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18/4/2010

ILUMINAÇÃO
A ILUMINAÇÃO NATURAL NA ARQUITETURA

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Dois Aspectos:
• arte – com efeitos plásticos de cor, texturas, sombras;
• ciência – uma necessidade fisiológica para tarefas
visuais ou para sensibilizar o olho humano.

É necessário que se desenvolva uma nova “consciência” em


estudantes e profissionais na direção de se buscar novos
conceitos plásticos, volumetria e partidos arquitetônicos que
favoreçam o uso da luz natural.

Em termos comerciais, é importante que seja mostrado aos


clientes, investidores e usuários, que o custeio e manutenção
serão menores, o que deve ser compreendido como diferencial
do imóvel.

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

A luz natural que incide no ambiente construído é composta pela


luz direta do sol, luz difundida na atmosfera (abóboda celeste)
e luz refletida no entorno.

Os sistemas para iluminação natural são compostos por


aberturas laterais e zenitais que permitem a passagem da luz
para o interior do edifício; e as superfícies da edificação atuam
como protetores e refletores modelando e distribuindo a luz
natural internamente.

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

- é a estratégia mais utilizada para obtenção de iluminação


natural no interior dos ambientes.

- principal característica: DESUNIFORMIDADE

ou seja, a sua distribuição dentro do ambiente é muito variável:


valores excessivos mais próximos às abertura e valores
insuficientes em pontos mais afastados.

Nas áreas de insuficiência, deve ser complementada com outras


formas de iluminação natural ou com iluminação artificial.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

ALTURA DA VERGA

Um dos principais fatores que colaboram com a distribuição da


iluminação lateral por todo o ambiente é a proximidade com o
forro.
Quanto mais próximo ao forro uma janela estiver, mais ele será
utilizado como elemento de reflexão e distribuição da iluminação
natural.

Assim, foi desenvolvida experimentalmente uma relação que


aponta que a eficiência da luz natural lateral é obtida a até 1,5 a 2
vezes a altura da verga, ou seja,

X=2xh

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

X=2xh
X=distância a partir da qual precisa-se
complementar a iluminação natural

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


LATERAL:

PRATELEIRA DE LUZ OU “LIGHTSHELF”:


“LIGHTSHELF”:

superfície normalmente horizontal, que pode ser fixa ou dinâmica,


inclinada e ajustável, instalada acima da linha de visão como uma
marquise.

A luz redirecionada é mais homogênea, permite contato visual


com o exterior, protege da insolação e evita desbotamento de
revestimentos e ressecamento de materiais.

A área mais distante da janela – que normalmente precisa de


iluminação artificial complementar – vai demandar menor
potência.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


LIGHTSHELF

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

PRÉ--DIMENSIONAMENTO DAS ABERTURAS


PRÉ

- Método para pré-dimensionamento que relaciona a área do


piso com a necessidade de área envidraçada.

- Este cálculo é útil para as fases iniciais do projeto e


principalmente para compartimentos com caráter laboral;

- Janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de


iluminação natural e melhor vista para o exterior, mas também
podem permitir maiores ganhos ou perdas de calor, o que refletirá
no consumo de energia de edificações condicionadas
artificialmente.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Método de pré-dimensionamento de aberturas laterais para fins de iluminação
natural, segundo Lúcia MASCARÓ.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

DIFERENTES TIPOLOGIAS DE SISTEMAS DE ABERTURAS

1. Janelas altas x janelas baixas

As janelas mais baixas propiciam uma maior luminosidade em


áreas próximas às mesmas. Em geral geram grande
desuniformidade.

As janelas mais altas propiciam uma distribuição da luz até zonas


menos próximas das paredes que contém as aberturas e também
propiciam maior uniformidade.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


curvas de distribuição do CDL para uma janela com peitoril de 90cm e altura de 100cm
verga maior (1)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


curvas de distribuição do CDL para uma janela com peitoril de 150cm e altura de 100cm
verga menor (2)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


curvas de distribuição do CDL para uma janela com peitoril de 30cm e altura de 100cm
janela baixa (3)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


curvas de distribuição do CDL para uma janela com peitoril de 180cm e altura de 60cm
60cm
janela alta (4)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

DIFERENTES TIPOLOGIAS DE SISTEMAS DE ABERTURAS

2. Uma janela x várias janelas

Para uma mesma área de abertura e de compartimento temos


que se utilizarmos duas aberturas ao invés de uma teremos uma
maior distribuição e uniformidade quando essas aberturas não
estiverem muito distanciadas uma da outra.

Quando elas estão muito distanciadas pode surgir um contraste


elevado entre a luminância das aberturas e da área de parede e
de piso que ficar entre elas.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Janela única (1)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Duas janelas com pouco espaçamento – melhoria de desempenho (5)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Duas janelas com muito espaçamento – contraste excessivo e desperdício de
pontos com elevado CDL (6)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

DIFERENTES TIPOLOGIAS DE SISTEMAS DE ABERTURAS

3. Janelas largas

As janelas desse tipo são utilizadas em situações onde as áreas


próximas às janelas utilizarão apenas luz natural e nas demais
áreas luz artificial complementar.

As janelas largas e com peitoril muito alto podem criar uma zona
próxima à janela que recebe baixas iluminâncias.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Janela horizontal, larga (7)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


Janela horizontal, larga e com peitoril alto (8)

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

DIFERENTES TIPOLOGIAS DE SISTEMAS DE ABERTURAS

4. Janelas em paredes opostas

As janelas em paredes paralelas complementam a eficiência uma


da outra, gerando maior uniformidade no ambiente.

As janelas em paredes perpendiculares são mais eficientes


quando localizadas em quadrantes mais distantes.

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:


janelas em paredes paralelas

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ILUMINAÇÃO NATURAL LATERAL:

janelas em paredes perpendiculares, janelas em paredes perpendiculares,


colocadas com pouco espaçamento colocadas com maior espaçamento

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL:
• maior uniformidade de distribuição da luz, comparada à iluminação
lateral – aberturas uniformemente distribuídas sobre a cobertura;
• maiores índices de iluminância, comparada às aberturas laterais -
posição das aberturas em relação ao plano de trabalho e, em geral,
maiores áreas de exposição à abóboda celeste;
• limitação de se relacionar ao pavimento que tem contato direto com a
cobertura;
• em geral necessita de um investimento inicial maior;
•manutenção mais complexa e mais necessária - sujeira não pode
barrar a entrada da iluminação;
• bastante eficiente em edificações com grande profundidade em
relação à fachada que apresenta as aberturas;

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL:


• grande carga térmica sobre a cobertura do edifício: necessário limitar
a superfície iluminante a valores que não comprometam o desempenho
térmico do ambiente.

Historicamente, a iluminação zenital foi mais utilizada em duas


situações:
• em edificações industriais, devido às grandes exigências em termos
de iluminâncias;
• em grandes espaços, como estações de transporte (rodoviário,
ferroviário, aéreo) e em átrios (de edificações residenciais, comerciais,
institucionais), como uma estratégia de valorização do espaço.

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Cúpula do Centro Cultural Banco


do Brasil - RJ

Sheds em uma
instalação industrial

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL - tipologias:
SHEDS
- utiliza a superfície inclinada que o compõe para refletir a luminosidade
para o interior do ambiente.
- historicamente utilizado em instalações industriais.
- nas latitudes compreendidas entre 24° e 32°, quando orienta do para Sul,
apresenta uma grande vantagem: iluminação difusa na maior parte do ano
(com exceção da época próxima ao solstício de verão), com isso os ganhos
térmicos nessa situação são pequenos.
- para latitudes inferiores a 24° o shed, mesmo orientado par a Sul deixará
entrar a luz direta e por isso deve ser combinado a elementos de
sombreamento.

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL - tipologias:
SHEDS
Cabe salientar que os sheds com superfícies translúcidas verticais são
menos suscetíveis à sujeira do que os inclinados, portanto necessitam de
uma menor manutenção.

diferentes tipos de sheds


Interior de uma fábrica iluminada
por sheds

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL - tipologias:
LANTERNINS
- duas faces opostas e iluminantes;
- muito utilizados em instalações fabris, residências, escolas...
- em regiões de clima quente, como o Brasil, a orientação Norte/Sul é a
mais adequada; a face orientada a Norte, bem como àquelas orientadas a
Leste e Oeste devem receber elementos para sombreamento (brises-
soleil).

diferentes tipos de lanternins


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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL - tipologias:
TETOS DE DUPLA INCLINAÇÃO E CLARABÓIAS

- ambos apresentam praticamente o mesmo desempenho.

- proporcionam maiores níveis de iluminância nos planos de trabalho, mas,


por outro lado geram ganhos térmicos consideráveis - devem ser utilizados
em conjunto com elementos de sombreamento.

- o tipo de superfície desses elementos faz com que apresentem a


necessidade de grande manutenção pois a tendência é de que a sujeira se
acumule.

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL ZENITAL - tipologias:
TETOS DE DUPLA INCLINAÇÃO E CLARABÓIAS

clarabóias e tetos de dupla inclinação

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ILUMINAÇÃO NATURAL :
ILUMINAÇÃO NATURAL – ÁTRIOS:
-são espaços do interior da edificação que combinam sistemas laterais e
zenitais de captação da luz natural;

- a avaliação do seu desempenho depende do tamanho da abertura, forma


do átrio e características das superfícies internas;

- as áreas superiores do átrio, que recebem ao luminosidade são


responsáveis pela reflexão para as áreas mais baixas.

utilização de átrios

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ILUMINAÇÃO NATURAL:
ILUMINAÇÃO NATURAL - DUTOS DE LUZ:
- os dutos de luz fazem a coleta da luz do sol através de espelhos ou lentes
e através de reflexões conduzem essa luminosidade através de dutos, até
áreas de pavimentos inferiores, onde o acesso à iluminação por meio da
fachada ou da cobertura é inexistente.

utilização de dutos de luz


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ILUMINAÇÃO NATURAL:

PROJETO NORTH CLACKAMAS HIGH SCHOOL,


CLACKAMAS, OREGON, EUA
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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Biblioteca de Seinajöki – Finlândia


Alvar Aalto

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Mount Angel Library – Oregon/USA


Alvar Aalto

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Biblioteca da Faculdade de Arquitetura da


Universidade do Porto.
Álvaro Siza

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Hospital Sarah Kubitschek


Lelé - João Figueiras de Lima

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Biblioteca Estadual de São Paulo

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Biblioteca de Alexandria
SnOhetta Architects

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Catedral de Managua
Legorreta

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Milwaukee Museum
Santiago Calatrava

Casa do Ladrilho
Caruso St Johns
Architects

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Maggies Center
Zaha Hadid

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Igreja do Jubileu - Roma


Richard Meyer

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Capela do Monastério
de la Tourette –
França - Le Corbusier

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ILUMINAÇÃO NATURAL:

Capela do Monastério de la
Tourette – França
Le Corbusier

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