CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO – UNICEUMA CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SISTEMAS OPERACIONAIS PROFESSOR DANIEL AUGUSTO

ESTRUTURA INTERNA DO SITEMA OPERACIONAIS MONOLITICO

Autores:

SÃO LUIS 2010

ESTRUTURA INTERNA DO SITEMA OPERACIONAIS MONOLITICO

OBJETIVO Aposentaremos os conceitos relacionados ao o que é uma estrutura monolítica de um, Sistema Operacional, sua estrutura, funcionamento, vantagem e desvantagem, aplicações e classificações.

SUMÁRIO p. 1 INTRODUÇÃO ................................................................................ 2 VISÃO GERAL................................................................................ 3 ESTRUTURA DETALHADA .......................................................... 3.1 Kernel .......................................................................................... 3.2 Funcionamento........................................................................... 3.3 Características........................................................................... 3.4 Exemplo..................................................................................... 4 VANTAGENS ................................................................................. 5 DESVANTAGENS........................................................................... 6 CONCLUSÃO.................................................................................. 7 REFERÊNCIAS.............................................................................. 1 2 3 3 4 5 6 7 7 8 9

1 INTRODUÇÃO O sistema operacional é formado por um conjunto de rotinas que oferecem serviços aos usuários, às suas aplicações e também ao próprio sistema. Esse conjunto de rotinas é denominado núcleo do sistema ou kernel. Existe uma grande dificuldade em compreender a estrutura e o funcionamento de um sistema operacional, pois ele não é executado como uma aplicação seqüencial, com início, meio e fim. Os procedimentos do sistema são executados concorrentemente sem uma ordem predefinida, com base em eventos dissociados do tempo (eventos assíncronos). Muitos desses eventos estão tarefas internas do próprio sistema operacional. Neste trabalho será apresentada a estrutura interna dos Sistemas Monolíticos.

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2 VISÃO GERAL Sistema Operacional Monolítico é um termo oriundo dos estudos referentes a sistemas operacionais, que designa o modelo em que o sistema operacional é codificado por via de uma coleção de procedimentos, onde é permitido a qualquer um deles em qualquer parte do programa "chamar" outro procedimento. É um sistema que não possui uma estruturação bem definida, ele é escrito como um conjunto de procedimentos, cada um deles e livre para chamar outro sempre que necessário. Os parâmetros de cada processo devem ser bem definidos assim como o seu resultado, permitindo que qualquer um dos processos aproveite o resultado de algum outro. Não há nenhuma possibilidade de aplicar restrições quanto ao acesso de informações, cada processo pode ser visto por todos os outros. Nos sistemas monolíticos existe um mínimo de estruturação. Quando algum processo faz uma chamada de sistema o sistema operacional chaveia a máquina do modo usuário para o modo supervisor. A maioria dos processadores trabalha em dois modos de processamento: o modo kernel (supervisor) - onde é permitida a execução de todas as instruções básicas da máquina - e o modo usuário – onde certas instruções não são permitidas (como as de entrada e saída). Todavia, a arquitetura monolítica pode pagar um preço elevado por seu desempenho: a robustez e a facilidade de desenvolvimento. Caso um componente do núcleo perca o controle devido a algum erro, esse problema pode se alastrar rapidamente por todo o núcleo, levando o sistema ao colapso (travamento, reinicialização ou funcionamento errático). Além disso, a manutenção e evolução do núcleo se tornam mais complexas, porque as dependências e pontos de interação entre os componentes podem não ser evidentes: pequenas alterações na estrutura de dados de um componente podem ter um impacto inesperado em outros componentes, caso estes acessem aquela estrutura diretamente. A arquitetura monolítica foi a primeira forma de organizar os sistemas operacionais; sistemas UNIX antigos e o MS-DOS seguiam esse modelo.

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3 ESTRUTURA DETALHADA 3.1 Kernel

Não existe uma estruturação visível na organização monolítica. O Sistema operacional é escrito como um conjunto de procedimentos, sendo que um pode chamar qualquer um dos outros quando necessário. Quando utilizada essa estrutura, cada procedimento deve ter uma interface muito bem definida em termos de parâmetros e resultados [TANENBAUM1999]]. Dentro dessa estrutura existe 2 tipos de chamadas. O modo kernel, onde é permitida a execução de todas as instruções básicas da máquina. No modo usuário, para os programas de usuário, onde certas instruções, como aquelas que controlam entrada / saída, não podem ser executadas.

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3.2 Funcionamento

O Sistema Monolítico, também conhecido por Kernel Monolítico, possui uma organização de funcionamento extremamente simples: (1) Um programa do nível mais externo, o Nível Usuário, pode disparar uma Chamada de Sistema; (2) Essa chamada irá comutar o sistema do nível mais externo para o nível interio, ou seja, vai transferir o controle para o núcleo; (3) O núcleo irá analisar os parâmetros da Chamada de Sistema, e então irá pesquisar dentre uma listas de procedimentos; (4) Se encontrado, o procedimento correspondente é executado; (5) É, finalmente, retornado o valor da execução da Chamada de Sistema e seus possíveis erros.

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3.3 Características

As principais características do Sistema Monolítico:

 Não há estruturação visível;  SO é escrito como uma coleção de processos.  Cada processo podendo fazer chamadas a qualquer outro;  Os serviços (system calls) são requisitados através da colocação dos parâmetros em lugares definidos (pilhas e registradores) e a execução de uma chamada de sistema especial (TRAP) ao kernel;
 Vários módulos compilados separadamente e linkados, formando um único grande programa executável. Onde os módulos podem interagir livremente  Arquitetura dos primeiros sistemas operacionais (MS-DOS e Unix);

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3.4 Exemplo Exemplos de Sistemas Operacionais Monolíticos:
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MS-DOS; Linux; E sistemas derivados do MS-DOS, como o Windows 95, Windows 98 e também o Windows ME

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4 VANTAGENS Vantagens do Sistema Monolítico Como vantagens desta arquitetura podemos citar a rapidez de execução e simplicidade de implementação.

5 DESVANTAGENS Desvantagens do Sistema Monolítico Como desvantagens, a limitação quanto a inovações futuras e a dificuldade de manutenção. As interfaces e níveis de funcionalidade não são bem separados nem estão unificados. O excesso de liberdade torna o sistema vulnerável. O sistema pode parar por causa de um erro.

7 6 CONCLUSÃO Através do assunto descrito neste trabalho, pode-se verificar que os sistema monolítico possui características um pouco diferentes em relação ao gerenciamento de memória, escalonamento, sistemas de arquivos e segurança. Em um sistema monolítico, todos os componentes do núcleo operam em modo núcleo e se inter-relacionam conforme suas necessidades, sem restrições de acesso entre si, pois o código no nível núcleo tem acesso pleno a todos os recursos e áreas de memória. Atualmente, apenas sistemas operacionais embutidos usam essa arquitetura, devido às limitações do hardware sobre o qual executam. O núcleo do Linux nasceu monolítico,mas vem sendo paulatinamente estruturado e modularizado desde a versão 2.0 (embora boa parte de seu código ainda permaneça no nível de núcleo). Pelo começo dos anos 1990, devido a vários problemas de núcleos monolíticos em comparação a micronúcleos, núcleos monolíticos foram considerados obsoletos por virtualmente todos pesquisadores de sistemas operativos.

8 7 REFERÊNCIAS MACHADO Francis Berenger. Arquitetura de Sistemas Operacionais, 4ª Ed. LTC SILBERSCHATZ Abraham, Sistemas Aplicações, Ed. Campus, 2001 Operacionais: Conceitos e

TANENBAUM Andrew S. Sistemas Operacionais Modernos 2ª Ed. 1999 Bookman

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