ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – Prof. Wendell Léo w.castellano@ig.com.

br INTRODUÇÃO Antes de falarmos sobre as características básicas das organizações modernas, precisamos primeiro entender o passado e as características das organizações que acabaram originando as novas tendências. Boa leitura e bons estudos. Conte sempre comigo. Abraço Prof. Wendell Léo – w.castellano@ig.com.br

A Administração Pública no Brasil evoluiu por intermedio dc três modelos/paradigmas: Modelo Patrimonialista, Modelo Burocrático e Modelo Gerencial. Em resumo: O Estado patrimonialista predominou no Brasil até a Década de 1930. No patrimonialismo, o aparelho estatal nada mais era que uma extensão do poder do soberano. • No final do Século XIX, começaram a ser difundidas as idéas weberianas de administração racional-legal, ou administração burocrática. • Na segunda metade do Século XX, mais precisamente em 1995, diante do ritmo acelerado que se imprimiu às relações sociais e econômicas, o então Presidente Fernando Henrique Cardoso consolidou o Estado gerencial com a Reforma da Gestão Pública ou Reforma Gerencial do Estado, por meio da publicação do Plano Diretor de Reforma do Estado. Esses modelos de gestão pública vêm sucedendo-se ao longo dos tempos, muitas vezes associados às mudanças na concepção e ideologia do Estado. As últimas décadas têm representado um ataque ao modelo de gestão pública. O esgotamento das soluções protagonizadas pela administração tradicional proporcionou as condições para o aparecimento de um novo modelo de gestão, a Nova Gestão Pública. A Nova Gestão Pública baseia-se na introdução de mecanismos de mercado e na adoção de ferramentas de gestão privada, na promoção de competição entre fornecedores de bens e serviços públicos, na expectativa da melhoria do serviço para o cidadão, no aumento da eficiência e na flexibilização da gestão. A Nova Gestão Pública convida novos atores a ser parte ativa de um Estado que se pretende menos intervencionista, mas que continue a regular funções importantes da vida social e econômica. Essas alterações, ao nível da Administração Central, acabaram por influenciar e condicionar a agenda da reforma e modernização administrativa dos governos locais. E relativamente a essa realidade que procuramos perceber como foram sentidas as alterações induzidas pela Nova Gestão Pública. Essa comunicação analisa as formas de prestação de serviços municipais de maneira a verificar o acolhimento das soluções reformistas sugeridas pela Nova Gestão Pública. A Nova Gestão Pública tem-se configurado em função dos processos de globalização da economia e de democratização nos países em desenvolvimento. A constituição de agências executivas e de regulação representa bem as tendências desse modelo. A nova administração ou gestão pública ou a “New Public Management (NPM)” pressupõe aplicar nas organizações públicas os modelos de gestão oriundos da iniciativa privada e os conceitos de administração estratégica focados nos negócios empresariais e nos princípios de empreendedorismo. Apesar do New Public Management (NPM) ter origem nos países anglo-saxônicos, a ideologia difundiu-se rspidamente por uma série de países levando ao abandono do sistema. Apesar da tendência ter sido a adoção de sistemas baseados na contratação individual, alguns países mantiveram os seus sistemas de emprego público assentes nos tradicionais regimes de emprego público. Em uma breve apreciação à evolução dos regimes de emprego público podemos concluir que os países que mais depressa aplicaram reformas administrativas baseadas no New Public Management são aqueles que hoje possuem um regime de emprego público baseado, predominantemente, na contratação individual ou posto. Nestes países, a avaliação do desempenho passou a ser o principal instrumento de gestão. A NPM pressupõe aplicar nas organizações públicas os modelos de gestão originalmente oriundos da iniciativa privada e dos conceitos de administração estratégica focada nos negócios empresariais e nos conceitos de empreendedorismo. Esse modelo para nova a gerência pública apresenta como características: • contextualizar o cidadão como um cliente em foco; • dar o sentido claro da missão da organização pública; • delegar autoridades; • substituir normas por incentivos; • elaborar orçamentos baseados em resultados; • expor operações do governo á concorrência; • procurar soluções de mercado e não apenas administrativas; e • medir o sucesso do governo pelo cidadão. Os princípios da NPM são: reestruturação, reengenharia, reinvenção, realinhamento e reconceituação; A NPM tem defendido que os gestores públicos devem se comportar como novos empresários e como empreendedores, mais dedicados e crescentes em posturas de privatização do governo, não emulando apenas as práticas mas também os valores dos negócios. Os proponentes da NPM desenvolveram seus amplos argumentos por contrastes com a velha administração pública (“old public administration”) em favor do “novo serviço público” onde o papel primário do servidor público é ajudar os cidadãos na articulação no encontro de seus interesses compartilhados no lugar de tentar controlar ou guiar sociedade. Como resultado, várias mudanças altamente positivas foram implementadas no setor público. A evolução do movimento da NPM acrescentou mais pressão nas burocracias para tornar as organizações públicas mais responsivas para os cidadãos como clientes participativos. Sem dúvida, é um avanço importante na contemporânea administração pública. História do NPM (New Public Management – Nova Gestão Pública) O movimento de implantação das burocracias no mundo ocidental (do final dos anos 1800 até a década de 1940) – baseado na idéia de racionalidade, de adequação dos meios aos fins, de eficiência – deu-se como reação à cultura patrimonialista vigente. Destaco, pelo menos, três importantes personagens: (I) o presidente norte-americano Woodrow Wilson que, em 1887, publicou o seu clássico Estudo da Administração, propondo iniciativas de estruturação da administração pública e defendendo uma rigorosa separação entre política e administração, para se afastar do spoils system, fonte da discricionariedade e da corrupção; (II) o engenheiro norte-americano Frederick Taylor –– um obcecado pelos cronômetros –– que, em 1911, ao exaltar a produtividade e a eficiência, “inventou” a administração científica, destacando a necessidade da busca da melhor maneira (“the one best way”) de realizar as tarefas; (III) o sociólogo alemão Max Weber que, ao estudar os tipos de sociedade e as formas de exercício da autoridade (tradicional e carismática),

desenvolveu, como alternativa, o modelo racional-legal (burocrático) a partir de seus atributos (impessoalidade, especialização, normatização, hierarquização, meritocracia etc.) e das funcionalidades decorrentes. Seguiu-se a era das reformas feitas para enfrentar as limitações do modelo burocrático (dos anos 40 ao início dos 80), em que foram introduzidas iniciativas de aperfeiçoamento via fortalecimento institucional (institution building), numa tentativa de vincular os meios aos fins – modernização administrativa –, em um contexto caracterizado pela expansão da atuação estatal. Alguns estudiosos (Robert Merton, Philip Selznick, Phillip Thompson), mesmo reconhecendo as virtudes do modelo concebido por Weber, observaram que as conseqüências imprevistas da ação humana produziam, muitas vezes, disfuncionalidades. É certo que uma organização deve ser impessoal, o mesmo valendo para outros atributos do modelo; mas a impessoalidade em excesso é tão disfuncional quanto a ausência deste atributo, pois provoca desmotivação. Os primeiros sinais da introdução de uma nova cultura baseada no empreendedorismo – inspirada em práticas da gestão empresarial – foi batizada de Nova Gestão Pública (NGP, dos anos 80 em diante). Este movimento – surgido no Reino Unido, no final dos anos 70 (mais precisamente em 1979, com a ascensão de Margareth Thatcher) – foi adotado nos Estados Unidos (sob Ronald Reagan), nos anos 80, e logo se expandiu pelo mundo anglo-saxão (Austrália, Nova Zelândia), atingindo, em seguida, vários países da Europa. Chegou, nos anos 90, à América Latina, primeiro no Chile e, a partir de 1995, no Brasil. Podemos analisar a emergência da NGP a partir do exame de alguns de seus princípios básicos, de seus modelos e, também, de alguns dilemas decorrentes de sua aplicação. Ramió (2001), ao examinar a utilização dos princípios no contexto latino-americano, fez uma interessante classificação, identificando duas correntes principais: a neo-empresarial e a neopública. No primeiro caso, adotar a NGP significava fundamentalmente imprimir na administração pública um estilo de gestão semelhante ao do setor privado, enquanto a segunda visão implicava reforçar o conceito de cidadania e os valores da coisa pública. No Brasil: A seguir, apresenta-se uma descrição sucinta das trajetórias. Reforma institucional A trajetória da reforma institucional compreende um conjunto de iniciativas de políticas de gestão pública voltadas para a melhoria da gestão, com ênfase no fortalecimento da capacidade da administração executiva central em formular e implementar políticas públicas, mediante a aplicação de modelos institucionais, abordagens de otimização organizacional (tais como gestão da qualidade etc.) e/ou processos dirigidos de transformação organizacional. Os principais resultados dessa trajetória são: o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, lançado pelo Ministério da Administração e Reforma do Estado –MARE em 1995; Emenda Constitucional 19, no que tange à incorporação do parágrafo 8° ao artigo 37 da CF que dispõe sobre ampliação da autonomia de gestão mediante contrato de gestão; as Leis 9.637 (Organizações Sociais) e 9.648/98 (Agências Executivas); e os Decretos 2.487 e 2.488 de 1998, sobre contratos de gestão e qualificação de Agências Executivas. Gestão de Atividades de Suporte A trajetória da gestão de atividades de suporte compreende um conjunto de políticas de gestão pública voltadas para a gestão dos recursos organizacionais, nomeadamente recursos humanos, logísticos e informacionais. Essa trajetória se destaca das demais porque encerra uma visão peculiar a respeito do problema objeto das intervenções, qual seja, a imperativa necessidade de reversão da tendência de crescimento inercial da folha de pagamento (em face do iminente estrangulamento fiscal), a precariedade de controles e informações efetivos sobre os recursos humanos e a precariedade de instrumentos e recursos para formulação e implementação das políticas públicas, como requisito e suporte à reforma institucional. Os principais resultados dessa trajetória são o próprio Plano Diretor, que elabora um diagnóstico do funcionalismo e dá o direcionamento das políticas de RH e TI, a Emenda Constitucional 19, que permite o regime jurídico múltiplo, a demissão por excesso de quadros ou insuficiência de desempenho e a política de reajustes diferenciados (pondo fim à isonomia salarial); e a MP 2.200/01, que regulamenta um item da política de TI, qual seja, a infra-estrutura de chaves públicas. Gestão estratégica A trajetória da gestão estratégica consiste em um conjunto de políticas de gestão pública voltadas para a prospecção e a formulação estratégica em âmbito nacional, no sentido de se configurar um plano de desenvolvimento, bem como para a gestão de programas governamentais, um conjunto de ações vinculadas à prévia definição de resultados que deveriam orientar a gestão pública. Os principais resultados são o Estudo dos Eixos, que elabora eixos de desenvolvimento a partir da identificação de agrupamentos (clusters) produtivos, a Lei 9.989/2000, que dispõe sobre o Plano Plurianual para o período 2000-2003, suas alterações e decretos regulamentadores. Aparato regulatório Essa trajetória compreende um conjunto de políticas de gestão pública voltadas para a construção de instituições regulatórias, incluindo-se a definição dos marcos regulatórios e a implementação das agências reguladoras. Os principais resultados estão relacionados às próprias agências criadas no período 1995-2002: Leis 9.782/99 (Anvisa), 9.961/00 (ANS), 9.427/96 (Aneel), 9.472/97 (Anatel), 9.478/97 (ANP), 9.984/00 (ANA), 10.233/01 (Antaq e ANTT) e MP 2.228/01 (Ancine). Gestão social Essa trajetória compreende um conjunto de políticas de gestão pública voltadas para a capacitação e a articulação de segmentos organizados da sociedade civil visando ao desenvolvimento de capacidades locais para a promoção do desenvolvimento sustentável e o provimento de bens públicos, mediante, inclusive, a parceria do poder público. Os principais resultados são o Decreto 1.366, de 12 de janeiro de 1995, que institui o Programa Comunidade Solidária, o Projeto Alvorada (Decreto 3.769/01) e a Lei 9.970/01, que institui a figura da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Gestão fiscal Essa trajetória é composta por uma série de políticas de gestão pública, notadamente nas áreas orçamentária, patrimonial e financeira, que se destinam, em última análise, à promoção do ajuste fiscal. Nesse sentido, essas políticas posicionam-se como apêndices da política econômica e, por essa razão, são dotadas de marcante centralidade no governo. Dentre os inúmeros resultados, que variam de medidas relacionadas à privatização, ao contingenciamento orçamentário e ao recolhimento de tributos, destaca-se a Lei Complementar 104/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal. Implicações para a ampliação do controle As políticas de gestão pública no período 1995-2002 afinam-se com o movimento da Nova Gestão Pública, portador de novas e mais abrangentes concepções sobre controle –fundamentalmente, destaca-se a introdução de mecanismos de controle de resultados, a partir dos quais o desempenho, tanto quanto a conformidade, deveriam ser objeto de avaliação sistemática e responsabilização. O que é a Nova Administração Pública? É um modelo de administração pública voltado para a eficiência, a eficácia e a efetividade do aparelho do Estado, com foco em resultados. A Nova Administração Pública1 ou “revolução gerencial” é um dos movimentos mais recorrentes e atualmente discutidos em todo o mundo, tendo surgido na segunda metade do século XX como alternativa para superar os problemas causados pelas chamadas buropatologias estatais associado à incapacidade de os governos atuarem com eficácia, eficiência e efetividade em determinados setores da economia.

Quais os modelos de gestão aplicados à Nova Administração Pública? Em trabalho de pesquisa tendo por base o Reino Unido, mas citando também a realidade de outros países, Ferlie et al. (1999, p. 2634) identificam quatro modelos de gestão, aplicados no contexto da Nova Administração Pública, denominados de: “impulso para eficiência”, “downsizing e descentralização”, “em busca da excelência” e “orientação para o serviço público”. Modelo 1: impulso para eficiência: É caracterizado pela implementação de métodos de controles rígidos, além de fortalecer a centralização do poder nos escalões superiores da administração. Destacam-se nesse modelo: • A visão orientada para o mercado e para o cliente, ou seja, para o cidadão. • A desregulamentação do mercado de trabalho, que consiste na redução do poder de auto-regulamentação das profissões e na adoção de contratos de trabalho temporários, de tempo parcial e com rotatividade dos ocupantes de cargos gerenciais, conjugados com o aumento de poder dos administradores generalistas no lugar dos especialistas. • A delegação de certo grau de poder, visando a uma administração mais empreendedora. • A centralização do poder no nível mais alto da organização. Modelo 2: downsizing e descentralização Prevêem: • A busca por maior flexibilidade organizacional. • O abandono do alto grau de padronização. • A obtenção de maior autonomia por parte das organizações públicas. • A descentralização da responsabilidade pela formulação da estratégia e do orçamento. • O incremento da terceirização e a divisão do quadro de pessoal entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. • A mudança da gestão hierárquica para a gestão baseada em projetos. Downsizing (em português: achatamento) é uma das técnicas da Administração contemporânea, que tem por objetivo a eliminação da burocracia corporativa desnecessária, pois ela é focada no centro da pirâmide hierárquica, isto é, na área de recursos humanos (RH). Trata-se de um projeto de racionalização planejado em todas as suas etapas, que deve estar consistente com a Planejamento estratégico do negócio e cuja meta global é construir uma organização o mais eficiente e capaz possível, privilegiando práticas que mantenham a organização mais enxuta possível. A curto prazo envolve demissões, achatamento da estrutura organizacional, reestruturação, redução de custos, e racionalização. A longo prazo revitaliza a empresa com a expansão do seu mercado, desenvolve melhores produtos e serviços, melhora a moral dos funcionários, moderniza a empresa e principalmente, a mantêm enxuta, de forma que a burocracia não venha a se instalar novamente, uma vez amenizadas as pressões. O downsizing requer um projeto de racionalização planejado e de acordo com a visão estratégica dos negócios, as metas globais da organização e a partir da definição clara de seus objetivos. O termo downsizing também é usado para definir uma situação onde sistemas originalmente hospedados em um computador de grande porte (mainframe) são adaptados para computadores de menor porte (mini/microcomputadores) e esse processo se dá em função da redução do porte da empresa ou do aumento da capacidade computacional dos computadores de menor custo. Objetivos O downsizing visa os seguintes objetivos: - Redução de custos; - Rapidez na tomada de decisão; - Resposta mais rápida às ações do concorrente; - Comunicação menos distorcida e mais rápida; - Manutenção da orientação para a ação com menos análise e paralisia; - Promoção das sinergias dentro da empresa; - Elevação da moral na gerência geral; - Criação do foco nas necessidades do cliente, e não nos procedimentos internos; - Aumento da produtividade dos gerentes. Etapas do projeto de downsizing Para atingir os objetivos seguem-se as seguintes etapas: - Planejamento; - Definição de metas; - Elaboração de princípios básicos; - Coleta de fatos; - Identificação de oportunidades; - Planejamento de melhorias; - Execução. O projeto de Downsizing envolve também: - Análise dos custos e da evolução de indicadores - Avaliação do valor agregado ao produto - Eliminação de posições e níveis hierárquicos - Simplificação da estrutura - Análise da viabilidade de terceirização de serviços - Reavaliaçao dos critérios de análise do desempenho pessoal Modelo 3: em busca da excelência Contempla os princípios da Escola de Relações Humanas da teoria administrativa, que enfatiza a importância da cultura organizacional, preocupa-se com a questão da mudança nas organizações e com a forma de administrá-la, bem como o papel dos valores, dos ritos e símbolos em se tratando de comportamento humano no trabalho (FERLIE et al. 1999). Esses autores classificam o modelo 3 em duas abordagens: ascendente e descendente. Na abordagem ascendente, são considerados como relevantes os seguintes aspectos: - Ênfase no desenvolvimento organizacional e na aprendizagem. - Reconhecimento da cultura organizacional como forma de adesão do empregado aos valores da organização. - A descentralização radical, com o desempenho julgado nos resultados. - A abordagem descendente considera importante: - Necessidade de mudança cultural por meio de programas gerenciados. - Formas carismáticas de liderança do topo para a base da organização. - Identificação de modelos carismáticos de papéis do setor privado no novo estilo do setor público. - Intensificação de programas de treinamento corporativo.

Posteriormente. Divisão do Trabalho.A garantia da participação e da responsabilidade. em vez de produzir. Certamente esse atacante seria penalizado por seu clube de futebol. Cabe aos gerentes criarem funcionários capazes de. . Imagine uma partida de futebol onde o atacante em determinado momento do jogo está na grande área do seu time enquanto o time adversãrio cobra um escanteio e esse atacante simplesmente não desvia uma bola adversária em direção ao gol e seu time perde a partida por 1 a 0. ocorrida entre países. ou "encarregado por essa informação foi levar a filha mais nova ao médico e só volta amanhã" e muitas outras maneiras de se fechar e proteger dentro das descrições de cargos. Historicamente. cada um de maneira autárquica. a produção deve basear-se na divisão do trabalho. uma organização empresarial consiste em um conjunto de encargos funcionais e hierárquicos. às circunstâncias sócio-econômicas da comunidade e à maneira de conceber a atividade empresarial.O desejo de alcançar a excelência nos serviços públicos. conseqüentemente. facilitando substituições de uns indivíduos por outros. em momentos emergenciais. . Modelo 4: orientação para o serviço público Esse modelo de gestão “representa a fusão das idéias de gestão dos setores público e privado” (FERLIE et al. independente de ser no sentido qualitativo quanto qualitativo. “devendo ser vistos como parte de um continuum que vai da racionalidade economicista e burocrática do modelo 1 à valorização da cidadania do modelo 4¨.O desenvolvimento de trabalho comunitário e outros relativos ao desenvolvimento da aprendizagem social. A estrutura orgânico deste conjunto de encargos está condicionada à natureza do ramo de atividade. que nada mais é do que a maneira pela qual um processo complexo pode ser decomposto em uma série de pequenas tarefas. Weber dentre outros . 2. Divisão do Trabalho O objetivo imediato e fundamental de todo e qualquer tipo de organização é a produção. . atribuindo a cada posto de trabalho tarefas simples e repetitivas que requeiram pouca experiência do executor e escassos conhecimentos prévios.A preocupação com a qualidade do serviço público. orientados para o objetivo econômico de produzir bens ou serviços. Desde os primórdios da Teoria Administrativa os pricipais autores .. aumentando o rendimento de produção. Alguns outros animais sociais também exibem uma divisão do trabalho. e o uso do trabalho especializado na linha de montagem. Especialização. valorizando a cidadania. mas tornou-se ainda mais sofisticada com o advento da agricultura e a surgimento da civilização. ao se associar e ao trocar. A divisão corresponde ao que fazer enquanto a especilização determina como fazer. O importante era que cada pessoa pudesse produzir o máximo de unidades dentro de um padrão aceitável.. a emergência de uma divisão do trabalho cada vez mais complexa está associada ao aumento do comércio. ao surgimento do capitalismo e à complexidade dos processos de industrialização. O procedimento de dividir o trabalho começou a ser praticado mais intensamente com o advento da Revolução Industrial. As principais características da organização formal são: 1. . Após a partida esse atacante respondendo aos questionamentos dos repórteres afirma que a divisão do trabalho que estava determinada a ele era fazer gols e ele fazia de várias maneiras. 1 – CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS Sob o ponto de vista formal. 3. incluindo as técnicas de gerenciamento para a qualidade total. . Fayol. com máxima vantagem. Em um certo estágio do desenvolvimento de suas comunidades. usar e acentuar. 2. a divisão do trabalho atingiu o nível de uma prática gerencial de bases científicas com os estudos de tempo e movimento associados ao Taylorismo. aos meios de trabalho. Especialização no sentido operacional. Essa divisão do trabalho foi iniciada ao nível dos operários com a Administração Científica no começo deste século. Entre os principais fatores que caracterizam esse modelo estão: . os indivíduos percebem que podem satisfazer melhor as suas necessidades ao se especializar. reduzem-se os períodos de aprendizagem. substituindo o artesanato. partindo-se do pressuposto de fazer cada vez melhor. considerando-a estratégica. Modernamente. descritos por Ferlie et al. (1999). Simplificando as tarefas. Tem como consequência o trabalho cooperativo em tarefas e papéis específicos e delimitados. p. como objeto de atenção da Administração Pública. Na história da espécie humana. Guimarães (2000) observa que os modelos da Nova Administração Pública.Fortalecimento da função de recursos humanos. onde cada um deve fazer as suas tarefas de maneira mais efeciente e eficaz possível. Para ser eficiente. . Agora por analogia quantas informações são negadas aos clientes internos e externos da empresa pelo simples fato de "esse não é meu setor". Distribuição da autoridade e da responsabilidade.A atenção nos valores e as opiniões do usuário. Ela corresponde à soma dos atributos de cada um na organização. tanto em termos fabris como organizacionais. 4. devida ao fato de que os seres humanos diferem uns dos outros quanto a suas habilidades inatas ou adquiridas. principalmente no fabrico maciço de grandes quantidades através do uso da máquina.O estabelecimento de uma missão organizacional como elemento norteador para a obtenção dessa excelência. Racionalismo. Especialização A especialização do trabalho proposta pela Administração Científica constitui uma maneira de aumentar a eficiência e de diminuir os custos de produção. 1. A questão é que a divisão do trabalho e a conseqüente especialização do operário acarreta efeitos colaterais sérios às organizações. provocando uma mudança radical no conceito de produção. aquilo que precisa consumir.Busca de estratégias de comunicação. . permitindo melhorias de métodos de incentivos no trabalho e. À semelhança dos indivíduos em sociedade.Taylor. objetivo que somente poderia ser atingido automatizando a atividade humana ao repetir a mesma tarefa várias vezes. as diversas sociedades humanas também se especializam. 33) por utilizar padrões de gestão bem-sucedidos do setor privado. A divisão do trabalho é uma característica fundamental das sociedades humanas. suprirem a falta de um indivíduo da organização. Dá-se o nome de divisão do trabalho à especialização de funções que permite a cada pessoa criar. 3.colocam como uns dos elementos imprescidíveis à gestão de empresas a Divisão do Trabalho e a Especialização. A conseqüência da Divisão do Trabalho é a especialização do operário. 5. com o objetivo de aumentar a eficiência da produção.Importância da determinação da missão organizacional. Não que seja algo negativo nas organizações mas ela não pode ocasionar uma acomodação dos ocupantes dos cargos. alguns se dedicam a estudar a chamada divisão internacional do trabalho. 1999.O gerenciamento de políticas públicas. a primeira divisão do trabalho ocorreu entre homens e mulheres. qualquer diferença peculiar em aptidões e recursos. Hierarquia. Hierarquia . não são mutuamente exclusivos. embora aplicados a um contexto tipicamente do setor público. . A divisão do trabalho é a definição das tarefas que cada indivíduos deve fazer para cumprir as atribuições de seu cargo.

Racionalismo da Organização Formal Uma das características básicas da organização formal é o racionalismo. a formulação orgânica de um conjunto lógico de encargos funcionais e hierárquicos está baseada no princípio de que os homens vão funcionar efetivamente de acordo com tal sistema racional. Mais do que isso. a generalidade do direito de comandar diminui à medida que se vai do alto para baixo na estrutura hierárquica. dentro da organização formal. a capacidade de empresa para realizar inovações é bastante elevada. salientam que as estruturas convencionais de organização não têm condições de estimular a atividade inovadora nem de se adaptarem a circunstâncias em mudança. O que é Desenvolvimento Organizacional O Desenvolvimento Organizacional é uma resposta da organização às mudanças. uma vez designadas. o que denota suas posições. Distribuição da Autoridade e da Responsabilidade A hierarquia na organização formal representa a autoridade e a responsabilidade em cada nível da estrutura. Fayol diza que a "autoridade" é o direito de dar ordens e o poder de exigir obediência. Cada nível hierárquico que está acima dos demais níveis tem maior peso nas decisões.O. além de uma estrutura de funções. mercados. as organizações. Essa relação hierárquica só existe nas atividades administrativas. a área de autoridade expande-se gradualmente em cada nível. Como decorrência das funções especializadas. À medida que se sobe na escala hierárquica. Fase de Reflexibilização : é uma fase de readaptação à flexibilidade. os seus membros se comportarão racionalmente. As funções permanentes. De um modo geral. afetando negativamente o comprometimento deste para com a organização 4. não nas legislativas nem judiciais. há o dever de obediência. De um modo geral. ao mesmo tempo. para que desempenhem atividades dirigidas pra a obtenção dos objetivos da empresa. na qual o supervisor ocupa uma parte mais baixa. delegação e avocação de atribuições. Portanto. para dirigir e controlar todas as atividades para que sejam cumpridas harmoniosamente. de reencontro com a capacidade inovadora perdida. à medida que se sobe na cadeia de comando até o alto da estrutura da organização. . como poder formal e poder legitimado. Fase de Regulamentação: com o crescimento das atividades da organização. Como conseqüência desse princípio. percorrem cinco fases distintas: Fase Pioneira: é a fase inicial da organização pelos seus fundadores ou empresários. A organização. a análise e decisão do que precisa ser mudado e a intervenção necessária para provocar a mudança. Por toda a organização existem pessoas cumprindo ordens de outras que estão situadas em níveis mais elevados. a autoridade investe o administrador do direito reconhecido de dirigir subordinados. ela deve ser delimitada explicitamente. Críticas as estruturas convencionais Os especialistas do D. como a condição básica para a tarefa administrativa. isto é. Pode-se imaginar essa característica como uma pirâmide invertida. 5. indicando que seu direito de comandar é rigorosamente limitado em todas as direções. uma profundo respeito pela pessoa humana. Assim. De qualquer forma. através da introdução consciente de sistemas organizacionais flexíveis. A autoridade formal é sempre um poder. dentro de um certo padrão de qualidade. problemas e desafios que estão surgindo em uma crescente progressão. não é um fim. Fases da Organização As organizações assumem diferentes formas organizacionais em diferentes ambientes e em diferentes épocas. tornam-se fixas e imutáveis. o que denota suas posições relativas. a organização precisa. Dito de outra forma. pelo menor custo. preestabelecendo todo o comportamento organizacional dentro de padrões rígidos e de um sistema de regras e procedimentos para lidar com todas as contingências possíveis relacionadas com as atividades do trabalho. Em toda organização formal existe uma hierarquia. O princípio básico desta forma de conceber uma organização é que. uma faculdade. Esta divide a organização em camadas ou escalas ou níveis de autoridade. Na realidade. exige a participação ativa. intensificando suas operações e aumentando o número de seus participantes.Uma das conseqüências do princípio da divisão do trabalho é a diversificação funcional dentro da organização. bem como definir rotinas e processos de trabalho. existem pessoas cumprindo ordens de outras situadas em níveis mais elevados. toda organização se estrutura a fim de atingir os seus objetivos. Fase de Expansão: é a fase em que a organização cresce e expande suas atividades. surge inevitavelmente a de comando. 2. A autoridade é. a hierarquia da organização formal representa a distribuição da autoridade e da responsabilidade entre os diversos níveis da estrutura. O poder da administração frustra e aliena o empregado. procurando com a sua estrutura organizacional a minimização de esforços e a maximização do rendimento. portanto. bem como o grau de autoridade em relação às demais. o maior lucro. perfeitamente adaptável às mudanças e conciliando as necessidades humanas fundamentais com os objetivos e metas da organização. cuja missão é dirigir as operações dos níveis que lhes estão subordinados. via de regra. aberta e não-manipulada de todos os elementos que serão sujeitos ao seu processo e. de tal maneira que esta possa se adaptar melhor às novas conjunturas. surge a possibilidade de revisão de atos dos subordinados. 3. uma pluralidade de funções desarticuladas entre si não forma uma organização eficiente. Os órgãos da Administração Pública devem ser estruturados de forma tal que haja uma relação de coordenação e subordinação entre eles. do ponto de vista do subordinado. comportamentos e a estrutura da organização. o fundamento da responsabilidade. Em outras palavras. cada um titular de atribuições definidas na lei. Porém. O D. O Desenvolvimento Organizacional visa a clara percepção do que está ocorrendo nos ambientes interno e externo da organização. pois. concedidos pela organização ao indivíduo que nela ocupe uma posição determinada em relação aos outros. conceituando-a. Uma organização é substancialmente um conjunto de encargos funcionais e hierárquicos a cujas prescrições e normas de comportamento todos os seus membros se devem sujeitar. A preocupação básica é o aproveitamento das oportunidades que surgem e o nivelamento entre a produção da organização e as necessidades ambientais. aplicação de penalidades. É um esforço educacional muito complexo. mas um meio de permitir à empresa atingir adequadamente determinados objetivos. durante sua existência. mais do que tudo. Fase de Burocratização: com o desenvolvimento das operações e de acordo com a sua dimensão. As principais críticas que fazem às estruturas convencionais de organização são as seguintes: 1. tecnologias. A divisão do trabalho e fragmentação de funções impedem o compromisso emocional do empregado. 4. esta é obrigada a estabelecer normas de coordenação entre os diversos departamentos ou setores que vão surgindo. destinado a mudar atitudes. a generalidade do direito de comandar diminui à medida que se vai do alto para baixo na estrutura hierárquica. dentro de limites toleráveis. de uma estrutura hierárquica. A autoridade única ou unidade de comando restringe a comunicação do empregado. Por toda a organização.O. valores. aumenta a autoridade do ocupante do cargo. Mas. a organização passa a necessitar de uma verdadeira rede de regulamentação burocrática. O Desenvolvimento Organizacional é exatamente um esforço de reflexibilização. tendo os superiores autoridade sobre os inferiores. tornando a organização mais eficaz. de acordo com as normas lógicas de comportamento prescritas para cada um deles. Com os poucos procedimentos estabelecidos.

O.É plenamente possível o esforço no sentido de se conseguir que as metas dos indivíduos se integrem com os objetivos da organização. que separa. ter consciência do seu potencial.O staff ou assessoria funcional decorre desse princípio. e que leva anos.Toda organização é um sistema social. O D. Existem. o staff era constituído de chefes homéricos que aconselhavam os reis da Grécia e do conselho dos sábios que assessoravam os reis anglo-saxões.O. prestação de serviços como planejamento. levantamentos.É um esforço educacional muito complexo.As ciências do comportamento buscam localizar e criar nas organizações o ambiente de trabalho ótimo. valores comportamentos e estrutura da organização. mudanças na hierarquia etc. influenciando indiretamente o trabalho dos órgãos de linha por meio de sugestões.O. Taylor foi um dos defensores da organização funcional ao defrontar-se com o excessivo e variado volume de atribuições concentradas nos mestres de produção de uma siderúrgica americana que adotava a organização linear.. A necessidade de contínua adaptação . O aprendizado de novos comportamentos através de variadas técnicas introduz. o grupo. Devido a estas linhas de autoridade e responsabilidade ocorre a cadeia escalar.O. Entre o superior e os subordinados existem linhas diretas e únicas de autoridade(que significa o direito organizacional de exigir o cumprimento de ordens e execução de tarefas) e de responsabilidade (que significa o dever ou incumbência de seguir ordens e executar tarefas). modelos e estratégias mais ou menos adequados para determinadas situações ou problemas. 4. 1. A interação entre a organização e o ambiente . destinado a mudar atitudes. 7. Tipos de Estrutura Organizacional Existem três tipos tradicionais básicos de estrutura organizacional: a organização linear. O incremento da eficácia organizacional e do bem-estar da organização dependem de uma correta compreensão e aplicação dos conhecimentos acerca da natureza humana . como condição básica de sobrevivência em um ambiente em constante mudança. 9. A mudança organizacional deve ser planejada .O. isto sim. é uma resposta às mudanças . baseada na autoridade linear. consultoria. A constante e rápida mutação do ambiente . 10. As organizações são sistemas abertos . a estrutura linear mostrou-se insuficiente para proporcionar eficiência e eficácia. apresentam muitos pontos de concordância. 5. A variedade de modelos e estratégias de D. 8.O indivíduo. controle. . caracterizadas por novas tecnologias. Assim. os gerentes de linha tornam-se os detentores da hierarquia da organização. recomendações. a organização é em si um subsistema em um ambiente que consiste em muitos outros sistemas. Enquanto os especialistas de staff se aprofundam em um determinado campo de atividades. como produzir. Achava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência por meio da estrutura funcional. as unidades e posições de linha se livraram de uma série de atividades e tarefas para se dedicarem exclusivamente aos objetivos básicos da empresa. todos dinamicamente interdependentes. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou princípio da especialização das funções. Da mesma forma. Um objetivo essencial das organizações é o de melhorar a qualidade de vida . e mudanças em alguns deles podem afetar os outros subsistemas. Esta somente funciona em um ambiente estável e rotineiro. 3. vender etc. A organização linear ou estrutura linear tem suas origens na organização dos antigos exércitos e na organização eclesiástica dos tempos medievais. entre grupos. Essa flexibilidade indispensável à organização competitiva e inovadora é um dos principais fracassos da estrutura linear. cabendo-lhes a prestação de serviços especializados e de consultoria técnica. distingue e especializa. nota-se que à medida que as empresas crescem e o seu ambiente se torna mutável e competitivo. . de tal maneira que esta possa se adaptar melhor às demandas ambientais. ajustamento e reorganização. principalmente no que se refere aos pressupostos básicos que fundamentam o D. 6. Assim. em face das variáveis envolvidas e do diagnóstico efetuado. conquanto tenham idéias e abordagens bastante diversificadas. A maioria dos autores especialistas em D. As demais unidades e posições da empresa que receberam aqueles encargos passaram a denominar-se assessoria (staff).Pressupostos Básicos do D. 11. novos mercados.Não há uma estratégia ideal nem ótima para o D. Os objetivos individuais e os objetivos organizacionais .O mundo moderno caracteriza-se por mudanças rápidas constantes e numa progressão explosiva.O. Organização Linear É a estrutura organizacional mais simples e antiga. maior adaptabilidade às mudanças.As qualidades mais importantes da organização são sua sensibilidade e sua adaptabilidade: sua capacidade de percepção e de mudança adaptativa ante a mudança de estímulos externos. A autoridade linear é uma decorrência do princípio da unidade de comando: significa que cada superior tem autoridade única e absoluta sobre seus subordinados e que não a reparte com ninguém. 12. 2. novos problemas e desafios. aumenta consideravelmente a necessidade de órgãos especializados capazes de proporcionar conselhos e inovações rápidas e substanciais. Mais recentemente. além da competência interpessoal (relacionamento humano isento de bloqueios e preconceitos). os órgãos de staff assessoram os órgãos de linha por meio de sua especialização técnica. em que cada indivíduo possa dar sua melhor contribuição e. A necessidade de participação e comprometimento . a organização funcional e a organização linhastaff.A mudança planejada é um processo contínuo. a organização e a comunidade são sistemas dinâmicos e vivos de adaptação.1. Organização Linha-Staff Com o crescimento e complexidade das tarefas das empresas.A organização em si consiste em um número de subsistemas dinamicamente interdependentes. ao mesmo tempo. A interação entre indivíduo e organização .As meras alterações estruturais (rearranjos no organograma.) ou funcionais (alterações de rotinas e procedimentos). organização e seu ambiente. Vejamos abaixo: 1.As unidades e posições de linha (que têm autoridade linear) passaram a se concentrar no alcance dos objetivos principais da empresa e a delegar autoridade sobre serviços especializados e atribuições marginais a outras unidades e posições da empresa. bem como os métodos científicos que visam melhorar a eficiência organizacional podem desenvolver estratégias de forma paralela às intervenções mais amplas para melhorar o processo de relações entre indivíduos. etc. Na Antigüidade.A mudança planejada é uma conquista coletiva e não o resultado do esforço de algumas pessoas. relatórios etc.

) tem autoridade para o desempenho de atividades específicas. Todavia. b) por produtos e serviços. a estratégia deve ser capaz de combinar as oportunidades ambientais com a capacidade empresarial em um nível de equilíbrio ótimo entre o que a empresa quer e o que ela realmente pode fazer. relacionando as vantagens da emrpesa com os desafios do ambiente. COMUNICAÇÃO. Para levar adiante o planejamento estratégico requer planos táticos e cada um deles requer planos operacionais. . Vimos que a diferenciação pode dar-se de duas maneiras vertical e horizontal. agrupando-as em unidades maiores. nenhum arranjo formal para definir e agrupar as suas atividades é necessário. à medida que as empresas se tornam maiores e envolvem atividades mais diversificadas. Em outros termos. divisão ou um segmento distinto de uma empresa sobre o qual um administrador (seja diretor.1. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais. trata-se aqui de atribuir incumbências a todos os níveis (ou subsistemas) da empresa: o nível institucional. Assim. Departamento designa uma área. Como esses meios envolvem a empresa como um todo.2. As empresas não funcionam na base da pura improvisação. gerente. d) por clientela: e) por processo. sua capacidade atual ou potencial em se antecipar às necessidades e demandas do mercado ou em competir sob condições de risco com os concorrentes. À medida que ocorre a especialização com o trabalho e o aparecimento de funções especializadas. enquanto a diferenciação horizontal ocorre pelo desdobramento de diversos departamentos ou divisões especializados dentro do mesmo nível hierárquico da empresa. a terminologia departamental é levada a sério e indica relações hierárquicas bem definidas: um superintendente cuida de uma divisão. no sentido de alcançar operações mais eficientes e econômicas. etc.. um departamento ou divisão é empregado com um significado genérico e aproximativo: pode ser um órgão de produção. PROCESSO ORGANIZACIONAL: PLANEJAMENTO.o planejamento estratégico. um chefe de uma seção. uma divisão de vendas. A estratégia empresarial é basicamente uma atividade racional que envolve a identificação das oportunidades e das ameaças do ambiente onde opera a empresa..o nível intermediário e o nível operacional. um supervisor de um setor. f) por projeto. Mas. O desenho departamental ou departamentalização apresenta uma variedade de tipos. Assim. E o planejamento estratégico precisa apoiar-se em uma multiplicidade de planos situados carreira abaixo dentro da estrutura da organização. elas são forçadas a dividir as principais tarefas empresariais e transformá-las em responsabilidades departamentais ou divisionais. a) Planejamento A estratégia constitui uma abordagem integrada. a estratégia exige toda uma implementação dos meios necessários para a sua execução. Departamentalização Quando uma empresa é pequena e constituída de poucas pessoas. O desenho departamental decorre da diferenciação de atividades dentro da empresa. a estratégia se preocupa com o "o que fazer" e não com "como fazer". as suas atividades não podem ser supervisionadas diretamente pelo proprietário ou pelo diretor. DIREÇÃO. Em algumas empresas. CONTROLE E AVALIAÇÃO. Daí a dificuldade de uma terminologia universal. O desenho departamental é mais conhecido como departamentalização ou divisionalização. a estratégia empresarial precisa de um plano básico . combinando esforços para obter efeitos sinergísticos. Daí o princípio da homogeneidade: as funções devem ser atribuídas a unidades organizacionais na base da homogeneidade de conteúdo. Quando a empresa cresce. O desenho organizacional é tratado no nível institucional da empresa e tem uma abordagem macro. a empresa passa a necessitar de coordenação dessas diferentes atividades.E a implementação exige planejamento. c) por base territorial. Os principais tipos de departamentalização são: a) funcional. 2. chefe. a terminologia é simplesmente casual e pouco ordenada. A diferenciação vertical ocorre pelo arranjo hierárquico das unidades e posições na empresa (cadeia escalar). supervisor. ao esquema de diferenciação e de integração existente no nível intermediário da empresa. Critérios de Departamentalização O desenho departamental refere-se à estrutura organizacional dos departamentos ou divisões da empresa. a seção de contabilidade. um gerente de um departamento. Essa tarefa de supervisão pode ser facilitada atribuindo-se a diferentes departamentos a responsabilidade pelas diferentes fases ou aspectos dessa atividade. Em outras empresas. a unidade de pesquisa e desenvolvimento ou o setor de compras. A departamentalização é uma característica típica das grandes empresas e está relacionada com o tamanho da empresa e com a natureza de suas operações. no sentido de assegurar o alcance dos objetivos básicos da empresa. bem como a avaliação das forças e fraquezas da empresa. Isto é. As funções são homogêneas na medida em que o seu conteúdo apresente semelhanças entre si. g) matricial. enquanto o desenho departamental se refere ao nível intermediário e tem uma abordagem limitada às relações entre os objetivos e decisões estratégicas da empresa (nível institucional) e a realização das tarefas por meio da aplicação dos recursos disponíveis (nível operacional). ou seja.para a empresa poder lidar com todas estas forças em conjunto.

Comunicação Ascendente A comunicação de baixo para cima vai dos níveis mais baixos da hierarquia para os mais altos. a recepção e o ruído. uma cultura de abertura. e) Consumidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização para utilizá-los e consumi-los na expectativa de satisfação de suas necessidades. . honestidade. A comunicação informal é menos oficial.Fonte: significa a pessoa. Os mesmos tipos de coisas são feitas também nos níveis inferiores. Uma informação ambígua ou que induz a erro contém ruído. fazendo com que nem todo sinal emitido pela fonte percorra o processo de modo a chegar incólume ao seu destino. . A Gestão Estratégica atinge esse alto nível de comunicação e cooperação através de um fácil acesso entre as divisões e ao CEO (presidência da empresa). Grande parte da informação não é muito importante. c) Comunicação Organizacional Ser um comunicador habilidoso é essencial para ser um bom administrador e líder de equipe. confiança e obrigação mútua.Receptor: significa o processo ou equipamento que capta e recebe a mensagem no canal. A informação deve ser clara. de cima para baixo ou horizontalmente. Administração da comunicação de cima para baixo Os administradores podem fazer muitas coisas para melhorar a comunicação de cima para baixo. Por exemplo. o próximo passo é a função de direção. Em segundo lugar.nem muito precoce nem (o que é um problema mais comum) muito atrasada. doutrinadas e treinadas: elas precisam conhecer aquilo que se espera delas e como elas devem desempenhar seus cargos. todo receptor é um decodificador de mensagem. de maneira imprevisível. As linhas de comunicação devem ser tão diretas. fornecendo habilidades e conhecimentos em troca de salários e de outros incentivos que a organização proporciona. Os funcionários devem receber a informação de que precisam para desempenhar suas funções e se tornar (e permanecer) membros leais da organização. o que envia a comunicação e o que a recebe. Comunicação Descendente A comunicação de cima para baixo refere-se ao fluxo de informação que parte dos níveis mais altos da hierarquia da organização.Destino: significa a pessoa. 2 pessoas ou grupos: o remetente e o recebedor. Mas cada uma deve ajudar as outras. aplicadas em seus cargos. o planejamento estratégico é definido no nível institucional da empresa e exige a participação integrada dos demais níveis empresariais: do nível intermediário por meio dos planos táticos e do nível operacional por intermédio dos planos operacionais. Muitas vezes. processo ou equipamento que codifica e transporta a mensagem através de algum canal.Em outros termos. Comunicação Formal e Informal As comunicações organizacionais diferem em sua formalidade. mas seu volume faz com que muitos pontos relevantes se percam. Entre os exemplos estão um gerente passando umas atribuições a sua secretária. todo transmissor é um codificador de mensagem. Especialmente em ambientes complexos. ou uma força-tarefa de chefes de departamento se reúne para discutir uma preocupação particular. Em princípio. Essa comunicação horizontal pode ocorrer entre pessoas da mesma equipe de trabalho. manutenção etc. serviços (como consultorias. . Em primeiro lugar. energia elétrica. as mensagens transmitidas. a informação deve estar disponível àqueles que dela necessitam. no mínimo. os funcionários ficam sem a informação adequada. o canal. Quanto menor o número de níveis de autoridade através dos quais as comunicações devem passar. Processo de Comunicação O sistema de comunicação envolve. coisa ou processo que emite ou fornece as mensagens por intermédio do sistema. coisa ou processo a quem é destinada a mensagem no ponto final do sistema de comunicação. um supervisor fazendo um anúncio a seus subordinados e o presidente de uma empresa dando uma palestra para sua equipe de administração. Participantes de uma Organização a) Empregados: São as pessoas que contribuem com seu tempo e esforço para a organização. A cada minuto de cada dia. muitas vezes envolvendo papel. precisam ser guiadas e motivadas para alcançarem os resultados que delas se espera. episódios de transmissão de informação sancionados pela organização.Canal: é o espaço intermediário entre o transmissor e o receptor. consistente e pontual . assessoria.Ruído: significa a perturbação indesejável que tende a deturpar e alterar. Tipos de Comunicação . idéias e dinheiro.). . b) Investidores: são as pessoas ou instituições que contribuem com os investimentos financeiros que proporcionam a estrutura de capital e os meios para o financiamento das operações da empresa e esperam um retorno para o seu investimento. chegando aos mais baixos. tanto menor será a perda ou distorção da informação. As comunicações formais são oficiais. As pessoas precisam ser admitidas. propaganda. Entre eles existem mais 4 componentes do processo: a transmissão. b) Direção Após o planejamento e a organização da ação empresarial. de baixo para cima. Em terceiro lugar. isto é. d) Distribuidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização e os distribuem para o mercado de clientes ou consumidores em troca da remuneração de suas atividades e continuidade de suas operações. Transferem entre si recursos técnicos. incontáveis bits de informação são transmitidos em uma organização. Outro tipo de comunicação importante deve ocorrer entre pessoas de departamentos diferentes. a administração deve desenvolver procedimentos e políticas de comunicação. Mas a comunicação também deve ser administrada em toda a organização. tecnologia. sejam matérias primas. Comunicação Horizontal Muita informação precisa ser partilhada entre pessoas do mesmo nível hierárquico. componentes etc. que geralmente constituem dois pontos distantes. um agente de compras discute um problema com um engenheiro de produção. . Os administradores devem facilitar a comunicação de baixo para cima. em troca da remuneração de seus produtos/serviços e condições de continuidade de suas operações. pessoas. Em princípio. Um problema é a sobrecarga de informação: os funcionários são bombardeados com tanta informação que não conseguem absorver tudo. e reuniões trimestrais em que todos os altos executivos se reúnem informalmente para partilhar informações e idéias. a informação deve ser comunicada de forma adequada e eficiente. horizontal e informal nas organizações. a informação deve ser partilhada horizontalmente. c) Fornecedores: são as pessoas ou instituições que contribuem com recursos para a produção. As empresas integrantes da Gestão Estratégica poderiam operar de forma completamente independente. mas os administradores devem também motivar as pessoas a fornecer informações valiosas. nos quais as decisões de uma unidade afetam a outra. breves e pessoais quanto possível. Pode mover-se de baixo para cima. informação. Barreiras à Comunicação As barreiras à comunicação são as restrições e limitações que ocorrem dentre ou entre as etapas do processo de comunicação.Transmissor: significa o meio. Serão discutidas as comunicações de cima para baixo. .

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA UNIÃO. acordos entre um cliente e seus fornecedores de insumos intermediários p/ a produção. de modo a agregar valor às atividades de que participa. É comum os gerentes estarem ocupados demais para se manterem a par daquilo que as pessoas estão fazendo e com qual grau de eficiência. Muitas vezes se torna necessário modificar o planejamento. a avaliação se torna uma simples questão de determinar se. flexibilidade e relação contratual entre as partes. São características da organização rede: interdependência das unidades. A Rede de Interligações Pessoais e a Liderança Institucional no Setor Público Redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada. identidade a partir de visão compartilhada. conteúdo. regiões ou nações) dependem basicamente de sua capacidade de gerar.por isso evitam a tarefa. disponibilidade. pode-se definir .que. e com que eficiência. Uma estrutura social com base em redes é um sistema aberto altamente dinâmico susceptível de inovação sem ameaças ao seu equilíbrio. impessoalidade. destino. mas se serão bem feitas e quanto tempo levará para fazê-las são fatores incertos. CONCENTRAÇÃO E DESCONCENTRAÇÃO. sob regime jurídico de direito público. sentem-se incapazes de substanciar suas impressões e comentários sobre desempenho . revendedores com valor agregado e usuários finais. AGÊNCIAS EXECUTIVAS E REGULADORAS. uma pessoa atingiu ou não aquelas metas. integridade. seguindo os princípios constitucionais da legalidade. Castells aponta as seguintes: . Nessa situação. Como resultado. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: CENTRALIZAÇÃO. Segundo ensina Maria Sylvia Zanella Di Pietro o conceito de administração pública divide-se em dois sentidos: "Em sentido objetivo. comumente denominado cadeia de comando. quanto no que se refere à diferenciação do produto ou serviço. e) Avaliação A avaliação intimida. porque funcionários começam a sentir que pontualidade e qualidade não são importantes. O sucesso de um sistema de informação depende: da qualidade do pessoal envolvido na alimentação e funcionamento do processo. A avaliação permite que se determine até que ponto uma coisa foi bem feita e se foi realizada no tempo certo. unidades voltadas a sua competência essencial. a organização ou a direção. . a avaliação é como um guarda de trânsito. Os gerentes costumam suor que se selecionarem boas pessoas e as direcionarem naquilo que é esperado. Eles têm razão. A tecnologia da informação se caracteriza como uma vantagem competitiva. não podem avaliar corretamente. processar e aplicar de forma eficiente a informação baseada em conhecimentos. formal ou orgânico. os conectores são os detentores do poder.Redes de fornecedores: incluem subcontratação. menos importantes. formal e material. Isso parece lógico. então você terá critérios com os quais medir o desempenho daquele indivíduo. moralidade. no sentido de aumentar a competitividade global do país através da regulamentação do setor de telecomunicações no sentido de possibilitar a melhor utilização desse recurso. É informacional pq a produtividade e a competitividade de unidades ou agentes nessa economia (sejam empresas. Em sentido subjetivo. DESCENTRALIZAÇÃO. Assim. transmitida e recebida por meio de um padrão de autoridade determinado pela hierarquia da empresa. Uma vez que as redes são múltiplas. oportunidade. bem como sua cobertura geográfica. integrando novos nós desde que consiga comunicar-se dentro da rede. global e em rede para identificar suas características fundamentais e diferenciadas e enfatizar sua interligação. Os principais atributos da informação que devem ser equacionados são: objetivo. Mas quando a seleção e o direcionamento são feitos corretamente. Organizações em Rede Uma nova economia surgiu em escala global no último quartel do século XX. os códigos interoperacionais e as conexões entre redes tornam-se fontes fundamentais da formação. a administração pública pode ser definida como a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve. os prazos também são prorrogados. desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação. Você pode colocar todas as placas indicadoras de limite de velocidade do mundo: não serão respeitadas a não ser que as pessoas saibam que as infrações serão descobertas e multadas. Cabe a ela implementar na sua própria organização. segurança e atualidade. tanto no que se refere ao custo. orientação e desorientação das sociedades. Quando o desempenho cai.Coalizões-padrão: são iniciadas por potenciais definidores de padrões globais com o objetivo explícito de prender tantas empresas quanto possível a um seu produto proprietário ou padrões de interface. tornando a gestão transparente e mantendo contínuo contato com a sociedade e incentivar que as empresas privadas tb o façam. As conexões que ligam as redes (por exemplo. procura-se adotar a informação das características que mais enriquecem a atividade em que é usada. a organização e a direção repercutem nas atividades de controle da ação empresarial. assim. em cada caso.Informais: ocorrem fora dos canais formais de comunicação e por meio de formato oral ou escrito. 3. para a consecução dos interesses coletivos. em última análise. Chama-se informacional. mas é surpreendente quantos gerentes adiam continuamente a avaliação enquanto se concentram em atribuições urgentes mas. Combinando-se convenientemente as atribuições. para que os sistemas de controle possam ser mais eficazes. mais responsabilidades são deslocadas para o gerente . fluxos financeiros assumindo o controle de impérios da mídia que influenciam os processos políticos) representam os instrumentos privilegiados do poder. A Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público. tem ainda menos tempo para direcionar e avaliar funcionários. nos grandes mercados de exportação ou nos mercados domésticos. As coisas serão feitas.. d) Controle A função de controle está relacionada com as demais funções do processo administrativo: o planejamento. Quanto aos tipos de rede. origem. as coisas serão bem feitas.Rede de clientes: são encadeamentos à frente entre as indústrias e distribuidores.Redes de produtores: possibilidade a produtores concorrentes de juntarem suas capacidades de produção e recursos financeiros/humanos com a finalidade de ampliar seus portfólios de produtos. responsabilidades e objetivos com prazos a cada funcionário específicamente. material ou funcional. ADMINISTRAÇÃO DIRETA E INDIRETA. Se você sabe o que seu pessoal deveria fazer e atribui tarefas. De certa forma.Formais: a mensagem é enviada. Quando a avaliação é adiada. Tecnologia da Informação É o conjunto de conhecimentos voltados a estudar as características da informação. canais de comercialização. . A Administração Pública tem papel fundamental no processo de implementação desta tecnologia. forma. a avaliação se torna um processo lógico de fácil implementação. ou seja. publicidade e eficiência. É quando gerentes não sabem o que seu pessoal está fazendo. capacitam o desenvolvimento conjunto dos processos e da produção e permitem acesso compartilhado a conhecimentos científicos genéricos e P&D. . A administração pública é conceituada com base nos seguintes aspectos: orgânico.Redes de cooperação tecnológica: facilitam a organização de tecnologia para projetos e produção de produtos. . .

A importância dos conselhos está no seu papel de fortalecimento da participação democrática da população na formulação e implementação de políticas públicas. que permitem estabelecer uma sociedade na qual a cidadania deixe de ser apenas um direito. pelo papel que vêm desempenhando. desenvolvimento de recursos hídricos e saneamento básico. Os conselhos são espaços públicos de composição plural e paritária entre Estado e sociedade civil. . foi criada a agência reguladora. Agências executivas e reguladoras também fazem parte da administração pública indireta. exerce atividades econômicas ou serviços que o Estado seja obrigado a exercer por força de contingência. neste último caso. permissão ou autorização de serviço público (telecomunicações. órgãos e entidades designados para executar atividades administrativas. se deixar de atender aos mesmos requisitos. . seu capital é exclusivo da União.Conselhos: Participação e Controle Social – Conselhos municipais e controle social O controle social pode ser feito individualmente. É a gestão dos interesses públicos. cultura. ela está sujeita ao princípio da especialidade. sete serão representantes do Estado e sete representarão a sociedade civil). seu capital pertence 50% + uma ação ordinária do Estado. não se trata de entidade instituída com a denominação de agência executiva. BACEN. Exemplos: Petrobras. o regime especial vem definido nas respectivas leis instituidoras. são pessoas jurídicas de direito público interno e consideradas como autarquias especiais. Autarquias e fundações públicas passam a qualificação de agência executiva após se candidatar com um plano estratégico de reestruturação e desenvolvimento institucional aprovado. Se for entidade da Adm. ou por um grupo de pessoas. É a administração da coisa pública (res publica). seus bens são impenhoráveis. ANA b) as que regulam e controlam as atividades que constituem objeto de concessão. rodovias. Sendo autarquias. maior autonomia administrativa. uma vez preenchidos os requisitos legais. Os conselhos gestores de políticas públicas são canais efetivos de participação.Agência executiva: é uma qualificação criada através de um decreto em 1998. As atividades estritamente administrativas devem ser exercidas pelo próprio Estado ou por seus agentes. ECT. Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). de natureza deliberativa e consultiva. por qualquer cidadão. para cada conselheiro representante do Estado. ao afirmar que "somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública. ANS. na realidade. . Dotadas de autonomia financeira e orçamentária. de sociedade de economia mista e de fundação. ANTT (Agência Nacional de Transportes terrestres). Pública Direta. exerce atividades atípicas do Estado (assistência social. ANATEL. definir as áreas de atuação". saúde e desenvolvimento regional. com base em lei. Fiocruz. exerce atividades típicas do estado (gestão administrativa ou financeira). sem fins lucrativos. . Os conselhos devem ser compostos por um numero par de conselheiros. Mas há exceções à regra da paridade dos conselhos. Em sentido objetivo é a atividade administrativa executada pelo Estado. São exemplos de empresas públicas: EMBRAPA. em regra. Direta: à estabilidade de seus dirigentes. Indireta. seria no direito brasileiro. haver um representante da sociedade civil (exemplo: se um conselho tiver 14 conselheiros. o consórcio público pode ser de direito público ou privado. O candidato firma um "Contrato de Gestão" com o ministério superior que visa a redução de custos. tais como na saúde e na segurança alimentar. Pode-se considerar a existência de 2 tipos de agências reguladoras no direito brasileiro: a) as que exercem. na concessão. cabendo à lei complementar. sem fins lucrativos. ANP. São exemplos de agências reguladoras: ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações). repressão. muito embora estejam sujeitas ao processo licitatório. por exemplo. mas uma realidade. Ex: ANVISA. sujeitam-se às normas constitucionais que disciplinam esse tipo de entidade. previstas em lei. p/ melhoria da eficiência e redução de custos. como sendo o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função administrativa do Estado". . . com a imposição de limitações administrativas. administração pública em sentido material é administrar os interesses da coletividade e em sentido formal é o conjunto de entidade. EMBRATUR. estadual e municipal). É a qualificação dada à autarquia ou fundação que celebre contrato de gestão com o órgão da Administração Direta a que se acha vinculada. sendo que. dizendo respeito. cuja função é formular e controlar a execução das políticas públicas setoriais. do artigo 37 da Constituição Federal se refere às entidades da administração indireta. etc). com base em sua função administrativa. o consórcio público faz parte da administração indireta. são compostos por 25% de representantes de entidades governamentais. ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). com personalidade jurídica de direito público. Caixa Econômica Federal. São exemplos de fundações públicas: IPEA.Autarquia: criada por lei específica. Contrato de gestão. melhoria na qualidade de serviços. podem ter lucro.Sociedade de economia mista: criada por lei autorizada. significando que cada qual exerce e é especializada na matéria que lhe foi atribuída por lei. ANP (Agência Nacional do Petróleo). em decorrência dessa qualificação. podem ter lucro. órgãos e agentes que executam a função administrativa do Estado. Assim. As segundas é que constituem novidade maior no direito brasileiro. Agência reguladora tem como função fiscalizar os serviços prestados por concessionárias ou permissionárias. Ex: ANEEL. permissão e na autorização. pesquisa) com personalidade jurídica de direito público ou privado. Em regra. O inciso XIX.Agência reguladora: com as privatizações de atividades que antes pertenciam ao estado. na qualidade de poder concedente. a qualificação como agência executiva será feita por decreto. . São. . têm receita própria e normas de aplicação particulares. Trata-se de medida que visa melhorar a eficiência das entidades autárquicas e fundacionais. com personalidade jurídica de direito privado. sob a forma de sociedade anônima. São exemplos de autarquias federais: INSS. O consórcio público é uma parceria formada entre entidades estatais para exercer alguma atividade de interesse da coletividade. qualquer órgão da Adm Direta ou entidade da Adm. Banco do Brasil. recebe a qualificação de agência executiva. transportes etc.) ou de concessão p/ exploração de bem público (petróleo e outras riquezas minerais. passam a submeter-se a regime jurídico especial. São exemplos de consórcios públicos: Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Quando de direito público. seus bens são impenhoráveis.Administração Pública. eram antes desempenhados pela própria Adm. ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Os conselhos são o principal canal de participação popular encontrada nas três instâncias de governo (federal. IBGE. podendo perdê-la. energia elétrica. Em sentido amplo. Os conselhos de saúde. financeira e de pessoal. instituída mediante autorização legislativa e registro em órgão próprio para exploração de atividade econômica. Exemplo de agência executiva: INMETRO. à maior autonomia em relação à Adm. Firmado o contrato. imunes a impostos. ao assumirem os poderes que.Empresa pública: criada por lei autorizada. geralmente relacionados ao meio ambiente. Trata-se de entidade preexistente (autarquia ou fundação governamental) que. com personalidade jurídica de direito privado. A aprovação se dá por decreto presidencial. imunes a impostos. Indireta com função de regular a matéria específica que lhe está afeta. educacional. fiscalização.Consórcio público: criado por lei em 2005. por seus órgãos e agente. etc. por meio de prestação de serviços públicos. . 25% de representantes de entidades não-governamentais e 50% de usuários dos serviços de saúde do SUS.Fundação pública: criada por lei autorizada com lei complementar definindo sua área de atuação. Elas estão sendo criadas como autarquias de regime especial. autarquias e fundações que. típico poder de polícia. Já no sentido subjetivo é o conjunto de agentes.

distinguindo-se claramente o nível de direção do de execução (chamada de desconcentração). A palavra Administração possui ainda outros significados. sem fins lucrativos. O planejamento se faz por meio de: um plano geral de governo. processo de tomada de decisão sobre OBJETIVOS e utilização de RECURSOS.” . ao seguinte:. da Administração Federal para a órbita privada. do orçamento-programa anual. ao desenvolvimento tecnológico. A Adm.Princípio da Legalidade . sendo empregada tb p/ se referir aos dirigentes de uma organização e ao local nas organizações onde se tomam providências administrativas. reuniões de ministros. presidente da república. sendo mantidos por cotações orçamentárias ou por contribuições parafiscais.Atuar com presteza. . moralidade.Controle: Feito pela chefia (entre os subordinados). O requerimento da qualificação como OSCIP deverá ser formalizado perante o Ministério da Justiça. Princípios da Administração Pública Segundo o artigo 37 da Constituição Federal: "A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.[4] . mas atividades privadas. OSCIP _ termo de parceria. investigações sigilosas). no desempenho de atividade não lucrativa. se o produto atendeu o objetivo.Organização Social de Interesse Público (OSCIP): são pessoas jurídicas de direito privado. com incentivo e fiscalização pelo Poder Público. Eficiência: relação entre PRODUTOS (bens e serviços) gerados por uma atividade e os CUSTOS dos insumos empregados. / Relação entre OBJETIVO e PRODUTO. . . As entidades paraestatais integram o chamado Terceiro Setor. Delegação de Competência e Controle. à cultura e à saúde. mais a organização é eficaz. É facultativo e transitório e obedece a oportunidade e conveniência. à proteção do meio ambiente. 3. . especial proteção estatal. A organização social não é delegatória de serviço público. ao contratar serviços a serem prestados pelas organizações sociais. No conceito de entidades paraestatais estão enquadrados: a) os Serviços Sociais Autônomos b) as Organizações Sociais contrato de gestão c) as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) termo de contrato . mas sem deixar de fiscalizá-las com isso o Estado passa a atuar indiretamente. racionalidade e com perfeição. b) organizações sociais _ contrato de gestão. A descentralização pode ser feita: dentro dos quadros da Administração Federal. em seu próprio nome. sem fins lucrativos.A finalidade é o interesse público (define também o Princípio da Finalidade) e o agente público deve tratar a todos de forma igual (também define o Princípio da Isonomia ou Igualdade). do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. publicidade e eficiência e.É a divulgação dos atos administrativos que só pode ser restringida em alguns casos extremos (segurança nacional.Princípio da Eficiência . a organização foi eficaz. / . de duração plurianual. Estes são os 5 princípios básicos explícitos na constituição. A coordenção é feita em todos os níveis da administração pública: chefias. permissão de uso de bens públicos. mediante contratos ou concessões. feita por auditorias (dentro do próprio órgão) e pelo Sistema de Controle Interno (para controlar dinheiro e bens públicos). constituídas por iniciativa de particulares. . não há essa exigência nas OSCIP. Descentralização. dos Estados.. e da programação financeira de desembolso. também.. Pública. tb conhecida como forma racional de utilização. impessoalidade. não estará exercendo atividades públicas em nome do Estado. sociedades civis ou associações civis) ou peculiares ao desempenho de suas incumbências estatutárias. que pode ser definido como aquele composto por entidades privadas da sociedade civil. da Administração Federal para a das unidades federadas. sem fins lucrativos. . sem fins lucrativos.Princípio da Impessoalidade . ou seja. Quanto mais alto o grau de realização dos objetivos e metas. quando estejam devidamente aparelhadas e mediante convênio.Atuar com ética.Terceiro Setor: entidades paraestatais são as pessoas privadas que. para desempenhar serviços sociais não exclusivos do Estado. independentemente dos custos implicados. com incentivo e fiscalização pelo Poder Público. com personalidade jurídica de direito privado. É uma maneira de descentralização. Eficácia: consiste no grau de alcance das METAS programadas em um determinado período de tempo.Princípio da Moralidade . Fundamentais Segundo o decreto-lei 200/1967: “As atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios fundamentais: Planejamento.Planejamento: o governo só agirá de acordo com um planejamento pré-estabelecido com a finalidade de promover o desenvolvimento econômico e social e visando também a segurança nacional. 3. para ministrar assistência ou ensino a certas categorias sociais ou grupos profissionais. está dispensada de realizar licitação. entre outros documentos. setoriais e regionais. . São entes paraestatais de cooperação com o poder público. com administração e patrimônio próprios.Coordenação: procura-se uma ação integrada para evitar duplicidade de atuação e conseqüente desperdício de recursos. etc. perfeição. manifestado na transferência de recursos públicos.". que prestam atividade de interesse público. em um determinado período de tempo. . desde que aquele serviço esteja previsto no contrato de gestão celebrado pela organização social. para desempenhar serviços sociais não exclusivos o Estado. Distinções entre Organização Social e OSCIP: a) a participação de agentes do Poder Público no Conselho de Administração é obrigatória nas organizações sociais.Delegação de Competência: transferência de competência a subordinados indicando a autoridade delegante.Princípio da Publicidade . por iniciativa privada. mediante vínculo jurídico instituído por meio de termo de parceria. Organização: SISTEMA DE RECURSOS estruturado com a finalidade de alcançar OBJETIVOS. bem assim a declaração de isenção do imposto de renda. A sociedade humana é formada por organizações. a autoridade delegada e as atribuições objeto de delegação. Atividades dirigidas ao ensino. . revestindo forma de instituições particulares convencionais (fundações. à pesquisa científica. Definido no inciso II do art 5 da CF: "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei"..Atuar em conformidade com os princípios constitucionais e de acordo com a lei e o direito. recebendo. com incentivo do Estado. mediante vínculo jurídico instituído por meio de contrato de gestão. com integridade de caráter.Serviços Sociais Autônomos: são todos aqueles instituídos por lei. . instituídas por iniciativa de particulares. c) para a entidade privada qualificar-se como OSCIP são exigidos. Este conceito envolve os processos de trabalho e o custo dos insumos. Coordenação. para a qualificação como organização social não há tais exigências. por isso. agindo ao lado do Estado colaboram com este.2 Conceitos Básicos Administração: estudo das organizações. o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultados do exercício. Uma organização é eficiente quando utiliza seus recursos da forma mais produtiva e econômica possível.1.Organizações Sociais: são pessoas jurídicas de direito privado.Descentralização: O Estado passa a terceiros atividades públicas ou de utilidade pública. de programas gerais. com honestidade.

mas sim diversas polis. Weber: comunidade humana que. ESTADO GREGO: não se tem notícia da existência de um Estado único. Manifesta-se externamente. experimentou várias formas de governo. O grau de descentralização é tanto maior quando: Quanto maior for o número de decisões tomadas nas escalas mais baixas da hierarquia administrativa. A organização é desenhada dentro da premissa de que o indivíduo no topo possui a mais alta autoridade e que a autoridade dos demais indivíduos é escalada para baixo. a cadeia de comando. objetivando a justiça social. Poderíamos sim falar em “Nação Palestina”. / Relação entre os INSUMOS/ RECURSOS e a AÇÃO que foi desenvolvida.3. ou seja. Como características principais: natureza unitária (o Estado Antigo sempre aparece como uma unidade geral. Kelsen: ordem coativa normativa da conduta humana. isto é.2. O domínio de Roma sobre uma grande extensão . houve um período em que a sociedade humana existiu sem o Estado. Roma manteve as características de cidade-Estado. Características da descentralização: Com a descentralização. ou seja. o termo Nação tb passa a idéia de “espírito” e/ou “alma” de um povo. sem comprometimento dos padrões de qualidade. Todavia. A tendência que vem ocorrendo nas últimas décadas é no sentido de descentralizar para proporcionar melhor utilização dos recursos humanos. não se distinguindo o pensamento político da religião. 3. Enquanto a Teoria Clássica de Fayol defendia a organização linear caracterizada pela ênfase dada à centralização da autoridade. Evolução do Estado Moderno ESTADO ANTIGO: constitui a forma de Estado mais recuada no tempo. que englobasse toda a civilização helênica. Inicialmente. por vínculo de obrigações e direitos que lhe permite participar da vida pública daquele Estado. visto que o conceito de Nação exprime a idéia de uma comunidade política marcada por uma ascendência comum (língua.3. encontra-se integrado na organização social dotada de poder e com autoridade p/ determinar o comportamento de todo o grupo. cultura. nem interna nem externamente. ou seja. de maneira bem sucedida. ESTADO ROMANO: teve início com um pequeno agrupamento humano. não possui poder soberano sobre este. a organização econômica e o Estado formavam um conjunto confuso. da moral. da filosofia ou das doutrinas econômicas. O problema da centralização é um assunto amplamente discutido pela Teoria Neoclássica. c) O Estado surgiu como sociedade política detentora de soberania. visto que desde que o homem vive sobre a Terra. Alguns autores consideram efetividade como a união da eficácia com a eficiência. Estado: Conceito e Evolução do Estado Moderno 3.1. somente uma pequena faixa da população participava diretamente do governo. não admitindo qq divisão interior. A noção de povo abrange apenas o grupo humano presente no território do Estado e a ele vinculado pela cidadania ou nacionalidade. Assim como no Estado grego. portanto legítimos (soberania interna). nem a Abordagem Neoclássica se livrou de discussões internas. as decisões são pulverizadas nos níveis mais baixos da organização. cidades-Estado. Eram as sociedades políticas de maior expressão. Nelas havia uma elite política que possuía intensa participação nas decisões do Estado. onde a autoridade dos governantes e as normas do comportamento individual e coletivo eram expressões da vontade de um poder divino. Eqüidade: tratar da mesma forma aos indivíduos com iguais necessidades e proporcionar tratamentos diferenciados a indivíduos com necessidades diferentes. sem diferenciação aparente.3. dentro de determinado território. apesar de tal povo estar assentado em determinado território.3. de um poder que não seria ultrapassado por nenhum outro dentro dos limites de seu território – poder supremo e independente. estrangeiros. em determinado momento. mulheres. Características da centralização: A centralização enfatiza as relações escalares. Ocorre a descentralização quando nenhuma supervisão ou controle direto é feito ao tomar-se uma decisão. reivindica para si. nem sempre uma Nação encontra-se reunida no âmbito de uma forma de organização estatal ou política. Atualmente. A cadeia escalar ou cadeia de comando está intimamente relacionada com a unidade de comando. de forma que nenhum destes tem o poder de interferir em seus assuntos internos. Conceito de Estado Jellinek: corporação formada por um povo. 3. ESTADO x NAÇÃO: atualmente não podemos falar em “Estado Palestino”. o monopólio da violência física legítima. nem territorial nem de funções) e religiosidade (sua influência era tão grande no Estado Antigo que muitos autores o denominam de Estado Teocrático.). se p/ desenvolver a ação planejada com a qualidade necessária foram empregados os insumos com menor custo possível. Origem do Estado Dallari resume em 3 posições básicas as diversas teorias referentes ao momento do surgimento do Estado: a) O Estado sempre existiu. isto é. O princípio que rege a descentralização é assim definido: a autoridade para tomar ou iniciar a ação deve ser delegada tão próxima da cena quanto possível. expandiu seu domínio p/ vastas regiões do mundo conhecido na época. Economicidade: implica a minimização dos custos dos recursos utilizados na consecução de uma atividade.Relação entre os INSUMOS/ RECUROS e o PRODUTO. a organização foi econômica. com a exclusão da soberania de qq outro Estado. servos. Dallari: ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território. em termos de efeitos sobre a população-alvo (impactos observados) e objetivos pretendidos (impactos esperados). Ex: Atenas e Esparta. onde a família. história). b) O Estado foi constituído p/ atender às necessidades e conveniências do grupo social. TERRITÓRIO: espaço geográfico em que o Estado exerce a sua soberania. que visavam a autosuficiência. Efetividade: relação entre os resultados de uma ação ou programa. teria havido uma organização social nos grupos humanos. religião. no território do Estado constituem sua população. de acordo com sua posição relativa no organograma. pois ela contém os turistas estrangeiros e imigrantes ilegais que lá estejam. Ainda que mínima. costumes. dotada de um poder de mando originário e assente em determinado território. se o produto foi conseguido com uma alocação racional dos recursos e empregando processos otimizados de trabalho a organização foi eficiente. mas não necessariamente seu povo. mas que excluía a maior parte da população (escravos. POVO x POPULAÇÃO: as pessoas que estão presentes. etc. Todavia. PODER SOBERANO: poder de mando de última instância que impõe a uma coletividade um conjunto de atribuições de comando e obediência que são regularmente aceitos como devidos e naturais. Quanto mais importantes forem as decisões tomadas nos níveis mais baixos da hierarquia administrativa.3. Quanto menor for a supervisão sobre a decisão tomada. a religião. 3. a Administração Científica de Taylor defendia a organização funcional caracterizada pela excessiva descentralização da autoridade. visto que. em relação aos demais Estados. Centralização versus descentralização: A Abordagem Clássica não esteve totalmente a salvo de algumas discussões internas. ou seja. para ele o Estado se resume no ordenamento jurídico que rege a vida de uma sociedade.

os proprietários menos poderosos colocavam-se a serviço do senhor feudal. 3. Foi o tipo de organização política e econômica que dá ao Estado o papel de agente da promoção social e organizador da economia. clero e magistratura. Conceitos Fundamentais do Direito Público e Funcionamento do Estado 3.AUTORIDADE PÚBLICA: conferida ao Estado pelas normas jurídicas. previdência. que resolveram adotar o modelo capitalista.4. intervindo. No âmbito externo. são os seguintes os princípios gerais do direito público: .centralização: eliminação ou subordinação dos ordenamentos jurídicos inferiores. ESTADO DESENVOLVIMENTISTA: é o modelo recorrente na América Latina e em países periféricos do mundo capitalista. por exemplo. assistência social) ao conceito de cidadania. Também denominado de PROTO-ESTADO FEUDAL era caracterizado pela fragmentação do poder central e do exercício da autoridade política nos feudos. a realização de eleições. Já o Direito Privado tem como preocupação principal a regulação dos interesses individuais e tutela a esfera individual. por meio do sufrágio universal e o conseqüente direito de participar da elaboração das leis e políticas governamentais. ainda que de forma indireta. já que o pólo ocupado pelo Estado representa a tutela dos interesses da coletividade. As relações jurídicas no Direito Público são caracterizadas por uma desigualdade jurídica entre seus pólos. O aparelho estatal deveria atender apenas à defesa externa. na esfera política. a unidade jurídica e o poder do Estado. Sempre que houver conflito entre esses interesses e o interesse de um particular. O sistema de substituição de importações. é a organização em que se completa os processos de: . ESTADO MODERNO ABSOLUTISTA: no que se refere ao exercício do poder político. só alcançando as condutas individuais de forma indireta. os direitos e garantias individuais. ESTADO INTERVENTOR: o Estado torna-se provedor da infra-estrutura. a guerra e a diplomacia consolidavam aindependência e a hegemonia dos Estados em relação aos demais. No plano político. Utiliza a economia totalmente planificada e regime autoritário. Pode apresentar regime político democrático ou autoritário. Começa a se estabelecer a idéia de que o Estado deve seguir seus fins somente de acordo com as formas e limites do Direito e são garantidas as liberdades fundamentais com aplicação da lei geral-abstrata por juízes independentes. habitação. não havendo motivos para que se estabeleçam relações de subordinação entre as partes. aplicando políticas protecionistas e subsídios à produção interna. O absolutismo. ESTADO SOCIALISTA: baseado na apropriação coletiva dos meios de produção. vem perdendo sua força com a abertura econômica da maioria dos países. O Estado moderno nasceu de uma estrutura absolutista. burocracia. de acordo com o sistema representativo burguês. ESTADO DO BEM-ESTAR SOCIAL: foi típico dos países capitalistas desenvolvidos. Surgimento com a quebra da bolsa de Nova York em 1929. resultantes das transformações na base econômica – Revolução Industrial – e das pressões das massas por uma maior participação no processo político.garantir o pleno emprego e atuar em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional – telecomunicações e petróleo. saúde. o que valorizou sobremaneira a posse da terra. para ser válido e obrigar os indivíduos. no continente europeu. de fato.concentração: confluência dos instrumentos de gestão nas mãos do soberano. Tal soberania era meramente fictícia. visando garantir a todos um padrão mínimo de bem-estar econômico e social. Segundo Sundfeld. previdência social. educação. Todavia. são ampliados os mecanismos de controle que a sociedade tem sobre a Administração Pública. pois não refletia. polícia. onde as massas populares são incluídas no processo político. respeito à oposição e a separação de poderes.SUBMISSÃO DO ESTADO À ORDEM JURÍDICA: todo ato ou comportamento do Poder Público. é claro. que desejava a não-intervenção do Estado na economia e. . à administração da justiça.a produção de políticas públicas na área social (educação. a formação de câmaras representativas. a democracia vem tendo dificuldade de se estabelecer nesses países. além do colapso econômico provocado pela corrida armamentista com o Ocidente e pela contestação política do sistema de partido único. Isto pq o antigo modelo fracassou em prover os bens de consumo desejados pela população. Após a queda do Muro de Berlim e o desmembramento da antiga União Soviética. constituído pela incorporação dos direitos sociais (trabalho. à diplomacia. promovendo o advento de novas formas de Estado. que propiciou. O exercício da soberania popular era monopolizado pelos representantes eleitos. baseadas no pacto da suserania e vassalagem. os cidadãos do Estado liberal eram elementos passivos. ou seja. ESTADO MEDIEVAL: o cristianismo. . transformou o Estado na mais forte entidade econômica capitalista. Dessa forma. à cunhagem de moedas e à cobrança de tributos. tem como principal característica um compromisso entre o poder do soberano e o poder dos representantes. saúde. a vontade popular. deve ter fundamento em norma jurídica superior. de onde todos deveriam tirar o seu sustento. criando e fomentando as condições materiais que assegurem o crescimento econômico. da revolução Americana e da Revolução Francesa. em troca de proteção. etc) p/ garantir o suprimento das necessidades básicas da população. à segurança pública. ESTADO DEMOCRÁTICO: começa a ocorrer ainda no século XIX em alguns países. As idéias de Keynes estimularam ainda mais as políticas intervencionistas dos Estados. Passa também. com seus órgãos onipotentes: exército permanente. há a igualdade jurídica dos pólos das relações por ele regidas. os primeiros deverão prevalecer. que enfraqueceu ainda mais a posição desses países no mercado internacional. Teve como base a classe burguesa. ESTADO LIBERAL: produto da Revolução Gloriosa Inglesa.1. procurando-se integrar todos os cidadãos. a ser o defensor dos interesses das empresas nacionais no mercado internacional. geralmente caracterizado pela instabilidade política e práticas governamentais patrimonislistas/clientelistas. característico desse tipo de Estado. Além disso. o convívio dos indivíduos em sociedade. obrigando-se a dar-lhe apoio nas guerras e pagar-lhe tributos. complementando ou mesmo substituindo o mercado (produtor de bens e serviços). respeitando. onde o Estado tem o papel de promotor principal do desenvolvimento econômico. assim o liberalismo. mesmo que o Estado ocupe um dos pólos. a Revolução Tecnológica. Surgia.4.territorial e o cristianismo iriam determinar a superação da cidade-Estado. pois não intervinham diretamente na vida pública. englobadas no conceito de Estado Medieval. . Desta forma caberia ao “Welfare State”: . substitui o mercado na alocação de recursos. esgota-se com a crise econômica dos anos 70 e 80 e com a chamada Terceira Revolução Industrial. As invasões e o estado de guerra quase freqüente que caracterizaram a Idade Média tornaram difícil o desenvolvimento do comércio. Nele. . Direito Público O Direito Público tem por objeto principal a regulação dos interesses estatais e sociais.despersonalização: passagem das relações de comando e obediência entre indivíduos para relações de comando e obediência entre instituições. . por meio da política mercantilista. ESTADO DE DIREITO: o modelo liberal foi se desgastando com os problemas surgidos já no século XIX. pela existência de uma entidade supranacional com o monopólio do conhecimento e da legitimação baseada na revelação – IGREJA – que se traduz no predomínio do religioso sobre o secular e por relações de domínio puramente pessoais. a invasão dos bárbaros e o feudalismo foram os principais elementos que se fizeram presentes na sociedade política medieval. o comércio.

território e governo soberano.CONTROLE: deverá ser exercido em todos os níveis e em todos os órgãos. situando-as na proximidade dos fatos. desigualmente.PUBLICIDADE: refere-se à publicação oficial dos atos administrativos a fim de que eles possam produzir efeitos externos e à exigência de transparência da atividade administrativa como um todo. proíbe a vinculação de atividades da Administração à pessoa do Administrador. Por isso.SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO . pela cúpula dirigente nos Três Poderes. Princípios da Administração Pública O Decreto Lei nº 200/67 estabeleceu que as atividades da Administração Pública federal obedecerão os seguintes princípios fundamentais: .2. Desta forma. que passa a integrar a Administração Indireta e a ela transfere a titularidade e a execução de determinado serviço público. . ou seja. 3. o Estado executa suas tarefas diretamente. mas se desdobra em três funções: a legislativa ou normativa (normativa e fiscalizadora). com prazo determinado. no intuito de se alcançar melhores resultados na prestação dos serviços públicos.EFICIÊNCIA: espera-se o melhor desempenho possível na atuação do agente público em suas atribuições. do orçamento-programa anual e da programação financeira de desembolso. por um corpo de funcionários. Governo: é a expressão política do comando. . que são os entes da federação: União. os Poderes tb desempenham funções atípicas. tal princípio não exige que o Estado trate a todos de modo idêntico e sim implica a necessidade de os iguais serem tratados igualmente e os desiguais. podendo ser por OUTORGA (O Estado cria uma entidade. .RESPONSABILIDADE OBJETIVA: o Estado deverá obrigatoriamente arcar com os prejuízos provocados por sua ação ou inação. . Estados.MORALIDADE: torna jurídica a exigência de atuação ética dos agentes da Administração. evitando. . a fim de se obter os melhores resultados. . setoriais e regionais..IGUALDADE DOS PARTICULARES PERANTE O ESTADO: o princípio da isonomia é essencial a todo o Direito Público. a estrutura organizacional do Estado. desde o maior mandatário até o mais humilde servidor)..FUNÇÃO/PODER-DEVER DE AGIR: a atividade pública constitui função. ou seja. . dispõe de dois conjuntos de poderes: estruturais (formados pelo Executivo. por sua vez.AUTOTUTELA: poder-dever que possibilita à Administração controlar seus próprios atos.3. Todavia. que materialmente deveriam pertencer a outro poder. por meio dos órgãos do Estado integrantes de uma mesma pessoa política. estruturar e disciplinar a Administração Pública seja o mais racional possível.4. . em seu art. O Estado para exercitar todas as suas funções.DEVIDO PROCESSO LEGAL: o processo é o modo normal de agir do Estado. . 37. pessoas ou problemas a atender. O aparelho do Estado é constituído pelo governo. compreenderá a elaboração e a atualização do plano geral do governo. cada um com responsabilidades específicas) e instrumentais (é o composto de leis.IGUALDADE DAS PESSOAS POLÍTICAS: devido ao fato do Estado brasileiro não ser unitário. Já a Constituição de 88 estabelece. ou seja. em seus três poderes (Executivo. as quais são exercidas com autonomia. ou poder-dever de agir. da Administração Direta. a definição de quando um Poder deixa de ter determinada competência que passa a ser absorvida por outro. são responsáveis pela efetiva gestão do Estado. é mais abrangente que o aparelho.RAZOABILIDADE . material (a análise deve ser direcionada para as diversas funções que devem norteá-lo e que são as balisadoras de seu envolvimento com a sociedade) e operacional (estarão sendo tratadas as ações específicas de cada componente do grupamento de governo. da fixação dos objetivos do Estado e de manutenção ou invocação da ordem pública. .4. evitando discriminações aos administrados. possuem caráter político e estão contidos na Constituição. Estado. o bem jurídico que a norma tem em mira.DESCENTRALIZAÇÃO -DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: com o objetivo de assegurar maior rapidez e objetividade às decisões. para ser considerado em sua plenitude. Não há exclusividade e sim preponderância no exercício das funções pelos Poderes. o agente estatal é obrigado a exercer seus poderes. Exige-se tb que o modo de organizar. .IMPESSOALIDADE: impede que a Administração pratique atos visando a interesses do próprio agente ou de terceiros. a realização sistemática de reuniões com a participação das chefias subordinadas e a instituição e funcionamento das comissões de coordenação em cada nível administrativo. aí considerado. Estados-membros e Municípios).CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO 3. 3. Legislativo e Judiciário. Aparelho de Estado: a administração pública em sentido amplo. cuja lei maior é a Constituição). deve-se analisa-lo sob 3 aspectos: formal (estará sendo analisado o Governo através dos órgãos que o compõem). Governo e Aparelho de Estado Estado: nação politicamente organizada. somente poderá agir conforme o estabelecido em lei. Legislativo e Judiciário) e três níveis (União. a executiva (administrativa) e a jurisdicional. e pela força militar. por meio de um contrato. Os limites.LEGALIDADE: a Administração. as pessoas políticas são absolutamente iguais entre si. a qual cabe apenas a gestão dos mesmos em prol da coletividade. indivisível e indelegável. As formas básicas de organização e atuação administrativas que o Estado adota para desempenhar suas atribuições são: . isto é. Para melhor entendimento da função de Governo. Distrito Federal e Municípios. normalmente é conferida por prazo determinado) ou por DELEGAÇÃO (o Estado transfere a um particular somente a execução de determinado serviço público. sempre que a Carta Magna autorize.4. ou seja. Funcionamento do Estado O poder estatal é uno. o que permite o controle popular das atividades da Administração. que regula a população nos . é composto de povo.COORDENAÇÃO:será exercida em todos os níveis. na medida da sua desigualdade. .PLANEJAMENTO:visando a promover o desenvolvimento econômico-social do país e a segurança nacional. que somente é legitimada quando atende a determinada finalidade que gerou sua atribuição ao agente. porque compreende adicionalmente o sistema constitucional-legal. suas atribuições são descentralizadas entre várias pessoas políticas. uma garantia passiva (dirigida à pessoa quando sofre o poder estatal) e ativa (destinada a propiciar o acionamento da máquina estatal pelos membros da sociedade) dos particulares em relação ao Estado. ou seja. no exercício de suas funções. Em sua segunda acepção.4.INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE E DOS BENS PÚBLICOS: estes não pertencem à Administração. de programas gerais. a realização do processo é indispensável è produção ou execução dos atos estatais. O Estado. ao mesmo tempo. apreciando-os quanto ao mérito e quanto à legalidade. a Constituição de 88 outorgou a cada uma delas um conjunto de competências. mediante a atuação das chefias individuais. É. .a Descentralização: agora o Estado desempenha suas funções por meio de outras pessoas jurídicas. os princípios que regem a Administração Pública: . Sob o ponto de vista jurídico. que este utilize a propaganda oficial para a sua promoção pessoal. o Estado continuará fiscalizando a prestação do serviço). . assim.a Centralização: nessa forma. decretos e demais normas regulamentadoras. Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino destacam outros princípios: .

por todo o território do Estado. . tal forma de Estado caracteriza-se pela descentralização política. Uma vez efetivada a adesão de um Estado. com a união entre Sérvia. fundamentais dos cidadãos. mais comumente conhecidos como unitários. Os Estados possuem direito de secessão (rompimento do pacto e separação dos Estados Confederados) e de nulificação (discordância das decisões da liderança da confederação). . pois quem não possui recursos suficientes para desempenhar suas funções não pode agir. entre os que nasceram ou residiam nas diferentes unidades da federação.limites de um território.SÓ O ESTADO FEDERAL TEM SOBERANIA.O PODER POLÍTICO É COMPARTILHADO PELA UNIÃO E PELAS UNIDADES FEDERADAS. agir com independência. com apenas um único governo. apesar de poderem conservar uma pequena autonomia administrativa. . todas as matérias que possam interessar a qualquer dos integrantes da federação devem ser conduzidas de acordo com as normas constitucionais. é fundamental que se assegure a quem possui tais encargos uma fonte de rendas suficiente e compatível com aqueles. . assegurar a todas unidades federadas igual número de representantes (no caso brasileiro. ou como compostos. Entre os tipos de Estados compostos estão a União Pessoal. é o aparelho que tem o poder de legislar e tributar a população de um determinado território.A BASE JURÍDICA DO ESTADO FEDERAL É UMA CONSTITUIÇÃO. não podem decidir sair da Federação. nenhum estado membro da federação tem o direito de renunciar unilateralmente ao pacto político ou rejeitar uma lei emitida pelo Congresso cuja legalidade tenha sido confirmada pelo órgão máximo do Judiciário. que deram origem à Espanha. havendo completa diferenciação política e administrativa entre eles. Em algumas Constituições é expressa tal proibição. mas apenas como artifício político. No caso norte-americano. observados os princípios da Constituição . Estado Unitário e Estado Federativo Os autores definem os Estados como simples. foi criado o poder legislativo bicameral. 3. aqueles que aderiram à federação perdem a condição de Estados e. . É uma forma tipicamente monárquica. Bósnia e Herzegovina e parte da Macedônia. Para Dallari. sendo comum. citamos o Uruguai.OS ÓRGÃOS CENTRAIS DE GOVERNO SÃO COMPOSTOS POR REPRESENTANTES DOS ESTADOS. . mas perdem sua soberania própria e fundam uma só pessoa jurídica internacional. A Constituição fixa os direitos básicos. onde o Senado constitui o órgão de representação dos estados. isto é. verifica-se ser impossível a coexistência de mais de uma soberania no mesmo Estado. os Estados. sem divisões internas. Como exemplo.4. a autonomia política torna-se apenas nominal. em relação aos direitos de cidadania.OS CIDADÃOS DO ESTADO. podendo fixar sua própria orientação em assuntos de seu interesse.ESTADO UNITÁRIO: apresenta organização política única. . A fim de garantir a participação dos estados no governo central. Não existe hierarquia nem subordinação entre entes federados. nem modificar suas características. pois se confundiria com o Estado Unitário. Como a união baseia-se na Constituição. os quais as unidades federadas podem aumentar. no período da guerra da Independência até a elaboração de sua Constituição. ela é implícita. visto que somente regula os assuntos nele previstos expressamente. em que as unidades locais são responsáveis apenas pela execução de algumas políticas. como no brasileiro e em vários outros. de forma exclusiva. eleitos diretamente pela sua população. a União Incorporada. Os Estados que entrarem na federação perdem sua soberania no momento do ingresso. a União Real. onde os Estados mantém sua personalidade jurídica internacional. Sua finalidade tradicional é a defesa contra a agressão externa. . . baseada nas capacidades de AUTO-ORGANIZAÇÃO (capacidade dos estados de se organizarem e se regerem pelas constituições e leis que adotarem. Como exemplo de União Pessoal. muito menos. É marcado pela centralização política.PRESERVA AS PARTICULARIDADES LOCAIS: o Estado que adere a uma federação não precisa abrir mão de seus valores. do qual participam as unidades federadas e o povo e existem governos estaduais que possuem autonomia política. a Confederação e a Federação. ao renunciarem a sua soberania. concomitantemente. não tendo. nunca restringir. Montenegro. Há na federação um governo central. O pacto celebra uma união que tem o objetivo de perdurar ao longo do tempo. por meio de uma distribuição de competências. ainda. As partes perdem soberania e autonomia.1918) . Ligam-se somente pela pessoa física do monarca. Estes conceitos permitem distinguir a reforma do Estado da reforma do aparelho do Estado.5. desde que não conflitem com a Constituição Federal. ADQUIREM A CIDADANIA DO ESTADO FEDERAL E PERDEM A ANTERIOR. Como exemplo de Estado unitário. Não há hierarquia nem subordinação entre as partes. qualquer consistência a pretensão de que as unidades federadas tenham soberania limitada ou parcial. No Estado Federado coexistem poderes políticos distintos em um mesmo território. O Estado é a organização burocrática que tem o monopólio da violência legal. Devido ao próprio conceito de soberania (poder de mando de última instância). Características dos Estados Federados . desfeito após a Primeira Grande Guerra (1914. portanto. citamos o Império Austro-Húngaro. ao conjunto da sociedade brasileira.NA FEDERAÇÃO NÃO EXISTE DIREITO DE SECESSÃO. que possui somente um só poder político central. os Estados são considerados unitários quando têm um poder central que é cúpula e o núcleo do poder político autônomo.No Estado Federal as ATRIBUIÇÕES DA UNIÃO E DAS UNIDADES FEDERADAS SÃO FIXADAS NA CONSTITUIÇÃO. Na outra casa do poder legislativo. distribuídas regionalmente.UNIÃO INCORPORADA: ocorre quando há a unificação definitiva de dois ou mais estados que deixam de existir. enquanto que a reforma do aparelho do Estado tem um escopo mais restrito: está orientada para tornar a administração pública mais eficiente e mais voltada para a cidadania. além de ser possível sua denúncia por qualquer dos contratantes. foi dado o nome de estado a cada unidade federada.No caso brasileiro.UNIÃO PESSOAL: ocorre quando dois ou mais Estados ficam sob o governo de um mesmo monarca. Não há uma sobreposição de cidadanias e não há diferenciação de tratamento. em que um só poder político central irradia sua competência. mas ainda que não o seja. Eslovênia.A CADA ESFERA DE COMPETÊNCIAS SE ATRIBUI RENDA PRÓPRIA. . ou seja. . Caso isso não se verifique. o que não ocorre com a Constituição. cada estado tem o direito de eleger três senadores). . QUE ADERE À FEDERAÇÃO. de diferentes entidades políticas autônomas.CONFEDERAÇÃO: dois ou mais Estados se unem num pacto ou tratado. A reforma do Estado é um projeto amplo que diz respeito às varias áreas do governo e.A UNIÃO FAZ NASCER UM NOVO ESTADO e. os Estados membros mantém certa autonomia. Portanto. não um tratado.FEDERAÇÃO OU ESTADO FEDERADO: união de dois ou mais Estados que renunciam à soberania externa. porquanto na verdade não são Estados.UNIÃO REAL: ocorre quando dois ou mais Estados ficam sob o governo de um mesmo monarca. num mesmo território.4. Visto que atribuir competências é distribuir encargos e responsabilidades. . surgindo um novo Estado com características unitárias. Além disso. embora haja exceções. como os senadores. conseqüentemente. originando um só Estado Soberano. em que cada um deles mantém sua soberania externa e autoridade externa. sua soberania. Em outros casos. ou indicados por governantes estaduais. perdem o direito de secessão. que mantém certa autonomia para atuarem nas competências definidas pela Constituição. . Croácia. O tratado é mais limitado. é o próprio povo quem se faz representar. a qual pode evoluir ao longo do tempo. Algumas correntes afirmam que não existe esse tipo de Estado. marcada pela convivência. mas cada Estado mantém sua soberania própria. este não pode mais se retirar por meios legais. preservando uma autonomia política limitada. há uma pequena descentralização. Como exemplo temos a união entre os Reinos de Castela e o de Aragão. sobre toda a população e controla todas as coletividades regionais e locais.1. sob pena de intervenção federal. ficando a formulação de políticas concentrada totalmente no governo central.5. visto que a cada esfera de poder corresponde a uma lista de competências determinadas. . Como exemplo temos os Estados Unidos. podemos citar a formação da Iugoslávia em 1918. 3.

para uma administração pública gerencial. houve um substancial aumento dos conflitos entre o Governo Central e as unidades subnacionais em relação à distribuição de recursos. organizadas por ação espontânea ou mesmo pelo Estado. não se ouvem os representantes da sociedade ou grupos. na qual os eleitores são tidos como “clientes”. um problema de governança. A regra por excelência do federalismo é a busca da conciliação entre independência e interdependência. na medida em que promovem cidadãos. quais seriam as formas mais adequadas para solucionar os embates entre os níveis de governo? Como implantar mecanismos democráticos de solução de conflitos? O federalismo é a forma mais bem sucedida de equacionar democraticamente o conflito entre os níveis de governo. entretanto. estabelecendo-se um sistema de parceria entre Estado e sociedade para seu financiamento e controle. econômico. transfere-se para o setor público não-estatal a produção dos serviços competitivos ou não-exclusivos de Estado.através da transição programada de um tipo de administração pública burocrática. como um problema de ação coletiva. partidos. Quatro linhas de pensamento se destacam no trato da questão dos grupos de interesse: Corporativismo: representação dos interesses econômicos e profissionais em representações políticas. como os parlamentares. Organização da coletividade (empresários e trabalhadores) em associações representativas com vistas a pleitear pelos seus interesses ou atividades profissionais. Corporativismo. na medida em que envolvem investimento em capital humano. este realiza de forma mais eficiente. Deste modo o Estado reduz seu papel de executor ou prestador direto de serviços. flexível e eficiente. ao mesmo tempo. mas as unidades subnacionais mantém certaautonomia. nas .Soberania do Estado Nacional perante os demais Estados Nacionais e Organismos Internacionais. as tendências e preferências da sociedade quanto à atividade estatal. Como promotor desses serviços o Estado continuará a subsidiá-los. Neocorporativismo: novos grupos de interesse e intermediação que surgem no século XX nos quais o estado dá o reconhecimento institucional e o monopólio de representação dos interesses do grupo. apoio a projetos. principalmente dos serviços sociais como educação e saúde. Ao mesmo tempo. Neopluralismo: sua ação representa uma procura por bens governamentais. particularmente no nível federal. dada sua legitimidade democrática e o apoio com que conta na sociedade civil. soberania de que não gozam as unidades federadas. Clientelismo: relações comprometidas entre políticos de profissão e burocratas. O governo brasileiro não carece de "governabilidade". em princípio. . Em troca. deputados e organizarem sua própria justiça) e AUTOADMINISTRAÇÃO (consequência das competências remanescentes dos Estados). ou seja. Enfrenta.7. com os quais cultiva uma relação de proximidade pessoal. representado pelo ente central. de poder para governar.Limitações à descentralização a fim de preservar a unidade jurídica nacional. a partir dos quais os estados fiscalizam o Governo Federal e vice-versa.uma que privilegia o aspecto competitivo. Há exclusão. . borracha) presentes em décadas passadas. ao mesmo tempo incentivando as relações governamentais cooperativas em detrimento das competitivas. que o mercado é incapaz de garantir. Através da liberalização comercial. Finalmente. nem políticos. por parte dos órgãos oficiais. voltada para o atendimento do cidadão. Obtém um certo status público e político de participação em alguns processos decisórios e na implementação de medidas político-econômico-sociais nos diversos setores (social. Desta forma. presente na barganha política. de poder e de competências sobre as políticas públicas. o controle social direto e a participação da sociedade.6. O programa de privatizações reflete a conscientização da gravidade da crise fiscal e da correlata limitação da capacidade do Estado de promover poupança forçada através das empresas estatais. educação. busca-se o fortalecimento das funções de regulação e de coordenação do Estado.outra que dá mais ênfase à parceria e à cooperação. Nesta nova perspectiva. no federalismo. dada a oferta muito superior à demanda de mão-de-obra não-especializada. delegando-lhe um conjunto de funções públicas.8. todos tentando de suas formas minimizar os problemas. . em troca de favores como votos. Há duas correntes que analisam o federalismo: . 3. Através desse programa transfere-se para o setor privado a tarefa da produção que. Neocorporativismo) Formações associativas que surgem normalmente em qualquer regime. no loteamento e nas nomeações em cargos do executivo indicadas por membros de partidos políticos. o Estado abandona a estratégia protecionista da substituição de importações. através de um programa de publicização. 3. implementando e tomando decisões sem a participação do povo ou sociedade. na medida em que sua capacidade de implementar as políticas públicas é limitada pela rigidez e ineficiência da máquina administrativa. para a democracia. que são essenciais para o desenvolvimento. diante da qual mais de uma resposta é possível. podemos pensar as relações intergovernamentais. 3.Articulação entre unidade e pluralidade (Uma das características do Estado Federado é a dicotomia unidade/pluralidade. o que mostra sua natureza intrinsecamente competitiva e conflitiva. empresários. voltada para si própria e para o controle interno. numa espécie de mercado político. sindicatos. ONGs. AUTOGOVERNO (capacidade de organizarem a eleição de seus governantes. Diante disto. dá cá. Relações entre esferas de governo e Estado Fererativo O arranjo federativo. destinando-se a expressar de maneira menos formal (via normas) e mais técnica. Clientelismo é uma prática política de troca de favores. Pluralismo liberal: interação de vários grupos ao mesmo tempo. para os níveis estadual e municipal. integrando os grupos de interesse até mesmo na própria estrutura estatal. É a espécie do toma lá. Intermediação de Interesses (Clientelismo. formadas por burocratas políticos. empresários. procurando defender junto ao governo federal os seus interesses e influenciar a formulação das políticas. precisa compatibilizar a autonomia responsável (não predatória) dos níveis de governo com a presença de relações intergovernamentais cooperativas. por legitimação do voto e apoio.Federal). rígida e ineficiente.4. etc. ao mesmo tempo que recebem da Constituição Federal determinadas competências). Considerando esta tendência. Insulamento burocrático: espécie de isolamento da alta burocracia estatal da sociedade e de seus interesses. e sem mesmo a discussão entre seus representantes democráticos. Sempre presente na história política brasileira. tal arranjo deve ser marcado pelo princípio dos CHECKS AND BALANCES (freios e contrapesos).” Desta forma. vários estudos mostram que. cobrindo as falhas do Estado e buscando o equilibro social. entretanto no papel de regulador e provedor ou promotor destes. o político recebe os votos destes indivíduos.Divisão de poderes entre União e unidades federadas mantendo-se vínculos de coordenação e autonomia. buscando. na maioria dos países do mundo ocidental. em que há somente um Estado soberano. e a progressiva descentralização vertical. O político pauta seus projetos e funções de acordo com interesses de indivíduos ou grupos. . etc). tendo em vista a divisão de poderes de governo entre muitos centros. respondida por uma oferta. O ajuste fiscal devolve ao Estado acapacidade de definir e implementar políticas públicas. mantendo-se.4. ou entre esferas de governo. Governança e Governabilidade A reforma do Estado envolve múltiplos aspectos. Ex: Câmaras setoriais (café. pretende-se reforçar a governança – a capacidade de governo do Estado . a Constituição Federal deve prever mecanismos que evitem a concentração excessiva de poder numa esfera de governo. e para uma distribuição de renda mais justa. para ter êxito. as quais envolvem lealdades pessoais e troca de vantagens na estrutura pública que controlam. nem empresários. Todavia. das funções executivas no campo da prestação de serviços sociais e de infra-estrutura. .4.

10. delegação de competência. pelos órgãos gestores do Governo. o Estado passe a conceder-lhe maior autonomia gerencial. coordenação. Qualidade no Setor Público a) Os desafios . que permitam chama-los à fala quando não cumprirem suas responsabilidades básicas. Consiste em compromissos periódicos com objetivos e metas. controle. .Cultura da rotatividade no setor governamental.os objetivos e metas fixados em compromissos de gestão são periodicamente negociados e consentidos entre o Estado e cada órgão subordinado. deve entender a relação da boa administração com a qualidade de vida. .definição da missão corporativa centrada na qualidade. precisa interessar-se pela gestão pública.a definição da abordagem estratégica da qualidade a ser adotada na organização. desde empresas estatais até órgãos autárquicos e fundacionais. com o adequado controle de processos. otimização. como “responsabilidade”. compreendendo duas fases: analise e síntese. num instante ficarão obcecados por maior performance.questões de interesse público e baixam-se medidas sem a devida discussão. merece destaque no campo da Administração Pública. pura e simples. accountability. 3. se forem financiadas segundo um critério de avaliação de resultados. Implementar a filosofia da GQT nos serviços públicos significa. seja na prestação de serviços b) Análise ambiental A análise ambiental é realizada através de uma avaliação de conjuntura que possibilita o conhecimento atual da organização e do meio em que ela atua. poucas razões terão p/ se esforçarem na busca de desempenhos mais satisfatórios. É da natureza dos contratos que. 3. É passível de aplicação também a órgãos governamentais de adm direta e indireta. Implementação da Gestão Estratégica da Qualidade A implementação da gestão estratégica da qualidade engloba: . de cada uma das empresas estatais com o Estado.A questão ética implicada no equilíbrio entre qualidade e quantidade. antes de tudo. não estruturados sob a forma jurídica de empresa pública. . é conseqüência da cidadania organizada.a análise ambiental tanto no âmbito interno como no externo da organização _ a identificação das pessoas que contribuem ou tem potencial p/ tanto. articulando o funcionamento dos serviços às realidades nacionais. com o intuito de viabilizar a elevação de sua eficiência. considerando que o verdadeiro controle do Governo. o termo accountability é traduzido.4. emperram ou alongam as decisões dos burocratas. descolando-a dos controles meramente normativos (jurídicos. Contudo. . em contrapartida ao compromisso da empresa. Metodologia de Gestão Estratégica da Qualidade A metodologia da gestão Estratégica da Qualidade engloba: . produtividade.a análise de recursos. É importante o papel do cidadão no processo. descentralização. . passando a ter parâmetros compreensíveis p/ avaliar a qualidade de produtos e serviços prestados pelos órgãos governamentais e empresas estatais. efetividade. p/ que se constitua como eixo central da Adm Pública. dentro do conceito de qualidade com objetivos estratégicos. o controle efetivo. os planos estratégicos e operacionais. publicidade. liberando-a de controles burocráticos de meios. já que a sociedade desmobilizada não será capaz de garantir a accountability. em suma. c) Mapeamento de participantes Este mapeamento refere-se à identificação dos personagens que contribuem de forma ativa para a Gestão Estratégica da Qualidade na organização. Por não mensurar os resultados. é aquilatar as diretrizes. Avaliação de Desempenho em Organizações Públicas O alvo da Avaliação de Desempenho de entidades públicas. orçamentários e tarifários). Accountability É um termo abrangente que vai além da prestação de contas. Sem o devido feedback em termos de resultados.4. A busca da accoutability passa tb pela reforma da sociedade. enquanto uma nova filosofia de gestão empresarial. qq iniciativa renovadora já nasce morta. para o controle de fins ou de objetivos a atingir. . Uma característica desse modelo de adm é a de ser dinâmica e participativa. Contratos de Gestão É um instrumento moderno de Administração por Objetivos. economicidade. à existência de mecanismos institucionais efetivos. os objetivos e as metas dessas organizações e os processos de trabalho no sentido de promover sua efetividade. deve ser mais cidadã. . Accountability diz respeito à sensibilidade das autoridades públicas em relação ao que os cidadãos pensam. impessoalidade. com base na premissa de que os representantes políticos ou demais atores só atrapalham ou não são capacitados. No âmbito da Secretaria Federal de Controle. de forma ativa.9. reverter questões cruciais referentes à participação do cidadão no processo de gestão pública e ao seu controle social. Se uma organização não avalia os resultados e é incapaz de identificar o que dá certo no momento em que o fenômeno acontece não poderá aprender com a experiência. . Excelência nos Serviços Públicos Gestão de Resultados na Produção de Serviços Públicos Os empreendedores públicos sabem que enquanto as instituições forem financiadas da forma tradicional. O contrato de gestão é um compromisso institucional firmado entre o Poder Executivo do Estado e cada entidade governamental a ele subordinada da adm direta e as entidades da adm indireta. seja na fabricação de produtos. A realização do compromisso deve ser julgada por uma avaliação de desempenho gerencial do órgão supervisionado. p/ a gestão da qualidade na organização. Princípios gerenciais: estratégia. Pretende estimular a gestão por objetivos no âmbito do setor público. moralidade. . Princípios básicos da Administração Pública: legalidade. excelência da tecnologia utilizada. eficiência. eficácia. fiscais. a) Abordagem estratégica da qualidade A organização que pretende alcançar um padrão de excelência para seus produtos e serviços deve buscar: satisfação dos clientes. ela precisa saber e querer cobrar.avaliação de ambientes.a implantação do modelo pretende induzir uma maior participação e coreponsabilização dos funcionários dos órgãos públicos e de empregados de empresas estatais na definição e na execução dos objetivos firmados em cada período com o Estado. por alguns.O fato de o aumento de clientela não significar aumento de recursos. eficiência. eficácia e eficiência. os governos burocratizados raramente logram grandes conquistas.pretende o modelo que a sociedade seja informada do conteúdo dos compromissos. pelos gestores da coisa pública. pois: . Gestão da Qualidade A Gestão da Qualidade Total – GQT. Princípios fundamentais: planejamento.análise da competência.

com base em uma estrutura horizontal e descentralizada. Traduzir o conceito de Qualidade Total nos serviços públicos significa não somente promover uma série de transformações urgentes nos métodos de trabalho. com enfoques voltados p/ a redefinição do campo de intervenção do Estado. mas sobretudo com relação à valorização pessoal do trabalho e da função pública. Competência significa a qualidade que uma pessoa possui e que é percebida pelos outros. através da prestação de serviços básicos. . Significa promover a qualidade como um valor organizacional. no exercício de sua função como representante ativo do cidadão. aplicar. política. apreensão e inovação. as novas competências pessoais exigidas pelas empresas nos novos ambientes de negócios são as seguintes: 1) Aprender a aprender: devem ter flexibilidade. à sociedade e aos concorrentes. seja nas atividades de suporte. uma burocracia despreparada e vulnerável às pressões de grupos de interesses. Gestão de Competências No mundo moderno. seja na interface com o usuário. 4) Conhecimento tecnológico: o conhecimento está a serviço da equipe e não do indivíduo isolado.O planejamento simultâneo da qualidade . As competências e a gestão são fundamentais para sua eficiência interna. Competência é a capacidade de utilizar o conhecimento para agregar valor e fazê-lo acontecer na organização por meio da mudança e da inovação. . Categorias de competências 1) Competências essenciais: são as competências básicas e fundamentais para o sucesso da organização em relação aos clientes. 6) Desenvolvimento de liderança: capacitação das pessoas em termos de espírito empreendedor e de liderança. que caracterizam a dinâmica da Adm Pública. as organizações precisam se equipar com talentos e competências para poder acompanhar a forte mudança e evolução. identificando os pontos de excelência e os pontos de carência. O objetivo principal dos esforços reformistas traduz-se em dotar a Nação brasileira de um Estado moderno e eficaz. no alto grau de rotatividade dos dirigentes e na ausência de instrumentos de valorização dos recursos humanos comprometendo sua estrutura de pessoal em termos de liderança e capacidade gerencial. é possível visualizar algumas dificuldades à sua aplicação em determinados contextos da Adm Pública. na qual a qualidade esteja embutida na própria definição do público. 7) Autogerenciamento da carreira: as pessoas precisam assumir o compromisso de assegurar que possuem as qualificações. b) Reflexão sobre qualidade e cidadania A Administração Pública brasileira vem passando por algumas reformas administrativas.4.O permanente desenvolvimento dos recursos humanos. etc. O exercício da cidadania. desenvolver. quebrando o que Deming recomenda p/ o sucesso da QT: a constância de “propósitos”. não apenas em termos de treinamento e capacitação profissional. Não adianta possuir competências. Refere-se a como os recursos organizacionais são utilizados e os processos mobilizados para obter os melhores resultados. Elas são dinâmicas. reunir e fortalecer suas competências para poder competir com o sucesso. Para Covey. o modelo de gestão pela Qualidade Total deve ser considerado como um instrumento para a consecução de tal objetivo. legitimado pela sociedade. mas principalmente de gerir competências e alcançar resultados significativos por meio delas. evoluem. redimensionamento da máquina governamental e aperfeiçoamento do desempenho burocrático. tanto na atividade atual. desenvolvendo uma cultura corporativa de apoio a qualidade. 3. A Gestão por competências é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de definir perfis profissionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio. Sob esta ótica. devido ao baixo nível de organização da sociedade civil e a falta de expectativas dessa sociedade frente à atuação do Governo e a imunidade da burocracia a controles externos. 3) Raciocínio Criativo e resolução de problemas: espera-se que os funcionários descubram por si mesmos como agilizar e melhorar seu próprio trabalho.A principal dificuldade cultural na implantação de programas de gestão de qualidade no setor público é a mudança constante de administradores e de programas políticos. seja identificando necessidades e demandas. de forma que não haja distanciamento entre a Administração Pública e seu próprio público. considerando os princípios básicos pela Qualidade Total. Torna-se indispensável perceber o servidor público. 2) Competências de gestão: são as relacionadas com a gestão de recursos – financeiros. tendo em vista a eliminação do dispêndio relativo a ações corretivas posteriores à prestação do serviço. Aliado a isso. . O que se observa como traços característicos da Adm Pública brasileira são disfunções na própria concepção do Estado. suprindo lacunas e agregando conhecimento. que é ponto-chave para a garantia da qualidade nos serviços públicos. do qual depende o sucesso da Gestão pela Qualidade Total.11. indispensáveis à implementação da Gestão pela Qualidade Total. A noção de “Sistema de Qualidade Total” requer a observância e prática de princípios gerenciais específicos. A correlação competências-resultados é altamente influenciada por variáveis ambientais intervenientes. tendo em vista a melhoria contínua da forma como cada aspecto do trabalho é realizado. A observância de tais princípios e a difusão de práticas gerenciais condizentes implica um processo de mudança cultural na organização. 5) Conhecimento de negócios globais: a globalização está ampliando as fronteiras do conhecimento das pessoas. Dica: A gestão por competências procura substituir o tradicional levantamento de necessidades e carências de treinamento por uma visão das necessidades futuras do negócio e de como as pessoas poderão agregar valor à empresa. bem como em função das etapas de produção do serviço a ser desenvolvido. cuja função principal seja atender suas necessidades e anseios. em conformidade com os padrões de qualidade almejados. produtivos. . e na prática do trabalho em equipe. tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis.A delegação de competência e de autoridade. cabendo a ele participar ativamente do processo de gestão pública. com base no princípio da descentralização. 2) Comunicação e colaboração: trabalho solitário e individual cede lugar ao trabalho solidário e grupal. são adquiridas ou perdidas. mesmo em situações desfavoráveis. motivar e recompensar talentos. Cada organização precisa identificar e localizar as competências essenciais capazes de levá-las ao sucesso. em termos de missão organizacional. Correspondem àquilo que cada organização sabe fazer melhor do que ninguém. Implica implementar uma prática social bem mais abrangente. conceitos e métodos nas organizações do serviço público. como nas futuras. reter. sobretudo quando se admite a dimensão política frequentemente predominante sobre os critérios de competência que se reflete negativamente: na composição de quadros de dirigentes e funcionários.A gestão participativa. o conhecimento e as competências exigidas.A prevenção do problema. Entretanto. aliada à disseminação de informações. seja controlando e cobrando seus direitos. . de natureza econômica. Essa mudança cultural deve ter como base a constância de propósito da alta administração e de todo o corpo funcional no compromisso com a qualidade. mas sobretudo uma mudança nas correlações de poder e nos jogos de interesse. a ser alcançado a partir da aplicação dos princípios. a realidade do serviço público no Brasil evidencia processos decisórios impositivos. comerciais. social e cultural. passa pelo entendimento de que o cidadão é o público-alvo do serviço público. é necessário que as outras pessoas reconheçam sua existência.O gerenciamento de processos. entre os quais destacam-se: . . Cada empresa precisa identificar. A identificação das competências organizacionais é necessária para orientar as decisões quanto às atividades que são cruciais para o sucesso da organização. associados ainda a fatores ambientais restritivos. Saber alcançar a competitividade não depende apenas de conquistar. mudam.

Implementação. As organizações avaliam e definem quais são suas competências essenciais – atuais ou exigidas – e daí.Procedimentos.Análise de requisitos. a partir da incorporação crescente de tecnologias informacionais na busca de melhorias incrementais (orientação típica da qualidade) ou de redefinições radicais (orientação típica da reengenharia). as oportunidades de melhoria. Para o cumprimento desse exercício.3) Competências organizacionais: são as relacionadas com a vida íntima da organização. . (2) integrar e orientar para resultados as várias unidades organizacionais e (3) auferir recursos e desenvolver competências para a consecução dessas finalidades. . devem-se utilizar instrumentos metodológicos. . Etapa 4 – Definição de metas de melhoria . A gestão de processos demanda a concepção e o contínuo monitoramento de um Quadro de Indicadores de Desempenho para a constante avaliação do alcance das metas estabelecidas de eficácia (efetivo alcance dos resultados). os suportes críticos. fluxograma etc. A visão clara dos processos permite identificar eventuais alternativas extraorganizacionais (mediante terceirizações e parcerias). .Tem seus clientes. a seqüência na qual elas são executadas e quem executa cada uma dessas atividades). os planos de melhoria existentes e as barreiras para as melhorias. . enfim. e (3) desenhar o mapa do processo (as atividades executadas no processo. você é convidado a executar as seguintes tarefas: (1) definir o escopo do processo (nome do processo.Processos de Desenvolvimento de Software – é uma seqüência de passos que técnicos e gerentes realizam para criar software: .Recursos. adiciona valor a ele e fornece um output a um cliente específico. as principais dependências.É composto de atividades.Ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e espaço.Estas atividades são voltadas para criar valor para seus clientes. .Um processo definido é aquele que é descrito suficientemente em detalhes de forma que possa ser consistentemente usado.Pessoas. . Etapa 2 – Definição dos requisitos Nessa etapa. Há outras maneiras de entender o que são processos: . você deverá aprofundar seus conhecimentos sobre a visão das partes envolvidas no processo (principalmente os clientes. . competências organizacionais até chegar às competências individuais por meio de um processo estratégico de desenvolvimento de competências.Um conjunto definido de passos para a realização de uma tarefa. expectativas e requisitos).Testes. missão e limites – ou seja.Qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma um input. com um começo. A gestão de processos permite identificar o conjunto de atividades capaz de (1) gerar maior valor ao usuário/cliente que recebe um produto ou serviço.Programação.Processos na execução de programas – em computação. subprocessos. Processos Organizacionais São atividades coordenadas que envolvem: . A orientação baseada em processos envolve a preocupação constante com a otimização. a integridade dos sistemas. como: diagrama de blocos.Homologação. .Atividades são operadas por atores que podem ser seres humanos ou máquinas. . . suas inter-relações.Um grupo de atividades realizadas numa seqüência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. . você deverá fazer um levantamento in loco das características do processo e das suas atividades. (2) elaborar o diagrama da cadeia de valor do processo (fornecedores. os problemas crônicos. um fim.Outros. Processos podem ser vistos sob diferentes enfoques: . suas necessidades. . GESTÃO DE PROCESSOS “Todo o trabalho importante realizado nas empresas faz parte de algum processo. início e término). Referem-se ao aparato interno por meio do qual a organização se articula e se integra para poder funcionar. entradas e saídas. Avaliação do Processo Etapa 3 – Diagnóstico do processo Nessa etapa. entradas.Processos definidos auxiliam no planejamento e na execução de um serviço. Processos de Negócio Um processo de negócio consiste de cinco elementos: . . tendo em vista alcançar ou superar padrões referenciais de desempenho (benchmarks) na satisfação das partes interessadas. as áreas de prioridades. visando a identificar os valores realmente agregados às partes interessadas. as quais podem revelar-se mais vantajosas para os beneficiários ou para o Poder Público. . saídas e clientes).” Definição de Processos O que são Processos? . eficiência (melhor equacionamento entre recursos utilizados para alcançar os resultados) e efetividade (real capacidade de os resultados promoverem os impactos esperados). uma estrutura para ação. Definição do Processo Etapa 1 – Identificação inicial Nessa etapa. . sistemas de acompanhamento de reclamações e entrevistas. o nível de desempenho atingido.Freqüentemente envolve várias unidades organizacionais que são responsáveis por todo o processo. um processo é um evento ou estágio de execução de um programa que inclui todas as suas variáveis e outros estados.Tecnologia. 4. conteúdo. partem para suas competências de gestão. 4) Competências pessoais: são as que cada indivíduo aprende e desenvolve em suas atividades pessoais na organização. Não existe um produto ou serviço oferecido por uma empresa sem um processo organizacional. Há diferentes maneiras de obter estes dados: pesquisas de opinião. . claramente identificadas.

mapeamento e detalhando os processos: a partir da definição do mapa geral de processos. mesmo depois da implantação sistema. nas atividades. os chamados ERPs. O mapeamento estruturado. dando início à coleta de dados e à avaliação dos resultados alcançados com o plano-piloto. Em tal situação.com a implantação de sistemas integrados de gestão. 3. Por fim. o ponto de partida inicial é identificar os processos relevantes e como devem ser operacionalizados com eficiência.quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? .o aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. Com isso. ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. nas saídas. as melhores práticas. sistemas de gestão de recursos. Essa visão é o que chama de uma abordagem de BPM. Análise do Processo Etapa 5 – Solução de problemas Nessa etapa. fusões. redesenho parcial ou total do processo. 5. A seguir. as metas de sucesso alcançadas. visando a satisfazer os clientes. (2) isolar os problemas de desempenho. com a definição de padrões de documentação. Toda iniciativa para melhorar processos deve ser concebida concomitantemente aos demais processos organizacionais (afinal.). de como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados. você deverá implementar um piloto do plano de melhorias. você é convidado a (1) identificar os fatores críticos de sucesso (FCS). Como gerenciar o fluxo de informação. Etapa 9 – Sistema de acompanhamento gerencial Essa etapa compreende o acompanhamento das ações implantadas.qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? . e (3) identificar melhorias havidas nas entradas. (2) a estabelecer as metas de sucesso (MS) e (3) a identificar e definir as prioridades de melhoria. Quais são os processos críticos de negócio? Isto é. terceirização. você deverá coletar informações comparativas e identificar as melhores práticas. é saber “para que a Organização existe”.qual é o nível de integração e interdependência entre processos? A resposta a essas questões representa a adoção de uma visão abrangente por parte da organização sobre os seus processos e sobre como estão relacionados. gerando maior dificuldade como na integração e no treinamento de novos colaboradores Os efeitos dessas e outras situações têm levado um número crescente de empresas a buscar uma nova forma de gerenciar seus processos. A primeira questão. quanto a eficácia. Entretanto é muito comum a falta de alinhamento entre processos. O atual dinamismo das organizações. inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. Melhoria do Processo Etapa 8 – Implementação dos planos Nessa etapa. dos níveis de desempenho esperado. Falar em processos é quase sinônimo de falar em eficiência. Ações de melhoria de processos e transformação organizacional demandam liderança (a direção define o curso da ação e implementa as melhorias propostas) e participação (as pessoas devem ser induzidas a participar e a se comprometer com os resultados). As alternativas de melhoria devem compreender orientações sobre: mudança nas atividades. erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara.Nessa etapa. do mecanismo de coleta.as regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados. formas de parceirização (alianças.qual a dimensão ideal da equipe para a execução e o controle dos processos? . estrutura organizacional. a estratégia. Sua implantação deve considerar no mínimo cinco diferentes passos fundamentais: 1. Quais os recursos necessários para gerar os produtos que os clientes desejam adquirir. cisões etc. 2. são identificados os atributos dos processos. trabalho ou atividades e produtos. aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios. Para gerir uma Organização. . eficiência e adaptabilidade). da freqüência com que é feita a medição e do sistema gerencial de acompanhamento. mediante: o estudo de padrões referenciais de excelência (benchmarking). nas conexões. muitos processos não podem sofrer solução de continuidade e há prazos. contemplando informações básicas sobre as partes interessadas. tradução do negócio em processos: é importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os apóiam. O que de essencial a Organização oferece para os clientes. as causas dos problemas e os recursos disponíveis. Entretanto. embora não exclusivamente do modelo de Gestão de Processos. aquisições. Etapa 6 – Elaboração de planos de melhoria Nessa etapa. a confirmação das metas (intermediárias e finais) de sucesso. 4. devido ao ambiente de constante mudança. De forma complementar. existe a necessidade prévia de mapeamento dos processos. Os principais fatores que têm contribuído para essa tendência são: . rever o plano de implementação. o que permite. Isso é possível a partir do entendimento da visão estratégica. no fluxo e no sistema gerencial. por isso o assunto é recorrente na agenda de qualquer executivo. aqueles que mais impactam os negócios e afetam os clientes. e a elaboração do novo mapa do processo. coletar e documentar o feedback das partes interessadas. Em vez disso. mais recentemente. qual a sua missão ou negócio. determinando as causas básicas. sistema de informação. Questões que podem ajudar nesta análise são: . Etapa 7 – Sistema de medição Esta etapa abrange a formulação dos indicadores de desempenho (os quais devem abordar os principais requisitos dos clientes. a identificação de oportunidades de melhoria. vem fazendo com que o tema processos e. gestão por processos (Business Process Management. mudança no fluxo. é possível construir o mapa geral de processos da organização. redução de custos e qualidade. diretrizes e resultados que não podem esperar rearranjos para serem cumpridos). .a maior freqüência de entrada e saída de profissionais (turnover) tem dificultado a gestão do conhecimento e a documentação das regras do negócio. 2. com especial atenção para as melhorias demonstradas. Muitas começam pelo desenvolvimento e revisão das normas da organização ou ainda pelo mapeamento de processos. as habilidades desenvolvidas e a documentação. . com base na Gestão de Processos é necessário levantar entre outras as seguintes variáveis. fazer a efetiva implementação de melhorias. . fazer isso de imediato é “colocar o carro na frente dos bois”. você deverá: (1) fazer o levantamento das possíveis causas dos problemas identificados na Etapa 3. conforme figura Modelo Simplificado de Gestão de Processos: 1. permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível.

Nomear um funcionário ou comissão para receber o objeto da cada contrato. definição de indicadores de desempenho: o objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos. atuar e melhorar! Assim. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. 5.A fiscalização da execução dos contratos. deverá constar do próprio instrumento de contrato ou formalizada em termo próprio. É necessária maior percepção das relações entre processos. nas entrelinhas de seus artigos. Enquanto na primeira se busca o ganho de escala. simplificar. (Art. O fiscal omisso ocorre em infração disciplinar. 67. A Lei de Licitações e Contratos inclui como motivo para a rescisão contratual: “o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. Lei nº 8666/93. desde que essas faltas estejam anotadas pelo fiscal no registro próprio. dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo. aos pagamentos e outras de amplitude geral. designado pelo Ordenador de Despesa através de portaria ou termo próprio. O ordenador de despesa deve resguardar-se com respeito à indicação do fiscal que precisa ter um perfil adequado ao ofício. que deverá ser a pessoa de contato. que pode ser informatizado.”. nesse caminho. sendo ainda aconselhável a designação de um suplente para atuar nos impedimentos do titular designado. o BPM representa uma visão bem mais abrangente. propiciando a especialização. médio e longo prazos.. O fiscal do contrato precisa estar preparado para a tarefa porque envolve um nível de responsabilidade específica.. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e. o objetivo é reunir provas de responsabilidade da contratada.Providenciar no sentido de que os servidores responsáveis pela fiscalização de contratos ou pelo recebimento dos objetos contratados sejam treinados para o exercício das atividades pertinentes. Fiscalizar significa verificar se o contrato está sendo executado de acordo o que foi pactuado. A sindicância é instrumento para investigar irregularidades sejam elas praticadas por servidores ou por funcionários de empresas contratadas. é facultado à Administração. perda de esforço e de eficiência. através de observações e ações junto ao preposto do contratado. O representante da Administração será especialmente designado. realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo ou. com estrutura física definida e de um sistema de controle.O fiscal do contrato anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. . geração de oportunidades de melhoria: a intenção é garantir um modelo de operação que não leve ao retrabalho. . terem um representante. Atribuições do Fiscal de COntrato Nomeado o fiscal e instruído sobre seus deveres e responsabilidades. desempenhar a missão.Providenciar junto à área de recursos humanos em treinamento para preparar os empregados da contratada para trabalhar dentro da repartição pública e dar-lhes conhecimento dos hábitos e posturas nos recintos oficiais. O processo disciplinar visa punir servidor ou empregado público.Orientar os servidores e empregados públicos sobre como deverão se relacionar com as empresas contratadas que exercem serviços terceirizados. automatizar ou eliminar. Eventuais observações ou queixas devem ser levadas ao fiscal do contrato ao qual cabe adotar as providências que forem necessárias.. no que diz respeito aos contratos. ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio. 67. . contratante e contratado. 5. O fiscal deverá ser um funcionário da Administração. mas. enfim com tudo o que se relaciona à atividade sob fiscalização. compreendendo o gerenciamento.Implantar um serviço de gestão de contratos.Designar comissão permanente de sindicância e de processo disciplinar. o que significa medir. segue-se a fase de execução. 3. tudo devidamente registrado e comunicado ao gestor do contrato nos casos de descumprimento do disposto no contrato.Obter cópia do contrato. O registro poderá ser feito em livro próprio. . consultorias ou ao gestor de contratos. Acompanhamento e Fiscalização da Execução de Contratos Requisitado o objeto. como por exemplo. tenha conhecimento de suas responsabilidades e de como deve. trata-se de uma mudança cultural. Colocar tal modelo em prática requer uma nova forma de analisar e decidir como será o dia-a-dia da organização de hoje.. Ele será e elo de contato do fiscal com a empresa contratada.Designar um fiscal para cada contrato. ainda. . no próximo ano e assim por diante. Não podem a eles atribuir tarefas particulares porque eles não são seus empregados. ao ser nomeado. com o objetivo de apurar fatos e responsabilidades de forma segura. . fichas ou em arquivos eletrônicos e dele deverão constar anotações relativas ao desenvolvimento dos trabalhos. a quem a administração irá se reportar sempre que necessário. comissionado ou empregado público. é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos. . horários. resguardando a responsabilidade do administrador. seguem quatro alternativas básicas: incrementar. para análise e arquivo. mediante recibo e mantenha preventivamente em seu poder cópia desses documentos. não basta controlar os resultados dos processos. 4. em processo próprio. caput). efetivamente. Não lhes compete dar ordens. com o objetivo de se assegurar que o objeto que está sendo recebido corresponda exatamente aquilo que foi contratado. . É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de maneira planejada e orientada a resultados de curto. os prazos. é necessário identificar as oportunidades de melhoria. A contratada deve nomear um preposto que será aceito ou não pela Administração. É recomendável que o fiscal transfira a guarda dos documentos originais. A lei ainda permite a contratação de terceiros para assistir e subsidiar o fiscal do contrato referente à suas atribuições. GESTÃO DE CONTRATOS A Lei de Licitações e Contratos. instruções ou repreendê-los. VII). O acompanhamento e a fiscalização da execução do contrato são obrigatórios para todos os contratos que não se esgotem em um único ato tal qual a compra de um bem já fabricado. O Administrador Público. 67: “A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. efetuada licitação e celebrado o contrato. Para tal. o acompanhamento e a fiscalização da execução até o recebimento do objeto. O gerenciamento de contratos é um serviço administrativo que compreende a gestão geral dos contratos e que poderá ser exercido por um setor ou por um funcionário e que trata das questões gerais relativas aos contratos. Sendo assim. isto significa que para cada contrato deve ser designado um fiscal. O fiscal precisa conhecer detalhadamente o contrato e as cláusulas nele estabelecidas e buscar os necessários esclarecimentos junto a assessorias. 78 e inciso VIII). com conhecimento do contratado ou ainda previsto no próprio contrato. para lastrear providências tais como rescisão contratual ou reparação de danos. (art.. A fiscalização deverá ser efetuada por um representante da Administração e para ser tal representante. para cada um. A designação do fiscal de contrato. assim como a de suas superiores. É necessário que o fiscal. amanhã. encaminhamento de providências e resultados. Acompanhar significa estar presente ou manter um sistema de acompanhamento da execução do contrato. Fiscal de Contrato e Preposto do Contratado A Lei de Licitações impõe a obrigação de as duas partes. 78. A gestão de contratos compreende: . implantação de um novo modelo de gestão: o BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. ao encerrar sua tarefa. rescindir o contrato pela ocorrência reiterada de faltas. ser servidor estável. visitas. questões ligadas ao reequilíbrio econômico-financeiro.Criar comissão permanente de licitações. eis que a lei dispõe que: “deverá ser. tais como: o controle dos prazos de vencimento ou de renovação dos contratos. além dos modelos de controle a serem utilizados. . preferencialmente ocupante de cargo efetivo.A partir da análise do contrato e dos demais documentos. tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho. o material empregado. efetuada pelo ordenador de despesa. . na última busca-se a simples exclusão da atividade ou a sua transferência para terceiros. na semana que vem. prevê. do edital e da proposta da empresa vencedora da licitação. O fiscal deve estar ciente e atento para a forma com que são executados os serviços. ele deverá ter vínculo com órgão público. A designação de um representante da Administração é obrigatória. que o Administrador Público deve organizar e implantar em órgãos públicos um sistema de gestão de contratos. § 1º). receberá uma designação específica. isto é. com o objetivo de se resguardar de responsabilidades.. A implantação de um serviço específico de gestão de contratos. No caso de sindicância envolvendo procedimentos de contratados. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição”. A Lei de Licitações e contratos dispõe em seu art. Nesse sentido. ou comissões especiais de licitação para casos que requeiram conhecimentos específicos. a ele compete: . (art. A Administração designará um fiscal que será a referência nos contatos do contratado e será o responsável pela verificação da regularidade na fase de execução. permite a profissionalização e forma especialistas na área. mesmo que designado para fiscal vários contratos. deverá adotar algumas providências: . O contratado designa um preposto. incidentes.O recebimento dos objetos contratados. à documentação. verificará da necessidade ou não de requisitar apoio especializado de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo com informações técnicas.O gerenciamento dos contratos.por exemplo. por sua vez. a aquisição de um eletrodoméstico. na qual a busca por ganhos está vinculada a um novo modelo de gestão. que. Conforme dispõe a Lei de Licitações e Contratos (art.

. “b” e § 1º). É o fiscal do contrato.A Administração rejeitará. 62).Compres de qualquer valor de que resultem obrigações futuras.Convites.* Demais contratos cujo conteúdo seja regido predominantemente por norma de direito privado. Arquivo e Publicação Para a Administração Pública. I). Parágrafo único). I. treinado. (Art. ter prazos superiores a cinco anos ou. .Tomadas de preços. Prazos de Vigências dos Contratos É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. I “b”. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. (Art. O Fiscal fiscaliza a execução. (Art. no todo ou em parte.Nos demais casos em que a Administração puder substituí-los por outros instrumentos hábeis. Assim é que esses contratos são se subordinam aos prazos de duração fixados no art. 55 e nos arts. (Art. Considerações sobre Contratos Admiistrativos Formalização. (Art. enumerados no item 5. A Lei também determinou que. observando-se que o contratado é obrigado a reparar. . independentemente de valor. sendo que tal prazo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. . se regido pela Lei de Licitações e Contratos (Art. de seus aditamentos e da publicação dos respectivos extratos ou súmulas. 62. . convênios ou ajustes e de editais de licitação devem ser previamente examinados e aprovados por assessoria jurídica da Administração (Art. I). 5 (cinco) anos.Seja organizado.O fiscal deve ainda. § 3º. devendo indicar quem atenda o perfil para a tarefa e a este proporcionar o conhecimento dos critérios e das responsabilidades. ou seja.Seja detalhista. Podem. * Contratos em que a Administração faz parte como usuária de serviço público. (art. . . § 3º).. desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anteriores à exaustão dos mesmos. o recebimento do objeto se dá depois da execução: a Lei diz: “executado o contrato. salvo em casos excepcionais. . inc. IV). § 4º). equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. da seguinte forma: . Parágrafo único). (Art. . para que. ou escolhe mal. . excluindo exatamente o art. Esta tarefa deve ser entregue a quem: . especialmente designado para acompanhar e fiscalizar a execução do contrato.Há contratos que exigem acompanhamento e fiscalização diária. pela contratada. 69). considera-se contrato: “todo e qualquer ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares. Indiretamente ele fiscaliza o fiscal do contrato. Em resumo. devidamente justificados e previstos no edital.Em se tratando de obras e serviços: mediante termo circunstanciado. (art. obra. (Art. 57. Disciplinando sobre estes contratos. portanto.Concorrências. Parágrafo [único). As minutas dos contratos.”.Casos especiais. . As repartições manterão arquivo cronológico de seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato (Art. 57. remover. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. 73. Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. 60). executado o contrato. que estabelece limites de prazo e veda o contrato com prazo indeterminado. (Art. locação em que o Poder Público seja locatário. II. Ele não pode indicar qualquer pessoa ou comissão. Mas isso não esgota a obrigação do gestor. anotando-as e levando-as para solução junto ao preposto da contratada.” (Art. 62. portanto. sendo que. 57.Serviços profissionais. 3.Aluguel de equipamentos e utilização de programas de informática: Pode a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato. . 73. A ele devem ser fornecidos recursos materiais e técnicos necessários ao desempenho do ofício. ser assinados por prazo indeterminado. É obrigatória a publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. 2º. Pela Administração assina o fiscal do contrato e. A contratação somente será efetuada quando existirem à disposição os correspondentes recursos orçamentários. nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. (Art. acordos. Isto significa que o contratado deverá comunicar por escrito à Administração a conclusão da obra ou a prestação do serviço. 73). desde que não se componham de aparelhos. recolhendo as queixas dos funcionários do órgão. . II e § 4º com as alterações da Lei 9.Poderá ser dispensado o recebimento provisório e efetuado recebimento definitivo. não sujeitos aos prazos estabelecidos no art.Em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: para fins de verificação da conformidade do material com a especificação.Quando ultrapassarem a competência do fiscal. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas e reconhecimento de firma (Art. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. Quem dá a tarefa tem que oferecer os meios para realizá-las. A Atividade de Recebimento Definitivo do Objeto A Lei de Licitações criou a obrigação de nomear-se um servidor. 73. recepção e portaria. às suas expensas. . § 2º).Obras e serviços de valor até o previsto no art. o seu objeto será recebido provisoriamente pelo fiscal do contrato da seguinte forma: . responsabilidade e conhecimento necessário para o desempenho da tarefa.Tenha familiaridade com o objeto. (Art. O gerente de contratos deve manter em arquivo cópia dos contratos. O Administrador ao indicar quem irá receber o objeto do contrato deverá atentar para que a pessoa indicada tenha perfil adequado. . § 3º. O instrumento de contrato é obrigatório nas contratações fundamentadas em: . 57. II. mediante recibo. como condição indispensável para sua eficácia.67. seja qual for a denominação utilizada. deverá estar preparado. 61. . alínea “a” da Lei 8666/93. que ter cautela porque o recebimento do objeto é uma linha de risco. mediante recibo. 60).Nos casos em que o termo circunstanciado ou a verificação citada não serem. (Art. II). Recebimento do Objeto Contratado A Lei de Licitações e Contratos determina que. 57. . respectivamente. no total ou em parte. tais como carta-contrato.Projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual: Poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isto tenha sido previsto no ato convocatório. 76). nos demais. que proíbe a contratação por prazo indeterminado. O instrumento de contrato é facultativo nas contratações fundamentadas em: . “a”). Quem receber a tarefa deve. (Art. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. 57. §§ 1º e 3º e art.Em se tratando de obras e serviços: Mediante termo circunstanciado assinado pelas partes.Dispensas ou inexigibilidades de licitação cujos valores estejam compreendidos nos limites das modalidades de concorrência ou tomada de preços. ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.Esteja ciente de suas responsabilidades. 67). lavrado ou procedida dentro dos prazos fixados. II “a” e § 1º). após o decurso do prazo de observação. (Art. 73. não fazendo nenhuma referência e.Em se tratando de compras ou locação de equipamentos: após a verificação da qualidade e quantidade do material e conseqüente aceitação.. A mesma atitude deverá ser tomada quanto às queixas dos empregados da contratada. 2. incisos II e IV. nem à vedação do § 3º do mesmo artigo. financiamento. Enquanto o fiscal age durante o período de execução do contrato. . . O sentido da lei é o de assegurar que aquilo que foi contratado é exatamente aquilo que está sendo recebido pelo contratante. tanto para o gestor que não nomeia quem vai receber. em caráter excepcional. I). serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato. nota de empenho de despesa. podendo ainda ser prorrogados em até 12 (doze) meses. efetivamente. à disposição dos órgãos de fiscalização interna e externa. enquanto que o responsável pelo recebimento do objeto verifica se o resultado do contrato corresponde ao estabelecido no contrato. o recebimento far-seá mediante termo circunstanciado e. mediante recibo. o seu objeto será recebido definitivamente por servidor ou comissão designada pela autoridade. representante da Administração. Há. (Art. O primeiro ponto de cautela é indicar quem irá receber o objeto. poderá ser o preposto.648/98). estar preparado. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. exceto o de pequenas despesas de pronto pagamento feitas em regime de adiantamento (Art.Tenha recebido treinamento para tal fim. (art. reconstruir ou substituir. 38. 62 da Lei de Licitações e Contratos manda aplicar tão somente o disposto no art. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. tanto para quem é incumbido da tarefa e não a executa com segurança. atestar a execução total ou parcial do serviço contratado. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. regidos pela Lei de Licitações e Contratos. O fiscal deverá fazer um acompanhamento rotineiro. limitada a 60 (sessenta) meses. nos demais casos. 57. portanto.Regra geral: A duração dos contratos administrativos. tais como os de serviços de limpeza e higiene e de segurança ou vigilância. 73. reputar-se-ão como realizados. o § 3º de art. 60.. devidamente justificado e mediante autorização da autoridade superior. § 3º. as decisões e providências a ser tomadas deverão ser solicitadas aos superiores hierárquicos para adoção das medidas convenientes. . 23.Prestação de serviços a serem executados de forma contínua: Poderão ter sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração. corrigir. É nulo e sem nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. em que haja um acordo de vontade para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas. nos casos de: 1. Parágrafo único). até mesmo. 62. 57 da Lei de Licitações e Contratos: * Contratos de seguro. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais.(Art. caput). no prazo citado seja lavrado e assinado o termo circunstanciado de recebimento provisório. . A Lei de Licitações e Contratos determina que a Administração designe um servidor ou uma comissão para o recebimento definitivo do objeto do contrato. executado o contrato. .Compras para entrega imediata e integral de que não resultem obrigações futuras. 58 a 61.Gêneros perecíveis e alimentação preparada.

. § 7º . bem como a superveniência de disposições legais. estabelece em seu artigo 56. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corrigidos. a Administração tem a prerrogativa de “Modificá-los. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. pressupõe um quadro anormal de direito. É necessário explicitar o motivo real e concreto que embasa a modificação.Nas concessões de uso. devendo. o contrato de locação por prazo indeterminado poderá ser denunciado por escrito pelo locador. § 1 º O contratado fica obrigado a aceitar.para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a retribuição da Administração para a justa remuneração da obra. pelo prazo mínimo e ininterrupto de três anos.Fundamentada em motivo inexistente. dispensando a celebração de aditamento. desde que regularmente comprovados. as prorrogações ou. se o locatário permanecer no imóvel por mais de trinta dias sem oposição do locador. e. pois a Lei nº 8245/91. Um falta de controle. A Administração tem o dever de intervir no contrato e introduzir as modificações necessárias e adequadas à satisfação do interesse público. deve a Administração procurar assinar esses contratos pelo prazo de cinco anos. isto é. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato. situações anormais em que um contrato se extingue pela anulação ou pela rescisão. nos seguintes casos: “I – Unilateralmente pela Administração: . desde que cumulativamente o contrato a renovar tenha sido celebrado por escrito e com prazo determinado e que o prazo mínimo do contrato a renovar ou a soma dos prazos ininterruptos dos contratos escritos seja de cinco anos. .245/91. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. 58. A única disposição que a prorrogação deverá conter é o novo prazo. com previsão de prorrogação por iguais períodos até o limite de sessenta meses. nas condições ajustadas.Fundamentada em motivo existente e conhecido em data anterior á contratação.” (Art. prazo sempre determinado. A alteração unilateral do contrato somente poderá ser efetuada pela ocorrência de eventos ocorridos ou somente conhecidos após a contratação. poderá propor a competente ação renovatória. por aditamento. no caso de serviços contínuos. mas sem prazo determinado. alterados ou extintos. § 4º No caso de supressão de obras. 58. Anular um contrato significa desconstituir o contrato suprimindo seus efeitos. como é o caso dos bancos oficiais ou de outras empresas públicas ou sociedades de economia mista. Uma vez aditado. § 1º). Ocorrências que modifiquem as circunstâncias de fato ou de direito e que motivam e embasam a necessidade ou conveniência de alterar o contrato. A prorrogação deve ser motivada.Tais contratos não estão adstritos aos prazos estabelecidos no art. . com as devidas justificativas.Nesses casos. será inválida a alteração unilateral do contrato administrativo. serviço ou fornecimento. I). § 6º Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. caso assinado por prazo determinado. presume-se a disponibilidade de recursos orçamentários. caso fortuito ou fato do príncipe.Motivada. não caracterizam alteração do mesmo. para melhor adequação às finalidades de interesse público. mesmo em se tratando de serviços públicos. por igual prazo. § 3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. pois os orçamentos certamente contemplarão verbas para despesas com serviços contínuos. no que couber. § 2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. pelo que. estando pois a contratação sujeita ao processo de dispensa e às demais formalidades previstas na legislação. . Não basta simplesmente invocar a necessidade ou o interesse público. 65.O § 3º de art.Merecem controle especial os contratos de locação. Parágrafo único. serviços de natureza contínua destinados a atender necessidades públicas permanentes. os contratos são firmados com prazo de um ano. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. no tempo próprio. concedendo ao locatário trinta dias para a desocupação. assegurada pela Lei nº 8. A nulidade se dá quando o contrato ofende norma que tutela o interesse público. podem ser unilateralmente alteradas pela Administração Pública. Contratos de Locação de Imóveis Quanto a tais contratos. manda que sejam aplicadas as demais normas gerais. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. ou previsíveis porém de conseqüências incalculáveis. com relação ao cronograma financeiro fixado. previamente autorizada pela autoridade competente e formalizada por um Termo Aditivo analisado e aprovado pelo serviço jurídico do órgão. no entanto. findo o prazo estipulado.quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. . Isto significa que a faculdade que a Administração detém de modificar o contrato está condicionada a ocorrências posteriores à data da contratação. formalizar-se. Alteração de Contratos Administrativos A Lei de Licitações e Contratos dispõe.quando houver modificação do projeto ou das especificações. . Existem. As cláusulas regulamentares. .quando necessária a modificação do regime de execução da obra ou serviço. bem como das publicações previstas em lei. nada mais podendo ser incorporado. respeitados os limites estabelecidos no § 1º deste artigo. até o limite de 50% (cinqüenta por cento) para os seus acréscimos. Lei 8. de vez que o seu conteúdo é regido predominantemente por norma de direito privado. mas devem. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido.Desmotivada.245/91. bens ou serviços.” (Art. Prerrogativas da Administração em Relação aos Contratos Administrativos Em relação aos contratos. 57. § 5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados. II – por acordo das partes: .A Administração deverá demonstrar que não existia na data da contratação o motivo da modificação. e. poderá deixar a Administração em situação de ter que desocupar o imóvel no prazo de trinta dias. cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha. o resumo deverá ser publicado na imprensa oficial para que alcance a eficácia e seja de conhecimento dos interessados e dos órgãos de controle.Quando a locação do imóvel for destinada ao comércio.Desproporcional à motivação. As cláusulas econômicas não podem ser alteradas unilateralmente pela Administração Pública: “As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. em se tratando de aluguel de equipamentos ou utilização de programas de informática. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. não está a Administração desobrigada do processo de licitação. Prorrogações dos Prazos de Duração de Contratos A regra geral é a de que a duração dos contratos administrativos deverá observar a vigência dos respectivos créditos orçamentários.” Anulação e Rescisão de Contratos Administrativos De um modo geral um contrato se extingue pela conclusão do seu objeto ou pelo término do prazo. nos limites permitidos por esta Lei. antes do seu vencimento. vedada a antecipação do pagamento. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. a Administração deverá restabelecer. intentar negociações com vistas à sua renovação. salvo: I – (VETADO). na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis. . De um modo geral. Presumir-se-á prorrogada a locação. proceder nova licitação. não logrando êxito. e de quarenta e oito meses. Neste caso. segundo avaliação prévia. nesta hipótese. conforme o caso.(VETADO). 62. desde que o preço seja compatível com o valor de mercado. serviços ou compras. . eis que realizado o certame licitatório. que os contratos administrativos poderão ser alterados. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. A modificação do contrato será nula quando: . se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. . que exclui a incidência do art. § 8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajustamento de preços previsto no próprio contrato. em tempo oportuno. ou ainda. nas mesmas condições contratuais. tem direito à renovação do contrato. os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. e o locatário esteja no mesmo ramo. unilateralmente. denominadas cláusulas econômicas. Nos contratos administrativos existem cláusulas que dizem respeito ao desempenho das atividades. e cláusulas que dizem respeito à remuneração do contratado. bem como do modo de fornecimento. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. chamadas de comodato. de comprovada repercussão nos preços contratados. também não cabem a limitação de prazo. Não há prorrogação tácita. A alteração do contrato deverá ser: . porém.É dispensável a licitação para a locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da Administração. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço: . De outra parte. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. denominadas cláusulas regulamentares. .quando conveniente a substituição da garantia da execução. que. justificada.A modificação introduzida no contrato deverá ser proporcional à ocorrência que a motivou. 24. da mesma forma ser aplicadas as normas gerais. . se interessar. de que o evento que motivou a alteração ocorreu após aquela data ou comprovar que somente se tornou conhecido após a data da assinatura do contrato. Existem. II – as supressões resultantes de acordo celebrado entre os contratantes. cabe observar: . . a qual. por imposição de circunstâncias supervenientes.quando necessária a modificação da forma de pagamento. porém. 57. Em caso de força maior. as atualizações. verificados os pressupostos normativos. X). . de locação ou de concessão de uso. sem o que. respeitados os direitos do contratado. de dispensa ou inexigibilidade. em seu art. A Administração não tem a faculdade de alterar o contrato administrativo quando e como bem entender. (Art. mantido o valor inicial atualizado.

XVII – a ocorrência de caso fortuito ou de força maior. bem como a fusão. sobre os crimes e as penas com relação a licitações e contratos. dezessete casos para rescisão de contrato administrativo. do serviço ou do fornecimento. IV – o atraso injustificado no início da obra. inundação. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. não previstas e sem intervenção dos contratantes. poderá ser exigida garantia nas contratações de obras. 54). em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. a Administração não poderá declarar nulidade de contrato como instrumento de enriquecimento. III – fiança bancária. XIII – a supressão. conforme o caso. garantido o contraditório e ampla defesa por parte do contratado. salvo em caso de calamidade pública. VII – o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. portanto. . ocorridos posteriormente à assinatura do contrato e que impediram ou dificultaram o cumprimento das obrigações assumidas. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. que deverão ser formalmente motivados nos autos do respectivo processo. salvo em caso de calamidade pública. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições do direito privado. Garantias Contratuais Ao critério da Administração e prevista no instrumento convocatório. VIII – os casos de rescisão. deveria produzir. conforme afete o todo ou apenas parcialmente o contrato. XI – a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. 59). XI – a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. terremoto ou outro evento natural anormal. Vedado o enriquecimento sem causa. tal como vendaval. impeditiva da execução do contrato”. cisão ou incorporação. graves perturbações à ordem pública que inviabilizem a execução do que foi contratado. em caso de rescisão administrativa prevista no art. durante toda a execução do contrato. de alta relevância e amplo conhecimento.A Lei de Licitações e Contratos assim dispõe sobre a anulação de contratos administrativos: “A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele. total ou parcial. a Lei de Licitações e Contratos também dispõem em seus artigos 89 a 99. especificações. ao convite e à proposta do licitante vencedor. anotadas na forma do § 1º de art. XIII – a obrigação do contratado de manter. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. que torne impossível a execução do contrato. de conclusão. independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas. ordinariamente. Hipóteses de rescisão contratual A Lei de Licitações e Contratos enumera no artigo 78. os critérios. pelo próprio contratado no caso de descumprimento por parte do Poder Público. VI – a subcontratação parcial ou total do seu objeto. que prejudique a execução co contrato. III – a lentidão do seu cumprimento. (Art.77). nesses casos. Tais sanções encontram-se explicitadas nos artigos 87 e 88 da Lei de Licitações e Contratos. serviços e compras. VI – as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. supletivamente. as penalidades cabíveis e os valores das multas.56). grave perturbação da ordem interna ou guerra. justificadas e determinadas pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. IX – o reconhecimento dos direitos da Administração.” (Art. do serviço ou do fornecimento. como necessárias e. assim como as de seus superiores. 65 desta Lei: XIV – a suspensão de sua execução. nos prazos contratuais. até. assegurando-se o contraditório e a ampla defesa: “I – o não cumprimento de cláusulas contratuais. A base da Teoria da Imprevisão é a de que o contrato deve ser cumprido em conformidade com as mesmas condições existentes quando da assinatura. projetos e prazos. imprevisto e inevitável. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. A inexecução poderá ser total ou parcial. não se poderá atribuir culpa ao contratante inadimplente. a cessão ou transferência. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. cláusulas contratuais que estabeleçam: “I – o objeto e seus elementos característicos. o contratado terá direito à revisão do preço para restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro. II – o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. obrigatórias. não admitidas no edital e no contrato. Força maior é decorrente de evento humano inevitável que impossibilite ou impeça o cumprimento do contrato. com as conseqüências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. XII – razões de interesse público. 77 desta Lei. com ou sem culpa. em seu artigo 55. a associação do contrato com outrem. § 1º): “I – caução em dinheiro ou título da dívida pública. Haverá culpa quando ocorrer negligência.RESCISÃO PELA INEXECUÇÃO SEM CULPA A inexecução sem culpa ocorre em decorrência de atos ou fatos estranhos à conduta dos contratantes. nos prazos estipulados.” (Art. Além das sanções administrativas. quando exigidas. serviço ou fornecimento. X – a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. A Lei de Licitações e Contratos dispõem. Parágrafo único. por perdas e danos. Ocorrendo instabilidade econômica ou social. Fato do Príncipe: Trata-se de medidas tomadas pela Administração Pública contratante e que venham a comprometer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. de entrega. tanto no que se refere à anulação do contrato quanto ao montante da indenização. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo. XII – a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos. a data e a taxa de câmbio para conversão. III – o preço e as condições de pagamento. grave perturbação da ordem interna ou guerra. II – o regime de execução ou a forma de fornecimento. com garantia do contraditório e de ampla defesa do contratado. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. por parte da Administração. V – o crédito pelo qual correrá a despesa. o caso fortuito e a força maior. As sanções poderão ocorrer pela aplicação de multas até a rescisão do contrato. de observação e de recebimento definitivo. serviços ou compras. aplicando-se-lhes. V – a paralisação da obra. serviço ou fornecimento. existem três hipóteses que excluem a culpa pela inexecução de contrato: o fato do príncipe. As cláusulas contratuais deverão estar conforme com os termos do edital da licitação e da proposta a que se vinculam. com a cobrança de perdas e danos e. por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias. imprevidência ou imperícia no atendimento das disposições contidas nas cláusulas contratuais. bem como das fontes de materiais naturais especificados no projeto. local ou objeto para execução de obra. VII – os direitos e as responsabilidades das partes. contanto que não lhe seja imputável. assegurado ao contratado. no que couber. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. Cláusulas Contratuais Os contratos administrativos regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos do direito público. caso em que a parte fica isenta de responsabilidades. especificações. que alterem as condições do contrato. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1º do art. X – as condições de importação. II – seguro-garantia. tal como uma greve prolongada no sistema de transportes que impossibilite o cumprimento do contrato. . XV – o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrente de obras. VIII – o cometimento reiterado de faltas na sua execução. por ação ou omissão. caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades (Art. por ordem escrita da Administração. ou parcelas destes. A decisão sobre a anulação do contrato e a indenização do contratado deverá se antecedida do devido processo legal. ou fornecimento.RESCISÃO PELA INEXECUÇÃO COM CULPA A inexecução com culpa enseja a aplicação de sanções legais ou contratuais proporcionais à gravidade da falta. IX – a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. Há situações em que. de obras. (Art. imprudência. As cláusulas contratuais decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta. além de desconstituir os já produzidos. pelo aumento do encargo. de área. 56. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra.67 desta Lei. já recebidos ou executados. A rescisão do contrato poderá ser provocada pela Administração ou. XVI – a não liberação.” Declarada a nulidade a Administração tem o dever de indenizar o contratado. IV – os prazos de início de etapas de execução. De acordo com a Teoria da Imprevisão. com a suspensão provisória e a declaração de inidoneidade pra contratar com a administração. por parte da Administração. regularmente comprovada.” . Podem ocorrer também situações em que a alteração unilateral ocasionada pela Administração inviabilize o contratado de cumprir com o contrato. A Lei de Licitações e Contratos assim dispõe: “a inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. fazendo então jus à indenização. quando for o caso. projetos e prazos. No caso de prestação de garantias. serviços. Caso fortuito e força maior: Caso fortuito é decorrente de evento da natureza.

Estratégia empresarial As definições do conceito de estratégia são tão numerosas quanto os autores que as referem e embora exista alguma convergência em alguns aspectos que estão na base do conceito. a formulação de uma estratégia deve respeitar quatro princípios fundamentais: . podendo o mesmo termo referir se a situações muito diversas. onde estão os segredos que o tornaram imbatível por mais de 60 duelos durante toda a sua vida. "Se você conhece o inimigo e se conhece a si mesmo.A garantia não excederá a cinco por cento do valor do contrato.C. É livro de cabeceira e referência para empresários. o conteúdo e os processos de formação da estratégia são objecto de abordagens muito diversas que assentam na forma como os autores concebem a organização e entendem o seu funcionamento. perderá todas as batalhas" Sun Tzu Apesar de Sun Tzu ser uma referência incontestável. que afirmava que “todos os homens podem ver as tácticas pelas quais eu conquisto. O idioma grego apresenta diversas variações. para ter uma estratégia. Renée no livro “A estratégia Oceano Azul” não se deve concorrer contra a concorrência. A empresa pretende ser a melhor do seu sector.). pode ser definida hoje como a ciência dos movimentos e planejamento da guerra e do domínio econômico. um pouco de atenção ao sentido em que a palavra é usada permite. precisamos atuar de forma diferente. e. Estratégia significava inicialmente a acção de comandar ou conduzir exércitos em tempo de guerra – um esforço de guerra. atualizada monetariamente. escreveu um tratado nominado A Arte da Guerra que abordava de forma abrangente as estratégias militares. O Livro dos Cinco Anéis foi escrito em 1645 pelo guerreiro mais famoso do Japão. Através da estratégia militar foram criados os conhecidos serviços de inteligência e aprimorada a arte de guerrear. posteriormente. Muitos estrategistas econômico-comerciais. adquiria o significado de habilidades empregadas para vencer um oponente e criar um sistema unificado de governo global. como strategicós. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens. ou exército em campanha. O general francês André Beaufre produziu uma das definições de estratégia mais brilhante e elegante quando disse: "estratégia é a arte da dialética das vontades valendo-se da força para resolver o seu conflito" (BEAUFRE. de tal modo que. .Segundo Sun Tzu. Buenos Aires. Representava um meio de vencer o inimigo.Princípio da concentração das forças: organização dos recursos da empresa. ou expedição militar. mais tarde estendido a outros campos do relacionamento humano: político. não se devem menosprezar outras personagens como Napoleão. não precisa temer o resultado de cem batalhas. uma conotação voltada para a guerra. o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor. Assim. que os mesmos autores denominam de “Oceano Vermelho”. inicialmente. A inteligência e o planejamento Considera-se que apenas fazer o que outros fazem. A. entende-se ser escusada a sua definição. à época de democracia ateniense. na maior parte das vezes. Usada originalmente na área militar. alta complexidade técnica e consideráveis riscos financeiros. mantendo em todos os seus usos a raiz semântica. perceber que não existe qualquer uniformidade.Após a execução do contrato a garantia será liberada ou restituída. 6 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Estratégia é a definição de como recursos serão alocados para se atingir determinado objetivo. Área Comercial A partir da área militar. stráutema. Apesar de os negócios não serem guerras. a estratégia passou a fazer parte nos negócios.C. Nicolau Maquiavel também escreveu uma obra chamada Dell'arte della guerra (A Arte da Guerra) além de outras obras de suma importância ao estrategismo. no tempo de Alexandre (330 a. Área Militar Na área militar. o Niten Ichi Ryu. e terá o seu valor atualizado nas mesmas condições do contrato.Princípio da escolha do local de batalha: selecção dos mercados onde a empresa vai competir. Contudo. Está implícito no conceito que.Nos casos em que os contratos importem em na entrega de bens pela Administração. mas com maior eficácia operacional. o limite da garantia poderá ser elevado até dez por cento do valor do contrato. . O livro contém as estratégias e técnicas do seu estilo . . políticos e militares japoneses. mostrar o caminho da vitória em todas as espécies de conflitos comerciais comuns. sendo o conjunto de objetivos da empresa e a forma de alcançá-los. não é propriamente ter uma estratégia. 1982). Chan e Mauborgne. Adolf Hitler e Mao Tse Tung que seguiram muitos dos ensinamentos e orientações do sábio chinês. significando. mas não conhece o inimigo. “arte do geral” . oratória. Sun Tzu foi o estrategista que no século IV a. Marketing é o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento. Marketing Segundo o dicionário de Aurélio Buarque de Hollanda. exceto para obras. Se para uma leitura apressada esse facto não traz transtornos. que todas as empresas enfrentam. "liderança" ou "comando" tendo significado inicialmente "a arte do general") e designava o comandante militar. com inteligência e planejamento. stratégema. Actualmente. ou estratagema. mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual grandes vitórias são obtidas”. quando sob condições de demonstração técnica e aprovação pela autoridade. qual seja. serviços e fornecimentos de grande vulto. Introduccion a la Estrategia. da mesma forma..A Lei dispõe. económico e ao contexto empresarial. o samurai Miyamoto Musashi. Segundo os autores Kim. desde logo. para o estudante destas matérias e mesmo para os gestores têm por função definir ou redefinir estratégias e implantá-las nas organizações.Princípio das forças directas e indirectas: gestão das contingências. nos incisos do artigo 56. Que afirma que “Muitos erros de estratégia empresarial ocorrem por culpa da própria organização” isto significa que os principais erros estratégicos são de carácter interno à organização. de sentido consensual e único. ou tenda do general. O vocábulo teve sua origem na Grécia Antiga. mas sim torná-la irrelevante. Editorial Struhart & Cia. À primeira vista parece tratar-se de um conceito estabilizado. ou a melhor do mercado e esquece-se que isso é um pensamento destrutivo. quando passou a significar habilidades de gestão (administrativas. como as batalhas em salas de conselhos de administração ou na luta diária pela sobrevivência.C. para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. dos quais o contratado ficará depositário. e "ago". .). a definição rigorosa do conceito que têm de levar a cabo é o primeiro passo para o êxito dos seus esforços. O termo estratégia assumiu o sentido de habilidade administrativa na época de Péricles (450 a. . O produto deve estar posicionado no mercado de forma a tornar a concorrência irrelevante. stratégion. "exército". esta palavra hoje é bastante usada na área de negócios. poder).000 anos pelo estrategista chinês Sun Tzu. Um grande autor sobre estratégia mercadológica é Michael Porter. Mas qual a origem e recente evolução da definição ou conceito de estratégia? Um dos primeiros usos do termo estratégia foi feito há aproximadamente 3. o conceito de estratégia é uma das palavras mais utilizadas na vida empresarial e encontra-se abundantemente na literatura da especialidade. Se você se conhece. A palavra vem do grego antigo stratègós (de stratos. As empresas devem lutar por um mercado diferenciador e não pela concorrência directa. significando a arte e a ciência de conduzir um exército por um caminho. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo. adquirindo. o conceito de estratégia é multidimensional e situacional e isso dificulta uma definição de consenso. Mais tarde. dentre outras. . quando em dinheiro. um instrumento de vitória na guerra. liderança. que: . a realidade mostra que negócios e guerra podem ter muitos elementos em comum e as verdades de Sun Tzu podem. ardil de guerra. professor da Harvard Business School. stratiá. ou próprio do general chefe. W.Princípio do ataque: implementação das acções competitivas da empresa.

A velocidade de ocorrência das mudanças no ambiente de mercado pode estar associada a vários factores. De um modo genérico. ao serem empregadas como sinónimos dela. O vocábulo teve vários significados. Tais mudanças têm exigido uma redefinição das estratégias adoptadas pelas organizações e uma capacidade contínua de inovação e adaptação. passando a predominar uma dinâmica de interacção e integração em nível mundial. Dependendo do contexto no qual é empregada. programas. financeira e de portfólio – ganhou impulso com o desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação e dos transportes. que nem sempre são precisas e objectivas. pois exige a integração de uma série de teorias e enfoques. enquanto a estratégia é o meio para alcançar esses fins. Evolução do pensamento estratégico desde 1950 até à atualidade Anos 50 . na habilidade de previsão de possíveis reações às ações empreendidas e no direcionamento que a levará ao crescimento. Desenvolvimento estratégico empresarial . mesmo que a organização não tenha tais actividades previamente através de um plano que se possa chamar de estratégia. Andrews. quando o fenómeno da reestruturação empresarial – conjunto amplo de decisões e de acções. de seguida. Christensen.Destacava-se a estratégia corporativa De 1975 a 1985 . metas. estabelecidos de forma a definir qual o negócio em que a empresa está e o tipo de empresa que é ou vai ser. posicionamento." Jauch e Glueck (1980) "Estratégia competitiva são acções ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável numa indústria. A sua definição assenta nos seguintes critérios: . A noção dominante é de que a estratégia é um plano explícito. Apresentam-se. fins ou metas e principais políticas e planos para atingir esses objectivos. . que em alguns aspectos é complementar e. É elaborado para assegurar que os objectivos básicos da empresa são atingidos. a Gestão Estratégica. Atualmente. A definição de objetivos. adequação organizacional. tácticas.Crescimento sustentado: evolução positiva das vendas. a personalidade e a razão existencial de uma organização. envolve percepções e intuições. evoluindo de um conjunto de acções e manobras militares para uma disciplina do Conhecimento da Gestão. um dos mais utilizados aquele que a define como o conjunto de planos da alta administração de uma empresa para alcançar resultados consistentes com a missão e os objectivos gerais da organização. designe de estratégia. activos. essa definição permite que o gestor estratega. O conceito de estratégia vem sendo utilizado de maneira indiscriminada na área da Gestão. ter uma estratégia pressupõe a existência de um planeamento das acções a efectuar de forma a atingir os objectivos delineados. manter ou aumentar o seu escopo corporativo. para enfrentar com sucesso as forças competitivas e assim obter um retorno maior sobre o investimento. Trata-se de um conceito de grande emprego académico e empresarial. novas oportunidades comerciais e novas formas de competição. planeamento e comando. entre outros.Foi o período da análise da indústria e da competição De 1985 a 1990 . A estratégia corporativa apresentou grande desenvolvimento. respeitando a visão. e que vem conquistando espaço tanto no âmbito académico como no empresarial. De entre os muitos conceitos de estratégia.De realçar a renovação dinâmica da empresa. em si. capitais próprios e valor da empresa ao longo do tempo. a inovação. poder-se-á dizer que estratégia consiste em tomar decisões que determinam a vida de uma organização. Os objetivos representam os fins que a empresa está tentando alcançar. de forma a dar uma perspectiva geral deste conceito. desenvolvido pelos dirigentes das organizações que fomentam e que estabelecem objectivos e programas de acção e implementação. que a estratégia é o caminho que a empresa deverá seguir para obter o sucesso empresarial. Assim. conceitos e razões práticas. não implica uma estratégia. palavras que muitas vezes reduzem a sua amplitude. o deslocamento da concorrência para o âmbito internacional. associados à aceleração do ritmo das mudanças ambientais. no decorrer do desenvolvimento da Gestão Estratégica. como uma virtude de um general de conduzir seu exército à vitória. Pode-se aferir.Capacidade de inovação: adaptação flexível à evolução dos mercados e permanente geração de novos processos. o custo e o controle do processo escolhido. escolha que envolve um grande esforço por parte da organização como um todo. algumas definições de estratégia vários autores ao logo dos tempos: "Estratégia é o padrão de objectivos. podendo significar desde um curso de acção formulado de maneira precisa. destacam-se algumas palavras-chave que sempre a permeiam. noutros. com destaque para o desenvolvimento tecnológico. com dimensão organizacional. a integração de mercados. desempenho. utilizando-se para isso de estratagemas e instrumentos que assegurassem a superioridade sobre o inimigo." Porter (1980) "Estratégia designa o conjunto de critérios de decisão escolhido pelo núcleo estratégico para orientar de forma determinante e durável as actividades e a configuração da empresa. Guth (1965) Andrews (1971) "Estratégia é um conjunto de regras e tomada de decisão em condições de desconhecimento parcial. até toda a alma.O tema dominante era a orçamentação Anos 60 . diferentes na sua amplitude e complexidade. objectivos." Learned. a remuneração dos trabalhos e a retribuição aos accionistas. Origina-se assim como um meio de “um vencer o outro”. o que implica a realização de um pensamento estratégico complexo que. integração. divergente. competitividade. A origem grega da palavra “estratégia” denota objectivos claros. a missão e os valores da empresa. O conceito de estratégia apresenta um paradoxo. produtos e serviços. A importância da Estratégia Corporativa ou Empresarial O crescimento da dimensão das organizações e o incremento da sua complexidade estrutural. Não existe um conceito único. a redefinição do papel das organizações. têm exigido das organizações uma maior capacidade de formular e implementar estratégias que possibilitem superar os crescentes desafios de mercado e atingir os seus objectivos tanto de curto como de médio e longo prazo. . Ao longo dos tempos este acompanhamento das tendências do meio envolvente permitiu o aparecimento de novos negócios. As decisões estratégicas dizem respeito à relação entre a empresa e o seu ecossistema" Ansoff (1965) "Estratégia é um plano unificado.Época da vantagem competitiva Anos 90 .Rentabilidade adequada: obtenção de um nível de retorno compatível com a realização os investimentos. dotado de uma grande amplitude e diversificação. principalmente a partir da década de 1980. Qualquer que seja a definição.Sobrevivência a longo prazo: continuidade operacional com independência estratégica. entre elas: mudanças. todo o posicionamento no seu ambiente. dotada de conteúdo. definitivo de estratégia. o que impede o completo registo dos seus conceitos e abordagens.a de estabelecer caminhos. principalmente da estratégia corporativa. é indiscutível que a estratégia efectivamente realizada resulta da combinação de elementos da estratégia intencionada com elementos resultantes do pensamento estratégico. Numa concepção mais ampla a estratégia é formada no mundo real das organizações. as alianças estratégicas e a criação de redes empresariais. A selecção do melhor método leva em conta o tempo gasto para implementação.O planeamento predominava Anos 70 . examine o comportamento da organização à qual pertence e que ao reconhecer um padrão de acções. englobante e integrado relacionando as vantagens estratégicas com os desafios do meio envolvente. Ao traçar esse caminho deve ter-se em atenção o significado de sucesso empresarial. a estratégia pode ter o significado de políticas. A estratégia começa com uma visão de futuro para a empresa e implica a definição clara de seu campo de atuação.Predominava o valor da empresa Actualidade . A formulação e a implementação de estratégias. . Podemos dizer que a estratégia é como “um padrão numa sucessão de decisões”. objectivos. impõem vários desafios à organização: escolher entre reduzir de maneira defensiva. A estratégia teve várias fases e significados. além das mudanças no perfil demográfico e nos hábitos dos consumidores. missão." Martinet (1984) Em face destas definições é lógico afirmar que o pensamento estratégico tem evoluído em sintonia com as tendências do meio envolvente e com a própria natureza das organizações. resultados. por natureza.

de forma a validar as suas características. Contudo.A estratégia é clara para todos os participantes? . A adopção de uma estratégia revela-se essencial. mas sem se saber quem lidera esses passos (pode levar a resultados confusos ou mesmo contraditórios). Contudo. . definida como o conjunto de acções e decisões da empresa. De uma forma sucinta. performance.O não reconhecer e recompensar o progresso alcançado (pode fazer esmorecer o interesse pela obtenção do resultado final).O estado de inércia dos executivos ou empresários reticentes quanto à ocorrência de mudanças. como sendo a primeira etapa da análise estratégica e está como a primeira de 3 fases da estratégia: .Comunicação insuficiente entre as diferentes unidades da empresa. quando os objectivos não estão a ser alcançados. O sucesso não poderá ser alcançado desta forma. ou pelo menos assegurar que este seja tido em consideração. a ter em atenção. os gestores tendem a só a utilizarem uma gestão estratégica nos períodos de pior desempenhos.Diversificação.Análise estratégica . Sobre o planeamento estratégico. que visam de uma forma racionalizada. . proporcionar aos clientes mais valor do que o oferecido pela concorrência.A estratégia promove o envolvimento e compromisso das pessoas envolvidas? .Promover o envolvimento e compromisso das pessoas envolvidas. .Segmentação. pois a estratégia deve ser algo consistente e sustentável.A estratégia é criativa e inovadora? Assim. . .A estratégia potencia as forças e anula as fraquezas? . o pensamento estratégico pode-se enquadrar . Escolher a(s) metodologia(s) adequada(s) para orientar a formulação da estratégia. . Testar a sua consistência. . . mas é frequente as empresas limitam-se a produzir e a vender bons produtos ou serviços aos seus clientes sem terem uma estratégia pré definida.A estratégia é viável? . Identificar os assuntos relevantes para a criação da estratégia.Trata-se de um plano. uma trajectória. visto que só assim estarão dispostos a pagar para o adquirir. . 3.A estratégia respeita os valores da empresa? . Henry Mintzberg escrevia tratar-se de um procedimento formal que tem por objectivo produzir um resultado articulado sob a forma de um sistema integrado de decisões. senão não se consegue alcançar o nível de rentabilidade exigida pela empresa.A estratégia é conciliável com os recursos da empresa? . .Criar vantagem competitiva.Implementação da estratégia No contexto empresarial é sabida a importância da aplicação de um modelo de estratégia empresarial.Ser baseada nos resultados da análise do meio envolvente e da análise da empresa. O teste consistirá na resposta ao seguinte questionário: .Dá uma perspectiva da forma de organização e do modo de actuar da empresa. .Design. . Pode enquadrar-se em quatro princípios: . existe uma grande probabilidade de a estratégia contribuir para o alcance dos objectivos da empresa. não chega proporcionar valor ao cliente.Assim. . que vai definir uma direcção. . Para além de permitir um certo controlo sobre o futuro.Ser criativa e inovadora. ou seja.A estratégia cria vantagem competitiva? . a nível do preço.A falta de disciplina que poderá conduzir a um desvio na direcção a tomar. Ao mesmo tempo que se elabora uma estratégia. o planeamento permite que uma empresa coordene as suas actividades de forma mais “racional”.Formulação da estratégia . A definição de uma estratégia permite que uma empresa consiga. por exemplo.Qualidade. . 4. .A estratégia respeita a responsabilidade social da empresa? . devem levar-se em consideração as potenciais dificuldades que podem surgir na sua implementação.Análise SWOT.Modelo das cinco forças de Porter. Caso contrário. terá que se reformular a estratégia nos pontos considerados menos consistentes. . 2.É comparável à estratégia de um plano de batalha.Os estados de impaciência que revelam uma vontade de obter resultados imediatamente. A evolução da gestão estratégica obedece a princípios diferentes.A falta de uma avaliação contínua dos avanços quantitativos e qualitativos decorrentes do seguimento da estratégia. de certa forma.Marca. é necessário faze-lo melhor que a concorrência. Certamente.A estratégia aproveita as oportunidades e minimiza as ameaças? . destacam-se nomeadamente: . . . São exemplos de ferramentas do planeamento estratégico: .Matriz BCG. pois a elaboração da estratégia forçou uma reflexão profunda dos objectivos a prosseguir.Sinergia. se as respostas forem favoráveis. é igualmente uma manobra para combater um opositor ou concorrente e conquistar o mercado. .Mostra uma coerência de comportamentos que se irão manter ao longo de determinado tempo.Produto. De entre as que já foram identificadas. na formulação de uma estratégia: 1.A percepção de que algo está a andar para a frente. . . Conter as seguintes características: . no caso de uma estratégia de mercado seriam. nomeadamente: . apresenta-se os passos mais importantes. . antes da implementação. . Isto porque planear pode ajudar a decidir.Obedecer aos princípios/valores da empresa. controlar o futuro.Diferenciação.Define claramente a posição da empresa quanto aos produtos / serviços que disponibiliza e quais os seus mercados. porque é motivada por ideias e práticas com origem em fontes qualitativamente diferentes. . rapidez e/ou serviço.Agilidade. o objectivo de qualquer organização é vender produtos e/ou serviços que os consumidores atribuam valor. pela análise das suas características principais : . .Parcerias. mesmo sabendo que é fundamental a consistência da aplicação da estratégia.Ser viável e compatível com os recursos da empresa.

quando e com que travar um combate ou uma batalha. as ideias de estratégias antigas nunca desaparecem completamente. Há um ajuste entre as forças e as fraquezas internas da empresa com as ameaças e oportunidades externas de seu ambiente. programas e planos operacionais. Numa certa medida. desde que as circunstâncias sejam adequadas. “a necessidade aguça o engenho”. e. Se origina em toda a organização através de seus membros individualmente ou coletivamente. . realizando joint-ventures e outras redes de relacionamento para negociar estratégias "coletivas" de seu interesse. Enquanto o poder concentra-se em interesse próprio e fragmentação. cada empresa necessita determinar a que faz mais sentido perante sua posição no sector e seus objectivos. é feita formulação da estratégia através de visões vagas ou perspectivas amplas. . . são fixar a direção das ações planejadas.A Escola do design: a estratégia como um processo de concepção. possui um sentido próprio e algumas vezes contraditório com outros sentidos assumidos por outras teorias ou escolas. Conforme o autor ou linha teórica. Outros conceitos O conceito de estratégia é amplo e ainda não consensual. Essa escola estuda as estratégias que se desenvolvem nas mentes das pessoas. quando realizam transacções e trabalham juntas.. é fazer planos. COMENTÁRIO: de fato. mais a sua liberdade de ação é grande e vice-versa. Subdividida em Micropoder. Tática. Mas no princípio. já que assume um olhar voltado para o passado. em complemento. Em síntese. . . mapeia a estrutura do conhecimento e obtém a formação de conceitos. planejar ou raciocinar estrategicamente. e consequentemente os mercados cada vez mais globais. persuasão e confrontação entre os atores que dividem o poder na empresa. Passam para segundo plano e infiltram-se nas novas práticas. É no campo tático. experiência e recursos. as quais são vistas por meio de metáforas. surgem novas ideias e práticas quando os gestores procuram ultrapassar ou derrotar rivais poderosos. a cultura volta-se para os interesses comuns e integração dentro da organização. . Entretanto.A Escola de Posicionamento: a estratégia como um processo analítico. porque exploram novas formas de fazer as coisas. segundo Mintzberg. como em outras áreas."Arte da dialética das vontades valendo-se da força para resolver o seu conflito" (BEAUFRE. Editorial Struhart & Cia. após extensa revisão bibliográfica. Buenos Aires. apesar da forma imprevisível como as forças externas venham a interagir. Dois princípios centrais da estratégia O principio da economia de forças está estritamente ligado à comunicação. navios e/ou aviões. focalizando. 1982). no sentido de orientarem os colaboradores na direcção dos objectivos e metas da empresa e. quando ainda no pensamento estratégico. concomitantemente.A Escola Cognitiva: a estratégia como um processo mental. com vista a um bom desempenho. Por não haver uma estratégia que seja óptima para todas as empresas em determinado negócio.A Escola Cultural: a estratégia como um processo coletivo. Os objetivos das estratégias.A Escola Empreendedora: a estratégia como um processo visionário.A Escola do Aprendizado: a estratégia como um processo emergente. ao mesmo tempo. . delineados por listas de verificações e sustentado por técnicas como orçamentação. e Macropoder. a pesquisa é dirigida ao modo como a mente humana processa a informação.Arte militar de escolher onde. . portanto.A estratégia é incentivada pela simples criatividade dos gestores.A evolução da estratégia é também incentivada pela concorrência e confronto.Arte de explorar condições favoráveis com o fim de alcançar objetivos específicos. A formalidade significa que o processo estratégico pode ser decomposto em passos distintos. que enxerga o desenvolvimento da estratégia dentro das organizações como um fenômeno essencialmente político de modo que o processo formulatório envolve barganha. O principio da liberdade de ação representa tanto um objetivo como um princípio diretor que mede o grau de independência de um ator em relação ao nível de pressão de seu ambiente e ou em relação a um ou vários outros atores. . mapas. as características de dez escolas do pensamento estratégico que se desenvolveram a partir da década de 70 do século XX: . e o plano nada mais é que a intenção de conquistar determinado objetivo. a formulação da estratégia deve ser precedida de exame profundo da indústria e de uma minuciosa análise do ambiente externo e interno da empresa.Novos tipos de estratégias que emergem de contactos de colaboração entre organizações. Estratégia também pode ser entendida como uma posição (posição de uma empresa no mercado). estratégia é a definição dos grandes objetivos e linhas de ação estabelecidas nos planos empresariais ou governamentais. serve também como uma marca que define a organização e é um elemento que provê consistência e aumenta a coerência das ações e intervenções. Cada estratégia pode ser bem sucedida. ordenando os recursos da organização.A Escola do Poder: a estratégia como um processo de negociação. . Em um sentido geral. . tendo em consideração as oportunidades e ameaças. flexível. como padrão (comportamento ao longo do tempo) o que incorpora o oposto da idéia anterior. A essência da estratégia é construir uma postura forte e. ainda segundo Mintzberg. Representa a possibilidade de agir como se quer. principalmente impulsionada por Michael Porter. a fim de categorizar os processos mentais em estruturas. definiria de forma mais detalhada como atingir esses objetivos. visões.Arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas. conceitos e esquemas. alinhá-los com a estratégia da organização. que visualiza a organização como uma entidade que usa seu poder sobre os outros e seus parceiros de alianças. . Introduccion a la Estrategia. oportunidades. pode dizer-se que a estratégia é um padrão ou plano que integra os objectivos e políticas da empresa. como em todo o lado. Assim. focalizar o esforço do grupo que assume o papel de agente de mudanças. A. Nessa escola. estamos num processo totalmente visionário. . a cognição na criação da estratégia. permitindo que todos na organização possam atingir os seus objectivos. Diversas definições do termo A palavra "estratégia" tem muitas definições: . pela decisão tática e conquista do objetivo. pois por ela passa o rendimento dos recursos disponíveis para um estrategista que seja de qualquer organização ou de sua vida[1]. e apesar do inimigo. tais como as avaliações feitas através do modelo das cinco forças competitivas do citado autor.A Escola de Planejamento: a estratégia como um processo formal. As tecnologias são outro dos aspectos relevantes pois contribuem decisivamente para aproximar o mundo. à vontade. que adota a visão de que a estratégia se reduz a posições genéricas selecionadas por meio de análises formalizadas das situações da indústria . . É fundamental garantir a sua atualização de conhecimentos e competências. As empresas não podem evitar a aprendizagem e as trocas.Arte de aplicar os meios disponíveis com vista à consecução de objetivos específicos. . modelos. Escolas do pensamento estratégico Minzberg ainda resumiu. que essa visão transforma-se em realidade concreta. Em estratégia. Quanto mais o estratega dispõe de um numero importante de alternativas e pode determinar-se soberanamente. visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos. por sua vez outra intenção! Tudo não passa de intenções. uma perspectiva (uma forma específica de fazer as coisas). Baseia o processo estratégico nos mistérios da intuição..As novas estratégias são frequentemente reformulações das antigas. Os recursos humanos são um dos vectores mais importantes a que há que prestar atenção. estratégia pode ser entendida como plano (curso pretendido) ou idéia de futuro. que combine as necessidades da organização com as necessidades individuais.

reconheça as fraquezas. É aquela que busca atender às necessidades dos clientes. fases. Atue diretamente sobre cada uma das etapas e acompanhe de perto as pessoas. Feedback e controle. . as organizações são percebidas como configurações. Análise Ambiental O Marketing é afetado por uma gama de variáveis macroambientais que representam fatores existentes no contexto da empresa e que muitas vezes fogem de seu controle. E por conta disso mesmo é um conjunto de áreas de conhecimento que. O estabelecimento de um planejamento estratégico de marketing envolve cinco atividades: . Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças). Todos estudam. e têm-se uma visão de como a concorrência tem atuado. Alguns fatores que devem ser levados em conta: . .Análise da situação. E não esqueça de manter sempre o foco no resultado. durante o planejamento estratégico de marketing ou apenas planejamento estrategico. mesmo assim. é difícil encontrar uma literatura que aborde diretamente esse tema. . os costumes e os acontecimentos no processo de comercialização. A sigla SWOT. Ou seja. uma espécie de sonho impossível que fornece um direcionamento a longo prazo. Não existe estratégia ruim. Enxergue os possíveis resultados e planeje tudo para alcançá-los.Formulação de estratégias. Você não usou estratégia. Todos procuram. vem das iniciais das palavras inglesas Strenghts (forças). 500 a. Missão corporativa A missão corporativa está relacionada com o direcionamento da empresa mediante seus funcionarios e colaboradores. observe o ambiente e as suas variáveis. o resultado não foi alcançado. Existe o erro estratégico. Em seguida a análise devemos proceder ao planejamento. Faz-se uma análise de como o composto mercadológico tem sido usado.A Escola da Configuração: a estratégia como um processo de transformação. mas finalmente o que é estratégia? Eu defino da forma mais simples possível: É a arte de alcançar resultados. É a finalidade pela qual todos os esforços da empresa estão direcionados.Definição da missão corporativa. . áreas de conhecimento e idéias. sem a menor dúvida. da sociedade e também dos funcionários. agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças ” (SUN TZU.Formulação de objetivos. Este sim custa muito caro às empresas e pessoas. .Variáveis Ambientais. buscando a perfeição estratégica absoluta a cada passo. As etapas que compõem uma estratégia dependem de cada situação e das variáveis envolvidas. -Implementação. Mas. Análise da situação Aqui se apresentam os dados históricos relevantes sobre o mercado. A matriz BCG. ela teria de saltar de uma configuração para outra. para se ter uma boa estratégia é preciso cumprir uma série de etapas e acompanhar cada uma delas corretamente para não deixar que algo saia errado.A Escola Ambiental: a estratégia como um processo reativo. que fazem a diferença nas decisões gerenciais mediante um ambiente competitivo acirrado. se você tiver feito cada uma das etapas da sua estratégia de forma excelente e. Antever as mudanças e conhecer a situação atual aumenta as chances de um bom planejamento de marketing. sendo que nesse instante ocorreria uma mudança estratégia. culminam na possibilidade de que os resultados esperados sejam finalmente alcançados. . a organização é considerada um ente passivo que consome seu tempo reagindo a um ambiente que estabelece a ordem a ser seguida. Também considera premissas básicas que a empresa deve respeitar para que todo o processo tenha coerência e sustentação. . Por outro lado. agrupamentos coerentes de características e comportamentos. quando corretamente aplicadas. a empresa e o produto.Variáveis Psicológicas. Ou seja. Planejamento Estratégico O Planejamento estratégico é um processo gerencial que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução.) Apesar de bastante divulgada e citada por autores. a análise SWOT. e outras ferramentas de marketing são também usadas aqui para revelar o panorama macro e micro ambiental. mas não define que as coisas ocorrerão exatamente como o planejado. segundo PÚBLIO (2008) a análise SWOT foi criada por dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen. Portanto para se ter uma estratégia. É premissa.Variáveis Demográficas. e deve ser realizada ao menos uma vez por ano.Variáveis Jurídicas/Políticas.Variáveis Tecnológicas. Weaknesses (fraquezas). . ou seja. Usou um conjunto de etapas divididas ou relacionadas em processos. . A fim de transformar uma organização. mas não foi uma estratégia. As melhores missões são aquelas guiadas por uma visão utópica de realização. . Todos querem. Desta forma as chances de alcançá-los serão muito maiores. Qual é o nosso negócio? Quem é o cliente? O que tem valor para o cliente? O que se pretende proporcionar de beneficios aos nossos clientes ? A Missão corporativa deve responder a estas perguntas aparentemente simples. mas mudam as intensidades.um bom planejamento não define uma boa estratégia. .. A estratégia estará sempre ligada ao resultado e em sua forma eficaz de alcançá-lo. Neste momento é imprescindível o bom uso da pesquisa de mercado. Nessa linha de estudo. Não há registros precisos sobre a origem desse tipo de análise. Exemplo :A Missão da Sadia S/A é: "Alimentar consumidores e clientes com soluções diferenciadas". pois estes são justamente os pontos a serem analisados.Variáveis Econômicas.C. TARAPANOFF (2001:209) indica que a idéia da análise SWOT já era utilizada há mais de três mil anos quando cita em uma epígrafe um conselho de Sun Tzu: “Concentre-se nos pontos fortes. Por isso que a estratégia somente pode ser desenvolvida a partir de uma boa análise que compreenda todo o conjunto de variáveis e circunstâncias daquele momento. Segundo Públio (2008) em seu livro: Como Planejar e Excutar uma Campanha de Propaganda. levando em conta as condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada. sempre identificando o que pode dar errado. ou seja. Análise SWOT A análise SWOT é uma poderosa ferramenta de planejamento estratégico.Variáveis Culturais/Sociais. dos acionistas.

. Como fazer o Planejamento Estratégico do Negócio do seu Plano de Negócios O planejamento estratégico do Negócio pode ser dividido em etapas. os produtos (bens ou serviços) que a organização pretende produzir. Em "Customers for life". De um modo genérico. maior penetração no mercado atual. produtividade. o planejamento estratégico da organização refere-se ao produto (bens que a organização produz ou serviços que presta) ou ao mercado (onde a organização coloca seus produtos ou bens ou onde presta seus serviços). Mas. sociais. vender e servi-los.Estratégias e plano de ação .Análise de Portfólio Não basta satisfazer os consumidores. as oportunidades e as ameaças da organização e do mercado onde ela está atuando. A análise externa envolve: Mercados abrangidos pela empresa. equipamentos. ou seja.) para inovação (mudanças) ou para crescimento (expansão). .O mercado visado pela organização. os pontos fracos. para ser realmente eficaz. .Strenghts (forças).A análise SWOT . Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças): é uma ferramenta de gestão muito utilizada pelas organizações como parte do planejamento estratégico dos negócios.).Definição dos valores . que afetam a sociedade e todas as demais empresas. comparados e avaliados.A visão apresenta o que a instituição gestora e os parceiros querem que a incubadora represente no ambiente no qual está inserida (a maior. A conjuntura econômica. enquanto os pontos fracos constituem as limitações e forças restritivas que dificultam ou impedem o seu alcance . os consumidores ou clientes que ela pretende abranger com seus produtos. 4. A estratégia de marketing deve portanto identificar. a visão deve ser bastante coerente para criar uma imagem identificável do futuro. características atuais e tendências futuras. É uma ferramenta de grande utilidade na fase de planejamento das incubadoras. . isto é. ser bastante convincente para gerar comprometimento com o desempenho. . conhecido como Matriz BCG. ou seja. Indicam intenções gerais da organização e o caminho básico para se chegar ao destino que se deseja. legais etc. O planejamento estratégico deve comportar decisões sobre o futuro da organização. ou seja. Formulação dos objetivos organizacionais A empresa define os objetivos globais que pretende alcançar a longo prazo e estabelece a ordem de importância e prioridade em uma hierarquia de objetivos. divisão de trabalho entre departamentos e unidades e como os objetivos organizacionais foram distribuídos em objetivos departamentais. como e quando será implementada. consumidores ou recursos. Concorrência ou competição. fornecer um critério para medição do êxito. inovação. A visão pode fornecer um mapa da direção. atrair e manter clientes rentáveis. máquinas.Interação vertical em direção aos fornecedores de recursos ou integração horizontal em direção aos consumidores ou clientes.Os valores da organização são entendimentos e expectativas que descrevem como os profissionais da organização se comportam e sobre os quais todas as relações organizacionais estão baseadas. Fatores Críticos . em busca de sua visão. Avaliação do desempenho da empresa. enfatizar o que pode ser e esclarecer o que deve ser. o que ela é e o que ela faz para satisfazer a necessidade do ambiente externo e se transforme no que foi idealizado. qual será o cronograma a ser seguido e qual será o custo. 2. Carl Seweell atesta a conhecida regra 80/20 do Princípio de Pareto. tecnologia etc. crescimento e desenvolvimento dos negócios.. produção. matérias-primas. . se isso não for feito de uma maneira lucrativa. faz-se necessário definir claramente quem será o responsável pela execução de determinada ação. . das condições externas que rodeiam a empresa e que lhe impõem desafios e oportunidades. mostra que 20% dos principais clientes podem gerar até 80% do lucro da empresa. Como o próprio nome já diz. disputando os mesmos clientes. A implicação é que uma organização pode ser mais rentável se souber como "dispensar" seus piores clientes.A estratégia trata. tendo em vista as condições internas e externas. metade do qual é perdido para atender a base formada por 20% de clientes não-rentáveis. Análise da estrutura organizacional da empresa. o que a incubadora busca atingir. Essa análise interna envolve: Análise dos recursos (recursos financeiros. culturais.Novos investimentos em recursos (materiais. de decidir para onde se deseja que a incubadora vá e como se deve conduzi-la para chegar lá. O modelo do Boston Consulting Group.Definição da missão da incubadora . em termos de lucratividade.As atividades escolhidas.Objetivos organizacionais a longo prazo e seu desdobramento em objetivos departamentais detalhados.Os lucros esperados para cada uma de suas atividades. . Os pontos fortes constituem as forças propulsoras da organização que facilitam o alcance dos objetivos organizacionais .Definição dos objetivos estratégicos . As alternativas estratégicas constituem os cursos de ação futura que a organização pode adotar para atingir seus objetivos globais. . financeiros. máquinas e equipamentos. recursos humanos. Existem também diferentes rentabilidades para cada produto ou serviço. isto é. Deve ser clara e objetiva e facilitar a definição das estratégias da incubadora. e devem ser escritos de forma que possam ser medidos. seus aspectos positivos e negativos. Os objetivos são os anseios de ordem macro. recursos humanos. a melhor. aqueles que geram um fluxo de receita e que excede o fluxo de custo de se atrair.Os objetivos estratégicos são o referencial do planejamento estratégico.) de que a empresa dispõe para as suas operações atuais ou futuras. estabelecendo ordem no caos e. Weaknesses (fraquezas). ainda. um centro de referência etc.Alternativas estratégicas quanto às suas atividades (manter o produto atual. faz-se uma análise das condições internas da empresa para permitir uma avaliação dos principais pontos fortes e dos pontos fracos que a organização possui. Todavia. . todas as empresas perdem dinheiro com alguns de seus clientes.e que devem ser superados. como: . A elaboração do Planejamento Estratégico 1. aqueles que a incubadora define de forma a cumprir sua missão de negócio.Definição da visão da incubadora . Formulação das Alternativas Estratégicas Nesta quarta fase do planejamento estratégico formulam-se as alternativas que a organização pode adotar para alcançar os objetivos organizacionais pretendidos. empresas que atuam no mercado. tecnologia etc. basicamente. tendências políticas. . . desenvolver novos mercados). foi pioneiro na análise do portfólio de produtos ou unidades de negócios. Análise interna das forças e limitações da empresa A seguir. oportunidades e perspectivas. conforme mostra a figura abaixo.e devem ser reforçados. 3. a idéia central da análise SWOT é avaliar os pontos fortes. Análise externa Trata-se de uma análise do ambiente externo à empresa. Tendo-se estabelecido as estratégias.A missão reflete a razão de ser da incubadora.

não como uma forma impessoal ou apenas algumas palavras em um pedaço de papel. . A seguir.Com que velocidade as respostas às questões anteriores mudam? Resumindo." Apple Computer. independente de seu porte. concisa e interessante.Incluir as principais conquistas que você prevê para os próximos anos.A partir da visão e missão da empresa pode-se estabelecer ações que serão implementadas. . Reúna um pequeno grupo de indivíduos cujas responsabilidades abrangem as principais funções e atividades nas quais sua empresa está envolvida. A declaração de visão não estabelece ou expressa fins quantitativos.Selecione um pequeno grupo de funcionários dedicados de vários níveis de sua empresa. o conjunto de crenças e princípios que orienta as atividades e operações da empresa. o processo de declaração de visão é feito de maneira que todos os níveis da empresa possam colaborar. Inc. Para que a declaração de missão da sua empresa seja efetiva. qual o seu propósito e o que a empresa faz. ou ainda.Abra um espaço para que as pessoas manifestem livremente suas idéias.Quando a equipe estiver satisfeita com seu trabalho." Merck.Enfatizar as atividades que sua empresa desempenha e que a diferenciam de todas as outras empresas do mercado. O quadro abaixo mostra alguns exemplos de empresas que têm visão. Certifique-se ainda de que a declaração de visão de sua empresa corresponde à realidade da empresa. Visão da Empresa A declaração de visão é a declaração da direção em que a empresa pretende seguir. com no máximo duas sentenças ou um pequeno parágrafo. ou seja. tarefa de declaração da missão de sua empresa." The Allstate Corporation (Empresa de Seguros) "Nosso negócio é preservar e melhorar a vida humana. uma imagem e uma filosofia que guia a empresa. (Indústria de Computadores) 2. O leitores da declaração de visão de uma empresa poderão interpretar seu negócio como uma pessoa: como alguém que eles gostam.Qual é a imagem que sua empresa tem ou pretende ter perante seus clientes e a comunidade em geral? ." The Applewood Café (Pequeno Restaurante) " Mudar o mundo através da tecnologia. Nada é pior do que criar uma visão que tem mais a ver com a fantasia do que com o futuro. a declaração da missão de sua empresa deve responder a seguinte pergunta: O que é a sua empresa??? A seguir. Trata-se ainda da personalidade e caráter da empresa. acrescente detalhes finais e envie a alta gerência.Transmitir o que você quer dizer de forma clara. O plano de negócios de uma empresa deve contemplar de forma objetiva essa formulação estratégica da empresa. será mostrado como se elabora um plano estratégico completo da empresa. Para isso. a declaração de visão de uma empresa deveria refletir as aspirações da empresa e suas crenças. Para que a declaração de visão cumpra seu papel é fundamental que seja adotada e promovida pela alta gerência da empresa. mas importante. de acordo com os conceitos aqui mencionados e de que forma cada etapa deve ser explicitada no plano de negócios. Assim. o que garante uma maior credibilidade à sua declaração.. (Indústria Farmacêutica) "Garantir que nossos clientes sempre voltem em busca de boa comida. Geralmente a declaração da missão é curta. Além de apontar um caminho para o futuro. Dessa forma.Qual é o comprometimento da sua empresa em relação aos seus objetivos econômicos de sobrevivência. Visões fantasiosas geram apenas confusão e alienação entre todos os envolvidos.Que clientes ou grupo de clientes sua empresa atende ou pretende atender? . mas provê motivação.Que necessidades de mercado sua empresa atende? Qual é o mercado em que sua empresa compete? . garantindo sua paz de espírito e enriquecendo sua qualidade de vida através de nossa parceria na gestão dos riscos que eles enfrentam. procure responder às seguintes perguntas: . analisadas e acompanhadas visando atingir os objetivos e metas estipulados. uma direção geral. A declaração de visão da empresa ajudará esses leitores a visualizarem sua empresa como você a vê. e .Que produtos ou serviços sua empresa oferece ou pretende oferecer? . . Pode-se seguir os passos abaixo com o intuito de criar a declaração de visão de uma empresa: .Destacar as atividades de sua empresa. ela deve: . crescimento e lucratividade? . . nos serviços aos nossos clientes. Antes de partir para a difícil. elabora-se uma estratégia corporativa. as áreas geográficas em que atua e os produtos e serviços que oferece. 1. Inc. 1. Todas a nossas ações devem ser avaliadas com base em nosso sucesso em lograr esse objetivo. serviço atencioso e clima agradável. confiam e acreditam.Peça ao grupo que identifique os valores da empresa. Deve representar as maiores esperanças e sonhos da sua empresa. . encontram-se os passos que você deve seguir para criar a declaração de missão de sua empresa. Missão da Empresa A declaração de missão da empresa deve refletir a razão de ser da empresa. .Qual é a atitude da sua empresa em relação aos seus funcionários? . um quadro do que a empresa deseja ser. incluindo os mercados que ela serve..Que valor ou benefícios adicionais seus clientes obtêm quando escolhem sua empresa em lugar da concorrência? . faz com que você queira chegar lá. "Ser a Melhor.Qual é o diferencial tecnológico dos produtos e serviços da sua empresa em relação à concorrência? .

note a declaração de missão de algumas empresas: "Nossa missão é oferecer a todos os clientes um meio de locomoção a pequenas distâncias para pessoas e cargas. das exigências básicas para ser bem-sucedida em seu mercado alvo. visando estabelecer um consenso. outra é possuir as competências necessárias para aproveitar bem essas oportunidades. Isto pode ser feito usando-se um formulário similar ao da figura 3 (checklist para análise de desempenho de forças e fraquezas . Ameaças: Alguns desenvolvimentos do ambiente externo representam ameaças. a administração precisa identificar as oportunidades e ameaças associadas. a quem ela serve (a todo o setor) e qual é o seu diferencial em relação aos concorrentes (valor incomparável. se aumentarem. Por exemplo. e ajudar as pessoas a evitar emergências. 4. concorrentes. aumentar a autoconfiança e a preocupação com os outros. independentemente de quem sejam" Note que esta declaração contém algo sobre a posição geográfica e o diferencial da empresa. de produção e organizacional e classifica cada fator em termos de força (importante. Oportunidades: Um importante propósito da análise ambiental é identificar novas oportunidades de marketing e mercado. Antes de qualquer outra coisa. As oportunidades da célula superior direita e inferior esquerda devem ser monitoradas com atenção porque podem melhorar a atratividade ou probabilidade de sucesso. podem tornar-se mais sérias. mas também das suas competências para superar seus concorrentes. Mas está muito distante de uma declaração completa. permitindo que nossos clientes sejam líderes em seus próprios setores" Esta declaração mostra-se mais completa e diz o que a empresa faz (oferecemos os produtos da mais alta qualidade). sem importância e neutro) e de fraqueza (importante ou sem importância). Um exemplo inicial de declaração de missão de uma empresa: "Nossos produtos oferecem valor especial às pessoas. de valor incomparável. Para comunicar as atividades. Keystrokes Word Processing (empresa de serviços de secretariado) "A missão da Cruz Vermelha é melhorar a qualidade de vida humana. e 5. A administração ou uma consultoria externa avalia as competências de marketing.Um negócio especulativo é alto tanto em termos de oportunidades como de ameaças. Agora. As ameaças devem ser classificadas conforme seu grau de relevância ou probabilidade de ocorrência." Elevadores Otis (Indústria líder na fabricação de elevadores) "Comercializar veículos desenvolvidos e fabricados nos Estados Unidos. tecnologia e experiência a toda a General Motors. Verifique se a declaração de missão da sua empresa está captando o propósito da empresa e se está traçando um quadro atraente da mesma.figura incluída apenas na versão para download do arquivo)." Cruz Vermelha Internacional (Organização Humanitária Internacional) 3. fornecedores) que afetam sua habilidade de obter lucro. tecnologia e sistemas empresariais. formar entre as empresas locais uma reputação de especialistas em processamento de textos na escolha de projetos de pequeno e grande portes. Assim. a deterioração das vendas ou lucro.. A idéia é que a missão da empresa transmita uma imagem tangível e concreta da empresa. Programe várias reuniões informais nas quais os membros do grupo possam expressar suas próprias opiniões e faça um brainstorming. é necessária a avaliação periódica das forças e fraquezas de cada negócio. 3. econômicas. os concorrentes atuais e os novos. . Para lidar com essas ameaças. seus executivos devem conhecer as partes do ambiente que precisam monitorar para atingir suas metas. com um grau de confiança superior aos produtos oferecidos por empresas semelhantes no mundo inteiro.Um negócio arriscado é baixo em termos de oportunidades e alto em ameaças. A grande questão é se o negócio deve ficar limitado a essas oportunidades em que possui as forças exigidas ou se deve adquirir forças para explorar outras oportunidades . Claramente. As ameaças da célula superior esquerda são de maior importância porque podem prejudicar seriamente a empresa e têm alta probabilidade de ocorrência. Para cada tendência ou desenvolvimento. sua situação financeira. A figura 2(b) ilustra a matriz de ameaças enfrentadas pela empresa de iluminação de estúdios de televisão. a empresa precisa preparar planos de contingência para enfrentá-las antes ou durante suas ocorrências. legais. A mera competência não constitui uma vantagem competitiva. A probabilidade de sucesso da empresa não depende apenas da força de seu negócio. é possível caracterizar sua atratividade global. mas precisam ser cuidadosamente monitoradas. a todo o setor. As ameaças da célula inferior direita são menores e podem ser ignoradas. Peça aos membros que se preparem antecipadamente. vamos ampliar essa declaração: "Oferecemos os produtos da mais alta qualidade. Análise do Ambiente Interno (Forças e Fraquezas) Uma coisa é discernir as oportunidades atraentes do ambiente. líderes mundiais em qualidade. porque. analise as razões para elaborar uma declaração de missão e converse sobre o que esta declaração deve incluir. analise e revise a missão da empresa em tantas reuniões formais quantas forem necessárias para que todos fiquem satisfeitos com a declaração da missão final. através da integração de pessoas. respondendo isoladamente às questões apresentadas anteriormente. As oportunidades podem ser classificadas de acordo com a atratividade e a probabilidade de sucesso. Uma vez a administração ter identificado as principais oportunidades e ameaças enfrentadas pela empresa. políticas. A empresa deve estar preparada para rastrear tendências e desenvolvimentos importantes. a empresa de iluminação de estúdios de televisão precisa observar a taxa de crescimento dos estúdios de televisão.Um negócio ideal é alto em termos de oportunidades e baixo em termos de ameaças. As oportunidades na célula inferior direita são de menor importância. . Análise do Ambiente Externo e Interno Análise do Ambiente Externo (Oportunidades e Ameaças) Uma vez declarada a missão da empresa. Oportunidade de Marketing: é uma área de necessidade do comprador em que a empresa pode atuar com rentabilidade. As ameaças das células superior direita e inferior esquerda não exigem planos de contingência. . as melhores oportunidades de marketing enfrentadas pela empresas de iluminação de estúdios de televisão estão listadas na célula superior esquerda. sociais e culturais) e os atores microambientais importantes (consumidores. realizações e recursos da empresa com mais clareza e impacto. Crie. novos desenvolvimentos tecnológicos.Um negócio maduro é baixo em termos de oportunidades e baixo em ameaças. canais de distribuição. A empresa de melhor desempenho será aquela que pode gerar o maior valor para o consumidor e sustentá-lo ao longo do tempo. Em geral a empresa precisa monitorar as forças macroambientais (demográficas. Na matriz de oportunidades mostrada na figura 2(a). Ameaça Ambiental: é um desafio decorrente de uma tendência ou desenvolvimento desfavorável que levaria.2. preparar-se para elas e enfrentá-las. a legislação que pode afetar o design ou marketing e os canais de distribuição para a venda de equipamentos de iluminação. custo e satisfação do cliente. não é necessário corrigir todas as fraquezas do negócio nem destacar suas forças. permitindo que nossos clientes sejam líderes em seus próprios setores). na ausência de ação defensiva de marketing. tecnológicas. Quatro resultados são possíveis: . a administração deve ir atrás dessas oportunidades. transferindo conhecimento. finanças." Divisão Saturn da GM (Indústria Automobilística) Nossa missão é oferecer processamento de textos e serviços de computação gráfica rápidos e confiáveis.

2. Fora do contexto de suas metas mais amplas.Contribuição para o lucro ou produtividade e provê retorno sobre o investimento. fornecem detalhes do que deve ser feito e quando. de nada adianta fazer-se um planejamento estratégico. e a manufatura. É preciso que cada meta seja acompanhada de uma série de objetivos. é bastante clara como será apresentada a seguir. eles têm significado restrito. setor. A diferença entre Meta e Objetivo. Para atingir suas metas. Primeiro corrija o que está errado. tais como: embalagem. dependendo da velocidade com que seu ambiente. Mudança constante significa que a análise SWOT não pode ser feita uma única vez. propaganda. Não existem objetivos isolados. oportunidades e ameaças). design. weaknesses. encontram-se os passos que devem ser seguidos para obter-se a matriz SWOT: 1. o outro a ameaças. no entanto. 3. Inclua os pontos fortes e fracos de sua empresa. Metas são resultados abrangentes com os quais a empresa assume um compromisso definitivo. Enquanto a missão da empresa descreve o que ela é. Metas geralmente são associados a números e datas. Os FCS são as habilidades e os recursos que a empresa precisa necessariamente ter para vencer. é fácil de se determinar se um objetivo foi alcançado. Análise da Situação Atual Depois de identificados os pontos fortes e pontos fracos e analisadas as oportunidades e ameaças. Grande parte dela é bom senso. Elimine possíveis pontos fracos da empresa identificados em áreas nas quais você enfrenta ameaças graves de seus concorrentes e tendências desfavoráveis em um ambiente de negócios dinâmico. As metas devem criar um elo indissolúvel entre as ações da empresa e sua missão. porém realistas. 4.Tem tempo limitado. Divida todos os pontos fortes que identificou em dois grupos. algumas características ou atributos que podem estar presentes nas metas de algumas empresas: . Portanto. o serviço mais simpático. em cada uma das quatro caixas (ver figura 4). pois qualquer caminho é idêntico. Quando não se tem uma definição clara das metas de um negócio tanto a longo como a curto prazo. opportunities e threats pontos fortes. orientando o processo decisório em toda a organização. . As metas definidas para a empresa devem ditar as opções de negócio. pode-se obter a matriz SWOT (strengths. mas porque não trabalham em equipe.São controláveis. Certifique-se de abordar cada uma das seguintes etapas em sua análise: 1.Focam resultados. as suas metas são a forma de conduzi-la em direção à sua visão. A simples definição de uma meta genérica para a empresa não é tudo. . seu setor e sua própria empresa mudam. juntamente com as oportunidades e ameaças do setor. aproveite ao máximo as oportunidades que você identificou no mercado.Estão atreladas à missão e visão da empresa. Em seguida. qualquer caminho é um caminho válido. os que estão e os que não estão associados a oportunidades potenciais ou ameaças latentes em seu setor.São desafiantes. ou seja.. Capitalize as oportunidades descobertas onde sua empresa tem pontos fortes significativos. A mudança é a única constante em qualquer negócio.Foca no crescimento do negócio. Já os objetivos indicam intenções gerais da empresa e o caminho básico para chegar ao destino que você deseja. 3. por mais completo que seja.Objetivos financeiros. 5. distribuição. é preciso rever a matriz regularmente à medida que seus concorrentes crescem e o ambiente à sua volta muda. Objetivos são declarações específicas que se relacionam diretamente a uma determinada meta. Os FCS devem incluir a mais nova tecnologia. 4. relevantes. Então se um objetivo de uma empresa de brinquedos é ter brinquedos prontos para o natal. . E essas metas devem ser definidas de forma quantitativa. Quem precisa de metas afinal? Por que ter metas? Poderíamos responder a estas perguntas apenas com uma frase clássica: se não sei onde quero chegar. é muito importante avaliar os relacionamentos interdepartamentais como parte da auditoria ambiental interna. Corrija possíveis pontos fracos identificados em áreas que contêm oportunidades potenciais. sendo até bastante confusos. Deve-se atentar para o seguinte ponto: muitas vezes um negócio vai mal não porque faltam a seus departamentos as forças necessárias. ou seja: . A principal diferença entre metas e objetivos é que as metas são as ações específicas mensuráveis que constituem os passos para se atingir os objetivos.melhores. É isso mesmo. . A matriz SWOT traça uma análise da situação atual do negócio e deve ser refeita regularmente. Metas e Objetivos Muito se confunde a respeito destes dois conceitos quando se faz um planejamento estratégico do negócio. A análise SWOT é uma ferramenta extremamente útil e deve ser utilizada continuamente com o objetivo de clarear o caminho a ser seguido e o que deve ser feito. a principal razão de se escrever as metas e objetivos do negócio é procurar adequar e orientar o caminho a ser seguido para que a empresa esteja cumprindo sua missão em direção à sua visão. mercado. Exemplos de metas financeiras são: atingir o ponto de equilíbrio em agosto de 2000 ou Obter o retorno sobre determinado investimento em 24 meses. 2. A seguir. declarações operacionais que especificam exatamente o que deve ser feito para se alcançar a meta. . . Limite sua lista de FCS a não mais do que 4 ou 5. alcançáveis. . Monitore as áreas nas quais você identificou pontos fortes para não ser surpreendido no futuro por possíveis riscos latentes. a empresa deve estar disposta a comprometer os recursos dinheiro e pessoas necessários para alcançar os resultados almejados. A estratégia SWOT resume-se em eliminar os pontos fracos em áreas onde existem riscos e fortalecer os pontos fortes em áreas onde se identificam oportunidades. pontos fracos. Só depois pode se dar ao luxo de prestar atenção a outros problemas e áreas. Deve-se ter em mente também que os pontos fortes só podem ser considerados fortes se suas capacidades e recursos estiverem alinhadas aos Fatores Críticos de Sucesso (FCS) da empresa. Construa uma matriz com quatro quadrantes.São mensuráveis e específicas. . o marketing mais brilhante ou a localização etc. suas metas são uma lista de tarefas que devem ser realizadas em primeiro lugar. Quando todos os objetivos são alcançadas a missão da empresa está atendida. devem ser metas específicas. A seguir. . e com horizonte de tempo bem definidos. A análise SWOT fornece uma orientação estratégica útil. mensuráveis. Os objetivos devem ser SMART. 4.. Pode-se definir as metas de uma empresa com frases como tornar-se líder de mercado ou fornecer alternativas de baixo custo. Divida todos os pontos fracos da mesma forma um grupo associado a oportunidades. Dessa forma. Então.São estratégicas.

Crie objetivos de negócios claramente associados às metas mais abrangentes da empresa. a empresa precisa de uma formulação de estratégias para serem implantadas. . ou seja. em tecnologia etc. Exemplo para uma empresa que atua só na região sudeste: conquistar 40% do mercado do nordeste em 3 anos. só que aqui se foca um mercado novo para o produto. 6. Quando um produto não atinge essa meta. .Diversificação: ocorre quando a empresa move-se para um novo e diferente mercado com novos produtos. . Quanto mais altas as taxas. dentro e fora da empresa. encontram-se algumas diretrizes que podem ser seguidas para a definição de metas: .Penetração de Mercado: a meta associada a esse exemplo ocorre quando se deseja aumentar o market-share da empresa. propiciem o uso eficiente de recursos dinheiro e pessoas em busca de intenções mais abrangentes. A seguir.. em qualidade. .Crie metas individuais que esclareçam as atividades de sua empresa sem restringir a flexibilidade e a criatividade. assim. Muitas firmas usam essa meta para o seu programa de marketing. . . revisando e reformulando essas metas à medida que as circunstâncias do negócio se modificarem.Desenvolva um sistema para definição. Conforme Porter. você definiu a missão e visão do seu negócio e definiu metas e objetivos visando atender sua missão em direção à visão declarada.Utilização de capacidade: quando existe capacidade ociosa e se deseja aumentar a força de vendas total em relação à força de vendas parcial. oferecer preços menores que seus concorrentes e obter maior participação de mercado. . . . como o gerenciamento por objetivos. este grupo deve incluir os responsáveis por todas as suas principais atividades. A seguir.Garanta que os objetivos de sua empresa. Ela deve conhecer as necessidades desses segmentos e obter lideranças em custos ou encontrar uma forma de diferenciação dentro desse segmentoalvo. . Pode esforçar-se para ser líder em serviços.Determine quem definirá os objetivos de negócio de sua empresa. . diferenciação e foco. altos retornos sobre ativos maximizam a produtividade dos ativos usados para gerar vendas e retorno. Note que manter mercado não significa não crescer. revisão e cumprimento dos objetivos de negócios. tem-se que: .Estabelecer produtividade e retorno sobre patrimônio: É outro tipo de meta financeira e inclui a produtividade dos ativos e o retorno sobre o patrimônio. Essas empresas podem ainda estabelecer alianças estratégicas a fim de garantir sua fatia de mercado. é necessário definir-se um plano para se atingir as metas estabelecidas. Pelo contrário.Liderança total em custos: Aqui. Agora. Embora muitos tipos de estratégias estejam disponíveis. Exemplos de alianças são: . ele passa a deixar de ser rentável. em estilo. .Maximização do lucro: o foco da maximização é o valor da moeda ao invés do valor representado pela porcentagem sobre vendas. Objetivos associados: Investir R$1milhão de reais até 2001 em treinamento e reciclagem de mão-de-obra e Aumentar volume de vendas à taxa de 10%/ano para os próximos 2 anos. a meta e os objetivos devem ser considerados em conjunto para se ter clareza em seu entendimento. Um exemplo de meta seria manter a participação de mercado nos níveis atuais (30%) para os próximos 2 anos. Idealmente. devido a estagnação de seu mercado atual ou ainda pelo fato de não haver mais possibilidades de crescimento no mesmo. em vez de ir atrás de um grande mercado. Como as metas são o centro do negócio da sua empresa.Determine quem participará da definição de metas de sua empresa. a empresa concentra esforços para alcançar desempenho superior em uma determinada área de benefício para o consumidor. e ainda implantar sistema de distribuição computadorizada em todas as regionais a cada 2 meses até jun/2000 e ampliar capacidade produtiva da planta de Anápolis em 10% até jul/2000.Foco: A empresa aborda um ou mais segmentos de mercado menores. a participação de mercado.Use as metas para comunicar as intenções a todos. Os objetivos indicam o que deve ser feito e quando e devem contar com a participação de todos os funcionários. a empresa estabelece objetivos de desenvolver nova embalagem para o produto até jan/2000. O retorno sobre o patrimônio é o fator-chave que os investidores consideram ao analisar um investimento. Diretrizes para a definição de objetivos: .A palavra objetivos refere-se a algo tangível.Considere o uso de um método formal . em conjunto. Para isso.Metas são resultados mais abrangentes que a empresa assume o compromisso de alcançar. Taxas elevadas sobre ativos. Uma maneira fácil de diferenciar meta de objetivo é relacionar meta com palavras (esboçando o quadro geral) e objetivo com números (complementando-o com os detalhes específicos)! Resumindo. . . Vejamos cada uma delas. Formulação da Estratégia Até aqui. a empresa faz grande esforço para reduzir ao máximo seus custos de produção e distribuição.Certifique-se de que os objetivos podem ser alcançados e verificados incluindo valores e datas quando conveniente. melhor o desempenho. ou seja.Percentagem específica de lucros: quando existe a consideração de sucesso do produto. . as empresas que adotam a mesma estratégia dirigida ao mesmo mercado ou segmento de mercado-alvo formam um grupo estratégico.Expansão de Mercado: a meta associada a este exemplo é parecida com o caso de penetração de mercado. . . Michael Porter resumiu-as em três tipos genéricos que fornecem um bom ponto de partida para o pensamento estratégico: liderança total em custos. em conjunto. a manutenção do market-share pode pedir um crescimento expressivo do negócio.Diferenciação: Neste caso.Desenvolva um procedimento para monitorar as metas de sua empresa regularmente. constituem um projeto eficaz para alcançar suas abrangentes intenções.As metas declaradas por sua empresa devem ter estreita ligação com a missão da empresa. . podendo.Manutenção de Mercado: a meta associada a esse caso ocorre quando a empresa está satisfeita com sua situação atual e a performance da companhia.Certifique-se de que as metas de sua empresa. . . cada meta deveria ter um ou mais objetivos que a suportam. . Então. mas não é possível liderar em todas as áreas. Objetivos associados: cadastrar 10 novas revendas a cada 6 meses até 2002 e investir R$ 3milhões em publicidade na região nordeste até 2001 etc. Um exemplo hipotético para uma indústria de sucos de laranja pode ser conquistar 25% do mercado de suco de laranja. valorizada por grande parte do mercado. revisão e administração dos objetivos em toda a empresa. Aquelas que aplicam melhor essa estratégia obtêm os maiores lucros. para envolver todos os funcionários de sua empresa no processo contínuo de definição. Cada objetivo deveria incluir o nome dos responsáveis pela tarefa e a data limite para o cumprimento das mesmas. encontram-se alguns exemplos de metas de negócios e seus objetivos específicos. até 2001. na região centro-oeste. dependendo do mercado onde a empresa atua. .Objetivos são as etapas necessárias para se alcançar as metas.

Já as oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas a fatores externos. reconheça as fraquezas. . sistemas.Alianças de produto/serviço. Após o desenvolvimento das principais estratégias da empresa. Valores compartilhados significam que os funcionários dividem os melhores valores e missões. 500 a. Fraquezas (Weaknesses). Não há registros precisos sobre a origem desse tipo de análise.Alianças logísticas. a empresa pode esperar por uma coisa: o ambiente certamente mudará e. de maneira previsível. Feedback e Controle À medida que implementa sua estratégia. a empresa precisa rastrear os resultados e monitorar os novos desenvolvimentos nos ambientes interno e externo. Estas análise de cenário se divide em ambiente interno (Forças e Fraquezas) e ambiente externo (Oportunidades e Ameaças). deve-se adotar programas de apoio detalhados com responsáveis. Quando esses elementos estão presentes. conforme a consultoria McKinsey. TARAPANOFF (2001:209) indica que a idéia da análise SWOT já era utilizada há mais de três mil anos quando cita em uma epígrafe um conselho de Sun Tzu: "Concentre-se nos pontos fortes. que liderou um projeto de pesquisa na Universidade de Stanford nas décadas de 1960 e 1970. . O estilo significa que os funcionários da empresa compartilham uma forma comum de pensamento e comportamento. pessoal. segundo PÚBLIO (2008) a análise SWOT foi criada por dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen. A técnica é creditada a Albert Humphrey. sendo usado como base para gestão e planejamento estratégico de uma corporação ou empresa. onde uma empresa concorda em promover um produto/serviço de outra. O caminho mais indicado para entender o conceito da análise SWOT é buscar diretamente sua fonte: The concept of corporate strategy. ser utilizada para qualquer tipo de análise de cenário. Habilidades significam que os funcionários estão preparados para seguir as estratégias da empresa. será necessário rever sua implementação. pois o autor não faz nenhuma referência direta à análise SWOT em todo seu livro. estratégias ou até objetivos. devido a sua simplicidade. quase sempre. mas podendo. onde uma empresa oferece serviços de apoio logístico ao produto de outra. Implementação Uma estratégia clara e programas de apoio bem delineados podem ser inúteis se a empresa falhar em sua implementação cuidadosa. O modelo 7-S da McKinsey para o sucesso empresarial é composto por estratégia. e é um acrónimo de Forças (Strengths). quando isso ocorrer. mais bem sucedidas na implementação da estratégia.Parcerias de preço. O pessoal significa que a empresa contrata funcionários capacitados. que trabalha para as empresas mais bem administradas. uma leitura superficial dessa fonte frustra os mais afoitos por definições precisas e modelos práticos. As forças e fraquezas são determinadas pela posição atual da empresa e se relacionam. onde uma ou mais empresas adotam acordos de preços. áreas envolvidas. Não obstante. Ainda outros mudam rapidamente de maneira imprevisível. é difícil encontrar uma literatura que aborde diretamente esse tema. programas. Por outro lado.Alianças promocionais. a estratégia é apenas um entre sete elementos. a fatores internos. Outros se desenvolvem lentamente.) Apesar de bastante divulgada e citada por autores.. estilo. . Alguns ambientes mantêm-se estáveis de um ano para outro. desde a criação de um blog à gestão de uma multinacional. e ainda. habilidades e valores compartilhados. onde uma empresa licencia outra para a produção de seu produto/serviço. Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).C. A Análise SWOT é um sistema simples para posicionar ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em questão. De fato. estrutura. . geralmente. do próprio Kenneth Andrews. Ferramentas de Planejamento Estratégico FERRAMENTAS DE ESTRATÉGIA Análise SWOT A Análise SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise de cenário (ou análise de ambiente). agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças " (SUN TZU. O termo SWOT é uma sigla oriunda do idioma inglês. as empresas são. Porém. recursos e prazos definidos. bem treinados e que executam bem suas tarefas. usando dados da revista Fortune das 500 maiores corporações.

Ameaça de Entrada de Novos Concorrentes Muitas empresas entram no mercado com o desejo de conseguir uma fatia (parcela) de um setor e frequentemente recursos substanciais. Às vezes rivais competem agressivamente. que devem ser estudados para que se possa desenvolver uma estratégia empresarial eficiente. em contraste com o termo mais geral macroambiente. pelo menos. não só em relação ao preço do produto. fica mais dificil a sua fixação no mercado: a ameaça de entrada é pequena.O ambiente interno pode ser controlado pelos dirigentes da empresa. .Análise RFM (economia) . A Matriz SWOT deve ser utilizada entre o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita. Porter avalia que a estratégia competitiva de uma empresa deve aparecer a partir da abrangência das regras da concorrência que definem a atratividade de uma indústria.[3] . Considera cinco factores. caso o fornecedor venha a falir ou mesmo a elevar os preços de matérias-primas muito maior em relação a concorrência. portando pensando duas vezes antes de entrar no novo mercado. cobrar preços excessivamente elevados para recursos únicos. Porter refere-se a essas forças como microambiente. Desta forma.A existência de barreiras de entrada (patentes. apesar de não poder controlá-lo. como também a inovação. Já o ambiente externo está totalmente fora do controle da organização.Ter somente um fornecedor para a empresa pode ser um ponto fraco.Acesso aos canais de distribuição .[carece de fontes?] A aplicação da Análise SWOT num processo de planejamento pode representar um impulso para a mudança cultural da organização. ele eventualmente vai ficar com os piores clientes. uma vez que ele é resultado das estratégias de atuação definidas pelos próprios membros da organização.Diversidade de concorrentes . Também competindo com a indústria. etc. Se o concorrente estabelecer-se pode haver perda de rentabilidade por parte de empresa. direitos.Marca .Número de concorrentes .Taxa de crescimento da indústria . no entanto pode-se fazer um planejamento para enfrentá-las. a empresa deve conhecê-lo e monitorá-lo com freqüência. e quando for percebido um ponto fraco. marketing. Mas.Existência de produtos substitutos Poder Negocial dos fornecedores Também descrito como mercado de insumos. Assim jogando os concorrentes uns contra os outros. afetar os clientes com a sensibilidade à evolução dos preços. Evitar ameaças nem sempre é possível. . Uma mudança em qualquer uma das forças normalmente requer uma nova pesquisa (análise) para re-avaliar o mercado. Utilizam dessas forças em uma empresa que afeta a sua capacidade para servir os seus clientes e obter lucros. e também.Exigências de capital . . ele deve ser ressaltado ao máximo. Fornecedores de matérias-primas. a organização deve agir para controlá-lo ou. etc) .Ameaça de transmitir integração dos fornecedores em relação à ameaça de integração por outras empresas . componentes e serviços para a empresa pode ser uma fonte de poder.Custo dos factores de produção em relação ao preço de venda do produto . Fornecedores podem recusar-se a trabalhar com a empresa. ou mesmo Barreiras à entrada de concorrentes.Custos de transição . A capacidade dos clientes de colocar a empresa sob pressão.Economia de escala .Complexidade e assimetria informacional .Preço da compra total .Nível de publicidade Poder Negocial dos clientes Os clientes exigem mais qualidade por um menor preço de bens e serviços. quando for percebido um ponto forte.Vantagens absolutas de custo . minimizar seu efeito. Cinco forças de Porter O modelo das Cinco Forças de Porter foi concebido por Michael Porter em 1979 e destina-se à análise da competição entre empresas. assim caso o concorrente se estabelecer no mercado. minimizando seus efeitos. As cinco forças de Porter são Rivalidade entre os concorrentes Para a maioria das indústrias.[1] Com a ajuda de barreiras ficará muito difícil para o concorrente "roubar" os melhores clientes. Essa ameaça também pode ser conhecida como A ameaça da entrada de novos concorrentes. esse é o principal determinante da competitividade do mercado.Diferenciação dos produtos . durante a análise.[2] Também descrito como o mercado de realizações.Grau de diferenciação dos insumos . ou por exemplo. Caso haja barreiras de entradas que possam dificultar a sua inserção. as "forças" competitivas.Políticas governamentais . forçando os preços para baixo.Disponibilidade de informação do comprador em relação ao produto . de forma a aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças.

a participação de mercado deve ser mantida. Assim os substitutos (bens ou serviços) podem limitar os lucros em tempos normais.Nivel de diferenciação do produto .alta participação de mercado não é o único factor de sucesso. o ambiente externo passava. não são necessários grandes investimentos. por estar em um mercado de alto crescimento pode-se tornar um produto "estrela". A organização deve ficar atenta as novas mudanças/tendências do mercado/produto. gerando receitas. a concorrência pode adquirir parte do mercado da empresa analisada." Matriz de Ansoff A Matriz de Ansoff. na década de 1950 as organizações passaram a se preocupar com o ambiente. produzir um derivado ou mesmo um novo produto. . "vira-lata" ou "animal de estimação".[1] Outro fator seria que.Em questionamento (também conhecido como "ponto de interrogação" ou "criança-problemática"): tem a pior característica quanto a fluxo de caixa. e mais tarde os outros tipos de organização. . Quanto maior a participação de mercado de um produto ou quanto mais rápido o mercado de um produto cresce.Relação preço/rendimento . Ficam frequentemente em equilíbrio quanto ao fluxo de caixa. Mas ainda em relação a esse dado histórico da administração é importante destacar: Por que as organizações nessa época estavam preocupadas em conhecer o seu ambiente? A resposta para essa inquietante pergunta analisando a evolução da administração: enquanto pioneiros da administração como Taylor. pois pode-se tornar numa "vaca leiteira" se não houver perda de mercado. pois exige altos investimentos e apresenta baixo retorno sobre ativos e tem baixa participação de mercado.Qualidade do produto Importante Num determinado momento. para isso não ocorrer é preciso investir em avanços tecnológicos.Vaca leiteira: os lucros e a geração de caixa são altos. . De acordo com Bruce Henderson (criador da Matriz BCG): "Para ter sucesso.crescimento de mercado não é o único indicador de atractividade de um mercado. Matriz BCG A Matriz BCG é uma análise gráfica desenvolvida por Bruce Henderson para a empresa de consultoria empresarial americana Boston Consulting Group em 1970. melhor para a empresa. As empresas que visavam o lucro foram as que primeiro tiveram essa preocupação. Cuidado com os caros planos de recuperação.Poder de barganha do comprador . assumindo maior influência na determinação da sua lucratividade.Abacaxi (também conhecido como "cão". Invista se for possível na recuperação. Seu objetivo é suportar a análise de portfolio de produtos ou de unidades de negócio baseado no conceito de ciclo de vida do produto. Por outro lado.às vezes um "abacaxi" pode gerar mais caixa que uma "vaca leiteira". o produto comercializado ou produzido pela empresa possa tornar-se obsoleto com o tempo. A Matriz BCG tem a vantagem de não apresentar uma só estratégia para todos os produtos. . Produtos de alto crescimento exigem injecções de dinheiro para crescer. pois a produtividade não significava mais o sucesso de determinada organização. tinham as suas visões voltadas para a parte interna das organizações. desempenha funções equivalentes ou parecidas é uma condição básica de barganha que pode afetar as empresas. uma ou algumas dessas forças são mais importantes para um determinado sector industrial. . mas sim se ela . que analisados. e como também podem reduzir as fontes de riqueza que a indústria pode obter em tempos de prosperidade. é um modelo utilizado para determinar oportunidades de crescimento de unidades de negócio de uma organização. também conhecida como Matriz Produto/Mercado. Segundo Ansoff (1981).Ameaça de produtos substitutos A existência de produtos (bens e serviços) substitutos no mercado. é necessário conhecer-se bem o sector e as características que governam as suas forças competitivas. Pode ser a base de uma empresa. . Caso não seja feito nada. Ela é utilizada para alocar recursos em atividades de gestão de marcas e produtos (marketing). Fayol. cada vez mais. Entretanto. e após a segunda guerra mundial essa tendência ficou mais evidente. senão desista do produto. Os produtos devem ser posicionados na matriz e classificados de acordo com cada quadrante: . Mayo entre outros renomados precursores da administração clássica. Ambos são necessários simultaneamente. Se nada é feito para mudar a participação de mercado. pode absorver um grande investimento e depois de tornar um "abacaxi". uma empresa precisa ter um portfolio de produtos com diferentes taxas de crescimento e diferentes participações no mercado. Gráfico A matriz tem duas dimensões: crescimento do mercado e participação de mercado (que é a participação da empresa em relação à participação de seu maior concorrente). a influenciar as organizações. Produtos de baixo crescimento devem gerar excesso de caixa. bem como equilibrar a carteira de negócios e produtos em geradores e tomadores de caixa.Estrela: exige grandes investimentos e são líderes no mercado. A fim de se elaborar uma boa estratégia. Algumas desvantagens deste modelo são: . Como o crescimento do mercado é baixo. expressões que não traduzem bem o conceito em português): os "abacaxis" devem ser evitados e minimizados numa empresa. A composição deste portfolio é uma função do equilíbrio entre fluxos de caixa. planejamento estratégico e análise de portfólio.

tamanho do mercado . mudança ou antevisão de problemas de recursos ou quaisquer outros que possam ter impacto na organização. . Isso apenas levando em conta uma variável do ambiente externo que era as organizações.poderia ou não atender a demanda do mercado. Compare também com o modelo das Cinco forças de Porter. quatro estratégias podem ser formadas: .intensidade da rivalidade dos concorrentes . permitindo um significativo avanço do Planejamento Estratégico. a empresa normalmente foca na comunicação explicando porquê está entrando em novos mercados com novos produtos. A força competitiva também inclui uma gama maior de fatores que apenas participação de mercado.diversificação: sendo a mais arriscada das estratégias.segmentação do mercado . Sobre essas duas dimensões. Outra ferramenta muito conhecida de análise de portfolio é a Matriz BCG (Boston Consulting Group). introduzir produtos existentes em mercados externos ou introduzir novas marcas no mercado. 1981).A "atratividade do mercado" (fatores externos) substitui o "crescimento do mercado" como dimensão para medir a atratividade da indústria. Logo esse problema foi identificado pelos estudiosos.tendências de preço . o que foi denominada “Matriz de Ansoff”. Uma delas diz respeito à implantação. Essa matriz é uma forma de representar algumas formas que o autor.desenvolvimento de mercado: a empresa tenta conquistar clientes da concorrência. . Em 1965 Igor Ansoff escreveu o livro “Corporate Strategy: An Analytic Approach do Business Policy for Growth na Expansion”. . pontos forte e fracos de uma organização de produção.A "força competitiva" (fatores internos) substitui "participação relativa de mercado" como dimensão para medir a posição competitiva de cada unidade de negócio. enquanto a Matriz BCG tem apenas 2x2. Após essa fase de aprimoramento dos estudos estratégicos. observa-se uma nova ênfase que diz respeito a surpresa.penetração de mercado: a empresa foca na mudança de clientes ocasionais para clientes regulares e de clientes regulares para usuários intensivos do produto.A Matriz GE funciona com uma grade de 3x3 células.Decidir qual unidade de negócios deve receber mais ou menos investimentos. Matriz GE A Matriz GE / McKinsey é um modelo para análise de portfólio de unidades de negócios. onde ele discorre sobre os estudos do problema estratégico das organizações e propõe uma ferramenta de análise do problema estratégico e definições de estratégias.Desenvolver estratégias de crescimento incluindo novos produtos e negócios ao portfólio. Assim foram sendo adicionados mais alguns elementos em tais estudos. A Matriz GE é considerada mais avançada por causa de três aspectos: . 2001). Isto também resulta em maior sofisticação do modelo. ameaças. Nos anos posteriores foram sendo adicionadas novas “variáveis” que deveriam ser incluídas nos estudos estratégicos. .barreiras para entrada no setor . . acreditava que poderiam aprimorar o negócio de determinada organização por meio de quatro estratégias distintas: Penetração. e partir dessa análise elaborar uma “estratégia” que conseguisse uma compatibilização positiva dessas variáveis com os objetivos da organização (ANSOFF. visando ganhar credibilidade. Os fatores externos típicos que afetam a atratividade do mercado são: .taxa de crescimento do mercado .variação da demanda .desenvolvimento tecnológico Os fatores internos típicos que afetam a força competitiva da unidade de negócios são: . Essa nova tônica tem dominado alguns estudos mais recentes nos assuntos referentes a Planejamento Estratégico. Desenvolvimento de Mercado. freqüentemente intensificando os canais existentes de comunicação.lucratividade do mercado . e surgiram estudos do chamado “Planejamento Estratégico”. . A matriz tem duas dimensões: produtos e mercados. .força dos ativos e competências .estrutura de distribuição . Igor Ansoff.risco total do retorno dos investimentos no setor . Os objetivos da análise do portfólio de negócios são: . No início consistia apenas em uma análise racional das oportunidades. pois apenas a análise do ambiente com a conseqüente elaboração das estratégias não garantia que essas seriam implantadas e controladas. Desenvolvimento de Produto e Diversificação Pura (MINTZBERG. A atratividade do mercado inclui uma gama maior de fatores que apenas o crescimento do mercado. O melhor portfólio de negócios é aquele que se encaixa perfeitamente aos pontos fortes da empresa e ajuda a explorar as indústrias e mercados mais atrativos.oportunidades de diferenciação dos produtos/serviços .desenvolvimento de produtos: a empresa busca vender outros produtos a clientes regulares. A Matriz GE é uma forma posterior e mais avançada da Matriz BCG.Decidir quais negócios ou produtos não deverão permanecer.

margem de lucro em relação aos concorrentes . .patentes tecnológicas e de outras inovações . ..as setas representam a direção e o movimento da unidade de negócio no futuro.taxa de crescimento da participação de mercado .lealdade dos clientes .participação de mercado .capacidade de produção e força de distribuição .força da marca em relação à concorrência (ligado ao esforço de marketing) .o tamanho da 'fatia' no 'gráfico de pizza' representa a participação de mercado da unidade de negócios. As conclusões após a análise da Matriz GE podem ser: investir (campo superior esquerdo). onde: . avaliar ou abandonar (campo inferior direito).capacidade administrativa Freqüentemente.qualidade .posição de custo em relação aos concorrentes (ligado à estrutura de custos da empresa) . .acesso a recursos financeiros e investimentos .o tamanho do círculo representa o tamanho do mercado. as unidades estratégicas de negócios são representadas como círculos.

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