-vos. existe. em níveis diferentes: o estúpido e o profundo. da palavra. ele não existe em isolamento. pág. precisamos lançar-nos à corrente. (…) não se alcança por meio de conflito. do “eu”. pág. existe alma? A alma como entidade espiritual. 38-39) O pensamento pode colocar-se.

porque uma pessoa sentimental pode tornar-se cruel quando os seus sentimentos não são correspondidos. teorias e mais teorias. Um ente sentimental é perigoso: pode tornar-se estúpido. (…) O sentimentalismo. (Coletânea de Palestras. Para mim. ser emotivo. o sentimento.o intelecto .24) (…) Não é sempre a ação do “ego”. pág. intelectualmente. 1933. não pode existir a realização da verdade. do “eu”. 1933. da personalidade? A meditação.org. 1ª ed. insensível. pág. (…). não significa ter amor. sufocado. a educação moderna está desenvolvendo o intelecto. o sentimento do “meu”.Seleta de Krishnamurti Por essa razão deveis despertar. (…) A mente . quando falamos a respeito da alma? Referimo-nos a uma consciência limitada.em contraste com essa consciência limitada que chamamos o “eu”.fica satisfeita com essas inúmeras explicações. 230) (…) Assim. (…) pode-se ter grande intelecto. pág. em corredores e becos escuros. pág. ou se a Realidade só se manifesta depois de desaparecer a personalidade. (O Egoísmo e o Problema da Paz. mas não se ter inteligência. (Palestras na Itália e Noruega. 1933. 195) Pergunta: Quereis dizer que inteligência e consciência individual são palavras sinônimas? Krishnamurti: A consciência é o resultado da continuidade identificada. é uma ilusão (…) O desejo tem tempo. a emotividade. mas o amor nada tem que ver com o tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .mas não deis à palavra “emocional” o sentido de “sentimentalismo”. Ser sentimental. 43) Presentemente. deveis abrir todas as janelas e portas de vossas almas e partir em busca da única Realidade da vida. (…) (Idem. 122) O adestramento do intelecto não produz inteligência. mas a inteligência não. Está entregue à sensação. estais sendo tolhido. pois. 122) Enquanto houver tal consciência de separação. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. O indivíduo religioso que chora por causa de Jesus ou de Krishna (…) é apenas sentimental. emotivo. 125) (…) Uma inteligência que é produto do desejo. oferecendo cada vez mais explicações da vida. um processo de limitação? Vamos averiguar se a expansão pessoal conduz à Realidade. pág. pág. 62) (…) Que temos em vista. 224) (…) Ficai cônscios do sentimento de vir a ser. são puras formas de auto-expansão. (…) (Palestras na Itália e Noruega. (…) (O Reino da Felicidade. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…). por conseguinte. (…) (Visão da Realidade. não é sentimento. 125-126) O tempo. é evidente. a disciplina espiritual nenhum significado tem se em primeiro lugar não estiver bem claro para nós esse ponto. pág. pág. há de estar sempre a criar http://www. a qual começa a revelar tudo quanto se contém no vir a ser. controlado.. O intelecto é o mero pensamento funcionando independentemente da emoção (sentimento). a sensação tem tempo. Tampouco a há do ponto de vista emocional . da personalidade. (…) não há possibilidade de libertação. 216) O amor. há somente a vida eterna . (…) (Idem. 187) (…) Qual o interesse que pomos em descobrir a verdade acerca da natureza e das atividades do “ego”. (…) (Palestras na Itália e Noruega. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. Estar cheio de emoção não significa ter amor. da expansão do “ego”. pois para entender tem de haver completa unidade da mente e do coração na ação. O sentimento é endurecido pelo intelecto e pelas numerosas e sutis racionalizações. pág. (…) Há uma enorme diferença entre intelecto e inteligência. moldado e. 1930-1935. pág. quando não consegue dar expansão aos seus sentimentos. a racionalização e a continuidade da memória identificada constituem a consciência individual. e não vos deveis perder em tentativas febris e vãs. A sensação. que é um processo do pensamento. com o sentimento vem a sensibilidade. pág. pág.krishnamurti. porque o sentimentalismo e a emoção são meras sensações. o “ego”. O amor é um “estado de ser”.

é necessário que estejamos livres da inteligência que está ligada à expansão do “ego”. dividimos a mente em pensamento.) instinto aquisitivo. foi o intelecto que negou o fator de unificação. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. ele funciona dentro de um padrão. (…) A presente crise nasceu do culto do intelecto. O intelecto é “separativo”. pág. conhecer o Atemporal. grande simplicidade a par de abundante experiência. (. pág. (…) (A Luta do Homem. porquanto esta é sempre (…) limitante. pois é só este que nos pode libertar de nossas lutas e sofrimentos incessantes. que é a mente? Ela não é apenas uma série de reações aos desafios que estão sempre a assaltarnos.e não uma coisa abstrata. 201) (…) O essencial é sabermos se essa inteligência que foi cultivada na expansão do “eu” é capaz de perceber ou descobrir a verdade. conduziu-nos à nossa frustração. as quais estão constantemente moldando o presente em conformidade com o condicionamento. 49) (…) O viver realmente exige abundância de amor. 215-216) Pergunta: Como podemos ultrapassar essa inteligência limitada? Krishnamurti: Se ficarmos passivamente vigilantes de suas atividades complexas e inter-relacionadas. pensamento diário. (…) da auto-identificação. inteligência que se cria. que dividiu a vida numa série de ações opostas e contraditórias. não tolhida pelo http://www. É isso o que entendemos por vida . é resultado da cupidez. em nossa atividade de expansão pessoal.org. mas obscurecida pela memória. 41) Há. inteligência. dos negócios. 215) (…) Desenvolvemos uma certa qualidade de inteligência. pois. que é o amor. os enganos.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . do impermanente. (…). Uma inteligência diferente é necessária para compreender-se o Atemporal. 201) Ora. com a nossa avidez. pág. (O Passo Decisivo. jamais. as causas que nutrem a inteligência do “ego” extinguem-se sem esforço autoconsciente. Essa inteligência protetora do “ego” é produto do tempo.Seleta de Krishnamurti resistência e não pode. sentimento diário (…). jamais. com as idéias. pág. mas (…) a mente é. portanto. (…) Observai e vereis que vossa mente é uma série de desejos. mas (…) são reduzidas imediatamente às medidas do tempo. não pode ver o todo. (Novo Acesso à Vida. e não pode. pág. a mente. pág.krishnamurti. à mente que adquire saber. ilustração. uma diferença entre o intelecto e a mente. resultado do ambiente. 216-217) Assim. O intelecto está contido na mente. mas o processo total da existência. intelecto. as dores. Implica as lutas. as tribulações. para mim. com suas inumeráveis vias de fuga. (Poder e Realização. pág. mas também uma série de lembranças. está (…) confundida com aquela consciência do “eu”. pág. (…). Pode-se em certas ocasiões ter rápidas visões da “outra coisa”. razão. dar-nos a tranqüilidade. 272) (…) Há uma atividade diferente que não procede do “ego” e que cumpre ser encontrada. (…) (A arte da Libertação. mais o impulso a preenchê-los (…) (O Homem Livre. (Idem. experiência e lembranças. 248) Ora. mas o intelecto não contém a mente. com as pessoas. de sensibilidade ao silêncio. 86-87) (…) O culto do intelecto. em oposição à vida. Tal inteligência é incapaz de compreender o Real.. Com essa vigilância. enquanto atribuímos exagerada importância ao intelecto. não existirá “a outra coisa”. pois. pág. conscientes ou inconscientes. implica ação diária. A inteligência que agora possuímos é produto do desejo de satisfação e segurança. E a mente é a totalidade que pode ver o todo. “funcional”. (…) Para descobrir-se a verdade. que é inteligência. a rotina do escritório. pág. (…) conflitos e penas. (…). (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) É a capacidade da mente que percebe o todo. Por “vida” entendemos não uma só esfera ou camada da consciência. que é a nossa relação com as coisas. e não o intelecto. Requer uma mente capaz de pensar com toda a clareza. Pode essa inteligência compreender o Real (…)? (Idem. material e espiritual. as ânsias. por certo. 65) (…) A vida.

ânsia não preenchida. imperiosa a emoção. o desejo de possuir o carro. pág. sofrimento. E essa intensidade exige preenchimento. e. dos motivos conscientes e inconscientes . Mas. (Idem. de ansiar. Este esforço consciente ou inconsciente de querer. pág. pois desejais também preencher-vos em outros sentidos. Nessas condições. pois. (…) (A Suprema Realização. sexual ou trivial. para fugirdes à contradição. 44) O desejo. das intenções. porque então se torna possível a existência de um elemento novo. (…). quanto mais pensais nesse prazer. criais em vossa mente imagens. à dor causada pelo conflito. O desejo. (…). investigar. dor. (…) “Experimentai” realmente a coisa sobre que estamos falando. reação a um apetite. urgência de preenchimento. pág. nas várias formas de preenchimento.Seleta de Krishnamurti preconceito ou a superstição. A entidade criada pelo desejo (…) está identificada com o prazer (…). 43) Temos desejo. porém. (Idem. na própria realização do desejo há conflito. (Realização sem Esforço. Essa reação depende da intensidade de meu sentimento. pela esperança ou pelo medo. pode esse centro produzir uma transformação fundamental em si mesmo? (Claridade na Ação. vossa educação é completamente sem significação. dizeis ser necessário reprimir o desejo. da compreensão. (…) Podeis chamar esse elemento “Deus” ou “a Verdade”. se não compreendemos o seu “processo” total. pois. busca seu preenchimento. Mas nesse preenchimento há uma contradição. (Palestras em Ojai. para podermos examiná-lo com mais profundidade. e. depois vem o contato. Desejo ser uma coisa. moldá-lo. a sensação. sim. e. (…).krishnamurti. 15) Vamos. 1936. porque as religiões organizadas preceituam que devemos transmutá-lo. (…) Primeiro vedes um automóvel.depois o desejo. pág. (…) (A Suprema Realização. tanto mais intenso ele se torna. conduzi-lo. 27) (…) Só pode haver revolução quando a mente cessa de funcionar no campo do tempo. 44) Tendes um prazer. compreendê-lo.e a vontade do discernimento. as palavras terão significação. símbolos. Se é intenso o sentimento. precisamos saber o que é o desejo. o preenchimento é então quase imediato. que não é ajustamento nem repressão. pág. e daí surgem o http://www. Tudo isso é a vida. independente do tempo. da carência. reação a uma sensação a que se deu continuidade pelo pensamento. (…) desejo. que é. seja em ato. e pensais nele. 35) Que é “desejo”? E por que separamos o desejo da mente? (…) Em primeiro lugar.a vontade que nasce do desejo. e onde há conflito há esforço. pág. sublimá-lo. pág. (…) A seguir (…) há conflito. tem o desejo significação completamente diferente. está identificado com aquele “eu” que deseja apegar-se ao que é agradável e afastar de si o que é doloroso. descobrir o que é desejo. compreender o que lhe dá substância. da sensação . alegria. Compreendido isso. e se não estais sendo educados para viver. pág. é a fonte do esforço. seja em pensamento. E. 14-15) Como se origina o desejo? Pode-se dizer com segurança que ele nasce do perceber ou ver. desejo é apetite. do anseio . que nasce da percepção-contato-sensação. etc. porém uma disciplina inerente à própria compreensão do desejo. e “reajo”. O desejo. ou o reprimimos. pág. palavras. há sempre contradição. (…) (Idem. E.o centro do “eu” e do “meu” e (…). (…) (Idem. por mais longe que tente alcançar. Como disse. 28) Há duas espécies de vontade . cria a totalidade do processo do “eu”. na realidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 94) (…) A vontade resultante do desejo baseia-se no esforço consciente da aquisição. gera o esforço. do contato. porque a sociedade nos diz que devemos reprimi-lo. não é importante reprimir o desejo. desse modo. intensidade. que é também vontade. Com a compreensão do desejo vem a disciplina disciplina não imposta por ninguém. 45) (…) A mente. Dessa contradição vem o conflito.org. (…) (A Cultura e o Problema Humano. por fim. (…) Por conseguinte. pág. aspiração. ou cedemos a essa ânsia.

incluindo Escrituras. pág. kâma. mente concreta. Natureza Psicológica. Tem uma etiqueta chamada X ou Y ou João. fazeis algum esforço. Quase todos nós vivemos pela ação da vontade. e é fruto do medo que guia. ( … ) e com o ideal que quer seguir. Este é ainda o “eu” produzido pelo pensamento. escolhe. Ela não está em conflito com a chamada vontade divina. (Idem. emoção. 17) Nota: Conforme fontes orientais e ocidentais. e esse “eu” se tem tornado independente do pensamento (…) (La Verdad y la Realidad. intelecto. porque é a vontade do medo. (Idem. afinal de contas. Atividades Abrangidas Em nossas recentes reuniões. Aqui foram incluídos textos correspondentes. é ação do conhecido. justifica. o “eu” que tem adquirido conhecimentos. (…) (Quando o Pensamento Cessa. o “eu” que é o observador. prana. o “eu” que é passado. Desse processo surge também o conflito dos opostos (…) (Idem. mas. mas apenas a vontade simples. tratamos da importância de se compreenderem as tendências do “eu”. e desejo-vontade. de Krishnamurti. pág. da carência e do temor. isto é ainda resultado do conhecido. quando escutais (…). 46) Se. pág. paixão. Por conseguinte.org. pág. vida. (Palestras em Ommen. disciplina. (…) é uma fonte de tristeza e de conflito. 103) Pergunta: Podeis (…) explicar a diferença existente entre mudança na vontade e mudança de vontade? Krishnamurti: Mudança na vontade é apenas o resultado de dualidade na consciência. temporal. 94-95) Ora. a ação da vontade não pode encontrar nunca o que é real. O “Eu”.Seleta de Krishnamurti atrito. pág. na qual não há conflito da antítese. Este “eu” é produto do tempo e do pensamento. Também com o desejo de mudar o “eu” por alguma outra forma de “eu”. Holanda. correspondente inteligência. vinculado ao Id da psicanálise. existe um profundo e espontâneo ajustamento. Não pode haver conflito entre a luz e a treva. 231) (…) Esse “eu” tem um nome. Essa vontade não é divina. O “eu”. o passado que atravessa o presente e se projeta a si mesmo. em sua grande ansiedade. comum. O “eu” que sofre é você. na primeira. de estar satisfeito. pág. o “eu” que se tornou independente. com o rosto. O conflito da carência ou a mudança do objeto do desejo é apenas mudança na vontade. há compulsão por meio da ignorância. Identifica-se com o corpo. as pessoas que pensam mais seriamente não podem deixar de saber que o “eu” é a verdadeira causa de todas as nossas iniqüidades e sofrimentos. não existe a outra. 46) Uma é mudança de grau e a outra é mudança de espécie. ser. 1936. 73) Pode-se ver que o pensamento tem fabricado o “eu”. A vontade de “vir a ser”. a tristeza e a cogitação do além. Essa vontade é uma resistência. pág. (…) (Viver sem Temor. (…). mas com a cessação de toda carência dá-se a mudança de vontade. uma forma. há a identificação do “eu” com o nome e com a forma. 46) Mudança na vontade é uma submissão à autoridade do ideal e da conduta. pág. e mudança de vontade tem lugar na plenitude de nosso ser integral.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Nesta última. Mudança de vontade é discernimento. (…). Holanda. inteligência. é a grande ansiedade de http://www. Porque. por outro nome. pág. do desejo: a vontade de obter sucesso. 1937-1938. (…) (Palestras em Ommen. a alma e seu campo abrange sentimento.krishnamurti. onde existe uma. de ser. O “eu” é a palavra: elimino a palavra e que é o “eu”? (Idem. princípio vital. 131) E esse “eu” sofre. não há vontade divina.

quer inferior (…). (Idem. inveja. só pode reagir mecanicamente.” (Palestras na Austrália e Holanda. etc. (…) posses. e que ocorrem quando existe o amor. 75) O que entendemos por “eu”? (…) “São todos os meus sentidos. portanto.. quer projetado exteriormente como ação. pois. por conseguinte. é um feixe de lembranças (…). (…) alegrias” . pode-se desenvolver uma grande capacidade. E. virtudes. que tenho cultivado. (…) Ora. Não há dúvida de que esse todo é o “eu” o “ego”. e para se passar além necessita-se de auto-conhecimento completo. nós habitualmente agimos de um centro que tem um ponto. quer projetado espiritualmente como virtude. esperanças. por conseguinte. (…) lutas. porque. ela é ainda um produto do pensamento (…) e pensamento é memória. O “ego” é sempre o “ego”. (…) marido. a família. estamos envolvidos nessa corrente. toda ação será distorcida. um marido. a memória. quando dizeis que existe uma entidade espiritual separada do “eu”. as várias formas de intenções. (…). pág. quer superior. e. (…) que deseja preencher-se. pág. ambições. Eis por que importa se compreenda todo o processo do “eu”. da ansiedade.tudo isso seria o “eu”.krishnamurti. com experiência. pág. pág. O “eu” é violência. superior ou inferior. (…) o “eu” são as várias qualidades. Você pode acrescentar http://www. o findar da reação é o findar do “eu”. da raça. O “eu”. a memória acumulada do inconsciente. momento a momento? Estes sentimentos são expressões do “eu”. (…) (Que Estamos Buscando?. a casa. (…) (A Arte da Libertação. (…) infelicidade. porém a corrente egocêntrica continua. que tem lembranças inúmeras. o “eu” está sempre compreendido na esfera do pensamento.. essa expressão inclui todas as descrições do “eu” que acabamos de fazer. (…) aspirações. estar cônscio da minha avidez. em que não há tendência para esforço ou luta. e a mera continuação no tempo não leva ninguém ao eterno. valores. (…) cobiça. (…) esposa. só pode reagir mecanicamente. do temor. o “eu” que cultivou certas virtudes. o “eu”. uma esposa. (…) Desta maneira. O “eu”. pág. reação. seja “inferior”. agradáveis e desagradáveis . (…) (Percepção Criadora. (…) De modo que esse “eu” se move na corrente da cobiça. necessita-se auto-conhecimento completo. 75) O “eu” é egotista.org. são separativas e geram isolamento. que está fora do tempo. pág. quando morremos. pág. Essa corrente é o “egocentrismo” (…). etc. 127) (…) O “eu” é. Enquanto exista o centro.este “eu” diz: “tenho medo. 214) Sabeis o que entendo por “eu”? Com essa palavra quero significar a idéia. (…). um amigo. (Que Estamos Buscando? pág. a experiência. (…) do egoísmo. (Quando o Pensamento Cessa. harmonia. 117) Posso. (…). pág. quando o desconhecido penetra vosso coração. (…) sentimentos. o organismo morre. (…) conquistas.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Só se extingue o temor da morte. (…) imaginação (…) exigências românticas. pág. (…) qualidades. 1955. (…) inveja. (…) Enquanto vivemos. que se acha identificado com a propriedade. é esse o centro de onde reagimos. coisa do tempo. em qualquer nível que o coloquemos. as lembranças que conservei (…). (…) Conhecemos também aqueles momentos extraordinários em que o “eu” é inexistente. 131) (…) O “eu” é mecânico e. o esforço consciente para ser ou para não ser. a luta que daí resulta é o “eu”. quero a garantia (…) de continuidade. (A Primeira e Última Liberdade. 1ª ed. suas atividades. (…). Assim. e para se passar além. portanto. etc. 157) Em primeiro lugar. (…) é memória.Seleta de Krishnamurti você. porém a essa capacidade falta equilíbrio. que é o “eu” (…). temos fortalecido em nossa consciência a estrutura e a natureza do “eu”. (…) do pensar. do indivíduo. a conclusão. (…) (La Totalidad de la Vida. 232) O que o pensamento produz é sempre produto dele próprio e. tudo isso. do grupo. e isso é tempo. paixões. apenas. do “ego” (…). da tribo. (…) A totalidade desse processo constitui o “eu”. idiossincrasias. por conseguinte. 1ª ed. confessáveis e inconfessáveis. (…) O “eu” é mecânico e. (A Arte da Libertação. 214) Através do grande desenvolvimento da habilidade. Não existe entidade espiritual identificada como “eu” ou distinta do “eu”.. 109) (…) O “eu” é um feixe de lembranças. Seja “superior”. por mais nobres que sejam. o “vós” e o “eu”.

de prazeres. pág. a vontade do “eu” (…). alegrias e afeições superficiais. 52-53) É um centro de afeição. Esse centro. suas guerras . conseqüentemente. observa que o “eu” é uma massa de experiências acumuladas. ilustrações. sofrimentos e alegrias passageiras. Podemos ter certa capacidade para escrever poesias ou pintar quadros. (…) (Idem. meus impulsos (…). de “vir a ser”. que gravitam todas em torno do “eu”. Por mais alto ou em qualquer nível que se coloque o “ego”. uma vez que tudo está sendo contaminado pelo passado. mas (…) amontoando. 9) (…) Pensamos que.. não é a morte que tememos. ele estará sempre compreendido no campo do pensamento (…) (Idem. 142) (…) Mas existe o “eu” que não é meu corpo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . minha segurança. traduzindo-as. está circunscrito pela idéia do “eu”: meu prazer. pág. sob várias formas. uma forma. (…) (O Verdadeiro Objetivo da Vida. (…) (Claridade na Ação. suas ânsias. e esse amontoar é o processo da mente. meu preenchimento. 67) Existe essa entidade complexa chamada “ego”.krishnamurti. ou muito sutis no interpretar determinada teologia. o que acontece quando se acumulou conhecimento. que não quero que finde.é o que nós somos. o nome . as vaidades. seus conflitos. palavras. 64) Ora. estão centrados nisso. no fim. Ainda que o “eu” tenha satisfações passageiras. Em verdade. mas o “eu” psicológico. que pode inventar. que é memória e que desejo continue a existir. seu desejo de ser alguém. 169) Memória identificada com a propriedade. minhas vaidades. de modo que o “eu” se torne inexistente? Porque o “eu” é a fonte de todo sofrimento. 169) Todos nós somos. 128) Que é o “eu”? Se uma pessoa observa realmente a si própria. psicologicamente. mas esse findar. Que é esse “eu”? É um nome. (…) opiniões. sua inveja. (…) (Arte da Libertação. suas contradições. (…) (Perguntas e Respostas. o “ego”. (…) desacordos. de ódio. (…). O “eu” é constituído dessas entidades. (O Homem e seus Desejos em Conflito. 1ª ed. (…) as riquezas que juntei . suas crenças e dogmas. a entidade (…) preocupada em acumular. com seus códigos de moralidade. (…) ambições. (…) tão sensível. o “eu”. de idéias.as mágoas. pág. é o “eu”. julgamentos. seja negativa ou positivamente. no processo do tempo. é muito natural pensar-se que nada existe de novo. e vocês nunca estão realmente experimentando. os preenchimentos e frustrações do passado. de segurança.org. a família. sobremodo hábil e capaz de compreender uma tão grande variedade de experiências.não o “eu” físico. conceitos. pág. esperanças. o ego. minhas posses. o “eu” se tornará. com todas as suas agonias. 169) Nunca percebemos (…) por que existem em nós diversas entidades. Tal é nossa esperança. mas o que na realidade somos é um feixe de coisas lembradas . que são meros desejos. experiência? Qualquer outra experiência que vocês tenham é imediatamente traduzida em termos de “mais e mais”. o “eu” que é minha compreensão acumulada. de inveja. pág. ânsias. que é o centro do “mais e mais”. podemos ser bastante sagazes nos negócios. mas a essência dele é o centro. ocorre toda ação. (Experimente um Novo Caminho. de prazeres efêmeros. nosso anelo: que o “eu” se tornará perfeito através do tempo. A partir desse centro. pág. 139) Que centro é esse? Sem dúvida. um feixe de lembranças. de armazenar inúmeras lembranças. meu progresso. pág. de “expressar-se” de diferentes maneiras. pág. avidez e sofrimento.isso é o que cada um de nós é. A sociedade. (A Educação e o Significado da Vida. (Percepção Criadora. E posso realizar uma revolução nesse centro. suas ambições. de acordo com ele. Desejamos continuidade. 53) http://www. (Idem. pág. (…) as nossas aspirações. que sabe planear um avião (…). Desse conglomerado de desejos surge a figura central. seu desejo de preenchimento. sua avidez. O “mais e mais” é o “eu”. de potencialidades ilimitadas. (…) Com esse “ego” vou olhando as coisas e. de mágoas.Seleta de Krishnamurti mais palavras. dores. 1ª ed. o resultado de nosso ambiente educacional e social. É o que somos: um feixe de memórias (lembranças).. de posição. a mente. o “pensador”. realidade. pág. seu sofrer. de domínio. (…). pág. desavenças. máquina complexa. no crescer e transformar-se. as dores. experiências. ele está constantemente multiplicando problemas e produzindo sofrimento.

e.o “eu” é um feixe de “memórias”. com idéias. reter. é incapaz de amar. pág. O “eu” cria o espaço que o circunda. há sempre espaço em torno dele. suas ações egocêntricas. de enriquecimento por meio da aquisição. pois. a ambição. e de tradução de cada experiência de acordo com a memória. o “eu” e o “não-eu”. cultivando a virtude a fim de reforçar-se em seu centro. e não amor. mais sensações. E. violência. (…). (…) luta para adquirir.Seleta de Krishnamurti (…) A atividade egocêntrica do “eu” é um processo temporal. o desejo de um saber maior. pois. posta em ação. etc. expandir-se ou diminuir-se. Desejamos uma coisa. que tanto é físico como emocional e intelectual. já que o centro existe e cria o espaço. para descobrirdes a Verdade. (…) (A Importância da Transformação.o “eu” que está sempre a desejar “mais”. Só com a libertação do “eu” pode a verdade manifestar-se (…) (Nós Somos o Problema. (Claridade na Ação. sensações. palavras. deveis “familiarizar-vos” inteiramente convosco e com os truques que a mente pratica consigo mesma. 103) Tudo isso. são formas do “eu”. sempre insatisfeito. esse centro. com o país. (…). que é o “eu”. (…) (A Primeira e Última Liberdade. 74) (…) Mas a verdade se manifesta de momento a momento. (…) A busca de poder. se transforma em meio de dar continuidade ao “eu”. de memória. etc. psicologicamente. e as idéias românticas que nutrimos. Assim. “eu”. tendes de saber o que é o “eu”. Que é o “eu”? O “eu” são vossos móveis. vereis que não existe nenhum “eu” permanente. e se este é o único espaço que o homem tem possibilidade de conhecer. porque o centro existe. a mente deve estar http://www. constitui o “eu” . (…) Não é isso uma invenção do pensamento? (…) Não aceiteis nada. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. pág. a idéia. identidade com a casa. competição. “personalidade”. Que é o “eu” da maioria de nós? É um centro de desejo.. vossa casa. guerra. sempre lutando por mais experiência. vossos livros. sob o disfarce de virtude. Porque quem acumula é o “eu”. e ele acumula para se impor. crueldade. por conseguinte. pág. nesse caso não há liberdade nenhuma. as ilusões e falácias. de autoridade. a sentimentalidade gera brutalidade. que é o “eu”. A exigência de continuação de dado prazer é o centro de onde pensamos. desarraigá-lo.a memória do que eu fui. de perpetuar a experiência. ele nunca é virtude. a forma. quando a mente é capaz de libertar-se de todas as acumulações. (…) expandir se. pág. atrás das quais a mente se abriga? (…) A ação baseada em idéia é uma forma do “eu”. do que eu sou e do que deveria ser. (…) Onde há um centro. funcionamos e atuamos . lembranças. e não desejamos outra. cria uma sociedade aquisitiva. (Idem. 85-86) Ora. mas só memórias . 136) Portanto. lembranças de prazer e dor . pág.centro que se pode chamar “ego”. símbolos. de posição. É a memória que dá continuidade à atividade do centro.krishnamurti. 104) (…) O centro é o “eu”. por essa razão. ele é o nome. nem mesmo o vosso “eu”. (…) . Se observardes a vós mesmos. espaço no qual ocorre a ação do medo e do prazer. É o desejo de ser mais. nomes. pág. vossa memória. vereis que ele é o desejo de “mais”. (…) dominar.. transformá-lo. porque. 1ª ed. pág. de experiência. que se manifesta sob várias formas de continuidade (…). Dizer “o eu evolve” não tem sentido. pág. como funciona. É mais alguma coisa? Dizeis que o “eu” é espiritual. averiguar o que é esse centro e ver se é realmente possível dissolvê-lo. a criação das imagens. (…) preencher-se. (Fora da Violência. Aí tendes o que é o “eu”. desejo de uma identidade contínua. e vos tornardes cônscios desse centro de atividade. 125) Quero.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . antes de perguntardes: “pode o eu evolver?”. pág. nas camadas inconscientes da mente. (Idem. 79) A questão sobre que temos discutido é a seguinte: Como é possível reconhecer as várias atividades do “eu” e suas formas sutis.org. se se está psicologicamente em busca de prazer. Esse processo se desenvolve não só consciente. 103) Se observardes bem. de uma experiência maior. não se pode evitar a dor. o sentimento que se oculta atrás do símbolo. mas também nas camadas mais profundas. 121) Tendes de trabalhar muito diligentemente para descobrirdes as atividades de vossa mente. cheia de conflito. é mantido e nutrido pelo tempo. que nele existe uma essência espiritual. com pessoas. mas tão somente expansão de si próprio. 1ª ed.. (Quando o Pensamento Cessa. vereis que ele é só processo de tempo. A pessoa que é capaz de sentimentalidade. crueldade.

para que a mente possa descobrir aquela “coisa nova”. o ego. o passado da raça. com suas ambições. a opinião. 142) Ora. os conceitos. (…) (Transformação Fundamental. (O Novo Ente Humano. será capaz de conhecer o Atemporal? Pode o “eu”. divisão em “superior” e “inferior” . por mais que evolva. nos diferentes níveis. 53-54) (…) Por consciência entendemos (…) o pensamento. 30) O “ego”. da qual resulta ação. Que entendemos por consciência? (…) A consciência. O novo não pode ser posto em palavras.Seleta de Krishnamurti livre do “eu” (…) “eu superior” e “eu” é a mesma coisa . (…) A memória é o armazém. o repositório da antiga tradição (…). os http://www. (…) chama-se consciência. (Experimente um Novo Caminho. e ele deve chegar a seu fim. e se acha em completa quietude. Ego. e a esse processo chamamos consciência. É o resíduo do passado. O conhecimento da totalidade do “eu” significa o seu fim. sem fim. então. pág. invejas. exigências agressivas. não em termos de tempo. (Experimente um Novo Caminho. (…) (Arte da Libertação. (…) de contradições. (…) não podeis continuar a transportar essa carga do passado. Só então se verificará a verdadeira mutação. por estar o cérebro totalmente quieto. (…) de um milhar de experiências. (…) Assim. e a consciência se constitui de muitas camadas de pensamento. com o tornar-se maior. essa consciência integral. Esse processo total. é produto do tempo. pág. pág. da tradição. 68) (…) Assim sendo. conscientes ou inconscientes. de certo. a que chamais experiência. Unidade. esse feixe de lembranças. pág. pág. sentir o Real? (O Egoísmo e o Problema da Paz. batalhas. Mas como fazê-lo findar? (Idem. pág. e é a memória que intervém. é o processo total do experimentar (…). conscientes e inconscientes. (…). o passado em relação ao presente. e as fórmulas. 111) A consciência constitui toda a esfera de nosso pensamento. (…) transformação. no correr do tempo. é um processo de reação a um estímulo. e esse “ego”. O pensamento organizado se torna idéia. mas também a inconsciente. a crença positiva ou negativa . mais nobre. da nação. quando o pensamento já não é escravo do tempo. a inocência é algo não contaminado. o registro. Para averiguardes isso. do sofrimento. 64) Compreendeis o problema? Essa entidade. produto do tempo. que reage ao estímulo. que criam o sentimento. (…) da “culpa” (sentimento de culpa). o que me parece importante é essa investigação do “eu”. pág.tudo isso está compreendido no campo da consciência.de tal maneira que não só seja revelada a mente consciente. 64-65) Quando observais. o sentimento e a ação.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . ansiedades. energia sem causa. será possível penetrar até às raízes da consciência total. é algo imensurável. Isto é. da família. no qual a mente é sempre jovem. o velho. sem que seja necessário esforço. fresco. para se conhecer o “eu” tal qual é. é o resultado do passado. já não é uma reação. conforme o Autor Para compreendermos (…) precisamos entender a questão da consciência. as idéias. deve findar. 60) Consciência. do prazer. O passado (…) tem de findar. 38) O passado transmitido através de séculos. agradável ou dolorosa. da aflição. há um desafio. (…) (Idem. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. que é sempre novo. a consciência. mas a reação é sempre velha. todo o campo da idéia e da ideação. É o que temos aprendido. e. é um “estado de descobrimento”. pág. controle ou repressão.uma pura invenção dualista. falácias. (…) Essa experiência recebe uma designação (…) ela é boa ou má. pág. da memória do que foi. para que a mente possa encontrar-se neste estado de criação. o ego. (…) nenhuma possibilidade tem de descobrir o novo. ocultas e patentes. da comunidade.org.krishnamurti. sem começo. É a esfera do conhecido. O “velho” não pode achar “o novo”. não mais “experimentando”. de “mim”. Superego. disciplina. algo totalmente novo. (…) Os sentidos.

pág.. prazeres e dores. de realizar. e essa saída é uma conclusão satisfatória. tal como a conhecemos. temos a camada superficial. 1ª ed. não pode produzir mudança radical. e nós vivemos na superfície desse campo. de vazio. Para a maioria de nós. pág. Esse total constitui a consciência. sendo o presente mera passagem do passado para o futuro. pág. 1ª ed. do “eu” e do “meu”. ou essa consciência se fortalece ou sucede algo de todo diferente. é um processo de registrar e acumular. (…). Primeiro. o outro começa a funcionar? (Comentários sobre o Viver. (…) (Tradición y Revolución. Tudo o que ocorre no interior dessa consciência é sua própria projeção. é um processo de registro a acumulação de experiência. o sono fortifica a experiência. mas a maioria de nós funciona apenas no nível consciente. (…) (Que Estamos Buscando. nunca do presente. pág. e só é capaz de acrescentar. nos seus diferentes níveis. 38) Se olhamos o conteúdo da consciência encontramos recordações. segue pertencendo ao passado. mais fixações. Ela é incapaz de examinar o problema sem a cortina protetora de suas conclusões. constituída de conclusões. defendê-lo (…).Seleta de Krishnamurti símbolos. 134) http://www. 175) A mente consciente está claramente procurando uma saída do problema.. 37) O outro ponto é: “Não é necessário despejarmos tudo o que está oculto nos labirintos do subconsciente para nos descondicionarmos?” Como disse. Não é a mente consciente. apenas.. as palavras. 117) Quando um problema não é solúvel conscientemente. positivas ou negativas. de “vir-a-ser”. Imediatamente abaixo está o desejo de ser. (…) (Que Estamos Buscando. e será capaz de procurar algo diferente? (…) Não há dúvida de que a mente consciente é constituída do passado. 95-96) A consciência. o “eu creio” e o “eu não creio”. Portanto. e toda a nossa vida (…) se limita a isso. mas não renovação. na camada superficial da mente. nas muitas camadas da consciência.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág.tudo isso constitui a consciência. encontrareis um estado de completa negação. ansiedades. mais conclusões. todos produtos do tempo. enquanto houver o desejo de ser. e vereis que a consciência funciona sempre entre o passado e o futuro. está fundada no passado. pág. a consciência é constituída de diferentes camadas. de “vir a ser”. pág. só há um “estado de ser”. as experiências. Se vos aprofundardes mais. temores. 1ª ed. Mas a consciência é sempre do passado. é o campo do pensamento. porque sem memória não há ação. mas essa sugestão não é atendida. (…) (Comentários sobre o Viver. (…) Observai os vossos corações e as vossas mentes. pág. que é a consciência. de obter. Vivemos na chamada mente consciente e nunca damos atenção à mente inconsciente. de fato. uma sugestão. ainda que pense em liberdade. (…). existe. ou é adulterada.. E o pensamento diz que isto é tudo que tenho. (…) Esse processo de vir a ser tem de cessar completamente. (…) (Idem. as inumeráveis lutas.org. ela própria. pág. 1ª ed. e o esvaziamento dessas muitas camadas só é possível quando compreendeis o processo de “vir a ser” (Idem. mais idéias. devo protegêlo. Durante o sono. 1ª ed. O movimento do pensar tem sua origem na memória. as coisas que aprendemos de nossos antepassados e as modernas tecnologias que se lhes acrescentaram . 174) Nosso problema (…) é este. (…) (A Arte da Libertação. sabemos que existe a mente consciente e a mente inconsciente. pertence ao tempo. embora gostemos de dividila em consciente e inconsciente. (…). e não dois estados. de estar silenciosamente cônscia do próprio problema. Conhece. 117) Pois bem. pode o inconsciente ajudar a resolvê-lo? Que é o consciente e que é o inconsciente? Existe uma linha precisa onde um acaba e o outro começa? Tem o consciente um limite que não pode ultrapassar? (…) O inconsciente é uma coisa separada do consciente? São os dois dissimilares? Na falta de um. (…) do conhecido. a si própria. de incerteza. e abaixo desta a memória. da qual nos vem ocasionalmente uma mensagem. é incapaz de estudar. um estado único. conclusões agradáveis ou desagradáveis. como sejam o consciente e o inconsciente. mais profunda. o choque dos desejos contraditórios. no qual há expansão. tem qualidade própria e é mensurável. Nunca estamos conscientes do agora.krishnamurti. há de haver o fortalecimento. o desejo de realizar.. 133-134) Ora. (Comentários sobre o Viver.

pág. 148) Nossa consciência (…) está ocupada com os próprios conceitos e conclusões. pág.Seleta de Krishnamurti Krishnamurti: Voltemos a isto. “eu não sou isto”. psicológico. terá mudado grandemente. por conseguinte. e. perfeitamente cônscia do processo do “eu”. há essa divisão. 192) É de algum modo possível produzir uma mudança radical na própria consciência? Porque. a mente é um processo total que inclui tanto a consciência interior como a consciência periférica. tanto o cognitivo como o oculto. a outra parte. E ao indivíduo parece que. se se move de um lugar a outro desse campo. características. seus temores.(…) sem fortalecer a atividade do “eu”? E pode todo esse processo do “eu” terminar? (…) (Percepção Criadora. 134) Krishnamurti: (…) Se não há conteúdo. existe percepção e compreensão (…). incerteza. para a maioria de nós. seus impulsos. Conquanto falemos de “consciente” e “inconsciente”. (La Totalidad de la Vida. 192) O “eu” é uma entidade total. pode naturalmente uma (parte dos fragmentos) transformar-se na outra (a total). seus temores. ansiedades e prazeres. (…) de nenhum artifício. não é a mesma coisa que a ação criadora livre do centro. sua ânsia de preenchimento . suas ânsias. está a dor. Tudo isso é a consciência total. quando o “eu” está totalmente ausente. 5-7) Ora. atitudes. Para mim. Este é o ponto de vista psicanalítico. Enquanto vivemos dentro do campo a que chamamos nossa consciência. assume importância. com seus desejos. porque não é invenção da mente. Essa é nossa consciência. estamos vivendo perpetuamente em uma prisão com nossas idéias. (…). entretanto. (The Awakening of Intelligence. resultante de agitação. por todas as camadas da consciência. (Percepção Criadora. com seus desejos. Então viriam juntos.(…) sem fortalecer a atividade do “eu”? E pode todo esse processo do “eu” terminar? Por certo. espantosamente ativa e vigilante (Idem. dentro do padrão do “eu” só pode haver conflito. ou “eu não sou a consciência”. Penetrando na consciência. pode uma pessoa tomar conhecimento dessa consciência total que é o “eu”. só existe de fato um estado: a consciência. porque temos dividido a vida em consciente e inconsciente. nem pela repetição de frases. é muito difícil de conhecer-se.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . plenitude. 57-58) (…) Se vos tornardes indiscriminadamente cônscios do “eu” em todas as suas atividades. Existem diferentes níveis. pág. não é um único conteúdo sólido. cônscios de todo o processo do nosso pensar. (Idem. porém. Conhecemos a arte que chamamos “o consciente”. pessoalmente. Mas aparentemente. o oculto bem como o manifesto.org. pág. sua luta constante para aperfeiçoar-se. ele não pode extinguir-se por um ato de volição. (…) e virá apenas quando a mente. 59) Tende (…) e vereis que a ação criadora é uma coisa que nasce quando a mente está tranqüila. (…). (…) conceitos . um fragmento. oculto e revelado. A atividade criadora que conhecemos ocasionalmente. As numerosas partes adversas e contraditórias da nossa consciência só podem integrar-se quando já não existe a causa dessas divisões. Uma parte dessa consciência total. compreende a significação deste e. isto não ocorre. sua ânsia de preenchimento . (…).krishnamurti. seus impulsos. pág.vivendo em um campo (…) de confusão. “eu sou isto”. e vendo quão fragmentária ela é. pág. Ora. sua luta constante para aperfeiçoar. não há consciência. instabilidade. A mente se tornará então sutil num grau extraordinário. (O Egoísmo e o Problema da Paz. se perceberdes sem julgamento nem condenação. porém continua no mesmo campo. se isso não é possível. está cheia de temores. junto a ocasionais expressões de alegria. atividades. Não separo o consciente do inconsciente. não mais o nutre de experiência. 386) (…) Dá-se a verdadeira integração quando. (…) ainda assim não há nesse campo uma transformação humana fundamental. então diz: “eu sou a consciência”. 60) http://www. pág. A ação criadora livre do centro não é temporal. pode uma pessoa tomar conhecimento dessa consciência total que é o “eu”. pág. nunca integração. é algo totalmente desconhecido. produzireis infalivelmente aquela revolução no centro.se. pág. (Tradición y Revolución. Dentro da consciência há muitos fragmentos. Mas a criação a que me refiro não é para dar-nos satisfação. Esse é o padrão da existência que levamos. (Idem. suas ânsias. assim como com as idéias de outra gente.

(…). a crença. molda. não pode haver discernimento. (…) experiência. tudo é passado. pág. (…) E o pensamento é memória. porquanto só sou capaz de pensar dentro dos limites do tempo. O “ego” é sempre o “ego” em qualquer nível que o coloquemos. pág. As reações psicológicas impedem o verdadeiro discernimento. a que nos apegamos. não existe nada novo. Holanda. 185) Consciente. (…) E o que é produto do pensamento pode ser uma entidade espiritual. cria a dualidade. que o “vós”. o “eu superior”. tendes que compreender o processo da consciência por meio do discernimento direto. pois. então não me é possível pensá-la. Mas. pois. só se torna importante http://www. Camadas Estive mostrando quanto é trivial o consciente. Se eu não a tivesse pensado. O inconsciente. (Claridade na Ação. e várias lembranças. evidentemente. no futuro. o seu pensar (…) continua sendo um processo de fuga.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 74) Que é essa ânsia extraordinária de subsistir. e a mente. que controla o inferior? Há em cada um de nós uma coisa que existe separadamente. mas isso representa ainda o processo do pensar.. que é a consciência. porque sois e continuais a ser (…) a soma de todas aquelas coisas. que todo conhecimento é o passado. ou seja. não importa se vossa própria memória ou memória acumulada de um milênio de propaganda. separada do pensamento? Pode ser uma entidade atemporal. o “eu” transitório. e esta própria ânsia cria o símbolo. ela não poderia existir. o “superego”. e o “super-eu”. (…) Como nasceu esta entidade separada? Não é ela um resultado da mente. estar cônscio (…). todo conhecimento tecnológico vem dele. a experiência. o “eu” superior. seja “inferior”. Quando há carência. Acabamos de ver. anseia por um estado permanente. (Viagem por um Mar Desconhecido. 1936. (…) do pensamento? É. pág. o conhecimento. (…). o conflito dos opostos. com suas atividades superficiais. A autoridade do ideal e do desejo impede e perverte o verdadeiro discernimento. (…) (Idem. ao perceber a sua própria impermanência. a idéia. pág. Seja “superior”. Temos. 82) Assim. não estais cônscios da existência de uma entidade diferente. dizemos que além do “eu” está um “super-eu”. uma entidade espiritual atemporal. (…) E nesse campo.Seleta de Krishnamurti (…) Como indivíduos. (…) tradições. é memória. um “eu” mais alto.143) Mas. em primeiro lugar. Se dependermos da escolha. Inconsciente. a forma. que tem cada um de nós? E o que é que subsiste. (…) (Percepção Criadora. (…) O dividirdes a vós mesmos em “eu superior” e “eu inferior” não tem aqui cabimento. (…) (O Novo Ente Humano. pág. o “eu”. 142) A mente. e esse passado se “projeta”. modificado pelo presente. vós como entidade sois o passado. a sensação. podeis chamá-lo “eu superior” ou “eu inferior”. (…)? Certo. (…). (…) (Claridade na Ação. por conseguinte. e. 109) (…) Podeis situar o “eu” num nível qualquer. sua perene tagarelice. uma coisa muito interessante.org.krishnamurti. o todo da consciência. visto que a pensamos (…) está ainda dentro da esfera do tempo. pág. sem escolha. (…) (Idem. 64-65) Posso. como o consciente. buscando o permanente. se não se compreende o pensamento. (Palestras em Ommen. o “ego”. 13-14) (…) Descobrimos. (Por que não te Satisfaz a Vida. criaremos sempre a dualidade em nossas ações. pois. do conflito dos opostos. quando a mente está cativa dos opostos. assim. observa cada pensamento. uma coisa eterna. pág. embora o chameis “superior” ou “inferior”. (…) O pensamento jamais poderá promover aquela revolução. e que guia. e. que consideramos permanente. pág. pág. e o inconsciente é também muito trivial. etc. Subconsciente. que transcende o processo do pensamento? Se é uma entidade atemporal. o “eu” está sempre compreendido na esfera do pensamento. a sua transitoriedade. o que continua é o nome. Assim. 141) (…) Queremos que esse “eu” subsista e se torne perfeito. (…) vossas “memórias”.

Seleta de Krishnamurti

quando o pensamento lhe dá continuidade. O pensamento tem seu lugar próprio, sua utilidade (…) em assuntos técnicos, etc., mas o pensamento é de todo fútil, quando se trata de operar aquela radical transformação. Quando percebo que é o pensamento que dá continuidade, está terminada a continuidade do pensador. (A Mente Sem Medo, 1ª ed., pág. 51) Conhecemos o que é o consciente; sabemos que vivemos, nos movemos, funcionamos dia a dia (…). Entretanto, há as camadas ocultas do inconsciente, as quais governam o consciente, pois (…) são muito mais vitais e muito mais ativas do que a chamada mente superficial. (…) (O Problema da Revolução Total, pág. 33) A mente consciente ocupa se do imediato, do limitado presente, ao passo que a inconsciente está sob o peso dos séculos e não pode ser represada ou desviada por alguma necessidade imediata. O inconsciente tem a qualidade de tempo profundo, e a mente consciente, com sua recente cultura, não pode haver-se com ela de acordo com as suas necessidades passageiras. Para erradicar a autocontradição, a mente superficial precisa compreender esse fato e estar em repouso - o que não significa dar vazão às inúmeras pressões da mente oculta. Quando não há resistência entre a manifesta e a oculta, então esta, porque tem a paciência do tempo, não violará o imediato. (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 23) Precisamos despertar a plena capacidade da mente superficial, que vive na atividade cotidiana, e também compreender a mente oculta. Ao compreender a mente oculta. Ao compreender a mente oculta, estabelece-se um viver total, em que a autocontradição, com sua alternância de tristeza e felicidade, desaparece. É essencial que nos familiarizemos com a mente oculta e com seus processos; mas é igualmente importante não nos ocuparmos dela em excesso ou dar-lhe importância indevida. Só quando compreender o superficial e o oculto, poderá a mente ir além de suas limitações e descobrir a atemporal bem aventurança. (Idem, pág. 24) (…) Educar apenas a mente consciente sem compreender a inconsciente acarreta contradição em nossas vidas, (…). A mente oculta é muito mais dinâmica do que a superficial. A maioria dos educadores está apenas interessada em fornecer informações ou conhecimento à mente superficial, preparando- a para conseguir um emprego e ajustar-se à sociedade. (…) Tudo o que a chamada educação faz é sobrepor-lhe uma camada de conhecimento e técnica, e dotá-la de certa capacidade para ajustar-se ao ambiente. (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 22-23) Uma vez que haja percepção e compreensão dos poderes e capacidade das muitas camadas da mente oculta, os detalhes poderão concatenar-se sábia e inteligentemente. O importante é a compreensão da mente oculta, e não a mera educação da mente superficial no sentido de adquirir conhecimento, conquanto este seja necessário. Essa compreensão da mente oculta liberta a mente total de conflito, e só então haverá inteligência. (Idem, pág. 24) Não sei quantos de nós estão cônscios de que existe um subconsciente, de que há diferentes camadas em nossa consciência. Parece-me que a maioria de nós só está cônscia da mente superficial, das atividades diárias, (…). Não temos percebimento da profundeza, da importância, da significação das camadas ocultas; e às vezes, graças a um sonho, uma mensagem, ficamos cônscios de que há outros “estados de ser” (…) (A Arte da Libertação, pág. 116) O inconsciente é o depósito oculto do passado, individual e coletivo. É o repositório de séculos de propaganda, de toda experiência e conhecimento, das tradições e complexidades da raça. Agora, por mais engenhoso que vós sejais, que o analista seja, a mente consciente não pode abeirar se do inconsciente por meio de análise. (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 130) Pela análise só se pode arranhar a superfície do inconsciente, não se pode penetrá-lo muito profundamente - como creio que a maioria dos analistas concordaria, atualmente. A mente consciente foi educada, “treinada” numa determinada direção, adquiriu conhecimentos técnicos em certas especialidades, para que a pessoa possa ganhar a vida (…) - mas por essa maneira não é possível abeirar-nos do inconsciente. (Idem, pág. 130) O inconsciente, que é o “oculto”, tem de ser considerado negativamente. (…) Estar cônscio de uma coisa

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negativamente (…) é olhá-la e escutá-la sem resistência, sem condenação, sem rejeição. Do mesmo modo, é possível ficarmos cônscios, “sem escolha” da totalidade do inconsciente - e esse é o percebimento negativo. (Idem, pág. 130-131) A mente oculta, inexplorada e não compreendida, com sua parte sua parte superficial que foi “educada”, entra em contacto com os desafios e exigências do presente imediato. A superficial pode reagir adequadamente ao desafio; mas, por haver uma contradição entre a mente superficial e a oculta, qualquer experiência da mente superficial só fará aumentar o conflito entre ela e a oculta. (…) A mente superficial, experimentando o externo sem compreender o interno, o oculto, só produz um conflito mais profundo e mais amplo. (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 24) O inconsciente, embora essa palavra sugira algo oculto, de que não temos percebimento, faz também parte do conhecido; ele é o passado. Podeis desconhecer o inteiro conteúdo do inconsciente, (…) não o terdes examinado, observado, mas provavelmente tendes sonhos, comunicações procedentes daquela vasta região subterrânea da mente. Ela existe, e é o conhecido, porque é o passado. Nela nada existe de novo; (…) (Experimente um Novo Caminho, pág. 39) Existe inconsciente? (…) Se há inconsciente, de que maneira poderá a mente consciente descobri-lo? (…) Ao que sei, o inconsciente é o passado, a herança racial, o depósito da totalidade do esforço humano; um nível muito profundo existente em cada um de nós. De que maneira pode a mente consciente descobrir esse depósito, (…) coisa oculta, cuja existência admitimos? (…) (A Essência da Maturidade, pág. 24) Não sei se já notastes que, no momento em que se vê algo sem o pensamento, não há observador, só há observação. Quando olhais para uma nuvem, sem vossas lembranças acumuladas relativas às nuvens, estais apenas observando. Da mesma maneira temos de observar o inconsciente; e quando observais assim, negativamente, existe inconsciente? Não apagastes completamente o inconsciente com todo o seu conteúdo? Há, pois, um percebimento imediato da totalidade da consciência. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 69) A mente consciente é incitada, impelida, tangida ou coibida pelo inconsciente. Podeis pensar que sois, exteriormente, uma pessoa muito pacata, sem ambições; mas por baixo, profundamente oculto, está o clamor que vos vai no coração - vossos impulsos, compulsões, desejos, motivos. O inconsciente é o reservatório de todo o passado da humanidade, não apenas do passado do vosso existir, mas o de vosso pai (…) ancestrais, (…) nação, da humanidade; as tradições raciais, os preconceitos de casta; tudo isso está contido no inconsciente. (Autoconhecimento, Base da Sabedoria, pág. 82-83) (…) Sem dúvida, todo o campo mental - o consciente e o inconsciente - está condicionado pela nossa particular cultura. Isso é bastante óbvio. (…) No campo do inconsciente se acham todas as tradições, o resíduo, assim o herdado como o adquirido, de todo o passado do homem, (…) (Transformação Fundamental, pág. 56-51) Minha vida e a vossa se acham num estado de fragmentação, de fracionamento. Vivemos uma vida dualista, dizendo uma coisa, fazendo outra, pensando uma coisa e dizendo coisa diferente. Contradição, dualidade - eis a vida que estamos vivendo. E eu estou perguntando: Por quê? Por que está a vida tão fragmentada? (…) (Palestras com Estudantes Americanos, pág. 64) A mente oculta é muito mais potente que a superficial, por mais que esta seja instruída e capaz de se ajustar; e isso não é algo tão inexplicável. A mente oculta ou inconsciente é o repositório das memórias raciais. A religião, a superstição, o símbolo, as tradições (…) de uma raça, a influência, tanto da literatura sagrada como da profana, de aspirações, frustrações, maneirismos e variedades de alimento - tudo isso está enraizado no inconsciente. (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 23) Os desejos manifestos e secretos, com suas motivações, esperanças e medos, suas tristezas e prazeres; e as crenças, sustentadas através de pressões por maior segurança, traduzindo-se de várias maneiras essas coisas também estão contidas na mente oculta, que não só tem essa extraordinária capacidade de reter o passado residual, como tem também a capacidade de influir no futuro. Indícios de tudo isso são

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apresentados à mente superficial através de sonhos e de várias outras formas, quando ela não está totalmente ocupada com os acontecimentos cotidianos. (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 23) A mente oculta não é nada de sagrado, (…) a ser temido, nem requer um especialista para expô-1a à mente superficial. Mas, graças à enorme potência da mente oculta, a mente superficial não pode haverse com ela como desejaria. A mente superficial é em grande parte impotente em relação à sua própria parte oculta. Por mais que procure dominar, dar forma ou controlar a mente oculta, devido às suas exigências e objetivos sociais imediatos, a mente superficial só consegue arranhar a superfície da mente oculta; e então há um hiato de contradição entre ambas. Procuramos vencer essa divisão através da disciplina, (…) várias práticas, sanções, etc.; mas não conseguimos (Idem, pág. 23) É possível ao ente humano livrar-se totalmente do passado, de modo que se torne novo e olhe a vida de maneira inteiramente diferente? O que chamamos “o inconsciente” - não importa se relativo a passado de cinqüenta ou de dois milhões de anos - não tem existência real. Resíduo racial, tradição, motivos secretos, anseios, prazeres (…). Está sempre na consciência. Só há consciência, embora não percebamos o seu conteúdo total. (…) todas as nossas atividades, no âmbito do inconsciente, do consciente, do passado, do futuro etc., estão contidas nesse campo. (…) (A Importância da Transformação, pág. 10) É possível estar-se livre em todo o campo da mente, tanto o chamado inconsciente, como no consciente? Como já dissemos, não existe tal coisa - o inconsciente. Só existe o campo da consciência. Podemos estar cônscios de determinada seção do campo, e não estar cônscios do restante. Se não estamos cônscios do restante, não compreenderemos a totalidade do campo. Infelizmente esse campo foi dividido em consciente e inconsciente, (…). Tornou-se moda estudar o inconsciente. (…) (Idem, pág. 47) A revolução implica, por certo, um percebimento total de toda a estrutura psicológica do “eu”, consciente e inconsciente, e que esteja totalmente livre dessa estrutura, sem pensar em “tornar-se outra coisa”. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 91) (…) Como estive dizendo (…), se não há compreensão do inconsciente, toda “mudança” psicológica é simples ajustamento a um padrão estabelecido pelo inconsciente. E a crise atual (…) exige uma revolução. (Idem, pág. 91) (…) Podemos tentar compreender o inconsciente por meio de exame e análise, mas isso obviamente não produzirá revolução. Podeis modificar, reformar; mas (…) não é revolução, não é completa libertação do passado. Necessita-se de uma mente jovem, nova, “inocente”, e essa mente só pode existir quando nos libertamos psicologicamente do passado. (Idem, pág. 92) Se, a fim de compreender a estrutura total do “eu”, de extraordinária complexidade, procederdes passo a passo, descobrindo camada por camada, examinando cada pensamento, sentimento e motivo, ver-voseis todo enredado no processo analítico; que vos levará semanas, meses, anos; e quando admitimos o tempo no processo de autocompreensão, temos de estar preparados para toda espécie de deformação, porquanto o “eu” (…) se move, vive, luta, deseja, nega; (…) (Liberte-se do Passado, pág. 27) (…) Descobrireis, assim, por vós mesmos, que não é esse o caminho que deveis seguir; (…) que a única maneira de olhardes a vós mesmos é fazê-lo totalmente, imediatamente, fora do tempo; e só podeis ver a totalidade de vós mesmos quando a mente não está fragmentada. O que vedes em sua totalidade é a verdade. (Idem, pág. 27) Necessitamos de mudança social (…). Quer conscientes, quer inconscientes, todas nossas ações produzem conflito em nossa existência. O consciente é racional, sua atividade, deliberada. O inconsciente é muito mais forte do que o consciente. Olhai para dentro de vós mesmos, profundamente, não de acordo com Freud ou outro - olhai-vos realmente. E, para olhardes, deveis estar livres para olhar. Se dizeis: “Isto é correto” ou “Isto é errado”, “Isto é bom” ou “Isto é mau” (…), nesse caso não estais livres para olhar, (…) observar, para penetrar neste imenso campo da consciência. O inconsciente, como já disse, é muito forte. Ele é o repositório racial, coletivo, e nos governa muito mais do que a mente consciente; e, também, tem seus próprios motivos, impulsos, alvos. Envia-nos

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mensagens através de sonhos (…). Assim, a menos que se opere aquela revolução radical, fundamental, o conflito humano durará infinitamente. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido, pág. 115-116) Durante o sono, e freqüentemente nas horas de vigília, quando cessa completamente o vir a ser, quando terminou o efeito de uma causa, então, aquilo que está além do tempo, além da medida de causa e efeito, surge na existência. (Comentários sobre o Viver, 1ª ed., pág. 37-38) Se não pode achar uma conclusão satisfatória, a mente consciente desiste da busca e torna-se quieta; e nessa mente superficial, agora tranqüila, o inconsciente faz surgir, subitamente, uma solução. Ora, a mente inconsciente, a mais profunda, é diversa (…)? O inconsciente não é também constituído de conclusões e memórias raciais, grupais e sociais? Certo, o inconsciente é também o resultado do passado, do desejo, e a diferença consiste, apenas, em estar submerso, e à espera; e, quando solicitado, envia à superfície as suas próprias conclusões ocultas. Se forem satisfatórias, a mente superficial as adota; se não, fica (…) esperando encontrar por milagre uma solução. Se nenhuma solução encontra, reconcilia-se, exausta, com o problema, (…). (Comentários sobre o Viver, 1ª ed., pág. 134-135)

Inconsciente Coletivo; Consciência da Humanidade
Estamos tentando olhar a totalidade da vida; e a vida é imensa, não são simplesmente as camadas superficiais de nossa existência diária. A vida é infinita, extraordinariamente sutil, fluida, móvel, sem posição estática; e não é possível compreender a totalidade desse extraordinário movimento da vida com a mente consciente, com todas as suas crenças, conceitos, idiossincrasias, seu ponto de vista fragmentário, porque tal ponto de vista não pode dar percebimento total. (…) (O Descobrimento do Amor, pág. 86) (…) Percebemos, pois, o fato de que o nosso pensar é condicionado pelo passado, o qual se projeta para o futuro; (…) porque não há dois estados tais como o passado e o futuro, mas só um estado que inclui todo o passado - o consciente e o inconsciente, o coletivo e o individual. O passado coletivo e o individual, reagindo ao presente, produzem certas reações que criam a consciência individual; (…). E no momento em que temos o passado, temos inevitavelmente o futuro, porque o futuro não passa de continuidade do passado, modificado, (…) (Que Estamos Buscando, 1ª ed., pág. 176-177) O que conhecemos na vida, atualmente, é uma série de lutas, de ajustamentos, de limitações, de coerções contínuas. E, nesse processo, não há, nunca, renovação, jamais ocorre algo novo. Ocasionalmente, surge uma sugestão, porém, é traduzida pela mente consciente e posta em conformidade com o padrão das nossas conveniências de cada dia. (…) (Poder e Realização, pág. 82) O inconsciente tem um papel muito importante em nossa vida. A maioria de nós não conhece o inconsciente, a não ser através de sonhos, (…) de ocasionais sugestões ou mensagens relativas a coisas que estão ocultas. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 67) No inconsciente estão enraizadas não só as reações comuns do indivíduo, mas também as reações coletivas da raça a que pertence, no meio cultural em que foi criado - (…) a tremenda acumulação de experiência humana, através das idades. Tudo isso lá está, no inconsciente. Descobrir todo o inconsciente por meio de análise, de investigação gradual, é absolutamente impossível; (…) (Idem pág. 68) (…) Quando a mente é posta tranqüila, artificialmente, a camada superficial da mente pode receber mensagens, não apenas do seu próprio inconsciente, mas também do inconsciente coletivo; e essas mensagens são traduzidas segundo o condicionamento da mente. (…) (Que Estamos Buscando, 1ª ed., pág. 157) Isso não é questão de análise, porquanto não se pode analisar o inconsciente. Há especialistas, bem sei, que tentam fazê-lo, mas não o creio possível. O inconsciente não pode ser analisado pelo consciente. Já

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vos digo porquê. Através de sonhos, sugestões, de símbolos, de mensagens diversas, tenta o inconsciente comunicar-se com a mente consciente. Essas sugestões e mensagens requerem interpretação, e a mente consciente as interpreta conforme seu próprio condicionamento, suas peculiares idiossincrasias. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed. pág. 15) (…) A mente consciente é moldada pela inconsciente; e é muito difícil compreender os secretos motivos, intenções e compulsões do inconsciente, porque não somos capazes de conseguir acesso ao inconsciente pelo esforço consciente. É negativamente que devemos abeirar-nos dele, e não pelo processo positivo da análise. (…) (Idem, pág. 50) O inconsciente é o depósito oculto do passado, individual e coletivo. É o repositório de séculos de propaganda, de toda experiência e conhecimento, das tradições e complexidades de raça.(…). (O homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 130) A mente consciente não pode, jamais, perceber a totalidade. A mente consciente é a mente individual, ao passo que a mente inconsciente nunca é individual. A mente inconsciente é a raça, a experiência coletiva da humanidade. (…) (O Descobrimento do Amor, pág. 85) Aqui estamos tratando de observar o movimento da consciência e sua relação com o mundo, e de ver se essa consciência é individual, separada, ou se é o total da humanidade. Desde a infância se nos educa para sermos indivíduos, cada qual com uma alma separada; (…) (La Llama de la Atención, pág. 103) O cérebro - que se desenvolveu através dos tempos, milhões e milhões de anos - é o cérebro comum da humanidade. Podemos não gostar de constatar isso, porque estamos acostumados à idéia de que nossos cérebros são individuais. (…) (Perguntas e Respostas, pág. 113) (…) O indivíduo não é um processo isolado, separado do todo, mas, sim, o “processo total da humanidade”; por conseqüência, os que sentem verdadeiro interesse e desejam realizar uma revolução de valores, radical e fundamental, esses devem começar por si mesmos. (A Arte da Libertação, pág. 28) Portanto, primeiro temos de olhar nossa consciência, ver de que está composta, qual é o seu conteúdo. Devemos perguntar-nos se esse conteúdo da consciência (…) é de fato uma consciência individual. Ou se essa consciência individual, que cada um de nós sustenta como separada de outras consciências, não é individual em absoluto? Ou é a consciência da humanidade? (La Llama de la Atención, pág. 82) Por favor, escutem (…). Somente observem (…) o que estamos dizendo: a consciência com que nos temos identificado como indivíduos é em absoluto individual? Ou é a consciência da humanidade? Ou seja, que a consciência, com todo o seu conteúdo de angústia, recordação, dor, atitudes nacionalistas, crenças, cultos, etc., é invariável em todo o mundo. Onde se encontre o homem, está sofrendo, competindo, lutando; está ansioso, cheio de incerteza, soçobro, desespero, desalento, crendo em supersticiosos disparates. Isso é comum a toda a humanidade, quer seja na Ásia, aqui ou na Europa. (Idem, pág. 82-83) De modo que nossa consciência, com a qual nos temos identificado como nossa consciência “individual”, é uma ilusão. É a consciência do resto da humanidade. O ser é o mundo, e o mundo é cada um de nós. (…) Toda a vida têm lutado como indivíduos, como algo separado do resto da humanidade; e quando descobrem que a consciência de cada um de vocês é a consciência do resto da humanidade, isso significa que cada um de vocês é a humanidade, não um indivíduo separado, (…) (La Llama de la Atención, pág. 83)

Espírito-mente, Atemporal, Vida, Amor, Vontade (Eterna)
Se, quando escutais (…), fazeis algum esforço, isto é ainda resultado do conhecido. (…) Notai que todo

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conhecimento, toda experiência fortalece a vontade, o conhecido, o “eu”, o “ego”, e que essa vontade, esse “eu” nunca pode perceber claramente o que é verdadeiro, jamais achar a Deus (…) porque seu Deus é o conhecido. (Viver sem Temor, pág. 17) Só quando o espírito se encontra num estado de correspondência com o desconhecido, só então há a possibilidade de criação, que é a Verdade. (…) (Idem, pág. 17) Se pensais que sois uma entidade espiritual ou realidade, o que significa isso? Não implica um estado imortal fora do tempo que é eterno? Se ele é eterno, então não tem crescimento; pois aquilo que é capaz de crescimento não é eterno. (…) (Palestras em Ojai e Sarobia, 1940, pág. 95) (…) Se essa essência espiritual é supostamente amor, inteligência, verdade, então como pode ser cercada por essas trevas que confundem (…)? (Idem, pág. 95) (…) E, todavia, esta mente está em busca de alguma realidade que evidentemente deve achar-se fora do tempo; (…) Sendo a mente o único instrumento com que podemos sentir, experimentar, é fora de dúvida que, no movimento de experimentar a Realidade, a mente é da mesma qualidade que a Verdade, o Atemporal, não achais? (Poder e Realização, pág. 70) (…) Onde estais, aí está Ele, e onde estou, aqui Ele está; e quando alguém tem vivido o gozado nesse Reino, está com Ele. Porque tereis encontrado a vós mesmos, tereis encontrado o verdadeiro “Eu”; e uma vez que o tenhais encontrado, podereis sempre voltar à Fonte. (O Reino da Felicidade, pág. 83-84) Tendes então a chave de todo o conhecimento, tendes sempre o poder de ser parte da Eterna Compaixão, da Fonte Eterna de todas as coisas.(…) (Idem, pág. 84) (…) Tal força, tal poder para a luta, tal poder de dar energia para a criação, é o Reino da Felicidade. Se um homem encontrar tal força e ao mesmo tempo tal alegria, tal luta e ao mesmo tempo tal êxtase na vida, tal crescimento e ao mesmo tempo a forma perfeita - tal homem descobrirá que tem dentro de si um Companheiro Eterno, (…) (Idem, pág. 91) (…) Sois o templo externo, e ardendo dentro de vós está o Eterno, o Santo dos Santos, no qual podereis entrar e adorar à vontade, longe do mundo, (…) de todos os tumultos e perturbações. (O Reino da Felicidade, pág. 25) (…) Mas todos são feitos pelas mesmas mãos, (…) com a mesma argila, (…) produto da mesma roda que gira e gira. Na essência nós somos iguais, mas no mundo da forma somos diferentes; e de acordo com essas diferenças varia a nossa compreensão da Verdade. Quanto maiores fordes, quanto mais houverdes sofrido, (…) mais houverdes gozado, mais próximos estareis da unidade com essa Essência. (…) (Idem, pág. 65) (…) Já expliquei o que entendo por individualidade: o estado em que a ação se realiza com entendimento, libertada de todos os padrões - sociais, econômicos ou espirituais. É a isso que chamo verdadeira individualidade, por ser ação nascida da plenitude do entendimento (…). (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 52) Todos vós deveis entrar nesse Reino da Felicidade. (…) Aquele a quem adoramos é o nosso Altar, (…) a Fonte de todas as coisas. Ele está acima de argumentos, (…) de discussões, de ambições pessoais, de lutas pessoais; Ele é o nosso “Eu”. (…) (O Reino da Felicidade, pág. 70) Enquanto puderdes (…) só podeis refletir a pureza desse Reino quando houverdes encontrado o vosso verdadeiro Ser (Self), quando viverdes eternamente nesse Reino e O tiverdes como Eterno Companheiro. Então tereis em vós essa paz que dá imensa força e poder (…) Aquela Voz que está sempre chamando, (…) (Idem, pág. 89) (…) Ó Amado,/ O Ser do qual tu és o todo,/ Procura o caminho do iluminado êxtase. (A Canção da Vida, 4ª ed., 1982, III, 2, pág. 10)

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(…) Ó Amado,/ O Ser do qual tu és o todo,/ Dança a Canção da Eternidade. (Idem, 111, 4, pág. 10) (…) Ó Amado, o Ser do qual tu és a totalidade,/ Está em fusão para unir-se ao incorruptível. (Idem, III, 6, pág. 11) O Ser, o Amado,/ A oculta e integral beleza,/ É a imortalidade do amor. (Idem, VI, 3, pág. 15) Ó Vida, Ó Amado,/ Só em ti está o perene amor,/ Só em ti reside o eterno pensamento. (Idem, XXV, 3, pág. 43) (…) Ó Amado,/ O Ser do qual tu és o todo,/ Marcha para o centro de todas as coisas. (Idem, III, 3, pág. 10) Ó amigo!/ Procura o Amado,/ Nos secretos recessos do teu coração./ (…) (Idem, XXI, 3, pág. 35) Inteligência, para mim, não é o conhecimento tirado dos livros. Podeis ser mui eruditos e, apesar disso, estúpidos. Podeis haver lido muitas filosofias e, apesar disso, desconhecer a beatitude do pensamento criativo, o qual somente pode existir (…) pelo constante apercebimento das coisas estúpidas do passado e das que estiverem sendo criadas. Somente então virá à existência o êxtase do que é verdadeiro. (Palestras em New York City, 1935, pág. 21) (…) Tendes pois de estar enamorados da Vida. Isso exige grande inteligência, não informações ou conhecimentos, porém essa grande inteligência que desperta quando defrontais a Vida abertamente, completamente, quando a mente e o coração estiverem por completo vulneráveis em face da Vida. (Idem, 1935, pág. 60) (…) A vida é o desconhecido, assim como a morte é o desconhecido, como a verdade é o desconhecido. A vida é o desconhecido; mas nós nos aferramos a uma insignificante expressão dessa vida, e isso a que nos apegamos é simples memória, (…). A mente se apega a essa coisa vazia, chamada memória, e memória é a mente, o “eu”, (…) (A Arte da Libertação, pág. 131) Assim, pois, depende da mente que a Verdade seja absoluta ou eterna. (…) Mas a mente que está cônscia de tudo o que se passa interiormente, e percebe a verdade aí contida, essa mente é atemporal; só essa mente pode saber o que existe para além das palavras, dos nomes, do permanente e do transitório. (Novos Roteiros em Educação, pág. 142-143) (…) Quando o “eu” já não está lutando, consciente ou inconscientemente, para tornar-se algo, quando o “eu” está de todo inconsciente de si mesmo, nesse momento se verifica aquele estado de devoção, aquele estado de Realidade. Nesse momento, a mente é o Real, é Deus. (…) (Poder e Realização, pág. 71) (…) Não há então, no centro, uma revolução, uma transformação fundamental? (…) Então, não há mais temor. A mente, em si mesma, é o desconhecido; é o novo, “o não contaminado”. Por conseguinte, é o Real, o incorruptível, independente do tempo. (Idem, pág. 73) O adestramento do intelecto não produz inteligência. Antes, a inteligência surge quando se age em perfeita harmonia, intelectual e emocionalmente. (…) O intelecto é o mero pensamento funcionando independentemente da emoção (sentimento). Quando o intelecto, divorciado da emoção (sentimento), é adestrado numa direção particular, pode-se ter grande intelecto, mas não se tem inteligência, porque na inteligência há a capacidade inerente de sentir tanto como a de raciocinar, (…) intensa e harmoniosamente. (Palestras na Itália e Noruega, 1933, pág. 125) (…) Inteligência é o resumo de vossas experiências, que vos proporciona, não somente a razão, mas também essa outra capacidade que se denomina intuição. (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 16) (…) A mente, porém, que só quer “vir a ser” não pode compreender o “ser”. É a compreensão do “ser”,
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(…) daquilo que somos, que produz uma extraordinária exaltação, a libertação do pensamento criador, da vida criadora. (Debates sobre Educação, pág. 97) (…) Inteligência é a verdade, a plenitude, a beleza e o amor mesmo. E nenhum mestre, nem disciplina alguma, vos conduzirão a ela. (…) (A Luta do Homem, pág. 89) Eu vos asseguro que, quando houver completa nudez, completa falta de esperança, então num momento assim, de vital insegurança, nascerá a chama da suprema inteligência, a beatitude da verdade. (Palestras em New York City, 1935, pág. 24) Há duas espécies de vontade - a vontade que nasce do desejo, da carência, do anseio, - e a vontade do discernimento, da compreensão. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 94) A vontade resultante do desejo, baseia-se no esforço consciente de aquisição, (…). Este esforço consciente ou inconsciente de querer, de ansiar, cria a totalidade do processo do “eu”, e daí surgem o atrito, a tristeza e a cogitação do além. Desse processo surge também o conflito entre os opostos.(…) (Idem, pág. 94-95) O que estou dizendo é que, para viver com grandeza, para pensar criativamente, tem o indivíduo de estar por completo aberto à vida, isento de quaisquer reações autoprotetoras (…). Tendes pois de estar enamorados da vida. Isto exige grande inteligência, (…) (Palestras em New York City, 1935, pág. 60) (…) Não há respostas para a vida; a vida é uma “coisa viva”, de momento a momento, e o homem que busca uma resposta para a vida está buscando a estagnação da mediocridade. (…) (As Ilusões da Mente, pág. 44) A vida é como o rio - fluente, célere, fugitiva, sempre em movimento. Ides ao encontro da vida com o pesado fardo da memória, da experiência; e por isso, naturalmente, nunca tendes contato com a vida. Vosso contato (…)e, gradualmente, o saber e a experiência se tornam os fatos mais destrutivos da vida. (Novos Roteiros em Educação, pág. 149-150) (…) Por certo, uma vida que tem significação, que contém as riquezas da verdadeira felicidade, não pertence ao tempo. Como o amor, a vida é atemporal; (…) (A Arte da Libertação, pág. 160) (…) A vida, o amor, a realidade são sempre novos e são necessários mente e coração viçosos para compreendê-los. O amor é sempre novo, mas esse frescor é estragado pelo intelecto mecânico, com as suas complexidades, ansiedades, ciúmes e assim por diante. (Palestras em Ommen, Holanda, 1937-1938, pág. 112-113) O amor não pertence ao tempo, não é alcançável por meio de esforço consciente, (…) de disciplina, de identificação, pois tudo isso faz parte do processo do tempo. A mente, que só conhece o processo do tempo, não pode reconhecer o amor. O amor é a única coisa eternamente nova. (…) (A Primeira e Última Liberdade, 1ª ed., pág. 126) Nossa questão (…). Onde há ação do “eu” há amor. O amor não é do tempo, não podeis praticar o amor, pois isso seria uma atividade consciente do “eu”, que espera, por meio do amor, alcançar um resultado. (Quando o Pensamento Cessa, pág. 211) (…) Uma vez que os mais de nós temos cultivado a mente, (…) não sabemos o que é o amor. Falamos a respeito do amor; (…) mas, no momento em que estou consciente de que amo, entrou em atividade o “eu” e, conseqüentemente, o amor deixou de existir. (Idem, pág. 211-212) O amor não pode ser cultivado. Só encontrareis o amor nas relações; (…) quando existe o amor, que é a sua própria eternidade, não há então a busca de Deus, porque o amor é Deus. (A Arte da Libertação, pág. 195) Ora, não há vontade divina, mas apenas a vontade simples, comum, do desejo: a vontade de obter sucesso, de estar satisfeito, de ser. Essa vontade é uma resistência, e é fruto do medo, que guia,
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escolhe, justifica, disciplina. Essa vontade não é divina. Ela não está em conflito com a chamada vontade divina, mas (…) é uma fonte de tristeza e de conflito, porque é a vontade do medo. Não pode haver conflito entre a luz e a treva; onde existe uma, não existe a outra. (…) (Palestras em Ommen, Holanda, 1937-1938, pág. 103) (…) Se assim estiverdes apercebidos, há uma nova espécie de vontade ou de compreensão, que não é a vontade do conflito ou da renúncia, mas da plenitude, que é divina. Esta compreensão é a aproximação da realidade, que não é produto da vontade de conseguir, da vontade da ansiedade e do conflito. A paz é dessa totalidade, dessa compreensão. (Palestras em Ojai e Sarobia, 1940, pág. 27-28) (…) Quando começardes a discernir, por meio da experiência, como a ação nascida da carência cria sua própria limitação, então haverá mutação de vontade. Até então há apenas mudança na vontade. É a atividade automantenedora da ignorância (…). A mudança fundamental de vontade é inteligência. (Palestras em Ommem, Holanda, 1936, pág. 17) Nota: Segundo várias fontes, orientais e ocidentais, incluindo Escrituras, formam o espírito e seu campo a mente abstrata, atemporal, respectiva inteligência (manas sem kâma); amor, sabedoria, puro, vida, buddhi, origem da intuição; e vontade, unidade divina (atam). Foram aqui reunidos textos pertinentes, de Krishnamurti.

Inteligência, Discernimento, Percebimento, Conceitos
Pergunta: Que é inteligência? Krishnamurti: (…) A maioria das pessoas se satisfaz com uma definição do que é inteligência. (…) A mente inteligente é aquela que investiga, (…) observa, aprende, estuda. E isso significa o quê? Que só há inteligência quando não há medo, quando estais disposto a rebelar-vos contra toda a estrutura social, a fim de descobrir o que é Deus, (…) a verdade relativa a qualquer coisa. (A Cultura e o Problema Humano, pág. 19) Inteligência não é sapiência. Se pudésseis ler todos os livros do mundo, isso não vos daria inteligência. A inteligência é coisa muito sutil; ela não tem ancoradouro. Surge quando compreendeis o processo total da mente (…). A inteligência, pois, surge com a compreensão de vós mesmos; e só podeis compreendervos em relação com o mundo das pessoas, das coisas, e das idéias. Inteligência não é coisa adquirível, como a sapiência; ela surge (…) quando não há medo; quando há sentimento de amor, (…). (Idem, pág. 19) Compreender o falso como falso, perceber o verdadeiro no falso, reconhecer o verdadeiro como verdadeiro, eis o começo da inteligência. (…) (Reflexões sobre a Vida, 1ª ed., pág. 58) Vamos investigar juntos o que é a inteligência. (…) Um dos fatores da inteligência é o de investigar e descobrir; explorar a natureza do falso, porque na compreensão do falso, no descobrimento do que é ilusão, está a verdade, que é inteligência. (La Llama de la Atención, pág. 113) A inteligência tem uma causa? O pensamento tem uma causa. Um indivíduo pensa porque possui experiências passadas, informação e conhecimento acumulado através do tempo. Esse conhecimento nunca é completo, tem de andar junto com a ignorância, (…). O pensamento, por força, tem de ser parcial, limitado, fragmentado, porque é o produto do conhecimento, (…). O pensamento criou as guerras e os instrumentos da guerra (…). O pensamento criou todo o mundo tecnológico. (…) (Idem, pág. 113-114) Que é inteligência? Inteligência é perceber o ilusório, o falso, o irreal e descartá-lo; não afirmar meramente que é falso e continuar no mesmo, sem descartá-lo por completo. (…) Ver, por exemplo, que

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Seleta de Krishnamurti

o nacionalismo, com todo o seu patriotismo, seu isolamento, sua estreiteza de idéias é destrutivo, (…). E ver a verdade disso, é descartar o falso. Isso é inteligência. (…) Inteligência não é a engenhosa busca de argumentos, de opiniões contraditórias que se opõem umas às outras. (…) A inteligência está mais além do pensamento. (La Llama de la Atención, pág. 127-128) Não desejo ser parcialmente inteligente, mas inteligente de maneira integral. Quase todos nós somos inteligentes “em camadas”, vós provavelmente num sentido, e eu em outro. Alguns de vós sois inteligentes nas atividades comerciais, outros nas (…) de escritório, etc. As pessoas são inteligentes de diferentes maneiras, mas não somos integralmente inteligentes. Ser integralmente inteligente significa existir sem o “eu”. (…) (A Primeira e Última Liberdade, 1ª ed., pág. 78) Inteligência não é acumulação de experiências e de conhecimento. Inteligência é o mais alto grau de sensibilidade. Ser sensível a todas as coisas, aos pássaros, à sordidez, à pobreza, à beleza de uma árvore, à formosura de um rosto, ao ocaso, às cores, (…) ao sorriso de uma criança, às lágrimas, ao riso, à dor, à agonia, à angústia, às desditas (…) - ser totalmente sensível a tudo significa ser inteligente. E não podemos ser inteligentes se cuidamos apenas de reprimir ou de ceder. Só podemos ser sensíveis quando há compreensão. (A Suprema Realização, pág. 44) Que é inteligência? Um homem que está assustado e ansioso; que é invejoso e ávido; cuja mente está copiando, imitando, cheia de saber e da experiência de outros; cuja mente é limitada, controlada, moldada pela sociedade, pelo ambiente - esse homem é inteligente? Vós o chamais inteligente, mas não o é, (…). (Novos Roteiros em Educação, pág. 152) (…) Estar consciente de tudo isso, sem opção, sem ser tragado pela complexidade das questões vitais, sem resistir ao fluxo avassalador da vida, é ser inteligente. Implica também não depender das circunstâncias e, portanto, estar apto a compreender e a libertar-se da influência e das condições ambientais. (…) Mas, a inteligência supera todas as barreiras, livre de qualquer objetivo de ganho individual ou coletivo. (…) A capacidade de destruir o passado psicológico é a essência da inteligência, (…). O sofrimento é a negação da inteligência. (Diário de Krishnamurti, pág. 81) Tem o amor uma causa? Dissemos que a inteligência não tem causa - é inteligência, (…) é luz. Quando há luz, não é minha luz ou a luz de vocês. O sol não é o sol de vocês ou meu sol; é a claridade da luz. Tem o amor uma causa? Se não tem, então o amor e a inteligência caminham juntos. (…) (La Llama de la Atención, pág. 120) Devemos discutir também a natureza da inteligência. A compaixão tem sua própria inteligência, o amor tem sua inerente inteligência. Vamos investigar o que é inteligência. Certamente, não pode ser ela encontrada em livros. Conhecimento não é inteligência. Onde há amor, compaixão, há a beleza de sua própria inteligência. A compaixão não pode existir se você é hindu, católico, protestante, budista ou marxista. O amor não é produto do pensamento. No entendimento da natureza do amor, compaixão, que é negar tudo aquilo que não é, ver o falso no falso é o início da inteligência. (…) Ver a natureza da desordem, e terminá-la, não continuá-la dia após dia, mas cessá-la - o fim é percepção imediata, que é inteligência. (Mind Without Measure, pág. 58-59) Estamos perguntando o que é inteligência. Esperteza não é inteligência. Ter grande quantidade de conhecimento sobre vários assuntos - matemática, história, ciência, poesia, pintura - não constitui atividade da inteligência. O investigador do átomo pode ter extraordinária capacidade de concentração, imaginação, investigação, discussão, formulação de hipóteses e mais hipóteses, teorias e mais teorias, mas tudo isso não é inteligência. (…) (Idem, pág. 59) Inteligência, para mim, não é o conhecimento tirado dos livros. Podeis ser mui eruditos e, apesar disso, estúpidos. Podeis haver lido muitas filosofias e, apesar disso, desconhecer a beatitude do pensamento criativo, o qual somente pode existir quando a mente e o coração começarem a se libertar (…) pelo constante apercebimento das coisas estúpidas (…). Somente então virá à existência o êxtase do que é verdadeiro. (Palestras em New York City, 1935, pág. 21)

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Que é conhecimento? (…) A inteligência utiliza-se dos conhecimentos, pois ela é a capacidade de pensar com clareza, objetividade, sensatez, naturalidade. Conseqüentemente, é isenta de emoção, preconceito, preferências ou inclinações pessoais. Inteligência é a capacidade de compreensão direta. (…) Inteligência é a qualidade característica da mente sensível, viva, consciente. Ela não se prende a nenhum juízo ou avaliação pessoal, e faculta imparcialidade e lucidez ao pensamento. A inteligência em nada se deixa envolver. (…) (Ensinar e Aprender, pág. 19) Inteligência não é inventividade, memória, ou mero exercício verbal. É muito mais do que isso. Por bem informados e talentosos que sejamos, em certo aspecto da existência, somos ignorantes em outros sentidos. O acúmulo de conhecimentos não reflete, necessariamente, uma mente inteligente. Tampouco a capacidade e o talento. Mas a sensível percepção da vida, de seus problemas, (…) contradições, (…) aflições e alegrias, revela sabedoria. (…) (Diário de Krishnamurti, pág. 81) A maioria pensa que inteligência é resultado da aquisição de conhecimento, informação, experiência. Por ter grande soma de conhecimento e experiência, acreditamos ser capazes de fazer face à vida com inteligência. Mas a vida é uma coisa extraordinária, nunca é estacionária; como o rio, está fluindo constantemente, nunca pára. (…) (O Verdadeiro Objetivo da Vida, pág. 139) A inteligência só é possível quando há liberdade real em relação ao ego, (…) ao “eu”, isto é, quando a mente já não seja o centro da busca de “mais e mais”; quando ela já não está subjugada pelo desejo de experiência maior, mais vasta, mais expansiva. (…) A compreensão de todo esse processo é o autoconhecimento. Quando alguém se conhece tal como é, sem um centro acumulador, desse autoconhecer provém a inteligência capaz de fazer face à vida; e essa inteligência é criativa. (Idem, pág. 140) A dimensão diferente só pode operar através da inteligência; se não há essa inteligência, ela não pode operar. Dessa forma, na vida diária ela só pode operar quando a inteligência está funcionando. A inteligência não pode operar quando o velho cérebro está ativo, quando há qualquer forma de crença e aderência a qualquer fragmento particular do cérebro. Tudo isso é falta de inteligência. (…) Quando se descobre a limitação do velho, esta mesma descoberta é inteligência. (The Awakening of Intelligence, pág. 412) (…) Para mim, inteligência é a mente e o coração em plena harmonia; e então verificareis, por vós mesmos (…), o que é essa realidade. (Palestras em Auckland, 1934, pág. 112-113) A inteligência é a essência mesma da divindade; mas é evidente que a inteligência tanto pode criar como destruir, que ela governa e dirige as emoções - é o impulso que nos propele para o nosso alvo. (…) (O Reino da Felicidade, pág. 56) (…) A inteligência pode e deve encontrar por si mesma a Verdade, deve aprender a viver sua própria vida no Reino da Felicidade. Sem um espírito cultivado e uma inteligência inata, não vos será possível aproximar-vos do alvo. (…) (Idem, pág. 56) O êxtase da Realidade encontra-se pela inteligência desperta e no mais alto grau de intensidade. Inteligência não significa cultivo da memória ou da razão, mas, sim, uma percepção da qual é banida a identificação e a escolha. (O Egoísmo e o Problema da Paz, pág. 199) Uma inteligência desperta tem um discernimento profundo, verdadeiro, em todos os problemas psicológicos, nas crises, nos bloqueios, etc.; não é uma compreensão intelectual, não é um (…) conflito. Ter discernimento é uma questão humana, é despertar esta inteligência; ou, tendo esta inteligência, existe o discernimento (…). Em um discernimento assim, não há conflito; (…) A partir desse discernimento, que é inteligência, surge a ação (…) instantânea. (La Totalidad de la Vida, pág. 177) Porém, se se acham atentos a todas essas coisas e estão insatisfeitos (…) A chama do descontentamento, devido a não haver saída, (…) não haver um objeto no qual satisfazer-se, se converte em uma grande paixão.

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Portanto. vigilante e perceptiva. E só pode haver compaixão quando houver amor. ciúmes pessoais e assim por diante. Entende? (Idem. em que a mente está silenciosa. do Dr. sem frestas. 131) (…) A mente despida de todas as suas lembranças e óbices. (…) Temos aceitado isso como parte da vida. Eddington. (La Totalidad de la Vida. como o amor não é cristão ou hindu. (…) Não há paixão “por” alguma coisa. essa chama extraordinária se intensifica. nesse discernimento há compaixão. Se vocês não se encontram perturbados nestas coisas superficiais (…). (Mind Without Measure. etc. Portanto. Nesse estado de silêncio só há o ser. a nenhuma tecnologia. 59) Não é a inteligência de um homem engenhoso. Aprofunde-se nessa compaixão.que o homem mutilou. (…) de movimento egocêntrico. Mas se investigarmos tudo isso. (…) então essa compaixão tem sua própria quintessência e inteligência. tenha um discernimento na dor que não é a dor do pensamento. tal inteligência não é pessoal nem universal. Isso produz na mente uma qualidade de profundo e instantâneo discernimento (…). entendo um estado de vigilância em que não há escolha. 80-81) (…) A inteligência pura é aquele estado mental em que há um percebimento isento de escolha. ação. que está fora do tempo. (Last Talks at Saanen. Estamos simplesmente observando o que é. o que é completamente livre de todas as recordações.org. Então. Isto é. (As Ilusões da Mente. pág. nele. É a compaixão o fim de toda a vida? O fim de toda a morte? Parece sê-lo. pág. valores e desejos. Não pertence a nenhum país ou povo. (…) pesquisem sobre tudo isto. dá-se o despertar daquela inteligência. E então há algo sagrado. se tem alguma idéia ou opinião a respeito do http://www. não contaminado pelo homem. com seus temores. E quando há compaixão.que não é do Dr. por si mesma (…). só pode ser despertada quando a mente está vitalmente apercebida do próprio pensamento condicionado. pág. sempre em conflito. de sofrimento. só então há correta ação. e. que não é luxúria nem tem nenhum motivo. 39) A chama da inteligência. do amor. que abarque toda a manifestação do homem? Para inquirir sobre isto. porque a mente se esvazia de todas as cargas que o homem se impôs a si mesmo (…). deve o cérebro estar livre de qualquer conclusão. pág. 138-139) (…) Inteligência é a atividade do todo da vida. e para discernir o essencial temos de estar livres dos obstáculos que a mente “projeta” (…) (A Educação e o Significado da Vida. há amor e compaixão. 70) Essa paixão é inteligência. há paixão. e a ação provém desse discernimento. inteligência global ou cósmica. tem dentro de si essa coisa tremenda. (La Totalidad de la Vida pág. A paixão existe per se. 131) Agora tenha um discernimento na compaixão. funcionando espontaneamente. pág. não pertence ao tempo nem a teoria alguma. Somos pessoas desafortunadas e miseráveis. pág. pág. (…) (A Luta do Homem. nem as palavras a exprimem. (Palestras em Nova York. Assim. não pragmática. surge aquela Realidade (…) maravilhosa atividade criadora. (…) de medo. e isso é inteligência. Agora opere com essa inteligência. quer dizer: não fracionada. 35) Por “percebimento”. (O Futuro da Humanidade. Bohm ou de outra pessoa. porque nossas vidas dependem disso. (…). Mas ninguém pode observar o que é. 1936. não há inteligência sem compaixão. Há tal paixão? (…) Quando o sofrimento chega ao fim. não estamos falando disso. cria a compreensão. Madras. 1985. 178) Há uma inteligência que seja incorruptível. Shaimberg.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e essa inteligência não é sua nem minha. pág. você tem esse sentimento extraordinário. que não é sua nem minha . isso para mim é imortalidade. Avançando mais nisso. não egocêntrica. total? Há uma inteligência que seja impecável. pág. não baseada em circunstâncias.krishnamurti. atemporalidade.Seleta de Krishnamurti (…) Visto que a compaixão está relacionada com a inteligência. plenamente. se tem que descobrir (…) como se aproximar dessa paixão. a mente. 60) Inteligência é o discernimento do essencial. quando ela se acha em operação. Esse discernimento é inteligência universal. E isso pode ser a origem de todas as coisas . Quando há o fim do sofrimento. a ninguém.

pelas quais funcionamos automaticamente. acontece que a mente da maioria de nós está embotada. semi-adormecida. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. porém é o resultado do apercebimento. se estiverdes plenamente despertos. Holanda. (…) Concentração é a convergência de todas as energias sobre alguma coisa na qual estamos interessados. 72) A percepção é o processo de libertar a mente-coração dos vínculos que causam conflitos e dores. não uma coisa estática. (…) (Palestras em Ommen. (…) (Idem. haverá reta educação. 1936. 13-14) (…) As reações psicológicas impedem o verdadeiro discernimento. pág. a beatitude da verdade. 60) A ação é vital. Podeis ser estudiosos de livros (…). se não souberdes como viver. A mente.krishnamurti.Seleta de Krishnamurti que vê. de modo completo. pág. sensível. pág. 1940. essa chama consumirá as causas limitadoras. tal como um cérebro eletrônico. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) avaliando. não pode haver discernimento. há a possibilidade de se compreenderem os diferentes desejos que se opõem. 38) (…) A compreensão surge somente pelo discernimento do processo do “eu”. suas tendências e temores. pág. o processo de criar muros autoprotetores e limitações por detrás das quais a mente toma abrigo e conforto. pág. (…) A autoridade do ideal e do desejo impede e perverte o verdadeiro discernimento. atentos. Enquanto que. só certas partes dela se acham ativas . (New York City. de vital insegurança. Onde houver profunda e criadora inteligência. 99) (…) Mas. então. (…) Vós próprios. O apercebimento é o discernir. produz uma paz real. se a chama do apercebimento for intensa. perene. No princípio mesmo do apercebimento. pág. (Idem. (…) é que podereis discernir o verdadeiro significado destas múltiplas barreiras limitadoras. o apercebimento não é isso. reta ação e relações retas com o ambiente. 122) Eu vos asseguro que. 27) Isto é. então. (…) O começo do apercebimento é a natural concentração do interesse em que não há conflito de desejos e escolha. 1935. (…) (Idem. 1934. engendrando assim a tristeza. (…) Esta compreensão não nasce da simples razão ou da emoção. 1936. (Experimente um Novo Caminho. todo o vosso conhecimento fenece. (Idem. 24) Como disse (…). criaremos sempre a dualidade em nossas ações. mediante o vosso apercebimento. dizendo-o “bom” ou “mau”. Só isso produzirá a inteligência perdurável. sem julgamento. um momento de pleno apercebimento. pág. Se dependermos da escolha. inconscientes. pág. pág. mas esta paz que está continuamente em movimento.org. virão à tona e vos impedirão de agir plenamente. (Palestras em Nova York. do conflito dos opostos. então percebereis que todas essas perversões ocultas. de lhes fazer frente e. 14) http://www. pág. mas é para ser compreendida. (Palestras em Ommen. harmonia entre a mente e o coração. da perfeição da ação-pensamento. e. Quando há carência. apercebidos de uma ação que exija o vosso ser inteiro. Será essa a ocasião. na ação. quando a mente está cativa dos opostos. que é ilimitada. Holanda. e torná-la receptiva para o que está oculto. necessita de espaço. porém não (…) as opiniões e conclusões lógicas. 102) A compreensão não reside nos livros. (Idem. com sua ignorância. (…) falta de esperança. de pleno entendimento consciente.as partes especializadas. há a percepção do que é verdadeiro. por isso. pág. nascerá a chama da suprema inteligência. que vos há de revelar a imortalidade. (…) (Palestras em Ojai e Sarobia. mas. num momento assim. pela associação. a verdade não é um resultado ou uma consecução. 1936. Eddington. não tem substância nem valor. 99-100) Devemos ficar apercebidos. Madras. no qual possa olhar as coisas sem nenhum fundo de conhecimentos prévios. quando houver completa nudez. pág. 32) Ora. 101) (…) Apercebimento é a compreensão total do processo do desejo consciente e inconsciente. pela memória. (Palestras em Auckland. para ser vigilante. inteligência é a solução única que produzirá a harmonia neste mundo de conflito.

a sua compreensão corresponderá a esse condicionamento. pág. assim também é possível darmos a qualquer sentimento a aparência de Realidade. 54) (…) O sentimento de terdes conseguido algo. respeitado. impressionável. 238) http://www. pág. 1936. que é a única a poder libertar a mente-coração dos múltiplos processos sutis da ignorância. (…) A atividade da mente. 237) A sensação é uma coisa. A felicidade não é uma coisa que se pode procurar e achar. nem mera emoção. 22) (…) Pelo discernimento sem escolha desperta-se a intuição criadora. pág. se este for influenciado por preconceitos. Não há fim para os prazeres da sensação. sentir a beleza. somente o conhecimento e o sentimento podem produzir a centelha criadora da compreensão. (…) a palavra e o silêncio entre duas palavras. 1ª ed. a inteligência.. o sentimento de amor ou simpatia por outra pessoa: são emoções. E. e o indivíduo sentimental. outra. 104-105) Que entendeis por “emoção”? Sensação. 43) A sensação e a reação têm de gerar sempre conflito. A tradução depende do intérprete e. e a exigência do mais nunca tem fim. e perceber diretamente é estar livre do fundo da carência. “resposta” dos sentidos? Ódio. (Comentários sobre o Viver. e a felicidade. Dessa capacidade necessitamos. assim. a experiência da felicidade que se apagou é sensação. a luta. (A Suprema Realização. amor. 57) (…) O sentimento é endurecido pelo intelecto e pelas suas numerosas e sutis racionalizações. há o conflito. pág. quando são contrariadas. (Palestras em Ommen.org. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. em todos os seus diferentes níveis. pág. Distinção. (…). reação. porque o desejo do mais liga uma à outra (…) e. sem escolha. torna-se escravo da sociedade. da carência e do medo. A sensação e a insatisfação são inseparáveis. O que se acabou não é a felicidade. daquilo que é. porque lembrança é o passado (…).br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas. Holanda. quando existe esse sentimento da importância do “eu”.Seleta de Krishnamurti (…) O discernimento é a percepção direta. 17) Assim como um sentimento pode ser interpretado. A sensação está sempre buscando mais sensação. chamamos negativas. de serdes mais hábil que outro. em círculos cada vez mais largos. se é ignorante. Sensibilidade “Sentir” é a capacidade de apreciar a curva de um ramo de árvore. há ódio. (…) torna a mente altamente sensível. um exemplo para outros . (Novos Roteiros em Educação. (…). como o amor e a simpatia. é favorecer a sensação. A umas.. (…). (…) Felicidade lembrada é apenas sensação. (…) de vos terdes tornado um homem bem sucedido. há cóleras. (…) há sempre o desejo do mais. Emoção e sentimento ou sentimentalidade podem converter-se em crueldade. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. Os opostos são resultado da carência (…) (Palestras em Ommen. enquanto a outras. 1936. (…) mas de pouca importância será. Isso não é sentimento. assistir com enlevo ao crepúsculo. o esforço para manter esse estado ininterruptamente. 1ª ed. pág. como a sensação. há ciúme. e o próprio conflito é uma nova sensação. (O Homem e seus Desejos em Conflito. (…) (Idem. (…) as coisas sórdidas. chamamos positivas. (…). Holanda. e ser explorados pela sociedade. pág.krishnamurti. considerado. pág. ser sensível ao sofrimento de outrem. 55) Sentimento. esse sentimento é acompanhado de orgulho (…). se tiver sido moldado por um padrão de pensamento. (Idem. Podeis compreender tudo isso.que indica tudo isso? Naturalmente. 237) A mente não pode conhecer a felicidade. como o ódio. a lama da estrada. pág. Sensação. Isto só pode acontecer quando cessa o esforço (…) entre os opostos. necessitamos da capacidade de sentir intensamente.

A sensibilidade é a síntese do corpo. (…) não deixa marca nem resíduo. mas também nos níveis mais profundos de nossa existência (…). desse modo. procura servir-se delas como estimulantes que o ajudem a vencer os conflitos. de gostar ou não gostar. pág. (Diário de Krishnamurti. (O Verdadeiro Objetivo da Vida. 17) Sensibilidade e sensação são duas coisas distintas. (Idem. É muito difícil à maioria de nós sentir as coisas com intensidade. nem mera sensação. as emoções e os sentimentos sempre deixam resíduos. São emoções que nos infundem intensa devoção e alegria. E nossos problemas. mas. e também ao estado de humor das pessoas que nos cercam. cujo acúmulo acaba por deformar e embrutecer a mente.org. tanto conscientes como inconscientes. Apreciar a beleza das coisas em termos de sensação. a vossas relações. cria a resistência. (…). sem esforço e sem que sejam forçados por qualquer conceito. Essa sensibilidade acarreta a qualidade de ação não calculada. a divisão é incapaz de perceber a beleza. (…) econômico. As sensações. sem resistência nem atrito. a uma flor. pág. de escutar. que nos requintam a sensibilidade. portanto. a uma pessoa ou a um sorriso. e este. que constitui o resíduo. 149) Ter sensibilidade significa ser sensível a tudo o que nos cerca .e isso gera problemas http://www. pois isso só é possível quando mente. A mortificação do corpo absolutamente não leva à busca das camadas mais profundas da consciência. porém a capacidade de percepção. emoções e corpo não estão em contradição entre si. é estar livre das marcas da memória. roubam-lhe a sensibilidade. (…) então. ao sofrimento de tudo que vive (…). Sendo sensível. às árvores. pensa no mundo dos prazeres. não raro. pág. (…) social. por mais que vos disciplineis. o controle e a repressão ainda a tornam mais embrutecida. vos ireis tornando cada vez mais insensível. cativo do tempo. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. não só no nível físico. A mente pode dominar o corpo e suprimir os sentidos. (…) (Ensinar e Aprender. (…) de ouvir. Se não sois sensível a vós mesmo. ao céu. depois. mas (…) integrados e em uníssono. 17) A sensibilidade no mais alto grau é inteligência. Essa marca contribui para embrutecer e insensibilizar a mente. a sensação distingue o belo do feio. pág. (…) o aprender exige sensibilidade. da mente e do coração. ser sensível. é o mesmo que estar insensível ao belo. não será retraída em sua conduta. porque temos tantos problemas! (…) (A Suprema Realização. de sentir a ave que canta (…). por mais requintada ou vulgar que seja. não egoísta. (…) (Diário de Krishnamurti. embotam-nos a mente. pág. da sensação. ideal. emoções religiosas. outras bem precisas. impede a formação de marcas e cicatrizes. 149) A sensação e a sensibilidade são duas coisas diferentes. aos animais. Ser sensível é morrer para cada resíduo da sensação. mas. emocionalismo. das emoções. por sua vez. a vosso ambiente. A mente escrava do pensamento. responsáveis pela destruição da sensibilidade. (…) tendemos a perder a sensibilidade. aos pássaros.a seu próprio sofrimento. embota a mente e distorce a percepção. pág. Procuramos. que nos dão um fugaz sentimento de união com todas as coisas. 231) (…) Qualquer tipo de sensação.krishnamurti. ao sofrimento de um grupo humano (…). 85-86) No mundo moderno. da confusão e da dor. uma simples sugestão por parte do professor será aceita com facilidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . com a ajuda dessas inspirações. crença.às plantas. a criança será franca. e um corpo insensível torna-se um obstáculo ao pleno vôo da mente. dos sentimentos e das demais manifestações do pensamento. portanto. 17-18) O conflito leva à insensibilidade. que é a verdadeira moral (…) e conduta. Estou dizendo que a sensibilidade não é sensação. não pode resolver nenhum dos seus problemas. Pela palavra “sensibilidade” não entendo sentimentalidade. Se o indivíduo não é sensível a tudo . os sentimentos e os pensamentos são sempre fragmentados. é uma mente residual. pág. parciais e. as sensações sempre produzem conflito. de efeito destruidor. As sensações. deixando cada pensamento uma marca. São numerosas tais revelações. vagas. às vezes. (…) ao que se está passando em derredor de vós. E perder sensibilidade é perder inteligência. pág. mas o pensamento. às águas do rio.Seleta de Krishnamurti Temos. (…) mais egocêntrico . E temos muitos problemas. torna o corpo insensível. 13) Em todo o mundo. (O Verdadeiro Objetivo da Vida. resolver os nossos problemas e afeições. Ela aprecia o resíduo. Por serem contraditórias. de maneira absoluta e contundente. e a disciplina. Estar consciente de todo o processo das sensações. e dos estranhos pelos quais passamos.

pode tornar-se cruel. para ver a nuvem como nuvem. não haverá inteligência. 122) Para se ver a beleza do rosto de uma pessoa.org. a sensibilidade de vosso coração. . as pessoas. Ao tomarmos consciência do fato. sem nenhuma fórmula. nenhuma opinião. ver vossos mais íntimos pensamentos. simplesmente. Ser sensível não é ter bom gosto. pág. pág. mas isso não quer dizer que sejamos sensíveis. barulhentas. 168) Como é possível amar. podemos ter sensibilidade em relação às nossas famílias. Holanda. O que produz inteligência é aquela sensibilidade. de compaixão e de generosidade. sem lhes dar nenhuma interpretação. (…) (Idem. para a alegria (…). para observar. sua maneira de falar. não há barreiras para o amor. 147) http://www. (A Luz que não se Apaga. pág. (…) Como vemos. 136) A sensibilidade não é resultado do saber e de ilimitados conhecimentos. pois. o céu. 136) E. (Idem. 168) (…) Sentir a natureza. ver as coisas como são. pág. (…) nível social e (…) talento. (Palestras em Ommen. etc. 111) (…) Se existe falta de sensibilidade para a fealdade. mas nem assim ele desaparece. Mas.krishnamurti. Um ente sentimental é perigoso. controlado.mas não desejamos ser sensíveis às coisas feias. há também inteligência. o amor próprio não indica sensibilidade. (Idem. sufocado. 1ª ed. o rio. (…) realizações. pág. pág. (…) (A Luz que não se Apaga. deverá existir também uma profunda insensibilidade para a beleza. Se não fordes tão completamente sensível. (…) (Diário de Krishnamurti. (…) de uma ave a voar. Se não soubermos apreciar e sentir a beleza. sentir intensamente (…) sensibilidade que não é emoção (…). moldado (…). para com a mulher que tem nos braços o seu filho? (…) Não há dúvida de que é o sofrimento que nos torna insensíveis. intelectualmente. seus modos. dessa sensibilidade para tudo: para o animal. (Idem. são responsáveis pelas guerras. A inteligência vem com a sensibilidade e a observação. com sua extraordinária capacidade de afeição. estais sendo tolhido. (…). sem rejeitá-los. (…) de um rio. vossos secretos desejos. (…) Amar é romper com essa cadeia interminável de reações individuais. Dessa observação vem a clareza. exatamente como são. 76) Por que sou eu ou por que sois vós tão insensíveis ao sofrimento de outro homem? Por que somos indiferentes para com o carregador que transporta uma pesada carga. o passageiro a vosso lado. sem sensibilidade? Sentimentalismo e emocionalismo negam a sensibilidade. pág. e a percepção da beleza está justamente no libertar-se de toda reação. Trata-se de estreita e limitada reação. (O Despertar da Sensibilidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 1937-1938. tornamo-nos indiferentes a ele. sem aceitá-los. ele não se limita a um ou vários objetos (…). mas isso não produz inteligência. libertamo-nos da servidão. para evitar o sofrimento. pág. e isso porque não querem sofrer. não pode haver afeto. não há (…) libertação. isto é. a maioria das pessoas teme a sensibilidade. Tampouco a há do ponto de vista emocional . (…) (Uma Nova Maneira de Agir. quando viajais num ônibus. pág. quando existe essa sensibilidade aliada à observação. a sensibilidade total de vossa mente. (O Homem e seus Desejos em Conflito. Se compreendo o sofrimento. (…). 136) Não havendo sensibilidade. Podeis conhecer todos os livros do mundo (…). 1ª ed. pág. porque são terrivelmente cruéis. pág. pág. (…) e para observar. cuja essência é a própria sensibilidade. observar.Seleta de Krishnamurti (…). para a tristeza. (…) (Novo Acesso à Vida. 42) Assim. Deveis ser sensível. por não compreendermos o sofrimento. (…). 122) Necessitais desse sentimento extraordinário. de uma folha caída. torno-me sensível. (…) de um sorriso. (…) as podridões da miséria e do desespero humano. pois este é uma qualidade pessoal. 76) (…) Compreendeis o que entendo por “sensibilidade”? A maioria de nós deseja ser sensível ao belo .à boa música. faz parte da afeição. a estrada imunda. preferem embrutecer-se. vem aquela extraordinária inteligência. estúpido. com a sensibilidade e a observação. não poderemos amar.mas não deis à palavra “emocional” o sentido de sentimental.. necessita-se (…) de alta sensibilidade.. insensível. aos belos quadros. consciente e inconsciente. é justamente o medo do fato que nos aprisiona.

não é totalmente sensível. existirá também crueldade. de visões (…). e há amor a uma idéia. de vosso ambiente delimitador. (…) (Idem. l36) Amor. mas a freqüente repetição dessas ferozes brutalidades acabam por insensibilizar-vos a mente-coração. ânsia de posse. Há o amor existente nas relações entre duas pessoas. pág. com estimulantes poderosos e insensibilizantes. deveis ser sensível em ambos os sentidos. (Idem. de experiência. nosso sentimento. mas essa pessoa não é sensível. assim. 167) Assim. que maravilha” e ficar extasiada (…). a ansiedade. Conhecemos a dor e o prazer de amar (…). (…) (Idem pág. amor é posse. pág.. uma fórmula. a novamente despertar a sensibilidade. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Idem. Mas. o prazer sexual. http://www. desejo. 169) A maioria de nós não sabe o que é amor. esse escutar de cada momento tem na vida uma ação extraordinária. deveis pagar o preço disso. com todos os seus sofrimentos e sua confusão. Poderá dizer: “Que beleza. (…). 17) Se não desejais sentimentos embotados e empedernidos. pág.krishnamurti. Esse perceber. ciúme. para nós. o sentimento de compaixão. instituído pela sociedade para a proteção da prole. uma utopia. e o medo de perdermos o que possuímos. A pessoa que é insensível a qualquer coisa na vida.carnificinas que vos são descritas como lances sensacionais de um torneio esportivo? Talvez vos cause desgosto (…). apego. (…) (O Descobrimento do Amor. há a tortura do ciúme. Devemos começar com o fato. inveja. Ser sensível implica um estado mental em que só existe o fato. a perfeição. o medo. o ódio. conhecer tudo sobre a profissão. e não com o que deveria ser. que é amor. pág. Mas. pág.org. sua chama.Seleta de Krishnamurti Para poderdes ser sensível num sentido. e não todas as vossas lembranças relativas ao fato. Não há verdadeira sensibilidade se sois sensível a uma coisa e insensível a outra. nele. apresenta-se-nos aquilo que não é cognoscível por meio de palavras. Sentimentalismo Já refletiste sobre o que é amor? É ele essa tortura que conhecemos? Essa espécie de amor poderá ser bela no começo . há o casamento legal. Deveis tornar-vos cônscios de vossos apetites. pág. dor. tal como a morte. 17) (…) Como podeis ser sensíveis. pág. com a mente livre do conhecido. não é necessário um coração aberto? (…) Embrutecemos nossa mente. quando diariamente vos entregais a leituras ou assistis a filmes em que se vos apresentam matanças de milhares de indivíduos . inteligência. (…). pág. (…) Por essa razão. as profissões e atividades inadequadas. (…) Que é realmente o nosso amor? Nele há prazer. Você pode inventar um propósito para a vida. Prazer. esse ver. fica a vida sem sentido. o amor é. vamos agora investigar. havendo ciúme. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. 147) Não achais necessário que o pensamento claro e correto seja sensível? Para sentir profundamente. (…) (Mind Without Measure. 28) Para a maioria dos homens. convertendo-se numa relação em que prepondera a posse. pensamento? Pode o amor ser continuamente cultivado? Sem o amor. de domínio. e não como gostaríamos que fosse? O que gostaríamos que fosse o amor é uma mera idéia. os horrores e penas da violência. o domínio. (…) Devemos começar com o que é. nosso corpo. o ciúme. tem a vida muito pouco significado. e começareis. 167) O amor que temos é o conhecido.mas depressa se deteriora. pág. 18) A pessoa que “experimenta” um pôr-do-sol não é sensível. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. (A Libertação dos Condicionamentos. algo desconhecido. então. ódio. 1ª ed. Não é Emoção.quando dizemos a alguém: “amo-te” . e não com as opiniões e conclusões. 172) Devemos perguntar: É o amor prazer. com as crenças e a malevolência. com uma justa compreensão dos mesmos. Urge abandonardes a pressa. É isso que conhecemos. (…) que é ele realmente. 48) Agora. a confusão. ou a Deus. um conceito. (…) (Idem. (Idem. mas sem a beleza fundamental do amor. ansiedade.

(Idem. 148) (…) Esperamos amar o homem através do amor de Deus. e o sexo se tornou extraordinariamente importante. possessividade. o que é emocionalismo intelectual. ou mandeis construir templos com vossas riquezas. caminha em qualquer rua. como ele está associado ao que chamamos “amor”? Por quê? Você alguma vez fez essa pergunta? (…) (Talks and Dialogues. apego. que consideramos ser mais fácil e mais satisfatório amarmos um ideal. porque então não há divisão. Amar é ser amistoso. no qual há grande prazer.(…) (Palestras em Ojai e Saróbia. pág. (…) (Ensinar e Aprender.prazer no reiterativo ato sexual. Através da negação do que não é. O amor é desejo? O amor está associado ao sexo. (…) Sem compreender a ansiedade. ao sexo. (O Homem Livre. Por que o sexo se tomou colossalmente importante. (…) Para compreender essa plenitude. Não é desejo. 44) http://www. com chuva. pág. então não há amor. (…) Quando amais. ela é como a terra que floresce com água. não tendes inimizade e não causais inimizade. infindavelmente vê este “amor”. árida. prestígio. para a maioria de nós. e. Porém. existe amor. se chega ao que é. (The World of Peace pág. Você pode compreender isso? Quando alguém tenta se tornar corajoso. 181) Dependemos da sensação para a continuidade do assim chamado amor.krishnamurti. como podemos amar a realidade? Amar o homem é amar a realidade. para descobrir o que é. Austrália. e a liberdade requer a cessação de todo conflito. no momento em que existe afeição. pág. significa ciúme. então. enquanto outro pouco ou nada tem. o amor está associado ao prazer.org. o amor? É ciúme? É o amor um sentimento de posse . pág. ao que geralmente se chama amor? O amor da esposa. Hesitamos em empregar essa palavra já tão terrivelmente “carregada”. pág. Sem amor. ao desejo de posse. esse estado integral. posse (…). (La Totalidad de la Vida. não pode haver plenitude do amor. (…) (La Totalidad de la Vida. é amor? Quando existe um possessivo apego em relação ao outro tem que haver ciúme. tantos problemas complexos estão envolvidos nisso. da ambição. temor. você deve negar totalmente o que não é.minha mulher.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas o amor é apego? É o amor prazer? O amor é desejo? É o amor o oposto do ódio? Se é oposto do ódio. com beleza. Deve-se descobrir se o prazer é amor. A isso chamamos amor. ansiedade. meu esposo. esta coragem é nascida do medo. imensas riquezas. ódio. prazer. terminem com elas. jamais se poderá descobrir a verdade do amor. partidos políticos. nações. ao ciúme. quando essa satisfação é negada. 172) O amor não é pensamento. E perguntamos: é possível viver uma vida sem qualquer imagem? Só assim você entra em contacto com outro. o amor não pode conter o seu oposto. com base no desejo. agressividade. dura. Julgamos que amar a outrem é tão doloroso. 1940. poder. E vós causais inimizade ao pertencerdes a religiões. causais inimizade. (…) (Fora da Violência. 41) Você sabe. (Mind Without Measure. ainda que freqüenteis os templos. não é desejo. 45) O amor é pensamento? Pode o pensamento cultivar o amor? O amor não é prazer.Seleta de Krishnamurti O amor só existe e cresce na ausência do ódio. pondo-as em seu lugar correto. 134) Sem dúvida. Então há amor. da inveja. pág. precisamos começar a estar apercebidos do desejo como ganância e possessividade. antagonismo. o amor é estado de espírito em que o “eu” perdeu toda a sua importância. pág. Então. não é recordação. brutal. 80) A inteligência requer liberdade. ao medo. 96-98) Que é amor? É prazer . não é? Você o vê em todos os lugares. mas se não soubermos como amar o homem. apaguem-nas completamente. procuramos encontrá-la em outrem. Sidney. pág. a vida é como terra estéril. ainda que essas coisas tenham seu lugar. não amor. com sexo. Amor. O amor existe onde não há ciúme. Torna-se existente a inteligência e deixa de existir o conflito quando o “observador” é a coisa observada. Portanto. Se possuís muitas terras. e enquanto você tem imagens de outrem não há amor. pega qualquer revista. Que é. 1970. uma de nossas dificuldades é que associamos amor com prazer. à dependência. (…) Se não se compreende plenamente o significado do apego. pág. 55) Você sabe. minha noiva? (…) Contém medo o amor? Não é nenhuma dessas coisas. não é o movimento de imagens. Não tendes afabilidade quando estais em busca de posição.

que pode ser sexual. (…) não é amor. jamais se saberá.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . cria-se o afastamento de “o que é”. todo o nosso ser. falta de riqueza interior. mediante a abstração. pág. 1ª ed. nunca se conhecerá a imensa beleza.krishnamurti. (…) (Comentários sobre o Viver. (…). pág. pág. por meio das palavras e dos símbolos. (La Totalidad de la Vida. naturalmente. não é amor. pág. a própria definição do amor é um processo do pensamento. tornando-se escrava delas.org. Essa estrutura moral. pág. portanto. pela sensação e pelo hábito. E isso nos reconduz ao que disse (…). A sensação faz nascer o pensamento. 114) http://www. a questão realmente é: como controlar a sensação. raras. profundidade e significação do amor. e recebe dessa fonte sensações. O pensamento é que tem complicações emocionais. É um “estado de ser” lúcido. limitado. nem devoção. 1ª ed. que existirá ânsia de possuir enquanto houver insuficiência. o problema do sexo cessaria. Na negação do que não é. Na negação do que não é amor. como prazer. (A Outra Margem do Caminho. 14-15) (…) Porque. seu devido lugar. (…) Isto é o que se tem feito durante toda a vida. seguindo uma certa via de “autopreenchimento”. O pensamento é o maior obstáculo ao amor. a conversa. (…). não pode resolvê-los. As sensações e o pensamento tomam o lugar do amor. Portanto. Holanda. em dadas ocasiões. no qual cessa o “eu” e o “não eu”. O pensamento cria uma divisão entre o que é e o que deveria ser. Temos. e não pode cultivar o amor. 1936. ao hábito e ao estímulo. pág. Isso só se torna um problema quando o amor é substituído pela sensação. nesse amor existe a isenção do sentimento de posse. Se existisse a chama vital do amor. (…) vereis o papel importante que o pensamento representa na vida. criada pela mente para manter coesas as relações sociais. a única que pode dar a verdadeira solução a todos os nossos problemas. 149) O processo do pensamento nega sempre o amor. em suma. E essa riqueza interior se encontra. o vestir . tornam-se um substituto do amor. porém. não pode cultivar o amor. Quando se cria uma abstração com o pensamento. O próprio desejo de cultivar o amor é ação do pensamento. (…).Seleta de Krishnamurti O amor não é sensação. e não o amor. 99-100) O pensamento é fragmentário. 72) Todos nós possuímos capacidade para um amor profundo e abrangente. a paixão. 14) O pensamento não é amor. do qual procede a ação total.. (Comentários sobre o Viver. pelo conflito e pelas falsas relações. 88) (…) Podemos amar alguém em particular. (Comentários sobre o Viver. pág. 89-90) Se ficardes vigilante. pág. destruímos sua beleza.tudo isso estimula a sensação e intensifica o conflito. pág. surge o amor. aliás. incorrupto. (…) Não podemos manter a chama artificialmente acesa. (…). são. (Idem. que é o amor. de maneira que nossos problemas crescem e se tornam mais e mais agudos. (…) não pode resolver o problema do que é o amor. porém. não com acumulações. de conquistar. (…). fica o que é. mas não conhecemos aquele “estado de ser” extraordinariamente vivo e lúcido. O pensamento não conduz ao amor. (…) (O Homem Livre. não é emocionalismo. encontramos em geral um meio de aliviar-nos. pelo constante discernimento das múltiplas ilusões e limitações que presentemente dominam a nossa mente-coração. (…) Que é então o amor? O amor é um estado de ser em que não existe pensamento. quando realmente amamos alguém. na ação vigilante em presença do conflito causado pela falta de compreensão do ambiente. (Experimente um Novo Caminho. mas podemos despertar a inteligência. As sensações são produtos da mente. 72) (…) O amor não é sentimentalidade. mas não está em nenhum aspecto relacionado com o amor. através da lembrança. Atualmente o sexo tomou-se um problema devido à sensação. A maioria de nós tem muito pouco amor no coração. o amor.(…) A mente é o fabricante dos problemas e. racional. pág. Por não termos amor. intelectual. (A Luta do Homem. A mente gera o apetite. mas o pensamento. o que é amor. (…) As sensações são agradáveis e desagradáveis. isto é. A literatura. O pensamento tem. esse sentimento de intensa afeição em que não existe a ânsia de possuir. como o são também os apetites sexuais. 98) Onde há amor não existe problema de sexo. mas na inteligência. os anúncios. aprisiona o amor e traz a dor para dentro dessa prisão. (…) (Palestras em Ommen. ou de ordem neurótica. e a mente se prende às agradáveis.

95) Ora. (…) leva à destruição. o amor é sensual. (…) Visto que o amor não é desejo e nem prazer. cooperais. o que é amor. para quase todo mundo. (…). assim como aprendemos matemática. com as suas identificações. 1ª ed. Para a maioria de nós. (…) beleza? O amor e a beleza andam juntos. só há processo de exploração. para a maioria de nós. enquanto as atividades do “eu”. todavia. O amor só pode existir depois de extinta a atividade do “eu”. (…): identifica-se a pessoa com uma imagem que dizem ser o amor. dor e prazer. à aflição. 54) A mente que está livre do tempo . angústia e ciúme . tornar-se exclusiva. que é desejo . nem separação entre o rico e o pobre. então. pág. sexualidade.. ambições. com efeito. para que o verdadeiro amor venha à existência. amor é ciúme . pessoal ou impessoal. à separação. (…) angústias e (…) posses. quando amais.. cuja essência mesma é o tempo. chamais essa atividade do “eu” positiva. de fraternidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Onde houver direitos adquiridos. subsistirem. E. 1ª ed.não a beleza de uma mulher ou de um homem. a piedade. nesse estado. (A Suprema Realização. está ausente. o amor não. para nós. porém. (…). assim como necessitais de água quando sentis sede. não estais pensando em vós mesmos? Essa é a mais alta forma de inteligência (…). beleza significa sensualidade. todos nós falamos de cooperação. Conhecemos a comiseração. 51) Só conheceis o amor sob o aspecto de contradição. Como alcançá-lo? Por meio do tempo? (…) O tempo poderá dar-vos aquele amor que é desvelo. (…) http://www. O intelecto. não pode haver amor. pág. (…) (Quando o Pensamento Cessa. empenhos. O amor só pode começar a existir.org. pág. o amor não pode ser comparado nem delimitado. 155) O amor não é uma coisa da mente. (…) O amor só pode existir quando ausente o pensamento do “eu”. viveríamos todos muito amigavelmente. 53-54) (…) O amor é um modo de ser e. Não pode existir amor. (…) Vereis. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. O amor não é coisa da mente. este nosso mundo seria uma maravilha. a mente pode fazer-se vulnerável. e o libertar-nos do “eu” só se consegue pelo autoconhecimento.uma contradição composta de ódio e amor. (…). começa-se a descobrir o que é amor. e não com o coração. o problema do mundo seria então muito simples.krishnamurti. pág. (A Essência da Maturidade. o “eu”. Infelizmente. o amor não é idéia. (…) desejos. Vós. 99-100) (…) Amamos com a mente. Como então conhecer essa coisa? Para conhecê-la. tem de cessar. Para a maioria de nós. (…) Pode a mente. não o sexo: a Beleza! (Idem. pág. como podemos conhecê-lo? Evidentemente. não haveria ódios. que é sua própria eternidade? (Comentários sobre o Viver. pág. quando a mente não existe. temos de descobrir o que é a beleza. (Quando o Pensamento Cessa. nunca estão separados. a brutalidade. 51) (…) E quando se compreende a natureza do pensamento.essa mente conhece o amor. Observai-o em vós mesmos. que culmina no temor. jamais conhecereis o amor . o centro do reconhecimento (…). (…). Se as pessoas pudessem ser ensinadas a amar. com todas as suas ramificações. e não se pode pensar no amor. Eis por que importa compreender o processo do “eu”. à confusão. que o amor nada tem que ver com os sentidos. a violência do ciúme! (…) Se não conheceis a beleza. o amor é prazer e desejo. pág.Seleta de Krishnamurti Só pode haver amor quando se compreende o processo integral da mente. Se pudéssemos aprender a amar. pág. a mente sempre pode retrair-se.tempo que é pensamento. (Idem. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida?. nem exploração. e que ele não é um meio de preenchimento. Mas. num livro. captar o amor. como alcançar o amor? (…) Vós necessitais do amor. O caminho do amor não pode ser encontrado por meio do intelecto. Não sabeis que. nem guerras. tanto as conscientes como as inconscientes. Basicamente. Não sabemos. 221) Vemos os caminhos do intelecto: não vemos o caminho do amor. nós não podemos cultivá-lo. 39) Ninguém pode ensinar-vos a amar. o amor não pode. a mente pode modificar-se. O amor não é desejo ou prazer.a dor. pág. uns com os outros. o que desejamos é ficar apegados às nossas atividades egocêntricas.

Mas o amor não é facilmente encontrável. mas o que podeis fazer é observar o ódio e. de explanações. o homem que ama. concluída (…) Quando a experiência é completa. pág. por certo. compreendereis que é na realidade a mente que se opõe à existência do estado criador. de técnicas. porque ele é amor. afeição. (…) (Idem. e imagens não são o amor.não o conhecimento http://www. em que floresce o amor. (…). somos o que se chama “intelectuais”. necessita-se de autoconhecimento . não pode haver amor e. Esta inteligência não é resultado do pensamento. esse estado criador é a única salvação. desenvolvemos a nossa mente. não há divisões. pág. ou você volta para a velha rotina? (Mind Without Measure. Porque não sabeis o que é amor. (…) (Quando o Pensamento Cessa. (Novo Acesso à Vida. não deixa resíduo algum. e há resíduo quando a experiência não é completada. 12-13) Assim. (A Renovação da Mente. o simples decorar de nós mesmos significa dar realce aos valores (…) dos sentidos. vê a verdade de tudo isto . sem nos libertarmos do resíduo da experiência não é possível a recepção do novo. A compaixão possui sua qualidade de pura e não adulterada inteligência. não conheceis aquele “estado de ser” íntimo. (…) não pode ser fabricado pela mente. pág. 36) Ora. Para esse homem não há divisões de “altos” e “baixos”. e. essa chama extraordinária. O amor é eternamente novo. opera no mundo. Quando houver amor. obviamente. (…) por verdade? (…) Senhores. 93-94) (…) Você ama alguém? Este amor contém ciúme posse. É apenas uma forma de prazer. aquela interior tranqüilidade. pág. e eis por que nos achamos num estado de contradição. 175-176) Desejais saber o que é o amor de Deus. Enchemos o coração com as coisas da mente. a bondade. a generosidade. o amor não é experiência .br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas o amor não é coisa adquirível. (…) Quando amais. mas a mente não pode achar-se num “estado de amor” (…). Só então pode realizar-se o estado criador. pág. apego? Então não é amor. 28-29) (…) Para o homem feliz. não há diferenças. Pode a mente esforçar-se por adquiri-lo.krishnamurti.o perfume. essa confiança se chama amor. haver amor. e isso significa que estamos cheios de palavras. a mente cessa. Quando há sofrimento. temos de começar pelo amor ao homem. a piedade? Aquele estado de ser. ele não é brâmane. se puderdes ver tudo isso. Não batalhareis contra o ódio. as coisas da mente fenecem. o afastardes de vós. de experiência. mas como não conhecemos este amor. O amor tem sua própria inteligência.org. entretenimento. sutis argumentadores e controversistas. o pensamento é apenas uma pequena ocupação dela. a velha reação procede do pensamento. 64) Enquanto existir a atividade da mente. nenhuma inteligência. Somos polemistas. (…) mas vede o ódio em sua essência própria e deixai-o extinguir-se por si mesmo. pág. não há alto nem baixo. quando não há mais resíduo de memória. o sentimento de estar amando completamente surge. 84) Senhores. adorais a Deus. (…) (O Problema da Revolução Total. pág. (…) Como é então possível o novo? Só é possível. (…) (A Cultura e o Problema Humano. Tendes de trabalhar muito para alcançardes. é a essência mesma da beleza. que se entende por beleza. 72-73) Senhores. não teremos mais problemas sociais. Uma vez cônscia do seu próprio movimento. (…) Mas. A mente só é capaz de criar imagens de sensação. então ele é a própria eternidade. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. pág. Quando está cheio o coração. como uma nova idéia (…). O amor não é resíduo. não pode. pág. esta é a beleza da vida. tendes um sentimento de riqueza que vos perfuma a vida e estais pronto a dividir o vosso coração com outro. (…) com a sensação. sem ele. Quando ela existe. (A Arte da Libertação. O amor nada tem em comum com o sentimentalismo. amor a Deus é amor ao homem. dominação. quando amais alguém. (…) Porque. Quando você ouve isto.se você assim procede . (…) Isso significa que. (…).é um “estado de ser”. portanto. 84-85) Ora. nem inglês. voltamo-nos para certa coisa misteriosa que chamamos “Deus” e procuramos descobrir o que é amor.Seleta de Krishnamurti Não podeis aprender a amar. Quando há amor. e. para alcançar o que é amor. mansamente.

pág. sei amar a todo o mundo. porque já existe um afeto natural. 82) (…) Dizer que pelo nacionalismo seremos. quando existem tais distinções? Como podeis conhecer esse espírito quando tendes a consciência de classe? Como pode haver unidade ou fraternidade. a bem-aventurança. vossa religião. pág. a eternidade é agora. Esse modo de ser se apresenta com a riqueza da compreensão. não distante. quando pensais somente em termos de vossa família. não no tempo. (…) no futuro. Que significa fraternidade. pág.org. cada vez mais seitas. Para quem ama. Perdão Aqueles de vós que falam em fraternidade são geralmente nacionalistas no coração. deve conduzir a guerras. pág. E como pode haver fraternidade. grupos. pois está baseando no nacionalismo. Compaixão. vossas perspectivas. por mais sabiamente. no entanto. seja da esquerda. 1934. e. (…) corporações fechadas por paredes de crenças. pág. no devido tempo. ser benevolente. como idéia ou realidade? Como podeis realmente ter o sentimento de amor fraternal em vossos corações. ser bom. (A Arte da Libertação. quando mantendes uma série de crenças dogmáticas. como pode ter boa vontade? (…) O homem que não pensa em si criará por certo um mundo novo. 19331934. agora. Benevolência. 104) A dificuldade é ser fraternal. quando fazeis distinções religiosas? E isso é o que estais fazendo em vossas sociedades. não fala de fraternidade. (…) (O Homem Livre. e quando as paredes estiverem por terra. pág. Se sei amar minha esposa (…) filhos ou meu próximo.krishnamurti. uma nova ordem. de vosso Deus? (Idem. e o mundo tem. de vossa nacionalidade. verdadeira unidade humana. estou permanecendo apenas no nível intelectual (…) O idealista causa enfado: ama a humanidade com o cérebro. a felicidade. necessariamente. pág. (…) O amor só está no presente. 47) Estais agindo de acordo com o espírito de fraternidade. pág. e é para esse homem que devemos volver os olhos (…) A boa vontade. e isso é impossível. com seus guias especiais.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . por isso. ser generoso. Visto que não amo a ninguém. 47) (…) As religiões e as nacionalidades realmente engaiolam as pessoas. internacionais. falais de fraternidade! (Palestras em Auckland. se descortinará a vastidão do horizonte da vida. pág. Sistema algum. (…) (Idem. O real está perto. (A Arte da Libertação. 78) Só o amor pode transformar o mundo. só virá quando houver a busca do real. que se colhe em certos livros. vossas jóias. é um processo de pensamento muito errôneo. pode trazer a paz e a felicidade (…) O amor não é um ideal. (…) Um homem que é realmente fraternal. teremos a fraternidade. no patriotismo. (A Arte da Libertação. pág. 104-105) http://www. Índia. vossa autoridade. 82) Como pode haver verdadeira fraternidade quando o instinto possessivo é tão profundo e. seja da direita. como pode ele ter amor no coração.Seleta de Krishnamurti de Sankara. 104) Quando um homem está interessado só em si mesmo e no prolongamento de si mesmo. porque o amor é sua própria eternidade. vossa conta no banco. Buda ou Cristo. através da história. 90) (…) Compreender as relações é compreender a mim mesmo. não a ama com o coração. (…) conservar vosso nome. é fazer nascer aquela qualidade de amor na qual existe bem-estar. (O caminho da Vida. entravam-nas. enquanto só pensarmos em nós mesmos. Só depois de quebrardes os estreitos limites da mente e do coração. vós não falais de fraternidade à vossa irmã ou à vossa esposa. ele surge onde existe o respeito e a compaixão de todos para com todos. afetuoso. quando existe exploração? (…) (Idem. (Palestras em Adyar. (…) convincentemente (…) concebido. Estais pensando em vós mesmos quando atribuís a máxima importância (…) como meio de vos proporcionar felicidade. Isso está evidenciado no mundo. podereis passar além. 22) Fraternidade.

que é compaixão? Não é um estado de simpatia. da avidez. 16) Perdemos o sentimento de humanidade. ama sua esposa. mas o amor é prazer. (…) (A Arte da Libertação. Perdemos a compaixão. (…) (Idem.. (O Egoísmo e o Problema da Paz. o nosso amor à humanidade é fictício. (…) Sabemos o que significa amar. no pintar (…) (Experimente um Novo Caminho. etc. (…) Nesse estado de compaixão. da ambição. pág. pág. (…) (O Egoísmo e o Problema da http://www. são falsos os vossos deuses e vos conduzirão à desgraça.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . afeição. ou só conhecemos o prazer e o desejo. tão necessária para o bem-estar do homem. A raiva em todas as circunstâncias é a ausência de compreensão e amor. (…) Em nada disso há esperança. 26) Ora bem. se estivésseis. um rótulo. Quando amais. chamando-os “amor”? É certo que o prazer e o desejo se acompanham também de ternura. (O Homem e seus Desejos em Conflito. mas se ela olha para outro homem. 1ª ed. não a força. o desejo de ser ou “vir a ser” algo. 16) (…) Se não extirpais de vós mesmos as causas da inimizade. vós mesmo deveis ter consideração e compaixão para com outrem. cultivar a compaixão (…) Mas. urge empregardes meios pacíficos (…) Só a benevolência e a compaixão tornarão possível a paz no mundo. (…) perante um nome. Só a benevolência e a compaixão são capazes de promover a ordem e a paz no mundo. (…) Se nas nossas relações humanas existirem a compaixão e o perdão. 214) Que é amor? Que é compaixão? A palavra “compaixão” significa paixão por todos.krishnamurti. pois na vossa vida diária sois cruéis. piedade. (…) Num mundo como o atual. só há amor. e. (…) Há violência em todos nós. tornar-nos-emos cada vez mais brutais e desumanos uns com os outros. reconhecemo-nos responsáveis somente perante a classe ou grupo a que pertencemos. não pode ser cultivado (…) A prática do amor. desejo? (…) Um homem depende de sua esposa. dar simpatia a outro.org. (…) da fraternidade está sempre no terreno da mente (…) Porque não sabemos amar a um só. nem a sagacidade. 198) Sois responsáveis pelas misérias e pelos desastres que ocorrem no mundo. consideração? E nesse estado. no escrever. como pode haver também brutalidade e ódio? Se não tivermos amor. pág. infeliz (…) É isso que chamais “amor” (…) (Fora da Violência. nas relações sociais. nem a simples legislação. pág. desvelo. mas não há conflito interior. e o particular destrói. para nos preenchermos sexualmente. 36) Senhor. (…) os sacerdotes. 49) (…) O pensamento não pode. (A Arte da Libertação. volta-se para o particular. 51) Para produzir ordem. consciente ou inconscientemente. Só no interior de cada um de nós reside a compreensão criadora. não há um só nem muitos. (O Egoísmo e o Problema da Paz. ávidos e ambiciosos. e aclararse-ão as vossas dúvidas. Existe agressividade. pág.inclusive os animais que matais para comer. volvemo-nos para os políticos. fica enraivecido (…) frustrado. pág. podemos dar ajuda. por certo. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. 46) Não estais realmente preocupado com a injustiça. pág. a palavra “compaixão” é quase sem significação. o amor ao todo. (…) (Palestras em Ojai e Saróbia.Seleta de Krishnamurti (…) O amor não é suscetível de pensar-se. jamais vos zangaríeis. a generosidade e a benevolência. afeição para com todos os seres . não há sentimento de estardes ajudando a outrem. pág.. sem essa vivificante chama da vida. A ação nascida do ódio só pode criar futuros ódios. (…) ódio e brutalidade. opressores. em circunstância nenhuma. pág. (…) Abrigai em vossos corações a paz e a compaixão. não tendo esse amor “extensivo”. o impulso para nos “expressarmos” custe o que custar. como poderá haver ordem e paz? (…) (Idem. pág. se cada um de nós não tiver um profundo sentimento de compaixão. Os meios criam os fins justos. 182) (…) O amor é “extensivo” e por isso é possível amar ao que é particular. Mas a maioria de nós. 46) (…) se quereis a paz. a compaixão. pág. em que há tanta violência. 1940.

compaixão. o sentimento da compaixão. É um estado de espírito. quando há o fim do ressentimento. ou se você acredita fortemente em deus ou num salvador. separação. se cada um de nós escutar. da crueldade (…) Pode haver bondade. a qual inclui a ternura. de estudiosos e da experiência. etc. Amor significa compaixão. pág. tudo o que vos têm ensinado. ela não atinge apenas o pobre aldeão ou o animal faminto. Isso não é um processo de meditação. crê em alguma coisa. A compaixão só pode surgir. mas de profunda investigação. compaixão. Então há criação. Grande silêncio. não a inteligência de livros. e você não pode chegar a essa inteligência como um indivíduo http://www. necessário que a mente humana compreenda totalmente essa questão . E essa inteligência não é atividade do pensamento. nisto ou naquilo.org.. sua intensidade é sempre a mesma onde quer que estejais. racionalmente. pág. (…) Esquecei todos os livros que lestes. Ou seja. e esse estado de espírito (…) não pode ser compreendido se não há espaço. sem se fazer esforço para “ser bom”? Acho que só haverá. pág. pode haver compaixão? Você pode dedicar-se a trabalho social. 86) O amor é como a morte. que é o fim de todas as coisas. A liberdade exige espaço. ajudar o pobre desamparado de piedade. porque tudo isso é limitação. Você não pode ser compassivo se está ligado a determinada ideologia. não “eu estou investigando”. pág. não de acordo com os astrofísicos. Inquirir com grande silêncio. amor e morte. Não pode haver compaixão e amor sem morte. Você pode ser muito eficiente em seus estudos. da ambição. Criação existe quando estes outros dois existem: amor e morte. E essa excelência que chamamos amor é compaixão. simpatia. numa choça ou num palácio (…) (O Homem Livre. ela implica dualidade. A inteligência é o entendimento ou descoberta do que é o amor. mas isso é tudo que compreende o amor e a compaixão? (Mind Without Measure. grande espaço. no seu trabalho.Seleta de Krishnamurti Paz. etc. (…) e tampouco é uma resistência ou revolta contra alguma coisa. pág. ser capaz de discutir habilmente. 61) Acho. Isso é necessário até certo ponto. 97) Estamos tentando descobrir se é possível viver neste mundo sem nenhum medo. A inteligência é acompanhada de amor e compaixão. conhecimento. Amor. 38-39) (…) Qual é a relação entre amor e compaixão. A palavra “bondade' não é o fato. pág. surge a inteligência. ou a algum conceito religioso. pág. na liberdade. que é criação. mas só há a quintessência da inteligência total quando há amor. a um particular tribalismo estreito. 1985. florir. (…) E essa inteligência não pode existir sem compaixão. A liberdade não é uma reação. segue algum guru. 109) Como dissemos (…) o amor nada tem em comum com o tempo. mas estamos perguntando que lugar tem o amor na compaixão. ficar atento. se estiver apegado a uma conclusão? Quando você aceita um guru. pág. 127) (…) No entendimento da natureza do amor. e prestai atenção à asserção de que não pode haver virtude. Você não pode ter compaixão sem inteligência. chega a um desfecho. (The World of Peace. a bondade. ou é o amor a mais alta expressão da compaixão? Como pode ter compaixão se você pertence a alguma religião. (…) (Realização sem Esforço. o que representa o fim do movimento egocêntrico. (…) sem se esforçar para ser boa. havendo a virtude da mente unida ao coração. caridade. enquanto houver esforço para ser virtuoso. (O Descobrimento do Amor. em escrituras. é a suprema ordem. (…) não é a coisa (…) A bondade só pode desabrochar. despertar. com um enorme senso de compaixão. Inteligência nada tem a ver com o pensamento. pois. o que exige grande soma de inteligência.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . esperteza. conflito. ou são eles o mesmo movimento? Quando usamos a palavra “relação”. O que é essencialmente amor. 84) Quando há compaixão. o universo. sem lutar para libertar-se da inveja. significam inteligência suprema.krishnamurti. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. nem com a memória. mas isso não é inteligência. 117) Aí está a razão por que importa descobrir se uma pessoa pode ser boa. (Last Talks at Saanen. compaixão e morte é a aludida inteligência. Tudo o mais é invenção.o que é a bondade. a generosidade.

E é amor o perdão? Que está implicado no perdão? Vós me insultais e eu fico ressentido e guardo isso na lembrança.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . porque nunca surge uma ocasião em que haja algo para perdoar.Seleta de Krishnamurti (isolado). (A Arte da Libertação. Tal inteligência. pág. depois (…) digo: “perdôo-vos”. pois a compaixão nada tem a ver com conhecimento . o amor. compreendo a vós. (…) (A Arte da Libertação. tomamos o fumo pela chama. 97) E onde há qualidade de amor. Quando há inteligência. pág. Estamos muito bem familiarizados com a fumaça. da mesma forma que o pensamento não é seu nem meu. como a beleza da chama. É em si mesmo eterno e independente. pois. 98) (…) Quando compreendo a mim mesmo. (Comentários sobre o Viver. Conhecemos os caminhos do desejo e o ímpeto do desejo. acompanhando-a prestamente aonde quer que nos leve. escapamo-nos para a ação em massa. desconhecemos.org. pág.krishnamurti. da saudade. Ela é a inteligência que move a terra e os céus. ou. O homem que ama não tem ciúme. não é amor. É só a fumaça que conhecemos bem . A mente gera a fumaça do ciúme. pág. ele transcende o plano dos sentidos. Com o amor. não há eu e você. (The World of Peace. que perdemos a chama pura. da dependência. 60-61) Será de fato difícil a transformação do indivíduo? É difícil ser bondoso. nas relações. (…) Enquanto a mente é o árbitro. estabilidade e um vasto sentido de expansão. e não um resultado. as estrelas. O amor é o fator que está faltando . mas a mente o faz complexo. (…) Estamos de tal maneira entranhados nos impulsos que incitam ao ódio. Paixão sem Causa Como é essencialmente simples a vida. torturamo-nos com ela. E a inteligência não fica em seu coração ou em sua mente. Felicidade. sendo indiferente a todas essas coisas. Vivemos demais com a mente e desconhecemos os caminhos do amor. essa ternura. da posse. Tudo isso exige profunda investigação (…) (Fora da Violência.a fumaça do ciúme. à antipatia. pág. ela enche a cabeça e o coração (…) Não somos simples. (…) (Que Estamos Buscando. essa generosidade. Correto Pensar. Para ele não existe o perdão. mas estamos perfeitamente familiarizados com a fumaça. e aquela chama só podemos ter quando não houver mais fumaça. (Mind Without Measure. onde há compaixão há inteligência . não a inteligência (…) do acúmulo de conhecimento. (…) Não possuímos mais (…) a chama da criação. pág. da ansiedade pelo amanhã. se há. pág. Não é o oposto do ódio ou da violência (…) Para o homem que ama não há erro. porque ela é compaixão.há falta de afeição. Virtudes (Amor). surge a humildade e a brandura (…) (Autoconhecimento. Não vivemos com a chama. pág. Nele há misericórdia e generosidade. da evocação do passado. que produz maior confusão e maior miséria. positivamente. Não temos a chama. e como a complicamos! O amor não é complexo. é esta a essência de uma transformação radical. essa compaixão. A compaixão não é sua nem minha. (Viver sem Confusão. e dessa compreensão nasce o amor.mas a inteligência que proporciona segurança à humanidade. (…) remorsos. 37) Vossa comiseração. de cordialidade. porém. (…) de apego. (…) Um homem que ama não guarda inimizade. que é suprema. porque a mente só arbitra segundo o interesse de posse (…) A mente só pode corromper o amor. não pode dar beleza. da tristeza e da preocupação. é uma chama sem fumaça. ficou-nos só fumo. 208) O amor. e porque falta esse amor. não há amor. da ira. está em toda parte. 90) O amor não é oposto de coisa alguma. 180-181) Chama sem Fumaça. http://www.não a inteligência do interesse próprio. então daí surge a compaixão. O amor é a chama sem fumo. amar alguém? Afinal. sabe corrigi-lo imediatamente. perdão e compaixão. 91) O amor não é coisa da mente. e essa fumaça sufoca a chama. não a inteligência do pensamento. em nossas relações. 63) (…) O amor ultrapassa e sobreleva tudo isso. pág.

(…) Desejo é projeção do pensamento. uma alegria não no falar.Seleta de Krishnamurti infalivelmente. não estais pensando em vós mesmos? Esta é a mais elevada forma de inteligência . eterno. (…) sua beleza. cooperais. E quando uma pessoa ama. (…) (Idem. e pensamento não é amor. pág. Não é o amor. Ele é como uma flor que exala o seu perfume (…) Um homem que ama está todo entregue ao seu amor. (A Primeira e Última Liberdade. Sois então sensível. a polidez. (…) (Ensinar e Aprender. não lhe importando se as pessoas têm “rostos inexpressivos” (…) (Novo Acesso à Vida. a benevolência para com os demais. (…) (A Outra Margem do Caminho. pronta e imediatamente. ele nasce. (…) não vos repugnam. não há divisões. (Que Estamos Buscando.prazer sexual. 133) Quando (…) Já se houver dedicação. e não antes. Não existe nele a permanência que o pensamento busca (…) A consciência do pensamento e a consciência do amor são duas coisas diferentes: uma leva à escravidão. à floração da bondade. 116) http://www. pág. na verdade. As duas coisas não podem existir juntas. mas. pág. 91) Não é assim o amor. No amor não há avidez. não existe repugnância. enchemos os nossos corações com as coisas da mente. (…) sua bondade. o que nada mais é que temor. e é o pensamento que dá prazer . quando não é impedido pelas coisas da mente. amais a outros.krishnamurti. (Idem. compaixão .e não quando amamos como uma entidade superior. pelo pensar nesse prazer. 36) (…) O problema da desigualdade só poderá ser resolvido quando existir o amor (…) O homem que ama não está interessado em quem é superior nem inferior. 38) (…) O amor é algo novo. e é por isso que não existe comunhão (…) Quando há amor .org. e por isso os corações estão vazios e as mentes cheias. só há um “estado de ser”. flexível. isso é de somenos importância. há cordialidade para com todos. (…) Quando amais.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . uma fresca vitalidade. companheirismo. e a outra. nem ciúme. (A Arte da Libertação. ternura. generosidade. 55-56) Amor é um sentimento em que existe doçura. (…) do sucesso. 196) (…) Quando estais naquele “estado de amor”. Nunca é o mesmo. a dor é inevitável. nem inglês. (…) a pessoa pensa cada vez menos em si (…) E aquele que não tem preocupação egocêntrica é.não se necessita de filosofia alguma nem de instrutores. pág. Para esse homem não há divisões de “altos” e “baixos”. que é repelido ou atraído. beleza. 1ª ed. 133) (…) O amor não tem códigos de moral. nunca é como foi antes. de momento a momento. desvelo. não há escravização. (…) O amor não é coisa para ser cultivada. procurar com a ajuda de um guru aquilo que podeis achar por vós mesmo é de todo inútil. o coração vazio. Quando não existe fumaça. mas naquele próprio estado. quando amais. 57) Não sabeis que. ele não é brâmane. que é amor. nem alemão. e sem o seu perfume. as coisas da mente fenecem. (Da Insatisfação à Felicidade. tendes um sentimento de riqueza que vos perfuma a vida e estais pronto a dividir o vosso coração com outrem. pág. o espírito árido. Estão vazios os nossos corações. ternura. pág. pág. daí surgirá a finura. pág.. (…) (Visão da Realidade. 57) (…) Para o homem feliz. 31) (…) Quando amais a um. Quando está cheio o coração. infelizmente. pág. não se pode encontrar a bem-aventurança da verdade. mansidão. para ele não existe igualdade nem desigualdade. (…) O amor é anônimo (…) Sem ele. 199) (…) A revolução só poderá realizar-se quando houver amor.cordialidade. pág. etc. (…) O pensamento. (A Outra Margem do Caminho. O amor é a única chama sem fumo. Ele é como aquele bosque do outro lado da estrada: sempre a renovar-se porque está sempre a morrer. Há sempre uma renovação. pág. porque o amor é a própria verdade. (Comentários sobre o Viver. ou quando nos achamos em boa situação. sim. bondade. dá-lhe vitalidade (…) Essa exigência de prazer é o que chamamos sexo (…) Ele se acompanha de uma grande abundância de afeição. Quando o amor se torna prazer. Embora observeis os fatos. solicitude. (Idem. um ser humano livre. nem hindu. o intelecto endurecido. pág. pág. afabilidade. O amor não é pensamento. 133) (…) Quando há amor. o homem que ama. consideração. existe chama. mas. (…) não é reforma.

(…) e mui poucos dentre nós tivemos ocasião de aprender a amar o que estamos fazendo. já não é o centro da nossa existência. Ser nada (…) não pode ser provocado. O amor é a própria eternidade. morreis como um lastimável ente humano. 98) Parece-me verdadeiramente importante viver completamente cada dia. o supremo. não se trata então de amor. esse estado só se conhece havendo amor. pág. o imensurável. status. (As Ilusões da Mente. da compreensão. sem conhecer aquela imensidade que se chama “vida”. cheio. tão criadoramente. Simplesmente. mas. sentir-se solidário com os camponeses. pág. nada reclama dos outros.org. pág. pág. é amor. com tanta plenitude. 97-98) Assim. não há ambição.os três estão relacionados entre si . o estar cônscio de ser nada significa ser alguma coisa. a minha mente. portanto. é desenvolvida em torno da idéia de vir a ser alguém.Seleta de Krishnamurti (…) Sabemos o que o amor significa? O amor não pede nada a outrem. porque descobriu aquilo que é eterno. inteligência.se tal amor realmente existe. amar é ser livre. deixa de funcionar. (…) busca de segurança. porque o amor é sempre novo e não uma rotina de sexo e prazer. ou posição. afinal. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. 95) Nossa educação. Ora. 66) (…) A ação não deve ter motivo. pág. são livres ambas as partes. sendo-lhe dado lugar em todas as revistas (…) (O Mundo Somos Nós. (…) (Idem. generoso com o amigo.krishnamurti. não há possibilidade de lhe causardes dor (…) (A Luta do Homem. (A Arte da Libertação. Não segue a outrem. puramente. o amor. se realmente amais alguém. Se existe a possibilidade de sofrimento. quando o “eu” já não é importante. 53-54) (…) Mas. Mas o amor não é uma coisa que possa ser procurada. 220) Deseja também saber (…) Ora. que nunca tenhamos um amanhã. (…) o próximo . (…) distante. (…) não deve ser a busca de um fim. Não me comparo com ninguém (…) Amo o meu trabalho e. o meu coração. No amor. ter consideração por uma planta ou por um animal. com suas hábeis manobras. Só há amor quando o intelecto compreende a si mesmo. o meu ser inteiro está nele. ser espontaneamente bom. (…) de aquisição. (…) quando o processo de pensamento. não pensais no que ireis ganhar dessa pessoa. (O que te Fará Feliz? pág. ou outra espécie de satisfação. amais .só essa mente pode “explodir” no “desconhecido”. prestígio. 49-50) (…) Quando amais alguém. Para a maior parte de nós. se amo verdadeiramente o que estou fazendo. por todo o mundo. abundante de felicidade. Amor é amor. do marido. desde a infância. pág. tão ricamente. (La Llama de la Atención. pág. 132) Se não sabeis o que é amor.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de ajudar os outros naturalmente. O amor não é coisa difícil. sem motivo algum. inatingível? Ter a qualidade da simpatia. não tem um conceito para logo seguir esse conceito. Não amais a pessoa porque ele ou ela vos dá dinheiro. destreza. ele é o real. Quando amais o que http://www. 105) (…) Só a mente que percebeu o significado do tempo. (Claridade na Ação. 66) Que significa amar? Será algo ideal. Porém possui sua própria capacidade. da morte e do amor . ele vem quando há em nós uma revolução interior. encontra-se a plenitude do “desconhecido”. (…) O amor não reclama nada da esposa. e a mente não o pode definir ou descrever como inclusivo ou exclusivo. E. Isso. (…) de que retiramos prazer (…) Até parece que o sexo acaba de ser descoberto pela primeira vez. Porque o amor não é ciúme (…) O amor não busca posição. Se amais. de uma forma sutil do instinto de posse. sim. e a ação que não busca um fim só pode vir quando há o amor. descobrireis então que vosso coração é rico.não é isso o que entendemos por amor? Não é o amor um estado em que não há ressentimento. pág. o sexo tornou-se um problema enorme. pág. 105) (…) A mente que está quieta conhecerá o ser. O amor não é pessoal nem impessoal. no conhecer a plenitude da vida. pág. seus ajustamentos. (Idem. sem se morrer não há amor. mas eterno perdão? E não será possível senti-lo? (O Verdadeiro Objetivo da Vida. nem física nem emocional nem intelectualmente. (…) O amor não conhece o amanhã.

pág.182). e não simplesmente por uma certa coisa (…) (Idem. (O Homem e seus Desejos em Conflito. a menos que compreendamos a paixão. acho que não seremos capazes de compreender o sofrimento. mas. sem tirarmos dele nenhum proveito para nós mesmos? Pode haver amor sem ressentimento.org. (O Reino da Felicidade. é sempre o efeito de uma causa. pág. (…) num estado emocional (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. (O Verdadeiro Objetivo da Vida. pela literatura. a generosidade. uma crença. É estar apaixonado por tudo. a bondade. quando a paixão tem causa. sem incentivo algum. (…) temor. o qual é o efeito daquela causa. refiro-me a um estado de liberdade em que existe intensa energia e paixão. 121) Ora. o ídolo.a uma pessoa. 179) Só quando temos liberdade. em torno da qual possamos desenvolver o nosso amor e nossa devoção. enquanto eu me sinto magoado. enquanto houver em mim medo. sem que se deseje tirar algum proveito dele? Pode haver amor em que não haja mágoa por ele não ser retribuído? Se eu lhe ofereço a minha amizade e você a recusa. sem ânsia de êxito. aquela interior tranqüilidade. pág. 1ª ed. (…) ou o ajudar esperando que você me ajude .e quando o objeto de nosso apego nos é retirado ou. por essa razão. 220) O problema é: o que é o amor sem motivo? Pode acaso haver amor sem nenhum incentivo. Não me refiro à paixão carnal. não conheceis aquele “estado de ser” íntimo. (O Homem e seus Desejos em Conflito.. o qual. 38) No estado de “paixão sem causa” há uma intensidade livre de todo apego. pág. pág. e apego é o começo do sofrimento. E pode-se transcender tudo o que é resultado da causa? (Idem. quando perde o seu significado. aí tendes a resposta. incompletos. pág. e que se entende por verdade? A beleza. não é algo já passado ou que teremos amanhã. em que não haja sentimento de mágoa quando o nosso amor não é correspondido? Pode haver amor em que damos e não recebemos? Quando dais não sentis mágoa. vemo-nos vazios.. 97) Ora. trabalhais sem motivo. que se entende por beleza. a piedade? Aquele estado de ser. em que floresce o amor. Para mim esse http://www. é um estado de paixão. (…) (Idem. temos apego . Se compreendestes. a qual tem seu lugar próprio. (Idem. de certo.krishnamurti. se conservarmos o templo vazio.Seleta de Krishnamurti estais fazendo.não haverá amor. 179) Quando vos apaixonais por alguém. Nunca pode uma pessoa “apaixonar-se” se não houver a completa ausência disso que chamamos “pensamento”.o que se chama serviço . 1ª ed. Só pode haver paixão. Poderemos ter experimentado entusiasmo. temos paixão. pelo amor. de generosidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (A Importância da Transformação. pág. que criamos. não poderemos criar. (…) vereis que o vosso incentivo não é o amor.. pois esta é a paixão criada pelo pensamento. (Novos Roteiros em Educação. não é um ornamento (…) Senhores. 179-180) Acho que o terminar do sofrimento depende da intensidade da paixão. pág. A paixão é algo que mui poucos de nós realmente já experimentaram. pela devoção. não ficarei ferido? Esse sentimento de mágoa é o resultado de amizade. pela pintura. de simpatia? Certamente. ainda. e a paixão de que falo é paixão sem causa. (…) A paixão está sempre no presente. pág. porque. 181-182) (…) E o auto-abandono de que falo é aquele estado de beleza sem causa. pág. 179) (…) Nossa paixão é sempre por alguma coisa: pela música. 1ª ed. se a pessoa não retribuir? (…) Assim. mas precisamos criar a imagem. 24) É pela adoração. obviamente. (…) por uma mulher ou um homem. pág. enquanto houver ressentimento. a Beleza. pois. quando há claridade total. que damos vida ao templo. é a essência mesma da beleza (…) (Novo Acesso à Vida. um país. 84-85) (…) Cada um de nós tem um templo. O problema agora é este: Que é o amor sem “motivo”? Pode haver amor sem “motivo”. quando há total abandono do “eu”. há apego. pág. uma idéia . Em geral. há diferença entre a paixão do prazer e a paixão que nasce quando estamos completamente libertos da confusão. sempre ficais num estado de grande emoção. (…) Ora.

Seleta de Krishnamurti templo é o coração. ou da energia que se manifesta por meio da cólera. 276) Paixão. foi sempre um dos principais alvos da vida. luxúria. aí está a beleza e a paixão. na aflição. em referência àquele estado da mente que está sempre a aprender e. mas o sentimento de paixão. Temos prazeres sensuais. (…) Mas vós e eu nunca conheceremos essa alegria. 114-115) O que é importante (…) A raiz da palavra “paixão” significa “sofrimento”. no viver? Creio que a maioria não é assim. sem desejo de satisfação (…) (A Importância da Transformação. essas duas forças motoras são muitas vezes tão contraditórias. Em geral. (…) idiossincrasias e apetites. 128) O amor. em vez de frio e abstrato e deserto. diversões. 100) http://www. 24-25) Não emprego a palavra “paixão” no sentido de “prazer exaltado”. concupiscência (…) A fumaça (…) . pág. (…) Isso poderá. as paixões são despertadas por circunstâncias externas ou por nosso especial temperamento. pág. num estado desconhecido. essa energia que de pronto percebe as coisas. como se pode aprender. claro.org. de modo que o homem possa atuar como uma entidade total. nova e. pág. por conseguinte. esse a maioria de nós não tem. (…) A austeridade vem com o desprendimento. Na vida. proporcionar (…) um certo ardor. porque nunca sentimos nada intensamente.paixão (…) no sentido de sentirmos as coisas com toda a força. porém. a avidez . Sem paixão. se não sentirmos as coisas profundamente. portanto. (…) (A Luz que não se Apaga. que faz parte do amor. Bem poucos de nós se apaixonam. E esta só pode surgir quando há alta sensibilidade (…) (O Passo Decisivo. ordenado. Harmonia.o intelecto e as emoções? Cada um desses compartimentos parece independente do outro. e no desprendimento há paixão e. mas não traduzais prontamente essa palavra em “paixão sexual”. (…) quando houver uma revolução total em nosso pensar. (…) mente. E o amor. vivemos no sofrimento. (A Cultura e o Problema Humano. Mas não estamos a usar essa palavra no sentido de sofrimento. no elevado sentido ou significado da palavra.o ciúme. quando há amor. se torna real e vivo e radiante. ardentemente. pág. por certo. se ali o criardes com as vossas próprias mãos. claramente. pág. nunca aplicamos completamente a coisa alguma nosso coração e nossa mente. com efeito. (O Mundo Somos Nós. (…) Nasce o amor ao começarmos a compreender realmente a totalidade de nosso próprio ser. do ódio. a inveja. tem a mente a possibilidade de ingressar num estado jamais concebido ou formulado por ela própria. Ação. pág. viva. Estamos a usá-la no sentido daquela paixão que vem naturalmente e sem esforço. a qual depressa declina e tem de ser sempre renovada. beleza. e. (…) da criação. (…) mover-se com a celeridade que a investigação requer? (A Suprema Realização. com essa energia. e ao mesmo tempo preciso. em movimento. pois.krishnamurti.destrói a chama. Sentimento. Não a beleza criada pelo homem. (O Reino da Felicidade. sempre ardorosa.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 61) Pensamento. esse coração. (…) emoções. o problema? Como ter essa criadora alegria de viver. Por “paixão” entendo a “paixão da intensidade”. por conseguinte. não a beleza artística (…) Mas refiro-me a uma beleza que transcende o pensamento e o sentimento. (…) descobrir coisas novas. da resistência. para a maioria de nós. antes. 115-116) Qual é. Tal é a Verdade. (…) mas referimo-nos a uma paixão mais difícil de alcançar. ser sem limitações no sentir. pág. para a maioria de nós. Ação Integrada Por que razão dividiu o homem a sua existência em compartimentos diferentes . Mas onde está o amor. Deveis ter paixão. não há austeridade. (…) Na mutação da ação há paixão. Harmonizá-las. (…) investigar. que parecem dilacerar a própria estrutura de nosso ser. significa apenas satisfação mental ou física. (Experimente um Novo Caminho. em conflito perene. o ódio. que é energia. amplo no pensar. apaixonada. Se puserdes Aquele que é a encarnação do Amor e da Verdade em vosso coração. é sem conflito. em todo o nosso ser. porque a paixão que se requer para qualquer ação deve ser sem motivo. Sem paixão. (…) Pode haver alguma ocasião rara em que a mente funcione sem “motivo”. se não houver paixão em nossa vida . pág. 75) Sem amor. é paixão.

então o vosso agir é natural. 102) Desejo explicar. 130) Afinal. (…) Quando viveis completamente na harmonia de vossa mente e coração. e por conseguinte na sociedade. mas. (Idem. o sentimento de benevolência. que endeusais. desde o começo. surge todo nosso infortúnio.um destruirá o outro. porque o amor não é de natureza dominadora. 18) http://www. pág.org. (…) (Idem. pág. (…) O sentimento sempre acompanha o pensamento. Somos educados para sermos intelectuais. precisamente. no mundo . 22) (…) Enquanto existir essa divisão entre os sentimentos e o intelecto . não podeis ser mundanos e ao mesmo tempo sinceros na busca da Realidade.o movimento intelectual. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. nosso corpo. Urge abandonardes a pressa. e começardes. 73) Krishnamurti: (…) Só conheço dois movimentos: um. nossa confusão? (Tradición y Revolución. o que estou dizendo. Deveis torna-vos cônscios de vossos apetites. que há um modo de viver naturalmente. Sentir é pensar. com as crenças e a malevolência. o de pensar . não é a integração dos diferentes fragmentos. pág. que faz parte de vós. não é necessário um coração aberto? Não se requer um corpo sadio para que as suas reações sejam prontas e adequadas? Embrutecemos nossa mente. (Palestras na Itália e Noruega. etc. 21-22) (…) Aquilo a que vos opondes é a periculosidade do intelecto. pág. cairão por terra as causas do egotismo e da estreiteza mental. verbalmente. intelectualmente observais o emurchecer do coração e. deveis trabalhar deliberadamente para esse fim.e talvez tenhais medo do que está para acontecer. Não é uma coisa fabricada pelo pensamento ou pelo sentimento. a compreensão dessa mente e desse coração que são uma só coisa. pág. e é isso. 79) (…) O que pode produzir a transformação em nós. a novamente despertardes a sensibilidade. sim. pág. de vosso ambiente delimitador. 18) Com a observação constante de vossos pensamentos-sentimentos. as profissões e atividades inadequadas. Sentir é ser sensível. do desespero do homem. hoje. nosso sentimento. Nosso problema. pág. sem esforço. não? As duas coisas são inseparáveis. (…) O amor está no começo e não no fim de algum esforço. é a compreensão do processo integral do pensar. (A Outra Margem do Caminho. (A Outra Margem do Caminho. 22) Separamos o intelecto do sentimento. o segundo. foram uma só coisa. 17) Se não desejais sentimentos embotados e empedernidos. espontaneamente. (Idem. inevitavelmente. (…) São dois movimentos separados? Ou porque os temos tratado como dois movimentos separados. sentir é pensar. deveis pagar o preço disso. sempre. (…) (A Educação e o Significado da Vida.Seleta de Krishnamurti Exatamente: o pensar e o sentir são uma só coisa.um a dominar o outro . pág. Vedes provavelmente os efeitos das atividades intelectuais.as guerras. doçura. a competição. então. Essa periculosidade cria uma multidão de problemas.krishnamurti. a arrogância do poder . delicadeza. 65) Achais mesmo muito importante que a mente e o coração se unam? (…) Por que procurar uni-los? Essa preocupação é ainda do intelecto e não oriunda (…) de vossa sensibilidade. E sentimento é percepção-sensação-contato. vos preocupais com isso. 402) Não achais necessário que o pensamento claro e correto seja sensível? Para sentir profundamente. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida. não há possibilidade de uni-los. 1933. espontâneo. desenvolvemos o intelecto à custa do sentimento. pág. racional. não temos equilíbrio. Somos como um tripé com uma perna mais longa do que as outras.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . que não é diferente do sentir. (…) O amor não pertence a nenhum dos dois. Se desejais atingir um elevado grau de sensibilidade e clareza. Dividistes a vida em intelecto e coração. com estimulantes poderosos e insensibilizantes. por conseguinte. com uma justa compreensão dos mesmos. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) (O Passo Decisivo. a confusão. pág. pág.

com suas inumeráveis vias de fuga. e não o todo. a sensibilidade à crueldade. uma espécie de tripé. (…) Isso abre imensas avenidas à mente e ao coração (…) Mas só podereis viver completamente quando tiverdes percepção direta e a http://www. e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação. 139) Expressando-o diferentemente. estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. pág. 78) Que quer dizer “razão”? Pode a razão separar-se do sentimento? Vós os separastes. se a mente e o coração estão sufocados pela erudição.krishnamurti. Somos altamente intelectuais. e só quando a mente está cônscia do seu próprio raciocinar é capaz de transcender a si mesma. integração. porquanto o raciocinar é produto do passado. pág. e uma civilização baseada no cultivo do intelecto há de produzir brutalidades e o culto da prosperidade.org. a vida se torna vazia e sem sentido. se fordes ao encontro do ambiente sempre renovados. 139) Mas o intelecto representa uma parte. em oposição à vida. pág. (Idem. pág. assim. Inteligência é pensamento e sentimento em perfeita harmonia. o raciocinar não pode nunca ser o atemporal. como estamos vendo no mundo todo (…) O intelecto está produzindo toda esta devastação. somente. que é somente cinzas. mediante vigilância constante. Quando a mente tem percepção do seu existir. 248) Com essa busca de saber. 18-19) (…) O culto do intelecto. com nossos desejos gananciosos. não o mero raciocínio intelectual. 113) Assim. 248) O intelecto encheu o nosso coração. (…) (A Luta do Homem. com o raciocinar não se pode encontrar o real. a própria ação destrói as ilusões. (…) A presente crise nasceu do culto do intelecto. estamos embotando o sentimento do belo. O basear-se no intelecto ou só no sentimento conduz ao desequilíbrio (…) É necessário que compreendamos as tendências do intelecto. (Idem. é reação no tempo e. É o que aconteceu. (…) (Idem. porque desenvolvestes o intelecto e nada mais. (A Luta do Homem. é operação intelectual e não pode produzir senão fragmentação. sem a carga dessa memória do passado. E tendes. uma grande tranqüilidade (…) É nesse estado que pode dar-se a criação (…) (Idem. É preciso que o raciocinar termine. porque só então poderá manifestar-se o atemporal. entre os afetos e o pensamento. mas o equilíbrio entre os sentimentos e a razão. pág. (…) depende do tempo. e foi o intelecto que dividiu a vida numa série de ações opostas e contraditórias. 1ª ed. Só o (…) enriquecimento do coração pode trazer a paz a este mundo louco e cheio de lutas.(…) transcender o próprio raciocinar. pág. em prejuízo de nossos sentimentos mais profundos e claros. degradação e miséria (…) A razão precisa transcender a si mesma. pág. pág. (…) E temo-nos servido do intelecto como meio para encontrarmos a Realidade. e só então haverá enriquecimento do coração. 139-140) (…) Separamos a mente dos sentimentos (…) a inteligência da mente e do coração. para encontrar a Realidade. mas. (Uma Nova Maneira de Viver. Compreender a realidade e raciocinar são duas coisas diferentes. pág. com uma perna muito mais longa que as outras duas e que por isso não pode ficar em equilíbrio. 83) (…) Entendo por pensamento. não a disciplina auto-imposta. Sem razão (…) não podemos viver. a ciência tem o seu lugar próprio. 78) (…) A erudição é necessária. conduziu-nos à nossa atual frustração. que são para mim a mesma coisa (…) se debilitam e obscurecem pela memória (…) Mas. (Idem. (…) Mas a razão. (A Arte da Libertação.pág. estamos perdendo o amor. 147-148) (…) E a mente e o coração. como a conhecemos.. e esse equilíbrio não é influenciado nem atingido pelo conflito dos opostos. que estava vazio. sobrevém um silêncio extraordinário. que para mim são uma só coisa. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Razão é equilíbrio. por conseguinte. foi o intelecto que negou o fator de unificação que é o amor. A sabedoria não pode ser substituída pela erudição (…) (A Educação e o Significado da Vida. (…) vereis então surgir a compreensão de todas as coisas (…) (A Luta do Homem. com coisas da mente.Seleta de Krishnamurti Hipertrofiamos o intelecto.

sentimento e ação. 39) (…) Muito importa compreender a distinção entre atividade e ação. 40) (…) A “ação integrada” não nasce de uma idéia. Eu chamaria atividade à conduta de vida baseada em níveis independentes. pág. pág. porquanto a vontade é também parte do vir-a-ser. 19331934.krishnamurti. 133) Mas. do sentimento e da ação. de atingir . Índia.isto é. queremos viver como se a vida estivesse num único nível. (…) (Idem. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Para se ser criador. E enquanto não tiverdes percepção de vosso pensamento. porque a ação é. (…) “desintegrados” . ela é aquilo que pensamos e sentimos. em visardes a uma recompensa final. não se pode viver. Pela auto-vigilância constante. (A Luta do Homem. 153) Nessas condições. É uma questão difícil.org. não fragmentado em compartimentos separados. 143-144) (…) Poucos de nós estamos preparados para examinar um problema profundamente. pág. 153) Pensar criativamente é estabelecer harmonia entre a mente. em geral. pág. a qual é a harmonia da razão. da necessidade da ação completa. o coração cheio. (…) Há uma vasta diferença entre atividade e ação. a mente precisa estar em paz. que é a harmonia da mente e do coração na ação. (…) Não há técnica de pensar.tudo isso se revelará.Seleta de Krishnamurti percepção direta não se atinge por meio de escolha (…) de esforço (…) Ela está na chama do apercebimento. pág. 93) Agora. e a idéia é um “processo” de isolamento (…) e não de unificação. o sentimento e a ação. (…) (A Arte da Libertação. 81-82) A ação é esse movimento que é. pág. verificaremos que se baseiam em idéias. (…) (A Arte da Libertação. com outros campos da consciência. sem nos preocuparmos com os outros níveis. é de toda necessidade entrarmos a fundo na questão e procurarmos compreendê-la plenamente. tem de haver insuficiência (…) (A Luta do Homem. 41) http://www. pág. (…) precisamos verificar o que é atividade e o que é ação. (Idem. para se produzir qualquer coisa. Isto é. em sua sabedoria (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) (A Arte da Libertação. é possível compreender e transcender as tendências do anseio. já expliquei que o conflito não produz o pensar criador. do vir-a-ser pessoal. pág. mas buscai com ardor o autoconhecimento. (…) desejo de poder. afasta todos os óbices impostos à mente pela falta de compreensão. (Idem. 143) (…) Cumpre compreender esse anseio logo que se revele no nosso pensar-sentir-agir. 154-155) Visto que a todos nós interessa a ação e que. seccionada (…) Assim. se estais convencidos de uma ação. contra a sociedade. e perceber o movimento de nosso próprio pensamento. não separadas ou divorciadas entre si. como um todo geral. agireis harmoniosamente. a própria expressão desse movimento vivo e criador. pág. simples. em atividades separadas do todo da existência. uma vida desintegrada. Pois bem: se esse movimento do pensamento for claro. (Palestras em Adyar. Só pode estar tranqüila a mente-coração depois de cessar o tormento e o conflito do anseio. espontâneo. 219) Essa tranqüilidade da compreensão não é produzida por ato de vontade. integrado. (A Luta do Homem. com a mente e o coração. essa ação. que é ação? Bem considerada. pág. pensamento e sentimento (…) Essa ação é a relação entre o indivíduo e a sociedade. mas somente a espontânea ação criadora da inteligência. e as sombras da desarmonia dissipar-se-ão. Se examinarmos tais atividades. 162-163) Quando estiverdes apercebido. profundo. nasce assim que compreendeis a vida como um processo total. ele próprio. (…) barreiras. porque vivemos. direto. nesse caso. de vossos sentimentos. Assim como um lago se apresenta calmo após o vendaval. sem ação. Então todos os vossos temores. Não dependais do tempo. pág. não existirá então conflito no indivíduo. assim também está tranqüila a mente-coração. pág. do ansiar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. resultado da inteligência. (…) (A Arte da Libertação.

73-74) Estamos tratando de descobrir que é a ação total. Para se agir como todo. nem capitalista. há ação. 1935. (…) (Idem. do “meu”. nessa compreensão do que é.Revisor: há um erro gramatical aqui. traz a “ação integrada”. 153) (…) Intrinsecamente. esta não é minha nem de vocês. pág. pág. a ação. o homem sincero não deve deixar-se envolver na atividade. então. é. nem justificação. na ação. que não é tradicional e. pág. essa ação não é do tempo. sem escolha. total. uma ação correta. que é a ação da inteligência. com que não tereis de ocupar-vos e em que não precisais pensar. e essa ação é o Ser criador. não é produto de inumeráveis influências. 196-197) Estou. incessante “vir-a-ser”. é medida e.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . não é hinduísta nem cristã. A desordem surge quando opera o movimento do pensar. Ela é conduta. e não em diferentes níveis não relacionados entre si. o pensamento é um produto do tempo. (…) Se o vêem claramente uma vez. e essa ação é completa. Por conseguinte. ele próprio. não contraditória. pág. precisa. Isto é. não é mecânica. porque o amor e a compaixão são supremamente inteligentes . pág. mas quando estamos cônscios do vazio. a mente não está contaminada pela sociedade. 109-110) Como disse (…). íntegra .não fragmentária. O autoconhecimento não é uma idéia: é um movimento. esse pensar é ação (…) (A Luta do Homem. tudo tem de ser fragmentário (…) Qual é uma ação sem pensamento? (La Totalidad de la Vida. reação. na sua inteireza. que chamamos preenchimento.org. O espaço na mente implica que esta não se encontra ocupada. 41-42) Existe uma ação que não seja resultado do movimento do pensar. então poderão descobrir que é a ação. 41) (…) Nessas condições. 49) http://www.Seleta de Krishnamurti Nosso problema.krishnamurti. evitação do que é. nada senão o factual. 27) Ora. (…) (La Totalidad de la Vida. pensamento e sentimento (…) Essa ação é a relação entre o indivíduo e a sociedade. (La Verdad y la Realidad. O amor e a compaixão estão mais além do intelecto. como um todo. é o de como agir “integralmente”. (Da Solidão à Plenitude Humana. então. sem condenação. 196) (…) Ação significa fazer agora. pág. é inteligência que nasce do amor e da compaixão. não criará conflito. 78) A ação é esse movimento. pelo processo do autoconhecimento. Quando não está ocupada. são um estado da mente que assim atua [N. e conhecer o momento em que cessou a ocupação. (Idem. pág. o pensamento mesmo é fragmentário e. nem comunista. portanto. quando a mente atua sem visar a uma culminância ou objetivo. portanto. A compreensão do processo do “eu”. sim compreender as relações. pág. a ação que não se acha presa no movimento do tempo. na qual não há imaginação nem argumentações. (…) (Idem.e a inteligência atua. nenhum sentido de “Eu houvera desejado não fazer isso”. não fazer amanhã ou haver feito no passado. como a conhecemos. Como o amor. renovados e aliviados de fardos. pág. não fragmentária. tanto consciente como inconsciente. é óbvia a necessidade de autoconhecimento. (…) da memória. ela própria é uma totalidade de ação. Vereis. pág. e é portanto criador o seu pensar. que a ação resultante desses momentos de desocupação é a única ação “integrada”. a inteligência é a solução única que produzirá a harmonia neste mundo de conflito. ou seja. negação. portanto. pois. (…) (Idem. Quer o indivíduo viver uma vida sem conflito. Onde há espaço há ordem. (…) (A Arte da Libertação. fragmentário. (…) (Palestras em New York City. pág. ou “Tratarei de fazer aquilo”. (…) A essência da inteligência reside na compreensão da vida ou da experiência com a mente e coração frescos. alvitrando que só se tornará possível a verdadeira ação quando a mente compreender a totalidade de sua ocupação. 74) Assim. Uma ação assim seria uma ação total. que é. na qual não haveria arrependimento. viver em uma sociedade que não destrua a liberdade e. quando opera. trabalho. assim. a harmonia entre a mente e o coração. (…) não condicionada por ideologias (…) criada pelo pensamento? Existe uma ação que esteja totalmente livre do pensamento? Uma ação semelhante seria então completa. cooperação. sobreviver. examinar o texto em inglês]. mas. (…) integralmente. na realidade.

a completa sensação de ser total. (…) Porém quando vocês vêem a verdade disso . ativo. pág. pois. A integração não está num ou noutro nível da nossa existência. E deve ter uma mente com um espaço imenso. não. o coração e o organismo estão em harmonia completa. (…) Quando há harmonia total .não excitação. senão esse sentido de plenitude. 1ª ed. o coração e a mente. Quando a mente se acha em completo silêncio (…) só então há harmonia total. (…) Vêem a verdade de que devem ter completa harmonia dentro de si. (…) (El Despertar de la Inteligencia. mas com o intelecto operando claramente. Ao passo que. de unidade entre o corpo.quando vêem que isso é o real. compaixão.Revisor: É esse o sentido?] Estou seguro de que todos vocês (…) se perguntarão: como pode um indivíduo ter esse sentimento de completa integridade. Antes que isso seja possível. funcionando belamente como uma maravilhosa máquina é importante. o observador e o observado. pág. procuramos Integrar-nos a fim de funcionarmos normalmente dentro do padrão da sociedade. Portanto.não a inteligência científica. (Idem. exaltação histérica. nem entusiasmo. e o corpo com sua própria inteligência. vitalidade. (Idem. amor. quando existe esse sentido de inteligência que é harmonia. e o coração operando não com sentimento. divisão ou fragmentação? (…) Vocês vêem a realidade disso. nem emocionalismo. (…) a de um técnico. mas não impugnamos o valor da estrutura social que nos circunda. se perverte. sem sentido algum de distorção. pág. É possível? (Exploration into Insight. há de a mente encontrar isso? [N. harmonia completa. 1ª ed. imenso espaço e silêncio. se está ativo e não deteriorado.harmonia real. então é a inteligência que o vê. Então há harmonia. ou a de uma dona-de-casa. há silêncio. 175) O pensamento é do tempo. (Idem. emocionalismo. 174) (…) E deve também ter um coração . não o que “deveria ser” . no coração e no corpo.. e essa inteligência está usando o pensamento. porém. desejamos ajustar-nos a um ambiente. quando há harmonia há silêncio. pág.Seleta de Krishnamurti Compreendo a pergunta. pág. e então o pensamento cria a divisão do “eu” e do “não eu”. a inteligência não é do tempo.a verdade. sã mente. o coração e a mente. Isso está dentro do campo do pensamento e do conhecido.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Como podem vocês chegar a isso? (El Despertar de Ia Inteligencia. não sentimentalismo. A inteligência é imensurável . II. Existe uma harmonia entre o corpo. Somente então o imensurável é. mas com uma qualidade de afeição. é a operação da inteligência a que produzirá esse estado. 192) Pergunta: Qual a maneira de alcançar a integração? Krishnamurti: Que quer dizer integração? Não significa completar-se. o que há é ruído. há fragmentação. sem fragmentação. 174-175) Como. não imaginária . se o corpo é sensível. o coração e a mente estão integrados de modo completo e harmonioso. 52) Há integração.quando o corpo. não drogado. 175) Pois bem. de profundidade. (El Despertar de la Inteligência. 177) A harmonia é quietude. objetivamente.org. ela é a reunião do todo. que aceitamos como normal. pág. haverá então divisão entre o observador e observado? Evidentemente. a educação e a religião organizada facilitam-nos http://www. na mente. cuidado. quando somos capazes de observar os fatores da desintegração. Deve o indivíduo possuir um corpo assim. quando um dos três se deforma. vivo. ou a de um homem que conhece muitíssimo. de qualidade e energia que só pode existir quando há amor.. sem super-desenvolvimento do intelecto. não influenciada pelo intelecto. O sentimento de que tudo está operando. 175-176) Pergunta: A harmonia surge quando finda o conflito? Krishnamurti: Quero descobrir o que é harmonia entre a mente. tem sua própria inteligência. sem dissonância. o corpo e o coração. Quando não existe harmonia.krishnamurti. viver sem conflito nem sofrimento? Em geral tentamos a integração nas camadas superficiais da consciência. Quando a mente. pág. temos de descobrir o que significa desintegração (…) (Comentários sobre o Viver. (…) Como dissemos. A aquiescência a um padrão é considerado integração. pág.

(Novos Roteiros em Educação. como indivíduo. não podeis confiar na intuição. do temor à insuficiência. Não pode haver atenção completa quando há esforço. pág. pág. sempre com profundeza. mas profundamente. plenitude.Seleta de Krishnamurti essa aquiescência. livres para pensar. há integração. a que chamamos um lampejo da consciência superior. 133-134) (…) Dá-se a verdadeira integração quando. uma entidade “integrada”. por isso. entendemos um sentimento não racionalizado. lutam com o problema. é uma coisa viva. 33) Ora. à órbita de sua compreensão. etc. em si. interiormente. mas um estado de ser. Os cientistas trabalham. pág. livres para impugnar todas as tradições. (O Egoísmo e o Problema da Paz. obedece. não muito logicamente pensado. do desejo de mando. concentração. nunca integração. lutam. só pode haver conflito. um sentimento que atribuímos a uma fonte situada fora da mente. e por isso procura ele baixá-la ao seu próprio nível. 132-133) A integração não tem significado mais profundo do que o mero ajustamento à sociedade e seus padrões? (…) Não é a integração o ser puro.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. tornar-se-á a integração o caminho por onde alcançareis a Realidade. pág. sem dúvida. conflito. (…) “normais”? (…) O impulso à integração pode resultar da ambição. pág. 134) Ora. Quando se está cônscio dos fatores da degeneração. quando o falso é percebido como falso. não apenas verbalmente. plenamente eficaz. As numerosas partes adversas e contraditórias de nossa consciência só podem integrar-se quando já não existe a causa dessas divisões: dentro do padrão do “eu”. A integração é um estado de completa atenção. pág. serem mestres. vêem subitamente a solução . e como pode uma coisa viva ser alvo. o orador tem usado a palavra “insight”. (O Egoísmo e o Problema da Paz. A inspiração é maior do que aquele que a experimenta. pois ela pode ser extraordinariamente enganosa. Impulso Que entendemos por intuição? Por sentimento intuitivo. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) Não alegueis que os cientistas têm a percepção intuitiva de um problema. (Reflexões sobre a Vida. objetivo? (…) Quando não há conflito. 134) Verifica-se a integração quando estamos livres do anseio. . e é só quando o pensamento transcende as limitações por ele próprio criadas. e não apenas a satisfação de nosso desejo de nos tornarmos um todo. existe percepção e compreensão. que pode haver a verdadeira integração. sentindo intensamente uma coisa e sendo obrigada a ajustar-se a outra exteriormente. por todas as camadas da consciência. (…) Por isso. (Quando o Pensamento Cessa. só pode surgir quando sois livres para pesquisar. A “inspiração” é acidental. 107) Pergunta: “Insight” não é intuição? O senhor poderia discutir essa súbita clareza que algumas pessoas têm? (…) Krishnamurti: Durante as várias palestras já realizadas. Não é ela um fim. não provocada. muito lúcida e sejais. por certo.krishnamurti. o verdadeiro existe. mas dão guarida ao desejo de se tornarem virtuosos. resistência. não conseguindo achar a solução. Verdadeira. lutam.org. 61) Intuição (Insight).e não uma entidade assustada que nunca sabe o que lhe cumpre fazer e. de influências. e. alcançarem a glória espiritual. 201) Acontece com a maioria de nós que a mente-coração não é capaz de permanecer aberta para tal êxtase. pág. um fim.eis a sua intuição. põem-no de lado. quando recomeçam a trabalhar. para que nossa mente se torne muito ativa. (O Egoísmo e o Problema da Paz. não é http://www. pág. impessoalmente. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Isso significa ver dentro das coisas. grande demais para a nossa mente-coração. (…) Há uns poucos que reprimem o anseio de prosperidade material. Nossa consciência superficial é fruto da educação. Falsa. há um conflito constante. dentro do mecanismo total do pensamento (…) Não é análise. 200) Sem compreender integralmente o processo do desejo. (…) (Idem. não há integração? (…) A integração não é um alvo. a inteligência. Também aqui não temos a verdadeira integração. mas se buscardes o autoconhecimento.

Seleta de Krishnamurti exercício da capacidade intelectual. racional. há resposta intuitiva que é livre de escolha. e representa apenas lacunas na compreensão.a futilidade da escolha. Você só pode ter esse insight quando percebe sem conhecimento prévio. mensurável. Uma pessoa pode desejar algo e. sem argumentação pró e contra. pág. (Palestras em Ommen. então haverá riqueza. e isso é apercebimento. Quando há o insight imensurável. um insight significa que há uma ação que não é uma simples repetição do pensamento. Ter um insight (…) significa que se está observando sem recordações. (Idem. como faz a maioria das pessoas. 1936. imaginativas. que significa relações mútuas. Você pode testar isso. (…) Mas. em contínuo movimento. isso não é um insight. pág. lógico. A inteligência não pode separar-se da intuição. sensata e saudável. é. (…) (Perguntas e Respostas. então ele é comparativo. for baseada na inteligência e na intuição. plenitude e uma constante beleza na vida. (…) Fica-se então em dúvida quanto a essa palavra.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de seus temores e ilusões. 51) Para mim. sentimentais e que buscam algo. nem resultado do conhecimento. especialmente quando é usada por pessoas um tanto românticas. 113) Pergunta: A intuição compreende a experiência passada e mais alguma coisa.isto é. (A Luta do Homem. Experimentai-o e vereis que tendes o clarão da compreensão. pág. o desdobramento de todo o mecanismo de comparação não só é dividido. uma palavra ardilosa. então. Se a moral. então há discernimento. dá-se o lampejo da compreensão quando não há verbalização do pensamento. todo anseio com seus temores deve cessar. quando o pensamento está ausente (…) (O Que te Fará Feliz? pág. O insight deve operar instantaneamente. pode-se dizer. ter uma intuição sobre isso. 20-21) Portanto. emocional e mentalmente . O insight não é mensurável. pág. Se a pessoa tem um insight dentro da natureza total do pensamento. o que é “insight”? É perceber algo instantaneamente. 31) Para que possa vir à existência essa intuição criadora. mas cessa imediatamente. Nem por meio da análise cuidadosa pode o desejo ser racionalmente afastado. quando a mente está muito tranqüila. Holanda. A cessação da carência não é resultado da abstenção. 107) Explicarei novamente (…) Se entenderdes isto. (…) (Perguntas e Respostas. vem por meio da percepção silenciosa e persistente. a partir daí. nela haverá inteligência. http://www. Uma pessoa não pode ter um insight e agir de modo oposto. (Idem.krishnamurti. e essa inteligência é intuição. 20) Essa palavra. E essa ação é lógica. quando é que compreendeis (…) Não sei se já notastes que só há compreensão quando a mente está muito quieta (…). (Idem. pág. se estiver usando seus conhecimentos. se realmente sentirdes com todo o vosso ser . se houver ação espontânea no presente. há uma ação instantânea. pág.org. (Perguntas e Respostas. 21) Insight é a percepção total de todo esse movimento complexo de mensuração. pág. ou somente a experiência passada? Krishnamurti: Para mim. aquela extraordinária rapidez da intuição. 21) Por outro lado. intuição é inteligência. A realidade da intuição pode ser resultado do desejo. que muitos usam. pág. algo verdadeiro. 1933. sem a escolha deliberada da volição (…) (Idem. então já não escolhereis. essa intuição criadora que compreende o significado da realidade sem o processo da análise e da lógica? Por intuição não quero dizer preenchimento do desejo. pois. A libertação da carência. pág. após alguns dias. 51-52) Como pode o indivíduo despertar essa inteligência. “intuição”. mas a compreensão dessa experiência. Não se trata de se ter um insight e não se fazer nada a respeito. sensato. e inteligência não é a experiência do passado. 31-32) Ora. é somente observar o movimento e a natureza totais da necessidade (…) Uma pessoa tem um insight disso e. o passado é uma carga. ela age. (Palestras na Itália e Noruega.

ela se torna um macaco de outra espécie. consciente (…) e inconsciente. (Palestra na Itália e Noruega. enquanto não compreendemos o processo do desejo. 1955. da carência e do medo. (…) (Palestras na Austrália e Holanda. pág. 1936. 41) Não estou negando que haja intuição. (…) Estou procurando averiguar se a intuição é verdadeira ou falsa. 1936. e a chamada intuição tem seus graves perigos. (Palestras em Ojai. denomina intuição. a saltar de um lado para outro. a única Voz a que obedecemos. amarguras. 9) (…) Se nesse momento entenderdes com todo o vosso ser. A dependência de um intermediário destrói a compreensão e o amor. a inteligência que é a única a poder libertar a mente-coração dos múltiplos processos sutis da ignorância. pág. (O Reino da Felicidade. e chamo-o “intuição”. a mexer-se incessantemente. porém o que a pessoa mediana. que se esteja sensível num tão alto grau. porquanto a intuição pode ser ditada por nossas próprias esperanças.org. A ação que daí nasce é infinita. (Visão da Realidade. (Palestras em Ommen. (…) Só de uma coisa sabemos: que nossa mente. ou de nossa chamada intuição. desejos. 1933. pág. 37) (…) Pelo discernimento sem escolha. pois ela pode ser somente um desejo auto-enganador. vulgar. pág. 29) (…) Não estando diretamente em contacto com um Mestre. a flor do discernimento. tanto mais aptos estaremos para ouvir essa Voz. 1934. na frustração. (Palestras em Ojai e Saróbia. e a intuição não é preenchimento de desejo. (…) Dizemos então: “Como exercitá-la para quietar-se?”. 1940. Ora. não podemos fiar-nos na intuição. pág. a fazer algazarra. da reação física. 76-79) A palavra “intuição” (…) é perigosa em extremo. a Intuição.Seleta de Krishnamurti pág. 55) A crença não deve ser confundida com a intuição. O culto dessa Voz da http://www. pág. a Intuição que é da Humanidade e não de um indivíduo particular (…) (O Reino da Felicidade. se nesse momento ficardes consciente da futilidade da escolha. temos de descobrir o nosso alvo e trabalhar incessantemente para atingi-lo. não é a verdadeira (Palestras em Auckland. tal como os macacos.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . E ao cultivarmos e enobrecermos a Intuição. Desejo uma certa coisa muito profundamente. nela se encerra muita ilusão. A crença (…) baseia-se na evasão. Procuramos uma solução de ordem intelectual ou emocional. que quer dizer isso? Essa voz interior pode ser completamente falsa. e a emoção. pág.pois. etc.krishnamurti. a pensar. ao cabo desse tempo. 81) Krishnamurti: Quando falamos de intuição. que é comum a todos. pág. A Intuição é o cochicho do Espírito. Passamos anos e anos a exercitá-la para quietar-se e. e essa mesma crença impede a mente-coração de dissolver a ignorância autocriada. a afligir-se. pág. na limitação. Califórnia. Holanda. essa Voz do vosso verdadeiro Ego (Self) se possa expressar. sem dúvida. Mas isso requer muita humildade. voz interior. (…) A primeira coisa essencial é o fortalecimento dessa Voz que de vez em quando se afirma por si mesma em cada um de nós. porque o desejo pode conduzir-nos a certos “fatos” que não são fatos absolutamente. então a ação é a própria vida. pág. 239) (…) Quanto mais harmonizarmos os nossos sentimentos fortes e a mente penetrante pelo aperfeiçoamento e purificação. 33) É preciso muito cuidado com esta palavra “intuição”. (…) condiciona a mente. 9) Assimilando esse ideal (…) Uma perfeita harmonia de emoções e da mente é essencial para que essa Intuição. está sempre inquieta. (O Mistério da Compreensão. pág. precisamos depender ou dum intermediário. 77-78) O importante . que o fato revele instantaneamente a verdade. é que se perceba a verdade num súbito clarão. então brotará daí a flor da Intuição. 35) Para cultivar essa Voz até se tornar o único Tirano. devemos aprender a pensar e a agir por nós mesmos. (A Questão do Impossível. sinto que é um desejo justo. temores. como se o intelecto fosse coisa separada da emoção. se desperta a intuição criadora.

Deveis ter o vosso jardim bem sachado e cultivado. Esse “mim” pode acabar? É somente quando ele acaba que ocorre a visão intuitiva total. e para esse tempo deveis estar preparados. pág. 105-106) http://www. porque o “mim” é o tempo? O “mim”. 39) Deveis viver lá vossa própria vida.krishnamurti. deve ser a Voz dessa Intuição. e essa paixão é como um rio com um grande volume de água que transborda. com maior certeza. e as tentativas de ser original. foi isso que descobrimos. Agora. pág. aquele Tirano. que não pertence ao tempo. (A Eliminação do Tempo Psicológico. obedecer à vossa própria Voz. não importa o que diga quem quer que seja no mundo. o único comando que admitis. Desse modo desenvolvereis gradualmente esse senso de beleza. estão se tornando racionais. os arquitetos. porém. com maior conhecimento de que elas serão aproveitadas. pág. são de pouco proveito se não tivermos a compreensão e a capacidade de alcançar a fonte das coisas. se houverdes entrado nesse Reino. não possui pensamentos. pág. e essa visão intuitiva é ação. pág. (…) à memória. a visão intuitiva não usa o pensamento. assim é a Voz da Verdade no homem forte. tudo isso. criador. e estamos dizendo que a visão intuitiva não possui tempo e. de criação. A ação se torna irracional quando atua a partir do pensamento. (…) (O Reino da Felicidade. dar seja lá o que for. ela é uma paixão que não permitirá que fique parado. porque conheceis a capacidade delas. pág. os pintores. (O Reino da Felicidade. pág. posso ter essa visão intuitiva? O que devo fazer. e não apenas uma hábil visão intuitiva. Como a voz do trovão é projetada de montanha em montanha.o nosso Governador. Então podereis dar da vossa devoção. (…) (O Reino da Felicidade. que é inalterável. em que aquela Voz. vos dirá que renuncies a tudo e a sigais. quando existe visão intuitiva. com a Sua força. a ação é racional. da vossa inteligência. como a mente tem essa visão intuitiva? (…) Essa visão intuitiva torna-se possível se a sua mente estiver liberta do tempo. terá de se mover. Portanto. (O Reino da Felicidade. nosso Guia e nosso Amigo . 86) É possível termos uma visão intuitiva total. ela tem de avançar da mesma maneira. que coisa alguma no mundo pode abalar. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . porque estareis com a razão. 76) Enquanto marchardes com visão clara.no homem que está seguindo a Verdade absoluta. (…) (Idem. porém. minha resistência. há somente ação. 28) A única autoridade que reconheceis. com a Sua nobreza. o que representa o fim de “mim”. belo. 90) Como. Estamos falando. essa capacidade de vos encher com o Seu gênio. (…) Você possui a paixão dessa visão intuitiva. 86) Uma visão intuitiva parcial. (Idem. portanto. assim é a voz dEle . a ação estava baseada no pensamento. os médicos (…) têm uma visão intuitiva parcial. 6) (…) Quando tendes esse desejo. 91) Porque se você possui essa visão intuitiva. pág. deve vir um tempo. nosso Legislador. enquanto ouvirdes essa Voz que é universal e a ela obedecerdes. porque as cultivastes. virá um tempo. e só podeis tornar outros felizes. se houverdes colhidos os murmúrios daquela Voz que é Eterna (…) (O Reino da Felicidade. todas as fontes de beleza. como disse antes. minhas mágoas. então vós próprios vos enobreceis e aprendeis a refletir a Sua divina originalidade. (…) (O Reino da Felicidade.org. achar vosso próprio Mestre (…) Não podeis ser felizes enquanto não fizerdes a felicidade de outros. para ter essa visão intuitiva instantânea. que não possui nenhuma causa (…)? Portanto. porque as exercitastes. Os cientistas. e como cada montanha a recebe e devolve a outra. que estão procurando a base. a Verdade de sua própria criação. 19) Como o trovão é cheio de forças. ela é uma paixão. pág. ou não fazer.Seleta de Krishnamurti Intuição quer dizer uma vida de acordo com os seus éditos. quando estiverdes obedecendo ao Altíssimo. pág. e as suas flores prontas a serem colhidas. (A Eliminação do Tempo Psicológico. de “X” e de “Y”. ameaças e mistério. 77) (…) Antes. pág. 58-59) E. (…) Porque a visão intuitiva é racional. (Idem. que é vossa própria criação (…) (O Reino da Felicidade. meu ego.

Para nos afastarmos disso. pág. ou funcionar racionalmente? (Idem. mas a luz dissipa exatamente o centro da escuridão. pág.Seleta de Krishnamurti Não necessariamente. digo. Naquela base não há divisão. pág. essa visão intuitiva clareia a escuridão. não há divisão . Certo? (Idem. viu. pág. O amor não tem nenhuma causa.Revisor: Este parágrafo não acrescenta coisa alguma à obra. então. quero voltar. chegar à base. como um lampejo que atravessa a escuridão. ou luz como luz. Se.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . O processo material. pág. no tempo.krishnamurti. Isso é tudo. e a visão intuitiva é. (Idem. pág. 149) O pensamento tem atuado na escuridão. A visão intuitiva só pode ocorrer quando há um lampejo. pág. ocorre a eliminação daquela escuridão. 139) [N. haverá desordem e a sociedade será como é agora. Isso é tudo que estamos dizendo. D. na ignorância. esse extraordinário http://www.] Uma coisa acaba de surgir na minha mente. é isso mesmo. uma luz repentina. que o movimento mais amplo pode agir sobre o movimento mais restrito. como dissemos. Quando. no conhecimento. naturalmente. 144) O processo material está trabalhando na escuridão. 143) Uma vez que a visão intuitiva não possui causa. tem uma causa. 162) Não está ligada ao tempo.org. Há algo mais. Há uma percepção de que existe um movimento diferente. 159) Dissemos que. pág. e esse lampejo altera todo o padrão. surge a visão intuitiva. e o pensamento estiver operando nela. o homem pode atuar. ou no pensamento. opera sobre ele. não há nem escuridão nem luz. (Idem. Nada tem origem na vontade. Esse movimento não cria divisão. 147) (…) Essa escuridão existe enquanto o “eu” (self) está ali. O ódio tem uma causa. uma luz. que é “não-dualista” (A Eliminação do Tempo Psicológico. como o pensamento. no sentido de que eu argumento. raciocino. (A Eliminação do Tempo Psicológico. essa luz alterou. Portanto. ela tem um efeito preciso sobre aquilo que tem causa.Revisor: Essas iniciais não significam nada para os novos leitores. A visão não tem nenhuma causa. ela pôs fim à ignorância. pág. que elimina não apenas a escuridão como também o seu criador. temos de ter a visão intuitiva. Dissemos que a visão intuitiva é a eliminação da escuridão. pág. Quando. Sugiro eliminá-lo. (A Eliminação do Tempo Psicológico. e tudo isso. usa o padrão.o que acontece então? (Idem. Precisamos especificar que é o David Bohm]: Está dizendo que aquela luz e aquela escuridão não estão divididos? Krishnamurti: Exatamente.B. ele é o criador dessa escuridão. conseqüentemente. (A Eliminação do Tempo Psicológico. Essa visão intuitiva captou. A visão intuitiva elimina aquela escuridão (…) Conseqüentemente. 139) Sim. 171) Dissemos que o movimento é energia total.: O que é a mesma coisa que dizer que não há nem uma nem outra coisa? Krishnamurti: Nem uma nem outra. estamos dizendo a mesma coisa. 171) Quero me referir ao movimento. D. (…) (Idem. Poderíamos considerar que a visão intuitiva é um movimento mais amplo do que o processo material que ocorre no cérebro e. mas o mais restrito não pode agir sobre o mais amplo. (…) (Idem. que é o próprio centro do “eu” (self) (…) A visão intuitiva dissipa exatamente esse centro. pág. 143) É um lampejo. nessa base. (A Eliminação do Tempo Psicológico. [N.B. criando sua própria escuridão e funcionando nela. enquanto o centro estiver criando a escuridão. no tempo. 160) Naquela base não há escuridão como escuridão. o movimento que não é tempo. uso a lógica. pág.

82) Disto surge a pergunta: Haverá crescimento. (…) mas existe um desenvolvimento psicológico. obviamente. dizemos que. (Idem. etc. que é isso que chamamos continuidade? Que é que continua? De duas coisas. mais belo. precisais especializar-vos (…) . (A Arte da Libertação. não tem frescor. eterno. (Idem. Pensais na sutil evolução da consciência a que chamais o “eu”. (…) Isto é. 179) Progresso. por conseguinte. (…) ainda que multiplicado e aumentado. 1936. Falamos do progresso evolutivo do homem. então esse processo de especialização destrói o homem . simplesmente. (…) Isto é. Isto é. uma: ou é uma entidade espiritual e. (…) Ora. Vós me perguntais se o “eu” evolui. então é evidente que o atemporal. (…) Tudo quanto é. pág. 134-135) Pergunta: Qual a vossa idéia de evolução? Krishnamurti: É óbvio (…) o simples tornando-se mais complexo será evolução? Ao falardes em evolução não pensais apenas na evolução da forma.org. numa forma modificada. pág. e ele é parte dessa energia. pág. 135) Ora. não tem novidade. não pode crescer. é vão aumentar ao enegésimo grau esta autoconsciência que é separação. todos os dias há renovação.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . O que é perdurável está indo-a-ser. Não Ocorre no Espírito Pensamos que há progresso. pelo processo do tempo? É o que queremos dizer. a memória.krishnamurti. divino. fora do tempo. Holanda. permanecerá sempre imperfeito. porque a especialização implica sempre falta de adaptabilidade. uma evolução fisiológica.e é isso o que está acontecendo. Se assim é. logo morre. pág. 82) Aquilo que é capaz de crescimento não é eterno. não pode progredir. na vida futura. verdade. está fora do tempo (…) (Da Insatisfação à Felicidade. para vos tornardes alguma coisa. pág. é algo que transcende o nascer e o morrer. Então. pág. (…) (Idem. não há continuidade. mais aproximado da realidade. o autoconhecimento é um processo de especialização? Se é. (…) evolvemos para algo maior. perdurável? (Idem. (…) (Palestras em Ommen. “viremos a ser” alguma coisa . (…) (Idem. 134) Ora. pág. quando falamos de evolução. ela deve ser sem continuidade. uma continuidade futura? Pode o “eu” tornar-se onicompreensivo. divindade. porque está apenas continuando o que foi ontem. há então atemporalidade. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. 63) Evolução. pág. 82) (…) Com relação à continuidade. atemporal. mais digno. evolução psicológica. com o tempo. Existe. no sentido de extensão da própria individualidade através do tempo. Porque o que é espiritualidade. se sou uma entidade espiritual. se se torna glorioso. ela permanecerá separada porque http://www. então sou atemporal. 61) (…) O que continua não tem renovação. O que é imperfeito. dando continuidade a si mesma. só ocorre renovação quando há um término (…) quando há morte. precisamos apreciar a idéia de que existe em nós uma essência espiritual. mais virtuoso. Relativo na Alma.se não nesta vida. ou se trata apenas de uma fantasia de nossa mente? (…) (Idem. quando a idéia cessa. pág. eternidade. (…) Não há renovação por meio da memória. 61) Se isso que eu sou é uma entidade espiritual. logo. mais belo. pág. (…) da continuidade. declina.Seleta de Krishnamurti movimento. a qual é contínua. que através do tempo alcançaremos um resultado. (…) sendo esse resultado a união com a realidade. evolução.e tudo o que se especializa. existe a possibilidade de vos tornardes mais sábio. é uma ilusão. a vida e a morte são uma coisa só. em essência. por meio do resíduo da experiência. pág. o eterno. (…) (Uma Nova Maneira de Viver. 134) Pois bem. ou é. não pode vir-a-ser (…) Então.

de vir-a-ser. 133) Pergunta: Acreditais no progresso? Krishnamurti: Há o movimento da chamada progressão do simples para o complexo. mas sem o conflito. rápidos meios de transporte (…) Temos habitações maiores e mais confortáveis. não é da própria natureza do anseio criar e alimentar o conflito e o sofrimento? (O Egoísmo e o Problema da Paz. é o resultado do passado. posição e autoridade. esse feixe de lembranças. que é preenchimento. mais luxo. não me refiro a essa espécie de progresso. Há uma constante batalha dentro de vós mesmos . que queremos dizer com isso? Queremos dizer a aquisição de mais conhecimento.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . do “ego” (…) Ora. e aí é que está a dificuldade. (…) Quando falamos de progresso. 151) Vós adorais o sucesso. a evolução do desejo. 1933-1934. toda ela. 100) Entendemos também por progresso o constante expandir do desejo. 142) Desejais “progresso” e felicidade ao mesmo tempo. (…) entretenimentos (…) Pode considerar-se progresso. pág. mas isso não é crescimento. (Idem. Temos medo de nos ver assim como somos.Seleta de Krishnamurti tem as suas raízes na separação. Portanto. podemos em algum tempo chegar ao fim do conflito e da aflição? (…) Se é para a continuação das lutas e dos sofrimentos. nesse processo de expansão. pág. porque o progresso na ciência mecânica será sempre transitório (…) (Palestras em Adyar. 1955.a luta por alcançardes aquilo que desejais. do seu “ego”.krishnamurti. Existe o processo de constante ajustamento ao ambiente. porque estais sempre a esforçar-vos por vos tornardes alguma coisa. não pode conduzir ao universal. 140-141) Existe progresso no campo da ciência mecânica. Entretanto. só pensa em termos de ontem. Vosso deus é o sucesso. procuramos fugir da realidade e a essa fuga chamamos “progresso” ou busca da felicidade. pág. que promove transformações ou mudanças. Move-se o pensamento do conhecido para o conhecido. por mais que evolva. a amplificação deste “eu sou”. cinemas. 205-206) http://www. aplicado ao que chamamos crescimento individual. evolução. não é liberdade. se pode chegar ao conhecimento daquilo que se acha além do tempo. 50) Não vos deixeis seduzir pela palavra “progresso”. diplomas. (…) Somos escravos do tempo. pág. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. com o tornar-se maior e mais nobre. (…) Existe alguma coisa na mente que está fora do tempo . de maior virtude. através do tempo. nunca existe paz em vosso coração. Nunca tendes um momento tranqüilo. pág. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. isso? É progresso a expansão do desejo material? Ou reside o progresso na compaixão? (O Egoísmo e o problema da Paz. será capaz de conhecer o Atemporal? Pode o “eu”. que valor tem o progresso. 150-151) Não pode haver preenchimento para o homem no progresso mecânico. de hoje ou de amanhã.o movimento interminável do vir-a-ser? A natureza mesma do “ego” é de criar contradição. nossa mente. no correr do tempo. e esse “ego”. pág. e a conquista do espaço. 132) E o interrogante deseja saber se. produto do tempo. “vir-a-ser”. que é ávido e quer ser não ávido . não é parte do eterno (…) (Idem. Essa questão me parece bastante importante (…) (Palestras na Austrália e Holanda. pág. (…) Desejais a expansão de vosso “ego”. Índia. As coisas mecânicas progridem. que acumula e rejeita. (…) “Progredimos”!:possuímos rádios. sentir o Real? (Idem. que é separação. (…) (Idem. pág. 50) (…) Não entendemos por evolver o constante vir-a-ser do indivíduo. 141) O “ego”. mas o pensamento humano nunca pode progredir senão no seu próprio “vir-a-ser”. por progredirdes.o espírito (…) O que é suscetível de desenvolvimento. não é evolução. pág. pág. em Carta de Notícias” de maio-junho de 1941. o sofrimento que inevitavelmente a acompanham.org. 3) Pergunta: A evolução nos ajudará a encontrar Deus? Krishnamurti: Não sei o que entendia por “evolução” nem (…) por “Deus”. que vos confere títulos. a expansão do “ego”? (…) Mas. (Por que não te Satisfaz a Vida? pág. (…) (Experiência e Conduta.

presente e futuro (…) Pensamos e sentimos em termos de acumulação (…) “Ser” não é totalmente diferente de “vir-a-ser”? Só compreendendo o processo e a significação de “vir-a-ser”. desenvolvimento. pode o “eu”. e no qual não existe nem amor nem compaixão? Só é possível passarmos além. e não buscar refúgio em ideais ilusórios ou outras atividades do “ego”. mas será sempre pensamento. no processo do tempo. pág. Mas o tempo é produto do pensamento. (O Egoísmo e o Problema da Paz. bom? Não pode (…) (Claridade na Ação. não estamos pensando e sentindo dentro de padrão do tempo? Existe um vir-a-ser. não poderá vir. reação da memória. “o que deveria ser” é uma invenção. alcançar algo . (…) Repito. porque o vir-a. uma fuga ao fato . para mim.org. nos deterioraremos. 143) Só há vir-a-ser e evolver no plano horizontal da existência. Conhecer a causa do sofrimento. no crescer e transformar-se. A causa do sofrimento é a expansão do “ego”.ser condiciona-nos ao tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . se não “progredirmos”. pág. 144) Essa idéia de crescer progressivamente é falsa. a compreensão do Real. todavia. 99) Pensamos em termos de passado. significa encará-la. tornar-se nobre. evolução psicológica? É disso que estamos tratando: se há um desenvolvimento. mas não vem ele com a expansão da consciência individual? Krishnamurti: O esclarecimento. que nos tornaremos indolentes. nunca. 142) Se admitirmos a possibilidade e evolução e progresso psicológico. há o progresso técnico (…) Mas há progresso psicológico. pág. pág. depois que a nossa mente não mais se divida em pensador e pensamento. pág. do “ego”. porque aquilo que cresce não é eterno. quando (…) http://www.e esforço algum está separado da vontade. pág. modificar-se. que quanto mais tendes. que é: Como dissolver o “eu”. um feixe de lembranças. através do tempo. falso desde o próprio começo. no fim. Ele pode transformar-se. sofrimentos e alegrias passageiras. para sermos felizes. infensos ao pensar (…) Nossa educação e o mundo que criamos nos ajudam a fugir. Já se demonstrou alguma vez. E o pensamento (…) é sempre velho. (…) Quando percebeis a imensidade do “ser”. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Índia. 32) Um homem aumenta sua propriedade e nela se encerra.“o que é” (…) (Palestras com Estudantes Americanos. (…) Se não há tempo psicológico (como não há). realidade. centro do mal. dores. uma forma. 206) Pergunta: Já dissestes que o esclarecimento jamais nos poderá vir pela expansão pessoal. (Idem. ânsias. há então silêncio (…) (Idem. 19331934. (…) (Idem. outro aumenta seu conhecimento e por ele fica limitado. pág. precisamos conhecer a causa do sofrimento. pág. Queremos que esse “eu” subsista e se torne perfeito (…) (Idem. “vir-a-ser”.krishnamurti. 199-200) Precisamos conhecer (…) É claro que há desenvolvimento físico. esse vir-aser conhece a dor e a tristeza. mas conduzirá ele à Realidade? Não. uma evolução do “eu” (…) Pelo processo da evolução. 142-143) (…) Devemos pôr de lado todas essas coisas e chegar-nos ao problema central. porque aquilo que é capaz de crescer não é eterno. mais entendeis? (Palestras em Adyar. (…) Que é esse “eu”? É um nome.Seleta de Krishnamurti Acreditamos que. no plano horizontal. ser aumentado ou diminuído. Qual a diferença? Esse processo de crescimento acumulativo é superficial. (…) Por meio do tempo não se pode conhecer o Atemporal. mas conduz isso ao Atemporal? A potência criadora só pode ser conhecida depois de abandonado o plano horizontal. e transcendê-la. pág. que nos prende ao tempo. frente a frente. pela expansão do “ego”. podemos “ser”. (O Egoísmo e o Problema da Paz. por um esforço realizado pelo “ego” no sentido de crescer. estais então em contato com “o que é” e não com o que “deveria ser”. pág. a plantinha se converte numa grande árvore. pertence ao passado. o “eu” se tornará. 32-33) (…) Quando pensamos em termos de progresso. 141-142) Pensamos que. um modificar e alterar. frustrações. nesse caso temos de admitir também o tempo. esperanças.

Desordem do Pensamento. de crescimento. em sua atividade. vem-lhe a tranqüilidade. por isso. (Idem. pág. e todos os problemas relacionados com tais coisas desaparecem inteiramente. mas sim pelo completo findar do eu”. Efeitos O pensamento é necessário em certas áreas. pág. nem a expectativa de “mais” experiência.Seleta de Krishnamurti pensador e pensamento são uma só unidade. acha-se em todas as coisas. como um “eu”. mas o pensamento psicológico sempre traz desordem. só com a revolução . 18) Ordem. Não se trata de avançar para o exterior ou de voltar-se para o interior. que deve a mente fazer? Só com a renovação. Uma vez que o homem realize isso. mas sim de se libertar dessa consciência que se percebe a si mesma como separada. de um limitado ponto de vista e. (Idem. sem isso. 1930-1935. a verdade. não podem funcionar. O processo do tempo não pode trazer o novo. e também como um meio de escapar ao “que é”. (Coletânea de Palestras. a fragmentação é conhecida somente por meio de fragmentos. As células do cérebro exigem ordem. (Quando o Pensamento Cessa. sua ação deve inevitavelmente criar desordem. (…) (Coletânea de Palestras. não há ordem. vereis que tal realidade não tem futuro nem passado. Não se pode progredir na direção de uma coisa que sempre está presente. 90) O pensamento criou a desordem através do conflito entre o que “é” e “o que deveria ser”.ou apenas como uma idéia? Entende? Sou ambicioso. então essa percepção traz a ordem.tem sido criado pelo ser humano na tentativa de entender “o que é”. e então o que é que permanece?” O que resta quando sois sumamente felizes. (The World of Peace. É a desordem. pág. há desordem porque o centro está alerta. 145) Uma vez cônscia de todo esse processo do “eu”. a mente por si mesma está em ordem.“o que deveria ser” . o real e o teórico. porque o centro está sempre produzindo http://www. porém a da criação. pág. (…) Existe este admirável sentimento de amor ou este êxtase. Fatores. não a da estagnação. É isso um processo dualístico ou não-dualístico? Krishnamurti: Vou explicar-lhe. Nesse silêncio não há nenhum experimentador experimentando. ávido .krishnamurti. Do contrário. (…) não há fabricação de imagens. o centro é a causa da fragmentação. Você encara isso como uma verdade. essa integridade de que falo. pág. 1930-1933. 123) Krishnamurti: As células do cérebro precisam de ordem. 18) Quando houverdes realizado tal integridade. a realização desta verdade é a finalidade do homem. Mas só há “o que é”. Isso é um fato.isso é “o que é”. Quando o pensamento psicológico está ausente. Não há dualidade nisso. destrutivas. criativos? O que permanece é essa felicidade. (…) (Palestras em Auckland. Mas o oposto . (Claridade na Ação. há o novo. não com o “eu” na atividade de vir-a-ser.org.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 116) (…) Digo-vos que não posso descrever (…) exprimir em palavras essa vivente realidade que está além de toda idéia do progresso. uma lei . pág. pág. E quando você percebe “o que é” sem o seu oposto. a do ser eterno. Durante o dia. a idéia de que necessitais progredir em direção à realidade é uma idéia falsa. Para mim. conseqüentemente vive em desordem. O pensamento olha para a forma real. se tornam neuróticas. 44) Para mim. e só então há uma revolução psicológica criadora. 1934. portanto. libertai a mente desta consciência de “mim mesmo”. o tempo não é caminho da criação. As células do cérebro estão sempre exigindo ordem. não é consciente da totalidade dos fragmentos e. pág. 220) Assim (…) Dizeis: “eliminai. e o centro está sempre criando fragmentação. (…) (Exploration into Insight. 90) Pergunta: O cérebro tenta criar ordem. Portanto.não pela evolução. pág. só então há silêncio. Essa ordem é negada quando há um centro.

etc. se tenha afastado da desordem. há espaço? O espaço só existe quando tudo está no lugar que lhe corresponde. a causa original. que é a negação da segurança. (…) nossa vida é toda de desordem. (…) palavras. há uma divisão: você e a coisa que está observando? (La Verdad y la Realidad. é ordem. (…) (A Suprema Realização. há ordem. então há somente desordem. 124) (…) Onde há o centro.Seleta de Krishnamurti destruição. estamos aprisionados em diversos hábitos: drogas. pág. Se não há observação do centro. numa escala infinita. há espaço? Quando um indivíduo arroja suas roupas em qualquer lugar e tudo se acha em desordem. dizendo uma coisa e fazendo algo por completo diferente (…) Porém. há divisão. (Exploration into Insight. Vemo-nos em conflito. exterior e interiormente. a causa da desordem? Esta tem muitas causas: o desejo de realização pessoal. o “ego”. é o “eu”. pág. Isto é. obviamente. há completa ordem. a ordem não pode ser criada pela imitação ou pelo http://www. 176) Só se pode criar a ordem negativamente. porque o conhecimento é fragmentário e o que quer que você faça a partir desse estado fragmentário do cérebro. (…) Estou perguntando. Esse processo continua. Desse modo. O “eu” é produzido pelo pensamento (…) (La Llama de la Atención. o mesmo ato de afastar-se dela. está vivendo uma vida fragmentária. 125) Alguém vem e diz: Olhe. Obviamente. essa é a causa original da desordem. E diz: Olhe. (Idem. Então os fragmentos chegam a um fim. bebida. então. 124) Krishnamurti: Você percebe que. conflito e tudo o mais. o afastar-se e a observação da desordem. sofrimento. desordem. O cérebro dizer: “devo ter ordem”. que é a ordem? É algo ditado pelo pensamento? O pensamento mesmo é um movimento de desordem. 123) Pergunta: Espere. 153) Quando isso está claro. por conseguinte. Vejamos agora internamente. pág. fumo. o “meu”. pág. (Exploration Into Insight. qual é. (…) sentimento de separação e isolamento. a personalidade gerada pelo pensamento. enquanto você está registrando. então ele cria a dualidade de ordem e desordem. 85) Que é o espaço? Pode haver espaço sem ordem? Quando há desordem em uma habitação. como é que você fica consciente dessa desordem. através de milênios o homem tem evoluído pelo conhecimento e hoje você certamente é diferente dos grandes macacos. Isso externamente. pág. avidez.krishnamurti. Portanto há dor. então. poderia o indivíduo inquirir dentro de si mesmo e descobrir se existe uma causa fundamental. é incompleto. sexo. você não está respondendo à minha pergunta. Krishnamurti: Há três coisas abrangidas nisto: a ordem. como algo separado da ordem e. quando a observo sem todas as reações. como você observa a desordem. E quando eu observo essa desordem. recordações. pág. pelas múltiplas experiências. ódio. essa mesma observação total é ordem.org.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . sem ou com o centro? Se é uma observação com o centro. pág. a vida contraditória que se vive. pág. (…) da ordem. os hábitos são mecânicos. (Idem. então é ainda desordem. porque não há centro que esteja produzindo os fragmentos. (La Totalidad de la Vida. quando o centro está consciente de que isso é desordem. nessa observação total. em contradição. A desordem é o centro. há desordem. E a ordem não é possível quando há conflito. tanto exterior como interiormente. E nós necessitamos de ordem. pela memória. competição. (…) Como se observa a desordem em si mesmo? Se olha a desordem (…) como a um estranho. (…) A raiz. a ansiedade de não realizar-se. 129) Interlocutor: O fato de ver essa desordem. Nossas mentes se acham tão confusas. já implica que o observador. inveja. 196) Assim. pág. Como fica você consciente? Está o centro consciente da desordem ou há somente desordem? Se não há centro para estar consciente da desordem. Internamente. Se é o centro que está consciente da desordem. as coisas que afloram à mente. Afastar-se da desordem. 82) Krishnamurti: De modo que o afastar-se disso é estar totalmente envolvido no que se observa. (…) (Idem. idéias brutais a respeito dos “outros”. Não há dualidade. pág. o indivíduo. toda nossa vida é contradição. e onde há hábitos há desordem. (Idéia. não é dualidade.

não apenas http://www. Crê em Deus. que só dura um instante. Se a ele dispensais atenção. à beira do abismo.Seleta de Krishnamurti ajustamento. Assim. Observar qualquer coisa bem de perto. portanto.não a sociedade. etc. desse silêncio surge este extraordinário sentido do vazio. (…) Quando a liberdade não está atada ao pensamento. Não se pode promover a ordem exteriormente. E a compreensão do pensar exige disciplina. não existem bases para uma ulterior investigação. (…) (La Verdad y la Realidad. devemos proceder negativamente. (…) (Idem. a ordem na mente. Compreendem? (…) Só então há ordem e. para depois manifestar-se exteriormente. e não a que resulta de pressões ou comportamentos ambientais. 94) Estamos vendo. pág. que é virtude. tendes de achar a solução correta. quando se compreende a natureza do pensamento e do tempo. pág. exige enorme disciplina. O pensamento pode criar hábitos.krishnamurti. pág. então. pág. (…) Esta é a essência mesma da meditação. a virtude é a essência da ordem. não é virtude.” Porém essa ordem se converte em algo mecânico. porque. como estais. sofrimento. racional. e isso. que requer tempo e. pág. para encontrarmos a ordem. não o seguir um esquema de ordem.org. medo. porque nosso desejo é o de estar seguros. de obediência. em nosso ser. pág. Não a virtude cultivada. como o fazem os políticos e os reformadores do mundo inteiro. por conseguinte. sois incapaz de olhar. como tempo. 94) Há uma espécie de disciplina quando fazemos uma coisa pelo gosto de fazê-la. o qual se torna mecânico.esse observar.quando negamos o medo. Tal virtude é produto do tempo. Vivendo. encontrar a forma mais fácil de viver. prazer. por que pensamos. do contrário. então certas coisas podem ocorrer. não é a verdadeira disciplina. É possível conduzir-se ordenadamente no mundo da realidade. observar. prestar atenção (…) . (O Mundo Somos Nós. nunca pode ser produto do pensamento. 202) Agora investigaremos (…) Pode o indivíduo observar esta desordem em que vive . correta. contradição. desejos opostos. que é beleza. para compreender a ordem. 90) (…) A ordem não pode ser criada pelo pensamento. Mas. todo movimento da vida é conforme a ordem. 177) A verdadeira ordem traz consigo um espaço imenso. 197) (…) A menos que a ordem seja estabelecida no mundo da realidade. não é virtude (…) Isto significa que devemos inquirir (…) o que é a liberdade. (…) (Idem. virtude. pois. (…) Se o tempo cessa. (…) (Idem. por conseguinte. então é absoluta. mas interiormente em nós mesmos . quando existe esse vazio.que é conflito. 202) (…) Quem é. pág.tudo isso gera desordem interior . 176) (…) A ordem deve começar dentro de nós mesmos. na negação total dessa desordem. pois só gera desordem. (…) do pensamento e. a busca de prazer e de prestígio . a avidez. (…) (Idem. que vai produzir ordem neste mundo da realidade? O homem tem dito: “Deus trará a ordem.o qual continua em desordem? (…) A ordem implica grande virtude. a inveja. através do tempo. 203-204) Quando negamos . Então. não de acordo com um padrão estabelecido pelo pensamento . surge uma ordem. a ambição. nobre ou ignóbil. 203) Vamos ver se o pensamento. Porque disciplina é ordem. (…) Mas. . Não se assustem com essa palavra “vazio”.pode observar toda essa estrutura da desordem sem o pensamento? (…) Porque se houver qualquer movimento do pensar (…) este vai criar mais desordem (…) (Idem. num processo gradual.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . só leva a uma desordem maior (…) É necessário compreender todo esse processo do pensamento: como pensamos. precisa-se compreender a natureza do pensar. de ajustamento. (…) (A Essência da Maturidade. não é um hábito. é bem de ver. Essa ordem é absolutamente necessária e vereis que ela é retidão. Mas a disciplina que é mero ajustamento a um padrão. obediência. (Idem. dor. pág. pág.então. mas não a disciplina de imitação. A virtude não é uma coisa cultivável. isso significa que o homem é profundamente livre. observando-o simplesmente. que a ordem interior. Só pode haver ordem quando interiormente impera a ordem. surge daí a virtude com sua disciplina própria. caos. toda ação. (La Totalidad de la Vida. ajustamento. espaço significa silêncio. pág. pode cessar.

Acha-se. claro no pensar e. poderá empregar as palavras com precisão. pág. apuro. o fragmento que são as emoções. no pensar. de nenhuma atividade mental deliberada? Já considerastes isso? (A Cultura e o Problema Humano. não é virtuoso. no modo de fazermos as coisas? Por que somos impontuais e (…) desatenciosos para com os outros? E que é que põe ordem em todas as coisas. 60) Mas. se não sois virtuoso. por conseguinte. e essa é a função da virtude. pág. tem forte influência limitante. Nunca se pode ter ordem por meio de controle. que sente profundamente. mas. há precisão no vosso pensamento. 103) De maneira que controle não é ordem. elas possuem certa rigidez. ajuste e divisão entre o observador e o observado. pois. quando sois virtuoso. mas tornam-se importantes para o homem que é sensível. começa-se a descobrir o que é o amor. II. o hábito torna-se automático e perde toda a sua vitalidade. (…) Nosso problema. vossa vida se torna caótica (…) Ser virtuoso. 60) A ordem. 60-61) Vede. virtude.krishnamurti. Neuroses Vivemos em fragmentos.Seleta de Krishnamurti intelectual ou emocionalmente. se sois altamente receptivo. pois. por certo. Desvios. (…) de tratarmos os que são menos afortunados do que nós? Que é que produz essa ordem singular. tem muito pouca significação. ainda. mas ao mesmo tempo exato. Que é que produz essa ordem na vida? (Idem. porém totalmente. 61) Ordem. comer com elegância. nessa atenção total há imediata compreensão e. a mente fracionada em vários fragmentos. não são flexíveis. pág. ordem em todo o vosso viver.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . ser calmo. de plano nenhum. na maneira de andar. é ordem. 62) A ordem não é hábito. porque. cuidadoso. 60) Sabeis o que entendo por “ordem”? É estar sentado e quieto. que não resulta de compulsão. 106) Fragmentação da Consciência. pág. pág. então essa própria sensibilidade traz ordem. na opinião delas. pág. só desponta com a virtude. (A Cultura e o Problema Humano. (…) bondoso. pág. ação imediata. (…) Essa pessoa poderá ser muito ordeira. o esforço para ser ordeiro. há nela. (Idem. nas maneiras. porque ordem significa funcionar claramente. ver de modo total. sem limitações. mas em todas as coisas. no pensar. claros e sem limitações. descansado. 94-95) Já considerastes alguma vez (…) por que razão quase todos nós somos um tanto negligentes (…) no vestir. causadora da mediocridade mental. (…) Torno-me “insuportável” para mim próprio e para os outros. E quando se compreende a natureza do pensamento. têm-se tornado mais duras. ser muito atenta e atenciosa. quando (…) em estado mecânico. não são em si muito importantes. (Idem. Se sentis intensamente a sorte do infeliz. o fragmento que são os sentidos físicos. pág. cada um deles encerrado num compartimento estanque e muito http://www. perfume. sensível a todas as coisas. do mendigo (…). não apenas nas pequenas. sem sofreguidão. esse homem. Já olhastes atentamente para uma flor? Como é admiravelmente simétrica (…). excêntricas. (…) (A Essência da Maturidade. mas perdeu a criadora alegria de viver.org. O controle também implica repressão. eficiente. (…) Tem-se observado as pessoas que são muito ordenadas. pág. (…) (Idem. Há o fragmento chamado “vida espiritual”. porém onde há conflito deve haver distorção. porque seguem um padrão particular que. é sermos precisos. o fragmento que é o intelecto. que se acha num estado de perpétua revolução interior. também. por si só. no falar. atencioso. ordem no vestir. que acontece quando um homem se esforça para se tornar virtuoso. muito clara. sem constrangimento. conformidade. singular delicadeza. por conseguinte. (…) consome suas energias tentando estabelecer a ordem (…)? (…) Seus esforços só o levam à respeitabilidade. (…) (Idem. sem distorção alguma. E isso se converte gradualmente em um estado neurótico (…) (El Despertar de la Inteligencia. encanto. clareza no pensar. carecem de vitalidade.

estais em contradição com vós mesmo. na qual esteja envolvida a qualidade da mente religiosa. portanto. Por isso. 77) A maioria das pessoas funciona apenas com um fragmento. 54) A principal dificuldade é esta. Quando não há conteúdo não há consciência. de forma que o cérebro não está funcionando totalmente. Quando se une esses dois fragmentos para se tornarem uma energia harmônica. E vejo claramente que não devo fazer disso um problema. Então o que devo fazer? (Idem. teólogo. não só em seu interior. sua mente. o outro não funciona em absoluto. Nesse conteúdo existem tremendos fatores de conflito.krishnamurti. seu intelecto. Existe um movimento que não pertença a essas categorias? Veja o que ocorre se não houver movimento algum. pág. a olhar independentemente da outra. Eu faço esta pergunta: Há uma maneira de viver não fragmentária. 12) (…) No escritório somos uma coisa. vós não sois um indivíduo.Seleta de Krishnamurti escassamente em relação com os outros. uma parte de vós está ativa. “Individualidade” significa uma totalidade. pág. porque estais dividido. tenho de estar atento ao ciclo completo. há tão vastos conflitos. é sempre (…) fragmentado. vejo que estou fragmentado: digo uma coisa e faço outra. Ele se sente inseguro. o qual procuramos evitar mediante fuga. ele é brutal. 27) A palavra “indivíduo” significa “indivisível”. falais em amor ao próximo e. não sois de modo algum um indivíduo. é sutil e sagaz. (Palestras com Estudantes Americanos. (…) não dividida? (Tradición y Revolución. fracionada. e. existe entre eles um perene conflito. em vista dessa fragmentação. aí! Ele não se identifica com nenhum fragmento. falais de democracia e. você chegou a uma conclusão. por vezes. 113-114) (…) Não se ponha nessa posição. em casa somos outra coisa. 113) (…) Se eu faço disso um problema. pág. por conseguinte. (…) (The World of Peace.org. pág. esforça-se por ser um ente moral. dizendo a mim mesmo que não devo ser fragmentado. de fragmentação. só o faz quando diz: “isto me agrada. manso. “puro”. Um fragmento assume a autoridade. embora a moralidade social seja de todo imoral. sacerdote. Mas. dessa contradição interior e exterior. interiormente. completa e totalmente. um fragmento não se identifica a si mesmo com os outros fragmentos. sois autocrata. Portanto. 149-150) É onde quero chegar. Estais cônscios dessa existência fragmentária em vós mesmos? E será possível ao cérebro (…) tomar-se cônscio do campo inteiro? É possível olharmos o todo da consciência. agressivo. pág. porque não estais são. fragmentado. 114) http://www. conclusão é outra fragmentação. mesquinho. e seus inúmeros desejos antagônicos são a causa dessa fragmentação existente por dentro e por fora. especialista desta ou daquela matéria. como se pode exigir que um fragmento assuma a autoridade sobre os demais fragmentos? (Fora da Violência. Interiormente. (…) (O Descobrimento do Amor. no íntimo. Por que é que há tal divisão? Um fragmento se acha tremendamente ativo. não fragmentado. 50) (…) O conteúdo da consciência é a consciência. sua vida está fragmentada.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Alguma coisa surgida da fragmentação é outra forma de fragmentação. Somente uma parte do seu cérebro está operando ativamente em suas vidas. Um fragmento é vulgar. mas também exteriormente: ele é cientista. 11) O homem é um ser fragmentário. pág. sua visão de vida é fragmentária. Assim. (Idem. ao mesmo tempo. do chegar a ser. o estais matando na competição. essa declaração surge da fragmentação. (The Future is Now. Portanto. profunda bondade. pág. penso uma coisa e contradigo o que penso. o que significa sermos entes humanos totais? (Liberte-se do Passado. que o homem vive fragmentado. pág. afetuoso. médico. você pode descobrir se o cérebro pode operar de uma forma total. e a palavra “todo” significa “são”. sem nenhuma dualidade? (Idem. soldado. o todo. Por isso. pág. burguês. pág. uma parte muito pequena do cérebro. enquanto outras vezes pode mostrar-se bondoso. Mas o meu cérebro é treinado para criar problemas. pág. partido. isto não me agrada”. 53) Quando cessa o fragmento de ser um fragmento? (…) O movimento de definir. completa. (Tradición y Revolución.

um dos fragmentos indaga: “Que são os outros fragmentos?”. clara. (…) Como é que escutais e observais outra pessoa. pág. 82) Pergunta: Você vê. então esse fragmento diz: “Devo fazer. e há uma parte de mim observando o conflito. (Fora da Violência. (…) Se vejo a vida em fragmentos. no competir e no meu desejo de sucesso. não posso ver o todo. 81) (…) O interlocutor diz “Mediante a integração”. “a tecnologia”. ir além. 93) Senhor. não poderá ver o todo. (…) (Idem. dentre os múltiplos fragmentos. 61) Krishnamurti: Pode a mente estar consciente de um estado no qual não há conflito? É isso o que você está tentando dizer? Ou só a mente pode conhecer o conflito? Certo? Está a sua mente de todo consciente do conflito. para observar realmente o que é. 152) http://www. por conseguinte. ver uma coisa totalmente? (…) Nós vemos as coisas fragmentariamente. Vendo a natureza disso. não existe fragmentação e. (Fora da Violência. não posso ver a humanidade no seu todo. é claro que não posso ver a totalidade (…) Se me separo.org. E isso leva-nos a outro problema: Como olhar sem a divisão em “eu” e “não eu”. ver o seu inteiro significado. pág. pág. tudo isso carece realmente de importância. (…) (A Questão do Impossível. que inclui o cérebro. não dividida. Vivemos fragmentariamente. vosso Deus . vossa opinião. E esse fragmento olha e diz: “Eu compreendo. e há um fragmento que diz “não estou em conflito” e que se separa da totalidade do conflito? Se há um fragmento separado. Krishna? Tudo isso é fragmentação (…) (Idem.” Ou há uma parte da mente desejando estar livre do conflito. pág. minha opinião. tão enredada que está nesse hábito de ver e agir fragmentariamente. em contradição. se só há um movimento total. indivíduos. Está a sua mente de todo consciente de que nada há senão conflito ou há um fragmento que se sobressai e diz: “Estou consciente de que me acho em conflito. (…) Jesus Cristo. ver o todo? Claro que não pode. (…) Agora prosseguiremos: como posso eu. não se faz tal pergunta. muitos fragmentos (…) “isto é bom. porque minha mente está condicionada. ou a vedes como um fragmento a examinar os outros fragmentos? Vós a vedes parcialmente.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . como um movimento total (…)? Que é então esse movimento? Como observá-lo? (A Questão do Impossível. assim. julga-se capacitado para observar. (…) Enquanto a mente continuar a operar nesse campo da fragmentação. (…) a vós mesmo? A chave dessa observação se encontra em ver as coisas sem divisão. ou isso é apenas uma palavra? Ou há uma parte da mente que diz “estou consciente de que me acho totalmente em conflito. é óbvio. 61) Se se divide em fragmentos a consciência. suprimir. 122) Apresenta-se. O fato é que há conflito. ou a vedes em sua inteireza. como se pode viver sem fragmentação? (El Despertar de la Inteligencia. por causa de minha ambição. mas não total? ”Portanto. que vivo em fragmentos. na realização de minha ambição. “isto é sagrado.(…) (Idem. porém ir a um templo é infinitamente importante. aquilo não é”. de que forma. e a atuação do “eu” leva a maior conflito. sinto-me de todo sem saída nesta situação. Se estou todo interessado em meu próprio preenchimento. II. pág.krishnamurti. aquilo é mal”. pág. Embora tenha assumido a autoridade. meu Deus. 122) Assim. a mente deve estar nova. o Cosmos. pág.Seleta de Krishnamurti Como pode a mente. ele continua sendo um fragmento entre os demais fragmentos. (…) integrando todos os fragmentos? (…) E quem é a entidade que vai reunir todos os pedaços? O Atman superior. 93) Um fragmento. sei qual é a ação correta”. pág. o conflito é de um fragmento ou é total”? Há escuridão total ou uma leve luz em algum lugar? (Idem. Então esta é uma pergunta legítima. a questão: Como pode a mente. (…) Percebeis a consciência como um todo. Em nós mesmos estamos divididos. “nós” e “eles”. não é verdade? Trabalho. 93) Como dissemos. pág. de meus preconceitos pessoais. comunidade. pág. Mas. pode a mente compreender que está totalmente em conflito? (Exploration into Insight.tudo vemos em fragmentos. (…) Nossa existência está toda fragmentada. família.

(La Verdad y la Realidad. 122) Uma insatisfação de tal natureza não nos torna neuróticos nem produz desequilíbrio. por ser o pensamento fragmentário em si mesmo. Olho. como pode essa parte tornar-se também sensível da mesma forma que é o todo? (…) (The Awakening of Intelligence. 172) Estamo-nos perguntando . Ele não é capaz de ir mais longe. Por isso. 165) (…) Se se quer investigar profundamente a estrutura e natureza da consciência. o pensamento criou o “eu”. Isso é irrefutável. Posso investigar conscientemente os vários fragmentos que compõem o “eu”. o tempo-espaço deixaria de ser conteúdo da consciência. eu não sou aquilo. a pergunta é: Como pode o fragmento. durante o sono. há esforço. pág. converte o “eu” em um fragmento. prazeres. quem fará a investigação? Um fragmento. “meu país” (…) esse é o modo como isso se torna fragmentário. E como o pensamento mesmo é fragmentário . O centro é o criador de fragmentos. que é parte do todo. Se pudesse. 390) Se a consciência se constitui de meus desesperos. http://www. pág. Portanto. 190-191) Como dissemos. Um dos fragmentos diz “dorme” e o outro fragmento diz “fique atento”. em tempo algum. em marcas. aquela que funciona todos os dias. há imagens neste campo que são sensíveis quando nossa particular personalidade. então há distorção. (La Totalidade de la Vida. um agente transcendental capaz de observar a consciência? Pode a mente consciente. eu sou isto. Quando se diz “eu”. II.Seleta de Krishnamurti No presente não somos sensíveis. pág. “meu”. pág. Krishnamurti: Vamos começar de novo. indefinido e neurótico? Como pode esse pensamento. (…) idiossincrasias. estar ao mesmo tempo completamente quieto? (El Despertar de la Inteligencia. tentam estabelecer ordem. (…) prazeres são negados e então há uma luta. “sentimentos de culpa”. porque não podem funcionar efetivamente em desordem. do contrário. há todo gênero de lutas internas. sem conflito. “minha crença”. O centro é o criador de fragmentos e tenta reuni-los e ir além. nem contradição. o centro não fica consciente dos outros fragmentos. ver que estou condicionado como comunista ou muçulmano. há sempre o observador e o observado. O espaço é aquilo que opera. eu quero. pág.vós e eu . (A Questão do Impossível. os limites da consciência? (A Questão do Impossível. “Meu mundo”. “minha religião”. temores.nunca é a totalidade . ou fica presa em perturbação de uma ou outra classe. observar o conteúdo das camadas inconscientes ou mais profundas? E quais são as fronteiras. No estado de manter-se atento. O centro torna-se consciente dos fragmentos quando os fragmentos são notados ou entram em ação. pág. O centro é o observador dos fragmentos. tendendo para desequilibrado. libertar a consciência de suas limitações. mas há outras partes.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .que é resistência ou aceitação. O conteúdo da consciência é consciência. o pensador e a experiência. minhas ansiedades. e onde há esforço há conflito . pág. então. dispare para algum estado imaginativo. posso ver parte de meu condicionamento. Existe desequilíbrio somente quando a insatisfação se transfere a algo. Não se identifica com os fragmentos. há desordem. aceitação é imitação. (Exploration into Insight. isso é o resultado do pensamento. 149) Pergunta: Você diz que esse centro é tempo-espaço. pág. As células do cérebro. eu não quero. nenhuma ação dela emanada poderá. o conteúdo de minha consciência? Posso conscientemente olhá-lo? (The Future is Now. mas não somos sensíveis completamente.org. Somos sensíveis em fragmentos. dentre os muitos fragmentos? Ou existe uma entidade. 73) Compreendo.se existe alguma maneira inteiramente nova de proceder. (…) esperanças. Onde há contradição.o que ele cria também se torna fragmentário. que está se tomando estúpido cada dia repetidamente. Resistência é abrigar-nos atrás de idéias. que deve funcionar com grande energia e vitalidade. e então.krishnamurti. e da vasta experiência do passado. 178) Eu me pergunto (…) como há de cessar o pensamento sem que esse processo de terminar se perverta. também parece postular a possibilidade de ir além do campo do tempo-espaço.

conversávamos com um católico fervoroso. 126) (…) Esse homem estava completamente inconsciente de sua própria anormalidade. A gente depende da esposa. do médico. por conseguinte. (…) íntegro. tanto mais tensão.Seleta de Krishnamurti Estamos sempre contra a corrente. pág. porque cada fragmento quer manifestar-se. a clamar. seus problemas. temos idéias (…). E quando descobrimos que não podemos depender de ninguém. ser. Assim. O que é inteiro está são. e. de autoridades? (Perguntas e Respostas. funcionar de maneira tal que não tenhamos de lutar contra nenhuma corrente? Quanto mais conflito existe. pág. dessa confusão. se damos importância a um só. 74) (…) Somos. mas também a grande confusão. todo ajustamento é uma forma de neurose e qualquer comparação de vós mesmo com outra pessoa é de fundo neurótico. (Encontro com o Eterno. emocional. (A Questão do Impossível. de “vir-a-ser' . pág. e. existentes nas relações. todo empenho em realçar um dado fragmento. (…) Podemos mover-nos. pág. A neurose é apenas um sintoma.leva não só ao conflito. mas nós não o somos. o que acontece? Produz-se em nós uma tremenda revolução psicológica. Isso significa que. desequilibrados. (…) (Perguntas e Respostas. pág. e ele disse: “Vocês. Certa vez. 33) Pergunta: Que é loucura? Krishnamurti: (…) A maioria de nós somos neuróticos. É claro que assim pode ser. (A Questão do Impossível. 154) Nós. hindus. Esse clamor é confusão. pág. salientar-se. crenças peculiares. e é sagrado. 153-154) Logo. quem é equilibrado? É. e nessa divisão há muitas fragmentações. (…) (Idem. crêem em tantas coisas anormais”! (…) (Fora da Violência. Da tensão resultam neuroses e psicoses de toda espécie. Com medo. não queremos enfrentar. incapacitado de pensar com clareza. somos ligeiramente desequilibrados. geralmente. (Idem. muitas subdivisões . 154) O que devemos fazer? Como saber. desejos de preenchimento. um homem está como que desequilibrado. neurótico. se um homem teme. portanto. os outros começam a protestar. a causa pode achar-se no inconsciente. provêm impulsos neuróticos. num mundo que é de certa forma neurótico. levados a perguntar: Temos possibilidade de libertar-nos desse medo. portanto. o que acontece na mente de uma pessoa. (…) de Deus ou dos psicólogos. pág. e provavelmente é. fora de dúvida. 125-126) http://www. “realizar-se”. suas estúpidas idéias. não apenas do medo e da dependência superficiais. e atribuir importância a dado fragmento é neurose. Estabelecemos uma série de dependências (…). (A Questão do Impossível. dividimos a consciência. 154) (…) Essa fragmentação . há neurose. agora que ela não depende mais de outras pessoas. que. desprezando-se os demais fragmentos . Se sois superiormente intelectual. como agora somos. o homem sem medo. no qual os amigos e parentes são ligeiramente desequilibrados (…)? Não se pode recorrer a ninguém. a seus interesses.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) Qualquer espécie de medo é uma forma de neurose. mas do medo profundamente radicado em nós? (…) Porque. 154) Sim. (O Novo Ente Humano. pág. faz as coisas mais irracionais que se podem imaginar. pág. num estado de neurose e. é uma forma de neurose. suas próprias crenças. embora os indivíduos intelectuais sejam tidos em elevada conta. sois neurótico! (…) Deste nosso exame alguma coisa já aprendemos: toda “exageração” de qualquer fragmento da consciência (pois a vemos toda fragmentada). exagerando a importância de dado fragmento.org. a mente se torna incapaz de ver com clareza. etc. (…) (Idem.se nela se dá realce a um fragmento. de psicólogos. 157) Vós não sabeis quando sois neurótico? Alguém precisa dizer-vos que sois? (…) Sempre que há “exageração” de qualquer fragmento. somos entes humanos fragmentados e. 33) (…) A neurose é resultado da dependência. fanático. pág. viver. são o povo mais supersticioso. Estar apegado a certa crença (…) é uma forma de neurose. assim. esperando que nessas dependências estaremos seguros. de livros. isso é uma forma de neurose. não? Em geral. de observar com exatidão.krishnamurti. pág.de ordem intelectual.

e nisso não há harmonia. pág. vemos tudo fragmentariamente e somos treinados desde a infância para olhar. (The Awakening of Intelligence. de maneira que nunca o vemos realmente. o cientista. jamais somos algo total. geralmente ao longo de toda a vida. porque nunca olhamos para as coisas completamente. Parece que jamais encaramos o movimento total da vida. como dissemos. Estamos tão divididos internamente. no qual tudo está incluído.krishnamurti. o economista. observar a vida como um movimento unitário total .br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . sempre olhamos as coisas fragmentariamente. sã. viver em fragmentos. 209) E.Seleta de Krishnamurti Mas veja que o próprio estado de dependência de outrem pode ser a causa de uma neurose psicológica profunda. nervos. olhamos as coisas de maneira parcial. (…) observem o amigo. E há a vasta expansão da mente que nunca tocamos ou conhecemos. ou segundo algum ponto de vista ideal. o conceito é extraordinariamente importante. (…) o intelectual e o romântico. clareza. mas nunca a sentimos. Nunca olhamos a vida como uma totalidade completa e indivisível. 188) É possível ver-se a totalidade da vida. o que constitui nosso normal modo de viver. Quando se quebra esse padrão. e. como um movimento total desde o princípio até o fim. a qual semelha um rio. imensurável. olhos. essa mente é extensa. é possível para ele olhar a contraditória e confusa consciência. 208) A ordem implica harmonia na vida diária. ouvidos. pág. da Consciência. inteiros. olhá-la como uma totalidade? Ou deve olhar cada parte dela separadamente? (…) (La Llama de la Atención. A harmonia não é uma idéia. o homem de negócios. a elite e a não elite.org. está completamente neurótico. portanto. não é um especialista. significa que estamos sozinhos. da Vida Nossas vidas acham-se fragmentadas. divididas. cada um tem seu próprio compromisso. que nossas vidas são em si mesmas contraditórias e. a rolar infinitamente. integridade. Vejam holisticamente. Holística. Observamos sempre de um ponto de vista particular. a esposa ou o esposo. existe um constante conflito. Só o indivíduo neurótico é obrigado a controlar-se. pág. cordata. portanto. (Perguntas e Respostas. (…) que produz racionalidade. 107) Observar holisticamente é observar ou prestar atenção a todo o conteúdo de algo. sem descanso. pág. impossibilitado de mover-se livremente.(…) coração. pág. que é encarar a vida como movimento total. Nós nos achamos encerrados na prisão das idéias. uma mente total. 33-34) (…) Significa uma mente em que não há divisão de espécie alguma. A dependência veio da infância (…) Não depender de nada. conforme nosso prazer ou nosso condicionamento. (La Totalidad de la Vida. como um fato. (Fora da Violência. O político está (…) comprometido com a política. sem fragmentação nem desvio nem ilusão alguma. pág. não os atos de ver ou fazer. (La Totalidad de la Vida. (…) não há divisões como o bem e o mal. cheio de beleza.” não “Eu sou um artista e por isso posso fazer as coisas mais excêntricas e absurdas”. racional. que é um leigo. É importante compreender como a mente cria ilusões de auto-importância e todos os múltiplos tipos de ilusão (…) Olhamos algo com uma idéia ou crença preconcebida. 69) A observação holística é uma percepção sã.total (whole) implica sagrada (holy). impelido pelo enorme volume de suas águas? Pode-se ver totalmente essa vida? Pois só vendo http://www. não esse despedaçar ou fragmentar a vida em múltiplas categorias. não conhecemos sua qualidade. com a totalidade de nossa mente. aprender. A harmonia e a claridade implicam ver as coisas holisticamente. Normalmente. o céu e o inferno. observar. quando chega ao ponto de estabelecer o controle total de si próprio. numa visão total.isso é saúde. lógica e total . nunca temos uma observação holística. pág. o que acontece? A pessoa sara! Precisamos estar sãos para descobrir o que é a verdade. Para nós. Assim (…) podemos encarar a vida holisticamente. (La Llama de la Atención. É possível para um ser humano como qualquer de nós. 96) Visão Global. íntegros .não “Eu sou um homem de negócio no escritório e uma pessoa diferente em minha casa. Vejam o importante. .

conclusões ideológicas. ao verdes a verdade de que há conflito sempre que há observador . (…) um cientista . porque sua energia não está sendo dissipada. Pode você dar-se conta de seu fragmento? Dar-se conta de que você é um norteamericano. senhor. a moldar a nossa ação e os nossos pensamentos. para ter uma percepção total? (…) Não posso vê-lo. mas não podemos vê-la totalmente. se torna consciente de sua fragmentação. da Verdade. pág. os anelos.org. (Idem. pág. Como consegui-la? Como pode a mente fragmentada sacudir todos os fragmentos. como cada uma dessas frações tem sua própria energia ativa. um comunista (…) . (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. É esse centro que. (La Totalidad de la Vida. escritório. quer no mais ínfimo nível. e quer o coloquemos no mais alto. estareis então observando sem observador e vendo a totalidade da existência.porque dividimos a vida em vida de negócios. com partidos . completamente. ele é sempre “eu” . 75) Pode-se olhar o campo inteiro (…) Para percebê-lo totalmente. igreja. assim. uma energia tremenda. requer uma mente que não esteja repleta de conceitos e conclusões. necessitamos de uma mente não fragmentada.ao verdes essa verdade. estamos espantados com ela.uma vida em que o pensamento não se fragmente como família. a compreendemos. 10) Pode então dar-se conta realmente dos diversos fragmentos? De que eu sou um hindu. se a mente se acha fragmentada? Você não pode dar-se conta do total. (Idem. é a entidade condicionada. um judeu. isto ou aquilo? Uma vida em que a morte tenha sido tão separada que.de que o indivíduo vive somente nesse estado? (…) (La Totalidad de la Vida. de que eu sou um artista.e o observador é o produtor de imagens. impede a compreensão do todo da vida. não fragmentada? . 75) (…) Essas imagens são produzidas pelo observador (…) Assim. é o censor .krishnamurti. deveis olhar todo o campo da existência. vida religiosa. somos incapazes de observar o campo inteiro . tal como realmente é. sem nenhuma imagem. vida de família. pág. (…) um comunista. 26) Pode-se viver uma vida que seja total. se há alguma atividade egocêntrica a guiar. sua totalidade. 9) Interlocutor: (…) Porém nesses momentos ocorre com freqüência que o indivíduo não quer desprenderse do conflito. (La Totalidad de la Vida. cada fragmento está oposto aos outros fragmentos e. O que nos perguntamos é: Pode o fragmento dissolver-se? Porque só então é possível ver o total. e por essa razão é que fragmentamos o mundo (…) (Da Solidão à Plenitude Humana. os pensamentos opostos produzem conflito. Em nosso estado atual. um homem de negócios (…). um católico. e. Deve haver uma diferente espécie de percepção e essa espécie de percepção só existe quando o observador está ausente. dizendo-se em busca de Deus. Krishnamurti: Esse é um assunto diferente. incapazes de enfrentá-la. pág.experiência acumulada (…) O “eu” é incapaz de perceber a totalidade dessa coisa extraordinária que chamamos de “vida”. 9) Interlocutor: Como sei que estou fragmentado? Krishnamurti: Quando os desejos opostos. porque não temos uma vida total. essas energias fragmentárias estão dissipando nossa energia total. 75) Podemos falar acerca da totalidade da vida? Pode-se perceber essa totalidade. pág. etc. pág. com a nação. Então a pessoa sofre. (…) (Idem. 101) Para pordes fim (…). É a imagem egocêntrica que se identifica com a família. (O Novo Ente Humano. Tem a mente. quando chega. (Idem. é tradição. se só está olhando através de uma pequena abertura. 10) http://www. um árabe. pág.o todo .políticos ou religiosos. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Idem. pág. porque o intelecto é um fragmento e não posso servir-me de um fragmento para compreender o todo. então.entende? Toda essa fragmentação sociológica. pág. 190) O conhecimento é o “eu”.Seleta de Krishnamurti totalmente uma coisa. E compreender esse centro. (…) eu sou um hindu. 9) Veja. (…) um judeu. pág. não apenas uma parte dele.

e isso é muito simples. já que o pensamento é passado? Faça-o! Isso requer tremenda disciplina. (…) o conjunto. este afeta tudo. Da mesma forma. só vejo numa única direção. mas esse comportamento é simplesmente mecânico. Pois bem. por isso. (…) (Talks in Saanen. Ao fazê-lo. (…) dar-nos conta de que um indivíduo é isso? Eu sou um fragmento e. se compreendemos a verdade de que o indivíduo é o passado. Se um artista. 14) Assim. 71-72) Pode a mente observar seu conteúdo sem nenhuma escolha quanto a esse conteúdo . não vê o todo. não olho nenhuma outra parte do mapa. (Idem. estou criando mais fragmentos. pág. a mente tem de ter direção quando vou daqui para casa. se minha mente apenas funciona nos detalhes. Compreenderam? Se tenho todo o quadro da mente. Porém a pessoa se aferra à vida e foge da morte. Você pode esconder-se atrás de um comportamento polido. pág. cuidadosamente mantido. Quando ela opera totalmente. como é possível observar totalmente? Quando o olho para o mapa da França. mas. (Idem. pág. (…) infelicidade.pode ele olhar com aquela inteligência que não é formada pelo pensamento. controle. sofrimento. 1974-1975. (…) (La Llama de la Atención. portanto. pág. apenas olhá-la. Posso citar as milhas percorridas. quando eu olho o conteúdo de minha consciência . olho igualmente só uma direção. torna o indivíduo incapaz de ver o todo. 14) Mas estou falando de uma mente que entende a natureza da direção e assim é capaz de ver globalmente. o presente e o futuro . não posso ver o todo. mas observando totalmente? Ora. (…) (Idem. Evidentemente. mas uma disciplina que é um ato no qual a verdade é vista. então não posso dimensioná-la no todo.krishnamurti. 14-15) Se venho da Índia com meus preconceitos. 1974-1975. obviamente. (…) ver a direção. não posso ver totalmente. 14) Se quero encontrar algo. então não pode ver o todo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . porque.estabeleço uma direção além da qual devo ir. se tenho certo talento ou dote natural.o que é tempo como movimento psicológico. superstições e tradições. vejo a estrada que conduz a Gstaad. mais conflito. que são partes de sua consciência.o conteúdo constitui minha consciência. a mente se torna incapaz de ver o todo e a imensidade da totalidade. (…) ansiedades. pág. a direção se torna clara. pode então operar numa direção.org. 15) Há o conteúdo de minha consciência .não escolhendo nenhuma parte do conteúdo.se você está indo de acordo com o prazer. que é disciplina. pág.Seleta de Krishnamurti Podemos. com a recompensa ou a dor. pode a mente não ter direção alguma? Esta é uma pergunta difícil escutem-na. (Idem. muito forte e efetiva. minha pergunta é: Pode a mente estar livre de direção ? . Mas quando a mente só opera num sentido. Um movimento numa particular direção. vindo da Inglaterra e cruzando o Canal. porque está marcado no mapa e eu sigo. (…) no que devo fazer. não a disciplina de supressão. quando há sofrimento.que é o mesmo da de vocês . e minha mente se torna incapaz de ver a totalidade. se houver um movimento numa particular direção. Quando ela vê o todo. não desejando isto ou aquilo. 15) Pode sua mente olhar seu conteúdo quando você fala com alguém através dos seus gestos. atendendo a certo prazer.o que não significa que esteja sem direção. confusão. (…) que penso ser real. (…) tenho de dirigir um carro. (Talks in Saanen. http://www. pág. essa direção exclui todas as outras. imitação ou conformidade. 1974-1975. 10-11) Este é realmente um grande descobrimento. posso olhá-la como um todo ? .sem nenhuma direção (…) julgamento (…) escolha. pág. Se sou um cientista. posso tê-lo nos detalhes. Ora. e. de acordo com um padrão por ela estabelecido. porque conheço a direção na qual desejo ir. da mesma forma. uma mente que está se orientando numa direção. Portanto. o que implica em nenhum observador. então a direção é determinada e eu sigo naquela direção. Se estou envolvido em minhas opiniões. (…) de exercer uma função técnica . da maneira como anda (…) senta e come. Dessa forma. de seu comportamento? O comportamento indica o conteúdo de sua consciência .tudo isso são direções. pois. A operação da verdade cria sua própria ação. (Talks in Saanen. (…) Observar holisticamente o movimento total da existência é viver tanto a vida como a morte. pág. (Idem. pois esse observador é o passado . no que desejo fazer. 15) O comportamento expõe o conteúdo de sua consciência.

69) (…) Ao passo que se pode observar holisticamente. para olhar toda a vastidão da vida? Pode. esperanças. pág. Todas as nossas reações nervosas. senão como um movimento holístico. 165) Percebo que minha mente . O centro do fragmento é o “eu”. não há mais problema algum. Pode a mente libertar-se do “eu”. é possível olhar a vida como uma totalidade? Olhar o sofrimento. e de maneira completa. não como se fossem atividades separadas. com sua energia destrutiva. mas também a reação de todo o nosso sentir.que também compreende o cérebro e todas as reações nervosas e psicológicas . Vemos que o pensamento desempenha um papel muito importante nessa consciência. pergunta-se então como se há de reunir tudo isto para formar uma totalidade? E quem é a entidade. então atuam a partir de um fragmento. fracionada. que divide. (A Questão do Impossível.org. estão nele contidos. como uma ação unitária? (La Llama de la Atención. pergunta-se: Pode a mente. o cérebro. não transcender. a dor. 44) Assim. etc. pág. uma crença.“minha” casa. pergunta-se: “Há uma ação que não seja fragmentária e não possa contradizer outra ação que irá verificar-se daqui a um minuto?”. os problemas continuarão existentes . temores.de onde emana toda ação . (…) E. (…) Não tem sentido dizermos para nós mesmos que todos esses fragmentos devem ser reunidos ou “integrados”. estão cultivando mais fragmentos e divisões. pois. a natureza do pensar. a compreendê-la (…) Quando se vê a vida como um todo. como o intelecto. quando se compreendeu fundamentalmente. (…) Se não compreendermos o conteúdo da consciência (e a possibilidade de o ultrapassarmos). a ansiedade. 165) Assim. toda ação(…) produzirá necessariamente confusão. com todo o ser. dando-se conta. observar todo o movimento da vida como um movimento único. levará inevitavelmente a uma enorme confusão. senão que dessa observação surge uma maneira totalmente nova de encarar a vida. e nossa vida. 69) É isso possível (…)? Ou estamos obrigados a viver eternamente na fragmentação (…) no conflito? É possível observar a fragmentação e a identificação com esses fragmentos? Observar. então não só chega ao fim o conflito. (Idem. o coração.olhar tudo. pág. (…) (A Questão do Impossível. Releva. o ir ao escritório. compreender bem claramente a natureza fragmentária de nossa consciência . sofrimentos. não escapar disso nem reprimi-lo. o ser inteiro. (…) (A Questão do Impossível. pág. (…) Se não fordes capaz de observar sem o “eu”. (…) criada pelas gerações passadas e continuada pela atual. total. pela cultura em que vivemos.o dar-se demasiada atenção a um fragmento. pág. pág. O “eu” é criado pelo pensamento (…) O “eu” . pág. o prazer. O presente não pertence ao tempo. (Idem. (…) (Idem. O pensamento não só é a reação do passado. 70) http://www. ou o predomínio de um fragmento sobre os outros. (…) (A Questão do Impossível. o “eu” que há de reunir todas essas diversas partes e integrá-las? Essa entidade não é por acaso também um fragmento? (…) (La Llama de la Atención.percebo que a totalidade dessa consciência está fragmentada.produzirão inevitavelmente contradição e aflição. a solidão. 164-165) Esses fragmentos que compõem a nossa consciência . prazeres. 15) Continuemos (…) considerando a natureza e estrutura da consciência.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . sim. E toda ação. pág. observar sem o “eu”? O “eu” vem do passado.cada problema em oposição a outro. porque se vocês tentam fazer algo a respeito. pág. Não é um problema (…). não existe “eu” do presente.ou há uma parte de cérebro que não é de forma alguma mecânica? (Idem. 44) (…) Não se trata de que os múltiplos fragmentos cheguem a integrar-se em nossa consciência humana (…) Porém. “minha” desilusão. “meu” desejo de tornar-se importante esse “eu” é produto do pensamento. o ter filhos . Só a mente e o coração que se acham fragmentados criam problemas. porque então aparece o problema relativo a quem tem a possibilidade de integrá-los (…) Assim. o corpo. o sexo. senão observar. o ter uma casa. 165) Esta é uma questão muito séria (…) Temos de devotar nossa energia e paixão. deve haver uma maneira de olhar todo esse conjunto de fragmentos com uma mente não fragmentária. não corrigir.Seleta de Krishnamurti Daí surge outra pergunta: é a mente inteiramente mecânica .krishnamurti. pág.

Por certo. pág. observá-los. (Tradición y Revolución. e quer analisar sua própria estrutura integral. portanto. e ele consiste em ver a contradição. (Fora da Violência. (…) Nunca indagamos quem é o analista. 94) Um dos nossos condicionamentos é essa idéia de que devemos analisar-nos. pág. sã. (Palestras com os Estudantes Americanos. Uma das maneiras mais em voga é encarregarmos um analista de fazer esse trabalho para nós. Nessa análise. portanto..br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . molda. faz parte da fragmentação . pág. sendo um fragmento. 94-95) Vede. algo de inteiriço. tratamos de integrar esses fragmentos. (…) Se vos servis do conhecimento. surgem o consciente e o inconsciente. pág. Porque um fragmento será sempre um fragmento. Vendo-se isso claramente. pág. há o analista e a coisa analisada . O estado de não contradição só é possível quando a mente funciona como um todo. porque não sabemos como essa fragmentação pode tornarse um todo. pág. 77) Assim. está condicionado. sereis forçados a perguntar a vós mesmos quem é a entidade capaz de realizar a integração. Compreendeis? Vemos que nossa vida está dividida em fragmentos e. a fragmentação haverá de continuar. cessastes de aprender sobre vós. nesta nossa vida tão dividida e fragmentada. a entidade que controla. as parcelas de desejo. 1ª ed. mas com o autoconhecimento alcança-se uma plenitude. Mas o próprio analista.(…) torna-se óbvio que deve haver um diverso modo de proceder. há sempre o “censor”. Se não houver amor. pág. E. isso é impossível. pág.krishnamurti. porque integração supõe “alguém” que faz a integração: um fragmento que junta todos os outros fragmentos! (Fora da Violência. existe um conflito entre os numerosos fragmentos. já que estamos fragmentados. porque a própria entidade. Não se pode construir um todo harmonioso juntando fragmentos. (Idem. guia. É esse transcender que constitui a revolução radical. essa separação entre “vós” e “mim” deve acabar.org. 153) Enfrentar a vida é enfrentá-la como um todo.e isso implica que a mente consciente se separa do resto (…) Partimos portanto. de juntá-los num todo! Ora. da associação e acumulação. 116) Que relação tem tudo isso com o amor? Qual é a relação que há entre mim. É então que perguntamos: Pode a mente consciente examinar o inconsciente? . analisarmos a nós mesmos.Seleta de Krishnamurti (…) O que estamos procurando fazer é juntar esses fragmentos de contradição. para ver se há possibilidade de ultrapassá-los. não poderá efetuar sua integração. e isso só podeis fazer quando conheceis a vós mesmo. nessa divisão. ou. olhar-nos introspectivamente. para com eles constituir uma totalidade. ou seja. pág. um senso da totalidade. para vivermos uma vida harmoniosa. jamais poderão ser unidas. pág. no desejo de acabarmos com a fragmentação. divididos. da falsa suposição de que a mente superficial é separada da “outra”. a própria entidade que irá integrar os múltiplos fragmentos faz parte deles e. Não dizemos integrar-se. ainda que lhe sejam acrescentados outros fragmentos. (A Suprema Realização. (…) (A Questão do Impossível. dessa maneira. (…) havendo análise. (…) (Idem. É porque não conheceis o inteiro processo de vós mesmo que dividis a vida em fragmentos e. ordeira. perpetuais o conflito e o sofrimento. da análise. Obviamente. essa fragmentação. 165) A questão não é como integrar os diversos fragmentos. as exigências e desejos contrários. 93-94) Muito facilmente somos persuadidos a fugir. como meio de vos compreenderdes. (O Homem e seus Desejos em Conflito. integradas. de transcendê-los. os fragmentos.um fragmento assume a autoridade e analisa a outra parte. O aprender requer liberdade para podermos observar “sem o censor” (Fora da Violência. o (…) observador que está tentando ajuntá-las. também. você e o artista? Penso que o amor é o núcleo essencial da relação. e não fragmentariamente. 201) (…) Se examinardes essa palavra (integração) e descobrirdes todo o seu conteúdo. ele é um daqueles numerosos fragmentos. há sempre conflito entre o analista e a coisa analisada. 94) Tentamos muitos meios e modos. 123) http://www. Como pode essa fragmentação tornar-se um todo? Sabemos que. em contradição. O amor tem sido rebaixado ao sexo e toda a moralidade que o rodeia. senão como é possível viver sem fragmentação.

das inumeráveis pressões e agonias da vida. pág. pág. ela própria. das quais se origina o pensamento. (Idem. não ter curiosidade. sendo mecânico. Nesse intervalo. dessa compreensão. respondeis prontamente (…) Mas se vos fazem uma pergunta mais complicada. precisais de tempo para responder. etc. não produzida pelo pensamento. (…) E essa insuficiência da reação gera contradição. lógico. não ser “intenso”. por conseguinte. se somos cientistas. porém sempre fragmentária. original. quer sejamos competentes. a esperar. se a reação é imediata. (…) família. 85) Que é pensar? (…) Quando há “desafio” e “reação”. Crítica Qual é a origem do pensar? Esta é uma questão sobremodo complexa (…) No momento em que se descobre realmente a origem do pensar. (Ensinar e Aprender. há um intervalo de tempo entre o desafio e a reação. indiferença. a pesquisar. Eis o que se chama “ser vulgar” . Só nessa dimensão pode operar-se a transformação radical. um conflito. pág. todo pensar é mecânico. com as mesmas aflições. A mente. brutalidade. pág. (…) (A Arte da Libertação. resulta a conduta correta. Se vos perguntam vosso nome. conforme o seu background. não só o mecanismo do pensar. nasce a claridade. pág. tédio. pág. outra dimensão. naturalmente estou envolvido no torvelinho da confusão. (A Suprema Realização. (Idem. só nela pode nascer uma coisa nova. (Encontro com o Eterno. mas também esse depósito de conhecimentos acumulados. a mente fica em busca de uma resposta. das marcas do tempo. uma rotina. de vosso background. porquanto todo pensar constitui uma reação de nosso background de experiência (…) de memória. se somos hinduístas.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) com nossos conhecimentos. onde não há lugar para ele. mas meramente conformar-se. do conhecimento. o pensar nunca pode ser livre. e não sei que fazer ou que pensar. e todo movimento da mente (…) produz resultados peculiares e limitados (…) (Diálogos sobre a Vida. 78) Pergunta: Que entende o senhor por vulgar? Krishnamurti: Ser como o resto dos homens. quer não. a indagar. que é o depósito de experiências. pág.org. uma dor ou um prazer (…) Tal é o ciclo de nossa vida. (…) (O Passo Decisivo. sensato. que é sempre novo. insensibilidade. com os quais “respondemos” a um desafio. de vossas experiências. a mesma corrupção. nenhuma alegria na vida. 174) Quando não me conheço a mim mesmo. lembranças. 47) O pensamento é condicionado. Investigação. é. 46) Por conseguinte. Poderá ser razoável.Seleta de Krishnamurti Processos Psicológicos Mente. Dúvida. não procurar esclarecer-se. “ser burguês”.nada ter de novo. 14) http://www. Mas quando me conheço a mim mesmo (…) então. Esse intervalo é o que chamamos pensar. A compreensão de si mesmo traz amor(…) ordem. pág. da memória. Essa resposta nunca é total. Pensar. a questionar. 46) E esse pensar depende de vossa raça. apresenta-se uma contradição. (…) dores e sofrimentos. ou seja. 59) Ora. “reagis” ou respondeis. a reação ao desafio é sempre inadequada.krishnamurti. apaixonado. seu condicionamento. Uma maneira mecânica de viver. E. não há “processo de pensar”. É isso que entendo por “ser vulgar”. condicionada. sua educação. violência. morrer no emprego. Sempre respondemos ao novo com o “velho”: com a tradição hinduísta. o pensamento recebe o lugar que lhe compete e não transbordará para outra esfera. Querer uma colocação. apegar-se a ela. Preliminares. Por conseguinte. De acordo com ele. temos de compreender.

a estais investigando como cristão. é um homem como os outros . investigar. a Bíblia. porque (…) farão cessar toda investigação verdadeira. não pensar partindo de uma conclusão (…) O pensamento que parte de uma idéia preestabelecida não é pensar. isolada (…). pág. investigar com um motivo. até os maiores cientistas têm de abandonar todo o seu saber. porque percebe que só assim estará capacitado para investigar. pág. Se vossa mente é medrosa.a energia necessária ao investigar. E só a mente que se acha numa jornada de descobrimento constante. a mente pouco profunda.org. budista. o conhecimento adquirido dos livros e de outras pessoas. pág. não se pode olhar. jamais tereis a paixão necessária para indagar e prosseguir indagando até o fim. a mente deve estar livre. ou acidental e passageiramente. estreita. persistente. (…) caminhar para o desconhecido. (…) Essa mente . pág. (…) Lemos o Gita. inflexíveis. A paixão implica uma energia constante. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. possuir uma grande capacidade técnica e analítica. Por “mente vulgar” entendo aquela que está sempre e só interessada em si própria. A maioria de nós perdeu .ou nunca possuiu . livre . que nos está tornando obstinados. (…) (Experimente um Novo Caminho. 165) Se. ansiedades e temores. 84-85) Em primeiro lugar. porém (…) no começo.krishnamurti. (…) a que ela ficou amarrada. pág. o compreender. 134) Ora. (…) Essa esfera não podeis alcançar com vossos conhecimentos. pág. e para investigar necessita-se de liberdade. 13) http://www. observa. entretanto permanece vulgar. na experiência. Sem liberdade. Como temos dito.só essa mente é capaz de descobrir o verdadeiro e promover uma revolução neste mundo.Seleta de Krishnamurti Estivemos considerando (…) A mente vulgar. E. assustada. (…) o qual deu certa tendência à nossa mente. superficial.não liberdade no fim. toda investigação exige paixão. para terdes paixão. trouxerdes o resíduo de vossas numerosas experiências. em suas atividades egocêntricas. o Upanishads. achando-se bem firmada na tradição. (…) conclusão ou crença. (O Homem Livre. Preferimos aceitar. antes de poderem descobrir qualquer coisa nova (…) O homem sério. pág. Se investigais com um motivo.a mente da maneira de nós . como investigar a verdade relativa a qualquer coisa? Por certo. se é ávida. é um tanto limitada. liberdade . (Idem. está sempre a buscar mais e mais experiências. Uma mente em tais condições é capaz de investigar? (…) (Da solidão à Plenitude Humana. nova. de outro modo. como pode ela ser livre para investigar? (…) (Uma Nova Maneira de Agir. (…) o investigar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) preconceitos. (…) que não está acumulando. portanto. o descobrir exigem. o cientista investiga. pág.nada investiga! E sua auto-investigação requer não só liberdade. pág. 58) Para descobrir. fora do laboratório. e está. ou por curiosidade. para essa investigação. que está morta para tudo o que ontem acumulou. mas. duvida. fútil. ainda. também assim não só ficareis desapontados. Só ela é capaz de amor e compaixão (…) (Da Solidão à Plenitude Humana. (…) vos vereis completamente confusos. 27) Só pela investigação se pode descobrir. é aquele que é capaz de abandonar as suas conclusões. porém simples repetição. 99) O aprender não aproximará de vós a Verdade. um dos fatores essenciais em qualquer espécie de investigação. é incapaz de descobrir. necessitais de energia. indaga. superficial. 88) Vejamos (…) se nossa mente está entregue a dada experiência. erudita. o prazer e o entusiasmo não significam paixão. ambiciosa. E se. desprezível. Pode-se investigar acidentalmente ou por curiosidade ou. 75) Pois bem. (…) (O Descobrimento do Amor. 26-27) Certamente. no ajustamento às diárias exigências de sua vida (…) (A Essência da Maturidade. mas também uma extraordinária capacidade de percepção. no sentido profundo. Essa mente vulgar pode ser muito engenhosa.com sua pesada carga de condicionamento. purificada. investigando esta questão. continuar pelo velho caminho (…) No laboratório. quer dizer. obviamente. (A Suprema Realização. pág. essencialmente “burguesa”. sem dúvida. mas também algo confuso. Pesquisa. como dissemos. de indagação. é não pressupor nem postular coisa alguma. não limitada ao campo de vossa mente insignificante.

e essa energia deve ser inteiramente livre e não devemos pervertê-la. percebendo que. isso. porque só então será capaz de investigar e descobrir a verdade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (…) (Idem. A mente torturada pelo conflito não é. de argumentar. não há possibilidade de surgir o novo impulso criador da Realidade. 144-145) Estais. de estar em contato com idéias. experimentá-la por nós mesmos. E é essencial investigar. portanto. a experiência da totalidade. pág. para mim. de certo. 137) (…) É árdua tarefa abandonar ou seguir idéias e. é seriedade. condicionada. para termos paixão. sã. (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. em tais condições. Gostamos de discutir. de seu conflito dualista (…) a última (…) que o pensador e o pensamento são um só (…) Referi-me a três estados ou fases apenas por conveniência de linguagem: elas se confundem (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. num estado em que a mente diga: “Não sei. seja capaz de ver as coisas com toda clareza. não apenas como fazem certos especialistas. pág. segundo. seus pressupostos. pág. em cada minuto de seu movimento. precisamos de energia. Por esse processo de “ir até o fim” verifica-se o descobrimento da essência (…). sua energia está sendo sempre deformada. a percepção do seu processo dualista ou contraditório. mas como realmente é. Terá de transcender a civilização e a cultura. completamente. ao tentardes resolver um problema psicológico. 1955. por que a mente que (…) sente medo é obviamente incapaz do rápido movimento exigido pelo investigar (…) Não é livre o espírito que está sob o peso da tradição e da autoridade. terceiro. não como deveria ser. em todas as atividades da vida diária (…) (O Homem Livre. pág. Isto é. pois. ficaremos apenas no nível verbal (…) Se pudermos experimentar a verdade de cada questão. (…) talvez o problema se resolva completamente (…) (Viver sem Confusão. nos mantermos em contato com o que é. (…) (A Suprema Realização. se desejais compreender o problema. Os mais de nós podemos estar cônscios da causa e do efeito (…). E. tendes de estudá-lo de maneira nova. (…) de compreender essa dualidade (…) (Viagem Por um Mar Desconhecido. (…) Investigar o real até o fim e descobrir a essência das coisas. energia. por certo. sim. 37) Investiguemos (…) Ora. vigor. porquanto são muito mais superficiais. do contrário. mas desejo investigar” (…) (Palestras na Austrália e Holanda. mas. pág. próprias ou alheias e. 116) O investigar requer mente equilibrada. acabou-se a investigação. seus ideais. pervertida. (Idem. (Idem. reprimida. 93) Não sei se já observastes por vós mesmos as três fases sugeridas. seu conformismo. vós e eu vamos investigar a verdade contida em cada problema. descobri-la por nós mesmos. a menos que perceba suas conclusões. afinal. que não se deixe persuadir por opiniões.Seleta de Krishnamurti E o investigar requer a compreensão da natureza e do significado do medo. mas parece-me que as idéias não nos levam a parte alguma. E desperdiçamos toda a energia em conflito: o conflito da dualidade. formulação. 14) Antes (…) seja-me permitido salientar (…) que o importante é cada um descobrir a verdade por si mesmo. 154) (…) Se a mente não estiver cônscia de sua própria totalidade. ao mesmo tempo. pág. a percepção de causa e efeito do problema. pág. pág. meros símbolos (…) (O Passo Decisivo. pág. uma mente livre. investigar em si mesmo e conhecer a totalidade do próprio ser. em qualquer problema humano: primeiro. como pode a mente investigar? Qualquer investigação exige muita vitalidade. isso é que constitui seriedade. 137) Há três degraus de percepção. num estado de espírito aplicado a investigar e não a crer.org. o estado real de nossa mente. o funcionamento da própria mente.krishnamurti. isto é certo e aquilo é errado (…) Tendes. pois. 154) Como disse. a percepção do “ego” e a percepção do pensante e seu pensamento como um só todo. http://www. tanto no nível consciente como no inconsciente. acho sobremodo importante ser sério. e. o bom e o mau. nosso coração. penetrar aí muito profundamente. e tem então os nossos problemas significado todo diferente. 14) Quando a mente leva a carga de uma conclusão.

(…) (Palestras no Uruguai e na Argentina. (Idem. pág. pág. 1933-1934. afastar (…) (Palestra em Adyar. 154) (…) Porém. 155) Ora. duvidando continuamente. aquisitividade . 1933-1934. ser crítico exige uma grande dose de inteligência. (…) princípios com que vos oporeis a qualquer situação nova e de conflito. ser capaz de criticar. 1934. desse fundo de idéias de onde reagis. É simplesmente hábil oposição que não tem valor. Para mim. a ação e não a mera aceitação (Palestra em Auckland. pág. dúvida não somente com relação ao que digo.krishnamurti. e que nos esforcemos. e desse pensamento surge. Se você começa a duvidar. que sois críticos. e imaginais que estais pensando. 9-10) Para ouvir como convém. e tampouco procureis tomar o meu lado. Deve questionar. nunca vos oporeis sistematicamente. porém fomos acostumados a não perguntar. isso dá certa clareza. por descobrir o valor intrínseco do que o orador tem a dizer. 10) http://www. assim. a não criticar. Índia. quando falo de crítica. que usam como defesa. 1935. (Palestras em Auckland. (…) tomais abrigo por detrás desses preconceitos. começareis. de nossas limitações. com relação às idéias a que vós próprios vos apegais. mas sua própria vida (…) suas crenças. essas coisas seriam igualmente insensatas. realmente começardes a inquirir sobre a própria coisa a que está presa a vossa mente . é o primeiro e essencial requisito para todo homem que pensa. ao mesmo tempo. 135) Estamos acompanhando um ao outro? Não estamos tentando convencê-lo de coisa alguma. 8) Inquirir é justo. 9) (…) Em outras palavras. pelo contrário. 1934. tendes certas crenças. não em atribuir valores. Índia. primordialmente. de esperança e de temor.medo. E somente descobri-la. 16) (…) Para o entendimento. ser crítico. pág. ceticismo. verificar. criadores. a consciência dos nossos preconceitos. de preconceito. criador. A dúvida é necessária em sua indagação sobre o problema total da existência. (Palestras em Adyar. levantais os vossos preconceitos profundamente arraigados e fazeis obstrução. 910) (…) Existe. (…) dogmas. naturalmente. porém. (…) (Idem. isso não é crítica. (Idem. se algo do que estou dizendo não vos agrada. 1933-1934. que nada mais é que oposição. Tudo o que tendes que fazer (…) é examinar. mas. pelas religiões (…) (Palestras em Adyar. Por exemplo. não apenas o que o orador está dizendo. (The World of Peace. em lugar de buscardes um substituto. 8) (…) Isto é. para que ele comece a descobrir o que é falso e o que é verdadeiro (…). Criticismo não é cepticismo nem aceitação. porque a oposição é mais fácil do que averiguar se o que estou dizendo tem algum valor. pág. pesquisar. aprofundar-vos nos problemas existentes diante de vós. (…) Se fordes verdadeiramente crítico. pág. pág. A maioria das pessoas possui um certo fundo de tradição. (…) de inquirir. claro. pela educação. contudo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . se eu vos disser coisa que vos desgoste.org. peço-vos não tomar partido. pág. Índia. e a essa reação denominais crítica. em procurar descobrir os verdadeiros valores. dessas tradições. o primeiro requisito é a dúvida.então descobrireis a causa. Não lhe dá um grande sentimento de auto-importância. pág. (…) mas que tem sido destruída pela sociedade. Porém. 9) Se quiserdes compreender (…). pág. (…) Ao passo que a verdadeira crítica consiste. você deve ter dúvida. e a isso. se. é preciso não haver oposição nem antagonismo. Torna são. fomos cuidadosamente adestrados a nos opor. e com tal cérebro pesquisa. a vos opor. duvidar. isto é. haveis feito da dúvida um (…) mal que se deve banir. chamam crítica. (…) (Idem. então estareis interessados em realidades. interrogando por meio de uma atitude mental crítica e inteligente. pág.Seleta de Krishnamurti pág. uma forma ativa de crítica que exige mente esclarecida e aberta. (…) Peço-vos (…) seguirdes com a mente aberta o que eu disser (…) Procurai não vos inclinardes para o lado do grupo particular a que agora pertenceis. maldade. 10) Assim.

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Para mim, pois, a verdadeira crítica consiste em procurar descobrir o valor intrínseco da própria coisa, e não em atribuir-lhe qualidade. (…) Isto, porém, destrói a verdadeira crítica. Vosso desejo está pervertido (…) não podeis ver claramente. (…) (Idem, pág. 11) Ser verdadeiramente crítico, não é estar em oposição. Nós, em maioria, fomos adestrados a nos opormos e não a criticar. A verdadeira crítica está em tentar compreender o pleno significado dos valores, sem o obstáculo das reações defensivas. (…) (Palestras no Chile e México, 1935, pág. 65) Há três condições da mente: “sei”, “acredito” e “não sei”. Ao dizerdes: “sei”, isso significa que sabeis por experiência própria e (…) vos tornais certos e convencidos de uma idéia, (…) uma crença. Porém, essa certeza, essa convicção pode estar baseada na imaginação, num preenchimento do desejo que para vós gradualmente se torna um fato, e por isso dizeis: “eu sei”. (…) (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 77) (…) E se não disserdes: “eu sei”, então dizeis: “acredito na reencarnação porque ela explica as desigualdades da vida.” Mais uma vez, essa crença, que dizeis fundada na intuição, é o resultado de uma esperança oculta, de um desejo de continuidade. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 78) Assim, pois, tanto o “sei”, como o “acredito” são inseguros e incertos, para que neles se confie. Se, porém, puderdes dizer “não sei”, compreendendo plenamente o significado disso, então há para vós uma possibilidade de perceberdes aquilo “que é”. Permanecer num estado de “não saber”, exige grande desnudamento e um estrênuo esforço, porém não é um estado negativo; é um estado vitalíssimo e ardente para a mente-coração que não se apega a explicações e afirmações. (Idem, pág. 78) Interlocutor: Pois bem, essa questão está relacionada com a questão da mente e do cérebro. O cérebro é uma atividade no tempo, enquanto processo físico e químico complexo. Krishnamurti: Acho que a mente está separada do cérebro. (O Futuro da Humanidade, pág. 64-65) Krishnamurti: Separada no sentido de que o cérebro é condicionado, ao passo que a mente não é. Interlocutor: Sim, (…) Mas veja, se cérebro não é livre, significa que ele não é livre para pesquisar de um modo imparcial. Krishnamurti: (…) Examinemos o que é liberdade. Liberdade para pesquisar (…) para investigar. Somente em liberdade pode haver um discernimento profundo. (O Futuro da Humanidade, pág. 65) Krishnamurti: Desse modo, visto que o cérebro é condicionado, sua conexão com a mente é limitada. Interlocutor: Qual é a natureza da mente? Está à mente localizada no interior do corpo, ou está no cérebro? Krishnamurti: Não, ela não tem nada a ver com o corpo ou com o cérebro. (Idem, pág. 66) Interlocutor: Ela tem alguma coisa a ver com o espaço ou com o tempo? Krishnamurti: Ela tem a ver com o espaço e com o silêncio. Estes são os dois fatores (…) Interlocutor: Mas não tem nada a ver com o tempo? Krishnamurti: Não. O tempo pertence ao cérebro. (O Futuro da Humanidade, pág. 66) Krishnamurti: (…) Assim sendo, será que o cérebro, com todas as suas células condicionadas, será que essas células podem sofrer alguma mudança radical? Interlocutor: (…) Não se tem certeza de que todas as células estejam condicionadas. Por exemplo, algumas pessoas acham que apenas uma parte ou uma pequena parte das células está sendo utilizada, e que as outras estão inativas, em estado latente.
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Krishnamurti: De qualquer modo, quase sem uso, ou afetadas apenas ocasionalmente (Idem, pág. 67-68) Interlocutor: (…) Mas as células que estão condicionadas, seja qual for a sua quantidade, é evidente que dominam a consciência neste momento. Krishnamurti: Sim. Essas células podem ser alternadas? Interlocutor: Podem. Krishnamurti: Estamos afirmando que podem através de uma compreensão profunda, a qual independe do tempo (…) (Idem, pág. 68) Interlocutor: (…) O que impede o cérebro de operar numa área mais ampla, numa área ilimitada? Krishnamurti: O pensamento. Krishnamurti: Ele só pode responder se estiver livre do que é limitado; do pensamento, que é limitado. (O Futuro da Humanidade, pág. 70)

Consciência, Cérebro, Elementos, Relações, Estágios
Assim a verdadeira experiência conduz ao discernimento do processo da consciência (…) Para discernirdes profundamente a causa do sofrimento, não vos podeis separar do mundo e da vida e contemplar a consciência separadamente, pois só no próprio processo de viver é que podeis compreender a consciência. (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 15) A não ser que o indivíduo compreenda plenamente o processo da consciência, a ilusão pode momentaneamente proporcionar o necessário impulso para a ação, porém tal ação deve inevitavelmente conduzir a miséria e frustração. (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 34) Quando começardes a perceber a completa futilidade da própria carência, então dar-se-á o despertar dessa inteligência que produz verdadeiras relações com o ambiente. Só então poderá haver riqueza e beleza na vida. (Idem, pág. 34) Que é a consciência? Há uma consciência de vigília, há uma consciência oculta; uma consciência de certas partes de mim mesmo, da mente superficial, e uma falta total de percepção a respeito das camadas mais profundas da consciência. (Tradición y Revolución, pág. 335) Podemos começar de outro modo? No entanto, há um centro que é consciente de si mesmo, esse centro pode expandir-se ou contrair-se. (…) Esse centro pode tentar ir mais além das limitações que há posto em torno de si mesmo. Esse centro tem suas raízes profundas na caverna, e opera na superfície. Tudo isso é consciência (…) (Idem, pág. 336)(…) A consciência é percepção, é ouvir, ver, escutar, e é a memória de tudo isso e o responder de acordo com essa memória. (…) Nessa consciência está o tempo, tempo que cria espaço porque fica cercado. (…) Nisso há dualidade, não-dualidade, conflitos - eu devo, não devo - a totalidade desse campo é a consciência (…) E nisso não há espaço em absoluto, porque o espaço tem fronteiras, limitações. (Idem, pág. 143-344) Interlocutor: Sim, entendo que temos aqui duas coisas que, de certo modo, podem ser independentes. Há o cérebro e a mente, embora estejam em contato. Dizemos então que a inteligência e a compaixão têm sua origem fora do cérebro. (…) Krishnamurti: Ali! O contato entre a mente e o cérebro só pode ocorrer quando o cérebro está tranqüilo. (O Futuro da Humanidade, pág. 71)
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Não se trata de uma tranqüilidade treinada. Não é um desejo autoconsciente, meditativo, de silêncio. É o resultado natural da compreensão do nosso próprio condicionamento. Interlocutor: E desse modo, se o cérebro ficar quieto, ele poderia ouvir algo mais profundo? Krishnamurti: Isso mesmo. Portanto, se ele está quieto, entra em contato com a mente. Nesse caso, a mente pode então funcionar através do cérebro. (Idem, pág. 71-72) Interlocutor: Ou seja, essa atenção verdadeira entra em contato com o cérebro quando o cérebro está em silêncio. Krishnamurti: Em silêncio e tem espaço. O cérebro não tem espaço agora, porque está preocupado consigo mesmo, está programado, é egocêntrico e limitado. (O Futuro da Humanidade, pág. 81-82) Interlocutor: Mas quando o pensamento está ausente, o cérebro tem seu espaço? Krishnamurti: Sim, o cérebro tem seu espaço. Interlocutor: Ilimitado? Krishnamurti: Não. Só a mente tem espaço ilimitado. O que aconteceu ao cérebro que está para agir? Dissemos que a inteligência nasce da compaixão e do amor. Essa inteligência atua quando o cérebro está quieto. (Idem, pág. 82) Tudo se registra nas células cerebrais. Cada incidente, cada impressão se grava no cérebro; pode-se observar em nós próprios vasto número de impressões. Perguntamo-nos como é possível irmos além e fazermos que se aquietem as células cerebrais. (Tradición y Revolución, pág. 199) Investiguemo-lo. A capacidade de raciocinar, comparar, sopesar, julgar, compreender, investigar, racionalizar e atuar é tudo parte da memória. O intelecto formula as idéias, e daí provém a ação. (Idem., pág. 200) As células cerebrais são o depósito da memória. A reação da memória é o pensamento. O pensamento pode ser independente da memória. (…) (Idem, pág. 200) (…) O intelecto só pode conhecer a liberdade dentro do campo, como o homem que conhece a liberdade dentro de uma prisão. (…) Assim o homem jamais pode ser livre. (Idem, pág. 206) Qual é o material sobre o qual deixa sua marca a experiência? Obviamente se trata do cérebro. De fato, as células são o material sobre o qual cada incidente, cada experiência - consciente ou inconsciente deixa sua pegada. (…) (Idem, pág. 222) (…) as células cerebrais trabalham dia e noite. Só quando a pessoa se levanta, na manhã seguinte, sabe se está cansada ou se dormiu bem, etc. Todas essas são funções do cérebro. Assim, o atman está dentro do campo do pensamento. Tem de estar. Nós dizemos que o atman é parte do cérebro. (…) (Idem, pág. 223) Exporei (…) O cultivo de um cérebro, de qualquer cérebro, leva tempo. A experiência, o conhecimento, as recordações, são armazenados nas células do cérebro. Este é um fato biológico. O cérebro é resultado do tempo. Pois bem, este homem ao chegar a um ponto quebra o movimento. Ocorre um movimento por completo diferente, o qual significa que as mesmas células cerebrais experimentam uma mutação. (…) (Tradición y Revolución, pág. 275) Um cérebro totalmente novo. (…) O velho cérebro está cheio de imagens, recordações, respostas, e estamos habituados a responder com o velho cérebro. A percepção não está relacionada com velho cérebro. A percepção é o intervalo entre a velha resposta e a resposta nova, a resposta que o cérebro

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velho ainda não conhece. Nesse intervalo o tempo não existe. (Idem, pág. 277-278) Em geral, nosso cérebro é indolente. Nosso cérebro se tornou espesso, se embotou, por causa da educação, da especialização, do conflito, da luta psicológica interior em todos os seus aspectos, e também por causa das compulsões externas. Nosso cérebro só funciona quando se apresenta uma exigência, uma crise direta. Mas, afora essas circunstâncias, vivemos como que num estado hipnótico, monótono, funcionando indolentemente em nossos empregos e tarefas; por conseqüência, nosso cérebro não é penetrante, vigilante, desperto, sensível, e não pode desenvolver sua capacidade máxima. (O Despertar da Sensibilidade, pág. 120) Se o cérebro não desenvolve sua capacidade máxima, não é capaz de ser livre. Porque a mente embotada, superficial, estreita, vulgar, só é capaz de reagir ao ambiente e, em virtude dessa reação, se torna escrava desse ambiente. Daí nasce o problema de nos libertarmos do ambiente, de deixarmos de ser escravos de toda sorte de influências, diretrizes, impulsos. Assim, o que é importante é sentir-nos totalmente livres. (Idem, pág. 121) O pensar é um processo que nasce da experiência e do conhecimento. Escutem isso tranqüilamente, vejam se isso não é verdadeiro, real; então o descubram por si mesmos (…) O pensar parte da experiência, que se converte em conhecimento, o qual se acumula como memória nas células do cérebro; depois, a partir da memória, surgem o pensamento e a ação. (…) Essa seqüência é um fato real: experiência, conhecimento, memória, pensamento. Então dessa ação aprendemos mais; existe, pois, um ciclo, e essa é nossa cadeia. (La Llama de la Atención, pág. 15) Estamos inquirindo se o pequeno cérebro pode, sem nenhuma influência exterior - científica, governamental, ambiental, religiosa ou de qualquer outra modalidade - se pode o limitado cérebro sofrer uma mutação. (…) Este é um problema sério. Não pode ser respondido com um simples sim ou não (…) Você deve olhar para a questão inteira como um todo. Não de um ponto de vista racional ou (…) religioso, com seus supersticiosos contra-sensos, ou de acordo com sua particular disciplina ou profissão. Deve-se considerar o todo da vida como um movimento unitário. (The World of Peace, pág. 16-18) Antes de tudo, você admite que está condicionado? Está consciente - cônscio sem escolha - de que o seu cérebro está condicionado? Ou você aceita o que alguém diz e por isso simplesmente repete: “Meu cérebro está condicionado”? Vê a diferença? Se estou consciente de que meu cérebro está condicionado, tem isso um valor completamente diferente. Mas se imagino que estou condicionado, meramente porque você mo diz, então esse conceito é muito superficial. Portanto, você está cônscio de que está condicionado - pela nacionalidade, por sua experiência, cultura, tradição, pelo meio ambiente, por toda a propaganda religiosa do cristianismo, budismo ou hinduísmo? (The World of Peace, pág. 18-20) Mas o conhecimento também condiciona seu cérebro (…) como tradição, programado como você é por jornais, revistas, pela constante repetição de que você é inglês (…) Ou quando você vai à França, à Índia ou outro lugar qualquer, ocorre a mesma coisa, essa constante repetição de sua nacionalidade. Por isso, o cérebro se torna estúpido, repetitivo, mecânico. (…) (Idem, pág. 20) Para sondar alguma coisa totalmente desconhecida, não preconcebida, não enredada em alguma ilusão sentimental ou romântica, deve haver uma qualidade do cérebro que seja completamente livre; livre de todos os seus conhecimentos, programações, de todo tipo de influência e, portanto, um cérebro que seja altamente sensível e tremendamente ativo. É isso possível? Você possui um cérebro assim, ou ele é lento, preguiçoso e vive em seus próprios autoconceitos? Como é ele? Porque vamos pesquisar algo que exige uma mente, um cérebro, que esteja extraordinariamente vivo, não aprisionado em nenhuma forma de rotina, não mecânico. Você tem tal cérebro sem medo, livre de auto-interesse, não autocentralizado, ativamente? (The World of Peace, pág. 84) [Nota Revisor: ativamente o quê?] Mas, como, de que maneira e em que nível irá realizar-se essa revolução? (…) E observa-se, também,

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que a mente, o próprio cérebro se tornou mecânico e, por conseguinte, repetitivo: ensine-lhe certo padrão de comportamento, certas normas de conduta, certas atitudes, desejos, ambições, etc., e ele ficará funcionando dentro desse canal, desse padrão. (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 90-91) Pode-se, por conseguinte, ver que a própria natureza do cérebro deve passar por uma tremenda revolução - revolução que vos interessa, não na qualidade de indivíduo unicamente interessado em seu pequenino cérebro, porém na qualidade de ente humano. (…) (Idem, pág. 91) A verdadeira questão, por conseguinte, é esta: É possível a vós e a eu promovermos essa mutação no uso do próprio cérebro, uma revolução que não seja processo gradativo, no tempo, porém revolução, mutação imediata, resultante da compreensão imediata? (Idem, pág. 93) Assim, se vos aprouver, limitemo-nos (…) ao que eu já disse. Percebemos a necessidade de uma revolução fundamental na própria estrutura do cérebro; “estrutura”, não no sentido biológico, porém a estrutura de nosso pensar (…) Para promover-se a revolução fundamental, necessita-se de grande quantidade de energia; e essa energia só pode tornar-se existente, quando há madureza (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 95) Agora espere, talvez o senhor esteja certo. Quando o velho cérebro vê que nunca pode entender o que é liberdade; quando vê que é incapaz de descobrir algo novo, essa verdadeira percepção é a semente da inteligência, não é? (…) Pensei que pudesse fazer muitas coisas, e posso, em uma certa direção, mas em uma totalmente nova direção nada posso fazer. A descoberta disso é inteligência, obviamente. (La Verdad y la Realidad, pág. 411) Agora, qual é a relação dessa inteligência com a outra? Obviamente, o velho cérebro, em todos estes séculos, pensou que pudesse ter seu Deus, sua liberdade, (…) fazer tudo que desejasse. E subitamente descobre que qualquer movimento do velho cérebro é ainda parte do velho; portanto, inteligência é o entendimento de que ele só pode funcionar dentro do campo do conhecido. O descobrimento disso é inteligência, dizemos. Agora, o que é esta inteligência? Qual é a sua relação com a vida, com a dimensão que o velho cérebro não conhece? (Idem, pág. 411-412) Você vê, a inteligência não é pessoal, não é resultado de argumento, crença, opinião ou razão. A inteligência manifesta-se no ser quando o cérebro descobre sua falibilidade, quando descobre do que é capaz e do que não é. Agora, qual é a relação dessa inteligência com aquela dimensão? Prefiro não usar a palavra “relação” (Idem, pág. 49) Pergunta: Que meios se emprega no funcionamento de decisões? Krishnamurti: Aquilo que opera através da escolha e do desejo. Decide-se o curso da ação que se vai tomar, e tal decisão não é baseada na clareza, nem na observação do campo total, mas sim na satisfação e na distração, que são fragmentos daquele campo. E continua-se a viver nessa fragmentação. Este é um dos fatores de deterioração. Minha escolha de ser cientista pode estar baseada em influências ambientais, familiares, ou no meu próprio desejo de alcançar sucesso em certa direção. (…) (Exploration into Insight, pág. 65) Pergunta: Você está dizendo que o cérebro não funciona completamente, mas somente em uma direção? K.: O cérebro global não está ativo, e penso que este é o fator de deterioração. Você pergunta, qual é o fator de deterioração, não se a mente é capaz de ver ou não totalmente. Tenho observado, nestes muitos anos, que a mente que segue certo curso de ação, desconsiderando a totalidade da ação, se deteriora. (Idem, pág. 66) A ênfase dada à compreensão da consciência individual não deve ser tomada como mais um encorajamento do egocentrismo (…) É somente por meio da compreensão do processo da consciência individual que pode dar-se a ação espontânea e verdadeira, sem criar ou aumentar ainda mais a tristeza e o conflito. (…) Portanto, devemos compreender profundamente o processo da individualidade (ente individualizado) com sua consciência. (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 10) Portanto, deve haver profunda percepção, isenta de escolha, para compreender o processo da

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consciência. Essa necessidade surge apenas quando há sofrimento. Para descobrir a causa do sofrimento, a mente deve ser aguda, plástica, sem escolha (…) Se não houver discernimento do processo da consciência individual, então a ação criará sempre confusão, limitação, e, portanto, produzirá sofrimento e conflito. (…) (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 14) (…) não podemos descartar o nosso saber, nossas experiências e lembranças, pois essas coisas têm existência. (…) O homem que está observando o perpassar das suas experiências, lembranças, conhecimentos, sem a essas coisas se prender, esse homem não aspira à virtude, não está acumulando. E quando a mente já não está acumulando, quando a mente está desperta para todo o processo da consciência, com todas as suas lembranças e seus motivos inconscientes, todos os impulsos de gerações, de séculos, deixando tudo isso passar por ela sem a prender - não se acha então a mente fora do tempo? (Poder e Realização, pág. 72) O tempo é uma duração, um movimento. Está sempre a fluir do passado, através do presente para o futuro. O passado é o conhecimento, a experiência, a conclusão, a tradição, a herança racial, etc., etc. (…) Todo esse processo, de ontem, hoje e amanhã; o condicionamento de ontem, que se modifica no presente e toma forma amanhã - esse processo , sem dúvida, constitui a consciência. (…) (Encontro com o Eterno, pág. 122) Psicologicamente, a coisa é muito mais complexa. Toda a psique é feita de tempo, pertence ao tempo. Todo o processo do pensar é resultado do passado, (…) do conhecido, como experiência, conhecimento, conclusões. (…) Essa consciência é: eu era, eu sou, eu serei - modificado, ampliado, alongado, limitado. Isso constitui a consciência, o que somos - tanto o consciente como o inconsciente. Parecemos atribuir enorme significado ao inconsciente, mas o inconsciente é o passado. (…) (Idem, pág. 122) Nosso problema, se estamos verdadeiramente atentos, é este: Se os conflitos, as atribulações e os pesares de nossa existência diária podem ser resolvidos por outra pessoa (…) Para se compreender um problema, requer-se, evidentemente, certa inteligência; e essa inteligência não pode resultar da especialização (…) Ela só se manifesta quando estamos passivamente cônscios de todo o processo de nossa consciência, o que significa estar cônscios de nós mesmos sem escolha. (…) Porque, quando estais passivamente vigilantes (…) o problema assume um significado de todo diferente (…) não há julgamento e, por isso, o problema começa a revelar-nos o seu conteúdo. (…) (Solução para os nossos Conflitos, pág. 77-78) Vós, homens, como indivíduos, desenvolveis vossos sentidos pela luta social, pela autopreservação, e dais início, assim, à consciência da separação. Desde a infância vos foi incutida a idéia de que sois uma entidade separada; e dessa ilusão provém a divisão entre “vosso” e “meu”, no que pensais e no que sentis, no que possuís e em todas as coisas. (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág.18) Em virtude de tal entendimento de separatividade, o “eu” torna-se todo poderoso; dessa consciência de separação nasce o medo. E onde quer que exista o medo, manifesta-se imediatamente o desejo de buscar conforto, em lugar do entendimento que dissipa todo o temor. Pois o conforto adormece vosso temor inato de perder vossa identidade separada. (Idem, pág. 19) Nossa principal preocupação deverá ser, então, descobrir de que modo cada um poderá ficar cônscio desse eterno, dessa viva realidade que sustenta, nutre e eleva todas as coisas e que se acha em nós mesmos. (…) (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 21) Quando o homem está consciente de si próprio como entidade separada, continuamente busca o exterior para encontrar auxílio, para sua subsistência, para seu bem estar; e desse modo cria ele a desordem em lugar da ordem, e por causa dessa desordem surgem as superstições, as ilusões, as cerimônias. (Idem, pág. 21) Quando introduzis o elemento pessoal em vosso julgamento, inevitavelmente perverteis vossa compreensão. Necessitais distinguir entre o que é pessoal e o que é individual. O pessoal é o acidental, (…) as circunstâncias de nascimento, o ambiente (…), vossa educação, vossas tradições, vossas superstições, vossas distinções de nacionalidade e classe (…) (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág.

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23) Enquanto houver tal consciência de separação, do “eu”, da personalidade, não pode existir a realização da verdade; antes, porém, que possais transcender essa consciência, tendes de vos tornar plenamente autoconscientes. Tal significa que necessitais vos tornar conscientes de vós próprios como indivíduos, não como uma máquina (…) (Idem, pág. 24) Antes que vos possais tornar plenamente conscientes, e, dessa forma, perder a autoconsciência, há três condições a passar, relativas à consciência. Na primeira delas, o indivíduo é escravo dos sentidos e de seus anelos. Para satisfazê-los, torna-se ele simplesmente egoísta, dependendo, inteiramente, para sua felicidade, das coisas exteriores, das sensações e excitações, (…) emaranhado na tristeza e na dor. (…) (Idem, pág. 24-25) Toma cada vez maiores responsabilidades sobre si e torna-se, por essa forma, um simples escravo da ação. Tal homem não tem tempo nem inclinação para a quietação do pensamento, para a reflexão, para o exame. Pois a verdadeira reflexão cria a dúvida, as investigações levam ao isolamento, ao afastamento, o que ele cuidadosamente evita. (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 25) Depois, vem o segundo estádio, em que o homem se apercebe de suas faltas, de seus defeitos, de suas ilusões, de suas crueldades. Tornando-se, assim, consciente de sua própria natureza, tenta desembaraçar-se, livrar-se do domínio dos sentidos e começa a libertar a mente e o coração. (Idem, pág. 25) Começa por diminuir, gradualmente, as próprias responsabilidades, sem abandonar sua vida na torrente do mundo. A ação, nascida da consciência de si mesmo, e na qual existe a separatividade, é embaraçante, limitadora, pesada; porém a ação que é resultado da liberdade, da individualidade (ente individualizado) é libertação. (Idem, pág. 25) O individuo que possui, agora, o forte desejo de libertar-se, começa a disciplinar-se. Essa disciplina não lhe é imposta pelo exterior, não é resultado de repressão; antes, em virtude do seu desejo de ser livre, de realizar a verdade, impõe ele a si próprio uma disciplina oriunda do entendimento - não oriunda do medo, não coagido pelas circunstâncias sociais ou pelo ambiente. Deseja então libertar a mente, o coração e, desse modo, viver em harmonia. (…) (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 25-26) Em seguida vem o terceiro estádio da consciência, em que o homem está completamente senhor dos sentidos, (…) do seu corpo. Isso não significa ser desenvolvido muscularmente (…); será senhor do corpo, no sentido de não mais se emaranhar em seus anseios, suas sensações e excitações. (Idem, pág. 26) Começa ele, então, a libertar-se do medo e das ilusões que ele próprio cria. Uma vez que estejais libertos das ilusões, do temor, de todas as outras qualidades, haverá para vós um como retiro interior nascido da alegria, retiro nascido não do tédio, nem do retraimento, nem do intuito de fugir a este mundo de conflito, porém um retiro interno de alegria em meio da ação. (Coletânea de Palestras, 19301935, pág. 26) Quando tal acontecer, a reflexão e a análise virão dar lugar a uma concentração tremenda; não a concentração sobre um objeto, mas a concentração em que não há sujeito nem objeto, o pleno conhecimento em que não há mais contrastes. (Idem, pág. 26) Ulteriormente, proveniente desse retiro, manifesta-se uma harmonia interior, a equanimidade entre a razão e o amor - o pensamento liberto das fantasias e teorias pessoais, o amor liberto da especialização, amor que é como o perfume de uma flor. (Coletânea de Palestras, 1930-1935, pág. 27) Quando existe essa harmonia, não mais se inquire a respeito do futuro e do passado. (…) O passado, com suas faltas e tristezas, desaparece, e o futuro, com suas esperanças, anseios e antecipações, desaparece também; oriunda desses dois termos, nasce a harmonia do presente, a qual é a realização dessa inteireza que existe em todas as coisas. Quando ela for realizada, haverá tranqüilidade, haverá a

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realidade viva da felicidade. (Idem, pág. 27) Agora, a questão é esta: Nosso cérebro é o resultado de dois milhões de anos, do animal até nossa presente situação, qualquer que seja ao grau de evolução que tenhamos atingido - pois ainda somos “o animal”. (…) Vós tendes de libertar vossa mente do “animal” ou seja, da avidez, da inveja, do medo, da ambição - de todas as nossas estúpidas trivialidades (…) Só então poderá a mente transcender a si própria e descobrir se há uma Realidade, Deus, alguma coisa de atemporal. (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 26)

Vida, Movimento, Processo; Contato, Renovação, Riqueza
Desde que encontrei a felicidade - (…) visto que descobri a Verdade (…) - quisera mostrar-vos a senda. O caminho para a felicidade acha-se em vosso coração e em vossa mente, e em sua purificação reside a consecução. Não há dependência de auxílio externo para vos apoiar. (…) Para compreender a Vida, tendes de purificar vossa mente e vosso coração e estabelecer harmonia dentro de vós próprios. (…) (Uma Visão da Vida, em “A Estrela”, de março-abril de 1929, pág. 4) Para poderdes alcançar a felicidade, precisais pôr de lado aquelas coisas que não são essenciais e olhar para a Vida nos campos abertos, a fim de vos guiardes. Somente com essa visão da Vida podereis crescer, ser sustentados e nutridos. Se fordes alimentados por coisas não essenciais, dar-se-á a fadiga do coração e a corrupção da mente. Deveis cultuar aquilo que é incorruptível, deveis dar o vosso amor àquilo que se acha para além da estagnação. (Idem, pág. 4) Um rio que corre rápida e constantemente, procura caminho para os mares abertos, muitas vezes forma, às margens, poças de água estagnada que permanecem o ano inteiro, até que a estação chuvosa venha e leve as águas paradas para a corrente principal. A Vida, para mim, é semelhante a esse rio, e sustento que é mais rápido e fácil entrar no mar aberto da libertação e da felicidade nadando na corrente principal da Vida, do que permanecendo nas águas estagnadas, retardadas, onde a vida não existe, onde se criam crenças e executam ritos (O Rio da Vida, em “A Estrela”, de março-abril de 1992, pág. 11) Eu sempre desejei a liberdade. Sempre andei descontente com dogmas, crenças e credos. (…) Em uma floresta espessa, podeis notar como uma pequena planta luta para crescer: as grandes árvores lançam sobre ela a sua sombra e não lhe permitem desfrutar a luz do sol e o ar fresco. (…) Assim como a semente que está sob a terra é forçada, pela vida interna, a despedaçar o solo duro e defrontar a luz, do mesmo modo se alguém for impelido pelo desejo de atingir a liberdade, despedaçará todas as limitações circundantes. (Idem, pág. 12) A Vida é livre, incondicionada, ilimitável e, para atingi-la, é preciso não trilhar um caminho limitado, restrito, qualquer que seja ele. Pois a Verdade é o todo - e não a parte. A ela não podeis chegar com mentes não adestradas, apenas meio evoluídas e com semi-evoluídas emoções, pois ela é a perfeita harmonia, o perfeito equilíbrio da mente e do coração, que é a Vida. (Krishnamurti em Eerde, em “Boletim Internacional da Estrela”, de setembro de 1929, pág. 22) É possível estarmos totalmente atentos ao todo da vida, não apenas aos fragmentos, às partes, porém à sua totalidade? Examinai o que se está dizendo e, por vós mesmos, senti, tomai conhecimento dessa ação fragmentária, para não considerardes sério aquilo que não é sério, e descobrirdes o que é uma mente realmente séria, que não funciona por fragmentos, porém considera a todo. Esta, de certo, é a mente séria; a mente que está cônscia do processo total da vida, não em fragmentos, mas como um todo indiviso. (Encontro com o Eterno, pág. 20-21) Refiro-me a uma disciplina completamente diferente, uma disciplina que nasce espontaneamente quando se compreende esse extraordinário processo da vida, não em fragmentos, mas como um todo indiviso. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito, 1ª ed., pág. 214)

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Pergunta: Qual é a vossa idéia do infinito? Krishnamurti: Existe um movimento, um processo de vida, sem fim, que pode ser chamado infinito. Pela autoridade e imitação, nascidas do medo, cria a mente para si própria múltiplas falsas reações, e por meio delas limita-se a si própria. Identificar-se com essa limitação, é incapaz de acompanhar o movimento rápido da vida. (…) [Nota Revisor: Este último parágrafo está aleijado. O sentido não seria este: Ao identificar-se com essa limitação, fica-se incapaz….?] Enquanto a mente-coração não puder libertar-se dessas limitações em plena consciência, não pode ter lugar a compreensão desse contínuo processo de vir-a-ser. Portanto, não pergunteis o que é infinito, porém descobri por vós mesmos as limitações que mantém a mente-coração em cativeiro, impedindo-a de viver nesse movimento da vida. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 19-20) Para compreender a verdade, tem de haver observação silenciosa, e a descrição dela somente a torna confusa e limitada. Para compreendermos o infinito processo da vida, temos de começar negativamente, sem afirmações nem postulados, e daí construir o arcabouço do nosso pensamento-sentimento, da nossa ação e conduta. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 25) Pergunta: Não conduz a experiência à plenitude da vida? Krishnamurti: Vemos muitas pessoas passarem por experiências repetidas, multiplicando as sensações, vivendo as memórias passadas com antecipações futuras. Vivem esses indivíduos uma vida de plenitude? (…) Ou só existe plenitude da vida quando a mente está aberta, vulnerável, completamente desnuda de todas as memórias autoprotetoras? A memória guia-nos por meio das experiências. Acercamo-nos de cada nova experiência com a mente condicionada, (…) sobrecarregada de memórias autoprotetoras de temores, de preconceitos e tendências. (…) Enquanto existirem memórias autoprotetoras e enquanto estas derem continuidade ao processo do “eu”, não pode haver plenitude de vida. (Palestras em Ommen, Holanda, 1936, pág. 60-61) Portanto, devemos compreender o processo da experiência (…) Embora a mente procure evadir-se do sofrimento, auxiliada por essas memórias, desse modo ela apenas acentua o temor, a ilusão e o conflito. A plenitude da vida só é possível quando a mente-coração estiver integralmente vulnerável ao movimento da vida, sem nenhum obstáculo artificial e auto-criado. A riqueza da vida advém quando a carência, com suas ilusões e valores, tiver cessado. (Idem, pág. 61) Devemos ter freqüentemente nos perguntado se porventura existe algo dentro de nós que tenha continuidade, um princípio algo vivo que tenha permanência, uma qualidade que seja perdurável, uma realidade que persista através de toda esta transitoriedade (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 89) A vida está a todo momento em um estado de nascença, de surgir, de “vir-a-ser”. Nesse surgir, nesse “vir-a-ser”, por si mesmo não há continuidade, nada que se possa identificar como sendo permanente. A vida está em constante movimento, em ação; cada momento dessa ação jamais existiu anteriormente e jamais existirá de novo. Cada novo momento, porém, forma uma continuidade de movimento. (Idem, pág. 89-90) Ora, a consciência forma a sua própria continuidade como individualidade (ente individualizado), pela ação da ignorância, e apega-se, numa ânsia desesperada, a essa identificação. Que vem a ser esse algo ao qual cada indivíduo se aferra, esperando que ele seja imortal, que esconda o permanente ou que, para além dele, resida o eterno? (Idem, pág. 90) Este algo a que cada um se apega é a consciência da individualidade (ente individualizado). Essa consciência compõe-se de múltiplas camadas de lembranças, as quais vêm à existência ou se mantêm presentes onde houver ignorância, ânsia e carência. A ânsia, a carência, a tendência sob qualquer das suas formas, tem de criar conflito entre ela mesma e aquilo que a provoca, ou seja, o objeto da carência; esse conflito entre a ânsia e o objeto pelo qual se anseia, aparece na consciência como individualidade (ente individualizado).

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Seleta de Krishnamurti

Portanto, é realmente esse atrito que procura perpetuar-se a si mesmo. Aquilo que intensamente desejamos que continue nada mais é que o atrito, a tensão entre as várias formas do anseio e seus agentes provocadores. Esse atrito, essa tensão é essa consciência que sustenta a individualidade (ente individualizado) (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 90) O movimento da vida não tem continuidade. Está a cada momento surgindo, vindo à existência, estando, portanto, num estado de ação, de fluxo perpétuos. Quando o indivíduo anseia pela própria imortalidade, precisa discernir qual o profundo significado desse anseio e o que é que deseja que continue. A continuidade é o processo automantenedor da consciência, do qual surge a individualidade (ente individualizado) por meio da ignorância, que é resultado da carência, do anseio; daí provém o atrito e o conflito nas relações mútuas, na moral e na ação. (Idem, pág. 90-91) Para entender aquilo que é, deverá a compreensão principiar pela de nós mesmos. O mundo é uma série de processos indefinidos, variados, que não podem ser plenamente compreendidos, pois cada força é única em si mesma e não pode ser verdadeiramente perceptível em sua totalidade. O processo integral da vida, da existência no mundo (…) só podereis compreender por meio desse processo que se acha focalizado no indivíduo sob a forma de consciência (Palestras em Ojai, 1936, pág. 115) Ora, a ação é esse atrito, essa tensão que se dá entre a ignorância, o anseio e o objeto de seu desejo. Tal ação sustenta-se a si própria e é isso que dá continuidade ao processo do “eu”. Portanto, a ignorância, pelas suas atividades auto-sustentadoras, perpetua-se sob a forma de consciência, que é o processo do “eu”. (Idem, pág. 117) Com ele está, a todo instante, o fundo de preconceitos (herdados e adquiridos), de pensamentos, temores, desejos, anseios, esperanças, lembranças herdadas e adquiridas. (…) Com esse fundo, com essa mente assim condicionada, o indivíduo aborda a vida, e esforça-se por compreender o constante movimento dela. Isto é, partindo de um ponto fixo, tenta ele ir ao encontro da vida que está eternamente oscilando. (Palestras em New York City, 1935, pág. 43) Só pode haver verdadeiramente entendimento, alegria real de viver, quando houver completa unidade, ou quando não mais existir o ponto fixo, isto é, quando a mente e o coração puderem acompanhar as livres e rápidas ondulações da Vida, da verdade. (Idem, pág. 43) (…) Não é, pois, importante que aquele que indaga da finalidade da vida descubra primeiro se o seu instrumento de pesquisa é capaz de penetrar o processo da vida, as complexidades do seu próprio ser? Porque é só isso que temos: um instrumento psicológico modelado de acordo com as nossas próprias necessidades (Novo Acesso à Vida, pág. 52) O que estou dizendo é que, para viver com grandeza, para pensar criativamente, tem o indivíduo de estar por completo aberto à vida, isento de quaisquer reações autoprotetoras. Tal se dá quando vos achais enamorados. Tendes, pois, de estar enamorados da vida. Isso exige grande inteligência, não informações ou conhecimentos, porém sim essa grande inteligência que desperta quando defrontais a vida abertamente, completamente, quando a mente e o coração estiverem por completo vulneráveis em face da vida. (Palestras em New York City, 1935, pág. 60) Como é essencialmente simples a vida, e como a complicamos! Sabemos demais, e esta é a razão por que a vida se nos esquiva sempre; e esse “demais” é tão pouco! Com esse pouco nós encontramos o imenso; e como podemos medir o imensurável? Nossa vaidade nos embota, a experiência e o saber nos escravizam, e as águas da vida passam sem que nos banhemos nelas. (Comentários sobre o Viver, 1ª ed., pág. 208) Como há de o indivíduo viver de modo que a ação seja preenchimento? Como pode o indivíduo enamorar-se da vida? Para enamorar-se da vida (…) obter o preenchimento, é preciso ter a mente livre, mediante a compreensão profunda das limitações que a deturpam e frustram (…) (Palestras no Chile e México, 1935, pág. 58-59)

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Seleta de Krishnamurti

Mecanismo do “Eu”; Anseio, Ilusão, Temor, Auto-sustentação
O processo do “eu” resulta da ignorância, e essa ignorância, à semelhança da chama alimentada pelo óleo, sustenta-se a si mesma por meio das próprias atividades. Isto é, o processo do “eu”, a energia do “eu”, a consciência do “eu”, é resultado da ignorância, e a ignorância sustenta-se a si própria por meio das atividades por ela mesma criadas; (…) por meio das próprias ações, ânsias e desejos. (…) (Palavras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 39) Portanto, trata-se não de saber o que é a realidade, o que é Deus, a imortalidade, e se o indivíduo deve ou não acreditar nisso, porém, sim, de saber que coisa é essa que luta, que carece, que teme e anseia? (…) Qual é o centro em que esse querer tem sua existência? O que é a consciência, a concepção da qual partimos e na qual temos o nosso ser? A partir daí é que devemos iniciar a nossa investigação. (…) (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 58) (…) O processo do “eu” é, assim, auto-ativo. Isto é, não somente ele próprio se expande mediante seus voluntários desejos e ações, como se mantém por sua ignorância, tendências, carências e anseios. A chama sustenta-se pelo seu próprio calor, sendo que esse mesmo calor é a chama. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 59-60) Agora, exatamente do mesmo modo, o “eu” sustenta-se a si mesmo por meio da carência, das tendências e da ignorância. E, apesar disso, o próprio “eu” é a carência. O material para produzir uma chama tanto pode ser uma vela como um pedaço de madeira; e o material para o processo do “eu” é sensação, consciência. Esse processo não teve princípio e é único para cada indivíduo. (…) (Idem, pág. 60) Pela carência criamos confusão, ignorância e sofrimento, e depois em movimento o processo da evasão. A essa evasão chamamos busca da realidade. Vós dizeis: quero encontrar Deus, quero atingir a verdade, a libertação; procuro a imortalidade. Jamais perguntais a vós mesmos o que é esse “eu” que procura. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 61) (…) O compreender esse processo do “eu”, em conjunto, exige de vossa parte verdadeira reflexão e profunda penetração, por meio do discernimento. Se compreenderdes o surgimento, o vir-a-ser da consciência por meio da sensação, da vontade, e perceberdes que da consciência nasce a unidade denominada “eu”, (…) então despertareis para a compreensão da natureza desse círculo vicioso. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 61) Quando se der o entendimento do seu significado, então terá lugar uma nova compreensão, algo de novo que não está embaraçado pela carência, pela ânsia, pela ignorância. Então podereis viver neste mundo inteligentemente, de maneira sã, em plenitude profunda, e, apesar disso, não serdes do mundo. (…) (Idem, pág. 61-62) Se puderdes compreender profundamente esse processo auto-sustentador de ignorância que dá solidez ao “eu”, e do qual surge toda confusão e todo sofrimento, então a vida poderá ser vivida plenamente sem as várias e sutis evasões e persecuções que, sem o saber, vós próprios haveis criado. Então virá à existência esse algo extraordinário, uma plenitude, uma bem-aventurança. Antes, porém, (…) é preciso que haja entendimento profundo do processo do “eu”. A não ser que haja essa compreensão, o processo do “eu” estará sempre criando a qualidade em si próprio, por meio do desejo. (Palestras em Ojai, Califórnia, 1936, pág. 62) O processo do “eu”, que busca perpetuar-se, nada mais é que acúmulo de anseios. Esse acúmulo e suas lembranças constituem a individualidade (entidade individualizada) a que nos aferramos e que ansiamos por imortalizar. As múltiplas camadas de lembranças, tendências e carências acumuladas constituem o processo do “eu”; e nós desejamos saber se esse “eu” pode viver para sempre, se pode ser tornado
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a vontade que nasce do desejo. dá-se por si mesma. somente então poderá surgir o permanente . 94-95) Desse processo surge também o conflito entre os opostos e. a tristeza e a cogitação do além. Esse mesmo atrito é o processo do “eu”. (Idem. mediante um vigoroso esforço e experiência. Califórnia. então dar-seá. no qual não pode haver continuidade individual. ou naquilo que denominamos intuição. a energia acha-se em perpétuo estado de ação. e este não pode ser tornado o eterno. exista algo de perdurável. A realidade do permanente só pode vir como um acontecimento. entre a seleção e a não seleção. e discernir o que somos. Califórnia. da carência.não a permanência de algo fora de nós. pág. pág. pág. (Palestras em Ojai. pág. O “eu”.(…) (Comentários sobre o Viver. que é o processo do “eu”? Desejamos tornar permanentes as limitações acumuladas. 91-92) Portanto. pois essa concepção só pode basear-se na crença. (Palestras em Ojai. de possuir. cria a totalidade do processo do “eu”. sem esforço consciente. 1936. se nos apercebermos desse processo. esse desafio é a focalização da consciência do “eu”. que impedem a verdadeira compreensão dos valores indefinidos. pág. seja ela resultante da carência ou da não-carência. das carências e das tendências. da compreensão. pág. (Palestras em Ojai. 1936. podem essas limitações tornarem-se o eterno? A vida. 171) Novamente vos pergunto: podem as lembranças da ignorância acumulada. a luta constante entre o essencial e o não essencial. entre os valores definidos e os indefinidos. pág. Esse esforço consciente ou inconsciente de querer. 94) Há duas espécies de vontade . de consciência. porém essa realidade que vem à existência quando o transitório processo do “eu” não mais se perpetuar. não pode ser cultivada. ou que para além dessa limitação exista algo de permanente. do anseio . (Idem. que pode ser chamada permanente. portanto. de ansiar. 1ª ed. e de que havemos desenvolvido uma vontade em virtude do desejo de adquirir.e a vontade do discernimento. enfocado pelo conflito. pág. ser tornadas perduráveis? Essa é a questão. 1936. a compreensão da realidade. Califórnia. deva existir o eterno. ou imaginamos que. e que é quase sempre preenchimento de desejo. que ocasiona atrito entre ele próprio e o movimento da vida. não há experiência. 91) Qual a causa do conflito? O conflito surge quando a reação não é adequada ao desafio. Experiência é reação a um estímulo ou desafio. é experiência. Nossa busca do eterno tem de levar-nos à ilusão. então esse mesmo apercebimento produz a sua dissolução. E desse processo surgem várias paredes autoprotetoras de limitação. porém. se.org. e nisso está o permanente. 94) (…) O “eu” nada mais é que o resultado das lembranças acumuladas. Será possível que essas lembranças autoprotetoras se tornem ou sejam tornadas permanentes? (…) Ou existirá o eterno para além desse atrito e limitação.Seleta de Krishnamurti imortal. 1936. de onde surgem o atrito e a tristeza. será então capaz de discernir se existe ou não permanência. Como indivíduos. sofrimento e dor contínuas.krishnamurti.. nem tampouco pode o indivíduo procurá-la. a questão importante é esta: pode o processo do “eu” ser tornado permanente? Pode a consciência das tendências. (Palestras em Ojai.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . na fé. porém. 93) O indivíduo deve conhecer-se a si próprio e. Não nos é possível aceitar profundamente a asserção de que através da individualidade (ente individualizado) corre algo de eterno. a consciência. 95) http://www. 92) Ora. anelamos perpetuar-nos (…) (Idem. das carências e lembranças acumuladas. Ou imaginamos que. de movimento. se o indivíduo puder discernir profundamente o surgimento do processo do “eu” e se tornar intensamente apercebido do construir das limitações e de sua transitoriedade. de onde surge a individualidade (ente individualizado) ser tornada permanente? Por outras palavras. Ora. pág. pudermos compreender-nos profundamente a nós próprios. A qualidade dessa permanência não pode ser descrita. Califórnia. Ela vem à existência com o discernir o processo transitório do “eu”. conhecendo-se. para além dessas limitações da individualidade (ente individualizada). A vontade resultante do desejo baseia-se no esforço consciente de aquisição. e daí surgem o atrito. (Palestras em Ojai. e que essa vontade está criando conflito. 1936. se não verbalizamos ou damos nome. através de camadas de lembranças. Califórnia.

Holanda. Califórnia. Quando não mais existir carência nem não-carência. persiste e continua. dos falsos valores e das memórias autoprotetoras. então esse mesmo discernimento. 1936. então haverá espontâneo ajustamento à vida. (Palestras em Ommen. que impedem o entendimento e a ação. Holanda. (Palestras em Ommen. a mente deve ser sem carência e sem escolha. percebereis que é assim. como. 1936. É um estado sutil e dificílimo de compreender. renova a cada momento o processo do “eu”. pág.Seleta de Krishnamurti Discernir que a carência está presente onde existir ignorância. pág. com suas solicitações. então a experiência de outrem muito pouco significado pode ter. Nisso não há compreensão. estais sustentando a ignorância. pág. gradualmente. que o movimento do anseio impede o discernimento nítido. de ilusão. assim. mas pode-se-lhe pôr termo. o pensamento deve ser livre de tendências. pág. que limita a ação. pág. Holanda. (Palestras em Ommen. da beatitude. 41) Qual é a causa do medo? Como é engendrado o temor? (…) Haverá medo enquanto existir o processo do “eu”. e. 95-96) (…) A mente procura uma definição para com ela fazer um molde para si mesma. de carência. suas vaidades e crueldade. apenas continuam o processo do conflito. cria apenas mais limitações. (…) Internamente. pág. e apesar disso não permitir à mente adestrar-se a não querer. pág. Grandes instrutores religiosos declararam o que é moral e verdadeiro. A ação nascida da carência tem sempre de criar temor e assim embaraçar a inteligência e dificultar o ajustamento espontâneo à vida. e como isso dá continuidade ao processo do “eu”. que impede o verdadeiro discernimento. não liberta a mente do temor. a mente se toma obtusa. pág. do anseio. vós mesmos observais como. Se perceberdes que o despertar da inteligência é o fim do processo do “eu”. da carência. do temor. e assim. 64-65) (…) Se discernirdes que o processo do “eu” se sustenta a si mesmo pelas próprias atividades volitivas nascidas da ignorância.krishnamurti. mantém-se pelas próprias atividades volitivas nascidas da carência. Seus seguidores apenas os imitaram e por isso não realizaram o preenchimento. é tarefa ingente e difícil. a ignorância é mantida. dar-se-á a compreensão daquilo que é permanente. Isto é. (Idem. 99) Agora. esse aperfeiçoamento produz a iluminação. de definições e conclusões lógicas.org. o processo do “eu” termina. (Palestras em Ojai. cria sofrimento e perpetua a ignorância. o processo do “eu” se vai perpetuando. relações harmoniosas com o ambiente (Palestras em Ommen. l936. 16) http://www. que levam necessariamente ao conflito. por meio do anseio. a consciência da carência. Podemos discernir que o possuir. como vontade de si própria. pág. produz sofrimento. sem suas memórias de acumulação. que gera o medo. (Palestras em Ommen. entre o renunciar e o aceitar. Se vos observardes a vós próprios na ação. de temor. 14) A compreensão da causa do sofrimento produz na plenitude do nosso ser uma mudança de vontade isenta de escolha. Com a cessação da autonutrição. A própria compreensão de que a ignorância se sustenta a si própria. Na compreensão desse processo reside a verdadeira e esclarecida ação. à consciência. (…) Os ideais criam dualidade na consciência e. 1936. dá apenas ao processo do “eu” identidade e continuidade. com suas múltiplas atividades. Essa contínua de carência. terá significação profunda. Toda ação nascida da limitação da carência. acaba com esse processo. Então a experiência. (Palestras em Ommen. por meio de vossas atividades. Holanda. seus anelos. vereis que a vossa carência do fundo da tradição. 73-74) A ignorância não tem começo. por meio de suas atividades volitivas. Holanda. Essa ignorância. Holanda. (…) A terminação do processo do “eu” é o começo da sabedoria. esse processo do “eu”. 14-15) A maioria de nós busca escapar ao sofrimento por meio de ilusões. Só quando a mente se percebe tal qual é. 95) Se formos capazes de discernir que os opostos são errôneos. 1936. exige um esforço vigoroso e reto.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Se refletirdes a respeito. só então há possibilidade de esse processo pôr fim a si próprio. com suas múltiplas camadas de ignorância. 1936. (Idem. a fim de discernir a verdade. o processo do “eu”. a fim de escapar àquelas reações da vida que determinam atrito e dor. 1936. quando ela discerne como. não ser aprisionado entre os opostos. incapaz de se perceber a si mesma. o adquirir. portanto.

do possuidor e da coisa possuída. o “observador”. pág. 1936. (…) O pensamento é a resposta da memória. todo o conhecimento é do passado. Eddington. o “experimentador”.uma entidade conceptual que se separa a si mesma do “observador”? Quando se diz que se está encolerizado. e não uma questão teórica. de um lado. será isso amor? Não haverá. Existe este admirável sentimento de amor ou este êxtase. opinião ou acaso. Digo que isto é real. auto-ativo. essa divisão é a origem de todo o conflito humano. (Palestras em Nova York. iremos ao encontro de desilusões. 15) Como provocar então psicologicamente. do conhecimento e da experiência. alguma vez a olhamos realmente? Ou será que a olhamos através das imagens pertencentes ao conhecimento adquirido. da coisa que ele observa? Quando olhamos uma árvore. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. como um “eu”. causador de conflitos e dores. se vê. A liberdade não existe quando a mente está aprisionada no pensamento. se procurarmos a verdade dentro de seus limites. não se encontra verdade alguma (…). é sempre produto do passado e não pode criar liberdade (…)(O Mundo Somos Nós. qual será o ponto focal da vida?” (…) Dizeis: “eliminai. o que permanece?” O que resta quando sois supremamente felizes. encontra-se a verdade. 19) Vejamos a questão de maneira diferente. será a cólera diferente da entidade que sabe que está encolerizada? Estará essa violência separada do “observador”? A violência não faz parte do “observador”? (…) (Idem. Por meio da cessação de vossas atividades volitivas. Ele tem de se destruir por meio da cessação dos próprios desejos volitivos. então. (O Mundo Somos Nós. será diferente do pensamento. 18) Será o “observador” . Vós criais vossa própria prisão de tristeza e conflito. (…) (O Mundo Somos Nós. e o problema de saber se essa divisão (…) é real. pág. encontra-se a compreensão criadora. direis agora: “se eliminardes esta concepção do “eu”. uma filosofia. e o “ontem” torna-nos impermeáveis. o “ego”. Tudo o mais é falso. Se compreenderdes profundamente o significado dessa integral concepção do “eu”. o “observado”? Esse “amor” é produto do pensamento. Coisa Observada A liberdade não é uma idéia. pág.116) Pensador. do “pensador” e do que é “pensado”. surge o problema inevitável do “analisador” e daquilo que é “analisado”. tendência. libertai a mente dessa consciência de si mesma. nem por meio da análise e da descoberta da causa? Uma pessoa pode facilmente saber por que é que está encolerizada. pág. pág. da experiência. por sua própria ignorância. rouba-nos a http://www. criativos? O que permanece é esta felicidade. 13) Assim. interiormente.org. (…) A nossa vida está essencialmente baseada no ontem. pág. a felicidade. pág. se ela não acontece por meio de um estímulo. 1934. 18) Se existe uma divisão entre o “observador” e o “observado”. e o “eu”. aquele que dá origem à ação. Dentro do padrão. (Palestras em Auckland. 56-57) Deveis transcender o padrão da dualidade para resolverdes permanentemente o problema dos opostos. à experiência passada? (Idem. nesse amor. suas ansiedades. Madras.krishnamurti.Seleta de Krishnamurti O processo do “eu” é automantenedor. se ouve . o “pensador”. essa mudança radical (…) fundamental. e. (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . porém o criador. e do outro a coisa amada. 17) Quando se aprofunda essa questão. Cumpre transcendermos o padrão dualista do “eu” e do “não eu”. Para além e acima do interminável problema dos opostos. do “observador” e do “observado”. Para além e acima (…) da dualidade. então vereis que não sois mero ambiente. Vive-se no passado. mas isso não faz com que ela deixe de se encolerizar. encontrareis a realidade. (…) um problema de fato.o centro a partir do qual se olha. 18) O “observador”. Quando dizeis que amais alguém. pág. pág. Observador e Pensamento.

o que torna a observação muito limitada e meramente de acordo com o condicionamento social. contradição. pág. Esse conhecimento traz-nos libertação. um assume a função de “analista”. 103) Quando uma pessoa se analisa. já temos o começo do conflito. pág. Esse analista se torna o “censor”. o “eu” e a mente. Há. com seus conhecimentos acumulados. (A Questão do Impossível. inevitavelmente. o “eu”. avalia o bom e o mau. depois o pensamento. (O Passo Decisivo. há separação entre o analista e a coisa a analisar. os pensamentos são o pensante. se acha aprisionado o “eu”. E esse centro está sempre tratando de ajustar-se ao presente ou de absorvê-lo (…) O que ele já conhece é todo o conteúdo de milhares de dias pretéritos. como católico. pág. que diz “isto está certo”. Presumimos que o “eu” vem em primeiro lugar. o analista tem o dever de fazer análises completas (…) (Idem. comunista ou “especialista” . (…) Eis por que tanto importa compreender o “processo” da análise. pág. (Da Insatisfação à Felicidade. um ego. e com esse resíduo procura enfrentar o presente. experimentador e coisa experimentada. esta é a causa básica do conflito. (…) conhecimentos. há sempre “o analisador” e “a coisa analisada”. a mente. que o “eu” pensa ser diferente do pensamento. entre o observador e a coisa observada. Essa unidade indivisível do pensante e do pensamento é para ser conhecida. não estão separados. O analisador é aquele que está a olhar do lado de fora . (…) Enquanto houver separação entre pensador e pensamento. Essa contradição é a raiz de todas as lutas.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 19-20) Uma das causas principais do conflito é a existência de um centro. (O Mundo Somos Nós. etc. sempre o fazemos com base num centro.Seleta de Krishnamurti capacidade da inocência. pág. Mas será possível uma pessoa ver-se intimamente. 67) Digo: “Eu penso”. sejais o que sentis? (O Passo Decisivo. se manifesta a Realidade. “isto deveria ser”. E nós somos isso.de qualquer maneira há divisão e. um “eu”. primeiro este. que é o censor. pág. tem de haver conflito. a reprimir. etc. resíduo de todas as lembranças. 32) Dentre os numerosos fragmentos em que nos achamos divididos. (…) Ora. assim como o consciente. que traduz o presente e cria o futuro. Resolver problemas é prestar atenção. (…) E nesse processo do passado. ambiental e cultural. pois. nessa divisão produz-se. 24-25) Análise implica divisão .o observador que está sempre de fora. pág. do “eu”. “isto está errado”. pág. Assim.a julgar. o observador . continuaria ele a existir? Assim. “observador” e “coisa observada”.org. 114) (…) Só depois de eliminado o pensante. por conseguinte. da vulnerabilidade. Não importa se sois vós mesmo que vos analisais. o ego. assim. (…) Se você está sério e prestando atenção. deixa de existir. o “eu”. Quando observamos. 33) Ora. (…) (Perguntas e Respostas. ou se é um especialista quem o faz . observador e coisa observada.o analista e a coisa a analisar. Mas. a entidade que avalia. existe nele uma alegria inexprimível. o “ego” é o pensador. pág. a controlar. separação entre “mim” e a coisa observada. (…) experiências. pois. pág. a coisa que se vai analisar é outro fragmento. onde fica o pensante? Se fossem retiradas as qualidades do pensante. Separamos. o que ocorre? Não há o “você” prestando atenção. a avaliar. Não há um centro que diga: “Estou prestando atenção”. (O Egoísmo e o Problema da Paz. 112) Se você está prestando atenção. o “ontem” é o “observador”. de modo que sejais o que vedes. é o pensante diferente do seu pensamento? Se cessa o pensamento. (…) Há. “isto não deveria ser” . pelo menos no momento. 32) Como já vimos. a fonte do conflito é o “experimentador” e a coisa que está “experimentando”. Outrossim. em nosso fundo de experiência e conhecimento. como realmente é? Ou seja. (…) O pensante separou-se de seus pensamentos para proteger-se (…) No momento em que o pensante começa a modificar-se.está observando.krishnamurti. o certo e o errado. http://www. pode-se anular essa divisão ou separação. isso é um fato? (…) (As Ilusões da Mente. (Idem. O pensamento é diverso da entidade que diz: “estou pensando”? Dizemos que as duas coisas são separadas. poderá a pessoa olhar para si mesma sem o pensador. no “observador” estão todas as camadas do inconsciente. logo descobrirá que todos os seus problemas se foram. a que a mente humana está apegada há tantos séculos. 112) Assim. o que deve ou não deve ser reprimido.

os conflitos nacionais. A primeira vez (…) ficai totalmente cônscio. 33) Mas. Nele. Só há. 33) Esse modo de vida difere totalmente do outro: não é o oposto do outro. impende descobrir o mecanismo formador de imagens. Quando assim se observa. entre o observador e o observado.krishnamurti. então. trazidas do passado . a imagem? (…) O “fabricante” de imagens é o observador. sem o “observador”. No externo. Se digo tal coisa e ela é compreendida. pág. não há observador e. (…) (O Problema da Revolução Total. e. vaidade.dentro e fora de si mesmo . o “censor”. pág. 115) Vós me injuriais. nesse momento. os religiosos. nem uma reação a ele. (A Renovação da Mente. e (…) dizemos que o pensador é permanente. no interno. 116) Se é o observador quem olha. por conseguinte. o pensador e o pensamento. o experimentador e a experiência. desaparece.sem nenhuma espécie de condenação. a divisão entre o “pensador” e o pensamento. (…) só há o pensar. (Idem. (A Questão do Impossível. que constituem o “eu”? Podeis. sem o passado . 116) Como se pode observar sem o “observador”. pág. (…) Pois bem: é possível olhar sem o observador que olha a coisa observada? (…) (El Despertar de la Inteligencia.deve haver conflito.vosso condicionamento (…) educação (…) maneira de pensar (…) conclusões e preconceitos . vosso marido. os econômicos. pág. a divisão. não apenas um acúmulo de recordações. em movimento. ou a ansiedade. a mente capaz de observar com clareza é também capaz de observar o que é a Verdade. porque então já não existe o “pensador” (…) Perceber a verdade a esse respeito é o começo da meditação. os pensamentos criaram o pensador. 115-116) Se se percebe que essa é a causa básica do conflito. ação completa. pág. 126) Os pensamentos criaram o “pensador”. não algo morto. e onde há divisão . há liberdade infinita. (…) ao compreendermos de maneira completa a natureza da nossa mente. pág. pág. então.Seleta de Krishnamurti (O Mundo Somos Nós.observar sem esse background? Esse background. sem a imagem. De modo que. portanto. houver “percepção total”. abundante energia e paixão. nisso já há uma revolução extraordinária. experiências e conhecimentos. explicação ou justificação . se no ato de olhar existe essa divisão entre o “eu” e o “não eu”. pág. não há formação de imagem. Ele é observação total. sendo o “eu”. de aflição. conflito. e vereis como a velha estrutura do cérebro se torna quieta (…) O “registrador” não faz nenhum registro (…) O ver dessa maneira é o verdadeiro estado de uma relação. então deve fazê-lo mediante a fragmentação.org.memórias. por conseguinte. orgulho. (Idem. observar sem que seja o “eu” aquele que observa? Quero compreender a mim mesmo e sei que o “eu” é muito complexo. jamais criareis imagens e podereis observar sem o “observador”. não há mais o controlar dos pensamentos. não só no superficial. logo se pergunta: Pode-se observar sem o “eu”. se. não há mais o “observador” do temor. está este campo imerso. 41) http://www. na busca de permanência. E então o pensador domina os pensamentos e molda-os. pág. (…) (Idem. Que é que cria as imagens? Se o descobrirdes. Para se saber a resposta. conclusões e esperanças. a árvore. então tem de haver conflito. porque os pensamentos são transitórios. (O Novo Ente Humano. desespero. ou a solidão. inevitavelmente. não tenho vontade de bater-vos ou de xingar-vos. (…) Os pensamentos criaram o pensador (…) Ao ser percebida a verdade a esse respeito. é diferente. desaparece o “observador” que está a observar aquela ansiedade ou temor e a esforçar-se por vencê-lo. o “observador” separa-vos da coisa observada. brutalidade. (Idem. estou passivamente cônscio do insulto e.observando. olhar-se não analiticamente e. Por conseguinte. não haverá registro. senão na área dilatada acerca da qual nada sabemos. sendo este o passado. pág. 126) E possível. podeis olhar-vos interiormente sem “observador”? Tende a bondade de olhar-vos . é uma coisa viva. apenas. pois. e perguntamos se podeis observar vossa esposa. 34) Por certo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . é uma coisa viva. vital. aquele “estado de ser” que é o temor. não há conflito algum. Desse modo. sem nenhuma de nossas experiências acumuladas.

(Idem.Seleta de Krishnamurti Essa integração do “pensador” e do pensamento só se realiza quando a mente abandona de todo as fugas e não mais se esforça para encontrar uma solução. verbalização. 147-148) Quando há “experimentar”. Foi o pensamento que efetuou essa divisão. Tive todas as “experiências” que este mundo pode proporcionar. senão uma experiência profunda que só se manifesta quando o pensador já não está colhido na oposição dualista. a cobiça. A forma negativa de pensar é a mais elevada forma de compreensão. (…) (Idem. (El Despertar de la Inteligencia. Esse processo é um desperdício de energia.psicologicamente falando (…) Eu estou irado. (…) Portanto.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. eu sou a ira. o observador subsiste. violento. pág. 125-126) O “experimentar” não é. que há percepção daquilo “que é”. pois. Não há saída (…). pág. (…) (Palestras com Estudantes Americanos. por conseguinte. o observador é o observado. (Idem. O observador é o observado e. do “censor”. o sujeito que se concentra é a própria concentração. e tem continuidade no tempo. livre. pág. é possível a mente libertar-se do “observador”. o conflito termina. Porque. o “eu”. (O Homem Livre. É ele quem diz: “Estou insatisfeito com o que é. ele se pergunta: “É ele mesmo.krishnamurti.org. “Experimentar” é a mais elevada forma de compreensão. mas de se ficar livre do pensamento. (…) nenhum conteúdo tem. Se olho a minha esposa com a imagem de anos. pág. absolutamente. no passado. E o tempo só vem à existência quando há temor e desejo. cobiçoso. portanto. que é sempre novo. (Idem. verifica-se a integração do pensador com o pensamento (…) Na verdadeira meditação. Afinal. (La Totalidad de la Vida. o pensamento nunca poderá ser novo e. o “observador”. (…) sobreviverá inevitavelmente o conflito e a ilusão. o “censor” é o “eu”. Por conseguinte. pág. 90-91) Assim. porquanto é a negação do pensar. a violência? (…) Obviamente não é. e não pode haver pensar negativo. desejo novas experiências noutro nível. A divisão é ilimitada por completo. (…) Na verdadeira meditação. a Realidade criadora. da Verdade. É só quando a mente fica livre do pensamento. observar esse processo dualista em ação. que quer sempre mais e mais experiência. a Verdade. observador e coisa observada. quando há verbalização do pensamento. que sempre é ser (…) o indivíduo sabe que a palavra não é a experiência. 90) Existe. pág. 156) Quando um indivíduo descobre o que realmente é. (…) E pode o “experimentador”. qualquer movimento por parte da mente para compreender o problema central há de basear-se no tempo. não há o que experimenta nem a coisa experimentada. o observador. pois. é isso diferente da coisa observada. A coisa observada pode ser nova. a que chamo “o mundo espiritual”. em nosso interior: a divisão em “eu” e “não eu”. 126) (…) O observador vê através da imagem. não está o pensador separado do pensamento (…) É só então que há criação (…) eternidade. 126) Não se trata. do que é eterno. (…) não é a coisa. (O que te fará Feliz. e. a não ser que se transforme o pensador. o passado. pág. mas o “experimentador” continua existente. e a isso chamo relação. pág. só a própria “experiência” é repleta de conteúdo. Portanto. 42) Cabe-nos. por conseqüência. assim. (…) Por que existe esse esforço constante: o que é e o que deveria ser? (…) O observador é sempre o passado: nunca é novo. pág. esse processo dualista. em cada um de nós. Pelo autoconhecimento e pela meditação correta. Essa completa integração do pensador com o pensamento não é uma expressão verbal. mas o observador a traduz sempre de acordo com o “velho”. Nesse “estado de experimentar”. Posso olhar “o que é” não http://www. deixar de existir completamente? Porque só então é possível a mente esvaziarse e surgir o novo. e só poderei satisfazer-me com o que deveria ser. contraditório. não pode ver nada novo. que é a ira. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. de controlar e pensamento. pois. 119) É possível então ver algo novo sem o observador? O observador é tempo. nada de novo há nisso. diferente do que observa?” .138) Se o pensador separa o seu pensamento de si próprio.

criou esse medo e o colocou fora de si próprio. com seu pensamento. (…) O observador é a coisa observada. (…) Há uma transformação imediata. de modo tal que. 71) Quando o “observador” é o “observado”.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . é morrer todos os dias. Compreender o que é viver. portanto. como entidade separada. 23) Se percebemos a verdade desse fato . o centro que diz “devo ser diferente. e cria assim o pensador. pág. Por conseguinte. entre o “centro que experimenta” e a “coisa que se experimenta”. produz o experimentador. Há separação entre o observador e o objeto observado e. (…) (A Libertação dos Condicionamentos. O experimentador não está separado da experiência. Sendo transitório. 68) Temos. suas lembranças aprazíveis e dolorosas. está a criar uma perene contradição entre si próprio e a coisa que em si mesmo observa. e reconhece a própria impermanência. 19) Quando uma pessoa diz que tem medo. existe um largo intervalo entre o “observador” e a “coisa observada”. transformar-se. pág. sem a divisão entre o consciente e as camadas profundas da consciência. (O Descobrimento do Amor. é o observador que diz “tenho medo” e deseja fazer alguma coisa a respeito do medo. há uma resposta instantânea nessa ação. compreender a natureza da autocontradição. Cronológico. pág. então o conflito cessa. haja instantaneamente uma compreensão total? (…) (El Despertar de la Inteligencia. 34) Ora. artificial e inteiramente fictícia . Não existe então esse vão. mas. (Viver sem Confusão. o pensamento deseja a permanência. II. o pensador. (…) do pensamento. pode-se perceber muito bem que o pensador é resultado do pensamento. O experimentador. a observação do que é. (O Mundo Somos Nós. que não existe pensador separado do pensamento. fora da rede do tempo. pois.krishnamurti. conflito.que acontece? Não é então afastado o processo do conflito? (…) (Idem. vão ou demora. o pensar. 116) Ao percebermos a verdade de que o observador é a coisa observada. exige muita seriedade (…) (O Descobrimento do Amor. pág.isto é. é desperdício de energia). de “o que sou”. (…) problemas. para toda aflição. estou irritado e devo livrar-me da irritação” e a coisa observada. interiormente. 119) Como há de olhar-se um indivíduo? É possível olhar-se de modo total. pág. 71) Devemos. mas apenas o processo do pensar . psicologicamente. como censor. de compreender a vida totalmente. entre o “pensador” e o “pensamento”. Só há então o fato: a mente condicionada. não há conflito (que. há ação imediata. 2324) A raiz da contradição é a separação existente entre o pensador e o pensamento. por conseguinte. e só podemos compreendê-la observando a integral estrutura do “pensador” com seus pensamentos . das quais talvez nem sequer nos damos conta? É possível observar. Mecanismo.o pensador que. pág. do “mim mesmo”. como dissemos. Para a maioria de nós. pág. ver todo o movimento do “eu”. (…) O viver não é então diferente do morrer. (…) sempre a gerar medo. sem o observador. O observador. (…) prazeres (…) (Idem.Seleta de Krishnamurti fragmentado. pois. pág. para nos libertarmos de nosso sofrimento. http://www. porque o pensamento está sempre a modificar-se.org. (A Importância da Transformação. sem discussão. e é esse intervalo. e isso gera conflito entre o pensador e o pensamento. porque não existe pensador se não existir pensamento. quando a divisão entre o “observador” e o “observado” deixa de existir. não há então dualidade e. (…) O pensamento criou o pensador. pág. como entidade permanente. o centro. que o pensador é pensamento. sabemos que o pensador está operando sobre o pensamento. Há conflito entre o observador. Isso acontece (…) em circunstâncias de grande perigo. que é a verdadeira fonte da contradição. pág. no observar a mim mesmo. se percebemos a verdade de (…) que o pensador é uma entidade arbitrária. o observador. esse largo intervalo de tempo criado pelo “pensador”. na qual não há “observador” separado do “observado”. não há experimentador quando não há experimentar. o observar. 79-80) Fator Tempo. com uma mente não analítica. que é tempo? Pode haver uma percepção sem aquele que percebe? (Idem.o que acontece? (…) Até aqui.

(Idem. Nossas mentes. frustrações. ao desespero. (…) O tempo quase não tem significação para o selvagem. 76) O tempo é um fenômeno muito estranho. sua tremenda luta com a vida. 160) Psicologicamente. (Idem. pág. de viver. 89) Ora. só podem ser experimentados quando compreendemos. das ânsias.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Há o tempo . revelar-se-vos-á o processo do passado (…) Quando vos compreenderdes como agora sois. para o futuro (…) Somos prisioneiros do tempo. pág. ao sentimento de culpa. do homem através das idades. da raça. sem o tempo não podemos pensar. Quando se compreendo o presente. 8990) Pergunta: (…) Por que repetis sempre que no presente está o Eterno? Krishnamurti: O presente é conflito e sofrimento. reação da memória de ontem. a seu turno. porque o pensamento é resultado do tempo. mas. transforma-se o passado. no seu todo. ou construímos para nós mesmos uma muralha de resistência a ela (à crise) (…) (Idem. todas as coisas. se não há. pág. para o homem civilizado. 67) É o presente da máxima importância. (…) (A Arte da Libertação. por trágico e doloroso que seja. de vir-a-ser. é resultado do tempo (…) Todo pensamento é resultado do tempo. à ansiedade. o processo do tempo. O futuro é a continuação do passado. do passado para o presente. com todo o seu acúmulo de experiências. e não há pensamento sem memória. com um lampejo ocasional de fugaz alegria. um não existe sem o outro. e. como superarmos ou ajustarmo-nos ao ciúme. e este. porque a beleza e o significado daquilo que é atemporal. a não ser pelo seu resultado. pág. 89) O tempo é coisa que foi construída pelo cérebro. O presente se entretece com o passado e com o futuro. O passado é constituído dos sofrimentos do homem. nosso ser. pág. e como poderemos (…) conhecer a Realidade Eterna. nossas atividades. abrir-se-vosá o rolo do passado. O pensamento-sentimento move-se do conhecido para o conhecido. e a olhamos com os olhos do passado. pág. é de imensa http://www. Se há Deus. 66) (…) Segundo a maneira como considerais o presente (…) no qual vossa mente está condicionada. verdadeiro.o ontem marcado pelo relógio. o presente? (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. está o presente em constante agitação. fracassos. (…) é produto de muitos dias passados. porque há duas espécies de tempo: o tempo cronológico e o tempo psicológico. se me é permitido. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Espaço e tempo são uma só coisa. (…) (Experimente um Novo Caminho. sofrimentos. pág. estão fundados no tempo. (…) Como podeis compreender o passado. individuais e coletivos. o presente.org. é a questão do tempo. desejo falar um pouco sobre o que é o tempo. como o faz a maioria de nós. ao sofrimento . a verdade (…) a sociedade. somos escravos do tempo . 159) Nossas mentes são o produto de muitos dias passados. 67-68) Pensamos e sentimos em termos de tempo. e quando é muito grande a crise que nos exige atenção. através do presente. ou de morte. o que quer que consideremos com esse fundo. ou de não vir-a-ser. (…) (Idem. de suas aflições. do passado. ou do prolongamento desse vir-a-ser para além da morte. e com esse fundo consideramos a vida. mas também a memória do “coletivo”. não só nossa memória como pessoa particular. por isso.krishnamurti.Seleta de Krishnamurti Psicológico Temo-nos ocupado de vários assuntos. é a única porta para a Realidade. e o presente é apenas a passagem do passado para o futuro. A memória é tempo. (…) Assim. alegrias. num vaivém incessante. e o ontem registrado pela memória. iminentes perigos. se desfigura. atuamos neuroticamente. pág.todas essas questões consideramos com aquele fundo temporal.que é a memória de ontem. a morte. na qual a vida e a morte são uma só coisa? (O Egoísmo e o Problema da Paz. a natureza das relações. (…) mas parece-me que uma das questões mais importantes que devemos investigar e cuja significação devemos descobrir.

outra. nós os separamos com o fim de vir-a-ser. pág. mas também à reação a tal condicionamento (…) Quando uma pessoa diz: “Se http://www. para nós. o desejo forja a cadeia da memória. o tempo. a palavra. para o leigo. é ignorância progressiva. O vir-a-ser psicológico implica tempo. (…) O velho só pode reconhecer sua própria “projeção”. e o tempo é a continuação da experiência. sendo temporal. O Inefável. O novo não é reconhecível. A experiência é saber. (…)O “experimentar” do novo só acontece na ausência do “velho”. (Idem. (…) A mente é a máquina do tempo. Há a evolução da semente à árvore. Sou isto e me tornarei aquilo. A ignorância a tornar-se sábia. Esse centro é o “eu”. portanto. O desejo é esforço. O tempo é continuidade. Para me tornar aquilo. O ilimitado não pode ser medido pela memória. o passado é a continuidade do saber. o pensamento traduz “o novo” em termos de “velho”. pág. pág. (…) A mente que está em ação com uma idéia. alcançar nossos objetivos. o velho é a memória. o que é o ideal. servindo-me do tempo como passagem (…). pág. (Reflexões sobre a Vida. Não há separação. examinando o tempo. é um estado de não-reconhecimento. está enredada no tempo. apenas. 229) Sou ignorante. 149) Serei isso futuramente .evolução e “vir-a-ser”. O atemporal não pode coexistir com a memória temporal. pois. uma fórmula. idéia. o conhecimento. é um só movimento. é tempo . Esse “ser futuramente” está condicionado não só ao ambiente. Toda atividade procedente desse centro.Seleta de Krishnamurti significação. assim. transformar-me-ei. É o velho que dá continuidade. 122) Estamos. mas também continuidade da existência. ela é tempo. porém.krishnamurti. (…) A mente é a criadora do tempo. 122) (…) Todo movimento da mente.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . uma finalidade. Sou isto e me tornarei aquilo. do saber. O saber é sempre do passado (…) nunca está fora do tempo (…) Essa continuação da memória. (Idem. pág. (O Despertar da Sensibilidade. por conseguinte. assim como a avidez não pode fazerse não avidez. é um só movimento de tempo e não três movimentos distintos. O acumular é ação peculiar do desejo. Só a verdade liberta a mente do cativeiro em que mantém a si própria. (…) O centro que acumula é o desejo (…) de mais ou de menos. porque a ignorância não pode tomar-se sábia. mas “o novo” se absorve no velho e forma-se. acumular é “continuar”. pois. em sábio. O selvagem esquece-se de um dia para outro dia (…) Para o cientista. (…) (Comentário sobre o Viver.amanhã ou no próximo ano. impede a criação. (…) experiência. não se completa e. 121) (…) O desejo é pensamento. ação da vontade. (…) A mente que está em ação pode existir sem o tempo. pág. Hoje é o efeito de ontem e a causa de amanhã. (…) O pensamento é sempre do passado. não associação. a cadeia da continuidade. e há processo de “vir-a-ser” psicológico. mas não é o novo. um motivo. como (…) as contas de um colar? O momento é o novo. o tempo é o estudo do passado (…) (Comentários sobre o Viver. dá continuidade ao tempo. o passado. A experiência e sua expressão é pensamento. (…) (Idem. 228) Causa-efeito não é um processo único? Não há intervalo entre a causa e o efeito. é não só duração psicológica. A ignorância é o próprio processo de vir-a-ser. pág. Conhecemos tempo cronológico e tempo psicológico . conforme o condicionamento da pessoa. 229) Não é o pensamento produto do tempo? O saber é a continuação do tempo. como memória. não há uma linha distinta entre a causa e o efeito. o que foi se movimenta para tornar-se o que será. colocado em níveis diferentes. o tempo é uma coisa. um fluir contínuo. pág. preciso de tempo . interiormente. sua ação. à sociedade.o tempo cronológico usado para fins psicológicos! (Idem. ou seja. (…) O pensamento. mas. (Reflexões sobre a Vida.org. servindo-se do hoje como passagem para o amanhã. pág. Para o historiador.o pensamento que foi e o pensamento que será. Como sabeis. tem o fim de promover a continuidade desse mesmo centro. tempo. fluindo através do presente para o futuro. o Inominável só pode ter existência depois de cessar completamente a experiência. é a consciência. pode chamá-la “o novo”. 229-230) O ontem. 120) Que entendemos por continuidade? Que é que causa a continuidade? Que é que prende um momento a outro momento.

de sentir. profunda.o que é. estará sempre presente o “agora”. E o “vir-a-ser” é sempre o passado a servir-se do presente. pág. (Coletânea de Palestras. (…) Estou preso nesse círculo. (…) (Diário de Krishnamurti. se não compreenderdes o presente. então. por conseguinte. idéias. (A Importância da Transformação. por havermos dividido a ação do tempo em passado. porque este. completa em si mesma. (…) O futuro é sempre um “vir-a-ser”. (O Homem e seus Desejos em Conflito. de experiência. para nós. que está à vossa frente. os ideais e todas as coisas transitórias. e. ireis compreendê-lo no futuro? O que agora sois. pág. para ser. pág.esse pode-se negar. expressar o original. No processo desse “vir-a-ser”. E isso significa. “alcançarei”. há conflito. da idéia de “serei”. pág. criamos a contradição. sem desesperar. raças. eu o serei” essa pessoa está na armadilha do tempo. por medo. 45) Nessas condições. realmente não ocorre transformação nenhuma. agora. pág. Por conseguinte. ainda que fujais para o futuro. morrer para o amanhã. (…) tempo. 49-50) (…) Ambição implica “mais”. O presente é a porta do passado. ao qual nos chegamos com diferentes opiniões. 149) É possível a mente achar-se sempre em ação. 150) Assim.Seleta de Krishnamurti hoje não sou feliz. Isto é. Todo pensar é periférico. já que (…) é apenas continuidade modificada do que existiu. 17) O presente é o eterno. 125) (…) Existe realmente “amanhã”. a exigir ação imediata. e tempo significa “chegar”. no qual tão somente pode haver compreensão.krishnamurti. porque. (…) (Idem. de pensar. continuareis a ser. mas não o tempo cronológico. que pertencem ao passado. nunca é aprendido por nós. guias. pág. o presente é utilizado pelo passado como uma passagem para o futuro. Só atuais imediatamente ao sentirdes dor ou prazer intenso. mas o original não pertence ao tempo. “mais” implica tempo. (A Suprema Realização. 50) No momento em que tendes o tempo. É a isso que chamamos “viver”. E o tempo não é solução para os nossos problemas. e digo: (…) “preciso de tempo para isso” (…) É esse o tempo a que nos estamos referindo: a estrutura psicológica do tempo (…) O tempo é o passado. as reformas. a reação ao passado. (…) Sempre que a ação nasce da plenitude e não da divisão do tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . presente e futuro. (…) O tempo deve simplesmente findar para que ocorra mutação. pág. Por depender do tempo para efetivar a transformação interior. para alcançar seus fins. nessas condições. se o fizermos. (…) (O que te Fará Feliz?. que acontece? Não estais enfrentando o desafio real e concreto. pág. Ela só se realiza ao negarmos o hábito. 1ª ed. “tornar-me-ei”. de conhecimento. inventa o processo da gradualidade? Vejo por mim mesmo (…) quanto importa promover uma revolução radical na minha maneira de viver. interiormente . mas por ser antes algo impulsionado por motivos. que é uma realidade. a fim de nos tornarmos algo. podemos perder o ônibus. juízos. recompensa ou castigo. o presente e o futuro não marcados pelo relógio. fica o pensamento aprisionado na rede do tempo. ou falta de compreensão do fato. se não sou rico interiormente. Negar o tempo é estar livre da ambição. deve a mente estar inteiramente livre do tempo do tempo psicológico. com o passado. pág. daí procede o pensamento. de modo que nunca tenha um momento de tempo? Porque o tempo é pensamento periférico. O pensamento jamais pode ser original. Não me refiro ao tempo cronológico. para descobrir o original. o pensamento enreda-se num círculo vicioso. pág. psicologicamente? Ou o amanhã é criado pelo pensamento. inexaurivelmente rico. esse não se pode negar. percebendo a impossibilidade de uma mudança direta e imediata. é ela harmoniosa e livre das malhas da sociedade. por não ser a ação. que criamos para nós mesmos. com suas classes. Mas o tempo psicológico. espontânea e livremente.. nos abeiramos do fato presente. Enquanto há “vir-a-ser”. 1930-1935. 150) (…) Podeis usar palavras. “alcançar”. o presente. O agora é perpétuo. Se não compreendeis o presente. e nas minhas ações. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. diretamente. O que é é o fato. No tempo não é possível o conhecimento do Atemporal. a tradição. (Idem. marginal (…) Pensamento é reação do acúmulo de memória. 45) http://www. (Idem. da duração. nossas mentes são incapazes de compreender o contínuo todo.org. religiões e posses. 103) O tempo é uma ilusão. realmente. (…) E a maioria de nós é incapaz de ver os fatos como são . ampla. porque.

no processo do tempo. 38-39) (…) Pensamos que.. 125) Uma vez cônscia da totalidade desse processo do “eu”. Presente Atemporal. símbolo? (…) Não há então. não se pode compreender os demais.Seleta de Krishnamurti Não sei se já refletistes nisto.. Por conseguinte. (…) quer no saber. 1ª ed.do tempo como duração. existência . que é continuidade.o eterno . o incorruptível. (A Primeira e Última Liberdade. “o não-contaminado”. uma revolução. Porque é o desejo que impõe o padrão. pág. nossa anelo: que o “eu” se tornará perfeito através do tempo. emocional.. é o desconhecido (…) é o novo. da atividade do “ego”. pág. pág. mas pela completa extinção do “eu” . ajustamento. independente do tempo. Por conseguinte. psicologicamente. de examinar a questão do pensamento. O tempo é uma coisa verdadeiramente extraordinária (…) Refiro-me ao tempo como continuidade psicológica. não há mais temor. quer nas crenças. psicologicamente. (A Renovação da Mente. ao qual nos ajustamos. (…) inteiriça. para verificar se existe essa coisa .só assim o novo se apresenta. que é memória. (…) (Claridade na Ação. desenrola-se sempre dentro do âmbito da mente (…) Ora. (…) É então que começa a liberdade. que deve a mente fazer? Só com a renovação. saltamos do processo do tempo para algo que não está no tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (A Primeira e Última Liberdade. (O que te Fará Feliz?. é a capacidade de distinguir diferentes lembranças. A mente. 142) Pois bem. (…) Só com a completa cessação do processo do tempo. mental. 114) O tempo. pág. O processo do tempo não pode trazer-nos o novo. acumular. no fim. pois o tempo não é o caminho da criação. como está ela constantemente em busca de segurança. que é experiência. pág. E é possível à mente permanecer fora do tempo. então vossa atenção se acha. 1ª ed. há somente uma continuidade e nenhum findar. então toda a estrutura cerebral. Então. 1ª ed. 25) Cessação do Tempo.não pela evolução. esse constante esforço de ajustamento a um padrão. 30) Positivamente.. Eterno http://www. 125) (…) Essa luta. que é o processo de acumulação (…) o desejo de “mais”. No processo do tempo não há nenhuma transformação. já não acumula. uma transformação. não fragmentária. do “processo” do tempo . desejo. sofrerá uma tremenda transformação. Tal é nossa esperança. psicológica. o nascimento do novo. realidade. Se não se compreende um deles. vem uma revolução. A nosso ver. chegar a um fim.krishnamurti. É possível vivermos sem essa continuidade? O que dá a continuidade? O que dá a continuidade é. em si mesma. interiormente. o “eu” se tornará. A eternidade está no momento presente. pois a mente já não adquire. palavra. pág. no centro. toda inteira. fora do conhecimento. uma transformação fundamental? Porque então a mente já não está lutando para alcançar um resultado. 129) (…) E compete a todos libertarem-se. (…) a revolução . o pensamento. 93-94) Porque o que constitui o tempo é a ocupação da nossa mente com a memória. (…) Ao perceberdes o significado dessa idéia da existência de um amanhã (…). A eternidade está no agora. (…) não pelo “vir-a-ser” do “eu”. obviamente. pág. (A Suprema Realização.org. pensamento e tempo estão relacionados entre si. por assim dizer. O agora não é reflexo do passado. de permanência. nunca pode achar o que é eterno: a eternidade não é continuidade. na sua atividade. Se o amanhã não existe. como memória. pois. ao perceberdes a verdade de que não existe amanhã. (A Mente sem Medo. O que tem duração não é eterno. Tal só é possível quando compreendemos todas as tendências da mente. é essa a única revolução possível (…) (Uma Nova Maneira de Agir. o processo do tempo não é revolucionário. no presente.é preciso compreender o que é o tempo. 1ª ed. (Claridade na Ação. no crescer e transformar-se. (Poder e Realização.existência do desejo. pág. pág. é o Real. e vossa atitude perante a vida é perfeitamente integrada. do processo do tempo. 73) Temos. só ocorrerá uma transformação radical quando. realmente. não aos poucos. pág.

plácida. perdendo com isso a sua imensa significação. no processo de vir-a-ser. a cessação do tempo quando não há passado nem futuro. não é possível o conhecimento do Atemporal. existe então possibilidade de que desista de formular. O vir-a-ser é conflito incessante. o presente é como um meio para alcançar um fim. o agora. que é continuidade. (…) (Idem. (O Egoísmo e o Problema da Paz. na semente do presente está o passado e o futuro (…) O presente é o Eterno. de um “eu” limitado. nessa libertação. porquanto ele se estende para o passado e para o futuro. é ela capaz de estar aberta? (O Egoísmo e o Problema da Paz. não o compreendereis no futuro. pode o pensamento transcender a si próprio. pág. conducente à ilusão. estará sempre presente o “agora”. 1940. (…) A paz está sempre no presente (…) O pensamento precisa libertar-se do passado. pág. pois. o lago não está calmo enquanto não param os ventos. o eterno. mas não é Eterno. O presente é a porta do passado. O presente é a única ocasião propícia à compreensão. o Eterno. de se ocupar de si mesmo. O anseio de vir-a-ser tece o padrão do tempo.Seleta de Krishnamurti O presente é Eterno. 45) O que agora sois. e não “pôrnos em quietude”. a perenidade. 242) Se se compenetrar o pensamento de ser ele um produto da ignorância. através do presente. ainda que fujais para o futuro. 68) O vir-a-ser cria a continuidade. mas não é o Atemporal. como uma passagem para o passado ou para o futuro. o Atemporal. O futuro é a continuação do passado. Deus? Quando a mente afirma ser necessário estar aberta para a Realidade. a eternidade não é continuidade. Mesmo no futuro há sempre o presente. A mente deve compreender a si própria e não procurar refúgio em ilusões (…) (Idem. 45) Consideramos o tempo como um meio de vir-a-ser. porque a memória é produto do tempo . pág. A eternidade está no agora. compreender ou sentir o Atemporal? Quando a mente procura.org. 67-68) O presente é o tempo integral. A compreensão só se manifesta no presente (…) Só é possível transcender o tempo na placidez do presente. 91) (…) O que é acumulativo (…) é a memória. transforma-se o futuro. esse vir-a-ser é infinito. Jamais pode estar no futuro. devemos “estar em quietude”. do presente e do futuro. encontrará a Realidade. pág. 68) Estamos sempre voltando a essa questão (…) Pode a mente. pág. pág. A mente não pode induzir a si própria a ficar quieta.krishnamurti. e pela memória nunca se pode achar a verdade. momento a momento.do passado. é a única porta para a Realidade. fora do tempo. Essa tranqüilidade não pode conquistar-se por meio do tempo. (…) A eternidade está no momento presente. (…) (Palestras em Ojai e Sarobia. (Idem. se não compreenderdes o presente. que é produto do tempo. Se não compreendeis o presente. pela percepção. a qual é outra forma do desejo de auto-expansão. pág. mas uma percepção intensa. Na tranqüilidade do presente está o Eterno. não pode haver tranqüilidade. nunca pode achar o que é eterno. ireis compreendê-lo no futuro? (O Egoísmo e o Problema da Paz. Enquanto não cessarem os problemas criados pelo “eu”. 129) (…) Assim. No tempo. para descobrir o novo. agora. presente e futuro contínuos. é imortal. O agora é perpétuo. pág. não é o Atemporal. 242) (…) Assim como um lago fica sereno quando cessam os ventos. com o “pôr-nos tranqüilos”. em momentos de grande enlevo. a consciência do “eu”. de imaginar. Quando se compreende o presente. 242-243) (…) A beatitude está sempre no presente. um presente independente do tempo? (O Egoísmo e o Problema da Paz. necessita-se de http://www. pág. (…) (O que te Fará Feliz? pág. (Idem. pág. e não pela vontade. Só pela vigilância. no presente. continuareis a ser. Mas consideramos o presente. Já não observastes. por trágico e doloroso que seja.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . assim também fica a mente tranqüila depois de cessarem os seus problemas. 45-46) É o presente da máxima importância. O tempo. aquilo que é. Se não podeis compreender o presente. (Idem.

o processo do pensamento produz a progressão psicológica no tempo. afinal. 25) (…) No presente está a eternidade e. (…) (Idem. psicologicamente. a felicidade não vem de ontem (…) não é produto do tempo. pág. pág. (…) (Idem. 38) Cumpre averiguar se é possível viver tão completamente que não haja ontem. 90) Ora. 129-130) (…) Porque. 91) Eu. real como o tempo cronológico? E podemos servir-nos desse tempo.. interiormente. toda inteira. e o falso no “que é”. na qual estão sepultadas as tradições acumuladas da família. dos impedimentos passados e. (A Importância da Transformação. e vossa atitude perante a vida é perfeitamente integrada. só podeis viver nessa totalidade do presente quando compreendeis a totalidade do passado. A mente empenhada em “vir-a-ser” não conhecerá jamais a perfeita e suprema felicidade do contentamento. No processo de compreensão de vós mesmo vos tornais livre do passado. que acumula conhecimentos e experiência.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . inveja. para livrar a mente do passado. Se tudo isso não for compreendido e dissolvido. mas também a mente inconsciente. ao ego. (…) que não vise a um resultado (…) não interessada em “vir-aser”. portanto. não poderemos viver no agora. no presente. (…) não é mera capacidade ou talento. temos de examinar a estrutura da memória. 1934. hoje e amanhã? Isso não significa viver no momento presente? (…) O importante é viver o agora. o que sentimos. pág. para alcançar esse estado criador. o condicionamento que vos foi imposto pela sociedade e por vossa própria avidez. pelo tempo. tem de haver intensa interrogação do presente e não entrar em considerações sobre como o “eu” virá no futuro. (…) (A Arte da Libertação. e só se pode viver no presente após compreender-se o passado . nada que não esteja corrompido pelo passado. que é o passado? De certo. pág.Seleta de Krishnamurti uma mente extraordinariamente alerta. sabeis que ela é o passado. e vivê-lo. pág. mas força criadora que se renova incessantemente. 1ª ed. do pensamento. supremamente. nem amanhã. pág. 90-91) (…) Viver no presente é morrer para o passado. para alcançar o “estado criador” . tudo o que se acumulou. pág. realmente. Existe um presente não continuado pelo passado? Existe presente que não condicione o futuro? (Experimente um Novo Caminho. Califórnia. nem hoje.org. digo que a mente pode libertar-se do passado e do passado ambiente. E há aquilo que chamamos de “presente”. católico. que nela nada existe de novo. intensamente. que freqüenta diariamente o escritório. (…) Mas. livre do tempo psicológico. não apenas a mente consciente. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. ânsia. do grupo. livre do tempo. 161) Não sei se já refletistes (…) Se o amanhã não existe. Sepultado no inconsciente se acha também o imenso sofrer do homem e o medo à morte. podeis vós também libertar-vos do futuro. E essa é uma das mais importantes mutações que se podem verificar.krishnamurti. hinduísta. esperanças. então vossa atenção se acha. é possível viver. nossas lembranças. É vosso condicionamento que dá continuidade ao “eu”. para compreendê-la. não deve a mente ser capaz de investigação entusiástica e persistente? (Poder e Realização. (Experimente um Novo Caminho. como eu disse. (…) não fragmentária. (Palestras em Ojai. e. (…) o contentamento que se manifesta quando a mente percebe a verdade no “que é”. é um estado atemporal. entendido como ontem. budista. como meio de compreensão do eterno. no presente. mas a ação criadora. desesperos. porém. pois então estareis vivendo dinamicamente. do atemporal? Porque.não a mera capacidade de escrever ou pintar um quadro. mas também a inconsciente. pesares e frustrações. 51-52) (…) Assim. não apenas a consciente. Para compreender isso. que não é invenção da mente. 93-94) (…) Se tiverdes observado vossa própria mente. (Idem. temores. mas é real esse tempo. pág. Morrer para o tempo é viver no presente. necessita a mente estar livre do fardo do passado. protestante. é possível viver no presente sem trazer para ele o tempo. dia a dia. que é produto da mente. da raça.o que significa que devemos compreender nossa própria mente. que constitui vosso condicionamento (…) de comunista. O agora é o resultado de ontem: o que pensamos. pág. 25) http://www. que tem reações superficiais. a felicidade está sempre no presente.

pois. mas é possível discorrer sobre a natureza desse atemporal? (…) Podemos falar sobre ele. (Idem.e não as vossas opiniões. e. não é continuação da experiência. 43) Estai. 99) (…) Afinal. nesse caso essa coisa é o conhecido. Para se reconhecer alguma coisa. (…) nervos. a vida é atemporal. (…) do tempo. essa própria percepção extensiva será o presente eterno. 106-107) A mente. e os efeitos do atemporal podem ser julgados com as medidas do tempo? Se se compreender o que se entende por “tempo”. ele se desdobrará. talvez seja possível conhecer a existência do atemporal. O conhecido está sempre dentro da rede do tempo. a eternidade inefável é isto: quando a própria mente é o desconhecido. O conhecido não é o atemporal. (…) já não está armazenando.krishnamurti. de seguir as suas tendências sutis e erradias. 230-231) Mas o julgar é do tempo. hoje e amanhã? (…) Se há percebimento do tempo. com vossa mente. Não dizeis.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de ilustração. como “estou cônscio” ou “estive cônscio” ou “estarei cônscio”. constituído de ontem. do saber. 119) Quando estamos cônscios (…) Só pela percepção do que é verdadeiro. o atemporal não pode ser utilizado. Dai atenção ao presente. (…) Mas o atemporal não é uma recompensa ao autoconhecimento. somente. do processo total e não do processo fragmentário. pág. Quando ides ao encontro do fato sem nenhuma opinião. (Reflexões sobre a Vida. cônscio do presente. quer triste. atemporal. e não a mente repleta de palavras. O pensamento não pode conhecer o atemporal (…) Não se pode ir a ele. mas a nossa “experiência” não será o atemporal. Por ora. de conhecimentos. não http://www. É um estado de ser em que não há pensamento. e hoje não estou atento. pág. Sem autoconhecimento. que contém as riquezas da verdadeira felicidade. Apenas a mente simples pode compreender o Real. Como o amor. do eterno. (Percepção Criadora. (…) ouvidos . se for capaz. só é livre quando capaz de enfrentar o fato . o Eterno. mas conduz isso ao Atemporal? (…) Por meio do tempo não se pode conhecer o Atemporal. Ou estais atento. Em geral. (O Egoísmo e o Problema da Paz. não pode existir o eterno. não há tempo. de modo que ela pode agir. pág. pág. quando “o que é” é o atemporal. ela é sofrimento. para compreender aquilo que é atemporal. e de transcendê-las. O que é eterno não pode ser procurado. pág. (…) (Percepção Criadora. A vida no tempo é confusão e sofrimento. do saber. por certo. a mente não pode adquiri-lo. e. há a felicidade suprema. (…) quando é simples.porque o amor é o presente. ou não estais atento. o pensamento deve tê-la experimentando. O findar do saber é o começo da sabedoria. 230) (…) A mente não pode formular o atemporal. resultado do tempo. (…) olhos. não há nenhum tempo. 44) (…) Por certo. Porque o próprio fato exige ação urgente . pág. uma vida que tem significação. então. Para a mente. de ontem.quando tudo está atento. doutro modo. pesando. (A Suprema Realização. momento a momento. O pensamento não pode resolver nenhum problema humano. pág. a mente é o conhecido. (…) O atemporal é um estado que só pode apresentar-se quando não existe mais o tempo. pois.Seleta de Krishnamurti Reconhecimento implica existência de experimentador. se dá o descobrimento do atemporal. nesse estado.o que é. a mente jamais chegará a conhecer o desconhecido. pág. julgando. (Comentários sobre o Viver. A vida só tem significação quando há o atemporal. quer agradável. e se a experimentou. então. Quando estais completamente atento. 50) Há percebimento do processo total do tempo.org. conflito e dor. pág. (…) coração. condenando. mas. então: “Estive atento ontem. tempo. não há então continuidade. de experiências e crenças acumuladas. estamos desatentos (…) (A Importância da Transformação. desejos e ideais. A sabedoria não é do tempo. não vos preocupeis do passado. A atenção não é um movimento (momentum) contínuo do tempo. o pensamento-sentimento. o atemporal. (O Egoísmo e o Problema da Paz. 68-69) O conflito e a dor são necessários para que haja potência criadora? (…) O estado de potência criadora não significa estar livre de conflito. não pertence ao tempo. Ele se apresenta quando a mente está tranqüila. moldá-lo para os seus fins. (…) de acumulações? (…) Só há vir-a-ser e evolver no plano horizontal da existência. juízo. pois o próprio pensamento é o problema. nem do futuro . como um processo temporal e. avaliação. estais vivendo completamente no presente.

em nossa vida. pág. (…) . (…) Esse conflito é o que é. (A Eliminação do Tempo Psicológico. no final disse tudo .ciência. e assim por diante. no conhecimento.(…) no término do tempo há um novo começo. precisamente. que englobam a totalidade do tempo. Automistificação A luta não se acha num único nível da existência. pág. céu e inferno. pág. e o que é. Eu leio filosofia (…). o que estamos fazendo (…): consumindo tempo. isto ou aquilo. de forma que o tempo psicológico seja abolido? E como indagamos ontem. onde tudo isso é energia . de ser. é o ideal. Estado e cidadão. imediatamente. há início de algo totalmente novo? Existe um início que não está enredado no tempo? (…) (Idem. 193) (…) Vós sois isto. o passado. Correto Pensar. pág. Conhecimento . (…) (A Eliminação do Tempo Psicológico. só o podendo ser depois de cessar a escolha. lutar por transformar o que é no seu oposto.krishnamurti. 194) (…) Estamos cônscios. e quereis ser aquilo. Ser. Por que isso? (…) Sou todo energia. o oposto é um prolongamento do que é (…) A projeção provém da vontade do “eu”. na memória e na resposta. 27) Espere. no sentido a que estamos nos referindo. Esse vir-a-ser psicológico pode ser o fator que torna doloroso. 26) No momento em que usamos a palavra “conhecimento”. o nosso viver de cada dia. matemática. em luta para vir-a-ser o que não é. pág. pág. e essa coisa é uma parte de vós mesmo. Não-vir-a-ser. 35) (A Continuação acha em Energia Espiritual. O processo de vir-a-ser é luta. mas em todos os níveis. pág. (Comentários sobre o Viver. Inércia(…) Vir-a-ser.. na tentativa de aprender o que é atemporal (…) (A Arte da Libertação. conflito. 35) A completa integração do pensador com o seu pensamento não poderá dar-se se não existir compreensão do processo de “vir-a-ser” e do conflito dos opostos. Esse conflito não pode ser transcendido por ato de vontade. ao contrário. Não-ser. 1ª ed. pág. (Idem. Não surgirá o dualismo do próprio desejo? A vontade de vir-a-ser. O ideal é uma autoprojeção. o discípulo que luta para transformar-se em Mestre . quando chegamos ao ponto em que não existe nada e existe tudo. Problema algum pode ser http://www. (…) O final é o início . infinitamente. cheio de competição e de conflito. o pensamento-sentimento se vê envolvido no conflito dos opostos. de que não gostais.org. (Idem. Estais lutando para vos tornardes uma coisa. assim. o impulso psicológico para ser melhor. de que gostais. a autoprojeção. não encerra também a vontade de não-vir-a-ser? No desejo positivo existe também negação e. não há conhecimento como experiência. mas só estamos considerando o processo de vir-a-ser. conflito.Seleta de Krishnamurti devemos procurar atingi-lo através do tempo. 32) Sim. compreender o tempo (…) Mas é isso. e conflito é a luta para alcançar a projeção. (…) poderemos atuar de um modo que todos os assuntos sejam resolvidos instantaneamente.certo? Veja bem. vir-a-ser alguma coisa. pág.adquire-se através do tempo. (…) Depois de me tornar aquilo. mas se eu e você enxergarmos a verdade disso. 160) Você diria que o pensamento é o processo do tempo? Isso porque o pensamento está baseado na experiência. (…) e o tempo findou. 28) Naturalmente. pág. 192) (…) A existência pode exigir esforço. luz e treva. (Autoconhecimento.quando o tempo finda. o vigário que luta para ser bispo. aparece outro aquilo. o tempo está implícito. mas. do dualismo e seu conflito constante: desejar e não desejar. Quando acabamos com o tempo. Felicidade. e todo o movimento do conhecimento envolve tempo. o futuro. (…) (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .esse vir-a-ser psicológico é esforço. (…) Eu sou isto e quero tornar-me aquilo. Veja bem o que eu quero dizer! (Idem. O funcionário que luta para se tornar gerente.

cheio de riqueza? (A Arte da Libertação. não existe esforço. pág. pois. buscamos o preenchimento num objeto. a luta por “vir-aser”. não resulta de esforço.mas o “vir-a-ser” psicológico. O pintor. completa ausência de luta.org. se compreendermos o que é ação criadora. não estaremos. em vez de “vir-a-ser”. somos incapazes de imaginar uma vida. há luta. entendemos sempre um dispêndio de energia com o fim de alcançarmos um resultado (…) Para a maioria de nós. Continuidade é “vir-a-ser”. peleja. É a criação resultado de esforço. inevitavelmente. pág. Esse enlevo intenso é o resultado do abandono do “ego”. o ser completo. de luta. aquele estado de existência criadora. pág. há um “estado de ser”. pág. aquele estado isento de agitação. pág. é necessária a tranqüilidade da compreensão. em geral.Seleta de Krishnamurti resolvido no seu próprio nível. Por esforço. o “eu”. mas de fato? (…) Enquanto pensardes em termos de “vir-a-ser” . toda a nossa existência é uma série de lutas. pág. para se compreender o “estado de ser” em que não há luta. 69-70) Mas. o conflito. naturalmente. tentamos achar a verdade disso.krishnamurti. podeis ser? . batalha. mas como as nossas vidas. (…) nossos vizinhos (…) (A Arte da Libertação. 70) Nosso problema. quando fazeis uma coisa com facilidade. 107) Enquanto não compreendermos essa questão do esforço e suas conseqüências. (O Egoísmo e o Problema da http://www. como o ontem “veio a ser” hoje.“serei bom”. estejamos aptos a compreender o que significa esforço. vivemos no presente com esforço. Quando terminais alguma coisa. luta. 107-108) Cumpre-nos. e é só no “ser” que pode haver transformação fundamental. e hoje “virá a ser” amanhã . há uma clareza inesperada. só no “ser” pode haver transformação. de esforço? Não sei se já notastes que. conflito. (Da Insatisfação à Felicidade. só no terminar há renovação. (Idem.não o vir-a-ser cronológico. mas. no qual tenha cessado toda luta. de conflito. Todo esforço para dominar o “eu” (…) é ainda parte do “eu”. estamos.pois esse é o único estado em que pode haver transformação (…) radical. sim. 108) Talvez. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. pág. é o de pôr fim ao vir-a-ser . (Idem. 107) Quando dizemos “fazer esforço”. 70) Ora. numa pessoa. com nossos amigos íntimos. um êxtase profundo. o poeta. conflitos e lutas. “serei nobre”. um “estado de ser”. só pode ser resolvido duradouramente depois de o pensador desistir de vir-a-ser. o esforço ou é positivo ou negativo. numa idéia. quando só há o existir. (…) (Percepção Criadora. (Idem. Não nos será possível sairmos do tempo. (…) só pode dar-lhe mais força. (…) presteza. para tornar-nos alguma coisa (…) Sou “isto” e quero tornar-me “aquilo” (…) No tornar-me “aquilo”. “serei amanhã algo que não sou hoje” . pois. e estamos cônscios nos momentos em que somos criadores? Ou é a criação um estado de completo auto-esquecimento.31-52) (…) Para transcender o sofrimento. e isso exige batalha constante. um processo de vir-a-ser ou não-vir-a-ser. realizar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . é óbvio.nesse “vira-ser” está implicado o processo do tempo e há confusão. mas o encontro com o belo só ocorre quando a luta cessou de todo. que. E como já expliquei antes. não será isso possível. em que estejamos de todo inconscientes do movimento do pensamento. o que significa o esforço. não por algum meio de auto-hipnose. interessados no preenchimento pela consecução de um fim. esforço para “vir-a-ser”. e não no vir-a-ser. em condições de perscrutar aquele estado criador. a todos nós aqui. e esse mesmo processo provém do centro do “eu” (…) Se sou invejoso e faço esforço para não o ser. e não o conflito e a dor de vir-a-ser. o “ser” está livre do tempo. não há dúvida de que a entidade que faz tal esforço é ainda o “ego”. 107) Esse estado é resultado de labor. Podeis dar um fim instantâneo a esse “vir-a-ser”? Essa é a única maneira nova de tratar o problema (…) Todas as outras maneiras são velhas. entendemos a luta em que nos empenhamos para nos preencher. Quando o “ego” não se ocupa de seu próprio vir-a-ser. integral. pág. Isto é. ps. investigar a questão do esforço. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Nessa luta. e não na continuidade. radical. 94) Pois bem. precisamos naturalmente investigar a fundo o problema do esforço. são uma série de batalhas. Vir-a-ser é um processo do tempo. pág. pode fazer esforço no momento em que pinta ou escreve. (…) (A Arte da Libertação.

presente e futuro . 1936. 80) O futuro é sempre um “vir-a-ser”. pág. Enquanto há “vir-a-ser”. eu serei. 283) (…) Isto é. e o que é novo não está no tempo. Porque se pensais em termos do que é velho. a qual se verifica instantaneamente. pág. um sentimento novo só se manifesta quando a mente não está presa na rede da memória. constituído que é de lembranças acumuladas. se liberta do vir-a-ser. é seguinte: (…) Podeis estar cônscios daquele estado de ser em que não existe o tempo? Se estais cônscios. deveis tratá-lo de modo novo. nunca é aprendido por nós.ser” é sempre o passado a servir-se do presente. Ser não é totalmente diferente de “vir-a-ser”? Só compreendendo o processo e a significação do “vir-a-ser” podemos “ser” (Idem. 142) (…) Ao contrário. pág. para ser. a memória é um empecilho à compreensão do que é.eu era. existe o Atemporal. pág. é proselitismo. (Palestras em Nova York. Eddington. (…) vós o fazeis quando vos encontrais frente a frente com um problema novo. dele surge um novo “estado de ser”. que transcende os limites da moral e da virtude social. (…) o vir-aser depende do tempo e do espaço. 62) Pode o “eu”. do tempo. estará o pensamento condicionado ao tempo. pág. É o pensador que produz o processo de “vir-aser” (…) Porque o findar do pensamento é o começo da meditação real. pois. uma maneira fundamentalmente nova de considerar a existência. (Da Insatisfação à Felicidade. e. precisais estar completamente novos em face do mesmo. 103) Existe um modo diferente de encarar a vida. A verdade é ser momento a momento (…) A felicidade é aquele estado de ser que é atemporal. estais ainda pensando em termos de vir-a-ser. nessas condições. fica o pensamento aprisionado na rede do tempo. Quando há um intervalo entre dois pensamentos. eu sou. a cópia de um padrão. (…) interpretando-o erroneamente. entre duas lembranças. 71) http://www. pág. 142) (…) Só quando o pensamento. obediência. só quando está totalmente tranqüilo. quem está empenhado em vir-a-ser não pode saber o que é ser. conhecer a liberdade? Pode o “ego”. (…) (Palestras em Ojai. pela diligente vigilância de si mesmo. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Madras. Ao findar o esforço para vir-a-ser. conhecer o Atemporal. 143) Esse “vir-a-ser” não é preenchimento. pode haver compreensão.org. pág. o presente. da fé e da ciência. 70-71) A questão. (…) fator de ignorância e conflito. (Idem. daquilo que se denomina perfeição. pág. não do ponto de vista dos opostos. um não é o oposto do outro. Quando tendes um problema novo.krishnamurti. há conflito.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 101) O importante é o ser e não o vir-a-ser. porque o pensador deixou de existir. o pensamento prisioneiro do passado. Sendo novo. O esforço deve cessar. 1936. Ora. este é um problema novo: como pôr fim ao tempo. disso nasce o ser. 34) A transformação não é um fim. do “ser contínuo”. que já não é memória. tão somente. Quando desejais ser transformado. No processo desse “vir-a-ser”. cada um tem de discernir o processo de vir-a-ser e o de cessação aparente. vir-a-ser e não-vir-a-ser. (Diário de Krishnamurti.Seleta de Krishnamurti Paz. do passado. pág. pág. E o “vir-a. (Idem. cessa o ser. pág. que não é estático. Não sei se já notastes que um pensamento novo. (…) (A Primeira e Última Liberdade. estamos continuamente a criar e a nutrir a idéia do tempo. do temor e da mecanização (…) Isto é. Jamais pode. (…) vereis que há uma tremenda revolução. Pensamos e sentimos em termos de acumulação. o processo de nascer e de morrer. havendo o oposto ou a oposição. (…) (O que te Fará Feliz. 113) Pensamos em termos de passado. alcançar seus fins. estais então traduzindo o novo problema no velho. no qual. e quando é possível manter esse intervalo. (A Arte da Libertação. a fim de conseguir o desejado e ter êxito. alcançar esclarecimento? (…) Enquanto o “eu” (…) pensar em termos de ganho e de perda. Essa maneira de ser é a própria vida. pág. Califórnia. um resultado. mas sim imitação. não mero padrão social. e só então há uma revolução. surge a plenitude do ser.

antes de podermos compreender o que é “ser”. Todo movimento implica tempo. o “eu”. tornando-se. em qualquer ponto. que sempre é ser . (…) ora. O “ego”. 177) O desejo e a vontade se acalmaram. não é produto de educação. (…) (Idem. em essência. (…) Apenas à mente vulnerável é acessível o infinito. pág. É só quando o que quer vir-aser está vigilante de si próprio e compreende o sofrimento e o inútil esforço de vir-a-ser. o sistema é uma maneira positiva de negar. assim. pág. 51) (…) Essa solidão é a própria mutação da consciência. pág. o pensamento incapaz de encontrar sua própria essência. a Verdade. e eu digo que isso pode fazer-se instantaneamente. e para “ver” a totalidade do não-ser. (…) a expandir-se. positivo ou negativo. eu sou. Pensamos e sentimos em termos de acumulação. com o vir-a-ser.e essa compreensão é. (Idem. 175-176) (…) Nosso pensamento-sentimento está colhido no processo horizontal do “vir-a-ser”. pelo conflito. que é sempre novo. há o ser. do que é eterno. autoconhecimento. e quando já não se serve da vontade . (…) (Idem. mas de se ficar livre do pensamento. o pensamento tem de cessar. Para descobri-la. de controlar o pensamento. (Idem. estamos continuamente a cria e nutrir a idéia do tempo. (…) “Vir-aser” implica movimento. (…) (Diário de Krishnamurti. (…) “Ser” não é totalmente diferente de “vir-a-ser”? Só compreendendo o processo e a significação de “vir-a-ser”. pág. há então silêncio: a sua própria intensidade traz a placidez. verbalização. 142-143) Devemos (…) compreender o processo de “vir-a-ser” e tudo o que nele está implícito. (…) Julgamos que a Realidade ou Deus pode ser alcançado com o tempo.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . O rio do “vir-a-ser” se acaba quando compreendeis o processo do tempo. Ela é o vazio e a ausência do ser e do não-ser.embora se possa comunicar esse ser mediante o uso de palavras . 177) Pensamos em termos de passado. não é possível atingir o Atemporal. o “ser” não é resultado. pág. 176) O “vir-a-ser” leva-nos ao “ser”? Pode-se. ou seja. só então existe a tranqüilidade da suprema sabedoria.eu era. a cada instante. por conseguinte. (O http://www. (O Egoísmo e o Problema da Paz. 176) Só há o ser quando não existe esforço. o criador do tempo. (…) Todo resultado é um processo temporal. A mente se renova. A essência do ser é o não-ser. jamais pode conhecer o Atemporal. e sem essa compreensão a mente nunca estará vazia e livre para compreender o Real. O “ego”. de disciplina e condicionamento. 71) (…) O método. a criação e o amor. e “ser” não. Nesse “estado de experimentar”. “Experimentar” é a mais elevada forma de compreensão. deve o homem libertar-se do vir-a-ser.é só então que ele poderá estar em silêncio. podemos “ser”.org. que há percepção daquilo “que é”.Seleta de Krishnamurti A nova maneira de tratar o problema é fazer findar o tempo. não há o que experimenta nem a coisa experimentada. a coisa (…) O “experimentador” não é. absolutamente. É só quando a mente fica livre do pensamento. Podeis sair do rio para a margem.o indivíduo sabe que a palavra não é a experiência. através (…) do tempo. pois. (O Homem Livre. que quer vir-a-ser. 177-178) Quando há “experimentador”. porquanto é a negação do pensar. Autoconhecimento é a compreensão do vir-a-ser. de vir-a-ser. é causa do conflito e do sofrimento. o que vem a ser está sempre acumulando. (…) adquirindo. atingir a tranqüilidade? (…) Só depois de extinguir-se o vir-a-ser. (O Egoísmo e o Problema da Paz. em que da destruição surge o novo. quando há verdadeiro interesse. pelo tempo. o que vem a ser. (O Egoísmo e o Problema da Paz.krishnamurti. alcançar o Atemporal? Pode-se. pois. a completa transformação daquilo que foi. na chama desse vazio. para compreendê-lo. precisais aplicar-vos com toda a vossa mente e todo o vosso coração. pág. importante compreendermos esse “processo de vir-a-ser” que existe em nós mesmos . (…) Não se trata. pág. 92) Parece-me. presente e futuro . pág. eu serei. (…) Quando percebeis a imensidade do “ser”. no processo horizontal do tempo não se encontra o Eterno (…) (Idem. pág. pág.

271) Esse Ser escapa ao nosso raciocínio. a finalidade total de toda a existência. É a compreensão do “ser”. (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. então. (…) daquilo que somos. pág. 1933. 43) (…) Esse estado de ser. de criação.Seleta de Krishnamurti que te fará Feliz. um fim para alcançar. pois. pág. porém. (…) A memória impede-nos de nos aproximarmos das experiências abertamente. dizeis: “que devo fazer com todas as memórias que tenho?” Não as podeis repelir. a base da verdadeira meditação. 97) Ter um objetivo. (…) ter uma clareza ampla. a vigilância diligente revela-nos as atividades do “ego”. que acontece quando a mente está tranqüila. O que o pensamento pode fazer é somente estar cônscio de seu vir-a-ser. há então criação. se nos pomos a pensar a seu respeito. Mas subsistirá a separação e a desigualdade. se puderdes ver a coisa tal como é. (Idem. 128) Mas. então. 97) Qual é a razão. esse mesmo pensar torna-se um empecilho ao conhecimento. (Idem. e estar cônscio de sua engenhosa inteligência e vontade. simples. claramente. é reclusão. buscamos a satisfação (A Arte da Libertação. ela própria. pág. qual é a base da automistificação? Quantos de nós estamos verdadeiramente cônscios de http://www. a libertação do pensamento criador. no condicionamento. e não o pode compreender o pensamento. pág. impede o autoconhecimento. pois o presente é que é Eterno. (O Egoísmo e o Problema da Paz. se a mente se compreende a si mesma e descobre aquele estado em que há felicidade completa. há. É um estado no qual não existe nem passado. que só quer “vir-a-ser” não pode compreender o “ser”. É só na solidão da Realidade que se encontra a plenitude. (…) O Real não tem causa. e porque não sabemos como se chega a esse estado. 62) Não é a essência criadora da Realidade que é a norma? (…) É só na essência criadora da Realidade que se verifica o término do conflito e da aflição. pág. um “experimentar” no qual não existe o tempo. 127) Porém. (Palestras na Itália e Noruega. nem futuro.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . aquele silêncio que não é silêncio produzido pela acumulação.silêncio que está fora do tempo (…) Se houver esse silêncio. Sem compreendermos o passado não há compreensão do Real.krishnamurti. há um movimento. e é essa a ocasião de defrontá-las e dissolvê-las. resultado do autoconhecimento. A mente. de mente e coração. passiva? Nesse silêncio. tão complexo e sutil. e essa criação é. pois. pág. (Debates sobre Educação. na chama da criação não há “outro”: só há o Ser único. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) não mais está empenhada em “vir-aser”. surge só quando a mente está em completo silêncio. quando a mente compreende o problema da transformação radical. que foi causado. (As Ilusões da Mente. enquanto houver “vir-a-ser” (…) Esse anseio de vir-a-ser nasce da ignorância. manifestar-se o Ser. (…) está extraordinariamente vigilante. por mais vazio ou estúpido. pág. precisais aproximar-vos dela com a mente límpida. (…) não está à procura de recompensa. 271-272) (…) Assim. da vida criadora. pág. vereis que haverá uma transformação radical no centro. “Vir-a-ser” é expansão do “ego”. ultrapassa a nossa imaginação. então vereis como as memórias passadas entram em ação. Mas o que podeis fazer é defrontar a vossa próxima experiência completamente. isso começará a transformar-vos. O “vir-a-ser” nunca poderá transformar-se no Ser. 197) Mas. (…) (O que te fará Feliz?. na meditação dá-se a união do Ser com o Eterno. (…) já não “anda à procura de um fim. (…) Todo pensar verdadeiro é. A compreensão do passado deve ser buscada através do presente. Há então paz permanente. mas um “estado de ser” . pág. (…) Nosso pensamento (…) está baseado no passado. nem presente. e é necessário que se detenha essa atividade. (Idem. (…) pela memória.org. pág. que produz uma extraordinária exaltação. pág. Com o autoconhecimento vem-nos o pensar verdadeiro. 197) (…) Por mais pobre que sejais. 125-126) Para compreenderdes uma experiência completamente. veremos. 139-140) A vigilância leva-nos à meditação. (…) quieta. momento a momento.

sem o desejo de transformá-la em coisa diferente. religiosa ou socialmente . torna-se extraordinariamente importante. ela terá. de ser insuficiente: é o que é. 60-61) Por outras palavras. Ideal É a palavra ou é o fato que desperta o temor? Se observardes todo esse processo. é ver como o pensamento se está enganando a si mesmo. 189) Por certo. Nesse estado não existe o sentimento de estar só.política. lemos um livro.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . só aparece quando compreendemos o que é. não sabemos cooperar. para vir-a-ser. porque a mente já não tem medo de ser o que é.org. (Quando o Pensamento Cessa. existe a luta do “vir-a-ser” (…) Por certo. o prestígio. 187) O pensamento. o fator fundamental da automistificação é esse desejo constante de ser alguma coisa. Essa é uma das nossas dificuldades. Assim. Só podeis seguir um pensamento de maneira completa. fechando todas as vias de escape e depois olhando-o (…) O descobrimento de como o pensamento se está enganando a si mesmo é que é importante. (…) energia. (Idem. O que produz o descontentamento é a maneira complexa por que encaramos o que é. (…) Essa fuga do “que é” proporciona várias experiências. não poderá existir o amor. (…) (Idem. da fuga e da dependência. (Por que não te Satisfaz a Vida?. mas também a outros. sem dúvida. tanto mais cresce a força da ilusão. e ao descobrirmos que ele é enganador. uma procura de justificação. (…) Mas. pág. (…) Assim também. para escapar a essa solidão. quando não há desejo de fuga ao que é. 64) Assim. pág. Só então o que é revela a sua inteira significação. não é um processo de busca. de separar-se da compreensão coletiva ou integrada. a instrução. 189-190) “O que é”. apegamo-nos a uma pessoa. que nos leva a impor aos outros a nossa própria ilusão. em si. significa isso que devemos estar passivamente cônscios do que é. (A Arte da Libertação. (…) de posição. a posição.krishnamurti. Então é possível transcendermos o mero aspecto exterior do que é. (…) capacidade. não estou impondo uma ilusão a mim mesmo. a maioria de nós está consciente de que sentimos solidão. pág. o nome. “Não é”. vereis que. para compreender o que é. ele próprio.não é. (…) É possível viver neste mundo e não ser nada? Porque é só assim que podemos estar livres de todas as ilusões. 187-188) Aquele que busca está sempre impondo a si mesmo aquela ilusão. precisais compreender todo o processo da insuficiência interior. de prestígio e poder? Esse desejo de ser . pág. 144-145) É possível ficarmos contente? Que é contentamento. pág. podeis então enfrentar o que é. requer-se vigilância passiva. 73) http://www. ninguém lha pode impor. gradualmente. enquanto vivermos a enganar a nós mesmos. (Que Estamos Buscando?. quanto mais enganamos a nós mesmos. de fato? O contentamento. fugindo do que é. “Deveria ser”. evidentemente. só assim a mente não fica a procurar um resultado (…) (Idem. conseguir. pois. é ele próprio que a impõe.Seleta de Krishnamurti que estamos enganando a nós mesmos? (…) Sabemos que estamos enganando a nós mesmos? Que pretendemos com essa mistificação? Julgo muito importante o problema. e. um desejo de ser tido em boa conta. pág. 188-189) Vemos que começamos a enganar a nós mesmos no momento em que existe esse impulso para ser. o que sabemos é só trabalhar em conjunto visando a um fim que nós mesmos criamos. (…) de segurança. seguir um pensamento de princípio a fim. de alguma forma. passam a ter grande importância. a qual nos transmite certa vitalidade. (Nós Somos o Problema. como meio de fugirmos a nós mesmos. neste mundo e no outro. Fato Real. Por causa do meu desejo de transformar o que é em coisa diferente. não existe temor. a causa da automistificação? (…) (Idem. de automistificação. pág. Criamos a ilusão e depois nos tornamos seus escravos. Enquanto a mente for capaz de criar e impor a si mesma uma ilusão. (…) Então a propriedade. para chegar a esse ponto. pág. pág. Assim. e há então uma transformação do que é. ligamos o rádio.

pág. em ação. significa que não existe autoridade alguma. (…) com o qual nos despimos de toda ilusão e a nossa mente não inventa mais fantasias e meios de fuga. pois. e isso. jamais compreendereis “o que é” (…) (O Novo Ente Humano. de ganhar. confusão. E só há compreensão do que é. não há medo. pág. se observais “o que é” com uma série de conclusões. fórmulas. pág. quando a mente desistiu de lutar contra o que é. uma contradição. (Idem. essa fuga ao que é. da experiência. do “ego”. reside em compreender o que é. Vivemos habitualmente com idéias. o que deveria ser. (Percepção Criadora. 11) http://www. 142) Viver sem idéia é coisa muito diferente daquilo com que em geral estamos acostumados. isto é. “o que deveria ser” cria a autoridade. que esteja tentando transformar o que é em outra coisa qualquer.(…) O pensamento. mas também naqueles níveis em que o “eu” se acha profundamente oculto. 1ª ed. No mundo inteiro se verifica esse processo. completamente. mas. pág. a fim de ser capaz de enfrentar o fato . começa a compreender o que é . pois. nossos conceitos.. está. e não os problemas que ela cria (…) (Reflexões sobre a Vida. interiormente.o que somos . que se precisa compreender o condicionamento. (…) reação da memória (…) Pode uma pessoa morrer para todas as lembranças. (…) com idéias. quando o falso foi percebido como falso (…) O que deveria ser é também o que não deveria ser. certamente. da tradição. pág. (…) essa não é a verdadeira maneira de viver. revelam-se-nos os movimentos do “eu”.momento a momento. mediante a busca inspirada pela idéia do que deveria ser.krishnamurti. pág. (…) podeis fazer alguma coisa a seu respeito. do “ego”.o que é . livre de qualquer suposição que possa gerar a autoridade. opiniões. Ao perceberdes o que realmente é. com efeito.criamos as idéias do que deveríamos ser. o autoconhecimento que se descobre a cada momento no espelho das relações. Quando estamos frente a frente com o que é. sem interpretar esse fato. Para viver totalmente.Seleta de Krishnamurti A dificuldade.org. só se torna possível quando o ideal.sem o autoconhecimento. o que existe. por que criamos o padrão? Criamos o padrão porque desejamos evitar o fato (…) Como estamos insatisfeitos e não compreendemos o fato . não só no nível verbal. com padrões. a questão de como observar “o que é”. podem-se descobrir as tendências da mente. é o começo do autoconhecimento. e de onde sai espontaneamente nas ocasiões em que relaxamos a vigilância. a fim de preencher o intervalo entre o que é e o que deveria ser? (…) O real. Mas nós estamos pesada e profundamente condicionados (…) Vivemos no mundo ideologicamente. livre para observar realmente “o que é” (…) (O Novo Ente Humano. é o que é. juízos que acumulou? (O Passo Decisivo. nossas formulações. 16) Investigar e aprender em comum. é preciso estar em comunhão direta com ele. Assim. pág. (…)(Uma Nova Maneira de Viver. Quando a mente já não está na sujeição das crenças. (…) Isto significa. 105106) Aquela realidade jamais surgirá . A mente que se libertou do que “deveria ser”. portanto. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. uma mente que esteja à procura de algo diferente do que é. experiências. vivemos com os nossos pensamentos..acredito-o . (…) Sois ávidos e precisais tornar-vos não ávidos. não pode existir relação com ele através da cortina do ideal ou (…) do passado. 96-97) Simplicidade é compreensão do que é. 193) Ora. e não pode compreendê-lo uma mente que esteja distraída. deve a mente estar livre de toda ideação. buscamos o que deveríamos ser. pág. 143) E que é tempo? Afora o tempo cronológico (…) existe o tempo. Como sabeis. e desistiu de moldá-lo de acordo com suas fantasias. não depende de nenhuma autoridade. e por isso lutais (…) Mas. (…) (Poder e Realização. foi apagado da mente. juízos. psicologicamente? Ou o pensamento inventou o tempo como meio de alcançar. O problema é a própria mente. pois. com heróis. Na compreensão do que é. o pensar acerca do que é. E o pensamento é processo mecânico.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e por isso há uma divisão. eis o que gera o medo. porquanto cria conflito. pelo constante percebimento do “eu”. 62) A compreensão de o que é. se compreendêsseis o que é. valores.o que é nas relações. (…) Para se compreender o real. sofrimento. pág. 253) Temos. o fato. com exemplos. 1ª ed. não haveria luta. que é a mente.

pág. tanto mais forte o impulso a expressar verbalmente esse conflito: no teatro. (…) não sabemos o que fazer com o que é. A destruição da espontaneidade é própria da mente vulgar (…) Só na espontaneidade. o que na realidade somos (…) É difícil perceber. na literatura (…) É dessa maneira que fugimos do que é. os intelectuais inventam uma significação e nós outros nos pomos a seguila (…) Mas. vem-me não só a sua compreensão. A reação espontânea revela a mente tal como é. A mente disciplinada não pode descobrir. sem nos deixarmos dominar por aquilo que gostaríamos que fosse. (…) Quando me submeto ao que é. E. pág. impede o experimentar de o que é. a capacidade de compreender a vida só se realiza ao compreendermos a vida de relação. pág. racional ou irracional (…) (A Importância da Transformação. mas. e não (…) teorias e ideologias. pág. a justificar. Só na compreensão do que é. 78) Assim sendo. 1ª ed. ideal ou romanticamente. porque estamos afeitos a condenar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . procurarmos considerá-la como um espelho e (…) perceber com toda clareza e sem preconceito (…) “o que é”. (Idem. na arte.. pág. em vez de fugirmos através da vida de relação. pág. 155-156) Aí é que começa o sofrimento. 156) http://www. (A Importância da Transformação. 1ª ed. quando estamos cônscios do que é. necessitamos de extraordinária capacidade de percebimento. mas o que se revela é imediatamente adornado ou destruído. pág. Essa coisa diferente é uma idéia. desvendar o insondável. podemos ficar livres do que é. mantendo-nos em incessante atividade em torno dele. e. maior a neurose. 104) Por que estais lutando contra o que é? (…) De nada serve rebelar-se contra o que é. 112-113) (…) A espontaneidade é a única chave que abre a porta do que é.org. a utopia. 145) Pode-se ver muito claramente quanto é contraditória e confusa a nossa vida diária (…) Podem-se inventar significados para ela. é sempre novo (…) (Reflexões sobre Vida. criamos a idéia do que deveria ser. e (…) se tenho a necessária capacidade. É fácil criar uma ilusão e nela viver. não aquilo que desejamos ser. O que é. poderá funcionar com muita eficiência (…). 32-33) Estamos descontentes por causa da comparação (…) porque desejamos alterar o que é. sim. 132) Vede como é importante estarmos cônscios do que é. porém. (…) Entretanto. o ideal. com isso.krishnamurti. quanto maior a tensão entre o que é e o que deveria ser. e o fim do sofrimento é a compreensão de o que é. 155) Dá-se o conflito entre o que é e o que deveria ser. reais ou imaginárias. (O que te Fará Feliz?. (Idem. contra o real. Mas. se só nos interessa “o que é”. pode haver descobrimento. de nossa solidão. na música. pág. se estamos sobremodo vigilantes . por mais agradável e (…) edificante que tenha sido. os deuses. aquilo “que é” não pode ser compreendido. condenação.. Se a mente superficial não está tranqüila. esse próprio percebimento torna possível uma transformação do que é. (Comentários sobre o Viver. (…) O viver no passado. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida?. e desejo ser uma coisa diferente do que é. começa a entregar-se a obsessões. deixa-se empolgar por certas idéias (…) É só quando está quieta a mente superficial. no findar do sofrimento está o começo da sabedoria. pág. desejamos alterá-lo. (…) incerteza e pobreza interior (…) Mas se. observar em silêncio “o que é”. na liberdade. a comparar e a identificar. se põe fim à espontaneidade. que o oculto pode revelar-se. E. dele estamos cônscios e a mente é incapaz de alterá-lo (o que não significa estar satisfeita com o que é). mas também certa tranqüilidade da superfície da minha mente. então. sem o mínimo de esforço. Ela deve refletir. (…) Estou descontente com o que é. Ora. A vida de relação é um espelho.Seleta de Krishnamurti (…) Os mais de nós nos servimos da vida de relação como meio de fuga de nós mesmos.nossa mente é então capaz de enfrentar “o que é” (…) (Fora da Violência. pág. 155) Mas pode-se transformar radicalmente o que é? Eis a busca real (…) Para investigar essa questão de promover uma total revolução em o que é. não pode. em virtude desse desconhecimento. O oculto tem de ser trazido à luz (…) (Comentários sobre o Viver. a compreensão de o que é só vem quando o observamos. E nesse processo de justificação.

ou seja. 59-60) Viver sem comparação é tirar uma carga tremenda. sendo “projetado” pelo próprio oposto . (La Totalidad de la Vida. a intenção de compreender o que é. mas da total natureza e estrutura da violência. o conflito cessa e permanecem com “o que é”. 125) Nossa moral atual está baseada no passado ou no futuro. só “o que é”. pág. pelo ajustamento.krishnamurti. 105) Pois bem. procuramos fugir dessa pobreza. pela conformidade. então se foge do que é. análises. O que deveria ser é o ideal. é compreender “o que é”. então hão ficado com “o que é”. 95) Processo de Pensar. sempre há conflito. Se vocês se desfazem da carga constituída pela comparação. em diferentes níveis. Quando se é incapaz de olhar e observar o que realmente se está fazendo e pensando. Se vocês observam a violência e usam a palavra violência. o ideal é de “fabricação doméstica”. a não-violência. mudá-lo. (Idem. são iguais. há uma ação imediata com relação à violência. 180) Que é o conflito? Quando não aceitamos os fatos. a qual consiste em estar livre por completo de toda violência. Memória. (…) há liberdade. O que foi “projeta” o que deveria ser. transformação.então o conflito é inevitável. e está assim tranqüila. (…) de repressões. lemos o livro (…). o observar “o que é”. portanto. (…) tentam transformá-lo. como virtude. Está livre de fugas. pág. vereis que nessa tranqüilidade há compreensão do que é. a aceitar “o que é”. modificá-lo. pela modificação. não das diversas formas de violência. pág. quieta.o oposto de “o que é” . ao conhecimento. e o que foi é a violência. no tradicional ou no que deveria ser. Portanto. http://www. tanto melhor podeis ver a camada mais profunda da consciência. recorrendo ao trabalho. ao amor (…) Escutamos o rádio.o real. O ver “o que é”. Pensamento. o que deveria ser. adotamos uma crença . A não violência é o ideal. se têm discernimento sobre “o que é”. Liberdade significa vazio para observar. (…) (Reflexões sobre a Vida. pela imitação.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . O conflito surge unicamente quando tratam de fazer algo com “o que é”. e se projeta um ideal. observar o que realmente é significa que não se tem opostos. (La Llama de la Atención. passiva. como somos interiormente pobres. Porém. portanto. é o futuro em conflito com o passado. desde a fuga pela embriaguez até à fuga para Deus. a vida. simplesmente. Quando todas essas cargas são eliminadas porque se percebe o absurdo que implicam. pág. porque estamos fugindo do que é (…) É só quando realmente deixamos de fugir. a palavra mesma já está deformada (…) existe a violência e existe o oposto. cultivamos uma idéia ou uma virtude. pág. reprimi-lo ou (…) escapar dele. pág.Seleta de Krishnamurti Reconhecer “o que é”. em oposição ao que foi. Mas é difícil reconhecer “o que é”. (La Totalidad de la Vida. há conflito. só quando ficamos frente a frente com o problema da solidão. (…) calma. (…) (Novo Acesso à Vida. há conflito entre “o que é” e “o que deveria ser”. pág. exige ação. 59) (…) Todas as fugas. e.tudo fazemos para fugir de nós mesmos. Esse vazio dá ao indivíduo discernimento da violência. nos traz (…) (O que te Fará Feliz?. Nisso existe a liberdade (…) que a verdade. pág. o oposto tem sua raiz na violência. e qualquer ideal ou processo de vir-a-ser é uma fuga à ação (…) Quanto mais penetrais em “o que é”. 180) E que ocorre com “o que é”? Qual é o estado da mente quando se está olhando “o que é”? Qual é o estado (…) quando não se foge (…) não se trata de transformar ou deformar “o que é”? Qual é o estado da mente que está olhando e tem discernimento? A mente que tem discernimento se acha totalmente vazia. a observar. etc. o que realmente é. 206) Como vemos. O oposto existe porque vocês conhecem a violência. da insuficiência interior (…) só então temos a possibilidade de compreendê-lo. A mente não está passiva quando busca um resultado (…) Mas se a mente tem. de dissolvê-lo. em conseqüência. serena. Porém. a transformação não é resultado do tempo: é resultado de uma mente tranqüila. porquanto a mente se recusa a ver. quando fugimos para algo que chamamos de ideal . Nosso pensar é um processo de fuga ao que é (…) A verdade a esse respeito só pode ser conhecida se não fugirmos (…) (Por que não te Satisfazer a Vida?. 54) Porque se nega “o que é” e se cria o ideal de “o que deveria ser”. pág.org. (…) (La Totalidad de la Vida.

comunista. o valor imposto pela sociedade influenciam nosso discernimento. hinduísta. 86) Esse pensamento dependente divide-se em superior e inferior. O consciente. A memória. no sentimento. (…) como o pensamento surge e a fonte de onde brota. todas as vossas atividades superficiais de controle. por certo. de “experimentar” diretamente o processo de nosso pensar e ficar cônscios dele (…) É esse processo total que dá liberdade e compreensão (…) (Solução para os nossos Conflitos. que cria o problema. (…) o clima. cria esta faculdade a que chamamos intelecto: a faculdade de discernir.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . esse “eu”. pois. na ação. Assim sendo. o consciente e o subconsciente. que descubramos o que é esse processo do pensar. se vos familiarizásseis com o vosso próprio pensar. pois é tudo isso que dá continuidade ao “ego” por meio da memória. se registrásseis os vossos pensamentos. estivemos considerando a questão do autoconhecimento. não se pode. 86) Antes de podermos responder “sim” ou “não”. pág. 10-11) Enquanto não for compreendido esse fundo. o pensamento? Ele é. (…). o pensamento está escravizado pelo desejo insaciável. o contacto. a identificação. um novo modo de existência. desejos. interior e exteriormente. o objetivo essencial destas reuniões ou discussões é ver se somos capazes. (A Renovação da Mente. produzir a tranqüilidade. 73) Observai vosso próprio processo de pensar e verificareis que nasce de qualquer temor. Porque (…) se não estamos cônscios de nosso processo de pensar e de sentir. a tradição. vossa educação. de ajustamento e com relação ao que deveis crer e o que não deveis crer. no pensamento. a reação da memória. evidentemente. pág. são inteiramente inúteis. pág. vossos preconceitos. de discriminar. perguntamo-nos. não poderemos encontrar uma nova maneira de viver.krishnamurti. a sensação. como o nosso pensamento é impulsionado por motivos. esperança. (…) em conformidade com isso pensais. pág. ao percebermos esse fato. 43) Que é. da sensação do que é meu e do que não o é. é uma reação. Alvitrei certa vez que. obviamente. (O Egoísmo e o Problema da Paz. mas é http://www.org. influenciado pelo subconsciente. (…) o fundo do vosso condicionamento. talvez daí resultasse o autoconhecimento. (A Renovação da Mente. agirmos ou pensarmos de maneira correta. 11) Pergunta: Como começa a existir a inteligência com que todos estamos familiarizados? Krishnamurti: Ela começa a existir com a percepção. (…) (Idem. se não tivésseis memória. tanto no nível consciente como no inconsciente. a qual jamais poderá abrir a porta da Verdade. Que é esse pensamento que criou os nossos problemas e depois se esforça por resolvê-los? Por certo. pág. 1940. não é possível.Seleta de Krishnamurti Desejo Nas últimas quatro palestras ou discussões. por nós mesmos. (…) e pusermos fim a esse processo de pensamento. havemos inevitavelmente de ter conflitos. (…) esse fundo é que reage. evidentemente. não há compreensão. que cria o problema. é necessário. Se vos faço uma pergunta. da dor. 218) Sem se compreender o processo do pensamento. não existiria pensamento. da ansiedade. o desejo. Em outras palavras. sem dúvida. tudo o que fizerdes. 43) Porque. a essa pergunta vós reagis. está sempre sustentando essa inteligência. reagis de acordo com vossa memória. sem autoconhecimento. (…) E. pág. 9) O pensar. da identificação. então: Pode o pensamento terminar? (Idem. e há conflito entre os dois.sem se conhecer toda a essência do pensamento. Se sois cristão. pág. Se não conhecerdes os meandros do vosso pensar. (Idem. as tendências de nosso próprio pensar individual. a maneira como se origina o pensamento. enquanto o não compreendermos. o pensamento não só gera e sustenta o medo e o prazer. de modo algum. pág. (…) (Idem. então. e é esse condicionamento. afeição. O centro desse fundo é o “eu” com sua atividade. pág. de domínio. (…) esse intelecto que temos em tão alta conta. de escolher. (Palestras em Ojai e Saróbia. O princípio do prazer. (…) Assim. ânsias .

duas facetas da memória . da tradição.a reação das lembranças armazenadas na memória. Sabemos que a memória factual é essencial para a manutenção de nossa subsistência. não comeceis a analisar as vossas memórias. Que se entende por pensamento? (…) O pensamento. portanto. espontaneidade nem riqueza. a memória que evocais ativamente e a memória do olhar em frente. (…) Só quando há compreensão completa de uma coisa. (O Egoísmo e o Problema da Paz. e o que se sabe é sempre coisa passada. portanto. de passadas ações. a reação é a lembrança daquele insulto. Uma coisa morta não traz compreensão. constituindo parte do vosso fundo mental (background). (Idem. e a reação é pensamento. Mas é essencial a memória psicológica? (…) Que é que vos faz lembrar psicologicamente o insulto e a lisonja? (A Arte da Libertação. O processo do pensamento é. (Idem. a idéia. (…) É a imediata reação dos sentimentos a uma sensação. pág. antes. Fostes insultados por alguém e isso fica em vossa memória. 111) Por que conservamos certas lembranças e rejeitamos outras? (…) O desafio é sempre novo. pág. porém. resulta de uma reação neurológica ou psicológica. não tendo. Tenho. e tais reações baseiam-se no prazer ou na dor. a tradição. (Palestras na Itália e Noruega. pág. e a reação da memória a dada experiência põe em funcionamento o processo do pensamento. pág. tradições. por exemplo. essa memória deverá entravar a vossa ação. (Novo Acesso à Vida.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Conforme o prazer. e não rejeitá-la. não pode haver idéia alguma. e o que está acumulado é o que se sabe. quando se compreende uma coisa. sem dúvida.krishnamurti. 178-179) Há várias espécies de memórias: há a memória que vos impõe o presente. necessário que eu compreenda o processo do pensamento. se não tivéssemos memória. (…) (Fora da Violência. Sem um processo de pensamento. É. Com essa carga de lembranças é possível descobrir o que está fora do tempo. ou em fatos proporcionadores de prazer. um budista ou um cristão. pág. apenas examinais a memória intelectualmente e tal exame não tem valor porque é feito em coisa morta. do grupo. ou é de natureza psicológica . Todas elas vos impedem de viver completamente. porque. suprema receptividade para o Real. essa ação ou conduta será meramente o resultado do cálculo. Mas. costumes. etc. pág. não há contradição alguma. Mas se estiverdes plenamente consciente no presente. a experiência. 207) Pois bem. 26) A memória é experiência acumulada. 101) Esse reservatório de lembranças. reagimos. então. responde ao estímulo de um muçulmano. e experimentar com a memória. não é? Não teríamos pensamentos. de onde vêm nossas reações. pois. reação da memória. Assim. 111) (…) Se confiais na memória. que é o estímulo. (Idem. não se separam nitidamente. nem plenitude de vida. e a reação da memória ao estímulo ocasiona inevitavelmente um processo de pensamento. da família. de compreender também essa estrutura do pensamento. essa coisa não deixa cicatriz da memória. pág. outro estado. Quando se rejeita ou se reprime uma coisa. portanto. E o pensamento é o mesmo que o desejo cultivado. pág. 141) (…) Há. como um guia de conduta. (…) (A Luta do Homem. Então não necessitais passar pelo processo de analisá-las. então todas essas memórias entram em atividade. . inferências. (A Suprema Realização.. a vossa conduta.org. porque produto do passado. 100) Há a reação imediata dos nervos a uma sensação. pág. pág. e me digo hindu.Seleta de Krishnamurti também necessário para podermos funcionar. e há a reação psicológica da memória acumulada. Elas estão sempre interrelacionadas. etc. as influências da raça.139) Temos. (…) A natureza do pensamento é o fundo.a psicológica e a factual. experimentar sem a memória é um estado. (…) Quando perguntais (…) não agis. quando vos encontrais com a pessoa. as idéias acumuladas do nacionalismo. Observai o processo do pensamento operando em vós e podereis tirar diretamente a prova dessa verdade. nossa reação sempre velha. portanto. Mas. e. 1933. cria-se contradição.e a tudo isso chamamos pensamento. do guru. antes que possa compreender seu produto. no futuro. agir eficientemente. no momento da ação. Como temos uma idéia? Trata-se obviamente de um processo de pensamento. o Atemporal? (…) A sabedoria não é memória acumulada. 101) http://www. reações.

. e não há compreensão de uma experiência. há um intervalo de tempo entre o desafio e a reação. (Da Insatisfação à Fé . por conseguinte. a idéia é sempre condicionada . pág. entre esse findar e o pensamento seguinte há um espaço. a ordem na mente. é condicionada (…) (Novo Acesso à Vida. pág. que a ordem interior. quando cada pensamento e cada sentimento se completa. incompleta (…) Quando terminais uma experiência. Isto é. quando a completais. só leva a uma desordem maior. minha ação não será baseada em idéia alguma. o processo do pensamento é reação da memória. isso não é teórico (…) Se tentardes completar cada pensamento e cada sentimento. mas sempre através da cortina do velho. que. por http://www. descobrireis que isso é extraordinariamente praticável na vossa vida diária. 94-95) Que é pensar? Quando há “desafio” e “reação”. (…) (A Essência da Maturidade. (…) (Idem. técnica. 101-102) Estamos vendo. e ter força criadora é ser feliz. A memória está sempre no passado.krishnamurti. pág. produz pensamento. por que pensamos. (…) Nossa questão. de vosso fundo. observando-o simplesmente. O pensamento pode criar hábitos. Eu digo que pode. do conhecimento. Ora. (…) (Novo Acesso à Vida.ou seja. Se vos perguntam vosso nome. obediência. a reação ao desafio é sempre inadequada. e essa memória é vivificada no presente por um estímulo.Seleta de Krishnamurti Assim. e isso. não só o mecanismo do pensar. se a reação é imediata. em nosso ser. quando estimulada. (…) E toda lembrança. Sempre respondemos ao novo com o velho (…) Essa resposta nunca é total. e a memória é sempre condicionada.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . dores e sofrimentos. pág. tão logo percebamos que a idéia não é uma libertação. por sua vez. 46) Por conseguinte. temos de compreender. a reação da memória. uma nova força criadora. etc. porém um obstáculo à mesma. da memória. Nesse intervalo. e portanto não há libertação para nenhum de nós. através de uma idéia. e por isso fico em estado de completa revolução. Essa memória. a mente rica em busca de uma resposta. nunca pode ser produto do pensamento. e o que é novo é eterno. (…) (A Suprema Realização. pág. De acordo com ele “reagis” ou respondeis. cria uma idéia. física. controla a ação. Se percebo isso. não há “processo” de pensar. Por conseguinte. ajustamento. com os quais “respondemos” a um desafio. pág. E esse pensar depende de vossa raça. (…) (Idem. porém sempre fragmentária. por conseguinte. Isto é. e que ela pode realizar-se imediatamente. cada sentimento é completado. a pesquisar. É necessário compreender todo esse processo do pensamento: como pensamos. há um fim. que as experiências que não são completamente compreendidas deixam um resíduo. 73-74) Estamos vendo. se conclui. pois. a esperar. e um homem feliz não se preocupa com se é rico ou pobre (…) Não tem guias (…) não tem disputas nem inimizades. pois. Só há resíduo quando a experiência não é compreendida perfeitamente. Ser novo é ter força criadora. pág. a idéia é resultado do processo do pensamento. Por conseguinte. imorredouro. porque olhamos cada experiência através de lembranças passadas e. respondeis prontamente (…) Mas. notareis que ela é factual. das inumeráveis pressões e agonias da vida . 106) (…) Só nos libertamos da memória que acumula quando cada pensamento. família. relacionada com conhecimentos adquiridos . e a idéia molda a ação. ou é o resíduo de uma experiêndia não acabada. porque então sereis novo. é bem de ver. de vossas experiências. das marcas do tempo. é se pode haver ação livre do processo do pensamento. 101) Mas. se vos fazem uma pergunta mais complicada. que é o processo do pensamento. a que chamamos memória. matemática. o qual cria a idéia. a maior confusão e angústia. nunca nos encontramos com o novo como novo. a ação baseada numa idéia nunca pode ser livre. 102) Continuemos: Pode haver ação sem memória? (…) A única coisa que é constantemente revolucionária é a ação isenta da cortina da memória. que é sempre novo. Nesse espaço de silêncio encontramos renovação. que é a memória? Se observardes. a indagar. não há memória dessa experiência. pois. mas também esse depósito de conhecimentos acumulados.engenharia. precisais de tempo para responder. quer latente quer ativa. a questionar. pensado até o fim.e é importante compreender isso. Esse pensamento gera a idéia. Esse intervalo é o que chamamos pensar.org. no sentido de resíduo psicológico.

haverá inevitavelmente irracionalidade. budista. Porque o próprio fato exige ação urgente . com perfeito equilíbrio. cristã. A mente humana pode dizer “não sei”. Só nesse espaço pode tornar-se existente um novo estado. o intervalo de tempo-espaço entre “o que é” e “o que deveria ser”. pela própria compreensão do que é positivo .olhar. observar. que o pensamento inventa o tempo. etc. Entendeis? Aí é que está a diferença entre o computador e a mente humana. pág. 72) Se observardes a vossa própria mente a funcionar. nesse processo: desafio. essencialmente. pág. 47) Se penetrardes mais nesta questão do pensar. dor ou prazer.krishnamurti. pois. pág. que traga felicidade à sua vida.o pensamento . Vivemos. ora é o futuro. (…) Isto é. conflito. inocente. pág. que desejamos continue. 50) Acho necessário compreender todo o mecanismo do pensamento.a pessoa entra numa dimensão diferente. uma esperança que nos leva para longe do presente. juízo. desapaixonada e objetivamente . alcançareis um estado mental em que dizeis: “Não sei”. é essencial compreender o processo integral de nosso pensar. e tal compreensão só é possível quando estamos plenamente cônscios de nosso pensamento. 175-176) A pessoa pode ser muito inteligente e erudita. de ação. isso significa que já estais à espera de uma confirmação ou de uma negação. que pode ser agradável. não há tempo. Ora é o passado um meio de fuga do presente. reação inadequada. preciso. do contrário. (…) como hinduísta.org. apresenta-se uma contradição. Tal é o ciclo de nossa vida. Por “tempo” entendemos o “estado psicológico de adiamento”. de acesso a uma altura. para que a mente esteja sempre a aprender. de acumular. pois.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . por essa razão nunca é capaz de olhar direta e imparcialmente um fato qualquer. O pensamento só existe no tempo. não há espera de resposta.. não pode investigar (Viagem por um Mar Desconhecido.verdadeiramente. Necessitamos de profunda compreensão de como funciona o mecanismo do pensamento. ou seja. pág. Quer dizer: Para investigar a pessoa deve ser livre. ela deve compreender o inteiro mecanismo do pensar. 47) Tal é o pensamento.. não como um observador a operar sobre o seu pensamento. não pode evidentemente ir muito longe. de modo que ela pode agir. vereis que o movimento para o passado e para o futuro é um processo no qual o presente não existe. de maneira sã. e de desfazer a distância. sentir. a qual é. porém integralmente e sem escolha (…) Só então pode dissolver-se aquela contradição tão nociva e dolorosa. pág. jovem? (…) No momento em que sabeis. (…) (Que Estamos Buscando. para descobrir uma maneira de agir totalmente diferente. avaliação. pág. Ela ou condena e rejeita o fato. então. sempre fresca. 152) Portanto. de evolução. porque não temos compreendido o processo total de nós mesmos. pois é nele que se encontra a contradição. 38) http://www. (…) Quando ides ao encontro do fato sem nenhuma opinião. (…) (A Suprema Realização. pois. contradição. só nesse espaço pode ocorrer uma mutação. a idéia psicológica de progresso. Porque a mente. e a exigência de que cesse a dor e de que o prazer continue.. uma dor ou um prazer. (…) (A Mutação Interior.o que é . o cérebro que é incapaz de . desejos e ideais. esse saber já se tornou parte do “velho”. cumpre-nos descobrir (…) a contradição existente entre o pensador e o pensamento. ou o aceita e com ele se identifica. pensamento e tempo é um ente humano que está vivendo plenamente no presente. que o pensamento é tempo. (…) (A Suprema Realização. amor. A mente em que não há espaço é uma mente morta. porque. 47-48) (…) Vê-se. 49) A mente. de pensamento lógico. 1ª ed.Seleta de Krishnamurti conseguinte. (Idem. só é livre quando capaz de enfrentar o fato . (Por que não te satisfaz a Vida. (…) E não é necessário dizermos “não sei”. estais vivendo no presente. E.que é vazio. um conflito. (…) Se duvidais. pág. Para a mente. A mente necessita de espaço . O próprio pensar tornou-se uma contradição. (Idem. se não o compreendermos. pág. E o homem que compreende esse processo do desejo. e daí resulta mais conflito. e essa mente condicionada se projeta no futuro. uma completa revolução.e não as vossas opiniões. mas. Assim. de enfrentar a pobreza. (…) não há simulação. brâmane ou não brâmane. pensar desequilibrado (…) Precisamos de uma razão clara. a mente está condicionada pelo passado. (Idem.

quer inculto. 179-180) (…) A compreensão não vem pela escolha. ou geral . esse intervalo. pág. 156-157) Observa-se no mundo (…) a deterioração que está invadindo todos os níveis de nossa existência. por mais agradáveis (…) . e podeis experimentar. no pensar humano. não pode nunca encontrar o que é atemporal. E. instruído ou ignorante.é essencial haver certa tranqüilidade. e ver por vós mesmos. conclusão. pela observação cuidadosa. (…) (Idem. e. o intricado movimento do pensamento: como ele http://www. (…) seja intelectual ou emotivo. no comportamento humano. (…) Em segundo lugar. (…) A tranqüilidade da mente é essencial para que se compreenda o significado integral da vida. está contida no problema. vos liberta do condicionamento. pág. sem exigência alguma . Quando a mente está de toda silenciosa. (Que Estamos Buscando?. Porque a resposta. (Viver sem Confusão. 1ª ed. pág. observando esse fenômeno. (…) (A Luz que não se Apaga. se observardes com muito cuidado. o completo “experimentar” do mesmo. sua vida seja moldada por seu temperamento. produto do tempo. se tornou tranqüila.org. 90) Dualidade. não permita que suas atividades. pág. está sempre correspondendo a algum desafio. qualquer que ele seja . sem emocionalismo nem sentimentalismo. E.. vereis que. conhecer o que está além do tempo. em terceiro lugar.eis a primeira coisa. vou tentar fazê-lo. O pensamento (…). nas relações humanas e. não vem pela comparação. pois não há pensador separado do background. não é de tempo. Entre dois pensamentos há um período de silêncio não relacionado com o “processo” do pensamento. por conseguinte. embora a reação. vereis que esse período de silêncio. Esse fundo. enquanto desejarmos a segurança interior. de modo que não precisais seguir ninguém. 179) Agora. não sois separado.. existem vãos. e o descobrimento desse intervalo. Assim. (Idem. pág. radical. porém compreensão do próprio problema. Vós sois esse background. pág. (Uma Nova Maneira de Agir. Só vem a compreensão quando a mente. 38-39) Embora seja difícil (…) demonstrar como a mente funciona na realidade. nem pela justificação. Não se deixe guiar pelas próprias inclinações. E o amor não pode ser praticado nem ensinado. Opostos do Pensar-Sentir. nem pela crítica. e essa reação cria não apenas o chamado presente. (Que Estamos Buscando? 1ª ed. não se deixe impelir pelas circunstâncias. Se observardes. e (…) suas idiossincrasias. Em primeiro lugar. (…) Pode a compreensão ser produzida por um método? Compreensão significa amor e sanidade mental. Contradição Ninguém pode ensinar-vos a verdade. 31) É óbvio que todos os problemas exigem. 1ª ed. A única coisa que se pode fazer é compreender.só nessa tranqüilidade existe a compreensão. Tal é o nosso processo de pensar. 37) O “como” implica que alguém pode dar-vos um método. (…) uma revolução que projete todo o processo do pensar numa dimensão inteiramente nova. pág.Seleta de Krishnamurti Enquanto estivermos tentando alcançar um resultado psicológico. (…) a possibilidade de experimentar o que transcende o tempo. acho bem clara a necessidade de uma mudança profunda. a algum estímulo. o movimento do pensamento pareça tão célere. quer culto. mas também o futuro. a compreensão do processo do pensar é meditação. certa qualidade de não-identificação com o problema. para compreender o problema. tendo ficado inteiramente cônscia de todo o processo de si mesma.pessoal ou social. A sanidade mental só é possível quando há claro percebimento. pág. tem de haver contradição em nossa vida. não solução. (Viagem por um Mar Desconhecido. quando se vêem as coisas tais como são.krishnamurti. Sabemos que o pensar é uma reação do “fundo de condicionamento” (background).br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . somos naturalmente levados a investigar se não existirá um caminho diferente.. a solução do problema. 21) (…) Essas três coisas são essenciais. e a reação desse fundo é o que chamais pensar. quando se está em presença de um problema imenso. existem intervalos entre os pensamentos.

assim. se enfrento integralmente o fato de que sou ciumento.e isso é uma fuga ao fato. Quem é esse juiz. Enfrentar o fato significa penetrar completamente o problema da violência e do ciúme.org.Seleta de Krishnamurti se divide. pela percepção. surge o desejo. de ser. Não surgirá o dualismo do próprio desejo? (Autoconhecimento. 206) (…) Não é possível a integração dos opostos. 102) Assim. (Idem. 103) Se não compreendemos o que é que gera esse dualismo. por isso existe dualidade. para nos furtarmos à influência de uma e outra? Todo “vir-a-ser” implica “não-vir-a-ser”. (…)(Idem. não achais? O ideal é uma invenção do intelecto. (…) (Idem. o bem e o mal. traz contradição e conflito. Não gosto desse estado. pode o pensar correto abrir a porta que conduz ao eterno. da avidez e da não avidez. ainda. pela sensação e pelo contato. pág. (…) Ao percebermos as conseqüências (…) nasce o desejo de refreá-los (…) (Palestras em Ojai e Saróbia. há conflito entre a vontade expansiva e a vontade de reprimir. etc. agora. calma e cólera. a necessidade e a não necessidade. do dualismo e seu conflito constante. um aspecto do “eu”. Mas. de justificar ou comparar. (Idem.querer e não querer. o “eu” que compreende. (…) que impede a plena compreensão do “todo”. como cria seus próprios contrários e. 35) Nós somos pensamentos-sentimentos em perpétua mutação e contradição. com o seu conflito infindável. e então. inclusive o “eu” que se tornou o observador. pág. e enquanto existir vir-a-ser existirá dualidade. o analista. 154) Foram todas essas entidades contraditórias que constituem o “ego”. e isso me incomoda. desejar e não desejar. pág. o ódio e o amor. ficamos apercebidos de um processo dual que se opera em nós . não compreenderemos a significação do conflito que sentimos em nós. o pensamento-sentimento se vê envolvido no conflito dos opostos. pág. 154-155) É. ou. Quem é ávido e procura tornarse não ávido. (O Começo do Aprendizado. pág. que também fizeram nascer o outro “eu”. Correto Pensar. que não devo ser ciumento.krishnamurti. A vontade expansiva e a vontade de reprimir são a causa da dualidade. 23) A causa da dualidade é o desejo. essa oposição instintiva. ou confusão e ignorância. pois. essa entidade que compara e analisa? Não é um aspecto. que entendemos por “processo dual”? Sabemos que existe um processo dual. Para compreender a mim mesmo. 23-24) http://www. (…) Mas. pág. Esse conflito tanto pode criar compreensão. perdurará o vão conflito dos opostos. (O Egoísmo e o Problema da Paz. portanto. pág. não encerra também a vontade de não-vir-a-ser? No desejo positivo existe também negação e. a fim de fugir ao fato? Sou violento (…) ou ciumento. (…) E por que criamos esse processo dual? Existe realmente ou é uma invenção do intelecto. Através dos opostos não há fugir ao conflito. então já não há dualidade. somente. Felicidade. continua a ser ávido. 35) A vontade de vir-a-ser. o anseio. pág. digo. que quer fugir ao que é. 156) E. céu e inferno. 206) Quando estamos conscientes. luz e treva. não será também esse “eu” o resultado e a continuação do conflito de várias entidades? (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. que está sempre a manter o conflito? (…) Só quando se compreende o todo. (…) (Idem. desse modo. o prazer. a dor. Estamos cônscios. entrando. por esse modo. Estado e cidadão. (O Passo Decisivo. Não achais necessário que se abandone tanto a avidez como a não avidez. do todo. em nossa vida. o observador. 1940. (…) Enquanto separar-se o pensante do pensamento. desejos expansivos e desejos reprimidos. percebo tudo o que o problema implica e fico livre do conflito. amor e ódio. a funcionar o processo dualista. pág. importante compreender o desejo de condenar ou aprovar. cumpre-me compreender as várias partes de que sou constituído. ou descubro que isso me agrada (…) e nesse caso o conflito continua necessariamente. à aflição. pág. que por sua vez motivam a identificação como “meu” e “vosso”. inteligência e ignorância. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . violento .

Esse processo de desenvolver a coragem é. pág. uma evasão ao medo. pág. na escolha não há liberdade. porém. tornam-se um obstáculo (…) A verdade não se encontra no oposto. 102-103) Embora os opostos tenham uma causa comum. por acaso. este cessará naturalmente. pág. tal como é. só a mente que não tem raiz pode conhecer o Real. há conflito entre a vontade expansiva e a vontade de reprimir. (Da Insatisfação à Felicidade. pág. (As Ilusões da Mente. Sendo invejosos e. 12) Os opostos geram o tempo. nasce o desejo de refreá-los. então. então. procuramos cultivar o seu oposto. Madras. o pensamento transcender o padrão da dualidade? É só compreendendo o mecanismo do ansiar.krishnamurti. Como poderá. se considerarmos profundamente a causa intrínseca da inveja e nos tornarmos apercebidos de suas vária formas. que tanta dor e tristeza nos causam. pág. verdadeiro dizer que necessitais odiar para amar? (…) Amais. e um problema criado pela reação não pode ser resolvido por outra reação. Começa então o conflito dos opostos. porquanto a vontade continua a produzir conflitos. amor possessivo e ansiedade pela continuidade pessoal. é que pode haver tranqüilidade e alegria. do desejo de satisfação própria. fato que não pode ser negado. com suas incitações. nada significa a tradição e a autoridade. que podemos transcender (…) o conflito dos opostos.isto é. (…) Precisamos observá-la e perceber o seu significado integral. O homem medroso desenvolve a bravura. como confusão e ignorância. pág. Vereis então que há uma ação que não é reação. que é o próprio desafio. ele discernir a causa do medo. ( A não-violência é o oposto da violência. 85) Quando estamos conscientes. pág. (Idem. temos de compreendê-los para ficarmos livres do conflito dos opostos. 1ª ed.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 83-84) A compreensão da mente só é possível nas relações. 102) Ao percebermos as conseqüências desses desejos expansivos. (Palestras em Ojai e Saróbia.Seleta de Krishnamurti A escolha entre desejos opostos faz somente prosseguir o conflito. Esse processo desperta o ódio. O tempo psicológico existe como “não ser” ou “vir-a-ser ou sou isto e serei aquilo.org. que é criadora. (…) (Que Estamos Buscando?. cria um mundo de competição e divisão em mundanismo. sou violento e serei nãoviolento. Há evidentemente (…) o tempo cronológico e o tempo psicológico. de lembranças. relações com a propriedade. por isso. A compreensão do que é só pode ocorrer quando não há condenação. (…) Ao passo que. e essa divisão produz conflito . ficamos apercebidos de um processo que se opera em nós . (…) (Palestras com Estudantes Americanos. sob forma diferente. Esse conflito tanto pode criar compreensão. escolha implica dualidade. porque um oposto é sempre o prolongamento do seu próprio oposto. ciúme. se. Pode-se compreender essa mente sem condenação . está cheia de tradição. que é o “eu”.(…) entre o que sou e o que deveria ser. alegria que não é produto da vontade nem do tempo. Eddington. mas nisso não há libertação da inveja. 42) (…) Mas. com suas alegrias. do tempo. surgem o malogro. A concentração sobre os desejos expansivos. A vontade expansiva e a vontade de reprimir são a causa da dualidade. ódio. se manifesta pela percepção profunda do conflito do desejo. só então se pode estar livre do que é. pág. o ciúme e o temor. com seu próprio tipo de vontade. e porque no vosso amor há espírito de posse. (Palestras em Nova York.. A antítese é o prolongamento da tese. conscientes do conflito e da dor. 1936. encontrais a alegria do Real. desejos expansivos e desejos reprimidos. Pelo contrário. (O Egoísmo e o Problema da Paz. 214) A própria natureza do “ego” é estar em contradição. (…) A mente. as pessoas e as idéias. sem se criar o oposto? No momento em que condenamos “o que é” não o compreendemos. Essa liberdade. Atualmente essas relações são reações. 1940. só pode ser resolvido quando compreendido todo o processo da reação. http://www. Quando vos tornais cônscios do processo dualista do desejo e ficais passivamente vigilantes.querer e não querer. pág. realmente. (…) Todos os opostos devem criar conflito por serem essencialmente ininteligentes. 130) Pode a mente existir. sem raiz alguma? (…) Senhor. e somente quando o pensamento-sentimento se liberta a si mesmo de seus desejos antagônicos. Assim. 92) Seria. e sua ação. se desejamos achar a verdade contida num problema. (O Egoísmo e o Problema da Paz.

(…) (Reflexões sobre a Vida. 35) A ação é vital. Felicidade. a mente projeta o seu oposto. Esse processo só é integralmente perceptível pelo indivíduo como consciência. há libertação da inveja. pág. Holanda. pág. o processo de nascer e de morrer. por meio de seu condicionamento que é o passado . haverá necessariamente o centro. 20) Enquanto o pensador se preocupar com seu pensamento. a ganância individual opõe-se à ganância do Estado. pág. o ideal da não-violência. portanto. a causa do conflito. 146) (…) Enquanto houver um censor. (Palestras em Nova York. 37) (…) A antítese é o prolongamento da tese. e a síntese é ainda a tese. improfícuos serão nossos esforços. que implica inteligência. 34) (…) A realidade deve ser compreendida somente mediante o processo do “eu” como consciência. uma dualidade. para efetuar isto. com sua denominada vontade positiva e repressiva. porém. 63) Existe um modo diferente de encarar a vida. não pode haver discernimento. 1936. o indivíduo tem de compreender o processo do seu próprio vir-a-ser. fugir ao que foi ou ao que é? O conflito entre o real e o ideal é evidentemente um meio de adiar a compreensão do real (…) (Reflexões sobre a Vida. mas é exato? O ideal não é uma maneira de evitar. uma vez estabelecida a dualidade. se ficardes a observar simplesmente. sem criar seu oposto. Na vossa nova sociedade. está declarado o conflito. pág. a maior confusão e miséria. pág. vereis que existe espaço sem o objeto. Todos os opostos impedem o discernimento. (…) Quando há compreensão do processo dos desejos expansivos. 1314) Se não entendemos esse problema de opostos. Diz-se que o ideal ajuda a dominar o seu oposto. (…) O entendimento transcende a razão e a emoção. pág. Eddington. Permanecendo vigilantes. 74) O oposto é dissimilar do que é? Como nasce o oposto? Não é ele uma projeção modificada do que é? A antítese não contém os elementos da própria tese? Uma não é completamente dissimilar da outra. pág. Como indivíduos. Existe solução para qualquer problema. (…) Isto é. porém não o são as opiniões e conclusões lógicas. do que escutais. o oposto contém o elemento do oposto respectivo. não se dará se houver identificação (…) aceitação. Felicidade. Mas. com seus conflitos e misérias. Sendo violenta. Correto Pensar. precisa compreender a si próprio e.org. Isto é. da fé e da ciência. sem escolha. 95) http://www. uma entidade a traduzir o que vê.krishnamurti. pág. É preciso meditar e sentir plenamente cada um dos opostos. continuará a haver conflito dualista. só conduzirá. (…) porquanto será assim que despertaremos uma nova compreensão não resultante do anseio ou do tempo. pág. cada um tem de discernir o processo de vir-a-ser e o da cessação aparente.Seleta de Krishnamurti nesse entendimento. da qual surge a individualidade (ente individualizado). 1936. existirá dualismo. por último. modificada. quando a mente está cativa dos opostos. 34) Pertencer a qualquer dos dois grupos oponentes de pensamentos que mencionei. ou seja. a compreensão. Para o indivíduo discernir aquilo que é. enquanto lutar com os pensamentos. do que vedes. (…) (Idem. Correto Pensar. pág. Madras. podemos observar e compreender o desejo de vir-a-ser. eles devem ser ultrapassados pela dissolução do desejo. o objeto que cria espaço em torno de si e. o preenchimento que não é criação do intelecto. nasce a plenitude. no conflito dos opostos? (…) O criador do problema não é mais importante do que o problema? (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. não do ponto de vista dos opostos. tem de atravessar todos os estorvos e limitações produzidos pela visão mecânica da vida ou pela fé. pág. (…) A atual sociedade está baseada na ganância individual. Quando há carência. e o seu oposto é o que chamais a nova sociedade. (…) (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Autoconhecimento. E. A autoridade do ideal e do desejo impede e perverte o verdadeiro discernimento. (A Suprema Realização. (Autoconhecimento.enquanto houver interpretação do que observais. (Idem. (Palestras em Ommen. do temor e da mecanização. 103-104) (…) Os opostos não se podem fundir. negação ou comparação. tendes de compreender o processo da consciência por meio do discernimento direto.

se vossa ação não for total. e eu com as minhas. pág. 33) Ora. nenhum esforço. pág. 35) http://www. continuamente opostos e dualidade. Então não pode haver comunicação ou contato real. 1933. ela nasce do discernimento. tem de haver paz. ansiedade. vivermos uma vida na qual este senso de dualidade cesse completamente. não há discernimento. pág.org. (…) do discernimento. pág. um meio diferente de encarar esse problema dos opostos. 7) Assim.(…) A vossa ação é sempre finita. 32-33) (…) Nessa libertação dos opostos a ação já não é um conseguimento. é possível que o ser humano seja totalmente sério. (…) (Idem. dogmas e conclusões. a ação brota de vossa própria plenitude (Palestras na Itália e Noruega. crenças. a ação está completamente livre de elementos contraditórios (…) (Visão da Realidade. (A Suprema Realização. mas preenchimento. opondo-nos uns aos outros. quando sentado a gosto e imaginando (…) Se nesse momento entenderdes com todo o vosso ser. Madras. sem nenhuma luta para compreender (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. desespero. a ação brota de vossa plenitude e em tal ação não há escolha e. esse conflito de desejos traz compreensão? O problema é: Como surge a compreensão? Porque. por isso existirá sempre essa vacuidade que sentis. não há conflito nenhum. essa sociedade só pode subsistir num estado de não-contradição. se a mente estiver livre da escolha. então a ação é infinita. então brotará daí a flor da intuição. (Palestras na Itália e Noruega. 68) (…) Por “compreensão” entendo aquele estado sem esforço. É discernir diretamente. 1969. 1933. se ela possuir a capacidade de discernir. dando origem a conflito e guerra? Este tem sido o padrão da atividade humana no mundo. entretanto. pág. O que compreendemos. pág. e não guerra nem ódio. para o florescimento da bondade. 7-8) Se vos aperceberdes de que a vossa escolha originada nos opostos somente cria outro oposto. livre de obstáculos. um novo ente humano. uma nova sociedade. Em todos nós existe essa dualidade. Importa compreendê-la. (Palestras em Nova York. com senso de separação (…) Embora falem de amor e paz na terra. pág. mas realmente. 11) Pois bem. descobrir se pode viver num estado de nãodualidade . é possível ação sem conflito de espécie alguma? Sem dúvida.krishnamurti. A ação que daí nasce é infinita. existindo compreensão. 166) E há também a contradição entre o pensador e o pensamento. Então. pág. com resistência mútua. o homem tem de estar em guerra com seu semelhante. é fugir à atualidade. (Idem. então percebeis o que é verdadeiro. não existe mais luta.Seleta de Krishnamurti Enquanto escolherdes entre opostos. (…) Não sei se já notastes que. para mim e você. (…) Na libertação dos opostos a ação já não é um conseguimento. (…) de tendências. (…) fordes consciente da futilidade da escolha. Compreendeis? Vivereis sempre numa atmosfera de ódio. portanto. provavelmente desde o início dos tempos. que é infinito. em todos os níveis de nossa existência. ela nasce do discernimento. haveremos de continuar em guerra com os outros . e por isso deve haver esforço.não ideologicamente ou teoricamente. de agonia. no qual a mente está de todo cônscia. 1ª ed. (Talks and Discussions at Brockwood Park. esforço incessante. tal ação só é possível quando amamos aquilo que fazemos.você com sua opinião particular.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 1936. quando gostais de fazer certa coisa. (…) Se temos de criar um mundo novo. (Idem. desta forma não pode haver paz. pág. e que desenvolver um oposto. 172) Existe. disso ficamos livres. pág.. se isso não for possível. que é infinito. (Nós Somos o Problema. Mas. pág. Não o podeis verificar intelectualmente. 205) Por que vivemos com este senso de dualidade. e se pergunta se isto deve ser sempre assim. tanto na forma como na essência? É possível. perceber integralmente que todas as tendências e virtudes encerram em si seus próprios opostos. 33) Só podeis verificar isto quando realmente estiverdes atravessando uma crise. mas também nos mais profundos depósitos e recessos da própria mente? Sinto que. então a ação é a própria vida. Eddington. sempre visando conseguimento. mas preenchimento. Então. não apenas no nível verbal.

pág. contraditórios. 71) Para estarmos livres da contradição. e o conflito entre desejos divergentes. Transcendência Mas já estamos tão acostumados com o conflito! Conflito com o mundo. com a cessação da causa. quando a mente não considera todos os desejos como passageiros. (…) Você me diz algo desagradável. (La Llama de la Atención. Em todo esse movimento há causa e efeito (…) E nos perguntamos: Há uma vida. conflito no emprego. e. (…) não olhais o conflito com afeição.krishnamurti. é essencial compreender o processo total do nosso pensar. à medida que se vai tornando mais aguda. A mente que se acha em conflito é incapaz de perceber. ao efeito se pode pôr um fim. quando nos vemos frente a frente com um fato? Por certo. 145) Estamos dizendo que. ter bom êxito no mundo. porquanto a causa-efeito modifica-se constantemente. É uma mente deformada.org. temos de estar cônscios do presente. com os filhos. pág. (…) (A Primeira e Última Liberdade. (…) Toda a nossa vida é um movimento de causa e efeito. (…) entre grupos. Existe ânsia de encontrar Deus e também de viver mundanamente. transitórios. 1ª ed. comunidades. deve-se compreender o conflito dos opostos. enquanto pensarmos em termos de tempo. entre as compulsões. (…) (O Homem Livre. não desejais compreendê-lo. Sem autoconhecimento. em lugar do impulso para vos livrardes dele. por conseguinte. pág. leva a várias formas de desequilíbrio (…) (Encontro com o Eterno. pág. porque (…) precisamos eliminar a contradição existente em nós mesmos . O estar cônscio da causa-efeito de um problema depende de certa flexibilidade e agilidade da mente-coração. (O Egoísmo e o Problema da Paz. porém. pág. e a contradição. pág. Idéia. alterar. (Idem. mas se apega a certo desejo e lhe dá caráter de permanência. não cuidais (…) da compreensão do conflito. a mulher. e ao mesmo tempo desejamos encontrar algo superior à mera satisfação física. é o começo da compreensão. pág.fonte de todos os conflitos. onde há uma causa. eu o odeio. desejais sair dele. 72) Mecanismo do Conflito. 21) Pois bem. modificar. estabelece um ponto fixo. os impulsos(…) (O Despertar da Sensibilidade. sociedades. 100) http://www. uma contradição em nós. Queremos trazer aquela Realidade para este mundo. desejamos alcançar um resultado. 100) Ao perceberdes esse conflito. 133) Estamos falando a respeito de seriedade. e só é possível essa compreensão quando estamos plenamente cônscios do nosso pensamento (…) (A Primeira e Última Liberdade. O próprio pensamento se tornou uma contradição.Seleta de Krishnamurti Causa e efeito são inseparáveis: na causa está contido o efeito. enquanto o pensamento está tentando operar sobre o fato em termos de “vir-a-ser”. assim. mecanização. uma forma de viver na qual não exista causalidade? (…) Para investigar isto bem a fundo. porque é nele que se encontra a contradição. O autoconhecimento. pág. da dualidade. é o desejo de vir-a-ser alguma coisa (…) Todos nós queremos tornar-nos alguma coisa. com o nosso semelhante.. 70) Por conseguinte. 115-116) Existe. por que considera todas as coisas como meios de alcançar seus objetivos. isto é. (…) (Por que não te Satisfaz a Vida. Atrito.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de ver.. tem de haver contradição. 37) A contradição surge apenas quando a mente tem um ponto fixo de desejo. pressões emocionais. que é que produz contradição em cada um de nós? Por certo. pág. porque não compreendemos o processo total de nós mesmos. 1ª ed. interiormente. Como pode haver escolha. a compreensão do fato se torna impossível. ao surgirem outros desejos. (…) (A Primeira e Última Liberdade. continuará a existir o conflito e a contradição. não vos deixais ficar com ele. Vivemos neste mundo de avidez. há contradição. nações. sem escolha. (…) A mente. (…) famílias.. meios de ganho. pág. só então. 1ª ed. inveja e apetites sexuais. (…) de posição. Assim.

assim. por exemplo. não só o conflito consciente. significa mera fragmentação. pág. (…) E. estais atento. pág. tendes conflito. Desejais deixar de fumar e. ultrapassam as suas limitações. (…) Vós não podeis exercitar-vos para estar atento. do “eu”? E a própria natureza do “eu” não é de conflito e dor? Quando tendes consciência de vosso “eu”? Quando existe antagonismo. necessitamos tornar-nos conscientes da espécie de esforço que fazemos “agora”. (…) Entender todos os conflitos. e ao mesmo tempo o medo de fazê-lo. Assim. (…) (Autoconhecimento. O conflito entre a compreensão e a ignorância (…) O conflito não nos leva à compreensão. num estado dual. de querer e não querer.. em atividade várias. usar meios próprios para transcender esse conflito. http://www. penetrá-lo. não leva ao egotismo? Pois não gera ele o sentimento da personalidade. à ilusão. do desejo de satisfação. uma coisa é necessário perceber (…). pág. (…) Aí. porquanto a vontade continua a produzir conflitos. Alguns há que. Permanecemos. pág. transcender o conflito? Vivemos. dentro de vós. nem a alegria. Temos percepção de dois pólos opostos do desejo: o desejo positivo e o desejo negativo . o “eu” e o “não-eu”? Não é ele criado pelo desejo de chegar a ser isto ou aquilo? Esse desejo se expressa na sensualidade ou na busca de fama pessoal ou na imortalidade. (…) para fumar.o querer e o não querer. de fato. não criamos o oposto? (…) Cumpre. o pensamento transcender o padrão da dualidade? É só compreendendo o mecanismo do ansiar. o amor e o ódio. na aquisição de saber e de idéias. quando. assim.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . inerente à sociedade. 1ª ed. produzindo luta e dor. ao mesmo tempo. (…)(O Despertar da Sensibilidade. quando há dois desejos a “puxar” em diferentes direções. E quando estais cônscio de estar desatento. 19-20) Não achais importante compreender e. conservar o hábito. 101) Agora. e não a cada conflito. porque os médicos anunciaram (…) que o fumo produz câncer.como.krishnamurti. Felicidade. outros se tornam indiferentes e deprimidos. (…) (Idem. sem a solução dos quais é inútil e vazia a nossa existência. assim. ao mesmo tempo. Muitos se refugiam desse conflito na ilusão. compreendendo o conflito. o desejo constante de vir-a-ser endurece a mente-coração. 41) A escolha entre desejos opostos faz somente prosseguir o conflito. (O Egoísmo e o Problema da Paz.Seleta de Krishnamurti Apresenta-se o conflito quando há contradição. (…) às ocupações que exerceis (…) (O Despertar da Sensibilidade. a luta pelo vir-a-ser e pelo não-vir-a-ser. em regra. mas também o conflito inconsciente (…). existe a inclinação para fazerdes certa coisa e também. Como surge a dualidade? (…) Como surge em nós esse doloroso conflito entre o bem e o mal. Como poderá. a inclinação para fazerdes outra coisa . 100) Existe. descobrir-lhe a causa. portanto. Correto Pensar. 40) Os mais de nós achamo-nos colhidos numa série infinita de conflitos interiores. e não se pode juntar vários fragmentos de contradição para constituírem um todo. que o conflito da vida deve ser compreendido instantaneamente. num estado de conflito interior que produz tumulto e confusão exteriores. Estamos sempre a produzir o prazer e a evitar o sofrimento. Porque não há tempo para analisardes prontamente cada conflito que surja. No momento da alegria. então. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Consumimos esforço nesse intento simultâneo de vir e de não vir-a-ser. (…) na tentativa constante de nos tornarmos alguma coisa. Sem a compreensão da natureza íntima do conflito (…) não é possível a paz. em fugirmos de um oposto para outro? Vivemos em uma série de conflitos de ação e reação. 40-41) O conflito. pág. pois. Não consiste.org. na escolha não há liberdade. pág. (…) (Idem. pág.conflito na mente consciente ou nos níveis inferiores da consciência (…)(Viagem por um Mar Desconhecido. o conflito só se torna existente quando há desatenção. pág. 105) Antes de podermos compreender. conflito quando há autocontradição. o que nos interessa é promover a mudança sem conflito nenhum . Leva-nos (…) à apatia. a consciência do “eu” é inexistente. Mas podeis ficar cônscio de estar desatento. a esperança e o medo. escolha implica dualidade. do interminável conflito dos opostos. 101) Assim. um a um. Procurando tornar-nos algo.

pág. Mas. verbalmente exposto.então. libertação. capaz de compreender diretamente o processo do conflito. As fugas só nos levam ao isolamento e. o conflito surge (…) do desejo de sermos alguma coisa. no desejo de tranqüilidade. lhe seja possível compreender o conflito. ao contrário. cada um de nós. dar atenção ao que é. e por isso também a sociedade (…)? Por que? De onde surge o conflito? Cessando o conflito. (…) É só no estado de quietude que se transcende o conflito. pág. haveria. uma possibilidade de a mente ficar livre. silenciosa. se estamos conscientes.pois nunca o estamos. 43-44) Parece-me assaz evidente que. sem escolha. qual é a causa do conflito? Por que vivemos nesse conflito. (…) capaz de libertação tranqüila e que permita ao problema revelar-se. Ficai cônscios do sentimento de vir-a-ser. O desejo de vir-a-ser é complexo e sutil (…) Ficai intensamente cônscios do desejo de vir-a-ser. (Nós Somos o Problema. 44) O que impede essa tranqüilidade da mente é. talvez. o conflito. 44-45) Nessas condições. suprimem-na. já é. para compreendermos “o que é”. se o indivíduo não procurasse fugir. e a aquisição é a semente do conflito. e eu não creio que (…) resolve o conflito. então. mas não (…) forçada. (…) Observai. Quase todos vivemos cheios de agitação (…) E é essencial (…) para a perfeita compreensão de um problema. o processo do conflito. somente o conhecimento e o sentimento podem produzir a centelha criadora da compreensão. sem dúvida. (O Egoísmo e o Problema da Paz. de que somos constituídos. por isso. e se estamos igualmente conscientes do desejo de fugir do “que é” (…). de observá-lo de todos os pontos de vista. E uma mente assim quieta é uma coisa impossível. pág. é uma cadeia contínua de sofrimentos. Isto é. Mas a dificuldade da compreensão do conflito consiste em que. pág. (Idem. (…) simplesmente conscientes do “que é”.feio. haveria. pág. se pudéssemos compreender o processo do conflito e a maneira como surge. para compreender um problema complexo. 44) Pois bem. a qual começa a revelar tudo quanto se contém no vir-a-ser. que se tenha uma mente silenciosa. sem atrito algum.esses desejos opostos e contraditórios. é necessária uma mente muito quieta. ganancioso.krishnamurti. de uma certa sensação de paz. uma das causas de conflito . se tem paciência para investigar em silêncio. mas observai a sua causa e efeitos em vós. descobrir-se. experimentai essa percepção tranqüila. (Idem. com o sentimento vem a sensibilidade. pág. a maior resistência. (…) sem preconceito. de vir-a-ser e não-vir-a-ser. pág. tranqüila. (Idem. capaz de compreender diretamente o problema complexo e sua solução. o oposto daquilo que sou. de tomar consciência de seu processo. se estamos simplesmente conscientes de tudo isso. uma mente serena. quando há conflito. procuramos fugir do conflito por todas as maneiras concebíveis (…) Mas é uma coisa evidente que toda fuga conduz à ilusão e a novo conflito.org. em silêncio e quietude. “Estar tranqüilo” e “pôr-se tranqüilo” são dois estados diferentes. (Nós Somos o Problema. assim os psicológicos como os fisiológicos. precisamos compreender esse desejo de sermos diferentes do que é. Podeis. em si. ou estivesse bem consciente de suas fugas e fosse. http://www. (…) E. 42) (…) Para transcender o conflito. talvez. então. A reprovação. por transcendê-lo. Esse processo de renunciar e adquirir. por descobrir-lhe a causa. Mas. (Idem. em geral. pág. pág. tranqüilidade mental. sem condenação nem justificação . então essa própria consciência produzirá a tranqüilidade da mente. talvez. tendes a possibilidade de compreender “o que é” (Idem. invejoso . evidentemente. é possível. mas de pouca importância será. aí. 46) Penso que o simples fato de encarar o conflito. (…) tranqüila. Já se o indivíduo é capaz de compreender. haver uma mente serena. Esse desejo constante (…) é um dos fatores de conflito: o que não significa que devamos estar satisfeitos com “o que é” . o vir-a-ser. (Nós Somos o Problema. 45-46) Afinal.Seleta de Krishnamurti renunciar significa adquirir. o desejo de vir-a-ser deve ser conhecido intimamente e compreendido.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e principalmente um problema psicológico. de sermos diferentes do “que é”. O sentimento é endurecido pelo intelecto e pelas suas numerosas e sutis racionalizações (…) Podeis compreender tudo isso. Tal é. por encontrar uma saída.e desejo ser outra coisa. portanto. na íntegra. 43) Não condeneis o vir-a-ser. Eu sou uma coisa . por certo. estamos ansiosos por fugir dele. o julgamento e a comparação não trazem a compreensão.

67) Não é resultado de uma vontade dominando outra vontade. ausência de contradição. por certo. Onde há conflito. 59) Aceitamos esse conflito como inevitável. e o pensamento condicionado cria outras limitações e. 1ª ed. a mente deve ser infinitamente plástica. a separação. (…) Para compreender a realidade. Só raramente surge uma ação espontânea. e não por meio de conflito. ser transformado pelo conflito com seu oposto? Eu sou isto e luto para ser aquilo . (…) (Idem. pág. de luta.org. (Palestras em Ommen. Para discernir o processo da consciência (…) tem de haver pensamento integral. por conseguinte. (…) as nossas ações estão baseadas em idéias. O conflito é luta interior e luta exterior. o que deveria ser. Tenho uma idéia sobre como eu deveria ser. na vontade de ser. positiva ou negativamente? A causa do conflito não se torna efeito. pág. penetrante. livre. pode haver compreensão de o que é? (…) Se desejais compreender uma coisa. toda a nossa vida gravita em torno dessas três coisas: idéia. a antítese. subjugação. 59-60) O conflito. (…) limitações. não pode haver plasticidade. Onde há contradição tem de haver esforço. Holanda. a mente torna-se condicionada. entre o que é e o ideal. 61) Para discernir a realidade.Seleta de Krishnamurti 46) Por certo. e a exclusão.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . assim. quando o falso é percebido como falso. resistência. Surge o conflito (…) quando queremos aproximar a ação de uma idéia. ou como o Estado deveria ser (…) É a idéia mais verdadeira que a ação? E. de uma carência vencendo outra carência. (Idem. Temos primeiro a idéia. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. é uma coisa viva (…) A integração é um estado de completa atenção. não há compreensão dele. 60) Ora. entre a tese e a antítese. tem de ser apreciado de maneira nova. Pode o que é. o futuro. em qualquer esfera que seja. se tendes algum preconceito contra ela ou a favor dela? (…) Por certo. Nossa luta constante é travada entre o que é e o que devia ser. o conflito é muito mais significativo do que o mero atrito dos opostos. depois vem a ação. produz a compreensão? Não há uma cadeia contínua de conflito. de controle ou de imitação. grupos de indivíduos com idéias opostas. a mente deve compreender suas próprias criações. se estais em conflito com vosso filho. (…) (Idem. que produz conflito na consciência. pág. assim.. 28) “Que entendeis por conflito?” O conflito em todas as suas formas. que é capaz de perceber diretamente. muito importa (…) que se conheça. 68-69) Nessas condições. pág. A criação só pode ocorrer quando há paz e felicidade. (…) Treinamento e controle indicam um processo de dualidade na carência. (…) O oposto. (…) Assim. um fim. não é fator de desintegração? (Reflexões sobre a Vida. Não pode haver atenção completa quando há esforço.krishnamurti. O pensamento integral não é resultado de treinamento. Quando se está cônscio dos fatores de degeneração. Isso exige vigilância. concentração. A mente que não é dividida em opostos. o verdadeiro existe. um ideal. pág. O que é não pode ser compreendido através da cortina da idéia. e não idéia. pág. discernente. como o é toda oposição. embora possa ser falso. (Reflexões sobre a Vida. entre marido e mulher. (…) não há integração? (…) A integração não é alvo. Pelo conflito dos opostos. combate de antíteses. mas “estado de ser”. Estamos sempre procurando ligar nossos atos a uma crença. uma idéia. vencimento. 46-47) É. não circunscrita por uma idéia. pág. o processo do condicionamento é continuado. o http://www. conflito é fator de separação.o oposto. e este por sua vez não se torna causa? Não há libertação do conflito. (Idem. sem compreensão de o que é. ação não fragmentária e. não deveis observá-la. contudo. na íntegra. para se compreender o conflito. conflito. o indivíduo estaria vivendo ativamente no presente. estudá-la? Podeis estudá-la. entre o que é e a tradição. de vir-a-ser. A concentração é uma fixação. (…) A compreensão exige certo estado de paz. não pode ser resultante de treinamento. no esforço. 1936. possível agir sem idéia? Deveria haver só ação. pág. (…) Pela sua própria natureza. não é uma “projeção modificada” de o que é? O oposto não contém sempre os elementos do respectivo oposto? Pela comparação. ação e contradição. a mente não pode ser sutil.

ao mesmo tempo. e pela percepção da verdade relativa a tais movimentos. sem nos identificarmos com um dos opostos e sem intervirmos no conflito. (…) não pode findar a luta. e apenas cria para a mente outra limitação. atuam como simples padrões de medida. (…) amarrado a uma estaca. as células cerebrais . aquilo que forma o “eu”.org. da fantasia. (O que te fará Feliz?. a ânsia da felicidade. Holanda. Califórnia. 49-50) Devemo-nos tornar apercebidos do conflito dos opostos que ocorre em cada um de nós. só então pode haver paz.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Nós Somos o Problema. nas suas relações . viver neste mundo com compreensão do conflito. ou só pode vir à existência. o conflito é a antítese da compreensão (…) Já admitimos (…) que o conflito é inevitável. deve a mente libertar-se dos ideais. amá-lo. quando nos conhecemos totalmente (…) quando estamos conscientes disso. de sua ignorância e de sua existência limitada. 100-101) Senhores (…) Se minha mente está atada à estaca da crença. e a investigação implica que se esteja livre da estaca (…) Se realmente estou a buscar. Ora. e que estejamos cônscios de que. só então está a mente tranqüila. quando já não existe condenação. mas sem ele continua a existir ignorância e dor. O conflito revolve a mente e. a busca da Verdade ou de Deus. quando compreendemos o processo do “eu”. cortar a corda. da experiência ou do conhecimento. é uma indicação de fuga ao movimento da vida. (…) preciso romper as amarras. ela não pode ir muito longe. se existe conflito? Sem dúvida. Os ideais são empecilhos. estamos sempre querendo ligar a ação à idéia. pág. porém. 64) Por conseguinte. e como a vida desafia a mensurabilidade. em todos os setores da vida . Atenção. (…) Quando a mente se liberta de preconceitos. são embaraços. sentir com ele. se devemos nos libertar do desejo de nos melhorarmos. sim. (…) (Da solidão à Plenitude Humana. pág.Seleta de Krishnamurti nosso processo de pensar. a primeira necessidade é de descobrirmos se é possível a cada um de nós. que é o todo . busca um caminho artificial (…) Semelhante caminho só pode ser uma fuga ou um oposto. a fim de estar apta a compreender o movimento da vida. refugiar-se num certo recesso da imaginação. pode-se viver sem idéia? Pode-se viver sem o “eu”? (…) Creio que a isso podemos responder praticamente. significa. não buscar remédio ou fuga. (…) Estar em estado de conflito e. é que se torna capaz de fazer frente à causa do seu próprio sofrimento. 165 Pergunta: Se não devemos ter ideais. pág. só então se acaba a memória. e só então é possível à mente ficar silenciosa. (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. produz pensamento integral. funcionando sem atrito algum. (Viagem por um Mar Desconhecido. dá-se a libertação do “eu”. 1936 pág.o organismo físico. É difícil o autoconhecimento. http://www. 68) Pode-se compreender. justificação e comparação. 1936. pág. na vida diária. como a mente não gosta de ser agitada. que não é criação da mente. e talvez estejamos completamente enganados ao aceitar tal tese (…) Pode o conflito produzir uma síntese? (…) (Nosso Único Problema. 28) Correto Pensar.krishnamurti. (…) Desse modo. (Palestras em Ommen. tornar-se monge. pintar um quadro. não teoricamente.no lar. pág. A verdade só é perceptível.quando essa totalidade que se chama “mente” se encontra num estado de “não conflito”. Suspensão (pensar). (…) E só há clareza quando a mente. Isso não significa isolar-se. no trabalho. 96-97) O fim do conflito e do sofrimento é alcançado quando compreendemos e transcendemos as tendências do “ego”. Isso é esforço correto. pode-se realmente criar alguma coisa em estado de conflito? Podeis escrever um livro.acabar com o conflito. pág. 24) (…) O conflito dissolve-se pela percepção de cada movimento do pensamento e do sentimento. explicações e definições. apreciar outro ser humano. (…) A mera persecução de ideais. e quando descobrimos aquela Realidade imorredoura. qual é então o propósito de viver? (…) Krishnamurti: Os ideais. (Palestras em Ojai.

(…) (Nosso Único Problema. estaremos sempre a desenvolver opostos com seus conflitos infindáveis. pág. no verdadeiro sentido da palavra. pág. estaremos aptos a resolver os formidáveis problemas que nos desafiam. pela meditação correta. porque. O correto pensar nasce com o autoconhecimento. pág. Eis por que a atenção é da mais alta importância. não é possível pensar com exatidão. o que representa a abertura da porta para a criação. 36) Só o pensar correto pode fazer-nos compreender e transcender o composto causa-efeito e o processo dualista. Vós e eu precisamos encontrar a maneira correta de pensar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . não para corrigir. 18) Só é possível aprender. a cupidez e o desejo de vir-a-ser. A maioria de nós. Sem a qualidade vivente do conhecimento de nós mesmos. i. 17) Devemos tornar-nos cônscios desse complexo problema da dualidade mediante contínua vigilância. nascido do descobrimento de nós mesmos. 13) Assim.krishnamurti. pág. (…) descobrir como pensamos. como começar a pensar corretamente? Para pensar corretamente. só nas relações podemos descobrir o que é pensar. cumpre acharmos. o hábito. precisamos saber pensar. Correto Pensar. Se nos limitamos a citar o Bhagavad Gita. existe o êxtase do Real. precisamos descobrir como pensar antes de saber como agir. (…) O correto pensar não é produto do simples cultivo do intelecto.e. é um resultado. cumulativo. o mundo. nem tampouco as fórmulas. isso não tem significação. porém. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. o correto pensar torna-se criador. 13) Para compreendermos a confusão e as misérias que nos atribulam. e compreendermos. 50) http://www. momento a momento. Constituindo um constante processo de auto-revelação. Não há começo nem fim nesse processo e. mas para compreender. assim. ao desenvolvimento do pensar correto. Quando integrados o pensador e o pensamento. o que pensardes não terá valor (…) (Idem. da percepção de nós próprios. Por conseguinte. pág. O reto pensar só pode ocorrer quando a mente não está escravizada pela tradição ou pela memória. a autoridade e a limitação. Não há ação sem pensamento. citar o que outra pessoa disse não tem valor algum. pág. É limitador.org. 25) O pensar correto é um processo contínuo. e assim descobrir a verdade contida em cada pensamento. em primeiro lugar. O pensar correto transcende o tempo. age sem pensar. se não souberdes cultivar o correto pensar. ao desastre. a Bíblia ou o Alcorão. (…) a memória. (O Verdadeiro Objetivo da Vida. quais são as nossas reações. (A Arte da Libertação. a clareza que se origina do correto pensar. pág. a memória. Isto é. 49-50) O pensamento correto é o pensamento condicionado.. dentro de nós mesmos. geramno os padrões. e proceder assim. um artifício. Nasce da libertação do temor e da esperança. (A Arte da Libertação. por mais dignos e nobres que se afigurem. precisais conhecer-vos a vós mesmos (…) Se não vos conheceis. (Autoconhecimento. Isso não é uma coisa abstrata ou difícil. Forma-se mediante o temor e a esperança. assim. esses outros se tornarão nossos chefes e nos levarão. tampouco é submissão a padrões. não o limita o passado. É a atenção que permite que o silêncio sobrevenha à mente. (O Egoísmo e o Problema da Paz. e o agir sem pensar nos trouxe a esta confusão.Seleta de Krishnamurti Quietude Antes de agir. nesse estado de atenção em que não há compulsão exterior nem interior. origem do esforço verdadeiro. 7) (…) Só quando vós e eu descobrirmos a maneira de pensar corretamente. 13) Ora. (Autoconhecimento. ao passo que o pensamento correto ou condicionado é por eles oprimido. passo a passo. um composto. portanto. Se esperarmos que outros façam esse trabalho para nós. não tendes base para pensar corretamente e. (Idem. Felicidade. Felicidade. a prática. o observar com exatidão o que está ocorrendo em nossas relações. tradicional. o correto pensar é eterno. pág. em cada sentimento. Correto Pensar. quais são as nossas reações. como sempre. (…) O pensar e o sentir verdadeiros situam-se acima e além dos opostos. 1ª ed. pág. pág.

A potência de criar e o êxtase que a acompanha surgem na liberdade. Correto Pensar. pág. 128) No estado de atenção não há reação: a pessoa está simplesmente atenta. pág. 28) Ora.é compreendida mediante um pensar e sentir completo? Só podemos libertar-nos dos opostos se o pensamento-sentimento for capaz de observar sem aceitar. apresenta-se uma “inocência” que é virtude. tem a consciência da ação desinteressada que vem com o amor. O medo tem de existir enquanto houver impulso para ser ou vir-a-ser. que é o móvel do sucesso. e ver como as coisas são. aí não há esforço. sem recusar ou comparar suas ações e reações. teorias.krishnamurti. lembranças. há vazio. quando a mente está obscurecida por conclusões. justificação. sem o dividir em interesses e distrações. Assim. pensamentos. sem nenhuma desfiguração. o intelecto. 120) Como suscitar o estado de atenção? Ele não pode ser cultivado por meio de persuasão. pág. pág. (…) os inconscientes motivos. Havendo amor. na atenção. só quando há amor. ou surge quando a causa dos opostos . Compreendei esse fato tão simples. 176) Havendo atenção não há esforço.o desejo . A liberdade é uma abstração para o homem que se acha numa prisão.. porque a vida é um movimento. pesares. portanto. pág. e só há investigação. pág. (…) Ao perceberdes a verdade disso. pág. Você pode ensinar a concentração. esperando.org. (…)(O Verdadeiro Objetivo da Vida. 89) (…) A atenção plena e completa não é possível quando há condenação. buscando. especulações. (Reflexões sobre a Vida. mas na atenção. não há busca de um fim. de recompensas ou castigos (…) A eliminação do medo é o começo da atenção. nenhum objetivo. (…) (O Homem Livre. só então encontramos a liberdade. Felicidade. (O Egoísmo e o Problema da Paz. portanto. nossa ênfase não deve estar na concentração. de dar-lhe continuidade como prazer. desejando. (O Passo Decisivo. quando se verifica a atenção completa? Por certo. que é humildade. mas a atenção não pode ser ensinada (…) Assim. 36-37) (…) O homem que deseja compreender a verdade deve aplicar-lhe toda a sua atenção. 61) No cultivo da mente. Atenção é o estado mental em que desapareceu todo o conhecimento. de comparação. a atenção surge espontaneamente. Uma vez compreendido. ela libertará a vossa consciência do passado. 18) Atenção não é concentração.quando estais totalmente vigilante. Só a falta de atenção produz esforço. prazeres. desejos. 53) Provém o pensar exato do conflito dos opostos. pág. simplesmente isso. há atenção completa. E isso é virtude. conflitos. 1ª ed. que significa olhar o fato face-a-face. Preso à dualidade. o pensamento-sentimento não pode compreender o infinito (Autoconhecimento. nenhuma idéia de distração. nela não há distração. (…) há espaço. não há conflito. Não há essa coisa chamada distração. e com a remoção desses empecilhos realiza-se a integração. vigilância tanto das ações mundanas como das atividades meditativas. atividades . pág. pág. nenhuma compulsão: ama-se. tudo o mais se esclarecerá.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (O Homem e seus Desejos em Conflito. e temos de compreender esse movimento na sua totalidade. exigências.Seleta de Krishnamurti O pensar justo vem no fluir constante da autovigilância. quando estais totalmente atento à vossa vida . está tranqüilo. Onde há atenção. e essa atenção integral só vem quando não há escolha e. de dentro do vazio. Dessa percepção surge um novo sentimento. uma nova compreensão livre dos opostos. não está projetando. (…) Achando-se vazia a mente. A mente explorou e compreendeu todos os seus próprios recessos. ânsias. no estar livre do anseio. por conseguinte. Nesse estado de atenção. em vez de traduzi-los em prazer ou dor. 101) (…) O que traz a liberdade é a atenção. ou identificação. podeis ver cada fato como fato. está atento. Compreendeu todas as suas reações e “respostas” (…) (Experimente um Novo Caminho. Ao compreendermos os empecilhos. (Viagem por um Mar Desconhecido. A concentração é http://www. mas a vigilância passiva torna claros os empecilhos. com todas as suas decepções e tortuosas contradições. Não há necessidade de nenhum “motivo”. o que significa que não tem fronteiras. preenchimentos. (A Arte da Libertação.com aflições.

pode essa mente renovar-se?” (…) Pode essa mente inquieta. o começo do pensamento. (Visão da Realidade. pág. Nada tenho de fazer. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. O “eu”. quando o pensador deixa de existir. porque o movimento supõe o tempo e.krishnamurti. A memória é a marca deixada pela experiência. sem nenhum movimento para trás ou para diante. apenas quando o pensador está ausente. Quando o pensador está cônscio dos próprios movimentos. (…) (Idem. então esse próprio percebimento acarretará a cessação do pensamento. pelo contrário.se estamos cônscios do “processo” total. 75) O problema.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . que rejeita (…) pode essa mente findar instantaneamente e tornar-se silenciosa? (Poder e Realização. 17) Acho que é importante compreender que só há “ser” quando não existe mais o pensador.org. o pensar não nos resolverá os problemas e. se perceberdes a verdade de que só com o findar do pensamento pode o problema ser resolvido. nesse sentido. O pensamento cessa. não só é necessário compreender a origem do pensamento. (…) A atenção. tal como é. (A Renovação da Mente. pág. não deixando escapar um só sem tê-lo compreendido totalmente (…) Se eu acompanhar cada pensamento até a raiz. um sentimento de beleza? Certamente. 45) http://www. essa mente que vagueia em todas as direções. um sentimento de alegria. volúvel. Assim. e que no “ser” pode haver radical transformação. por conseguinte. e. então. há alegria criadora. é um estado em que a mente está sempre aprendendo. que é um “estado de ser”. 65-66) Para fazer cessar o pensamento. fortalece o “eu”. pág. temor e desejo. portanto. sim. não como resultado da transformação do pensamento. O pensar. se. mas tão só pela compreensão dos movimentos do pensador. é essencial. (Idem. então. a fim de que se ponha em movimento um novo processo. pág. acumulando durante séculos. 17) Assim sendo. a atenção é de primordial importância. quando a mente está cônscia de si mesma em ação (…) vereis. 65) E existe um momento em que a morte deixa de causar medo e a vida já não seja uma batalha? E pode haver tal momento de parada do tempo e total suspensão do pensamento? Esse momento existe: é o amor. (…) descobrireis então o significado de todo o “o processo” do pensar. 96) Para se descobrir alguma coisa totalmente diferente. Quando é que tendes momentos criadores. 6869) Se percebemos a verdade desse asserto. pág. pág. quando a mente se acha de todo tranqüila (…) é possível vir à existência aquilo a que se não pode dar nome. pois o pensamento é memória. surge o ser criador. ao passo que a atenção não tem fronteiras. pelo autoconhecimento. (…) (Da Insatisfação à Felicidade. (…) Impende-me examinar cada pensamento. o fator de malefícios e sofrimentos (…) O pensar é produto do “eu”. sem um centro em torno do qual o conhecimento gravite como experiência acumulada. por conseguinte. (…) Só pode haver revolução radical quando o pensador chega a uma pausa. que acumula. (…) verei que ele se desfaz por si. porque a mente precisa estar de todo tranqüila. que ocorre um período em que a mente fica absolutamente tranqüila. no momento em que o pensamento está em silêncio. é este: “Conhecendo-se a função da mente. a tranqüilidade da mente. pág. os multiplicará e causará mais sofrimentos. com efeito. pág. conseqüentemente. pág. (…) (O Verdadeiro Objetivo da Vida. por um minuto. por um período de tempo.Seleta de Krishnamurti um processo de forçar a mente a focalizar-se num ponto. que é o fator de perturbações. (Viver sem Temor. pág. mas também descobrir se é possível o pensamento cessar. 69) O findar do pensamento. Então. nesse espaço. pág. (…) (A Essência da Maturidade. quando o processo do pensamento se suspende por um segundo. em que nada a distrai ou agita. 105) (…) Entretanto. tanto a mente consciente como a inconsciente . percebemos a verdade sobre como a mente funciona. 84) Esse instante criador produz revolução. em que ela fica em estado de meditação. pois. cabe-me primeiro penetrar no mecanismo do pensar. (Encontro com o Eterno. Esta é uma questão importantíssima.

disciplina. para compreender um problema complexo. pág. para um homem que deseja encontrar a Realidade ou a compreensão que lhe revelará a Realidade. é inteligente e se liberta do conflito. que não é posta tranqüila. 116) Parece-me assaz evidente que. que não é forçada ao silêncio. Essa viagem deve ser empreendida completamente a sós (…) (O Homem Livre. não está a mente numa dimensão de todo diferente? (A Outra Margem do Caminho. 44) O que impede essa tranqüilidade é. pág. 96) Já vos sucedeu alguma vez encontrar-vos naturalmente num estado de total ausência de pensamento? Nesse estado. pág. (O que te fará Feliz?. por vós mesmos (…). disciplinada. controle. (As Ilusões da Mente.Seleta de Krishnamurti Se eu vos dissesse que se pode fazer cessar o pensamento.(…) é ilusória (…) (Idem. E uma mente assim quieta (…) é impossível quando há conflito. propósitos. É o conhecimento que traz essa energia (…) (O Homem Livre. 32) (…) Só há percebimento do todo quando a mente está completamente tranqüila. ou a controlar o pensamento a fim de silenciá-lo. uma mente que está tranqüila porque tem verdadeiro interesse. sem pensamento não há pensador. pág. observador. frustrações e sucessos . isto é. pág. (…) (A Arte da Libertação. não apenas a mente consciente. perguntaríeis: “Como posso alcançar esse findar do pensamento?” (…) O importante é descobrir a natureza do centro. Quase todos vivemos cheios de agitação (…) E é essencial (…). desdobrar-se. pág. pág. Quando não há pensamento nem palavra. o conflito. mas também a mente inconsciente (…) Mas só se verifica essa tranqüilidade total da mente quando há a tremenda energia do autoconhecimento. 119) O relevante. vereis que a mente se torna sobremodo tranqüila. (Viagem por um Mar Desconhecido. A tranqüilidade que é cultivada.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . E quando não há pensador e só há pensamento. 47) Agora. 46) Assim.151) Conhecer o processo integral da mente . e o feixe de lembranças é o pensador. uma mente que está tranqüila. pág.krishnamurti. e só está tranqüila a mente quando compreende cada pensamento e cada sentimento que surge.mas não por meio de nenhuma espécie de exercício. para a perfeita compreensão de um problema.conhecer todas essas coisas significa estar tranqüilo e não permitir que elas atuem. 96) http://www. (Nós somos o Problema. o pensamento desaparece. para esse homem o pensamento deve cessar . (…) tranqüila. 44) (…) Mas. mas sim à mente que está totalmente desperta. quando a mente toma conhecimento de todas as distrações. é que a mente (…) comece a investigar a si mesma (…) Se bem compreenderdes isso. que o pensador e o pensamento são um só todo. “motivos”.org. porque divisou a verdade. atenta. (…) (Nós somos o Problema. isso não é tranqüilidade. essa serenidade não é provocada ou produzida por meio de disciplina ou controle. Quando não há pensamento. Nem esposa. repressão (…)(O Homem Livre. mas não com uma tranqüilidade forçada. nem livro algum pode ajudar-vos. tranqüila e que permita ao problema revelar-se. seus temores. pág. ou a sonhar acordada. uma mente tranqüila é essencial para a percepção do todo.pensamento no sentido de totalidade do tempo. pág. e principalmente um problema psicológico. seus talentos e suas exigências. 149) Vê-se. e nessa viagem não podeis levar nenhum companheiro. pág. pode receber as bênçãos do Real. Mas esse silêncio. capaz de libertação. e experimentador? O pensamento é reação da memória. forçada. pois. E como pode cessar o pensamento? . sem preconceito. sem dúvida. nem marido.todas as suas inclinações. Vem a serenidade só quando cessam as distrações. há então um estado de percebimento sem pensamento. que se tenha uma mente silenciosa. nem guru. estais cônscios de vós mesmo como pensador. Só então pode manifestar-se o que se acha além da mente. existe o “eu” (…)? Não nos referimos a uma pessoa em estado de amnésia. penetrá-lo e descobrir todo o processo do pensar. seja necessária uma mente muito quieta. (…) Resistir. porque a verdade veio a ela. pois. (…) Só a mente que compreende o processo total. levantar uma muralha de isolamento e viver nesse isolamento.

quando. 60) Em momentos de intensa criação. assim também fica a mente tranqüila depois de compreender todo o processo do esforço. profundamente frustrados. a palavra “viver” significa “agora”. porque vivemos nessa divisão do tempo. que é atemporal. justificação e comparação. ou só pode vir à existência. (…) O viver. está sempre no presente ativo. ou a Marte (…) Um homem que vive prisioneiro em exíguo espaço. o pensamento-sentimento prende-se à sua lembrança. 88) Liberdade. 96-97) Ora. Primeiramente. pág. pág. (Poder e Realização. Silêncio (Psique-MenteCoração) Desejo falar sobre o que se entende por “viver”. E o cessar dessa projeção é o começo da meditação (…) Porque a compreensão de si mesmo é o começo da meditação. 120) Para descobrirmos a sua realidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . de modo que não esteja mais lutando e se encontre.que é essencial para alcançarmos o estado de potência criadora. verifica-se uma ausência completa do “ego” e de todos os seus conflitos. (…) sente necessidade de http://www. Sei que muitos de nós só indagam do significado do viver quando (…) aflitos. pág. existe a possibilidade de a mente estar quieta. 121) (…) Assim. por essa razão. o seu real significado. (…) (Visão da Realidade. extraordinariamente tranqüila. quando não existe condenação. (…) não há nesse “processo” liberdade alguma. (…) tanto mais me liberto de conflitos e de sofrimentos. talvez possa surgir aquilo que é criador. seremos sempre escravos do ontem. E. não há dúvida de que a mente tem de estar tranqüila. portanto. Espaço. pág. pág. 123) Conhecemos o espaço apenas visualmente. 75) Assim sendo. pág. Porque. (Idem. há uma tranqüilidade absoluta. porém no presente. só vem a existir no processo da compreensão de nosso complexo “eu”.krishnamurti. num apartamento. (…) a Londres. portanto. (…) Depois de experimentar uma vez essa tranqüilidade viva. e ela não pode estar tranqüila se se acha num estado de esforço. e sem meditação não há possibilidade de compreender-se o “eu”. sua profundidade. perguntamos a nós mesmos: “Há meio de pôr fim ao tempo?” Se estamos sempre a funcionar na esfera do tempo. 98) Só quando ausente o “eu”. apta a receber aquilo que é eterno. pág. e. em tais momentos. 29) A simplicidade.a forma suprema do pensar-sentir . tal a nossa vida: é isso que chamamos “viver”. só então se acaba a memória. viver num estado atemporal de não-aquisição. só então está a mente tranqüila. (…) o que é liberdade. nessa tranqüilidade. sua beleza e plenitude. (…) Mas.Seleta de Krishnamurti O conflito se dissolve pela percepção de cada movimento do pensamento e do sentimento. temos de investigar muitas coisas. é essa negação . torna-se necessário. para que o eterno seja. e pela percepção da verdade relativa a tais movimentos. não percebendo no viver nenhuma finalidade. do hoje e do amanhã. impedindo assim a continuidade da experiência da realidade. (…) (Nós Somos o Problema. descobrir a natureza do tempo e também o que se entende por “espaço”. (…) (Nós Somos o Problema. pode-se compreender alguma coisa por meio de esforço? Para compreender. (…) Quanto mais compreendo “o que é”. apta a compreender. A isso estamos presos. na tranqüilidade da mente. pág. em seguida. as projeções do “eu” cessem inteiramente. (…) (Idem. não pode a mente que busca alimento para sua satisfação. (…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) E assim como é tranqüila a superfície de um lago. Nisso não há liberdade. a distância daqui a nossa casa. por certo. evidentemente. (Idem. manifesta-se o atemporal. pág. Não significa viver no passado ou no futuro. se sentem desesperados. as fabricações. de grande beleza.org. A verdade só é perceptível. que as atividades. (…) (Encontro com o Eterno.

inveja. e. não haverá liberdade.krishnamurti. que lhe dão preenchimento e frustração. tranqüilo. (…) (Idem. pág. A liberdade. esse centro cria um espaço em torno de si. libertação. desejo de posição. enquanto esse processo for mantido integral. controle. 18-19) Estamos falando de uma libertação que não é reação.org. Entretanto. 120) É só quando a mente. pág. É como um homem condenado a prisão perpétua. não está escravizada a essa função. Estamo-nos referindo a uma liberdade que vem natural e facilmente. de medo. confinado na prisão de suas idéias. um centro. poder. pág. na prisão de suas atividades egocêntricas. a consciência. criou um espaço (…) O centro. quando estamos perfeitamente lúcidos. não há liberdade. toda visão objetiva se deforma. Como vêem. pág. pág. opera. (…) disciplina. modifica-se e. nesse espaço. não há lugar para o pensamento. entre as quais pensa ser livre. 125) (…) A liberdade interior requer imensa inteligência. (Ensinar e Aprender. embora viva em sociedade. na qualidade de pensador. criou espaço ao redor de si. nomeando e guardando ou registrando. sai a passear no campo (…) Esse homem está preso. por causa das paredes. não faz parte da sociedade. (…) influências ambientes. Poderá alterar as decorações. as atividades resultantes (…) só podem causar maior confusão. o ser livre supõe a não existência de barreiras psicológicas criadas pelo centro. afeição. Ela se representa quando em nós mesmos existe clareza. nunca é livre. capacidade de compreensão. O pensador criou ao redor de si o espaço em que vive e.Seleta de Krishnamurti espaço . 124-125) Psicologicamente. (…) A liberdade só é possível quando há um percebimento completo. porquanto a liberdade só pode existir onde há espaço. a libertação só pode vir quando o pensante cessa . (Idem. 27) Se não há liberdade. ambição. (…) O passado é o consciente e também o inconsciente. (…) Liberdade significa viver integralmente. pintar as paredes. mas a liberdade a que nos estamos referindo não depende de resolução. (…) (A Arte da Libertação. é absolutamente necessário que cada ser humano. funciona. pág. Achando-se confusos e em contradição. A liberdade e a paz não são meros conceitos intelectuais ou ideais que deverão ser alcançados com esforço e luta. não está a dar nomes. Este salão. a armazenar mas apenas experimentando . Libertação não é mera revolta contra as circunstâncias. E a http://www.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . criamos muralhas em torno de nós (…) de defesa. (…) O processo da consciência está experimentando. e. não importando sua cultura. na prisão de seu próprio talento (Encontro com o Eterno. Só o homem totalmente livre pode olhar e compreender imediatamente. ele nunca é livre. ele vive. por isso. conclusões. embora especializada para exercer uma certa função.é só então que há liberdade. imitação. (Encontro com o Eterno. Liberdade subentende (…) a necessidade de ter a mente completamente vazia. Se o espaço é criado pelo “ego”. (…) A beleza não é resultado do pensamento. proporcionar-se (…) conforto. de esperança. avidez. 125) Da mesma maneira. nunca é livre. a qual cria novas circunstâncias. escravizadoras da mente. Liberdade significa espaço. espaço não criado por um objeto. dentro dessas paredes físicas. pág. (O Despertar da Sensibilidade. (…) (Encontro com o Eterno. este continua a criar paredes ao redor de si. mais contradições e falta de clareza. a nenhuma circunstância. toda percepção. (…) Onde há amor.sendo o pensamento o produto da memória. (…) a rotina. 124) Esta questão merece sério exame. volição ou determinação. de tudo o que se passa em redor e dentro de nós. sem ser solicitada quando a mente é capaz de funcionar em seu mais alto nível. 54-55) Ora. (Idem. Esgotar a mente de todo o seu conteúdo essa é que é a verdadeira libertação. A mente livre a nada está escravizada. Não importa o que ele faça dentro desse espaço criado pelo centro. que é o “ego”. em todo ente humano. O esforço e a luta para alcançar alguma coisa exigem também uma certa energia. (…) mas. assim como estas quatro paredes criam um espaço em seu interior. 123-124) Estais achando isso difícil ou abstrato demais? Há. crenças e dogmas. prestígio. Essas muralhas são criadas pelo pensador. A liberdade supõe também a cessação do tempo. pág. Por isso. pág.espaço físico. para sermos livres necessitamos de imensa energia. a liberdade jamais existe sem a ordem. por conseguinte. sensibilidade. não está presa na sua rotina. que é a consciência. seja realmente livre.

não pode haver amor nem liberdade. a Realidade. se o indivíduo não é livre. e a verdade no falso. sem o objeto.. ou o nome que quiserdes. então. da limitação. quando há espaço sem o centro. sem Sankara. Temos de esvaziar a mente.. Percebereis então a verdade na falsa idéia de que a experiência irá libertar-vos. pág. O “eu” cria o espaço que circunda. que é o “espaço sem objeto”. que tanto é físico como emocional e intelectual. pág. senão aquele que o objeto cria em redor de si. absolutamente. 140) http://www. onde existe a plenitude. que é o pensar negativo. completa. da obediência: eis o fato. enquanto não houver outro espaço. não espaço num limitado setor do pensamento. (Uma Nova Maneira de Agir. porém espaço ilimitado e espaço interior . o “espaço sem objeto” é liberdade. a fim de dar-lhe espaço. (Uma Nova Maneira de Agir. 23) Por certo. Não estou empregando a palavra “criador” no estreito sentido de “homem que pinta quadros.org. sem Buda ou Cristo. precisamos criar espaço na mente. (…) (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. plena. enquanto existir um centro que cria espaço em volta de si.melhor. o que é autoconhecimento. Essa forma superior de inteligência. 36) Isto é. 35) A liberdade requer a total cessação de toda autoridade interna.Seleta de Krishnamurti mente que de contínuo se esvazia de todas as acumulações e reações diárias . esse homem sabe o que é amar e meditar. não pode haver liberdade nem amor. percebe-se o todo do problema.se assim podemos dividi-lo. ou esculpir uma pedra. Porque só nesse espaço há liberdade. 137) Investiguemos. (A Questão do Impossível. Deus. pág. que se está começando a esvaziar a mente . (…) (O Homem Livre. pág. 83) Ora. Desse estado mental resulta uma liberdade externa toda diferente da reação de oposição ou de resistência.. o que é o amor. há plenitude. à tranqüilidade. (…) O centro é o “eu”. o cérebro está condicionado por causa da autoridade. é claro. O homem realmente livre não reconhece nenhuma autoridade interior. 121) (…) Para se ver qualquer coisa plenamente. do contrário. Essa liberdade pode ser conhecida com o justo pensar e a meditação justa. obviamente. criação é coisa muito diferente. correta. tem sentido completamente diferente. E este espaço tem de existir. Poderão ter momentânea inspiração. de outro modo. pág. pág. Na investigação do espaço e da liberdade. pintar um quadro. e a liberdade não vem por meio de compulsão. da malevolência e da ignorância. (O Egoísmo e o Problema da Paz. encontra-se esse tesouro imperecível. 137) Estamos. Já não é mera expressão da personalidade. integralmente. 1ª ed. o escrever uma poesia. (…) Ela é um estado equivalente ao silêncio. mas. (…) Para podermos descobrir. necessita-se liberdade. (O Despertar da Sensibilidade. E só então há a “ação integrada”. 1ª ed. espaço na mente e espaço no coração. é o Desconhecido. mas só quando a mente se compreende a si mesma. só aparece quando o processo de pensamento cessou. não são criadores. (…) Só é possível a liberdade. pág. pois. descobriremos também. Só pode haver criação quando há liberdade total. isto é. não vejo como possa ser criador. neste caso não há liberdade nenhuma. nem produto do talento. escreve poesias ou inventa máquinas”. (Uma Nova Maneira de Agir. Tais indivíduos.só essa mente é livre. Nesse estado de liberdade. 136) Investiguemos. onde não há vir a ser. investigando essa coisa extraordinária. (…) A mente. a Verdade. E é só quando se vê o falso como falso. pois. pois. quando o pensamento está livre da luxúria. pág. (…) Essa liberdade não é um dom. este problema do “espaço sem objeto”. investigar se a mente pode ser livre é como fazer sozinho uma jornada pelo desconhecido. Porque. por nós mesmos. de repressões. quando está livre da mundanidade e do desejo pessoal de ser algo. não haverá liberdade para o homem. deveis empreender a viagem sem companheiro. nessa vigilante tranqüilidade. e. e. (A Arte da Libertação. de um processo de disciplina. a mente está então a esvaziar a si própria. para mim. (…) Deveis chegar-vos a ele completamente sós. Só então descobrireis o que é verdadeiro. e se este é o único espaço que o homem tem possibilidade de conhecer. cumpre-nos descobri-la e conhecê-la. pág.krishnamurti. (Experimente um Novo caminho. 47-48) Essa liberdade interior da Realidade não é uma dádiva. 1ª ed.

pois. (…) (Viagem por um Mar Desconhecido. porque ele. a meu conhecimento. o cérebro deve ter a qualidade de completa liberdade e espaço. não pode haver liberdade. pág. Esse centro é o observador. pode haver espaço sem aquele centro? só se pode responder a esta pergunta sem “verbalização”. Por causa do objeto existe espaço ao redor dele. Há necessidade de espaço. este está criando espaço. um espaço que não é mensurável. (…) Aqui está este microfone . que não há fronteiras? Tem você um cérebro que não é parte de nada. “Eu serei”. como todo ser humano. se chegastes a este ponto. (…) Dentro de nós há espaço porque existe um centro. presunçoso. 86) Portanto. temores. 139) Que é espaço? O espaço é criado pelo objeto. Onde há silêncio. é ganancioso. cria espaço em torno de si. pois só pode haver liberdade quando há espaço absoluto e não um espaço encerrado entre os limites da mente. ansiedades. A mente respeitável. portanto. o “ego” . devemos ser como nada. (…) espaço. Assim. ambicioso ou representa um governo. conclusões. portanto. a pessoa está para sempre escravizada. pág. requer que cada um descubra por si próprio o que é o “espaço sem centro”. essa mesma identificação limita a totalidade do cérebro.o objeto. É exatamente como qualquer pessoa. não está ligado a nada . não há nesse espaço liberdade nenhuma. (…) . desesperos . todos somos alguma coisa. idéias? (The World of Peace. não tem liberdade de espécie alguma. Posso aferrar-me a meu pequeno ego.a liberdade em que existe silêncio total e. espaço indica que não há centro nem periferia e. E agora. (Idem. experiências. pág. inexistência. No entanto. há espaço. doutores. um desdobrar do processo de pensar. o mesmo centro que constitui o “eu” . 140) Um cérebro deve ter espaço. sem argumentação. pág. 168) (…) Pode-se reunir ambas as coisas? . senão o espaço que não tem fronteiras em absoluto. “Eu sou”. e um imensurável sentido de extensão. o sujeito que busca. fluir juntos? Este tem sido sempre o problema religioso do homem que indaga com grande profundidade. Só há possibilidade de resposta sem o centro. tem uma energia tremenda. a mente.podeis começar a investigar a questão do espaço e do vazio. sendo esta apenas sua conclusão teórica. porque nada existe nele colocado pelo pensamento. psicoterapeutas. Então o que é espaço? Não apenas o espaço daqui até lá. E quando somos terapeutas. Não o espaço criado pelo pensamento. que não pode ser alcançado pelo pensamento. extensão e profundidade. pág. com suas memórias.Seleta de Krishnamurti Tudo isto (…) constituiu um desenrolar. biólogos. experiência.org.não contém espaço nenhum. Somos analistas. E. (The World of Peace. (Viagem por um Mar Desconhecido. o qual constitui a http://www. Esse centro cria espaço em redor de si. do contrário. 170) (…) Nesse espaço.a suas experiências. do processo de consciência. excetuando-se a conquista de uma extraordinária capacidade de acumular conhecimento numa certa área. Conseqüentemente. Na mente limitada não há espaço nenhum. é ainda limitada. pág. (Idem. quando o homem tem espaço.não há liberdade. a entidade que diz “Eu fui”. técnicos. pág. esperanças e prazeres. Podem ambos reunir-se. Porque. II. se o centro existe e está a criar espaço. sem se apresentar tal ou tal opinião. esperanças. 86) Eu não sei se alguma vez hão pensado acerca do espaço. “burguesa”. (…) inimaginável.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Certo? Se você tem um centro e se move do centro para a periferia. não sua vivência. e os muros de resistência criados pelo pensamento com seu mesquinho e pequeno espaço. o pensamento. (El Despertar de la Inteligencia. visto que ele existe e só pode existir no espaço que o cerca.isto é. e o objeto existe por causa desse espaço.esse centro. do contrário. por conseguinte. o observador. ele não poderia existir. ou seja. 140) A libertação. seja ela longa ou ampla. a entidade que busca . Isto é. quando existe essa classe de espaço. 139-140) Ora. E este espaço. pág. em redor de si. pág. Isto é o que o cientista também está dizendo.krishnamurti. espaço imenso. o censor. e com isso mover-me em uma dimensão diferente onde um e outro possam operar? (…) (idem. enquanto existir um centro . esse “ego”. 84) Espaço indica vacuidade. e. às coisas que tenho acumulado. Onde existe o centro. (Viagem por um Mar desconhecido. portanto. (…) verdadeiro. o objeto. educada com muito esmero e. cheia de problemas. então há absoluto silêncio. Espaço indica “sem centro”.

conhecimentos (…) Não há espaço nenhum em nossa mente e.espaço infinito . só nesse espaço pode ocorrer uma mutação. sem o procurarmos. A mente em que não espaço é uma mente morta. Só nesse espaço pode tornar-se existente um novo estado. pág. se pode ver ou receber o imensurável. esse extraordinário espaço (…) Só é livre a mente em que há espaço sem objeto. (…) Não querermos referir-nos à distância entre a Terra e a Lua. neste mundo . 178) Há duas coisas que é absolutamente necessário compreender: a natureza do espaço e a natureza do silêncio. o espaço interior. portanto. a mente que está sendo limitada pelo seu próprio centro é incapaz de descobrir o que é verdadeiro. está presa numa armadilha. (…) esse espaço psicológico só pode ser compreendido quando há compreensão do observador. em que. de reação do conhecimento. nada disso traz a inocência.Seleta de Krishnamurti consciência. a consciência é sempre limitada. pertencem ao momento e não são para guardar na memória. Porque. (A Essência da Maturidade. de acumular. pág. pode salvar o homem. de encontrar aquela realidade imensurável. então. que não seja produto do ambiente. uma mutação de tamanha magnitude não pode verificar-se se a mente não estiver totalmente vazia. (…) (O Novo Ente Humano. porém ao espaço psicológico.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Por conseguinte. uma profunda revolução religiosa.org. se não há esse espaço sem limites. (…) Se hão perguntado alguma vez o que resulta de ter uma mente que. símbolos. um silêncio que possui uma energia imensa. portanto. de modo que nossa http://www. a mente é incapaz de descobrir. por conseguinte. não há liberdade. (…) Estamos repletos de barulhos. onde há resistência. Ela estará livre do sofrimento. da sociedade. só nesse espaço infinito é possível a criação. o amor. de acesso a uma altura. de uma mente completamente nova.. num “estado de amor”. sem um só movimento. opiniões.krishnamurti. (Uma Nova Maneira de Agir. e. 115) O espaço implica também o vazio. Uma revolução. (…) Assim. pág. pág. (O Passo Decisivo. vulgar. pág. não é (…) uma experiência. A mente necessita de espaço que é vazio. há um centro. pág. 158) Por conseguinte. Assim. 47-48) Necessitamos de uma revolução. incontáveis memórias. insignificante. e nós perguntamos “Por que não existe esse espaço? Por que nunca está a mente vazia e. Isolamento é uma forma de resistência. a morte e a criação constituirão a substância dessa mente. Se se “experimenta” esse estado. para que possa terminar o conflito. permaneça totalmente quieta. a Investigação desta questão do espaço é meditação. 138) Em seguida. 48) Uma vez livre dos problemas. (…) A meditação. se já alcançastes este ponto. por conseguinte. ocorre a criação. necessita-se de espaço interior. e que não registre senão aquelas coisas que são necessárias. porque é ela que faz nascer o indivíduo. E a compreensão do tempo. (A Essência da Maturidade. o intervalo de tempo-espaço entre o que é e o que deveria ser. nesse espaço vasto. de onde se está experimentando. Só nesse espaço pode verificar-se o movimento da mutação. (…) (Uma Nova Maneira de Agir. uma completa revolução. (A Suprema Realização pág.revolução psicológica. se nenhum espaço houver na mente. (O Despertar da sensibilidade. vereis que há um estado mental fora do tempo e do espaço. a liberdade. E quando há amor há beleza. E só essa mutação. Nesse sentimento de beleza. tal como o estado de experimentar. 1ª ed. Por “tempo” entendemos o “estado psicológico de adiamento”. e aos movimentos que faz dentro dessa armadilha chama “viver”. a idéia psicológica de progresso. 178) Ora. Olha sempre as coisas em conformidade com sua própria limitação. de todo controle. pois. é a investigação e descobrimento desse “espaço sem centro”. haverá espaço . de maneira natural. e não econômica ou social. 116) Tal é o pensamento. pág. de evolução.tanto na mente como no coração. cheia de espaço e de beleza nele existente?” (…) O isolamento cria seu espaço próprio. (…) do desejo cria. A mente em que não há espaço é uma mente estreita. E o que se vê e se sente. tagarelices. (A Suprema Realização. 35) Necessitais de mutação. das tensões. o sofrimento. o espaço é ilimitado. nada disso cria aquele vasto espaço de que a mente necessita. infinito. por conseguinte. pág. 1ª ed. da experiência. E. do centro de onde parte a observação. (…) do tempo e.

Por causa desse silêncio. pág. (…) (A Essência da Maturidade. ele deve funcionar no terreno do conhecimento. (…) Só a mente muito silenciosa é capaz de ver realmente. atento. nenhuma coisa nova poderia existir. no escritório. E nesse silêncio. pág. Mas. ou pela lufada passageira da experiência. reprimida. (…) Porque. há espaço . os nervos.que não pertence ao tempo. Toda a nossa vida é conflito. (Idem. portanto. estes são meramente o movimento do pensar e. há amor. nunca perturbado por barulho algum. por conseguinte. então. II. porém só pode fazê-lo com a mais alta inteligência. (A Suprema Realização.org. de ver realmente. Sabendo-se disso. obedecer. Nós necessitamos dessa mutação. Se só existe uma continuidade . O maquinismo do pensamento está incessantemente ativo. dele brota a ação. da estagnação.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 76) Vereis.não a distância de um ponto a outro. 171) Silêncio. pág.então nenhuma atividade. 30) Surge então a pergunta: pode o pensamento estar completamente silencioso e funcionar só quando é necessário . (…) (El Despertar de la Inteligência. e desse conflito derivamos energia. a “projetar-se” (…) . (…) Onde há silêncio não há ponto algum senão só silêncio. dele está perfeitamente cônscia. pág.no conhecimento tecnológico. 76) Vazio Mental. (…) a natureza interna se torne absolutamente silenciosa? (La Llama de la Atencion. 170) E. 33) Onde há silêncio. Beleza E temos também de investigar a questão do vazio. 33) Naquele silêncio há um movimento não constituído pela energia do conflito. dos conhecimentos. vivemos num perene dialogar com nós mesmos ou com outrem. infinitamente. só ele e nada mais promoverá a mutação total da mente. quando a mente compreendeu a total natureza do conflito existente no mundo e dentro em nós mesmos. por nenhum pensamento. da experiência e do tempo. nunca estamos em silêncio. e. Infinito. Como sabeis.que é tempo . e produz caos. que não está medido pelo pensamento (…) então existe algo que é totalmente sagrado. constitui o conteúdo da consciência. (Idem. (Idem. isto é. o conhecimento se torna um fim em si. se não houvesse vazio. imitar. pág. a aceitar comparar julgar. porém extraordinariamente vigilante. nenhuma ação decorrente dessa atividade. (…) Só a mente que compreendeu o espaço. Sentido. http://www. etc . mas também do cérebro. carecem em absoluto de valor. Criação Atemporal. não a mente que está a tagarelar. É ele o único “catalisador”. torturada. as células.Seleta de Krishnamurti psique. (…) O cérebro. pág.a tagarelar e tagarelar. Esse silêncio é que é “inocente” e. há espaços. ação jamais causadora de confusão e sofrimento. Não é o silêncio do sono. 116) (…) Há o silêncio da mente. (…) O pensamento. ou ajustar-se. que é resposta da memória. sã e judiciosamente pode ele funcionar no campo do conhecimento. há uma energia poderosa. tudo está em silêncio. que o amor altera imediatamente todas as ações da vida. pág. quando há espaço e silêncio . quando se fala. tanto mais lógica. não só do pensamento. por conseguinte. pág. (A Outra Margem do Caminho. agora. criaram-se várias formas de meditação. Quando na mente existe esse silêncio. a mente que conhece esse vazio. E esse silêncio tem a extraordinária energia do Universo. porque há espaço. 171) (…) De outro modo. pág.e o resto do tempo estar absolutamente quieto? Quanto mais espaço existe mais silêncio. (…) que se pratica.não o silêncio induzido. (A Suprema Realização. (…) E só a mente silenciosa é capaz de perceber.krishnamurti. condenar. pág. Quando vocês tenham passado por tudo isto (…) então nesse total silêncio há um movimento que é atemporal. só ela é capaz de completa quietação. (La Totalidad de la Vida. cumpre compreender também o que é silêncio. a mente que está sendo controlada. dessa compreensão nasce o silêncio. 160-161) Devido a que há espaço. porém um silêncio constituído de tremenda energia. pode produzir coisa nova.quando o pensamento funciona desde ali. existe o vazio e o silêncio total .

aprendendo. deveis aplicar-lhe vossa atenção completa. Por conseguinte. para podermos viver nesse estado de amor e de beleza. Só essa mente religiosa pode resolver os problemas e aflições deste mundo. cria espaço. é um “estado de ser” atemporal. (…) Quando a mente está a observar em silêncio e portanto está passiva. em que não há mais o experimentador. 91) Não há atenção sempre que há qualquer espécie de resistência. (…) jamais criará ilusões dentro de si mesma.krishnamurti.só nesse vazio há criação.apresenta-se um fato que não se pode expressar por meio de palavras. (…) se devotem a esse fim. (…) Por conseguinte. (Visão da Realidade.140-141) E agora . esvaziando a mente de seu total conteúdo. de silêncio. impende que vosso corpo. que tem o espaço da imensidade. em que não há conhecimento. torna-se presente. o silêncio. Então. pois. o viver neste mundo. 223) Pode um ente humano viver num estado mental tão ativo que seja vazio? Um tambor perfeitamente http://www. essa mente é sempre verdadeira. só essa é a mente religiosa. (…) Nenhuma ação é então geradora de conflito. só a mente religiosa sabe o que é o vazio mental. 1ª ed. isso não é silêncio. não dirigida pelo prazer. não é produto do pensamento. ele desce sobre vós. necessita-se de espaço. 78) Também. um êxtase não oriundo do tempo. Do silêncio vem a ação. é ordem. descobrireis por vós mesmos que se manifestará uma extraordinária energia. atenta. (…) A mente criadora é aquela em que se verificou uma total mutação. mas não constitui um fim em si. Na realidade. (Uma Nova Maneira de Agir.se a mente percorreu toda esta distância (e isso faz parte da meditação) . que nada tem de místico. “ser nada” não tem relação com “ser algo”. não podeis descobri-lo. (…) Já se compreendestes a consciência.Seleta de Krishnamurti (Viagem por um Mar Desconhecido. (A Suprema Realização. pág. (Idem. E só então. prosa ou espalhando tintas numa tela. pág.não escrevendo poesia. Só a mente que nenhum centro tem. Do mesmo modo. (…) (O Homem e seus Desejos em conflito. afinal. incontaminada. por conseguinte. nenhum centro tem e. A mente precisa estar vazia. Ele não é continuidade. as palavras que pronuncia. 88) Mas. desse vazio provém a sua ação. não se pode experimentar o silêncio.a mente totalmente vazia é criadora. por conseguinte. (…) se torna uma alegria. de vazio e de silêncio. podendo expressarse através de vários talentos e artes. sensível. pois não constitui o esvaziamento da mente. Se o tendes experimentado. A mente criadora está sempre vazia. (…) O fato “amor” não é a palavra.vazia. 204) A virtude. pág. A verdade real é uma coisa pura. da ordem. quando não tem problema algum. a mente de todo vazia . é possível a existência do Eterno. pág. a dualidade. O silêncio existe fora do campo da consciência. quando a mente está tranqüila. pág. acumulando . pág. é criadora . a qual não é o oposto da asserção positiva. e só a mente religiosa é criadora. pág. 87-88) A mente religiosa. pág. pág. (…) (Idem. e a questão da disciplina. Para vos tornardes cônscios de todo o conteúdo do que se vai dizer. para receber o Eterno. necessário para o recebimento do Eterno. (As Ilusões da Mente. A “mente vazia” não se acha num estado de vacuidade. A criação só pode verificar-se na negação. (…) (Idem. que não representa uma fuga à vida. Não se pode dizer: “Experimente um estado de silêncio”. isso significa que investigastes e descobristes por vós mesmo o que é espaço e o que é vazio. de inanidade: está extraordinariamente vigilante. Mas. o tempo. sem causar mais sofrimento. Então a vida. 140) (…) Só quando a mente está vazia. Se desejais compreender algo. Só nesse estado pode haver (…) revolução. há o nada. quando está vigilantemente passiva . Porque só nele pode haver uma energia completamente livre.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. de amor. “Ser nada” não é a antítese de “ser alguma coisa”. porque se acha num estado de observação. 141) (…) Só quando a mente se acha nesse estado vazio. Quando o “ser algo” cessa completamente. assim como não se pode experimentar o espaço e o vazio. (…) emoções. e compreensão da morte . o cultivo da mente ou do desenvolvimento da virtude não é importante. (…) mente. nesse estado extraordinário..só então existe aquele esforço criador. 140) A quietação. uma bem-aventurança que não é prazer.org. (Da Insatisfação à Felicidade. e o estado criador é uma renovação constante. surge o estado criador.

quando o percutimos. pág.é então que há criação. afinal. que rejeita (…). deveis conhecer a vós mesmos. nem por nenhuma forma de disciplina. (Idem. livre do tempo.krishnamurti. pode essa mente findar instantaneamente e tornar-se silenciosa? (Poder e Realização. for a criadora que se renova incessantemente. Esse estado é ação. nunca pode ser o desconhecido. é criadora. e não a mente abarrotada de informações e conhecimentos. pág. no afã de buscar. do poeta.que é coisa bem diferente da chamada “ação criadora” do músico.Seleta de Krishnamurti ajustado está sempre vazio e. 84) Porque.não a mera capacidade de escrever um poema ou pintar um quadro. Pode a mente ficar. o que é contínuo só pode mover-se do conhecido para o conhecido. não pode haver criação. assim como vos vedes num espelho. observá-lo.observá-lo. 58) (…) Só a mente que se “esvaziou” do conhecido. teorias.15) O problema. e. aquela renovação não compreensível à mente que está ligada ao tempo. é o estado em que a mente se acha em criação. enquanto o pensamento funciona. há criação. (…) de uma árvore. sempre a observar. 43) Ora. Somos criados com palavras. (…) (O Passo Decisivo. (…) do silêncio. 1ª ed. do qual o pensamento está ausente. existe algo. (…) E só nesse vazio há compreensão. desperto. dá o som adequado. pág. pág. (…) não é mera capacidade ou talento. modificá-lo. Esse estado. O que a mente cria então não interessa a si própria. 18) (…) Ora. essa mente sabe o que é a criação . Mas a mente vazia não está “em branco”. não a mente que está incessantemente ativa. (…) Nesse silêncio. A criação é um estado mental. Estão reagindo de acordo com seu condicionamento. simplesmente. vosso coração. que então compreendeis? Naquela atenção intensa não há pensar. p. dando ao que vedes extraordinária atenção. 15-16) A criação não é um estado de memória. a realização . com vossos nervos. ativa e livre. (…) idéias. pág. não devo afastar de mim todo e qualquer desejo de estado contínuo? Porque. não deve a mente ser capaz de investigação entusiástica e persistente? (Poder e Realização. porque se libertou de todo o seu condicionamento. Já notastes que. do pintor. é o resultado da continuidade. quando estais completamente atento. além da mente. volúvel. Já devemos ter tido momentos em que a nossa mente se achou muito tranqüila .org. 177-178) (…) Mas a mente atenta e silenciosa não tem visões. quando a mente está verdadeiramente tranqüila. Não a vereis. vossa mente.livre de padrões. e os hinduístas (…) de seus pequenos (…) e grandes deuses. (O Homem e seus Desejos em Conflito. (…) (Experimente um Novo Caminho. nesse silêncio. nesse estado. de constrangimento. É só quando estais desatento que começa o jogo do pensamento. O pensamento é contínuo. pág. Só a mente vazia pode ver com clareza. livre do conhecido. (Viver sem Confusão. essa mente que vagueia em todas as direções. Como pode a mente que se acha em criação estar interessada em si própria? Por conseguinte. cônscio sem escolha e. portanto. para descobrir se. que apenas nos estamos tornando cada vez mais atilados (…) mais instruídos. de onde se possa ver alguma coisa com clareza. Essa criação não é uma visão. que não é invenção da mente. há criação. é este: Pode essa mente inquieta. Essa criação não é contínua (…) (Idem. (O Mistério da Compreensão. pois. mas a ação criadora. 38) http://www. Destarte. e não alterá-lo. para poderdes compreender aquele estado mental. observar o processo do vosso próprio pensar . por conseguinte. mas o findar do pensamento não pode dar-se pela compulsão. a criação que vem de Deus. e não se está importando com a comunicação. conhecimentos. (…) Não é um estado em que a mente está ativa. para alcançar esse estado criador. há renovação. é o estado de novo. (Viver sem Confusão. e resta muito pouco espaço vago na mente. no qual a mente pode começar de maneira nova. qual tambor. pág. totalmente vazia? (…) É só “de dentro do vazio” que se pode ver a beleza da vida. da Verdade. renovação. para alcançar o “estado criador” . se não estiverdes vazio .84-85) Parece-me. exigir.espontaneamente tranqüila (…) Este extinguir-se do pensamento é renovação. alcançar. portanto. 178) O findar do pensamento é o começo da criação. e para o que tem continuidade não pode haver criação. vossos ouvidos. pág. por conseguinte. sempre a aprender e nunca acumulando. a expressão. que acumula. Os cristãos têm visões do Cristo. pág.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] .

A própria vida é criação. 29) (…) Por conseguinte. há criação. é o maior dos artistas. jan. não se baseia em idéia alguma. 66-67) (…) Expressando-o de maneira simples: quando ausente o “eu”. descobrir o que é criação.só então existe a ação criadora. (…) (A Arte da Libertação. e. nessa luta para ser. pág. há o estado criador. 20) Nosso problema. o escrever um livro ou poema. uma idéia. (Viver sem Temor. 88) Ora. A ideação tem de cessar. Isto não é verdadeira criação. Pelo contrário. ele tem de vir por si. quando não há mais uma entidade que acumula. para que surja a ação criadora. só então há possibilidade de criação. (…) E nesse estado de incerteza. (…) Porque o estado criador não pode ser chamado. 142) (…) Criação. A verdadeira criação é resultante dessa harmonia que é perfeição. mas de como fazer surgir aquele estado de criação que é a verdadeira individualidade. e nenhuma liberdade pode haver quando armazenamos cada experiência. não é uma idéia. só há criação quando a mente está de todo silenciosa . aí. nesse caso. Aquele estado. 38) Afinal de contas. necessito de visão muito clara. Somos capazes de inventar (…) .qualquer dessas coisas é necessariamente criação? Ou é a criação coisa inteiramente diversa. (…) é somente criação do “eu” na limitação. por conseguinte. encontramos o estado criador.uma máquina nova.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . 39-40) Nós não sabemos o que é ser criador. (…) não pode haver um estado criador. (Idem. Mas essa liberdade não é produto de disciplina. 40) O estado de criação. não há criação. pág. não é um conceito. A incerteza é essencial ao estado criador. que muito impende descobrir o que é ser criador. pois. pág. Notai que todo conhecimento. e (…) nunca pode perceber claramente o que é verdadeiro. E se é este o estado que procuro. (…) . o conhecido. interior ou exterior. escrever poesias. pág. Mas não virá se a mente não for livre. Embora eu habite com a morte. consiste em experimentar algo que está além da mente. nesse terreno. a morte e a criação andam “de mãos dadas”. significa edificar casas. naturalmente. independente da expressão? (…) Ou é a criação algo que em absoluto não provém da mente? (Viver sem Confusão. não encontramos. o “eu”. o “ego”. momentos de ausência do “eu”. há uma exagerada expansão do “eu”. não exige.Seleta de Krishnamurti Pode-se. o delicado equilíbrio da razão e do amor. porque aquilo que se acumula torna-se o centro do “eu”. pág. uma vez que vivemos no árido terreno do intelecto. (…) quando compreendo o processo total de mim mesmo.krishnamurti. pág. e a capacidade criadora só pode ser descoberta e compreendida.mas não pode haver criação quando não se compreende o amor. O amor não é memória. (…) Só a mente livre é criadora. quando a mente exige. Não pode haver ação criadora enquanto existir um padrão. a ação da vontade não pode encontrar nunca o que é real. que é estar livre do “eu” pois. pág. 1ª ed. (…) (Que Estamos Buscando?. ele é apenas uma continuidade do que foi. Deus não pode ser chamado. A acumulação não é criadora. pág. de 1930. obviamente. cessa . pág. pois. para a maioria das pessoas.quando não pode. Mas sua solução será a solução criadora? Ou. (…) (Boletim Internacional da Estrela. (…) Só quando o espírito se encontra num estado de correspondência com o desconhecido. pintar quadros. 17) Espero que me esteja fazendo claro. 38-39) Está visto. ou Deus (…)? Porque esse é o único fator que renova todas as coisas. que entendemos por capacidade criadora? A expressão de um sentimento. a vida. (Viver sem Confusão. A criação liberta a mente da mediocridade e da deterioração. a realização de uma descoberta. e. que é a Verdade. O amor. (…) E o amor não pode existir se não houver a morte de “ontem” e do minuto passado porque. não investiga? (Idem. o pintar um quadro . ele deve vir. (Viver sem Temor. (Uma Nova Maneira de Agir. Enquanto houver uma projeção da mente. e esse estado de criação não pode manifestar-se enquanto a mente está apegada a qualquer forma de segurança. jamais achar Deus.org. portanto. ela encontrará uma solução. pág. 67) http://www. pág. mesma. porque a criação nunca pode ser uma ideação. toda experiência fortalece a vontade. não é de como agir. (…) Dela depende a verdadeira liberdade. esta tem significação inteiramente diferente quando há criação. (Idem. não é temor. pois. Só quando cada movimento do pensamento é compreendido e. que não é isolamento.

nessa paixão. e por isso tal pensamento. um. A maioria das mentes visa a uma culminância. objetivo. (O Egoísmo e o Problema da Paz. com efeito. (…) da existência de acumulações? (O Egoísmo e o Problema da Paz. uma coisa muito simples. manifesta-se a capacidade de criação. paixão. quando ela funciona numa tradição (…) Enquanto existir tal limitação.pág. pág. está a limitar-se continuamente. sem beleza. que. perfeitamente cônscia do processo total do “eu”. mas conduz. (…) expansão do “ego”? O estado de potência criadora não significa estar livre do conflito. está ausente. condicionamentos. (…) (A Luta do Homem. nem resultado. é necessário extinguir-se a memória do passado. do permanente e do transitório. uma realização. pág. não haverá pensar criador. 142-143) Em momentos de intensa criação. (O Novo Ente Humano.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Nós Somos o Problema. Para a maioria de nós. seus objetivos e reclamos. 99) Só se manifesta a potência criadora. Ora. (Visão da Realidade. moldando-se pela idéia de sucesso. em qualquer degrau que seja da escala do vir a ser. pág. esse movimento do pensar criador não busca. 200) http://www. por certo ' a criação não é a mera expressão de um sentimento ou de uma técnica. pág. 137) Assim. uma grande beleza. 152) Isto é. 136-137) Será interessante considerarmos a questão do saber. então. é o que trazemos do passado que nos dá continuidade. e percebe a verdade aí contida. depende da mente que a verdade seja absoluta ou eterna. escrever um poema. (…) E virá apenas quando a mente. é liberdade. de condicionamento. (… ) (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. nem realização. com todos os seus preconceitos (…). pág. (…) é só na liberdade que há criação. 88) (…) A quietação da mente é. e. (…) Ele jamais atinge culminância ou objetivo. o pensar criador cessa quando a mente se debilitou pelo ajustamento. jamais achareis a Verdade. nunca está o “eu” livre para descobrir. só pode organizar-se para ser eficiente e sutil na sua positividade. (Idem. 152) (…) É só quando o “eu” desiste de vir a ser. compreende a significação deste e. Não aquiesçais para serdes livres. … Mas a mente que está cônscia de tudo o que se passa internamente. em tais momentos verifica-se uma ausência completa do “ego” e todos os seus conflitos. quando o pensamento-sentimento não está prisioneiro de padrão algum nem de fórmula nenhuma. 173) O conflito e a dor são necessários para que haja potência criadora? (…) Não é inevitável o conflito quando há vir a ser. por isso. pág. pág. Nesse estado de ausência do “eu”. (…) (Idem. é esta negação a forma suprema do pensar-sentir que é essencial para alcançarmos o estado de potência criadora. Há. (…) de grande beleza. a que a impele a influência.org. isso. e só nesse estado de quietude pode perceber-se a beleza (…) E. 47) Ora. e continuidade é aquiescência. sentimento criador. pois. O “eu” é resultado de aquiescência. por conseguinte. não há luta. porque é eterno o seu movimento. ou. gerar filhos. ao Atemporal? A potência criadora só pode ser conhecida depois de abandonado o plano horizontal. pág. traz-nos a potência criadora? Só há vir a ser e evolver no plano horizontal da existência. tal ajustamento. ela se encontra. ele só.krishnamurti. dos nomes. jamais vereis a Verdade. 172-173) Sabeis o que significa beleza? Só na total ausência do “eu”. pág. só 'essa mente pode saber o que existe além das palavras. (O Egoísmo e o Problema da Paz. Por outras palavras: quando há ímpeto criador. pode expandir-se dentro do próprio condicionamento. não mais o nutre de experiência. a palavra “criação” significa muito pouca coisa pintar um quadro. pág. (Novos Roteiros em Educação. na sua expressão. que se apresenta o Real. o que significa que o “eu”. haverá inteligência. da vontade. (…) (Idem. Para estarmos livres para descobrir. Percepção Criadora. bem como compreender o que é criação. é algo totalmente desconhecido. 99) (…) A acumulação. (…). pág. só ela. há uma tranqüilidade absoluta.Seleta de Krishnamurti (…) Mas a criação a que me refiro não é para dar-nos satisfação. 60) ~. de lembranças acumuladas. essa mente é atemporal.

quando o “eu” não existe. Pois bem vamos falar então da percepção.p200) Entendo por “criação” o “estado de ser” libertado do tempo. está desperta para todo o processo da consciência. Só pode haver percepção quando ela não está impregnada de pensamento. (…) A mente (…) que acumula saber. que é uma compreensão imediata de um problema ou das complexidades humanas.Seleta de Krishnamurti (…) Criação é coisa completamente diferente. pág.: Portanto. (O Futuro da Humanidade. (…) (O Passo Decisivo. sem perdermos de vista. Quando não há nenhuma interferência oriunda do movimento do pensamento há percepção.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . O vir a ser é conflito incessante. É isso possível? (Idem. No tempo não é possível o conhecimento do Atemporal (…) Consideramos o tempo como um meio de vir a ser. silêncio. (Tradicion y Revolucion. E muito simples. com todas as suas lembranças e seus motivos inconscientes. não é o Atemporal. pág.: Isso mesmo.há beleza. 84) Em primeiro lugar. (Da Solidão à Plenitude Humana. (Idem. (…) Olhar esse copeiro sem a prévia acumulação de preconceitos ou imagens psico1ógicas é olhar. e explicações são verdadeiramente prejudiciais.) (A Arte da Libertação.krishnamurti.(…) o observador é o resíduo do passado e por Isso não pode ver. 114) O presente é o Eterno. pág. isso não é percepção. (…) Parece-me. é incapaz de receber o eterno. pág. pág.. Clara.: O senhor disse que a mente é universal e não está localizada em nosso espaço habitual. espaço. Simples. (O Futuro da Humanidade. 77) (…) O atemporal só pode ter existência quando cessa a memória. estado que pode ser chamado a realidade. pág.. esse vir a ser é infinito. então _~ inteligência. (Nosso Único Problema. 72) … ) A mente silenciosa mas não silenciada só ela pode perceber o imensurável. que nasce da compaixão.. que através do tempo não se pode compreender ou captar o atemporal podemos então entrar no problema da memória?. aprender. (…) Nasce a sabedoria só quando há liberdade da mente. é possível ver sem observador. É um estado mental em que o pensamento cessou de todo. pág. o observador deve estar ausente. ou seja. Na tranqüilidade do presente está o Eterno. tornar-se consciente de.org. as definições. e. 154) (…) É quando a mente já não está acumulando. Direta Krish. 180) Krish. entretanto. quando você vê o copeiro. (…) quando se trata de investigar. que as palavras são necessárias para as comunicações. Se percebeis a verdade aí contida isto é. conducente à ilusão. que devemos estar bem cônscios de nossa escravização às palavras. Para expressar isso de um modo bastante simples.: O significado que o dicionário dá para “percepção” é.B. 92) Percepção Livre. 45-46) D. tem. um conceito prévio dele. Deus. e a mente que está tranqüila encontrará o atemporal. virtude. pág. pois. (…)A possibilidade torna-se uma teoria. 163) Krish. como pensar de maneira simples e direta. (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…)Se há de haver percepção. Instantânea. mas não é Eterno. porque é só neste estado que se pode produzir a correta transformação social e o bem estar total do homem. opera através do cérebro. parece-me esse estado de criação surge ao compreendermos isso que se chama saber.. que é o “eu” e o “meu”. 181) http://www. Só podemos entrar em contato com ela quando o “eu” não existe. Existe um ver sem preconceito? Só uma mente que não tem conclusões prévias pode ver. por nossos próprios meios. não é separada (…) Krish. (…) deixando tudo isso passar por ela sem a prender não se acha então a mente fora do tempo? A mente já não está livre da rede do tempo? (Poder e Realização pág.

(…) esposa ou marido. pág. (O Passo Decisivo. O pensamento é resposta da memória (…) Tenho descartado tudo isso. (…).krishnamurti. o ver diretamente. Só uma coisa ela exige. 13) Pois bem. no perceber está a ação de descartar. etc. 3536) (…)Assim. o cérebro já não é capaz de manter sua originalidade. (…) (Idem.Seleta de Krishnamurti Krish.org. pág. praticando auto-disciplina. (…) (A Importância da Transformação. meditando. de pronto. porque pensamos que a compreensão é questão de tempo. 185) Krish: (…) À parte do que têm dito os tradicionalistas. mas por este meio nunca seremos levados ao direto percebimento. não há percepção direta. 320) (…) Quase todos os homens são meros seguidores: consideram autoridade o criador de qualquer coisa e. não havendo compreensão do medo. quando a mente se torna cônscia. das influências. (Reflexões sobre a Vida. (…) (Da Solidão à Plenitude Humana. o “eu” é o passado.: O pensamento é conhecimento. 36) A compreensão não é um dom reservado a poucos. de modo que essa experiência seja verdadeira. o qual se há acumulado através da cultura. despojar-se desta crença.: Assim é que a formação de imagens e a conclusão são do passado. (Idem. Assim. 9) (…) Mas. da influência. vocês sucumbem. (Da Solidão a Plenitude Humana. os profissionais e as interpretações. ver. Podemos viver mil vidas. subjugando. sacrificando. de pronto. rendem-se. 181) http://www. pág. uma captação visual (…)? É um estado psicossomático ou é algo por completo diferente? (Tradicion y Revolucion.tornando-se escravos de uma idéia. vê a totalidade? (Idem. (…) cristão.(…) (Ensinar e Aprender. pág. 246) Krish. (…) Não há nenhum processo gradual de “aprender e perceber”. O percebimento ou experiência direta daquela realidade depende do tempo? (…) O percebimento pode ser imediato. pág. pág. 243) Krish. pág. de uma impressão. através da propaganda. pág. (… ) Quando a mente está comparando. tudo o que nos interessa aqui (…)é descobrir se a mente pode. são poderosos. mais conhecimento. da literatura. na forma de idéia. de pensar de maneira simples e direta. a fim de surja o percebimento direto. (…) (Idem. de acumulação de mais informações. por conseguinte. os nossos problemas crescem. não há um “eu” que observe (…) O “eu” é o observador. toda instrução. que é o conteúdo da consciência(…). começam a obedecer. imprimem na delicada estrutura cerebral a necessidade de obediência. 10) Isso é difícil para a maioria de nós. o qual só é realizável em plena liberdade. (…) nessa mente não há observador em absoluto. …) condicionamento.percepção que não é do tempo e. está ocupada. e não mera reação de nosso condicionamento como hinduísta. sem essa atividade mental? A atividade mental é sempre pensamento. 7) Agora. 140) É possível olhar.(…) budista. (…) A mente é livre. Ao conformar-se a um padrão de obediência. pág. e só pode aparecer a liberdade. de grandes recursos. e esta diz que isto é beleza. Não sei se já observastes vosso amigo. sem o observador? Assim é que descartamos a ambos: o objeto conhecimento. pois então se verifica a cessação desse condicionamento. pág. de seu condicionamento. pág. (…) E nos formulamos a seguinte pergunta: existe a percepção sem o conhecimento. de memória. (Idem. já não está mais carregada com o passado. pertencendo por completo ao tempo. independe do tempo. dissociar-se a si mesma da totalidade do campo? Ou há uma. olhando-o simplesmente. que é o percebimento direto. de comparação. insultos. altamente sensível. que é tempo.: Pode minha mente. Porque sentem que as autoridades sabem muito. não está quieta. invariavelmente. pois vem a todos os que se aplicam seriamente ao conhecimento de si mesmo. destituída de todo e qualquer conhecimento. portanto. Que acontece a vocês quando obedecem? Param de pensar.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas a compreensão nada disso exige. que significa a percepção? Que é perceber? È mero processo intelectual. Sempre olhais ou escutais a outrem com todas as lembranças de infortúnios. sem interpretação ou comparação. A percepção é instantânea. pág. Uma mente ocupada é incapaz de percepção simples e clara. o que estamos tentando averiguar (…) é se pode haver experiência direta.

86) Como enfrentar as coisas de maneira nova? (…)Ao apresentar-vos esta questão. percebimento. alerta. uma mente que está muito tranqüila. Você está aprendendo e agindo a partir do aprendizado? (…) Então o conhecimento se torna a autoridade. só há pensar criador. pág. porque aí está implícita a rotina. ela existe agora. não existirá então conflito no indivíduo. direto. e sem identificação. e tudo isso me embota pouco a pouco. mas somente a espontânea ação criadora da inteligência. ela deverá vir por si mesma. do cientista. você nunca será livre.não acumule conhecimento para agir mas olhe com visão direta (Insight) e aja. senhor. sem dúvida. profundo. a repetição. do “eu”. (Idem. pág. pág. silenciosamente. tranqüila. a aceitação da autoridade. porque a ação é. Nessa percepção passiva. alertado. (Exploration into Insight.krishnamurti. É essa percepção do conflito (…) que traz a liberdade. 1mparcialmente. 199) O abandono da personalidade. o problema é estar desperto. simples e compreensiva. pág. 153) Nessa condições. dos preconceitos de raça. não tenho necessidade de pensar: contemplo-a. a influência que a massa exerce por meio das tradições. (…)que não está sendo distraída pelo seu próprio pensar. examinar uma coisa. pág. No momento em que começo a pensar.org. olhe para a ação com a visão direta (insight). espontâneo. o abandono próprio. não pode elevar-se através do conhecimento. do sentimento e da ação. e que a compreensão vem unicamente a partir do estado de percepção alerta. arte de pensar. Nisso não há autoridade. algo muito interessante surge disto. seremos individualmente incapazes de ação clara. estais então passivamente cônscio.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. direta. (…) com passiva vigilância. e a percepção direta não se http://www. e não amanhã. atento. do arquiteto ou seja a do guru que diz “eu sei”. já me encontro num estado de distração que me desvia da coisa que desejo compreender. em nós mesmos. Holanda. seja autoridade do doutor.13-14) (…) Pois bem: se for esse movimento do pensamento claro. pág. E essa liberdade é eterna. 23-24) Krish. a própria expressão desse movimento vivo e criador. pág. não existe o tempo. (Idem. II. por conseguinte. a qual é a harmonia da razão. diz: “Olhe para isso diferentemente. (Idem. 27) (…) Quando desejo compreender. não há. contra a sociedade. Não podeis chamar a Realidade.Seleta de Krishnamurti K: Veja. dos ideais e das crenças a que nos entregamos consciente ou inconscientemente. pág. (…) O esforço justo consiste em estarmos cônscios desse conflito. (…) que se acha aberta. Não há técnica de pensar. nesse caso. 1936. vigilante. De maneira que recuso o estar alerta como “prática” e digo que só na relação posso compreender a dor. não se dá por ato de vontade. pág. qual é vossa reação? Se vossa reação é também nova. (…) Mas. (…) (Palestras em Ommen.: Portanto. 8485) Devemos compreender o esforço. Esse estado é atemporal. a tranqüilidade incondicional. o estímulo é compreendido diretamente. 85) Nosso esforço se despende em recusar ou aceitar. (A Luta do Homem.10-11) (…) Mas só podereis viver completamente quando tiverdes percepção direta. a ter idéias e opiniões a respeito da coisa. simples. (…) Agora vem uma pessoa e diz: “Olhe. dá-se uma experiência direta. em observarmos. desponta a Realidade.” E alguém como K.(…) (O Egoísmo e o Problema da Paz. (…) (A Renovação da Mente. pode olhar para o problema de maneira muito direta e muito simples. embotando-se o pensamento-sentimento nesse conflito interminável. (Da Insatisfação à Felicidade. por que é somente pela percepção correta que advém a tranqüilidade meditativa. a travessia para outra margem não é uma atividade dirigida (…) A Realidade apresenta-se na plenitude do silêncio e da sabedoria. (El Despertar de la Inteligência. agir de acordo com o conhecimento é uma prisão. Nesse estado. 153) Devemos ser capazes de discernir compreensivamente. Você está aprendendo ou está tendo uma visão direta (insight) disso? Aprender implica autoridade. há liberdade de pensar. para mim. Enquanto essas coisas nos dominarem. Existe um método para isso? (…) Não. não separados ou divorciados uns dos outros.

é o medo que impede a compreensão. em nossa vida.percebimento sem pensamento que produz a transformação. aumenta-se a tristeza e a confusão.um apetite a que se não soltaram as rédeas.(…) É relativamente fácil explicar uma determinada técnica. mas também o transcende. (…)do esforço nascido da memória. ao exame das minúcias. 30) (…)A mente que se entregou toda ao pensamento. (…) (Palestras em Adyar. (Palestras em Nova York. (…) Há o ato de ver e. índia. Essa mente pode perceber o verdadeiro. É uma mente morta. independe do tempo. urge compreender o que é “ajustamento” e o que é “desejo”. à discussão. (…) tem a percepção direta. lá fora. sem necessidade de palavreados. Como. Contato. etc. viva. porém requer. que a mente seja capaz de olhar as coisas diretamente. 11) A compreensão. (O Homem e seus Desejos em Conflito. pág. não é libertar-se da covardia.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . A percepção do fato cria sua própria ação. é ficar livre da covardia. 64) Mecanismo do Desejo: Percepção. a sensação. a sensação resultante desse ato. para compreendemos a nós mesmos. primeiramente. potente (…) Só esta mente está verbalmente livre. 92-93) Para se compreender(…) necessita-se de uma mente esclarecida. tem-se que compreender a vida profundamente. mente capaz de percebimento direto. sem argumentação. 146) É maravilhoso uma pessoa descobrir por si mesma o que significa compreender uma coisa imediatamente. completamente.krishnamurti. 1ª ed. e. fora dos limites do tempo. pág. pág. precisamos de um percebimento inteiramente livre de compulsão. Desejo é apetite não satisfeito. Em seguida. o contacto com o objeto que vimos e. (…) da experiência. para ver as coisas como são. essa extraordinária intensidade de percebimento .162-163) Cultivar a coragem quando não se é corajoso. E. (…) (Diário de Krishnamurti. por esse modo. completamente diferente da ação baseada na idéia ou no pensamento. A compreensão está sempre no presente. Já a mente que está de fato tranqüila é extraordinariamente ativa. pág. sem tendências pessoais. compreender a natureza e estrutura da covardia. Isto exige a mente alerta e percepção aguda. sensação e desejo.(…) (Experimente um Novo Caminho. O cultivo do oposto exige tempo. aí. Sensação. isso está sucedendo a cada instante. (…) O “ver” (perceber) é Instantâneo. isento de justificação ou condenação uma consciência tranqüila. nunca será capaz de perceber o que é verdadeiro. é liberdade. 1936. (A Suprema Realização. Madras. Nesse estado assiste-se ao desenrolar do pensamento e do sentimento. mas aqui necessita-se de uma mente que esteja livre.Seleta de Krishnamurti atinge através da escolha. ela não está tranqüila. mente capaz de examinar sem lhe dar o colorido de seu próprio condicionamento. (Nós Somos o Problema. E a http://www. e não o cultivo do oposto. (…) Esse “ver” é “explosivo”. A compreensão não é nada misterioso.mas não posta tranqüila . 14) (…) E. sem vestígio algum de temor. de linhas elegantes. contacto. depende-se de outrem para a compreensão. pág. em seguida a esse contacto. ver um fato como fato. (…) do conhecimento. Eddington. porém. em vez de tentar reprimí-la ou transcendê-la. às palavras. 1933-1934. empregando-se o correspondente vocabulário técnico. penso eu. com a mente tranqüila . Ela está na chama do apercebimento. 204) Por conseguinte. isento de cálculo ou raciocínio. Na maioria da vezes. à memória. pág. nunca no amanhã. pág. (O Problema da Revolução Total. O desejo é isto . sem preconceitos.dá-se-nos a possibilidade de descobrir aquilo que é atemporal. é agora ou nunca. 24) (…) Para experimentar essa liberdade. que é a harmonia da mente e do coração na ação. (…) Isto é. (…) Percepção. Desse ato de perceber pode-se passar à argüição. (O Novo Ente Humano. em seguida. (…) O “ver” não apenas vem do cérebro. pág.org. sem opiniões. mas é necessário ter. mas. se é indolente. um carro. Que é desejo? Como surge ele? Vejo. pág. (…)reluzente. essa sensação é o desejo. a percepção direta. não a mera aceitação de uma técnica. bonito. e discernir por si próprio o processo de criar e manter a ignorância e a ilusão.

não no próprio desejo. 44-45) Assim. contato. que busca seu preenchimento em vossa pessoa . no ente humano. isto é. Ele tem de aparecer. Por conseguinte. O desejo. o desejo se torna muito complicado quando se apresenta uma contradição. sensação. viria como uma reação. o ver. fortalece o desejo. Compreendido isso. ou um belo carro ou um homem poderoso . (…) (A Essência http://www. Isto é muito simples. que é que dá continuidade ao desejo? Eis o problema. ou ver um belo rosto. Tudo isso ocorre instantaneamente. (A Suprema Realização.gostaríeis de possuir aquela casa. Isto é. 35) Há. pág. e todo prazer exige continuidade. Vejo uma bela mulher ou um belo homem. sensação.(…) Penso. Mas. Vedes um belo carro . pois. (A Suprema Realização. dá-se continuidade à sensação. 34) Pode-se ver como nasce o desejo. dá-me grande prazer contemplar o por do sol. 45) Pode-se ver de maneira muito simples como o desejo surge e como se lhe dá vitalidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . ou de conduzir aquele carro sob os olhares admirados da multidão. o pensamento não só dá nutrição. “Praticai várias formas de disciplina reprimi-vos a fim de achardes Deus (…). essa contradição(…) (A Suprema Realização. contacto. (A Essência da Maturidade. e como continua? Vê-se como surge o desejo: percepção. em seguida. e a essa reação não seria dada continuidade pelo pensamento. Observai esse fato em vossa vida. não quero. tanto mais favoreço a sua continuidade. ou provar. ou sentir. tornando-o desejo. E (…) entra em cena o “eu” quero. tem o desejo significado completamente diferente. o pensamento dá continuidade ao desejo. (Idem. Percepção.ou numa certa idéia ou objeto.sensação: entra em cena o pensamento e diz: “preciso conservar isso” (…) O mesmo acontece em relação ao sexo. e a todas as outras formas de prazer. lhe dá continuidade. competindo. quero que isso continue”. em seguida a sensação. Há então o prazer do ver. O desejo apareceria e tornaria a desaparecer. compreender o que lhe dá substância.(…) Penso nisso. o pensamento. (…) Pode-se ver muito bem como nasce o desejo.(…) (A Suprema Realização. um belo carro. pois. pág. à dor causada pelo conflito. assim. prestígio. para fugirdes à contradição. E. Mas nesse preenchimento há uma contradição. continuidade. Começa então o pensamento a nutrir.que dá continuidade àquela sensação. a sustentar e a dar continuidade a esse desejo. Se não houvesse a continuidade do desejo. dando continuidade à sensação. visão. palavras. o desejo. daí vem certo prazer. pois desejais também preencher-vos em outros sentidos.o desejo de possuir . dizeis ser necessário reprimir o desejo. pág. Dessa maneira implanta-se na psique. e vem em seguida a sensação. pág. pág. (…) Apresenta-se. sustento. (…) O desejo. Gosto de vosso rosto. sexual ou trivial. Há primeiro a percepção. pois. como nasce o desejo.Seleta de Krishnamurti sociedade diz que deveis conter. pág. Assim. controlar ou sublimar o desejo. vem então o pensamento e me faz dizer: “Eu o quero. tendes um bonito sorriso. compreendê-lo. como uma reação. devo ajustar-me aos padrões da sociedade.org. não haveria a busca de preenchimento. 33) Que é. (…) Ora. Primeiro. e essa continuidade da sensação é o desejo. mas também. penso nesse prazer. a fim de subir mais alto que eles. sim. pág. Não é uma coisa muito complexa. tanto mais força dou ao desejo. gosto de uma certa coisa. (…) Vemos um belo rosto. e pensais nele. o perceber. o contacto e o desejo. porém no objeto por meio do qual ele busca preenchimento. e. guiar. criais em vossa mente imagens. O pensamento dá continuidade ao prazer. Depois. pelo pensar repetidamente nele. E o desejo se torna então prazer. porém. (…) (Idem. O lado religioso da sociedade diz. vem o contato. Como aparece esse desejo? (…) (Idem. não é importante reprimir o desejo. e.krishnamurti. moldá-lo. a contradição. tanto mais intenso ele se torna. Quero possuí-lo. que cria a sensação. pág. ao desejo. 35-36) Que é desejo. quanto mais penso. (…) Ver . percebe-se diretamente com os olhos. o ver. quanto mais pensais nesse prazer. símbolos. depois. por certo. 45) Tendes um prazer. E essa intensidade exige preenchimento. depois o contacto e. (…) Por conseguinte. intensidade. Mas. como resultado desse contacto. desejo? Vedes uma bonita casa. Mas. sublimá-lo. 35) Estamos vendo. batalhando com meus semelhantes. não há dúvida de que o pensamento dá continuidade ao desejo. começa com o ver.essa é a percepção. o pensamento intervém e diz que “isso” é bem agradável ou desagradável (…) Assim. urgência de preenchimento. de ser aquele homem de posição. pois. quanto mais penso nele. reprimir . depois o desejo . e a sensação resultante desse contato. se a coisa é bela. ou um homem de posição.

em que símbolos. com suas respectivas sensações . 117-118) Observo esse processo do desejo a funcionar em mim mesmo. em que há sempre o medo da frustração? Quanto mais frustrado me vejo. concorrência. o desejo (…) Primeiro. no seu todo. um centro em que não há espontaneidade criadora. a sensação e. pág. luta. e que esse processo implica resistência. Se souberdes escutar sem vos deixardes hipnotizar por palavras. pág. e esse centro é o “eu”. (Realização sem Esforço. ou se o desejo é produto da mente. do ansiar. (…) (La Llama de la Atención. 16) http://www. está identificado com aquele “eu” que deseja apegar-se ao que é agradável e afastar de si o que é doloroso. E a revolução só é possível no centro. por conseguinte (…) é compreender. (…) (Idem. palavras. imagens.org. E há. pág. conduzi-lo. (…) A seguir. 119) (…) O desejar “mais”. é o ver. e cada um deseja manter o prazer e livrar-se da dor. de contato com aquilo que não procede da mente. quiçá. Há percepção. mas podemos ficar livres do desejo? (…) Krishnamurti: Que é “desejo”? E por que separamos o desejo da mente? (…) Temos de compreender o que é o desejo. tanto mais força dou ao “eu”. vejo que há sempre um objeto para o qual a minha mente é dirigida.essa entidade não é desejo? Mas. que nasce da percepção. do contato. pois. fortifica o centro. (La Llama de la Atención. Depois. ou o racionalizamos vendo como surge. constituem o centro em torno do qual se formam todos os desejos. vedes um automóvel. sensação. 14-15) Como se origina o desejo? Pode-se dizer com segurança que ele nasce de perceber ou ver. Só então será possível a mente ficar naquele estado de criação em que o novo possa realizar-se constantemente. também. (…) Queremos reter o prazer e livrar-nos da dor. 92) Pergunta: Todas as nossas tribulações parecem provir do desejo. esse movimento do pensar é o começo do desejo.depois. Quando surge a sensação do ver ou do tocar. esse ansiar. ou fugimos dele. o pensamento constrói a imagem (…) Tão logo o pensamento cria a imagem. (…) A atividade dos sentidos tem de existir. a natureza do desejo. Que devo. há dor. 103) Se observo. Onde há desejo tem de haver conflito. tornando-a um centro morto do passado. isto é dor. momentos repentinos de criação. tentação e disciplina. mas é o desejo que cria as duas coisas. Temos de observar a natureza e estrutura do desejo. aspirações. que o desejo tem um significado completamente diferente. depois vem o contato. contato-sensação. objetos. idéias. o cultivo de símbolos. por sua vez. da memória. do esperar. e ver por que o desejo se há tornado tão extraordinariamente importante em nossas vidas. ou substituímos suas atividades. qual é a sua origem. A sensação é contato.tudo isso precisa acabar. pág. o desejo de possuir o carro. por fim. (…) Porém. e não na superfície (…) (Claridade na Ação.krishnamurti. contato e desejo. compreendereis o processo do desejo (…) (Idem. O desejo. fazer? (Idem.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . o desejo é uma força extraordinariamente poderosa em nossas vidas. o pensamento cria uma imagem dessa sensação. Enquanto houver esse esperar. e a mente se torna o instrumento mecânico desse processo. alegria. haverá aquele fundo de temor. há conflito. pág. em vez de perguntar como livrar-nos do desejo por ele nos trazer tribulações. uniforme. que mantém a mente numa rotina. (…) então. 15) Nosso problema. da sensação . da sensação. ao procurardes adquirir o carro. que. pág. hábitos.Seleta de Krishnamurti da Maturidade. em mim mesmo. ambições. determinado apetite ou ânsia. se formos capazes de olhar com atenção todo o campo do desejo (…) descobriremos. 122) Outra razão do temor é o desejo. do desejo. palavras. sem tendência ou motivo algum (…) O desejo origina-se na sensação. mas toda a estrutura do desejo. todo o processo do desejo. prender-me-ei ao agradável e rejeitarei o doloroso” . que é a manifestação do desejo. Ou o reprimimos. então. pág. 91) A observação tem de ser livre. em busca de mais sensação. esse processo mecânico. Isso sugere a pergunta: Que é conflito? (…) A entidade a que chamamos “eu” “ego” a mente que diz: “Isto é prazer. nasce o desejo. pág. pág. (…) Como nasce o desejo? (…) (Realização sem Esforço. sofrimento.não determinado desejo. Posso dissolver esse centro do desejo .

16-17) Presos nesse processo. Se é intenso o sentimento. Entendeis? Satisfaço o meu desejo numa certa direção. ansiedades de toda ordem. em nome da pátria (…) Há violência por toda a Terra. nem condenar. pág. A compreensão do “processo” do desejo requer muita inteligência. aspiração. 43) Eis a primeira coisa que importa compreender: o desejo não é em si contraditório. Mas. então. por conseguinte. fazer (…) é descobrir por nós mesmos a natureza do prazer. a esse desejo. temos de investigar muito profundamente. nem escolher. 203-204) http://www. os desejos surgirão.Seleta de Krishnamurti O desejo cria a contradição. porque a sociedade nos diz que devemos reprimi-lo. Mas. investigar. imperiosa a emoção. é algo que devemos afastar de nós. nas várias formas de preenchimento. mas também investigar o pensamento e o pensador . gera o esforço. ou estados. então. se não compreendemos o seu “processo” total. há sempre contradição. e essa luta cria dualidade. pág. há esforço. é que são contraditórios. ânsia não preenchida. e. E. Desejo ser um homem rico e ao mesmo tempo viver santamente (…) Muito mais difícil. se a mente puder compreender o desejo. ou o reprimimos. sem tentar afastá-lo de si. sofrimento.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . portanto. o desejo é apetite. ele não cria mais raízes na mente. mais tarde desejo satisfazê-lo noutra direção. porque requer extraordinária inteligência e compreensão. Não só temos de investigar o que é desejo e prazer. A questão. pois. requer clareza. pág. quando há prazer. por outro lado. pois. 43-44) Temos desejo. e a mente que é vigilante. e por isso tenta livrar-se do desejo. O desejo. para averiguarmos. mas. etc. (…) (A Suprema Realização. ver-se-á. 44) Mas. reação a um apetite. sim.org. veremos que. 44) O desejo. (…) O homem que deseje resolver o problema do sofrimento. pode compreender o desejo. busca preenchimento. porém. que o desejo acarreta desperdício de energia. por conseguinte. pois. E a essência mesma desse sofrimento é o sentimento de solidão. (…) se puder conhecer todo o campo do desejo. já não terão muita significação. e pôr fim ao sofrimento. Essas duas direções. o que lhe dá continuidade e. 17) Vamos. que não é ajustamento nem repressão. e. mas não terão mais “poder de choque”. em que nenhum prazer existe. religiosas. pág. 201) O que vamos. ou cedemos a essa ânsia. porém. Dessa contradição vem o conflito. não é de como dissolver o desejo. processo em que quase todos estamos aprisionados. (…) Eis por que é importante compreendamos. de compreendê-lo (…) Só a mente que não está ocupada pelo desejo. porque as religiões preceituam que devemos transmutá-lo. Desejo ser uma coisa e “reajo”. sentimos a contradição. (Idem. Com a compreensão do desejo vem a disciplina disciplina não imposta por ninguém. (Idem. seja em pensamento. a mente se tornará muito tranqüila. muito ou pouco. sem julgamento. que é.em que há também contradição. Se compreenderdes realmente isso. devemos observar-nos em ação. (Idem. pág. (…) onde o homem mata o homem em nome da paz. A compreensão do desejo. reação a uma sensação a que se deu continuidade pelo pensamento. na realidade. não gosta de viver em contradição. sem rejeitar. pudermos dar atenção ao desejo. no seu todo. porém uma disciplina inerente à própria compreensão do desejo. por conseguinte. há. seja em ato. talvez mesmo aí se encontre a verdadeira essência da contradição. vivemos num mundo onde há divisões nacionais. se. e a sociedade (…) e as religiões organizadas (…) (A Suprema Realização. Porque. (…) (A Suprema Realização. A mente que faculta terreno propício aos problemas nunca encontrará o que é Real. não está separada do desejo. tem de compreender essa contradição. Há nesse “processo” uma constante batalha entre o ente humano que quer compreender o desejo ou por ele se vê completamente dominado. Essa reação depende da intensidade do meu sentimento. o processo do desejo. pág. contradição entre os objetos de seu preenchimento. daí. idiomáticas. como sabeis. (…) (A Suprema Realização. pág.krishnamurti. descobrir o que é o desejo. (Idem. lutamos contra o desejo. há sempre a correspondente contradição ou não prazer e. E para podermos descobrir o que é o desejo. onde há conflito. sem avaliação ou condenação. (…) Porque pensamos que o desejo gera perturbações. a dor infinita que ele causa. e. pág. que a mente é desejo. é investigar o desejo e libertar-se do conflito que os objetos do desejo provocam. Como disse. o preenchimento é então quase imediato.

pág. E. Essa introversão da mente (…) é uma simples reação. e começar a compreender a sua índole. (…) Só quando cessa o http://www. a sociedade procura controlá-lo e moldá-lo. um permanente estado de paz. sofrimento. portanto. e nós necessitamos de uma espantosa soma de energia livre. (…) Mas isso não significa que devamos entregar-nos ao desejo. presentemente? Há uma energia dirigida para fora. e. ao seu ponto de partida. puder ficar quieta. O desejo. o desejo se recolhe e busca interiormente um estado em que não haja dor. terminou. sublimar ou controlar o desejo. o temor e o desejo criam o tempo. vereis então que. Esse retrocesso não é um movimento livre: é simples reação. pág. quando o reprimimos. pensamento. Releva. (…) e funcionar dentro dos limites da moral social. livre de qualquer movimento para o exterior ou para o interior. então. não reprimir. o qual procura ajustar-se. que já não nos resta nenhuma energia criadora. tornar-se-á mais forte. pudermos encarar. ela aumentará em potência.. e não aquele que ajusta. pág. (Idem. (…) Superficial ou profundo. em todas essas questões. 64) Um dos nossos maiores problemas é o referente à compreensão do desejo. e essa verdade cria seu movimento peculiar. do “ego”. de suposta religião. quando o desejo não é preenchido. sendo o desejo positivo. uma vez compreendido isso. em vez de procurarmos controlar. frente a frente. (…) a importância do “eu”. Não se pode reprimir uma doença. mais importa. (…) A tal ponto nos temos ajustado.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . e só o homem que tem essa energia criadora. nós vivemos pela sensação . dar atenção a ela. sem o emprego de compulsão. mas. tanto a resistência à dor como a busca do prazer dão continuidade ao desejo. para descobrirmos o que é verdadeiro. creio surgirá então uma ação de qualidade totalmente diversa.como acontece quando se reprime uma doença. pág. a qual é desejo. e volta para dentro.contatos. fazer tudo o que seja necessário. porque.a verdade. afinal. o fato que é o desejo. pois. só tal homem descobre o que é verdade. se essa energia que está permanentemente a dirigir-se para o exterior ou a recolher-se no interior. (…) (Visão da Realidade.krishnamurti. (Idem. e mais tarde nos atacará. pág. (Visão da Realidade. Se a reprimimos. então a disciplina terá uma significação de todo diversa. 157) Que estamos fazendo. essa energia cria sua ação própria. 111) Afinal de contas. a energia percebe o que é . destarte. (…) (Idem. há conflito e há temor.de onde surge o desejo. ele traz a dor ou o prazer que lhe são próprios (…) (A Suprema Realização. que não é movimento para fora nem para dentro. (…) (Visão da Realidade. daí resulta frustração. E. percepção. ajustamento. aquela energia dirigida para o exterior esbarra numa muralha de moralidade social. nesse mesmo processo a energia é diminuída e destruída. (…) Se. se cedemos ao desejo. canalizar a energia (…). essa descomunal iniciativa. e todo esse “processo”. pág. sim. moldar. 154) Examinemos com vagar este problema do desejo.Seleta de Krishnamurti Assim. dor. Nessas condições. e. criam-se os opostos. mas atualmente a disciplina é mero conflito. dominador. (…) (A Renovação da Mente. e. energia não disciplinada. l55) Nessas condições. etc. Estando imóvel. 160-161) O que estou expondo é um fato e não uma teoria ou mera idéia (…) Só há resolução quando aquele movimento de vaivém. do “ego”. pág. 156-157) (…) Quando o pensamento diz: Preciso reprimir. não cuido mais de reprimir o desejo. porque está livre do “eu”. disciplinar o desejo. puder imobilizar-se. sensação . (…) O que. potente. é a investigação do processo do nosso pensar . esse movimento da energia “para fora” e “para dentro”. sublimar ou transcender o desejo. é energia dirigida para o exterior. 158) (…) Mas. 160) Se isso tiver sido bem compreendido.org. no seu movimento para o exterior. (…) está destruindo a energia. (…) (Visão da Realidade. do desejo. pág. qual um rio. pág. a própria energia é a verdade. Porque. Por conseguinte. é o movimento do “eu”. disciplina e amolda os seus desejos. esse movimento para dentro é sempre uma regressão. o que é Deus.o que é autoconhecimento. A sociedade é produto desse mesmo desejo. temos de deixá-la declarar-se. ele inevitavelmente causa outros conflitos . (…) iniciativa. que esse movimento “para dentro” e “para fora” do desejo finde totalmente. essa energia é obstada. sob nenhuma compulsão.

deveis compreendê-lo. Porque a vida é um movimento e. quer não. pág. tentais preenchê-la ou escapar-lhe. digo. e. justo ou injusto. como verificareis. estais meramente adiando a compreensão da causa do sofrimento. (…) (O Homem Livre. porque o desejo continua ainda existente. e. um vazio que procuramos encobrir. então estareis realmente vivendo. mas o próprio estímulo a não ter essas coisas é. vivendo naturalmente. Não o podemos afastar com a simples vontade. pág. 35-36) Processo da Insuficiência. pág. e. 141) (…) Mas temos de ir bem mais longe. descobri qual a causa do vosso sofrimento. Só a mente livre é religiosa. 1933. na ansiedade. Se compreenderdes isso (…) então a vossa ação estará livre da limitação da escolha. o constante querer. energia que não é produto do pensamento. plenitude. quer não. daí não implicar discernimento. de um carro. uma forma de desejo. (…) Isto é. ou a ele ceder. E só essa energia pode alcançar o Altíssimo. porque a escolha tem por base a ansiedade. (Idem. (Idem. a vossa vida não produzirá discórdia porque a vossa ação surgirá da plenitude e não da carência. Assim. sendo consciente dessa vacuidade. a não ser com o abandono do desejo. Escolheis hoje o que vos dá maior satisfação. (Idem. 90) Mas a vossa escolha se baseia na sensação. sabedoria. que compreende todo esse “processo” e. (Idem. 90-91) Onde há escolha tem de haver conflito. (…) Dentro de nós.krishnamurti. 161) Por que somos torturados pelo desejo? Por que fazemos do desejo um instrumento de tortura? Há desejo de poder. desejo sexual. (…) evitar. contradições. Ilusão Esclarecerei em resumo o que tenho dito (…) Cada um de vós sois consciente de um grande vazio. Na chama da compreensão consome-se o desejo. E só a mente religiosa resolverá os nossos problemas (…) Só a mente religiosa.ajustamento. etc. não o podemos afastar com a negação. Mediante observação e compreensão tolerantes. pág. energia que não produz conflito. em si. toda aflição. Escolheis com o que preencher essa vacuidade. existe um estado de pobreza. por conseguinte. Só é possível dissolver o desejo com a percepção de suas múltiplas formas e expressões. desejo de fama. harmoniosamente (…) Se viverdes plenamente. poderemos transcendê-lo. energia que não é escrava do tempo. 91-92) Mas (…) a experiência. 140) (…) Reprimir o desejo. pág. desejo de dinheiro. Essa causa é. o que chamais escolha é meramente o vosso modo de fugir da vacuidade interna.nunca poderá ir mais longe. apresenta-se uma tranqüilidade cheia de riqueza.Seleta de Krishnamurti movimento. o contínuo ansiar que obscurece o discernimento. inteligência. e não é possível libertamo-nos da ignorância e da aflição. vitalidade.org. e a essa escolha chamais progresso ou experiência. tempo . (…) (Idem. ao vos verdes presos na rede do desejo. que é “gradualidade” (…) (A Suprema Realização. pág. é capaz de libertar aquela energia que é imaculada. Carência. pág. de uma posição. maior sensação (…) Portanto. a menos que a mente compreenda esse movimento do desejo . quer o sintamos conscientemente. (…) (Palestras na Itália e Noruega. para poderdes acompanhar esse movimento. pág. (Idem. uma vacuidade interna. assim. pensamento.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Ânsia. com todas as sua resistências. desejo de carro. o desejo de completar o vosso vazio interno ou dele escapar. porque a vontade é parte do desejo. ambas as ações significam a mesma coisa. nessa placidez.energia que não conhece ajustamento. sem dúvida. pág. há abundância de energia e não diminuição de energia. 39) Por conseguinte. é uma distração. Podeis reprimir o desejo de uma mulher. precisais de energia . um processo de afastamento de nós mesmos. 39) O desejo é a raiz de toda ignorância. é a mesma coisa. (… ) Mas. o conflito. porque esta é resultado dos opostos. quer o admitamos. o indivíduo sente em si http://www. em vez de dizer que ele é correto ou errado. desejo de posição.

(O Egoísmo e o Problema da Paz. Isto é. que promete dar-nos o entendimento e a satisfação decorrentes (…) (Palestras em Ojai.Seleta de Krishnamurti (…) um vazio. Isto é. ansiamos por segurança. e vós o quereis e o possuís. apegando-nos à propriedade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . recorremos a todos os meios e acabamos ficando presos nas experiências dessas fugas. pág. ao saber. Califórnia. uma insuficiência. o esforço para tornar-se alguma coisa. procuramos fugir a esse estado de vazio. à família. Correto Pensar. http://www. Califórnia. (…) (Idem. algo de atraente. não terá desfecho enquanto não compreendermos e transcendermos o anseio. o temor nutre a dependência. de carência e de aquisição. um temor incessante. pág. seja de pessoas ou idéias. não pode ser medida por nossa experiência. esse vazio. 6465) Utilizamos tais experiências como padrões (…) para encobrir a realidade. (Nós Somos o Problema. 166-167) Esse problema não é só de um indivíduo. a experiência se transforma num obstáculo à compreensão do “que é” (Idem. 65) Ora. 63-64) Quase todos estamos conscientes disso. pág. de comportamento. 58) Enquanto não houvermos compreendido isso. 1936. (…) A batalha incessante que se trava dentro de todos nós. pág. (…) A solução definitiva se encontra no libertar-nos do anseio. para fugir a isso. a solidão completa. pág. essa solidão. 1936. Esse processo é sempre auto-sustentador. pág. como se mantém pela ignorância. (…) Como hei explicado. existe um “eu” que carece (…) Vedes algo (…) o processo do “eu” é assim auto-ativo. sentimental e mentalmente desejamos estar abrigados e firmemente ancorados nas coisas. 115) O desejo engendra o temor.org. (…) compreendê-lo. Califórnia. 58) Vedes algo. (…) (Autoconhecimento. atração ou repulsão. esse processo contraditório do “eu” e do “não-eu”. (Idem. a carência será um processo infindável que impede o verdadeiro discernimento. carências e anseios. relações e haveres. e por isso as posses. donde surge o “eu”. o meu” (…) Criado pelo anseio. pelas tendências. e. (…) condicionamento. (Palestras em Ojai. e à qual chamamos vida. pág. nas idéias. Esforçamo-nos por nos amoldarmos à conformidade de um padrão. pág. Felicidade. nosso extraordinário senso de sermos nada.krishnamurti. 59) Por que motivo ansiamos possuir ou dominar? Não é pelo temor à insuficiência? Por sermos tímidos. 59) Essa carência é inteiramente diferente da busca. (…) O que é que está sempre em movimento de carência? O que é que está sempre ansiando. A carência indica vacuidade. haverá conflito e sofrimento. Está assim firmado esse processo de percepção. nas pessoas. as relações e a instrução se tornam extraordinariamente importantes . por isso. temos de afastar todas as fugas e enfrentar “o que é” . A essa fuga de nós mesmos chamamos de experiência. mas não nos agrada encará-lo de frente. (…) (Idem. ou Deus. um aniquilamento. ficamos face a face com nós mesmos. seu natural efeito é o insulamento. e haverá um constante lutar sem entendimento. 64) Enchemos. cheio de muitas ilusões. seja de coisas. é o desconhecido.já que sem elas nos sentimos perdidos. de acordo com um sistema particular de conduta. pág. (O Egoísmo e o Problema da Paz. através do desejo criamos em nós próprios um processo dual. com instrução. e. há em nós uma carência perpétua e um lutar perene pela satisfação a que chamamos “realidade”. pág. mediante seus (…) desejos e ações. pág. (…) Os meios de fuga (…) oferecem felicidade e. 132) Enquanto o anseio. Sem elas. pois todo pensamento humano se sente solitário. um proselitismo cego. apegar-se ou rejeitar. ao passo que a verdadeira busca conduz à compreensão profunda. pois. Mas a realidade. pág. não for compreendido. 58) Isso que está de contínuo ansiando é a consciência que se tornou perceptível sob a forma de indivíduo. procurando o atingimento? (Palestras em Ojai. (Idem. para atingi-la. 1936. ou ao nome. não somente ele próprio se expande. nas suas diferentes formas.nossa solidão. Existe uma percepção voluntária. tais como somos. (…) de aniquilamento.

Correto Pensar. (…) (Autoconhecimento. moldando os nossos pensamentos. 68) Não tem o nosso pensamento sua fonte na ansiedade? Pela percepção. e.. são apenas abrigos donde agimos. quer no sentido de sermos as pessoas mais importantes (…) ou de nos preenchermos interiormente (…) (Debates sobre Educação. pág. a exigências éticas e morais. se eles são contrariados. não realizar. percebereis que a ânsia. se começamos a compreender todas as características do desejo. e que o fundo de experiências acumuladas condiciona. 234-235) Buscar preenchimento é atrair a frustração. (…) (Idem. e. o desejo de encontrar a verdade última. se neles realmente pensais. dor e. (…) Enquanto o pensamento estiver preocupado com sua própria importância e continuidade pessoal. 118) Todos nós aspiramos a tornar-nos algo neste mundo ou no outro (…) interior ou exteriormente. não há mais a questão do preenchimento. Felicidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . mas pelo apercebimento constante do processo da ansiedade. a experiência é. tanto maior a pobreza íntima. pág. (…) O “eu” é insaciável e não há como satisfazê-lo. 1940. Mas vemos que ela é “acumulativa”.a série dos opostos. o “ego” que está sempre ansiando por preenchimento. (…) impulsos. pág. mais desejamos (…) Para a maioria de nós.org. dor e prazer. o sentimento de desespero. (…) solidão. por conseguinte. e nosso propósito é bem definido. como acontece com todas as sensações. mérito e demérito . ativo. não pela simples disciplina ou renúncia. assim como a possessividade por pessoas ou coisas. há conflito. paciência. (…) (Palestras em Ojai e Saróbia. sensação e reflexão. Se não compreendermos esses desejos. para a maioria de nós. pág. pois. sofrimento. e daí as tentativas de contínuo ajustamento a certas condições sociais. contato. Há sempre o sentimento de não completamento. 1ª ed. (…) Esse fundo está sempre ditando nossas ulteriores experiências. Expliquei como isso deve ser feito. a que chamamos de “preenchimento”. “o caminho da vida”.Seleta de Krishnamurti Quanto maior a dependência. tanto individuais como coletivas. Mas. há muitos problemas envolvidos nisso. e essa sensação é chamada preenchimento. Não há preenchimento do “eu”. ao desenvolvimento do caráter e ao cultivo de virtudes. amor possessivo e desejo de imortalidade pessoal. não há fim para a experiência. o pensamento se divide em gosto e desgosto. É o ” eu”. 133) (…) Dissemos que a ansiedade se exterioriza de três modos: pelo mundanismo. pág. essa carga acumulada de passadas experiências. a perfeição final que vos dará (…) certeza. a procura de um fim. de sucesso. conscientes e inconscientes. com a sociedade. Ao tornar-vos ativamente apercebidos do processo da ansiedade. pág. não pelo mero controle. no amor possessivo e na crença da própria continuidade. abrigos desenvolvidos pela nossa resistência. o processo do conflito. 118) Temos. procurais enriquecê-la. (Idem. o medo de não “chegar”. pág. ódio e afeição. (Palestra em Ojai e Saróbia. 67) Para transcender as condições que limitam o pensamento e o mantêm em constante conflito. Tornando-vos conscientes dessa pobreza. 68) Isso requer aplicação extrema. pág. em conseqüência. 71) A base do nosso pensamento é a ansiedade que cria o “eu”. (…) preenchê-la com conhecimentos ou atividades. queremos mais e mais experiência (…) (Idem. de insuficiência e. e o pensamento se expressa na vaidade mundana. todavia. ela http://www. Deus. (…) Naturalmente. (…) (O Homem e seus Desejos em Conflito. (Idem. uma busca perene de preenchimento. precisamos compreender a ansiedade expressa em nossas relações mútuas com outrem. divertimento ou mistério. porquanto nossos desejos nos estão sempre impelindo para determinado fim. por isso. vigilância constante. 1933. é incapaz de tornar-se apercebido de seu próprio processo. pág.krishnamurti. e por quanto mais experiências passamos. exuberante. sofre uma mudança fundamental. 72-73) Como disse. pág. tais como ganhar a vida. (Palestras na Itália e Noruega. A posse (…) faz o “eu” sentir-se poderoso. surge o constante desejo de conseguimento. Esses padrões e exigências. Não vemos possibilidade desse findar (…) Mas é o fundo de experiência que gera a ansiedade. 1940. mas tão somente o seu fortalecimento pela posse daquilo que ele cobiça. 115) Dessa idéia de a vida ser uma escola.

porque a inteligência. essas muralhas da autoproteção são criações da mente. precisais de recorrer a outrem. 83-84) É só quando a mente que se abrigou atrás das muralhas da autoproteção. ela própria. (…) suficiência ou preenchimento. conscientes dessa vacuidade. desse modo. não conseguireis o preenchimento. Assim. e esperamos por tal maneira atingir aquela plenitude. em vez de procurardes preenchimento. (…) (Comentários sobre o Viver. da filosofia. com a acumulação de experiências positivas. em face do conflito. para enriquecer nossas vidas. 115-116) Que acontece quando vos sentis incompletos? Procurais preencher a insuficiência. (…) (A Luta do Homem. 82) Nessas condições. se liberta de suas próprias criações. pág. não procurando substituí-la pela suficiência. títulos. para ser substituída por outra satisfação. (…) (A Luta do Homem. pela plenitude. põe-se a adquirir posses. capacitar-nos para dominar a desarmonia e o conflito.org. dos livros. na música. pensar e sentir são a mesma coisa. amor. a absoluta superficialidade de nossos pensamentos e sentimentos. e começamos. efetuamos nova divisão.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . Mas a desarmonia. na natureza. levanta essas muralhas de proteção abrigando-se atrás delas. nos ideais religiosos.da inteligência que. descobrireis então a causa da insuficiência. pág. é verdade. (…) e. não a acumulação. a vacuidade. e a inteligência. tem de haver insuficiência. e tendo separado a mente dos sentimentos. esperamos. (…) enriquecer-vos interiormente. incompletos. ela é aquilo que pensamos e sentimos. da falta de plenitude? E por causa dessa insuficiência assumem grande relevância os problemas do sexo e outros (…) Na plenitude. o preenchimento na arte. 177) (…) Estamos sempre lutando para ganhar uma recompensa. Isto é. pág. buscando o bom e rejeitando o mau. da beleza e do amor. Sendo o centro do “eu”. Isto é. pág. e julgais que para vos tornardes completos. não existe anormalidade. só a inteligência pode eliminar aquela vacuidade. a insuficiência promove separação entre a mente e o coração. onde existe plenitude não pode existir compulsão. é a harmonia perfeita da mente e do coração. verdade. diplomas. (Idem. que é ação? Bem considerada. assim. se compreenderdes o funcionamento de vosso próprio pensar e das vossas próprias emoções e. (A Luta do Homem. se fortalece o “eu”. pág. externais o belo na natureza. de vossos sentimentos. 82) Sempre que há intenso conflito. que é a própria inteligência. como já frisei. 81-82) Assim. 101) (…) Minha mente. pois. pág. que se pode chegar àquela delicada realidade. beleza. pág. realizar boas obras. das idéias. Isso é afastar-se cada vez mais da inteligência e. (Idem. Mas isso não vos dará aquela riqueza. 83) Como disse. viver vida nobre. que. pois. aperfeiçoar-se? (Claridade na Ação. (…) Mas. verificarmos o que é esse “eu” que quer tornar-se maior. para influenciarem e orientarem as nossas vidas. da literatura. na música. é plenitude. sua pobreza. (…) Mas. sendo insuficientes. e começais a rodear-vos artificialmente dessas expressões (…) para a aquisição de apuramento. da verdade. a adquirir. criareis ação pela inteligência. percebendo a sua própria insuficiência. (A Luta do Homem. às idéias e à experiência de outrem. na arte. 107) http://www. pág. (A Luta do Homem. Mas. E enquanto não tiverdes percepção de vosso pensamento. despertará então a inteligência. pág. Afinal de contas. (…) (Idem. pág. desse modo. Isto é. com essa ação. e por maior que seja a vossa atividade exterior. conhecendo a pobreza. separamos a inteligência da mente e dos sentimentos. 81) Mas. amor.krishnamurti. consciente da própria insuficiência. ocorre a busca de beleza. dependemos de outras pessoas.e põe-se a criar incentivos para si. vos tornardes atentos. que eliminará a insuficiência. progredir. um vivo sentimento de vacuidade. sobrevindo aquele sentimento de insuficiência e vacuidade. cultura e harmonia. a armazenar. concretizar nossa aspirações. separando a mente da inteligência . (A Luta do Homem. pág. 79) Por que existe essa idéia de posse? Não nasce ela da insuficiência. Não importa. que são a plenitude mesma.Seleta de Krishnamurti breve se apaga. para mim. portanto. a mente diz: “Preciso transformar-me” . pois. envoltos em conflito e desarmonia. grande desarmonia. para mim. se vos tornardes atentos pela ação.

posição. 1933-1934. em nós mesmos. 108) Ora. o que procuramos é só substituição (…) Só muito poucos indivíduos se dispõem a romper e a ver o que existe fora dessa coisa que chamamos vazio. em busca de algo com que preencher nosso vazio. 209-210) Podeis cultivar a virtude e praticar exercícios espirituais. precisamos compreender todo o processo da mente (…) Que é isso que chamamos solidão. de solidão. (…) nem por isso ela é transcendida. com o encobrirdes a vossa insuficiência. preencher-nos. exterior ou interiormente. 1935. de ideologias.org.krishnamurti. (O Egoísmo e o Problema da Paz. posses e vazio (…) Como haveremos de transcender essa solidão. estará finda a nossa busca. 108) (…) Vemos. 119) Pelo seguir um ideal ou uma modalidade de conduta. realizar coisas. esse algo (…) chama-se conhecimento (…) Julgamos que. Enquanto não se compreender a luta. Porque não sou nada. com a negardes. na maioria sabemos o que é essa solidão (…) . Uns tratarão de fugir dele por meio de atividades. pág. vazio. por que existe esse desejo de nos preenchermos? Como é óbvio. e por isso desejo máscaras. pág. mas. (A Arte da Libertação. através dessa idéia de progresso. em qualquer grau ou (…) nível que seja. ao fato evidente de que o conflito. vazio? (…) Ora. nunca se terá paz. pois. que a luta por “vir-a-ser” só se manifesta quando há insuficiência. (…) Quer dizer: por mim mesmo. em todos há essa batalha por “vir-a-ser”. (Palestras em Adyar. há de fato luta. interiormente. da seriedade. pág. e esforço é luta. interiormente pobre. pois. (…) seita ou (…) sociedade. temos o impulso a sentir-nos superiores. Índia. o desejo de preenchimento. a força impulsora do esforço. (…) de nos tornarmos alguma coisa. existirão enquanto eu não me compreender a mim mesmo. O desejo de preenchimento é o motivo. a perfeição não é a consecução de uma meta. pág. Por isso.essa solidão da qual estamos sempre procurando um meio de fugir. (Que Estamos Buscando?. surge quando temos a consciência de não ser nada. para usar em diferentes ocasiões: a máscara da superioridade e da nobreza.respeitabilidade.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . que é a causa do conflito e do sofrimento. de estímulos. pág. o sofrimento. (A Suprema Realização. (A Arte da Libertação. e. Até que seja transcendida (…). pág. pois. a máscara com a qual afirmamos procurar Deus. Voltamos. da ação (…) Por isso. pág. da emoção (sentimento). luto por tornar-me alguma coisa. luto para me preencher . superficial. 114) Bem. toda atividade provém do “ego”. de um ideal. porque sou insuficiente. 76) Para mim. (…) progresso.. entramos em luta.com uma pessoa. 193) (…) Essa contradição. Cônscios de que somos vazios. etc. 108-109) Quando somos inferiores. 1ª ed. tem de haver conflito e contradição. continuar. não pode dar-se o verdadeiro preenchimento. dá muito trabalho procurar uma coisa nova (…) Nessas condições. a perfeição é livre do tempo. 239-240) Enquanto o pensamento estiver todo interessado na sua própria melhoria. ser bons. (Palestras no Chile e México. portanto. de vazio. nasce daquele terrível sentimento de insuficiência. de vazio. (O Egoísmo e o Problema da Paz. pág. achando o que nos enriqueça a pobreza interior. não é resultado do tempo. ou para acumular coisas exteriores ou para cultivar riquezas interiores. uma idéia. essa pobreza interior? (…) Estamos satisfeitos com o que somos. é esta a condição atual de nossas vidas . (…) consciência de um vácuo. assim. e assim por diante. essa insuficiência. competição. vivemos a fazer esforços. esse vazio. mas não acharam um meio de o encobrir. (…) (Idem. pág. solidão. Os mais de nós estamos http://www. tornar-nos inteligentes. A perfeição é o preenchimento do pensamento. (…) transformação. outros estão conscientes desse vazio. um objeto. não desejamos (…) sair do “processo” de auto-enclausuramento. sou insignificante. de um vazio. realizar. pág. poder. ou o mendigo. (…) O encher esse vazio constitui todo o processo de nossa existência. (…) pobres. Tal é nossa vida: uma luta perene para “vira-ser”. ou submetendo-nos a uma autoridade. conquistar prestígio. pág. (A Arte da Libertação. 124) Ora. ou a (…) dona-de-casa. domínio. seja ela a de uma religião. para se sair do estado de solidão. vazio. Seja o diretor de (…) empresa.Seleta de Krishnamurti (…) Sempre que há desejo de preenchimento. do absoluto. 210) Estamos. e só por meio do preenchimento se encontra a beatitude da verdade. (Idem. senhores.

Isso exige grande inteligência. a vida se torna pesada e árida. não procureis um caminho. nessa chama de apercebimento. na atração ou repulsão. Por conseqüência. a nossa ação é um esforço constante. em lugar de combatermos esse vácuo sem esperança. todos esses obstáculos desmoronam porque os penetrastes. portanto. 27-28) Para a maioria de nós. Então podereis perceber diretamente. a idéia de evolução implica uma série de consecuções. (…) Então. e esse esforço está sempre voltado para a segurança. pág. 29-30) Ora. mas antes verificar qual a sua causa. na idéia de penetrar mais e mais no essencial como resultado da escolha constante. E quando há vacuidade. 31-32) Iluminação. pois nunca o podeis preencher.Seleta de Krishnamurti cônscios dessa pobreza interior. isto é. pág. Toda a estrutura do nosso pensar está baseada nessa idéia do progredir e do atingir espiritual. um método. quando de tal modo consideramos o crescimento ou a evolução. e esse temor cria a contínua consciência do que chamamos “eu”. pág. 125) (…) Portanto. (…) Para a maioria de vós. Escolheis porque não gostais disto e gostais daquilo (…) Ou temeis algo e dele fugis. porém sim essa grande inteligência que desperta quando defrontais a http://www. 1935. pág. em virtude de nosso próprio condicionamento. Para a maioria das pessoas. esforço é apenas escolha. a fazer um esforço. tem o indivíduo de estar por completo aberto à vida. aquilo que é verdadeiro. (Palestras na Itália e Noruega. naturalmente as nossas ações nunca são completas. tal como se dá quando vos achais enamorados. digo. essa insuficiência força-nos a escolher. (…) Mas. está a realização do eterno. Plenitude Criadora Como há de o indivíduo viver de modo que a ação seja preenchimento? Como pode o indivíduo enamorar-se da vida? Para enamorar-se da vida. se vivemos sob essa concepção. perdemos o entusiasmo (…). não se trata de preencher o vazio. 33-34) Assim.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . (Idem. então. (…) Quando nos tornamos apercebidos desse estado. e. Rendição do “Eu”. Tendes. não informações ou conhecimentos. e. de estar enamorados da vida. por que escolheis? (…) Digo que essa necessidade de escolha existe enquanto se está consciente da vacuidade ou do isolamento interno. pág. (…) obter o preenchimento. é preciso ter a mente livre. há temor. (…) (Idem. no temor (Idem. 31) Ora. (…) A vacuidade aparece quando a ação se origina de escolha. sempre subindo. Não há método nem caminho para a verdade. Holanda. isento de quaisquer reações autoprotetoras. 30) A maior beatitude . nessa harmonia da mente e do coração. pois. infinito. 1933. para pensar criativamente. a nossa ação escraviza-nos. e nessa plenitude. A vossa ação será assim oriunda da plenitude e não da insuficiência da segurança. (Palestras na Itália e Noruega. 31) Existe a vacuidade enquanto a ação é baseada na escolha. surgem as perguntas: “Como posso preencher esse vazio? Como posso desembaraçar-me desta solidão. consecuções surgidas da contínua escolha entre o que chamamos não-essencial e essencial. estão sempre crescendo do mais baixo para o mais alto. incessante.krishnamurti. sem nenhum conflito de antíteses. no agrado ou desagrado. a ação é baseada em atração e repulsão. pág. a questão não é saber como preencher esse vácuo. avançando. quando há essa busca de segurança. para viver com grandeza. chamamos evolução. (Idem. sem escolha.org. ponderarmos profundamente as causas da frustração. dessa insuficiência interior. pág. deste sentimento de insuficiência? Para mim. pág. a rica compreensão da vida. (…) A essa série de consecuções contínuas. (…) (Palestras em Ommen. 58-59) O que estou dizendo é que. 1936. pág. dá-se aquela mudança vital que é preenchimento. Naturalmente.e isso para mim não é mera teoria .é viver sem esforço. (Idem. resultantes da escolha. mediante a compreensão profunda das limitações que a deturpam e frustram (…) (Palestras no Chile e México. 1933.

plenitude. por meio de um profundo e completo preenchimento. (…) tem de haver dualidade. por meio de escolha. pujança de ação. Trata-se de uma vaidade delas. com esse vazio. não fugindo. Existe uma realidade que só pode ser compreendida por meio de um profundo e verdadeiro preenchimento. (…) Esse fundo de idéias tradicionais impede a compreensão completa da vida e. mas (…) no querer e no temor. (Palestras na Itália e Noruega.org. por esse modo. pág. 1935. e. 64) Antes de podermos compreender a riqueza e a beleza do preenchimento. pág. surge a realidade criadora. que é a vida mesma. deve a mente estar livre do fundo de idéias da tradição. se o observarmos. isto é. pág. (…) Pelo pensamento claro. mas só conheceremos o êxtase desta ação não impedida quando a mente estiver a si própria se renovando por meio do preenchimento.krishnamurti. será acaso a iluminação (…) uma questão de tempo? (…) Será um processo gradual. nem na compulsão. pág. e. há vida criadora. (…) Antes (…) compreendamos o que queremos dizer por evolução: um movimento contínuo. 30) Agora. que acontece quando afastais isso e escolheis aquilo? Estais buscando o vosso agir simplesmente na atração ou repulsão. Só nesse estado de tranqüilidade. 1935. quando nos deixamos ficar com essa insuficiência e a compreendemos plenamente. quando a mente e o coração estiverem por completo vulneráveis em face da vida. determina confusão e sofrimento. 77) (…) Agora. por isso. (Perguntas e Respostas. que acontece? Ficamos com essa solidão. (Idem. sem nenhum desejo de evitá-lo. 109) (…) Só quando estiverdes cônscios da insuficiência interior. veremos surgir um estado criador completamente isento de luta e de esforço. (…) de evolução. se o olharmos bem.Seleta de Krishnamurti vida abertamente. pág. e ficardes com ela. Podeis pensar ter escolhido o essencial. 54) Pretendo ajudar-vos (…) a atravessar a corrente do sofrimento. Consecução é uma finalidade. completamente. que é nosso vazio. para mim. (Idem. pág. isto é. perseguindo sempre maiores consecuções. veremos surgir um “estado de ser” no qual cessou toda a luta. (…) (Palestras no Brasil. a inteligência criadora. (…) Enquanto escolherdes. do hábito e do preconceito. para o que chamamos de essencial. criais opostos. 1933. de atividade. (Palestras em New York City. a ação é infinita. (A Arte da Libertação. mas. mas que vem com a compreensão do “que é”. ela meramente cria http://www. 60) A realização da verdade vem somente quando há plenitude de ação sem esforço. nem na imitação. eis como atravessaremos a corrente da dor e da tristeza. É como se alguém dissesse: “Eu sou realmente humilde” (…) A verdadeira humildade não é o oposto de vaidade. só então descobrireis uma tranqüilidade extraordinária. da confusão e do conflito. como o entendimento é sem escolha (…) (Palestras na Itália e Noruega. pela ação inteligente. (…) Então você pergunta: o que é essa iluminação suprema? Uma mente que não possui nenhum conflito. pág. Esse preenchimento não se encontra na auto-expressão egoísta. a única coisa que traz felicidade. não estão. 103) Desejo diferençar o agir do conseguir ou atingir. 50) Preocupamo-nos com a ação a todo instante do dia. se não fazemos esforço para fugir. pág. mas aceitando-a integralmente. de realização. que não resulta de luta alguma (A Arte da Libertação. pois no momento em que dizem: “Estou iluminada”. se aceitarmos o que é. com a aceitação desse vazio. 110) Assim. ao passo que. onde há escolha não pode haver discernimento. pág. e não por procurardes vencê-los (Coletânea de Palestras. (Palestras no Chile e México. A criação é sem escolha. (…) não produzida artificialmente. (…) de tempo. Esse estado de ser é o estado criador. (…) Somente quando cessa a escolha há libertação.br/?q=book/export/html/538[17/09/2010 13:25:12] . pág. O esforço só existe enquanto desejamos evitar o vazio interior. de movimento. 109) Mas quando há compreensão do que é. pág. como a vida é sem escolha. nenhuma sensação de luta. nossa insuficiência interior. E a cessação do esforço vem através do estardes alerta contra os obstáculos. 64) Pois bem. a transformação gradual? (…) As chamadas pessoas iluminadas não são iluminadas.

fabricando. devemos compreender o processo da experiência e perceber como a mente está sempre tirando da experiência lições que se tornam seu guia. O mero acúmulo da experiência. que é pensamento. sem a divisão de múltiplas carências. com seus motivos e sua corrupção. 61) (…) Enquanto a mente está ativa. pág. a ação brota de vossa própria plenitude e em tal ação não há escolha e.krishnamurti. pág. (Palestras na Itália e Noruega. a única coisa necessária é que a men