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[livrosparatodos net] Erich von Daniken Os Olhos da Esfinge( doc)

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O homem é um pacote de medos, alegrias,
tristezas e esperança. Morrem os pais, as
pessoas amadas, um filho, um amigo. O homem
não tem escolha, ele tem que se defrontar com a
morte. Os mortos continuam a existir de alguma
maneira? Eles passam bem? Eles sofrem? Tudo
termina com a morte, ou temos que responder a
deuses e espíritos por nossos atos na Terra? Não
o sabemos. Cinco mil anos de história humana
não trouxeram nenhuma resposta às perguntas
primordiais. Não há nenhuma prova segura,
cientificamente natural, de uma vida após a
morte, de uma ressurreição. Oh, sim, conheço os
livros que afirmam o contrário. Ou eles surgiram
a partir de concepções religiosas, da filosofia, do
esoterismo, ou são relatos de experiências.
Pessoas contam da vida no além, de uma
consciência livre em magníficas esferas
coloridas, pessoas retornam a existências
anteriores através de estados semelhantes ao
hipnótico. Li muito sobre tentativas desse tipo,
deixei pessoalmente que se realizasse comigo
um experimento de retorno. Existem hoje grupos

de pesquisa que se comunicam com os mortos
através de gravadores, outros que conseguem
conjurar imagens de televisão do além no
monitor. Muito do que é lançado à superfície soa
iluminador, sugestivo, em muitos casos até
mesmo convincente. Só que o cientista da
natureza não pode fazer nada com isso. Ele em
qualquer caso exige experimentos que possam
ser repetidos, quer dados demonstráveis que não
permitam outra interpretação que não seja a do
renascimento ou a da vida após a morte. Relatos
de experiências pessoais, com ou sem hipnose,
não são válidos para as ciências naturais.
Essa busca tenaz de uma resposta para a própria
morte faz parte da inquietação humana. A própria
vida pessoal foi muito penosa e sofrida. E tudo
isso para nada? Uma vida curta para uma longa
morte? Jamais! Não pode ser assim! A vida tem
que ter um sentido para além da morte.
Os antigos egípcios eram tão pouco imunes a
considerações desse tipo quanto nós. Quem
procura respostas encontra respostas. E como
nós de forma alguma nos damos por satisfeitos
com um "Fora!" final, vemos se acender a luz da
esperança em nossa consciência. Há uma
chance de escapar da morte. Renascimento! Se
de maneira corporal ou espiritual, no momento

não tem importância. Agarrar-se tenazmente a
um renascimento para uma vida muito mais bela
agora faz parte do sentido da vida. A esperança
cria asas; agora a infâmia cotidiana, a dor, os
aborrecimentos e as injustiças tornam-se
suportáveis. A partir da esperança em um
renascimento surgem — hoje! — associações
americanas como a ACS, e exatamente da
mesma forma surgiram — naquela época! —
organizações religiosas para a mumificação.
Tudo isso é compreensível, pode ser vivenciado
em pensamento, trata-se afinal do próprio eu.
Mas o que leva um povo a mumificar milhões de
animais? Que uma senhora abastada enterre seu
cãozinho ou seu gato de estimação como se
fosse uma pessoa, bem, isso praticamente já faz
parte da vida de todos os dias. Os cemitérios de
animais o comprovam. A solidão das pessoas em
todas as épocas levou a uma relação especial
com os animais domésticos. Depreciativamente
chama-se a isso de "amor de macacos' '. Mas por
que diabos seriam centenas de milhares de
crocodilos, cobras, hipopótamos, ouriços, ratos,
sapos e peixes mumificados? Será que eles
realmente fazem parte das espécies adotadas
como animaizinhos de estimação? Aqui está uma
lista (incompleta) dos animais mumificados pelos

antigos egípcios:

Touro

Vaca

Carneiro

Ovelha

Cabra

Antílope

Gazela

Cão

Lobo

Babuíno

Crocodilo

Doninha

Mussaranho

Rato

Cobra

Leão

Gato

Urso

Lince

Lebre

Ouriço

Hipopótamo

Morcego

Sapo

Peixe

Enguia

Lontra

íbis

Falcão

Águia

Abutre

Gavião

Coruja

Gralha

Corvo

Pomba

Andorinha

Poupa

Cegonha

Ganso

Escaravelho

Escorpião

Um dos escavadores mais famosos e sem dúvida
alguma mais bem-sucedidos foi o Dr. Brian
Emery (de 1903 até 1971). Já como jovem

egiptólogo ele fez parte da equipe de
escavadores que deu de cara com as passagens
subterrâneas do Bucheum (com os sarcófagos
dos touros Buchis) sob a cidade-templo de
Armant (a On meridional).

1 - A cidadela do Cairo.

2 - A pirâmide em degraus de Sakkara e, diante
dela, o campo de escavações ainda intacto —
que surpresas ele pode ainda ocultar?

5 - Uma das esfinges de Mênfis, que parecem
guardar a antiga capital dos faraós.

6 - Estes gigantescos sarcófagos, desta página e
da seguinte, encontram-se nas câmaras, tendo
sido esculpidos em blocos de rocha. A que fim se
destinavam?

7 - O Vale dos Reis em Lúxor é uma das
atrações mais famosas do Egito antigo.

O Vale dos reis

8 - Sob este buraco ergue-se uma pirâmide da
época do faraó Pepi I, que vem sendo escavada
desde 1988.

9 - Não eram apenas os cães que eram
mumificados, mas até mesmo os peixes.

Plantas das galerias dos pássaros subterrâneos
de Sakkara, parte das quais tinha dois andares.

A partir de 1935 ele cavou quase exclusivamente
em Sakkara. Descobriu os mais antigos túmulos
de faraós da 1ª. Dinastia juntamente com túmulos
anexos das pessoas de seu séquito, que com a
morte da pessoa mais importante também tinham
que abandonar suas vidas. Quando Emery, em
1964, liberou um túmulo mais recente da época
ptolomaica (de cerca de 330 até a conquista
romana), a 1,25 m de profundidade ele pisou nos
restos de um bezerro que um dia estivera
embrulhado em uma mortalha. Seis metros mais
abaixo sobressaía do chão um jarro com tampa
cônica. Emery limpou cuidadosamente esse jarro,
e ao fazê-lo notou que à direita e à esquerda,
perto dali, havia outros jarros do mesmo tipo,
alguns com o sinal do deus da Lua, Thot.
Apareceram mais de quinhentos recipientes,
cada ânfora contendo uma múmia de Íbis.
Apenas poucos metros a leste do túmulo no.
3.510, da 3ª. Dinastia (2649-2575 a.C.), a 10 m
de profundidade, Emery encontrou um poço
cheio de múmias de íbis do chão à tampa. A
surpresa do escavador foi indescritível quando
constatou que o poço encontrado desembocava
em uma passagem principal sinuosa da qual
ramificavam-se mais de cinqüenta passagens

secundárias, que por sua vez se dividiam em
mais clarabóias. No total um labirinto com vários
quilômetros de comprimento com
aproximadamente 1,5 milhão de múmias de Íbis!
Todas as aves tinham sido cuidadosamente
preparadas, envolvidas em bandagens e
colocadas em ânforas semelhantes a vasos. Os
vasos estavam empilhados do chão até o teto.
Na passagem principal, com 4,5 m de altura e 2,5
de largura, poder-se-ia tranqüilamente passar
com um trator. O labirinto subterrâneo, sobre o
qual o francês Paul Lucas, que viajou pelo Egito
no início do século XVIII, escreveu dizendo que
nele havia percorrido mais de 4 km, não foi até
hoje pesquisado inteiramente. As estradas
descobertas por Emery estão novamente
soterradas. O que é que se vai fazer com milhões
de múmias de íbis? Talvez em breve um
comerciante de cerâmica descubra o negócio de
sua vida. Um milhão e meio de vasos aguardam
compradores.
Em se tratando de quantidade de aves, a
descoberta de múmias de íbis em Tuna el-Gebel
deve bater todos os recordes. Tuna el-Gebel fica
próxima à cidade-templo de Hermópolis, cerca de
40 km ao sul de el-Minia. Aí os egiptólogos
localizaram um cemitério de animais subterrâneo

que se estendia por uma área de 16 ha.
Passando por duas galerias, os escavado-res
chegaram a uma verdadeira cidade de rocha,
com ruas, becos e câmaras emaranhadas
entupidos com múmias de íbis, e também de
falcões, flamingos e babuínos. Foram contados 4
milhões de íbis somente nas catacumbas! Sabe-
se que Hermópolis, juntamente com Tuna el-
Gebel, distante 7 km a oeste, até a época dos
gregos e dos romanos era altamente venerada
como lugar de peregrinação por seus animais
sagrados. Um obelisco do faraó Echnaton (1365-
1347 a.C.) era considerado o mais antigo
monumento da necrópole. Entre o faraó
Echnaton e a época dos romanos haviam
decorrido 1.300 anos. Qual o poder de
convencimento que deve emanar de uma religião
que mantém vivos os mesmos ideais por uma
época tão longa? Além do mais, nós nem mesmo
sabemos se a necrópole de animais de Tuna el-
Gebel não teve sua origem milhares de anos
mais no passado.

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