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Sobre o Eco-Design e a Embalagem-Final

Sobre o Eco-Design e a Embalagem-Final

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  • Introdução
  • Sumário
  • Motivações e historial legislativo
  • O Design e as Embalagens
  • O papel da embalagem
  • A embalagem e a concepção
  • A adequação ao uso
  • A concepção da embalagem e o Ambiente
  • O impacte ambiental das embalagens
  • O Eco-design
  • Motivações para melhorar
  • Os benefícios do eco-design
  • O processo de Eco-design de embalagens
  • Dez questões básicas para o Eco-design
  • Algumas questões de gestão importantes
  • Compromisso e estratégia
  • Sobre o design e as especificações
  • A cadeia de fornecimento
  • Gestão ambiental e a tomada de decisão
  • Gestão do ciclo de vida
  • Ferramentas e métodos para o Eco-design
  • Geração e selecção de ideias
  • Métodos de comparação simples
  • Ferramentas para a gestão do ciclo de vida
  • O detalhe do design
  • A redução de substâncias perigosas nas embalagens
  • O Design como recurso da minimização
  • O design usando materiais renováveis ou reciclados
  • Sobre o vidro:
  • O design de embalagens para reutilização
  • Questões relacionadas com a reutilização:
  • O design da embalagem para reciclagem e compostagem
  • Materiais simples e polímeros compatíveis
  • Minimize a contaminação
  • Anexos
  • A Identificação dos plásticos
  • A Eco-etiqueta
  • Algumas perguntas e respostas sobre embalagens12
  • Fluxo de Embalagens e Resíduos de Embalagens
  • Resíduos de explorações agrícolas
  • O que são?
  • Software para a ACV (Análise do Ciclo de Vida)
  • As Embalagens e o ADR / RPE
  • Normas referidas

O Eco-design e as Embalagens

Por: Carlos Alberto Alves

O Design e o Ambiente

Por: Carlos Alberto Alves

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O Design e o Ambiente Introdução
A corrida desenfreada a que se assiste hoje em todos os sectores da sociedade, empurram-nos inevitavelmente, para um caminho que leva ao abismo a menos que tomemos as necessárias medidas, para contrariar este rumo. Em regra o crescimento que impomos a nós próprios e à sociedade em que estamos inseridos, obriga-nos a bater recordes todos os dias e da mesma forma a tirar de nós e dos recursos o máximo rendimento. As notícias que vêm até nós, dos mais variados sectores da nossa sociedade são elas mesmas, um indicador sério desta realidade. Alvim Tofller no seu livro “O Choque do Futuro”, evidencia a situação a que as pessoas hoje estão confrontadas com as constantes e cada vez mais rápidas mudanças a que temos de fazer frente. Uma das questões pertinetentes hoje é aquela que tem a ver com as embalagens,e, bem assim a quantidade de resíduos que estas, mais tarde ou mais cedo acabam por gerar. Assim, e para que na fabricação de embalagens, estas se adeqúem ao uso esperado e simultaneamente provoquem o menor dano ou impacte ambiental, é de vital importância um bom design. Nos últimos anos é mais ou menos claro, o esforço feito por muitas empresas no redesign (designe de) das embalagens para a obtenção de economias que por vezes são significativas. Através deste esforço, conseguem-se cumprir dois outros desideratos, como seja a redução dos impactes ambientais causados pela deposição ou destino final destas embalagens e simultaneamente o cumprimento da regulamentação mais recente, sobretudo a Europeia sobre a minimização da geração deste tipo de resíduos. Assim, o objectivo desta brochura é o de ajudar, quer os gestores quer os designers a dedicarem a este tema uma atenção especial e, levá-los a adoptar uma abordagem que conduza á redução dos custos e dos respectivos impactes ambientais. Do ponto de vista da gestão, existem vários factores que são por si só motivadores, para a implementação destas medidas conducentes á introdução de melhoramentos. As pressões ambientais sentidas nas empresas, exercidas pelas entidades publicas (Ministério do Ambiente e outros) e a cada vez maior sensibilidade do consumidor a par dos benefícios associados através da adopção de uma política errada para o ambiente são determinantes para esta nova abordagem. No entanto, para que esta abordagem possa ser bem sucedida, é determinante que os gestores estejam conscientes da necessidade de se comprometerem quer com o staff quer com os recursos necessários ao processo, para fazer face a esta filosofia. O projecto de embalagens, tem hoje ao seu dispor uma série de ferramentas que o podem ajudar de forma efectiva, nesse processo de concepção. Nas páginas a seguir, iremos dar apenas algumas dicas, bem como evidenciar algumas vantagens sobre a utilização destas técnicas, e ainda sobre alguns problemas relacionados com o seu uso. A intenção é a de percorrermos todo o ciclo desde o design á minimização da utilização de matérias primas, a reciclagem, a reutilização, a redução do uso de

Por: Carlos Alberto Alves

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O Design e o Ambiente
substâncias consideradas perigosas, até á concepção adequada a uma deposição final com os menores problemas associados. Para além disto inserem-se ainda alguns elementos relativos á legislação europeia sobre este tema, matérias primas usadas para a fabricação de embalagens, (papel, plástico, colas, fontes e etc.).

Por: Carlos Alberto Alves

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para além de contribuir para uma melhor imagem da empresa. como a reciclagem e / ou a recuperação. através da legislação vigente. Optimizar a utilização das suas embalagens. devem ainda ser consideradas outras opções. clientes e consumidores. etc. O outro é considerar a reutilização das embalagens. Para consegir isto deverá: • • Considerar os materiais usados e o design das suas embalagens.. Escolher as melhores formas de eliminar ou reduzir as exigências delas – através da mudança no design do produto. Para além destas. provavelmente vai também conseguir obter economias consideráveis. sirva-se dos conselhos deste guia para atingir esse objectivo. Dessa forma. • Talvez você possa economizar. junto dos accionistas. Uma trata de explorar a possibilidade de estabelecer um sistema de distribuição em circuito fechado “closed-loop”. poderá seleccionar uma grande variedade de opções de forma a atingir os objectivos pretendidos. ajuda também a empresa a cumprir os requesitos. Existem duas abordagens possíveis. Por: Carlos Alberto Alves Pág. 6 de 84 . dar-lhes o nível de protecção pretendido. com um menor custo. enviando estas para serem processadas pelas empresas que se dedicam a este tipo de trabalho e.O Design e o Ambiente Sumário Se você puder optimizar a quantidade e o tipo de embalagem que usa. elas serão sempre melhores se conseguir envolver todos os que trabalham na empresa e estabelecer um processo de melhoria contínua. independentemente do sua dimensão. utilizando embalagens reutilizáveis. A redução da quantidade de embalagens. trabalhar as entregas em “just-in-time”. sejam para os mesmos fins que os originais seja para outros fins menos nobres. Se o seu objectivo for. A participação de todos não levará apenas à contribuição com sugestões práticas e utéis. incluíndo aquelas que procuram economizar através de uma melhor gestão dos recursos com sistemas de gestão ambiental tais como as EMAS ou as ISO 14001. isto é. face ao uso das embalagens. poderão servir para serem reutilizadas mais do que uma vez. a que as empresas colocadoras de embalagens no mercado estão sujeitas. Sejam quais forem as opções que tomar. é necessário que tenha um bom entendimento básico sobre o seu sistema de embalagem. eventualmente gerando ainda alguma receita com elas. melhorando as performances da sua empresa contribuindo para o aumento das margens e simultaneamente contibuir para a redução do consumo de recursos e para a minimização dos desperdícios. como levá-los-á a adoptar uma postura ou abordagem mais responsável. utlizar teconlogias mais limpas. Em primeiro lugar. pensar e adequar as quantidades de entrega. Para gerir as embalagens e os resíduos de embalagem com rigor. deverá considerar a necessidade de reduzir na fonte. o eventual consumo de embalagens. melhorar o manuseamento. que muitas vezes embora estejam planeadas para fazer apenas uma viagem. reduzir as quantidades de embalagens usadas e simultaneamente reduzir os custos a elas associados. Ele é aplicável a todas as empresas.

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......................................................... 36 Sobre o design e as especificações ....... 46 O Design como recurso da minimização ............... 44 O detalhe do design ............................................................................................... 28 O processo de Eco-design de embalagens............. 21 A adequação ao uso.................................. 16 O papel da embalagem ......................................... 23 A concepção da embalagem e o Ambiente............... 50 Sobre o vidro: ......................................................................... 42 Geração e selecção de ideias.............................................................................. 42 Métodos de comparação simples ...................................................................... 40 Ferramentas e métodos para o Eco-design ............... 48 O design usando materiais renováveis ou reciclados ...................................................................................................... 10 O Design e as Embalagens............................. 36 Compromisso e estratégia.... 8 Motivações e historial legislativo..................... 37 Gestão ambiental e a tomada de decisão ........................................................ 51 O design de embalagens para reutilização .............................................................. .............................................................................................................................. 6 Índice .................................................................... 26 O impacte ambiental das embalagens ............................... 43 Ferramentas para a gestão do ciclo de vida ................. 16 A embalagem e a concepção... 36 A cadeia de fornecimento ................. 52 Por: Carlos Alberto Alves Pág.......................... 27 Motivações para melhorar ........................................................................................................................................................................ 29 Dez questões básicas para o Eco-design .......................................... 33 Algumas questões de gestão importantes.... 45 A redução de substâncias perigosas nas embalagens ..................................................... 27 Os benefícios do eco-design .................................................................................. 26 O Eco-design.............................................................. 3 Sumário ......................................................................................................................... 38 Gestão do ciclo de vida...........................................................................................................................................................O Design e o Ambiente Índice Introdução ............................... 8 de 84 .............................................................

. 62 Fluxo de Embalagens e Resíduos de Embalagens ...................................................................... 54 Materiais simples e polímeros compatíveis....................................... 55 Anexos................................................................................................... 58 A Eco-etiqueta.................. 52 O design da embalagem para reciclagem e compostagem.. 76 As Embalagens e o ADR / RPE....... 9 de 84 .................................................................................... 60 Algumas perguntas e respostas sobre embalagens................................................ 54 Minimize a contaminação ..................................... 72 O que são? ................................................................................. 72 Algumas regras gerais para a gestão dos resíduos de uma exploração agrícola ........................................................................ 62 Resíduos de explorações agrícolas..................... 81 Por: Carlos Alberto Alves Pág...................................................................................................................................... 78 Normas referidas ................................................ 72 Software para a ACV (Análise do Ciclo de Vida) ............ 56 A Identificação dos plásticos ...................................................O Design e o Ambiente Questões relacionadas com a reutilização: ................................................

seriam livres de usar qualquer solução técnica. se necessário. sanando potenciais situações. no domínio dos entraves técnicos ao comércio e reenviando para normas europeias e. pretendia já nessa altura. Nesse intuito. que deveriam ser redigidos de uma forma suficientemente exacta e clara que criasse obrigações legais. os Estados-membros. • • • • Deste modo. a tarefa da definição das características técnicas dos produtos. protecção do consumidor e protecção ambiental). sem que essa Directiva ficasse sujeita à necessidade adaptações ou de alterações frequentes. CENELEC 2 e ETSI 3 ) sob Mandato da UE. quando aplicadas. Desde a sua concepção. da harmonização normativa. com a adopção de uma única Directiva. da análise de conformidade. era dada a garantia de que os produtos conformes às normas harmonizadas elaboradas pelos organismos europeus de normalização (CEN 1 . cumpriam os requisitos essenciais e podiam circular livremente no seio do Mercado único Europeu. 1 2 3 European Committee for Standardization – Comité Europeu de Normalização European Committee for Electrotechnical Standardization European Telecommunications Standards Institute Por: Carlos Alberto Alves Pág. as normas europeias harmonizadas deveriam fornecer prova de conformidade. para normas nacionais. foi publicada na Resolução do Conselho.O Design e o Ambiente Motivações e historial legislativo Embalagens – Nova Abordagem A Nova Abordagem em matéria de harmonização e de normalização. Uma das principais finalidades dessa “Nova Abordagem” era a de poder regular de uma só vez. os problemas regulamentares de um grande número produtos. teriam obrigação de controlar por forma a garantir que só produtos conformes seriam colocados no mercado. contribuindo “per si” para uma real harmonização. estavam associados aos conceitos dos requisitos essenciais. a Nova Abordagem pressupunha que: • a harmonização legislativa se restringisse à elaboração de requisitos essenciais (segurança. elevadores. da marcação CE e da vigilância do mercado. a Nova Abordagem passou por 3 estádios: • Até meados de 1980. saúde. 10 de 84 . esteve maioritariamente associada à salvaguarda de requisitos de segurança (nos domínios de máquinas industriais. Os princípios que regiam essa Nova Abordagem. desde que o produto cumprisse os requisitos essenciais. de 7 de Maio de 1985 e. a normalização constituiu uma ferramenta para o comércio e indústria e. só os produtos que cumprissem as directivas poderiam ser colocados no mercado europeu e ter apensa a marcação CE. fazer face ao mercado único europeu. os manufactores.

e partilhasse da filosofia básica da Política Integrada de Produtos (IPP) que envolve um pensamento de ciclo de vida ("life cycle thinking"). Assentando a IPP em três pilares: • • No mecanismo do preço (só ocorrerão mudanças significativas no mercado se o consumidor vir que há vantagens no seu pagamento). A experiência adquirida evidenciou a necessidade da adaptação da Nova Abordagem através da sua conjugação com alguns instrumentos e estratégias já disponíveis (BAT i . 11 de 84 . IPP v . • Após 1980. rótulo ecológico iv . a normalização assumiu um papel importante na concretização da visão que então se perspectivava para uma nova Europa. Actualmente. A aplicação da Nova Abordagem a requisitos de protecção ambiental A Directiva Embalagens constituiu o primeiro exemplo da aplicação desta Nova Abordagem a requisitos de protecção ambiental. etc) e de saúde (equipamentos médicos. Na concepção e comercialização de produtos visando o futuro (por forma a haver mudanças no desempenho ambiental de um produto este deverá ser concebido e manufacturado com esse objectivo e só depois colocado no mercado). com a publicação do "White Paper" 4 sobre o Mercado Único. • Embora a Nova Abordagem tenha ganho méritos na área da segurança do consumidor dos produtos e parcialmente na área da saúde humana. Estratégias temáticas sobre recursos e reciclagem. 4 5 Livro branco Fim de linha Por: Carlos Alberto Alves Pág. EPD vi . 6º Programa de acção em matéria de ambiente.). Política de químicos e de resíduos. equipamentos de baixa voltagem. Mais concretamente. é tempo de se utilizar e alargar a filosofia do Mercado Único Europeu para um contexto global/mundial de forma a ser encontrado um enquadramento que seja reciprocamente aceite nomeadamente através do recurso a abordagens "bottom-up" 5 e a "partneriados" entre países ricos e pobres. foi proposto que a Nova Abordagem se passasse a relacionar-se com outras estratégias: • • • • Estratégia do desenvolvimento sustentável. equipamentos de diagnóstico in vitro. o mesmo não poderá ser dito relativamente à sua aplicação a assuntos ambientais. ISO 14000 ii . EMA`s iii . etc).O Design e o Ambiente brinquedos.

foram desenvolvidas as seguintes normas: EN 13428: Embalagem. Promoção dos rótulos ecológicos como forma de presunção de conformidade. bem como às características dos resíduos de embalagens resultantes). Combinação de vários elementos já disponíveis. quando necessário.Prevenção por redução na fonte para o fabrico e Esta norma.O Design e o Ambiente • E na sensibilização junto do consumidor para que a sua escolha recaia na aquisição de produtos mais "verdes". 12 de 84 . a Comissão Europeia mandatou o CEN para que desenvolvesse normas de verificação de conformidade aos requisitos essenciais da Directiva Embalagens (constantes no seu Artigo 9º e Anexo II). Directiva Embalagens: Mandato M200 Rev. Requisitos específicos composição . 3 datado de 8 de Março de 1996 e Mandato 317 De acordo com o estipulado na Directiva Embalagens. a segurança e higiene tanto do produto como a do consumidor/utilizador e a aceitação do produto embalado por parte do consumidor/utilizador. por ter sido publicada a 13 de Agosto de 2002 e ter tido 18 meses para ser transposta pelos Estados-membros. Identificação de indicadores-chave de desempenho. levou a que estes entretanto tenham desenvolvido a vertente normativa a si associada. composição e natureza reutilizável ou valorizável. normas de suporte aos objectivos de cariz ambiental da Directiva (discriminados no seu Artigo 10º) e. a qual. Por: Carlos Alberto Alves Pág. • • • O segundo exemplo de aplicação da Nova Abordagem a requisitos visando a protecção ambiental é a legislação comunitária que regula a gestão do fluxo dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. discrimina um método de avaliação que permite aferir se a quantidade de material que uma embalagem possui teve em consideração a minimização do seu peso e/ou o volume garantindo a sua funcionalidade ao longo de toda a cadeia desde o produtor ao consumidor. elaborasse Relatórios sobre temas específicos que incluíssem. ainda que este. e simultaneamente de verificar a conformidade a esses mesmos requisitos essenciais. propostas de novas normas relativas a esses temas. a Normalização detém a dupla função de impor os requisitos essenciais que as embalagens colocadas no mercado terão que cumprir (nomeadamente os inerentes ao seu fabrico. No que concerne às normas de verificação de conformidade aos requisitos essenciais. Actualmente é proposto que a interligação entre a IPP e a Nova Abordagem venha a assentar em: • Directrizes claras de eco-design de produtos e na criação de um sistema de aplicação que identifique quais as opções a serem tomadas no sentido da melhoria dos produtos. Deste modo.

ao deparar-se com a necessidade de desenvolver normas para um grupo bastante heterogéneo de produtos (como é o das embalagens). teve como objectivo a promoção da necessária interligação entre as várias normas mandatadas e. Reutilização Esta norma especifica critérios que permitem avaliar os requisitos essenciais aplicáveis a todos os tipos de embalagens destinadas a serem reutilizadas. O principal problema residiu. optou pela elaboração de normas de gestão. EN 13432: Embalagem. quando aplicável. bem como. Requisitos para embalagens valorizáveis por reciclagem do material Esta norma estabelece as premissas que permitem que as embalagens sejam classificadas como valorizáveis sob a forma de reciclagem do material. para efeitos de declaração de conformidade das suas embalagens a estas exigências. ao invés de elaborar normas de produto (que têm que ser altamente técnicas e específicas para o produto em causa). EN 13430: Embalagem. logo à partida. tendo em linha de conta características como a biodegradabilidade. a decomposição ao longo do tratamento biológico e o efeito sobre o processo de tratamento biológico e sobre a qualidade do composto obtido por esse processo. que "o Conselho é de opinião que a maioria dos requisitos essenciais a serem aplicados ao fabrico e composição da embalagem só poderiam. que. Para além destas 5 normas. O próprio Conselho Europeu assumiu essa lacuna. ser Por: Carlos Alberto Alves Pág. servir como guia de utilização nomeadamente ao produtor. O CEN.Programa de ensaios e critérios de avaliação para a aceitação final das embalagens Esta norma especifica os requisitos e os métodos que permitem a determinação da possibilidade de se compostarem aerobicamente ou de se bio-gaseificarem anaerobicamente as embalagens e os seus componentes. nesta fase. 13 de 84 . aos sistemas associados. na forma vaga e imprecisa que presidiu à redacção dos requisitos essenciais da Directiva Embalagens. ao declarar. utilizador ou distribuidor de embalagens. Requisitos para embalagens valorizáveis energeticamente. Requisitos para embalagens valorizáveis por compostagem e biodegradação .O Design e o Ambiente EN 13429: Embalagem. na Posição Comum de 4 de Março de 1994. apesar de não integrada no Mandato M200 Rev3. tendo em consideração o contínuo desenvolvimento tecnológico ao nível da embalagem e da reciclagem. caracterizadas por serem mais flexíveis e adaptáveis ao progresso técnico (ideais para “moving targets”). incluindo a especificação de um poder calorífico inferior mínimo Esta norma especifica as exigências que uma embalagem deve cumprir para ser valorizada energeticamente e identifica os procedimentos a serem seguidos pelo responsável pela colocação de embalagens/produtos embalados no mercado. o CEN desenvolveu uma norma "chapéu". EN 13431: Embalagem.

discriminação do PCI (Poder Calorífico Inferior) mínimo que uma embalagem valorizável energeticamente deverá deter.reestruturação por forma a reflectir as alterações introduzidas nas restantes normas. por razões que se prendiam com o facto de dois Estados-membros (a Dinamarca e a Bélgica) serem de opinião que o trabalho normativo desenvolvido não habilitava as autoridades a verificar se um item cumpria ou não os requisitos da Directiva de uma forma clara e indiscutível. bem como os constituintes que potencialmente poderão criar problemas nas operações de reciclagem. Norma da reutilização (EN 13429) .colmatação das lacunas detectadas no Mandato anterior no domínio da prevenção qualitativa. as referências normativas foram aceites pela Comissão Europeia e publicados a 19 de Fevereiro de 2005. Norma da reciclagem material (EN 13430) . Com efeito.introdução de algumas alterações. nomeadamente a necessidade do fornecedor ter que declarar a % em peso da unidade funcional disponível para reciclagem. Norma da prevenção (EN 13428) . Por: Carlos Alberto Alves Pág. nomeadamente na detecção da presença de substâncias ou preparações perigosas e sua minimização nas embalagens e seus componentes. Norma da valorização energética (EN 13431) . É nesta sequência que surge o 2º Mandato da Comissão Europeia ao CEN. traduzido no Mandato 317 que integra as seguintes tarefas: • • Norma-chapéu (EN 13427) .evidenciar a necessidade de o embalador ter que obter uma confirmação do seu fornecedor. • • • Após o processo de UAP (Unique Acceptance Procedure). 14 de 84 . impossibilitando assim a harmonização do mercado. das 5 normas mandatadas pela Comissão Europeia ao CEN. só 1 e meia foram publicadas no JOCE (Decisão da Comissão nº 2001/524/CE. os títulos e referências das normas harmonizadas no Jornal Oficial da União Europeia através da Comunicação 2005/C44/13. de 28 de Junho de 2001). de que a embalagem reúne um conjunto de condições para ser reutilizada e definição do número mínimo de viagens que uma embalagem deverá assegurar por forma a ser considerada reutilizável. em função dos diversos materiais de embalagem.O Design e o Ambiente genéricos dada a existência de poucas normas e critérios e à quase ausência de experiência prática disponível para quase todos os tipos de embalagens".

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como se trata-se de uma unidade. por vezes funciona? O termo embalagem é usado para descrever qualquer material utilizado para conter. por exemplo) e. que agrupa um determinado número de embalagens individuais de um mesmo produto e. Devem ser anti-violação e. sendo um exemplo possível destas os pacotes de batata frita.O Design e o Ambiente O Design e as Embalagens O papel da embalagem Você precisa de uma embalagem para os seus produtos? Todos os negócios. procuram um fabricante de embalagens. 16 de 84 . como por exemplo. metem o produto lá dentro e esperam apenas que o dinheiro entre. De uma forma geral. que permite o manuseamento e transporte de um grupo de embalagens secundárias. Devem poder suportar choques de níveis pré-determinados e resistir a vibrações. num tempo específico. evitando que o produto esteja exposto a grandes variações de temperatura e humidade. As embalagens terciárias (embalagem de transito). Para tal as embalagens devem cumprir alguns requisitos básicos tais como: • • • • Serem suficientemente fortes para suportarem cargas (quando empilhadas. podemos dizer que existem três tipos ou categorias de embalagens: • As embalagens primárias (de venda) que são as que envolvem o produto no ponto de venda e que é usada pelo consumidor. entregar e apresentar os produtos (desde das matérias-primas até aos produtos processados). Devem ser isoladoras por forma a manter um nível determinado de temperatura. uma caixa de pacotes de batata frita e. manusear. Devem ser estanques. As embalagens secundárias (embalagem de ligação ou de série). por exemplo. desde do produtor até ao consumidor final. pequenos ou grandes. Isto é fácil. que se destina a fazer chegar a embalagem ao ponto de venda. Mas o que é que significa que. devendo assegurar a integridade destes bem como a sua capacidade de suportar as eventuais condições rigorosas de armazenagem e distribuição. barato e por vezes funciona. • • Um dos primeiros objectivos da embalagem é o de proteger os produtos. • Por: Carlos Alberto Alves Pág. uma palete de caixas de pacotes de batata frita. de preferência já feita. para encontrar uma embalagem adequada aos seus produtos. serem capazes de resistir a cortes através de objectos afiados. proteger.

distribuidores. isto é importante quer o conteúdo seja sólido. Para além destes aspectos. tipo de produto. constituir um perigo se tal não acontecer. conseguem também reduzir o consumo de recursos ou de matérias-primas e acabam produzindo menos resíduos. desde de matérias-primas até a produtos acabados. Por tudo isto. onde se evidencie as propriedades do produto ou do conteúdo. os técnicos de embalagem. incluindo os designers e os responsáveis pelo desenvolvimento do produto. Assim. para além de pouparem dinheiro no uso das embalagens. armazenistas e retalhistas e. muito embora seja mais dirigido a todos aqueles que são responsáveis pelo(a): • Designe e especificações das embalagens e produtos. número de série. Compras de matérias-primas e componentes. os comerciais e ao pessoal do marketing. devem ser estanques e prevenir que o conteúdo se escape desta e. lote. evitando a degradação dos produtos e promovendo mesmo a sua preservação. Gestão da fábrica. 17 de 84 . o que pode ser feito com recurso à justaposição de etiquetas. obviamente também aos próprios consumidores finais. a embalagem deve ser compatível com os sistemas e equipamentos de manuseamento e armazenagem e permitir uma racional armazenagem. Por outro lado. economizando também dinheiro na eventual deposição de resíduos em aterro. As empresas que tratam cuidadosamente a gestão deste tema. é aplicável a todas as empresa e todos os sectores de actividade. a embalagem deve também promover uma fácil identificação do produto ou conteúdo. quando se trata de bens perecíveis. perigosidade. podendo em alguns casos. Gestão dos aspectos ambientais. a embalagem tem um papel importante na distribuição de uma quantidade grande de produtos ou bens. engenheiros e desenhadores. liquido ou gasoso. • • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. etc. incluindo a Direcção e os técnicos de produção. poder-se-ia dizer que este guia. A embalagem e os materiais em que ela é feita.. sejam fabricantes.O Design e o Ambiente • Devem resistir a eventuais danos causados por forças externas. incluindo a saúde e a segurança bem como pela gestão dos resíduos.

18 de 84 . simultaneamente provoquem o menor dano ou impacte ambiental.O Design e o Ambiente Assim. e para que na fabricação de embalagens. estas se adeqúem ao uso esperado e. é de vital importância um bom designe. Por: Carlos Alberto Alves Pág.

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a sua fabricação. que de outras formas já não se conseguem. Para que o design seja eficaz. existem vários factores que são por si só motivadores. requer um designer informado. simultaneamente o cumprimento da regulamentação mais recente. A falta de informação ou a falta da sua divulgação em várias línguas. serem cometidos na fase final do estágio do design. No entanto. sobretudo a Europeia. integrar considerações relativas à sustentabilidade no design. exercidas pelas entidades públicas (Ministério do Ambiente e outros) e a cada vez maior sensibilidade do consumidor a par dos benefícios associados através da adopção de uma política centrada no ambiente. as pressões ambientais sentidas nas empresas. a sua deposição. é examinado. ou seja. tenha que ser redefinido de forma a incluir as considerações ambientais com sucesso. é uma forma de tirar daí benefícios potenciais para a pesquisa dos produtos. Por: Carlos Alberto Alves Pág. levados a cabo na Europa. cerca de 65% deles acreditam que os produtores recorrem a um uso excessivo da embalagem. minimizando dessa forma a necessidade dos efeitos de acções de remediação nos primeiros estágios da cadeia. Do ponto de vista da gestão. No entanto. Assim. através do qual todos os aspectos do produto. O sucesso da implementação do design para a sustentabilidade. a dedicarem a este tema uma atenção especial e. 20 de 84 . o seu uso. o esforço feito por muitas empresas no redesign. é necessário um ênfase novo sobre o contexto externo dos elementos do design. através deste esforço. devem ser levadas em conta considerações ecológicas e sociais nos estágios iniciais da concepção dos produtos e no desenvolvimento do mesmo design. Nos últimos anos é mais ou menos claro. para a implementação destas medidas conducentes á introdução de melhoramentos. pelo facto de cerca de 80% dos custos económicos e ambientais dos produtos. quer os gestores quer os designers. Com efeito. os seus meios. o objectivo desta brochura é sobretudo o de ajudar. indicam que cerca de aproximadamente 60% dos consumidores. antes da produção começar.O Design e o Ambiente Estudos recentes. A atenção particular no design é justificada. as suas consequências ambientais e o seu significado cultural. sobre a minimização da geração deste tipo de resíduos e seu encaminhamento adequado. levá-los a adoptar uma abordagem que conduza á redução desses custos e dos respectivos impactes ambientais. são determinantes para esta nova abordagem. das embalagens para a obtenção de economias que por vezes são significativas e. acreditam que a embalagem afecta as suas escolhas e. Assim. como seja a redução dos impactes ambientais causados pela deposição ou destino final destas embalagens e. conduz a que os designers e o seu treino. conseguem-se cumprir dois outros desideratos.

a redução do uso de substâncias consideradas perigosas até á concepção adequada a uma deposição final com os menores problemas associados. A ecologia industrial é. Nas páginas a seguir. actuar como uma ferramenta de promoção do produto. os diversos estudos feitos ao consumo pelos Marketers. colocam a questão do papel do design dos produtos e processos no desenvolvimento dos ecosistemas industriais e discutem a importância da ACV e outras abordagens do design e. podem contribuir para a melhoria dos resultados das empresas. A embalagem e a concepção Como já foi referido. antes do mais. que coloca os sistemas industriais num contexto mais alargado. responderiam que existia um excesso de embalagem. a reciclagem. fontes e etc. facilitar o manuseamento e a distribuição. tem hoje ao seu dispor uma série de ferramentas que o podem ajudar de forma efectiva. Para além disto. num conceito geral da ecologia industrial. estamos convictos que se estes fossem inquiridos sobre as quantidades de embalagem nos produtos. quando geridas com os necessários cuidados. mas também uma selecção activa dos processos com a reutilização já em curso. O design desempenha um papel vital. permitindo que estas cumpram com as exigências legais a ajudando a que estas possam evidenciar uma boa performance ambiental. bem como evidenciar algumas vantagens sobre a utilização destas técnicas. uma forma de ver e partilhar conceitos comuns aos da abordagem da Análise de Ciclo de Vida. a embalagem tem várias funções desde proteger e preservar o conteúdo. a reutilização. quer com os recursos necessários ao processo para fazer face a esta filosofia. iremos dar apenas algumas dicas. Alguns autores. Neste particular. a embalagem tem um papel crucial na protecção. no sucesso de ecologia industrial. de vários outros sistemas. (papel. A intenção é a de percorrermos todo o ciclo desde o design á minimização da utilização de matérias-primas. insere-se ainda alguns elementos relativos á legislação europeia sobre este tema. matérias-primas usadas para a fabricação de embalagens. Isto sugere não apenas a procura de formas de reutilizar os resíduos. Conforme já vimos. plástico. Por: Carlos Alberto Alves Pág. sendo talvez a chave para a criação de ecosistemas industriais com a re-conceptualização dos resíduos como produtos. No entanto. 21 de 84 . informar o consumidor e.). do ambiente. colas. indicam que uma grande parte dos consumidores é influenciada pela embalagem. é determinante que os gestores estejam conscientes da necessidade de se comprometerem quer com o staff. nesse processo de concepção.O Design e o Ambiente No entanto. O projecto de embalagens. para que esta abordagem possa ser bem sucedida. durante a distribuição de uma gama de produtos desde matérias-primas até a produtos acabados ou mesmo produtos perecíveis e. e ainda sobre alguns problemas relacionados com o seu uso.

torna-se necessária. pode conduzir à deterioração do produto. os designers projectistas e os técnicos relacionados com o assunto. são muitas as empresas que tem dedicado uma atenção especial ás embalagens. claros e concisos. significando isto. e conduzi-lo a uma abordagem sistemática na fase de concepção. a embalagem deve ser concebida de forma a satisfazer todas estas exigências. mas também de matérias-primas usadas na sua fabricação e ainda de energia (da energia usada na sua fabricação). quer de embalagens causadoras dos menores impactes possíveis. conseguindo dessa forma economias consideráveis e. numa perspectiva de negócio. Desta forma. Assim. na sociedade moderna. a dedicar uma atenção especial ao mesmo. mais baratos e menos “poluentes”. uma visão coerente e a gestão do ciclo de vida do produto. a uma abordagem que leve em conta os aspectos ambientais da cadeia de fornecedores. dessa forma aproximam-se. quer de tecnologias mais limpas. não só na produção de embalagens mas também na adopção. colocando obrigações específicas. simultaneamente. Para além disto. Em termos legislativos. Este guia tem o objectivo de auxiliar as empresas. do cumprimento da legislação sobre esta matéria. por uma questão de controlo e estratégia. Todas as embalagens devem ser capazes de proporcionar uma protecção adequada dos produtos. Um outro aspecto importante relacionado com a embalagem. Uma parte significativa dos impactes ambientais e dos custos associados poderão ser consideravelmente reduzidos na fase de concepção. a ideia é a de fornecer concelhos práticos.O Design e o Ambiente Como uma embalagem desapropriada. Assim. Assim. a uma maior quantidade de resíduos e desperdícios. a concepção tem um papel determinante. minimizar esses impactes ambientais. Assim sendo. outros problemas além dos já citados como. o ambiente obriga. que se podem dividir em quatro partes: Por: Carlos Alberto Alves Pág. é mais ou menos evidente que. O resultado final deveria ser o de conduzir a uma embalagem ou processo de embalagem. procura-se cada vez mais. Nos últimos anos. na fase do transporte e da armazenagem. em muitos casos. quer nos fabricantes quer sobre os utilizadores dessas embalagens. não só do produto. é importante ter estes aspectos presentes no momento da concepção da mesma. a devoluções e. acidentes pessoais. que ela deve ser suficientemente rígida e suficientemente forte para resistir às solicitações a que vai ser sujeita. ao mesmo tempo. tem a ver com o impacte ambiental causado quando essa embalagem passa a ser um resíduo e bem assim com o seu ciclo de vida. 22 de 84 . uma má concepção da embalagem pode também causar.

deve ser de modo a cumprir os requisitos que lhe são exigidos. considerando que esta aborda a questão dos impactes ambientais derivados da embalagem.. Por: Carlos Alberto Alves Pág. vamos focar principalmente as questões relacionadas com a embalagem primária. Dar informação comercial ao consumidor. por outro lado permitir métodos eficientes de produção. como por exemplo. a partir de diferentes alturas. no caso de bidões ou de outras embalagens de grande capacidade. e ao sector do comércio. conter e preservar o produto embalado. 3. os desenvolvimentos e os benefícios da concepção da embalagem. Abordar numa perspectiva de gestão. Evidenciar a inviolabilidade e facilitar o uso do produto. Focar assuntos de interesse para os designers projectistas. Fornecer informação diversa sobre legislação. Muito embora sejam aqui abordados temas que têm a ver com a embalagem secundária e a terciária. os topos e sobre os cantos. estas tenham que ser rígidas e fortes para resistir a: a) Carga como a compressão quando empilhadas. c) Possam resistir a ciclos de vibrações. manuseamento e distribuição. sejam capazes de proteger o seu conteúdo. Assegurar o uso e o manuseamento seguro. 2. no ambiente. sem danificarem o conteúdo. o transporte e a armazenagem. Alguma da informação deste capítulo poderá ter interesse também para o designer. o processo de eco-design e outros aspectos chaves dessa mesma gestão. durante o fabrico. iremos analisar a importância da adaptação ao uso. etc. por outras palavras. d. devendo ao mesmo tempo dar cumprimento ao requisito de usar o mínimo de material possível para cumprir essas funções. b) Possam cair sobre as faces. que são as seguintes: a. na maior parte dos casos. pelo consumidor. materiais de embalagens. e. È de importância vital que todas as embalagens. b. Conforme o referido.O Design e o Ambiente 1. Apresentar e comercializar o produto. altas e baixas. Abordar algumas questões relacionadas com as ferramentas e técnicas que os projectistas podem usar na concepção de eco . 4. c. 23 de 84 . Isto normalmente significa que. técnicos e outros directamente relacionados com a fabricação de embalagens. evitando que este se danifique.embalagens. A adequação ao uso A embalagem deve ser adequada ao fim a que se destina ou. entidades gestoras de embalagens e resíduos de embalagens e. Proteger.

ou a embalagem de conjunto (embalagem primária) se encaixa no circuito de destruição? b) A embalagem (primária) será paletizada? c) Em caso afirmativo qual deverá ser o tamanho ideal da palete e qual a sua carga? d) Será envolvida em plástico retráctil? Nesse caso qual o plástico a usar em termos de resistência/ espessura? e) O cliente irá dividir a embalagem em partes para distribuição? f) A embalagem ou partes dela.O Design e o Ambiente d) Que resistam à ruptura quando sujeitos ao choque com objectivos cortantes. f) Que suportem variações de humidade e temperatura. com vista ao manuseamento e distribuição. poderá ser reutilizada? g) Será a embalagem compatível com o sistema de descarga do cliente? Por: Carlos Alberto Alves Pág. Também pela mesma razão é muito importante ter em conta a concepção. como por exemplo. Hoje a grande maioria dos produtos são embalados em linhas de enchimento automáticos a elevada velocidade. que colocam algumas questões. estas embalagens têm que ser concebidas de forma a garantir uma rápida e fácil manipulação. e) Que contenham a entrada de água e de outros produtos químicos. como as que se seguem a título de exemplo: a) Como é que o produto. o caso dos refrigerantes. ou das massas alimentares. Por essa razão. 24 de 84 .

Qualquer embalagem deve ser concebida a pensar no uso e aceitação da mesma por parte do respectivo consumidor. o cheiro.. e etc. deve ser possível para o consumidor identificar se houve alguma tentativa de violação da embalagem. informação sobre o valor nutritivo. em muitos casos crítica e. Por essa razão. Existem algumas questões típicas a ter em linha de conta sendo algumas delas a fácil abertura e manuseamento. é. são componentes da embalagem. razão pela qual é necessário um cuidado acrescido na sua concepção. Mas apesar de tudo. código de barras. o polietileno (PE) constitui uma boa barreira contra as bactérias e simultaneamente permite que a embalagem possa ser selada/ fechada a quente. reflecte-se nos enormes esforços feitos no sentido de se conseguirem melhores sistemas de fecho para embalagens de. No caso da embalagem de produtos alimentares ou de produtos farmacêuticos. a funcionalidade da embalagem. clara e concisa da informação. deve integrar a embalagem. têm antioxidantes naturais e outros que lhe são adicionados para limitar essa degradação. o re-aperto e armazenagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág. é também muito importante. A inclusão de fotografias e/ou desenhos na embalagem pode também. a qualidade de impressão. Os sistemas de aperto. geralmente a embalagem tem que ter como função a de agir como barreira evitando: a) A entrada de gás. composição. ou seja. d) A degradação pela luz quando esta possa degradar o produto.O Design e o Ambiente Considerando as questões de preservação e estabilidade. A apresentação. muitas vezes. que afecta a gosto. Por exemplo. a inviolabilidade deve ser evidente. A estrutura e os materiais utilizados na fabricação de embalagens variam de acordo com a respectiva aplicação. medicamentos. ser essencial para a apresentação e venda do produto. por exemplo. instruções. sumos de frutas e embalagens de leite. como componente de marketing. a cor e mesmo o valor nutricional. senão sempre. pelo menos do ponto de vista do consumidor. e apesar do aspecto estético e a diferenciação serem importantes. como por exemplo. cosméticos e etc. no caso de produtos alimentares ou farmacêuticos. no entanto alguns incluindo vinhos e cervejas. A protecção contra a foto-degradação. é muito importante para certos produtos alimentares. c) Outras contaminações químicas e biológicas. assim como é importante que a abertura não seja acessível a crianças. constituindo um factor crítico. o acabamento e a aparência geral da embalagem é muito importante. 25 de 84 . b) A infecção microbiológica e a infestação por insectos. que se prestarmos a atenção devida é patente nas prateleiras dos muitos supermercados que existem. A importância destes sistemas. muitas vezes. e ainda o vazamento total da mesma.

Uso indiscriminado dos recursos renováveis como a água. da actividade ambiental. Estes dizem respeito em primeiro lugar à utilização dos recursos e às emissões de poluentes para o meio. afectar a saúde humana. a eficiência está quase sempre relacionada ou ligada com os aspectos ambientais. o aço. com a inclusão de produtos que provocam uma carência química ou bioquímica de oxigénio (CQO/CBO). até à data. relativamente a outros. Utilização de materiais não renováveis. é importante referir que uma focagem excessiva. sólidos suspensos. e etc. A reciclagem. libertação de ozono e gases que provocam o aquecimento global. como plástico não reciclável. Alguns dos efeitos potencialmente adversos causados pelas embalagens no ambiente são: • • • • Utilização de recursos não renováveis e poluentes. redução dos teores de oxigénio. as plantas. podem dar origem a vários tipos de impactos ambientais. os animais.O Design e o Ambiente A concepção da embalagem e o Ambiente. • • È importante ter em conta que o eco-design. em particular. habilita os designers e outros. podem estar na origem de danos ao ambiente provocados pelos produtos ao longo do seu ciclo de vida. A compreensão dos conceitos de ciclo de vida. Emissões para os terrenos. a compreender a complexidade das consequências ambientais como o resultado da actividade do design. envolvidos com o desenvolvimento do processo do design. A contaminação das águas com substâncias perigosas. O impacte ambiental das embalagens Actualmente na indústria. Por: Carlos Alberto Alves Pág. etc. o gás e o carvão. como já se sabe. tem sido um aspecto importante das preocupações ambientais. do que para a análise dos fluxos das matérias-primas e os inevitáveis impactos negativos sobre o ambiente destes. como o petróleo. A perspectiva da gestão do ciclo de vida é muito mais para entender. gases ácidos. Contaminação de ar através da emissão de partículas. seja no acto da sua produção seja durante o seu ciclo de vida de uso. Também as embalagens. em apenas alguns aspectos da eficiência. O design para a sustentabilidade pode levar a uma abordagem cíclica dos recursos usados e a um mais profundo entendimento dos ciclos e sistemas naturais. pode ser uma ferramenta que ajude ou contribua para a minimização destes impactes. No entanto. tal como qualquer outro produto. através da deposição de resíduos perigosos e outras substâncias contaminantes. os edifícios e até mesmo o clima.. Estes impactos podem. 26 de 84 . a madeira.

nesse sentido. a verdade é que ainda hoje muitas das embalagens utilizadas não são concebidas. quando por exemplo. 27 de 84 . sobretudo motivado pela necessidade de economizar nos custos de embalagens. quer em termos ambientais quer em temos económicos. • Muito embora sejam patentes algumas destas evidências. propiciam oportunidades de melhoria contínua. tanto nacionais como internacionais. atingindo os 45% menos. até ao fim de vida do produto. que cumpram certas normas e exigências. as empresas que se esforçam. A evolução que é patente nesta área. demonstra que muito tem sido feito. apesar de exigirem uma elevada qualidade do produto e da embalagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág. È cada vez menor a quantidade de plástico necessário para embalar a mesma quantidade de produto graças não só aos materiais usados mas também graças á tecnologia envolvida (multilayer). O poder dos designers está na concepção. expande-se pois ou estende-se ao longo de toda a cadeia de negócio do sistema do ciclo de vida do produto. continuem a apostar em melhorias ao nível da embalagem e do seu eco-design. por forma a reduzir os impactos negativos durante o seu ciclo de vida. em cartão. ao longo dos últimos anos. transformando-as em produtos. primeiro gerando ideias e. pode ser definida como sendo – “a necessidade de levar em conta as implicações ambientais. no mesmo período de tempo (nos últimos 25 anos). a utilização de uma folha de alumínio conduziu a uma redução de cerca de 30 % na espessura e a uma maior rigidez da embalagem. Nos pacotes de sumos. ou seja desde a fase inicial com o estágio do design do processo.O Design e o Ambiente O Eco-design A concepção para o ambiente ou eco-design. procurando manter ou melhorar as suas performances e o seu valor de mercado”. no produto e na embalagem. começam também a ter preocupação de índole ambiental favorecendo. Os clientes. Muito deste esforço tem sido dirigido para a redução de peso. Motivações para melhorar Existem vários factores para que algumas empresas. quer pelos comerciantes. O esquema do ciclo de vida. quer pelos produtores. depois dando corpo a essas ideias. Começam a ser exigidas embalagens. Assim algumas das razões que levam as empresas a perseguir estes objectivos podem ser: Os desenvolvimentos tecnológicos e económicos que. por isso mesmo. procedimentos. tendo em conta razões económicas nem ambientais. e este facto é patente em termos gerais nas seguintes estatísticas: • • • O peso médio das garrafas de vidro reduziu-se em cerca de 30 % desde 1980. vamos às compras. em particular os do comércio a retalho. resultando por isso mesmo num desperdício de recursos. no design e no planeamento. produção e embalagem. A espessura dos sacos dos supermercados tem vindo a reduzir.

o estabelecimento de uma hierarquia de resíduos e da sua gestão que implica uma preocupação de todos acrescida. se torna evidente. em Portugal. é essencial repensar a questão da embalagem e das questões com ela relacionadas. À cabeça destas prioridades está é claro a da eliminação na fonte e. para trazer melhorias para a sustentabilidade. Os benefícios do eco-design Com o derrube das barreiras. Cada vez mais. contribuirá também. 28 de 84 . devem ser levados em conta questões como por exemplo. a fita adesiva usada para o fecho de caixas de cartão ou mesmo os agrafos usados no fecho destas. como um complemento que traz apenas alguns benefícios. quando esta não for a opção. já para não falar da questão dos resíduos em particular. para que simultaneamente seja promovida a competitividade. Na hierarquia dos resíduos. se laçassem medidas de minimização da geração de resíduos. quer aqueles que são destinados à eliminação em particular. Muitas empresas. teriam eventualmente muito a beneficiar. por forma a dar as melhores condições possíveis para a viabilização da reciclagem. os designers são introduzidos no processo de desenvolvimento da embalagem. Na concepção a pensar no ambiente e nos respectivos impactes da embalagem. estabelece-se uma série de prioridades para o seu tratamento ou encaminhamento. É vulgar que as considerações do design. dela derivada. no sentido de minimizar quer os resíduos em geral. obriga a que produtores e todos os implicados ao longo do ciclo de vida da embalagem cumpram condições cada vez mais apertadas. sejam levadas em conta no final do desenvolvimento do produto. tal como as questões da sustentabilidade. Utilizar o design. tem uma importância mínima. Para que as condições de exploração do negócio melhorem. quando já não há grande margem para eventuais melhorias. 1ª Prioridade Eliminar – Eliminar ou evitar gerar resíduos 2ª Prioridade Reduzir – Minimizar a quantidade de resíduos geradas ou produzidas 3ª Prioridade Reutilizar – Utilizar (as embalagens) tantas vezes quantas for possível 4ª Prioridade Por: Carlos Alberto Alves Pág. influenciando grandemente o seu controlo ao longo do projecto e o seu potencial. Neste capítulo insere-se a actuação da SPV – Sociedade Ponto Verde. para o aumento da competitividade. o esforço feito nesta área. conduzindo a melhores margens de lucro e. Para além do mais. com forma até de melhorar as suas próprias performances económicas. quer do ponto de vista económico quer do ponto de vista de gestão ambiental.O Design e o Ambiente A legislação e a responsabilização. então o caminho deverá ser o da minimização dos resíduos gerados. que gere e endossa os custos da gestão das embalagens a todos os envolvidos na cadeia das mesmas. sobre a natureza e carácter da ideia do design.

Os estudos mais recentes demonstram que. A redução dos danos nos produtos motivados pela fraca qualidade da embalagem. envolve numerosas considerações que afectam ou reportam a toda a cadeia de embalagem. após a sua reutilização 5ª Prioridade Deposição – Enviar para deposição em aterro o que sobra. O design pode ser levado a cabo na empresa ou sub-contratado. Através da redução de custos para o consumidor e fornecedor. Em algum casos e. do fabricante de embalagem ou do fabricante e enchedor. seja através dos instrumentos institucionalizados (como a SPV. 29 de 84 . o design e o desenvolvimento.O Design e o Ambiente Reciclar – Reciclar tudo que for possível. reduzindo eventuais taxas de devoluções. Deve no entanto referir-se que tanto uns. pela sua minimização. os eco-designers tendem a ocupar ou a conquistar novos nichos de mercado. Um aumento da quota de mercado. de uma forma responsável. considerando o universo das embalagens. A melhoria da reputação da empresa. enquanto os re-designers são geralmente mais bem sucedidos nos produtos que são substituídos. seja através doutras formas de destino. podem ser uma melhor opção de ponto de vista ambiental. em especial relacionado com estes clientes mais exigentes. O eco-design de embalagens. em termos de performances e em termos económicos. como outros têm que ser antes do mais competitivos. O processo de Eco-design de embalagens As especificações das embalagens. podendo mesmo ser consideradas melhor do que a redução. Através do cumprimento das regulamentações que dizem respeito ás embalagens. ou ser fruto de um trabalho conjunto. algumas das mais importantes são. particularmente junto dos clientes “verdes”. normalmente custo este que normalmente está relacionado com o peso). podem induzir economias nos custos da seguinte forma: Através da redução da embalagem e dos materiais ou matérias-primas que a constituem. podem ser levadas a cabo no estágio do retalho. Através da redução dos custos inerentes ao destino final. Os benefícios que se podem apontar da concepção a pensar no ambiente. no entanto. considerando sobretudo que este se compõem de várias etapas como as dos aspectos estruturais até aos aspectos gráficos. A necessária redução dos custos para cumprir a legislação em vigor. as que se indicam na tabela da página seguinte: Por: Carlos Alberto Alves Pág. a reutilização e até mesmo a reciclagem. ou mesmo em relação a eventuais possibilidades de exportação.

Emissões. antes da conclusão de um qualquer processo de design. é importante ir verificando. é este ser um processo passo a passo.O Design e o Ambiente Considerações ou atributos Principais tipo(s) dos materiais Principais cor(es) dos materiais Tamanho e forma da embalagem Grau / espessura do material Concepção estrutural da embalagem Tipo de fechos. 30 de 84 . que já não é possível melhorar mais. tintas. Da mesma forma é também essencial reconhecer. deste processo. sumariza-se os principais passos típicos. nem o processo de design nem o próprio material usado. adesivos. reciclabilidade Recursos/ eficiência do transporte Recursos/ eficiência do transporte. das prioridades da empresa e dos seus objectivos estratégicos. A escolha acertada deverá ser sempre dependente das circunstâncias particulares. emissões. reutilização Tipos de acabamentos. Por esta razão. A seguir. reciclabilidade marcações e laminados Design gráfico e etiquetagem Reutilização Não é fácil considerar todos os aspectos do design da embalagem e simultaneamente levar em conta os aspectos relacionados com as questões ambientais e. etiquetas e seus materiais Questões ambientais importantes Eficiência dos reciclabilidade recursos. num processo de design de produto/embalagem. Reutilização. dos impactos ambientais da mesma ao longo do seu ciclo de vida. por isso mesmo será necessário tomar muitas decisões. Por: Carlos Alberto Alves Pág. O ideal de um processo de eco-design e desenvolvimento de uma embalagem. reutilização Recursos/ eficiência do transporte. ao longo dos vários estágios. reutilização Recursos/ eficiência do transporte. se as metas a que nos propomos vão sendo cumpridas. que deverá ocorrer ao longo da concepção e que deverá interagir com o design do produto.

31 de 84 .O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág.

O Design e o Ambiente Objectivos estratégicos e operacionais • Compreender as tendências do mercado (identificar o mercado potencial para o eco-design) • Estimar os potenciais benefícios e custos. médio e longo prazo Gestão do processo e estabelecimento das prioridades • Obtenção de dados e definição do design – próprios ou da concorrência • Estimar a aptidão da proposta de design Estimar os efeitos ambientais da proposta de design • • • Identificar as prioridades de melhoramentos (incluir as prioridades ambientais) Estabelecer os constrangimentos que o design inclui Definir um esquiço ou projecto de especificação (que inclua as prioridades e objectivos ambientais) Desenvolvimento do conceito e gestão • Gerar as opções do conceito para novo design ou re-design • Discutir as opções com clientes e fornecedores – estimar a resposta do mercado • Estimar a performance das opções do design face à proposta de design e outros aspectos do negócio Estimar os efeitos ambientais das opções de design • Identificar as melhores opções considerando as prioridades que foram definidas Rever • Monitorizar as performances (incluindo as performances ambientais) no mercado e rever as opções do design Detalhes do design • Desenvolvimento de especificações detalhadas • Discussão das especificações com clientes e fornecedores e refinar as mesmas Estimar os efeitos ambientais das opções de design • Levar a cabo a engenharia do produto Continua Por: Carlos Alberto Alves Pág. 32 de 84 . directos e indirectos dos conceitos do design • Transformar estes num caso de negócio e conseguir o envolvimento da gestão • Defina objectivos estratégicos de curto.

Mas já pensou na tinta e nos produtos usados para preservar a madeira. mas antes ciclos de vida dos produtos melhorados. 33 de 84 . Por: Carlos Alberto Alves Pág. na energia necessária para a secar e nas perdas sobre a forma de serrim e etc. Então a questão que se põem é: Pode-se comparar isto com base no peso? Na verdade não existem materiais ambientalmente amigáveis. é frequente serem precisas 10 vezes mais de recursos para trabalhar a madeira do que para trabalhar o plástico. mas antes ciclos de vida. Em alguns casos. desde do “berço até à cova” ou melhor ainda. energia. desde do “berço até ao berço”. É comum acreditar que os materiais naturais são. 2 – Os materiais naturais nem sempre são os melhores. Não desenhe produtos amigos do ambiente.. mas antes produtos amigos do ambiente. escreva alguns dos aspectos mais importantes desses factos na matriz. Uma boa forma de documentar as suas investigações nesta área é através de uma matriz MET (materiais. toxicidade) e. usados para a execução e durante todo o seu ciclo de vida dos produtos. ambientalmente mais amigáveis do que os artificiais ou feitos pelo homem. Pense em todas as entradas de materiais e energia. um quilo de madeira causa menos emissões do que um quilo de plástico. A função do designer é a de desenvolvê-los com base no pensamento no ciclo de vida.O Design e o Ambiente Testes e afinações • Desenvolver protótipos • Testar os protótipos • Obter o feedback dos clientes e fornecedores Verificar se os objectivos ambientais ainda são os definidos inicialmente Testes e afinações • Design final na engenharia e fabrico Dez questões básicas para o Eco-design 1 – Não conceba produtos. É claro que. Isto nem sempre é verdade.

Uma delas é torná-lo mais duradoiro do ponto de vista técnico. de 1000 litros ou paletes. recorrendo às técnicas de produção. derivados desse consumo energético uma vez que a energia ou. mas embora não pareça é bem mais complexo do que parece. por vezes um serviço em vez de um produto pode ser a solução. os automóveis de aluguer. Isto é particularmente importante. conceba antes serviços Muitas vezes as pessoas não querem produtos. com uma visão critica das dimensões da mesma. Frequentemente. sobretudo no caso do transporte. pode-se reduzir o consumo de material. não pelo facto de partirem. d) Para produzir uma máquina de café. 6 – Use o mínimo de material Utilizar menos material pode parecer óbvio. contentores ou IBC’s. por quilo. existe uma possibilidade de 1 para 10 desse consumo ser dominante. por exemplo. Uma outra solução possível é a do aluguer de embalagens industriais de grande capacidade. uma vez que menor peso significa menor consumo de combustível. mas nem sempre tal é justificado.5 e 2. gasta-se normalmente menos do que 1 Kg de plástico. ou tornando-o biodegradável. para quem precisa de carro ocasionalmente. 7 – Utilize materiais reciclados Não faça apenas os seus produtos. mas antes pelo facto do consumidor se ter aborrecido deles. Um exemplo de solução. 34 de 84 . b) Para produzir 1 kg de plástico são necessários entre 1. de forma a serem reciclados. Pode mesmo ser vantajoso usar materiais com menores impactos ou cargas ambientais. Vejamos então alguns números que poderão ajudar a elucidar-nos um pouco melhor: a) para produzir 10 Kwh de electricidade são necessários 2 kgs de petróleo. o gás não são palpáveis. Por exemplo.5 kgs de petróleo. Normalmente existe uma tendência para subavaliar os impactos ambientais. c) Uma máquina de café gasta cerca de 300 Kwh de electricidade durante a sua vida. Por: Carlos Alberto Alves Pág. é conceber produtos de tal forma que façam com que o consumidor se sinta agarrado a eles. mas antes soluções para certos problemas. Assim. faça-os a partir de matérias-primas recicladas sempre que possível. Muitos produtos são rejeitados ou deitados fora. poderia ser o de aluguer de um espaço de estacionamento partilhado por vários utilizadores. Se um produto consome energia na fase do seu uso. o que é igual a 60 Kgs de petróleo. 4 – Aumente o ciclo de vida do produto É possível influenciar a duração da vida de um produto de várias maneiras. por exemplo. constituem uma solução de um serviço.O Design e o Ambiente 3 – O consumo energético é frequentemente estimado por baixo Normalmente faz-se muito esforço e dedica-se muita atenção á selecção dos materiais. 5 – Não conceba produtos. economizando no peso. O mais importante.

É possível aumentar as possibilidades dos seus produtos serem reciclados. depois de fazer vezes sem conta a pergunta. que tem como objectivo o Desenvolvimento Sustentável. 8 – Faça os seus produtos recicláveis A maior parte dos produtos podem ser reciclados. imaginando o impensável. Só os produtos que são facilmente desmontáveis e que têm um valor suficientemente elevado.Não use tintas sobre o plástico. Uma empresa que gastava 3 quilos de matéria-prima para produzir 1 quilo de poliéster. fazendo uma simples e muito óbvia pergunta. Use as “perguntas estúpidas” como uma ferramenta. 9 – Faça perguntas estúpidas Muitas vezes as decisões que tomamos são baseadas nas práticas comuns: “sempre o fizemos desta maneira e. através da optimização do design. descobriu que os seus produtos eram consumidos num prazo máximo de três meses. cobre. são escolhidos para reciclagem. 10 – Torne-se membro do clube O2 Seguir as indicações aqui dadas. descobriu que podia fazê-lo com apenas 1. A reciclagem de termo-fusíveis ou de muitos dos têxteis não é possível. veja algumas ferramentas e ideias e divirta-se. nas performances ambientais dos produtos. Por: Carlos Alberto Alves Pág. reduzindo a gama de produtos. conceber produtos recicláveis. produzia embalagens destinadas a conservar alimentos frescos durante 18 meses.Não combine plásticos diferentes. mas apenas alguns deles o são. Consulte o site. Um grupo de designers internacional. tinha tradicionalmente um tubo de diâmetro de 80 mm. . Use algumas destas regras simples se. 35 de 84 . Depois de estudar o assunto. justificase pela falta de alternativas e os preços sobem. . com as consequentes economias. Uma empresa produtora de tubos. planeou isto mesmo e criou um site designado por o2. pode ajudar a reduzir os impactos ambientais dos produtos em 30 ou mesmo 50%. Para permitir a reciclagem de componentes metálicos. no entanto os progressos. Este facto deu origem a uma embalagem completamente diferente. chegou à conclusão que essa medida poderia ser substituída por um diâmetro de 50 mm. por exemplo. sempre funcionou bem”. por exemplo. “porquê?”. Após uma análise critica. É possível fazer enormes melhoramentos. quiser reciclar termoplásticos. A existência da procura de materiais para reciclar. Uma determinada empresa. não faça peças com misturas e com elevados teores de. no futuro não haverá procura de materiais para reciclar. Nestes casos a melhor solução será enviá-los para$ a produção de energia através da queima. . “porquê?”.O Design e o Ambiente Se. enquanto designer. só podem ser feitos com muita imaginação e esforço.5 Kgs de material à entrada.Não cole etiquetas ou outras indicações sobre as peças de plástico.

reduzirão os riscos dos custos posteriores de correcções processo do design. maior eficiência do transporte. o valor espectável do mercado e a reacção dos “consumidores verdes”. Esta abordagem assegurará que as questões ambientais. equipa essa que deverá analisar todas as funções da mesma embalagem e relacioná-las com o negócio. Estes serão a base de avaliação dos conceitos do design e. após a eleição do conceito do design. etc. como: • Os custos líquidos estimados – obtidos normalmente a partir da redução da matéria-prima. Os efeitos prováveis na melhoria da quota de mercado. As conclusões e as especificações do design. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Uma boa pesquisa e uma boa definição das especificações. O fabrico. Sobre o design e as especificações A abordagem dos parâmetros e do projecto deve ser baseada nos objectivos do negócio. no desenvolvimento do processo. A Gestão deve conhecer perfeitamente alguns dados. O desenvolvimento e design da tecnologia de embalagem. incluindo os objectivos ambientais a atingir. O marketing e as vendas. numa lógica integrada. Algumas dessas questões são: • • • • • O desenvolvimento e design do produto. A especificação de engenharia aparecerá na fase final. o seu desenvolvimento deve fazer-se com a colaboração e consulta a todas as partes envolvidas no processo do design. é então possível identificar e estabelecer uma estratégia e os objectivos operacionais. É essencial a utilização dos recursos apropriados. devem estabelecer os parâmetros com os quais os produtos ficarão conformes. como ter uma equipa multidisciplinar para a concepção da embalagem.. devendo também identificar os constrangimentos de todo o desenvolvimento do design. devem considerar também. por isso é essencial transformar esta questão numa questão importante do negócio. os trabalhos conducentes à implementação de uma medida destas. O negócio em si. 36 de 84 . através das necessárias discussões com os clientes e fornecedores. estão relacionados com a fase de desenvolvimento do conceito. Considerando que os benefícios são inquestionáveis e o compromisso com a gestão de topo está garantido. foram consideradas.O Design e o Ambiente Algumas questões de gestão importantes Compromisso e estratégia Aos programas de eco-design só funcionarão se tiverem o compromisso empenhado da gestão. dos melhoramentos na produtividade. incluindo as considerações sociais e ambientais. • Na análise inicial. devendo estes ser clarificados tão cedo quanto possível. Cerca de 80% dos custos.

regulamentar e ambiental de cada produto. mas isto não se aplica apenas à área das embalagens. Quando são usados materiais reciclados. pode afectar a linha de enchimento. precisa de ter um conhecimento detalhado da informação técnica e das exigências legislativas. para garantir que os materiais têm a qualidade desejada. uma vez que este poderá influenciar o design e as questões que se podem colocar são: • • • A embalagem será retornável ou será reutilizável pelo cliente? A embalagem será sempre usada com o mesmo fim? A embalagem será reciclada. devem ser influenciados e motivados. devem ser por isso mesmo considerados os casos que tipificamos aqui. dos seus fornecedores é crucial. é necessário estabelecer o balanço entre as necessidades comercial. a empresa pode considerar que os aspectos relacionados com essa extracção estão fora da sua área de influência e controlo. Por: Carlos Alberto Alves Pág. É importante considerar os efeitos práticos das mudanças de design na embalagem ou de outras partes desta. uma mudança nas especificações da tinta ou do verniz. pode ter efeitos significativos na conversão do processo de produção. Por exemplo. mas antes a todas aquelas que envolvem um processo deste tipo. A equipa de desenvolvimento do produto. A obtenção de dados sobre a embalagem. é particularmente importante. ao abrigo da legislação sobre embalagem e resíduos de embalagem. O ambiente. Para o desenvolvimento de um nível óptimo de embalagem. para fazer esse balanço. a saúde e segurança. será enviada para compostagem. supondo que o produto é executado a partir da extracção de um mineral. ter uma boa ligação com o reciclador em questão. quer para cumprir as obrigações legais. Ao mesmo tempo. deverá ter formação apropriada. quer para o processo de design. Por exemplo. No entanto ela pode enviar sinais fortes ao mercado. por duas razões: • • Estes (fornecedores e clientes). deverá trabalhar com clientes e fornecedores. incinerada ou pura e simplesmente irá para aterro? Como as técnicas de triagem e re-processamento variam ao longo dos países. com treino específico nas ferramentas de concepção. uma mudança na fita-cola. 37 de 84 . através da exigência de dados ambientais ao seu fornecedor e mesmo considerando a hipótese de troca de materiais. devendo ser feito um esforço de envolvimento destes.O Design e o Ambiente • • A armazenagem e a distribuição. técnica. é importante conhecer o destino da embalagem. O pessoal deste staff. Para não se desperdiçar tempo e recursos com aspectos que estão para além das possibilidades da empresa. A cadeia de fornecimento A gestão da cadeia de fornecimento.

Por: Carlos Alberto Alves Pág. para tomar decisões de modo a fazer a melhor escolha. pode não ser suficiente. considerando todos os critérios. pode ser a chave para obter grandes benefícios. transparente e consistente. É claro.O Design e o Ambiente Qualquer empresa. No entanto. só por si. clara. ela tem que ser antes do mais. Estes brainstormings. O principal é evitar detalhar demasiado. Uma pequena equipa de técnicos da área ambiental e da área da embalagem. 38 de 84 . de uma das opções ser melhor do que outra em termos dos recursos usados. através de decisões de senso comum. que a gestão do design em termos dos impactos ambientais. Qualquer que seja a opção. particularmente na fase inicial de processo de design. são uma de várias maneiras simples de obter resultados como veremos mais à frente. destinado a disseminar boas práticas dentro da empresa. podem ser obtidas melhorias significativas. Um grupo de trabalho interno multidisciplinar. pode lançar um Programa de Boas Práticas Ambientais. podem trabalhar directamente com os compradores e as vendas. Esta equipa pode mesmo elaborar manuais que visem a optimização da embalagem para uso interno e dar depois instruções aos clientes através de um outro Manual de Redução dos Impactos Ambientais. por exemplo. mas ser pior em termos de perfil de emissões. para uma gama de produtos ou para todos os produtos. Pode dar-se o caso. baseadas na informação que todos dispomos. Gestão ambiental e a tomada de decisão O conhecimento dos impactos ambientais causados pela embalagem. Muitas vezes os critérios têm que ser baseados primeiramente na relação custo / benefício ou outros objectivos do negócio. pode ser uma coisa complexa.

39 de 84 .O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág.

O Design e o Ambiente Gestão do ciclo de vida Em alguns casos. da sua deposição final. cada estágio do ciclo de vida da embalagem e. ao longo do seu ciclo de vida. quando falamos de diferentes opções de embalagem. não apenas os impactos causados pelo processo industrial mas também aqueles associados aos veículos usados para o transporte. por exemplo. 40 de 84 . Isto deverá envolver. até ao fabrico e uso dessa embalagem e. É possível adoptar uma abordagem sistemática para este tipo de gestão de embalagem. O consumo de combustível dos veículos pesados. Por: Carlos Alberto Alves Pág. é importante considerar toda uma série de impactos. directos e indirectos. desde da extracção da matéria-prima. usando a gestão do ciclo de vida (ACV) nas suas várias formas.

resistência ao choque. será maior. é necessário fazer testes e ensaios. Neste caso. à medida que o material é mais contaminado e quanto mais longe eles estiverem. A solução será a de verificar todos os impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. ser difícil devido à grande variedade de possíveis impactos – positivos e negativos. A gestão de embalagens do ponto de vista do ciclo de vida pode. Toda a legislação relacionada com a embalagem. são típicos consumos da ordem dos 20 a 25 litros aos 100 quilómetros e esses veículos têm também os seus impactos ambientais adversos. têm laboratórios onde podem ser feitos testes e ensaios para demonstrar essa adaptabilidade e verificar se elas cumprem as condições de segurança que são impostas. À medida que a embalagem vai sendo optimizada com as preocupações ambientais em mente. o processo de reciclagem. o processo de reciclagem elimina os impactos negativos associados à extracção das matérias-primas. levados a cabo sobretudo noutros países. provam que a reciclagem (recolha. re-processamento e fabrico) geralmente oferece grandes benefícios ambientais quando comparada com a fabricação de matéria-prima virgem. o sistema de embalagens retornáveis. sem perder de vista as questões ambientais. como forma de provar a adaptabilidade das embalagens ao propósito para o qual foram concebidas. aponta para a redução da relação peso / volume. 41 de 84 . para ajustar a funcionalidade a um custo mínimo. esperando atingir os valores limites. Estes benefícios são particularmente elevados. em termos de recolha. ou seja da fabricação a partir dos polímeros virgens. vibrações. Organizações como o CNE (Centro Nacional de Embalagem). só oferece uma solução mais ambientalmente mais amigável se estes retornos forem feitos nos mesmos veículos que fazem a distribuição. através do uso destas fontes de materiais reciclados. comportamento à temperatura e etc. tem também os seus impactos negativos próprios. Por exemplo. vidro e papel e os ganhos energéticos são importantes. No entanto. se uma embalagem plástica é reciclada. o esforço e energia dispendida para a recolha. separação e processamento. é essencial fazer constantes verificações nos critérios da performance. Isto significa que devem existir mercados locais para os materiais reciclados – e estes mercados podem ser estimulados através dos compradores de embalagens e designers. Os estudos de Análise do Ciclo de Vida.O Design e o Ambiente por exemplo. Por: Carlos Alberto Alves Pág. bem como a redução de emissões para a atmosfera. Por essa razão. triagem e processamento destes materiais. menores serão estes benefícios. na prática.. tais como resistência à carga (empilhamento). Ao mesmo tempo. quando a recolha. em vez de circularem vazios. duma forma local ou regional. processamento e uso tem lugar. e ver qual o seu balanço. Similarmente. Isto é particularmente verdade no caso dos metais. sem comprometer a eficácia da mesma.

para a organização das ideias que se geram durante a sessão de brainstorming. as ferramentas e métodos apropriados a cada estágio. devendo ser claramente identificadas as objecções e os constrangimentos. qualquer que seja o seu tamanho. Tipo de material Grau ou estrutura do material Forma ou volume Melhorias no design Sistema de fecho Tipo de fixações Tintas e revestimentos Por: Carlos Alberto Alves Pág. Uma das formas de abordar a geração de ideias é através do “brainstorming”. na figura atrás. podem ser usados por todas as empresas. A partir deste envolvimento. diagramas de causa e efeito e software diverso. que regista e analisa essa ideias. algumas das quais serão de baixo risco e algumas de alto risco.O Design e o Ambiente Ferramentas e métodos para o Eco-design As ferramentas e métodos do eco-design. O diagrama de “espinha de peixe” ou causa e efeito. pode ser usado como uma ferramenta. No entanto. podendo ser simultaneamente uma forma de encorajar a inovação. Geração e selecção de ideias A geração e gestão de ideias. podem gerar-se ideias. sobretudo nos passos 2 e 3 do diagrama anteriormente descrito. para obter e dar informação sobre os vários aspectos de processo de design. podem ser usadas para ajudar em vários estágios do processo de design da embalagem. não havendo limite para o número de ramificações e sub-ramificações que podem ser incluídas. ferramentas simples tais como listas de verificação. dependerá das circunstâncias particulares envolvidas. que basicamente envolve a equipa de desenvolvimento. é obviamente vital para o processo de eco-design. que poderão ser analisadas e consideradas. 42 de 84 .

por exemplo. usando uma matriz de pontuação e de importância relativa. ou seja. pode descrever-se como se segue: • • • Passo 1: Decida quais os critérios e o seu peso relativo. deve ser relevante. com valores positivos. Neste exemplo existem oito critérios a ser considerados. será uma boa base de trabalho. quando as ideias forem melhores e. foi adaptado para o nosso caso das embalagens. A decisão tem que levar em conta. Passo 2: Defina um benchmark 6 de referência para cada um dos critérios. por seu lado. estes podem. O exemplo dado a seguir. deverão ser registadas e. A análise de valor. Por: Carlos Alberto Alves Pág. cada um dos oito aspectos ou categorias e. para as prioridades da empresa. 6 O “benchmark” é um processo sistemático e contínuo de avaliação dos produtos. Passo 3: Numere as ideias. Um pequeno número de ideias poderá gerar grandes benefícios. Esta técnica permite aos participantes. com a finalidade de introduzir melhorias na organização. Uma dessas formas de ilustrar é através de um gráfico de aranha. • Materiais Energia Toxicidade Pontos totais Pontuação Pontuação relativa Factor Opção 1 Opção 2 Opção 3 3x 3 (9) 4 (12) 2 (6) 3x 3 (9) 5 (15) 4 (12) 5x 5 (25) 2 (10) 4 (20) 43/55 37/55 38/55 78% 67% 69% 100% 86% 88% Métodos de comparação simples As técnicas simples de utilização de ferramentas de visualização. para a filtragem de ideias. Passo 4: Calcule a soma do peso relativo. 43 de 84 . numa escala de. serviços e processos de trabalho de organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas.O Design e o Ambiente Todas as ideias que se enquadrem dentro dos critérios da gestão em curso. Os critérios e a importância relacionada com cada um. um produto ou o estado dele em cada caso. podem também ajudar a comparar sistemas de embalagem. Uma ferramenta muito conhecida. por exemplo 1 a 5. considerar os bons e maus aspectos de cada ideia. chama-se a “convergência controlada”. que ajudará a atingir o objectivo de máxima funcionalidade pelo menor custo e menor impacto ambiental. se necessário votadas. multiplicando os pontos pelo peso dos critérios e some todos os valores obtidos (veja melhor o exemplo na tabela abaixo). com valores negativos quando elas forem piores e use o zero para as ideias que não introduzem mudanças significativas. ser baseados em decisões que têm a ver com sub-categorias. cada um pontuado numa escala relativa de 0 (pior) a 10 (melhor).

é tão boa ou melhor do que a primeira. cujos passos são os seguintes: 7 Ver em Anexo notas sobre as Normas ISO 14040. a Análise do Ciclo de Vida deve seguir as orientações contidas na série de Normas 7 ISO 14040. ainda no que diz respeito ao peso dos materiais a usar onde também é ligeiramente pior. onde esta é manifestamente pior do que aquela e. as conclusões a tirar. Idealmente. são as de que a nova embalagem será largamente melhor que a inicial. relativas a este tema. excepto no que diz respeito à reutilização. e se todos os outros factores são de igual importância. Se estes dois não forem factores críticos. Novo conceito Ex: Sistema de enchimento 8 Reciclabilidade / compostabilidade 7 1 Materiais renováveis / reciclados 10 9 8 7 6 Reutilização 6 5 4 3 2 Materiais com baixa 2 perigosidade Eficiência no transporte 5 (forma / volume) 3 Materiais com baixo peso 4 Baixo teor de resíduos e emissões na produção Esta figura mostra dois traços plotados sobre o diagrama: um é o do produto existente (verde) o outro é o do produto proposto. 44 de 84 . O diagrama mostra ainda que a nova embalagem. igual em termos de peso ou importância no processo. Ferramentas para a gestão do ciclo de vida A gestão do ciclo de vida é uma forma de identificar e levar em conta toda uma série de impactos ambientais associados à embalagem. neste caso. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente No gráfico apresentado foi dado um valor a cada categoria.

através da qual se podem obter um melhor conhecimento de como o material se move no interior do molde e onde é que a espessura da parede deve ser mais grossa ou mais fina e ainda qual é. Avaliação dos impactos ambientais dessas entradas e saídas. que acompanham o conceito de desenvolvimento do produto. razão pela qual esta análise pode envolver dezenas de parâmetros ao longo das típicas 5 ou 10 categorias escolhidas anteriormente. Este método pode também ser usado para melhorar a alimentação do molde e reduzir os tempos de moldagem. utiliza-se a análise do fluxo de alimentação (mold flow analysis). Interpretar os resultados do inventário e da análise dos impactos. Este é o problema das Análises de Ciclo de Vida. e Os resultados podem ser difíceis de interpretar. Voltar a rever o trabalho. Um estudo de ACV. reduzindo dessa forma os custos energéticos. demoram tempo e consomem muitos recursos. só pode ser levado a cabo. compreensíveis representativos. hoje existe já software 8 próprio. normalmente com software de desenho (CAD/CAM). normalmente na altura do design do processo. dos conceitos da embalagem e em alguns casos este software podem mesmo integrar o software de ACV. Estes pacotes de software permitem a visualização em 3D. Mesmo quando a embalagem é relativamente simples. precisos. para levar a cabo esta tarefa. usa o detalhe dos dados que são relevantes para o processo em questão. Os inventários e impactos ambientais. O detalhe do design O detalhe do design pode geralmente ser baseado no detalhe das especificações. sobretudo quando os parâmetros são muitos e muitas vezes não são comparáveis entre si. 8 Alguns das referências conhecidas encontram-se nas páginas finais sobre a forma de Anexo Por: Carlos Alberto Alves Pág. Compilar um inventário dos aspectos chave das entradas e saídas do sistema de produtos (todos os processos). frequentemente requer o auxílio de computadores equipados. 45 de 84 . No entanto. pode haver vários materiais envolvidos e numerosos processos durante todo o ciclo de vida. que utiliza dados genéricos de outros processos. No caso dos plásticos e do vidro. e onde é o ponto de maior stress a que a peça está sujeita.O Design e o Ambiente • • • • • Definir as grandes linhas do sistema. quando se conhecem todos os detalhes específicos. que pode ser usado para avaliação de uma série de impactos e dessa forma fazer a sua análise. • • • Um estudo do ciclo de vida. A complexidade das considerações envolvidas nesta análise.

Os papeis tratados com químicos. No entanto. que infelizmente ainda não são muito vulgares no nosso mercado e que são substancialmente mais caras. No entanto. mesmo quando se tratar de embalagens recicladas ou produzidas a partir de materiais reciclados. com um maior consumo de energia e com desvantagens quando se tratar de papel. numa perspectiva de ciclo de vida (como se verá mais à frente): As principais fontes de metais pesados nas embalagens. deve levar-se em conta os prós e os contras dos aspectos ambientais. metais pesados ou outros. As colas e adesivos. Pág. vem dos pigmentos e de alguns materiais reciclados. estão desde há algum tempo a abandonar a utilização de pigmentos com metais pesados. As alternativas possíveis às tintas com solventes (que estão no origem da libertação de COV’s). chumbo. 46 de 84 • • • • Por: Carlos Alberto Alves . Considere a hipótese de usar adesivos com base água e os hot-melt’s. Os solventes existentes nas tintas. para cada alternativa e ainda as suas limitações de aplicação. deve sempre verificar-se a existência destes sobretudo quando os mercados de origem são fora da UE. pense muito bem sobre os benefícios ou as desvantagens da utilização do PVC. O vidro que pode conter também chumbo e o papel. mesmo quando incorporados em pequenas quantidades. são: • Assegurar-se de que estas não têm presentes substâncias consideradas perigosas. Deve tentar usar-se tintas que tenham os menores impactos ambientais. Os pontos fundamentais aos quais se deve dispensar atenção especial quando a embalagem é concebida. os fabricantes europeus de tintas e pigmentos. Esteja certo de que. cádmio e o mercúrio). no entanto. que os fornecedores são obrigados a incluir (sobre substâncias químicas perigosas) e outra informação sobre embalagem e a regulamentação sobre a mesma. Tal como no caso dos outros materiais. em vez dos produtos de base solvente. no que diz respeito ás substâncias perigosas nas embalagens: • • • • Os metais pesados (crómio hexavalente. Estes podem ser introduzidos nos produtos que incorporem reciclados (que foram fabricados com pigmentos à base destes metais pesados). antes de o usar numa embalagem. incluindo as tintas e colas que a compõem. para minimizar as substâncias perigosas contidas nelas. incluem tintas à base de água.O Design e o Ambiente A redução de substâncias perigosas nas embalagens Existem quatro aspectos importantes. normalmente entram no nosso mercado. Utilize a informação contida nas especificações (data sheets). sobretudo quando vêm já como produtos reciclados. Em geral. estes têm tempos de secagem mais elevados e também temperaturas de secagem mais altas. A utilização do PVC (policloreto de vinilo) pode também ser visto com alguma preocupação.

O Design e o Ambiente
• Leve em conta a gestão dos riscos, como deveria ser exigido, e identifique e implemente as medidas de gestão de riscos apropriadas. Se tiver dúvidas informe-se, através do Ministério do Ambiente, do CNE (Centro Nacional de Embalagem) ou outro organismo oficial;

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O Design e o Ambiente O Design como recurso da minimização
Se a reutilização de embalagens não é apropriada ao seu caso, então deverá usar embalagens de apenas um uso, isto é, embalagens concebidas para a satisfação do objectivo de embalar o produto apenas uma vez. No entanto, a utilização destas embalagens devem ter como pressuposto, uma filosofia de design, de minimização dos recursos seja em relação a materiais, energia e ainda aos impactos do transporte. No entanto, e como já falamos atrás, devemos ter cuidado com as implicações desta minimização, uma vez que qualquer alteração na embalagem primária 9 , poderá vir ter repercussões na embalagem secundária 10 a até mesmo na embalagem terciária 11 . Sempre que possível maximize a embalagem, desde de que o consumidor o permita, para minimizar a quantidade de embalagem por unidade de produto. Alguns princípios que deve ter presente, quando se trata de melhorar a embalagem, são: • • • • • • Se for necessário não se coiba de eliminar embalagem. A embalagem quanto menor, melhor; Elimine cintas, laminados e outras misturas de embalagem; Elimine o uso de adesivos e agrafos metálicos. Reduza também o uso de etiquetas, através de marcações nas embalagens, de preferência embutidas ou outras; Reduza os espaços vazios, nas embalagens de conjunto; Evite usar enchimentos (por exemplo blocos de EPS) e plástico com bolhas (bubble-wrap), melhorando o design da embalagem para evitar o uso destes enchimentos; Quando a embalagem é composta, elimine partes dessa embalagem para reduzir o peso da embalagem total; Não utilize caixas de cartão duplo, quando tal não é necessário; Reduza a espessura média da embalagem, sempre que possível; Não faça a embalagem secundária muito forte, se a primária já garante a segurança do produto. Não esqueça que o própio produto também confere rigidez à embalagem; Substitua os adesivos por cola, sempre que possível; Minimize o tamanho das etiquetas. Não deixe que o tamanho da informação dite o tamanho da embalagem; Utilize colas de baixa temperatura de fusão. Desta forma será necessária menos energia para tornar a cola liquida;

• • • •

• • •

Embalagem primária é a embalagem individual do produto Embalagem secundária é a embalagem agrupada, ou seja por exemplo, uma palete de outras pequenas embalagens 11 Embalagem terciária é a embalagem que se destina ao transporte
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• • Considere a possibilidade de mudar de tintas para as marcações e faça os cálculos sobre a s eventiuais economias possíveis; Quando usar plástico retráctil, considere a temperatura necessária para formar a embalagem. Plásticos com baixos pontos de selagem consomem menos energia. Existem plásticos de baixa densidade que funcionam a 75º, no entanto outros precisam de cerca de 100º para fazerem o mesmo; Escolha a forma de embalagem que garanta a maximização do transporte e a utilização máxima das paletes; Decida-se pela distribuição de packs, para maximizar a eficiência. Não esqueça que os packs devem ser compatíveis com as normas em vigor (por exemplo, de acordo com as Normas ISO em módulos de 600 x 400), desta forma encaixarão exactamente nas paletes, também elas normalizadas; A dimensão das paletes deve ser multipla das embalagens individuais. Se acontecer de tal não ser possível, é preferível que sejam ligeiramente inferiores do que ligeiramente superiores; Considere a hipótese de produzir produtos concentrados, como acontece já com alguns liquídos para as máquinas de lavar roupa e louça;

• •

Em suma, o que estivemos a esplanar foi, de forma simplificada, alguns princípios para: • • • • • Eliminar embalagem; Reduzir o espaço inútil; Reduzir o peso e o tamanho da embalagem; Reduzir o uso e consumo de energia; Melhorar a eficiência do transporte.

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O Design e o Ambiente O design usando materiais renováveis ou reciclados
Os materiais de embalagem que incluem componentes reciclados, em particular os plásticos e também o cartão, ajudam a melhorar a imagem da empresa no mercado e, ao mesmo tempo, ajudam a reduzir os custos. No entanto, os materiais reciclados são frequentemente olhados com suspeição, talvez por causa de muitas empresas não terem tido boas experiências com a qualidade destes produtos, no passado. Vale a pena, ter presente os seguintes aspectos chave: • O vidro, o metal e uma grande parte dos cartões, usados na embalagem, contêm já uma proporção significativa de materiais reciclados, oriundos dos resíduos domésticos há muitos anos; Os standards da reciclagem para o papel e para o plástico, têm vindo a melhorar significativamente, durante a ultima década, com melhores controlos e melhores técnicas, estando apenas alguns poucos pontos abaixo dos produtos virgens. Isto torna-os aceitáveis; Um ensaio que tenha corrido mal, não significa que vá sempre correr mal e, que não exista outra alternativa em reciclado; Especifique-a em termos de performances, em vez de em termos de materiais; Tente assegurar-se que ela incluirá materiais reciclados, sejam oriundos da área do consumo seja da área industrial, embora para efeitos formais só conte os materiais que vierem da área do consumo; Não exclua automaticamente os materiais reciclados, na embalagem de produtos alimentares, antes assegure-se de que é garantida a protecção adequada, contra possíveis migrações e contaminações (micro-bilógicas ou químicas); Siga as recomendações internacionais, identificando que utiliza materiais reciclados; Assegure-se de que o papel e o cartão, da utilização industrial como bidões e etc., é produzido com percentagens elevadas de material reciclado; Lembre-se de que nas aplicações não alimentares, pode quase sempre ser usado o cartão reciclado; Mesmo nas aplicações alimentares é possível incorporar alguma percentagem de cartão e papel reciclado; Use a minização de resíduos para fazer um uso eficaz das embalagens; Considere a possibilidade de usar, pelo menos, uma pequena percentagem de material reciclado, a menos que o produto a executar tenha uma elevada

Quando falar de embalagens, considere primeiro os princípios gerais: • •

Sobre o papel e cartão: • • • • •

Sobre o plástico:

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porque permite utilizar a inclusão de plástico reciclado vindo da área de consumo.O Design e o Ambiente performance e especificação. Lembre-se que os resíduos da produção (purgas). de forma a garantir que só o seu plástico é re-incorporado e reciclado. por exemplo) especifique o vidro transparente como primeira opção e o castanho ou verde como alternativa. Considere o uso de mangas retrácteis ou revestimentos orgânicos. Se for fabricante. ou cervejas. Se necessário. como se fossem materiais virgens. podem ser usados por si. Existe um grande potencial de utilização de reciclados no caso de peças de média ou baixa performance. Sobre o vidro: • • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. porque isto permitirá fazer as garrafas de qualquer cor a partir do vidro reciclado. Se é um importador de produtos em vidro (vinho. • • • Considere o uso de sacos e contentores em plástico co-extrudido. para dar cor e imagem aos produtos. estabeleça um circuito fechado. 51 de 84 . porque isto ajudará a reciclar e a tornar mais económico o processo de fabricação de vidro. considere o uso de vidro castanho ou verde.

Se for necessário projecte a embalagem em plástico para que não se detiore tão rapidamente e dessa forma possa ser reutilizada. Faça a embalagem leve mas durável. Assegura-se de que usa um sistema de abertura fácil e seguro. Agora muitos supermercados utilizam estas embalagens para expor os seus produtos. veja como é que a embalagem pode ser reutilizada e conceba-a para tal. é parte de um sistema fechado. faça o possível para tornar esta uma possibilidade. ainda que seja para fins menos nobres que aqueles para os quais a embalagem foi concebida. os vulgares bidões de 200 litros. Questões relacionadas com a reutilização: • • De acordo com os sistemas de reutilização. através por exemplo. No entanto. Forneça informações sobre como tratar a embalagem no fim de vida. higiénicas ou outras. como forma de minimizar os consumos quer de recursos quer de outro tipo. Faça a embalagem de forma a que a sua lavagem seja feita facilmente e quando for necessário. Considere o acabamento. O material muda. seja por razões de segurança. podendo fazer várias “viagens”. Faça com que as etiquetas sejam facilmente removíveis. são muitas vezes também elas reutilizadas na prática. tornando-a mais resistente à partida. para facilitar o uso e a movimentação. Considere uma reutilização. dependendo da sua durabilidade e resistência.O Design e o Ambiente O design de embalagens para reutilização A embalagem. para a tornar reutilizável. é de encorajar a reutilização. Faça a embalagem modular e reparável. do aumento da espessura. as embalagens não reutilizáveis (one-trip). Qualquer que seja o caso. Faça a embalagem rapidamente colapsável ou conceba-a para reduzir a armazenagem e o impacto no transporte. para que ela possa manter o seu aspecto mesmo depois de reutilizada uma série de vezes. • • • • • • • • • • • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. Estão neste caso. utilizados e reutilizados pela indústria. com particular relevo para a indústria química e petrolífera. destinada a reutilização. Conceba a embalagem para que o produto possa ser descarregado sem lhe provocar danos. Qualquer que seja o tipo de reutilização. 52 de 84 . em vez de tornar a embalagem ultra leve e de apenas um uso. Faça a embalagem capaz de resistir. Algumas embalagens de transporte podem ser usadas nos pontos de venda.

o que estivemos a esplanar foi. Em suma. Uso e movimentação.O Design e o Ambiente • Faça com que qualquer processo de limpeza ou recondicionamento tenha o menor impacto ambiental possível. 53 de 84 . Limpeza e adequação a novo uso. de forma simplificada: • • • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. Durabilidade e peso. Tipos de reutilização.

O polímero depois de limpo e separado. a contaminação. em cor e textura. por exemplo. As fábricas de papel. com os quais se fabrica depois mobiliário destinado sobretudo a áreas de lazer e outro equipamento urbano. Embora esta seja uma boa solução para minimizar as quantidades de plástico depositadas em aterro. Materiais simples e polímeros compatíveis • • Nos casos de embalagens combinadas. Depois desta primeira fase. Como é que é feito o reprocessamento. uma solução de reciclagem de plásticos misto (vários tipos de plástico misturados e de difícil identificação e separação). por isso é importante a continuação da colaboração de todos na separação e triagem destes. deve levar em conta a forma como ela vai ser manuseada após o seu uso. para minimizar este volume dos chamados plásticos mistos. os designers têm de considerar a forma como: • • É feita a segregação. e da Association of Plastico Manufacturers in Europe (APME) (veja a tabela em Anexo). uma vez que são mais fáceis de reciclar e. os adesivos e tintas são também removidos ou dispersos. utilizam várias combinações desde a agitação mecânica. Deve no entanto.Society of the Plastics Industry. triagem e processo de reciclagem. produzindo perfis semelhantes à madeira. apenas cartão em lugar de cartão e EPS. Por outras palavras. no processo de preparação da polpa. após a reciclagem. Desta forma. para proceder à separação de polímeros mais leves (tais como o PP. para remoção das etiquetas e outras impurezas presentes neles. o LDPE e o HDPE) dos mais pesados (tais como o PET e o PVC) e das impurezas contaminantes. flotação e centrifugação. Hoje existe já. pode ser segregada e. que processa este tipo de plástico. é então aquecido. pense na hipótese de utilizar apenas um tipo de material. Os plásticos. em Portugal. de metais e de filmes plásticos. screening. ou em alternativa. Na prática a reciclagem de produtos usados. é determinada não só pela recolha. são normalmente triados por côr e por tipo de polímero. Inc. Normalmente é usado ar em contra corrente. Sempre que possível utilize embalagens feitas apenas de um tipo de polímero. eles são cortados e lavados. Podem usar-se tanques de flotação. utilize polímeros compatíveis. para separar as etiquetas e restos de filmes. Identifique claramente qual o tipo de polímero usado. • Por: Carlos Alberto Alves Pág. no processo de design e produção das embalagens. prestar-se atenção às características de reciclabilidade de todos os componentes. evite a utilização de etiquetas sobre o HDPE. não será seguramente uma solução milagrosa e. com base no Sistema de marcação da SPI . mesmo sem lavagem prévia. mas também na expectativa de uso que esses produtos virão a ter. 54 de 84 . dos flocos de plástico. extrudido e transformado em granulos para posterior comercialização. recebem os resíduos de papel de várias procedências e tipos e. recolha e a triagem. por exemplo.O Design e o Ambiente O design da compostagem embalagem para reciclagem e O design da embalagem para reciclagem e / ou compostagem.

uma vez que elas também têm que ser removidas para viabilizar a reciclagem. uma vez que os agrafos dificultam a reciclagem. Minimize o uso de tintas. no papel o uso de fitas adesivas. quando a conceber. a menos que seja absolutamente necessário. Use-os apenas onde são estritamente necessários. Por: Carlos Alberto Alves Pág. uma vez que isso limita as potencialidades da reciclagem. para além das estritamente necessárias. Minimize o uso de etiquetas. Evite. Use fixações rápidas e de fácil remoção.O Design e o Ambiente Minimize a contaminação • • • • • • • Evite usar colorantes nas embalagens de plástico sempre que for possível. uma vez que geralmente eles precisam de ser removidos antes do processo de reciclagem. adesivos e outros acabamentos. Evite as combinações de papel e plástico na mesma embalagem. 55 de 84 . Evite juntar plásticos de cores diferentes na mesma peça.

O Design e o Ambiente Anexos Por: Carlos Alberto Alves Pág. 56 de 84 .

O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág. 57 de 84 .

precisamos de plástico transparente para algumas utilizações mas. como forma de reduzir o seu volume. muitos deles não podem ser misturados. Este género de uso cria grandes quantidades de resíduos. sobretudo porque tem uma diferente estrutura molecular. Inc. Cada polímero tem diferentes propriedades. muito provavelmente um pequeno triângulo com um número no centro. Antes da reciclagem os plásticos têm de ser triados.Society of the Plastics Industry. Para ajudar a sua separação por tipos. 58 de 84 . Existem muitos tipos de materiais diferentes que são usados genericamente como plásticos e. que está na origem da peça. outras vezes. são usados para muitos tipos de aplicações e têm diferentes propriedades. Muitos produtos tornam-se baratos quando produzidos em plástico e.O Design e o Ambiente A Identificação dos plásticos O que é o PET e porquê este nome no fundo de uma garrafa de plástico? Todos já viram. que foi fundada em 1937 nos EU. e no fundo de uma garrafa de plástico. Assim cada número inserto nesse triângulo equivale a um tipo de polímero. Esta marcação é gerida e convencionada pela SPI . convencionou-se proceder à marcação destes com um símbolo triangular com um número identificativo no meio. A seguir. Por vezes. pode-se ver um diagrama onde cada número corresponde a um plástico e a uma estrutura molecular desse polímero. Os plásticos ou polímeros. Mas porque o que é que estes sinais no fundo da garrafa nos pretendem dizer? Eles existem por causa da reciclagem. por essa razão são produzidos numa lógica de “consome e deita fora”. cuja única solução é a reciclagem. já não é possível usar esse plástico para outras aplicações. Por: Carlos Alberto Alves Pág. garrafa ou outro qualquer.

de cozinha. Paul Hogan. Polietileno de Alta Densidade HDPE / Inventado por Robert L. incluindo os feitos a partir de mais do que um dos anteriores Por: Carlos Alberto Alves Pág. espumas para isolamentos Produtos fabricados em policarbonato. 59 de 84 . Poliestireno PS Inventado por Eduard Simon em 1839. sobretudo embalagens industriais e de grande capacidade Tubagens.R. Todo o género de embalagens rígidas. persianas para janelas e etc. em 1940. Dickson. Qualquer outro. acessórios de automóvel e etc. Utilização Roupas. Banks e J. filmes plásticos e garrafas Todo o tipo de embalagens. nylon. Polietileno de Baixa Densidade LDPE Inventado por Eric Fawcett e Reginald Gibson em 1935. Banks e J. Filmes e sacos plásticos Material de embalagem.T. Policloreto de Vinil PVC Inventado por Waldo Semon em 1926. fibra de vidro e etc. Whinfield e J. Paul Hogan em 1951. Polipropileno PP Inventado por Robert L. 1951.O Design e o Ambiente Símbolo Fórmula química Nome Polietileno Teraftalato (PET) Inventado por J.

Existem vários logos destinados a identificar os esquemas de adopção de eco-label. Uso reduzido de água. b. e. g. O relatório técnico ISO 14025. fornece um guia para metodologias de avaliação sustentável e sobre termos e definições usados nas queixas ambientais. f. Conteúdo reciclável. para utilizar a marca ambiental. As etiquetas de gestão do ciclo de vida (ACV). Reciclabilidade. é uma opção normal dos fabricantes. Aumento do ciclo de vida. Consumo de energia reduzido. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente A Eco-etiqueta A International Standards Organisations (ISO) distingue três principais abordagens para uma empresa adoptar o uso da eco-label: 1. 60 de 84 . constitui um primeiro passo para o desenvolvimento de uma certificação do uso da eco-label nesta área. determina quando um produto cumpre ou não certos standards e abordagens. A Norma ISO 14021. Uso reduzido dos recursos. Os princípios e procedimentos estabelecidos para usar e operar com estes esquemas encontram-se definidos na Norma ISO 14024. incluindo: a. 3. podem elaborar queixas ambientais de produtos e serviços. como forma de chamar a atenção para as questões ambientais dos seus produtos. 2. As empresas e outros. Em primeiro lugar. fornecem informação ambiental sobre todos os estágios do ciclo de vida do produto. c. Concepção para a desmontagem. Apesar dessas queixas terem menos credibilidade no mercado. baseados nos seus próprios standards. d. e exige que seja feito um estudo do ciclo de vida de acordo com a série de Normas ISO 14040.

61 de 84 .O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág.

A opção de gestão.O Design e o Ambiente Algumas perguntas e respostas sobre embalagens12 Fluxo de Embalagens e Resíduos de Embalagens 1. após um processo de recuperação ou recondicionamento e com ou sem apoio de produtos auxiliares presentes no mercado que permitam o novo enchimento da própria embalagem. durante o seu ciclo de vida. O que são embalagens reutilizáveis? As embalagens reutilizáveis são embalagens concebidas e projectadas para cumprir. 2. de modo a que este adira à deposição selectiva. de acordo com o previsto no Capítulo II (Embalagens reutilizáveis) da Portaria nº 29-B. responsável pela colocação do produto no mercado nacional. 3. um número mínimo de viagens ou rotações. 62 de 84 .inresiduos. As embalagens reutilizáveis passam a resíduos de embalagens quando deixarem de ser reutilizadas. de 15 de Janeiro). e utilizadas para o mesmo fim para que foram concebidas. Estas embalagens são enchidas de novo. de 15 de Janeiro. deverá estar claramente divulgada ao nível do consumidor através de uma marcação. 12 Extraído da página do INR (www. O embalador deverá garantir que o sistema de consignação aplicável a embalagens reutilizáveis funciona nos moldes especificados em seguida. De quem é a responsabilidade pela gestão das embalagens e resíduos de embalagens? A responsabilidade pela concepção da embalagem e pela gestão do resíduo resultante é do embalador/importador. Como devem ser geridas as embalagens reutilizáveis? As embalagens reutilizáveis têm de estar obrigatoriamente abrangidas por um Sistema de Consignação para Embalagens Reutilizáveis (de acordo com o disposto no Capítulo II da Portaria nº 29-B/98.pt) Por: Carlos Alberto Alves Pág.

nos mercados onde o distribuidor comercializa o produto embalado.º 29-B/98. Neste âmbito. de 20 de Dezembro e n. Como funciona o sistema de consignação das embalagens reutilizáveis? A Portaria n. Complementando estes aspectos normativos à descrição do funcionamento de um sistema de consignação para embalagens reutilizáveis. 3 e A (respectivamente cobrança e reembolso ao consumidor de um depósito e armazenagem das embalagens usadas). para que um fabricante de embalagens possa designar de reutilizável um certo tipo de embalagens.º 29-B/98. estabelece as regras de funcionamento do sistema de consignação aplicável às embalagens reutilizáveis no seu capítulo II. tendo por isso implementado um sistema apropriado para providenciar o retorno/devolução das embalagens vazias para as reencher e colocar novamente com o produto no mercado.º 366-A/97.O Design e o Ambiente É da responsabilidade dos: • • Embaladores e/ou responsáveis pela colocação de embalagens no mercado nacional de produtos embalados em reutilizáveis: as acções C (recuperação e reutilização das suas embalagens) e B (recolha das embalagens armazenadas pelos distribuidores/comerciantes). Neste contexto.º 162/2000.Reutilização constata-se que. Refere-se que o funcionamento de um sistema de consignação de embalagens reutilizáveis. de 15 de Janeiro).º 3). têm de respeitar as características de funcionamento desse sistema. Distribuidores/comerciantes as acções 2. 4. Face ao exposto e caso sejam cumpridos os quesitos aí discriminados. de 27 de Julho. refere-se que legalmente não é requerida qualquer aprovação deste Por: Carlos Alberto Alves Pág. pressupõe que a reutilização dessas embalagens constituiu um objectivo claro do embalador inicial dessas embalagens. existe disponível um sistema apropriado para providenciar a reutilização da embalagem. As embalagens reutilizáveis encontram-se obrigatoriamente abrangidas por um sistema de consignação e. 63 de 84 . verifica-se que este deverá seguir o esquema ilustrado na questão anterior (n. a embalagem pode ser tratada de modo satisfatório. se as embalagens podem ser consideradas reutilizáveis. de 15 de Janeiro. deverá verificar. Nesta sequência. pode concluir-se que as embalagens se tratam de embalagens reutilizáveis. definido ao abrigo da legislação nacional aplicável (Decretos-Lei n. nessa medida. e Portaria n. constante no Capítulo II da Portaria anteriormente referenciada. baseando-nos na abordagem apresentada na Norma CEN EN 13429: Embalagem . deverá assegurar que: • • • a reutilização da embalagem constitui um objectivo claro do embalador. de acordo com os requisitos definidos.

O valor mínimo do depósito deve estimular a devolução da embalagem vazia. e não para outro fim. através de Despacho conjunto dos Ministros da Economia e do Ambiente. providenciar a gestão correcta desses resíduos. 8. deve preencher anualmente um modelo específico (brevemente disponível no Site do INR. águas minerais naturais. O embalador/importador que utilize embalagens reutilizáveis. em www. transforma-se em resíduo de embalagem.pt ) e posteriormente enviá-lo à CAGERE/INR até 31 de Outubro. que deverá funcionar com base no pagamento/devolução de um depósito e segundo o sistema "fechado" representado no esquema mencionado. isto é. 64 de 84 . 5.inresiduos. O que é o depósito e quem o fixa? O depósito consiste numa quantia que o consumidor tem que pagar quando adquire um produto acondicionado em embalagem reutilizável. poder vir a fixar valores mínimos de depósito em sistemas de consignação de embalagens reutilizáveis. está prevista a possibilidade legal de o Governo. existem metas de reutilização. as embalagens deverão ser reutilizadas para o mesmo fim para as quais foram produzidas. 9. com as previsões para o ano seguinte. Existem metas de reutilização a cumprir? Sim. 7. sendo da responsabilidade do embalador e/ou responsável pela colocação no mercado nacional de produtos embalados em reutilizáveis. Como se verifica o cumprimento das metas de reutilização As metas de reutilização são monitorizadas através dos Planos de Gestão de Embalagens Reutilizáveis. Quando é que uma embalagem reutilizável se transforma em resíduo de embalagem? A partir do momento em que a embalagem reutilizável termina o seu ciclo de retorno. 6. de nascentes ou outras embaladas e vinhos correntes. sem ultrapassar o seu valor real. discriminadas para os seguintes 4 líquidos alimentares: bebidas refrigerantes. cervejas.O Design e o Ambiente Instituto (INR) para o sistema de consignação para embalagens reutilizáveis. Acresce referir que a reutilização de embalagens deverá funcionar com base num sistema "fechado". de acordo com o previsto na legislação nacional nesta matéria. De acordo com a legislação em vigor em matéria de embalagens e resíduos de embalagens. O que são embalagens não reutilizáveis? Por: Carlos Alberto Alves Pág. que lhe é devolvido quando entrega essa embalagem vazia.

Sistema Integrado. existem as seguintes metas de valorização e de reciclagem (em peso) que Portugal terá que atingir em 2005 e 2011: 11.º 29-B/98. consequentemente se transformam em resíduos de embalagens após o consumo do produto que contiveram. 12. A transferência de responsabilidade para a entidade gestora é objecto de contrato escrito. 14. com a duração mínima de três anos. indo posteriormente ser contabilizadas para o cumprimento das metas nacionais de reciclagem e de valorização. Como funciona o sistema integrado para embalagens não reutilizáveis? No âmbito do sistema integrado. 65 de 84 . tendo o mesmo que ser autorizado pelo INR.º 29-B/98. de 15 de Janeiro): • • Sistema de Consignação para embalagens não reutilizáveis. Como funciona o sistema de consignação para embalagens não reutilizáveis? O sistema de consignação será aplicado nos moldes descritos no Capítulo III da Portaria n. que. Quais são as entidades gestoras licenciadas em Portugal para a gestão de embalagens não reutilizáveis? Por: Carlos Alberto Alves Pág. Como podem ser geridas as embalagens não reutilizáveis? As embalagens não reutilizáveis têm de estar obrigatoriamente abrangidas por um de dois sistemas (no âmbito do descrito no Capítulo III da Portaria n. 13. os responsáveis pela colocação de produtos no mercado nacional e os industriais de produção de embalagens ou matérias-primas para o fabrico de embalagens transmitem a sua responsabilidade pela gestão dos resíduos das suas embalagens a uma entidade gestora devidamente licenciada para exercer essa actividade. os embaladores. Existem metas para embalagens não reutilizáveis? Sim. Neste sistema de consignação. de 15 de Janeiro.O Design e o Ambiente As embalagens não reutilizáveis são aquelas de fim único. 10. deverão ser introduzidas as alterações julgadas necessárias ao esquema de funcionamento anteriormente descrito (ver Sistema de consignação aplicado a embalagens reutilizáveis).

ao suportar tecnicamente a sustentabilidade do sistema integrado de gestão. por Decisão conjunta dos Ministros da Economia e do Ambiente. Três anos depois. caso os responsáveis pelos estabelecimentos hoteleiros. foi licenciado a 1 de Janeiro de 2000 o SIGREM . As principais linhas directrizes que regem a nova licença da SPV podem ser consultadas no portal do INR em Entidades Gestoras. A adesão ao Verdoreca deverá ser efectuada. fundamenta a atribuição de Valores de Contrapartida a serem aplicados aos Sistemas de Gestão de Resíduos. Este sistema possui também uma segunda vertente que prevê a reciclagem daquelas embalagens de papel/cartão. Estes resíduos são preferencialmente conduzidos para as 2 unidades de valorização energética de resíduos sólidos urbanos existentes no país (VALORSUL e LIPOR). no domínio da reciclagem dos resíduos de embalagens. A recolha e transporte destes contentores ficam a cargo de empresas de distribuição que. já têm circuitos pré-estabelecidos. a SPV alargou o seu âmbito de actuação à gestão de embalagens não urbanas. de filme plástico e de outros materiais vulgarmente utilizados pela indústria farmacêutica e pelo sector da distribuição de medicamentos. que constituiu a oportunidade ideal para se encontrar um modelo de intervenção e relação entre os vários intervenientes deste sistema integrado de gestão. de restauração ou similares (HORECA). para os agrupar. A Licença do Subsistema Verdoreca foi concedida em 8 de Setembro de 1999. foi desenvolvido um modelo económico-financeiro que. que consta como anexo à nova licença da SPV. O Verdoreca é um sub-sistema a funcionar no âmbito da Sociedade Ponto Verde. sendo a VALORMED a entidade gestora. 66 de 84 . Uma vez que o período inicialmente abrangido pelas licenças terminou.SPV. Estes são incentivados a devolver às farmácias os medicamentos fora de uso e/ou de prazo (devidamente acondicionados nas sua embalagens primárias). pelo facto de tradicionalmente lidarem com o sector dos medicamentos. contribuindo para que Portugal atinja os objectivos constantes na legislação nacional e comunitária. tornouse necessária a atribuição de uma nova licença à Sociedade Ponto Verde . De igual modo.Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens com Medicamentos. assenta na fundamental participação dos consumidores. O referido modelo económico-financeiro. criados a nível nacional. para serem depositados em contentores específicos. armazenar e/ou transportar e Por: Carlos Alberto Alves Pág. O funcionamento deste sistema integrado. Nesse sentido. para se constituir como entidade gestora do sistema integrado de gestão de resíduos de embalagens urbanas.O Design e o Ambiente Foi concedida licença à Sociedade Ponto Verde (SPV) em 1 de Outubro 1997. respeitando o princípio do poluidor pagador e simultaneamente a defesa do consumidor. será um garante de que o consumidor pagará o mínimo possível por um serviço adequado. optem pela comercialização nos seus estabelecimentos de águas minerais. cervejas e refrigerantes para consumo imediato em embalagens não reutilizáveis.

de 20 de Dezembro.O Design e o Ambiente que portanto raramente chegam aos locais de venda (farmácias) e ao consumidor.º 366-A/97.º 1 do Artigo 6º. Para o efeito. será definido pela entidade gestora prevista no Artigo 8º da Portaria n. devendo ser claramente visível e de fácil leitura e ter uma duração compatível com o tempo de vida da embalagem. ou seja. cujo símbolo específico obrigatório para embalagens primárias (salvo se for solicitada isenção de marcação). 15.º 4 do Artigo 6º. 67 de 84 . se prevê que seja de adesão voluntária. a inerente a embalagens sujeitas ao sistema integrado. mesmo depois de aberta. o embalador deverá enviar os seguintes elementos: A identificação dos produtos cuja embalagem pretendem ver isentas. o n. que de acordo com o previsto nesta fase de discussão da proposta de Directiva sobre Marcação. a inerente a embalagens reutilizáveis.º 3 do Artigo 6º. que de acordo com o preconizado na Decisão 97/129/CE relativa ao Sistema de identificação de materiais de embalagem. a inerente ao tipo de material constituinte da embalagem. de adesão voluntária. envolve as seguintes 4 situações distintas: • • Dependentes de directrizes comunitárias: o n. quer do seu tamanho (enviando sempre que possível fotografias dessas embalagens). numa primeira fase. se os produtos embalados se destinam ao consumidor comum ou ao industrial. 16. a inerente a embalagens não reutilizáveis sujeitas a consignação. abordado no Artigo 6º do Decreto-Lei n. cujo símbolo específico obrigatório será definido pelos operadores económicos nacionais que implementarem o referido sistema de consignação. de 15 de Janeiro. efectuando uma descrição das mesmas. Decorrentes da legislação nacional sobre embalagens e seus resíduos: o n. é.º 2 do Artigo 6º. O quantitativo de embalagens que pretende seja abrangido pela isenção e o período em que requer a isenção de marcação das mesmas. Clarificação relativa ao destino de comercialização dos produtos. Outros aspectos que considerem relevantes para fundamentação do pedido Por: Carlos Alberto Alves Pág. As embalagens têm que ter uma marcação? O assunto da Marcação.º 29-B/98. De uma forma genérica. a marcação adequada é aposta na própria embalagem ou rótulo. quer em termos do material utilizado. o n. Como se pode pedir isenção de marcação de embalagens primárias sujeitas ao sistema integrado? Os pedidos de isenção de marcação de embalagens primárias abrangidas pelo sistema integrado deverão ser sujeitos a apreciação pelo INR.

º 29-B/98.O Design e o Ambiente apresentado.º 162/2000. de 27 de Julho Portaria n. de 14 de Abril. de 20 de Dezembro. 17.º 29-B/98.º 4 do Artigo 6º do Decreto-Lei n.º 162/2000. resulta do disposto no n. que estabelece regras respeitantes à composição das embalagens Despacho MA n. deverá ser solicitado parecer à Comissão de Acompanhamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (CAGERE). que estabelece as regras de funcionamento dos sistemas de consignação e integrado Decreto-Lei n. 21 de Dezembro. Quem deve fornecer informações estatísticas relativas a embalagens e seus resíduos? A obrigatoriedade de comunicação ao Instituto dos Resíduos dos dados estatísticos. referentes à gestão das embalagens colocadas no mercado. de 15 de Janeiro. O procedimento em causa consiste na apreciação pelo INR do pedido de isenção apresentado e. quantidades de embalagens usadas efectivamente recuperadas e reutilizadas. antes da tomada de decisão pelo INR relativamente à autorização da isenção de marcação com o símbolo. alterado pelo Decreto-Lei n.º 366-A/97. decorre do n. do artigo 4º da Portaria n.º 7415/99 (II Série). O dever de comunicação aplica-se: • • aos embaladores/importadores responsáveis pela colocação de produtos embalados no mercado: quantidades de embalagens reutilizáveis e não reutilizáveis que colocam no mercado. aos distribuidores/comerciantes com um volume anual de vendas superior a 180 milhões de escudos/ 897.Casa da Moeda. 68 de 84 . de acordo com os modelos publicados no Despacho do Ministério do Ambiente n. de 27 de Julho.º 1585). que estabelece os princípios e normas aplicáveis ao sistema de gestão de embalagens e resíduos de embalagens. de 15 de Janeiro. e deverão ser preferencialmente adquiridos em qualquer delegação da Imprensa Nacional l. 18.º 407/98. que aprova os modelos para fornecimento de dados estatísticos de embalagens Por: Carlos Alberto Alves Pág.º 3. até 31 de Março do ano seguinte àquele a que reportam. de 14 de Abril.836 euros: dados estatísticos referentes às quantidades de embalagens reutilizáveis que comercializem (modelo n. Quais os princípios e normas aplicáveis à gestão de embalagens e de resíduos de embalagens? Os princípios e normas aplicáveis à gestão de embalagens e de resíduos de embalagens se encontram estabelecidos nos seguintes diplomas: • • • • Decreto-Lei n.º 1586).º 7415/99. assim como as quantidades entregues a entidades que se responsabilizem pela sua valorização (modelo n. Os dados estatísticos referidos devem ser comunicados anualmente ao Instituto dos Resíduos.

No âmbito do sistema integrado. Caso se tratem de embalagens não reutilizáveis. Estas embalagens reutilizáveis passam a resíduos de embalagens quando deixam de ser reutilizadas. nestes incluindo os embaladores e importadores. sendo novamente utilizadas para o mesmo fim que foram concebidas. poderá ser estabelecido: ou um sistema de consignação (que deverá ser aprovado por este Instituto). Caso se tratem de embalagens reutilizáveis. Cumpre aos embaladores ou importadores responsáveis pela colocação das embalagens reutilizáveis no mercado o estabelecerem um sistema de consignação. no final da sua vida útil. a Sociedade Ponto Verde. o embalador e ou importador pode optar pela transferência da responsabilidade para uma entidade gestora. para as marcas de produtos e respectivo tipo/formato de embalagens que comercialize em reutilizável a: • • Cobrar e reembolsar um depósito cujo valor deve estar claramente identificado na embalagem ou no suporte utilizado para indicação do preço de venda do produto. pela sua entrega a um operador devidamente licenciado para a sua gestão. e cujas normas de funcionamento e regulamentação constam da Portaria n. um número mínimo de viagens ou rotações. o embalador é obrigado. que permita a recuperação das embalagens e a sua gestão através de operadores licenciados para o efeito. Na página electrónica do Instituto dos Resíduos poderá ser consultada a Listagem dos Operadores de Gestão de Resíduos Não Urbanos. sendo então da responsabilidade do embalador ou importador o providenciar a gestão correcta desses resíduos. que é periodicamente actualizada. que deverá funcionar de acordo com os moldes descritos na Portaria referida. através do qual efectuam a recuperação e reutilização dessas embalagens. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Em cumprimento das suas obrigações. de 15 de Janeiro. 69 de 84 . poderá ser estabelecido um sistema de consignação (que não carece de aprovação deste Instituto). As embalagens reutilizáveis são concebidas e projectadas para cumprir. à sua escolha: o sistema de consignação (aplicável a embalagens reutilizáveis e a embalagens não reutilizáveis). ou o sistema integrado (aplicável apenas a embalagens não reutilizáveis). No sistema de consignação.º 366-A/97 é estabelecido que a responsabilidade pela gestão das embalagens e dos resíduos de embalagens é dos operadores económicos. durante o seu ciclo de vida.O Design e o Ambiente No Artigo 4º do Decreto-Lei n. ou um sistema integrado. procedendo à recolha das embalagens armazenadas pelos distribuidores/comerciantes e. Assegurar a recolha das embalagens usadas. os embaladores e ou responsáveis pela colocação dos seus produtos no mercado nacional deverão optar por submeter a gestão das suas embalagens e resíduos de embalagens a um dos dois sistemas.º 29-B/98.

ao reconhecimento da especificidade da situação portuguesa (estabelecida expressamente nas directivas comunitárias) e à preocupação por assegurar uma efectiva adaptação dos agentes económicos aos objectivos quantitativos de gestão deste tipo de resíduos. a Sociedade Ponto Verde.O Design e o Ambiente Conforme estabelece o artigo 5. como resulta implícito do pedido formulado. pelos embaladores e/ou importadores. adoptando as medidas necessárias para compelir os responsáveis a reassumir as suas obrigações. em proceder à recolha selectiva e triagem destes resíduos. dentro das suas instalações. sempre que questionado a tal propósito.º 162/2000. essencialmente. 70 de 84 . fixa as regras a que se encontra sujeito o transporte de resíduos dentro do território nacional. É um procedimento correcto a queima de paletes de madeira? Sempre foi entendimento deste Instituto que a gestão dos resíduos de embalagens de madeira deve ser assegurada. responsáveis pela colocação do produto no mercado nacional ou pelos produtores. naturalmente.º 162/2000. qualquer atitude de inflexibilidade. o produtor. de 16 de Maio. se forem embalagens primárias ou embalagem de venda para o utilizador final. Por: Carlos Alberto Alves Pág. determinar a abertura dos procedimentos sancionatórios previstos na lei. directamente em unidades devidamente licenciadas para o efeito ou de acordo com o disposto no Artigo 5º do Decreto-Lei n.º 366-A/97. encontrando-se definidas as responsabilidades atribuídas a cada operador. e providenciar a sua valorização. Se os responsáveis pela gestão dos resíduos em causa não cumprem as suas obrigações. segundo o sistema de gestão que tenham adoptado. Mais se informa que a Portaria n. e opcionalmente. devendo os resíduos ser sempre acompanhados de uma guia de acompanhamento de resíduos e sendo responsáveis pelo correcto preenchimento da mesma. estabelece no Artigo 4. o Instituto do Resíduos deve.º a responsabilidade dos produtores de resíduos de embalagens não urbanas. O Decreto-Lei n. Não obstante os princípios referidos. de 27 de Julho. uma vez que à luz da legislação aplicável. 19. não reutilizáveis.1428 da Imprensa Nacional . se forem embalagens secundárias ou agrupadas ou ainda terciárias ou de transporte. todos os operadores económicos são coresponsáveis pela gestão das embalagens e resíduos de embalagens. as embalagens não reutilizáveis abrangidas pelo sistema integrado são marcadas com um símbolo específico. Tal tem-se devido.º do Decreto-Lei n.º 335/97. o Instituto dos Resíduos tem afastado.Casa da Moeda. Acresce referir que a guia de transporte constitui o modelo A . Esta obrigação não retira qualquer responsabilidade ao embalador e ou aos responsáveis pela colocação de produtos embalados no mercado nacional. de 20 de Dezembro. definido pela entidade gestora. o transportador e o destinatário final.

que revalorizou a importância da reciclagem face à valorização energética e segmentou objectivos por material. 71 de 84 . em segundo lugar. pressupõe a respectiva valorização. em terceiro lugar. de 15 de Janeiro). porque o próprio sistema português de gestão de resíduos de embalagens se encontra no termo final de uma importante reformulação. em casos determinados. realizada por operadores legalmente habilitados para tal. a título de utilização pessoal. a evolução das disposições comunitárias. com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n. em conformidade com o regime legal aplicável (Decreto-Lei n. o próprio decurso do tempo. a gestão deste tipo de resíduos (para além das obrigações específicas de recolha e triagem que oneram o seu detentor). de 20 de Dezembro. não se pode considerar prática admissível a queima de resíduos de embalagens de madeira. de forma a atingir objectivos quantitativos pré-fixados.º 29-B/98. nas respectivas lareiras domésticas. a valorização energética. e especificações aduzidas pela Portaria n. prioritariamente a reciclagem e. no entanto. aí incluindo a madeira.º 162/2000. Assim. Tal como salientado. Em primeiro lugar. de 27 de Julho.O Design e o Ambiente Existem. razões para reassumir um critério de maior exigência face ao regime legal. que já permitiu aos operadores adequar as suas estruturas às obrigações de gestão que sobre si impendem.º 366-A/97. por parte dos trabalhadores da unidade fabril. Por: Carlos Alberto Alves Pág.

e dos quais o detentor se pretende desfazer. agora ou no futuro. como por exemplo. arrume-os de forma a ocuparem o menor espaço possível. de estufas e estufins. Embalagens de produtos fitofarmacêuticos: são embalagens de produtos que após a sua utilização apresentam ainda constituintes perigosos para o homem ou para os animais e. sobretudo para ancorar as coberturas de silos e outras. restos de produtos). contêm substâncias perigosas e não devem ser derramados no solo. Faça uma limpeza grosseira dos resíduos (terra. etc. em linhas de água ou em fossas de efluentes. Os bidões usados para concentrar os óleos usados. vasos. relativamente afastado e isolado da área de produção preferencialmente coberto para evitar a exposição ao sol e à chuva. ou que resultam de operações agrícolas. agrupando-os e evitando a mistura de resíduos de vários tipos e. Outros plásticos: há uma enorme variedade de resíduos plásticos que se podem encontrar nas explorações agrícolas. até 200 litros. Quais são? Numa exploração agrícola são produzidos diversos tipos de resíduos. por isso. nem utilizados como combustível em queimas. • • • • Algumas regras gerais para a gestão dos resíduos de uma exploração agrícola Acabe com o lixo disperso: • Concentre o lixo num local adequado da exploração agrícola. O produtor destes resíduos é responsável perante a lei. • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. pelo seu destino final. 72 de 84 . que em termo de natureza quer em termos de quantidade. Embalagens de medicamentos para uso veterinário. não necessitam de autorização especial. para os quais não se encontra mais utilidade. Óleos usados: os óleos de lubrificação resultantes de operações de substituição por lubrificantes novos. ráfias e redes de ensombramento.O Design e o Ambiente Resíduos de explorações agrícolas O que são? Os resíduos de explorações agrícolas são os resíduos e materiais nelas usados. embalagens de adubos. de tubagens de rega.. filmes de cobertura de solos. estes passam a resíduos quando já não têm outra utilidade para o agricultor. placas e tábuas de germinação. não devem seguir o mesmo destino das restantes embalagens. Alguns dos mais importantes são: • Pneus usados: embora muitas vezes os pneus usados possam ser úteis para agricultura.

O Design e o Ambiente • As embalagens de produtos fitofarmacêuticos e de medicamentos veterinários devem ser armazenados em locais secos e abrigados. Não os enterre. a saúde pública e o ambiente. Não os abandone no solo. Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos. • Em maiores quantidades: o Recolha por operador licenciado. Em alternativa procure outros destinos que não prejudiquem o ambiente. • Reciclar permite poupar recursos naturais e não poluir. a água. Não os abandone em linhas de água. que não prejudiquem o solo. Óleos usados: • Em pequenas quantidades: o Ecocentro com óleão licenciado. o Oficina que efectue mudanças de óleos em viaturas. disponível para a recepção de pneus. longe do alcance das crianças e dos animais. Revendedor ou um receptor de pneus usados. Não os abandone nos caminhos. 73 de 84 . Encaminhe os resíduos para destinos adequados. Embalagens de produtos fitofarmacêuticos: • Produtos fitofarmacêuticos que se destinam à preparação da calda: o Proceder à tripla lavagem das embalagens vazias. • • • • • Não queime os resíduos. o Inutilizar as embalagens lavadas. Seleccione em primeiro lugar destinos que permitam a reciclagem. Destinos recomendados Pneus: • • • Pontos de recolha da VALORPNEU. Por: Carlos Alberto Alves Pág.

O médico veterinário é responsável pela recolha e encaminhamento das embalagens usadas e outros resíduos produzidos nos actos clínicos que praticar. o Nos postos de venda. será fornecida informação sobre os locais onde deverão ser entregues os referidos sacos. as embalagens lavadas em sacos ou outros reservatórios impermeáveis. • Produtos fitofarmacêuticos que não se destinam à preparação da calda: o Guardar as embalagens vazias na exploração agrícola. Está já criada uma Sociedade Gestora deste tipo de resíduos. será fornecida informação sobre os locais onde deverão ser entregues os referidos sacos. Recicladores de plástico. ao abrigo do calor e da chuva. Outros destinos: Para reciclagem em pequenas quantidades: • Contentor de recolha de resíduos domésticos e urbanos. Plásticos não perigosos Para reciclagem em pequenas quantidades: • Ecocentro ou. para muito pequenas quantidades ecoponto. Embalagens de medicamentos veterinários • • As embalagens vazias ou fora de uso podem ser entregues nas farmácias a fim de serem recolhidas através do sistema VALORMED.O Design e o Ambiente o Usar águas de lavagem na preparação da calda. Para quantidades superiores: Por: Carlos Alberto Alves Pág. o Guardar na exploração agrícola. que pode ajudar através de informação sobre as melhores regras e sobre as condições para uma gestão adequada deste tipo de resíduos. o Nos postos de venda. em sacos ou outros reservatórios impermeáveis. ao abrigo do calor e da chuva. Para quantidades superiores: • • • Armazenista de materiais recicláveis. 74 de 84 . Local de entrega do Sistema de Resíduos Urbanos disponível para recepção de plásticos recicláveis.

O Design e o Ambiente • • Aterros para Resíduos Não Perigosos (zonas de Setúbal. Por: Carlos Alberto Alves Pág. 75 de 84 . Leiria. Castelo Branco e Santarém). Local de entrega do Sistema de Resíduos Urbanos disponível para a recepção de plásticos.

O Design e o Ambiente Software para a ACV (Análise do Ciclo de Vida) Dados gerais: EcoIndicator 99 IdeMat (base de dados de materiais) PEMS (Inventory analyses and impact assessment) EcoPackager (comparação dos impactos do ciclo de vida do design alternativo de embalagens) Pacotes para a gestão dos impactos e sua interpretação: SimaPro5. Eco-IT. Sugerimos a busca na Internet. Por: Carlos Alberto Alves Pág. de sites sobre este tema. EcoScan. 76 de 84 .

O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág. 77 de 84 .

estão insertas nas embalagens. Por essa razão as marcações feitas nas embalagens. É obrigatório que este símbolo apareça em primeira lugar a anteceder as outras marcações. correspondem às especificações da mesma e aos testes a que estas foram sujeitas com sucesso bem como às exigências dos diferentes Capítulos do ADR / RPE (Regulamento para o Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada). tem uma capacidade máxima. não confirmam necessariamente que uma dada embalagem pode ser usada para qualquer substância. 2. um bidão metálico). sendo a apresentada um exemplo apenas dessas marcações.O Design e o Ambiente As Embalagens e o ADR / RPE As marcas feitas sobre as embalagens. em si mesmas. Algumas das classificações de embalagens bem como a sua descrição nos respectivos marginais. 3H1: Código da embalagem. ii. neste caso a embalagem em causa é um lata ou jerrican. sobretudo quando se trata de uma embalagem compósita). Símbolo UN: i. O primeiro dígito (3) indica o tipo de embalagem. e / ou uma massa. B = Alumínio 3. Este símbolo significa que a embalagem é aprovada pelas Nações Unidas. C = Madeira 4. um tipo de embalagem (por exemplo. H = Plástico Por: Carlos Alberto Alves Pág.2 da Tabela do ADR / RPE. e algumas exigências especiais que são específicas de cada substância. i. conforme constam do Capítulo 3. O segundo dígito (H) indica o material de base no qual a embalagem é feita (esta posição por vezes é composta por duas letras. G = Cartão 5. e estão relacionadas com o fabrico destas e não com o uso das mesmas. Esta simbologia significa o seguinte: 1. 78 de 84 . 1. A = Aço 2. Geralmente.

X = Grupo I (permitido encher com matérias do grupo a). em Kilo pascais. P/: i. Por: Carlos Alberto Alves Pág. 79 de 84 . De acordo com o Anexo A. 7.9: Material que é permitido encher a embalagem. O terceiro dígito indica o tipo de embalagem. b) e c) da lista de matérias. 5. Os dígitos. sendo substituída por um S quando o produto ou matéria a encher se tratar de um sólido. 3.O Design e o Ambiente iii.5). 4. Y = Grupo II (permitido encher com matérias do grupo b) e c) da lista de matérias. 200 kpa = 2 bar (ver Anexo A.5). Grupo b) matérias perigosas. BAM/: i. Grupo c) matérias não perigosas ii. do RPE/ADR. 99/: i. 8. a densidade máxima que o produto ou matéria deve apresentar (ver Anexo A. País onde a embalagem foi fabricada. y e z) designam o grupo ao qual a embalagem pertence: 1. apresentados após as letras. Número da autorização do fabricante. Código do fabricante da embalagem. representam a densidade do que é embalado. Ano de fabrico da embalagem. As letras que antecedem os algarismos (x. 2. ou seja.5. 3. i. Y1. 12345/: i. Este valor é o valor máximo da pressão interna. Z = Grupo III (permitido encher com matérias do grupo c) da lista de matérias. estes grupos subdividem-se da seguinte forma: Grupo a) matérias extremamente perigosos. 200/: i. 6. no caso tarta-se de uma embalagem fechada com dois bujões (o 2 indica que é de abertura total ou tampa de abrir integral).

e sólidos explosivos Substancias susceptíveis de entrar em combustão instantânea Substancias que. Por: Carlos Alberto Alves Pág.1 Classe 6.3 Classe 5. uma vez que não é objectivo desta pequena explicação. As classes de perigo de acordo com o RPE / ADR.1 Classe 6. são as seguintes: Tabela 1 Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4.1 Classe 4. em contacto com a água. XY: i.2 Classe 4. auto-reactivos. dar a conhecer todas as particularidades desta área. Código atribuído ao produtor da embalagem pelo organismo certificador. emitam gases inflamáveis Substancias Oxidantes Substancias Tóxicas Substancias Infecciosas Materiais Radioactivos Substancias Corrosivas Misturas de substancias e artigos perigosos Aconselhamos a consulta do RPE.2 Classe 7 Classe 8 Classe 9 Artigos e substâncias explosivas Gases Líquidos inflamáveis Sólidos inflamáveis.O Design e o Ambiente 9. 80 de 84 . para um melhor entendimento deste tema.

Life Cycle Assessment – Life Cycle Impact Assessment EN ISO 14043*: Environmental management . including specification of minimum inferior calorific value EN ISO 13432: Packaging. 81 de 84 .Self-declared environmental claims (Type II environmental labelling) EN ISO 14024: Environmental labels and declarations -.Principles and procedures EN ISO 14040: Environmental management .Life Cycle Assessment – Life Cycle Interpretation EN ISO 14044: Environmental management – Life cycle assessment – Requirements and guidelines • • • • • • • • • • Por: Carlos Alberto Alves Pág. Requirements for packaging recoverable through composting and biodegradation.Life Cycle Assessment – Goal and Scope Definition and inventory EN ISO 14042*: Environmental management .Life Cycle Assessment – Principles and Framework EN ISO 14041: Environmental management .Type I environmental labelling -.O Design e o Ambiente Normas referidas • • • • • EN ISO 13427: Packaging – Requirements for the use of European Standards in the field of packaging and packaging waste EN ISO 13428: Packaging – Requirements specific to manufacturing and composition – Prevention by source reduction EN ISO 13429: Packaging – Reuse EN ISO 13430: Packaging – Requirements for packaging recoverable by material recycling EN ISO 13431: Packaging – Requirements for packaging recoverable in the form of energy recovery. Test scheme and evaluation criteria for t EN ISO 14000: Environmental management and sustainable development EN ISO 14001: Standard specifies the requirements for an Environmental Management System EN ISO 14021: Environmental labels and declarations -.

Integrating environmental aspects into product design and development Por: Carlos Alberto Alves Pág. 82 de 84 . General guidelines on principles.O Design e o Ambiente Outras Normas relacionadas: • • • • • EN ISO 14048: Life Cycle Assessment . systems and supporting techniques EN ISO 14062: Environmental management.Examples for the application of EN ISO 14041 EN ISO 14004: Environmental management systems.Data Documentation Format EN ISO 14049: Life Cycle Assessment .

83 de 84 .O Design e o Ambiente Por: Carlos Alberto Alves Pág.

O Design e o Ambiente Notas ao texto i Best Available Technologies International Standard Normalization iii Environmental Management and Auditing System iv A série de Normas ISO 14020. 84 de 84 . regulamenta as etiquetas de carácter ambiental v Integrated Product Policy vi Environmental Product Declaration ii Por: Carlos Alberto Alves Pág.

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