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inédito (I) QI

XVI Encontro de Química da Região Sul (16-SBQSul)

Determinação da capacidade de troca catiônica em argilas.
1* 1 1 1
Francine Bertella (IC), Marta Acorsi (IC), Lindiane Bieseki (PG), Robison P. Scherer (PG), Fábio G.
1 1 2
Penha (PQ), Sibele B. C. Pergher (PQ), Helio C. M. Lengler (PQ).
1-Departamento de Química, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Campus Erechim, Av.Sete
de Setembro, 1621, 99700-000 Erechim-RS. * francinebertella@gmail.com
2- Colorminas Colorifício e Mineração S/A, Rod. SC 443 – Km 01- Bairro Pres. Vargas, 88820-000, Içara – SC, Brasil.

Palavras Chave: argila, troca, saturação.
+
fim de que os íons Na presentes na argila sejam
Introdução +
trocados por NH4 . Após esse período, a amostra
A capacidade de troca catiônica (CTC) é a foi centrifugada por 6min e o sobrenadante foi
quantidade de cátions que um mineral argiloso ou analisado por absorção atômica (AA) para detectar
argila pode adsorver ou trocar. a quantidade de sódio que as argilas conseguiram
A CTC resulta do desequilíbrio de suas cargas adsorver e trocar. A amostra foi novamente seca e
elétricas, que são resultantes das substituições pesada. Esse último processo foi realizado mais 4
isomórficas e podem influenciar fortemente vezes, totalizando 5 trocas com acetato de amônio.
determinadas propriedades físico-químicas e A Tabela 1 exibe os resultados da análise de AA
tecnológicas das argilas. (ppm) e os pesos das amostras após cada troca.
Tabela 1. Relação de massa e resultados de AA das CTCs da
A população das posições catiônicas é tal que, as amostra PoçoA.
camadas estão desequilibradas eletricamente, com
uma deficiência de cargas positivas, que é PoçoA
compensada por cátions hidratados alojados entre
Trocas ppm Massa(g)
as camadas estruturais. Em contato com água, os
cátions se hidratam e o espaçamento basal
CTC1 597,5 0,893
aumenta. Assim, os cátions interlaminares são
suscetíveis de serem trocados por outros cátions CTC2 28,1 0,811
por uma reação química estequiométrica.
A capacidade de troca catiônica (CTC) exprime-se CTC3 4,4 0,791
normalmente em meq/100g e varia com o tipo de
argila. As argilas motmorillonitas, por exemplo, CTC4 2,5 0,783
apresentam CTC entre 80 e 200 meq/100g.
O principal objetivo deste trabalho é testar um CTC5 2,2 0,799
método capaz de determinar a CTC de uma argila,
para sua caracterização e posterior aplicação. Transformando-se ppm em meq/100g, a CTC da
argila PoçoA é de 155,42 meq/100g.
Resultados e Discussão
1 Conclusões
Segundo a literatura , o melhor método para
determinar a CTC de um argilomineral consiste na Ao analisar a Tabela 1, observa-se que com apenas
saturação da argila com um cátion adequado duas trocas com acetato de amônio poderia obter-
seguindo-se da determinação da quantidade fixada se um resultado muito próximo ao valor encontrado
desse cátion. com 5 trocas, pois a partir da segunda troca, a
A argila utilizada é uma bentonita, do tipo concentração de sódio detectada é pequena. Sendo
motmorillonita, fornecida pela empresa Colorminas assim, a técnica testada mostrou-se satisfatória,
Colorifício e Mineração S/A, com beneficiamento entretanto, apenas 2 trocas com acetato de amônio
prévio. A argila foi nomeada PoçoA. seriam suficientes, reduzindo o tempo do
Pesou-se 1 g de argila e em seguida saturou-se a experimento e otimizando o processo.
amostra com 100 mL de solução de acetato de
sódio 1 mol/L, em sistema de refluxo, com agitação Agradecimentos
e aquecimento constante de 80 ºC por 16 h, a fim de A URI – Campus Erechim, a empresa Colorminas
+
que os cátions da argila fossem trocados por Na . Colorifício e Mineração S/A e ao apoio financeiro do
Após esse processo, centrifugou-se a amostra CNPq.
durante 6 min. A argila foi lavada com 100 mL de ___________________
água e novamente centrifugada por 6 min. Logo 1
Gomers, C. F.; “Argilas: O que são e para que servem”.
após, o material foi seco em estufa. Depois de seca, Fundacao Galouste Gulbenkian, Lisboa, Portugual, 457 (1988).
a amostra foi pesada e submetida a saturação com 2
Pergher, S. B. C.; Tese de mestrado, UEM, Maringá, Brasil,
50 mL de acetato de amônio 1 mol/L, em refluxo, 1993.
com agitação e aquecimento de 80 ºC durante 2 h a
FURB, 13 a 15 de novembro de 2008

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