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PROGRAMA_OPERACIONAL_AMBIEN

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  • INTRODUÇÃO
  • TÍTULO I - A POLÍTICA DE AMBIENTE ENTRE 1996-1999
  • 1 Água
  • 2 Ar
  • 3 Resíduos
  • 4 A Conservação da Natureza e do Litoral
  • TÍTULO II - OS PROBLEMAS AMBIENTAIS POR RESOLVER
  • 1 A qualidade do recurso água
  • 1.1 Águas superficiais
  • 1.2 Águas subterrâneas
  • 1.3 Substâncias perigosas em meio aquático
  • 2 A continuidade da infraestruturação básica
  • 2.1 Abastecimento de água
  • 2.2 Tratamento de águas residuais
  • 2.3 Resíduos sólidos urbanos, industriais e hospitalares
  • 3 Integração do ambiente nos diferentes sectores de actividade
  • 4 Ambiente Urbano
  • TÍTULO III - ACTUAÇÃO ESTRATÉGICA PARA 2000-2006
  • 1 Principais Vectores
  • 2 Objectivos Ambientais 2000-2006
  • 2.1 Recursos Hídricos
  • 2.2 Resíduos
  • 2.3 Ar e Ruído
  • 2.4 Conservação da Natureza e do Litoral
  • 2.5 Educação ambiental
  • 2.6 A melhoria do ambiente urbano
  • 3 Integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento
  • 3.1 Energia e Ambiente
  • 3.2 Agricultura, Pescas e Ambiente
  • 3.3 Indústria e Ambiente
  • 3.4 Transportes e Ambiente
  • 3.5 Turismo e Ambiente
  • 3.6 Ambiente, Formação Profissional e Emprego
  • 4 Articulação das diferentes fontes de financiamento
  • 4.1 Saneamento básico
  • 4.2 Conservação e Valorização do Património Natural
  • 4.3 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais
  • 4.4 Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais
  • 4.5 Ambiente Urbano
  • 4.6 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas
  • 5Mecanismos de articulação entre as diferentes intervenções
  • 6Ponto de situação da implementação das Directivas Comunitárias
  • TÍTULO I - ESTRUTURA DO PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE
  • Conservação e Valorização do Património Natural
  • Valorização e Protecção dos Recursos Naturais
  • Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais
  • ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS
  • Melhoria do Ambiente Urbano
  • Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas
  • TÍTULO IV – EIXO 3: ASSISTÊNCIA TÉCNICA
  • TÍTULO V – DISPOSIÇÕES DE EXECUÇÃO
  • 1 Autoridade de Gestão
  • 2 Unidade de Gestão
  • 3 Acompanhamento
  • 4 Avaliação
  • 5 Circuitos Financeiros
  • 6Controlo Financeiro
  • 7Parceria
  • 8A Protecção do Ambiente e o Princípio do Poluidor- Pagador
  • 9Adjudicação de Contratos Públicos
  • 10Indicadores da Reserva de Eficiência
  • 11Informação e Publicidade
  • 12Sistema de Informação
  • 13Orientações Gerais para as Intervenções Desconcentradas
  • 14Igualdade de Oportunidades
  • 15 Critérios de Selecção
  • QUADROS DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA
  • Introdução
  • Capítulo 1 - Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores
  • 1 Introdução
  • 2 Síntese dos resultados esperados do PA 1994-1999
  • 3 Da concepção do PA 1994-1999 à sua organização e funcionamento
  • 4 Efeitos do PA e pertinência das recomendações então produzidas
  • Capítulo 2 - Análise do Contexto de Intervenção
  • 2 Níveis de infraestruturação ambiental básica
  • 4 Recursos Hídricos
  • 5 Ar, Clima e Ruído
  • 6 Conservação da Natureza e Recursos Biológicos
  • 7 Ambiente Urbano
  • 8 Síntese
  • Capítulo 3 - Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta
  • 2 Apresentação do PO Ambiente
  • 3 Avaliação da Coerência Externa
  • 4 Avaliação da Coerência Interna
  • 5 Síntese
  • Capítulo 4 - Avaliação Quantificada dos Objectivos Ambientais
  • 2 Metas e objectivos quantificados
  • 3 Indicadores de realização e de impacto do PO Ambiente
  • Monitorização
  • 2 Distribuição dos recursos financeiros
  • 3 Políticas e impactos esperados do PO Ambiente
  • 4 Processos de implementação e monitorização
  • ENQUADRAMENTO
  • 1 Introdução
  • 2 A política de ambiente entre 1996-1999
  • 2.1 Água
  • 3 Os principais vectores de actuação estratégica entre 2000-2006
  • 4 Implementação da estratégia no período 2000-2006
  • 5 Os problemas por resolver no domínio do saneamento básico
  • 5.1. Abastecimento de Água
  • 5.2. Drenagem e tratamento de águas residuais
  • 5.3. Resíduos Sólidos Urbanos
  • OBJECTIVOS ESRATÉGICOS PARA 2006
  • 1 Ciclo integrado da água
  • 2 Resíduos Sólidos Urbanos
  • OS FINANCIAMENTOS PELO FUNDO DE COESÃO
  • 1 As opções de financiamento
  • 2 Os princípios básicos das intervenções
  • 2.1 Quanto ao enquadramento
  • 2.2 Quanto aos modelos de gestão e de financiamento
  • 2.3 Aplicação do Princípio do Poluidor – Pagador
  • 2.4 Gestão da Procura
  • 3 Investimentos em Ambiente
  • 4 Identificação dos Projectos
  • 4.1 Projectos relativos a Sistemas já implementados:
  • 4.2 Candidaturas relativas a novos sistemas a implementar:

P. D. R.

2000 - 2006

PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE

Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território Julho 2000

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

ÍNDICE

CAPÍTULO I : ENQUADRAMENTO GERAL DO SECTOR DO AMBIENTE INTRODUÇÃO___________________________________________________________7 TÍTULO I - A POLÍTICA DE AMBIENTE ENTRE 1996-1999____________________8
1 Água.............................................................................................................................................8 2 Ar...............................................................................................................................................11 3 Resíduos....................................................................................................................................12 4 A Conservação da Natureza e do Litoral................................................................................13

TÍTULO II - OS PROBLEMAS AMBIENTAIS POR RESOLVER_______________22
1 A qualidade do recurso água ..................................................................................................22
1.1 Águas superficiais.................................................................................................................................22 1.2 Águas subterrâneas................................................................................................................................23 1.3 Substâncias perigosas em meio aquático...............................................................................................23

2 A continuidade da infraestruturação básica...........................................................................23
2.1 Abastecimento de água.........................................................................................................................24 2.2 Tratamento de águas residuais.............................................................................................................24 2.3 Resíduos sólidos urbanos, industriais e hospitalares............................................................................25

3 Integração do ambiente nos diferentes sectores de actividade..............................................25 4 Ambiente Urbano.....................................................................................................................26

TÍTULO III - ACTUAÇÃO ESTRATÉGICA PARA 2000-2006__________________28
1 Principais Vectores...................................................................................................................28 2 Objectivos Ambientais 2000-2006...........................................................................................30
2.1 Recursos Hídricos.................................................................................................................................31 2.2 Resíduos................................................................................................................................................33 2.3 Ar e Ruído.............................................................................................................................................35 2.4 Conservação da Natureza e do Litoral..................................................................................................36 2.5 Educação ambiental...............................................................................................................................38 2.6 A melhoria do ambiente urbano............................................................................................................39

3 Integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento....................................................39
3.1 Energia e Ambiente...............................................................................................................................40 3.2 Agricultura, Pescas e Ambiente............................................................................................................40 3.3 Indústria e Ambiente.............................................................................................................................41 3.4 Transportes e Ambiente.........................................................................................................................41 3.5 Turismo e Ambiente..............................................................................................................................42 3.6 Ambiente, Formação Profissional e Emprego.......................................................................................42

4 Articulação das diferentes fontes de financiamento...............................................................43
4.1 Saneamento básico................................................................................................................................43 4.2 Conservação e Valorização do Património Natural..............................................................................43 4.3 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais...................................................................................44 4.4 Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais.................................................................................44 2

AMBIENTE • Portugal

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

4.5 Ambiente Urbano..................................................................................................................................45 4.6 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas......................................................46

5Mecanismos de articulação entre as diferentes intervenções.................................................46 6Ponto de situação da implementação das Directivas Comunitárias.......................................46

INTRODUÇÃO__________________________________________________________51 TÍTULO I - ESTRUTURA DO PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE___52 TÍTULO II - EIXO PRIORITÁRIO 1: GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS______________________________________________________________54 MEDIDA 1.1 Conservação e Valorização do Património Natural_____________________________56 MEDIDA 1.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais________________________________61 MEDIDA 1.3 Informação, Sensibilização e Gestão Ambientais_______________________________65 TÍTULO III - EIXO PRIORITÁRIO 2: INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS_________________________________68 MEDIDA 2.1 Melhoria do Ambiente Urbano______________________________________________71 MEDIDA 2.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas_________________73 TÍTULO IV – EIXO 3: ASSISTÊNCIA TÉCNICA_____________________________75 TÍTULO V – DISPOSIÇÕES DE EXECUÇÃO________________________________77
1 Autoridade de Gestão...............................................................................................................77 2 Unidade de Gestão....................................................................................................................78 3 Acompanhamento.....................................................................................................................79 4 Avaliação...................................................................................................................................80 5 Circuitos Financeiros...............................................................................................................82 6Controlo Financeiro..................................................................................................................83 7Parceria......................................................................................................................................85 8A Protecção do Ambiente e o Princípio do Poluidor- Pagador..............................................86 9Adjudicação de Contratos Públicos.........................................................................................87 10Indicadores da Reserva de Eficiência.....................................................................................88 11Informação e Publicidade.......................................................................................................90 12Sistema de Informação............................................................................................................90 13Orientações Gerais para as Intervenções Desconcentradas.................................................92 14Igualdade de Oportunidades..................................................................................................92

AMBIENTE • Portugal

3

.....114 Capítulo 2 ................127 7 Ambiente Urbano........................................................................162 4 Processos de implementação e monitorização............................................137 2 Apresentação do PO Ambiente................................................137 3 Avaliação da Coerência Externa....160 2 Distribuição dos recursos financeiros.................................................................................................................................................................................................................................130 8 Síntese...........................143 4 Avaliação da Coerência Interna..............................................159 Capítulo 5 .............................................................................................................................................................................................................................................Programa Operacional do Ambiente 2000 .......94 TÍTULO VI: QUADROS DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA_____________________________95 Introdução______________________________________________________________102 Capítulo 1 ....................................2006 15 Critérios de Selecção.........................................................150 5 Síntese.......................................................................................................................................................................................................................................151 Capítulo 4 .............................................................132 Capítulo 3 .......................................Políticas e Impactos Esperados....................................................125 6 Conservação da Natureza e Recursos Biológicos...........................................................................................Análise do Contexto de Intervenção______________________________118 1 Introdução................122 5 Ar..........................................................................................................................................................................157 5 Síntese...................164 AMBIENTE • Portugal 4 ........118 4 Recursos Hídricos.......................................................................................160 3 Políticas e impactos esperados do PO Ambiente.................................................................................................103 2 Síntese dos resultados esperados do PA 1994-1999.........................................................................................................................................Avaliação Quantificada dos Objectivos Ambientais_________________152 1 Introdução.....................152 3 Indicadores de realização e de impacto do PO Ambiente...Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores___________________103 1 Introdução.....................................................................................................................................118 2 Níveis de infraestruturação ambiental básica.............................................................................................152 2 Metas e objectivos quantificados ...............................................Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta_______137 1 Introdução........................................................................................................................................ Processos de Implementação e Monitorização___________________________________________________________160 1 Introdução.............104 3 Da concepção do PA 1994-1999 à sua organização e funcionamento..........107 4 Efeitos do PA e pertinência das recomendações então produzidas......................................................... Clima e Ruído........................................................

.....................................4 Gestão da Procura..............................................................................................180 5...................................................................................190 AMBIENTE • Portugal 5 .....................................................187 3 Investimentos em Ambiente...........................................3 Aplicação do Princípio do Poluidor – Pagador..............2 Quanto aos modelos de gestão e de financiamento.......................................184 2................................188 4 Identificação dos Projectos..................................2 Candidaturas relativas a novos sistemas a implementar:..................................2 Resíduos.........................................1.................................................176 5 Os problemas por resolver no domínio do saneamento básico...........................................................................................................3.................................................................................................................178 5.......................Programa Operacional do Ambiente 2000 ...... Abastecimento de Água..................................................................181 2 Resíduos Sólidos Urbanos ...................................................................189 4..............................................................1 Quanto ao enquadramento.....................................................................................................................168 2 A política de ambiente entre 1996-1999 ...............170 2...............................................................................................................1 Água......................174 4 Implementação da estratégia no período 2000-2006..............................................189 4...............................................................................172 3 Os principais vectores de actuação estratégica entre 2000-2006.........................183 2 Os princípios básicos das intervenções................169 2.......184 2....................................................................180 PARTE 2 OBJECTIVOS ESRATÉGICOS PARA 2006_________________________________181 1 Ciclo integrado da água......................................................................................................2.............................182 PARTE 3 OS FINANCIAMENTOS PELO FUNDO DE COESÃO________________________183 1 As opções de financiamento........................................................................... Drenagem e tratamento de águas residuais...........................178 5....................................................................................................... Resíduos Sólidos Urbanos...........................................................................185 2...............................184 2..............................................................................................1 Projectos relativos a Sistemas já implementados:........................................................2006 PARTE 1 ENQUADRAMENTO____________________________________________________168 1 Introdução..............

2006 CAPÍTULO I : ENQUADRAMENTO GERAL DO SECTOR DO AMBIENTE * *  AMBIENTE • Portugal 6 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Um balanço da década a nível do crescimento demográfico e da distribuição da população. como pela concretização das medidas que a estratégia de investimentos nacionais e comunitários viria a permitir. Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários. no entanto se muito ainda há a fazer. bem como do desenvolvimento dos sectores da agricultura. 96-99. apesar de um significativo abrandamento em 1993/94. indústria e transportes. É nesse sentido que aponta a política de ambiente executada na segunda metade da década de noventa. no sentido de uma maior sustentabilidade ambiental. os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais. .INTRODUÇÃO O crescimento da economia portuguesa durante a década de noventa. no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). correspondeu às expectativas geradas em torno do processo de integração europeia. particularmente auxiliada tanto pela transposição jurídica da maior parte das directivas comunitárias. revela a necessidade ainda existente de modificar qualitativamente o processo de desenvolvimento.

A POLÍTICA DE AMBIENTE ENTRE 1996-1999 A política do ambiente definiu os seguintes objectivos de acção por domínio ambiental. Conservação da natureza 1. Neste ponto serão explicitadas quer as medidas empreendidas quer os objectivos atingidos. 2. 1 Água A nível das origens da água. segundo o princípio da prevenção. Resíduos 1. GOPS.2006 TÍTULO I . Neste âmbito. As principais medidas tomadas no âmbito do Sector Resíduos orientam-se no sentido de proceder a uma correcta gestão dos resíduos urbanos. foi dada prioridade à criação de condições que permitissem planificar e pôr em prática a qualificação do tratamento dos resíduos sólidos urbanos bem como a definição de um quadro legal adequado que permitisse criar as infraestruturas necessárias a uma correcta gestão dos diversos tipos de resíduos. Ar e Clima 1. intentou-se o acréscimo da capacidade de abastecimento de água através da promoção de grandes empreendimentos: Odeleite-Beliche (origem da água do Sistema Multimunicipal do Sotavento Algarvio. industriais e hospitalares. Melhorar a monitorização da qualidade do ar e das alterações climáticas 2. surge o Programa de Origens da Água. Proceder a um levantamento dos recursos existentes e garantir na origem a fiabilidade e qualidade da água para abastecimento 2. Proceder à integração de políticas sectoriais no sentido de promover a qualidade do ar 3. Levar a cabo uma política integrada de protecção e recuperação das áreas costeiras. para a segunda metade da década de noventa: Fonte. com entrada em funcionamento em Julho de 1998).Programa Operacional do Ambiente 2000 . promovendo também uma melhoria substancial da qualidade da água nos meios receptores. Ampliar e reclassificar a Rede Nacional de Áreas Protegidas e a Reserva Ecológica Nacional 2. A prossecução dos objectivos de política de ambiente levou à execução devidamente articulada de todo um conjunto de medidas por domínio ambiental. valorização e eliminação e pressupondo. Enxoé (principal origem de água dos concelhos de Serpa e Mértola. Adoptar normas de protecção e qualidade consistentes com os acordos internacionais efectuados na matéria. Aumentar os níveis de atendimento da população no que se refere a água para consumo humano e drenagem e tratamento de águas residuais. com entrada em funcionamento em Maio de 1998) e Odelouca-Funcho (obra a iniciar em 2001 e destinada a constituir a origem de água do sistema Multimunicipal do Barlavento Algarvio). um maior nível de atendimento da população. 1996-1999 Água 1. que passa pela criação de uma rede estruturada que permita ultrapassar 8 . desde logo. Ainda no domínio de uma maior capacidade de abastecimento.

2006 as actuais fragilidades das captações do interior Norte e Centro do país. tendo sido considerados como prioritários os investimentos nas sedes dos concelhos e nas Zonas Sensíveis (D. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução do Abastecimento de Água NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 65 68 92 83 82 77 1995 (b) 70 84 97 89 82 84 1997 (c) 71 89 98 92 88 86 1999* (c) 78 95 99 94 91 90 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 Foi iniciada a monitorização da qualidade das águas subterrâneas. o perímetro de rega de Marvão e as Zonas Vulneráveis classificadas no Decreto-Lei nº 235/97 de 3 de Setembro. nº 152/97. seguindo-se a Região do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo. 9 . no âmbito do qual se inserem os sistemas de monitorização regionais referidos. resultantes da associação do IPE Águas de Portugal com os municípios. a construção e exploração de infra-estruturas de abastecimento de água que gerem sistemas de âmbito regional. Durante o ano de 1999 ficou garantido o abastecimento de água em “alta” a 117 concelhos das zonas mais densamente povoadas do litoral do país. de 19 de Junho). Encontra-se concluído o sistema de Trancoso e estão já em execução os sistemas de Apartadura. o Programa Nacional de Tratamento de Águas Residuais Urbanas inclui a construção e reabilitação de ETARs. No que se refere à drenagem e tratamento de águas residuais. como é o caso do Aterro Sanitário de Alcanena. encontrando-se operacionais as redes de monitorização da Região do Centro e da Região do Algarve.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a Bacia do Rio Alviela. Sardoal. No âmbito do abastecimento de água às populações através dos sistemas multimunicipais. o Estado concessionou a empresas de capitais públicos. Espera-se que no final do ano 2000 se inicie a monitorização na Região Alentejo. Santa Marta de Penaguião e Vila Real. virá ainda a conferir um tratamento específico às zonas de risco.L. O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas.

No âmbito dos sistemas multimunicipais. a construção e exploração de infra-estruturas de tratamento de águas residuais.6 milhões de habitantes). As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução da Drenagem de Águas Residuais NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 36 39 79 69 76 55 1995 (b) 44 52 86 83 68 63 1997 (c) 51 54 86 84 81 68 1999* (c) 59 71 89 85 84 75 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 Evolução do Tratamento de Águas Residuais Urbanas NUTS II Níveis de atendimento globais (%) 10 .Águas de Portugal com os municípios interessados. assim. bem como o acréscimo do número de sistemas multimunicipais de tratamento de águas residuais urbanas. o Estado concessionou a empresas de capitais públicos. resultantes da associação do IPE . garantido através da SIMRIA (Ria de Aveiro) e da SANEST (Costa do Estoril) o tratamento de águas residuais de 14 concelhos (cerca de 1. ficando.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Entre as principais medidas empreendidas neste domínio figura a celebração de Contratos-Programa de Qualificação Ambiental com as Autarquias e a Parque Expo para apoio de soluções integradas no domínio da drenagem e tratamento de águas residuais.

onde a indústria têxtil tem o maior peso. estando em preparação a revisão do quadro legal relativo às emissões para a atmosfera. Por tal facto. iniciado em 1996. tendo em conta os resultados dos estudos da comunidade científica. hidrofluorcarbonetos) em 27% para o período de 2008-2012 e tendo como referência o ano de 1990. (Bacia do Alviela).Programa Operacional do Ambiente 2000 . metano. foi entretanto publicado o Decreto-Lei nº 276/ 99 de 23 de Julho que transpõe a directiva 96/62/CE relativa à gestão da qualidade do ar. As acções contidas neste Programa orientam-se para a recuperação da rede hidrográfica e para a garantia das condições de escoamento de linhas de água. hexafluoreto de enxofre. soma 883 intervenções das quais 663 foram executadas entre 1996 e 1998. e apesar das pequenas alterações que foram sendo introduzidas. No âmbito da Conferência das Partes da Convenção das Alterações Climáticas realizada em 1997. estando em curso as restantes 220. polifluorcabonetos. 2 Ar Nos cerca de oito anos de vigência do Decreto-Lei nº 352/90. assumindo o compromisso de conter o aumento das suas emissões de gases com efeito de estufa (dióxido de carbono. verifica-se que o mesmo se apresenta insuficiente. encontram-se já em funcionamento várias soluções integradas de tratamento de águas residuais industriais: o SIDVA . O Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. A nível da integração de políticas sectoriais merecem particular destaque as seguintes medidas: 11 . bem como.2006 Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE 1990 (a) 11 18 26 32 37 21 1995 (b) 12 30 47 58 60 32 1997 (c) 24 36 53 59 64 40 1999 * (c) 42 51 64 74 83 55 Capacidade instalada 1999** (d) 61 61 79 81 92 70 Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INAG c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 ** tratamento efectivo sujeito à conclusão das redes em baixa Por outro lado. onde se encontra sediado o maior número de estabelecimentos produtores de curtumes do país. Portugal adoptou o Protocolo de Quioto.Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave. relativo à protecção do ar. servindo um elevado número de unidades industriais metalúrgicas e metalomecânicas na área de Águeda. o Sistema de Alcanena. a mais recente consciência das diversas nações apostando em proteger este recurso natural. a ECTRI (Estação Colectiva de Tratamento de Resíduos Industriais). Prevenção e Controlo de Cheias. óxido nitroso.

Para o efeito foram criados diversos sistemas multimunicipais através da concessão de projectos de gestão a empresas de capitais públicos resultantes quer da associação entre a EGF Empresa Geral de Fomento. SA e os Municípios. quer da associação entre municípios (sistemas intermunicipais). Outra medida tomada no âmbito da prevenção refere-se às acções de planeamento empreendidas e consubstanciadas pela elaboração de Planos Estratégicos para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU). bem como a entrada em vigor do Decreto Lei nº 239/97 onde se definem as normas de gestão de resíduos e se atribui ao Ministério do Ambiente a competência para autorizar as operações de gestão referentes ao mesmo sector. informação precisa para o apoio em processos de decisão. Com o objectivo de facilitar o cumprimento das obrigações decorrentes da aplicação da Directiva 88/609/CEE. entre representantes do Conselho de Ministros e do Parlamento Europeu. envolvendo no total 37 sistemas e 275 municípios. Ambos os tipos de sistemas destinam-se a efectuar a recolha selectiva. A implementação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade do Ar Urbano (SIGqa) para as cidades do Porto e de Lisboa. Este processo é acompanhado pela recuperação e encerramento das lixeiras existentes. homologado pelo Ministério do Ambiente em Janeiro de 1997. efectuou-se um primeiro acordo no âmbito do pacote “Auto-Oil”. o tratamento e a valorização de resíduos. Foram criados os mecanismos que permitirão aos veículos não preparados para o consumo de gasolina sem chumbo. que estabelece um conjunto de medidas para reduzir a poluição provocada pelos transportes rodoviários. o que significará um primeiro passo muito relevante na busca de qualidade ambiental. Estes planos procuram efectuar uma avaliação do estado actual dos sectores respectivos e prever e projectar as soluções necessárias no mesmo contexto. No domínio transportes/ambiente. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: 12 . 3 Resíduos Da estratégia de prevenção fazem parte a criação do Instituto de Resíduos. relativa à limitação das emissões para a atmosfera de certos poluentes atmosféricos provenientes das Grandes Instalações de Combustão. informando o cidadão sobre a qualidade do ar observada nestas duas cidades. faseados para as emissões destas instalações. para os Resíduos Hospitalares e para os Resíduos Industriais (PESGRI). disporem de aditivos que possibilitarão aos seus utentes continuar a utilizá-los no período de transição para a nova frota automóvel.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 1. como forma de dar resposta à importância crescente dos problemas colocados pelos resíduos. estabeleceu-se um programa nacional de redução das emissões das GICs. de 24 de Novembro. 2. possibilitará em tempo útil. A valorização e eliminação dos resíduos carecia de sistemas de gestão integrada que não apenas contemplassem as diversas tarefas implicadas pelos processos referidos. sob a tutela do Ministério do Ambiente. como assegurassem um maior grau de cobertura territorial e populacional. Portugal decidiu deixar de comercializar a gasolina com chumbo a partir de 31 de Julho de 1999. alcançado em Junho de 1998. que fixa tectos nacionais.

Efectuou-se ainda um Protocolo entre o Instituto de Resíduos e o Sector Farmacêutico para implementação conjunta de um Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens Farmacêuticas. No contexto dos objectivos de reciclagem e reutilização de embalagens. foi elaborado o Decreto-Lei nº 321/ 99. destinada a gerir o sistema integrado para o qual os embaladores podem transferir a responsabilidade pelo destino final dos resíduos de embalagens. Foi aprovado o Plano Estratégico de Gestão dos Resíduos Industriais ( PESGRI ).2006 Evolução do Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (situação com implementação do PERSU) NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Níveis de Atendimento Globais (%) 1997 (a) 46 15 66 14 20 24 1999 (a) 92 96 100 51 100 94 Fontes: a) SEAMA Nota: Considerando Tratamento Adequado apenas incineração. considerados prioritários. compostagem e aterros sanitários Em Agosto de 1999. cujo início de funcionamento se prevê para o primeiro semestre de 2000. estando as propostas em fase final de apreciação no Instituto de Resíduos. 4 A Conservação da Natureza e do Litoral Nos últimos anos assistiu-se a um esforço assinalável no sentido de consolidar e reforçar competências. a aprovar ainda no decurso do ano de 2000. âmbito e capacidades de intervenção das instituições da Administração 13 . A Sociedade Ponto Verde tem vindo a assinar contratos diversos com os embaladores e as associações de recicladores. em 1997 foi criada a Sociedade Ponto Verde. os óleos usados e os pneus usados. Entre os fluxos de resíduos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . o que permitiu a apresentação de 19 candidaturas para a concepção. No sentido de dotar a indústria de instrumentos e conhecimento sobre a redução de resíduos na origem está em fase de preparação o Plano Nacional de redução dos Resíduos Industriais ( PNAPRI ). bem como com os sistemas autárquicos. que deu origem à criação da entidade gestora VALORMED. construção e exploração desses aterros. figuram as pilhas e acumuladores usados. que veio regulamentar as condições de atribuição de licenças para aterros de resíduos industriais banais (não perigosos). Os contratos celebrados com os embaladores permitem a cobertura pelo sistema integrado de cerca de 65% das embalagens colocadas no mercado.

da Berlenga e da Serra da Malcata) e na criação de áreas protegidas. quer ao nível da sua infra-estruturação quer ao nível do significativo reforço da sua actuação no terreno. das Dunas de S. em particular. Foram igualmente apresentadas 28 Zonas de Protecção Especial para a Avifauna. tendo sido submetidos à Comissão. até então nunca verificada. fruto sobretudo das obrigações decorrentes de Directivas Comunitárias e Convenções Internacionais. visando principalmente uma maior adequação da sua tipologia (reclassificaram-se 8 das 23 Áreas Protegidas a ser alvo deste processo . que permitiram a inclusão de áreas com características muito particulares no âmbito da Conservação da Natureza (nomeadamente ao nível dos rios internacionais – Parque Natural do Douro Internacional – e do património icnológico e paleontológico .mapa 3 . que correspondem a 8. Do resultado de um levantamento e caracterização pormenorizada dos Habitats Naturais e dos Habitats das espécies da Flora e da Fauna abrangidas pela Directiva Habitats (Directiva 92/43/CEE) foram identificados os sítios importantes para a conservação da natureza ao nível europeu. veio permitir o aumento e o aprofundamento do conhecimento científico relativo aos valores do património natural existente em Portugal. sendo neste âmbito de salientar. Paralelamente. do Paul do Boquilobo. e as Reservas Naturais do Paul de Arzila. do Azibo e do Côrno do Bico. quer a 14 .4% do território continental (mapa 2). e a gestão das áreas protegidas.os Parques Naturais de Montesinho. devidamente enquadradas na Lei Quadro das Áreas Protegidas (Decreto-Lei nº 19/93. aspectos que permitiram uma intervenção progressivamente mais credível e eficaz. sobretudo no decurso do II QCA. A consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas incidiu ainda na reclassificação das áreas protegidas. de Lagosteiros.Monumentos Naturais das Pegadas de Dinossáurios de Ourém. Este facto contribuiu para que a Conservação da Natureza passasse a ter uma dimensão espacial e política de âmbito nacional. de 17 de Julho. da Pedra da Mua e da Pedreira do Avelino). de 23 de Março) através da publicação do Decreto-Lei nº 227/98.3 % do território continental (mapa 1).2006 Pública com responsabilidade no domínio da Conservação da Natureza. tenham deixado de se assumir como questões sectoriais centradas sobre os seus valores intrínsecos. e passassem a ser encaradas como uma política transversal. Também a vertente regional da Rede Nacional de Áreas Protegidas foi desenvolvida. Jacinto. de Carenque. interactiva com as políticas de utilização dos recursos naturais e de planeamento do uso e transformação do solo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 38 Sítios que correspondem a 12. Um aspecto igualmente importante ao nível da consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas foi a designação das primeiras Áreas Protegidas Marinhas. O volume de meios financeiros postos à disposição das entidades. da Serra da Estrela e da Arrábida. numa primeira fase. registou-se um avanço na efectiva implementação das Áreas Protegidas. através da criação de 3 Áreas Protegidas de âmbito regional: Paisagens Protegidas da Serra de Montejunto. a nível de Portugal Continental. Todo este esforço contribuiu para que a Conservação da Natureza em geral.

2006 Resolução de Conselho de Ministros nº 102/96. Burgau . têm originado situações de desequilibro. tendo sido promovida a elaboração de Planos de Ordenamento da Orla Costeira (mapa 5). um por troço. vindo a ser tomadas pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. no sentido de permitir o planeamento integrado dos recursos.Programa Operacional do Ambiente 2000 .Burgau. que encontra tradução no Programa Litoral 98 e no Programa Litoral 99. pela raridade e vulnerabilidade dos valores em que assenta. as disponibilidades hídricas para as suas finalidades principais. Este último procurou reforçar as intervenções mais directamente associadas à preservação e defesa dos valores ambientais e às acções de requalificação de espaços sujeitos à degradação ou empobrecimento das suas características ecológicas e naturais. A um nível mais global. determinando a artificialização da linha de costa. bem como a articulação entre as diferentes entidades com competências nos territórios objecto dos planos. tem utilizado como instrumentos privilegiados os Planos de Ordenamento das Albufeiras (mapa 6). definindo regras e impondo restrições à sua ocupação e utilização. Foram identificados nove troços distintos de costa. Várias medidas têm. O Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. Estes Planos vieram a integrar uma estratégia de intervenção para a orla costeira. A existência de numerosos planos de água de dimensões variáveis. Sines . Julião da Barra/ Cascais. definida pelo Governo Português e aprovada em Julho de 1998. 15 . para gerir a ocupação e utilização das albufeiras e suas áreas envolventes.Vilamoura). o Programa de Desporto em áreas protegidas. A forte procura e pressão que se verifica sobre o litoral português. o Plano Nacional de Estágios e os Planos Prévios de Intervenção em Fogos Florestais em Áreas Protegidas). quer o lançamento de instrumentos estruturantes para o desenvolvimento sustentável nestas áreas (nomeadamente o Programa Nacional de Turismo de Natureza. nos últimos anos. cujas medidas estão a ser implementadas. dos quais já se encontram concluídos cinco ( Caminha .Espinho. a degradação de sistemas naturais e o empobrecimento da paisagem. o Acordo Pescas/Ambiente. levou ao aparecimento de condições excepcionais para a prática de actividades recreativas associadas à fruição do plano de água ou à procura das suas áreas envolventes para construção de habitações. desde algumas dezenas a milhões de hectares. de ser integrada nos processos decisórios ab initio e de ser encarada como suporte de um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. Sado . Estes Planos visam garantir a salvaguarda das condições naturais e ambientais presentes.Sines. a Conservação da Natureza passou a ser merecedora. Cidadela – S.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Mapa 1 16 .

2006 17 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 Mapa 3 18 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 Mapa 4 19 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 20 .

2006 21 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

A afluência excessiva de nutrientes. 22 . de eclosão mais ou menos tardia.1 Águas superficiais O armazenamento de água em albufeiras constitui ainda em alguns casos o meio receptor de efluentes domésticos e industriais e ainda das escorrências dos solos agrícolas e florestais. mas cujas consequências devem ser antecipadas por uma prevenção eficaz. ou constituem problemas ainda potenciais. Os verões secos e prolongados e a correspondente diminuição de valores de caudal conduzem a capacidades muito reduzidas de autodepuração durante a estiagem. além da poluição por óleos. em particular. Das 71 albufeiras actualmente classificadas. e incidências derivadas do carácter global de alguns problemas ambientais. Por outro lado há ainda a referir os problemas associados à poluição por substâncias perigosas. conduz à deterioração da qualidade da água. No que se refere aos problemas ambientais que requerem soluções foram identificados os seguintes aspectos: 1 A qualidade do recurso água Uma questão indissociável das disponibilidades hídricas é o problema da qualidade da água. As grandes questões ambientais daqui decorrentes podem perspectivar-se sob duas ópticas distintas: ou fazem parte de um conjunto de problemas cuja solução se quer imediata. resultando do enriquecimento do meio em nutrientes e promovendo o crescimento da vida aquática ao nível das cadeias tróficas. originando processos de eutrofização. uma pressão acrescida sobre o meio ambiente e os recursos naturais.2006 TÍTULO II .OS PROBLEMAS AMBIENTAIS POR RESOLVER Os problemas ambientais que se colocam a Portugal nas próximas décadas resultam da presença e interacção de três factores: um passivo ambiental gerado pelos processos de crescimento económico anteriores à integração de Portugal na União Europeia. 1. 20% em eutrófico e em 40% das massas lênticas o processo de eutrofização foi já iniciado. sabendo-se que os problemas de poluição ambiental dos meios hídricos são agravados pela irregularidade climática do nosso país e pelo tipo de uso do solo. A eutrofização das massas de água é um processo natural e lento. associada ao esforço de convergência económica real a que a mesma integração conduziu e a uma abertura crescente da economia nacional no que se refere a bens de consumo imediato e novas tecnologias. cerca de 40% do total da água nelas armazenada encontra-se em estado oligotrófico. Os blooms algais são a consequência mais directa dos estádios de eutrofização e os dois nutrientes considerados com mais significado para o crescimento destes organismos são o azoto e o fósforo. material sólido e matéria orgânica.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

um estudo sobre a existência das substâncias existentes no País. tem-se assistido à diminuição gradual da sua qualidade. A prioridade assenta. 1. Todavia. ainda. 1. Douro e Gaudiana) como em lagoas (Quiaios. um programa de monitorização das águas doces superficiais e das águas marinhas e estuarinas que dê resposta em conformidade com o exigido pelas instâncias mencionadas.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Estes blooms têm ocorrido tanto em águas correntes (rios Minho. bem como dos valores tidos como compatíveis com a existência e manutenção da qualidade de vida das populações. e para quantidades reportadas superiores a 10 toneladas/ano. que se inserem nas constantes da Lista II da Directiva 76/464/CEE candidatas à Lista I. 2 A continuidade da infraestruturação básica A análise dos níveis de atendimento verificados para o abastecimento de água. drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos permite concluir que Portugal se encontra ainda abaixo das médias europeias.3 Substâncias perigosas em meio aquático No âmbito da qualidade da água merece particular destaque a presença de substância perigosas em meio aquático: em 26 de Novembro de 1997. em função da existência de focos de rejeição de poluentes com origem nas actividades agrícolas (abuso de adubos e fertilizantes) e industriais (águas residuais sem qualquer tratamento ou com tratamento deficiente). resultando de situações isoladas ou conjuntas de abuso de adubação (fosfatos e nitratos). com esta necessidade coexistem 23 . via meios aquáticos. Mira e Salgueira) ou albufeiras. Portugal não tem dados analíticos coligidos e organizados nem tem estabelecido. produzidas e/ou importadas.2 Águas subterrâneas No que se refere às águas subterrâneas. Possui. a Comissão Europeia deliberou alterar o artº 21º da Proposta de Directiva Quadro para a Água estabelecendo a data limite de fim de 1998 para a obtenção de uma lista de substâncias sujeitas a vigilância prioritária devido ao seu comprovado risco para o ambiente e a saúde humana. apenas. Praticamente todas caem no âmbito das seleccionadas pela OSPAR e União Europeia. Esta constatação é um indicador inequívoco da necessidade de dar continuidade à infraestruturação a nível do saneamento básico. pois. na monitorização dos meios hídricos levada a cabo pelos Estados Membro e na adopção de modelos matemáticos para estudo da dispersão. da presença de explorações pecuárias não controladas e da ausência de esgotos urbanos com tratamento insuficiente ou nulo.

Carências de tratamento nas ETA’s por motivos técnicos e humanos Má conservação das estruturas de distribuição (fissuras e rupturas em estruturas envelhecidas). 2. ou seja. Inadequação dos processos de tratamento relativamente à natureza e qualidade dos efluentes. de drenagem-etratamento de águas residuais. • • • • 2.1 Abastecimento de água A nível das origens e abastecimento de água. Entre os problemas identificados constam os seguintes: • Baixos níveis de atendimento da população a nível integrado. Necessidade urgente de reabilitação das infraestruturas existentes. Situações de ausência de qualidade das águas superficiais e subterrâneas associada a uma rede de monitorização ainda deficiente. Fragilidade do abastecimento de água nas regiões do interior do país. com as incidências daí resultantes. face ao crescimento urbano verificado. De facto. tanto em virtude de causa hidrológicas sem uma adequada resposta em termos de armazenamento. a nível da fiabilidade dos abastecimentos e respectivo controlo de qualidade. verificam-se situações em que estão presentes as infraestruturas de drenagem de águas residuais. Subdimensionamento das ETAR’s.Programa Operacional do Ambiente 2000 . permitindo assim a concretização dos níveis de atendimento para os quais foram concebidas. Carência de pessoal com a formação adequada para gestão e manutenção dos sistemas de tratatmento 24 • • • • . constituem problemas não resolvidos: • Deficiências a nível da constância e pressão do abastecimento de água.2 Tratamento de águas residuais Também no sector de drenagem e tratamento das águas residuais subsistem algumas carências cuja solução é indispensável à plena eficiência do sistema em causa.2006 ainda duas outras. A presença de técnicos e operadores devidamente qualificados que possam garantir a manutenção e funcionalidade das estruturas existentes. sendo ambas condição necessária para a eficiência e operacionalidade dos sistemas de saneamento básico: • • A conservação ou reparação de infraestruturas já existentes e cujas actuais condições de funcionamento comprometem a qualidade dos serviços prestados. numa agravada pela proximidade de redes de esgoto ou de explorações agro-pecuárias e industriais. sem a necessária correspondência em termos de tratamento. caracterizadas por uma rede de origens muito dispersa e de assinalável pequenez. como por mau funcionamento ou má conservação das componentes do sistema de abastecimento.

pela aquisição de tecnologias de “fim de linha”. também parte integral da resolução dos mesmos. restando todavia a necessidade de proceder às seguintes acções: • • • • Valorização insuficiente: actuar em termos da valorização. industriais e hospitalares O sector dos resíduos sólidos urbanos é aquele que regista os maiores níveis de atendimento. a estratégia nacional no sentido de nos dirigirmos para a convergência entre a eficiência económica e a protecção dos recursos naturais. sistemas de redução das emissões atmosféricas e de minimização do ruído. Educação/formação: proporcionar campanhas educativas que incentivem uma menor produção de resíduos. 25 .2006 2. 3 Integração do ambiente nos diferentes sectores de actividade Na linha do 5º Programa Quadro de Acção Comunitário “Em Direcção a Um Desenvolvimento Sustentável” (1992-2000). bem como a realização dos investimentos aí identificados constituía critério de elegibilidade e selectividade dos mesmos. o acordo estabelecido entre os Ministérios do Ambiente e da Economia em 1995 tendo em vista a compatibilização das exigências ambientais com a competitividade das empresas e uma melhor utilização dos fundos disponíveis para a indústria (POA e PEDIP). Os Planos Estratégicos actualmente em curso constituem uma primeira abordagem fundamental à resolução dos problemas associados. Neste sentido. Tanto os resíduos industriais como os resíduos hospitalares carecem ainda de locais de deposição e meios de tratamento adequados. Encontar as soluções de tratamento e deposição adequadas aos resíduos específicos. como em termos da deposição selectiva. a nível da reciclagem e da valorização energética Deposição: concluir a selagem dos locais de deposição que não correspondam a critérios ambientalmente correctos. isto é.3 Resíduos sólidos urbanos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . mas. As opções adoptadas consistiram não apenas na introdução de tecnologias menos poluentes. em função da sua perigosidade. bem como redução e tratamento de resíduos sólidos. sistemas de tratamento de águas residuais. reduções de consumo de água e de energia. e uma deposição adequada tanto em termos de recurso aos locais próprios para a deposição. As empresas portuguesas perante os normativos ambientais tomaram as suas opções no sentido de corrigir e de se adaptarem à legislação em vigor. estabeleceu que as candidaturas eram suportadas por uma análise ambiental e que a existência deste diagnóstico. mas sobretudo. levou a uma conjugação de esforços dos Ministérios do Ambiente e da Economia para a sensibilização dos empresários e consumidores para o facto de a indústria não ser apenas considerada como fonte dos problemas.

muitas vezes realizadas de modo caótico. Se ambiente e ordenamento são indissociáveis em qualquer lugar do mundo. degradação acelerada da paisagem urbana. pelo menos em parte. mas têm indissociavelmente uma dimensão estratégica que consiste em “reinventar” as cidades. ou com deficiência . os problemas urbanos não são de uma mera gestão sustentável das cidades. com destaque para a escassez de espaços verdes e espaços públicos. torna-se necessária uma crescente internalização dos custos associados ao ambiente e que tal seja reflectido na veracidade dos preços. intensificação das extensões suburbanas. Os principais problemas das cidades em Portugal são bem conhecidos: • • esvaziamento da função residencial dos centros históricos. 4 Ambiente Urbano Portugal passou nas últimas duas ou três décadas por transformações muito profundas na estrutura de ocupação do seu território continental. ao crescimento dos movimentos pendulares habitação-emprego. uma intervenção em ambiente urbano em Portugal não deve ser dissociada de uma forte componente de requalificação urbanística e não deve deixar de atender aos desígnios estratégicos das cidades em que actua. em Portugal essa relação é ainda mais estreita porque as muitas cidades buscam. segmentação etária do espaço da Grande Lisboa e do Grande Porto. redefinir o seu papel numa nova organização do território. há ainda sectores em que a internalização efectiva dos custos ambientais não é possível de imediato. crescente congestionamento do trânsito. No entanto. • • • • Assim. nas periferias mais antigas e nos bairros sociais associado à inexistência de estímulos de mercado à reabilitação urbana (vd.2006 Apesar do esforço do tecido empresarial português de adaptação aos normativos em vigor. processo acelerado de degradação de património edificado. ainda. de desertificação. isto é. tema que constitui a tónica das abordagens comunitárias. de abandono e degradação. ou desvirtuados pelo uso do transporte privado. em vastas zonas do “casco” urbano. 26 . desprovidas. desígnios estratégicos e factores de diferenciação e competitividade em que a qualidade do ambiente urbano pode desempenhar um papel decisivo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . e as novas gerações a serem deslocadas para “coroas suburbanas” cada vez mais distantes. sem acautelar medidas de conservação dos imóveis). com os “centros” destas grandes áreas urbanas a envelhecerem acentuadamente. Essas transformações reflectem necessáriamente as profundas mudanças da estrutura económica e social e foram acompanhadas de fluxos migratórios muito significativos que obrigam a um redesenho da importância e das funções dos aglomerados urbanos. em Portugal. que atravessam em muitos casos processos paralelos de “terciarização”. impacto das opções tomadas há décadas quanto ao regime de arrendamento urbano. Nestas condições. de infraestruturas técnicas e sociais e com fracas condições de vivência urbana. atrofiados pela dinâmica da construção compacta. associado.

fazendo dessa forma pedagogia e prevenindo a sua repetição no futuro. com excepção da Expo 98. Importa tirar partido desta atitude. A temática da requalificação urbana e valorização ambiental de cidades tem vindo a merecer uma atenção crescente nos últimos anos em Portugal. promovendo intervenções que reproduzam. a generalidade das intervenções tem tido um a dimensão relativamente modesta.Programa Operacional do Ambiente 2000 . tanto quanto possível à escala de cada aglomerado urbano. existe em Portugal uma consciência crescente de que foram cometidos no passado erros urbanísticos graves que seria bom. se bem que. Finalmente. corrigir. tanto quanto possível. as virtudes da Expo em termos de requalificação do espaço público com forte componente de valorização ambiental. 27 . deve ser referido que a experiência da Expo 98 teve um impacte muito significativo em todo o País e veio contribuir para estabelecer um novo paradigma de qualidade do espaço urbano e de valorização das suas componentes ambientais.2006 Por outro lado.

ACTUAÇÃO ESTRATÉGICA PARA 2000-2006 1 Principais Vectores Os temas centrais. não só aquele que por razões de natureza económica e técnica ainda não foi totalmente implementado. Partilhar essa responsabilidade através de um 28 . Portugal ainda se encontra numa fase de desenvolvimento em que a infra-estruturação básica necessita de ser modernizada e generalizada a uma parte importante da população e do território nacional.Programa Operacional do Ambiente 2000 .Os custos da protecção ambiental e do fornecimento de certos bens e serviços. os produtores e toda a população. mas também as directivas que serão implementadas no período 2000-2006. os consumidores. O terceiro prende-se com a necessidade de fazer aplicar o quadro normativo nacional. O segundo relaciona-se com a valorização e protecção das vantagens ambientais intrínsecas do território nacional. as metas e as acções prioritárias. comunitário e internacional.2006 TÍTULO III .A responsabilidade pela protecção do ambiente é um assunto que envolve a administração pública. enquanto factores de desenvolvimento económico equilibrado e de prosperidade social. O carácter de bem público de uma parte significativa dos bens e serviços do ambiente não deve ser condicionado por factores de rendimento e a sua provisão e ou regulação devem continuar sob a responsabilidade das autoridades públicas. relacionados com esta devem ser baseados em princípios de justiça distributiva. Assim. A responsabilidade partilhada . considerados como direitos essenciais para todos os portugueses. enquanto dever de cidadania. a estratégia ambiental para a próxima década assentará nos seguintes vectores de actuação: Primeiro vector: A gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental. A gestão sustentável dos recursos naturais e o usufruto de uma qualidade ambiental mínima devem constituir a principal linha de orientação estratégica do país e basear-se nos seguintes pressupostos: A equidade – O consumo dos bens ambientais deve ser ser objecto de acesso e distribuição equitativos por toda a população e por todas as regiões do território nacional. que nortearão a acção política no sentido de atingir no longo prazo as condições para um desenvolvimento sustentável têm em consideração três aspectos essenciais: O primeiro tem a ver com a realidade sócio-económica do país: ao contrário da maioria dos países membros da União. A solidariedade .

A protecção e a valorização deste património serão elementos fundamentais de uma “Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade” para a qual este Programa constituirá um importante instrumento. A exploração das oportunidades conciliando os objectivos de desenvolvimento territorial e sectorial com objectivos de protecção do ambiente. a avaliação do sentido e da intensidade dessas relações. 29 . devem contribuir para uma acção política mais eficaz. A definição de áreas de intervenção. são algumas das condições a preencher para integrar objectivos de protecção ambiental nas políticas.2006 alargamento significativo dos instrumentos e aplicar simultaneamente o normativo e incentivos económicos. territorial e intersectorial e/ou de sectores alvo. Segundo vector: a integração do ambiente na política de desenvolvimento territorial e nas políticas sectoriais A compatibilização do planeamento territorial e das políticas sectoriais com o ambiente constitui uma das condições da sustentabilidade: avaliar ex-ante os impactes . prevenir os danos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . construir indicadores de pressão ambiental das diferentes actividades e monitorizar os efeitos. Quanto à integração dos objectivos os princípios fundamentais serão: Concretizar a integração das estratégias de controlo da poluição com uma melhor gestão dos recursos. quando estratégias de soma positiva não puderem ser concretizadas. adaptar os instrumentos de intervenção. susceptíveis de um esforço de integração requer: O reconhecimento da interdependência entre as actividades económicas e o ambiente. A integração constitui o elemento primordial de uma estratégia ambiental. Generalizar a aplicação do Princípio do Poluídor Pagador com o Princípio do Utilizador Pagador. A arbitragem entre objectivos conflituais. necessária tanto ao nível dos objectivos como ao nível dos instrumentos utilizados para atingir esses objectivos. A diversidade biológica e a variedade dos ecossistemas e paisagens são património ecológico. Terceiro vector: a conservação e valorização do património natural no quadro de uma estratégia de conservação da natureza e da biodiversidade. cultural e económico do país e da Europa.

aos níveis local. Com educação e o acesso a uma informação de qualidade.2006.2006 Quarto vector: o estabelecimento de um partenariado estratégico com os diferentes actores para a modernização ambiental das actividades económicas e das organizações. quer no suporte a medidas de protecção do ambiente como o clima. formar opiniões e efectuar escolhas. É por isso que a educação se torna tão necessária. em primeiro lugar. De entre os instrumentos de política. recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para a sustentabilidade do desenvolvimento do país no próximo século. quer na área dos bens e serviços. os cofinanciados pelo Fundo de Coesão e pelos Fundos Estruturais que exercerão uma influência decisiva na prossecução dos objectivos que se passam a enunciar. destacam-se os financeiros. mas a informação só é util se os cidadãos a relacionarem com um quadro de conhecimentos e a usarem para resolver problemas. fomentará as formas institucionais de cooperação e de contratualização com os restantes agentes. que em linhas gerais foi exposta . entre os seus diferentes departamentos e ministérios a concertação necessária a uma abordagem integrada dos problemas ambientais e. em seguida. A Administração Central promoverá. e desta para a escola. Quinto vector: O desenvolvimento da educação e da informação ambientais O acesso à informação é crucial em democracia. Portugal propõe-se implementar a estratégia. nacional e mesmo da União Europeia e dos restantes países da comunidade internacional. A educação e a informação ambientais devem envolver todos os cidadãos partindo da escola para a comunidade.Programa Operacional do Ambiente 2000 . os cidadãos. 2 Objectivos Ambientais 2000-2006 Para o período 2000 . a Administração e o mundo empresarial poderão tomar decisões mais eficientes e mais equitativas no que respeita ao uso dos recursos naturais e participar mais eficazmente no processo de tomada de decisão. 30 . O vector ambiente no Plano de Desenvolvimento Regional assume-se como estruturante e de carácter horizontal tendo em vista o desenvolvimento sustentável. A educação ambiental pode dar ao cidadão os instrumentos e a experiência que ele necessita para compreender os processos que envolvem a protecção do ambiente e a sua relação com o desenvolvimento de uma comunidade sustentável. em particular. os oceanos e a defesa da biodiversidade em geral. o seu sucesso depende do diálogo e da contratualização com os vários actores que interveêm na implementação prática das acções de desenvolvimento. Os consumidores e a opinião pública têm um papel importante na criação de uma procura ambientalmente dirigida. Neste sentido.

2006 Com efeito. Apesar de ainda se verificarem lacunas na cobertura da população com aqueles serviços. para projectos de interesse municipal que apresentem complementaridade com os projectos financiados pelo Fundo de Coesão.. Neste contexto. para projectos de melhoria do ambiente urbano e para projectos de conservação da natureza e do litoral. em termos de atendimento das populações. sendo por conseguinte necessário colmatá-las.1 Recursos Hídricos 2. Para os investimentos sectoriais e no âmbito da integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento económico e social. na melhoria do nível de tratamento dos esgotos e na reutilização da água tratada para determinados usos. será necessário continuar o esforço de investimento na construção de infraestruturas. é indispensável para a consecução dos objectivos fixados que sejam articulados os apoios comunitários: Para as três vertentes do saneamento básico (abastecimento de água e. para além dos referidos investimentos no âmbito do Fundo de Coesão. foi elaborado o Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais 2000-2006. Na realidade.1 Níveis de atendimento Nas últimas décadas e em particular no período do QCA II. o investimento incidirá fundamentalmente no reforço do ciclo integrado de água através de uma lógica de sistemas integrados compatíveis com os planos de bacia. e a nível de outras intervenções sectoriais. a inclusão nas intervenções sectoriais apropriadas aos investimentos de cariz ambiental indispensáveis à minimização dos impactes ambientais resultantes das respectivas actividades 2. os investimentos em Ambiente que se realizarão no âmbito do PDR não serão exclusivamente financiados por este Programa Operacional.Programa Operacional do Ambiente 2000 . os seguintes: 31 . drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos) a complementariedade dos investimentos financiados pelo Fundo de Coesão numa lógica de Sistemas integrados. Serão objectivos a atingir em 2006. haverá investimentos em Ambiente a nível dos Programas Regionais. nomeadamente no Programa Operacional da Saúde. numa lógica de aplicação do princípio do “poluidor – pagador”. Neste sentido. na melhoria da qualidade da água fornecida e do serviço prestado. efectuou-se um elevado investimento para aumentar a cobertura de população com serviços de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais. através dos financiamentos FEDER no âmbito das Intervenções Operacionais Regionais dos investimentos a montante e a juzante das redes em baixa necessárias para assegurar a plena eficácia de cada sistema.1. com particular incidência no tratamento das águas residuais. No que se refere ao tratamento das águas residuais.

a implementação de medidas previstas nos POOC. 32 . Hidrometria.Programa Operacional do Ambiente 2000 . até 2006. ainda. o objectivo será reduzir em cerca de 80% a carga poluente no meio hídrico. bem como aquelas decorrentes do cumprimento do normativo nacional e comunitário. será. no mínimo. a Norte do Douro. estão em fase de conclusão do caderno de encargos. o nível de atendimento em cada sistema. criado ou a criar. bem como intervenções na rede hidrográfica que permitam uma melhor gestão dos recursos hídricos. Relativamente à qualidade da água para produção de água para consumo humano e águas balneares. os desenhos das redes estão em fase de conclusão. quer para as redes de referência quer para as redes específicas. E. de 90%. através da aplicação de medidas tendentes ao integral cumprimento das diversas directivas comunitárias. sobre as quais tem vindo a actuar a restruturação. para abertura do concurso público internacional. Por motivos de estratégia de investimento o País foi dividido em três regiões. encontra-se na fase de optimização do desenho e implementação das soluções.1. A proposta para as redes na região Entre Douro eTejo. Espera-se ter a rede nacional em funcionamento pleno em 2001. 2. Qualidade da Água e Sedimentologia) teve sempre como objectivo subjacente a permanente adequação da monitorização às necessidades de informação para a gestão e planeamento dos recursos hídricos. havendo depois que preparar o caderno de encargos do concurso ainda que as especificações quanto a sensores. Neste princípio. Entre Douro e Tejo. frequências de amostragens e soluções de telecomunicações. frequências de amostragens e telecomunicações na região já estejam identificadas. a saber: Sul do Tejo. que teve início em 1996 com o estudo de sensores. rotinas de monitorização. Para a Região a Sul do Tejo a solução de rede encontra-se já adjudicada estando em fase de elaboração de contrato.2006 Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Abastecimento de água Tratamento de águas residuais Percentagem 95 90 Cumulativamente.2 Programa de Monitorização de Águas Superficiais O Programa de Monitorização de Águas Superficiais (Climatologia. a presente etapa de restruturação. Quanto à região a Norte do Douro.

ainda em 2000.Programa Operacional do Ambiente 2000 .3 Programa de Monitorização de Águas Subterrâneas O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas (Quantidade e Qualidade) tem também como objectivo a adequação da monitorização às necessidades de informação para a gestão e planeamento dos recursos hídricos. 2.1. Na Região Centro já se encontra em exploração a rede piezométrica no litoral. Por motivos de estratégia de investimento o País foi dividido em cinco áreas coincidentes com as de jurisdição das Direcções Regionais de Ambiente. Quanto à região a Norte do Douro.2. sobre as quais tem vindo a actuar a restruturação. Espera-se ter a rede nacional em funcionamento pleno também em 2001. Na Região de Lisboa e Vale do Tejo. as acções a desenvolver e os objectivos a atingir são os que a seguir se explicitam: 2.2 Resíduos Do ponto de vista dos resíduos sólidos. pelo menos numa primeira fase. A proposta apresentada pelo INAG para a região do Alentejo ainda não foi implementada. vão iniciar-se os trabalhos de campo com vista à definição do desenho da rede. devendo ocorrer.1 Resíduos Sólidos Urbanos No respeitante à componente de resíduos sólidos urbanos e após a primeira fase de infraestruturação básica. estando presentemente a ser definida a rede no litoral. havendo ainda que implementar a rede de qualidade extensível ao interior (Maciço Antigo). Para a Região do Algarve a rede encontra-se já operacional.2006 2. a rede para o sistema aquífero do Tejo-Sado já se encontra implementada e operacional. passar-se-á a uma segunda fase que permitirá atingir as seguintes taxas de atendimento compatíveis com as directivas comunitárias e consequentemente com o nível médio da União Europeia: 33 . bem como aquelas decorrentes do cumprimento do normativo nacional e comunitário.

2.2. consultórios.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 2. Para destino final.3 Resíduos Hospitalares De acordo com o Plano Estratégico para os Resíduos Hospitalares estão previstas acções.2006 Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Tratamento e destino final adequado para os resíduos sólidos urbanos Percentagem 98 No quadro da política dos 3Rs são definidos os seguintes objectivos para o ano de 2006 (em percentagem do total de resíduos tratados): Tipo de valorização Material Energética Orgânica Percentagem 17 20 25 Os principais investimentos a realizar neste domínio referem-se à valorização e serão apoiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão. No período do PDR 2000-2006 serão atingidos os seguintes objectivos: Serviço Recolha. tratamento e destino final adequado para os resíduos hospitalares Percentagem 100 34 . laboratórios e unidades de prestação de cuidados de saúde a animais.2 Resíduos Industriais No período do PDR 2000-2006 deverão ser atingidos os seguintes objectivos: Tipo de resíduos Resíduos industriais perigosos Resíduos industriais banais Recolha e destino final adequado (%) 100 100 Valorização (%) 12 30 2. tendo em vista a triagem dos resíduos hospitalares perigosos em clínicas. o Plano propõe unidades de tratamento físico. complementadas por duas unidades de incineração. centros de saúde.

Nesta perspectiva prevê-se. como objectivo a atingir em 2006. aquisição de unidades móveis para campanha de medição da qualidade do ar e acções de sensibilização. com a criação de estruturas fixas e a respectiva estrutura de comunicação. redes privadas pertencentes às grandes industrias poluentes (centrais térmicas. de acordo com a nova legislação nacional. nomeadamente em termos de localização das estações e dos poluentes a medir e por outro. foram já definidas as zonas consideradas aglomerações para o continente. e para dar cumprimento às exigências comunitárias há que por um lado reformular e/ou reforçar algumas redes. dada a localização das estações. quer porque estão abrangidas na definição de aglomerações. distribuídas do seguinte modo: 35 . apenas permitem avaliar a qualidade do ar em certas áreas. que irá ter lugar no segundo semestre 2000. Assim pretende-se que sejam apoiados projectos de nível nacional e regional que permitam a conclusão da rede de qualidade. o que é manifestamente insuficiente atendendo às novas Directivas Comunitárias relativas à Qualidade do Ar. Considerando o novo quadro legal definido pelo Decreto-Lei nº 276/99 de 23 de Julho.Programa Operacional do Ambiente 2000 . As redes actuais.3 Ar e Ruído O diagnóstico sistemático da evolução da qualidade do ar e a avaliação da exposição ao ruído tem incidido em áreas sob influência marcante das actividades urbanas e industriais. estudos e acções de informação e sensibilização nesta matéria. Para além da actuação nestas áreas. cuja gestão está a cargo das Direcções Regionais do Ambiente (29 estações a funcionar e 8 em fase de instalação). importa completar o diagnóstico da situação da poluição atmosférica do nosso país.2006 2. a instalação no continente de cerca de 50 estações fixas ( valor aferido quando terminado o estudo atrás referido). Neste sentido. Por este facto. além da aquisição de unidades móveis de medição da qualidade do ar. e porque os compromissos e normativos comunitários vinculam obrigações e acções técnico-administrativas de natureza local. por forma a verificar as zonas onde obrigatoriamente se devem instalar estações de medição em contínuo. quer porque os níveis de concentração assim o obriguem. cimenteiras e siderurgia). impõe-se estender o conhecimento a todo o território nacional e ajustar a estrutura produtiva e do sector dos transportes aos novos objectivos ambientais. a nível nacional. instalar estações em áreas que necessitem de uma avaliação contínua. A monitorização da qualidade do ar a nível nacional é feita através de estações integradas em: • • redes de medição. regional e nacional. e no âmbito da Directiva Quadro da Qualidade do Ar. e foi definida a metodologia para uma avaliação preliminar. particularmente nas zonas urbanas e industriais.

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

2000 Norte Centro LV Tejo Alentejo Algarve TOTAL 18 3 14 5 1 41

2006 28 17 20 15 10 90

A monitorização da qualidade do ar será tratada e processada de forma a facilitar a sua divulgação pública. No respeitante ao ruído pretende-se para o futuro uma actuação mais preventiva dos problemas, estabelecendo-se mecanismos que permitem actuar concertadamente com o planeamento das actividades, nomeadamente, através da elaboração de mapas de ruído, de planos de monitorização e da implementação de planos de redução, de acordo com o novo Regulamento Geral do Ruído. Os objectivos para o período do PDR consubstanciam-se na aplicação das directivas que se encontram em fase de revisão e sobretudo para alguns dos poluentes, em particular aqueles que se integram nos compromissos de Quioto e na estratégia da acidificação.

2.4 Conservação da Natureza e do Litoral Assistiu-se nos últimos dez/doze anos a um esforço assinalável no sentido de consolidar e reforçar o âmbito, as competências e a capacidade de intervenção das instituições da Administração Pública com responsabilidades no domínio da Conservação da Natureza, fruto sobretudo das obrigações decorrentes de directivas europeias e convenções internacionais. O volume de meios financeiros postos à disposição destas entidades, sobretudo no decurso do QCA II, veio permitir o aumento e aprofundamento do conhecimento científico relativos aos valores do património natural existente em Portugal. Ao mesmo tempo, o avanço registado na efectiva implementação das Áreas Protegidas, quer ao nível da sua infraestruturação quer ao nível do significativo reforço da sua actuação no terreno, veio permitir uma intervenção progressivamente mais credível e eficaz, contribuindo para que a Conservação da Natureza passasse a ter uma dimensão espacial e política de âmbito nacional até então nunca verificada. O alargamento da rede, em anos recentes foi de facto significativo. No entanto, ao reforço e reclassificação das unidades constituintes da rede nacional de áreas classificadas, deverá
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

seguir-se a sua valorização na lógica preconizada de desenvolvimento integrado e sustentável das actividades socio-económicas aí levadas a cabo. Importa, agora, dotar as diversas figuras de protecção dos instrumentos e meios adequados à gestão da conservação da natureza. Este aspecto, porém, não poderá remeter para segundo plano o objectivo essencial das áreas classificadas que é, por excelência, a conservação e valorização da natureza. Esta posição é tanto mais justificada quanto a lista nacional de Sítios a incluir na Rede Natura 2000 se encontra completa. A Estratégia da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ENCNB) assenta em quatro conceitos fundamentais: • A compatibilidade entre Homem e Natureza, rejeitando todas as noções extremistas segundo as quais a conservação da natureza se faz melhor na ausência do ser humano, como se este fosse contra-natura; • a utilização sustentável dos recursos naturais, também como forma de promover a conservação da natureza e o bem estar das populações; • a conservação da natureza extensível a todo o território nacional, sustentando-se um continuum entre regiões ou áreas que, de facto, contribua para a preservação e identidade nacional do “Ecossistema Portugal”; • a responsabilidade partilhada, segundo o qual a implementação da ENCNB resulta da interiorização e integração da ENCNB nas diferentes políticas sectoriais e sectores de administração, bem como da própria sociedade civil. A Conservação da Natureza deixou assim, neste quadro, de se assumir como uma questão sectorial centrada sobre os seus valores intrínsecos, mas passou a ser encarada como uma política transversal, interactiva com as políticas de utilização dos recursos naturais e de planeamento do uso do solo e a ser encarada como suporte de um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. Neste contexto, serão objectivos a atingir no período do PDR 2000-2006: Conservação da Natureza Objectivos Percentagem Território continental sob estatuto de protecção para 20 a conservação da natureza Território sujeito a estatuto de Área Protegida 100 abrangido por Plano de Ordenamento Território inserido em Áreas Protegidas com 100 estatuto de protecção integral na posse do Estado

A protecção e a valorização das zonas costeiras, bem como a reabilitação da rede hidrográfica farão parte das prioridades da política de ambiente. A grande diversidade e
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

fragilidade do litoral e o facto de os recursos costeiros e hidrográficos serem o suporte de diversas actividades económicas, justificam o empenhamento de toda a sociedade na sua defesa e valorização, tendo por base os POOC’s e os instrumentos de gestão territorial, bem como as estratégias regionais e sectoriais. São objectivos para o período do PDR 2000-2006 os seguintes: • • • • Concretizar os estudos, as medidas e acções previstas nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira, incluindo os que se venham a revelar necessários implementar na sequência do desenvolvimento e aprofundamento dos trabalhos. Promover acções de requalificação e defesa da da orla costeira, em especial as de cariz preventivo e/ou as que constituem soluções alternativas à realização de obras. Promover a monitorização da orla costeira nas suas diferentes componentes. Promover acções de divulgação e sensibilização. Conservação do Litoral Objectivos Extensão da Costa Intervensionada (km) Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas elaborados (nº) 2006 200 50

2.5 Educação ambiental No Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, o Instituto de Promoção Ambiental (IPAMB) desempenha um papel estratégico e de referência no domínio da Educação para a Sustentabilidade, do acesso do cidadão à informação em matéria de ambiente e da participação do cidadão e das ONG’s no processo de tomada de decisão. As responsabilidades de promoção da cidadania exigem ao IPAMB, enquanto interlocutor privilegiado de escolas, ONG’s (em especial ONGA’s), professores, técnicos e animadores de Educação Ambiental, um empenhado trabalho de tratamento, actualização e disponibilização de informação sobre ambiente, bem como na formação contínua. Por outro lado, o reforço da participação dos cidadãos, ONG’s e da sociedade civil em geral, no processo de tomada de decisão, tornam necessária a criação de instrumentos que permitam uma maior eficácia da sua intervenção nesta área. Neste contexto, constituem objectivos a atingir no período de vigência do PDR 20002006: Objectivos Projectos apoiados de Educação Ambiental (EA) em escolas Alunos abrangidos por projectos de EA Professores abrangidos por projectos de EA Projectos de ONGA apoiados 2006 1 500 300 000 20 000 1 000
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espaços verdes. zonas ribeirinhas. criar novas mentalidades nos decisores. aumentando a oferta em locais já infraestruturados. racionalizar a expansão urbana. por forma a balizar formas e processos de actuação. energia. A melhoria do ambiente urbano pressupõe intervenções integradas. Essas formas de cooperação são importantes a nível do projecto e da empresa onde os esquemas de integração já existem.) 2006 3 3 Integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento O sucesso de uma estratégia de desenvolvimento sustentável passa pela capacidade de encontrar formas de cooperação entre as políticas sectoriais e a política de ambiente. mas devem igualmente ser parte da formulação da própria política sectorial. ar. 39 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . ruído. habitação e acção social) os objectivos a atingir no domínio da qualidade do ambiente urbano são os seguintes: • • • • Promover uma gestão integrada dos diferentes descritores ambientais: água. Qualificar as zonas urbanas através de programas de recuperação de áreas degradadas. pois incide numa diversidade de sectores e exige participações públicas e privadas. água. paisagem. resíduos. sobretudo. nomeadamente através da qualificação dos centros históricos das localidades. Objectivos População abrangida por intervenções de requalificação urbana (milhões de hab. Esta tendência tem provocado a degradação do ambiente e da qualidade de vida das populações. transportes. solo. Fomentar acções de gestão racional dos consumos energéticos.6 A melhoria do ambiente urbano A urbanização é uma tendência que se tem vindo a acentuar na organização do território. de tratamento de águas residuais e de resíduos sólidos. nos executores e nos agentes económicos do sector. caracterizada pela concentração urbana das populações e pela generalização de padrões de consumo e de estilos de vida urbana. medidas de racionalização dos transportes urbanos e de melhoria geral da qualidade ambiental das cidades. ar. Sem prejuízo da integração das acções sectoriais (urbanismo. A qualidade ambiental será cada vez mais um recurso escasso se não forem adoptados os princípios de sustentabilidade dos recursos naturais e que estão na base da concepção e do funcionamento de sistemas de abastecimento de água. Reforçar os meios de informação e fiscalização do MA e a sua coordenação com os Serviços de Protecção Civil.2006 2. desenvolver instrumentos e incentivos e. Torna-se assim necessário inverter estes processos. através da adopção de modelos de gestão urbana com elevadas taxas de eficiência na utilização dos recursos ambientais.

Na luta contra os desperdícios através da valorização dos resíduos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . através da promoção de energias de substituição e de um esforço tecnológico significativo. no caso de Portugal.1 Energia e Ambiente A integração do ambiente no sistema energético só poderá ser feita num quadro programado de longo prazo. reservando-se o Programa Operacional do Ambiente para o incentivo complementar a soluções que assegurem ou antecipem a adopção de tecnologias “amigas do ambiente” em detrimento de soluções correctivas de “fim de linha”. Na renovação do capital produtivo no sentido de fazer penetrar as tecnologias mais limpas. Os investimentos relevantes para a minimização do impacto ambiental resultante da actividade dos diferentes sectores deverão ser enquadrados nos instrumentos sectoriais apropriados.2006 O esforço de integração do factor ambiente nas políticas sectoriais deve concentrar-se em cinco aspectos: • • • • • Na concretização da regulamentação existente. 40 . Por outro lado. 3. por não ser possível responsabilizar o agente poluidor. As políticas agrícolas ambientalmente correctas são um factor decisivo na preservação dos espaços e da biodiversidade. Na análise e racionalização do ciclo de vida dos produtos. assim. incentivando a realização de investimentos de natureza interna ao processo produtivo (novas tecnologias – BAT) ou de natureza externa. Pretende-se. passa pelo aumento significativo da eficiência energética e pela expansão das energias renováveis. A estratégia para as alterações climáticas. na luta contra a desertificação e o despovoamento das áreas rurais e na melhoria da qualidade dos produtos. que poderá ter menos custos se devidamente inserida num Plano. tendo em conta as condições de competitividade da economia. procurar-se-à estimular acções de recuperação do passivo ambiental acumulado nas situações em que . Pescas e Ambiente Uma agricultura sustentável depende das relações que mantém com o meio natural e com a capacidade de conservar e melhorar a qualidade desse meio. 3. que garantam uma “performance” ambiental além da legislação em vigor. numa lógica de aplicação do princípio do “poluidor-pagador”. não se aplica o princípio do “poluidor-pagador”. Os compromissos de Quioto vão constituir o enquadramento para este esforço sendo que a integração do ambiente nas decisões energéticas se tornou agora uma necessidade. Na internalizacão dos custos externos. melhorar o desempenho ambiental das actividades económicas.2 Agricultura.

4 Transportes e Ambiente O impacto dos transportes e do tráfego sobre o ambiente e a saúde humana é considerável. colocam-se vários problemas: os impactes ambientais das infraestruturas. Desenvolver um programa de recuperação e apoio aos portos de pesca artesanal situados em Áreas Classificadas 3. o aumento do ruído e o congestionamento.2006 O Acordo Pescas/Ambiente tem em vista a articulação sectorial e a promoção de uma actividade piscatória sustentada. 3. de modo a podermos racionalizar a pesca em zonas particularmente sensíveis.3 Indústria e Ambiente Os esforços da indústria nacional em cumprir o normativo ambiental da primeira geração começam a dar os seus efeitos positivos para o ambiente. o factor ambiental deve desempenhar um papel importante na renovação do tecido produtivo. o aumento significativo e súbito das emissões. A primeira década do próximo século vai. O papel dos agricultores e pescadores portugueses deve ser valorizado quando as práticas agrícolas se situam em zonas com um elevado significado ecológico como sejam as áreas classificadas (APs. Neste sentido serão prosseguidos os seguintes objectivos: • • • • • • Redução e tratamento dos efluentes dos grandes sub-sectores poluidores: suinicultura. por exemplo). Estabelecimento de metas para a redução do uso de pesticidas. Certificação dos produtos oriundos das áreas classificadas. Sítios e ZPEs. em particular do transporte individual. quer na substituição de técnicas e de produtos perigosos para o ambiente e para a saúde. Conceber um transporte sustentável é uma tarefa que preocupa todos os países e constitui um dos objectivos do 5º Programa de Acção e de Política em matéria de Ambiente da União Europeia. Porém as tecnologias de fim de linha constituem ainda para muitos sectores e empresas o objectivo actual.e na busca de novos modos de produção sustentável. no aumento da produtividade dos recursos materiais e da energia . quer no tocante às poluições e aos riscos tecnológicos. as empresas terão de assumir verdadeiras estratégias ambientais que passam por dois eixos de actuação: a adaptação às tecnologias mais limpas e a introdução de sistemas de ecogestão. destilarias e lagares de azeite. Num país em que se assiste a um desenvolvimento considerável das infraestruturas viárias e consequente aumento do transporte. contudo ser mais exigente. Plano específico de ajuda para as zonas agrícolas integradas em Áreas Classificadas.a ecoeficiência . Dar prioridade à aplicação das medidas agro-ambientais nas áreas classificadas. tomate. Neste contexto. De constrangimento externo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 41 .

5 Turismo e Ambiente O ambiente e a qualidade ambiental constituem o capital mais valioso da indústria turística uma vez que são únicos e não substituíveis. para desenvolver estas competências. de sector e profissionais. Incentivos económicos aos projectos e planos de desenvolvimento turístico com mais valia ambiental.2006 Num quadro de crescimento rápido do sector.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 3. as áreas protegidas e os ecossistemas mais frágeis. num quadro de crescimento ocorrido e esperado. com especial incidência nas áreas mais sensíveis como a orla costeira. instituições universitárias. rápida e sistematizada resposta ao nível da atribuição de competências específicas na área do ambiente. ONGA e empresas. Formação Profissional e Emprego A existência de recursos humanos suficientes e qualificados para os constantes desafios que as actividades ligadas ao ambiente protagonizam. associações de municípios. O ambiente pode ser uma fonte diversificada de actividade turística se a sua utilização for feita numa óptica de sustentabilidade. Ordenamento turístico das áreas sob jurisdição do Ministério do Ambiente em particular da orla costeira. constituirão objectivos para o período do Plano: • • • Desenvolvimento do Programa Nacional de Turismo da Natureza (com uma linha financeira de apoio específica). deverão as mesmas ser reforçadas na componente estrutural. sensibilização dos sujeitos de actividades com elevado impacte ambiental e da proposta de comportamentos profissionais alternativos. quer com os outros organismos da tutela. de ligação às entidades potencialmente utilizadoras das competências criadas e de aumento das condições de empregabilidade.6 Ambiente. para além de gerar custos económicos sob a forma de infraestruturas sobredimensionadas e custos sociais de poluição. 3. Desempenhando o Instituto de Promoção Ambiental o papel de “pivot” na cooperação. nas suas vertentes de alojamento e animação ambiental. os danos ambientais podem ser mais graves pelo que se impõe uma abordagem integrada de vários vectores: o desenvolvimento da mobilidade. Neste sentido e tendo em conta as novas formas de turismo associadas ao ambiente. 42 . exige uma inequívoca. Degradar o património natural através de políticas de urbanização incontrolada significa inviabilizar a prazo uma exploração racional e sustentada da actividade turística. a protecção do ambiente e a consideração das escalas territoriais e temporais apropriadas. quer com o Ministério do Trabalho e Solidariedade.

desde que não abrangidas por Áreas Protegidas de âmbito nacional: 43 . Para a realização destes investimentos. projectos com investimentos simultaneamente em alta e em baixa. Assegurem a sua auto-sustentabilidade. de modo a diminuir as taxas de comparticipação comunitária. No entanto. enquadrando-se no programa Operacional do Ambiente os investimentos a realizar em Áreas Protegidas de âmbito nacional e na componente desconcentrada os investimentos a realizar nas seguintes áreas. de modo a garantir a plena aplicação do principio do poluidorpagador. Apliquem tarifas reais. será atribuída prioridade à utilização de modelos de gestão do tipo empresarial que: • • • Ofereçam garantias de funcionamento dos sistemas. poderão ser apresentados para co-financiamento pelo Fundo de Coesão candidaturas de sistemas integrados. Os investimentos em baixa. aumentando o efeito indutor dos Fundos Comunitários e complementando as necessidades de investimento.2006 4 Articulação das diferentes fontes de financiamento 4. serão financiados pelos Programas Operacionais Regionais do Continente (Eixo 1 “Apoio a Investimentos de Interesse Municipal e Intermunicipal”) por forma a assegurar a plena eficácia de cada sistema. drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos) serão financiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão no que diz respeito aos grandes investimentos visando complementar o processo de infraestruturação básica do território. Salienta-se ainda neste contexto a orientação de incentivar o incentivo à associação do investimento privado. 4. com especial incidência nos investimentos em alta. sendo condição de acesso ao Fundo de Coesão. complementares dos anteriores. isto é.1 Saneamento básico Os investimentos a realizar nas três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2 Conservação e Valorização do Património Natural Os investimentos relativos à Conservação e Valorização do Património Natural são essencialmente da mesma natureza quer no Programa Operacional do Ambiente quer na Componente Desconcentrada do Ambiente.

excepto as acções para a recuperação e melhoria das condições de segurança inferiores a 50 mil contos. cujo montante de investimento seja inferior a 20 mil contos. serão elegíveis na componente do Ambiente regionalmente desconcentrada as candidaturas relativas a informação e gestão ambientais. não abrangidas pelas figuras anteriores. ordenamento. segurança de barragens.2006 • • • • • • sítios integrados na Lista Nacional de Sítios proposta para classificação de Zonas Especiais de Conservação ao abrigo da Directiva 92/43/CEE. Zonas de Protecção Especial declaradas ao abrigo da Directiva79/409/CEE. Reserva da Biosfera ou Reserva Biogenética. • • • 4. valorização e requalificação da orla costeira . valorização e requalificação das albufeiras. excepto a reabilitação de sistemas dunares e a reabilitação e requalificação de áreas degradadas e frentes urbanas cujo investimento seja inferior a 50 mil contos.4 Informação. áreas com estatuto de protecção consideradas nas Convenções Internacionais ratificadas ou a ratificar pelo Estado Português. Sensibilização e Gestão Ambientais No âmbito desta medida. ordenamento. integrarão candidaturas a apoiar pelo Programa Operacional do Ambiente. áreas integradas na Reserva Ecológica Nacional. 44 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . os investimentos relativos a: • regularização e reabilitação da rede hidrográfica. excepto as infraestruturas de apoio a albufeiras e a requalificação ambiental e reabilitação do património cujo investimento seja inferior a 50 mil contos. 4. bem como de estruturas de detecção de tendências de fenómenos ambientais e naturais. em outras áreas com relevância para a conservação da natureza. abrangendo o reforço das infraestruturas e instrumentos que permitam a obtenção e o processamento de dados de natureza ambiental. excepto as acções de limpeza e desassoreamento e as infraestruturas de apoio das zonas fluviais e de recuperação do património cujo investimento seja inferior a 50 mil contos.3 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Caem no âmbito desta medida do PO Ambiente. Os restantes investimentos. áreas com estatuto de Diploma Europeu.

acções de comunicação e sensibilização de âmbito local ou regional tendo em vista a melhoria do ambiente urbano. da criação de áreas de estacionamento e da reestruturação da rede viária e pedonal na malha urbana. acções de requalificação ambiental e urbana de espaço público potenciadoras da melhoria do desempenho das actividades económicas locais. Medidas do Eixo Prioritário 2 dos Programas Operacionais Regionais do Continente. orienta a instrução das candidaturas considerando as fontes de financiamento disponíveis. acções que visem a criação e/ou requalificação de áreas verdes contemplando o equipamento considerado necessário. acções de recuperação e valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana. além de verificar a conformidade com os objectivos do programa. nomeadamente. O principal objectivo deste programa consiste em melhorar a qualidade de vida nas cidades através de intervenções nas vertentes urbanística e ambiental. relativas à Qualificação das Cidades e Requalificação Metropolitana: Através destas Medidas pretende-se apoiar preferencialmente as acções de carácter mais infraestrutural e urbanístico. acções que promovam a utilização dos modos de transporte colectivo e/ou promovam modos de transporte urbanos mais favoráveis ao ambiente. acções de comunicação e sensibilização de âmbito nacional tendo em vista a melhoria do ambiente urbano. acções que contribuam para a caracterização e a gestão do ambiente urbano. nomeadamente. acções de requalificação ambiental e urbana de espaço público para fruição pelos cidadãos. 45 • • .Programa Operacional do Ambiente 2000 . nomeadamente. Medidas do Eixo Prioritário 3 dos Programas Operacionais Regionais do Continente relativas à Componente do Ambiente desconcentrada regionalmente: Através destas Medidas pretende-se apoiar preferencialmente as acções de monitorização de parâmetros ambientais e de informação e sensibilização do público. em particular dos veículos de utilização individual através.5 Ambiente Urbano A articulação de investimentos relativos ao ambiente urbano será efectuada no quadro do Programa Polis – Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades. de tratamento e de processamento de dados ambientais urbanos para apoio à decisão e/ou para divulgação ao público.1 do Programa Operacional do Ambiente “Melhoria do Ambiente Urbano”: Através desta Medida pretende-se apoiar preferencialmente as acções de carácter mais ambiental. acções relativas à criação ou reforço de sistemas de monitorização. acções que contribuam para a restrição à circulação automóvel. nomeadamente. a saber: • Medida 2. Os promotores apresentarão as sua propostas de investimento ao Gabinete Coordenador do Programa Polis que.2006 4. acções de recuperação/ valorização ou construção de edifícios com interesse patrimonial ou funcional integrados em operações de requalificação urbana. melhorando a atractividade e competitividade de pólos urbanos que têm um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional.

quando não integrem a Unidade de Gestão.Programa Operacional do Ambiente 2000 . os Programas Operacionais Regionais e o Programa Operacional do Ambiente desconcentrado será feita por uma Comissão de Coordenação. 5 Mecanismos de articulação entre as diferentes intervenções As Autoridades Públicas Ambientais participam nas Unidades de Gestão dos seguintes Programas Operacionais: Agricultura. a articulação entre o Programa Operacional do Ambiente. e que será constituída pelos representantes do MAOT nas unidades de gestão e de acompanhamento e pelo gestor do Programa Operacional do Ambiente. Transportes. 6 Ponto de situação da implementação das Directivas Comunitárias Relativas aos Recursos Hídricos 46 . que reunirá trimestralmente. De acordo com o artigo 31º do decreto-lei 54-A/ 2000: • “As unidades de gestão dos eixos prioritários relativos às acções integradas de base territorial e incluídos nas intervenções operacionais regionais do continente são aindacompostas pelos coordenadores das acções integradas de base territorial.” • Para além das representações já referidas. e nas Comissões de Acompanhamento dos Programas Operacionais.2006 4. que presidirá. que servirão de apoio à decisão. Ambiente e Programas Operacionais Regionais do continente.” “As unidades de gestão dos eixos prioritários relativos a investimentos e acções de desenvolvimento desconcentrados incluídos nas intervenções operacionais regionais do continente são ainda integradas pelos coordenadores das intervenções da administração central regionalmente desconcentradas dessas intervenções operacionais. Pesca. Economia. Serão elegíveis na Componente do Ambiente regionalmente desconcentrada estudos e/ou diagnósticos de fundamentação de projectos referentes à recuperação do passivo ambiental e/ou requalificação ambiental.6 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Esta Medida do Programa Operacional do Ambiente destina-se a incentivar acções que proporcionem um desempenho ambiental acrescentado. constituindo portanto um incentivo complementar a investimentos financiados pelos outros programas sectoriais.

Foram definidos os Planos de Acção para as zonas balneares não conformes. 91/676/CEE – Transposta pelos DL-235/97 e 68/99. De acordo com o que está estipulado no articulado das directivas têm sido enviados à Comissão os relatórios de transmissão de informação relacionada com o cumprimento das mesmas em Portugal. 348/98 e 261/99. 56/99. 84/156/CEE. está já entregue o relatório para o biénio 1996-1998. Estão já designados os troços de águas salmonídeas e ciprinícolas. 52/99.2006 75/440/CEE – Transposta pelo DL-236/98. Estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. Foram construídas infraestruturas para aglomerados com dimensão superior a 10000 e. Foi definida a Rede Básica de Monitorização e está-se presentemente a inventariar as unidades industriais que potencialmente lançam para o meio aquático substâncias perigosas. Relativas à gestão dos Resíduos Urbanos. 78/659/CEE – Transposta pelo DL-236/98. 86/280/CEE. foram entregues os relatórios anuais. 46/94 e 82/176/CEE. 84/491/CEE. 47 . 79/869/CEE – Transposta pelo DL-236/98. Estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98.p. 76/160/CEE – Transposta pelo DL-236/98. 83/513/CEE. está em preparação o relatório para o quadriénio 1996-1999. 76/464/CEE – Transposta pelos DL-236/98. descarregando para bacias sensíveis. 506/99. 88/347/CEE – transpostas respectivamente pela Portaria 1033/93 e pelos DL 53/99. Na generalidade está-se na fase de implementação dos planos de acção sobre os quais incidirá a verificação da eficiência e introdução de eventuais alterações. 80/68/CEE – Transposta pelos DL-236/98 e 46/94. Industriais e Hospitalares As directivas comunitárias no domínio dos resíduos encontram-se todas transpostas para Direito Nacional. Está em curso a revisão das zonas vulneráveis. tendo os respectivos documentos legislativos de transposição sido notificados oportunamente à Comissão da União Europeia. Foram definidos os Planos de Actividades para preservação e melhoria da qualidade das águas balneares. substâncias perigosas. Está a ser definida a Rede Básica de Monitorização e está-se presentemente a inventariar as unidades industriais que potencialmente lançam indirectamente para as águas subterrâneas. 91/271/CEE e 98/15/CEE – Transpostas pelos DL 152/97. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98. 54/99. estão já entregues os relatórios dos triénios1993/95 e 1996/98.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

construídos e explorados de acordo com as directrizes da Directiva 99/31/CE (Directiva Aterros). 48 . dos resíduos de material eléctrico e electrónico. A concretização dessas estratégias que se encontra em excelente desenvolvimento permitirá garantir uma adequada gestão deste fluxo. dos veículos em fim-de-vida e das lamas das estações de tratamento de águas residuais urbanas. que se encontra em fase avançada de consolidação. destinada a viabilizar financeiramente a reciclagem dos materiais de embalagem. A gestão deste fluxo é ainda garantida através duma rede de aterros concebidos. e. que inclui obrigatoriamente a vertente da recolha selectiva de alguns materiais com vista ao cumprimento dos objectivos de reciclagem constantes da Directiva 94/62/CE (Directiva Embalagens). Industriais e Hospitalares. também foram construídos no país duas unidades de valorização energética. O modelo adoptado para assegurar o cumprimento desses objectivos assenta na criação duma rede de eco-pontos. aprovado em 1997 prevê a criação duma rede adequada de infraestruturas de tratamento para os resíduos urbanos. o que se vem verificando à medida que entram em funcionamento as novas estruturas de tratamento. bem como a construção de novas unidades de valorização da componente orgãnica dos resíduos urbanos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . que na sua concepção e desenvolvimento integram a hierarquia de princípios aprovada na Estratégia Comunitária de Gestão de Resíduos em vigor. No que respeita à gestão dos resíduos hospitalares foi aprovado no ano de 1999 um Plano Estratégico que. Estes Planos também foram obviamente notificados à Comissão. Ainda no âmbito da reciclagem encontra-se em fase avançada de qualificação um conjunto de unidades de compostagem existentes. define uma estratégia de curto prazo (2000) e de médio prazo (2005). Encontram-se também em definição/implementação alguns sistemas tendentes a permitir uma melhor gestão do fluxo das pilhas. eco-centros e estações de triagem. encontrando-se ainda em construção uma unidade de digestão anaeróbica para a componente orgânica dos resíduos urbanos. para além do diagnóstico da situação de partida (1997). há a referir o seguinte: Foram elaborados e aprovados Planos Estratégicos Sectoriais para cada um dos citados fluxos. Complementarmente a esta rede de equipamentos foi criada uma sociedade gestora de embalagens e resíduos de embalagem com a participação dos agentes económicos envolvidos na fabricação e utilização da embalagem. Procurando dar cumprimento à hierarquia de princípios constante da Estratégia Comunitária atrás referida.2006 No que respeita à implementação das directivas resíduos na gestão dos Resíduos Urbanos. dos óleos usados. O Plano Estratégico dos Resíduos Urbanos (PERSU). O PERSU previa ainda o encerramento de todas as lixeiras.

a construção de. de solventes. Enquanto não estão em funcionamento estes aterros verifica-se a deposição destes resíduos em aterros para resíduos urbanos. Está em fase de análise de projecto uma rede de aterros para resíduos industriais banais/não perigosos. uma vez que. A gestão dos resíduos industriais em Portugal tem estratégias definidas que. Têem também sido enviados para tratamento em unidades autorizadas no estrangeiro. quantidades significativas de resíduos que não é possível tratar adequadamente em Portugal. postos de enfermagem e das unidades de prestação de cuidados de saúde a animais. Entretanto. estratégias genéricas conducentes à prevenção da produção de resíduos. Para estes sectores são propostos guias específicos a divulgar largamente pelas associações industriais. conforme já foi notificado à Comissão. de acordo com o disposto no Regulamento 259/93/CEE. com tarifas que não reflectem quaisquer financiamentos públicos. No que respeita à prevenção da produção e de acordo com os pressupostos da Estratégia Comunitária. para o tratamento de óleos usados e lamas oleosas. Finalmente para a gestão dos resíduos industriais foi aprovado um Plano Estratégico o PESGRI em 1999 e encontra-se em fase final de elaboração um Plano Nacional de Prevenção para os Resíduos Industriais (PNAPRI). no máximo dois novos incineradores. foi considerado que uma intervenção eficaz neste domínio teria que ser desenvolvida ao nível da produção de resíduos. desde que garantam as devidas 49 . Assim o PNAPRI. e. nomeadamente por parte dos consultórios médicos. para além de definir. previligiam a reciclagem e a valorização energética face à deposição em aterro. incluindo esses guias recomendações quer ao nível dos procedimentos quer algumas alterações tecnológicas mais ou menos aprofundadas. embora tendo uma estratégia definida.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de acumuladores de chumbo. analisa em detalhe dez dos sectores industriais mais representativos da produção de resíduos em Portugal. de resíduos das unidades de tratamento de superfície. por dificuldades de aceitação por parte das populações das localizações seleccionadas para algumas unidades de tratamento. Refere-se ainda que algumas unidades industriais têem sido autorizadas a armazenar os resíduos que geram nas suas próprias instalações. Para além deste investimento. estão-se a processar acções de formação. para além da prevenção. O sub-fluxo dos resíduos perigosos.2006 Na estratégia de curto prazo está previsto o encerramento dos incineradores que não cumprem o normativo comunitário o que se tem verificado ( já foram encerrados 19). apresenta alguns constrangimentos em termos de cumprimento das directivas comunitárias. Este problema será ultrapassado a curto prazo. que a curto prazo estará construída. no âmbito do relatório da Directiva 91/689/CEE (Directva Resíduos Perigosos) existem autorizadas em Portugal unidades para o armazenamento temporário de resíduos perigosos. ainda não foi possível a sua construção. de unidades da indústria de curtumes e ainda aterros para resíduos perigosos para algumas unidades industriais especifícas. de sensibilização e de fiscalização tendentes a aumentar o inventário da produção deste tipo de resíduos. e a consolidação da actual rede de tratamentos alternativos de descontaminação.

CAPÍTULO II : PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE  * *  50 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . As acções de fiscalização/inspecção desenvolvidas no âmbito da obrigação de os produtores de resíduos declararem os resíduos que geram. muito têem contribuído para que a gestão deste fluxo esteja cada vez mais consolidada com o cumprimento do normativo nacional e comunitário.2006 condições de controle e segurança. nomeadamente o respectivo registo de quantidades e tipos.

indispensável à concretização de objectivos iminentemente ambientais. A existência de um Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social para o período 2000-2006 ao qual se associa o III Quadro Comunitário de Apoio constitui um suporte de referência para a definição de políticas ambientais consistentes e capazes de dotarem o país de níveis de qualidade ambiental compatíveis com as aspirações dos cidadãos. a sociedade portuguesa dispõe de condições e oportunidades que não podem ser menosprezadas. fase correspondente àquela que os nossos parceiros comunitários realizaram há três décadas. tendo subjacente um conjunto de objectivos que respondam à satisfação das necessidades e que devem ser atingidos durante a vigência do III QCA. por um desenvolvimento sustentável. no plano ambiental. que em linhas gerais foi exposta no Capítulo I. à reorientação do modelo de crescimento. contribuir para criar. Com vista atingir os objectivos que se propõe alcançar. Esta abordagem positiva apela para uma atitude pró-activa das políticas ambientais e para a definição de um conjunto de linhas de actuação estratégica. bem como melhorar as infra-estruturas de informação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . reequilibrando o crescimento económico com um elevado grau de protecção e valorização dos recursos naturais. sensibilização e gestão ambiental. as condições que permitam à sociedade portuguesa enveredar. dar continuidade e completar a infra-estruturação básica. as acções a apoiar através deste Programa Operacional integram-se fundamentalmente na requalificação. 51 . visa requalificar e valorizar o património natural e o ambiente urbano. à ocupação do espaço e à utilização dos recursos naturais. Portugal propõe-se implementar a estratégia . recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para o seu desenvolvimento sustentável e consequentemente para a melhoria da qualidade de vida das populações.2006 INTRODUÇÃO A protecção do ambiente em Portugal enfrentará no princípio de século XXI dois grandes desígnios: por um lado. valorização e promoção dos recursos ambientais do território continental português. na monitorização do estado do ambiente e no reforço da integração do factor protecção do ambiente nas actividades económicas e sociais. Para enfrentar estes desígnios. gradualmente.2006.contém uma visão estratégica para a economia portuguesa para o período 2000-2006 que constitui uma referência importante para a consideração das incidências ambientais associadas às políticas de reestruturação da base económica. por outro lado. Para o período 2000 . É neste sentido que o Programa Operacional do Ambiente. O Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social – PNDES . materializadas neste Programa Operacional.

Apresenta-se. bem como. do investimento global e respectivo apoio comunitário a elas associado.2006 TÍTULO I .Programa Operacional do Ambiente 2000 .ESTRUTURA DO PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE O Programa Operacional do Ambiente inclui três Eixos prioritários. em seguida. 52 . relativo à Assistência Técnica. O Eixo prioritário 1. relativo à Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais (cujo objectivo se integra numa lógica de transversalidade do ambiente)e o Eixo prioritário 3. relativo à Gestão Sustentável dos Recursos Naturais (cujo objectivo é o apoio a intervenções de carácter eminentemente ambiental). o Eixo prioritário 2. com referência indicativa das medidas incluídas em cada eixo. o quadro resumo dos eixos prioritários do Programa Operacional do Ambiente.

2006 53 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

as questões do litoral e dos recursos hídricos. foram identificadas como fundamentais as seguintes áreas de intervenção: • conhecimento e gestão do património natural.EIXO PRIORITÁRIO 1: GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS Nos finais do século XX assistiu-se a um crescente reconhecimento da importância que a gestão dos recursos naturais assume no contexto de um mundo em mudança. formas mais eficazes de gerir os recursos naturais e o património natural. Assim. ecossistemas. identificar as diferentes Medidas através das quais se podem consubstanciar as acções que dão corpo a um verdadeiro processo de desenvolvimento sustentável. previstas as seguintes medidas: • • • Conservação e valorização do património natural Valorização e protecção dos recursos naturais Informação. através de um Eixo próprio. colocando a ênfase no ordenamento de áreas classificadas e sensíveis. formação e gestão ambientais A tipologia de intervenção que estas Medidas pressupõem privilegiará. incluídas na Rede Nacional das Áreas Protegidas. por isso. e mantendo um nível de participação e entendimento da política em causa que seja garante da sua continuidade e aperfeiçoamento sucessivo. impedindo a delapidação desses recursos por forma a manter a sua utilização pelas gerações vindouras.Programa Operacional do Ambiente 2000 . permitindo uma sociedade mais participativa neste domínio. • • Foram. Trata-se. valores paisagísticas e culturais que o país encerra justificam que a nível das intervenções sectoriais previstas para o próximo septénio se continue a dar uma particular atenção às questões ambientais. assim de. promovendo a interligação estreita com actividades geradoras de riqueza e bem-estar para as populações. A riqueza de valores faunísticos e florísticos e a diversidade de habitats. 54 . como formas de proporcionar um conhecimento amplo sobre as questões ambientais. pela sua especificidade.2006 TÍTULO II . a informação e divulgação. enquanto vectores essenciais de ordenamento do território e de desenvolvimento regional. por isso. com particular relevância nas áreas com especial valor para a Conservação da Natureza.

serão objectivos a atingir pelo Programa Operacional do Ambiente em 2006: Eixo Prioritário 1 –Gestão sustentável dos recursos naturais ♣ Percentagem do território continental sob estatuto de protecção para a conservação da natureza (área protegida de âmbito nacional) ♣ Percentagem do território sujeito a estatuto de Área Protegida abrangido por Plano de Ordenamento ♣ Percentagem do território inserido em Áreas Protegidas com estatuto de protecção integral na posse do Estado ♣ Percentagem de área classificada intervencionada ♣ Percentagem de ZPE e Sítios com planos de gestão ♣ Proporção de espécies de interesse comunitário que ocorrem em Portugal alvo de acções e medidas de conservação ♣ Extensão de costa a intervencionar (km) ¹ ♣ Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas a elaborar (nº) ♣ Projectos a apoiar de Educação Ambiental (EA) em escolas ♣ Alunos a abranger por projectos de EA ♣ Professores abrangidos por projectos de EA ♣ Projectos de ONGA a apoiar ¹ este indicador será desagregado no Complemento de Programação 2000 7. apresenta-se uma descrição das Medidas que compõem este Eixo.2006 Neste contexto.5% 48. 55 .9% 75% 15% 0 20% 100% 100% 50% 100% 100% 16 - 160 50 1 500 300 000 20 000 1 000 Seguidamente.2% 2006 7.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

ainda. a qual incluirá a Rede Nacional de Áreas Protegidas. as áreas integradas na Lista Nacional de Sítios proposta para classificação das Zonas Especiais de Conservação.2006 MEDIDA 1. Nas Áreas Protegidas encontra-se um conjunto valioso e diversificado do património natural português. como consequência da dinamização da economia local. Outro objectivo específico desta Medida é a preservação de zonas protegidas através do apoio a projectos com intervenção nas áreas da Rede Natura 2000.Programa Operacional do Ambiente 2000 . nomeadamente nas Zonas de Protecção Especial (ZPE) e nas Zonas Especiais de Conservação (ZEC). não abrangidas pelas figuras anteriores. a conformidade com os objectivos e disposições previstos nos Planos de Ordenamento das Áreas Protegidas e. Reservas da Biosfera ou Reservas Biogenéticas e ainda nas áreas com relevância para a conservação da natureza. desenvolvido no período de programação anterior. a Reserva Ecológica Nacional. 2.1 Conservação e Valorização do Património Natural 1. a contribuição para a preservação do património natural. valorização e promoção do património natural do território continental português. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. a constituir. nos domínios da conservação. devidamente enquadrado e controlado tem contribuído para a melhoria das condições económicas e sociais das populações residentes. as áreas com estatuto de protecção consideradas nas Convenções Internacionais ratificadas ou a ratificar pelo Estado Português. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Com esta medida pretende-se completar o trabalho de infraestruturação. as Zonas de Protecção Especial. A promoção do recreio e lazer de forma compatível com a preservação do valores naturais e culturais. Este fluxo de visitantes. as áreas com o estatuto de Diploma Europeu. a sua consistência técnica e viabilidade económica. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Esta medida tem incidência nas áreas da Rede Fundamental de Conservação da Natureza e Protecção da Paisagem. incluído na Rede Nacional das Áreas Protegidas. 56 . verificando-se uma tendência crescente no número de visitantes. constitui um importante factor de demonstração de um modelo de desenvolvimento sustentável. atraídos não só pelas potencialidades paisagísticas como ainda pela riqueza do património histórico e cultural.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . mas com benefícios económicos e sociais para a população residente. • • Estudos e acções de gestão para espécies e habitats  Estudos de caracterização e suporte à elaboração de planos de ordenamento. menos degradativa para os valores naturais. mantendo permanentemente actualizado este conhecimento e colmatando algumas lacunas já identificadas. por isso. mas principalmente visando suportar cientificamente as acções de gestão necessárias à sua protecção e recuperação e ao uso sustentável dos recursos. implementação de bases de dados (alfa-numéricas e geográficas) de Património Natural para apoio à gestão e avaliação de áreas classificadas. estabeleceu-se como prioritária. As necessidades da população residente e a sua interligação com a forma de actuação nas áreas protegidas – e que está extremamente dependente da qualidade de vida da população residente. Consolidação do Sistema de Informação do Património Natural . Foram.que não são referentes à sua promoção. de interpretação. informação e apoio a visitantes. utilizados os seguintes critérios para o estabelecimento das prioridades: • As lacunas de conhecimento. a seguinte tipologia de acções: • • • Estudos e acções de gestão para espécies e habitats.2006 Tipologia de projectos a apoiar: Para o Programa Operacional do Ambiente 2000-2006. A identificação desta tipologia de acções teve por base uma perspectiva de apoio ao incremento e melhoria das acções de gestão. planos especiais de ordenamento do território. planos sectoriais e planos de acção bem como programas de conservação de espécies e habitats. em termos de conservação e valorização do património natural. ou seja. perante a crescente procura que já se verifica. aprofundar o conhecimento científico sobre algumas espécies e habitats com especial valor para a Conservação da Natureza. Acções de apoio ao desenvolvimento local. Aquisição de terrenos respeitando as disposições da regra de elegibilidade nº 5. visando um uso sustentável dos recursos. mas sim ao seu ordenamento. dos benefícios económicos das actividades que promovem. o princípio da propriedade pública dessas aquisições e o carácter de protecção a tempo 57   .e.SIPNAT . com vista à manutenção da diversidade biológica e ao uso sustentável dos recursos naturais. principalmente com vista à gestão das espécies e habitats – ou seja. Criação de infraestruturas de apoio ao turismo de natureza. As necessidades relacionadas com a visitação às Áreas Protegidas . bem assim.

tendo em vista a promoção de uma “bolsa” de terrenos essenciais à política de Conservação da Natureza. Nesse sentido e através desta Medida serão co-financiadas estruturas e acções do tipo:         Centros e Postos de Informação. nomeadamente: 58 . Casas de Abrigo e Casas de Retiro.2006   ilimitado. Trilhos e Percursos de Interpretação. Edição de material de divulgação. Ecomuseus e Núcleos Museológicos. que se identifica pelas paisagens por ela moldadas ao longo dos anos. torna-se essencial disciplinar e orientar o crescente fluxo de visitantes. Parques de Merendas. repovoamentos.) Implementação de uma Rede de Centros de recuperação de Fauna. como resultado. Criação de infra-estruturas de apoio ao turismo de natureza. da migração dos jovens para as grandes zonas urbanas. Acções de maneio de espécies e habitats (manutenção. recuperação. A população residente das Áreas Protegidas caracteriza-se por uma integração “natural” no meio. Assim. acções tendo como objectivo a manutenção das actividades tradicionais e a melhoria das condições de vida da população. Centros de Acolhimento. Sinalização. Acções de apoio ao desenvolvimento local Um dos objectivos que a classificação de Áreas Protegidas prossegue é “a promoção do desenvolvimento sustentado da região. etc. Estudos demonstraram que a população residente nas Áreas Protegidas tem vindo a decrescer. de interpretação. já que o equilíbrio dos ecossistemas dominantes no território nacional depende da presença do homem e dos seus processos tradicionais de gestão da paisagem. alimentadores. valorizando a interacção entre as componentes ambientais naturais e humanas e promovendo a qualidade de vida das populações”. Parques de Campismo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Centros de Interpretação e/ou Centros de Educação Ambiental. Este fenómeno coloca em risco a conservação da natureza e em especial a manutenção da biodiversidade. informação e apoio a visitantes Ao nível da gestão das Áreas Protegidas (AP). controlo de espécies exóticas. serão apoiadas por esta Medida. de modo a que as AP possam ser visitadas sem que daí advenham riscos de degradação física e biológica para as paisagens e para o ambiente. e por actividades tradicionais e modos de vida adaptados ao espaço onde se inserem. arborizações com espécies autóctones. fundamentalmente.

reabilitação de património histórico e cultural que potencie o desenvolvimento de actividades económicas ligadas à visitação. públicas ou privadas. 6. • Municípios e suas Associações. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO 59 . mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. acções de requalificação ambiental. O Complemento de Programação.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. infra-estruturas de saneamento básico. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 20% do cofinanciamento do FEDER. requalificação de aglomerados rurais. recuperação e melhoria de caminhos e acessos. infra-estruturas colectivas de suporte às actividades tradicionais. • Outras entidades.2006 • • • • • • • • acções de certificação e divulgação de produtos regionais. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. entre outras. instalação e apetrechamento de Núcleos de Técnicas Artesanais. 4. 5. 3 .

60 .2006 Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

neste quadro está prevista a requalificação de áreas degradadas resultado de ocupações abusivas e utilizações desregradas da orla costeira.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Esta Medida tem como objectivos específicos: • • a protecção e requalificação da faixa costeira. Promoção da localização de actividades compatíveis com a utilização sustentável dos recursos existentes. através da identificação das zonas sensíveis e a tipificação de mecanismos de salvaguarda. Protecção dos valores naturais e patrimoniais. As principais linhas orientadoras que foram considerados na elaboração dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira são as seguintes: • • • • • • Definição clara das regras e princípios para as diferentes utilizações. que compreende entre outros aspectos a recuperação de sistemas dunares e a relocalização de usos e actividades. a reabilitação e a valorização da Rede Hidrográfica Nacional e das Albufeiras. Gestão integrada e coordenada da orla costeira. de forma compatível com o preconizado nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). Salvaguarda eficaz de pessoas e bens.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Aprofundamento e divulgação de conhecimento de base técnico científico. • 61 . Combate aos valores antrópicos que alteram a configuração da linha de costa.2006 MEDIDA 1. através de intervenções que permitam uma gestão criteriosa dos recursos hídricos nacionais. considerados incompatíveis com a sensibilidade ecológica e a fragilidade dos sistemas costeiros.

Prevenção e Controlo de Cheias. não podendo na maioria dos casos deixar de ser intervenções estruturantes . Algés. Para além dos casos referidos existem outras na Região de Lisboa e também no país. etc. Algés e rio de Loures.2006 As principais linhas de orientação no âmbito do Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. As intervenções passam pela regularização fluvial. • • • • • Relativamente aos critérios para a escolha dos Planos de Ordenamento das Albufeiras. das quais se destacam as de 1967 e 1983. Os espaços limitados pelas linhas de regolfo destas bacias podem ser utilizados para fins lúdicos. criação de bacias de amortecimento dos caudais de ponta de cheia. como seja o caso da cidade de Águeda e de quase todo o Sotavento Algarvio. albufeiras de maior dimensão. as principais linhas de água. Das situações de maior risco na Região de Lisboa. bastando para o efeito o seu arranjo paisagístico . Loures. são: • Pelas características hidrológicas e geomorfológicas e ocupação urbana existentes na Região de Lisboa (Margem Direita do Rio Tejo). etc. poderá dizer-se que as prioridades serão as seguintes: • • • albufeiras cujo uso principal da água seja para abastecimento público. poder-se-á considerar esta zona como a mais vulnerável do país ao efeito das cheias. Cascais. constando do aumento de capacidade de escoamento das secções. atravessam importantes aglomerados urbanos sendo frequente a ocorrência de cheias. eliminação dos pontos críticos (pontes. tendo as primeiras provocado a morte a mais de 500 pessoas e as segundas avultados prejuízos..). 62 . Na generalidade. etc. a executar até 2006. mas que complementadas por arranjos paisagísticos adequados permitem criar espaços que serão usufruídos pelas populações como zonas de recreio e lazer. elegem-se. albufeiras em que haja uma potencial incompatibilidade entre as diferentes utilizações que possa proporcionar. pontões e aquedutos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . A actuação deverá incidir nas principais linhas de água que provocam problemas como as que atrás foram referidas. e em particular os troços finais. que estão sujeitas respectivamente à influência das ribeiras das Vinhas.

As intervenções a apoiar na faixa costeira terão de ser compatíveis com os objectivos dos POOC e abrangerão acções que visem. nos leitos das águas fluviais e respectivas margens e nas áreas envolventes que tenham influência na sua qualidade ambiental. a conformidade com os objectivos e disposições previstos nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira. tais como. a contribuição para a preservação dos recursos naturais. nos Planos de Bacia Hidrográfica ou no Plano Nacional da Água e.2006 2. infraestruturas de apoio às actividades produtivas. verificação das condições de segurança em barragens. acções de recuperação e melhoria das condições de segurança das barragens. valorização de praias. estudos de base técnico-científicos e planos de pormenor. ainda. A alteração deste desfasamento está dependente da construção de infra-estruturas de regularização. Entre as acções a apoiar no âmbito desta Medida. a reabilitação de sistemas dunares e a estabilização de arribas e falésias. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. reabilitação e requalificação de áreas degradadas e frentes urbanas. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Esta Medida incide fundamentalmente nas áreas abrangidas pelos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC). nomeadamente:   a protecção física e biológica da costa com minimização dos efeitos erosivos. limpeza e desassoreamento de linhas de água e de sistemas lagunares. obras de defesa em zonas de risco. valorização das zonas fluviais e recuperação do património. a requalificação e ordenamento do espaço público e dos respectivos usos. defesa e reabilitação dos sistemas dunares. bem como da assunção de métodos de gestão criteriosos essenciais ao desenvolvimento sustentável e ao equilíbrio dos ecossistemas. destacam-se: • • • • • • • • • • • • • • regularização e renaturalização de linhas de água e o controlo de cheias. Os recursos hídricos nacionais caracterizam-se pela sua irregular distribuição espacial e temporal. a sua consistência técnica e viabilidade económica. a retirada de intrusões visuais e paisagísticas e a construção de infra-estruturas com repercussões na qualidade da fruição balnear e na segurança de pessoas e bens. a distribuição espacial e sazonal das utilizações não coincide com o padrão das disponibilidades naturais de água. tais como. requalificação ambiental. recarga de praias. Por outro lado.Programa Operacional do Ambiente 2000 . elaboração dos POAL’s. As principais acções a executar e as medidas a adoptar enquadram-se nos objectivos dos planos específicos de uso do solo ( POOC’s e Planos de Ordenamento de Albufeiras) e serão compatíveis com os Planos de Recursos Hídricos ( PBH’s e PNA). 63 .

CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.2006 O Complemento de Programação. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 4. • Outras entidades. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. 64 . ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. 6. 3 . públicas ou privadas. 5. • Municípios e suas Associações.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 27 % do cofinanciamento do FEDER.

para apoio à decisão. a remodelação e o reapetrechamento de laboratórios de qualidade do ambiente.e cinco de nível regional – um por cada DRAOT). Outro objectivo específico desta Medida consiste na criação de infra-estruturas que contribuam para a obtenção e processamento de dados e para a divulgação da informação ambiental aos diferentes destinatários. naturais e comportamentais. Não pretendendo financiar a construção de mais laboratórios (actualmente existe um de nível nacional . Acresce. 2. pelo que.Laboratório de Referência do Ambiente. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O desígnio do desenvolvimento sustentável necessita de uma sociedade ambientalmente sensibilizada e informada. Enquadram-se nesta tipologia de projectos: • • a criação e o reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação. do ambiente acústico. a produção de informação ambiental rigorosa e actual. incluindo-se neste contexto a sensibilização dos cidadãos para o desenvolvimento sustentável e a promoção do emprego ”verde”. ainda. quer se trate da minimização de impactes ambientais e a detecção de tendências. em todas as vertentes ambientais. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Através desta Medida pretende-se dotar Portugal de infra-estruturas e instrumentos que permitam a obtenção e processamento de dados de natureza ambiental. Os actuais modos de produção e de consumo nem sempre são compatíveis com a realização da sustentabilidade ambiental.3 Informação. acompanhando a evolução dos conhecimentos técnico-científicos. Porém.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Sensibilização e Gestão Ambientais 1. de estruturas de detecção de tendências de fenómenos ambientais. esta Medida visa aumentar as valências dos seis laboratórios.2006 MEDIDA 1. bem como. designadamente. a meta de o Laboratório de Referência do Ambiente em estrita colaboração com as DRAOT’S contribuir para a acreditação dos laboratórios regionais. do clima. quer da adopção de comportamentos ambientalmente correctos e ainda a promoção de mercados de produtos e serviços “amigos” do ambiente. dos recursos hídricos. quer por parte dos decisores institucionais. é essencial à tomada de decisão. quer por parte dos cidadãos individuais. 65 . em termos de parâmetros analíticos. o processamento da informação tendo em conta os diversos destinatários. exige cuidados especiais para que o resultado final seja o mais eficaz possível. nos domínios da qualidade do ar.

• projectos de sensibilização ambiental.2006 Pretende-se ainda no que se refere ao ruído. os estudos referentes aos modelos matemáticos. bem como a elaboração de mapas de ruído (cartografia). 3 . à promoção da participação dos cidadãos e das suas organizações nos processos de decisão no domínio do ambiente e do ordenamento do território e ainda. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS 66 . estudos comportamentais e produção de meios de informação e de sensibilização ambiental. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 6 % do cofinanciamento do FEDER. Enquadram-se nesta tipologia de projectos: • criação ou melhoria das estruturas de informação e sensibilização para o ambiente e ordenamento do território. a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. O Complemento de Programação. a contribuição para a informação e sensibilização ambiental dos cidadãos. o fomento do emprego “verde. Outra componente a apoiar através desta Medida diz respeito à informação e sensibilização ambiental dos diferentes grupos da sociedade. ainda. 4. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 5. para a obtenção e processamento de dados ambientais e. a sua consistência técnica e viabilidade económica.Programa Operacional do Ambiente 2000 . financiar além da aquisição de equipamento adequado.

2006 • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. 67 . 6.Programa Operacional do Ambiente 2000 . • Outras entidades. mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. • Municípios e suas Associações. públicas ou privadas.

por forma a criar as condições para um desenvolvimento económico sustentável. Julga-se que o Programa Polis poderá dar um contributo para a solução de alguns desses problemas. formulam-se a seguir alguns princípios orientadores para a estruturação e desenvolvimento do Programa: 68 . O Programa Polis pretende desenvolver um conjunto de intervenções consideradas exemplares com base em parcerias. As questões urbanísticas e ambientais entrecruzam-se de uma forma quase indissociável.EIXO PRIORITÁRIO 2: INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS A inclusão deste Eixo no Programa Operacional do Ambiente corresponde à preocupação de garantir a consideração dos aspectos ambientais na política de desenvolvimento do território e nas políticas sectoriais. e em que o sector terciário está ainda em franca expansão. melhorando a atractividade e competitividade de pólos urbanos que têm um papel relevante na estruturação do sistema urbano nacional. as cidades devem ser pólos essenciais do processo de desenvolvimento económico e social. Muitos dos problemas das nossas cidades estão ligados ao que pode ser caracterizado como um “urbanismo expansivo” que tem prevalecido no País.2006 TÍTULO III . A importância de concretizar uma política ambiciosa e promover uma concertação de esforços para requalificar as cidades. É neste sentido que é criado o Programa Polis – Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental de Cidades. quer pela importância demonstrativa e paradigmática de muitas dessas acções. Numa sociedade crescentemente globalizada. especialmente entre Governo e Câmaras Municipais. cujo objectivo consiste em melhorar a qualidade de vida nas cidades. quer pelas acções que se propõe desenvolver. Neste quadro de referência. melhorar a sua competitividade. Essa função de alavanca do desenvolvimento não pode ser desempenhada pelas cidades que não tenham um ambiente de qualidade e que não tenham níveis elevados de atractividade.Programa Operacional do Ambiente 2000 . através de intervenções nas vertentes urbanística e ambiental. que possam servir de referência para outras acções a desenvolver pelas autarquias locais. reforçar o seu papel na organização do território e melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes está assim plenamente reconhecida e assumida.

tais como. O Estado tem apoiado a realização de numerosas acções de realojamento e a construção de bairros sociais em que. O Programa Polis não pode deixar de incluir também esta componente de grande alcance social. deve estar sempre presente nas intervenções a realizar. As cidades que têm o estatuto de Património Mundial. os espaços públicos são descurados. deve-se promover uma dinâmica de conhecimento. poderão ser apoiadas outras candidaturas que se revistam de interesse e contribuam para o objectivo geral do programa. Noutros casos deverá o próprio programa suscitar iniciativas e desencadear projectos. medidas para desviar o trânsito do centro das cidades. Em alguns casos será útil apostar em intervenções que estão já em condições de serem concretizadas. As linhas de água ou as frentes de mar constituem exemplos desse tipo de elemento. frequentemente. A preocupação de “re-centrar” as cidades. concedido pela UNESCO. intervenções de valorização urbanística ou ambiental junto de estabelecimentos de ensino. de cultura e de lazer. Deverão ser consideradas também algumas acções de menor dimensão destinadas a complementar ou valorizar projectos já realizados ou a melhorar projectos muito específicos da qualidade do ambiente urbano. pretende-se contribuir de uma forma decisiva para a concretização do 69 . Para além das preocupações estritamente urbanísticas e ambientais. com efeito de demonstração. são cidades com um especial valor emblemático que não devem ser esquecidas por este Programa. tirando partido de agentes locais motivados e de projectos já elaborados.2006 • O Programa de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades deve começar por fazer um esforço de afirmação em torno de um número limitado de intervenções exemplares que tenham uma escala significativa e possam ter um efeito demostrativo no País. a título de exemplo. fazendo com que essas componentes se integrem na exemplaridade das acções a desenvolver.Programa Operacional do Ambiente 2000 . instalação de redes de monitorização ambiental. contribuir assim para cidades mais equitativas e interclassistas. promovendo a revitalização dos centros históricos e das suas múltiplas valências. de forma a evitar a desertificação e declínio desses centros. Para além destas intervenções exemplares. que possa ser valorizado e reapropriado por essa cidade. Essas cidades constituem em si mesmas paradigmas de requalificação urbana baseada em “âncoras” patrimoniais de grande importância e defrontam-se com desafios e exigências que o Programa Polis deve ajudar a enfrentar. pondo em evidência a sua importância e oportunidade. Nas intervenções a realizar deve estar presente a preocupação de “ancorar” os projectos de requalificação urbana em torno de um elemento ambiental marcante e específico de cada cidade. • • • • • • • • Ao atribuir 33% do apoio FEDER do Programa Operacional do Ambiente à Melhoria do Ambiente Urbano.

a protecção do ambiente deve desempenhar cada vez mais um factor de progresso técnico e competitividade da economia portuguesa. A estratégia a seguir passa. apresentam-se as Medidas que compõem este Eixo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . isto é. para um nível de protecção mais elevado do que o exigido pela legislação em vigor. Assim. Para o efeito. 70 . prevendo-se que sejam beneficiados com estes investimentos 2. atribui-se 13% da contribuição do FEDER do Programa Operacional do Ambiente para apoiar a sustentabilidade das actividades económicas.2006 Programa Polis.1 milhões de habitantes. nomeadamente. de constrangimento externo.1 3 150 Seguidamente. Nexte contexto. serão objectivos a atingir pelo programa Operacional do Ambiente em 2006: Eixo Prioritário 2 – Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais ♣ Área verde a requalificar/ construir (m²) ♣ Extensão de linha de água urbana a requalificar (m) ♣ Extensão de linha de costa urbana a requalificar (m) ♣ População a abranger por intervenções de requalificação urbana (milhões de habitantes) ♣ Número de empresas com registo no EMAS ou rótulo ecológico Nota: estes indicadores serão desagregados no Complemento de Programação 2000 2006 2 000 000 10 000 3 000 2. cujo desempenho ambiental dos sectores económicos contribua. de uma forma voluntária. pela internalização dos custos ambientais de modo a estimular investimentos que minimizem a utilização de recursos naturais e as emissões poluentes. tendo presentes os princípios da prevenção e correcção na fonte e do poluidor–pagador. Pretende-se também com este eixo incentivar acções que demonstrem representar uma mais-valia ambiental.

nomeadamente. requalificação de zonas industriais. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Enquadram-se nesta medida os projectos que visem a melhoria da qualidade ambiental e a requalificação urbana. nomeadamente. 2. valorizando as potencialidades ambientais existentes. informação e sensibilização dos cidadãos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a conformidade com os objectivos e disposições previstos no Programa Polis. contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos. acções que contribuam para a multifuncionalidade de espaços urbanos e para a valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana. das fontes de energia não renováveis e do solo. a sua consistência técnica e viabilidade económica. frentes ribeirinhas e costeiras urbanas. redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. através da melhoria de indicadores ambientais e apoiando. 71 . na revitalização sustentada do espaço público urbano e na requalificação de áreas urbanas degradadas ou em declínio. e. a contribuição para a implementação da legislação ambiental e urbanística. criação e ampliação de áreas destinadas à utilização multifuncional do espaço urbano. nomeadamente da água. ainda. contribuição para uma gestão urbana sustentável.2006 MEDIDA 2. A selecção dos projectos a financiar no âmbito desta Medida terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. nomeadamente através do incremento da área verde urbana e da valorização de estruturas ecológicas. através de acções de: • • • • • • • • reordenamento do espaço público urbano.1 Melhoria do Ambiente Urbano 1. recuperação e revitalização de zonas históricas e outros espaços públicos urbanos em declínio. através da minimização do consumo de recursos naturais. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS O objectivo específico desta Medida consiste na valorização da qualidade ambiental das áreas urbanas. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto.

2006 O Complemento de Programação. • Outras entidades. 6. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 32 % do cofinanciamento do FEDER. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. • Municípios e suas Associações. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. 72 . 3 . mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. 5. 4. públicas ou privadas.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . designadamente. acções que proporcionem mais-valia ambiental. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Pretende-se com esta Medida incentivar acções de carácter voluntário que proporcionem um desempenho ambiental acrescentado nos cinco sectores da actividade económica. a legislação comunitária exige a integração do ambiente nas políticas sectoriais. os Transportes e o Turismo. a capacidade de exceder as normas ambientais em vigor. a Indústria. a sua consistência técnica e viabilidade económica. nomeadamente. privilegiando a abordagem do ciclo do produto ou do serviço. esta Medida tem um carácter suplementar no sentido da melhoria do desempenho ambiental das actividades económicas. terá em conta o seu contributo para atingir os objectivos do Programa e do presente Eixo Prioritário. acções de requalificação ambiental. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO Enquadram-se nesta Medida acções ou majoração de acções. relativamente à regulamentação em vigor. A selecção dos projectos a financiar a majoração em mais-valia ambiental. estabelecidos como prioritários no 5º Programa de Acção Comunitária para o Ambiente. nomeadamente nos sectores da actividade económica. a Directiva relativa à Prevenção e Controlo Integrado da Poluição (IPPC). no âmbito desta Medida.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 1. a Energia. Assim. ainda. Por outro lado. a Agricultura. para além dos compromissos internacionais como o Protocolo de Quioto. acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental. Esta Medida financiará. 73 . 2. as Directivas que estabelecem a Rede Natura 2000. desde que obedeçam aos objectivos e disposições previstos no respectivo Programa Operacional Sectorial e. para além do esforço de investimento sob a responsabilidade de cada sector. majorações de incentivos a empresas a conceder no âmbito do Programa Operacional da Economia. tais como: • • • • promoção da ecogestão e da certificação ambiental.2006 MEDIDA 2. O 5º Programa de política e de Acção para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável estabelece como sectores prioritários para integração das preocupações ambientais.

Serviços do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. PESO FINANCEIRO Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 13 % do cofinanciamento do FEDER.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a transmitir à Comissão Europeia no prazo de três meses após a aprovação do Programa Operacional do Ambiente. ENTIDADE RESPONSÁVEL Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território / Gestor. 3. Entidades.2006 O Complemento de Programação. 4. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS • • • • Empresas privadas elegíveis a sistemas de incentivos apoiados pelo presente Programa. públicas ou privadas. Municípios e suas Associações. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006. incluirá os critérios de selecção das candidaturas. 3 . 5. 74 . mediante protocolo ou outra forma de contratualização com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

TÍTULO IV – EIXO 3: ASSISTÊNCIA TÉCNICA

1. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Pretende-se com este Eixo dotar a estrutura de gestão do Programa Operacional do Ambiente com os meios necessários à sua promoção, funcionamento, avaliação e controlo.

2. DESCRIÇÃO E CAMPO DE APLICAÇÃO

O montante máximo previsto respeitante às despesas de Assistência Técnica sujeitas a plafond, de acordo com o previsto na regra de elegibilidade nº 11, é de 4 987 978 Euros. No Complemento de Programação as medidas de Assistência Técnica serão repartidas nas despesas previstas, respectivamente, no ponto 2 e no ponto 3 da Regra nº 11. Este documento especificará, para as acções sujeitas a plafond, os montantes afectos a cada categoria de acções, nomeadamente os custos relativos às acções previstas no ponto 2.2 da mesma regra.

No âmbito deste Eixo destacam-se as seguintes acções: • • • • • • • • • Sensibilização dos potenciais beneficiários; Edição de documentos diversos relacionados com o Programa Operacional do Ambiente (POA), designadamente de divulgação, de orientação sobre procedimentos ou de natureza técnica no âmbito dos objectivos do POA; Estudos de indicadores de realização e de impacto; Estudos necessários à implementação das Medidas, nomeadamente, auditorias e avaliação de tendências; Aquisição de equipamento e aplicações informáticas para desenvolvimento do sistema de gestão e de monitorização do Programa Operacional do Ambiente e de interligação com o sistema de informação do QCA;; Contratação de pessoal afecto à gestão do Programa Operacional do Ambiente ; Criação de um sistema informático de acompanhamento e gestão do Programa Operacional do Ambiente ; Aquisições de serviços necessárias à implementação do Programa Operacional do Ambiental; Despesas relativas à avaliação técnica dos projectos.
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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

3 . PESO FINANCEIRO

Esta Medida é co-financiada pelo FEDER e representa aproximadamente 1 % do cofinanciamento do FEDER.

3. ENTIDADE RESPONSÁVEL

Gabinete do Gestor do Programa Operacional do Ambiente.

4. CATEGORIA DE BENEFICIÁRIOS

Gabinete do Gestor do Programa Operacional do Ambiente.

5. CALENDÁRIO DE REALIZAÇÃO

Janeiro de 2000 a Dezembro de 2006.

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Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

TÍTULO V – DISPOSIÇÕES DE EXECUÇÃO

O Programa Operacional do Ambiente será implementado através de um conjunto coerente e integrado de acções plurianuais envolvendo diferentes actores, que garantirá a contribuição e o envolvimento das entidades representativas dos diferentes pontos de vista, designadamente as perspectivas que se coadunem com as políticas europeia e nacional.

1 Autoridade de Gestão
A gestão técnica, administrativa e financeira do Programa Operacional do Ambiente é exercida por um Gestor, nomeado pelo Conselho de Ministros sob proposta do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, sendo o seu estatuto definido no correspondente acto de nomeação. O gestor do Programa Operacional do Ambiente constitui a autoridade de gestão prevista no ponto i) da alínea d) do artigo 18º do Regulamento (CE) n.º 1260/1999 do Conselho, de 21 de Junho, (Programa Operacional do Ambiente – Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, Rua de “O Século”, 51 – 2º, 1200-433 Lisboa) sendo que, nomeadamente, lhe compete: • • • Adoptar o Complemento de Programação definido na alínea m) do artigo 9º do Regulamento (CE) nº 1260/99, após acordo da Comissão de Acompanhamento; Transmitir à Comissão, num documento único para informação, o Complemento de Programação no prazo máximo de três meses a contar da Decisão da Comissão que aprova o Programa Operacional; Adaptar, por sua própria iniciativa ou sob proposta da Comissão de Acompanhamento, o Complemento de Programação, sem alterar o montante total da participação dos Fundos Estruturais concedidos ao Eixo Prioritário em causa, nem os objectivos do mesmo; Informar a Comissão Europeia da adaptação do Complemento de Programação, no prazo de um mês após a aprovação pela Comissão de Acompanhamento; Garantir a regularidade das operações financiadas pelo Programa Operacional, designadamente pela aplicação de medidas de controlo interno compatíveis com os princípios da boa gestão financeira, bem como pela resposta às observações, pedidos de medidas correctivas e recomendações de adaptação apresentados pela Comissão Europeia nos termos dos n.º 2 do artigo 34º e n.º 4 do artigo 38º do Regulamento (CE) n.º 1260/1999 do Conselho, de 21 de Junho de 1999; Propor a regulamentação e assegurar a organização dos processos de candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional;
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• •

Organizar a avaliação intercalar e a respectiva actualização. financeiros e estatísticos fiáveis sobre a execução para a elaboração dos indicadores de acompanhamento e para a avaliação intercalar e ex-post e para as eventuais avaliações temáticas ou transversais. nomeadamente a sua compatibilidade com as políticas comunitárias no que se refere ao respeito das regras de concorrência. Assegurar o cumprimento das obrigações nacionais e comunitárias em matéria de informação e de publicidade. 78 . ou assegurar que sejam efectuados. por uma Unidade de Gestão. Assegurar que são cumpridas as condições necessárias de cobertura orçamental dos projectos. Dar parecer sobre os projectos de relatório de execução do Programa Operacional elaborado pelo gestor. Dar parecer sobre as propostas de decisão do gestor relativas a candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional. uma vez obtido o parecer da Unidade de Gestão. e o respeito pelos normativos aplicáveis. Assegurar que seja instituído um sistema de controlo interno adequado à verificação dos processos de candidaturas e dos pagamentos conforme aos normativos aplicáveis. Apresentar o relatório anual de execução e o relatório final de execução do Programa Operacional à Comissão Europeia. sem prejuízo dos poderes que lhe sejam conferidos no despacho da sua constituição. à adjudicação de contratos públicos. Assegurar a recolha e o tratamento de dados físicos. de um sistema de contabilidade separada ou de uma codificação contabilística adequada para as transacções abrangidas pelo Programa Operacional. o seguinte: • • • Elaborar e aprovar o respectivo regulamento interno. os referidos pagamentos. Apreciar da conformidade dos pedidos de pagamentos que sejam apresentados pelos beneficiários finais e efectuar.2006 • • • • • • • • • • • • • Aprovar ou propor a aprovação das candidaturas de projectos ao financiamento pelo Programa Operacional. em colaboração com a Comissão. Assegurar o cumprimento por cada projecto ou acção das normas nacionais e comunitárias aplicáveis. à protecção e melhoria do ambiente e à promoção da igualdade de oportunidade entre homens e mulheres. à qual compete. Praticar os demais actos necessários à regular e plena execução do Programa Operacional. Assegurar a conformidade dos contratos com a decisão de concessão do financiamento. no exercício das suas funções.Programa Operacional do Ambiente 2000 . depois de aprovado pela Comissão de Acompanhamento. Utilizar e assegurar a utilização pelos organismos que participam na gestão e na execução. Elaborar e submeter à Comissão de Acompanhamento os relatórios anuais e final de execução do Programa Operacional. e colaborar na avaliação ex-post do Programa Operacional. 2 Unidade de Gestão O Gestor do Programa Operacional do Ambiente é assistido.

compreendendo representantes deste Ministério. Os coordenadores das respectivas componentes sectoriais regionalmente desconcentradas. nos termos do Regulamento (CE) n. Uma representação da Comissão Europeia e outra do Banco Europeu de Investimentos. Representantes dos ministérios. na qualidade de observador. quando a natureza das matérias o justifique. sendo a sua composição determinada por despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Um representante de cada entidade responsável pela gestão nacional dos fundos comunitários envolvidos. Um representante da Inspecção Geral de Finanças. bem como a avaliação intercalar prevista no artigo 42º do Regulamento (CE) nº 1260/1999 de 21 de Junho de 1999. 79 .2006 A Unidade de Gestão é presidida pelo Gestor do Programa Operacional do Ambiente. nomeadamente a realização dos objectivos definidos para as diferentes medidas. Analisar e aprovar. Compete especialmente à Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente: • • • • • Confirmar ou adaptar o complemento de programação. quando este não integre a composição da unidade de gestão.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Avaliar periodicamente os progressos realizados na prossecução dos objectivos específicos do Programa Operacional. oriundos das instituições vocacionadas para apoiarem tecnicamente a formulação e o acompanhamento das políticas públicas relevantes. 3 Acompanhamento O acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente é assegurado por uma Comissão de Acompanhamento. incluindo os indicadores físicos e financeiros a utilizar no acompanhamento do Programa Operacional. os quais serão nomeados na sequência das orientações definidas por despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Analisar e aprovar o relatório anual de execução e o relatório final de execução antes do seu envio à Comissão Europeia. Analisar os resultados da execução. constituída no prazo máximo de três meses após a decisão da Comissão Europeia relativa à participação dos Fundos. Representantes dos parceiros económicos e sociais. O Gestor e a Unidade de Gestão são assistidos por uma Estrutura de Apoio Técnico. de 21 de Junho. nos seis meses subsequentes à aprovação do Programa Operacional. presidida pelo Gestor do Programa Operacional do Ambiente e composta por: • • • • • • • • Membros da Unidade de Gestão do Programa Operacional. os critérios de selecção das operações financiadas ao abrigo de cada medida.º 1260/1999. incluindo organizações representadas no CES. Um representante do Ministro para a Igualdade.

inclusivamente a sua gestão financeira.2006 • • • Analisar e aprovar todas as propostas de alteração do conteúdo da decisão da Comissão Europeia que aprova o Programa Operacional. funcionará. O Grupo Técnico para a Avaliação terá representantes da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente. o Grupo de Trabalho temático no domínio do Ambiente. apreciando igualmente a utilização das dotações e o funcionamento da execução e do acompanhamento. no âmbito e sob orientação da Comissão de Acompanhamento do QCA. em colaboração com a Comissão Europeia. os primeiros resultados dos Programas Operacionais. devendo a Autoridade de Gestão do QCA assegurar a coordenação do calendário de lançamento das diferentes avaliações. as modalidades de cooperação e articulação com o Grupo Temático. A Comissão de Acompanhamento constituirá Grupos Técnicos de Avaliação. O Grupo Técnico de Avaliação deve. da Comissão Europeia e da Autoridade de Gestão do QCA. com o objectivo de acompanhar o processo de avaliação. os resultados do Programa Operacional. no regulamento interno. A Comissão de Acompanhamento definirá. Analisar os critérios de repartição entre projectos nacionais sectoriais e regionais sectoriais. do sistema de informação do Programa Operacional do Ambiente. propor a metodologia dos estudos de avaliação e acompanhar o lançamento e a realização dos estudos de avaliação 80 . A avaliação intercalar será efectuada por avaliadores independentes sob a responsabilidade do Gestor do Programa Operacional do Ambiente. 4 Avaliação O Programa Operacional do Ambiente será objecto de uma avaliação intercalar que analisará. nomeadamente concretizadas através : • • da disponibilização da acta da Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional do Ambiente. Propor ao gestor adaptações ou revisões do Programa Operacional que permitam alcançar os objectivos definidos ou aperfeiçoar a gestão do Programa. tendo em conta a avaliação ex-ante. que deverá disponibilizar informação actualizada ao Grupo de Trabalho Temático. bem como o funcionamento do acompanhamento e da execução. a sua pertinência e a realização dos objectivos e apreciará igualmente a utilização das dotações.Programa Operacional do Ambiente 2000 . nomeadamente. tendo em conta a avaliação ex-ante. Com o objectivo de assegurar o acompanhamento dos diversos Programas Operacionais. a sua pertinência e a realização dos objectivos. para informação do Grupo de Trabalho Temático. A avaliação intercalar analisará.

os diferentes elementos que o sistema de 81 . em colaboração com a Comissão Europeia. regra geral. nomeadamente para identificar experiências transferíveis. Estes últimos. A avaliação utilizará neste contexto. tomando as medidas necessárias para que essa informação seja disponibilizada aos avaliadores independentes. O Programa Operacional do Ambiente será ainda objecto de uma avaliação ex-post. A Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente procederá. será efectuada. de forma articulada com a avaliação intercalar do Quadro Comunitário de Apoio e. eventualmente temáticas. tendo em conta os resultados da avaliação ex-ante já disponíveis. a fim de preparar as intervenções posteriores. Esta avaliação deverá estar concluída. três anos após o termo do período de programação. No prolongamento da avaliação intercalar. devem respeitar a confidencialidade no tratamento dos dados a que tenham acesso. tendo em vista a revisão do Programa e a atribuição da reserva de eficiência e de programação. após informação daquele. bem como pronunciar-se sobre os resultados dos referidos estudos. O Estado-Membro e a Comissão Europeia dotar-se-ão de meios adequados e reunirão todos os dados necessários para que as avaliações sejam efectuadas da forma mais eficaz.Programa Operacional do Ambiente 2000 . destinada a dar conta da utilização dos recursos. o mais tardar. o mais tardar até 31 de Dezembro de 2003. A avaliação do Programa Operacional do Ambiente será articulada com o Sistema de Informação Global do QCA e com os Sistemas de Informação Específicos de cada Fundo Estrutural e terá em conta os dispositivos de avaliação estabelecidos. podem ser lançadas avaliações complementares. da eficácia do Programa Operacional e do seu impacte. Esta avaliação incide nos factores de êxito ou de insucesso da execução. bem como tirar ensinamentos para a política de coesão económica e social. três anos após a aprovação do Programa. sendo realizada por avaliadores independentes. A Autoridade de Gestão facultará todos os elementos necessários à realização das avaliações intercalar e ex-post.2006 efectuados pelos avaliadores independentes. incluindo no aspecto da sua sustentabilidade. até 31 de Dezembro de 2005. em colaboração com a Autoridade de Gestão. Por iniciativa do Estado-Membro ou da Comissão Europeia. A avaliação intercalar será apresentada à Comissão de Acompanhamento do Programa Operacional e seguidamente transmitida à Comissão Europeia. A avaliação ex-post é da responsabilidade da Comissão Europeia. uma actualização dessa avaliação para o Programa Operacional do Ambiente. A avaliação do Programa Operacional do Ambiente será realizada com a cooperação dos organismos responsáveis pela gestão do Fundo Estrutural. bem como nas realizações e nos resultados. à selecção dos avaliadores independentes até final de 2002 no que respeita à avaliação intercalar e até final de 2004 no que se refere à sua actualização.

As Autoridades de Pagamento devem certificar que as declarações de despesas são exactas e assegurar-se de que provêm de sistemas de contabilidade baseados em documentos de prova passíveis de verificação. Em conformidade com o art. no caso do FEDER à Direcção Geral do Desenvolvimento 82 . para os correspondentes Beneficiários Finais. mediante pedido – salvaguardado o necessário acordo prévio da Comissão de Acompanhamento no caso da avaliação intercalar. Nenhuma dedução.2006 acompanhamento pode fornecer. O Gestor do Programa Operacional autorizará a transferência dos montantes. no Programa Operacional ou no Complemento de Programação. do Regulamento 1260/99). ou para entidades por ele designadas. para o Gestor do Programa Operacional do Ambiente. em regime de adiantamento ou de reembolso. Compete à Autoridade de Pagamento assegurar que os beneficiários finais receberão integralmente os montantes de contribuição dos Fundos Estruturais a que tenham direito. A gestão dos programas assegurará que os beneficiários finais receberão os montantes da participação dos Fundos a que têm direito no mais curto prazo possível. criadas pelo Estado-Membro junto da Direcção Geral do Tesouro. As Autoridades de Pagamento incumbem às entidades responsáveis pela gestão nacional dos fundos comunitários. A Autoridade de Pagamento efectuará transferências directas. retenção ou encargo ulterior específico que tenha por efeito reduzir estes montantes pode ser efectuada (artigo 32º. nº1. e que corresponderão a cada uma das Autoridades de Pagamento de cada um dos Fundos Estruturais. último parágrafo. as Autoridades de Pagamento deverão remeter anualmente as previsões de pedidos de pagamento a efectuar no ano em curso e no ano seguinte. de 21 de Junho. entendidos na acepção do descrito na alínea l) do Artigo 9 do Regulamento (CE) n° 1260/99 do Conselho. completados se necessário. 32º do Regulamento CE nº 1260/99. Os resultados de avaliação serão postos à disposição do público.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 5 Circuitos Financeiros As contribuições comunitárias serão creditadas pelos serviços da Comissão Europeia directamente em contas bancárias específicas. pela recolha de informação destinada a melhorar a sua pertinência. após a confirmação dos comprovativos de despesa associados a cada pedido de pagamento. É assegurada a transmissão atempada às Autoridades de Pagamento do FEDER das informações necessárias para o estabelecimento e actualização das previsões dos montantes dos pedidos de pagamento relativas a cada exercício orçamental.

O controlo de segundo nível deverá ser exercido directamente pelos respectivos interlocutores nacionais dos Fundos Comunitários ou por organismos de controlo expressamente designados para o efeito. que institui a estrutura do QCA III. bem como o controlo cruzado junto de outras entidades envolvidas. a Autoridade de Gestão é responsável pela regularidade das operações cofinanciadas e pela aplicação do sistema de controlo interno compatível com a boa gestão financeira. a fim de ter acesso às informações consideradas necessárias ao esclarecimento dos factos objecto de controlo. encontra-se instituído um sistema nacional de controlo por órgãos que exercerão os controlos a três níveis: • O controlo de primeiro nível tem a natureza de controlo interno constituindo. o controlo sobre as decisões tomadas pelos órgãos de gestão e o controlo sobre os beneficiários finais. em estreita articulação com os departamentos competentes para o controlo no âmbito dos diversos Ministérios. ainda. sempre que tal se mostre necessário para testar a eficácia deste. bem como pela análise e resposta às observações e pedidos de medidas correctivas apresentados pela Comissão Europeia ao abrigo do n° 4. sempre que respeite a áreas 83 • . nº 63. O controlo de primeiro nível será exercido pela Autoridade de Gestão. uma competência das autoridades de gestão. portanto. verificar se as acções financiadas foram empreendidas de forma correcta. Estas competências deverão ser desempenhadas directamente. Julião. nomeadamente. Compreende a fiscalização dos projectos nas suas componentes material.2006 Regional – DGDR. e de acordo com o que ficou estabelecido no documento do QCA III. podendo ser subcontratadas empresas de auditoria ou outras. 6 Controlo Financeiro De acordo com o artigo 34° do Regulamento (CE) 1260/1999 do Conselho 21 Junho de 1999. ou às recomendações de adaptação formuladas ao abrigo do n° 2 do artigo 34° do citado Regulamento. prevenir e combater as irregularidades e recuperar os fundos perdidos na sequência de abuso ou negligência. quer junto das entidades que detém os originais do processo técnico e documentos comprovativos de despesa. 1149-030 Lisboa). financeira e contabilística. Abrange a análise e avaliação do sistema de controlo de primeiro nível e. assegurar a separação da função de gestão da de controlo. tal como está explicitado no decreto-lei 54 A/2000. sempre que as situações se revestirem de maior complexidade. publicado no dia 7 de Abril. ( Rua de S. quer nos locais de realização do investimento e das acções.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Por forma a controlar a execução do Programa Operacional do Ambiente e. devendo esta. primeiro parágrafo do artigo 38°. O controlo de segundo nível dirige-se ao controlo externo sobre a gestão. com capacidade de realizar as tarefas relativas ao controlo físico. A Autoridade de Gestão deverá. solicitar o apoio do organismo nacional responsável pelo Fundo em causa. financeiro e contabilístico dos projectos apoiados.

na sua qualidade de responsável pela boa execução do orçamento geral das Comunidades Europeias. pela avaliação dos sistemas de gestão e controlo do primeiro e segundo níveis e pela interacção com as instituições comunitárias de controlo. • Controlo de alto nível. A concretização da parceria referida no parágrafo anterior articula-se com a cooperação entre os serviços competentes da Comissão Europeia e o organismo nacional responsável pela coordenação global do sistema de controlo financeiro. nos termos do n° 2 do artigo 38° do Regulamento (CE) 1260/1999. será concretizado através da articulação e coordenação das actividades desenvolvidas neste âmbito pelos diversos serviços e organismos que intervêm no sistema de controlo dos fundos estruturais. Os serviços competentes da Comissão Europeia podem igualmente solicitar ao EstadoMembro que efectue controlos pontuais para verificar a regularidade de uma ou mais operações. a Comissão Europeia pode decidir. no prazo de três meses e tendo em conta as eventuais observações 84 . A Comissão Europeia informará o EstadoMembro das medidas a tomar e respectiva fundamentação. à qual se poderá seguir o procedimento previsto no artigo 39º do mesmo Regulamento se se verificarem os respectivos pressupostos.2006 específicas de actuação destes. nos termos regulamentares aplicáveis. a Comissão Europeia pode decidir suspender a totalidade ou parte de um pagamento intermédio se verificar nas despesas em questão uma irregularidade grave que não tenha sido corrigida e para a qual se justifique uma acção imediata nos termos do disposto no nº 5 do artigo 38º do Regulamento (CE) nº 1260/1999. em parceria com a Autoridade de Gestão do Quadro Comunitário de Apoio e o organismo responsável pela coordenação global do sistema de controlo financeiro. As observações e eventuais medidas correctoras serão transmitidas à Autoridade de Gestão. e 6 do artigo 38º do mesmo Regulamento. cuja responsabilidade incumbirá à Inspecção Geral de Finanças. nessas acções de controlo podem participar funcionários ou agentes da Comissão Europeia.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Em conformidade com o disposto no n° 3 do artigo 39 do Regulamento (CE) n° 1260/1999. correspondente à coordenação global do sistema de controlo. no que respeita aos programas. 5. Os serviços competentes da Comissão Europeia. metodologias e aplicação dos controlos. poderá haver recurso a subcontratação de auditorias externas de natureza e com objectivos específicos. de acordo com o disposto nos números 4. no termo do prazo fixado pela Comissão e na falta de acordo ou de correcções efectuadas pelo Estado-Membro. nos termos do disposto no nº 2 do artigo 38º do Regulamento (CE) nº 1260/1999. Após verificação cabal. nos termos regulamentares aplicáveis. No âmbito do controlo das acções financiadas pelos Fundos Comunitários. antes do exame previsto no nº 2 do artigo 34º do citado Regulamento. designadamente. a comunicação das irregularidades detectadas pelo sistema de controlo aos serviços competentes da Comissão Europeia. a fim de maximizar o seu efeito útil. certificar-se-á da existência e funcionamento fiável dos sistemas de gestão e controlo do Estado-Membro. efectuam um exame anual do funcionamento do sistema de controlo. no caso de irregularidades graves. A Comissão Europeia.

todos os elementos comprovativos relativos às respectivas despesas e controlos. empresa privada . em conformidade com o disposto no n° 6 do artigo 38º do Regulamento (CE) 1260/1999.Instituto de Conservação da Natureza INR . por forma a dar resposta à legislação comunitária. Por forma a proceder à validação técnica e científica desta informação. Universidade de Aveiro .2006 do Estado-Membro.Programa Operacional do Ambiente 2000 . proceder às correcções financeiras necessárias suprimindo. A forma de contabilização dos juros deverá permitir um controlo suficiente por parte das autoridades nacionais e das instituições comunitárias.Instituto de Promoção Ambiental IPE – Águas de Portugal EGF – Empresa Geral de Fomento Da consulta às referidas entidades. As Autoridades de Gestão devem conservar durante um período de três anos subsequentes ao pagamento pela Comissão Europeia do saldo relativo a cada Programa Operacional. resultou a identificação das suas principais necessidades de investimento.elaboração de três estudos na área do saneamento básico: águas de abastecimento. foram encomendados os seguintes estudos. a participação dos fundos estruturais na intervenção em causa.estado de Conservação da Natureza. coordenados pela DGA e comparticipados pela DG REGIO: • • • LNEC . resíduos sólidos urbanos e águas residuais urbanas.Instituto dos Resíduos IPAMB . Os juros gerados pelas contas bancárias através das quais são efectuados os pagamentos dos Fundos Estruturais devem ser orçamentados como receitas. parcial ou totalmente.apuramento das necessidades de investimento no que respeita à qualidade do ar. 7 Parceria Na preparação do POA foram consultadas as seguintes entidades: • • • • • • • Câmaras Municipais Direcções Regionais do Ambiente ICN . A utilização dos juros deve ser compatível com os objectivos das intervenções estruturais e deve ser submetida aos mecanismos de controlo específicos dos fundos públicos em Portugal. 85 .

na definição de indicadores ambientais e de sustentabilidade.Pagador Compatibilidade com a política de Ambiente As acções co-financiadas pelos Fundos Estruturais devem ser coerentes com os princípios e objectivos do desenvolvimento sustentável e da protecção e melhoria do ambiente referidos no Tratado e concretizados no programa comunitário de política e acção em matéria de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. bem como representantes na área da defesa do Ambiente designados pelo Comité Económico e Social. As acções co-financiadas pelos Fundos Estruturais devem respeitar igualmente a legislação comunitária em matéria de ambiente. do programa e das medidas específicas no domínio do ambiente. incluindo a colaboração com as autoridades responsáveis na determinação dos critérios de elegibilidade e de selecção de projectos. 86 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . a Comissão de Acompanhamento do QCA III integrará um representante do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. 8 A Protecção do Ambiente e o Princípio do Poluidor. Papel das Autoridades Públicas Ambientais As autoridades ambientais são associadas à execução dos Programas Operacionais . referido na resolução do Conselho de 1992.Membro dará a garantia formal que não deixará deteriorar os sítios a proteger a título da Rede Natura 2000 aquando da realização das intervenções cofinanciadas pelos Fundos Estruturais. As Autoridades Ambientais estarão também representadas nas Unidades de Gestão dos Programas Operacionais com incidência directa em matéria de Ambiente ou com incidência estruturante em ordenamento do território. O Estado. a fornecer à Comissão Europeia no momento da apresentação do Complemento de Programação as informações sobre as medidas tomadas para evitar a deterioração dos Sítios Natura 2000 afectados pela intervenção. na definição da estratégia. contribuindo nomeadamente: na definição dos objectivos e metas ambientais e de sustentabilidade para todos os eixos prioritários de desenvolvimento do Programa.2006 No que se refere à execução e acompanhamento. estando nos restantes casos representadas na Comissão de Acompanhamento. As autoridades públicas ambientais participarão ainda na definição das normas e dos procedimentos de execução para os eixos prioritários. Compromete-se igualmente.

sendo igualmente chamadas a emitir o seu parecer sobre os projectos de investimento no âmbito do processo de avaliação de impacte ambiental. estas autoridades serão associadas a quatro níveis: 1. 3. Aplicação do princípio do Poluidor-Pagador As Autoridades Portuguesas tomarão as medidas apropriadas para ter em conta a aplicação do princípio do poluidor-pagador durante o período de programação. Participam nas Comissão de Acompanhamento. 2. Serão responsáveis pela aplicação da política e legislação comunitária e nacional em vigor no domínio do ambiente.2006 As autoridades públicas ambientais estarão representadas no grupo técnico de avaliação do QCA. Durante a execução das acções previstas neste programa. Participam activamente no Grupo Temático “ambiente” a criar no âmbito da Comissão de Acompanhamento do QCA. os Complementos de Programação especificarão que serão cumpridas as disposições comunitárias aplicáveis para os sectores abrangidos. Participam na Unidade de Gestão. os avisos enviados para publicação no jornal oficial das Comunidades Europeias apresentarão as referências dos projectos em relação aos quais tenha sido solicitada ou decidida a concessão de uma contribuição comunitária. 4. 9 Adjudicação de Contratos Públicos No que respeita à adjudicação de contratos públicos: • as acções ou medidas co-financiadas pelos Fundos Estruturais são executadas no respeito pelas normas comunitárias e nacionais em matéria de adjudicação de contratos públicos. No que respeita à aplicação do princípio do “poluidor-pagador. e informarão a Comissão Europeia das medidas tomadas para a aplicação progressiva daquele princípio antes da avaliação intercalar. • 87 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

As conclusões do Grupo de Trabalho conjunto relativas à metodologia de especificação e quantificação dos critérios relativos aos indicadores de eficácia serão disponibilizadas até 25 de Julho 2000. Os critérios e indicadores de gestão e de execução financeira comuns a todos os Programas Operacionais e que de acordo com o Quadro Comunitário de Apoio devem constar dos Programas Operacionais. de execução financeira. comum a todos os programas. o relatório da comissão de análise de propostas que suportam a decisão de adjudicação. será mantido à disposição da Comissão de Acompanhamento. de obras (71/305/CEE. são os seguintes: 88 . Propôr indicadores adicionais de gestão e.Programa Operacional do Ambiente 2000 . assim. com as seguintes funções: • • • • Definir uma metodologia para especificar e quantificar os critérios relativos aos indicadores de eficácia e propor indicadores pertinentes. A especificação dos critérios de eficácia. Assegurar-se da inclusão dos indicadores correspondentes a estes critérios nos Relatórios Anuais de Execução e proceder. Assegurar a coerência entre estes critérios nos diferentes programas. a selecção dos indicadores de acompanhamento para um conjunto de medidas a determinar e os objectivos de realização em 2003 e 2006. à análise dos progressos obtidos. 89/440/CEE) ou de serviços (92/50/CEE). em critérios de gestão e em critérios de execução financeira. 10 Indicadores da Reserva de Eficiência A atribuição da Reserva de Eficiência será efectuada com base em critérios de eficácia. será efectuada nos Complementos de Programação em estreita concertação com a Comissão Europeia – concretizada através de um Grupo de Trabalho conjunto. Assegurar a validação final dos resultados da quantificação.2006 • relativamente aos projectos incluídos nos Programas Operacionais cujo valor global seja superior aos limites fixados nas Directivas “Contratos Públicos” de fornecimentos (77/62/CEE).

10.2006 Critérios Critérios comuns de gestão Qualidade do Sistema de Acompanhamento • Indicadores Objectivos Percentagem em valor das Medidas para as quais se encontram dados completos disponíveis sobre a respectiva execução financeira e física.2003 um nível de pedidos de pagamentos de montante igual a 100% do montante inscrito no plano financeiro para 2000 e 2001 e 50% (em média) do montante inscrito para 2002 e 2003. Percentagem das despesas dos Fundos Estruturais cobertas por auditorias financeiras e de gestão relativamente ao total da correspondente intervenção dos Fundos Estruturais. 100% a partir do ano 2000. • • igual ou superior a 5% a partir do final de 2000. • Informação financeira o mais tardar 3 meses após a aprovação do PO: 100% Informação física a partir de 01.2001: 100% até ao final de 2000. Atingir a 31.Programa Operacional do Ambiente 2000 .01. de Trabalho 4 (Critérios MEANS): 100% Critérios comuns de execução financeira Absorção dos Fundos Estruturais Percentagem das despesas relativas aos Fundos Estruturais apresentadas e declaradas admissíveis anualmente à Comissão relativamente ao Plano Financeiro do Programa Operacional. (em relação ao custo total dos projectos aprovados no ano) Qualidade dos Critérios de Selecção Percentagem dos compromissos respeitantes a projectos seleccionados em função de critérios de selecção objectivos e claramente identificados. Relatórios de avaliação intercalar de qualidade adequado. • • Qualidade do Sistema de Controlo • Montagem de um sistema de controlo financeiro. de acordo com as modalidades previstas no QCA e no Programa Operacional. Critérios específicos de execução financeira 89 . Qualidade do Sistema de Avaliação De acordo com as normas de qualidade predefinidas no Doc.

desde a escrita. Este plano deverá ser transmitido à Comissão Europeia no complemento de programação. No âmbito da gestão de cada programa será designado um responsável em matéria de Informação e Publicidade. etc. agentes económicos e potenciais beneficiários finais) sobre os Fundos Estruturais e correspondentes modalidades de aplicação.. de 21 de Junho de 1999. sensibilizando a opinião pública para o papel dos Fundos Estruturais no apoio ao desenvolvimento regional e coesão económica e social em Portugal. aumentar a visibilidade da acção comunitária. Em cumprimento do regulamento (CE) nº 1159/2000 de 30/05/2000. dotação orçamental prevista. visando: • garantir a transparência. a implementação das acções de Informação e Publicidade no âmbito do Programa Operacional. designadamente em articulação com o sistema de informação. para atingir esse objectivo. a todos os meios disponíveis . 12 Sistema de Informação De acordo com o artigo 34º do Regulamento (CE) nº 1260/99 do Conselho. beneficiários finais e instituições comunitárias.Programa Operacional do Ambiente 2000 . etc.2006 Efeito de alavanca Valor dos investimentos realizados em relação aos recursos públicos mobilizados. financeiros e estatísticos fiáveis 90 . desdobráveis. • Recorrer-se-á. públicos-alvo. organismo responsável pela sua execução e critérios de avaliação para as acções desenvolvidas. Aespecificar Programas/Medidas 11 Informação e Publicidade A informação respeitante ao conteúdo e execução do Programa Operacional será acessível a todos os potenciais interessados . panfletos. estratégia. com a produção de CDs e páginas na Internet. obedece a um "Plano de Comunicação" definindo os objectivos. pelos parceiros sociais. video-filmes. utilizando a divulgação de "Newsletters". até à electrónica.desde a informação pública até à informação restrita para utilização pelos organismos ou serviços da Administração. informando o público-alvo (parceiros sociais. a autoridade de gestão é responsável pela criação e funcionamento de um dispositivo de recolha e tratamento de dados físicos.

de informação para divulgação. outro. sendo aqueles recursos sujeitos a acções de formação inicial e periódicas de actualização de conhecimentos. Este sistema de informação integra dois níveis de acesso: • • um. avaliação e controlo. permitirá dar resposta ao mínimo comum definido nas orientações da Comissão (lista indicativa referida no artigo 36º do Regulamento 1260/99) e disponibilizará informação para a avaliação prevista nos artigos 42º e 43º. g) Integrar módulos de apoio à decisão. tendo em consideração as suas características próprias. b) Quantificar os indicadores considerados relevantes. O sistema de informação específico ao Programa. ao acompanhamento. que permite o acesso à informação para gestão. ao acompanhamento e à avaliação do Programa. f) Fornecer a informação actualizada de apoio à gestão. e providencia de forma casuística a informação previamente definida. O nível que integra e trata a informação necessária ao processo de tomada de decisão. bem como a homogeneidade dos instrumentos ao dispor da unidade de gestão.Programa Operacional do Ambiente 2000 . O sistema de informação electrónico do Programa Operacional do Ambiente integrará o do Quadro Comunitário de Apoio e comportará os dados relativos aos Fundos Estruturais. e. no sentido de assegurar a eficiência do sistema. O sistema permitirá a troca de dados informatizados com a Comissão Europeia segundo o modelo a adoptar para o QCA e restantes programas operacionais. à avaliação e ao controlo. d) Disponibilizar informação do Programa em formato electrónico a todos os potenciais interessados. Este sistema de informação será dotado dos recursos humanos necessários à estabilidade e funcionamento do mesmo. o acompanhamento e a avaliação. 91 . visando apoiar a gestão.2006 sobre a execução do Programa Operacional do Ambiente. permite nomeadamente: a) Garantir a actualidade e consolidação de toda a informação do Programa Operacional do Ambiente e dos Fundos que o co-financiam. e) Adoptar predominantemente a “Internet” como veículo de comunicação. A compatibilidade e a transferência de dados entre o sistema nacional e os sistemas próprios de cada Fundo serão asseguradas independentemente das suas características próprias. acompanhamento. c) Criar registos históricos.

onde surgia como elemento essencial duma estratégia de desenvolvimento sustentável. quer no QCA. onde o princípio da igualdade era expressamente referido como elemento integrador das diferentes intervenções operacionais. com o objectivo de assegurar a maior universalização dos públicos-alvo usando. Aumento da acessibilidade das mulheres ao mercado de emprego. sendo facultada a informação aos interessados sem grandes exigências de requisitos tecnológicos. Melhoria da situação das mulheres no emprego. pretendese garantir a obtenção de ganhos de eficiência resultantes de uma maior aproximação entre os diferentes níveis de decisão política e administrativa e a sociedade civil. quer no PDR.A informação respeitante ao Programa será acessível a todos os potenciais interessados. • • • • Melhoria do quadro de vida no sentido de responder mais eficazmente às necessidades das mulheres.2006 A alimentação do sistema será feita ao nível do projecto. Assim. a Internet. A informação a disponibilizar será definida e tratada por perfis de utilização de acordo com interesses dos diferentes públicos-alvo. são quatro os domínios prioritários de intervenção em matéria de igualdade de oportunidades. 92 . 13 Orientações Gerais para as Intervenções Desconcentradas Através da aplicação do Princípio da Subsidiariedade e tendo em vista a crescente complexidade das formas institucionais da administração territorial do Estado.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Promoção da participação das mulheres na criação de actividades económicas. por outro lado. de acordo com as orientações assumidas pela Comissão Europeia na sequência dos princípios incluídos na Agenda 2000. designadamente. por um lado. e com as organizações representativas dos agentes económicos e sociais. de uma clara coordenação entre os diversos serviços e departamentos da administração pública e de uma forte articulação das intervenções da administração central com os municípios. 14 Igualdade de Oportunidades A promoção da igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens corresponde a uma preocupação comunitária e nacional que assumiu expressão. O calendário das diferentes etapas de implementação do sistema de informação será discriminado no Complemento de Programação.

para eliminar as barreiras ao acesso aos programas operacionais resultantes de qualquer tipo de discriminação sexual. na fase de selecção. em conjunto. a segunda as acções que visam a atenuação das desigualdades. Por outro lado. Pelo seu lado. designadamente. nem sequer aconselhável. controlo e avaliação dos projectos adquire uma importância especial. as correcções necessárias (no caso de se constatarem resultados negativos) e a eventual divulgação de boas práticas (no caso contrário). geralmente. em sede própria de acompanhamento e avaliação. como ainda a forma como esta dimensão horizontal da acção comunitária é tida em conta na execução dos diferentes eixos prioritários e medidas. Naturalmente. assumir um carácter transversal aos vários domínios da acção política. a definição de recursos financeiros afectos à promoção da igualdade e acções de formação e sensibilização dirigidas à administração pública e ao público em geral. de carácter regional ou sectorial. o QCA definia como objectivo global a melhoria do quadro de vida da mulher através do reforço da sua participação na vida económica e designadamente por intermédio de acções dirigidas à conciliação entre a vida profissional e a vida familiar e da promoção do acesso da mulher ao mercado de trabalho e a melhoria da sua situação profissional. é possível identificar dois tipos de acções. Pode consequentemente acontecer que não seja possível. Estes elementos relativos aos diversos projectos serão retomados no sistema de informação global do QCA e nos sistemas de informação específicos de cada Fundo Estrutural. correspondentes a dimensões estratégicas separadas que. em cada Programa Operacional do QCA. contudo. Ao mesmo tempo. Sempre que possível esses efeitos devem ser referidos de modo a permitir. devendo tais procedimentos contribuir. Nestes casos. a identificação dos projectos de acordo com os seus efeitos esperados quanto à igualdade de oportunidades (efeitos positivos. normalmente. neste âmbito. os programas operacionais do QCA assentam a sua estratégia de intervenção na definição de objectivos centrais específicos de intervenção. O Grupo de Trabalho Temático sobre Igualdade de Oportunidades. em acções positivas. por forma a permitir acompanhar a contribuição positiva ou negativa dos diferentes programas comunitários para a melhoria da situação em matéria de igualdade de oportunidades. Nesta perspectiva. ganha particular relevo. conduzem à igualdade de oportunidades: a primeira abrange as intervenções destinadas a promover a equidade. neutros ou negativos). prever em todos eles medidas específicas em favor da igualdade entre os sexos. que desenvolve as suas actividades junto da Comissão de Acompanhamento do QCA III. a necessidade de prever mecanismos e procedimentos que assegurem a consideração da dimensão da igualdade de oportunidades nas fases de selecção. As medidas que se incluem no âmbito desta segunda dimensão traduzem-se. enquanto que as primeiras devem.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Para cada um destes domínios. devem ser indicadas não só as medidas específicas que visem promover a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens. acompanhamento. entre os quais se destacava a integração das associações femininas na parceria e a sua participação no processo de decisão. contribuirá para a 93 . o QCA definia um conjunto de medidas dirigido a facilitar o acesso das mulheres aos fundos estruturais.

Os critérios de selecção a estabelecer no Complemento de Programação do Programa Operacional do Ambiente devem ter em conta: • a) A necessidade de assegurar a coerência entre as acções referidas no Programa Operacional do Ambiente e as retomadas nos Programas Operacionais Regionais. de forma adequada aos seus objectivos específicos e às particularidades das acções prosseguidas.2006 definição duma estratégia precisa neste domínio. b) As indicações estabelecidas no Quadro de Referência do Fundo de Coesão. nomeadamente no que se refere aos indicadores e critérios de selecção. O seu financiamento efectivo está condicionado aos resultados da instrução e ao respeito das disposições regulamentares e dos critérios específicos definidos no Complemento de Programação. aplicável ao conjunto do Quadro.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 15 Critérios de Selecção • Os projectos mencionados no presente Programa são indicados a título de exemplo. desenvolvendo nomeadamente indicadores de impacto e resultado que possam ser aplicados em cada intervenção operacional. • 94 . • Os critérios de selecção terão em consideração os princípios e objectivos do desenvolvimento sustentável decorrentes da política e legislação nacional e comunitária em matéria de ambiente. O Complemento de Programação terá em conta as recomendações do relatório da Avaliação ex-ante.

95 . Apresentam-se de seguida quatro quadros financeiros que identificam por eixos prioritários.2006 TÍTULO VI: QUADROS DE PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA A estratégia definida no presente Programa e os instrumentos que a corporizam são financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). por fontes. por anos e por regiões os recursos que financiarão a execução do Programa entre 2000 e 2006. A elaboração dos quadros financeiros partiu de uma taxa média de co-financiamento do FEDER de 75% das despesas públicas elegíveis. O investimento público previsto é de 456 milhões de Euros ao qual está associado um financiamento comunitário de 332 milhões de Euros e um financiamento privado de 12 milhões de Euros. por recursos públicos nacionais provenientes do Orçamento de Estado e por recursos privados.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 96 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 97 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 98 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 99 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 100 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 ANEXO 1 : AVALIAÇÃO EX-ANTE 101 .

Processos de Implementação e Monitorização 102 . conteúdo e aproximação metodológica teve como base os termos de referência preparados pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território para esta avaliação. nomeadamente. Objectives 1. e datado de Abril de 2000. actualizada.2 and 3. Constitui a versão final. O relatório organiza-se nos seguintes cinco capítulos: Capítulo 1 Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores Capítulo 2 Análise do Contexto de Intervenção Capítulo 3 Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta Capítulo 4 Avaliação Quantificada dos Objectivos Capítulo 5 Políticas e Impactos Esperados. preparado pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. correspondente à última versão do Programa Operacional do Ambiente. integrado no Plano de Desenvolvimento Regional 2000-2006. bem assim como as recomendações da Comissão Europeia/DG XVI sobre esta matéria contidas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . no Working Paper 2 – The Ex-Ante Evaluation of 20002006 Interventions.2006 Introdução Este relatório apresenta a análise e os resultados da avaliação ex-ante do Programa Operacional do Ambiente. A sua estrutura.

como nos casos anteriores. uma vez que estaria para além do seu âmbito. Para este efeito tomamos como documento de referência a Avaliação Intercalar do Programa Ambiente – Relatório Final de Fevereiro de 1997. em jeito de síntese. tendo em atenção os critérios de pertinência. aos efeitos atingidos e às recomendações então produzidas.Análise dos Resultados das Avaliações Anteriores 1 Introdução Este capítulo tem como objectivo apresentar uma síntese dos principais resultados de avaliações anteriores. deverão ser tidas em consideração na análise deste novo Programa Operacional. o ponto de partida para o PO Ambiente 2000-2006. continuidade e articulação com o novo PO Ambiente. A aplicação do Fundo de Coesão em projectos de infraestruturas ambientais foi também tida em consideração. pelo que as anteriores recomendações.2006 Capítulo 1 . Seguidamente será feita referência aos aspectos internos da concepção do anterior Programa Ambiente (PA). 103 . quando pertinentes e aplicáveis decorridos estes anos. Começaremos por sintetizar os efeitos do anterior Programa já que haverá que assegurar. entre outros objectivos. embora de modo não explícito nesta avaliação. coerência e oportunidade. Finalmente é feita referência.Programa Operacional do Ambiente 2000 . aos quadros síntese apresentados na avaliação intercalar. Estes efeitos constituem. No ponto seguinte abordar-se-ão os aspectos organizativos e de funcionamento recorrendo. em boa medida.

conservar e valorizar o património natural. reduzir o impacte da actividade produtiva. cujos objectivos eram: • • • • • melhorar a gestão nacional dos recursos hídricos. Note-se que o quadro apresentado apenas pode retratar os primeiros anos de aplicação do programa.2006 2 Síntese dos resultados esperados do PA 1994-1999 O Programa Ambiente (1994-99) surgiu no II QCA com o propósito de contribuir para a prossecução dos objectivos do Eixo Prioritário 3: “Reforçar a qualidade de vida e a coesão social”.Programa Operacional do Ambiente 2000 . mesmo tendo em atenção o crónico atraso face aos nossos parceiros da UE. em algumas medidas. 104 . O Programa Ambiente integrava-se. a contribuição do PA foi muito significativa para a actual situação de partida. então. mobilizar o interesse da sociedade pela conservação do ambiente. nomeadamente o saneamento ambiental. No entanto. os compromissos então estabelecidos já se aproximavam da totalidade das disponibilidades financeiras. considerado como muito positivo. melhorar as condições e a qualidade de vida nas grandes aglomerações urbanas. No quadro que se segue sumarizam-se os resultados esperados da aplicação do Programa Ambiente tendo como base as seguintes dimensões analíticas: • • • • • • • qualidade ambiental preservação e valorização do património natural impacte ambiental da actividade produtiva monitorização do estado do ambiente informação ambiental participação dos cidadãos na defesa e valorização do ambiente desenvolvimento regional Tal como veremos no capítulo seguinte. ou seja aproximadamente 350 milhões de Euros). na Intervenção Operacional: Ambiente e Revitalização Urbana. em que se retrata de modo necessariamente sucinto o nível de desenvolvimento dos principais domínios de intervenção das políticas de ambiente à data de 1999. terá que ser. pese embora a sua dimensão financeira ter sido relativamente modesta (cerca de 70 milhões de contos. forçosamente. De facto. o avanço alcançado ao longo da segunda metade dos anos 90 em significativas frentes.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .acréscimo de 7% de concelhos com sistemas de tratamento e valorização de resíduos sólidos urbanos. interpretação e apoio à conservação: 1 por cada 3 000ha .615 ha de área urbana intervencionada .pouca relevância do ordenamento fluvial e regularização de caudais .100 km de linhas de água valorizadas .7% da população com melhoria do serviço (Alentejo e Algarve) Águas residuais domésticas: .acréscimo significativo no conhecimento e prevenção de fenómenos de erosão .fraca intervenção na requalificação dos biótopos Impacte ambiental da actividade produtiva Utilização de tecnologias pouco poluentes Cumprimento de normativos sectoriais de descarga e emissão de efluentes líquidos e gasosos Tratamento e armazenamento de resíduos sólidos industriais Articulação de projectos privados com sistemas colectivos .grande contributo para a criação de estruturas de acolhimento.2006 Dimensões analíticas Qualidade ambiental Elementos estratégicos Grau de cobertura do território e da população em serviços básicos valorizadores da qualidade ambiental Qualificação do ambiente urbano Preservação e valorização do património natural Valorização do domínio hídrico Protecção da faixa costeira Intervenção em áreas protegidas e sensíveis Avaliação Abastecimento: .6 lixeiras seladas/recuperadas.50 a 70% das zonas de risco cobertas .ECTRI* * Este projecto apesar de aparecer listado na Medida 1 tem uma componente industrial muito importante 105 . .acréscimo de 2% da população com sistemas de tratamento Resíduos: .29 ha de zonas verdes criadas . .

106 .criação de um serviço de apoio à participação do público (IPAMB) . Pelo contrário. . . .3 apresentando uma larga dispersão territorial dificilmente constituirão componentes de processos integrados de desenvolvimento local. .os projectos incluídos na acção 1.apoio ao sistema de monitorização da qualidade do ar. diversidade e qualidade da informação ambiental à população estudantil Ambiente e defesa do consumidor Participação dos cidadãos na defesa e valorização do ambiente Desenvolvimento regional Capacidade interventiva e de realização da sociedade civil organizada Correcção das assimetrias em matéria de condições básicas de vida A questão da valorização do potencial endógeno Avaliação . .33% do território com rede de controlo de parâmetros ambientais. .438 campanhas de sensibilização/educação ambiental.87 projectos de concepção/recuperação de 18 núcleos de informação/formação ambiental.4 nas regiões mais desfavorecidas do Norte e Centro em termos de infraestruturas básicas.os projectos de monitorização ambiental assumem essencialmente uma lógica nacional que dificulta a percepção dos problemas locais e regionais.maior concentração da acção 1.rede de monitorização da qualidade do ar na cidade do Porto .sistema de informação do património e do direito do ambiente. as iniciativas incluídas na acção 1.4 nas áreas mais povoadas do litoral.edifício de apoio .Programa Operacional do Ambiente 2000 .maior incidência da acção 1.2006 Dimensões analíticas Monitorização do Estado do Ambiente Elementos estratégicos Qualidade e operacionalidade do sistema de controlo e monitorização da qualidade do ambiente Informação ambiental Intensidade. .1 tendo uma incidência espacial pré-determinada permitem mais facilmente promover um processo de desenvolvimento local. .

critérios 107 .contexto de lançamento relação metas .2006 3 Da concepção do PA 1994-1999 à sua organização e funcionamento A avaliação intercalar do PA incidiu. No que respeita à sua concepção geral foram considerados os seguintes critérios: • • • pertinência coerência oportunidade. sobre a coerência interna e externa do programa.contexto de lançamento relação objectivos .Programa Operacional do Ambiente 2000 .dotação financeira do Programa relação modelo organizativo .objectivos relação objectivos . Nas páginas seguintes permitimo-nos reproduzir os quadros então elaborados tendo como entradas verticais estes três critérios e como entradas horizontais as seguintes subdimensões analíticas: • • • • • relação objectivos . entre outros aspectos.

A inexistência inicial de mecanismos de articulação entre o POA e os PO’s regionais na área do ambiente. 10. particularmente no que respeita à prioridade da melhoria da gestão nacional dos recursos hídricos. A estrutura inicial do POA constitui um quadro coerente entre objectivos globais e específicos e as diferentes medidas e acções nele contempladas. a estrutura inicial de gestão do Programa fica aquém das necessidades internas de integração. A melhoria da qualidade da monitorização ambiental não aparece reflectida nos objectivos do Programa. Coerência 2. 8.Programa Operacional do Ambiente 2000 . sobretudo com o Fundo de Coesão. o POA reflecte as prioridades da política nacional de ambiente de então. 4. na medida em que consagra uma lógica eminentemente de política industrial para gerir essas verbas. 5. O protocolo de colaboração entre o MIE e o MARN àcerca da gestão conjunta das verbas FEDER-Ambiente no âmbito do PEDIP 2 careceu de oportunidade do ponto de vista de fazer atravessar a política industrial pelas prioridades da política ambiental.2006 Síntese dos elementos de avaliação do Programa Ambiente na perspectiva da concepção Sub-dimensões analíticas da concepção Relação objectivoscontexto de lançamento Pertinência 1. Oportunidade 9. Representando o POA uma parcela relativamente reduzida dos fundos FEDER-ambiente. 3. A ausência do FSE no POA pode questionar-se dadas as necessidades evidenciadas à partida em matéria de formação de novas competências. O POA assenta inicialmente numa perspectiva muito pessimista quanto à capacidade de resposta da sociedade civil para intervir nos aspectos de informação e formação ambiental. 6. Os objectivos do POA podem ser considerados como pertinentes face ao estado do ambiente em Portugal no início da década de 90. sendo indiscutível que. A decisão de fazer participar activamente as entidades pertencentes à orgânica institucional do MARN nas diferentes medidas do POA como promotores de projectos é coerente com o modo como foi preparado e com as prioridade assumidas. 108 . Praticamente todos os objectivos operacionais do POA se traduzem em acções. 7.

facto que nem sequer foi compensado por uma maior visibilidade do POA junto das empresas. 109 . Oportunidade Relação objectivosdotação financeira do Programa Dotação financeira do Programa insuficiente face aos objectivos vastos do Programa. sobretudo numa lógica de não articulação inicial com o Fundo de Coesão e com os POs regionais. Manifesta precaridade das metas para os domínios da monitorização da qualidade ambiental. reflectindo uma ausência de experiência de planeamento nesta matéria. Coerência Níveis de exigência e de rigor adicionais seriam necessários em matéria de formulação de metas dada a forte presença de promotores públicos pertencenntes à orgânica institucional do MARN na concepção e execução de algumas acções.2006 Sub-dimensões analíticas da concepção Relação metascontexto de lançamento Pertinência Carácter muito incipiente dos indicadores fisicos contemplados como metas do Programa. A opção na medida 2 pela atribuição de financiamentos a fundo perdido aos projectos empresariais não parece oportuna face à tendência para fazer diminuir a importância relativa desse tipo de comparticipações no quadro do PEDIP 2.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Distribuição dos meios financeiros disponíveis pelas diferentes medidas do POA globalmente equilibrada face aos objectivos. embora com duas limitações: a medida um ocupa uma quota de financiamento demasiado alta face à capacidade de intervenção da política ambiental e a medida três fica aquém das necessidades sentidas nesta matéria.

Coerência O modelo organizativo considerado não acolhe adequadamente as implicações do protocolo celebrado entre o então MIE e o MARN em matéria de gestão e acompanhamento da medida do POA em colaboração com o PEDIP 2. dada a debilidade de meios orçamentais e logísticos das Direcções Regionais. Dificuldades do modelo organizativo responder às necessidades de articulação dos objectivos gerais do Programa com a sua tradução regional. O modelo organizativo inicial não assegurava uma articulação eficaz entre o POA e a concretização do Fundo de Coesão e os PO’s Regionais. Dificuldades notórias do POA ser utilizado como instrumento de política ambiental através de medidas de discriminação positiva.Programa Operacional do Ambiente 2000 . dada a composição inicial da estrutura de apoio técnico. dada a não selectividade dos critérios em utilização. 110 . Relação objectivoscritérios Relação globalmente pertinente embora vendo reduzir a sua operacionalidade num quadro de aumento dos níveis de compromisso e de procura do PO não susceptível de ser respondida. Oportunidade A opção pelo modelo de gestão assumido insere-se numa política mais geral seguida no QCA II de consagrar a figura de gestores públicos para as intervenções operacionais.2006 Sub-dimensões analíticas da concepção Relação modelo organizativoobjectivos Pertinência O modelo organizativo adoptado revela-se globalmente pertinente. sobretudo se os mecanismos de articulação existentes entre o Gestor do Programa e a equipa ministerial globalmente responsável pelas orientações de política ambiental forem melhoradas. Dificuldades de exercício da função acompanhamento técnico de projectos.

Espaço de divulgação ainda por aproveitar no que respeita à participação de organizações da sociedade civil na medida 3. algumas das quais com intervenção directa na concepção do Programa 2. designadamente Municípios e Associações de municípios constitui um indicador de que a divulgação do Programa tem sido efectiva. a este respeito. os critérios da eficácia e da qualidade do desempenho tendo em conta as diferentes fases de evolução do Programa e as mudanças de gestão que se vieram a verificar. fundamentalmente. o actual PO Ambiente em muito poderá beneficiar da riqueza da experiência anterior que envolveu os serviços competentes do então Ministério do Ambiente e que terão transitado para o actual Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. Síntese dos elementos de avaliação do Programa Ambiente na perspectiva da Gestão Dimensões analíticas Divulgação Organização. 5. A equipa de avaliação invocou. funcionamento e eficácia 1. 3.2006 Do ponto de vista da organização e funcionamento do programa a avaliação intercalar produziu as sínteses que passamos a reproduzir nas páginas seguintes. A procura que o Programa revela por parte de entidades não pertencentes à orgânica do MARN. Ausência de visibilidade no que respeita à participação do POA na medida 2 gerida pelo PEDIP. Note-se que. Necessidades adicionais de divulgação minoradas dado o alto nível de compromisso já assumido. 111 . Necessidades de divulgação inicial minoradas dada a forte participação como promotores de entidades públicas do MARN. 4. em função da abertura proporcionada pela actual equipa de gestão.Programa Operacional do Ambiente 2000 . tendo em conta o desconhecimento revelado pelos promotores empresariais face a esta matéria.

Reconhecimento generalizado de que o processo de tramitação é simples. Estrutura técnica de apoio inicialmente desprovida de valências em matéria ambiental. Especificidade introduzida pelo protocolo de colaboração entre o Ministério da Indústria e Energia e o Ministério do Ambiente e Recursos Naturais. 12. 8. Dificuldades de informação a prestar aos promotores de projectos ao longo do processo de tramitação. o que dificultou as funções de interlocução junto dos promotores de projectos e a função de acompanhamento técnico de projectos. 9. eventualmente reforçados com a vontade política de uma melhor articulação do programa com o Fundo de Coesão e com o espaço das Intervenções Operacionais Regionais. segundo o qual uma parcela do FEDERAmbiente (medida 2) é gerida segundo uma lógica de política industrial pelo PEDIP (IAPMEI).2006 Organização Tramitação de candidaturas 6. Modelo de gestão dependente de orientações superiores em matéria de política ambiental segundo duas vias diferenciadas: dependência directa face ao MARN e através das prioridades que os promotores públicos pertencentes à orgânica do MARN consagram através dos projectos apresentados para homologação. 10.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 112 . Progressos significativos esperados após o reforço da equipa de gestão mediante participação de técnicos do MARN responsáveis pelo acompanhamento da medida 2 junto do PEDIP e do Fundo de Coesão. operacional e facilmente compreendido pelos promotores de projectos. 7. dadas as dificuldades de meios logísticos e orçamentais das Delegações Regionais. 11. Dificuldades de extensão/cooperação da estrutura de gestão com a estrutura regional do MARN.

Programa inicialmente marcado pela presença relevante de entidades públicas pertencentes à orgânica institucional do MARN. Eficaz do ponto de vista dos objectivos de regulação e controlo da programação financeira do Programa. 19. Margem de manobra significativa em matéria de assistência técnica ao programa para melhorar as condições de acompanhamento técnico de projectos. 15.2006 Dimensões analíticas Acompanhamento. Sistema de informação 17. 113 . Inexistência de acompanhamento técnico dos projectos cujos promotores não são entidades pertencentes à orgânica institucional do MARN. 22. 18. funcionamento e eficácia 13. Inexistência de qualquer informação organizada sobre as características do protocolo oportunamente referido entre o MIE (agora Economia) e o MARN. Incapacidade de fazer reverter a favor do Programa a capacidade técnica existente nos promotores públicos de projectos inseridos na orgânica institucional do MARN.Programa Operacional do Ambiente 2000 . dada a composição da estrutura técnica de apoio. 20. a qual será tendencialmente substituída por um processo de internalização a concretizar através de reforço de meios logísticos e financeiros das Direcções Regionais de Ambiente e Recursos Naturais. controlo e regulação de projectos e do Programa Organização. dadas as dificuldades ainda sentidas de concepção de um sistema de indicadores físicos. Incapacidade do sistema em proporcionar informação relevante para uma avaliação de impactes ou efeitos esperados dos projectos e do programa em geral. 23. 16. Controlo de projectos essencialmente documental. Níveis elevados de compromisso já assumidos que tornam a Gestão do programa fortemente dependente de critérios de selecção suficientemente operacionais para gerir o excesso de procura e de orientações superiores em matéria de prioridades de política ambiental. 14. pelas mesmas razões anteriormente invocadas. Opção inicial por uma política de externalização da função auditoria de projectos. Dificuldades de compatibilizar a gestão dos níveis elevados de compromisso já assumidos com a orientação mais recente do programa de promover a abertura à sociedade civil (medida 3) e aos municípios em particular. reservando aqueles para projectos sensíveis ou de grande magnitude. Aspectos gerais 21.

a estrutura do programa revelou-se genericamente adequada. E não devemos esquecer que o PA 1994-1999 dispunha apenas de cerca de 70 milhões de contos (350 milhões de Euros) na sua globalidade. não será possível deduzir. nesta matéria. á data de arranque do programa. do I QCA 1989-1993. o contributo isolado deste programa para melhorar os resultados anteriormente obtidos. o Governo de então estabeleceu. . à condução do programa. deveria concorrer para atingir até 1999 os seguintes objectivos: .população com sistemas de abastecimento de água – 95% . . neste domínio. No entanto também não foi este o objectivo único deste capítulo. A estrutura do programa traduzia uma lógica interna coerente. metas demasiado ambiciosas para o periodo 1994-1999. Pelo contrário. o estabelecimento de objectivos e metas realistas é absolutamente fundamental nestes programas. em combinação com outros investimentos de âmbito nacional e regional. Em primeiro lugar.carga poluente industrial convenientemente tratada – 80%. Recorde-se que o Programa Ambiente. pelos Programas Regionais e pela inciativa comunitária ENVIREG. com rigor. por sua vez.Programa Operacional do Ambiente 2000 .população com colecta e tratamento de águas residuais – 90% . adaptada à concretização dos grandes objectivos que. unicamente. evidenciando uma eficaz articulação entre objectivos operacionais e objectivos específicos de cada uma das acções previstas. mas antes a apresentação de um conjunto de ensinamentos ou recomendações que possam vir a ser pertinentes para a aplicação e condução do PO Ambiente 2000-2006. correspondiam às principais disfunções ambientais e carências infraestruturais sentidas em Portugal. Em 1993. em análise. as metas alcançadas ficaram muito aquém das enunciadas sem que se possam atribuir responsabilidades.população atendida com recolha e tratamento de resíduos urbanos – 98%.2006 4 Efeitos do PA e pertinência das recomendações então produzidas Na ausência de uma avaliação ex-post do PA 1994-1999. e tendo como base unicamente a avaliação intercalar aqui referida.território classificado como área protegida – 8% Veremos no próximo capítulo que na maioria destes aspectos. Por melhor que os recursos pudessem ter sido aplicados ficariam muito aquém das necessidades de investimento que tais metas necessariamente comportariam. Estas conclusões apontam para a pertinência de soluções de 114 .

entre os quais: • • a reduzida dimensão financeira do programa face ao Fundo de Coesão e aos IOs Regionais. dotando simultaneamente o País de melhores meios de monitorização da qualidade do ambiente nas suas múltiplas facetas”. A formulação do PO Ambiente 2000-2006 deverá. A avaliação intercalar levantou. como veremos no capítulo terceiro. “a melhoria da gestão nacional dos recursos hídricos que. No capítulo terceiro deste relatório retomaremos esta discussão. colmatando défices de organismos da administração central ligados ao Ministério do Ambiente. Intervenções Operacionais Regionais e Programas de Iniciativa Comunitária – concluiu que o PA permitiu estabelecer pontos de contacto e complementaridades relevantes e oportunas. de articulação. e facto dos fundos do PA se misturarem com outras fontes de receita. A avaliação respeitante à coerência externa com outras fontes de financiamento na área do Ambiente – Fundo de Coesão.Programa Operacional do Ambiente 2000 . com especial destaque para as áreas protegidas e a orla costeira”. apoio do PA.2006 continuidade. dar particular atenção e continuidade a estes aspectos. por esta via. em virtude do seu carácter estruturante. assim. suprir as dificuldades de execução de projectos já iniciados 115 • . sem que muitos dos destinatários finais se apercebessem de onde provinham os fundos. mas também de evolução e inovação entre a gama dos objectivos anteriormente considerados e a nova grelha ou tipologia de objectivos / apostas contempladas pelo novo PO Ambiente. modelam políticas de desenvolvimento e influenciam outros domínios do Ambiente”. a tramitação encontrada para os projectos industriais que recebiam. Esta questão era vista como o resultado simultâneo de vários factores. Um outro aspecto considerado crítico na avaliação intercalar do PA foi a alegada falta de visibilidade do programa. dúvidas quanto à capacidade do PA concretizar cabalmente os seguintes três objectivos estratégicos: “a conservação e valorização do património natural. “a mobilização do interesse da sociedade pela conservação do ambiente. no entanto. Não será certamente por acaso que estes três objectivos foram retomados no PO Ambiente 2000-2006. permitindo. via PEDIP.

S. importa reflectir. permitimo-nos seleccionar as seguintes: “Reforçar os mecanismos de apoio técnico à estrutura de gestão do PA. linhas de água e áreas protegidas. apesar das dotações relativamente modestas face à dimensão dos grandes problemas nacionais na área do ambiente. Estas críticas.E. nomeadamente quanto aos critérios de selecção dos projectos. dimensão.2006 ou previstos.U. nesta fase de pré-arranque. quer a nível da elevação qualitativa e quantitativa dos níveis de serviço das infraestruturas ambientais de saneamento. no entanto. Pode. sobre as grandes questões da concepção geral do programa. tramitação e acompanhamento dos projectos contemplados pelo programa. não só tirando partido das disponibilidades presentes na Medida 4 do programa que permitirão a elaboração de estudos especializados e a contratação de consultorias específicas.” “Fomentar uma maior intervenção da sociedade civil e em particular das ONGs em projectos de formação e informação ambiental (Medida 3). como envolvendo mais directamente as estruturas regionais do MA na apreciação técnica de candidaturas. e dos Programas Integrados nas Áreas Protegidas.” “Reforçar os meios financeiros do PA no sentido de permitir uma maior aproximação do nível de realizações aos objectivos fixados no II QCA.” Do conjunto das recomendações então apresentadas.” “Melhorar a articulação entre os diversos apoios financeiros (em particular PA – FC e PA – IOs Regionais) a projectos de cariz ambiental. não se afiguram pertinentes para a natureza desta avaliação ex-ante em que. no que respeita à sua natureza. quer a nível das áreas intervencionadas da faixa costeira. do programa P. acompanha-mento no terreno e auditoria das realizações do Programa. e às prioridades do actual governo com a apresentação do Programa das ETARs. no entanto. Outras críticas foram ainda tecidas respeitantes à concepção dos regulamentos e sua aplicação. mais do que tudo. a maioria das quais dirigidas para os processos de selecção.” 116 . os seus objectivos e os meios financeiros propostos. controlo. localização e complementaridade técnica e funcional. as realizações do PA tiveram. ler-se no relatório da avaliação intercalar: “Pese embora estas críticas. efeitos de correcção sensíveis. Note-se que a reduzida dimensão financeira do programa favorecia este tipo de intervenção complementar.R.Programa Operacional do Ambiente 2000 . abastecimento de água e tratamento e deposição de resíduos sólidos urbanos.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .” Sendo certo que algumas destas recomendações mantêm a sua pertinência. 117 .2006 “Promover a apresentação de projectos no domínio do ambiente urbano que vão para além da mera infraestruturação dos espaços urbanizados no sentido de uma verdadeira qualificação do quadro de vida dos cidadãos. retomaremos o seu teor aquando da análise da concepção geral e estrutura proposta para o novo PO Ambiente.

e a situação actual do país com base em dados publicados pelo Ministério do Ambiente (MA. Esta contextualização irá permitir evidenciar um conjunto de lacunas e potencialidades.0 1.3 Algarve 91 82 82 2. 1998) estimados para o ano de 1999. méd. Os valores.8 LVTejo 99 97 92 0. Quadro 2.2006 Capítulo 2 . em percentagem. indicam os níveis de atendimento globais para as diversas regiões do Continente.5 Alentejo 94 89 83 1. tendo como base uma estratégia.1. este capítulo deverá proporcionar uma leitura da evolução das variáveis caracterizadoras dos grandes domínios contituintes do ambiente e recursos naturais em Portugal.2.0 1. e as variações médias anuais nos periodos 1990-1995 e 1995-1999. Anual 9599 Var.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Drenagem de Águas Residuais (%. média anual Norte Centro LVTejo Alentejo Algarve Continente 118 .0 3. por forma a situar e contextualizar o arranque do PO Ambiente.5 Var. méd.2 0. média anual 1999 1995 1990 Norte 78 70 65 2.Análise do Contexto de Intervenção 1 Introdução De acordo com as orientações metodológicas e as recomendações da Comissão Europeia / DG XVI. efectivamente alcançados.0 Centro 95 84 68 2. às quais o PO deverá responder. Abastecimento de Água (%. %/ano) Ano /Var. tendo em conta a conclusão das obras até ao final do ano de 1999. Anual 90-95 1. referenciadas anteriormente (ver introdução ao relatório).2 1.4 Quadro 2. %/ano) Ano /Var.3 Continente 90 84 77 1. 2 Níveis de infraestruturação ambiental básica Os quadros seguintes sintetizam a evolução ao longo da década de 90. a definição de objectivos e de prioridades de intervenção.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .0 75 63 55 3.4 2. Incluem-se neste relatório a título meramente indicativo. Anual 90-97 6. a variável tratamento de resíduos sólidos urbanos reporta-se apenas a tratamentos considerados adequados. Representam ainda o esforço de convergência. no plano nacional. No caso do quadro 2.6 2.5 Algarve 100 20 40.3 Centro 61 30 18 6. Anual 90-95 59 44 36 3. no entanto crê-se que fossem muito próximos de zero (MA.5 LVTejo 100 66 17. Tratamento de Águas Residuais Urbanas (%. méd.8 71 52 39 4. isto é que envolvam a incineração.0 1. Anual 9799 Var. méd. méd. %/ano) Ano /Var.4 5. entre as regiões melhor e pior servidas no que respeita a estas infraestruturas básicas ambientais.0 Alentejo 51 14 18.1 9. Anual 90-94 Norte 61 12 11 9. os dados de 1997. a deposição em aterro ou a compostagem.9 3.3 Alentejo 81 58 32 4. a par dos dados actuais.5 Algarve 92 60 37 6. méd.4 As duas últimas linhas de cada quadro representam comparativamente o esforço de investimento efectuado na primeira e na segunda metade da década de 90.6 2. méd.. considerados valores de referência para o PERSU (Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos).8 Continente 70 32 21 7.2 3.3. Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (%.4. Neste caso optamos por incluir. 119 . 1998).0 Continente 94 24 35. média anual 1999 1994 1990 Var. Anual 94-99 Var. Anual 9599 Var.4 2.6 Quadro 2.0 2.6 2.8 89 86 79 0. média anual 1999 1997 1990 Norte 92 46 23.8 1.0 Var.0 Centro 96 15 40.8 0.5 84 68 76 4. Não existem valores disponíveis para o início da década tendo em conta este critério. méd.2006 1999 1995 1990 Var.6 1.6 6.4.8 85 83 69 0.0 LVTejo 79 47 26 6. Deste modo.4 5.6 1. os valores apresentados para as variações médias anuais no periodo 1990-1997 deverão ser considerados com fortes reservas.8 Quadro 2. %/ano) Ano /Var.

tal como no periodo anterior. no extremo oposto. como referimos anteriormente. em valores unitários per capita.4. no entanto de ser significativo. quer no balanço comparativo das infraestruturas analisadas. Note-se que este tipo de raciocínio. No plano interno. quer nos níveis de atendimento regionais. sendo de destacar a elevada percentagem da sua população (cerca de 22%) sem abastecimento de água ao domicílio. aliás como na região do Algarve. regista-se o baixo nível de tratamento de águas residuais. o Norte apresenta as maiores carências nestes domínios. No entanto detectam-se ainda fortes carências e assimetrias. Na região de Lisboa e Vale do Tejo este valor desce para 31%.2006 Começando por considerar.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Se compararmos as evoluções registadas nas duas metades da década de 90 é notória a aceleração imprimida na segunda metade (94/95-99) num esforço de aproximação aos padrões médios europeus. a 2. Por regiões. valor aliás idêntico ao registado na região Norte. com uma população carenciada da ordem de 39%. pelo contrário. aumentando aquele valor para cerca de 3 milhões. muito diferentes de infraestrutura para infraestrutura. levado a cabo nos últimos anos.1. aquele esforço tem sido muito maior para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos onde. Com efeito. Assim.5 milhões de portugueses entraram no ano 2000 sem poder beneficiar de um sistema público de drenagem de águas residuais. globalmente proporcional ao nível de carências para cada uma das infraestruturas analisadas. apresentavam já em 1990 uma taxa de cobertura de 77% (em termos médios europeus esta era ainda uma taxa muito modesta). representam um assinalável esforço de convergência. 120 . Na região Centro. a cobertura é total. tem vantagem sobre a mera consideração dos esforços financeiros efectuados. A região do Alentejo contrasta pela negativa com uma elevada carência de tratamento dos seus RSUs. ou os ainda 41% sem sistemas de colecta de efluentes domésticos. os valores globais para o Continente. se parte quase do zero em 1990. já que estes são. poder-se-á desde logo concluir que o esforço de melhoria dos níveis de atendimento das infraestruturas em análise tem sido tendencialmente proporcional à magnitude das necessidades detectadas. tanto mais que ao nível do tratamento de resíduos sólidos urbanos. nos quadros 2. Os dados patentes nestes quadros. se se considerar o efectivo tratamento dos efluentes domésticos. Cerca de apenas 51% da população se encontrava servida por adequadas infraestruturas no final de 1999.. sobre valores efectivos de níveis de atendimento. os valores globais para o Continente revelam que ainda cerca de 2. não deixando. do que para os sistemas de abastecimento de água que. este esforço revela-se.

terá que se intensificar. Excepção a mencionar será o significativo aumento da reciclagem do vidro que. Face ao padrão de povoamento disperso em boa parte do território nacional. Ainda assim. no termo do periodo considerado. nomeadamente. em que os números oficiais (contidos. 121 . numa lógica de custo/benefício. O desafio da garantia da qualidade do funcionamento dos sistemas deverá intensificar-se através de uma particular atenção prestada às actividades de exploração. gestão. passou de 26. com regiões como o Algarve e a Região de Lisboa e Vale do Tejo a atingirem o pleno da satisfação das necessidades identificadas. a propósito da reciclagem do papel e do cartão) são ainda muito modestos por padrões europeus. tendencialmente localizadas sobre a faixa litoral. torna-se cada vez mais importante dar a devida atenção ao desafio do aumento significativo dos actuais níveis de reciclagem e valorização. que temos vindo a referir. com realismo.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Se às carências quantitativas. e muito particularmente nas regiões Norte e Centro. a evolução registada no país nos últimos três anos foi considerável. como já salientamos anteriormente. as maiores nucleações urbanas. associarmos as carências qualitativas dos sistemas em operação. em MA. ambicionar-se. os últimos dados para esta região apontam para uma capacidade instalada de tratamento de efluentes urbanos de 61% já superior à capacidade de recolha dos mesmos efluentes que se cifrava em 59%. No entanto. Com efeito.8% em 1990 para os 44. A aparente discrepância entre os valores dos níveis de atendimento na região Norte dos sistemas de drenagem de efluentes domésticos e do respectivo tratamento poderá ser disso indício.0% em 1997. já que as anteriores prioridades de dotação das infraestruturas privilegiaram. então fácil será concluir que os próximos sete anos terão ainda de mobilizar significativos investimentos. 1999. em percentagem do seu consumo. sendo certo que será possível. A articulação com os investimentos de âmbito estritamente municipal. as carências de infraestruturação ambiental acima apontadas irão implicar investimentos unitariamente mais elevados. com uma produção média anual a crescer ao ritmo de 3% ao ano. alcançar a plena satisfação das necessidades básicas da população em infraestruturação ambiental. este valor é bastante baixo por padrões médios europeus. para não atingirmos situações verdadeiramente indesejáveis como parecem poder despontar de capacidades instaladas não totalmente potenciadas por carências dos sistemas a montante ou a jusante. Será assim de prever a adopção de soluções tecnicamente menos comuns ou mesmo inovadoras para atender à escala reduzida de muitos dos sistemas que ainda falta construir. No que respeita aos resíduos sólidos urbanos. controlo e monitorização.

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3 Resíduos

Na categoria genérica de resíduos, incluem-se para além dos resíduos sólidos urbanos tratados no ponto anterior, os resíduos hospitalares e os resíduos industriais, sejam estes banais ou perigosos. Os resíduos hospitalares compreendem, como se sabe, não apenas os resíduos gerados em unidades hospitalares ou similares, como clínicas ou centros de saúde, mas também os gerados em consultórios, laboratórios, ou unidades de tratamento de animais.

Particular atenção deverá ser dada aos sistemas de recolha, transporte e tratamento final dos resíduos hospitalares do tipo III e IV, classificados de acordo com a legislação nacional como resíduos perigosos e específicos, respectivamente. Conjuntamente a sua produção anual já ultrapassa pelo largo as 4000 toneladas/ano em regiões como a Norte e a de Lisboa e Vale do Tejo, ou mesmo as 2000 toneladas/ano na Região Centro.

A produção anual de resíduos industriais perigosos estimava-se em cerca de 125 mil toneladas, a justificarem tratamentos diversos, nomeadamente aterro, incineração, ou tratamento fisico-químico. Quanto aos resíduos não perigosos os últimos dados disponíveis apontavam para que a sua produção já ultrapassasse os 16 milhões de toneladas/ano. Os níveis de reciclagem e valorização são ainda comparativamente baixos, mas tem-se vindo a incrementar em anos mais recentes. Excepção a mencionar será o espectacular aumento, aparentemente regular e sustentado, dos óleos usados recolhidos que, em percentagem do seu consumo, passaram de uns meros 2.6% em 1990 para os 48.3% em 1997 (MA, 1999).

4 Recursos Hídricos
De acordo com um trabalho já realizado há alguns anos (MARN, 1993) mas que a este respeito se encontra actualizado dado que os recursos hídricos de um dado território não se alteram significativamente dentro de uma escala geracional, Portugal apresentava disponibilidades em água superiores em cerca de três vezes a média dos restantes países da União Europeia.
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Os caudais provenientes de Espanha, via rios Tejo, Douro e Guadiana, representavam mais de metade (cerca de 55%) das disponiblidades hídricas de superfície. No entanto, as águas subterrâneas, que não chegam a 7.5% das disponibilidades totais, ainda há uma década atrás, início dos anos 90, eram responsáveis por 80% do consumo total. Este valor terá tendência para descer com a entrada em funcionamento, a breve trecho dos sistemas multimunicipais de abastecimento de água em alta às zonas mais populosas e industrializadas do território nacional. Actualmente já se deverá aproximar dos 60%.

Com as perspectivas de a curto prazo se resolverem definitivamente as grandes carências de abastecimento de água e drenagem e tratamento dos efluentes domésticos, importará, no domínio dos recursos hídricos, orientar esforços para a valorização e recuperação ambiental dos aquíferos, águas superficiais, em particular a rede hidrográfica principal, zonas estuarinas e a faixa costeira.

O potencial de água disponível varia muito entre as cinco regiões administrativas do Continente. Tendo como base o trabalho da DGRN (1992), cerca de 40.5% das disponibilidades correspondem à Região Norte, 25% cabem à Região Centro, semelhante valor, 24%, regista-se para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto o Alentejo se fica pelos 7% e o Algarve pelos 3,5%. Globalmente o balanço entre disponibilidades e consumos é, naturalmente, favorável, com um saldo positivo de 9 mil milhões de metros cúbicos (diferença entre 16 mil milhões de m3 de fornecimento e 7 mil milhões de m3 de consumos).

No entanto é a variabilidade territorial e sazonal que está na origem de grande parte dos problemas que neste domínio ainda se fazem sentir em Portugal. Por exemplo, regista-se uma elevada carência no Alentejo com um balanço hídrico anual negativo de 58%.

O aumento das capacidades de armazenagem, possível com a construção de aproveitamentos hidráulicos, é fundamental para reequilibrar estes balanços. Em simultâneo, permitirá reduzir a pressão sobre os aquíferos subterrâneos. As situações pontuais de défice dos aquíferos situam-se tendencialmente no litoral e tem provocado alguns fenómenos localizados de salinização.

Sendo difícil a avaliação global da qualidade da rede hidrográfica nacional a partir dos postos de medição da qualidade das águas superficiais existentes, tomaremos os resultados apresentados em MA (1999) respeitantes a 16 estações de amostragem significativas distribuídas pelo país. Cerca de 38% das estações indicavam águas muito
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poluídas (classe D), enquanto 43% se situavam na classe C (poluído, águas de aceitável qualidade) e 19% águas fracamente poluídas (classe B).

Os problemas graves de poluição hídrica tendem a circunscrever-se em torno das grandes concentrações industriais e urbanas, sendo que a progressiva dotação de infraestruturas de tratamento e as transformações do tecido produtivo industrial terão tendência para, em conjunto, diminuirem as pressões sobre os recursos hídricos superficiais. Estimativas apontavam (ver Relatório Final da Avaliação Intercalar da IO Ambiente de 1997) para cerca de 25% do comprimento da rede hidrográfica principal ser classificada como mediana a muito poluída. No total da água armazenada em albufeiras, 40% está no estado oligotrófico e 20% no estado eutrófico. Em 40% das massas lênticas já se deu início ao processo de eutrofização.

Para além destes aspectos, ainda se verificam situações francamente anómalas como as detectadas a nível da qualidade das águas balneares interiores. Apenas em cerca de 25% dos casos analisados se verificou conformidade com os níveis estabelecidos na legislação (MA, 1999). Pelo contrário, a nível das águas balneares costeiras, a situação é, felizmente, inversa, com cerca de 90% dos locais analisados apresentando parâmetros de qualidade conformes com as exigências da legislação.

A entrada em funcionamento de sistemas de drenagem e tratamento de efluentes domésticos tem vindo a ser responsável por uma significativa melhoria da qualidade das águas costeiras, nomeadamente na Costa do Estoril (sistema multimunicipal SANEST) e ao longo da costa algarvia. Recentemente, entrou em funcionamento a primeira fase do sistema da Ria de Aveiro (SIMRIA) que, certamente, produzirá efeitos positivos na faixa costeira da Região Centro e, sobretudo, permitirá aliviar em grande medida a carga poluente descarregada directamente na Ria de Aveiro.

No futuro próximo, deveremos assistir no domínio dos recursos hídricos, como aliás em outros domínios do ambiente, ao fortalecimento das acções de planeamento, gestão, controlo e monitorização tendo em conta o esforço de preparação e implementação dos POOCs (Planos de Ordenamento da Orla Costeira) e dos PBH (Planos de Bacia Hidrográfica) que, contribuintes para o Plano Nacional da Água, cobrirão integralmente o país. Os Planos de Ordenamento da Orla Costeira, que entrarão em vigor a breve trecho, destinam-se a regulamentar o uso do solo numa faixa até 500 metros do limite da máxima preia mar, ao longo de toda a costa portuguesa.

Quanto aos Planos de Bacia Hidrográfica, a sua preparação tem sofrido alguns atrasos, em parte motivados pela complexidade, extensão e profundidade de tratamento dos diversos
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na produção de energia. apresentando-se o último ano em análise (1997) como o mais quente dos últimos 67 anos. apontando desta vez para uma redução gradual da precipitação média anual. tendo como base um sólido exercício de planeamento assente sobre a geografia das bacias hidrográficas. No que respeita ao fenómeno da desertificação. A conjugação das alterações climáticas atrás referidas. nomeadamente contribuintes para o efeito de estufa. é possível concluir que desde 1972 se tem vindo a verificar uma clara tendência crescente dos valores da temperatura média anual à superfície. a cartografia da relação entre a precipitação anual e a evapotranspiração potencial de Penman aponta para uma incidência deste fenómeno nas regiões do Alentejo e Algarve e na região mais interior de Trás-osMontes e nas Beiras Alta e Baixa. as emissões poluentes atmosféricas. em particular à custa da diminuição da precipitação na Primavera e no mês de Março.57ºC. 5 Ar. No entanto. situam-se per capita muito abaixo dos níveis médios europeus. No que respeita à precipitação os dados também são inequívocos. a partir de 1964. com uma temperatura média anual de 16. Clima e Ruído Tendo por base o último relatório disponível do Estado do Ambiente em Portugal. mas com maior intensidade nas regiões da Beira Interior e do Alentejo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . no periodo 1931-1997. e à excepção de alguns epísódios localizados de poluição urbana.58ºC à média verificada entre 19611990. (MA. em todas as regiões do país. e naturalmente na própria agricultura. nestes casos numa estreita faixa sobre a fronteira com a vizinha Espanha. Globalmente. A este facto não 125 . a resultante qualidade do ar em Portugal é francamente boa. Note-se que esta temperatura é superior nuns significativos 1.2006 temas por eles abrangidos. como o CO2. para se passar á indispensável gestão integrada dos recursos hídricos nacionais. todos estarão de acordo que será urgente dar por terminado este exercício. por esta via. Na generalidade. 1999) em que é feita uma análise estatística das séries climatológicas longas da tenperatura média do ar em Portugal. na capacidade assimilativa dos meios hídricos receptores naturais de efluentes. poderá traduzir-se a médio-longo prazo em significativos impactes negativos ao nível das disponibilidades hídricas e.

O NOx resulta das emissões dos transportes rodoviários (45%). O ruído é dos sectores do ambiente em que se tem registado o maior número de reclamações. Quanto aos COVNM.Programa Operacional do Ambiente 2000 . conjugado com os padrões de desenvolvimento urbano prevalecentes. seja de forma voluntária ou involuntária. embora os dados mais recentes apontem para uma certa estabilização do volume anual de reclamações apresentadas. 60% das emissões provêm dos transportes. de entre os diversos parâmetros analisados. 50% provêm da agricultura. MA (1999). Dados sobre a incidência deste descritor ambiental apontam para cerca de 30% da população portuguesa sujeita a níveis de ruído de origem automóvel no periodo diurno iguais ou superiores a 55dB(A). Infelizmente o aumento generalizado de tráfego automóvel. antes pelo contrário. correspondentes a cerca de metade dos valores médios europeus. A população portuguesa tem vindo a ser progressivamente alertada para os malefícios de exposições prolongadas a elevados níveis de ruído. no curto/médio prazos. Dados publicados para o periodo de 1990 a 1995 permitem concluir que. No que respeita ao CO2 verifica-se que 60% das emissões provêm de instalações de combustão. Finalmente. 1999). 83% provêm de instalações de combustão (dos quais 60% para produção de energia) (MA. de outras fontes móveis (20%) e da combustão (30%). se tem verificado um ligeiro aumento das emissões de NOx e COVNM. enquanto que relativamente ao CO. para a diminuição daquela percentagem de população afectada. rondando as 600 a 700 reclamações anuais. 126 . não apontam.2006 serão estranhos os baixos consumos energéticos per capita. no que se refere às emissões de SO2.

As chamadas Áreas Classificadas incluem todo um conjunto de espaços que se destacam pelo valor patrimonial natural. os valores para espécies ameaçadas e não ameaçadas são de 9 e 20. 1999). respectivamente. de forma quantificada poderão dar uma ideia global da importância de Portugal para a conservação da natureza num contexto europeu. De cerca de 3 000 espécies de flora vascular.2006 6 Conservação da Natureza e Recursos Biológicos Não sendo praticável. e 2 e 15. vulneráveis. Nesta denominação geral temos: • • • • • • a Rede Nacional de Áreas Protegidas os Sítios da Lista Nacional da Directiva Habitats as Zonas de Protecção Especial da Directiva Aves as Reservas da Biosfera do Programa MAB da UNESCO as Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa as Zonas Húmidas da Convenção de Ramsar 127 . ou em perigo de extinção. Nos mamíferos. o país é rico e diversificado por comparação com outros países europeus. abordar de modo exaustivo os valores biológicos que o país possui optamos por sintetizar alguma da informação contida em textos de referência e que. Nos répteis e anfíbios. Refira-se que das 300 espécies que ocorrem no Continente. 293 tem estatuto de protecção (ver MA. Quanto à fauna. Finalmente quanto às aves. 10% necessitam de medidas de protecção. quer porque são raras. registamse 89 espécies ameaçadas para 211 não ameaçadas. 40 em 90 espécies encontram-se de alguma forma ameaçadas. Nos peixes temos 21 espécies ameaçadas em 39 identificadas (nas quais se registam 28 espécies autóctones).Programa Operacional do Ambiente 2000 . incluindo 86 endemismos lusitanos. num capítulo como este.

Atendendo às suas próprias características e funções. então não ultrapassava 5. num território com uma forte tradição de povoamento. 1998). inclui: • • • • 1 Parque Nacional 11 Parques Naturais Reservas Naturais 5 Monumentos Naturais De acordo com o documento de apresentação da Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade (MA. No entanto. ou seja 12. foi de facto significativo. 128 . cobre uma superfície total de 665 milhares de hectares. Recorde-se que em 1997. Em 1998. correspondentes à primeira fase da lista nacional de sítios definidos em cumprimento da Directiva Habitats. Esta posição é tanto mais justificada quanto a Rede Natura 2000 se encontra em fase de implementação. Merece ainda destaque o conjunto das 18 ZPEs estabelecidas em cumprimento da Directiva Aves. a totalidade das áreas protegidas do Continente não ultrapassava os 511 milhares de hectares. 1999). em anos recentes.2006 A Rede Nacional de Áreas Protegidas. cobrindo uma área de cerca de 1 138 650ha. mais que aumentar ou discutir a percentagem de área com estatuto especial de protecção importa dotar as diversas figuras de protecção dos instrumentos e meios adequados à gestão da conservação da natureza. e os 31 sítios. 1999).8% do território nacional. O alargamento da rede.5% do território nacional (MA. Nesta área habita uma população da ordem das 200 000 pessoas (MA.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a Rede Nacional de Áreas Protegidas. existem ainda 10 Sítios Classificados que não foram reclassificados e 3 paisagens protegidas cuja gestão nunca chegou a transitar para as autarquias locais.8% do Continente. a Rede Natura 2000 deverá desempenhar um papel complementar relativamente à rede nacional de áreas protegidas. ou seja. ou seja 7. foi criado o conceito de Reserva Marinha e estabelecidas as primeiras duas reservas marinhas: a Reserva Marinha da Reserva Natural das Berlengas e a Reserva Marinha do Parque Natural da Arrábida. No seu conjunto.

2006 Deste modo. se verificar que se encontra uma manta de retalhos. de génese ilegal. com evidentes prejuízos para as economias locais e para o próprio ambiente. Em simultâneo. Basta darmo-nos ao cuidado de reunir numa mesma carta umas tantas RENs de municípios adjacentes para. não estará em causa o objectivo inicial de protecção dos cursos de água. em vez de vermos reforçados os seus mecanismos de implementação. encontrando. e que se estima que para as várias regiões do país oscile entre os 40% e os 60% do território nacional. o carácter extraordinariamente restritivo do regime da REN. etc. que acabam por ser exploradas habilmente por interesses organizados no seu uso ou ocupação. no que respeita à REN. À REN acabam por só ser atraídos usos indesejáveis. 129 . acaba por conduzir ao abandono de extensas superfícies do território nacional. Como é sabido. e continuam a utilizar instrumentos de gestão distintos. dever-se-á dar novo alento à criação de áreas de protecção de âmbito regional e local em estreita articulação com os municípios e associações de municípios. fruto das contraditórias disposições actuais. etc. pela positiva. que dificilmente poderá alguma vez servir de suporte a uma estratégia de conservação da natureza com um mínimo de eficácia e coerência. como sejam despejos de sucatas. tem sido o modo diverso e frequentemente contraditório como os diversos municípios. dado que estes conceitos sobrepôem-se geograficamente com frequência. um papel e finalidade para os territórios que integram esta reserva. inclusivé para a conservação da natureza. Note-se que. dunas. Por outro lado. resíduos. zonas declivosas. praias. O que está em causa. sapais. Em particular importa rapidamente harmonizar o regime jurídico da REN com o Domínio Público Hídrico (DPH). A ausência de coordenação central e orientações técnicas emanadas do nível nacional é também preocupante e explicará em parte os resultados pouco animadores alcançados até à data. uma regulamentação restritiva tem fomentado o seu abandono. quase invariavelmente. verificamos o seu progressivo enfraquecimento. cabeceiras de linhas de água e áreas de máxima infiltração. Excusado será dizer que se trata de faixas particularmente atractivas do território nacional sobre as quais se exercem elevadas pressões de desenvolvimento. às vezes vizinhos. o planeamento e gestão da conservação da natureza apresentam-se como os grandes desafios para os próximos anos. e apesar do seu carácter restritivo já referido.Programa Operacional do Ambiente 2000 . A este nível de intervenção assume igual importância a mobilização da Reserva Ecológica Nacional (REN). fundamentalmente. Na prática. sem qualquer interesse. lixos diversos. tem interpretado o quadro legal actual e delimitado as suas áreas de reserva.

o que estará em causa nos próximos anos será o desafio do planeamento e gestão das áreas classificadas. Não é conhecido o número de residentes que suportam níveis de ruído acima dos valores recomendados.2006 Para além da óbvia necessidade de se requacionar o papel da REN. ir-se-á projectar no periodo de vigência do QCA III. De um ponto de vista das principais disfunções ambientais. em simultâneo. É verdade que em anos recentes se tem feito um esforço significativo no arranque de várias figuras de planeamento. que não nos permite responder quantitativamente ao desafio da caracterização daquelas variáveis. Importará investir. os Planos de Ordenamento de Albufeiras ou. não apenas nas fases iniciais de preparação técnica. nem as concentrações de poluentes nas principais artérias das cidades. Nota-se contudo que os processos tem sido bastante morosos. como os Planos de Ordenamento da Orla Costeira. Para efeitos desta avaliação ex-ante é este o aspecto essencial no capítulo da conservação da natureza. A este nível.Programa Operacional do Ambiente 2000 . a nível do ruído e da poluição atmosférica. nos meios e instrumentos de gestão por forma a dar efectivo corpo àquela estratégia no terreno. o Programa Operacional do Ambiente poderá ter um papel essencial e insusbtituível. sobre uma malha muito alargada. não bastará preparar e fazer aprovar planos de ordenamento para dotar a estratégia de conservação da natureza de coerência e eficácia. encontramos nas áreas urbanas. em particular nos dois espaços metropolitanos do Continente. os maiores problemas. Por outras palavras este esforço de planeamento estará ainda longe de estar concluído e. mas sobretudo nas fases mais burocratizadas de apreciação e aprovação. certamente. As redes de monitorização do ar existentes apresentam um conjunto de resultados dispersos. os mais ambiciosos Planos de Bacia Hidrográfica. 7 Ambiente Urbano São muito escassos e dispersos os dados que nos permitam caracterizar o estado do ambiente urbano nas principais cidades e áreas metropolitanas do Continente. Por outro lado. 130 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 . pondo em contacto directo a cidade com o espaço rural e natural envolvente. fenómeno que começa também a evidenciar-se em cidades de média dimensão. talvez. a julgar pelos crescentes volumes de tráfego. Mas as questões do ambiente urbano não se esgotam nos problemas de poluição atmosférica e do ruído. por investimentos em mobiliário urbano ou intervenções de mera qualificação estética e urbanística. que promovam a valorização do capital natural em espaço urbano e cujas propostas e iniciativas possam ser vertidas em documentos de gestão urbanística com efectivas consequências no território. A promoção da qualidade do ambiente urbano não passa. o principal problema de poluição do ambiente urbano em Portugal. Referimo-nos à acentuada perda de residentes nos centros de Lisboa e Porto. especialmente do tráfego automóvel particular. faz-se em detrimento dos sistemas de transportes públicos. É preocupante o modo como. mas numa lógica de funcionamento ecossistémico.2006 No entanto. em que se privilegiam os atravessamentos dos espaços urbanos por corredores verdes. dos quais se destacam os Planos Directores Municipais. ou Estratégias Municipais de Sustentabilidade e Requalificação Ambiental. A actual configuração do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território trás. 131 . em anos recentes. Este será. tanto mais que a recomposição funcional e territorial dos espaços metropolitanos tem levado à crescente necessidade de geração de mais e maiores percursos casa-trabalho. se tem verificado uma redução constante e acentuada do volume total de passageiros nos transportes rodoviários e ferroviários nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto. não numa lógica parcelar de parques e jardins. Neste sentido. haverá certamente inúmeros pontos dos tecidos urbanos com níveis preocupantes de poluição. como alguns parecem fazer crer. as políticas de revitalização e reabilitação urbanas poderão constituir efectivas políticas de ambiente em espaço urbano. levando aos actuais níveis de constante congestionamento do tráfego. A julgar pela generalizada pobreza do tratamento das questões ambientais nos documentos base de gestão dos espaços urbanos de que dispomos actualmente. um novo alento à prossecução desta necessária aproximação entre ambiente e urbanismo. Importa garantir a sustentabilidade ambiental destes espaços. nomeadamente promovendo o aparecimento ou a requalificação dos espaços verdes. e que. acabam por continuar a depender e deslocar-se diariamente para o centro onde continuam a encontrar os seus postos de trabalho. Entretanto este recurso crescente ao automóvel particular como meio de deslocação nas grandes cidades portuguesas. sendo compelidos para a periferia suburbana. para também abarcarem a conservação da natureza em espaço urbano. importará avançar rapidamente para a preparação de Agendas Locais 21. como os Planos de Urbanização e de Pormenor. á partida.

bem assim como as respectivas potencialidades. para os principais sectores ou domínios da política de ambiente. 132 .2006 8 Síntese Os quadros que se seguem apresentam. os pontos considerados fortes e fracos. tendo em atenção as especificidades do suporte biogeofísico nacional. as características dos processos de desenvolvimento económico e social e as respostas da administração ambiental. através de medidas de política e dos instrumentos regulamentares que tem vindo a ser seguidos.Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Tecidos urbanos dos centros históricos . diversidade.5. endemismos .Presença forte de acções de educação ambiental (jovens) Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 133 .Fontes fixas pouco numerosas .Baixos níveis globais de emissões .Rede Natura 2000 .Riqueza e diversidade .2006 Quadro 2.Incidência relativa reduzida de resíduos perigosos .Riqueza.Reconversão do tecido industrial .existência da REN e da RAN .Rede de cidades médias em processo de consolidação .Programa Operacional do Ambiente 2000 .baixo consumo de solo urbano .Sistema educativo em expansão . Resumo dos Pontos Fortes Identificados Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Recursos Hídricos Pontos Fortes .Rede consolidada de áreas protegidas .Dinâmica costeira .Crescentes níveis de infraestruturas de abastecimento e saneamento .Aumentos substâncias dos níveis de atendimento nos últimos anos .Disponibilidades globais .Baixos níveis de capitação .Infraestruturação em curso .

Pressões sobre o Litoral . .níveis de ruído e poluição atmosférica nas AMs .2006 Quadro 2.Ausência de sistemas de tratamento para determinadas categorias de resíduos .Tráfego automóvel.Disparidades regionais .Dependência dos transportes rodoviários .6.Existência de espécies ameaçadas -Estruturas e instrumentos de gestão em fase de desenvolvimento .Deficiências na gestão e controlo .Programa Operacional do Ambiente 2000 .Sistemas de controlo .Carências qualitativas nos sistemas .Consumo crescente .Erosão dos solos .Focos pontuais de contaminação (passivo ambiental) .Dispersão das fontes de poluição .Fraca sensibilização de agentes produtivos e de alguns sectores da administração Recursos Hídricos Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 134 .Variabilidade espacial e temporal dos recursos hídricos .Padrão por vezes demasiado disperso de povoamento e urbanização . Resumo dos Pontos Fracos Identificados Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Pontos Fracos .Transportes nas áreas metropolitanas .ausência de preocupações de sustentabilidade urbana .subdotação de estruturas verdes .Desenvolvimento urbano .qualidade e funcionalidade deficiente das áreas suburbanas .Aumento dos níveis de motorização .

Aplicação de instrumentos de planeamento e gestão inovadores .Programa Operacional do Ambiente 2000 .Incremento do Gás Natural .Articulação entre níveis de intervenção e entre sistemas em alta e em baixa .Abaixamento das pressões sobre os aquíferos e a rede hidrográfica .Consolidação global dos valores ambientais Recursos Hídricos Ruído Recursos Biológicos Conservação da Natureza Solos Resíduos Infraestruturação Ambiente Urbano Educação e Sensibilização 135 . Resumo das Potencialidades identificadas Descritor ambiental Recurso Ar e Clima Potencialidades .Oportunidades de negócio (privados) na recolha e tratamento .Oportunidades de valorização e reciclagem .2006 Quadro 2.emergência de uma segunda geração de instrumentos de planeamento urbano com conteúdo ambiental .Tendências de concentraçao urbana .Melhoria da qualidade do ambiente e dos meios receptores .Sociedade em transformação .desenvolvimento de uma cultura urbana .Desenvolvimento de actividades económicas complementares .Níveis de sensibilização crescentes .Desenvolvimento dos transportes públicos e dos transportes ferroviários .6.Aperfeiçoamento do sistema de ordenamento articulado com o ambiente .Desenvolvimento de actividades económicas complementares .

ou de uma política de valorização dos recursos naturais e paisagisticos. se desarticuladas ou 136 . fundamentalmente. à conclusão de um ciclo de investimentos nas grandes infraestruturas públicas e/ou de utilização colectiva. da integração horizontal ambiente-sectores. quer para a rede de protecção de biótopos. tomar o lugar dos primeiros.2006 A identificação dos pontos fortes e fracos nos diversos domínios/sectores do ambiente. estas actividades de recreio e lazer tanto têm a possibilidade de se constituir como importantes parceiros de uma política de conservação da natureza activa e mobilizadora. Em contraponto. os domínios da qualificação ambiental. por forma a incluírmos nestas a habitação e o desenvolvimento urbano. nomeadamente. quer orientadas para a definição e gestão das áreas protegidas. mas fundamentais. como a Rede Natura 2000. com programas no âmbito do ambiente urbano ou dirigidos aos sectores industriais. com a conclusão deste ciclo de infraestruturação e estabilização da matriz territorial de protecção/conservação da natureza. O passivo ambiental herdado tem a ver. o padrão actual de conflitualidades ambientais. deverão. quer ao nível do percurso de desenvolvimento social e económico que o país tem vindo a assistir. progressivamente. de que a orla costeira e as beiradas fluviais são. cada vez mais . Neste ciclo de desenvolvimento das políticas de ambiente também deverá ser feita uma primeira referência à estruturação territorial das políticas de conservação da natureza. os principais exemplos. Entretanto. quer ainda orientadas para determinados ecossistemas fragilizados.com tendência para uma progressiva intensificação no periodo de vigência do próximo quadro comunitário de apoio – a passagem dos factores de impacte ambiental das actividades de produção. já iniciados no anterior quadro comunitário. entendidas num sentido lato. recolha e tratamento de efluentes domésticos e gestão dos resíduos sólidos urbanos. talvez.Programa Operacional do Ambiente 2000 . para os sistemas de transportes e as actividades de consumo. e da sustentabilidade do desenvolvimento. do abastecimento de água. em termos de importância e da correspondente mobilização de fundos. Como é sabido. nos próximos anos. pressupõe uma particular atenção às especificidades nacionais. Nas questões ambientais deveremos assistir. com uma industrialização tardia e selectivamente orientada de um ponto de vista espacial e sectorial. como poderão ser sérias depredadoras destes mesmos recursos. ou o recreio e o lazer. reflectirá. quer ao nível do suporte biogeofísico. por exemplo.

a designada coerência interna deste Programa Operacional. em traços gerais. como aconteceu. Parte significativa da informação apresentada coincide ou complementa a nossa visão do actual estado do ambiente incluída no capítulo anterior deste relatório. O primeiro de enquadramento geral do sector ambiente e o segundo de apresentação do PO propriamente dito. o Programa Operacional do Ambiente.Avaliação da Concepção e Consistência da Estratégia Proposta 1 Introdução Este capítulo tem como finalidade apresentar. cruzando os grandes objectivos e eixos programáticos com os objectivos operativos propostos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 2 Apresentação do PO Ambiente O PO Ambiente apresenta-se em dois grandes capítulos. Seguidamente procede-se à avaliação da coerência externa do PO Ambiente tendo em atenção as políticas nacionais e comunitárias na actualidade. 137 . Finalmente será abordada. identificando a estratégia geral adoptada e os seus principais objectivos.2006 indevidamente enquadradas em termos de ordenamento do território. seguida da apresentação dos principais problemas ambientais que se considera estarem ainda por resolver. em muitos trechos da faixa costeira. numa perspectiva de avaliação crítica. Capítulo 3 . o legado do Programa Ambiente de 1994-1999 e das aplicações do Fundo de Coesão em matéria de ambiente no II QCA (parcialmente revistas no capítulo primeiro) e o estado actual dos principais indicadores do ambiente e recursos naturais em Portugal (capítulo segundo). num passado recente. No primeiro capítulo destaca-se uma breve resenha da política de ambiente entre 1996 e 1999.

Programa Operacional do Ambiente 2000 . em síntese: Cobertura dos serviços de i) abastecimento de água redução da carga poluente ii) iii) tratamento de águas residuais tratamento e destino final de RSUs tipo de valorização material energética orgânica iv) v) tratamento resíduos industriais perigosos valorização tratamento de resíduos industriais banais (%) 95 80 (Obs: em origens de água para consumo e águas balneares) 90 98 17 (em % dos resíduos tratados) 20 (idem) 25 (idem) 100 12 100 138 . a saber: - principais vectores objectivos ambientais 2000-2006 integração do ambiente nas políticas de desenvolvimento articulação das diferentes fontes de financiamento Os vectores da estratégia ambiental são: - a gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental a integração do ambiente nas políticas territoriais e sectoriais de desenvolvimento a conservação e valorização do património natural o estabelecimento de parcerias estratégicas com os principais actores do processo de desenvolvimento o desenvolvimento da educação e da informação ambientais - No que respeita aos objectivos ambientais para 2006 temos.2006 Como matéria de avaliação destacamos a actuação estratégica preconizada para 20002006 que se apresenta em quatro pontos.

ao cumprimento das directivas. ambiental em escolas alunos abrangidos 1 500 300 000 139 . para se preconizar o seu carácter transversal em articulação com o planeamento do uso do solo.2006 valorização vi) tratamento e destino final dos resíduos hospitalares 30 100 No que respeita ao ar e ruído não se apresentam objectivos quantificados. numa lógica de desenvolvimento sustentável. aos compromissos de Quioto e à estratégia da acidificação. Destaca-se a prioridade à monitorização. pretende-se cortar com a tradição passada de um certo carácter sectorial. São os seguintes os objectivos quantificados apresentados para 2006: i) ii) iii) território sob estatuto de protecção Área de protecção integral em AP na posse do Estado 20% Área Protegida com plano de ordenamento 100% 100% Para a orla costeira apresentam-se os seguintes objectivos. não quantificados: concretizar as propostas contidas nos POOCs promover acções de defesa e requalificação da costa de cariz preventivo promover a monitorização da costa e acções de divulgação e sensibilização Como objectivos quantificados para 2006 apresentam-se: i) ii) extensão de costa intervencionada planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas (em nº) 50 200km No tema da educação ambiental apresentam-se os seguintes objectivos quantificados i) ii) projectos de edu.Programa Operacional do Ambiente 2000 . No que respeita à conservação da natureza.

a racionalização dos transportes e a melhoria da qualidade ambiental recuperar áreas degradadas e racionalizar a expansão urbana reforçar a informação e a fiscalização por parte do MAOT e a sua coordenação com a Protecção Civil Como objectivos quantificados apresenta-se apenas a meta de : • Pop. Para além dos objectivos ambientais para 2000-2006 o enquadramento ao PO Ambiente inclui. os financiamento são remetidos para o Fundo de Coesão para os grandes projectos em alta (ou mistos) e para os POs Regionais para os projectos em baixa.Programa Operacional do Ambiente 2000 . agricultura e pescas. mas também do Fundo de Coesão. Os investimentos relativos à gestão dos recursos naturais ficarão a cargo do PO Ambiente e dos POs Regionais. abrangida por intervenções de requalificação 3 000 000 hab. indústria. nos casos de investimentos localizados e de menor importância. Assim. Os investimentos relativos ao ambiente urbano estarão enquadrados no Programa POLIS. não virão exclusivamente deste PO. no que tocará às três vertentes do saneamento básico (águas. na área do ambiente. para além do PO Ambiente. com o concurso dos Programas 140 . dos POs Regionais sempre que projectos de âmbito municipal possam complementar e rentabilizar as intervenções suportadas pelo Fundo de Coesão. como dissemos. e ainda dos Programas Sectoriais no sentido de materializar a horizontalidade das políticas de ambiente e os princípios do Poluidor-Pagador e Utilizador-Pagador.2006 iii) iv) professores abrangidos projectos de ONGs apoiados 20 000 10 000 Finalmente no que respeita ao ambiente urbano apresentam-se os seguintes objectivos não quantificados: i) ii) iii) iv) promover a gestão integrada dos diferentes descritores ambientais fomentar a gestão racional da energia. entretanto lançado e contarão. transportes. turismo e formação profissional e emprego. esgotos e resíduos). Antes da apresentação da estrutura interna do PO Ambiente convirá salientar a posição de partida do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território ao considerar que os investimentos que se prevêm vir a realizar ao abrigo do novo PDR. uma secção sobre a integração do ambiente nas políticas de ambiente com destaque para os sectores da energia.

2006 Operacionais Regionais.1 Melhoria do ambiente urbano M 2. PO Ambiente Eixos Prioritários EP 1 Gestão Sustentável dos Recursos Naturais Medidas M 1. Quadro 3. O PO Ambiente inclui três Eixos Prioritários.1).1. Estrutura do Programa Operacional do Ambiente Programa 1. Os investimentos de apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas ficarão a cargo do PO Ambiente.1). em três medidas (ver quadro 3. O Eixo Prioritário 2 decompõe-se em duas medidas (quadro 3. enquanto incentivo complementar dos fundos vindos dos POs sectoriais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Sensibilização e Gestão Ambientais M 2.2 Apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas Assistência Técnica Nas páginas seguintes apresentam-se cópias dos quadros sintetizando a distribuição do investimento e do apoio FEDER pelas diversas medidas e acções previstas no PO Ambiente.1 Conservação e Valorização do Património Natural M 1. O Eixo Prioritário 1 decompõe-se. EP 2 Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais 141 . O Eixo Prioritário 1 (EP1) relativo à gestão sustentável dos recursos naturais.3 Informação. O Eixo Prioritário 2 (EP2) relativo à integração do ambiente nas actividades económicas e sociais. Há ainda um terceiro Eixo de assistência técnica. por sua vez.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais M 1.

PO do Ambiente (em milhões de contos) 142 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Sensibilização e Gestão Ambientais 26 601 19 951 6 119 557 89 668 26 90 567 67 926 20 236 726 177 545 52 2 INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS 1 2 Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 70 206 4 988 456 017 43 297 3 741 332 656 15 1 100 214 304 144 098 151 370 108 074 47 32 3 ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL Quadro 3.2006 Quadro 3.3. PO do Ambiente (em milhares de Euros) Eixo Medida Domínio de Intervenção Investimento x 1000 Euros Apoio FEDER Investimento (%) 1 GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS 1 Conservação e Valorização do Património Natural 2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 3 Informação.2.

Sensibilização e Gestão Ambientais 5 333 4 000 6 23 969 17 977 26 18 157 13 618 20 47 459 35 595 52 2 INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS 1 2 Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas 14 075 1 000 91 423 8 680 750 66 692 15 1 100 42 964 28 889 30 347 21 667 47 32 3 ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL 3 Avaliação da Coerência Externa A avaliação da coerência externa do PO Ambiente terá como referências: i) ii) iii) o estado actual do ambiente e recursos naturais em Portugal. as actuais políticas nacionais de ambiente e ordenamento do território.2006 Eixo Medida Domínio de Intervenção Investimento 10 contos 6 Apoio FEDER Investimento (%) 1 GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS 1 Conservação e Valorização do Património Natural 2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais 3 Informação. em particular do Programa Ambiente e do Fundo de Coesão. os investimentos do II QCA. 143 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

A natureza dos problemas associados aos descritores ar. as vulnerabilidades identificadas são várias e importantes.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 3. O conhecimento da profundidade e extensão das disfunções ambientais é. tais como. clima e ruído aponta para a decisiva intervenção dos sectores transportes e ordenamento do território na prevenção e controlo das causas (ver objectivos do Eixo Prioritário 2). a limpeza e o desassoreamento de linhas de água e de sistemas lagunares. o PO Ambiente dá particular destaque à requalificação e defesa da costa. ver Medida 2 do Eixo Prioritário 1: • • • • • a protecção física e biológica da costa com minimização dos efeitos erosivos. bem como à reabilitação da rede hidrográfica. Em termos territoriais estes problemas incidem especialmente nos meios urbanos como se reconhece e valoriza na Medida 1 do Eixo Prioritário 2: • reordenamento do espaço público urbano. Importa agora começar por avaliar a resposta do PO Ambiente aos pontos fracos então considerados. • (…) • contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos. Em aparente concordância com os pontos fracos apresentados.2006 iv) as actuais políticas comunitárias de ambiente. na actualidade. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto. por excelência. Medida 3: • criação e reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação. O PO Ambiente poderá ainda contemplar estes aspectos no Eixo Prioritário 1. no sentido de identificar os principais pontos fortes. a reabilitação de sistemas dunares e a estabilização de arribas e falésias.1. Relativamente ao estado actual do ambiente e recursos naturais em Portugal Nas páginas 34 a 36 deste relatório fez-se um exercício de síntese. • criação e apetrechamento de laboratórios de qualidade do ambiente. 144 . No que respeita aos recursos hídricos. (…) a regularização e renaturalização de linhas de água. no entanto. ordenamento e requalificação das margens de linhas de água e de albufeiras. pontos fracos e potencialidades do ambiente e recursos naturais em Portugal. • (…) • redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. um sector tradicionalmente crítico em Portugal. ainda deficiente e constitui matéria de intervenção da administração ambiental.

2006 • (…). Como seria de esperar. Os pontos fracos associados com o descritor solos tinham a ver com a contaminação. A dispersão das fontes poluentes reclama. De facto a forma mais eficaz de controlar a dispersão do povoamento é através do fortalecimento das cidades e centros urbanos. no que diz respeito aos investimentos estruturantes ou em alta. Aquisição de terrenos tendo em vista a promoção de uma “bolsa” de terrenos essenciais à política de Conservação da Natureza.e. e à importância dos descritores recursos biológicos e conservação da natureza. associado em particular à melhoria geral da qualidade do ambiente urbano. como é sabido. e à infraestruturação ambiental o PO Ambiente é pouco explícito. é privilegiado na sua componente urbana.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Para além da defesa da faixa costeira e da valorização da rede hidrográfica nacional. atendendo às responsabilidades directas do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território sobre as Áreas Protegidas e a gestão da rede NATURA 2000. O terceiro tem a ver com o ordenamento do território que. a erosão e com o padrão dispersivo do povoamento. planos especiais de ordenamento do território. No que toca à gestão e tratamento dos resíduos. arborizações com espécies autóctones. o PO Ambiente contempla directamente estes aspectos na Medida 1 do Eixo Prioritário 1: • • • • • Estudos de caracterização e suporte à elaboração de planos de ordenamento. Os dois primeiros aspectos não estarão directamente contemplados no PO Ambiente. controlo de espécies exóticas. planos sectoriais e planos de acção bem como programas de conservação de espécies e habitats.SIPNAT .) Implementação de uma Rede de Centros de recuperação de Fauna. etc. Acções de maneio de espécies e habitats (manutenção. implementação de bases de dados (alfa-numéricas e geográficas) de Património Natural para apoio à gestão e avaliação de áreas classificadas. recuperação. alimentadores. meios de controlo e monitorização mais eficazes contemplados pela Medida 3 do Eixo Prioritário 1: • criação e reforço das redes de monitorização de parâmetros ambientais e respectivos sistemas de informação. 145 . fora das áreas com estatuto especial de protecção. Consolidação do Sistema de Informação do Património Natural . No capítulo do enquadramento remete estes aspectos para o Fundo de Coesão. marcando um claro corte com as opções que estiveram na base do anterior Programa Ambiente (1994-1999). ou para os POs Regionais no caso dos investimentos locais em baixa. bem assim. repovoamentos. inclui na mesma medida a reabilitação e valorização das albufeiras.

contribuição para uma gestão urbana sustentável. Serão ainda de destacar as opções de privilegiar a promoção da qualidade ambiental.Programa Operacional do Ambiente 2000 . que não permitirão que o país acompanhe de imediato todo o debate europeu sobre formas de intervenção na cidade que privilegiem a dimensão da sustentabilidade ambiental. que o PO Ambiente se nos afigura menos conseguido na preservação do nosso mosaico paisagístico. remetendo aparentemente o debate da sustentabilidade para fase posterior. A educação e sensibilização surgem directamente cobertas pela Medida 3 do Eixo Proritário 1: • • criação ou melhoria das estruturas de informação e sensibilização para o ambiente e ordenamento do território. criação e ampliação de áreas destinadas à utilização multifuncional do espaço urbano. recuperação e revitalização de zonas históricas e outros espaços públicos urbanos em declínio. de carácter político. Esta componente é relegada para segundo plano. de dimensão local ou municipal. será à escala regional e fora das áreas classificadas. com incremento da área pedonal em condições de segurança e conforto. Cruzando as considerações anteriores e relendo o quadro das potencialidades apresentado na página 36. informação e sensibilização dos cidadãos. nomeadamente. e a clara desvalorização da componente de infraestruturação ambiental. justificando uma Medida própria com meios financeiros significativos.2006 O ambiente urbano merece um tratamento preferencial na Medida 2 do Eixo Prioritário 2: • • • • • • • • reordenamento do espaço público urbano. As razões de ser desta opção. contribuição para a melhoria do serviço e eficácia dos transportes públicos O âmbito previsto das acções tende a privilegiar as questões da qualidade do ambiente urbano e não tanto as questões do desenvolvmento urbano sustentável. através da valorização das potencialidades ambientais existentes. talvez no pressuposto que os grandes projectos já foram lançados e caberá através de outros meios financeiros garantir a sua conclusão e o apoio às ainda necessárias obras complementares. A este respeito faz-se apenas uma breve e única referência a um contributo para a "gestão urbana sustentável". requalificação de zonas industriais. poderão encontrar-se nos graves problemas de qualidade ambiental e urbanística que corresponderam a um surto de crescimento urbano sem precedentes em Portugal. projectos de sensibilização ambiental. frentes ribeirinhas e costeiras urbanas. redução e controlo das diversas fontes de poluição e monitorização de variáveis ambientais. estudos comportamentais e produção de meios de informação e de sensibilização ambiental. Em contraponto importa registar o relevo dado à valorização ambiental e requalificação urbana. 146 .

o esforço de dotação de equipamentos e infraestruturas básicas ambientais. no entanto. justificada face à evolução da problemática ambiental em Portugal e na UE. o actual governo não foi responsável pela concepção do último Programa Ambiente nem pelas orientações políticas para a aplicação do Fundo de Coesão em matéria de ambiente. Relativamente aos investimentos do II QCA Como é sabido. A actual estrutura do PO Ambiente marca efectivamente uma rotura com o passado numa parte importante dos aspectos contemplados. E estas aconteceram. Sobre este último aspecto reconhece-se que não basta lançar programas de educação e sensibilização ambiental. sendo ainda substancialmente reduzido o apoio ambiental às actividades económicas. 3. no privilégio dado à Rede de Áreas Protegidas e classificadas. Toda a ênfase passada nos investimentos na infraestruturação ambiental é retirada do PO Ambiente. num passado recente. Estes investimentos são remetidos para os POs regionais e sectoriais. o esforço de planeamento visível nos 147 . A marca da diferença afigura-se.2006 3. As faces porventura mais visíveis destas políticas têm sido. respectivamente. assim. e à informação. uma clara linha de continuidade no apoio à conservação e valorização do património natural. em grande medida geridas directamente pelos próprios serviços do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território. Traduz-se na revalorização dos aspectos da requalificação ambiental urbana e da conservação da natureza. Seria de esperar a introdução de mudanças. como dissemos. Note-se que os objectivos anteriormente traçados nestas matérias provaram ser demasiado ambiciosos. Por outras palavras haverá que continuar a investir fortemente até que os padrões de cobertura dos serviços básicos ambientais se alinhem pelas médias da UE.Programa Operacional do Ambiente 2000 . designadamente à indústria. sensibilização e gestão ambientais.2.3 Relativamente ás actuais políticas nacionais de ambiente A avaliação da coerência externa do PO Ambiente passa também. Encontramos. mas importa igualmente investir em sistemas de controlo e monitorização ambiental de tal forma que o nível de conhecimento sobre as disfunções ambientais se eleve permitindo um melhor e mais eficiente controlo e aplicação da legislação ambiental. pela consideração das actuais políticas do governo nesta matéria.

Este aspecto. numa perspectiva evolutiva. quando se colocam frente a frente os objectivos quantificados de política do actual governo. sintetizados nas páginas 40 a 42. deverá seguir-se a sua valorização na lógica preconizada de desenvolvimento integrado e sustentável das actividades socio-económicas aí levadas a cabo. o reforço da rede nacional de áreas protegidas e a aposta emblemática na qualificação do ambiente urbano. evitando pulverizar apoios por todas as frentes. analisados em pormenor no próximo capítulo. num mesmo ministério. Espera-se que a eficácia e determinação com que venha a ser conduzido permita que tal conclusão venha a ser verdadeira. o esforço de apoio fnanceiro com a tarefa básica do saneamento ambiental. para os concentrar nas causas. porventura.Programa Operacional do Ambiente 2000 . passando da preocupação central da obra à preocupação da gestão e operação. Qualquer um destes aspectos está. verifica-se uma clara opção política de considerar este Programa uma forma de apoio selectivo. não poderá remeter para segundo plano o objectivo essencial das áreas classificadas que é. pondo cobro (espera-se) à crónica dificuldade de relacionamento entre os instrumentos de ordenamento do território e de gestão da qualidade do ambiente. No entanto. a conservação e valorização da natureza. podemos considerar. como aliás seria de esperar. 148 . Concretizando. e os objectivos quantificados do PO Ambiente. Ao recente reforço e reclassificação das unidades constituintes da rede nacional de áreas classificadas. a estrutura e conteúdo genérico do PO Ambiente afigura-se internamente consistente com as políticas nacionais em matéria de ambiente e ordenamento do território. dos domínios do ambiente e do ordenamento do território. verifica-se a preocupação de dar continuidade. contemplado no PO Ambiente e. A aposta na qualificação do ambiente urbano vem finalmente culmatar uma lacuna da política de ambiente em Portugal. Em síntese.2006 recursos hídricos. em particular à escala urbana. Ao actual esforço de planeamento sistemático dos recursos naturais deverá seguir-se a concretização dos projectos de valorização e revalorização dos recursos a que o PO faz explicitamente referência. na orla costeira e nas áreas protegidas. mais importantes. possível graças á junção. mas de progressivamente externalizar. porém. por excelência.

149 . como o Programa LIFE. nomeadamente na Medida 2. acções de requalificação ambiental. por via da prática do controlo e gestão ambientais.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de que é exemplo o estabelecimento da Rede Natura 2000 no espaço europeu. importaria distinguir entre o actual quadro legislativo constituído por uma já volumosa série de directivas referentes aos mais diversos aspectos ambientais. virão a ser devidamente respeitados: • • • • promoção da ecogestão e da certificação ambiental. sugerem que os Princípios do Poluidor-Pagador e Utilizador-Pagador. As finalidades e o modo muito selectivo como se apresentam os apoios a conceder. A extensa lista de directivas dirigidas para a Conservação da Natureza e para a Biodiversidade. e sua tradução no direito nacional. mas também das dificuldades de implementação de directivas orientadas para o controlo das disfunções ambientais decorrentes das actividades económicas. ou nos critérios de selecção de projectos elegíveis a iniciativas comunitárias. desde o V Programa Quadro em Matéria de Ambiente. originado por processo de industrialização que. e as linhas de estratégia que se podem identificar em documentos de orientação política oriundos da Comissão Europeia. No que respeita ao primeiro aspecto parece inegável a preocupação em conceber o PO Ambiente como um instrumento de apoio ao cumprimento. Medidas 1 (na totalidade) e 2 (parcialmente). deverá encontrar um efectivo apoio à sua implementação no Eixo Prioritário 1. referido no início desta secção. reflecte também o reconhecimento da necessidade. como as que estabelecem o sistema de prevenção e controlo integrado de poluição (IPPC). Relativamente às políticas comunitárias de ambiente Quanto às políticas comunitárias. A integração sectorial preconizada e materializada nas medidas que constituem o Eixo Prioritário 2. sofreu fortes mutações. acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental. o cumprimento integral daqueles princípios se afigura um objectivo pouco realista. Note-se que quando se pretende resolver todo um passivo ambiental herdado. das exigências comunitárias. de há pelo menos duas gerações.4. No que respeita ao segundo aspecto. ou os compromissos de Quioto. e que tem a ver com o panorama actual das grandes preocupações e medidas de política em matéria ambiental. entretanto. acções que proporcionem mais-valia ambiental.2006 3. relativamente à regulamentação em vigor.

haverá apenas alguns aspectos pontuais. Relativamente ao anterior Programa Ambiente nota-se.2006 num espaço europeu onde há já muito tempo foram satisfatóriamente resolvidas as questões básicas da infraestruturação ambiental. o tema da sustentabilidade (nomeadamente em espaço urbano). a apontar ao modo como o PO Ambiente foi concebido e estruturado. 4 Avaliação da Coerência Interna Na avaliação da coerência interna do PO Ambiente tomamos como objecto de análise os Eixos Prioritários. talvez. pediriam. da requalificação ambiental e da sustentabilidade emergirão como centrais. uma maior ênfase na qualificação do ambiente urbano em detrimento da componente de infraestruturação ambiental básica. As medidas em que se decompõem os Eixos Prioritários são coerentes entre si e reflectem o actual leque de responsabilidades da administração ambiental. se têm vindo progressivamente a centrar na dimensão urbana. como já salientamos repetidamente. uma maior visibilidade. o realismo em detrimento de alguma ousadia. e a sua articulação com as medidas em que se decompõem. e com a tentativa de aproximar a política de ambiente nacional das grandes preocupações europeias que. o periodo de 2000 a 2006 deverá assistir à conclusão do ciclo da infraestruturação ambiental e. uma característica central das políticas de ambiente contemporâneas. como é sabido. como já salientámos. as grandes áreas de intervenção ambiental e. por outro. em simultâneo. Assim. Se os temas da requalificação do ambiente à escala urbana e da integração sectorial. a preocupação da integração com os sectores que é. com que Portugal ainda se bate e baterá por mais alguns anos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . por um lado. numa base que privilegia. Como salientamos anteriormente. ao longo dos anos 90. em que os temas da integração sectorial e territorial. à partida. à chegada de um novo ciclo. sobretudo. Os dois grandes Eixos Prioritários reflectem. é identificável uma preocupação de aproximação. Esta alteração é consentânea com os progressos entretanto verificados nesta componente. em nosso entender. parecem devidamente contemplados no PO Ambiente. já a integração territorial e a valorização paisagística à escala regional e. 150 .

o PO Ambiente e tecer considerações sobre a sua concepção.Programa Operacional do Ambiente 2000 . 151 .2006 A avaliação da razoabilidade das metas propostas (objectivos quantificados) será feita no próximo capítulo. consistência da estratégia proposta e estrutura geral. para além do seu breve enunciado. As considerações críticas incidiram. sobre a natureza das medidas. essencialmente. 5 Síntese A informação contida nas secções anteriores permitiu apresentar. o documento base do PO não apresenta detalhe suficiente que permita uma análise adequada àquele nivel de desagregação. concordamos com as opções tomadas. Para este fim identificamos e aplicamos um conjunto de critérios de avaliação da designada coerência interna e coerência externa do PO. sendo pontuais os aspectos que consideramos menos positivos ou omissos. em traços gerais. já que ao nível das acções propostas. No compto geral.

As relações de causa-efeito nem sempre se podem estabelecer com segurança e daí as dificuldades acrescidas para quem concebe os programas e pretende com eles alcançar determinados objectivos. contribuir para a avaliação da quantificação dos principais objectivos ambientais. Em certo sentido. 2 Metas e objectivos quantificados A última versão do PO Ambiente a que se refere esta avaliação ex-ante inclui já um esforço de quantificação dos objectivos para todas as medidas incluídas no programa. tornar ainda mais difícil o exercício de isolar o esperado contributo do PO Ambiente. Por outro lado.Programa Operacional do Ambiente 2000 . sintetizados nas páginas 40 a 42. sobretudo em áreas como o Ambiente e Recursos Naturais. tendo em atenção as suas duas principais funções de acompanhamento das realizações e de avaliação do impacte desta intervenção. No caso da quantificação dos objectivos ambientais do QCA III. isolarmos a influência dos factores de intervenção sobre disfunções ambientais que tem origem diversa e complexa. em muitos casos. não são apenas as dificuldades da substância da intervenção. Desta forma poderemos aferir o que o governo espera como contributo deste programa para as suas grandes metas. facilmente poderá ser subestimado num exercício de quantificação de objectivos.2006 Capítulo 4 . reforçando a dimensão horizontal das políticas de ambiente por via de integrações sectoriais. De qualquer modo procuraremos. dos POs Regionais e dos programas sectoriais. e para o debate sobre a definição de indicadores. o PO Ambiente terá essencialmente um papel de catalizador que. esperando contribuições do Fundo de Coesão. O quadro seguinte inclui os valores apresentados no PO. 152 . mas também o facto da estratégia adoptada. em que a própria medição de muitos dos fenómenos sobre os quais pretendemos intervir é já de si difícil. é também difícil. ou para quem os avalia e pretende. de forma tão isenta quanto possível. os quantificar. Será também interessante confrontar a quantificação apresentada para os grandes objectivos da política ambiental do governo. neste capítulo. com os correspondentes objectivos quantificados no âmbito do PO Ambiente.Avaliação Quantificada dos Objectivos Ambientais 1 Introdução A problemática da definição de indicadores e da quantificação dos objectivos é complexa e controversa.

à primeira vista.2 Valorização e Protecção dos Recursos Naturais. refere-se às áreas sob estatuto especial de protecção que serão objecto de intervenção pelo programa. Quantificação dos objectivos para o Eixo Prioritário 1. Esta interpretação resultou de um esclarecimento prestado pelo gabinete do POA.Percentagem do território sujeito a estatuto de Área Protegida abrangido por Plano de Ordenamento .Planos de Ordenamento de Albufeiras de Águas Públicas elaborados (nº) 2006 7.Projectos de Educação Ambiental (EA) em escolas 1 500 .1.Professores abrangidos por projectos EA 20 000 .3 Informação. encontramos a Medida 1. Eixo Prioritário 1 – Gestão sustentável dos recursos naturais . o objectivo apresentado parece querer referir-se ao aumento da área total de protecção de âmbito nacional. De 153 . No Eixo Prioritário 1.Percentagem de ZPE e Sítios com planos de gestão .Programa Operacional do Ambiente 2000 . No quadro do PO Ambiente.Percentagem do território inserido em Áreas Protegidas com estatuto de protecção integral na posse do Estado .Percentagem do território continental 1.Projectos de ONGA apoiados 1 000 A avaliação da pertinência e adequação das metas a atingir. 1. aliás. O MAOT apresenta um valor global de 20% para este objectivo.1 Conservação e Valorização do Património sob estatuto de protecção para a Natural. conservação da natureza (área protegida de âmbito nacional) .Extensão de costa intervencionada (km) . Aquele valor já foi praticamente alcançado. Sendo certo que no domínio da conservação da natureza será sempre difícil quantificar objectivos que tenham a ver directamente com a valorização de recursos biológicos. do ponto de chegada e dos meios técnicos e financeiros postos à disposição.Percentagem de área classificada intervencionada . ou dos objectivos quantificados.2006 Quadro 4. Sensibilização e Gestão Ambientais .Proporção de espécies de interesse comunitário que ocorrem em Portugal alvo de acções e medidas de conservação 1. Conservação e Valorização do Património Natural caracterizada por três objectivos. já não parece muito adequado insistir. o objectivo apresentado (7. pressupõe uma reflexão sobre a viabilidade de um percurso de execução que depende do ponto de partida. no aumento da percentagem de área do país com estatuto especial de protecção.5%). durante a vigência do próximo QCA.Alunos abrangidos por projectos de EA 300 000 . dado que.5% 100% 100% 50% 100% 100% 160 50 .

inclui intervenções na faixa costeira. a questão já não se deverá colocar em termos da superfície das áreas de protecção mas na qualidade da gestão dessas áreas. as metas apresentadas pelo PO e pela acção geral do MAOT coincidem. Valorização e Protecção dos Recursos Naturais. o primeiro parece perfeitamente razoável e facilmente realizável. Não sabemos como se chegou ao valor de 160km. para as sempre necessárias e difíceis negociações entre as entidades gestoras das áreas protegidas e os municípios. Pressupõe-se. A este respeito o segundo objectivo da total abrangência das APs por planos de ordenamento é não só realizável como absolutamente necessário. daqueles.50% da área total classificada intervencionada . Desenha-se um periodo de revisão dos PDMs e seria muito útil. que os planos de ordenamento daquelas estivessem prontos antes da concretização da revisão dos PDMs. Não se conhece a situação de partida para aferir até que ponto este objectivo não será demasiado ambicioso. O quarto objectivo . Com os POOCs praticamente concluídos. A primeira e a terceira área de intervenção estão cobertas pelos dois objectivos quantificados apresentados.suscita algumas das dúvidas levantadas relativamente ao primeiro objectivo. Nos dois últimos objectivos. O valor geral apresentado pelo MAOT é de 200km de costa intervencionada. 154 . que a restante área será objecto dos POs Regionais. como dissemos anteriormente. um franco aplauso. com forte erosão ou sujeitos a fortes pressões de uso. mas admitimos que tenha a ver com os trechos identificados nos POOCs como mais sensíveis.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Se. não admira que o objectivo quantificado se dirija para o cumprimento de linha de costa intervencionada. que importa controlar ou acomodar com urgência. da nossa parte. será também decisivo. tal como no primeiro. não sendo neste caso exclusivo. O contributo do PO Ambiente. pelo que o contributo do programa será decisivo. A Medida 2.2006 qualquer modo. no sistema hidrográfico e nas albufeiras de águas públicas. instáveis. já o segundo sugere a disponibilização de meios significativos e um claro compromisso de cumprimento das políticas comunitárias de conservação da natureza. O terceiro objectivo é particularmente pertinente porque representa um claro compromisso da administração ambiental na gestão directa dos núcleos com estatuto de protecção integral. mas a clareza com que é apresentado só pode merecer.

A Medida 3 sobre informação. Estes aspectos são imprescindíveis à gestão ambiental e ao efectivo cumprimento da legislação. A natureza e quantificação destes objectivos parecem adequadas embora porventura demasiado ambiciosos. Sendo certo que já existem várias albufeiras com planos de ordenamento preparados e em vigor. o esforço expresso no objectivo de quantificação vai no sentido do planeamento. pelo que não será então difícil estabelecer um conjunto de metas realistas e pertinentes a este respeito. o objectivo proposto é pertinente e perfeitamente realizável.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Espera-se que o contributo do PO Ambiente permita. alargamento ou consolidação das redes de dados e monitorização de informação ambiental e nos laboratórios complementares. Como nota crítica deixamos a constatação que na terceira área de intervenção .não é proposto nenhum objectivo quantificado. e não será de esperar que possam vir a ser suportados por outras fontes de financiamento. com as metas apresentadas no PO. aliás. etc. etc. As metas gerais do governo coincidem. A próxima conclusão dos Planos de Bacia Hidrográfica irá permitir uma avaliação global das necessidades de investimento para a qualificação do nosso sistema hidrográfico. Trata-se de investimentos essenciais.sobre o sistema hidrográfico .2006 Quanto às albufeiras. se queremos saber com rigor o estado do ambiente em Portugal. 155 . numa perspectiva estática e dinâmica. só foram parcialmente cumpridas. no entanto. Estes aspectos já tinham sido enunciados como intenções do PA 1994-1999 que. Mais uma vez coincidem com os objectivos gerais do MAOT. da qualidade da água. a efectiva operacionalização das redes nacionais e locais de monitorização da qualidade do ar.. sensibilização e gestão ambientais apresenta quatro objectivos quantificados dirigidos para a informação e sensibilização. pelo que também nesta matéria o contributo do PO se afigura decisivo. Registamos com particular agrado a ênfase no estabelecimento. do ruído. da contaminação dos solos. de uma vez por todas. À partida os volumes de investimentos não se afiguram demasiado elevados para os recursos do PO Ambiente (embora exigentes em recursos humanos qualificados).

razoável embora nada seja dito quanto ao tipo e dimensão das empresas alvo.2 Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas No Eixo Prioritário 2 a Medida 1. Eixo Prioritário 2 – Integração do Ambiente nas Actividades Económicas e Sociais 2. caso contrário teremos resultados bem mais modestos. o comprimento reabilitado. nem que esta seja pontual. No entanto.Programa Operacional do Ambiente 2000 .1 Melhoria do Ambiente Urbano . etc.2. O valor é. Por outras palavras se nas 150 empresas se incluirem as maiores empresas nacionais certamente que as consequências ambientais para o país desta medida serão muito significativas.1 150 2. o aumento da área verde nos espaços públicos urbanos. 156 . No futuro será desejável que se comecem a ensaiar objectivos mais concretos como sejam a diminuição do tráfego automóvel no centro das cidades. o aumento do nº de ruas destinadas exclusivamente aos peões. medida em percentagem do tráfego actual.2006 Quadro 4. Quantificação dos objectivos para o Eixo Prioritário 2. teremos de concordar que no que toca ao ambiente urbano (integrado na dimensão mais geral da integração territorial) seria difícil apresentar objectivos quantificados precisos. etc. recuperado ou desentubado dos cursos de água e ribeiras urbanas.) . quanto mais não seja pela novidade do tema e carácter experimental com que certamente irá ser conduzido. apresenta-se com um objectivo quantificado expresso na população beneficiada pelas intervenções urbanas. Finalmente a Medida 2 sobre sustentabilidade das actividades económicas apresenta um objectivo quantificado claramente expresso (o nº de empresas com certificação ambiental e/ou registadas no EMAS). (o valor global apresentado pelo MAOT é ainda mais elevado. a diminuição do nº de residentes sujeitos a níveis de ruído acima dos valores recomendados.População abrangida por intervenções de requalificação urbana (milhões de hab. Face à ambição do número apresentado. o incremento das deslocações em transporte público. 3 milhões de habitantes) certamente que se considerou que toda uma população que reside ou trabalha num município beneficiaria de uma intervenção nesse município. à partida.Número de empresas com certificação ambiental e/ou registadas no EMAS 2006 2. sobre ambiente urbano.

Conservação e Valorização do Património Natural Indicadores Estudos temáticos e de ordenamento Área abrangida por Planos de Ordenamento Acções de maneio de espécies e habitats Área de biótopo intervencionada Área de terrenos adquiridos para conservação Estruturas de informação/interpretação Estruturas de apoio ao turismo de natureza População em acções de desenvolvimento Emprego criado/apoiado/mantido População beneficiada pelos projectos Unidades nº ha nº ha ha nº nº nº nº nº Ind. Por indicadores de impacto. Eixo Prioritário 1 Medida 1. Impacto √ √ √ √ 157 . Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Indicadores Linha de costa intervencionada Arribas e falésias consolidadas Dunas estabilizadas População beneficiada pelos projectos Unidades Km Km Km nº Ind. referimo-nos aos indicadores que propiciam uma apreciação dos efeitos esperados dos projectos. inclusivé. a encomenda de um estudo para apresentação de uma série alternativa de indicadores então designados físicos e de impacto. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ Medida 2. nem sempre se mostrou totalmente positiva a julgar pelas apreciações contidas na avaliação intercalar e que justificaram. Optaremos por designar por indicadores de realização os indicadores físicos que servem para controlar a execução das obras e o seu acompanhamento. A proposta de indicadores que se apresenta de seguida foi baseada em trabalhos anteriores e na nossa leitura do âmbito dos projectos que poderão vir a ser elegíveis ao abrigo de cada uma das medidas apresentadas. Realização √ √ √ Ind.2006 3 Indicadores de realização e de impacto do PO Ambiente A experiência anterior de gestão e acompanhamento do PA 1994-1999. Realização √ Ind.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Para cada medida tentamos apresentar um número relativamente pequeno de indicadores de âmbito suficientemente abrangente para permitir enquadrar projectos diversificados.

Realização √ √ Ind. Melhoria do Ambiente Urbano Indicadores Redução das emissões atmosféricas Redução dos níveis de ruído urbano Acções de demonstração/inovação Superfície urbana reabilitada Espaços verdes urbanos criados/reabilitados Projectos de infraestruturação e requalificação Unidades % dba nº ha ha Km/ha e nº Ind.2006 Linhas e espelhos de água valorizados Ordenamento e requalificação das margens km/ha ha √ √ √ √ Medida 3.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Realização √ √ Ind. dados Unidades nº nº nº/ano nº nº exemplares nº nº Ind. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ Medida 2. Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Indicadores Acções de apoio à ecogestão e certificação Majorações de acções sectoriais Redução das emissões atmosféricas Redução da carga poluente orgânica Redução da carga poluente inorgânica Unidades nº nº % % % Ind. amb. Informação. Impacto √ √ √ √ √ √ √ √ √ √ Eixo Prioritário 2 Medida 1. Estruturas de formação/informação instaladas Capacidade das estruturas instaladas Projectos de ONGs apoiados Projectos editoriais Material didáctico-pedagógico Laboratórios de ambiente Redes e estruturas de rec. Sensibilização e Gestão Ambientais Indicadores Participantes em acções formação/edu. Realização Ind. e trata/. Impacto √ √ √ √ 158 .

A síntese que apresentamos nas págs. esperando deste modo contribuir para o debate sobre a matéria dos indicadores que. 40-42 dá clara indicação disso. Finalmente importará notar que os objectivos gerais apresentados no capítulo de enquadramento do PO Ambiente para as políticas nacionais de ambiente e ordenamento do território para o periodo de 2000 a 2006 são bem mais vastos. foram remetidos para o Fundo de Coesão e para os POs Regionais. nomeadamente toda a infraestruturação ligada às diversas vertentes do saneamento básico.Programa Operacional do Ambiente 2000 . de avançar com quantificações relativamente ao apoio à sustentabilidade ambiental das actividades económicas. reconhecemos as dificuldades. A opção na concepção deste PO foi claramente seguir uma política selectiva de aposta nos grandes temas da conservação da natureza. 159 . na convicção que a sua solução. após o arranque das intervenções. dos recursos naturais e do ambiente urbano. nem sempre em nosso entender tal esforço tenha sido feito da melhor forma.2006 Acções de demonstração/inovação nº √ √ 5 Síntese Da análise efectuada merece-nos especial referência o esforço positivo de quantificação de todos os objectivos. Quanto aos objectivos não quantificados. cabendo ao PO Ambiente um mero papel de estímulo. senão mesmo a contraproducência. assenta em medidas de anteriores governos que. para consideração superior. Apresentamos ainda um conjunto de quadros de indicadores de realização e de impacto por medida do PO. já não terão retorno. patente em todas as medidas do PO Ambiente embora. na prática. orientação e. majoração dos investimentos. já lançadas ou mesmo em fase de conclusão. pelo que deixamos algumas sugestões pontuais. Os outros problemas ambientais. em alguns casos. passando em grande medida pelas autarquias e associações de municípios. uma vez que estas terão a forte concorrência dos sectores. se tem revelado sempre importante para o seu sucesso.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .Políticas e Impactos Esperados. Formação e Gestão Ambientais INTEGRAÇÃO DO AMBIENTE NAS ACTIVIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS Melhoria do Ambiente Urbano Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas ASSISTÊNCIA TÉCNICA TOTAL Investimento (%) 52 20 26 6 47 32 15 1 100 160 .1. em termos percentuais. Quadro 5.2006 Capítulo 5 . Será feita referência às opções de distribuição dos recursos financeiros pelas diversas medidas que constituem o PO Ambiente. para um total de investimento de 91 423 milhões de contos (456 017 milhares de Euros).3 apresenta-se. os grandes objectivos. em relação com as políticas. os objectivos operacionais e as metas avançadas (objectivos quantificados). a distribuição proposta do investimento pelas diversas medidas do PO Ambiente. Eixo 1 Medida 1 2 3 2 1 2 3 Domínio de Intervenção GESTÃO SUSTENTÁVEL DOS RECURSOS NATURAIS Conservação e Valorização do Património Natural Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Informação. Finalmente serão brevemente abordadas as principais questões que se prevê virem a estar associadas aos processos de implementação e monitorização do PO Ambiente. Distribuição do investimento em percentagens. Processos de Implementação e Monitorização 1 Introdução Neste último capítulo iremos tecer algumas considerações sobre os resultados esperados com a aplicação do PO Ambiente.2 e 3. 2 Distribuição dos recursos financeiros Com base nos quadros 3.

Em termos percentuais. privilegia ligeiramente o primeiro. Certamente que nesta opção pesou o facto dos POOCs estarem praticamente concluídos. Actualmente. e as obras de protecção e defesa costeira serem normalmente bastante dispendiosas. incluindo as albufeiras de águas públicas. A natureza imaterial de muitos dos projectos que serão contemplados por esta medida justificam menores investimentos. Proporcionalmente. os investimentos destinados à informação. Por outras palavras. A divisão de recursos pelos dois Eixos Prioritários. com repercussões no ambiente. representando pouco mais que uma actualização dos valores anteriormente concedidos ao Programa Ambiente no QCA II. representando apenas 6% do investimento total. serão também objecto de tratamento pelos POs sectoriais. serão bastante menores. Para além do ambiente urbano que domina. No entanto parece significativo o investimento orientado para a protecção e valorização da faixa litoral e da rede hidrográfica. a outra vertente deste Eixo Prioritário tem um carácter mais supletivo e complementar das intervenções sectoriais. terem propostas de intervenção que se espera que seja o Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território (MAOT) a realizar. é da responsabilidade do MAOT a gestão de toda a faixa costeira não incluída nas administrações portuárias. atribuíveis aos sectores produtivos e transportes. 161 . Esta opção poderá não ter nenhum significado político ou estratégico mas tão somente reflectirá o facto do Eixo Prioritário 1 cobrir a essência da intervenção directa do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território no domínio da Conservação da Natureza. por assim dizer. o Eixo Prioritário 2 com 32% do investimento total.2006 Na sua globalidade os recursos afectos ao Programa Ambiente são relativamente modestos. o acréscimo do volume de investimento será da ordem dos 30%. pelo que os recursos a mobilizar deverão ser muito superiores aos incritos no PO Ambiente. superior em 6 pontos percentuais ao destinado à conservação da natureza. dado que o Instituto da Conservação da Natureza tem como responsabilidade directa a gestão das Áreas Protegidas no Continente.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Só se espera que os necessários investimentos na dotação de uma rede de recolha e tratamento de dados ambientais seja devidamente contemplada no seio desta medida. as grandes questões associadas à geração das diversas formas de poluição e correspondentes disfunções dos meios receptores naturais. sensibilização e gestão ambientais.

os critérios de selecção dos projectos deverão ser particularmente selectivos. um refere-se directamente à “promoção do desenvolvimento sustentável das regiões e à coesão nacional”. Para evitar repetições desnecessárias apresentamos neste capítulo apenas uma síntese qualitativa das considerações anteriores: -1ª . as obras a financiar numa lógica de majoração. referimonos à razoabilidade. O PDR apresenta metas para os restantes domínios do ambiente não tratados no PO e referidos no capítulo de enquadramento do Programa (ver págs.Programa Operacional do Ambiente 2000 . no capítulo anterior. 3 Políticas e impactos esperados do PO Ambiente Antes de abordarmos as políticas e os impactos esperados do PO Ambiente. No entanto. Por outras palavras. pelo PO Ambiente. Dos quatro objectivos estratégicos do PDR.Valorização e Protecção dos Recursos Naturais Cumprimento da legislação nacional e comunitária em matéria de ambiente Valorização de toda a faixa costeira Valorização da rede hidrográfica 162 . para além dos projectos de certificação ambiental. particularmente na rede de áreas protegidas Manutenção da diversidade biológica -2º . Este aspecto é traduzido explicitamente na redacção dada às Medidas do PO. o PO Ambiente integra-se no terceiro que visa “Afirmar a valia do território e da posição geoeconómica do país”.2006 Mais uma vez. pelo que será de esperar uma particular atenção à integração ambiente-território. valerá a pena recordar o seu enquadramento no Plano de Desenvolvimento Regional (PDR) 2000-2006. deverão ter um carácter claramente exemplar e singular. a entrada do ambiente no PDR é via território. Na discussão que fizemos da quantificação dos objectivos. já que. 40 a 42 deste relatório). Iremos estruturar os impactos esperados do PO com base nestas Medidas. à pertinência e às probabilidades de se virem a concretizar as metas avançadas no PO Ambiente para 2006.Conservação e Valorização do Património Natural Consolidação da Rede Nacional de Áreas Protegidas Valorização do património natural. estruturandose o PDR em três grandes eixos.

2006 -3ª . Como é sabido. Manifestamente. importará garantir que os projectos escolhidos para apoio possam ter efeitos multiplicadores e projecção exterior. sobretudo se se concretizar a estratégia de deixar para o Fundo de Coesão e para os POs Regionais e Sectoriais os maiores investimentos "em obra de construção civil". evitando-se.Apoio à Sustentabilidade Ambiental das Actividades Económicas Vulgarização da ecogestão e da certificação ambiental Promoção de acções inovadoras e de demonstração que proporcionem melhorias no desempenho ambiental Promoção de acções de carácter voluntário e que proporcionem mais-valia ambiental nos cinco sectores considerados prioritários no 5º Programa de Acção Comunitária para o Ambiente A gama e o alcance dos efeitos esperados com o PO Ambiente poderá ser. Sabendo antecipadamente que os serviços do MAOT serão responsáveis directos pela gestão de uma fatia muito significativa das verbas totais postas à disposição. deste modo.Programa Operacional do Ambiente 2000 . por todos os meios. estes investimentos não poderão ser suportados por um programa que apenas dispõe de pouco mais de 90 milhões de contos para serem gastos em 7 anos. que se consumam na própria máquina administrativa do ambiente.Melhoria do Ambiente Urbano Significativa aposta na valorização e qualificação do ambiente urbano Revitalização do espaço público urbano Aumento da multifuncionalidade dos espaços urbanos Valorização de estruturas ecológicas inseridas na malha urbana -5º . Sensibilização e Gestão Ambientais Aumento do nível de conhecimento dos fenómenos ambientais e da capacidade institucional de os monitorizar e controlar Aumento dos níveis de sensibilização ambiental da população Aumento dos meios de divulgação e informação ambiental Aprofundamento da consciência ambiental colectiva -4ª . não bastará termos um PO adequadamente 163 .Informação. bem mais significativa do que a sua dimensão financeira poderá deixar antevêr.

O Gestor apoiar-se-á numa Unidade de Gestão a que preside. um representante do Ministro para a Igualdade. organização dos dossiers dos projectos. preparação de pedidos de pagamento e elaboração dos relatórios de execução. nomeado pelo Conselho de Ministros sob proposta do Ministro do Ambiente e Ordenamento do Território. na qualidade de observador. Particular relevo é dado ao sistema de informação. dever-lhe-ão caber. ao desenho dos circuitos financeiros e ao sistema de controlo. e integrando todos os membros da Unidade de Gestão para além de representantes da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimentos. 4 Processos de implementação e monitorização A autoridade de gestão do PO Ambiente será assegurada por um Gestor.2006 concebido e estruturado para lhe garantirmos o êxito. Para além destas unidades. e ainda representantes dos parceiros económicos e sociais. a emissão de pareceres sobre as candidaturas ao programa e a emissão de pareceres sobre os relatórios de execução do PO Ambiente. tratamento dos indicadores físicos e financeiros do PO. Em síntese a Unidade de Gestão tem como responsabilidades a elaboração e aprovação do seu regulamento interno. e a aprovação dos relatórios anuais e final de execução. como responsabilidades. Relativamente a este último serão adoptados os procedimentos do 164 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . os critérios de selecção dos projectos. os coordenadores das componentes ambiente regionalmente desconcentradas e um representante da Inspecção Geral de Finanças. preparação das reuniões. presidida pelo Gestor. A Unidade de Acompanhamento terá como principais funções confirmar o complemento de programação e suas alterações. verificação dos documentos de despesa. Este em muito dependerá do modo como for levado à prática. os domínios da divulgação. Da Unidade de Acompanhamento farão igualmente parte um representante de cada entidade responsável pela gestão nacional dos fundos comunitários envolvidos. o Gestor deverá ser assessorado por uma Estrutura de Apoio Técnico (EAT). a análise dos resultados de execução. organização do ficheiro informático do PO. O acompanhamento do PO é assegurado por uma Comissão de Acompanhamento. Embora no PO Ambiente não se desenvolvam as atribuições desta estrutura técnica. instrução e apreciação das candidaturas. A unidade de gestão será constituída segundo despacho do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território.

no arranque do programa. Desta forma. tirando partido do seu próprio processo de selecção de projectos que. muitos dos apoios previstos ao abrigo do Eixo Prioritário 2 são majorações de financiamentos provenientes de outros sectores. Por outro lado. Em segundo lugar. o PO Ambiente poderá retirar os devidos dividendos em termos de imagem pública. evitando-se a geração de expectativas infundadas que serão sempre fonte de conflitos. Embora muitas das entidades executoras dos projectos sejam. previsivelmente. Nestes casos justifica-se que o acompanhamento não seja meramente documental. será também importante que os serviços do MAOT potenciais beneficiários do PO vejam. Importará. garantir a visibilidade do papel do PO Ambiente. sob tutela directa do Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território. Finalmente uma palavra para a visibilidade do PO.Programa Operacional do Ambiente 2000 . haverá que dar particular atenção às orientações e prioridades em matéria de política de ambiente. Neste caso só um esforço extra de publicitação das iniciativas poderá contornar esta situação. e mesmo apoio técnico directo aos promotores dos projectos. Haverá pelo menos dois factores que dificultarão a visibilidade do PO.2006 sistema nacional de controlo do QCA tal como previsto no PDR. 165 . Tendo em consideração a experiência com o anterior PA será de destacar o cuidado que deverá ser posto no funcionamento da estrutura de apoio técnico ao gestor do programa. já que muitas das entidades beneficiárias do PO serão organismos do próprio Ministério. O primeiro tem a ver com o facto de grande parte do investimento constante do Eixo Prioritário 1 acabar por ser realizado por organismos do próprio Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. perfeitamente definida a quota parte do Orçamento Geral do Estado que permita realizar a contrapartida nacional. Dado que se optou pela figura do gestor público para assegurar a gestão do PO. pelo que não se julga relevante expôr neste documento. ao associar-se aos projectos potencialmente mais interessantes. À partida trata-se de uma qualidade essencial para o seu sucesso. deverá privilegiar os projectos ambientalmente mais avançados e inovadores. nestes casos. na condução do programa. como foi anteriormente referido. como no caso do PA 1994-1999. haverá casos em que os proponentes dos projectos serão entidades externas. serviços do próprio Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território. com os quais o futuro gabinete poderá vir a entrar em conflito sempre que determinadas candidaturas não possam vir a ser aprovadas. mas que haja algum trabalho de acompanhamento no terreno.

MEPAT (1999) Plano de Desenvolvimento Regional. MA (1999c) Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade. Planeamento e Administração do Território. Lisboa. MA (1999a) Intervenção Operacional do Ambiente – enquadramento geral. Bruxelas. CE (1999) Working Paper 2 – The Ex-Ante Evaluation of 2000-2006 Interventions. Ministério do Ambiente. GabPOA (1997) Definição e quantificação dos indicadores físicos e de impacto do Programa Ambiente. 2000-2006. Direcção Geral dos Recursos Naturais. Lisboa. Relatório Final. Gabinete do Gestor do Programa Ambiente. Ministério do Ambiente. Quadro Comunitário de Apoio. Ministério do Ambiente. 1994-1999. Lisboa. Ministério do Ambiente. Gabinete do Gestor do Programa Ambiente. 166 . Ministério do Ambiente. Ministério do Equipamento. Ministério do Ambiente e Recursos Naturais. MA (1999) Relatório do Estado do Ambiente. MA (1999b) Intervenção Operacional do Ambiente – intervenção nacional e componente desconcentrada regional.2006 Referências CE (1992) V Programa Quadro do Ambiente. Lisboa. Comissão Europeia. Lisboa. Lisboa. Lisboa. PDR 20002006. Ministério do Ambiente.. DG XI. MA (1998) Balanço da acção governativa do Ministério do Ambiente. Ministério do Ambiente. Bruxelas. Comissão Europeia/DG XVI (versão draft). preparado por Paulo Pinho Lda e Quaternaire SA. PDR 2000-2006. DGRN (1992) Utilizações da Água em Portugal. GabPOA (1997) Avaliação Intercalar do Programa Ambiente. MARN (1994) Plano Nacional da Política de Ambiente.2 and 3. Objectives 1. Lisboa. Lisboa MPAT (1994) Portugal. Lisboa. Documento Preliminar para Discussão Pública.Programa Operacional do Ambiente 2000 . preparado por Paulo Pinho Lda. Ministério do Planeamento e da Administração do Território. no quadro do XIII governo constitucional. 1998.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 ANEXO 2 : QUADRO DE REFERÊNCIA DO FUNDO DE COESÃO QUADRO REFERÊNCIA Fundo de Coesão 2000-2006 167 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 - 2006

PARTE 1 ENQUADRAMENTO

1 Introdução
O crescimento da economia portuguesa durante a década de noventa, apesar de um significativo abrandamento em 1993/94, correspondeu às expectativas geradas em torno do processo de integração europeia. Um balanço da década a nível do crescimento demográfico e da distribuição da população, bem como do desenvolvimento dos sectores da agricultura, indústria e transportes, revela a necessidade ainda existente de modificar qualitativamente o processo de desenvolvimento, no sentido de uma maior sustentabilidade ambiental. É nesse sentido que aponta a política de ambiente executada na segunda metade da década de noventa, 96-99, particularmente auxiliada tanto pela transposição jurídica da maior parte das directivas comunitárias, como pela concretização das medidas que a estratégia de investimentos nacionais e comunitários viria a permitir, no âmbito do segundo Quadro Comunitário de Apoio (QCA II). Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários, no entanto se muito ainda há a fazer, os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais.

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2 A política de ambiente entre 1996-1999
A política do ambiente definiu os seguintes objectivos de acção por domínio ambiental, para a segunda metade da década de noventa:
Fonte. GOPS, 1996-1999

Água Proceder a um levantamento dos recursos existentes e garantir na origem a fiabilidade e qualidade da água para abastecimento Aumentar os níveis de atendimento da população no que se refere a água para consumo humano e drenagem e tratamento de águas residuais, promovendo também uma melhoria substancial da qualidade da água nos meios receptores. Ar e Clima Melhorar a monitorização da qualidade do ar e das alterações climáticas Proceder à integração de políticas sectoriais no sentido de promover a qualidade do ar Adoptar normas de protecção e qualidade consistentes com os acordos internacionais efectuados na matéria. Resíduos As principais medidas tomadas no âmbito do Sector Resíduos orientam-se no sentido de proceder a uma correcta gestão dos resíduos urbanos, industriais e hospitalares, segundo o princípio da prevenção, valorização e eliminação e pressupondo, desde logo, um maior nível de atendimento da população Neste âmbito, foi dada prioridade à criação de condições que permitissem planificar e pôr em prática a qualificação do tratamento dos resíduos sólidos urbanos bem como a definição de um quadro legal adequado que permitisse criar as infraestruturas necessárias a uma correcta gestão dos diversos tipos de resíduos. Conservação da natureza Ampliar e reclassificar a Rede Nacional de Áreas Protegidas e a Reserva Ecológica Nacional Levar a cabo uma política integrada de protecção e recuperação das áreas costeiras.

A prossecução dos objectivos de política de ambiente levou à execução devidamente articulada de todo um conjunto de medidas por domínio ambiental. Neste ponto serão explicitadas quer as medidas empreendidas quer os objectivos atingidos.

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2.1 Água A nível das origens da água, intentou-se o acréscimo da capacidade de abastecimento de água através da promoção de grandes empreendimentos: Odeleite-Beliche (origem da água do Sistema Multimunicipal do Sotavento Algarvio, com entrada em funcionamento em Julho de 1998), Enxoé (principal origem de água dos concelhos de Serpa e Mértola, com entrada em funcionamento em Maio de 1998) e Odelouca-Funcho (obra a iniciar em 2000 e destinada a constituir a origem de água do sistema Multimunicipal do Barlavento Algarvio). Ainda no domínio de uma maior capacidade de abastecimento, surge o Programa de Origens da Água, que passa pela criação de uma rede estruturada que permita ultrapassar as actuais fragilidades das captações do interior Norte e Centro do país. Encontra-se concluído o sistema de Trancoso e estão já em execução os sistemas de Apartadura, Sardoal, Santa Marta de Penaguião e Vila Real. No âmbito do abastecimento de água às populações através dos sistemas multimunicipais, o Estado concessionou a empresas de capitais públicos, resultantes da associação da IPE Águas de Portugal com os municípios, a construção e exploração de infra-estruturas de abastecimento de água que gerem sistemas de âmbito regional. Durante o ano de 1999 ficou garantido o abastecimento de água em “alta” a 60 concelhos das zonas mais densamente povoadas do litoral do país, correspondendo a população abrangida a mais de 6 milhões de habitantes. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações:

Evolução do Abastecimento de Água
NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE
Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999

Níveis de atendimento globais (%) 1990 (a) 65 68 92 83 82 77 1995 (b) 70 84 97 89 82 84 1997 (c) 71 89 98 92 88 86 1999* (c) 78 95 99 94 91 90

Foi iniciada a monitorização da qualidade das águas subterrâneas, encontrando-se operacionais as redes de monitorização da Região do Centro e da Região do Algarve. O Programa Nacional de Monitorização das Águas Subterrâneas, no âmbito do qual se inserem os sistemas de monitorização regionais referidos, virá ainda a conferir um
170

Programa Operacional do Ambiente 2000 . garantido através da SIMRIA (Ria de Aveiro) e da SANEST (Costa do Estoril) o tratamento de águas residuais de 14 concelhos (cerca de 1.6 milhões de habitantes). de 19 de Junho). o Estado concessionou a empresas de capitais públicos.Águas de Portugal com os municípios interessados. assim. nº 152/97. No que se refere à drenagem e tratamento de águas residuais. No âmbito dos sistemas multimunicipais. a construção e exploração de infra-estruturas de tratamento de águas residuais. bem como o acréscimo do número de sistemas multimunicipais de tratamento de águas residuais urbanas. a Bacia do Rio Alviela.L. resultantes da associação da IPE .2006 tratamento específico às zonas de risco. o Programa Nacional de Tratamento de Águas Residuais Urbanas incluiu a construção e reabilitação de ETARs. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução da Drenagem de Águas Residuais NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INE c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 1990 (a) 36 39 79 69 76 55 Níveis de atendimento globais (%) 1995 (b) 1997 (c) 44 51 52 54 86 86 83 84 68 81 63 68 1999* (c) 59 71 89 85 84 75 Evolução do Tratamento de Águas Residuais Urbanas 171 . ficando. tendo sido considerados como prioritários os investimentos nas sedes dos concelhos e nas Zonas Sensíveis (D. como é o caso do Aterro Sanitário de Alcanena. o perímetro de rega de Marvão e as Zonas Vulneráveis classificadas no Decreto-Lei nº 235/97 de 3 de Setembro. Entre as principais medidas empreendidas neste domínio figura a celebração de Contratos-Programa de Qualificação Ambiental com as Autarquias e a Parque Expo para apoio de soluções integradas no domínio da drenagem e tratamento de águas residuais.

servindo um elevado número de unidades industriais metalúrgicas e metalomecânicas na área de Águeda.2 Resíduos Da estratégia de prevenção fazem parte a criação do Instituto de Resíduos.2006 NUTS II 1990 (a) Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: Níveis de atendimento globais (%) 1995 (b) 12 30 47 58 60 32 1997 (c) 24 36 53 59 64 40 1999* (c) 42 51 64 74 83 55 Capacidade instalada 1999** (d) 61 61 79 81 92 70 11 18 26 32 37 21 a) DGA (valor de referência utilizado pelo PNPA em 1995) b) INAG c) Inquérito às Câmaras Municipais coordenado pelas DRAs *valores previstos com base nas obras em curso e em conclusão em 1999 ** tratamento efectivo sujeito à conclusão das redes em baixa Por outro lado. bem como a entrada em vigor do Decreto Lei nº 239/97 onde se definem as normas de gestão de resíduos. onde a indústria têxtil tem o maior peso. a ECTRI (Estação Colectiva de Tratamento de Resíduos Industriais). encontram-se já em funcionamento várias soluções integradas de tratamento de águas residuais industriais: o SIDVA . Para o efeito foram criados diversos sistemas multimunicipais através da concessão de projectos de gestão a empresas de capitais públicos resultantes quer da associação entre a EGF Empresa Geral 172 . Outra medida tomada no âmbito da prevenção refere-se às acções de planeamento empreendidas e consubstanciadas pela elaboração de Planos Estratégicos para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU). como forma de dar resposta à importância crescente dos problemas colocados pelos resíduos. As acções contidas neste Programa orientamse para a recuperação da rede hidrográfica e para a garantia das condições de escoamento de linhas de água. prevê 883 intervenções. O Programa de Reabilitação da Rede Hidrográfica. Prevenção e Controlo de Cheias. sob a tutela do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.Programa Operacional do Ambiente 2000 . o Sistema de Alcanena. 2. A valorização e eliminação dos resíduos carecia de sistemas de gestão integrada que não apenas contemplassem as diversas tarefas implicadas pelos processos referidos. onde se encontra sediado o maior número de estabelecimentos produtores de curtumes do país. como assegurassem um maior grau de cobertura territorial e populacional. para os Resíduos Hospitalares e para os Resíduos Industriais (PESGRI). (Bacia do Alviela). Estes planos procuram efectuar uma avaliação do estado actual dos sectores respectivos e prever e projectar as soluções necessárias no mesmo contexto.Sistema Integrado de Despoluição do Vale do Ave. iniciado em 1996.

2006 de Fomento. A Sociedade Ponto Verde tem vindo a assinar contratos diversos com os embaladores e as associações de recicladores. No contexto dos objectivos de reciclagem e reutilização de embalagens. em 1997 foi criada a Sociedade Ponto Verde. Ambos os tipos de sistemas destinam-se a efectuar a recolha selectiva. SA e os Municípios. Esta proposta abrange outros fluxos de resíduos. As medidas de política empreendidas neste sector conduziram à seguinte evolução de níveis de atendimento das populações: Evolução do Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (situação com implementação do PERSU) NUTS II Norte Centro Lisboa e Vale do Tejo Alentejo Algarve CONTINENTE Fontes: a) SEAMA Níveis de Atendimento Globais (%) 1997 (a) 1999 (a) 46 92 15 96 66 100 14 51 20 100 24 94 Nota: Considerando Tratamento Adequado apenas incineração. bem como com os sistemas autárquicos. o tratamento e a valorização de resíduos. Este processo é acompanhado pela recuperação e encerramento das lixeiras existentes. etc. Entre os fluxos de resíduos. destinada a gerir o sistema integrado para o qual os embaladores podem transferir a responsabilidade pelo destino final dos resíduos de embalagens. o Ministério do Ambiente apresentou uma proposta de decreto-lei com vista a regulamentar as condições de atribuição de licenças para aterros de resíduos industriais banais (não perigosos).Programa Operacional do Ambiente 2000 . aprovada pelo Conselho de Ministros. Os contratos celebrados com os embaladores permitem a cobertura pelo sistema integrado de cerca de 65% das embalagens colocadas no mercado. pneus. as pilhas e acumuladores. quer da associação entre municípios (sistemas intermunicipais). 173 . compostagem e aterros sanitários Durante o mês de Junho de 1999. figuram as pilhas e acumuladores usados. como os óleos usados. Efectuou-se ainda um Protocolo entre o Instituto de Resíduos e o Sector Farmacêutico para implementação conjunta de um Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens Farmacêuticas. os óleos usados e os pneus usados. considerados prioritários. envolvendo no total 37 sistemas e 275 municípios.

a estratégia ambiental para a próxima década assentará nos seguintes vectores de actuação: 174 . compatíveis com as aspirações dos cidadãos. 3 Os principais vectores de actuação estratégica entre 2000-2006 A protecção do ambiente em Portugal enfrentará no princípio de século XXI dois grandes desafios: • • dar continuidade e completar a infra-estruturação básica. mas também as directivas que serão implementadas no período 2000-2006. • Assim. os progressos verificados nos últimos anos são a prova que a política de ambiente começa a dar os seus frutos e a contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos nacionais. no entanto se muito ainda há a fazer. a existência de um Plano Nacional de Desenvolvimento Económico e Social para o período 20002006 ao qual se associa o III Quadro Comunitário de Apoio constitui um suporte de referência para a definição de políticas ambientais consistentes e capazes de dotarem o país de níveis de qualidade ambiental.Programa Operacional do Ambiente 2000 . comunitário e internacional. por um desenvolvimento sustentável. a indispensabilidade da valorização e protecção das vantagens ambientais intrínsecas do território nacional. não só aquele que por razões de natureza económica e técnica ainda não foi totalmente implementado. no período 2000-2006 de condições e oportunidades que não podem ser desperdiçadas. as condições que permitam à sociedade portuguesa enveredar. Assim. no plano ambiental. Os temas centrais. enquanto factores de desenvolvimento económico equilibrado e de prosperidade social. a necessidade de fazer aplicar o quadro normativo nacional. as metas e as acções prioritárias. Portugal disporá. Para enfrentar estes desafios. que nortearão a acção política no sentido de atingir no longo prazo as condições para um desenvolvimento sustentável têm em consideração três aspectos essenciais: • • a necessidade de prosseguir o esforço de modernização da infra-estruturação básica e da sua generalização a uma parte importante da população e do território nacional. reequilibrando o crescimento económico com um elevado grau de protecção e valorização dos recursos naturais. gradualmente. tendo em conta que o próximo período de programação dos Fundos Estruturais será decisivo neste domínio.2006 No sentido de dotar a indústria de instrumentos e conhecimento sobre a redução de resíduos na origem está em fase de preparação o Plano Nacional de redução dos Resíduos Industriais ( PNAPRI ). Não foi possível durante a década de 90 atingir os níveis de protecção e de qualidade ambientais compatíveis com a média dos nossos parceiros comunitários. criar.

adaptar os instrumentos de intervenção. A integração constitui o elemento primordial de uma estratégia ambiental. são algumas das condições a preencher para integrar objectivos de protecção ambiental nas políticas. Segundo vector: a integração do ambiente na política de desenvolvimento territorial e nas políticas sectoriais. A protecção e a valorização da diversidade biológica e da variedade dos ecossistemas e paisagens serão elementos fundamentais de uma “Estratégia Nacional para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade”. prevenir os danos. construir indicadores de pressão ambiental das diferentes actividades e monitorizar os efeitos. 175 . de solidariedade e de responsabilidade partilhada. O ambiente assume-se como estruturante e de carácter horizontal tendo em vista o desenvolvimento sustentável. A gestão sustentável dos recursos naturais e o usufruto de uma qualidade ambiental mínima devem constituir a principal linha de orientação estratégica do país e basear-se em pressupostos de equidade. Terceiro vector: a conservação e valorização do património natural no quadro de uma estratégia de conservação da natureza e da biodiversidade. O sucesso desta opção depende do diálogo e da contratualização com os vários actores que intervêm na implementação prática das acções de desenvolvimento. em primeiro lugar. entre os seus diferentes departamentos e ministérios a concertação necessária a uma abordagem integrada dos problemas ambientais e. Generalizar a aplicação do Princípio do Poluídor Pagador com o Princípio do Utilizador Pagador. fomentará as formas institucionais de cooperação e de contratualização com os restantes agentes. A Administração Central promoverá. Quarto vector: o estabelecimento de um partenariado estratégico com os diferentes actores para a modernização ambiental das actividades económicas e das organizações. em seguida.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Primeiro vector: A gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade ambiental. considerados como direitos essenciais para todos os portugueses. necessária tanto ao nível dos objectivos como ao nível dos instrumentos utilizados para atingir esses objectivos. Quanto à integração dos objectivos os princípios fundamentais serão: Concretizar a integração das estratégias de controlo da poluição com uma melhor gestão dos recursos. A compatibilização do planeamento territorial e das políticas sectoriais com o ambiente constitui uma das condições da sustentabilidade: avaliar ex-ante os impactes.

destacam-se os financeiros. os cofinanciados pelo Fundo de Coesão e pelos Fundos Estruturais que exercerão uma influência decisiva na prossecução dos objectivos fixados para o período. quer no suporte a medidas de protecção do ambiente como o clima. Os consumidores e a opinião pública têm um papel importante na criação de uma procura ambientalmente dirigida. quer na área dos bens e serviços. a Administração e o mundo empresarial poderão tomar decisões mais eficientes e mais equitativas no que respeita ao uso dos recursos naturais e participar mais eficazmente no processo de tomada de decisão.2006 Quinto vector: O desenvolvimento da educação e da informação ambientais. Em linhas gerais prevê-se que a repartição dos apoios comunitários segundo a natureza dos investimentos em ambiente a realizar adquira a seguinte configuração genérica. em particular. os cidadãos. sem prejuízo obviamente de eventuais adaptações ditadas pela evolução que se venha a registar ao longo do período: FEDER PROGRAMA OPERACIONAL DO AMBIENTE 176 . 4 Implementação da estratégia no período 2000-2006 Para o período 2000 .Programa Operacional do Ambiente 2000 . Portugal propõe-se implementar a estratégia cujos principais vectores foram anteriormente expostos recorrendo a um conjunto de instrumentos que permitam criar as condições para a sustentabilidade do desenvolvimento do país no próximo século. De entre os instrumentos de política. A educação e a informação ambientais devem envolver todos os cidadãos partindo da escola para a comunidade. Com educação e o acesso a uma informação de qualidade. e desta para a escola.2006. os oceanos e a defesa da biodiversidade em geral. nacional e mesmo da União Europeia e dos restantes países da comunidade internacional. aos níveis local.

drenagem e tratamento de águas residuais e valorização de resíduos sólidos urbanos) serão apoiados pelo Fundo de Coesão e. e ainda as acções complementares no que se refere à melhoria do ambiente urbano. FUNDO DE COESÃO Utilização prioritária no apoio aos grandes investimentos visando completar o processo de infraestruturação básica do território. PROGRAMAS OPERACIONAIS REGIONAIS (Vertente ambiente e componente desconcentrada do ambiente nestes programas) Apoio prioritário aos investimentos visando completar o processo de infraestruturação básica do território.2006 Apoio prioritário a investimentos nos domínios da conservação e valorização do património natural e dos recursos naturais. pelos Programas Operacionais Regionais. consoante o caso) necessários para assegurar a plena eficácia de cada sistema.Programa Operacional do Ambiente 2000 . para as 177 . Reserva-se o Programa Operacional do Ambiente para apoiar os investimentos de cariz eminentemente ambiental e para o apoio supletivo a soluções de integração do ambiente nos outros sectores contendo mais-valia ambiental relativamente às exigências mínimas legais em vigor. com especial incidência nos investimentos em "alta" no domínio das três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água. águas residuais e resíduos sólidos urbanos). da melhoria do ambiente urbano. quem preserva deve ser compensado". com especial incidência nos investimentos em "baixa" no domínio das três vertentes de saneamento básico (abastecimento de água. informação e gestão ambientais. águas residuais e resíduos sólidos urbanos). e majorações de investimentos de mais-valia ambiental no contexto da sustentabilidade ambiental das actividades económicas. é naturalmente indispensável para a consecução dos objectivos fixados que se verifique uma condição essencial: • A complementaridade dos investimentos financiados pelo Fundo de Coesão através de financiamentos FEDER no âmbito dos Programas Operacionais Regionais dos investimentos a montante e a jusante (redes em baixa de distribuição ou recolha. da educação. formação. complementares e indissociáveis dos investimentos apoiados pelo Fundo de Coesão. complementarmente. dentro de uma lógica de que "quem polui deve despoluir. Constata-se portanto que nesta opção de enquadramento dos financiamento comunitários os grandes investimentos nas três vertentes do Saneamento Básico (abastecimento de água. Neste contexto.

Águas superficiais O armazenamento de água em albufeiras constitui ainda em alguns casos o meio receptor de efluentes domésticos e industriais e ainda das escorrências dos solos agrícolas e florestais. os níveis de atendimento atingidos para o abastecimento de água. em particular. 5 Os problemas por resolver no domínio do saneamento básico Apesar do esforço realizado no anterior período 94/99. originando processos de eutrofização. Por outro lado há ainda a referir os problemas associados à poluição por substâncias perigosas. Abastecimento de Água A nível da qualidade do recurso água. conduz à deterioração da qualidade da água. Tendo em conta a opção de canalizar os apoios do Fundo de Coesão para as três vertentes do domínio do saneamento básico. Os verões secos e prolongados e a correspondente diminuição de valores de caudal conduzem a capacidades muito reduzidas de autodepuração durante a estiagem. Esta condição implica a afectação de um mínimo de 100 milhões de contos nos Programas Operacionais Regionais para apoio a estes investimentos. A afluência excessiva de nutrientes. drenagem e tratamento de águas residuais e recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos encontram-se ainda abaixo das médias europeias. além da poluição por óleos. é de salientar que uma questão indissociável das disponibilidades hídricas é o problema da qualidade da água. procede-se em seguida à definição dos problemas por resolver e aos objectivos específicos para o próximo período de programação. No que se refere aos problemas ligados ao saneamento básico que requerem ainda um esforço de investimento no sentido de garantir a integração nos padrões europeus respectivos identificam-se os seguintes aspectos: 5. através do Fundo de Coesão e FEDER Ambiente. bem como dos valores tidos como compatíveis com a existência e manutenção da qualidade de vida das populações. e que serão condição de acesso ao Fundo de Coesão para efeitos de financiamento dos investimentos em alta de cada sistema integrado.2006 vertentes do saneamento básico relativas ao abastecimento de água e à drenagem e tratamento de águas residuais. resultando do enriquecimento do meio em nutrientes e promovendo o crescimento da vida aquática ao 178 . Esta constatação é um indicador inequívoco da necessidade de dar continuidade à infraestruturação a nível do saneamento básico. A eutrofização das massas de água é um processo natural e lento. sabendo-se que os problemas de poluição ambiental dos meios hídricos são agravados pela irregularidade climática do nosso país e pelo tipo de uso do solo.Programa Operacional do Ambiente 2000 .1. e numa lógica de Sistemas integrados do Ciclo da Água. material sólido e matéria orgânica.

apenas. tem-se assistido à diminuição gradual da sua qualidade. Das 71 albufeiras actualmente classificadas. Portugal não tem dados analíticos coligidos e organizados nem tem estabelecido. Douro e Guadiana) como em lagoas (Quiaios. cerca de 40% do total da água nelas armazenada encontra-se em estado oligotrófico. A nível das origens e abastecimento de água. Estes blooms têm ocorrido tanto em águas correntes (rios Minho.2006 nível das cadeias tróficas. da presença de explorações pecuárias não controladas e da ausência de esgotos urbanos com tratamento insuficiente ou nulo. e para quantidades reportadas superiores a 10 toneladas/ano. via meios aquáticos. em função da existência de focos de rejeição de poluentes com origem nas actividades agrícolas (abuso de adubos e fertilizantes) e industriais (águas residuais sem qualquer tratamento. um programa de monitorização das águas doces superficiais e das águas marinhas e estuarias que dê resposta em conformidade com o exigido pelas instâncias mencionadas. com as incidências 179 • . na monitorização dos meios hídricos levada a cabo pelos Estados Membro e na adopção de modelos matemáticos para estudo da dispersão. Mira e Salgueira) ou albufeiras. Possui. caracterizadas por uma rede de origens muito dispersa e de assinalável pequenez. Os blooms algais são a consequência mais directa dos estádios de eutrofização e os dois nutrientes considerados com mais significado para o crescimento destes organismos são o azoto e o fósforo. constituem problemas carecendo de um esforço complementar na sua resolução: • As deficiências a nível da constância e pressão do abastecimento de água. A prioridade assenta. Águas subterrâneas No que se refere às águas subterrâneas.Programa Operacional do Ambiente 2000 . um estudo sobre a existência das substâncias existentes no País. ainda. pois. resultando de situações isoladas ou conjuntas de abuso de adubação (fosfatos e nitratos). 20% em eutrófico e em 40% das massas lênticas o processo de eutrofização foi já iniciado. a Comissão Europeia deliberou alterar o artº 21º da Proposta de Directiva Quadro para a Água estabelecendo a data limite de fim de 1998 para a obtenção de uma lista de substâncias sujeitas a vigilância prioritária devido ao seu comprovado risco para o ambiente e a saúde humana. tanto em virtude de causa hidrológicas sem uma adequada resposta em termos de armazenamento. produzidas e/ou importadas. ou com tratamento deficiente). que se inserem nas constantes da Lista II da Directiva 76/464/CEE candidatas à Lista I. como por mau funcionamento ou má conservação das componentes dos sistemas de abastecimento. Substâncias perigosas em meio aquático No âmbito da qualidade da água merece particular destaque a presença de substância perigosas em meio aquático: em 26 de Novembro de 1997. A fragilidade do abastecimento de água nas regiões do interior do país. Praticamente todas caem no âmbito das seleccionadas pela OSPAR e União Europeia.

• • • As situações de ausência de qualidade das águas superficiais e subterrâneas associada a uma rede de monitorização ainda deficiente. 5. restando todavia a necessidade de proceder às seguintes acções: • • Apostar na valorização. que se revela ainda insuficiente. Drenagem e tratamento de águas residuais Também na vertente de drenagem e tratamento das águas residuais subsistem algumas carências cuja solução é indispensável à plena eficiência dos sistemas em causa.3. 180 . De facto. Inadequação de alguns processos de tratamento relativamente à natureza e quantidade dos efluentes.2. Resíduos Sólidos Urbanos O sector dos resíduos sólidos urbanos é aquele que regista os maiores níveis de atendimento. face ao crescimento urbano verificado. verificam-se situações em que estão presentes as infraestruturas de drenagem de águas residuais. sem a necessária correspondência em termos de tratamento. a nível da fiabilidade dos abastecimentos e respectivo controlo de qualidade. As carências de tratamento nas ETA’s por motivos técnicos e humanos. A má conservação das estruturas de distribuição (fissuras e rupturas em estruturas envelhecidas). da reciclagem e da valorização energética. Carência de pessoal com a formação adequada para gestão e manutenção dos sistemas de tratamento. Entre os problemas identificados constam os seguintes: • Níveis de atendimento da população insuficientes com a devida articulação de drenagem e tratamento de águas residuais. numa situação de proximidade das redes de esgoto ou de explorações agro-pecuárias e industriais. Concluir as soluções de cofinamento em aterro e a selagem dos locais de deposição que não correspondam a critérios ambientalmente correctos.2006 daí resultantes. levando à inoperacionalidade temporária de algumas instalações existentes. Subdimensionamento de algumas ETAR’s. impondo uma actuação a nível da valorização orgânica. Necessidade de reabilitação de algumas infraestruturas existentes.Programa Operacional do Ambiente 2000 . • • • • 5.

e uma deposição adequada tanto em termos de recurso aos locais próprios para a deposição. O investimento no período 2000181 . Proporcionar campanhas educativas que incentivem uma menor produção de resíduos. como em termos da deposição selectiva. efectuou-se um elevado investimento para aumentar a cobertura de população com serviços de abastecimento de água e de drenagem e tratamento de águas residuais. PARTE 2 OBJECTIVOS ESRATÉGICOS PARA 2006 1 Ciclo integrado da água Nas últimas décadas e em particular no período do QCA II.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 • • Encontrar as soluções de tratamento e deposição adequadas aos resíduos específicos.

E. pelo Programa Operacional do Ambiente. com particular incidência no tratamento das águas residuais. o nível de atendimento em cada sistema. criado ou a criar. bem como intervenções na rede hidrográfica que permitam uma melhor gestão dos recursos hídricos. articulando. na melhoria da qualidade da água fornecida e do serviço prestado.2006 2006 será preferencialmente orientado na resposta aos problemas identificados e à colmatação das lacunas na cobertura da população com aqueles serviços. os seguintes: Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Abastecimento de água Tratamento de águas residuais Percentagem 95% 90% Cumulativamente. no contexto de cada Sistema. sendo os primeiros a apoiar pelo Fundo de Coesão e os segundos pelos Programas Regionais. a implementação de medidas previstas nos POOC. compatíveis com os planos de bacia. No que se refere ao tratamento das águas residuais. ou. no mínimo. ainda. com especial incidência na faixa interior do país. O investimento articular-se-à fundamentalmente numa lógica de reforço do ciclo integrado de água através de sistemas integrados. sobretudo nas áreas protegidas e sensíveis 2 Resíduos Sólidos Urbanos No respeitante à componente de resíduos sólidos urbanos e após a primeira fase de infraestruturação básica. Serão objectivos a atingir em 2006. designadamente no fecho de sistemas iniciados no QCA II. na melhoria do nível de tratamento dos esgotos e na reutilização da água tratada para determinados usos. a título complementar. de 90%. até 2006. Neste domínio é essencial enquadrar os investimentos a realizar em planos relativos a Sistemas de Ciclo Integrado da Água.Programa Operacional do Ambiente 2000 . será necessário continuar o esforço de investimento na construção de infraestruturas. o objectivo será reduzir em cerca de 80% a carga poluente no meio hídrico. os investimentos em alta e em baixa do ciclo integrado. será. através da aplicação de medidas tendentes ao integral cumprimento das diversas directivas comunitárias. Relativamente à qualidade da água para produção de água para consumo humano e águas balneares. em termos de atendimento das populações. passar-se-á a uma segunda fase que permitirá atingir as seguintes 182 .

PARTE 3 OS FINANCIAMENTOS PELO FUNDO DE COESÃO 1 As opções de financiamento Conforme referido anteriormente. no contexto da distribuição por fontes de financiamento dos apoios comunitários no domínio do Ambiente para o período 2000-2006. águas residuais e RSU). designadamente: 183 . Portugal considera que o Fundo de Coesão deverá continuar a apoiar preferencialmente os investimentos relativos às grandes infraestruturas (investimentos em alta) das vertentes de saneamento básico (abastecimento de água.Programa Operacional do Ambiente 2000 . compatíveis com as directivas comunitárias e consequentemente com o nível médio da União Europeia: Nível de atendimento global no ano 2006 População do Continente Serviço Tratamento e destino final adequado para os resíduos sólidos urbanos Percentagem 98% No quadro da política dos 3Rs são definidos os seguintes objectivos para o ano de 2006 (em percentagem do total de resíduos tratados): Tipo de valorização Material Energética Orgânica Percentagem 17 20 25 Os principais investimentos a realizar neste domínio referem-se à valorização e serão apoiados prioritariamente pelo Fundo de Coesão.2006 taxas de atendimento.

Assegurem a sua auto-sustentabilidade. tratamento e rejeição) e pondo em evidência a complementaridade dos investimentos e respectivas fontes de financiamento de modo a tornar visível as sinergias geradas no sentido de potenciar o efectivo cumprimento das directivas comunitárias no domínio do saneamento básico.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2 Quanto aos modelos de gestão e de financiamento Prioridade à utilização de modelos de gestão do tipo empresarial que: • • • Ofereçam garantias de funcionamento dos sistemas. de modo a garantir a plena aplicação do principio do poluidorpagador. Apliquem tarifas reais. aumentando assim o efeito indutor do Fundo de Coesão. e complementando as necessidades de investimentos estimadas. Enquadramento preferencial dos pedidos de financiamento para a vertente RSU na lógica dos 37 sistemas já existentes (de carácter multimunicipal ou intermunicipal) criados no contexto da aplicação do PERSU e pondo em evidência a complementaridade dos investimentos e respectivas fontes de financiamento de modo a tornar visível as sinergias geradas no sentido de potenciar o efectivo cumprimento das directivas comunitárias no domínio do saneamento básico. distribuição. drenagem. e à cobertura da faixa interior do País. adução. Na vertente RSU os principais apoios incidirão sobre a valorização material e orgânica. designadamente captação.2006 • Nas vertentes Abastecimento de água e Águas residuais o apoio será preferencialmente dedicado à conclusão ou extensão dos sistemas de abastecimento ou de tratamento iniciados no QCA II. a título complementar. e. 184 . • 2 Os princípios básicos das intervenções 2. de modo a diminuir as taxas de comparticipação comunitária. Incentivo à associação do investimento privado. 2.1 Quanto ao enquadramento Enquadramento preferencial dos pedidos de financiamento para as vertentes Abastecimento de água e Águas residuais numa lógica de sistema integrado do ciclo da água (cobrindo vertentes alta e baixa do processo. sobre as infraestruturas de destino final cuja conclusão não foi possível no QCA II.

no seu artigo 20º.3 Aplicação do Princípio do Poluidor – Pagador • Estado português está consciente da necessidade de aplicação do princípio do poluidor pagador. de 5 de Novembro.º 46/94. a entidade competente para autorizar é a entidade gestora do sistema. a obrigação de o poluidor prevenir. • No que concerne aos sectores industriais. determina. águas residuais urbanas e resíduos sólidos urbanos. águas residuais urbanas e resíduos sólidos urbanos. Lei n. de 1 de Agosto. e vem tendo uma aplicação crescente em todas as intervenções co-financiadas. a emissão ou descarga de águas residuais na água ou no solo por uma instalação carece de uma licença a emitir pela Direcção Regional do Ambiente na qual será fixada a norma de descarga e demais condições aplicáveis. Para os sistemas municipais concessionados o artigo 5º do Decreto-Lei n. que as tarifas e os preços a fixar pelos municípios. no que respeita ao regime económico e financeiro das utilizações do domínio público hídrico (artigo 8º).º 11/87. relativos aos serviços prestados e aos bens fornecidos pelas unidades orgânicas municipais e serviços municipalizados. Estes objectivos serão avaliados em 2003. No que respeita às águas para consumo humano. águas residuais e resíduos sólidos urbanos concessionados deve assegurar a amortização dos investimentos a cargo da concessionária. A fim de avaliar em que medida o sistema de tarifas existente para os sectores da água e dos resíduos tem em conta a aplicação do princípio do poluidor-pagador.º 42/98.º 236/98.º 239/97. Por outro lado. e no Decreto-Lei n. permitindo a sua aplicação de um modo progressivo. tal como se prevê nos Decretos-Lei n. ser inferiores aos custos directa e indirectamente suportados com o fornecimento desses bens e serviços. no Decreto-Lei n. será elaborado um estudo que faça o diagnóstico da situação e estabeleça objectivos que visem considerar de forma acrescida o princípio do poluidor-pagador. de 22 de Fevereiro e no Decreto-Lei n.2006 2. reparação e renovação dos bens e equipamentos afectos à concessão e os encargos de gestão. corrigir ou recuperar o ambiente suportando os encargos daí resultante tem expressão no artigo 3º da Lei de Bases do Ambiente. a manutenção. a Lei das Finanças Locais. Quanto às condições a observar nos sistemas municipais e multimunicipais geridos de forma empresarial por concessão nas condições previstas no Decreto-Lei n. de 9 de Setembro. 185 • • • .º 379/93. o mesmo sucedendo com a descarga destas águas em colectores municipais sendo que. de 21 de Junho. determina que a fixação das tarifas nos serviços municipais de águas. que comunicará à DRA as condições da autorização para verificação da sua conformidade com as disposições legais. de forma progressiva e compatível com os objectivos da coesão económica e social e considerando a aceitação social dos sistemas tarifários que daí resultarão. de 6 de Agosto. elas são ainda mais taxativas. no que respeita aos resíduos (artigo 6º). não devem. incluindo os serviços de água para consumo humano. Por isso o princípio do poluidor pagador está consagrado na legislação nacional para o sector da água e dos resíduos.º 147/95. de 7 de Abril. neste caso.Programa Operacional do Ambiente 2000 . deduzidos de eventuais subsídios. em princípio.º 47/94. de 22 de Fevereiro. Lei n.

º 162/96. Idêntica disposição pode ser encontrada no Decreto-Lei n. no capítulo dedicado à política tarifária. • Já em relação directa com o Quadro Comunitário de Apoio (2000-2006) no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais. que as soluções a adoptar no âmbito deste Plano Estratégico sejam as que conduzam às menores tarifas possíveis. pelo que não se advoga qualquer política. as preocupações da CE quanto à aplicação do princípio do poluidor-pagador encontram plena consagração. de tarifa única para todo o País.4.” • Por último. no entanto.3 – Critérios de elegibilidade dos projectos de investimento a financiar pelo Fundo de Coesão: 186 . Compete à tarifa assegurar este objectivo.2006 reflectindo a estrutura de custos (art.º 5º). funcionando em boas condições no que respeita à qualidade da água. sem deixar.º 294/94.Uma política de tarifas justas A construção e operação de sistemas de abastecimento de água e de saneamento de águas residuais. de 16 de Novembro para os sistemas multimunicipais de tratamento de resíduos sólidos urbanos (Base XII).. estabelece na Base XIII os critérios para a fixação das tarifas nos quais este mesmo princípio se encontra plenamente consagrado. como decorre da aplicação do princípio do utilizador-pagador. o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território incentivará a adopção das soluções que conduzam a uma maior justiça e rigor nas tarifas praticadas e à correcção das grandes disparidades que se verificam actualmente no País. que vão ao encontro das preocupações manifestadas pela C. à requalifícação e defesa do ambiente e à qualidade do serviço prestado aos utentes.7 . tratamento e rejeição de efluentes o Decreto-Lei n. a melhoria significativa das condições de vida das populações e o desenvolvimento da nossa economia. implica elevados custos de investimento e exploração que deverão ser assumidos pelos seus directos beneficiários. no seu Anexo. de 4 de Setembro. tendo em vista a total cobertura do País. por isso. Transcrevemos na íntegra o que se ali diz : “ 5. Importa. A possibilidade de comparticipações e subsídios a fundo perdido ali previstos têm precisamente em vista as problemáticas da coesão económica e social e aceitação social da tarifa. de se ter em devida consideração o real poder de compra das populações e as suas diferenças regionais. e no que respeita aos critérios nacionais de elegibilidade ao Fundo de Coesão fixados naquele mesmo Plano Estratégico destacamos os seguintes. especialmente no que se refere aos consumos domésticos básicos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . Neste contexto. Para os sistemas multimunicipais de recolha. não apenas em relação com o princípio do poluidor-pagador mas também quanto ao cumprimento da legislação comunitária para o ambiente: “ 8. Bases do Contrato.E.

de 22 de Fevereiro. de 21 de Maio (transposta para a ordem jurídica interna pelo Decreto-Lei n. nos termos do direito comunitário ( no essencial transposto para o direito nacional pelo Decreto-Lei n. ou seja. etc. ao licenciamento de águas residuais industriais de competência autárquica. Lei n. desde logo no artigo 10º da Lei de Bases do Ambiente.º 236/98. De acordo com aquele conjunto articulado de diplomas as utilizações do domínio hídrico. -que se enquadrem nos programas de medidas visando a melhoria e a protecção da qualidade das águas e dos ecossistemas aquáticos. -que estejam em condições de avançar rapidamente para a fase de execução e que tenham qualidade técnica. através de adequadas soluções institucionais. de 19 de Junho). de 7 de Abril. -que satisfaçam todas as demais exigências da legislação nacional para o ambiente. -Que estejam em conformes com as linhas de acção estratégica constantes deste Plano Estratégico. à redução da poluição nas bacias drenantes das zonas sensíveis e zonas vulneráveis. ao regime de licenciamento das utilizações do domínio hídrico e ao regime económico e financeiro das utilizações do domínio público hídrico. nomeadamente no que concerne aos objectivos nacionais em matéria de protecção das origens de água. e das reposições futuras.4 Gestão da Procura • As preocupações com a gestão da procuram têm consagração legal entre nós. -que respeitem as obrigações de Estado-membro relativamente aos níveis de tratamento e prazos estabelecidos pela Directiva 91/271/CEE. e nos Decretos-Lei n. relativamente aos quais esteja assegurado. ao ordenamento do território.º 45. estão condicionadas a um regime de licenciamento obrigatório e ao pagamento de taxa de utilização.que realizem uma optimização dos investimentos na perspectiva do interesse público e as economias de escala possíveis à luz das condicionantes de ordem técnica próprias de projectos desta natureza. relativos ao planeamento de recursos hídricos. onde se incluem as águas. oferecendo por esse facto garantias de boa execução financeira.º 152/97. o que presume a sua integração num planeamento de recursos hídricos por bacia hidrográfica.” 2. devendo ainda observar o disposto 187 • .Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 .º 11/87. que irão ser explorados de forma tecnicamente qualificada e em condições de gerar as receitas necessárias à cobertura de todos os encargos de exploração e manutenção. respectivamente.46 e 47/94. -que ofereçam garantias de sustentabilidade futura. de 1 de Agosto).

à reutilização de efluentes. ele é em si mesmo instrumento de gestão da procura. em si mesmos. Não apenas nas referências ao modelo tarifário que é ali promovido e nos critérios da elegibilidade de projectos ao Fundo de Coesão que é preconizado. 3 Investimentos em Ambiente Estimativa das Necessidades e Disponibilidades NECESSIDADES Fundo de Coesão DISPONIBILIDADES PIDDAC Financiamen to dos Sistemas (nomeadame nte privado) FEDER 137 75 62 51 51 PO Regionais Milhões de contos INAG 120 120 25 25 INR Abastecimento de Água Alta Baixa 357 220 137 Câmaras Outras Municipais Fontes 18 6 18 188 6 . promotor da parcimónia do uso e da protecção do recurso.º 95/94). articulando a procura e a oferta e salvaguardando a preservação quantitativa e qualitativa dos recursos hídricos.Programa Operacional do Ambiente 2000 . • Este objectivo têm também ampla consagração no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais (2000-2006). Entre os requisitos dos planos está a “racionalidade. O mesmo pode dizer-se do regime de taxas de utilização do domínio público hídrico. Quanto ao licenciamento das utilizações. mas também nas referências à preservação e promoção da qualidade das águas na origen. e do modelo tarifário já referido a propósito do princípio do poluidor-pagador-ele é. entre os objectivos ali propostos.2006 nos planos aprovados. visando a optimização da exploração das várias origens da água e a satisfação das várias necessidades. e em particular das captações de água. à redução de perdas e de consumos não facturados. bem como uma aplicação económica dos recursos financeiros” (artigo 2º do Decreto-Lei n.

actualmente a ser financiado pelo FC) DOURO E PAIVA Sistema multimunicipal de abastecimento de água à área sul do grande Porto alargamento aos municípios do Vale do Sousa. Resíduos Sólidos Urbanos LIPOR Construção do aterro sanitário de apoio à central de incineração da Lipor VALORSUL Construção da central de valorização orgânica RESIOESTE – 2ª fase 189 .1 Projectos relativos a Sistemas já implementados: Abastecimento de Água / Águas Residuais SIMLIS .2006 Drenagem e Tratamento de Águas Residuais Alta Baixa Recolha e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos Infraestruturas de destino final Valorização material e orgânica TOTAL 492 255 237 103 34 69 952 140 140 47 16 31 307 8 3 5 8 278 115 163 23 5 18 438 51 51 16 5 11 118 18 18 9 5 4 45 5 5 25 11 4 Identificação dos Projectos 4.2ª fase Sistema Multimunicipal integrado de despoluição da Ria de Aveiro (conclusão do sistema multimunicipal da Ria de Aveiro.Programa Operacional do Ambiente 2000 .2ª fase Sistema integrado de despoluição do Rio Lis e ribeira de Seiça (conclusão do sistema actualmente a ser financiado pelo FC) SIMRIA . SANEST Melhoria no sistema de tratamento da Costa do Estoril.

2006 Sistema multimunicipal de recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos do Oeste (conclusão do sistema actualmente a ser financiado pelo FC) 4.2 Candidaturas relativas a novos sistemas a implementar: Abastecimento de Água / Águas Residuais OESTE/ VALE DO TEJO O Sistema a criar refere-se a abastecimento de água e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Alcanena Alenquer Almeirim Alpiarça Azambuja Cartaxo Chamusca Golegã Rio Maior Salvaterra de Magos Santarém Torres Novas Alcobaça Bombarral Cadaval Caldas da Rainha Lourinhã Nazaré Óbidos 190 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Peniche Torres Vedras ZÊZERE E CÔA O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de Belmonte Covilhã Fundão Manteigas Penamacôr Sabugal MINHO E LIMA O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Caminha Melgaço Monção Paredes de Coura Valença Vila Nova de Cerveira Arcos de Valdevez Ponte da Barca Ponte de Lima Viana do Castelo 191 .

2006 TEJO-TRANCÃO O Sistema a criar refere-se ao tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Arruda dos Vinhos Lisboa Loures Mafra Sobral de Monte Agraço Vila Franca de Xira PENÍNSULA DE SETÚBAL O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Alcochete Almada Barreiro Moita Montijo Palmela Seixal Sesimbra Setúbal LITORAL-BAIXO ALENTEJO O Sistema a criar refere-se a abastecimento e tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de : Almodôvar 192 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

2006 Barrancos Beja Castro Verde Mértola Moura Serpa Alcácer do Sal Aljustrel Ferreira do Alentejo Grândola Odemira Ourique Santiago do Cacém Sines GRANDE PORTO E NORTE DO GRANDE PORTO O Sistema a criar refere-se ao tratamento de águas residuais urbanas abrangendo os concelhos de Espinho Gondomar Maia Matosinhos Porto 193 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Valongo Vila Nova de Gaia Braga Montalegre Póvoa do Lanhoso Vieira do Minho Resíduos Sólidos Urbanos DISTRITO DE ÉVORA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Alandroal Arraiolos Borba Estremoz Évora Montemor-o-Novo Mora Mourão Redondo Reguengos de Monsaraz Vendas Novas Vila Viçosa BAIXO ALENTEJO Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: 194 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 Almodôvar Barrancos Beja Castro Verde Mértola Moura Serpa Ourique ALTO TÂMEGA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Boticas Chaves Ribeira de Pena Valpaços Vila Pouca de Aguiar Montalegre BAIXO TÂMEGA Sistema para recolha e tratamento de resíduos sólidos urbanos dos seguintes concelhos: Amarante Baião Cabeceiras de Basto Celorico de Basto Marco de Canaveses Mondim de Basto 195 .

Programa Operacional do Ambiente 2000 . 196 .9 APOIO PREVISTO 85% 85% 85%  50% 50% 85% Milhões CONTOS CANDIDATURA SIMLIS – 2ª fase SIMRIA – 2ªfase DOURO E PAIVA(alargamento ao Vale de Sousa) SANEST LIPOR VALORSUL RESIOESTE INVESTIMENTO ESTIMADO 9 10 10 9 a) 1. de modo algum. Esta descrição não pretende.2 APOIO PREVISTO 85% 85% 85% __ 50% 50% 85% a)Está em curso o trabalho de cálculo da tarifa média socialmente aceitável pelo que não é ainda possível indicar quais os montantes e fontes de financiamento dos restantes projectos. nem vincular os investimentos apresentados pois são apenas estimativas.8 30.2006 Milhões EURO CANDIDATURA SIMLIS – 2ª fase SIMRIA – 2ªfase DOURO E PAIVA(alargamento ao Vale de Sousa) SANEST LIPOR VALORSUL RESIOESTE INVESTIMENTO ESTIMADO 45 50 50 45 7.5 4 6. ser exaustiva nem limitar a apresentação de outros projectos futuros.5 19.

2006 ANEXO. no sentido do artigo 87.1 do Tratado. Medida 2. Formação Nenhuma ajuda de e Gestão Ambientais estado. foi acordada para esta Medida. foi acordada para esta Medida. no sentido do artigo 87.3 : REGIME DE AJUDAS DE ESTADO Respeito pelas regras comunitárias em matéria de concorrência no domínio das ajudas de estado Referência da Medida (cod. Medida 2.2 Valorização e Nenhuma ajuda de Protecção dos Recursos Naturais estado. no sentido do artigo 87.1 do Tratado. foi acordada para esta Medida. foi acordada para esta Medida. foi acordada para esta Medida. no sentido do artigo 87. no sentido do artigo 87. e designação) Título do Regime Número do regime Referência da carta Duração de ajudas ou da de ajuda (2) de aprovação (2) Regime (2) ajuda (1) de Medida 1. Medida 1.Programa Operacional do Ambiente 2000 .1 Conservação e Nenhuma ajuda de Valorização do Património Natural estado.1 do Tratado.2 Apoio Sustentabilidade Ambiental Actividades Económicas à Nenhuma ajuda de das estado. 197 .3 Informação.1 do Tratado. Medida 1.1 do Tratado.1 Melhoria do Ambiente Nenhuma ajuda de Urbano estado.

Programa Operacional do Ambiente 2000 .2006 198 .

2006 199 .Programa Operacional do Ambiente 2000 .

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