PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSO

Manutenção e Reparo de Bombas

PETROBRAS ABASTECIMENTO A LAN K ARD EC P I NTO
GERENTE EXECUTIVO DE ABASTECIMENTO – R EFI NO

R ONALDO U RURAHY H EYDER BORBA
GERENTE GERAL DE EQUI PAM ENTOS E SE RVIÇ OS DO ABASTECIM ENTO

M ANOEL M ARQUES S IMÕES
GERENTE DE TECNOLOGIA DE EQU IPAM ENTOS

R OGÉRIO

DA

S ILVA C AMPOS

CONSULTOR SÊNIOR – TECNOLOGIA DE EQUIPAM ENTOS DINÂMICOS

I VANILDO DE ALMEIDA SILVA
GERENTE DE RE CURSOS HU MANOS DO ABASTECIMENTO

Rio de Janeiro 2006

Manutenção e Reparo de Bombas
© 2006 Getúlio V. Drummond
Todos os direitos reservados PETROBRAS Petróleo Brasileiro S. A. Avenida Chile, 65 – 20º andar 20035-900 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 3224-6013 http://www.petrobras.com.br

A publicação desta série é uma edição da PETROBRAS PETROBRAS Diretoria de Abastecimento

PROGRAMA DE ATUALIZAÇÃO PARA MECÂNICOS DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS
Alinhamento de Máquinas Compressores Mancais e Rolamentos Manutenção e Reparo de Bombas Purgadores Redutores Industriais Selagem de Bombas Turbinas a Vapor Válvulas Industriais

Sumário Lista de figuras Lista de tabelas Apresentação Introdução 7 13 15 17 Unidades e suas conversões. propriedades dos líquidos e tabelas 19 Comprimento – l 19 Massa – m 21 Tempo – t 21 Temperatura – T 22 Área – A 23 Volume – V 24 Velocidade linear – v 25 Velocidade angular – w 27 Vazão volumétrica – Q 28 Aceleração – a 29 Força – F 31 Trabalho ou energia – T 33 Torque – Tq 34 Potência – Pot 35 Massa específica – 36 Peso específico – 38 Densidade 40 Pressão 40 Viscosidade – ou 51 Pressão de vapor 54 Rendimento – 56 Equação da continuidade 57 Teorema de Bernouille 58 Tabela de tubos 61 Letras gregas 62 Prefixos 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 5 Pense e Anote .

NPSH disponível e NPSH requerido 117 Recirculação interna 135 Entrada de gases 142 Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba 144 Curvas características de bombas centrífugas 152 Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga 162 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga 165 Forças radiais e axiais no impelidor 170 Bombas operando em paralelo 177 Bombas operando em série 184 Correção para líquidos viscosos 187 Lubrificação 191 Acoplamento 206 Seleção de bombas 210 Análise de problemas de bombas centrífugas 213 Dados práticos 235 Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas Bombas alternativas 259 Bombas rotativas 263 Bombas centrífugas especiais Bomba auto-escorvante 274 Bomba submersa 274 Bomba tipo “vortex” 274 Referências bibliográficas 161 257 273 275 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . carga ou head 107 Cavitação.Bombas 67 71 Pense e Anote Recebimento da bomba Preservação 73 75 Instalação e teste de partida Classificação de bombas 83 Bomba dinâmica ou turbobomba 85 Princípio de funcionamento da bomba centrífuga 91 Aplicações típicas 95 Partes componentes e suas funções 96 Impelidores 100 Carcaças 104 Altura manométrica total (AMT).

Lista de figuras FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 – Escala de temperaturas Celsius e Fahrenheit – Áreas de figuras geométricas – Volume dos sólidos 22 23 26 24 – Velocidade de deslocamento de um líquido – Velocidade angular 27 FIGURA 6 – Vazão numa tubulação 28 FIGURA 7 – Aceleração centrífuga 30 FIGURA 8 – Força centrífuga 32 FIGURA 9 – Trabalho realizado 33 FIGURA 10 – Torque 34 FIGURA 11 – Massa específica do cubo 37 FIGURA 12 – Peso específico 38 FIGURA 13 – Penetração do prego 41 FIGURA 14 – Macaco hidráulico 41 FIGURA 15 – Pressão atmosférica 43 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 – Pressão absoluta e pressão relativa (manométrica) – Pressão exercida por uma coluna de líquido 44 45 – Vasos com formatos e áreas de base diferentes e com pressão igual na base FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25 FIGURA 26 FIGURA 27 – Coluna de Hg – Tubo em U 46 47 48 50 52 55 55 57 – Coluna máxima de água com vácuo – Diferenças de viscosidades – Pressão de vapor 54 – Curva da pressão de vapor – Pressão de vapor em função da temperatura – Escoamento de um líquido numa tubulação – Teorema de Bernouille 59 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 7 Pense e Anote .

desprezando perdas – AMT de 80m fornecida pela bomba para a vazão de 90m3/h – Perda de AMT devido ao desgaste interno da bomba – Curva de pressão de vapor d´água 118 FIGURA 56 – Curva de NPSH requerido pela bomba 119 FIGURA 57 – Cálculo do NPSH disponível 121 FIGURA 58 – Curva de NPSH disponibilizado pelo sistema ABASTECIMENTO 122 8 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 28 – Energia cedida pela bomba 60 75 Pense e Anote FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 – Grauteamento de uma base de bomba – Chumbador e luva 76 77 78 86 86 87 91 – Nivelamento transversal da base na área do motor e longitudinal da bomba FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36 FIGURA 37 – Chanfro de 45º na base de concreto e no graute – Turbobomba com os três tipos de fluxo – Bomba regenerativa e seu impelidor – Tipos de bombas centrífugas segundo a norma API 610 – Disco girando com gotas de líquido – Esquema de funcionamento de uma bomba centrífuga 91 92 93 96 FIGURA 38 FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 – Variação de pressão e velocidade – Variação da pressão e da velocidade no interior da bomba – Difusor 94 100 101 103 103 – Corte de uma bomba centrífuga tipo em balanço – KSB – Partes do impelidor – Classificação do impelidor quanto ao projeto – Velocidade específica FIGURA 44 FIGURA 45 FIGURA 46 FIGURA 47 – Classificação dos impelidores quanto à inclinação das pás – Classificação dos impelidores quanto ao tipo de construção – Classificação dos impelidores quanto à sucção – Tipos de carcaças 104 105 106 106 FIGURA 48 – Bomba com carcaça partida axialmente (BB1) e verticalmente (tipo barril – BB5) FIGURA 49 – Bombas com carcaças partidas verticalmente (BB2) – Com indutor de NPSH e de multissegmentos (BB4) FIGURA 50 FIGURA 51 FIGURA 52 FIGURA 53 FIGURA 54 FIGURA 55 – Curva característica de AMT x vazão – Levantamento da AMT 108 113 114 115 109 – AMT igual a H.

Pense e Anote FIGURA 58A FIGURA 59 – Bomba operando sem e com vaporização 123 – Cavitação – NPSH disponível e NPSH requerido para uma dada vazão 125 128 129 130 131 135 138 133 FIGURA 60 FIGURA 61 FIGURA 62 FIGURA 63 FIGURA 64 FIGURA 65 FIGURA 66 FIGURA 67 FIGURA 68 FIGURA 69 – Curva de AMT x vazão de uma bomba cavitando – Determinação do NPSH requerido – Vazão máxima em função do NPSH – Implosão das bolhas de vapor com arrancamento do material – Impelidores com desgaste devido à cavitação – Teste de recirculação interna realizado numa bancada de teste – Recirculação interna na sucção 137 139 141 143 – Variação da pressão de sucção e da descarga com recirculação – Vazão mínima do API 610 em função da vibração – Região de danos no impelidor 140 FIGURA 69A FIGURA 70 FIGURA 71 FIGURA 72 FIGURA 73 FIGURA 74 FIGURA 75 – Determinação da vazão mínima de recirculação – Entrada de ar e formação de vórtices por baixa submergência – Curva do sistema – Ponto de trabalho 144 145 146 147 – Recirculação da descarga para a sucção – Variação do ponto de trabalho por válvula de controle – Variação da curva da bomba com o diâmetro do impelidor ou com a rotação 148 149 150 153 151 154 155 158 FIGURA 76 – Modificação do ponto de trabalho por meio de orifício restrição no flange de descarga FIGURA 77 FIGURA 78 FIGURA 79 FIGURA 80 FIGURA 81 FIGURA 82 FIGURA 83 FIGURA 84 FIGURA 85 – Variação de vazão ligando e desligando bombas – Controle de capacidade por cavitação – Curva típica de AMT x vazão de uma bomba centrífuga – Curva de rendimento de uma bomba centrífuga – Curva de potência de uma bomba centrífuga – Curva característica de NPSH requerido x vazão – Cálculo de NPSH disponível 159 161 – Curvas características por tipo de bomba – Variação do NPSH requerido em função do diâmetro do impelidor 163 165 167 FIGURA 86 FIGURA 87 FIGURA 88 – Novo ponto de trabalho com mudança de diâmetro – Pontos homólogos obtidos com a mudança de rotação – Curva de AMT x vazão 167 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 9 .

FIGURA 89 FIGURA 90 FIGURA 91 – Curvas AMT x vazão para diversas rotações – Esforço radial com voluta simples – Esforço radial com dupla voluta 169 170 171 171 Pense e Anote FIGURA 92 FIGURA 93 – Força axial no impelidor sem anel de desgaste – Esforço axial em um impelidor de simples sucção em balanço 172 173 174 174 FIGURA 94 FIGURA 95 FIGURA 96 FIGURA 97 FIGURA 98 FIGURA 99 – Impelidor com pás traseiras – Impelidores em oposição cancelando o esforço axial – Equilíbrio axial com tambor de balanceamento – Balanceamento axial por meio de disco – Disco e tambor de balanceamento – Esquema de bombas em paralelo – Curva de operação em paralelo FIGURA 100 FIGURA 101 FIGURA 102 FIGURA 103 FIGURA 104 FIGURA 105 175 176 178 178 179 180 182 – Variação da vazão com diferentes curvas do sistema – Duas bombas com curvas diferentes operando em paralelo – Curva de AMT ascendente/descendente e curvas planas – Curva da bomba com orifício de restrição – Esquema de bombas em série 183 184 FIGURA 106 – Bombas iguais operando em série 184 FIGURA 107 – Bombas com curvas diferentes em série 185 FIGURA 108 – Aumento de vazão com operação em série 186 FIGURA 109 – Influência da viscosidade nas curvas das bombas 187 FIGURA 110 – Carta de correção de viscosidade 191 FIGURA 111 – Filme lubrificante separando duas superfícies 192 FIGURA 112 – Posição do eixo no mancal de deslizamento 193 FIGURA 113A – Lubrificação por nível normal e com anel pescador 196 FIGURA 113B – Lubrificação com anel salpicador 196 FIGURA 114 – Sistema de geração e de distribuição de névoa 198 FIGURA 115 – Névoa pura para bombas API antigas e novas 198 FIGURA 116 – Tipos de reclassificadores 199 FIGURA 117 – Utilização do reclassificador direcional 200 FIGURA 118 – Névoa de purga 200 FIGURA 119 – Bombas canned e de acoplamento magnético 201 FIGURA 120 – Vida relativa dos rolamentos versus teor de água no óleo 204 FIGURA 121 – Vida do óleo em função da temperatura de trabalho 204 FIGURA 122 – Tipos de acoplamentos 206 10 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 123 FIGURA 124 FIGURA 125 – Carta de seleção de tamanhos – Curvas da bomba 40-315 211 212 215 – Diagrama para determinação de problemas de vazão ou de baixa pressão de descarga em bombas centrífugas 218 FIGURA 127 – Medida da tensão dos flanges 224 FIGURA 128 – Válvula de fluxo mínimo 228 FIGURA 126 – Pressão de vapor e NPSH FIGURA 129 – Folga mínima externa do impelidor com a voluta e com o difusor 228 230 FIGURA 130 FIGURA 131 – Rolamento de contato angular – Concentricidades. excentricidades e perpendicularidades do acionador vertical 238 239 FIGURA 132 FIGURA 133 – Concentricidade e perpendicularidade da caixa de selagem – Excentricidade e folgas máximas usadas na RPBC para bombas OH 240 241 242 247 FIGURA 134 FIGURA 135 FIGURA 136 FIGURA 137 – Região do encosto dos rolamentos no eixo – Balanceamento em 1 ou 2 planos – Parafuso quebra-junta 244 – Corte do diâmetro do impelidor FIGURA 138 – Aumento de AMT por meio da redução da espessura da pá FIGURA 139 248 249 FIGURA 140 – Ganho de vazão e de rendimento 249 FIGURA 141 – Anel pescador de óleo 250 FIGURA 142 – Métodos de aquecimento do rolamento 252 – Ganho de AMT e de NPSH FIGURA 143 – Tipos de montagem de rolamentos de contato angulares aos pares e com as designações usadas 252 253 FIGURA 144 – Folga do mancal de deslizamento FIGURA 145 – Posição da redução excêntrica e das curvas na tubulação de sucção 254 255 258 259 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 146 – Posição errada de válvula na sucção para impelidor de dupla sucção FIGURA 147 – Posição da válvula de alívio externamente à bomba e antes de qualquer bloqueio FIGURA 148 – Bomba alternativa de pistão. acionada por sistema de biela/manivela Manutenção e Reparo de Bombas 11 Pense e Anote . de simples efeito.

2. de duplo efeito. acionada a vapor 260 260 Pense e Anote FIGURA 150 FIGURA 151 – Válvulas corrediças de distribuição de vapor – Bombas de diafragma acionadas por pistão e por outro diafragma 262 263 P para bombas rotativas FIGURA 152 FIGURA 153 FIGURA 154 FIGURA 155 FIGURA 156 FIGURA 157 FIGURA 158 FIGURA 159 FIGURA 160 FIGURA 161 – Vazão ao longo do tempo da bomba alternativa – Vazão x 264 264 266 266 – Bomba de engrenagens externas e internas – Bomba de 3 fusos e de simples sucção – Bomba de 2 fusos e de dupla sucção – Bombas de palhetas 267 268 268 – Bomba de cavidades progressivas – Bombas com 1. submersa e tipo “vortex” 12 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de pás flexíveis e de came com pistão 271 273 FIGURA 164 – Bomba auto-escorvante. 3 e 5 lóbulos – Bomba peristáltica 269 269 270 – Esquema da variação de vazão da bomba alternativa de pistões axiais FIGURA 162 FIGURA 163 – Bomba de pistão axial com ajuste da vazão – Bombas de palheta externa.FIGURA 149 – Bomba alternativa simplex.

Lista de tabelas TABELA 1 TABELA 2 – Conversão de unidades de comprimento usuais em mecânica – Conversão de unidades de massa mais usuais na área de mecânica 20 21 21 25 23 26 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 – Conversão de unidades de tempo – Conversão de áreas – Conversão de unidades de volume mais usadas em mecânica – Conversão de velocidades 29 TABELA 8 – Conversão de unidades de força 33 TABELA 9 – Conversão de trabalho ou energia 34 TABELA 10 – Conversão de unidades de torque 35 TABELA 11 – Conversão de unidades de potência 36 TABELA 12 – Relação entre massas específicas 38 TABELA 13 – Pesos específicos 39 TABELA 14 – Relação entre pesos específicos 39 TABELA 15 – Conversão da unidade de pressão 48 TABELA 16 – Conversão de viscosidades dinâmicas 52 TABELA 17 – Conversão de viscosidades cinemáticas 53 TABELA 18 – Dados sobre tubos 61 TABELA 19 – Letras gregas 62 TABELA 20 – Prefixos 62 TABELA 21 – Torque a ser aplicado nos chumbadores 78 TABELA 22 – Conversão de velocidade específica 102 TABELA 23 – Volumes específicos da água e do vapor 132 TABELA 24 – Pontos da curva de AMt x vazão 168 TABELA 25 – Pontos de trabalho para diferentes rotações 168 TABELA 26 – Dados do acoplamento 208 – Conversão de unidades de vazão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 13 Pense e Anote .

TABELA 27 TABELA 28 – Rendimento e fator de potência dos motores elétricos – Freqüência de vibração para diferentes tipos de acoplamentos 221 Pense e Anote 223 235 m TABELA 29 TABELA 30 – Tolerâncias recomendadas 236 TABELA 31 – Excentricidades LTI de bombas BB recomendadas pelo API 237 TABELA 32 – Folgas mínimas de trabalho 245 – Ajustes ISO utilizados em bombas – Valores em 14 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a limpeza de correntes líquidas ou gasosas. A variação da complexidade do trabalho realizado. no diagnóstico de causas e soluções de problemas. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 15 .Pense e Anote Apresentação O funcionamento adequado e com qualidade dos processos indus- triais depende fortemente dos equipamentos utilizados para: a movimentação dos fluidos. SP. Com isso. SE. manter os equipamentos no nível e nas condições de funcionamento que garantam a continuidade dos processos. nas montagens e alinhamentos e no teste dos equipamentos. BA. o curso de Atualização para Mecânicos de Equipamentos de Processos fornece o conhecimento teórico básico para a compreensão dos problemas práticos enfrentados no dia-a-dia de uma unidade industrial. RJ e RS. Assim. PR. É preciso. CE. teremos ganhos na identificação das condições operacionais dos equipamentos. devido às características regionais e/ou nível tecnológico de cada Unidade. Ele visa facilitar o compartilhamento dos conhecimentos adquiridos por esses profissionais ao longo de sua experiência nas diversas Unidades de Negócio da Petrobras. e outras funções de processo. indica a necessidade desse compartilhamento de forma que a heterogeneidade do grupo de profissionais na empresa seja reduzida. portanto. MG. Esse é o dia-a-dia do profissional mecânico responsável por equipamentos de processo: mantê-los nas condições que atendam as necessidades de segurança e confiabilidade das unidades operacionais. visando desenvolver nos participantes uma visão crítica e o auto-aprendizado. Este curso tem por base os requisitos do PNQC (Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Profissionais de Mecânica) e destina-se aos mecânicos das 14 Unidades de Negócio da Petrobras localizadas em nove estados do Brasil: AM. o aumento ou a redução de velocidades. a geração de energia.

usam-se oleodutos. quem o faz já é a própria bomba. bombas dosadoras são fundamentais. Enfim. o conceito predominante era de que a missão da manutenção consistia em restabelecer as condições normais dos equipamentos/sistemas. refluxos em colunas de destilação e outras aplicações são impraticáveis sem as bombas. o controle de vazão é fundamental e. favorecidas por geografia peculiar. condensadores. não há como homogeneizar completamente a mistura das diversas naftas componentes durante o seu recebimento em tanques de armazenamento. máquinas enormes que fornecem altas vazões e pressões. Mas. tornam obrigatória a circulação (dinâmica) de massa. para todos esses e outros serviços. por exemplo. corrigindo seus defeitos ou falhas. A energia usada para realizar essa tarefa vem das bombas de transferência. Para transportar produtos para terminais a quilômetros de distância das refinarias. válvulas de controle e segurança) de uma coluna de destilação atmosférica. A razão disso é que as cargas de energia hidráulica potencial (estática) não variam e. há por vezes que vencer montanhas para entregar derivados nas bases de provimento das distribuidoras. Hoje. Pela própria natureza da tarefa. certamente. Para dosar o inibidor de corrosão no sistema de topo (linhas. Até há bem pouco tempo. usam-se intensa e extensivamente as bombas. No preparo de gasolinas. praticamente. pois não há como transportar fluidos de e para as unidades de processo e entre seus equipamentos principais. existem os mecânicos de manutenção. a composição de bateladas torna-se uma operação complexa. máquina de pequeníssimo porte com baixíssima vazão e (a pressão da descarga pode ser alta) pressão. a missão da manutenção é apresentada dentro de uma idéia mais ampla: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 17 . Sem elas.Introdução Pense e Anote É impossível imaginar uma refinaria de petróleo operando sem bom- bas. permitem o uso da energia da gravidade para realizar o escoamento. A atividade de mecânica faz parte de uma atividade mais ampla e rotineira das unidades industriais: a manutenção. Para que elas estejam disponíveis. Além das distâncias. Algumas instalações. dessa forma. Elas provêm a energia para elevar o fluido até o ponto de aplicação.

Pense e Anote Garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender ao processo de produção com confiabilidade. é imprescindível para a rentabilidade e a segurança no seu local de trabalho.. segurança. A função do mecânico de manutenção é prestar um serviço – prover disponibilidade confiável de máquinas rotativas – para que os técnicos da operação realizem a produção com qualidade e segurança. Você. 18 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . mas o seu serviço está. como parte de uma equipe. quando executa seu trabalho.. deve se preocupar com a produção e a segurança das pessoas que usarão as máquinas. mecânico. Deseja-se que a manutenção contribua para maior disponibilidade confiável ao menor custo. Pense nisso! Você. preservação do meio ambiente e custo adequados. mesmo depois de ter ido embora! Você não está mais lá. estará contribuindo para que acidentes e perdas sejam evitados. Assim.

etc. 2 mícrons. assim como os gases e os sólidos. Devido à existência de muitos equipamentos de origem americana e inglesa no sistema Petrobras. Em mecânica. quando tratarmos de conversão de unidades. dizemos: 1 mícron. O plural de mícron é mícrones e mícrons. que é a milionésima parte do milímetro. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 19 Pense e Anote .01mm) e o mícron ( m). propriedades dos líquidos e tabelas O s líquidos. incluiremos também as principais unidades usadas naqueles países. portanto. que é a milésima parte do metro. polegada (in). Faremos a seguir uma rápida recordação de algumas de suas propriedades e de grandezas físicas necessárias para que se possa compreender mais facilmente o funcionamento das bombas. usamos muito o milímetro (mm). 3 mícrons. as principais unidades usadas são: pés (ft). e (mils) milésimos de polegadas.Unidades e suas conversões. Comprimento l O metro com seus múltiplos e submúltiplos é a principal unidade utilizada na medição de comprimento. o centésimo de milímetro (0. possuem diversas pro- priedades que os caracterizam. nos itens a seguir. No sistema inglês.

1 30.000.28 x 10 -6 3.54 m 1.28 x 10 -7 1 0.540 2. as quais são pouco usadas em mecânica.37 0.54 x 10 -5 mm 1. Portanto: 1ft = 0.6096m PROBLEMA 2 A folga de catálogo de um mancal de deslizamento é de 5mils.000 1 0. De quanto seria esta folga em centésimos de milímetro? Da Tabela 1 1mil = 2.001 304.000 1.0254 0.3048.33x 10 -5 in 39.000 1 0.4 ft 3. achamos 0.3937 0.000 100 1 0.54 x 5 = 12.4 0.001 mils 39.9144m 1mi = 1760yd = 1.3048 = 0.370 39.00001 1 x 10-6 0.609km = 1.609m PROBLEMA 1 Quantos metros equivalem a 2 pés? Entrando na Tabela 1 na linha correspondente a 1ft e indo até a coluna de metros (m).37 0.3048m Logo 2ft = 2 x 0.01mm = 1 m 1ft 1in 1mil = = = = Ainda no sistema inglês.0254 2.28 0.000 10 1 304. que correspondem a: 1yd = 3ft = 0.400 25.0833 8.000 1.A conversão entre as unidades mais usadas pode ser realizada conforme a Tabela 1: Pense e Anote TABELA 1 CONVERSÃO DE UNIDADES DE COMPRIMENTO USUAIS EM MECÂNICA m 1m 1mm = = 1 0.001 0.01 0.01mm 100.3048 0.0000394 12 1 0.03937 0. temos a jarda (yd) e a milha (mi).54 centésimos de mm 5mils = 2.480 2.03937 12.80 25.7 centésimos de mm 20 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0003937 0.800 25.00328 3.

12 0. a onça avdp (oz).04167 1 60 3.907 1.142 x 10 -4 0. seu submúltiplo.000984 – 0.000 0.001102 – 1.9842 4.016 1 oz (avpd) = 1 ton curta = 1ton longa = Tempo t As principais unidades de tempo usadas em mecânica são: segundo (s). basta multiplicar por 2. a tonelada.01667 1 60 1 segundo = 3.536.157 x 10-5 2.46 x 10 -4 – 0.000 1 1 x 10 6 454 28.2 0. são as unidades de massa mais usadas em mecânica. hora (h). a tonelada curta (short ton) e a longa (long ton).0022 2.171 x 10 -8 1. A conversão entre essas unidades é dada por: TABELA 3 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TEMPO Ano 1 ano 1 dia 1 hora 1 minuto = = = = 1 Dia 365 Hora 8760 Minuto 525.000454 – 0.6 1 0.4536 0. Massa m O quilograma (kg).54.204. minuto (min).0283 907.01667 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 21 Pense e Anote .600 Segundo 31.400 1.000 35.102 0.892857 1 1 ton métr = 1lbm = 1 0. Em unidades inglesas temos: a libra massa (lbm).274 0.35 – – Ton métrica 0.001 1 x 10 -6 lbm 2. o grama (g) (atenção. e o múltiplo.Para converter mils para centésimos de milímetro.001 1.944 x 10-4 0.600 1.03527 35.0625 2000 2240 Oz (avdp) 35.274 16 1 32.000 2. dia (d) e ano.903 x 10 -6 6.0005 – 1 1. a palavra é do gênero masculino).74 x 10 -3 1 24 1440 86.18 1016 g 1. TABELA 2 CONVERSÃO DE UNIDADES DE MASSA MAIS USUAIS NA ÁREA DE MECÂNICA kg 1kg 1g = = 1 0.840 Ton curta Ton longa (EUA) (Inglaterra) 0.778 x 10-4 0.

Temperatura T As unidades de temperatura mais usadas são: Pense e Anote Graus Celsius (oC) no sistema métrico. Graus Fahrenheit (oF) no sistema inglês. K = 273 + oC R = oF + 460 Podemos fazer a conversão entre as escalas Celsius e a Fahrenheit baseando-nos nas temperaturas de fusão do gelo. temos: o C = 5 (oF – 32) = 5 (302 – 32) = 5 (270) = 150 9 9 9 302oF = 150oC A temperatura de 302oF = 150oC. na temperatura de ebulição da água na pressão correspondente ao nível do mar (Patm = 1. Temos também as escalas absolutas: graus Kelvin (K) e graus Rankine (R). PROBLEMA 4 Qual a temperatura em oF equivalente a 40oC? 5 o ( F – 32) 9 5 (F – 32) 9 40 x 9 = (F – 32) 5 o C= 40 = F = 72 + 32 = 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO 40oC = 104oF 22 Manutenção e Reparo de Bombas .033kgf/cm2). FIGURA 1 ESCALA DE TEMPERATURAS CELSIUS E FAHRENHEIT 100 oC 212 o F Temperatura de ebulição da água o 100 o C 180 o F Temperatura de fusão do gelo C= 5 o ( F – 32) 9 0oC 32 o F PROBLEMA 3 Qual seria a temperatura em graus Celsius equivalente a 302oF? Aplicando a fórmula de conversão.

03 6.00064516 1mm 1ft2 1in 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 23 .0001 1x 10-6 0.155 0. É sempre um produto de duas dimensões: base x altura (b x h) ou de raio x raio (r 2 ).16 ft2 10.0000108 1 0. CONVERSÃO DE ÁREAS m2 1m2 1cm 2 2 cm2 1 10.4516 mm2 1.000 1 0.001076 0.000. ou ainda de diâmetro x diâmetro (D 2 ). FIGURA 2 ÁREAS DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo a a b h b h A = a2 A=bxh A=bxh Trapézio Triângulo Círculo h D b1 b A= b1 + b 2 2 xh A= bx h 2 A= r2 = D2 4 PROBLEMA 5 Qual a área de um triângulo com 20mm de base e 15mm de altura? A equivalência e a conversão A= bxh 20 x 15 300 = = = 150mm2 2 2 2 TABELA 4 entre as unidades de área podem ser obtidas conforme se vê na Tabela 4.01 929.0929 0.764 0.00155 144 1 = = = = = 0.Pense e Anote Área A É a medida da superfície ocupada por uma figura.00694 in2 1550 0.000 100 1 92903 645.

h 3 = 3.0929m2 10ft2 = 10 x 0. 32 .0929 = 0.1cm3 3 24 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos que 1ft2 = 0.14 . FIGURA 3 VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro a B a b h h B r a a A = a3 V=Bxh=axbxh V=Bxh= x r2 x h Cone Esfera h r B r V= Bxh 3 = x r2 x h 3 V= 4 3 r3 PROBLEMA 7 Qual o volume de um cone com uma base de 3cm de raio e altura de 5cm? V= .929m2 Pense e Anote Volume V É a medida do espaço ocupado por um corpo.r 2 . 5 = 47. É sempre um produto de três dimensões.PROBLEMA 6 Qual a área em m2 equivalente a 10ft2? Da Tabela 4.

PROBLEMA 8

Qual o volume de uma esfera de 5cm de raio?

V=

4 4 . .r3 = x 3,14 x 53 = 130,8cm3 3 3

A equivalência e a conversão entre unidades de volume podem ser obtidas conforme a Tabela 5.
TABELA 5

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VOLUME MAIS USADAS EM MECÂNICA
m3 1m3 1litro 1dm 1ft
3 3 3

Litro = dm3
1 1.000 1 1 28,317 0,0164 3,785 4,546 159

ft 3
35,315 0,0353 0,0353 1 5,79 x 10
-4

in3
61.023,7 61,024 61,024 1728 1 231 277,4 9702

Galão (EUA)
264,172 0,264 0,264 7,48 0,00433 1 1,201 42

Galão imperial
220 0,22 0,22 6,229 0,003605 0,8327 1 34,97

Barril
6,289 0,00629 0,00629 0,1781 0,0001031 0,02381 0,02859 1

= = = =

0,001 0,001 0,0283
-5

1in

= 1,639 x 10

1gal (EUA) = * 1gal imp = 1barril
=

0,00379 0,004546 0,159

0,1337 0,1605 5,614

Galão imperial é mais usado nos países do Reino Unido

(UK).

PROBLEMA 9

Qual o volume em litros de um tanque de óleo com 1.000 galões de capacidade? Se o equipamento for de origem americana, verificando na tabela, temos que: 1 galão USA = 3,785 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 3,785 = 3.785 litros. Se o equipamento for de origem inglesa, da Tabela 5, tiramos: 1 galão imperial = 4,546 litros. Capacidade do tanque em litros = 1.000 x 4,546 = 4.546 litros.

Velocidade linear

v

Velocidade é a distância percorrida na unidade de tempo.

V=

D
t

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

25

Pense e Anote

Quando dizemos que a velocidade média de deslocamento de um líquido em uma tubulação é de 2m/s, estamos informando que, na média,

Pense e Anote

a cada segundo as partículas do líquido se deslocam 2 metros. Falamos em velocidade média porque, devido ao atrito, ela é menor junto às paredes do tubo do que no centro.
FIGURA 4

VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO DE UM LÍQUIDO

As unidades usuais para expressar velocidade são:

m/s in/s

mm/s ft/s

km/h milha/h

TABELA 6

CONVERSÃO DE VELOCIDADES
m/s 1m/s 1mm/s 1km/h 1in/s 1ft/s 1mi/h
1 0,001 0,2778 0,0254 0,3048 0,4470

mm/s
1.000 1 277,8 25,4 304,8 447,04

km/h
3,6 10 1 0,09144 1,097 1,609
-6

in/s
39,37 0,03937 10,936 1 12 17,6

ft/s
3,28 0,00328 0,9113 0,08333 1 1,467

milha/h
2,237 0,002237 0,6214 0,05681 0,6818 1

É muito comum medirmos uma vibração baseada na velocidade. A unidade mais usual é mm/s. Alguns aparelhos de origem americana utilizam

pol/s (in/sec). A conversão é dada por:
1 in/sec = 25,4mm/s
PETROBRAS ABASTECIMENTO

26

Manutenção e Reparo de Bombas

Velocidade angular w
Velocidade angular é o ângulo percorrido na unidade de tempo.
FIGURA 5

VELOCIDADE ANGULAR

N A

Os ângulos podem ser medidos em graus ou radianos. Cada volta na circunferência significa que um corpo percorreu um ângulo A de 360o ou de 2 rd. Se um objeto percorrer duas voltas por minuto, terá a velocidade de 2 x 2 rd/min = 4 rd/min. Se estiver girando numa rotação N (rpm), terá uma velocidade angular de N x 2 rd/min. w=2 N rd/min

Radiano é o ângulo central correspondente a um arco igual ao raio.

Para passar de rd/min para rd/s, basta dividir por 60. Temos então:

Velocidade angular

W=2

N = 60

N rd/s 30

com N em rpm.

PROBLEMA 10

Qual a velocidade angular de uma peça girando a 1.200rpm?

W=

.N = 30

1200 = 3,14 x 40 = 125,6rd/s 30

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

27

Pense e Anote

Vazão volumétrica Q
Vazão volumétrica é o volume de líquido que passa numa determinada

Pense e Anote

seção do tubo na unidade de tempo.

Q=

Vol t

FIGURA 6

VAZÃO NUMA TUBULAÇÃO
V = velocidade média

D

Vazão = velocidade média x área

A vazão numa tubulação é igual à velocidade média V multiplicada pela área A.

Q=VxA=

V 4

D2

Uma bomba com vazão de 100m3/h significa que, no seu flange de descarga (e no de sucção), passam em cada hora 100m3 do líquido. Sabendo a vazão Q e o diâmetro interno D, podemos determinar a velocidade média de deslocamento do líquido na tubulação.
PROBLEMA 11

Qual seria a velocidade do líquido em uma linha de 10"sch 40 (Dint = 0,254m), sabendo que por ela passa uma vazão de 314m3/h? Substituindo na fórmula e usando unidades coerentes, teremos: V. .D2 4 m3 V x 3,14 x 0,2542 m2 = h 4

Q=

314

V=

314 x 4 m = 6.200 2 3,14 x 0,254 h

Como 1h = 3.600s

V=

6.200 m = 1,72 s 3.600

28

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Conforme calculado, o líquido estaria deslocando-se a 6.200m/h ou a 1,72m/s.

As unidades de vazão mais usadas em bombas centrífugas são: m3/h e gpm (galão por minuto). Para bombas dosadoras, é usual l/min ou l/h. Já no caso de unidades de processamento, prevalece m3/dia ou barris/dia (bbl/d).

TABELA 7

CONVERSÃO DE UNIDADES DE VAZÃO
m3/h 1m3/h 1m3/d 1 l/h 1 l/min 1 l/s = = = = =
1 0,0417 0,001 0,06 3,6 0,227 0,273 0,00663

m3/d
24 1 0,024 1,44 86,4 5,45 6,546 0,159

l/h
1000 41,67 1 60 3.600 227,1 272,76 6,624

l/min
16,667 0,6944 0,01667 1 60 3,785 4,546 0,1104

l/s
0,2778 0,01157 0,000278 0,01667 1 0,06309 0,07577 0,00184

gpm (EUA)
4,403 0,1834 0,004403 0,264 15,85 1 1,2 0,0292

gpm (Ingl.)
3,666 0,1528 0,00366 0,22 13,2 0,833 1 0,0243

bbl/dia
150,96 6,29 0,151 9,057 543,4 34,286 41,175 1

1gpm (EUA) = 1gpm (Ingl.) = 1bbl/dia
bbl = barril.

=

PROBLEMA 12

Qual a vazão de equivalente em m3/h de uma bomba com 200gpm EUA? Da Tabela 7, temos que 1gpm (EUA) = 0,227m3/h 0,227m3/h

200gpm = 0,227 x 200 = 45,4m3/h

Aceleração a
É a variação da velocidade no intervalo de tempo.

a=

v2 – v1 t2 – t1

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

29

a 2.000m/s 2. É a denominada “aceleração centrífuga”.600s s s A aceleração ou variação de velocidade do carro foi de 9km/h para cada segundo. No nível do mar. Nos locais mais altos. decorrente da atração da Terra sobre os corpos. conforme será visto no item sobre força. o que é equivalente a 2. Ao girar.5m/s para cada segundo ou. r onde: W= N 30 rd s W = Velocidade angular N = Rotações por minuto (rpm) r = Raio de giro 30 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . expressa pela fórmula: FIGURA 7 ACELERAÇÃO CENTRÍFUGA ac N r a c = W 2.5m/s2.5 2 s 3. esta aceleração é de 9.5m/s m = = = 2. Esta aceleração é responsável pelo peso dos corpos. a seguir.000m/h 9.81m/s2. um corpo fica submetido a um outro tipo de aceleração.PROBLEMA 13 Qual a aceleração em m/s2 de um carro que leva 10 segundos para ir de 0 a 90km/h? Pense e Anote a= v2 – v1 90km/h – 0km/h 90km/h km/h = = =9 t2 – t1 10s – 0s 10s s = 9. Uma aceleração bastante utilizada é a aceleração da gravidade “g”. ainda. o valor de “g” é menor.

é o produto de uma massa pela aceleração.6m/s2 Força F Força é o produto da massa pela aceleração: F=mxa Quando levantamos um peso ou empurramos um carrinho. o valor da força (peso) será expresso em N (Newton). estamos exercendo uma força.4rd/s 30 A aceleração centrífuga seria: ac = w2 x r = 31.42 (rd/s)2 x 0. Se utilizarmos um sistema de unidades no qual esta equação seja dividida por uma constante igual a 9.10m = 98. que através de seu impelidor impulsiona o líquido. ela recebe o nome de força centrífuga. ou seja.A aceleração centrífuga varia com o quadrado da rpm e diretamente com o raio de giro. 300 = 31. como qualquer força.81. está exercendo sobre ele uma força. o peso é uma força. devido ao fato de a força ser aplicada por meio de um movimento de rotação. O peso.81 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 31 Pense e Anote . Quando subimos em uma balança para pesar. Peso = m x g m = massa g = aceleração da gravidade Usando m ➜ kg e g ➜ m/s2. a qual. estamos medindo uma força. teremos: Peso = mxg 9. é a aceleração da gravidade. PROBLEMA 14 Qual a aceleração centrífuga de um corpo girando a 300rpm num raio de 0. Uma bomba centrífuga. Neste caso. neste caso.10m? A velocidade angular seria: w= N = 30 .

ficando o peso e a massa expres- Pense e Anote sos pelo mesmo número. Num local mais alto. a aceleração é a centrífuga. mas o peso seria menor porque a aceleração da gravidade local seria menor. a aceleração da gravidade é de g = 9. Dizemos. Estes valores seriam iguais somente ao nível do mar. o correto seria dizer que a massa é de 10 quilogramas massa (10kgm) e o peso é de 10 quilogramas força (kgf) ou 10kg. ao nível do mar.Como. peso é uma força. é o produto da massa pela aceleração. ac = m . A força centrífuga também é o produto de uma massa por uma aceleração. que a massa de uma peça é de 10kg e dizemos também que seu peso é de 10kg.81 = m x 9. a força centrífuga fica multiplicada por 4. a força fica multiplicada por 2. por exemplo. só que.81m/s2. Portanto. este valor simplificaria o denominador. neste caso.81 =m vido à facilidade da conversão entre massa e peso. Como vimos.r A força centrífuga varia com o quadrado da rotação (N) e diretamente com a massa e o raio de giro. Portanto. ao dobrar a rotação. Se dobrar o raio. ( ) N 30 2 .81 9. Fc = m x aC = m x w2 x r m = massa w = velocidade angular r = raio de giro aC = aceleração centrífuga N w= rd/s 30 Como ➜ Fc = m . Este sistema é bastante utilizado deP= mxg 9. FIGURA 8 FORÇA CENTRÍFUGA F c F c Parado Baixa rotação Alta rotação 32 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que é uma simplificação. Para distinguir quando estamos falando de massa ou de peso. a massa permaneceria com o mesmo valor. visto que massa e peso são distintos.

01kgf Trabalho ou energia T Trabalho é realizado quando uma força atua sobre uma massa para fazê-la percorrer determinada distância.102 = 2.000102 1.00454 N 9. Ambos os efeitos contribuem para o aumento da força centrífuga.72N = 19.00001 4.000 100.001 1 0.102 1. visto anteriormente. A conversão de unidades de força pode ser tirada da Tabela 8: TABELA 8 CONVERSÃO DE UNIDADES DE FORÇA kgf 1kgf 1ton f 1N = = = 1 1. aumentamos também o raio de giro. Energia e trabalho são equivalentes.6m/s2 Se usarmos a massa em kg e a aceleração em m/s2. A quantidade de trabalho é definida como sendo o produto dessa força por essa distância percorrida.665 980. a força será expressa em N.10m? No problema 14. PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 9 TRABALHO REALIZADO F 1 d T=Fxd 2 Manutenção e Reparo de Bombas 33 Pense e Anote .665.02x10-6 0.10m ➜ ac = 98.000 1 4.No caso da peça mostrada na Figura 8.225 2. devido ao fato de a massa ser articulada.200 x 98.72 x 0.6 = 19.02x10 -9 0.25x 10 -6 1 1 dina = 1lbf = PROBLEMA 15 A que força centrífuga estaria submetida uma massa de 0.200kg.2 2.454 Ton força 0.204 0. de aceleração.45 dina 980. foi gasta uma energia. calculamos que para N = 300rpm e r = 0.806 9806 1 0. ao aumentarmos a rotação.102kgf ➜ Fc = 19.45x 105 lbf 2. Fc = m x ac = 0. Para realizar esse trabalho.000 0.72N Da Tabela 8: 1 N = 0. se girasse a 300rpm e com um raio de 0.

655x10 6 778 3.324 lbf.93 x10 -4 1. A conta que pagamos de energia elétrica em nossas casas é baseada no consumo de kWh.m T → N .77 x10 -7 1 2.ft = = = = 2.16 x10 -6 3. ou seja.48 x10-4 3.m = 1 0.001285 cal 2. o que é equivalente ao consumo de uma potência (kW) por um determinado tempo (h). Embora te- TORQUE T=Fxd Força aplicada nham significados distintos.h 1BTU 1cal 1lbf.36 KW.239 8. d Raio de giro Para apertar uma porca com uma chave.h 2.6 x 106 1055. percorrendo a distância d.102 3. temos de exercer um torque na porca.72 x10 -6 BTU 0.412 1 0. o trabalho realizado será definido como: Pense e Anote T=Fxd F → kgf F→N e e d→m d→m ➜ ➜ T → kgf .427 0.738 2.23 0.m = J (Joule) A conversão das unidades de trabalho pode ser retirada da Tabela 9: TABELA 9 CONVERSÃO DE TRABALHO OU ENERGIA kgf. é energia mesmo.00929 9.187 1.6 x 10 5 252 1 0.m = 1kW.8 1 3.m 1kgf. 34 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .138 J = N.Se usarmos uma força F para deslocar o bloco da posição 1 para a 2.06 4.00397 0.77 x10 -7 Unit British Thermal Unit e cal (caloria) são unidades de calor equivalentes à energia. Torque Tq Torque é o produto de uma força pela distância a um eixo de rotação. podem ser expressos pelas mesmas unidades.ft 7.09 1 1J = 1N.m 9. o torque e o trabalho são o produto de uma força por uma distância.34 0. FIGURA 10 Como podemos notar.67 x 105 108 0.

m e t→s ➜ Pot→ W (Watt) → Em bombas. in 86.8kgf .in = 1dina.36 x 10 7 1. temos: 1 lbf .8kgf .38 x 10 -8 1lbf.0833 7.85 x 10 -7 1 dina . cm 9.50m F= 13.738 1 0.0115 1.ft = 1lbf.138 = 13.50m.233 0.8 = 27.102 0. Da tabela acima.m.m = 1N.50m de comprimento para dar um torque recomendado de 100 lbf. Pot = T t T → J = N.cm PROBLEMA 16 Que a força em kgf devemos aplicar a uma chave com 0.02 x 10 -8 1N.138kgf .ft = 0. é comum expressar a potência em hp ou kW (que é um múltiplo do W) ou. ainda.m Como Tq = F x d ➜ 100 lbf .113 1 x 10 -7 1lbf.8 x 10 7 1 x 10 7 1 . m ➜ 13. ft = 100 x 0. ft 7.356 0.m = 1 0.8 1 1. em CV.m F→N e d→m Tq → N. Potência Pot Potência é o trabalho realizado na unidade de tempo.13 x 106 1 1lbf.50 Portanto.8 8.85 12 1 8.138 0.m F → lbf e d → ft Tq → lbf.m 1kgf.6kgf para obter o torque de 100 lbf/ft. m = F x 0.ft? Vamos calcular primeiro qual o torque em kgf. teríamos de fazer uma força de 27. com uma chave de 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 35 .ft A conversão entre as unidades de torque é fornecida na Tabela 10 a seguir: TABELA 10 CONVERSÃO DE UNIDADES DE TORQUE 1kgf.6kgf 0.Pense e Anote F → kgf e d→m ➜ ➜ ➜ Tq → kgf. m 9.

Q. cada centímetro cúbico de mercúrio tem uma massa de 13.014 1 PROBLEMA 17 Qual a potência equivalente em hp de um motor cuja plaqueta indica 100kW? Da Tabela 11 de conversão de potência.1hp A potência consumida por uma bomba é dada por: Pot = .341 1 0.70) Massa específica É a relação entre a massa de uma substância e seu volume.5 KW 0. é a massa de cada unidade de volume. 36 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . usado em manômetros e termômetros.341hp = 134. H 274 .7457 0.001 1 0.00136 1. = massa volume Na temperatura ambiente.000 745. Pot = Potência em hp = Peso específico em gf/cm3 (igual à densidade) P = Potência em hp Q = Vazão em m3/h H = Altura manométrica total em metros = Rendimento (Ex.7 735. temos: 1kW = 1.00134 1.6g. ou seja. 70% → usar 0. ou seja.36 1.7355 hp 0.986 cv 0. possui uma massa específica de 13.6g/cm3.A conversão entre as unidades de potência é dada por: TABELA 11 CONVERSÃO DE UNIDADES DE POTÊNCIA Pense e Anote W = J/s 1W = 1kW = 1hp = 1cv = 1 1.341hp ➜ 100kW = 100 x 1. o mercúrio.

Por esse motivo.998g. mas sua massa permanece constante. sabendo que sua massa é de 40 gramas? FIGURA 11 MASSA ESPECÍFICA DO CUBO 2 2 2 Volume = a3 = 23 = 8cm3 massa = 40g massa específica = massa 40g = = 5gcm3 volume 8cm3 Quando aquecemos um material.998g/cm3. Quanto maior a temperatura de um material. se aquecermos um produto. cuja definição veremos em seguida. A massa de 1cm3 de água na temperatura de 20oC é de 0. Logo. A transformação entre unidades de massa específica pode ser obtida por: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 37 Pense e Anote .PROBLEMA 18 Qual seria a massa específica de um cubo de 2cm de aresta. menor a sua massa específica. é necessário citar a temperatura a que estamos nos referindo quando informamos a massa específica de um produto. seu volume aumenta com a temperatura. mantendo o numerador (massa) constante. o que levaria à redução da massa específica. do que da massa específica. logo. é mais usual o emprego do peso específico. No caso de bombas. sua massa específica é 0. estaremos aumentando o denominador no cálculo da massa específica (volume). É usual adotar o valor de 1g/cm3 na temperatura ambiente.

68 = = 1lb / in3 = Peso específico É a relação entre o peso de uma substância e seu volume. apresentou um peso líquido de 125 gramas força (já descontando o peso do recipiente). = peso volume Para determinar o peso específico de qualquer material.02 27680 lb /ft3 62. o peso específico da água pode ser considerado como de 1gf/cm3. 38 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . basta pesá-lo.0005787 1 1 0.0624 1 1728 lb / in3” 0.000 1 16.016 27.61 x 10 -5 0.TABELA 12 Pense e Anote RELAÇÃO ENTRE MASSAS ESPECÍFICAS g / cm3 1g / cm3 = 1kg / m 1lb /ft3 3 kg / m3 1. sabendo que um reservatório completamente cheio.001 0.0361 3. com cada lado medindo internamente 5cm. PROBLEMA 19 Calcular o peso específico da água. medir seu volume e fazer a divisão.43 0. FIGURA 12 PESO ESPECÍFICO Volume = 5 x 5 x 5 = 125cm3 Peso = 125gf 5cm 5cm 5cm Peso específico = peso 125gf = 1gf/cm3 = volume 125cm Na temperatura ambiente. em forma de cubo.

8 8.865gf.971gf/cm3 e a 200oC é de 0.016 27.68 = = 1lbf/in3 = PROBLEMA 20 Qual o peso específico em gf/cm3 equivalente a 2.2 8.971gf. vemos que o aço-carbono pesa 7.8 vezes mais do que o mesmo volume de água.43 0.0624 1 1728 lbf/in3 0.5 0.O peso específico varia com a temperatura. 1cm3 de água a 80oC pesa 0.68 a 0. O peso específico é usado tanto para sólidos como para líquidos.86 a 0.500kgf/m3? Da Tabela 14 de conversão.94 0. Podemos afirmar então que o peso específico da água a 80oC é de 0.001gf/cm3 ➜ 2.787x 10 -4 1 1 0.78 a 0.8 11.5gf/cm3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 39 Pense e Anote . temos os seguintes pesos específicos: TABELA 13 PESOS ESPECÍFICOS Produto Água Aço-carbono Aço inox AISI 316 Alumínio Chumbo Cobre Mercúrio Peso específico (gf/cm3) 1 7. Na temperatura de 20oC. acima.6 Produto GLP Gasolina Querosene Diesel Gasóleo Óleo lubrificante Petróleo Peso específico (gf/cm3) 0. A conversão entre as unidades mais usadas para pesos específicos pode ser obtida por: TABELA 14 RELAÇÃO ENTRE PESOS ESPECÍFICOS gf/cm3 1gf/cm3 = 1kgf/m 1lbf/ft3 3 kgf/m3 1.865gf/cm3.94 Analisando a Tabela 13.82 0.001 0. temos que: 1kgf/m3 = 0. uma vez que o volume é modificado.85 a 0.78 0.500 x 0.61 x 10 -5 5.001gf/cm3 = 2.02 27680 lbf/ft3 62.94 13.02 2.82 a 088 0.0361 3.500kgf/m3 = 2.89 0.70 a 0. podem ser usadas outras unidades diferentes de gf/cm3 para sua definição. Por exemplo. como kgf/ m3 ou lbf/in3.000 1 16. Como peso específico é uma relação entre peso e volume. o peso do cm3 de água cai para 0. A 200oC.

g/cm3. P= F A Estão representados na Figura 13 um prego (com ponta) e um saca-pino (sem ponta).74 e a do GLP. ambos com o mesmo diâmetro de corpo. ficando a densidade como adimensional. em torno de 0. já que estamos dividindo a massa específica da água por ela mesmo. elas se cancelam. o Para calcular a densidade de um líquido ou sólido. vamos dividir a massa específica desse material pela da água. Por que isso ocorre? 40 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Na temperatura ambiente. Se batermos com a mesma força no sacapino. Ao bater com o martelo. Daí. a densidade também é numericamente igual ao peso específico em gf/cm3.Densidade Densidade de um líquido ou de um sólido é a relação entre a massa espe- Pense e Anote cífica deste material e a da água. é igual a 1. No cálculo da densidade. possivelmente ele só fará uma mossa na madeira.998g).5. por definição. ou seja. podemos dizer que a densidade é numericamente igual à massa específica quando expressa em g/cm3. A densidade da água na temperatura ambiente. 1cm3 de água tem uma massa ligeiramente menor do que 1 grama (0. Para gases. d= massa específica do produto massa específica da água A norma ISO recomenda que a massa específica da água seja tomada a 20 C. que é de aproximadamente 1g/cm3. Nessa temperatura. como não poderia deixar de ser. Na temperatura ambiente. por exemplo. é a força dividida pela área em que esta atua. ao usarmos o numerador e o denominador com as mesmas unidades. o padrão de comparação adotado é o ar. a densidade da gasolina fica em torno de 0. expressa por um número sem dimensão. Pressão Pressão. Outras fontes adotam outras temperaturas. o prego penetra na madeira.

FIGURA 14 MACACO HIDRÁULICO F Peso = 2.Pense e Anote FIGURA 13 PENETRAÇÃO DO PREGO 1 2 Vamos supor que o martelo. ao bater no prego. enquanto o saca-pino só deformou a madeira. de 0.000kg diâmetro do cilindro = 2cm diâmetro do cilindro = 25cm Óleo Manômetro PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 41 .01cm2 e a do saca-pino.01 Saca-pino → P = F A = 10 0. o prego penetrou.000kgf/cm2 A 0. Por esse motivo.2cm2. Uma aplicação bastante usada de pressão é o macaco hidráulico. exerça uma força de 10kgf e que a área da ponta do prego seja de 0.2 = 50kgf/cm2 Vemos que a pressão exercida pelo prego na madeira foi 20 vezes maior do que a do saca-pino. As pressões exercidas na madeira serão: Prego → P = F 10 = = 1.

81kgf Com o auxílio da pressão.000kgf = 4. com uma força de apenas 12.000kgf.2 h2 A2 3.2cm para cada centímetro do pistão maior.000kgf de peso no macaco hidráulico da Figura 14? Qual seria a força necessária a ser exercida no pistão menor para gerar esta pressão no óleo? Desprezar a diferença de pressão devido à coluna de óleo dentro do reservatório.08 x 3.6cm2 P= = Para termos uma pressão de 4.000kgf Dia. cil. menor = 2cm Dia. O pistão menor terá de deslocar-se de 156. cil. Podemos calcular esta relação sabendo que o volume deslocado pelos dois cilindros tem de ser igual. V = A1 x h1 = A2 x h2 h1 A1 490. 1 = D2 4 = 3.6 = = = 156.6cm2 4 4 Pressão necessária para levantar o carro: F A 2. será necessário aplicar no pistão menor a força de: F A kgf cm2 P= F = P x A = 4. Dados: Peso = 2.08kgf/cm2 490. 2 = D2 3.PROBLEMA 21 Qual seria a pressão de óleo necessária para levantar um carro de 2.14cm 2 = 12.14 ➜ 42 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .14 x 252 = = 490.81kgf. maior = 25cm Pense e Anote Área cil.08kgf/cm2 no óleo.14 x 22 4 = 3.14cm2 Área cil. conseguiremos levantar um carro com 2.

033kgf/cm2. ➜ PRESSÃO RELATIVA OU MANOMÉTRICA Medida a partir da pressão atmosférica local. Pressão absoluta = Pressão manométrica + Pressão atmosférica local PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 43 Pense e Anote . por isso. permite que. uma pressão atmosférica em torno de 0. O ar que envolve nosso planeta tem um peso. Essa pressão. a pressão atmosférica nessa altitude será de 0.033kgf Coluna de ar Pressão – kgf/cm 2 1cm 2 Terra Altitude – metros A cidade de São Paulo está situada a uma altitude de 700m. Logo.000m de altura.95kgf/cm2. o que reduz a pressão atmosférica local. A coluna de ar correspondente a 1cm2 da superfície da Terra medida ao nível do mar pesa 1. possuindo. Quando subimos numa montanha. decorrente da coluna de ar. tenhamos dois modos de expressá-la: ➜ PRESSÃO ABSOLUTA Medida a partir da pressão zero absoluto. a pressão exercida por esta coluna será de 1. FIGURA 15 PRESSÃO ATMOSFÉRICA Pressão x Altitude Peso = 1. somado ao valor da pressão relativa ou manométrica. ao medir uma pressão. a 3.71kg/cm2.A pressão atmosférica Vejamos agora o significado da pressão atmosférica. a coluna de ar fica reduzida. Por exemplo. a coluna de ar pesa 0.033kgf.710kgf. O valor da pressão absoluta será igual ao valor da pressão atmosférica local. então. Este valor é denominado pressão atmosférica.

P1. ela é considerada positiva e.0 ABASTECIMENTO ➜ P 2man = 0.4kgf/cm2 manométrica. quando abaixo. Se a pressão P1 fosse de 2.5kgf/cm2 absoluta. As pressões negativas são usualmente expressas em mm de Hg (milímetro de mercúrio).0 ➜ P1man = 2.6 – 1.0 = – 0.5 – 1. A pressão negativa é chamada também de vácuo. P1abs = P1man + Patm ➜ 2.033kg/cm2 (nível do mar) P abs = 0.6 kg/cm2 + 0 abs Pressão absoluta P abs = P atm + P man Na Figura16. a medição é realizada a partir da pressão atmosférica local. Pense e Anote Daí os valores medidos serem chamados de pressão manométrica ou relativa. Quando a pressão está acima da pressão atmosférica.0kgf/cm2. Este valor é resultante da composição com a pressão atmosférica local.6kgf/cm2 absoluta. P2abs = P2man + Patm ➜ 0.4kg/cm2 P atm 1. Vamos supor que P1 e P2 estejam sendo medidas num local onde a pressão atmosférica seja de 1.5kg/cm2 Se a pressão P2.5kgf/cm2. seria equivalente a dizer que é de . Para obter a pressão zero absoluto teríamos de retirar toda a coluna de ar existente sobre o corpo.5kg/cm2 1atm Pressão atm.6 = P2man + 1. fosse de 0. P2.0.5kg/cm2 P man = – 0. e uma outra pressão abaixo da atmosférica. abaixo da atmosfera.4kg/cm2 44 PETROBRAS Manutenção e Reparo de Bombas . é negativa.5 = P1man + 1. Podemos dizer também que esta pressão P2 é um vácuo de 0. representamos uma pressão acima da atmosférica.4kgf/cm2. ou seja. a medida em valor manométrico seria de 1. FIGURA 16 PRESSÃO ABSOLUTA E PRESSÃO RELATIVA (MANOMÉTRICA) Pressão Pressão manométrica ou relativa P1 P man = 1.0 = 1.Os manômetros são normalmente calibrados para indicarem pressão relativa. local = 1kgf/cm2 + – P2 P abs = 2.

26kgf/cm2 a Pressão relativa 8. que significa pound per square inch.2kgf/cm2 A 4. Para transformar a pressão de psig para psia. basta somar a pressão atmosférica. Exemplo: Pressão absoluta 3.9kgf/cm2 m Em unidades inglesas. e A ou a para pressão absoluta. e psia é a pressão absoluta. FIGURA 17 PRESSÃO EXERCIDA POR UMA COLUNA DE LÍQUIDO A Volume = A x H H O volume do líquido contido na coluna é: Vol = área da base x altura = A x H PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 45 Pense e Anote . psig quer dizer pressão manométrica. no nível do mar. a pressão é usualmente medida em psi. Usa-se M ou m para pressão manométrica. é comum adicionar uma letra após a unidade. O g vem da palavra gauge. que é igual a 14. libra por polegada quadrada. que significa manômetro. Para diferenciar.7 Vejamos qual seria a pressão exercida na base por uma coluna de líquido. Portanto. É fácil notar que o peso do líquido será o responsável pela força exercida.0kgf/cm2 M 12. ou seja. são usados psig e psia. e a é de absolute.Para não confundir a pressão manométrica com a absoluta.7psi: Pressão psia = Pressão psig + 14.

a pressão será função apenas da altura da coluna e do peso específico do líquido. colocamos diversos formatos de vasos. na dedução da fórmula da pressão da coluna de líquido. Se o líquido (mesmo peso específico pressões nas bases serão iguais. as VASOS COM FORMATOS E ÁREAS DE BASE DIFERENTES E COM PRESSÃO IGUAL NA BASE P= H H H H H 46 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a “forma” da área não interfere na pressão. a seguir. tanto faz ser um círculo. Não importa também se a área é pequena ou grande.H. ficamos com: Pressão = xH Esta fórmula expressa em unidades usuais se apresenta da seguinte forma: onde: P= Hx 10 P = pressão em kg/cm2 H = coluna em metros = peso específico em gf/cm3 Notar que. FIGURA 18 ) e a altura H forem iguais.H . Portanto. entre peso) e área. um quadrado ou qualquer outro formato. com diferentes áreas de base.O peso do líquido da coluna é de: Pense e Anote Peso = Vol x peso específico = Vol x =A. a área foi cancelada. Na Figura 18. temos: Força Área Peso Área A . Como a pressão é a relação entre força (neste caso. A Pressão = = = Simplificando o termo A da área que temos no numerador e no denominador.

74? Lembrando que densidade é igual ao peso específico em gf/cm3. temos: P= . Usando a fórmula preparada para as unidades usuais. temos que: = 0.74gf/cm3 e H = 20m gasolina P= xH 0.Pense e Anote PROBLEMA 22 Qual seria a pressão se tivéssemos uma coluna de 10 metros de água na temperatura ambiente? Peso específico da água na T ambiente: (água) = 1gf/cm3 Altura H da coluna de líquido = 10m.H 1 x 10 = = 1kgf/cm2M 10 10 Para cada 10 metros de altura de coluna de água fria equivale uma pressão de 1kgf/cm2.74 x 20 = = 1. acharemos 2.033kgf/cm2 A (pressão atmosférica ao nível do mar)? FIGURA 19 COLUNA DE HG H Hg PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 47 . Se calcularmos a pressão para uma coluna de 25 metros de água.5kgf/cm2.6kgf/cm3) necessária para obter a pressão de 1.48kgf/cm2M 10 10 PROBLEMA 24 Qual seria a coluna de mercúrio ( = 13. PROBLEMA 23 Qual seria a pressão no fundo de um vaso com uma coluna de 20m de gasolina com densidade de 0.

2 0. Existem manômetros de tubos transparentes que utilizam esse princípio.9807 1 0.02x10-4 0.5 1 0.00136 0.0102 10.033 PROBLEMA 25 Um tubo em U.81x10 -3 1x10-6 0.1 51.87x10 -3 9.422 1.9869 0. TABELA 15 CONVERSÃO DA UNIDADE DE PRESSÃO Kgf/cm2 1kgf/cm 1bar 1psi 1mmHg 1m H2O 1Pa 1kPa 1Mpa 1atm 2 bar 0.501 7501 760 m H20 10 10. Esses tubos foram os primeiros manômetros inventados. Para passar para kgf/cm2.33x10 -3 0.32x10 -3 0.033 = 0.6 A coluna de um líquido é um método para expressar uma pressão.1013 = = = = = = = = = 1 1.07031 0.001 1 1000 101.760m = 760mm Hg 13.89x10 -3 0.133 9. Se quisermos saber o valor dessa pressão em outras unidades. conforme mostra a Figura 20.02 0.P= xH 10 Pense e Anote H= 10 P = 10 x 1. É comum usar metros.07 100 6.7031 0.01 10 1.06895 1.869 1 kPa 98. temos: 48 PETROBRAS ABASTECIMENTO FIGURA 20 TUBO EM U cm H2O 80 60 H 40 20 H = 70 – 20 = 50cm 0 Manutenção e Reparo de Bombas . A Figura 20 mostra 70 – 20 = = 50cm de água.3 MPa 0.7 mmHg 735.1 6.56 7.1 1.001 1 0.6 750.000133 9.22 14.9678 0.2 1. indica a pressão de descarga de um ventilador.013 psi 14.09807 0.02x10-5 0.895 0. contendo água.50x10-3 7.145 145 14.09807 1x10-5 0. Qual o valor da pressão reinante? A pressão no duto é diferença de alturas entre os dois lados do tubo em U.01934 1. milímetros ou polegadas de colunas de água ou de mercúrio para definir essas pressões.72 1 73.0136 1 1.807 0. mostrada anteriormente.09678 9.87x0 -6 9.33 atm 0.102 102 10.45x10 -4 0. basta usar a Tabela 15 de conversão.06805 1.

definiu como unidade de pressão no Brasil o Pascal (Pa). são mais utilizados seus múltiplos MPa (mega Pascal = 1. Portanto. a pressão é manométrica: 100psig = 7. os valores usuais de pressão seriam altos. já que com o passar do tempo deverá ser cada vez mais utilizada. PROBLEMA 26 Qual a pressão em kgf/cm2 correspondente a 100psig? Da Tabela 15 temos que: 1psi = 0. seguindo recomendação da ISO. basta dividir o valor por 100.07031kgf/cm2 ➜ 100psi = 100 x 0.031kgf/cm2 Como a pressão foi dada em psig. basta multiplicar por 10.Da Tabela 15 temos que: 1m H2O = 0.1kgf/cm2 50cm H2O = 0.1kgf /cm2 = 0.1013MPa = 101.33m de água.7 psi = 29. A conversão de Pascal para bar é fácil se memorizarmos que: para passar de kPa para bar.5kgf/cm2 A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas –. organização internacional de padronização.3kPa = 14.033kgf/cm2 = 10.031kgf/cm2 M A pressão atmosférica ao nível do mar pode ser dada por: 1atm = 1. Para passar de MPa para bar. o uso do bar.92in Hg Como podemos ver. Por isso.000Pa) e kPa (quilo Pascal = 1. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 49 Pense e Anote . Como o Pascal é uma unidade muito pequena. é bom começar a ter uma noção da pressão em Pa.50m H2O = 50 x 0.07031 = 7.33m = 760mm Hg = 1. numa fase de transição.000.013bar = = 0. a pressão atmosférica ao nível do mar equivale a uma coluna de 10.000Pa). admitindo.

suas pressões P1 e P2 serão sempre iguais e. mantendo sempre a pressão no ponto 1 igual à pressão atmosférica local P2. no caso.033kg/cm 2A H máx.033kg/cm 2 Vácuo 3 Pressão atmosférica 1.PROBLEMA 27 Qual seria a coluna de água que teríamos num tubo mergulhado em um re- Pense e Anote servatório de água ao nível do mar se retirássemos todo o ar do tubo fazendo um vácuo perfeito? FIGURA 21 COLUNA MÁXIMA DE ÁGUA COM VÁCUO COM AR NO TUBO 3 Pman = 0 Pressão atmosférica 1. ficando no mesmo nível do reservatório. Esta coluna de água compensará a pressão negativa da parte superior do tubo P3. Como os pontos 1 e 2 estão no mesmo nível. e a pressão atmosférica forçará a água para o interior do tubo. vamos colocar o tubo dentro do reservatório com a válvula situada na parte superior aberta para a atmosfera.033kg/cm 2 A 1 2 SEM AR NO TUBO Pman = –1. 50 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . igual à pressão atmosférica local de 1. A pressão no tubo P3 começará a cair. A água entrará no tubo. = ? 1 2 Inicialmente. fazendo seu nível subir. Vamos conectar a válvula da parte superior do tubo a uma bomba de vácuo e começar a retirar o ar do interior dele.033kgf/cm2 absoluta ou 0kgf/cm2 manométrica.

a coluna seria: P= xH 10 1. Há perdas de carga por atritos.77m 0. para cada líquido. o que é a mesma coisa. tivéssemos gasolina (g gasolina = 0. Viscosidade ou PETROBRAS ABASTECIMENTO A viscosidade pode ser definida como a resistência do fluido ao escoamento. por hipótese. este valor é bem inferior pelas seguintes razões: Uma bomba centrífuga jamais conseguirá fazer um vácuo perfeito. no lugar de água.33 = 13. As bombas possuem necessidade de uma energia mínima na sucção (NPSH disponível – que será visto posteriormente). ficaremos limitados à profundidade teórica de 10.75gf/cm3). a coluna máxima seria: P= xH 10 1. conseguíssemos fazer um vácuo absoluto. a pressão absoluta seria igual a zero.33m Esta seria a coluna máxima que poderia ser conseguida para água. No caso de querer retirar água de um poço com uma bomba colocada na superfície. Quanto menor o .75 Como podemos notar.75 x H 10 H= 10. Notar também que os 10. Num local de maior altitude. 51 Manutenção e Reparo de Bombas Pense e Anote . ou.033kgf/cm2. a coluna seria menor. retirar todo o ar do interior do tubo. choques e mudanças de direção do líquido na tubulação de sucção. a pressão manométrica seria = –1. Neste caso. o máximo que se consegue aspirar com uma bomba centrífuga fica em torno de 7 ou 8 metros quando trabalhando com água. Esta coluna é também influenciada pelo peso específico do líquido ( ). em função do seu peso específico. teremos uma coluna máxima.033 = 1xP 10 H = 10.033 = 0. Se.33m ocorreriam ao nível do mar. como a pressão atmosférica é menor.Se. Por isso.33m. ou seja. maior a coluna H de líquido (ver fórmula usada anteriormente). Na prática. onde a pressão atmosférica é maior.

1 0. A principal unidade para medir viscosidade dinâmica é o poise (pronuncia-se “poase”).672 1 1Poise = 1 0.01poise A viscosidade de um líquido varia inversamente com a temperatura. comparada com a da água. Quanto maior a temperatura. Ao tentar girar uma pá Pense e Anote para movimentar os líquidos. o centipoise (cP).s 0.Suponhamos dois vasilhames. Quanto maior a viscosidade dinâmica.01 10 14. notaríamos uma resistência maior no óleo do que na água.488 lbm / ft.88 1cP (centipoise) = 1Pa. Isso é devido à maior viscosidade do óleo.000 1488 Pa.s 1 lbm/ft. é usado um submúltiplo 100 vezes menor.s 0. Normalmente. maior a resistência ao deslocamento.0672 0.s = = 52 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 22 DIFERENÇAS DE VISCOSIDADES Óleo Água Existem dois modos de expressar a viscosidade: dinâmica ( ) e cinemática ( ). 1cP = 0.000672 0.001 1 1. TABELA 16 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES DINÂMICAS Poise cP 100 1 1. A viscosidade dinâmica ( ) é a propriedade do líquido que expressa sua resistência ao deslocamento de suas camadas. um com óleo de massa específica igual à da água. e outro com água. porém mais viscoso. menor a viscosidade.

40 10.35 26.30 7.000 4.20 58.7 200 300 400 500 1.0 91.01St = 1mm2/s Na lubrificação das bombas da Petrobras é comum utilizar o óleo Marbrax TR-68.7 18.35 8.2 54.17 2. e SSU: 1St = 1cm2/s 1cSt = 0. centistoke (cSt). que possui uma viscosidade de 63.5 41.0 65.200 Graus Engler 1.00 1.60 110 132 154 176 198 220 440 660 880 1.1 43.02 4.1 81.60 117.9 51.60 17.70 14.30 29.70 14.Pense e Anote A viscosidade cinemática ( ) é a relação entre a viscosidade dinâmica ( ) e a massa específica ( ).0 100.000 5.16 1.0 32.95 13.100 2.56 4.24 19.000 10.5 28.48 5.45 23.73 3.000 3.79 11.92 7.0 146 292 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 53 .1 15.6 32.40 87.50 20.3 13.9cST a 40o e de 8.4 71.44 15.30 23.2 20.88 2.000 SSF – segundos saybolt furol – – – – – 12.0 87.58 1.000 2.000 cSt centistokes 1 2.64cST a 100oC.31 1.45 2.6 61. A conversão pode ser feita por: TABELA 17 CONVERSÃO DE VISCOSIDADES CINEMÁTICAS SSU – segundos saybolt universal 31 35 40 50 60 70 80 90 100 150 200 250 300 400 500 600 700 800 900 1. = As unidades mais usadas são: stoke (St).

9 e a viscosidade dinâmica de 900cP? (cP) densidade 900 0. usando a fórmula: Pense e Anote PROBLEMA 28 (cSt) = (cP) (g/cm ) 3 = (cP) densidade Qual seria a viscosidade em centistokes de um óleo cuja densidade é de 0.000 Pressão de vapor Para cada temperatura de um líquido. FIGURA 23 PRESSÃO DE VAPOR Manômetro Fase vapor Fase líquida Termômetro Pv = Pman + Patm A pressão de vapor é a pressão medida na fase gasosa e é expressa em valores de pressão absoluta. 54 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Podemos converter a viscosidade dinâmica em centistokes para viscosidade cinemática em centipoise. existirá uma pressão na qual teremos um equilíbrio entre as fases vapor e líquida. como GLP ou gasolina. Então.A viscosidade cinemática é bem mais utilizada no estudo de bombas do que a dinâmica. Suponhamos um vaso com um líquido volátil. À pressão exercida nas paredes do recipiente pela fase vapor denominamos pressão do vapor deste líquido para esta temperatura. dizemos que o líquido se encontra saturado.9 (cSt) = = = 1. A pressão de vapor aumenta com o aumento de temperatura.

23. por exemplo. 24. estará na fase vapor. Para uma pressão de vapor PV1.FIGURA 24 CURVA DA PRESSÃO DE VAPOR Pressão absoluta PV1 Líquido Curva da pressão de vapor Vapor T1 Temperatura (oC) Para uma dada temperatura T1. FIGURA 25 PRESSÃO DE VAPOR EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA Pressão absoluta (bar) Temperatura (o C) 1. Se a temperatura for maior. A pressão de vapor é sempre expressa em valores absolutos como. Etano 7. o fluido estará na fase líquida. Ácido fórmico 4. 25. o fluido estará na fase líquida. estará na fase vapor. Downtherm A 16. Etileno 9. Glicerina 18. Querosene 21. Benzeno 12. Hexano 20. se a pressão do fluido for superior à pressão de vapor PV1. 8. Amônia 5. Álcool etílico 3. Clorobenzeno 13. Álcool metílico 22. Anilina 6. 4. 26. Acetona 2. Naftaleno Propano Propileno Tolueno Água PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 55 Pense e Anote . Isobutano 19.6kg/cm2A. Difenil 15. Gasolina 11. Etileno glicol 10. se a temperatura for inferior a T1. Ácido Acético 17. Se a pressão for inferior. Dietil-éter 14.

não se modificará. Nesse momento. cerca de 4barM. a qual possui uma válvula de segurança.55barA. Por isso. Ao nível do mar. No caso de uma bomba. teremos de aumentar a temperatura da água. a temperatura da água será de 100oC. Caso queiramos cozinhar mais rapidamente o alimento. como o propano.033kgf/cm2A). e isso só será possível se aumentarmos a pressão no interior da panela.76barA). a energia é recebida através do eixo de acionamento. o propano corresponde à linha 23. a pressão atmosférica. Rendimento Rendimento de uma máquina é a relação entre as energias recebidas e cedidas por essa máquina. A temperatura não ultrapassará esse valor por mais que aumentemos a chama do fogão. ou seja. A energia é cedida ao líquido pelo impelidor. Alguns líquidos. fenômeno que é conhecido como cavitação e que veremos com mais detalhes na parte em que falaremos de bombas. possuem a pressão de vapor na temperatura ambiente superior à pressão atmosférica. seria necessário 15. fazendo com que a pressão de vapor aumente. sob a forma de pressão e de velocidade. precisamos que o líquido esteja sempre numa pressão acima da pressão de vapor para evitar que haja vaporização no interior da bomba. ou seja. no caso. Quando estamos bombeando. temos 20barA. Essas pressões correspondem às pressões de vapor da água para as temperaturas citadas. nesse caso. a pressão da panela teria de ser de aproximadamente 5barA (ver valor aproximado na Figura 25 – curva 26 – o valor correto é de 4. a água começará a vaporizar (ferver). Para cozinhar com 200oC. ele irá vaporizar-se. Este é o princípio da panela de pressão. se colocarmos propano num vaso aberto. é a pressão atmosférica (1. Isso porque a pressão que está reinando sobre a panela. que só permite o escape dos vapores da água após atingir uma certa pressão. Para cozinhar com água a 150ºC.PROBLEMA 29 Qual a pressão de vapor do propano na temperatura de 60oC? Pense e Anote Na Figura 25. se colocarmos uma panela aberta com água no fogão e começarmos a aquecê-la. a pressão de vapor subirá com a temperatura da água até atingir a pressão reinante no ambiente que. Nessa pressão. Entrando no eixo de temperatura com 60oC e seguindo até a linha 23. = Energia cedida Energia recebida 56 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

podemos afirmar que.PROBLEMA 30 Qual seria o rendimento de uma bomba cujo motor entrega 40hp no eixo e a bomba cede ao líquido 20hp? = Energia recebida 40 = = 0. pelo esquema da Figura 26. a vazão Q1 na seção 1 é igual à vazão Q2 na seção 2. FIGURA 26 ESCOAMENTO DE UM LÍQUIDO NUMA TUBULAÇÃO 1 2 Q1 Q2 Q1 = Q 2 = V 1 x A 1 = V 2 x A 2 Como a vazão é o produto da velocidade pela área.50 ou 50% Energia cedida 20 Nesse caso. Equação da continuidade Considerando um fluido como incompressível. a bomba estaria transformando em calor. desde que não tenhamos nenhuma saída ou entrada de líquido entre as seções 1 e 2. metade da energia recebida. teremos: v 1 x A 1 = v2 x A2 A2 A1 v1 = v 2 x a v1 = v 2 x ( ) D2 D1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 57 Pense e Anote . por atrito e por outras ineficiências. teremos: Vazão na seção 1 = v1 x A1 Vazão na seção 2 = v2 x A2 Como as vazões são iguais nas duas seções.

a velocidade média cairá para a metade.4 v 1 = v2 x =3x = 1. ao escoar da cota em que se encontra até as turbinas hidráulicas. Energia de velocidade ou cinética. Essa capacidade é chamada de energia potencial. A energia sob a forma de pressão é a que. localizadas num nível mais baixo.1cm2 → 6"sch 40’→ A1= 186. v2 = Velocidade média de escoamento na seção 2. Energia de pressão. como nos casos de barragens de usinas hidrelétricas. D1 = Diâmetro interno da tubulação na seção 1. Se dobrarmos o diâmetro. por exemplo. A energia potencial é a que temos quando o líquido se encontra a uma determinada altura. Dobrando a área de uma seção da tubulação. a área aumenta quatro vezes e a velocidade média cairá para 1/4. 58 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .32m/s Teorema de Bernouille Um fluido escoando numa tubulação possui três formas de energia: Energia potencial ou de altura.4cm2 → A2 A1 82.1 186. A água. permite a realização de um trabalho como o deslocamento de um pistão numa prensa hidráulica.onde: Pense e Anote v1 = Velocidade média de escoamento na seção 1. PROBLEMA 31 A área varia com o quadrado do diâmetro área = D2 4 Temos uma velocidade média de escoamento de 3m/s numa tubulação de 4"sch 40. Qual será a velocidade de escoamento num outro trecho da linha com tubo de 6"sch 40? Da tabela de tubos (ver Tabela 18) tiramos: Área interna do tubo 4"shd 40’→ A2 = 82. D2 = Diâmetro interno da tubulação na seção 2. Outro exemplo é o de um macaco hidráulico que levanta um peso. maior a energia contida. Para uma mesma massa. tem capacidade de acionar uma turbina acoplada a um gerador de eletricidade. quanto maior a altura.

expressas em dimensões de coluna de líquido. Um exemplo de uso da energia cinética são os geradores eólicos (movidos pelo vento). Temos então que: P1 V 12 2g P2 V 22 2g + + Z1 = + + Z2 = constante Teorema de Bernouille Onde os termos representam: P = Energia de pressão V2 = Energia de velocidade 2g Z = Energia potencial PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 59 . FIGURA 27 TEOREMA DE BERNOUILLE Seção 2 V2 Seção 1 V1 Z1 Linha de referência Z2 As energias no ponto 1 e no ponto 2 da tubulação mostrada no esquema acima. apenas se transforma. no qual afirmamos que energia não se perde nem se cria. é a decorrente da velocidade de escoamento. seriam: P1 V12 2g P2 V22 2g E1 = + + Z1 E2 = + + Z2 Pelo princípio de conservação de energia. a energia no ponto 1 é igual à energia no ponto 2. também chamada de energia cinética.Pense e Anote A energia de velocidade.

FIGURA 28 ENERGIA CEDIDA PELA BOMBA P2 P1 V2 Z1 V1 Z2 Linha de referência E2 – E1 = Energia cedida pela bomba Energia cedida pela bomba = E2 – E1 = P2 – P1 + V22 – V12 2g + Z2 – Z1 Quando tratarmos das curvas características das bombas centrífugas. também podemos calcular a energia fornecida por uma bomba para uma determinada vazão. não temos perda. voltaremos a este assunto. No caso da bomba. Pela equação anterior. ficando a equação como: E1 = E2 + perdas de carga V12 2g V 22 2g Pense e Anote P1 + + Z1 = P2 + + Z2 + perdas Essas perdas recebem o nome de perda de carga entre o ponto 1 e o ponto 2.A equação anterior é válida apenas teoricamente. a diferença entre essas energias é a fornecida pela bomba para aquela vazão. já que. 60 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos algumas perdas de energia entre os pontos 1 e 2 decorrentes de atritos.. Medindo a energia no flange de descarga (E2) e no flange de sucção (E1) da bomba. na prática. mas ganho de energia. choques etc.

8 140.5 1.8 9.1 1.3 12.2 791.9 ¾” 27 1" 33 2" 60 3" 89 4" 114 6" 168 8" 219 10" 273 12" 324 14" 356 16" 406 18" 457 20" 508 24" 610 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 61 Pense e Anote .9 38.8 15.28 15.0 9.2 298.4 47.8 428.07 5.1 154 146.7 174.8 111.44 2.7 19.29 33.91 5.9 254.32 3.6 590.5 49.6 2593.6 24.0 9.88 3.9 73.1 1.793.6 1.9 455.45 95.7 440.11 10.51 67.7 42.1 116.9 304.6 239.95 5.4 9. (mm) ½” 21 Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS – XXS Std XS XXS – Std XS – – Std – XS – Std – XS – Std XS – Std XS – – Std XS – – Std XS – – Padrões 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 160 – 40 80 – 160 40 60 80 160 – 40 – 80 30 40 – 80 30 40 80 – – 40 80 20 30 40 80 20 – 40 80 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S 80S – – 40S – 80S – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – Espessura Diâm.7 547.1 1.0 363.6 488.2 136.79 1.1 60.9 18.7 254.87 3.8 6.7 872.0 655.1 12.9 26.6 66.7 15.72 172.630.4 20.3 80.2 574.Tabela de tubos TABELA 18 DADOS SOBRE TUBOS Diâm.1 431.91 0.9 310.3 351.41 79.2 6.56 13.55 1.94 2.62 11.2 193.1 74.5 387.2 42.4 121.48 64.5 247.23 42.54 7.50 3.1 15.6 173.9 50.7 15.23 81.27 12.52 11.6 722.1 481.7 17.44 5.65 16.4 11.2 23.51 1. Nominal ext.29 107.0 105.52 12.73 4.65 97.7 19.8 303.0 155.44 11.2 59.09 3.47 11.68 2.57 4.4 889.2 203.0 Peso kgf/m 0.829.7 14.52 10.31 27.4 168.42 1.3 97.6 438.5 1.18 12.0 139.8 186.4 30.96 1.6 477.5 321.52 12.5 333.91 5.9 336.82 2.2 77.4 2742.507.3 131.1 28.7 81.3 186.8 82.64 3.48 7.34 131.4 330.74 79.5 584. (mm) int.56 107.5 509.9 482.2 365.464. (mm) 2.77 3.0 14.7 1.98 28.02 8.1 7.4 202. cm2 1.877.3 1.1 26.87 3.10 0.06 22.1 73.9 463.10 42.08 13.4 102.9 182.2 87.9 154.23 4.35 9.8 1.75 7.25 21.49 40.4 235.12 123.9 856.63 2.2 317.7 21.54 8.8 124.91 6.9 93.2 21.140.1 1038.3 23.2 94.71 11.7 2355.3 20.6 409.2 52.7 22.0 26.2 9.1 254.4 9.23 5.4 288.8 11.8 13.52 12.7 17.47 2.6 242. Diâm.19 2.7 58.44 7.6 34.5 17.178.8 729.5 699.7 15.97 18.1 294.62 1.82 21.52 12.37 1.3017.3 157.443.1 2677.6 11.6 9.9 15.9 8.9 215.7 Área int.3 1.

Pense e Anote Alfa Beta Eta Teta TABELA 19 LETRAS GREGAS Gama Delta Épsilon Zeta Iota Kapa Lambda Mi Ni Csi Ômicron Pi Rô Sigma Tau Ípsilon Fi Qui Psi Ômega Prefixos TABELA 20 PREFIXOS Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilhão quadrilhão trilhão bilhão milhão mil cem dez Múltiplo Prefixo Símbolo Nome quintilionésimo quadrilionésimo trilionésimo bilionésimo milionésimo 10 18 10 10 15 12 exa peta tera giga mega quilo hecto deca E P T G M k H da 10 -18 10 10 -15 -12 atto femto pico nano micro mili centi deci a f p n m c d 10 9 10 6 10 10 10 3 2 10 -9 10 -6 10 10 -3 -2 milésimo centésimo décimo 10 -1 Exemplos: m = 10-6m = micrometro = milionésimo do metro cm = centímetro = 10-2m = centésimo do metro ml = mililitro = 10-3 litro = milésimo de litro kg = quilograma = 103 gramas = mil gramas MW = megawatt = 106 Watt = milhões de Watt Gb = gigabite = 109 bites = bilhão de bites 62 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .Letras gregas Relação das letras gregas maiúsculas e minúsculas.

h V=B.h= V=B.b.h .Resumo ÁREA DE FIGURAS GEOMÉTRICAS Quadrado Retângulo Paralelogramo Trapézio Triângulo Círculo A = a2 A=b. r2 = .r 3 2 Lado ao cubo Largura x Profundidade x Altura . r2 . 3 .r . h) 2 . (b1 + b2) 2 (b .r 2 Q = Vol = v x A = t 30 ACELERAÇÃO Volume sobre tempo a= v2 – v 1 t2 – t1 Variação da velocidade no tempo FORÇA F=mxa Peso = m x g Massa x Aceleração PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 63 Pense e Anote .h A= A= A= h . h 3 Área da base x Altura Área da base x Altura sobre 3 Esfera Quatro terços de Pi x Raio ao cubo VELOCIDADE LINEAR v= D t Distância percorrida sobre tempo VELOCIDADE ANGULAR w=2 N N = rd/s 60 30 Pi x rpm sobre 30 VAZÃO v.D 4 2 Lado ao quadrado Base x Altura Base x Altura Base média x Altura Base x Altura sobre 2 Pi x Raio ao quadrado VOLUME DOS SÓLIDOS Cubo Paralelepípedo Cilindro Cone V = a3 V=a. .h = 3 V=4.h A=b.

Resumo Pense e Anote TRABALHO T=Fxd Força x Distância TORQUE T=Fxd Força x Raio de giro POTÊNCIA Pot = T t MASSA ESPECÍFICA Trabalho sobre tempo = Massa Volume Massa sobre o volume PESO ESPECÍFICO = Massa Volume Peso sobre o volume DENSIDADE d= Massa específica do produto Massa específica da água Relação entre massa específica do líquido e da água PRESSÃO P= F A P= xH 10 em gf/cm3 → H = m Força sobre área ou peso específico x Altura sobre 10 p/ P em kgf/cm2 VISCOSIDADE DINÂMICA E CINEMÁTICA (cSt) = (Cp) Densidade Viscosidade cinemática é a viscosidade dinâmica dividida pela densidade RENDIMENTO = Energia cedida Energia recebida É a relação entre as energias cedida e a recebida 64 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote Resumo EQUAÇÃO DA CONTINUID NTINUIDADE EQUAÇÃO DA CO NTINUIDADE V1 = V2 x A2 A1 D2 D1 ou 2 V1 = V2 x ( ) + Z1 = Velocidade da seção 1 igual à velocidade da seção 2 x Relação entre as áreas 2 e 1 ou multiplicada pelas relações entre os quadrados dos diâmetros 2 e 1 TEOREMA DE BERNOUILLE P1 P2 + V12 2g V22 2g + + Z2 + perdas Pressão sobre peso específico + Velocidade ao quadrado sobre 2 x Aceleração da gravidade + Altura do manômetro na seção 1 igual à da seção 2 + Perdas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 65 .

Na indústria em geral. por motores elétricos. cada uma delas com características que serão objeto de apreciação ao longo desse trabalho: ➜ Bombas dinâmicas ou turbobombas.Bombas B ombas são máquinas destinadas à transferência de líquidos de um ponto para outro. O presente trabalho visa dar este conhecimento. o acionamento das bombas é realizado. Para realizar essa movimentação. ➜ Turbinas a vapor. as bombas cedem energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. Os fabricantes disponibilizam uma grande variedade de bombas. sendo a forma de pressão a predominante. que podem ser grupadas em duas famílias principais. principalmente. ➜ Motores de combustão interna. É importante conhecer o funcionamento de um equipamento para que possamos realizar manutenção adequada. a bomba necessita receber energia de um acionador. Essa preferência é devido ao fato de os custos de aquisição e de operação serem inferiores aos das turbinas e dos PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 67 Pense e Anote . Os principais acionadores usados nas bombas são: ➜ Motores elétricos. Para funcionar. Esse conhecimento facilita a identificação de falhas e o modo de saná-las. ➜ Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas.

A vantagem em ter o motor como reserva é a sua elevada aceleração. o fornecimento do vapor é mais confiável do que a energia elétrica. Já a desvantagem é que. é cada vez mais comum utilizar motores elétricos com rotação variável no acionamento de bombas. são passíveis de endurecimento caso cesse o bombeamento. Os motores pneumáticos. a possibilidade de variar a rotação. ou o contrário. Visando aumentar a segurança operacional. De modo geral. são acionadas por motor elétrico. como acionadores de bombas portáteis de abastecimento de óleo lubrificante a partir de tambores. isso é outro motivo que poderá levar à utilização de tal alternativa de acionamento. Quando ambas. Se não dispusermos de vapor nas instalações. Os motores elétricos possuem rendimento na casa dos 90% contra cerca de 30% dos dois outros acionadores citados. é usual a adoção de bomba reserva de modo a não interromper o funcionamento da unidade. O sistema de partida automático do motor elétrico é mais simples do que o da turbina. essa aplicação está ficando cada vez mais rara. com o barateamento dos variadores de freqüência. 68 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a bomba principal e a reserva. A escolha do tipo de acionador principal deverá levar em conta esses fatores. Sua vantagem é a de não causar riscos de explosão e de serem facilmente acionáveis devido à grande disponibilidade de pontos de alimentação de ar comprimido existentes nas unidades. É comum também ter a bomba principal acionada por motor elétrico e a reserva por turbina a vapor. Pense e Anote Durante muito tempo. Em unidades novas. que faz com que a bomba entre em operação rapidamente. ao escoarem através de oleodutos. Nos locais em que a falha da bomba possa ocasionar problema de segurança ou prejuízos elevados. reduzindo assim a possibilidade de parada do sistema para o qual a bomba trabalha. não são utilizados em bombas de processo. como bombas reservas de água contra incêndios ou de produtos que. Os motores de combustão interna são pouco utilizados em refinarias. devido a sua baixa confiabilidade e ao seu alto custo operacional. é comum a utilização de alimentadores elétricos (feeders) diferentes para cada uma delas. aumentamos o custo operacional devido ao fato de seu rendimento ser menor.motores de combustão interna. são geralmente movidos a óleo diesel. principalmente. caso tenhamos uma falha do equipamento principal. ao usar a turbina a vapor como principal. a saber. Esses motores. quando empregados. é comum adotar duas fontes distintas de alimentação para os acionadores. as turbinas possuíram uma vantagem sobre os motores elétricos. ficando seu uso restrito a casos excepcionais de segurança. Além deles. São aplicados. Hoje em dia. existem algumas bombas alternativas que são acionadas por meio de cilindros a vapor.

nesses casos. algumas instalações adotam diversas bombas operando em paralelo. o sistema ainda continuará sendo atendido.Pense e Anote Com o intuito de aumentar a flexibilidade operacional. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 69 . fica uma delas como reserva. só que com uma vazão menor. o que permite variar significativamente a vazão. Caso venha a falhar mais de uma bomba simultaneamente.

Embora a maioria das bombas adquiridas pela Petrobras seja inspecionada durante sua fase de fabricação e de testes. provavelmente a parte de madeira deverá estar danificada. Havendo danos. 3. vinda do fabricante. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 71 Pense e Anote . da bomba. Caso ele tenha sido mal manuseado. as bombas são embaladas pelo fabricante em caixotes de madeira fechados por placas de compensado. 2. A inspeção de recebimento deve constar no mínimo de: A o chegar ao almoxarifado.Recebimento da bomba deve ser submetida a uma inspeção de recebimento. do sistema de lubrificação e dos parafusos de nivelamento. 5. Verificar se a documentação está de acordo com a quantidade solicitada. como. ou em caixotes com ripas de madeira pregadas. do tipo engradado. 4. podem ocorrer danos entre a saída da fábrica e a chegada ao almoxarifado da refinaria usuária. Conferência da documentação. uma bomba nova 1. Verificação dos sobressalentes encomendados: se foram fornecidos com as especificações e as quantidades corretas. Normalmente. Análise dos estados da base metálica. Caso a bomba tenha vindo num caixote fechado. somente após a entrega). Verificação do estado do caixote de madeira. tal como manuais e desenhos: se vieram junto com a bomba (em alguns casos eles são fornecidos com antecedência e. em outros. por exemplo. O manual da bomba deve conter no mínimo: • Folhas de dados da bomba e do acionador (se este último fizer parte do fornecimento). do acoplamento e da sua proteção. No ato do recebimento. das linhas de refrigeração e de selagem. do acionador. o primeiro passo é ler a pasta que contém a documentação de compra (pasta do PCM) para saber que itens deveriam ser fornecidos juntamente com a bomba. a inspeção deverá ser mais detalhada. ter caído durante o transporte. abri-lo para verificar sua plaqueta de identificação e a do acionador para assegurar-se de que a bomba é mesmo a encomendada.

6.• Dados dos testes efetuados na fábrica (desempenho. Se a documentação da bomba e de seus componentes foi fornecida. seu acionador.). os materiais de fabricação e as quantidades empregadas na bomba. lista de peças com identificação das referências comerciais. • Desenho de corte da bomba com todos os itens identificados. referências comerciais e materiais e quantidades utilizadas. 72 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . além de um corte da caixa de selagem. Caso a selagem seja feita por meio de gaxetas. do tamanho e do número de anéis utilizados. material de fabricação e quantidade empregada. devem constar: plano de selagem. Se os bocais e os furos roscados estão protegidos. No caso do uso de selo mecânico. Resumo Na inspeção de recebimento de uma bomba. a bomba. vibração. • Desenhos de corte do acionador. Pense e Anote • Instruções de manutenção e de operação da bomba. caixa de mancais e de selagem): se estão protegidas para evitar a entrada de umidade e de objetos estranhos. Descrição da preservação realizada pelo fabricante da bomba. deverá ter a especificação do tipo. furos que comunicam com o interior da carcaça. Estando tudo correto. pode ser dado o aceite da bomba no pedido de verificação de material. acoplamento e as respectivas cotas. mostrando o posicionamento das gaxetas em relação ao anel de distribuição (anel de lanterna). • Desenho da selagem. • Lista das peças relacionadas no desenho de corte da bomba com as referências comerciais. NPSH etc. 7. corte do selo. mostrando a base. • Desenho do conjunto da bomba. deve-se verificar: Se ocorreram danos durante o transporte. Verificação de todas as suas entradas (flanges. com lista de peças.

os flanges devem ser protegidos com uma tampa plástica ou uma chapa metálica com junta. usar uma chave de cinta no acoplamento ou no eixo. passado o período de preservação recomendado pelo fabricante. a bomba deve ser cheia com um líquido de proteção adequado. ocasionando a corrosão localizada e o desgaste (brinnelling). Na sua furação. É usual o fabricante fazer alguns pontos de preservação na fábrica. Para essa operação de giro. devendo ser girada algumas voltas e drenada. Recomenda-se colocar na caixa de mancais o mesmo óleo de preservação. de 1 volta + 1/4 de volta. com nível até a parte inferior do eixo. Para tal. As aberturas roscadas devem todas ser protegidas com um plugue (bujão) roscado de plástico ou metálico. Evitar que o peso da parte rotativa recaia sempre sobre o mesmo ponto do rolamento. Na falta deste. girar periodicamente o eixo da bomba e do acionador (de 15 em 15 dias é um bom prazo) no sentido indicado pela plaqueta de rotação. girar manualmente algumas voltas. Não utilizar chave de grifo para não danificar nem o eixo.Preservação cer estocada e mesmo após ser montada na base. por exemplo. para tal preservação. Esse material só deve ser retirado na fase de colocação das tubulações. PETROBRAS ABASTECIMENTO A té a partida efetiva. colocar um plugue roscado. Para evitar que isso ocorra. o que costuma ser eficaz para um período de 6 meses. durante o período em que permane- Manutenção e Reparo de Bombas 73 Pense e Anote . Bombas que vão ser lubrificadas por sistema de névoa podem ser preservadas por esse sistema. Logicamente. se não for possível fazê-lo com a mão. ou seja. O copo nivelador deve ser retirado e guardado num local seguro até pouco antes da partida da bomba. Nesse caso. Esse líquido costuma ser um óleo com alto teor de antioxidante. o sistema de geração de névoa terá de ser instalado com antecedência. usar um óleo tipo turbina. Em seguida. deve ser feita uma linha adicional para a carcaça da bomba. Marbrax 68. Um dos principais cuidados que devemos ter é o de impedir a queda de algum objeto no interior da bomba. findos os quais eles devem ser renovados. um plano de preservação deve ser obedecido. Caso não exista o sistema de névoa.

Pense e Anote As superfícies usinadas da base metálica que ficarem expostas. Girar o eixo da bomba a cada 15 dias de 1+1/4 de volta no sentido da rotação. Fazer uma marca com tinta ou marcatudo no acoplamento para acompanhar a posição de parada do eixo. como a região de apoio do acionador e da bomba. 74 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . regiões próximas ao mar ou de elevada umidade.nem o acoplamento. O óleo colocado na caixa de mancais deve ser trocado a cada 6 meses se o ambiente for medianamente agressivo como. Resumo A preservação deve ser renovada a cada 6 meses. por exemplo. devem ser preservadas com graxa ou parafina para evitar sua oxidação.

Uma bomba bem grauteada vibrará muito menos do que uma outra submetida aos mesmos esforços com graute inadequado. O grauteamento é a operação de colocar uma massa adequada entre a base de concreto e a base metálica da bomba. Conexão com os flanges. sejam estas forças de tensão da tubulação nos flanges da bomba. 2. Podemos dividir esta fase em três outras. as forças que atuam na bomba terão seus efeitos atenuados. fazendo uma união efetiva entre elas. enumeradas a seguir: 1. FIGURA 29 GRAUTEAMENTO DE UMA BASE DE BOMBA Bases de apoio do motor que podem ser usadas para nivelamento Base de apoio da bomba que pode ser usada para nivelamento 25mm mínimo Chumbador Parafuso de nivelamento com placa Graute Parafuso de nivelamento com placa Chumbador Base de concreto Forma de madeira para conter o graute PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 75 Pense e Anote . com o objetivo de aumentar a rigidez da base e a massa do conjunto. Assim. sejam de desbalanceamento. 3. Alinhamento.Instalação e teste de partida E nganos cometidos nesta etapa ocasionam problemas futuros difí- ceis de serem reparados. Nivelamento/grauteamento.

usada em isolamento de tubulação ou RTV (borracha de silicone). evitando. os seguintes passos devem ser seguidos. Verificar se o posicionamento dos chumbadores na base de concreto está compatível com os furos existentes da base metálica da bomba. Na montagem da bomba. 1. retirando a camada lisa de cimento que fica na parte superior dela. esse fator acaba sendo um inibidor para uso generalizado. Hoje em dia. Os especialistas consideram como o melhor material para graute um epóxi específico para esse fim. O espaço entre essa luva e o chumbador deve ter sido preenchido com um material não endurecível como. observar diretamente a base metálica. o graute era realizado com uma massa de cimento rala. Como seu custo é bem superior ao do cimento. é raro o uso de chumbador tipo L.Antigamente. a entrada de concreto ou do graute. assim. interno > 2D Prender com material que não endureça. espuma de poliuretano. Isso permitirá o alongamento do chumbador ao ser apertado e também admitirá pequenos deslocamentos para casar com a furação da base metálica. impedindo a entrada de concreto ou de graute 150mm (mínimo) Ponto de solda 3. 2. Verificar se os chumbadores foram montados dentro de uma luva com diâmetro interno de 2 a 3 vezes o diâmetro do chumbador e no mínimo 150mm de comprimento. FIGURA 30 CHUMBADOR E LUVA D Graute 25mm mínimo Vedante Luva com dia. A cura completa do concreto só ocorre 28 dias após sua fundição. são empregados cimentos próprios. que curam bem mais Pense e Anote rápido. Deve ser retirada uma espessura de cerca de 25mm da base. por exemplo. Não é recomendado o uso de marteletes pneumáticos nessa tarefa. Hoje em dia. O API 610 (bombas centrífugas) e o API 686 (montagem de máquinas) recomendam o uso de epóxi no grauteamento das bombas. ou se a bomba já estiver na planta. Isso pode ser feito pelo desenho da base da bomba. supondo que a base de concreto esteja pronta e curada. Picotar a base de concreto. Utilizar uma pequena marreta e uma ponteira. Esse 76 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Colocar a base da bomba sobre a de concreto de modo que a parte inferior da base metálica fique no mínimo 25mm acima da base de concreto. Ajustar. um pedaço de chapa com cerca de 12.desbaste tem por objetivo remover o cimento liso que sobrenadou na base de concreto de modo a deixá-lo áspero e irregular. As duas têm de ser iguais. na direção dos parafusos de nivelamento. Para tal. Após nivelar a base. o que irá facilitar a aderência e aumentar a área de contato com o graute. Verificar no projeto se a altura da base está correta e se a elevação dos flanges encontra-se de acordo com o desenho de tubulação. se necessário. O torque de aperto deve seguir o recomendado pelo fabricante.7mm (1/2") de espessura.2mm por metro. colocar os calços de latão ou aço inoxidável sobre os apoios. As bases das bombas adquiridas pela Petrobras são fornecidas com parafusos “macaquinhos” para efeito de nivelamento. já que o ar comprimido de compressores de campo costuma ter óleo. Soprar. usando um nível de bolha apoiado em superfícies usinadas da base. pois estas substâncias impedem a aderência do graute. Evitar a presença de óleo e graxa. com ar isento de óleo. tanto para o nivelamento transversal quanto para o longitudinal. Limpar bem a base de concreto de detritos e poeiras. repetindo a leitura. É recomendável realizar uma aferição do nível que será utilizado. Colocar sobre o concreto. 6. 4. fazer uma leitura com o nível e depois girá-lo 180º. 5. e depois na região da bomba. apertar as porcas dos chumbadores e tornar a verificar o nível. Nivelar a base através dos macaquinhos no sentido transversal e longitudinal na região do motor. usar os valores da Tabela do API. transcrita a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 77 Pense e Anote . FIGURA 31 NIVELAMENTO TRANSVERSAL DA BASE NA ÁREA DO MOTOR E LONGITUDINAL DA BOMBA Furos para colocação de graute A norma API 686 recomenda o limite de 0. Na falta da recomendação.

Passar um antiaderente nas partes em que não se deseja que o graute tenha aderência. Fazer um acabamento com um chanfro de 45º.16 11. eles devem ser retirados da base.TABELA 21 TORQUE A SER APLICADO NOS CHUMBADORES Pense e Anote Ch Fios/pol pol 1/2 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 – 13 11 10 9 8 8 Torque N. Se a bomba e o acionador prejudicarem o acesso para a colocação do graute.1 Ch Fios/pol pol 1¼ 1½ 1¾ 2 2¼ 2¾ – 8 8 8 8 8 8 Torque N.m 40. para evitar vazamentos. São elas: as formas de madeira. Vedar as formas. os parafusos macaquinhos e as porcas de fixação da proteção do acoplamento. todas as tubulações devem estar desconectadas. Existem cimentos apropriados para graute. Não é recomendado o uso de óleo ou graxa nesta atividade.m 4.1 33.1 111 207 304 440 818 Ch – – M12 M16 M24 M30 M52 Torque N. 8.m 678 1085 2034 2983 4312 8026 Kgf. conforme mostra a Figura 32. principalmente junto ao concreto. O ideal é que exista um suspiro (vent) do lado oposto do furo de colocação do graute para permitir a saída do ar.m – 31 110 363 1157 3815 Kgf. Para evitar quebras.4 136 217 332 481 kgf. Utilizar para 78 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .7 81. 9.9 49. e sim três camadas de uma pasta à base de parafina.m – 3. Durante a fase de grauteamento.3 13.m 69.8 22.15 8. a base de concreto e a camada de graute não devem ter cantos vivos. Verter o graute. As bases costumam ter furos nas chapas para este fim (ver Figura 31).2 37 118 389 7. Não é aconselhável o uso de vibrador. FIGURA 32 CHANFRO DE 45º NA BASE DE CONCRETO E NO GRAUTE Base metálica Graute Chanfros Concreto 10. Preparar as formas em torno da base para o grauteamento.

depois de tudo. 12. Se. Para tal. dos filtros. 17. 15. se ficou alguma região vazia. Verificar a tensão introduzida pelas linhas. não for possível enquadrar os valores. for excedido esse valor de deslocamento. No caso de motor elétrico. O reparo deve ser realizado com epóxi mesmo que tenha sido grauteado com cimento. Os relógios também devem indicar menos de 0. batendo na chapa superior da base. comum. montar as tubulações auxiliares de refrigeração. com auxílio de um pequeno martelo. Torne a zerar os relógios e aperte agora o flange de descarga. das válvulas de retenção etc.05mm. se não estiver correto. 13. Após a operação anterior. coloque dois relógios comparadores com os ponteiros apoiados no cubo do acoplamento. O alinhamento que vem do fabricante é apenas um pré-alinhamento. Portanto. Havendo. O aquecimento reduz a resistência da tubulação. Lembrar que alguns tipos de aço usados em tubulações. 14. um para introduzir massa epóxi. Alinhar a bomba com o acionador. Aperte os parafusos do flange de sucção com a junta de vedação no local. Zere os relógios. Todos os parafusos devem ser colocados com a mão nos furos. sem necessidade de forçar os flanges. devem ser conectadas as linhas de sucção e de descarga. e outro para saída do ar. consulte antes o responsável pela montagem da tubulação. 16. faça dois furos nas extremidades opostas do vazio.) e começar apertando-os a partir do flange mais próximo da bomba. Não deve ser exercida muita força para evitar a deformação da chapa superior da base metálica. de selagem e de lubrificação. Os dois relógios devem indicar menos de 0.05mm. 11. fazendo com que o material deforme. retirar as formas e os parafusos de nivelamento. o que diminui a tensão introduzida pela linha.Pense e Anote esse fim um pedaço de madeira para ir socando o graute. Devem ser preenchidos todos os vazios da base. se aquecidos. podem necessitar de tratamento térmico posterior. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 79 . cortar a tubulação e refazer a solda da linha. Se. Após a cura do graute. Somente após a cura do graute. um na direção horizontal e o outro na vertical. Os flanges das tubulações devem estar concêntricos e paralelos com os da bomba. afrouxar os flanges dessa linha nas imediações da bomba (das válvulas de bloqueio. peça para inverter as fases de alimentação elétrica. Os desalinhamentos angulares podem ser corrigidos com o aquecimento localizado em alguma curva. verificar. no aperto de alguma das tubulações. Se fizer parte do projeto. Um outro recurso que pode ser usado é aquecer ao rubro uma seção completa da tubulação com os flanges da bomba apertados. Verificar se o sentido de giro do acionador está coerente com a bomba antes de acoplá-la.

A corrente alta também pode atuar o sistema de proteção elétrico. Se a proteção do acoplamento encontra-se no lugar. verificar: a Pense e Anote Se a bomba. Algumas bombas podem ser giradas ao contrário. elas devem partir com a descarga fechada. devem partir com a descarga totalmente aberta. 80 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . na maioria dos casos. a corrente do motor elétrico atinge 5 a 6 vezes o valor da corrente nominal. Fechar o suspiro. Para tal. No capítulo sobre as Curvas Características das Bombas. Durante a fase de aceleração da bomba. para efeito de partida. sob pena de soltarem partes fixadas por roscas. as bombas devem partir na condição de menor potência exigida. desarmando o motor. o acionador e o acoplamento estão adequadamente lubrificados. Por esse motivo. a menor potência ocorre com alta vazão. Se a partida for demorada. ela pode ser ligada e desligada rapidamente só para sair da inércia e verificar o sentido de giro. o que reduz a vida útil de seu isolamento. serão analisadas as suas curvas de potência. desacople a bomba e teste. Quando pararem de sair borbulhas de ar. Válvulas de descarga de diâmetros grandes e com pressão de descarga alta geram uma força na gaveta que dificulta sua abertura. é recomendável girar o eixo de 1 volta completa + 1/4 a cada 15 dias de modo que promova a lubrificação completa dos rolamentos e altere a esfera sob carga. Antes da primeira partida e logo depois dela. ocorrerá o aquecimento excessivo do motor. Nessa situação. evitando desgaste localizado. a bomba estará cheia de líquido. Caso tenha dúvida. é interessante partir a bomba com a gaveta da válvula ligeiramente descolada da sede (cerca de 1/4 de volta do volante). b c d e Se as válvulas das linhas de refrigeração e de selagem (flushing e quenching) estão abertas. Portanto. Já nas bombas de fluxo axial. Logo após a partida. f Se a válvula de descarga está fechada e descolada da sede. não podem girar ao contrário. Se o sentido de giro do acionador está correto. devem seguir as centrífugas. Se a bomba está escorvada.Caso a bomba fique inativa por período prolongado. As bombas de fluxo misto. Nesse caso. abra a válvula de sucção e o suspiro (vent) da carcaça. Como nas bombas centrífugas a potência cresce com a vazão. bem como o local de apoio na pista do rolamento. abrir a válvula de descarga. Bombas verticais. g h Partir a bomba. principalmente eixos e impelidores.

Se os manômetros da sucção e da descarga estão estáveis.2mm para cada metro de dimensão. rebaixando-a cerca de 25mm. É interessante fazer espectros das vibrações dos mancais da bomba e do acionador para servir como referência futura. medir a corrente do motor elétrico. observando se o valor está dentro do esperado. picotá-la. A norma API 610 limita em 82ºC a temperatura dos mancais ou 40ºC de acréscimo em relação à temperatura ambiente. Resumo Após a cura da base de concreto. verificando vibração. Limpar bem o concreto e colocar a base metálica da bomba. Nivelar a base lateral e longitudinalmente no limite de 0. devem ser verificados e acompanhados: a Vibração da bomba e do acionador. se necessário. f Havendo possibilidade. Alinhar. Temperatura dos mancais (pode levar até 3 horas para estabilizar). desempenho. verificar sentido de giro do acionador e acoplar. b c Barulhos anormais. d e Vazamentos pela selagem. o que pode ser verificado e confirmado pelo ruído característico. Proteger os chumbadores e grautear a base. Manômetros oscilando muito demonstram problemas de cavitação ou recirculação. ruídos anormais e vazamentos e. mantendo-a cerca de 25mm acima do concreto.Após a partida da bomba. Testar a bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 81 Pense e Anote .

.

palhetas etc. engrenagens. diafragma. A bomba volumétrica ou de deslocamento positivo se caracteriza por executar seu trabalho por meio do aprisionamento de um certo volume do líquido na região de sucção e posterior deslocamento desse volume para a descarga. juntamente com a forma como a energia é cedida. Seus nomes provêem da forma como a energia é transferida ao líquido: pistão. Nos próximos capítulos. Podemos classificá-las. baseados no modo do seu funcionamento.Classificação de bombas cado. em dois tipos principais: E xiste uma variedade muito grande de bombas disponíveis no mer- Classificação de bombas Radial Bombas dinâmicas ou turbobombas Centrífuga Fluxo axial Fluxo misto PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Tipo Francis Alternativa Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo Rotativa Pistão Êmbolo Diafragma Engrenagens Parafusos Lóbulos Palhetas Peristática Cavidades progressivas A bomba dinâmica ou turbobomba se caracteriza por fornecer energia ao líquido pela rotação de um impelidor. A orientação do líquido ao sair do impelidor determina. analisaremos mais detalhadamente cada tipo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 83 Pense e Anote . o tipo da turbobomba.

ele ganha um novo impulso e. BOMBA CENTRÍFUGA Pode ser do tipo radial ou tipo Francis. BOMBA DE FLUXO AXIAL É a bomba na qual a energia é cedida ao líquido sob a forma de arrasto. A bomba centrífuga tipo Francis possui as pás do impelidor com curvatura em dois planos. Nesse tipo.Bomba dinâmica ou turbobomba de um impelidor pode ser classificada em quatro tipos diferentes. de acordo com a forma de cessão de energia ao fluido. as pás ficam situadas na periferia do impelidor. Nesse tipo de bomba. o líquido entra e sai diversas vezes nesta câmara e entre as pás do impelidor. Seu impelidor lembra uma hélice de barco ou de ventilador. A energia transmitida pelo impelidor é sob a forma centrífuga e de arrasto. Em uma volta. O líquido segue uma trajetória helicoidal. estas bombas costumam ter uma pressão alta de descarga para o diâmetro do impelidor. Em cada entrada. a energia é cedida ao líquido pela força centrífuga e de arrasto. por isso. A bomba centrífuga radial ou centrífuga pura é a que possui as pás do impelidor com a curvatura em um só plano. o fluxo sai do impelidor perpendicularmente ao eixo. O líquido sai do impelidor perpendicular ao eixo. BOMBA PERIFÉRICA OU REGENERATIVA Esta bomba também é chamada de turbina regenerativa. O fluxo do líquido caminha paralelamente ao eixo. BOMBA DE FLUXO MISTO Esta bomba é intermediária entre a centrífuga e a axial. A carcaça forma uma câmara em forma de anel (corte A-A da Figura 34). Nela. Na região de descarga. O fluxo sai do impelidor inclinado em relação ao eixo. O impelidor cede energia ao líquido por meio da força centrífuga. PETROBRAS ABASTECIMENTO A turbobomba que trabalha cedendo energia ao líquido por meio Manutenção e Reparo de Bombas 85 Pense e Anote . a câmara se estreita para impedir o retorno do líquido para a região de sucção (corte B-B da Figura 34).

FIGURA 33 TURBOBOMBA COM OS TRÊS TIPOS DE FLUXO Pense e Anote Fluxo radial Fluxo misto Fluxo axial FIGURA 34 BOMBA REGENERATIVA E SEU IMPELIDOR P4 P4 > P3 > P2 > P1 P1 A P3 A P2 Corte A–A B B Corte B–B 86 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 35 TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Em balanço ( Overhung) Acoplamento flexível Tipo Características Classificação OH1 Figura Horizontal Apoiada por pés 1 Estágio Apoiada na linha de centro 1 Estágio OH2 Vertical in-line com caixa de mancais separada 1 Estágio OH3 Acoplamento rígido Vertical in-line Impelidor montado no eixo do acionador 1 Estágio OH4 Eixo da bomba sem acoplamento Vertical in-line 1 Estágio OH5 Alta velocidade Multiplicador integral Acoplamento entre multiplicador e acionador Montagem vertical ou horizontal 1 Estágio OH6 Continua PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 87 Pense e Anote .

FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Pense e Anote Tipo básico (impelidor) Entre mancais (between bearings ) 1e2 Estágios Tipo Características Classificação BB1 Figura Partida axialmente Partida radialmente BB2 Multiestágios Partida axialmente BB3 Partida radialmente Carcaça simples com multisegmentos BB4 Carcaça dupla (tipo barril) BB5 Verticalmente suspensas Carcaça simples Descarga através da coluna Difusor VS1 Continua 88 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Pense e Anote FIGURA 35 Continuação TIPOS DE BOMBAS CENTRÍFUGAS SEGUNDO A NORMA API 610 Tipo básico (impelidor) Verticalmente suspensas Carga simples Tipo Características Classificação VS2 Figura Descarga através da coluna Voluta Fluxo axial VS3 Descarga separada Eixo com mancais VS4 Impelidor em balanço VS5 Carcaça dupla (poço) Difusor VS6 Voluta VS7 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 89 .

e teremos uma bomba com campanhas sempre inferiores às esperadas. proporcionando uma campanha longa.A norma API 610. sugere uma classificação e uma numeração em função do tipo da bomba. bem montada. Normalmente. A bomba centrífuga é o tipo mais usado. mista e regenerativa. bem selecionada. além da centrífuga. embora a bomba axial nada tenha de centrífuga. Uma das vantagens da bomba centrífuga é poder trabalhar com grandes variações de vazão sem alterar a rotação. o que as bombas de deslocamento positivo geralmente não permitem. a Figura 35 mostra um quadro com um croqui para cada tipo. ela deve ser bem especificada. outros. A norma API divide as bombas em três tipos de acordo com a posição do impelidor em relação aos mancais: OH (overhung) – em balanço BB (between bearing) – entre mancais VS (vertically suspende) – verticalmente suspensas A essas letras são acrescentados números para identificar os modelos. principalmente devido a sua versatilidade. Para garantir o funcionamento adequado de uma bomba. dificilmente o serão. axial. na qual é especificada e adquirida a maioria das bombas centrífugas de uma refinaria. Resumo As bombas dinâmicas ou turbobombas podem ser classificadas em função da orientação do fluxo de saída: radial. 90 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Cada tipo recebe uma designação iniciada pelas letras acima. bem operada e bem mantida. Alguns enganos cometidos em qualquer dessas etapas podem ser contornados. são englobadas com o nome genérico de bombas centrífugas. inclui a bomba axial e a de fluxo misto. Ela faz parte de um conjunto mais geral denominado turbobombas. fazendo uma divisão principal entre três modelos. De modo a facilitar essa identificação. baseados na posição do impelidor em relação aos mancais: Em balanço (overhung) Entre mancais (between bearings) Verticalmente suspensas (vertically suspended) – Denominadas OH – Denominadas BB – Denominadas VS Pense e Anote Estes modelos são subdivididos em vários tipos. que. bem fabricada. A bomba centrífuga permite fácil controle de vazão. seguida de um número.

o qual orienta o fluxo do líquido pelos seus canais formados pelas pás e discos. Na bomba. ao girá-lo com uma rotação N. 2. Use a Figura 37 para acompanhar as explicações sobre o funcionamento da bomba centrífuga. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (dupla) Cone de saída da carcaça Lingüeta 1 2 6 5 4 3 8 6 5 6 3 4 6 6 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 91 Pense e Anote . Para uma bomba centrífuga funcionar adequadamente. as gotículas seriam expelidas para a periferia pelo efeito da força centrífuga. Faz uso da força centrífuga. Esta operação de encher a bomba é chamada de escorva da bomba. 3. 6.Princípio de funcionamento da bomba centrífuga Se colocássemos gotículas de líquido sobre um disco. Temos de substituir o ar preexistente em seu interior por líquido. 7. 4. FIGURA 37 ESQUEMA DE FUNCIONAMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA 7 7 1. FIGURA 36 DISCO GIRANDO COM GOTAS DE LÍQUIDO Fc Fc Fc Fc Fc Fc N A bomba centrífuga utiliza este mesmo princípio para funcionar. 8. 5. há necessidade de que sua carcaça esteja cheia de líquido. esta energia é cedida pelo impelidor. advindo daí o seu nome.

nessa situação. 7. Ao ser deslocado no interior do impelidor. ao girar. 3. em vez de líquido. é mostrada a variação da pressão e da velocidade no interior da bomba centrífuga para uma determinada vazão. fazendo com Pense e Anote que este líquido caminhe para a área de saída do impelidor. na região 2. Na Figura 38. transmite uma determinada força centrífuga que acelera o líquido presente no seu interior (regiões 3. 2. Se não tivéssemos escorvado a bomba. Esta será preenchida pelo líquido que está em 1. ao girar. 5. 6. teríamos no seu interior ar ou gases e. inviabilizando assim o bombeamento do fluido. O líquido passa pela voluta e é orientado pela lingüeta (8) para o cone de saída da carcaça (7). 4 e 5). 4.O impelidor. e assim sucessivamente. ele cria uma região de menor pressão. o vazio criado pelo impelidor. estabelece um fluxo contínuo de líquido da linha de sucção para a descarga. ao girar. sendo descarregado na voluta (6). não seria suficiente para que o líquido presente na tubulação de sucção fluisse para o impelidor. que é preenchida pelo líquido que está imediatamente antes. FIGURA 38 VARIAÇÃO DE PRESSÃO E VELOCIDADE 7 1 2 6 5 1. O impelidor. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 4 3 6 5 6 Velocidade Pressão Região 92 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

válvulas. uma queda de pressão. a pressão vai caindo conforme o fluido se desloca pela linha de sucção da bomba (1). Pelos motivos expostos. 4. Nessa região. que normalmente é fundido. 7. temos uma redução da área de escoamento devido ao cubo do impelidor. região 4. podemos ter uma pequena perda localizada devido à não-coincidência perfeita entre os diâmetros internos dos flanges da tubulação e o da bomba. Logo após o olhal. 2. Na junção do flange da tubulação com a sucção da bomba (2). conseqüentemente. filtros etc. reduções. A pressão continua caindo lentamente até o olhal do impelidor (3). 6. conforme vimos quando falamos no Teorema de Bernouille (Parte 1). o que provoca um aumento de velocidade de escoamento e. é que apresenta a pressão mais baixa no interior da bomba. 3. 5. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta (no caso dupla) Cone de saída da carcaça 6 5 6 Velocidade Pressão Região PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 93 Pense e Anote . logo após o olhal e antes de chegar às pás do impelidor (o líquido ainda não recebeu energia dele). FIGURA 39 VARIAÇÃO DA PRESSÃO E DA VELOCIDADE NO INTERIOR DA BOMBA 7 1 2 6 5 4 3 1. tais como curvas.. o fluxo fica mais turbulento pela influência da vazão que retorna pelo anel de desgaste dianteiro e pelos furos de balanceamento do impelidor.Devido ao atrito e aos choques nas paredes da tubulação e aos acidentes. a região 4.

De modo geral. região cônica 7. descarrega mais líquido de modo que o aumento de vazão é compensado pelo aumento da área. que acelera o líquido. na saída da carcaça. Somente nas bombas de baixo diferencial de pressão como. Como as velocidades de sucção e de descarga são relativamente baixas. temos a transformação final da energia de velocidade em energia de pressão. O difusor é mais empregado nas bombas de múltiplos estágios. Esta energia vai sendo transformada parcialmente em energia de pressão devido ao aumento da área entre as duas pás consecutivas (canal de escoamento) à medida que o líquido vai avançando no impelidor. permanecendo estável a velocidade de escoamento e a pressão (válido para a vazão de projeto da bomba). a velocidade de escoamento será reduzida e a energia será transformada em pressão. Nas bombas centrífugas que utilizam difusor em vez de voluta. a parcela de energia de velocidade pode ser significativa. FIGURA 40 DIFUSOR 94 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o fluxo passa pela voluta. permanecendo uma parcela como energia de velocidade. Nas bombas horizontais. Por último. nas bombas axiais. Como geralmente o flange de descarga da bomba centrífuga é menor do que o flange de sucção.A partir da região 4. a energia cedida sob a forma de velocidade é relativamente pequena em bombas centrífugas. Logo. a transformação de velocidade em pressão ocorre no impelidor e no difusor. sejam elas horizontais. aumentando sua velocidade (energia Pense e Anote cinética). por exemplo. Nas bombas verticais. mas o impelidor. A área da voluta é crescente (ver Figura 37). sejam verticais. geralmente ele faz parte da carcaça (ver Figura 35 – bomba verticalmente suspensa tipo VS1). Logo. nem toda a energia cedida ao líquido pela bomba é transformada em energia de pressão. a grande parcela de energia cedida é sob a forma de pressão. a velocidade na descarga é ligeiramente maior do que na sucção. o difusor costuma ser uma peça independente. o líquido começa a receber energia cedida pelas pás do impelidor. As áreas dos canais do difusor são crescentes. ao girar. Ao sair do impelidor.

Quando as pressões são muitos altas. nas indústrias químicas. temos uma transformação final de energia de velocidade para pressão. As bombas de baixa vazão costumam ter um rendimento inferior ao das bombas de vazão mais elevada. nas aciarias e nas demais indústrias. a vazão da bomba. como no refino e no transporte de produtos (oleodutos). Suporta desde serviços leves. como conseqüência. Podemos usar também a rotação para variar a vazão. Em boa parte dos processos que necessitam um controle de vazão. Aplicações típicas Bomba centrífuga é um tipo de bomba bastante versátil. em termoelétricas. quanto na produção de petróleo. Existem bombas centrífugas projetadas para poucos m3/h de vazão. na exploração de petróleo. como o bombeamento de água residencial. As pressões fornecidas por esse tipo de bomba podem ir de alguns kgf/cm2 até centenas de kgf/cm2. No próprio impelidor. Os difusores também transformam energia de velocidade em pressão. Este tipo de bomba é usado praticamente em todas as indústrias. As bombas pequenas podem operar de 10% a 120% da vazão de projeto. caso das unidades de uma refinaria. em irrigação de lavouras. é utilizada uma válvula de controle na linha de descarga da bomba centrífuga. no transporte de líquidos (oleodutos). essa norma está em fase de junção com a ISO (International Organization for Standardization) para formarem uma norma comum. Atualmente. que podem chegar a milhares de hp. como veremos mais adiante. na indústria de papel e celulose.Pense e Anote Resumo O impelidor cede energia ao líquido sob a forma de velocidade. enquanto outras são para milhares de m3/h. Uma das grandes vantagens da bomba centrífuga é sua capacidade de variar a vazão. a bomba centrífuga possui larga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 95 . No cone de saída da carcaça. Nas bombas maiores. parte dessa energia vai sendo transformada em energia de pressão. feito com bombas pequenas com 1/8hp. Tanto na exploração. Conforme sua abertura seja aumentada ou reduzida. essa faixa de vazão costuma ser mais reduzida. até bombas com consumo de potências bastante altas. no abastecimento de água das cidades. As bombas de processo utilizadas na indústria de petróleo seguem a norma API 610 (American Petroleum Institute). as bombas centrífugas são projetadas com vários estágios (impelidores) em série. modificando. a perda de carga será alterada. daí seu grande emprego na indústria.

o ventilador é dispensável Mancais de ancora Impelidor Sobreposta Câmara de selagem Anti-rotacional Anel de desgaste Caixa de selagem Junta da carcaça/ caixa de selagem Selo Selagem da caixa de mancais Eixo Anel salpicador Copo do nivelador de óleo Ventilador para refrigeração Caixa de mancais Aletas para resfriamento Mancal triplo para alta pressão de sucção Dreno Luva do eixo 96 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Nas demais aplicações.aplicação. QUANDO A VISCOSIDADE DO FLUIDO É ELEVADA A bomba centrífuga tem grande perda de rendimento nesta condição. NO BOMBEAMENTO DE ÓLEO LUBRIFICANTE DE GRANDES MÁQUINAS Embora algumas máquinas utilizem bombas centrífugas. abrangendo praticamente todas as áreas. FIGURA 41 CORTE DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA TIPO EM BALANÇO – KSB Carcaça com voluta Bucha de fundo/ Caixa de selagem Dissipador de calor/defletor Parafuso extrator Entrada para lubrificação por névoa Mancal radial Na lubrificação por névoa não são necessários copo nivelador nem anel salpicador e. os danos que eventualmente apresentam e as recuperações empregadas para restabelecer a condição normal de funcionamento. nesse tipo de serviço. Senão vejamos: A VAZÃO É MUITO PEQUENA Pense e Anote Quando a vazão é inferior a 5m3/h. é usual a adoção de bombas centrífugas. Partes componentes e suas funções Vejamos as principais partes de uma bomba centrífuga e as funções que exercem. sendo mais fácil citar as condições em que não são empregadas. embora existam bombas menores. geralmente. é mais freqüente o uso de bombas de parafusos ou de engrenagens.

antes de ser colocado na caixa de selagem. Como. a luva permite que o selo seja todo montado externamente. podem ser recuperadas por meio de deposição de resinas especiais. Nos selos tipo cartucho. O impelidor raramente é recuperado. O rotor é composto por eixo. o qual lhe é fixado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 97 Pense e Anote . é geralmente substituído. que é mais barata. Quando apresenta algum tipo de desgaste.ROTOR OU CONJUNTO ROTATIVO Pela definição da norma API. luvas do eixo e defletores. Em vez de trocá-lo. como as do tipo epóxi. que é uma peça cara. rotor é o conjunto de todas as peças girantes. Não é usual necessitar reparos. No caso de carcaça em voluta. a não ser que seja de grande tamanho. sendo quase sempre substituído por um novo quando está desgastado. CAIXA DE SELAGEM Também chamada de tampa da carcaça e de caixa de gaxetas. EIXO Sua função é a de transmitir o torque do acionador ao impelidor. trocase a luva. É através desta peça que o eixo sai para o exterior da bomba. CARCAÇA Sua função principal é a de conter o líquido. quando se danificam. costumam ser recuperadas por soldagem com posterior usinagem ou esmerilhamento. impelidor. a não ser nas bombas utilizadas com líquidos abrasivos ou corrosivos e nas que trabalham sob cavitação ou recirculação interna. porcas de fixação. Possui uma câmara que serve para instalar a selagem da bomba. exceto os selos e rolamentos. inclusive alguns fabricantes de bombas utilizam indevidamente esse nome. É prática comum chamar o impelidor de rotor. LUVA DO EIXO Serve para proteger o eixo. Em alguns casos. geralmente. IMPELIDOR Sua função é a de fornecer energia ao líquido sob a forma de pressão e de velocidade. esta serve também para transformar energia de velocidade em pressão na região do cone de saída. Juntamente com a carcaça. PORCA DO IMPELIDOR Tem a função de fixar o impelidor no eixo. não existem em estoque carcaças reservas. envolve o impelidor contendo o líquido. Sua recuperação é semelhante à da carcaça.

Recentemente. As gaxetas estão sendo utilizadas praticamente para água. CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de sustentar os mancais e criar uma região propícia para sua lubrificação. os projetistas das bombas os substituem por mancais de deslizamento (metal patente). podendo quebrar no caso do trancamento de um rolamento. Caso a pista externa do rolamento venha a girar na caixa. As caixas de mancais das bombas antigas eram de ferro fundido. SOBREPOSTA No caso de selagem por gaxetas. Atualmente. além de impedir que o óleo lubrificante ou a graxa va98 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As bombas antigas usavam tanto gaxetas como selos mecânicos.). as gaxetas são utilizadas somente para produtos que não ocasionam problemas ao meio ambiente. que estão sendo empregadas com sucesso. como são normalmente fabricadas de material nobre. raramente necessitam de recuperação. Nesse caso. A maioria das Pense e Anote bombas utiliza mancais de rolamentos. Nas bombas verticais. SELAGEM DA CAIXA DE MANCAIS Sua função é a de evitar ou reduzir a entrada de sólidos (poeiras. catalisadores etc. Na selagem por selo mecânico. devido às restrições de poluição ambiental. recebe também o nome de preme-gaxetas. SELAGEM DA BOMBA Sua função é a de evitar que o líquido vaze para o exterior pela região onde o eixo sai da carcaça. caso venham a vazar. é usual utilizarem uma bucha de bronze na região que pode vir a ter contato com o eixo.MANCAIS Sua função é a de sustentar o eixo gerando pouco atrito. líquidos (água e o próprio produto bombeado) e vapores no interior da caixa de mancais. o que levaria a um vazamento pela selagem. o selo mecânico vem ganhando terreno nestas aplicações. que é a responsável pela centralização da caixa de selagem. que são usualmente fabricados de bronze ou outro material macio. surgiram no mercado gaxetas injetáveis. Quando as condições operacionais (rotação e esforços) acarretam uma vida curta dos rolamentos. como o carvão ou Teflon impregnado. ela pode ser recuperada por meio de embuchamento. quase sempre AISI 316. é comum a utilização de mancais guias para o eixo. serve de apoio para uma das sedes. Como esse material é frágil. Cuidados devem ser tomados para garantir as concentricidades entre as regiões dos rolamentos e da guia. Mesmo assim. Nesse caso. a norma API passou a recomendar que as caixas de mancais sejam fabricadas em aço-carbono quando o líquido bombeado for inflamável ou perigoso. Raramente se danificam.

tendo por função salpicar o óleo lubrificante. alguns vedam por meio de anel “O” e labirintos. lançando-o nas canaletas que levam aos rolamentos. perdendo sua capacidade de vedação. esta função fica prejudicada e temos o aumento de vibração da bomba. Se não houvesse anéis de desgaste e ocorresse um “roçamento” das peças. sua folga é importante porque vai ajudar a controlar a pressão e a vazão do líquido de refrigeração do selo. ANEL SALPICADOR É um anel fixado no eixo e que gira com ele. podiam surgir trincas ou acabavam por riscar o eixo. evitando que ele venha a vaporizar. Com o uso dos anéis. mas. o fluxo que passa da descarga para a sucção pode ser reduzido. Esses selos usam molas ou magnetismo para manter as sedes em contato. fica mais barato e rápido trocá-las. teríamos de substituir ou recuperar o impelidor e/ou a carcaça. Por isso. aumentando a rigidez do rotor. O retentor realizava sua função quando novo. após alguns meses de funcionamento. ANEL PESCADOR Sua função é carregar o óleo do reservatório para o eixo. fluindo daí para o mancal. dificultando a entrada de corpos estranhos nas caixas de mancais. a norma API 610 passou a recomendar o uso de selos mais sofisticados que permanecem aptos a realizar sua função por tempo mais prolongado. As bombas mais antigas usavam retentores com lábios de borracha ou labirintos. enquanto outros são semelhantes a um selo mecânico. permitindo usar folgas menores entre o impelidor e a carcaça. colocado na frente da selagem da caixa de mancais com a finalidade de evitar que jatos de líquidos ou vapores atinjam diretamente a região de selagem.zem para o exterior. Quando suas folgas aumentam. aumentando a eficiência da bomba. geralmente fixado ao eixo. os lábios endureciam. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 99 Pense e Anote . O anel pescador é acionado pela rotação do eixo. Existe uma grande variedade desses selos. BUCHA DE FUNDO DA CAIXA DE SELAGEM Esta bucha é que separa a câmara de selagem do interior da bomba. Com folgas pequenas. Esta situação é crítica nas bombas com dois estágios em balanço. No caso de bombas que utilizam selo mecânico. A primeira é de ser uma peça de sacrifício. Outra função dos anéis de desgaste é a de trabalhar como mancal. DEFLETOR É um disco. que são peças mais caras. O seu diâmetro também serve para equilibrar os esforços axiais. ANÉIS DE DESGASTE Possuem diversas funções. com uma face fixa e outra giratória provendo a vedação principal.

As bombas dotadas de lubrificação por névoa. Este índice é denominado de velocidade específica (Ns).BUCHA DA SOBREPOSTA Sua função é a de restringir o vazamento entre a luva e a sobreposta. sem ocasionar aumentos consideráveis da vibração. absorvendo pequenos desalinhamentos entre os eixos. A maioria das bombas utiliza em seu lugar uma câmara de resfriamento com água nesta função. VENTILADOR É empregado como um meio de refrigerar a caixa de mancais. evitando que ele entre girando. Pense e Anote ACOPLAMENTO Sua função é a de transmitir o torque do acionador para a bomba. a vazão e a Altura Manométrica Total (AMT) de um impelidor e que determina a sua geometria. dispensam o uso de refrigeração nos mancais. na maioria dos casos. Impelidores Abaixo são mostradas as partes de um impelidor. FIGURA 42 PARTES DO IMPELIDOR Parede dianteira Região do anel de desgaste dianteiro Olhal Parede traseira Região do anel de desgaste traseiro Furo de balanceamento Cubo Pá Furo de balanceamento Os impelidores utilizados nas bombas centrífugas podem ser classificados quanto: Ao projeto ou geometria do impelidor Existe um índice que correlaciona a rotação. 100 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ANTI-ROTACIONAL Sua função é de orientar o líquido para o impelidor.

pela fórmula. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 101 .75 Sistema N – Rotação Q – Vazão AMT Inglês rpm gpm ft Métrico 1 rpm m3/s m Métrico 2 rpm m3/h m Sabendo-se a velocidade específica. No cálculo da velocidade específica. ainda é comum a velocidade específica ser expressa no sistema inglês de unidades. ft) D2 D1 Pás radiais Tipo Francis Fluxo misto Axial Eixo de rotação D2 D1 >4 D2 D1 = 1. Como a literatura disponível sobre bombas é predominantemente americana. se todos os impelidores forem do mesmo diâmetro. são empregadas unidades usuais que não se cancelam matematicamente (por análise dimensional).Pense e Anote FIGURA 43 CLASSIFICAÇÃO DO IMPELIDOR QUANTO AO PROJETO – VELOCIDADE ESPECÍFICA Velocidade específica – Ns (unidades métricas – rpm.5 D2 D1 =1 Ns = N Q AMT 0. m3/s. a velocidade específica é um número adimensional (sem unidades). Para bombas de dupla sucção. Por conveniência. identificamos o formato do impelidor. a vazão deve ser dividida por dois. gpm. m) (unidades inglesas – rpm. A altura manométrica considerada é por estágio. No caso de bombas de vários estágios.5 a 2 D2 D1 < 1. basta dividir a AMT da bomba pelo número de estágios. daí ser necessário saber as que foram utilizadas no seu cálculo de modo a permitir sua interpretação. existem algumas considerações: A AMT e a vazão são as correspondentes ao impelidor de maior diâmetro que a bomba comporta e no ponto de máxima eficiência (BEP). Teoricamente.

um contra o outro. ft rpm.750rpm com impelidor de dupla sucção cujo diâmetro máximo é de 500mm e fornece uma vazão 900m3/h e AMT = 150m no BEP – Ponto de Máxima Eficiência.86 = Ns = 14. para saber o equivalente de um Ns =100.86 rpm. vemos que o impelidor é do tipo radial. m3/s.600s 5 Cálculo da velocidade específica: Ns = N Q AMT 0. basta multiplicar por 60 para passar para Ns expresso em rpm. m 1. m rpm. Ns: TABELA 22 CONVERSÃO DE VELOCIDADE ESPECÍFICA Pense e Anote De: ↓ rpm.019 1 0. com NS = 14.4 em unidades métricas. gpm. Como o impelidor é de dupla sucção. teremos de fazer a conversão. seria equivalente a 2 impelidores.125 2 2 h h 3.600 para transformá-la de m3/h para m3/s: Q’ = Q 900 m3 450m3 1h m3 = = = = = 0. Portanto. m3/s e m. m /h.750 x 0.75 = 1. Dados: N = 1. gpm. PROBLEMA 1 Determinar o tipo de impelidor de uma bomba de um estágio que gira a 1. m 3 Para → rpm. teremos de dividir a vazão por 2 para o cálculo da velocidade específica e por 3.0167 rpm.Para converter a velocidade específica.354 42.75 = 1.16 60 1 ➜ ➜ ➜ Por exemplo.125 150 0.65 0.750rpm Q = 900m3/h (dupla sucção) AMT = 150m A unidade de vazão utilizada na Figura 43 é em m3/s. calculado com rpm.750 0. m3/h. m 3/s. ft 1 51. m3/h e m. Como é de dupla sucção.4 Pela Figura 43. m 0. À inclinação das pás Retas 102 PETROBRAS Para frente ABASTECIMENTO Para trás Manutenção e Reparo de Bombas .

A maioria dos impelidores de bombas centrífugas é projetada com pás para trás. os impelidores são predominantemente do tipo fechado. as pás para frente são usadas com alguma freqüência. Por isso. As bombas de alta rotação costumam utilizar impelidores de pás retas. Nos ventiladores. excetuando-se o caso de parafinas ou de bombas de esgotamentos. as bombas centrífugas não o utilizam por gerarem curvas instáveis. que teriam dificuldade em passar pelos canais de um impelidor fechado. Ao tipo de construção do impelidor Fechado Semifechado ou semi-aberto Parcialmente fechado Aberto Os impelidores abertos e semi-abertos são empregados quando o líquido bombeado pode conter sólidos. FIGURA 45 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO AO TIPO DE CONSTRUÇÃO Abertos Aberto com parede parcial Semi-aberto ou semi-fechado Fechado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 103 Pense e Anote . não é muito comum esta situação. Na indústria de petróleo.FIGURA 44 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À INCLINAÇÃO DAS PÁS Pás retas Pás para frente Pás para trás Embora seja viável a operação com o impelidor de pás para frente.

Quanto aos tipos: Voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica ou circular Mista (raramente utilizada) 104 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . caracteriza o formato do impelidor. Ns. Os valores mais baixos de Ns correspondem ao impelidores radiais. ficando os de fluxo misto com os valores intermediários.Quanto ao tipo de sucção Pense e Anote • Simples • Dupla sucção FIGURA 46 CLASSIFICAÇÃO DOS IMPELIDORES QUANTO À SUCÇÃO Simples sucção Dupla sucção Resumo A velocidade específica. pela construção e quanto ao tipo de sucção. Os impelidores podem ser classificados pelo sentido das pás. aos axiais. Carcaças As carcaças das bombas centrífugas podem ser classificadas sob diversas formas. e os mais altos.

nas bombas menores. a carcaça de dupla voluta reduz significativamente o esforço radial. Comparando com a de simples voluta. A carcaça com difusor é mais empregada em bombas de multi-estágios. É também bastante usada em bombas verticais. As carcaças também podem ser classificadas quanto ao tipo da partição: Partida horizontalmente ou axialmente. de até 4" na descarga. Partida verticalmente ou radialmente. Raramente é utilizada. Devido à dificuldade de fundição. A carcaça mista é composta de pás difusoras e voluta em série. é a mais usada em bombas industriais.FIGURA 47 TIPOS DE CARCAÇAS Simples voluta Dupla voluta Difusor Concêntrica A carcaça em voluta. Somente as bombas de 6" e maiores são projetadas com dupla voluta. A carcaça concêntrica ou circular é utilizada apenas em bombas pequenas. usam a carcaça circular e deslocam o impelidor. que pode ser simples ou dupla. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 105 Pense e Anote . obtendo assim um esforço radial menor do que com voluta simples quando trabalha fora do ponto de projeto. as carcaças são normalmente de simples voluta. nas bombas menores. Este tipo de carcaça proporciona uma baixa carga radial. Alguns fabricantes.

FIGURA 48 Pense e Anote BOMBA COM CARCAÇA PARTIDA AXIALMENTE (BB1) E VERTICALMENTE (TIPO BARRIL – BB5) BB5 BB1 FIGURA 49 BOMBAS COM CARCAÇAS PARTIDAS VERTICALMENTE (BB2) – COM INDUTOR DE NPSH E DE MULTISSEGMENTOS (BB4) BB2 Partida verticalmente Introdutor de NPSH BB4 Carcaça Impelidor Difusor 106 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Na seleção de bombas centrífugas é mais comum usar AMT do que a pressão. carga ou head A Altura Manométrica Total (AMT) é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. Resumo As carcaças podem ser do tipo de simples voluta. Como a AMT é a energia cedida por uma bomba para uma determinada vazão. VS2) ou duplas (exemplos: BB5. dupla voluta. Altura manométrica total Altura manométrica da descarga Altura manométrica da sucção = – PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 107 . head (em inglês). a bomba centrífuga fornece uma AMT. A definição clássica de AMT é a energia cedida pela bomba por unidade de massa do líquido bombeado. que é dada pelo sistema. ou ainda MCL (Metros de Coluna de Líquido).Pense e Anote As carcaças podem ser simples (exemplos: OH1. concêntrica e mista. BB1. daí receber também o nome de metros de coluna de líquido. podemos calculá-la pela diferença de energias existentes entre a descarga e a sucção da bomba. Nas bombas de deslocamento positivo não se usa AMT e sim a pressão. Altura manométrica total (AMT). AMT = Energia Peso = Força x distância Peso = kg/f x m kg/f =m Por simplificação. difusor. enquanto a pressão irá variar de acordo com o líquido. Podemos entender a AMT como a energia fornecida pela bomba expressa sob a forma de altura de coluna de líquido. em geral metros no nosso sistema de unidades. independe do líquido bombeado. isto porque a AMT é fixa. a AMT é representada por uma unidade de comprimento. Por esta definição. passaremos a usar apenas “energia” por unidade de peso do “líquido bombeado” para a AMT. Mas usualmente é usada como energia cedida por unidade de peso. ou pés (ft) no sistema inglês. Podem ser partidas axialmente ou radialmente. VS5. VS6) (ver Figura 35). Para cada vazão.

108 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Alguns fabricantes identificam o tamanho da bomba pelas dimensões do flange de sucção. por exemplo: 3x2x8. FIGURA 50 Pense e Anote CURVA CARACTERÍSTICA DE AMT X VAZÃO AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão – m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 Dia = 200mm 3. flange de descarga e o tamanho máximo do impelidor. esse conjunto de números vem precedido do modelo da bomba: XYZ 3x2x8. pequenos desvios devido à imprecisão nas medições e às decorrentes da variação nas partes fundidas (impelidor e a carcaça) que ocorrem de uma peça para outra. ou o equivalente 75x50x200. como. Se alterarmos o diâmetro do impelidor ou a rotação. Uma bomba em boas condições de conservação trabalhará com o ponto de operação sempre sobre essa curva. logicamente. a curva se modificará. é usual registrar no gráfico esses valores.550rpm Se a mesma bomba puder usar diversos modelos de impelidores.Se medirmos a AMT fornecida por uma bomba centrífuga para algumas vazões diferentes (5 é um bom número) e plotarmos estes pontos em um gráfico e os unirmos com uma linha. descontando. O aspecto seria semelhante ao mostrado na Figura 50. Esses valores podem ser expressos em polegadas ou em milímetros. Por isso. obteremos o gráfico de AMT x vazão desta bomba. que pertence a uma bomba centrífuga radial. Normalmente. eles também deverão ser identificados no gráfico.

C. Vs A AMT é sempre calculada nos flanges da bomba e é usual adotar como plano horizontal de referência o que passa pela linha de centro do impelidor para bombas horizontais e. os valores devem ser subtraídos. Caso os manômetros estejam abaixo da L. pois não alteraria o resultado porque estaríamos alterando igualmente a altura de sucção e de descarga. em metros..81m/s2 (no nível do mar) ENERGIA DE PRESSÃO – EP EV = P – Pressão em kgf/cm2 – Peso específico do líquido em gf/cm3 (igual à densidade) ENERGIA POTENCIAL – EPOT Altura do líquido em relação a um plano horizontal de referência (hd e hs). o plano de referência poderia ser qualquer um. é dada por: ENERGIA DE VELOCIDADE – EV V2 2g V– Velocidade de escoamento (m/s) g – Aceleração da gravidade 9.C. em metros.A energia por unidade de peso de um líquido escoando (ou altura manométrica) em um determinado ponto da tubulação é composta pela soma da energia de três parcelas: da energia de pressão. o usual é a linha que passa pelos centros dos flanges. da energia cinética (ou de velocidade) e da energia potencial (de altura) em relação a um plano horizontal. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 109 Pense e Anote . Por esse motivo. A expressão dessas energias. para bombas verticais. as pressões devem ser corrigidas para a linha de centro através da adição das cotas hs e hd. ENERGIA TOTAL = EV + EP + EPOT FIGURA 51 Ep = 10P Epot = h LEVANTAMENTO DA AMT FI Pd Medidor de vazão Ps hd hs Vd L. Na realidade.

8m/s2 – Altura do manômetro de sucção em relação a um plano de referência em metros – Altura do manômetro de descarga em relação a um plano de referência em metros 110 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . EQUAÇÃO 3 AMT = AMD – AMS = 10 x (Pd – Ps) + Vd2 – VS2 2g + (hd – hs) AMT – Altura manométrica total em metros AMD – Altura manométrica (energia) na descarga AMS – Altura manométrica (energia) na sucção Ps – Pressão de sucção no flange da bomba em kgf/cm2 Pd – Pressão de descarga no flange da bomba em kgf/cm2 Vs – Velocidade média de escoamento na linha de sucção em m/s Vd – Velocidade média de escoamento na linha de descarga em m/s – Peso específico do líquido bombeado em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) g hs hd – Aceleração da gravidade local em m/s2. podemos expressar as alturas manométricas como: Pense e Anote Altura manométrica de sucção EQUAÇÃO 1 AMS (m) = 10 x PS + VS2 2g +h s Altura manométrica de descarga EQUAÇÃO 2 AMD (m) = 10 x PD + VD2 2g + hd A energia cedida pela bomba (AMT) para a vazão em questão será igual à diferença entre as energias na descarga e na sucção. Ao nível do mar g = 9.Usando as unidades apropriadas.

devem ter seus sinais invertidos nas fórmulas se estiverem abaixo da linha de centro da bomba. válvulas. Os valores de hs ou hd. as parcelas de energia de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 111 Pense e Anote . Os valores dessas áreas estão listados na Tabela 18. dividindo-se a vazão pela área interna da respectiva tubulação. 3). tais como curvas. altura dos manômetros. 2. As velocidades devem ser calculadas na mesma seção da tubulação em que foi medida a pressão (ver Obs.54 x Q = As Ds Vd = 2.54 x Q = Ad Dd Vs Vd Q As Ad Ds – Velocidade média de escoamento na sucção em m/s – Velocidade média de escoamento na descarga em m/s – Vazão em m3/h – Área interna da tubulação de sucção em cm2 – Área interna da tubulação de descarga em cm2 – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Dd – Diâmetro interno da linha de descarga em cm 2.78 x Q 3. Nos casos em que a diferença entre a pressão de descarga e a de sucção ultrapassa os 3kg/cm2. Lembramos que manômetros muito próximos a acidentes de tubulação. As perdas de carga entre esses pontos de medição e os flanges da bomba são consideradas desprezíveis.1.78 x Q 3. Os termos hd e hs são correspondentes à correção da pressão para a linha de centro da bomba.54 – Fatores para compatibilizar as unidades empregadas Quando queremos obter um valor de AMT com precisão. as pressões e as velocidades são usualmente medidas um pouco antes do flange de sucção e um pouco depois do flange de descarga da bomba. ou a própria bomba. Estas velocidades podem ser facilmente obtidas. 4. tendem a fornecer leituras falsas devido ao turbilhonamento provocado no líquido.78 e 3. 3. usamos a fórmula da equação 3. EQUAÇÃO 4 V= Q A Vs = 2. O ideal é que os manômetros estejam afastados pelo menos 5 diâmetros dos acidentes da tubulação. As velocidades usuais de escoamento na sucção e na descarga das bombas costumam ser inferiores a 3m/s. Embora falemos em energia nos flanges da bomba para definir a AMT.

para cada vazão. o que é equivalente. ficando a AMT como: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) Pd e Ps – kgf/cm2 – gf/cm3 (ou densidade) AMT – m Para levantar a AMT. numa primeira aproximação. com o desempenho em conformidade com a curva original.velocidade e as referentes à diferença das cotas hs e hd. é provável que a bomba esteja desgastada. podemos obter a AMT. forneceria uma coluna de 86 metros 112 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ou seja. Portanto. no sistema em que a bomba estiver instalada. De posse dessa curva. ou o inverso: sabendo a vazão. ficam pequenas em relação à parcela da energia de Pense e Anote pressão. Caso não esteja. se as medições efetuadas forem confiáveis. Perda de carga são as perdas de energia (pressão) que ocorrem devido aos atritos. Essas perdas crescem quando aumentamos a velocidade de escoamento. ou. para uma determinada vazão. Daí a AMT ser também chamada de MCL (Metros de Coluna de Líquido). à medida que a vazão vai aumentando. Se. geralmente da ordem de 0. tivermos um instrumento que indique a vazão. calculando a AMT. podemos avaliar se a bomba está em bom estado. A bomba. cuja curva está representada na Figura 50. um na sucção (Ps) e outro na descarga da bomba (Pd). ou seja. Se. só é necessário saber o peso específico (ou a densidade) do líquido que está sendo bombeado e dispormos de dois manômetros confiáveis. na vazão de 70m3/h. Essa curva é típica de uma bomba centrífuga radial ou tipo Francis. dizemos que a perda de carga no trecho foi de 1kgf/cm2. de acordo com a equação simplificada 5. de 10m de coluna de água. mudanças de direção e choques que acontecem quando um líquido escoa numa tubulação. Quanto maior a vazão. calculando a AMT.40m. a AMT vai sendo reduzida. A curva da Figura 50 mostra que. maior a perda. num trecho de linha horizontal. elas podem ser desconsideradas para efeito de avaliação rápida de campo. A AMT pode ser considerada como uma coluna de líquido que a bomba fornece para a vazão em questão. A perda de carga irá variar com a vazão. temos em seu início uma pressão de 8kgf/cm2 e no final uma pressão de 7kgf/cm2. podemos estimar a vazão. quando aumentamos a vazão para um mesmo diâmetro de linha.30 ou 0. temos uma AMT correspondente e.

seja ele água. que pode ser positiva. À medida que elevássemos o reservatório 2 (aumentando o H ou a AMT). gasolina ou ar. a partir da qual a bomba não mais conseguirá bombear. Quando fechamos completamente a válvula de descarga de uma bomba centrífuga. Essa coluna de líquido é somada à coluna já existente na sucção.Pense e Anote do líquido bombeado. Essa curva é válida para qualquer fluido (líquido ou gás). Esse valor é conhecido como AMT de vazão nula. FIGURA 52 AMT IGUAL A H. Notar que não definimos qual era o líquido quando falamos da curva AMT x vazão. estamos nessa condição. passando sua vazão a ser nula. DESPREZANDO PERDAS H Bomba Reservatório 2 Reservatório 1 H Reservatório 2 Reservatório 1 Bomba Na Figura 52. GLP. a diferença de altura H entre os níveis dos dois reservatórios seria equivalente à AMT fornecida pela bomba. nula ou negativa (bombas trabalhando com a sucção sob vácuo). A bomba representada pela curva da Figura PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 113 . a vazão da bomba seria reduzida. Na Figura 50. o ponto de vazão nula mostrado corresponde a uma AMT de 90m. como shutoff da bomba. se desprezarmos as perdas de carga na tubulação. Existe uma altura. em inglês. ou.

Essa curva caracteriza a bomba. daí seu nome de curva característica. A exceção de seguir esta curva fica por conta dos líquidos com viscosidade alta que.01kgf/cm2.01 Pressão P – kgf/cm P= xH 10 A bomba da curva da Figura 50. daria 4. necessitam de fatores de correções. por terem um atrito muito elevado. Bombeando GLP. teria AMT = 80m. Como cada fluido possui um peso específico diferente. 114 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . que seria igual para os quatro fluidos: água. daria apenas 0.5 0.50. teríamos os valores mostrados na Figura 53. – gf/cm/3 2 Água fria 80 1 P= 1 x 80 10 = 8.0kgf/cm2. A altura da coluna de líquido que a bomba fornece é igual para os fluidos citados.75 x 80 10 = 6. e com gasolina daria 6.0 P= Ar 80 0.0kgf/cm2 de acréscimo. a coluna de líquido de 80m fornecida pela bomba corresponderá a um acréscimo de pressão diferente para cada um deles. FIGURA 53 Pense e Anote AMT DE 80M FORNECIDA PELA BOMBA PARA A VAZÃO DE 90M3/H P= xH 10 H = 80m P – kgf/cm2 g – gf/cm3 H–m PI PI PI PI Fluido AMT ou H – m Peso espec. valor esse que seria tão baixo que nem seria notado no manômetro normal de uma bomba.5 x 80 10 = 4.0013 0. considerando toda a energia cedida sendo transformada em pressão. gasolina e ar. No caso de estar bombeando água na vazão acima. mas esta coluna representa uma pressão diferente para cada um deles em função da modificação do peso específico (ou densidade). Desprezando a variação de velocidade entre a sucção e a descarga. com 90m3/h de vazão. os quais modificam a curva. forneceria 80 metros de AMT ou de MCL. para uma vazão de 90m3/h.75 0.0 P= Gasolina 80 0.0013 x 80 10 = 0. Se estivéssemos bombeando ar. o acréscimo de pressão seria de 8kgf/cm2. ou seja.0 P= GLP 80 0. trabalhando com qualquer dos fluidos citados. GLP.

não é aconselhável esse tipo de teste. temos de tomar cuidado para evitar que o líquido no interior da bomba venha a aquecer e acabe vaporizando. ou seja.8 – 1.75 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 115 Pense e Anote .8kgf/cm2. mais a curva de AMT x vazão fica afastada da curva prevista. No caso de produtos com condições próximas da vaporização. apresenta na sucção a pressão de 1. 7.75gf/cm3) com a vazão de 70m3/h. esse teste deve ser bem rápido. com a válvula de descarga fechada.Quanto maior o desgaste da bomba. Não há necessidade de levantar toda a curva. temos: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 . Portanto. Avaliar se a bomba está em bom estado.3m 0. Quando não temos instrumento para indicar a vazão. podemos fazer uma avaliação do seu estado. se o sistema tiver um medidor de vazão e com o uso de manômetros aferidos. Assim. Calculando a AMT pela equação 5.4 = 85. Nesse tipo de teste.550rpm PROBLEMA 2 Uma bomba centrífuga. (Pd – Ps) = 10 . ou ele não é confiável. um na sucção e outro na descarga. é usual medir a pressão na condição de vazão nula (shutoff). basta um ponto.4kg/cm2 e na descarga. bombeando gasolina ( = 0. FIGURA 54 PERDA DE AMT DEVIDO AO DESGASTE INTERNO DA BOMBA AMT ou H – metros AMT x vazão Em boas condições Com desgaste Modelo 3 x 2 x 8 Vazão – m 3 /h Dia = 200mm 3. 7. cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50.

Pense e Anote Logo.9 – 2. Se estivesse desgastada. a bomba cede uma AMT. a vazão ficaria dependente das folgas dos anéis de desgaste. Considerar que ela se encontra em bom estado e bombeando um líquido com as pressões de 2.8 Entrando na curva da Figura 50 com a AMT = 80m. a pressão de descarga é que irá variar. a bomba pode ser considerada em bom estado. do estado do impelidor e da carcaça. Sabemos que a densidade é igual ao peso específico quando expresso em gf/cm3 ( = 0.8 e sua viscosidade é baixa. a vazão seria reduzida de 90m3/h para 78m3/h. teria uma vazão de 90m3/h. PROBLEMA 3 Estimar a vazão de uma bomba cuja curva característica de AMT está representada na Figura 50. A bomba em bom estado.3m verificados. independente do líquido que esteja sendo bombeado.9kgf/cm2 na descarga. É expressa em metros ou pés. Com a mudança de líquido. obtemos a vazão Q = 90m3/h. 116 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Cálculo da AMT fornecida pela bomba: EQUAÇÃO 5 AMT = 10 X (Pd – Ps) = 10 X (8.5) = 80m 0. para esta mesma AMT de 80m.8 gf/cm3). Resumo Altura manométrica total (AMT) ou head ou carga ou metros de coluna de líquido (MCL) é a energia cedida pela bomba por unidade de peso. nas condições dadas no problema. encontramos 86m para AMT.5kgf/cm2 na sucção e de 8.Pela Figura 50. entrando com a vazão de 70m3/h. A densidade do líquido é de 0. valor bem próximo dos 85. Para cada vazão. Com o desgaste equivalente ao mostrado na Figura 54.

as soluções desses problemas são bem distintas. ainda não aqueceu. Esse tipo de problema quase sempre é diagnosticado como cavitação clássica da bomba. Como veremos. o líquido ainda não recebeu energia. Os impelidores podem sofrer danos. NPSH disponível e NPSH requerido Quando a vaporização do líquido no interior da bomba atinge uma certa intensidade. líquido e vapor. em que só a queda de pressão contribui. será numa temperatura próxima da de sucção da bomba. convivendo em equilíbrio. ocorre um forte ruído. a bomba pode perder a escorva e deixar de bombear. logo. A pressão de descarga e a vazão ficam prejudicadas. Cavitação. parte branca. deve ser pelo processo 1– 2 da Figura 55. Entretanto. Na Figura 55. cujos sintomas são bastante semelhantes. a AMT é um excelente método para avaliar se uma bomba está desgastada. estão na fase líquida e os abaixo. A vibração da bomba fica elevada e os ponteiros dos manômetros de sucção e de descarga oscilam. tem início a vaporização. Portanto. o que nem sempre é verdade. portanto. como se ela estivesse bombeando pedras. estão na fase vapor. Um líquido pode atingir a pressão de vapor mantendo-se a temperatura constante e reduzindo-se a pressão (1– 2). como mostrado em (1– 6). Nos casos mais severos. de forma simplificada. Se vaporizar nessa região. pela fórmula: AMT = 10 X (Pd – Ps) AMT em metros Pd e Ps – Pressão de descarga e de sucção em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Uma bomba em boas condições terá seu ponto de trabalho sobre sua curva de AMT x vazão. Sobre a linha. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 117 Pense e Anote . esses mesmos sintomas também podem ser decorrentes da recirculação interna ou da entrada de gases no líquido. Quando a pressão de um líquido numa dada temperatura atinge a sua pressão de vapor. A vaporização também pode ocorrer com a redução da temperatura. temos as duas fases. temos um gráfico representando a pressão de vapor da água em função da temperatura. Numa bomba centrífuga até a entrada das pás do impelidor. Podemos também manter a pressão constante e aumentar apenas a temperatura (1– 4). ou alterar a pressão e a temperatura simultaneamente (1– 3 ou 1– 5).Podemos calcular a AMT. parte cinza. Os pontos situados acima da linha de equilíbrio.

kgf/cm2A. cujo formato é mostrado na Figura 56. Cabe notar que sua curva não se estende até a vazão nula. parando antes. Essa energia no flange de sucção recebe o nome de NPSH requerido pela bomba. por meio de cálculos e de testes de bancada. caso ocorra vaporização por problema de pressão no interior da bomba. expresso em metros de coluna d’água. O NPSH requerido é sempre determinado para água fria. A pressão absoluta é obtida somando-se a pressão indicada pelo manômetro (pressão relativa ou manométrica) à pressão atmosférica local. Para sabermos se um líquido está na eminência de vaporizar.FIGURA 55 CURVA DE PRESSÃO DE VAPOR D’ÁGUA Pense e Anote Pressão de vapor – kgf/cm 2 A Pressão de vapor d’água Líquido Linha de equilíbrio FI Temperatura ( o C) Vapor A pressão de vapor de um líquido é sempre expressa em valores de pressão absoluta: por exemplo. Os fabricantes. a bomba irá requerer uma energia mínima por unidade de peso do líquido bombeado no flange de sucção (pressão e velocidade) para evitar que a pressão interna do líquido caia abaixo da pressão de vapor. Para cada vazão. Pabs = Pman + Patm local Na Figura 38. Imediatamente antes das pás. Então. provocando a vaporização no seu interior. passa 118 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . este é um dos locais mais prováveis. Abaixo dessa vazão. temos de comparar a pressão de vapor com a pressão absoluta do líquido e não com sua pressão manométrica. temos a região de menor pressão. barA. e crescente com a vazão. vimos que existe uma perda de carga (queda de pressão) entre o flange da bomba e a entrada das pás do impelidor. psia etc. fornecem a curva do NPSH requerido versus vazão.

chamado de recirculação interna. acima da pressão de vapor. Na realidade. NPSH vem de Net Positive Suction Head. O NPSH é equivalente a uma AMT head ou carga. Essa energia sob a forma de energia absoluta (com pressão absoluta e velocidade). Portanto. É sempre expresso em metros ou em pés de coluna de líquido bombeado. O termo “líquida” é o mesmo que usamos para cargas quando falamos em peso bruto e peso líquido. senão o líquido vaporizará. que significa o valor da altura manométrica de sucção positiva líquida.Pense e Anote a predominar um outro fenômeno. Esses valores não são plotados pelos fabricantes por serem influenciados pelo sistema. O termo “positiva” indica que essa diferença tem de ser positiva. não podemos extrapolar o valor do NPSH para vazões inferiores à fornecida pela curva do fabricante (Q1). que será visto mais adiante. nessa região. O termo “net = líquida” corresponde à diferença entre a energia disponível e a da pressão de vapor. os valores de NPSH requeridos aumentam significativamente. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 119 . é denominada NPSH disponível. disponibilizada no flange de sucção da bomba. FIGURA 56 CURVA DE NPSH REQUERIDO PELA BOMBA NPSH disp NPSH disp Curva do fabricante Curva real Q1 Vazão Q1 Vazão O sistema no qual a bomba se encontra instalada irá disponibilizar para cada vazão uma energia no flange de sucção da bomba. O NPSH disponível é função apenas do sistema no qual a bomba se encontra instalada.

o NPSH é calculado no flange de sucção da bomba com referência a um plano horizontal. No caso das bombas horizontais. Nas bombas in-line e nas verticais. em geral. O NPSH disponível pode ser calculado pela fórmula: Pense e Anote EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs com EQUAÇÃO 4 Vs = 2. o plano é o que passa pela linha de centro do impelidor.54 x Q = A Ds Ps – Pressão manométrica no flange de sucção da bomba em kgf/cm2 Patm – Pressão atmosférica local em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido em kgf/cm2A – Peso específico do líquido em gf/cm3 (numericamente igual à densidade) Vs Q A hs Ds – Velocidade de escoamento do líquido em m/s – Vazão da bomba em m3/h – Área da seção interna da tubulação em cm2 – Correção da altura do manômetro em m – Diâmetro interno da linha de sucção em cm Devido à dificuldade de medir a pressão no flange de sucção.78 x Q 3. o plano é na linha de centro do flange de sucção. 120 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Considera-se que a perda de carga entre este ponto e o flange é desprezível. A velocidade de escoamento deve ser calculada no mesmo ponto de medida de pressão.Por definição. ela é medida um pouco antes.

O aumento da velocidade eleva a perda de carga entre o vaso de sucção e a bomba. equação 6. a pressão de sucção e a velocidade de sucção. A perda de energia com a redução de Ps é maior do que o ganho com Vs. aumentamos a velocidade de escoamento Vs na linha de sucção. pela equação do NPSH disponível. ao variar a vazão. Quando aumentamos a vazão. Os demais permanecem constantes. o NPSH disponível cai com o aumento da vazão. apenas dois itens serão alterados. como se ela estivesse sendo medida na linha de centro que passa pelo impelidor (para bomba horizontal). Portanto. teremos uma curva semelhante à mostrada na Figura 58.FIGURA 57 CÁLCULO DO NPSH DISPONÍVEL Ps hs Linha de centro Vs A equação 6 de cálculo do NPSH disponível é composta por três parcelas de energia: Energia de pressão na sucção acima da pressão de vapor 10 x (Ps + Patm – Pvap) Energia de velocidade na sucção VS2 2g hs – É simplesmente uma correção da pressão de sucção. Para uma mesma instalação. reduzindo a pressão de sucção Ps. Se colocarmos num gráfico os valores do NPSH disponível versus a vazão da bomba. vemos que. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 121 Pense e Anote .

Ao contrário. também mostrada no gráfico. 122 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Se a pressão interna da bomba for sempre superior à pressão de vapor do líquido bombeado na temperatura de bombeamento. devemos ter sempre o NPSH disponível maior do que o NPSH requerido. tivermos uma pressão inferior à pressão de vapor. que resultará na cavitação (Figura 58A – lado direito). Para melhor compreender o que vem a ser o NPSH. Quando ocorre a vaporização. Para tal utilizaremos a Figura 38. para a vazão desejada. temos como conseqüência a cavitação.FIGURA 58 CURVA DE NPSH DISPONIBILIZADO PELO SISTEMA Pense e Anote NPSH disp Perdas Q1 Vazão Ps hs NPSH disp = Ps + Patm – Pvap + V S2 2g + hs Para uma bomba funcionar sem vaporizar o produto internamente. não teremos vaporização (Figura 58A – lado esquerdo). em algum ponto do interior da bomba. se. Vamos tornar a representar estas pressões no interior da bomba usando pressões absolutas (pressão manométrica + pressão atmosférica local) para que possamos comparar com a pressão de vapor. vamos examinar como se comporta a pressão no interior de uma bomba centrífuga. que sempre é expressa desta forma. Podemos saber a vazão máxima para trabalhar sem cavitar se plotarmos as curvas do NPSH requerido x vazão (Figura 56) e a de NPSH disponível x vazão (Figura 58) num mesmo gráfico (ver Figura 62). Todas as pressões desta figura estarão sob a forma de coluna de líquido. teremos a vaporização.

FIGURA 58A BOMBA OPERANDO SEM E COM VAPORIZAÇÃO 7 1 2 3 5 4 1. 7. 2. 5. 6. 4. 3. Tubulação de sucção Flange de sucção Olhal do impelidor Entrada das pás Saída do impelidor Voluta Cone de saída 6 Bomba sem cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pdesc abs Pabs Pvap Regiões Bomba com cavitação Pressão absoluta em coluna de líquido Pressão absoluta Pdesc abs Pabs Pvap a b Regiões PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 123 Pense e Anote .

ou seja. perderia a escorva e deixaria de bombear totalmente. voltando a superar a pressão de vapor. estão representados dois casos. Logo após as pás. é a energia mínima total (pressão + velocidade) por unidade de peso que temos de ter no flange de sucção da bomba para que não ocorra vaporização no seu interior. No bombeamento com vaporização. o NPSH disponível é maior do que o NPSH requerido. montada a partir das Figuras 38 e 58A. Podemos dizer também que o NPSH requerido para uma vazão é a soma da perda de carga entre o flange de sucção e o ponto 4 ( P da Figura 59) com a energia de velocidade no flange de sucção (v2/2g). já explicadas na Figura 38. só uma parte do líquido é vaporizada. para uma determinada vazão. não te124 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a bomba ficaria completamente cheia de vapor. ponto “b”. logo. Do lado esquerdo. por definição. o que levará à vaporização do líquido. a curva da pressão total subirá ou descerá paralelamente à indicada na figura. Nesta figura. A partir deste ponto. para uma determinada vazão. região 4. NPSH disponível por definição. não alterando o valor do NPSH requerido. é a energia total (de pressão + de velocidade) por unidade de peso que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba acima da pressão de vapor (ver Figura 59). Se a vaporização fosse total. Como o ponto de menor pressão é o 4 (antes das pás). de acordo com a Figura 59. nenhum ponto do interior da bomba fica com a pressão abaixo da de vapor. Na Figura 59. Nesse caso. reproduzimos as energias de pressão absoluta (pressão manométrica + atmosfética local) e de velocidade. nenhum ponto no interior da bomba estará com pressão abaixo da pressão de vapor. O NPSH requerido é uma característica apenas da bomba. para uma determinada vazão. como representaríamos na figura o NPSH disponível e o NPSH requerido. As energias estão representadas por colunas de líquido. Para uma mesma vazão. o líquido recebe energia do impelidor e a pressão interna aumenta. Dispondo desta energia mínima. É uma característica do sistema no qual a bomba trabalha e da pressão de vapor do produto na temperatura de trabalho. Vários pontos da região 4 não terão a pressão inferior à pressão de vapor. Vejamos agora. o NPSH requerido será a diferença entre a energia total na sucção (pressão + velocidade) e o valor da pressão nesse ponto. NPSH requerido. o vapor retornará à fase líquida. a região de menor pressão é a imediatamente antes das pás do impelidor. uma vez que a perda de carga P e a velocidade só dependem da vazão. se aumentarmos ou reduzirmos a pressão de sucção da bomba.Como já havíamos chamado a atenção. No ponto “a” (Figura Pense e Anote 58A – lado direito) a pressão interna passa a ser menor do que a pressão de vapor. e a energia total (energia de pressão + energia de velocidade) no flange de sucção (região 2). quase sempre a vaporização é parcial.

permitindo então que a pressão na região 4 fique abaixo da pressão de vapor. NPSH DISPONÍVEL E NPSH REQUERIDO PARA UMA DADA VAZÃO 7 Energia de pressão = 1 2 3 5 4 Energia de velocidade = 10 x Pabs V2 2g 6 Energia em m Pabs – pman + Patm em kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm 3 ou densidade V – Velocidade média em m/s g – Aceleração da gravidade = 9. FIGURA 59 CAVITAÇÃO. o NPSH disponível é menor do que o requerido. o que levará à vaporização de parte do produto bombeado.Pense e Anote mos vaporização. Do lado direito.8 m/s2 no nível do mar P = perda de carga entre pt2 e pt4 Bomba sem cavitação NPSH disp > NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp NPSH req P Velocidade Pressão absoluta Pdesc abs v2 2g Pabs Pvap Vsuc v 2g 2 Vdesc Regiões Bomba com cavitação NPSH disp < NPSH req Pressão absoluta e velocidade em coluna de líquido Energia total = Epres + Evel NPSH disp v2 2g NPSH req P v2 2g Pressão absoluta Velocidade Pdesc abs Pabs Pvap Vsuc Vdesc Regiões O líquido só irá vaporizar se a linha de pressão absoluta cair abaixo da pressão de vapor PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 125 .

(a pressão de vapor correta para água a 70ºC é 0.5kgf/cm2 h = 30cm = 0.3barA x 1. A tubulação em que está situado o manômetro é de 4"sch 40.98gf/cm3 Q = 60m3/h T = 70ºC Tub = 4"sch 40 NPSH requerido = 2. temos também que: 1bar = 1. o NPSH requerido é 2. Analisar se teremos vaporização do líquido no interior da bomba. Para evitar a vaporização. v2/2g.98gf/cm3). Para determinação da pressão de vapor do líquido é desejável dispor de uma tabela.02kgf/cm2 bar = 0. O manômetro está 30cm acima da linha de centro do impelidor.3bar). temos para 4"sch 40 (área = 82cm2).A condição para que ocorra a vaporização é que o NPSH disponível seja menor do que o NPSH requerido. Dados: Ps = – 0. devemos comparar o NPSH disponível com o NPSH requerido. Podemos obter um valor aproximado pela Figura 25. Na Tabela 15.306kgf/cm2 A Da Tabela 18.5m. uma vez que entra no NPSH requerido e no disponível. A pressão indicada no manômetro de sucção é negativa de 0. para a vazão de 60m3/h. PROBLEMA 4 Pense e Anote Uma bomba trabalhando ao nível do mar com a vazão de 60m3/h bombeia água a 70ºC ( água = 0. O fabricante informa que. na qual temos para água (linha 26) com 70ºC (Pvap = 0. na realidade.30m água = 0.312barA).02kgf/cm2 Pv = 0. com as dimensões de tubos. o que nos interessa é a diferença entre os NPSHs. O termo de velocidade no flange de sucção. ele é matematicamente cancelado.5kgf/cm2. 126 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Uma pergunta que alguns se fazem: Por que a velocidade de escoamento do líquido entra no cálculo do NPSH disponível se um líquido para vaporizar só depende de sua pressão estática? A resposta a esta pergunta está na Figura 59. não influi.5m Patm = 1. É o que dá origem à cavitação clássica.033kgf/cm2 (nível do mar) NPSH disponível = ? Para sabermos se haverá vaporização.

30 = 2. Se começasse a cavitar.98 2 x 9.30 = 2. o qual pode ser determinado por meio do NPSH disponível.306) 2. por exemplo. como a margem de NPSH (NPSHdisp – NPSHreq) está muito pequena.78 x 60 82 = 2.30m. seria interessante dispor de uma margem maior. A bomba perdeu em vazão e em AMT devido às bolhas de vapor formadas no impelidor.8m está maior do que o NPSH requerido = 2.5m. que na parte hidráulica segue o Hydraulic Institute. Colocamos entre parênteses os dados correspondentes à Figura 61 para facilitar o entendimento das explicações. O API 610.62 O NPSH disponível = 2.21 + 0. A queda de AMT é abrupta. bombeando água fria.03m/s Cálculo do NPSH disponível EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + Vs2 +h= 2g = 10 x (– 0.81 NPSHdisp = 10 x 0. A Figura 60 mostra as curvas de AMT x vazão de uma bomba operando normalmente no encontro de sua curva com a curva do sistema (ponto 1).78 x Q A = 2. quando a cavitação é significativa.227 4. As normas utilizam essa queda de AMT para determinar o NPSH requerido.032 + 0.8 m 1 19. Para bombeamento de água.30 + 0. que corresponde à vazão Q1 e AMT1. apenas 0. dependendo da intensidade. com a vazão Q2 e AMT2. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 127 Pense e Anote . define o valor do NPSH requerido para uma determinada vazão como o que leva a uma redução de 3% na AMT. Esse levantamento pode ser realizado em uma bancada de teste. Mas.Cálculo da velocidade de escoamento EQUAÇÃO 4 Vs = 2.78 ~ 2. é possível que tenhamos problemas.12 + + 0. passaria a trabalhar no ponto 2.033 – 0. indicando teoricamente que não haverá vaporização.5 + 1.27 + 0.

os valores com NPSH disp > 6m – AMTmédia = 50m). Calculamos então a média das AMTs dos pontos medidos antes de a bomba iniciar a queda da AMT (no caso. 6m.6m) como o correspondente ao ponto de encontro dessa linha com a curva traçada. Os valores de AMT versus NPSH disponível podem ir sendo plotados em um gráfico. Com a redução gradativa do NPSH disponível. ou seja. Repetindo o teste para outras vazões. 5. Traçamos no gráfico uma linha com a queda de 3% desse valor médio da AMT [(3/100) x 50 =1. 7m. podemos traçar a curva de NPSH requerido versus vazão da bomba.). a vazão vai sendo ajustada para permanecer constante (200m3/h) e torna-se a medir a AMT (em torno de 50m). Determina-se a AMT fornecida pela bomba para esta vazão (50m). teremos um valor (NPSH disp=5.FIGURA 60 Pense e Anote AMT CURVA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CAVITANDO Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Curva Rend x Vazão sem cavitação Queda de AMT p/ vazão Q2 1 2 Curva do sistema Curva AMT x Vazão sem cavitação Curva Rend x Vazão cavitando na vazão Q2 Q2 Q1 Vazão Inicialmente. Inicia-se então a redução do NPSH disponível (8m.5m etc. a bancada de teste é ajustada para a vazão na qual queremos calcular o NPSH (suponhamos 200m3/h) e com uma pressão de sucção que resulte num NPSH disponível alto (pt 1 = 9m). a bomba estará operando sem cavitar. Determinamos o NPSH disponível (5.5m]. O valor do NPSH disponível assim obtido é o NPSH requerido pela bomba testada na vazão de 200m3/h. bem superior ao NPSH requerido esperado (em torno de 6m).5m) em que a cavitação da bomba faz com que ela tenha uma perda acentuada da AMT (46m). 128 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A cada redução.

quando o teste é realizado em circuito fechado). o valor do NPSH disponível por meio de mudanças em Ps. a redução do NPSH disponível é realizada pela redução da pressão na sucção. uma vez que estamos testando o NPSH para uma vazão fixa. A velocidade de sucção Vs está amarrada. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 129 Pense e Anote .FIGURA 61 DETERMINAÇÃO DO NPSH REQUERIDO Determinação do NPSH requerido p/ 200 m3/h AMT (m) Média AMT 0.3 X 50 = 1. o que elevaria a pressão de vapor Pvap e. O hs é simplesmente a correção da cota do manômetro. prevalecendo o da redução de pressão na sucção. Usualmente. As bancadas de teste utilizam três métodos: a b c Restringindo a válvula de sucção. somente. A pressão atmosférica e o valor da aceleração da gravidade são características do local onde se encontra a bancada. Esse método não é muito usado. portanto. sua altura não modificará o NPSH a ser calculado. podemos alterar. reduziria o NPSH disponível. além da Pvap. numa bancada de teste. Aumentando o vácuo no vaso de sucção (válido.5 Pt 4 Pt 3 Pt 2 Pt 1 Pt 8 NPSH req NPSH disponível (m) EQUAÇÃO 6 NPSH disp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + V S2 2g + hs Examinando a equação 6. Variando a temperatura. modificaríamos. o peso específico do líquido. Um outro modo de baixar o NPSH disponível seria aumentar a tempe- ratura do líquido na sucção. conseqüentemente. Reduzindo o nível do reservatório de sucção. Pvap ou .

menor a margem de NPSH. ou seja. Colocando as curvas de NPSH disponível e do requerido num mesmo gráfico. Logo. O ponto de cruzamento das duas curvas fornece a vazão máxima teórica com que a bomba pode trabalhar sem cavitar. a bomba já está perdendo em desempenho. permanecendo os mesmos valores válidos para água. a qual já pode estar causando danos ao impelidor. que alguns definem como diferença (NPSHdisp – NPSHreq) e outros. Pense e Anote 3% de AMT. A conclusão é que. Logo. mas não notamos perda de desempenho. Como na vaporização os produtos de petróleo crescem bem menos de volume do que a água. como a relação (NPSHdisp/NPSHreq). é sempre desejável manter uma margem de NPSH. alguns estudos sugerem reduções para seus valores de NPSH requeridos. É o que chamamos de cavitação incipiente.É interessante chamar a atenção para o fato de que. a bomba já está cavitando. com um NPSH disponível acima do requerido. o líquido começa a vaporizar bem antes. Por esse motivo. teremos a formação de bolhas de vapor. é provável que não notemos nenhum ruído. A norma API não aceita essas reduções. Na realidade. Elas se chocarão e crescerão de tamanho. vemos que o NPSH disponível no flange da bomba cai com o aumento de vazão. Quanto maior o crescimento do volume do líquido ao vaporizar. embora com pequena intensidade. Se a quantidade vaporizada de líquido for muito pequena. Isso acontece bastante no bombeamento de água fria. nem perda de desempenho da bomba. FIGURA 62 VAZÃO MÁXIMA EM FUNÇÃO DO NPSH NPSH (m) NPSH requerido Característica da bomba Margem de NPSH NPSH disponível Característica do sistema Vazão Q Qmax Ocorrendo a vaporização do líquido no interior da bomba. A água fria é um dos piores produtos no que concerne a esse aspecto. na determinação do NPSH requerido. a bomba já estará cavitando. enquanto o NPSH requerido aumenta com a vazão. com o NPSHdisp = NPSHreq. como veremos adiante. maior deverá ser essa margem. Por outro 130 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . quanto maior a vazão. Figura 62.

Se estas bolhas estiverem no meio da corrente líquida. se a quantidade vaporizada for muito elevada. prejudicando sua passagem pelo impelidor. A pressão interna da bolha de vapor é a própria pressão de vapor. não acarretarão danos. retornando à fase líquida. atingindo regiões com maior pressão (ver Figura 59). As bolhas de vapor formadas são impulsionadas pelo impelidor e também arrastadas pelo líquido. as bolhas formadas ocuparão o espaço que deveria ser do líquido. Esse retorno é denominado de implosão das bolhas (implosão é o oposto de explosão). PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 131 . mas se estiverem próximas das paredes metálicas da bomba. em face da não-existência de líquido junto às paredes para preencher a bolha. Essa mudança súbita de fase gera ondas de choques que se transformam em vibração. conforme mostrado na Figura 63. mas sim do retorno do vapor à fase líquida. atingindo a superfície metálica com alta velocidade e pressão. as bolhas entrarão em colapso. ela retornará à fase líquida. criando um jato de líquido. Quando a pressão externa for superior. o volume ocupado pelo líquido é muito inferior ao do vapor. o jato será formado no sentido da parede. reduzindo o desempenho da bomba e fazendo com que a vazão e a pressão de descarga sejam prejudicadas ou até inviabilizadas. Ao atingir essas regiões. FIGURA 63 IMPLOSÃO DAS BOLHAS DE VAPOR COM ARRANCAMENTO DO MATERIAL Implosão das bolhas Pext Pv Pv Bolha inicial Início do colapso Microjato Pv Pv Formação do microjato Arrancamento de material Quando as bolhas de vapor retornam à fase líquida.Pense e Anote lado. Instantaneamente. O ruído e a vibração que ouvimos não são decorrentes da vaporização do líquido. fica um vazio que será preenchido pelo líquido.

e quando ele condensa. ocasionando fadiga do material com o posterior arrancamento de partículas do metal. temos o colapso das bolhas. temos o inverso. temos um aumento considerável de volume. Quando essa pressão ultrapassa a pressão de vapor.045.0225 1.4 1. Na Tabela 23. Nessa região. o líquido já está recebendo energia do impelidor e.0078 1. é que ocorre o arrancamento do material.398 4.672.550. uma redução considerável do volume.934 1. como no caso de um arame que acaba partindo quando ficamos dobrando-o para um lado e para o outro seguidamente na mesma seção. TABELA 23 VOLUMES ESPECÍFICOS DA ÁGUA E DO VAPOR Temperatura (oC) 40 70 100 200 Água (a)cm3/g 1. Na região da implosão. portanto.0434 1. É como se tivéssemos um martelamento contínuo na superfície metálica. aumentando a pressão. Pense e Anote Fadiga é o fenômeno da redução da resistência de um material devido a esforços repetitivos. A seguir. são formadas milhares e milhares de pequenas bolhas continuamente.Com a bomba operando na condição de cavitação.1568 Vapor (b) cm3/g 19. mostramos quantos cm3 são necessários para formar a massa de uma grama do líquido ou do vapor.603 110 132 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Volume específico é volume por unidade de massa. mostramos uma tabela com o volume específico da água saturada e do vapor em equilíbrio para diversas temperaturas.3 5.1 Aumento de volume b/a 19. Quando um líquido vaporiza. A região de implosão das bolhas costuma ser logo após o início das pás.52 127. que acabam implodindo.

Agora que entendemos o que ocorre no interior da bomba. a cavitação é menos intensa comparativamente. fazendo com que ocorra um resfriamento nas proximidades do ponto em que houve a vaporização.398 vezes. a temperatura cai tanto que condensa a umidade do ar atmosférico. Por isso. como a decorrente da recirculação interna. a intensidade da cavitação seria maior. forte ruído. O resfriamento causado pela passagem de um líquido para vapor fica evidente quando abrimos para a atmosfera um vent de uma linha contendo GLP. Chamamos essa cavitação de clássica para não confundir com outras cavitações que podem ocorrer na bomba. Por isso. o que não quer dizer que não resultem em danos consideráveis. principalmente do impelidor. maior a severidade do problema de cavitação. esse calor é retirado do próprio líquido. Se não houvesse esse resfriamento. que será vista a seguir. Os produtos de petróleo apresentam um aumento de volume bem inferior ao da água ao vaporizarem. podemos dizer que cavitação é o fenômeno de formação de bolhas de vapor por insuficiência de energia na sucção da bomba (NPSHdisp< NPSHreq). chegando a 19. perda de desempenho (vazão e pressão). oscilação dos manômetros de sucção e de descarga. FIGURA 64 IMPELIDORES COM DESGASTE DEVIDO À CAVITAÇÃO PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 133 Pense e Anote . No caso da vaporização no interior da bomba. o que aumenta o NPSH disponível (ver Figura 55 e equação 6). A vaporização é uma transformação que necessita de calor para sua realização. além do desgaste da bomba. quanto mais frio o líquido.Pela Tabela 23. A cavitação gera vibração. crescimento dessas bolhas e seu retorno à fase líquida (implosão). Já na temperatura de 40ºC. pelo arrancamento de partículas metálicas. vemos que cada grama de água vaporizada na temperatura de 200ºC terá seu volume aumentado em 110 vezes. A perda de temperatura reduz a pressão de vapor Pv. o aumento será bem maior. Nesse caso. trazendo todos os inconvenientes já citados. formando gelo.

O ruído e a vibração não são provenientes da vaporização. que significa vazio.54 x Q D2 NPSHdisp em m Ps – Pressão de sucção kgf/cm2 – Peso específico em gf/cm3 ou densidade Patm – Pressão atmosférica em kgf/cm2 Pvap – Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento em kgf/cm2A Vs – Velocidade de escoamento na sucção em m/s hs – Altura do manômetro em relação à linha de centro da bomba em m Q – Vazão em m3/h A – Área interna da tubulação em cm2 D – Diâmetro interno da tubulação de sucção 134 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Para que não haja cavitação. a cavitação se deve ao vazio formado na implosão das bolhas de vapor. desgaste no impelidor.O nome de cavitação vem de cavidade. aumentar o NPSH disponível. perda de vazão e de pressão. logo no início das pás. oscilação das pressões. O NPSH disponível pode ser calculado por: EQUAÇÃO 6 NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvap) + VS2 2g + hs EQUAÇÃO 4 Vs = 2. Cavitação é o fenômeno que ocorre quando temos a vaporização do líquido bombeado. Um é o NPSH requerido: a energia mínima que a bomba necessita ter em seu flange de sucção para cada vazão.78 x Q A = 3. No caso das bombas. temos que ter NPSHdisp > NPSHreq. vibração. mas da implosão das bolhas. Esses mesmos fenômenos acontecem quando temos recirculação interna e entrada de gases na bomba. ou seja. A cavitação causa um ruído acentuado. O desgaste no impelidor é na parte visível da sucção. A principal solução para a cavitação é aumentar a pressão de sucção. Pense e Anote Resumo Temos dois NPSHs (Net Positive Suction Head) que são expressos em metros ou em pés. O outro é o NPSH disponível: a energia que o sistema disponibiliza no flange de sucção da bomba para cada vazão. o crescimento das bolhas e a sua implosão.

faz com que a bomba trabalhe com um ruído semelhante ao de bombear pedras. as pessoas que estavam assistindo ficaram perplexas. oscilação dos ponteiros dos manômetros e perda de vazão e de pressão. naquele momento. Vamos entender agora o que vem a ser recirculação interna. As linhas azuis do corante iam até o interior da bomba e voltavam vários metros na sucção. Há algumas décadas. inclusive concorrentes. Quando foi atingida uma determinada vazão. Já vimos o que é a cavitação clássica.Recirculação interna No item anterior. tendo a oportunidade de ver o que passou a ser conhecido como recirculação interna na sucção da bomba. as tubulações de sucção e de descarga foram feitas de um material transparente chamado “plexiglass”. Vamos entender como cada um deles ocorre. a recirculação interna e a entrada de gases na sucção da bomba. Em cada uma destas etapas. foi colocado um pequeno tubo que permitia injetar o corante azul de metileno (ver esquema na Figura 65). Colocou uma bomba centrífuga numa bancada de teste e convidou diversos interessados e especialistas em bombas. A vazão foi sendo reduzida em etapas. Na linha de sucção. para assistirem ao experimento. Era então injetado um pouco de corante. por meio do fechamento gradativo da válvula de descarga da bomba. Para facilitar a observação. e podiam ser vistos os veios coloridos de azul passar pela tubulação de sucção. tornavam a entrar na bomba e a voltar diversas vezes. conforme era esperado. Na realidade existem três fenômenos que podem levar a esses sintomas: a cavitação clássica. forte vibração. devido à formação e à implosão das bolhas. afastado alguns metros do flange. FIGURA 65 TESTE DE RECIRCULAÇÃO INTERNA REALIZADO NUMA BANCADA DE TESTE Tubo para ejeção de corante Tubo transparente PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 135 Pense e Anote . Os presentes ao experimento estavam. A bomba foi colocada em operação com a válvula de descarga totalmente aberta. vimos que a cavitação. entrar na bomba e sair pela descarga. um fabricante de bombas preparou uma experiência nos Estados Unidos. era realizada uma pequena injeção de corante.

Esse fenômeno é bem conhecido hoje em dia, mas ainda não é perfeitamente equacionado e só começou a aparecer com muita freqüência a

Pense e Anote

partir da década de 1970. Os projetistas das unidades, para economizar em tubulações e fundações, começaram a projetar os vasos e as torres em cotas mais baixas. Com isso, passaram a especificar bombas com NPSH disponíveis menores. Para atender a essa solicitação, os fabricantes passaram a projetar bombas com NPSH requerido menor. Um dos modos de fazer essa redução é aumentando a área do olhal do impelidor, reduzindo a velocidade e, conseqüentemente, a perda de carga na sua entrada ( P da Figura 59). Os novos projetos das bombas passaram a utilizar impelidores com as velocidades específicas de sucção mais altas, o que eleva à vazão em que tem início a recirculação. As bombas passaram a ter uma faixa operacional muito mais estreita, chegando a vazão mínima a ser, em alguns casos, de apenas 75% a 80% do BEP.

Velocidade específica de sucção é um número adimensional que caracteriza o projeto da entrada do impelidor. É semelhante à velocidade específica da bomba que caracteriza o impelidor como um todo. Por conveniência, são usadas unidades que não se cancelam, sendo, portanto, necessário especificar quais estão sendo utilizadas.

NSS =

N Q NPSHreq

NSS – Velocidade específica de sucção
Em unidades americanas N → rpm Q → gpm NPSHreq → ft

Em unidades métricas N → rpm
PETROBRAS

Q → m3/h ou m3/s

NPSHreq → m

136

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Pense e Anote
Valem as mesmas observações usadas na velocidade específica da bomba, ou seja, os valores de Q e NPSHreq são os do BEP – Ponto de Máxima Eficiência com o impelidor de diâmetro máximo. Bombas de dupla sucção devem ter sua vazão dividida por dois. Existe um trabalho que mostra que as bombas projetadas com velocidades específicas menores do que 11 mil (unidades americanas) falham bem menos do que as projetadas acima desse número. Toda bomba centrífuga é projetada para trabalhar com uma vazão e AMT determinadas. É o BEP da bomba. Quando a bomba trabalha nessa vazão, seu rendimento é máximo. Nessa condição, o líquido entra alinhado com as pás do impelidor, tangenciando-as e causando o mínimo de turbulência. À medida que vamos reduzindo a vazão, o ângulo de incidência começa a ficar desfavorável (ver Figura 66). Se continuarmos reduzindo a vazão, atingiremos um ponto em que haverá descolamento do líquido da parede da pá do impelidor, criando um vazio, uma região de baixa pressão que, como vimos, proporciona a vaporização do líquido e também favorece a formação de vórtices (redemoinhos). As bolhas formadas pela vaporização deslocar-se-ão para regiões de maior pressão e retornarão à fase líquida (implosão), causando danos similares aos da cavitação clássica.
FIGURA 66

RECIRCULAÇÃO INTERNA NA SUCÇÃO

Pá do impelidor

Ângulo de incidência no BEP Vórtices Ângulo de incidência com baixa vazão

Underfilled Overfilled

Rotação D1 D2

Fluxo de recirculação na sucção

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

137

Os vórtices formados se propagarão para a sucção, ocasionando um fluxo contrário ao normal no interior da bomba. A recirculação, inicialmente, fica restrita à sucção da bomba, daí receber o nome de recirculação da sucção (ver Figura 66, lado direito). Se a vazão continuar a cair, o fenômeno aumentará de intensidade, fazendo com que os vórtices atinjam a descarga da bomba, e, nesse caso, passaremos a ter a recirculação interna na descarga, também.
FIGURA 67

Pense e Anote

VARIAÇÃO DA PRESSÃO DE SUCÇÃO E DA DESCARGA COM RECIRCULAÇÃO

Pressão Pressão de descarga

Pressão de sucção

Vazão

Recirculação na sucção e início de recirculação na descarga

A bomba centrífuga tem uma vazão abaixo da qual esse fenômeno de recirculação interna ocorrerá. Nas bombas de baixa energia (baixa potência e baixa AMT), a recirculação interna não causa grande preocupação, mas nas bombas de alta energia os danos podem ser severos. Existem diversas vazões mínimas numa bomba centrífuga. Nas folhas de dados mais antigas, com mais de 20 anos, geralmente, a vazão mínima citada era a vazão mínima térmica. Trabalhando com a vazão baixa, o rendimento da bomba é reduzido, ou seja, maior percentual da energia cedida pelo acionador irá virar calor, o que aumenta a temperatura do líquido, podendo fazer com que vaporize.
138
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Nas bombas que trabalham próximo da linha de equilíbrio de fases, um pequeno acréscimo de temperatura pode levar à vaporização (ver Figura 55). As bombas de água de alimentação de caldeira estão nesse caso. Por isso, costumam possuir uma válvula de fluxo mínimo (Figura 128), ou ter uma linha dotada de orifício de restrição que interliga a descarga com o desaerador, garantindo assim uma vazão mínima para a bomba. Essa vazão mínima que evita a vaporização pelo aquecimento do líquido no interior da bomba recebe o nome de vazão mínima térmica. Recentemente, com o aumento da preocupação com a recirculação interna, as folhas de dados das bombas passaram a exigir do fabricante o fornecimento da vazão mínima de recirculação interna ou vazão mínima de operação estável, que costuma ser superior à vazão mínima térmica. A norma API 610 define a vazão mínima estável em função da vibração. É a menor vazão que a bomba pode operar sem ultrapassar o limite de vibração estipulado pela norma, que para bombas horizontais é de 3,9mm/s RMS (Figura 68). Isto não quer dizer que toda bomba que trabalhe com vibração acima desse nível esteja com problemas de recirculação interna, uma vez que desalinhamento e desbalanceamento, entre outros, também podem contribuir para a vibração da bomba. Nesse caso, a norma API está se referindo às vibrações de origem hidráulica, como é o caso da recirculação interna. Teoricamente, a menor vibração de origem hidráulica ocorre com a bomba trabalhando próxima da sua vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência). Quanto mais afastada a vazão do BEP, seja para cima ou para baixo, mais desfavorável o ângulo de entrada do líquido no impelidor, provocando choques que tendem a aumentar a vibração (Figura 68).
FIGURA 68

VAZÃO MÍNIMA DO API 610 EM FUNÇÃO DA VIBRAÇÃO

1. Região permitida de operação limitada pela
1 2 AMT BEP vibração

2. Região preferida de operação 70% a 120% do BEP 3. Vibração máxima permitida nos limites de fluxo
3,9mm/s RMS

4. Limite de vibração para bomba horizontal
Pot <400 hp 3,0mm/s RMS

Vibração

3 3,9mm/s RMS 3,0mm/s RMS 4 70% BEP BEP 120% BEP Vazão

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

139

Pense e Anote

Examinando um impelidor com sinais de perda de material, poderemos identificar se o problema foi ocasionado por cavitação clássica ou por

Pense e Anote

recirculação interna. Quando temos cavitação, examinado o olhal do impelidor, o desgaste tem início na parte visível das pás (região convexa). Quando temos recirculação interna na sucção, o desgaste tem início na parte não visível da pá, região côncava (próximo da região onde ocorre a vaporização do líquido; ver Figura 69), sendo necessário um pequeno espelho para ser vista. Quando a recirculação interna é na descarga, o desgaste aparece na junção da saída das pás com as laterais do impelidor. Nesse caso, ele é visível. Essa região fica cheia de poros devido à perda de material. Quando os danos são na parte central de saída da pá, o desgaste costuma ser decorrente da proximidade das pás do impelidor com a lingüeta da voluta ou com o difusor.
FIGURA 69

REGIÃO DE DANOS NO IMPELIDOR

Região de danos por cavitação clássica Região de danos por proximidade com a lingüeta da voluta

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação interna na descarga

Região de danos por recirculação na sucção

Região de danos por cavitação clássica

Alguns autores afirmam que o ruído provocado pela cavitação é mais estável e repetitivo, enquanto o provocado pela recirculação interna é aleatório e mais alto.
140
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

podendo. Acima de 45%. logo. Para olhais grandes. a vazão mínima seria de 35% da vazão do BEP com uma faixa de transição entre 35% e 45%. podendo chegar a 65% da vazão do BEP. o percentual de estabilidade seria aumentado. Com um impelidor axial. Para impelidores tipo Francis com Ns = 75. na qual podem ocorrer instabilidades.75 Faixa de trabalho hidraulicamente instável Faixa de trabalho estável Aumentando NSS Faixa de transição Bombas de refrigeração primária Impelidores com olhais grandes e alta velocidade específica de sucção Geração nuclear: bombas de condensado booster . FIGURA 69A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÍNIMA DE RECIRCULAÇÃO Ns = N – rpm Q – m3/s AMT – m N Q AMT 0. os danos não ficam limitados apenas ao impelidor e podem atingir a carcaça ou o difusor. água de alimentação e aquecimento-drenagem Vazão mínima como um percentual da vazão do BEP Na Figura 69A. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 141 Pense e Anote . A região da carcaça próxima à lingüeta é de alta velocidade.Dependendo da severidade da cavitação ou da recirculação interna. Ns = 200. temos um gráfico que permite uma previsão aproximada da faixa de operação de vazão de uma bomba em função da velocidade específica Ns e da velocidade específica da sucção NSS. vir a cavitar. a instabilidade pode começar em mais de 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. seria uma região estável (impelidores com olhais pequenos). portanto. de baixa pressão.

prejudicando o fluxo. Uma das principais causas da recirculação interna é o descolamento do fluxo do líquido. perda de desempenho. A diferença é que as bolhas não são formadas por vaporização no interior da bomba. está bastante ligado à velocidade específica (Ns) e à velocidade específica de sucção (NSS) da bomba. O percentual em relação à vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. ruído. na junção com os discos. com o qual a bomba inicia a recirculação. na parte visível delas. oscilação das pressões. desgaste do impelidor. O desgaste no impelidor ocorre na área da sucção no lado invisível da pá e necessita de um pequeno espelho para ser visto quando está na fase inicial. vibração. mas já entram com o líquido. todos concordam. simplesmente reduz o desempenho pelo 142 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . vibração. Na área da descarga. alguns autores afirmam que a entrada de gases não causa danos significativos às bombas. Quanto aos danos no impelidor. Os sintomas são semelhantes ao da cavitação: ruído. O ar tende a ficar junto ao olhal do impelidor. Entrada de gases A entrada de ar ou gases misturados com o líquido no interior da bomba.Pense e Anote Resumo Recirculação interna é um fenômeno que ocorre quando a bomba está trabalhando com baixa vazão. o desgaste é na lateral das pás. Quanto à perda de desempenho. A solução para a recirculação interna é o aumento de vazão. A recirculação na descarga ocorre numa vazão mais baixa do que a da sucção. Temos dois tipos: a recirculação interna na sucção e na descarga. ou seja. Um dos problemas da entrada de gás junto com o líquido é causado pela separação que ocorre pela centrifugação. Existem controvérsias sobre os danos causados pela entrada de ar. que ocorre quando o ângulo de sua entrada na pá do impelidor fica desfavorável. Quanto maiores esses valores. gera os mesmos fenômenos ocasionados pela cavitação e pela recirculação interna. mais estreita a faixa de operação da bomba. oscilação dos manômetros. a partir de um certo percentual.

os gases ou o ar podem até ser benéficos quando a bomba trabalhar cavitando.Pense e Anote espaço ocupado pelos gases. Na parte de cima da figura. Para o caso de baixo. em torno do tubo. Até o teor de 0. deveria existir uma chicana no reservatório para evitar que o fluxo de líquido fosse lançado diretamente para a sucção da bomba. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 143 . Esta última. Os gases podem já vir dissolvidos no líquido ou penetrar na tubulação de sucção pelas juntas dos flanges quando a pressão de sucção é negativa. Em percentuais bem pequenos. Outros pontos de entrada de ar são na selagem por gaxetas e na tomada da linha de sucção. FIGURA 70 ENTRADA DE AR E FORMAÇÃO DE VÓRTICES POR BAIXA SUBMERGÊNCIA Ar + líquido Linha de sucção Vórtice Nível do líquido Submergência Os casos mostrados na Figura 70 são decorrentes de erro de projeto. se não tiver a submergência adequada. pode ocasionar a formação de vórtices (redemoinhos) (Figura 70). Outros autores afirmam que os danos são semelhantes aos causados pela cavitação. o funcionamento fica seriamente prejudicado. atenuando os efeitos da implosão das bolhas e reduzindo o ruído e a vibração. não é usual observar qualquer efeito sobre o funcionamento da bomba. Quando valores de 5% ou 6% são atingidos. uma solução seria aumentar a submergência do tubo de sucção ou colocar grades horizontais flutuantes na superfície. podendo até fazer a bomba perder a escorva. O ar forma um colchão de amortecimento.5% em volume de gases no líquido. para evitar a formação dos vórtices (redemoinhos). Uma outra solução seria utilizar uma curva e mergulhar o tubo de chegada no reservatório.

é necessário conhecer o sistema no qual a bomba irá trabalhar de modo que possamos calcular a curva desse sistema. portanto. maior a perda de carga do sistema e.Curva do sistema e ponto de trabalho da bomba Já sabemos que a bomba trabalhará sobre um ponto de sua curva de AMT x vazão. a curva do sistema será ascendente com a vazão. Essas energias são: a diferença de pressão entre os dois vasos ( P). Quanto maior a vazão. Todas essas perdas são expressas em metros de coluna. somente a perda de carga irá variar. a diferença de níveis (H) e a perda de carga (h1. 144 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . h2 etc. Mas em qual deles? Pense e Anote FIGURA 71 CURVA DO SISTEMA Para saber isso. A curva do sistema representa as energias que necessitam ser vencidas para ir do vaso de sucção ao de descarga para cada vazão.) nas linhas de sucção e de descarga em função da vazão. Se as pressões dos vasos e seus níveis forem constantes.

Foi visto que a bomba terá de trabalhar sobre sua curva de AMT x vazão. 80 e 100m3/h. • Pela colocação de um orifício no flange de descarga da bomba. 20 e 40 metros correspondentes às vazões de 60.A curva do sistema nos informa para cada vazão o quanto de AMT (head ou carga) o sistema exigirá. A Figura 71 mostra a curva de um sistema com as perdas de carga de 7. o ponto de encontro delas é o único que satisfará à bomba e ao sistema simultaneamente. • Pelo controle de pré-rotação. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 145 Pense e Anote . Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série. O sistema também exige que a bomba trabalhe sobre sua curva. Portanto. • Pelo ajuste das pás do impelidor. a maioria dos processos industriais necessita variar a vazão. • Pela mudança da rotação. Alterando a curva do sistema. Todavia. respectivamente. FIGURA 72 PONTO DE TRABALHO AMT (m) Curva da bomba Ponto de trabalho Curva do sistema m 3 /h Pelas curvas da Figura 72. Se colocarmos essas duas curvas num mesmo gráfico. só seria necessário vencer a cota H e o P. Alterando a curva da bomba: • Pela mudança do diâmetro do impelidor. Controlando por cavitação. já que a perda de carga seria nula. Os seguintes modos de controle são empregados com essa finalidade em bombas centrífugas: Recirculando a descarga para a sucção. a bomba trabalharia com 99m3/h e com a AMT de 76m. A bomba centrífuga sempre trabalhará no ponto de interseção da curva da bomba com a curva do sistema. Na vazão nula. esse será o ponto de trabalho.

seja para evitar o aquecimento com vaporização do líquido bombeado. aumenta ou diminui a perda de carga na linha. No caso de bombas axiais. esse método de controle é interessante. 146 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como pode ser visto na Figura 74. como. porque nesse tipo de bomba a potência cai com o aumento da vazão. o que poderá levar à sua vaporização. uma válvula de controle que.Vejamos como os modos mais usuais funcionam. É mais utilizado em situações em que queremos garantir uma vazão mínima da bomba. Consiste em utilizar uma válvula na linha de descarga. evitando assim que o líquido já aquecido entre na bomba e receba mais calor. As bombas de deslocamento positivo utilizam bastante esse método. para evitar esforço axial elevado. Alterando a curva do sistema Esse é o método mais usado em unidades de processo. Isso modificará o ponto de trabalho. seja devido a problemas de recirculação interna ou. ao ser mais aberta ou fechada. devemos colocar a linha de retorno o mais afastada possível da sucção da bomba. É um método pouco usado em bombas centrífugas por desperdiçar a energia gasta bombeando o líquido que estaria sendo recirculado. Não devemos nunca restringir o fluxo na linha de sucção das bombas devido ao problema de cavitação. por exemplo. ainda. FIGURA 73 RECIRCULAÇÃO DA DESCARGA PARA A SUCÇÃO Se não houver um resfriamento do líquido recirculado. Pense e Anote Recirculando a descarga para a sucção Consiste em retornar parte da vazão bombeada para a sucção através de uma válvula. alterando assim a curva do sistema.

podemos obter qualquer vazão na faixa de trabalho da bomba. não é um método que possa ser usado a toda hora. que costuma ser em torno de 20% a 25% do diâmetro máximo. variando a rotação. Quando uma válvula de controle trabalha permanentemente com abertura inferior a 70% (mais PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 147 Pense e Anote . Além disso. controlando a pré-rotação.Modificando a abertura da válvula. FIGURA 74 VARIAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR VÁLVULA DE CONTROLE Ponto de trabalho x abertura de válvula AMT (m) Curva da bomba 50% 70% 100% aberta Vazão m 3 /h A Válvula 100% aberta – Q = 99m3/h AMT = 76m Válvula 70% aberta – Q = 72m3/h AMT = 85m Válvula 50% aberta – Q = 52m3/h AMT = 88m Alterando a curva da bomba Temos cinco modos de alterar a curva de uma bomba centrífuga: alterando o diâmetro do impelidor. colocando um orifício no flange de descarga da bomba. esse tipo de controle possui uma limitação. o diâmetro mínimo do impelidor recomendado pelo fabricante. ajustando o ângulo das pás do impelidor. ou seja. portanto. A alteração do diâmetro exige a abertura da bomba para sua execução.

FIGURA 75 VARIAÇÃO DA CURVA DA BOMBA COM O DIÂMETRO DO IMPELIDOR OU COM A ROTAÇÃO AMT (m) Curva do sistema N1 ou D1 N2 ou D2 N3 ou D3 m 3 /h N – Rotação D – Diâmetro impelidor N1 > N2 > N3 D1 > D2 > D3 Na Figura 75. Não é interes- Pense e Anote sante que o corte leve a válvula de controle a trabalhar totalmente aberta. Os pontos de operação seriam: 148 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .de 30% de fechamento). o acionador tem de possibilitar esse recurso. temos a curva do sistema e três curvas da bomba correspondentes a rotações ou diâmetros diferentes. ficaria inviável um aumento de vazão numa determinada necessidade do processo. nesse caso. que também cumprem essa função. Esse modo de operar resulta em economia de energia quando comparado com a atuação da válvula na linha de descarga. As turbinas a vapor. porque. é uma ótima oportunidade para economizar energia por meio da redução do diâmetro do impelidor. ou seja. gastando parte da energia cedida pela bomba. uma vez que esta reduz a vazão pelo aumento da perda de carga. Existem variadores hidráulicos a serem colocados entre o motor elétrico e a bomba. O ideal é negociar com a equipe de operação um valor seguro para cada caso específico antes de calcular o corte do impelidor. os motores de combustão interna e os motores elétricos com variadores de freqüência são os principais acionadores que podem variar a rotação. Para utilizar o controle por rotação. O ponto de operação será no encontro da curva do sistema com a curva da bomba.

à medida que a vazão aumenta. novos pontos de operação poderiam ser obtidos. O orifício também pode ser usado para ajustar a AMT (pressão) de uma bomba que a tenha em excesso e esteja trabalhando próximo do final da curva. a curva da bomba vai ficando mais afastada da curva original. e o ganho de energia compensa o custo desse sistema. Como a perda de carga no orifício aumenta com a vazão. Se cortarmos o impelidor nesse caso. FIGURA 76 MODIFICAÇÃO DO PONTO DE TRABALHO POR MEIO DE ORIFÍCIO RESTRIÇÃO NO FLANGE DE DESCARGA AMT Sem orifício AMT2 Com orifício AMT1 Perda de carga devido ao orifício Curva do sistema Q1 Q2 Q O método de ajuste das pás do impelidor é aplicado em bombas de fluxo misto ou axial de grandes dimensões. Nesse caso. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 149 . as pás do impelidor são pivotadas no cubo do impelidor de modo que podem ser ajustadas. facilitando o controle por meio de válvula. O uso da placa de orifício junto ao seu flange de descarga (Figura 76). Posteriormente. modificando a curva da bomba.Pense e Anote N1 ou D1 – Q = 95m3/h e AMT = 79m N2 ou D2 – Q = 84m3/h e AMT = 63m N3 ou D3 – Q = 72m3/h e AMT = 50m Com a bomba em outras rotações ou com outros diâmetros. a vazão poderá não ser atendida. permite fazer com que uma curva plana passe a ter uma inclinação. o assunto será abordado com maior profundidade. A placa de orifício é usada em bombas de baixa potência.

Esses sistemas de controle. Nesse caso. As pás do impelidor se mantêm fixas.O controle por pré-rotação é realizado por pás guias móveis que ficam situadas na frente do impelidor. não são normalmente empregados em bombas de refinarias. ajuste de pás do impelidor e controle de pré-rotação. FIGURA 77 VARIAÇÃO DE VAZÃO LIGANDO E DESLIGANDO BOMBAS AMT (m) Sistema 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas 4 Bombas No exemplo da Figura 77. são utilizadas bombas menores que vão sendo colocadas ou retiradas de operação de acordo com a demanda. poderíamos ter as seguintes vazões: 140m3/h – 1 bomba funcionando 265m3/h – 2 bombas funcionando 370m3/h – 3 bombas funcionando 460m3/h – 4 bombas funcionando 150 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sendo utilizado apenas em bombas de fluxo misto ou axial de elevadas vazões. como ocorre em unidades de processo que variam bastante a carga. ou em alguns sistemas de água de refrigeração. Pense e Anote Ligando e desligando bombas que operem em paralelo ou em série Esse método é usado quando a variação de vazão é muito elevada. como no abastecimento de água de uma cidade (durante a noite o consumo cai bastante). em vez de usar bombas de grande capacidade. É um sistema semelhante aos usados em compressores.

Para entender como funciona o sistema. FIGURA 78 CONTROLE DE CAPACIDADE POR CAVITAÇÃO AMT Pontos de operação com cavitação Pontos de operação sem cavitação Curva do sistema NPSHdisp NPSHreq NPSH completa cavitação Condensador Válvula aberta Bota h Como a pressão no condensador é normalmente uma pressão muito baixa (alto vácuo).Controlando por cavitação Esse método é empregado em pequenas bombas de condensado. chegando menos condensado na bota. no ponto A com cerca de 92% da vazão máxima e com uma ligeira cavitação. a quantidade de condensado que chega à bota é igual à que a bomba retira. como conseqüência. Ele usa o fato de a cavitação reduzir a vazão da bomba para controlar o nível da bota do condensador. caia a vazão da bomba até o nível voltar a equilibrar-se no ponto B. Suponhamos que o consumo de vapor da turbina caia. Nessa situação. O NPSH disponível é praticamente o valor da cota “h” do nível da bota em relação à bomba (Figura 78). vamos partir de uma situação em equilíbrio. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 151 Pense e Anote . por exemplo. o nível h começará a cair e o NPSH disponível vai ser reduzido. o que garante o nível constante. 75% da vazão. o NPSH é crítico nesse tipo de aplicação. a bomba estaria operando. Como inicialmente a bomba continua com a mesma vazão. ou seja. fazendo com que aumente a cavitação e.

Para usar esse sistema. Embora tenhamos visto os métodos usualmente praticados para modificar o ponto de trabalho. aumentando a vazão da bomba até que seja atingida uma outra vazão de equilíbrio correspondente ao ponto C. 152 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o material da bomba tem que ser apropriado para suportar a cavitação. teremos mais condensado chegando à bota e elevando seu Pense e Anote nível. ou seja. para não potencializar os danos. Curvas características de bombas centrífugas As curvas características de uma bomba recebem esse nome por serem as curvas que caracterizam seu desempenho. Conjugação de dois dos métodos anteriores Por exemplo: cortando o impelidor e usando uma válvula de controle na descarga. tanto de vazão máxima. Essa energia é composta pela diferença de níveis entre o vaso de sucção e o de descarga. A grande vantagem desse sistema é a sua simplicidade. aumenta o NPSH disponível. Resumo A curva do sistema indica o quanto de energia o sistema exigirá para cada vazão. quanto de vazão mínima. A bomba sempre irá trabalhar no ponto de encontro de sua curva de AMT x vazão com a curva de AMT x vazão do sistema. a diferença de pressão entre esses dois vasos e a perda de carga para a vazão em questão.Caso ocorra o contrário. O mais econômico. do ponto de vista de consumo de energia. inferior a 50m. ou seja. e a energia cedida em cada estágio da bomba deve ser baixa. Com isso. é por meio da variação de rotação. devemos ter em mente que toda bomba centrífuga possui limitações de vazão. um aumento do consumo de vapor na turbina. O método mais usado na indústria para controle de vazão é a utilização de uma válvula de controle na linha de descarga. não exigindo todo o aparato de uma malha de controle de instrumentação.

desde que a viscosidade do mesmo seja baixa. head (em inglês). é comum pagar ao fabricante para levantar as curvas de cada bomba na bancada de teste. que só é solicitada quando a diferença é pequena em relação ao NPSH disponível (normalmente quando inferior a 1metro). As outras curvas características independem do fluido. Curva de AMT x vazão A altura manométrica total é também conhecida pelos nomes de carga da bomba. FIGURA 79 CURVA TÍPICA DE AMT X VAZÃO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA AMT x vazão AMT ou H – metros Vazão m 3 /h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. A exceção fica por conta da curva de NPSH requerido.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 153 Pense e Anote . ou MCL (metros de coluna de líquido). As curvas características são fornecidas pelos fabricantes das bombas.As curvas características são: Altura manométrica total (AMT) x vazão Potência x vazão Rendimento ( ) x vazão NPSH requerido x vazão A curva de potência muda com o produto bombeado em função do peso específico. Quando a bomba é importante para o funcionamento da unidade. para ter certeza do seu desempenho. A AMT representa a energia cedida pela bomba por unidade de peso do líquido bombeado.

os 40% restantes do rendimento. esse valor máximo de rendimento da bomba ocorre na vazão de 80m3/h. Na curva mostrada. O rendimento da bomba é calculado com base na potência recebida pelo seu eixo. Parte desse calor aquece o líquido bombeado e outra parte é transmitida para a atmosfera. Na Figura 80. temos uma curva característica do rendimento de uma bomba centrífuga que mostra sua variação com a vazão. seu rendimento será de 0. Toda essa perda de energia é transformada em calor. a bomba está recebendo no seu eixo uma potência de 100hp. correspondentes a 40hp. passa por um valor máximo e começa a cair.6 ou 60%. Potência fornecida ao líqudo Potência recebida do acionador Rendimento = Por exemplo.Curva de rendimento x vazão Rendimento ou eficiência de uma bomba é a relação entre a potência que Pense e Anote ela fornece ao líquido e a potência recebida do acionador. FIGURA 80 CURVA DE RENDIMENTO DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Rendimento x vazão Rendimento % BEP Vazão m 3/h O rendimento cresce com a vazão até um determinado ponto. choques e mudanças de direção do líquido no interior da bomba. 154 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . na figura acima. estão sendo consumidos pelos atritos (dos mancais e do líquido). Se ela estiver cedendo ao líquido 60hp. Nesse caso. não importando a potência de placa do acionador.

Sendo alta. as bombas apresentam valores menores de vibrações quando trabalham próximas desse ponto (ver Figura 68). desde que a viscosidade não seja alta. Nos catálogos próprios da bomba. FIGURA 81 CURVA DE POTÊNCIA DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA Potência x vazão Potência em hp Vazão m 3/h Curva para água 1gf/cm 3 Modelo 3x2x8 3. deverá ser corrigida por meio de um fator apropriado (ver Figura 110).Pense e Anote Tal ponto é o ponto de máxima eficiência. A vazão do BEP é a vazão para a qual a bomba foi projetada. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 155 . a curva fornecida é para água fria e necessita ser corrigida se o líquido tiver peso específico diferente. temos que a potência consumida pela bomba é de 38hp. para a vazão de 90m3/h. Curva de potência x vazão Na Figura 81. A curva de rendimento é válida para qualquer líquido. usualmente chamado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficiency point) da bomba. praticamente sem choques (ver Figura 66). O rendimento é máximo porque o líquido entra no impelidor com o ângulo mais favorável em relação às pás. temos uma curva característica de potência x vazão de uma bomba centrífuga. a curva mostrada geralmente já está corrigida. Pela Figura 81. Por esse motivo.550rpm Nos catálogos gerais dos fabricantes.

70 De acordo com a equação 7. a potência é diretamente proporcional ao peso específico . a potência cairá também pela metade. Se o líquido for viscoso. Da Figura 79. basta multiplicar o valor achado para a curva para água pelo valor do peso específico ou densidade do novo líquido. para saber a potência consumida por outro líquido. temos para 90m3/h: AMT = H = 80m Da Figura 80.Q 1 x 80 x 90 = = 37.H. a potência mudará (Figura 110). conseqüentemente.H. Q e sofrerão correções e. temos para 90m3/h: = 70% = 0. H. bombeando água fria ( =1.54hp 274 274 x 0. Se ele cair pela metade. PROBLEMA 5 Calcular a potência consumida por uma bomba que possui as curvas características de AMT e de rendimento.70 156 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Como essa curva é feita para água (g = 1gf/cm3). segundo as Figuras 79 e 80.A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 Pense e Anote Pot = . para água temos: Pot = .0gf/cm3) na vazão de 90m3/h.Q 274 Pot – Potência em hp – Peso específico em gf/cm3 ou densidade H Q – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento Como vemos.

a potência para GLP foi exatamente a metade da potência para água. Temos de tomar cuidado quando a bomba de um produto vai bombear outro. A corrente de partida de um motor elétrico pode atingir até seis vezes a corrente nominal. Nessa situação. a potência poderia ser lida diretamente a partir da vazão. exigindo a menor potência possível do motor. temos de avaliar se os equipamentos existentes na descarga suportam essa nova pressão e se o motor da bomba está dimensionado para essa nova condição. que possui = 1gf/cm3. Portanto. não há necessidade de preocupação com a partida no que se refere ao aspecto de corrente. que corresponde à descarga fechada. Por esse motivo.Caso tenhamos a curva de potência. No gráfico da Figura 81. devemos partir a bomba centrífuga. pode levar à atuação do sistema de proteção. além de encurtar a vida do enrolamento elétrico. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 157 Pense e Anote .5gf/cm3) nessa mesma vazão. com a menor vazão. Existem alguns casos especiais de bombas com partida automática. o que. a potência seria: Para GLP Pot = . Modificando o líquido bombeado e mantendo a mesma vazão. note que a potência é crescente com a vazão. ou seja. evitando que o motor fique submetido muito tempo a uma corrente alta. Se a bomba tiver sido selecionada para um líquido leve e for trabalhar com água. Mais adiante. o que é próprio da bomba centrífuga radial. O acréscimo de pressão fornecido pela bomba também aumentará. Se nossa bomba estivesse trabalhando com GLP ( = 0.70 = 18. mostrada na Figura 81. veremos que isso não ocorre com as bombas axiais. Portanto. devido ao peso específico (ou densidade) do GLP ser a metade do peso específico da água. desarmando o motor.5 x 80 x 90 274 x 0. alteramos a potência e a pressão de descarga da bomba.77hp Como era esperado. a potência consumida para a mesma vazão aumentará. que no projeto já são especificados motores dimensionados para partir a bomba centrífuga com a descarga aberta. teremos uma aceleração mais rápida. Assim.H. onde é comum o bombeio de água pelas bombas. a única variável da fórmula que mudaria em relação à água seria o peso específico (já vimos que a AMT ou H não dependem do fluido). como no caso de lavagem de uma unidade.Q 274 = 0.

O NPSH requerido é sempre crescente com a vazão. que é calculado para o líquido bombeado.Curva de NPSH requerido O NPSH requerido pela bomba é fornecido pelo fabricante.50kg/cm 2M (pressão negativa) medida com um manovacuômetro colocado a 20cm acima da linha de centro. teremos vaporização de produto no interior da bomba (cavitação). Não há problema na comparação deste NPSH com o disponível. onde foi medida a pressão. PROBLEMA 6 Uma bomba cuja curva de NPSH requerido é representada pela Figura 82. Caso contrário. FIGURA 82 CURVA CARACTERÍSTICA DE NPSH REQUERIDO X VAZÃO NPSH x vazão NPSH req (m) Vazão m 3/h O NPSH disponível deve ser sempre maior do que o NPSH requerido. 158 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A pressão de sucção é de – 0. A curva mos- Pense e Anote tra a energia mínima requerida no flange de sucção da bomba para as diversas vazões. Essa energia no flange de sucção deve ser tal que garanta que não ocorrerá a vaporização do líquido bombeado no ponto de menor pressão no interior da bomba (ver Figura 58A). A linha de sucção. O fabricante informa o NPSH requerido para a bomba trabalhando com água fria. é de 4”sch 40. está bombeando álcool etílico na vazão de 80m 3/h e na temperatura de 55ºC ( = 0. uma vez que a pressão de vapor é subtraída (ver equação 6). Avaliar essa bomba quanto à cavitação. energia esta expressa sob a forma de metros ou de pés de coluna de líquido. instalada ao nível do mar.76gf/cm3).

78 x 80 = = 2.5kgf/cm 2M hs = 0. Com esses dados e a pressão de sucção.C. Vs 4”sch 40 Inicialmente. Da tabela de tubos (Tabela 18).033kgf/cm2 = 076gf/cm3 Ps hs L. podemos calcular o NPSH disponível. vamos calcular a velocidade no local do manômetro e obter a pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento. temos: Área interna do tubo D= 4"sch 40 Ai = 82.7m/s As 82.1cm2 Velocidade no local do manômetro: EQUAÇÃO 4 Vs = 2.35barA PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 159 Pense e Anote .FIGURA 83 CÁLCULO DE NPSH DISPONÍVEL Medidor de vazão FI Dados Pd Vd Fluido: álcool etílico Q = 80m3 /h T = 55oC Ps = –0.1 Pressão de vapor: Figura 25 Álcool etílico a 55ºC (curva 2) Pvap = 0.78 x Q 2.20m Patm = 1.

Se uma bomba nessa situação estiver operando com ruído.5 + 1.357kgf/cm2 A ~ 0. O rendimento de uma bomba é dado por: = pot fornecida ao líquido pot recebida do acionador 160 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . podemos calcular o NPSH disponível: NPSHdisp = 10 x (Ps + Patm – Pvapor) + Vs2 2g + hs = = 2.8 0. Resumo As curvas características de uma bomba centrífuga são: AMT.76 2.35barA x 1 bar = 1. potência.033 – 0. logo.9m = 2. Seria conveniente que houvesse alguma folga no NPSH para evitar a cavitação. Pense e Anote Pvap = 0.72 10 x (– 0.02kgf/cm2. carga ou coluna de líquido é a energia cedida pela bomba por unidade de peso para cada vazão.9m.36) + + 0. temos que 1 bar = 1.36kgf/cm2 A bar Usando a equação 6. adotar um ou mais dos procedimentos listados no item Análise de Problemas em Bombas Centrífugas.02kgf/cm2 1.Da Tabela 15.20 = 2. Como o NPSH disponível é de 2. teoricamente a bomba irá cavitar.02kgf/cm 2 = 0. a Figura 82 fornece um NPSH requerido de 3m. AMT. vibração ou apresentando desgaste no impelidor.31 + 0.37 + 0.88 Para a vazão de 80m3/h. head. temos o NPSHdisp<NPSHreq.20 = 2 x 9. rendimento e NPSH versus a vazão.

Numa bomba centrífuga.H. decrescendo depois. podemos concluir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 161 . enquanto a potência e o NPSH requerido crescem. a AMT decresce com a vazão.Pense e Anote EQUAÇÃO EQUAÇÃO 7 EQU A potência consumida por uma bomba pode ser obtida pela fórmula: . de fluxo misto e de fluxo axial. Curvas características para bombas de fluxos misto e axial Para efeito de comparação.Q 274 Pot = Pot – Potência em hp H Q – Peso específico em gf/cm3 ou densidade – AMT em metros – Vazão em m3/h – Rendimento O ponto de máximo rendimento corresponde ao de projeto da bomba e é denominado de BEP – Ponto de Máxima Eficiência (best efficient point ). FIGURA 84 CURVAS CARACTERÍSTICAS POR TIPO DE BOMBA Fluxo radial Ns = 13 AMT AMT Pot AMT Fluxo radial tipo Francis Ns = 33 AMT Fluxo misto Ns = 100 AMT Fluxo axial Ns = 200 AMT Fluxo axial AMT Pot Q Pot AMT BEP Q AMT Pot Q BEP AMT Pot Q BEP Q BEP BEP Examinando as curvas características para os diversos tipos de impelidor. estão representadas na Figura 84 as curvas características das bombas: centrífuga radial. O rendimento inicialmente cresce com a vazão até o BEP.

estas três variáveis também serão reduzidas. pode até chegar a cair.Curvas de AMT x vazão Conforme aumenta a velocidade específica Ns. temos de garantir que irá operar com uma vazão acima da correspondente dessa instabilidade. Nas de fluxo axial. Por esse motivo. apresenta o que chamamos de instabilidade. ou seja. possui uma região onde. Podemos também usar os dois métodos simultaneamente. a potência cai com o aumento de vazão. um novo tipo de vazão mínima. em algumas. Vejamos como as variáveis se comportam com a modificação do diâmetro do impelidor e da rotação em uma bomba centrífuga. a AMT e a potência consumida. Se reduzirmos a força centrífuga. Nas bombas de fluxo misto. elas são menos críticas que as radiais e as axiais. que é devido à instabilidade da curva de AMT. condição de potência mínima. as bombas de fluxo misto devem partir preferencialmente com a válvula de descarga fechada. Por isso. Q2 Q1 D2 D1 = 162 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . temos de abrir a bomba. a curva de AMT fica mais inclinada. quando uma bomba apresenta essa anomalia. nesse caso. Para alterar o diâmetro do impelidor. Temos dois modos de alterar a força centrífuga numa bomba: variando o diâmetro do impelidor ou variando a rotação. as bombas de fluxo radial devem partir com a válvula de descarga fechada. maior a vazão. podemos ter duas ou mais vazões distintas. para uma mesma AMT. Influência do diâmetro do impelidor no desempenho da bomba centrífuga Numa bomba centrífuga. O oposto também é verdadeiro. Temos. portanto. A vazão varia diretamente com o diâmetro do impelidor. a parte final da curva de potência tende a ficar plana e. A curva de AMT correspondente ao impelidor de fluxo axial. com a descarga aberta. Pense e Anote Curvas de potência x vazão A potência das bombas centrífugas puras ou de fluxo radial cresce com o aumento de vazão. Não é aconselhável operar nessa região. Nesse aspecto. quanto maior a força centrífuga fornecida ao líquido. porque a diferença entre as potências com a vazão máxima e com vazão nula é menor. e as de fluxo axial. é um método que não pode ser aplicado continuamente como a modificação da rotação. mostrada à direita. na figura 84. Como a menor potência corresponde à vazão nula.

como mostra a Figura 85. AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 D2 D1 3 2 A potência varia com o cubo do diâmetro do impelidor. Não existe uma relação matemática definida. a variação com o diâmetro do impelidor pode ser obtida aproximadamente por: EQUAÇÃO 8 EQUAÇÃO 8 AÇÃO Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = ( ) D2 D1 2 Pot2 Pot1 = ( ) D2 D1 3 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 163 Pense e Anote . Para uma mesma vazão. menor o NPSH. Pot2 Pot1 = ( ) O NPSH requerido varia com o diâmetro do impelidor.A AMT varia com o quadrado do diâmetro do impelidor. FIGURA 85 VARIAÇÃO DO NPSH REQUERIDO EM FUNÇÃO DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR 200mm dia 259mm dia Resumindo. quanto maior o diâmetro. Só podemos levar em conta esta variação quando o fabricante fornece essas curvas.

8m Potência Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 ➜ Pot2 46 = ( ) 180 200 3 Pot2 = 46 x 0.92 = 64. Quais seriam as novas condições de trabalho se reduzíssemos o diâmetro do impelidor para 180mm? Dados D1 – 200mm Q1 – 100m 3/h AMT 1 – 80m Pot1 – 46hp Para D2 – 180mm Q2 – T2 AMT2 – ? Pot2 – ? Aplicando a equação 8.PROBLEMA 7 Uma bomba centrífuga trabalha com um impelidor de 200mm de diâmetro. 164 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Seria na intercessão da nova curva de AMT para o impelidor de 180mm com a curva do sistema. o novo ponto de trabalho da bomba não seria exatamente no ponto calculado. temos: Vazão Q2 D2 = Q1 D1 Q2 100 ➜ = 180 200 ➜ Q2 = 100 x 180 = 90m3/h 200 AMT AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 ➜ AMT2 80 = ( ) 180 200 2 AMT2 = 80 x 0.5hp Na realidade. consumindo uma potência de 46hp. Pense e Anote com a vazão de 100m3/h e AMT de 76m.93 = 33. ponto 2 da Figura 86.

FIGURA 86 NOVO PONTO DE TRABALHO COM MUDANÇA DE DIÂMETRO AMT Sistema Diâmetro 200mm Diâmetro 180mm Vazão Resumo A variação com o diâmetro D do impelidor é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = D2 D1 AMT2 AMT1 = () D2 D1 2 Pot2 Pot1 = () D2 D1 3 Influência da rotação N da bomba no desempenho da bomba centrífuga Vejamos agora o comportamento da bomba centrífuga com a modificação da rotação N: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 165 Pense e Anote .

Na Figura 87.A vazão varia diretamente com a rotação. Pot2 Pot1 = () = 3 O NPSH requerido varia com o quadrado da rotação. ou de NPSH requerido. Pense e Anote Q2 Q1 = N2 N1 A AMT varia com o quadrado da rotação. seja a curva de AMT. NPSHreq2 NPSHreq1 EQUAÇÃO EQUAÇÃO 9 () N2 N1 = 2 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 () N2 N1 = 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 3 NPSHreq2 NPSHreq1 () N2 N1 2 Conhecendo a curva atual. B2 e C2 ao passarem da rotação rpm1 para uma rotação 166 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . B1 e C1 para A2. mostramos a mudança desses pontos de A1. de potência. A aplicação da variação de rotação como meio de controle em bombas acionadas por motor elétrico está crescendo bastante com o barateamento dos dispositivos que permitem o controle da velocidade nesses acionadores. Os pontos obtidos com a variação da rotação são denominados pontos homólogos. para saber a curva para uma nova rotação. AMT2 AMT1 = () N2 N1 N2 N1 2 A potência varia com o cubo da rotação. basta escolher alguns pontos da curva conhecida e aplicar as equações acima.

o rendimento de A1 é igual ao de A2. traçar a curva de AMT para a rotação de 3. FIGURA 87 PONTOS HOMÓLOGOS OBTIDOS COM A MUDANÇA DE ROTAÇÃO AMT Pot A2 1 Pontos homólogos xQ 2 xQ A1 – A2 B1 – B2 C1 – C2 A1 B1 B2 Pot2 x Q Pot1 x Q C2 Índice 1 – rpm1 Índice 2 – rpm2 rpm2 > rpm1 C1 AMT 2 x Q AMT1 x Q Q (m 3/h) PROBLEMA 8 Sabendo que a curva de AMT de uma bomba centrífuga gira a 3. e assim sucessivamente.550rpm e está representada na Figura 88. Os rendimentos dos pontos homólogos são iguais. FIGURA 88 CURVA DE AMT X VAZÃO AMT ou H – metros Vazão m 3/h Modelo 3 x 2 x 8 dia 200mm 3. ou seja.000rpm. rpm2.Pense e Anote mais alta. o de B1 é igual ao de B2.550rpm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 167 .

4 Repetindo estes cálculos para os pontos 1.3 62.4 Plotando os pontos em um gráfico.550rpm Ponto 1 2 3 4 Q1 0 60 80 110 AMT 1 90 87 83 74 N2 = 3.7 67.0 3.000rpm Q2 0.000 3.000 3. teremos: Ponto 4 para 3.000rpm Pense e Anote Vamos obter da curva da Figura 88 as AMTs para 4 pontos de vazões diferentes: TABELA 24 PONTOS DA CURVA DE AMT X VAZÃO Ponto 1 2 3 4 Vazão – m3/h 0 60 80 110 AMT – m 90 86 83 72 Aplicando a equação 9 nos pontos da Tabela 24.6 93.550 = ( ) N2 N1 2 AMT2 72 = ( ) 3. teremos: PONTOS DE TRABALHO PARA DIFERENTES ROTAÇÕES N1 = 3. 2 e 3.8452 = 51. 168 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .0 50.550 Q2 = 110 x 3.Temos: N1= 3.1 59.550rpm N2 = 3. obtemos a curva para a rotação em questão.000rpm: Q2 Q1 e AMT2 AMT1 N2 N1 Q2 100 = = 3.0 AMT 2 64.000 = 93.3 52.550 TABELA 25 2 AMT2 = 72 x 0.

FIGURA 89 CURVAS AMT X VAZÃO PARA DIVERSAS ROTAÇÕES AMT (m) Pt 1 N 1 = 3. Se a curva do sistema fosse igual à mostrada na Figura 89.000rpm Pt2’ Pt3’ Pt 4’ m 3/h Os novos pontos de operação serão sempre no encontro das novas curvas de AMT da bomba com a curva de AMT do sistema. podemos calcular para diversas rotações e plotá-las num mesmo gráfico.550rpm N2 = 3.000rpm.550rpm Pt 2 Pt 3 Sistema Pt 4 Pt1’ N2 = 3. os pontos de operação seriam: Pt A Pt B N1 = 3. Resumo A variação com a rotação N é dada por: EQUAÇÃO 8 Q2 Q1 = N2 N1 AMT2 AMT1 = ( ) N2 N1 2 Pot2 Pot1 = ( ) N2 N1 169 3 Pense e Anote NPSHreq2 NPSHreq1 = () N2 N1 2 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .000rpm Q1 = 98m3/h Q2 = 80m3/h AMT1 = 77m AMT2 = 55m O controle da vazão pela variação da rotação é o melhor método do ponto de vista da economia de energia. Do mesmo modo que calculamos a curva para 3.

a pressão ao longo do impelidor já não será constante e. Na Figura 91. Os mancais é que são os responsáveis por absorver estes esforços. mais o eixo irá fletir. Por isso. temos uma resultante para cada voluta. o resultado é uma força. tanto no sentido radial quanto axial. é mostrado um gráfico comparativo dos esforços radiais em função do tipo da carcaça. quanto mais nos afastamos do ponto de projeto. 170 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Com isso. Pense e Anote Como as áreas do impelidor de uma bomba ficam submetidas a diferentes pressões. possuem ao longo de toda a voluta aproximadamente a mesma pressão (ver Figura 90).Forças radiais e axiais no impelidor Sempre que uma pressão atua numa área. Devido à oposição das volutas (ver Figura 91). a força resultante final é pequena em qualquer faixa de vazão. as forças radiais que atuam na largura do impelidor se cancelam e a resultante radial é praticamente nula. a tendência é cancelar essas resultantes. quando trabalham na sua vazão de projeto (BEP). maior a resultante da força radial. facilitando a ocorrência de roçamentos internos e de vibrações. FIGURA 90 ESFORÇO RADIAL COM VOLUTA SIMPLES Força radial Vazão Vazão de projeto Vazão diferente da de projeto Vazão de projeto Quando é utilizada a dupla voluta. Como elas são aproximadamente iguais. À medida que reduzimos ou aumentamos a vazão. mesmo que a bomba venha a operar fora do ponto de projeto. Quanto maior essa força. as resultantes também serão parecidas. serão criados esforços. Esforços radiais As bombas que possuem voluta simples.

mostra as áreas e as pressões que nelas atuam. Somente a partir de 6 polegadas na descarga. resultando em forças axiais. O uso de difusor em vez da voluta também anula os esforços radiais. as bombas de dupla voluta devem ser tecnicamente preferidas devido ao seu menor esforço radial. até 4 polegadas de flange de descarga. correspondente a um impelidor em balanço.FIGURA 91 ESFORÇO RADIAL COM DUPLA VOLUTA Fr Carga radial BEP Concêntrica Simples voluta Dupla voluta Fr Vazão As bombas de menor porte. uma vez que a pressão em volta do impelidor passa a ser sempre igual. havendo opção entre os dois tipos. Esforços axiais A Figura 92. FIGURA 92 FORÇA AXIAL NO IMPELIDOR SEM ANEL DE DESGASTE Fa Pvol Pvol Cancela P1 = P2 = P 3 = P 4 Somente no BEP Psuc Cancela Pvol Pvol PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 171 Pense e Anote . são quase sempre de simples voluta. Embora existam bombas de simples voluta com bons projetos de mancais. é que os fabricantes passam a oferecer bombas projetadas com dupla voluta.

As forças geradas nessa área tendem a Pense e Anote cancelar-se devido ao fato de a pressão ser a mesma de ambos os lados. 172 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . atua a pressão da voluta (Pvol). Fora dessa vazão. a área traseira é menor devido ao eixo. na área externa ao anel de desgaste (A4).Na parte externa ao olhal do impelidor. As pressões que atuam nessas áreas gerarão quatro forças. e a área externa ao anel de desgaste (A2). na qual atua a pressão de sucção (Ps). do outro. temos a área interna ao anel de desgaste (A1). Em bombas com impelidor em balanço. de um lado temos a pressão de sucção e. As diferenças de área. a pressão é diferente em cada ponto. Na área do olhal. com as pressões atuando sobre elas. A resultante delas será a força axial que o mancal de escora terá de suportar. a pressão da voluta. o que leva à redução da pressão à medida que se aproxima do eixo. em que atua a pressão da voluta (Pvol). reina a pressão da voluta tanto na parte traseira quanto na dianteira. A pressão ao longo da voluta só é homogênea na vazão de projeto da bomba. a área compreendida entre o eixo e o anel de desgaste traseiro (A3) fica submetida a uma pressão próxima da de sucção (Ps) e. Na parte frontal do impelidor. duas num sentido (F1 e F2) e duas no sentido inverso (F3 e F4). O contato do líquido contra os discos do impelidor girando tende a expulsá-lo para a periferia. Na parte posterior do impelidor. Para reduzir o esforço axial podem ser usados: ANEL DE DESGASTE TRASEIRO COM FURO DE BALANCEAMENTO NO IMPELIDOR FIGURA 93 ESFORÇO AXIAL EM UM IMPELIDOR DE SIMPLES SUCÇÃO EM BALANÇO d1 2 4 (D2 – d12) 4 (d32 – d22) 4 (D2 – d32) 4 F1 = Ps x A1 F2 = Pvol x A2 F3 = Ps x A3 F4 = Pvol x A4 A2 Pvol F2 A2 A1 Ps D d1 F3 F4 Pvol A3 Ps A4 A1 = A2 = A3 = A4 = Pvol F2 Fa F4 F3 Pvol A4 A3 Ps d2 d3 D F1 Fa = F1 + F2 – F3 – F4 A Figura 93 mostra as áreas de um impelidor de simples sucção e as pressões que atuam sobre elas. geram uma resultante axial que terá de ser suportada pelo mancal de escora.

é ligeiramente superior. reduzindo a pressão nesta região e. podendo modificar o sentido dos esforços axiais. Mesmo a pressão na parte interna do anel de desgaste traseiro não é igual à de sucção. conforme pode ser visto na parte inferior da Figura 41. Variando seu diâmetro. o esforço axial. a AMT se modifica e. no sentido da resultante da carga axial. conforme comentado anteriormente. conforme mostrado na Figura 93. podemos alterar a resultante da força axial. FIGURA 94 IMPELIDOR COM PÁS TRASEIRAS Pás traseiras do impelidor Pvol Pvol Psuc Redução de pressão devido às pás traseiras PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 173 . conseqüentemente. Dependendo da vazão. Alguns projetos de bombas permitem o uso de três rolamentos. ficando dois em série. Daí a necessidade de usar mancais de escora em ambas as direções. Bombas que trabalham com alta pressão de sucção costumam ter esforços axiais elevados. Os fabricantes costumam limitar a pressão máxima de sucção. conseqüentemente. a pressão da voluta é alterada. Bombas de alta pressão na sucção são candidatas a esse arranjo. é uma das formas de reduzir o esforço axial. O anel de desgaste na parte traseira do impelidor.Pense e Anote O cálculo da força axial é complexo por não sabermos exatamente qual a pressão reinante em cada ponto dos discos do impelidor (pressão da voluta). O API 610 não permite que a redução de pressão pela ação das pás traseiras seja considerada no dimensionamento dos mancais. PÁS TRASEIRAS NO IMPELIDOR As pás traseiras ou pás de bombeamento bombeiam o líquido da parte de trás do impelidor.

tornando mais complexa a fundição da carcaça. cada impelidor gera um empuxo axial no mesmo sentido.IMPELIDORES MONTADOS EM OPOSIÇÃO Quando temos bombas multiestágios. a qual poderá sobrecarregar o mancal. os esforços serão somados. resultando uma força considerável. uma das soluções é inverter o sentido de metade dos impelidores. Para atenuar essa força axial. FIGURA 95 Pense e Anote IMPELIDORES EM OPOSIÇÃO CANCELANDO O ESFORÇO AXIAL F F F F F F Essa solução implica interligar o fluxo que sai do meio da bomba com a outra extremidade. Se os impelidores forem instalados em série. TAMBOR DE BALANCEAMENTO FIGURA 96 EQUILÍBRIO AXIAL COM TAMBOR DE BALANCEAMENTO Câmara de balanceamento (pressão primária da sucção) Para sucção Bucha do tambor F F F F F1 Pressão da descarga Tambor de balanceamento 174 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

FIGURA 97 BALANCEAMENTO AXIAL POR MEIO DE DISCO Orifício de restrição Recirculação para sucção Câmara de balanceamento (pressão intermediária) Folga axial Pressão de descarga F imp F disco Disco de balanceamento PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 175 Pense e Anote . Assim.Com esse método. O disco de balanceamento fica submetido. de um lado. do outro. a pressão de sucção. de um lado. Temos sempre um vazamento da descarga para a câmara de balanceamento por essa folga. que é oposta às geradas pelos impelidores. só que. DISCO DE BALANCEAMENTO Essa solução é semelhante à do tambor. dessa forma. indo para uma câmara de balanceamento. Por meio desse arranjo. a pressão de descarga e. Ft. O líquido. neste caso. sai uma linha para a sucção da bomba com um orifício de restrição. o tambor de balanceamento terá. Dessa câmara. a câmara de balanceamento mantém com uma pressão intermediária entre a pressão de sucção e a de descarga. sendo colocado um tambor de balanceamento após o último impelidor com uma bucha externa com folga bem justa. após o último impelidor. à pressão da câmara de balanceamento. o esforço a axial. reduzindo significativamente o esforço axial. gerando uma força axial. sob a pressão de descarga. Essa diferença de pressões nos lados do disco gera uma força axial que se opõe à soma das forças geradas pelos impelidores. os impelidores são mantidos em série. reduzindo. do outro. passa através de uma pequena folga axial. à pressão de descarga e. a pressão reinante nela fica próxima da de sucção. é utilizado um disco com esse propósito. Como a câmara de balanceamento é ligada por uma linha à sucção da bomba.

Vejamos como trabalha o disco. os mancais devem permitir a movimentação axial do eixo. o disco sempre irá gerar uma força no sentido da sucção para a Pense e Anote descarga. Isso elevará a força de compensação do disco. para esta solução funcionar. deslocando o conjunto rotativo no sentido de reduzir a folga axial do disco. A passagem do líquido para a câmara de balanceamento será reduzida. Num dado momento. DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO CONJUGADOS Essa solução só é aplicada em bombas com vários impelidores em série e também exige. essa solução só é aplicada em bombas com mancais de deslizamento na escora. teremos uma folga axial no disco de escora. 176 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o que não ocorre quando são utilizados mancais de rolamentos. reduzindo a força de compensação do disco e retornando o conjunto ao equilíbrio. FIGURA 98 DISCO E TAMBOR DE BALANCEAMENTO Orifício de restrição Para sucção Bucha Câmara de balanceamento Disco e tambor de balanceamento F imp F imp F disco / tambor Câmara intermediária Temos. um tambor de balanceamento. Devido à diferença de pressão e de áreas. Portanto. após o último impelidor. a exemplo do disco de balanceamento. caindo a pressão intermediária dessa câmara. Essa solução é uma soma das duas anteriores. Para cada força gerada pelos impelidores. a pressão da câmara aumentará. Suponhamos que o sistema esteja funcionando em equilíbrio. a utilização de mancais de deslizamento. seguido de um disco de balanceamento. É fácil notar que. restaurando a posição do conjunto rotativo. ocorreu um aumento do esforço axial dos impelidores. que a compensará. Ocorrendo o deslocamento do conjunto no sentido de aumentar a folga axial.

ficando a resultante praticamente nula. o esforço radial é sempre compensado. evitando que ela venha a girar ao contrário. isso não ocorre. Sempre que existir a possibilidade de ocorrer um fluxo reverso pela bomba. É usual nesse tipo de operação a existência de uma válvula de retenção na descarga de cada bomba. Tambor de balanceamento. normalmente. Pás traseiras. Para qualquer AMT. Bombas operando em paralelo A operação de duas ou mais bombas em paralelo objetiva. As pressões nos pontos X e Y são iguais para as duas bombas. Disco de balanceamento. maior o esforço radial numa bomba de simples voluta. o aumento de vazão. Resumo Quanto mais nos afastamos da vazão de projeto. Misto (tambor e disco de balanceamento).Quando o impelidor da bomba é de dupla sucção e está instalado entre os mancais. Impelidores montados em oposição. Se esse impelidor for instalado em balanço. há necessidade do uso de uma válvula de retenção. temos um esquema de duas bombas operando em paralelo (bombas A e B). desde que as perdas de carga nos ramais das bombas sejam também iguais. os esforços são menores e não variam tanto com o afastamento da vazão de projeto. bombas BB. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 177 Pense e Anote . Na de dupla voluta. o empuxo axial tenderá a compensar-se. Na Figura 99. Nas bombas com difusor. Axialmente. É comum ouvir afirmações de que a vazão de duas bombas operando em paralelo é o dobro da que teríamos com apenas uma bomba em operação. Podemos afirmar que as AMTs das duas bombas serão sempre iguais. os esforços podem ser reduzidos por: Anel de desgaste traseiro com furos de balanceamento. Como veremos a seguir. teremos o empuxo axial devido à não-compensação da área do eixo. cada bomba irá contribuir com a sua vazão correspondente.

Se fossem três bombas em paralelo. FIGURA 100 CURVA DE OPERAÇÃO EM PARALELO AMT – m a a a Curva do sistema b b b c c 1 Bomba 2 Bombas c 3 Bombas Vazão m 3/h 178 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de “b” e de “c”. Vejamos na Figura 100 a obtenção da curva para esse tipo de operação. marcaríamos três vezes o valor de “a”. basta somar as vazões delas para cada AMT. Para quatro bombas. “b” e “c”. Dobramos esses valores e passamos uma linha pelos novos pontos para obter a curva correspondente às duas bombas operando em paralelo. marcaríamos quatro vezes e assim sucessivamente para qualquer número de bombas.FIGURA 99 ESQUEMA DE BOMBAS EM PARALELO Pense e Anote Para obter a curva das bombas operando em paralelo. Escolhemos três AMTs e marcamos as vazões “a”.

apenas a bomba A terá vazão. marcamos em ambas curvas as AMTs para 150. a vazão seria de 66m3/h. será na intercessão da curva da bomba com a do sistema. Quanto mais vertical a curva do sistema. seria de 43m3/h. A operação da terceira bomba só acrescentaria 6m3/h de vazão ao conjunto. Com três bombas em paralelo. cada bomba contribuindo com 26m3/h. ou se uma delas estiver desgastada.Pense e Anote O ponto de trabalho. quando tivermos apenas uma bomba operando. o que na prática não ocorre devido à perda de carga crescente que as tubulações apresentam com o aumento de vazão. FIGURA 101 VARIAÇÃO DA VAZÃO COM DIFERENTES CURVAS DO SISTEMA AMT – m Curva do sistema 2 Curva do sistema 1 1 Bomba 2 Bombas 3 Bombas Vazão m3 /h Com a curva do sistema 2. mesmo no seu shutoff. o que resultaria em um baixo desempenho. a bomba em melhor estado vai absorver uma vazão maior. a vazão com uma bomba seria de 25m3/h. o ponto de operação será de 52m3/h. a vazão será esta. 90 e 60m e determinamos as respectivas vazões a1. como no caso de bombas de modelos distintos. A bomba B. a curva do sistema interceptará a curva para uma bomba na vazão de 28m3/h. com maior perda de carga na linha. conforme pode ser visto na Figura 102. Portanto. A vazão com duas bombas em operação só seria o dobro se a curva do sistema fosse uma reta paralela ao eixo da vazão. Na Figura 100. menor o aumento de vazão ao acrescentar bombas em paralelo. 120. ou seja. não tem PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 179 . Se as curvas das bombas forem diferentes. e com três bombas. b2. Para obtenção dessa curva. seria de 37m3/h. como sempre. cada uma contribuindo com 22m3/h. Acima de 150m de AMT. conforme pode ser visto na Figura 101. a3 e a4 para a bomba A e as vazões b1. ou seja. a2. com duas. Se duas bombas estiverem operando. b3 e b4 (b1=0).

FIGURA 102 Pense e Anote DUAS BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES OPERANDO EM PARALELO A Bomba A B Bomba B C Bomba A + B D Bomba A + B + sistema A+B PtC Pt1 A PtD Pt2 B Pt3 180 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . as duas bombas começam a trabalhar juntas. Abaixo de 150m de AMT.como vencer a pressão de descarga da bomba A nessa região da curva. A Figura 102C mostra a soma das vazões das bombas A e B em paralelo.

operando em paralelo. se a vazão das duas bombas operando em paralelo caísse para menos de 23m3/h. ao atingir sua rotação final. Essas curvas passam por um valor máximo de AMT. trabalharia no ponto Pt1 com a vazão de 36m3/h. Devemos evitar o uso em paralelo de bombas que possuam os seguintes tipos de curvas: BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES BOMBAS CURV Pela Figura 102D podemos ver que a divisão de vazão é desigual e. Com esse valor de AMT. a bomba B ficaria operando em shutoff!!! Para saber a contribuição da vazão de cada bomba quando estiverem operando em paralelo. no ponto Pt2 com 33m3/h. uma das bombas pode ficar trabalhando com vazão nula ou com uma vazão muito baixa. A bomba B. apenas a bomba A teria vazão. basta verificar na curva de cada bomba qual a vazão correspondente. operando isoladamente. a bomba A estaria contribuindo com 30m3/h (ponto C)e a bomba B com 24m3/h (ponto D). Nesse caso. A sua pressão de descarga estará atuando externamente na válvula de retenção da bomba B (ver). BOMBAS COM CURVAS ASCENDENTES E DESCENDENTES (CURVAS INSTÁVEIS) Acompanhar pelas Figuras 103A e 99. As duas. No caso da Figura 102 é de ~105m. A pressão de descarga (AMT) da operação em paralelo é superior à pressão de cada bomba individualmente. a PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 181 Pense e Anote . basta conhecer a AMT dessa condição de operação. no ponto Pt3 com 54m3/h. que é inferior à pressão da bomba A. Pela Figura 102.Supondo que a curva do sistema seja a mostrada na Figura 102D. também operando isoladamente. a bomba A. Portanto. Nessa condição. ela estará inicialmente com a pressão de shutoff. Se partimos a bomba B. dependendo da vazão total. Suponhamos que a bomba A esteja operando perto da AMT máxima (inferior a 30 m3/h).

Pense e Anote CURVAS PLANAS Acompanhar pela Figura 103B.válvula de retenção da bomba B não abrirá. No caso mostrado. somente a bomba A irá contribuir no bombeamento. Do ponto de vista de gasto de energia esta solução não é boa. 182 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 103 CURVA DE AMT ASCENDENTE/DESCENDENTE E CURVAS PLANAS CURVA ASCENDENTE/DESCENDENTE A AMT – m Vazão m 3/h CURVAS PLANAS B AMT – m A B Vazão m 3/h Caso seja necessário operar bombas de curvas planas em paralelo. vai operar com vazão baixa ou até não bombear nada. abaixo de 40m3/h de vazão. funcionando o sistema apenas com a bomba A. um dos recursos que pode ser usado é o de utilizar um impelidor um pouco maior do que o necessário e colocar um orifício de restrição na descarga da bomba. trabalhando no shutoff. a curva da bomba ficará inclinada (ver Figura 104). Se uma das bombas estiver desgastada (bomba B mostrada). A curva ideal de bombas para trabalho em paralelo é a que tem um caimento razoável e seja ascendente. Com isso. O orifício irá gerar uma perda de carga crescente com a vazão. A bomba B ficaria trabalhando no shutoff. Por isto só é aplicada em bombas de pequena potência.

Curvas planas. Duas bombas que operem em paralelo não fornecem o dobro da vazão do que teria apenas uma bomba operando. Isso ocorre devido à inclinação da curva do sistema. Deve-se evitar operar em paralelo bombas com: Curvas muito diferentes de AMT x vazão.FIGURA 104 CURVA DA BOMBA COM ORIFÍCIO DE RESTRIÇÃO AMT (m) Curva sem orifício hs1 Curva com orifício hs2 hs3 Vazão m 3/h Placa de orifício Resumo Para obtenção da curva de duas ou mais bombas em paralelo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 183 Pense e Anote . basta somar as vazões correspondentes às mesmas alturas manométricas. Curvas instáveis (ascendente/descendente).

estamos querendo aumen- Pense e Anote tar a pressão fornecida ao sistema. FIGURA 105 ESQUEMA DE BOMBAS EM SÉRIE Pelo esquema da Figura 105. se ocorrer. mas. acrescentará nessa mesma vazão sua AMT. basta somar as AMTs de cada bomba para a vazão em questão. em algumas situações. vemos que a vazão que passa pela bomba A é a mesma que passa pela bomba B. FIGURA 106 BOMBAS IGUAIS OPERANDO EM SÉRIE AMT (m) a b 2 Bombas 1 Bomba a b c c 184 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . esse tipo de operação é usado para aumentar a vazão. B. A segunda bomba. Mas. A primeira bomba. basta somar suas AMTs. A. É raro ter mais de duas bombas operando em série.Bombas operando em série Geralmente. Para elaborar a curva das bombas operando em série. fornece uma AMT para uma determinada vazão. quando usamos bombas em série.

foi obtida dobrando os valores de AMT “a”. “b” e “c” correspondentes às vazões de 10. Basta unir esses pontos e teremos a curva correspondente da operação em série. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 185 . obtivemos outros pontos. 25 e 40m3/h. no caso foram zero.Pense e Anote FIGURA 107 BOMBAS COM CURVAS DIFERENTES EM SÉRIE AMT (m) Bomba A a1 a2 a3 m 3 /h AMT (m) Bomba B b1 b2 b3 m 3/h AMT (m) Bomba A + B em série b1 b2 a1 a2 b3 a3 m 3 /h A curva das bombas iguais operando em série. Figura 107. 25 e 40m3/h. A curva das bombas diferentes. Usando o mesmo processo para outras vazões. Figura 106. foi obtida somando a AMT da bomba A (a1) com a AMT da bomba B (b1) para a vazão de 10m3/h.

nesse caso. A vazão ficará limitada pela bomba de menor capacidade e. Na direita.A operação em série é bastante usada quando o NPSH disponível é muito baixo. diferentemente do que ocorre para as bombas que operam em paralelo. Os ganhos obtidos em relação a uma bomba dependerão da inclinação da curva da bomba e também da inclinação da curva do sistema. ou seja. o ganho de vazão foi de 10m3/h e. Quando usado este sistema. Nesse caso. curvas das bombas são planas e do sistema. No primeiro caso. o NPSH disponível para a segunda fica bastante confortável. Na Figura 108. As curvas planas são interessantes para operação em série. não podemos colocar uma bomba capaz de bombear muito mais do que a outra. as curvas das bombas são bem inclinadas e a curva do sistema é relativamente plana. Na esquerda. o que resulta em um NPSH requerido menor. a de maior vazão poderá ter problema de recirculação interna. no segundo. Como a primeira bomba eleva a pressão do líquido. inclinadas. a segunda bomba recebe o nome de booster. devem ser tomados os seguintes cuidados: Verificar se o flange de sucção e o selo da segunda bomba suportam a pressão de descarga da primeira bomba. escolhe-se a primeira bomba com baixa rotação. de 17m3/h. As vazões das bombas devem ser compatíveis. Essa segunda bomba é a que costuma ser a grande responsável pela parcela de AMT do sistema (pressão). são mostrados dois exemplos. temos o inverso. 186 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 108 Pense e Anote AUMENTO DE VAZÃO COM OPERAÇÃO EM SÉRIE AMT (m) AMT (m) 2 Bombas 1 Bomba Sistema Vazão m³/h Vazão m³/h Para operação de bombas em série.

basta somarmos as AMTs correspondentes a cada vazão das bombas. sendo necessário corrigir as curvas elaboradas para água. A primeira bomba normalmente é escolhida com baixa rotação. Como a segunda bomba terá na sucção a pressão de descarga da primeira. Correção para líquidos viscosos As curvas características das bombas centrífugas são elaboradas para água. Quando utilizamos um líquido com viscosidade maior. o que reduz o NPSH requerido. É comum a colocação de bombas em série quando temos baixo NPSH disponível. FIGURA 109 INFLUÊNCIA DA VISCOSIDADE NAS CURVAS DAS BOMBAS H(m) 1cSt Bomba de centrífuga 120cSt 1.200cSt Bomba de deslocamento positivo Q (m³/h) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 187 Pense e Anote .Resumo Para obtenção da curva de duas bombas operando em série. que possui uma viscosidade muito baixa. os atritos do líquido no interior da bomba aumentam. restringindo o desempenho. não deverá ter problema de NPSH.

São quatro curvas para CH. AMT e rendimento das bombas que trabalham com líquidos viscosos.0Qoo seria para 100% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Já as bombas Pense e Anote de deslocamento positivo são pouco influenciadas. Essa carta é seguida por todos para corrigir o efeito da viscosidade no desempenho das bombas centrífugas radiais. Embora a carta tenha sido elaborada para corrigir a curva da bomba como um todo. que é a de 1. Subir verticalmente até o valor da AMT por estágio (havendo mais de um estágio. ➜ 0. Quando não dispomos da curva original para saber a vazão no BEP. adotamos a curva média.2Qoo seria para 120% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência.Pela Figura 109. as bombas centrífugas vão sendo mais afetadas no seu desempenho. Subir verticalmente e ler os valores de correção: Ch. CQ e CH. 188 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . chegando até a melhorar um pouco o desempenho com o aumento da viscosidade. Para determinar os fatores de correção. Deslocar horizontalmente até encontrar o valor da viscosidade. ➜ 1. vemos que. ➜ 1. Qoo corresponde à vazão do ponto de rendimento máximo (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.6Qoo seria para 60% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência.0Qoo.8Qoo seria para 80% da vazão do BEP – Ponto de Máxima Eficiência. Logo. O Hydraulic Institute (HI) fez testes com um grande número de bombas diferentes e elaborou uma carta (Figura 110) para determinar os fatores de correção para vazão. as curvas para obtenção do CH significam: ➜ 0. ao aumentar a viscosidade. entrar com a vazão em m3/h pelo eixo inferior do gráfico. dividir a AMT total pelo número deles). dividir a vazão por 2. Ela não é válida para bombas de fluxo misto e axial. Se o impelidor for de dupla sucção. podemos usá-la para um ponto de trabalho apenas.

8Qoo.86 ag – 0. sabendo que.66 visc – 72cSt A vazão de 130m3/h corresponde a Q ag 130 = = 0. – Peso específico em gf/cm3 (o valor numérico é igual ao da densidade) PROBLEMA 9 Calcular a vazão. 0.66 (66%).00. esta bomba forneceria 130m3/h. para água.86 e com viscosidade de 72cSt. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 189 Pense e Anote . Dados Água Óleo Qag – 130 m3/h Qoo – 170 m3/h AMTag – 58m dens óleo – 0.80. a AMT.2 do BEP. o rendimento e a potência de uma bomba que bombeará um óleo com densidade 0. 1. aplicamos as fórmulas: Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc Q – Vazão (m3/h) AMT – Altura manométrica total (m) – Rendimento Pot visc ag CQ C CH – Potência (hp) – Viscoso – Água – Fator de correção para vazão – Fator de correção para rendimento – Fator de correção para AMT.Para obter os valores corrigidos. AMT = 58m e um rendimento de 0. A vazão de maior rendimento da bomba é de 170m3/h.76 ou 76% do BEP 170 Q oo Adotaremos 0.60. São quatro fatores: 0. e 1.

53 Cálculo da vazão viscosa: Qvisc = Qag x CQ = 130 x 0. obteremos: Pense e Anote C = 0.Entrando com esses dados na carta de viscosidade (Figura 110 – linha pontilhada).96 = 55.45hp Resumo Quando a bomba trabalha com líquidos viscosos. As curvas dos fatores de redução da AMT são mostradas para 4 vazões distintas. Os novos valores para os produtos viscosos são obtidos multiplicando-se os valores para desempenho da bomba para água pelos fatores de correção obtidos.7m Cálculo da potência viscosa: Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc = 128. correspondentes a 60.80 CQ = 0.86 274 x 0.99 CH = 0. da AMT e da viscosidade.53 = 42. a AMT. Qvisc = Qag x CQ AMTvisc = AMTag x CH visc = ag x C Potvisc = Qvisc x AMTvisc x 274 x visc 190 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .80 = 0. e 120% da vazão de projeto (BEP – Ponto de Máxima Eficiência) da bomba.96 (p/ 0. 80. 100.8Qoo) Cálculo do rendimento viscoso: visc = ag x C = 0. a eficiência e a vazão sofrem uma redução.7 x 55. em função da vazão.7 x 0. podemos obter os fatores de correção para as variáveis citadas. O Hydraulic Institute publicou uma tabela na qual.66 x 0.99 = 128.7m3/h Cálculo da AMT viscosa: AMTvisc = AMTag x CH = 58 x 0.

como a de qualquer outro equipamento.5 10 8 40 30 25 20 4 .Pense e Anote FIGURA 110 CARTA DE CORREÇÃO DE VISCOSIDADE Ch 0. é o de reduzir o atrito e o desgaste. 2 76 90 760 AMT (m) 200 150 100 80 60 40 30 25 20 15 10 8 6 4 420 300 1 . PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 191 .5 6 2 120 100 80 3 2 .6Qoo 0. O objetivo da lubrificação de uma bomba.0Qoo 1. 4 45.2Qoo Cq Cn mm²/s = cSt 11 8 22 0 19 2 15 45 91 16 12 61 16. Para tal.8Qoo 1. 22 6. 8 80 5 31 350 4 33.2 5 30 4 6 5 70 17 0 21.5 Engler° 15 60 50 220 160 Lubrificação A lubrificação adequada é fundamental para proporcionar campanhas longas para as bombas. 5 2 11. 60. é necessário manter um filme de lubrificante separando as superfícies metálicas que possam entrar em contato.

Além de reduzir ou eliminar o desgaste. Vejamos como funcionam. Algumas bombas usam os dois tipos simultaneamente. e assim sucessivamente. ou mesmo retificada. 192 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Colocando entre essas superfícies uma película lubrificante. São dois os tipos de mancais utilizados em bombas: mancal de rolamento e mancal de deslizamento. conseqüentemente. um óleo que mantenha os picos afastados. teremos contato de metal contra metal e. São as rugosidades.FIGURA 111 FILME LUBRIFICANTE SEPARANDO DUAS SUPERFÍCIES Pense e Anote F F Contato metálico F F Filme lubrificante Ampliando uma superfície metálica usinada. A finalidade da lubrificação é a de manter um filme de uma espessura adequada através de um produto com características lubrificantes. se houver a formação desse filme lubrificante. os picos se chocarão e quebrarão. veremos que ela é formada por picos e vales. teremos uma redução do atrito. também serão quebrados. Esse arrancar de pequenas partículas levará ao desgaste do material. Sempre que a espessura desse filme for inferior à altura dos picos. eles não mais se tocarão e não haverá mais desgastes. uma vez que necessitaremos de menor força para cisalhar o lubrificante do que para quebrar os picos do material metálico. desgaste. formando novos picos que. com a continuação do movimento. evitando o contato metálico entre as duas superfícies. A propriedade mais importante do lubrificante para garantir esse filme de óleo é a viscosidade. Havendo um deslizamento entre duas dessas superfícies.

a maioria desses mancais utiliza uma cobertura de metal bastante macio. Para evitar danos no eixo. só teremos desgaste na partida da máquina. Devido ao formato que o óleo assume no interior do mancal. Se o filme de óleo romperse. teremos contato metal com metal. mas dentro do limite elástico. ou seja.FIGURA 112 POSIÇÃO DO EIXO NO MANCAL DE DESLIZAMENTO Óleo Óleo Óleo Eixo Eixo Eixo Eixo parado Eixo partindo Óleo Eixo girando Óleo Eixo Eixo F Pressão de óleo Distribuição da pressão F MANCAL DE DESLIZAMENTO Quando o eixo está parado. ao começar a girar. é usual falar em cunha de óleo. ocasionando um contato metálico. ocorre uma deformação tanto na esfera quanto na pista. Com esses esforços. Qualquer força atuando numa área reduzida gera uma pressão muito elevada. Essa pressão irá gerar uma força. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 193 Pense e Anote . Ao iniciar a rotação. criando uma pressão de óleo. Mas. apóia-se na parte inferior do mancal. MANCAIS DE ROLAMENTO A esfera de um rolamento possui uma área de apoio muito reduzida. que elevará o eixo ligeiramente do mancal. o eixo bombeia o óleo lubrificante que se encontra entre ele e o mancal. chamada metal patente. a tendência do eixo é subir no mancal. Devido ao formato da curva de pressão criada. praticamente um ponto. Se o filme de óleo formado for mais espesso que as irregularidades da superfície do eixo. a tendência do eixo é deslocar-se para o lado oposto de seu movimento inicial.

Leva também a roçamentos que podem gerar faíscas. O óleo possui uma propriedade bastante interessante. já que ocasiona a falha do selo mecânico. Sendo bem tratados e acompanhados. com o conseqüente vazamento do líquido bombeado. que é a de aumentar a viscosidade com o aumento da pressão. Portanto. dependendo do produto bombeado. As esferas na parte superior do rolamento estarão sem carga. O óleo lubrificante é Pense e Anote bombeado pelas esferas. Caso as condições de rotação. que separa as esferas das pistas do rolamento. quando chega a fundir os mancais. reduzindo a pressão. 194 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . As bombas centrífugas horizontais utilizam. o que pode levar à falha por fadiga. Os fabricantes de rolamentos afirmam que apenas 9% dos rolamentos atingem sua vida normal. esse tipo é denominado de lubrificação elasto-hidrodinâmica. Como as esferas giram. Nas bombas verticais. ou seja. empregam-se mancais de deslizamento. Total atenção com mancais e selagem prolonga o tempo de campanha do equipamento!!! A falha catastrófica dos mancais é muito grave nas bombas. O API 610 fixa a vida mínima em 3 anos. são utilizados principalmente mancais guias (buchas) para manter o eixo centrado na coluna. podem proporcionar muitos ganhos. somente as esferas inferiores absorverão os esforços. Pelos motivos explicados. Para sustentação do conjunto rotativo. o que evita o rompimento do filme de óleo formado. terá uma manutenção de alto custo e de tempo prolongado. juntamente com a carga. Essa deformação aumenta a área de contato. Normalmente. formando um filme de óleo. que é um dos principais modos de falha dos rolamentos. os mancais (com sua lubrificação) e a selagem são os itens que merecem mais atenção nas bombas. ora sem carga. ora estarão com carga. algumas bombas utilizam mancal próprio. a deformação deixa de existir.uma vez cessada a força. mancais de rolamentos. como o peso próprio do conjunto rotativo. enquanto outras são sustentadas pelo mancal do acionador. o que. 91% falham antes do prazo esperado. pode gerar um incêndio. o lubrificante fica submetido a pressões tão altas que se torna praticamente sólido. Em um rolamento submetido a uma carga. com freqüência. uma bomba. levem a uma vida curta dos rolamentos. Nos rolamentos.

As caixas de mancais lubrificadas por graxa devem ser preenchidas. ficando restrita a algumas bombas pequenas. passando parte dele por dentro dos rolamentos. • Por nível. até 2/3 do seu volume. O nível de óleo na caixa de mancais é mantido por meio de um copo nivelador. o rolamento de contato angular 7316B pode trabalhar até 3. Este óleo escorre e cai numa canaleta coletora. é usual o emprego da graxa. • Por névoa de óleo. • Próprio produto bombeado. o óleo passa pelo furo F e vai para a parte traseira dos rolamentos. fazendo as vezes do lubrificante. passa pelo interior do mesmo.300rpm com óleo. bombas de deslocamento positivo e em alguns tipos de acoplamentos (de engrenagem e de grade). Lubrificação por nível É usada com óleo lubrificante. na sua maioria. Para garantir a lubrificação. Óleo lubrificante É o principal produto utilizado na lubrificação de bombas centrífugas horizontais. existe um furo G. nível este que é medido com a bomba parada. Do lado do mancal de escora. em que o ambiente tem pós em suspensão. garantindo que o nível máximo não será ultrapassado atrás do rolamento. Com graxa. predomina a utilização da graxa na lubrificação dos rolamentos. Por exemplo. ou até 4.Os principais produtos utilizados na lubrificação das bombas são: Graxa. as rotações máximas admissíveis nos rolamentos são menores do que com óleo. Nos motores elétricos. que se comunica com o reservatório. Nas indústrias. o furo E leva o óleo para a parte traseira do rolamento. que o direciona para os rolamentos. • Forçada (ou pressurizada). retornando ao depósito da caixa de mancais. O nível ficará sempre na linha mais alta do chanfro do copo nivelador (Figura 113A). Existem três tipos principais de lubrificação com óleo.200rpm com graxa. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 195 Pense e Anote . O anel salpicador fica parcialmente mergulhado no nível de óleo e. ao girar. Para evitar que o nível fique alto nesta região. recomendam usar graxa à base de sabão de lítio e de consistência 2. no máximo. é usual dotar o eixo de anel salpicador de óleo (ver Figura 113B). Óleo lubrificante. o nível deve ficar situado no centro da esfera inferior. Lubrificação por graxa Não é muito usada em mancais de bombas centrífugas nas refinarias. Para mancais de rolamento. Os fabricantes das bombas. No lado do rolamento radial. lança o óleo contra a parede da caixa de mancais.

ao girar.FIGURA 113A LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL NORMAL E COM ANEL PESCADOR Pense e Anote Copo nivelador Oleadeira Oleadeira Copo nivelador Nível de óleo Dreno Submergência Dreno Nível de óleo FIGURA 113B LUBRIFICAÇÃO COM ANEL SALPICADOR Canaleta coletora de óleo B E F F G Secção B-B G B Vista superior da caixa de mancais Algumas caixas de mancal de rolamentos usam anel pescador. arrasta o óleo pela sua superfície interna. de: uma bomba para circular o óleo. que pode ser de rolamento ou de deslizamento. Esse anel trabalha apoiado no eixo da bomba e é arrastado pelo seu giro. O óleo empregado na lubrificação de bombas é geralmente um tipo turbina com viscosidade ISO 68. Esse sistema é empregado quando a geração de calor no mancal é alta. Como fica parcialmente mergulhado no óleo. seja devido à carga. Lubrificação forçada ou pressurizada Esse tipo de lubrificação é utilizado somente para mancais de deslizamento. no mínimo. O sistema de lubrificação forçado necessita. seja à rotação. depositando-o no eixo e seguindo daí para o mancal. um filtro de óleo 196 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

acionada pelo eixo da bomba principal. em que temos duas bombas de lubrificação. O reclassificador possui duas funções básicas: a primeira é dosar a quantidade de névoa que será fornecida. alarmes e cortes por pressão de óleo e por temperatura dos mancais. A partir do reclassificador. Alguns sistemas adotam apenas uma bomba de óleo lubrificante. Essa mistura é preparada em um gerador. Na tampa desta caixa temos uma linha de vent. o que equivale a 0. que desce até cerca de 1 metro de altura da bomba. Lubrificação por névoa Esse tipo de lubrificação trabalha com uma mistura de ar e óleo na proporção de 200 mil partes de ar para 1 parte de óleo (5ppm). Do gerador. pela qual sai a névoa não condensada para a atmosfera ou para um sistema de recuperação de névoa residual. saem as linhas de distribuição da névoa. temos uma válvula que possibilita drenar o óleo. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 197 . geralmente de 2 polegadas de diâmetro. dois filtros. onde existe um coletor transparente. sai pelo topo da linha de distribuição uma linha de 3/4” de diâmetro. Este possui uma válvula de drenagem de óleo condensado e seis conexões roscadas. O óleo condensado e a névoa residual saem pelo dreno da caixa de mancal da bomba. onde é instalado um distribuidor. As principais vantagens desse sistema são: Aumento da vida dos rolamentos. A névoa gerada possui partículas de óleo inferiores a 3 mícrons. Na parte inferior desse coletor transparente. geralmente de 50mbar. entre outros dispositivos. O óleo condensado fica na caixa ecológica. dois resfriadores de óleo. necessitam de um anel pescador nos mancais para garantir a lubrificação durante a partida e a parada da bomba. Para cada ponto a ser lubrificado. que permite avaliar visualmente o estado do óleo. a caixa de mancal trabalha sem nível de óleo. da qual posteriormente retirado. sendo adequada para ser transportada.Pense e Anote (geralmente duplo). Elas possuem um pequeno caimento de modo que qualquer óleo condensado que venha a aparecer retornará ao tanque do sistema gerador. duas válvulas de alívio. Nesse caso. Os sistemas mais sofisticados podem ter uma lubrificação segundo o API 614. temos uma tubulação de inox de 3/8” que vai até uma caixa com cerca de 4 litros. sistema de controle de pressão do óleo lubrificante.05kgf/cm2 ou 20pol H2O. Na parte superior. Nesse tipo de lubrificação. A pressão de distribuição é bem baixa. corresponde um reclassificador. e a segunda é a de coalescer (reclassificar ou aumentar o tamanho) as partículas de óleo para diâmetros superiores a 3 mícrons de modo que fiquem adequadas para lubrificação. sai uma linha de inox de 1/4” que vai até o ponto a ser lubrificado. mas não é boa para lubrificação. no qual é empregado um sistema de vórtice para pulverizar o óleo e misturá-lo com o ar. um resfriador e uma válvula de segurança. Próximo de cada equipamento. denominado coletor ecológico. em que são instalados os reclassificadores.

Como o coeficiente de atrito é menor. anéis salpicadores e pescadores (este último só no caso de rolamentos). não entram umidade nem pós na caixa de mancais. Pense e Anote FIGURA 114 SISTEMA DE GERAÇÃO E DE DISTRIBUIÇÃO DE NÉVOA Sistema de LubriMist ® Típico Motor elétrico Tubo 3/4” Perna de dreno Bomba Tubulação principal 2” Reclassificador Distribuidor Reclassificador Distribuidor Coletor ecológico Válvula de dreno Console gerador de névoa modelo IVT Baixada Distribuidor Sistema de Distribuição FIGURA 115 NÉVOA PURA PARA BOMBAS API ANTIGAS E NOVAS Reclassificador Distribuidor Tubing 1/4” Coletor transparente Tubing 3/8” Ladrão Dreno de cléo Vent Coletor ecológico Névoa para bombas antigas Névoa para bombas API novas 198 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Por ficar levemente pressurizada. do cachimbo. Os rolamentos trabalham com um óleo sempre limpo. Eliminação do uso de copo nivelador. a potência consumida pela bomba cai. a água de resfriamento pode ser eliminada da caixa de mancais.Redução da temperatura da caixa de mancais (em média 15%). Na maioria dos casos.

Quanto maior o número. o fabricante já fornece entradas independentes para cada mancal. Nas novas. 504 e 505. Ele possui uma marca externa para orientar a posição do furo durante a montagem. maior a vazão de névoa. quando especificado que serão lubrificadas por névoa. 503. Os outros são montados próximo ao ponto a ser lubrificado. O reclassificador do tipo névoa possui a numeração 501. a névoa entra pelo centro da caixa de mancais e sai pelo centro. O reclassificador direcional é empregado principalmente em bombas BB. Somente este modelo é montado no distribuidor. O tipo spray forma uma névoa mais densa e é usado quando temos rolamentos de rolos. FIGURA 116 TIPOS DE RECLASSIFICADORES Spray Névoa Condensado Direcional Furo PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 199 Pense e Anote . O reclassificador mais usado é o tipo névoa (ver Figura 116).Nas bombas tipo API anteriores à 8a edição. sendo roscado na caixa de mancal e com seu furo apontado para o centro da esfera do rolamento (ver Figura 117). 502. O tipo condensado forma gotículas maiores de óleo e é utilizado para engrenagens. obrigando toda névoa injetada a passar pelos rolamentos (Figura 115).

200 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . sendo mantido o nível de lubrificante original. FIGURA 118 NÉVOA DE PURGA Reclassificador Distribuidor Válvula de dreno Controle de nível Óleo Para caixa coletora Visor de acrílico Os mancais de deslizamento necessitam de óleo para a formação da cunha que irá garantir a sustentação do eixo. Existe também o de névoa de purga.FIGURA 117 Pense e Anote UTILIZAÇÃO DO RECLASSIFICADOR DIRECIONAL Reclassificador direcional Reclassificador direcional Coletor ecológico O sistema de névoa até agora descrito é denominado névoa pura. é adotado o sistema de névoa de purga. Por isso. nesse tipo de mancal. Essa névoa serve para pressurizar a caixa de mancal (evitar a entrada de umidade e pós) e para completar o nível de óleo.

Lubrificação pelo próprio fluido Muito usada em bombas verticais. Nas bombas com acoplamento magnético e nas bombas canned. A bomba canned. ambas sem selagem. Nessas bombas. o mancal costuma ser de carbeto de tungstênio ou carbeto de silício. As bobinas do motor ficam separadas do rotor por um cilindro de chapa. também é usual o líquido bombeado ser utilizado na lubrificação dos mancais. nas quais o próprio fluido bombeado lubrifica os mancais guias. que significa “enlatada” em inglês. daí seu nome. possui o impelidor montado no eixo do motor elétrico. FIGURA 119 BOMBAS CANNED E DE ACOPLAMENTO MAGNÉTICO Bomba Canned Estator do motor Mancal Radial Vendação dos cabos Luva de eixo Impelidor Mancal de escora Bomba de acoplamento magnético Ímãs Mancais Caixa de mancais convencional PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 201 Pense e Anote .

a água está dissolvida no óleo e não é percebida. abastecimento com funil ou regador sujo etc. O fabricante do óleo já o fornece com 100ppm de água. recirculação. À QUALIDADE E LIMPEZA DO LUBRIFICANTE Viscosidade não adequada. vapores e gases. raios de concordância etc. À ENTRADA DE FLUIDOS ESTRANHOS NA CAIXA DE MANCAL Água. desbalanceamento. estocagem inadequada etc. ÀS TOLERÂNCIAS INCORRETAS Diâmetro do eixo. Estudos dos fabricantes de rolamentos indicam que a vida de um rolamento cai para menos da metade quando o óleo lubrificante possui 300ppm de água. produtos de 2a linha. pós etc. Nesses níveis. A umidade no óleo lubrificante é um dos vilões que o levam a falhar prematuramente por deficiência de lubrificação. AO NÍVEL DE ÓLEO OU À QUANTIDADE DE GRAXA INADEQUADOS NAS CAIXAS DE MANCAIS AOS ESFORÇOS ELEVADOS Vibração. AO DESALINHAMENTO ENTRE OS DOIS ALOJAMENTOS DOS ROLAMENTOS À QUALIDADE DOS ROLAMENTOS Falsificação. À OPERAÇÃO DA BOMBA FORA DO PONTO DE PROJETO Cavitação. Para identificá-la. diâmetro da caixa. Nem por centrifugação ela consegue ser separada porque está dissolvida. aumento de esforços radiais e axiais. Somente com aplicação de vá202 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . À ENTRADA DE SÓLIDOS NA CAIXA DE MANCAL Catalisadores. AO AQUECIMENTO EXCESSIVO DO LUBRIFICANTE Oxidação e redução da vida do óleo. é necessária a realização de testes específicos de laboratório. sujeiras etc.As principais falhas dos mancais das bombas são devido: À MONTAGEM INADEQUADA Pense e Anote Pancadas. produto bombeado. esforços da tubulação etc. desalinhamento entre bomba e acionador.

Isto corresponde a 300 ppm = 300 1. o que reduz significativamente sua vida. temos um gráfico com a vida relativa do rolamento em função da umidade existente no óleo. ao passar de 100 para 200ppm. O rolamento que teria vida útil de 1 ano passaria para 0. Provavelmente. degradando rapidamente o óleo.45 ano. se a umidade aumentar três vezes. como conseqüência. um pequeno aumento na concentração de água causa redução considerável. Quanto maior a temperatura. Após 350ppm. Nos percentuais mais baixos de água. ficando em 25ppm. A principal fonte de água no óleo é a umidade do ar. ou pouco mais de 5 meses. a queda passa a ser bem lenta. a vida do rolamento é considerada normal. O mesmo óleo a 100ºC dura apenas 3 meses.000 = 0. a do mancal.000.03 100 = 0. a vida será reduzida para 45% da normal. é que a água consegue ser detectada visualmente no óleo. recebendo o valor de 100%. a SKF mostra que um óleo trabalhando na temperatura de 30ºC dura 30 anos. Com 100ppm de água.03% o que significa algumas gotas numa caixa de mancais. o que significa que o rolamento aumentaria sua vida em 2. a maioria dos óleos das caixas de mancais das bombas deve estar com mais de 300ppm de água. nas temperaturas usuais da caixa de mancal. passaria a ser a cada 2. a redução é de quase 50% na vida útil.3 vezes.000 de partes da mistura água/óleo. Se a falha ocorresse a cada ano. Na Figura 120. Os óleos usados em lubrificação possuem aditivos antioxidantes que são consumidos mais rapidamente à medida que o trabalho é executado em temperaturas altas. maior a oxidação. 300ppm de teor de água significa que temos 300 partes de água em cada 1. o rolamento teria uma vida relativa de 230%.3 anos. Por outro lado.000ppm. Depois dos 1. A temperatura de trabalho do óleo é um fator importante para sua vida e. A Figura 120 mostra que. indo para 300ppm. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 203 . Na Figura 121. Se a umidade do óleo baixasse em quatro vezes.000. porque fica emulsionada.Pense e Anote cuo ou com processos de transferência de massa é conseguida a separação.000 = 3 10.

FIGURA 120 VIDA RELATIVA DOS ROLAMENTOS VERSUS TEOR DE ÁGUA NO ÓLEO Pense e Anote Vida relativa dos rolamentos baseada em 100% para 100ppm de água % da vida relativa ppm da água no óleo FIGURA 121 VIDA DO ÓLEO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE TRABALHO Vida do óleo Vida em anos Temperatura (°C) 204 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

LUBRIFICAÇÃO FORÇADA A vazão e a pressão de óleo são fornecidas por uma bomba de lubrificação. Os acoplamentos rígidos não possuem essas funções. LUBRIFICAÇÃO POR NÉVOA A lubrificação é realizada por uma mistura de ar com óleo na proporção de 5ppm de óleo. conseqüentemente. dos mancais. reduzem sensivelmente a vida dos lubrificantes e. ou anel pescador (arrastado pelo giro do eixo). Os óleos lubrificantes usados nas bombas são normalmente do tipo turbina com viscosidade ISO 68 como. As caixas de mancais para graxa devem ser preenchidas apenas com 2/3 do seu volume. A temperatura do óleo lubrificante e o teor de água no óleo são dois fatores que. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 205 Pense e Anote . quando altos. O nível de óleo normalmente é no meio da esfera inferior do rolamento. A principal graxa utilizada nos rolamentos é à base de sabão de lítio e de consistência 2. A lubrificação por óleo pode ser por: LUBRIFICAÇÃO POR NÍVEL Pode ser com ajuda de anel salpicador (fixo ao eixo). o Marbrax 68. óleo lubrificante ou pelo próprio produto bombeado. por exemplo. Os acoplamentos flexíveis possuem como funções complementares: absorver desalinhamentos e amortecer vibrações que poderiam ser transmitidas de uma máquina para outra. Acoplamento A função básica do acoplamento é a de transmitir o torque do acionador para a bomba.Resumo Os mancais das bombas são lubrificados por: graxa.

FIGURA 122 TIPOS DE ACOPLAMENTOS Pense e Anote A GRADES B LÂMINAS FLEXÍVEIS C GARRAS D PINOS COM ELASTÔMEROS E CORRENTES F LÂMINAS COM ESPAÇADOR G GRADES COM EIXO H ENGRENAGENS FLUTUANTE I TIPO PNEU J RÍGIDO K LÂMINAS COM ESPAÇADOR Furo máximo Diâmetro máximo DBSE distância entre pontas de eixo DE LÂMINAS FLEXÍVEIS 206 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Nesses casos. Atualmente. Tipo pneu. É bastante usado em bombas verticais quando seu eixo é sustentado pelo mancal do acionador. Os acoplamentos são dimensionados principalmente pelo torque. é o espaçador que permite a troca do rolamento e do selo do lado acoplado sem grandes desmontagens. o emprego do espaçador pode levar a um peso excessivo no acoplamento. Temos sempre de verificar se a rotação máxima recomendada pelo fabricante atende à de trabalho do equipamento e se o furo máximo permitido comporta tanto o eixo da bomba quanto o do acionador.Existe uma grande diversidade de acoplamentos. Consiste no uso de dois acoplamentos. devemos sempre utilizar o catálogo do fabricante. Quando a distância é muito grande entre as pontas de eixo. são fornecidos coeficientes de segurança ou de serviço. Este último costuma ter o diâmetro maior. um em cada extremidade. interligados por um eixo. é o espaçador que permite que elas sejam retiradas da base sem necessidade de movimentar o acionador e a sua carcaça. Na seleção de um acoplamento. Geralmente. De lâminas ou discos flexíveis. os dois acoplamentos utilizados são híbridos. podemos adotar o acoplamento com eixo flutuante. é comum o uso de um espaçador no acoplamento. a graxa tomará caminhos preferenciais. De garras com elastômero. a preferência é pelos acoplamentos que não exigem lubrificação. De pinos amortecedores. Nos catálogos. os fabricantes quase sempre especificam PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 207 Pense e Anote . Custo da mão-de-obra e da graxa empregada na lubrificação. realizando apenas uma renovação parcial. Se lubrificarmos sem abrir o acoplamento. De correntes. O acoplamento rígido é simplesmente uma conexão. No caso de bombas centrífugas. tipo BB. Bombas horizontais não utilizam esse tipo de acoplamento. No caso de bombas em balanço. Em bombas com impelidor entre os mancais. Os principais tipos empregados são: Rígido. De engrenagens. o que ocorre a cada 6 meses. Os lubrificados possuem as seguintes desvantagens: Necessidade de parar a bomba para sua lubrificação. como as OH1 e OH2. Para facilitar a desmontagem das bombas. que são valores a serem multiplicados pela potência para a seleção. metade flexível e metade rígido. FS. Necessidade de abrir o acoplamento para retirar a graxa antiga.

2 3. PROBLEMA 10 Selecionar um acoplamento para uma bomba que gira a 3.8 14.0 Furo máximo 33 38 46 56 67 71 83 91 Peso kg s/furo 2.1 = 66hp 208 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Dados: Potência – 60hp Rotação – 3.1. sempre utilizamos a potência de placa do acionador.0 16.0 5. Entretanto.0 23.600 Máx. Para efeito de dimensionamento.7 3.FS = 1. A distância entre as pontas dos eixos é de 127mm (5").000 6.550rpm e cujo motor possui a potência de 60hp.6 4.0 Adotando o fator de segurança de 1.000 4.0 . temos: Potência para seleção = Pot.0 27.000rpm 1.7 34.500 3. embora saibamos que a bomba normalmente exige menos potência.3 2.000 6.000 5. FS = 1.000 6.750 3.5 6. principalmente nos acoplamentos de lâminas flexíveis.9 11. hp/ 1. adotando. por Pense e Anote exemplo. acionador x FS = 60 x 1. Usar a tabela fornecida a seguir para acoplamento tipo M.8 17.550rpm Diâmetro eixo bomba – 60mm Diâmetro eixo motor – 70mm TABELA 26 DADOS DO ACOPLAMENTO Tamanho 4M 5M 6M 7M 8M 9M 10M 11M rpm máximo 6. é aconselhável usar segurança adicional.7 23.1. O diâmetro na região do acoplamento do eixo da bomba é de 60mm e do motor é de 70mm. Essa sobra fica como um fator de segurança adicional.

Se ainda assim não atender. Resumo Há uma preferência por acoplamentos sem lubrificação em face da necessidade de parar as bombas para abrir o acoplamento a fim de realizar uma lubrificação adequada.000 é devido ao fato de a tabela de seleção estar baseada em hp/1000rpm.55 A divisão da rpm por 1. há necessidade de verificar se ele comporta os diâmetros dos eixos da bomba e do acionador. Essas letras são de Distance Between Shafts End.7hp/1. igual ou superior a 1.6 hp/1. Temos também de verificar se a rotação máxima especificada pelo fabricante do acoplamento atende à rotação da bomba.Cálculo do torque: Torque = Pot Pot 66 66 = = = = 18. Sua rotação máxima admitida é de 3.6. Se a rotação máxima permitida do acoplamento selecionado for inferior à desejada. Entrando na tabela com o valor imediatamente acima de 18.1. que significa “o afastamento entre as pontas dos eixos do acionador e do acionado”. Os acoplamentos são dimensionados pela capacidade de transmitir torque (potência/rotação). achamos 23. Portanto.550/1000 3. o que corresponde ao acoplamento 10M. Esta unidade é bastante comum nos catálogos de seleção dos acoplamentos. poderemos consultar o fabricante do acoplamento sobre o novo limite de rotação.750rpm (a da bomba é 3. usar sempre um fator de serviço. teríamos de selecionar um tamanho acima que comportasse o diâmetro do eixo. Em alguns desenhos de equipamentos vindos do exterior.000rpm Rot rpm/1.000 3. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 209 Pense e Anote . aparecem as letras DBSE com relação ao acoplamento. o acoplamento escolhido atende e deverá ser de 10M com espaçador de 127mm. FS. Uma vez selecionado.000rpm. Quando dimensionar um acoplamento para bombas. Se o furo máximo fosse inferior ao desejado. escolher um outro modelo de acoplamento que comporte a rotação desejada. caso ele seja balanceado dinamicamente.550rpm) e o furo máximo admissível é de 83mm (bomba 60mm e motor 70mm).

Sempre que possível. Uma vez escolhido o fabricante e o tipo da bomba a ser usada. consultar alguns fabricantes para garantir a existência e a disponibilidade de bombas que atendam ao desejado. como no caso do API 610 que.6kg/cm2M AMT – 200m NPSHdisp – 10m Produto bombeado – querosene Densidade – 0. podemos especificar uma bomba de dupla sucção ou uma com indutor de NPSH.7 na temperatura de bombeamento. antes de fazer a especificação final. a bomba deve ser escolhida para trabalhar perto do seu BEP – Ponto de Máxima Eficiência. que possuem NPSH requerido mais baixo.55cSt Pressão de vapor a 80ºC – 0. entramos na sua família de curvas e definimos o diâmetro do impelidor. entre outras coisas. essas bombas não atenderem. O NPSH requerido na vazão especificada terá de ser menor do que o NPSH disponível. evitando assim que venha a ter problemas de recirculação interna e esforços radiais maiores. em função das suas caracte- Pense e Anote rísticas. Exemplificando.Seleção de bombas As bombas são escolhidas. Vamos a um exemplo de seleção de uma bomba. entramos com a vazão e a AMT na carta de seleção para identificar o tamanho da bomba e a rotação de trabalho que irá atender ao especificado. principalmente. se o NPSH disponível pelo sistema for muito baixo. o NPSH requerido e a potência para uma bomba que irá trabalhar nas seguintes condições: Vazão – 50m3/h Pressão de sucção – 0. PROBLEMA 11 Determinar o modelo da bomba.6kg/cm2M Pressão de descarga – 16.80 Temperatura – 30ºC Viscosidade – 1. podemos optar por uma bomba vertical com o comprimento adequado. o que permite o cálculo da potência consumida. Algumas partes da especificação provêm de normas.8kg/cm2A 210 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Escolhido o tamanho da bomba. ainda assim. o diâmetro do impelidor. É usual. o NPSH requerido e o rendimento. de modo que teremos uma coluna de líquido sobre o impelidor. aumentando o NPSH disponível. Se. Líquidos inflamáveis ou perigosos com densidade menor do que 0. Líquidos inflamáveis ou perigosos com pressão de descarga acima de 100bar. recomenda carcaça partida radialmente para os seguintes casos: Temperatura do produto maior ou igual a 200ºC.

obtemos o diâmetro do impelidor.315 50 250 50 . Figura 124.160 50 160 65 160 80 .200 100 200 32 . e marcamos o ponto de trabalho. temos: 1cv = 0.8 = 60.250 32 . Com esse ponto. com a vazão e com a AMT.315 50 . entramos na Figura 123 para bombas com 3.8cv Da Tabela 11.200 32 .8.125 50 . não necessitamos de fatores de correção.200 65 . o NPSH requerido e a potência para água. Para querosene com densidade de 0.986hp PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 211 .125 65 125 Q (m³/h) Como a viscosidade do querosene é baixa. FIGURA 123 CARTA DE SELEÇÃO DE TAMANHOS H (m) n = 3500 40 .250 40 200 80 .250 40 .550rpm e determinamos a bomba 40-315.160 100 160 32 . Rendimento = 49% NPSHreq = 7m Potência = 76cv para água cuja densidade = 1 A potência varia diretamente com a densidade (ou peso específico).Pense e Anote Com a vazão de 50m3/h e com a AMT = 200m. Diâmetro do impelidor = 322mm.125 40 .160 40 . o rendimento. Entramos nas curvas da bomba 40-315.200 65 250 80 . a potência será de: Pot = 76 x 0.

6hp 274 x 0.A potência consumida em hp será: hp = 59.9hp cv Pot = 60.986 Pense e Anote Poderíamos também ter estimado a potência de uma forma mais precisa pela fórmula: EQUAÇÃO 7 Pot = Q x AMT x 274 = 50 x 200 x 0.8 = 59.8cv x 0.49 FIGURA 124 CURVAS DA BOMBA 40-315 212 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

a abertura da bomba não é a solução para o caso. a bomba selecionada atende. o que logicamente levaria a uma bomba maior. Como o NPSH disponível é de 10m e o requerido é de 7m e. problemas PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 213 Pense e Anote . podemos tentar uma bomba de tamanho imediatamente acima ou uma outra com menor rotação. nesse caso. como o vazamento pelo selo ou o travamento do conjunto rotativo. o NPSHdisp > NPSHreq. Podemos retirar também o rendimento e o NPSH requerido a partir da vazão desejada.A pequena diferença de potência encontrada pelos dois métodos é devido à imprecisão do gráfico. Se o NPSH não atender. Muitas vezes o problema está nas condições do processo ou no sistema e. Antes de abrir uma bomba que não esteja cumprindo seu papel adequadamente. Podemos também calcular a potência pela sua fórmula (equação 7). devemos ter certeza de que o problema é da bomba. entramos na carta de seleção com a vazão e a AMT desejadas e determinamos o tamanho da bomba e a rotação em que será necessário operar. Verificamos então se o NPSH requerido é inferior ao NPSH disponível do sistema. Algumas situações permitem um diagnóstico imediato da falha. devendo ser corrigida para a densidade (ou peso específico) do líquido que será bombeado. como vazamento ou vibração alta. A potência para água pode ser obtida diretamente do gráfico. entramos na família de curvas de AMT x vazão dessa bomba para escolher o tamanho do impelidor que irá atender ao especificado. Análise de problemas de bombas centrífugas Toda bomba que deixa de atender ao processo ou apresenta algum sintoma que resulta em risco operacional. Com o tamanho escolhido. portanto. Resumo Depois de escolhidos o tipo e o fabricante da bomba. necessita de análise para determinar as ações a serem tomadas.

Folgas de anéis de desgaste e das buchas dentro de valores recomendados. A seguir. Outros tipos de situações neces- Pense e Anote sitam de uma investigação para determinar sua causa. procuramos fazer essa análise partindo das verificações mais fáceis de serem executadas para as mais trabalhosas. seja pela imprecisão do método de medição no campo. Vamos dividi-los em cinco categorias principais: Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão de descarga. estando em boas condições. Não devemos apenas substituir as peças danificadas. 6.estes que são visíveis. o problema pode ser enquadrado em mais de uma das situações acima. Entende-se como em boas condições: 1. Bombas com vazamentos. 214 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . 3. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada. 4. Rotação correta. Muitas vezes. as peças devem ser examinadas para identificar o motivo da falha. Carcaça ou difusores sem desgaste. Figura 125. Pequenos desvios em relação aos pontos das curvas são aceitáveis. Impelidor no diâmetro correto e sem problemas de desgaste ou obstrução interna. não é um problema de projeto ou da seleção da bomba para a aplicação na qual está sendo utilizada. Bombas que apresentam aquecimento excessivo nos mancais. deve trabalhar sobre suas curvas de AMT e de potência versus vazão. Bombas que apresentam vibração ou ruído. analisaremos os problemas mais freqüentes que ocorrem na operação de bombas centrífugas e que necessitam de investigação. 5. 2. Partimos do pressuposto de que a bomba operava satisfatoriamente antes. No diagrama de bloco a seguir. Na abertura da bomba. Bombas que não estão atendendo em vazão ou pressão na descarga Uma bomba. NPSH disponível acima do requerido (sem cavitação). Vazão acima da mínima de fluxo estável (sem recirculação interna). seja pela diferença de desempenho de um impelidor para outro que. 7. por serem peças fundidas. sempre apresentam pequenas variações na forma. ou seja. mas tentar entender que motivo levou à falha e tomar as providências para evitar sua repetição. Líquido dentro das condições de projeto (densidade e viscosidade).

FIGURA 125 DIAGRAMA PARA DETERMINAÇÃO DE PROBLEMAS DE VAZÃO OU BAIXA PRESSÃO DE DESCARGA EM BOMBAS CENTRÍFUGAS Problema de baixa vazão ou pressão na descarga INÍCIO Bomba opera cavitando? N Bomba está escorvada? N Verificar abrindo vent da carcaça (cuidado se a bomba tiver vácuo na sucção) S S N N Vazão > projeto? Rotação correta? Corrigir rotação S S Corrigir a vazão Viscosidade e densidade normais? N Solicitar correção para operação S S Pressão de sucção normal? N Ponto AMT x Q igual da curva? N Desgaste interno S Desgaste interno Ponto POT x q igual da curva? N Desgaste interno S Verificar motivo do aumento da perda de carga na sucção Bomba em bom estado PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 215 Pense e Anote .

normalmente. tornando o NPSH disponível inferior ao NPSH requerido. Cavitação só ocorre no primeiro estágio de bombas multi-estágios. No segundo estágio. parecido com o de “batida de pedras” na carcaça. reduzindo a pressão de sucção e o NPSH disponível. quando a bomba está trabalhando com vazões altas. Como a bomba está apresentando baixo desempenho. que pode ter sua origem em: te fechada. portanto. filtro sujo etc. sua origem é: mais propício à cavitação. se os anéis de desgaste ou a luva espaçadora entre o primeiro e o segundo estágios estiverem com folga excessiva. que pode ocorrer pela redução da temperatura de bombeamento. como válvula parcialmen✔Bomba operando com vazão mais alta do que a de projeto. por exemplo. ✔Aumento da viscosidade do líquido (caso de líquidos viscosos). ou seja. que ocorre quando trabalhamos com vazões baixas. A cavita- Pense e Anote ção é facilmente identificável pelo ruído característico. Nos casos de bombas com pressão de sucção negativa. é como se estivesse bombeando adicionalmente esse acréscimo de vazão.A BOMBA ESTÁ CAVITANDO? BOMBA CAVIT VITANDO? Começamos com esta pergunta por ser a mais fácil de responder. o NPSH disponível já é alto. não está conseguindo aumentar sua vazão. O aumento da viscosidade aumenta as perdas de carga. alterando suas características na região de sucção. Se for decorrente do desgaste da bomba (aumento do NPSH requerido). 216 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . ✔Bomba com folgas internas altas. Para efeito de cavitação. uma das prováveis causas é o aumento da perda de carga na linha de sucção (redução do NPSH disponível). ✔Alguma obstrução parcial na linha de sucção. Vazão maior significa maior NPSH requerido e menor NPSH disponível. pela alta vibração e pela oscilação das pressões de sucção e da descarga. convém verificar a possibilidade de estar entrando ar pelas juntas dos flanges ou pela selagem. uma boa parte da vazão irá retornar internamente da descarga para a sucção. Se a resposta à pergunta sobre cavitação for positiva. não é uma causa provável. ✔Desgaste no impelidor. Desgastes na região da voluta não afetam o NPSH requerido. a recirculação interna. Cavitação ocorre.

Limitar a vazão máxima da bomba em um valor em que não tenhamos ruído ou vibração. o que apresenta menor desgaste é o ASTM A-743 CA6NM. Verificar se o modelo da bomba permite a instalação de um indutor de NPSH. ou reduzir as perdas de carga na linha de sucção. por exemplo. 8. o qual resiste mais à cavitação. 5. alterar a temperatura do líquido para mudar a pressão de vapor no caso de vasos fechados não resolverá o problema. Dentre os materiais usuais. ou a simplificação do encaminhamento da linha. Reduzir a perda de carga na linha de sucção. A pressão de vapor acaba se cancelando. verificando se o filtro da sucção está sujo ou se alguma válvula está parcialmente fechada. 7. Quando a bomba succiona de um vaso fechado. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 217 . nesse caso. alterar o valor de controle (set point). Verificar a possibilidade de aumentar o nível do líquido no vaso de sucção. Avaliar se o aumento do diâmetro da linha de sucção. que possui 12% de Cr. por ordem de facilidade. Portanto. O melhor meio de aumentar o NPSH disponível é aumentar a altura da coluna de líquido (nível do vaso). mas depois ela é subtraída para obter o NPSH disponível. Verificar com o fabricante da bomba se existe outro modelo de impelidor que atende a necessidade do processo e com NPSH requerido mais baixo para essa carcaça. Elevar o vaso de sucção ou rebaixar a bomba. com a conseqüente redução da perda de carga. desde que as condições demandadas pelo processo (antes e depois da bomba) o permitam. o NPSH disponível para uma determinada vazão irá depender apenas do nível da coluna do líquido e da perda de carga entre o vaso e a bomba. Alterar o material do impelidor para aço inoxidável.Pense e Anote Os meios de tirar uma bomba da condição de cavitação. bastando. ou a eliminação de acessórios instalados nela. são: 1. 2. uma vez que a ela é somada para aumentar a pressão na sucção Ps. 6. em que temos equilíbrio entre as fases líquidas e de vapor (ver Figura 126). 4. Resfriar o líquido (reduz a pressão de vapor). 9. Essa solução tenta atenuar o efeito da cavitação. Alguns sistemas possuem controle de nível nesse vaso. aumentando apenas o tempo de falha do impelidor. 3. trará o ganho necessário para evitar a cavitação. É usada para conviver com o problema.

vamos ao passo seguinte. conseqüentemente. A ROTAÇÃO ESTÁ CORRETA? Sabemos que a vazão varia diretamente com a rotação e a AMT com o seu quadrado. Portanto. se a rotação estiver mais baixa. ✔A bomba pode não ter sido completamente cheia de líquido (escorva✔Entrada de ar pelas juntas da linha de sucção ou pelas gaxetas (somen✔A submersão da linha de sucção pode ser pequena. mação de vórtice e. nesse caso. passamos ao seguinte questionamento: A BOMBA ESTÁ ESCORVADA? A verificação pode ser feita com a bomba em funcionamento. A solução. permitindo a for✔O líquido contém quantidade excessiva de gases dissolvidos. que está exigindo maior potência ou do acionador. te no caso de bomba com pressão negativa na sucção). Se vapores saírem. que apresenta alguma deficiência. Caso não consigamos devido ao fato de a potência do acionador já ser a máxima. temos de diagnosticar se o problema é da bomba.FIGURA 126 PRESSÃO DE VAPOR E NPSH Pense e Anote Pvap Altura da coluna do líquido h Ps Ps = P vapor + P col líq – perdas de carga NPSHdisp = Ps + Patm – Pvap + V2 +h 2g Caso a bomba não esteja cavitando. o que reduzirá seu desempenho. 218 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . entrada de ar ou de gases. As razões para isso podem ser: da) antes da partida. é sinal de que não temos apenas líquido no interior da bomba. é ajustar a rotação. Podemos abrir um pouco o vent da carcaça. Se tudo estiver correto. a bomba pode não atender ao processo.

com o impelidor e/ou a carcaça desgastada. reduzindo a AMT. e afeta negativamente o desempenho da bomba. maior a viscosidade. Baixa rotação só ocorre em turbinas a vapor. exigindo da bomba para a mesma vazão AMT maior. Podem também ser usados freqüencímetros de lâminas (tacômetros de Frahm). ainda. Grande parte das bombas usadas em refiPETROBRAS ABASTECIMENTO for reduzido. devido a um pequeno aumento da carga. ela poderá não atender às necessidades do processo. O PRODUTO ESTÁ COM SUAS ESPECIFICAÇÕES CORRETAS? O aumento de viscosidade atua de dois modos negativos no desempenho da bomba: aumenta a perda de carga nas linhas de sucção e de descarga. Dependendo dessa alteração. temos alteração das pressões e da potência. A AMT (head) fornecida pela bomba centrífuga para uma determinada vazão é sempre a mesma. portanto. nas buchas entre estágios ou. irão atuar o sistema de proteção por alta corrente elétrica ou queimarão. motores de combustão interna. a pressão Manutenção e Reparo de Bombas 219 Pense e Anote . a vazão e o rendimento. Quanto maior a viscosidade. Se não tiverem potência suficiente para trabalhar na rotação especificada. saber a vazão e a AMT da bomba e dispor de sua curva para essa verificação. Portanto. Na prática.A rotação pode ser medida por meio de tacômetros com fita de reflexão ou por meio de aparelhos de vibração que possuam filtros de freqüências. essas variações de densidade costumam ser pequenas. Ocorrendo modificação do peso específico ( ). A viscosidade também altera a curva da bomba. A alteração da temperatura de bombeamento é uma das principais responsáveis pela alteração da viscosidade. Se o peso específico também será reduzida na mesma proporção. podemos verificar se está trabalhando sobre sua curva original. A potência também irá variar diretamente com o peso específico. para um mesmo produto. muito empregadas nas turbinas mais antigas. A BOMBA ESTÁ OPERANDO EM UM PONTO DA SUA CURVA DE AMT X VAZÃO? De posse da AMT e da vazão da bomba. a não ser em casos de grandes variações de temperaturas. Se a bomba estiver com folgas internas excessivas nos anéis de desgaste. A modificação da temperatura influencia também o peso específico (ou a densidade) do produto. ou próximo a ela. Motores elétricos comuns trabalham sempre na rotação especificada. ela terá seu desempenho alterado. ou com motores elétricos que possam ter sua rotação modificada. Necessitamos. não devemos desprezar sua importância no diagnóstico de problemas nas bombas que trabalham com líquidos viscosos. menor a vazão e a pressão de descarga numa bomba centrífuga. Quanto menor a temperatura.

Cuidados devem ser tomados com a duração do teste devido à possibilidade de vaporização do líquido bombeado. a rotação e as condições do produto (a densidade e a viscosidade). que pode servir para adaptar o manômetro. O problema então deve ser do sistema ou do líquido bombeado. Manômetros próximos de curvas ou de qualquer acidente. A AMT pode ser calculada simplificadamente com um manômetro na sucção e outro na descarga. a escorva. costuma ter um orifício de 1/4”. o que dificulta a medição. Quando não dispomos de indicação de vazão. o problema é da bomba. Se o desvio for pequeno. a bomba está boa. Caso o ponto levantado esteja fora da curva da bomba. corrigir os valores da pressão. estando todos dentro dos valores considerados normais. Caso ele não exista. é usual levantar a AMT com vazão nula (shutoff). É desejável ter uma válvula de bloqueio antes do manômetro. 220 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como válvulas. Anteriormente. podemos adaptar um dreno ou vent próximo da bomba. AMT = 10 x (Pd – Ps) AMT – Altura manométrica total em m Pd – Pressão de descarga em kg/cm2 Ps – Pressão próxima ao flange de sucção em kg/cm2 – Peso específico do líquido na temperatura de bombeamento em gf/cm3.narias tem medidor de vazão. ela necessita ser aberta para verificar internamente qual é o problema. Nessa região. analisar se é possível calcular a vazão pela variação do nível de um vaso ou tanque na sucção Pense e Anote ou na descarga. Se os manômetros estiverem muito afastados da linha de centro da bomba. normalmente no flange de sucção da bomba. Na maioria das vezes. Existe a possibilidade de obter a vazão por meio de medidores externos adaptados à linha. que pode servir para amortecer pulsações da pressão. Nesse caso. pelo roteiro. já verificamos o NPSH. valor que é numericamente igual à densidade Nem sempre a bomba dispõe de um manômetro na sucção. Comparamos o ponto de AMT levantado com o da curva da bomba para a mesma vazão. Em último caso. oscilam muito e falseiam as pressões lidas. costumam ocorrer pulsações.

trifásicos com grau de proteção IP55.90 0. usando uma proporcionalidade. a voltagem real.: 90% – usar 0.7 0.90 745. Os setores de elétrica possuem aparelhos que permitem esses levantamentos. podemos avaliar grosseiramente a sua potência. Esses valores variam conforme o fabricante e o tipo de motor.88 75% carga 100% carga 50% carga 90. medindo a sua corrente e comparando-a com a da plaqueta.86 0.4 90.5 91. TABELA 27 RENDIMENTO E FATOR DE POTÊNCIA DOS MOTORES ELÉTRICOS Potência (cv) 50% carga 25 50 75 100 150 89. teremos de obter.88 0.550rpm).1 91.82 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 221 Pense e Anote .90 0.85 0. os valores são válidos para 440V também.3 92.90 0.1 91.88 0. Quando a bomba é acionada por motor elétrico.85 0.85 0.88 0. Caso queiramos saber a potência do motor elétrico com mais precisão.7 – Fator de conversão de Watt para hp Segue uma tabela de motores da WEG com exemplos de alguns valores de rendimento e FP para motores de 2 pólos e 60Hz (~3. além da corrente. Embora a tabela seja para 220V. com 220V.1 92. o fator de potência e o rendimento do motor. A potência fornecida por um motor elétrico é dada por: Pot = 3 x V x I x x FP 745.78 0.5 89 89 90 89 Rendimento % Fator de potência (cos ) 75% carga 100% carga 0.5 92. Ex.91 0. O rendimento do motor tem de ser tirado de uma tabela ou de uma curva do fabricante.86 0. o erro será pequeno.2 92. Se a corrente estiver acima de 80% da nominal do motor.7 Para sistemas trifásicos Pot V I FP – Potência em hp – Voltagem em V – Corrente em A – Fator de potência – Rendimento do motor.5 93.VERIFICAR SE A POTÊNCIA ESTÁ SOBRE A CURVA Essa verificação é feita para complementar o diagnóstico.

é porque o rendimento dela caiu. Distância da periferia do impelidor para a lingüeta da voluta ou para difusor não adequada. a não ser que tenhamos a curva de potência x consumo de va- Pense e Anote por e a medição da vazão do vapor consumido. o API 610 recomenda: Pot < 30hp 25 < Pot < 75hp Pot > 75hp – – – 125% 115% 110% Se a bomba estiver consumindo mais potência para a vazão indicada. tentando aumentar a rotação. Essa afirmação só deve ser feita depois de eliminarmos as hipóteses anteriores. Impelidor com um canal obstruído (desbalanceamento hidráulico). Problemas de tensão provocada pelas linhas de sucção e descarga. está com algum problema interno. ou seja.Caso o acionador seja uma turbina a vapor. Base não grauteada adequadamente. determinando as freqüências envolvidas. Roçamento interno. Os acionadores costumam ter uma folga de potência em relação à necessária para a bomba. podemos realizar uma análise de vibração. Para verificar qual dessas causas ocasiona a vibração. Tubulação próxima à bomba não apoiada corretamente nos suportes. geralmente. Para motores elétricos. dificilmente dispomos desse dado. Desbalanceamento dinâmico do conjunto rotativo ou do acoplamento. é ocasionada por um dos seguintes fatores: Desalinhamento entre a bomba e o acionador. Mancal de deslizamento com folga alta. Vazão abaixo da de fluxo mínimo estável (recirculação interna). Folgas internas altas. Mancal de rolamento com desgaste. a avaliação da potência é mais difícil. No caso de turbina acionando bombas. “Pé manco” (apoio desigual) do motor ou da bomba. O que podemos verificar é se a potência máxima já foi atingida. Bombas que apresentam vibração e/ou ruído A vibração numa bomba centrífuga. 222 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Cavitação. Chumbadores da base soltos. Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente.

Pense e Anote
Desalinhamento entre a bomba e o acionador
É uma das principais causas da vibração, juntamente com o desbalanceamento. Para diagnosticar se o problema é de desalinhamento, levantar as freqüências da vibração. O desalinhamento pode causar vibração nas freqüências de 1N, 2N, 3N, 4N e 6N. As mais usuais são 1 e 2N, onde N é a freqüência de rotação. Quando a freqüência predominante é de 2N, a causa mais provável é desalinhamento. Testes efetuados em laboratório mostraram não ser verdadeira a afirmação de que desalinhamentos angulares se manifestam mais como vibração axial e de que desalinhamentos paralelos se manifestam mais como vibração radial. Esses testes também mostraram que desalinhamento vertical afeta a vibração horizontal e vice-versa. Esse estudo mostrou as seguintes freqüências como as mais prováveis para diagnosticar desalinhamentos em função do tipo de acoplamento:
TABELA 28

FREQÜÊNCIA DE VIBRAÇÃO PARA DIFERENTES TIPOS DE ACOPLAMENTOS
Tipo do acoplamento
Grade (Falk) Garras com elastômero (Lovejoy) Pneu (Ômega da Rexnord)

Resposta da vibração ao desalinhamento
Boa Boa

Melhor freqüência indicativa do desalinhamento
4N 3N

Boa na vertical Pobre na horizontal Pobre

2N 2N 6N

Engrenagem de borracha (Woods) Lâminas (Thomas)

Muito pobre

6N

N – rotação da máquina. Não foi realizado teste com acoplamento de engrenagens metálico.

A classificação de boa resposta à vibração significa que a amplitude de vibração aumentava com o aumento do desalinhamento angular, ou com o paralelo. O de melhor resposta foi o de grade, e o de pior resposta foi o de lâminas.

Desbalanceamento dinâmico
É uma das principais causas de vibração em equipamentos mecânicos. No desbalanceamento, a freqüência radial é de 1N porque a força centrífuga, responsável pela vibração, ocorre na freqüência de rotação. Quando essa vibração é muito alta, provoca também vibração axial, podendo
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

223

ser confundida com desalinhamento. O desbalanceamento dinâmico é causado por uma distribuição desigual de massa, oriunda de desgastes ou de roçamentos. Algumas vezes, um balanceamento realizado no campo no acoplamento pode reduzir a vibração, prolongando por algum tempo a vida da bomba, mas, na maioria das vezes, é necessário abrir a bomba para correção.

Pense e Anote

Tensão nos flanges da bomba provocada pelas linhas de sucção ou de descarga
Esse tipo de esforço nos flanges da bomba, quando elevados, provocam uma torção na carcaça, causando o desalinhamento entre os seus mancais. Quando exagerada, essa tensão pode até causar roçamento interno. O projeto da bomba em si, dos pedestais e das bases são os responsáveis pela limitação das deformações. A norma API 610 e os fabricantes das bombas fixam os valores dos esforços máximos que a tubulação pode transmitir para a bomba. A verificação da tensão pode ser feita com auxílio de dois relógios comparadores colocados no flange do acoplamento, um na vertical e outro na horizontal. Ver Figura 127. Zerar os relógios com os flanges soltos. Apertar o flange de sucção e anotar as leituras dos relógios. Tornar a zerar os relógios e repetir a operação de aperto no flange de descarga. O ideal é que no aperto de cada flange as leituras não ultrapassem 0,05mm.
FIGURA 127

MEDIDA DA TENSÃO DOS FLANGES

224

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Geralmente o problema maior costuma ser na tubulação de sucção por esta possuir um diâmetro maior do que o de descarga. A tensão ocasionada pelas tubulações em bombas que trabalham com produtos quentes é mais crítica do que a de serviço frio devido à dilatação das linhas ao se aquecerem.

Tubulação com suporte não apoiado
Quando a tubulação não está bem apoiada nos suportes próximos à bomba, poderá ocasionar tensão nos flanges da bomba e gerar vibração. Mesmo que o suporte esteja afastado da bomba, a linha pode vibrar e transmitir para a bomba. Nesses casos, a freqüência de vibração costuma ser bem baixa. A solução é inspecionar as linhas, verificando se elas estão encostando nos suportes. Nos suportes com molas, teremos de ver se eles estão com a mesma tensão que foi especificada no projeto.

Pé manco (apoio desigual)
Pé manco ocorre quando os pés de uma máquina não estão no mesmo plano e/ou as placas da base é que não estão no mesmo plano. Quando isso ocorre, ao apertar os parafusos de fixação, torcemos o pedestal da máquina, desalinhando-a. É mais freqüente aparecer em motores elétricos. Durante o alinhamento das máquinas, é usual sua verificação. Coloca-se um relógio comparador sobre o pedestal e compara-se a indicação do relógio com ele solto e apertado. A variação de leitura deve ser inferior a 0,05mm.

Pés do motor ou da bomba não apertados adequadamente
Não é muito comum, a não ser nos casos de vibração muito elevada que podem levar ao afrouxamento dos parafusos de fixação das máquinas. Pode ser verificado facilmente com auxílio de uma chave nos parafusos.

Chumbadores soltos
Os chumbadores soltos costumam ocorrer em bombas que ficam muito tempo submetidas a vibrações altas. Nesse caso, o chumbador pode se soltar da base. Se ocorrer, deve ser removido e reinstalado com auxílio de massa epóxi, que é apropriada para melhorar sua fixação. A vibração deve ser diagnosticada e corrigida para evitar a repetição do problema com o chumbador.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

225

Pense e Anote

Base inadequadamente grauteada
A importância do grauteamento bem feito é fundamental para o resul-

Pense e Anote

tado de baixas vibrações na bomba. Ele é o responsável por garantir a união da base metálica da bomba à base de concreto e pelo aumento da rigidez da base metálica. Como o bloco de concreto pesa cerca de 5 vezes mais que a bomba, é fácil perceber a redução de vibração para uma mesma força perturbadora que essa união pode provocar. Batendo-se com um pequeno martelo na base metálica, pode-se identificar se existem pontos vazios. A chapa no local do vazio deve receber dois furos nas suas extremidades, um deles para colocar a massa epóxi e o outro para sair o ar, mesmo que o graute original seja de cimento. Quando o graute está muito danificado, a base metálica deve ser removida e refeito o grauteamento. Existem cimentos próprios para graute, mas o epóxi é considerado superior, embora mais caro. A norma API 610 sugere a adoção de epóxi para grauteamento, no lugar de cimento, para melhorar a aderência entre a base metálica e a fundação.

Roçamento interno
O roçamento interno ocorre geralmente nas partes de menor folga, como anéis de desgaste e buchas. Pode ser ocasionado por má qualidade da centralização das peças (guias), tensões exageradas nos flanges, vibrações excessivas, uso de folgas inadequadas, ou por objetos estranhos no interior da bomba. As freqüências da vibração costumam ser diversas devido ao efeito da excitação das velocidades críticas. Nem sempre o ruído causado pelo roçamento é audível. Os roçamentos severos provocam desbalanceamento, o que somado com o aumento das folgas, que reduzem o efeito de sustentação, fazem com que a vibração cresça bastante. Como o roçamento causa aquecimento localizado, uma termografia da bomba pode indicar o local do roçamento se o mesmo for severo e próximo da carcaça.

Cavitação clássica
Ocorre quando temos o NPSH disponível inferior ao requerido. O ruído é característico (como se estivesse bombeando pedras). Costuma gerar vibrações altas juntamente com o ruído e oscilações nas pressões. A vibração aparece numa ampla faixa de freqüências. É usual excitar as freqüências naturais e diversas outras freqüências. Alguns autores afirmam que o espectro mostra uma ampla faixa próxima de 2.000Hz. Muitas vezes a cavitação clássica é confundida com recirculação interna, também uma forma de cavitação. Os manômetros, tanto de sucção quanto de descarga, ficam oscilando. Ver o item seguinte sobre fluxo mínimo.
226
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Fluxo abaixo do mínimo estável (recirculação interna)
Ocorre quando estamos trabalhando com vazões baixas. O fenômeno é muito parecido com a cavitação e com a entrada de gases. Um dos modos de distinguir qual dos problemas está ocorrendo é alterar a vazão em pelo menos 10%. AUMENTO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído diminuirão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído aumentarão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases.

REDUÇÃO DA VAZÃO DA BOMBA Se o problema for de fluxo mínimo, a vibração e o ruído aumentarão. Se o problema for de cavitação clássica, a vibração e o ruído diminuirão. Se não alterar a vibração e o ruído, o problema pode ser de entrada de gases. Ao tentar provocar a alteração de vazão para o teste, devemos ter certeza de que a vazão variou. Muitas vezes, ao atuar na válvula de descarga, fechando-a parcialmente para esse fim, a válvula de controle abre mais, mantendo a mesma vazão anterior. A recirculação interna gera vibrações na freqüência de passagem das pás e em baixas freqüências, em torno de 5Hz (300CPM). As freqüências naturais da bomba também são excitadas. De uma maneira geral, podemos dizer que a cavitação clássica é um fenômeno que aparece com altas vazões e a recirculação interna, com baixas vazões da bomba (embora existam bombas que com 75% da vazão do BEP já estejam recirculando). A solução para o problema de recirculação interna é aumentar a vazão. Existem válvulas denominadas “válvulas de fluxo mínimo” que garantem que a bomba sempre trabalhará acima dessa vazão crítica. Quando o sistema está com a vazão normal, o ramal de fluxo mínimo fica fechado (Figura 128). Se a vazão começar a cair, a ponto de causar problema de recirculação interna, a válvula abre uma passagem e começa a complementar a vazão do sistema (Figura 128B). Se o sistema não tiver vazão nenhuma, a válvula de fluxo mínimo irá abrir o suficiente para garantir a operação da bomba acima da vazão mínima, como pode ser verificado na Figura 128A.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

227

Pense e Anote

O mesmo ocorre quando a distância das pás para o difusor também é pequena. Quando surgir vibração com a freqüência igual ao número de pás do impelidor x rotação. Nas bombas ditas de alta energia (potência por estágio maior do que 300hp ou AMT maior do que 200m). é conveniente verificar se a folga radial é superior à mínima recomendada. quando passam muito próximas da lingüeta da voluta.FIGURA 128 VÁLVULA DE FLUXO MÍNIMO Pense e Anote Fluxo principal fechado Fluxo principal e recirculação Recirculação fechada A B C Distância mínima do impelidor As pás do impelidor. dada pela fórmula a seguir: FIGURA 129 FOLGA MÍNIMA EXTERNA DO IMPELIDOR COM A VOLUTA E COM O DIFUSOR R3 R3 R2 R2 228 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . geram um pulso que se transforma em vibração. esta vibração pode ser bastante acentuada.

Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 R2 Para bomba com voluta – folga mín.25% R2 160 160 Como estamos com mais de 6% de folga. não devemos ter problemas.550 = 17. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 229 .750/60 = 296CPS ou Hz ou 5N. ou raio interno do difusor. girando a 3.000 = = = 6. Dados: R3 = 160mm R2 = 300/2 = 150mm Folga mínima % = (R3 – R2) x 100 (160 – 150) x 100 1.750CPM = 17. Para aumentar a distância e solucionar o problema. R3 – Raio da voluta na região da lingüeta. uma bomba com impelidor de cinco pás. terá freqüência de vibração de: Freqüência de vibração = número de pás x rotação = = 5 x 3. O raio R3 nas bombas bipartidas e nas com difusor é fácil de ser medido. A redução do diâmetro do impelidor seria uma outra solução. fica fácil. Calcular se podemos ter problemas de freqüência de passagem das pás do impelidor. que possui a mesma linha de centro do eixo. > 3% PROBLEMA 12 Uma bomba com impelidor de 300mm trabalha com um raio de 160mm na lingüeta.Pense e Anote R2 – Raio da pá do impelidor (não é o raio das laterais do impelidor). Exemplificando.550rpm. Num torno. usinar internamente o difusor ou esmerilhar um pouco a lingüeta da voluta. > 6 % Para bomba com difusor – folga mín. Nas bombas OH é um pouco complicado porque temos de determinar a linha de centro do eixo da bomba na voluta. desde que não comprometesse o desempenho da bomba. basta centrar pela guia da carcaça.

pista externa. usar os valores recomendados no item Dados Práticos.A freqüência correspondente à passagem das pás ocorre também quando temos recirculação interna na descarga e cavitação clássica. gaiola ou esferas. Na falta da folga do fabricante. os rolamentos apresentam vibração cuja freqüência varia de acordo com a parte danificada: pista interna. menor a vibração da bomba. Quanto menor essa folga. Pense e Anote Folga alta do mancal de deslizamento Todo mancal de deslizamento possui uma folga mínima e uma máxima de projeto. o mancal deixa de cumprir sua função adequadamente. Os programas que acompanham os coletores de dados costumam disponibilizar estas freqüências. A folga mínima é para garantir uma vazão mínima de óleo necessária para retirar o calor gerado. Mancais de rolamentos com danos Quando estão danificados. permitindo que a bomba vibre. Quando ultrapassamos a folga máxima. FIGURA 130 ROLAMENTO DE CONTATO ANGULAR n – Número de esferas ou rolos Ângulo de contato Diâmetro da esfera (BD) fR – Rotação por segundo – Ângulo de contato da esfera BD – Diâmetro da esfera PD – Diâmetro do círculo das esferas Pitch Diâmetro (PD) As partes danificadas também podem ser identificadas pelas fórmulas: Defeito na pista externa f (Hz) = n BD fR (1 – cos ) 2 PD 230 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

Impelidor com canal obstruído Se o impelidor tiver um dos canais obstruídos. a visualização dessa obstrução pode ser difícil. uma vez que só irá aparecer quando estiver com líquido. aumentando em muito a vibração. mesmo quando o aumento das folgas é pequeno. seja pela entrada de algum corpo estranho que fique preso na sua entrada. ao girar. Quando os danos dos rolamentos já estão acentuados. essas partes deixam de funcionar como mancais auxiliares. Em impelidores pequenos. a vibração ocorre também na freqüência de rotação. Isso resultará em uma distribuição de massa irregular no impelidor (desbalanceamento dinâmico). dependendo do grau de obstrução. esse canal ficará parcial ou totalmente vazio de líquido. Folgas internas altas Quando os anéis de desgaste ou as buchas ficam com folgas altas.Defeito na pista interna f (Hz) = n BD fR (1 + cos ) 2 PD Defeito na esfera f (Hz) = n 2 fR [( 1– BD PD cos ) )] 2 Se o rolamento não for de contato angular. As bombas com dois estágios em balanço são bastante suscetíveis a esse tipo de vibração. passe um arame por dentro de cada canal. Neste caso. a verificação do balanceamento na balanceadora não resolverá o problema. seja por uma falha de fundição. Caso tenha dúvidas. causando vibrações elevadas na freqüência de 1N. Bombas que estão exigindo potência acima da esperada As causas mais freqüentes de bombas com potência acima da esperada estão listadas a seguir: PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 231 Pense e Anote . o ângulo é zero. ou examine-os com o auxílio de uma lanterna.

a vazão também deveria ter sido alterada com a rotação. não deverá ocorre exigência de potências excessivas. Aumento da rotação Só pode ocorrer no caso de acionadores de velocidade variável. aumentando a potência consumida para fornecimento de uma mesma vazão. 232 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Aumento do peso específico (densidade) A potência varia linearmente com a densidade (ou peso específico ). Anéis de desgaste ou buchas folgadas Com as folgas maiores. Nesse caso. Portanto. a bomba exigirá potência maior.Vazão mais elevada do que a de projeto A curva de potência de uma bomba centrífuga radial cresce com a vazão. ou de um estágio para outro nas bombas multi-estágios. teremos uma quantidade maior de líquido passando da descarga para a sucção.053= 1. uma variação de 5% na rotação aumenta em quase 16% a potência (1. elevando a potência consumida. e na de fluxo misto a potência tende a se estabilizar nas vazões mais altas. Aumento da viscosidade Com o aumento da viscosidade. Roçamento severo O atrito provocado pelo roçamento consome uma potência adicional. A potência varia com o cubo da rotação. Pense e Anote Portanto.16). Quando ocorre roçamento. Essa vazão adicional consome uma potência adicional. as vibrações ficam instáveis. Na bomba de fluxo axial a potência cai com a vazão. portanto. se a vazão estiver acima da especificada. o rendimento da bomba cai. Pot = QxHx 274 x Desgaste interno O desgaste do impelidor ou da carcaça reduz o rendimento da bomba.

Os rolamentos radiais de esferas com folga interna maior do que a normal reduzem a temperatura de trabalho da caixa de mancal. aquecendo-o mais. irá aumentar a geração de calor.Bombas que apresentam aquecimento no mancal As principais causas de aquecimento dos mancais são: ✔Rolamentos danificados. as esferas tendem a deslizar em vez de rolar. devido à sua folga maior. o óleo deve ser na quantidade adequada em função do sistema de lubrificação que está sendo usado. as esferas do rolamento passam a bombear uma quantidade maior de óleo. o óleo e os mancais aquecerão porque será retirado menos calor do que o gerado. Se o nível de óleo estiver alto. Quanto mais oxidado. aumentam ligeiramente a vibração. As razões anteriores são óbvias. Quando o rolamento trabalha sem carga ou com carga baixa. o tamanho das partículas de óleo garante a lubrificação. Por outro lado. ✔Carga demasiadamente baixa no rolamento. em 82ºC ou 40ºC acima da temperatura ambiente. A oxidação dá origem a lamas. ✔Quantidade de óleo insuficiente chegando aos mancais. ✔Linha de sucção não adequada no caso de bombas de dupla sucção. a temperatura dos mancais. com anel pescador ou com anel salpicador. Quanto maior a temperatura. ou do coefiba e do acionador. ✔Bomba operando com alta vibração. Isso provoca o rompimento do filme de óleo. ✔Desalinhamento entre os mancais da bomba. Se a quantidade de óleo que chega aos mancais for inadequada. Ver Figuras 120 e 121. A norma API 610 limita a temperatura do óleo lubrificante nos mancais. elevando. maior a sua vida. principalmente água. ✔Tolerâncias do eixo ou da caixa fora do recomendado. ✔Nível alto de óleo nos rolamentos. ✔Graxa em excesso na caixa de mancais. mais escuro o óleo. levando a esfera a ter contato com a pista. Quanto mais frio o óleo. conseqüentemente. gomas e vernizes. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 233 Pense e Anote . ciente de atrito. a temperatura máxima do óleo será de 70ºC. Quando a lubrificação é por névoa. ✔Óleo com viscosidade inadequada. ou axiais elevadas. Portanto. ou entre o eixo da bom✔Forças hidráulicas radiais. O aumento dos esforços. que irão gerar esforços axiais elevados (ver Figura 154). ✔Contaminantes no óleo. mais rápida a oxidação do óleo. Se a temperatura ambiente for de 30ºC. mas mesmo assim elas devem estar dosadas na quantidade adequada. o que aquece e encurta a vida do rolamento.

desde que seja o empuxo axial o responsável pelo aquecimento. se a luva prolongar-se além da sobreposta. As bombas de carcaça que operam com simples voluta e fora da vazão de projeto (BEP) também podem ter problemas de temperatura nos mancais devido ao aumento dos esforços radiais. as sedes se acomodam. o local mais comum de vazamento é pelas sedes. Bombas com vazamentos O vazamento. fica fácil sua determinação. O local mais comum de ocorrer vazamento do produto é pela selagem. é normal um pequeno vazamento. vazam um pouco e. Nos selos mecânicos. se visível. Na selagem por gaxetas. devem ter essa curva perpendicular ao eixo. raramente este volta a ficar estanque. caso tenham uma curva na tubulação de sucção próxima à bomba. trabalhando muito tempo sem evolução. embora menos comum. durante a partida. 234 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . a força centrífuga fará com que o líquido preferencialmente vá mais para o lado externo.Bombas que apresentam pressão elevada na sucção são sempre candidatas a elevados esforços axiais e. Esse vazamento serve para lubrificar e refrigerar as gaxetas. altas temperaturas Pense e Anote nos mancais. posteriormente. é facilmente identificado. o que provoca diferença de vazões em cada lado do impelidor. Temos também alguns selos que começam a vazar e estabilizam o vazamento. conseqüentemente. como ocorre nos selos tipo cartucho. afetando o balanceamento axial (Figura 145). temos de abrir o selo para reparo. Algumas vezes. ou o processo passa a trabalhar em condições mais favoráveis e o vazamento cessa. Quando o vazamento é entre a luva e o eixo. Quando o vazamento vai aumentando progressivamente. esse esforço axial é tão grande que dá para observar visualmente a movimentação de alguns milímetros do eixo da bomba. As bombas que utilizam impelidor com dupla sucção. Alterando o diâmetro dos anéis de desgaste. podemos reduzir o esforço axial e reduzir a temperatura. A exceção fica por conta de alguns produtos leves que. Se a curva ficar paralela ao eixo. Uma vez iniciado o vazamento do selo mecânico. Podemos também ter vazamento pela junta da carcaça. juntamente com seu mancal.

PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 235 . sempre que possível. facilitando um possível roçamento. A RPBC (Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão) recomenda os seguintes ajustes de montagem: TABELA 29 TOLERÂNCIAS RECOMENDADAS Local Acoplamento/eixo Impelidor/eixo Luva do eixo (selo)/eixo Luva espaçadora/eixo Rolamento/eixo Alojamento rolamento/rolamento Guia da carcaça/caixa de selagem Guia caixa selagem/caixa de mancais Anéis de desgaste do impelidor/carcaça Ajuste H7 / j6 H7 /g6 H7 / g6 H7 / g6 – / k6 H6 / – H7 / f7 H7 / f7 H6 / – As tolerâncias dos diâmetros internos são dadas por letras maiúsculas. e as do diâmetro externo por letras minúsculas. monte a caixa de selagem na caixa de mancais com o eixo na posição vertical. Montando na posição horizontal. as folgas das guias ficarão sempre do mesmo lado. Vale o mesmo para a montagem da carcaça.Pense e Anote Dados práticos Apresentamos a seguir algumas recomendações relativas à manutenção das bombas. Folgas e excentricidades permitidas Na montagem de uma bomba horizontal em balanço (OH1 e OH2).

>50 a 80 Máx. Mín. + 2 O diâmetro do eixo deverá ficar entre: 49. >180 a 250 Máx. Mín. >250 a 315 Máx. para k6: Diâmetros > 30 a 50mm temos Máx. + 18 e Mín. Mín. Mín.00mm 236 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Mín. >400 a 500 Máx.999 + 0. Mín.018 e 49.017 e Mín. Mín. >30 a 50 Máx. >315 a 400 Máx.002 ➜ Máx. >120 a 180 Máx.999 + 0.999mm de diâmetro interno? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre eixo/rolamento – k6. = 50. Da Tabela 30.TABELA 30 AJUSTES ISO UTILIZADOS EM BOMBAS – VALORES EM Diâmetro (mm) H6 Máx. >18 a 30 Máx. +11 0 +30 0 +16 0 +19 0 +22 0 +25 0 +29 0 +32 0 +36 0 +40 0 m k6 +12 +1 +15 +2 +18 +2 +21 +2 +25 +3 +28 +3 +33 +4 +36 +4 +40 +4 +45 +5 H7 +18 0 +21 0 +25 0 +30 0 +35 0 +40 0 +46 0 +52 0 +57 0 +63 0 f7 –16 –34 –20 –41 –25 –50 –30 –60 –36 –71 –43 –83 –50 –96 –56 –108 –62 –119 –68 –131 g6 –6 –17 –7 –20 –9 –25 –10 –29 –12 –34 –14 –39 –15 –44 –17 –49 –18 –54 –20 –60 h6 0 –11 0 –13 0 –16 0 –19 0 –22 0 –25 0 –29 0 –32 0 –36 0 –40 j6 +8 –3 +9 –4 +11 –5 +12 –7 +13 –9 +14 –11 +16 –13 +16 –16 +18 –18 +20 –20 m6 +18 +7 +21 +8 +25 +9 +30 +11 +35 +13 +40 +15 +46 +17 +52 +20 +57 +21 +63 +23 Pense e Anote >10 a 18 PROBLEMA 13 Que diâmetro devemos usar em um eixo com um rolamento de 49. >80 a 120 Máx. = 50. Mín. Mín. Mín.

Para bombas apoiadas entre mancais BB: TABELA 31 EXCENTRICIDADES LTI DE BOMBAS BB RECOMENDADAS PELO API Fator de flexibilidade F = L 4/D 2 em mm2 Excentricidade do eixo permitida LTI Componente no eixo com Excentricidade das peças LTI m m Folga 90 >1 .030mm A norma API 610 recomenda as seguintes excentricidades (runout) para bombas centrífugas: 1.000 a 75.9 x 109) as excentricidades de 0. A excentricidade das peças é para o cubo do impelidor.05mm. + 30 e Mín. D em mm – é o diâmetro do eixo na região do impelidor da bomba BB.PROBLEMA 14 Que valor devemos adotar para diâmetro interno da luva se o eixo possui 75mm diâmetro? Pela Tabela 29 – ajuste recomendado entre “luva do eixo/eixo” é de H7/g6 Da Tabela 30.9 x 109 40 Interferência 60 Folga 75 1 . para o tambor de balanceamento e para as luvas.9 x 10 9 25 Interferência 50 L em mm – é a distância entre os mancais das bombas BB.05mm para peças montadas no eixo com interferência e 0. Os fabricantes de selos mecânicos recomendam que a leitura total indicada (LTI) do relógio sobre a luva do selo seja inferior a 0.075mm para peças montadas com folga PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 237 Pense e Anote . para H7: Diâmetros > 50 a 80mm Máx. O API permite para bombas BB com eixos rígidos (F < 1. 0 ➜ 75.

1 m/mm ou 13 m 238 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o API recomenda que a excentricidade máxima seja de 40 m por metro de comprimento do eixo até o máximo de 80 m de LTI. valendo o que for maior.025mm LTI máx.9 x 109 D2 60 2 3. ou com 13 m. 0.05mm 2. Fator de L4 1. em relação ao eixo Concentricidade entre eixo e a guia do suporte do acionador Excentricidade máxima com o rotor girando livremente Passeio axial máximo Perpendicularismo do eixo com cubo do acoplamento (vale o maior dos dois) máx. A face do acoplamento das bombas verticalmente suspensas deve ficar perpendicular ao eixo com 0.025mm Peças < 0. da VS-1 até a VS-7.0625 12 flexibilidade = = = = 1. 0.1 m /mm de diâmetro da face.406 x 109 < 1.PROBLEMA 15 Qual deve ser a excentricidade máxima recomendada pelo API para um Pense e Anote conjunto rotativo de uma bomba tipo BB cujas peças são montadas com interferência? O eixo é de 60mm de diâmetro e tem a distância entre mancais de 1.025mm LTI máx. Planicidade da face de apoio do acionador e perpendicularidade 2.100mm LTI máx. Para acionadores verticais a norma API recomenda: FIGURA 131 CONCENTRICIDADES. 0. 4. 5. 0.600 Coluna da direita da Tabela 31. EXCENTRICIDADES E PERPENDICULARIDADES DO ACIONADOR VERTICAL LTI – Leitura total indicada 1 2 3 4 5 1. 3. Para o eixo das bombas verticais. Para montagem com interferência.500mm. a excentricidade máxima é de Eixo < 0.125mm LTI 0.500 4 5.

medir em 2. Se for guiada internamente.3.125mm 3 Perpendicularidade da face LTI < 0.125mm Se a sobreposta for guiada externamente. medir em 1. Para todas as bombas na caixa de selagem FIGURA 132 CONCENTRICIDADE E PERPENDICULARIDADE DA CAIXA DE SELAGEM 1 Concentricidade diâmetro externo LTI < 0.125mm 2 Concentricidade diâmetro interno LTI < 0. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 239 Pense e Anote .

devem ser perpendiculares ao eixo e com um raio de concordância menor do que o do rolamento para garantir que ocorra o encosto no ressalto. que permita a aplicação de dispositivos extratores dos rolamentos. Os catálogos dos rolamentos publicam os raios e as alturas dos ressaltos recomendados para os eixos. no qual os rolamentos se apóiam. como os usados em máquinas de balanceamento.07mm As concentricidades e os empenos dos eixos devem ser limitados aos valores anteriormente mencionados.05mm Passeio radial 8 6 Passeio 7 axial 5 5 = 0.01 a 0.07mm 3 = 0. FIGURA 133 Pense e Anote EXCENTRICIDADE E FOLGAS MÁXIMAS USADAS NA RPBC PARA BOMBAS OH 1 2 4 3 1 = 0.05mm 4 = 0. O melhor modo de verificá-los é colocar o rotor apoiado pela região dos mancais em blocos em V ou sobre roletes.07mm 2 = 0.10mm 8 = 0.A RPBC utiliza as folgas e excentricidades da Figura 133 para bombas OH. O torno não é um bom lugar devido ao problema de centralização.03mm 6 = 0. A altura desse ressalto deve se situar entre um mínimo para dar uma boa área de apoio ao rolamento e um máximo. 240 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Os ressaltos do eixo.03mm 7 = 0.

o que for maior. Balanceamento O API 610 – 9a edição recomenda balancear os componentes (impelidor.000 x G x M NxR desbalanceamento (g) = G – Grau de balanceamento M – Massa da peça em kg N – Rotação em rpm R – Raio de correção da massa em mm PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 241 .5 da ISO 1940-1 ou com desbalanceamento residual de 7gmm.5 vez a pressão de projeto. ra r mín. r mín.Pense e Anote FIGURA 134 REGIÃO DO ENCOSTO DOS ROLAMENTOS NO EIXO Pista externa do rolamento Eixo ra < r h r mín. Os valores do desbalanceamento residual podem ser calculados por: 10. A pressão de projeto da carcaça pode ser obtida na folha de dados da bomba. Verificar se a classe de pressão do flange de sucção pode ser submetida a essa pressão de teste. A pressão de trabalho não é considerada para esses casos. h r mín. b rg rg < r t Eixo usinado Eixo retificado Teste hidrostático Quando a carcaça ou a caixa de selagem necessitarem de teste hidrostático para confirmar sua resistência. ele deve ser realizado com 1. tambor de balanceamento. indutor de NPSH e partes rotativas maiores) com grau 2.

000 x G x M 10.800rpm e cujo diâmetro é de 200mm? Pense e Anote M – 10kg G – 2. A norma API 610 recomenda balancear em dois planos as peças cuja relação entre o diâmetro e a largura seja menor do que 6.800rpm D – 200mm R – D = 200 = 100mm 2 2 desbalanceamento (g) = 10.5 x 10 = = 1.000 x 2.800 x 100 1.PROBLEMA 16 Que desbalanceamento residual pode ser admitido para um impelidor com massa de 10kg que trabalha com 1.4 grama na periferia do impelidor.388 NxR 1. As peças com a relação maior ou igual a 6 podem ser balanceadas em um plano apenas.5 pelo API N – 1. FIGURA 135 BALANCEAMENTO EM 1 OU 2 PLANOS B D D B D B B D Impelidor de simples sucção Impelidor de dupla sucção Colar de escora Tambor de balanceamento D B 6 Balancear em 1 plano D B 6 Balancear em 2 planos 242 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .4 g O desbalanceamento admissível seria de 1.

normalmente o desbalanceamento no seu plano é devido à não-compensação dos rasgos de chavetas do eixo e do cubo do acoplamento.0 não é repetitivo se o conjunto rotativo for desmontado após o balanceamento para montagem. se necessitar ser substituído no campo. ocasionando um relaxamento de tensões.800rpm e com peças montadas com folga. Como o cubo do acoplamento é uma peça simétrica. onde normalmente são colocados 3 ou 4 pingos de solda. o que gera deformações nas guias. a bomba ficará desbalanceada.5 Bombas abaixo de 3. ocorre um envelhecimento dos materiais fundidos. Isso porque. utilizando uma chaveta coroada (concordando com o eixo) na região externa ao cubo. usar: GRAU G-2. No balanceamento do conjunto rotativo. sendo resultado de medições não consistentes devido às deformações. Na maioria das vezes. evitar corrigir no acoplamento. Com o passar do tempo.0 Bombas acima de 3.800rpm ou acima de 3. que são usinados para “recuperar” a folga recomendada. essa correção é desnecessária. GRAU G-1. Guias A caixa de selagem é montada guiada na carcaça. É comum ver solicitações para recuperação dos diâmetros dessas guias.800rpm e com peças montadas com interferência. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 243 Pense e Anote . Portanto. tente ajustar a chaveta para que cubra o rasgo do eixo e do acoplamento adequadamente. O grau G-1.No balanceamento dos conjuntos rotativos.

a norma API 610 – 9a edição. Esses danos impedem o assentamento de tais superfícies posteriormente. é recomendável fazer um pequeno rebaixo em uma das superfícies.FIGURA 136 PARAFUSO QUEBRA-JUNTA Pense e Anote Carcaça Caixa de selagem Parafuso quebra-junta NÃO ADEQUADO CORRETO CORRETO Ao apertar o parafuso quebra-juntas para soltar as guias. Anéis de desgaste Usar preferencialmente nos anéis de desgaste as folgas recomendadas pelos fabricantes. Na falta delas. conforme mostrado na Figura 136. danificamos a superfície em que ocorre o encosto do parafuso. Para evitar esse problema. recomenda como folga mínima entre partes girantes os seguintes valores: 244 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .

99 80 até 89.55 0. Para materiais não metálicos (por exemplo.95 1.99 175 até 199.99 575 até 599.30 0.50 0.80 0. Essas folgas mostradas não são válidas para tambores de balanceamento ou componentes que trabalhem como mancais internos lubrificados pelo produto. caso das buchas das bombas verticais.001 D – Diâmetro do anel em mm.99 100 até 114. como o AISI 410 e AISI 420) e materiais similares com pouca tendência de agarramento (galling). bronze.83 0.99 200 até 224.43 0.75 0.99 350 até 374. como o AISI 304 e AISI 316) são materiais que apresentam alta tendência de agarramento.99 90 até 99. Para diâmetros superiores a 650mm.89 250 até 274. um dos anéis é não metálico e o outro de AISI 410/420 endurecido.33 0. PEEK).99 0. ou de PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 245 Pense e Anote .68 0.60 0.99 400 até 424. 2.28 0.85 0.38 0. Para ferro fundido.99 0.53 0.99 65 até 79.99 325 até 349.TABELA 32 FOLGAS MÍNIMAS DE TRABALHO Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) Diâmetro da parte rotativa no local da folga (mm) Folga mínima diametral (mm) < 50 50 até 64.35 0. Nesse tipo de aplicação.99 475 até 499. 3.25 0.99 625 até 649.99 525 até 549.78 0.65 0.58 300 até 324.89 125 até 149.12mm às folgas diametrais da tabela para materiais com alta tendência de agarramento e para todos os materiais trabalhando em temperatura acima de 260ºC.99 225 até 249.48 0.73 0.70 0. Acrescentar 0.99 500 até 524.89 275 até 299.95 + (D – 650) x 0. normalmente.99 425 até 449. aço inoxidável martensítico endurecido (série 400. com baixa ou nenhuma tendência de agarramento.99 550 até 574.99 115 até 124.90 0. Os aços inoxidáveis austeníticos (série 300.99 600 até 624. adotar a folga: Folga (mm) = 0.99 375 até 399.63 0. usar as folgas da tabela. os fornecedores poderão propor folgas inferiores às citadas na Tabela 32.40 0.88 0.99 450 até 474.45 0.99 150 até 174.

Nesse caso.5 a 2 vezes a folga citada pelo API. Temos também que folgas grandes aumentam a fuga de líquido da descarga para a sucção. Os materiais diferentes e os de alta dureza possuem menor tendência de agarramento. deixando o anel rotativo (o do impelidor) com o material básico. Por causa dessa tendência. o que leva a um gasto maior de energia. Pense e Anote Galling é a tendência que alguns materiais apresentam de agarramento (trancamento. PROBLEMA 17 Calcular a folga mínima do anel de desgaste de uma bomba que trabalha nas seguintes condições: Diâmetro do anel na área de contato – 300mm Material – AISI 316 sem revestimento Temperatura – 300ºC Da Tabela 32.8mm na superfície que eventualmente possa ter contato. O ideal é revestir a superfície do anel estacionário por ser o mais difícil de substituir. ou pontos de solda. a folga com esse material costuma ser de 50% da folga mínima recomendada pelo API. Embora a norma API 610 considere essas folgas mínimas para separar as superfícies rotativas das estacionárias. A diferença de dureza entre as superfícies de contato deve ser no mínimo de 50BHN. De modo geral. quando os anéis de desgaste da bomba são de AISI 304 ou de AISI 316.60mm 246 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . como no caso das de dois estágios em balanço (OH). o dobro da folga pode levar a vibrações altas.AISI 316 revestido de material duro. ou Colmonoy com uma profundidade de 0. travamento) ao serem movimentados com contato entre suas superfícies. a estacionária e a rotativa. temos: Folga diametral = 0. Em alguns tipos de bomba. as folgas entre o tambor de balanceamento e de sua bucha costumam ter valores inferiores aos da tabela. A fixação do anel de desgaste pode ser por interferência com pinos de travamento. Stellite. tenham dureza superior a 400BHN. seguir a recomendação do fabricante. Se isso não for possível. a menos que ambas as superfícies. parafusos axiais ou radiais. A folga máxima admissível para os anéis de desgaste é normalmente de 1. é usual escolher um deles e fazer um revestimento de algum material endurecido como carbeto de tungstênio. aumentar as folgas para evitar o contato desses materiais.

portanto.12 + 0.12mm. usar o diâmetro médio do corte do diâmetro D (ver Figura 137 D e E). podemos desbastar o impelidor e ganhar em algumas características interessantes no funcionamento da bomba. FIGURA 137 CORTE DO DIÂMETRO DO IMPELIDOR D2 D1 D2 D1 D2 D1 Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás e discos Redução diâmetro pás A B C D2 D D1 D2 D D1 D= D1 + D2 2 Redução oblíqua das pás Redução oblíqua das pás D E PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 247 . Nesse caso. Nesse caso. o líquido que sai do impelidor fica guiado até a entrada da voluta. acrescentar 0. é usual adquirir os impelidores no seu diâmetro máximo.12mm. Alguns fabricantes utilizam o corte oblíquo do impelidor em bombas com difusor ou de dupla sucção. para efeito de cálculos. deixando intactas suas laterais (Figura 137 C). Com a utilização de uma ponta montada. ele deve ser mantido porque leva a uma maior estabilidade da curva da bomba.84mm Impelidor Para reduzir estoques. Como a temperatura de bombeamento é maior que 260ºC.60 + 0. são mostradas algumas recomendações básicas sobre o corte do impelidor. Assim. Nas bombas com difusor.12 = 0. ele deve ser total tanto nos discos como nas pás (Figura 137 A e B). pode ser necessário adequar seu diâmetro na hora da substituição. Nas bombas com carcaça em voluta. acrescentar 0. Quando o fabricante envia o rotor com esse tipo de corte. Na Figura 137. Folga final = 0.Pense e Anote Como o material AISI 316 sem revestimento tem tendência ao agarramento. não há ganho com esse tipo de corte. o corte do impelidor deve ser realizado somente nas pás.

Quanto mais lisas as superfícies internas do impelidor, maior o seu rendimento, o que pode ser obtido por meio do esmerilhamento das irregularidades da fundição nos impelidores de maior porte. Nos de tamanho reduzido, esse acabamento fica mais difícil pela falta de acesso.

Pense e Anote
Melhoria de desempenho da bomba
Por meio do esmerilhamento do impelidor, tornando-o mais liso, afinando suas paredes ou modificando o perfil da lingüeta da voluta, é possível obter ganhos de rendimento, de vazão e da AMT.
FIGURA 138

AUMENTO DE AMT POR MEIO DA REDUÇÃO DA ESPESSURA DA PÁ

Espessura normal Esmerilhar

Espessura original

Largura nova

Largura original de saída

Estreitamento máximo Deixar no mínimo 2mm

Aumento da área de saída do impelidor pelo estreitamento

Com estreitamento

AMT ou head e rendimento

Sem estreitamento

Ponto de maior eficiência (BEP)

Vazão

248

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

Para aumentar a AMT (pressão de descarga) em até 5%, podemos alargar a passagem de saída do impelidor por meio da redução da espessura das pás. Manter uma espessura mínima para evitar que a pá venha a quebrar. Junto com o aumento de AMT, a vazão e o rendimento da bomba aumentarão e o BEP será deslocado um pouco para a direita, conforme pode ser visto na Figura 138.
FIGURA 139

GANHO DE AMT E DE NPSH

Melhorar AMT

Melhorar NPSH

Arredondar e aumentar a área de entrada do impelidor Aguçar e dar bom acabamento à entrada das palhetas Remover as imperfeições de fundição Uniformizar a área entre as pás

FIGURA 140

GANHO DE VAZÃO E DE RENDIMENTO

MELHORAR A VAZÃO

MELHORAR A VAZÃO E O RENDIMENTO

Esmerilhar a lingüeta da carcaça

Esmerilhar a lingüeta da carcaça de ambos os lados

Esmerilhar internamente as paredes do impelidor

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

249

Pense e Anote

Anel pescador
É importante que seja fabricado com material que não solte limalhas, uma

Pense e Anote

vez que pode roçar lateralmente. Se estiver ovalizado, pode não girar com o eixo e prejudicar a lubrificação. Se o nível de óleo estiver muito alto, pode impedir a rotação do anel e, se estiver baixo, pode não arrastar a quantidade de óleo necessária para a lubrificação adequada do mancal. Devemos seguir a recomendação do fabricante. É comum as caixas de mancais com anel pescador possuírem sobre ele uma oleadeira ou um bujão roscado que, uma vez aberto, permite verificar se o anel está girando com o eixo. Devemos ter cuidado com equipamentos que ficam na reserva girando em baixa rotação, como no caso de turbinas a vapor e de bombas acionadas por elas, uma vez que, abaixo de 400/500rpm, geralmente, os anéis não giram, o que levaria à falha do mancal. Nesse caso, é interessante determinar a rotação mínima que garanta o giro do anel pescador, colocar cerca de 100rpm adicionais, fixando esta rotação como a mínima de operação.
FIGURA 141

ANEL PESCADOR DE ÓLEO

Mancais de rolamentos
Durante a montagem, se necessário, use um martelo macio (de bronze ou de uretano) para bater no eixo. Como a área de apoio de uma esfera é mínima, qualquer força exercida gerará uma pressão elevada (Pressão = Força/Área) e, como não temos lubrificação, marcará a pista do rolamento, abreviando sua vida consideravelmente.
250
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

O consultor Heinz Bloch costuma avaliar a qualidade da manutenção de uma unidade examinando as mossas nos acoplamentos e nas pontas de eixo. Quanto maior a quantidade de mossas, pior a qualidade.

A norma API 610 recomenda:

1. Os rolamentos de contato angular devem ter um ângulo de contato de
40º, ser montados aos pares, costas com costas (back to back) e possuir espaçadores de bronze usinado. Espaçadores não metálicos não devem ser usados. Os de aço prensado podem ser utilizados, desde que o usuário aceite.

2. Os rolamentos de esferas de uma carreira devem ser de pistas profundas, com folga interna maior do que a normal (grupo 3 – antigo C3). Os rolamentos de uma e de duas carreiras de esferas devem ser do tipo Conrad (sem rebaixo na pista para entrada das esferas). O rebaixo na pista permite montar uma quantidade maior de esferas e de diâmetros maiores, o que aumenta a capacidade de carga do rolamento. Em compensação, essa região do rebaixo é, geralmente, o local inicial do processo de falha. Como os rolamentos radiais das bombas não costumam ser limitantes, do ponto de vista de cargas, é preferível utilizar rolamentos sem rebaixo. O rolamento deve ser aquecido para sua montagem no eixo. Os métodos mais recomendados de aquecimento são por meio de uma chapa térmica ou do aquecimento por indução. O aquecimento por meio de banho de óleo possui alguns inconvenientes, como a oxidação do óleo usado no aquecimento e os pós que caem dentro do aquecedor, podendo vir a prejudicar a vida do rolamento. O rolamento é projetado para ter um ajuste entre as esferas e as pistas. Ao ser montado no eixo, geralmente com interferência, a folga é reduzida a um valor ideal para o seu funcionamento. Se a tolerância do diâmetro do eixo estiver no valor máximo e a da pista interna do rolamento estiver no valor mínimo, a interferência aumentará, reduzindo a folga interna, o que aumentará a temperatura de funcionamento. Quando os furos da caixa de mancais estão desalinhados, a folga interna do rolamento pode não ser suficiente para absorver o desalinhamento, o que levará as esferas a entrarem em contato com as pistas, desgastar o espaçador e gerar aquecimento.
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

251

Pense e Anote

FIGURA 142

MÉTODOS DE AQUECIMENTO DO ROLAMENTO

Pense e Anote

Chapa térmica

Aquecedor por indução

FIGURA 143

TIPOS DE MONTAGEM DE ROLAMENTOS DE CONTATO ANGULARES AOS PARES E COM AS DESIGNAÇÕES USADAS

Costa a costa Back to back Disposição O Disposição DB

Faca a face Face to face Disposição X Disposição DF

Em série Tandem Disposição DT

Quando resfriamos a caixa de mancal com câmaras de água sobre os rolamentos, podemos deformar a pista externa deles, reduzindo sua folga. Os especialistas recomendam resfriar o óleo e não a caixa. Devido aos motivos relacionados, a norma API 610 recomenda usar folga do Grupo 3, que é um pouco maior do que a normal para os rolamentos radiais (os de contato angular devem ter sua folga normal). As bombas horizontais do tipo API utilizam rolamentos de contato angular, projetados para serem montados aos pares, na disposição costa com costa. Esses rolamentos possuem as faces das pistas lapidadas
252
PETROBRAS ABASTECIMENTO

Manutenção e Reparo de Bombas

A areia penetra no metal patente e funciona como uma ferramenta de usinagem para o eixo. basta comparar sua espessura com uma escala na própria embalagem para saber a folga. Depois de deformado. Trata-se de um filamento plástico que.Pense e Anote de modo que. somente as pistas externas se tocam. ficando uma folga pequena entre as pistas internas.07 + 0. utilize uma rasquete. O melhor método de medição de folga nesse tipo de mancal é o com uso de Plastigage. ou como folgas radiais ou como diametrais. Nunca devemos passar lixa em mancais de deslizamento.001x D(mm) 0. Se necessitar remover alguma parte riscada ou danificada. As folgas diametrais são o dobro das radiais. Nessa condição. Esta folga só é eliminada com o aperto da porca do rolamento.001 x D (in) PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 253 . ao encostar um rolamento no outro. utilizar os seguintes valores: mm Folga diametral normal dos mancais = Folga máxima admissível = 1. ao ser deformado. adquire uma largura proporcional à folga.003 + 0.5 folga normal In 0. a folga das esferas nas pistas assume o valor ideal para suportar a carga axial e radial. FIGURA 144 FOLGA DO MANCAL DE DESLIZAMENTO Folga radial Folga diametral Quando a folga do fabricante não estiver disponível. Mancais de deslizamento As folgas dos mancais de deslizamento são fornecidas nos catálogos dos fabricantes.

as reduções devem ser excêntricas. 254 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . FIGURA 145 POSIÇÃO DA REDUÇÃO EXCÊNTRICA E DAS CURVAS NA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO A B C Plana no topo Plana na parte inferior Nas bombas com impelidor de dupla sucção. Por esse motivo. ou da parte de baixo da bomba. ela deve ser perpendicular ao eixo.001 x 80 = 0. conforme pode ser verificado nas Figuras 145A e 145B.22mm Tubulação de sucção A tubulação de sucção deve ser projetada para evitar pontos altos que possam acumular gases no seu interior. gerando um elevado empuxo axial.15 = 0.15mm Pense e Anote Folga máxima = 1. Caso a mesma venha reta.07 + 0. A posição do lado plano vai depender da orientação da tubulação de sucção. o lado plano deve ficar para cima. o lado plano deve ficar na parte inferior. Caso a tubulação venha de cima. causando problemas no bombeamento.5 x 0. caso tenhamos uma curva próxima à bomba. o que prejudica o fluxo do líquido. teremos fluxo preferencial para um dos lados do impelidor devido à força centrífuga na curva (ver Figura 145C). A bolha acumulada também pode soltar-se repentinamente. o que leva à falha prematura do mancal. Se for paralela.EXEMPLO Eixo com 80mm de diâmetro: Folga diametral normal = 0. a tubulação de sucção deve sempre ser ascendente ou descendente. Pelo mesmo motivo citado.

A Figura 146 mostra uma posição da válvula que poderá induzir fluxo preferencial para um dos lados do impelidor. Caso não exista espaço. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 255 Pense e Anote . Assim. girar a válvula de 90º de modo que sua haste fique perpendicular ao eixo. gerando empuxo axial alto. as perturbações do fluxo serão igualmente divididas para os dois lados do impelidor. a válvula na linha de entrada deve ficar afastada mais do que 7D do flange da bomba.FIGURA 146 POSIÇÃO ERRADA DE VÁLVULA NA SUCÇÃO PARA IMPELIDOR DE DUPLA SUCÇÃO L 7D D Zona de vórtices Em bombas com impelidores de dupla sucção.

Os nomes dessas bombas. pistão. deslocam esse volume até a descarga e. por razões de segurança. de deslocamento positivo ou volumétrica. Quanto maior a resistência ao escoamento na linha de descarga. deve ser instalada antes de qualquer outra válvula na descarga. ou seja. externamente à bomba. a vazão é constante. Por esse motivo. não depende do sistema. Se a bomba estiver em bom estado. o volume de líquido empurrado para a descarga é sempre o mesmo. diafragma ou pela rotação de uma peça.Bombas de deslocamento positivo ou volumétricas volume de líquido numa câmara na sucção. PETROBRAS ABASTECIMENTO A s bombas de deslocamento positivo trabalham aprisionando um Manutenção e Reparo de Bombas 257 Pense e Anote . maior a pressão. Ocorrendo uma restrição grande na descarga. Essa válvula de alívio pode fazer parte do projeto da bomba. Nas bombas de deslocamento positivo. Já na bomba de deslocamento positivo. são decorrentes desse seu modo de trabalhar. na operação da bomba de deslocamento positivo. essas bombas devem possuir uma válvula de alívio na descarga. para uma mesma rotação. já que a bomba volumétrica continuará a fornecer sua vazão. Nas bombas centrífugas. a pressão pode chegar a valores muito altos. tanto a vazão quanto a pressão de descarga são dadas pelo sistema juntamente com a bomba (ela trabalha no ponto de encontro da sua curva de AMT x vazão com a curva do sistema). nessa região. Ela pode aliviar para a sucção da bomba ou para um vaso (o que é melhor). esta fuga pode ser considerada desprezível. sendo interna. com as folgas adequadas. ou pode ser colocada na linha de descarga. a energia é cedida ao líquido pelo deslocamento de um êmbolo. evitando que a pressão ultrapasse a de projeto da bomba. empurrando o líquido para fora da bomba. Na realidade. a bomba é a responsável pela vazão e o sistema é o responsável pela pressão de descarga. reduzem o volume da câmara. Neste caso. Podemos afirmar então que. devido à fuga do líquido pelas folgas. ocorre uma ligeira queda de vazão com o aumento de pressão.

e é o sistema que comanda a pressão. as bombas de deslocamento positivo devem ser cheias de líquido antes de partir. ou o diferencial de pressão (diferença entre a pressão de descarga e a de sucção). de turbinas de recuperação hidráulica.TABELA 147 Pense e Anote POSIÇÃO DA VÁLVULA DE ALÍVIO EXTERNAMENTE A BOMBA E ANTES DE QUALQUER BLOQUEIO Válvula de segurança Bomba volumétrica Quando tratamos de bombas centrífugas. Como na bomba de deslocamento positivo isso não ocorre. A maioria das bombas de deslocamento positivo pode trabalhar como motores hidráulicos. para líquidos acima de 1. são sempre auto-escorvantes. ao contrário das bombas centrífugas. Nas bombas alternativas. As bombas centrífugas também se adaptam a esse tipo de trabalho. como a vazão varia ao longo do curso 258 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . aumentam a potência para o bombeamento.000SSU (200cSt). Existem também bombas centrífugas com um projeto especial de uma câmara de líquido junto da carcaça. As bombas de deslocamento positivo. que as tornam auto-escorvantes. sendo chamadas. Por isso. ou seja. são mais indicadas para esses casos. As bombas volumétricas. Devemos sempre ter o NPSH disponível maior do que o requerido. Para tal. deixando-o sair pela sucção da bomba. neste caso. as bombas centrífugas perdem muito em rendimento e. usamos por conveniência o termo AMT ou head em vez de pressão. conseguem bombear o ar do seu interior e criar um vazio que será preenchido pelo líquido. raramente são usadas bombas centrífugas. porque esse tipo de bomba fornece uma mesma AMT para qualquer fluido. por não serem afetadas pela viscosidade. conseqüentemente. evitando assim o desgaste que ocorre quando funcionam secas. basta que sejam alimentadas com líquido pressurizado pela descarga. Mesmo sendo autoescorvantes. não se usa AMT e sim a própria pressão. As bombas de deslocamento positivo podem sofrer problemas de vaporização na sucção. Com líquidos de viscosidade alta.

Nesse caso. responsável por deslocar o líquido. as de dois cilindros são as duplex. Cruzela 5. As que possuem um único cilindro são denominadas simplex. Existem disponíveis bombas de um cilindro ou com vários cilindros em paralelo. Anel de vedação 8 7 1 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 259 Pense e Anote . necessitam de um sistema biela/manivela para transformar o movimento rotativo em alternativo. ACIONADA POR SISTEMA DE BIELA/MANIVELA 9 6 10 5 4 3 2 1. devemos ter cuidado com a entrada de ar pelas juntas da tubulação de sucção. como um cilindro a vapor ou um diafragma com ar comprimido. Como muitas bombas de deslocamento positivo trabalham com pressões negativas na sucção. de um êmbolo ou de um diafragma. as de três são as triplex e as de cinco são as quintuplex. Bombas de pistão ou de êmbolo Uma bomba é dita de pistão quando possui uma peça (o pistão) que é fixada na haste. como um motor elétrico. o que leva a uma perda de desempenho. Pistão 9. Camisa 7. Eixo de manivela 3. a bomba de êmbolo é formada por uma única peça (a própria haste). Elas podem ser acionadas diretamente por um acionador de movimento linear. e de duplo efeito quando bombeiam nos dois sentidos. subtraindo-a. Essas bombas são ditas de simples efeito quando bombeiam apenas num dos sentidos do curso. Biela 4. temos de levar em conta no cálculo do NPSH disponível a parcela de energia correspondente à aceleração do líquido. Haste 6. Válvula 10. ou podem utilizar um acionador rotativo. Bombas alternativas As bombas alternativas fornecem a energia ao líquido por meio do deslocamento linear de um pistão. Cilindro 8. DE SIMPLES EFEITO. Carter 2.do pistão. FIGURA 148 BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÃO.

ACIONADA A VAPOR Pense e Anote Lado do vapor Válvula corrediça Lado do produto FIGURA 150 VÁLVULAS CORREDIÇAS DE DISTRIBUIÇÃO DE VAPOR Exaustão Câmara de entrada de vapor Válvula distribuidora de vapor Entrada de vapor Exaustão de vapor Pistão Sentido do movimento de êmbolo Exaustão Válvula distribuidora de vapor Exaustão de vapor Entrada de vapor Sentido do movimento de êmbolo Pistão 260 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas .FIGURA 149 BOMBA ALTERNATIVA SIMPLEX. DE DUPLO EFEITO.

Temos dois ciclos: admissão e descarga. A bomba. Vamos acompanhar o funcionamento pelas Figuras 149 e 150. comandada por um sistema de alavancas interligadas à haste da bomba. O pistão da bomba. levando junto o diafragma. Essa situação. leva a bomba a disparar. a válvula corrediça alimenta de vapor o lado esquerdo do cilindro e abre o lado direito para a exaustão. temos de controlar a quantidade de vapor admitida na bomba. que está interligado ao de vapor. maior o número de ciclos executados por minuto. Inicialmente. Quanto maior a vazão de vapor. O vácuo então formado na câmara abre a válvula de sucção e fecha a de descarga do produto. termina o ciclo de admissão e começa o de descarga. Bombas de diafragma As bombas de diafragma disponíveis podem ter diversas configurações. fazendo com que o pistão e a haste se desloquem para a direita. Vejamos o funcionamento da bomba de diafragma. em vez de líquido. fazendo a inversão das aberturas. o líquido vai enchendo a câmara da bomba. Tanto as válvulas de sucção quanto as válvulas de descarga trabalham com molas. Inicialmente. a válvula corrediça está na posição da figura da direita. O cilindro mostrado é de duplo efeito e trabalha nos dois sentidos. já que a quantidade de vapor fornecida será a mesma de quando a bomba estava com carga. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 261 . Um é o cilindro de vapor. a bomba tenderá a disparar. Com isso. ou seja. estará bombeando ar ou gases. lado esquerdo da Figura 151. A sua abertura é realizada pelo diferencial de pressão. Ao chegar ao final desse curso. torna a inverter o movimento. aspira o produto de um dos lados e empurra o produto pela válvula de descarga do outro. movendo-os solidários. e passa a admitir vapor do lado direito do cilindro e a fazer a exaustão no lado esquerdo. Devemos sempre garantir que esteja chegando líquido na admissão da bomba alternativa acionada a vapor. O outro é o cilindro do produto que será bombeado. podendo vir a quebrar a bomba. que é o acionador. o ar comprimido é admitido na parte inferior do pistão. o vapor gera um movimento contínuo alternativo. Ao chegar ao final do curso. geralmente. Se ocorrer falta de produto na sucção ou a sua vaporização. Para controlar a vazão na bomba acionada a vapor. Quando o pistão de vapor chega ao final do curso. O cilindro de vapor possui uma válvula corrediça de distribuição de vapor. ele inverte. com vibrações que acabam por afrouxar partes roscadas. À medida que o diafragma vai subindo. fazendo com que ele suba. maior a velocidade de deslocamento do pistão.Pense e Anote A bomba alternativa acionada a vapor possui dois cilindros em linha. o pistão irá mover-se para a esquerda. Esses cilindros possuem seus pistões interligados por hastes. os quais demandam bem menos potência. Assim. Ao atingir o ponto superior.

Para variar o curso. O diafragma começa a descer. O funcionamento da bomba é semelhante ao descrito anteriormente. e a outra é a do produto que será bombeado.Assim que o líquido parar de ser admitido. podemos modificar a vazão. arrastando com ele o pistão. O ar comprimido que era direcionado para o cilindro é desviado para a parte superior do diafragma. a esfera da válvula cai e bloqueia a sucção. mas existem outros modelos acionados por outros sistemas. abrindo a válvula de descarga e permitindo o escoamento do produto. Uma das câmaras é a acionadora. As bombas dosadoras costumam ser do tipo alternativa e utilizam êmbolo ou diafragma. como o de biela/manivela. Quando o diafragma chegar ao seu ponto inferior. 262 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . variando a rotação ou o curso do pistão. O líquido começa a ser pressurizado e a deslocar-se. termina o ciclo de descarga e tem início um novo ciclo de admissão. Quando a bomba é acionada pelo sistema de biela/manivela. modificamos o raio da manivela. Algumas bombas alternativas possuem dispositivos que permitem alterar a vazão. A bomba de diafragma descrita é acionada por um cilindro de ar. movida a ar comprimido. FIGURA 151 Pense e Anote BOMBAS DE DIAFRAGMA ACIONADAS POR PISTÃO E POR OUTRO DIAFRAGMA Bomba de diafragma A B Pistão Válvula de descarga Câmara Válvula de sucção Duplo diafragma A bomba de duplo diafragma possui duas câmaras com diafragmas interligados por uma haste.

Como toda bomba de deslocamento positivo. No caso real. é usual colocar um amortecedor de pulsação na linha de descarga da bomba alternativa. de bexiga ou de pistão. Esses amortecedores podem ser de diafragma. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 263 Pense e Anote . evitando assim que ocorra contaminação caso o diafragma venha a romper. maior esse vazamento e. quanto maior o número de cilindros. Se não tivéssemos as fugas. as rotativas também aprisionam o líquido em uma câmara na região de sucção e. empurram o líquido para a descarga. que trabalham com fluidos agressivos. quando está no início ou final do curso.Algumas bombas. A rotação visa apenas deslocar o líquido e não acelerá-lo. por meio de rotação. de modo que sempre temos um pequeno vazamento interno. é indispensável o uso de válvulas na entrada e na descarga da bomba. e mínima (zero). Variando a vazão. usam dois diafragmas em série com óleo entre eles. As bombas rotativas possuem folgas entre o elemento girante e o estacionário. menor a pulsação de pressão e de vazão. Nas alternativas puras. FIGURA 152 VAZÃO AO LONGO DO TEMPO DA BOMBA ALTERNATIVA Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de simples efeito Vazão Vazão da bomba alternativa simplex Tempo de duplo efeito Bombas rotativas As bombas rotativas fornecem energia ao líquido por meio de um elemento rotativo. Esse tipo de bomba não necessita de válvulas para o seu funcionamento. independente da pressão (caso teórico). a vazão seria sempre a mesma. Ela é máxima. a pressão também sofrerá variação. Para uma mesma rotação. quando o cilindro está no meio do curso. A vazão fornecida pelas bombas de deslocamento positivo é pulsante. quanto maior o diferencial de pressão da bomba ( P). um pouco menor a vazão fornecida ao sistema. Quando a pulsação puder trazer algum problema. conseqüentemente.

FIGURA 153 Pense e Anote VAZÃO X P PARA BOMBAS ROTATIVAS Vazamento interno P P Vazão Teórico Teórico Vazão Quanto maior a viscosidade do líquido bombeado. As de engrenagens internas podem ser com crescente ou sem crescente. Bomba de engrenagens As bombas de engrenagem podem ser de dois tipos: engrenagens internas e externas. Os principais tipos de bombas rotativas usadas são: de engrenagens (externas e internas). menor as fugas. FIGURA 154 BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS E INTERNAS 3 3 4 2 1 1 2 Engrenagens externas Engrenagens internas com crescente Engrenagens internas sem crescente 264 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . de fusos (1. o que aumenta ligeiramente a vazão da bomba. de palhetas e de lóbulos. 2 ou 3 fusos).

como também devem estar na carcaça ou no crescente. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS SEM CRESCENTE O bombeamento é similar ao de engrenagens externas.BOMBA DE ENGRENAGENS EXTERNAS Acompanhar o funcionamento pela Figura 154. Na bomba da Figura 156. Essa bomba possui engrenagens de sincronismo para acionar o fuso conduzido. Por isso. A engrenagem continuará girando e chegará à região 4. cada uma girando num sentido. impedindo o retorno do líquido para a sucção. levando-o para a região 2. O bombeamento é realizado por meio do volume de líquido aprisionado entre os fusos e a carcaça. possui um fuso motriz e dois conduzidos. os dentes se engrenam. Devido ao elevado número de dentes e à rotação. descarregam pelo centro da carcaça. As duas engrenagens. haverá perdas no volume bombeado. onde os dentes se engrenam. mostrada na Figura 155. as engrenagens aprisionam o líquido que está na entrada da bomba. as engrenagens têm de estar bem ajustadas entre si. No caso de três fusos. possui nos mancais do lado da sucção uma linha ligada à descarga. a entrada do líquido é realizada pelas duas extremidades. Ao girar. temos também um volume entre os fusos laterais e o central. Depois dele. do contrário. e a descarga ocorre pelo centro da bomba. Bomba de fusos ou de parafusos Essas bombas podem ter os fusos arrastados por um fuso motriz ou disporem de engrenagens de sincronismo. fica a região de sucção. a região de descarga. Neste caso. fazendo a vedação e impedindo o retorno do líquido bombeado. BOMBAS DE ENGRENAGENS INTERNAS COM CRESCENTE Ambas as engrenagens aprisionam os volumes entre seus dentes e o crescente. Como existe um diferencial de pressão nas faces dos fusos. há necessidade de um sistema de balanceamento axial. a vazão e a pressão fornecidas pelas bombas de engrenagens não são consideradas pulsantes. Podem succionar de um lado apenas ou dos dois lados. seja qual for a pressão reinante na descarga. Ao chegar à parte superior. Os dentes e as partes responsáveis pelo aprisionamento dos volumes não devem ter marcas nem arranhões. Antes do crescente. bombeiam simultaneamente. onde é liberado. A bomba de parafusos. o que equilibra o esforço axial nos fusos. Para ter um bom desempenho. região 1. À medida que o fuso PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 265 Pense e Anote . Esse volume de líquido bloqueado vai sendo levado pelo giro das engrenagens até chegar à região 3. entre dois dentes consecutivos e a carcaça.

logo. Os fusos se engrenam vedando e impedindo o retorno do Pense e Anote líquido. não temos pulsação de pressão. o líquido vai sendo deslocado axialmente. da sucção para a descarga. Algumas dessas bombas possuem uma válvula de alívio (segurança) interna.vai girando. FIGURA 155 BOMBA DE 3 FUSOS E DE SIMPLES SUCÇÃO Entrada Saída Eixo motriz Mancal externo Selagem Pistão de balanço Tampa do balanço Camisa dos rotores Câmara de empuxo ligada à descarga Fusos temperados FIGURA 156 BOMBA DE 2 FUSOS E DE DUPLA SUCÇÃO Fuso conduzido Mancal Saída Selagem Engrenagens de sincronismo Fuso motor Entrada 266 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . A vazão é contínua.

onde cabe um determinado volume. Como o rotor é montado excêntrico com a carcaça. bloqueia o líquido nessas câmaras. mantendo contato com a carcaça. o qual normalmente é construído de um material elástico. Com rotação alta. O rotor. aproximadamente de 6kg/cm2. O líquido fica preso nas cavidades entre o rotor e o estator e vai sendo deslocado pelo giro do rotor. obrigando o líquido a sair pela descarga da bomba. A pressão que esta bomba fornece não é muito alta. são expelidas. as pás consecutivas formam uma câmara com a carcaça. Quando se desejam pressões maiores. ao girar. da sucção para a descarga. Nesse rotor. possui um rotor que gira excentricamente com a carcaça. ficam alojadas diversas palhetas que. PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 267 . esse tipo de bomba não apresenta pulsação de vazão nem de pressão.Pense e Anote Bombas de palhetas A bomba de palhetas. pela força centrífuga ou por meio de molas. Devido à excentricidade do rotor. na sucção. Na região de sucção. FIGURA 157 BOMBAS DE PALHETAS Bomba de cavidade progressiva Essa bomba é constituída por um rotor e um estator. o volume da câmara fica praticamente nulo nessa região. como Buna N e Viton. deslocando-o até chegar à região da descarga. são utilizadas bombas em série. Figura 157. a carcaça possui um rebaixo para permitir a entrada do líquido.

3 E 5 LÓBULOS 268 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . aprisionam na sucção um volume de líquido entre seus lóbulos e a carcaça. FIGURA 159 BOMBAS COM 1. volume esse que é deslocado e liberado na descarga. fazendo a vedação. Existem bombas de um. Os rotores estão sempre em contato na parte central. dois. três e cinco lóbulos.FIGURA 158 BOMBA DE CAVIDADES PROGRESSIVAS Pense e Anote Rotor Selagem Estator Caixa de mancais Bomba de lóbulos As bombas de lóbulos possuem dois rotores que giram em sentido contrário dentro da carcaça. ao girarem. Pelo seu formato. 2.

que permite sua oscilação. FIGURA 161 ESQUEMA DA VARIAÇÃO DE VAZÃO DA BOMBA ALTERNATIVA DE PISTÕES AXIAIS Curso do pistão Curso zero Ângulo máximo significa curso máximo do pistão e máxima vazão Redução do ângulo significa curso reduzido e vazão reduzida PETROBRAS Ângulo zero significa curso zero (pistão não se move) e vazão nula ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 269 Pense e Anote . deslocando o líquido da sucção para a descarga. A única parte que entra em contato com o líquido é o tubo flexível. FIGURA 160 BOMBA PERISTÁLTICA Tubo em U flexível Excêntrico giratório Bombas de pistão rotativo As bombas de pistões axiais variam a vazão pela alteração da inclinação de um disco que aciona os pistões. O disco é montado sobre o eixo por meio de uma junta esférica. Um ou mais roletes giratórios ou excêntricos passam espremendo o tubo. não mostrado na figura. montado sob a forma de U.Bomba peristáltica Essa bomba é formada por um tubo flexível. maior o curso dos pistões. Quanto mais inclinado o disco. portanto. maior a vazão. Seu principal desgaste ocorre no tubo flexível. É uma bomba bastante simples e que não precisa de selagem.

DISPOSITIVO DE RETORNO COM MOLA Serve para empurrar a placa oscilante contra o pistão de ajuste. O eixo é assentado por intermédio de um rolamento na carcaça e de uma bucha no prato da válvula. PISTÕES Cada furo do bloco do cilindro comporta um pistão.FIGURA 162 BOMBA DE PISTÃO AXIAL COM AJUSTE DA VAZÃO Pense e Anote Prato da válvula Pistão de ajuste do curso Porta de enchimento Dispositivo de retorno com mola Saída Bucha Mola Entrada Bloco do Pistão cilindro Placa oscilante As principais partes da bomba de vazão variável de pistão axial são: BLOCO DO CILINDRO Peça que gira junto com o eixo e possui diversos furos em que se alojarão os pistões axiais. 270 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . Um lado do pistão é esférico e se conecta com a placa oscilante. PLACA OSCILANTE Ela pode oscilar em torno do eixo sobre uma junta esférica. Os pistões são articulados com essa placa. EIXO É acoplado ao bloco de cilindros por meio de estrias. É conectado ao eixo através de estrias.

Na Figura 163. Isso é feito por meio de um dispositivo de posicionamento angular da placa. À medida que o bloco de cilindros gira com o eixo. do número de pistões e do seu curso. As portas de entrada e de saída do líquido são arranjadas de tal modo que os pistões passam na entrada quando estão sendo recolhidos e passam na saída quando estão sendo empurrados. Batentes são providos para as posições de curso máximo e mínimo. na qual se localizam as conexões de entrada e saída do produto. mola e a caixa também fazem parte da bomba. Princípio de funcionamento O eixo.PRAT DA VÁLVUL VULA PRATO DA VÁLVULA VUL Peça estática. sapata da placa. Outros tipos de bombas rotativas de deslocamento positivo A variedade de bombas de deslocamento positivo rotativas é muito grande. os pistões fazem um movimento alternativo nos seus furos. FIGURA 163 BOMBAS DE PALHETA EXTERNA. juntamente com os pistões. O curso depende do ângulo de ajuste da placa oscilante. a placa oscilante e o bloco do cilindro. giram solidários. O volume deslocado depende do diâmetro. A variação do curso do pistão é possível pela mudança do ângulo da placa oscilante. DE PÁS FLEXÍVEIS E DE CAME COM PISTÃO Bomba de palheta externa Bomba de pás flexíveis Bomba com came e pistão PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 271 Pense e Anote . Junta esférica. mancal tipo bucha. A placa oscilante permanece com uma determinada inclinação ajustada e é livre girar no seu plano. O ângulo pode ser modificado manualmente por meio de um parafuso de ajuste ou de uma linha-piloto (linha pressurizada). mostramos alguns outros modelos que são utilizados.

com o giro. A palheta impede o retorno do líquido para a sucção. O líquido fica aprisionado entre a parte elítica e a câmara circular e. A bomba de pás flexíveis usa a deformação das pás para realizar o bombeamento. que é a Pense e Anote responsável pelo bombeamento. obrigando-o a sair pela descarga. O cilindro menor é guiado por uma haste cilíndrica (pistão) que trabalha numa bucha esférica. 272 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . juntamente com uma palheta que faz a vedação.A bomba de palheta externa possui uma peça rotativa elítica. A bomba de came e pistão funciona pelo movimento de um cilindro que gira excentricamente e em contato com um cilindro maior. vai sendo deslocado da sucção para a descarga.

Bombas centrífugas especiais racterísticas específicas. Entre estas temos: FIGURA 164 A lém das bombas centrífugas já citadas. existem algumas com ca- BOMBA AUTO-ESCORVANTE. SUBMERSA E TIPO “VORTEX” Auto-escovante Submersa Vortex PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas 273 Pense e Anote .

o líquido fica retido nessa câmara. Quando a bomba é desligada. não será necessário escorvá-la. Ao girar. Na próxima partida. Seu rendimento é baixo. que fica recuado em relação à descarga da bomba. É muito usada para esgotamentos de poços e de valas. 274 PETROBRAS ABASTECIMENTO Manutenção e Reparo de Bombas . o impelidor faz um turbilhonamento do líquido dentro da carcaça.Bomba auto-escorvante Essa bomba possui na frente de seu impelidor uma câmara com uma vál- Pense e Anote vula de retenção. Esse turbilhonamento provoca o arraste do líquido que está adjacente. Bomba submersa É uma bomba centrífuga tipo canned. É muito usada quando temos materiais em suspensão que poderiam obstruir o impelidor. Bomba tipo “vortex” Esse tipo de bomba possui um impelidor aberto. A maioria das vezes esse tipo de bomba é montado com mangueiras flexíveis.

Winterthur: 1989. SKF. fev.ed. W. Torino: 1990. Understanding pump cavitation. 1998. SULZER BROTHERS LTD. FALCO R. Catálogo 4000P Reg.ed. Washington: 2003. NELSON.. São Paulo: 2002. petrochemical and natural gas industries. MATTOS.Referências bibliográficas 0 AMERICAN PETROLEUM INSTITUTE. 47-6100-1990-09. de 1997. E. Centrifugal pumps handbook. E. Bombas industriais. PSI pump selection for industry. API 610: centrifugal pumps for petroleum. NSK Rolamentos . NSK. Chemical Processing. 2. E. 9. Nova York: [19 —] . Rio de Janeiro: Interciência. WORTHINGTON.Motion Control NSK.

capacitação e certificação de abastecimento M AURÍCIO L IMA Diretora de educação Elaboração Gerente de educação profissional Gerência de educação profissional ANDRÉA MARINHO F RANCO GETÚLIO V. DR UM MOND L UIS R OBERTO ARRUDA A NA P AULA DE B ARROS L EITE R ICARDO G OMES R ODRIGUES R OSEMARY LOM ELI NO DE SOUZA XAVIER R OSILENE F ERREIRA MENEZES Revisão técnico-metodológica E RNESTO F ERREIRA M ARTINS S ÉRGIO MOLINA M ICAELO Revisão gramatical Revisão editorial Projeto gráfico. programação visual e diagramação L OURDES S ETTE R ITA G ODOY I N -F ÓLIO – P RODUÇÃO EDITORIAL . GRÁFICA E P ROGRAMAÇÃO VISUAL .SENAI / RJ PRODUZIDO PELA DIRETORIA DE EDUCAÇÃO Coordenador de formação.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful