O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização

“Existe vida na BE para além do MABE”? É hoje inquestionável a necessidade da auto-avaliação da BE, para que possa melhorar as suas práticas. A dúvida que se coloca é se será o MABE, um modelo adequado à realidade das BE portuguesas. O MABE, entre outros aspectos: - Pressupõe uma equipa multidisciplinar, com formação adequada, que desempenhe as tarefas inerentes ao funcionamento de uma biblioteca e principalmente que acompanhe os alunos na organização da aprendizagem; - Reforça a co-responsabilidade da BE nos resultados escolares dos alunos ao propor trabalho colaborativo entre o professor bibliotecário e os professores disciplinares. A BE que temos: - As equipas não são multidisciplinares. Da equipa da BE fazem parte, por imperativo legal, os professores com redução total da componente lectiva por motivos de saúde. Outros professores poderão, ainda, ser encaminhados para a BE por necessidade de horário. - Os professores, incluindo o bibliotecário, têm uma sobrecarga de horário, de tarefas e responsabilidades a que acrescem, muitas vezes, as formações realizadas ao sábado e /ou à noite. Neste contexto, não parece que possamos aplicar com seriedade o modelo proposto. A maioria dos condicionalismos impeditivos da aplicação do modelo não depende da capacidade de liderança do professor bibliotecário. Muitos de nós temos feito o caminho…caminhando. Mas de tanto caminhar estamos cansados.

Fernanda Mendonça

Fernanda Mendonça Página 1

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