Módulo: METODOLOGIA CIENTÍFICA

Mestrado EDUCAÇÃO E BIBLIOTECAS (2007/09)
Alcina Manuela de Oliveira Martins
DEPARTAMENTO DE C. DA EDUCAÇÃO E DO PATRIMÓNIO Universidade PORTUCALENSE

BIBLIOGRAFIA ACONSELHADA Azevedo, M. (2000). Teses, relatório e trabalhos escolares. Sugestões para estruturação da escrita. Lisboa: Universidade Católica Editora. Bell, J. (1997). Como realizar um projecto de investigação. Lisboa: Gradiva.

Bisquera, R. (1989). Métodos de Investigação Educativa: Guia Pratica. Barcelona: CEAC, S. A. Burgess, R. (1997). A pesquisa de terreno. Oeiras: Celta. Carvalho, J. (1994). A Metodologia nas Humanidades. Subsídios para o trabalho científico. Mem Martins: Inquérito.

BIBLIOGRAFIA ACONSELHADA

Ceia, C. (1997). Normas para apresentação de trabalhos científicos. 2ª ed. Lisboa: Presença. Cervo, A. L. & Bervian, P.A. (1996). Metodologia Cientifica. 4ª ed. Paulo: Makron Books. São

Deshaies, B. (1997). Metodologia da investigação em Ciências Humanas. Lisboa: Instituto Piaget. Erasmic, T. & Lima, L. (1989). Investigação e Projectos de Desenvolvimento em Educação. Braga: Universidade do Minho
  

Lima, M. (2000). Inquéritos sociológicos. Problemas de metodologia. 5ª ed. Lisboa: Presença. .

BIBLIOG. ACONSELHADA

Foddy, W. (1996). Como perguntar: Teoria e prática da construção de perguntas em entrevistas e questionários. Oeiras: Celta Editora. Ghiglione, R.& Matalon, B. (1992). O inquérito. Oeiras: Celta Editora Gil, C. (1991). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. S. Paulo: Atlas Editora. Hill, M. & A. Hill ( 2005). Investigação por questionário. 2 ed. Lisboa: Sílabo.

  

BIBLIOG. ACONSELHADA

Lessard-Hébert, M. (1996). Pesquisa em Educação. Lisboa: Instituto Piaget Quivy, R.& Camenhoudt, L. V. (1998). Manual de investigação em Ciências Sociais. 2ª ed. Lisboa: Gradiva. Hamel, J., Dufour, S. & Fortin, D. (1993). Case Study Methods. Sage publications.

Tuckman, B. W. (2002). Manual de Investigação em Educação. 2ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

GIA OLO TOD ME

Como fazer investigação?
realizar a investigação interpretar resultados

formular a pergunta

divulgar resultados

Metodologia científica: definição

É um conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas de aquisição objectiva do conhecimento, de uma maneira sistemática.

Do ponto de vista da sua etimologia investigar provem do latim in (en) e vestigare (falar, inquirir, indagar…) o que conduz ao conceito mais elementar de “descobrir ou averiguar alguma coisa, explorar”. Desta forma poder-se-ia considerar um investigador como uma pessoa que se dedica a uma actividade de busca (procura) independentemente da sua metodologia, propósito e importância.

O que é investigar?

☻ Para Minayo (1993, p. 23) a investigação é uma “actividade básica das ciências na sua indagação e descoberta da realidade. É uma atitude e uma prática teórica de constante busca que define um processo intrinsecamente inacabado e permanente. É uma actividade de aproximação sucessiva da realidade que nunca se esgota, fazendo uma combinação particular entre teoria e dados”

O que é investigar?

Como diz o provérbio Tuaregue “se não souberes para onde queres ir, arriscas-te a levar muito tempo a lá chegar”

O que é investigar?

Segundo Herman (1983, p. 5) a metodologia é um conjunto de directrizes que orientam a investigação científica

Para Gil (1999, p. 42) a investigação tem um carácter pragmático, é um “processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objectivo fundamental da investigação é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”.

O que é investigar?
☻É acima de tudo:  um processo sistemático e honesto, que procura a verdade contida num problema devidamente delimitado, no qual tem que ser entendido ou corrigido à luz da correcta interpretação de informação relevante, com o fim de contribuir para o progresso e bem estar da humanidade.

O que é investigar?
A Investigação é como um bom crime
1….. é um processo premeditado...  2. ...intencional...  3. ...exige análise fria da situação actual...  4. ...escolha fundamentada do melhor método...

O que é investigar?
5. ...requer resultados...  6. ...deve poder ser desmontado...  7. ...requer interpretações  8. ...sai nas notícias.

O que é um mestrando em fase de dissertação? Características primárias.

Um sujeito que conhece os preços de fotocopiadoras domésticas Um habitué de lojas de fotocópias Um sujeito que tem o telefone particular do dono da loja de fotocópias Um sujeito capaz de negar uma fotocópia aos seus próprios filhos para poupar tinta

 

O que é um mestrando em fase de dissertação ? Características secundárias.
Um sujeito pouco propenso a discutir assuntos importantes da vida Um sujeito que resmunga enquanto conduz Um sujeito que não resmunga com o condutor da frente mas com o orientador Um sujeito que perdeu interesses e se esqueceu de pagar as quotas do clube Um sujeito que se esqueceu que era casado

Um sujeito que amaldiçoa a hora em que se meteu nisto - Um sujeito que não sabe em que “isto” é que se meteu - Um sujeito que não consegue acabar “isto”

PROBLEMAS DE MÉTODO

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Quando um investigador sente grandes dificuldades no seu trabalho, as razões são quase sempre de ordem metodológica, no sentido que damos ao termo. ☻ Na investigação social Importa acima de tudo que o investigador seja capaz de conceber um método de trabalho. E nunca apresentar uma soma de técnicas ☻ É ao conjunto de procedimentos que compõem um projecto de investigação que chamamos MÉTODO

PROBLEMAS DE MÉTODO

Ouvimos então questões como: “não faço a mínima ideia do que hei-de fazer para continuar” ou “tenho muitos dados mas...não sei o que fazer com eles” ou até mesmo “não sei bem por onde começar”.

PROBLEMAS DE MÉTODO
 

Assim: ☻ É importante não distorcer os dados para confirmar a(s) hipótese(s) que teimamos em manter ☻ Referir as perspectivas divergentes ☻ Não citar directamente uma obra não consultada ☻ Ter sempre a consciência de que nenhum dado é definitivo. Um testemunho válido num dado momento deixa de o ser assim que mudam as competências do investigador

  

☻ O receio de iniciar mal o trabalho pode levar algumas pessoas a andarem às voltas durante bastante tempo, ☻ Uma investigação é, por definição, algo que se procura.

☻ A busca da verdade científica pressupõe uma verificação cuidadosa do objecto de estudo: ☻ Uma crítica séria ☻ E coerência lógica

 

Conceito de teoria
Uma teoria é uma explicação do como, do porquê e das condições do funcionamento de um determinado fenómeno. “Uma teoria é um conjunto de conceitos, definições e proposições inter-relacionados que representam uma visão sistemática de um fenómeno através da especificação da relação entre variáveis, com o propósito de explicar e predizer o fenómeno” (Kerlinger, 1973).

características da teoria

Modo de articulação dos elementos necessários à compreensão do fenómeno Estrutura coerente de explicação de um fenómeno Conhecimento testável sobre um fenómeno Estrutura transitória de conhecimento

razões para fazer Investigação...

1. Aumentar o conhecimento disponível numa ciência ou numa prática profissional 2. Aumentar a troca de informação dentro de uma comunidade 3. Fundamentar e questionar as práticas profissionais

razões para fazer Investigação

4. Aumentar o espírito crítico relativamente ao conhecimento 5. Aumentar o reconhecimento e a credibilidade de uma área científica ou profissão 6. Inovar e promover o desenvolvimento técnico

Etapas da investigação científica
1 - Escolha do tema 2 - Planeamento da investigação Redacção do projecto de investigação

Etapas da investigação científica
1 - Escolha do tema 2 - Planeamento da investigação 3 - Recolha e armazenamento de informações (observação, experimentação) 4 - Análise dos resultados, elaboração das conclusões 5 - Divulgação dos resultados

1 - Escolha do tema
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Confie nas suas ideias Tente não ser excessivamente influenciado. A investigação é sua. Seja realista sobre o tempo que está disposto a dedicar ao projecto de investigação.

1 - Escolha do tema

Pesquisa bibliográfica x levantamento de trabalhos já realizados sobre o mesmo tema, num determinado período - nível geral x nível específico x levantamento dos métodos e técnicas a serem utilizadas na investigação realizada com metodologia específica e utilizando publicações e bases de dados especiais (índices)
x

utilização da Internet

1 - Escolha do tema

O tema escolhido deve x representar uma questão relevante, cujo melhor modo de solução se faz por meio de uma investigação científica x Os dados que a investigação exige podem ser realmente obtidos?

(apresentar um alto grau de interesse/satisfação ao investigador).

2 - Planeamento da investigação
 

Investigadores, técnicos e suas atribuições no projecto Materiais a serem utilizados: equipamentos, material de consumo, etc., estão ou serão disponíveis ao longo da investigação?

2 - Planeamento da investigação

Como serão recolhidos, armazenados e analisados os dados: tamanho da amostra, tratamento dos dados, testes estatísticos a serem utilizados.

Cronograma de desenvolvimento: quais as metas atingidas em que momentos ao longo do projecto?

3 - Recolha e armazenamento de informações

Realização de estudos observacionais (aplicação de questionários, estudos de campo, registro de dados exploratórios, etc.) Realização de estudos experimentais (manipulação das variáveis de estudo, recolha de resultados)

Ao orientador apenas compete sugerir, aconselhar e dar directrizes. Lembrar que o orientador (a) não é a única pessoa que o pode ajudar.

Como a presença do orientador é uma IMPOSIÇÃO científica, deveremos criar meios que possibilitem esta relação.

 

A primeira é o professor escolher o aluno, directamente ou por meio de um processo selectivo; a segunda é o aluno escolher o orientador. A escolha de um bom orientador é fundamental para o sucesso do trabalho científico. Um bom orientador com um bom aluno é o ideal, um bom orientador com um mau aluno é tolerável, mas um mau orientador com um mau aluno é uma combinação que não funciona. Assim cabe ao bom professor e ao bom aluno fazerem a selecção mútua de forma adequada.

Não se esqueça que o mesmo orientador pode ser um mau orientador para um aluno e um bom orientador para outro.

Formular a pergunta de partida
 

EM QUE CONSISTE? ☻ Toda a investigação deve iniciar-se com uma pergunta de partida, que deve ser enquadrada de forma científica. ☻A pergunta deve ser apresentada de modo claro, lúcido e preciso. Não pode haver resposta clara a uma pergunta obscura

formular a pergunta de partida

 

☻ O objectivo do aluno deve ser bem definido, isto é, deve revelar o que deseja investigar especificamente. ☻ É necessário delimitar o tempo e o espaço ☻ Deve-se evitar a formulação de mais de uma pergunta, já que cada nova pergunta gera novas variáveis, surgindo, daí, o naufrágio da investigação, se o investigador decidir responder a todas num único trabalho.

formular a pergunta de partida

Depois de definido o tema, levanta-se uma questão (Pergunta de Partida) para ser respondida através de uma (ou mais) hipótese(s), que será (ão) confirmada (s) ou negada (s) através do trabalho de investigação.

formular a pergunta de partida

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Deve estabelecer uma relação entre duas ou mais variáveis; (Ex: os rapazes têm mais QI(s) superior a 120 do que as raparigas? Está a envolver uma relação entre as variáveis sexo e QI) ☻ Deve se clara e objectiva; ☻ Deve ser formulada em forma de questão (Ex: Há uma relação entre background social e a taxa de abandono escolar? ☻ Deve ser susceptível de solução ☻ Nunca deve referir-se a valores morais ou éticos

Critérios para a selecção de uma PP
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x

Praticabilidade:
O estudo que quer realizar está dentro dos limites dos seus recursos e constrangimentos temporais? Tem acesso à amostra necessária e ao número de elementos requeridos? Há possibilidades de encontrar uma resposta para a Pergunta de Partida? A metodologia exigida está disponível e é compreensível?

x

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Critérios para a selecção de uma PP
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Amplitude crítica:
A Pergunta de Partida tem um alcance e magnitude suficientes para conseguir o que o motivou? Há variáveis suficientes? E resultados potenciais? Assunto para escrever?

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Critérios para a selecção de uma PP
x

Interesse: Está interessado na área da Pergunta de
Partida, na Pergunta de Partida especificamente, na potencial solução? Está relacionado com a sua experiência anterior? Com a sua carreira? Entusiasma-o? Aprenderá coisas úteis com a sua realização?

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Critérios para a selecção de uma PP
x
x x x x

Valor teórico:
O estudo preenche uma lacuna na literatura? Será a sua importância reconhecida ? Irá contribuir para o avanço do seu campo científico? É viável a sua publicação?

Critérios para a selecção de uma PP
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Valor prático:
A solução da Pergunta de Partida vai melhorar a prática na sua área? Estão os técnicos dessa área interessados nos resultados? A sua prática terá probabilidade de mudar em consequência deste estudo?

x

x

HIPÓTESES

Hipótese é sinónimo de suposição. Neste sentido, hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição), que tenta responder à Pergunta de Partida levantada no tema escolhido a investigação. É uma pré-solução para a Pergunta e Partida levantada. O trabalho de investigação, então, irá confirmar ou negar a hipótese (ou suposição) levantada.

HIPÓTESES
A HIPÓTESE DE PESQUISA: a expectativa do investigador, incluindo a expectativa sobre quais os resultados que serão obtidos.

HIPÓTESES
ex:
os rapazes têm mais força que as raparigas;

para as crianças do 2º ciclo as recompensas físicas (medalhas, t-shirts) são mais efectivas que o elogio no aumento da performance motora, enquanto que no 3º ciclo o elogio é mais efectivo.

HIPÓTESES
A HIPÓTESE ESTATÍSTICA: a relação formal entre variáveis de modo a poder submetê-la a questionamento estatístico.
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a Hipótese Nula H0 a Hipótese Alternativa H1

OS OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO

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Os objectivos de um trabalho devem ser sempre expressos no verbo de acção: Objectivos Gerais Estão ligados a uma visão global e abrangente do tema. Relaciona-se com o conteúdo intrínseco, quer dos fenómenos e eventos, quer das ideias estudadas. Deve iniciar com um verbo de acção Objectivos específicos Apresentam um carácter mais concreto. Têm função intermediária e instrumental, permitindo por um lado atingir o objectivo geral e, por outro, aplicá-lo a situações particulares.

OS OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO
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Exemplos aplicáveis a objectivos: Quando a investigação tem o objectivo de conhecer: Apontar, citar, classificar, conhecer, definir, descrever, identificar, reconhecer, relatar; Quando a investigação tem o objectivo de compreender: Compreender, concluir, deduzir, demonstrar, determinar, diferenciar, discutir, interpretar, localizar, reafirmar; Quando a investigação tem o objectivo de aplicar: Desenvolver, empregar, estruturar, operar, organizar, praticar, seleccionar, traçar, optimizar, melhorar;

OS OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO
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 

Quando a investigação tem o objectivo de analisar: Comparar, criticar, debater, diferenciar, discriminar, examinar, investigar, provar, ensaiar, medir, testar, experimentar; Quando a investigação tem o objectivo de sintetizar: Compor, construir, documentar, especificar, esquematizar, formular, produzir, propor, reunir, sintetizar Quando a investigação tem o objectivo de avaliar: Argumentar, avaliar, contrastar, decidir, escolher, estimar, julgar, medir, seleccionar

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Exemplo TEMA: Abandono escolar (estudo de caso na escola Y) Pergunta de Partida Na sociedade pós-moderna, onde a educação é a base da integração no mundo global o que leva o aluno a abandonar a escola?

Hip. 1 – O abandono da escola é de natureza intrínseca ao aluno; Hip. 2 – Os alunos abandonam a escola por razões inerentes ao curriculum; Hip. 3 – Os alunos abandonam a escola por razões inerentes à transição sócio-geográfica.

Objectivo Geral Tentar compreender o porquê da existência de uma significativa taxa de abandono escolar na escola y

Objectivos específicos

 Realizar uma abordagem por geração, no sentido de acompanhar o percurso escolar dos alunos inscritos num determinado ano  Verificar a taxa de abandonos e a taxa de sucessos, tentando simultaneamente caracterizar o perfil do aluno em cada uma destas características de análise;

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TEMA As Bibliotecas escolares Pergunta de Partida Os recursos humanos e materiais das bibliotecas escolares têm impacto nas atitudes dos alunos face à leitura e nos resultados obtidos em testes de aferição?

 

Pergunta de Partida Em que aspecto podem as Bibliotecas escolares apoiar a aprendizagem dos alunos?

Pergunta de Partida

De que formas estão as bibliotecas escolares a lidar com as múltiplas faces da literacia no mundo contemporâneo?

Pergunta de Partida

A formação dos alunos como efectivos utilizadores de recursos de informação está a ser incluida nos programas e planos de actividades das bibliotecas escolares?

Pergunta de Partida

Os professores bibliotecários deveriam ser especificamente formados nas áreas de gestão e liderança de políticas de literacia, em estreita colaboração com as comunidades educativas?

Pergunta de Partida

Como podem as bibliotecas apoiar a Escola nas suas tarefas de promoção da inclusão social?

Pergunta de Partida

Como rentabilizar/optimizar os recursos da biblioteca escolar, com especial ênfase da internet, através da pesquisa, visando a construção do conhecimento nas escolas do 2º e 3º ciclos dos concelhos de Vila Nova de Paiva e Sátão?

Hipóteses

Hip. 1 – Estas bibliotecas apresentam condições fisicas e humanas satisfatórias para os alunos e professores que as frequentam Hip. 2 – Existe uma perfeita articualção entre os recursos educativos, a pesquisa escolar e o conhecimento.

Objectivo Geral: Valorizar/rentabilizar a integração dos recursos da biblioteca, visando a dinamização da pesquisa escolar como o meio privilegiado para a construção do conhecimento nas escolas dos 2º e 3º ciclos dos concelhos de Vila Nova de paiva e Sátão.

Objectivos Específicos

Reflectir na importãncia que a biblioteca escolar poderá assumir na diversificação de estratégias e meios de apoiar o processo ensino-aprendizagem; Verificar das condições de uso das bibliotecas pelos alunos e professores Detectar o processo em que decorre a pesquisa escolar.

 

TÍTULO O(s) lidere(s)/gestor(es) escolares e o desenvolvimento/construção do clima e cultura organizacionais - que papel? (Estudo de caso) Pergunta de Partida O grau de satisfação e bem-estar dos diferentes actores educativos é um factor importante na construção de um clima de interajuda e corresponsabilização nos Estabelecimentos de Ensino?

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HIPÓTESES
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Hip. 1 – Um estilo de liderança transformacional promove o desenvolvimento de um clima de satisfação e bem-estar; Hip. 2 – Um clima de liderança transformacional permite o desenvolvimento de uma cultura de participação; Hip. 3 – Um estilo de liderança transformacional permite o desenvolvimento de uma cultura de interajuda e corresponsabilização.

OBJECTIVO GERAL

Saber até que ponto existe ou não um clima de interajuda e corrresponsabilização com o grau de satisfação/insatisfação entre os diferentes actores educativos

Objectivos Específicos

 

Identificar as razões que pesam nas decisões dos professores e funcionários de permanecerem ou não no Estabelecimento de Ensino; Conhecer as diferenças entre os níveis e tipos de participação dos diferentes actores educativos; Verificar a relação entre o estilo de liderança d(s) director(es)/gestor(es) e o clima e cultura organizacionais evidenciados

GULA LIVRESCA
 

A “gula livresca” ou estatística consiste: Em “encher a cabeça” com uma grande quantidade de livros, artigos o dados numéricos, esperando encontrar aí a luz que permitirá precisar correctamente e de forma satisfatória o objectivo e o tema do trabalho q deseja efectuar.

☻O excesso de leituras mal direccionadas resulta numa abundância d dados recolhidos que depois não são utilizados

GULA LIVRESCA

Deve-se então seleccionar as leituras de forma criteriosa. Por outras palavras, ao planear uma investigação, precisamos de encontrar e ler a literatura mais relevante. ☻ É preferível ler de modo aprofundado e crítico alguns textos bem escolhidos do que ler superficialmente milhares de páginas. ☻ Na escolha da bibliografia deve-se escolher a edição mais recente

GULA LIVRESCA
Devem constar do Levantamento Bibliográfico, prioritariamente, livros, teses, monografias e artigos de periódicos científicos encontrados nas bibliotecas ☻ Devemos regularmente fazer alguns intervalos para reflectir e trocar opiniões com outras pessoas

EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS NORMAS

APA (AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATIN) 1) Livro de um único autor Pais, José (2001). Ganchos, tachos e biscates: Jovens, trabalho e futuro .Porto: Âmbar.

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EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS NORMAS
       

Até seis autores: Costa, Mário; Martins, Vitorino; Magalhães, Teresa; Nóvoa, António; Reis, João & Medeiros, Bernardo (1999).O mito da neutralidade científica. Lisboa: Imago. Mais de seis autores: Bairrão, João et. al. (1998). Os alunos com Necessidades Educativas Especiais: subsídios para o sistema de Educação. Lisboa: Conselho Nacional de Educação.

(et. al.) = (e outros)

EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS NORMAS
  

2)

Livro Organizado por ...

Nóvoa, António & Popkewitz, T. (Org.). (1992). Reformas educativas e Formação de Professores. Lisboa: Educa. Silva, Augusto. & Pinto, José (Org.). (1999). Metodologia das Ciências Sociais. 10ª ed. Porto: Afrontamento.

 

 

EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS NORMAS
Ferreira, Virgínia (1999). O inquérito por questionário na construção de dados sociológicos. In Augusto Silva & José Pinto (Org.). Metodologia das Ciências Sociais. 10ª ed. (pp.166-196). Porto: Afrontamento.. Machado, Carlos (2002). Abuso sexual de crianças In Carlos Machado & Rui Machado (Coord.). Violência e vítimas de crime (pp. 41-93). Coimbra: Quarteto.

.

Garcia, Carlos. (1992). A formação de professores: novas perspectivas baseadas na investigação sobre o pensamento do professor. In António Nóvoa (ed.). Os professores e a sua formação (pp. 23-45). Lisboa: D. Quixote.

3) Capítulo ou artigo, traduzido para a língua portuguesa, de uma série de múltiplos volumes. Bausola, Alberto (1999). O Pragmatismo (A. P. Capovilla, Trad.). In S. Vanni Rovighi (Org.). História da Filosofia Contemporânea. Do século XIX à Neoescolástica (Vol. 8, pp. 459-471). São Paulo: Loyola. (Original publicado em 1980).

 

EXEMPLOS DE CITAÇÃO DAS NORMAS
4) Livro Traduzido para Português  Bourdieu, Pierre (2004). Para uma sociologia da ciência (P. E. Duarte, Trad.).Lisboa: Edições 70. (Original publicado em 2001)

5)

Texto Publicado em Enciclopédia

Stroll, Antonny (1990). Epistemology. In The new encyclopedia Britannica (Vol.18,pp.466488). Chicago: Encyclopedia Britannica.

 6)

Trabalho apresentado Congresso, mas não-publicado

em

Massimi, Marina (2000, Outubro). Identidade, tempo e profecia na visão de Padre Antônio Vieira. Trabalho apresentado na XXX Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Psicologia. Brasília. Brasil.

 7)

Trabalho apresentado em Congresso com resumo publicado em Anais
Pantano, António (1997). Epistemología, Historia y Psicología [Resumo]. Em Sociedade Interamericana de Psicologia (Org.). Resumos/Abstracts, XXVI Congresso Interamericano de Psicologia (p. 85). São Paulo: SIP.

8)Trabalho apresentado em Congresso e publicado em Anais  Campos, Rodolfo & Lourenço, Eduardo (1998). Psicologia da criança e direitos humanos no pensamento do Instituto Jean-Jacques Rousseau – Genebra –1912-1940. In Faculdade de Educação da UFMG (Org.), Anais, V Encontro de Pesquisa da FAE (pp. 154-166). Belo Horizonte: Faculdade de Educação da UFMG.

9) Teses ou Dissertações não-publicadas Correia, Fernanda (2004). Inclusão de alunos com deficiência mental na escola regular: que obstáculos? Porto: Universidade Portucalense (Dissert. de Mestrado policop.).

10) Obra Antiga e Reeditada em Data Posterior Descartes, René (1989). Les passions de l'âme. Em F. Alquié (org.), Oeuvres philosophiques de Descartes. Tome III (pp. 939-1103). Paris: Bordas. (Original publicado em 1649).

11- Autoria Institucional
American Psychological Association (1994). Publication manual.4ªed. Washington: Autor.

Obras consultadas em Indexadores Electrónicos.
Tedesco, João (1999). O novo pacto educativo. Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna [consulta 10 Fevereiro 2007]. Disponível em: <http://www. fbc. binghamton. edu/iwtrajers.html>.

PERIÓDICOS

12) Artigo de Revista Científica Themudo, Marina (2004). Da letra e do número: sobre o ensino da língua e da matemática. Revista Lusófona de Educação, 3, 13-22.

13) Artigo de Revista Científica ordenada por Fascículo Citar, como no caso anterior, e acrescentando o número do fascículo, entre parênteses, sem sublinhar, imediatamente após o número do volume: Dunaway, Dinnis (1991). The oral biography. Biography, 14 (3), 256-266.

14) Artigo de Revista Científica no Prelo No lugar da data, indicar que o artigo está no prelo. Não referir data, volume, fascículo ou páginas até que o artigo seja publicado. No texto, citar o artigo indicando, entre parênteses, que está no prelo.

 15)

Comunicação Pessoal  Carta, mensagem electrónica, conversa telefónica ou pessoal podem ser citadas, mas apenas no texto, apresentando as iniciais e o apelido do emissor e a data completa. Não inclua nas referências.

 

16) Web Site ou Homepage: Para citar um Web Site ou Homepage na íntegra, incluir o endereço no texto. Não é necessário listá-lo nas Referências. Exemplo: www.uid-opece.net Tedesco, João (1999). O novo pacto educativo. Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna [consulta em 10/02/2007]. Disponível em: <http://www. fbc. binghamton. edu/iwtrajers.html>.

 

17) Artigos Consultados em Indexadores Electrónicos Mello Neto. (2000). A psicologia social nos tempos de S. Freud. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Agosto 2000, 16 (2), 145-152. [ consulta em 28/06/2001, do SciELO (Scientific Eletronic Library Online)] Disponível em: <http://www.scielo.br/ptp .

18) Resumos Consultados em Indexadores Electrónicos Fornari, António (1999). Las experiencias de pasividad como desafío a la razón[Resumo]. Cadernos de Psicologia, 9 (1). [consulta em 28/06/2000] Disponível em: <http://www . psi.fafich.ufmg.br/cadernos/volume 9.htm.

FICHAS DE LEITURA

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A fichagem pressupõe todo o trabalho realizado no sentido de encontrar o tema de investigação assim como as fontes/bibliografia iniciais que permitam fazer desde logo um balanço prospectivo. A memória humana é limitada. Alguém que, durante uma investigação de 1 ou 2 anos leia algumas dezenas de artigos de periódicos, livros, monografias, teses, etc. certamente não será capaz de se lembrar em qual trecho de um texto estava a informação.

FICHAS DE LEITURA

Na verdade, esta pessoa provavelmente esqueceria muitas informações importantes se não as registrasse. Mas fazer anotações sem método também pode não resolver o problema

FICHAS DE LEITURA

É preciso organização, pois de nada adianta fazer anotações se no momento de redigir a não se souber onde elas estão. A fichagem é uma técnica de investigação que permite a organização de uma grande quantidade de informação que, de outra forma, seria muito mais difícil de manusear.

FICHAS DE LEITURA
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As fichas bibliográficas A ficha bibliográfica é fundamental e deve ser elaborada logo que iniciamos uma consulta. Acontece com demasiada frequência passar-se uma tarde a transcrever ou a resumir uma obra sem nos lembrarmos do autor. Só mais tarde, nos damos conta que uma obra não identificada é uma obra perdida

FICHAS DE LEITURA

O ficheiro por autores não deve nunca ser preterido. É o elemento sem o qual não podemos trabalhar. As fichas por autor dividem-se em fichas de livros e fichas de artigos

As fichas bibliográficas
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EXEMPLO Pedro, A. (2002). Percursos de uma educação em valores em Portugal: influências e estratégias. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Fichagem ideográfica

Este tipo de fichas constitui a ferramenta com a qual elaboramos o trabalho. Nela registamos os vários elementos que mais tarde conduzirão à redacção. Cada estudante deve saber o que pretende das suas leituras. Mas a título de exemplo podemos mencionar os seguintes aspectos:

Fichagem ideográfica
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1) Citação integral de um excerto que considere importante. Neste caso, todo o cuidado é pouco. Não deve haver falhas 2) Resumo de um parágrafo, capítulo, etc. 3) Anotação de ideias sugeridas pela leitura. Além disso, não menos importante é anotar sempre a página ou páginas objecto da nossa atenção. Ficha não paginada é uma ficha inutilizada, em termos de citação.

Fichagem ideográfica

Outro cuidado é a remissão da referida ficha para a obra onde foi retirada. Pode ainda fazer-se a ficha através da cola e tesoura

MEIOS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
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Artigo científico ☻ Os Artigos são comunicações escritas, publicadas em revistas especializadas, com o objectivo de divulgar junto à comunidade científica os resultados, ainda que parciais, de investigações numa área específica. ☻ Os artigos não costumam ser muito extensos, variando entre as 10 e as 30 páginas, no máximo. ☻ Quem define o tamanho máximo de um artigo e a sua formatação básica é a revista na qual ele será publicado

Escrever um artigo
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A Bibliografia Aplique um sistema normalizado de referenciação (APA). Seleccione a bibliografia que referenciará no texto do artigo, a partir de critérios de eficácia. Utilize preferencialmente estudos recentes, seleccionados com ponderação.

Escrever um artigo

Utilize as referências para sustentar as suas afirmações ou opções metodológicas. Considere a sua lista de bibliografia a partir da posição teórica que adopta. Remeta o leitor para obras básicas sempre que necessário, sem perder tempo em descrevê-las.

Escrever um artigo
 Padrões

éticos

O autor ou autores são responsáveis pelo seu trabalho, para o bem e para o mal. Todos os dados e resultados correspondem à verdade. Não são fabricados dados. Os erros detectados devem ser prontamente corrigidos.

Escrever um artigo

É absolutamente interdito o plágio. Plágio refere-se à cópia de partes de trabalhos de outros autores, mesmo que estes sejam citados ocasionalmente. A ordem de autoria reflecte exactamente o papel de cada autor na pesquisa e não a hierarquia da relação entre autores.

Escrever um artigo
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Como avaliar a qualidade de um artigo ? - O assunto é enquadrável na linha editorial do periódico ? - O estudo está bem fundamentado e utiliza bibliografia credível ? - O objectivo e hipóteses são claros ? Não existe ambiguidade teórica e conceptual ?

Escrever um artigo
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A Metodologia é clara e exaustiva ? - Os resultados são claramente apresentados e a estatística usada é adequada ? - A Discussão é suficiente, sólida e não especulativa ? - O artigo não se dispersa para além do essencial ? - As normas adoptadas foram integralmente cumpridas ?

Escrever um artigo
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A Discussão dos Resultados Discutir os resultados é essencialmente compará-los com as expectativas (hipóteses) iniciais. Contudo, a discussão exige interpretação e, tanto quanto possível, inferência. A reflexão teórica (contributos para o aperfeiçoamento ou delimitação da teoria) é desejável.

Escrever um artigo

Se a apresentação de resultados for seguida de uma discussão muito restrita pode optar por agregar os Resultados e Discussão. Seja claro na Discussão, apresentando as suas principais descobertas no início deste capítulo. Compare as suas interpretações com as de outros autores, referenciando as contradições ou concordâncias mais significativas. Evite especulação não fundamentada sobre os seus resultados.

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Os Resultados Descreva inicialmente os principais resultados. Apresente dados suficientes para suportar interpretações e conclusões, mesmo aqueles que não tenham sido previstos (contra hipóteses). Subdivida os resultados se assim for mais clara a sua apresentação.

Use tabelas e figuras (gráficos) sóbrios, bem legíveis e totalmente explicitados em texto e legendas. Não abuse dos gráficos nem das tabelas. Nem toda a informação tem de ser apresentada graficamente. Evite redundância entre gráficos e tabelas, e repetição de dados. Todas as tabelas e gráficos serão referenciados no texto.

Apresente estatísticas descritivas coerentes e complementares (ex: média e desvio-padrão). Adopte procedimentos de apresentação de estatísticas dedutivas muito claros (poder estatístico, Significado estatístico, etc.).

APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRABALHO
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☻ Não há uma norma rígida que defina exactamente como um trabalho deve ser formatado na Universidade. Em geral, cada Universidade, cada curso, define a forma como deseja receber os seus trabalhos. ☻ Todavia, há algumas normas ditadas pelo bom senso e bastante utilizadas: Papel: A4 (21cmX29,7cm) Margens: 2.5 cm na margem superior 2.5 cm na margem inferior 2.5 cm na margem direita 3 cm na margem da esquerda

APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRABALHO

☻Processamento de texto Times New Roman ou Arial ☻ Tamanho da letra: 12 ☻A mancha do texto deve ser processada a espaço de 1,5. Em citações longas, deve utilizar-se um corpo de letra 10 e um entrelinhamento de 1 espaço.

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APRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRABALHO
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☻ Títulos e tópicos do texto: Devem ser colocados em negrito e maiúsculas no início, alinhados à esquerda da página e com uma distância de duas linhas simples antes do texto Os capítulos são numerados com algarismos árabes no seguimento de orientações da União Europeia. ☻ Alinhamento do texto: Justificado

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ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Lembre-se sempre que para seu trabalho existem três tipos de leitores: O leitor rápido, o leitor que acredita no que escreveu e o leitor que quer “ saber”, aprender. Em termos de estrutura e organização do trabalho, siga as normas da redacção científica. É melhor não inovar na apresentação do trabalho. Não perca tempo com formatações eternas.

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ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
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Evite muitos níveis de um capítulo ou ponto (ex. 10. 2.4.3) pois torna difícil a orientação em relação ao conjunto. Se o texto de um capítulo ou ponto for muito longo, podese introduzir títulos sem números ou numerações com a). Não se esqueça que os títulos indicam o conteúdo de um capítulo ou ponto e devem ser curtos e objectivos. Faça parágrafos curtos e evite frases longas. A introdução, assim como a conclusão é a parte mais importante do seu trabalho no plano retórico

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

As pessoas lêem primeiro (estes 2 pontos) e decidem se querem ler o resto. O leitor deve ver o que contém o trabalho em termos da questão, da linguagem utilizada (conceitos, definições), a estratégia (metodologia e sua estruturação).

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

A paginação pode ser colocada nos cantos da direita, superior ou inferior, ou no centro. Todavia, defende-se que a numeração das páginas se faça no canto inferior direito. Ter em atenção que as páginas brancas e as que iniciam as partes principais não são paginadas mas deverão ser contadas na sequência da numeração e aparecem no índice geral.

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

A capa de um trabalho científico contém a estrutura física do documento. Embora o investigador tenha liberdade de aí colocar o design que desejar, esta não deve ser demasiado exuberante e deve transmitir uma estreita relação com o tema em análise. Deste modo, a capa deverá identificar o nome do autor, o título do trabalho, a Universidade, o local e a data da sua realização.

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

A folha de rosto, apresenta a informação mais completa, contendo um maior número de dados identificativos que a capa, surgindo aqui, para além do inserido na capa, o nome do módulo para que se está a realizar o trabalho, bem como o nome do professor.

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

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DISSERTAÇÃO
Entre a capa e a folha de rosto, deverá existir uma folha em branco Agradecimentos Segue-se (numa folha) o resumo e as respectivas palavras -chave Depois (em outra folha) o abstract e as respectivas Key-words Dedicatória (opcional) (numa folha) Uma frase ou um pensamento que nos marcou (opcional) (numa folha) Siglas e Abreviaturas (numa folha) Sumário (revela a estrutura em que o trabalho está organizado e é apresentado no início) INTRODUÇÃO O TEXTO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA ANEXOS

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO
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ARTIGO CIENTÍFICO (Simples) Entre a capa e a folha de rosto, deverá existir uma folha em branco Sumário Segue-se o resumo e as respectivas palavras- chave, o abstract e as respectivas Key-Words (em letra tamanho 10, a espaço simples) Logo seguida da INTRODUÇÃO (antecedida por dois espaços e já a letra em tamanho 12 e espaço de 1,5) TEXTO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA

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O resumo é obrigatório e consiste na apresentação abreviada e precisa do conteúdo do trabalho sem crítica. Tem como objectivo apresentar uma síntese de todo o trabalho, destacando os pontos essenciais que são abordados (é uma “mini-versão” de todo o trabalho). Depois da realização do resumo, na mesma página, escrevem-se as palavras chave (palavras fundamentais na realização do trabalho, em número de 5). São palavras que direccionam a investigação e que podem ser cruzadas no âmbito do trabalho. Devem ser escolhidas com bastante critério de forma a ajudar nas buscas futuras por interessados no assunto. Numa outra folha, apresenta-se o abstract e respectivas Key-words

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

Em geral o RESUMO é o último item a ser escrito. É no entanto a parte mais importante de um artigo científico. Não pode nem deve explicar as partes do trabalho (isso é para a introdução)

A dedicatória (opcional) é normalmente dirigida a alguém muito querido e que teve alguma relação com o trabalho. Deve ser simples e discreta A frase ou um pensamento que nos marcou (opcional), deve igualmente ter uma relação com o trabalho que estamos a realizar

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Siglas e Abreviaturas. A sigla é um grupo de letras usado para substituir palavras inteiras. A abreviatura é a redução duma palavra a uma forma mais breve. Ambas devem ser incluídas numa lista por ordem alfabética. As siglas escrevem-se com letras maiúsculas. Ex: ME = Ministério da Educação. DGES = Direcção Geral do Ensino Superior NEE= Necessidades Educativas Especiais

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As abreviaturas, que consistem na redução de um palavra, escrevem-se em letra minúscula. Ex: ed. = edição fig. = figura p. = página pp.= páginas s.d. = em data vol. = volume O texto (ou corpo do trabalho) Consideram-se elementos do texto a Introdução, o Desenvolvimento e a Conclusão. Estas partes devem estar em completa interligação umas com as outras, pois representam o núcleo central do trabalho

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A redacção do trabalho deve obedecer aos seguintes critérios: Clareza: o texto deve ser escrito para ser compreendido pelos outros; Concisão: o texto deve dizer o máximo no menor número possível de palavras, Correcção: Deve ser escrito correctamente conforme as regras de concordância previstas; Encadeamento: as frases, os parágrafos, os capítulos devem ser encadeados de forma lógica e harmoniosa; Consistência: o texto deve usar os verbos nos mesmos tempos; Precisão: o texto deve evitar o uso de termos ambíguos; Originalidade: o texto deve evitar o uso de frases feitas ou lugares, comuns. Deve ser autónomo e apresentar ideias novas; Fidelidade: o texto deve respeitar o objecto de estudo, as fontes empregadas e o leitor.

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O aluno pode apresentar os assuntos em partes, capítulos, etc., segundo as suas opções As partes e os capítulos deverão, dentro do possível, ser proporcionais entre si. Embora possam não ter exactamente o mesmo número de páginas, deve haver uma preocupação neste sentido, sobretudo quando a importância dos assuntos desenvolvidos é idêntica. No caso do relatório ou artigo, o aluno poderá apresentar o trabalho apenas por pontos. As figuras serão numeradas de forma sequencial independente do número do Capítulo ou subtítulo a que pertencem. E a legenda será colocada acima das figuras

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As tabelas e os quadros serão numeradas de forma sequencial independente do número do Capítulo ou subtítulo a que pertencem. E a legenda será colocada acima da Tabela e do quadro. Por sua vez, a referência bibliográfica deverá estar localizada logo abaixo do quadro, tabela ou figura, usando-se a palavra “fonte”: A paginação com numeração árabe inicia-se na 2ª folha da introdução. Todas as outras anteriores não terão o número digitado, e por isso não aparecerá.

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EXEMPLOS: Figura1: Pensar Educação

Fonte: Arquivo Privado

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Gráfico1: ………………..

100 80 60 40 20 0 1° 2° 3° 4° Trim . Trim . Trim . Trim . Este Oeste Norte

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NA INTRODUÇÃO DEVE CONSTAR, de forma sucinta, os principais aspectos a serem desenvolvidos no trabalho, tais como: O tema da investigação A formulação da pergunta de partida A (s) hipótese(s) Objectivos Metodologia Estrutura do trabalho

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O TEMA Deverá contextualizar, abordando o tema de forma a identificar os motivos que o levaram a escolher a sua dissertação A investigação científica depende da formulação adequada da pergunta de partida O aluno terá que, fundamentadamente explicitar a sua reflexão sobre a problemática da investigação, apresentando a sua teoria (hipótese (s)) da resposta à PERGUNTA DE PARTIDA

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O aluno terá que, fundamentadamente explicitar a sua reflexão sobre a problemática da investigação, apresentando a sua teoria (hipótese (s)) da resposta à PERGUNTA DE PARTIDA

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OBJECTIVOS Indique muito genericamente os objectivos a alcançar METODOLOGIA Inclui a descrição dos sujeitos, dos processos da sua selecção, dos métodos utilizados para manipular ou medir cada uma das variáveis e dos procedimentos seguidos da investigação (tudo isto escrito de forma muito sumária uma vez que vai desenvolver o assunto em lugar próprio). No final da Introdução o aluno deverá apresentar a "estrutura do trabalho" por Partes e/ ou Capítulos (ou pontos), descrevendo sucintamente os assuntos que serão abordados nas diversas partes constitutivas do trabalho.

Como sugestão, considera-se que a Introdução deverá conter mais de 5 ou 7 páginas

4 - Análise dos resultados, elaboração das conclusões

Dois tipos de dados e análises: x Qualitativos x Quantitativos Classificação, codificação e tabulação dos resultados.

Nas técnicas e recolhas de dados, estão associados instrumentos que permitem o registo de dados. Aqui encontramos o INQUÉRITO através de ENTREVISTA ou por QUESTIONÁRIO .

CONCLUSÃO

CONCLUSÃO Apresentar a síntese interpretativa dos principais argumentos usados, onde será mostrado se os objectivos foram atingidos e se a(s) hipótese(s) foi (foram) confirmada(s) ou rejeitada(s) Conclusões pessoais que acredita ter criado. A conclusão deve ser breve, exacta e convincente

CONCLUSÃO

Desenvolve, apresenta a descrição, análise, sistematização, explicitação dos assuntos – objecto de estudo – com vista a responder às interrogações e aos objectivos previamente postos pelo problema na Introdução. Falará da(s) sua(s) hipótese(s), que o irá(ão) ajudar à consciencialização da reflexão e do discurso próprio. A(s) hipótese(s) terá(ão) que ser comprovada(s) no decorrer da investigação.

A formulação da(s) hipótese(s) exige argúcia e espírito crítico. Obriga quem investiga a estabelecer relações e a formular teorias que terá que comprovar Deverá elaborar a definição do tipo de investigação, a amostragem, os instrumentos da recolha de dados e a forma como pretende analisar os dados

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Elementos PÓS-TEXTUAIS Entram nos elementos posteriores ao texto: a bibliografia, apêndice, anexos e índice geral. A bibliografia é uma lista que contém os elementos descritivos dos documentos consultados de modo a permitir a sua identificação e posterior consulta de livros. São, portanto, os livros utilizados, revistas, enciclopédias, colectâneas, etc. A bibliografia é colocada a seguir à conclusão e ordenada alfabeticamente. O autor deverá colocar somente as publicações que foram efectivamente referenciadas no texto contido no trabalho.

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Os anexos são documentos auxiliares que servem de fundamento à elaboração do trabalho. São documentos ou fontes inéditas, documentos que não fazem parte directamente do texto, mas que completam a sua fundamentação teórica. Estes elementos são colocados a seguir à bibliografia, antes do índice geral, quando este for colocado no final do trabalho.

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Citações formais e citações conceptuais Todo o trabalho científico não pode passar sem o registo das fontes consultadas. Tudo o que não for texto seu deve vir entre aspas (acompanhado da devida referência no sistema autordata-página).

As citações formais (ou citações puras) são transcrições literais de frases ou fontes utilizadas. Têm a função de consolidar as opiniões ou afirmações do autor, apoiandose em outros autores. Quando são breves, não ultrapassando as três linhas, serão inseridas no próprio texto, abrindo e encerrando com aspas:

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EX: A propósito das cidades e das encruzilhadas da exclusão, Carvalho (1999, p. 13) refere que “vivemos numa época de urbanização crescente, exponencial até. (...) A “aldeia global” é, de facto, uma cidade global”. Quando as citações forem demasiado extensas, devem ser destacadas do texto mediante afastamento da margem, redução do tamanho da letra (tamanho 10) e dos espaços (espaços simples)

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Ex: vivemos numa época de urbanização crescente, exponencial até. Sentimo-lo no nosso quotidiano através das nossas experiências de vida pessoais, através dos apelos que nos são constantemente dirigidos e através dos números das estatísticas que nos interpelam. A “aldeia global” é, de facto, uma cidade globalA propósito …………….

As citações conceptuais reproduzem as ideias dos outros autores por palavras próprias e diferentes. Mesmo que não se trate de citações formais, é bom que, ao longo do texto, sejam feitas referências aos autores de onde foram retiradas as ideias ou informações que estão a ser apresentadas. Caso estes cuidados não sejam tomados, o trabalho será considerado um plágio.

A diminuição da mão-de-obra disponível nos centros urbanos, trouxe consigo o aumento dos salários, a deslocação dos camponeses para as cidades e, consequentemente, uma quebra da produção rural (Marques, 1987). Esta situação ...

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Se pretendermos eliminar palavras ou frases, deve-se usar em substituição reticências (...) ♦ Quando se cita o mesmo autor e obra mais do que uma vez, usam-se as abreviaturas Idem e Ibidem Idem= mesmo autor, mesma obra e p. diferente Ibidem= mesmo autor, mesma obra e mesma p.

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO

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Quando está a trabalhar com a norma Internacional e em texto corrido o mesmo autor tem mais do que uma obra publicada no mesmo ano faz-se a seguinte referência ex: (Teodoro, 1994a, p. 15) (Teodoro, 1994b, p. 20) e na Bibliografia final saberemos a que obra se refere a letra a e a letra b

ESTRUTURA DE UM TRABALHO CIENTÍFICO
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Citação de Citação: É a citação feita por outro autor Ex: O imperador Napoleão Bonaparte ( 1786, cit. por Loi, 1998, p. 35) dizia que “as mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos”

Preliminares sobre a dissertação
A dissertação de mestrado é para muitas pessoas o maior manuscrito que jamais escreveram.
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Por isso, a tarefa aparece muitas transcendental ou mesmo inatingível.

vezes

como

Ninguém escreve a dissertação de uma vez...

Preliminares sobre a dissertação
Desdobre a tarefa num conjunto de tarefas, todas pequenas e realizáveis, e inicie as que pensa estar em condições de começar.
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A escrita da dissertação inicia-se com o projecto

Como preparar uma dissertação
Enquanto mestrando:  - certifique-se de que tem tempo  - defina o seu próprio timing  - prepare-se para passar muito tempo sentado

Como preparar uma dissertação
 

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escolha um orientador compatível consigo prepare antecipadamente todas as cooperações de que previsivelmente vai necessitar garanta o contacto e o acesso às amostras prepare o contacto com instituições envolvidas

Como preparar uma dissertação
 

evite conflitos com o orientador: seja sempre frontal não dê passos (mesmo que lhe pareçam correctos) sem o acordo do orientador exija o tempo e atenção a que tem direito

Como preparar uma dissertação
  

 

Sobre o problema: - escolha um problema que lhe suscite interesse - não escolha problemas muito inovadores nem demasiado explorados - escolha um problema compatível com o seu conhecimento anterior - escolha um tema compatível com as suas competências técnicas (instrumentais, estatísticas, etc) -

Como preparar uma dissertação
 

- delimite bem o seu problema - delimite bem o que não vai estudar

Como preparar uma dissertação
 

gaste tempo com o problema antes de começar, e evite alterações posteriores certifique-se de que dispõe dos meios para realizar a dissertação (instrumentação,amostra, software, etc) será útil compartilhar o problema com outros colegas

Como preparar uma dissertação
  

 

garanta que o problema é suficientemente dominado pelo seu orientador escreva o seu problema e discuta-o abundantemente garanta que o seu problema já foi considerado por autores reconhecíveis desconfie sistematicamente de ideias muito originais faça pesquisa sobre o seu problema, antes de se decidir pela sua escolha

Como preparar uma dissertação
 

Sobre a metodologia: uma metodologia é uma maneira de aceder ao problema, não uma complicação cuidado com a amostra: certifique-se da acessibilidade e prepare tudo com antecedência dimensione bem a amostra (prepare expurgos, preveja a perda de amostra)

Como preparar uma dissertação

escreva a metodologia: escreva também as opções a considerar - identifique rigorosamente as variáveis: defina a sua posição no design experimental

Como preparar uma dissertação

- prepare antecipadamente todas as situações de recolha de dados - prepare situações alternativas para os pontos mais críticos do seu trabalho

Como preparar uma dissertação (5)

Sobre o tratamento de dados: - a estatística é uma ferramenta, não um fim em si próprio - o tratamento dos dados dirige-se para o problema colocado e não para aspectos acessórios

 

- os resultados são o que são e não o que queríamos que fossem -esprema os números até eles falarem

Como preparar uma dissertação

prepare quadros e tabelas que facilitem a leitura dos resultados - um gráfico é um recurso de argumentação: seja criativo mas rigoroso - use a estatística essencial para aspectos essenciais

Como preparar uma dissertação

Sobre a bibliografia: seja absolutamente rigoroso na apresentação da bibliografia Utilize sempre a APA - não utilize bibliografia redundante ou pouco credível

 

Como preparar uma dissertação

os autores fundamentais e as obras fundamentais sobre o problema são obrigatórios utilize bibliografia recente sempre que possível seja parcimonioso na utilização de bibliografia confira a bibliografia referenciada no corpo do trabalho

Como preparar uma dissertação

Um projecto é um instrumento de persuasão, desenhado para ser útil. Não é possível construir uma casa sem um projecto Não é possível fazer uma tese sem um projecto

Um projecto de pesquisa é um documento que vai ser lido, eventualmente debatido, e utilizado por si ao longo da dissertação. Não é um documento inútil, feito à pressa para cumprir uma formalidade burocrática. O que é que um projecto deve dizer ?

( imagine que o projecto não é seu )
O que está a ler é suficientemente interessante para perder tempo a lê-lo ? depois de o ler ficou completamente esclarecido ?

está escrito de forma atraente e clara ? sente curiosidade pelos resultados do estudo em perspectiva ?

detectou uma coerência e estrutura interna no projecto ?

A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA

A investigação empírica é uma investigação em que se fazem observações para compreender melhor o fenómeno a estudar A investigação empírica em Ciências Sociais é utilizada para construir explicações ou teorias mais adequadas

A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA

A investigação Empírica compreende os seguintes aspectos :

Tem como objectivo contribuir para o enriquecimento do conhecimento na área em que se escolheu fazer a investigação; Precisa de escolhas em termos do tema e em termos de hipóteses específicas a testar.

A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA

Obriga a um planeamento dos métodos de recolha de dados; Precisa que se pense adiante para planear as análises de dados antes de começar a parte empírica da investigação.

A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA

A revisão da literatura permite encontrar teorias e artigos sobre investigações empíricas apresentadas por diversos autores A primeira coisa a fazer é a utilização da revisão da literatura para a construção das hipóteses que serão testadas na arte empírica

A INVESTIGAÇÃO EMPÍRICA

Ela faz a ponte entre a parte teórica e a parte empírica da investigação. Ela tem um papel fundamental: A HIPÓTESE DEVE JUSTIFICAR O TRABALHO DA PARTE EMPÍRICA DA INVESTIGAÇÃO

Tipos de Investigação
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Qualitativa Quantitativa Qualitativa-quantitativa

Investig. Quantitativa

Pretende tomar a medida exata dos fenómenos humanos e do que os explica. É a chave da objectividade e da validade dos saberes construídos. Consequentemente, deve escolher com precisão o que será medido e apenas conservar o que é mensurável de modo preciso

Investig. Qualitativa

A investig. qualitativa ou naturalística envolve a obtenção de dados descritivos resultantes do contacto directo do investigador com a situação estudada. Enfatiza mais o processo do que o produto e preocupa –se em retratar a perspectiva dos participantes.

Características  1. Ambiente natural como sua fonte directa de dados; investigador é o principal instrumento.  2. Dados recolhidos são predominantemente descritivos.  3. A preocupação como processo é muito maior do que com o produto.  4. O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial do investigador.  5. A análise dos dados tende a seguir um processo indutivo.

Investigação Quali/Quanti

É o método quantitativo conjugado com o qualitativo que possibilita cobrir um campo maior de possibilidades da investigação ao levantar as ideias do público ao mesmo tempo em que quantifica opiniões. Através da investigação quantitativa conjugada com a qualitativa, é possível obter, quantitativamente, dados numéricos e, qualitativamente, conceitos, atitudes e opiniões dos entrevistados sobre o problema investigado (Bringhenti, 2000).

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

A investigação quantitativa consiste em “(…) encontrar relações entre variáveis, fazer descrições recorrendo ao tratamento estatístico de dados recolhidos, testar teorias (…)” (Carmo & Ferreira, 1998, p. 1).

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 

População: Toda a questão da investigação define um universo de objectos aos quais os resultados do estudo deverão ser aplicados. A População Alvo, também chamada população estudada, é composta de elementos distintos possuindo um certo número de características comuns. Estes elementos, designados de unidades populacionais, são as unidades de análise sobre as quais serão recolhidas informações.

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Uma população é um conjunto de pessoas, objectos, acontecimentos ou fenómenos com pelo menos uma característica comum.

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Porém, se a amostra for retirada sem ser ponderada a sua representatividade, não é possível extrapolar as conclusões com confiança. É preciso que a amostra seja representativa da população, isto é, que forneça dela uma imagem fiel

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

No caso de uma investigação realizada para um Mestrado é aconselhável uma população relativamente pequena para trabalhar uma vez que tem a vantagem de limitar a escala da investigação.

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Existem dois tipos de amostras: as probabilísticas = baseadas nas leis de probabilidades as não probabilísticas = tentam reproduzir o mais fielmente possível a população.

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Amostragem não probabilística:
x x x

Amostragem acidental; Amostragem de voluntários; Amostragem por quotas

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Amostra acidental: escolhem-se simplesmente as pessoas (professores, técnicos) encontrados até ao momento em que se estima ter o número suficiente. Risco: podem ter ido em direcções muito particulares e de representar mal a opinião da nossa população.

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Amostra de voluntários: quando o tema abordado é delicado faz-se um apelo para reunir pessoas que aceitem participar

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA
 

Amostra por quotas: O investigador selecciona um certo número de características conhecidas dessa população. Risco. Os eleitos não são escolhidos ao acaso

A POPULAÇÃO E A AMOSTRA

Amostra probabilística é composta a partir de uma escolha ao acaso, tendo todos os elementos da população uma chance de serem seleccionados.

VARIÁVEIS

Variável - O termo variável é um conceito e, como tal, é um substantivo que representa classes de objectos (Richardson, 1985) . As variáveis apresentam duas características fundamentais: x são aspectos observáveis de um fenómeno x e devem apresentar variações ou diferenças em relação ao mesmo ou a outros fenómenos.

VARIÁVEIS
A variável independente pode ser definida como aquela que afecta outra variável mas não precisa de estar relacionada entre elas.  Influencia outra variável chamada variável dependente. Esta pode ser definida como aquela afectada ou explicada pela variável independente, isto é, variará de acordo com a mudança na variável independente

VARIÁVEIS

A variável independente na investigação é o antecedente e a variável dependente é o consequente. O investigador faz prognósticos a partir da primeira para a Segunda. Estes termos são originários da matemática

VARIÁVEIS
O objectivo do investigador é comprovar se os efeitos provocados pela variável independente sobre a variável dependente são aqueles tinha suposto como hipótese

VARIÁVEIS

Exemplo: Determinar a relação entre o número de erros em italiano (variável dependente) e o número de aulas (variável independente). Ex.: sexo e estado civil; idade, raça, local de residência, naturalidade, escolaridade, profissão, filiação partidária e religiosa...(são variáveis independentes)

VARIÁVEIS
 

  

Pergunta de PARTIDA Os idosos resistem mais á mudança do que os jovens? Variável independente: idade Variável dependente: Resistência à mudança (Estratégia de prova: comparar uma medida de resistência à mudança entre um grupo de jovens e um grupo de pessoas idosas)

VARIÁVEIS
    

PP As reacções às políticas sociais são as mesmas para os homens e as mulheres? Variável independente: sexo Variável dependente: reacções ás políticas sociais (Estratégia de prova: comparar os resultados de uma medida de reacção às políticas sociais entre um grupo de homens e um grupo de mulheres)

VARIÁVEIS

  

PP A qualidade da alimentação das crianças afecta o seu sucesso escolar? Variável independente: alimentação Variável dependente: sucesso escolar (Estratégia de prova: Comparar a taxa de sucesso escolar entre um grupo de crianças bem alimentadas e um grupo mal alimentado)

VARIÁVEIS
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PP Será que o uso de drogas duras aumenta a incidência de criminalidade entre jovens? Variável independente: drogas Variável dependente: criminalidade (Estratégia de Prova: comparar o comportamento criminal antes e depois do início do comportamento de utilização de drogas duras)

VARIÁVEIS

Validade Interna - É um critério para se avaliar o desenho experimental utilizado e está relacionada com as relações casuais. Deve-se avaliar como e quanto a variável independente (intervenção) vai interferir no estudo, inferindo-se a relação de causa e efeito

VARIÁVEIS

Validade Externa - É outro critério para se avaliar o desenho experimental utilizado e está relacionada com a capacidade de a investigação ser generalizada.

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

O questionário é um instrumento de recolha de dados bem adaptado a pesquisas quantitativas, uma vez que torna possível o trabalho com amostras de grande dimensão e o estabelecimento de relações estatísticas com vista à generalização O fio condutor do questionário deve reflectir a Pergunta de Partida e hipóteses do trabalho

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

O inquérito por Questionário segundo Quivy (1998, p. 138) “consiste em colocar um conjunto de inquiridos, geralmente representativo de uma população, uma série de perguntas relativas à sua situação social, profissional ou familiar, ás opiniões, à sua atitude em relação a opções ou questões humanas e sociais, às expectativas, ao seu nível de conhecimento (…) ou ainda sobre qualquer outro ponto de interesse aos investigadores”.

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

Carmo & Ferreira (1998, p. 138) são de opinião que o Inquérito por Questionário além de quantificar a informação obtida “é um processo em que se tenta descobrir alguma coisa de forma sistemática” de dados para responder a um determinado problema.

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

Devemos previamente testar o nosso Questionário (pré-teste) para ver se há ou não necessidade de reformular alguma questão que possa estar ambígua na sua forma original. O aperfeiçoamento a que o instrumento de recolha de dados foi submetido após o pré-teste permitem mais segurança na passagem à fase do Inquérito propriamente dito.

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

A existência do pré-teste serve para seleccionar as melhores perguntas para serem incluídas na versão final do Questionário. Deve-se aplicar a uma amostra pequena mas representativa; Deve ser aplicado pessoalmente para se explicar o objectivo do estudo

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

Depois deve-se fazer uma análise: A) Verificar quais as perguntas que têm poucas respostas x Podem ser várias as potenciais razões da ausência de respostas:
 Ambiguidade  Demasiado

pedido de informação  Demasiada Informação pessoal

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA

B) Examinar a distribuição das respostas para cada uma das perguntas x Há várias falhas num questionário que podem reduzir a variação nas respostas. x Ex x Perguntas que convidam a uma resposta socialmente desejável (É um bom professor? SIM NÃO)

1ª SECÇÃO DO QUESTIONÁRIO

- É importante recolher apenas as características dos casos estritamente relevantes à investigação Perguntas que não vão ser analisadas só servem para aumentar o questionário e aumentar o risco de não haver quem queira responder Não se deve colocar perguntas desnecessárias

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA
 

Para escolher as características relevantes é necessário considerar: Todas as Hipóteses da investigação
 As

hipóteses especificam as variáveis necessárias à investigação

x

Os detalhes dos casos requeridos para descrever a amostra e replicar a investigação
 Descrever

a natureza da amostra

Questionário

Oferece a possibilidade de inquirir um grande número de pessoas quase em simultâneo, economizando tempo, proporcionando grande liberdade de resposta e grande facilidade no tratamento estatístico de dados;

Para tal, coloca-se uma série de questões que abrangem um tema de interesse para os investigadores, não havendo interacção directa entre estes e os inquiridos.

Utilidade e importância dos questionários
Os questionários permitem:
 Recolher

informação sobre um determinado tema

 Interrogar um elevado número de pessoas, num espaço de tempo relativamente curto  Recolher informação de natureza social, económica, familiar, profissional, etc.

Construção de questões
As questões devem ser desenvolvidas tendo em conta três princípios básicos: Princípio da clareza - devem ser claras, concisas e unívocas. Princípio da Coerência - devem corresponder à intenção da própria pergunta. Princípio da neutralidade - não devem induzir uma dada resposta mas sim dar liberdade ao inquirido.

 Não utilizar questões ambíguas;  Não deve incluir duas questões numa só;  Ter o cuidado de evitar erros o ortográficos, gramaticais ou de sintaxe.

Tipos de Questionário Abertos Estes podem ser

Fechados

Mistos

Tipos de questões
Tipo de Questão Exemplo

Directas

Gostas do teu ambiente de trabalho? O que pensas do teu ambiente de trabalho? Gostas de estudar na UPT ? Estás satisfeito com o Mestrado em Supervisão?

Indirectas Específicas

Não específicas

Tipo de Questão Factos

Exemplo Qual é o teu clube de futebol favorito? Porque preferes o Futebol Clube do Porto e não o Boavista? Deviam acabar as aulas de substituição? [sim] ou [não] Deviam acabar as aulas de substituição. [Concordo] [Discordo]

Opinião Questões

Afirmação

Classificação de questões quanto à sua forma
Questões Abertas Descrição São apresentadas ao inquirido perguntas para que o mesmo possa escrever a sua resposta sem qualquer restrição. São apresentadas ao inquirido um conjunto de alternativas para que o mesmo escolha a que melhor representa a sua situação ou ponto de vista. Correspondem às questões que terão de ser respondidas após a resposta dada a uma outra anterior.

Fechadas

Dependentes

Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de respostas

TIPO DE RESPOSTA

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Preza o pensamento livre e a originalidade; Respostas mais representativas e fiéis da opinião do inquirido;

Dificuldade em organizar e categorizar as respostas;

Requer mais tempo para responder às questões;
  

Resposta aberta

O inquirido concentra-se mais sobre a questão;

Muitas vezes a caligrafia é ilegível;

Vantajoso para o investigador, pois permite-lhe recolher variada informação sobre o tema em questão.

Em caso de baixo nível de instrução dos inquiridos, as respostas podem não representar a opinião real do próprio.

TIPO DE RESPOSTA

VANTAGENS

DESVANTAGENS

Rapidez e facilidade de resposta;

Maior uniformidade, rapidez e simplificação na análise das respostas;

Dificuldade em elaborar as respostas possíveis a uma determinada questão;

Resposta fechada

Não estimula a originalidade e a variedade de resposta;

Facilita a categorização das respostas para posterior análise;

Permite contextualizar melhor a questão.

Não preza uma elevada concentração do inquirido sobre o assunto em questão;

O inquirido pode optar por uma resposta que se aproxima mais da sua opinião não sendo esta uma representação fiel da realidade.

A- Questionário Aberto

Utiliza questões de resposta aberta. •Proporciona respostas de maior profundidade o que dificulta posteriormente a sua interpretação. •Possibilita maior liberdade de resposta pois esta pode ser redigida pelo inquirido.

B- Questionário Fechado

•É um tipo de questionário que utiliza questões de resposta fechada. •Possibilita obter respostas padronizadas. •São muito objectivos, exigindo menor esforço por parte dos sujeitos.

C- Questionário Misto

Utiliza questões do tipo

Resposta Aberta

Resposta Fechada

Escalas • Questionários fechados; • São usados em qualquer processo de investigação; • Pretendem medir atitudes ou opiniões do públicoalvo. Escalas mais utilizadas: - Escala de Likert - VAS ( Visual Analogue Scales) - Escala de Guttman.

- Escala de Likert - Permite medir a opinião do inquirido, a qual é dada pela média do seu posicionamento face ao conjunto das proposições propostas.
Concorda totalmente Concorda Sem opinião Discorda Discorda totalmente +2

Apresenta cinco proposições das quais apenas uma pode ser seleccionada sendo estas:

+1 +0 -1 Pontuação atribuída

-2

Escalas

A escala de Likert é mais fácil de construir e de aplicar, sendo que a resposta do indivíduo é localizada directamente em termos de atitude, como se pode constatar:

Escalas

Para cada uma das questões indique o seu grau de concordância: 1-As crianças nascem todas diferentes, com uma maneira de ser própria Discordo muito..1..2..3..4…5concordo muito 2- A capacidade para estudar já nasce com a criança Discordo totalmente..1..2..3..4…5concordo totalmente

 

- VAS ( Visual Analogue Scales)
É um tipo de escala que provém da escala de Likert, utilizando duas proposições contrárias, unidas por uma linha de 10 cm de comprimento.
Útil Inútil

10cm

O Inquirido deve assinalar na linha a posição que corresponde à sua resposta.

- Escala de Gutman •As resposta encontram-se Hierarquizadas.
E D C B A

•Se se concordar com a resposta A obrigatoriamente concordar-se-á com a resposta E. •A Pontuação atribuída inicia-se em zero – não é escolhida qualquer resposta; um se for escolhida a opção E; dois para a a escolha da opção D….

METODOLOGIA QUALITATIVA
 Introduzida

há sensivelmente 34 anos no campo da Educação, a expressão “Investigação qualitativa” passou a vulgarizar-se na pesquisa nesta área (Bogdan, 1994).

METODOLOGIA QUALITATIVA

A investig. qualitativa ou naturalística envolve a obtenção de dados descritivos resultantes do contacto directo do investigador com a situação estudada. Enfatiza mais o processo do que o produto e preocupa–se em retratar a perspectiva dos participantes

METODOLOGIA QUALITATIVA

A investig. qualitativa ou naturalística envolve a obtenção de dados descritivos resultantes do contacto directo do investigador com a situação estudada. Enfatiza mais o processo do que o produto e preocupase em retratar a perspectiva dos participantes

METODOLOGIA QUALITATIVA

Para Haguette (2005, p. 63) “os métodos qualitativos enfatizam as especificidades de um fenómeno em termos das suas origens e da sua razão de ser”. Por sua vez González Rey (2005, p. 63) refere que a metodologia qualitativa é “orientada para a construção de modelos compreensivos sobre o que se estuda”

METODOLOGIA QUALITATIVA

A investigação qualitativa não se inicia com hipótese: O investigador aborda o seu campo de estudo com problemas, reflexões e pressupostos.

As abstracções são construídas à medida que os dados se vão agrupando

METODOLOGIA QUALITATIVA

Como refere Stake (1995) , o investigador qualitativo não descobre, antes constrói o conhecimento É nesta linha que Bogdan & Biklen (1994, p. 50) referem que “os investigadores qualitativos tendem a analisar os seus dados de forma indutiva”.

METODOLOGIA QUALITATIVA
A Entrevista

A entrevista é tida como “um instrumento mais adequado para delimitar os sistemas de representações, de valores, de normas vinculadas por um indivíduo” (Albarello et al, 1997, p. 87).

METODOLOGIA QUALITATIVA

Estrela (1990) considera que esta técnica permite não só pistas para a caracterização de um processo em estudo, mas também deixa conhecer, sob alguns aspectos, os intervenientes no processo.

PREPARAÇÃO DA ENTREVISTA

A planificação da entrevista realiza-se a partir da Pergunta de Partida. O investigador terá pelo menos 2 preocupações: x Planificação de um esquema de entrevista x Escolha dos respondentes susceptíveis de possuírem uma competência relacionada com o objecto de estudo

ENTREVISTA

Um esquema de entrevista é um guia no qual o investigador identifica: x os temas x Os subtemas x Questões de orientação

ENTREVISTA

A entrevista estruturada, de acordo com Ghiglione & Malaton (1993, p. 92), está “(…) muito próximo de um questionário no que só figurariam questões abertas, não existe já praticamente qualquer ambiguidade. O conjunto do quadro de referência é definido e o entrevistado deve-se situar relativamente a este quadro, a fim de poder responder”.

ENTREVISTA ESTRUTURADA
A entrevista estruturada pode ser realizada através do telefone . x O entrevistador (investigador) ao levantar as questões não tem que impor opções de resposta x O entrevistado ao formular a sua resposta pessoal dá ao investigador uma ideia clara do que pensa sobre o assunto
x

ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA

Série de perguntas abertas, feitas verbalmente, numa ordem prevista mas na qual o entrevistador pode acrescentar perguntas de esclarecimento

ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA

Inconveniente: Ainda que as entrevistas sejam feitas pela mesma pessoa, ainda que essa pessoa retome o mesmo núcleo de perguntas de uma entrevista a outra, as diferenças podem ser grandes de uma entrevista a outra o que dificulta a análise.

ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA

Vantagens: Esta flexibilidade possibilita um contacto mais íntimo entre o entrevistador e o entrevistado, favorecendo a exploração dos seus saberes, das suas representações, das suas crenças e valores.... É a compreensão do mundo do outro

ENTREVISTA NÃOESTRUTURADA

Entrevista em que o entrevistador apoia-se em um ou vários temas, e algumas perguntas iniciais, previstas antecipadamente, para improvisar em seguida as outras perguntas em função das suas intenções e das respostas obtidas do seu interlocutor

ENTREVISTA NÃOESTRUTURADA

Neste tipo de entrevistas o tratamento de dados será muito exigente. A análise de conteúdo pode tornar-se muito complicada

Tipos de Investig. Qualitativa
      

1. Estudo de Caso 2. Etnográfica ou antropológica 3. Fenomenológica 4. Investigação-acção 5. Investigação Participante 6. Dialética 7. História de vida (narrativa)

ESTUDO DE CASO
  

CONCEITO : É o conhecimento profundo de algo É o particular e o único frente ao comum

O Estudo de caso presta atenção ao que especificamente pode ser apreendido de um caso simples, de um exemplo em acção (Stake, 1995).

ESTUDO DE CASO

Um estudo de caso bem sucedido fornecerá ao leitor uma ideia tridimensional e ilustrará relações, questões micropolíticas e padrões de influências num contexto particular (Bell, 1993).

ESTUDO DE CASO

Podemos encontrar Estudos de Caso em em áreas tão vastas como o Direito, Educação, História, Medicina, Psicologia , Educação e Administração. Podem ser usados em descrições culturais, preparações profissionais, construção de teorias, estudos biográficos, diagnósticos clínicos e até em análises policiais.

ESTUDO DE CASO

Algumas áreas parecem ter sido construídas quase inteiramente em conhecimentos produzidos por estudos de caso individuais, acumulativos e comparativos (Hamel et al., 1993).

ESTUDO DE CASO

O estudo de caso é uma análise profunda de um sujeito considerado individualmente. Às vezes pode-se estudar um grupo reduzido de sujeitos considerado globalmente. Em todo o caso observam-se as características de uma unidade individual, como por exemplo um sujeito, uma classe, uma escola, uma comunidade, etc.

ESTUDO DE CASO

O objectivo consiste em estudar profundamente e analisar intensivamente os fenómenos que constituem o ciclo vital da unidade, em vista a estabelecer generalizações sobre a população à qual pertence (Bisquera, 1989).

ESTUDO DE CASO

O método de estudo de caso particular é especialmente indicado para investigadores isolados, dado que proporciona uma oportunidade para estudar, de uma forma mais ou menos aprofundada, um determinado aspecto de um problema em pouco tempo (Bell, 1993).

ESTUDO DE CASO

O estudo de caso tem sido definido como sendo um termo global para uma família de métodos de investigação que têm em comum o facto de se concentrarem deliberadamente sobre o estudo de um determinado caso (Erasmic & Lima, 1989).

ESTUDO DE CASO

A grande vantagem deste método consiste no facto de permitir ao investigador a possibilidade de se concentrar num caso especifico ou situação e de identificar, ou tentar identificar, os diversos processos interactivos em curso (Bell, 1993). A observação é o método de investigação mais frequentemente utilizado, sendo a base dos estudos de caso (Bisquera, 1989).

ESTUDO DE CASO

Sendo assim, o Estudo de Caso será um método ou será uma abordagem? Segundo Hamel et al. (1993), é mais apropriado definir o Estudo de Caso como uma abordagem, apesar de o nome sugerir que seja um método.

ESTUDO DE CASO

Ragin (1992) assinala 4 formas para definir “um Caso” Pode ser encontrado ou construído pelo investigador que emerge da sua própria investigação Pode ser um objecto definido por fronteiras pré – existentes, tais como uma escola, uma aula ou até um programa.

3)

4)

ESTUDO DE CASO

3) Pode ser derivado de ideias e dos conceitos que emergem de acontecimentos similares

4) Pode ser uma convenção, pré-definido por acordos e consensos sociais que assinalam a sua importância.

ESTUDO DE CASO
   

NA DEFINIÇÃO DO CASO TEMOS QUE TER EM CONTA: 1) tratar-se de uma especificidade e não de uma função. Um caso pode ser algo simples ou complexo, um indivíduo ou uma instituição Em qualquer das escolhas o que importa é o seu carácter único e específico e que possamos aprender com ele

ESTUDO DE CASO

2) Não se esqueça que o estudo tem que que identificar o PARTICULAR da situação Isto obriga a que se centre em questões relacionadas com a : x A) sua natureza x B) sua história x C) ambiente e âmbito físico

ESTUDO DE CASO

3) A singularidade do caso não o exclui da sua complexidade que o determinam e definem 4) O caso representa os valores do investigador; as suas ideias teóricas e as suas particulares convicções. Isto implica reflectir sobre o que se está a fazer; Identificar a estrutura analítica que se constrói e descobrir e desenvolver a própria ideia de quem investiga.

  

ESTUDO DE CASO

5) Não podemos esquecer que o Estudo de Caso é um terreno em que o investigador se relaciona e se encontra com pessoas cujas acções e relações vão ser analisadas. Trabalhar um Estudo de Caso é entrar na vida de outras pessoas com o interesse por aprender o que e porque fazem ou deixam de fazer certas coisas e o que pensam e como interpretam o mundo social em que vivem e se desenvolvem

ESTUDO DE CASO

Não podemos nunca esquecer que ao fazermos um ESTUDO DE CASO não pretendemos avaliar ou ajuizar a vida, ideias ou acções das pessoas ou instituições, mas antes as conhecer e compreender Nunca um Estudo de Caso será utilizado para tratar injustamente os indivíduos ou os colectivos implicados.

ESTUDO DE CASO
 

Em termos éticos temos que ter em atenção: Confidencialidade: toda a informação é confidencial utilizando-se o anonimato Colaboração: Ninguém está obrigado a participar e a proporcionar informação Imparcialidade: Mostra os pontos de vista as apreciações e os valores divergentes

Estudo de Caso
 

  

Características Os estudos de caso visam a descoberta, mesmo que o investigador parta de um pressuposto teórico inicial, que poderá ser modificado com o andamento do trabalho; Enfatizam a “interpretação do contexto”; Buscam retratar a realidade de forma completa e profunda; Usam uma variedade de fontes de informação (diferentes informantes, tempos diferentes de recolha

Definição do Objecto de Estudo

Nunca é fácil definirmos um objecto de estudo, que aborde um problema ou um fenómeno. Esta dificuldade torna-se ainda maior quando utilizamos o estudo de caso para este fim.

Estudo de Caso

Só ao estabelecer progressivamente estreitas relações com a área de estudo, o investigador deverá ser capaz de definir o seu objecto de estudo. Ou seja, o investigador deverá cuidadosa e antecipadamente definir o objecto de estudo que dará origem ao estudo de caso.

Estudo de Caso

Os investigadores escolhem uma área de investigação porque pretendem especificamente estudar uma matéria especial, e esta área é regularmente confundida como o objecto de estudo ou com o caso em si mesmo.

Estudo de Caso

É assim necessário fazer a distinção entre o objecto de estudo e o estudo de caso seleccionado para o propósito, e ainda definindo com clareza ente último. O investigador ao definir o objecto de estudo, deve ter em atenção a forma como a sociedade gera o problema ou o fenómeno em questão. Esta definição deve partir do próprio investigador e não deve ser imposta pela área.

Estudo de Caso
 

A subjectividade do investigador deve portanto assumir um papel importante na definição do objecto de estudo. Esta subjectividade torna-se objectiva do ponto de vista do investigador (Hamel et al., 1993).

Selecção do Caso Ideal para Compreender o Objecto de Estudo Apesar da objectividade revelada na definição do objecto de estudo apenas ser possível através da subjectividade, esta apenas pode ser a única forma de o caso ser seleccionado, se pretendemos entender o objecto. É assim necessário recorrer a uma estratégia metodológica para seleccionarmos o caso.

Estudo de Caso

Esta estratégia consiste em detalhar as qualidades metodológicas características do caso escolhido, baseadas no objecto de estudo seleccionado. Esta estratégia metodológica resulta da Inicial Theory, ou seja, da ideia inicial que o investigador tem do problema ou fenómeno percepcionado.

Estudo de Caso

O caso escolhido deve ser representativo. Esta representatividade é relativa à qualidades metodológicas a ele atribuídas. A definição do caso deve permitir uma avaliação da sua generalidade, tendo em vista os resultados da análise possível (Hamel et al., 1993).

Estudo de Caso

A abundância de Materiais Empíricos O estudo de caso é uma investigação de profundidade Podem ser usados vários métodos para recolher vários tipos de informações e para se fazerem observações. Estes são os materiais empíricos através dos quais o objecto de estudo será compreendido

Estudo de Caso

O estudo de caso é assim baseado numa grande riqueza de materiais empíricos, notáveis pela sua variedade. Contudo, esta variedade de materiais empíricos apresentam problemas analíticos.

Estudo de Caso

Esta variedade aparece tanto na diversidade do materiais empíricos como no seu tratamento. Estes podem ser relatórios de noticias, documentos oficiais, escritas pessoais, trabalhos literários. O estudo de caso considera material de diferentes origens, que são produzidos por diferentes tipos de conhecimento.

Estudo de Caso

A análise de todo este material levanta sérios problemas. Por outras palavras, como é que os materiais empíricos podem ser usados numa análise do ponto de vista cientifico, se foram tratados de forma diferente, dependendo da sua origem?

Estudo de Caso

Para se começar a responder a esta questão, o objecto de estudo deve ser descrito como foi empiricamente definido, ou seja, da forma como foi construído através destes materiais. A definição do objecto de estudo deve ser uma definição sustentada pelo investigador, e que corresponda ao foco do estudo. O objecto de estudo deve assim ser demonstrado como se fosse construído com base no material empírico..

Estudo de Caso

A profundidade da descrição do estudo de caso, sustenta esta demonstração, porque facilita a clara compreensão da forma como o objecto de estudo se relaciona com os materiais.

Estudo de Caso

È apropriado determinar rigorosamente o objecto de estudo na transformação da definição teórica do objecto de estudo na sua construção empírica dentro dos materiais seleccionados.

Estudo de Caso

A variedade destes materiais irá garantir a profundidade do estudo de caso. O rigor da definição do objecto sobre análise depende aqui da profundidade da descrição característica da abordagem do estudo de caso (Hamel et al., 1993).

Estudo de Caso

Problemas na sua Escrita Ao usar materiais de diferentes origens e dando a análise em profundidade que o processo implica, o estudo de caso apresenta claramente problemas na literatura e de uma forma mais geral na linguagem.

Estudo de Caso

Devido aos estudos darem uma descrição profunda, é necessário uma compreensão da forma como a linguagem dos materiais empíricos é transformada noutra linguagem. Ou seja, a construção teórica dos materiais empíricos, deve ser directamente compreendida dentro de uma análise.

Estudo de Caso

2. 3.

4.

A escrita do estudo de caso deve assim compreender três qualidades de rigor (Hamel et al., 1993): a escrita deve ser livre de processos estilísticos; deve incluir a demonstração de conhecimentos (ex. fórmulas ou equações); e a linguagem deve ser irreduzível, de forma a facilitar a sua compreensão.

Estudo de Caso

Construção das Conclusões As conclusões alcançadas pelo estudo de caso não podem depender das qualidades da sua linguagem. Estas conclusões devem ser completamente transmitidas numa declaração escrita.

Estudo de Caso

O estudo de caso deve produzir conclusões que não possam ser escritas de forma explicita ou que levantem dúvidas. As teorias e fundações metodológicas das conclusões resultantes do estudo de caso devem ser claramente compreendidas através da profundidade da descrição do objecto de estudo.

Estudo de Caso

Estas conclusões devem ser apresentadas como informações novas. Ou seja, as conclusões devem fornecer informações que, apesar de baseadas na análise das informações de campo, transcendam estas informações (Hamel et al., 1993).

Estudo de Caso

Os estudos de caso são um tipo de estudos muito particulares e que para serem eficientes devem ter o seu objecto de estudo bem definido, o caso escolhido deve ser representativo do problema ou fenómeno a estudar, os materiais e dados devem ser recolhidos com precaução, a sua linguagem deve ser homogénea e clara e as conclusões produzidas devem ser bem explicitas e representarem informações novas.

Etnográfica ou Antropológica
x

Etnografia é a descrição de um sistema de significados culturais de um determinado grupo (Spradley, 1979).

Deve garantir a interpretação do que ocorre no grupo estudado tão apropriadamente como se fosse um membro do grupo.

Etnográfica ou Antropológica

Wolcott chama a atenção para estudos sobre ensino e aprendizagem dentro de um contexto cultural amplo. A investigação sobre escola deve relacionar-se com o aprendido dentro e fora da escola.

ETNOGRÁFICA
Critérios  O problema é redescoberto no campo;  O investigador deve realizar a maior parte do trabalho de campo pessoalmente;  O trabalho de campo deve ter um tempo amplo que permita uma imersão na realidade;  O investigador deve ter tido outras experiências em diferentes culturas.

ÉTNOGRÁFICA

A abordagem etnográfica combina diferentes métodos de recolha: observação, vídeo, histórias de vida, análise de documentos, testes psicológicos, fotografias e outros; O relatório etnográfico apresenta uma grande quantidade de dados primários (material produzido pelo informante).

ÉTNOGRÁFICA
Pressupostos

Hipótese naturalista- ecológica (comportamento humano influencia significativamente o contexto em que se situa). 2. Hipótese qualitativo-fenomenológica (determina ser quase impossível entender o comportamento humano sem tentar entender o quadro referencial dentro do qual os indivíduos interpretam os seus pensamentos, sentimentos e ações).

  

Papel do investigador: subjectivo de participante e objectivo de observador na busca da compreensão do comportamento humano. Método - três etapas: Exploração: selecção e definição do problema Selecção dos aspectos a serem sistematicamente investigados Descoberta

 

Desenvolvimento Exploratória – Pontos iniciais que vão sendo avalizados ao longo do trabalho, podendo sofrer modificações ou mesmo serem abandonados. Delimitação – Identificado os elementos–chave e os contornos do problema, o investig. pode proceder à recolha de dados sistemática, utilizando instrumentos mais ou menos estruturados, de acordo com as características próprias do objecto estudado.

Investigação-acção

Tem por objectivo investigar as experiências de grupos para teorizá-la e reconstruir uma realidade vivida, na busca de aprimorar continuamente os diversos aspectos da vida profissional, familiar e social, melhorando, com isso, a si mesmos.

É neste sentido que a investigação-acção pode ser concebida como investigação permanente, encerrando um compromisso político e ideológico. Tais grupos passam a ter a capacidade de gerar conhecimento colectivo que os leva à acção social e política. Nesta perspectiva a invest. será inovadora se atender as necessidades sociopolíticas

Investigação-acção
SegundoBarbier (1985) pesquisa-ação é uma acção em nível realista, sempre acompanhada de uma reflexão autocrític a objectiva e de uma avaliação dos resultados. Como o objectivo é aprender depressa, não devemos ter medo de enfrentar as próprias insuficiências. Não queremos acção sem invest., investig. sem acção. É um processo sistematizado de observação, reflexão e mudança, por parte dos participantes da acção e da investigação. ,.

Investigação-acção
Quando o “não significativo” se transforma em indício, em pista possível daquilo que buscamos, os registros começam a documentar, com maior precisão, a aparente dispersão da vida. A análise proposta permite identificar e relacionar estes indícios e a partir daí orienta as novas observações. Objectivo: análise crítica da realidade rumo à transformação, num enfoque praxiológico que busca compreender o fenómeno na sua relação com a realidade.

Investigação-acção
Características  É um processo de conhecer/agir.  É iniciada na realidade concreta que se preten-de mudar, definida pelo grupo interessado.  O pesquisar é um agente externo.  É um processo coletivo e educacional. O plane-amento é elaborado pelos investigadores e pelo grupo, assim como sua execução.  Há compromisso dos envolvidos no processo, pois definem o objectivo da investigação, os instrumentos, analisam os dados, comunicam os resultados e deliberam sobre a necessidade das acções.

Investigação-acção
    

Procedimento metodológico Descrição da realidade; A crítica da realidade; A criação colectiva; Sistematização e definição das acções.

Histórias de Vida/ Investigação Narrativa

Segundo Hackmann (2004) a narrativa pode ser o veículo mais adequado tanto para captar a maneira com que as pessoas constituem seu auto conhecimento como também para solicitar que transmitam seu sentido pessoal organizar a sua experiência ao largo de uma dimensão temporal ou sequencial

Histórias de Vida/ Investigação Narrativa
         

Deve haver cumplicidade entre o investigador e o investigado O entrevistador (investigador) primeiro conta a sua história Cabe a interlocução dos participantes A historia é partilhada Ferramentas de trabalho na investigação Diários; Entrevistas não estruturadas; Cartas; Escritos autobiográficos e biográfico; Outras fontes de dados

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA QUESTÃO: Aspectos qualitativos da actividade humana e da experiência EXPECTATIVAS: Levantar informação.Descrever e explicar experiências humanas

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

COMPORTAMENTO DAS AMOSTRAS: Activo, natural e espontãneo. É o próprio comportamento a ser estudado. TIPO DE ESTUDO: Indutivo: o estudo é orientado pelos dados e reformulável permanentemente

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

DADOS: Palavras para análise. Elevada inferência. Recolha ao longo do Estudo Envolvimento da INVESTIGAÇÃO : dados recolhidos em ambiente natural (não manipulado

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

RESULTADOS: Descrições textuais. Explicações e interpretações

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

INVESTIGAÇÃO QUANTITATIVA: A QUESTÃO: As pectos quantificáveis das estruturas e do comportamento EXPECTATIVAS: Verificar hipóteses (e teorias). Prever efeitos

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

COMPORTAMENTO DAS AMOSTRAS: Comportamento delimitado e prescrito pelo investigador TIPO DE ESTUDO: Dedutivo: guiado por hipóteses formuladas antecipadamente. Variáveis pré-definidas

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

DADOS: Baixa inferência. Análise quantitativa dos dados. Recolha em fase pré-estabelecida ENVOLVIMENTO DA INVESTIGAÇÃO: Envolvimento altamente controlado. Variáveis manipuladas e variáveis controladas

ADAPTADO DE BORK (1993, p. 47)

RESULTADOS: Descrições quantificáveis. Elevada fiabilidade.

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