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Monitor Multiparamétrico

Monitor Multiparamétrico

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Trabalho de Conclusão de Curso
Trabalho de Conclusão de Curso

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Monitor Multiparamétrico é o nome que designa uma plataforma cujo propósito é
auxiliar os profissionais da área médica no monitoramento de sinais em seus pacientes. Dentre
as variáveis estudadas e monitoradas temos: a temperatura, a freqüência cardíaca e a pressão
arterial.

Foram desenvolvidos o projeto eletrônico do hardware e a programação do
software que, integrados, são capazes de realizar este tipo de medição, oferecendo um produto
cuja utilização seja possível tanto dentro quanto fora dos hospitais.

Um dos principais objetivos é que o Monitor Multiparamétrico tenha baixo custo
e seja possível seu funcionamento em qualquer microcomputador, de forma eficiente e sem
grandes requisitos de configuração com o intuito de que o equipamento possa atender ao
público que necessite de tratamento e/ou acompanhamento médico, mas esteja dispensado de
uma internação em UTI.

Suas áreas de aplicação são inúmeras, mas dentre elas podemos destacar a
utilização em avaliações de academias, clínicas especializadas, centro de fisioterapia,
atendimento home care, ou até mesmo, em hospitais e centros pós-cirúrgicos.

O acionamento do hardware se dará através de uma requisição do software que
enviará um sinal solicitando o tipo de informação sempre que esta for necessária. Na figura 6
temos o esquema do funcionamento do Monitor Multiparamétrico, que será explicado mais
adiante.

Figura 6 – Esquema do Monitor Multiparamétrico

43

3.1HARDWARE

Numa visão mais detalhada, pode-se notar que o hardware está organizado em
diferentes módulos, responsáveis por aferir a temperatura, pressão arterial e a freqüência
cardíaca, conforme se observa no esquema do hardware representado na figura 7.

Figura 7 – Esquema do Hardware

•Módulo Circuito Alimentador (Fonte): Responsável por converter a

tensão proveniente da rede elétrica (corrente alternada) em corrente
contínua, possui como principais componentes o transformador de tensão
(de 127/220 Volts em 24 Volts, ou seja, 12+12 Volts), a ponte retificadora
de diodos, capacitores e reguladores de tensão. O transformador é
composto por um conjunto de chapas metálicas denominadas núcleo e
dois ou mais grupos de bobinas de fio de cobre que ao receber a tensão
elétrica de entrada, ou seja, 127 ou 220 Volts, e ao percorrer a bobina na
fase primária, converte através de ondas eletromagnéticas essa energia em

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24 Volts na fase secundária. Logo após essa transformação, o sinal
elétrico sofre uma conversão ao atravessar a ponte retificadora de diodos
1N4007, que converte corrente alternada em corrente contínua. Isso
significa que a corrente que antes era alternada (alternava na linha do
tempo de 0 ao ponto máximo, do ponto máximo ao 0, de 0 ao ponto
mínimo e do ponto mínimo ao ponto 0, fazendo esse processo 60 vezes
por segundo de forma seqüencial) passa a ser contínua (a corrente em um
único sentido de direção e dirigindo-se do negativo ao positivo sem
variação ao longo do tempo). Os capacitores, por sua vez, são os
responsáveis por eliminar ruídos indesejados, ou seja, oscilações bruscas
de energia, que através de seus condutores induz a tensão sobressalente
descarregando-as no terra. Por fim, mas não menos importantes, os
reguladores de tensão, denominados 7805, 7812 e 7815, são os
responsáveis por manter a tensão rigorosamente constante em 5, 12 e 15
Volts respectivamente;

•Módulo de Temperatura: Responsável pela coleta de temperatura tem

como principal componente eletrônico o LM35, componente este
substituto do NTC que conforme testes realizados demonstraram
inferioridade ao LM35. O LM35 emite sinais elétricos que variam de
forma linear a razão de 10mV por grau Celsius. O sinal será enviado ao
micro controlador e convertido de analógico (Volts) para digital (Bits)
para só então ser enviado ao microcomputador. Vale ressaltar que a
temperatura será coletada nas axilas do paciente devido a fatores
higiênicos;

•Módulo de Freqüência Cardíaca: Responsável por coletar a freqüência

cardíaca do paciente. Tem como principal componente o microfone de
eletreto. Microfone este que captura o som emitido no momento de
contração e relaxamento do coração, ou seja, batimento cardíaco. Esse
som é amplificado através de um amplificador operacional para melhor
entendimento do sinal e descarregado diretamente no microcontrolador
para só então ser tratado, ou seja, convertido de sinal analógico para
digital e enviado a porta serial do microcomputador.

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•Módulo Amplificador: assim como citado anteriormente, é o responsável

por coletar o sinal oriundo do microfone de eletreto e amplificá-lo a fim
de obter uma medida mais precisa.

•Módulo Pressão Arterial: Responsável por coletar a pressão arterial é o

conjunto composto por uma bomba de ar, sensor de pressão, cinta e
microfone de eletreto amplificado. Esse dado é coletado por meio do
acionamento da bomba de ar, que por sua vez, infla a cinta pressionando o
pulso até o ponto do microfone não conseguir captar o sinal sonoro
emitido pelo coração. Nesse momento, a alimentação da bomba de ar é
desligada e a cinta é esvaziada gradativamente até o ponto que o
microfone volta a captar os sinais sonoros, coletando assim a pressão
sistólica. O próximo passo é coletar a pressão diastólica no momento em
que o microfone deixa, mais uma vez, de captar o sinal sonoro antes de
esvaziar por completo a cinta.

•Módulo Controlador: O hardware todo será controlado por um

microcontrolador PIC, que por sua vez, transformará sinais elétricos em
bits para o software trabalhar, em outras palavras, será o responsável por
transformar um sinal analógico em sinal digital. Para tal transformação e
para tratar os devidos sinais obtidos pelos módulos, o microcontrolador
foi programado em Assembly e C.

O software responsável por acionar este hardware será conectado à porta serial
(COM) entre o microcomputador e o hardware desenvolvido através de um componente
conhecido como RS232, ou MAX232.

Através de experimentos feitos na confecção deste equipamento, verificou-se a
necessidade de substituição do componente de temperatura proposto inicialmente que era o
NTC. Em seu lugar utilizou-se um componente eletrônico conhecido como LM35.

O LM35 foi escolhido devido a grande sensibilidade e precisão que o mesmo
oferece cobrindo temperaturas que vão de 0ºC a 100ºC, com variação do sinal de tensão na
saída de 10mV/ºC. Além dessas características, o LM35 leva em torno de 16 segundos para
entrar em equilíbrio, que é um valor bem mais baixo se comparado ao do NTC que trabalha
na casa dos 30 segundos.

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Ele é apresentado com vários tipos de encapsulamentos, devido a alta gama de
aplicações, sendo o mais comum o TO-92, que mais se parece com um transistor e que foi
utilizado.

Entende-se, portanto, que este componente eletrônico possui características das
quais o NTC não possui, como a precisão e a rápida leitura das temperaturas e é por esses
motivos que este componente é adotado para o projeto.

Na figura 8, encontra-se o diagrama elétrico do Monitor Multiparamétrico.

Figura 8 – Esquema Elétrico do Projeto Monitor Multiparamétrico

O hardware foi desenvolvido em protoboard com intuito de sanar dúvidas a
respeito de seu funcionamento e comportamento e para efeito de testes e devidas calibrações,
como é visualizado na figura 9.

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Figura 9 – Monitor Multiparamétrico

Através destes estudos feitos pode-se entender o funcionamento e o
comportamento do hardware, então procurou desenvolver um software que simula o mesmo.
Desta forma criou-se um protocolo de comunicação que quando chega a solicitação
“00000001” entende-se que se trata da Temperatura, seguindo a mesma lógica “00000002” é
para Freqüência Cardíaca e “00000003” é para Pressão Arterial.

O funcionamento é bloqueante, ou seja, após chegar a solicitação de Temperatura
o software faz o que o hardware faria, ou seja, faz os devidos cálculos e conversões para
depois enviar para o software solicitante o resultado obtido, após isto é que é liberado para
fazer a Freqüência Cardíaca e a Pressão Arterial.

O tempo utilizado para aferir a temperatura é de 16 segundos, sendo que existe 1
segundo que é referente a solicitação vinda do software de gerenciamento, e depois mais 1
segundo para o envio da resposta, totalizando então o tempo de 18 segundos, após feita a
primeira vez o tempo de resposta diminui acentuadamente, chegando entorno de 6 segundos.

48

Para aferição da Freqüência Cardíaca, existe o tempo de 1 segundo que é referente
a solicitação, depois é 1 minuto para receber o valor aferido da Freqüência Cardíaca e
novamente mais 1 segundo para envio, chegando ao total de 1 minuto e 2 segundos para fazer
este processo.

Já para aferição da Pressão Arterial, será 1 segundo referente a solicitação vinda
do software de gerenciamento, aproximadamente 2 minutos para aferição da Pressão Arterial
e novamente 1 segundo para envio da resposta, totalizando 2 minutos e 2 segundos para
efetuar este processo. Na figura 10 visualiza-se como é o software simulador.

Figura 10 – Software Simulador

Todo tempo usado para este processo de aferição podem sofrer alterações, caso
ocorra algum problema no envio das respostas é feito uma nova solicitação pelo software de
gerenciamento. Conforme pode ser entendido o controle será feito pelo software de
gerenciamento que solicitará para o hardware e o mesmo emitirá o valor, da mesma forma

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ocorre como o software simulador, ele apenas faz o que está sendo pedido, fazendo o
comportamento do hardware.

Sobre a confecção visual (estrutura) do Monitor Multiparamétrico, pensou-se em
fazer algo que seja de fácil manuseio, ou seja, que os profissionais que fossem manipulá-lo
não encontrasse nenhum tipo de dificuldade, tanto para coletar os dados que serão enviados
para o hardware quanto para limpeza e conservação do equipamento. Abaixo temos um
exemplo de como poderia ser o equipamento.

Figura 11 – Vista do painel frontal do Monitor Multiparamétrico

Figura 12 – Vista do painel traseiro do Monitor Multiparamétrico

Conforme pode ser observado na figura 11, o equipamento é de fácil uso,
apresentando somente um botão liga / desliga, e efeitos visuais (os Leds na cor verde),
indicando os sensores utilizados.

Através da figura 12, nota-se que existe um conector para o cabo serial através do
qual se fará a conexão com o computador, existe também três conectores que receberão os
cabos vindos dos sensores, e cada conector está identificado com a variável que estará
coletando dados. Outra opção existente é que se pode escolher a voltagem do equipamento, e
por fim o conector para entrada do cabo de energia.

Lembrando que na parte superior do equipamento e ao lado, possuirá aberturas
para a ventilação dentro do mesmo. O material para confecção da estrutura deste equipamento
será de alumínio.

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3.2SOFTWARE

O software proposto visa facilitar a vida dos profissionais da área médica. Como
geralmente o profissional que tem maior contato com o paciente é o enfermeiro (se estiver
dentro de um ambiente hospitalar), colocou-se o nome de Profissional Nurse (Nurse significa
enfermeiro) homenageando estes profissionais.

Foi dividido em duas partes principais. Uma parte foi chamada de módulo de
comunicação que é responsável pela comunicação com o hardware, e que enviará sinais
solicitando as informações e a outra parte foi denominada módulo de sistema de
gerenciamento, em que estão todas as interfaces que o usuário tem acesso.

Um diagrama esquemático da estrutura do software pode ser visto na figura 13.

Figura 13 – Esquema do Software

Conforme pode ser observado na figura 13 o módulo de comunicação é
responsável por coletar dados de temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial.

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Os dados coletados são enviados para um Vetor que separa em temperatura
quando chega o identificador “00000001”, quando é freqüência cardíaca o identificador será
“00000002” e pressão arterial terá o identificador “00000003”, ficando armazenado
temporariamente até que seja enviado para o Banco de Dados.

Como citado quando ocorrer algum problema no recebimento dos dados é feito
uma nova solicitação, e quando os dados chegarem corretamente é que são armazenados no
Banco de Dados.

Como estas solicitações são bloqueantes, ou seja, consigo solicitar uma por vez,
no caso a Temperatura, depois a Freqüência Cardíaca e por fim Pressão Arterial, esta ordem
pode mudar, caso esteja utilizando o software configurado como manual, porém, quando
estiver na opção automático será obedecido está seqüência. O fato de ser bloqueante diz que
somente é liberado para fazer uma nova solicitação quando o processo de envio e recebimento
estiver sido completado.

Depois de armazenados estes dados no banco é que o módulo de sistema de
gerenciamento pode mostrar os dados de forma gráfica. Para uma melhor compreensão o
software desenvolvido, possui várias classes que são responsáveis pela coleta, armazenamento
e disponibilização gráficas dos dados.

O tempo de resposta para atualização dos dados na interface gráfica é de
aproximadamente 2 à 4 segundos para cada variável coletada e o tempo de armazenamento é
de 1 segundo, perfazendo um total de 6 à 12 segundos.

A escolha da linguagem Java para o desenvolvimento do software, deu-se pelo
fato de ser multiplataforma, isto é, os softwares desenvolvidos neste tipo de linguagem podem
funcionar perfeitamente em diferentes equipamentos, como por exemplo, palm, celular,
desktop, entre outros. Neste caso, desenvolveu-se o projeto para Desktop, com isto, obteve
conhecimento da tecnologia para que futuramente possa desenvolver para outras plataformas.

Num detalhamento do software, o módulo de comunicação é composto

principalmente pelas classes SComm1

, SerialCom1

e PortaSerial, responsáveis diretas por
prover a comunicação serial com o equipamento, tanto para o envio quanto para o
recebimento de dados.

1

As classes SerialCom e SComm foram desenvolvidas por Daniel V. Gomes em 29/04/2004, e está disponível no link
http://www.guj.com.br, nestas classes foram feitas algumas modificações para utilização neste trabalho.

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Foi criado dentro da classe SComm um dispositivo (método) que fica “ouvindo” a
porta serial (COM), ou seja, quando chega algum tipo de dado ele informa que chegou e
executa os passos determinados, e logo após o término de todos os passos, este dispositivo
volta a ficar “ouvindo” a porta serial (COM) para fazer todo este processo novamente.

Esta funcionalidade é ativada através da interface de exames, se estiver
configurado para automático é só apertar o botão ativar, caso esteja configurado para manual,
quando apertar o botão ativar aparecerá três botões “coletar” que é para a temperatura, a
freqüência cardíaca e a pressão arterial, e após apertar estes botões é que será ativado a
funcionalidade mencionada, conforme figura 14.

Figura 14 – Tela de Monitoramento

Os dados coletados são enviados para o banco de dados, comportamento
modelado pela classe Exames, que se encarrega das transações (enviar e receber dados) com o
Banco.

Como citado a interface de exames é onde o usuário pode fazer as devidas
manipulações para coleta, armazenamento e visualização dos dados coletados. A classe
responsável por esta interface é a TelaExames, que faz a interação entre o módulo de
comunicação, o banco de dados e o módulo de sistema de gerenciamento.

53

Para a visualização gráfica dos dados coletados a classe TelaExames invoca
outras classes que são responsáveis pela geração dos gráficos dos dados coletados, sendo elas:
GeraFreqCardiaca, GeraPressao e GeraTemperatura. Cada uma destas classes utilizam a
biblioteca JFreeChart, que oferece diversos recursos associados ao botão direito do mouse.
Após pressionar o botão direito abre-se um popup-menu trazendo opções como salvar o
gráfico que está sendo visualizado, imprimir o gráfico e também existe a opção para fazer
zoom, tanto para aproximar (zoom-in) quanto para afastar (zoom-out). Se estiver utilizando os
gráficos do tipo TimeSeries, a opção de zoom funciona para os dois eixos.

Um outro recurso existente é mostrar no gráfico somente o intervalo desejado e no
zoom desejado, para isto o usuário tem que apertar o botão esquerdo do mouse, segurá-lo
clicado e arrastar, fazendo assim um retângulo, esta área que foi delimitada será
redimensionada para visualização do gráfico desejado, conforme figura 15.

Figura 15 – Redimensionamento do gráfico

A biblioteca JFreeChart disponibiliza diversos tipos de gráficos que são
semelhantes aos encontrados no Microsoft Excel. Desta forma escolheu-se o tipo
ThermometerPlot para criar a classe GeraTemperatura que é usada para criar o gráfico do tipo
termômetro onde são coletados dados que estão alimentando o mercúrio deste gráfico.

O gráfico de Temperatura (Figura 14) possui três marcações: uma vai de 0 à 35o

C
que aparecerá na cor verde indicando que a temperatura está abaixo da temperatura normal, a
outra marcação vai de 36 à 37o

C que se apresentará na cor azul indicando temperatura normal

54

e por fim uma faixa de 38 até 50o

C que indica que a temperatura está acima da temperatura

normal, ou seja, febre, apresentada pela cor vermelha.

Já a classe GeraPressao e GeraFreqCardiaca utilizam gráficos do tipo TimeSeries,
a escolha deste tipo de gráfico deu-se por sua fidelidade a questão do tempo, assim caso o
usuário queira ficar apertando o zoom, o gráfico redimensionará para ajustar ao intervalo
solicitado.

Já o gráfico de Freqüência Cardíaca (Figura 14) marcará até 250 bpm, onde a
linha mostrada no gráfico indica a posição, ou seja, o valor da freqüência cardíaca naquele
dado momento, a cor da linha gerada é vermelha.

O gráfico de Pressão Arterial (Figura 14) possui duas linhas uma na cor vermelha
e a outra na azul, indicando pressão máxima, cujo range limite é de 400 mmHg e a mínima,
cujo range inferior é de 0 mmHg. Desta forma o profissional que está manipulando o software
pode ver como anda a pressão do paciente naquele momento mostrado na interface.

Estes gráficos são animados, ou seja, possui uma atualização constante dos dados
armazenados no banco de dados. A taxa de atualização é de 6 à 8 segundos com condições
normais, caso ocorra algum erro, é solicitado novamente os dados, desta forma a atualização
do mesmo variará. Somente é interrompida a geração de gráficos, bem como a coleta de dados
vindos do equipamento, quando o botão parar ou sair é pressionado.

Como citado a interface Exames possui uma opção na qual o usuário pode optar
por coletar os dados manualmente ou automaticamente. Caso esteja ativada a opção
automática o software fica coletando os dados nos tempos determinados e gera os gráficos das
três variáveis, ou seja, da temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial. Já se estiver
ativado a opção manual o dado coletado é individual e o gráfico gerado é referente a variável
solicitada.

Para que toda esta operação ocorra, o profissional que esteja manipulando o
software deve apertar o botão monitoramento que está na interface principal ou entrar no
prontuário e ir à opção exames, desta forma terá acesso a interface de monitoramento.

Quando esta interface é acionada pelo botão monitoramento, aparece uma caixa
de diálogo que solicita o número do prontuário que está sendo monitorado, e poderá fazer
somente para pacientes que estejam internados. Se for acionado pela interface de prontuário,

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será informado para o usuário que ele deve selecionar primeiramente o prontuário para depois
acionar esta tela, está opção é para exames de rotina para pacientes que estão sendo atendidos.

O horário utilizado para armazenar os dados no banco de dados e para geração do
gráfico é o atual da máquina, existe uma outra classe que tem a função de coletar a data e hora
do equipamento e o nome desta classe PegaDataSistema. A data e hora fica de forma visual
no campo mostrado na interface Tela de Exames.

Uma outra opção encontrada nesta interface de Exames é o botão gráficos, onde o
usuário pode imprimir o gráfico correspondente a variável desejada, ou seja, será necessário
colocar a data de início e fim e também qual é o tipo de variável que queira gerar o gráfico, as
opções são: freqüência cardíaca, pressão arterial e a temperatura.

Um aspecto importante a respeito do módulo de comunicação é que algumas
funcionalidades foram deixadas no equipamento, ou seja, o microcontrolador PIC foi
programado para oferecer algumas funcionalidades além de simplesmente efetuar a coleta dos
dados, por exemplo, é responsável por transformar dados analógicos que vem dos sensores
para digital, e também, por convertê-los para o sistema decimal. A programação do
microcontrolador utilizou a linguagem Assembler bem como a linguagem C, já que o
microcontrolador suporta, conforme mencionado no tópico 3.1 referente ao Hardware.

Sobre o Banco de Dados Firebird o critério utilizado para escolha do mesmo foi
que ele é gratuito e oferece recursos necessários para o gerenciamento, algumas das
características encontradas nele são sobre segurança e confiabilidade no armazenamento de
dados. A modelagem utilizada para confecção do Banco de Dados é para proporcionar que
futuras alterações no sentido de inserção de novas tabelas possam ser feitas. Com isto o
software ganharia maiores recursos.

Ainda sobre o Banco de Dados foi criado Store Procedures que fazem os devidos
tratamentos e verificações para que não haja nenhuma inserção, alteração ou exclusão
indevida.

As classes existentes para a comunicação do Banco de Dados são: BancodeDados,
Atestado, Categoria, Cep, Endereco, Exames, Fisica, Funcionario, Internacao, Pacientes,
Pessoa, Prontuario, Receita e Usuario.

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Conforme visto existe uma classe para cada tabela do Banco de Dados, onde
possuem métodos (“funções”) que enviam as SQL´s para executar as Store Procedures, ou
seja, através das interfaces chamam-se os objetos destas classes que referenciam o banco de
dados, passando como argumentos os dados vindos das interfaces, como por exemplo, a
interface Ficha dos Pacientes (local onde se registra os dados referentes ao Paciente), quando
clicar no botão inserir são enviados todos os dados que estão nos devidos campos
preenchidos, como argumentos no objeto que chama a classe Paciente que por sua vez envia a
SQL que executa a Store Procedure, e por fim efetua o cadastro, caso esteja tudo correto. Da
mesma forma funciona para os demais tipos de Store Procedures, visto acima.

A classe chamada BancodeDados é a responsável por estabelecer a conexão com
o Banco e encerrá-la. É também nela que está a opção para envio das SQL’s que chamam as
Stores Procedures.

O módulo de sistema de gerenciamento é o local onde o usuário tem acesso às
interfaces para manipulação de dados que estão utilizando no Monitor Multiparamétrico.

O objetivo na construção das interfaces foi facilitar o acesso, trazendo maior
agilidade no trabalho dos profissionais que estiverem manipulando, ou seja, procurou-se criar
uma interface de fácil entendimento e manipulação onde qualquer evento que o usuário faz
que não esteja de acordo com o funcionamento do software, é enviada uma mensagem
informando o erro.

Como características gerais do Profissional Nurse podem-se destacar as seguintes:

•A maioria das interfaces possui uma barra de navegação, onde o usuário

do software tem quatro recursos. As funções disponibilizadas nesta barra
são: ir para primeiro, anterior, próximo e último registro cadastrado. As
interfaces que não possuem este tipo de recurso são:

oExames / Monitoramento;

oOpções de Relatórios;

oTela de Logon;

oTela Principal.

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•Outra característica comum que o software possui é que todas as interfaces

com exceção as mencionadas acima, possuem um botão de incluir, excluir,
pesquisar, alterar, relatórios, novo e sair. Sendo que, todos botões de
relatório nestas interfaces chamam uma outra interface conhecida como
Opções de Relatórios;

•Uma outra característica comum é que toda interface possui dados que são

obrigatórios, e não é permitido fazer uma inclusão caso eles não estejam
preenchidos, desse modo, caso se aperte o botão incluir quando um dos
campos não estiver preenchido é enviada uma mensagem informando o
erro.

O módulo de sistema de gerenciamento é composto pelas seguintes interfaces:

•Logon: esta interface é responsável por autenticar a pessoa que está

utilizando o software, nela se digitará o nome do usuário e a senha.
Quando clicado no OK ou se apertar a tecla Enter é feita uma verificação
no banco de dados se o usuário existe ou não e, através da categoria que
este usuário pertence sabe-se quais são os acessos que ele terá. Depois de
efetuado o logon o nome do usuário é armazenado na interface Principal
num atributo onde pode-se verificar quem é o usuário que logou e,
também existe um método onde pode-se verificar quem é este usuário.

•Principal: nesta interface estão todos os botões que dão acesso às devidas

interfaces, com exceção à interface de exames que possui acesso somente
através da interface de prontuário. Conforme mencionado é nesta interface
que está armazenado o nome do usuário que logou.

•Ficha de Paciente: é através desta interface que se realiza o cadastramento

dos pacientes. Ela possui informações pessoais bem como algumas
médicas como tipo sanguíneo e a alergia. Um dos dados inseridos é o CPF
do paciente o que possibilita uma verificação se já existe ou não este
paciente no cadastro, caso haja é mostrado nos campos desta interface os
dados deste paciente, e com isto o usuário pode efetuar algum tipo de
alteração. Se não existir é permitido que continue fazendo o cadastramento

58

deste novo paciente. No campo CEP também é efetuada uma verificação
para ver se já existe este endereço cadastrado, caso haja é permitido
colocar o número e complemento da casa. Para que se possa fazer uma
exclusão faz-se necessário ter um registro selecionado (através da barra de
navegação ou pelo botão pesquisar), para que se possa efetuar a operação
desejada.

•Funcionários: o cadastramento dos funcionários ocorre da mesma maneira

que o cadastro de ficha de pacientes, tendo, porém alguns dados
diferenciados, pertinentes a ficha dos funcionários, como o caso do
número da funcional e a função que exercerá na empresa. A forma de
verificação do CPF, e CEP se processam da mesma maneira que na
interface de ficha de paciente. A forma que foi modelado o banco de dados
permite que um funcionário possa ser cadastrado como paciente e quando
é inserido o seu CPF os dados são mostrados, sendo assim a única coisa
que é cadastrado são o tipo de sangue e alergia que é referente aos
pacientes e que fica armazenado em sua tabela, o contrário também pode
ocorrer, ou seja, um paciente se tornar um funcionário.

•Internação: nesta interface será necessário digitar o código do prontuário,

ou seja, só se consegue efetuar uma internação quando existir um
prontuário de um paciente; outro fato importante é que se não for do
mesmo dia, não se consegue efetuar a internação. Só é permitido efetuar
uma nova internação para aquele paciente referente ao prontuário
mencionado quando o mesmo obteve alta da internação e por algum
motivo retornou para ser internado, então como o prontuário anterior bem
como a internação já foi finalizada é necessário efetuar um novo cadastro
de prontuário para que se consiga efetuar uma nova internação. Desta
forma consegue-se ter um histórico deste paciente.

•Receita: esta interface é responsável por efetuar uma receita para o

paciente, podendo ser realizadas diversas receitas para um mesmo paciente
e no mesmo dia, uma vez que, em muitos casos o médico prescreve mais
de uma receita, com medicamentos distintos no decorrer do dia. Cada
paciente deve possuir um código e é nesta interface que se digita o código

59

do paciente. O código foi escolhido porque através de pesquisas feitas com
enfermeiros, fisioterapeutas e atendentes, todos eles informaram que
geralmente os pacientes possuem uma carteirinha que possui o código do
mesmo, e é mais rápido e ágil digitar o código do paciente do que o nome
para se realizar uma consulta. Portanto, para se efetivar uma consulta é
dada uma interface de pesquisa onde esta pode ser realizada através do
nome, assim sendo conseguirá obter o código do mesmo.

•Atestado: esta interface permite ao usuário, emitir um atestado médico

para o paciente, nela é pedido o código do paciente, data e hora em que foi
atendido e, também apresenta um campo informando o período de
afastamento estimado, ou seja, o período em que ele de atestado precisará
afastar-se de sua atividade, o diagnóstico sobre o paciente, e, por fim, o
médico que o atendeu. Também é permitido que o médico emita vários
atestados para o paciente, caso ele julgue pertinente.

•Opções Relatórios: esta interface é chamada por outras interfaces e após

escolher umas das três opções (tudo, individual – por código e intervalo –
por código) é gerado um arquivo em HTML que pode posteriormente ser
aberto por um browser que tem todas as funcionalidades para efetuar a
impressão.

•Prontuário: nesta interface é preciso digitar o código do paciente que se

remeterá ao nome do mesmo. O software usa a data atual, utilizada no
cadastro do prontuário. Também é selecionado o médico responsável por
este paciente, e informações pertinentes à saúde do mesmo, como por
exemplo: altura e peso possibilitando o cálculo do IMC (Índice de massa
corporal). Caso o usuário digite um valor no padrão brasileiro, ou seja,
com vírgula sendo o separador das casas decimais é convertido
automaticamente pelo sistema para o padrão inglês, onde o separador das
casas decimais é o ponto.

•Exames: como citado, é nesta interface que é coletado os dados referente a

Temperatura, Freqüência Cardíaca e Pressão Arterial.

60

•Monitoramento: esta interface é igual a anterior, está sendo disponibilizada

na interface principal para facilitar o trabalho dos profissionais
encarregados no monitoramento dos pacientes internados, com isto não é
necessário que ele entre no prontuário do mesmo para fazer o
monitoramento deste paciente. Quando selecionado esta opção será pedido
para inserir o número do prontuário do paciente que deseja fazer o
monitoramento.

•Relatórios: esta opção possibilita a impressão de gráficos, semelhantes aos

do Microsoft Excel, referente as variáveis que foram monitoradas.

•Usuários: este será o local onde o administrador do software e todos os

usuários pertencentes a esta categoria cadastram os usuários que tem
acesso ao mesmo, e é também nesta tela onde se efetua a permissão das
categorias, e abaixo de cada categoria existe um botão salvar, que salva as
alterações feitas nas permissões. Estas permissões são de acesso às telas do
sistema ou não, uma vez dada a permissão de acesso ao sistema este
usuário tem plenos poderes para incluir, alterar, excluir, imprimir e
pesquisar dentro desta tela. É de responsabilidade da instituição determinar
quais são os acessos que cada categoria poderá ter.

O profissional responsável pelo monitoramento terá à sua disposição, a qualquer
momento, a impressão do prontuário e de outros relatórios, que permitirão o acompanhamento
do estado do paciente ao longo do tempo.

Para ter acesso ao sistema, terá no início uma interface de logon, onde será
digitado o usuário e a senha, conforme a figura 16:

Figura 16 – Tela de Logon

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Após obter acesso, aparecerá a interface na qual se encontram os botões referentes
a todas as interfaces do sistema, conforme a figura 17:

Figura 17 – Tela Principal

Portanto para se ter acesso ao sistema é necessário a presença do usuário e da
senha. Desse modo os usuários são cadastrados de acordo com uma categoria, e cada
categoria possui um tipo de acesso. O sistema disponibilizará três tipos de categorias, cabendo
à instituição que adquiriu o software efetuar a configuração conforme às necessidades.

Os três tipos de categorias existentes são:

•Administrador;

•Enfermeiro;

•Administrativo.

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Ainda existe um usuário admin com a senha admin, que possui acesso a todas as telas
possíveis no sistema, conforme a figura 18.

Figura 18 – Tela de Cadastro de Usuários

Como pôde ser visto na Figura 18, a categoria pode ser modificada pela
instituição adaptando-as a maneira que melhor julgar, sendo preciso apenas clicar os itens
desejados para cada categoria e, por conseguinte, salvar.

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