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CURSO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

CURSO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFESSOR: ALEXANDRE APOSTILA: PREVENÇÃO DE ACIDENTES MARTINEZ 2009
PROFESSOR: ALEXANDRE APOSTILA: PREVENÇÃO DE ACIDENTES MARTINEZ
PROFESSOR:
ALEXANDRE
APOSTILA: PREVENÇÃO DE ACIDENTES
MARTINEZ
CURSO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO PROFESSOR: ALEXANDRE APOSTILA: PREVENÇÃO DE ACIDENTES MARTINEZ 2009

2009

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1.ACIDENTES: CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO 1.1 QUAL A DIFERENÇA ENTRE ACIDENTE E INCIDENTE Acidente é um

1.ACIDENTES: CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO

1.1 QUAL A DIFERENÇA ENTRE ACIDENTE E INCIDENTE

Acidente é um evento não programado nem planejado, portanto indesejável, que resulta em perda de tempo, lesão, doença ou morte do indivíduo ou causa algum dano a propriedade.

Para melhor entendermos a diferença entre acidente e incidente, apresentamos a seguir três situações representativas:

1) Na primeira, um operário estava transportando manualmente uma caixa contendo certo produto: em dado momento, deixa cair a caixa. Não houve perda material, ou seja a caixa não se danificou, nem o operário foi lesionado. Apenas ocorreu perda de tempo neste caso temos somente um

incidente.

2) Na segunda, na queda da caixa esta se danificou, porém não ocasionou lesão no operário, portanto é um exemplo de acidente, pois houve além da perda de tempo um dano a propriedade, já que ocorreu perda de material.

3) A última situação é quando a queda da caixa provocou a lesão no homem e a perda do material, neste caso, também temos um acidente, já que além da perda de tempo houve danos ao operário e a propriedade.

É claro que a vida e saúde humana têm mais valor que as perdas materiais, daí serem considerados como mais importantes os acidentes com lesão. Por exemplo: se a caixa ao cair atingir pé da pessoa que a estava carregando, provocando sua queda e causando - lhe uma lesão, terá um acidente mais grave, porque, além da perda de material, houve dano físico.

1.2 ACIDENTE DE TRABALHO: CONCEITO LEGAL E PREVENCIONISTA

acidente do trabalho é todo aquele que ocorrer

pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal, perturbação funcional ou doença, que cause morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.”

De acordo com o conceito legal

Equiparam-se ao acidente de trabalho:

O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para sua recuperação;

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∑ O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência

O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de:

a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou

companheiro de trabalho;

b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa

relacionada ao trabalho;

c) ato de imprudência (excesso de confiança), de negligência (falta de

atenção) ou de imperícia (inabilitação) de terceiro ou de companheiro de

trabalho;

d) ato de pessoa privada do uso da razão, por exemplo, o louco; e

e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos (quedas de

raios) ou decorrentes de força maior (enchentes);

Doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade:

Exemplo: A AIDS adquirida por profissional de saúde ao manipular instrumento com sangue ou outro produto derivado contaminado.

O acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:

a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da

empresa;

b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar

prejuízo ou proporcionar proveito;

c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; e

d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,

qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado;

e)Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.

Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o trabalho ou destes para aqueles, independentemente do meio de locomoção, sem alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. Não havendo limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência, refeição e do trabalho, deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância percorida e o meio de locomoção utilizado.

Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado quando estiver sob a responsabilidade do setor de reabilitação profissional.

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Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de

Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão que, resultante de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do acidente anterior.

Será também, considerado acidente do trabalho, quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no decurso da jornada de trabalho, o infortúnio ocorrido durante estas atividades será considerado como acidente do trabalho.

Considera-se também acidente de trabalho as doenças decorrentes do trabalho que são: as doenças ocupacionais ou profissionais ou as doenças do trabalho.

A doença ocupacional ou profissional é a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade.

Podemos citar como exemplo de doença ocupacional ou profissional, aquela adquirida no trabalho com manipulação de areia, sem a devida proteção, pode levar ao aparecimento de uma doença chamada silicose. A própria atividade laborativa basta para comprovar a relação de causa e efeito entre trabalho e doença.

Já a Doença do Trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Um exemplo clássico de Doença do Trabalho é a do trabalho em ambientes com muito ruído que sem a proteção recomendada pode levar ao aparecimento de uma surdez. Neste caso, necesita-se comprovar a relaçao de causa e efeito entre o trabalho e a doença.

Não são consideradas como doenças do trabalho:

a doença degenerativa = diabetes;

a inerente a grupo etário = o reumatismo;

a que não produza incapacidade laborativa = a miopia; e

a doença endêmica, a exemplo da malária, adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

A propósito da conceituação legal do acidente de trabalho, contida na definição transcrita, cabe tecer algumas considerações:

O acidente deve ser apreciado em relação tão somente a pessoa. Daí resulta, desde logo, que as únicas conseqüências indenizáveis dos acidentes são as respeitantes à lesão do corpo ou a saúde (doença);

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∑ Acidente do trabalho é todo aquele resultante do exercício do trabalho, isto é, cuja

Acidente do trabalho é todo aquele resultante do exercício do trabalho, isto é, cuja ocorrência se verifique na execução do trabalho, ou enquanto o empregado é considerado no seu desempenho, ainda que, em certos casos, fora do respectivo lugar e horário (como prevê o Art. 2 da Lei de Acidentes);

Na definição adotada pela Lei de Acidentes, ganha o acidente um sentido amplo, lato, abrangendo também as chamadas moléstias profissionais. Equiparou a Lei- por uma questão de técnica legislativa- o acidente do trabalho às moléstias profissionais, para fins de reparação do dano sofrido pelo trabalhador.

Em caso de doença profissional ou do trabalho, será considerado dia do acidente, a data de início da incapacidade laborativa para exercício da atividade habitual ou o dia em que for realizado o diagnóstico, cabendo para este efeito o que ocorrer primeiro.

Como já vimos, a legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício do trabalho e que provoca, direta ou indiretamente, lesão, perturbação funcional ou doença. Pela lei brasileira, o acidente é confundido com o prejuízo físico pelo trabalhador (lesão, perturbação funcional ou doença).

Do ponto de vista prevencionista, entretanto, essa definição não é satisfatória, pois o acidente é definido de suas conseqüências sobre o homem, ou seja, as lesões, perturbações ou doenças.

O conceito prevencionista de acidente do trabalho é muito mais amplo. Para os

profissionais

ação

prevencionista.

de

segurança

a

amplitude

do

mesmo

vem

de

encontro

à

Portanto neste conceito acidente de trabalho é qualquer ocorrência não programada, inesperada, que interfere ou interrompe o processo normal de uma atividade, trazendo como conseqüência isolada ou simultaneamente, a perda de tempo, o dano material ou lesões ao homem.

No conceito legal, ao legislador interessou, definir o acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado, através de uma compensação financeira, garantindo-lhe o pagamento de diárias enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente, ou de indenização, se tiver sofrido incapacidadee permanente. Nota–se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento. Mas devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente.

A definição prevencionista nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões

pessoais. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo, 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores, enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física do homem. Em todos os casos, porém, haverá prejuízo à produção e, sob os aspectos de proteção ao homem, resulta serem igualmente importantes todos os acidentes, em virtude de não se poder prever quando um acidente vai resultar, ou não, lesão no trabalhador.

Em 1931, H.W. Henrich, que pertencia a uma compahia de seguros dos Estados Unidos, publicou um estudo onde descreveu as proporções entre os tipos de acidentes. Os resultados da pesquisa de Henrich, são apresentados na pirâmide abaixo:

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Em 1966, frank E. Bird Junior, publicou resultados de seu estudo junto a Companhia siderúgicas

Em 1966, frank E. Bird Junior, publicou resultados de seu estudo junto a Companhia siderúgicas Luckens Stell, com mais de 5.000 trabalhadores, situados na Filadélfia, onde analisou 90.000 acidentes ocorridos na empresa durante os sete anos anteriores. Os resultados obtidos por Bird são apresentados na Pirâmide abaixo:

obtidos por Bird são apresentados na Pirâmide abaixo: Em 1969, a Insurance Company of North America,

Em 1969, a Insurance Company of North America, publicou um estudo, realizado sob o comando de Frank E. Bird Jr., então diretor de segurança, que consistia de um resumo, com fundamentos estatísticos, da análise de 1.753.498 ocorrências obtidas do levantamento de 297 empresas que empregavam 1.750.000 pessoas. Este estudo, além de contar com dados mais precisos e representativos que os obtidos anteriormente por Bird, introduzi também, nas estatísticas, os números relacionados aos “quase acidentes”, ou seja os incidentes. Os resultados deste estudo são apresentados a seguir:

relacionados aos “quase acidentes”, ou seja os incidentes. Os resultados deste estudo são apresentados a seguir:
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2. CAUSAS DOS ACIDENTES A lesão, caso exista, é o ponto de partida para descobrir

2. CAUSAS DOS ACIDENTES

A lesão, caso exista, é o ponto de partida para descobrir o tipo de acidente ocorrido, já que é uma das conseqüências do acidente que é precedida de uma ocorrência ou de uma causa.

Na prática prevencionista, causa de acidente é qualquer fator que, se removido a tempo, teria evitado o acidente. Os acidentes são evitáveis. Não acontecem por acaso.

É uma seqüência de erros. Eles são causados, e portanto passíveis de prevenção através da eliminação oportuna de suas causas. Estas podem decorrer de fatores pessoais, dependentes do homem ou de fatores materiais decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho.

CAUSA PESSOAL DE INSEGURANÇA ou FATOR PESSOAL

É a causa relativa ao comportamento humano, que leva à prática do ato inseguro. É a característica mental ou física que ocasiona o ato inseguro e que em muitos casos também criam condições inseguras ou permitem que elas continuem existindo.

Os fatores pessoais predominantes são: atitude imprópria (desrespeito às instruções,

de

conhecimento das práticas seguras e incapacidade física para o trabalho.

interpretação

das

normas,

nervosismo,

excesso

de

confiança),

falta

ATO INSEGURO

É o ato que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou favorecer a ocorrência de acidente. O ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe, consciente ou inconsciente a riscos.

Ao se analisar os atos inseguros, deve-se identificar os atos e os comportamentos da pessoa que o cometeu. Exemplos:

- Levantamento impróprio de cargas;

- Permanecer embaixo de cargas suspensas;

- Manutenção, lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento;

- Abusos, brincadeiras grosseiras, etc.;

- Remoção de dispositivo de proteção ou alteração em seu funcionamento, de maneira a torná-los ineficientes;

- Operação de máquinas em velocidades inseguras;

- Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado;

- Uso de equipamento inadequado, inseguro ou de forma incorreta;

- Falha no uso de equipamento individual de proteção necessária para a execução de sua tarefa.

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CONDIÇÃO INSEGURA. É a condição do meio que causou o acidente ou contribuiu para a

CONDIÇÃO

INSEGURA. É a condição do meio que causou o acidente ou contribuiu para a sua ocorrência. As CONDIÇÕES INSEGURAS de um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. Em resumo, são as falhas, defeitos, irregularidades técnicas, carência de dispositivos de segurança e outros que põem em risco a integridade física ou a saúde das pessoas e a própria segurança das instalações e equipamentos.

CONDIÇÃO

AMBIENTE

DE

INSEGURANÇA

ou

simplesmente

Apesar da condição insegura ser possível de correção, ela tem sido considerada responsável por 18% dos acidentes. Exemplos de condições inseguras:

- Falta de proteção mecânica;

- condição defeituosa do equipamento (grosseiro, cortante, escorregadio, corroído, fraturado, de qualidade inferior, etc.)

-

escadas inseguras;

 

-

pisos derrapantes ou escorregadios;

 

-

tubulações mal projetadas;

 

-

projetos ou construções inseguras;

 

-

iluminação inadequada ou incorreta;

-

ventilação inadequada ou incorreta;

-

processos,

operações

ou

disposições

(arranjos)

perigosos

(empilhamento

e

armazenagens). perigosos, passagens obstruídas, sobrecarga sobre o piso, congestionamento de maquinaria e operadores, etc.)

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3. CONSEQÜÊNCIA DOS ACIDENTES Considerando a teoria sobre os acidentes e tendo em vista que

3. CONSEQÜÊNCIA DOS ACIDENTES

Considerando a teoria sobre os acidentes e tendo em vista que as causas dos acidentes são as falhas humanas e materiais é possível controlar ou eliminar estas causas, evitando os atos inseguros e as condições ambientes de insegurança. Do ponto de vista prevencionista, o acidente do trabalho é, por definição, um evento

negativo e inesperado do qual resulta uma lesão pessoal ou dano material, e interfere

no processo normal de uma atividade, ocasionando perda de tempo útil.

Portanto, mesmo ocorrências que resultem unicamente em perda de tempo, devem ser

encaradas como acidentes do trabalho. Esse critério se justifica, pois, muitas vezes, as lesões e os danos materiais não ocorrem apenas por uma questão de sorte.

O gerenciamento dos riscos é fundamental para a prevenção de acidentes. Isso requer

pesquisas, métodos e técnicas específicas, monitoramento e controle. Os conceitos básicos de segurança e saúde devem estar incorporados em todas as etapas do processo produtivo, do projeto à operação. Essa concepção irá garantir inclusive a continuidade e segurança dos processos, uma vez que os acidentes geram horas e

dias perdidos.

A conseqüência dos acidentes é uma das maiores preocupações do pessoal técnico de

segurança, por envolver diretamente vidas humanas, as lesões merecem especial destaque. Com isso, cria-se a mentalidade prevencionista atenta para toda e qualquer anomalia no decorrer de um processo produtivo, não se justificando, de forma alguma,

as famosas expressões pós-acidentes: Foi uma fatalidade !. Esta frase não identifica

as causas do acidente. Todo acidente de trabalho deve ser plenamente previsto e evitado.

CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES

Evidentemente, a extensão e gravidade das lesões que sofrem os trabalhadores irão depender da natureza do acidente. Essa pode ser :

- lesão imediata (lesão traumática) ou - lesão mediata (doença profissional).

Lesões Imediatas: são aquelas em que os traumas físicos ou psicológicos se observam imediatamente, ou no espaço de algumas horas após a ocorrência do acidente. É o caso das lesões traumáticas como corte, fraturas e escoriações, queimaduras, choques elétricos e também das intoxicações agudas com substâncias nocivas. Lesões Mediatas: São aquelas em que os estados patológicos, às vezes, demoram até anos para se manifestarem. É o caso das intoxicações e das maiorias das doenças profissionais decorrentes de exposições constantes e prolongada a agentes ambientais agressivos.

Exemplos bastante conhecidos são: a silicose, que resulta da exposição à poeira de

sílica livre e cristalina, o benzolismo, que resulta da exposição a vapores de benzenos; o saturnismo, resultante da exposição a fumos de chumbos; a surdez profissional, etc.

A legislação define a doença do trabalho como: - doença não degenerativa nem

inerente a grupos etários, resultante das condições excepcionais em que o trabalho é

executado, desde que diretamente relacionada com a atividade exercida, que cause

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redução da capacidade para trabalho e justifique a concessão de benefício por incapacidade. Algumas doenças

redução da capacidade para trabalho e justifique a concessão de benefício por incapacidade.

Algumas doenças que, embora possam resultar do exercício de determinadas atividades, exigem a comprovação do nexo de causa efeito, por incidirem também com certa freqüência na população em geral, não sendo, então, possível considerá-las como tipicamente profissionais. Nesses casos necessita-se de uma verificação minuciosa do nexo causal.

Convém observar, ainda, que as intoxicações agudas com substâncias tóxicas no trabalho podem levar rapidamente a estados patológicos que também devem ser considerados doenças profissionais. Em tais casos as doenças do trabalho passam a constituir lesões mediatas.

Isto ocorre, por exemplo, quando um operário fica exposto a altas concentrações de óxido de nitrogênio em operações de solda elétrica. Estes gases são altamente irritantes, mas os primeiros sintomas de sua ação podem aparecer somente algum tempo após a exposição, quando o operário já se encontra em casa. Sentindo-se mal, e procurando um médico pode ser constatada a formação de edema pulmonar, doença grave que muitas vezes leva o paciente à morte em questão de horas. Todavia, a origem da doença passa geralmente despercebida, sendo atribuída a outros fatores, não relacionados com sua verdadeira causa que foi a exposição ocupacional aos gases tóxicos.

Este fato permite tirar algumas conclusões. Primeiramente, verifica-se que o edema pulmonar deveria ser classificado, neste caso, como doença profissional. Em seguida conclui-se que acidentes desta natureza ocorrem e não são diagnosticados corretamente devido à ausência de pessoal especializados em Saúde Ocupacional (Engenheiros de Segurança e Médicos do trabalho). Finalmente, conclui-se que as estatísticas do Acidente do Trabalho apresentarão números inferiores a realidade por este e outros motivos que serão abordados adiante.

Para efeito de cadastramento e levantamento estatístico dos acidentes do trabalho, somente as lesões incapacitantes são computadas. Considera-se lesão incapacitante, quaisquer lesões, incluídas as doenças profissionais, que ocasione a morte por incapacidade permanente, ou que impeça ao acidentado desempenhar normalmente suas funções, por um dia no mínimo, excluído o dia do acidente. Como se percebe, as estatísticas não incluem os pequenos acidentes também chamados acidentes sem perda de tempo, que exigem apenas cuidados de ambulatório, justamente os mais freqüentes na indústria. Contudo, a influência desses acidentes menores na produtividade não deve ser menosprezada pelo profissional de segurança, que deve dar toda atenção ao seu controle. As lesões incapacitantes também chamadas acidentes com perda de tempo são classificados em quatro categorias:

1- MORTE: É qualquer fatalidade resultante de uma lesão do trabalho. 2- INCAPACIDADE TOTAL PERMANENTE: É qualquer lesão do trabalho, exceto a morte que incapacite total e permanente a um trabalhador desempenhar qualquer ocupação lucrativa ou que resulte em:

- perda anatômica ou a impotência funcional em partes essenciais considerando- se como partes essenciais a mão e o pé.

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- a perda da visão de um olho com a redução simultânea de mais da

- a perda da visão de um olho com a redução simultânea de mais da metade da visão do outro. - as lesões orgânicas ou perturbações funcionais graves e permanentes de qualquer órgão vital, ou quaisquer estados patológicos reputados incuráveis, que determinem idêntica incapacidade para o trabalho.

3- INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE: É qualquer lesão, exceto a morte ou a incapacidade total permanente, que resulte na completa perda ou inutilização de qualquer membro ou parte de um membro do corpo; ou qualquer incapacitação permanente de funções do corpo ou de parte dele.

4- INCAPACIDADE TOTAL TEMPORÁRIA: É qualquer lesão do trabalho que não resulte em morte ou incapacidade permanente, mas ocasiona o afastamento do trabalhador de sua atividade profissional, por um ou mais dias.

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE CONSEQÜÊNCIAS DO ACIDENTE

1- LESÃO PESSOAL ou LESÃO. É qualquer dano sofrido pelo organismo humano como conseqüência de acidente de trabalho. 2- NATUREZA DA LESÃO é a expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais 3- LESÃO IMEDIATA é a lesão que se verifica imediatamente após a ocorrência do acidente. 4- LESÃO MEDIATA (TARDIA) é a lesão que não se verifica imediatamente após a exposição à fonte da lesão. 4.1 – A lesão mediata que constituir entidade nosológica definida, será considerada doença do trabalho (doença profissional). 5- MORTE é a cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida, independentemente do tempo ocorrido desde a lesão. 6- LESÃO COM PERDA DE TEMPO OU INCAPACITANTE é a lesão pessoal que impede o acidentado de voltar no dia imediato ao do acidente ou de que resulte incapacidade permanente. 7- LESÃO SEM PERDA DE TEMPO é a lesão pessoal que não impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente, desde que não haja incapacidade permanente. - Esta lesão não provocando a morte, incapacidade permanente total ou parcial ou incapacidade temporária total, exige, no entanto, primeiros socorros médicos de urgência. 8- INCAPACIDADE TOTAL PERMANENTE - Esta incapacidade corresponde à lesão que, não provocando a morte, impossibilita o acidentado, permanentemente, de exercer ocupação remunerada ou da qual decorre a perda total do dos seguintes elementos:

a) ambos os olhos; b)um olho e uma das mãos ou um olho e um pé; c)ambas as mãos ou ambos os pés ou uma das mãos e um pé

9- INCAPACIDADE PARCIAL PERMANENTE é a redução parcial da capacidade de trabalho, em caráter permanente - Esta incapacidade corresponde à lesão que, não provocando morte ou incapacidade permanente total, é causa de perda de qualquer membro ou parte do

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corpo, perda total do uso desse membro ou parte do corpo, ou qualquer redução permanente

corpo, perda total do uso desse membro ou parte do corpo, ou qualquer redução permanente de função orgânica.

- A vítima desse tipo de incapacidade é incluída nas estatísticas de acidentados com “lesões com perda de tempo”.

10- INCAPACIDADE TEMPORÁRIA TOTAL é a perda da capacidade de trabalho de que resulte um ou mais dias perdidos, excetuados a morte, a incapacidade permanente parcial e a incapacidade permanente total.

- permanecendo o acidentado afastado de sua atividade por mais de um ano, a incapacidade temporária será automaticamente considerada permanente, sendo computado o tempo de 360 dias.

- A incapacidade temporária parcial não causa afastamento do acidentado, correspondendo, portanto, a lesão sem perda de tempo. 11- TEMPO COMPUTADO é o tempo contado em “dias perdidos” por incapacidade temporária total ou “dias debitados por morte ou incapacidade permanente, total ou parcial”.

- permanecendo o acidentado afastado de sua atividade por mais de um ano, a capacidade temporária será automaticamente considerada permanente, sendo computado o tempo de 360 dias.

- a incapacidade temporária parcial não causa afastamento do acidentado, correspondendo, portanto, a lesão sem perda de tempo.

12- PREJUÍZO MATERIAL é o prejuízo decorrente de danos materiais e outros ônus, resultantes de acidente do trabalho.

13- AGENTE DO ACIDENTE (ou simplesmente, AGENTE) é a coisa, substância ou ambiente que, sendo inerente à condição de insegurança, tenha provocado o acidente. 14- FONTE DA LESÃO é a coisa, substância, energia ou movimento do corpo que diretamente provocou a lesão. A fonte da LESÃO é aquilo que, em contrato com a pessoa determina a lesão. Pode ser, por exemplo, um dos muitos materiais com características agressivas, uma ferramenta, a ponta de uma máquina. A LESÃO – e a sede da lesão, isto é, a parte do corpo onde ela se localiza- é o ponto inicial que identificarmos o agente da lesão. Convém observar qual a característica do agente que causou a lesão. Alguns agentes são essencialmente agressivos, como ácidos e outros produtos químicos, a corrente

elétrica, etc

Outros determinam ferimentos por atritos mais acentuados, por batidas contra a pessoa ou da pessoa contra eles, por prensamento, queda, etc., mas determinam sempre alguma lesão quando entram em contato mais ou menos violento com a pessoa. O mesmo se pode dizer do peso de objetos. O peso em si não constitui agressividade, mas é um fator que, aliado à dureza do objeto, determina ferimentos ao cair sobre as pessoas.

Basta um leve contato para ocorrer a lesão.

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4. COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT A empresa deverá comunicar o acidente do

4. COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO – CAT

A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho, ocorrido com seu empregado, havendo ou não afastamento do trabalho, até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente, sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o teto máximo do salário-de-contribuição, sucessivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada na forma do artigo 109 do Decreto nº 2.173/97.

Deverão ser comunicadas ao INSS, mediante formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT”, as seguintes ocorrências:

Ocorrências:

Tipos de CAT:

a)

acidente do trabalho, típico ou de trajeto,

CAT inicial;

ou

doença profissional ou do trabalho;

b)

reinicio de tratamento ou afastamento por

CAT reabertura;

agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao INSS;

c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial.

CAT comunicação de óbito.

A comunicação será feita ao INSS por intermédio do formulário CAT, preenchido em seis vias, com a seguinte destinação:

1ª via – ao INSS; 2ª via – à empresa; 3ª via – ao segurado ou dependente; 4ª via – ao sindicato de classe do trabalhador; 5ª via – ao Sistema Único de Saúde – SUS; 6ª via – à Delegacia Regional do Trabalho.

A entrega das vias da CAT compete ao emitente da mesma, cabendo a este

comunicar ao segurado ou seus dependentes em qual Posto do Seguro Social foi registrada a CAT.

Tratando-se de trabalhador temporário, a comunicação referida neste item será feita pela empresa de trabalho temporário.

No caso do trabalhador avulso, a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão de Obra – OGMO e, na falta deste, do sindicato da categoria.

Para este trabalhador, compete ao OGMO e, na sua falta, ao seu sindicato preencher e assinar a CAT, registrando nos campos “Razão Social/Nome” e “Tipo”(de matrícula) os dados referentes ao OGMO ou sindicato e, no campo “CNAE”, aquele que corresponder à categoria profissional do trabalhador.

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No caso de segurado especial, a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente,

No caso de segurado especial, a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente, pelo médico responsável pelo atendimento, pelo sindicato da categoria ou autoridade pública.

São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral, os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados, os comandantes de unidades militares do Exército, Marinha, Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar).

Quando se tratar de marítimo, aeroviário, ferroviário, motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa, caberá ao representante desta comunicar o acidente.

Tratando-se de acidente envolvendo trabalhadores a serviço de empresas prestadoras de serviços, a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora, informando, no campo próprio, o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente.

É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente ou doença profissional ou do trabalho ocorrido com o aposentado por tempo de serviço ou idade, que permaneça ou retorne à atividade após a aposentadoria, embora não tenha direito a benefícios pelo INSS em razão do acidente, salvo a reabilitação profissional.

Neste caso, a CAT também será obrigatoriamente cadastrada pelo INSS.

Tratando-se de presidiário, só caberá a emissão de CAT quando ocorrer acidente ou doença profissional ou do trabalho no exercício de atividade remunerada na condição de empregado, trabalhador avulso, médico-residente ou segurado especial.

Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus dependentes, o sindicato da categoria, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública.

A comunicação a que se refere este item não exime a empresa da responsabilidade pela falta de emissão da CAT.

Todos os casos com diagnóstico firmado de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador, acompanhada de relatório médico preenchido pelo médico do trabalho da empresa, médico assistente (serviço de saúde público ou privado) ou médico responsável pelo PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – previsto na NR nº 7), com descrição da atividade e posto de trabalho para fundamentar o nexo causal e o técnico.

No caso de doença profissional ou do trabalho, a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico.

Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida, deverá ser emitida CAT por aquela empresa, e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento, beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública definida no subitem 1.6.1.

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A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao

A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social – PSS mais conveniente ao segurado, o que jurisdiciona a sede da empresa, do local do acidente, do atendimento médico ou da residência do acidentado.

Deve ser considerada como sede da empresa a dependência, tanto a matriz quanto a filial, que possua matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física.

As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário, quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS.

Na CAT de reabertura deverão constar as mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura.

O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional, ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura, será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito, constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. Anexar a certidão de óbito e quando houver o laudo de necropsia.

Em face dos aspectos legais envolvidos, recomenda-se que sejam tomadas algumas precauções para o preenchimento da CAT, dentre elas:

1 – não assinar a CAT em branco;

2 – ao assinar a CAT, verificar se todos os itens de identificação foram devida e corretamente preenchidos;

3 – o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico;

4 – o preenchimento deverá ser feito a máquina ou em letra de forma, de preferência com caneta esferográfica;

5 – não conter emendas ou rasuras;

6 – evitar deixar campos em branco;

7 – apresentar a CAT, impressa em papel, em duas vias ao INSS, que reterá a

primeira via, observada a destinação das demais vias, prevista no subitem 1.2;

8 – o formulário “Comunicação de Acidente do Trabalho – CAT” poderá ser

substituído por impresso da própria empresa, desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico, cabendo observar que o formulário substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS.

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Preenchimento do formulário CAT Quadro I – EMITENTE I.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR Campo

Preenchimento do formulário CAT

Quadro I – EMITENTE

I.1 – Informações relativas ao EMPREGADOR

Campo 1. Emitente – informar no campo demarcado o dígito que especifica o responsável pela emissão da CAT, sendo:

(1)

empregador;

(2)

sindicato;

(3)

médico assistente;

(4)

segurado ou seus dependentes;

(5)

autoridade pública (subitem 1.6.1 da Parte III).

Campo 2. Tipo de CAT – informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de CAT, sendo:

(1)

inicial – refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença do trabalho;

(2)

reabertura – quando houver reinicio de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão (acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS);

(3)

comunicação de óbito – refere-se à comunicação

do

óbito,

em

 

decorrência de acidente do trabalho, ocorrido após a emissão da

CATV

 

inicial. Deverá ser anexada a cópia

da

certidão

de

óbito

e

quando

houver, do laudo de necropsia.

Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial.

Campo 3. Razão Social/Nome – informar a denominação da empresa empregadora. Considera-se empresa na forma prevista no artigo 14 do Decreto 2.173/97:

a) a firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade

econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração direta, indireta e fundacional;

b) o trabalhador autônomo e equiparado, em relação ao segurado que lhe presta serviço;

c) a cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou

carreira

finalidade,

estrangeiras;

inclusive

a

missão

diplomática

e

a

repartição

consular

de

d) o operador portuário e o órgão gestor de mão de obra - de que trata a Lei 8.630 de 25 de fevereiro de 1993.

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Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e número do

Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial.

Campo 4. Tipo e número do documento – informar o código que especifica o tipo de documento, sendo:

(1) CGC/CNPJ – informar o número da matrícula no Cadastro Geral de Contribuintes – CGC ou da matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ, da empresa empregadora;

(2) CEI – informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS quando o empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ;

(3) CPF – informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física quando o empregador for pessoa física;

(4) NIT – informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando for segurado especial.

Campo 5. CNAE – informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios concedidos em razão do grau de incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC ou CNPJ da empresa ou no Anexo do Decreto nº 2.173/97.

Obs.: No caso de segurado especial, o campo poderá ficar em branco.

Campo 6 a 9. Endereço – informar o endereço completo da empresa empregadora (art. 14 do Decreto nº 2.173/97).

Obs.: Informar o endereço do acidentado, quando segurado especial. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município.

I.2 – Informações relativas ao ACIDENTADO

Campo 10. Nome – informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas.

Campo 11. Nome da mãe – informar o nome completo da mãe do acidentado, sem abreviaturas.

Campo 12. Data de nascimento – informar a data completa de nascimento do acidentado, utilizando quatro dígitos para o ano. Exemplo: 16/11/1960.

Campo 13. Sexo - informar (1) masculino e (3) feminino.

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Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente,

Campo 14. Estado civil - informar (1) solteiro, (2) casado, (3) viúvo, (4) separado judicialmente, (5) outros, e quando o estado civil for desconhecido informar (6) ignorado.

Campo 15. CTPS – informar o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional ou da Carteira de Trabalho e Previdência Social.

Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS.

Campo 16. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da CTPS.

Campo 17. Carteira de identidade – informar o número do documento, a data de emissão e o órgão expedidor.

Campo 18. UF – informar a Unidade da Federação de emissão da Carteira de Identidade.

Campo 19. PIS/PASEP – informar o número de inscrição no Programa de Integração Social – PIS ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, conforme o caso. Obs.: No caso de segurado especial e de médico residente, o campo poderá ficar em branco.

Campo 20. Remuneração mensal informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente.

Campo 21 a 24. Endereço do acidentado – informar o endereço completo do acidentado. O número do telefone, quando houver, deverá ser precedido do código DDD do município.

Campo 25. Nome da ocupação – informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença.

Campo 26. CBO – informar o código da ocupação constante no Campo 25 segundo o Código Brasileiro de Ocupação.

Campo 27. Filiação à Previdência Social – informar no campo apropriado o tipo de filiação do segurado, sendo:

(1) empregado; (2) trabalhador avulso; (7) segurado especial; (8) médico residente (conforme a Lei nº 8.138/90).

Campo 28. Aposentado? – informar "sim" exclusivamente quando tratar-se de aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social - RGPS.

Campo 29. Área – informar a natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural.

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18
I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA Campo 30. Data do acidente – informar

I.3 – Informações relativas ao ACIDENTE OU DOENÇA

Campo 30. Data do acidente – informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa. Exemplo: 23/11/1998.

Campo 31. Hora do acidente – informar a hora da ocorrência do acidente, utilizando quatro dígitos (Exemplo: 10:45). No caso de doença, o campo deverá ficar em branco.

Campo 32. Após quantas horas de trabalho? – informar o número de horas decorridas desde o início da jornada de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco.

Campo 33.

Houve afastamento? – informar se houve ou não afastamento do

trabalho.

Obs.: É importante ressaltar que a CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados ao trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade.

Campo 34. Último dia trabalhado – informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do acidentado, ainda que a jornada não tenha sido completa. Ex.:

23/11/1998.

Obs.: Só preencher no caso de constar 1 (Sim) no Campo 33.

Campo 35. Local do acidente – informar o local onde ocorreu o acidente, sendo:

(1) em estabelecimento da empregadora; (2) em empresa onde a empregadora presta serviço; (3) em via pública; (4) em área rural; (5) outros.

Campo 36. CGC/CNPJ – informar o nome e o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença, no caso de constar no campo 35 a opção 2.

Campo 37. Munícipio do local do acidente - informar o nome do município onde ocorreu o acidente.

Campo 38. UF - informar a unidade da federação onde ocorreu o acidente.

Campo 39. Especificação do local do acidente – informar de maneira clara e precisa o local onde ocorreu o acidente (Exemplo: pátio, rampa de acesso, posto de trabalho, nome da rua, etc.).

Campo 40. Parte(s) do corpo atingida(s) – para acidente de trabalho deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador, seja externa ou internamente;

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– para doenças profissionais, do trabalho, ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado. Obs.:

– para doenças profissionais, do trabalho, ou equiparadas informar o órgão ou sistema lesionado.

Obs.: Deverá ser especificado o lado atingido (direito ou esquerdo), quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral.

Campo 41. Agente causador – informar o agente diretamente relacionado ao acidente, podendo ser máquina, equipamento ou ferramenta, como uma prensa ou uma injetora de plásticos; ou produtos químicos, agentes físicos ou biológicos como benzeno, sílica, ruído ou salmonela. Pode ainda ser consignada uma situação específica como queda, choque elétrico, atropelamento.

Campo 42. Descrição da situação geradora do acidente ou doença – descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado e por outros diretamente relacionados ao acidente. - tratando-se de acidente de trajeto, especificar o deslocamento e informar se o percurso foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho.

- no caso de doença, descrever a atividade de trabalho, o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado.

Obs.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou

lesão (Exemplo: indicar a exposição continuada a níveis acentuados

de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas

contendo solventes orgânicos, e não benzenismo).

Campo 43. Houve registro policial? – informar se houve ou não registro policial. No caso de constar 1 (SIM), deverá ser encaminhada cópia do documento ao INSS oportunamente.

Campo 44. Houve morte? – o campo deverá constar SIM sempre que tenha havido morte em tempo anterior ao do preenchimento da CAT, independentemente de ter ocorrido na hora ou após o acidente.

Obs.: Quando houver morte decorrente do acidente ou doença, após

a emissão da CAT inicial, a empresa deverá emitir CAT para a

comunicação de óbito. Deverá ser anexada cópia da certidão de óbito.

I.4 – Informações relativas às TESTEMUNHAS

Campo 45 a 52. Testemunhas – informar o nome e endereço completo das testemunhas que tenham presenciado o acidente ou daquelas que primeiro tenham tomado ciência do fato.

Local e data – informar o local e a data da emissão da CAT.

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Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por

Assinatura e carimbo do emitente – no caso da emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes, fica dispensado o carimbo, devendo ser consignado o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura.

Quadro II – ATESTADO MÉDICO

Deverá ser preenchido por profissional médico. No caso de acidente com morte, o preenchimento é dispensável, devendo ser apresentada a certidão de óbito e, quando houver, o laudo de necropsia.

Campo 53. Unidade de atendimento médico – informar o nome do local onde foi prestado o atendimento médico.

Campo 54. Data – informar a data do atendimento. A data deverá ser completa, utilizando-se quatro dígitos para o ano. Exemplo: 23/11/1998.

Campo 55. Hora – Informar a hora do atendimento utilizando quatro dígitos. Exemplo: 15:10.

Campo 56. Houve internação? - informar (1) sim ou (2) não.

Campo 57. Duração provável do tratamento – informar o período provável do tratamento, mesmo que superior a quinze dias.

Campo 58. Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? - informar (1)sim ou (2) não.

Campo 59. Descrição e natureza da lesão – fazer relato claro e sucinto, informando a natureza, tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença, citando a parte do corpo atingida, sistemas ou aparelhos. Exemplo: a) edema, equimose e limitação dos movimentos na articulação tíbio társica direita;

b) sinais flogísticos, edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da

flexão do punho esquerdo.

Campo 60. Diagnóstico provável – informar, objetivamente, o diagnóstico. Exemplo: a) entorse tornozelo direito;

b) tendinite dos flexores do carpo.

Campo 61. CID – 10 – Classificar conforme o CID – 10. Exemplo: a) S93.4 – entorse e distensão do tornozelo;

b) M65.9 – sinovite ou tendinite não especificada.

Campo 62. Observações – citar qualquer tipo de informação médica adicional, como condições patológicas pré-existentes, concausas, se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada, se há recomendação especial para permanência no trabalho, etc.

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Obs.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho, justificar. Local e data – informar

Obs.: Havendo recomendação especial para a permanência no trabalho, justificar.

Local e data – informar o local e a data do atendimento médico.

Assinatura e carimbo do médico com CRM – apor assinatura, carimbo e CRM do médico responsável.

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5. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA BENEFÍCIOS APOSENTADORIA POR INVALIDEZ (art. 42 a 47 da Lei nº 8.213

5. LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA

BENEFÍCIOS

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

(art. 42 a 47 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício de trato continuado, devido, mensal e sucessivamente, em face da INCAPACIDADE TOTAL E DEFINITIVA do segurado.

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

Período de

Recebimento

Carência

100% do salário de benefício; não pode ser inferior ao salário mínimo; se necessitar do auxílio de outra pessoa, o salário será acrescido de 25 %.

será devida a partir do dia imediato ao da cessação do auxílio- doença

enquanto permanecer a condição do segurado de incapaz para o exercício da atividade que lhe garanta a subsistência.

12 contribuições

mensais,

com

ressalvas.

APOSENTADORIA POR IDADE

(art. 48 a 51 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício de trato continuado, devido, mensal e sucessivamente, para o segurado que completar 65 ANOS e para a segurada que completar 60 ANOS de idade. Esses limites são reduzidos em 5 anos no caso dos trabalhadores rurais.

Renda Mensal do Benefício

   

Período de

Data do Recebimento

Duração

Carência

 

será devida:

   

I – ao segurado Empregado:

70 % do salário de benefício + 1 % deste, por grupo de 12 contribuições, não podendo ultrapassar 100 % do salário benefício

a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até esta data;

b) da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando requerida após 90 dias.

II – para os demais segurados: da data da entrada do requerimento.

180 contribuições

.

mensais

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APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO (art. 52 a 56 da Lei nº 8.213 / 91)

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO(art. 52 a 56 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício de trato continuado, devido, mensal e sucessivamente, para o segurado que completar 35 ANOS de contribuição, se do sexo masculino, ou 30 ANOS de contribuição, se do sexo feminino.

Renda Mensal do Benefício

   

Período de

Data do Recebimento

Duração

Carência

 

será devida:

   

para a mulher: 100% do salário de benefício aos 30 anos de contribuição; para o homem: 100% do salário de benefício aos 35 anos de contribuição; para professores:

100%, com 5 anos a menos no período de contribuição

I – ao segurado Empregado:

a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até esta data;

b) da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando requerida após 90 dias.

II – para os demais segurados: da data da entrada do requerimento.

180 contribuições mensais.

APOSENTADORIA ESPECIAL

(art. 57 a 58 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício de trato continuado, devido, mensal e sucessivamente, para trabalhadores que durante 15, 20 ou 25 anos trabalhem permanentemente em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

 

Período de

Recebimento

Carência

 

será devida:

   

I – ao Segurado Empregado:

ocorre a perda do

o

a) a partir da data do desligamento do emprego, quando requerida até esta data;

benefício para segurado

que

permanecer ou voltar

100%

do

salário

de benefício;

b) da data do requerimento,

quando não houver desligamento do emprego ou quando requerida após 90 dias. II – para os demais segurados:

da data da entrada do requerimento

a trabalhar em condições especiais.

se retornar ao trabalho em condições normais, não ocorre a perda do benefício.

180 contribuições mensais

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25
AUXÍLIO - DOENÇA (art. 59 a 64 da Lei nº 8.213 / 91) Beneficiários: será

AUXÍLIO - DOENÇA (art. 59 a 64 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

será devido ao segurado que, tendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido na lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 dias há a suspensão do contrato de trabalho: não há cômputo do tempo de serviço.

os primeiros 15 dias correm por conta da empresa, quando o contrato de trabalho fica interrompido

Renda Mensal do Benefício

 

Data do

Duração

 

Período de

Recebimento

Carência

 

será devida:

não cessará o benefício até que o segurado em gozo do auxílio seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe

 

91 % do salário de benefício, não podendo Ter valor inferior ao do salário mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário de contribuição

I – ao segurado Empregado:

a)

a contar do 16º dia do afastamento da atividade;

12

contribuições

 

mensais

II – demais segurados: a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz.

garanta a subsistência, ou qdo. considerado não-recuperável, for

 
 

aposentado

por

 

invalidez.

AUXÍLIO - ACIDENTE (art. 86 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários: trata-se de benefício concedido como indenização quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem seqüelas que impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia. É DEVIDO SOMENTE aos EMPREGADOS, aos AVULSOS e aos SEGURADOS ESPECIAIS.

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

Período de

Recebimento

Carência

50 % do salário

a data do início da cessação do auxílio-doença, percebido enquanto não consolidadas as lesões decorrentes do acidente.

será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença, independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua acumulação com qualquer aposentadoria

 

de benefício.

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SALÁRIO MATERNIDADE (art. 71 a 73 da Lei nº 8.213 / 91) Beneficiários: trata-se de

SALÁRIO MATERNIDADE (art. 71 a 73 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício concedido à SEGURADA GESTANTE em razão do parto. É devido a todas as seguradas.

 

Data do

 

Período de

Carência

 

Renda Mensal do Benefício

 

Recebi

mento

Duração

o valor do benefício não pode ser inferior a 1 SM.

   

não tem período de carência para a Empregada, para a doméstica e para a avulsa

para a EMPREGADA e a AVULSA: a remuneração é integral (sem limite máximo)

será devido durante 120 dias, a partir de 28 dias antes do parto e 91 dias após a sua ocorrência. Excepcionalmente, os períodos de repouso antes e depois do parto podem ser aumentados em mais 2 semanas, comprovados por médicos do SUS, ou pela empresa.

para a DOMÉSTICA: é o

28 dias antes do parto e 91 dias depois de sua ocorrência.

Para

as

último

salário

de

autônomas

 

e

contribuição.

facultativa,

a

carência

é

de

10

SEGURADA ESPECIAL:

 

meses.

1/12 da contribuição anual.

TOTAL DE 120 DIAS

a segurada especial, embora não tenha

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL e FACULTATIVA: 1/12 da soma dos 12 últimos salários de contribuição, tomados em período não superior a 15 meses.

carência,

deve

 

comprovar exercício de atividade rural por 10 meses imediatamente anteriores ao início do

benefício.

SALÁRIO FAMÍLIA

Beneficiários:

(art. 65 a 70 da Lei nº 8.213 / 91)

trata-se de um benefício previdenciário concedido aos segurados de baixa renda, em razão do número de filhos menores de 14 anos ou inválidos de qualquer idade. Os adotados tem o mesmo tratamento de filhos e os enteados e tutelados são equiparados.

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27
∑ Não será devido salário família a : EMPREGADO DOMÉSTICO , e TRABALHADOR SEGURADO FACULTATIVO

Não será devido salário família a: EMPREGADO DOMÉSTICO,

e

TRABALHADOR

SEGURADO FACULTATIVO.

AVULSO,

AUTÔNOMO,

EMPRESÁRIO

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

 

Período de

 

Recebimento

Carência

     

não

tem

o

direito

ao

salário

período

de

família

 

cessa

carência.

automaticamente:

 

A) por

morte do filho,

A

sua

 

CONTAR

DO

MÊS

concessão

é

SEGUINTE

AO

DO

condicionada:

é devido o salário família apenas em relação a quem ganha até R$ 468,13, sendo o valor de R$ 11,26 por filho.

pago a partir do momento em que é comprovada, com a certidão de nascimento, a existência de filhos menores, seguida da demonstração anual de vacinação obrigatória

ÓBITO;

a)

à

B) quando

o

filho

apresentação

 

completar

14

anos,

da

certidão

salvo

se

inválido,

A

de

CONTAR

DO

MÊS

nascimento

SEGUINTE À DATA DE ANIVERSÁRIO;

do filho;

 
 

b)

e

à

(valor base- junho/2002)

c) pela recuperação da capacidade do filho, se inválido for;

apresentação

 

de

atestado

de vacinação

d)

pelo

desemprego

do

obrigatória

segurado;

 

c)

e

e)

pela

morte

do

comprovação

segurado.

 

de freqüência

 

à escola.

 

PENSÃO POR MORTE

(art. 74 a 79 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de trato continuado devido, mensal e sucessivamente, ao conjunto de dependentes do segurado, aposentado ou não, enquanto perdurar a situação de dependência.

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

Período de

Recebimento

Carência

Renda Mensal: 100 % do valor da aposentadoria que o segurado recebia, ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento.

 

será devido

não tem período de carência.

28
28
44.4.10. AUXÍLIO RECLUSÃO (art. 80 da Lei nº 8.213 / 91) Beneficiários: trata-se de benefício

44.4.10. AUXÍLIO RECLUSÃO

(art. 80 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

trata-se de benefício concedido aos dependentes do segurado preso, que não recebe remuneração da empresa ou benefício de auxílio doença, aposentadoria, abono e permanência.

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

 

Período de

Recebimento

Carência

100 % do salário de benefício

a partir da data da prisão ou da data do requerimento, se realizado 30 dias após. exige-se que o pedido seja instruído com certidão do efetivo recolhimento à prisão, devendo ser apresentado trimestralmente um atestado de que o segurado continua recolhido.

o benefício cessa com a morte do beneficiário, ou quando o dependente completar 21 anos ou for emancipado, ou com a cessação da prisão.

não tem período de carência

a suspensão

do

benefício ocorre com a fuga do segurado. Sendo recapturado, é restabelecido o benefício.

44.4.11. ABONO ANUAL - 13º SALÁRIO (art. 40 da Lei nº 8.213 / 91)

Beneficiários:

Tem natureza híbrida, já que é devido uma única vez, a cada ano. Benefício correspondente ao 13º salário ou gratificação de natal devido ao beneficiário, segurado ou dependente, que durante o ano recebeu: auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria, pensão por morte ou auxílio reclusão

Renda Mensal do Benefício

Data do

Duração

Período de

Recebimento

Carência

 

corresponde a uma quantia pecuniária igual a remuneração dos proventos do mês de dezembro de cada ano.

   

não

tem

mês de Dezembro – até o dia 20

é devido apenas uma vez por ano

previsão legal

29
29
BENEFÍCIOS BENEFICIÁRI CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO   DATA DATA DA VALOR OS DE INÍCIO

BENEFÍCIOS

BENEFICIÁRI

CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO

 

DATA

DATA

DA

VALOR

OS

DE INÍCIO

 

CESSAÇÃO

Auxílio-doença

Acidentado do

-

afastamento do

-

16º

dia

de

- morte;

 

91% do

(esp.91)

trabalho

trabalho

por

afastamento

- concessão de

salário de

incapacidade

consecutivo

 

auxílio-acidente

benefício

laborativa

para

ou

 

temporária

por

empregado;

aposentadoria;

acidente

do

- data

do

-cessação

da

trabalho.

afastamento

incapacidade;

demais

 

- alta médica;

segurados.

- volta

ao

 

trabalho.

Aposentadoria

Acidentado do

-

afastamento do

-

no

dia

em

-

morte;

100% do

por invalidez

trabalho

trabalho

por

que o auxílio-

-cessação

da

salário de

(esp.92)

invalidez

doença

teria

invalidez;

benefício

acidentaria.

início; ou

 

-

volta

ao

-

no

dia

trabalho.

seguinte

à

 

cessação

do

auxílio-

doença.

 

Acidentado do

-redução

da

- dia seguinte

-concessão

de

50% do

Auxílio

trabalho

capacidade

a cessação do

aposentadoria;

salário de

Acidente

laborativa

por

auxílio-

 

-

óbito.

benefício

(esp.94)

lesão

doença.

 

acidentaria.

 

Pensão

Dependentes

-morte

por

-

data

do

-morte

do

100%

do

(esp.93)

do

acidente

do

óbito; ou

dependente;

salário de

Acidentado do

trabalho.

-

data

da

-cessação

da

benefício

trabalho

entrada

do

qualidade

de

requerimento quando requerida após 30 dias do óbito.

dependente.

Obs.: a) o valor da renda mensal da aposentadoria por invalidez será acrescida de 25% (vinte e cinco por cento) desse valor, quando comprovado através de avaliação médico pericial que o acidentado necessita de acompanhante;

b) salário de benefício- o salário de benefício consiste na média aritmética simples de todos os últimos salários de contribuição relativos aos meses imediatamente anteriores ao do afastamento da atividade ou da data de entrada do requerimento, até o máximo de 36 (trinta e seis), apurados em período não superior a 48 (quarenta e oito) meses.

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6-PREVENÇÃO DE ACIDENTES - INSPEÇÃO DE SEGRANÇA As inspeções de segurança e as campanhas de

6-PREVENÇÃO DE ACIDENTES - INSPEÇÃO DE SEGRANÇA

As inspeções de segurança e as campanhas de Segurança, São as duas maneiras mais eficazes de se praticar prevenção de acidentes.

Vamos inicialmente enfocar a Inspeção de Segurança permite detectar riscos de acidentes possibilitando a determinação de medidas preventivas.

A inspeção de segurança permite detectar riscos de acidentes possibilitando a

determinação de medidas preventivas.

É portanto a forma mais antiga de evitar acidentes.

A quem cabe realizar uma Inspeção de Segurança?

Aos próprios empregados;

Aos supervisores imediatos;

Membros da CIPA ou designados;

Órgão de Segurança;

Companhias de seguro;

Örgãos oficiais;

1. Empregados: Devem se habituar à quando iniciar suas tarefas diárias, executarem uma vistoria prévia nas suas ferramentas, nos equipamentos, nas condições de trabalho.

2. Supervisores: Os supervisores tem a responsabilidade de representarem a Empresa e como tal devem estar atentos às condições de segurança de seu local de trabalho, para tanto devem proceder inspeções periódicas dos seus locais e condições de trabalho.

3. CIPA: A CIPA, de conformidade com a legislação em vigor, tem entre outras atribuições efetuar inspeções em locais de trabalho. Os problemas levantados serão discutidos com os representantes da área periciada e se não apresentarem condições de solução, os mesmos serão levados a plenária da CIPA. É importante que nas empresas que não tem CIPA. Os designados, de acordo com a NR5, devem cumprir as mesmas tarefas.

4. Órgão de Segurança(SESMT): É o responsável na empresa pelas realizações das inspeções em todas as suas dependências, levantando os problemas de segurança, procurando equacioná-los, encaminhando relatórios à quem de direito e acompanhando as soluções.

5. Companhias de Seguros: São executadas visando atenderem as necessidades de seus segurados. São mais intensas quanto maior for o prêmio do Seguro.

6. Órgão Oficiais: Basicamente realizada pelo ministério do trabalho, em busca de fiscalizar o cumprimento das normas de segurança.

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Após vermos quem faz a Inspeção de segurança. Devemos estudar as modalidades de inspeções de

Após vermos quem faz a Inspeção de segurança. Devemos estudar as modalidades de inspeções de segurança:

Inspeções Gerais

Inspeções parciais

Inspeções periódicas

Inspeções eventuais

Inspeções Oficiais

Inspeções Especiais

1. Inspeções Gerais: São as inspeções feitas em toda a área da empresa,de maneira a vistoriar todos os aspectos relativos à higiene e segurança do trabalho. Muitas vezes é conveniente que a mesma seja realizada em conjunto, participando além do engenheiro e técnicos de segurança, os médicos, enfermeiros e supervisores da área.

O órgão de segurança do trabalho (SESMT), coordena sempre tais inspeções e emite relatórios para que cada responsável preocupe-se com a solução do problema de sua área de atuação

Tais inspeções devem ser rotineiras e em empresas onde não haja SESMT, a atribuição de tais exames compete a CIPA. Atualmente tais inspeções naturalmente fazem parte do PPRA (Programa de prevenção de riscos ambientais).

2. Inspeções Parciais: São as que limitam apenas a alguma parte da empresa, a determinadas atividades ou a certos equipamentos existentes.

Este tipo de inspeção envolve a participação de cada setor da empresa devidamente conscientizadonpara a prevenção de acidentes em sua tarefa de inspecionar.

Senão vejamos: Os supervisores fazem inspeção de segurança no desempenho de suas atividades, sem se aperceberem, com essência do que é segurança do trabalho, apenas usando sua consciência prevencionistas.

Os trabalhadores por sua vez devem ser treinados e abituados a inspecionarem rotineiramente suas ferramentas, seus equipamentos e máquinas, a fim de descobrir quaisquer irregularidades que, corrigidas a tempo evitam os acidentes.

3. Inspeções Periódicas: São aquelas que são realizadas conforme uma prévia programação e obedecem a uma periodicidade, que pode ser: anual, semestral, trimestral, mensal, quinzenal ou semanal.

São inspeções que visam apontar riscos previstos, que podem surgir de quando em quando, devido a desgastes, fadiga, exposição a certas agressividades do ambiente à que estão submetidas máquinas, ferramentas, instalações etc.

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32
Algumas destas inspeções são obrigatórias por lei. São os casos dos extintores. Equipamentos de combate

Algumas destas inspeções são obrigatórias por lei. São os casos dos extintores. Equipamentos de combate a incêndio, caldeiras e elevadores.

4. Inspeções Eventuais: São esporádicas sem dia ou período estabelecido. São feitas junto com médicos, engenheiros ou pessoal da manutenção, visando determinados aspectos importantes.

5. Inspeções Oficiais: São efetuadas por órgãos governamentais do trabalho ou securitários.

Dentre as inspeções oficiais existem aquelas realizadas pelos próprios órgãos, através de incursões de rotina ou denúncia, bem como aquela para atender a legislação vigente.

De coformidade com a portaria 3214 de 08 de junho de 1978, foram estabelecidas as normas relativas à Segurança e Medicina do Trabalho; num total de 28 NR’s e 5NRR’s. Atualmenta jé existem 33 NR’s ou seja já aumentaram cinco NR’s e as NRR’s foram revogadas e substiuídas, pela NR-31.

A NR-02 estabelece a inspeção prévia em todo o estabelecimento novo, o qual antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovaçào de suas instalações ao Ministério de Trabalho e Emprego (MTE).

O MTE fará a inspeção prévia e emitirá o Certificado de Aprovação Instalações(CAI).

das

Todavia a Empresa poderá realizar a inspeção e encaminhar ao MTE uma Declaração das Instalações, assumindo que suas instalações não oferecem riscos aos trabalhadores.

Isto ocorrerá quando não for possível, ao MTE efetuar a inspeção Prévia.

6. Inspeções Especiais: São aquelas que requerem conhecimentos ou aparelhos especializados. São os casos das inspeções das condições ambientais.

Normalmente para se avaliar níveis de ruídos, de iluminamento, calor para os quais são necessários o uso de equipamentos especiais. A exemplo das inspeções Gerais, as Especiais fazem parte principalmente do PPRA, neste caso especificamente na fase da avaliação, esta avaliação e conhecida como quantitativa.

OBJETIVO DA INSPEÇÃO

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33
As inspeções têm como objetivo: ∑ Possibilitar a determinação dos meios preventivos, antes da ocorrência

As inspeções têm como objetivo:

Possibilitar a determinação dos meios preventivos, antes da ocorrência dos acidentes;

Ajudar a fixar nos operários a mentalidade prevencionista.

 

Encorajar os próprios operários a agirem como profissionais de segurança e os demais setores da empresa.

Despertar nos empregados a necessária confiança na administração e angariar

a

colaboração de todos na prevenção de acidentes

 

Antes

de

desencadearmos

uma

inspeção

alguns

pontos

básicos

devem

ser

estabelecidos:

O

que inspenionar;

Qual a frequência;

Quem será o responsável;

Quem irá acompanhar;

Quais os informes que serão necessários;

A

quem serão encaminhadas as recomendações;

1.

O que inspecionar? Este ponto deve ser definido com clareza, pois sabemos que os profissionas de segurança tem tempo limitado, portanto deve ser distribuído cuidadosamente o tempo que dispõe para lograr o seu propósito.

2.

Qual a frequência? Em função do que foi observado e gerado em termos de recomendação iremos estabelecer a frequência das instalações.

3.

Quem será o responsável? Normalmente cabe ao srviço de segurança (SESMT), a responsabilidade da inspeção, ou ao engenheiro ou ao técnico de segurança do trabalho.

4.

Quem irá acompanhar? O envolvimento dos responsáveis da área a ser inspecionada é fundamental, para o retorno e cumprimento das recomendações.

Deve-se acertar uma entrevista com o gerente do local antes de realizarmos uma inspeção.

Nesta entrevista, alguns pontos devem ficar claros:

Dar uma explicação franca do propósito da visita;

Avaliar caso seja possível, o interesse do gerente pela segurança e dos conhecimentos que tenha acerca do funcionamento da segurança em seu local de trabalho.

Se o gerente estáà par do retrospecto de acidentes da sua área;

Verificar como se encontram os indicadores de segurança daquela área;

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34
∑ Se for possível, o profissional de segurança deve sugerir ao gerente, a fazer um

Se for possível, o profissional de segurança deve sugerir ao gerente, a fazer um rápido giro pelo estabelecimento apresentando-o aos supervisores e colocando-os a par dos objetivos da inspeção.

Solicitar ao gerente que nomeie alguém, com competência para acompanhar a inspeção.

Após a inspeção retornar ao gerente e se possível, com os supervisores presentes, apresentando um relato do que foi encontrado.

Atenção!

O engenheiro e/ou o técnico de segurança do trabalho devem ter em mente a

necessidade de adotar, uma conduta durante a inspeção de não assumir uma atitude

de superioridade junto ao gerente e supervisores do estabelecimento inspecionado.

Nunca se deve partir do suposto de que a gerência não está disposta a obedecer a lei

ou que se mostre indiferente à segurança dos operários.

Sua missão consiste em determinar as condições de cada um dos locais de trabalho inspecionados e lutar para que se implantem as melhorias necessárias.

5. Quais os informes que serão necessários? Quem estiver efetuando a inspeção, engenheiro ou técnico de segurança do trabalho, deve comunicar qualquer irregularidade ao responsável pela atividade onde ela foi detectada. A informação imediata, quase sempre verbal, pode muitas vezes abreviar o processo de solução de um problema, com a aplicação de medidas que se anteciparão a ocorrências desagradáveis. É a verdadeira prevenção. O inspetor não deve, deixar para depois. Deve informar o supervisor, mostrar-lhe a irregularidade e discutir na hora, se for o caso, qual a melhor medida a ser tomada. Entretanto não pode deixar de registrar as observações surgidas na inspeção a fim de se avaliar a necessidade e oportunidade de discutir o assunto no momento. A prática mostra que quanto mais o assunto for discutido e examinado “ïn loco”, maior chance se tem de alcançar os objetivos da inspeção.

Os tópicos observados nas inspeçòes devem ser registrados em formulário especial – Relatório de Inspeção – ou outro nome que lhes queiram dar. Vale ressaltar a necessidade de existirem formulários diferenciados para os diversos tipos de inspeção ou local a inspecionar.

Neste registro devem existir: o que foi observado; o local onde foi observado, de modo a facilitar a socialização; a recomendação do que se espera e seja feita alguma sugestão. É oportuno lembrar a necessidade dos registros serem claros, sem dupla interpretações, para que não haja motivo de críticas ou mal interpretado, de uma inspeção sem registros dos fatos nem sempre pode se esperar um bom resultado, pois se torna difícil encaminhar as reivindicações e acompanhar seu desenvolvimento.

6. A quem serão encaminhadas as recomendações?

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7- RISCO DAS ATIVIDADES LABORAIS Pelo seu instinto, o homem conseguiu, através da História, criar

7- RISCO DAS ATIVIDADES LABORAIS

Pelo seu instinto, o homem conseguiu, através da História, criar uma tecnologia que as

atividades laborativas nasceram com o homem. Pela sua capacidade de raciocínio e possibilitou sua existência no planeta. Partindo da atividade evoluiu para a agricultura e o pastoreio, alcançou a fase do artesanato e atingiu a era industrial. Até o advento da máquina à vapor, poucas e esparsas notícias se têm sobre a saúde ocupacional. Somente com a Revolução Industrial é que o aldeão começou a agrupar-se nas cidades. Deixou o risco de ser apanhado pelas garras de uma fera, para aceitar o risco de ser apanhado pelas garras de uma máquina. No Brasil, podemos fixar por volta de 1930 a Revolução Industrial. A Segurança do Trabalho devendo aplicar os princípios e recursos da Engenharia e da Medicina no controle e prevenção dos riscos profissionais, é, portanto, um campo de especialização para engenheiros que deverão exercer suas atividades em equipe e dentro de um espírito de cooperação mútua para que o objetivo comum seja alcançado. Segurança do Trabalho costuma ser definida como a ciência e arte devotada ao reconhecimento, avaliação e controle dos riscos profissionais. Estes, em última análise são os fatores ambientais ou inerentes às próprias atividades, que podem, eventualmente, ocasionar alterações na saúde, conforto ou eficiência de trabalhador. Como já se viu, no que se refere à Segurança do Trabalho, em um sentido amplo, deverá o profissional estar apto a:

- reconhecer os riscos profissionais capazes de ocasionar alterações na saúde do trabalhador, ou afetar o seu conforto e eficiência;

- avaliar a magnitude desses riscos, através da experiência e treinamento, e com o auxilio de técnicas de avaliação quantitativa, prescrever medidas para eliminá-los ou reduzi-los em níveis aceitáveis. Para um perfeito reconhecimento dos riscos pelo engenheiro de segurança passemos a:

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CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS PROFISSIONAIS Os riscos profissionais, conforme mencionado, são os que decorrem das

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS PROFISSIONAIS

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS PROFISSIONAIS Os riscos profissionais, conforme mencionado, são os que decorrem das

Os riscos profissionais, conforme mencionado, são os que decorrem das condições precárias inerentes ao ambiente ou ao próprio processo operacional das diversas atividades profissionais. São, portanto, as condições inseguras do trabalho, capazes de afetar a saúde, a segurança e o bem estar do trabalhador. As condições inseguras relativas ao processo operacional, como por exemplo, máquinas desprotegidas, pisos escorregadios, empilhamentos precários, etc., são chamados riscos de operação. As condições inseguras relativas ao ambiente de trabalho, como por exemplo, a presença de gases e vapores tóxicos, o ruído e o calor intensos, etc., são chamados riscos de ambiente.

Os riscos de ambiente são aqueles inerentes ao trabalho regulamentados pela NR-9 - Riscos Ambientais que podem causar danos à saúde do trabalhador em função de sua natureza, concentração e tempo de exposição.

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RISCOS AMBIENTAIS CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS Podem ser classificados segundo a sua natureza e forma

RISCOS AMBIENTAIS

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS AMBIENTAIS

Podem ser classificados segundo a sua natureza e forma com que atuam no organismo humano. Esta classificação é dada a seguir:

- agentes físicos

- agentes químicos

- agentes biológicos

- agentes ergonômicos

- agentes mecânicos ou de acidentes

A ocorrência dos acidentes dependerá da atuação simultânea de uma série de fatores

relativos a condição ambiental, a atividade profissional e ao próprio indivíduo. Quanto ao risco ambiental, a ocorrência de acidente dependerá de sua natureza e intensidade, evidentemente. Quanto ao indivíduo, dependerá de sua suscetibilidade ao agente, e quanto à atividade profissional, dependerá de suas características como a duração do processo e o tempo de exposição.

Tais fatores devem sempre ser considerados em conjunto para uma análise real do risco que os agentes ambientais oferecem à saúde dos trabalhadores.

A) AGENTES FÍSICOS

Os agentes causadores em potencial de doenças ocupacionais são:

- ruído

- vibrações mecânicas

- temperaturas extremas

- pressões anormais

- radiações ionizantes

- radiações não ionizantes

RUÍDO

O risco elevado é talvez, o risco profissional mais freqüente na indústria, porém nem sempre considerado com o respeito que merece. Além de produzir uma redução na capacidade auditiva do trabalhador, a exposição intensa e prolongada ao ruído atua desfavoravelmente sobre o estado emocional do indivíduo com conseqüências imprevisíveis sobre o equilíbrio psicossomático. De um modo geral, quanto mais elevados os níveis encontrados, maior o número de trabalhadores que apresentarão início de surdez profissional e menor será o tempo em que este e outros problemas se manifestarão.

É aceito ainda que o ruído elevado influi negativamente na produtividade, além de ser,

freqüentemente, o causador indireto de acidentes do trabalho, por causa da distração ou mau entendimento de instruções ou mascarar avisos e sinais de alarme.

- VIBRAÇÕES MECÂNICAS

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As vibrações mecânicas são também relativamente freqüentes na indústria, e podem ser subdivididas em duas

As vibrações mecânicas são também relativamente freqüentes na indústria, e podem ser subdivididas em duas categorias: vibrações localizadas e vibrações de corpo inteiro. Ambos os tipos, porém, nas condições normalmente encontradas, não oferecem preocupações sob o ponto de vista de riscos à saúde. Entretanto, exposições contínuas a níveis intensos poderão, em determinadas circunstâncias, produzir diversos males nos trabalhadores.

- Vibrações localizadas, características de operações com ferramentas manuais elétricas ou pneumáticas, por exemplo, poderão produzir, em longo prazo, alterações neuro-vasculares nas mãos dos trabalhadores, problemas nas articulações e braços e osteoporose (perda de substância óssea).

Vibrações de corpo inteiro, a que estão expostos, por exemplo, operadores de grandes máquinas e motorista de caminhões e tratores, poderão produzir problemas na coluna vertebral, dores lombares, além de haver suspeitas de causarem pequenas lesões nos rins.

TEMPERATURAS EXTREMAS

As temperaturas extremas são condições térmicas rigorosas, em que são realizadas atividades profissionais. - Calor intenso é sem dúvida mais freqüente que o frio excessivo, como problema ocupacional no Brasil. Seja devido à multiplicidade dos processos industriais que liberam grandes quantidades de energia calórica, seja devido às nossas condições geográficas e climáticas predominantes.

O calor intenso é responsável por uma série de problemas que afetam a saúde e o

rendimento dos trabalhadores, conhecidos como males do calor ou doenças do calor.

Entre as principais mencionam-se a insolação, a prostração térmicas, a desidratação e

as cãibras do calor.

O frio intenso é encontrado em diversos tipos de indústrias que utilizam câmaras frigoríficas ou ainda em operações executadas ao ar livre em certas regiões do país, especialmente durante os meses de inverno. Nessas condições, poderá provocar enregelamento dos membros, hipotermia (queda de temperatura do núcleo do corpo) além de lesões na epiderme do trabalhador, conhecidas como úlceras do frio.

PRESSÕES ANORMAIS

As pressões anormais são encontradas em trabalhos submersos ou realizadas abaixo do nível do lençol freático. Nestas condições utilizam-se pressões elevadas para

expulsar a água do compartimento de trabalho, ficando, em tais condições, submetidos

os operários a pressões atmosféricas acima do normal, podendo ocasionar-lhes danos

à saúde, se não forem observadas certas medidas preventivas e de segurança. Além

destes trabalhos que são realizados em caixões pneumáticos, campânulas, tubulões a

ar comprimidos etc., as pressões elevadas podem afetar igualmente os mergulhadores

profissionais.

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As pressões hidrostáticas elevadas apresentam os mesmos riscos que as pressões atmosféricas elevadas. Entre os

As pressões hidrostáticas elevadas apresentam os mesmos riscos que as pressões atmosféricas elevadas.

Entre os problemas mais freqüentes que afetam os trabalhadores expostos à pressões elevadas mencionam-se a intoxicação pelo gás carbônico e diversos males conhecidos como doenças descompreensivas, das quais a mais grave é a embolia causado pelo nitrogênio. Pressões atmosféricas abaixo do normal podem também produzir algumas alterações no organismo do indivíduo, mas, essas exposições ocupacionais são bastante raras no Brasil. Isto ao fato de não possuirmos altitudes muito elevadas no país. Somente alguns poucos pilotos de aviões não pressurizados estarão sujeitos a este risco profissional.

RADIAÇÕES IONIZANTES

As radiações ionizantes oferecem sério risco à saúde dos indivíduos expostos. São

assim chamadas porque produzem uma ionização nos materiais sobre os quais incidem, isto é, produzem a subdivisão de partículas inicialmente neutras em partículas eletricamente carregadas. As radiações ionizantes são provenientes de materiais radiativos como é o caso dos raios alfa (α), beta(β) e gama (γ) ou são produzidas artificialmente em equipamentos mo é o caso dos raios X. Diversos desses materiais e equipamentos são produzidos na indústria ou em outros

, sua manipulação obedecer as rigorosas normas de segurança e de proteção individual existente. Dependendo de sua natureza, as radiações ionizantes produzirão diversos males no organismo do trabalhador. Os raios alfa (α) e beta (β), de natureza corpuscular, possuem menor poder de penetração no organismo e portanto oferecem menor risco. Os raios X e γ, de natureza eletromagnética, possuem alto poder de penetração e entre os males causados incluem-se a anemia, a leucemia, o câncer e também alterações genéticas que podem comprometer fisicamente gerações futuras.

estabelecimentos como instituto de pesquisa, hospitais, laboratórios, etc

devendo

RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES

As radiações não ionizantes são de natureza eletromagnética e seus efeitos dependerão de fatores como duração e intensidade da exposição, comprimento de onda da radiação, região do espectro em que se situam, etc.

A Radiação Infravermelha - também chamada de calor radiante é bastante comum em indústrias metalúrgicas, de fabricação de vidro e outras, onde existem fornos e materiais altamente aquecidos. É encontrada igualmente em trabalhos no ar livre, onde os operários ficam expostos à radiação solar.

Além de contribuir para a sobrecarga térmica imposta ao trabalhador, a radiação infravermelha poderá causar queimaduras assim como a catarata que é uma doença irreversível.

A Radiação Ultravioleta- é encontrada, por exemplo, em operações de solda elétrica, na fusão de metais e no controle de qualidade de peças com lâmpadas especiais.

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Seus efeitos principais são queimaduras, eritema, conjuntivite e câncer de pele. A Radiação Laser -

Seus efeitos principais são queimaduras, eritema, conjuntivite e câncer de pele.

A Radiação Laser- é energia eletromagnética altamente concentrada num determinado comprimento de onda do espectro. Vem encontrado cada vez maiores aplicações na indústria sendo utilizada também em outras atividades profissionais como levantamentos topográficos e geodésicos, na medicina e nas comunicações.

Seus principais efeitos são queimaduras na pele e nos olhos que podem ser bastante graves, conforme o tipo e duração da exposição à radiação.

As Microondas- são bastante utilizadas nas comunicações sendo produzidas em instalações de radar e de radiotransmissão. São utilizadas ainda em alguns processos industriais químicos, em fornos de microondas e em secagem de materiais. Conforme a potência das estações de transmissão ou da energia liberada no processo poderão ficar submetidos os operadores à intensidades prejudiciais. Outros fatores devem ainda ser considerados nas exposições da onda, como a espessura ou a composição dos tecidos, etc., para que se possa avaliar melhor o risco.

Os efeitos mais graves são os de natureza aguda como a catarata, e o superaquecimento dos órgãos internos que, em determinados casos, podem levar à morte. Efeitos crônicos podem ainda resultar de exposições prolongadas às microondas de baixa potência, entre as quais inclui-se a hipertensão, as alterações no sistema nervoso central, o aumento da atividade da glândula tiróide, etc

B) AGENTES QUÍMICOS

Ocorrência e Características dos Agentes Químicos

Agentes químicos são os agentes ambientais causadores em potencial de doenças profissionais devida à sua ação química sobre o organismo dos trabalhadores. Podem ser encontrados tanto na forma sólida, como líquida ou gasosa. Além do grande número de materiais e substâncias tradicionalmente utilizadas ou manufaturadas no meio industrial, uma variedade enorme de novos agentes químicos vai sendo encontrados devido à quantidade sempre crescente de novos processos e compostos desenvolvidos. Por outro lado, freqüentemente os agentes químicos ocorrem como subproduto indesejável de inúmeros processos industriais. Grande parte dessas substâncias possui características tóxicas e, conseqüentemente, do agente do organismo. O grau de toxicidade de um determinado agente químico dependerá de características intrínsecas da substância como: estado físico, solubilidade, PH, etc., além da via de penetração do agente no organismo. Diversas substâncias apresentam ainda o risco de explosão quando em determinadas concentrações no ar atmosférico o que, certamente, constitui ameaça séria à integridade física do trabalhador. Na apreciação dos riscos que os agentes químicos oferecem, estes aspectos devem ser levados em consideração, além dos demais fatores desencadeantes das doenças profissionais já mencionados.

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ABSORÇÃO E ELIMINAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS As três possíveis vias de penetração dos agentes químicos

ABSORÇÃO E ELIMINAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS

As três possíveis vias de penetração dos agentes químicos no organismo são:

- via respiratória

- via cutânea

- via digestiva

A via respiratória é inegavelmente a mais importante por ser a mais freqüente. Isto se

deve ao fato de que, a maior parte dos agentes químicos encontra-se suspensos ou dispersos na atmosfera ambiente, em forma de poeiras, gases ou vapores. Além do mais uma grande quantidade de ar é respirada diariamente pelos trabalhadores. Durante as 8 (oito) horas diárias de trabalho de um indivíduo, este respira em média cerca de 8 metros cúbicos de ar.

Muitos agentes químicos, entretanto, possuem a propriedade de penetrar através da pele intacta, produzindo intoxicações no trabalhador. É o caso, por exemplo, de diversos solventes industriais, fenóis, de alguns pesticidas e de outras substâncias que exigem a proteção adequada do trabalhador para impedir a sua penetração pela via cutânea.

A penetração dos agentes químicos através da via digestiva, ocorre acidentalmente

nos casos onde o trabalhador come, bebe ou fuma num ambiente de trabalho contaminado. Em tais condições, graves intoxicações podem acontecer. Estas podem ser de dois tipos: agudas ou crônicas. As intoxicações agudas são aquelas que em curto espaço de tempo provocam alterações profundas no organismo humano. São causadas por contaminantes muito tóxicos ou por outros, que embora menos tóxicos, se encontram em altas concentrações no ambiente.

As intoxicações crônicas podem produzir danos consideráveis no organismo, porém, mais em longo prazo. Origina-se normalmente de exposições contínuas a baixos níveis de concentração dos poluentes.

A fim de evitar tais intoxicações ocupacionais, a exposição do organismo dos agentes

ambientais não deve ultrapassar determinados limites, compatíveis com a manutenção da saúde do trabalhador. Tais limites foram desenvolvidos e adotados nos países mais desenvolvidos e são estipulados em listas especiais denominadas Limites de Tolerância. Estas listas estabelecem os valores máximos para as concentrações dos agentes no ambiente, valores estes que se aplicam exclusivamente para as condições de trabalho dentro de certos limites, isto é, são válidos para regimes de trabalho de 8 horas diárias ou 40 horas semanais. Baseiam-se estes valores máximos em estudos epidemiológicos e toxicológicos ou em informações obtidas através de exposições acidentais aos agentes em níveis extremamente elevados. Até o presente as tabelas existentes cobrem apenas agentes químicos e físicos, e os limites estão sujeitos as revisões anuais, podendo ser alterados em funções de novas informações sobre os agentes. Além de se aplicarem exclusivamente a ambientes de trabalho, os Limites de Tolerância devem ser usados somente como orientação no controle de agentes que oferecem risco à saúde.

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Em nenhuma hipótese devem ser encarados como linha divisória entre situações seguras. Em alguns casos

Em nenhuma hipótese devem ser encarados como linha divisória entre situações seguras.

Em alguns casos os Limites de Tolerância podem ser ultrapassados durante um certo tempo em quantidades estipuladas na Tabela. Em outros, são concentrações - teto que não devem ser excedidas em nenhuma circunstância.

Existem indicações especiais a esse respeito na tabela, como também sobre as substâncias que podem ser absorvidas pela pele.

Os agentes químicos, conforme foi visto, devido à sua natureza, podem ser absorvidos pelo organismo e poderão, ou não, ser eliminadas pelo mesmo. Diversas substâncias possuem a propriedade de se acumularem nos tecidos, nos órgãos ou nos ossos, sendo a sua eliminação bastante demorada ou difícil. Quando são eliminadas do organismo, as substâncias podem se apresentar inalteradas ou então transformadas em outros compostos. As substâncias podem ser eliminadas do organismo através de três vias: urinárias, fezes e, em menor quantidade, pelo suor.

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS

Os agentes químicos podem ser classificados de diversas formas, segundo suas características tóxicas, estado físico, etc.

Conforme foi observado, os agentes químicos são encontrados em forma sólida líquida

e gasosa. Os sólidos são, por exemplo, as poeiras nocivas podem provocar uma série

de doenças nos pulmões. As poeiras podem ser de origem mineral, vegetal ou animal.

Entre as primeiras, encontram-se de sílica livre e cristalina que produzem silicose; as de berilo que produzem berilose, etc. Entre as segundas estão as fibras vegetais, como o algodão, que produzem bissinose, etc. Entre as fibras de origem animal que podem causar doenças estão, por exemplo, aquelas provenientes de pelo e couro de animais. Existem ainda fibras de origem sintética (de alguns plásticos, por exemplo) capazes de provocar moléstias profissionais. Os agentes em forma líquida são constituídos por ácidos, solventes, etc. Estão-se em forma de partículas pequenas em suspensão no ar, podem causar danos ao sistema respiratório. Podem produzir também dermastoses em contato com a pele, irritações, queimaduras, etc. Entretanto a maioria das exposições aos agentes químicos na indústria ocorre quando estes se encontram em forma de gás ou vapor. Os mais comuns são dióxidos de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxidos de carbono, vapores de solventes, etc. Seus efeitos variam bastante. Alguns são praticamente inertes, outros apresentam até

a possibilidade de morte, mesmo em concentrações muito pequenas e em exposições curtas, como é caso do ácido cianídrico.

CLASSIFICAÇÃO FÍSICA DOS CONTAMINANTES ATMOSFÉRICOS

Os agentes químicos quando se encontram em suspensão ou dispersão no ar atmosférico. Estes podem ser classificados em:

- aerodispersóides

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- gases - vapores Aerodispersóides: são dispersores de partículas sólidas ou líquidas, de tamanho bastante

- gases

- vapores

Aerodispersóides: são dispersores de partículas sólidas ou líquidas, de tamanho bastante reduzido (abaixo de 100 microns) que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar.

EXEMPLOS:

Poeiras: são partículas sólidas, produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores.

Fumos: são partículas produzidas por condensação de vapores metálicos.

Fumaça: são sistemas de partículas combinadas com gases que se originam em combustões incompletas.

Névoa: são partículas líquidas produzidas mecanicamente em processo “spray”, por exemplo.

Neblina: são partículas líquidas produzidas por condensação de vapores. O tempo que os aerosdispersóides podem permanecer no ar depende de seu tamanho, peso específico (quanto maior o peso específico, menor o tempo de permanência) e da velocidade de movimentação do ar. Evidentemente, quanto mais tempo o aerodispersóides ficar no ar, maior é a chance de ser inalado e de produzir intoxicações no trabalhador. As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10 microns, visíveis com microscópio. Estas constituem a chamadas frações respiráveis, pois pode ser absorvida pelo organismo através do sistema respiratório.

As partículas maiores, normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do aparelho respiratório, de onde são expelidas através da tosse, expectoração, ou pela ação dos cílios.

- Gases: são dispersores de moléculas no ar, misturadas completamente com este (o próprio ar é uma mistura de gases).

- Vapores: são também dispersores de moléculas no ar que, ao contrário dos gases, podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Uma outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma concentração máxima no ar, que não é ultrapassada, chamada saturação. Os gases, por outro lado, podem chegar a deslocar totalmente o ar de um recinto.

CLASSIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DOS CONTAMINANTES ATMOSFÉRICOS

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Os agentes químicos podem ainda ser classificados segundo a sua ação sobre o organismo humano.

Os agentes químicos podem ainda ser classificados segundo a sua ação sobre o organismo humano. Como a maioria destes encontra-se em dispersão no ar, serão abordados os efeitos fisiológicos resultantes de absorção através da via respiratória.

Entretanto, quando um determinado agente é classificado como irritante das mucosas do aparelho respiratório, pode-se esperar que possua ação semelhante em outras mucosas do corpo humano e em muitos casos, na própria pele.

Convém lembrar que os efeitos fisiológicos dos contaminantes, especialmente dos gases e vapores, variam segundo a concentração em que se encontra no ar, motivo pelo qual um mesmo contaminantes pode ter diferentes classificações fisiológicas. Porém, o grosso modo, pode-se fazer a seguinte classificação:

1) IRRITANTES

Estes, devido a uma ação química ou corrosiva, têm a propriedade de produzir inflamação nos tecidos com quais entram em contato. Atuam, principalmente, sobre os tecidos de revestimento epiteliais como a pele, mucosas das vias respiratórias conjuntivas oculares, etc.

A forma de ação é determinada, principalmente por características físicas como

solubilidade, volatilidade e ponto de ebulição do agente. Os irritantes muito solúveis são absorvidos pelos primeiros tecidos epiteliais que encontram, ou seja, quando

ingressam pela via respiratória ficam absorvidos principalmente pelo nariz e garganta. (Ex: amoníaco, poeiras alcalinas, etc.). Os de solubilidade moderada atuam em todas

as partes do sistema respiratório (Ex: cloro, ozona, iodo, etc.)

Todavia, há um grupo de irritantes orgânicos que não segue esta regra de solubilidade. Isto é, ainda que pouco solúveis, exercem ação irritante nas vias respiratórias superiores. É o caso da acroleína, que se encontra nos gases de escapamento de motores diesel. Existe também, um grupo se irritantes chamados secundários, que além da ação inflamatória atuam sobre todo organismo. Por exemplo: o ácido sulfídrico (H2S), éteres, etc.

2) ASFIXIANTES Estes são classificados em simples e químicos

Os simples são os que, sem interferir nas funções do organismo, podem provocar asfixia por reduzir a concentração de oxigênio no ar. Exemplos: metano, nitrogênio, dióxido de carbono, hélio, etc. Os de atuação química interferem no processo de absorção de oxigênio do sangue ou nos tecidos. A forma de interferência depende do tipo do composto. Neste grupo encontram-se o monóxido de carbono, gás sulfídrico, nitrilos, etc.

3) NARCÓTICOS

Os contaminantes narcóticos apresentam uma ação depressiva sobre o sistema nervoso central, produzindo efeito anestésico após terem sido absorvidos pelo sangue. Exemplo: éter etílico, acetona, éter isopropílico.

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4) INTOXICANTES SISTÊMICOS São compostos que podem causar tanto intoxicações agudas como crônicas. Compostos que

4) INTOXICANTES SISTÊMICOS

São compostos que podem causar tanto intoxicações agudas como crônicas.

Compostos que causam lesões nos órgãos As exposições agudas (às concentrações elevadas), ainda que breves, podem ser graves, causando até a morte em alguns casos. Exemplos: hidrocarbonetos halogenados (clorofórmio tetrocloreto de carbono, cloreto de vinila, etc.).

Compostos que causam lesões no sistema formador de sangue São acumulada em tecidos graxos, medula de ossos e sistema nervoso. Exemplos:

hidrocarbonetos aromáticos (benzeno, tolueno, xileno). O benzeno requer atenção especial, pois pode produzir anemia incurável se a exposição for prolongada. Em alguns casos pode também produzir leucemia.

Compostos que afetam o sistema nervoso Sua eliminação em geral é feita com lentidão. Neste grupo encontram-se os álcoois metílicos e etílicos, dissulfeto de carbono, e éteres de ácidos orgânicos.

Compostos tóxicos inorgânicos e metais tóxicos Os compostos de tóxicos inorgânicos são sais de não metais, cuja toxidade varia numa ampla faixa. Entre os mais perigosos estão os sais de cianuretos (cianureto de sódio ou cianureto de potássio). Outros exemplos são: floretos e compostos de arsênio, fósforo, enxofre, etc. Podem produzir febre dos metais, dermatoses, alterações no sistema nervoso central, câncer e diversas intoxicações graves.

Material particulado Nesta categoria estão incluídas poeiras, fumos, névoas, etc., que não foram provenientes classificados como intoxicantes sistêmicos.

Poeiras Produtoras de Fibrose As poeiras que não produzem reação fisiológica apreciável são chamadas inertes, podem ficar retidas nos pulmões, mas, não produzem alterações. Somente apresentam problemas quando presentes em concentrações muitos elevadas. Exemplos: alguns carbonatos, sais complexos de alumínio, carvão, carborundum, etc. Partículas alergizantes e irritantes Podem atuar sobre a pele ou aparelho respiratório. Entre as primeiras estão poeiras de algumas madeiras (ex: caviúna), bem como partículas de óleos vegetais, como óleo de castanha de caju, partículas de ácidos, cromatos, etc. Entre as que podem atuar sobre o aparelho respiratório, inclui-se a poeira de semente seca de mamona, pólens, resinas, etc.

C) AGENTES BIOLÓGICOS

Agentes biológicos são microorganismos causadores de doenças com os quais o trabalhador pode entrar em contato no exercício de diversas atividades profissionais. Vírus, bactérias, parasitas, fungos, bacilos são exemplos de microorganismo aos quais freqüentemente ficam expostos médicos, enfermeiros, funcionários de hospitais, sanatórios e laboratórios de análise biológica, lixeiros, açougueiros, lavradores, tratadores de gado, trabalhadores de curtume e estações de tratamento de esgoto, etc.

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Entre as inúmeras doenças profissionais causadas pelos agentes biológicos, inclui-se, por exemplo, a tuberculose, a

Entre as inúmeras doenças profissionais causadas pelos agentes biológicos, inclui-se, por exemplo, a tuberculose, a brucelose, o tétano, a malária, a febre tifóide, a febre amarela e o carbúnculo. Evidentemente, tais doenças só devem ser consideradas profissionais quando estiverem diretamente relacionadas com exposições ocupacionais aos microorganismos patológicos. Isto é, quando causada diretamente pelas condições de trabalho. Apesar do conhecimento razoável sobre os efeitos de tais organismos nos seres humanos, as técnicas de avaliação quantitativa dos mesmos, bem como os estudos sobre as máximas concentrações permissíveis no ar, ainda se encontram nos estágios iniciais de pesquisa. Por esse motivo todo cuidado deve ser tomado nas atividades em que os trabalhadores possam ficar expostos a agentes biológicos. Para o controle do pessoal exposto aos agentes biológicos as medidas preventivas mais usuais são:

- vacinação

- esterilização

- rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de trabalho

- equipamento de proteção individual

- ventilação adequada

- controle médico permanente

D) Agentes Ergonômicos

Agentes ergonômicos são aqueles relacionados com fatores fisiológicos e psicológicos inerentes à execução das atividades profissionais. Estes fatores podem produzir alterações no organismo e estado emocional dos trabalhadores, comprometendo a sua saúde, segurança e produtividade. Entre os principais fatores incluem-se a monotonia, a posição e o ritmo de trabalho, a fadiga, a preocupação, trabalhos repetitivos, etc. Atualmente observa-se ainda a tendência de se considerar como agentes ergonômicos outros fatores como, por exemplo, as condições térmicas e de iluminação do ambiente de trabalho. Este enfoque se justifica, pois, tais fatores entre outros, enquadram- se na definição de agentes ergonômicos, e seu estudo identifica-se com os objetivos da ergonomia.

A ergonomia é uma ciência bastante recente, em muitos pontos coincidentes com a

Segurança do Trabalho. A Organização Internacional do Trabalho define ergonomia como a aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e

técnicas da Engenharia para alcançar o ajustamento mútuo ideal entre o Homem e seu trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem estar no trabalho.

O ajustamento mútuo do Homem e seu trabalho obtêm- se através de medidas como: a

modernização e higienização dos ambientes de trabalho , modificação dos processos,

o projeto de máquinas e ferramentas perfeitamente adequadas ao operário, adoção de ritmos e posições adequadas ao trabalho, a assistência médico- psicologia ao empregado, é feito levando- se em consideração:

1) Aspectos biomecânicos - que são as implicações

juntas e nervos.

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do trabalho nos músculos,

2) Aspectos sensoriais – como a fadiga visual, cores sinais auditivos e outros fatores semelhantes.

2) Aspectos sensoriais – como a fadiga visual, cores sinais auditivos e outros fatores semelhantes. 3) Aspectos ambientais como iluminação, temperatura , umidade , ruído, contaminantes, atmosféricos, vibração. 4) Aspectos psicológicos e sociais do ambiente de trabalho

Estes fatores quando considerados isoladamente ou em conjunto permitirão introduzir diversas modificações ambientais, trazendo benefícios aos trabalhos e à própria empresa uma vez que haverá melhor aproveitamento da mão de obra, menor custo operacional, redução de tempo de treinamento de pessoal, etc.

D) Agentes Mecânicos

Arranjo físico Máquinas e equipamentos Ferramentas manuais defeituosas, inadequadas e inexistentes Transporte de materiais Eletricidade Sinalização Perigo de Incêndio ou explosão Edificações Armazenamento inadequado Outros

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8- COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) CIPA significa Comissão Interna de Prevenção de

8- COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA)

CIPA significa Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Seu objetivo é "observar e relatar as condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para "

portanto, a preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores e de todos os

que interagem com a empresa (aqueles que prestam serviço para a empresa).

reduzir até eliminar o riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos

Sua missão é,

Cabe à CIPA investigar os acidentes e promover e divulgar o zelo pela observância das normas de segurança, bem como a promoção da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT).

Aos trabalhadores da empresa compete indicar à CIPA situações de risco, apresentar sugestões e observar as recomendações quanto à prevenção de acidentes, utilizando os equipamentos de proteção individual (EPIs) e de proteção coletiva fornecidos pelo empregador, bem como submeter-se a exames médicos previstos em Normas Regulamentadoras, quando aplicável.

Vale lembrar que a CIPA não trabalha sozinha!! O seu papel mais importante é o de estabelecer uma relação de diálogo e conscientização, de forma criativa e participativa, entre gerentes e colaboradores em relação à forma como os trabalhos são realizados, objetivando sempre melhorar as condições de trabalho, visando a humanização do trabalho.

A CIPA terá por atribuição:

Realizar a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de riscos que foram identificadas;

Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção

necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho; Realizar periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venha a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores; Elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúdes no trabalho; Identificar os riscos do processos de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com as participação do maior número de trabalhadores com assessoria do SESMT, onde houver;

Cabe aos empregados:

Indicar a CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e apresentar sugestões para melhoria das condições de trabalho;

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Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e

Observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção

de acidentes e doenças decorrente do trabalho. Colaborar com a gestão da CIPA;

Participar da eleição de seus representantes;

Cabe ao presidente da CIPA:

Delegar atribuições ao vice-presidente; Manter os empregados informados sobre os trabalhos da CIPA; Coordenar e supervisionar as atividades de secretária; Coordenar as reuniões da CIPA, encaminhado ao empregador e ao SESMT, quando houver, as decisões da comissão; Convocar os membros para as reuniões da CIPA;

Cabe ao Vice-Presidente:

Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais; Executar atribuições que lhe forem determinadas;

Substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais; Executar atribuições que lhe forem determinadas;
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9- EPI (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL) Antes de qualquer outra colocação, cumpre esclarecer que os

9- EPI (EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL)

Antes de qualquer outra colocação, cumpre esclarecer que os EPI's (equipamentos de proteção individual) foram concebidos única e exclusivamente para serem adotadas apenas em situações bem específicas e legalmente previstas, como o caso em que medidas de proteção coletiva são inviáveis - casos de emergência - ou enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implementadas. O empregador

brasileiro, contrariando a própria essência do EPI, faz uso deste como primeira opção, quando na verdade deveria ser a última, partindo, inclusive, do pressuposto que o EPI

é remédio para todos os males em matéria de segurança do trabalho.

Erroneamente, muitas empresas acreditam que o simples ato de fornecimento dos EPI's está isentando total e irrestritamente as responsabilidades advindas do acidente de trabalho ou doença profissional. Aliás, em caso de acidente de trabalho, onde a empresa negligenciou ou não forneceu o EPI, esta, através de seu representante, responde civil e criminalmente pela omissão.

Nos dias de hoje, deparamos com empresas e mais empresas que sequer fornecem os

EPI's adequados, e ainda assim, acreditam estar protegendo os trabalhadores; EPI's são adquiridos e especificados pelo setor de suprimentos, cujo único critério de seleção

é o menor preço.

A NR-6 elenca as condições para que um EPI possa ser considerado instrumento neutralizador da insalubridade e o primeiro destes é exatamente o fator adequabilidade ao risco; o equipamento deve ser especificado por profissional competente, não se permitindo que o mero "achismo" faça a escolha; deparamos com trabalhadores expostos a vapores orgânicos usando máscaras para poeira, da mesma forma que trabalhadores usam protetores auriculares cuja atenuação não é suficiente para fazer com que a exposição fique abaixo da dose; ou ainda, o uso de luvas de raspa para o manuseio de solventes.

Também não é recomendável o superdimensionamento, especialmente no caso dos protetores auriculares; temos notícia de processos nos Estados Unidos envolvendo vultosas indenizações, porque o trabalhador foi vítima de acidente que poderia ter sido evitado por aviso sonoro - se o protetor que estivesse usando não interferisse na comunicação - evitando que o acidentado ouvisse o sinal. O EPI, quando mal dimensionado ou inadequado ao risco, passa a ter caráter inverso do que foi inicialmente proposto, facilitando, em muitos casos, a ocorrência de acidentes.

COMPETÊNCIAS(do empregador, empregado, DSST e DRT)

A aquisição do EPI é de responsabilidade do empregador, e tem de ser feita de forma criteriosa; a empresa vendedora tem por obrigação a apresentação do C.A. - Certificado de Aprovação - que consiste em documento emitido pelo DSST - Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador, o qual atesta que o equipamento reúne condições de servir ao fim a que se presta. Além do C.A., o fabricante deverá apresentar o C.R.F. - Certificado de Registro de Fabricante, e o

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importador, o C.R.I. - Certificado de Registro de Importador, ambos também emitidos pelo DSST. Detalhe

importador, o C.R.I. - Certificado de Registro de Importador, ambos também emitidos pelo DSST.

Detalhe importe é que, legalmente, o EPI tem de ser fornecido gratuitamente, e na realidade algumas empresas obrigam os empregados a assinarem vales para desconto em folha de pagamento, a exemplo de botinas e uniformes, o que contraria frontalmente a Lei.

É importante alertar as empresas que os EPI's devem ser fornecidos mediante recibo

firmado pelo trabalhador, constituindo-se em única prova a ser produzida em juízo da entrega de tais equipamentos; todos os equipamentos têm de estar relacionados analiticamente na ficha de entrega de EPI's, mesmo aqueles cujo fornecimento seja constante, a exemplo de luvas de látex e protetores descartáveis.

Sob a responsabilidade do empregador estão também a manutenção e higienização do EPI; cabe ao empregador promover a limpeza dos mesmos, a exemplo das máscaras não descartáveis, óculos e protetores tipo plug (estes devem ser lavados para se evitar infecção do canal auditivo).

Alguns EPI's são passíveis de conserto e de terem suas partes substituídas, prolongando sua vida útil - como por exemplo, o protetor tipo concha, que possui peças de reposição no mercado. Para o protetor tipo concha existe uma máxima que diz: o conforto é inversamente proporcional à proteção; assim, a partir do momento em que o protetor tipo concha estiver confortável, é exatamente por que não está exercendo a pressão adequada, permitindo vazamento, não cumprindo sua função de atenuar ruídos.

Observamos verdadeiros absurdos de trabalhadores que usam protetores auriculares descartáveis por várias semanas, contrariando totalmente a finalidade para a qual foram concebidos; em visita a empresas no primeiro mundo, notamos que os EPI's estão disponíveis na fábrica para que sejam trocados diariamente pelo trabalhador. A durabilidade do EPI está diretamente ligada ao tipo de atividade e condições ambientais a que este está sendo submetido, somente existindo, com algumas exceções, métodos empíricos para se determinar se o EPI está imprestável.

No caso de máscaras, é bem nítido o instante em que o equipamento não produz mais

o efeito desejado, pois o trabalhador passa a sentir o cheiro do contaminante ou dificuldade de respirar, pela obstrução dos poros do filtro.

Outro detalhe ao qual as empresas não estão atentas é que de nada adianta fornecer o EPI cercado de todos os cuidados, se o trabalhador não recebeu treinamento para usá- lo; a eficiência do equipamento, particularmente os protetores auriculares e máscaras, depende essencialmente do modo como são usados, sob risco de não promoverem a atenuação especificada. Assim, é igualmente importante que a empresa treine o trabalhador com recursos próprios, ou por meio dos fabricantes de EPI's que já fazem este trabalho gratuitamente, através de palestras ou mini cursos. Mais uma vez, deve a empresa documentar que treinou o trabalhador ao uso do EPI, seja por meio de termo na própria ficha de entrega, seja por meio de emissão de certificado.

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Uma vez que o EPI foi extraviado ou encontra-se sem condições de uso, cabe à

Uma vez que o EPI foi extraviado ou encontra-se sem condições de uso, cabe à empresa promover imediatamente a sua substituição; legalmente, o empregado está sujeito a responsabilizar-se por sua guarda, e se assim não agir, sujeitar-se-á a indenizar a empresa o valor do EPI perdido, e, ainda, tem por obrigação comunicar ao empregador quando seu EPI não tiver mais condições de uso.

Cabe ao empregador:

Adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade e que possua Certificado de aprovação – CA; Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, sua guarda e conservação, além de exigir seu uso; Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica do EPI, devendo substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou extraviado; e, Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

Cabe ao empregado:

Usar o equipamento de proteção individual apenas para a finalidade a que se destina, inclusive observando as determinações do empregador sobre o uso adequado; Responsabilizar-se por sua guarda e conservação; Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso.

Cabe ao DSST:

Cadastrar o fabricante ou importador de EPI; Receber, examinar aprovar e registrar o EPI; Estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para ensaios de EPI`s; Emitir, renovar, suspender ou cancelar o CA ou o cadastro do fabricante ou do importador; e Fiscalizar a qualidade dos EPI`s.

Cabe ao DRT:

Fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e ã qualidade do EPI;

Recolher amostras de EPI; e

Aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo descumprimento da NR6.

Lista de Equipamentos de Proteção Individual

EPI para proteção da cabeça

Capacetes

Capacetes destinados a proteção do crâneo nos trabalhos sujeitos a:

Agentes metereológicos (trabalhos a céu aberto);

Impactos provenientes de queda, proteção de objetos e outros;

Penetrações;

Arrancamento de cabelos e couro cabeludo.

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Características principais dos capacetes Os capacetes são normalmente constituídos por um casco e uma

Características principais dos capacetes Os capacetes são normalmente constituídos por um casco e uma suspensão(carnera e coroa) que tem como principal função receber, absorver e distribuir as forças dos possíveis impactos, evitando contato direto com o crânio e favorecendo a ventilação natural.

Capuzes e capuzes com viseiras Para trabalhos em temperaturas elevadas protegendo a cabeça, pescoço, a face e os olhos através de visores com filtros de luz. São equipamentos de proteção individual adequados principalmente para forneiros, fundidores e outras funções que envolvam riscos de mesma natureza.

EPI para proteção de olhos e face Constituídos por viseiras, óculos e máscaras, visam proteger os olhos e face em trabalhos sujeitos a:

Projeção de partículas sólidas; Respingos decorrentes do trabalho com metais em fusão; Líquidos agressivos e produtos químicos diversos; Vapores; Gases; Poeiras; Radiações luminosas e caloríficas.

Óculos tipo convencional(comum) com protetores Laterais Para trabalhos sujeitos a projeção de partículas sólidas, armações, hastes e protetores laterais em acetato de celulose ou material similar, com lentes de resina sintética de boa qualidade que resistam a altos impactos.

Óculos contra aerodispersóides Para trabalhos sujeitos a poeiras, fumos, fumaças, névoas, neblinas etc. Armação em material flexível não irritante para a pele normal e dotada de elástico para retenção e ajuste perfeito do equipamento à cabeça. O material pode ser de PVC atóxico ou material equivalente, capaz de resistir a desinfecções periódicas, corrosões, absorção de água e inflamabilidade, recomendadas pelas normas.

Óculos contra gases e vapores Para dispersão de moléculas no ar completamente misturadas com ele, tais como monóxido de carbono, óxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, metano e amoníaco. Armação de borracha , PVC atóxico ou material equivalente, com sistema de vedação perfeito que não permita a penetração de gases ou vapores. Lentes de segurança resistentes a impactos de partículas.

Óculos contra Ofuscamento e Radiações Infravermelha, Ultravioleta e Térmica Para proteção ocular em atividades desenvolvidas em fornos de fundições, fornalhas, materiais incandescentes ou em fusão, solda elétrica ou a gás. Filtros de luz especiais para filtragem adequada das radiações. Armação em celeron ou material similar, capaz de resistir às altas temperaturas. Lentes endurecidas para resistência de impactos e respingos e sistema de ventilação com válvula de transpiração, para evitar o embaçamento das lentes.

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Protetores faciais Os protetores faciais são indicados principalmente para operações com usinagem que possam

Protetores faciais Os protetores faciais são indicados principalmente para operações com usinagem que possam originar projeções de partículas, operações com polimento e limpeza com escovas de aço e esmerilhamentos diversos. São constituídos por um anteparo articulado. Mantido emuma suspensão ajustável. Quando necessário incorporam também uma proteção para cabeça.

Máscaras para soldadores As máscaras para soldador proporcionam proteção eficiente para a face, olhos, orelhas e pescoço contra energia radiante e respingos provenientes das operações de soldagem.

EPI para proteção auditiva Os ruídos podem produzir efeitos nocivos sobre a saúde dos trabalhadores que, podem chegar a surdez profissional irreverssível, quando submetidos ã exposição prolongada em níveis sonoros elevados de 90 db a 120db ou exposição curta em níveis muito elevados de 120 a 150 db(A).

Protetores de inserção moldados São aqueles que são colocados diretamente na entrada do canal auditivo do ouvido, são protetores com forma definida, geralmente fabricados em plástico ou borracha, de tal forma macios e flexíveis que permitem fácil ajuste a configuração do ouvido.

Protetores de inserção moldáveis Os protetores de inserção moldáveis podem ser confeccionados de diversos materiais como fibras sintéticas, ceras especiais, algodão etc. Pequeno cone de um desses materiais é inicialmente moldado na palma da mão, sendo depois inserido pelo seu vértice no canal auditivo e pressionado de tal forma que se amolde perfeitamente ao perfil do canal auditivo e ali se mantenha na posição adequada.

OBS: A Atenuação dos protetores de inserção varia de acordo com a freqüência (Hz) atingindo um NRR (Nível de Redução de ruído) da ordem de 29 dB.

Protetores Circum-Auriculares Os protetores Circum-Auriculares são constituídos por duas peças elípticas em forma de concha unidas por uma haste flexível.

OBS: A Atenuação dos protetores Circum-Auriculares varia de acordo com a freqüência (Hz) atingindo um NRR (Nível de Redução de ruído) da ordem de 23 dB.

EPI para proteção do tronco A proteção do tronco pode ser conseguida através da utilização de aventais, jaquetas, capas e outras vestimentas que protegem o tronco de altas temperaturas, umidade, agentes físicos cortantes ou perfurantes, respingos de produtos químicos. Devem ter ajuste perfeito, para que não interfiram nos movimentos dos trabalhadores.

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EPI para proteção respiratória Pelo efeito de sua proteção os equipamentos de proteção respiratória são

EPI para proteção respiratória Pelo efeito de sua proteção os equipamentos de proteção respiratória são divididos em 2 grupos principais, assim temos “os dependentes”(purificadores de ar) que dependem do efeito do ar atmosférico e “os independentes”(adução de ar), aqueles que independem do efeito ao ar atmosférico ambiental.

Respiradores purificador de ar São aqueles em que os filtros de respiração retêm os poluentes do ar respirado, porém não fornecem oxigênio. Em decorrência deste fato só poderão ser usados em atmosferas que contenham no mínimo 19,5% em volume de oxigênio. Filtros contra aerodispersóides consistem de material fibroso microscopicamente fino. Partículas sólidas e líquidas são retidas na superfície dessas fibras com grande eficiência. Os filtros contra gases são recheados com carvão ativo, cuja estrutura porosa oferece uma grande superfície. Enquanto o ar respirado flui através da carga de carvão ativo do filtro, as moléculas do contaminante são retidas na grande superfície do carvão ativo granulado. Para muitos outros gases (por exemplo:

amônia, cloro, dióxido de enxofre), o efeito de retenção no filtro poderá ser melhorado com a impregnação do carvão com produtos químicos de retenção, utilizando-se para tanto sais minerais e elementos alcalinos Os filtros combinados formam a união de filtro contra gases e de filtro contra aerodispersóides numa mesma unidade filtrante. Oferecem proteção quando gases e aerodispersóides aparecem simultaneamente no ambiente. O ar inalado atravessa inicialmente o filtro contra aerodispersóides que retêm todas as partículas em suspensão no ar.

Respiradores de adução de ar Estes respiradores são usados quando não usamos o ar do ambiente. O equipamento autônomo com cilindro de ar não apresenta restrições quanto ao ambiente, que poderá conter contaminantes e/ou deficiência de oxigênio. Seu emprego se adapta mais as situações de emergência, como resgates e manutenções especiais, considerando-se o tempo limitado de operação, que pode chegar no máximo a uma hora, dependendo da atividade física e da familiaridade do usuário com o equipamento. O equipamento a ar insuflado funciona com o envio de ar através de tubulação com diâmetro de 20 a 25 mm, insuflado por meio de bomba manual ou de compressor de baixa pressão.

EPI para proteção dos membros superiores Por membros superiores entendem-se os braços, os antebraços e as mãos. Dos membros superiores, particularmente as mãos, são, sem dúvida nenhuma, os mais expostos aos riscos, na maior parte das atividades laborativas. Mesmo com todo o avanço da informática, da automação e da robótica, as mãos humanas continuam indispensáveis e expostas a riscos como: ferramentas cortantes, golpes e choques elétricos, queimaduras, radiações ionizantes, substâncias químicas e etc. A proteção dos membros superiores pode ser obtida através da utilização de:Luvas, braçadeira e dedeira.

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EPI para proteção dos membros inferiores Por membros inferiores entende-se as pernas e os pés.

EPI para proteção dos membros inferiores Por membros inferiores entende-se as pernas e os pés. Principalmente os Pés, além dos variados esforços de correntes do deslocamento normal durante uma jornada de trabalho, estão sujeitos a uma variedades de riscos, que incluem principalmente: Substâncias químicas, agentes térmicos, objetos perfurantes, arestas cortantes, umidade e etc. A Proteção dos membros inferiores é obtida através da utilização dos EPI`s adequados, tais como sapatos, botinas, botas, perneiras, caneleiras e etc.

EPI para proteção contra quedas Sem especificidades para a proteção de determinada parte do corpo, os cinturões são dispositivos indispensáveis contra os riscos de quedas em situações como:

Trabalhos em grandes alturas, trabalhos específicos que, mesmo realizados em pequenas alturas(acima de dois metros), podem ensejar a queda do trabalhador.

EPI para proteção do corpo inteiro Frequentemente, como proteção principal ou complementar, é necessário a utilização de roupas especiais, protegendo assim o corpo inteiro, contra agentes nocivos inerentes à atividade desenvolvida e impossíveis de eliminar através de controle ambiental. Como exemplo, podemos destacar: Temperaturas extremas presentes em frigoríficos e fundições, tratamento germicida, substâncias radioativas, etc.

Finalmente, de nada adianta o cumprimento de todos os requisitos anteriores, se não for cumprida a principal exigência que é a obrigatoriedade do uso do EPI; a empresa tem, legalmente, que obrigar o uso do equipamento, inclusive recorrendo-se da rescisão do contrato de trabalho por justa causa pelo empregado (art. 482 da C.L.T.) nos casos de comprovada resistência ao uso. Conforme item 1.8.b. da NR-1, constitui ato faltoso pelo empregado a recusa injustificada do uso do EPI. A adoção de comportamento paternalista, deixando o empregado à vontade no uso do EPI, traz sérias conseqüências à empresa, inclusive descaracterizando o fornecimento por força do Enunciado 289; assim, deve a empresa iniciar um trabalho de conscientização de todos os trabalhadores, através de palestras, cursos e vídeos, além da SIPAT, para o uso do equipamento, ao invés de criar um clima policialesco, em que o departamento de segurança gasta grande parte de seu tempo monitorando o uso do equipamento pelos trabalhadores.

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10- CÓDIGOS E SÍMBOLOS DE SST Introdução Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada

10- CÓDIGOS E SÍMBOLOS DE SST

Introdução

Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem (aproximadamente 87% das sensações recebidas passam pelo órgão da visão), e como em muito caso há necessidade de uma rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização de certos equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se padronizar o uso das cores.

Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio, localizar os equipamentos de combate ao fogo, com rapidez,distinguir os dispositivos de parada de emergência de máquinas ou notar suas partes perigosas.

O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite distinguir cada elemento

transportado em uma tubulação entre diversas tubulações existentes dentro de uma empresa.

Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho

Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas empresas para a condução de líquidos e gases, e advertindo contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.

A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de

acidentes.

O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração,

confusão e fadiga ao trabalhador. As cores aqui adotadas serão as seguintes:

Vermelho,

amarelo,

alumínio, marrom.

branco,

preto,

azul,

verde,

laranja,

púrpura,

lilás,

cinza,

A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente quando em área de trânsito

para pessoas estranhas ao trabalho, será acompanhada dos sinais convencionais ou a identificação por palavras.

Vermelho

O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de

proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta). É empregado para identificar:

Caixa de alarme de incêndio;

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Hidrantes; Bombas de incêndio; Sirene de alarme de incêndio; Extintores e sua localização; Indicações de

Hidrantes; Bombas de incêndio; Sirene de alarme de incêndio; Extintores e sua localização; Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor); Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho); Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água; Transporte com equipamentos de combate a incêndio; Portas de saídas de emergência; Rede de água para incêndio (SPRINKLERS); Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo:

Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias; Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

Amarelo Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!", assinalando:

Partes baixas de escadas portáteis; Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco; Espelhos de degraus de escadas; Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter corrimões; Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente; Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento; Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção; Paredes de fundo de corredores sem saída; Vigas colocadas à baixa altura; Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc; Equipamentos de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc; Fundos de letreiros e avisos de advertência; Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e equipamentos em que se possa esbarrar; Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas; Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto); Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco; Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.

Branco O branco será empregado em:

Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura); Direção circulação de sinais; Localização e coletores de resíduos; Localização de bebedouros;

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 Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou

Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência; Áreas destinadas à armazenagem; Zonas de segurança.

Preto

O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de

alta viscosidade (ex.: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.).

O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou combinado a este quando

condições especiais o exigirem.

Azul

O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu emprego limitado a avisos

contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço. Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando, de partida, ou fontes de energia dos equipamentos. Será também empregado em:

Canalizações de ar comprimido; Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção; Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.

Verde

O verde é a cor que caracteriza "segurança". Deverá ser empregado para identificar:

Canalizações de água; Caixas de equipamentos de socorro de urgência; Caixas contendo máscaras contra gases; Chuveiros de segurança; Macas; Fontes lavadoras de olhos; Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc; Porta de entrada de salas de curativos de urgência; Localização de EPI; caixas contendo EPI Emblemas de segurança; Dispositivos de segurança; Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).

Laranja

O laranja deverá ser empregado para identificar:

Canalizações contendo ácidos; Partes móveis de máquinas e equipamentos; Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas; Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos; Faces externas de polias e engrenagens; Botões de arranque de segurança; Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas;

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Púrpura A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes

Púrpura

A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações

eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. Deverá ser empregada a

púrpura em:

Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade; Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados; Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados; Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.

Lilás

O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias

de tróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.

Cinza

Cinza Claro

O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo.

Cinza Escuro

O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos.

Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.: óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.).

Marrom

O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluido não

identificável pelas demais cores.

Cores em Máquinas

O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou verde.

Cores em Canalizações As canalizações industriais, para condução de líquidos e gases, deverão receber a aplicação de cores, em toda sua extensão, a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração, temperatura, ressões, pureza, etc.), a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes, aplicadas sobre a cor básica. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. O sentido de transporte de fluido, quando necessário, será indicado por meio de seta pintada em

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cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. Para fins de segurança pelo mesmo

cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.

Sinalização para Armazenamento de Substância Perigosas

O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.

Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância perigosa todo o material

que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem, transporte, possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos, ambiente de trabalho.

Símbolos para Identificação dos Recipientes na Movimentação de Materiais Na movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo, aéreo e intermodal, deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no país.

Rotulagem Preventiva A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas, redigidas em termos simples e de fácil compreensão. A linguagem deverá ser prática, não se baseando somente nas propriedades inerentes a uma produto, mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso, manipulação e armazenagem do produto. Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substâncias químicas, com propriedades que variem, em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos:

Nome Técnico do Produto; Palavra de Advertência, designando o grau de risco; Indicações de Risco; Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas; Primeiros Socorros; Informações Para Médicos, em casos de acidentes; Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou Vazamento, quando for o caso. No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar o seguinte procedimento: Nome Técnico Completo

O rótulo especificando a natureza do produto químico. Exemplo: "Ácido Corrosivo",

"Composto de Chumbo" etc. Em qualquer situação a identificação deverá ser

adequada, para permitir a escolha do tratamento médico correto, no caso de acidente. Palavra de Advertência

As palavras de advertência que devem ser usadas são:

"PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco. "ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve. Indicação de Risco As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se Absorvido Através da Pele", etc.

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Medidas Preventivas Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou

Medidas Preventivas Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Exemplos: "Mantenha Afastado do Calor, Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Primeiros Socorros Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico.

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11. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE SAÚDE DA ÁREA Com relação ao serviço

11. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE SAÚDE

DA ÁREA

Com relação ao serviço de saúde ao qual você, profissional de segurança, fará inspeções para levantar os riscos ambientais, é importante responder as 10 perguntas chaves, que estão descritas abaixo:

1)São boas as condições de trabalho?

2) Há divulgação de informações claras e precisas sobre:

A) riscos ocupacionais do ambiente de trabalho

B)prevenção de acidentes e doenças profissionais ou do trabalho C)procedimentos a serem adotados em caso de incidentes, acidentes e em situações

de emergência.

3) Na dúvida, você sabe a quem recorrer para esclarecer-se sobre saúde, higiene e

segurança do trabalho?

4)Todos os lavatórios e pias do seu ambiente de trabalho possuem torneiras ou comandos que dispensam o contato das mãos para o fechamento da água e são providos de sabão líquido e toalhas descartáveis para secagem das mãos?

5) Há disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados aos riscos?.

6)

equipes

pacientes?

especificamente

treinadas

para

a

manutenção

e

transporte

de

7) Você está protegido (recebeu vacinas e/ou imunoglobulinas; conhece seu nível imunitário?) contra Caxumba, Difteria, Gripe, Hepatite B, Rubéola, Sarampo, Tétano Tuberculose, Varicella Zoster?

8)Você sempre adota um comportamento seguro na execução de suas tarefas.?

9)A legislação sobre saúde, higiene e segurança do trabalho é cumprida?

10) Você se considera um trabalhador-cidadão?

Atenção! Quanto mais respostas negativas forem dadas a essas questões, mais riscos você corre. Você e todos os trabalhadores, pacientes/clientes e demais pessoas (acompanhantes, visitantes, prestadores de serviços esporádicos/ eventuais) de seu ambiente de trabalho.

Na maioria dos setores da economia - agricultura, indústrias - o aumento do capital e da tecnologia contribuiu para reduzir a mão-de-obra. Exemplo disso é o setor bancário:

a automação causou a dispensa de milhões de empregados. A clientela passou a fazer

a maior parte de suas transações, através dos caixas eletrônicos e da Internet.

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A singularidade do setor da saúde é que, nele, o aumento de capital e de

A singularidade do setor da saúde é que, nele, o aumento de capital e de tecnologia, ao invés de reduzir, faz aumentar a mão-de-obra.

O aumento do custo em saúde - população com mais saúde, com vida mais longa e melhor - passou a exigir pessoal em maior quantidade, melhor qualificado e bem remunerado. Mais capital, mais tecnologia, mais trabalhadores de saúde!

No setor de saúde, uma categoria de trabalhadores ocupa singular função. Para

cumprir um dos mais importantes papéis sociais e de grande relevância econômica, o trabalhador de enfermagem muito avançou cientificamente para atender às atuais e crescentes exigências, nesse campo. Diagnósticos mais precisos, cirurgias mais seguras com pósoperatório melhor

Nas muitas e

monitorado; maior cobertura vacinal das populações infantil e idosa

diferentes etapas de todos esses processos, o trabalhador de enfermagem tem necessária presença. Com mais de 40 especialidades no Brasil, o domínio de sua

prática inclui:

• Prestação de cuidados diretos e a avaliação de seu impacto;

• Defesa dos interesses dos pacientes e da saúde em geral;

• Supervisão e delegação de tarefas;

• Direção e gestão;

• Ensino e pesquisa;

• Elaboração da política de saúde.

Da chapa de Raios X ao Arco em C Tridimensional, muita coisa mudou para os trabalhadores da saúde. Para a enfermagem, uma das grandes mudanças consistiu no despertar de sua consciência como categoria trabalhadora, ao se tornar crescentemente participante da luta pela conquista de seus direitos.

Direito a melhores condições de vida, direito à saúde e à segurança do trabalho.

Nos últimos 20 anos, para tanto contribuíram: as conquistas, nesses quesitos, obtidas por outras categorias de trabalhadores; a epidemia de AIDS e o recrudescimento da tuberculose; o aumento das patologias psicossociais na sua própria pele; enfim, o reconhecimento de sua própria vulnerabilidade aos riscos ocupacionais, tendo em vista algumas das características já apontadas em Riscos do trabalho de Enfermagem. E, isso, pelo fato de a enfermagem ser:

• O maior grupo individualizado de trabalhadores de saúde;

• Prestadora de assistência ininterrupta, 24 horas por dia;

• Executora de cerca de 60% das ações de saúde;

• A categoria que mais entra em contato físico com os doentes;

• Por excelência, uma profissão feminina;

• Bastante diversificada em sua formação.

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12. Riscos específicos dos serviços de saúde Risco Biológico A Norma Regulamentadora 32 (NR 32)

12. Riscos específicos dos serviços de saúde

Risco Biológico A Norma Regulamentadora 32 (NR 32) considera risco biológico a probabilidade da exposição ocupacional a agentes biológicos: microrganismos geneticamente modificados ou não, culturas de células, parasitas, toxinas e príons.

No setor de saúde, esse risco é representado sobretudo pelas infecções causadas por bactérias, vírus, rickettsias, clamídias e fungos e, em menor grau, pelas parasitoses produzidas por protozoários, helmintos e artrópodos.

A exposição do pessoal de enfermagem ao risco biológico torna-se maior devido seu contato íntimo e freqüente com os pacientes infectados. Muitas vezes, o próprio rosto

(conjuntiva ocular, mucosas da boca e do nariz) ao alcance do ar por eles expirado, ao alcance de respingos de sangue e de outros fluidos corporais, durante procedimentos

invasivos, tosses, espirros

sangue e pus são observados e controlados antes do rejeito; seus recipientes são

lavados e desinfectados, ou esterilizados; pijamas, camisas e roupa de cama são trocados. E tudo isso é feito pelo trabalhador de enfermagem.

Excreções, produtos de vômito, bile, saliva, escarro,

Infecções apontadas como risco biológico para o trabalhador de saúde

1. Principais:

Tuberculose pulmonar Ccytomegalovirus (CMV) Hepatite virais (B, C, G) Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS)

2. Outras infecções às quais o pessoal de enfermagem encontra-se potencialmente exposto:

Difteria Febre tifóide Gastroenterite infecciosa Herpes simplex Meningites Infecções respiratórias por vírus Parotidite Rubéola Queraratoconjuntivite epidêmica Varicella zoster

3. Doenças causadas por bactérias envolvidas nas infecções hospitalares:

Staphilococcus aureus Escherichia coli Salmonellae Streptococcus Pseudomonas Proteus

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4. Infecções diversas sem conseqüências patológicas graves ou duráveis Até agora, o único setor de

4. Infecções diversas sem conseqüências patológicas graves ou duráveis Até agora, o único setor de atividade com ocorrência de transmissão ocupacional do HIV foi o setor de saúde e, neste, o pessoal de enfermagem tornou-se o principal grupo de risco. A hepatite B é a doença de origem profissional mais freqüente entre o pessoal hospitalar.

Em relação à população geral, o risco de hepatite B é 11 vezes mais elevado entre o pessoal de saúde: trabalhadores de laboratório e de enfermagem.

A tuberculose contitui, hoje, séria ameaça à saúde E mais:

O Brasil é um dos 22 países mais atingidos pela tuberculose.

Várias centenas de tuberculosos contagiosos são atendidos em consultórios médicos

e

nos hospitais, sem qualquer controle.

• Quantidades cada vez maiores de pessoas infectadas e hospitalização freqüente de pacientes com HIV/AIDS já produziram epidemias de TB em vários hospitais.

• Num hospital tido como referência para o tratamento da doença, em Minas Gerais, encontrou-se 16% dos seus funcionários infectados pelo bacilo da tuberculose.

• A transmissão da doença se dá pelo ar! Um só paciente pode infectar todo o serviço!

• Um terço da população mundial está infectada

• 8 a 9 milhões de casos notificados, a cada ano

• Expectativa de 35 milhões de mortes, até 2020

• Principal causa de morte de pessoas infectadas pelo HIV

• 95% dos casos e 98% dos óbitos ocorrem no Terceiro Mundo

Os trabalhadores de saúde mais expostos são aqueles com história de tuberculose, ou fatores de risco pessoal, lotados em clínicas cujas atividades aumentam o risco (aerossol e broncoscopia, por exemplo), ou, ainda, com sobrecarga física de trabalho.

Proteja-se! Informe-se! Faça a sua parte!

Prevenção e controle de riscos biológicos baseiam-se em conhecimentos de higiene, biossegurança, educação, administração, engenharia e até de legislação.

A adoção de comportamento de segurança abrange formação, educação continuada, supervisão qualificada, organização do trabalho, recursos materiais (incluindo-se os EPIs), profissionais preparados para cuidar de pessoas com doenças infecciosas, além de normas bem claras sobre isolamento e barreiras. Basta a correta observação das normas básicas de higiene hospitalar para a prevenção e controle das infecções. Educação, controle serológico e imunização integram o programa destinado ao grupo de risco, representado por trabalhadores expostos a contato com sangue, seus derivados e outros fluidos corporais.

Higiene! Lavagem das mãos!