CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA RJ

DEPARTAMENTO DE ENSINO MÉDIO E TÉCNICO COORDENAÇÃO DE CONSTRUÇÃO CIVIL
Disciplina: Computação Aplicada I

Prof.: Emilson Damasceno de Andrade

Aluno: Lilian Borges de Oliveira

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Atividade 4 -1º Período
Contando para P2
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Rio de janeiro, 20 de Novembro de 2010

Água e Esgoto

Tratamento de Água e Esgoto
A água oferecida à população é submetida a uma série de tratamentos apropriados que vão reduzir a concentração de poluentes até o ponto em que não apresentem riscos para a saúde. Cada etapa do tratamento representa um obstáculo à transmissão de infecções. A primeira destas etapas é a COAGULAÇÃO, quando a água bruta recebe, logo ao entrar na estação de tratamento, uma dosagem de sulfato de alumínio. Este elemento faz com que as partículas de sujeira iniciem um processo de união. Segue-se a FLOCULAÇÃO, quando, em tanques de concreto, continua o processo de aglutinação das impurezas, na água em movimento. As partículas se transformam em flocos de sujeira. A água entra em outros tanques, onde vai ocorrer a DECANTAÇÃO. As impurezas, que se aglutinaram e formaram flocos, vão se separar da água pela ação da gravidade, indo para o fundo dos tanques ou ficando presas em suas paredes. A próxima etapa é a FILTRAÇÃO, quando a água passa por grandes filtros com camadas de seixos (pedra de rio) e de areia, com granulações diversas e carvão antracitoso (carvão mineral). Aí ficarão retidas as impurezas que passaram pelas fases anteriores. A água neste ponto já é potável, mas para maior proteção contra o risco de infecções de origem hídrica, é feito o processo de DESINFECÇÃO. É a cloração, para eliminar germes nocivos à saúde e garantir a qualidade da água até a torneira do consumidor. Nesse processo pode ser usado o hipoclorito de sódio, cloro gasoso ou dióxido de cloro. O passo seguinte é a FLUORETAÇÃO, quando será adicionado fluossilicato de sódio ou ácido fluorssilícico em dosagens adequadas. A função disto é previnir e reduzir a incidência de cárie dentária, especialmente nos consumidores de zero a 14 anos de idade, período de formação dos dentes. A última ação neste processo de tratamento da água é a CORREÇÃO de pH, quando é adicionado cal hidratado ou barrilha leve (carbonato de sódio) para uma neutralização adequada à proteção da tubulação da rede e da residência dos usuários. Entre a entrada da água bruta na ETA e sua saída, já potável, decorrem cerca de 30 minutos. TRATAMENTO DE ESGOTO O tratamento dos esgotos domésticos tem como objetivo, principalmente: remover o material sólido; reduzir a demanda bioquímica de oxigênio; exterminar microorganismos patogênicos; reduzir as substâncias químicas indesejáveis. As diversas unidades da estação convencional podem ser agrupadas em função das eficiências dos tratamentos que proporciona. Assim temos: Tratamento preliminar: gradeamento, remoção de gorduras e remoção de areia. Tratamento primário: tratamento preliminar, decantação, digestão do lodo e secagem do lodo. Tratamento secundário: tratamento primário, tratamento biológico, decantação secundária e desinfecção.

DOENÇAS CAUSADAS POR ÁGUA CONTAMINADA Doenças Causadas por Parasitas Amebíase: O contágio se dá através de água contaminada com cistos provenientes de fezes humanas. Esquistossomose: O contágio se dá através do contato direto com água onde há larvas provenientes de caramujos. Ascaridíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Áscaris Lumbricoides. Giardíase: O contágio se dá com o consumo de água onde há o parasita Giárdia Lamblya. Doenças Causadas por Vírus Hepatite Viral tipo A e Poliomielite: O contágio se dá ao contato (consumo ou banho) com água contendo urina ou fezes humanas. Doenças causadas por Bactérias Meningoencefalite: O contágio se dá pelo contato (consumo ou banho) com águas contaminadas. Cólera: O contágio se dá com o consumo de água contaminada por fezes ou vômito de algum indivíduo contaminado. Leptospirose: A água contaminada por urina de ratos é a principal causa da doença, cuja incidência aumenta com chuvas fortes e enchentes. Apresenta maior perigo em águas próximas a depósitos de lixo e em áreas sem esgotamento sanitário. Febre Tifóide: O contágio se dá pela ingestão de água ou alimentos contaminados( a contaminação de alimentos ocorre ao se lavar alimentos com água contaminada). Gastroenterites: a ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes causam muita variedade de distúrbios gástricos, geralmente associados a fortes diarréias. Desinteria Bacilar: Uma série de bactérias causam, através da ingestão de água sem tratamento, severas formas de diarréias, formando um quadro de febre, dores e mal estar geral.

Fornecimento de Água
Em cada cidade ou região, quando não prestados diretamente pelo município, existe uma prestadora de serviços públicos de fornecimento de água e tratamento de esgoto, portanto, como este é um tipo de serviço público delegado pelo Município, salvo algumas exceções, seu acompanhamento e fiscalização estão afetos à prefeitura. Está sendo criado um órgão com a atribuição de coordenar e fiscalizar a qualidade segurança, , eficiência e atendimento dos serviços prestados pelas várias concessionárias de fornecimento de água e tratamento de esgotos em todo o país. O tempo de atendimento das solicitações de serviços prestados diretamente ao consumidor varia de empresa para empresa, mas os procedimentos e orientações para o consumidor são equivalentes.

Cobrança de Tarifas
O consumidor deve sempre observar e confrontar a sua conta mensal atual com as contas mais antigas, tanto no valor quanto no consumo, para descobrir eventuais diferenças injustificadas. Também há situações em que o usuário não é beneficiado com os serviços de tratamento de esgoto, mas na sua conta consta a cobrança destes serviços. Nestes casos o consumidor tem direito à restituição em dobro das importâncias pagas, devidamente corrigidas. O consumidor pode também acompanhar a evolução do seu consumo simplesmente fazendo, periodicamente, a leitura do hidrômetro. Se quiser saber o seu consumo antes da emissão da conta, é só fazer a leitura junto com o leiturista.

Cuidado com o Desperdício
De acordo com o art. 72 do Decreto 32.809/91, a elevação do volume medido decorrente da existência de vazamento na instalação predial é de inteira responsabilidade do consumidor, portanto, importa observar:
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Torneiras vazando - o desperdício causado por torneiras é muito comum. Vale conferir periodicamente as buchas internas e manter sistematicamente as torneiras bem fechadas; Válvulas estragadas - o vazamento e o desperdício que ocorrem por causa de defeito nas descargas dos vasos sanitários é grande e compromete o substancialmente o valor das contas. Para conferir basta jogar uma colher de cinza no vaso parado, se a cinza evoluir é porque tem vazamento, caso contrário a cinza vai para o fundo do vaso e lá permanece até a próxima descarga.

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Uso de mangueiras - as mangueiras podem representar um elevado consumo de água, seu uso deve ser evitado ou reduzido, na medida do possível.

Serviços pelo telefone
Todas as concessionárias de prestação de serviços de fornecimento de água e tratamento de esgoto mantêm serviços de informações pelo telefone, é um número útil que deve ser anotado. Serviços de plantão - Todas as concessionárias de serviços de fornecimento de água e tratamento de esgotos mantêm atendimento plantão de serviços que podem ser acessados pelo telefone. Os plantões cuidam dos serviços de emergência e principalmente quanto aos vazamentos ou problemas na rede. Estas informações são úteis para a concessionária ,mas para o cidadão, são mais importantes ainda, porque implicam em economia que poderá resultar em redução dos custos das tarifas ou dos impostos. Mas, importa ressaltar que, ao solicitar qualquer serviço por telefone, o consumidor deverá anotar o nome completo do atendente, e o número do pedido ou protocolo, se existirem, pois tais dados serão imprescindíveis para qualquer reclamação futura. As falhas de serviços, erros de tarifação, excessos de cobrança ou qualquer desrespeito ao consumidor também podem ser objeto de reclamação perante os órgãos de defesa do consumidor e juizados especiais.

Betoneiras

BETONEIRAS

- Introdução
Uma betoneira ou misturador de concreto é o equipamento utilizado para mistura de materiais, na qual se adicionam cargas de pedra, areia, cimento e água, na proporção devida, de acordo com a finalidade da mistura. Esse equipamento pode ser utilizado na mistura e preparo de outros produtos como rações, adubos, plásticos, etc. Neste caso sua denominação passa a ser como misturador. A betoneira pode ser classificada em função de sua mobilidade, ou seja:
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móvel na forma de transporte por caminhão betoneira, com um sistema movido por uma correia de aço acoplada a um motor normalmente alimentado por um sistema de transmissão do veículo e hidráulico; Fixa como é conhecida no Brasil equipada com motor; Semi-fixa o mesmo que fixa porem pode ser fácilmente removida pois possui rodas; Automática movida por um motor sincronizada equipada com esteiras rolantes.

Outra forma de classificar as betoneiras é o método de descarga. Na betoneira basculante, a câmara de mistura, denominada tambor, se inclina para a descarga. Na betoneira fixa, o eixo permanece sempre horizontal e a descarga se faz invertendo o sentido de rotação do tambor (caso em que a betoneira se denomina de tambor reversível), ou, algumas vezes, por abertura do tambor. Existem também betoneiras de eixo vertical, semelhantes em princípio a batedeiras de bolo; denominadas de betoneiras de ação forçada, para diferenciar das betoneiras basculantes e das fixas, que se baseiam na queda livre e tombamento do concreto no interior do tambor. Os sistemas de mistura podem variar conforme o tipo, sendo os mais comuns pivotantes (onde o tambor gira entorno de um eixo) ou rotativas (o tambor gira sobre roletes). As pivorantes funcionam através do giro do tambor e palhetas que cortam a "massa" a ser misturada, como em um liquidificador, já as rotativas provocam o turbilhonamento da mistura, com pás elevando e jogando o material, como em uma roda d'água invertida. Geralmente, as betoneiras basculantes têm um tambor em forma cônica ou arredondada com paletas internas. A eficiência da mistura depende dos detalhes de projeto, mas a ação de descarga é sempre boa, pois todo o concreto pode ser descarregado rapidamente sem segregação logo que o tambor é basculhado. Por esse motivo, esse tipo de betoneira tem preferência para misturas com baixa trabalhabilidade e para aquelas com agregado com grande tamanho máximo. Por outro lado, devido à baixa velocidade de descarga das betoneiras de tambor com eixo fixo, às vezes o concreto é passível de segregação. Em particular, as partículas maiores de agregado tendem a permanecer na betoneira de modo que a descarga começa com argamassa e termina com um conjunto de partículas de agregado graúdo revestidas. Essas betoneiras são usadas menos frequentemente do que no passado. As betoneiras com tambor de eixo fixo sempre são alimentadas por uma caçamba também usada com a s betoneiras basculantes de grande capacidade. É importante que a carga completa de caçamba seja sempre transferida para a betoneira sem que fique material aderente à caçamba. Às vezes a descarga é ajudada por um vibrador montado na caçamba. Geralmente as betoneiras de caçamba não são móveis e, portanto, são usadas em centrais de mistura, em instalações de pré-moldados ou em laboratórios de concreto. A

betoneira consiste essencialmente de uma caçamba circular girando em torno de seu eixo, com um ou dois conjuntos planetários de agitadores girando em torno de um eixo não coincidente com o eixo da caçamba. Algumas vezes a caçamba permanece imóvel e o eixo planetário gira em torno do próprio eixo da caçamba. Em qualquer caso, é igual o movimento relativo entre os agitadores e o concreto, e o concreto é completamente misturado em qualquer parte da caçamba. Lâminas raspadoras impedem de a argamassa ficar aderente às paredes laterais da caçamba e a altura dos agitadores pode ser ajustada de modo a impedir a formação de uma camada de argamassa no fundo da caçamba. As betoneiras de caçamba oferecem a possibilidade de observar o concreto que está sendo misturado e, portanto, de ajustagem da mistura, em alguns casos. Elas são particularmente eficientes com misturas rijas e coesivas e são, portanto, muito usadas no preparo de concreto pré-moldado. Elas são também adequadas, devido aos dispositivos de raspagem, para mistura de pequenas quantidades de concreto, sendo, por isso, usadas em laboratórios. Nas betoneiras de tambor, figura 1, não há raspagem das paredes durante a mistura, de modo que uma certa quantidade de argamassa permanece aderente e assim permanece até que se proceda à limpeza da betoneira. Conclui-se que, no início da concretagem a primeira mistura deve deixar uma grande proporção de argamassa na betoneira e, na descarga, deve haver uma grande proporção de partículas graúdas apenas revestidas de argamassa. Rotineiramente, essa primeira betonada não deveria ser usada. Como alternativa, pode ser introduzida certa quantidade de argamassa na betoneira antes do início da concretagem, procedimento que pode se denominar ³untamento´ ou revestimento da betoneira. Uma maneira simples e conveniente consiste em carregar a betoneira com as quantidades normais de cimento, água e agregado miúdo, omitindo simplesmente o agregado graúdo. A mistura que sobrar da que ficar aderente pode ser usada na obra e pode ser adequada para outras finalidades. A necessidade do ³untamento´ não deve ser esquecida nos trabalhos de laboratório.

Figura ± Betoneira de tambor O tamanho nominal de uma betoneira é representado pelo volume de concreto depois de adensado (BS 1305:1974), que pode ser de até metade do volume dos componentes soltos, antes da mistura. As betoneiras são feitas em uma grande variedade de tamanhos, desde 0,04 m3, para uso em laboratório, até 13m3. Se a quantidade

misturada representa menos do que um terço da capacidade nominal da betoneira, a mistura resultante pode não ser uniforme, e, naturalmente, a operação não seria econômica. Sobrecargas não excedendo 10% geralmente não são prejudiciais. Todas as betoneiras consideradas até este ponto são intermitentes, sendo que, cada betonada é misturada e descarregada antes da adição de mais materiais. Um tipo diferente, a betoneira contínua, descarrega o concreto misturado continuamente sem interrupções, sendo alimentada por um sistema de dosagem contínua volumétrica ou gravimétrica. A betoneira propriamente dita consiste de uma lâmina espiralada girando a uma velocidade relativamente alta em um invólucro fechado ligeiramente inclinado. A resistência média do concreto aumenta com um aumento do tempo de mistura, como, por exemplo, foi mostrado pelas experiências de Abrams. A velocidade de crescimento diminui rapidamente após cerca de um minuto e não é significativa após dois minutos: algumas vezes até mesmo se nota uma ligeira redução da resistência. No entanto, dentro do primeiro minuto, a influência do tempo de mistura é consideravelmente importante. Como já foi mencionado, o tempo exato de mistura, que é recomendado pelo fabricante da betoneira, varia com o tipo de equipamento e depende do seu tamanho. O essencial é assegurar a uniformidade de mistura, que pode ser conseguida com um tempo mínimo de mistura de 1 minuto para uma betoneira com capacidade de 750 litros, aumentando-se 15 segundos para cada 750 litros adicionais de capacidade. Estas diretrizes são apresentadas tanto pela ASTM C 94-94 como pela ACI 304R-89. De acordo com a ASTM C 94-94, o tempo de mistura deve ser contado a partir do momento em que todos os materiais sólidos tenham sido colocados na betoneira, sendo também estabelecido que toda a água seja adicionada antes que transcorra um quarto do tempo total da mistura. Os números mencionados se referem às betoneiras comuns, mas existem betoneiras modernas de grande capacidade que funcionam satisfatoriamente com tempos de mistura de 1 a ½ minutos. Em misturadores de cuba de alta velocidade, o tempo de mistura pode ser até 35 segundos. Por outro lado, quando se usam agregados leves, o tempo de mistura não deve ser menor que 5 minutos, às vezes subdivididos em dois minutos para mistura do agregado com a água, seguidos de 3 minutos depois da adição do cimento. Em geral, o tempo necessário para se obter uniformidade satisfatória depende de como os materiais se misturam durante o carregamento na betoneira: o carregamento simultâneo é benéfico. Considere-se agora o outro extremo ± mistura prolongada. Geralmente ocorre evaporação de água da mistura resultando redução de trabalhabilidade e aumento de resistência. Um efeito secundário é a trituração do agregado, particularmente quando mole: assim, a granulometria do agregado se torna mais fina e a trabalhabilidade menor. O atrito produz um aumento da temperatura da mistura. No caso de concreto com ar incorporado, a mistura prolongada reduz o teor de ar de cerca de 1/6 por hora, dependendo do tipo de aditivo incorporador de ar usado, ao passo que um atraso no lançamento sem mistura contínua resulta uma redução de cerca de 1/10 do teor de ar. Por outro lado, reduzindo-se o tempo de mistura a menos de 2 ou 3 minutos, pode resultar uma incorporação inadequada de ar. A mistura intermitente até cerca de 3 horas e, em alguns casos, até 6 horas, não é prejudicial quanto à resistência e à durabilidade, mas a trabalhabilidade diminui com o tempo a menos que se impeça a saída de umidade da betoneira. A adição de água para restabelecer a trabalhabilidade, resulta uma redução da resistência do concreto.

O tempo de mistura, segundo alguns autores, pode ser definido em função do diâmetro conforme figura 4, sendo t em segundos e D em metros.

Figura 4 ± tipo de betoneira de acordo com a inclinação do eixo.

ORDEM DE COLOCAÇÃO DE MATERIAIS
Não existem regras gerais para a ordem de colocação dos materiais na betoneira, por isso depende das propriedades dos componentes e da betoneira. Geralmente, colocase antes uma pequena quantidade, seguida de todos os materiais sólidos, de preferência colocados uniforme e continuamente. Se possível, a maior parte da água seria introduzida simultaneamente, adicionando-se o restante após a colocação de todos os sólidos. No entanto, com algumas betoneiras de tambor, com misturas secas, é necessário colocar antes parte da água e o agregado graúdo, pois de outra forma sua superfície não seria suficientemente molhada. Além disso, se o agregado graúdo estiver completamente ausente, a areia ou a areia e o cimento ficaaderente na entrada da betoneira e não se incorporam à mistura. Se a água ou o cimento forem colocados muito rapidamente ou estiverem muito quentes, existe o risco de se formarem pelotas de cimento com até 70 mm de diâmetro. Com betoneiras pequenas de laboratório e misturas muito rijas, tem se mostrado conveniente colocar o agregado miúdo, depois uma parte do agregado graúdo e o cimento, depois a água, e finalmente o restante do agregado graúdo, de modo a desfazer os nódulos da argamassa. Ensaios com concreto fluido com superplastificante, mostraram que o abatimento é maior quando o cimento e o agregado miúdo são misturados antes e menor quando o cimento e a água são misturados antes. Obteve -se um abatimento intermediário com a mistura simultânea de todos os componentes. Quando se misturam concretos fluidos, a avaliação visual da consistência pelo operador na é possível, porque o concreto se apresenta simplesmente fluido.

MISTURA DO CONCRETO

Definida como a junção dos componentes a fim de formar um composto homogêneo. O objetivo é revestir a superfície dos agregados com pasta de cimento e formar uma massa uniforme. Formalmente, mistura é a operação de fabricação do concreto destinada a obter um conjunto resultante do agrupamento interno dos agregados, aglomerante, água e dos aditivos.

CENTRAL DE ARGAMASSAS E CONCRETO
.1 - Localização: Nas proximidades do estoque de areia, brita e saibro; Ao lado do equipamento para transporte vertical; Em local coberto, de preferência. 1.1 Cuidados: Evitar o cruzamento de fluxos; Área pavimentada e coberta para circulação de carrinho de mão e gericas; Prever tablado para estoque dos sacos de aglomerantes necessários para o dia. Dimensão: Área mínima de 20m². 1.2 Mistura A ordem de colocação dos materiais e a velocidade de rotação para mistura devem estar de acordo com as especificações do equipamento ou conforme indicado por experiência.
1.3 Mistura Parcial na central

A parte da água a ser completada na obra deverá ser adicionada imediatamente antes da mistura final e descarga. Deve ser rigorosamente controlada a quantidade de água adicionada na central e a ser completada na obra. Adição suplementar de água para correção de abatimento devido à evaporação somente é permitido antes do início de descarga desde que: - Abatimento inicial >10 mm. - Que a correção não aumente o abatimento em mais de 25 mm. - Abatimento após correção esteja dentro da faixa especificada. - T entre primeira adição de água até o início da descarga seja superior a 15 minutos

TRANSPORTES DO CONCRETO
Este é tipo procedimento que ocorre quando o concreto é preparado em usina. Podem ser efetuado de várias maneiras O transporte do concreto misturado até o local de lançamento, precisa ser feito o mais rápido possível para minimizar os efeitos de enrijecimento e ³perda de trabalhabilidade´. A uniformidade e homogeneidade do concreto devem ser mantidas, até que seja descarregado. O concreto com o passar do tempo fica mais consistente, fenômeno normal em todos os concretos, portanto é importante o seu controle. No caso de transporte com caminhões betoneira deve-se atentar para: y necessidade de água extra;

aderência do concreto na betoneira; acréscimo de torque no eixo; dificuldade de bombeamento; queda de produtividade da equipe em função da dificuldade no lançamento, adensamento e acabamento do concreto;
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a) Caminhão basculante comum: Este tipo de transporte (figura 8) é inadequado visto que pode haver perda de material por não serem estes caminhões perfeitamente estanques. Pode haver segregação devido à falta de agitação do material, além de perdas por exsudação, evaporação durante o transporte, trajetos com pisos irregulares, etc. Outro inconveniente é a descarga do material que é feita de forma inconveniente visto que a abertura da caçamba não é apropriada. Existe um tipo de caminhão basculante com agitadores de fundo que permitem uma melhor qualidade do produto além de permitir um maior tempo de transporte. No primeiro caso pede-se ter um percurso de no máximo de 45 minutos ao passo que no segundo pode-se operar até 90 minutos, dependendo do operador e do percurso. b) Caminhões betoneira São normalmente misturadores e agitadores, dependendo da velocidade de rotação da betoneiraQuando as rotações são de 6 à 15 rpm são agitadores, quando de 16 à 20 rpm, misturadores. Quando os caminhões têm dupla finalidade, a mistura pode ser terminada na obra. Quando o material sai da usina com velocidade de agitação pode-se fazer uma remistura rápida na obra. Outra maneira é executar a adição da água somente na obra, exigindo entretanto um controle mais rigoroso neste aspecto. O transporte pode ocorrer em tempos de noventa minutos ou mais dependendo da experiência do operador. O transporte muito prolongado e que ultrapasse este tempo deve ser feito com aditivos ou a utilização de materiais secos, com a adição de água somente no local da obra. Transporte Agitação com velocidade de 02 a 04 RPM evitando segregação e início de pega. Descarga Descarga com velocidade de 12 a 16 RPM.

Problemas decorrentes do transporte Alguns dos mais importantes são: y hidratação do cimento que pode ocorrer devido às condições ambientes e à temperatura. y evaporação da água devido também à fatores ambientais y absorção por parte do agregado em especial da argila expandida. No caso deste perigo é conveniente a saturação antecipada do mesmo y trituração que ocorre com a agitação do material friável. A areia modifica o módulo de finura ao passo que a brita pode-se transformar em areia. Em qualquer dos casos à necessidade de se alterar o teor de água para evitar a perda de trabalhabilidade.

- Transporte dentro da obra É o transporte após a descarga do concreto pela betoneira. Podem ser distâncias pequenas ou grandes dependendo unicamente da obra em questão. Deve-se considerar que o tempo máximo entre o final da mistura e o inicio da concretagem é de 2 horas; período em que deve ficar sob agitação para evitar enrijecimento e segregação. - Transporte manual Caixas ou padiolas com peso compatível à este tipo de transporte, com no máximo 70 kg. sendo necessário neste caso o trabalho de duas pessoas. São também usados baldes que podem ser içados por cordas facilitando o transporte vertical. A produção com este tipo de transporte é muito baixa, sendo somente admissível em obras de pequeno porte.

-Transporte com carrinhos e giricas Existem diversos tipos de carrinhos de mão de uma roda, ou giricas, de duas rodas. Deve-se ter caminhos apropriados sem rampas acentuadas. Deve-se usar carrinhos com pneus de modo a evitar tanto a segregação, como a perda do material. O transporte vertical em casos de grande altura devem ser efetuados por elevadores ou g uinchos. Existem caçambas elevatórias associadas à elevadores que proporcionam uma maior rapidez neste transportes. - Transporte com gruas caçambas e guindastes São caçambas especiais para concreto com descarga de fundo e que são acionadas hidraulicamente. Estas caçambas são transportadas por gruas ou guindastes, figura 9, e o tempo de aplicação depende da carga, transporte e descarga. Um dos limitadores é a capacidade da grua tanto na altura como na carga.