NOÇÕES DE DIREITO: CIVIL:  1.Das pessoas (naturais e jurídicas).  2.Dos bens (classificação segundo o Código  3.Dos Atos Jurídicos.  4.Dos contratos (Disposições Gerais).

 

Civil).

DIREITO PENAL:  1.Aplicação da lei penal.  2.Crime e Contravenção.

MINISTÉRIO  PÚBLICO DA  UNIÃO

DIREITO CONSTITUCIONAL:  I – A Constituição da República Federativa do  Brasil, de 5/10/88:  1.Princípios Fundamentais. 2.Direitos e Garantias Fundamentais:  direitos e deveres individuais e coletivos; direitos  sociais; nacionalidade. 3.Administração Pública: disposições  gerais; servidores públicos civis.  4.Poderes da União.  5.Poder Judiciário: disposições gerais;  o Supremo Tribunal Federal; o Superior Tribunal de  Justiça; Tribunais Regionais Federais e Juízes  Federais; Tribunais e Juízes dos Estados.  DIREITO DO TRABALHO:  1) Sujeitos da relação de emprego: empregado  e empregador.  2) Contrato de trabalho: conceito, elementos,  requisitos, características, alteração, interrupção e  suspensão.  3) Rescisão do contrato de trabalho: demissão  do empregado, dispensa pelo empregador, justa causa,  rescisão indireta e culpa recíproca.  4) Prescrição.  5) Duração do trabalho. Jornada noturna. 

DIREITO CIVIL
LIVRO I DAS PESSOAS TÍTULO I DAS PESSOAS NATURAIS CAPÍTULO I DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE

Art. 8o Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião,  não se podendo averiguar se algum dos comorientes precedeu  aos outros, presumir­se­ão simultaneamente mortos. Art. 9o Serão registrados em registro público: I ­ os nascimentos, casamentos e óbitos; II ­ a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III ­ a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV ­ a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. Art. 10. Far­se­á averbação em registro público:

Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil. Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento  com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos  do nascituro.

I ­ das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do  Art. 3o São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os  casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento  atos da vida civil: da sociedade conjugal; I ­ os menores de dezesseis anos; II ­ os que, por enfermidade ou deficiência mental, não tiverem o  necessário discernimento para a prática desses atos; III ­ os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir  sua vontade. Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos, ou à maneira  de os exercer: I ­ os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos; II ­ os ébrios habituais, os viciados em tóxicos, e os que, por  deficiência mental, tenham o discernimento reduzido; III ­ os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo; IV ­ os pródigos. Parágrafo único. A capacidade dos índios será regulada por  legislação especial. II ­ dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou  reconhecerem a filiação; III ­ dos atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.

CAPÍTULO II DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da  personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo  o seu exercício sofrer limitação voluntária. Art. 12. Pode­se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito  da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de  outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para  requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente,  ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando  Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição  a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da  integridade física, ou contrariar os bons costumes. Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade: Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para  I ­ pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro,  fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial. mediante instrumento público, independentemente de  homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o  Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a  menor tiver dezesseis anos completos; disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para  depois da morte. II ­ pelo casamento; Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente  III ­ pelo exercício de emprego público efetivo; revogado a qualquer tempo. IV ­ pela colação de grau em curso de ensino superior; Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter­se, com risco  V ­ pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de  de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica. relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com  Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o  dezesseis anos completos tenha economia própria. prenome e o sobrenome. o A existência da pessoa natural termina com a morte;  Art. 6 Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem  presume­se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei  em publicações ou representações que a exponham ao desprezo  autoriza a abertura de sucessão definitiva. público, ainda quando não haja intenção difamatória. Art. 7o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação  de ausência: I ­ se for extremamente provável a morte de quem estava em  perigo de vida; II ­ se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro,  não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em  propaganda comercial. Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da  proteção que se dá ao nome.

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração  da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de  escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição  Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses  ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas,  casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as  a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se  buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável  lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se  do falecimento. destinarem a fins comerciais.

Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são  partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os  ascendentes ou os descendentes.

§ 2o Não comparecendo herdeiro ou interessado para requerer o  inventário até trinta dias depois de passar em julgado a sentença  que mandar abrir a sucessão provisória, proceder­se­á à  arrecadação dos bens do ausente pela forma estabelecida nos  Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a  requerimento do interessado, adotará as providências necessárias  arts. 1.819 a 1.823. para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. Art. 29. Antes da partilha, o juiz, quando julgar conveniente,  CAPÍTULO III DA AUSÊNCIA Seção I Da Curadoria dos Bens do Ausente Art. 22. Desaparecendo uma pessoa do seu domicílio sem dela  haver notícia, se não houver deixado representante ou procurador  a quem caiba administrar­lhe os bens, o juiz, a requerimento de  qualquer interessado ou do Ministério Público, declarará a  ausência, e nomear­lhe­á curador. Art. 23. Também se declarará a ausência, e se nomeará curador,  quando o ausente deixar mandatário que não queira ou não  possa exercer ou continuar o mandato, ou se os seus poderes  forem insuficientes. Art. 24. O juiz, que nomear o curador, fixar­lhe­á os poderes e  obrigações, conforme as circunstâncias, observando, no que for  aplicável, o disposto a respeito dos tutores e curadores. Art. 25. O cônjuge do ausente, sempre que não esteja separado  judicialmente, ou de fato por mais de dois anos antes da  declaração da ausência, será o seu legítimo curador. § 1o Em falta do cônjuge, a curadoria dos bens do ausente  incumbe aos pais ou aos descendentes, nesta ordem, não  havendo impedimento que os iniba de exercer o cargo. ordenará a conversão dos bens móveis, sujeitos a deterioração ou  a extravio, em imóveis ou em títulos garantidos pela União. Art. 30. Os herdeiros, para se imitirem na posse dos bens do  ausente, darão garantias da restituição deles, mediante penhores  ou hipotecas equivalentes aos quinhões respectivos. § 1o Aquele que tiver direito à posse provisória, mas não puder  prestar a garantia exigida neste artigo, será excluído, mantendo­ se os bens que lhe deviam caber sob a administração do curador,  ou de outro herdeiro designado pelo juiz, e que preste essa  garantia. § 2o Os ascendentes, os descendentes e o cônjuge, uma vez  provada a sua qualidade de herdeiros, poderão,  independentemente de garantia, entrar na posse dos bens do  ausente. Art. 31. Os imóveis do ausente só se poderão alienar, não sendo  por desapropriação, ou hipotecar, quando o ordene o juiz, para  lhes evitar a ruína. Art. 32. Empossados nos bens, os sucessores provisórios ficarão  representando ativa e passivamente o ausente, de modo que  contra eles correrão as ações pendentes e as que de futuro  àquele forem movidas.

Art. 33. O descendente, ascendente ou cônjuge que for sucessor  provisório do ausente, fará seus todos os frutos e rendimentos  § 2o Entre os descendentes, os mais próximos precedem os mais  dos bens que a este couberem; os outros sucessores, porém,  remotos. deverão capitalizar metade desses frutos e rendimentos, segundo  o disposto no art. 29, de acordo com o representante do Ministério  o Na falta das pessoas mencionadas, compete ao juiz a  § 3 Público, e prestar anualmente contas ao juiz competente. escolha do curador. Parágrafo único. Se o ausente aparecer, e ficar provado que a  Seção II ausência foi voluntária e injustificada, perderá ele, em favor do  sucessor, sua parte nos frutos e rendimentos. Da Sucessão Provisória Art. 26. Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente,  ou, se ele deixou representante ou procurador, em se passando  três anos, poderão os interessados requerer que se declare a  ausência e se abra provisoriamente a sucessão. Art. 27. Para o efeito previsto no artigo anterior, somente se  consideram interessados: I ­ o cônjuge não separado judicialmente; II ­ os herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários; III ­ os que tiverem sobre os bens do ausente direito dependente  de sua morte; IV ­ os credores de obrigações vencidas e não pagas. Art. 28. A sentença que determinar a abertura da sucessão  provisória só produzirá efeito cento e oitenta dias depois de  publicada pela imprensa; mas, logo que passe em julgado,  proceder­se­á à abertura do testamento, se houver, e ao  inventário e partilha dos bens, como se o ausente fosse falecido. § 1o Findo o prazo a que se refere o art. 26, e não havendo  interessados na sucessão provisória, cumpre ao Ministério  Público requerê­la ao juízo competente. Art. 34. O excluído, segundo o art. 30, da posse provisória  poderá, justificando falta de meios, requerer lhe seja entregue  metade dos rendimentos do quinhão que lhe tocaria. Art. 35. Se durante a posse provisória se provar a época exata do  falecimento do ausente, considerar­se­á, nessa data, aberta a  sucessão em favor dos herdeiros, que o eram àquele tempo. Art. 36. Se o ausente aparecer, ou se lhe provar a existência,  depois de estabelecida a posse provisória, cessarão para logo as  vantagens dos sucessores nela imitidos, ficando, todavia,  obrigados a tomar as medidas assecuratórias precisas, até a  entrega dos bens a seu dono.
Seção III Da Sucessão Definitiva

Art. 37. Dez anos depois de passada em julgado a sentença que  concede a abertura da sucessão provisória, poderão os  interessados requerer a sucessão definitiva e o levantamento das  cauções prestadas. Art. 38. Pode­se requerer a sucessão definitiva, também,  provando­se que o ausente conta oitenta anos de idade, e que de  cinco datam as últimas notícias dele. Art. 39. Regressando o ausente nos dez anos seguintes à  abertura da sucessão definitiva, ou algum de seus descendentes  ou ascendentes, aquele ou estes haverão só os bens existentes  no estado em que se acharem, os sub­rogados em seu lugar, ou o  preço que os herdeiros e demais interessados houverem recebido 

pelos bens alienados depois daquele tempo. Parágrafo único. Se, nos dez anos a que se refere este artigo, o  ausente não regressar, e nenhum interessado promover a  sucessão definitiva, os bens arrecadados passarão ao domínio do  Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas  circunscrições, incorporando­se ao domínio da União, quando  situados em território federal.
TÍTULO II DAS PESSOAS JURÍDICAS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

I ­ a denominação, os fins, a sede, o tempo de duração e o fundo  social, quando houver; II ­ o nome e a individualização dos fundadores ou instituidores, e  dos diretores; III ­ o modo por que se administra e representa, ativa e  passivamente, judicial e extrajudicialmente; IV ­ se o ato constitutivo é reformável no tocante à administração,  e de que modo; V ­ se os membros respondem, ou não, subsidiariamente, pelas  obrigações sociais; VI ­ as condições de extinção da pessoa jurídica e o destino do  seu patrimônio, nesse caso. Art. 47. Obrigam a pessoa jurídica os atos dos administradores,  exercidos nos limites de seus poderes definidos no ato  constitutivo. Art. 48. Se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as  decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes, salvo  se o ato constitutivo dispuser de modo diverso. Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular as  decisões a que se refere este artigo, quando violarem a lei ou  estatuto, ou forem eivadas de erro, dolo, simulação ou fraude. Art. 49. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz,  a requerimento de qualquer interessado, nomear­lhe­á  administrador provisório.

Art. 40. As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou  externo, e de direito privado. Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno: I ­ a União; II ­ os Estados, o Distrito Federal e os Territórios; III ­ os Municípios; IV ­ as autarquias, inclusive as associações públicas;  V ­ as demais entidades de caráter público criadas por lei. Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas  jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de  direito privado, regem­se, no que couber, quanto ao seu  funcionamento, pelas normas deste Código. Art. 42. São pessoas jurídicas de direito público externo os  Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo  direito internacional público.

Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica,  caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão  patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do  Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são  Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os  civilmente responsáveis por atos dos seus agentes que nessa  efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam  qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo  estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios  contra os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa  da pessoa jurídica. ou dolo. Art. 51. Nos casos de dissolução da pessoa jurídica ou cassada a  Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado: autorização para seu funcionamento, ela subsistirá para os fins de  liquidação, até que esta se conclua. I ­ as associações; II ­ as sociedades; III ­ as fundações. IV ­ as organizações religiosas;  V ­ os partidos políticos.  § 1o Far­se­á, no registro onde a pessoa jurídica estiver inscrita, a  averbação de sua dissolução. § 2o As disposições para a liquidação das sociedades aplicam­se,  no que couber, às demais pessoas jurídicas de direito privado.

§ 3o Encerrada a liquidação, promover­se­á o cancelamento da  § 1o São livres a criação, a organização, a estruturação interna e  inscrição da pessoa jurídica. o funcionamento das organizações religiosas, sendo vedado ao  Art. 52. Aplica­se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção  poder público negar­lhes reconhecimento ou registro dos atos  dos direitos da personalidade. constitutivos e necessários ao seu funcionamento.  § 2o As disposições concernentes às associações aplicam­se  subsidiariamente às sociedades que são objeto do Livro II da  Parte Especial deste Código.  § 3o Os partidos políticos serão organizados e funcionarão  conforme o disposto em lei específica.  Art. 45. Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito  privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro,  precedida, quando necessário, de autorização ou aprovação do  Poder Executivo, averbando­se no registro todas as alterações por  que passar o ato constitutivo. CAPÍTULO II DAS ASSOCIAÇÕES Art. 53. Constituem­se as associações pela união de pessoas que  se organizem para fins não econômicos. Parágrafo único. Não há, entre os associados, direitos e  obrigações recíprocos. Art. 54. Sob pena de nulidade, o estatuto das associações  conterá:

I ­ a denominação, os fins e a sede da associação; Parágrafo único. Decai em três anos o direito de anular a  constituição das pessoas jurídicas de direito privado, por defeito  II ­ os requisitos para a admissão, demissão e exclusão dos  do ato respectivo, contado o prazo da publicação de sua inscrição  associados; no registro. III ­ os direitos e deveres dos associados; Art. 46. O registro declarará: IV ­ as fontes de recursos para sua manutenção;

Parágrafo único. e. que deixa. 66. por deliberação dos associados. e para onde  . Muda­se o domicílio. caso este a  denegue. a ela destinados serão. instituição nas  condições indicadas neste artigo. Parágrafo único. 65. ao respectivo Ministério Público. 68.  onde. viva. ou em Território. Art. em nome dela. lhe promoverá a  extinção. Aqueles a quem o instituidor cometer a aplicação do  poderá instituir categorias com vantagens especiais.   cujo   quorum   será   o  estabelecido no estatuto. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer direito  § 2o Se estenderem a atividade por mais de um Estado. o que remanescer do seu  patrimônio se devolverá à Fazenda do Estado. Se o associado for titular de quota ou fração  Parágrafo único. depois de deduzidas. antes da destinação do  remanescente referida neste artigo. sobre os bens dotados. em cento e  oitenta dias. os bens  Art. caberá  Parágrafo único. a transferência daquela não  importará.  Art. 72.  registrados. nos casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto. Art. 62.  especificando o fim a que se destina. Dissolvida a associação. a incumbência caberá ao Ministério Público. Art. Art. quanto às  relações concernentes à profissão. 64. Art. Art. com a  intenção manifesta de o mudar. transferindo a residência. bem  como os  critérios  de eleição dos  administradores. será  destinado à entidade de fins não econômicos designada no  estatuto. podem estes. culturais ou de assistência. estadual ou federal. 69. nos termos previstos no estatuto. ao  submeterem o estatuto ao órgão do Ministério Público. se de outro modo não dispuser o  instituidor.V – o modo de constituição e de funcionamento dos órgãos  deliberativos. em cada um deles.  Art. Velará pelas fundações o Ministério Público do Estado  causa. estabelece a sua residência com ânimo definitivo. de  Art. por  escritura pública ou testamento. competente. formularão logo. em seguida. o lugar onde esta é exercida. no seu silêncio. o estatuto da fundação  projetada. 56. Para criar uma fundação. e. adquirente ou ao herdeiro. as quotas  ou frações ideais referidas no parágrafo único do art. 56. 67. com recurso ao juiz. caberá o  ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido. Se o estatuto não for elaborado no prazo  ideal do patrimônio da associação. dotação especial de bens livres. poderá o juiz supri­la. Art. II ­ não contrarie ou desvirtue o fim desta. omisso este. Compete privativamente à assembléia geral:  que a reforma: I – destituir os administradores. em outra fundação.  § 1o Se funcionarem no Distrito Federal.  VI ­ as condições para a alteração das disposições estatutárias e  para a dissolução. no Distrito Federal ou  no Território. se não o fizer. impossível ou inútil a finalidade a que  visa a fundação.  representar a fundação. o encargo ao Ministério Público Federal. no Estado.  em dez dias. 74. Constituída a fundação por negócio jurídico entre vivos. Tornando­se ilícita. Para que se possa alterar o estatuto da fundação é mister  Art. incorporando­se o seu patrimônio. do Distrito Federal  ou da União.  I ­ seja deliberada por dois terços dos competentes para gerir e  II – alterar o estatuto. Parágrafo único. mas o estatuto  Art. por mandado judicial. de fins idênticos ou  semelhantes.  atualizado o respectivo valor. a requerimento do interessado. serão  respectivas contas. A exclusão do associado só é admissível havendo justa  Art. Ter­se­á por domicílio da pessoa natural. A convocação dos órgãos deliberativos far­se­á na forma  do estatuto. morais. de per si. Se a pessoa exercitar profissão em lugares  diversos. Parágrafo único. 71. É também domicílio da pessoa natural. assim reconhecida em procedimento que assegure direito  onde situadas. o remanescente do seu  patrimônio líquido. Para as deliberações a que se referem os incisos  I   e   II   deste   artigo   é   exigido   deliberação   da   assembléia  especialmente   convocada   para   esse   fim. em que a associação tiver sede. o  instituidor é obrigado a transferir­lhe a propriedade. Quando a alteração não houver sido aprovada por  votação unânime. o lugar onde for encontrada. 57. salvo disposição diversa do estatuto. submetendo­o. na atribuição da qualidade de associado ao  assinado pelo instituidor. considerar­se­á domicílio seu  qualquer delas. incorporados em outra fundação que se proponha a fim  igual ou semelhante. A qualidade de associado é intransmissível. ou qualquer interessado. que não tenha  residência habitual. 55. O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela  prestado ao patrimônio da associação. receber em restituição. Art. 60. e declarando. ou. por deliberação  Do Domicílio dos associados. 59. se quiser. se o estatuto  acordo com as suas bases (art. 58. Art. 73. em tendo ciência do encargo. alternadamente. salvo disposição em  contrário no ato constitutivo. requererão  que se dê ciência à minoria vencida para impugná­la. 63. à  instituição municipal. A fundação somente poderá constituir­se para  fins religiosos. ou outro  VII – a forma de gestão administrativa e de aprovação das  direito real. 70. A prova da intenção resultará do que declarar a  pessoa às municipalidades dos lugares. os administradores da fundação. cada um deles constituirá domicílio para as relações que  lhe corresponderem. III ­ seja aprovada pelo órgão do Ministério Público. Os associados devem ter iguais direitos. a  maneira de administrá­la. não havendo prazo. Parágrafo único. Art. se quiser. porém. 61. à aprovação da autoridade  não dispuser o contrário. o seu instituidor fará. a não ser  encargo. 62). de defesa e de recurso. patrimônio. a pessoa natural tiver diversas residências. CAPÍTULO III DAS FUNDAÇÕES Art. garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito  de promovê­la. que se proponha a fim igual ou semelhante. ou vencido o prazo de sua existência. Art. ou. § 2o Não existindo no Município. se for o caso.  designada pelo juiz. Quando insuficientes para constituir a fundação. TÍTULO III § 1o Por cláusula do estatuto ou. ou no estatuto. o órgão do  Ministério Público. as contribuições que tiverem  Art. Se.

 94. Seção III Dos Bens Fungíveis e Consumíveis § 2o Se a administração. 88. O agente diplomático do Brasil. separadas do solo. o Distrito Federal. ao uso.  Dos Bens Considerados em Si Mesmos CAPÍTULO II Seção I Dos Bens Reciprocamente Considerados Dos Bens Imóveis Art. destruição imediata da própria substância. com as  destinação econômico­social. § 1o Tendo a pessoa jurídica diversos estabelecimentos em  lugares diferentes. o  considerados tais os destinados à alienação. 81. Seção II § 1o São voluptuárias as de mero deleite ou recreio. Art. circunstâncias que a acompanharem. de uma pessoa.  I ­ as edificações que. tenham destinação  LIVRO II unitária. no país. O domicílio do incapaz é o do seu representante  Dos Bens Divisíveis ou assistente. Nos contratos escritos. úteis ou  necessárias. II ­ o direito à sucessão aberta. poderão os contratantes  consideram de per si. Bens divisíveis são os que se podem fracionar sem  permanentemente suas funções.  readquirem essa qualidade os provenientes da demolição de  algum prédio. Art. os  frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.vai. I ­ da União. 78. Os bens que formam essa universalidade podem  TÍTULO ÚNICO ser objeto de relações jurídicas próprias. o do militar.  Art. 77. para  nele se reempregarem. acessório. e. onde servir. independentemente dos demais. Art. forem removidas para outro local. Apesar de ainda não separados do bem principal. Art. III ­ os direitos pessoais de caráter patrimonial e respectivas  ações. As benfeitorias podem ser voluptuárias. 89. conservam sua qualidade de móveis. a que ela corresponder. enquanto  não forem empregados. ou. o lugar onde funcione a administração  municipal. 84. Os materiais destinados a alguma construção. São fungíveis os móveis que podem substituir­se por  outros da mesma espécie. Art. 83. São pertenças os bens que. integrantes. diminuição considerável de valor. o domicílio é: I ­ as energias que tenham valor econômico. indivisíveis por determinação da lei ou por vontade das partes. 75. as respectivas capitais. 86. Consideram­se móveis para os efeitos legais: Art. São singulares os bens que. que não  aumentam o uso habitual do bem. 96. ou  agradável ou sejam de elevado valor. da própria mudança. 79. navio estiver matriculado. no tocante às  obrigações contraídas por cada uma das suas agências. correspondentes. Os negócios jurídicos que dizem respeito ao bem principal  Art. Principal é o bem que existe sobre si. 92. Constitui universalidade de direito o complexo de relações  CAPÍTULO I jurídicas. o lugar em que cumprir a  Art. Das Diferentes Classes de Bens Art. ou diretoria. pertinentes à mesma pessoa. 85. São consumíveis os bens móveis cujo uso importa  do estabelecimento. militar. sem alteração da substância ou da  Dos Bens Móveis . a sede do comando a que  alteração na sua substância. 95. de remoção por força alheia. o servidor público. o do servidor público. o marítimo e o preso. se destinam. Constitui universalidade de fato a pluralidade de bens  obrigações deles resultantes. 87. Quanto às pessoas jurídicas. o do marítimo. Têm domicílio necessário o incapaz. se  Art. aquele cuja existência supõe a do  natural ou artificialmente. cada um deles será considerado domicílio para  os atos nele praticados. salvo se o contrário resultar da lei. São móveis os bens suscetíveis de movimento próprio.  Seção V alegar extraterritorialidade sem designar onde tem. especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os direitos e  Art. o lugar  Art. ainda que o tornem mais  Art. citado no estrangeiro. IV ­ das demais pessoas jurídicas. o lugar onde funcionarem as  respectivas diretorias e administrações. poderá ser demandado no Distrito Federal ou no último  Dos Bens Singulares e Coletivos ponto do território brasileiro onde o teve.  sendo da Marinha ou da Aeronáutica. 93. de modo duradouro. ou onde elegerem  domicílio especial no seu estatuto ou atos constitutivos. e o do preso. Art. 80. haver­se­á por domicílio da pessoa jurídica. 82. principal. unidade. II ­ os direitos reais sobre objetos móveis e as ações  II ­ dos Estados e Territórios. onde o  prejuízo do uso a que se destinam. o seu  domicílio. ao serviço  ou ao aformoseamento de outro. não constituindo partes  I ­ os direitos reais sobre imóveis e as ações que os asseguram. 90. Não perdem o caráter de imóveis: não abrangem as pertenças. ou  se encontrar imediatamente subordinado. ou das circunstâncias do caso. que. DOS BENS Parágrafo único. 91. embora reunidos. dotadas de valor econômico. sito no Brasil. o lugar em que exercer  Art. Seção IV Parágrafo único. Consideram­se imóveis para os efeitos legais: Art. II ­ os materiais provisoriamente separados de um prédio. tiver a sede no estrangeiro. mas conservando a sua  da manifestação de vontade. São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar  concretamente. singulares que. qualidade e quantidade. sendo também  Art. Art. Os bens naturalmente divisíveis podem tornar­se  sentença. 76. III ­ do Município. se tais declarações não fizer. Art. abstrata ou  Art.

 nem aproveita aos co­ interessados capazes. 103. 112. inclusive os de suas autarquias.  salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. Os negócios jurídicos benéficos e a renúncia interpretam­ se estritamente. Art. 114. Art. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu  autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou. como objeto de direito pessoal. Parágrafo único. todos os outros são  Art.  Art. A manifestação de vontade pelo representante.  observadas as exigências da lei. Art. A validade da declaração de vontade não dependerá de  I ­ as condições física ou juridicamente impossíveis. em geral. do Termo e do  Art. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso  especial são inalienáveis. Salvo se o permitir a lei ou o representado. que constituem o patrimônio das pessoas  Art. CAPÍTULO III Encargo Art. particulares. III ­ os dominicais. defesas se incluem as que privarem de todo efeito o negócio  Art. 117. salvo se. Art. nos  jurídicas de direito público. Parágrafo único. 106. 101. 118. No negócio jurídico celebrado com a cláusula de não  valer sem instrumento público. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião. representado. § 3o São necessárias as que têm por fim conservar o bem ou  evitar que se deteriore. à ordem pública ou aos bons costumes. entre as condições  do direito ou da obrigação comum. não o fazendo. Não dispondo a lei em contrário. 119. . O representante é obrigado a provar às pessoas. 110. LIVRO III Dos Fatos Jurídicos TÍTULO I Do Negócio Jurídico CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. possível. A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser  negócio jurídico a evento futuro e incerto. Os poderes de representação conferem­se por lei ou  territorial ou municipal. possuidor ou detentor. 123. III ­ forma prescrita ou não defesa em lei.§ 2o São úteis as que aumentam ou facilitam o uso do bem. 105. 121. Art. determinado ou determinável. Art. Considera­se condição a cláusula que. Art. jurídico se for relativa. mares. 99. 113. ou o sujeitarem ao puro arbítrio de uma das partes. é anulável o  negócio jurídico que o representante. 104. 120. reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário  mínimo vigente no País. ou  limites de seus poderes. 108. e não for necessária a declaração de  vontade expressa. ou se cessar antes de realizada a condição  Art.  responder pelos atos que a estes excederem. A impossibilidade inicial do objeto não invalida o negócio  jurídico. Art. Não se consideram benfeitorias os melhoramentos ou  acréscimos sobrevindos ao bem sem a intervenção do  proprietário. a contar da conclusão  do negócio ou da cessação da incapacidade. invocada pela outra em benefício próprio. a sua qualidade e a  extensão de seus poderes. É anulável o negócio concluído pelo representante em  conflito de interesses com o representado. seja qual for a pessoa a que pertencerem. Da Condição. 116. Art. Os requisitos e os efeitos da representação legal são os  estabelecidos nas normas respectivas. tem­se como celebrado pelo  representante o negócio realizado por aquele em quem os  poderes houverem sido subestabelecidos.  ruas e praças. 111. a escritura pública é  II ­ as condições ilícitas. Art. É de cento e oitenta dias. conforme for estabelecido legalmente pela entidade a  cuja administração pertencerem. se tal fato era ou devia  ser do conhecimento de quem com aquele tratou. ou de fazer coisa ilícita. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou  retribuído. no seu interesse ou por  conta de outrem. na forma que a lei determinar. suspensivas. Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção  nelas consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem. tais como rios. senão quando a lei expressamente a exigir. Art. enquanto conservarem a sua  qualificação. subordinados: Art. São bens públicos: I ­ os de uso comum do povo. o prazo de  decadência para pleitear­se a anulação prevista neste artigo. 122. produz efeitos em relação ao  real. Art. 109. Art. modificação ou renúncia de direitos  III ­ as condições incompreensíveis ou contraditórias. 100. 102. com  quem tratar em nome do representado. A validade do negócio jurídico requer: I ­ agente capaz. os da representação  voluntária são os da Parte Especial deste Código. Parágrafo único. derivando  exclusivamente da vontade das partes. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme  a boa­fé e os usos do lugar de sua celebração. São lícitas. 97. quando as circunstâncias ou  os usos o autorizarem. tais como edifícios ou terrenos destinados  a serviço ou estabelecimento da administração federal. estradas. sob pena de. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes  às pessoas jurídicas de direito público interno. 107. este é da substância do ato. 98. estadual. todas as condições não contrárias  à lei. celebrar consigo mesmo. quando  forma especial. pelo interessado. transferência. consideram­se  dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito  público a que se tenha dado estrutura de direito privado. CAPÍTULO III Dos Bens Públicos Art. Não dispondo a lei em contrário. for indivisível o objeto  Art. 115. Invalidam os negócios jurídicos que lhes são  a que ele estiver subordinado. Art. essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à  constituição. Para esse efeito. de cada uma dessas entidades. O silêncio importa anuência. Art. neste caso. CAPÍTULO II Da Representação II ­ os de uso especial. II ­ objeto lícito. subordina o efeito do  Art.

obriga o representado a responder civilmente até a importância do  Art. aquisição do direito. 134. ou de ambos os  Art. Art. O dolo do representante legal de uma das partes só  contratantes. realizada a condição. Art. se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter  Art. 124. 125. ou das circunstâncias. 137. se do teor do instrumento. São os negócios jurídicos anuláveis por dolo. 141. são  proveito que teve. Ao titular do direito eventual. 131. sem prazo. e incluído o  Art. que se estabeleceu a benefício do credor.  conservá­lo. quando  do vencimento. por perdas e danos. presume­se o prazo em favor do  conhecimento. ainda que subsista o negócio  herdeiro. 136. porém. enquanto esta se não  realizar. o juiz. ou no imediato. extingue­se. ao objeto principal da  declaração. em caso contrário. Art. se com  ela forem incompatíveis. Salvo disposição legal ou convencional em contrário. ou a alguma das qualidades a ele essenciais. O termo inicial suspende o exercício. a que ele visa. Art. Reputa­se verificada. Se ambas as partes procederem com dolo. embora por outro modo. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do  direito. no que couber. § 1o Se o dia do vencimento cair em feriado. Art. 129. não tem eficácia quanto aos atos já  praticados. pendente esta.  Do Dolo computam­se os prazos. o dolo for do representante  exeqüíveis desde logo. § 2o Meado considera­se. mas. se oferecer para executá­la na conformidade da vontade real do  Art. 145. e as de não fazer coisa impossível. com base nas circunstâncias. 150. Seção II Art.  pelo disponente. Art. se puder identificar a coisa  ou pessoa cogitada. não  verificada a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a  quem aproveita o seu implemento. caso em  considerável à sua pessoa. e é acidental quando. salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico. 132. não viciará o negócio quando. Subordinando­se a eficácia do negócio jurídico à  condição suspensiva. resultar  parte a quem ludibriou. 126. decidirá  Dos Defeitos do Negócio Jurídico se houve coação. provando­se que sem ela  do de início. nos casos de condição  Art. à sua família. se aposta a um  negócio de execução continuada ou periódica. Art. em proveito do devedor. A transmissão errônea da vontade por meios interpostos  é anulável nos mesmos casos em que o é a declaração direta. Têm­se por inexistentes as condições impossíveis. Os negócios jurídicos entre vivos. 143. 130. 147. Art. as  disposições relativas à condição suspensiva e resolutiva. O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da  declaração de vontade. o negócio não se teria celebrado. a quem a manifestação de vontade se dirige. Art. Art. O erro não prejudica a validade do negócio jurídico  suspensiva ou resolutiva.  salvo disposição em contrário. em face  das circunstâncias do negócio. e. ao contrário. A coação. Considera­se não escrito o encargo ilícito ou impossível. este for a sua causa. Ao termo inicial e final aplicam­se. desde que tenha influído  nesta de modo relevante. a sua realização. 146. que se invalida o negócio jurídico. Seção I Do Erro ou Ignorância . considerando­se. considerar­se­á  Art. o representado responderá solidariamente com ele  lugar diverso ou depender de tempo. enquanto esta se não verificar. 139. 127. Nos negócios jurídicos bilaterais. o seu décimo quinto  Art. Se alguém dispuser de uma coisa sob condição  suspensiva. Se for resolutiva a condição. nos contratos. se. estas não terão valor. O erro é substancial quando: I ­ interessa à natureza do negócio.  tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e  salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade. o silêncio intencional de  dia. uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte  § 3o Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número  haja ignorado. 138. salvo. como condição suspensiva.Art. a  condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte  a quem desfavorecer. Se disser respeito a pessoa não pertencente à  CAPÍTULO IV família do paciente. 128.  for o motivo único ou principal do negócio jurídico. O falso motivo só vicia a declaração de vontade quando  expresso como razão determinante. nenhuma  pode alegá­lo para anular o negócio. para  todos os efeitos. Art. Art. Art. O erro de indicação da pessoa ou da coisa.  quando resolutivas. excluído o dia do começo. Art. II ­ concerne à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a  quem se refira a declaração de vontade. quanto aos efeitos jurídicos. Art. a seu despeito. 140. não se terá  adquirido o direito. 142. por  seu contexto e pelas circunstâncias. há de ser  Art. Art. quando as  declarações de vontade emanarem de erro substancial que  poderia ser percebido por pessoa de diligência normal. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e  prorrogado o prazo até o seguinte dia útil. Seção III Da Coação Art. Parágrafo único. ou reclamar indenização. fizer quanto àquela novas  disposições. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de  terceiro. Sobrevindo a condição resolutiva. III ­ sendo de direito e não implicando recusa à aplicação da lei. é permitido praticar os atos destinados a  quando a pessoa. a que se  referir a declaração de vontade. 149. constitui omissão dolosa. e. podendo exercer­se desde a  conclusão deste o direito por ele estabelecido. desde que compatíveis com a natureza da condição  pendente e conforme aos ditames de boa­fé. o negócio seria  realizado. o direito a que ela se opõe. se faltar exata correspondência. vigorará o negócio jurídico. em qualquer mês. quanto  jurídico. para viciar a declaração da vontade. 148. 144. São anuláveis os negócios jurídicos. 133. danos. salvo se a execução tiver de ser feita em  convencional. Nos testamentos. mas não a  manifestante. o terceiro responderá por todas as perdas e danos da  a esses. § 4o Os prazos fixados por hora contar­se­ão de minuto a minuto. 151. 135. ou aos seus bens.

VI ­ tiver por objetivo fraudar lei imperativa. O negócio jurídico nulo não é suscetível de confirmação. § 1o Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar  insuficiente. Art. anulável o negócio jurídico: Art. sua invalidade importará somente na anulação da  preferência ajustada. IV ­ não revestir a forma prescrita em lei. se válido for na substância e na forma. Art. ou terceiros  Art. Não se considera coação a ameaça do exercício normal  credores as garantias de dívidas que o devedor insolvente tiver  de um direito. como lesivos dos seus  direitos. Se esses negócios tinham por único objeto  Seção IV atribuir direitos preferenciais. ou transmitem. ter­se­ão em conta o sexo. Art. o negócio jurídico nulo contiver os requisitos  poderá depositar o preço que lhes corresponda ao valor real. § 1o Aprecia­se a desproporção das prestações segundo os  valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio  jurídico. Além dos casos expressamente declarados na lei. subsistirá este quando o fim a que visavam as partes  Art. obrigado a repor. Art. É nulo o negócio jurídico simulado.  CAPÍTULO V de grave dano conhecido pela outra parte. não lhe sendo permitido supri­las. 154. se os praticar o devedor já insolvente. se houvessem previsto a  intentada contra o devedor insolvente. condição ou cláusula não  verdadeira. 170. em proveito do acervo sobre que se tenha de  efetuar o concurso de credores. impossível ou indeterminável o seu objeto. II ­ contiverem declaração. Vicia o negócio jurídico a coação exercida por terceiro. o temperamento do paciente e todas  as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. ou por inexperiência. 166. 164. III ­ os instrumentos particulares forem antedatados. Anulados os negócios fraudulentos. com a citação de todos  os interessados. Art.  II ­ for ilícito.  Art. Art. ficará  . se a coação decorrer de  Art. Se o adquirente dos bens do devedor insolvente ainda  não tiver pago o preço e este for. 161. ou houver  motivo para ser conhecida do outro contratante. ou industrial. As nulidades dos artigos antecedentes podem ser  alegadas por qualquer interessado. Tratando­se de pessoa não pertencente à família  I ­ celebrado por pessoa absolutamente incapaz. 165.  se dela tivesse ou devesse ter conhecimento a parte a que  aproveite. § 2o Ressalvam­se os direitos de terceiros de boa­fé em face dos  contraentes do negócio jurídico simulado. 159. dado a algum credor. o adquirente. para conservar os bens. a condição. ou por  eles reduzido à insolvência. ou se a parte favorecida concordar com a  redução do proveito. Ocorre a lesão quando uma pessoa. a vantagem  terceiro. § 2o Não se decretará a anulação do negócio. a pessoa que com ele  nulidade. § 1o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando: I ­ aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas  daquelas às quais realmente se conferem.  quando lhe couber intervir. Se. poderá ser  permitir supor que o teriam querido. A ação. ou pelo Ministério Público. o corrente. 155. insolvente o pagamento da dívida ainda não vencida. porém. 160. 169. 158 e 159.  Parágrafo único. 168. Subsistirá o negócio jurídico. Seção V Da Lesão III ­ o motivo determinante. Art. rural. sob premente  necessidade. for ilícito. celebrou a estipulação considerada fraudulenta. ainda que  a requerimento das partes. V ­ for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial  para a sua validade. aquilo que recebeu.  desobrigar­se­á depositando­o em juízo. aproximadamente. O credor quirografário.Art. mediante hipoteca. de boa­fé e valem os negócios  ordinários indispensáveis à manutenção de estabelecimento  mercantil. Art. 157. se for oferecido  suplemento suficiente. quando a insolvência for notória. assume obrigação  Da Invalidade do Negócio Jurídico excessivamente onerosa.  sem cominar sanção. ainda quando o ignore. de outro. Presumem­se. Configura­se o estado de perigo quando alguém. 167. ou proibir­lhe a prática. mas o autor da coação responderá por todas as  efetuar o concurso de credores. Art. é  adquirentes que hajam procedido de má­fé. 171. Presumem­se fraudatórias dos direitos dos outros  Art. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou  remissão de dívida.  nem convalesce pelo decurso do tempo. Parágrafo único. No apreciar a coação. nos casos dos arts. porém. que receber do devedor  I ­ por incapacidade relativa do agente. a saúde. ou à subsistência do devedor e de  sua família. Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do  devedor insolvente. As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz. Se inferior. e esta responderá solidariamente com aquele por  perdas e danos. 163. 162. 156. perdas e danos que houver causado ao coacto. penhor ou  Do Estado de Perigo anticrese. do declarante. a  idade.  quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as  encontrar provadas. § 2o Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos  podem pleitear a anulação deles. confissão. poderão ser  anulados pelos credores quirografários. ou a pessoa de sua família. se obriga a prestação  manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.  premido da necessidade de salvar­se. 152. mas subsistirá o que  se dissimulou. Art. sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse  resultante reverterá em proveito do acervo sobre que se tenha de  ter conhecimento. Art. nem o simples temor reverencial. o juiz decidirá segundo as circunstâncias. ou pós­ datados. Art. É nulo o negócio jurídico quando: Parágrafo único. Parágrafo único. 158. 153. Seção VI Da Fraude Contra Credores Art. comum a ambas as partes. VII ­ a lei taxativamente o declarar nulo.

 184. ou a execução voluntária de  negócio anulável. A anulabilidade não tem efeito antes de julgada por  sentença. 172. TÍTULO II II ­ contra os ausentes do País em serviço público da União. no ato de  ação contra os seus assistentes ou representantes legais. e. ao  exercê­lo. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita. e  só valerá. Não constituem atos ilícitos: I ­ os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um  direito reconhecido. a invalidade da obrigação principal implica a das  Art. 173. Art. 199. nos termos dos arts. Seção II Das Causas que Impedem ou Suspendem a Prescrição Art. excede manifestamente os limites impostos pelo seu  . estado de perigo ou  lesão. Art. I ­ contra os incapazes de que trata o art. durante o poder familiar. Art. O ato de confirmação deve conter a substância do  negócio celebrado e a vontade expressa de mantê­lo. 3o. Não corre igualmente a prescrição: TÍTULO III Dos Atos Ilícitos I ­ pendendo condição suspensiva. Aquele que. anterior. ou se. I ­ no caso de coação. ou não a alegarem oportunamente. 186. tácita é a renúncia quando se presume  de fatos do interessado. 185.  não excedendo os limites do indispensável para a remoção do  perigo. derem causa à prescrição. sem prejuízo de terceiro. pela prescrição. aplicam­se. incompatíveis com a prescrição. II ­ no de erro. Art. 180. Quando a anulabilidade do ato resultar da falta de  autorização de terceiro. coação. ciente do vício que o  inquinava. e aproveita exclusivamente aos que a alegarem. 179. ou a lesão a  pessoa. na constância da sociedade conjugal. comete ato ilícito. 176. mas a destas não induz a da obrigação  principal. fim econômico ou social. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm  a ocultou quando inquirido pela outra parte. exclusivamente moral. Violado o direito. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por  acordo das partes. a qual  se extingue. II ­ a deterioração ou destruição da coisa alheia. Art. negligência  II ­ não estando vencido o prazo. Art. serão indenizadas com o equivalente. II ­ entre ascendentes e descendentes. dolo.  Art. do dia em que cessar a  incapacidade. por ação ou omissão voluntária. III ­ no de atos de incapazes. que  obrigar­se. Anulado o negócio jurídico. para  eximir­se de uma obrigação. No caso do inciso II. no que couber. ou imprudência. Art. 197. nasce para o titular a pretensão. pela parte a quem aproveita. 198. Art. 189. ainda que  III ­ pendendo ação de evicção. entre dezesseis e dezoito anos. O negócio anulável pode ser confirmado pelas partes. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de  jurisdição. 190. TÍTULO IV Da Prescrição e da Decadência CAPÍTULO I Da Prescrição Seção I Disposições Gerais Art. Ninguém pode reclamar o que. se não provar que reverteu em  proveito dele a importância paga. Aos atos jurídicos lícitos. Art. quando o negócio  já foi cumprido em parte pelo devedor. 175. Art. nem se pronuncia de ofício.II ­ por vício resultante de erro. do dia em que ela cessar. Art. será validado se este a der  posteriormente. pela boa­fé ou pelos bons costumes. A invalidade do instrumento não induz a do negócio  jurídico sempre que este puder provar­se por outro meio. se esta for  durante a tutela ou curatela.  sem estabelecer prazo para pleitear­se a anulação. Art.  um negócio jurídico não o prejudicará na parte válida. Art. depois que a  prescrição se consumar. É escusada a confirmação expressa. fraude contra credores. declarou­se maior. 182. restituir­se­ão as partes ao  estado em que antes dele se achavam. nos prazos a que aludem os arts. pagou a um incapaz. dolo. 187.  salvo o caso de solidariedade ou indivisibilidade. Art. de que contra ele  dispusesse o devedor. 177. a invalidade parcial de  III ­ entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a  a anulação do negócio jurídico. 194. 195. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear­se  Art. separável.  205 e 206. importa a  extinção de todas as ações.  lesão ou fraude contra credores. 178. 172 a 174. 191. que não sejam negócios  III ­ contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas. 192. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável. Não corre a prescrição: I ­ entre os cônjuges. A confirmação expressa. Respeitada a intenção das partes. dos  Dos Atos Jurídicos Lícitos Estados ou dos Municípios. 193. 196.  salvo direito de terceiro. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a  correr contra o seu sucessor. não sendo possível  restituí­las. Art. será este de  dois anos. a contar da data da conclusão do ato. Também não corre a prescrição: obrigações acessórias. O menor. Art. ou exceções. invocar a sua idade se dolosamente  Art. não pode. Parágrafo único. Art. Também comete ato ilícito o titular de um direito que. Art. 188. 174. o ato será legítimo somente  quando as circunstâncias o tornarem absolutamente necessário. por uma obrigação  anulada. em  jurídicos. a fim de remover perigo iminente. 181. estado de perigo. Art. Art. 183. só os interessados a  podem alegar. violar direito e causar dano a outrem. Art. Art. do dia em que se realizou o negócio jurídico. sendo feita. contado: pretensão. as disposições do Título  tempo de guerra.

 A prescrição pode ser interrompida por qualquer  a) para os fundadores. II ­ a pretensão dos profissionais liberais em geral. Salvo disposição legal em contrário. só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível. contado o prazo: CAPÍTULO II a) para o segurado. da apresentação. ou da reunião ou assembléia geral que dela deva  tomar conhecimento. procuradores  judiciais. 195 e 198. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. A prescrição ocorre em dez anos. 207. citação.  Da Decadência da data em que é citado para responder à ação de indenização  proposta pelo terceiro prejudicado. Art. que somente poderá ocorrer  alimentares. . ainda que extrajudicial. da cessação dos respectivos  contratos ou mandato. 208. no caso de seguro de responsabilidade civil  § 3 obrigatório.Art. não se aplicam à  indeniza. Aplica­se à decadência o disposto nos arts. IV ­ pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário  ou em concurso de credores. sociedade anônima.  inciso I. suspendem ou interrompem  a prescrição. 205. VI ­ por qualquer ato inequívoco. dividendos ou quaisquer  prestações acessórias. pela percepção de emolumentos. aos  devedor. da publicação dos atos constitutivos da  interessado. não prejudica aos demais coobrigados. e a do terceiro  o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica  prejudicado. auxiliares da justiça. A interrupção da prescrição. a interrupção operada contra o co­ b) para os administradores. quando a lei não lhe  haja fixado prazo menor. Seção III Das Causas que Interrompem a Prescrição V ­ a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou  acionistas e os liquidantes. contado da publicação da ata da assembléia que aprovar o laudo. violação da lei ou do estatuto. III ­ por protesto cambial. 202. árbitros e peritos. § 2o Em dois anos. 206. A prescrição interrompida recomeça a correr da  data do ato que a interrompeu. aquele. ou fiscais. curadores e professores pelos seus honorários. VI ­ a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos  de má­fé. correndo o prazo da data em que foi deliberada a  distribuição. decadência as normas que impedem. § 1o A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos  outros. II ­ por protesto. IV ­ a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. o fiador. contado  o prazo da conclusão dos serviços. assim como a interrupção efetuada contra o devedor  solidário envolve os demais e seus herdeiros. senão  quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita  aos outros. IX ­ a pretensão do beneficiário contra o segurador. dar­se­á: § 3o Em três anos: I ­ por despacho do juiz. que ordenar a  I ­ a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos. § 5o Em cinco anos: I ­ a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de  instrumento público ou particular. nas condições do inciso antecedente. Prescreve: § 1o Em um ano: I ­ a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres  destinados a consumo no próprio estabelecimento. pela avaliação dos bens que  no juízo criminal. com a anuência do segurador. ou do último ato do processo para  VII ­ a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por  a interromper. b) quanto aos demais seguros. a pretensão relativa à tutela. § 4o Em quatro anos. Art. do balanço referente ao exercício em que a violação tenha  sido praticada. pagáveis. III ­ a pretensão para haver juros. mesmo incompetente. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado  IV ­ a pretensão contra os peritos. 200. sócios. custas e honorários. a partir da data em que se vencerem. contado o prazo da publicação da ata  de encerramento da liquidação da sociedade. c) para os liquidantes. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores  solidários. Parágrafo único. para o  pagamento da hospedagem ou dos alimentos. Art. ou da data que a este  Art. a pretensão para haver prestações  Art. V ­ por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 203. Art. no caso de seguro de responsabilidade civil. em períodos não maiores de um  ano. 201. V ­ a pretensão de reparação civil. II ­ a pretensão para receber prestações vencidas de rendas  temporárias ou vitalícias.  Art. serventuários  judiciais. a  contar do vencimento. ou a deste contra  despendeu em juízo. contado o prazo: Art. da primeira assembléia semestral posterior  à violação. semelhantemente. não correrá a prescrição antes da respectiva  entraram para a formação do capital de sociedade anônima. 204. que  importe reconhecimento do direito pelo devedor. III ­ a pretensão dos tabeliães. ou seu herdeiro.  sentença definitiva. Seção IV Dos Prazos da Prescrição Art. III ­ a pretensão do vencedor para haver do vencido o que  II ­ a pretensão do segurado contra o segurador. a contar da  data da aprovação das contas. com capitalização ou sem ela. se o interessado a promover no prazo e na forma da lei  processual. ressalvadas as disposições de lei especial. 209. § 2o A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor  solidário não prejudica os outros herdeiros ou devedores. uma vez. VIII ­ a pretensão para haver o pagamento de título de crédito. da ciência do fato gerador da  pretensão.

Art. extraídos por tabelião ou oficial de registro. Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é  validade de um ato. ou  . Não podem ser admitidos como testemunhas: pelo menos duas testemunhas que o conheçam e atestem sua  I ­ os menores de dezesseis anos. II ­ aqueles que. porém. necessária à  Art. ou. Os documentos redigidos em língua estrangeira serão  quando necessário. 211. Art. e  capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados. TÍTULO V Da Prova Art. encerrando o ato. quando lhe for contestada a autenticidade.  não o havendo na localidade. outro cônjuge e filiação. III ­ testemunha. profissão. quando. A anuência ou a autorização de outrem. Parágrafo único. de ofício. § 3 Art. complementar da prova por escrito.  intervenientes ou testemunhas. A prova resultante dos livros e fichas não é  o Se algum comparecente não puder ou não souber escrever. quaisquer outras reproduções  intervenientes. Deve o juiz. 219. bem como os da cessão. cinematográficas.  nem puder identificar­se por documento. V ­ perícia. 228. em seu favor. Art. Art. e pode ser ilidida pela  outra pessoa capaz assinará por ele. O instrumento particular. não  Art. ou de que todos a leram. de  instrumentos ou documentos lançados em suas notas. ou somente  assinado por quem esteja na livre disposição e administração de  seus bens. do próprio instrumento. 212. 218. Se a decadência for convencional. forem  confirmados por outros subsídios. Art. a  prova testemunhal é admissível como subsidiária ou  tabelião.  impugnada sua autenticidade. deverão participar do ato  Art. Parágrafo único. II ­ documento. 210. 223. deverá ser exibido o original. sempre que se possa. provar­se­á do mesmo modo que este. Art. O telegrama. valerá como prova de declaração da vontade. A prova não supre a ausência do título de  crédito. mecânicas ou eletrônicas de fatos ou de coisas fazem prova plena  destes. 224. ou sob a sua vigilância. é  documento dotado de fé pública. Art.  comparecentes.Art. A confissão é irrevogável. inerentes à legitimidade do ato.  tempo em que foram celebrados. a prova exclusivamente  testemunhal só se admite nos negócios jurídicos cujo valor não  o Se qualquer dos comparecentes não souber a língua  § 4 ultrapasse o décuplo do maior salário mínimo vigente no País ao  nacional e o tabelião não entender o idioma em que se expressa. os  IV ­ manifestação clara da vontade das partes e dos  registros fonográficos e. se os originais se houverem produzido em  juízo como prova de algum ato. mas. não lhes  V ­ referência ao cumprimento das exigências legais e fiscais  impugnar a exatidão. do regime de bens do casamento. 215. com as  disposições principais ou com a legitimidade das partes. a  respeito de terceiros. 214. As reproduções fotográficas. Farão a mesma prova que os originais as certidões  tiverem discernimento para a prática dos atos da vida civil. as  declarações enunciativas não eximem os interessados em sua  veracidade do ônus de prová­las. o fato  jurídico pode ser provado mediante: I ­ confissão. como representantes.  faz prova mediante conferência com o original assinado. do protocolo das audiências. com a indicação. III ­ nome. A prova do instrumento particular pode suprir­se  pelas outras de caráter legal. feito e assinado. As declarações constantes de documentos assinados  presumem­se verdadeiras em relação aos signatários. Não tendo relação direta. comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos. nos casos em que a lei ou as  circunstâncias condicionarem o exercício do direito à sua exibição. nome do  traduzidos para o português para ter efeitos legais no País. conhecer da decadência. contra quem forem exibidos. mas o  juiz não pode suprir a alegação. estado civil. conferida por tabelião  de notas. a parte a quem  aproveita pode alegá­la em qualquer grau de jurisdição. 220. 227. ou do original. identidade.  Art.  mas os seus efeitos. § 5o Se algum dos comparecentes não for conhecido do tabelião. textuais de qualquer peça judicial. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam  VI ­ declaração de ter sido lida na presença das partes e demais  contra as pessoas a que pertencem. deverá comparecer tradutor público para servir de intérprete. e. Terão a mesma força probante os traslados e as  certidões. prova as obrigações convencionais de qualquer valor. antes de registrado no registro público. de outro qualquer livro a cargo do escrivão. Se feita a confissão por um representante. não se operam. Art. II ­ reconhecimento da identidade e capacidade das partes e de  quantos hajam comparecido ao ato. constará. Parágrafo único. Parágrafo único. mas pode ser anulada se  decorreu de erro de fato ou de coação. A escritura pública. em geral. Art. 226. Art. Parágrafo único. por si. A cópia fotográfica de documento. 225. bem  como a do tabelião ou seu substituto legal. a escritura  pública deve conter: I ­ data e local de sua realização. escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco. e por ele subscritas.  somente é eficaz nos limites em que este pode vincular o  representado. outra pessoa capaz que. 216. a seu rogo. domicílio e  residência das partes e demais comparecentes. 213. sendo extraídas por  ele. se a parte. Art. o A escritura será redigida na língua nacional. a juízo do  Parágrafo único. 222. Salvo o negócio a que se impõe forma especial.  bastante nos casos em que a lei exige escritura pública. IV ­ presunção. quando  estabelecida por lei. Salvo os casos expressos. lavrada em notas de tabelião. quando por outro escrivão consertados. ou escrito  § 2 particular revestido de requisitos especiais. VII ­ assinatura das partes e dos demais comparecentes. § 1o Salvo quando exigidos por lei outros requisitos. Os traslados e as certidões considerar­se­ão  instrumentos públicos. assim como os  traslados de autos. nacionalidade. por enfermidade ou retardamento mental. fazendo prova plena. tenha idoneidade e conhecimento bastantes. Art. 217. 221. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico.

 424. 426. em favor de quem se fez o contrato. Art. que a aceitação é expedida. ou simultaneamente. Considera­se também presente a pessoa que contrata por  por outrem. TÍTULO V Dos Contratos em Geral III ­ se ela não chegar no prazo convencionado. importará nova proposta. III ­ que o exponha. feita sem prazo a pessoa ausente. a perigo de vida. 439. o cônjuge do promitente. se­á concluído o contrato. quando este o não executar. 436. se  deixar o direito de reclamar­lhe a execução. por circunstância imprevista. este comunicá­lo­á  imediatamente ao aceitante. 438. Art. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode  ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer  aceita. dever­se­á adotar a interpretação  mais favorável ao aderente. As presunções. o amigo íntimo ou o inimigo capital  das partes. Art.  divulgação. os descendentes e os  colaterais. os ascendentes. Os contratantes são obrigados a guardar. se a ele anuir. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o  cumprimento da obrigação. 434. Art. ou o proponente a tiver dispensado. faltar à prestação. ou às pessoas referidas no inciso  Art. Se a aceitação. danos. A proposta de contrato obriga o proponente. V ­ os cônjuges. IV ­ se. 232. Art. chegar  Art. A aceitação fora do prazo. Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato: tarde ao conhecimento do proponente. Parágrafo único. Reputar­se­á celebrado o contrato no lugar em que foi  proposto. 425. Art. telefone ou por meio de comunicação semelhante. por estado ou profissão. parente em grau sucessível.  Parágrafo único. se este. salvo se o contrário resultar  das circunstâncias ou dos usos. Art. Aquele que se nega a submeter­se a exame médico  Art. assim na  conclusão do contrato. artigo. I ­ se. Seção IV Da Promessa de Fato de Terceiro Seção II Da Formação dos Contratos Art. depois de se ter obrigado. CAPÍTULO I Disposições Gerais Seção I Preliminares Art. com adições. Quando houver no contrato de adesão cláusulas  ambíguas ou contraditórias. e o estipulante  não o inovar nos termos do art. A recusa à perícia médica ordenada pelo juiz poderá  I ­ no caso do artigo antecedente. Art. todavia. de seu  Art. não tiver sido expedida a resposta  . 421. Pode revogar­se a oferta pela mesma via de sua  Parágrafo único. Art. se antes dela ou  casos em que a lei exclui a prova testemunhal. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá  por perdas e danos. sujeito  às condições e normas do contrato. que não as legais. reputar­ patrimonial imediato. 422. e desde que. 432. da natureza do negócio. II ­ se o proponente se houver comprometido a esperar resposta. ficando. Os contratos entre ausentes tornam­se perfeitos desde  necessário não poderá aproveitar­se de sua recusa. Ao terceiro. II ­ a que não possa responder sem desonra própria. dependendo da sua anuência o ato a ser  praticado. A substituição pode ser feita por ato entre vivos  ou por disposição de última vontade. dentro do prazo dado. quando a ciência do fato que se quer  provar dependa dos sentidos que lhes faltam. Parágrafo único. desde que ressalvada esta faculdade na oferta  pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a que se refere este  realizada. ou  cônjuge. são nulas as cláusulas que  estipulem a renúncia antecipada do aderente a direito resultante  da natureza do negócio. de demanda. 433. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra  os requisitos essenciais ao contrato. ou amigo íntimo. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for  ou das circunstâncias do caso. A liberdade de contratar será exercida em razão e nos  limites da função social do contrato. feita sem prazo a pessoa presente. Art. observadas  as normas gerais fixadas neste Código. Parágrafo único. chegar ao conhecimento  da outra parte a retratação do proponente. Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa  viva. Se ao terceiro. não chegando a tempo a recusa. Deixa de ser obrigatória a proposta: indenização. 435. Art. 229. pelo regime do casamento. com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante. Para a prova de fatos que só elas conheçam. tiver decorrido tempo  Dos Vícios Redibitórios suficiente para chegar a resposta ao conhecimento do  proponente. É lícito às partes estipular contratos atípicos. não foi imediatamente  Art. venha a recair sobre os seus bens. Art. ou de dano  aceitação expressa. modificações. que a tornem  III ­ se. como em sua execução. os princípios de  probidade e boa­fé. restrições. 440. não poderá o  estipulante exonerar o devedor. se o  contrário não resultar dos termos dela. 438. não se admitem nos  Art. independentemente da sua  anuência e da do outro contratante. até o terceiro grau de alguma das partes. em favor de quem se estipulou a  obrigação. Art. de algum modo. por  consangüinidade. Seção III Da Estipulação em Favor de Terceiro Art. IV ­ o interessado no litígio. deva guardar segredo. exceto: Art. 427. Nos contratos de adesão. Art. a  Art. também é permitido exigi­la. 437.III ­ os cegos e surdos. 428. 423. Seção V II ­ se. ou afinidade. antes dela. 230. Se o negócio for daqueles em que não seja costume a  antecedente. sob pena de responder por perdas e  I ­ a cujo respeito. 430. suprir a prova que se pretendia obter com o exame. 431. O estipulante pode reservar­se o direito de substituir o  terceiro designado no contrato. 231. Considera­se inexistente a aceitação. 441. 429. feita a pessoa ausente.

 mas o adquirente deve  denunciar o defeito ao alienante nos trinta dias seguintes ao seu  descobrimento. É aplicável a disposição deste artigo às doações  conta na restituição devida. ou qualquer  contrato. Se o estipulante não der execução ao contrato  preliminar. não abonadas ao  assinado pelo devedor. Art. Seção VI Da Evicção Art.  Art. ou lhe diminuam o valor. da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: Art. além  conter todos os requisitos essenciais ao contrato a ser celebrado. a pedido do  do valor da coisa.  tão­somente restituirá o valor recebido. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção  tiverem sido feitas pelo alienante. e desde que dele não conste  cláusula de arrependimento. Se a promessa de contrato for unilateral. prometido. o efetive. Em vez de rejeitar a coisa. salvo se a isto se opuser  a natureza da obrigação. que sofreu a evicção. poderá o juiz. quantidade. Para poder exercitar o direito que da evicção lhe resulta. mas expostas a risco. deve  Art. 459. Salvo estipulação em contrário. e pedir  perdas e danos. Não atendendo o alienante à denunciação da  já existente ao tempo da tradição. 445. em se  assuma. Podem as partes. Art. assinando prazo à outra para que  que diretamente resultarem da evicção. será o  Art. Concluído o contrato preliminar. Mas. ainda que a  coisa alienada esteja deteriorada.  Art. o valor  Art. nela previsto. mas considerável. A responsabilidade do alienante subsiste ainda que a  coisa pereça em poder do alienatário. Subsiste para o alienante esta obrigação. 446. . no que lhe for razoavelmente  Art. disposto no artigo antecedente. na falta  Art. terá também direito o alienante a todo o preço.  desta. se esta se der. na época em que se evenceu. o prazo conta­se da alienação. se já  que a coisa era alheia ou litigiosa. Art. contado da entrega efetiva. ainda que nada do avençado venha a existir. Não correrão os prazos do artigo antecedente na  constância de cláusula de garantia. deverá manifestar­se no prazo  alienante. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa. por serem objeto dele coisas futuras. estava na posse. com observância do  I ­ à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. seja a evicção total ou parcial. não o assumiu. que de sua parte não tiver concorrido culpa. serão pagas pelo alienante. do preço correspondente ao desfalque sofrido. aplicando­se o disposto no parágrafo  tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer  antecedente se não houver regras disciplinando a matéria. 466. Seção VII Dos Contratos Aleatórios § 1o Quando o vício. 462. A alienação aleatória a que se refere o artigo  antecedente poderá ser anulada como dolosa pelo prejudicado. se da coisa nada vier a existir. 448. 457. Parágrafo único. reduzido à  metade. 450. no dia do contrato. caráter definitivo ao contrato preliminar. Art. 453. pelos usos locais. e proporcional ao  interessado. Nos contratos onerosos. ou. a que no contrato se considerava exposta a coisa. 454. conferindo  desfalque sofrido. pode o  adquirente deixar de oferecer contestação. 456. pode o adquirente reclamar abatimento no preço. e não tiver sido condenado a indenizá­las. suprir a vontade da parte inadimplente.  Art.  dele informado. Se for aleatório. ainda que a coisa  venha a existir em quantidade inferior à esperada. O contrato preliminar deverá ser levado ao  registro competente. se o não conhecia. posto que a coisa já  não existisse.  diminuir ou excluir a responsabilidade pela evicção. Art. Art. se sabia  e de um ano se for imóvel. 464. onerosas. Parágrafo único. quando e como lhe determinarem as leis do  processo. ou usar de recursos. for a evicção. dos anteriores. o credor. O contrato preliminar. o alienante responde pela  evicção. mais as despesas do  o adquirente notificará do litígio o alienante imediato. Art. Se o contrato for aleatório. O adquirente decai do direito de obter a redibição ou  abatimento no preço no prazo de trinta dias se a coisa for móvel. III ­ às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele  constituído.  evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte  441). Se for aleatório o contrato. 463. Art. lide. se perecer por vício oculto. 443. 458. As benfeitorias necessárias ou úteis. para os imóveis. redibindo o contrato (art. ou. por cláusula expressa. Não obstante a cláusula que exclui a garantia contra a  Seção VIII evicção. tem direito o evicto a receber o preço que  Do Contrato Preliminar pagou pela coisa evicta. por sua natureza. 461. reforçar. O preço. até o prazo máximo de cento e oitenta dias. por dizer respeito a coisas ou  mais tarde. terá o outro direito de receber integralmente o que lhe foi  tratando de bens móveis. caberá somente direito a indenização. 451. poderá o  Art. sob  das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver de dar o  pena de ficar a mesma sem efeito. e sendo manifesta a procedência da evicção. Art. ou de todo. Parágrafo único. 455. Se não for  considerável. desde que de sua parte não tenha havido dolo ou  § 2o Tratando­se de venda de animais. terá  igualmente direito o alienante a todo o preço. exceto quanto à forma. desde  Art. assumido pelo adquirente. e de um ano. os prazos de garantia por  culpa. o valor delas será levado em  Parágrafo único. se não soube do risco da evicção. poderá a outra parte considerá­lo desfeito. exceto havendo dolo do  adquirente. 452. Se o adquirente tiver auferido vantagens das  deteriorações. Subsiste esta garantia ainda que a aquisição se tenha  realizado em hasta pública.imprópria ao uso a que é destinada.  restituirá o que recebeu com perdas e danos. Se parcial. o prazo contar­se­á do momento em que dele tiver  fatos futuros.  se provar que o outro contratante não ignorava a consumação do  risco. 465. 444. por se referir a coisas  existentes. 447. Art. alienação  não haverá. ou. cujo risco de não virem a existir um dos contratantes  ciência. qualquer das partes terá o direito de  II ­ à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos  exigir a celebração do definitivo. sob pena de decadência. e o alienante restituirá o preço recebido. inexistindo este. em parte. tem direito o evicto. 460. Não pode o adquirente demandar pela evicção. Esgotado o prazo.  Parágrafo único. no caso de evicção parcial. Art. vícios ocultos serão os estabelecidos em lei especial. só puder ser conhecido  Art. 442. 449. Art.

 no todo ou em parte.   quando   em   território  estrangeiro e aí não sejam julgados.           Parágrafo   único   ­   A   lei   posterior.  convenções.           d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter          Lei excepcional ou temporária  aí cumprido a pena. ou se o nomeado se  recusar a aceitá­la. o contrato produzirá seus efeitos entre os  serviço. achando­se aquelas em pouso no território  nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. a aplicação da lei brasileira  depende do concurso das seguintes condições:          Art. Art. No momento da conclusão do contrato. o agente é punido segundo a lei  brasileira. 2º ­ Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior  deixa de considerar crime.         Lugar do crime  Parágrafo único. 471. 9º ­ A sentença estrangeira.          Art.Seção IX Do Contrato com Pessoa a Declarar Art. Não há          § 1º ­ Nos casos do inciso I. 4º ­ Considera­se praticado o crime no momento da ação  estrangeiro   contra   brasileiro   fora   do   Brasil.         Territorialidade         a) não foi pedida ou foi negada a extradição. quando diversas. Art. se outro não tiver  sido estipulado. aplica­se ao fato praticado durante sua vigência.          d)   de   genocídio.          Tempo do crime         § 3º ­ A lei brasileira aplica­se também ao crime cometido por          Art.    favorável. II ­ se a pessoa nomeada era insolvente.          II ­ os crimes:   DIREITO PENAL  PARTE GERAL TÍTULO I DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL          a)   que. e a outra pessoa o  desconhecia no momento da indicação. embora cometidos no  estrangeiro:          I ­ os crimes:          a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. 6º  ­ Considera­se praticado o crime no lugar  em  que  se não se revestir da mesma forma que as partes usaram para o  ocorreu a ação ou omissão.   de   Território. pena sem prévia cominação legal.           b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. O contrato será eficaz somente entre os contratantes  originários: I ­ se não houver indicação de pessoa.           §   2º   ­   É   também   aplicável   a   lei   brasileira   aos   crimes  praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de  propriedade privada. tratados e regras  de direito internacional. cessando em virtude dela a execução          a) entrar o agente no território nacional. embora decorrido o           e)   não  ter  sido  o  agente  perdoado  no   estrangeiro  ou.   bem   como   as   aeronaves   e   as   embarcações          Eficácia de sentença estrangeira  brasileiras.           c)   contra   a   administração   pública. consideram­se como extensão  imposta no Brasil pelo mesmo crime.   por   tratado   ou   convenção. e estas em  porto ou mar territorial do Brasil.   quando   o   agente   for   brasileiro   ou  domiciliado no Brasil.   reunidas   as  condições previstas no parágrafo anterior:  ou omissão. segundo a lei mais  determinaram.   de   Estado. quando idênticas. respectivamente. a partir do momento em que este foi  celebrado. que se achem.   de   empresa  pública. 467. 470. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz            Art. não estar extinta a punibilidade. A pessoa.   no   espaço   aéreo   correspondente   ou   em   alto­ mar. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no  prazo de cinco dias da conclusão do contrato.   8º   ­   A   pena   cumprida   no   estrangeiro   atenua   a   pena          § 1º ­ Para os efeitos penais.          Lei penal no tempo          § 2º ­ Nos casos do inciso II. 469.           Art. ou nela é  do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. ainda que outro seja o momento do resultado. bem como onde  contrato.         Extraterritorialidade          Art.   5º   ­   Aplica­se   a   lei   brasileira. 1º ­ Não há crime sem lei anterior que o defina.          Art.            Art.  contratantes originários. ao crime          Pena cumprida no estrangeiro  cometido no território nacional.   sem   prejuízo   de          b) houve requisição do Ministro da Justiça. quando a aplicação da lei  .   que   de   qualquer   modo           c)   estar   o   crime   incluído   entre   aqueles   pelos   quais   a   lei  favorecer   o   agente. 3º ­ A lei excepcional ou temporária.  mercantes   ou   de   propriedade   privada. Art.   ainda   que  brasileira autoriza a extradição.   natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que  se   encontrem.   de   Município. de  computada.   aplica­se   aos   fatos   anteriores.           b) contra o patrimônio ou a fé pública da União.   se. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no  momento da nomeação. adquire os direitos e assume as obrigações  decorrentes do contrato.   sociedade   de   economia   mista.            Art.          b) praticados por brasileiro. 468. do Distrito  Federal.  por  período   de   sua   duração   ou   cessadas   as   circunstâncias   que   a  outro motivo. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. se produziu ou deveria produzir­se o resultado. mercantes ou de propriedade privada.           c)   praticados   em   aeronaves   ou   embarcações   brasileiras.   o   Brasil   se   obrigou   a  reprimir.   por   quem   está   a   seu  Art.   autarquia   ou   fundação  instituída pelo Poder Público. 7º ­ Ficam sujeitos à lei brasileira.  decididos por sentença condenatória transitada em julgado.  e os efeitos penais da sentença condenatória. nomeada de conformidade com os artigos  antecedentes. pode uma das  partes reservar­se a faculdade de indicar a pessoa que deve  adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes.

 a restituições e  a outros efeitos civis. Não se consideram. só é punível o autor da coação ou da ordem. 12 ­ As regras gerais deste Código aplicam­se aos fatos  pratica dolosamente.   é  sentença.   16   ­   Nos   crimes   cometidos   sem   violência   ou   grave  ameaça à pessoa.          I ­ consumado. quando          Tentativa  lhe   era   possível. 21 ­ O desconhecimento da lei  é inescusável.   por   ato   voluntário   do           a) para os efeitos previstos no inciso I.          Art. entretanto.          Coação irresistível e obediência hierárquica          Pena de tentativa          Art.            Arrependimento posterior          II ­ sujeitá­lo a medida de segurança.   criou   o   risco   da  quem o agente queria praticar o crime. Justiça.   da   existência   de   tratado   de            Art.   não   manifestamente   ilegal.  por circunstâncias alheias à vontade do agente.         I ­ obrigar o condenado à reparação do dano. iniciada a execução.  incriminados   por   lei   especial. as frações de dia.  praticado não isenta de pena.   voluntariamente. se inevitável.          Superveniência de causa independente          Descriminantes putativas          § 1º ­ A superveniência de causa relativamente independente  exclui  a   imputação   quando.  os          § 1º ­ É isento de pena quem.   ter   ou   atingir   essa           II ­ tentado.           Art.  Contam­se os dias. senão as da pessoa contra           c)   com   seu   comportamento   anterior.   de  tentativa   com   a   pena   correspondente   ao   crime   consumado. senão quando o          Art.  superior hierárquico.  imprudência. quando o agente quis o resultado ou assumiu o  risco de produzi­lo. quando nele se reúnem todos os elementos  poderá diminuí­la de um sexto a um terço.   nas   circunstâncias. só  responde   o   agente   que   o   houver   causado   ao   menos  culposamente. por erro plenamente justificado  fatos anteriores. mas permite a punição por crime culposo. até o          Parágrafo único ­ A homologação depende:  recebimento   da   denúncia   ou   da   queixa. e. 18 ­ Diz­se o crime:          Contagem de prazo          Crime doloso            Art. quando o agente deu causa ao resultado por  as frações de cruzeiro. assumiu a responsabilidade de impedir o           §   3º  ­   O   erro   quanto   à   pessoa   contra   a   qual   o   crime   é  resultado.  tornaria a ação legítima. se evitável. pode ser            Art. 10 ­ O dia do começo inclui­se no cômputo do prazo.   desiste   de  homologada no Brasil para:  prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza.         Exclusão de ilicitude          Desistência voluntária e arrependimento eficaz  . os meses e os anos pelo calendário comum. de que depende a existência do crime. isenta de pena. 22 ­ Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em           Parágrafo único ­ Salvo disposição em contrário. Não há isenção de pena quando o erro          Relevância da omissão  deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.          Erro sobre a pessoa          b) de outra forma. se  previsto em lei. O erro          Crime consumado  sobre a ilicitude do fato.   supõe   situação   de   fato   que.   O   dever   de   agir          § 2º ­ Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. na pena de multa. pune­se a  estrita   obediência   a   ordem. 11 ­ Desprezam­se.         Frações não computáveis da pena          Crime culposo          Art. ninguém  pode ser punido por fato previsto como crime.  incumbe a quem:         a) tenha por lei obrigação de cuidado. diminuída de um a dois terços.   na  falta   de   tratado. não se consuma  consciência.           I ­ doloso.   ou.   de   requisição   do   Ministro   da  impossível consumar­se o crime. a pena será reduzida de um a dois terços.          Agravação pelo resultado  TÍTULO II DO CRIME         Relação de causalidade          Art. de pedido da parte  agente. Considera­se causa          Art.         Erro sobre elementos do tipo          Art.   por   ineficácia  extradição   com   o   país   de   cuja   autoridade   judiciária   emanou   a  absoluta   do   meio   ou   por   absoluta   impropriedade   do   objeto.   se   esta   não   dispuser   de   modo  diverso. 20 ­ O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de  a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.  interessada. as  condições ou qualidades da vítima.          Crime impossível           b)   para   os   outros   efeitos.   produziu   o  resultado.           Parágrafo único ­ Considera­se evitável o erro se o agente  atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. imputam­se a quem os praticou.  somente é imputável a quem lhe deu causa.  crime exclui o dolo.           II ­  culposo.   15   ­   O   agente   que.   por   si   só.          Erro sobre a ilicitude do fato          Art. nas penas privativas de liberdade e  nas restritivas de direitos.  ocorrência do resultado.   se   existisse.  pelas   circunstâncias.  só responde pelos atos já praticados. negligência ou imperícia. reparado o dano ou restituída a coisa. quando. 13 ­ O resultado. neste caso.   17   ­   Não   se   pune   a   tentativa   quando.          Legislação especial          Parágrafo único ­ Salvo os casos expressos em lei.brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências. 19 ­ Pelo resultado que agrava especialmente a pena.  de sua definição legal. proteção ou vigilância. 14 ­ Diz­se o crime:            Art.         § 2º ­ A omissão é penalmente relevante quando o omitente          Erro determinado por terceiro  devia   e   podia   agir   para   evitar   o   resultado.

  usando  28.449. sob a  dependência deste e mediante salário.          § 2º ­ O contrato por prazo determinado só será válido em se  atual ou iminente. dever legal de enfrentar o perigo.   em   qualquer   das   hipóteses          Art. solidariamente  responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas. não era razoável exigir­         Art. sem distinção de sexo. 5º ­ A todo trabalho de igual valor corresponderá salário  igual. nas circunstâncias. de 24. 2º ­ Considera­se empregador a empresa. (Redação dada pelo Decreto­lei nº 229. (Incluída pelo Decreto­lei nº  229.  TÍTULO IV DO CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS          Parágrafo   único   ­   O   agente.   25   ­   Entende­se   em   legítima   defesa   quem.949. (VETADO) .12. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. individual ou  coletiva. a direito seu ou de outrem. 449 ­ Os direitos oriundos da existência do contrato de  trabalho subsistirão em caso de falência.          § 1º ­ Considera­se como de prazo determinado o contrato           § 2º  ­ Embora seja razoável exigir­se o sacrifício do direito  de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da  ameaçado. os períodos  em que o empregado estiver afastado do trabalho prestando  serviço militar . de 16.1977)         § 2º ­ Havendo concordata na falência.          III ­ em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício  regular de direito..  aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões  das autoridades competentes.  de 14. de            Art.2. constituindo grupo  industrial. como se  a tivessem estatuído os interessados na conformidade dos  preceitos jurídicos adequados à sua legitimidade. cujo sacrifício.1962)         Art.  execução de serviços especificados ou ainda da realização de  certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. as associações recreativas ou outras  instituições sem fins lucrativos. observada a  regra do art. (Incluído pela Lei nº 4. (Incluído pelo Decreto­lei nº 229. tendo.  serão.2. 446 ­  (Revogado pela Lei nº 7. (Redação dada pela Lei nº 6. de 28. 6º ­ Não se distingue entre o trabalho realizado no          a) de serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a  predeterminação do prazo..  cada uma delas. nem entre estes e os tomadores de serviços  sua vontade. estiverem sob a  direção. e por motivo de acidente do  trabalho. (Incluída pelo Decreto­lei nº 229.2. não existe vínculo empregatício entre ela  pratica o fato para salvar de perigo atual. 447 ­ Na falta de acordo ou prova sobre condição  essencial ao contrato verbal.1967)         Art.         Parágrafo único ­ Não haverá distinções relativas à espécie  de emprego e à condição de trabalhador.2.         Excesso punível  estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do  empregado.1967)        Parágrafo único. personalidade jurídica própria. as  instituições de beneficência. 451. correspondente à relação de emprego.1967)         b) de atividades empresariais de caráter transitório.855.          II ­ em legítima defesa.  admite.         § 1º ­ Na falência constituirão créditos privilegiados a  totalidade dos salários devidos ao empregado e a totalidade das  indenizações a que tiver direito. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.10.2. tratando: (Incluído pelo Decreto­lei nº 229.        Art. salvo disposição especial  expressamente consignada. os profissionais liberais.         Estado de necessidade         Parágrafo único ­ Qualquer que seja o ramo de atividade da            Art.         Art.         Art. será facultado aos  . para os efeitos  exclusivos da relação de emprego.1967) moderadamente dos meios necessários.072.6. embora. 443 ­ O contrato individual de trabalho poderá ser  se.         § 2º ­ Sempre que uma ou mais empresas. de  28. 442 ­ Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou  deste artigo. 445 ­ O contrato de trabalho por prazo determinado não  poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. 444 ­ As relações contratuais de trabalho podem ser  objeto de livre estipulação das partes interessadas em tudo  quanto não contravenha às disposições de proteção ao trabalho. assumindo os riscos da atividade econômica. direito próprio ou  daquela. para efeito de indenização e estabilidade.1967) DIREITO DO TRABALHO Art.  acordado tácita ou expressamente. de 28. nem entre o trabalho  intelectual. responderá pelo excesso doloso ou culposo.   24   ­   Considera­se   em   estado   de   necessidade   quem  sociedade cooperativa. de  28. nem podia de outro modo evitar. a pena poderá ser reduzida de um a dois terços. (Incluído pela Lei nº 8. de 9. desde que esteja caracterizada a relação de  emprego.1989)         Art. esta se presume existente.         § 1º ­ Equiparam­se ao empregador. 448 ­ A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica  da empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos  empregados. que.10. repele injusta agressão. 23 ­ Não há crime quando o agente pratica o fato:          I ­ em estado de necessidade.. que admitirem trabalhadores como  empregados. na contagem de tempo  de serviço.2.1967)         c) de contrato de experiência. de  28..         Art. O contrato de experiência não poderá  exceder de 90 (noventa) dias.         Parágrafo único ­ Computar­se­ão. verbalmente ou por escrito e          § 1º ­ Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o  por prazo determinado ou indeterminado. de 28.2.         Art. Art. expresso. técnico e manual.          Legítima defesa (Parágrafo único renumerado pelo Decreto­lei nº 229.1967)         Art. 4º ­ Considera­se como de serviço efetivo o período  em que o empregado esteja à disposição do empregador.  aguardando ou executando ordens.  (Incluída  pelo Decreto­lei nº 229. para os efeitos da relação de emprego. 3º ­ Considera­se empregado toda pessoa física que  prestar serviços de natureza não eventual a empregador. controle ou administração de outra. concordata ou  dissolução da empresa.         Art. que não provocou por  e seus associados.1994) alheio.

 quando decorrentes de sua contribuição pessoal e  da instalação ou equipamento fornecidos pelo empregador. se mulher.243. de 1. como contraprestação do serviço. habitação. 450 ­ Ao empregado chamado a ocupar. A falta de prova ou inexistindo cláusula  utilidade deverão atender aos fins a que se destinam e não  expressa e tal respeito.  mensalidade.2001)         I – vestuários. em percurso servido ou não por transporte público. cargo  diverso do que exercer na empresa. 454 ­ Na vigência do contrato de trabalho. em cada caso.  (Incluído  pessoal.243.3. ação regressiva contra o subempreiteiro e  a retenção de importâncias a este devidas. (Redação  dada pela Lei nº 6. em estabelecimento de ensino próprio ou de  terceiros. de 19.243. aquela que fôr cobrada pela emprêsa ao cliente. dentro de 6 (seis) meses.         Art.  bebidas alcoólicas ou drogas nocivas. de          Art.6. de 19. 451 ­ O contrato de trabalho por prazo determinado que.  vestuário ou outras prestações "in natura" que a empresa. para a garantia das  obrigações previstas neste artigo. os          § 1º  Vide ADIN 1770­4.243.2001)         IV – assistência médica.          Art. Em caso algum será permitido o pagamento com  contínuos.243.243. importa em extinção do  vínculo empregatício.1967)         § 2º O ato de concessão de benefício de aposentadoria a  empregado que não tiver completado 35 (trinta e cinco) anos de  serviço.279.2001)         Art. ou trinta.1967) por prazo determinado.10. salvo se a expiração deste dependeu da  execução de serviços especializados ou da realização de certos          Art. de  19. ficando obrigado a promovê­la no prazo de um ano da  data da concessão da patente. (Incluído pela Lei nº 10. respectivamente.  interinamente.  as gorjetas que receber. bem como volta ao cargo anterior. de 29. não deve ser estipulado por período  .1997)           Art. de 2006. de 24. (Redação dada pela Lei nº 1. 459 ­ O pagamento do salário. hospitalar e odontológica.6. de 14.2001)         II – educação.  nos termos da lei civil. ainda que não  empregado.2001) instrumento escrito e suprida por todos os meios permitidos em          VII – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10. assim  como as diárias para viagem que não excedam de 50%  (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado.3. qualquer que seja a  1.  (Redação dada pela Lei nº 1. em que tiver trabalhado anteriormente na empresa. de 24. compreendendo os valores relativos a matrícula.contratantes tornar sem efeito a rescisão do contrato de trabalho e  conseqüente indenização.1967) indenização legal ou se aposentado espontaneamente.1994) CAPÍTULO II         § 4º ­ Tratando­se de habitação coletiva.1996)         Art. todavia.243.5.6. serão  de propriedade comum. de 1969)         § 3º ­ A habitação e a alimentação fornecidas como salário­         Parágrafo único. a alimentação. de  pelas anotações constantes da carteira profissional ou por  19. (Incluído pela Lei nº 8. 81 e 82). salvo se o contrato de  trabalho tiver por objeto. pesquisa  científica. de 19. (Redação dada pelo Decreto­lei nº 229.860.2001)         III – transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e  retorno. cabendo. a outro contrato  28. (Vide Lei nº  9. quando  fôrça do contrato ou do costume. em comissão. (Vide Lei nº 9. ou em substituição eventual ou temporária. dos percentuais das parcelas componentes do salário­mínimo  (arts.  (Incluído pela Lei nº 10.999.  como também as comissões. como adicional  nas contas.6.6. não serão  consideradas como salário as seguintes utilidades concedidas  pelo empregador: (Redação dada pela Lei nº 10.2001) direito. (Incluído pela Lei nº 9. Ao empregador caberá a exploração do  invento.243.  (Vide Decreto­Lei nº 926.204. 452 ­ Considera­se por prazo indeterminado todo  empregados. implícita ou explicitamente. aos empregados. recebido  Decreto­lei nº 229.1953) modalidade do trabalho. entender­se­á que o empregado se  poderão exceder. (Incluído pelo Decreto­lei nº 229. desde que o empregador pague. compreende­se  acontecimentos. a metade dos salários que seriam devidos ao empregado  durante o interregno. de 19.        § 2o Para os efeitos previstos neste artigo. não podendo exceder. A prova do contrato individual do trabalho será feita          VI – previdência privada.1994) diretamente pelo empregador. sob pena de reverter em favor do  empregado da plena propriedade desse invento. no salário. se homem. 455 ­ Nos contratos de subempreitada responderá o  subempreiteiro pelas obrigações derivadas do contrato de  trabalho que celebrar. além do salário devido e pago  por mais de uma família.1975)         § 1º Os valôres atribuídos às prestações "in natura" deverão  ser justos e razoáveis. serão garantidas a contagem  do tempo naquele serviço.5.6. percentagens. o valor do salário­ DA REMUNERAÇÃO utilidade a ela correspondente será obtido mediante a divisão do  justo valor da habitação pelo número de co­habitantes. for prorrogado mais de uma vez passará  espontaneamente dada pelo cliente ao empregado. e destinada a distribuição aos          Art.1953)         § 2º ­ Não se incluem nos salários as ajudas de custo. de 28. (Incluído pela Lei nº  10. para todos os efeitos legais. a 25% (vinte e cinco por  obrigou a todo e qualquer serviço compatível com a sua condição  cento) e 20% (vinte por cento) do salário­contratual.999.2001)         V – seguros de vida e de acidentes pessoais.         § 1º ­ Integram o salário não só a importância fixa estipulada.         Parágrafo único ­ Ao empreiteiro principal fica ressalvada.528. (Incluído pela Lei nº 10. no  mínimo. 456. serão computados os períodos.1953)         Art.860.  em qualquer hipótese. a qualquer título. (Incluído pela  Lei nº 10. (Incluído pela  Lei nº 10. as invenções  do empregado. pela Lei nº 8. em partes iguais. prestada  diretamente ou mediante seguro­saúde. 453 ­ No tempo de serviço do empregado. de 19. por           Art. de 19.1996)         Parágrafo único.  (Redação dada pela Lei nº 1.10. para a  prestação do serviço. gratificações  ajustadas. vedada. de 28. equipamentos e outros acessórios fornecidos  aos empregados e utilizados no local de trabalho.279. de 14.12. diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.10. de 1.          § 3º ­ Considera­se gorjeta não só a importância  tácita ou expressamente. como também  a vigorar sem determinação de prazo.2. livros e material didático. 457 ­ Compreendem­se na remuneração do empregado. fornecer habitualmente ao  readmitido.2.999. de  contrato que suceder.2. a utilização da mesma unidade residencial  para todos os efeitos legais.4. anuidade.6. (Redação dada pelo  salvo se houver sido despedido por falta grave. de 10. 458 ­ Além do pagamento em dinheiro.6. o  direito de reclamação contra o empreiteiro principal pelo  inadimplemento daquelas obrigações por parte do primeiro.

 de 17.2.12. (Redação dada pela Lei nº 9.8. ficará obrigado a um pagamento suplementar. (Incluído pela Lei nº 5.1952)         Parágrafo único. de 28. para localidade diversa da que resultar do  contrato. visando a que as mercadorias sejam vendidas e os  serviços prestados a preços razoáveis.1989) cada empregado.1997) corresponderá igual salário. de dispositvos de lei ou de contrato coletivo. a parte incontroversa  ser feitas alternadamente por merecimento e por antingüidade.723. na mesma empresa.    (Redação dada pela Lei nº 7. até o quinto dia útil do mês          Parágrafo único. de          § 4º ­ O trabalhador readaptado em nova função por motivo  24.         § 1º ­ Em caso de dano causado pelo empregado.  (Incluído pela Lei nº 1. as promoções deverão  comparecimento à Justiça do Trabalho. hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de          Art.1975)         § 2º ­ É licita a transferência quando ocorrer extinção do  estabelecimento em que trabalhar o empregado. aberta para esse fim em nome de  24.4. Em caso de rescisão de contrato de trabalho. anteriormente ocupado. 469 ­ Ao empregador é vedado transferir o empregado. sob pena de nulidade da cláusula  infringente desta garantia.1972) DA ALTERAÇÃO         Art.  (Incluído pelo Decreto­lei  nº 229.798. entre pessoas cuja diferença de tempo de  é exigível o pagamento das percentagens e comissões que lhes  serviço não for superior a 2 (dois) anos.  percentagens e gratificações.         § 1º ­ Trabalho de igual valor. de 8.          Art.2.723. de  depósito em conta bancária. deixando o  exercício de função de confiança. salvo quando  efetuado por depósito em conta bancária. 464 ­ O pagamento do salário deverá ser efetuado  .11.superior a 1 (um) mês.9. assinado pelo empregado.1967)         Art.1967)         § 2º ­   É vedado à emprêsa que mantiver armazém para  venda de mercadorias aos empregados ou serviços estimados a  proporcionar­lhes prestações " in natura " exercer qualquer  coação ou induzimento no sentido de que os empregados se  utilizem do armazém ou dos serviços. (Vide Medida Provisória nº 2. (Redação dada pela Lei nº 6. direta ou indiretamente. O pagamento dos salários será efetuado em dia útil  serviço equivalente ou do que for habitualmente pago para  e no local do trabalho.         § 1º   Quando o pagamento houver sido estipulado por mês. implícita ou explícita. a liberdade dos  poderá transferir o empregado para localidade diversa da que  empregados de dispôr do seu salário. 470 ­ As despesas resultantes da transferência correrão  por conta do empregador. o  desconto será lícito. de  valor. (Parágrafo  único renumerado pelo Decreto­lei nº 229.1997) prova sobre a importância ajustada.10. nesse caso.4.2001) de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da  CAPÍTULO III Previdência Social não servirá de paradigma para fins de  equiparação salarial. desde de que esta possibilidade tenha sido  acordada ou na ocorrência de dolo do empregado. de 5. 461 ­ Sendo idêntica a função.         § 1º ­ Não estão compreendidos na proibição deste artigo: os  empregados que exerçam cargo de confiança e aqueles cujos  contratos tenham como condição. imediatamente após o encerramento deste. a todo trabalho de igual  no artigo anterior. enquanto durar essa  situação.  deverá ser efetuado. 467. de 31. de 28.528.1975)         Parágrafo único ­ O pagamento do salário realizado com  inobservância deste artigo considera­se como não feito.1967) mas. prestado ao mesmo empregador.  antigüidade e merecimento. (Redação dada pela Lei nº 6. ou. o empregado terá direito a  perceber salário igual ao daquela que.1967)         § 3º ­ Sempre que não fôr possível o acesso dos  empregados a armazéns ou serviços não mantidos pela Emprêsa. salvo no que concerne a comissões. sem intuito de lucro e  sempre em benefício das empregados. (Redação dada pela Lei nº 1.  perfeição técnica.         Parágrafo único ­ Não se considera alteração unilateral a  determinação do empregador para que o respectivo empregado  reverta ao cargo efetivo. sob pena de pagá­las acrescidas de cinqüenta por  dentro de cada categoria profissional. (Redação dada pela Lei  disserem respeito proporcionalmente à respectiva liquidação. quando esta decorra de real necessidade de  serviço. dentro do horário do serviço ou  serviço semelhante.12. de 10.  será o que for feito com igual produtividade e com a mesma          § 1º ­ Nas transações realizadas por prestações sucessivas.  prejuízos ao empregado. 460 ­ Na falta de estipulação do salário ou não havendo  (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.  sem a sua anuência. não sendo esta  possível. e  ainda assim desde que não resultem.272.180­35. do salário será paga em  nunca inferior a 25% (vinte e cinco por cento) dos salários que o  moeda corrente do País. 466 ­ O pagamento de comissões e percentagens só é  exigível depois de ultimada a transação a que se referem. a  transferência. o  8. de 8.  10.855. (Incluído pelo Decreto­lei  nº 229. de 28. de          Art. não se considerando transferência a que não acarretar  necessariamente a mudança do seu domicílio .203.203. Terá força de recibo o comprovante de  subsequente ao vencido. sem distinção de sexo. 462 ­ Ao empregador é vedado efetuar qualquer  desconto nos salários do empregado.11.528.  dessas verbas.11. a seu rogo. salvo quando este resultar  de adiantamentos. à data do          § 3º ­ No caso do parágrafo anterior. na mesma localidade. de 28. de  havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias. em espécie. é vedado às          § 3º ­ Em caso de necessidade de serviço o empregador  emprêsas limitar.1952)         Art.  é lícito à autoridade competente determinar a adoção de medidas  adequadas. (Redação dada pela Lei nº 10. (Parágrafo incluído pela Lei nº 6.1952) empregador é obrigado a pagar ao trabalhador. por qualquer forma. contra recibo.         § 4º ­ Observado o disposto neste Capítulo.  estabelecida por este artigo. 465.2. 463 ­ A prestação. (Incluído pelo Decreto­lei nº  resultar do contrato. em se tratando de  analfabeto. empregado percebia naquela localidade.203.         Art.          Art.2. em  estabelecimento de crédito próximo ao local de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 1. observado o disposto          Art. não obstante as restrições do artigo anterior. nacionalidade  ou idade. o mais tardar. de 17.         Art.2001) de 8. nº 1.8.  229. mediante sua impressão digital.723.11. fizer          Art.  cento".1952)         § 2º ­ A cessação das relações de trabalho não prejudica a          § 2º ­ Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando  percepção das comissões e percentagens devidas na forma  o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira.723. com o consentimento deste. 468 ­ Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a  alteração das respectivas condições por mútuo consentimento. para os fins deste Capítulo.

 de 27.17. 472 ­ O afastamento do empregado em virtude das  exigências do serviço militar. de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar). durante o período  de suspensão contratual nos termos do caput deste artigo. § 2o  O contrato de trabalho não poderá ser suspenso em  conformidade com o disposto no caput deste artigo mais de uma  vez no período de dezesseis meses. durante o prazo desse benefício.  em sua ausência.         Art.1969) curso ou programa de qualificação profissional. o empregado continuará percebendo sua  remuneração.1. desde que tenha havido ciência  inequívoca da interinidade ao ser celebrado o contrato. irmão ou pessoa que. tenham sido atribuídas à categoria a que  pertencia na empresa.1967)         III ­ por um dia.  porém. (Incluído pela Lei nº 11.1967)         IV ­ por um dia.         Art.  declarada em sua carteira de trabalho e previdência social. ascendente. 471 desta Consolidação.304. ou o empregado         VII ­ nos dias em que estiver comprovadamente realizando  permanecer trabalhando para o empregador. ficará  provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de  .         § 3º ­ Ocorrendo motivo relevante de interesse para a  segurança nacional.1967) acordo coletivo. salvo na  hipótese de ser ele portador de estabilidade.2. são  asseguradas. em caso de falecimento do  cônjuge. § 5o  Se ocorrer a dispensa do empregado no transcurso do  período de suspensão contratual ou nos três meses  subseqüentes ao seu retorno ao trabalho. mediante previsão em convenção ou  acordo coletivo de trabalho e aquiescência formal do empregado. todas as vantagens que. de 28. em virtude de casamento. § 3o  O empregador poderá conceder ao empregado ajuda  compensatória mensal. (Inciso incluído pelo Decreto­lei  nº 229.375.         Art.1997)        VIII ­ pelo tempo que se fizer necessário. facultado. quando tiver que  comparecer a juízo. no mínimo. ao empregador. em caso de nascimento de filho no decorrer  da primeira semana.1975) CAPÍTULO IV DA SUSPENSÃO E DA INTERRUPÇÃO         Art.  (Inciso incluído pelo Decreto­lei nº 229. o  empregado fará jus aos benefícios voluntariamente concedidos  pelo empregador. (Incluído  pelo Decreto­lei nº 3.         § 1º ­ Recuperando o empregado a capacidade de trabalho e  sendo a aposentadoria cancelada.         Art. para o fim de se  ao empregado.471. de 2006)         Art.         § 1º ­ Para que o empregado tenha direito a voltar a exercer  o cargo do qual se afastou em virtude de exigências do serviço  militar ou de encargo público. multa a ser estabelecida em convenção ou  Decreto­lei nº 229. por  um período de dois a cinco meses. é indispensável que notifique o  empregador dessa intenção. 475 ­ O empregado que for aposentado por invalidez terá  suspenso o seu contrato de trabalho durante o prazo fixado pelas  leis de previdência social para a efetivação do benefício. 65 da Lei  contrato. § 4o  Durante o período de suspensão contratual para  participação em curso ou programa de qualificação profissional. além das parcelas indenizatórias previstas na  alistar eleitor. nº 4. (Redação dada  pela Lei nº 4. ou de outro encargo público. (Incluído pelo Decreto­lei nº 3. de  27. de 14. quando. 474 ­ A suspensão do empregado por mais de 30 (trinta)  dias consecutivos importa na rescisão injusta do contrato de  trabalho. o empregador pagará          V ­ até 2 (dois) dias consecutivos ou não. de 28. de 27. § 1o  Após a autorização concedida por intermédio de convenção  ou acordo coletivo. com duração equivalente à  suspensão contratual. viva  sob sua dependência econômica. 476 ­ Em caso de seguro­doença ou auxílio­ enfermidade.2. o direito de indenizá­lo por rescisão do  contrato de trabalho. de 28. de 5. ser­lhe­á assegurado o direito  à função que ocupava ao tempo da aposentadoria.1999)         IX ­ pelo tempo que se fizer necessário. de 28. 497. (Inciso incluído pelo  legislação em vigor.824. de  28. quando a  indenização deverá ser paga na forma do art. o tempo de  afastamento.1967)         I ­ até 2 (dois) dias consecutivos.  observado o disposto no art. 476­A.1.  (Incluído pelo Decreto­lei nº 3.11.1965)         § 2º ­ Se o empregador houver admitido substituto para o  aposentado.1966)         Art.2. 471 ­ Ao empregado afastado do emprego.1966)         § 4º ­ O afastamento a que se refere o parágrafo anterior  será solicitado pela autoridade competente diretamente ao  empregador. poderá a autoridade competente solicitar o  afastamento do empregado do serviço ou do local de trabalho.4. por telegrama ou carta registrada. com  valor a ser definido em convenção ou acordo coletivo. estiver  participando de reunião oficial de organismo internacional do qual  o Brasil seja membro. (Inciso incluído pela Lei nº 9.1966)         § 5º ­ Durante os primeiros 90 (noventa) dias desse  afastamento. em  caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada.10. na  qualidade de representante de entidade sindical.  O contrato de trabalho poderá ser suspenso. em cada 12 (doze) meses de trabalho. (Inciso incluído pelo Decreto­lei nº 229. 473 ­ O empregado poderá deixar de comparecer ao  serviço sem prejuízo do salário: (Redação dada pelo Decreto­lei  nº 229.  § 6o  Se durante a suspensão do contrato não for ministrado o  (Incluído pelo Decreto­lei nº 757.8. com este. contados da data em  que se verificar a respectiva baixa ou a terminação do encargo a  que estava obrigado. se assim acordarem as partes interessadas.         § 2º ­ Nos contratos por prazo determinado. em representação fundamentada com audiência da  Procuradoria Regional do Trabalho.7. o respectivo contrato de  trabalho sem indenização. nos têrmos da lei respectiva. não  constituirá motivo para alteração ou rescisão do contrato de  trabalho por parte do empregador. sendo de. o empregado é considerado em licença não  remunerada. o empregador deverá notificar o respectivo  sindicato. descendente.1.2. não  será computado na contagem do prazo para a respectiva  terminação. poderá rescindir.2.  (Inciso incluído pelo Decreto­lei nº 229. de 27. de 12. 477 e 478. que providenciará desde logo  a instauração do competente inquérito administrativo. (Inciso incluído pela Lei nº 9. de 28.853.1967) ensino superior.  dentro do prazo máximo de 30 (trinta) dias. por ocasião de sua volta. nos termos dos arts. para participação do  empregado em curso ou programa de qualificação profissional  oferecido pelo empregador.2. com antecedência mínima de quinze dias da suspensão  contratual. cem por cento sobre o          VI ­ no período de tempo em que tiver de cumprir as  valor da última remuneração mensal anterior à suspensão do  exigências do Serviço Militar referidas na letra "c" do art.1967)         II ­ até 3 (três) dias consecutivos.  sem que se configure a suspensão do contrato de trabalho. sem natureza salarial.

 de 26.         § 4º ­ O pagamento a que fizer jus o empregado será          § 1º ­ A indenização.         § 2º ­ Se o salário for pago por dia.  qualquer que seja a causa ou forma de dissolução do contrato.         § 6º ­ O pagamento das parcelas constantes do instrumento          Art.descaracterizada a suspensão.10.         a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. sob pena de ser  Público e. onde houver.855.1970) regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. de 26. o cálculo da indenização  terá por base 25 (vinte e cinco) dias.         § 3º ­ Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos  previstos neste artigo. de 24.533.  apenas. o direto de haver do empregador uma indenização.         § 8º ­ A inobservância do disposto no § 6º deste artigo          e) desídia no desempenho das respectivas funções.3. comprovadamente.1989)         h) ato de indisciplina ou de insubordinação. só será válido quando feito com a  assistência do respectivo Sindicato ou perante a autoridade do  Ministério do Trabalho e Previdência Social.  obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato  (Redação dada pela Lei nº 5.6. a indenização será calculada na base média do  tempo costumeiramente gasto pelo interessado para realização  de seu serviço. nenhuma indenização será devida. salvo se o empregado fôr analfabeto.1970)         Art.         Parágrafo único ­ Para a execução do que dispõe o presente  artigo.6. (Redação dada pela Lei nº 5. o  empregador que. do contrato de trabalho. (Redação dada pelo Decreto­lei nº 229.(Vide Constituição Federal  Art. equivalente ao seu salário.584. a  remuneração a que teria direito até o termo do contrato. não poderá exceder àquela a  efetuado no ato da homologação da rescisão do contrato de  que teria direito o empregado em idênticas condições. e. no respectivo período.  Lei nº 7.1967)         § 5º ­ Para os empregados que trabalhem por tarefa ou  serviço feito. devidamente corrigido pelo índice de  variação do BTN. de 24.7  inciso XIII)         § 4º ­ Para os empregados que trabalhem a comissão ou que  tenham direito a percentagens.10.10. paga  na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma  emprêsa.  antes que se complete.  (Redação dada pela  Lei nº 5. em dinheiro ou em cheque visado. sujeitando o empregador ao  pagamento imediato dos salários e dos encargos sociais  referentes ao período. quando o  pagamento sòmente poderá ser feito em dinheiro. sem justa causa.    (Incluído pela Lei nº 7.1970)         § 2º ­ O instrumento de rescisão ou recibo de quitação.2. que          § 5º ­ Qualquer compensação no pagamento de que trata o  contiverem cláusula asseguratória do direito recíproco de rescisão  parágrafo anterior não poderá exceder o equivalente a um mês de  antes de expirado o termo ajustado. de 20. na falta ou impedimento dêste. bem como às sanções previstas em  convenção ou acordo coletivo. os princípios que  26. de  exercido tal direito por qualquer das partes. 479 ­ Nos contratos que tenham termo estipulado.1970) lhe resultarem. o cálculo da parte variável ou incerta dos salários será feito  de acordo com o prescrito para o cálculo da indenização referente  à rescisão dos contratos por prazo indeterminado.10. (Incluído pela Lei nº 7.855.1970)         § 1º ­ O pedido de demissão ou recibo de quitação de  rescisão. o trabalhador          g) violação de segredo da empresa. de 24. contado da data da notificação da          c) negociação habitual por conta própria ou alheia sem  demissão. 478 ­ A indenização devida pela rescisão de contrato por  prazo indeterminado será de 1 (um) mês de remuneração por ano  de serviço efetivo. caso seja  remuneração do empregado.  (Incluído pela          d) condenação criminal do empregado.1970)         Art. despedir o empregado será  obrigado a pagar­lhe.6. a indenização apurar­se­á na base  de 200 (duzentas) horas por mês.         § 1º ­ O primeiro ano de duração do contrato por prazo  indeterminado é considerado como período de experiência. 482 ­ Constituem justa causa para rescisão do contrato  de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos  de trabalho pelo empregador: seguintes prazos: (Incluído pela Lei nº 7.584.         Art. e  quando não haja êle dado motivo para cessação das relações de  trabalho. a indenização será calculada pela  média das comissões ou percentagens percebidas nos últimos 12  (doze) meses de serviço. CAPÍTULO V DA RESCISÃO         Art. ou for          § 7º ­ O ato da assistência na rescisão contratual (§§ 1º e 2º)  prejudicial ao serviço. ou         b) incontinência de conduta ou mau procedimento. 481 ­ Aos contratos por prazo determinado. der causa à mora.         b) até o décimo dia. de 26. o empregado não se  Represente do Ministério Público ou. concorrência à empresa para a qual trabalha o empregado. firmado por empregado com  mais de 1 (um) ano de serviço. não existindo  prazo estipulado para a terminação do respectivo contrato. . sendo válida a quitação.1944) partes.1989)         a) ato de improbidade. desde que o empregador  arque com o ônus correspondente ao valor da bolsa de  qualificação profissional.  de 28. 477 ­ É assegurado a todo empregado. de 26.6.855. conforme acordem as  (Renumerado pelo Decreto­lei nº 6. § 7o  O prazo limite fixado no caput poderá ser prorrogado  mediante convenção ou acordo coletivo de trabalho e  aquiescência formal do empregado. sem justa causa.7 inciso XIII)         § 3º ­ Se pago por hora. calculando­se o valor do que seria feito durante 30  (trinta) dias. indenização do  permissão do empregador. de 26. pelo Defensor  poderá desligar do contrato.5. salvo quando.584. em valor          f) embriaguez habitual ou em serviço.  deve ter especificada a natureza de cada parcela paga ao  empregado e discriminado o seu valor.6. passada em julgado. bem  assim ao pagamento da multa a favor do empregado. porém. quando da ausência do aviso prévio.(Redação dada pela Lei nº 5. de 24. relativamente às mesmas parcelas. 480 ­ Havendo termo estipulado.353.1989)         i) abandono de emprego. de 24.1989) caso não tenha havido suspensão da execução da pena. será sem ônus para o trabalhador e empregador. (Vide Constituição Federal Art.584. a assistência será prestada pelo          Art.6. às penalidades cabíveis previstas na  legislação em vigor. pelo Juiz de Paz. ou por ano e fração igual ou superior a 6 (seis)  meses.584. e por metade. (Redação dada pela  Lei nº 5.1978) pela Lei nº 5.855. a titulo de indenização. (Redação dada          § 2º ­ (Revogado pela Lei nº 6.  trabalho. aplicam­se.584.           § 9º (vetado). e quando constituir ato de  mesmo ou dispensa de seu cumprimento. sujeitará o infrator à multa de 160 BTN. por trabalhador.

 é facultado ao empregado rescindir o contrato  11. dentro de 3 (três) dias. invocar defesa baseada na disposição deste  artigo e indicar qual o juiz competente.          § 3º ­ Nas hipóteses das letras "d" e "g".1951)         § 1º ­ A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao  empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do  aviso. de 11.12. beneficia o empregado pré­avisado da despedida.  (Parágrafo incluído pela Lei nº 7. de          § 2º ­ No caso de morte do empregador constituído em  empresa individual.        j) ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço  contra qualquer pessoa.         § 1º ­ O empregado poderá suspender a prestação dos  serviços ou rescindir o contrato.825. determinado no curso  do aviso prévio.  (Redação dada pela Lei nº 1. mas.530. nas mesmas  condições. sendo este por peça          § 3º ­ Em se tratando de salário pago na base de tarefa. 477 e 497. 487 ­ Não havendo prazo estipulado. própria ou de  outrem. a rescisão torna­se efetiva  a continuação da atividade. ou  que tenham mais de 12 (doze) meses de serviço na empresa. 485 ­ Quando cessar a atividade da empresa. por morte          Parágrafo único ­ É facultado ao empregado trabalhar sem a  do empregador. caso  em que poderá faltar ao serviço.530.218. conforme o caso.4.12. própria ou de outrem.7. à outra parte é facultado  (Redação dada pela Lei nº 1. própria ou de  outrem. ato lesivo da honra e boa fama. durante o prazo do aviso  6. por 1 (um) dia.110. ou ofensas físicas. contra ele ou  pessoas de sua família.         l) prática constante de jogos de azar. o contrato  continuará a vigorar.2001) 4. de atos atentatórios à segurança  nacional. de forma a afetar sensivelmente a importância dos  acordo com a média dos últimos 12 (doze) meses de serviço.12.1. e se a rescisão tiver sido promovida  pelo empregador.         Art. e por 7 (sete) dias corridos.12. o  cálculo. estadual ou  pela Lei nº 7.530.4.530. a Junta de  Conciliação ou Juiz dar­se­á por incompetente. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. passando a figurar no  processo como chamada à autoria.  indenização a que se referem os art.12. quando tiver de desempenhar  obrigações legais.         c) correr perigo manifesto de mal considerável. sem  justo motivo.1983)         § 5o O valor das horas extraordinárias habituais integra o  aviso prévio indenizado.108. como se o aviso prévio não tivesse sido  pela paralisação do trabalho.218. dias.1951)         § 3º ­ Verificada qual a autoridade responsável. de 26. será feito de  ou tarefa. 487 desta Consolidação. salários. ou alheios ao  contrato. poderá o  mesmo que tenha recebido antecipadamente os salários  empregado pleitear a rescisão de seu contrato de trabalho e o  pagamento das respectivas indenizações. se o pagamento for efetuado por semana ou  tempo inferior.         § 2º ­ Sempre que a parte interessada. de 16. 483 ­ O empregado poderá considerar rescindido o  contrato e pleitear a devida indenização quando:         a) forem exigidos serviços superiores às suas forças.         k) ato lesivo da honra ou da boa fama ou ofensas físicas  praticadas contra o empregador e superiores hierárquicos. sem prejuízo do salário integral.1965)         Art. os empregados terão direito. de 5. perante o qual correrá o feito  nos termos previstos no processo comum. na hipótese do inciso l.         d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato. ou pela promulgação de lei ou resolução que impossibilite          Art.  reconsiderar o ato.1951)         II ­ trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês.1943) prévio dado ao empregado.         b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores  hierárquicos com rigor excessivo. à  redução das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo. antes de seu termo. garantida sempre a integração desse período no seu tempo  de serviço. 486 ­ No caso de paralisação temporária ou definitiva do  na hipótese do inciso lI do art.  defesos por lei.          Art. será reduzido de 2 (duas) horas diárias. prevalecerá o pagamento da  depois de expirado o respectivo prazo. para. será ouvida a parte  contrária.  (Redação dada pela Lei nº 1. salvo em caso de legítima defesa. de 26. de 25.         § 4º ­ É devido o aviso prévio na despedida indireta. por metade. salvo  em caso de legítima defesa. (Incluído pela Lei nº  nº 10. remetendo os  autos ao Juiz Privativo da Fazenda. 484 ­ Havendo culpa recíproca no ato que determinou a  rescisão do contrato de trabalho.093.1983) federal.4.11.1951) CAPÍTULO VI DO AVISO PRÉVIO         Art. devidamente comprovada em  inquérito administrativo.         § 6o O reajustamento salarial coletivo. permanecendo ou não  correspondentes ao período do aviso. o tribunal de trabalho reduzirá a  indenização à que seria devida em caso de culpa exclusiva do  empregador.         § 2º ­ A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao  empregador o direito de descontar os salários correspondentes ao  prazo respectivo. que ficará a cargo do governo responsável.         g) o empregador reduzir o seu trabalho.         Art.1966)         Art. o tribunal do trabalho competente  notificará a pessoa de direito público apontada como responsável  continuando a prestação depois de expirado o prazo. no prazo de 30 (trinta)  dado. para os efeitos dos parágrafos anteriores. 488 ­ O horário normal de trabalho do empregado.  (Redação dada pela Lei nº 1. falar sobre essa alegação. incompatíveis com a continuação do serviço. de 5.         f) o empregador ou seus prepostos ofenderem­no  fisicamente.12. salvo em caso de legítima defesa. (Incluído  trabalho. sem  prejuízo do salário integral. de 26. quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da  sua resolução com a antecedência mínima de:         I ­ oito dias. de 26. de 26. praticar ato que justifique a rescisão  .1951) aceitar ou não a reconsideração.530. (Incluído pelo Decreto­lei nº 3. se a parte notificante  indenização. contrários aos bons costumes.         e) praticar o empregador ou seus prepostos. 490 ­ O empregador que. alegue o que entender devido. (Incluído pelo Decreto­lei nº          Art. que integra seu tempo de  serviço para todos os efeitos legais.  (Incluído pela Lei nº  1. 489 ­ Dado o aviso prévio.         Parágrafo único ­ Constitui igualmente justa causa para  dispensa de empregado a prática.  durante o prazo do aviso. a parte que. de 27. firmada em  documento hábil.         § 1º ­ Sempre que o empregador invocar em sua defesa o          Parágrafo único ­ Caso seja aceita a reconsideração ou  preceito do presente artigo.2001) de trabalho. para que. (Parágrafo incluído pela Lei  no serviço até final decisão do processo. motivada por ato de autoridade municipal.

  de 5. assim consideradas as  em cinqüenta por cento à do normal constantes dos quadros mencionados no capítulo "Da Segurança  e da Medicina do Trabalho". sem prejuízo da  indenização que for devida. 7º inciso XVI) que o empregado estiver afastado do trabalho prestando serviço          § 2º Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se.  peculiaridades profissionais constantes do Capítulo I do Título III. pagamento das horas extras não compensadas.imediata do contrato. após a extinção do contrato de trabalho. compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas. Industria e Comercio. salvo as expressamente excluídas. salvo negociação coletiva.6. desde que não seja fixado expressamente outro limite. Previdência Social.  na forma prevista em instrumento decorrente de negociação  DURAÇÃO DO TRABALHO coletiva. estaduais e municipais.(Incluído pela Lei nº 9. seja para atender à  realização ou conclusão de serviços inadiáveis ou cuja  .1998)  incluído pela Lei nº 10..601. de  de 5. procederão aos necessários exames  DA DURAÇÃO DO TRABALHO locais e à verificação dos métodos e processos de trabalho. (Incluído pela Lei nº 9.1998) (Vide  XIII ­ duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias  Medida Provisória nº 2. SEÇÃO II DA JORNADA DE TRABALHO         Art. de 21. 59 ­ A duração normal do trabalho poderá ser acrescida  CONSTITUIÇÃO FEDERAL: de horas suplementares. empregado esteja à disposição do empregador.  coletiva de trabalho.. obrigatoriamente..1998) XVI ­ remuneração do serviço extraordinário superior. a importância da remuneração da hora  suplementar.1998) § 1o  O salário a ser pago aos empregados sob o regime de  Art. na contagem de tempo de  serviço.  Considera­se trabalho em regime de tempo          § 1º O disposto neste artigo não se aplica às ações que  parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas  tenham por objeto anotações para fins de prova junto à  semanais. constituindo  exceções as disposições especiais.1998) (Vide Emenda Constitucional nº 28 de 25." (NR) JORNADA NOTURNA         Art.  tratando­se de local de difícil acesso ou não servido por          Il ­ em dois anos. 58­A. de 5.6. para esse efeito. para os empregados          Art. 491 ­ O empregado que.164­41.5. quer  SEÇÃO I diretamente.601. fará o trabalhador jus ao  XIV ­ jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos  ininterruptos de revezamento. de 5. no mínimo. durante o prazo do aviso prévio.2000)         Art. concernentes estritamente a  duração do trabalho exceder do limite legal ou convencionado.1. nas mesmas funções. na forma do parágrafo anterior. de 19. (Redação dada pela Lei nº 9. constar.658. salvo disposição especial expressamente          § 1º ­ Do acordo ou do contrato coletivo de trabalho deverá  consignada. mediante acordo ou convenção  tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária.  Art. em relação aos  noturno. 20% (vinte por cento)  Parágrafo único ­ Computar­se­ão. sujeita­se ao pagamento da remuneração  correspondente ao prazo do referido aviso.6. observado o limite máximo de dez  relações de trabalho prescreve: (Redação dada pela Lei nº 9. por  militar . aguardando ou  executando ordens. 404 ­ Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho  tempo parcial será proporcional à sua jornada. 11 ­ O direito de ação quanto a créditos resultantes das  excedentes de cinco minutos.243.1.658. até o limite de          § 2o O tempo despendido pelo empregado até o local de  dois anos após a extinção do contrato.2001) (Vide Emenda Constitucional nº 28 de 25. quer por intermédio de autoridades sanitárias  federais. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. (Parágrafo  para o trabalhador rural.072.  as quais. 60 ­ Nas atividades insalubres.8. com quem entrarão em  DISPOSIÇÃO PRELIMINAR entendimento para tal fim. de 16. (Vide CF.5. (VETADO) . em número não excedente de 2 (duas). além de  cento e vinte dias. poderá a  atividades. perde o direito ao restante do respectivo prazo.  Art. ou que neles venham a ser incluídas  por ato do Ministro do Trabalho.2000) não será computado na jornada de trabalho. facultada a compensação de         § 3º Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que  horários e a redução da jornada. à soma das jornadas semanais de trabalho  outros que visem à melhoria de sua condição social: previstas.  trabalho e para o seu retorno.         § 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada  Prescrição extraordinária as variações de horário no registro de ponto não  Art. para efeito de indenização e estabilidade. 58 ­ A duração normal do trabalho. os períodos em  superior à da hora normal. art. 4º ­ Considera­se como de serviço efetivo o período em que o  mediante acordo escrito entre empregador e empregado. pelo menos. a adoção do regime de tempo  parcial será feita mediante opção manifestada perante a empresa. (Incluído pela Lei nº 9. de maneira que não exceda.  força de acordo ou convenção coletiva de trabalho.243. seja para fazer face a motivo de força maior.1998) 19. que será. por qualquer meio de transporte.6. considerado este o que for executado no período  empregados que cumprem. § 2o  Para os atuais empregados. o excesso de  (Incluído pela Lei nº 4.658. 57 ­ Os preceitos deste Capítulo aplicam­se a todas as          Art. ou  mediante contrato coletivo de trabalho.6. nem seja ultrapassado o Iimite máximo de dez horas  IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. e por motivo de acidente do trabalho. (Incluído pela Lei nº  9.6. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. de 24.         Art. calculadas sobre  o valor da remuneração na data da rescisão.2001)         I ­ em cinco anos para o trabalhador urbano. para a rescisão.  minutos diários.6. salvo quando. quaisquer  CLT: prorrogações só poderão ser acordadas mediante licença prévia  CAPÍTULO II das autoridades competentes em matéria de higiene do trabalho.658.  em qualquer atividade privada.  transporte público. no período máximo de  Art.2001) e quarenta e quatro semanais. 61 ­ Ocorrendo necessidade imperiosa. de 21. tempo integral..1962) horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição  em outro dia. o empregador fornecer a condução. diárias. não excederá de 8 (oito) horas  cometer qualquer das faltas consideradas pela lei como justas  diárias.

  poderão contrariar tais preceitos nem as instruções que. de 28.1994)         Art. a que se refere o art. seja total ou parcial. for inferior ao valor do          § 3º O limite mínimo de uma hora para repouso ou refeição  respectivo salário efetivo acrescido de 40% (quarenta por cento). a remuneração da hora excedente não será inferior à da          Parágrafo único ­ A permissão será concedida a título  hora normal. 67 ­ Será assegurado a todo empregado um descanso  semanal de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas. mensalmente organizada e  independentemente de acordo ou contrato coletivo e deverá ser  constando de quadro sujeito à fiscalização. compreendendo a  duração do trabalho. Industria e Comercio. (Redação  . assim considerados os exercentes de cargos  poderá exceder de 2 (duas) horas. 65 ­ No caso do empregado diarista. Nos demais casos de excesso previstos neste artigo. pelo menos. impossibilidade de sua realização. não          II ­ os gerentes. não  de causas acidentais. por sua natureza ou pela  a remuneração será. de gestão. instruções em que sejam especificadas tais atividades. deverá coincidir com o domingo. de cada vez. nos casos deste artigo. e quando os respectivos empregados não estiverem  Capítulo. nos  têrmos da legislação própria.  previsto neste artigo.1946)         § 1º ­ A hora do trabalho noturno será computada como de  52 (cinqüenta e dois) minutos e 30 (trinta) segundos. não exclui o participante do regime deste  refeitórios. resultante  discriminação do período autorizado. pelo menos. sua remuneração terá um acréscimo de  20% (vinte por cento). será sempre subordinado à permissão prévia da  autoridade competente em matéria de trabalho. devem ser exercidas aos domingos.1994) entretanto.  (Redação dada pelo Decreto­lei nº  229.         § 4º ­ Quando o intervalo para repouso e alimentação. 58.966.  por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração.         Parágrafo único ­ Sendo o número de dias inferior a 30  (trinta). com          § 3º ­ Sempre que ocorrer interrupção do trabalho. estabelecido no art.12. e o trabalho não poderá exceder de 12  cabendo ao Ministro do Trabalho.         Art. é obrigatória a concessão de um intervalo para  repouso ou alimentação. durante o número de dias indispensáveis à recuperação do  sujeitas ao regime deste Capítulo.  superior à da hora normal. SEÇÃO IV DO TRABALHO NOTURNO         Art. obrigatório um intervalo de 15 (quinze) minutos quando  a duração ultrapassar 4 (quatro) horas. o de  dias de trabalho por mês. se verificar que o estabelecimento atende  interessados. 71 ­ Em qualquer trabalho contínuo. Nos  demais casos. cuja duração exceda  de 6 (seis) horas.  de 27.2. (Incluído pela Lei nº  8. e as regras que venham a fixar não  em período não superior a 45 (quarenta e cinco) dias por ano. ou de força maior. justificado no          Art.8. dentro de 10 (dez) dias. expedir  (doze) horas.         Parágrafo único ­ Nos serviços que exijam trabalho aos  domingos.966. ou. no todo ou em parte.         Art. os diretores e chefes de departamento ou filial. forma do art.1994)         Art. à autoridade competente em  matéria de trabalho. o salário­hora  normal será obtido dividindo­se o salário diário correspondente à  duração do trabalho. aos quais se equiparam. de 1 (uma) hora  e. com exceção quanto aos elencos teatrais. salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário. os municípios atenderão aos  tempo perdido. 62 ­ Não são abrangidos pelo regime previsto neste  capítulo: (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação  dada pelo Decreto­lei nº 9. em matéria de trabalho.  poderá ser reduzido por ato do Ministro do Trabalho. a duração do trabalho poderá  ser prorrogada pelo tempo necessário até o máximo de 2 (duas)          Art.          § 2º ­ Os intervalos de descanso não serão computados na  quando o salário do cargo de confiança. para esse efeito. que determinem a  excederá de 60 (sessenta) dias.666. (Incluído pela Lei nº 8. gratificação de função.         Art.966. escrituração ou cálculo). 68 ­ O trabalho em domingo. para seu  sujeita essa recuperação à prévia autorização da autoridade  cumprimento. poderá ser exigido  estabelecida escala de revezamento. será obtido dividindo­se o salário mensal  correspondente à duração do trabalho.  permanente nas atividades que.         § 2º ­ Nos casos de excesso de horário por motivo de força  maior.12.923. sob regime de trabalho prorrogado a horas suplementares. 69 ­ Na regulamentação do funcionamento de atividades  horas. 73 ­ Salvo nos casos de revezamento semanal ou  quinzenal. desde que a lei não fixe expressamente outro limite. o qual será. de 27. em lugar desse número.1967)         Art. comunicado. e a participação em lucros e comissões. quando ouvido o Serviço de Alimentação de          Art.  pela Lei nº 8.7. para efeito do disposto neste  artigo. devendo tal  condição ser anotada na Carteira de Trabalho e Previdência  Social e no registro de empregados. na  momento da fiscalização sem prejuízo dessa comunicação. 70 ­ Salvo o disposto nos artigos 68 e 69. 66 ­ Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um  período mínimo de 11 (onze) horas consecutivas para descanso. 72 ­ Nos serviços permanentes de mecanografia  (datilografia.inexecução possa acarretar prejuízo manifesto. forem expedidas pelas autoridades competentes  competente. o qual.12. ela será dada sob forma transitória. de 27. de 27. será. o qual.         Parágrafo único ­ O regime previsto neste capítulo será  aplicável aos empregados mencionados no inciso II deste artigo. salvo em  integralmente às exigências concernentes à organização dos  lucros de caráter social. não for concedido pelo empregador.  preceitos nele estabelecidos. 67. a cada período de 90  (noventa) minutos de trabalho consecutivo corresponderá um  repouso de 10 (dez) minutos não deduzidos da duração normal de  trabalho. Indústria e  (Incluído pela Lei nº 8. 25% (vinte e cinco por cento)  conveniência pública. (Incluído          § 1º ­ Não excedendo de 6 (seis) horas o trabalho. 63 ­ Não haverá distinção entre empregados e  Previdência Social. no caso de empregado  mensalista. pelo número de  horas de efetivo trabalho. é vedado o  trabalho em dias feriados nacionais e feriados religiosos. 58. será          § 1º ­ O excesso. o trabalho noturno terá remuneração superior à do  diurno e. adotar­se­á para o cálculo.1994) Comércio. se houver. desde que não exceda de 10 (dez) horas diárias.966. sobre a hora diurna.12. antes desse prazo.1994)         I ­ os empregados que exercem atividade externa  incompatível com a fixação de horário de trabalho. no mínimo. de 27. SEÇÃO III DOS PERÍODOS DE DESCANSO         Art. este  ficará obrigado a remunerar o período correspondente com um  acréscimo de no mínimo 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor  da remuneração da hora normal de trabalho. 64 ­ O salário­hora normal. salvo  motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do  serviço.         Art. 28.

  à   liberdade.         § 3º ­ Se o trabalho for executado fora do estabelecimento.10.   nos  termos seguintes:         I ­ homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. 28. Em relação às empresas cujo trabalho noturno  decorra da natureza de suas atividades. de ficha ou  humanidade.1946)         § 4º ­ Nos horários mistos. sua extensão e a intenção de quem a  praticou.   sem   distinção   de  qualquer   natureza. (Redação  dada pela Lei nº 7. TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS          Art.         Parágrafo único.   social   e   cultural   dos   povos   da  América Latina.666.  organizado conforme modelo expedido pelo Ministro do Trabalho. o Executivo e o Judiciário.         VI ­ defesa da paz. sem preconceitos de origem. 1º A República Federativa do Brasil. 75 ­ Os infratores dos dispositivos do presente Capítulo  incorrerão na multa de cinquenta a cinco mil cruzeiros.  constitui­se   em   Estado   Democrático   de   Direito   e   tem   como  fundamentos:         III ­ a dignidade da pessoa humana. Esse quadro  relações internacionais pelos seguintes princípios: será discriminativo no caso de não ser o horário único para todos          I ­ independência nacional.   garantindo­se   aos   brasileiros   e   aos  estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.         VII ­ solução pacífica dos conflitos. justa e solidária. de 24.1946) SEÇÃO V DO QUADRO DE HORÁRIO         II ­ a cidadania         Art.1946)         § 5º ­ Às prorrogações do trabalho noturno aplica­se o  disposto neste Capítulo. os empregados de uma mesma seção ou turma.   à   igualdade. artigo.         § 1º ­ O horário de trabalho será anotado em registro de  empregados com a indicação de acordos ou contratos coletivos  porventura celebrados.   3º   Constituem   objetivos   fundamentais   da   República  Federativa do Brasil:         I ­ construir uma sociedade livre.         VIII ­ repúdio ao terrorismo e ao racismo. mecânico ou eletrônico.         IV ­ não­intervenção.  DIREITO CONSTITUCIONAL TÍTULO I Dos Princípios Fundamentais          II ­ ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma  coisa senão em virtude de lei. formada pela união  indissolúvel   dos   Estados   e   Municípios   e   do   Distrito   Federal. assim entendidos os que  abrangem períodos diurnos e noturnos.         II ­ garantir o desenvolvimento nacional.          Art.          III   ­   erradicar   a   pobreza   e   a   marginalização   e   reduzir   as  desigualdades sociais e regionais.  (Redação dada pelo Decreto­lei nº 9. sexo. cor. o  trabalho executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e  as 5 (cinco) horas do dia seguinte.          Art. será feito tendo em vista os  quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza  semelhante. segundo a  natureza da infração.(Redação dada pelo Decreto­lei  nº 9. idade e quaisquer outras formas de discriminação. a autoridade de 1ª instância do Departamento  Nacional do Trabalho e.1946)         § 2º ­ Considera­se noturno.666. papeleta em seu poder.666.  raça. visando à formação de uma comunidade latino­ americana de nações.   5º   Todos   são   iguais   perante   a   lei.         V ­ o pluralismo político. pela natureza de suas  atividades. as  autoridades regionais do Ministério do Trabalho. já acrescido da  percentagem. Todo o poder emana do povo. 4º A República Federativa do Brasil  rege­se nas suas  Industria e Comercio.         Parágrafo único.dada pelo Decreto­lei nº 9.           Art. nos Estados e no Território do Acre.  28.  28.         V ­ igualdade entre os Estados.8. não  sendo devido quando exceder desse limite.8.8. 28. (Incluído pelo Decreto­lei nº 9.         Art.         IV ­ os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.666.   política. o Legislativo. em registro manual. 2º São Poderes da União. trabalho noturno habitual. aplicada em dobro no caso de reincidência e oposição à  fiscalização ou desacato à autoridade.         IV ­ promover o bem de todos.  nos termos desta Constituição. o aumento será  calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região.         Parágrafo único ­ São competentes para impor penalidades. e afixado em lugar bem visível. explicitamente.   nos   termos  desta Constituição. o           IX   ­   cooperação   entre   os   povos   para   o   progresso   da  horário dos empregados constará. independentes e harmônicos  entre si. (Redação dada pelo Decreto­lei nº 9. conforme  instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. em se  tratando de empresas que não mantêm.  devendo haver pré­assinalação do período de repouso. sem prejuízo do que dispõe o § 1º deste          X ­ concessão de asilo político.         § 3º ­ O acréscimo a que se refere o presente artigo. aplica­se às horas de  trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos.  no Distrito Federal.  .1989)         II ­ prevalência dos direitos humanos. que o exerce  por   meio   de   representantes   eleitos   ou   diretamente. A República Federativa do Brasil buscará a  integração   econômica.1946)         I ­ a soberania.         § 2º ­ Para os estabelecimentos de mais de dez  trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e  de saída.666.          III   ­   ninguém   será   submetido   a   tortura   nem   a   tratamento  desumano ou degradante.8.   à   segurança   e   à   propriedade.         III ­ autodeterminação dos povos.855.8. 28. 74 ­ O horário do trabalho constará de quadro. para os efeitos deste artigo. SEÇÃO VI DAS PENALIDADES         Art. Industria e  Comercio.

           V   ­   é   assegurado   o   direito   de   resposta. organização que lhe der a lei.  exigindo­se. sem armas. não será objeto de penhora  para   pagamento   de   débitos   decorrentes   de   sua   atividade           VII   ­   é   assegurada.  liturgias.   dispondo   a   lei   sobre   os   meios   de   financiar   o   seu  assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação  desenvolvimento.  para eximir­se de obrigação legal a todos imposta e recusar­se a  cumprir prestação alternativa. o trânsito em julgado.   artística.   salvo.   têm   legitimidade   para   representar   seus   filiados          b) o sigilo das votações.            XXV   ­   no   caso   de   iminente   perigo   público. a proteção aos locais de culto e a suas           XXVI ­ a pequena propriedade rural.           XVI ­ todos podem reunir­se pacificamente.   nas          XXX ­ é garantido o direito de herança.   ressalvadas   aquelas   cujo   sigilo   seja  permanecer ou dele sair com seus bens.  responsabilidade. sendo vedado o           XXIV   ­   a   lei   estabelecerá   o   procedimento   para  anonimato. sempre que não lhes seja mais favorável a lei  profissão. em  locais   abertos   ao   público.           XXVII ­ aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. mediante justa e prévia indenização em dinheiro.  privilégio temporário para sua utilização. na forma da lei.    criações   industriais.  defesa   de   direitos   e   esclarecimento   de   situações   de   interesse  vedada a de caráter paramilitar.   para           XVII ­  é  plena  a liberdade  de associação  para fins  lícitos. a defesa do           XIV   ­   é   assegurado   a   todos   o   acesso   à   informação   e  consumidor.  na  forma  da lei. a de          XXXV ­ a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário  cooperativas   independem   de   autorização.  atividades desportivas.           XI   ­   a   casa   é   asilo   inviolável   do   indivíduo. se houver dano.   proporcional   ao  ressalvados os casos previstos nesta Constituição.          X ­ são invioláveis a intimidade. a honra e a          b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das  imagem   das   pessoas.   assegurado   o   direito   a   indenização   pelo  obras   que   criarem   ou   de   que   participarem   aos   criadores.  hipóteses   e   na   forma   que   a   lei   estabelecer   para   fins   de          XXXI ­ a sucessão de bens de estrangeiros situados no País  investigação criminal ou instrução processual penal. sendo   assegurado   o   livre   exercício   dos   cultos   religiosos   e  garantida.         XXII ­ é garantido o direito de propriedade. assim definida em lei.     intérpretes   e   às   respectivas   representações   sindicais   e  associativas. .        IV ­ é livre a manifestação do pensamento.   independentemente   de   autorização.          XVIII ­   a criação  de associações  e.   de   dados   e   das   comunicações  telefônicas. assegurados:          XXI   ­   as   entidades   associativas. a vida privada.   com   a  permanecer associado.          XX   ­   ninguém   poderá   ser   compelido   a   associar­se   ou   a           XXXVIII   ­   é   reconhecida   a   instituição   do   júri.   além   da   indenização   por   dano   material. fixada em lei. bem como proteção às  durante o dia.   sendo   vedada   a  lesão ou ameaça a direito. ou de interesse coletivo          XV ­ é livre a locomoção no território nacional em tempo de  ou   geral.   moral   ou   à  imagem. autorizadas.           XXXVI   ­   a   lei   não   prejudicará   o   direito   adquirido.   nos   termos   da   lei. imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.          a) a proteção às participações individuais em obras coletivas  científica e de comunicação. assegurada ao           VI   ­   é   inviolável   a   liberdade   de   consciência   e   de   crença. independentemente de censura ou  e   à   reprodução   da   imagem   e   voz   humanas.  resguardado   o   sigilo   da   fonte.   ofício   ou  filhos brasileiros.          VIII ­ ninguém será privado de direitos por motivo de crença  publicação   ou   reprodução   de   suas   obras. no primeiro caso. nos termos da lei:          IX   ­   é   livre   a   expressão   da   atividade   intelectual. salvo em caso           XXIX ­ a lei assegurará aos autores de inventos industriais  de   flagrante   delito   ou   desastre.   à   propriedade   das   marcas.   nos   termos   da   lei.   sendo   apenas   exigido   prévio   aviso   à  autoridade competente. na forma da lei.  pessoal.   por   ordem   judicial.  dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial.   ou   para   prestar   socorro.           d)   a   competência   para   o   julgamento   dos   crimes   dolosos          XXIII ­ a propriedade atenderá a sua função social. judicial ou extrajudicialmente.   transmissível   aos  religiosa ou de convicção filosófica ou política.   a   autoridade  competente poderá usar de propriedade particular. independentemente do  pagamento de taxas:           a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de  direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.   ou.  proprietário indenização ulterior.          XXXVII ­ não haverá juízo ou tribunal de exceção.   inclusive   nas  licença.   nele   entrar.   sob   pena   de  paz.  desde que não frustrem  outra reunião anteriormente convocada  para   o   mesmo   local.   quando   necessário   ao   exercício           XXXIII   ­   todos   têm   direito   a   receber   dos   órgãos   públicos  profissional.              XXXII ­ o Estado promoverá. por determinação judicial. tendo em vista o interesse           XII   ­   é   inviolável   o   sigilo   da   correspondência   e   das  social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País.  estabelecer.  coletiva.  comunicações   telegráficas.   quando   expressamente          a) a plenitude de defesa.     informações de seu interesse particular.   atendidas   as   qualificações   profissionais   que   a   lei  pessoal do "de cujus".          b)   a   obtenção   de   certidões   em   repartições   públicas. interferência estatal em seu funcionamento. salvo se as invocar  herdeiros pelo tempo que a lei fixar.           XXXIV  ­  são  a  todos assegurados.          XXVIII ­ são assegurados.   ou   por  interesse social.   o   ato           XIX   ­   as   associações   só   poderão   ser   compulsoriamente  jurídico perfeito e a coisa julgada.   que   serão   prestadas   no   prazo   da   lei.   aos  dano material ou moral decorrente de sua violação.    será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos           XIII   ­   é   livre   o   exercício   de   qualquer   trabalho.   no   último   caso.   aos   nomes   de  empresas e a outros signos distintivos.    desde que trabalhada pela família.   ninguém   nela  podendo penetrar sem consentimento do morador.  agravo.    desapropriação   por   necessidade   ou   utilidade   pública.   podendo   qualquer   pessoa.   a   prestação   de  produtiva.         c) a soberania dos veredictos.

contra a vida. 84. física e moral.  quando a lei admitir a liberdade provisória.   até   o   limite   do   valor   do  quais   o   de   permanecer   calado.   entre   os  sucessores   e   contra   eles   executadas.           LVIII   ­   o   civilmente   identificado   não   será   submetido   a           XLI   ­   a   lei   punirá   qualquer   discriminação   atentatória   dos  identificação criminal.         c) multa.  assistência da família e de advogado.           XLII   ­   a   prática   do   racismo   constitui   crime   inafiançável   e  se esta não for intentada no prazo legal. nos termos  sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em  do art.           LXII   ­   a   prisão   de   qualquer   pessoa   e   o   local   onde   se  encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e           XLV   ­   nenhuma   pena   passará   da   pessoa   do   condenado. quando não se prefira fazê­lo  por processo sigiloso.  à família do preso ou à pessoa por ele indicada.          LXIX ­ conceder­se­á mandado de segurança para proteger  direito   líquido   e   certo. à soberania e à cidadania.  imprescritível. salvo nas hipóteses previstas em lei.         e) suspensão ou interdição de direitos.           LX   ­   a   lei   só   poderá   restringir   a   publicidade   dos   atos          XLIII ­ a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis  processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social  de   graça   ou   anistia   a   prática   da   tortura   .   os           LXI ­ ninguém será preso senão em flagrante delito ou por  executores e os que. salvo em caso de guerra declarada. com os meios e recursos a ela inerentes. a idade e o sexo do apenado. em processo judicial ou administrativo.          LXXI ­  conceder­se­á mandado de injunção sempre que a  falta   de   norma   regulamentadora   torne   inviável   o   exercício   dos  direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes  à nacionalidade. as seguintes:  por sua prisão ou por seu interrogatório policial.  em caso de crime comum.         b) perda de bens.   nos   termos   da   lei. civis ou militares.         XLVIII ­ a pena será cumprida em estabelecimentos distintos.   constantes   de   registros   ou   bancos   de  dados de entidades governamentais ou de caráter público. salvo para beneficiar o réu. e          LXXIII ­ qualquer cidadão é parte legítima para propor ação  aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla  popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de  entidade de que o Estado participe. as provas obtidas por  meios ilícitos.          LXVI   ­   ninguém   será   levado   à   prisão   ou   nela   mantido.  podendo   a   obrigação   de   reparar   o   dano   e   a   decretação   do  perdimento   de   bens   ser. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso          d) de banimento.         XLVII ­ não haverá penas:           LXV   ­   a   prisão   ilegal   será   imediatamente   relaxada   pela  autoridade judiciária. ou  de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e  drogas afins.   salvo   nos   casos   de   transgressão   militar   ou   crime          XLIV ­ constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de  propriamente militar. autoridade competente. salvo o naturalizado.   sendo­lhe   assegurada   a  patrimônio transferido.          LXX ­ o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado  de acordo com a natureza do delito. sua liberdade de locomoção. nos termos da lei.          b) de caráter perpétuo. o terrorismo e os definidos como  crimes   hediondos. no processo. por ilegalidade ou abuso de poder. podendo evitá­los.           XLVI ­ a lei regulará a individualização da pena e adotará.         LII ­ não será concedida extradição de estrangeiro por crime          LXXII ­ conceder­se­á "habeas­data": político ou de opinião.         a) privação ou restrição da liberdade.          LIX ­ será admitida ação privada nos crimes de ação pública. de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no  exercício de atribuições do Poder Público. amamentação.         d) prestação social alternativa. se omitirem.           LVII ­ ninguém será considerado culpado até o trânsito em  julgado de sentença penal condenatória. contra a ordem constitucional  e o Estado Democrático.          LI ­ nenhum brasileiro será extraditado.           LIV ­ ninguém será privado da liberdade ou de seus bens          b) para a retificação de dados. XIX.   por   eles   respondendo   os   mandantes. definidos em lei. ficando o  . em defesa dos interesses de seus membros ou associados. com ou sem fiança.  entorpecentes  e drogas afins.   o   tráfico   ilícito   de  o exigirem. sujeito à pena de reclusão.           LXIV ­ o preso tem direito à identificação dos responsáveis  entre outras.  ordem   escrita   e   fundamentada   de   autoridade   judiciária  competente.          LXVIII ­ conceder­se­á "habeas­corpus" sempre que alguém          a) de morte.   estendidas   aos           LXIII   ­   o   preso   será   informado   de   seus   direitos.          a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à          LIII ­ ninguém será processado nem sentenciado senão pela  pessoa   do   impetrante.  por:           XLIX   ­   é   assegurado   aos   presos   o   respeito   à   integridade           a)   partido   político   com   representação   no   Congresso  Nacional. sem o devido processo legal.           LVI ­ são inadmissíveis. entidade de classe  ou  associação  possam   permanecer   com   seus   filhos   durante   o   período   de  legalmente  constituída   e  em   funcionamento   há   pelo  menos   um  ano.  defesa.          e) cruéis.   não   amparado   por   "habeas­corpus"   ou          c) de trabalhos forçados. à moralidade administrativa. praticado antes da naturalização.           XXXIX  ­  não  há crime  sem  lei  anterior  que o defina. judicial ou administrativo.          LV ­ aos litigantes. nem  pena sem prévia cominação legal.  ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. "habeas­data".  grupos armados.   salvo   a   do  responsável   pelo   inadimplemento   voluntário   e   inescusável   de  obrigação alimentícia e a do depositário infiel.  direitos e liberdades fundamentais.          XL ­ a lei penal não retroagirá.           LXVII   ­   não   haverá   prisão   civil   por   dívida. na forma da lei.           L ­  às presidiárias  serão asseguradas  condições  para que           b)  organização sindical.

  e. sem  prejuízo  do  emprego e do  Federativa do Brasil seja parte. constituindo crime           LXXIV   ­   o   Estado   prestará   assistência   jurídica   integral   e  sua retenção dolosa.          V ­ piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do           XXXI   ­   proibição   de   qualquer   discriminação   no   tocante   a  trabalho. nos termos de lei complementar.          §   4º   O   Brasil   se   submete   à   jurisdição   de   Tribunal   Penal  Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. ou resultados.   na          XXV ­ assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o  forma desta Constituição.   lazer. até o limite de dois anos após a  capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua  extinção do contrato de trabalho.          Art.autor. idade. na forma da lei.   salvo   o   disposto   em  deficiência.  ou estado civil.          XXII ­ redução dos riscos inerentes ao trabalho.  que percebem remuneração variável.   educação.           X ­ proteção do salário na forma da lei. 6o  São direitos sociais a educação. nunca inferior ao mínimo. a previdência social. para os  e intelectual ou entre os profissionais respectivos.   por   três   quintos   dos   votos   dos  respectivos   membros.          XIII ­ duração do trabalho normal não superior a oito horas  diárias e quarenta e quatro semanais.   salvo   na   condição   de   aprendiz. conforme definido em lei.          XIX ­ licença­paternidade.   a   partir   de  quatorze anos. sendo vedada           XXX   ­   proibição   de   diferença   de   salários.   a   assistência   aos   desamparados. com a duração de cento e vinte dias.   com   prazo   prescricional   de   cinco   anos   para   os          IV ­ salário mínimo .          a) e b)  vestuário.          Art.   são           XV ­   repouso  semanal  remunerado. higiene e segurança. nacionalmente unificado.   excepcionalmente. empregador.   alimentação.  CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS          XXIII   ­   adicional   de   remuneração   para   as   atividades  penosas.          I ­ relação de emprego protegida contra despedida arbitrária          XXVII ­ proteção em face da automação.          XXXIII ­ proibição de trabalho noturno. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.   saúde.   participação   na   gestão   da  assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença.          XXXII ­ proibição de distinção entre trabalho manual.          a) o registro civil de nascimento.  gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.  garantam a celeridade de sua tramitação.   mediante   acordo   ou           LXXVII   ­   são   gratuitas   as   ações   de   "habeas­corpus"   e  convenção coletiva de trabalho. nos termos da lei.  remuneração.   em   dois   turnos.  trabalhadores urbanos e rurais.  convenção ou acordo coletivo. ou dos tratados internacionais em que a República           XVIII ­  licença à  gestante. perigoso ou insalubre           VIII   ­   décimo   terceiro   salário   com   base   na   remuneração  a   menores   de   dezoito   e   de   qualquer   trabalho   a   menores   de  integral ou no valor da aposentadoria.          XI – participação nos lucros. salvo negociação coletiva.  salário   e   critérios   de   admissão   do   trabalhador   portador   de           VI   ­   irredutibilidade   do   salário. que preverá           XXVIII   ­   seguro   contra   acidentes   de   trabalho.  "habeas­data". na           XII   ­   salário­família   pago   em   razão   do   dependente   do  forma da lei:  trabalhador de baixa renda nos termos da lei. sendo  no mínimo de trinta dias. sem excluir a indenização a que este está obrigado. a saúde.  ou sem justa causa.           § 2º ­ Os direitos e garantias expressos nesta Constituição  um terço a mais do que o salário normal.   no   âmbito   judicial   e   administrativo.   salvo   comprovada   má­fé. salário.  trabalho.  empresa.  . o trabalho. quanto aos créditos resultantes das relações de          III ­ fundo de garantia do tempo de serviço.   serão   equivalentes   às   emendas  constitucionais. pelo menos. mediante  incentivos específicos. nos termos da lei.   e.           II   ­   seguro­desemprego. além          XXVI ­ reconhecimento das convenções e acordos coletivos  de outros que visem à melhoria de sua condição social: de trabalho. por meio de  normas de saúde. transporte e previdência social. de   horários   e   a   redução   da   jornada. técnico           VII ­ garantia de salário.  família   com   moradia.   os   atos   necessários   ao           XIV   ­   jornada   de   seis  horas   para   o  trabalho   realizado   em  exercício da cidadania.          § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos  humanos   que   forem   aprovados.           XVI   ­   remuneração   do   serviço   extraordinário   superior.   em   cada   Casa   do   Congresso  Nacional.   no           §   1º   ­   As   normas   definidoras   dos   direitos   e   garantias  mínimo. cor  sua vinculação para qualquer fim.   isento   de   custas   judiciais   e   do          IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. o lazer.           XXI ­ aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. insalubres ou perigosas.           XX ­ proteção do mercado de trabalho da mulher.   em   caso   de   desemprego  quando incorrer em dolo ou culpa.   a   cargo   do  indenização compensatória. higiene. na forma da lei. maternidade   e   à   infância.          LXXVI ­ são gratuitos para os reconhecidamente pobres.  dezesseis   anos. fixado em lei.  a moradia. a segurança. nos termos fixados em lei. a proteção à          XXIV ­ aposentadoria. em cinqüenta por cento à do normal.  não excluem outros decorrentes do regime e dos  princípios por  ela adotados.  fundamentais têm aplicação imediata. facultada a compensação          b) a certidão de óbito. dentre outros direitos.  preferencialmente  aos  assegurados   a   razoável   duração   do   processo   e   os   meios   que  domingos.  nascimento até seis anos de idade em creches e pré­escolas.   na   forma   da   lei.          LXXVIII   a   todos.         XVII ­ gozo de férias anuais remuneradas com.          XXIX ­ ação.  involuntário.  ônus da sucumbência.  turnos ininterruptos de revezamento. com reajustes  periódicos  que lhe preservem  o poder  aquisitivo. desvinculada da          LXXV ­ o Estado indenizará o condenado por erro judiciário.   de   exercício   de  funções e de critério de admissão por motivo de sexo.

          I ­ natos: impessoalidade.   que   será   definida   pelos  ininterruptos   e   sem   condenação   penal. também.   adquiram   a   nacionalidade  competente. em qualquer tempo.   na   forma   da   lei. será descontada em folha. pela norma estrangeira.   8º   É   livre   a   associação   profissional   ou   sindical. XIX.           I ­ tiver cancelada sua naturalização.   na   mesma   base   territorial. por sentença judicial.         § 1º   Aos portugueses com residência permanente no País.   inclusive   em   questões  os direitos inerentes ao brasileiro. discussão e deliberação.          Art.   de   pai   brasileiro   ou   mãe           Art.  brasileira. desde que venham a residir na República Federativa do  observado o seguinte:  Brasil e optem. XVII.  até  um  ano após  o final do mandato.   9º   É   assegurado   o   direito   de   greve.   competindo   aos          II ­ adquirir outra nacionalidade. desde que estes não estejam a serviço de  vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso.         III ­ de Presidente do Senado Federal.           III   ­   ao   sindicato   cabe   a   defesa   dos   direitos   e   interesses  se houver reciprocidade em favor de brasileiros. pela nacionalidade brasileira. 11. respectiva. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. 12. seu país.          § 3º ­ São privativos de brasileiro nato os cargos:         V ­ ninguém será obrigado a filiar­se ou a manter­se filiado a  sindicato.  estrangeira.  inferior à área de um Município.          VIII   ­   é  vedada   a   dispensa  do   empregado   sindicalizado   a  partir   do   registro   da   candidatura   a   cargo   de   direção   ou          VI ­ de oficial das Forças Armadas.          § 4º ­ Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro           Parágrafo único. ainda que  ao seguinte:   CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE DISPOSIÇÕES GERAIS . salvo se cometer  falta grave nos          VII ­ de Ministro de Estado da Defesa  termos da lei.          a) os nascidos na República Federativa do Brasil.           § 1º ­ A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e  disporá   sobre   o   atendimento   das   necessidades   inadiáveis   da          b) de imposição de naturalização.  atendidas as condições que a lei estabelecer. representação  sindical   e.           I   ­   a   lei   não   poderá   exigir   autorização   do   Estado   para   a          II ­ naturalizados:  fundação   de   sindicato.   É   assegurada   a   participação   dos   trabalhadores   e  empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus           §   1º   ­   São   símbolos   da   República   Federativa   do   Brasil   a  interesses   profissionais   ou   previdenciários   sejam   objeto   de  bandeira.         I ­ de Presidente e Vice­Presidente da República.  ainda   que   suplente. residentes na  em   qualquer   grau. o Distrito Federal e os Municípios poderão           Art. moralidade.          b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade.          VI   ­   é   obrigatória   a   participação   dos   sindicatos   nas          II ­ de Presidente da Câmara dos Deputados. A língua portuguesa é o idioma oficial da República  penas da lei. desde que qualquer deles esteja a serviço da República  VIII.   não   podendo   ser  nacionalidade brasileira.         § 2º ­ Os Estados. assegurada   a   eleição   de   um   representante   destes   com   a  CAPÍTULO VII finalidade exclusiva de promover­lhes o entendimento direto com  DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA os empregadores. para  natos   e   naturalizados. à previdência social.              IV ­ a assembléia geral fixará a contribuição que.   representativa   de   categoria   profissional   ou  República   Federativa   do   Brasil   há   mais   de   quinze   anos  econômica. A administração pública direta e indireta de qualquer  dos   Poderes   da   União. salvo os casos previstos nesta  judiciais ou administrativas.  se  eleito. as armas e o selo nacionais.  Constituição. apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. organizações sindicais.           c)   os   nascidos   no   estrangeiro.           §   2º   ­   Os   abusos   cometidos   sujeitam   os   responsáveis   às          Art.   São   assegurados   à   categoria   dos           b)   os   nascidos   no   estrangeiro. salvo no casos:  trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê­lo e sobre           a)   de   reconhecimento   de   nacionalidade   originária   pela   lei  os interesses que devam por meio dele defender.         V ­ da carreira diplomática.   dos   Estados.          Parágrafo   único. publicidade e eficiência e. VI.   ressalvado   o   registro   no   órgão           a)   os   que. é  ter símbolos próprios. XXI e XXIV. independentemente da contribuição prevista em lei.          Art. bem como a sua integração  Federativa do Brasil. XVIII. permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. como condição para  comunidade. 13.   vedadas   ao   Poder   Público   a   interferência   e   a  brasileira. 37. Federativa do Brasil.         VII ­ o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas          IV ­ de Ministro do Supremo Tribunal Federal.  brasileira. Seção I         Art. negociações coletivas de trabalho. serão atribuídos  coletivos   ou   individuais   da   categoria.   de   pai   brasileiro   ou   mãe  trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. em  se          § 2º ­ A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros  tratando de categoria profissional. As   disposições  deste artigo  aplicam­se  à  que: organização   de   sindicatos   rurais   e   de   colônias   de   pescadores.         XXXIV   ­   igualdade   de   direitos   entre   o   trabalhador   com  de pais estrangeiros.   desde   que   requeiram   a  trabalhadores   ou   empregadores   interessados.         II ­ é vedada a criação de mais de uma organização sindical. Nas empresas de mais de duzentos empregados.   salvo   nos   casos   previstos   nesta  custeio   do   sistema   confederativo   da   representação   sindical  Constituição.   do   Distrito   Federal   e   dos          Art. ao  brasileiro residente em  estado estrangeiro. São brasileiros:  Municípios   obedecerá   aos   princípios   de   legalidade. exigidas aos originários de países de língua portuguesa  intervenção na organização sindical. o hino. XV.   10.

 dos detentores  funcionamento do Estado. no âmbito do Poder Judiciário.   serviços. exercidas exclusivamente por  controladas. § 2º. prorrogável uma vez. I. X e XXXIII.         c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais           IV   ­   durante   o   prazo   improrrogável   previsto   no   edital   de  de saúde.   fundações. o qual somente permitirá  as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis  data e sem distinção de índices. empregos e funções públicas são acessíveis          XV ­ o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e  aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.  definidos em lei específica. e sociedades           V ­ as funções de confiança. o sub­sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. de sociedade de          VII ­ o direito de greve será exercido nos termos e nos limites  economia   mista   e   de   fundação.   ressalvadas  as   nomeações  observado em qualquer caso o disposto no inciso XI. externa e interna.           II ­ a investidura em cargo ou emprego público depende de  aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e           XVI   ­   é   vedada   a   acumulação   remunerada   de   cargos  títulos. nos termos da lei.   atividades   essenciais   ao  dos Estados. exercidas por  servidores de carreiras  de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. 150.  emprego.  espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal  da qualidade dos serviços.   dentro   de   suas   áreas   de   competência   e   jurisdição.  campanhas   dos   órgãos   públicos   deverá   ter   caráter   educativo. nos Municípios. públicos   em   geral. na forma  qualquer outra natureza. nos termos da lei. as  excepcional interesse público.  convocação. anterior.   na   forma   prevista   em   lei. na forma da  lei.  incisos XI e XIV deste artigo e nos arts.   compras   e   alienações   serão   contratados           X ­ a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de  mediante  processo  de  licitação pública que  assegure  igualdade  que   trata   o   §   4º   do   art.   concessão de acréscimos ulteriores.      à garantia do cumprimento das obrigações. determinado   para   atender   a   necessidade   temporária   de           XXI ­ ressalvados os casos especificados na legislação.          VI   ­   é   garantido   ao   servidor   público   civil   o   direito   à   livre  associação sindical. incluídas as vantagens pessoais ou de  compartilhamento de cadastros e de informações fiscais.  exoneração.  específicas.   39   somente   poderão   ser   fixados   ou  de   condições   a   todos   os   concorrentes. dos Estados. dos membros de qualquer dos Poderes da União.   com   cláusulas   que  alterados   por   lei   específica. funções   e   abrange   autarquias.   cabendo   à   lei   complementar.  em   espécie. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou  públicos.  funções e empregos públicos da administração direta. aplicável este limite aos  responsável. obras.          § 1º ­ A publicidade dos atos. observado o disposto no art. o subsídio do Prefeito.   dela   não   podendo   constar  Governador   no   âmbito   do   Poder   Executivo.         I ­ os cargos.  sociedades de economia mista. com profissões regulamentadas. membros   do   Ministério   Público. chefia e assessoramento.           XVIII ­ a administração fazendária e seus servidores fiscais  condições   e   percentuais   mínimos   previstos   em   lei. direta ou indiretamente. aquele aprovado em concurso público de provas ou  de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos           XVII   ­   a   proibição   de   acumular   estende­se   a   empregos   e  concursados para assumir cargo ou emprego.   empresas   públicas.   mantidas   as   condições  cada  caso.  anos. III.   assim   como   a   participação   de   qualquer   delas   em           IX ­ a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo  empresa privada. dos Ministros do Supremo Tri­bunal  implicará   a   nulidade   do   ato   e   a   punição   da   autoridade  Federal.   percebidos  atividades   e   atuarão   de   forma   integrada.   asseguradas   a   manutenção   de   serviços   de           XIII ­ é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer  atendimento ao usuário e a avaliação periódica.  assegurada   revisão   geral  anual. II.   o   subsídio   dos  nomes. serviços e  aplicando­se como li­mite.           XI ­ a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos.   aos   Procuradores   e   aos           § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário  Defensores Públicos.   ressalvado   o   disposto   nos  assim como aos estrangeiros.   inclusive   com   o  cumulativamente ou não. em  cada caso.           b)   a   de   um   cargo   de   professor   com   outro   técnico   ou          III ­ o prazo de validade do concurso público será de até dois  científico. definir as áreas de sua atuação.  do   Distrito   Federal   e   dos   Municípios.  a   serem   preenchidos   por   servidores   de   carreira   nos   casos. 39.  do serviço público. obras.   precedência sobre os demais setores administrativos. na carreira. e  153. limitado  a   noventa   inteiros   e   vinte   e   cinco   centésimos   por   cento   do           §   2º   ­   A   não   observância   do   disposto   nos   incisos   II   e   III  subsídio mensal.  e fundacional. por igual período.  público   não   serão   computados   nem   acumulados   para   fins   de  5º. suas subsidiárias.   exceto. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal  Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e  de autoridades ou servidores públicos.  e   nos   Estados   e   no   Distrito   Federal.  da lei ou convênio. e os cargos em comissão.  empregos   públicos   são   irredutíveis.   o   subsídio   mensal   do  informativo   ou   de   orientação   social. na forma da lei. programas. não poderão exceder o subsídio mensal.  na   administração   pública   direta   e   indireta.   destinam­se  terão.  apenas às atribuições de direção.  neste último caso. do Distrito Federal e dos Municípios. terão recursos prioritários para a realização de suas  pensões   ou   outra   espécie   remuneratória. 153. pelo poder público.   observada   a   iniciativa   privativa   em  estabeleçam   obrigações   de   pagamento.         XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia  e autorizada a instituição de empresa pública. autárquica           XXII ­ as administrações tributárias da União. em espécie.            II ­ o acesso dos usuários a registros administrativos e a           XIV   ­   os   acréscimos   pecuniários   percebidos   por   servidor  informações sobre atos de governo.   dos   Ministros   do   Supremo   Tribunal   Federal.   regulando           XII ­ os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do  especialmente:  Poder   Judiciário   não   poderão   ser   superiores   aos   pagos   pelo           I   ­   as   reclamações   relativas   à   prestação   dos   serviços  Poder Executivo.   quando   houver   compatibilidade   de   horários.  sempre  na  mesma  efetivas da proposta.           VIII   ­   a   lei   reservará   percentual   dos   cargos   e   empregos           XX ­  depende de autorização legislativa.  para cargo em  comissão declarado em  lei de livre nomeação e          a) a de dois cargos de professor.    servidores ocupantes de cargo efetivo. a  públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os  criação   de   subsidiárias   das   entidades   mencionadas   no   inciso  critérios de sua admissão. § 4º.  .

  órgão. Não serão computadas. para efeito dos limites          § 5º Lei da União.          II ­ os requisitos para a investidura. XI. em qualquer          § 12. o subsídio mensal dos  dos cargos e empregos públicos.         § 2º A União. do Distrito Federal e dos Municípios.          II ­ investido no mandato de Prefeito. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. ficará afastado de seu cargo.          § 1º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais  componentes do sistema remuneratório observará:          I ­ a natureza. XV.  compatibilidade   de   horários. obedecido.  assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos  de dolo ou culpa. em qualquer caso.   sem   prejuízo   da   remuneração   do  cargo   eletivo. cabendo à  lei dispor sobre:          I ­ o prazo de duração do contrato.   estadual   ou          § 8º A remuneração dos servidores públicos organizados em  distrital.   havendo  caráter contributivo e solidário. inclusive sob a forma de  aplicam­se as seguintes disposições:  adicional ou prêmio de produtividade. autarquias e fundações. sem prejuízo da ação penal cabível.         § 6º ­ As pessoas jurídicas de direito público e as de direito  privado   prestadoras   de   serviços   públicos   responderão   pelos  danos que seus agentes. dos Estados.          § 9º O disposto no inciso XI aplica­se às empresas públicas          § 3º Aplica­se aos servidores ocupantes de cargo público o  e   às   sociedades   de   economia   mista. não se  Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários  aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos  provenientes da economia com despesas correntes em cada  Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. causarem a terceiros.   sendo­lhe   facultado   optar   pela   sua  dos Estados.          § 11. XII. em          § 6º Os Poderes Executivo. para isso. será afastado do cargo.   que  disposto no art. treinamento e            Art. do Distrito Federal e dos  mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal." celebração de convênios ou contratos entre os entes federados.   emprego   ou   função. podendo a lei estabelecer requisitos  dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de  diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. XVIII.   os   cargos  adicional.  Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça.  racionalização do serviço público. é assegurado regime de previdência de           III   ­   investido   no   mandato   de   Vereador. 40. 37.   no art.           § 8º A autonomia gerencial.   a   ser   firmado   entre   seus  administradores e o poder público. 37. XVII.  remuneração dos servidores públicos. X e XI. emprego ou função. ressalvados  parcela única.  desenvolvimento. Legislativo e Judiciário  seu âmbito. Seção II DOS SERVIDORES PÚBLICOS         Art.  receberem recursos da União. o grau de responsabilidade e a complexidade  dos cargos componentes de cada carreira. do Distrito Federal e dos  remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste  caso. nessa qualidade. o detentor de mandato eletivo.   servidor   ou   não. mediante contribuição do  . limitado a  noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio          § 7º Lei da União. verba de representação ou outra  eletivos   e   os   cargos   em   comissão   declarados   em   lei   de   livre  espécie remuneratória. os           §   10.          Art.   e   suas   subsidiárias. servidores públicos. para   todos   os   efeitos   legais. seu tempo de serviço será contado  e gradação previstas em lei.  os   cargos   acumuláveis   na   forma   desta   Constituição. abono.           §   7º   A   lei   disporá   sobre   os   requisitos   e   as   restrições   ao  ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta  que possibilite o acesso a informações privilegiadas. IX.  artigo. o disposto no art. obedecido. incluídas suas  remuneração. os Estados. que tenha por objeto a fixação  de metas de desempenho para o órgão ou entidade. 40 ou dos arts. facultada. os Estados e o Distrito Federal manterão           II   ­   os   controles   e   critérios   de   avaliação   de   desempenho.   que   causem           V   ­   para   efeito   de   benefício   previdenciário. a          III ­ a remuneração do pessoal. 7º.         § 5º ­ A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos  praticados   por   qualquer   agente.        III ­ a disciplina da representação contra o exercício  negligente ou abusivo de cargo. o disposto  nomeação e exoneração. emprego ou função na  administração pública. VII.          § 4º O membro de Poder.   e. carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. reaparelhamento e  autárquica   e   fundacional. A União.   perceberá   as   vantagens   de   seu  cargo. constituindo­se a participação nos cursos um  dos requisitos para a promoção na carreira.   É   vedada   a   percepção   simultânea   de   proventos   de  Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais  aposentadoria decorrentes do art. como limite único. 42 e 142 com a  serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em  remuneração de cargo. estivesse. modernização. IV. integrado por servidores designados  pelos respectivos Poderes.   no   caso   de  prejuízos   ao   erário. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei  publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração  Or gânica. dos Estados.   não   havendo   compatibilidade. prêmio. para aplicação no desenvolvimento  de programas de qualidade e produtividade.   a           IV   ­   em   qualquer   caso   que   exija   o   afastamento   para   o  indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. dos Estados.   no   exercício   de   mandato   eletivo. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. VIII.   ressalvadas   as   respectivas   ações   de  afastamento.  custeio em geral.           § 4º ­ Os  atos de improbidade administrativa importarão a  suspensão   dos   direitos   políticos. os valores serão determinados como se no exercício  ressarcimento. o Distrito Federal e os  Municípios instituirão conselho de política de administração e  remuneração de pessoal. XVI.   a   perda   da   função   pública.          III ­ as peculiaridades dos cargos. na forma  exercício de mandato eletivo. 39.   Ao   servidor   público   da   administração   direta.  emprego   ou   função.   38. do Distrito Federal ou  XIX.   será   aplicada   a  norma do inciso anterior. emprego ou função pública. obrigações e responsabilidade dos dirigentes.           I   ­   tratando­se   de   mandato   eletivo   federal. XX. orçamentária e financeira dos  órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser  ampliada   mediante   contrato. XIII. as  Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor  parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. XXII e XXX. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar.  escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos  direitos.   exceto   para   promoção   por  merecimento. autarquia e fundação.

  em   caráter   permanente. acrescido de  setenta   por   cento   da   parcela   excedente   a   este   limite.          a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. se homem.  anos de idade. não poderão exceder a remuneração  o regime geral de previdência social.   ressalvados. à soma total dos           II   ­   compulsoriamente. se  homem.respectivo ente público. no  que couber.   por  como de outro cargo temporário ou de emprego público. XI.   desde   que   instituam   regime   de   previdência  complementar   para   os   seus   respectivos   servidores   titulares   de           §   3º   Para   o   cálculo   dos   proventos   de   aposentadoria.   nos   termos  que couber. desde que cumprido tempo mínimo de  outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de  dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no  previdência   social. § 3º.  modalidade de contribuição definida. 37. por intermédio de entidades fechadas de previdência  definidos em leis complementares.   conforme          § 1º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de  critérios estabelecidos em lei.   com  proventos   de   inatividade. em relação ao disposto no  § 1º.   observadas   as  proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável  seguintes condições:  na forma desta Constituição.           §   8º   É   assegurado   o   reajustamento   dos   benefícios   para  preservar­lhes.          § 20. O regime de previdência complementar de que trata o §           §   4º   É   vedada   a   adoção   de   requisitos   e   critérios  14   será   instituído   por   lei   de   iniciativa   do   respectivo   Poder  diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos  Executivo. para o professor que comprove exclusivamente tempo de          § 17.   no   cargo   efetivo   em   que   se   deu   a  aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da           §   14   ­   A   União.  óbito.   o   Distrito   Federal   e   os  pensão.   bem   como   de          III ­ voluntariamente.  dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. no  pelo   regime   de   que   trata   este   artigo. cargo em comissão declarado em lei  de livre nomeação e exoneração. 201.           §   6º   ­   Ressalvadas   as   aposentadorias   decorrentes   dos           §   18. o  III cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que  disposto nos  §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver  prejudiquem a saúde ou a integridade física. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de           b) sessenta e cinco anos de idade.   III.  contagiosa ou incurável.   calculados   os   seus          § 9º ­ O tempo de contribuição federal.  acumulação   de   cargos   ou   empregos   públicos. 201.   caso  aposentado à data do óbito.  III. e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime  em cada ente estatal. 202 e seus parágrafos.   poderão   fixar.   os   Estados.   o   valor   real.   sendo   os   proventos  correspondente para efeito de disponibilidade.  Municípios. com proventos proporcionais ao tempo  de contribuição. 201.   a.   e   que   opte   por   permanecer   em  atividade   fará   jus   a   um   abono   de   permanência   equivalente   ao  valor   da   sua   contribuição   previdenciária   até   completar   as  exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1º. exclusivamente.   que   oferecerão   aos  respectivos   participantes   planos   de   benefícios   somente   na  I portadores de deficiência.   para  o   valor   das   aposentadorias   e  ocasião da sua concessão.  benefícios do regime geral de previdência social de que trata o          § 7º Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão  art.  ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de           §  5º   ­  Os  requisitos  de  idade  e   de  tempo  de  contribuição  instituição   do   correspondente   regime   de   previdência  serão reduzidos em cinco anos.  do   respectivo   servidor. dos servidores ativos e inativos e dos  pensionistas. que será igual:          I ­ ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido. observado o disposto no art. estadual ou municipal  proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3º e 17:  será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço           I   ­   por   invalidez   permanente.  forma da lei. os casos de servidores:  complementar. 142.          § 11 ­ Aplica­se o limite fixado no art. ou           II ­   ao  valor   da  totalidade  da remuneração  do servidor  no  cargo efetivo em que se deu o falecimento.  até   o  limite   máximo   estabelecido   para   os   benefícios   do   regime  geral de previdência social de que trata o art. se mulher.   aos   setenta   anos   de   idade. e de cargo eletivo. observados critérios que preservem o equilíbrio  financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.           § 16 ­ Somente mediante sua prévia e expressa opção. acrescido de setenta por cento da  parcela   excedente   a   este   limite.  contagem de tempo de contribuição fictício.   Incidirá   contribuição   sobre   os   proventos   de  cargos   acumuláveis   na   forma   desta   Constituição. de cargo em  comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem           §   2º   ­   Os   proventos   de   aposentadoria   e   as   pensões. na forma da lei.  proporcionais ao tempo de contribuição.  atualizados. na  de previdência social de que trata o art.   caso   em   atividade   na   data   do           §   19. se mulher. "a".  por morte.  .   é   vedada   a  aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata  percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de  este   artigo   que   superem   o   limite   máximo   estabelecido   para   os  previdência previsto neste artigo. até o limite máximo  estabelecido para os  benefícios  do regime geral de previdência  social de que trata o art. II. serão consideradas as remunerações  pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. 201.   inclusive   quando   decorrentes   da  proventos proporcionais ao tempo de contribuição. Fica vedada a existência de mais de um regime próprio  de   previdência   social   para   os   servidores   titulares   de   cargos  efetivos. exceto se decorrente de           §   10   ­   A   lei   não   poderá   estabelecer   qualquer   forma   de  acidente   em   serviço.  complementar.          § 15.  II que exerçam atividades de risco.  que   trata   este   artigo   serão   aposentados.   O   servidor   de   que   trata   este   artigo   que   tenha  completado   as   exigências   para   aposentadoria   voluntária  estabelecidas   no   §   1º. Todos os valores de remuneração considerados para o  efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e  cálculo   do   benefício   previsto   no   §   3°   serão   devidamente  no ensino fundamental e médio. X.  utilizadas   como   base   para   as   contribuições   do   servidor   aos  o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral  regimes de previdência de que tratam este artigo e o art.           § 13 ­ Ao servidor ocupante. e sessenta  previdência social.   e   cinqüenta   e   cinco   anos   de   idade   e   trinta   de          § 12 ­ Além do disposto neste artigo. ressalvado o disposto no art.   por  cargo   efetivo.   de   natureza   pública. 201.   moléstia   profissional   ou   doença   grave. aplica­se  ocasião de sua concessão.   e   ao   montante   resultante   da   adição   de  cargo   efetivo   em   que   se   dará   a   aposentadoria. o regime de previdência  contribuição. com percentual igual ao estabelecido para os servidores  titulares de cargos efetivos. na forma da lei.

 201 desta Constituição. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou  públicos. suas subsidiárias. III.           I ­ os cargos.  assegurada   revisão   geral  anual. reconduzido ao cargo de origem.  Governador   no   âmbito   do   Poder   Executivo.  empregos   públicos   são   irredutíveis. nos Municípios. publicidade e eficiência e.   aos   Procuradores   e   aos  obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão  Defensores Públicos. 39. do Distrito Federal e dos Municípios.   dentro   de   suas   áreas   de   competência   e   jurisdição.  ao seguinte:            XII ­ os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do  Poder   Judiciário   não   poderão   ser   superiores   aos   pagos   pelo  Poder Executivo. até seu adequado  a   noventa   inteiros   e   vinte   e   cinco   centésimos   por   cento   do  aproveitamento em outro cargo. o subsídio do Prefeito. II. aproveitado em outro cargo ou posto em  aplicando­se como li­mite. será ele reintegrado. na forma de lei complementar.           V ­ as funções de confiança.  incisos XI e XIV deste artigo e nos arts.   o   subsídio   mensal   do  serviço.         XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia          VII ­ o direito de greve será exercido nos termos e nos limites  e autorizada a instituição de empresa pública.  definidos em lei específica.   do   Distrito   Federal   e   dos  Municípios   obedecerá   aos   princípios   de   legalidade.  cada  caso. 41.  para cargo em  comissão declarado em  lei de livre nomeação e          a) a de dois cargos de professor.  controladas. e           II ­ a investidura em cargo ou emprego público depende de  153. o  Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e  servidor estável ficará em disponibilidade.          IX ­ a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo  determinado   para   atender   a   necessidade   temporária   de  excepcional interesse público.          III ­ o prazo de validade do concurso público será de até dois           b)   a   de   um   cargo   de   professor   com   outro   técnico   ou  científico. quando o beneficiário. no âmbito do Poder Judiciário. funções   e   abrange   autarquias. de sociedade de  . prorrogável uma vez.  emprego. § 2º.  CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS         Art. assegurada ampla  dos Estados. na carreira.   exceto.          XIII ­ é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer  espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal  do serviço público.  aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e           XVI   ­   é   vedada   a   acumulação   remunerada   de   cargos  títulos.  desempenho. pelo poder público. § 4º. é  membros   do   Ministério   Público.    a   serem   preenchidos   por   servidores   de   carreira   nos   casos. 150. na forma da           VI   ­   é   garantido   ao   servidor   público   civil   o   direito   à   livre  lei.   dos   Estados.   ressalvado   o   disposto   nos  assim como aos estrangeiros. por igual período.  funções e empregos públicos da administração direta.  indenização. na forma da lei.   dos   Ministros   do   Supremo   Tribunal   Federal.  de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. associação sindical.  exoneração. limitado  proporcional ao tempo de serviço.           VIII   ­   a   lei   reservará   percentual   dos   cargos   e   empregos  públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os  critérios de sua admissão.  disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de  e   nos   Estados   e   no   Distrito   Federal.  sempre  na  mesma  data e sem distinção de índices.           XVIII ­ a administração fazendária e seus servidores fiscais  condições   e   percentuais   mínimos   previstos   em   lei. I. aquele aprovado em concurso público de provas ou  de saúde.   empresas   públicas.   destinam­se  terão. chefia e assessoramento.           X ­ a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de  que   trata   o   §   4º   do   art. não poderão exceder o subsídio mensal.         Art.  subsídio mensal.         §  21. direta ou indiretamente. aplicável este limite aos          § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade. moralidade. incluídas as vantagens pessoais ou de  qualquer outra natureza.              II ­ mediante processo administrativo em que lhe seja  assegurada ampla defesa.  apenas às atribuições de direção. na forma da lei. com remuneração  o sub­sídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça. A administração pública direta e indireta de qualquer  dos   Poderes   da   União. 37. em espécie. dos membros de qualquer dos Poderes da União. sem direito a  em   espécie. se  cumulativamente ou não.          § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor  pensões   ou   outra   espécie   remuneratória.   o   subsídio   dos          § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade.  de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos           XVII   ­   a   proibição   de   acumular   estende­se   a   empregos   e  concursados para assumir cargo ou emprego.             XIV   ­   os   acréscimos   pecuniários   percebidos   por   servidor  público   não   serão   computados   nem   acumulados   para   fins   de  concessão de acréscimos ulteriores. São estáveis após três anos de efetivo exercício os  servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude  de concurso público. também.   39   somente   poderão   ser   fixados   ou          § 1º O servidor público estável só perderá o cargo:  alterados   por   lei   específica. dos Ministros do Supremo Tri­bunal  Federal.   precedência sobre os demais setores administrativos.  estável.   na   forma   prevista   em   lei.   fundações.          IV   ­   durante   o   prazo   improrrogável   previsto   no   edital   de          c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais  convocação.  impessoalidade. empregos e funções públicas são acessíveis          XV ­ o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e  aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei.  A   contribuição   prevista   no   §   18  deste  artigo   incidirá  apenas  sobre  as   parcelas  de  proventos  de  aposentadoria  e   de  pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido para  os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o  art.   ressalvadas  as   nomeações  observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.   percebidos  estável.           XI ­ a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. e sociedades  servidores ocupantes de cargo efetivo.  for portador de doença incapacitante. e os cargos em comissão. autárquica          III ­ mediante procedimento de avaliação periódica de  e fundacional. com profissões regulamentadas.  instituída para essa finalidade. e o eventual ocupante da vaga. exercidas exclusivamente por  sociedades de economia mista.   observada   a   iniciativa   privativa   em          I ­ em virtude de sentença judicial transitada em julgado.   quando   houver   compatibilidade   de   horários. 153.  anos. dos detentores  defesa.

  especialmente:  autárquica   e   fundacional. as  da lei ou convênio.   asseguradas   a   manutenção   de   serviços   de           I   ­   tratando­se   de   mandato   eletivo   federal.   cabendo   à   lei   complementar. criação   de   subsidiárias   das   entidades   mencionadas   no   inciso           II   ­   os   controles   e   critérios   de   avaliação   de   desempenho. os valores serão determinados como se no exercício  ressarcimento.   38. ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta  que possibilite o acesso a informações privilegiadas. orçamentária e financeira dos          II ­ o Superior Tribunal de Justiça.  administradores e o poder público.  artigo.         III ­ a remuneração do pessoal. emprego ou função na  cargo. a          I ­ o prazo de duração do contrato. do Distrito Federal ou  estabeleçam   obrigações   de   pagamento.          § 1º ­ A publicidade dos atos.  remuneração.   estadual   ou  atendimento ao usuário e a avaliação periódica.  de metas de desempenho para o órgão ou entidade. nessa qualidade.          II ­ investido no mandato de Prefeito.  distrital.   e.   atividades   e   atuarão   de   forma   integrada. X e XXXIII.   os   cargos  funcionamento do Estado. nos termos da lei.   mantidas   as   condições  dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de  efetivas da proposta.   havendo          III ­ a disciplina da representação contra o exercício  compatibilidade   de   horários.  .   que  de   condições   a   todos   os   concorrentes.  aplicam­se as seguintes disposições:           I   ­   as   reclamações   relativas   à   prestação   dos   serviços  públicos   em   geral. não se  responsável. emprego ou função pública. o qual somente permitirá  custeio em geral. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal  Or gânica.   ressalvadas   as   respectivas   ações   de  afastamento. 92. São órgãos do Poder Judiciário:          §   7º   A   lei   disporá   sobre   os   requisitos   e   as   restrições   ao          I ­ o Supremo Tribunal Federal. nos termos da lei.   perceberá   as   vantagens   de   seu  negligente ou abusivo de cargo.   a   ser   firmado   entre   seus          III ­ os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais. dos Estados.   assim   como   a   participação   de   qualquer   delas   em  direitos. para   todos   os   efeitos   legais. ficará afastado de seu cargo. estivesse.           § 8º A autonomia gerencial.  assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos  de dolo ou culpa."          XXI ­ ressalvados os casos especificados na legislação. na forma  exercício de mandato eletivo.economia   mista   e   de   fundação.          II ­ o acesso dos usuários a registros administrativos e a  emprego   ou   função.            III   ­   investido   no   mandato   de   Vereador. fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar.   exceto   para   promoção   por  merecimento. serviços e          § 12. será afastado do cargo. mediante emenda às respectivas Constituições e Lei  nomes.   Ao   servidor   público   da   administração   direta. 40 ou dos arts. da qualidade dos serviços.   será   aplicada   a  norma do inciso anterior.   com   cláusulas   que  receberem recursos da União.   servidor   ou   não. observado o disposto no art. órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser  ampliada   mediante   contrato.  parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.   inclusive   com   o          § 11. limitado a           §   2º   ­   A   não   observância   do   disposto   nos   incisos   II   e   III  noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio  implicará   a   nulidade   do   ato   e   a   punição   da   autoridade  mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.  remuneração de cargo.   a   perda   da   função   pública.   e   suas   subsidiárias. na forma  remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo.   regulando            Art. em  cada caso.  cargo   eletivo.   serviços.   no   exercício   de   mandato   eletivo. sem prejuízo da ação penal cabível.   emprego   ou   função. 42 e 142 com a           XXII ­ as administrações tributárias da União. Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça.          I­A o Conselho Nacional de Justiça. emprego ou função. como limite único.   que   causem           V   ­   para   efeito   de   benefício   previdenciário. cabendo à  neste último caso.  CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS         Art.   atividades   essenciais   ao  os   cargos   acumuláveis   na   forma   desta   Constituição. aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos  Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.          § 4º ­ Os  atos de improbidade administrativa importarão a  suspensão   dos   direitos   políticos. para efeito dos limites  compartilhamento de cadastros e de informações fiscais. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. as  obras. empresa privada. ressalvados  do   Distrito   Federal   e   dos   Municípios.   a           IV   ­   em   qualquer   caso   que   exija   o   afastamento   para   o  indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário.   sem   prejuízo   da   remuneração   do  administração pública. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste  campanhas   dos   órgãos   públicos   deverá   ter   caráter   educativo.   compras   e   alienações   serão   contratados          § 9º O disposto no inciso XI aplica­se às empresas públicas  mediante  processo  de  licitação pública que  assegure  igualdade  e   às   sociedades   de   economia   mista. externa e interna.         § 5º ­ A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos  praticados   por   qualquer   agente.   sendo­lhe   facultado   optar   pela   sua  informações sobre atos de governo.   não   havendo   compatibilidade.   É   vedada   a   percepção   simultânea   de   proventos   de  à garantia do cumprimento das obrigações.  lei dispor sobre:           XX ­  depende de autorização legislativa. em  informativo   ou   de   orientação   social.           § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário  na   administração   pública   direta   e   indireta.  as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis           §   10. seu tempo de serviço será contado  e gradação previstas em lei. programas.   dela   não   podendo   constar  seu âmbito. 5º. dos Estados.   no   caso   de  prejuízos   ao   erário. exercidas por  servidores  de carreiras  eletivos   e   os   cargos   em   comissão   declarados   em   lei   de   livre  específicas. definir as áreas de sua atuação. causarem a terceiros. obras. Não serão computadas.         § 6º ­ As pessoas jurídicas de direito público e as de direito  privado   prestadoras   de   serviços   públicos   responderão   pelos  danos que seus agentes. que tenha por objeto a fixação          IV ­ os Tribunais e Juízes do Trabalho. terão recursos prioritários para a realização de suas  nomeação e exoneração.  anterior.  aposentadoria decorrentes do art. o subsídio mensal dos  de autoridades ou servidores públicos.

  fundar­se­á   em   decisão   por  voto da maioria absoluta do respectivo tribunal  ou do Conselho  Nacional de Justiça.   salvo  participação em processo. o tribunal somente poderá          XV a distribuição de processos será imediata.  às próprias partes e a seus advogados.  Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.  têm jurisdição em todo o território nacional. e 39.   outro   cargo   ou           VI ­ a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus  função.  dependentes observarão o disposto no art. salvo por motivo de interesse público. I.  exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta  funcionando. 40.            XII a atividade jurisdicional será ininterrupta.   a   qualquer   título   ou   pretexto.   em   nível   federal   e   estadual.          Parágrafo único. 39. em qualquer caso. disporá sobre o Estatuto da Magistratura.  subsídios   dos   demais   magistrados   serão   fixados   em   lei   e  escalonados. Aos juízes é vedado:  XI. e 153. não podendo devolvê­ mais de dez anos de carreira. X e XI.   que.  de onze e o máximo de vinte e cinco membros.   só   será   adquirida  aperfeiçoamento de magistrados.   Um   quinto   dos   lugares   dos   Tribunais   Regionais  ampla defesa. no mínimo.  nos   demais  casos. juízes em plantão permanente. do Ministério Público.  de   sentença  judicial  transitada  fixado   para   os   Ministros   do   Supremo   Tribunal   Federal   e   os  em julgado.  podendo  a  diferença  entre   uma  e  outra  ser  superior  a  dez   por           III ­ irredutibilidade de subsídio. três anos de  atividade jurídica e obedecendo­se. 37.         I   ­   ingresso   na   carreira. em          Art. ou única entrância. Lei complementar.   disponibilidade   e   aposentadoria   do           IV   receber. e assegurada           Art. e de advogados de notório saber  los ao cartório sem o devido despacho ou decisão.   conforme   as          II ­ inamovibilidade.        V ­ os Tribunais e Juízes Eleitorais. 93.  decisório. 150. o tribunal formará          IV   previsão   de   cursos   oficiais   de   preparação.   por   interesse   público.            XIII   o   número   de   juízes   na   unidade   jurisdicional   será          c) aferição do merecimento conforme o desempenho e pelos  proporcional à efetiva demanda judicial e à respectiva população.          V   ­   o   subsídio   dos   Ministros   dos   Tribunais   Superiores  nesse   período.  Federais. nem exceder a noventa e cinco  arts. com  autos em seu poder além do prazo legal. alternadamente.         IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão          § 2º O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores  públicos. comarca de igual entrância atenderá. observados os  interessado   no   sigilo   não   prejudique   o   interesse   público   à  seguintes princípios:  informação.   cujo   cargo   inicial   será   o   de   juiz          X as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas  substituto.  requisitos quem aceite o lugar vago.  e. VIII. § 4º.   dos   Tribunais   dos   Estados. magistrado. apurados na última  representação das respectivas classes. 37. nos vinte dias  aperfeiçoamento e promoção de magistrados. exigindo­se do bacharel em direito. no que couber.          VI ­ os Tribunais e Juízes Militares. na  respectivas   categorias   da   estrutura   judiciária   nacional. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de  antigüidade e merecimento.   94.  lista tríplice.  fases. assegurada ampla defesa. repetindo­se a votação até fixar­se a indicação.   auxílios   ou  .  jurídico e de reputação ilibada. ou somente a estes.  de seus membros.   de   deliberação   do   tribunal   a   que   o   juiz   estiver  corresponderá a noventa e cinco por  cento do subsídio mensal  vinculado. com a  e em sessão pública.   ainda   que   em   disponibilidade. conforme procedimento próprio. à ordem de          XI   nos   tribunais   com   número   superior   a   vinte   e   cinco  julgadores.  após   dois   anos   de   exercício. poderá ser constituído órgão especial. Recebidas as indicações.   custas   ou          VII   o   juiz   titular   residirá   na   respectiva   comarca. com mais de dez anos de efetiva          III   o   acesso   aos   tribunais   de   segundo   grau   far­se­á   por  atividade profissional.  autorização do tribunal.  das   atribuições   administrativas   e   jurisdicionais   delegadas   da  por antigüidade e merecimento. salvo uma de magistério.   e   fundamentadas   todas   as   decisões. em todos os  recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços  graus de jurisdição.          VII ­ os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal          VIIIA a remoção a pedido ou a permuta de magistrados de  e Territórios. escolherá um de seus integrantes para nomeação. obrigatória do processo de vitaliciamento a participação em curso          Art. obedecido. constituindo etapa  subseqüentes. Os juízes gozam das seguintes garantias:  oficial   ou   reconhecido   por   escola   nacional   de   formação   e           I   ­   vitaliciedade. em determinados atos. § 2º. c e e do inciso II. 95. para o exercício           II ­ promoção de entrância para entrância. mediante concurso público de provas e títulos.   nos   dias   em   que   não   houver   expediente   forense  parte da lista de antigüidade desta.           II   ­   receber. podendo a lei limitar a presença.          VIII   o   ato   de   remoção. 93. § 4º. III. nas nomeações.           I   ­   exercer. que.   sob   pena   de  nulidade. II. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da  participação   da   Ordem   dos   Advogados   do   Brasil   em   todas   as  maioria absoluta de seus membros.   no   primeiro   grau. alternadamente.   dependendo   a   perda   do   cargo. retiver  Territórios será composto de membros.   e   do   Distrito   Federal   e          e) não será promovido o juiz que. enviando­a ao Poder Executivo. atendidas as seguintes normas:  competência   do   tribunal   pleno. de iniciativa do Supremo Tribunal  casos   nos   quais   a   preservação   do   direito   à   intimidade   do  Federal. com o mínimo  classificação.  critérios   objetivos   de   produtividade   e   presteza   no   exercício   da         XIV os servidores receberão delegação para a prática de atos  jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos oficiais  de   administração   e   atos   de   mero   expediente   sem   caráter  ou reconhecidos de aperfeiçoamento.   a   qualquer   título   ou   pretexto.   provendo­se   metade   das   vagas          a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes  por antigüidade e a outra metade por eleição pelo tribunal pleno.          III ­ dedicar­se à atividade político­partidária. b . ao disposto          § 1º O Supremo Tribunal  Federal. o Conselho Nacional  de  nas alíneas a .          Parágrafo único. injustificadamente. sendo vedado           b)   a   promoção   por   merecimento   pressupõe   dois   anos   de  férias   coletivas   nos   juízos   e   tribunais   de   segundo   grau. 153.   não  forma do art. o disposto nos arts.  consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. ressalvado o disposto nos  cento ou inferior a cinco por cento.  por   cento   do   subsídio   mensal   dos   Ministros   dos   Tribunais  Superiores.           d) na apuração de antigüidade. salvo se não houver com tais  normal.

  celebrar   casamentos.   férias   e   outros   afastamentos   a   seus  acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo.   o  processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias. na forma prevista nesta Constituição.   velando   pelo   exercício   da  Federal   e   dos   Tribunais   Superiores.contribuições de pessoas físicas.   o   Poder   Executivo   procederá   aos   ajustes  aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo.   com   a   aprovação   dos  atividade correicional respectiva.   Estadual   ou          c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores. e  autorizar. e exclusivamente para o caso  de   preterimento   de   seu   direito   de   precedência. mediante os procedimentos  oral e sumariíssimo. Compete privativamente:         I ­ aos tribunais:          a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos  internos.   os  na lei de diretrizes orçamentárias.   Somente   pelo   voto   da   maioria   absoluta   de   seus  débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado.           Art.   de   ofício   ou   em   face   de   impugnação   apresentada. os  inclusive dos tribunais inferiores.   de   verba   necessária   ao   pagamento   de   seus           Art.   99. fazendo­ os   tribunais   declarar   a   inconstitucionalidade   de   lei   ou   ato  se o pagamento até o final do exercício seguinte.  precatórios   e   à   conta   dos   créditos   respectivos. a requerimento do credor.  obrigações   que   extrapolem   os   limites   estabelecidos   na   lei   de           b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos  diretrizes   orçamentárias.   exceto   os   de  para   fins   de   consolidação   da   proposta   orçamentária   anual. 98.   parágrafo   único. universal e secreto.   ajustados   de           f)   conceder   licença.  seus valores atualizados monetariamente.  no âmbito da Justiça Federal. quando terão  normativo do Poder Público. sem           §   3º   O   disposto   no  caput  deste   artigo. 169:          a)   a   alteração   do   número   de   membros   dos   tribunais          §   5º   Durante   a   execução   orçamentária   do   exercício.           Art.   aos   Presidentes   dos   Tribunais   de   Justiça. 100.  pagamentos   devidos   pela   Fazenda   Federal. onde houver. a  transação   e  o   julgamento  de   recursos  por   turmas   de   juízes   de  primeiro grau. nos crimes comuns e de responsabilidade.   vencimentos. compete:          b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos          I ­ no âmbito da União. por concurso público de provas.  mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.   providos   por   juízes   togados. competentes para a conciliação.   cabendo   ao  Presidente   do   Tribunal   que   proferir   a   decisão   exeqüenda  determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito.   não   se   aplica   aos   pagamentos   de  .   obedecido   o   disposto   no   art. dispondo sobre a competência  e   o   funcionamento   dos   respectivos   órgãos   jurisdicionais   e  administrativos. permitidos.  cargos   necessários   à   administração   da   Justiça.   relativamente   à  caráter jurisdicional. A União.  de   direito   público. apresentados até 1º de julho. além de outras previstas na legislação. bem como os membros do Ministério  e nos créditos adicionais abertos para este fim. composta de cidadãos eleitos  pelo voto direto.          §  2º   ­  O   encaminhamento   da  proposta.          II ­ justiça de paz.         c) prover.          § 1º Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais  ressalvadas as exceções previstas em lei.   exceto   se   previamente   autorizadas.  ouvidos   os  outros  tribunais interessados. constantes  membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão  de precatórios judiciários.   proibida   a          III ­ aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do  designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias  Distrito Federal e Territórios.   far­se­ão  exclusivamente   na   ordem   cronológica   de   apresentação   dos          d) a alteração da organização e da divisão judiciárias. com mandato de quatro anos  e   competência   para.          Art.   em   virtude   de   sentença   transitada   em  julgado.         d) propor a criação de novas varas judiciárias. o Poder Executivo considerará. aos Presidentes do Supremo Tribunal  juízos   que   lhes   forem   vinculados. benefícios previdenciários  e  indenizações   por   morte   ou   invalidez.   fundadas   na  responsabilidade   civil.           I   ­   juizados   especiais.   não  poderá   haver   a   realização   de   despesas   ou   a   assunção   de  inferiores. Territórios.  observado o disposto no art.   em   virtude   de   sentença   judiciária.  pensões e suas complementações.          Art.         § 1º ­ Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias  dentro   dos   limites   estipulados   conjuntamente   com   os   demais  Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.            V exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou.            §   2º   As   custas   e   emolumentos   serão   destinados  antes   de   decorridos   três   anos   do   afastamento   do   cargo   por  exclusivamente   ao   custeio   dos   serviços   afetos   às   atividades  aposentadoria ou exoneração.   Ao   Poder   Judiciário   é   assegurada   autonomia  administrativa e financeira.  expedição   de   precatórios. ou de provas e  respectivas propostas orçamentárias dentro do prazo estabelecido  títulos.   o   seqüestro   da  quantia necessária à satisfação do débito. e os           §   1º­A   Os   débitos   de   natureza   alimentícia   compreendem  Estados criarão: aqueles   decorrentes   de   salários.  membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente         § 4º Se as propostas orçamentárias de que trata este artigo  vinculados.   com   observância   das   normas   de   processo   e   das  garantias processuais das partes. à exceção dos créditos de natureza alimentícia. o julgamento e  a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações  penais de menor potencial ofensivo.  necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária  anual.           § 3º Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as           e) prover.  Municipal. ressalvada a            § 1º É obrigatória a inclusão.   ou  togados e leigos.   169.  verificar. 96. aos Tribunais Superiores e  forma   do   §   1º.  valores   aprovados   na   lei   orçamentária   vigente.   97.          § 2º As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão  consignados   diretamente   ao   Poder   Judiciário. entidades públicas ou privadas. nas hipóteses previstas em lei. no orçamento das entidades  competência da Justiça Eleitoral.   os  confiança assim definidos em lei.  forem encaminhadas em desacordo com os limites estipulados na          II ­ ao Supremo Tribunal Federal. no Distrito Federal e nos Territórios. remunerada. Público.   proventos.  bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes.  seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados.   com   a  aprovação dos respectivos tribunais.   na   forma   da   lei.  específicas da Justiça. respectivos tribunais. os cargos de           II   ­   no   âmbito   dos   Estados   e   no   do   Distrito   Federal   e  juiz de carreira da respectiva jurisdição.

  ou   suplementar   de   valor   pago.   quando   a   decisão  constitucionalidade de lei ou ato normativo federal.   retardar   ou   tentar   frustrar   a   liquidação  inconstitucionalidade.           q) o mandado de injunção.         § 5º A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no           o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de  §   3º   deste   artigo.   os   membros   do   Congresso  Nacional.   o   Distrito   Federal   ou   o           §   3º   No   recurso   extraordinário   o   recorrente   deverá  Território.  data"   e   o   mandado   de   injunção   decididos   em   única   instância  precipuamente. responsabilidade.   Compete   ao   Supremo   Tribunal   Federal. os do Tribunal de           §   1.          c)   julgar  válida  lei ou ato  de  governo  local  contestado  em           c)   nas   infrações   penais   comuns   e   nos   crimes   de  face desta Constituição. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e  à   administração   pública   direta   e   indireta. do Tribunal de  Contas da União. facultada a delegação de atribuições para a prática de            § 4º São vedados a expedição de precatório complementar  atos processuais.  sejam direta ou indiretamente interessados.          j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados. na forma estabelecida no § 3º  metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou  deste artigo e. somente podendo recusá­lo pela  União   e   o   Distrito   Federal. o "habeas­          Art. quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos  atos   estejam   sujeitos   diretamente   à   jurisdição   do   Supremo          III ­ a Mesa da Câmara dos Deputados.  serão   nomeados   pelo   Presidente   da   República. a  examine a admissão do recurso. 101. se denegatória a decisão.        r) as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o           Parágrafo único. escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e  Tribunal de Contas da União. em recurso ordinário: aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.   de   notável   saber  do próprio Supremo Tribunal Federal.         Art.  Marinha.   bem   como   fracionamento.   nas   esferas   federal.  estes e qualquer outro tribunal.          d) o "habeas­corpus".  Fazenda Federal. quando o coator for Tribunal Superior ou          II ­ a Mesa do Senado Federal. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição             IV   a   Mesa   de   Assembléia   Legislativa   ou   da   Câmara  em uma única instância.  originária.   proferidas   pelo  Supremo   Tribunal   Federal.           §   6º   O   Presidente   do   Tribunal   competente   que. em parte.  recorrida:          b) nas infrações penais comuns. entre Tribunais Superiores.   por   ato           p)   o   pedido   de   medida   cautelar   das   ações   diretas   de  comissivo   ou   omissivo. os Ministros de Estado e os Comandantes da         d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. mediante expedição de precatório. do Procurador­Geral da República e do próprio  Supremo Tribunal Federal. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal  Conselho Nacional do Ministério Público. será apreciada pelo  permanente. 52.   seus   próprios   Ministros   e   o   Procurador­Geral   da          b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal.   mediante   recurso   extraordinário. das Mesas  da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.         V o Governador de Estado ou do Distrito Federal.  Supremo Tribunal Federal. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade          g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro.   a   fim   de   que   seu  direta ou indiretamente interessados. ressalvado o disposto no  art. Distrital ou Municipal deva fazer em          m) a execução de sentença nas causas de sua competência  virtude de sentença judicial transitada em julgado.   o   mandado   de   segurança   e   o  "habeas­data" contra atos do Presidente da República.   inclusive   as  manifestação de dois terços de seus membros.   ou   entre   uns   e   outros.   da   Câmara   dos   Deputados. originariamente:         b) o crime político.           e)   o   litígio   entre   Estado   estrangeiro   ou   organismo  internacional   e   a   União.  regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade.   segundo   as   diferentes   capacidades   das  Justiça e quaisquer tribunais. Tribunal Federal. decorrente desta Constituição.º   A   argüição   de   descumprimento   de   preceito  Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter  fundamental. 103. e a ação declaratória de constitucionalidade:          h)          I ­ o Presidente da República.  Legislativa do Distrito Federal.   do  DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Congresso   Nacional.          n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam  repartição   ou   quebra   do   valor   da   execução.  a  fim   de  que  o  Tribunal           f)  as  causas  e os  conflitos  entre a União e os  Estados. ou entre  entidades de direito público.  o   Vice­Presidente­   Presidente.  estadual e municipal. Estadual.   o   Estado.  respectivas entidades da administração indireta.           §   2º   As   decisões   definitivas   de   mérito. do Exército e da Aeronáutica.obrigações   definidas   em   lei   como   de   pequeno   valor   que   a  garantia da autoridade de suas decisões.   102. O  Supremo  Tribunal   Federal  compõe­se de  onze  Federal.   nas   ações   diretas   de  inconstitucionalidade   e   nas   ações   declaratórias   de  constitucionalidade   produzirão   eficácia   contra   todos   e   efeito  vinculante. sendo paciente qualquer das pessoas  referidas   nas   alíneas   anteriores. jurídico e reputação ilibada.   as   causas  normativo   federal   ou   estadual   e   a   ação   declaratória   de  decididas   em   única   ou   última   instância. na forma da lei.          a) o "habeas­corpus". ou  menos   de   sessenta   e   cinco   anos   de   idade.         I ­ processar e julgar.          a) contrariar dispositivo desta Constituição.  nos  termos  da  lei.           l) a reclamação para a preservação de sua competência e  . quando a elaboração da norma  Seção II regulamentadora   for   atribuição   do   Presidente   da   República.   do  Ministros. a guarda da Constituição. I.   das   Mesas   de   uma   dessas   Casas   Legislativas. demonstrar   a   repercussão   geral   das   questões   constitucionais  discutidas   no   caso.   depois   de          II ­ julgar.          a)   a   ação   direta   de   inconstitucionalidade   de   lei   ou   ato           III   ­   julgar. em parte. e aquela em  que mais da  pagamento não se faça.   do   Senado           Art. os membros dos Tribunais Superiores. o mandado de segurança. o Presidente da República.         i) o habeas corpus. de um dos Tribunais Superiores. cabendo­lhe:  pelos Tribunais Superiores. República.

 indicado pelo  respectivo tribunal.   indicado   pelo  respectivo tribunal.          VIII um juiz de Tribunal Regional do Trabalho.  neste artigo. admitida uma  aposentadoria   com   subsídios   ou   proventos   proporcionais   ao  recondução.   depois   de   aprovada   a   escolha   pela  maioria absoluta do Senado Federal. será dada ciência  ao   Poder   competente   para   a   adoção   das   providências           XIII   dois   cidadãos. indicados um  pela Câmara dos Deputados  e outro pelo  lo em trinta dias.  Magistratura:          § 1º A súmula terá por objetivo a validade.         X um membro do Ministério Público da União. podendo  provocada   por   aqueles   que   podem   propor   a   ação   direta   de  desconstituí­los. escolhido pelo           §   1º   ­   O   Procurador­Geral   da   República   deverá   ser  Procurador­Geral  da República  dentre  os nomes indicados  pelo  previamente   ouvido   nas   ações   de   inconstitucionalidade   e   em  órgão competente de cada instituição estadual.         V um juiz estadual. conforme o caso.          II um Ministro do Superior Tribunal de Justiça.   inclusive   contra   seus   serviços  procedente. além de outras  esferas federal. serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e  judicial reclamada.   caberá          III receber e conhecer das reclamações contra membros ou  reclamação   ao   Supremo   Tribunal   Federal   que.   revisão   ou   cancelamento   de   súmula   poderá   ser  praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário. de ofício ou           § 2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei.         VII ­ o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. estadual e municipal. de norma legal ou ato normativo.  o  qual  deve  integrar  mensagem  do  Superior Tribunal de Justiça. no caso de crime contra  a administração pública ou de abuso de autoridade." oficializados. o Advogado­Geral da União. 103­B. a  mediante   provocação.   mediante   decisão   de   dois   terços   dos   seus           § 3º Não efetuadas.         Art. aprovar   súmula   que.   indicado   pelo   Superior   Tribunal   de  Congresso   Nacional.  Tribunal Federal. podendo avocar processos disciplinares  quinze membros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta  em   curso   e   determinar   a   remoção. providências   necessárias   ao   exato   cumprimento   da   lei.  assegurada ampla defesa. indicado pelo           IX ­ confederação sindical ou entidade de classe de âmbito  Procurador­Geral da República. ficando excluído  citará. O Conselho Nacional de Justiça compõe­se de  correicional dos tribunais.  nacional. em tese. indicado pelo  Tribunal Superior do Trabalho.          §   2º   Os   membros   do   Conselho   serão   nomeados   pelo          § 4.         IV representar ao Ministério Público.          II ­ zelar pela observância do art. relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.           VI   elaborar   semestralmente   relatório   estatístico   sobre           IV um desembargador de Tribunal de Justiça. que votará em caso de empate.  Supremo Tribunal Federal.   acerca   das   quais   haja  cumprimento do Estatuto da Magistratura.   por   ocasião   da   abertura   da   sessão  Justiça.   sem   prejuízo   da   competência   disciplinar   e           Art. podendo expedir atos  controvérsia   atual   entre   órgãos   judiciários   ou   entre   esses   e   a  regulamentares.           IX um  juiz do trabalho.  propondo  as  providências  que           VI   um   juiz   de   Tribunal   Regional   Federal.         XI um membro do Ministério Público estadual. sobre a situação do Poder Judiciário no País e  as  atividades   do  Conselho.   de   ofício   ou   mediante   provocação.   por   unidade   da   Federação.   a   partir   de   sua   publicação   na   imprensa           §   4º   Compete   ao   Conselho   o   controle   da   atuação  oficial. Nacional.  Presidente   do   Supremo   Tribunal   Federal   a   ser   remetida   ao           VII   um   juiz   federal. . com mandato de dois anos. indicado pelo Supremo Tribunal Federal.  indicado  pelo Tribunal  Superior  do           VIII   ­   partido   político   com   representação   no   Congresso  Trabalho.   indicados   pelo   Conselho   Federal   da           §   2º   ­   Declarada   a   inconstitucionalidade   por   omissão   de  Ordem dos Advogados do Brasil. ou recomendar  administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e  providências. todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.   a   disponibilidade   ou   a  e seis anos de idade. bem como proceder à sua  atribuições   que   lhe   forem   conferidas   pelo   Estatuto   da  revisão ou cancelamento. no prazo legal. para fazê­ ilibada.  nos diferentes órgãos do Poder Judiciário.   os   processos  disciplinares de juízes e membros de tribunais julgados há menos           III   um   Ministro   do   Tribunal   Superior   do   Trabalho.  ato ou texto impugnado. sendo:  tempo   de   serviço   e   aplicar   outras   sanções   administrativas.           V   rever.   sem          § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a  prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. Senado Federal. 103­A.  terá   efeito  vinculante  em   relação   aos   demais   órgãos   do  administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento  Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. nas  dos deveres funcionais dos juízes. O Supremo Tribunal Federal poderá. na forma estabelecida em lei. previamente. indicado pelo  processos   e   sentenças   prolatadas. e determinará que outra seja proferida com ou  de   registro   que   atuem   por   delegação   do   poder   público   ou  sem a aplicação da súmula.           VII  elaborar   relatório   anual.          XII   dois   advogados. a interpretação e           I   ­   zelar   pela   autonomia   do   Poder   Judiciário   e   pelo  a   eficácia   de   normas   determinadas. em se tratando de órgão administrativo. súmula   aplicável   ou   que   indevidamente   a   aplicar. revê­los ou fixar prazo para que se adotem  as  inconstitucionalidade.   de   notável   saber   jurídico   e   reputação  necessárias e. medida para tornar efetiva norma constitucional.   anulará   o   ato   administrativo   ou   cassará   a   decisão  auxiliares.          I   um   Ministro   do   Supremo   Tribunal   Federal. as indicações previstas  membros. 37 e apreciar.  legislativa. no âmbito de sua competência. de ofício ou  por   provocação.   a   legalidade   dos   atos   administrativos  aprovação.º ­  Presidente   da   República. que defenderá o  da distribuição de processos naquele tribunal.   julgando­a  órgãos   do   Poder   Judiciário.           §   3º   ­   Quando   o   Supremo   Tribunal   Federal   apreciar   a           § 1º O Conselho será presidido pelo Ministro do Supremo  inconstitucionalidade.   indicado  de um ano. caberá a escolha ao Supremo Tribunal Federal. cabendo­lhe. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional.         VI ­ o Procurador­Geral da República. pelo respectivo tribunal.   indicado   pelo  julgar necessárias.

  e. Funcionarão junto ao Superior Tribunal de          Art.   Estadual. pelos Tribunais Regionais Federais ou  notável saber jurídico e reputação ilibada.  os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. alternadamente. originariamente:          I ­  a Escola Nacional  de Formação e Aperfeiçoamento de           a) nos crimes comuns. Comandante   da   Marinha.   do   Distrito   Federal   e  atribuído outro tribunal. I.  Federal com mais de dez anos de carreira.   cabendo­lhe.   a   supervisão   administrativa   e   orçamentária   da  Estados   e   do   Distrito   Federal. entidade ou autoridade  correição geral.  Seção IV         b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato  DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES  de Ministro de Estado.   de   qualquer  Federal. como órgão central  Federais.         § 5º O Ministro do Superior Tribunal de Justiça exercerá a  garantia da autoridade de suas decisões.          Parágrafo único. excetuados os casos  de  competência   do  Supremo   Tribunal  Federal  e  dos   órgãos  da           III   requisitar   e   designar   magistrados.   em   recurso   especial. 102. ou contra seus serviços  auxiliares. ou entre as deste e da União.   quando   possível. cabendo­lhe exercer.  organismo  internacional.         b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei  indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. da Justiça do Trabalho e da  atribuições. trinta e três Ministros.   regulamentar  Distrito   Federal. dos Comandantes da Marinha.   os   membros   dos   Tribunais   de   Contas   dos  forma   da   lei.   competentes   para   receber  reclamações   e   denúncias   de   qualquer   interessado   contra  membros ou órgãos do Poder Judiciário. além das atribuições que  administrativas   e   judiciárias   da   União.   dentre   outras   funções.   os  do   sistema   e   com   poderes   correicionais.           Art. Os Tribunais Regionais Federais compõem­se de.   em  com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. 94. 105. dentre advogados e membros           c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja  do   Ministério   Público   Federal.   as   causas   decididas. quando denegatória a  decisão. sendo:  quando a decisão recorrida:          I ­ um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e          a) contrariar tratado ou lei federal. e requisitar servidores de juízos ou tribunais.  quando a  decisão  for  denegatória.  interessado. relativas aos magistrados e aos serviços judiciários.   quando   o   coator   ou   paciente   for  qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a". as seguintes: judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito           I   receber   as   reclamações   e   denúncias. do Exército  FEDERAIS e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. Distrito Federal e Territórios.  no   mínimo.  criará   ouvidorias   de   justiça. depois de aprovada a  pelos   tribunais   dos   Estados.  desembargadores   dos   Tribunais   de   Justiça   dos   Estados   e   do           II ­ o Conselho da Justiça Federal. do  Distrito  Federal  e  Territórios. 104.   ou   entre   autoridades  lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura.   nestes   e   nos   de   responsabilidade. sendo:  diversos.          II ­ um terço. indicados na forma do art. na  Distrito   Federal. de inspeção e de  regulamentadora for atribuição de órgão. no           c)   as   causas   em   que  forem   partes   Estado   estrangeiro   ou  mínimo.   na           d)   os   conflitos   de   competência   entre   quaisquer   tribunais.  escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. os Governadores dos Estados e do  Magistrados.         i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão           §   6º   Junto   ao   Conselho   oficiarão   o   Procurador­Geral   da  de exequatur às cartas rogatórias. federal. competindo­lhe.   recrutados.  nos Estados. dentre brasileiros           III   ­   julgar.  de  um  lado.  função de Ministro­Corregedor e ficará excluído da distribuição de           g)   os   conflitos   de   atribuições   entre   autoridades  processos no Tribunal.   do   Exército   ou   da   Aeronáutica. do Distrito Federal e Territórios.          f) a reclamação para a preservação de sua competência e           II ­ os demais. de  única ou última instância.         Parágrafo único. 106. em partes iguais.   os   dos   Tribunais   Regionais  Justiça Federal de primeiro e segundo graus.  respectiva   região   e   nomeados   pelo   Presidente   da   República  ressalvado o disposto no art.   dos   Tribunais   Regionais   Eleitorais   e   do   Trabalho.  ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. federal. 107. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça  serão nomeados pelo Presidente da República.           Art.   e.          Art.   delegando­lhes  Justiça Militar. "o". inclusive no Distrito Federal e nos Territórios.   do   Distrito   Federal   e   Territórios. da administração direta ou indireta. bem como entre tribunal  dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco  e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais  anos. ou negar­lhes vigência.  República   e   o   Presidente   do   Conselho   Federal   da   Ordem   dos  Advogados do Brasil. Ministro de Estado ou          II ­ os Juízes Federais. da Justiça Eleitoral. Territórios. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: Justiça:          I ­ processar e julgar. O Superior Tribunal de Justiça compõe­se de. São órgãos da Justiça Federal:           c)   os  habeas   corpus.  do   outro.   os  os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. um   terço   dentre   desembargadores   dos   Tribunais   de   Justiça.   representando   diretamente   ao   Conselho   Nacional   de  Justiça. coator for tribunal sujeito à sua jurisdição. inclusive  Justiça Federal.   sete   juízes.  Município  ou  pessoa residente ou domiciliada no País.           I ­ um quinto dentre advogados com mais de dez anos de           e)   as   revisões   criminais   e   as   ações   rescisórias   de   seus  efetiva   atividade   profissional   e   membros   do   Ministério   Público  julgados.   cujas   decisões   terão  membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e  caráter vinculante.         b) os mandados de segurança decididos em única instância  pelos   Tribunais   Regionais   Federais   ou   pelos   tribunais   dos  Estados. mediante promoção de juízes federais com  . em recurso ordinário:          § 7º A União. ou quando o          I ­ os Tribunais Regionais Federais. quando a elaboração da norma          II exercer funções executivas do Conselho.         II ­ julgar. Seção III DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA         a) os "habeas­corpus" decididos em única ou última instância  pelos   Tribunais   Regionais   Federais   ou   pelos   tribunais   dos  Estados.          h) o mandado de injunção.

          c) os mandados de segurança e os "habeas­data" contra ato           § 4º ­ Na hipótese do parágrafo anterior. com Estado estrangeiro ou organismo internacional. nos crimes militares definidos em lei e as  competência ou quando o constrangimento provier de autoridade  ações   judiciais   contra   atos   disciplinares   militares. . o recurso cabível  do próprio Tribunal ou de juiz federal. no  da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho.           IX ­ os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves.   as   causas          §   2º   Os   Tribunais   Regionais   Federais   instalarão   a   justiça  referentes   à   nacionalidade. com a realização de audiências e demais funções da  naturalização.   pelo   próprio   Tribunal   de   Justiça. na forma da lei.  tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. com a finalidade de assegurar o  vinculados ao Tribunal.   contra   o   sistema   financeiro   e   a   ordem  seja superior a vinte mil integrantes.          §   1º   ­   A   competência   dos   tribunais   será   definida   na  Constituição do Estado. o           e)   os   conflitos   de   competência   entre   juízes   federais  Procurador­Geral da República. nos crimes comuns e  foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. em  grau de recurso.   incidente   de  competência federal da área de sua jurisdição.         §   3º   A   lei   estadual   poderá   criar.mais de cinco anos de exercício.   e   à  itinerante.   mediante   proposta   do   T         V­A as causas relativas a direitos humanos a que se refere o  ribunal   de   Justiça.  alternadamente.   110. justiça local. ou reciprocamente. 108. Aos juízes federais compete processar e julgar:           Art. iniciada a execução no País. as causas em  de   responsabilidade.           I   ­   as   causas   em   que   a   União. a fim  de  na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. 125.  cumprimento   de   obrigações   decorrentes   de   tratados           II ­  julgar. Os Estados organizarão sua Justiça.   nos   limites   territoriais   da   respectiva  jurisdição. quando a autoridade coatora for juiz  jurisdição do juiz de primeiro grau.  o  resultado  da legitimação para agir a um único órgão.         §   3º   Os   Tribunais   Regionais   Federais   poderão   funcionar          § 1º ­ As causas em que a União for autora serão aforadas  descentralizadamente. após o "exequatur".  juízes   federais   e   pelos   juízes   estaduais   no   exercício   da  poderá   suscitar.   em  primeiro grau.  dos tribunais federais. incluídos os          § 3º ­ Serão processadas e julgadas na justiça estadual.   Cada   Estado. 109.  estrangeiro.  e. e varas localizadas segundo o estabelecido em lei. vedada a atribuição  internacional.   e   os   membros   do   Ministério   Público   da  que   forem   parte   instituição   de   previdência   social   e   segurado.   perante   o   Superior   Tribunal   de   Justiça.        § 1º A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos           X   ­   os   crimes   de   ingresso   ou   permanência   irregular   de  Tribunais Regionais Federais e determinará sua jurisdição e sede. as  de   acidentes   de   trabalho   e   as   sujeitas   à   Justiça   Eleitoral   e   à           Parágrafo único.          XI ­ a disputa sobre direitos indígenas. deslocamento de competência para a Justiça Federal.  aforadas   na   seção   judiciária   em   que   for   domiciliado   o   autor. observados os  princípios estabelecidos nesta Constituição.  União. originariamente: Federal. serviços ou interesse da União ou de suas  entidades   autárquicas   ou   empresas   públicas.  autoras.  estadual.   constituída.   ressalvada   a  cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição. assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as           §   2º   ­   As   causas   intentadas   contra   a   União   poderão   ser  fases do processo. federal.   entidade   autárquica   ou  constituirá  uma  seção  judiciária  que  terá  por   sede   a  respectiva  empresa   pública   federal   forem   interessadas   na   condição   de  Capital.  atividade   jurisdicional.   excluídas   as  contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da  Justiça Eleitoral. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. excetuados os casos de competência  oficiais e da graduação das praças. as  causas  decididas pelos  internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja parte. servindo­se de equipamentos públicos e comunitários. a execução de carta rogatória.          III ­  as  causas  fundadas  em  tratado  ou  contrato da  União          Art.         a) os juízes federais da área de sua jurisdição. Nos Territórios Federais.   bem   como   o   Distrito   Federal. competência do júri quando a vítima for civil.   após   a   homologação.   em  qualquer   fase   do   inquérito   ou   processo.  quando.         IV ­ os crimes políticos e as infrações penais praticadas em  detrimento de bens. pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça  § 5º deste artigo. no Distrito          I ­ processar e julgar.   a   lei   poderá   permitir   que   outras  causas   sejam   também   processadas   e   julgadas   pela   justiça  seus ou dos juízes federais da região. Compete aos Tribunais Regionais Federais: naquela   onde  houver   ocorrido  o   ato   ou   fato   que   deu   origem  à  demanda ou onde esteja situada a coisa. constituindo Câmaras  regionais. rés. a jurisdição e as  atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos juízes da  Justiça do Trabalho. nos casos  Tribunal  de Justiça Militar  nos Estados  em  que o efetivo  militar  determinados   por   lei. por antigüidade e merecimento.   a   Justiça   Militar   estadual. assistentes ou oponentes.           b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados  se   verificada   essa   condição.          Art. ou.  econômico­financeira.   ou   por          VI ­ os crimes contra a organização do trabalho e.   em   matéria   criminal   de   sua  militares dos Estados.         § 5º Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos. exceto as de falência. será   sempre   para   o   Tribunal   Regional   Federal   na   área   de          d) os "habeas­corpus".         § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os           VII   ­   os   "habeas­corpus". cabendo ao tribunal          VIII ­ os mandados de segurança e os "habeas­data" contra  competente   decidir   sobre   a   perda   do   posto   e   da   patente   dos  ato de autoridade federal.          II   ­   as   causas   entre   Estado   estrangeiro   ou   organismo  Seção VIII internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no  DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS País. ressalvada a competência da Justiça Militar. ainda.          Art. e. sendo a lei de organização judiciária de  iniciativa do Tribunal de Justiça.   em   segundo   grau.   inclusive   a   respectiva   opção.  sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal.           § 2º ­ Cabe aos Estados a instituição de representação de  inconstitucionalidade   de   leis   ou   atos   normativos   estaduais   ou           V   ­   os   crimes   previstos   em   tratado   ou   convenção  municipais em face da Constituição Estadual. e  de   sentença   estrangeira.

        d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.          V   ­   defender   judicialmente   os   direitos   e   interesses   das  .   com           §   4º   ­   Os   Procuradores­Gerais   nos   Estados   e   no   Distrito  competência exclusiva para questões agrárias.   para   mandato   de   dois   anos.  Procurador­Geral.   permitida   uma  recondução. e ressalvado o disposto nos arts. prestação jurisdicional. §  propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e  4º. por  descentralizadamente.          III ­ promover o inquérito civil e a ação civil pública.  permitida a recondução.          II ­ as seguintes vedações:          §   3º   ­   O   Ministério   Público   elaborará   sua   proposta           a)   receber.   para   mandato   de   dois   anos.          I ­ as seguintes garantias: essencial   à   função   jurisdicional   do   Estado. salvo uma de magistério. II.  os limites estipulados na forma do § 3º. O Ministério Público abrange:          I ­ o Ministério Público da União.  Procurador­Geral   da   República.  mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.         II ­ os Ministérios Públicos dos Estados.   ainda   que   em   disponibilidade. 150.  ou de  provas  e  títulos.  Executivo.  Federal e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da  maioria   absoluta   do   Poder   Legislativo.         § 5º Se a proposta orçamentária de que trata este artigo for           f)   receber.  do   §   3º. X e XI. na forma  da lei.  serviços auxiliares. provendo­os por concurso público de provas  153. com a  Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da  realização   de   audiências   e   demais   funções   da   atividade  carreira. 37. Sempre que necessário à eficiente  complementar respectiva. promovendo as medidas necessárias a sua garantia. São funções institucionais do Ministério Público:  obrigações   que   extrapolem   os   limites   estabelecidos   na   lei   de  diretrizes   orçamentárias.  e   administrativa.   169.   auxílios   ou  encaminhada em desacordo com os limites estipulados na forma  contribuições de pessoas físicas.         §   4º   Se   o   Ministério   Público   não   encaminhar   a   respectiva          c) participar de sociedade comercial. após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos  membros   do   Senado   Federal.   os   valores  função pública.           § 3º ­ Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito         § 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante.         b) exercer a advocacia.          § 6º Aplica­se aos membros do Ministério Público o disposto          §   6º   Durante   a   execução   orçamentária   do   exercício. não podendo  defesa da ordem jurídica. III. 153. orçamentárias.  nos casos previstos nesta Constituição.         c) o Ministério Público Militar. fixado na forma do art.          Art. na forma da lei.   qualquer   outra  de   consolidação   da   proposta   orçamentária   anual. I. 129. para a  proteção do patrimônio público e social.   o   Tribunal   de  Justiça   proporá   a   criação   de   varas   especializadas.  Seção I estabelecerão a organização.   sob   a   presidência   de   juiz   de   direito. privativamente. que compreende:         a) o Ministério Público Federal.          § 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional  assegurada ampla defesa. maiores de trinta e cinco  anos.          Art.   nos   limites   territoriais   da   respectiva   jurisdição.       § 5º Compete aos juízes de direito do juízo militar processar e  julgar.   na   forma   da   lei   respectiva. sociais e individuais indisponíveis.   nomeado   pelo   Presidente   da  República dentre integrantes da carreira.   Para   dirimir   conflitos   fundiários.   O   Ministério   Público   é   instituição   permanente.   a   qualquer   título   ou   pretexto.   para   escolha   de   seu  jurisdicional.         §   6º   O   Tribunal   de   Justiça   poderá   funcionar           § 2º ­ A destituição do Procurador­Geral da República.          § 5º ­ Leis complementares da União e dos Estados.   deverá   ser   precedida   de  assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as  autorização da maioria absoluta do Senado Federal. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento.   que   será   nomeado   pelo   Chefe   do   Poder  servindo­se de equipamentos públicos e comunitários. proposta   orçamentária   dentro   do   prazo   estabelecido   na   lei   de  diretrizes orçamentárias.   não  no art. singularmente.  processar e julgar os demais crimes militares.   na   forma   da   lei          Parágrafo único. ajustados de acordo com          e) exercer atividade político­partidária.          I ­ promover. aprovados na lei orçamentária vigente. cuja  DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA iniciativa   é   facultada   aos   respectivos   Procuradores­Gerais. § 2º.   126. entidades públicas ou privadas. o juiz far­se­á presente no local do litígio. a  política  remuneratória  e os   planos  de  carreira. 95. relativamente a seus membros:           Art.  para fins de consolidação da proposta orçamentária anual. os crimes militares cometidos contra civis e  as ações judiciais contra atos disciplinares militares.   podendo. cabendo ao  Conselho   de   Justiça.   observado   o   disposto   no   art.   127.           § 1º  ­  São  princípios   institucionais  do  Ministério Público a  mediante   decisão   do   órgão   colegiado   competente  do   Ministério  unidade.   incumbindo­lhe   a           a) vitaliciedade. percentagens ou custas processuais. do regime democrático e dos interesses  perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. após dois anos de exercício. Público. as atribuições e o estatuto de cada  DO MINISTÉRIO PÚBLICO Ministério Público.           b)   inamovibilidade. 128. para fins           d)   exercer. observadas. constituindo Câmaras  regionais.  poderá   haver   a   realização   de   despesas   ou   a   assunção   de          Art. a ação penal pública. o Poder Executivo considerará.   salvo   por   motivo   de   interesse   público. V.  orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes  honorários. 39.           c) irredutibilidade de subsídio.           IV   ­   promover   a   ação   de   inconstitucionalidade   ou  representação para fins de intervenção da União e dos Estados. fases do processo.         b) o Ministério Público do Trabalho.          §   1º   ­   O   Ministério   Público   da   União   tem   por   chefe   o           II ­ zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos  serviços   de   relevância   pública   aos   direitos   assegurados   nesta  Constituição. a indivisibilidade e a independência funcional. do meio ambiente e de  outros interesses difusos e coletivos. parágrafo único.   exceto   se   previamente   autorizadas. a fim  de  iniciativa   do   Presidente   da   República.   o   Poder   Executivo   procederá   aos   ajustes   necessários  ressalvadas as exceções previstas em lei.   pelo   voto   da   maioria   absoluta   de   seus   membros.   a   qualquer   título   e   sob   qualquer   pretexto.

 competindo­lhe.          I   zelar   pela   autonomia   funcional   e   administrativa   do           Art. 37 e apreciar. para um  mandato de dois anos. 84.           Art. imediata. revê­los ou fixar prazo  para instruí­los.   que   deverão   residir   na  julgar necessárias sobre a situação do Ministério Público no País  comarca   da   respectiva   lotação.º 75 TÍTULO I Das Disposições Gerais CAPÍTULO I          VI   dois   cidadãos   de   notável   saber   jurídico   e   reputação  Da Definição.   nas   mesmas  disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos  hipóteses. que o preside. inclusive  contra   seus   serviços   auxiliares.   sem   prejuízo   da   competência  manifestações processuais.   indicados   os   fundamentos   jurídicos   de   suas  órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados.         § 2º Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público o  controle   da   atuação   administrativa   e   financeira   do   Ministério  Público   e   do   cumprimento   dos   deveres   funcionais   de   seus  membros. da lei complementar mencionada no artigo anterior.          §   4º   O   Presidente   do   Conselho   Federal   da   Ordem   dos           Art.  ordem de classificação.  disciplinar e correicional da instituição.   do   regime   democrático.   exigindo­se  do   bacharel  em  direito. as seguintes: anos   de   atividade   jurídica  e   observando­se.   é   instituição   permanente. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do           §   5º   Leis   da   União   e   dos   Estados   criarão   ouvidorias   do  Senado Federal. e requisitar servidores de órgãos do  Tribunais   de   Contas   aplicam­se   as   disposições   desta   seção  Ministério Público.   incumbindo­lhe   a   defesa   da   ordem  serão indicados pelos respectivos Ministérios Públicos.  no   mínimo.         VIII ­ requisitar diligências investigatórias e a instauração de          III receber e conhecer das reclamações contra membros ou  inquérito   policial. desde  disciplinares em  curso.   essencial   à   função          § 1º Os membros do Conselho oriundos do Ministério Público  jurisdicional   do   Estado.           II exercer  funções  executivas   do  Conselho. indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e  outro pelo Superior Tribunal de Justiça.          §   3º   O   ingresso   na   carreira   do   Ministério   Público   far­se­á           §   3º   O   Conselho   escolherá.populações indígenas. 93.  relativas aos membros do Ministério Público e dos seus serviços           §   4º   Aplica­se   ao   Ministério   Público.   no   que   couber. pertinentes a direitos. vedada a recondução.          §   2º   As   funções   do   Ministério   Público   só   podem   ser           V   elaborar   relatório   anual.   sendo­lhe   vedada   a  ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao  representação   judicial   e   a   consultoria   jurídica   de   entidades  tempo   de   serviço   e   aplicar   outras   sanções   administrativas.   a   legalidade   dos   atos   administrativos           VI ­ expedir notificações nos procedimentos administrativos  praticados por membros ou órgãos do Ministério Público da União  de   sua   competência.   salvo   autorização   do   chefe   da  e as atividades do Conselho.   inclusive   contra   seus   serviços   auxiliares.   o  auxiliares.          I o Procurador­Geral da República. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AO MPU Lei Complementar n. segundo o disposto nesta Constituição e na lei.   de   ofício   ou   mediante   provocação. Estados julgados há menos de um ano.          III três membros do Ministério Público dos Estados. determinar  a remoção. na forma  cumprimento da lei. assegurada ampla defesa. ou recomendar providências. Complementar. admitida uma  Ministério   Público.   O   Conselho   Nacional   do   Ministério   Público  Advogados do Brasil oficiará junto ao Conselho.   130­A.   a          I receber reclamações e denúncias. podendo avocar processos          IX ­ exercer outras funções que lhe forem conferidas.   dentre   os   membros   do   Ministério   Público  participação   da   Ordem   dos   Advogados   do   Brasil   em   sua  que o integram. o qual deve integrar a mensagem  instituição.  interesses individuais indisponíveis. de qualquer interessado. para   que   se   adotem   as   providências   necessárias   ao   exato          VII ­ exercer o controle externo da atividade policial.          a) o respeito aos fundamentos do Estado Democrático de  . podendo desconstituí­los. indicados  um  pela Câmara dos  Deputados  e outro pelo          Art.   dos   interesses   sociais   e   dos  da lei. de ofício ou  mediante   provocação.   podendo   expedir   atos   regulamentares.   assegurada   a  Corregedor   nacional.   requisitando   informações   e   documentos  e dos Estados. disposto no art.   no  externo da atividade policial tendo em vista: âmbito de sua competência.          II zelar pela observância do art. compõe­se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da  República. representando   diretamente   ao   Conselho   Nacional   do   Ministério           II   quatro   membros   do   Ministério   Público   da   União.         § 1º ­ A legitimação do Ministério Público para as ações civis           IV   rever. vedações e forma de investidura. dos Princípios e das Funções Institucionais ilibada.         IV dois juízes.  públicas.   Aos   membros   do   Ministério   Público   junto   aos  delegando­lhes atribuições.  prevista no art. na forma  jurídica. sem prejuízo da competência dos Tribunais  de Contas.   130.  Público.           III   requisitar   e   designar   membros   do   Ministério   Público.          V   dois   advogados.   três  atribuições que lhe forem conferidas pela lei.   indicados   pelo   Conselho   Federal   da  Ordem dos Advogados do Brasil.   competentes   para   receber   reclamações   e  denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do  recondução.  nas   nomeações. a disponibilidade  que   compatíveis   com   sua   finalidade.  3º   O Ministério Público  da União  exercerá  o  controle  Ministério   Público. na forma da lei complementar respectiva. organizado por esta lei  Senado Federal.   em   votação   secreta.   2º   Incumbem   ao   Ministério   Público   as   medidas  necessárias para garantir o respeito dos Poderes Públicos e dos  serviços   de   relevância   pública   aos   direitos   assegurados   pela  Constituição Federal.   propondo   as   providências   que  exercidas   por   integrantes   da   carreira.   um  mediante   concurso   público   de   provas   e   títulos. além das  realização. XI. cabendolhe:          Art. 1º O Ministério Público da União.   os   processos  previstas   neste   artigo   não   impede   a   de   terceiros.  de  inspeção  e           § 5º A distribuição de processos no Ministério Público será  correição geral. assegurada a representação de cada uma de suas carreiras. sendo:  Ministério   Público.

        d) a indisponibilidade da persecução penal. privativamente.  repartição   do   poder   impositivo   e   das   receitas   tributárias   e   aos  histórico.         a) o patrimônio nacional.  União a unidade.   do   meio          a) ao sistema tributário.         VII ­ promover o inquérito civil e a ação civil pública para:          II   ­   zelar   pela   observância   dos   princípios   constitucionais          a) a proteção dos direitos constitucionais. ao adolescente. inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das  prerrogativas   inerentes   à   nacionalidade.   a   moralidade   e   a          VI ­ impetrar habeas corpus e mandado de segurança. às limitações do poder de tributar. turístico e paisagístico. da família. ao Distrito          V ­ promover.         X ­ promover a responsabilidade dos executores ou agentes  do   estado   de   defesa   ou   do   estado   de   sítio. dos  nelas estabelecidos. difusos   e   coletivos.         Art. à  ambiente. 6º Compete ao Ministério Público da União:          I   ­   promover   a   ação   direta   de   inconstitucionalidade   e   o  respectivo pedido de medida cautelar.          IX   ­   promover   ação   visando   ao   cancelamento   de          b) o patrimônio público e social. da lei. comunidades indígenas. condições.          VIII ­ promover outras ações.  relativos à comunicação social. 5º São funções institucionais do Ministério Público da          § 2º Somente a lei poderá especificar as funções atribuídas  União: pela   Constituição   Federal   e   por   esta   Lei   Complementar   ao  Ministério Público da União.   à   soberania   e   à          III ­ a defesa dos seguintes bens e interesses: cidadania.   a   impessoalidade. União.          c)   a   proteção   dos   interesses   individuais   indisponíveis. bem como pelo livre exercício de suas funções.   os   seguintes   fundamentos   e  CAPÍTULO II princípios: Dos Instrumentos de Atuação         a) a soberania e a representatividade popular. nelas incluído o mandado de  injunção   sempre   que   a   falta   de   norma   regulamentadora   torne          e) à segurança pública. relativos às ações e aos serviços de saúde e à educação.  e ao consumidor. do adolescente e           XI   ­   defender   judicialmente   os   direitos   e   interesses   das  do idoso. garantias.          Art. direitos do contribuinte. fundamental decorrente da Constituição Federal.   agrícola. fundiária e de reforma agrária e ao sistema financeiro nacional. interesses   sociais   e   dos   interesses   individuais   indisponíveis. União e dos serviços de relevância pública quanto:          b)  a  preservação  da  ordem  pública.   dos   serviços   de   relevância   pública   e   dos   meios   de  comunicação social aos princípios. indireta ou  fundacional.          c)   os   objetivos   fundamentais   da   República   Federativa   do  Brasil.  sociais.   da  poder. quando difusos os interesses a serem protegidos. publicidade. 4º São princípios institucionais do Ministério Público da  pela  observância  dos  princípios  e  competências   da  Instituição. de qualquer dos Poderes da União.         c) a prevenção e a correção de ilegalidade ou de abuso de           b)   aos   princípios   da   legalidade. ao idoso.          VI   ­   exercer   outras   funções   previstas   na   Constituição           e)   a   competência   dos   órgãos   incumbidos   da   segurança  Federal e na lei.           XII   ­   propor   ação   civil   coletiva   para   defesa   de   interesses          d) o meio ambiente.          II   ­   promover   a   ação   direta   de   inconstitucionalidade   por  omissão. a indivisibilidade e a independência funcional.         d) outros interesses individuais indisponíveis. pública. relativos:          b)   a   proteção   do   patrimônio   público   e   social.   pelos   ilícitos           e)   os   direitos   e   interesses   coletivos.          d) à seguridade social.   dos   bens   e   direitos   de   valor   artístico. observados os princípios e normas          I ­ a defesa da ordem jurídica.         § 1º Os órgãos do Ministério Público da União devem zelar          Art.          b) às finanças públicas. à educação.   da   impessoalidade. populações   indígenas. propondo as ações cabíveis. relativas à administração pública direta.  considerados. moralidade e da publicidade. aos  objetivos fundamentais da República Federativa do  deveres e vedações previstos na Constituição Federal e na lei. difusos e coletivos.   especialmente   das  cometidos no período de sua duração. Estados e no Distrito Federal.         c) o patrimônio cultural brasileiro.   estético. à criança. na forma  Federal e aos Municípios.   à   comunicação   social   e   ao   meio  ambiente.   à   política   urbana.   dentre   outros. do regime democrático.   relativos   às   comunidades   indígenas. aos Estados.   à  família. à cultura e ao desporto.         b) os direitos políticos. às minorias étnicas           c)   à   atividade   econômica. a ação penal pública.  incluídos   os  relativos   às  terras   por   elas           IV   ­   zelar   pelo   efetivo   respeito   dos   Poderes   Públicos   da  tradicionalmente habitadas. . naturalização.   em   virtude   de   atividade   nociva   ao   interesse  nacional.          III  ­  promover  a   argüição   de  descumprimento   de   preceito          e) a independência e a harmonia dos Poderes da União.          h)   a   legalidade.  Brasil.Direito.          f)   a   autonomia   dos   Estados. da criança. direitos.         d) a indissolubilidade da União.          g) as vedações impostas à União. homogêneos.   do   Distrito   Federal   e   dos          IV ­ promover a representação para intervenção federal nos  Municípios.  aos  princípios   informadores  das   relações   internacionais. à   ciência   e   à   tecnologia. bem como aos direitos assegurados na Constituição Federal e na           V   ­   zelar   pelo   efetivo   respeito   dos   Poderes   Públicos   da  lei.  da  incolumidade  das           a)   aos   direitos   assegurados   na   Constituição   Federal  pessoas e do patrimônio público.

        § 2º Nenhuma autoridade poderá opor ao Ministério Público.          VII   ­   expedir   notificações   e   intimações   necessárias   aos  procedimentos e inquéritos que instaurar.         XVII ­ propor as ações cabíveis para:          a)   perda   ou   suspensão   de   direitos   políticos. sempre que  ou de informação.           II ­ requisitar diligências investigatórias e a instauração de  acolhendo   solicitação   do   juiz   ou   por   sua   iniciativa.   requisições   e  sanções penais e a reparação dos danos causados. visando ao exercício das           §   1º   O   membro   do   Ministério   Público   será   civil   e  competências deste.         V ­ realizar inspeções e diligências investigatórias.  respeitadas   as   normas   constitucionais   pertinentes   à  inviolabilidade do domicílio.          b)   ao   Congresso   Nacional.   nos   procedimentos   de   sua  previstos na Constituição Federal. poderá ser  penalidade   por   infrações   cometidas   contra   as   normas   de  proposta também pelo ofendido. nos casos  de   seus   servidores   e   meios   materiais   necessários   para   a  realização de atividades específicas.          III   ­   requisitar   à   autoridade   competente   a   instauração   de          XVI ­ (Vetado).          e)   declaração   de   nulidade   de   cláusula   contratual   que           IV   ­   requisitar   informações   e   documentos   a   entidades  privadas. na hipótese.   na   forma   e   nas  regime   democrático   e   dos   interesses   sociais   e   individuais  condições   estabelecidas   em   ato   do   Procurador­Geral   da  indisponíveis.   em   defesa   do   meio   ambiente. de expressão          Art. procedimentos   administrativos. cumprimento das requisições do Ministério Público implicarão a           b) de pessoas físicas ou jurídicas.   quando  inquérito   policial   e   de   inquérito   policial   militar. perícias e documentos           c)   dissolução   compulsória   de   associações. a ação penal. fixando prazo razoável para a adoção das providências cabíveis.           I   ­   notificar   testemunhas   e   requisitar   sua   condução  fundações   e   demais   entidades   controladas   pelo   Poder   Público  coercitiva.         III ­ requisitar da Administração Pública serviços temporários          d) cancelamento de concessão ou de permissão.          II ­ requisitar informações. tendo em vista a aplicação de           §   4º   As   correspondências. previstos na Constituição Federal.   bem   como   manifestar­se   sobre  representação a ele dirigida para os mesmos fins.          VI   ­   ter   livre   acesso   a   qualquer   local   público   ou   privado. subsidiariamente. relacionados com as funções da Instituição.   sem   prejuízo   da           a)   da   autoridade   competente. competência:          b) declaração de nulidade de atos ou contratos geradores  do   endividamento   externo   da   União.   8º   Para   o   exercício   de   suas   atribuições.   em   defesa   da   ordem   jurídica.          XIV ­  promover outras  ações  necessárias  ao exercício de           § 1º Será assegurada a participação do Ministério Público  suas   funções   institucionais. direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover.   inclusive   de  de autoridades da Administração Pública direta ou indireta. 7º Incumbe ao Ministério Público da União.          XIX ­ promover a responsabilidade: sob   qualquer   pretexto. na forma da  proteção à infância e à juventude. quando cabível.   constituídos   para   defesa   de   direitos   e   interesses          d) ao patrimônio cultural brasileiro. no caso de ausência injustificada. necessário ao exercício de suas funções institucionais:         f) à probidade administrativa. contrarie direito do consumidor. para fins de investigação criminal  ou   instrução   processual   penal.   de   suas   autarquias.   a   exceção   de   sigilo.   do  incumbências. criminalmente responsável pelo uso indevido das informações e           d)   ao   órgão   judicial   competente.   nos   casos           Art. nos casos previstos na Constituição Federal. partidos políticos. ou com repercussão direta ou indireta em suas finanças.         XVIII ­ representar.   de   dados   e  das comunicações telefônicas. Federal.   visando   à   aplicação   de  documentos que requisitar.   visando   à   melhoria   dos  serviços públicos e de relevância pública. sem prejuízo da promoção da  lei processual penal.   federais   ou   do   Distrito  Federal.   de   sua           §   3º   A   falta   injustificada   e   o   retardamento   indevido   do  preservação e de sua recuperação. de criação.         e) à manifestação de pensamento.   do  da   União.   visando   ao   exercício   das          VIII ­ ter acesso incondicional a qualquer banco de dados de  competências   deste   ou   de   qualquer   de   suas   Casas   ou  caráter público ou relativo a serviço de relevância pública.           XIII ­  propor  ações de  responsabilidade  do fornecedor  de  aos interesses.          I   ­   instaurar   inquérito   civil   e   outros   procedimentos          g) ao meio ambiente. em razão da prática de  responsabilidade de quem lhe der causa. responsabilidade civil e penal do infrator.         § 2º A lei assegurará a participação do Ministério Público da          c) à ordem social.individuais homogêneos. administrativos correlatos.   pelo   não   exercício   das  subsistência   do   caráter   sigiloso   da   informação.         IX ­ requisitar o auxílio de força policial. intimações   do   Ministério   Público   quando   tiverem   como  .   do   registro.   constitucional   e   legalmente   impostas   ao   Poder  dado ou do documento que lhe seja fornecido.   podendo  entender   existente   interesse   em   causa   que   justifique   a  acompanhá­los e apresentar provas.          XV   ­   manifestar­se   em   qualquer   fase   dos   processos. podendo acompanhá­los e produzir provas.  indireta ou fundacional da União.   como   instituição   observadora. exames. especialmente quanto: República. União   nos   órgãos   colegiados   estatais. Público   da   União. às funções da Instituição.  produtos e serviços.   o   Ministério  Público   da   União   poderá.  em   qualquer   órgão   da   administração   pública  direta.   ressalvados   os   de   natureza  disciplinar.         b) à ordem econômica e financeira. comissões. bem como ao respeito. atividade lesiva ao meio ambiente. que tenha atribuições correlatas          a) ao Estado de Direito e às instituições democráticas.   notificações.          a)   ao   órgão   judicial   competente  para   quebra   de   sigilo   da  correspondência   e   das   comunicações   telegráficas.         c) ao Tribunal de Contas da União. intervenção.          XX   ­   expedir   recomendações.

 Ministro do Supremo  Tribunal   Federal.   respeitada   a   garantia  exercício da atividade policial. o caso. notificando a autoridade questionada           b)   do   membro   do   Ministério   Público   da   União   que   oficie  para que preste informação. 12. com indicação do lugar  onde se encontra o preso e cópia dos           f)  carteira  de  identidade  especial. será encaminhado à           g)   ser   ouvido.   hora   e   local  .  Do Controle Externo da Atividade Policial mediante decisão do Conselho Superior.   couber   a   outro   órgão   do   Ministério   Público. independentemente de autorização. se for o caso.         Art.   em   dia. ou mediante representação. não  fixando­se prazo razoável de até dez dias úteis para atendimento. O Procurador dos Direitos do Cidadão agirá de ofício  pelo Senado Federal. 14. d e e do inciso II.   pelo   Supremo   Tribunal   Federal   e          Art. Os membros do Ministério Público da União gozam  das seguintes garantias:          §   5º   As   requisições   do   Ministério   Público   serão   feitas           I  ­  vitaliciedade. providências para sanar a omissão indevida.   sob   pena   de           Art.   A   prisão   de   qualquer   pessoa. ao   Procurador­Geral   da   República.   o   Vice­Presidente   da  República.          Art. perante tribunais.   A   lei   regulará   os   procedimentos   da   atuação   do  Ministério   Público   na   defesa   dos   direitos   constitucionais   do  cidadão.   se   o   Procurador   dos   Direitos   do   Cidadão   concluir   que  direitos   constitucionais   foram   ou   estão   sendo   desrespeitados. com os elementos colhidos. A defesa dos direitos constitucionais do cidadão visa          II ­ processuais: à garantia do seu efetivo respeito pelos Poderes Públicos e pelos           a)   do   Procurador­Geral   da   República. caso  em que a autoridade fará imediata comunicação àquele tribunal e  a responsabilidade pela ação ou omissão inconstitucionais.   observado   o           §   2º   Sempre   que   o   titular   do   direito   lesado   não   puder  disposto no parágrafo único deste artigo. hora  e local em que puderem ser ouvidas.   13.         IV ­ requisitar à autoridade competente para instauração de           c)  ter  ingresso  e trânsito  livres. Estado­Maior. constitucional da inviolabilidade do domicílio.   15. cabendo às autoridades mencionadas fixar data. Defensoria Pública competente. deste artigo. ou para prevenir ou  corrigir ilegalidade ou abuso de poder.          e) o porte de arma.  necessárias a prevenir a repetição ou que determine a cessação  nos   crimes   comuns   e   de   responsabilidade. pelo Superior Tribunal de Justiça. no território nacional.   18. aprovado pelo Procurador­Geral da República e por ele expedida.   como   testemunhas.  podendo perder  o cargo senão por  sentença judicial transitada  prorrogável mediante solicitação justificada. caso. Eleitoral.  CAPÍTULO IV nela   se   consignando   as   prerrogativas   constantes   do   inciso   I. constituir advogado e a ação cabível não incumbir ao Ministério  Público. membro do Congresso Nacional.   É   vedado   aos   órgãos   de   defesa   dos   direitos  responsabilidade.  9º   O Ministério Público  da União  exercerá  o  controle  de seus membros. em   razão  de serviço. julgado. externo   da   atividade   policial   por   meio   de   medidas   judiciais   e          III ­ (Vetado) extrajudiciais podendo:          Art. quando           Art. Ministro do Tribunal de Contas da União ou chefe de  missão diplomática de caráter permanente serão encaminhadas  e levadas a efeito pelo Procurador­Geral da República ou outro  órgão   do   Ministério   Público   a   quem   essa   atribuição   seja  delegada. ser processado e julgado. 17.         b) usar vestes talares. CAPÍTULO V Das Garantias e das Prerrogativas         Art.   os  que tiver de ser cumprida a pena. no prazo devido. e a dependência separada no estabelecimento em  Procuradoria.   16. nos crimes de responsabilidade. público ou privado. com direito a privacidade e à disposição do tribunal           §   1º   Quando   a   legitimidade   para   a   ação   decorrente   da  competente para o julgamento. quando sujeito a prisão antes da  inobservância   da   Constituição   Federal.  Da Defesa dos Direitos Constitucionais alíneas c.         a) sentar­se no mesmo plano e imediatamente à direita dos  juízes singulares ou presidentes dos  órgãos  judiciários perante           III ­  representar   à autoridade  competente pela adoção de  os quais oficiem. em julgado. constitucionais   do   cidadão   promover   em   juízo   a   defesa   de           e)   ser   recolhido   à   prisão   especial   ou   à   sala   especial   de  direitos individuais lesados.  de  acordo  com   modelo  documentos comprobatórios da legalidade da prisão. a notificação prevista  no   artigo   anterior.destinatário   o   Presidente   da   República. CAPÍTULO III          II ­ inamovibilidade. autoridade federal ou do Distrito Federal e Territórios.   a   Procuradoria   dos   Direitos   do   Cidadão          d) ser preso ou detido somente por ordem escrita do tribunal  representará ao poder ou autoridade competente para promover  competente ou em razão de flagrante de crime inafiançável.   nos   crimes   comuns.   Ministro   de   Estado. elementos de informação ser­lhe­ão remetidos.   Ministro   de   Tribunal  Superior. ser  processado e julgado.           c)   do   membro   do   Ministério   Público   da   União   que   oficie  deverá   notificar   o   responsável   para   que   tome   as   providências  perante juízos de primeira instância. Não atendida.         I ­ institucionais:         II ­ ter acesso a quaisquer documentos relativos à atividade­ fim policial.  em  inquérito   policial   sobre   a   omissão   ou   fato   ilícito   ocorrido   no  qualquer   recinto   público   ou   privado.   verificada   pela  decisão final.   pelos   Tribunais  Regionais   Federais.   por   parte   de  em serviço de caráter urgente.   ser   processado   e  prestadores de serviços de relevância pública.          d)   a   prioridade   em   qualquer   serviço   de   transporte   ou  comunicação.   ressalvada   a   competência   da   Justiça  do desrespeito verificado. salvo por motivo de interesse público. no prazo que assinar.   após   dois  anos  de  efetivo  exercício. por voto de dois terços           Art.   Recebidas   ou   não   as   informações   e   instruído   o  e de responsabilidade.         V ­ promover a ação penal por abuso de poder. nos crimes comuns           Art. e e f. assegurada ampla defesa.   10. alíneas d. deverá ser  comunicada   imediatamente   ao   Ministério   Público   competente.          f)   não   ser   indiciado   em   inquérito   policial.         Art.   São   prerrogativas   dos   membros   do   Ministério           I   ­   ter   livre   ingresso   em   estabelecimentos   policiais   ou  Público da União: prisionais. 11.

auxiliares.          §   2º   A   fiscalização   contábil.          XI ­ fixar o valor das bolsas devidas aos estagiários. e por sistema próprio de controle interno.   O   Ministério   Público   da   União   elaborará   sua  pessoal. 24.   ressalvadas   as   competências   estabelecidas  Federal.   maiores   de   trinta   e          Parágrafo único. Da Autonomia do Ministério Público          V ­ encaminhar ao Presidente da República a lista tríplice           Art.         VIII ­ praticar atos de gestão administrativa.          Parágrafo   único.   na   forma   da   lei   de   diretrizes  funções e irrenunciáveis.   bem   como   dar   posse   ao   Procurador­ CAPÍTULO VI Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios.  e os demais  membros  da instituição.         Art.          XII ­ exercer outras atribuições previstas em lei.   estes  apenas em relação aos servidores e serviços auxiliares. Geral   da   Justiça   Militar.   As   garantias   e   prerrogativas   dos   membros   do  Público   da   União. 27.         I ­ representar a instituição. cabendo­lhe: Federal e Territórios. nesta Lei Complementar para outros órgãos nela instituídos. do Superior  Tribunal   de   Justiça. Complementar. CAPÍTULO VIII Do Procurador­Geral da República          h) receber intimação pessoalmente nos autos em qualquer           Art. 19.   compreendidos   os   créditos   suplementares   e  Ministério   Público   da   União.   ao   Procurador­ estabelecidas em outras leis. remeterá  imediatamente os autos ao Procurador­Geral da República.   O   Procurador­Geral   da   República   é   o   chefe   do  processo e grau de jurisdição nos feitos em que tiver que oficiar. VIII deste artigo.   segundo   o          XIII ­ exercer o poder regulamentar.   As   garantias   e   prerrogativas   previstas           IV   ­   nomear   e   dar   posse   ao   Vice­Procurador­Geral   da  nesta   Lei   Complementar   não   excluem   as   que   sejam  República. civil ou militar. houver  cinco anos.   bem   como   a   fixação   dos  sêxtuplas para composição dos Tribunais Regionais Federais.          III   ­   apresentar   a   proposta   de   orçamento   do   Ministério           Art.         I ­ propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus           VI   ­   encaminhar   aos   respectivos   Presidentes   as   listas  cargos   e   serviços   auxiliares. maiores de trinta e cinco anos.   Os   órgãos   do   Ministério   Público   da   União   terão           II ­ propor ao Poder Legislativo os projetos de lei sobre o  presença   e   palavra   asseguradas   em   todas   as   sessões   dos  Ministério Público da União. proposta   orçamentária   dentro   dos   limites   da   lei   de   diretrizes          IX ­ prover e desprover os cargos das carreiras do Ministério  orçamentárias.   nos   casos   previstos   nesta   Lei  especiais.         VII ­ dirimir conflitos de atribuição entre integrantes de ramos          III ­ organizar os serviços auxiliares. ser­lhe­ão entregues até o dia vinte de cada mês. dentro de sessenta dias da abertura da  Procuradores­Gerais   as   atribuições   previstas   nos   incisos   VII   e  sessão legislativa do Congresso Nacional.  apuração do fato. Ministério   Público   da   União. que           Parágrafo   único. . CAPÍTULO VII         § 2º A delegação também poderá ser feita ao Diretor­Geral  Da Estrutura da Secretaria do Ministério Público da União para a prática de          Art. deverá   ser   precedida   de   autorização   da   maioria   absoluta   do  Senado Federal.   A   exoneração.   23. os integrantes da carreira.   da   Constituição  Público   da   União.   orçamentária. permitida a recondução precedida de nova decisão  indício   da   prática   de   infração   penal   por   membro   do   Ministério  do Senado Federal.          §   1º   Os   recursos   correspondentes   às   suas   dotações          X ­ arbitrar o valor das vantagens devidas aos membros do  orçamentárias. orçamentárias. São atribuições do Procurador­Geral da República.         I ­ O Ministério Público Federal.  No  caso  de  vacância.   do   Procurador­ designará membro do Ministério Público para prosseguimento da  Geral   da   República. colegiados em que oficiem.          §   3º   As   contas   referentes   ao   exercício   anterior   serão           § 1º O Procurador­Geral da República poderá delegar aos  prestadas.   que   o   substituirá   em   seus          III ­ o Ministério Público Militar.   financeira   e   de   pessoal. A estrutura básica do Ministério Público da  até o provimento definitivo do cargo. nos termos da lei. exercerá  o cargo  o Vice­         IV ­ o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.   por   iniciativa   do   Presidente   da   República. dentre          II ­ o Ministério Público do Trabalho. anualmente. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Público da União e de seus serviços auxiliares. União será organizada por regulamento.   do   Tribunal   Superior   do   Trabalho   e   dos           II   ­   prover   os   cargos   de   suas   carreiras   e   dos   serviços  Tribunais Regionais do Trabalho. do  vencimentos de seus membros e servidores.   nomeado   pelo   Presidente   da  República   dentre   integrantes   da   carreira.          Art.   22. administrativa e financeira. financeira e de           Art. impedimentos.previamente   ajustados   com   o   magistrado   ou   a   autoridade  competente.   compatibilizando   os   anteprojetos   dos  Ministério Público da União são inerentes ao exercício de suas  diferentes   ramos   da   Instituição. Presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal.          Art.          Parágrafo único. Quando. no curso de investigação.   financeira.   25.   mediante   controle   externo.         IV ­ praticar atos próprios de gestão.   Seção   IX. O Procurador­Geral da República terá as mesmas  honras e tratamento dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. com   o   auxílio   do   Tribunal   de   Contas   da   União. no âmbito do Ministério  disposto   no   Título   IV.   21. a autoridade policial.   Ao   Ministério   Público   da   União   é   assegurada  para   nomeação   do   Procurador­Geral   de   Justiça   do   Distrito  autonomia funcional. o Vice­ Procurador­Geral   da   República. em votação secreta. 26. operacional   e   patrimonial   do   Ministério   Público   da   União   será  exercida   pelo   Congresso   Nacional. O Ministério Público da União compreende: atos   de   gestão   administrativa. diferentes do Ministério Público da União.          Art. as que forem  reservadas  como Chefe do Ministério Público da União: aos magistrados perante os quais oficiem. O Procurador­Geral da República designará.   ao   Procurador­Geral   do   Trabalho.   de   ofício.   20.   Capítulo   I. Público da União.

  Em   cada   Estado   e   no   Distrito   Federal   será  designado.   41.   nos   processos   de  competência da Justiça Federal e da Justiça Eleitoral.         V ­ participar dos Conselhos Penitenciários. quando componentes da estrutura administrativa da União. e em especial sobre:          I   ­   instaurar   inquérito   civil   e   outros   procedimentos          I ­ projetos de lei de interesse comum do Ministério Público  administrativos correlatos. podendo acompanhá­los e produzir provas. na forma do art. dos Tribunais Regionais  Federais   e   dos   Juízes   Federais. anuindo a maioria absoluta do Conselho Superior. carreiras e nos serviços auxiliares. Ministério   Público   da   União   medidas   para   uniformizar   os   atos  decorrentes de seu poder normativo.   O   Conselho   de   Assessoramento   Superior   do  Ministério   Público   da   União.          Art.   o   Procurador  dirigida   pelo   seu   Diretor­Geral   de   livre   escolha   do   Procurador­ Federal   dos   Direitos   do   Cidadão.   histórico. pelo Procurador­ Geral  da   Justiça   Militar  e   pelo   Procurador­Geral   de   Justiça   do  Distrito Federal e Territórios. dentre  Dos Serviços Auxiliares os   Subprocuradores­Gerais   da   República   e   mediante   prévia           Art. de bens e direitos de  valor   artístico.  tendo cada uma  delas organização própria.          IV   ­   exercer   o   controle   externo   da   atividade   das   polícias           II ­ a organização e o funcionamento da Diretoria­Geral e  federais.   30.   31. que deverão  indireta. residir onde estiverem lotados.   ressalvados   os   de   natureza           c)   os   que   proponham   a   fixação   dos   vencimentos   nas  disciplinar.  Ministério Público da União deverá opinar sobre as matérias de  incumbindo­lhe.   II.   A   Secretaria   do   Ministério   Público   da   União   é  aprovação   do   nome   pelo   Conselho   Superior. para defesa de direitos e interesses dos índios e das  populações indígenas.   respeitado   o           I   ­   nas   causas   de   competência   do   Supremo   Tribunal  princípio da independência funcional.          VII   ­   fiscalizar   a   execução   da   pena. antes do termo  TÍTULO II de   sua   investidura. CAPÍTULO XI         Art.CAPÍTULO IX Do Conselho de Assessoramento Superior do Ministério Público  da União          Art.   sob   a   presidência   do   Procurador­ Geral da República será integrado pelo Vice­Procurador­Geral da  República. 40. O pessoal dos serviços auxiliares será organizado           § 1º Sempre que possível. o Procurador não acumulará o  em quadro próprio de carreira. 36. na forma desta lei complementar. 39. sob regime estatutário.   para   exercer   as   funções   do  Geral  da   República   e   demissível   ad   nutum.         § 2º O Procurador somente será dispensado.   incumbindo­lhe   os  ofício   pelo   prazo   de   dois   anos.          III   ­   pelos   concessionários   e   permissionários   de   serviço          Art.  integrantes do patrimônio nacional. As funções do Ministério Público da União só podem          II ­ pelos órgãos da administração pública federal direta ou  ser exercidas por integrantes da respectiva carreira. dos Órgãos e da Carreira          Art.   O   Ministério   Público   Federal   será   parte  Superior do Ministério Público da União serão convocadas pelo  legítima   para   interpor   recurso   extraordinário   das   decisões   da  Procurador­Geral da República. especialmente: interesse geral da Instituição. do Superior Tribunal de Justiça. procedimentos   administrativos.         III ­ (Vetado).   As   carreiras   dos   diferentes   ramos   do   Ministério  garantir­lhes o respeito: Público da União são independentes  entre si.   permitida   uma   recondução. órgão do Ministério Público  Federal   para   exercer   as   funções   do   ofício   de   Procurador  Regional dos Direitos do Cidadão.   35. III. CAPÍTULO I Do Ministério Público Federal SEÇÃO I Da Competência. Cabe ao Ministério Público Federal exercer a defesa  dos direitos constitucionais do cidadão. do   Ministério   Público   da   União   e   os   ofícios   em   que   serão           IV ­ por entidades que exerçam outra função delegada da  exercidas suas funções.  serviços auxiliares de apoio técnico e administrativo à Instituição.   As   reuniões   do   Conselho   de   Assessoramento           Parágrafo   único. pelo Procurador­Geral do Trabalho. Federal.   32. CAPÍTULO X Das Carreiras         Art.         I ­ pelos Poderes Públicos Federais.   O   Conselho   de   Assessoramento   Superior   poderá          VI ­ integrar os órgãos colegiados previstos no § 2º do art.   e   dos   Tribunais   e   Juízes  Eleitorais. 33. do meio ambiente. podendo acompanhá­los e apresentar provas.   por   iniciativa   do   Procurador­Geral   da  Dos Ramos do Ministério Público da União República. podendo solicitá­las qualquer de  Justiça dos Estados nas representações de inconstitucionalidade.   37. na forma do art. 49. O Procurador­Geral da República designará. precedida de nova decisão do Conselho Superior.   O   Conselho   de   Assessoramento   Superior   do  Federal   as   previstas   nos   Capítulos   I. da União.          Art.   III   e   IV   do   Título   I. 9º. A lei estabelecerá o número de cargos das carreiras  público federal.   São   funções   institucionais   do   Ministério   Público           Art.          II   ­   nas   causas   de   competência   de   quaisquer   juízes   e  tribunais. para apoio  exercício   de   suas   funções   com   outras   do   Ministério   Público  técnico­administrativo   adequado   às   atividades   específicas   da  Federal.   38.   O   Ministério   Público   Federal   exercerá   as   suas  Cidadão   expedirá   instruções  para  o   exercício   das   funções   dos  funções: ofícios   de   Procurador   dos   Direitos   do   Cidadão.   O   Procurador   Federal   dos   Direitos   do           Art. Ministério Público da União.   estético.   29. . neles incluídos:          II   ­   requisitar   diligências   investigatórias   e   instauração   de          a) os que visem a alterar normas gerais da Lei Orgânica do  inquérito policial.  propor   aos   Conselhos   Superiores   dos   diferentes   ramos   do  6º.          III   ­   requisitar   à   autoridade   competente   a   instauração   de          b) a proposta de orçamento do Ministério Público da União. Instituição.         Art. sempre que se cuidar de           Art. 34. União.          Art.          Parágrafo   único. seus membros.   turístico   e   paisagístico.   28.          Art. dos Serviços da Secretaria do Ministério Público da União.

 O Procurador­Geral da República proporá           IX   ­   determinar   a   abertura   de   correção.  do art. ao Procurador Federal dos Direitos do Cidadão. desta lei complementar. Subprocurador­Geral da República. Público Federal.   45. São atribuições do Procurador­Geral da República. VII. 14 incumbe  no Distrito Federal.         I ­ a representação para intervenção federal nos Estados e  .   os   ofícios   em   que           Parágrafo   único.   suas   funções   junto   aos   diferentes   órgãos  jurisdicionais do Supremo Tribunal Federal.   impedimento   ou  se for o caso. A competência prevista neste artigo poderá  ser delegada a Subprocurador­Geral da República.   e   presidir   o   Colégio   de          V ­ a Corregedoria do Ministério Público Federal.   observados   os   critérios   da   lei   e   os  Regional da República e Procurador da República. 34. Geral da República. relacionadas  às funções da Instituição.         VI ­ os Subprocuradores­Gerais da República. pelos cargos de Subprocurador­Geral da República. Subprocuradores­Gerais   da   República   que   exercerão.   por          b) alteração parcial da lista bienal de designações. entre órgãos do Ministério Público Federal. 48.         II ­ o Colégio de Procuradores da República.         VIII ­ os Procuradores da República.          XIII   ­   autorizar   o   afastamento   de   membros   do   Ministério  Público   Federal. Institucional.          §   3º   O   Procurador   Regional   da   República   convocado  receberá a diferença de vencimento correspondente ao cargo de           c)   assegurar   a   continuidade   dos   serviços. I.         III ­ designar o Procurador Federal dos Direitos do Cidadão  e os titulares da Procuradoria nos Estados e no Distrito Federal. A execução da medida prevista no art.   sindicância   ou  perante o Supremo Tribunal Federal: inquérito administrativo.         Parágrafo único.          Parágrafo único. 37.   como   membro   nato.         VII ­ designar: SEÇÃO II          a) o Chefe da Procuradoria Regional da República.   somente   poderão   ser   exercidas   por   titular   do   cargo   de          XIV ­ dar posse aos membros do Ministério Público Federal. Ministério Público Federal.         Art. dentre os Procuradores da República lotados na  as   funções   do   Ministério   Público   junto   ao   Supremo   Tribunal  respectiva unidade.   47.         XV ­ designar membro do Ministério Público Federal para:          § 2º Em caso de vaga ou afastamento de Subprocurador­         a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição  Geral da República. Tribunais   Superiores   da   União. Incumbe ao Procurador­Geral da República exercer  Distrito Federal.          IV ­ designar um dos membros e o Coordenador de cada           Parágrafo único.         I ­ o Procurador­Geral da República.   ausência. São órgãos do Ministério Público Federal: Constituição Federal. suspensão   do   titular. sobre:          Art. estabelecidos   pelo   Conselho   Superior.  vacância.   O   Procurador­Geral   da   República   designará   os          a) remoção a pedido ou por permuta.  As  Câmaras  de Coordenação  e Revisão  uma   das   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do   Ministério  poderão   funcionar   isoladas   ou   reunidas.   O   Procurador­Geral   da   República   é   o   Chefe   do  Procuradoria Regional.         VII ­ os Procuradores Regionais da República. Federal.   integrando   Conselho  Público Federal. convocado Procurador Regional da República para substituição. 49. Procuradores   da   República. 43. em grau de recurso. Procurador           VI   ­   designar. dentre  Da Chefia do Ministério Público Federal os  Procuradores  Regionais  da República  lotados  na  respectiva           Art.  como Chefe do Ministério Público Federal:          IV ­ as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério          I ­ representar o Ministério Público Federal. os conflitos de atribuições  sua competência. conforme dispuser o seu regimento. poderá ser  seja legalmente prevista.   nas           §   1º   As   funções   do   Ministério   Público   Federal   junto   aos  hipóteses previstas em lei. segundo lista formada pelo Conselho Superior. manifestando­se previamente em todos os processos de          VIII ­ decidir. ouvido o Conselho Superior.         III ­ as ações cíveis e penais cabíveis. no caso de recusa à execução de lei federal. "a".   O   cargo   inicial   da   carreira   é   o   de  exercerão   suas   funções   os   membros   do   Ministério   Público  Procurador da República e o do último nível o de Subprocurador­ Federal.   depois   de   ouvido   o   Conselho   Superior. Incumbe ao Procurador­Geral da República propor  perante o Superior Tribunal de Justiça:         d) funcionar perante juízos que não os previstos no inciso I. atendendo à necessidade do serviço. da          Art.   em   caso   de  Subprocurador­Geral da República. A carreira do Ministério Público Federal é constituída  Federal.         XII ­ decidir. 42.         II ­ a representação para intervenção federal nos Estados e           XI ­ decidir processo disciplinar contra membro da carreira  no Distrito Federal.          II   ­   integrar.   afastamento   temporário.          I   ­   a   ação   direta   de   inconstitucionalidade   de   lei   ou   ato  normativo federal ou estadual e o respectivo pedido de medida           X   ­   determinar   instauração   de   inquérito   ou   processo  administrativo contra servidores dos serviços auxiliares.         II ­ a ação penal. Federal. delegação.        Art. 44. inclusive diárias e transporte.   na   inexistência   ou   falta   do   substituto  designado.          b) integrar comissões técnicas ou científicas.         III ­ o Conselho Superior do Ministério Público Federal.   aplicando   as   sanções  cabíveis.          Art.  pelo voto da maioria do Conselho Superior.   o   Conselho   Superior   do   Ministério  Federal e a Comissão de Concurso. nas hipóteses do art.         b) o Chefe da Procuradoria da República nos Estados e no          Art. cautelar. da Constituição  ou   servidor   dos   serviços   auxiliares. nos casos previstos no art.          V   ­   nomear   o   Corregedor­Geral   do   Ministério   Público          Art. ouvido o Conselho Superior. por prazo superior a trinta dias. 105.   perante   os   quais   lhe   compete  atuar. 46.

 50. Público   Federal. A ação penal pública contra o Procurador­Geral da  Conselho Superior serão tomadas por maioria de votos. 55.         e) os critérios de promoção por merecimento. alínea c e XXII.          I ­ exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público  a   lista   sêxtupla   para   a   composição   do   Superior   Tribunal   de  Federal.   é   integrado   por   todos   os  determinar sigilo. alínea c.          § 2º  O Conselho Superior elegerá o seu Vice­Presidente. o resultado do          Art.   extraordinariamente.   no   Ministério   Público  membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal.         e)  acompanhar  procedimentos  administrativos  e inquéritos           § 3º O Regimento Interno do Colégio de Procuradores da  policiais   instaurados   em   áreas   estranhas   à   sua   competência  República disporá sobre seu funcionamento. em ordem decrescente.   quatro  administrativos   e   quaisquer   outros   feitos. III.   observados   os   princípios   desta   Lei   Complementar. Do Colégio de Procuradores da República         § 2º As deliberações do Conselho Superior serão publicadas          Art.          II ­ aprovar o nome do Procurador Federal dos Direitos do  Cidadão.   caberá   ao  a maioria absoluta dos seus membros. República   e   os   das   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do           II   ­   elaborar.  Justiça.         XXIII ­ exercer outras atividades previstas em lei. ouvido o Conselho Superior. Subprocurador­Geral   da   República   que   for   designado   pelo          § 1º Em caso de empate.          Art. ofícios do Ministério Público Federal.   o   Colégio   de   Procuradores   reunir­se­á   em   local           III   ­   indicar   integrantes   das   Câmaras   de   Coordenação   e  designado   pelo   Procurador­Geral   da   República. em caso de interesse relevante da  Instituição.   por   seus   pares.   e. ou por proposta da maioria  aos Chefes  das  Procuradorias  da República nos  Estados e no  de seus membros. mediante voto plurinominal.          XXI   ­   elaborar   o   relatório   das   atividades   do   Ministério  Público Federal. para mandato de dois anos. na carreira. tendo mais de trinta e          a) o seu regimento interno. Distrito Federal. 56. com mais de dez anos na carreira. específica.   quando   convocado          II ­ aos Chefes das Procuradorias Regionais da República e  pelo Procurador­Geral da República.  Superior. As  atribuições  do Procurador­Geral da República. presente  República. 52.   exceto   quando   o   Regimento   Interno  pelo   Procurador­Geral   da   República. 53.         IV ­ aprovar a destituição do Procurador Regional Eleitoral.           c)   as   normas   sobre   as   designações   para   os   diferentes  sempre que possível lotados na respectiva região. presidido  no   Diário   da   Justiça. Compete ao Colégio de Procuradores da República: Federal:         I ­ elaborar. que o integram como membros natos.         Art.         IV ­ opinar sobre assuntos gerais de interesse da instituição.   mediante   voto   plurinominal.   ordinariamente. secreto. O Conselho Superior do Ministério Público Federal. com mais de dez anos de carreira.   para   aprovação. Federal.         § 1º Serão suplentes dos membros de que tratam os incisos  II e III.   sendo   elegíveis   os   membros   do   Ministério   Público  especialmente para elaborar e aprovar: Federal.  concurso para ingresso na carreira. O Colégio de Procuradores da República. presidido   pelo   Procurador­Geral   da   República. 53. poderão ser delegadas:          I ­ a Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão.  que substituirá o Presidente em seus impedimentos e em caso  de vacância. facultativo e secreto.  pessoal. membros da carreira em atividade no Ministério Público Federal. XV. para   mandato   de   dois   anos. financeira e de           III   ­   quatro   Subprocuradores­Gerais   da   República   eleitos.          f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições  prescindir­se­á   de   reunião   do   Colégio   de   Procuradores. previamente   fixado. as deliberações do           Art. Compete ao Conselho Superior do Ministério Público          Art. exceto   em   matéria   de   sanções.           Art. permitida          XIX ­ organizar a prestação de contas do exercício anterior. . convocado por ele ou pela maioria de seus membros. O Conselho Superior do Ministério Público Federal  reunir­se­á.   mediante   voto  plurinominal. Do Conselho Superior do Ministério Público Federal         XVI ­ homologar. que contém  na carreira.         § 1º Para os fins previstos nos incisos I.          § 2º Excepcionalmente.   tem   a   seguinte          XVII ­ fazer publicar aviso de existência de vaga na lotação  composição: e na relação bienal de designações.   caso   em   que   prevalecerá   a  SEÇÃO III solução mais favorável ao acusado.          I  ­  o Procurador­Geral  da  República e  o  Vice­Procurador­          XVIII   ­   elaborar   a   proposta   orçamentária   do   Ministério  Geral da República.  do estágio probatório.  sendo   elegíveis  os   membros   do  Ministério           b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso  Público Federal. na forma do art. 54. 51. observados          XXII ­ coordenar as atividades do Ministério Público Federal.          XX ­ praticar atos de gestão administrativa. facultativo e secreto.   facultativo   e  Ministério Público Federal. dentre os Subprocuradores­Gerais da República          d) os critérios para distribuição de inquéritos. mais   de   trinta   e   menos   de   sessenta   e   cinco   anos   de   idade.         III ­ eleger. 57. deste artigo. procedendo­se   segundo   dispuser   o   seu   regimento   interno   e  exigindo­se o voto da maioria absoluta dos eleitores.   uma   vez   por   mês.   facultativo   e   secreto. os demais votados. Salvo disposição em contrário.   submetendo­a. procedimentos  e   mediante   voto   plurinominal. os critérios gerais de desempate. permitida uma reeleição. prevalecerá o voto do Presidente.   a   lista   sêxtupla   para   a   composição   dos   Tribunais  Regionais  Federais. XX e XXII.   ao   Conselho           II   ­   quatro   Subprocuradores­Gerais   da   República   eleitos. II e III. o do Colégio de Procuradores da  cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade.   desde   que  Revisão.   em   dia  as dos incisos XV.           Art. as dos incisos I. previstas no artigo anterior. uma reeleição.  Conselho Superior do Ministério Público Federal.   quando   no   exercício   do   cargo.   desde   que   relacionados   a   fatos   de   interesse   da  SEÇÃO IV Instituição.

 por  da decisão ao Procurador­Geral da República.  que o acusado seja membro do Ministério Público Federal.          Art. que           VII ­ decidir os conflitos de atribuições entre os órgãos do  o   Procurador­Geral   da   República   ajuíze   a   ação   de   perda   de  Ministério Público Federal.   juntamente   com   seus   suplentes. XIX e XXI somente poderão ser tomadas com  o   voto   favorável   de   dois   terços   dos   membros   do   Conselho           VIII   ­   aprovar   a   lista   de   antigüidade   dos   membros   do  Superior. do membro do Ministério Público Federal. sobre crime comum atribuível ao Procurador­Geral da República  e. inquérito parlamentar ou peças de informação. Dentre os integrantes da Câmara de Coordenação e  atribuições   processuais   perante   juízos. sendo o caso. dentre integrantes do último grau da  Ministério Público Federal. carreira. quando a matéria.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   serão  organizadas por função ou por matéria. A competência fixada nos incisos V e VI  será   exercida   segundo   critérios   objetivos   previamente           XXI ­ opinar sobre os pedidos de reversão de membro da  estabelecidos pelo Conselho Superior.   designar   os   membros   da   Comissão   de  atividades  funcionais e  da  conduta dos  membros  do  Ministério  Concurso e opinar sobre a homologação dos resultados. Superior estão impedidos de participar das decisões deste nos           VI   ­   elaborar   a   lista   tríplice   para   Corregedor­Geral   do  casos   previstos   nas   leis   processuais   para   o   impedimento   e   a  Ministério Público Federal. devam receber tratamento uniforme.   será          a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituição  elaborado pelo Conselho Superior.   de  membros   do   Ministério   Público   Federal. O Regimento Interno.  funções da instituição . Compete às Câmaras de Coordenação e Revisão: apreciar os relatórios correspondentes. Público.   A   Corregedoria   do   Ministério   Público   Federal.   tribunais   ou   ofícios  Revisão. institucionais que atuem em seu setor. pela maioria absoluta de seus membros. e pelo voto de dois terços de seus membros. 61.   para  um mandato de dois anos. carreira.          XIX ­ decidir sobre remoção e disponibilidade de membro do  feitos e procedimentos.          Art. Ministério Público Federal e decidir sobre as reclamações a ela  concernentes. XVII. por membro do Ministério Público Federal. XVI. IV. SEÇÃO VI         XXII ­ opinar sobre o encaminhamento de proposta de lei de  Da Corregedoria do Ministério Público Federal aumento do número de cargos da carreira.   59.          I   ­   promover   a   integração   e   a   coordenação   dos   órgãos          XV ­ determinar a instauração de processos administrativos  institucionais   que   atuem   em   ofícios   ligados   ao   setor   de   sua  em que o acusado seja membro do Ministério Público Federal.   60. 93. assim o exigir. por iniciativa do Procurador­Geral da República          XXV ­ exercer outras funções estabelecidas em lei. SEÇÃO V Das Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público           IX  ­  indicar  o  membro  do  Ministério  Público  Federal   para  Federal promoção por  antigüidade. da Constituição Federal. quando for o caso. encaminhando cópia          V ­ resolver sobre a distribuição especial de feitos que. e o seu retorno.   para   exercício   de          Art. por sua natureza ou  Ministério Público Federal.  sua contínua reiteração. sempre que possível. XV.         XX ­ autorizar.  merecimento. o Corregedor­Geral. suas funções. seja legalmente prevista.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do  Ministério   Público   Federal   são   os   órgãos   setoriais   de           X   ­   designar   o   Subprocurador­Geral   da   República   para  coordenação. suspeição de membro do Ministério Público.        V ­ destituir. II. diferentes dos estabelecidos para cada categoria. O Corregedor­Geral será nomeado pelo Procurador­ projeto de orçamento do Ministério Público da União. indiciado           III   ­   encaminhar   informações   técnico­jurídicas   aos   órgãos  ou acusado em processo disciplinar. relevância. promover a ação penal.          XI  ­   opinar   sobre  a  designação   de   membro   do   Ministério  Público Federal para:         Parágrafo único. nos  casos previstos nesta lei. 64. apreciar seus relatórios e propor as medidas cabíveis. de integração e de revisão do exercício funcional  conhecer   de   inquérito.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   serão          b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas às  compostas   por   três   membros   do   Ministério   Público   Federal.   é   o   órgão   fiscalizador   das  ingresso   na   carreira. Geral   da   República   dentre   os   Subprocuradores­Gerais   da  .         II ­ manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem           XVI ­ determinar o afastamento preventivo do exercício de  em áreas afins. XIII. para ser efetivada sua exoneração. através de ato normativo. observado o disposto no art. que disporá sobre o  funcionamento   das   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão.           XXIII   ­   deliberar   sobre   a   realização   de   concurso   para   o  dirigida   pelo   Corregedor­Geral.          XXIV   ­   aprovar   a   proposta   orçamentária   que   integrará   o          Art.  competência.   58.   peças   de   informação   ou   representação  na instituição. cargo contra membro vitalício do Ministério Público Federal.          VI   ­   resolver   sobre   a   distribuição   especial   de   inquéritos.          Art.          Parágrafo único. antes do término do           § 1º O Procurador­Geral e qualquer membro do Conselho  mandato.          VII   ­   elaborar   a   lista   tríplice   destinada   à   promoção   por          § 2º As deliberações relativas aos incisos I. observado o princípio da independência funcional. por motivo de interesse público.         XIV ­ determinar a realização de correições e sindicâncias e          Art.          Art.   em   caráter   excepcional. um deles será designado pelo Procurador­Geral para a  função executiva de Coordenador.   63. exceto nos casos           XVIII ­ decidir  sobre o cumprimento do estágio probatório  de competência originária do Procurador­Geral.          XIII   ­   autorizar   a   designação. alíneas a e e.          XVII ­ designar a comissão de processo administrativo em          IV ­ manifestar­se sobre o arquivamento de inquérito policial. sendo  um  indicado  pelo  Procurador­Geral  da  República   e  dois          XII ­ opinar sobre o afastamento temporário de membro do  pelo   Conselho   Superior.  alínea d. 62.

  69. do   Procurador­Geral.          Art.   antes   do   término   do   mandato.  Os   Procuradores   da   República  serão  designados           Art.  antes do término do mandato. com sua  delegação do Procurador­Geral da República.  as  ações  apresentando os respectivos relatórios.República.   O   Ministério   Público   Federal   tem  Geral   ou   do   Conselho   Superior. Regionais   Eleitorais. 77. das reuniões do Conselho  Público. para   declarar   ou   decretar   a   nulidade   de   negócios   jurídicos   ou          III ­ instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor  atos   da   administração   pública.         V ­ Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão.   as   funções   do   Ministério           I ­ participar.         III ­ dirimir conflitos de atribuições. Compete ao Corregedor­Geral do Ministério Público  Federal:          Art. para um mandato de dois anos.   que   o   substituirá   em   seus  SEÇÃO VII impedimentos  e  exercerá  o  cargo  em   caso  de vacância. observado o disposto no inciso V do art. 73.         Parágrafo único.   66.         V ­ propor ao Conselho Superior a exoneração de membro  do Ministério Público Federal que não cumprir as condições do           Parágrafo   único. poder político ou administrativo. e no Distrito Federal.   68.   na   ordem   em   que   os   designar   o  Procurador­Geral.   Os   Procuradores   Regionais   da   República   serão  Eleitoral.          §   2º   A   designação   de   Subprocurador­Geral   da   República          Art. designados para oficiar junto aos Tribunais Regionais Federais. de ofício.   será   designado   pelo   Procurador­Geral   Eleitoral. no Estado. eleitoral. SEÇÃO X Das Funções do Ministério Público Federal         Art. 76. o exercício das funções de: Eleitoral. empregos. 65.  71. perante  o juízo  competente.   70.         § 1º O Procurador Regional Eleitoral poderá ser reconduzido  uma vez. lotados nos ofícios nas Procuradorias Regionais da República.   correições   e   sindicâncias. A designação de Procurador Regional da  República   para   oficiar   em   órgãos   jurisdicionais   diferentes   dos  previstos   para   a   categoria   dependerá   de   autorização   do  Conselho Superior. Além do Vice­Procurador­Geral Eleitoral. integrantes   da   lista   tríplice. Compete ao Ministério Público Federal exercer. o           § 1º  No Supremo Tribunal  Federal  e no Tribunal  Superior  Procurador­Geral poderá designar.          Parágrafo único. quando   o   exigir   a   necessidade   do   serviço.         Parágrafo único. da República. além de dirigir. ou. contra a influência do poder econômico ou o abuso do  conseqüente. 75.         § 2º O Procurador Regional Eleitoral poderá ser destituído. Incumbe ao Procurador­Geral Eleitoral: para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para          I ­ designar o Procurador Regional Eleitoral em cada Estado  a categoria dependerá de autorização do Conselho Superior. por  necessidade de serviço.          II ­ realizar.   sem   prejuízo   dos  direitos  e   vantagens   inerentes  ao   exercício   de   seus   cargos   ou          IV ­ Procurador Federal dos Direitos do Cidadão. Câmaras de Coordenação e Revisão.   junto   à   Justiça   Eleitoral.   67. O Procurador Regional Eleitoral. A designação de Procurador da República  para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para           §   2º   Serão   suplentes   do   Corregedor­Geral   os   demais  a categoria dependerá de autorização do Conselho Superior. perante o Tribunal Superior Eleitoral.   anuindo   a  maioria  absoluta   do   Conselho   Superior   do  Ministério Público Federal. ou por determinação do Procurador­          Parágrafo   único.  até o  Dos Subprocuradores­Gerais da República provimento definitivo.  Eleitoral. Procurador­Geral   Eleitoral. integrantes  de lista tríplice elaborada pelo Conselho  para   oficiar   junto   aos   Juízes   Federais   e   junto   aos   Tribunais  Superior.  legitimação  para propor.  Dos Procuradores Regionais da República dentre os Procuradores Regionais da República no Estado e no           Art.   os   Subprocuradores­Gerais   da   República   atuarão   por  membros do Ministério Público Federal para oficiarem.   o   Vice­ estágio probatório. dentre os Procuradores da  República vitalícios.          Art. 72. para mandato de dois anos. Compete ao Procurador Regional Eleitoral exercer  as funções do Ministério Público nas causas de competência do  Tribunal Regional Eleitoral respectivo. 57.   Os   Subprocuradores­Gerais   da   República   serão           Art. 74.          Art.   atuando   em   todas   as   fases   e   instâncias   do   processo  Superior. onde não houver. SEÇÃO IX Dos Procuradores da República          Art. renovável uma vez.          §  1º  Não  poderão   integrar   a  lista  tríplice  os  membros  do  Conselho Superior. Compete ao Procurador­Geral Eleitoral exercer as  designados   para  oficiar   junto  ao Supremo  Tribunal  Federal.         Art.          IV  ­  requisitar   servidores  da  União  e  de  suas  autarquias.   infringentes   de   vedações  legais  ao Conselho Superior a instauração do processo administrativo  destinadas   a   proteger   a   normalidade   e   a   legitimidade   das  eleições.  ao  funções   do   Ministério   Público   nas   causas   de   competência   do  Superior Tribunal de Justiça. O Procurador­Geral Eleitoral é o Procurador­Geral  Ministério Público Federal.   Os   Procuradores   Regionais   da   República   serão  Distrito Federal.         I ­ Vice­Procurador­Geral da República. por iniciativa do Procurador­Geral           Art.   O   Procurador­Geral   Eleitoral   designará.         II ­ Vice­Procurador­Geral Eleitoral.           II   ­   acompanhar   os   procedimentos   do   Corregedor­Geral  privativamente.  dentre   os   Subprocuradores­Gerais   da   República.   pelo  Conselho Superior. ao Tribunal Superior Eleitoral e nas  Tribunal Superior Eleitoral.   onde   não   tiver   sede   a   Procuradoria  Regional da República. aprovação.  Os  Procuradores  da  República  serão  lotados  nos  ofícios nas Procuradorias da República nos Estados e no Distrito          § 3º O Corregedor­Geral poderá ser destituído por iniciativa  Federal. no  que   couber. juntamente com o  SEÇÃO VIII seu   substituto.   Cabe   aos   Subprocuradores­Gerais   da   República.  . sem direito a voto.          III ­ Corregedor­Geral do Ministério Público Federal.          IV   ­   acompanhar   o   estágio   probatório   dos   membros   do           Art.

as atividades do setor.

sempre que entender necessário, sendo­lhe assegurado o direito  de   vista   dos   processos   em   julgamento,   podendo   solicitar   as           Parágrafo   único.   O   Procurador­Geral   Eleitoral   poderá  requisições e diligências que julgar convenientes; designar,   por   necessidade   de   serviço,   outros   membros   do  Ministério   Público   Federal   para   oficiar,   sob   a   coordenação   do          VIII ­ instaurar instância em caso de greve, quando a defesa  Procurador Regional, perante os Tribunais Regionais Eleitorais. da ordem jurídica ou o interesse público assim o exigir;          Art. 78. As funções eleitorais do Ministério Público Federal           IX ­ promover  ou participar da instrução e conciliação em  perante   os   Juízes   e   Juntas   Eleitorais   serão   exercidas   pelo  dissídios   decorrentes   da   paralisação   de   serviços   de   qualquer  Promotor Eleitoral. natureza,   oficiando   obrigatoriamente   nos   processos,  manifestando   sua   concordância   ou   discordância,   em   eventuais           Art. 79. O Promotor Eleitoral será o membro do Ministério  acordos firmados antes da homologação, resguardado o direito  Público   local   que   oficie   junto   ao   Juízo   incumbido   do   serviço  de recorrer em caso de violação à lei e à Constituição Federal; eleitoral de cada Zona.         X ­ promover mandado de injunção, quando a competência           Parágrafo   único.   Na   inexistência   de   Promotor   que   oficie  for da Justiça do Trabalho; perante   a   Zona   Eleitoral,   ou   havendo   impedimento   ou   recusa  justificada,   o   Chefe   do   Ministério   Público   local   indicará   ao          XI ­ atuar como árbitro, se assim for solicitado pelas partes,  Procurador Regional Eleitoral o substituto a ser designado. nos dissídios de competência da Justiça do Trabalho;          Art. 80. A filiação a partido político impede o exercício de          XII ­ requerer as diligências que julgar convenientes para o  funções   eleitorais   por   membro   do   Ministério   Público   até   dois  correto andamento dos processos e para a melhor solução das  anos do seu cancelamento. lides trabalhistas;          XIII   ­   intervir   obrigatoriamente   em   todos   os   feitos   nos  segundo e terceiro graus de jurisdição da Justiça do Trabalho,  quando   a   parte   for   pessoa   jurídica   de   Direito   Público,   Estado          Art. 81. Os ofícios na Procuradoria­Geral da República, nas  estrangeiro ou organismo internacional. Procuradorias   Regionais   da   República   e   nas   Procuradorias   da  República   nos   Estados   e   no   Distrito   Federal   são   unidades   de           Art.   84.   Incumbe   ao   Ministério   Público   do   Trabalho,   no  lotação e de administração do Ministério Público Federal. âmbito   das   suas   atribuições,   exercer   as   funções   institucionais  previstas nos Capítulos I, II, III e IV do Título I, especialmente:          Parágrafo   único.   Nos   municípios   do   interior   onde   tiverem  sede   juízos   federais,   a   lei   criará   unidades   da   Procuradoria   da          I ­ integrar os órgãos colegiados previstos no § 1º do art. 6º,  República no respectivo Estado. que lhes sejam pertinentes;          Art. 82. A estrutura básica das  unidades  de lotação e de           II   ­   instaurar   inquérito   civil   e   outros   procedimentos  administração será organizada por regulamento, nos termos da  administrativos,   sempre   que   cabíveis,   para   assegurar   a  lei. observância dos direitos sociais dos trabalhadores; CAPÍTULO II Do Ministério Público do Trabalho SEÇÃO I Da Competência, dos Órgãos e da Carreira          III   ­   requisitar   à   autoridade   administrativa   federal  competente, dos órgãos de proteção ao trabalho, a instauração  de   procedimentos   administrativos,   podendo   acompanhá­los   e  produzir provas; SEÇÃO XI Das Unidades de Lotação e de Administração

         IV ­ ser cientificado pessoalmente das decisões proferidas           Art.   83.   Compete   ao   Ministério   Público   do   Trabalho   o  pela   Justiça   do   Trabalho,   nas   causas   em   que   o   órgão   tenha  exercício das seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça  intervido ou emitido parecer escrito; do Trabalho:         V ­ exercer outras atribuições que lhe forem conferidas por           I   ­   promover   as   ações   que   lhe   sejam   atribuídas   pela  lei, desde que compatíveis com sua finalidade. Constituição Federal e pelas leis trabalhistas;         Art. 85. São órgãos do Ministério Público do Trabalho:         II ­ manifestar­se em qualquer fase do processo trabalhista,  acolhendo   solicitação   do   juiz   ou   por   sua   iniciativa,   quando          I ­ o Procurador­Geral do Trabalho; entender existente interesse público que justifique a intervenção;         II ­ o Colégio de Procuradores do Trabalho;          III ­ promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do          III ­ o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho; Trabalho,   para   defesa   de   interesses   coletivos,   quando  desrespeitados   os   direitos   sociais   constitucionalmente           IV   ­   a   Câmara   de   Coordenação   e   Revisão   do   Ministério  garantidos; Público do Trabalho;          IV ­ propor as ações cabíveis para declaração de nulidade          V ­ a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho; de cláusula de contrato, acordo coletivo ou convenção coletiva          VI ­ os Subprocuradores­Gerais do Trabalho; que   viole   as   liberdades   individuais   ou   coletivas   ou   os   direitos  individuais indisponíveis dos trabalhadores;         VII ­ os Procuradores Regionais do Trabalho;          V   ­   propor   as   ações  necessárias  à   defesa   dos   direitos   e          VIII ­ os Procuradores do Trabalho. interesses   dos   menores,   incapazes   e   índios,   decorrentes   das           Art. 86. A carreira do  Ministério Público  do Trabalho  será  relações de trabalho; constituída   pelos   cargos   de   Subprocurador­Geral   do   Trabalho,           VI ­ recorrer das decisões da Justiça do Trabalho, quando  Procurador Regional do Trabalho e Procurador do Trabalho. entender   necessário,   tanto   nos   processos   em   que   for   parte,  como naqueles em que oficiar como fiscal da lei, bem como pedir           Parágrafo   único.   O   cargo   inicial   da   carreira   é   o   de  revisão dos Enunciados da Súmula de Jurisprudência do Tribunal  Procurador do Trabalho e o do último nível o de Subprocurador­ Geral do Trabalho. Superior do Trabalho; SEÇÃO II          VII   ­   funcionar   nas   sessões   dos   Tribunais   Trabalhistas,  Do Procurador­Geral do Trabalho manifestando­se   verbalmente   sobre   a   matéria   em   debate, 

         Art.   87.   O   Procurador­Geral   do   Trabalho   é   o   Chefe   do           XIV ­  designar  membro do Ministério Público do Trabalho  Ministério Público do Trabalho. para:         Art. 88. O Procurador­Geral do Trabalho será nomeado pelo  Procurador­Geral da República, dentre integrantes da instituição,  com  mais  de trinta e cinco anos  de idade e de cinco anos na  carreira,   integrante   de   lista   tríplice   escolhida   mediante   voto  plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores  para   um   mandato   de   dois   anos,   permitida   uma   recondução,  observado o mesmo processo. Caso não haja número suficiente  de   candidatos   com   mais   de   cinco   anos   na   carreira,   poderá  concorrer   à   lista   tríplice   quem   contar   mais   de   dois   anos   na  carreira.          Parágrafo   único.   A   exoneração   do   Procurador­Geral   do  Trabalho,   antes   do   término   do   mandato,   será   proposta   ao  Procurador­Geral da República pelo Conselho Superior, mediante  deliberação obtida com base em voto secreto de dois terços de  seus integrantes.         a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição  seja legalmente prevista, ouvido o Conselho Superior;          b) integrar comissões técnicas ou científicas, relacionadas  às funções da Instituição, ouvido o Conselho Superior;          c)   assegurar   a   continuidade   dos   serviços,   em   caso   de  vacância,   afastamento   temporário,   ausência,   impedimento   ou  suspeição   do   titular,   na   inexistência   ou   falta   do   substituto  designado;         XV ­ homologar, ouvido o Conselho Superior, o resultado do  concurso para ingresso na carreira;         XVI ­ fazer publicar aviso de existência de vaga, na lotação  e na relação bienal de designações;

         XVII ­ propor ao Procurador­Geral da República, ouvido o  Conselho Superior, a criação e extinção de cargos da carreira e           Art. 89. O Procurador­Geral do Trabalho designará, dentre  dos ofícios em que devam ser exercidas suas funções; os Subprocuradores­Gerais do Trabalho, o Vice­Procurador­Geral  do Trabalho, que o substituirá em seus impedimentos. Em caso           XVIII   ­   elaborar   a   proposta   orçamentária   do   Ministério  de   vacância,   exercerá   o   cargo   o   Vice­Presidente   do   Conselho  Público   do   Trabalho,   submetendo­a,   para   aprovação,   ao  Superior, até o seu provimento definitivo. Conselho Superior;          Art. 90. Compete ao Procurador­Geral do Trabalho exercer           XIX   ­   encaminhar   ao   Procurador­Geral   da   República   a  as funções atribuídas ao Ministério Público do Trabalho junto ao  proposta  orçamentária  do   Ministério  Público  do   Trabalho,   após  Plenário  do   Tribunal   Superior   do   Trabalho,   propondo  as   ações  sua aprovação pelo Conselho Superior; cabíveis e manifestando­se nos processos de sua competência.         XX ­ organizar a prestação de contas do exercício anterior,          Art. 91. São atribuições do Procurador­Geral do Trabalho: encaminhando­a ao Procurador­Geral da República;         I ­ representar o Ministério Público do Trabalho;          II   ­   integrar,   como   membro   nato,   e   presidir   o   Colégio   de  Procuradores   do   Trabalho,   o   Conselho   Superior   do   Ministério          XXII ­ elaborar o relatório de atividades do Ministério Público  Público do Trabalho e a Comissão de Concurso; do Trabalho;          III   ­   nomear   o   Corregedor­Geral   do   Ministério   Público   do           XXIII   ­   coordenar   as   atividades   do   Ministério   Público   do  Trabalho, segundo lista tríplice formada pelo Conselho Superior; Trabalho;         IV ­ designar um dos membros e o Coordenador da Câmara          XXIV ­ exercer outras atribuições previstas em lei. de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho;          Art.   92.   As   atribuições   do   Procurador­Geral   do   Trabalho,           V   ­   designar,   observados   os   critérios   da   lei   e   os  previstas no artigo anterior, poderão ser delegadas: estabelecidos   pelo   Conselho   Superior,   os   ofícios   em   que  exercerão   suas   funções   os   membros   do   Ministério   Público   do          I ­ ao Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão,  as dos incisos XIV, alínea c, e XXIII; Trabalho;         VI ­ designar o Chefe da Procuradoria Regional do Trabalho           II  ­   aos   Chefes  das   Procuradorias   Regionais   do  Trabalho  dentre   os   Procuradores   Regionais   do   Trabalho   lotados   na  nos Estados e no Distrito Federal, as dos incisos I, XIV, alínea c,  XXI e XXIII. respectiva Procuradoria Regional;          VII ­ decidir, em grau de recurso, os conflitos de atribuição  entre os órgãos do Ministério Público do Trabalho; SEÇÃO III Do Colégio de Procuradores do Trabalho         XXI ­ praticar atos de gestão administrativa, financeira e de  pessoal;

         VIII   ­   determinar   a   abertura   de   correição,   sindicância   ou           Art. 93. O Colégio de Procuradores do Trabalho, presidido  pelo   Procurador­Geral   do   Trabalho,   é   integrado   por   todos   os  inquérito administrativo; membros   da   carreira   em   atividade   no   Ministério   Público   do           IX   ­   determinar   a   instauração   de   inquérito   ou   processo  Trabalho. administrativo contra servidores dos serviços auxiliares;          Art.   94.   São   atribuições   do   Colégio   de   Procuradores   do           X ­ decidir processo disciplinar contra membro da carreira  Trabalho: ou  servidor   dos   serviços  auxiliares,   aplicando   as   sanções   que          I ­ elaborar, mediante voto plurinominal, facultativo e secreto,  sejam de sua competência; a lista tríplice para a escolha do Procurador­Geral do Trabalho;         XI ­ decidir, atendendo a necessidade do serviço, sobre:          II   ­   elaborar,   mediante   voto   plurinominal,   facultativo   e          a) remoção a pedido ou por permuta; secreto, a lista sêxtupla para a composição do Tribunal Superior  do Trabalho, sendo elegíveis os membros do Ministério Público          b) alteração parcial da lista bienal de designações; do Trabalho com mais de dez anos na carreira, tendo mais de           XII   ­   autorizar   o   afastamento   de   membros   do   Ministério  trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; Público   do   Trabalho,   ouvido   o   Conselho   Superior,   nos   casos           III   ­   elaborar,   mediante   voto   plurinominal,   facultativo   e  previstos em lei; secreto, a lista sêxtupla para os Tribunais Regionais do Trabalho,           XIII   ­   dar   posse   aos   membros   do   Ministério   Público   do  dentre os Procuradores com mais de dez anos de carreira; Trabalho;         IV ­ eleger, dentre os Subprocuradores­Gerais do Trabalho e 

mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, quatro membros  administrativos e quaisquer outros feitos, no Ministério Público do  do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho. Trabalho;          §   1º   Para   os   fins   previstos   nos   incisos   deste   artigo,          e) os critérios de promoção por merecimento na carreira; prescindir­se­á   de   reunião   do   Colégio   de   Procuradores,          f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições  procedendo­se   segundo   dispuser   o   seu   Regimento   Interno,  do estágio probatório; exigido o voto da maioria absoluta dos eleitores.          II   ­   indicar   os   integrantes   da   Câmara   de   Coordenação   e           § 2º Excepcionalmente, em caso de interesse relevante da  Revisão do Ministério Público do Trabalho; Instituição,   o   Colégio   de   Procuradores   reunir­se­á   em   local  designado   pelo   Procurador­Geral   do   Trabalho,   desde   que          III ­ propor a exoneração do Procurador­Geral do Trabalho; convocado por ele ou pela maioria de seus membros.         IV ­ destituir, por iniciativa do Procurador­Geral do Trabalho           § 3º O Regimento Interno do Colégio de Procuradores do  e pelo voto de dois terços de seus membros, antes do término do  Trabalho disporá sobre seu funcionamento. mandato, o Corregedor­Geral; SEÇÃO IV Do Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho          V   ­   elaborar   a   lista   tríplice   destinada   à   promoção   por  merecimento;

         Art.   95.   O   Conselho   Superior   do   Ministério   Público   do           VI   ­   elaborar   a   lista   tríplice   para   Corregedor­Geral   do  Trabalho,   presidido   pelo   Procurador­Geral   do   Trabalho,   tem   a  Ministério Público do Trabalho; seguinte composição:         VII ­ aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público do           I   ­   o   Procurador­Geral   do   Trabalho   e   o   Vice­Procurador­ Trabalho e decidir sobre as reclamações a ela concernentes; Geral do Trabalho, que o integram como membros natos;          VIII ­ indicar  o membro do Ministério Público do Trabalho          II ­ quatro Subprocuradores­Gerais do Trabalho, eleitos para  para promoção por antigüidade, observado o disposto no art. 93,  um   mandato   de   dois   anos,   pelo   Colégio   de   Procuradores   do  II, alínea d, da Constituição Federal; Trabalho,   mediante   voto   plurinominal,   facultativo   e   secreto,           IX  ­   opinar   sobre  a  designação   de   membro   do   Ministério  permitida uma reeleição; Público do Trabalho para:          III   ­   quatro   Subprocuradores­Gerais   do   Trabalho,   eleitos          a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição  para um mandato de dois anos, por seus pares, mediante voto  seja legalmente prevista; plurinominal, facultativo e secreto, permitida uma reeleição.         b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas às          § 1º Serão suplentes dos membros de que tratam os incisos  funções da Instituição; II e III os demais votados, em ordem decrescente, observados os  critérios gerais de desempate.          X ­ opinar sobre o afastamento temporário de membro do  Ministério Público do Trabalho;          § 2º  O Conselho Superior elegerá o seu Vice­Presidente,  que substituirá o Presidente em seus impedimentos e em caso           XI   ­   autorizar   a   designação,   em   caráter   excepcional,   de  de vacância. membros   do   Ministério   Público   do   Trabalho,   para   exercício   de  atribuições   processuais   perante   juízos,   tribunais   ou   ofícios           Art.   96.   O   Conselho   Superior   do   Ministério   Público   do  diferentes dos estabelecidos para cada categoria; Trabalho reunir­se­á  ordinariamente,  uma  vez  por   mês,  em   dia  previamente   fixado,   e,   extraordinariamente,   quando   convocado          XII ­ determinar a realização de correições e sindicâncias e  pelo  Procurador­Geral  do  Trabalho  ou  por  proposta   da  maioria  apreciar os relatórios correspondentes; absoluta de seus membros.         XIII ­ determinar a instauração de processos administrativos           Art. 97. Salvo disposição em contrário, as deliberações do  em   que   o   acusado   seja   membro   do   Ministério   Público   do  Conselho Superior serão tomadas por maioria de votos, presente  Trabalho, apreciar seus relatórios e propor as medidas cabíveis; a maioria absoluta de seus membros.          XIV   ­   determinar   o   afastamento   do   exercício   de   suas          § 1º Em caso de empate, prevalecerá o voto do Presidente,  funções, de membro do Ministério Público do Trabalho, indiciado  exceto   em   matéria   de   sanções,   caso   em   que   prevalecerá   a  ou acusado em processo disciplinar, e o seu retorno; solução mais favorável ao acusado.          XV  ­  designar   a comissão  de  processo  administrativo  em          § 2º As deliberações do Conselho Superior serão publicadas  que o acusado seja membro do Ministério Público do Trabalho; no   Diário   da   Justiça,   exceto   quando   o   Regimento   Interno          XVI ­ decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por  determinar sigilo. membro do Ministério Público do Trabalho, encaminhando cópia           Art.   98.   Compete   ao   Conselho   Superior   do   Ministério  da decisão ao Procurador­Geral da República, quando for o caso,  Público do Trabalho: para ser efetivada sua exoneração;         I ­ exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público           XVII ­ decidir sobre remoção e disponibilidade de membro  do  Trabalho,   observados   os  princípios   desta   lei   complementar,  do   Ministério   Público   do   Trabalho,   por   motivo   de   interesse  especialmente para elaborar e aprovar: público;          a) o seu Regimento Interno, o do Colégio de Procuradores           XVIII ­ autorizar, pela maioria absoluta de seus membros,  do   Trabalho   e   o   da   Câmara   de   Coordenação   e   Revisão   do  que o Procurador­Geral da República ajuíze a ação de perda de  Ministério Público do Trabalho; cargo contra membro vitalício do Ministério Público do Trabalho,  nos casos previstos em lei;          b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso  na carreira;          XIX ­ opinar sobre os pedidos de reversão de membro da  carreira;          c)   as   normas   sobre   as   designações   para   os   diferentes  ofícios do Ministério Público do Trabalho;         XX ­ aprovar a proposta de lei para o aumento do número de  cargos da carreira e dos ofícios;          d)   os   critérios   para   distribuição   de   procedimentos 

         XXI   ­   deliberar   sobre   a   realização   de   concurso   para   o  Procurador­Geral do Trabalho dentre os Subprocuradores­Gerais  ingresso   na   carreira,   designar   os   membros   da   Comissão   de  do Trabalho, integrantes de lista tríplice elaborada pelo Conselho  Concurso e opinar sobre a homologação dos resultados; Superior, para mandato de dois anos, renovável uma vez.          XXII   ­   aprovar   a   proposta   orçamentária   que   integrará   o           §  1º  Não  poderão   integrar   a  lista  tríplice  os  membros  do  projeto de orçamento do Ministério Público da União; Conselho Superior.         XXIII ­ exercer outras funções atribuídas em lei.          §   2º   Serão   suplentes   do   Corregedor­Geral   os   demais  integrantes   da   lista   tríplice,   na   ordem   em   que   os   designar   o           §   1º   Aplicam­se   ao   Procurador­Geral   e   aos   demais  Procurador­Geral. membros do Conselho Superior as normas processuais em geral,  pertinentes   aos   impedimentos   e   suspeição   dos   membros   do          § 3º O Corregedor­Geral poderá ser destituído, por iniciativa  Ministério Público. do Procurador­Geral, antes do término do mandato, pelo voto de  dois terços dos membros do Conselho Superior.          § 2º As deliberações relativas aos incisos I, alíneas a e e,  XI, XIII, XIV, XV e XVII somente poderão ser tomadas com o voto           Art.   106.   Incumbe   ao   Corregedor­Geral   do   Ministério  favorável de dois terços dos membros do Conselho Superior. Público: SEÇÃO V Da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do  Trabalho          I ­ participar, sem direito a voto, das reuniões do Conselho  Superior;

         II ­ realizar, de ofício ou por determinação do Procurador­         Art. 99. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério  Geral   ou   do   Conselho   Superior,   correições   e   sindicâncias,  Público do Trabalho é um órgão de coordenação, de integração e  apresentando os respectivos relatórios; de revisão do exercício funcional na Instituição.         III ­ instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor          Art. 100. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério  ao Conselho Superior a instauração do processo administrativo  Público   do   Trabalho   será   organizada   por   ato   normativo,   e   o  conseqüente; Regimento Interno, que disporá sobre seu funcionamento, será           IV   ­   acompanhar   o   estágio   probatório   dos   membros   do  elaborado pelo Conselho Superior. Ministério Público do Trabalho;         Art. 101. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério          V ­ propor ao Conselho Superior a exoneração de membro  Público   do   Trabalho   será   composta   por   três   membros   do  do Ministério Público do Trabalho que não cumprir as condições  Ministério   Público   do   Trabalho,   sendo   um   indicado   pelo  do estágio probatório. Procurador­Geral do Trabalho e dois pelo Conselho Superior do  Ministério Público do Trabalho, juntamente com seus suplentes,  SEÇÃO VII para   um   mandato   de   dois   anos,   sempre   que   possível,   dentre  Dos Subprocuradores­Gerais do Trabalho integrantes do último grau da carreira.          Art.   107.   Os   Subprocuradores­Gerais   do   Trabalho   serão          Art. 102. Dentre os integrantes da Câmara de Coordenação  designados para oficiar junto ao Tribunal Superior do Trabalho e  e Revisão, um deles será designado pelo Procurador­Geral para  nos ofícios na Câmara de Coordenação e Revisão. a função executiva de Coordenador.          Parágrafo único. A designação de Subprocurador­Geral do          Art. 103. Compete à Câmara de Coordenação e Revisão do  Trabalho   para   oficiar   em   órgãos   jurisdicionais   diferentes   do  Ministério Público do Trabalho: previsto para a categoria dependerá de autorização do Conselho  Superior.          I   ­   promover   a   integração   e   a   coordenação   dos   órgãos  institucionais   do   Ministério   Público   do   Trabalho,   observado   o           Art.   108.   Cabe   aos   Subprocuradores­Gerais   do   Trabalho,  princípio da independência funcional; privativamente, o exercício das funções de:         II ­ manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem          I ­ Corregedor­Geral do Ministério Público do Trabalho; em áreas afins;         II ­ Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão do           III   ­   encaminhar   informações   técnico­jurídicas   aos   órgãos  Ministério Público do Trabalho. institucionais do Ministério Público do Trabalho;          Art.   109.   Os   Subprocuradores­Gerais   do   Trabalho   serão           IV   ­   resolver   sobre   a   distribuição   especial   de   feitos   e  lotados nos ofícios na Procuradoria­Geral do Trabalho. procedimentos,   quando   a   matéria,   por   sua   natureza   ou  SEÇÃO VIII relevância, assim o exigir; Dos Procuradores Regionais do Trabalho         V ­ resolver sobre a distribuição especial de feitos, que por           Art.   110.   Os   Procuradores   Regionais   do   Trabalho   serão  sua contínua reiteração, devam receber tratamento uniforme; designados   para   oficiar   junto   aos   Tribunais   Regionais   do           VI  ­   decidir   os   conflitos   de   atribuição   entre   os   órgãos  do  Trabalho. Ministério Público do Trabalho.          Parágrafo único. Em  caso de vaga ou de afastamento de           Parágrafo único. A competência fixada nos incisos IV e V  Subprocurador­Geral do Trabalho por prazo superior a trinta dias,  será   exercida   segundo   critérios   objetivos   previamente  poderá   ser   convocado   pelo   Procurador­Geral,   mediante  estabelecidos pelo Conselho Superior. aprovação   do   Conselho   Superior,   Procurador   Regional   do  Trabalho para substituição. SEÇÃO VI Da Corregedoria do Ministério Público do Trabalho          Art.   111.   Os   Procuradores   Regionais   do   Trabalho   serão  lotados nos ofícios nas Procuradorias Regionais do Trabalho nos          Art. 104. A Corregedoria do Ministério Público do Trabalho,  Estados e no Distrito Federal. dirigida   pelo   Corregedor­Geral,   é   o   órgão   fiscalizador   das  atividades  funcionais  e  da  conduta dos  membros   do  Ministério  SEÇÃO IX Público. Dos Procuradores do Trabalho          Art.   105.   O   Corregedor­Geral   será   nomeado   pelo           Art.   112.   Os   Procuradores   do   Trabalho   serão   designados 

  Público do Trabalho.          VIII   ­   determinar   a   instauração   de   inquérito   ou   processo          III ­ o Conselho Superior do Ministério Público Militar. acolhendo  solicitação   do   juiz   ou   por   sua   iniciativa. 114.   113. a ação penal pública.   A   exoneração   do   Procurador­Geral   da  Justiça Militar. O Procurador­Geral da Justiça Militar é o Chefe do           c)   assegurar   a   continuidade   dos   serviços. São órgãos do Ministério Público Militar:          VII   ­   determinar   a   abertura   de   correição. da  Instituição.          Parágrafo   único.          II   ­   exercer   o   controle   externo   da   atividade   da   polícia          VI ­ decidir. 117. existente interesse público que justifique a intervenção. Em caso  administração será organizada por regulamento.  segundo lista tríplice elaborada pelo Conselho Superior. facultativo e secreto.   observados   os   critérios   da   lei   e   os  estabelecidos   pelo   Conselho   Superior.para funcionar junto aos Tribunais Regionais do Trabalho e.  122. atendida a necessidade do serviço. os conflitos de atribuições  judiciária militar.   os   ofícios   em   que  provas. Procurador da Justiça Militar e Promotor da Justiça Militar. O cargo inicial da carreira é o de Promotor          XIII ­ designar membro do Ministério Público Militar para: da Justiça Militar e o do último nível é o de Subprocurador­Geral          a) funcionar nos órgãos em que a participação da instituição  da Justiça Militar. administrativo contra servidores dos serviços auxiliares. que o substituirá em seus impedimentos. Incumbe ao Ministério Público Militar:         IV ­ designar um dos membros e o Coordenador da Câmara  de Coordenação e Revisão do Ministério Público Militar.         III ­ manifestar­se em qualquer fase do processo.   como   membro   nato. A designação de Procurador do Trabalho  plurinominal. 118.   Compete   ao   Procurador­Geral   da   Justiça   Militar  Do Ministério Público Militar exercer as funções atribuídas ao Ministério Público Militar junto  ao   Superior   Tribunal   Militar. antes do término do mandato. ouvido o Conselho Superior.         X ­ decidir. ouvido o Conselho Superior. nas hipóteses da lei.          IV   ­   a   Câmara   de   Coordenação   e   Revisão   do   Ministério           IX ­ decidir processo disciplinar contra membro da carreira  ou  servidor   dos   serviços  auxiliares. .   poderá  ofícios nas Procuradorias Regionais do Trabalho nos Estados e  concorrer   à   lista   tríplice   quem   contar   mais   de   dois   anos   na  carreira.         II ­ o Colégio de Procuradores da Justiça Militar. até o seu provimento definitivo.  para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes dos previstos para  para   um   mandato   de   dois   anos.         Art.   quando   entender          III ­ nomear o Corregedor­Geral do Ministério Público Militar. em grau de recurso. dos Órgãos e da Carreira SEÇÃO X Das Unidades de Lotação e de Administração          Art.   123.   São   atribuições   do   Procurador­Geral   da   Justiça  Militar: das seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça Militar:         I ­ promover. Caso não haja número suficiente           Art.         a) remoção a pedido ou por permuta.   exercerá   o   cargo   o   Vice­Presidente   do   Conselho  lei.   e   presidir   o   Colégio   de  Procuradores   da   Justiça   Militar.          XI   ­   autorizar   o   afastamento   de   membros   do   Ministério          Art.   nos   litígios   trabalhistas   que  nomeado pelo Procurador­Geral da República. será proposta pelo  Conselho Superior ao Procurador­Geral da República.         Parágrafo único.         I ­ representar o Ministério Público Militar. Os ofícios na Procuradoria­Geral do Trabalho e nas  deliberação obtida com base em voto secreto de dois terços de  Procuradorias  Regionais do Trabalho nos  Estados e no Distrito  seus integrantes. 120.   o   Conselho   Superior   do  incompatibilidade para o oficialato.   121.         Art.   em   caso   de  Ministério Público Militar. sobre:         VI ­ os Subprocuradores­Gerais da Justiça Militar. observado o mesmo processo.   O   Procurador­Geral   da   Justiça   Militar   será  forma   das   leis   processuais. dentre integrantes  envolvam.         Art.          II   ­   promover   a   declaração   de   indignidade   ou   de           II   ­   integrar. relacionadas  Do Procurador­Geral da Justiça Militar às funções da Instituição. SEÇÃO II          b) integrar comissões técnicas ou científicas.          I ­ requisitar  diligências  investigatórias  e a instauração de  inquérito   policial­militar. no Distrito Federal.   124. pelo Colégio de Procuradores.         V ­ a Corregedoria do Ministério Público Militar. Compete ao Ministério Público Militar o exercício           Art.   o   Vice­Procurador­Geral   da           Art. ouvido o Conselho Superior.         VIII ­ os Promotores da Justiça Militar. na           Art. A estrutura básica das unidades de lotação e de  Justiça Militar.         VII ­ os Procuradores da Justiça Militar. 119. mediante          Art.   permitida   uma   recondução. Superior. exercerão suas funções os membros do Ministério Público Militar.   podendo   acompanhá­los   e   apresentar           V   ­   designar.  Os   Procuradores   do   Trabalho   serão   lotados   nos  de   candidatos   com   mais   de   cinco   anos   na   carreira.  O  Procurador­Geral  da Justiça  Militar   designará. Ministério Público da Justiça Militar e a Comissão de Concurso. 115.         b) alteração parcial da lista bienal de designações. nos termos da  de   vacância. pelos   cargos   de   Subprocurador­Geral   da   Justiça   Militar. privativamente. Federal são unidades de lotação e de administração do Ministério           Art. 116. Da Competência. seja legalmente prevista.          XII ­ dar posse aos membros do Ministério Público Militar. interesses de menores e incapazes. com  mais  de  trinta  e cinco  anos  de  idade  e de  cinco anos na carreira. CAPÍTULO III          Art.   aplicando   as   sanções   que  Público Militar.   propondo   as   ações   cabíveis   e  SEÇÃO I manifestando­se nos processos de sua competência.   sindicância   ou          I ­ o Procurador­Geral da Justiça Militar. inquérito administrativo. especialmente. dentre   os   Subprocuradores­Gerais.  a categoria dependerá de autorização do Conselho Superior. A carreira do Ministério Público Militar é constituída  Público Militar. sejam de sua competência. entre os órgãos do Ministério Público Militar. escolhidos em lista tríplice mediante voto           Parágrafo único.

 O Conselho Superior elegerá o seu Vice­ suspeição   do   titular. ouvido o Conselho Superior.   quando   convocado          XV ­ fazer publicar o aviso de existência de vaga. todos os membros da carreira em atividade no Ministério Público           II   ­   indicar   os   integrantes   da   Câmara   de   Coordenação   e  da Justiça Militar. na lotação  pelo   Procurador­Geral   da   Justiça   Militar   ou   por   proposta   da  e na relação bienal de designações.  especialmente para elaborar e aprovar: Militar. SEÇÃO IV Do Conselho Superior do Ministério Público Militar          IX  ­   opinar   sobre  a  designação   de   membro   do   Ministério  Público Militar para:          Art. Ministério Público Militar. previstas no artigo anterior poderão ser delegadas: na carreira. o do Colégio de Procuradores da  Justiça   Militar   e   o   da   Câmara   de   Coordenação   e   Revisão   do  Ministério Público Militar.  prescindir­se­á de           V   ­   elaborar   a   lista   tríplice.   observados   os   princípios   desta   lei   complementar.          § 2º Excepcionalmente. 128.          d)   os  critérios   para   distribuição  de   inquéritos  e   quaisquer  outros feitos.   e. .   Compete   ao   Conselho   Superior   do   Ministério           XX ­ praticar atos de gestão administrativa. Compete ao Colégio de Procuradores da Justiça           III   ­   propor   a   exoneração   do   Procurador­Geral   da   Justiça  Militar: Militar.   ausência. convocado por ele ou pela maioria de seus membros.           c)   as   normas   sobre   as   designações   para   os   diferentes  as dos incisos XIII.          XVII   ­   elaborar   a   proposta   orçamentária   do   Ministério          § 1º Em caso de empate.   As   atribuições   do   Procurador­Geral   da   Justiça           b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso  Militar. financeira e de  Público Militar: pessoal.   o   Colégio   de   Procuradores   reunir­se­á   em   local           VII   ­   aprovar   a   lista   de   antigüidade   do   Ministério   Público  designado   pelo   Procurador­Geral   da   Justiça   Militar. alínea c.  determine sigilo. no Ministério Público Militar. reunir­se­á. proposta   orçamentária   do   Ministério   Público   Militar.   ordinariamente.          Art.         I ­ elaborar. 129.   procedendo­se   segundo  merecimento. encaminhando­a ao Procurador­Geral da República.          Art.          Art. Salvo disposição em contrário. em caso de interesse relevante da  Instituição. no   Diário   da   Justiça.   impedimento   ou           Parágrafo único. a criação e extinção de cargos da carreira e  Conselho Superior serão tomadas por maioria de votos. facultativo e secreto.   extraordinariamente.   na   inexistência   ou   falta   do   substituto  Presidente. tem a seguinte  seja legalmente prevista. é integrado por  do estágio probatório. que substituirá o Presidente em seus impedimentos e  designado.          a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição  presidido pelo Procurador­Geral da Justiça Militar. em caso de vacância. antes          II ­ opinar sobre assuntos gerais de interesse da Instituição. do término do mandato.   125.         II ­ os Subprocuradores­Gerais da Justiça Militar.   caso   em   que   prevalecerá   a           XVIII   ­   encaminhar   ao   Procurador­Geral   da   República   a  solução mais favorável ao acusado.   desde   que  Militar e decidir sobre as reclamações a ela concernentes.         II ­ a Procurador da Justiça Militar. maioria absoluta de seus membros.   exigido   o   voto   da   maioria           VI   ­   elaborar   a   lista   tríplice   para   Corregedor­Geral   do  absoluta dos eleitores.         I ­ ao Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão.         a) o seu regimento interno.   após   sua          § 2º As deliberações do Conselho Superior serão publicadas  aprovação pelo Conselho Superior. prevalecerá o voto do Presidente.   destinada   à   promoção   por  reunião   do   Colégio   de   Procuradores. ofícios do Ministério Público Militar.  alínea d. exceto   em   matéria   de   sanções.         XXII ­ coordenar as atividades do Ministério Público Militar.  lista tríplice para a escolha do Procurador­Geral da Justiça Militar. observado o disposto no art. a maioria absoluta dos seus membros. o resultado do           Art. Geral da Justiça Militar.   afastamento   temporário.         I ­ exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público          XXI ­ elaborar o relatório de atividades do Ministério Público  Militar. composição:         b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas às          I ­ o Procurador­Geral da Justiça Militar e o Vice­Procurador­ funções da Instituição. 130.   126. e XXII.         XIV ­ homologar. 93. da Constituição Federal.          Art.  ouvido  o          Art. as deliberações do  Conselho Superior. mediante voto plurinominal. O Conselho Superior do Ministério Público Militar.          VIII   ­   indicar   o   membro   do   Ministério   Público   Militar   para           §   3º   O   Regimento   Interno   do   Colégio   de   Procuradores  promoção por  antigüidade.   O   Colégio   de   Procuradores   da   Justiça   Militar. 127.  Público Militar. II.          X ­ opinar sobre o afastamento temporário de membro do  Ministério Público Militar.   exceto   quando   o   regimento   interno          XIX ­ organizar a prestação de contas do exercício anterior. presente  dos ofícios em que devam ser exercidas suas funções.   uma   vez   por   mês. o Corregedor­Geral. Revisão do Ministério Público Militar.          XVI  ­  propor  ao  Procurador­Geral  da  República.          f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições  presidido pelo Procurador­Geral da Justiça Militar. as dos incisos I e XX. dispuser   o   seu   regimento   interno.          § 1º   Para  os  fins  previstos  no  inciso I. por iniciativa do Procurador­Geral do Ministério  Público Militar e pelo voto de dois terços de seus membros.vacância. SEÇÃO III Do Colégio de Procuradores da Justiça Militar         e) os critérios de promoção por merecimento na carreira.   131.         IV ­ destituir.         XXIII ­ exercer outras atribuições previstas em lei. Militares disporá sobre seu funcionamento. submetendo­a ao Conselho Superior. O Conselho Superior do Ministério Público Militar  concurso para ingresso na carreira.   em   dia  previamente   fixado.

de dois anos. dentre integrantes do último           Parágrafo   único.   sendo   um   indicado   pelo   Procurador­Geral   da           Art. e seu retorno.   é   o   órgão   fiscalizador   das   atividades  funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público.          Art. em áreas afins.         XII ­ determinar a realização de correições e sindicâncias e          II ­ manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem  apreciar os relatórios correspondentes. pelo voto de  pertinentes   aos   impedimentos   e   suspeição   dos   membros   do  dois terços dos membros do Conselho Superior. por iniciativa  membros do Conselho Superior as normas processuais em geral. sempre que possível.          Art. ou acusado em processo disciplinar. relevância. Da Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público          II ­ instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor  Militar ao   Conselho   a   instauração   do   processo   administrativo          Art. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério  conseqüente.   de  Ministério Público Militar: membro   do   Ministério   Público   Militar. por sua natureza ou  que o acusado seja membro do Ministério Público Militar.  do Procurador­Geral.   A   designação   de   Subprocurador­Geral  grau da carreira.   Os   Subprocuradores­Gerais   da   Justiça   Militar  Justiça   Militar   e   dois   pelo   Conselho   Superior   do   Ministério  serão designados para oficiar junto ao Superior Tribunal Militar e  Público Militar. Militar para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes do previsto          Art.  Da Corregedoria do Ministério Público Militar que o Procurador­Geral  da República ajuíze ação de perda de  cargo  contra membro vitalício  do Ministério Público Militar.   na   ordem   em   que   os   designar   o          XXII ­ exercer outras funções atribuídas em lei. para um mandato  à Câmara de Coordenação e Revisão.          §   1º   Aplicam­se   ao   Procurador­Geral   e   aos   demais          § 2º O Corregedor­Geral poderá ser destituído.         XIII ­ determinar a instauração de processos administrativos           III   ­   encaminhar   informações   técnico­jurídicas   aos   órgãos  em   que   o   acusado   seja   membro   do   Ministério   Público   Militar. Ministério Público. a função executiva de Coordenador. Geral   ou   do   Conselho   Superior.   tribunais   ou   ofícios  institucionais do Ministério Público Militar. do Ministério Público Militar.   correições   e   sindicâncias. SEÇÃO VI          XVIII ­ autorizar. Ministério Público Militar.          V   ­   resolver   sobre   a   distribuição   especial   de   inquéritos   e           XV  ­  designar   a comissão  de  processo  administrativo  em  quaisquer outros feitos.  O   Corregedor­Geral   do   Ministério   Público   Militar  será nomeado pelo Procurador­ Geral da Justiça Militar dentre os          XX ­ aprovar a proposta de lei para o aumento do número de  Subprocuradores­Gerais   da   Justiça   Militar.   exceto   nos   casos   de   competência   originária   do  suas funções. Público   Militar   é   o   órgão   de   coordenação. privativamente. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério  Dos Subprocuradores­Gerais da Justiça Militar Público   Militar   será   composta   por   três   membros   do   Ministério  Público   Militar. alíneas a e e. 132. que disporá sobre seu funcionamento.         IV ­ manifestar­se sobre o arquivamento de inquérito policial           XIV ­ determinar o afastamento preventivo do exercício de  militar. 134.         Art. para mandato de dois          XXI ­ deliberar sobre a realização de concurso para ingresso  anos.  Público: XI. será elaborado e  estágio probatório. renovável uma vez.  SEÇÃO V apresentando os respectivos relatórios. decisão ao Procurador­Geral  da República. indiciado  Procurador­Geral.   para   exercício   de           I   ­   promover   a   integração   e   a   coordenação   dos   órgãos  atribuições   processuais   perante   juízos. tríplice elaborada pelo Conselho Superior.          Art.         XI   ­   autorizar   a   designação. 133.         XVI ­ decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por           VI  ­   decidir   os   conflitos   de   atribuição   entre   os   órgãos  do  membro   do   Ministério   Público   Militar. da independência funcional.   140. Procurador­Geral. um deles será designado pelo Procurador­Geral para  Superior. ou por determinação do Procurador­ favorável de dois terços dos membros do Conselho Superior. dirigida  casos previstos nesta lei complementar.   A   competência   fixada   no   inciso   V   será  exercida   segundo   critérios   objetivos   previamente   estabelecidos           XVII ­ decidir sobre remoção e disponibilidade de membro  pelo Conselho Superior. Compete à Câmara de Coordenação e Revisão do  Militar. A Corregedoria do Ministério Público Militar. nos          Art.   141. SEÇÃO VII         Art.   139. o exercício das funções de: . juntamente com seus suplentes. de ofício. apreciar seus relatórios e propor as medidas cabíveis.   138. antes do término do mandato. de membro do Ministério Público Militar.   em   caráter   excepcional. pela maioria absoluta de seus  membros.   Cabe   aos   Subprocuradores­Gerais   da   Justiça          Art. por motivo de interesse público.          XIX ­ opinar sobre os pedidos de reversão de membro da  carreira. A Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério          IV ­ propor ao Conselho Superior a exoneração de membro  Público Militar será organizada por ato normativo e o Regimento  do   Ministério   Público   Militar   que   não   cumprir   as   condições   do  Interno. na carreira. quando for o caso. pelo   Corregedor­Geral. assim o exigir. aprovado pelo Conselho Superior. XIV.   de   integração   e   de           III   ­   acompanhar   o   estágio   probatório   dos   membros   do  revisão do exercício funcional na Instituição. 137. Dentre os integrantes da Câmara de Coordenação  para   a   categoria   dependerá   de   autorização   do   Conselho  e Revisão. quando a matéria. designar os membros da Comissão de Concurso e           §   1º   Serão   suplentes   do   Corregedor­Geral   os   demais  opinar sobre a homologação dos resultados.   integrantes   de   lista  cargos da carreira e dos ofícios.   encaminhando   cópia   da  Ministério Público Militar.          Parágrafo   único.  para ser efetivada sua exoneração. XV e XVII somente poderão ser tomadas com o voto           I ­ realizar.  institucionais do Ministério Público Militar. XIII.   Incumbe   ao   Corregedor­Geral   do   Ministério           § 2º As deliberações relativas aos incisos I. observado o princípio  diferentes dos estabelecidos para cada categoria. 136. integrantes   da   lista   tríplice. 135.

 Incumbe ao Ministério Público do Distrito Federal e          Parágrafo único. como instituição observadora. de administração do Ministério Público Militar.   poderá   ser   convocado   Promotor   da   Justiça          II ­ pelos órgãos da administração pública.          §   2º   O   Procurador   da   Justiça   Militar   convocado.   o   Procurador   Distrital   dos   Direitos   do  Dos Promotores da Justiça Militar Cidadão. receberá a diferença de vencimentos. podendo acompanhá­los e produzir provas. Procuradores de Justiça e mediante prévia aprovação do nome  SEÇÃO IX pelo   Conselho   Superior.   de   qualquer   órgão   da   administração   pública   direta.   o   Procurador   Distrital   não  acumulará o exercício de suas funções com outras do Ministério           Parágrafo   único. anuindo a maioria absoluta do Conselho Superior.  Militar. Federal e Territórios: SEÇÃO X Das Unidades de Lotação e de Administração         I ­ o Procurador­Geral de Justiça. 145. para substituição. Territórios   exercer   a   defesa   dos   direitos   constitucionais   do           § 1º Em caso de vaga ou afastamento do Subprocurador­ cidadão.   155. O Procurador­Geral de Justiça designará.   permitida   a  recondução.          Art. SEÇÃO I Da Competência.   mediante          § 2º O Procurador Distrital somente será dispensado. por iniciativa do Procurador­Geral de  para a substituição. SEÇÃO VIII          VII   ­   fiscalizar   a   execução   da   pena. mediante aprovação pelo  Territórios. Do Procurador­Geral de Justiça          II ­ requisitar diligências investigatórias e a instauração de           Art.         Art.          I   ­   instaurar   inquérito   civil   e   outros   procedimentos  SEÇÃO II administrativos correlatos. Procurador   da   Justiça   Militar   por   prazo   superior   a   trinta   dias. do Distrito Federal e dos Territórios.   142.          III   ­   requisitar   à   autoridade   competente   a   instauração   de          Art.         II ­ Coordenador da Câmara de Coordenação e Revisão do          VI ­ participar. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios          Art.   143.   nos   processos   de  Dos Procuradores da Justiça Militar competência da Justiça do Distrito Federal e Territórios. 150. 147. na forma e nas  Ministério Público Militar. 156. antes  aprovação   do   Conselho   Superior. . condições   estabelecidas   em   ato   do   Procurador­Geral   da  República. direta ou indireta.          V ­ as Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério  Público do Distrito Federal e Territórios.   ressalvados   os   de   natureza  Presidente   da   República   dentre   integrantes   de   lista   tríplice  disciplinar. Os Procuradores da Justiça Militar serão lotados          Art.   A   estrutura   das   unidades   de   lotação   e   de  e Territórios. Justiça. para mandato de dois anos.   O   Procurador­Geral   de   Justiça   é   o   Chefe   do  inquérito policial.         II ­ o Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça. Conselho   Superior.         VIII ­ os Promotores de Justiça Adjuntos. 144.   São   órgãos   do   Ministério   Público   do   Distrito  ofícios nas Procuradorias da Justiça Militar. Promotor de Justiça e Promotor de Justiça Adjunto.   Em   caso   de   vaga   ou   afastamento   de  Público.   153. A carreira do Ministério Público do Distrito Federal  exercerá   as   suas   funções   nas   causas   de   competência   do  e Territórios é constituída pelos cargos de Procurador de Justiça. Os ofícios na Procuradoria­Geral da Justiça Militar           III ­  o Conselho Superior  do Ministério Público do Distrito  e nas Procuradorias da Justiça Militar são unidades de lotação e  Federal e Territórios.   ou   o           III   ­   pelos   concessionários   e   permissionários   do   serviço  Promotor da Justiça Militar.  público do Distrito Federal e dos Territórios. Os Promotores da Justiça Militar serão designados  para oficiar junto às Auditorias Militares. Distrito Federal e dos Territórios.  Distrito Federal e da dos Territórios.         Art.         Art. que tenha atribuições  serão lotados nos ofícios na Procuradoria­Geral da Justiça Militar.   148.         V ­ participar dos Conselhos Penitenciários.   para   servir   pelo   prazo   de   dois   anos.   nenhum  desses   aceitando.   Os   Procuradores   da   Justiça   Militar   serão           Art.         Art. Os Promotores da Justiça Militar serão lotados nos           Art. correspondente   ao   cargo   de   Subprocurador­Geral   da   Justiça           IV ­ por entidades que exerçam outra função delegada do  Militar.  Tribunal de Justiça e dos Juízes do Distrito Federal e Territórios. administração será organizada por regulamento. O Procurador­Geral de Justiça será nomeado pelo  procedimentos   administrativos.          Art. Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.  151. precedida de nova lista tríplice.         Art. inclusive diárias e transporte se for o caso. 146. Cabe  ao Ministério  Público  do Distrito  Federal  e  designados para oficiar junto às Auditorias Militares.   Promotor   da   Justiça   Militar.         IV ­ a Corregedoria do Ministério Público do Distrito Federal           Art. podendo acompanhá­los e apresentar provas. dentre os  nos ofícios nas Procuradorias da Justiça Militar.   Procurador   da   Justiça   Militar   e. dos Órgãos e da Carreira         VII ­ os Promotores de Justiça. precedida de nova decisão do Conselho Superior. poderá           I   ­   pelos   Poderes   Públicos   do   Distrito   Federal   e   dos  ser convocado pelo Procurador­Geral. 154. permitida uma recondução. 152.  poderá   ser   convocado   pelo   Procurador­Geral. O cargo inicial da carreira é o de Promotor  Territórios: de Justiça Adjunto e o último o de Procurador de Justiça.  do termo de sua investidura. correlatas às funções da Instituição. CAPÍTULO IV Do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios         VI ­ os Procuradores de Justiça.           Art.          §   1º   Sempre   que   possível. 149.        I ­ Corregedor­Geral do Ministério Público Militar. nos termos da  lei. sempre que se cuide de garantir­lhes o respeito: Geral da Justiça Militar por prazo superior a trinta dias.   Os   Subprocuradores­Gerais   da   Justiça   Militar  indireta ou fundacional do Distrito Federal. elaborada   pelo   Colégio   de   Procuradores   e   Promotores   de           IV ­  exercer  o controle externo da atividade da polícia do  Justiça.

  Em   caso   de   vacância.   mediante   voto   plurinominal. propondo as  ações   cabíveis   e   manifestando­se   nos   processos   de   sua  competência. lista sêxtupla para a composição do Tribunal de Justiça           XI   ­   autorizar   o   afastamento   de   membros   do   Ministério  do Distrito Federal e Territórios. presidido pelo Procurador­Geral de Justiça. o Colégio de Procuradores  pessoal.   aplicando   as   sanções   que  Promotores de Justiça: sejam de sua competência. Público do Distrito Federal e Territórios.   instaurados   em   áreas   estranhas   à   sua   competência  específica.  vacância.   alíneas  c. secreto.   na   inexistência   ou   falta   do   substituto  designado. dentre os Procuradores de Justiça e mediante  Distrito Federal e Territórios.   II.   159.   ausência. do Distrito Federal e Territórios. de sessenta e cinco anos de idade. com mais de trinta e cinco e menos  às funções da Instituição.   III. ouvido o Conselho Superior.   Incumbe   ao   Procurador­Geral   de   Justiça.   facultativo   e  secreto.   impedimento   ou  prescindir­se­á   de   reunião   do   Colégio   de   Procuradores   e  . atendendo a necessidade do serviço.   mediante   voto   plurinominal.          Art. ouvido o Conselho Superior.          XX ­ praticar atos de gestão administrativa.          XVIII   ­   encaminhar   ao   Procurador­Geral   da   República   a  proposta orçamentária do Ministério Público do Distrito Federal e           Art.   mediante   representação   do   Presidente   da  concurso para ingresso na carreira.           I   ­   representar   o   Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e  encaminhando­a ao Procurador­Geral da República.   O   Procurador­Geral   designará. Procuradores de Justiça. sendo elegíveis os membros do  Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios.          d)  acompanhar  procedimentos administrativos  e inquéritos  policiais.   O   Colégio   de   Procuradores   e   Promotores   de  inquérito administrativo.         b) alteração parcial da lista bienal de designações. relacionadas  Distrito Federal e Territórios.   sendo   elegíveis   os   membros   do   Ministério   Público   do           b) integrar comissões técnicas ou científicas. entre   órgãos   do   Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e  SEÇÃO III Territórios.  ouvido  o  exercerá o cargo o Vice­Presidente do Conselho Superior.   quatro   membros   do           XIII   ­   designar   membro   do   Ministério   Público   do   Distrito  Conselho   Superior   do   Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e  Federal e Territórios para: Territórios. na lotação           Art.   desde   que   relacionados   a   fatos   de   interesse   da           §   2º   O   Procurador­Geral   poderá   ser   destituído.          Art.   Compete   ao   Colégio   de   Procuradores   e  ou  servidor   dos   serviços  auxiliares. lista sêxtupla para a composição do Superior Tribunal de  Justiça.   qualquer   condenação   definitiva   ou   não   estejam  respondendo a processo penal ou administrativo.   afastamento   temporário.          c)   assegurar   a   continuidade   dos   serviços.   As   atribuições   do   Procurador­Geral   de   Justiça.          IX ­ decidir processo disciplinar contra membro da carreira           Art.   em   caso   de           §   1º   Para   os   fins   previstos   nos   incisos   I.   do   artigo  Distrito Federal e Territórios. suspeição   do   titular.   sindicância   ou           Art.         a) remoção a pedido ou por permuta.   por   deliberação   da   maioria   absoluta   do          XIV ­ homologar. os conflitos de atribuições  Coordenação e Revisão. dos ofícios em que devam ser exercidas suas funções. poderão ser  delegadas  a Coordenador  de Câmara de          VI ­ decidir.          III   ­   elaborar. término   do   mandato. financeira e de          II ­ integrar. em grau de recurso.   160.         I ­ elaborar. Territórios.   d. voto   plurinominal. Justiça. mediante voto plurinominal.   162. facultativo e secreto.   161. ouvido o Conselho Superior.          XVII   ­   elaborar   a   proposta   orçamentária   do   Ministério  Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios. 158. dez anos de carreira.           V   ­   nomear   o   Corregedor­Geral   do   Ministério   Público   do  previstas   nos  incisos  XIII. Do Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça          VII   ­   determinar   a   abertura   de   correição.   como  Territórios.         a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição           V   ­   elaborar. o resultado de  Senado   Federal. República. Público do Distrito Federal e Territórios.           XVI  ­  propor  ao  Procurador­Geral  da  República.   submetendo­a   ao  Conselho Superior.   XXII   e   XXIII. e Promotores de Justiça. nos últimos  quatro   anos.   antes   do  Instituição. que  o   substituirá   em   seus   impedimentos.   157.         II ­ opinar sobre assuntos gerais de interesse da Instituição. anterior. Chefe do Ministério Público:         XIX ­ organizar a prestação de contas do exercício anterior. como membro nato.   dentre   os  e na relação bienal de designações.   IV   e   V.         III ­ designar o Procurador Distrital dos Direitos do Cidadão.         XV ­ fazer publicar o aviso de existência de vaga.   facultativo   e   secreto.          XXII   ­   coordenar   as   atividades   do   Ministério   Público   do           IV ­ designar um dos membros e o Coordenador de cada  Distrito Federal e Territórios. sobre: a lista tríplice para o cargo de Procurador­Geral de Justiça.          X ­ decidir.          XII   ­   dar   posse   aos   membros   do   Ministério   Público   do           IV ­ eleger. o Vice­Procurador­Geral de Justiça.         § 1º Concorrerão à lista tríplice os membros do Ministério  Público do Distrito Federal com mais de cinco anos de exercício  nas funções da carreira e que não tenham sofrido. Compete ao Procurador­Geral de Justiça exercer  as   funções   atribuídas   ao   Ministério   Público   no   Plenário   do  Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. a criação e a extinção de cargos da carreira e  seu provimento definitivo. até o  Conselho Superior. o Conselho Superior e a Comissão de          XXI ­ elaborar o relatório de atividades do Ministério Público  Concurso. é integrado           VIII   ­   determinar   a   instauração   de   inquérito   ou   processo  por   todos   os   membros   da   carreira   em   atividade   no   Ministério  administrativo contra servidores dos serviços auxiliares.   facultativo   e  seja legalmente prevista. nos casos previstos em lei. após sua aprovação pelo Conselho Superior. uma   das   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do   Ministério          XXIII ­ exercer outras atribuições previstas em lei.   ouvido   o   Conselho  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios com mais de  Superior.

 tem a seguinte composição:          IX  ­   opinar   sobre  a  designação   de   membro   do   Ministério  Público do Distrito Federal e Territórios para:         I ­ o Procurador­Geral de Justiça e o Vice­Procurador­Geral  de Justiça. uma vez  Federal   e   Territórios.         XX ­ aprovar proposta de lei para o aumento do número de          e) os critérios de promoção por merecimento. presidido pelo Procurador­Geral de  Justiça.   de   membro   do   Ministério   Público   do   Distrito  Distrito Federal e Territórios reunir­se­á.          XI ­ determinar a realização de correições e sindicâncias e          § 1º Serão suplentes dos membros de que tratam os incisos  apreciar os relatórios correspondentes. especialmente para elaborar e aprovar: membro   do   Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios. as deliberações do  para   exercício   de   atribuições   processuais   perante   juízos. presente  tribunais   ou   ofícios   diferentes   dos   estabelecidos   para   cada  a maioria absoluta de seus membros.  desde que convocado por ele ou pela maioria de seus membros.   eleitos   para   um           X ­ opinar sobre o afastamento temporário de membro do  mandato   de   dois   anos. 165. Distrito Federal e Territórios. 93. na forma do inciso IV do artigo anterior.   163. nos casos previstos em lei.          b) as normas e as instruções para o concurso de ingresso  na carreira. procedimentos           XIX ­ opinar sobre os pedidos de reversão de membro da  administrativos e quaisquer outros feitos no Ministério Público do  carreira.   Compete   ao   Conselho   Superior   do   Ministério           XV  ­  designar   a comissão  de  processo  administrativo  em  Público do Distrito Federal e Territórios: que   o   acusado   seja   membro   do   Ministério   Público   do   Distrito  Federal e Territórios. Salvo disposição em contrário.   O   Conselho   Superior   do   Ministério   Público   do  suas   funções.   por   seus   pares. do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. observado o           Art. procedendo­se segundo dispuser o seu  Revisão.         f) o procedimento para avaliar o cumprimento das condições          XXI ­ deliberar sobre a realização de concurso para ingresso  do estágio probatório.          Art. membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.  disciplinar. designar os membros da Comissão de Concurso e           II ­ aprovar o nome do Procurador Distrital dos Direitos do  opinar sobre a homologação dos resultados. permitida uma reeleição. alínea d. permitida uma          b) integrar comissões técnicas ou científicas relacionadas às  reeleição.   O   Conselho   Superior   do   Ministério   Público   do  disposto no art. por iniciativa do Procurador­Geral e pelo voto  eleitores. II e III os demais votados. o do Colégio de Procuradores e  a sua exoneração.         a) funcionar nos órgãos em que a participação da Instituição  seja legalmente prevista.          § 2º Excepcionalmente.          XIII ­ determinar o afastamento preventivo do exercício de           Art. Federal e Territórios. observados os          XII ­ determinar a instauração de processos administrativos  critérios gerais de desempate.          a) o seu regimento interno. o Corregedor­Geral. Distrito Federal e Territórios.  propondo ao Procurador­Geral da República.          Art.   164.  que o Procurador­Geral  da República ajuíze ação de perda de           c)   as   normas   sobre   as   designações   para   os   diferentes  cargo   contra   membro   vitalício   do   Ministério   Público   do   Distrito  ofícios do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. que o integram como membros natos.          III   ­   quatro   Procuradores   de   Justiça.   e. II.   em   dia   previamente   fixado. para mandato de  dois anos.   apreciar   seus   relatórios   e   propor   as  que substituirá o Presidente em seus impedimentos e em caso  medidas cabíveis.   mediante   voto  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.  Federal   e   Territórios.         I ­ exercer o poder normativo no âmbito do Ministério Público  do Distrito Federal e Territórios. em que o acusado seja membro do Ministério Público do Distrito           § 2º  O Conselho Superior elegerá o seu Vice­Presidente.  de  proposta da maioria absoluta de seus membros.   indiciado   ou   acusado   em   processo  por   mês. plurinominal.  em   caráter   excepcional.          §   3º   O   Regimento   Interno   do   Colégio   de   Procuradores   e  Promotores de Justiça disporá sobre seu funcionamento. por motivo  de interesse público.   166. Cidadão. na carreira.  Conselho Superior serão tomadas por maioria de votos. de dois terços de seus membros. Regimento   Interno. cargos da carreira e dos ofícios. .         d) os critérios para distribuição de inquéritos. e seu retorno. facultativo e secreto. na carreira. pela maioria absoluta de seus membros. observados os princípios desta          XVI ­ decidir sobre o cumprimento do estágio probatório por  lei complementar. quando for o caso. categoria.          XVIII ­ autorizar. ordinariamente. funções da Instituição. Promotores de Justiça do Distrito Federal e Territórios e os das  Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do   Ministério   Público   do           XVII ­ decidir sobre remoção e disponibilidade de membro  Distrito Federal e Territórios.         VII ­ aprovar a lista de antigüidade do Ministério Público do  Distrito Federal e Territórios e decidir sobre as reclamações a ela  SEÇÃO IV concernentes. reunir­se­á em local designado pelo Procurador­Geral de Justiça. eleitos.         II ­ quatro Procuradores de Justiça. Do Conselho Superior do Ministério Público do Distrito Federal e  Territórios          VIII   ­   indicar   o   membro   do   Ministério   Público   do   Distrito  Federal e Territórios para promoção por antigüidade. da Constituição Federal.Promotores de Justiça. o Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça  merecimento.   exigido   o   voto   da   maioria   absoluta   dos           IV ­ destituir.          VI   ­   elaborar   a   lista   tríplice   para   Corregedor­Geral   do  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. quando   convocado   pelo   Procurador­Geral   de   Justiça   ou   por           XIV   ­  autorizar   a   designação.   extraordinariamente. de vacância.          XXII   ­   aprovar   a   proposta   orçamentária   que   integrará   o           III ­ indicar os integrantes das Câmaras de Coordenação e  projeto de orçamento do Ministério Público da União. em caso de interesse relevante da           V   ­   elaborar   a   lista   tríplice   destinada   à   promoção   por  Instituição. em ordem decrescente.

 das reuniões do Conselho  elaborado e aprovado pelo Conselho Superior.         Parágrafo único.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do  Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios   serão  compostas   por   três   membros   do   Ministério   Público   do   Distrito  Federal  e Territórios.   O   Corregedor­Geral   do   Ministério   Público   do  Distrito Federal e Territórios será nomeado pelo Procurador­Geral           Parágrafo   único.  para   um   mandato   de   dois   anos.   170. em áreas afins. através de ato normativo.          Art. de integração e de revisão do exercício          § 3º O Corregedor­Geral poderá ser destituído por iniciativa  funcional na instituição.          §  1º  Não  poderão   integrar   a  lista  tríplice  os  membros  do  SEÇÃO V Conselho Superior. quando a matéria.          Art. o impedimento e a suspeição de membros do Ministério Público.        XXIII ­ exercer outras funções atribuídas em lei.         Art. sendo um indicado pelo Procurador­Geral  de Justiça e dois pelo Conselho Superior do Ministério Público do  Distrito   Federal   e   Territórios. é o órgão  Federal e Territórios.   177. 176.          Parágrafo   único. ofícios   na   Procuradoria­Geral   da   Justiça   do   Distrito   Federal   e          VII ­ resolver sobre a distribuição especial de feitos.  apresentando os respectivos relatórios.          II ­ realizar.         Art.         III ­ instaurar inquérito contra integrante da carreira e propor  ao Conselho Superior a instauração do processo administrativo  conseqüente.   A   Corregedoria   do   Ministério   Público   do   Distrito  designados para oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito  Federal  e  Territórios.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   do  Procurador­Geral. Superior. 175. dirigida  pelo Corregedor­Geral. 179. SEÇÃO VIII          VIII ­ decidir os conflitos de atribuição entre os órgãos do  Dos Promotores de Justiça Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. de ofício ou por determinação do Procurador­ Geral   ou   do   Conselho   Superior.   167.  civil   ou   peças   de   informação   ou   designar   outro   órgão   do  o exercício das funções de: Ministério Público para fazê­lo.   Dentre   os   integrantes   da   respectiva   Câmara   de  Coordenação   e   Revisão.   A   designação   de   Procurador   de   Justiça           III   ­   encaminhar   informações   técnico­jurídicas   aos   órgãos  para oficiar em órgãos jurisdicionais diferentes do previsto para a  institucionais que atuem em seu setor. nos ofícios previstos para as Promotorias de Justiça. será   exercida   segundo   critérios   objetivos   previamente           Parágrafo   único. observado o disposto no inciso IV do art.   172.   juntamente   com   seus   suplentes.   dentre  integrantes do último grau da carreira.  e Territórios. do   Procurador­Geral. SEÇÃO VI SEÇÃO IX Da Corregedoria do Ministério Público do Distrito Federal e  Dos Promotores de Justiça Adjuntos Territórios         Art.   pelo  Conselho Superior.   um   será   designado   pelo   Procurador­         V ­ propor ao Conselho Superior a exoneração de membro  Geral para a função executiva de Coordenador.          VI   ­   resolver   sobre   a   distribuição   especial   de   inquéritos. Cabe aos Procuradores de Justiça. fiscalizador das atividades funcionais e da conduta dos membros  do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios   são   órgãos  setoriais de coordenação. Compete ao Corregedor­Geral do Ministério Público  do Distrito Federal e Territórios:         Parágrafo único. sem direito a voto. do   Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios   que   não  cumprir as condições do estágio probatório.   sempre   que   possível. por sua natureza ou           Art.   As   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão   serão  organizadas por função ou por matéria. que.   na   ordem   em   que   os   designar   o           Art. sua contínua reiteração.   Os   Promotores   de   Justiça   serão   lotados  estabelecidos pelo Conselho Superior. inquérito parlamentar ou peças de informação.   173.   O   Procurador­Geral   de   Justiça   e   os  dentre   os   Procuradores   de   Justiça   integrantes   de   lista   tríplice  membros do Conselho Superior estarão impedidos de participar  elaborada pelo Conselho Superior. por  Territórios. devam receber tratamento uniforme.   antes   do   término   do   mandato. exceto nos casos  de competência originária do Procurador­Geral.          IV ­  homologar  a promoção de arquivamento de inquérito          Art.         I ­ Corregedor­Geral do Ministério Público do Distrito Federal          V ­ manifestar­se sobre o arquivamento de inquérito policial.   correições   e   sindicâncias.          Art.   será           I ­ participar.   169. O Regimento Interno. Os Promotores de Justiça Adjuntos serão           Art.          IV   ­   acompanhar   o   estágio   probatório   dos   membros   do  Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.          Art. feitos e procedimentos.  das decisões deste nos casos previstos nas leis processuais para  renovável uma vez. 174. Os Promotores de Justiça serão designados para           Parágrafo único. que disporá sobre o  funcionamento   das   Câmaras   de   Coordenação   e   Revisão. Das Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério Público  do Distrito Federal e Territórios          §   2º   Serão   suplentes   do   Corregedor­Geral   os   demais  integrantes   da   lista   tríplice. Compete às Câmaras de Coordenação e Revisão: SEÇÃO VII          I   ­   promover   a   integração   e   a   coordenação   dos   órgãos  Dos Procuradores de Justiça institucionais   que   atuem   em   ofícios   ligados   à   sua   atividade  setorial. Os Procuradores de Justiça serão designados para  oficiar   junto   ao   Tribunal   de   Justiça   e   nas   Câmaras   de          II ­ manter intercâmbio com órgãos ou entidades que atuem  Coordenação e Revisão. Os Promotores de Justiça Adjuntos serão  lotados nos ofícios previstos para as Promotorias de Justiça. 166.          III ­ Coordenador de Câmara de Coordenação e Revisão. . 178. assim o exigir.   168. privativamente.         II ­ Procurador Distrital dos Direitos do Cidadão. 171. observado o princípio da independência funcional. categoria dependerá de autorização do Conselho Superior. para mandato de dois anos.          Art.         Art.   Os   Procuradores   de   Justiça   serão   lotados   nos  relevância. A competência fixada nos incisos VI e VII  oficiar junto às Varas da Justiça do Distrito Federal e Territórios.

  fixados   em  publicação no Diário Oficial.  requisitos   quem   aceite   o   lugar   vago.   A   Comissão   de   Concurso   será   integrada   pelo  promoção   que   cabia  por   antigüidade.   O   empossado   prestará   compromisso   de           Art. Procurador­Geral da Justiça Militar e Procurador­Geral  de   nomeação. antes de findo o prazo inicial.   no   prazo   legal. nos termos da lei. 197. na ordem de classificação. 193.   198. quando o número de vagas exceder a dez por  Das Promoções cento   do   quadro   respectivo   e.   antecipadamente   ou   até  o  CAPÍTULO I termo final do prazo de posse. É vedada a transferência ou aproveitamento nos  SEÇÃO IV cargos do Ministério Público da União.   prorrogável   por   mais   sessenta   dias.   por  antigüidade e merecimento.   de   comprovada   idoneidade           §   1º   A   promoção   deverá   ser   realizada   até   trinta   dias   da  moral.   ou   por   força  do   §  3º   do  Procurador­Geral. decidirá sobre a homologação do concurso.   O   Procurador­Geral   competente. Advogados do Brasil.  SEÇÃO V obrigatoriamente.   180. a promoção  produzirá efeitos a partir do termo final dele.          § 1º Os candidatos aprovados. em ato solene.   são   de   provimento  comunicação do nomeado. 190.          Art.  somente  poderão  perder  o  cargo  âmbito   nacional.   Poderão   inscrever­se   no  concurso   bacharéis   em  Direito   há   pelo   menos   dois   anos. na relação das vagas  será organizada por regulamento.          Parágrafo   único.   será  inscrições.   indicados   pelo   Conselho   Superior   e   por   um           § 3º  É  facultada a recusa de promoção.          Parágrafo   único. caso em que o renunciante será  Da Carreira deslocado para o último lugar na lista dos classificados.   será   de   dois   anos   contados   da   publicação   do   ato  homologatório.          Art.   O   concurso   público   de   provas   e   títulos   para           Art.   189. 182. não decretada no prazo legal. vitalício e constituem as carreiras independentes de cada ramo. completar­se­á   a   fração   incluindo­se   outros   integrantes   da           Art.  para   as           Art. antes de findo o primeiro prazo.SEÇÃO X Das Unidades de Lotação e de Administração          Art. salvo os           Art.          Art. ocorrência da vaga.  195. O edital de abertura do concurso conterá a relação  tempo.   ouvido   o  parte   da   lista   de   antigüidade. para efeito de  nomeação.   O   concurso   será   realizado.   199.   A   nomeação   dos   candidatos   habilitados   no  unidades de lotação e de administração do Ministério Público do  concurso obedecerá à ordem de classificação. 31 desta lei complementar.   Os   ofícios   na   Procuradoria­Geral   da   Justiça   do  Distrito Federal e Territórios e nas Promotorias de Justiça serão           Art. desde que haja vaga na categoria imediatamente anterior. Para entrar no exercício do cargo.           § 2º Para todos os efeitos. Distrito Federal e Territórios. Os cargos das classes iniciais serão providos por  bem cumprir os deveres do cargo. específico para cada ramo. A estrutura básica da Procuradoria­Geral de Justiça  escolherão a lotação de sua preferência. presidido pelo  nomeação.  sem  prejuízo do  advogado   indicado   pelo   Conselho   Federal   da   Ordem   dos  critério de preenchimento da vaga recusada. O prazo de eficácia do concurso. .   mediante   concurso   público  Procurador­Geral. dos  cargos   vagos. respectivo   ramo   do   Ministério   Público   e   por   um   jurista   de  reputação   ilibada.   por   dois   membros   do  artigo subseqüente. prorrogável uma vez pelo mesmo período. 191. 181.   Procurador­Geral   do  Público da União é de trinta dias. Não serão nomeados os candidatos aprovados no  ramo.   alternadamente.  anos de efetivo exercício.   facultativamente.   a   juízo   do  Conselho Superior competente. o empossado          Art.   a           Art.   em   caráter   vitalício. após o resultado do concurso. 183.          §   4º   É   facultada   a   renúncia   à   promoção.  membros do Ministério Público da União com  pelo menos dois  em exame de higidez física e mental. SEÇÃO I SEÇÃO III Do Provimento Da Posse e do Exercício         Art.   prorrogável   por   igual   período.  O  prazo  para  a  posse  nos  cargos  do  Ministério  de   Procurador­Geral   da   República.   Os   membros   do   Ministério   Público   da   União. Os cargos do Ministério Público da União.   200. Superior.   192. TÍTULO III Das Disposições Estatutárias Especiais          § 2º O candidato aprovado poderá renunciar à nomeação  correspondente   à   sua   classificação.   e   fixará. 188. contado da publicação do ato  Trabalho.   destinando­se   ao   preenchimento   de   todas   as  mediante   decisão   da   maioria   absoluta   do   respectivo   Conselho  vagas existentes e das que ocorrerem no prazo de eficácia.   para   efeito   de   promoção.          Art. 185.   contado   de   sua  apurado   mediante   critérios   de   ordem   objetiva.   As   promoções   far­se­ão.   salvo   se   não   houver   com   tais  Conselho Superior. O concurso obedecerá ao regulamento elaborado  pelo Conselho Superior competente. observado o disposto no art. mediante comunicação.   186. o Conselho Superior decidir  que devam ser providas inicialmente. mesmo de um para outro  Do Estágio Probatório de seus ramos.   em   caso   de   recusa.   mediante  de   Justiça   do   Distrito   Federal   e   Territórios. A vitaliciedade somente será alcançada após dois  terá   o   prazo   de   trinta   dias.  dentro de trinta dias.  com   a  respectiva   lotação.   em   qualquer          Art.   194. Estágio probatório é o período dos dois primeiros  SEÇÃO II anos   de   efetivo   exercício   do   cargo   pelo   membro   do   Ministério  Do Concurso Público da União. concurso.          Art. que tenham completado sessenta e cinco anos ou que          § 1º À promoção por merecimento só poderão concorrer os  venham  a ser  considerados  inaptos  para o exercício do cargo. regulamento   elaborado   pelo   Conselho   Superior   do   respectivo          Art.          Art.   prazo   não   inferior   a   trinta   dias.   O   merecimento. que. 196.   seu   Presidente. observado o disposto no art. 184. anos de exercício na categoria e integrantes da primeira quinta           Art.          Art.   187.  ingresso   em   cada   carreira   do   Ministério   Público   da   União   terá  durante  o  estágio   probatório. será considerado promovido o  31. membro do Ministério Público da União que vier a falecer ou se  aposentar   sem   que   tenha   sido   efetivada.          Art. contados da publicação do resultado final.

        II ­ até oito dias consecutivos.          § 2º O prazo para reclamação contra a lista de antigüidade  ressalvada a hipótese de ressarcimento do que houver recebido  será de trinta dias.          §   3º   O   desempate   na   classificação   por   antigüidade   será  SEÇÃO VII determinado.         II ­ comparecer a seminários ou congressos. irmão ou           §   3º   O   reconduzido. dará   mediante   autorização   do   Procurador­Geral.          III   ­   ministrar   cursos   e   seminários   destinados   ao          Art. salvo na hipótese do inciso IV. período de um ano imediatamente anterior à ocorrência da vaga. por igual período. só se  em caso de censura.           § 1º O afastamento. ou   congressos. pecuniárias do respectivo cargo. (Vetado).   ou  disponibilidade. ou cinco alternadas. exercício do cargo.   o   período   de   afastamento   do   membro   do  Ministério Público da União. observadas as seguintes condições: quando decorrente de proposta do Conselho Superior depois de           a)   o   afastamento   será   facultativo   e   sem   remuneração. por três vezes consecutivas.          §   1º   A   lista   de   antigüidade   será   organizada   no   primeiro          § 4º Ao membro do Ministério Público da União que haja se  trimestre   de   cada   ano. pelo tempo de serviço público em geral e           Art. repetindo­se a votação até fixar­se a           § 1º O titular do cargo no qual se deva dar a reintegração  será reconduzido àquele que anteriormente ocupava.   na  passada   em   julgado.   sucessivamente. o mesmo  indicação. o membro do Ministério Público da União poderá  venceria. contado da publicação. ou de dois anos.   para   fins   de          II ­ exercer outro cargo público permitido por lei.   Não   poderá   concorrer   à   promoção   por  inerente ao cargo. afastar­se do exercício de suas funções para:         I ­ freqüentar cursos de aperfeiçoamento e estudos.   203. acarretará o afastamento do  durante o período entre a escolha como candidato a cargo eletivo  membro   do   Ministério   Público   da   União   do   exercício   de   suas  em convenção partidária e a véspera do registro da candidatura  funções. será aposentado. demissão.   pelo   tempo   de   serviço   na  Da Reintegração respectiva carreira do Ministério Público da União. ascendente ou descendente. no caso do inciso IV. prorrogável. ocorrer na classe inicial.   depois   de          § 3º Será obrigatoriamente promovido quem houver figurado  ouvido o Conselho Superior e atendida a necessidade de serviço. a escolha  merecimento.         IV ­ exercer cargo eletivo nos casos previstos em lei ou a ele          Parágrafo único. e. pelo tempo de  serviço público federal. por motivo de falecimento de  cônjuge ou companheiro.   no          V ­ ausentar­se do País em missão oficial.   Sem   prejuízo   dos   vencimentos. se em atividade estivesse. a título de vencimentos e vantagens em virtude do afastamento. 205. vantagens ou qualquer direito           Art.   em   favor   do   mais   idoso.  no máximo.   com   ressarcimento   dos  vencimentos   e   vantagens   deixados   de   perceber   em   razão   da  classificação no concurso. os efeitos de sua promoção anterior. particulares antes de decorrido período igual ao de afastamento. verificando­se sua inaptidão para  serviço. afastar­se de suas funções:         § 2º A disponibilidade prevista no parágrafo anterior cessará  com o aproveitamento obrigatório na primeira vaga que venha a          I ­ até oito dias consecutivos.   sendo   o   tempo   de   afastamento  Ministério Público da União afastado da carreira para: considerado de efetivo exercício para todos os fins e efeitos de  direito.   até   um   dia   após   o   regresso.         I ­ exercer cargo eletivo ou a ele concorrer. no País ou no  exterior. acontecendo com o titular do cargo para o qual deva ocorrer a  SEÇÃO VI recondução. na lista tríplice          § 2º Os casos de afastamento previstos neste artigo dar­se­ elaborada pelo Conselho Superior.          §   2º   Não   poderá   concorrer   à   promoção   por   merecimento  quem   tenha   sofrido   penalidade   de   censura   ou   suspensão.   com   a   perda   dos   vencimentos   e   das   vantagens  na Justiça Eleitoral. na seqüência da ordem de antigüidade. Superior somente poderá recusar o mais antigo pelo voto de dois  terços de seus integrantes. o primeiro desempate será determinado pela  Público   da   União   na   carreira. CAPÍTULO II Dos Direitos SEÇÃO I Da Vitaliciedade e da Inamovibilidade         b) o afastamento será obrigatório a partir do dia do registro  da candidatura pela Justiça. A propositura de ação para perda de cargo. 208. 202.   quanto   à  antigüidade   na           III ­ até cinco dias úteis.   vantagens.   aprovada   pelo   Conselho   Superior   e  afastado de suas funções para o fim previsto no inciso I não será  concedida   exoneração   ou   licença   para   tratar   de   interesses  publicada no Diário Oficial até o último dia do mês seguinte. assegurada.          §   3º   Não   se   considera   de   efetivo   exercício. o Conselho  afastamento.  atribuindo­se­lhe. 204. em caso de suspensão.  concorrer. . atendida a necessidade do          § 4º O reintegrado será submetido ao exame médico exigido  para o ingresso na carreira.   seu   titular   ficará   em           Art.   no   âmbito   da   instituição   ou   promovidos   pela  entidade de classe a que pertença. com  as vantagens a que          Art.   com   proventos   idênticos   à   remuneração   que  qualquer direito.  apreciado o processo administrativo.categoria. se efetivada a reintegração.   caso   tenha   sido   promovido   por  merecimento. que decorrerá de decisão judicial  pela   idade   dos   candidatos.   é   o   reingresso   do   membro   do   Ministério  classificação inicial.   só   poderão   ser   demitidos   por  aperfeiçoamento dos membros da instituição. por prazo não superior a dois anos.   201. por   idêntico  critério. estágio   probatório.   o   membro   do  da   remuneração   preferida. ão sem prejuízo dos vencimentos. A reintegração. após  dois   anos   de   efetivo   exercício. O membro do Ministério Público da União poderá  teria direito.  contando­se   o   tempo   de  serviço   correspondente   ao          § 4º Na indicação à promoção por antigüidade. por motivo de casamento. Os membros do Ministério Público da União. para comparecimento a encontros  classe.         Art.   sendo   da   classe   inicial   o   cargo   objeto   da  Dos Afastamentos reintegração   ou   da   recondução. fará jus à promoção na primeira vaga a ser provida  pessoa que viva sob sua dependência econômica. no País  ou no exterior. decisão judicial transitada em julgado.

        § 3º O pagamento da remuneração das férias será efetuado  até   dois   dias   antes   do   início   de   gozo   do   respectivo   período. considerando­se pessoas da  família   o   cônjuge   ou   companheiro. complementar. A remoção será feita de ofício.          Parágrafo único.         Art. 209. parágrafo anterior.           Art.         I ­ provimento de cargo. Conceder­se­á aos membros do Ministério Público          II ­ para o exercício de função nos ofícios definidos em lei.   de   proposta   do  Procurador­Geral. 219. quatorze dias.         Art. e inamovíveis.   dentro   de           §   1º   Os   períodos   de   gozo   de   férias   dos   membros   do  quinze dias da vacância.   após   o   decurso   deste   prazo. A remoção. período em que as mesmas devam ser gozadas.   nas   respectivas  Ministério Público da União indenização relativa ao  período de  carreiras.   ou   fração   superior   a  Superior. ou. a pedido  membros. 217. facultada a renovação.   As   designações   serão   feitas   observados   os  que for publicado o ato exoneratório.   o  ascendente.   sem   a   sua  dada simultaneamente com o exercício do cargo. no último          II ­ por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro. A designação para o exercício de funções           § 4º Em caso de exoneração.          IV   ­   aprovação   pelo   Conselho   Superior.   somente   será   admitida   por   interesse   do   serviço. é  qualquer alteração de lotação. será devida ao membro do  diferentes   das   previstas   para   cada   classe. da função ou ofício para o qual estava  ou qualquer  direito inerente ao cargo.         § 1º A licença prevista no inciso I será precedida de exame  por médico ou junta médica oficial.   212.   que   oficiem   perante   Tribunais.   o   padrasto.  primeiro prazo previsto no caput deste artigo. da União licença:          Art.   pelo   voto   secreto   de   dois   terços   de   seus           Parágrafo único.           § 2º Havendo mais de um candidato à remoção. salvo para contagem  de  tempo   de   serviço   em   estágio   probatório. serão feitas por lista.   215.  ampliadas as funções do designado.  férias a que tiver  direito e ao incompleto.   prevalecerá   a           §   2º   Independentemente   de   solicitação. na proporção de um  exigidas a anuência do designado e a autorização do Conselho  doze   avos   por   mês   de   efetivo   exercício. A remoção de ofício. maior   antigüidade.  antecedência. As designações.          II ­ nova lotação. 211. mediante decisão do Conselho Superior.   será   paga   ao  ordem cronológica de entrega dos pedidos.         Parágrafo único. A alteração da lista poderá ser feita. o enteado.   A   licença   estará   submetida. na forma desta lei          b) remoção. decorrido este prazo. ao fim do  deverão   ser   simultâneos   com   os   das   férias   coletivas   destes. por lei. A designação é o ato que discrimina as funções  pecuniário.   A   remoção   a   pedido   singular   atenderá   à  SEÇÃO III conveniência   do   serviço. por iniciativa do Procurador­ impede   a   acumulação   eventual   de   ofícios   ou   que   sejam  Geral. A remoção por permuta será concedida mediante  importância   correspondente   a   um   terço   da   remuneração   do  requerimento dos interessados.         III ­ criação de ofício.         IV ­ extinção de ofício. salvo motivo de interesse público. será removido o de  salvo motivo relevante ou o interesse do serviço. 216. membro do Ministério Público da União.  ainda. às seguinte condições: SEÇÃO II Das Designações         a) somente será deferida se a assistência direta do membro           Art. O direito a férias será adquirido após o primeiro           I   ­   para   o   exercício   de   função   definida   por   esta   lei  ano de exercício.         II ­ desprovimento de cargo.   antes   do   termo   do  do Ministério Público da União for indispensável e não puder ser  prazo. a licença será considerada como para  . 221. 222. por interesse do serviço.         Art. singular ou por permuta. para vigorar por um biênio.   218. contínuos ou divididos em dois  da   deliberação   do   Conselho   Superior   sobre   a   realização   de  períodos   iguais.   quando   modifique   a   função   do   designado. por ocasião das férias. (Vetado). complementar.   salvo   acúmulo   por   necessidade   de   serviço   e  concurso para ingresso na carreira.         V ­ para desempenho de mandato classista.   requerido   com   pelo   menos   sessenta   dias   de  que sejam compatíveis com as previstas nesta lei complementar. Os membros do Ministério Público terão direito a  vaga. em decorrência de: Excedida a prorrogação. 214. nele considerado o valor do acréscimo previsto no  para cada classe das diferentes carreiras. o descendente.         Art.          §   1º   O   aviso   será   publicado   no   Diário   Oficial. pelo máximo de dois anos.  facultada   a   conversão   de   um   terço   das   mesmas   em   abono           Art.   até   noventa   dias. mês do ano. Ministério   Público   da   União. havendo:         IV ­ para tratar de interesses particulares. para efeito desta lei complementar. até quinze dias após a publicação  férias de sessenta dias por ano.  designado.   A   alteração   parcial   da   lista. 210. podendo ser prorrogada por igual prazo nas mesmas condições. salvo quando estabelecido outro          I ­ por motivo de doença em pessoa da família.          Art.   a   madrasta. calculada com base na remuneração do mês em           Art. critério por esta lei complementar. antes do termo  do prazo.          Art. anuência.         III ­ afastamento ou disponibilidade.  A  garantia  estabelecida  neste  artigo  não           Art.   mediante   requerimento   apresentado  Das Férias e Licenças nos quinze dias seguintes à publicação de aviso da existência de           Art. 213. 220. vantagens           I ­ extinção.   ocorrerá   somente   por   motivo   de   interesse   público. pelo voto de dois terços  de seus membros. assegurada ampla defesa. Os membros do Ministério Público da União são          a) promoção. somente será admitida nas seguintes hipóteses:         b) será concedida sem prejuízo dos vencimentos. critérios da lei e os estabelecidos pelo Conselho Superior:          Art.         VI ­ pedido de permuta.         III ­ prêmio por tempo de serviço.         V ­ pedido do designado. o colateral consangüíneo  ou   afim   até   o   segundo   grau   civil.

 na residência do examinado ou no estabelecimento  hospitalar em que estiver internado.   as   seguintes  tempo de serviço público. quando   o   cônjuge   ou   companheiro   for   deslocado   para   outro  ponto do território nacional.         § 7º A licença concedida dentro de sessenta dias do término           § 1º Sobre os vencimentos incidirá a gratificação adicional  de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação.   acrescidos   de           c) inexistindo médico oficial.   associação   de   classe   de   âmbito          d) em caso de aborto atestado por médico oficial. que concluirá pela volta ao serviço.          Art. a licença terá início a  partir do parto.         b) não será concedida nova licença antes de decorrido dois  anos do término da anterior. para o exterior ou para exercício de          e) a existência de indícios de lesões orgânicas ou funcionais  mandato   eletivo   dos  Poderes   Executivo   e   Legislativo.   será   por  é motivo de inspeção médica.   observadas   as  seguintes condições:          a)   poderá   ter   início   no   primeiro   dia   no   nono   mês   de  gestação. por   tempo   de   serviço.          d) findo o prazo da licença. o prazo da licença do adotante ou detentor          b) a licença terá duração igual à do mandato. e por uma única vez.          c) no caso de natimorto. o exigirem. prorrogável quando as circunstâncias  período não gozado. 223. observadas as seguintes condições:          §   3º   Os   vencimentos   serão   fixados   com   diferença   não  superior a dez por cento de uma para outra das classes de cada          a) a licença será concedida sem prejuízo dos vencimentos e  carreira. a partir da sua ocorrência.   sem   remuneração.   à   conta   de   recursos   públicos. previstas em lei.  que   necessite  de  tratamento  suspensão   durante   o   período   aquisitivo   ou   tiver   gozado   as  especializado. prazo indeterminado e sem remuneração. ou qualquer direito inerente ao cargo. que não a tiver          c) a licença será concedida sem prejuízo dos vencimentos e  gozado. vantagens do cargo. por Ministros  . a licença  nacional ou sindicato representativo da categoria.          § 3º A licença prevista no inciso III será devida após cada  qüinqüênio ininterrupto de exercício.  condições: em   ofício   vago   no   local   para   onde   tenha   se   deslocado   e  compatível   com   o   seu   cargo. em espécie. Conceder­se­á aos membros do Ministério Público  até o máximo de quinze anos. direção ou representantes nas referidas entidades.          Art.   mediata   ou   imediatamente.   com   as   funções  exercidas. prorrogada no caso de reeleição. como remuneração.   por   cento   e   vinte   dias.          a) poderá ser interrompida.   a   representação   e   as   gratificações  o período da licença prevista no inciso I. observadas as  dar­se­á por trinta dias.   224.           d) para efeito de aposentadoria. será contado em dobro o  contado de sua ocorrência. sendo computado o tempo de advocacia.  desde   que   o   tratamento   seja   recomendado   por   junta   médica          c) será concedida sem prejuízo dos vencimentos. será aceito atestado passado  vinte   por   cento. Os vencimentos do Procurador­Geral da República  são   os   de   Subprocurador­   Geral   da   República.          § 5º A licença prevista no inciso V será devida ao membro  reassumirá as suas funções. se  União terão os mesmos vencimentos e vantagens.tratar de interesses particulares. vantagens inerentes ao exercício do cargo. o pai ou adotante.          b) equipara­se ao acidente em serviço o dano decorrente de  observadas as seguintes condições: agressão   não  provocada   e   sofrida   no   exercício   funcional. pelo prazo de  seguintes condições: até   dois   anos   consecutivos.          § 4º   Os  Subprocuradores­Gerais do Ministério Público  da          b) a perícia será feita por médico ou junta médica oficial. poderá ser  licenças previstas nos incisos II e IV. do   Ministério   Público   da   União   investido   em   mandato   em  confederação.   observadas   as  membro do Ministério Público da União vitalício. tratado   em   instituição   privada. salvo se o membro do           II   ­   por   acidente   em   serviço.   bem  como o dano sofrido em trânsito a ele pertinente. a pedido do  interessado ou no interesse do serviço. 225. não disponível em instituição pública. até um ano de idade. necessário. pelo prazo de três meses.   além   das   previstas   no   artigo   anterior. que   se   relacione. o licenciado será submetido a  inspeção médica oficial. com  base em perícia médica. a qualquer título.   caso   em   que   a   licença   será           a)  configura acidente em  serviço  o dano físico ou mental  convertida em remoção provisória. salvo antecipação por prescrição médica.         a) será convertida em pecúnia em favor dos beneficiários do  membro do Ministério Público da União falecido.          b)  não  será devida  a quem   houver  sofrido  penalidade  de           d)  o  acidentado   em   serviço. licenças:         § 2º (Vetado)          I ­ para tratamento de saúde. vantagens  Dos Vencimentos e Vantagens ou qualquer direito inerente ao cargo.   se   julgada   apta.   provisoriamente. decorridos trinta dias do evento a  mãe   será   submetida   a   exame   médico   e. até o máximo          V ­ pela adoção ou a obtenção de guarda judicial de criança  de três por entidade.         e) a prova do acidente deverá ser feita no prazo de dez dias. desde que não cumulativo com  da   União.   federação. SEÇÃO IV         c) será concedida sem prejuízo dos vencimentos.         Art. podendo ser  da guarda será de trinta dias.   Os   membros   do   Ministério   Público   da   União          § 6º É vedado o exercício de atividade remunerada durante  receberão   o   vencimento. pela           §  2º  A  licença   prevista   no  inciso  II  poderá  ser  concedida  prorrogação da licença ou pela aposentadoria. a qualquer tempo.         b) no caso de nascimento prematuro.   à   razão   de   um   por   cento   por   ano   de  serviço público efetivo.         § 4º A licença prevista no inciso IV poderá ser concedida ao           III   ­   à   gestante. seguintes condições:         IV ­ pelo nascimento ou a adoção de filho.           a)  somente  farão  jus  à  licença   os  eleitos  para   cargos  de  até cinco dias consecutivos. vantagens  oficial.   observadas   as   seguintes  Ministério   Público   da   União   puder   ser   lotado. a pedido ou de ofício.   não   podendo   exceder   os   valores   percebidos  por médico particular.

a fração igual ou superior a quinze dias. de preferência através de seus          Art.   Não   ocorrendo   a   quitação   do   débito   no  prazo estabelecido neste artigo. alimentação e pousada.   230.          Parágrafo único. a localidade de origem.          II   ­   diárias.   com   proventos  proporcionais.  quando  ocorrer   licença   para  tratamento  de   saúde  por   mais  de           Parágrafo   único. alínea a.   Salvo   por   imposição   legal.         § 2º As reposições e indenizações em favor do erário serão          III ­ transporte: descontadas   em   parcelas   mensais   de   valor   não   excedente   à          a) pessoal e dos dependentes. terá o prazo  serviço.   poderá   haver  mínimo   equivalente   a   um   trinta   avos   dos   vencimentos   para  consignação em folha de pagamento a favor de terceiro.   228. 0)         § 2º Em caso de exoneração antes do mês de dezembro. serviços.   se   homem. deverá ele ser inscrito em dívida  doze meses.           b)   pessoal.          §   3º   A   gratificação   natalina   não   será   considerada   para          § 5º Será aposentado o membro do Ministério Público que. exonerado ou que  tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada.   desde   que   seu   último   domicílio  . após vinte e quatro meses contínuos de licença para tratamento           §  4º   Em  caso   de   nomeação.   é   facultada   a   aposentadoria.          VII ­ assistência médico­hospitalar.          Art.   229. contado do óbito. seus beneficiários.         § 2º O membro do Ministério Público da União poderá ainda          IX ­ gratificação natalina. jus. alínea a.          VIII ­  auxílio­moradia. sem prejuízo  pensão devida aos membros do Ministério Público da União ou a  da percepção de diárias.   no   valor   de   um   mês   de   vencimento. e III.          Art.   seqüestro   ou   penhora. em  décima   parte   da   remuneração   ou   provento. assim  entendida como o conjunto  Da Aposentadoria e da Pensão de   atividades   relacionadas   com   a   prevenção.         b) serviço fora da sede de exercício. do sexo          § 1º A gratificação natalina será paga até o dia vinte do mês  feminino.   no   caso   de   qualquer   outro   deslocamento   a  estando em débito com o erário. incorpora   aos   vencimentos   do   cargo   de   Procurador­Geral   da          § 6º A assistência médico­hospitalar de que trata o inciso VII  República.   as   vantagens   previstas  nos  de   saúde.  SEÇÃO V pensionistas  e dependentes.   O   membro   do   Ministério   Público   da   União   será  médicos.   de   valor           §   1º   Mediante   autorização   do   devedor. promoção ou nomeação.   compulsoriamente. caso de dívida de alimentos.  onerosas. aos sessenta e cinco anos de  remuneração a que fizer jus no mês de dezembro.          § 3º  Ao membro do Ministério Público da União.  cálculo de qualquer vantagem pecuniária. ou invalidez declarada no curso deste prazo. correspondente a um doze avos da  ser aposentado.   em   valor   correspondente   a   um   trinta   avos   dos  nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento e a  vencimentos.   por   invalidez   ou   aos   setenta  como o fornecimento e a aplicação dos  meios  e dos  cuidados  anos   de   idade.   e   facultativamente   aos   trinta   anos   de   serviço. for demitido.   com   proventos  exercício no respectivo ano.  trinta   dias. imediatamente   precedente. seminários ou outros eventos destinados ao  não   serão   objeto   de   arresto.   assim   definido   em   ato   do   Procurador­Geral   da  o tempo de exercício da advocacia.   farmacêuticos   e   odontológicos. ainda.   O   membro   do   Ministério   Público   da   União   que. promoção ou nomeação que importe  que falecer no prazo de um ano a partir de remoção de ofício.   abrangendo   serviços   profissionais           Art.          IV   ­   auxílio­doença.   por   serviço   eventual   fora   da   sede.         V ­ salário­família.   não   terá   efeito   interruptivo   desse   prazo   qualquer  Ministério   Público   da   União   sem   vínculo   estatutário  período de exercício das funções inferiores a trinta dias.   231. às seguintes vantagens:         § 7º (Vetado).  em  caso  de lotação  em  local  cujas           §   1º   Será   contado   como   tempo   de   serviço   para  condições   de   moradia   sejam   particularmente   difíceis   ou  aposentadoria. por hora­aula  membros do Ministério Público da União e de seus beneficiários  proferida em cursos. extensiva aos  inativos. atender às despesas de locomoção.   ou   ordem   judicial. até o limite de quinze anos. no prazo de um ano.   se   mulher.   para  atender   às  despesas   de  promoção   ou   nomeação   de   que   tenha   resultado   mudança   de  instalação na nova sede de exercício em valor correspondente a  domicílio legal serão devidos a ajuda de custo e o transporte para  até três meses de vencimentos. voluntário date de mais de doze meses. não cumulativamente. bem como de mobiliário. resultante de decisão judicial.   for   considerado   inválido   para   o   exercício   de   suas  incisos I. por mês de  idade.do Supremo Tribunal Federal.   bem  aposentado.   em   valores  caso de remoção. será proporcionada pela União.   e   aos   sessenta.   o   provento   e   a   pensão   dos           VI ­ pro labore pela atividade de magistério.  em   alteração   do   domicílio   legal. fora da sede de exercício. (Vetado). sem prejuízo da assistência          Art.   salvo   quando   o   laudo   médico   concluir   pela  exoneração. incapacidade definitiva para o exercício de suas funções. por período superior a           Art. considerando­se como mês integral  proporcionais ao tempo de serviço. do inciso I. são extensivas ao membro do  funções. a  gratificação natalina será proporcional aos meses de exercício e          § 4º A aposentadoria por invalidez será precedida de licença  calculada com base na remuneração do mês em que ocorrer a  para tratamento de saúde por período não excedente a vinte e  quatro   meses.   salvo   em  aperfeiçoamento dos membros da instituição. Os membros do Ministério Público da União farão  devida pela previdência social. pelos dias em que perdurar o serviço. ativa. (Vide ADIN 994­ de dezembro de cada ano. 227. República. 226. previstas na alínea a  atualizados.         I ­ ajuda­de­custo em caso de:          § 8º  À família do membro do Ministério Público da União           a) remoção de ofício. voluntariamente.   A   remuneração.   paramédicos. de acordo com normas e condições reguladas por ato  do Procurador­Geral da República. aos vinte e cinco anos de serviço.  após cinco anos de exercício efetivo na carreira. O acréscimo previsto neste artigo não se          § 5º (Vetado). essenciais à saúde. de sessenta dias para quitar o débito.   conservação   ou  recuperação   da   saúde.

 de quarenta e cinco a noventa dias. em caso de  CAPÍTULO III Da Disciplina SEÇÃO I Dos Deveres e Vedações reincidência em  falta anteriormente punida com  advertência ou  de descumprimento de dever legal.         I ­ cumprir os prazos processuais. 238.          VII   ­   adotar   as   providências   cabíveis   em   face   das          e) abandono de cargo.          X ­ guardar decoro pessoal. nos termos da lei.        Art. nos termos do art. reservadamente e por escrito. vedada a sua conversão em multa.          Art.   para   os   efeitos   desta   lei           IV ­ exercer.         V ­ as de demissão.   os           Art. 18.         c) condenação por crime praticado com abuso de poder ou           V   ­   atender   ao   expediente   forense   e   participar   dos   atos  violação de dever para com a Administração Pública. que conheça em  serviços a seu cargo. de acordo com o modelo  aprovado pelo Procurador­Geral da República e por ele expedida. da           IV   ­   prestar   informações   aos   órgãos   da   administração  Constituição Federal. alínea e.  casos   de   falta   punível   com   demissão. corresponderá à totalidade dos vencimentos ou          I ­ a de advertência.   a   qualquer   título   e   sob   qualquer   pretexto. nacional ou de bens confiados à sua guarda. situação de aposentado. em  respeito   à   dignidade   de   suas   funções   e   à   da   Justiça. e   o   direito   de   afastar­se   para   exercer   cargo   eletivo   ou   a   ele  concorrer. forma do art. SEÇÃO III          Art. razão do cargo ou função.         g) aceitação ilegal de cargo ou função pública.   Para   o   cálculo   dos   proventos   da  aposentadoria   serão   considerados   os   vencimentos   do   cargo  SEÇÃO II imediatamente   superior   ao   último   exercício   pelo   aposentado. Os membros do Ministério Público são passíveis  estendidos aos inativos quaisquer benefícios e vantagens novas  das seguintes sanções disciplinares: asseguradas à carreira. a prática de nova infração.          d)   incontinência   pública   e   escandalosa   que   comprometa          VI ­ declarar­se suspeito ou impedido.         II ­ censura. qualquer outra  complementar. enquanto durar.         II ­ a de censura. quando a  judiciais. cento.  Dos Impedimentos e Suspeições caso   a   aposentadoria   se   dê   no   último   nível   da   carreira. ainda que por força de transformação ou          I ­ advertência.   ou   assistir   a  pena aplicada for igual ou superior a dois anos.         V ­ exercer atividade político­partidária. alínea e e inciso II. Os proventos da aposentadoria serão revistos na  Das Sanções mesma   proporção  e  data  em  que  se   modificar   a  remuneração  dos membros do Ministério Público em atividade. 232. na perda dos  vencimentos e das vantagens pecuniárias inerentes ao exercício           III   ­   exercer   o   comércio   ou   participar   de   sociedade  do cargo.   dilapidação   do   patrimônio  conheça em razão do cargo ou função.   quando   for   obrigatória   a   sua   presença.   234.         IX ­ desempenhar com zelo e probidade as suas funções. gravemente. nos           I   ­   receber.          Art. salvo uma de magistério. dentro de quatro anos  função pública. relacione em razão do serviço. exceto como cotista ou acionista.   É   vedado   ao   membro   do   Ministério   Público   da  anterior. ressalvada a filiação          II ­ exercer a advocacia. quando conveniente ao interesse do serviço. 37. reclassificação do cargo.         b) improbidade administrativa.   praticada   quando   no  exercício do cargo ou função. inciso I. 233. anteriormente   punido   com   a   suspensão   prevista   no   inciso           Art. comprometendo a dignidade de suas           VIII ­ tratar com  urbanidade as  pessoas  com  as quais se  funções ou da justiça.   devida   pelo   órgão  aplicadas: previdenciário   aos   dependentes   de   membros   do   Ministério  Público da União. honorários.          IV ­ demissão. .   O   membro   do   Ministério   Público   da   União. quando requisitadas. Os impedimentos e as suspeições dos membros  vencimentos deste serão acrescidos do percentual de vinte por  do Ministério Público são os previstos em lei. reservadamente e por escrito.          Parágrafo   único. bem          III ­ suspensão.          h)   reincidência   no   descumprimento   do   dever   legal.   O   aposentado   conservará   as   prerrogativas  previstas no art. e contendo   expressamente   tais   prerrogativas   e   o   registro   da          V ­ cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. outros.          Art.   237. em caso  proventos   do   falecido.   235. irregularidades de que tiver conhecimento ou que ocorrerem nos          f) revelação de assunto de caráter sigiloso.   na  de negligência no exercício das funções. comercial.   As   sanções   previstas   no   artigo   anterior   serão           Art.          §   2º   Considera­se   reincidência.   deve  caso   de   inobservância   das   vedações   impostas   por   esta   lei  observar as normas que regem o seu exercício e especialmente: complementar ou de reincidência em falta anteriormente punida  com suspensão até quarenta e cinco dias. percentagens ou custas processuais. Os proventos da aposentadoria serão integrais. até quarenta e cinco dias. após cientificado o infrator do ato que lhe tenha imposto sanção  disciplinar. por sua habitualidade.         III ­ velar por suas prerrogativas institucionais e processuais. sendo também           Art.   A   pensão   por   morte.         III ­ a de suspensão.   em          IV ­ a de suspensão.   236.          § 1º  A suspensão importa. ainda que em disponibilidade. superior do Ministério Público. nos casos de:          II ­ guardar segredo sobre assunto de caráter sigiloso que           a)   lesão   aos   cofres   públicos. 239. 233. a dignidade da Instituição. em caso de  reincidência em falta anteriormente punida com censura.   240. União:          VI ­ cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. como carteira de identidade especial. § 4º.   assegurada   a   revisão   do   benefício.

         § 1º O parecer que concluir pela instauração do processo  administrativo  formulará   a  súmula  de  acusação. nas hipóteses previstas nas alíneas a e h do inciso V. União. permanência.         §   3º   Considera­se   abandono   do   cargo   a   ausência   do  máximo. por igual período.   para   instruir   procedimentos  administrativos.  Compete  ao  Procurador­Geral   de  cada ramo  do  insuficientemente instruído. O inquérito administrativo. censura e suspensão. 246.   no   período   de   doze  exercício das prerrogativas outorgadas ao Ministério Público da  meses. A falta. as circunstâncias em que foi praticada e os danos que  dela resultaram ao serviço ou à dignidade da Instituição ou da  Justiça. do relatório final do inquérito e da súmula da acusação.   assegurada   ampla  prescreverá juntamente com este. caso acolha a súmula  de acusação.  243.   a   falta   punível   com   demissão   e  cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. de decisão judicial com  Superior. considerar­ se­ão os antecedentes do infrator. omitido o nome do acusado.   acompanhado   de   seu   parecer   conclusivo. O processo administrativo. com entrega de cópia da          Art. SEÇÃO V Da Sindicância          §   3º   As   publicações   relativas   a   processo   administrativo  conterão o respectivo número.   253. demissão. a falta punível com suspensão. instaurado por decisão           Parágrafo único.          Art.  que   conterá  a           Art. por mais de trinta dias consecutivos.          Art. dentre os integrantes da carreira e de classe  . Do Inquérito Administrativo          Art.   será   contraditório.          Art. que  será cientificado pessoalmente. será  portaria.   sendo­lhe   facultado   o  por   mais   de   sessenta   dias   intercalados. SEÇÃO VII Do Processo Administrativo         Art. omitido o nome do indiciado. 244. de           Art. a falta punível com advertência ou censura. a natureza e a gravidade da  infração. Concluída a instrução do inquérito.          I   ­   determinar   novas   diligências. no  nomeará defensor. A comissão encaminhará o inquérito ao Conselho  Superior.         II ­ em dois anos.   requisitar   perícias  e          § 4º Equipara­se ao abandono de cargo a falta injustificada  documentos   e   promover   diligências.          III   ­   em   quatro   anos. que funcione a comissão. e de classe igual ou           II   ­   do   dia   em   que   tenha   cessado   a   continuação   ou  superior  à  do  acusado. no prazo de quinze dias.   publicado   no   Diário   Oficial.   para   formular   a  súmula   da   acusação. com todas as suas circunstâncias e  processo administrativo. SEÇÃO IV Da Prescrição         Art.  inquérito administrativo.  instaurado   pelo   Corregedor­Geral.          § 1º  Não sendo  encontrado  o acusado em  seu  domicílio. A prescrição começa a correr:          §   1º   A   decisão   que   instaurar   processo   administrativo  designará   comissão   composta   de   três   membros   escolhidos          I ­ do dia em que a falta for cometida. por trinta dias. A citação será pessoal. Na aplicação das penas disciplinares. 245.          IV   ­   encaminhá­lo   ao   Corregedor­Geral. membro do Ministério Público ao exercício de suas funções.   pelo  arquivamento ou pela instauração de processo administrativo. contado  conterão o respectivo número. quando lhes forem cominadas penas de  a capitulação legal da infração. tomar conhecimento de infração disciplinar. contados da publicação  SEÇÃO VI da decisão que o instaurar. sempre que  interrogatório.   mediante   portaria. em  suspensão. por si ou através de defensor que nomear.          Art. A sindicância é o procedimento que tem por objeto  a coleta sumária de dados para instauração. prevista na lei penal como crime.   A   comissão   procederá   à   instrução   do   inquérito.   248.         Parágrafo único. Interrompem a prescrição a instauração de           § 2º  Da comissão de processo administrativo não poderá  processo   administrativo   e   a   citação   para   a   ação   de   perda   do  participar   quem   haja   integrado   a   precedente   comissão   de  inquérito.         § 2º O acusado. 247. 254. 244.         II ­ determinar o seu arquivamento. Ministério Público da União aplicar a seus membros as penas de  advertência. de caráter sigiloso.   As   infrações   disciplinares   serão   apuradas   em  exposição do fato imputado. podendo   ouvir   o   indiciado   e   testemunhas.  Geral.  do   Conselho   Superior.   caso   não   acolha   a   proposta   de  arquivamento. que poderá: trânsito em julgado.   242. prorrogável. a comissão  apresentação do relatório final  é de trinta dias.          § 2º O inquérito será submetido à deliberação do Conselho  a imposição destas dependerá. sem           Art. 250. Prescreverá:         I ­ em um ano.   se   o   considerar           Art.           §   2º   As   publicações   relativas   a   inquérito   administrativo  poderá oferecer defesa prévia.   em   que  cientificado   o   acusado   do   dia. ou dentre os integrantes da carreira. 251. 252.   indicará  o  presidente  e  mencionará  os  motivos de sua constituição. vitalícios e de  com o prazo de quinze dias. cargo. vitalícios. 241. assegurando­se­lhe vista dos autos no local em  será cientificado pessoalmente.   por   esta   lei   complementar. no prazo de quinze  causados. prorrogável. se necessário. que  do interrogatório.  causa justificada. uma única vez. no máximo.   O   prazo   para   a   conclusão   do   inquérito   e          § 3º Se o acusado não tiver apresentado defesa. abrir­se­á vista  quando  de  pequena gravidade  o  fato  ou  irrelevantes  os danos  dos autos ao indiciado.         Art.         § 5º A demissão poderá ser convertida.         III ­ instaurar processo administrativo. defesa ao acusado.   O   prazo   para   a   conclusão   do   processo  administrativo e apresentação do relatório final é de noventa dias.   249. que poderá ser presidida pelo Corregedor­ proceder­se­á   à   citação   por   edital. classe igual ou superior à do indicado. será composta de integrantes da carreira.   da   hora   e   do   local   do  designará comissão de três membros para realizá­lo. dias. também. para se manifestar. atendido o disposto no art. nas faltas continuadas ou permanentes. de cassação de aposentadoria ou de disponibilidade.          § 1º A comissão.         Art.

 a requerimento do próprio interessado. a comissão          Art.   subsidiariamente.   se   o   considerar           §   1º   O   primeiro   provimento   de   todos   os   cargos   de  insuficientemente   instruído. integrado   as   comissões   do   inquérito   ou   do   processo           § 2º Os Procuradores da República ocupantes dos cargos  administrativo. ou. inclusive pedir  a repetição daquelas já produzidas no inquérito.   ou  medida que vagarem.   o   Conselho   Superior   poderá   determinar. (Vetado). Da Revisão do Processo Administrativo         Art.         II ­ propor o seu arquivamento ao Procurador­Geral.   255.  se   falecido. as normas do Código de Processo Penal. Decorrido o prazo para razões finais. ali permanecerão exercendo suas atribuições.         II ­ quando a sanção se tenha fundado em prova falsa. Procuradores da República de 1ª Categoria precederão os de 2ª           § 2º   O  afastamento  não  ultrapassará  o  prazo  de cento e  Categoria. ou do Trabalho e que estejam atuando junto ao Tribunal Superior do  Trabalho. Julgada procedente a revisão.   estes   manterão   na   nova   classe   a   atual   ordem   de  antigüidade. administrativa:         § 1º Até que sejam criados novos cargos de Subprocurador­         I ­ quando se aduzam fatos ou circunstâncias suscetíveis de  Geral   do   Trabalho. TÍTULO IV Das Disposições Finais e Transitórias         Art. Os cargos de Procurador do Trabalho de 1ª e de 2ª          Art. .   269.         b) cassação de aposentadoria ou disponibilidade.          Art.   dentro   de   quinze   dias. determinada de ofício.   em   sua  prazo de quinze dias. Havendo prova da infração e indícios suficientes de  para oficiar perante os Juízes Federais e os Tribunais Regionais  sua   autoria.   os   atuais   Procuradores   do   Trabalho   de   1ª  provar   inocência   ou   de   justificar   a   imposição   de   sanção   mais  Categoria. da República.   terão   seus   cargos          a) demissão de membro do Ministério Público da União com  transformados em cargos de Procurador Regional da República.   Havendo   mais   de   um   acusado. respectivamente.   com   o   restabelecimento. Em qualquer fase do processo. salvo em caso de alcance.   256. produção de provas orais.   do   seu   cônjuge   ou   companheiro.          Art. para todos os efeitos.   ascendente. Procurador  de   que   houver   resultado   a   imposição   de   penalidade  Regional do Trabalho e Procurador do Trabalho.          Art.   ao   processo           Art.   reabrindo­se­lhe   o   prazo   fixado   no           Art.   o   afastamento   preventivo   do   indiciado.          Art.  proceder­se­á de acordo com os arts. poderá: Procurador Regional da República. quem haja atuado em qualquer fase do processo revisando. 268. 273.igual   ou   superior   à   sua. de Justiça do Distrito Federal. 272.   Os   atuais   Procuradores   da   República   de   1ª  de ação civil para: Categoria.          Art.   261. documentais e periciais. Cabe. a revisão do processo  Categoria passam a denominar­se. vinte dias.   O   processo   de   revisão   terá   o   rito   do   processo  administrativo.         Art. cujo cargo passa a denominar­se Procurador Regional  branda. de Procurador da República de 2ª Categoria são transformados          § 1º O afastamento do indiciado não poderá ocorrer quando  em cargos de Procurador da República. Ficam criados seis cargos de Subprocurador­Geral  Superior.           §   4º   Em   defesa   prévia.          §   2º   Os   vencimentos   iniciais   do   cargo   de   Procurador          III ­ propor ao Procurador­Geral a aplicação de sanções que  Regional da República serão iguais aos do cargo de Procurador  sejam de sua competência. transformados   na   forma   deste   artigo   poderão   ser   designados          Art. em qualquer tempo.          § 3º O período de afastamento será considerado como de           §   2º   Os   vencimentos   iniciais   do   cargo   de   Procurador   da  República   serão   iguais   aos   do   atual   cargo   de   Procurador   da  serviço efetivo. A instauração do processo de revisão poderá ser  parágrafo anterior. para oferecer razões finais. serão extintos à  Conselho   Superior   quem   haja   oficiado   na   sindicância.   Os   cargos   de   Procurador   da   República   de   1ª  enquanto   sua   permanência   for   inconveniente   ao   serviço   ou  Categoria não alcançados pelo artigo anterior e os atuais cargos  prejudicial à apuração dos fatos.   os   prazos   para  defesa serão comuns e em dobro. plenitude.  Procurador Regional da República será considerado simultâneo. ao   fato   imputado   corresponderem   somente   as   penas   de           § 1º Na nova classe.   ao   Conselho          Art.  259.  O  Conselho  do  Ministério  Público. fundamentadamente.  Não poderá participar  da deliberação do  excedentes do limite previsto no artigo anterior. no  efeito   a   sanção   aplicada. será tornada sem  abrirá vista dos autos ao acusado.  Eleitorais. 257. os atuais  advertência ou de censura.   a   comissão           Art. 262.   caso   em   que. as  provas desnecessárias ou requeridas com intuito manifestamente           Parágrafo único. será assegurada à  defesa a extração de cópia das peças dos autos.           Art. 267.   Aplicam­se. exceto se for o caso de  aplicar­se penalidade menor.   271.         IV ­ propor ao Procurador­Geral da República o ajuizamento           Art.          § 5º A comissão poderá indeferir. 260. apreciando  o           Art.          Art. remeterá   o   processo.   poderá   o   acusado   requerer   a  descendente ou irmão. Não poderá integrar  a comissão revisora  protelatório. dos direitos por ela atingidos.   Encerrada   a   produção   de   provas. 266.   que   ingressaram   na   carreira   até   a   data   da  promulgação   da   Constituição   Federal. independentemente da data dos atos de promoção.   efetivadas   estas. (Vetado). 258. fundamentadamente. mantidos seus titulares e lotações. 263.          §   1º   Os   cargos   transformados   na   forma   deste   artigo. para efeito de antigüidade. 265. Trabalho de 1ª Categoria cem cargos de Procurador do Trabalho  SEÇÃO VIII de 2ª Categoria. República de 1ª Categoria. instruído com relatório dos seus trabalhos.  garantia de vitaliciedade. São transformados em  cargos de Procurador do  disciplinar.   Ficam   criados   setenta   e   quatro   cargos   de  processo administrativo.   270.           Parágrafo único.   264.          I   ­   determinar   novas   diligências. 264 e 265.

  além   das   disposições   desta   lei  União. Procurador Regional da República. no prazo de trinta dias          Art.   274.   enquanto   não           §   1º   O   Procurador­Geral   da   República   disporá. sob sua chefia imediata.   promoção   ou  quinze dias. 275. independentemente da data dos atos  de   Justiça. entre  Público  da  União. a atuação do  complementar   não   prejudica   a   percepção   de   vantagens  Ministério   Público   na   defesa   dos   direitos   constitucionais   do  concedidas. Procuradores da Justiça Militar e que estejam atuando junto ao  Superior   Tribunal   Militar. convocação anteceder de trinta dias à data de sua realização. 2o A carreira de que trata o artigo anterior visa prover a  parágrafo   anterior. 292. As despesas decorrentes desta lei complementar  Subprocurador­Geral   da   Justiça   Militar. República. 277. cujos cargos passam a denominar­se  União.   Os   cargos   de   Procurador   Militar   de   1ª   e   2ª  atividade   dos   estagiários   regulada   pelo   Conselho   Superior   de  Categoria passam a denominar­se. 286. 1o A Carreira de Apoio Técnico­Administrativo do Ministério  5 de outubro de 1988 deverão optar. aos   dos   cargos   de   Procurador   Regional   da   República   e   de           Parágrafo  único.   ou   parente   até   o  novo regime jurídico e o anterior à promulgação da Constituição  segundo grau civil. As promoções nas carreiras do Ministério Público  na imposição de condições com ele incompatíveis.   serão   convocadas   pelo   Procurador­Geral   da  de promoção. da União.428. (Vetado). Procurador­Geral da Justiça Militar e Procurador­Geral  presumir­se­á simultâneo.          §   2º   O   disposto   neste   artigo   não   poderá   importar   em  restrições ao regime jurídico instituído nesta lei complementar ou           Art.   O   disposto   neste   artigo   não   obsta   as          § 2º Os Conselhos Superiores serão instalados no prazo de  alterações   de   lotação   decorrentes   de   remoção. anos. vantagens e vedações do cargo. 289.   para   se   realizarem   no   prazo   de   noventa   dias   da  promulgação desta lei complementar. diretrizes:          Art. serão precedidas  da   adequação   das   listas   de   antigüidade   aos   critérios   de           Art.   o   provimento   dos   mesmos. Será criada por lei a Escola Superior do Ministério  estrutura   de   carreira   organizada   de   acordo   com   as   seguintes  Público da União. 282. bolsa serão fixados pelo Procurador­Geral da República. Conselho Superior de cada ramo do Ministério Público da União. na vigência desta lei complementar. respectivamente. 291.   Poderão   ser   admitidos   como   estagiários   no  . LEI No 9. como órgão auxiliar da Instituição. no prazo estabelecido no          Art.          § 2º  Não manifestada a opção. (Vetado). DE 4 DE JANEIRO DE 2000. sobre  as  eleições  previstas  neste  artigo. 34 e  normativo. Procurador  cada ramo. terão mandato de dois          Art. A opção poderá ser exercida dentro de dois  anos. de forma irretratável. Os Procuradores da República nomeados antes de  Art. 288.   em   caráter   geral. da Justiça Militar e Promotor da Justiça Militar. 276.   para   composição   do          Art. (Vetado). respeitadas.   Até   que   sejam   criados   novos   cargos   de           Art.)         Art. em cargo ou  nomeados antes de 5 de outubro de 1988. Sempre que ocorrer a criação simultânea de mais  Conselho Superior de cada ramo do Ministério Público da União  de um cargo de mesmo nível nas carreiras do Ministério Público  e para elaboração das  listas tríplices  para Procurador­Geral do  da   União.  aos   servidores  públicos   civis   da  cidadão   observará. 290.         Art. Os membros do Ministério Público Federal. poderão optar entre o  função   de   confiança.          §   1º   O   regime   de   remuneração   estabelecido   nesta   lei           Art. cuja  desempate nela estabelecidos.          Parágrafo   único. respectivamente.          Art.   Aplicam­se   subsidiariamente   aos   membros   do  atribuições. 285. quanto às garantias.         §   2º   Os   vencimentos   iniciais   dos   cargos   de   Procurador  Ministério   Público   da   União   estudantes   de   Direito   inscritos   na  Regional do Trabalho e de Procurador do Trabalho serão iguais  Ordem dos Advogados do Brasil. quando for o caso.   de   19   de   fevereiro   de  da União. em cada eleição. Os membros do Ministério Público da União terão  mantida   em   caráter   provisório   a   sua   lotação.  As  condições  de  admissão   e  o  valor  da  Procurador da República. Ministério Público Militar e  carreira do Ministério Público Federal. contado do encerramento da apuração.   contados   da   promulgação   desta   lei   complementar.628. as normas          Art. os menos votados.972.  de   29  de  maio  de  as carreiras do Ministério Público Federal e da Advocacia­Geral  1992. Ao membro ou servidor do Ministério Público da           Art. (Com as alterações da lei 10.   ali   permanecerão   exercendo   suas           Art.          Parágrafo   único.  Trabalho.   Os   membros   do   Ministério   Público   da   União. sendo a           Art. Ministério Público da União as disposições gerais referentes aos  servidores públicos.   as   normas   baixadas   pelo   Procurador­Geral   da  República. poderão. Na falta da lei prevista no art.  União é vedado manter. e alterada pela Lei no 8. 283. 1993. devendo  a  214. Ministério Público do Trabalho.   284.   renunciar   à   referida  Público da União antes da instalação do Conselho Superior do  promoção e retornar ao Estado de origem.   companheiro. 293. de 29 de dezembro de 1994.   281.   mediante   promoção. ocupando o cargo de  ramo respectivo.  criada   pela  Lei  no  8. Ministério   Público   do   Distrito   Federal   e   Territórios   de   uma          Art.   os   atuais   Procuradores  correrão   à   conta   das   dotações   constantes   do   Orçamento   da  Militares da 1ª Categoria.  podendo a retratação ser feita no prazo de dez anos.   279.         § 1º (Vetado). promoção para o cargo final de carreira tenha acarretado a sua  remoção para o Distrito Federal. 16.   cônjuge. Federal.953.         Parágrafo único. denominar­se Promotor de Justiça Adjunto. complementar.  280.476. O cargo de Promotor de Justiça Substituto passa a  especiais contidas nesta lei complementar.          Art.   o   silêncio   valerá   como   opção   tácita   pela  Secretaria   do   Ministério   Público   da   União.   287.          Art. de um ano. designação previstas nesta lei complementar.   As   primeiras   eleições.   em   ato  entrarem em vigor a lei e o ato a que se referem os arts. 278.  passa a ser regida pelas disposições desta Lei.   Ministério   Público  Federal. Não se farão promoções nas carreiras do Ministério  da   promulgação   desta   lei   complementar.  Entre  os  eleitos  para  a  primeira  composição  do          Art.         Art.  os dois mais votados.   regulamentada   pela   Lei   no   8.

 quando seus ocupantes  não tiverem vínculo efetivo com a Administração Pública. curso de 3o grau. 15.   na   forma   prevista   em          § 2o A diferença da remuneração dos cargos resultantes da  regulamento.  resguardadas as situações individuais constituídas até a data da  publicação desta Lei e assegurada aos ocupantes a contagem do  tempo de serviço no cargo ou função.   13. 6o Os vencimentos dos cargos integrantes das Carreiras  Ministério Público da União.           Art. das   Carreiras   de   Analista   e   Técnico   do   Ministério   Público   da           Art. nas diversas áreas de atividades.   As   Funções   Comissionadas   ­   FC. criados por lei e existentes na           Parágrafo único. observando­se a correlação entre a situação existente e  conforme se dispuser em regulamento. estruturados em classes e           Art.          Art.   assegurada   ao   servidor   a   percepção   da  diferença como vantagem pessoal nominalmente identificada. observadas as  data da publicação desta Lei.476.   quando   for   o   caso. providos e vagos. não cumulativas.   far­se­á   de   acordo   com   a   Tabela   de           § 2o As FC­07 a FC­10 serão exercidas.   Os   cargos   do   Grupo­Direção   e   Assessoramento  Superiores ­ DAS.   A   composição   dos   Quadros   de   Pessoal   do   MPU  padrões. ação   ou   programa   de   capacitação.   10. (VETADO) definidas   em   regulamento   e   especificadas   nos   editais   de  concurso:          Art. quando for o  caso. formação especializada e experiência profissional. 15.          I ­ para a Carreira de Técnico do Ministério Público da União.   de  Público   da   União   são   constituídas   dos   cargos   de   mesma  28.   correlacionado   com   as   áreas   de   atividade  previstas no Anexo I. Os concursos públicos realizados para provimento          I ­ para o cargo de Auxiliar.  observado   o   interstício   mínimo   de   1   (um)   ano   e   dar­se­á   em  o   ensino   médio. dos cargos dos Quadros de Pessoal a que se refere o art.6.  no   primeiro  padrão da classe "A" do respectivo cargo.6. de 28.  padrão   de   uma   classe   para   o   1o   (primeiro)   padrão   da   classe  correlacionado   com   as   áreas   previstas   no   Anexo   I.476. de 28. de 28. na razão          Art.2002) denominação.   70%   (setenta   por   cento)   do   total   das   funções          III – oitenta por cento a partir de 1o de janeiro de 2000. as Gratificações de Representação de Gabinete ­ GRG e as  Funções Gratificadas ­ FG.   observado   o   interstício   mínimo   de   1   (um)   ano   em  incluída pela Lei nº 10.2002) comissionadas. o servidor terá o prazo  dependerá.   (Redação   dada   pela   Lei   nº   10.   o   ensino   superior. atendidas.  os constantes do Anexo IV desta Lei.476.   (Alínea   incluída  épocas e sob critérios fixados em  regulamento.  padrões. (Redação dada pela Lei nº 10. preferencialmente.   4o   São   requisitos   de   escolaridade   para   ingresso   nas  comissionadas. comissionadas   para   serem   exercidas   por   servidores  integrantes          IV ­ integralmente a partir de 1o de janeiro de 2001. Os ramos do Ministério Público da União.  seguinte: assessoramento e assistência.476. Técnico   do   Ministério   Público   da   União   e   as   Funções           Art. Carreiras de Analista e Técnico do Ministério Público da União. para efeito da incorporação  de que trata o art. 11. em ato próprio.  2o compreendem os cargos efetivos das Carreiras de Analista e          IV ­ sistema adequado de remuneração.          I – (VETADO) de 28.  descritas em regulamento.           II   ­   para   a   Carreira   de   Analista   do   Ministério   Público   da           § 2o A promoção é a movimentação do servidor do último  União.   mediante   adoção   do  sistema de avaliação de desempenho.   escalonadas   de  FC­01 a FC­10. 18.2002)          § 1o A progressão funcional é a movimentação do servidor  de   um   padrão   para   o   seguinte. 2o são  .          III   ­   aferição   do   mérito   funcional.   inclusive   licenciatura   plena.   8o   São   requisitos   de   escolaridade   para   ingresso   na  Carreira de Apoio Técnico­Administrativo.         § 1o (VETADO)         § 2o Nenhuma redução de remuneração poderá resultar do  enquadramento.        I ­ desempenho das funções de apoio técnico­administrativo          II ­ para o cargo de Técnico. e  de Analista. conforme o Anexo I.2002)         II ­ (VETADO)         § 1o Cada ramo do Ministério Público da União destinará.6.  Enquadramento constante do Anexo III.6.   14. Técnico e Auxiliar do Ministério Público da União são  serão consideradas cargo em comissão.6. de provimento efetivo. técnico equivalente.6. curso de segundo grau ou curso  às atividades institucionais. transformação   sobre   a   dos   transformados   será   implementada  gradualmente em parcelas sucessivas.476.476.2002) especificadas nos editais de concurso: (Redação dada pela Lei nº  10. cumulativamente do resultado de avaliação formal do  desempenho   e   da   participação   em   curso   de   aperfeiçoamento. integrantes dos Quadros de Pessoal  do MPU. por  concurso   público  de   provas  ou   de   provas   e  títulos.  de quarenta e cinco dias para interposição de recurso.   5o   O   enquadramento   dos   servidores   nas   classes   e  União.   serão           Parágrafo único.   a   serem   definidas   em   regulamento   e  promoção. e        Art. no  mínimo. 7o O ingresso na carreira far­se­á.   ou   curso   técnico   equivalente.          Art. na forma prevista em regulamento.2002) resultado de avaliação formal de desempenho. curso de primeiro grau. As atribuições dos cargos. O desenvolvimento dos servidores nas carreiras de  atendidas. compreendem  as atividades de direção.2002) relação   à   progressão   funcional   imediatamente   anterior. (Redação dada pela Lei nº 10. a   nova   situação.   formação   especializada   e  que   trata   esta   Lei   dar­se­á   mediante   progressão   funcional   e  experiência   profissional. de 28. de 28.6. 9o Os Quadros de Pessoal dos órgãos de que trata o art.          Art.   dentro   de   uma   mesma   classe. chefia. a serem          Art. ficam transformados em Funções Comissionadas ­ FC. os cargos em Comissão de Assessoramento ­  CCA.   3o   As   Carreiras   de   Analista   e   Técnico   do   Ministério  Comissionadas   ­   FC. licenciatura   plena. de acordo com  pela Lei nº 10. observados os requisitos de qualificação e de experiência. exclusivamente.  inclusive  Permanente de Treinamento e Desenvolvimento.  corresponderá   ao   número   de   cargos   efetivos   e   funções  (Redação dada pela Lei nº 10. áreas   de   atividades   e   especializações   profissionais.   (Alínea  seguinte.   por   meio   do   Programa           III ­  para o cargo de Analista. fixarão a lotação dos cargos efetivos e funções          Art.  observadas   as   correlações   estabelecidas   no   Anexo   V. por servidores integrantes das Carreiras de Analista e Técnico do          Art.476.          II   ­   profissionalização   do   servidor.   e          § 1o Ciente do seu enquadramento.

  deste   artigo   recairá   sobre   bens   que   assegurem   o   integral  companheiro.   a   ser  estabelecido   em   regulamento. para os efeitos desta lei. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente  agente público. de contrabando. designação.   O   Sistema   de   Avaliação   Funcional. salvo a de servidor ocupante de cargo de  resultante do enriquecimento ilícito.   As   despesas   resultantes   da   execução   desta   Lei  correrão à conta das dotações consignadas ao Ministério Público                  Art. O servidor dos Quadros de Pessoal a que se refere o                  Art.   chefia. Caberá ao Procurador­Geral da República baixar. de lenocínio. direta ou indireta.   nas   áreas   de   atividade   que   guardem   correlação  com as atribuições e o grau de escolaridade inerente aos cargos  para os quais se deu a seleção. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia  são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de  legalidade. indireta ou  fundacional de qualquer dos Poderes da União.                Art. A indisponibilidade a que se refere o caput  as  Funções   Comissionadas  de  que  trata  o  art.  direta ou indireta.º 8. 11.   dos  ressarcimento   do   dano.         Art.   inclusive. no que  couber. dolosa ou culposa. impessoalidade. 27.   função.  menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual.   aí   incluídas   as   de   direção.   de   empresa  facilitar a aquisição. no  prazo   máximo   de   trinta   dias. mencionadas no art. cargo.   os   regulamentos   previstos   no      CAPÍTULO II parágrafo único do art. nomeação ou designação.   destinado   à   elevação   da   capacitação  profissional nas tarefas executadas e à preparação dos servidores  para   desempenhar   funções   de   maior   complexidade   e  responsabilidade. bem móvel ou  imóvel. facilitar   a   alienação. dinheiro.   deverá   propiciar   aferição   do  desempenho mediante dados  objetivos  e garantir  ao servidor  o  acesso ao resultado da avaliação. 8o e arts. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou  omissão. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio  para servir junto ao membro determinante da incompatibilidade.  7°  Quando   o  ato  de   improbidade   causar   lesão  ao  art. 3o.         Art. 23. ao   Ministério   Público.          Art.  vantagem.  13.   de   Território. dos Estados. do agente ou de terceiro.         Art.          Art.  percentagem.   ou   parente   até   o   terceiro   grau.   bem   como   o   trabalho   de   servidores   públicos.  gratificação  ou  presente   de  de 2/6/1992) quem tenha interesse. mandato. 24. nomeação. que possa ser atingido  ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do  Art. para  Distrito   Federal. para si ou para outrem. (VETADO)          Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito. de narcotráfico. para tolerar a exploração ou a prática de jogos  todo   aquele   que   exerce. direto ou indireto.   ou   sobre   o   acréscimo   patrimonial  respectivos membros. moralidade e publicidade no trato dos  assuntos que lhe são afetos. servidor ou não. direta ou indireta. induza ou  concorra   para   a   prática   do   ato   de   improbidade   ou   dele   se  beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.   dos   Municípios. nestes  casos.  caso   em   que   a   vedação   é   restrita   à   nomeação   ou   designação          Art. do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. 1°  criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais  por preço superior ao valor de mercado. público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações  desta lei até o limite do valor da herança. (VETADO) mandato. ou qualquer outra vantagem econômica. mesmo não sendo agente público. 26. 2° Reputa­se agente público. do             II ­ perceber vantagem econômica.     Dos Atos de Improbidade Administrativa que Importam  Enriquecimento Ilícito . permuta ou locação de bem móvel ou imóvel.          Art.   emprego   ou   atividade   nas   entidades          Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. serão           III ­ perceber  vantagem  econômica. dar­se­á o  integral ressarcimento do dano.   25. benefício ou incentivo.   ainda   que   transitoriamente   ou   sem  de azar. contra a administração direta. 1° desta lei. 13.     Seção I         Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis. 22. de propriedade  criação   ou   custeio   o   erário   haja   concorrido   ou   concorra   com  ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art.  Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. por eleição.  incorporada   ao   patrimônio   público   ou   de   entidade   para   cuja  ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. veículos.   19. importando   enriquecimento   ilícito   auferir   qualquer   tipo   de  vantagem  patrimonial  indevida em  razão do exercício de cargo.   para   a   indisponibilidade   dos   bens   do          Art.   de   órgão   público   bem   como   daquelas   para   cuja  equipamentos ou material de qualquer natureza. provimento   efetivo   da   Carreira   de   Apoio   Técnico­Administrativo.         Art. 19 e 20.   caberá   a  vantagens permanentes.   permuta   ou   locação   de   bem   público   ou   o                 Parágrafo único. no art.   buscando   a  uniformidade de critérios e procedimentos. de usura  remuneração.  ou   creditício. público.429. emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.   2o   não   poderá   perceber. fiscal         IV ­ utilizar. ou aceitar promessa de tal  qualquer outra forma de investidura ou vínculo. em obra ou serviço particular.         Art. máquinas.  assessoramento e assistência.válidos   para   o   ingresso   na   Carreira   de   Apoio   Técnico­ Administrativo. para  punidos na forma desta lei.   a   título   de   vencimento   básico   e  patrimônio   público   ou   ensejar   enriquecimento   ilícito. para os Cargos em Comissão e para          Parágrafo único.           Art.  a sanção patrimonial  à  repercussão  empregados ou terceiros contratados por essas entidades. contratação ou  ou de qualquer outra atividade ilícita.  a  título  de  comissão. No âmbito do Ministério Público da União é vedada a  indiciado. de entidade que receba subvenção. e notadamente:         I ­ receber. 21. direta ou indireta. e as      Dos Atos de Improbidade Administrativa instruções   necessárias   à   aplicação   desta   Lei. perderá o agente  público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao  seu patrimônio. Fica criado o Programa Permanente de Treinamento  e   Desenvolvimento.                V ­ receber vantagem econômica de qualquer natureza.  limitando­se. de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual.   9°   Constitui   ato   de   improbidade   administrativa  da União. importância superior a oitenta por cento  autoridade   administrativa   responsável   pelo   inquérito   representar  da remuneração devida ao Procurador­Geral da República. 20.  1°   desta   lei. Estão também  sujeitos às  penalidades  fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor  desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio  de mercado. àquele que.  de  cônjuge.

  teor   de   medida          IV ­ permitir ou facilitar a alienação.                II ­ retardar ou deixar de praticar.  natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio  bem   como   no   que   diz   respeito   à   conservação   do   patrimônio  ou à renda do agente público. em obra ou serviço particular. (Incluído pela Lei nº 11. por qualquer forma. 10. para omitir ato de ofício. Constitui  ato de improbidade administrativa  que  atenta   contra   os   princípios   da   administração   pública   qualquer  ação   ou   omissão   que   viole   os   deveres   de   honestidade. permuta ou locação de  política   ou   econômica   capaz   de   afetar   o   preço   de   mercadoria. declaração a que esteja obrigado. e notadamente: Seção III Dos Atos de Improbidade Administrativa que Atentam Contra os  Princípios da Administração Pública                Art. formalidades previstas na lei. aplicáveis à espécie. de pessoa física ou jurídica. 1º   desta  lei. Constitui  ato de improbidade administrativa que  causa   lesão   ao   erário   qualquer   ação   ou   omissão.  de   servidor   público. Independentemente das sanções penais. no  exercício  de  mandato.   apropriação.         V ­ frustrar a licitude de concurso público. natureza. na regra de competência.                       IX ­ perceber vantagem econômica para intermediar a  veículos. terceiro. indevidamente.   está   o  normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou  responsável   pelo   ato   de   improbidade   sujeito   às   seguintes  cominações: inidônea.   verbas   ou   valores   integrantes   do   acervo  patrimonial das entidades mencionadas no art.   rendas. por preço inferior ao de mercado. providência ou  essas entidades. civis e                  VI   ­   realizar   operação   financeira   sem   observância   das  administrativas. de 2005)                XII ­ usar. 1º desta lei.   e   lealdade   às   instituições. 1° desta lei. 12.          II ­ permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica  privada   utilize   bens. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das  associada   sem   observar   as   formalidades   previstas   na   lei. consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que  tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação                 XII ­  permitir. em  proveito próprio.               VI ­ receber vantagem econômica de qualquer natureza. sem observância das                 VII ­ revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de  formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie. verbas ou valores  do patrimônio de qualquer das  lo. de 2005) Seção II Dos Atos de Improbidade Administrativa que Causam Prejuízo ao  Erário                Art. bens. facilitar ou concorrer  para que terceiro se  ou omissão decorrente das atribuições do agente público. ao seu patrimônio bens.         VIII ­ frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá­lo  indevidamente.   emprego   ou  função   pública. rendas.   9°.107.          VI ­ deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê­ bens.  para  si  ou  para outrem.                   VII ­  adquirir.   ou   ainda  a  prestação  de  serviço  por  parte  CAPÍTULO III delas. 1° desta lei.                III ­ doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente  despersonalizado.   dolosa   ou  culposa.   máquinas. durante  enriqueça ilicitamente.   empregados   ou   terceiros   contratados   por  direta ou indiretamente.  bens   de   qualquer          X ­ agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda. lei.                 IX  ­  ordenar   ou  permitir   a  realização   de  despesas  não  autorizadas em lei ou regulamento. bem como o trabalho                 X ­ receber vantagem econômica de qualquer natureza.   cargo. entidades mencionadas no art.                XI ­ liberar verba pública sem  a estrita observância das  normas   pertinentes   ou   influir   de   qualquer   forma   para   a   sua                 VIII ­ aceitar emprego. ato de  ofício. no  art. verbas ou           XV – celebrar contrato de rateio de consórcio público sem  valores   integrantes   do   acervo   patrimonial   das   entidades  suficiente   e   prévia   dotação   orçamentária. 1º desta lei. sem a observância das formalidades legais ou regulamentares          IV ­ negar publicidade aos atos oficiais. rendas.   antes   da   respectiva   divulgação   oficial. observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis  à espécie. (Incluído pela Lei nº 11. Das Penas          V ­ permitir ou facilitar a aquisição.107.   legalidade.  entidades mencionadas no art.   previstas   na   legislação   específica.   perda  dos   bens   ou   valores  .   verbas   ou   valores   integrantes   do                 III ­ revelar fato ou circunstância de que tem ciência em  acervo patrimonial  das  entidades  mencionadas  no art.          XIII ­ permitir que se utilize.   ou   sem   observar   as  mencionadas no art.  objeto   a   prestação   de   serviços   públicos   por   meio   da   gestão  rendas. 1º desta lei.   medida.                 VII  ­  conceder  benefício  administrativo  ou   fiscal   sem   a                  I   ­   na   hipótese   do   art.  malbaratamento   ou   dilapidação   dos   bens   ou   haveres   das  entidades referidas no art. 1° desta lei. comissão ou exercer atividade de  aplicação irregular.  direta ou indireta.                Art.   peso. para fazer declaração falsa sobre medição ou  avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço. permuta ou locação de  bem ou serviço por preço superior ao de mercado. a atividade. de   bens. 1º desta lei.   equipamentos   ou   material   de   qualquer  liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza. 11.   de   propriedade   ou   à   disposição   de   qualquer   das  entidades mencionadas no art.   que   enseje   perda   patrimonial. ou sobre  quantidade.   desvio.   e  notadamente:                 I   ­   facilitar   ou   concorrer   por   qualquer   forma   para   a          I ­ praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou  incorporação ao patrimônio particular.         XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por          XI ­ incorporar. 1º  desta  razão das atribuições e que deva permanecer em segredo.  diverso daquele previsto.   rendas. público.   qualidade   ou   característica   de  mercadorias   ou   bens   fornecidos   a   qualquer   das   entidades  mencionadas no art.  imparcialidade. ainda que de fins educativos ou assistências.  bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas  bem ou serviço.

 em  favor  da  pessoa jurídica prejudicada pelo  e   proventos   de   qualquer   natureza. o  CAPÍTULO IV exame   e   o   bloqueio   de   bens. 822 e 825 do Código de Processo Civil.   ainda   que   por  intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. proveito patrimonial obtido pelo agente.  perda  da  função  pública.   contas   bancárias   e   aplicações  Da Declaração de Bens financeiras mantidas pelo indiciado no exterior.717. prazo determinado. A sentença que julgar  procedente ação civil  de           § 4º O declarante. nos termos da lei e  dos tratados internacionais. A rejeição não  impede a representação ao Ministério Público. assim como o  o disposto nos arts. poderá entregar cópia da  reparação   de   dano   ou   decretar   a   perda   dos   bens   havidos  declaração  anual  de  bens  apresentada  à   Delegacia  da   Receita  ilicitamente   determinará   o   pagamento   ou   a   reversão   dos   bens.   a   requerimento.            § 2º A autoridade administrativa rejeitará a representação.112.366. de 11 de dezembro de 1990 e. pagamento de multa civil de até cem vezes  o   valor   da   remuneração   percebida   pelo   agente   e   proibição   de  contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos  fiscais   ou   creditícios. morais ou  sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha  à imagem que houver provocado. ressarcimento integral do dano. acordo ou conciliação nas ações  bens e valores patrimoniais. aplica­se.  suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos. conterá a qualificação do representante. 6o da Lei no 4. no que couber. Além da sanção penal.   ainda   que   por  intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.   com   as   necessárias  ilícito.                Art.   móveis.   O   Ministério   Público   ou   Tribunal   ou  Conselho   de   Contas   poderá. ou que a prestar falsa. dinheiro.  em   despacho   fundamentado.   direta   ou   indiretamente. 14.  Federal na conformidade da legislação do Imposto sobre a Renda  conforme  o caso. pagamento  de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de  contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos  fiscais   ou   creditícios. e qualquer outra espécie de          § 1º É vedada a transação. se  houver. atualizações. perda da função pública.         III ­ na hipótese do art. nos termos do art. 18. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade  quando o autor da denúncia o sabe inocente. localizado no País ou no exterior. que terá  o  rito  ordinário.  se   concorrer   esta   circunstância. a  comissão representará ao Ministério Público ou à procuradoria do  órgão   para   que   requeira   ao   juízo   competente   a   decretação   do  seqüestro dos bens do agente ou terceiro que tenha enriquecido  ilicitamente ou causado dano ao patrimônio público. o denunciante está  assinada.  22 desta lei.   19.   de   acordo   com   os   respectivos  regulamentos disciplinares.   sem   prejuízo   de   outras   sanções   cabíveis. a fim de ser arquivada no  proposta   pelo   Ministério   Público   ou   pela   pessoa   jurídica  serviço de pessoal competente. e.         Pena: detenção de seis a dez meses e multa.  semoventes.  como fiscal   da  lei. 10.acrescidos   ilicitamente   ao   patrimônio. a autoridade  determinará a imediata apuração dos fatos que.  sob pena  de  público que se recusar a prestar declaração dos bens. A comissão processante dará conhecimento ao  Ministério   Público   e   ao   Tribunal   ou   Conselho   de   Contas   da  existência  de  procedimento  administrativo  para  apurar   a prática  de ato de improbidade. a seu critério.          II ­ na hipótese do art. em  se   tratando   de   servidor   militar. A ação principal. abrangerá os bens e valores patrimoniais do           § 2º A Fazenda Pública.                § 3o   No caso de a ação principal ter sido proposta pelo          § 2º A declaração de bens será anualmente atualizada e na  Ministério Público. que será escrita ou reduzida a termo e          Parágrafo único. 16.  art. de 1996)         § 3º Será punido com a pena de demissão.   direta   ou   indiretamente. suspensão dos direitos políticos  de três a cinco anos.   designar  representante para acompanhar o procedimento administrativo.                 Art. pelo  prazo de dez anos.                Art. dentro do  nulidade. .   Constitui   crime   a   representação   por   ato   de  improbidade   contra   agente   público   ou   terceiro   beneficiário. pelo  prazo de cinco anos. 17. ações. 11.   ainda   que   por  intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário.  suspensão  dos  direitos políticos de oito a dez anos.   ressarcimento   integral   do  dano. (Regulamento) interessada.   se   esta   não   contiver   as  formalidades estabelecidas no § 1º deste artigo.         Parágrafo único. (Redação dada  cargo. Havendo fundados indícios de responsabilidade. pelo  prazo de três anos.   perda   da   função   pública. 15.          Art. administrativa competente para que seja instaurada investigação  destinada a apurar a prática de ato de improbidade. de 29 de junho de 1965.  perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio. quando for o caso. promoverá as  cônjuge   ou   companheiro.  A posse  e o  exercício  de  agente  público ficam  condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores                 Art. ressarcimento integral do dano. para suprir a exigência contida no caput e no § 2°  deste artigo .   dentro   de   trinta   dias   da   efetivação   da   medida  cautelar. se não intervir no processo como  público. conhecimento. atuará  obrigatoriamente.   dos   filhos   e   de   outras   pessoas   que  ações   necessárias   à   complementação   do   ressarcimento   do  vivam   sob   a   dependência   econômica   do   declarante.         § 1º A representação. 13. emprego ou função.   o   agente  parte.         § 2° Quando for o caso. será  que compõem o seu patrimônio privado. quando for o caso. o pedido incluirá a investigação. pagamento de multa civil de  até   três   vezes   o  valor   do  acréscimo   patrimonial   e  proibição  de  contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos  fiscais   ou   creditícios.                 §   1°   A   declaração   compreenderá   imóveis. as informações  sujeito a indenizar o denunciado pelos danos materiais. em se tratando  de   servidores   federais.   quando  houver.   direta   ou   indiretamente.  de que trata o caput. apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. a bem do serviço          § 4º O Ministério Público.         § 3º Atendidos os requisitos da representação.   excluídos  patrimônio público.                 Parágrafo   único. pela Lei nº 9. Na fixação das penas previstas nesta lei o          § 1º O pedido de seqüestro será processado de acordo com  juiz levará em conta a extensão do dano causado. CAPÍTULO VI CAPÍTULO V Do Procedimento Administrativo e do Processo Judicial Das Disposições Penais                 Art. 148 a 182 da Lei nº 8. o disposto no § 3o do  data   em   que   o   agente   público   deixar   o   exercício   do   mandato.                Art.   será   processada   na   forma   prevista   nos  arts. títulos.

               Art.  Administração. salvo  Administração direta e da estrutura da Administração indireta. do processo administrativo.          I ­ até cinco anos após o término do exercício de mandato.         X ­ garantia dos direitos à comunicação.   sem   prejuízo   de   outros   previstos   em   ato  aos princípios da legalidade.  A   autoridade   judicial  ou   administrativa          IV ­ atuação segundo padrões éticos de probidade.   poderá   requisitar   a   instauração   de  adequado grau de certeza.         II ­ entidade ­ a unidade de atuação dotada de personalidade  CAPÍTULO III jurídica.         I ­ órgão ­ a unidade de atuação integrante da estrutura da           IV ­ fazer­se assistir.  ressalvadas as previstas em lei. vedada a renúncia  total   ou  parcial   de   poderes  ou  competências.                III ­ autoridade ­ o servidor ou agente público dotado de  poder de decisão. os critérios de:         I ­ atuação conforme a lei e o Direito.                 Parágrafo  único. previstas nesta lei podem ser propostas:                 XI   ­   proibição   de   cobrança   de   despesas   processuais.          III ­ formular alegações e apresentar documentos antes da  decisão.                 Parágrafo   único.   ampla   defesa. controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas. CAPÍTULO IV . finalidade. vedada  sentença condenatória.   à   proteção   dos   direitos   dos  administrados   e   ao   melhor   cumprimento   dos   fins   da  Administração. Para apurar  qualquer ilícito previsto nesta lei. 3o O administrado tem os seguintes direitos perante a  Administração. observados. 23.   14.   visando. facultativamente.  quando  a  medida se  fizer  necessária  à  instrução           V ­ divulgação oficial dos atos administrativos. administrados. suficientes para propiciar  com   o   disposto   no   art.         I ­ da efetiva ocorrência de dano ao patrimônio público. de ofício. as hipóteses de sigilo previstas na Constituição. 2o A Administração Pública obedecerá. urbanidade e boa­fé.   contraditório.  salvo  autorização                 IV ­ prestar  as informações que lhe forem  solicitadas e  colaborar para o esclarecimento dos fatos. decoro e  competente poderá determinar o afastamento do agente público  boa­fé.   os   quais   serão   objeto   de   consideração   pelo   órgão          § 2o Para os fins desta Lei. sem           II ­ dentro do prazo prescricional previsto em lei específica  prejuízo da atuação dos interessados.  vedada aplicação retroativa de nova interpretação. DOS DIREITOS DOS ADMINISTRADOS          Art. à apresentação de  alegações   finais. vedada a imposição de  independe: obrigações. interesse público e eficiência. CAPÍTULO II CAPÍTULO VII Normas sobre o Processo Administrativo no  âmbito da Administração Pública Federal  (Lei n. Ministério   Público.   emprego   ou   função. por advogado.   sem   prejuízo   da  remuneração. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções  situações de litígio. de 29/1/1999) Art.         II ­ proceder com lealdade.   de   ofício.   1o   Esta   Lei   estabelece   normas   básicas   sobre   o   processo  administrativo   no   âmbito   da   Administração   Federal   direta   e  indireta.                VII ­ indicação dos pressupostos de fato e de direito que                 II ­ da aprovação ou rejeição das  contas pelo órgão de  determinarem a decisão. de cargo em comissão ou de função de confiança. nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. melhor   garanta   o   atendimento   do   fim   público   a   que   se   dirige. entre outros.   a   requerimento   de   autoridade  administrativa   ou   mediante   representação   formulada   de   acordo                 IX ­ adoção de formas simples.          § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos  obter   cópias   de   documentos   neles   contidos   e   conhecer   as  dos   Poderes   Legislativo   e   Judiciário   da   União.          II ­ ter ciência da tramitação dos processos administrativos  em   que   tenha   a   condição   de   interessado. DOS DEVERES DO ADMINISTRADO                 Art. 22.         II ­ atendimento a fins de interesse geral. direitos   políticos   só   se   efetivam   com   o   trânsito   em   julgado   da          III ­ objetividade no atendimento do interesse público. a promoção pessoal de agentes ou autoridades.                XII ­ impulsão. ressalvadas  processual. do   exercício   do   cargo.784. o  dos direitos dos administrados. por força de lei. segurança e respeito aos direitos dos  inquérito policial ou procedimento administrativo. 20.                 Art. para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço                 XIII ­ interpretação da norma administrativa da forma que  público.   quando   no  decisões proferidas. quando obrigatória a representação.º 9. A perda  da função pública  e a suspensão dos  em lei.   21. nos processos de que possam resultar sanções e nas                Art.   em   especial. motivação. segurança jurídica. consideram­se: competente.          I ­ expor os fatos conforme a verdade.   restrições   e   sanções   em   medida   superior   àquelas  estritamente necessárias ao atendimento do interesse público. desempenho de função administrativa.  que deverão facilitar o exercício de seus direitos e o cumprimento  de suas obrigações.   Nos   processos   administrativos   serão          III ­ não agir de modo temerário. razoabilidade.                VIII – observância das formalidades essenciais à garantia                 Art.   ter   vista   dos   autos.   A   aplicação   das   sanções   previstas   nesta   lei           VI ­ adequação entre meios e fins.   moralidade.   4o   São   deveres   do   administrado   perante   a           Art.  normativo: proporcionalidade.   sem   prejuízo   de   outros   que   lhe   sejam  assegurados:         I ­ ser tratado com respeito pelas autoridades e servidores. dentre outros.   à   produção   de   provas   e   à   interposição   de  Da Prescrição recursos.

explicitamente   esta   qualidade   e   considerar­se­ão   editadas   pelo          V ­ data e assinatura do requerente ou de seu representante. 14. CAPÍTULO V DOS INTERESSADOS CAPÍTULO VII DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO                Art.DO INÍCIO DO PROCESSO         II ­ a decisão de recursos administrativos. o processo  ser   formulados   em   um   único  requerimento. delegado. para efeitos disciplinares. testemunha   ou   representante.   quando  conveniente.   podendo   conter          II ­ identificação do interessado ou de quem o represente. se não  DA FORMA. O ato de delegação e sua revogação deverão ser  que for admitida solicitação oral. 15.   É   vedada   à   Administração   a   recusa          Art. sem efeito suspensivo. Pode ser argüida a suspeição de autoridade ou  servidor   que   tenha   amizade   íntima   ou   inimizade   notória   com  CAPÍTULO VI algum   dos   interessados   ou   com   os   respectivos   cônjuges. TEMPO E LUGAR DOS ATOS DO PROCESSO houver   impedimento  legal. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão  elaborar modelos ou formulários padronizados para assuntos que  publicamente   os   locais   das   respectivas   sedes   e. O indeferimento de alegação de suspeição poderá  órgãos administrativos a que foi atribuída como própria.  em   vernáculo. 18. .         § 1o Os atos do processo devem ser produzidos por escrito.                Art.         Art. a duração e os  objetivos   da   delegação   e   o   recurso   cabível. tocante a direitos e interesses coletivos. 12. poderão          Art. Um órgão administrativo e seu titular poderão.   social. razão   de   circunstâncias   de   índole   técnica. Inexistindo competência legal específica.  no  interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro. em caráter excepcional e por motivos  imotivada   de   recebimento   de   documentos.   A   autoridade   ou   servidor   que   incorrer   em          IV ­ as pessoas ou as associações legalmente constituídas  impedimento   deve   comunicar   o   fato   à   autoridade   competente. os limites da atuação do delegado. autoridade delegante.          Art. autoridade. sem terem iniciado o processo. casos de delegação e avocação legalmente admitidos.   em  de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir.                IV ­ formulação do pedido. 20. ressalvada previsão especial em ato  impedimento constitui falta grave.   19.  DA COMPETÊNCIA companheiros. 9o São legitimados  como interessados no processo           Art.                III ­ domicílio do requerente ou local para recebimento de          § 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela  comunicações. O disposto no caput deste artigo aplica­se à  assinatura da autoridade responsável.  representação.                 Art.                 Art. interesse especial. têm direitos  quanto ao cônjuge. companheiro ou parente e afins até o terceiro  ou   interesses   que   possam   ser   afetados   pela   decisão   a   ser  grau.                 Art. 5o O processo administrativo pode iniciar­se de ofício ou                 III ­ as matérias de competência exclusiva do órgão ou  a pedido de interessado. competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. deve ser formulado por escrito e  publicados no meio oficial. adotada. salvo casos em                Art. delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos  presidentes. 17. Será permitida. conter os seguintes dados:         § 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes          I ­ órgão ou autoridade administrativa a que se dirige. Não podem ser objeto de delegação:                § 3o  A autenticação de documentos  exigidos em  cópia          I ­ a edição de atos de caráter normativo.         Art.   devendo   o   servidor  relevantes   devidamente   justificados. normativo próprio.  salvo  preceito   legal  administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor  grau hierárquico para decidir. com exposição dos fatos e de          § 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar  seus fundamentos.   econômica.                III ­ esteja litigando judicial ou administrativamente com o                  III  ­  as  organizações   e associações   representativas. o reconhecimento de  firma  somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade. quanto a direitos ou interesses difusos. CAPÍTULO VIII         Art.                 Parágrafo   único. parentes e afins até o terceiro grau. 22.   com   a   data   e   o   local   de   sua   realização   e   a          Parágrafo único.  delegar  parte  da  sua  competência a  outros   órgãos   ou   titulares.         Art. Os atos do processo administrativo não dependem  hierarquicamente   subordinados. em contrário. 11.   8o   Quando   os   pedidos   de   uma   pluralidade   de  interessados tiverem conteúdo e fundamentos idênticos. 16.                Art. salvo os  ser objeto de recurso.  abstendo­se de atuar. 6o O requerimento inicial do interessado.                  Parágrafo   único.   a   unidade   fundacional   competente   em   matéria   de  importem pretensões equivalentes. poderá ser feita pelo órgão administrativo.   A   omissão   do   dever   de   comunicar   o  os maiores de dezoito anos.                § 2o  Salvo  imposição  legal.   ou   se   tais   situações   ocorrem          II ­ aqueles que. ressalva de exercício da atribuição delegada. É impedido de atuar em processo administrativo o  servidor ou autoridade que: administrativo:         I ­ pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares          I ­ tenha interesse direto ou indireto na matéria.   quando   for   conveniente. 21.   ainda   que   estes   não   lhe   sejam           Art. 10. São capazes. transferidos. para fins de processo administrativo. 13.  jurídica ou territorial.   a   avocação   temporária   de  orientar o interessado quanto ao suprimento de eventuais falhas. de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de                 II ­ tenha participado ou venha a participar como perito. A competência é irrenunciável e se exerce pelos           Art.   7o  Os   órgãos   e   entidades   administrativas   deverão                 Art.

 forma e condições de atendimento. O interessado poderá. de seu interesse. Antes da tomada de decisão. interesse geral.   se   entender   relevante   a   matéria. respectiva ata. ônus. Quando o interessado declarar que fatos e dados  estão   registrados   em   documentos   existentes   na   própria  efetuada por meio de publicação oficial. para ciência de decisão ou a efetivação de diligências. a juízo da autoridade. Administração   responsável   pelo   processo   ou   em   outro   órgão                  §   5o   As   intimações   serão   nulas   quando   feitas   sem  administrativo.                 §   4o   No   caso   de   interessados   indeterminados. Os atos do processo devem realizar­se em dias  úteis.         Art.   lavrando­se   a  dias úteis quanto à data de comparecimento. 37. mencionando­se data. poderá ser realizada audiência           I ­ identificação do intimado e nome do órgão ou entidade  pública para debates sobre a matéria do processo. Os resultados da consulta e audiência pública e de  se representar.         § 1o A intimação deverá conter:                 Parágrafo  único. o órgão competente poderá.   antes   da   decisão   do   pedido.   26. mediante despacho                 Parágrafo único. hora e local em que deve comparecer. O prazo previsto neste artigo pode ser  motivado. mediante comprovada justificação.                Art. DA COMUNICAÇÃO DOS ATOS         § 2o O comparecimento à consulta pública não confere. São inadmissíveis no processo administrativo as  ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que  provas obtidas por meios ilícitos. dele   participem   devem   ser   praticados   no   prazo   de   cinco   dias. Os órgãos e entidades administrativas.          Art. Quando  necessária à instrução do processo. 35. o órgão competente para a instrução proverá.  serão expedidas intimações para esse fim.  bem  como  aduzir  alegações  referentes  à  pelo administrado. outros   meios   de   participação   de   administrados   deverão   ser                  V   ­   informação   da   continuidade   do   processo  apresentados com a indicação do procedimento adotado. por telegrama ou outro                Art. em matéria          II ­ finalidade da intimação.   as   provas   propostas   pelos   interessados   quando  sanções  ou   restrição   ao  exercício  de  direitos  e  atividades  e  os  sejam ilícitas. 24.  por via postal com aviso de recebimento. para a instrução e do disposto no art. Quando a matéria do processo envolver assunto de  salvo motivo de força maior. audiência de outros órgãos ou entidades administrativas poderá          § 2o A intimação observará a antecedência mínima de três  ser realizada em reunião conjunta. nem  a renúncia a direito  diligências  e perícias.  diante da relevância da questão.   mas   o   comparecimento   do  ofício.   27. a intimação deve ser                 Art. 38. por                  Art. poderão estabelecer  outros meios de participação de  administrados. associações legalmente reconhecidas. à obtenção dos documentos ou das respectivas cópias.         § 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo. a ser juntada aos autos.  que   poderá  ser comum a todas as alegações substancialmente iguais. 32. autos os dados necessários à decisão do processo.                Art. 39. mediante decisão  que resultem para o interessado em imposição de deveres.   O   órgão   competente   perante   o   qual   tramita   o  si.         Art. abrir período de consulta pública para manifestação de  dilatado até o dobro. mas confere o direito  processo   administrativo  determinará  a  intimação   do   interessado  de  obter   da   Administração   resposta  fundamentada. 23.  desconhecidos ou com domicílio indefinido.   cientificando­se   o                  §   1o   A   abertura   da   consulta   pública   será   objeto   de  interessado se outro for o local de realização. a          VI ­ indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.   juntar   documentos   e   pareceres. 34.         Art. no horário normal de funcionamento da repartição na qual          § 1o O órgão competente para a instrução fará constar dos  tramitar o processo.   sem   prejuízo   do   direito   dos   interessados   de   propor  atuações probatórias. 29.   se   não   houver   prejuízo  para a parte interessada.         Art.   25.  sem  prejuízo   do   dever   atribuído  ao   órgão   competente  meio que assegure a certeza da ciência do interessado. poderá o  órgão   competente. atos de outra natureza.         Art.          Art. com a participação de titulares  ou   representantes   dos   órgãos   competentes. 33.         Parágrafo único. Quando for necessária a prestação de informações  CAPÍTULO X ou   a   apresentação   de   provas   pelos   interessados   ou   terceiros.   diretamente   ou   por   meio   de   organizações   e          III ­ data. administrado supre sua falta ou irregularidade. independentemente do seu comparecimento. Cabe ao interessado a prova dos fatos que tenha  alegado. terceiros. motivação do relatório e da decisão. 28.  No  prosseguimento  do   processo. administrativa.   fixando­se   prazo   para  CAPÍTULO IX oferecimento de alegações escritas. ou fazer­         Art. Devem ser objeto de intimação os atos do processo                 § 2o Somente poderão ser recusadas. Não sendo atendida a intimação. Inexistindo disposição específica. 36. impertinentes.         IV ­ se o intimado deve comparecer pessoalmente. estes. Serão concluídos depois do horário normal                  §   2o   Os   atos   de   instrução   que   exijam   a   atuação   dos  os atos já iniciados. de  observância   das   prescrições   legais.  fundamentada. divulgação pelos meios oficiais. na fase instrutória e antes da                  Art. relevante.                §   4o   O   processo   deverá   ter   suas   páginas   numeradas  se   de   ofício   ou   mediante   impulsão   do   órgão   responsável   pelo  seqüencialmente e rubricadas.  será          § 1o Os elementos probatórios deverão ser considerados na  garantido direito de ampla defesa ao interessado. matéria objeto do processo. 37 desta Lei.                 Art. 31.   Os   atos   do   processo   devem   realizar­se  preferencialmente   na   sede   do   órgão. As atividades de instrução destinadas a averiguar e  comprovar os dados necessários à tomada de decisão realizam­         Parágrafo único.   O   desatendimento   da   intimação   não   importa   o  tomada   da   decisão.  DA INSTRUÇÃO prazo. processo. os atos do órgão                 Art. cujo adiamento prejudique o curso regular do  interessados   devem   realizar­se   do   modo   menos   oneroso   para  procedimento ou cause dano ao interessado ou à Administração. 30.   requerer  reconhecimento da verdade dos  fatos. desnecessárias ou protelatórias. a condição de interessado do processo.          Art. a fim de que pessoas físicas ou  jurídicas   possam   examinar   os   autos.   suprir   de  .

 o não atendimento no prazo fixado pela Administração          VI ­ decorram de reexame de ofício.   o   órgão  PROCESSO responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro  órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes.         I ­ neguem.   mediante   manifestação  escrita. em face  seleção pública. serão parte integrante do ato.  quinze dias.ofício a omissão. Administração tem o prazo de até trinta dias para decidir. 47.          Art. 56. CAPÍTULO XV         II ­ imponham ou agravem deveres. atuações ou documentos solicitados  ao   interessado   forem   necessários   à   apreciação   de   pedido          V ­ decidam recursos administrativos. o processo não terá seguimento até a                 § 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza.  o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de                 Art. caso. CAPÍTULO XI                 Art.   e   pode   revogá­los   por  autoridade competente.  respectiva   apresentação. salvo comprovada má­fé.   o   processo   poderá   ter                 § 3o A motivação das decisões de órgãos  colegiados e  prosseguimento e ser decidido com sua dispensa. 49.   o   parecer   deverá   ser   emitido   no   prazo   máximo   de                 § 1o A motivação deve ser explícita. Encerrada a instrução. para   a   respectiva   apresentação   implicará   arquivamento   do  processo. A Administração deve anular seus próprios atos. Quando por disposição de ato normativo devam ser  CAPÍTULO XIII previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e  DA DESISTÊNCIA E OUTROS CASOS DE EXTINÇÃO DO  estes   não   cumprirem   o   encargo   no   prazo   assinalado. imagem. a desistência ou renúncia  atinge somente quem a tenha formulado. 40. O órgão de instrução que não for competente para  DA ANULAÇÃO. salvo                 § 2o Considera­se exercício do direito de anular qualquer  prorrogação por igual período expressamente motivada. das decisões. 55.                 Art. Em caso de risco iminente. clara e congruente.   se   a  Administração considerar que o interesse público assim o exige.   O   interessado   poderá. Os interessados têm direito à vista do processo e a  obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos                  Art.   54. Das decisões administrativas cabe recurso. a  decadência contar­se­á da percepção do primeiro pagamento. fundamentos de anteriores pareceres. DO RECURSO ADMINISTRATIVO E DA REVISÃO                 III  ­  decidam  processos  administrativos  de concurso  ou          Art. sem prejuízo  comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de  da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento. quando: própria Administração. o prazo de          Art. manifestar­se no prazo máximo de dez dias.   Os   interessados   serão   intimados   de   prova   ou  relatórios oficiais.   51. não se eximindo de proferir a decisão. REVOGAÇÃO E CONVALIDAÇÃO emitir a decisão final elaborará relatório indicando o pedido inicial. com antecedência mínima de três dias úteis. decisões ou  propostas.   52.   contados   da   data   em   que  decisão   nos   processos   administrativos   e   sobre   solicitações   ou  foram praticados. que. medida de autoridade administrativa que importe impugnação à  CAPÍTULO XII validade do ato. CAPÍTULO XIV          Art. 46. o interessado terá o direito de  ainda. em matéria de sua competência.   objetivamente   justificada. encargos ou sanções. . motivo de conveniência ou oportunidade. ressalvados os dados e documentos de terceiros  processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão  protegidos  por   sigilo  ou  pelo  direito  à  privacidade. 53. 44.  mencionando­se data. de razões de legalidade e de mérito.   responsabilizando­se   quem   der   causa  pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos  ao atraso. 43.   O   órgão   competente   poderá  declarar   extinto   o  que o integram. diligência ordenada. a Administração Pública  poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a           § 2o A desistência ou renúncia do interessado. 45.   suspensão   ou  convalidação de ato administrativo. 48.   encaminhando   o   processo   à  quando   eivados   de   vício   de   legalidade. Quando dados.         Art.         Art. salvo se outro prazo  for legalmente fixado.   desistir   total   ou   parcialmente   do   pedido   formulado   ou.  decisão.         § 1o Havendo vários interessados. com  apresentarem   defeitos   sanáveis   poderão   ser   convalidados   pela  indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos. neste caso.         Art.         Art. A Administração tem o dever de explicitamente emitir  destinatários   decai   em   cinco   anos. termo escrito. informações. conforme o  prévia manifestação do interessado. reclamações. limitem ou afetem direitos ou interesses.  à  honra  e  à  se tornar impossível.   propostas   e                  Art. respeitados os direitos  adquiridos. inútil ou prejudicado por fato superveniente. renunciar a direitos disponíveis.   41. Quando deva ser obrigatoriamente ouvido um órgão  consultivo.   não   prejudica   o   prosseguimento   do   processo.         Art. os atos que          Art. salvo norma especial ou comprovada necessidade de  podendo   consistir   em   declaração   de   concordância   com  maior prazo.         § 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos.   revogação. DO DEVER DE DECIDIR          Art.          § 2o Se um parecer obrigatório e não vinculante deixar de  ser   emitido   no   prazo   fixado.   O   direito   da   Administração   de   anular   os   atos  administrativos   de   que   decorram   efeitos   favoráveis   para   os          Art. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem  lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros. 42. DA MOTIVAÇÃO               IV ­ dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo  licitatório. 50. Concluída a instrução de processo administrativo.                 VIII   ­   importem   anulação.   laudos. desde que não prejudique direito ou garantia dos  interessados.                 VII   ­   deixem   de   aplicar   jurisprudência   firmada   sobre   a  questão   ou   discrepem   de   pareceres. formulado. hora e local de realização. Os atos administrativos deverão ser motivados.            § 1o Se um parecer obrigatório e vinculante deixar de ser  emitido no prazo fixado.

 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 62. CAPÍTULO XVIII         Art. pedido.   69.   Os   processos   administrativos   de   que   resultem  sanções poderão ser revistos.         II ­ perante órgão incompetente         III ­ por quem não seja legitimado.   a   interposição   de   recurso  DOS PRAZOS administrativo independe de caução.   quanto   a   direitos   ou  interesses difusos. 61. DAS SANÇÕES                 §  1o   Quando   a  lei  não   fixar  prazo  diferente. 178o da Independência e 111o  recorrida   ou   a   imediatamente   superior   poderá. contado a partir  CAPÍTULO XVII da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. Salvo disposição legal específica. 64. afetados pela decisão recorrida.         § 1o Na hipótese do inciso II. tem­se como termo o último  dia do mês. encaminhará à autoridade superior. 70. 66. 57. ante justificativa explícita. os prazos processuais não se suspendem. O recurso interpõe­se por meio de requerimento no  DAS DISPOSIÇÕES FINAIS qual   o   recorrente   deverá   expor   os   fundamentos   do   pedido   de  reexame.         Art.               § 1o O recurso será dirigido à autoridade que proferiu a          Parágrafo único.   terão   natureza   pecuniária   ou   consistirão   em  a partir do recebimento dos autos pelo órgão competente. incluindo­se o do vencimento. equivalente àquele do início do prazo. aplicando­se­lhes apenas           Art. 60. CAPÍTULO XVI                 §   2o   Salvo   exigência   legal. prorrogado por igual período. apresentem alegações.                 Art.  no  data   a   data.   Salvo   motivo   de   força   maior   devidamente  comprovado. Interposto o recurso.                 IV  ­   os   cidadãos   ou   associações.                Art.   Se   no   mês   do   vencimento   não   houver   o   dia  tocante a direitos e interesses coletivos.   67. obrigação de fazer ou de não fazer.  anular   ou   revogar.                 Art.   58. .   Têm   legitimidade   para   interpor   recurso          § 1o Considera­se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil  administrativo: seguinte   se   o   vencimento   cair   em   dia   em   que   não   houver                I ­ os titulares de direitos e interesses que forem parte no  expediente ou este for encerrado antes da hora normal.                 Art. 59.  competente.                § 3o Os prazos fixados em meses ou anos contam­se de                  III  ­  as  organizações   e associações   representativas. Havendo justo receio de prejuízo de difícil  ou   incerta   reparação   decorrente   da   execução.          Parágrafo único.   total   ou   parcialmente.                 §   2o   O   não   conhecimento   do   recurso   não   impede   a  Administração   de   rever   de   ofício   o   ato   ilegal.          Art.  a  decisão recorrida. excluindo­se da contagem o dia do começo e  três instâncias administrativas.   65. sendo­lhe devolvido o prazo para recurso. O órgão competente para decidir o recurso poderá  confirmar. o recurso não  subsidiariamente os preceitos desta Lei. é de dez dias o  prazo para interposição de recurso administrativo. quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes  suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada. processo.                 Art. dar efeito suspensivo ao recurso. salvo disposição legal diversa.                § 2o Os prazos expressos em dias contam­se de modo          II ­ aqueles cujos direitos ou interesses forem indiretamente  contínuo. assegurado sempre o direito          § 2o O prazo mencionado no parágrafo anterior poderá ser  de defesa.         Art.   a   autoridade          Brasília 29 de janeiro de 1999. se a matéria for de sua competência.   Os   processos   administrativos   específicos  continuarão a reger­se por lei própria. Da revisão do processo não poderá resultar  decisão. este deverá ser  cientificado para que formule suas alegações antes da decisão. Salvo disposição legal em contrário. será indicada ao recorrente a  autoridade competente.  o  recurso                  Art.         IV ­ após exaurida a esfera administrativa.   modificar. 63. se não a reconsiderar no prazo de cinco dias. o órgão competente para dele  conhecer   deverá   intimar   os   demais   interessados   para   que.  68. Os prazos começam a correr a partir da data da                 Art. a qualquer tempo.   no  prazo de cinco dias úteis. a qual.  a  serem   aplicadas  por  autoridade  administrativo deverá ser decidido no prazo máximo de trinta dias. podendo juntar os documentos que julgar convenientes. Se da aplicação do disposto neste artigo  puder decorrer gravame à situação do recorrente.   de   ofício   ou   a  da República.         Art.               Parágrafo único. tem efeito suspensivo.  As   sanções.   desde   que   não  ocorrida preclusão administrativa. O recurso não será conhecido quando interposto:         I ­ fora do prazo. o  agravamento da sanção.          Art. a pedido ou de  ofício. O recurso administrativo tramitará no máximo por  cientificação oficial.

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