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Módulo 04 – Professor Antonio Carlos Gomes da Costa1

Vídeo Aula 32

As Medidas Sócio-educativas e as penas previstas no código penal


de adultos.

As medidas sócio-educativas têm grande semelhança com as penas do código


penal de adultos. No Estatuto da Criança e do Adolescente, temos as medidas de
advertência, reparação do dano, liberdade assistida, prestação de serviços à
comunidade, semi-liberdade e privação da liberdade. Todas estas medidas também
existem no código penal de adultos, então, no que as medidas sócio-educativas se
diferenciam das penas? Em três aspectos:
1 - Aspecto cronológico: referente à duração das medidas.
2 - Aspecto topológico: referente ao lugar (topos), ou seja, o local de cumprimento
da medida, que não é no sistema penal de adultos.
3 - Aspecto teleológico: referente à finalidade das medidas.
As medidas sócio-educativas visam educar o adolescente para o convívio
social, por isso o nome sócio-educativo. Educar para o convívio social é educar o
adolescente para ser e conviver, ou seja, temos uma relação direta das medidas
sócio-educativas com o direito à educação, e com a escola, que é a instituição que
encarna, concretiza e expressa o direito à educação.

1
Antonio Carlos Gomes da Costa é pedagogo, participou da redação do Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) e foi oficial de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infância
(UNICEF).
2
Foram feitas apenas as adaptações necessárias à transposição do texto falado para o texto
escrito.
1
Como sócio-educar, ou educar para o convívio social, sem a escola? Por isso a
escola deve ser um espaço para o desenvolvimento pessoal e social dos jovens,
dentro do espírito e da letra do artigo segundo da Lei de Diretrizes e Bases:

“A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios


de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por
finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”

Assim, a educação básica e profissional é direito de todos os adolescentes


brasileiros, e deste direito, não estão fora aqueles que cometeram algum ato
infracional.