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Caderno de Farmácia, v. 15, n. 2, p. 65-79, 1999.

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FÍSICA DA COMPRESSÃO
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SOARES, L.A.L. ; PETROVICK, P.R.

Laboratório de Desenvolvimento Galênico, Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Farmácia da
UFRGS, Porto Alegre/RS (1 Aluno de Doutorado)

RESUMO: A avaliação do comportamento de complexos farmacêuticos quando submetidos a compressão tem sido
como objetivo de diversos estudos tecnológicos. As principais técnicas para avaliar o perfil de compressão de
complexos farmacêuticos são apresentadas neste artigo. Além dos dispositivos de medição e de técnicas de
interpretação tais como a equação de Heckel, energia de compactação, curvas força-deslocamento e força-tempo, e,
medidas de dureza e tenacidade, são apresentadas as principais classes de adjuvantes de compressão.

UNITERMOS: compressão; física; equação de Heckel; diagrama de força, adjuvantes

ABSTRACT: PHYSICS OF TABLETING. The evaluation of pharmaceuticals materials behavior under compression,
have been used as target of technological studies. The most used techniques to evaluate this behavior are presented in
this article. Beyond the measurement tools and the techniques used to assess the compactional behavior such as
Heckel equation; energy of compaction; force-displacement and force-time profiles; and, tensile strength and
hardness measurements, are showed the principals classes of compression excipients.

KEYWORDS: tableting; compression; physics; Heckel plot; force profile, excipients

Preparações farmacêuticas sólidas em forma solventes mais utilizados estão a água e o álcool.
de comprimidos são conhecidas desde a O líquido empregado deve promover apenas a
antigüidade (ÇELIK, 1996). Denominavam-se dissolução parcial do pó. O excesso de solvente
como tais todas preparações sólidas destinadas a fará com que, após passar pelo granulador, os
via oral. Os detalhes do processo de compressão grânulos se aglomerem formando uma massa
como é conhecido hoje em dia foi publicado pela compacta. Da mesma forma, a deficiência de
primeira vez por William Brockedon em 1843. Com solvente fará com que não exista coesão
o objetivo inicial de comprimir pó de grafite, suficiente, revertendo ao estado pulvéreo após a
rapidamente descobriu-se a viabilidade de secagem. Neste procedimento também são
empregar os mesmos princípios para obtenção de utilizados adjuvantes em solução ou pseudo-
medicamentos em doses individualizadas (VOIGT, soluções, denominados aglutinantes, com o
1993; ÇELIK, 1996; MOSER, 1997). objetivo de promover a adesão interparticular após
A obtenção de comprimidos pode ser a evaporação. Na operação de granulação por
realizada por compressão direta de fármacos desagregação todos os ingredientes são
pulverizados, ou de sua mistura com adjuvantes, misturados para formar uma massa úmida que é
bem como por compressão de material dividida em granuladores. No processo conhecido
previamente granulado. por agregação, os grânulos são formados
O emprego do processo de granulação tem a diretamente do rolamento de partículas ou pelo
finalidade de modificar as características do choque entre elas.
complexo farmacêutico, transformando partículas A granulação por via seca é empregada
de pós cristalinos ou amorfos em agregados quando o fármaco apresenta instabilidade frente a
sólidos mais ou menos resistentes e porosos, umidade ou ao calor da operação de secagem, ou
denominados granulados. quando é excessivamente solúvel nos líquidos
Em relação às simples misturas de pós, os umectantes utilizados. Com o objetivo de
granulados apresentam algumas vantagens: assegurar a coesão adequada entre as partículas,
melhor manutenção da homogeneidade; maior geralmente são adicionados aglutinantes ao pó
densidade; maior fluidez; maior compressibilidade; que se vai granular. Os aglutinantes empregados
maior porosidade, facilitando a dissolução, entre nesta operação são incorporados em estado seco.
outras. Estas propriedades podem ser controladas Em seguida a mistura é submetida à compressão
através da escolha de adjuvantes e do método de ou compactação (através de máquina excêntrica
granulação. ou de cilindros). O material compactado obtido é
Os métodos empregados na obtenção de submetido a trituração e o granulado é
granulados com maior freqüência são a selecionado por tamisação.
granulação por via úmida e a granulação por via Como pode-se observar, a granulação é
seca. Na técnica de granulação por via úmida, um sempre uma operação complexa e implica em
líquido é adicionado ao pó ou a mistura pulvérea inúmeros passos, alguns deles muito delicados.
em misturadores ou malaxadores. Entre os

1999). desintegrantes) e/ou utilização de dispositivos mecânicos (intensidade e (IV) tempo de aplicação da força de compressão). Neste caso a intensidade da força particulado sólido resulta na transferência de força excede a capacidade de deformação plástica ou através dos pontos de contato interparticulares. 1990.compactação (o punção superior inicia o movimento de decida h compactando o complexo). obtendo-se a ruptura promovendo uma deformação no material. e está A tendência ao comportamento de relacionado com a intensidade da força aplicada e deformação de uma material depende das suas a duração da ação da mesma. Desta forma. 1993). 1994ab. alguns problemas potenciais estão relacionados com a sua aplicação: baixa (VI) propriedade de fluxo do pó. 1992. LE Nível max. ÇELIK. Na prática. elástica do material.expulsão (já O comportamento elástico ocorre quando o completamente fora da matriz. em geral. o elástica e plástica. misturas de diferentes adjuvantes tem (III) compressão. Na prática. 1999). Superior farmacêutico (H) O procedimento de compressão em uma máquina de comprimir excêntrica se resume a seis fases principais: (I) .alimentação (a matriz é H h Plástico preenchida mediante simples fluxo pelo complexo Matriz d H>h>d farmacêutico a ser comprimido). Entretanto. VOIGT. A intensidade das deformações plásticas e elásticas de materiais tem sido amplamente estudada (ARMSTRONG e HAINES NUTT. v. SHOTTON e OBIORAH. Figura 1. (IV) ejeção. (III) . plástico ou destrutivo. 1993. tendência a deformação do tipo elástica. YLIRUUSI. 1997).pré-alimentação (retorno do punção plásticas se caracterizam pela manutenção da inferior e início da alimentação com o retorno massa compactada não ocorrendo recuperação do parcial do alimentador) (figura 1). 1977. 1992. assim como as propriedades físicas. Representação das deformações do tipo punção superior retorna a sua posição inicial. 65-79. Enquanto que deformações inicial). VOGEL e SCHMIDT.. volume inicial quando encerrada a aplicação de A aplicação de uma força externa sobre as força. (VI) . (VI) pré- representado uma importante alternativa para a alimentação (PETROVICK. MOSER. dureza elevada de comprimidos e longo tempo de desintegração. (II) compactação. Para contornar os problemas que se opõem à compressão direta. 1977. 1999. tipo elástico. de enchimento h 100% elástico Punção da matriz pelo complexo h=H HIR. 1997). 15. DAVID e AUGSBURGER. HIESTAND. emprego de adjuvantes (aglutinantes. n. SCHMIDT e RUBENSDÖRFER. o comprimido é material recupera o volume inicial após o término expulso com o retorno do alimentador a posição da aplicação de força. WRAY. 1972. reguladores de fluxo. a tendência atual tem sido recorrer à (I) compressão direta de misturas de pós. enquanto que os materiais amorfos tendem a deformação plástica (HIESTAND et al. apresentam. aderência do pó aos (II) punções e à matriz. Esta estrutural como resposta (WRAY. (II) . 2. Etapas do processo de compressão em novos processos de obtenção e otimização de máquina excêntrica: (I) alimentação. solução dos problemas relacionados com a compressão direta (PROFITLICH. Materiais cristalinos propriedades físicas do material (figura 2). Em deformações destrutivas resultam partículas de um pó ou de outro sistema rupturas. (V) . (IV) .66 Caderno de Farmácia.compressão Punção Deslocamento max. p. 1977. 1992. (V) expulsão. Onde h = altura do comprimido punção inferior ascende conduzindo o comprimido ao nível superior da matriz).ejeção (o Figura 2. LERK. o desenvolvimento de novos adjuvantes. 1993. VAN DER deformação pode apresentar comportamento do VOORT MAARSCHALK e BOLHUIS. Inferior propriamente dita (o punção inferior permanece do punção superior (d) Destrutivo h* = d imóvel enquanto o punção superior desce e *h = altura do compacto comprime o material com força). 1975. a detecção da recuperação elástica de compactados tem grande importância . 1995. tem se recorrido a otimização de diversos parâmetros tais como faixa (V) (III) granulométrica apropriada (tamanho e forma das partículas).

1997). observáveis (força de compressão. v. (FR) fitas de alongamento. (FAI) Força axial inferior/Força residual. inferior (FAI). Na compressão PUNÇÃO INFERIOR FIXADA DE destacam-se as forças axial superior (FAS). são convertidos em sinais digitais e tratados por programas O estudo do processo de compressão teve computacionais. 1999. etc. bem (2 POSTERIORES) como a determinação de sua intensidade. ejeção. sugeridas para compor este perfil. n. 1999). início com a utilização de máquinas Os perfis de compressão. sejam eles superior. 1997). cristais piezoelétricos ou Força radial. e parâmetros derivados. YLIRUUSI e ANTIKAINEN. utilizando graficamente (figura 5). 2. Enquanto que determinações mais exatas largura a meia altura (HOLBLITZELL e RHODES. indutivos de deslocamento. 67 para a definição do comportamento de PINOS DE MEDIÇÃO NO deformação. radial (FR) e de fricção ou atrito (FF) E BASE DO CONJUNTO (3) (figura 3) (WRAY. de punção). piezoelétricos (figura 4). PLACA SUPORTE (2). de forças são obtidas utilizando os cristais 1990. PUNÇÃO As medidas do deslocamento dos punções é FAI INFERIOR realizado através dos transdutores indutivos de Figura 3..). registrados instrumentadas por Higuchi em 1959. As fitas de alongamento são os curva força-tempo. . residual. PUNÇÃO SUPERIOR Através da instrumentação de máquinas de comprimir é possível realizar uma medida exata das forças que intervêm no processo de compressão.Caderno de Farmácia. podem servir. 15. (FF) Força de fricção (WRAY. inclinação máxima e mínima. bem como as características do comprimido obtido (dureza. axial MODO LIVRE ATRAVÉS DE PLACA DE COBERTURA (1). Problemas tais como BRAÇO DE SUSTENTAÇÃO DO PUNÇÃO SUPERIOR descabeçamento. desintegração. Estas Podem ser obtidas diferentes medidas de força características podem ser descritas como tais como força de compressão. Várias características podem ser avaliar o perfil compressional dos produtos. deslocamento na parede da matriz e de aderência. 65-79. laminação e variação no peso dos comprimidos são conseqüências da 4 FITAS DE ALONGAMENTO recuperação elástica (VOGEL e SCHMIDT. Representação esquemática de máquina de FR FF comprimir alternativa Korsch EK II instrumentalizada MATRIZ MATRIZ e as respectivas unidades de medição de força (PETROVICK. 1992). podem ser utilizados como diferentes métodos elétricos. HBM 3M20 LY PARA MEDIÇÃO DA FORÇA DO PUNÇÃO SUP. e força. Através da utilização impressões digitais de formulações e ajudar a de máquinas instrumentadas é possível controlar o detectar problemas que possam ocorrer durante a processo de compressão durante a produção e produção. Tal determinação permite avaliar MATRIZ E PLATINA tanto o parâmetro de plastoelasticidade. 1992). 1989). 1993). os quais É possível também registrar o deslocamento podem ser calculados diretamente das medidas da dos punções. de instrumentos para elaboração de formulações com proporções eficientes de adjuvantes (YLISUURI et al. UNIDADE DE MEDIÇÃO PIEZO-ELÉTRICA PUNÇÃO KISTLER 9041 SUPERIOR FAS Figura 4. dispositivos mais empregados para medição de relação área/altura. A avaliação de tendências de deformação. p. Representação da distribuição de forças deslocamento (SCHMIDT. incluindo área sob a curva. Os sinais durante o processo de compressão: (FAS) Força axial analógicos emitidos pelos transdutores.

1997. propuseram uma metodologia e avaliaram a eficiência de diferentes lubrificantes utilizados em tecnologia de compressão. E2: energia necessária para estabelecer o comportamento plastoelástico de formação do comprimido. qualitativa e quantitativamente. acordo com a posição do comprimido: na primeira enquanto que o comportamento plástico apresenta (T2a) o comprimido ainda se encontra totalmente valores próximo a 0 (EMSCHERMANN e dentro da matriz e na segunda (T2b) o comprimido MÜLLER. ANTIKAINEN e YLIRUUSI. Curva força-tempo para materiais para expulsão do comprimido.68 Caderno de Farmácia. 1993. aparecimento de um pico de força característico para as curvas de ejeção. caracteriza um comportamento elástico. v. p. Neste momento há elásticos (curva1) e plásticos (curva 2) um incremento instantâneo da força com o (EMSCHERMANN e MÜLLER. . DELACOURTE e colaboradores (1993 e 1995). 1981). começa a emergir da matriz. enquanto que o comportamento plástico se caracteriza por uma curva assimétrica (figura 7 curva 2). Representação gráfica de uma das curvas força de ejeção-tempo com respectivo movimento da Figura 5. A curva força- tempo foi dividida em três partes. Após o pico. 1999. Em seguida tem-se início a movimentação do punção inferior Figura 7. Esta segunda fase e B). A determinação da área total (ABC) deslocamento máximo do punção superior. utilizando curvas de ejeção. determinado pela razão das seções sob a curva (A apresentando diferentes perfis. para avaliar a eficiência de de compressão em uma máquina de comprimir lubrificantes. e pode ser dividida em três viscoelásticos. O da recuperação elástica do compacto. excêntrica (VILA JATO. 1981). 1997) Também é possível a obtenção de curvas força de ejeção-tempo (VOGEL e SCHMIDT. Quando a razão entre as áreas B/A tender ao pode ainda ser subdividida em duas subpartes de valor 1. 2. Na primeira parte não há movimentação do punção inferior e corresponde a força residual (T1). n. 15. é decorrente do relaxamento do classes (figura 8 B): E1: energia necessária para compacto ainda sob força máxima. 1997). comportamento elástico é caracterizado por uma curva força-tempo simétrica (figura 7 curva 1). atribuído aos materiais compressão do pó. Figura 6. (figura 6). Segundo STAMM e MATHIS (1976) a MOREHEAD e RIPPIE (1990) através da plasticidade de compostos pode ser determinada avaliação da curva força-tempo puderam através de uma curva força-deslocamento (figura 8 demonstrar que o pico de força precede o pico de A). YLIRUUSI e ANTIKAINEN. construídas por DELACOURTE e deslocamento da punção superior durante o processo colaboradores (1995). promover o empacotamento das partículas apenas A partir do gráfico força-tempo é possível por rearranjo. a força O índice de plastoelastcidade pode ser pode permanecer constante ou cair bruscamente. 65-79. Tal corresponde a energia gasta no trabalho de comportamento. Representação gráfica da força e punção inferior. energia decorrente compostos. E3.

definida como envolvidos durante a compressão de materiais coeficiente de compressão.Caderno de Farmácia. a qual consolidação de pós foram realizadas no campo considera que a redução dos espaços vazios da metalurgia. segundo a fórmula: Log [ ] = K . Entretanto. Vi é o E 2 + E3 volume aparente inicial. WALKER (1923) ordem com a aplicação de pressão. equação de apud ÇELIK. 65-79. Pa composto é calculado pela fórmula: C= = Vi 1 + Pa 100 . destaque: equação de WALKER. A número de equações matemáticas tem sido constante “a” não tem relação com as desenvolvidas com o objetivo de avaliar os características do material a ser compactado mecanismos de densificação e consolidação enquanto a constante “b”. está relacionada com sólidos. quando os materiais produziam comprimidos frágeis. da materiais com deformação plástica quando inclinação e interceptação da extrapolação linear a comparados aos materiais que se deformavam por partir da curva de Heckel (figura 9) fragmentação. 1999. KAWAKITA. 1992). e “a” e “b” são punções tem demonstrado ser uma ferramenta constantes que podem ser calculadas do gráfico valiosa para a análise dos perfis de redução do da pressão aplicada (Pa) dividida pelo grau de volume de pós e a força aplicada. n. Um grande redução de volume (C) em função de Pa. muitas destas equações (tabela 1). K e A são constantes que podem ser encontrados para K1 foram elevados para determinadas graficamente. corresponde à equação mais empregada nos As primeiras avaliações sobre o grau de estudos de compactação farmacêutica. A equação desenvolvida por KAWAKITA (1956) também tem especial importância no campo de compactação de pós. entre todas relatadas na a equação de Kawakita só é aplicável a materiais literatura farmacêutica. Pa onde D corresponde a densidade relativa do onde C1 e K1 são constantes. respectivamente. Os valores compacto. log. b. equação de HECKEL e a equação de Certamente a equação de HECKEL (1961) COOPER e EATON (ÇELIK. Vp é o volume ocupado A medida de força e deslocamento dos pelo pó sob a pressão aplicada Pa. 1999) A plasticidade para o complexo farmacêutico Vi − Vp a. 69 A B A Força Força E1 E2 E3 A C Deslocamento Deslocamento Figura 8. . Representação esquemática da curva força-deslocamento do punção superior (VACHON e CHULIA. 2. 1992). MACLEOD (1983) avaliou e comparou a plasticidade do material. Pa + A 1−D Vr = C1 − K1 . p. E 2 Pl = onde C é o grau de redução do volume. alguns autores demonstraram que Quatro equações. recebem especial sob a forma de pó (VAN DER ZWEN e SISKEN. Utilizando materiais tais como o (porosidade) obedece uma cinética de primeira chumbo (para munição). 15. v. A equação de observou uma relação logarítmica entre a pressão Heckel é expressa da seguinte forma: aplicada (Pa) e o volume relativo (Vr) do 1 compacto. Walker relatou a razão C1/K1 para o perfil de compactação de pós e descreveu ainda valores relativamente altos.

BAL’SHIN.ρi = KPA2 SHALER 12 ρ c − ρi K x aPA KAWAKITA = ρc 1 + KPA 13 ρi  ρ c − ρi  KPA AKETA  = ρ c  ρ t − ρi  1 + KPA 14 1 WALKER. WILLIAMS. b e c são constantes . NUTTING ln i = KPA ρt 5 1/ 3 MURRAY ρ − ρc  ρ  ln t + K c  = aPA ρt  ρt − ρ c  6 ρt  ρc − ρi  COOPER e EATON ln   = ln Ka − (b + c) PA ρc  ρt − ρi  7 ρi UMEYA = 1 − KPAa ρc 8 ρc = KPA JAKY 9 ρc = K(1-PA) JENIKE 10 ρc .ρi = K + a lnPA GURNHAM 16 1 JONES = K − a ln PA ρc 17 1 MOGAMI = K − a ln ( PA − b) ρc 18 ρ c − ρi  PA  TANIMOTO = KPA ρi + a   ρc  PA + b  19 ρ c − ρi RIESCHEL = ln( KPA + b) ρc ρt = densidade bruta do material. 2. SEELING ln = KPA ρt − ρc 2 ρ c  ρ t − ρi  BALHAUSEN ln   = KPA ρi  ρ t − ρ c  3 ρi  ρt − ρi  SPENCER ln   = KPA ρt  ρt − ρc  4 ρ NISHIHARA. n.ρi = KPA1/3 SMITH 11 ρc . S HAPIRO. fundamentadas na relação entre a pressão aplicada e o volume do compacto (MACLEOD. ρc = densidade sob pressão PA. K. 1983) No. 15. a. Tabela 1. KONOPICKY. Resumo das equações para compactação de pós. 1999. Equações Autores 1 ρ t − ρi A THY. v. 65-79. HIGUCHI. H ECKEL.70 Caderno de Farmácia. p. TERZAGHI = K − a ln PA ρc 15 ρc . ρi = densidade aparente.

1993). ou seja. Representação gráfica do ciclo de deformação de materiais já é bem conhecido e compressão utilizando a função de HECKEL. A altas pressões (fase II). Vi − Vt onde C3. Vp o volume real por aproximação. Outra forma K= 1 de examinar a fase III pode ser através da 3Y diferença de tempo em que ocorre o máximo de compressão e o mínimo de porosidade. COOPER e EATON (1962) elaboraram uma A partir de então. Durante a fase I. A resistência mecânica de comprimidos aumenta com o aumento do tempo de contato da . NYSTRÖM et al. p. K é inversamente equação relacionada a consolidação por relacionada com a capacidade do material de se fragmentação. Além da elucidação do comportamento a constante K e a resistência Y do material: elástico. K3 e K4 são constantes. VOGEL e do mecanismo de redução de volume envolvido na SCHMIDT. é possível classificar os ln(1/1-D) complexos farmacêuticos de acordo com o principal mecanismo de redução do volume. Nesta fase. Durante a descompressão (fase III). n. Esses achados reforçam a proposição de que produção de força em compostos de metais pulverizados está relacionada com a porção linear do gráfico de Heckel. deformações elásticas e/ou plásticas são os mecanismos Do principais. Representação gráfica da curva de aumento da porosidade. Vi − Vp = C3 Pa + C4 Pa 1993). Pressão de compactação A influência do tempo de aplicação de força (tempo de contato) sobre o comportamento de Figura 10. quando a pressão aplicada é relativamente baixa. 1997). compactação de pós (NYSTRÖM et al. amplamente relatado na literatura (DAVID e separada em três fases para ser utilizada na avaliação AUGBURGUER. baixos valores para Py indicam um alto índice de deformação plástica. a redução na porosidade K Da pode ser aumentada por fragmentação de A partículas. o fluxo plástico não 1 encerra ao máximo de carga. Este HERSEY e REES (1970) relacionaram a comportamento é denominado de reflexão da constante K com a pressão aplicada: deformação plástica. 1977. 1992). Vi é o volume FASE III inicial. onde tanto as fases de compressão quanto de descompressão são analisadas (figura 10).. YLIRUUSI e ANTIKAINEN.Caderno de Farmácia. A curva de HECKEL (Da = densidade relativa.. 1992. 1993). 1993. pressão. 1977. Vt volume final e Pa a pressão aplicada. 2. definida como a diminuição dos deformar plasticamente sob uma determinada espaços vazios em relação aos espaços originais. mas continua por um K= período quando a pressão é encerrada Py (NYSTRÖM et al. a fase III também avalia a contribuição da deformação elástica durante a fase II. v. 65-79. 1999. aproximadamente horizontal quando o componente de deformação elástica está Posteriormente Heckel propôs a relação entre presente. 71 Utilizando a função pressão-porosidade (porosidade = 1-D). C4. propriedades Pressão de compactação elásticas das partículas podem resultar num Figura 9. 15. Os dois ln(1/1-D) termos no lado direito da equação estão FASE II relacionados com a capacidade de deslizamento das partículas nos primeiros estágios de compactação e com a subseqüente deformação FASE I elástica. JONES.. Do = densidade descompressão deve apresentar-se relativa quando P = 0) (ÇELIK. através de pressão para compactação de A constante A é função do volume inicial do determinados pós: compacto e pode ser relacionada à densificação durante o enchimento da matriz e com o rearranjo particular anterior a formação de ligações ( −k 3 ) ( −k 4 ) interparticulares (ÇELIK.

n.BFI) para comprimidos. Tal fenômeno esta intimamente relacionado Além da importância do mecanismo de a diminuição da porosidade dos comprimidos ao redução de volume (deformações elásticas e/ou passo que o tempo de contato é prolongado. 1993. Representação gráfica dos principais SRS = Py 2 − Py1 x100 mecanismos de interação particular (NYSTRÖM et al.. Desta forma. força. e é calculado pontes sólidas (fusão parcial (1). os fatores secundários (tabela 2) comprimido e H = altura do comprimido. a 2F TS = área de superfície de ligação é função de vários π . 1998). 1999. D.( ) T0 − 1 Onde: To e T são a dureza do comprimido obtida (2) com e sem um orifício central. p.5 . O termo área calculado pela fórmula (FELL e NEWTON.. enquanto que substâncias que possuem deformação plástica apresentam valores elevados para SRS (DOELKER. 1970. Este índice é Os mecanismos gerais de ligação entre capaz de mensurar a tendência de laminação ou partículas foi classificada por RUMPF (1958 apud descabeçamento dos comprimidos durante a NYSTRÖM et al. Por sofrerem menor influência do tempo de contato da força. de superfície de ligação é freqüentemente definido ÇELIK e DRISCOLL. Por sua complexidade de Onde: F é a força aplicada. 2. OKOR et al. ao invés da área de superfície de propuseram o índice de ruptura (Brittle Fracture ligação. A dureza radial (Tensile principal mecanismo de ligação interparticular e a Strength . BFI = 0 . 1993): o teste de pressão radial. (3) O orifício central é um modelo experimental. 1993) em cinco tipos (figura 11): ejeção das câmaras de compressão. 65-79. 15.5 apresentam alta tendência a laminação e descabeçamento (OKOR et al. . Index .TS) dos comprimidos pode ser área onde estas ligações são ativas. 1993). D = diâmetro do determinação. têm sido relacionados às características do HIESTAND e colaboradores (1977) comprimido. substâncias que se deformam por fragmentação apresentam valores de SRS próximos a zero.72 Caderno de Farmácia. 1998): como a área de superfície que efetivamente toma parte na atração interparticular.SRS) a partir dos valores da pressão (1) produzida a baixa velocidade (Py1) e a velocidade (4) elevada (Py2) de compressão: Figura 11. com o qual pode-se simular espaços vazios nos compactos verdadeiros. apud NYSTRÖM et al. v. capilaridade e tensão superficial (4). cristalização (2) e pela seguinte expressão: aglutinantes (3)). dois fatores podem ser O método mais comum para avaliar a dureza considerados como primários para de comprimidos é através da mensuração da força compactabilidade de pós (KAREHILL e necessária para quebrar o comprimido em um NYSTRÖM. Py1 1993). ROBERTS e ROWE (1985) avaliaram a sensibilidade de sistemas particulados a variações da velocidade de deformação (Strain Rate (5) Sensitivity . plásticas e fragmentação). atração entre partículas sólidas (moleculares e T forças eletrostáticas) (5). Comprimidos que apresentam BFI ≥ 0. H fatores secundários.

15. 1997. proporcionar a formulação características adequadas para manipulação e compressão satisfatórias. 3 .Fatores relacionados aos materiais (pós): polimorfismo. coesividade e lubrificação. Elástica Propriedade de Atrito Força de ligação Durante a compactação de pós. Por polimorfismo se compreende a existência não somente de vários estados cristalinos de um Porém. que tem como fim conferir características físicas e biofarmacêuticas . n.. um primeiro grupo é influência inicial do tamanho de partícula (figura constituído por materiais que tem o objetivo de 12). com os resistentes e que se dissolvem com maior equipamentos atualmente disponíveis. tais como o fluxo e a coesividade. alguns fatores têm importante influência. o efeito é mais pronunciado em de acordo com a função que exercem no materiais frágeis. onde a fragmentação reduz a comprimido. tamanhos muito reduzidos. aglutinantes. Resistência mecânica-tamanho médio de adjuvantes: diluentes. Fatores que influenciam a área de superfície das partículas no comprimido e a área de superfície de ligação (NYSTRÖM et al. 73 Tabela 2.Fatores relacionados a presença de Figura 12. deformação plástica produzindo comprimidos mais A obtenção de comprimidos. 1998). 1 2 . 65-79.Caderno de Farmácia. et al. Tais fatores podem ser agrupados em três categorias: 1.. que podem ser classificados Entretanto.5 especialmente no que trata da resistência mecânica dos comprimidos e em menor escala. Neste grupo se enquadram os diluentes. deslizantes e lubrificantes. contudo há verdadeiro). tamanho e forma de partículas. A reduzidos proporcionam comprimidos com maioria das substâncias não possuem todas estas resistência superior. lubrificantes.5 1 . Num segundo grupo de substâncias. As muito finas são mais suscetíveis a adsorsão e/ou diferentes variedades de polimorfismo podem ser ao aprisionamento de ar. fazendo com que os comprimidos comprimido. 2. A pressão necessária De forma geral. podendo favorecer o decorrentes de variações nos parâmetros de fenômeno de clivagem e descabeçamento do compactação. DOELKER. 1999. Desta forma. desagregantes. Problemas de fluxo também estão apresentem resistência mecânica e velocidade de relacionados com as partículas que apresentam dissolução que podem variar consideravelmente. v.Fatores relacionados as condições de 100 200 300 400 500 fabricação: dimensão e forma dos comprimidos. 2. partícula para diferentes frações de fosfato de cálcio aglutinantes. seja sobre o produto final. 1998). mais também de seus solvatos comportamento de deformação plástica. abaixo de um determinado tamanho o mesmo composto químico (polimorfismo material não pode mais se fragmentar. 1983. da 2 sua velocidade de dissolução. Tamanho médio de partícula (µm) velocidade de compressão. Tal comportamento se deve a propriedades. SCHMIDT. série de adjuvantes. p. materiais que apresentam estado aplicada é menor com partículas mais finas amorfo ou cristalino instável apresentam (DOELKER. sendo necessária a adição de uma grande superfície de contato das mesmas. físicas e mecânicas específicas: capacidade de Partículas que apresentam tamanhos fluir livremente. Partículas (pseudopolimorfismo) e seu estado amorfo. seja durante as 3 Resistência (MPa) etapas envolvidas nas fases de fabricação de comprimidos. requer que velocidade (TULADHAR. dibásico (Bekapress® D2) (SCHMIDT. o material a comprimir possua características 1997). 1993) Área de superfície da partícula comprimida Área de superfície de ligação Antes da compactação Depois da Durante compactação Após compactação compactação Tamanho de partícula Tamanho de partícula Tamanho de partícula Tamanho de partícula Forma da partícula Forma da partícula Forma da partícula Forma da partícula Fragmentação Fragmentação Fragmentação Deformação Plástica Deformação Plástica Deformação Elástica Deformação Elástica Recuper.

1993). favorecendo a absorção de umidade destaca-se a lactose. 1995. estearato de lactose anidra. Estes produtos são normalmente obtidos características de compactação e desagregação em túneis de secagem e exibem boa capacidade (ARMSTRONG e PALFREY. 1997a). Porém a absorção de umidade suscetibilidade a formação de compactos que atmosférica proporciona a transformação da mantém sua plasticidade. PROFLITICH. unida por lactose amorfa. 102. Aglutinantes: SCHMIDT. As frações que contém 200). Uma variedade propriedades de fluxo do produto original. 1993. A MCC é muito usada como térmica. 1993. 1988. atmosférica.e β-lactose. desejáveis ao comprimido. celulose microcristalina e Primojel). baixo custo e por suas propriedades desagregantes. compressão direta. 102. Estes e uma unidade de glicose.. se converter em cristais de lactose diluente para compressão direta devido a sua amorfa. 105. NYSTRÖM et al. A celulose parcialmente despolimerizada por α-lactose é obtida na forma monoidratada mas hidrólise em meio ácido após tratamento mecânico pode. A o o temperaturas entre 100 C e 130 C. n. BOLHUIS e ZUURMAN. VILA JATO. lactose apresenta como desvantagem seu preço e com o intuito de melhorar características. 1995. Deste forma. 1988. capacidade de desagregação e lactose é constituída de uma unidade de galactose fluxo (Sta-Rx 1500. SHESKEY. LERK. com tratamento térmico empregando favorece a formação de pontes de hidrogênio. como a sua baixa propriedade de fluxo. porém pobre capacidade aglutinante. 2. possui aproximadamente 80 % de magnésio. 1995. apresenta fosfato de cálcio. os autores obtiveram boas características de fluxo e aglutinação (VAN resultados satisfatórios quanto ao emprego de KAMP et al. baixa capacidade de absorver amido de milho e certos derivados do mesmo. proporcionam poder aglutinante e boa o acima de 130 C é obtido um produto não característica de fluxo a MCC. 1987.. Outra forma de LIN e PECK (1996) avaliaram a possibilidade obtenção de lactose é através da secagem por da utilização do talco como diluente. β-lactose (anidra) e em torno de 20 % de α-lactose com os quais se consegue melhorar suas anidra. VILA JATO. LIMA NETO e PETROVICK. entre eles se monohidratada são mais utilizadas para destacam a Avicel PH (101. Emcocel e Microcel MC (101.. destacando-se o cristalina de α-lactose monohidratada. p. A diferença (ARMSTRONG e PALFREY. associada às boas de um produto muito higroscópico denominado de propriedades de escoamento e à elevada área α-lactose anidra instável. DOELKER et al. 1997. comprimidos que envolve o processo de Diversos produtos contendo celulose granulação úmida. É possível deve a própria natureza das moléculas que ainda. água e boas características de compressão. A β-lactose sólida só é A celulose microcristalina (MCC) é uma encontrada na forma anidra e não higroscópica. 102) partículas de α-lactose monohidratada de maior (DOELKER et al. Facilmente solúvel em água. a adição produto constituído por cristais de α-lactose em grande quantidade proporcionaria um monoidratada. seca por aspersão é o adjuvante mais empregando aglomerados de talco obtidos por recomendado para compressão direta. os comprimidos empregada como diluente na preparação de podem ser obtidos sem emprego de lubrificantes. adsorventes e aglutinantes. Utilizando temperaturas superficial. encontram-se os O amido e seus derivados. entre as duas formas é decorrente da temperatura 1990. Os deste sal é o Emcompress. 1999. de cristalização. umectantes e estabilizantes diluentes insolúveis mais utilizados devido a seu (VOIGT. possuindo diferentes processos. a modificados por tratamento físicos ou químicos. aglutinante mas baixa fluidez. Quimicamente a compressibilidade. Porém. compreendem os desagregantes.. e existe em duas têm sido aplicados na compressão direta formas isoméricas: α. et al. 1988). higroscópico denominado α-lactose anidra estável. Sua Diluentes: maior desvantagem é a elevada umidade residual Dentre os diluentes mais empregados (11-18 %).74 Caderno de Farmácia. Devido a sua aspersão (spray-drier). 1997). LE HIR. 112. Este processo resulta num baixa densidade e baixa granulometria. a obtenção característica não fibrosa. 1995. 1993. quando as substâncias ativas não excedem a A α-lactose monohidratada é usualmente proporção de 20 % da formulação. diâmetro possuem boas propriedades de fluxo.. 15. que contém entre 5 e produtos comercializados conhecidos como 20 % de outros compostos (amido. A α-lactose Alguns sais inorgânicos também são anidra obtida pela desidratação térmica da fração empregados como diluentes. Atualmente se recorre ao emprego de sabor agradável. Cellutab. Tal comportamento se lactose amorfa em lactose cristalina. v. 1998 ). Primojel). Lactose comprimido friável e inaceitável. 65-79. insolúvel em água. com boas um aumento significante em sua capacidade propriedades de fluxo e menor capacidade de aglutinante sem promover alteração nas absorver água que a lactose. ALDERBORN. WICKBERG e aglomerados de talco como diluente. Algumas frações contendo microcristalina são comercializados como partículas finas de cristais de lactose excipientes para compressão. através de dessecação ou desidratação da α-celulose. 2 As substâncias que atuam como adesivas ou coesivas entre as partículas de materiais .

enfraquecem a estrutura do diminuem a friabilidade do comprimido.1996). em ou partículas no alimentador. Os princípios de obtenção e metilcelulose sódica e hidroxipropilmetilcelulose) mecanismo de ação são semelhantes para todos (PESONEN et al. Através do 1995. 1997). VILA JATO. Ac-Di-Sol) e a polivinilpirrolidona polivinilpirrolidona e diferentes derivados da reticulada (Kollidon CL. reduzindo devido a sua boa propriedade de desintegração e as forças de reação que aparecem nas paredes da . SCHMIDT e grânulos a matriz ou aos punções) e lubrificantes ZESSIN. carboxi. produzido pela reação de um bicarbonato em meio fundamentalmente. podem atuar por diferentes mecanismos: Lubrificantes: 1 . antiaderentes (evitam a aderência dos NETO e PETROVICK. propriamente ditos (reduzem a fricção entre as Entre os desagregantes que atuam pelo partículas durante a compressão. Normalmente são constituídos de macromoléculas apresentam grande poder desintegrante em de cadeia longa que. e ao tipo e proporção de ao comprimido em um proporção de 10 %. e ZESSIN. podem ser classificados em deslizantes 1990. a carboxi- aglutinantes mais utilizados são de origem metilcelulose sódica reticulada (Croscarmelose sintética. recebem o nome de aglutinantes. 1997. LE HIR. SCHMIDT provocar a desagregação (VOIGT. de acordo com a função que geralmente o dióxido de carbono (DALLA COSTA. 65-79. O processo de desagregação contato com a água.. após evaporação do solvente. n. são denominados de super-desintegrantes. liberação do fármaco (SCHMIDT e ZESSIN. assegurando primeiro mecanismo encontram-se o amido e seus melhor transmissão da força de compressão derivados. desagregação do comprimido. 1993. produz uma efervescência suficiente para 1993. que desagregante adicionado a formulação (VOIGT. fricção da Dissolvendo-se em água e formando canalículos superfície do comprimido com os punções e/ou ou capilares no comprimido. VOIGT. de diversas naturezas. por com meios de natureza aquosa ou sucos exemplo. com a finalidade de obter uma rápida NETO e PETROVICK.Aumentando o volume ao entrar em contato Durante as diferentes etapas do processo de com líquidos aquosos.Reagindo com a água e metal. 1995. Crospovidona . são utilizados os lubrificantes ou agentes proporcionando a formação de um gás. (favorecem o fluxo pela diminuição da fricção entre 1994. 1996. Primojel). 1994. LE HIR. Estes associada a grande quantidade utilizada. película de grande poder adesivo que favorece a Nesta classe encontram-se o glicolato de amido agregação de partículas. uma razão. FAROONGSARNG e PECK. 2 . o mais antigo e ainda hoje utilizado através da massa do pó ou granulado. VILA JATO. 1997). LIMA mesmo. uniões capilares. etilcelulose. LIMA NETO.Caderno de Farmácia. a aquoso. material apresente fluxo deficiente. o que favorece a separação compressão podem ocorrer problemas de fricção das partículas constituintes do comprimido. antifricção que. Kollidon CL-M. celulose (metilcelulose. VOIGT. 1995. 1997b. à porosidade do tartárico. LIMA NETO e balanço entre a insolubilidade proporcionada pela PETROVICK. Entretanto a baixa compressibilidade grânulos. A croscamelose sódica. bem como sem se dissolver (FAROONGSARNG e PECK. formação de ligações cruzadas e a solubilidade Desagregantes: oriunda de substituintes hidrofílicos. 1997). Este gás é do comprimido está condicionada. SCHMIDT. 1997.M). 2. entre os quais destacam-se a sódica. Para evitar os problemas penetração de fluidos e proporcionando a derivados da fricção grânulo-grânulo ou grânulo- desintegração. LIMA grânulos). fazendo com que o conseqüência. 1999. uniões de fusão ou anteriores. 1997. apresenta um aumento de quase 200 % digestivos. Já os desintegrantes modernos. SHESKEY. super desintegrantes (BÜHLER.5 %) e. 1992. aumentar a área superficial dos fragmentos do 1991. v. facilitando a com a parede da matriz. 15. exercem. em forma de dispersão pequenas proporções (entre 0. entre 2 e promovem o aumento da resistência à fratura e 10 % do peso total. com um ácido orgânico como o cítrico e o força de compressão aplicada. VILA JATO. FAROONGSARNG e PECK. 1997a. 1998). a velocidade de dissolução.5 . Entre os desagregantes que atuam por ação O processo de desintegração consiste na ruptura capilar destacam-se substâncias marcadamente das uniões formadas durante a compressão. comprimido. 75 pulvéreos submetidos à aglomeração para formar baixo custo. 1995. O objetivo principal é provocar a rápida em seu tamanho quando em contato com a água. As misturas ácido-base são incorporadas comprimido. como força de Van der Walls. Os desagregantes utilizados nos comprimidos SCHMIDT e ZESSIN. 1993. 3 . à solubilidade do fármaco. VILA JATO. etc.. quando em recristalização. 1997b. 1997). et al. é possível Os desintegrantes são adicionados à obter um composto insolúvel com alta capacidade formulação com o intuito de promover e acelerar a de intumescimento decorrente da hidrofilidade dos desintegração do comprimido quando em contato substituintes. LE HIR. O terceiro grupo de desagregantes é dissolução parcial de superfícies com posterior composto pelas substâncias que. por esta deixam. tais solúveis como cloreto de sódio e lactose. 1997). FAROONGSARNG e PECK. 1993. utilizados com menor freqüência que os pontes de hidrogênio. formam um gás. 1994. Fricção entre os grânulos incrementando a superfície específica e. LE HIR. 1995. Atualmente os sódico (Explotab. p.

Journal of comprimido retardando o tempo de desintegração.. Drug que se apresente finamente pulverizado (LERCK e Development and Industrial Pharmacy. Drug Development and Industrial proporções elevadas (> 4%). interposição entre as partículas do granulado e desagregante. ZUURMAN. com bom fluxo) em um único formação de uma camada protetora que reduz a adjuvante. 3. diminuindo a Relationship to their Physicochemical Properties. a propriedade lubrificante characteristics of particulates on the compaction snd é pobre. 1. pode ocorrer uma redução nas in the Friction Coefficients of Tablet Lubricants and forças de ligação interparticulares. com a vantagem de serem diluente). em parte devido à sua Industrial Pharmacy..ed. p. 81-93. deseja uma completa dissolução em água dos 1943. Drug Development and Industrial alquilsulfonados. p. p. aglutinante. 24 (suppl. AUGSBURGER. 1999. 18. 65-79. finamente multifuncional comercializado desde 1986 divididos.. Lozanges and Black 1993. possibilidade de combinação de diversas Os agentes deslizantes atuam por propriedades (diluente. v. evitando a aderência do material à matriz e aos punções. v. v. Também possui efeito abrasivo. p..A. 2119-2141. A principal vantagem destes produtos fricção interparticular e a tendência à adesão. 1988. condicionando a biodisponibilidade do fármaco. tendência de migrar. M. durante o processo de ARMSTRONG. deslizante.. Entretanto. M. Esta tem sido uma Journal of Pharmacy and Pharmacology. Part II. os derivados de silício (Aerosil. Isto se deve a três funções citadas. p.. Drug Development and fabricação de comprimidos. 1988.R. L. bem como RUBENSDÖRFER. das principais razões para o grande número de 569-571. 1995. K. Tableting Properties hidrofóbicos durante a compressão or Experimental and Commercially Available (JOHANSSON. os lubrificantes podem multifuncionais tem representado uma alternativa apresentar as três propriedades simultaneamente.desintegrante) (SCHMIDT e anteriores. BAICHWAL. 2057-2071. Pharmacy and Pharmacology.K. Ludipress é um exemplo de adjuvante Atualmente os derivados de silício. 15. apresentam boas propriedades REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS antiaderentes. hidrofóbica e sua predisposição a recobrir as ARMSTRONG. 1994ab). não exercem com a mesma eficiência as através da compressão direta.. O talco e o amido de milho. n. possibilidade de interação entre cada ingrediente uniformiza a superfície. 767-810. W. Present.E. British Patent No. v. hidrofóbico mais freqüentemente empregado na Force-Displacement Curve. . VILA JATO.76 Caderno de Farmácia. 149-151. DELACOURTE et al. 1992. v. 1996. C. BROCKEDON. and Future of Tableting leucina e alguns agentes tensioativos do tipo Technology. 1993. MARWAHA e Development and Industrial Pharmacy.. N. Devido à sua natureza Pharmacology. BAICHWALL e Lactose Granulations for Direct Compression. The Effect of partículas. v.A. consistência do comprimido. 1988). n. Atualmente. p. p. o que proporciona um grande homogêneo da matriz. peso molecular (Carbowax 4000 e 6000). New Parameters O estearato de magnésio é o lubrificante Derived from Tablet Compression Curves. DRISCOLL. matriz) (LERK e SUCKER. BASF. LEINONEN et al. 1-10. 23. os lubrificantes propriamente ditos. benzoato e oleato) em Techniques. DELACOURTE et al.K. 1992. relevante no desenvolvimento de comprimidos porém.. 40. v. Cab-O-sil ou Syloid). v. alcançando elevadas concentrações na Powder Systems.1988. Overview of Compactation Data Analysis de sódio (acetato. HAINES NUTT. ANTIKAINEN. o emprego de adjuvantes 1997). facilitando o enchimento da formulação. MARQUEZ et al. G. 1990. Quando se Lead by Pressure Dies. R.5 % . O. 1997. 1992. A. 1996. The Past.). An overview of the apresenta boas características deslizantes e effects of some physico-chemical and mechanical antiaderente. Kollidon 30 (3. YLIRUUSI. Kollidon: Polyvinylpyrrolidone for the efervescentes). M. ÇELIK. 18.P. comprimidos (comprimidos hipodérmicos e BÜHLER. 19(17&18). entretanto. Drug AUGSBURGUER. Elastic compressão. VILA JATO. 1997). como o laurilsulfato de sódio Pharmacy.aglutinante) e efetivos a proporções muito mais baixas que os Kollidon CL (3. 135-136. 1995). O talco ÇELIK. v. Machine Speed on the Consolidation of Four podem dificultar a penetração da água no Directly Compressible Tablet Diluents. 22.J. p. diminuindo a velocidade de dissolução e 1989. a menos post-compaction properties of compacts. 1986. DL.K. 1972.. L. estudos avaliando a influência de lubrificantes BOLHUIS. 9977. 41. os poligóis de alto Pharmacy. Journal of Pharmacy and superfície do comprimido. Variations Por outro lado.F. são empregados com êxito como constituído por α-lactose monoidratada (93 % - indutores de fluxo. 2. N.. até a interface com a parede da Recovery and Surface Area Changes in Compacted matriz. PALFREY. O está na homogeneidade lote-a-lote e na reduzida preenchimento da superfície rugosa dos grânulos. O amido e o talco têm sido incremento na transparência do processo. SUCKER.L. (DALLA COSTA. V.5% . RUBINSTEIN. 1988. 21. Shaping Pills. recorre-se ao emprego de pharmaceutical Industry. n. lubrificantes solúveis tais como os sais orgânicos ÇELIK. p. O tradicionalmente os deslizantes mais empregados.

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