CURSO TÉCNICO EM PROCESSOS DE GERAÇÃO DE ENERGIA

INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina

INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL

Tubarão - 2003

É autorizada a reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema desde que a fonte seja citada. Equipe Técnica: Organizadores: Vanderlei Baldessar Nelson de Souza Dinorzete Henrique Nunes Júlio Cesar Fernandes Coordenador: Nelson de Souza Julio Cesar Fernandes Digitadores: Ramon de Souza Martins Michel Borges Rodrigues Professor Responsável: Nelson de Souza Revisão Técnica: Engenheiro Dinorzete Henrique Nunes

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Santa Catarina SENAI – Centro de Educação e Tecnologia de Tubarão www.senaidetubarao.com.br Avenida Marcolino Martins Cabral, 184 – Centro CEP 88701-000 – Tubarão – SC Fone: (48) 621-5600 Fax: (48) 621-5601

.............................................2....................................1.......................1................................. 3 1.................2... 4 1.2...... Associação de Termopares ...............2.1........................................... 25 3. Sistema Métrico Decimal ......................................................................... 4 1........................1................. Unidades de Pressão .............5.......................................4.. Conceitos Fundamentais........3..........................................................5............................1...................2............................. Zona Morta ................................................................. 4 1......................................1................6......... 10 1..........................................................2... Pressão Relativa......... Pressão Atmosférica .................1........ 15 2...............5.....2..... Termômetro à Dilatação de Sólidos (Termômetros Bimetálicos) ................1................... Faixa de Medida (range)..................... Telemetria.. 1 1........................ 32 3.............. Erro .......................6............................................................................................................. 10 1..... Conceitos Fundamentais....... Histerese ....1..........................................2........ 2 1........... 2 1........................... 15 2....................................................................................................................2........4.Sumário 1................................ 4 1..................................................... 34 3......... 13 2........... Rangeabilidade (largura de faixa).........................................2.....2.................... Temperatura.............. Termômetros a Pressão de Gás...................... 28 3...... 24 3.....................................................2. 10 1..................................................2..... 14 2............................................................................. 15 2.................. 15 2..3................................ Tipos de Elementos Sensíveis ... 10 1.............................................................. Principais Sistemas de Medida .... Termômetro a Pressão de Vapor ................................................ Medição de Pressão ..........5......................................................................... Linearidade . Histórico ................................................. 13 2..................................1.................................................... Transmissores ......2.......................................... Aspectos Gerais da Área de Instrumentação ..........................6.............................................................................1.............................................................................................................5............... Medição de Temperatura com Termopar ...... 14 2........3......... Escalas de Temperatura ... 24 3................ 16 2............................ Sensibilidade................2.......................................... 3 1............ Alcance (span).......................4...........8........... Pressão Negativa ou Vácuo ....................1............2........2..6......................................6....................... Transmissão de Calor .........7.................................................................................................. Funções de Instrumentos ........................................................................................1....................... Medidores de Temperatura..... Dispositivos para Medição de Pressão .....3............ Pressão Diferencial ......................................................5... Pressão Estática .............. Pressão Absoluta .... 10 1.......... Exatidão .......... 14 2... 3 1...........1.............................. 3 1....................2................2....10................................................................1................. 10 1................................2........ Medição de Temperatura .................... 11 2....... 33 3...................................2.3..........2............. Repetibilidade............................................................ 24 3................2...........................................7.. 28 3............................ 15 2..3.........1.......5............................1.................................................................................................................1...........2............................. 44 ...................................... 6 1............... 16 3...............................4............................ Líquido .... 36 3.......................1. 1 1........................................ Sistema Industrial Francês.2.................................... Pressão ................. Sistema Físico ou Cegesimal................ 26 3..................... 4 1...2...............................3................ Terminologia ................................... Identificação de Instrumentos.........................................................................................................2.................................................................................5.......................... Sistema Inglês.......... Pressão Dinâmica ou Cinética .........................9................................2.... 2 1...................................................................... 14 2....1.......4....................................................................

...............................2... Analisadores Termocondutivímetros.... Introdução..................3........................................................................... Válvulas de Deslocamento Rotativo da Haste.............................................................................................7................................................ 89 6...4......... Acessórios de uma Válvula de Controle........................... Medidores de Ph .. Elemento Final de Controle...........................4.......................6............. 134 8. 143 8... 57 4............................... Analisadores por Combustão Catalítica ........ 85 5............. 85 5... Analisadores de Oxigênio Dissolvido .........................................................................3................... 56 4............. 106 6. 98 6....................... Introdução..................5.....................2.........1.......... 51 3................................................10.............................. 57 4........... 45 3..2...........................8......2............2........2.............2........ 57 4............... Analisadores Termomagnéticos .. 103 6..........................1............................2............................ Analisadores de Gases de Combustão ........................................ Atuador Hodráulico .......................................................................................................................... 116 7.................... Detectores de Excentricidade .....2............ 107 6...................................2. 115 7................................3........... 110 6...........................5................1............................................. Medição de Condutividade Elétrica ......... Introdução......2................. 118 8..................10........... Analisador Eletroquímico de Oxigênio ............2.........................2........... Medidores de Rotação .....1....... 113 7..............................................................1..... 140 8......... 111 6.............................. 142 8..........2.......1..........4.............. Analisadores de Hidrogênio Dissolvido ...........................................................2............................................................................................................ 109 6..................... 114 7.............................................. Introdução..... 85 5.....................2..................2....... Medição de Nível Direta................ Atuador Eletro-Hidráulico........................ 115 7.....................2.............1.............................................. 104 6................................................. VAZÃO ........Tipos de Válvula de Controle....... 98 6........ 140 8......8........2..................... Atuadores para Válvulas de Controle..........................2...........2.... Sistemas de Amostragem de Gás ..........................2...........................................................................................2.................1........................................................ 140 8...............1....................1........................................................................................................ Atuador Pneumático Tipo Mola e Diafragma ..................... 118 8.................................................... Medição de Temperatura por Termômetro de Resistência.......................................2.............................. Detectores de vibração..1..............9................................................. 98 6............... Medidores de Quantidade.................... Medição Analítica........................................................................ Medição de Temperatura Superficial ....... 146 ....................... Atuador Pneumático Tipo Pistão...................................... 115 7..................1......... 58 4......................... 143 8......... Tipos de Medidores de Vazão ............ Válvulas de Deslocamento Linear da Haste ...2.......... 98 6................................................................. 100 6........... 117 8................... Medição de Nível Indireta ................... 57 4........................................................2....... Instrumentos para Supervisão........... Atuador Elétrico ...............2.........................................6.............3............................2...............2..... 47 3....................... 118 8..........2.........2...............................4................................. Analisadores Químicos.... 85 5...................................................................3....................... Posição de Segurança por falha ......................................... 118 8..................3................. 144 8........................................ Introdução..... Termopares e Acessórios...5.......................................................................................... Medidores de Vazão por ∆P Constante (área variável)...................... Detectores de Expansão Diferencial........ 75 4............... Medição de Vazão ............................ NÍVEL .....................2............................1................................................. Tipos de Corpos................................................2...............7.................................................... 77 5............................2.. Medidores Especiais de Vazão ..........2................................... 119 8........................... 144 8.. Métodos de Medição de Nível...4......9...................2......7.1....2....... Medição de Temperatura por Radiação..........................3........ Medidores Volumétricos ...................

...........3.............. Característica de Igual Porcentagem ...............5...........................................................2....................... Característica Linear.............................. Atuadores de Console..3.............................4....... 154 8................ 152 8...8.3.............................3..4........ Válvula Fixadora de Ar .............................5............2...... 155 8.........3........... Válvulas de Segurança.......................5............... 152 8....................4.......................................8............................................ Introdução............................ Características de Válvulas Borboletas ...................4............. Coeficiente de Vazão – Cv .............................................. 156 8.......3...............................5.................9..................................... Conjunto Filtro-Regulador de Ar .... 146 8.... Posicionador Pneumático .. 156 8.................................... Posicionador Eletro-Pneumático ....................4. 154 8............. Válvulas Solenóides ........................... 150 8............... 152 8............................5......4.........4........3...............2........1............................. Outros Tipos de Atuadores .......6.............................1.. 153 8.......3............. 156 8.................................. 157 8............................... Característica Parabólica Modificada................................................. 154 8..................................3....... Volantes Manuais .. Característica de Abertura Rápida.....6..... Características das Válvulas de Controle .................................... Transmissor de Posição ...........................................3..... 146 8................. 157 8............................ 152 8..................4................................................................ 159 8......................................... 159 ....10...........................1...... 151 8..................................................4..................3.................................. Válvulas Reguladoras de Pressão Auto-Operadas............................7.................3.. Transdutores Eletro-pneumáticos ..........

Devido à centralização das variáveis do processo. Enquanto isso. exigindo um aumento da automação nos processos industriais. umidade. é necessário que se tenha uma unidade de medida. velocidade. Para que se possa fazer esta comparação e conseqüentemente a correção.1. deve-se manter as variáveis próximas aos valores desejados. podemos fabricar produtos que seriam impossíveis através do controle manual. como: controle manual. a indústria de papel e celulose. através dos instrumentos de medição e controle. uma unidade de controle e um elemento final de controle no processo. O sistema de controle que permite fazer isto se define como aquele que compara o valor da variável do processo com o valor desejado e toma uma atitude de correção de acordo com o desvio existente sem a intervenção do operador. utilizando somente instrumentos simples (manômetro. produtos alimentícios. os sistemas de controle sofreram grandes transformações tecnológicas. Os instrumentos de medição e controle permitem manter constantes as variáveis do processo. tais como: pressão. controle pneumático. objetivando a melhoria em qualidade. para atingir o nível que estamos hoje. etc. temperatura. HISTÓRICO Os processos industriais exigem controle na fabricação de seus produtos. pH. controle mecânico e hidráulico. ao mesmo tempo. os operadores iam se liberando de sua atuação física direta no processo e. Figura 1. o aumento em quantidade do produto e a segurança. Estes processos são muito variados e abrangem muitos tipos de produtos. porque os processos eram simples. etc. Em ambos os tipos. Com o passar do tempo. condutividade. a fabricação dos derivados do petróleo. ocorria a centralização das variáveis em uma única sala. Os processos industriais podem dividir-se em dois tipos: processos contínuos e processos descontínuos.1 – Malha de Controle Fechada 1 . vazão.1. nível. controle eletrônico e atualmente controle digital. termômetro. Mas. controle elétrico. o operário atingia os objetivos citados através de controle manual destas variáveis. estes foram se complicando. por exemplo. válvulas manuais.) e isto era suficiente. No princípio da era industrial. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA DE INSTRUMENTAÇÃO 1. como. etc. Em todos estes processos é absolutamente necessário controlar e manter constantes algumas variáveis.

Alcance (span) É a diferença algébrica entre o valor superior e inferior da faixa de medida do instrumento. Exemplo: Um instrumento com range de 100 – 500 m3 Seu span é de 400 m3. TERMINOLOGIA Os instrumentos de controle empregados na indústria de processos (química. 1.2.) têm sua própria terminologia. Expressa-se determinando os valores extremos. Na Figura 1.2.2 vemos uma malha de controle aberta. Figura 1. 0 a 20 psi 2 . papel.2 – Malha de Controle Aberta 1. siderúrgica. os usuários e os organismos que intervêm diretamente ou indiretamente no campo do instrumentação industrial.1 vemos uma malha fechada e na Figura 1. controladores. que pode aberta ou fechada.Este conjunto de unidades forma uma malha de controle. A terminologia empregada é unificada entre os fabricantes. transmissores e válvulas de controle. Exemplo: 100 a 500 m3 1. etc.1.2. Os termos utilizados definem as características próprias de medida e controle dos diversos instrumentos: indicadores.2. registradores. Faixa de Medida (range) Conjunto de valores da variável medida que estão compreendidos dentro do limite superior e inferior da capacidade de medida ou de transmissão do instrumento.

chamaremos de erro estático.1.) Exemplo: Para um sensor de temperatura com range de 50 a 250 °C e valor medido 100°C. Rangeabilidade (largura de faixa) É a relação entre o valor máximo e o valor mínimo. 1.3. dependendo da indicação do instrumento. com exatidão de 1% do span e rangeabilidade 10:1. Esta diferença entre o valor real e o valor medido é chamada de erro dinâmico.6. a exatidão será respeitada entre 30 e 300 GPM.01 x 200) = 100°C ± 2. Quando tivermos a variável alterando seu valor ao longo do tempo. A exatidão pode ser descrita de três maneiras: .Percentual do Span (% do span) .L.01 x 100) = 100°C ± 1. Zona Morta É a máxima variação que a variável pode ter sem que provoque alteração na indicação ou sinal de saída de um instrumento. Exemplo: Para um sensor de vazão cuja escala é 0 a 300 GPM (galões por minuto).) .2.0°C 1.0°C · Exatidão 1 % do Valor Lido (Instantâneo) Valor real = 100°C ± (0. Se tivermos o processo em regime permanente. Exatidão Podemos definir como sendo a aptidão de um instrumento de medição para dar respostas próximas a um valor verdadeiro.5°C · Exatidão 1 % do Span Valor real = 100°C ± (0. O valor medido estará geralmente atrasado em relação ao valor real da variável.Percentual do Fundo de Escala (% do F.2. o qual poderá estar indicando a mais ou menos. Erro É a diferença entre o valor lido ou transmitido pelo instrumento em relação ao valor real da variável medida.5.01 x 250) = 100°C ± 2. que poderá ser positivo ou negativo.Percentual do Valor Lido (% do V. teremos um atraso na transferência de energia do meio para o medidor. lidos com a mesma exatidão na escala de um instrumento.4.E. 1.2. determine o intervalo provável do valor real para as seguintes condições: · Exatidão 1 % do Fundo de Escala Valor real = 100°C ± (0.2. Exemplo: Um instrumento com range de 0 a 200°C e com zona morta de: 3 .

Expressa-se em porcentagem do span do instrumento. Histerese É o erro máximo apresentado por um instrumento para um mesmo valor em qualquer ponto da faixa de trabalho. a) Indicador: Instrumento que dispõe de um ponteiro e de uma escala graduada na qual podemos ler o valor da variável. 1. A figura 1. Deve-se destacar que a expressão zona morta está incluída na histerese. também. O termo repetibilidade não inclui a histerese.2. Figura 1. Exemplo: Um instrumento com range de 0 a 500°C e com sensibilidade de 0. os indicadores digitais que mostram a variável em forma numérica com dígitos ou barras gráficas.3 – Tipos de indicadores analógico e digital 4 . Exemplo: Num instrumento com range de -50°C a 100°C. Sensibilidade É a mínima variação que a variável pode ter.3 ilustra dois tipos de indicadores.7.05% terá valor de: 1. sendo sua histerese de ± 0.2. Existem. Repetibilidade É a máxima diferença entre diversas medidas de um mesmo valor da variável.9. quando a variável percorre toda a escala nos sentidos ascendente e descendente.1. 1.3.3 % de 150°C = ± 0. Linearidade É o desvio máximo da indicação obtida tornando com referência a reta que une os pontos referentes a 0% e 100% da escala.45°C. 1. o erro será 0.8.3 %.2. provocando alteração na indicação ou sinal de saída de um instrumento.2. FUNÇÕES DE INSTRUMENTOS Podemos denominar os instrumentos e dispositivos utilizados em instrumentação de acordo com a função que desempenham no processo.10. adotando sempre o mesmo sentido de variação. Expressa-se em porcentagem do span do instrumento.

o transdutor pode ser um elemento primário. A figura 1.b) Registrador: Instrumento que registra a traço contínuo ou pontos em um gráfico.5 mostra alguns transmissores típicos.5 – Transmissores de pressão diferencial e de temperatura d) Transdutor: Instrumento que recebe informações na forma de uma ou mais quantidades físicas.4.6 – Tipos de transdutores 5 . Alguns destes registradores podem ser vistos na figura 1. Figura 1. caso necessário. Figura 1. Figura 1. modifica. um transmissor ou outro dispositivo.4 – Alguns tipos de registradores c) Transmissor: Instrumento que determina o valor de uma variável no processo através de um elemento primário. estas informações e fornece um sinal de saída resultante. tendo o mesmo sinal de saída (pneumático ou eletrônico) cujo valor varia apenas em função da variável do processo. Dependendo da aplicação. O conversor é um tipo de transdutor que trabalha apenas com sinais de entrada e saída padronizados.

IDENTIFICAÇÃO DE INSTRUMENTOS As normas de instrumentação estabelecem símbolos gráficos e codificação para identificação alfanumérica de instrumentos ou funções programadas que deverão ser utilizadas nos diagramas e malhas de controle de projetos de instrumentação. Figura 1.1 – Identificação de instrumentos de acordo com a norma ISA-S5 6 .7 – Alguns tipos de controladores f) Elemento Final de Controle: Instrumento que modifica diretamente o valor da variável manipulada de uma malha de controle. O Quadro 1. poderá ser acrescido um sufixo. Figura 1. A variável pode ser medida diretamente pelo controlador ou indiretamente através do sinal de um transmissor ou transdutor.8 – Elementos finais de controle 1. Eventualmente. De acordo com a norma ISA-S5.4.1 mostra um exemplo de instrumento identificado de acordo com a norma estabelecida. para completar a identificação. P Variável RC Função 001 Área da Atividade 02 No Seqüencial Da Malha A S U F I X O Identificação Funcional Identificação da Malha Identificação do Instrumento (PRC 001 02 A) Quadro 1. cada instrumento ou função programada será identificada por um conjunto de letras que o classifica funcionalmente e um conjunto de algarismos que indica a malha à qual o instrumento ou função programada pertence.e) Controlador: Instrumento que compara a variável controlada com um valor desejado e fornece um sinal de saída a fim de manter a variável controlada em um valor específico ou entre valores determinados.

Função passiva ou de informação – Registrador C .2 mostra a simbologia de sinais utilizados nos fluxogramas de processos.3 podem ser vistos os símbolos de instrumentos utilizados nos fluxogramas de processo.Função ativa ou de saída – Controlador 001 .Onde: P .Área de atividade onde o instrumento atua 02 .Sufixo O Quadro 1.Número seqüencial da malha A .2 – Símbolos de sinais de fluxogramas No Quadro 1. com os quais pode-se definir em que local da planta o instrumento está localizado. Painel Principal Acessível ao Operador Instrumentos Discretos Instrumentos Compartilhados Computador de Processo Montado no Campo Painel Auxiliar Acessível ao Operador Painel Auxiliar não Acessível ao Operador Controlador Lógico Programável Quadro 1.Variável medida – Pressão R .3 – Símbolos de instrumentos utilizados em fluxogramas 7 . Suprimento ou Impulso Sinal não Definido Sinal Pneumático Sinal Elétrico Sinal Hidráulico Tubo Capilar Sinal Eletromagnético ou Sônico Guiado Ligação por Software Sinal Eletromagnético ou Sônico não Guiado Ligação Mecânica Sinal Binário Pneumático Sinal Binário Elétrico Quadro 1.

Como se percebe no Quadro 1.4, pode-se obter combinações possíveis de acordo com o funcionamento dos dispositivos automáticos. Exemplo: T - Temperatura I - Indicador L - Nível
1a LETRA
Variável Medida
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W Y Z Analisador Queimador (Chama) Condutibilidade Elétrica Densidade ou Peso Específico Tensão (FEM) Vazão Medida Dimensional Comando Manual Corrente Elétrica Potência Tempo ou Programa Nível Umidade Vazão Molar Orifício ou Restrição Pressão Quantidade Remoto Velocidade ou Freqüência Temperatura Multivariável Vibração Peso ou Força Escolha do Usuário Posição ou Deslocamento Poço Solenóide Conversor de Sinal Relê ou Computador Elemento Final de Controle Cálculo feito por Computador Chave de Segurança Percentual Integração Registrador Interruptor ou Chave Transmissão Transmissor Multifunção Válvula Multifunção Tomada de Impulso Varredura Cálculos em Sistema Digital Lâmpada Piloto Média Baixo Médio ou Intermediário Entrada Manual Indicação ou Indicador Relação Visor Alto Diferencial Elemento Primário

R - Registrador F - Vazão G - Visor

P - Pressão V - Válvula H - Alto

LETRAS SUCESSIVAS
Letra de Modificação
Alarme Botão de Pressão Controlador

Função de Leitura Passiva
Alarme

Função de Saída

Letra de Modificação

Quadro 1.4 – Identificação Funcional dos Instrumentos

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Figura 1.9 – Exemplos de localização de equipamentos, tipos de sinais de transmissão e funções de equipamentos

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1.5. PRINCIPAIS SISTEMAS DE MEDIDA Os sistemas podem ser classificados quanto à natureza de suas unidades fundamentais, quanto ao valor dessas unidades e também quanto às relações escolhidas na determinação dos derivados. Os principais sistemas são: 1.5.1. Sistema Métrico Decimal Tem como unidades fundamentais o metro, o quilograma e o segundo (M.K.S). 1.5.2. Sistema Físico ou Cegesimal Tem como unidades fundamentais o centímetro, o grama e o segundo (C.G.S). 1.5.3. Sistema Industrial Francês Tem como unidades fundamentais o metro, a tonelada e o segundo (M.T.S.), definidas em função do sistema métrico decimal. 1.5.4. Sistema Inglês Tem como unidades fundamentais o pé (foot), a libra (Pound) e o segundo (second).

1.6. TELEMETRIA Chamamos de telemetria a técnica de transportar medições obtidas no processo a distância, em função de um instrumento transmissor. A transmissão a distância dos valores medidos está tão intimamente relacionada com os processos contínuos, que a necessidade e as vantagens da aplicação da telemetria e do processamento contínuo se entrelaçam. Um dos fatores que se destacam na utilização da telemetria é a possibilidade de centralizar instrumentos e controles de um determinado processo em painéis de controle ou em uma sala de controle. Teremos, a partir daqui, inúmeras vantagens as quais não são difíceis de imaginar: • Os instrumentos agrupados podem ser consultados mais facilmente e rapidamente, possibilitando à operação uma visão conjunta do desempenho da unidade. • Podemos reduzir o número de operadores com simultâneo aumento da eficiência do trabalho.

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2. 3 psi ou 0. quando ele está em seu valor mínimo.1. controlador. sendo os mais utilizados: 4 a 20 mA. Por exemplo: de 20 a 100 kPa. Percebe-se que. 1. a utilidade e a eficiência dos instrumentos face às possibilidades de pronta consulta. 1 a 5 V está na mesma relação de um sinal de 3 a 15 psi de um sinal pneumático.2 a 1kgf/cm2 que equivalem.1. oferece a vantagem também de podermos detectar uma avaria (rompimento dos fios.2 kgf/cm2. comprovando sua correta calibração e detectando vazamentos de ar nas linhas de transmissão. Associação de Fabricantes de Instrumentos. hidráulicos e eletrônicos. consideravelmente. Transmissão Pneumática Em geral. entretanto. os transmissores pneumáticos geram um sinal pneumático variável. elemento final de controle. à distância.6. Transmissão Eletrônica Os transmissores eletrônicos geram vários tipos de sinais em painéis. Este é um dos motivos pelos quais devemos calibrar os instrumentos de uma malha (transmissor. indicador. elétricos. em situação mais acessível. 1. e pela maioria dos fabricantes de transmissores e controladores dos Estados Unidos. Deste modo. de 3 a 15 psi (libras força por polegada ao quadrado) para uma faixa de medidas de 0 a 100 % da variável. Existem vários tipos de sinais de transmissão: pneumáticos. Para que pudéssemos detectá-lo. linear.1. quando adotamos o valor mínimo de 4 mA. Podemos.6. registrador. Transmissores Os transmissores são instrumentos que medem uma variável do processo e a transmitem.1. Temos estas discrepâncias nos sinais de saída entre diferentes fabricantes. Esta faixa de transmissão foi adotada pela SAMA (Scientific Apparatur Makers Association). etc. O alcance do sinal no sistema métrico é.6. não seria possível fazermos esta comparação rapidamente. conseguimos calibrar corretamente o instrumento. mais protegida e mais confortável. 5 % menor que o sinal de 3 a 15 psi. porque estes instrumentos estão preparados para uma fácil mudança do seu sinal de saída. aproximadamente. e sim. utilizam-se as faixas de 0. encontrar transmissores com outras faixas de sinais de transmissão. 11 .) sempre utilizando uma mesma norma. controlador ou a uma combinação destes. teríamos de esperar um aumento de temperatura para que tivéssemos um sinal de saída maior que 0 (o qual seria incorreto). 10 a 50 mA e 1 a 5 V. Nos países que utilizam o sistema métrico decimal. que provoca a queda do sinal. de 3 a 15 psi. aproximadamente. a um instrumento receptor. se tivéssemos um transmissor pneumático de temperatura de range de 0 a 200°C e o mesmo tivesse com o bulbo a 0°C e um sinal de saída de 1 psi. 1. manutenção e inspeção. Se o valor mínimo de saída fosse 0 psi.• Cresce. Note que o valor mínimo do sinal pneumático também não é zero. A relação de 4 a 20 mA. este estaria descalibrado. O "zero vivo" utilizado. por exemplo).

3. Estes podem ser de fabricantes diferentes (Interoperabilidade) e ter controle distribuído (cada instrumento tem a capacidade de processar um sinal recebido e enviar informações a outros instrumentos para correção de uma variável: pressão. permitindo a existência de dois mestres na rede simultaneamente. Este padrão permite comunicação entre uma variedade de equipamentos. CLPs. temperatura. controladores.1. 1. que interliga equipamentos inteligentes de campo com o sistema de controle ou com equipamentos localizados na sala de controle. O Hart é baseado no sistema mestre escravo. ou seja.4. Protocolo HART (Highway Adress Remote Transducer) É um sistema que combina o padrão 4 a 20 mA com a comunicação digital. As vantagens do protocolo Hart são as seguintes: · Usa o mesmo par de cabos para o 4 a 20 mA e para a comunicação digital. apenas um par de fios é o suficiente para a interligação de uma rede fieldbus. etc. tais como: transmissores.6. Fieldbus É um sistema de comunicação digital bidirecional.1. É um sistema a dois fios com taxa de comunicação de 1200 bits/s (BPS) e modulação FSK (Frequency Shift Keying). etc.10. vazão. Uma grande vantagem é a redução do número de cabos do controlador aos instrumentos de campo.6. Figura 1.10 – Sistema Fieldbus 12 . · Disponibilidade de equipamentos de vários fabricantes. válvulas. conforme mostra a Figura 1.1. · Usa o mesmo tipo de cabo utilizado na instrumentação analógica.). As desvantagens são que existe uma limitação quanto à velocidade de transmissão das informações e a falta de economia de cabeamento (precisa-se de um par de fios para cada instrumento).

transmite a força aplicada na rolha à garrafa. é transmitida em todos os sentidos. etc. pois as medidas de vazão.1. praticamente incompressível. A figura 2. através de um líquido confinado 13 . Pressão é definida como uma força atuando em uma unidade de área. PRESSÃO 2. Figura 2..1 – Pressão (força por unidade de área). podendo-se afirmar que uma garrafa de vidro pode quebrar-se se a rolha for forçada a entrar na câmara cheia: o fluído. A lei de Pascal resumia-se em: “A pressão exercida em um ponto qualquer de um líquido estático é a mesma em todas as direções e exerce forças iguais em áreas iguais”.2. CONCEITOS FUNDAMENTAIS A medição de pressão é um padrão de medida dos mais importantes. resultando disso.1 ilustra este preceito. nível. podem ser feitas utilizando-se esse princípio. uma força excessivamente alta numa área maior que a da rolha.

Exemplo: 3 kgf/cm2 abs 4 kgf/cm2 Pressão Absoluta Pressão Relativa O fato de se omitir esta informação na indústria significa que a maior parte dos instrumentos mede pressão relativa. Quanto mais alto o local.2 – Diagrama das escalas de pressão 14 . 2.2 ilustra o comparativo das escalas de pressão.3. Quando se fala em pressão de uma tubulação. portanto.1. mais rarefeito é o ar e. Esta força equivale ao peso dos gases que estão presentes no ar e que compõem atmosfera. Pressão Abso luta Pressão Relativa atmosférica. A pressão atmosférica pode variar de um lugar para o outro. pressão absoluta é Importante: Ao exprimir-se um valor de pressão. 2. zero e. será sempre positiva. usam-se instrumentos denominados manômetros. No vácuo absoluto. O instrumento que mede a pressão atmosférica é barômetro. esta pressão é de. Ao nível do mar. aproximadamente. A maioria dos manômetros é calibrada em zero para a pressão atmosférica local.1.2. 2. Pressão Relativa É determinada tomando-se como referência a pressão atmosférica local. deve-se determinar se a pressão é relativa ou absoluta. Pressão Absoluta É a soma da pressão relativa e atmosférica. 760 mmHg ou 1 atm. Pressão Negativa ou Vácuo É quando um sistema tem pressão relativa menor que a pressão A figura 2.2.1. Para medi-la. Pressão A tmosférica V ácuo V ácuo Abso luto Figura 2. menor é a pressão atmosférica. refere-se à pressão relativa ou manométrica. Por essa razão. em função da altitude e das condições meteorológicas (como a umidade e a densidade do ar).1. a leitura do manômetro pode ser positiva (quando indica o valor da pressão acima da pressão atmosférica local) ou negativa (quando se tem um vácuo).4. Pressão Atmosférica É a força exercida pela atmosfera na superfície terrestre. a pressão relativa é também chamada de pressão manométrica.1. a partir daí. Assim.

sendo representada pelo símbolo ∆P (delta P).2.1. Pressão Diferencial É a diferença entre 2 pressões.1 apresenta as conversões entre várias unidades de pressão: Tabela 2. pois nem sempre na indústria temos instrumentos padrões com todas as unidades. nível. · polegada de coluna de água ("ca). Como existem muitas unidades de pressão. 2.5.1.7.1. sendo necessário saber fazer a conversão. Normalmente é utilizada para medir diferenciais de pressão de filtros. MEDIÇÃO DE PRESSÃO 2. de bombas. Unidades de Pressão As unidades de pressão mais usadas são: · quilograma-força por centímetro quadrado (Kgf/cm2). etc. · atmosfera (atm). é necessário saber correspondência entre elas.6. Pressão Dinâmica ou Cinética É a pressão exercida por um fluído em movimento.2. 2. É medida fazendo a tomada de impulso de tal forma que receba o impacto do fluxo.2. vazão. Pressão Estática É o peso exercido por um líquido em repouso ou que esteja fluindo perpendicularmente à tomada de impulso por unidade de área exercida.1 – Fatores de conversão de unidades de pressão 15 . · libras por polegada quadrada (psi).1. · milímetro de coluna de água (mmH20). 2. · Pascal (Pa). · bar. A tabela 2.

por causa da pressão exercida pelo ar. a "língua de sogra" enche-se de ar e desenrola-se. Tipos de Elementos Sensíveis Os elementos sensíveis usados são: o tubo de Bourdon.2. espiral e helicoidal). Tubo Bourdon O princípio de funcionamento de um dispositivo de medição. 2.2. (pode-se apresentar nas seguintes formas: tipo C. A figura 2.3.4 – Língua de Sogra 16 . 2. é bastante simples e idêntico a um brinquedo muito conhecido: a "língua de sogra". Figura 2. No caso do manômetro. então. esse desenrolar gera um movimento que é transmitido ao ponteiro e que vai indicar a medida de pressão.3 mostra alguns tipos de manômetros.3 – Tipos de manômetros Vamos.2. Quando soprada. coluna de líquido e os com princípios elétricos. ao estudo de alguns tipos de elementos sensíveis.3. fole.2.1.2. que pode ser vista na Figura 2.4. Para processos U Antivibrantes Industrial Figura 2. Dispositivos para Medição de Pressão O instrumento mais simples para se medir pressão é o manômetro e que pode ter vários elementos sensíveis. membrana ou diafragma. baseado neste elemento sensível.

espiral e helicoidal. fixo pela borda.7 – Tipos de diafragmas O diafragma geralmente é ondulado ou corrugado para aumentar sua área efetiva.2. Uma haste fixa ao centro do disco está ligada a um mecanismo de indicação.5. e esse deslocamento é proporcional à pressão aplicada. 17 .7 ilustra alguns tipos de diafragma utilizados na fabricação de manômetros.6 – Manômetro com Bourdon tipo “C” 2. os quais podem ser observados na figura 2.6 mostra os detalhes de um manômetro com Bourdon tipo “C”. Figura 2. a membrana se desloca. C Espiral Figura 2. A figura 2.5 – Tipos de tubos de Bourdon Helicoidal A figura 2.3.2. Membrana ou Diafragma É constituído por um disco de material elástico (metálico ou não).O tubo de Bourdon pode-se apresentar nas seguintes formas: tipo C. Quando uma pressão é aplicada. Figura 2.

Figura 2. Quando se aplica uma pressão na coluna. Fole É também muito empregado na medição de pressão. Ele é basicamente um cilindro metálico. coluna reta vertical (figura 2.3. sendo que este deslocamento é proporcional à pressão aplicada. provoca sua distensão. vácuo ou pressão diferencial.2. o deslocamento é proporcional à pressão aplicada à parte interna. Pode ser usado para medição de pressão.10) e reta inclinada (figura 2. esquematicamente. corrugado ou sanfonado. O diâmetro interno não deve ser inferior a 8mm para que o efeito de capilaridade não introduza erros nas indicações obtidas.9 – Manômetro de tubo em “U” 18 . 2.2. A coluna “U” é um instrumento simples e preciso. O mais comum constituísse de um tubo de vidro com seção transversal uniforme. dobrado em forma de “U”. a medição de pressão com um tipo de fole. Os líquidos mais utilizados nas colunas são: água (normalmente com um corante) e mercúrio.8 – Tipo fole Quando uma pressão é aplicada no interior do fole.9).2. Coluna de Líquido Os instrumentos de medição de pressão do tipo coluna são utilizados na indústria como medidores locais.8 ilustra.11). o líquido é deslocado. As colunas podem ser basicamente de três tipos: em forma de “U” (figura 2. e. como ela tem que vencer a flexibilidade do material e a força de oposição da mola. Figura 2.3.4. A figura 2.3.

Isso acontece porque os dois lados do manômetro estão sujeitos à pressão atmosférica.11 – Manômetro de tubo inclinado Quando o produto usado tiver dr (densidade relativa) diferente de 1. dr 19 . o deslocamento total (DT) pode ser medido multiplicando-se o abaixamento (A) ou a elevação (E) por 2.Quando o manômetro está separado da linha de fluído. O deslocamento total da coluna de água (DT) é dado pela soma da elevação (E) no lado atmosférico e do abaixamento (A) no lado pressurizado. Por isso. a pressão será calculada pela seguinte expressão matemática. DT = h ∆P = h . Com um lado do manômetro ligado à tubulação de distribuição de fluído (para medir a pressão do fluído) e o outro lado ainda sujeito à pressão atmosférica local.10 – Manômetro de coluna reta vertical Figura 2. Isso pode ser escrito em uma fórmula simples para a leitura da pressão no manômetro: DT = A + E ou DT = 2 x A ou DT = 2 x E Figura 2. A pressão do fluído na tubulação é medida pelo deslocamento total da coluna de água e seu valor é dado em milímetros de coluna de água (mmca). O abaixamento (A) no lado pressurizado é igual à elevação (E) no lado atmosférico. os dois lados do manômetro estão com o nível de água no zero da escala. a coluna de água será forçada para baixo no lado pressurizado e elevada no lado sob ação da atmosfera.

Este inconveniente pode ser superado através de circuitos sensíveis à temperatura montados junto ao sensor. expõe a célula capacitiva às rudes condições do processo. faz-se necessário uma compensação (linearização) a cargo do circuito eletrônico.5. se por um lado. Figura 2.3. Outra característica inerente à montagem é a falta de linearidade entre a capacitância e a distância das armaduras.12 – Sensor capacitivo A figura 2. Figura 2. Tal deformação altera o valor da capacitância total que é medida por um circuito eletrônico. devido á deformação não linear. elimina os problemas mecânicos das partes móveis. Tipo Capacitivo A principal característica dos sensores capacitivos é a completa eliminação dos sistemas de alavancas na transferência da força/deslocamento entre o processo e o sensor.13 mostra o desenho esquemático de uma célula capacitiva composta de dois capacitores variáveis. Neste caso.12 mostra um sensor capacitivo típico e a figura 2. principalmente a temperatura. Este tipo de sensor resume-se na deformação pelo processo de uma das armaduras do capacitor.13 – Esquema de um sensor capacitivo 20 .2. Esta montagem.2.

geralmente um diafragma metálico de aço inoxidável. 2. como vemos na figura 2.15).14 – Sensor tipo Strain Gauge Observa-se que o fio (figura 2. Esta montagem denomina-se tira extensiométrica. Tipo Strain Gauge Baseia-se no princípio de variação da resistência de um fio.6. Figura 2.2.3. sofre uma deformação que é proporcional à pressão diferencial aplicada.14: Figura 2. Para variarmos a resistência de um condutor devemos analisar a equação geral da resistência: Onde R : Resistência do condutor ρ : Resistividade do material L : Comprimento do condutor S : Área da seção transversal O sensor consiste de um fio firmemente colado sobre uma lâmina de base. A tensão de desequilíbrio da ponte (tensão de saída) é função das variações das capacitâncias. dobrandose tão compacto quanto possível. apesar de solidamente ligado a lâmina de base. As capacitâncias da célula são medidas através de uma ponte capacitiva alimentada por uma tensão alternada de alta freqüência (10KHz. por exemplo).15 – Sensor tipo Strain Gauge 21 .O elemento elástico. que é proporcional à deflexão do diafragma. mudando-se as suas dimensões.

Figura 2. Figura 2. enquanto a outra extremidade será o ponto de aplicação de força. A figura 2. tem suas fibras internas submetidas a dois tipos de deformação: tração e compressão. a fim de que essa freqüência seja proporcional à pressão aplicada.precisa estar eletricamente isolado da mesma.2.16 – Ponte de Wheatstone com sensor Strain Gauge 2. formas de montagem de sensores de silício ressonante. 22 .3. Notamos que a ligação ideal para um Strain Gauge com quatro tiras extensiométricas é o circuito em ponte de Wheatstone (como mostrado na figura 2. sabemos que um material. que tem a vantagem adicional de compensar as variações de temperatura ambiente. propiciando uma boa noção da sua construção.17 ilustra.7. pois todos os elementos estão montados em um único bloco.18 exibe com maiores detalhes os componentes de uma célula de pressão de silício ressonante.17 – Sensor de silício ressonante A figura 2. utilizando-se do diferencial de pressão para vibrar em maior ou menor intensidade. Uma das extremidades da lâmina é fixada em um ponto de apoio rígido. Sensor por Silício Ressonante O sensor consiste de uma cápsula de silício colocada estrategicamente em um diafragma. esquematicamente.16). Da física tradicional. ao sofrer uma flexão.

18 – Célula de pressão de silício ressonante 2. A carga devida à alteração da forma é gerada sem energia auxiliar. um sensor tipo piezelétrico.19 – Sensor piezelétrico 23 .Figura 2. A figura 2.19 ilustra. Este efeito é altamente estável e exato e por isso é utilizado em relógios de precisão. Esta carga é conectada à entrada de um amplificador. esquematicamente. O efeito piezelétrico é um fenômeno reversível. uma vez que o quartzo é um elemento transmissor ativo.2. resultará em uma correspondente alteração da forma cristalina. São elementos pequenos e de construção robusta. Figura 2. sendo indicada ou convertida em um sinal de saída para tratamento posterior. Tipo Piezelétrico Os elementos piezelétricos são cristais (como o quartzo. a turmalina e o titanato) que acumulam cargas elétricas em certas áreas da estrutura cristalina. seu sinal de resposta é linear com a variação de pressão e são capazes de fornecer sinais de altíssimas freqüências de milhões de ciclos por segundo.3. quando sofrem uma deformação física por ação de uma pressão.8. Se for conectado a um potencial elétrico.

Entretanto.1.1. não são todos os meios materiais que permitem a propagação das ondas de calor através deles. A energia emitida por um corpo (energia radiante) propaga-se até o outro. raios x. irradiação e convecção. define-se temperatura como o grau de agitação térmica das moléculas.1. 3. quanto mais lento o movimento das moléculas. Por exemplo. com a medida do termômetro. Porém. só as radiações infravermelhas são chamadas de ondas de calor.1. Sendo uma transmissão de calor através de ondas eletromagnéticas.1. Então.3. TEMPERATURA 3. a radiação não exige a presença do meio material para ocorrer.) pode converter-se em energia térmica por absorção. sabemos se o corpo da pessoa está mais quente do que normal. havendo uma troca de posição do ar quente que sobe e o ar frio que 24 . podemos verificar qual é a temperatura do ambiente: quanto mais fria uma noite. Transmissão de Calor A literatura geralmente reconhece três meios distintos de transmissão de calor: condução. Na prática. calor é energia em trânsito ou a forma de energia que é transferida através da fronteira de um sistema em virtude da diferença de temperatura. raio gama. luz visível. usamos o termômetro para saber se uma pessoa está com febre. dentro de um meio sólido. ultravioleta.1. mais quente se apresenta o corpo. Convecção Consideremos uma sala na qual liga-se um aquecedor elétrico em sua parte inferior. Entretanto. maior é a agitação das moléculas do corpo em questão. 3. a temperatura é representada em uma escala numérica. a radiação ocorre no vácuo e também em meios materiais.2. Condução É um processo pelo qual o calor flui de uma região de alta temperatura para outra de temperatura mais baixa. infravermelha.1. porque. 3. Irradiação É o processo de transmissão de calor através de ondas eletromagnéticas (ondas de calor). líquido ou gasoso. mais frio se apresenta o corpo. 3.3. Um conceito que se confunde às vezes com o de temperatura é o de calor. O ar em torno do aquecedor se aquece. Toda energia radiante (transportada por onda de rádio. tornando-se menos denso que o restante. Também com o termômetro. Quanto mais rápido o movimento das moléculas. O instrumento usado para medir temperatura é o termômetro.1. isto é.1. na qual quanto maior o seu valor. CONCEITOS FUNDAMENTAIS Todas as substâncias são constituídas de pequenas partículas (moléculas) que se encontram em contínuo movimento. menor a temperatura mostrada pelo termômetro. etc. ou entre meios diferentes em contato físico direto. através do espaço que os separa.1.

e as correntes de ar formadas são correntes de convecção. basear-se-á na variação dessa propriedade. Ao se modificar a temperatura de um corpo. ou seja. convecção é um movimento de massas de fluido. o funcionamento dos radiadores e as correntes atmosféricas. convecção só ocorre nos fluidos. é necessário escolher uma dessas propriedades que caracterizam o estado térmico do corpo.Termo mais abrangente que incluiria tanto a Pirometria como a Criometria. Termometria significa "Medição de Temperatura". nuclear entre outros) a monitoração da variável temperatura é fundamental para a obtenção do produto final especificado. pois ele deve variar somente por influência da temperatura. Medição de Temperatura O objetivo de se medir e controlar as diversas variáveis físicas em processos industriais é obter produtos de alta qualidade. As dificuldades básicas na medição de temperatura são. não existe nenhuma propriedade termométrica que satisfaça plenamente esses requisitos em toda a gama de temperaturas. trocando de posição entre si. a escolha desse parâmetro físico não é fácil. aquelas próximas ao zero absoluto de temperatura. Dois corpos distintos trocarão calor até que estejam em equilíbrio térmico. indiretamente. a influência de fatores externos sobre os dispositivos de medida e também a inércia térmica do sistema (que provoca atraso na resposta). Para se fabricar um medidor de temperatura. Este é o princípio básico da maioria dos medidores de temperatura. Nos diversos segmentos de mercado (químico. petroquímico. A diferença entre a temperatura de dois corpos determina a capacidade de troca de calor entre eles. o elemento de medição entrará em equilíbrio térmico com o meio. A esse movimento de massas de fluido chamamos convecção. Portanto.2.1. com melhores condições de rendimento e segurança. 25 . até que se igualem as suas temperaturas. a do meio em que ele se encontra. isto é. podemos definir: • PIROMETRIA . papel e celulose.Medição de altas temperaturas. então. na faixa onde os efeitos de radiação térmica passam a se manifestar. a custos compatíveis com as necessidades do mercado consumidor. alimentício. ou elemento sensível. O elemento de medição. vidreiro. siderúrgico. não dependendo de outros fatores e ainda possibilitar a medição através de métodos relativamente simples e cômodos. hidrelétrico. o valor do parâmetro físico escolhido. que seriam casos particulares de medição. Notemos que não tem significado falar em convecção no vácuo ou em um sólido. ou seja. 3. baseando-se na etimologia das palavras. a temperatura do elemento sensível e. por extensão. Entretanto. Outros exemplos de convecção são os fluxos das chaminés. porém. Na realidade. Eventualmente o termo Pirometria é também aplicado com o mesmo significado. farmacêutico. • CRIOMETRIA . Será determinado.desce. o que fornecerá. são modificadas várias de suas propriedades físicas. Ao ser imerso no meio cuja temperatura quer-se determinar. • TERMOMETRIA . portanto.Medição de baixas temperaturas. cerâmico.

A escala Fahrenheit é definida atualmente com o valor 32 no ponto de fusão do gelo e 212 no ponto de ebulição da água. A escala Kelvin é utilizada nos meios científicos no mundo inteiro e deve substituir no futuro a escala Rankine quando estiver em desuso a Fahrenheit. devendo ser evitado o seu uso.1 relaciona as principais escalas de temperatura. porém sua divisão é idêntica à da escala Fahrenheit. O intervalo entre estes dois pontos é dividido em 180 partes iguais. como existia na época para peso. A denominação "grau centígrado". O intervalo é dividido em oitenta partes iguais.15°C.1. os seus valores numéricos de referência são totalmente arbitrários. e cada parte é um grau Fahrenheit. As escalas que ficaram consagradas pelo uso foram Fahrenheit e Celsius.3. Conversão de Escalas A figura 3. A representação das escalas absolutas é análoga às escalas relativas: Kelvin → 0 K e Rankine → 0 R (sem o símbolo de grau "°"). a Reamur. atingimos um ponto limite além do qual é impossível ultrapassar pela própria definição de temperatura. (representação . A escala Kelvin possui a mesma divisão da Celsius. não é mais recomendada. pois os gases se liquefazem antes de atingir o zero absoluto.3. A escala Celsius é definida atualmente com o valor zero no ponto de fusão do gelo e 100 no ponto de ebulição da água. hoje praticamente em desuso. Através da extrapolação das leituras do termômetro a gás.°Re). e cada parte é um grau Celsius. assim chamadas porque o zero delas é fixado no zero absoluto de temperatura e as escalas absolutas atualmente em uso são: a escala Kelvin e a Rankine.1. utilizada anteriormente no lugar de "Grau Celsius".15 graus abaixo do zero da escala Celsius. 26 . um grau Kelvin é igual a um grau Celsius. ou seja. é o zero absoluto de temperatura. Existem escalas absolutas de temperatura. onde cessa praticamente todo movimento atômico. isto é. Existe uma outra escala relativa. calculou-se a temperatura deste ponto na escala Celsius em -273. de aceitação universal. pesquisadores e fabricantes de termômetros sentiam a dificuldade para atribuir valores de forma padronizada à temperatura por meio de escalas reproduzíveis. Este ponto. A escala Rankine possui o mesmo zero da escala Kelvin. porém seu uso tem declinado em favor da escala Celsius. Se abaixarmos a temperatura de uma substância continuamente. porém o seu zero se inicia no ponto de temperatura mais baixa possível: 273. 3. distância e tempo. Esta escala adota como zero o ponto de fusão do gelo e 80 como o ponto de ebulição da água.1. O intervalo entre os dois pontos está dividido em 100 partes iguais.3. Escalas de Temperatura Desde o início da termometria. Tanto a escala Celsius como a Fahrenheit são relativas. os cientistas. A escala Fahrenheit é usada principalmente na Inglaterra e nos Estados Unidos da América.

32) 1.Figura 3. podemos retirar algumas relações básicas entre as escalas: Outras relações podem ser obtidas combinando. as apresentadas.86°C. Exprimir esta temperatura As conversões de temperatura de uma escala para outra também podem ser feitas de acordo com as seguintes fórmulas: °F = 1.67 27 .8 x °C + 32 °C = (°F .16 R = °F + 459.1 – Principais escalas de temperatura Desta comparação.8 K = °C + 273. entre si. em: Exemplo: O ponto de ebulição do oxigênio é -182.

pressão etc. Exemplos: termômetros de líquido. cujo tamanho depende da sensibilidade desejada. potencial.Líquidos mais usados na construção de termômetros de vidro 28 . Alguns instrumentos. O reservatório e a parte do capilar são preenchidos por um líquido. 3.1 . · recipiente metálico. o elemento de medição não entra em equilíbrio térmico com o corpo sujeito à determinação de temperatura. • Os que se baseiam nas propriedades termoelétricas.1. Após a calibração. termômetros a pressão de vapor ou de gás. utilizam a radiação emitida por um corpo quente como propriedade termométrica.2. Líquido Mercúrio Álcool Etílico Tolueno Ponto de Solidificação (°C) -39 -115 -92 Ponto de Ebulição (°C) + 357 + 78 + 110 Faixa de Uso (°C) -38 a 550 -100 a 70 -80 a 100 Tabela 3.2. Exemplos: termopares.2. fechado na parte superior. A tabela 3. mais uniforme possível. Termômetros de Dilatação de Líquido em Recipiente de Vidro É constituído de um reservatório. Os tipos podem variar conforme sua construção: · recipiente de vidro transparente. soldada a um tubo capilar de seção. como diferença de resistividade. tais como volume. álcool e acetona.2. a parede do tubo capilar é graduada em graus ou frações deste.1 mostra as características de alguns deles. termômetros bimetálicos. tolueno. existe um alargamento que protege o termômetro no caso da temperatura ultrapassar seu limite máximo.1. etc. Os líquidos mais usados são: mercúrio.1. como os pirômetros óticos. Na parte superior do capilar. A medição de temperatura se faz pela leitura da escala no ponto em que se tem o topo da coluna líquida. MEDIDORES DE TEMPERATURA Os medidores de temperatura podem ser divididos em dois grupos: • Os que se baseiam nas alterações físicas dos materiais.3. termômetros de resistência.2.1. Nesse caso. Líquido 3. Características Os termômetros de dilatação de líquidos baseiam-se na lei de expansão volumétrica de um líquido com a temperatura dentro de um recipiente fechado. 3.

Por ser frágil e impossível registrar sua indicação ou transmití-la à distância. Isto pode ser observado através da figura 3. pode-se elevar o limite máximo até 550°C.1. evitando a vaporização do mercúrio. Figura 3.Nos termômetros industriais. o bulbo de vidro é protegido por um poço metálico e o tubo capilar por um invólucro metálico.3.2. Figura 3.2 ilustra alguns tipos de termômetros de dilatação de líquido em recipiente de vidro e formas de utilização com suas respectivas proteções. A figura 3. deformando um elemento extensível (sensor volumétrico). com a utilização de uma proteção metálica.3 – Termômetro de dilatação de líquido em recipiente metálico 29 . sob o efeito de um aumento de temperatura.2 – Tipos de termômetros de dilatação de líquido 3. No termômetro de mercúrio. injetando-se gás inerte sob pressão. dilata-se. o uso deste termômetro é mais comum em laboratórios ou em indústrias. Termômetro de Dilatação de Líquido em Recipiente Metálico Neste termômetro. o líquido preenche todo o recipiente e.3.

4. tipo espiral e o tipo helicoidal. a fim de evitar a influência da temperatura ambiente. ilustrados na figura 3. podendo ser: tipo C. • Elemento de medição O elemento usado é o tubo de Bourdon.4 – Tipos de elementos de medição 30 .2 . Figura 3.Líquidos mais usados e sua faixa de utilização • Capilar Suas dimensões são variáveis. principalmente. com a sensibilidade desejada. LÍQUIDO Mercúrio Xileno Tolueno Álcool FAIXA DE UTILIZAÇÃO (°C) -35 à +550 -40 à +400 -80 à +100 50 à +150 Tabela 3.Características dos elementos básicos deste termômetro: • Bulbo Suas dimensões variam de acordo com o tipo de líquido e. porém não deve oferecer resistência à passagem do líquido em expansão. sendo que o diâmetro interno deve ser o menor possível.

as variações na temperatura ambiente afetam o líquido do capilar e o elemento deformável (elemento sensor). O segundo capilar tem comprimento idêntico ao capilar de medição.5 – Compensador bimetálico (Classe 1B) Quando esta distância for maior. através de uma lâmina bimetálica (figura 3. cobre-berílio. Este sistema é normalmente preferido por ser mais simples.6). Figura 3. Na classe 1B a compensação é feita somente no sensor.6 – Compensação total (Classe 1A) 31 . o instrumento deve possuir sistema de compensação classe 1A. Pelo fato deste sistema utilizar líquido inserido num recipiente e da distância entre o elemento deformável (elemento sensor) e o bulbo ser considerável. aço inox e açocarbono.5). causando erro de indicação ou registro. Este efeito da temperatura ambiente é compensado de duas maneiras que são denominadas classe 1A e classe 1B. porém não está ligado a um bulbo (figura 3.Os materiais mais usados são bronze fosforoso. Figura 3. porém o comprimento máximo do capilar para este sistema de compensação é de aproximadamente 6 metros. onde a compensação é feita no sensor e no capilar por meio de um segundo capilar ligado a um elemento de compensação idêntico ao de medição. sendo os dois ligados em oposição.

causando problemas de medição.1.2. consta de um bulbo. elemento de medição e capilar de ligação entre estes dois elementos. A Lei de Gay-Lussac expressa matematicamente este conceito: Observa-se que as variações de pressão são linearmente dependentes da temperatura. a lei dos gases perfeitos. por causa de seu tempo de resposta ser relativamente grande. com o elemento de medição operando como medidor de pressão. na indústria para indicação e registro.Aplica-se estes termômetros. aproximadamente. sendo o volume constante. Com a variação da temperatura. em geral. Figura 3.7 – Termômetro a pressão de gás O volume do conjunto é constante e preenchido com um gás a alta pressão.2. Porém. não é recomendável para controle.2. 32 .2. Termômetros a Pressão de Gás 3. Princípio de Funcionamento Fisicamente idêntico ao termômetro de dilatação de líquido. conforme pode ser observado na figura 3. pois permite leituras remotas e é o mais preciso dos sistemas mecânicos de medição de temperatura. 3. o gás varia sua pressão conforme. Recomenda-se não dobrar o capilar com curvatura acentuada para que não se formem restrições que prejudiquem o movimento do líquido em seu interior.7.

2.2.Tipos de gás de enchimento 3. uma variação na pressão dentro do capilar. Características O gás mais utilizado é o N2. haverá uma variação na tensão de vapor do gás liquefeito colocado no bulbo do termômetro e. em consequência disto. A relação existente entre tensão de vapor de um líquido e sua temperatura é do tipo logarítmica e pode ser simplificada para pequenos intervalos de temperatura em: onde: • P1 e P 2 = Pressões absolutas relativa às temperaturas • T1 e T2 = Temperaturas absolutas • H e = Representa o calor latente de evaporação do líquido em questão A figura 3.2. inutilizando o termômetro.9 °C -147. Portanto.2.1 °C Tabela 3. geralmente a uma pressão de 20 a 50 atm. e um 33 .3.3.8 °C -239. e o superior devido ao recipiente apresentar maior permeabilidade ao gás nesta temperatura. na temperatura mínima a medir.2.2 . para qualquer variação de temperatura.8 ilustra esquematicamente termômetros a pressão de vapor exemplo típico de termômetro utilizado na indústria. Termômetro a Pressão de Vapor 3. Principio de Funcionamento Sua construção é bastante semelhante ao de dilatação de líquidos. o que acarretaria sua perda. Sua faixa de medição vai de -100 a 600 °C.3.1 °C -31. sendo o limite inferior devido à própria temperatura crítica do gás. GÁS Hélio (He) Hidrogênio (H2) Nitrogênio (N2) Dióxido de Carbono (CO2) TEMPERATURA CRÍTICA -267.1. baseando o seu funcionamento na Lei de Dalton: "A pressão de vapor saturado depende somente de sua temperatura e não de seu volume".

5 34 110 -10 -42 Tabela 3.9).2.Figura 3.2.2 – Líquidos mais utilizados e seus pontos de fusão e ebulição 3. Termômetro à Dilatação de Sólidos (Termômetros Bimetálicos) 3.4. Princípio de Funcionamento Baseia-se no fenômeno da dilatação linear dos metais com a temperatura (uma boa noção pode ser observada nas ilustrações da figura 3. 34 .4.8 – Termômetro a pressão de vapor LÍQUIDO Cloreto de Metila Butano Éter Etílico Tolueno Dióxido de Enxofre Propano PONTO DE FUSÃO (°C) -139 -135 -119 -95 -73 -190 PONTO DE EBULIÇÃO (°C) -24 -0.1.

Figura 3. e o latão como metal de alto coeficiente de dilatação. com coeficientes de dilatação diferentes. Variando-se a temperatura do conjunto. aproximadamente. utiliza-se o invar (aço com 64% Fe e 36% Ni).11 – Termômetro bimetálico de lâmina helicoidal 35 . sendo sua escala bastante linear. com baixo coeficiente de dilatação.9 – Princípio de funcionamento do termômetro bimetálico 3. A faixa de trabalho dos termômetros bimetálicos é de -50 a 800°C.4. formando uma só peça.11). Na prática. Figura 3.10 – Características de construção do termômetro bimetálico O termômetro mais usado é o de lâmina helicoidal (figura 3. Possui exatidão na ordem de +/. observa-se um encurvamento que é proporcional à temperatura. Características de Construção O termômetro bimetálico consiste em duas laminas de metal.10). e consiste em um tubo bom condutor de calor.Figura 3.1 %. no interior do qual é fixado um eixo que por sua vez recebe um ponteiro que se desloca sobre uma escala.2. Normalmente. sobrepostas.2. a lâmina bimetálica é enrolada em forma de espiral ou hélice. o que aumenta bastante a sensibilidade (figura 3.

Seebeck. Figura 3. (força eletromotriz). ocorre uma circulação de corrente enquanto existir uma diferença de temperatura ∆T entre as suas junções. na forma de metais puros ou de ligas homogêneas.m.2. formado por dois condutores diferentes . o efeito Peltier.1. conhecido por efeito Seebeck. de natureza distinta. Figura 3.e. Efeito Termoelétrico de Seebeck Para medição de temperatura o efeito de interesse é o de Seebeck: “O fenômeno da termoeletricidade foi descoberto em 1821 por T.13. propiciou a utilização de termopares para a medição de temperatura. fechando um circuito elétrico por onde flui a corrente. Nas aplicações práticas. ao qual se dá o nome de junta quente ou junta de medição.3. Medição de Temperatura com Termopar Um termopar consiste de dois condutores metálicos.e. Quando dois metais ou semicondutores dissimilares são conectados e as junções mantidas a diferentes temperaturas.m. A figura 3. Este princípio.12 mostra um desenho esquemático e os componentes de uma ligação para medição de temperatura por termopar. O ponto onde os fios que formam o termopar se conectam ao instrumento de medição é chamado de junta fria ou de referência.5. o termopar apresenta-se normalmente conforme a figura 3.13 – Efeito termoelétrico de Seebeck 36 .A e B. quatro fenômenos ocorrem simultaneamente: o efeito Seebeck. A existência de uma f.e. J. térmica AB no circuito é conhecida como efeito Seebeck”. A outra extremidade dos fios é levada ao instrumento de medição de f. Denominamos a junta de medição de Tm e a outra junta de referência de Tr.2. quando ele notou que em um circuito fechado. Os fios são soldados em um extremo.12 – Esquemático de ligação de um termopar O aquecimento da junção de dois metais gera o aparecimento de uma f. 3. o efeito Thomson e o efeito Volta.5.m.

através da aplicação dos princípios da termodinâmica. Portanto. de um modo geral.e. Este fato permite utilizar um par termoelétrico como um termômetro.m. em um circuito composto de um número qualquer de metais diferentes.m. Leis Termoelétricas Da descoberta dos efeitos termoelétricos. é zero. desenvolvida em um circuito termoelétrico de dois metais diferentes com suas junções às temperaturas T1 e T2.e. à enunciação das três leis que constituem a base da teoria termoelétrica nas medições de temperatura com termopares. e estas são mantidas a diferentes temperaturas. gerado pelo gradiente de temperatura ( ∆T ) existente entre as juntas quente e fria.m. partiu-se. térmica é uma função da temperatura Tm da junção de teste. Em outras palavras. a f.m. pois o importante é a diferença de temperatura entre as juntas. • Lei dos Metais Intermediários “A soma algébrica das f. 37 .2. O sinal de f. termal. 3. indicado.. a difusão dos elétrons nas junções se produz a ritmos diferentes.e. Portanto. se todo o circuito estiver à mesma temperatura".m.5. Figura 3. podemos compreender todos os fenômenos que ocorrem na medida de temperatura com estes sensores. ao longo dos fios dos termopares. será. medida depende única e exclusivamente da composição química dos dois metais e das temperaturas existentes nas junções (figura 3. pode-se fazer medidas de temperaturas em pontos bem definidos com os termopares. • Lei do Circuito Homogêneo “A f. produzida pela diferença de temperatura entre as juntas. O efeito Seebeck se produz pelo fato de que os elétrons livres de um metal diferem de um condutor para outro e dependem da temperatura. Quando dois condutores diferentes são conectados para formar duas junções.Quando a temperatura da junta de referência é mantida constante.14).e. verifica-se que a f.14 – Lei do circuito homogênio Um exemplo de aplicação prática desta lei é o fato de podermos ter uma grande variação de temperatura em um ponto qualquer. é independente do gradiente de temperatura e de sua distribuição ao longo dos fios".e. fundamentados nestes efeitos e nestas leis. termais.2. registrado ou transmitido.m. sem que esta influencie na f.e.

15 – Lei dos metais intermediários Onde se conclui que: Um exemplo de aplicação prática desta lei é a utilização de contatos de latão ou cobre. podemos construir uma tabela de correlação entre temperatura e a f.e. deste circuito com as junções às temperaturas T1 e T2 e a f. em Função da Temperatura Visto que a f. Figura 3.m. isto é. um metal genérico.3.e. composto de dois metais diferentes.m.e.Deduz-se daí que em um circuito termoelétrico.5. Por uma questão 38 . para interligação do termopar ao cabo de extensão no cabeçote. deste mesmo circuito com as junções às temperaturas T2 e T3”. Correlação da F.E.e. produzida em um circuito termoelétrico de dois metais homogêneos e diferentes entre si com as suas junções às temperaturas T1 e T3 respectivamente.e.m. 3. é a soma algébrica da f. Portanto. a cada grau de variação de temperatura.2. podemos observar uma variação da f. Figura 3. • Lei das Temperaturas Intermediárias “A f. a f. em qualquer ponto do circuito. desde que as novas junções sejam mantidas a temperaturas iguais (figura 3.e.16 – Lei das temperaturas intermediárias Um exemplo prático da aplicação desta lei é a compensação ou correção da temperatura ambiente pelo instrumento receptor de milivoltagem.m.e. gerada pelo termopar. gerada em um termopar depende da composição química dos condutores e da diferença de temperatura entre as juntas.15).m.m. produzida não será alterada ao inserirmos.m.M.

17 . Fatores como local de instalação. A tabela 3.e.m. 39 .3 mostra a composição dos termopares. A partir dessas tabelas. Figura 3. padronizou-se a levantamento destas curvas com a junta de referência à temperatura de 0°C. com a junta de referência a 0°C.3 – Composição e limites de temperatura para termopares Essas tabelas foram padronizadas por diversas normas internacionais e levantadas de acordo com a Escala Prática Internacional de Temperatura de 1968 (IPTS-68). por °C na temperatura de operação. MAX. (°C) +350 +750 +900 +1250 +1450 +1450 +1700 T J *E K R S *B Cobre Ferro Chromel Chromel Platina – Ródio 13% Platina – Ródio 10% Platina – Ródio 30% Constantan Constantan Constantan Alumel Platina Platina Platina – Ródio 6% * Pouco usados Tabela 3. polarização dos elementos e os limites de temperatura para utilização para cada um dos tipos.prática. onde está relacionada a milivoltagem gerada em função da temperatura para os termopares.e. linearidade e f. segundo a norma ANSI. custo. MIN.m. recentemente atualizada pela ITS-90 para os termopares mais utilizados. podemos construir um gráfico conforme a Figura 3. versus temperatura para os termopares TIPO POSITIVO NEGATIVO TEMP. devem ser considerados. (°C) -200 0 -200 -200 0 0 +800 TEMP.17.Correlação da f.

Um dos métodos utilizados é a medição da temperatura nos terminais do instrumento através de circuito eletrônico. • Termopares nobres.5.m.4. Podemos dividir os termopares em três grupos. nas aplicações práticas dos termopares. Para exemplificar. que será maior quanto maior for a diferença entre a temperatura ambiente e o valor fixo. Figura 3. a junta de referência é considerada nos terminais do instrumento receptor e esta encontra-se à temperatura ambiente (normalmente diferente de 0°C e variável com o tempo).3. Porém.18 – Correção da junta de referência com termopar tipo K 40 . têm fixado a junta de referência a 0°C (ponto de solidificação da água). Os instrumentos utilizados para medição de temperatura com termopares costumam fazer a correção da junta de referência automaticamente. As combinações de fios devem possuir uma relação razoavelmente linear entre temperatura e f. aliando-se ainda as melhores características. também. 3. gerada em função da temperatura para os termopares. por grau de mudança de temperatura que seja detectável pelos equipamentos normais de medição. cada tipo de termopar tem uma faixa de temperatura ideal de trabalho que deve ser respeitada para que se tenha a maior vida útil do mesmo.2. se a temperatura ambiente for diferente do valor fixo. alguns instrumentos em que a compensação da temperatura é fixa em 20°C ou 25°C.. assim. • Termopares especiais.m. Neste caso. sendo que este circuito adiciona à milivoltagem que chega aos terminais uma milivoltagem correspondente à diferença de temperatura entre 0°C e a temperatura ambiente.2.18 com termopar tipo K.e. Correção da Junta de Referência As tabelas existentes da f. precisamos manter a temperatura da junção de referência invariável. Essas combinações foram feitas de modo a obter-se uma alta potência termoelétrica. necessário que se faça uma correção (automática ou manual) da junta de referência. a saber: • Termopares básicos.: devem desenvolver uma f.5. tornando. o instrumento indicará a temperatura com um erro.m. para medirmos a temperatura do ponto desejado. como homogeneidade dos fios e resistência à corrosão na faixa de utilização Assim. considere a Figura 3. até os mais sofisticados para uso especial ou restrito a laboratório. Tipos e Características dos Termopares Existem várias combinações de 2 metais condutores operando como termopares. É importante não esquecer que o termopar mede realmente a diferença entre as temperaturas das junções. Existem. desde os mais corriqueiros de uso industrial. Foram desenvolvidas diversas combinações de pares de ligas metálicas. Então.e.e.5.

desde que a temperatura ambiente esteja até um limite máximo de 200°C. • Chama-se de fios ou cabos de extensão aqueles fabricados com as mesmas ligas dos termopares a que se destinam. Exemplo : Tipo SX e BX. Nestas condições. afim de que no instrumento possa ser efetuada a correção na junta de referência. torna-se necessário que o instrumento seja ligado ao termopar através de fios que possuam uma curva de força eletromotriz em função da temperatura similar àquela do termopar. A leitura agora está correta. Outro fator importante é ter o cuidado de saber a norma técnica que o cabo utiliza. formando um condutor flexível.2. Hoje em dia a maioria dos instrumentos faz a compensação da junta de referência automaticamente. que é a temperatura do processo. Fios de Compensação e Extensão Na maioria das aplicações industriais de medição de temperatura através de termopares. uma curva da força eletromotriz em função da temperatura equivalente à desses termopares. • Chama-se de fios ou cabos de compensação aqueles fabricados com ligas diferentes das dos termopares a que se destinam. pois isto determina a cor da isolação e o seu tipo conseqüentemente. pois 2. 3. Os fios e cabos de extensão e compensação são recomendados na maioria dos casos para utilização. JX. pois o valor da temperatura correta que o termômetro deve medir é de 50°C. o elemento sensor não se encontra junto ao instrumento receptor. e de cabos aqueles formados por um feixe de condutores de bitola menor.6.Esta temperatura obtida pelo cálculo está errada. porém que forneçam. 41 . para que possamos aplicá-lo corretamente. Exemplo: Tipo TX.023 mV corresponde a 50°C. Definições: • Convenciona-se chamar de fios aqueles condutores constituídos por um eixo sólido. A compensação da junta de referência pode ser feita manualmente: pegase o valor da mV na tabela correspondente à temperatura ambiente e acrescenta-se o valor de mV lido por um milivoltímetro. na faixa de utilização recomendada. EX e KX.5.

no exemplo anterior. ocasionada pela diferença de temperatura entre o cabeçote e o registrador. Vejamos o que acontece (figura 3. esteja na mesma temperatura de medição. Erros de Ligação • Usando fios de cobre Geralmente na aplicação industrial. usamos um fio compensado. por não convir que o aparelho esteja demasiadamente próximo ao local onde se mede a temperatura. onde estão os terminais do termopar e o registrador. Figura 3.19 – Erro de medição no uso de fio de cobre Uma solução simples.. é necessário que o termopar e o instrumento encontrem-se relativamente afastados. é a inserção de fios de compensação entre o cabeçote e o registrador.3. ao invés de cobre.e.20 mostra de que maneira se processa a instalação.2. desde que o cabeçote. deve-se processar a ligação entre os terminais do cabeçote e o aparelho através de fios de extensão ou compensação. Nestas circunstâncias.20 – Medição usando fio compensado 42 . Vejamos o que acontece se. Estes fios de compensação em síntese nada mais são que outros termopares cuja função é compensar a queda da f. Tal procedimento é executado sem problemas. A Figura 3.5.19) quando esta norma não é obedecida.7. que aconteceu no caso estudado.m. normalmente usada na prática. Figura 3.

m.570 mV. em virtude da simples inversão. é comum pensar-se que uma nova troca de ligação dos terminais compensará o erro. isto não acontece.e. também são mais resistentes. Figura 3. Isto acontece com freqüência. o fio positivo está ligado no borne negativo do registrador e vice-versa.e. de 0. o cabeçote a 38°C e o registrador a 24°C. os fios de compensação foram invertidos.m.e. fazendo assim com que chegue ao registrador uma f. Este valor corresponderá à temperatura real dentro do forno (538°C). pois. • Inversão Dupla A seguir (figura 3.735 mV.22 – Medição usando fio compensado com dupla inversão 43 .m.21. efetiva no cabeçote é de 20.m. • Inversão simples Conforme mostra a figura 3.Como no caso acima. ocasionando que o registrador indique uma temperatura negativa. Porém.22).m. consideramos o caso da existência de uma dupla inversão. Figura 3.e. será gerada uma f.. efetiva de 22. a f. além de terem custo menor que os fios do termopar propriamente dito. Isto fará com que a f. e a única maneira de solucionar o problema será efetuar uma ligação correta. A vantagem desta técnica provém do fato de que os fios de extensão ou compensação. quando uma simples inversão é constatada. Do cabeçote até o registrador.21 – Medição usando fio compensado com inversão simples Assume-se que o forno esteja a 538°C.e. são utilizados fios de extensão ou compensados. produzida ao longo do circuito se oponha àquela do circuito de compensação automática do registrador. Devido à diferença de temperatura entre o cabeçote e o registrador. Porém.265 mV. os quais adicionam uma parcela igual a 0.570 mV à f.

• Associação série-oposta Para medir a diferença de temperatura entre 2 pontos. Associação de Termopares • Associação série Podemos ligar os termopares em série simples (figura 3. Se compensar. desde que as juntas de referência estejam à mesma temperatura. Os termopares sempre são do mesmo tipo.23 – Associação série de termopares O instrumento de medição pode ou não compensar a mV da junta de referência.6. Este tipo de ligação é muito utilizado em pirômetros de radiação total. Exemplo: Os termopares estão medindo 56°C e 50°C respectivamente. Figura 3.24 – Associação série oposta de termopares Não é necessário compensar a temperatura ambiente. e a diferença será medida pelo milivoltímetro. O que mede maior temperatura vai ligado ao positivo do instrumento.23) para obter a soma das mV individuais.3. ou seja. para soma de pequenas mV. 44 .24). deverá compensar uma mV correspondente ao no de termopares aplicados na associação. ligamos os termopares em série oposta (figura 3. Figura 3.2. É a chamada termopilha.

se as resistências internas forem iguais.26 à 3.25 – Associação paralela de termopares 3. Figura 3.25). com e sem isoladores. Figura 3.28 ilustram termopares convencionais. em sua montagem. Termopares e Acessórios As figuras 3.26 – Termopares convencionais Figura 3.27 – Cabeçote e bloco de ligação 45 .7. teremos a média das mV geradas nos diversos termopares. cabeçote típico em conjunto com bloco de ligação e proteção de termopares.2.• Associação em paralelo Ligando 2 ou mais termopares em paralelo a um mesmo instrumento (figura 3.

a escolha do material da bainha é fator importante na especificação destes. Figura 3.Figura 3.29. Conseqüentemente. os condutores do par termoelétrico ficam totalmente protegidos contra a atmosfera exterior. a durabilidade do termopar depende da resistência à corrosão da sua bainha e não da resistência à corrosão dos condutores.28 – Poços de proteção para termopares Os termopares são. detalhado pela figura 3. • Termopar de isolação mineral O termopar de isolação mineral é constituído de um ou dois pares termoelétricos. Devido a esta construção. envolvidos por um pó isolante de óxido de magnésio.29 – Termopar de isolação mineral Como vantagens dos termopares de isolação mineral pode-se citar: 46 . Em função desta característica. montados dentro de tubos de proteção metálicos para torná-los resistentes a eventuais choques mecânicos e corrosão ou abrasão do fluído. altamente compactado em uma bainha externa metálica. geralmente.

m. Esses sensores adquiriram espaço nos processos industriais por suas condições de alta estabilidade mecânica e térmica. numa vasta gama de temperaturas. torcido ou estirado.8. oferece uma perfeita blindagem eletrostática ao par termoelétrico. 3. conseqüentemente. • Blindagem eletrostática A bainha do termopar de isolação mineral. com bainhas de diâmetro externo até 1.m. perda da f. óleo e gás. devidamente aterrada. óleo e gás A bainha metálica assegura a impermeabilidade do termopar à água. gerada. permitindo que o cabo seja dobrado ou achatado. • Resposta mais rápida A pequena massa e a alta condutividade térmica do pó de óxido de magnésio proporcionam ao termopar de isolação mineral um tempo de resposta que é virtualmente igual ao de um termopar descoberto de dimensão equivalente. que normalmente causam oxidação e. sua seção pode ser reduzida ou alterada em sua configuração. • Impermeabilidade à água. a sua pequena dimensão. • Resistência mecânica O pó muito bem compactado. mesmo nas situações mais difíceis. com Faraday.• Estabilidade na força eletromotriz A estabilidade da f. quando necessário. permitindo a medida de temperatura em locais que não eram anteriormente possíveis com termopares convencionais. podem ser montados acessórios por soldagem ou brasagem e. sem qualquer perda das propriedades termoelétricas. resistência à contaminação. longo comprimento e grande resistência mecânica asseguram facilidade de instalação. suporte pressões externas e choque térmico. • Resistência a corrosão As bainhas podem se selecionadas para resistir ao ambiente corrosivo.e. Medição de Temperatura por Termômetro de Resistência Os métodos de utilização de resistências para medição de temperatura iniciaram-se ao redor de 1835. Em sua capa metálica.e. • Resistência de isolação elevada O termopar de isolação mineral tem uma resistência de isolação elevada.2. do termopar é caracterizada em função dos condutores estarem completamente protegidos contra a ação de gases e outras condições ambientais. contido dentro da bainha metálica. mantém os condutores uniformemente posicionados. baixo índice de desvio pelo envelhecimento e tempo de uso. • Adaptabilidade A construção do termopar de isolação mineral permite que o mesmo seja tratado como se fosse um condutor sólido.0 mm. a qual pode ser mantida sob condições mais úmidas. • Dimensão reduzida O processo de fabricação permite a produção de termopares de isolação mineral. porém só houve condições de se elaborar as mesmas para utilização em processos industriais a partir de 1925. • Facilidade de instalação A maleabilidade do cabo. 47 .

Devido a estas características. Os sensores de platina. devido à dilatação dos componentes. esse sensor é padrão internacional para a medição de temperatura na faixa de -270°C a 660°C. A este sensor são dispensados maiores cuidados de fabricação. É um meio termo entre resistência a vibração e dilatação térmica.8. Cu ou Ni. existe o risco de contaminação dos fios.2. 3. A versão completamente apoiada pode suportar vibrações muito mais fortes.8. permitindo uma melhor sensibilidade do sensor. conforme desenho abaixo. Os materiais mais utilizados para a fabricação destes tipos de sensores são a platina. de acordo com cada tipo e utilização. 48 . os sensores de platina são completamente desapoiados do corpo de proteção. A separação é feita por isoladores.30). ou resistência de Pt.30 – Construção física do sensor Os medidores parcialmente apoiados têm seus fios introduzidos numa peça de alumina de alta pureza com fixador vítreo (figura 3. Construção Física do Sensor O bulbo de resistência compõe-se de um filamento. apesar da Pt não restringir o limite de temperatura de utilização.1. seda. cobre ou níquel. Não existe necessidade de proteções mais resistentes a temperatura. com diversos revestimentos. devido a suas características. Princípio de Funcionamento Os bulbos de resistência são sensores que se baseiam no princípio de variação da resistência em função da temperatura. 3. quando a mesma é utilizada em temperaturas elevadas. pois.2. porém é extremamente frágil. pois acima de 300°C o níquel perde suas propriedades características de funcionamento como termômetros de resistência.2. • Ter rigidez e ductilidade para ser transformado em fios finos. Para utilização como termômetro padrão. espaçadores de mica. porém sua faixa de utilização fica limitada a temperaturas mais baixas. que são metais que apresentam características de: • Alta resistividade. em seu modelo de laboratório. e o cobre sofre problemas de oxidação em temperaturas acima de 310°C. Esta montagem não tem problemas relativos à dilatação. algodão ou fibra de vidro. Os termômetros de resistência de Ni e Cu têm sua isolação normalmente em esmalte. permitem um funcionamento até temperaturas mais elevadas e têm seu encapsulamento normalmente em cerâmica ou vidro. • Ter alto coeficiente de variação de resistência com a temperatura. Figura 3.

• Em alguns casos.3.2 % da variação da temperatura. verificando-se a variação encontrada quando da medição novamente na mesma temperatura.31).em que se realiza a medição. Este tipo de montagem permite a redução do diâmetro e apresenta rápida velocidade de resposta (figura 3. substitui o termopar com grande vantagem. Características do Termômetro de Resistência de Platina Os termômetros de resistência Pt-100 (100Ω à 0°C) são as mais utilizadas industrialmente.31 – Encapsulamento de um termômetro de resistência de platina Vantagens: • Possuem maior precisão dentro da faixa de utilização do que outros tipos de sensores. tem-se o sensor montado em um tubo metálico com uma extremidade fechada. as mesmas são utilizadas como padrão de temperatura na faixa de -270°C a 660°C.8. vedando o sensor do ambiente em que vai atuar. Considera-se constante de tempo como tempo necessário para o sensor reagir a uma mudança de temperatura e atingir 63. • É necessário que todo o corpo do bulbo esteja com a temperatura equilibrada para indicar corretamente. devido a capacidade do sensor manter e reproduzir suas características (resistência versus temperatura) dentro da faixa especificada de operação.3. A estabilidade é um fator de grande importância na indústria. • Temperatura máxima de utilização 630°C. Desvantagens: • São mais caros do que os sensores utilizados nessa mesma faixa. • Deterioram-se com mais facilidade. • Se adequadamente protegidos. • Alto tempo de resposta. sendo a extremidade aberta selada com resina epóxi. está sujeita a mudanças bruscas. O tempo de resposta é importante em aplicações onde a temperatura do meio. permitindo uma boa troca térmica e protegendo o sensor de choques mecânicos. 49 . Na montagem tipo isolação mineral. que é a característica de confiabilidade do termômetro de resistência. Repetibilidade deve ser medida com leitura de temperaturas consecutivas. Outro fator importante num sensor Pt 100 é a repetibilidade. e preenchidos todos os espaços com óxido de magnésio. • Com ligação adequada não existe limitação para distância de operação.. • Dispensa utilização de fiação especial para ligação. Devido à alta estabilidade dos termômetros de resistência de platina. larga faixa de utilização e alta precisão. Figura 3. devido a sua grande estabilidade. prata ou níquel isolados entre si. caso haja excesso na temperatura máxima de utilização. A ligação do bulbo é feita com fios de cobre.2. • Têm boas características de reprodutibilidade. permite utilização em qualquer ambiente.

32 – Circuito de medição tipo ponte de Wheatstone Para utilização deste circuito como instrumento de medida do termômetro de resistência.8. Nesta disposição. Isto significa que os fios RL1 e RL2. podem aumentar apreciavelmente a resistência do sensor.2.4. dois condutores de resistência relativamente baixa RL1 e RL2 são usados para ligar o sensor Pt100 (R4) à ponte do instrumento de medição.33. Figura 3.3. Figura 3.32). a resistência R4 compreende a resistência da Pt100 mais a resistência dos condutores RL1 e RL2. Princípio de Medição Os termômetros de resistência são normalmente ligadas a um circuito de medição tipo Ponte de Wheatstone. teremos as seguintes configurações: • Ligação a 2 fios Como se vê na figura 3. R2 = R3 . sendo que o circuito encontra-se balanceado quando é respeitada a relação R4 . desta forma. pois. a menos que sejam de muito baixa resistência. se esta relação é verdadeira. os potenciais nos pontos A e B são idênticos (figura 3. não circula corrente pelo detector de nulo. RI e.33 – Ponte de Wheatstone com ligação a dois fios 50 .

Este tipo de ligação garante relativa precisão mesmo com grandes distâncias entre elemento sensor e circuito de medição. a radiação térmica. uma vez já instalados. Figura 3. tem-se a tensão EAB. embora a resistência dos fios não se altere em função do tamanho dos fios. Deve-se notar que.34). como a energia luminosa. permitindo que a RL1 passe para o outro braço da ponte. aproximadamente.9. a partir de 51 . Neste circuito. elas estão separadas (figura 3. 3. • Ligação a 3 fios Este é o método mais utilizado para termômetros de resistência na indústria. é transportada por ondas eletromagnéticas. balanceando o circuito. de modo a equilibrar esta diferença de resistência. faz-se uso da pirometria óptica ou de radiação térmica. devido à variação da resistência de linha. Na ligação a 2 fios. Concluindo.Ponte de Wheatstone com ligação a três fios Nesta situação. as resistências de linha estavam em série com o sensor e na ligação a 3 fios. mas com predominância de freqüências bem menores que as do espectro visível. À medida que se aquece um corpo. neste tipo de medição a 2 fios. Esta energia. enquanto o corpo está à temperatura não muito elevada. O método de ligação a dois fios somente deve ser usado quando o sensor estiver a uma distância de. fazendo com que a alimentação fique o mais próximo possível do sensor. Um corpo aquecido emite energia mesmo que esteja no vácuo.34 . variando linearmente em função da temperatura da Pt100 e independente da variação da temperatura ambiente ao longo dos fios de ligação. 3 metros. a menos que haja algum tipo de compensação ou ajuste dos fios do sensor.2. a leitura de temperatura do medidor introduzirá um erro.Tal disposição resultará em erro na leitura da temperatura. Medição de Temperatura por Radiação Ao se medirem temperaturas em que o contato físico com o meio é impossível ou impraticável. a configuração elétrica é um pouco diferente. sempre que a temperatura ambiente ao longo dos fios de ligação variar. o que introduz uma outra possível fonte de erro na medição. os mesmos estão sujeitos às variações da temperatura ambiente.

Se pudéssemos aquecer indefinidamente o corpo.43°C.78µm). Pirômetros • Princípio de funcionamento A energia calorífica irradiada por um corpo é expressa tomando-se como referência um corpo irradiante ideal denominado corpo negro.43°C. Outro conceito importante no estudo da emissão calorífica é o comprimento de onda da radiação. Observe que o espectro de luz visível representa somente uma pequena faixa do total (comprimento de onda de 0.1. Ainda assim. Esta grandeza determina a cor de um feixe luminoso visível. com 52 .2. A figura 3. Assim.9. à medida que a temperatura do corpo é elevada.temperaturas da ordem de 500°C. A intensidade da luz no espectro visível emitida por um objeto quente varia rapidamente com sua temperatura. Isto indica que a predominância da intensidade de radiação emitida dentro do espectro visível corresponde a freqüências crescentes.35 – Espectro de radiações 3. A unidade adotada para o comprimento de onda é o micrometro (µm) que representa a milionésima parte do metro. a maior parte da intensidade da radiação tem freqüência localizada na região do infravermelho. O pirômetro óptico mede a intensidade de energia radiante emitida numa faixa estreita do comprimento de onda do espectro visível.9. ele passaria do rubro para o branco e para o azul.35 mostra todo o espectro de radiações conhecidas em função das freqüências e comprimentos de onda. Este corpo ideal absorve toda a energia que incide e irradia mais energia calorífica do que qualquer outro objeto com a mesma área e temperatura. Figura 3.2. Pirômetros Ópticos O pirômetro óptico é o dispositivo oficial reconhecido internacionalmente para medir temperaturas acima de 1064.2. porque começa a emitir radiações que têm uma fração apreciável com freqüência de luz: o espectro visível. É usado para estabelecer a Escala Internacional Prática de Temperatura acima de 1064. este começa a ficar visível.38µm a 0. 3.

Figura 3. há uma variação muito maior na luminosidade. portanto. diminui a precisão da medição. deve-se levar em conta os seguintes dados: • Os limites normais de utilização estão entre 750°C e 2850°C. • Quando o meio onde se executa a medida possui partículas em suspensão. Com filtros de absorção especiais.36 – Esquemático do pirômetro óptico Ao considerar-se uma aplicação.uma pequena variação da temperatura. 53 . • Variando a luminosidade aparente do corpo quente através de dispositivos ópticos enquanto uma corrente constante atravessa o filamento da lâmpada padrão que permanece com brilho constante. A comparação do brilho entre a fonte a ser medida e o filamento da lâmpada é feita por um observador. • Em uso industrial consegue-se uma precisão de até ± 2%. Os pirômetros utilizam dois métodos para comparação: • Variando a intensidade da luz emitida por uma lâmpada padrão (corrente que passa através do filamento) até atingir o mesmo brilho da fonte. pode-se estender sua calibração até 5500°C. O pirômetro óptico é um instrumento com o qual a luminosidade desconhecida de um objeto é medida comparando-a com a luminosidade conhecida de uma fonte padrão. o que fornece um meio natural para a determinação de temperaturas com boa precisão. • As medidas efetuadas com pirômetros ópticos são independentes da distância entre a fonte e o aparelho. erros significativos podem ser criados. • Visto que a medida de temperatura é baseada na emissividade da luz (brilho). causando assim uma diminuição da intensidade da luz proveniente da fonte. devido à reflexão de luz ambiente pela fonte a ser medida. além de que são providos de um conjunto de lentes que aproxima o objetivo a ser medido. da sensibilidade do olho humano às diferenças no brilho entre duas fontes da mesma cor. o que faz com que essa medida dependa.

O espelho D focaliza as radiações sobre a termopilha E que está localizada exatamente na distância focal de D.3. Graças à utilização de microprocessadores. Figura 3. mas com uma distância focal muito menor.37 – Esquema de uma termopilha Como não possuem mecanismo de varredura próprio. A imagem do corpo é focalizada observando-se a imagem formada no diafragma J através da lente H. os resultados das medições podem ser memorizados para o cálculo de temperaturas e seleção de valores. Pirômetros de Radiação São instrumentos que operam essencialmente segundo a lei de Stefan-Boltzmann. As radiações de uma área definida do corpo passam através da abertura C em sentido contrário às radiações incidentes e atingem o espelho D. no caso do semicondutor.38 ilustra. Os pirômetros de radiação são. neles a radiação é coletada por um arranjo óptico fixo e dirigida a um detector do tipo termopilha (associação em série de termopares vista na figura 3.2. O espelho B forma uma imagem reduzida. onde gera um sinal elétrico. porém definida. no caso da termopilha.9. O espelho D é similar ao B.3. A figura 3. a partir de montagens mecânicas fixas ou móveis. do corpo sobre o diafragma J. O espelho côncavo B é de vidro recoberto com alumínio. em geral. As radiações emitidas pelo corpo entram no pirômetro através do vidro plano A.37) ou do tipo semicondutor (nos mais modernos). mas podem ser empregados também no controle de processos. portáteis. esquematicamente. um pirômetro de radiação. o deslocamento do campo de visão instantâneo é realizado pela movimentação do instrumento como um todo. São os sistemas mais simples. ou altera o sinal elétrico. 54 .

38 – Desenho esquemático de um pirômetro de radiação A apresentação dos resultados é normalmente feita através de mostradores analógicos e digitais. por causa de vibrações. ou menos. da perpendicular). Os pirômetros de radiação são usados industrialmente onde: • As temperaturas estão acima da faixa de operação prática dos termopares.2 segundos a 98% da mudança de temperatura com precisão de ± 1% da faixa medida.1 ou 0. respondendo em 0. podendo ainda ser impressa em papel ou gravada em fita magnética para posterior análise. • Material da fonte e sua emitância. temperatura e poeira. choques mecânicos ou impossibilidade de montagem. • A atmosfera do processo for prejudicial aos pares termoelétricos. • As condições do ambiente. causando medidas falsas e pequena durabilidade ao par. Ao considerar-se uma aplicação.Figura 3. • No interior de fornalhas a vácuo ou pressão. Os pirômetros de radiação operam numa faixa entre -30°C a 4000°C. • Ângulos de visada com aplicações em corpo não negro (deve-se restringir o ângulo para uma visada de 45°. • Em locais onde os termopares não podem ser instalados. 55 . Alguns pirômetros de radiação são diretamente conectados com unidades de controle ou registradores através de interface analógica/digital. • Velocidade do alvo. desde que o campo de visão do sistema óptico esteja preenchido totalmente pelo mesmo. deve-se levar em conta os seguintes dados: • A temperatura do alvo e a temperatura normal de operação. • Sinal de saída é independente da distância do alvo. • objeto cuja temperatura se vai medir está em movimento. onde os sensores de temperatura danificam o produto.

A instalação do sensor (geralmente termopar) requer cuidados especiais para não alterar a distribuição das temperaturas na superfície metálica em análise. pois existe uma grande dissipação de calor na superfície do tubo. • Modo de instalação do sensor.3. Em (c) está representada a melhor situação pois o calor transfere-se para uma extensão maior do sensor. coletores e tubos dos superaquecedores da caldeira e a turbina.39 – Modos de instalação de transmissores de temperatura superficial 56 . Essa placa deverá ser soldada a superfície (b). • Transferência de calor para o meio ambiente. Recomenda-se que o comprimento do sensor em contato com a superfície seja de 150 a 200 vezes o seu diâmetro. Para reduzir a influência dessa dissipação de calor. Figura 3. O modo mais desfavorável é aquele mostrado em (a). Caso contrário a temperatura medida será diferente da temperatura real da superfície.39 mostra três modos de instalação.2. diminuindo a perda de calor na junção do termopar. Os principais fatores que afetam a precisão da medida são: • Transferência de calor entre o transmissor e a superfície devido a condutividade térmica do sensor. A figura 3. pode-se aumentar a superfície de contato com o sensor através de uma placa metálica fina com elevado coeficiente de condutividade térmica. A quantidade de calor cedida é a mesma do modo anterior.10. para medição de temperatura superficial. Medição de Temperatura Superficial A medição de temperatura superficial é muito utilizada em usinas termoelétricas a fim de proteger equipamentos como o tambor. mas o calor transferido por cada ponto da superfície de contato diminui devido a maior área.

2.4536 kg 57 . etc. é comum indicar a vazão em Nm3/h (normais metros cúbicos por hora. Exemplos: disco mutante. Quando se mede a vazão em unidades de volume. tipo pás giratórias. a qualquer instante. gás ou sólido que passa em um determinado local por unidade de tempo. é importante indicar que a vazão se considera "nas condições de operação". tipo pistão. TIPOS DE MEDIDORES DE VAZÃO Existem dois tipos de medidores de vazão: os medidores de quantidade e os medidores volumétricos. devem ser especificadas as "condições-base" consideradas.4.1. 4. permitem saber que quantidade de fluxo passou. galões. ou a 0°C. como as balanças industriais. Exemplo: bombas de gasolina. Assim.1. Vale dizer que: 1 m3 = 1000 litros 1 pé cúbico = 0. kg. MEDIÇÃO DE VAZÃO A medição de vazão é definida. Na medição de gases. Os medidores de quantidade por pesagem são utilizados para medição de sólidos. galões/min). Os medidores de quantidade podem ser classificados em: medidores de quantidade por pesagem e medidores de quantidade volumétrica. dividida por uma unidade de tempo (litros/min. VAZÃO 4. no caso de líquidos. ou seja. cm3. A vazão instantânea é dada por uma das unidades acima. libras). hidrômetros. ou a outra temperatura qualquer. 1 galão (americano) = 3. Medidores de Quantidade São aqueles que. 20°C. Pode também ser definida como a quantidade total de fluido movimentado.785 litros 1 libra = 0. A quantidade total movimentada pode ser medida em unidades de volume (litros. m3.temperatura 60°F e 14. passando em quantidades sucessivas pelo mecanismo de medição faz com que o mesmo acione o mecanismo de indicação.0283168 m3 4. balanças industriais. Estes medidores são utilizados como os elementos primários das bombas de gasolina e dos hidrômetros. a vazão instantânea pode ser expressa em kg/h ou em m3/h.696 psia de pressão atmosférica). No caso de gases e vapores. etc.2. no seu sentido mais amplo. como a determinação da quantidade de líquido. Os de quantidade volumétrica são aqueles que o fluido. mas não a vazão do fluxo que está passando. ilustrados pela figura 4. à temperatura de 0°C e à pressão atmosférica) ou em SCFM (pés cúbicos standard por minuto .1. pés cúbicos) ou em unidades de massa (g. toneladas. m3/hora. mm3. tipo nódulos rotativo.

1 – Tipos de medidores de quantidade 4.2 – Medição de vazão por pressão diferencial 58 .2. Medidores Volumétricos São aqueles que exprimem a vazão por unidade de tempo.2.2. Medição de Vazão por Pressão Diferencial A pressão diferencial é produzida por vários tipos de elementos primários colocados na tubulação de forma tal que o fluido passe através deles. A vazão pode.Figura 4.2. então. 4. Figura 4.1.2). A sua função é aumentar a velocidade do fluido diminuindo a área da seção em um pequeno comprimento para haver uma queda de pressão. ser medida a partir desta queda (Figura 4.

deixando de ser regime permanente. seu deslocamento ocorre sem atrito e. sem passagem das partículas do fluido de uma camada para outra e sem variação de velocidade. não haverá acumulação de massa no volume compreendido entre as seções 1 e 2 (Figura 4. Conceitos Básicos • Regimes de escoamento de fluidos em tubulações O escoamento de um fluido numa tubulação pode ser caracterizado por um dos seguintes regimes: o laminar e o turbulento. portanto. neste caso.2. • Principio de Bernoulli Supondo um fluido perfeito (ideal). envolvendo a maioria dos gases e líquidos. é caracterizada por uma mistura intensa do líquido e oscilações de velocidades e pressões. sendo a placa de orifício o dispositivo que provoca a maior perda de carga "irrecuperável" (de 40 a 80% do ∆P gerado). • Viscosidade A viscosidade é uma das mais importantes características dos fluidos. 4. no entanto. • Equação da continuidade Supondo um fluxo em regime permanente em uma tubulação. A corrente turbulenta. O regime turbulento é caracterizado por um perfil de velocidades mais uniforme que e perfil correspondente ao regime laminar. bem como fluidos viscosos. inclusive fluidos com sólidos em suspensão. pelo menos a massa específica variaria. sem perdas de energia. Tal coeficiente é expresso pela relação: Onde: V = velocidade do fluído D = diâmetro da tubulação υ = coeficiente de viscosidade cinética • Distribuição de velocidades Nas medições de vazões na indústria. o regime de escoamento é turbulento na maioria dos casos. que não possui viscosidade. a diferença de pressão 59 . • Número de Reynolds É o coeficiente que determina a não laminaridade do escoamento do fluído.3 a seguir). em uma faixa de temperatura e pressão bastante ampla. para determinada vazão. Um inconveniente deste tipo de medidor é a perda de carga que este causa ao processo. O movimento das partículas é desordenado e suas trajetórias têm geralmente formas complicadas.2.2. já que interfere diretamente no regime de escoamento do mesmo. A corrente laminar se caracteriza por um escoamento em camadas planas ou concêntricas. ao contrário. pois. dependendo da forma do canal ou do tubo.Uma vantagem primordial dos medidores de vazão por ∆P é que os mesmos podem ser aplicados a uma grande variedade de medições.

entre seções irá depender do peso específico e da diferença de altura entre seções (inclinação da tubulação). ϑ2 = = = = pressões estáticas medida medidas nas seções 1 e 2.3 – Princípio de Bernoulli O enunciado de Bernoulli é o seguinte: “A pressão total de um fluído incompressível em regime permanente de escoamento sem perdas. Figura 4. em m/s. 60 . em m/S2. velocidades médias do fluído nas seções 1 e 2. em Pa. mantém-se constante ao longo da tubulação”. aceleração da gravidade. em N/m3. A representação matemática do teorema é dada a seguir: Aplicando-se o teorema de Bernoulli às seções 1 e 2 da figura 4.3 e considerando a tubulação horizontal tem-se: Z1 = Z2 P1. peso específico do fluído no trecho considerado. P2 δ g ϑ1.

podemos função de simplificar a expressão da vazão por: 61 .4. conclui-se que a vazão só irá variar em . pois todos os outros parâmetros são constantes. Uma instalação típica de medição por placa de orifício pode ser observada na figura 4.5 – Fluxograma de uma malha de medição de vazão Partindo-se da Equação Geral de Bernoulli.4 – Método de medição de vazão por ∆p para gases Podemos representar esquematicamente esta malha de medição através do fluxograma mostrado pela figura 4.2.4.3 Instalação e Método de Medição de Vazão por ∆p Na indústria. o método mais utilizado para medir vazão pelo princípio da pressão diferencial variável é através da placa de orifício.5: Figura 4. Figura 4.2. Desta forma.

0 70. conforme ilustrado pela figura 4.Características do fluido ∆P = Diferença entre as pressões a montante a jusante da placa de orifício.6 – Diferença quadrática entre ∆P e a vazão Vazão 0.7 86.0 75.0 100.1 – Comparação de valores entre ∆P e a vazão 62 .0 25.0 Tabela 4. Figura 4.1.6 e a tabela 4.Relação entre orifício e tubulação .0 50.Onde Q = Vazão k = Constante que depende de fatores como: . É importante observar que o ∆P varia quadraticamente em função da vazão Q.0 50.0 ∆P 0.6 100.

Supondo o fluxograma mostrado na Figura 4.7, sabe-se que esta malha possui como características: Vazão máxima de 10 m3/h e o ∆P produzido com esta vazão é de 2500 mmH20. Como saber o sinal de saída do transmissor (FT) calibrado de 3 a 15 psi, quando a vazão for 8 m3/h ?

Figura 4.7 – Fluxograma de uma malha de vazão sem extração de raiz quadrada Determinação do k:

Para vazão máxima:

Portanto:

Então:

63

= 10.

Outro método de trabalho baseia-se no cálculo em porcentagem adotando-se k

Então: 8 m3/h equivale a 80% da vazão. Portanto:

O sinal de saída de um transmissor de vazão por pressão diferencial variável altera-se linearmente em função do ∆P e quadraticamente em função da vazão. Portanto, quando é acoplado um indicador para fazer a leitura de vazão vinda do transmissor, sua escala deve ser quadrática para termos leitura direta. Para linearizar o sinal de saída do transmissor em função de vazão, faz-se necessário o uso de um extrator de raiz quadrada, conforme mostrado no fluxograma da figura 4.8.

Figura 4.8 – Fluxograma de uma malha de vazão com extrator de raiz quadrada A pressão de entrada no extrator (EFY) é linearmente proporcional ao ∆P e a pressão de saída do extrator (SFY), é linearmente proporcional à vazão Q. A tabela 4.2 mostra esta relação. Q (%) 0 50 ..... 100 SFY (psi) 3 9 ..... 15 EFY (psi) 3 6 ..... 15 ∆P (%) 0 25 ..... 100

Tabela 4.2 – Relação da vazão x ∆P com o extrator de raiz quadrada

64

Portanto:

Supondo que na entrada do extrator a pressão seja 10,68 psi, qual a pressão em sua saída?

4.2.2.4. Placa de Orifício Dos muitos dispositivos inseridos numa tubulação para se criar uma pressão diferencial, o mais simples e mais comum é a placa de orifício. Consiste em uma placa precisamente perfurada, a qual é instalada perpendicularmente ao eixo da tubulação. A figura 4.9, ilustra, com um detalhe em corte, uma placa de orifício montada entre os flanges.

Figura 4.9 – Placa de orifício montada entre flanges

65

2. alguns tipos de placas de orifício.10.2. porque se ficarem imprecisas ou corroídas pelo fluido. sendo o orifício posicionado na parte de baixo do tubo. latão.2. etc. • Orifício excêntrico Utilizado quando o fluido possue sólidos em suspensão.1. Este tipo de orifício é ilustrado pela figura 4. Tipos de Orifícios Pode-se observar na figura 4. disposta em forma de segmento de círculo. a precisão da medição será comprometida.É essencial que as bordas do orifício estejam sempre perfeitas.11a.4.4. É destinada para uso em fluidos laminados e com alta porcentagem de sólidos em suspensão 4. Tipos de Bordo • Bordo quadrado (aresta viva) Usado em tubulações normalmente maiores que 6" e não usado em fluxo com baixo Número de Reynolds (Re).. VANTAGENS Instalação fácil Econômica Construção simples Manutenção e troca simples 4. DESVANTAGENS Alta perda de carga Baixa Rangeabilidade Figura 4. gases e vapor que não contenham sólidos em suspensão. • Orifício segmental Esta placa tem a abertura para passagem de fluido. Costumeiramente. dependendo do fluido. é fabricada em aço inox. os quais possam ser retidos e acumulados na base da placa. monel.2.10 – Tipos de orifícios • Orifício concêntrico Este tipo de placa é utilizado para líquidos.2. a b 66 .

12). Figura 4. onde o "Re" inferior está em torno de 250 (figura 4. onde o "Re" inferior é 25 e em condições severas de viscosidade (figura 4.11b). • Bordo com entrada cônica Usado em aplicações.11 – Orifício bordo com entrada cônica 67 .11 – Orifício bordo quadrado e arredondado • Bordo arredondado (quadrante Edge ou quarto de círculo) Usado em fluidos altamente viscosos.Figura 4.

3 mostra a relação entre tomadas de impulso para medição de vazão com placas de orifício. Tipos de Tomada de Impulso A tabela 4.4. • Tomadas em flange: são as mais populares. Nome em inglês Sugestão em Português Tomadas em flanges Distância da Tomada face montante (K1) 1” Distância da Tomada face Jusante (K2) 1” Flange Taps Radius Taps Tomadas aDeD 2 1D D 2 Vena Contracta Taps Tomadas de vena contracta D a 2D 2 Depende de β Córner Taps Tomadas de canto Junto Junto Pipe Taps Tomadas a 2 1 D e 8D 2 21D 2 8D Tabela 4. dependendo do β.12. 68 .2.Relação entre tomadas de impulso para medição de vazão. onde os furos das tomadas já são feitos no próprio flange.3.3 .2.4. sendo o centro da tomada de alta pressão entre D/2 e 2D (em geral 1D) e o centro da tomada de baixa estará no ponto de pressão mínima conforme gráfico da figura 4. • Tomadas na vena contracta: utiliza flanges comuns.

2. 4. • Tomadas de canto: são construídas no próprio flange e seu uso principal é em tubulações menores que 2".75.2. Figura 4.13 – Tubo de Venturi 69 .15 e 0. tendo como desvantagem a grande possibilidade de entupimento.Figura 4.5. Tubo Venturi O tubo Venturi combina dentro de uma unidade simples. • Tomadas de tubulação: possuem o menor diferencial de pressão entre todas tomadas e perdem muita precisão devido à rugosidade do tubo. uma curta garganta estreitada entre duas seções cônicas e está usualmente instalado entre dois flanges numa tubulação.12 – Diferentes betas (β) • Tomadas na vena contracta (D e D/2): usadas em tubulações de 2" a 30" com Ne entre 8000 e 400000 para β entre 0.

Em geral.375D r2 = 3.13.50D para 6" < D < 32" b = Localização da tomada de baixa pressão = "d"/2 c = comprimento da garganta igual a "d" δ = Diâmetro interno da tomada de impulso 3/16 a 1/2" r1 = 0 a 1. Eles são interligados por meio de um anel. O Venturi produz um diferencial menor que uma placa de orifício para uma mesma vazão e diâmetro igual à sua garganta. Na figura 4. como pode ser visto na Figura 4.75D para 4" < D < 6" 0.5 a 3. 0. utilizam-se quatro furos espaçados de 90° em torno do tubo para fazer a tomada de pressão.14 podem ser vistos detalhes de construção de um tubo de Venturi.14 – Detalhes de construção de um dispositivo Venturi Onde: D = Diâmetro interno da tubulação d = diâmetro da garganta a = Localização da tomada de impulso de alta pressão. sendo seu uso recomendado quando se deseja um maior restabelecimento de pressão e quando o fluido medido carrega sólidos em suspensão. que é destinado a obter a média das pressões em torno do ponto de medição. A recuperação de pressão é bastante eficiente. Figura 4.25D a 0. chamado anel piezométrico.25D a 0.75D α1=21°f2° α2 = 5° a 15° 70 .O propósito do tubo de Venturi é acelerar o fluido e temporariamente baixar sua pressão estática.

Figura 4. a precisão pode variar na faixa de 0.4. A perda permanente de pressão do bocal é levemente inferior a da placa de orifício. um meio termo entre a placa de orificio e o tubo Venturi. O perfil dos bocais de vazão permite sua aplicação em serviços onde o fluido é abrasivo e corrosivo. seguindo uma curva elíptica (projeto ASME) ou pseudoelíptica (projeto ISA).6.15. recomendado para tubulações com diâmetro maior que 50 mm. 71 . O perfil de entrada é projetado de forma a guiar a veia fluida até atingir a seção mais estrangulada do elemento de medição. Seu principal uso é em medição de vapor com alta velocidade. Bocal O bocal de vazão (Flow nozzle) é.2. normalmente.5% a 1. A precisão depende de suas dimensões físicas. em muitos aspectos. características de construção e da instalação completa. Considerando somente o bocal. dependendo do diâmetro (a precisão diminui com a diminuição do diâmetro). localizadas a 1D (à montante) e 1/2D (à jusante) da face anterior ao bocal. como ilustrada na figura 4.2.15 – Bocal de vazão As tomadas de pressão são.5%.

sabe-se que. a velocidade é máxima e. Então: 72 . o qual é determinado em função do N° de Reynolds e rugosidade da tubulação.pressão estática γ = peso específico do fluido V = velocidade do fluido no ponto de medição g = aceleração da gravidade Ao se determinar a velocidade de um fluido em um duto.2. isoladas entre si.7. Tubo Pitot É um dispositivo para medição de vazão através da velocidade detectada em um ponto da tubulação.16 – Tubo de Pitot Onde: Pd = pressão total . A diferença da pressão total e a pressão estática da linha nos dá a pressão dinâmica (figura 4.16). a qual é proporcional ao quadrado da velocidade. sendo que uma está colocada na direção da corrente fluida de um duto e a outra normalmente em oposição (90° ou 180°). é necessário usar um fator "k". O tubo de Pitot é um tubo com duas aberturas em sua extremidade.4. Figura 4. para saber a velocidade média.2. ao centro deste.

Na prática o fator "k" é descoberto. calcula-se a média das 10 velocidades e divide-se pela velocidade máxima. Medidor Tipo Annubar O Annubar é um dispositivo de produção de pressão diferencial que ocupa todo o diâmetro do tubo (figura 4.2. Figura 4.17 – Medidor tipo Annubar A parte de alta pressão do sinal de ∆P é produzida pelo impacto do fluido nos furos do sensor (figura 4.17) e é projetado para medir a vazão total. mantendo-se a vazão constante e medindo-se a velocidade em 10 pontos e. 73 .8. então. O fluido. e uma zona de baixa pressão (abaixo da pressão estática no tubo) é criada devido ao formato do sensor. 4.2. O lado de baixa pressão do sinal de ∆P é sentido pelos furos à jusante do Annubar e é medido na câmara da jusante.18). em seguida. de forma diferente dos dispositivos tradicionais de pressão diferencial. separa-se em torno do sensor Annubar.

a densidade do fluido variará dependendo da pressão e da temperatura.2.18 – Câmaras de pressão do medidor tipo Annubar A diferença de pressão é proporcional à raiz quadrada da vazão. 4. Por isso. assim como os medidores anteriores. bar TA = temperatura absoluta.2.9. Compensação da Pressão e da Temperatura Quando se medem gases e vapores.Figura 4. 74 . Kelvin ∆P = pressão diferencial. bar A Figura 81 mostra um exemplo de malha para este tipo de aplicação. é preciso efetuar a correção com compensação para essa variação. A equação para efetuar a correção se escreve na seguinte forma: Onde: Q = vazão k = constante PA = pressão absoluta.

A extremidade maior do tubo cônico ficará voltada para cima. nos quais um flutuador varia sua posição dentro de um tubo cônico. 75 . contudo.3. proporcionalmente à vazão do fluido.2. • No interior do tubo cônico.1. um rotâmetro consiste de duas partes: • Um tubo de vidro de formato cônico. 4. Basicamente.19 – Malha de vazão com compensação de temperatura e pressão 4.Figura 4. dispositivos nos quais a área da restrição pode ser modificada para manter constante o diferencial de pressão enquanto muda a vazão. teremos um flutuador que se moverá verticalmente em função da vazão medida. Medidores de Vazão por ∆P Constante (área variável) Os dispositivos de pressão diferencial até agora considerados têm por base restrições de dimensão fixa. o qual é colocado verticalmente na tubulação em que passará o fluido cuja vazão queremos medir. Rotâmetros Rotâmetros são medidores de vazão por área variável. Um exemplo deste tipo de medidor é o rotâmetro.3. Existem.2. e a pressão diferencial criada através deles modifica-se com a vazão.

Cada posição do flutuador corresponde a um valor determinado de vazão e somente um. Com o movimento ascendente do flutuador em direção à parte mais larga do tubo.20 . o flutuador sobe e flutua na corrente fluida. O flutuador ficará em equilíbrio dinâmico quando a pressão diferencial. Quando a pressão diferencial. da base para o topo.2. Mantendo-se a temperatura e viscosidade constantes. devido ao flutuador. Qualquer aumento na vazão movimenta o flutuador para a parte superior do tubo de vidro e a diminuição causa uma queda a um nível mais baixo. assim. Quando a vazão começa e o fluido atinge o flutuador. contrabalançar o peso do flutuador. o flutuador permanece na base do tubo e seu diâmetro maior é usualmente selecionado de tal maneira que bloqueie a pequena extremidade do tubo.A figura 4.3. porém. excede a pressão devido ao peso do flutuador.21. Figura 4.20 mostra detalhes de um rotâmetro típico. somada ao efeito de empuxo do líquido.2. o empuxo torna o flutuador mais leve. Quando não há vazão. através do flutuador somada ao efeito do empuxo. A área de passagem oferece resistência à vazão e a queda de pressão do fluido começa a aumentar. entre a parede do tubo de vidro e a periferia do flutuador. quase que completamente. Tipos de Flutuadores Os Flutuadores podem ter vários perfis de construção. Como a área aumenta.Rotâmetro 4. o diferencial de pressão. Na Figura 4. Princípio de Funcionamento O fluido passa através do tubo. o empuxo não é suficiente para levantar o flutuador. teremos uma escala de leitura também linear.3.3. como o flutuador tem uma densidade maior que a do fluido. 4. É necessário colocar uma escala calibrada na parte externa do tubo.2. conclui-se que a vazão varia linearmente com a área de passagem e. a área anular. aumenta. decresce. podem ser vistos os tipos mais utilizados: 76 . e a vazão poderá ser determinada pela observação direta da posição do flutuador.

no entanto.4 – Materiais mais empregados nos flutuadores Obs: Os rotâmetros são montados verticalmente na tubulação do fluido cuja vazão se quer medir. Sua perda de carga é 77 . A tabela 4.4 a seguir apresenta diversos materiais empregados em flutuadores.Para baixas vazões e muita incerteza. Sofre uma influência média da viscosidade do fluido.2.3. tipo Coriolis. • Cilindro com Bordo Saliente de Face Inclinada para o Fluxo (3) . de maneira que o fluido seja dirigido de baixo para cima. para satisfazer outras exigências como resistência à corrosão. 4.Sofre a mínima influência da viscosidade do fluido. 4. abrasão e outras. MATERIAIS Inox 316 Durimet Monel Teflon Alumínio Hastelloy B Níquel Inox 303 Bronze Hastelloy C Tântalo Titânio Tabela 4.2.• Esférico (1) . • Cilindro com Bordo Plano (2) . tipo turbina.2.21 – Tipos de flutuadores 4.4. Medidores Especiais de Vazão Os principais medidores especiais de vazão são: medidores magnéticos de vazão com eletrodos. Medidor Eletromagnético de Vazão O medidor magnético de vazão é seguramente um dos medidores mais flexíveis e universais dentre os métodos de medição de vazão.Para vazões médias e elevadas. Material do Flutuador O material mais empregado nos flutuadores é o aço inox 316. Figura 4. Na indústria. Vortex e Ultra-sônico. utilizam-se outros tipos de materiais.Sofre menor influência da viscosidade do fluido.1. • Cilindro com Bordo Saliente contra o Fluxo (4) .4.4. sofre uma influência considerável da viscosidade do fluido.

como polpa de mineração ou papel.4.22 ilustra. No caso do medidor eletromagnético.4. o funcionamento do medidor. fluidos com sólidos em suspensão. A lei enuncia que a força eletromotriz (fem) induzida em um condutor de comprimento L. o medidor eletromagnético é uma opção. polpa de papel.1.2. movimentando-se em um campo magnético H ortogonal à direção do movimento. é possível.2.e. papel e celulose. apresenta uma perda de carga equivalente a um trecho reto de tubulação. por exemplo. É virtualmente insensível à densidade e à viscosidade do fluido de medição. ideais para medição de produtos químicos altamente corrosivos. é que o fluido tem que ser eletricamente condutivo. lama. é o da indústria alimentícia. é proporcional à velocidade V do condutor. as aprovações para uso sanitário são facilmente obtidas. medir fluidos altamente corrosivos como ácidos e bases.1.2. a lei pode ser representada pela seguinte fórmula: k = constante de proporcionalidade que depende das unidades utilizadas.m. A única restrição. particularmente adequado para medição por essa técnica. Se o líquido de medição tiver partículas sólidas e abrasivas. É possível. A figura 4.1. o corpo móvel é o fluido que flui através do tubo detector. a vazão. água. Como o sistema de vedação dos eletrodos não possui reentrâncias.e. ainda. Outro fluido. Como visto. portanto. o medidor eletromagnético de vazão é uma relação entre a direção do campo magnético. o fato de fluidos com propriedades magnéticas adicionarem um certo erro de medição. induzida. Medidores magnéticos são. Princípio de Funcionamento O princípio de funcionamento dos medidores magnéticos baseia-se na lei de indução eletromagnética (lei de Faraday). já que não possui qualquer obstrução. em princípio. estão posicionadas uma em relação à outra em um ângulo de 90 graus.equivalente a de um trecho reto de tubulação. independente da densidade e das propriedades do fluido. movimento do fluido e f. Já que o mesmo possui como partes úmidas apenas os eletrodos e o revestimento. a direção do campo magnético. Para medição de líquidos limpos com baixa viscosidade. portanto. 4. Sua aplicação estende-se desde saneamento até indústrias químicas. Aplicação O medidor eletromagnético é um elemento primário de vazão volumétrica. e a f. Tem. Este medidor não possui obstrução. 4. através de uma seleção cuidadosa destes elementos. esquematicamente. Desta forma. como limitação. ele é praticamente a única alternativa. mineração e indústrias alimentícias. a medição de ácido fluorídrico selecionando-se eletrodos de platina e revestimento de teflon.m. Matematicamente. 78 .

não estará presente nos eletrodos.23 – Detalhes construtivos do medidor magnético de vazão 4. não haveria problema. A escolha do material isolante é feita em função do tipo de fluido. geralmente. Figura 4.e.22 – Medidor eletromagnético de vazão A figura 4. seja curto-circuitada pela parede condutiva do tubo.m. a f. mas.Figura 4. Se isto não for feito.3. Estrutura do Detector • Revestimento Para se conseguir retirar um sinal elétrico proporcional à vazão. borracha de poliuretano ou cerâmica. dessa forma. • Eletrodo 79 .2.4.e. o tubo é feito de material condutor.1. será curtocircuitada e. é necessário que o interior do tubo seja isolado eletricamente.23 mostra detalhes de construção de um medidor magnético de vazão. Para evitar que a f. Se o tubo fosse de material isolante. utiliza-se um isolante tal como teflon.m.

4.24 – Medidor de vazão tipo turbina A freqüência dos pulsos gerados desta maneira é proporcional à velocidade do fluido.Eletrodos são dois condutores instalados na parede do tubo para receber a tensão induzida no fluido. tais como: aço inox. desde que seja superior aos limites recomendados.24). • Influência da condutividade A influência da condutividade nos medidores de vazão deve ser sempre considerada. ocasiona um erro considerável na indicação. À medida que cada lâmina passa diante da bobina e do imã. Quando este se movimenta através do tubo. monel. a indução de um ciclo de tensão alternada (figura 4. o aço inox é o mais usado.2.2. então. Verifica-se. hastelloy. tal como aço ou níquel. pois ela depende de determinadas combinações entre o elemento primário e o secundário.4. Existem vários materiais de fabricação. platina e outros que dependem do tipo de fluido a ser medido. Não há problema de influência de condutividade do fluido sobre a precisão da medição. • Tubo detector O tubo do medidor não pode ser de material ferromagnético.4. o rotor gira a uma velocidade determinada pela velocidade do fluido e pelo ângulo das lâminas do rotor.2. se decai do valor de projeto. Uma bobina captadora com um imã permanente é montada externamente fora da trajetória do fluido. ocorre uma variação da relutância do circuito magnético e no fluxo magnético total a que está submetida a bobina. O rotor é provido de aletas que o fazem girar quando passa um fluido na tubulação do processo. e a vazão pode ser determinada pela medição/totalização de pulsos. pois os mesmos causam distúrbios no campo eletromagnético. Na prática.1. porém. Influência da Viscosidade 80 . Figura 4. 4. Medidor Tipo Turbina O medidor é constituído basicamente por um rotor montado axialmente na tubulação.2.

26) e. pressão. este valor k seria uma constante independente da viscosidade do fluido medido.25 – Medidor por efeito Coriolis As forças geradas pelos tubos criam uma certa oposição á passagem do fluido na sua região de entrada (região da bobina 1 – figura 4. O atraso entre os dois lados é diretamente proporcional à vazão mássica. SDCDs. a freqüência de saída do sensor é proporcional à vazão. Abaixo de 2 cSt (centi Stokes) de viscosidade. etc. Estas saídas são enviadas para instrumentos receptores que controlam bateladas. Medidor por Efeito Coriolis É um instrumento de sucesso no momento. o coeficiente k é aproximadamente constante para freqüências de saída acima de 50 Hz . Observa-se. de freqüência (0 a 10 KHz) e até digital RS 232 e/ou RS 485. que é o parâmetro de calibração da turbina. farmacêutica.Como visto acima. temperatura. perfil do fluido.2. à medida que a viscosidade aumenta. e sua medição independe das variáveis de processo . química. fazer o levantamento do coeficiente de vazão k. monitorando a temperatura deste. propiciando saídas analógicas de 4 a 20 mA. para cada turbina. 4. Figura 4. pois tem grande aplicabilidade nas indústrias alimentícia. quase imperceptível a olho nu. O transmissor é composto de um circuito eletrônico que gera um sinal para os tubos de vazão. expresso em ciclos (pulsos) por unidade de volume. o efeito do Coriolis se manifesta. entretanto. papel.. que. isto é. alimenta e recebe o sinal de medida. causando uma deformação. de forma que é possível. indicam vazão instantânea e totalizada ou para PLCs. Quando um fluido qualquer é introduzido no tubo em vibração. um medidor Coriolis possui dois componentes: tubos de sensores de medição e transmissor (como ilustrado pela figura 4. uma torção que é captada por meio de sensores magnéticos que geram uma tensão em formato de ondas senoidais.4. viscosidade. a fim de compensar as vibrações das deformações elásticas sofridas com a oscilação da temperatura. Resumidamente. auxiliam o fluido na região de saída dos tubos. 81 . em oposição. Os tubos de medição são submetidos a uma oscilação e ficam vibrando na sua própria freqüência natural à baixa amplitude. Numa turbina ideal.densidade. petróleo etc. o fator k deixa de ser uma constante e passa a ser uma função da viscosidade e da freqüência de saída da turbina.25). Um RTD (Termômetro de Resistência) é montado no tubo. condutibilidade.3.

27.27 – Medidor de vazão tipo vortex Os vórtices também podem ser observados em nosso dia a dia. ocorre a formação de vórtices. Medidor de Vazão Tipo Vortex 4.2. Figura 4. • As bandeiras flutuando ao vento. • As oscilações das copas das árvores ou dos fios elétricos quando expostos ao vento. os quais se desprendem alternadamente de cada lado do anteparo.2. em razão da correnteza. Método de Detecção dos Vórtices 82 .26 – Instrumentos receptores que controlam bateladas 4.4.4. como por exemplo: • Movimento oscilatório da plantas aquáticas.1. como mostrado na figura 4.2.4. Princípio de Funcionamento Quando um anteparo de geometria definida é colocado de forma a obstruir parcialmente uma tubulação em que escoa um fluido.Figura 4.4.4. Este é um fenômeno muito conhecido e demonstrado em todos os livros de mecânica dos fluidos. 4.2.4.

• Vortex shedder – numerosos tipos de vortex shedder. são: • A criação de um obstáculo gerador de vótices (vortex shedder) que possa gerar vórtices regulares e de parâmetros totalmente estabilizados (Isto determinará a precisão do medidor). No caso. Figura 4.4.5.28 – Tipos de transdutores de efeito Doppler • Medidores de tempo de trânsito 83 .28). baseado no princípio vortex. adequados para medir vazão de fluidos que contêm partículas capazes de refletir ondas acústicas. Medidores Ultra-Sônicos Os medidores de vazão que usam a velocidade do som como meio auxiliar de medição podem ser divididos em dois tipos principais: • Medidores a efeito Doppler O efeito Doppler é a aparente variação de freqüência produzida pelo movimento relativo de um emissor e de um receptor de freqüência. com diferentes formas.As duas maiores questões referentes ao desenvolvimento prático de um medidor de vazão. Nos medidores baseados neste princípio (ver figura 4. 4. os transdutores-emissores projetam um feixe contínuo de ultra-som na faixa das centenas de kHz. Estes instrumentos são. • O projeto de um sensor e respectivo sistema eletrônico para detectar e medir a freqüência dos vórtices (Isto determinará os limites para as condições de operação do medidor). conseqüentemente. Os ultra-sons refletidos por partículas veiculadas pelo fluido têm sua freqüência alterada proporcionalmente à componente da velocidade das partículas na direção do feixe. foram sistematicamente testados e comparados em diversos fabricantes e centros de pesquisa (Um shedder com formato trapezoidal foi o que obteve um desempenho considerado ótimo).2. esta variação de freqüência ocorre quando as ondas são refletidas pelas partículas móveis do fluido.

um transdutor-emissor-receptor de ultra-sons é fixado à parede externa do tubo. Nestes medidores (Figura 4. Os transdutores transmitem e recebem alternadamente um trem de ondas ultrasônicas de duração pequena. ou seja. ao longo de duas geratrizes diametralmente opostas. os pulsos saem de ambos os transdutores ao mesmo tempo. Para que a medição seja possível. estes instrumentos não são adequados para medir vazão de fluidos que contém partículas. mas podem chegar com um tempo diferente caso haja vazão. O eixo que reúne os emissores-receptores formam com o eixo da tubulação um ângulo α.29). Figura 4.29 – Medidores de tempo de trânsito 84 .Ao contrário dos instrumentos anteriores. os medidores de tempo de trânsito devem medir vazão de fluidos relativamente limpos.

Medição de Nível Direta É a medição que tomamos como referência à posição do plano superior da substância medida.1. Neste tipo de medição podemos utilizar réguas ou gabaritos. etc. Régua ou Gabarito Consiste em uma régua graduada (Figura 5. INTRODUÇÃO Nível é a altura do conteúdo de um reservatório que pode ser sólido ou líquido. • Balanço de materiais de processos contínuos onde existam volumes líquidos ou sólidos de acumulação temporária. Tratase de uma das principais variáveis utilizadas em controle de processos contínuos.2. a qual tem um comprimento conveniente para ser introduzida dentro do reservatório a ser medido. bóia ou flutuador.2. NÍVEL 5. visores de nível.1.2.1 – medição de nível por réguas graduadas 85 . mistura. • Segurança e controle de alguns processos onde o nível do produto não pode ultrapassar determinados limites.1).1. MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE NÍVEL A medição de nível de um material em um reservatório pode ser feita de três modos: • Direto • Indireto • Descontínuo 5. 5.1. Figura 5. reações. 5.5. pois através de sua medição torna-se possível: • Avaliar o volume estocado de materiais em tanques de armazenamento.

Figura 5.A determinação do nível se efetuará através da leitura direta do comprimento molhado na régua pelo líquido.2 – Visor de nível Em caldeiras se utilizam visores mais robustos capazes de suportar condições de pressão e temperatura elevadas. Esta medição pode ser feita em tanques abertos e tanques fechados.3 – Visor de nível em tanque fechado 86 . Como a temperatura média no interior do visor é inferior à temperatura do tambor (devido as perdas de calor presentes) o nível do visor geral mente é menor que o real. A figura 5. pois a densidade da água aumenta com a diminuição da temperatura.2 mostra detalhes de visores de nível. O princípio de funcionamento dos visores de caldeira é o equilíbrio dinâmico das colunas liquidas no interior do tambor e no visor. uma caldeira operando a 110 bar (318°C) apresenta um erro de 50mm quando a temperatura de água no visor é de 150°C. Visores de Nível Este medidor usa o princípio dos vasos comunicantes. o nível real estará acima do indicado no visor. 5. Por exemplo.1. A minimização do erro pode ser obtida instalando-se o visor o mais próximo possível do tambor.2.2. isolando termicamente as conexões. tubulações e válvulas do lado condensado. o nível é observado por um visor de vidro especial. O princípio dos vasos comunicantes exige que as densidades dos fluídos no interior do reservatório e no visor sejam iguais. Existe uma circulação de condensado do visor para o tambor e de vapor do tambor para o visor. podendo haver uma escala graduada acompanhando o visor. Figura 5.

Os visores de caldeira compõem-se de várias seções.2.1. No contrapeso está fixo um ponteiro que indicará diretamente o nível em uma escala.3. Esta medição é normalmente encontrada em tanques abertos (Figura 5. A figura 5. 5. O sinal elétrico resultante pode ser usado como alarme ou acionamento de motores ou outro dispositivo qualquer. Observe que esse sistema detecta somente um determinado valor de nível do liquido no interior do reservatório.4).2.4 – Medidor de nível tipo bóia 5. Figura 5. A figura 5.1. Tipo Bóia com Medição Pontual A detecção pode ser pontual ou continua. cada uma contendo como elemento visível em vidro temperado com formato cilíndrico.5 mostra uma chave de nível utilizando uma bóia como elemento sensor e acoplamento magnético para acionar a ampola de mercúrio.5 – Medidor de nível pontual com bóia 87 .3 ilustra um visor de nível em tanque fechado. Bóia ou Flutuador com Escala Consiste numa bóia presa a um cabo que tem sua extremidade ligada a um contrapeso.4. Figura 5.

A figura 5. aciona o ponteiro do indicador de nível. O eletrodo da esquerda (nível alto) não está em contato com o liquido do tanque. Tipo Bóia com Medição Contínua A bóia pode ser usada para medir continuamente o nível do líquido.6 mostra um medidor contínuo de nível.5. Contudo. A figura 5. Sensores de Nível por Condutividade Elétrica Os sensores de nível por condutividade elétrica são instrumentos simples e baratos adequados às aplicações de detecção de nível de colunas de água. O circuito amplificador fecha o contato de nível baixo.1. geralmente não são recomendados em aplicações em processos químicos devido à possibilidade de faiscamento. uma corrente elétrica flui através do eletrodolíquido-parede do reservatório. Figura 5.1. 5.7 – Detector de nível por condutividade elétrica 88 . portanto o circuito elétrico formado permanece aberto. O eletrodo da direita está em contato com o líquido e.2. Figura 5.7 ilustra uma configuração para detecção de níveis alto e baixo em um tanque.5. através do acoplamento magnético. A bóia está acoplada a um imã permanente que. portanto.6.2.6 – Medidor de nível contínuo com bóia A bóia e a haste devem ser dimensionadas para suportar as condições e características do líquido.

2. A câmara de baixa pressão do transmissor de nível é conectada na tubulação de impulso da parte de cima do tanque onde mede somente a pressão exercida sob a superfície do líquido. a pressão exercida no manômetro será: O valor de G é definido como a relação entre a massa específica do líquido na temperatura de serviço e a massa específica da água a 20°C.1.2. A pressão atuante na câmara de alta é a soma da pressão exercida sob a superfície do líquido e a pressão exercida pela coluna de líquido no fundo do reservatório. 5. empuxo. Figura 5.2.2.8 – Medição de nível com manômetro A unidade usada comumente é o metro de H20. Medição de Nível Indireta Neste tipo de medição o nível é medido indiretamente em função de grandezas físicas como: pressão. Figura 5.9 ilustra a instalação típica para a medição de nível do tambor de uma caldeira. radiação e propriedades elétricas.2. a tubulação de impulso da parte de baixo do tanque é conectada à câmara de alta pressão do transmissor de nível. Sendo L (metro) a altura do líquido no reservatório e G a densidade especifica do líquido em relação a água a 20°C.2. A figura 5. A figura 5.8 mostra uma configuração típica.2.9 – Medição de nível em tanque pressurizado 89 . 5. Medição de Nível com Manômetros A medição de nível de um tanque aberto contendo liquido poderá ser efetuada medindo-se a pressão exercida pela coluna líquida através de um manômetro de baixa pressão.5. Medição por Pressão Diferencial Neste tipo de medição.

no qual deve ser feita a elevação de zero. Nas caldeiras modernas de elevada capacidade com tambor. • Supressão de Zero Para maior facilidade de manutenção e acesso ao instrumento. A figura 5. uma coluna líquida se formará com a altura do líquido dentro da tomada de impulso e se o problema não for contornado. o transmissor indicaria um nível superior ao real. Figura 5.A pressão diferencial medida é uma indicação correta do nível do líquido no interior do tanque. a informação do medidor de pressão diferencial é corrigida por um sinal proporcional a massa específica dos fluidos no interior do tambor. A figura 5. Esse fator de correção é normalmente derivado de um medidor de pressão do tambor. que consiste em anular-se a pressão da coluna líquida na tubulação de impulso da câmara de baixa pressão do transmissor de nível.10 – Medição de nível com supressão de zero • Elevação de Zero Quando o fluído do processo possuir alta viscosidade. ou ainda no caso do fluído ser corrosivo. muitas vezes o transmissor é instalado abaixo do tanque. somente se a densidade do fluido do processo permanecer constante. bem como as câmaras do instrumento. 90 .10 ilustra este tipo de montagem. Em ambos os casos. Outras vezes a falta de plataforma fixadora em torno de um tanque elevado resulta na instalação de um instrumento em um plano situado em nível inferior à tomada de alta pressão. Selam-se então ambas as tubulações de impulso. devemos utilizar um sistema de selagem nas tubulações de impulso das câmaras de baixa e alta pressão do transmissor de nível.11 apresenta um sistema de medição de nível com selagem. ou quando o fluído se condensa nas tubulações de impulso.

bem como de quaisquer líquidos à distância. Figura 5.11 – Medição de nível com borbulhador 91 . Neste sistema necessitamos de um suprimento de ar ou gás e uma pressão ligeiramente superior à máxima pressão hidrostática exercida pelo líquido.2. um recipiente com líquido na qual o ar ou gás passará pelo mesmo e um indicador de pressão. instalamos um indicador de pressão que indicará um valor equivalente a pressão devido ao peso da coluna líquida. O sistema borbulhador engloba uma válvula agulha. Medição de Nível com Borbulhador Com o sistema de borbulhador podemos detectar o nível de líquidos viscosos. teremos então um borbulhamento bem sensível de ar ou gás no líquido o qual queremos medir o nível.2.11 – Medição de nível com elevação de zero 5. Nota-se que teremos condições de instalar o medidor à distância. Na tubulação pela qual fluirá o ar ou gás. Ajustamos a vazão de ar ou gás até que se observe a formação de bolhas em pequenas quantidades. Este valor normalmente é ajustado para aproximadamente 20% a mais que a máxima pressão hidrostática exercida pelo líquido.3. corrosivos.Figura 5. Um tubo levará esta vazão de ar ou gás até o fundo do vaso a qual queremos medir seu nível.

O medidor deve ter um dispositivo de ajuste para densidade do líquido cujo nível estamos medindo.5. fica imerso no líquido.4. A única diferença é que o deslocador. Onde: E = empuxo V = volume deslocado δ = densidade ou peso específico do líquido Baseado no princípio de Arquimedes usa-se um deslocador que sofre o empuxo do nível de um líquido. apesar de ser do tipo indireto. sendo necessário uma adequada amplificação. têm funcionamento similar ao tipo bóia. Os medidores com deslocador. Um sistema bico-palheta (ou a variação de resistência de um resistor variável) permite a amplificação e transmissão pneumática (ou eletrônica) do sinal obtido. Medição de Nível por Empuxo Baseia-se no princípio de Arquimedes: “Todo o corpo mergulhado em um fluido sofre a ação de uma força vertical dirigida de baixo para cima igual ao peso do volume do fluído deslocado”.2. o movimento do flutuador é bem inferior ao deslocamento sofrido pela bóia.12 – Medidor de nível tipo empuxo 92 . que é proporcional ao volume imerso do deslocador. O movimento do deslocador é transmitido para o exterior através de um acoplamento magnético. O nível do líquido altera somente o empuxo provocado no deslocador. A esta força exercida pelo fluído do corpo nele submerso ou flutuante chamamos de empuxo. Observa-se que a mola suporta o peso do deslocador. Conseqüentemente. Figura 5. O nível somente altera a força ascendente produzida pelo empuxo. pois o empuxo varia com a densidade.12 ilustra um medidor do tipo empuxo.2. por ser mais pesado. por meio de um tubo de torque. A figura 5. transmitindo para um indicador este movimento.

Uma outra consideração é que os materiais radioativos perdem a potência com o tempo. muito quentes.5. qualquer instalação de sondas radioativas para detecção de nível deverá ser precedida de um estudo para se determinar a dosagem de radiação a que ficará sujeito o pessoal trabalhando próximo a instalação. Figura 5. abrasivos. A conseqüência natural dessa propriedade é que as fontes radioativas devem ser recalibradas periodicamente. sob pressões elevadas ou de alta viscosidade. Medição de Nível por Radiação Os medidores que utilizam radiações nucleares se distinguem pelo fato de serem completamente isentos do contato com os produtos que estão sendo medidos. Além disso. esterilidade. Dessa forma os medidores que utilizam radiações podem ser usados para indicação e controle de materiais de manuseio extremamente difícil: corrosivos. dispensam sondas ou outras técnicas que mantém contato com sólidos ou líquidos tornando possível.2. Como regra geral. etc. O sistema de medição por raios gamas consiste em uma emissão de raios gamas montado verticalmente na lateral do tanque do outro lado do tanque teremos um câmara de ionização que transforma a radiação Gama recebida em um sinal elétrico de corrente contínua (ver figura 5. realizar a manutenção desses medidores. sem a interferência ou mesmo a paralisação do processo. Como a transmissão dos raios é inversamente proporcional a altura do líquido do tanque. deve-se utilizar o césio 137 por apresentar um custo muito menor que o rádio. já que o material bloquearia parte da energia emitida. Devido aos efeitos maléficos provocados pelas radiações gama no corpo humano (câncer.13 – Medidor de nível por radiação 93 .). em qualquer momento. A seleção do tipo de material radioativo a ser usado depende de análise técnicaeconômica. Para fontes maiores.13).5.2. pode-se dizer que o rádio deve ser usado quando a fonte radioativa necessária for pequena. a radiação captada pelo receptor é inversamente proporcional ao nível do líquido do tanque. O cobalto 60 deve ser utilizado quando um elevado poder de penetração for requerido.

A capacitância é convertida por um circuito eletrônico numa corrente elétrica sendo este sinal indicado em um medidor (Ver figura 5.14).5. A capacidade do conjunto depende do nível do líquido. enquanto que os elétrons são repelidos para a placa 1 devido ao pólo negativo da pilha. maior será o fluxo de elétrons. Medição de Nível por Capacitância A capacitância é uma grandeza elétrica que existe entre 2 superfícies condutoras isoladas entre si. os elétrons da placa 2 são atraídos para o pólo positivo da pilha. Em líquidos não condutores emprega-se um eletrodo normal e em fluídos condutores o eletrodo é isolado normalmente com teflon. o fluxo de corrente através do capacitor será diretamente proporcional ao seu tamanho.15 – Medidor de nível capacitivo 94 .2.necessário para carregálo.6. à medida que o dielétrico ar é substituído pelo dielétrico líquido a medir. Figura 5. Figura 5. Se um capacitor for conectado a uma pilha (Figura 5. Os condutores são denominados placas. O elemento sensor.14 – Fluxo de corrente de um capacitor conectado a uma pilha O medidor de nível capacitivo mede as capacidades do capacitor formado pelo eletrodo submergido no líquido em relação às paredes do tanque.2. Um capacitor consiste de dois condutores isolados por um material isolante. geralmente é uma haste ou cabo flexível de metal.15). À medida que o nível do tanque for aumentando o valor da capacitância aumenta progressivamente. Se ao invés de uma pilha for aplicada uma fonte de corrente alternada. Quanto maior for o capacitor. enquanto o material isolante é o dielétrico. Um capacitor pode armazenar cargas elétricas. O fluxo de elétrons permanece até que a voltagem entre as placas do capacitor iguale a voltagem da pilha.

A variação de nível altera a capacitância entre a placa sensora e a superfície do material. A capacitância está relacionada às dimensões físicas do capacitor bem como a seu dielétrico. a medição é feita sem contato com o material de processo.A medição de nível por capacitância também pode ser feita sem contato. A outra placa é a própria superfície do produto ou a base do tanque. através de sondas de proximidade .16 mostra uma sonda capacitiva de proximidade. Figura 5. A aplicação em gases não é aconselhada pois suas constantes dielétricas estão por volta de 1. O instrumento pode agir como uma chave de nível ou um medidor contínuo.16 – Sonda capacitiva de proximidade Os medidores de nível capacitivos podem ser usados para sólidos ou líquidos (condutores ou não).0. A sonda consiste de um disco compondo uma das placas do capacitor. 95 . Um capacitor de 1F armazena uma carga de 1 coulomb quando submetido a uma pilha de 1 volt. O tamanho de um capacitor é determinado pela sua capacitância em farads (F). O dielétrico é definido pela constante dielétrica do material que o compõe: Vácuo = 1 Água = 40 Teflon = 2 Iodo = 118 A figura 5.

Figura 5.2. Nesta modalidade. A figura 5. compondo.7. Assim sendo. portanto. usada nos dispositivos ultra-sônicos. As ondas de ultra-som são geradas e captadas pela excitação elétrica de materiais piezoelétricos. líquido ou gasoso). do meio (sólido. pelo tipo de instalação. Inversamente. com uma velocidade que depende da elasticidade e inércia das moléculas. cuja freqüência de oscilação é maior que aquela sensível pelo ouvido humano (20 a 50Khz). principalmente. A propagação do ultra-som depende. os transdutores podem encontrar-se totalmente submersos no produto. A geração ocorre quando uma força externa excita as moléculas de um meio elástico. Medição de Nível por Ultra-Som O ultra-som é uma onda sonora. como na descontínua. tanto na detecção contínua de nível. ou seja. Os dispositivos do tipo ultra-sônico podem ser usados. ou instalados no topo do equipamento sem contato com o produto.18 mostra os vários tipos de instalações para medição contínua de nível por ultra-som.17 mostra várias alternativas de instalação de medidores descontínuos de nível por ultra-som. resulta o aparecimento de uma tensão elétrica no seu terminal. quando se aplica uma força em uma material piezoelétrico. eles podem ser usados como gerador de ultra-som. os transmissores.17 – Instalação de medidores de nível descontínuos por ultra-som Os dispositivos destinados à detecção contínua de nível caracterizam-se. Assim sendo. a velocidade do som é a base para a medição através da técnica de eco.2. o material piezoelétrico é usado como receptor do ultrasom. A característica marcante dos materiais piezoelétricos é a produção de uma freqüência quando aplicamos uma tensão elétrica. ou seja. A figura 5. 96 .5. quando ele recebe um sinal de freqüência. Esta excitação é transferida de molécula a molécula do meio. portanto.

apresenta o inconveniente de ser susceptível a poeira. A variação de nível afeta o caminho percorrido pelos raios luminosos. Este sistema poderá ser usado para detecção de nível de sólidos.18 . Figura 5. Contudo. Medidores de Nível por Fotocélula Este método usa uma fonte de luz e uma fotocélula. etc. fumaça.2.Figura 5.2.19 – Detecção de nível por fotocélula 97 .8.19 mostra a detecção do nível de líquidos em um visor de vidro.Instalação de medidores de nível contínuos por ultra-som 5. alterando o sinal da fotocélula. A figura 5.

A relação adequada de ar/combustível depende de diversos fatores sendo o tipo de combustível o mais importante.2. Uma deficiência de ar provoca a combustão incompleta do combustível. o combustível mais comumente encontrado é o monóxido de carbono (CO). A eficiência de um processo de combustão (reação química oxidante) depende das quantidades de ar e combustível aplicadas a caldeira. A figura 6. Esse método é empregado nos aparelhos manuais denominados Orsat. Nas caldeiras de usinas termelétricas. Para obter essa solução pode-se dissolver 100g de KOH em 200 ml de água destilada. Para evitar a presença de combustão incompleta é também conveniente controlar o conteúdo de combustíveis nos gases de combustão. Nos analisadores de gases de combustão. MEDIÇÃO ANALÍTICA 6. a supervisão contínua da combustão é efetuada através de analisadores de oxigênio nos gases da combustão. Para caldeiras que queimam carvão pulverizado. mas requer um aumento no consumo de combustível para aquecer o volume complementar de ar. Esse tipo de determinação de conteúdo é particularmente adequada. A quantidade excessiva de ar assegura a combustão completa. INTRODUÇÃO Os instrumentos de medição analítica determinam a composição quantitativa de um determinado componente dentro de uma substância multicomponente. ANALISADORES DE GASES DE COMBUSTÃO Esses analisadores são usados em grande escala para controlar processos de combustão em caldeiras. o rendimento término da caldeira diminui. Cada ml desta solução pode absorver até 40ml de C02.2.1. 02 e CO presentes na amostra dos gases: • C02: solução de potassa cáustica (KOH) em água. o dióxido de carbono (C02) de uma mistura gasosa pode ser absorvido por uma solução de potassa cáustica (KOH) em água. Misturar essa solução com 140ml 98 . haja vista que a proporção de cada componente no volume total se mantém constante mesmo ao variar a pressão e temperatura da mistura gasosa. Em quaisquer dos casos. Analisadores Químicos Os analisadores químicos se baseiam na medição da redução de volume da mistura gasosa após eliminação do componente a ser determinado. • 02: solução alcalina de ácido pirogálico. Serão discutidos a seguir alguns tipos de analisadores comumente utilizados em plantas industriais. Os três vasos de absorção 2 contêm os reagentes adequados a absorção do C02. obtido da seguinte maneira: dissolver 40g de pirogalol C6H3(OH)3 em 60ml de água destilada. conforme a reação a seguir: 2KOH + C02 → K2C03 + H20 O resíduo de gás não absorvido passa por um dispositivo destinado a medir a redução de volume devido à absorção do C02.1. A bureta 1 mede o volume inicial e os intermediários correspondentes às absorções dos componentes analisados. 6. Por exemplo. o conteúdo é normalmente determinado em porcentagem de volume.1 mostra o esquema de um aparelho Orsat destinado a determinar os conteúdos de C02.6. 02 e CO nos gases de combustão. 6.

O filtro 10 dotado de lã de vidro serve para remover os resíduos sólidos presentes no gás de amostra. Essa solução também absorve 02. A seqüência de operações necessárias a determinação dos conteúdos de C02. 99 . válvulas e demais componentes do instrumento. através do filtro 10. Os extremos inferiores dos vasos de absorção estão interligados com a esfera de borracha 4 a fim de evitar o contato dos reagentes com o ar atmosférico. A bureta 1 é colocada dentro do cilindro de vidro 5 preenchido com água para reduzir a influência da variação da temperatura ambiente. 8 e 9. • CÓ: solução alcalina de cloreto cuproso. Figura 6. Cada ml desta solução pode absorver até 2.1 . O gás acumulado na bureta 1 é expulso para a atmosfera através da válvula de 3 posições 12.de KOH a 50%. • Verificar os níveis dos reagentes nos vasos de absorção 2 e o nível superior de líquido na bureta 1.Abrir a válvula de 3 posições 12 para obter a amostra de gás. Dentro dos vasos de absorção 2 são instalados diversos tubos de vidro a fim de aumentar a superfície de contato entre o reagente e a amostra de gás. • Purgar a linha de gás e o coletor distribuidor através da pêra de borracha 11. • Baixar o frasco 6 lentamente para criar uma depressão na bureta 1 .3ml de 02.Analisador tipo Orsat O coletor 3 distribui a amostra gasosa à bureta de medição 1 e aos vasos de absorção 2 através das válvulas 7. Observa-se que essa solução também absorve C02. 02 e Co com um aparelho Orsat pode ser a seguinte: • Verificar a estanqueidade do coletor. Para aumentar a sensibilidade da medição. a parte inferior da bureta 1 (abaixo de 20%) tem um diâmetro menor.

abrir momentaneamente a válvula de 3 posições 12 para expulsar o excesso de gás de amostra. às vezes. A pressão no interior da bureta 1 é equalizada com a pressão atmosférica. podem ser aplicados na determinação do conteúdo de qualquer gás cuja condutividade térmica pode se distinguir claramente da condutividade dos demais gases presentes na mistura.2. A tabela 1 a seguir mostra os valores da condutividade térmica λ em função da temperatura. Se for necessário. salvo aquele submetido a análise. • Elevar um pouco o frasco 6 até que o nível do líquido no interior da bureta 1 estabilize na marca zero da escala.Baixar o frasco 6 até que o reagente do vaso de absorção alcance a marca de controle traçada abaixo da válvula 7. . O nível do líquido na bureta 1 estabiliza abaixo da marca zero da escala. os resultados obtidos não são corretos. . Essa redução corresponde ao conteúdo de C02 na amostra gasosa original. é necessário repetir a operação de absorção no vaso de 6 a 7 vezes. É necessário salientar que o reagente absorvedor de CO se satura rapidamente e.Repetir as mesmas operações com relação ao vaso de absorção de oxigênio (válvula 8). Fechar o válvula 7. tenham a mesma condutividade térmica. • Para determinar o conteúdo de CO as operações acima deverão ser repetidas. 6.• Baixar o frasco 6 além da marca zero da escala. Na análise de condutividade térmica de uma mistura gasosa. • Determinar o conteúdo de C02: Abrir a válvula 7 do vaso de absorção e levantar lentamente o frasco 6 até que o nível do líquido da bureta 1 alcance a marca superior de final de escala traçada no tubo capilar. pode-se considerar que todos os componentes. considerando a temperatura de 100°C. • Fechar a válvula de 3 posições 12. Esperar um determinado tempo até que o gás de amostra esfrie no interior da bureta 1. A reação de absorção do ácido pirogálico é lenta e por isso. .Repetir as 2 últimas operações cerca de 4 a 5 vezes.Ler na escala da bureta 1 a redução de volume correspondente a absorção do reagente. É comum a aplicação desses analisadores na determinação do grau de pureza do hidrogênio de refrigeração dos alternadores. 100 . Analisadores Termocondutivímetros Os analisadores deste tipo utilizam a variação da condutividade térmica da mistura gasosa em função dos conteúdos de seus componentes. .Baixar o frasco 6 até que o reagente alcance a marca de controle.Deslocar verticalmente o frasco 6 até que o nível do seu líquido iguale com o nível do líquido no interior da bureta 1.2. Contudo. . • Fechar a válvula de 3 posições 12. . os coeficientes de condutividade térmica β e a relação λ100 de condutividades térmicas em relação ao ar para diversos gases.

a determinação do conteúdo de C02 através de analisadores termocondutivímetros produz resultados bastante precisos. A figura 6. contém N2. o resultado do conteúdo de C02 será exagerado devido a queima do C0.38 1. a presença de hidrogênio conduz a uma redução considerável no resultado obtido devido a sua elevada condutividade térmica. a 600°C as condutividades térmicas do ar e CO2 são aproximadamente iguais (623 e 621 respectivamente). é necessário preliminarmente eliminá-lo queimando em um forno especial. Figura 6. ao determinar o conteúdo de C02 nos produtos da combustão que contém hidrogênio.84 0. Conseqüentemente.2 mostra o circuito elétrico de um analisador termocondutivimétrico destinado a determinar o conteúdo de C02 ou H2.0 0. 02. CO2. 104 em W.98 6. CH4. As condutividades térmicas do N2. Os produtos da combustão. Contudo. K-1 Temperatura em °C 200 393 385 2640 309 166 407 635 365 333 257 2128 300 461 449 3070 391 212 480 823 426 424 299 2442 400 521 506 3477 472 258 550 1020 485 546 340 2756 500 574 558 3873 549 306 615 1221 531 667 379 3047 600 623 603 4268 621 358 674 1442 597 818 394 3326 - λ100 1. 104 k-1 29 28 27 48 28 48 28 30 18 - Tabela 1 – Características de condutividade térmica de alguns gases Conforme visto na tabela 1.02 1. é importante a escolha da temperatura da amostra gasosa a ser introduzida no analisador. a condutividade térmica de diversos gases se aproximam da condutividade térmica do ar para temperaturas elevadas.66 5. em geral.Circuito elétrico de um medidor termoeondutivimétrico 101 .94 0. A quantidade de metano CH4 é insignificante nos gases de combustão e não introduz problemas na medição.45 0. C0. CO e O2 são praticamente iguais para temperaturas próximas a 100°C. pois influência o resultado da análise. Portanto. O vapor d'água pode ser eliminado passando-se a mistura gasosa através de um refrigerador.78 0.56 - β . SO2 e vapor d'água. Por isso.71 0. H2.2 . O gás sulforoso (S02) deve também ser eliminado.Gás 0 Ar Nitrogênio (N2) Hidrogênio (H2) Bióxido de Carbono (CO2) Bióxido de Enxofre (SO2) Oxigênio (O2) Metano (CH4) Óxido de Carbono (CO) Vapor de Água (H2O) Argônio (Ar) Hélio (He) Cloro (Cl2) 244 243 1721 146 84 247 307 233 170 165 1431 79 100 321 315 2197 228 123 329 465 301 250 212 1791 - λ . Por exemplo. m . Neste caso.

Figura 6.3 ilustra a instalação do filamento em uma câmara de medição. Quando o filamento sensível R2 é atravessado pela mistura gasosa. diminuindo a resistência do filamento. etc). Todos os filamentos são montados nas câmaras de medição na direção vertical. O gás de amostra passa por um canal horizontal ortogonal a câmara de medição.O filamento sensível sujeito à ação da mistura gasosa é R2.s de medição e comparação devem estar a mesma temperatura. Normalmente. o gás de referência é o próprio ar. Limite da faixa de medição: a alteração da indicação é de ± 25% para 10°C de variação na temperatura ambiente (5 a 50°C). aço inoxidável. com relação ao gás de referência (ar). O filamento sensível e banhado pelo gás de amostra através de difusão para que as indicações obtidas sejam relativamente independentes do fluxo do gás de amostra. Os resistores Rad e R0 permitem efetuar a calibração do analisador. As paredes das câmara. o filamento de referência R3 deverá estar selado com uma mistura gasosa de 80% de H2 e 20% de ar. O outro filamento R3 denominado de comparação. A figura 6. do conteúdo.100% de H2 no ar. do C02 na mistura gasosa. por exemplo) e completa o outro braço do circuito. pois é instalado dentro de câmaras hermeticamente seladas e preenchidas com o gás de referência. A variação de R2 faz surgir entre os extremos do circuito uma tensão (mV) que será função da resistência ôhmica de R2 e. Os filamentos R1 e R4 são fabricados com fio cuja resistência ôhmica praticamente independe da temperatura (manganina. em volume.3 . Suas resistências ôhmicas tem os mesmos valores de R2 e R3. A transferência de calor do filamento sensível R2 para as paredes da câmara de medição melhorará com o aumento do conteúdo de H2. por conseguinte. as condições da transferência de calor do filamento sensível R2 para as paredes da câmara de medição diminuem devido a menor condutividade térmica do C02 presente na mistura gasosa. O circuito é alimentado pela fonte de alimentação estabilizada (FAE). geralmente fabricado com fio de platina e com uma resistência elétrica de cerca de 10Ω. Este filamento é montado dentro da câmara de medição sujeita a mistura gasosa. os filamentos sensíveis são instalados dentro de ampolas de vidro abertas. Para a determinação do conteúdo de C02. Conseqüentemente.Câmara de medição 102 . Os filamentos de comparação são montados dentro de ampolas de vidro seladas preenchidas com o gás de referência. Não está sujeito a mistura gasosa. sobe a temperatura do filamento sensível R2 aumentando o valor de sua resistência ôhmica. é fabricado também com fio de platina e tem a mesma resistência ôhmica de R2. Se o mesmo analisador for destinado a medir o conteúdo de H2 no gás de refrigeração de um alternador com uma escala de 80 . O bloco do analisador onde estão instaladas as câmaras de medição é fabricado em estrutura metálica maciça com material de elevada condutividade térmica (latão.

) é aquecido e atravessado por uma mistura inflamável. As válvulas reguladoras de pressão controlam a pressão na entrada do orifício calibrado.(1) Analisadores de CO2 em argônio e (2) O2 em argônio 6. O princípio básico para os analisadores de %02 por combustão catalítica Bailey é o seguinte: quando um filamento de metal nobre (platina p. O resto é exaurido para a atmosfera através das válvulas reguladoras de pressão. Após o orifício calibrado. O analisador descrito a seguir é um analisador termoquímico fabricado pela Bailey (do segundo tipo citado anteriormente). A função do orifício calibrado é manter constante a vazão do gás de amostra. Sómente 1% do gás de amostra fornecido pelo sistema de amostragem é analisado. Analisadores por Combustão Catalítica Os analisadores por oxidação catalítica baseiam-se também na medição das propriedades térmicas de um determinado componente da mistura gasosa. O filamento é aquecido a 200-400°C dependendo do seu material e do tipo de gás analisado. A figura 6.A figura 6. o princípio de funcionamento é a medição do efeito térmico útil da reação de combustão catalítica do componente da mistura gasosa cujo conteúdo se deseja determinar.3. Contudo. Há dois tipos desses analisadores também denominados termoquímicos: • Analisadores em que a oxidação catalítica do componente da mistura gasosa ocorre na presença de um catalizador sólido granulado que se mistura ao gás de amostra. a combustão é induzida em temperaturas consideravelmente inferiores a temperatura normal de ignição da mistura.2. Um fluxo contínuo do gás de amostra é fornecido ao analisador pelo sistema de amostragem.5 mostra o bloco analisador de gases Bailey. ex. • Analisadores em que a reação de combustão catalítica do componente da mistura gasosa se desenvolve na superfície de um filamento aquecido ativo catalíticamente (platina. o gás de amostra é 103 . (1) (2) Figura 6. por exemplo).4 mostra dois tipos modernos de analisadores de gás termocondutivimétricos.4 .

Analisadores Termomagnéticos O oxigênio tem uma grande afinidade ao campo magnético. Figura 6. A variação da temperatura do filamento pode ser detectada através de um circuito em ponte. o bloco do analisador é mantido a uma temperatura constante através de um conjunto resistor-termostato. isto é. Para evitar que a temperatura da amostra possa influenciar a medição obtida. Essa mistura entra na câmara de medição onde existem dois filamentos: o da medição que fica exposto á mistura e o filamento de referência onde a mistura entra através de um pequeno orifício. mas a intensidade é maior no filamento de medição pois este está sujeito a uma vazão muito maior de gás. é atraído por ele. Somente o oxigênio e óxido nítrico apresentam uma acentuada característica paramagnética. 104 . Em ambos os filamentos ocorre a combustão da mistura. Um material que é atraído por um campo magnético é denominado paramagnético ao contrário de uma substância repelida pelo campo que é denominada diamagnética. o óxido nítrico não é normalmente encontrado durante análises de oxigênio.2.4. Após a combustão. os gases resultantes são exauridos para a atmosfera através de um tubo de descarga.5 – Esquemático de um analisador de % O2 por combustão catalítica 6. Afortunadamente.misturado com uma vazão constante de hidrogênio para formar uma mistura inflamável. maior será a intensidade da combustão e conseqüentemente maior a temperatura do filamento de medição. fornecendo uma medição do percentual de oxigênio na mistura. Quase todos os gases encontrados na natureza são diamagnéticos. calor específico. O filamento de referência tem a função de compensar as variações de grandezas físicas que ocorrerem no gás de amostra como: condutividade térmica. etc. Quanto maior for a concentração de oxigênio na mistura.

6 . conseqüentemente. A célula é subdividida em duas câmaras: de medição e de referência. Esse fluxo. gerado por forças magnéticas. O oxigênio contido no gás de amostra entra na câmara de medição e é atraído pelo campo magnético do imã. A alteração da temperatura do filamento de medição produz a variação da sua resistência que pode ser medida através de um circuito em ponte. há uma diminuição da força de atração nas moléculas de oxigênio vizinhas ao filamento de medição em relação as moléculas mais frias distantes. O campo magnético tende a atrair as moléculas frias de oxigênio para a área adjacente ao filamento enquanto que as moléculas já aquecidas são repelidas para longe.6 ilustra a célula de medição de um analisador da Hartman & Braun. Os pólos de um imã permanente produzem um forte campo magnético não-uniforme somente sobre a câmara de medição. Um filamento espiralado com a forma circular é montado horizontalmente em cada câmara. O vento magnético tende a esfriar o filamento de medição devido ao movimento das moléculas frias de oxigênio e a sua temperatura depende da velocidade (ou porcentual de O2 no gás) das moléculas. Figura 6.Célula de medição de um analisador termomagnético da Hartman & Braun. um fluxo contínuo de moléculas de O2 em direção ao filamento de medição é estabelecido. Portanto. A figura 6. o gás eleva sua temperatura e. Assim. é definido como "vento magnético". A velocidade das moléculas é proporcional a porcentagem de oxigênio no gás de amostra. Ao se aproximar do filamento aquecido. 105 .O efeito paramagnético do oxigênio diminui com o aumento da temperatura do gás. diminui a sua característica paramagnética.

7 .2. O analisador termomagnético sofre a influência das seguintes variáveis: • Temperatura ambiente: a temperatura do bloco de medição é controlada termostaticamente (usualmente em 50°C). Analisador Eletroquímico de Oxigênio Os analisadores eletroquímicos são similares aos de combustão catalítica. • Pressão barométrica: o resultado da ponte de medição é afetado pela densidade do gás e. A figura 6. A superfície externa do tubo cerâmico é submetida a um gás de referência (geralmente ar atmosférico) enquanto que a superfície interna é exposta ao gás de amostra. Como a câmara de referência não é dotada de imã permanente. esquematicamente. A concentração dos íons é proporcional a pressão parcial do oxigênio no gás de amostra.5. pela pressão absoluta vigente.Um segundo filamento. é montado em outra câmara adjacente a câmara de medição. portanto. A característica paramagnética do oxigênio varia com o quadrado da pressão absoluta da amostra. 6.Elemento sensor de zircônio O elemento sensor cerâmico de óxido de zircônio consiste de um tubo fechado em uma das extremidades e que. A operação destes analisadores envolve a ionização do oxigênio a elevadas temperaturas. O aquecedor eleva a temperatura da célula para cerca de 800°C. denominado de referência. • Figura 6. o movimento das moléculas do gás em direção ao filamento de referência é resultante somente da difusão e convecção térmica. uma célula de medição utilizada neste método de medição. Composição do gás de amostra. Através do eletrólito (tubo cerâmico) é estabelecido então uma diferença de potencial que 106 . quando submetido a temperaturas superiores a 650°C. se torna um condutor eletrolítico devido aos pontos vazios na rede cristalina que permitem a mobilidade dos íons de oxigênio. • Inclinação da célula de medição: uma inclinação de até 10° em relação a horizontal não produz efeitos mensuráveis na medição.7 mostra.

por um processo inverso. a temperatura da célula. moléculas de oxigênio são formadas. A figura 6. Esse fato exige um controle preciso da temperatura de todo o bloco de medição. A pressão parcial do oxigênio no gás depende da concentração volumétrica do oxigênio no mesmo gás. O tálio metálico proporciona uma sensibilidade maior ao analisador. qualquer componente combustível presente no gás de amostra será oxidado. no catodo (superfície de menor concentração de oxigênio).2. 6. O condutivímetro de eletrodos 5 mede a condutividade inicial da amostra. Para reduzir a corrosão é necessário limitar o conteúdo de oxigênio dissolvido na água de alimentação até 7-l0mg/kg. O funcionamento dos analisadores condutivimétricos baseia-se na utilização do efeito de uma reação irreversível entre o oxigênio dissolvido e um reagente qualquer.depende da relação entre as pressões parciais do oxigênio nos dois gases. Figura 6. O tálio metálico e o óxido de nitrogênio são os reagentes que mais se aproximam dessas características. Devido à elevada temperatura de operação do elemento sensor. A reação vem acompanhada de uma variação na condutividade elétrica da solução.8 mostra o esquema de um analisador de oxigênio dissolvido utilizando tálio metálico. Simultaneamente.amostra no refrigerador 2. o condutimétrico é o que será descrito a seguir. O cartucho 5 de polietileno aloja o tálio metálico cortado 107 . O reagente escolhido deve reagir rápida e totalmente com o oxigênio dissolvido formando um eletrólito forte e não entrar em contato com a água ou suas impurezas. O reagente deve ser facilmente encontrado na sua forma pura. Conseqüentemente. A seguir a amostra atravessa o refrigerador complementar 4.8 . As superfícies externa e interna do tubo são revestidas com platina e servem de eletrodos para a detecção da diferença de potencial produzida.Esquema de um analisador de O2 dissolvido A válvula de isolação 1 impede a entrada da. Esta diferença de potencial resultante é proporcional. também. possui uma toxidade e preço elevados. diminuirá a pressão parcial do oxigênio no gás de amostra acarretando um erro na medição. Analisadores de Oxigênio Dissolvido A presença de oxigênio dissolvido na água de alimentação de caldeiras provoca a corrosão do metal das superfícies interiores dos tubos de vapor e água dos geradores de vapor. O filtro 3 é preenchido com 50% de resinas aniônicas e 50% de resinas catiônicas. Dentre os métodos utilizados para determinação do oxigênio dissolvido. As reações ocorridas nesses eletrodos podem ser expressas por: no anodo: O2 + 4e → 2 (0--) no catodo: 2(0--) → O2 + 4e As moléculas de oxigênio no anodo (superfície de maior concentração de oxigênio) ganham elétrons e tornam-se íons.6. Contudo.

9 mostra um desenho esquemático da célula de medição do analisador oxiflux. O tubo externo é o contra-eletrodo e está conectado à bucha G. O Tl(OH) é um eletrólito forte capaz de elevar a condutividade elétrica até um valor proporcional ao conteúdo de oxigênio dissolvido na água. modelo Oxiflux. A amostra líquida entra na célula de medição na extremidade inferior e sai na tampa superior. por exemplo) é proporcional a concentração de oxigênio dissolvido na amostra. Os analisadores Hartmann & Braun. Neste cartucho o oxigênio dissolvido se combina com o tálio metálico formando o hidróxido de tálio monovalente segundo a reação abaixo: O hidróxido de tálio obtido da reação de oxidação se dissolve na água na forma de íons de tálio e hidroxila. O analisador do tipo descrito acima tem uma faixa de medição de 0 a 30mg/l de oxigênio. Comparado ao valor medido na célula 4 fornece um sinal proporcional ao conteúdo do oxigênio dissolvido na água. A condutividade elétrica da solução é medida através da célula de condutividade 7. O filtro 8 absorve os íons de tálio. A célula de medição consiste de um eletrodo de medição em material nobre (prata).Célula de medição do analisador Oxiflux O tubo interno de prata é o eletrodo de medição e está conectado as bucha M. Quando uma tensão de polarização é aplicada entre os eletrodos ocorre a redução do oxigênio conforme as reações abaixo: no catodo (prata): O2 + 2H20 + 4e → 4(OH-) no anodo (aço inox): 4(OH-) → O2 + 2H2 + 4e A corrente elétrica através do eletrólito da célula de medição (água de alimentação da caldeira. Outro analisador de oxigênio dissolvido em líquidos é o eletroquímico do tipo polarográfico. A relação entre a corrente iônica e a concentração de oxigênio é linear somente quando o potencial do eletrodo de medição (catodo) é constante.9 . A classe de precisão é de 6%. um contra-eletrodo fabricado em material resistente (aço inoxidável) que atua como anodo.em finas camadas. pertencem a essa categoria. Figura 6. A figura 6. eliminando-os da solução. 108 .

Consiste de um eletrodo de talamida que faz contato com a amostra através de um diafragma e uma solução de KCI. Portanto. A solubilidade de um gás qualquer na água depende da pressão parcial desse gás no meio gasoso acima da superfície líquida. além de não serem precisos. R4 e R0.10 mostra o desenho esquemático de um analisador de hidrogênio dissolvido. Como a velocidade de corrosão do metal depende de um conjunto de fatores como o regime de circulação de água e o regime térmico. 109 . Assim.O eletrodo de referência tem a função de manter constante o potencial do eletrodo de medição. quanto maior for o conteúdo de hidrogênio dissolvido maior será o volume desprendido do líquido. A solubilidade não depende da composição do meio gasoso. 6. a fonte de alimentação estabilizada FAE e o instrumento indicador AS. Figura 6. somente o controle contínuo do conteúdo de hidrogênio dissolvido na água e vapor pode possibilitar a escolha do regime de trabalho correto do gerador de vapor. Um sensor de temperatura da amostra compensa a informação da célula para variações de temperatura. R2. O hidrogênio dissolvido na água de alimentação ou no vapor é um produto inevitável do processo de corrosão e deve ser determinado. A figura 6. R3. A determinação do conteúdo de hidrogênio é conseguida através de analisadores de gases do tipo termocondutivimétrico.Analisador de H2 dissolvido A indicação é obtida através de um circuito elétrico em ponte de wheatstone formada pelos resistores R1.2. Os métodos de análises laboratoriais requerem muito tempo e não podem refletir o caráter dinâmico dos processos de corrosão. o hidrogênio se desprenderá até estabelecer um estado de equilíbrio com o oxigênio. se água que contém hidrogênio dissolvido é introduzida numa atmosfera de oxigênio.7.10 . O conteúdo de hidrogênio dissolvido pode ser determinado a partir do conteúdo de hidrogênio na atmosfera de oxigênio. Analisadores de Hidrogênio Dissolvido A determinação da velocidade de corrosão das superfícies metálicas interiores das tubulações de vapor e água de caldeiras é um parâmetro importante na supervisão do gerador de vapor.

O eletrolizador E1 cheio de potassa cáustica (KOH) é utilizado para obter oxigênio puro que é constantemente alimentado à coluna CR. A faixa de medição do conteúdo de hidrogênio dissolvido dos analisadores descritos acima é de 0-20 mg/l e o limite de erro é de ±5%. Como a condutividade térmica da mistura gasosa. Esta coluna recebe constantemente a amostra de condensado proveniente da coluna CP. O conjunto filtro-aquecedor tem por função separar as pequenas partículas de cinza agregadas ao gás de amostra e aquecer o gás resultante a fim de vaporizar qualquer umidade restante presente no gás. então. A figura 6.8. 110 . uma tensão de desequilíbrio no circuito em ponte. a temperatura do filamento sensível R4 diminui e o mesmo acontece com o valor de sua resistência ôhmica.11 mostra o sistema de amostragem utilizado em um analisador de gases da Bailey. Para melhorar o contato. O ejetor é dotado também de um tubo difusor-desintegrador que tem por finalidade misturar a amostra com água recirculada pela bomba. Na coluna CR o condensado entra em contato com o oxigênio puro e desprende hidrogênio até alcançar o estado de equilíbrio.2.. compreende os seguintes equipamentos principais: • Tubos de amostra ou sondas • Sistema ejetor ou bombas de gás . Após a sonda. Sistemas de Amostragem de Gás A função de qualquer sistema de amostragem é fornecer uma amostra limpa e representativa do gás de medição nas condições de pressão. a coluna CR é dotada de um filamento espiral de níquel. O sistema é succionado por um ejetor que funciona acoplado a uma bomba hidráulica. A amostra é descarregada sob pressão para o separador onde o gás de amostra é separado das partículas úmidas. Surge. 6. Um sistema de amostragem. é maior que o gás de referência (oxigênio).Sistema separador • Conjunto filtro-aquecedor O ponto de retirada da amostra (localização dos tubos de amostra) deve ser escolhido de modo que a amostra de gás obtida seja representativa. O outro filamento de comparação R3 é selado em uma ampola de vidro preenchida com oxigênio (o gás de referência) e não fica exposta à mistura gasosa. quando a medição é efetuada com o gás de amostra a baixa temperatura (abaixo do ponto de orvalho). o fluxo de condensado alimentado à coluna CR é também uniforme e constante. A mistura gasosa composta de oxigênio e hidrogênio atinge o filamento sensível R4 fabricado com fio de platina coberto com vidro. devido ao hidrogênio. Os tubos de amostra constituem-se de tubos metálicos ou cerâmicos adequados as condições do processo. temperatura e vazão requeridas pelo analisador. Como a dimensão do orifício D é constante. que é proporcional ao conteúdo do hidrogênio na mistura gasosa da coluna CR. que mantém uma pressão constante na entrada do orifício D. o gás é misturado com água para baixar sua temperatura. e em quais variações na composição do gás sejam rapidamente sentidas.

2. O valor do pH é importante em muitas aplicações industriais como por exemplo: para controle da corrosão da água de caldeiras. A água apresenta continuamente íons hidrogênio (H+) e íons hidroxila (OH-) dissociados: H2 0 H+ + OHAs concentrações de íons hidrogênio e íons hidroxila são iguais a 10-7 (íons-grama/1) a 25°C. são liberados íons hidroxila (OH-) à solução. portanto. Conseqüentemente aumenta a concentração de (OH-) e diminui a concentração de (H+) pois a constante de dissociação se mantém inalterada para uma determinada temperatura: BOH → B+ + OH- 111 . aumenta a concentração de (H+) na solução.11 – Sistema de amostragem de gás para análise 6.9. Medidores de Ph A medição de pH permite determinar o grau de acidez ou alcalinidade de uma solução. [H+] = [OH-] = 10-7 O produto das concentrações (denominada constante de dissociação) de H+ e OH-. Ao se dissolver uma base (fórmula geral BOH) em água. vale 10-14 a 25°C.Figura 6. Para temperaturas superiores. Quando um ácido (fórmula geral HA) é dissolvido em água. as moléculas se dissociam liberando íons hidrogênio para a solução: HA → H+ + AConseqüentemente. as concentrações são mais elevadas e a constante de dissociação será maior. Estes íons hidrogênio adicionais conferem propriedades ácidas a solução.

12 mostra. A conexão à superfície interna é efetuada através de um fio de prata.1984 x T x (7 . descoberto em 1909 pelo químico alemão Frits Haber.pH) onde T = t + 273 = temperatura absoluta em °K Para t = 0°C → Para t = 25°C → Para t = 5O°C → E = 54. • Eletrodo de vidro O eletrodo de vidro. porém com valor estável e permanente. imerso em uma solução estável com pH=7.1. A diferença de potencial pode ser calculada através da fórmula seguinte: E (mV) = 0.log [H+]' Portanto. valem as seguintes relações: Ácidos: [H+] > 10-7 Água : [H+] = 10-7 Bases : [H+] < 10-7 Para definir a alcalinidade ou acidez de uma solução adotou-se uma escala logarítmica da concentração de íons hidrogênio.Portanto.19mV/pH E = 59. Observe que esta configuração estabelece uma outra diferença de potencial.2.11mV/pH Para a medição do potencial resultante é necessário estabelecer contato com as superfícies interna e externa da membrana. 6. o aspecto de um eletrodo de vidro. Quando este eletrodo é imerso em uma solução. à esquerda. Métodos de Medição Em laboratórios é comum a utilização de papéis que mudam de cor quando imersos em soluções com valores variáveis de pH. proporcional a concentração de íons hidrogênio da solução. produz uma diferença de potencial através da membrana. O contato com a superfície externa da membrana é efetuado através da solução de amostra e um eletrodo de referência adjacente. A escala logarítmica foi denominada de pH. para t = 25°C. ou seja: pH = colog [H+] = . valem as seguintes relações: Solução ácida : pH < 7.9. Para aplicações industriais este método não se adapta pois não produz uma informação continua. embora soluções concentradas de ácidos ou bases fortes podem extrapolar esses limites. Água neutra : pH = 7 Solução básica: pH > 7 A faixa usual de medição de pH estende-se de 0 a 14. recoberto com cloreto de prata. 112 . A figura 6.15mV/pH E = 64. consiste de uma membrana de vidro com forma esférica sensível ao pH da solução.

Consiste basicamente de um sensor de temperatura (termoresistor ou termistor) que envia sinal ao amplificador do sistema de medição. Medição de Condutividade Elétrica 113 . Note-se que o termocompensador serve para corrigir a indicação obtida somente em relação a característica de temperatura do eletrodo de vidro. um eletrodo de referência deve ser capaz de fornecer uma tensão estável independente das propriedades da solução. para corrigir essa dependência do eletrodo de vidro é necessário prover o sistema de medição com um compensador. a imersão de um fio na solução resolveria o problema. Contudo.Figura 6. mas também das características dos metais e da solução.d.2. produzida pelo eletrodo de vidro é função do pH da solução e também da sua temperatura. A parte direita da figura 6. 6.12 – Medição de pH com eletrodos • Eletrodo de referência O eletrodo de referência é utilizado para completar o circuito elétrico. Este conjunto está em contato com uma solução de cloreto de potássio.10. A compensação de temperatura pode ser feita manualmente ou através de um sensor de temperatura da solução. Consiste de mercúrio em contato com uma pasta de cloreto de mercúrio/cloreto de potássio. • Termoconpensador Como visto anteriormente.p. os metais em contato com soluções desenvolvem diferenças de potencial que dependem não só do pH. Portanto. O pH de uma solução depende da temperatura e essa dependência não é eliminada pelo termocompensador. alterando o seu fator de ganho. O contato com a solução de amostra é feito através de uma membrana cerâmica porosa colocada na extremidade inferior do eletrodo. Portanto. a d. Aparentemente.12 mostra um eletrodo de referéncia do tipo calomelano.

INSTRUMENTOS PARA SUPERVISÃO 114 . Em instrumentação utiliza-se. A condutividade depende da temperatura da solução e. A condutância de um liquido é medida através de uma célula de condutividade . A figura 6. A condutância de qualquer material depende de sua natureza. Figura 6. A capacidade de uma substância em conduzir eletricidade é o inverso da resistência e é denominada de condutância. o conceito de condutividade que é a condutância de um volume de material com comprimento e área transversal unitários. A água propriamente dita conduz muito pouca eletricidade. a concentração é também denominada de dureza. a constante da célula é de 1(cm)-1. bases ou sais. A condutância pode ser definida como: A unidade de condutividade deve ser então mho/cm ou siemens/cm. 7. Ao contrário da medição de pH. então. Portanto.A medição de condutividade elétrica é utilizada para a determinação da concentração de soluções aquosas de ácidos. em geral. medida e pode ser calibrada diretamente em unidades de condutividade. Consiste de dois eletrodos de geometria conhecida espaçados por uma distância fixa.13 – Condutividade x concentração Observe que para baixas concentrações. para medições precisas o sistema de medição deve ser dotado de correção de temperatura. A condutividade da solução é. a medição da condutividade permite determinar também as concentrações de sais. a condutividade de uma solução aquosa é quase exclusivamente função dos eletrólitos dissolvidos. mais usualmente. a forma do caminho condutor e sua temperatura. pois a geometria da célula é conhecida. aumenta com a temperatura. Portanto. Neste caso. a concentração varia linearmente com a condutividade. Se em uma célula de medição de condutividade os eletrodos têm área transversal de 1cm2 e estão espaçados de 1cm. A principal utilização da condutividade elétrica é na determinação da concentração de impurezas (sais dissolvidos) em soluções aquosas como água de caldeiras e equipamentos para tratamento de água. A unidade de medida é o mho ou siemens e representa o inverso do ohm. que permite a medição da concentração de íons hidrogênio somente. O interesse industrial na medição da condutividade de um líquido surge da relação existente entre condutividade e concentração de íons em soluções aquosas. A relação comprimento/área é definida como constante da célula e é expressa em unidades (cm)-1.13 mostra uma série de curvas relacionando condutividade e concentração para uma série de eletrólitos.

7.1. INTRODUÇÃO Existe uma variedade imensa de medidores utilizados especificamente para supervisão de máquinas industriais. Serão descritos, a seguir, aqueles tipos mais comumente utilizados. 7.2. MEDIDORES DE ROTAÇÃO Os medidores de rotação mais usuais são pequenos geradores de corrente alternada acionados diretamente pelo eixo da máquina. O gerador consiste de um imã permanente no rotor e um estator bobinado. A freqüência e amplitude da tensão do enrolamento no estator são proporcionais a rotação do rotor. Um medidor muito utilizado para detectar rotação é o sensor indutivo de rotação mostrado na figura 7.1.

Figura 7.1 – Sensor indutivo de rotação Consiste de um enrolamento montado ao redor de um imã permanente. O conjunto é instalado junto a uma roda dentada fabricada em material magnético e solidária ao eixo girante. Cada vez que um dente da roda atravessa o campo magnético é produzido no enrolamento um pulso. A freqüência dos pulsos resultantes é dada pela expressão abaixo:

f = freqüência dos pulsos, em Hz RPM = rotação do eixo, em rpm N = número de dentes da roda 7.3. DETECTORES DE VIBRAÇÃO Os detectores de vibração usualmente encontrados em máquinas girantes de grande porte são os detectores de velocidade de vibração. Consistem de um enrolamento suspenso através de molas submetido à ação de um campo magnético produzido por um imã

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permanente. Todo o conjunto suspenso (enrolamento e molas de suspensão) é amortecido e possui uma baixa freqüência natural de oscilação (geralmente inferior 15Hz). Quando o detector de vibração é submetido a uma oscilação cuja freqüência é superior a sua freqüência natural, o conjunto suspenso torna-se estacionário devido ao amortecimento. O movimento relativo entre a bobina suspensa e o imã permanente produz uma tensão induzida no enrolamento cuja amplitude é proporcional a velocidade da vibração e a freqüência é igual à freqüência de vibração do detector. Esse tipo de detector é utilizado em equipamentos de supervisão de turbinas.

Figura 7.2 - Detector de velocidade de vibração O detector de vibração descrito e mostrado, esquematicamente, pela figura 7.2, produz uma tensão cuja amplitude é proporcional à velocidade de vibração, isto é, à taxa de variação da amplitude de vibração em relação ao tempo (unidades: mm/s, m/s). Para se obter a amplitude de vibração (unidades: micron ou mil - milésimo de polegada) é necessário que a tensão do detector passe por um circuito eletrônico denominado integrador. 7.4. DETECTORES DE EXPANSÃO DIFERENCIAL Nas turbinas a vapor é importante supervisionar as dilatações e contrações do conjunto rotor-carcaça. Uma dilatação ou contração excessiva poderá colocar em risco todo o equipamento devido à possibilidade de interferência entre as partes girantes e estacionárias da máquina. Surge, então, a necessidade da determinação quantitativa da dilatação diferencial (ou relação entre o rotor e a carcaça das diversas seções da turbina, por exemplo). Os medidores indutivos são amplamente utilizados devido, principalmente, a sua robustez. Consistem de dois conjuntos de bobinas instaladas paralelamente às faces de um anel concêntrico ao eixo da turbina. Cada par de bobinas é rigidamente fixado à carcaça da seção da turbina. As bobinas são conectadas em um circuito ponte cuja tensão de alimentação tem uma freqüência usualmente de 400Hz. Uma expansão diferencial se manifesta através do movimento relativo entre o anel e as bobinas, alterando os respectivos entre-ferros. As variações dos entre-ferros alteram as relutâncias dos circuitos magnéticos

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das bobinas que desequilibram o circuito em ponte fazendo surgir uma tensão alternada proporcional à dilatação diferencial entre o rotor e a carcaça. Figura 7.3 - Detector de expansão diferencial Dependendo do sentido do movimento relativo (G1 > G2 ou G1 < G2 – figura 7.3), podese ter uma dilatação diferencial positiva ou negativa, também denominado rotor longo ou

rotor curto. 7.5. DETECTORES DE EXCENTRICIDADE Esses detectores determinam a excentricidade do eixo da turbina quando a mesma está em operação de giro lento. Consistem de um par de conjuntos de bobinas montadas na periferia de um anel do próprio eixo da turbina. Quando o movimento do eixo não é excêntrico (centro do eixo permanece estacionário), as relutâncias magnéticas das bobinas são idênticas, pois os entre-ferros são iguais. A excentricidade do eixo varia as relutâncias magnéticas das bobinas produzindo uma tensão alternada cuja amplitude é proporcional a excentricidade do eixo. A figura 7.4 ilustra, esquematicamente, os princípios de funcionamento destes dispositivos.

Figura 7.4 - Detectores de excentricidade

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de alguma maneira. ELEMENTO FINAL DE CONTROLE 8. Para cada tipo de processo ou fluído sempre existe. b) De deslocamento rotativo • Esfera.TIPOS DE VÁLVULA DE CONTROLE 8. Trata-se. pelo menos.1. • Bi-partido. independente da consideração econômica.8. e.1. Em alguns tipos de válvulas. Cada um desses tipos de válvulas possuem as suas vantagens. nem existe o flange inferior. portanto de um vaso de pressão e como tal deve ser considerado. Tipos de Corpos Os tipos de válvulas classificam-se em função dos respectivos tipos de corpos.2. a parte da válvula que entra em contato direto com o fluído. • Guilhotina a) De deslocamento linear • Borboleta. um tipo de válvula que satisfaça os requisitos técnicos de processo. se está falando de tipos de válvulas subentende-se tipos de corpos. Introdução Uma válvula de controle consiste basicamente de dois conjuntos principais: o corpo e o atuador. conforme a necessidade do processo. O corpo é a parte da válvula que executa a ação de controle permitindo maior ou menor passagem do fluído no interior. Define-se por válvula de deslocamento linear. O conjunto de corpo divide-se basicamente nos seguintes subconjuntos: • Corpo propriamente dito • Internos • Castelo • Flange inferior Nem todos os tipos de válvulas possuem obrigatoriamente o seu conjunto do corpo formados por todos os subcomponentes acima mencionados. portanto. • Globo gaiola • Diafragma. quando.1. temperatura e corrosão do fluído. deve satisfazer os requisitos de pressão. corpo e castelo formam uma só peça denominada de apenas corpo e. acionado por uma haste deslizante.1. enquanto que uma válvula de deslocamento rotativo é aquela na qual a peça móvel vedante descreve um movimento de rotação acionada por um eixo girante. 8. a válvula na qual a peça móvel vedante descreve um movimento retilíneo. Podem ser agrupados os principais tipos de válvulas em dois grupos: • Globo convencional • Globo três vias. Sendo o conjunto do corpo. em outros. • Obturador Excêntrico. desvantagens e limitações para este ou aquele processo. 118 .

Neste caso para a válvula abrir. portanto.1. 600.1 – Válvula globo convencional tipo sede simples Na figura 8. passa através de um único orifício. 8. não 119 . Tal tipo de montagem é denominada de desce para fechar ou normalmente aberta. na figura 8.1c. vemos a mesma válvula. É fabricada em diâmetros de ½’’ até 10’’ e com conexões das extremidades rosqueadas (até 2’’). A válvula globo pode ser sede simples (com corpo apenas reversível) e sede dupla. Neste tipo de válvula. e ainda um fato muito importante é que para a válvula fechar. oferecendo assim uma sólida base para o usuário poder selecionar a melhor válvula para a aplicação em questão. Válvulas de Deslocamento Linear da Haste 8. vemos uma outra sede simples um pouco diferente das anteriores. conforme podemos notar pela figura 8. o obturador tem que descer. a segunda abre-a em resposta ao mesmo movimento do obturador. isto é. Por outro lado. nas classes de 150 . 300. o obturador deve movimentar-se para baixo. de uma das válvulas de controle mais completa e versátil.1. ou seja.1.1a. deve descer. 900 e 1500lbs.1b.3. Uma é inversa da outra quanto ao seu funcionamento. uma válvula desce para abrir ou mais conhecida por normalmente fechada. Na Figura 8. só que o obturador está invertido. notamos que o obturador é guiado duplamente. Válvula de Controle Tipo Globo Convencional Este item trata.1. Enquanto que na primeira o obturador ao descer fecha a válvula. O obturador é guiado apenas superiormente e ao descer a válvula só pode fechar.3. Esta é. Podemos notar que a única diferença entre essas duas válvulas é a posição de aberta e fechada em relação ao mesmo movimento do obturador.No decorrer deste estudo. sem dúvida alguma. superior e inferiormente. Figura 8. • Sede Simples A figura 8. serão analisados todos esses aspectos. flangeadas ou soldadas. o fluído no interior do corpo. mostra várias montagens da denominada válvula globo tipo sede simples.1.

Uma válvula normalmente aberta ficará totalmente aberta em caso de falta de suprimento de energia para operação do atuador.2 – Válvula globo convencional tipo sede dupla Na figura 8. dosagem de um determinado produto. 300.2 mostra duas montagens diferentes da válvula globo sede dupla. não podendo ser escolhida para aplicações como. A principal vantagem da válvula sede dupla é o fato dela ser estaticamente quase estável sem necessitar. de uma força de atuação tão grande quanto à válvula sede simples. Assim sendo podemos atingir um vazamento. portanto de corpo reversível. vê-se uma válvula guiada duplamente e com obturador desce para fechar enquanto que na figura 8. 600. Nesse caso a escolha certa seria uma válvula normalmente fechada. nas classes 150.existindo a possibilidade de montagem do obturador em posição invertida ou por baixo. a válvula pode ficar completamente aberta ou completamente fechada.2a. A válvula sede dupla e. É fabricada normalmente em diâmetros de 3/4” a 14”. no máximo ate 0.2b. portanto. ou seja. que ficaria totalmente fechada em caso de falha no sistema de suprimento de energia. tipo desce para abrir. por exemplo. sem força de atuação. assim denominada pelo fato do fluxo passar através de duas passagens ou orifícios. conforme podemos deduzir com o auxilio da figura 8. • Sede dupla A figura 8. a montagem do obturador é por baixo. 120 . As principais características da válvula globo sede simples são: proporciona uma boa vedação e possui obturador estaticamente não balanceado. Essa válvula em relação ao movimento do obturador de cima para baixo. Isso significa que na posição de descanso. só pode fechar.01% da sua capacidade de vazão máxima.3. 900 e 1500lbs. quando a válvula estiver totalmente fechada de. e com conexões das extremidades rosqueadas (até 2”). O fato de uma válvula ser normalmente aberta ou normalmente fechada é um fator muito importante a ser levado em consideração na escolha da válvula. flangeadas ou soldadas. Figura 8.

0. apresentam um vazamento. 121 . sendo uma parte do obturador maior que a outra.2. 8. porém. quando totalmente fechadas de no máximo 0.5% da sua máxima capacidade de vazão. o atuador precisaria de força apenas suficiente para vencer o peso das partes móveis mais os atritos e forças da mola do atuador. É dessa diferença que surge a força resultante do fluxo.3. pois. aquela dilatará mais que esta. um pequeno esforço é suficiente para deslocar a haste de qualquer posição ( nesse caso. as áreas de passagem não são iguais (caso contrário não haveria.02%. para utilização em aplicações de mistura ou separação de fluidos. tal facilidade pode surgir como desvantagem) • Devido ao fato de ser impossível fechar os dois orifícios simultaneamente.1. ou seja. Em principio pode-se pensar que o seu vazamento seria logicamente o dobro do apresentado nas válvulas sede simples.3 – Atuação das forças dinâmicas provenientes do fluído agindo contra o obturador de uma válvula globo sede dupla Sendo nula a força resultante da pressão do fluído. é bem maior devido a dois fatores a mais que devem ser considerados: • Por ser semi-balanceada. principalmente em casos de fluídos suficientemente quentes para produzir uma dilatação volumétrica desigual no obturador. Válvula de Controle Globo de Três vias Trata-se de uma adaptação das válvulas globo convencionais. Como desvantagens. Este tipo de válvula é mostrado na figura 8.4. Neste caso diríamos que a válvula é totalmente balanceada. Porém. tendo uma diferença de 1/16” a 1/8” no diâmetro. possibilidade de executarmos a montagem do obturador e anéis da sede).Figura 8. as válvulas sede dupla.

fluidos quaisquer e separados entram pelas vias (2) e (3). A proporção da mistura é determinada pela posição do obturador relativa às duas sedes. flangeadas ou soldadas. É fabricada em diâmetros de 3/4" até 12" com extremidades rosqueadas (até 2"). aumentando simultaneamente a entrada do fluido por (3). É fabricada em diâmetros de 3/4” até 8” e com conexões nas extremidades rosqueadas (até 2"). misturando-se numa determinada e desejada proporção. Podemos notar neste tipo de válvula um novo modo de guia dupla: superior e no anel da sede.4 – Válvula globo de 3 vias Na válvula tipo convergente. pois.5. enquanto fechamos um orifício. Na figura 8.4b vê-se uma válvula de três vias tipo divergente. saindo pela via (1) já misturados. devido a sua configuração e utilização. conforme visto pela figura 8. o outro fica completamente aberto.Figura 8. Figura 8. 122 .5 – Válvula globo de 3 vias tipo divergente utilizada para desvio de um trocador de calor As válvulas de 3 vias. não apresentam vedação completa.4a. na qual o fluido entra pela via (1) e sai em proporções definidas pelas vias (2) e (3). Uma aplicação bastante conhecida da válvula três vias divergente é o de desvio de um trocador de calor conforme vemos pelo esquema da figura 8. flangeadas ou soldadas. Um deslocamento do obturador para cima faz diminuir a entrada do fluido por (2).

Apresenta um vazamento de 0. • Capacidade de vazão da ordem de 20 a 30% maior que o obtido nas válvulas globo convencionais. Dentro da concepção inerente a estilo da válvula gaiola. quando totalmente fechada.3. Por não possuir flange inferior. pois a força do fluido tendendo abrir à válvula. a válvula tipo gaiola não possui corpo reversível. As conexões das extremidades podem ser rosqueadas (até 2”). e assim a montagem dos seus internos é do tipo entra por cima.3. A válvula tipo gaiola apresenta uma concepção de internos substancialmente diferente da globo convencional. resultando assim numa freqüência natural maior dessas partes. por meio de um tampão rosqueado. O fluido entra por baixo do anel da sede. Pela figura 8. • Não possuindo flange inferior a válvula é algo mais leve que as válvulas tipo globo convencionais. pela ausência de roscas o que facilita bastante a manutenção na própria instalação. É fabricada em diâmetros de ½” até 6” nas classes de 150. A drenagem do fluido. • Menor peso das partes internas. fato esse que lhe possibilitou uma contínua e crescente utilização na quase totalidade dos processos industriais. e dentre os vários tipos de construção que são oferecidos.01% da sua máxima capacidade de vazão. O amplo sucesso deste estilo de válvula está totalmente fundamentado nos seguintes aspectos: • Facilidade de remoção das partes internas. trata-se de uma válvula não balanceada como a globo convencional sede simples. flangeadas ou soldadas. 300 e 600lbs. nota-se também que não sendo uma válvula de corpo reversível. o que faz com que a válvula fique menos susceptível à vibração horizontal do obturador. ou seja. Apresentando apenas guia na gaiola.5. proporcionando dessa forma menos ruído de origem mecânica do que as válvulas globo duplamente guiadas. desce para fechar.1.8. Se quisermos uma ação desce para abrir teríamos que alterar de alguma forma o sentido do movimento do obturador. alguns são apresentados a seguir: • Válvula Globo tipo Gaiola Sede Simples Nas figuras 8. se necessária. • Alta estabilidade de operação proporcionada pelo exclusivo sistema de guia do obturador na gaiola. com o deslocamento do obturador de cima para baixo a válvula fecha.a e b vê-se dois exemplos deste tipo de válvula. passando pelo orifício e pelas janelas da gaiola. Válvula Globo Tipo Gaiola Trata-se de uma válvula de concepção antiga. 123 . obtendo desta forma uma área de guia da ordem de 30% superior à obtida pela guia superior e inferior da válvula globo convencional. não é balanceada e por isso apresenta o mesmo inconveniente de se precisar de uma grande força de atuação.5. pode ser realizada através da parte inferior do corpo. porém totalmente renovada e aperfeiçoada nos últimos anos.

Figura 8.6. conforme pode ser visto pela figura Figura 8.5 – Válvula globo tipo gaiola sede simples • Válvula Globo Tipo Gaiola Balanceada 8. Esta construção é basicamente similar a anterior.6 – Válvula globo tipo gaiola balanceada 124 .

O fluído entra. Embora todos esses sistemas de internos para atenuação do ruído sejam baseados em princípios físicos diferentes. a válvula tipo gaiola balanceada.7a.5% da máxima capacidade de vazão da válvula. portanto. da mesma forma que acontece com a globo convencional sede dupla. distribui-se pelo anel de estagnação.Apenas que. vê-se um sistema de internos tipo gaiola de baixo ruído. As conexões podem ser rosqueadas (até 2”). O número de anéis utilizados depende das condições de operação e da atenuação de ruído requerida. É fabricada em diâmetros de ¾” até 6” nas classes de 150. apresentam. que faz com que a pressão do fluido comunique-se com ambos os lados do obturador. Repete-se o processo no seguinte anel de estagnação e próximo elemento até que o fluído 125 . através dos orifícios do primeiro elemento. onde perde velocidade antes de entrar nos orifícios do segundo elemento. neste caso. Porém. de uma menor força de atuação neste caso do que no anterior sede simples. Pela figura 8. permitindo um vazamento de até 0.7b. formando-se assim um balanceamento de forças. Basicamente trata-se de vários anéis circulares e concêntricos formando um conjunto.7c. não apresenta boa vedação. após o que. porém. Precisamos. O fluido neste tipo de construção entra por cima. • Válvula Tipo Gaiola com Internos de Baixo Ruído Existem diversos tipos de válvulas de controle com internos especialmente projetados para aplicações onde haja a necessidade de uma considerável redução do nível de ruído aerodinâmico (ruído produzido pelo escoamento de gases e vapores a altas velocidades) produzido numa válvula de controle. é possível notar melhor o seu funcionamento. à pressão Pe. 300 e 600lbs. um fato em comum: produzem uma distribuição do fluxo do gás ou vapor através de uma série de restrições localizadas no sistema de internos. conforme uma flecha indicativa presa ao corpo da válvula. Figura 8.7 – Válvula globo tipo gaiola com internos de baixo ruído Na figura 8. o obturador é balanceado dinamicamente (como acontece na válvula globo sede dupla) devido ao orifício interno no obturador. flangeadas ou soldadas. como pode ser notado pela figura 8.

em aplicações corrosivas. então. possui como vantagens um baixo custo. chumbo ou teflon. o que possibilita o uso deste tipo de válvula mesmo em corpo de ferro fundido. é possível o revestimento interno das paredes do corpo com materiais. a uma pressão. e facilidade de manutenção. além de uma alta e não uniforme força de atuação que faz com que praticamente este tipo de válvula seja limitado em diâmetros de até 6" para efeito de aplicações em controle modulado. se desloca para provocar o fechamento da válvula. porém revestido.4.atinja a saída após o último elemento. Uma particularidade muito importante e notável é que. é utilizada no controle de fluidos corrosivos. total estanqueidade quando fechada. Figura 8. O número de orifícios. 126 . plástico. preso entre o corpo e o castelo. devido a forma interna do seu corpo. Válvula de Controle Tipo Diafragma Este tipo de válvula. tais como: vidro. e com conexões das extremidades rosqueadas (até 2") e flangeadas. Fabricada em classes 125 e 150lbs.3.1. líquidos altamente viscosos e líquidos com sólidos em suspensão. assim denominada por se tratar de uma patente mundial da Saunders (Inglaterra). a sua utilização é limitada pela temperatura do fluido em função do material do diafragma. já que o assento é composto.8 – Válvula tipo diafrágma A válvula de controle tipo Diafragma ou Saunders. ebonite. cuja configuração é totalmente diferente das outras válvulas de controle. de Ps. consiste de um corpo em cuja parte central apresenta um encosto sobre o qual um diafragma móvel.8. Uma outra desvantagem é que devido ao material do seu obturador (diafragma de neoprene ou teflon). Uma válvula de controle tipo diafragma conforme vista na figura 8. é calculado de forma a manter a velocidade média de escoamento igual em todos os elementos. Entretanto não apresenta uma boa característica de vazão para controle. em cada elemento. 8.

hoje em dia a sua aplicação tem atingido algumas outras aplicações em indústrias químicas. Este tipo de válvula é apenas de sede simples.6. podendo ser facilmente removido. petroquímicas. a sua principal aplicação continua sendo em controle biestável com fluídos pastosos. portanto caro.3. Estes flanges podem ser em aço carbono comum mesmo que o corpo seja de material superior. o anel da sede é preso (ao contrário da globo convencional onde é rosqueado) entre as duas metades do corpo. 600. abastecimento de água. Válvula de Controle Bi-partida Trata-se de uma válvula desenvolvida para aplicações altamente corrosivas. foi desenhada para tais situações possibilitando uma fácil manutenção devido à facilidade de acesso aos internos. Uma desvantagem deste tipo de válvula é a não possibilidade de uma fixação na linha por meio de solda (pois neste caso as metades do corpo não poderiam ser separadas para a remoção do anel interno). padronizando-se a utilização de flanges tipo encaixe.3. A guia do obturador é apenas superior ou superior e no anel da sede. aplicações nas quais torna-se necessária uma freqüente inspeção ou substituição dos internos da válvula. apresentando índices de vazamento na ordem de 0. já que em tais aplicações tão corrosivas nas plantas químicas. 8. Válvulas de Controle tipo Guilhotina Trata-se de uma válvula originalmente projetada para a indústria de papel e celulose. 900 e 1500lbs. Neste tipo de válvula.1. etc. A válvula de controle de corpo bi-partido conforme vista na figura 8. 127 .8. Contudo. É normalmente fabricada em diâmetros de 1/2” a 12”. soldados ao corpo.1.9 – Válvula tipo bi-partida Devido a ser uma válvula utilizada em fluidos altamente corrosivos. tais como massa de papel. principalmente em plantas de processos químicos. açucareiras.01% da sua máxima capacidade de vazão. Figura 8.5. o material do corpo é especial e. 300.9. é bastante comum a normalização deste tipo de fixação. porém. e com conexões flangeadas nas classes 150.

uma relação entre a vazão que passa e a abertura da válvula (afastamento do obturador em relação à sede). defini-la como uma relação entre a vazão que passa pela válvula e o afastamento do obturador relativo à sede.7.10. produzir uma restrição variável à passagem do fluido conforme a necessidade imposta pela ação corretiva do controlador produzindo assim. Internos de Válvulas de Deslocamento Linear Normalmente costuma-se definir ou representar os internos de uma válvula de controle como o coração da mesma. por enquanto. realmente as partes denominadas de internos representam o papel principal da válvula de controle. deslocamento este. anel 128 .1. denominado de curso da válvula ou curso do obturador. O conjunto dos internos da válvula consiste das partes internas removíveis e que entram em contato com o fluido de processo.3. Tal conjunto é formado por: obturador.È uma válvula de concepção simples. Esta tal relação é denominada de características de vazão da válvula e pode-se. Figura 8. Este afastamento é uma fração de deslocamento linear do obturador entre as posições de abertura e fechamento total da válvula.10 – Válvula tipo guilhotina È fabricada em diâmetro de 2” até 24” com conexões sem flanges para ser instalada entre par de flanges da tubulação classe 150lbs. 8. sem castelo conforme pode ser observada pela figura 8. Se considerarmos a função à qual se destina a válvula. ou seja. as partes internas têm que ainda proporcionar a necessária estanqueidade da válvula quando totalmente fechada. Não fosse o bastante isso.

da sede, guia e gaiola (no caso das válvulas tipo gaiola), conforme pode ser vista pela figura 8.11.

Figura 8.11 – Internos da válvula globo: a) Convencional; b) Gaiola 8.1.3.8. Internos da Válvula Globo Convencional O obturador é o elemento vedante do conjunto dos internos da válvula (ver figura 8.12) com formato de disco ou de contorno caracterizado, que se move linearmente no interior do corpo, obstruindo o orifício de passagem, de modo a formar uma restrição variável ao fluxo.

Figura 8.12 – Obturadores da válvula globo convencional O obturador para poder produzir uma predeterminada característica de vazão deve possuir um formato de contorno caracterizado.

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Existem, e vão ser vistas mais adiante com maiores detalhes, quatro tipos básicos de características de vazão: Linear, Igual Porcentagem, Parabólica Modificada e Abertura Rápida. 8.1.3.9. Internos da Válvula Tipo Gaiola A válvula com internos tipo gaiola teve seu início de utilização por volta de 1940 em aplicações de alta pressão como no caso da produção de óleo e gás, alimentação de água de caldeira, etc. Os internos tipo gaiola, conforme o desenho conhecido hoje, foram produzidos por volta de 1963 e rapidamente alcançaram uma boa parte do mercado. Partindo da premissa que a válvula globo convencional tem sido indiscutivelmente a válvula mais completa durante muitos anos, é correto considerar que a válvula globo tipo gaiola seja de alguma forma mais completa que a convencional, pois se trata de uma adaptação desenvolvida para satisfazer algumas aplicações que por ventura a globo convencional não realiza com o desempenho desejado. Estando nos internos a única diferença entre as válvulas globo convencional e gaiola, é interessante deter-se um pouco mais neste tipo de internos. O perfeito tipo do guia do obturador, em conjunto com a possibilidade de balanceamento das forças de fluido agindo sobre o obturador e uma distribuição uniforme do fluxo ao redor do obturador por meio do sistema de janelas, resulta nas quatro (4) principais vantagens, deste tipo de internos: • Estabilidade de controle em qualquer pressão; • Redução do esforço lateral e atrito; • Possibilidade de estanqueidade de grandes vazões a altas pressões com atuadores normais; • Maior vida útil do chanfro da sede. O chanfro da sede é definido como sendo a área do anel da sede que se encosta ao obturador, formando o assentamento deste na posição de fechamento. A vida do chanfro da sede é aumentada eliminando-se a vibração em baixos cursos e por uma maior distribuição uniforme do fluxo através do orifício do anel da sede, resultando em menor canalização do fluxo e desgaste por erosão. O desenho de gaiola caracterizada reduz a erosão separando as áreas de assentamento e de restrição ou controle fazendo assim com que a sede não esteja numa zona de alta velocidade do fluido. O funcionamento da restrição e modulação provida por este tipo de válvula, é mediante o sistema da gaiola (que é uma peça cilíndrica e oca), conforme vemos pela figura 8.13, em cujo interior desloca-se o obturador, como se fosse um pistão de cilindro. A gaiola possui um determinado número de passagens ou janelas, as quais distribuem uniformemente o fluxo ao redor do obturador e na maioria dos desenhos deste tipo de válvula, serve como guia do obturador. Tais janelas apresentam formatos caracterizados sendo elas, em conjunto com a posição relativa do obturador, que proporcionam a característica de vazão, ao invés de ser o formato do obturador como na válvula globo convencional. Os dois desenhos mais comuns de internos tipo gaiola são: sede simples e balanceado, ilustrados pelas figuras 8.13a e b.

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Figura 8.13 – Princípio de funcionamento da ação de controle dos internos tipo gaiola: a) Sede simples e b) Balanceado 8.1.3.10. Tipos de Guia do Obturador Válvula Globo É através do sistema de guias que o obturador alinha-se em relação à sede, possibilitando assim um perfeito encaixe das superfícies de assentamento. As guias devem resistir a todos os esforços laterais sobre o obturador, provenientes das forças exercidas pelo fluido de processo. São vários os tipos de guias do obturador utilizados, ilustrados na figura 8.14:

Figura 8.14 – Tipos de guia do obturador da válvula globo

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14e.15a onde se mostra um castelo tipo normal para utilização nas válvulas globo convencionais.14d. a gaiola é que guia o obturador. onde é mostrado um obturador guiado na parte superior e na sede.14c). • Guia na Sede: o obturador é guiado apenas na sede por meio da saia do obturador.14b). • Guia superior e inferior: é utilizada com obturadores tipo contorno ou passagem em “V” maciço. cujas extremidades são guiadas superior e inferiormente (figura 8. Sendo uma peça sujeita à pressão do fluido.1.3.15 – Tipos de castelos utilizados nas válvula globo 132 . • Guia na gaiola: conforme vê-se na figura 8.14a). Outros tipos secundários de guias são combinações dos quatro tipos principais dados acima como se pode notar pela figura 8. conforme se pode notar pela figura 8. é definido como sendo "um conjunto que inclui a parte através da qual uma haste do obturador de válvula move-se. Castelo O castelo. Figura 8.11.• Guia superior: possui uma bucha a qual guia o obturador superiormente (figura 8. e um meio para produzir selagem contra vazamento através da haste". É utilizados em válvulas com obturadores de passagem em “V” ocos e nas válvulas globo de três vias (figura 8. conter a caixa de gaxetas e poder ainda conter a bucha de guia superior para guiar o obturador como acontece no caso das válvulas globo convencional. 8. geralmente uma parte separada do corpo da válvula que pode ser removida para dar acesso às partes internas das válvulas. No próprio castelo dispõem-se os meios para prender o atuador. Ele proporciona também um meio para montagem do atuador. tem de satisfazer aos mesmos requisitos de projeto que o corpo.

8. portanto. ou uma entrada de ar.15d): este tipo de castelo é especificado em casos especiais nos quais seja proibitivo um vazamento para o meio ambiente através da gaxeta. • Castelo com fole de selagem (figura 8. os exemplos de castelos que aqui serão dados servem apenas para aquelas válvulas nas quais o castelo é uma peça separada. fluídos radioativos.16.15b): é semelhante ao interior.1. 133 . e a bipartida nas quais o castelo é parte integral ao corpo. esfera e excêntrica). sempre que a pressão do fluído seja superior á pressão atmosférica. É especificado para aplicações em baixíssimas temperaturas ou criogenias como –100 à –45ºC para evitar que o teflon das gaxetas congele. Os castelos classificam-se em: • Castelo Normal (figura 8.15a): é o castelo padrão utilizado para fluído entre –18 a 232ºC.3. • Castelo Extra-Longo (figura 8. Ele possui no interior um fole metálico de aço inoxidável e soldado de modo a formar uma câmara de pressurização interna. caso tais como. portanto um subconjunto do corpo na maioria das válvulas de controle. caso a válvula esteja trabalhando em pressões de vácuo. Assim sendo. entre a parte do fole e as superfície da haste. Conjunto da Caixa de Gaxetas O propósito do conjunto da caixa de gaxeta é o de proporcionar uma selagem contra vazamentos dos fluídos do processo. como pode ser observado pela figura 8. Esta limitação é imposta pelo material da gaxeta já que a sua localização está bem próxima ao fluído • Castelo Longo (figura 8. Figura 8. não se constituindo. a menos da sua altura que faz com que a caixa de gaxeta fique um pouco mais afastada do fluído. de parte independente. Englobam-se neste tipo aplicações especiais.15c): é fabricado de tubo ou fundido possuindo uma maior altura que o anterior. Recomenda-se sua utilização para aplicações com fluídos em temperaturas de –45 a –18°C e 232º à 430ºC.12. embora existem tipos de válvulas como as rotativas (borboleta. tóxicos ou explosivos. haverá sempre um vazamento do fluído para o meio ambiente.16 – Tipos de caixa de gaxetas utilizadas nas válvulas de deslocamento linear da haste Caso não haja boa selagem por meio do conjunto da caixa de gaxetas.O castelo é.

É um material praticamente inerte quimicamente e suporta temperaturas altíssimas (o ponto de volatilização é de 3650ºC). capacidade relativa maior de fluxo. Válvulas de Controle Tipo Borboleta É talvez a mais comum das válvulas rotativas utilizadas para controle.1. Os principais materiais de gaxeta são: Teflon e amianto impregnado. Válvulas de Deslocamento Rotativo da Haste Nos últimos anos tem-se notado um substancial aumento no uso das válvulas denominadas de rotativas. anéis da gaxeta.1. a gaxeta de teflon não requer lubrificação externa e a sua principal limitação é a temperatura. no interior do qual oscila entre dois mancais um disco que faz a função do obturador. • Amianto impregnado: é ainda um material de gaxeta bastante popular devido às características do amianto adicionadas às de alguns aditivos e à facilidade de manutenção e operação.16. A gaxeta de teflon é formada de anéis em “V” de teflon sólido. subconjunto de lubrificação e mola de compressão (caso a gaxeta seja de anéis em “V” de teflon). A válvula borboleta. para facilitar a deformação. Recentemente surgiu um novo material de gaxeta denominado de Grafoil. ela deve ser enrolada ao redor da haste e socada para compactá-la formando diversos anéis. provida por meio de uma mola compressão. a mola não é necessária. etc. Devido as suas características. e requer uma constante compressão para o seu posicionamento firme e compacto. inconel. devem ter elasticidade. • Teflon (TFE): é o material mais amplamente utilizado devido as suas notáveis características de mínimo coeficiente de atrito. conforme pode ser vista na figura 8. No caso de gaxeta em anéis quadrados.4. 8. com exceção ao amianto impregnado com teflon. retentor de graxa. grafite.1. consiste de um corpo tipo anel circular. temperatura e corrosão do fluído de processo.16c. sendo a compressão feita pelo aperto do prensa gaxeta. Este tipo de gaxeta é do tipo quadrada e comprimida por meio do prensa gaxeta. como os à base de amianto. desenho simples. O sistema de lubrificação externa (utilizando caso o material da gaxeta necessite de lubrificação) pode ser observado pela figura 8. A válvula de bloqueio produz uma selagem entre a caixa de gaxetas e o lubrificador evitando assim que o fluído do processo impossibilite a introdução da graxa lubrificante.4. Dentre as desvantagens citamos e limitação em diâmetro inferiores a 1’’ ou 2’’ e quedas de pressão limitadas. e de ser praticamente inerte quimicamente a qualquer fluído. Seu único inconveniente reside no fato de que produz um certo travamento da haste. A 134 . pelos seguintes componentes: flange do prensa gaxetas. prensa gaxeta. mica. Nas vantagens pode-se considerar o baixo peso em relação aos outros tipos de válvulas. Requer lubrificação externa. já que por ser fita. As principais características do material utilizado para a gaxeta. etc. custo inicial mais baixo.17. utiliza-se o amianto impregnado com aditivos tais como teflon. Basicamente estes tipos de válvulas apresentam vantagens e desvantagens. principalmente em grandes diâmetros. 8. Não sendo autolubrificante. produzir o mínimo atrito e deve ser de material adequado para resistir as condições de pressão. Trata-se de material á base de grafite e comercializado em fitas flexíveis de vários tamanhos.O conjunto geral da caixa de gaxetas é formado conforme podemos acompanhar através da figura 8.

18.sede nesta válvula é a própria parede interna do corpo. O seu corpo na maioria dos desenhos é sem flange. não é costume especificar a válvula borboleta “wafer” pela classe de pressão conforme ANSI. 135 . como é feito nas válvulas flangeadas.18 – Montagem da válvula tipo wafer Convenciona-se especificar a válvula borboleta “wafer” para uma determinada queda máxima de pressão quando totalmente fechada e a 60° de abertura. sendo preso á tubulação entre par de flanges conforme mostra a figura 8. Figura 8. posição esta definida como curso máximo para aplicações em controle modulado.17 – Válvula tipo borboleta O desenho de corpo mais comum é o tipo “wafer”. Sua construção é possível em diâmetros de 2’’ até 24’’. Admite o fluído em qualquer direção. Figura 8. Pelo fato do corpo não possuir flanges. Nota-se desde já uma enorme simplicidade de desenho.

qualquer que seja a direção do fluído. geralmente em diâmetros de 4” e superiores. Para temperaturas e pressões moderadas. já que para cada ângulo de abertura teremos uma força torsora diferente e portanto um momento torsor diferente. a válvula está parcialmente aberta como mostra a figura 8. menor espaço de instalação e razoável características de vazão. mesmo em fluídos corrosivos. oferece a vantagem de simplicidade. porém. Essa desigualdade de força produz um momento torsor que tende fechar a válvula. não existe mais tal equilíbrio. Pode-se notar pela figura 8. sendo até 24” com corpo tipo “wafer” e de 30” até 60” com corpo flangeado. Da mesma forma que foi feita na válvula globo. Do lado do disco á jusante temos a formação de forças que aumentam conforme a velocidade do fluxo.Quando adequadamente selecionada. é maior que a resultante das forças agindo do centro do disco até a segunda borda.19 – Resistência ao fluído na válvula borboleta: a) Quando totalmente aberta b) Quando parcialmente aberta Quando. que tende fechar sempre a válvula. as forças originárias da pressão do fluído são balanceadas em ambos os lados e. pouco peso. e é esse momento torsor que limita a pressão diferencial de operação da válvula em diferentes graus de abertura. a válvula borboleta com corpo internamente revestido oferece ainda uma vedação estanque. Figura 8. a válvula borboleta encontra uma ampla faixa de aplicações. A válvula de controle tipo borboleta é fabricada em diâmetros de 2” até 60”. que a resultante das forças atuantes desde a primeira borda até o centro do disco. 136 . portanto. baixo custo.19b. a válvula borboleta. não há resultante de força torsora para nenhum lado.19b.19a). surgindo uma força resultante. Possuindo um corpo cujo formato lhe possibilita a utilização de revestimento interno com elastômeros. tornando-se para tais aplicações uma solução bastante econômica. a análise do desempenho da força do fluído sobre o disco da válvula borboleta também será feita. Quando a válvula está fechada ou completamente aberta (figura 8.

Devido ao seu sistema de assentamento. corrosivos e abrasivos além de gases e vapores. ou seja.1. É utilizada em aplicações onde a temperatura do fluído não permite o uso de algum elastômero para possibilitar a vedação. conforme mostra a figura 8. tanto assim que é recomendada para trabalhar com líquidos viscosos. (isto é.20a. É normalmente utilizada em aplicações com fluídos auxiliares e à baixa temperatura.4. tendo nos últimos anos crescido a sua utilização. Figura 8. conforme mostra a figura 8. por exemplo. o encarecimento da válvula. através da seleção de um elastômero quimicamente inerte ao fluído. evitando-se assim. A válvula esfera é constituída por um corpo em cujo interior aloja uma esfera oca (daí o seu nome) que atua como obturador. proporciona uma vedação estanque. ou ainda em aplicações com fluídos corrosivos. Porém a sua utilização tem apresentado uma crescente introdução em outros tipos de processo. metal-elastômero. É utilizada em aplicações. conforme mostram as figuras 8. tais como água e ar. permitindo uma passagem bastante livre. Inicialmente a válvula de controle tipo esfera encontrou a sua principal aplicação na indústria de papel e celulose.20 – Tipos de assentamento das válvula borboletas 8. em particular o Teflon.2.20c. • Válvula borboleta com corpo sem revestimento e assento tipo metal-metal. face ás características fibrosas de determinados fluídos nesse tipo de processo industrial. onde a vedação estanque seja uma necessidade.Em função do tipo de assentamento podemos classificar as válvulas borboleta da seguinte forma: • Válvula borboleta com corpo revestido internamente e Assento tipo composto. prover uma adequada ação de 137 .20d. constituindo-se numa das poucas válvulas de controle que além de possuir ótimas condições de desempenho da sua principal função.20b e 8. • Válvula borboleta com corpo sem revestimento e assento tipo composto. Válvula de Controle Tipo Esfera A utilização da válvula de esfera em controle é bastante recente. face a um aprimoramento dos desenhos para a sua adaptação ao controle de processos e o surgimento de diversos materiais elastômeros e fluorocarbonetos.

O seu castelo é integral ao corpo e até 6” é guiada superiormente e nas sedes.21 – Válvula tipo esfera Como se pode notar. de 8” em diante a guia é superior e inferior e nas sedes. ainda. e possue um curso total de 90º. Figura 8. Na figura 8. o corpo é bi-partido (para possibilitar a montagem dos internos). conforme pode-se verificar pela figura 8. Possibilita a passagem do fluído em qualquer direção sem problemas dinâmicos. Figura 8. permite.controle modulado). uma total estanqueidade quando totalmente fechada.22 – Tipos de guia do obturador na válvula esfera 138 .21 vê-se um corpo típico de uma válvula esfera.22. sendo que a esfera gira em torno de dois anéis de teflon (construção padrão) alojados no corpo e que fazem a função de sede.

como será comentado mais adiante. uma resistência menor á passagem de fluxo do que a apresentada em outros tipos de válvulas de desenho semelhante. Em casos de temperaturas superiores especificam-se anéis sede de aço inoxidável tipo 316 com revestimento em Stellite. qualquer aplicação de processo. Possui castelo tipo integral que lhe permite operar uma faixa de temperatura de –196°C á 400ºC com gaxetas de teflon puro. Com este tipo de assentamento metal-metal. quando totalmente fechada.23). tratase de uma válvula recomendada para aplicações de utilidades ou auxiliares.01% da sua máxima capacidade. Tal particularidade de movimento excêntrico possibilita-lhe uma redução do torque de atuação permitindo uma operação mais estável com o fluído entrando na válvula em qualquer sentido.23. Apresenta. desta forma. Em contraste com os outros tipos de válvulas. Idealizada originalmente para. tem mostrado realmente vantagens em apenas alguns processos industriais. nas quais há quase que uma total compatibilidade de atuadores. basicamente. O Curso do obturador é de 50° em movimento excêntrico da parte esférica do obturador. 139 . um índice de vazamento de 0.1. tais como papel e celulose e de forma genérica. Neste tipo de construção apresenta um nível de vazamento quando totalmente fechada de algumas bolhas por minuto. sendo fabricada em diâmetros de 1” até 12”. classe 600lbs.4. Figura 8. este tipo de válvula requer a utilização de um atuador de conceituação diferente.23 – Válvula tipo obturador rotativo excêntrico Possui corpo com extremidades sem flanges (figura 8. O obturador possue guia duplo possibilitando.3.A válvula de controle esfera com anéis sede de teflon é recomendada para aplicações com fluídos a temperaturas de até 200ºC.01% da sua máxima capacidade de fluxo. a válvula esfera apresenta um vazamento permissível de até 0. Válvula de Controle Tipo obturador Rotativo Excêntrico Este tipo de válvula é mostrado na figura 8. 8.

o atuador utilizado em aplicações de controle modulado. é o caso da instrumentação eletrônica utilizada hoje em dia na maioria dos sistemas de controle de processo. antes de iniciar a análise detalhada dos diversos tipos de atuadores. a 9psig ela está exatamente na metade do seu curso e a 15psig está totalmente fechada. Sendo parte integrante do sistema de controle ele.20mA. 140 . e que efetivamente trabalha sobre o diafragma do atuador. Atuador Pneumático Tipo Mola e Diafragma Este tipo de atuador utiliza um diafragma flexível. é que o atuador selecionado deve ser compatível com o sinal de saída do controlador. quando corretamente selecionado.27. denominado de ação direta (figura 8.24a). sinal este que não é compatível. • Hidráulico Um fator importante que deve ser mencionado. Introdução O atuador constitui-se no elemento responsável em proporcionar a necessária força motriz ao funcionamento da válvula de controle. formando duas câmaras. produz a força motriz necessária para movimentar o elemento vedante da válvula de controle. com 3psig sobre o diafragma a válvula mantêm-se totalmente aberta. • Elétrico-hidraúlico. por onde entra o sinal da pressão de carga.35psig. Isso significa que. classifica-se em cinco tipos principais: • Pneumático à mola ou diafragma. então. por exemplo. necessidade da conversão do sinal de elétrico para pneumático. com o aumento da pressão de carga. O diafragma é alojado entre dois tampos. enquanto que a mola força a haste para cima.15psig.8. Um exemplo claro disso. Há. uma das quais totalmente estanque. Um deles. com os atuadores pneumáticos. são utilizados para a produção da força de assentamento requerida. O atuador mola e diafragma é disponível em dois tipos.2. O sinal de saída do controlador é normalmente 4 . pela área útil do diafragma. deve proporcionar à válvula meios de operacionalidade estáveis e suaves. A força motriz é obtida pelo produto da pressão de carga.30 e 0 . contra a ação variável das forças dinâmicas e estáticas originadas na válvula através da ação do fluído de processo. 0 . enquanto que para esse sinal a faixa da mola do atuador é de 3 . sobre o qual age uma pressão de carga variável em oposição à força produzida por uma mola. O atuador em si é um dispositivo que em resposta ao sinal enviado pelo controlador. Define-se como pressão de carga ao sinal de ar proveniente do controlador ou do posicionador da válvula. • Elétrico. denominado de ação inversa (figura 8. enquanto que a mola empurra-a para baixo.24b). 8. empurra a haste para abaixo conforme aumenta a pressão de carga sobre o diafragma. caso seja utilizado o atuador pneumático. Outras faixas comuns de pressão de carga são 0 . Dependendo basicamente do meio de produção da força motriz.2.2. O outro. por exemplo. puxa a haste para cima. A faixa de pressão de carga mais comumente utilizada é de 0-18psig no caso da instrumentação pneumática.2.1. ATUADORES PARA VÁLVULAS DE CONTROLE 8. como acontece na grande maioria das aplicações. • Pneumático a pistão. Os 3psig restantes. que é o sinal proveniente do controlador ou do posicionador.

talvez seja pelo fato de até hoje não ter sido desenvolvido um outro tipo de atuador mais versátil. confiável e econômico. em caso de falha no sistema de suprimento de ar a válvula abre. maior será a força produzida. ou ainda em casos de pressões extremamente altas mesmo se tratando de válvulas de deslocamento linear. enquanto que no caso tivesse sido utilizado um atuador inverso. O amplo sucesso deste atuador.24 – Atuadores pneumáticos tipo mola e diafragma A escolha entre esses dois tipos de construção depende de qual a posição de segurança que o processo exige em caso de falha ou falta de energia de suprimento. face a inúmeras vantagens e poucas desvantagens. A sua principal desvantagem é a da limitação da força de atuação.Figura 8. O posicionador consiste de um dispositivo que ajusta o atuador e a haste da válvula a uma determinada posição em função do sinal de pressão de carga. os níveis de pressão de carga não podem exceder 50 ou 60psig. independente do sinal de pressão de carga. Este tipo de atuador é o mais amplamente utilizado para atuar as válvulas de controle. Assim numa válvula globo convencional com o obturador entrando por cima e utilizando-se de um atuador de ação direta. O tamanho do atuador tipo mola e diafragma é definido em função do diâmetro do diafragma. o que de fato limita a sua aplicação em determinados tipos de válvulas que exigem uma elevada força de atuação como é o caso das válvulas rotativas. pois devido ao diafragma. Não requer o uso obrigatório de posicionador para operar em sistema de controle modulado. Quanto maior ele for. podendo-se tornar excessivamente onerosa a sua utilização em tamanhos superdimensionados. 141 . Nesses casos o atuador pneumático à mola e diafragma deixa de ser uma escolha conveniente. a válvula fecharia.

uma capacidade de operação em níveis superiores de pressão de carga (e. em caso de falha de suprimento de energia.25a. uma maior capacidade e ainda uma maior velocidade de resposta. caso a válvula seja utilizada em serviços de controle modulado e na ausência de recursos próprios para a obtenção da posição de segurança da válvula. São dois tipos básicos de atuadores a pistão. conforme mostra a figura 8.2. necessita da adaptação de uma mola de retorno.3. enquanto que na figura 8. 142 . substitui o uso do diafragma flexível por um pistão metálico. uma produção de maior força de atuação). portanto. O atuador pneumático tipo pistão. como a borboleta e esfera. destina-se á utilização em válvulas de deslocamento linear como a globo. embora não muito utilizado nas válvulas de deslocamento linear em relação ao tipo á mola e diafragma. Apresenta como principal vantagem em relação ao anterior. Um. Figura 8. tem apresentado uma crescente tendência de uso junto às válvulas tipo rotativas. residem na necessidade do uso do posicionador. Atuador Pneumático Tipo Pistão O atuador pneumático tipo pistão.25b vê-se o tipo utilizado para acionar válvulas de deslocamento rotativo.8. ou então de um sistema auxiliar externo de armazenamento de energia.25 – Atuadores pneumáticos tipo pistão As principais desvantagens deste atuador em relação ao à mola e diafragma. fato esse que lhe possibilita operar em níveis de pressão de carga superiores. ao contrário do anterior para se obter a posição de segurança por falha. dependendo do tipo de válvula que irá operar. Neste tipo de atuador.

.2. 4-20mA ou 10-50mA. esquematicamente. da ordem de 24 a 65 Volts DC e 1-5V.2.27 vê-se. no qual uma bobina é sensibilizada quando sujeita a um sinal de corrente.26.4. embora não muito utilizado em controle.8. Atuador Eletro-Hidráulico Este tipo de atuador consiste de um atuador elétrico no qual uma bomba manda óleo de altas pressões para um pistão. Este tipo de atuador pode ser operado com sinais elétricos de baixo nível. Figura 8.5. mostrado esquematicamente na figura 8. o desenho deste tipo de atuador. ou seja. geralmente consistem de um motor elétrico com um conjunto de engrenagens.26 – Atuadores elétricos As suas principais desvantagens residem no seu custo excessivo. produzindo um campo 143 . Figura 8. lenta resposta e na falta de posição de segurança em caso de falha de energia de suprimento. como os de saída dos instrumentos eletrônicos.27 – Esquema de um atuador eletro-hidráulico Na figura 8. que lhe possibilitam a capacidade de uma elevada faixa de torque de saída. o qual produz uma força de atuação de altíssimo valor. Atuador Elétrico Os atuadores elétricos utilizados em alguns tipos de situações de processo. 8. O atuador elétrico tanto pode ser utilizado para acionar válvulas de deslocamento linear quanto rotativas. oferece amplas vantagens em instalações remotas onde nenhuma outra fonte de suprimento seja disponível. Este tipo de atuador.

fechada ou aberta. obstruindo mais ou menos um bocal através do qual escoa óleo a uma alta pressão. As suas principais desvantagens. vantagens e desvantagens. mais conversor eletro-pneumático necessário. 8. 8. no caso das válvulas globo convencionais. através da inversão da ação no próprio corpo.6. a posição de segurança fechada por falha. o que faz deslocar uma palheta. este tipo de atuador requer uma fonte de pressão constante o que significa alimentação elétrica constante para bombear o óleo para o pistão. quando se utiliza uma válvula globo. O atuador eletro-hidráulico apresenta como os tipos precedentes. devido ao fato de necessitar da alimentação de óleo para o pistão. A devida escolha de uma delas deve ser baseada em considerações de segurança do processo industrial. a válvula abriria em caso de falha. verificou-se que existia a possibilidade de inverter a ação da válvula no próprio corpo em função de montagem do obturador por cima ou por baixo. indo para o pistão onde produz-se uma elevada força de atuação que irá movimentar a válvula de controle. A falha tanto pode ser motivada por falha mecânica do atuador como falha no sistema de distribuição de energia de suprimento. em caso de falha de energia. 144 . o que produziria a posição de segurança fechada. enquanto que utilizando-se do atuador de ação direta. em caso de falha. assemelham-se bastante aos eletro-hidráulicos e como esses devem ser especificados somente em casos de altíssimas forças de atuação quando da impossibilidade da utilização de outros tipos de atuadores. globo gaiola. entretanto. para se ter a ação inversa. diafragma e bipartida. por exemplo. No caso de controle de nível estando a válvula de controle na entrada do tanque. O tipo de posição de segurança por falha de uma válvula. porém com a globo 3 vias. por exemplo. obrigatoriamente é necessário a utilização do atuador inverso. Duas generalizações são que em aplicações de aquecimento. A posição da válvula em caso de falha é uma consideração muito importante a qual não pode deixar de ser avaliada e especificada. aplicações onde tanto uma posição quanto outra são igualmente seguras.magnético. Em outros tipos de válvulas. Pode-se simplesmente utilizar um atuador de ação direta e inverter ação no próprio corpo. e assim por diante. Face a isso. Não possui posição de segurança inerente. posição de segurança recomendada seria fechada. enquanto que em aplicações de resfriamento deva abrir. Existem. tem sido o seu custo excessivamente alto comparado ao conjunto pneumático à mola e diafragma.2. ou ainda. a válvula deve fechar por falha. Atuador Hodráulico Os atuadores hidráulicos. pode ser obtido através de seleção da ação do atuador. No atuador hidráulico. Cabe ao usuário escolher corretamente qual a posição de segurança da válvula. para utilização compatível junto à instrumentação eletrônica.2. não há necessidade nesse tipo de válvula da utilização de atuador de ação inversa para se obter. Posição de Segurança por falha Define-se posição de segurança por falha de energia de suprimento como sendo a posição que a válvula (ou qualquer outro elemento final de controle) deve assumir. As posições de segurança possíveis da válvula são: fechada e aberta. como visto anteriormente. Além disso.7. uma central hidráulica bombeia fluído hidráulico ao pistão a uma pressão consideravelmente lata produzindo-se elevadíssimas forças de atuação. Ou seja. fato esse que tem limitado em muito a sua utilização.

que não possuem de forma integral ou inerente meios de possibilitar uma posição de segurança em caso de falha.29 – Sistema de segurança auxiliar em caso de falha 145 . Figura 8. ou ainda através da utilização de uma mola de retorno. fazendo operar o pistão em caráter de emergência para a posição predeterminada de segurança. Figura 8. esquematicamente..29 onde se vê o esquema do sistema de segurança auxiliar em caso de falha. como por exemplo o tipo pistão pneumático.28 – Posições de segurança por falha em função de diversas combinações entre atuador e obturador No caso dos atuadores.28. vê-se. Nele um reservatório de ar comprimido envia ar através da válvula solenóide de 3 vias. assumem uma posição estacionária permanecendo o pistão na posição que estava quando da falha. as diversas possíveis combinações de montagens atuador-corpo para diversas válvulas e as suas respectivas posições de segurança por falha. ou ainda através da utilização de um sistema de armazenamento de energia externo conforme mostra a figura 8. A posição de segurança somente poderá ser obtida através de rede de retorno.Na figura 8.

O posicionador pode ser pneumático ou eletropneumático. Os principais tipos de acessórios utilizados são os pocisionadores. A sua utilização nas válvulas.30 vê-se um posicionador pneumático montado numa válvula. precipitadamente. volantes auxiliares manuais. acontecer porém a afirmação é duvidosa. etc. torna-se um pouco mais difícil o ajuste global para um desempenho dinamicamente estável.3.30 – Posicionador pneumático montado numa válvula de controle Um dos maiores enganos é o de julgar. que não precisam obrigatoriamente de seu uso. Posicionador Pneumático Define-se como posicionador. ACESSÓRIOS DE UMA VÁLVULA DE CONTROLE 8. permitindo posicionar a haste da válvula no valor exato determinado pelo sinal de controle. Como acessórios pode-se definir. Figura 8. que uma válvula de controle com posicionador venha a desempenhar a sua função de melhor forma.8. Isto se deve ao fato de que. Um posicionador opera 146 . determinados dispositivos que se utilizam na válvula para obter determinadas adaptações com o sistema de controle ou sofisticações quanto á operação da controlabilidade. Dentre todos. transdutores eletropneumáticos. realmente deixa de ser considerado como acessório passando a ser parte integrante da própria válvula. Introdução Aqui serão descritos os principais e mais comuns acessórios de uma válvula de controle. sendo que em alguns tipos de válvulas. sendo o posicionador um elemento que contribui com uma constante de tempo adicional à malha de controle. reguladores de ar. Na figura 8. o dispositivo que transmite pressão de carga para o atuador. Isto pode.3.3. deve ser criteriosa. válvulas solenóides. pois às vezes o controle torna-se mais estável e com melhor desempenho sem a utilização do posicionador na válvula. é sem dúvida alguma o posicionador o mais comumente utilizado. talvez.2. 8.1.

31a. Na figura 8. observa-se uma válvula que é operada diretamente por um controlador.adequadamente quando o seu tempo de resposta junto com a válvula é muito mais rápido que o do processo.3.1. Princípio de Funcionamento do Posicionador Pneumático A análise de como funciona um posicionador pneumático pode ser feita com o auxílio do esquema da figura 8.31. 8.31 – Esquema de uma válvula operando: a) Sem posicionador b) Com posicionador 147 .2. Figura 8.

A pressão no bocal diminui e a válvula de alimentação do conjunto do relê fecha para evitar qualquer aumento posterior na pressão de saída. vai para a entrada do posicionador ao invés de ir para a válvula como nos esquema da figura 8. O sinal de saída do controlador. a mesma válvula. Se a haste não está corretamente posicionada. 15psig para comprimir a mola da válvula. 148 . e este mova a sua haste para baixo. O posicionador está outra vez em equilíbrio. a uma pressão de instrumento (pressão de saída do controlador) maior e uma nova posição da haste do atuador. então ele manda para o atuador mais ar (ou retira mais ar) até que acuse a correta posição da haste. Conseqüentemente o aumento da pressão no bocal faz deslocar o diafragma do relê. esquematicamente.31b vê-se.31a. fazendo-a afastar-se do bocal. operada diretamente por um posicionador intercalado entre o controlador e a válvula. Figura 8. O posicionador então compara o sinal que recebe do controlador com a posição da haste da válvula através do seu braço de realimentação. neste caso. O posicionamento. A pressão de ar excedente a esses 15psig é utilizada para fechar a válvula contra a pressão do fluído à montante. da haste é verificado por meio de um excêntrico que envia a informação correta da posição da haste à palheta. Na figura 8.32 – Esquema do princípio de funcionamento do posicionador pneumático Ao aumentar o sinal de saída do controlador entrando no posicionador. porém. Um acompanhamento de forma mais detalhada do seu funcionamento pode ser feito através do esquema da figura 8. atua-se sobre um fole. portanto. abrindo a válvula interna de alimentação e desta forma faz com que a pressão sobre o diafragma do atuador da válvula aumente. A faixa de mola mais comum nas válvulas opera de 3 a 15psig. Caso a pressão de saída do controlador diminua ocorre o mesmo processo de forma inversa.32. porém. São necessários. expandindo-o e fazendo com que a palheta obstrua ainda mais o bocal.O sinal de saída típico de um controlador pneumático varia de um mínimo de 0psig até um máximo de 20psig.

Um posicionador cujo sinal de saída diminui conforme aumenta o sinal de entrada. produzindo-se uma histerese e tempo morto maior que o limite normalmente aceito. alteram a característica de vazão da válvula. eles mudam a posição da haste da válvula linearmente em relação à pressão de saída do controlador. vencendo a força estática de desequilíbrio do fluído. Nesse caso. 149 . • Para aumentar a velocidade de resposta da válvula: Se uma válvula de controle for operada diretamente por um controlador pneumático. o ar do posicionador para a válvula desloca-se mais rapidamente e em maior volume obtendo-se. como também. isto é. A mudança da ação do posicionador é facilmente realizado no próprio campo. utilizando-se apenas de uma parte da faixa do sinal de saída do controlador. o seu ganho que são afetados pelo formato do excêntrico. há o surgimento de um atrito considerável contra a haste. atuando contra o obturador com posição totalmente fechada. • Para modificar a característica de vazão da válvula: A maioria dos posicionadores são lineares. portanto. é denominado de posicionador de ação inversa. é denominado de posicionador de ação direta. Se usarmos uma mola com faixa 315psig. e este não requer um volume de ar muito grande. aconselha-se a utilização de um posicionador para enviar maior volume de ar. Isso faz aumentar a velocidade de resposta da válvula. Aplicações Recomendadas para a Utilização do Posicionador São. de mudar essa relação linear.8. também. maior velocidade na resposta da válvula. enquanto que outra válvula e posicionador opera sobre 9 a 15psig de saída do mesmo controlador.2. Isto pode ser realizado se especificarmos um posicionador para esta utilização particular. geralmente um excêntrico. com pressão de alimentação de 35psig. • Para aumentar a força de assentamento nas válvulas tipo sede simples: Uma aplicação comum é a de utilização de um posicionador. basicamente.3. b) volume do atuador e. o relê piloto do posicionador possui uma área de passagem maior que a do controlador e. • Para permitir uma operação de faixa dividida (“splitrange”): Às vezes é desejável operar uma válvula de controle. Contudo. • Para compensar a força gerada pelo atrito: Nas aplicações em processos de alta pressão ou aplicações outras onde a gaxeta esteja bastante apertada para evitar vazamentos. assim. o sinal do controlador indo diretamente ao posicionador. Um arranjo comum é o de ter uma válvula e um posicionador operando sobre 3 a 9psig de sinal de saída do controlador. alguns posicionadores possuem meios. c) capacidade do relê do controlador. compensando o atraso na resposta da válvula devido ás excessivas forças de atrito nas gaxetas.2. a velocidade de operação da válvula depende de: a) distância entre controlador à válvula. os seguintes motivos da necessidade da utilização de um posicionador numa válvula de controle. Geralmente. Os restantes 20psig. numa válvula tipo sede simples. evita-se o transporte de grandes quantidades de ar entre o controlador e o posicionador. os primeiros 15psig enviados pelo posicionador serão suficientes para comprimir a mola. e portanto. Ao se utilizar um posicionador na válvula. são disponíveis para produzir uma maior força de assentamento do obturador contra a sede. • Para inverter a ação da válvula: Um posicionador cuja pressão de ar de saída aumenta conforme aumenta o sinal de entrada.

o uso do posicionador é recomendado para proporcionar força adicional necessária para vencer esses atritos. • Natureza do meio fluído: Se o fluído do processo tende a grudar ou aglomerar-se nas partes da válvula de controle provocando um aumento do atrito entre as partes móveis. Figura 8. Esta força tem que ser balanceada por uma mola que é defletida pelo movimento da haste da válvula. move a haste do atuador até a posição desejada. • O controlador possue uma excessiva banda morta e histerese. Um aumento do sinal. um aumento no sinal de ar. resultando daí.3.1.25psig). A variação na posição da haste faz aumentar a tensão na mola de realimentação até que a força eletromotriz de bobina seja balanceada. contudo. normalmente analógico. 8. por sua vez. é recomendada a utilização de um posicionador. não pode corrigir um mau desempenho. Posicionador Eletro-Pneumático De função similar ao posicionador pneumático. quando: • A válvula de controle é super ou subdimensionada.3. temporariamente. Princípio de Funcionamento do Posicionador Eletro-pneumático Na figura 8.3. o qual.• Para aplicações de banda larga proporcional: Quando a válvula deve responder a variações muito pequenas na pressão de ar (menos do que 0.3. depois de ser amplificado num relê. este posicionador diferencia-se do anterior pelo fato de aceitar um sinal de entrada elétrico. inclina uma palheta que obstrui um bocal de ar. 150 .33 – Esquema do princípio de funcionamento do posicionador eletro-pneumático Uma força eletromotriz é produzida quando um sinal elétrico é introduzido na bobina do motor. Um posicionador.33 mostra-se esquematicamente o seu principio de funcionamento. 8. • A resposta dinâmica do sistema completo de um controle é muito lenta para satisfazer os desejados requisitos do processo que está sendo controlado.

8. normalmente. a saída de escape esteja fechada (isto é. Válvulas Solenóides A sua utilização principal é em aplicações de controle biestável. de forma que. por medida de segurança.4. Figura 8. fecha ou abre rapidamente.34 – Esquema da utilização da válvula solenóide de 3 vias para atuar numa válvula de controle pneumática. estando a válvula solenóide desenergizada. pilotando uma válvula de controle pneumático. um sinal elétrico pode ser adicionado remotamente. para serviço de emergência. energizando. como podemos acompanhar pela figura 8. em controle biestável A válvula solenóide também pode ser instalada em aplicações de controle modulado. a válvula de controle sem ar de atuação e devido á força da mola. Fica assim. em controle modulado Neste tipo de aplicação. instantaneamente. conforme pode ser visto através do esquema mostrado na figura 8.34. a válvula solenóide e abrindo o escape.3.35. Em casos de necessidade de bloquear a válvula de controle. uma válvula solenóide de 3 vias é instalada entre o controlador (ou posicionador) e a válvula de controle. Figura 8.Esquema da utilização da válvula solenóide de 3 vias numa aplicação de emergência.35 . 151 . a passagem do ar é direta para a válvula de controle).

Este transdutores tanto podem ser corrente para pressão (I/P).3. do tipo auto-operada. 8.3. 8.8.7.3. Figura 8. de pequenas dimensões e alta capacidade. 8. Isso faz aumentar ou diminuir a pressão no bocal.6. por exemplo. com filtro de ar integral.36). Conjunto Filtro-Regulador de Ar Talvez um dos acessórios mais comuns seja o filtro-regulador de ar (figura 8. Transdutores Eletro-pneumáticos Estes dispositivos convertem o sinal elétrico da saída de um controlador eletrônico. Válvula Fixadora de Ar È uma válvula auxiliar utilizada em aplicações nas quais seja necessário que a válvula mantenha a sua posição caso haja uma queda de pressão de ar de suprimento central da planta. Essa indicação fornecida pela chave indicadora é do tipo de duas posições. Através do braço de realimentação. São montadas diretamente na torre do atuador (caso seja atuador do tipo de deslocamento linear) ou no adaptador (caso seja atuador tipo rotativo).3.36 – Conjunto filtro e regulador de ar 152 . O campo magnético criado e a corrente produzem uma força que desloca a palheta alterando a posição relativa entre palheta e o bocal. aumentando ou diminuindo o sinal de pressão para a válvula de controle. que é uma válvula reguladora de pressão de ar. É geralmente instalado sobre a torre do atuador.5.9. de forma similar ao posicionador. ou voltagem para pressão (E/P). possibilita a indicação. Na realidade o transmissor de posição é uma adaptação do posicionador.8. em sinal pneumático compatível com o atuador pneumático da válvula de controle. 8. de válvula fechada e de válvula aberta. Transmissor de Posição O transmissor pneumático de posição é um dispositivo para indicação continua da posição da haste da válvula. CHAVES InDICADORAS DE POSIÇÃO São utilizadas para indicação remota da posição da haste da válvula. O sinal de entrada de corrente é aplicado a um eletroímã.3. ele sente a posição da haste da válvula e transmite um sinal pneumático proporcional de 3-15psig a um indicador instalado em lugar remoto. ou seja.

Volantes Manuais Trata-se de um acessório amplamente utilizado na linha de válvulas de deslocamento linear da haste. Na maioria das válvulas rotativas. “booster´s”.3. Costuma-se. Figura 8. normalmente. etc. caso a válvula tivesse volante de montagem tipo de topo. conforme a sua instalação na válvula: de topo. A sua função é a de fornecer ar limpo. a utilizar este tipo de montagem nas válvulas de grande diâmetro. o volante já faz parte da válvula não sendo considerado como acessório adicional propriamente dito.37 – Volante manual de topo O volante manual tipo montagem lateral.37. conforme mostrado na figura 8.38.A sua máxima capacidade de ar é ao redor de 20SCFM. conforme ilustrado pela figura 8.38 – Volante manual lateral 153 . Figura 8. em função da sua altura o que tornaria bastante difícil a operação manual. 8. O volante manual é utilizado para possibilitar uma operação manual de válvula de controle.10. no caso de falta de ar. consiste na adaptação de um volante no tampo superior do diafragma. à uma pressão constante compatível com os limites de alimentação dos posicionadores. é adaptado à torre do atuador agindo diretamente sobre a haste da válvula. Existem dois tipos de volantes.

Figura 8. CARACTERÍSTICAS DAS VÁLVULAS DE CONTROLE O desenvolvimento de válvulas com características especiais de vazão tem sido comandado. Esta vazão não é controlável e não devemos confundi-la com o vazamento existente quando a válvula está fechada. de três vias. Outros sistemas (válvulas borboletas. K = abertura da válvula. gavetas.) encaixam-se nesta classificação. 8.39.4. com queda de pressão constante.1. Característica Linear A característica linear é mostrada na figura 8. com queda de pressão constante. A expressão matemática é: Onde Q = vazão.39 – Vazão em função do curso linear da válvula 8. que incluem a característica parabólica modificada e a de abertura rápida.40). Y = constante. A relação entre a abertura da válvula e a vazão.4. Devemos entender como vazão inicial àquela que é produzida quando o obturador se separa da sede. Olhando a documentação dos fornecedores. Saunders.2. que incluem a característica linear e a de igual percentagem. por considerações práticas. Característica de Igual Porcentagem Esta característica é mais complexa para definir matematicamente. Estas características dividem-se em dois tipos básicos: • Características de vazão obtidas matematicamente.4. etc. • Características de vazão resultantes de várias construções básicas. encontramos uma série de curvas de igual porcentagem que diferem pelo valor da vazão inicial (figura 8. até hoje. 154 .8. é plotada como uma linha reta.

40 – Características de vazão tipo igual porcentagem A propriedade comum de todas estas curvas é que iguais incrementos no movimento da haste produzem mudanças de igual porcentagem na vazão a uma queda de pressão constante.4. conclui-se que a válvula deixa passar a mesma percentagem de vazão para uma mesma percentagem de abertura. Portanto. Não possui uma definição exata pelo fato de ser uma característica modificada. conforme pode ser visto pela figura 8. porque esta característica torna-se uma linha reta quando plotada em coordenadas semilogarítmicas. Característica Parabólica Modificada Trata-se de uma característica de vazão intermediária entre linear e a igual porcentagem.3. 8. Figura 8. A expressão matemática da característica de igual porcentagem raramente é usada. baseada na vazão que existia antes da mudança efetuar-se.41.41 – Característica de vazão tipo parabólica modificada 155 .Figura 8.

Cv. 156 .4. Característica de Abertura Rápida Trata-se de uma característica que produz uma máxima variação da vazão através da válvula com o mínimo curso.4. Este índice provou-se tão útil.4. tal que a perda de carga através da válvula na posição aberta torna-se pequena com relação à queda de pressão no sistema. "é a quantidade de água a 20°C medida em litros. tem uma área efetiva de passagem quando totalmente aberta. ou de comportamento de fluxo. 8. Cv. que passa por uma determinada restrição em 1 minuto.8. Estas duas mudanças fazem com que a característica seja aproximadamente linear. A característica é mostrada como uma plotagem de área projetada exposta quando o disco gira. com uma perda de carga de 4.6. Muitas válvulas são feitas com fechamento em um ângulo de 12.42 . uma válvula de controle com um coeficiente Cv igual a 12. foi rapidamente aceito como sendo o índice universal de capacidade de uma válvula.4.5° e a abertura total a 70° a partir de uma perpendicular à tubulação.9 g/cm2.9 g/cm2". Por exemplo.42. Figura 8. que hoje em dia praticamente todas as discussões envolvendo projetos e características de uma válvula. Este tipo de válvula possibilita a passagem de quase que a totalidade da vazão nominal com apenas uma abertura de 25% do curso total. Não é definível matematicamente e sua curva é mostrada na figura 8. utilizam este coeficiente. Basicamente. Características de Válvulas Borboletas A válvula borboleta geralmente é usada em sistemas de baixa pressão. Sob tais condições.Característica de vazão tipo abertura rápida 8. é um índice de capacidade com o qual o tamanho requerido é capaz de estimar rápida e precisamente o tamanho requerido de uma restrição em um sistema de escoamento de fluidos. Por definição. o coeficiente de vazão.5. a característica inerente é severamente alterada. que permite o escoamento de 12 l/min de água com uma pressão diferencial de 4. introduzido em 1944. Coeficiente de Vazão – Cv O uso do coeficiente de vazão.

43 – Válvula auto-operada A pressão a ser controlada é transmitida pela tomada sensora à parte inferior do atuador da válvula. dentro de determinadas faixas de vazão. Em alguns tipos de válvulas. A pressão a ser controlada é transmitida à válvula auto-operada através de uma tomada instalada na tubulação à jusante. ocorrendo o processo inverso quando a força exercida pela mola de regulagem for superior à exercida pela pressão à jusante atuando na parte inferior do diafragma. previamente ajustada. O ajuste da pressão a ser controlada é feito através do parafuso seletor de pressão.8. Desta forma. através da utilização de princípios mecânicos e pneumáticos. Quando a pressão à jusante da válvula exercer uma força na parte inferior do diafragma superior à exercida pela mola de regulagem. Princípio Básico de Funcionamento São baseadas no princípio do equilíbrio de forças. OUTROS TIPOS DE ATUADORES 8.43). Válvulas Reguladoras de Pressão Auto-Operadas O que são Válvulas Auto-Operadas? São válvulas que. esta transmissão da pressão a ser controlada é feita internamente no próprio corpo da válvula (figura 8. 8. atuando na parte inferior do diafragma sendo comparada com a força que a mola de regulagem (colocada na parte superior do atuador) exerce na parte superior do diafragma.1. podemos ver a existência de duas formas de transmissão da pressão a ser controlada: válvulas com tomada sensora externa e válvulas com tomada sensora interna (pilotados e auto-operados).1. 157 .5. que regula a tensão da mola. a válvula tende a fechar.5. reduzem a pressão de entrada da válvula (variável ou não) para uma pressão de saída constante. Figura 8.1.5.

A pressão a ser controlada é transmitida à parte inferior do atuador através da tomada sensora (Interna ou Externa). a tomada sensora transmite a pressão a montante a ser controlada até o atuador da válvula. sendo que. necessita de pressão para promover a sua abertura. • Válvulas Reguladoras de Pressão Piloto Operada O funcionamento destas válvulas é similar ao das válvulas reguladoras de pressão tradicionais.44 – Válvulas reguladoras de pressão piloto operadas 158 . Figura 8. ocorrendo o processo inverso quando a força exercida pela pressão de pilotagem for superior à exercida pela pressão à jusante atuando sob o diafragma. O ajuste da pressão a ser controlada é feito através do regulador piloto que regula a pressão de pilotagem ("tensão da mola do fluído"). promovem o fechamento da válvula no caso de ocorrer um rompimento do diafragma. Estas versões de válvulas pilotadas podem ser dotadas ou não de molas helicoidais de fechamento. como o próprio nome indica. que. estas válvulas têm a função de manter constante a pressão a montante. a válvula tende a abrir. Podemos. ou seja. então. porém. atuando na parte inferior do diafragma.8. utiliza-se uma câmara pressurizada. conforme descrito abaixo. Quando a pressão a montante da válvula exercer uma força superior à exercida pela mola de regulagem. observar que este tipo de válvula é do tipo fechada. Esta pressão exercida sob o diafragma gera uma força que deverá ser comparada com a força exercida pela pressão de pilotagem (seja esta através de suprimento externo ou mesmo pelo próprio fluido do processo) atuando na parte superior do diafragma. superior à exercida pela pressão de pilotagem (mola de fluído de processo). ocorrendo o processo inverso quando a pressão a montante for inferior. Outras Versões de Válvulas Reguladoras • Válvula Reguladora de Pressão à Montante Também denominadas válvulas de alívio de pressão. Quando a pressão à jusante da válvula exerce uma força na parte inferior do diafragma.1. nestas válvulas. a válvula tende a fechar.2. É uma válvula normalmente fechada.5.44 mostra tipos de válvula reguladoras piloto operadas. devido à existência de uma mola de fechamento sendo sua abertura promovida quando da existência de vácuo à jusante da válvula. ao invés de se utilizar uma mola helicoidal de regulagem. Baseiam-se no mesmo princípio de funcionamento das válvulas reguladoras de pressão tradicionais. garantindo que a pressão à jusante da válvula se estabilize em valores próximos da pressão atmosférica. A figura 8. • Válvulas Reguladoras tipo "zero" São válvulas reguladoras que controlam a pressão à jusante próxima da pressão atmosférica. que atua sobre a parte inferior do diafragma principal.

5. A figura 8. visando proteger o processo ou o meio onde estaria pondo em risco os operadores ou mesmo uma comunidade.45 ilustra detalhes de algumas configurações de válvulas de segurança. a válvula retém as situações de segurança. São válvulas de acionamento rápido para fechamento ou abertura. Estes atuadores são equipados para rápida comutação de automático para operação manual direta. 159 . a fim de proteger novamente o sistema para o qual ela foi dimensionada. visando proteger o sistema para o qual ela foi dimensionada. Atuadores de Console São unidades pneumáticas de força que fornecem controle remoto de regulação através de articulações mecânicas. Os seus mecanismos são enquadrados nos descritos acima. quando uma válvula desta é acionada e o processo volta a situação de normalidade. a bloquear um vazamento para o meio.48 ilustram mais detalhes de atuadores de console. Figura 8. Válvulas de Segurança São válvulas destinadas a aliviar excesso de pressão nos mais variados processos industriais e.3.45 – Válvulas de segurança 8.46 – Exemplos de atuadores de console As figuras 8. sendo necessária a interferência do operador para rearmá-la. Figura 8. Estes atuadores (figura 8.8. Em outros sistemas mais críticos.47 e 8. em outros casos.46) de pistão respondem proporcionalmente ao sinal de 3 a 15psig vindo dos conversores E/P. a válvula volta a assumir sua situação inicial.2. Em alguns casos. principalmente nas válvulas auto-operadas.5.

Atuador dos Ventiladores Forçados e Induzidos Figura 8.Figura 8.47 .48 – Detalhes de construção 160 .

SP. Apostila de Instrumentação e Controle. Centro de Treinamento da ECIL – Produtos e Sistemas de Medição e Controle. 2001. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MOLLENKAMP. SILVA. São Paulo – SP Apostila de Instrumentação. 1986. Manual de Treinamento de Válvulas de Controle. Série Material Didático. Curso de Operadores de Usinas Termelétricas – ELETROSUL. Florianópolis – SC. Florianópolis – SC. 1988. Controle Automático de Processos. Apostila: Curso de Termometria.9. SENAI. Adieci V. Ebras Editora Brasileira. Robert A. HITER – Indústria e Comércio de Controle Termo-Hidráulicos Ltada 161 . São Paulo .

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