Válvulas de Cont role

e Segurança


5
a
. edição (Revista)













Marco Ant ônio Ribeiro















Válvulas de Controle e
Segurança



5
a
. edição



Marco Antônio Ribeiro




Dedicado a Elvira Barbosa, a doutora





Quem pensa claramente e domina a fundo aquilo de que fala, exprime-se
claramente e de modo compreensível. Quem se exprime de modo obscuro e
pretensioso mostra logo que não entende muito bem o assunto em questão, ou
então, que tem razão para evitar falar claramente. (Rosa Luxemburg)











© Tek, 1991, 1993, 1995, 1999
Salvador, BA, Primavera 1999


Prefácio


Os fabricantes de válvulas geralmente fornecem literatura técnica suficiente acerca
das válvulas de controle, porém, sem um conhecimento dos conceitos básicos de
vazão, controle, rangeabilidade, característica, é difícil interpretar ou utilizar
corretamente tais informações.
Este trabalho é apresentado de um modo muito conciso para rápida referência. Os
detalhes dos equipamentos, os circuitos, as equações matemáticas, os cálculos
teóricos não são mostrados e são disponíveis na literatura dos fabricantes.
Procurou-se enfatizar os aspectos de controle da válvula e seu comportamento na
malha de controle. O autor vê uma grande semelhança entre um sistema de áudio e
um de controle. No Brasil, hoje há um grande desenvolvimento de instrumentação
eletrônica digital para uso na sala de controle, com o uso intensivo e extensivo de
microprocessadores, dando-se pouca importância ao elemento final de controle. É
algo parecido com os sistemas de áudio, onde são disponíveis amplificadores de
potência cada vez mais potentes, tocadores de disco a laser, sintonizadores digitais,
mas pouca coisa é feita em relação às caixas acústicas. As válvulas de controle,
como as caixas acústicas, parecem que não fazem parte do sistema; nem são
consideradas instrumentos.
O ponto colocado é: não adianta estratégia de controle avançada, algoritmos
digitais, otimização do controle se a prosaica válvula de controle não foi escolhida,
dimensionada, instalada e mantida adequadamente.
O objetivo deste trabalho é o de fornecer os conceitos básicos e mais importantes
para o engenheiro ou técnico envolvido na aplicação, seleção, especificação,
dimensionamento, instalação e manutenção de qualquer tipo de válvula de controle.
As sugestões, as criticas destrutivas e as correções são bem-vindas, desde que
tenham o objetivo de tornar mais claro e entendido o assunto. Escrever para o autor
no endereço: Rua Carmem Miranda 52, A 903, CEP 41 820-230, Salvador, BA, pelo
telefone (0xx71) 452-3195, pelo Fax (0xx71) 452.4286 ou pelo e-mail
marcotek@uol.com.br


Marco Ant onio Ribeiro
Salvador, Out ono 2003



Autor






Marco Antônio Ribeiro se formou no ITA, em 1969, em Engenharia de
Eletrônica blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá.
Durante quase 14 anos foi Gerente Regional da Foxboro, em Salvador, BA,
período da implantação do pólo petroquímico de Camaçari blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá.
Fez vários cursos nos Estados Unidos e na Argentina e possui dezenas de
artigos publicados nas áreas de Instrumentação, Controle de Processo,
Automação, Segurança, Vazão e Metrologia e Incerteza na Medição blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá.
Desde 1987, é diretor da Tek Treinamento & Consultoria Ltda. blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá,
blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, firma que presta
serviços nas áreas de Instrumentação e Controle de Processo.




i
Válvulas de Cont role
Cont eúdo


1. CONSTRUÇÃO 1
Objetivos de Ensino 1
1. Introdução 1
1.1. Válvula no Processo Industrial 1
1.2. Definição de Válvula de Controle 1
1.3. Elemento Final de Controle 2
1.4. Funções da Válvula de Controle 3
2. Corpo 4
2.1. Conceito 4
2.2. Elemento de controle 4
2.3. Sede 5
2.4. Plug 5
2.5. Materiais 5
2.6. Conexões Terminais 7
2.7. Entradas e Saída 9
3. Castelo 10
3.1. Conceito 10
3.2. Tipos de castelos 10
3.3. Aplicações especiais 11
4. Métodos de Selagem 11
4.1. Vazamentos 12
4.2. Vazamento entre entrada e saída 12
5. Atuador 13
5.1. Operação Manual ou Automática 13
5.2. Atuador Pneumático 14
5.3. Ação do Atuador 14
5.4. Escolha da Ação 15
5.5. Forças atuantes 16
5.6. Mudança da Ação 16
5.7. Dimensionamento do Atuador 16
5.8. Atuador e Outro Elemento Final 17
2. DESEMPENHO 19
Objetivos de Ensino 19
1. Aplicação da Válvula 19
1.1. Introdução 19
1.2. Dados do Processo 19
1.3. Desempenho da Válvula 20
2. Característica da Válvula 20
2.1. Conceito 20
2.2. Características da Válvula e do Processo20
2.3. Relações Matemáticas 21
2.4. Característica de Igual Percentagem 21
2.5. Característica Linear 22
2.6. Característica de Abertura Rápida 23
2.7. Característica Instalada 23
2.8. Escolha da Característica 24
2.9. Linearização da Característica 25
2.10. Vazão do Corpo 26
2.11. Coeficiente de Resistência K 26
2.12. Coeficiente de Descarga 28
2.13. Resistência Hidráulica 28
3. Rangeabilidade 28
4. Controle da Válvula 29
4.1. Ganho 29
4.2. Dinâmica 30
4.3. Controlabilidade da Válvula 31
5. Vedação e Estanqueidade 32
5.1. Classificação 32
Vazamento 33
5.2. Vazamento 33
5.3. Válvulas de Bloqueio 33
Cont eúdo

ii
3. APLI CAÇÕES 34
Objetivos 34
1. Dados do Processo 34
1.1. Coleta de dados 34
1.2. Condições de Operação 35
1.3. Distúrbios 36
1.4. Tempo de resposta 37
1.5. Tubulação 37
1.6. Fatores ambientais 38
1.7. Documentação 38
1.8. Normas e Especificações 38
2. Válvula para Líquidos 39
2.1. Vazão ideal através de uma restrição
ideal 39
2.2. Vazão através da válvula 40
2.3. Tubulação não padrão 41
3. Válvula para Gases 44
3.1. Fluidos Compressíveis 44
3.2. Fator de expansão 45
3.3. Relação dos calores específicos 45
3.4. Fator de compressibilidade 45
4. DI MENSI ONAMENTO 47
Objetivos de Ensino 47
1. Introdução 47
2. Coeficiente de vazão 48
2.1. Introdução 48
2.2. Dados para o cálculo 48
2.3. Uso das equações ISA 48
3. Queda de Pressão na Válvula 49
3.1. Introdução 49
3.2. Recomendações 50
3.3. Queda de pressão e vazão 50
3.4. Queda de pressão 51
4. Roteiro de dimensionamento 53
4.1. Vazão através da válvula 53
5. Válvula para líquidos 53
5.1. Líquido 53
5.2. Fatores de correção 53
5.3. Exemplo 1 56
Dados do processo 56
Solução 56
6. Válvulas para gases e vapores 57
6.1. Gases e líquidos 57
6.2. Equações de dimensionamento 57
6.3. Vazão crítica ou chocada 57
6.4. Fator da relação dos calores específicos58
6.5. Fator de expansão Y 58
6.6. Fator de compressibilidade Z 58
6.7 Ruído na válvula 58
6.8. Exemplo 2 59
Dados do processo 59
Solução 59
6. Curso da válvula 60
7. Considerações Adicionais 60
ISA S75.01- 1985 ( 1995) :
EQUAÇÕES DE VAZÃO PARA
DI MENSI ONAR VÁLVULAS DE
CONTROLE 61
1. Escopo 61
2. Introdução 61
3. Nomenclatura 62
4. Fluido incompressível – vazão de líquido
não volátil 64
4.1. Equações para vazão turbulenta 64
4.2. Constantes numéricas 64
4.3. Fator de geometria da tubulação 64
4.4. Equações para vazão não turbulenta 65
5. Fluido incompressível – vazão chocada de
líquido volátil 66
5.1. Equações para vazão chocada de líquido66
5.2. Fator de recuperação de pressão do
líquido, F
L
67
5.3. Fator de recuperação de pressão
combinado do líquido, F
LP
67
6. Fluido compressível – vazão de gás e
vapor 67
6.1. Equações para vazão turbulenta 68
6.2. Constantes numéricas 68
6.3. Fator de expansão Y 69
6.4. Vazão chocada 69
6.5. Fator de relação de queda de pressão, x
T
69
6.5. Fator de relação de queda de pressão
com redutores ou outras conexões, x
TP
69
6.7. Fator de relação dos calores específicos,
F
k
70
6.8. Fator de compressibilidade, Z 70
Cont eúdo

iii
Apêndi ce A – uso das equações de
vazão par a di mensi onament o de
vál vul as 71
Apêndi ce B - der i vação dos f at or es
F
p
e F
lp
72
Apêndi ce C - var i ações de pr essão
no si st ema vál vul a de cont r ol e e
t ubul ação 74
Apêndi ce D: val or es
r epr esent at i vos dos f at or es de
capaci dade da vál vul a 76
Apêndi ce E: f at or do númer o de
Reynol ds 77
Determinação do coeficiente de vazão
requerido (Seleção do tamanho da válvula) 77
Previsão da vazão 78
Previsão da queda de pressão 78
Apêndi ce F: equações par a vazão
de l íqui do não t ur bul ent a 80
Problema 1. 81
Problema 2 81
Problema 3 82
Apêndi ce G: f at or de r el ação de
pr essão cr ít i ca do l íqui do, F
F
83
Apêndi ce H: der i vação de x
t
84
Apêndi ce I : equações da vazão da
vál vul a de cont r ol e - Not ação SI 85
Equações para líquido 85
Equações para gás e vapor 86
Apêndi ce J: r ef er ênci as 87
International Electrotechnical
Commmission (IEC) 87
ISA 87
5. RUÍ DO E CAVI TAÇÃO 88
Objetivos de Ensino 88
1. Ouvido humano 88
2. Som e ruído 89
3. Ruído da Válvula 89
Vibração mecânica 90
Ruído hidrodinâmico 90
Ruído aerodinâmico 91
4. Controle do Ruído 92
Tratamento do caminho 92
Tratamento da fonte 93
5. Previsão do ruído da válvula 94
Cálculo da ruído na válvula 94
Exemplos de cálculo de ruído 95
6. Cavitação 99
6.1. Geral 99
1.2. Cavitação na válvula 100
4. Velocidade do fluido na válvula 102
4.1. Introdução 102
4.2. Projeto do trim 103
4.3. Erosão por cavitação 103
4.4. Erosão por abrasão 103
4.5. Ruído 103
4.6. Vibração 104
3. Golpe de Aríete 104
6. I NSTALAÇÃO 106
Objetivos de Ensino 106
1. Instalação da Válvula 106
1.1. Introdução 106
1.2. Localização da Válvula 106
1.3. Cuidados Antes da Instalação 106
1.4. Alívio das Tensões da Tubulação 107
1.5. Redutores 107
1.6. Instalação da Válvula 107
1.7. Válvula Rosqueada 107
1.8. Válvula Flangeada 108
2. Acessórios e Miscelânea 108
2.1. Operador Manual 108
2.2. Posicionador 109
2.3. Booster 110
2.4. Chaves fim de curso 111
2.5. Conjunto Filtro Regulador 111
2.6. Transdutor Corrente para Ar 112
2.7. Relés de Inversão e de Relação 112
Cont eúdo

iv
3. Tubulação 113
3.1. Classificação dos Tubos 113
3.2. Diâmetros dos Tubos 114
3.3. Espessuras Comerciais 114
3.4. Aplicações dos Tubos 114
3.5. Conexões 115
3.6. Velocidade dos Fluidos 115
3.7. Dimensionamento da Tubulação 116
3.8. Válvula com Redução e Expansão 116
7. CALI BRAÇÃO, AJUSTE E
MANUTENÇÃO 118
1. Calibração e Ajuste 118
1.1. Ajuste de Bancada 118
1.2. Ajuste do Curso da Válvula 119
1.3. Calibração do Posicionador 120
1.4. Montagem e Desmontagem 122
2. Manutenção 123
2.1. Conceitos gerais 123
2.2. Procedimento típico de manutenção 123
3. Pesquisa de Defeitos (Troubleshooting) 124
3.1. Erosão do corpo e dos internos 124
3.2. Vazamento entre sede e obturador 124
3.3. Vazamento entre anel da sede e o corpo124
3.4. Vazamento na caixa de gaxetas 124
3.5. Desgaste da haste 125
3.6. Vazamento entre castelo e corpo 125
3.7. Haste quebrada ou conexão da haste
quebrada 125
3.8. Vazamento excessivo através do selo do
pistão 125
3.9. Válvula não responde ao sinal 125
3.10. Válvula não atende o curso total 126
3.11. Curso da válvula lento e atrasado 126
8. TI POS DE VÁLVULAS 130
Objetivos de Ensino 130
1. Parâmetros de Seleção 130
1.1. Aplicação da Válvula 130
1.2. Função da Válvula 131
1.3. Fluido do Processo 131
1.4. Perdas de Carga 131
1.5. Condições de Operação 131
1.6. Vedação 131
1.7. Materiais de Construção 132
1.8. Elemento de Controle da Vazão 132
2. Tipos de Válvulas 133
3. Válvula Gaveta 135
3.1. Válvula Gaveta 136
3.2. Custo 136
3.3. Característica de vazão 136
3.4. Descrição 136
3.5. Vantagens 137
3.6. Desvantagens 137
3.7. Aplicações 138
4. Válvula Esfera 139
4.1. Válvula Esfera 140
4.2. Custo 140
4.3. Característica 140
4.4. Descrição 141
4.5. Vantagens 142
4.6. Desvantagens 143
4.7. Aplicações 143
5. Válvula Borboleta 144
5.1. Válvula Borboleta 145
5.2. Custo 145
5.3. Característica 145
5.4. Descrição 146
5.5. Vantagens 147
5.6. Desvantagens 147
5.7. Aplicações 147
5.8. Supressão do ruído 147
5.9. Válvula Swing 148
6. Válvula Globo 149
6.1. Válvula Globo 150
6.2. Custo 150
6.3. Característica 151
6.4. Descrição 151
6.4. Trim 152
6.5. Haste 153
6.6. Castelo 153
6.7. Corpo 155
6.8. Conexões 158
6.9. Materiais de construção 158
6.10. Vantagens 159
6.11. Desvantagens 159
6.12. Aplicações 159
7. Válvula Diafragma 160
7.1. Introdução 161
7.2. Custo 161
7.3. Característica 161
7.1. Descrição 161
7.4. Vantagens 162
7.5. Desvantagens 162
7.6. Aplicações 162
7.7. Válvula Pinch 162
Cont eúdo

v
8. Válvula Macho (Plug Furado) 163
8.1. Válvula Macho (Plug) 164
8.2. Custo 164
8.3. Característica 164
8.4. Descrição 165
8.5. Vantagens 165
8.6. Desvantagens 165
8.7. Aplicação 165
9. VÁLVULAS ESPECI AI S 166
Objetivos de Ensino 166
1. Introdução 166
2. Válvula de Retenção 166
2.1. Conceito 166
2.2. Válvula de Retenção a Portinhola 166
2.3. Válvula a Levantamento 167
2.4. Válvula de Retenção Tipo Esfera 168
2.6. Válvula de Retenção e Bloqueio 168
2.7. Aplicações 168
3. Válvula de retenção de excesso de vazão169
4. Válvula Auto-Regulada 171
4.1. Conceito 171
4.2. Vantagens do Regulador 172
4.3. Desvantagens do Regulador 172
4.4. Regulador de Pressão 172
4.5. Regulador de Temperatura 174
4.6. Regulador de Nível 174
4.7. Regulador de Vazão 176
5. Válvula Redutora de Pressão 176
5.1. Conceito 176
5.2. Precisão da Regulação 177
5.3. Sensibilidade 177
5.4. Seleção da Válvula Redutora de Pressão177
5.5. Instalação 177
5.6. Operação 178
5.7. Manutenção 178
6. Válvula Solenóide 179
6.1. Solenóide 179
6.2. Válvula Solenóide 179
6.3. Operação e Ação 179
6.4. Invólucros da Solenóide 180
10. VÁLVULA DE ALÍ VI O E
SEGURANÇA 182
1. Princípios básicos 182
1.1. Introdução 182
1.2. Objetivo 182
1.3. Terminologia 183
1.4. Normas 185
2. Projeto e Construção 187
2.1. Princípio de Operação 187
2.2. Válvula com mola 187
2.4. Válvulas com piloto 190
2.5. Operação prática 191
3. Dimensionamento 196
3.1. Introdução 196
4. Sobrepressão e Alívio 198
4.1. Introdução 198
4.2. Condições de Fogo 199
4.3. Fatores ambientais 201
4.4. Condições de processo 202
5. Instalação 205
5.1. Introdução 205
5.2. Metodologia 206
5.3. Aplicação no Reator 209
5.4. Práticas de instalação 210
5.5. ASME Unfired Pressure Vessel Code 213
11. TERMI NOLOGI A 216
1.Escopo 216
2. Classificação 216
Ação 219
Acessório 219
Altura de velocidade (velocity head) 220
Amortecedor (Snubber) 220
AOV 220
ARC 220
Atuador 220
Automática 221
Av 221
Backlash 221
Back Pressurre (contrapressão) 221
Banda morta 221
Bench Set 221
Blowdown 221
Bomba 221
Booster, Relé booster de sinal 222
Bucha (Gaxeta) 222
Bypass 222
Calor específico 222
Capacidade de vazão 222
Cont eúdo

vi
Característica da vazão 223
Carga viva 223
Castelo 223
Cavidade do corpo 224
Cavitação 224
Chave 225
Ciclos da vida 225
Cilindro 225
Classe ANSI (American National Standards
Institute) 226
Coeficiente de Bernoulli 226
Coeficiente de descarga 226
Coeficiente de resistência 226
Coeficiente de vazão (C
V
) 226
Compressível e lncompressível 226
Compressor 226
Conexão terminal 226
Corpo 227
Curso (travel, stroke) 227
Desbalanceada, Dinâmica 228
Desbalanceada, Estática 228
Diafragma 228
Disco 228
Disco de Ruptura 229
Distúrbio 229
Drift (desvio) 229
Eixo 229
Elemento de Fechamento 229
Elemento final de controle 230
Emperramento (stiction) 230
Entrada 230
Equipamento Adjacente 230
Equipamento Auxiliar 230
Estados correspondentes 230
Exatidão (accuracy) 231
Falha 231
Fator de compressibilidade 231
Fator de Recuperação da Pressão (FL) 231
Fechamento na extremidade morta 231
Fim de curso mecânico 231
Flacheamento (Flashing) 231
Flange 232
Gaiola 232
Ganho da válvula de controle 232
Gás ideal 232
Gaxeta 232
Golpe de Aríete 232
Guia 232
Haste 233
Histerese 233
Indicador do curso 233
Kv 233
Lift 233
Linearidade 233
Manual 233
Modulação 234
MOV 234
Número de Reynolds 234
Obturador 234
Orifício de Controle da Vazão 234
OSHA 234
Override do sinal 234
Pedestal (yoke) 234
Pistão 234
Plaqueta de dados 235
Posicionador 235
Precisão (precision) 235
Pressão 236
Queda de pressão 236
Rangeabilidade da válvula 237
Recuperação 237
Redutor e Expansão 237
Resistência Hidráulica 238
Resolução 238
Rosca 238
Rotatória 238
Ruído 238
Schedule da Tubulação 238
Sede 238
Selos da Haste 239
Sensitividade 239
Sobrepressão 239
Suprimento 239
Temperatura crítica 240
Tempo de curso 240
Transdutor 240
Trim 240
Troubleshooting 241
3. Tubulação 241
Válvula 241
Válvula de pé (Foot valve) 245
Vazão 246
Vazamento (leakage) 247
Via (port) 247
Vedação 247
Vena contracta 248
Volante (handwheel) 248
REFERÊNCI AS BI BLI OGRÁFI CAS
249







1
1. Const rução




Objetivos de Ensino
1. Mostrar as principais funções da
válvula na indústria de processo.
2. Listar as principais sociedades
técnicas e associações que
elaboram e distribuem normas sobre
válvulas.
3. Apresentar as funções da válvula de
controle na malha de controle do
processo.
4. Descrever fisicamente as partes
constituintes da válvula de controle
típica.
5. Mostrar todos os tipos disponíveis
de castelo da válvula.
6. Apresentar as características e
aplicações dos principais atuadores
de válvula.
1. Introdução
1.1. Válvula no Processo Industrial
Aproximadamente 5% dos custos totais
de uma indústria de processo químico se
referem à compra de válvulas. Em termos
de número de unidades, as válvulas perdem
apenas para as conexões de tubulação. É
um mercado estável de aproximadamente
US$ 2 bilhões por ano.
As válvulas são usadas em tubulações,
entradas e saídas de vasos e de tanques
em várias aplicações diferentes; as
principais são as seguintes:
1. serviço de liga-desliga
2. serviço de controle proporcional
3. prevenção de vazão reversa
4. controle e alivio de pressão
5. especiais:
a) controle de vazão direcional
b) serviço de amostragem
c) limitação de vazão
d) selagem de saídas de vasos
De todas estas aplicações, a mais
comum e importante se relaciona com o
controle automático e contínuo do processo.
1.2. Definição de Válvula de Controle
Várias entidades e comitês de normas já
tentaram definir válvula de controle, mas
nenhuma definição é aceita universalmente.
Algumas definições exigem que a válvula de
controle tenha um atuador acionado
externamente. Por esta definição, a válvula
reguladora auto-atuada pela própria energia
do fluido manipulado não é considerada
válvula de controle mas inclui válvula
solenóide e outras válvulas liga-desliga.
É polêmico considerar uma válvula liga-
desliga como de controle, pois algumas
definições determinam que a válvula de
controle seja capaz de abrir, fechar e
modular (ficar em qualquer posição
intermediária), mas nem toda válvula de
controle é capaz de prover vedação
completa. Não há consenso do valor do
vazamento que desqualifica uma válvula de
controle.
Outra definição de válvula de controle
estabelece que o sinal para o atuador da
válvula venha de um controlador
automático. Porém, é aceito que o sinal de
atuação da válvula pode vir de controlador,
estação manual, solenóide piloto ou que a
válvula seja também atuada manualmente.
Certamente, não há um limite claro entre
uma válvula de controle e uma válvula de
bloqueio com um atuador. Embora a válvula
de bloqueio não seja usada para trabalhar
em posição intermediária e a válvula de
controle não seja apropriada para dar
vedação total, algumas válvulas de bloqueio
Const rução

2
podem modular e algumas válvulas de
controle podem vedar. Mesmo assim, há um
enfoque diferente para as duas válvulas, de
bloqueio e de controle. A válvula de controle
é projetada e construída para operar
modulando de modo contínuo e confiável
com um mínimo de histerese e atrito no
engaxetamento da haste. A vedação total é
apenas uma opção extra. A válvula de
bloqueio é projetada e construída para
operar ocasional ou periodicamente. O selo
da haste não precisa ser tão elaborado
como o da válvula de controle. Atrito,
histerese e guia da haste são de pouca
importância para a válvula de bloqueio e
muito importantes para a de controle.
As equações de vazão de uma válvula de
controle se aplicam igualmente a uma
válvula manual, porém há também enfoques
diferentes no projeto das duas válvulas. A
válvula solenóide não é considerada válvula
de controle contínuo, mas um acessório.


















Fig. 1.1. Válvula de controle (Fisher)

1.3. Elemento Final de Controle
A malha de controle a realimentação
negativa possui um elemento sensor, um
controlador e um elemento final de controle.
O sensor ou o transmissor envia o sinal de
medição para o controlador, que o recebe e
o compara com um ponto de ajuste e gera
um sinal de saída para atuar no elemento
final de controle. O elemento final de
controle manipula uma variável, que influi na
variável controlada, levando-a para valor
igual ou próximo do ponto de ajuste.
Por analogia ao corpo humano, pode-se
dizer que o elemento sensor da malha de
controle é o nervo, o controlador funciona
como o cérebro e a válvula constitui o
músculo.
O controle pode ser automático ou
manual. O controle manual pode ser remoto
ou local. A válvula de controle abre e fecha
a passagem interna do fluido, de
conformidade com um sinal de controle.
Quando o sinal de controle é proveniente de
um controlador, tem-se o controle
automático da válvula. Quando o sinal de
controle é gerado manualmente pelo
operador de processo, através de uma
estação manual de controle, tem-se o
controle manual remoto. Na atual manual
local, o operador atua diretamente no
volante da válvula.
Há vários modos de manipular as vazões
de materiais e de energia que entram e
saem do processo; por exemplo, por
bombas com velocidade variável, bombas
dosadoras, esteiras, motor de passo porém,
o modo mais simples é por meio da válvula
de controle.
O controle pode ser feito de modo
continuo ou liga-desliga. Na filosofia
continua ou analógica, a válvula pode
assumir, de modo estável, as infinitas
posições entre totalmente fechada e
totalmente aberta. Na filosofia digital ou liga-
desliga, a válvula só fica em duas posições
discretas: ou totalmente fechada ou
totalmente aberta. O resultado do controle é
menos satisfatório que o obtido com o
controle proporcional, porém, tal controle
pode ser realizado através de chaves
manuais, chaves comandadas por pressão
(pressostato), temperatura (termostato),
Const rução

3
nível, vazão ou controladores mais simples.
Neste caso, a válvula mais usada é a
solenóide, atuada por uma bobina elétrica.
O sinal de controle que chega ao atuador
da válvula pode ser pneumático ou
eletrônico. A válvula de controle com
atuador pneumático é o elemento final de
controle da maioria absoluta das malhas.
Mesmo com o uso cada vez mais intensivo e
extensivo da instrumentação eletrônica,
analógica ou digital, a válvula com atuador
pneumático ainda é o elemento final mais
aplicado. Ainda não se projetou e construiu
algo mais simples, confiável, econômico e
eficiente que a válvula com atuador
pneumático. Ela é mais usada que as
bombas dosadoras, alavancas, hélices,
basculantes, motores de passo e atuadores
eletromecânicos.
Há quem considere o elemento final de
controle o gargalo ou o elo mais fraco do
sistema de controle. Porém, as exigências
do processo químico são plenamente
satisfeitas com o desempenho da válvula
com atuador pneumático.











Fig. 1.2. Malha de controle com válvula

1.4. Funções da Válvula de Controle
Uma válvula de controle deve:
1. Conter o fluido do processo, suportando
todos os rigores das condições de
operação. Como o fluido do processo
passa dentro da válvula, ela deve ter
características mecânicas e químicas
para resistir à pressão, temperatura,
corrosão, erosão, sujeira e
contaminantes do fluido.
2. Responder ao sinal de atuação do
controlador. O sinal padrão é aplicado
ao atuador da válvula, que o converte
em uma força, que movimenta a haste,
em cuja extremidade inferior está o
obturador, que varia a área de
passagem do fluido pela válvula.
3. Variar a área de passagem do fluido
manipulado. A válvula de controle
manipula a vazão do meio de controle,
pela alteração de sua abertura, para
atender as necessidades do processo.
4. Absorver a queda variável da pressão
da linha, para compensar as variações
de pressão a montante ou a jusante
dela. Em todo o processo, a válvula é o
único equipamento que pode fornecer
ou absorver uma queda de pressão
controlável.















Fig. 1.3. Símbolos de uma malha de controle


A válvula de controle age como uma
restrição variável na tubulação do processo.
Alterando a sua abertura, ela varia a
resistência à vazão e como conseqüência, a
própria vazão. A válvula de controle está
ajustando a vazão, continuamente,
(throttling).
Depois de instalada na tubulação e
para poder desempenhar todas as funções
requeridas à válvula de controle deve ter
corpo, atuador e castelo. Adicionalmente,
ela pode ter acessórios opcionais que
facilitam e otimizam o seu desempenho,
como posicionador, booster, chaves,
volantes, transdutores e relé de inversão.
Atualmente já são comercialmente
disponíveis válvulas inteligentes de
controle, baseadas em microprocessadores.
XIC
XT
XV
XE
XY
Const rução

4
O projeto incorpora em um único
instrumento a válvula, atuador, controlador,
alarmes e as portas de comunicação digital.
As interfaces de comunicação incluem duas
portas serial, RS-422, para ligação com
computador digital; Várias (até 16) válvulas
podem ser ligadas ao computador.
















Fig.1.4. Válvula com corpo, castelo e atuador
2. Corpo
2.1. Conceito
O corpo ou carcaça é a parte da
válvula que é ligada à tubulação e que
contem o orifício variável da passagem do
fluido. O corpo da válvula de controle é
essencialmente um vaso de pressão, com
uma ou duas sedes, onde se assenta o plug
(obturador), que está na extremidade da
haste, que é acionada pelo atuador
pneumático. A posição relativa entre o
obturador e a sede, modulada pelo sinal
que vem do controlador, determina o valor
da vazão do fluido que passa pelo corpo da
válvula, variando a queda de pressão
através da válvula.
No corpo estão incluídos a sede,
obturador, haste, guia da haste,
engaxetamento e selagem de vedação.
Chama-se trim todas as partes da válvula
que estão em contato com o fluido do
processo ou partes molhadas, exceto o
corpo, castelo, flanges e gaxetas. Em uma
válvula tipo globo, o trim inclui haste,
obturador, assento, guias, gaiola e buchas.
Em válvulas rotatórias, o trim inclui o
membro de fechamento, assento, haste,
suportes e gaxetas. Assim, o trim da válvula
está relacionado com:
1. abertura, fechamento e modulação da
vazão
2. característica da válvula (relação entre a
abertura e a vazão que passa através
da válvula)
3. capacidade de vazão (Cv) da válvula
4. diminuição das forças indesejáveis na
válvula, como as que se opõem ao
atuador, as que tendem a girar ou vibrar
as peças ou as que impõem pesadas
cargas nos guias e suportes
5. fatores para minimizar os efeitos da
erosão, cavitação, flacheamento
(flashing) e corrosão.
2.2. Elemento de controle
As válvulas podem ser classificadas em
dois tipos gerais, baseados no movimento
do dispositivo de fechamento e abertura da
válvula:
1. deslocamento linear
2. rotação angular




Fig. 1.5. Válvula globo com movimento linear do
elemento de controle (haste)


A válvula com elemento linear possui um
obturador (plug) preso a uma haste que se
desloca linearmente em uma cavidade
variando a área de passagem da válvula.
Const rução

5
Esta cavidade se chama sede da válvula. A
válvula globo é um exemplo clássico de
válvula com deslocamento linear.

A válvula com elemento rotativo possui
uma haste ou disco que gira em torno de um
eixo, variando a passagem da válvula. A
válvula borboleta e a esfera são exemplos
de válvulas com elemento rotativo.



Fig. 1.6. Válvula borboleta com movimento rotativo do
elemento de controle (haste)

2.3. Sede
A sede da válvula é onde se assenta o
obturador. A posição relativa entre o
obturador e a sede é que estabelece a
abertura da válvula. A válvula de duas vias
pode ter sede simples ou dupla.
Na válvula de sede simples há apenas
um caminho para o fluido passar no interior
da válvula. A válvula de sede simples é
excelente para a vedação, porém requer
maior força de fechamento/abertura. A
válvula de sede dupla, no interior da qual há
dois caminhos para o fluxo, geralmente
apresenta grande vazamento, quando
totalmente fechada. Porém, sua vantagem é
na exigência de menor força para o
fechamento/abertura e como conseqüência,
utilização de menor atuador.
Há válvula especial, com o corpo divido
(split body), usada em linhas de processo
onde se necessita trocar freqüentemente o
plug e a sede da válvula, por causa da
corrosão.
















(a) Sede simples (b) Sede dupla
Fig. 1.7. Número de sedes da válvula

2.4. Plug
O plug (obturador) da válvula pode
assumir diferentes formatos e tamanhos,
para prover vazamentos diferentes em
função da abertura. Cada figura geométrica
do obturador corresponde a uma
quantidade de vazão em função da posição
da haste (abertura da válvula). Os formatos
típicos fornecem características linear,
parabólica, exponencial, abertura rápida.


(a) (b) (c)

Fig. 1.8. Obturadores da válvula:
(a) Igual percentagem
(b) Linear
(c) Abertura rápida
2.5. Materiais
As diversas peças da válvula necessitam
de diferentes materiais compatíveis com sua
função. Devem ser considerados os
materiais do
1. corpo (interno e externo)
2. trim (sede, trim, plug)
Const rução

6
3. revestimentos
4. engaxetamento
5. selo
Corpo
Como a válvula está em contato direto
com o fluido do processo o seu material
interior deve ser escolhido para ser
compatível com as características de
corrosão e abrasão do fluido.
A parte externa do corpo da válvula (em
contato com a atmosfera do ambiente) é
metálica, geralmente ferro fundido, aço
carbono cadmiado, aço inoxidável AISI 316,
ANSI 304, bronze, ligas especiais para altas
temperatura e pressão e resistentes à
corrosão química. O material do corpo de
válvula que opera em baixa pressão pode
ser não metálico: polímero, porcelana ou
grafite.
As partes internas, (aquelas que estão
em contato com o fluido e são o interior do
corpo, sede, obturador, anéis de
engaxetamento e vedação) também devem
ser de material adequado.
Uma válvula de controle desempenha
serviço mais severo que uma válvula
manual, mas os materiais para suportar a
corrosão podem ser os mesmos. Se o
material é satisfatório para a válvula
manual, também o é para a válvula de
controle. A experiência anterior em uma
dada aplicação é o melhor parâmetro para a
escolha do material. A corrosão é um
processo químico complexo, que é afetada
pela concentração, temperatura, velocidade,
aeração e presença de íons de outras
substâncias. Há tabelas guia de
compatibilidade de materiais e produtos
típicos. Como exemplos
1. o aço inoxidável tipo 17 4pH é resistente
à corrosão de água comum mas é
corroído pela água desmineralizada
pura.
2. O titânio é excelente para uso com cloro
molhado mas é atacada pelo cloro seco.
3. O aço carbono é satisfatório para o
cloro seco mas é atacada rapidamente
pelo cloro molhado.













Fig. 1.9. Partes internas ou molhadas da válvula


Por isso, não há substituto para a
experiência real de processos menos
comuns. O pior da corrosão é que o material
corrosivo pode ser também perigoso e não
deve ser vazado para o ambiente exterior. O
sulfeto de hidrogênio (H
2
S) pode causar
quebras em materiais comuns da válvula,
resultando em vazamentos. Porém o H
2
S é
também letal.
Além da corrosão, fenômeno químico,
deve ser considerada a erosão, que é um
fenômeno físico associado com a alta
velocidade de fluidos abrasivos. Um
material pode ser resistente à corrosão de
um fluido com processo, mas pode sofrer
desgaste físico pela passagem do fluido em
alta velocidade e com partículas abrasivas.
Internos
As partes do trim (sede, plug, haste)
estão em contato direto com o fluido do
processo. Pelo seu formato, elas devem ser
de material torneável e o aço inoxidável é o
material padrão para válvulas globo e
gaveta. Para aplicações com alta
temperatura e fluidos corrosivos, são
usadas ligas especiais como aço 17-4pH,
ANSI 410 ou ANSI 440C e ligas
proprietárias como stellite, hastelloy, monel
e inconel.
Revestimento
Às vezes, o material que suporta alta
pressão é incompatível com a resistência à
corrosão e por isso devem ser usados
materiais diferentes de revestimento, como
elastômeros, teflon (não é elastômero),
Const rução

7
vidro, tântalo e borracha. Estes materiais
são usados para encapsulamento ou como
membros flexíveis de vedação.
A válvula deve ser revestida quando o
material molhado é muito caro, como os
metais nobres e o tântalo. Para ser possível
o revestimento, o corpo da válvula deve ter
um formato simples. Sempre está surgindo
material sintético diferente para suportar
temperaturas e pressões cada vez maiores.
A vida útil de um material de
revestimento depende de vários fatores:
concentração, temperatura, composição e
velocidade do fluido, composição do
elastômero, seu uso na válvula e qualidade
da mão de obra em sua instalação.
O teflon® é usado como material de selo
para válvulas rotatórias e globo e para
revestimento e encapsulamento de válvula
esfera e borboleta. O teflon é atacado
somente por metais alcalinos derretidos,
como cloro ou flúor sob condições
especiais. Praticamente, ele não tem
problema de corrosão. As características
notáveis do teflon são:
1. O teflon é um plástico e não é um
elastômero.
2. Quando deformado, ele se recupera
muito lentamente.
3. Ele também não é resiliente como um
elastômero.
4. Ele é pouco resistente à erosão.
5. A sua faixa nominal de aplicação é de –
100 a 200
o
C.
Há alguns problemas com o revestimento
de válvulas. O vácuo é especialmente ruim
para o revestimento e raramente se usam
revestimentos com pressão abaixo da
atmosférica. Os revestimentos devem ser
finos e quando sujeitos a abusos, eles são
destruídos rapidamente. Como o diâmetro
da válvulas é tipicamente menor que o
diâmetro da tubulação, as velocidades no
interior da válvula são maiores que a
velocidade na tubulação. Qualquer falha de
revestimento deixa o metal base exposto à
corrosão do fluido da linha, resultando em
falha repentina da linha.











Fig. 1.10. Válvula com revestimento interno

2.6. Conexões Terminais
A válvula é instalada na tubulação
através de suas conexões. O tipo de
conexões terminais a ser especificado para
uma válvula é normalmente determinado
pela natureza do sistema da tubulação em
que a válvula vai ser inserida. Uma válvula
de 4” (100 mm) é a que tem conexões para
ser montada em uma tubulação com
diâmetro de 4” (100 mm). Geralmente o
diâmetro das conexões da válvula é menor
que o diâmetro da tubulação onde a válvula
vai ser montada e por isso é comum o uso
de redutores.
As conexões mais comuns são:
flangeadas, rosqueadas, soldadas. Há
ainda conexões especiais e proprietárias de
determinados fabricantes. Os fatores
determinantes das conexões terminais são:
tamanho da válvula, tipo do fluido, valores
da pressão e temperatura e segurança do
processo.
Conexão rosqueada
As conexões rosqueadas são usadas
para válvulas pequenas, com diâmetros
menores que 2" ou 4". A linha possui a
rosca macho e o corpo da válvula a rosca
fêmea. É econômico e simples e muito
adequado para pequenos tamanhos.
As conexões rosqueadas podem se
afrouxar quando se tem temperatura
elevada com grande faixa de variação ou
quando a instalação está sujeita à vibração
mecânica. As roscas em aço inoxidável
tendem a se espanar, quando conectadas a
outros materiais e isso pode ser evitado
com o uso de graxas especiais.
Const rução

8














Fig. 1.11. Válvula com conexões rosqueadas
Conexão por solda
O corpo da válvula pode ser soldado
diretamente à linha. Este método é pouco
flexível, porém é utilizado para montagem
permanente, quando se tem altíssimas
pressões e é perigoso o vazamento do
fluido. Os dois tipos principais de solda são:
de topo e soquete (mais eficiente). Os
materiais e procedimentos de solda devem
ser cuidadosamente controlados e devem
ser usados alívios de tensão mecânica.










Fig. 1.12. Válvula com conexões soldadas

Conexão por flange
Conectar o corpo da válvula à
tubulação através do conjunto de flanges,
parafusos e porcas é o método mais
utilizado para válvulas maiores que 2". As
flanges podem ser lisas ou de faces
elevadas e sua classe de pressão ANSI
deve ser compatível com a pressão do
processo. Alguns usuários especificam um
mínimo de 1” para o diâmetro mínimo da
válvula para ela ter conexão flangeada.
As dimensões do flange são
padronizadas para diferentes materiais e
classes. Se o corpo da válvula e da
tubulação são de materiais diferentes ou se
um ou ambos são revestidos, o problema de
adequação deve ser cuidadosamente
examinado. Por exemplo, o corpo de uma
válvula em ferro fundido pode ter um flange
de classe 125 e a tubulação de aço pode ter
um flange de classe 150. Os furos dos
parafusos se encaixam, mas os flanges de
ferro possuem faces planas e os de aço
possuem faces ressaltadas. Os flanges de
aço são feitos de face ressaltada para dar
alta força na gaxeta. Os flanges de ferro
não podem ter faces ressaltadas porque o
ferro é quebradiço quando submetido a alta
força imposta pela face ressaltada. A
solução é tirar a face ressaltada do flange
de aço, tornando-o também de face plana.
A classe ANSI 150 (chamada de 150
libras) não significa que a conexão é
limitada à pressão de 1000 kPa (150 psi). O
limite de pressão é determinado pela
temperatura de operação e pelo material
ASTM do flange. Por exemplo, um aço
especificado para 285 psig e 50
o
C só pode
ser usado em 140 psi quando exposto a 300
o
C.
A especificação de flanges e gaxetas
está além do presente trabalho. Apenas, os
flanges de aço com fase ressaltada vem
com gaxetas e canaletas, que podem ser
concêntricas ou fonográficas. Acima de 600
psi, os flanges são usados com anéis de
junção (RTJ – ring type joint).
Há ainda conexões especiais
proprietárias, como Graylock®, que podem
manipular pressão de até 10 000 psi e são
muito mais leves que o flange ANSI
equivalente.










Fig. 1.13. Diferentes tipos de flange

Const rução

9

















Fig. 1.14. Classes de flange versus temperatura e
pressão para aço carbono











Fig. 1.15. Válvula de 4 vias flangeada

Conexão wafer
Algumas válvulas possuem faces lisas,
em flange e são instaladas sanduíchadas
entre dois flanges da tubulação. São
chamadas de wafer e foram usadas
inicialmente em válvula borboleta estreita.
Atualmente, há válvula com corpo longo e
conexões wafer.
Devem ser tomados cuidados com os
parafusos, gaxetas, compressão, expansão
e contração dos materiais envolvidos.
Recomenda-se o uso de torquímetro para
apertar os parafusos e não se deve usar
este tipo de conexão em processos com
temperatura muito alta, muito baixa ou
grande variação.
A vantagem da conexão tipo wafer é a
ausência de flange na válvula, reduzindo
peso e custo. Também não há problema de
compatibilidade e ela pode ser inserida
entre dois flanges de qualquer tipo.
A desvantagem inclui os problemas
potenciais de vazamento e por isso
equipamentos com conexões tipo wafer são
considerados politicamente incorretos.



Fig. 1.16. Válvula borboleta com tomada tipo wafer
2.7. Entradas e Saída
A válvula de duas vias é a que tem
duas conexões: uma de entrada e outra de
saída. A válvula de duas vias é a mais
usada. Há aplicações de mistura ou divisão,
que requerem válvulas com três vias:
1. duas entradas e uma saída (mistura ou
convergente)
2. uma entrada e duas saídas (divisão ou
divergente)
A diferença na construção é que a força
do fluido é feita para agir em uma direção
tendendo a abrir ambos os obturadores em
cada caso, dando uma estabilidade
dinâmica sem o uso de grande atuador.

Const rução

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Fig. 1.17. Válvula liga-desliga de 2 vias







Fig. 1.18. Válvula de controle de 2 vias







Fig. 1.19. Diferentes configurações de válvula de três
vias








Fig. 1.20. Esquema de válvula de 4 vias










Fig. 1.21. Vista de uma válvula de 4 vias
3. Castelo
3.1. Conceito
O castelo (bonnet) liga o corpo da
válvula ao atuador e completa o fechamento
do corpo. A haste da válvula se movimenta
através do engaxetamento do castelo. O
castelo também pode fornecer a principal
abertura para a cavidade do corpo para o
conjuntos das partes internas ou ele pode
ser parte integrante do corpo da válvula. É
fundamental que a conexão do castelo
forneça um bom alinhamento da haste,
obturador e sede e que ela seja robusto
suficientemente para suportar as tensões
impostas pelo atuador. Porém, há válvulas
que não possuem castelo.
Normalmente, é necessário remover o
castelo para ter acesso ao assento da
válvula e ao elemento de controle da vazão,
para fins de manutenção.
3.2. Tipos de castelos
Os três tipos básicos de castelo são:
1. aparafusado
2. união
3. flangeado.
O castelo e corpo rosqueados
constituem o sistema mais barato e é usado
apenas em pequenas válvulas de baixa
pressão.
O castelo preso ao corpo por uma
união é usado em válvulas maiores ou para
válvulas pequenas com alta pressão,
permitindo uma vedação melhor que a do
castelo rosqueado.
O sistema com castelo flangeado é o
mais robusto e permite a melhor vedação,
sendo usado em válvulas grandes e em
qualquer pressão.
O engaxetamento no castelo para alojar
e guiar a haste com o plug, deve ser de tal
modo que não haja vazamento do interior da
válvula para fora e nem muito atrito que
dificulte o funcionamento ou provoque
histerese. Para facilitar a lubrificação do
movimento da haste e prover vedação,
usam-se caixas de engaxetamento. Algumas
caixas requerem lubrificação periódica. Os
materiais típicos de engaxetamento incluem:
Const rução

11
teflon, asbesto, grafite e a combinação
deles (asbesto impregnado de teflon,
asbesto grafitado).














Fig.1.22. Castelo com flange aparafusado e
engaxetamento padrão
O comprimento do castelo padrão é
suficiente apenas para conter a caixa de
engaxetamento.
3.3. Aplicações especiais
Quando a aplicação envolve
temperatura muito baixa (criogênica), para
evitar a formação de gelo da umidade
condensada da atmosfera em torno da
haste e da caixa de engaxetamento, o
castelo estendido deve
1. ter um comprimento muito maior que o
normal, para ser mais aquecido pelo
ambiente
2. ter engaxetamento com materiais
especiais (semimetálicos) e
3. possuir aletas horizontais, que
aumentem a área de troca de calor,
facilitando a transferência de energia
entre o processo e a atmosfera externa












Fig. 1.23. Castelo alongado para baixas temperaturas
Quando a aplicação envolver
temperatura muito alta, usa-se também um
castelo especial, com comprimento maior
que o normal e com aletas, para baixar a
temperatura da caixa de engaxetamento.
Atualmente, os castelos aletados estão em
desuso, pois é comprovado que o castelo
plano estendido é tão eficiente quanto o
aletado, para aplicações com líquidos e
gases. Para um vapor condensante, a
temperatura não é afetada, a não ser que
válvula seja equipada com um selo baixo ou
esteja montada de cabeça para baixo, o que
não é recomendado.
Em aplicações onde se quer vedação
total ao longo da haste, pois o fluido do
processo é tóxico, explosivo, pirofosfórico,
muito caro, usam-se foles como selos. O
fluido do processo pode ser selado interna
ou externamente ao fole.














Fig. 1.24. Castelo para aplicações de alta temperatura
4. Métodos de Selagem
Há dois locais onde a válvula deve ter selos
para prover vedação:
1. de sua entrada e para a saída ou vice-
versa, quando ela estiver na posição
fechada
2. de seu interior para o exterior, quando
ela estiver com pressão estática maior
que a atmosférica ou do exterior para
seu interior, quando se tem vácuo no
corpo da válvula.

Const rução

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Fig. 1.25. Castelo selado com fole usado em
aplicações com fluidos tóxicos e flamáveis
4.1. Vazamentos
Para não haver vazamento de dentro
da válvula para fora, deve haver selagem
entre
1. o plug da válvula e a sede,
2. entre a haste e o engaxetamento do
castelo,
3. nas conexões da válvula com a
tubulação e
4. onde o castelo se junta ao corpo da
válvula.
Por causa do movimento envolvido, a
selagem na haste é a mais difícil de ser
conseguida. O método mais comum de
selagem da haste é o uso de uma caixa de
enchimento, contendo um material flexível
de engaxetamento, como grafite e asbesto,
teflon e asbesto, teflon . O engaxetamento
pode ser sólido, com teflon granulado, fibras
de asbesto.












Fig. 1.26. Caixa de engaxetamento com lubrificador e
válvula de isolação
De modo a reter a pressão do fluido
dentro da válvula, é necessário comprimir o
engaxetamento, por meio de uma porca ou
plug. Este tipo de selo requer inspeções
periódicas e manutenção. Invariavelmente,
se uma válvula fica sem operar durante
longo período de tempo, a porca da caixa
deve ser apertada, quando a válvula é
operada, senão ocorrerá vazamento.
Quando se quer uma válvula sem
possibilidade de vazamento para o exterior,
deve-se usar válvula sem engaxetamento,
como a válvula com diafragma entre o
castelo e o corpo da válvula. O diafragma é
acionado por um componente compressor,
fixado na extremidade da haste e que
também age como elemento de controle da
vazão.
Outro tipo de válvula sem
engaxetamento emprega um fole metálico,
no lugar do diafragma flexível. Estas
válvulas são apropriadas para operação sob
alto vácuo. Uma caixa de enchimento é
normalmente usada acima do fole, para
evitar vazamento no caso da falha do fole.
4.2. Vazamento entre entrada e saída
Para que uma válvula não dê
passagem de sua entrada para a saída,
deve haver uma vedação entre o obturador
e sua sede. Para prover um selo adequado
contra a vazão do fluido do processo,
quando a válvula estiver na posição
fechada, deve haver um fechamento firme e
seguro entre o elemento de controle de
vazão e o assento da válvula. Estes
componentes devem ser projetados de
modo que as variações de pressão e de
temperatura e as tensões mecânicas
provocadas pela tubulação não distorçam
ou desalinhem as superfícies de selagem.
Em geral se empregam três tipos de
selos:
1. contato metal-metal,
2. contato metal-material elástico,
3. contato metal-metal com revestimento
de material elástico
Com o advento dos plásticos, as válvulas se
tornam disponíveis em uma variedade de
plásticos. Os três tipos de selos continuam
válidos, bastando substituir metal por
plástico. A mesma analogia se aplica em
Const rução

13
válvulas tendo interiores revestidos de
vidro, teflon, borrachas.
A maior resistência é obtida de um selo
metal-metal, mas pode haver desgaste e
erosão do metal. O selo resiliente (elástico)
é obtido pela pressão de uma superfície
metálica contra uma superfície plástica ou
de borracha. Este tipo de selo fornece um
bloqueio total e é altamente recomendado
para fluidos contendo sujeira, embora seja
limitado a processos pouco rigorosos e com
baixa pressão. As partículas sólidas, que
podem ficar presas entre as superfícies de
selagem, são forçadas e entram na
superfície macia e não interferem no
fechamento da válvula. Quando se tem alta
pressão, é conveniente o uso do selo metal-
metal com revestimento resiliente.
5. Atuador
Atuador é o componente da válvula que
recebe o sinal de controle e o converte em
abertura modulada da válvula.
Os modos de operação da válvula
dependem do seu tipo, localização no
processo, função no sistema, tamanho,
freqüência de operação e grau de controle
desejado.
A atuação da válvula pode ser
1. manual
2. automática



















Fig. 1.27. Atuador pneumático e mola
O atuador pode ser classificado,
dependendo do tipo do dispositivo móvel,
como
1. linear
2. rotativo.
Outra classificação útil do atuador é
quanto à fonte de potência, que pode ser
1. pneumática,
2. elétrica
3. hidráulica.
5.1. Operação Manual ou Automática
A atuação manual pelo operador pode
ser local ou remota. A atuação local pode
ser feita diretamente por volante,
engrenagem, corrente mecânica ou
alavanca. A atuação manual remota pode
ser feita pela geração de um sinal elétrico
ou pneumático, que acione o atuador da
válvula. Para ser atuada automaticamente a
válvula pode estar acoplada a mola, motor
elétrico, solenóide, servomecanismo,
atuador pneumático ou hidráulico.
Freqüentemente, é necessário ou desejável
operar automaticamente a válvula, de modo
continuo ou através de liga-desliga. Atuação
automática significa sem a intervenção
direta do operador. Isto pode ser
conseguido pela adição à válvula padrão
um dos seguintes acessórios:
1. atuador pneumático ou hidráulico para
operação continua ou de liga-desliga,
2. solenóide elétrica para operação de
liga-desliga,
3. motor elétrico para operação continua
ou de liga-desliga.












Fig. 1.28. Atuação manual da válvula de controle


Const rução

14
Geralmente, um determinado tipo de válvula
é limitado a um ou poucos tipos de
atuadores; quais sejam:
1. Válvulas de alivio e de segurança são
atuadas por mola.
2. Válvulas de retenção são atuadas por
mola ou por gravidade.
3. Válvulas globo de tamanho grande e
com alta pressão de processo são
atuadas por motores elétricos ou
correntes mecânicas.
4. Válvulas de controle continuo são
geralmente atuadas pneumaticamente.
5. Válvulas de controle liga-desliga são
atuadas através de solenóides.
Geralmente estes mecanismos de
operação da válvula são considerados
acessórios da válvula.
5.2. Atuador Pneumático
Este tipo de operador, disponível com
um diafragma ou pistão, é o mais usado.
Independente do tipo, o princípio de
operação é o mesmo. O atuador
pneumático, com diafragma e mola é o
responsável pela conversão do sinal
pneumático padrão do controlador em força-
movimento-abertura da válvula. O atuador
pneumático a diafragma recebe diretamente
o sinal do controlador pneumático e o
converte numa força que irá movimentar a
haste da válvula, onde está acoplado o
obturador que irá abrir continuamente a
válvula de controle.
A função do diafragma é a de converter
o sinal de pressão em uma força e a função
da mola é a de retornar o sistema à posição
original. Na ausência do sinal de controle, a
mola leva a válvula para uma posição
extrema, ou totalmente aberta ou totalmente
fechada. Operacionalmente, a força da mola
se opõe à força do diafragma; a força do
diafragma deve vencer a força da mola e as
forças do processo.
Erradamente, se pensa que o atuador
da válvula requer a alimentação de ar
pneumático para sua operação; o atuador
funciona apenas com o sinal padrão de 20 a
100 kPa (3 a 15 psi).
O atuador pneumático consiste
simplesmente de um diafragma flexível
colocado entre dois espaços. Uma das
câmaras deve ser vedada à pressão e na
outra câmara ha uma mola, que exerce uma
força contrária. O sinal de ar da saída do
controlador vai para a câmara vedada à
pressão e sua variação produz uma força
variável que é usada para superar a força
exercida pela mola de faixa do atuador e as
forças internas dentro do corpo da válvula e
as exercidas pelo próprio processo.
O atuador pneumático deve satisfazer
basicamente as seguintes exigências:
1. operar com o sinal de 20 a 100 kPa (3 a
15 psig),
2. operar sem posicionador,
3. ter uma ação de falha segura quando
houver problema no sinal de atuação,
4. ter um mínimo de histerese,
5. ter potência suficiente para agir contra
as forças desbalanceadas,
6. ser reversível.
5.3. Ação do Atuador
Basicamente, há duas lógicas de
operação do atuador pneumático com o
conjunto diafragma e mola:
1. ar para abrir - mola para fechar,
2. ar para fechar - mola para abrir,
Existe um terceiro tipo, menos usado,
cuja lógica de operação é: ar para abrir - ar
para fechar.
Outra nomenclatura para a ação da
válvula é falha-aberta (fail open), que
equivale a ar-para- fechar e falha-fechada,
que equivale a ar-para-abrir.














Fig. 1.29. Ações dos atuadores pneumáticos


Const rução

15
A operação de uma válvula com
atuador pneumático com lógica de ar para
abrir é a seguinte: quando não há nenhuma
pressão chegando ao atuador, a válvula
está desligada e na posição fechada.
Quando a pressão de controle (típica de 20
a 100 kPa) começa a crescer, a válvula
tende a abrir cada vez mais, assumindo as
infinitas posições intermediárias entre
totalmente fechada e totalmente aberta.
Quando não houver sinal de controle, a
válvula vai imediatamente para a posição
fechada, independente da posição em que
estiver no momento da falha. A posição de
totalmente fechada é também conhecida
como a de segura em caso de falha. Quem
leva a válvula para esta posição segura é
justamente a mola. Assim, o sinal de
controle deve superar
1. a força da mola,
2. a força apresentada pelo fluido do
processo,
3. os atritos existentes entre a haste e o
engaxetamento.
O atuador ar-para-abrir necessita de
pressão para abrir a válvula. Para pressões
menores que 20 kPa (3 psi) a válvula deve
estar totalmente fechada. Com o aumento
gradativo da pressão, a partir de 20 kPa (3
psi), a válvula abre continuamente. A
maioria das válvulas é calibrada para estar
totalmente aberta quando a pressão atingir
exatamente 100 kPa (15 psig). Calibrar uma
válvula é fazer a abertura da válvula seguir
uma reta, passando pelos pontos (20 kPa x
0%) e (100 kPa x 100%) de abertura. A
falha do sistema, ou seja, a ausência de
pressão, deve levar a válvula para o
fechamento total.
Uma válvula com atuação ar-para-
fechar opera de modo contrario. Na
ausência de ar e com pressões menores
que 20 kPa (3 psig), a válvula deve estar
totalmente aberta. Com o aparecimento de
pressões acima de 20 kPa (3 psig) e seu
aumento, a válvula diminuirá sua abertura.
Com a máxima pressão do controlador, de
100 kPa (15 psig), a válvula deve estar
totalmente fechada. Na falha do sistema,
quando a pressão cair para 0 kPa (0 psig),
a válvula deve estar na posição totalmente
aberta.
Certas aplicações exigem um válvula
de controle com um diafragma especial,
modo que a falta o ar de suprimento ao
atuador faca a válvula se manter na última
posição de abertura; tem-se a falha-última-
posição.
5.4. Escolha da Ação
A primeira questão que o projetista
deve responder, quando escolhendo uma
válvula de controle é: o que a válvula deve
fazer, quando faltar o suprimento da
alimentação? A questão esta relacionada
com a posição de falha da válvula.
A segurança do processo determina o
tipo de ação da válvula:
1. falha-fechada (FC - fail close),
2. falha-aberta (FC - fail open),
3. falha-indeterminada (FI - fail
indetermined),
4. falha-última-posição (FL - fail last
position).




























Fig. 1.30. Forças atuantes na válvula
ar para abrir
compressão da
mola
sinal
pneumático
pressão da
linha
ar para fechar
compressão da
mola
sinal
pneumático
pressão da
linha
pressão da linha
pressão da linha
Const rução

16
A segurança também implica no
conhecimento antecipado das
conseqüências das falha de alimentação na
mola, diafragma, pistão, controlador e
transmissor. Quando ocorrer falha no
atuador da válvula, a posição da válvula
não é mais função do projeto do atuador,
mas das forças do fluido do processo
atuando no interior da válvula e da
construção da válvula. As escolhas são
1. vazão-para-abrir (FTO - flow to open),
2. vazão-para-fechar (FTC - flow to close),
3. ficar na última posição (FB - friction
bound).
A ação vazão-para-fechar é fornecida pela
válvula globo; a ação vazão-para-abrir é
fornecida pela válvula borboleta, globo e
esfera convencional. As válvulas com plug
rotatório e esfera flutuante são típicas para
ficar na última posição.
5.5. Forças atuantes
Os diagramas vetoriais mostram a
representação esquemática das forças,
quando a válvula é desligada, para os dois
casos possíveis, de ar para abrir e ar para
fechar, quando a vazão entra debaixo do
obturador.
Quando a válvula abre, a força devida
à pressão da linha diminui. Quando a
válvula está fechada, esta força é máxima.
Quando a válvula está totalmente aberta, a
força devida à pressão da linha é muito
dissipada e a força contra o obturador é
desprezível. Em posições intermediárias, a
força é também intermediária.
5.6. Mudança da Ação
Há vários modos de se inverter a ação
de controle do sistema constituído de
controlador, atuador e válvula de controle:
1. troca da posição do atuador, alternando
a posição relativa diafragma + mola.
2. alguns atuadores possuem uma
alimentação alternativa: o sinal pode ser
aplicado em dois pontos possíveis, cada
um correspondendo a uma ação de
controle.
3. alteração do obturador + sede da
válvula.
4. alteração do modo de controle, no
próprio controlador. A maioria dos
controladores possui uma chave
seletora para a ação de controle: direta
(aumenta medição, aumenta sinal de
saída) e inversa (aumenta medição,
diminui sinal de saída).

















Fig. 1.31. Atuador reversível diafragma - mola



Na aplicação prática, deve se consultar a
literatura técnica disponível e referente a
todos os equipamentos: controlador,
atuador e válvula, para se definir qual a
solução mais simples, segura e flexível.
5.7. Dimensionamento do Atuador
O atuador pneumático deve ter um
diafragma com área efetiva suficiente para
permitir o fechamento contra a pressão da
linha e uma mola com elasticidade suficiente
para posicionar o obturador da válvula em
resposta ao sinal contínuo da saída do
controlador.
Há atuadores de diferentes tamanhos
que dependem dos seguintes parâmetros:
1. pressão estática do processo,
2. curso da haste da válvula,
3. deslocamento da mola do atuador e
4. sede da válvula.
A força gerada para operar a válvula é
função da área do diafragma, da pressão
pneumática e da pressão do processo.
Quanto maior a pressão do sinal
Const rução

17
pneumático, menor pode ser a área do
diafragma. Como normalmente o sinal de
atuação é padrão, de 20 a 100 kPa (3 a 15
psig), geralmente o tamanho do diafragma
depende da pressão do processo; quando
maior a pressão do fluido do processo,
maior deve ser a área do diafragma. O
atuador pneumático da válvula funciona
apenas com o sinal do controlador, padrão
de 20 a 100 kPa. Ele não necessita do
suprimento de ar de 120 a 140 kPa (20-22
psig).
O tamanho físico do atuador depende
da pressão estática do processo e da
pressão do sinal pneumático. A faixa de
pressão mais comum é o sinal de 20 a 100
kPa (3 a 15 psig); outra também usada é a
de 40 a 200 kPa (6 a 30 psig). Os
fabricantes apresentam equações para
dimensionar e escolher o atuador
pneumático.
Os atuadores industriais, para o sinal
de 100 kPa (15 psi), fornecem forças de
atuação de 400 a 2000 N.
É importante saber que embora a saída
linear de um controlador seja nominalmente
20 a 100 kPa (ou 60 200 kPa), a largura de
faixa da saída disponível real é muito mais
larga. A mínima saída é 7 kPa (0,5 psi)
devida a algum vazamento do relé e a
máxima saída é escolhida de 120 kPa (18
psi) para refletir as perdas da linha do
controlador para a válvula. Assim, com uma
alimentação de 140 kPa, a saída real varia
de 7 a 120 kPa.
As duas regras para dimensionar um
atuador, baseando-se na faixa real do sinal
do controlador em 7 a 120 kPa (mais larga
que a padrão de 20 a 100 kPa) são:
1. Se a ação é ar para abrir, a força
compressiva inicial da mola deve ser
suficiente para superar o efeito da
pressão da linha mais 30 kPa ou 25%
da pressão inicial da mola teórica, a que
for maior, para garantir um fechamento
completo.
2. Se a ação é ar para fechar, a força
inicial da mola tende a manter o
obturador fora do assento. Por esta
razão, deve-se ter uma pressão de 4
kPa aplicada no diafragma. Depois que
a válvula estiver totalmente
movimentada, o restante da saída do
sinal do controlador é usado para como
força de assento.
5.8. Atuador e Outro Elemento Final
O atuador de válvula pode,
excepcionalmente, ser acoplado a outro
equipamento que não seja a válvula de
controle. Assim, é comum o uso do atuador
pneumático associado a cilindro, basculante
e bóia. Mesmo nas combinações que não
envolvem a válvula, o atuador é ainda
acionado pelo sinal pneumático padrão do
controlador. A função do atuador continua a
de converter o sinal de 20 a 100 kPa em
força que pode provocar um movimento.













Fig. 1.32. Posicionador e transdutor i/p integral



Mesmo em sistema com instrumentação
eletrônica, com controladores eletrônicos
que geral 4 a 20 mA cc, a norma é se usar o
atuador pneumático com diafragma e mola.
Para compatibilizar seu uso, insere-se na
malha de controle o transdutor corrente –
para – pneumático (i/p). O conjunto
transdutor I/P + atuador pneumático é ainda
mais simples, eficiente, rápido e econômico
que o atuador eletromecânico disponível
comercialmente.
Atuador a Pistão
O atuador a pistão é usado
normalmente quando se quer a máxima
saída da passagem, com resposta rápida,
tipicamente em aplicações com altas
pressões do processo. Este atuador opera
usando um suprimento de pressão
pneumática elevada, ate de 1 Mpa (150
Const rução

18
psig). Os melhores projetos possuem dupla
ação para dar a máxima abertura, nas duas
direções.
Atuador Eletromecânico
Com o uso cada vez mais freqüente da
instrumentação eletrônica, o sinal padrão
para acionamento da válvula é o de 4 a 20
mA cc. Assim, deve-se desenvolver um
mecanismo que converta este sinal de
corrente elétrica em um movimento e
abertura da válvula. A solução mais
freqüente e econômica é a de usar um
transdutor corrente – para - ar pneumático e
continuar usando a válvula com atuador
pneumático.
São disponíveis atuadores
eletromecânicos que convertem o sinal da
saída do controlador eletrônico em
movimento e abertura da válvula, através de
um motor. Esta conversão corrente para
movimento é direta, sem passar pelo sinal
pneumático. Pretendia-se ter um atuador
rápido, porém, na prática, os atuadores
eletromecânicos são poucos usados, por
causa do custo elevado e complexidade.
Ainda é mais conveniente usar o conjunto
transdutor I/P e atuador pneumático.




19
2. Desempenho



Objetivos de Ensino
1. Apresentar os principais parâmetros
relacionados com o desempenho da
válvula de controle.
2. Descrever os conceitos, relações
matemáticas e significado físico das
características inerente e instalada
da válvula.
3. Apresentar as principais
características de válvula de
controle: linear, igual percentagem e
de abertura rápida.
4. Conceituar rangeabilidade e
controlabilidade da válvula de
controle.
5. Apresentar as exigências de
estanqueidade da válvula de
controle.
1. Aplicação da Válvula
1.1. Introdução
Antes de especificar e dimensionar uma
válvula de controle, deve-se avaliar se a
válvula é realmente necessária ou se existe
um meio mais simples e mais econômico de
executar o que se deseja. Por exemplo,
pode-se usar uma válvula autocontrolada
em vez da válvula de controle, quando se
aceita um controle menos rigoroso, se quer
um sistema econômico ou não se tem
energia de alimentação disponível. Em outra
aplicação, é possível e conveniente
substituir toda a malha de controle de vazão
por uma bomba de medição a deslocamento
positivo ou por uma bomba centrífuga com
velocidade variável. A relação custo -
beneficio destas alternativas é usualmente
obtida pelo custo muito menor do
bombeamento, pois não se irá produzir
energia para ser queimada na queda de
pressão através da válvula de controle.
1.2. Dados do Processo
Quando se decide usar a válvula de
controle, deve-se selecionar o tipo correto e
dimensiona-se adequadamente. Para a
seleção da válvula certa deve-se entender
completamente o processo que a válvula
controla. Conhecer completamente significa
conhecer as condições normais de
operação e as exigências que a válvula
deve satisfazer durante as condições de
partida, desligamento do processo e
emergência.
Todas os dados do processo devem
ser conhecidos antecipadamente, como os
valores da vazões (mínima, normal e
máxima), pressão estática do processo,
pressão de vapor do líquido, densidade,
temperatura, viscosidade. É desejável
identificar as fontes e naturezas dos
distúrbios potenciais e variações de carga
do processo.
Deve-se determinar ou conhecer as
exigências de qualidade do processo, de
modo a identificar as tolerâncias e erros
aceitáveis no controle. Os dados do
processo devem também estabelecer se a
válvula necessita fornecer vedação total,
quando fechada, qual deve ser o nível
aceitável de ruído, se há possibilidade de
martelo d'água, se a vazão é pulsante.
Desempenho
20
1.3. Desempenho da Válvula
O bom desempenho da válvula de
controle significa que a válvula
1. é estável em toda a faixa de operação
do processo,
2. não opera próxima de seu fechamento
ou de sua abertura total,
3. é suficientemente rápida para corrigir os
distúrbios e as variações de carga do
processo,
4. não requer a modificação da sintonia do
controlador depois de cada variação de
carga do processo.
Para se conseguir este bom
desempenho da válvula, deve-se considerar
os fatores que afetam seu desempenho, tais
como característica, rangeabilidades
inerente e instalada, ganho, queda de
pressão provocada, vazamento quando
fechada, características do fluido e resposta
do atuador.
2. Característica da Válvula
2.1. Conceito
A característica da válvula de controle é
definida como a relação entre a vazão
através de válvula e a posição da válvula
variando ambas de 0% a 100%. A vazão na
válvula depende do sinal de saída do
controlador que vai para o atuador da
válvula. Na definição da característica,
admite-se que:
1. o atuador da válvula é linear (o
deslocamento da haste da válvula é
proporcional à saída do controlador),
2. a queda de pressão através da válvula é
constante,
3. o fluido do processo não está em
cavitação, flacheamento ou na vazão
crítica ou sônica (choked)
São definidas duas características:
1. inerente
2. instalada
A característica inerente da válvula se
refere à característica observada com uma
queda de pressão constante através da
válvula; é a característica da válvula
construída e fora do processo. A instalada
se refere à característica quando a válvula
está em operação real, com uma queda de
pressão variável e interagindo com as
influências do processo não considerados
no projeto.



















Fig. 2.1. Características típicas de válvulas
2.2. Características da Válvula e do
Processo
Para se ter um controle eficiente e
estável em todas as condições de operação
do processo, a malha de controle deve ter
um comportamento constante em toda a
faixa. Isto significa que a malha completa do
processo, definida como a combinação de
sensor, transmissor, controlador, válvula,
processo e algum outro componente, deve
ter seu ganho e dinâmicas os mais
constantes possível. Ter um comportamento
constante simplesmente significa ser linear.
Na prática, a maioria dos processos é
não-linear, fazendo a combinação sensor-
transmissor-controlador-processo não
linear. Assim, deve-se ter o controlador não-
linear para ter o sistema total linear. A outra
alternativa é a de escolher o
comportamento da válvula não-linear, para
tornar linear a combinação sensor-
transmissor-controlador-processo. Se isso é
feito corretamente, a nova combinação
sensor-transmissor-processo-válvula se
torna linear, ou com o ganho constante. O
comportamento da válvula é a sua
característica de vazão.
Desempenho
21
O objetivo da caracterização da vazão é
o de fornecer um ganho do processo total
relativamente constante para a maioria das
condições de operação do processo.
A característica da válvula depende do
seu tipo. Tipicamente os formatos do
contorno do plug e da sede da válvula
definem a característica da válvula. As três
características típicas são: linear, igual
percentagem e abertura rápida; outras
menos usadas são: hiperbólica, raiz
quadrática e parabólica.
2.3. Relações Matemáticas
Para uma única fase líquida, a vazão
através da válvula é dada pela relação:

ρ

·
p
) x ( f C Q
v


onde
Q é a vazão volumétrica do líquido,
Cv é a capacidade de vazão da válvula
∆p é a queda de pressão através da
válvula,
ρ é a densidade do líquido em relação a
água
f(x) é a curva característica da vazão na
válvula, onde

f(x) = x, para válvula linear

f(x) = x , raiz quadrática

1 X
x
a ) x ( f

· , igual percentagem

] x ) 1 a ( a [
1
) x ( f
− −
· , hiperbólica

onde
x é a excursão da haste da válvula,
X é a excursão máxima da válvula,
a é uma constante; representando a
rangeabilidade da válvula.
2.4. Característica de Igual
Percentagem
Matematicamente, a vazão é
proporcional exponencialmente à abertura.
O índice do expoente é a percentagem de
abertura.

1 X
x
R ) x ( f

·

A razão do nome da característica de
igual percentagem está na variação da
vazão em relação a posição da válvula:

) x ( f K
dx
) x ( df
× ·

ou seja, para igual variação na posição da
haste, há a mesma percentagem de
variação na vazão, independente do curso
da válvula. A vazão varia de df/f para cada
incremento da posição da haste dx.



Fig. 2.11. Características de igual percentagem


O termo igual percentagem se aplica
porque, iguais incrementos da posição da
válvula causam uma variação da vazão em
igual percentagem, isto e, quando se
aumenta a abertura da válvula de 1%, indo
de 20 a 21% na posição, a vazão irá
aumentar de 1% de seu valor à posição de
Desempenho
22
20%. Se a posição da válvula é aumentada
de 2%, indo de 60 a 62%, a vazão ira
aumentar de 2% de seu valor à posição de
60%. A válvula é quase linear (e com
grande inclinação) próximo à sua abertura
máxima.
A característica de vazão de igual
percentagem produz uma muito pequena
vazão no inicio de sua abertura, mas
quando esta próxima de sua abertura total,
pequenas variações da abertura produzem
grandes variações de vazão. Ela exibe
melhor controle nas pequenas vazões e um
controle instável em altas vazões. A válvula
de igual percentagem é de abertura lenta.




















Fig. 2.2. Característica de igual percentagem, com
escala logarítmica na ordenada


Teoricamente, a válvula de igual
percentagem nunca veda totalmente, pois
quando a posição da válvula estiver em
x = 0, a vazão será f = 1/R, onde R é a
rangeabilidade da válvula. Por exemplo,
uma válvula com rangeabilidade de R = 50,
vaza 2% quando totalmente fechada. Na
prática, o projeto da válvula garante a sua
vedação, quando a válvula estiver
totalmente fechada, colocando-se um ombro
no plug.
As válvulas que, pelo projeto e
construção, naturalmente fornecem
característica de igual percentagem são a
borboleta e a globo, onde a variação da
vazão é estabelecida pela rotação da haste.
A válvula de igual percentagem típica
possui rangeabilidade igual a 50, exibindo
uma inclinação de 3.9 (ln 50) na máxima
vazão.
Combinando a inclinação da válvula
com o ganho da válvula,

100
F f R ln
G
max
v
× ×
·

Como o produto (f x F
max
) é a vazão
real, o ganho da válvula de igual
percentagem não é uma função do tamanho
da válvula, enquanto a vazão estiver
confinada à faixa onde a característica
estiver não distorcida.
A característica da válvula hiperbólica
se aproxima da característica da válvula de
igual percentagem.
2.5. Característica Linear
Na válvula com característica linear a
vazão é diretamente proporcional à abertura
da válvula. A abertura é proporcional ao
sinal padrão do controlador, de 20 a 100
kPa (3 a 15 psig), se pneumático e de 4 a
20 mA cc, se eletrônico.





















Fig. 2.3. Característica linear de válvula de controle
0 10 20 30 40 50 60 70
90
80
100
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Curso, %
V
a
z
ã
o
,

%

Desempenho
23
A característica linear produz uma vazão
diretamente proporcional ao valor do
deslocamento da válvula ou de sua posição
da haste. Quando a posição for de 50%, a
vazão através da válvula é de 50% de sua
vazão máxima.
A válvula com característica linear possui
ganho constante em todas as vazões. O
desempenho do controle e uniforme e
independente do ponto de operação.
Sua rangeabilidade é media, cerca de
10:1.
2.6. Característica de Abertura
Rápida
A válvula de abertura rápida possui
característica oposta à da válvula de igual
percentagem. A característica de vazão de
abertura rápida produz uma grande vazão
com pequeno deslocamento da haste da
válvula. A curva é basicamente linear para a
primeira parte do deslocamento com uma
inclinação acentuada (grande ganho). Ela
introduz uma grande variação na vazão
quando há uma pequena variação na
abertura da válvula, no inicio da faixa. A
válvula de abertura rápida apresenta grande
ganho em baixa vazão e um pequeno ganho
em grande vazão.
Ela não é adequada para controle
continuo, pois a vazão não é afetada para a
maioria de seu percurso. Tipicamente usada
para controle liga-desliga, batelada e
controle seqüencial e programado. Sua
rangeabilidade é pequena, cerca de 3:1.
Válvula típica de abertura rápida é a
Saunders.
A válvula raiz quadrática se aproxima
da válvula de abertura rápida.
2.7. Característica Instalada
O dimensionamento da válvula se
baseia na queda de pressão através da
válvula, tomada como constante e relativa à
abertura de 100% da válvula. Quando a
válvula está instalada na tubulação do
sistema, a queda de pressão através dela
varia, quando a vazão varia, ou seja, ela
depende do resto do sistema. A vazão está
sujeita aos atritos viscosos na válvula. A
instalação afeta substancialmente a
característica e a rangeabilidade da válvula.
A característica instalada é real e
diferente da característica inerente, que é
teórica e de projeto. Na prática, uma válvula
com característica inerente de igual
percentagem se torna linear, quando
instalada. A exceção, quando a
característica inerente é igual à instalação,
ocorre quando se tem um sistema com
bombeamento com velocidade variável,
onde é possível se manter uma queda de
pressão constante através da válvula, pelo
ajuste da velocidade da bomba.
A característica instalada de qualquer
válvula depende dos seguintes parâmetros:
1. característica inerente, ou a
característica para a válvula com queda
de pressão constante e a 100% de
abertura,
2. relação da queda de pressão através da
válvula com a queda de pressão total do
sistema,
3. fator de super dimensionamento da
válvula.













Fig. 2.4. Característica linear inerente e instalada


O tipo da característica instalada é útil
em duas aplicações:
1. para complementar a curva do
sensor/medidor de vazão. Se o ganho
do sensor é for linear e igual a 2 em
toda a faixa, a característica da válvula
deve ter uma inclinação de 1/2,
conseguida quando a relação entre a
queda de pressão mínima sobre a
máxima valer 1/2 ,
Desempenho
24
2. para compensar o ganho do processo
com ganho aumentando diretamente
com o aumento da vazão.
Quando o ganho da válvula variando
inversamente com a vazão for indesejável,
deve-se compensa-lo. A característica de
igual percentagem é a melhor para eliminar
o efeito da queda de pressão variável sobre
o ganho da válvula. Quando houver grande
variação da queda de pressão na válvula
(queda de pressão mínima sobre a máxima
é muito pequena), a característica de igual
percentagem se torna praticamente linear.
A queda de pressão variável reduz a
rangeabilidade da válvula. Desde que a
vazão máxima ocorre com a mínima queda
de pressão na válvula e vice-versa, a
relação das quedas de pressão determina a
rangeabilidade efetiva ou instalada da
válvula:

max
min
ef
p
p
R R


·

Quando a queda de pressão variar de
10:1, a rangeabilidade vai de 50 para 15.8.
É difícil prever o comportamento da
válvula instalada, principalmente porque a
característica inerente se desvia muito da
curva teórica, há não linearidades no
atuador da válvula, nas curvas das bombas.













Fig. 2.5. Característica igual percentagem inerente e
instalada

2.8. Escolha da Característica
A escolha da característica da válvula e
seu efeito no dimensionamento é
fundamental para se ter um bom controle,
em larga faixa de operação do processo. A
válvula com característica inerente linear
parece ser a mais desejável, porém o
objetivo do projetista é obter uma
característica instalada linear. O que se
deseja realmente é ter a vazão através da
válvula e de todos os equipamentos em
série com ela variando linearmente com o
deslocamento de abertura da válvula. Como
a queda de pressão na válvula varia com a
vazão (grande vazão, pequena queda de
pressão) uma válvula não-linear
normalmente fornece uma relação de vazão
linear após a instalação.
As malhas de controle são usualmente
sintonizadas nos níveis normais de carga e
assume-se que o ganho total da malha não
varia com o ganho do processo. Esta
hipótese é raramente encontrada, na
prática. O ganho do processo é usualmente
não linear. Como não se pode sintonizar o
controlador depois de cada variação de
carga do processo, é desejável selecionar a
válvula de controle que irá compensar os
efeitos das variações de carga.
A escolha da característica correta da
válvula para qualquer processo requer uma
analise dinâmica detalhada de todo o
processo. Há numerosos casos onde a
escolha da característica da válvula não
resulta em conseqüências sérias. Qualquer
característica de válvula é aceitável quando:
1. a constante de tempo do processo é
pequena (processo rápido), como
vazão, pressão de líquido e temperatura
com misturadores,
2. a banda proporcional ajustada do
controlador é estreita (alto ganho),
3. as variações de carga do processo são
pequenas; menos que 2:1.
A válvula com característica linear é
comumente usada em processo de nível de
líquido e em outros processos onde a queda
da pressão através da válvula é
aproximadamente constante.
A válvula com característica de igual
percentagem é a mais usada; geralmente,
em aplicações com grandes variações da
queda de pressão ou onde uma pequena
percentagem da queda de pressão do
sistema total ocorre através da válvula.
Desempenho
25
Quando se tem a medição da vazão com
placa de orifício, cuja saída do transmissor
é proporcional ao quadrado da vazão, deve-
se usar uma válvula com característica de
raiz quadrática (aproximadamente a de
abertura rápida). A válvula com a
característica de vazão de abertura rápida
é, tipicamente, usada em serviço de
controle liga-desliga, onde se deseja uma
grande vazão, logo que a válvula comece a
abrir.
As recomendações (Driskell) para a
escolha da característica da válvula são:
1. Abertura rápida, para controle de vazão
com medição através da placa de
orifício e com variação da queda de
pressão na válvula pequena (menor que
2:1).
2. Linear, para controle de vazão com
medição através da placa de orifício e
com variação da queda de pressão na
válvula grande (maior que 2:1 e menor
que 5:1).
3. Linear, para controle de vazão com
sensor linear, nível e pressão de gás,
com variação de queda de pressão
através da válvula menor que 2:1.
4. Igual percentagem, para controle de
vazão com sensor linear, nível e
pressão de gás, com variação de queda
de pressão através da válvula maior que
2:1 e menor que 5:1.
5. Igual percentagem, para controle de
pressão de líquido, com qualquer
variação da queda de pressão através
da válvula.
Como há diferenças grandes entre as
características inerente e instalada das
válvulas e por causa da imprevisibilidade da
característica instalada, deve-se preferir
1. válvula cuja construção tenha uma
propriedade intrínseca, como a
borboleta e a de disco com abertura
rápida,
2. válvula que seja caracterizada pelo
projeto, como as com plug linear e de
igual percentagem,
3. válvula digital, que possa ser
caracterizada por software,
4. característica que seja obtida através de
equipamento auxiliar, como gerador de
função, posicionador caracterizado, cam
de formato especial. Estes instrumentos
são principalmente úteis para a
alteração da característica instalada
errada.
Em resumo, a característica da válvula
de controle deve casar com a característica
do processo. Este casamento significa que
os ganhos do processo e da válvula
combinados resultem em ganho total linear.
2.9. Linearização da Característica
Há situações em que se quer uma
válvula linear, mas ela não é disponível. Isto
ocorre quando se quer usar uma válvula
borboleta ou esférica, por causa de sua
mecânica, mas se quer uma válvula com
característica linear, por causa do controle
do processo. Um método de moderar a
característica exponencial é através de um
divisor, com função:

] Z ) z 1 ( Z [
yY
X
− +
·

onde
X é o sinal de saída do divisor,
Y e Z são os sinais de entrada do
multiplicador,
y é o ganho do multiplicador
z é a polarização (bias) do multiplicador
O sinal do controlador entra nas duas
entradas do multiplicador, de modo que sua
saída fica

] m ) z 1 ( z [
m
) m ( f
− +
·

Esta curva passa pelos pontos (0,0) e
(1,1), para quaisquer valores de z, com
inclinação da curva determinada por z. A
inclinação da curva vale:

2
] m ) m 1 ( z [
z
dm
df
− +
·

Quando m = 0, a inclinação é 1/z;
quando m = 1, a inclinação é z. A variação
do ganho é entre 1/z
2
. Quando z = 0.1, a
curva varia de 10 a 0.1, com rangeabilidade
de 100.
Desempenho
26
O ganho de uma válvula igual
percentagem varia diretamente com a
vazão. Deste modo, a sua variação de
ganho é também a rangeabilidade. O divisor
usado para linearizar o ganho de uma
válvula de igual percentagem deve ter seu
ganho variando da mesma quantidade.
Assim, uma estimativa rápida para o valor
de z para linearizar a válvula vale:

R
1
z ·

Para a válvula com rangeabilidade de
50 o z deve ser ajustado em 0.141.
2.10. Vazão do Corpo
A boa válvula de controle deve ter uma
grande coeficiente de vazão (C
v
)
consistente com uma boa rangeabilidade e
com a característica de conformidade com
as exigências do comportamento do
processo. Um alto C
v
é obtido quando o
corpo e os internos (trim) da válvula são
bem projetados.
Tem-se:

2
t
2
b
2
v
C
1
C
1
C
1
+ ·

onde
C
v
é o coeficiente de vazão da válvula
C
b
é o coeficiente de vazão do corpo
da válvula
C
t
é o coeficiente de vazão do trim da
válvula
O C
b
praticamente não varia e os C
v
e
C
t
variam muito com a posição da haste;
para isso Cb deve ser muito maior que C
t.

Fisicamente, isto significa que existe um
limite para o tamanho do trim em um
particular tamanho do corpo da válvula.
2.11. Coeficiente de Resistência K
Os dados do teste de perda de pressão
para uma grande variedade de válvulas e
conexões são disponíveis do trabalho de
numeroso pesquisadores. Estudos
extensivos no campo tem sido feitos pelo
Crane. Porém, devido à perda de tempo e
alto custo destes testes, é virtualmente
impossível obter dados de testes para cada
tamanho e tipo de válvula e conexão.
As perdas de pressão em um sistema de
tubulação resulta de um número de
características do sistema, que podem ser
classificados como:
1. Atrito da tubulação, que é uma função
da rugosidade da superfície da parede
interior da tubulação, do diâmetro
interno da tubulação e da velocidade,
densidade e viscosidade do fluido. Os
fatores de atrito são levantados
experimentalmente e disponíveis na
literatura (Crane). Eles dependem de:
2. mudanças na direção da trajetória da
vazão.
3. obstruções na trajetória da vazão.
4. mudanças graduais ou repentinas na
seção transversal e formato da trajetória
da vazão.
A velocidade na tubulação é obtida da
perda da pressão estática e a diminuição da
pressão estática devida a velocidade é

n
2
L
g 2
v
h ·

que é definida como a altura da velocidade.
A vazão através da válvula ou conexão em
uma tubulação também causa uma redução
na pressão estática que pode ser expressa
em termos da pressão (head) da
velocidade.
O coeficiente de resistência K na
equação

n
2
L
g 2
v
K h ·

é deste modo, definido como o número da
perda da pressão de velocidade devida a
válvula ou a conexão. O fator K está sempre
associado com o diâmetro em que ocorre a
velocidade. Em muitas válvulas ou
conexões, as perdas devidas ao atrito
resultante de um comprimento real da
trajetória da velocidade são menores,
comparadas aquelas devidas a um ou mais
das outras três categorias listadas.
Desempenho
27
O coeficiente de resistência K é assim
considerada como sendo independente do
fator de atrito ou número de Reynolds e
pode ser tratada como uma constante para
qualquer obstrução dada (i.e., válvula ou
conexão) em um sistema de tubulação sob
todas as condições de vazão, incluindo
laminar.
A mesma perda na tubulação reta é
expressa pela equação de Darcy:

n
2
L
g 2
v
D
fL
h
,
`

.
|
·
Segue se que:

D
L
f K ·

A relação L/D é o comprimento
equivalente, em diâmetros de tubulação
reta, que causará a mesma queda de
pressão como a obstrução sob as mesmas
condições de vazão. Desde que o
coeficiente de resistência K é constante
para todas as condições de vazão, o valor
de L/D para qualquer válvula dada ou
conexão deve necessariamente variar
inversamente com a mudança no fator de
atrito para diferentes condições de vazão.
O coeficiente de resistência K seria
teoricamente constante para todos os
tamanhos de um dado projeto ou linha de
válvulas e conexões, se todos os tamanhos
forem geometricamente similares. Porém, a
similaridade geométrica é rara, por causa de
o projeto de válvulas e conexões ser ditada
pela economia do fabricante, normas,
resistência estrutural e outras
considerações.
Os dados experimentais mostram que as
curvas de K apresentam uma tendência
definida para seguir a mesma inclinação da
curva f(L/D) para tubulação de aço
comercial e limpa, em condições de vazão
resultando em um fator de atrito constante.
É provavelmente coincidência que o efeito
da diferença geométrica entre diferentes
tamanhos da mesma linha de válvulas ou
conexões sobre o coeficiente de resistência
K é semelhante aquele da rugosidade
relativa, ou tamanho da tubulação, sobre o
fator de atrito.
Experimentalmente se conclui que o
coeficiente de resistência K, para uma dada
linha de válvulas ou conexões, tende a
variar com o tamanho, como ocorre com o
fator de atrito, f, para tubo de aço comercial
e limpo, em condições de vazão resultando
em um fator de atrito constante e que o
comprimento equivalente L/D tender em
direção a uma constante para os vários
tamanhos de uma dada linha de válvulas ou
conexões, nas mesmas condições de vazão.
Na base desta relação, a coeficiente de
resistência K para cada tipo de válvula
ilustrado e conexão é mostrado no Apêndice
deste trabalho. Estes coeficientes são
dados como produto do fator de atrito para
o tamanho desejado de tubulação de aço
comercial limpo com vazão totalmente
turbulenta e uma constante, que representa
o comprimento equivalente L/D para a
válvula ou conexão nos diâmetros da
tubulação para as mesmas condições de
vazão, na base dos dados do teste. Este
comprimento equivalente ou constante é
valido para todos os tamanhos do tipo de
válvula ou conexão com que é identificado.
Os fatores de atrito para tubulação de
aço comercial e limpo com a vazão
turbulenta (f
T
), para tamanhos nominais de
1/2 a 24" (15 a 600 mm) são tabulados no
inicio da Tabela do Fator K (A.26) .
Há algumas resistências à vazão na
tubulação, tais como as contrações e
alargamentos graduais ou repentinos e
entradas e saídas na tubulação, que
possuem similaridade geométrica entre
tamanhos. Os coeficientes de resistência
(K) para estes itens são independentes do
tamanho, como indicados pela ausência do
fator de atrito em seus valores dados na
tabela.
Como dito anteriormente, o coeficiente
de atrito é sempre associado com o
diâmetro em que a velocidade no termo
(v
2
/2g
c
) ocorre. Os valores na Tabela do
fator K são associados com o diâmetro
interno dos seguintes schedules de
tubulações, para as várias classes de
válvulas e conexões:


Desempenho
28
Tab.1 - Fator K e Schedule
Classe 300 e menor Schedule 40
Classe 400 e 600 Schedule 80
Classe 900 Schedule 120
Classe 1500 Schedule 160
Classe 2500 (1/2 a 6") XXS
Classe 2500 (> 8") Schedule 160

2.12. Coeficiente de Descarga
O C
v
da válvula depende do seu tipo.
Para indicar a capacidade relativa entre
válvulas diferentes, define-se o coeficiente
de descarga, C
d:


2
v
d
d
C
C ·

onde d é o diâmetro da válvula.
2.13. Resistência Hidráulica
Resistência hidráulica ou resistência
acústica é variação da queda de pressão na
válvula pela variação da vazão.

dQ
dp
R ·

A resistência hidráulica é um parâmetro
importante para a seleção da válvula,
derivado da expressão do Cv. A partir da
expressão do Cv,

p
Q
C
v

ρ
·

e da definição de resistência hidráulica (R),
tem-se, para as condições turbulentas e
uma válvula industrial:

Q
p
2 R
m

·

onde R
m
é a resistência hidráulica media,
pois as resistências hidráulicas antes e
depois da válvula são diferentes,
Conclui-se que
1. o C
v
é grande para pequenas quedas
de pressão e grandes vazões.
2. a resistência hidráulica é grande para
grandes quedas de pressão e pequenas
vazões.
3. Rangeabilidade
Um fator de mérito muito importante no
estudo da válvula de controle é a sua
rangeabilidade. Por definição, a
rangeabilidade da válvula de controle é a
relação matemática entre a máxima vazão
sobre a mínima vazão controláveis com a
mesma eficiência. É desejável se ter alta
rangeabilidade, de modo que a válvula
possa controlar vazões muito pequenas e
muito grandes, com o mesmo desempenho.
Na prática, é difícil definir com exatidão o
que seja controlável com mesma eficiência
e por isso os números especificados variam
de 10 a 1 000%.


















Fig. 2.6. Característica e rangeabilidade da válvula


Em inglês, rangeabilidade (rangeability)
é também chamada de turn-down.
A rangeabilidade realmente dá a faixa
usável da válvula. O mais importante é ter
bom senso e tratar o conceito de
Desempenho
29
rangeabilidade sob um ponto de vista
qualitativo. Este conceito é importante por
duas razões:
1. ele diz o ponto em que se espera que a
válvula atue em liga-desliga ou perca
completamente o controle, devido a
vazamentos,
2. ele estabelece o ponto em que a
característica começa a se desviar do
esperado.
Buckley define rangeabilidade como
sendo a relação entre a vazão
correspondente a 95% de abertura da
válvula (x = 0.95 x
max
) sobre a vazão
correspondente a 10% da abertura
(x = 0.10 x
max
). Isto significa que a válvula
opera de um modo eficiente entre 10% e
95% de sua abertura total.
A rangeabilidade da válvula está
associada diretamente à característica da
válvula. A válvula com característica
inerente de abertura rápida está
praticamente aberta a 40%, pois ela só
fornece controle estável entre 10% e 40% e
sua rangeabilidade é de 4:1. A válvula de
abertura rápida tem uma ganho variável,
muito grande em vazão pequena e
praticamente zero em vazão alta. Ela é
instável em vazão baixa e inoperante em
alta vazão.
A rangeabilidade da válvula com
característica inerente linear é de 10:1 pois
ela fornece controle entre 10 e 100%. A
válvula linear possui ganho (sensibilidade)
uniforme em toda a faixa de abertura da
válvula, ou seja, a mesma dificuldade e
precisão que se tem para medir e controlar
100% da vazão, tem se em 10%.
A válvula com característica inerente de
igual percentagem tem rangeabilidade de
aproximadamente 40:1, pois ela controla
desde 2,5 a 100%. A válvula com igual
percentagem possui ganho variável,
pequeno em vazão baixa e elevado em
vazão alta. Ela possui um desempenho
excelente em baixas vazões e é instável
para vazões muito elevadas.
Patranabis define a rangeabilidade
como a relação do Cv máximo sobre o Cv
mínimo da válvula.
Lipták define rangeabilidade intrínseca
como a relação do Cv(max) para o Cv(min),
entre os quais o ganho da válvula não varie
mais que 50% do valor teórico. Por esta
definição, a rangeabilidade da válvula linear
é maior do que a da válvula de igual
percentagem.
Na consideração da rangeabilidade da
válvula, é importante se considerar que a
rangeabilidade da válvula instalada é
diferente da rangeabilidade teórica, fora do
processo. A rangeabilidade instalada é
sempre menor que a teórica. Isso ocorre
porque o Cv instalado é geralmente maior
que o Cv teórico. Por exemplo, se o Cv real
é cerca de 1,2 do Cv teórico, a máxima
vazão controlada pela válvula é cerca de
80% da abertura da válvula. Se a válvula é
de igual percentagem, 80% da abertura
corresponde a cerca de 50% da vazão.
Deste modo, a rangeabilidade instalada real
é a metade da teórica inerente.
4. Controle da Válvula
4.1. Ganho
O ganho estático de qualquer
instrumento é a relação entre a entrada
sobre a saída. O ganho dinâmico é a
relação entre a variação da entrada sobre a
variação da saída. Na válvula de controle, a
entrada é o deslocamento (x) da haste e a
saída é a vazão correspondente (q). O
ganho dinâmico da válvula é a relação entre
a variação de vazão sobre a variação da
sua haste.
Matematicamente,

x
Q
G
v


·

ou na forma normalizada:

x
Q
Q
1
G
n
Nv


·

onde
Q é a vazão instantânea
Q
n
é a vazão normal de operação
x é o deslocamento da haste da válvula
X
o
é o deslocamento correspondente à
abertura total
Desempenho
30
G
v
é o ganho da válvula
G
Nv
é o ganho normalizado, expresso
como percentagem, com a vazão
variando em percentagem (Q/Q
n
) e
a haste variando em percentagem
(x/X
o
).
Por exemplo, se uma válvula é capaz de
manipular 500 LPM, quando totalmente
aberta, o seu ganho é de 5 LPM/%.
O ganho do processo, sob o ponto de
vista da válvula de controle, é a variação da
variável de processo controlada sobre a
variação de vazão manipulada
correspondente. Por exemplo, quando se
controle o nível h através da manipulação
da vazão q, o ganho do processo vale:

dQ
dh
G
p
·

assumindo todas as outras condições
constantes.
Como já visto, a vazão de um líquido
através da válvula depende do C
v
, da
característica da válvula, da queda de
pressão através da válvula e da densidade
relativa do líquido em relação a água. Para
que a vazão que varie com a posição da
válvula, com uma queda de pressão e
gravidade especificas constantes, o
coeficiente Cv deve variar também com a
posição da válvula. Assim, o Cv é função da
posição da válvula.
Do mesmo modo que a rangeabilidade
da válvula, o seu Cv teórico ou inerente
(C
vt
) é diferente do Cv real ou instalado
(C
vr
).
Tem-se

C
vr
= C
vt
. x (válvula linear)

C
vr
= C
vt
. a
x-1
(válvula igual
percentagem

onde a é um parâmetro de rangeabilidade
da válvula.
Das relações entre o coeficiente de
vazão Cvt e a posição da válvula (x),
considerando a queda de pressão e a
densidade constantes, pode-se calcular os
ganhos das válvulas linear e de igual
percentagem:
Válvula linear

Vazão Q = C
vt
. x

Ganho dQ/dx = K C
vt


Válvula de igual percentagem

Vazão Q = C
vt
. a
x-1


Ganho dQ/dx = KC
vt
a
x-1


Pela analise das relações matemáticas
tem-se:
1. o ganho inerente da válvula linear é
constante e independe da posição da
válvula.
2. o ganho inerente (com queda de
pressão através da válvula constante)
da válvula de igual percentagem varia
diretamente com a posição da válvula.
Isto pode ser fácil e diretamente
observado nas curvas das características
inerentes da válvula. A inclinação da curva
(ganho) da válvula linear é constante: a
inclinação da curva da válvula de igual
percentagem é pequena em vazões baixas
e grande, nas vazões elevadas.
O ganho instalado é diferente do ganho
inerente. Realmente como mostrado pelas
curvas, o ganho instalado da válvula de
igual percentagem é mais constante que o
ganho instalado da válvula linear. O ganho
instalado da válvula linear é grande em
pequenas vazões e pequeno em grandes
vazões. Ou seja, o ganho instalado da
válvula de igual percentagem é
aproximadamente igual ao ganho inerente
da válvula linear. O ganho instalado da
válvula linear é aproximadamente igual ao
ganho inerente da válvula de abertura
rápida.
4.2. Dinâmica
A válvula com atuador pneumático é o
elemento final de controle mais usado. Ela
faz parte da maioria das malhas de controle
automático e continuo dos processos
industriais.
A posição da haste (ou a posição do
plug no fim das haste) determina o tamanho
Desempenho
31
da abertura para a passagem da vazão. A
posição da haste é determinada pelo
balanço de todas forças que agem nela.
Tem-se
pA - força exercida pelo sinal pneumático
no topo do diafragma, onde
p é a pressão que abre e fecha a válvula
(20 a 100 kPa), proveniente da
saída do controlador,
A é a área do diafragma.
Nesta válvula, a força age para baixo.
Kx - força exercida pela mola acoplada à
haste e ao diafragma, onde
K é a constante de Hook da mola,
x é o deslocamento da haste,
M massa da haste da válvula.
Nesta válvula, esta força age para cima.
C dx/dt - força de atrito exercida para
cima e resultante do contato direto
entre a haste e o engaxetamento da
válvula, onde
C é o coeficiente de atrito entre a haste e
o engaxetamento.


















Fig. 2..7. Forças no atuador da válvula


Pela segunda lei de Newton (força =
massa x aceleração),

2
2
dt
x d
g
M
dt
dx
C Kx pA · − −

ou

p
K
A
x
dt
dx
K
C
dt
x d
g
M
2
2
· + +

Esta é uma equação diferencial do
segundo grau; a válvula exibe uma dinâmica
de segunda ordem inerente.
Sua função de transferência vale:

1 s
K
C
s
gK
M
K
A
) s ( p
) s ( x
2
+ +
·

Na prática, como M é muito menor que
K g (a massa da haste é muito menor que o
produto da constante da mola pela
aceleração da gravidade), tem-se a função
de transferência de um sistema de primeira
ordem:

1
) (
) (
+
·
s
K
C
K
A
s p
s x


Interpretando fisicamente o significado
das equações diferenciais, o modelo
matemático da válvula que descreve seu
comportamento dinâmico é de segunda
ordem. Porém, a resposta às variações das
válvulas pequenas e medias (pequeno M) é
tão rápida, que sua dinâmica pode ser
considerada de primeira ordem.
Adicionalmente, quando o coeficiente de
atrito é desprezível e a constante da mola é
grande (C/K = 0) a dinâmica da válvula
pode ser desprezada. Neste caso, fica
apenas um ganho constante, que relaciona
a saída do controlador com a vazão do
fluido através da válvula.
4.3. Controlabilidade da Válvula
A constante de tempo do processo
depende do tamanho da válvula e como
conseqüência, a banda proporcional
ajustada no controlador é função do
tamanho da válvula.
Uma válvula superdimensionada, com o
Cv instalado maior do que o necessário,
opera apenas na parte inferior de sua
excursão, próxima de seu fechamento e
Desempenho
32
numa largura de faixa menor que 100%.
Dito de outro modo, o ganho da válvula
superdimensionada é grande e a banda
proporcional ajustada no controlador
correspondente deve ser larga, para
compensar.
5. Vedação e Estanqueidade
5.1. Classificação
Não se deve usar uma única válvula
para fornecer simultaneamente as funções
de controle e de vedação completa (tight
shutoff). As melhores válvulas para bloqueio
não são necessariamente as melhores
escolhas para o controle.
A vedação entre entrada e saída da
válvula está relacionada com a
possibilidade e probabilidade de vazamento.
A norma ANSI B16.104 (1976)
1. trata do vazamento de válvulas de
controle novas e sem uso
2. se limita a válvulas com Cv acima de 0,1
3. especifica os procedimentos e
tolerâncias dos testes para seis classes
de vazamento
4. é dirigida para fabricantes
5. não se pode esperar que os vazamentos
estabelecidos devam ser mantidos após
a válvula ser colocada em operação
O preço de um a válvula aumenta muito
quando se exige um teste de vazamento; em
alguns casos o preço dobra.
Qualquer vazão através da válvula
totalmente fechada, quando exposta à
pressão diferencial e à temperatura de
operação é chamada de vazamento
(leakage). O vazamento é expresso como
uma quantidade acumulada durante um
período de tempo especifico, para
aplicações de fechamento com vedação
completa ou como percentagem da
capacidade total, para as válvulas de
controle convencionais.
Os vazamentos especificados pelos
testes da ANSI não podem ser extrapolados
para outras pressões diferenciais e para
outros fluidos diferentes dos usados. A
vazão de vazamento é laminar e o Cv da
válvula não importa e é usado apenas como
critério para o tamanho relativo do orifício.
Quando se compra um teste de válvula,
tem-se apenas a garantia que a válvula é
capaz de atender uma certa medida de
estanqueidade. Para reter esta
característica em operação, a válvula requer
manutenção preventiva periódica e para
muitos fluidos, o vazamento pode exceder
os limites desejados.


Tab. 2.1. Classificação de estanqueidade das válvulas
conforme ANSI B16.104-1976

Classe I Não testadas nem garantidas para
vazamentos
Classe II Vazamento menor que 0.5% da
vazão máxima
Classe III Vazamento menor que 0.1% da
vazão máxima
Classe
IV
Vazamento menor que 0.01% da
vazão máxima
Classe V Vazamento menor que 5x10
-4

mL/min de vazão d'água por
polegada do diâmetro da sede
Classe
VI
Válvula com sede macia e
vazamento expresso como vazão
volumétrica de ar, com pressão
diferencial nominal de até 345 kPa
(345 psig), conforme a Tab. 2.2..


Não se espera que a válvula de
controle seja à prova de vazamento, mas se
a vedação da sede é importante, existem
meios de se conseguir resultados
satisfatórios. Pode se dizer que uma sede
macia veda, para fins práticos.
De acordo com a norma (ANSI B
16.104), as válvulas são categorizadas em
seis classes, de acordo com seu vazamento
permissível. Estes limites de estanqueidade
são aplicáveis apenas à válvula nova, sem
uso.

Desempenho
33

Tab. 2.2. Classificação de estanqueidade das válvulas
Classe VI por ANSI B16.104-1976

Diâmetro nominal Vazamento
Inch mm mL/min
1 25 0,15
1 ½ 38 0,30
2 50 0,45
3 75 0,90
4 100 1,70
6 150 4,00
8 200 6,75
5.2. Vazamento
Alguns fabricantes listam em seus
catálogos os coeficientes de vazão, Cv,
aplicáveis para as válvulas totalmente
abertas e os valores dos vazamentos,
quando totalmente fechadas. Estes valores
só valem para a válvula nova, limpa,
operando nas condições ambientes. Após
alguns anos de serviço, o vazamento da
válvula varia drasticamente, em função da
instalação, temperatura, pressão e
características do fluido.
A estanqueidade depende da
viscosidade dos fluidos; fluidos com
viscosidade muito baixa são muito difíceis
de serem contidos; por exemplo,
dowtherm®, freon®, hidrogênio.
A temperatura afeta o vazamento,
principalmente quando o corpo da válvula
está a uma temperatura diferente da
temperatura do plug ou quando o
coeficiente de dilatação termal do material
do corpo é diferente do coeficiente do
material do plug. Em algumas válvulas, por
exemplo, nas borboletas, é prática usual
deixar espaçamentos entre o disco e a
sede, para acomodar a expansão do disco,
quando se tem grandes variações de
temperatura do processo. O vazamento
nestas válvulas será maior quando se
estiver operando em temperaturas abaixo
da temperatura de projeto da válvula.
Gradientes de temperatura através da
válvula também podem gerar tensões
mecânicas que provocam ou aumentam o
vazamento. Tais gradientes são freqüentes
em serviço de mistura de fluidos em
válvulas de três vias, quando tais fluidos se
encontram em temperaturas diferentes.
Tensões mecânicas na tubulação onde
está instalada a válvula podem também
provocar vazamentos na válvula. Por isso
deve se tomar cuidados em sua instalação e
principalmente no aperto dos parafusos.
Deve-se isolar a válvula das forças externas
da tubulação, através de suportes.










Fig. 2.8. Estanqueidade da válvula (bloqueio da
entrada para a saída)

5.3. Válvulas de Bloqueio
Quanto maior a força de assentamento
na válvula, menor é a probabilidade de
ocorrer vazamentos. Somente as válvulas
pequenas podem suportar grandes forças
em suas sedes. Por isso, os materiais da
sede devem ser duros, para suportar estas
grandes forças de fechamento. Os materiais
mais apropriados para aplicações com
fluidos não lubrificantes, abrasivos, com alta
temperatura são aço Stellite ou inoxidável
endurecido
Por outro lado, os materiais da sede
devem ser macios para prover a vedação
completa, durante longos períodos. Os
materiais padrão são o Teflon
R
e Buna-N.
O Teflon é superior na resistência à
corrosão e na compatibilidade à alta
temperatura (até 250
o
C); o Buna-N é mais
macio, mas é limitado a temperaturas abaixo
de 100
o
C. Estes materiais devem operar
em pressões menores que 3 MPa (450 psig)
e com fluidos não abrasivos.





34
3. Aplicações



Objetivos
1. Listar todas as informações
necessárias para selecionar,
dimensionar e especificar uma
válvula de controle.
2. Avaliar a necessidade de cada dado
individual e as tolerâncias
associadas devidas às distorções
humanas.
3. Listar as razões para documentar e
preservar as fontes de dados e as
razoes atrás das decisões tomadas.
4. Apresentar os termos usuais
associados com a vazão de fluido
através de uma válvula de controle
5. Propor as equações básicas para a
vazão de líquidos e gases através de
uma válvula.
1. Dados do Processo
1.1. Coleta de dados
Depois da analisar a aplicação, definir a
função da válvula e estabelecer os fatores
de segurança, o próximo passo é coletar os
dados confiáveis a serem usados na
seleção e dimensionamento da válvula.
Estes dados devem ser documentados
adequadamente para uso e referência
futuros.
Porém, às vezes, a coleta de dados
completos e confiáveis é a parte mais difícil
do trabalho. Em plantas novas, durante o
projeto, muita informação ainda não é
disponível, muitos números são
aproximados e todos os dados podem sofrer
revisão. Isto significa que o primeiro projeto
é baseado em muitas hipóteses e
aproximações. Quando o equipamento é
comprado e o layout da planta fica pronto,
os dados se tornam definitivos, mas
diferentes dos originais. Os dados
definitivos seriam aqueles dos fabricantes
das bombas e de outros equipamentos,
depois de recebidos e analisados. Mas,
geralmente isto é muito tarde. Muitas vezes,
depois que a válvula foi comprada, os
dados são alterados, resultando em não
cumprimento de orçamentos e cronogramas.
Em plantas existentes, os dados podem
ser também não confiáveis, pois os
desenhos desaparecem, as modificações
não são documentadas, as tubulações são
modificadas, as plaquetas de identificação
de instrumentos e equipamentos
desaparecem ou ficam ilegíveis, as
espessuras das paredes de tubulações se
alteram ou são desconhecidas.
Cada firma de engenharia e cada planta
tem métodos de operação diferentes, fontes
diferentes e pessoas diferentes, de modo
que não existe uma única regra para a
coleta dos dados confiáveis. Esta coleta de
dados é mais um problema de gente do que
de qualquer outra coisa. Quando se tem
uma informação, é necessário julgar sua
autenticidade e confiabilidade, que
dependem da fonte. Às vezes, se necessita
de uma informação que ainda não é
disponível, pois os cronogramas se baseiam
no que é desejável e não no que é possível.
Incertezas de números resultam sempre
em superdimensionamento. O
conservadorismo natural dos projetistas
sempre resulta em válvula maior que a
necessária, pois em caso de dúvida, sempre
se toma a maior vazão ou a menor queda de
pressão através da válvula. Todos os
excessos se acumulam e no final se tem
uma válvula maior que a correta e, no final,
ela vai trabalhar em 40% de sua capacidade
em vez de 80%. Projeto superdimensionado
resulta em custos adicionais devidos a
retrabalhos, multas de fornecedores,
Aplicações

35
manutenção mais freqüente, desperdício de
energia e pior qualidade de controle.
1.2. Condições de Operação
O fluido que passa dentro da válvula
deve ser completamente identificado em sua
entrada, ou seja, deve se saber se
1. o fluido é puro ou é uma mistura
2. o fluido é limpo ou possui
contaminantes
Por exemplo, uma pequena quantidade
de umidade no cloro faz uma grande
diferença em seu poder de corrosão e
portanto nos materiais de construção das
partes molhadas da válvula. A água
desmineralizada é corrosiva para alguns
metais e a água potável pode não ser. Se
fluido é uma mistura, sua composição deve
ser conhecida. Se o líquido possui sólidos
em suspensão formando uma lama (slurry),
o conteúdo dos sólidos deve ser
determinado. O conhecimento do tamanho
das partículas maiores e sua dureza é
necessário para a seleção da válvula.
Composições multifásicas devem ser
precisamente conhecidas para prever a
vazão razoável dentro da válvula. Deve-se
informar se há gases dissolvidos no líquido
ou se o gás é condensável. Mesmo que as
equações de dimensionamento independem
destes fatores, eles ajudam no julgamento.
Deve se saber se o fluido:
1. é venenoso ou tóxico
2. tem alguma propriedade química
atípica
3. é quimicamente estável, flamável ou
pirofórico
4. é polimerizável e em que condições
ocorre a polimerização
5. é corrosivo e os registros e
experiências destas propriedades
6. necessita de limpeza inicial da
tubulação e qual a influência do
líquido de limpeza na válvula.
7. necessita de tratamento após a
operação e como isso afeta a
válvula.
Deve-se estabelecer as propriedades
físicas do fluido e as condições referidas.
As condições padrão, definidas pela
ISO 5024 (1976) são:
Temperatura: 15,0
o
C (288 K ou 59,0
o
F)
Pressão: 101,325 kPa (14,696 psi abs)
Umidade relativa: 0%
As condições de operação, de trabalho
ou reais são aquelas efetivamente
presentes no processo.
Por exemplo, a vazão volumétrica de ar
igual a 100 m
3
/h, nas condições reais de 30
o
C e 200 kPa equivalem a
1. 100 m
3
/h real (30
o
C e 100 kPa)
2. 180 m
3
/h normal (0
o
C e 101 kPa)
3. 190 m
3
/h padrão (15
o
C e 101 kPa)
Em inglês, as unidades e abreviaturas
comuns são:
ACFM – actual cubic feet/minute – real
ou pés cúbicos por minuto real
SCFM – standard cubic feet/minute – ou
pés cúbicos por minuto padrão
Algumas propriedades das substâncias
puras (como viscosidade, densidade,
relação de calores específicos, pressão de
vapor) variam com a temperatura e por isso
deve se conhecer estas propriedades em
toda a faixa de temperatura do processo. A
pressão de vapor se aplica a líquidos e está
relacionada com a sua evaporação e
portanto com os fenômenos indesejáveis de
cavitação e flacheamento, que podem
ocorrer no interior da válvula. A viscosidade
do gás está relacionada com a perda de
carga na tubulação. A viscosidade
raramente entra nos cálculos de
dimensionamento de válvulas. A relação dos
calores específicos (fator isentrópico) é
necessária para todos os gases e vapores,
pois está relacionada com o fator de
compressibilidade e o afastamento do gás
ideal ou perfeito.
Devem ser conhecidos três valores de
regime estável da vazão na válvula:
1. vazão mínima controlada
2. vazão máxima controlada
3. vazão máxima requerida para se
recuperar depois de um distúrbio.
Estes dados permitem o cálculo da
rangeabilidade, da margem de excesso da
capacidade e da previsão de ruído da
válvula. Também devem ser conhecidas as
temperaturas em cada condição de
operação, mínima, normal e máxima. Se
houver alguma temperatura anormal que
possa afetar os materiais da válvula, o valor
e a duração desta temperatura devem ser
conhecidos.
Aplicações

36
A pressão absoluta a montante (antes ou
na entrada) da válvula deve ser computada
para quatro condições:
1. vazão mínima controlada
2. vazão máxima controlada
3. vazão máxima requerida para se
recuperar depois de um distúrbio
4. fechamento da válvula
Para se obter a pressão a montante da
válvula, deve se ter todos os dados na
pressão da fonte (bomba ou compressor) e
as curvas de desempenho de todos os
equipamentos na fonte e entre a fonte e a
válvula. Para se obter a pressão a jusante
(depois ou na saída) da válvula, deve se ter
todos os dados na pressão do receptor e de
todos os equipamentos entre a válvula e o
receptor que afetem a pressão. Se um
líquido cavita ou flacheia devido à grande
queda de pressão através da válvula, a
massa e volume do vapor na saída devem
ser determinados para uso nos cálculos da
queda de pressão e velocidade.
Além dos dados coletados para as
condições normais de operação, deve-se
também registrar os dados relacionados
com outras condições que sejam
importantes para o fabricante ou para a
seleção e especificação da válvula.
Exemplos deste tipo de informação incluem:
1. Possibilidade de a válvula operar tanto
em pressão positivo e sob vácuo, pois
isto afeta o projeto do engaxetamento e
o revestimento interno (quando
aplicável).
2. Pressão pulsante que requer
equipamento auxiliar de amortecimento.
3. Operação freqüente de liga-desliga em
alta temperatura ou alta pressão.
4. Precauções de segurança necessárias
para eliminar os perigos potenciais que
podem envolver acessórios como
chaves limite, relés ou batente de
parada.
5. Máximo vazamento permissível quando
a válvula estiver totalmente fechada.
1.3. Distúrbios
Distúrbio é qualquer alteração
indesejável que ocorre no processo que
tende a afetar o valor da variável
controlada. Distúrbio é aquilo que torna
necessário o controle automático do
processo. Na seleção e dimensionamento
da válvula de controle, quer se obter o
desempenho adequado de controle com o
mínimo custo. Um fator que afeta o
desempenho do controle é a natureza do
distúrbio que ocorre no processo.
O distúrbio mais evidente que afeta a
válvula é uma alteração na queda de
pressão através da válvula. Se uma válvula
está sujeita a perturbações de pressão a
montante ou a jusante, deve-se conhecer a
magnitude, duração e velocidade de
variação deste distúrbio. Todos os
distúrbios devem ser investigados para se
coletar dados que possam ser usados para
avaliar seus efeitos no sistema de controle e
na válvula. Além desta investigação, deve-
se conhecer a tolerância do processo, ou
seja, quanto, por quanto tempo e quão
freqüente a variável controlada pode ficar
fora do ponto de ajuste sem prejuízo para o
controle do processo. A partir da análise
deste dados, pode-se determinar o tempo
de resposta da válvula e as mudanças do
processo que devem ser feitas para se ter
um controle aceitável. As mudanças podem
incluir: maior pressão na saída da bomba,
controle cascata, controle da fonte do
distúrbio.
A seleção e dimensionamento da válvula
de controle não pode ser separada do
projeto dos outros equipamentos do sistema
de controle. Se uma válvula não tem
operação crítica ou se não há distúrbios
grandes, a válvula, tubulação e bomba
podem ser selecionadas de acordo com a
economia global. Geralmente a válvula tem
maior queda de pressão disponível do que a
calculada. Como ponto de partida e quando
a tubulação já foi dimensionada
corretamente, assume-se uma válvula com
o diâmetro menor que a tubulação. Para se
escolher a bomba, atribui-se um valor de
resistência para a válvula, que é um fator
associado com a velocidade na válvula e é
usado para calcular a queda de pressão
através da válvula, redutores e conexões.
O fator K depende do tipo da válvula e é
mostrado na Tab. 1.


Aplicações

37
Tab. 1. Fator K e tipo de válvula

Tipo de válvula Fator K
Globo 6
Borboleta 3
Esfera especial .2
Esfera padrão 11


Na seleção da bomba, tubulação e
válvula, deve-se considerar os tamanhos
diferentes da válvula e da tubulação e,
como resultado, do uso de redutores e
alargadores, que também possuem seu
fator K. Por exemplo, se na tubulação de 8"
vai ser usada uma válvula borboleta de 6",
as resistências no cálculo da bomba
incluem:
1. fator K da válvula borboleta de 6" (3)
2. fator K do redutor de 8" para 6"
3. fator K do alargador de 6" para 8"
Pelos dados da tabela de conexões,
obtém-se 0,29 para as conexões e a
resistência total fica K = 3,29, que é um
número baseado na velocidade na entrada
da válvula e não no tamanho da tubulação
principal. Para colocar o coeficiente da
resistência em termos do tamanho da
tubulação principal, deve-se multiplicar o
fator K por (D/d)
4
, onde
D é o diâmetro interno da tubulação
principal,
d é o diâmetro interno da entrada da
válvula.
No exemplo acima, tem-se

87 , 9
065 , 6
981 , 7
29 , 3
4
·
,
`

.
|
×

Para qualquer tipo e tamanho de válvula
e tamanho da tubulação, o coeficiente de
resistência para a válvula e redutores, em
termos da velocidade da tubulação principal
é
2
v
2
p
4
C F
D
890 K ·
onde
F
p
é o fator de geometria da tubulação,
adimensional
C
v
é o coeficiente de vazão da válvula ou
coeficiente de dimensionamento da válvula
D é o diâmetro interno da tubulação
Quando o fluido é um líquido com
viscosidade muito elevada, a queda de
pressão através da válvula é importante
para o dimensionamento da bomba. Os
líquidos de alta viscosidade geralmente são
não newtonianos e exigem cálculos
experimentais especiais e os dados
reológicos completos na temperatura de
operação.
1.4. Tempo de resposta
O tempo de resposta da válvula depende
da dinâmica do processo e dos tipos dos
distúrbios que o afetam. Por exemplo, qual
deve ser a resposta da válvula de controle
de nível na saída de um tanque. Se o maior
distúrbio é a interrupção repentina da vazão
de entrada do tanque, a válvula deve ser
capaz de se fechar antes que o tanque se
esvazie. Isto significa que, quanto maior o
tanque, mais lenta pode ser a válvula de
controle. Em determinados casos, pode ser
necessário colocar equipamentos auxiliares
para apressar a velocidade da válvula,
como posicionador ou solenóide.
1.5. Tubulação
A válvula de controle deve estar de
conformidade com as normas aplicáveis à
tubulação. A tubulação é especificada de
conformidade com as normas para que haja
uniformidade de tubulação, válvulas e
conexões. Exemplos de discrepâncias que
podem ocorrer:
1. válvula de controle de ferro fundido
possui face da flange diferente da
existente em tubulação de aço.
2. válvula de controle flangeada
especificada para tubulação rosqueada.
3. a pressão estática da linha pode
danificar o diafragma de uma válvula,
embora o corpo da válvula possa
suportar esta pressão.
4. válvula com revestimento interno
instalada em tubulação sem
revestimento.
A configuração da tubulação é
importante para a válvula de controle pelas
seguintes razões:
Aplicações

38
1. cálculo das pressões na entrada e na
saída da válvula, que dependem das
conexões, comprimento e elevações
da tubulação.
2. conexões (cotovelos, tês,
bifurcações) e descargas de bomba
ou ventiladores próximas da entrada
da válvula que perturbam o perfil de
velocidade da vazão, de modo que a
vazão dentro da válvula fica instável
e imprevisível.
3. válvula com grande capacidade é
mais afetada que a de pequena
capacidade
4. válvula borboleta é mais afetada pela
distorção do perfil de velocidade do
que as válvulas globo.
Manter grandes trechos retos, mínimo de
seis diâmetros de tubulação, antes da
válvula diminui ou elimina as perturbações.
Conexão como cotovelo, que provocar
redemoinho, requer maior trecho reto para
eliminar os distúrbios.
Quando um líquido entra em
flacheamento (flashing) depois de passar
pela válvula, a descarga contem um grande
volume de vapor. A configuração da
tubulação se torna importante, tanto para o
desempenho de controle da válvula quanto
para a integridade da tubulação.
1.6. Fatores ambientais
O ambiente pode ter uma grande
influência na seleção e dimensionamento da
válvula de controle. Por isso, devem ser
conhecidos:
1. condições climáticas de extremos de
temperatura e umidade relativa
2. zona sísmica
3. elevação acima do nível do mar ou faixa
de pressões atmosféricas
4. condições locais de radiação e alta
temperatura
5. procedimentos atípicos da planta, como
lavagem e descontaminação.
6. classificação elétrica da área e a
composição de qualquer gás, pó ou
fibra flamável.
7. tolerância ao ruído do local da válvula.
Os fatores não técnicos que entram na
seleção da válvula geralmente são
econômicos e incluem:
1. Restrições de orçamento
2. Prazo de entrega
3. Vida esperada da planta
4. Oficina para manutenção e
calibração
É útil conhecer as opiniões, preconceitos
e habilidades das pessoas que devem
conviver com a válvula. Se elas não
acreditam que a válvula irá operar, ela
certamente não irá!
1.7. Documentação
Há vários motivos justos para se registrar
todos os dados, fontes de dados e cálculos
desde o começo do projeto:
1. um registro legível, facilmente
encontrado, pode ser útil, quando
procurado
2. as modificações devem ser sempre
documentadas
3. as razões das modificações também
devem ser escritas
4. as modernizações, ampliações e
revisões futuras ficam mais fáceis
quando já existe documentação
confiável da planta em operação
1.8. Normas e Especificações
Sociedades técnicas, associações de
comercio e agências de governo que
possuem normas e especificações de
válvulas mais conhecidas e importantes:
ASTM (American Society for Testing
Materiais)
Estabelece e escreve as exigências
físicas e químicas de todos os materiais
usados na fabricação das válvulas e
conexões.
API (American Petroleum lnstitute)
Estabelece as normas de compra de
válvulas e conexões para a indústria
petroquímica.
UL (Underwriters Laboratories) e FM
(Factory Mutual)
Laboratórios de certificação que
estabelecem normas de projeto e
desempenho de válvulas e conexões
usadas no serviço de proteção contra
Aplicações

39
incêndio e manipulação de líquidos
perigosos.
ASME (American Society of Mechanical
Engineers)
Estabelece códigos cobrindo
especificações de pressão e temperatura,
espessuras mínimas de paredes,
especificações de roscas para válvulas
feitas de materiais que estão de
conformidade com as especificações ASME.
As principais normas editadas pela ISA
(Instrument Society of America) relativas a
Válvulas de Controle são as seguintes:
1. ISA S75.01-1985, Flow Equations for
Sizing Control Valves
2. ANSI/ISA S75.02-1982, Control Valve
Capacíty Test Procedure
3. ANSI/ISA S75.03-1985, Face-to-Face
Dímensíons for Fianged Globe-Style
Control Valve Bodíes.
4. ANSI/ISA S75.04-1985, Face-to-Face
Dimensions for Flangeless Control
Valves.
5. ISA S75.05-1983, Control Valve
Terminology
6. ISA S75.06-1981, Control Valve
Manifold Designs
7. ANSI/ISA S75.11-1985, Inherent Flow
Characteristíc and Rangeabilíty of
Control Valves.
8. ISA S75.14-1985, Face-to-Face
Dímensions for Butterweld-End Globe
Style Control Valves.
2. Válvula para Líquidos
2.1. Vazão ideal através de uma
restrição ideal
Seja um fluido perfeitamente
incompressível vazando através de um
restrição com formato tal que os jatos
adiram nas paredes sem separação. A
velocidade do fluido é suficientemente alta
para o fluido ser totalmente turbulento.
Sendo ideal, não há perda de pressão.
Quando há uma restrição, há uma variação
nas formas de energia hidráulica e cinética.
De acordo com a conservação de energia e
com a continuidade a
vazão tem-se os seguintes fatos:
1. em qualquer ponto da tubulação a vazão
é a mesma
2. a vazão volumétrica, em qualquer ponto
vale o produto da velocidade do fluido e
com a área da seção transversal
3. na restrição, a área diminui, a velocidade
aumenta e a pressão estática na
tubulação diminui
4. depois da restrição, a área volta a
aumentar, a velocidade diminui para seu
valor original e a pressão estática
aumenta










Fig. 3.1. Tubulação com vazão


Matematicamente, tem-se

2 2 1 1
v A v A q · · (3.1)

2 2
1
2
1
mv v
A
A
v · · (3.2)

onde
q é a vazão volumétrica
v é a velocidade do fluido
A é a área de passagem
1 e 2 são os índices para as condições a
montante e na restrição,
respectivamente.
Pelo teorema de Bernoulli para a
conservação da energia, tem-se:

2
2
2
1
2
1
H
g 2
v
H
g 2
v
+ · + (3.3)

) H (H g 2 v v
2 1
2
1
2
2
− · − (3.4)

onde g é a aceleração da gravidade
Aplicações

40
Combinando-se as eqs. (3.2), (3.4) e
(3.1), tem-se

2
2 1
m 1
) H H ( g 2
A q


· (3.5)

As restrições nunca são ideais e as
tubulações sempre apresentam alguma
rugosidade, de modo que há uma perda de
pressão ao longo da tubulação e a restrição
altera a vazão que passava na tubulação
antes de sua colocação. Para considerar
esta perda, é introduzido o fator
experimental chamado de coeficiente de
descarga e a velocidade de aproximação

2
m 1
1
F

· (3.6)

e a equação da vazão através de um tubo
venturi com formato bem definido se torna

) H H ( g 2 FA C q
2 1 2 1
− · (3.7)

2.2. Vazão através da válvula
Um tubo venturi Herschei é quase uma
restrição ideal. Válvulas, placas de orifícios
e muitas outras restrições estão muito longe
do ideal. O fluido forma seus próprios
canais de entrada e saída. A garganta é a
parte mais estreita do jato quando ele se
contrai a uma área mínima logo depois do
orifício (vena contracta). Como a área da
vena contracta não é conhecida, deve-se
alterar o fator experimental para incluir um
coeficiente de contração

o
vc
1
A
A
C C · (3.8)









Fig. 3.2. Geometria do tubo venturi











Fig. 3.3. Geometria da placa de orifício














Fig. 3.4. Geometria da válvula de controle


Com o venturi e mesmo na placa de
orifício, a pressão da vena contracta é
acessível, mas ela é inacessível na válvula.
Felizmente, a recuperação da pressão após
a vena contracta apresenta uma relação
constante com a queda de pressão de
interesse e a queda de pressão na vena
contracta. Esta relação é constante para
qualquer restrição fixa desde que a
densidade do líquido permaneça constante.
Esta relação produz um fator que permite a
substituição da queda de pressão total na
equação

Aplicações

41
vc 1
2 1
L
H H
H H
F


· (3.9)

onde
F
L
é o fator de recuperação da pressão.
Por exemplo, para uma norma ASME, o
FL da placa vale

212 , 0 ) 925 , 0 970 , 0 F
L
· − ·

Combinando as eq. (6-7) e (6-8) e (6-9)
tem-se

) H H ( g 2
F
CFA
q
2 1
L
o
− · (3.10)

Quando se usam unidades inglesas

G
p
F
CFA
0 , 38 q
L
o

· (3.11)
Fazendo

L
o
v
F
CFA
0 , 38 C · (3.12)

tem-se

G
p
C q
v

· (3.13)

O importante neste desenvolvimento é a
eq. (3.13) e os fatores que constituem o
coeficiente Cv. Se as condições de vazão
fazem qualquer um destes coeficientes ser
diferente do valor quando a válvula foi
testada em laboratório, o Cv é afetado e
deve ser aplicado algum fator de correção.
As variações mais comuns incluem:
1. 1 .variação na área do orifício
2. variação na velocidade de
aproximação
3. variação na viscosidade do líquido
4. vazão turbulenta se tornar laminar
5. distúrbios no perfil de velocidade,
tornando-o anormal e assimétrico
Em vazão de líquido, o fator de
recuperação da pressão (FL) permanece
constante desde que não haja mudança de
estado. Se ocorrer vaporização do líquido,
a recuperação de pressão será menor e o
fator FL que está contido no Cv
especificado da válvula pode não mais
servir para prever a pressão na vena
contracta.
2.3. Tubulação não padrão
Quando uma válvula é testada em seu
Cv em laboratório, são usados os
procedimentos de teste da ISA. Entre
outras coisas, esta norma especifica que
1. o diâmetro da tubulação seja o
mesmo que o da válvula
2. os trechos retos antes e depois da
válvula tenham valores determinados
mínimos
Quando uma válvula é usada na planta,
a geometria da tubulação é sempre
diferente daquela usada no teste de
laboratório. Vários fatores que constituem o
Cv são afetados e isto requer o primeiro
fator de correção, o fator da geometria da
tubulação. Desde que o número possível
de configurações de tubulação é muito
grande, não é possível derivar um fator Fp
para todas as configurações possíveis e
para todos os tipos de válvula. Atualmente,
os únicos valores disponíveis são para
válvula com redutores concêntricos
adjacentes localizados em uma tubulação
reta. Ainda não há dados publicados sobre
os efeitos de cotovelos, tees, válvulas de
bloqueio, localizados imediatamente depois
de válvulas de controle.
Em muitos problemas de
dimensionamento de válvula, o tamanho da
tubulação é conhecido mas não são
conhecidos os tamanhos da válvula e dos
redutores. É conveniente calcular o Cv da
válvula combinada com os redutores. O
produto do fator de geometria da tubulação
pelo Cv especificado da válvula é
equivalente ao Cv da válvula e dos
redutores combinados. Os valores de Fp
podem ser determinados pelo teste físico
das combinações válvula-redutor e também
são publicados pelos fabricantes em
catálogos. Outra alternativa, é computar Fp
das dimensões físicas dos redutores ou do
teste físico das conexões. Se Fp é derivado
Aplicações

42
de testes físicos, existem os seguintes
problemas:
1. redutores de tubulação de materiais
diferentes podem provocar efeitos
diferentes
2. apenas configurações com idênticas
conexões de entrada e saída são
testadas. Não há dados disponíveis
para apenas uma conexão de
entrada ou para conexões de entrada
e de saída diferentes.
Se Fp é computado a partir de dados
dimensionais, existem os seguintes
problemas:
1. os métodos computacionais
consideram apenas variações na
pressão e velocidade. Outros
efeitos, como causados pela
alteração do perfil de velocidade, não
são mostrados.
2. dados precisos de teste sobre a
queda de pressão através de
redutores convencionais não são
disponíveis. Isto leva ao uso de
fatores de pior caso.
Os níveis de energia e pressão através
de uma válvula com redutores são os
seguintes:
1. energia de pressão da entrada
2. energia cinética de entrada
3. queda no redutor
4. queda de pressão para a vena
contracta
5. recuperação da pressão dentro da
válvula (4) - (8)
6. recuperação de pressão na
expansão
7. perda de energia cinética no redutor
8. perda na válvula
9. perda na expansão
10. energia de pressão na saída
11. energia cinética na saída
12. perda total, (1) - (10)
Para outras conexões vizinhas,
diferentes do redutor e expansão, o
conhecimento é limitado a generalidades
baseadas em leis físicas conhecidas e na
observação de campo. Sabe-se que quanto
maior a relação das áreas (m) de uma
orifício de medição, maior é a influência de
configurações não-padrão de tubulações.
No caso de válvulas, em vez da relação de
áreas, pode-se tomar a relação seguinte
como um critério

2
v
d
d
C
C ·

onde
Cd é chamado de capacidade relativa.
Dependendo da severidade do distúrbio
a montante, é necessário um maior trecho
reto antes da válvula para se ter resultados
previsíveis. Porém o erro resultante de
trecho reto a montante insuficiente tende a
ser maior com válvulas com grandes Cv.
Algumas válvulas são mais afetadas que
outras pelo perfil de velocidade e
redemoinhos.
Para computar um valor de Fp usando
dados dimensionais ou de teste nos
redutores de pressão, pode-se usar a
seguinte equação:

1
890
KC
1
F
2
d
p
+
·

(3.14)
onde


− + + ·
2 B 1 B 2 1
K K K K K

Esta é a soma de todos os coeficientes
de energia cinética para as conexões de
entrada e de saída.
K
1
se refere a perda de pressão devida à
turbulência
K
2
se refere a perda de pressão devida
ao atrito
K
B1
e K
B2
são os coeficientes de
Bernoulli e se referem às conversões entre
energia potencial e cinética.
Todos os fatores K são coeficientes
adimensionais. Os fatores K
B
são
representados pela fórmula:

4
4
2 B 1 B
D
d
1 K K − · ·

Se as entradas e saídas da tubulação
são do mesmo tamanho, K
B1
e K
B2
são
iguais e se cancelam na eq. (3.16), o que é
lógico, pois não há mudança de energia
Aplicações

43
cinética das entradas e saídas com áreas
iguais.
Os coeficientes de resistência, K
1
e K
2
,
devem ser determinados por testes físicos.
Dados publicados aparecem no Apêndice F
do Driskell. A norma ISA apresenta fórmulas
para seu cálculo, que são as seguintes:

2
2
2
1
D
d
1 5 , 0 K

,
`

.
|
− ≅ (3.15)

2
2
2
2
D
d
1 0 , 1 K

,
`

.
|
− ≅ (3.16)

As eq. (3.15) e (3.16) podem ser escritas
de modo mais simples como

2 2
1
) 1 ( 5 , 0 K β − ≅ (3.17)

2 2
2
) 1 ( 0 , 1 K β − ≅ (3.18)

desde que
D
d
· β

Pela análise da eq. (3.14), nota-se que
quanto maior a capacidade relativa da
válvula medida pelo Cd, maior é o efeito dos
redutores de tubulação. Por exemplo, uma
válvula de 1" e Cv igual a 40, em uma
tubulação de 2", tem sua capacidade
reduzida de 37%. Porém, se o Cv é de 12,
sua capacidade é reduzida de apenas 6%.
Outro ponto interessante é que, se há
uma expansão na saída da válvula, mas não
há ,redutor em sua entrada, o Fp será maior
do que 1,0. Este fato é estranho, pois
parece que a expansão aumenta a
capacidade da válvula. O fato ajuda a
lembrar que uma variação no tamanho da
linha causa uma mudança na velocidade e
uma correspondente mudança na pressão
estática. Uma diminuição na velocidade a
jusante cria um aumento na pressão e um
aparente diminuição na queda de pressão
através da válvula. O que é mais
surpreendente é quando o fator Fp é um
número imaginário, o ganho de pressão
através da expansão da tubulação excede a
queda de pressão através da válvula. Isto
ocorre quando a soma dos K é negativa e
numericamente excede 890/Cd
2
Considere
a seguinte situação:
1. uma válvula com Cd de 50
2. não há redutor na entrada
3. há uma expansão na saída com o
diâmetro da tubulação dobro do
diâmetro da válvula.
Então,

2 B 2
K K K − ·



375 , 0 ) 5 , 0 1 ( ) 5 , 0 1 (
4 2 2
− · − − − ·

Portanto,
1
890
50 375 , 0
1
F
2
p
+
× −
·

que é o número imaginário 4,33 i. O melhor
modo de racionalizar este paradoxo
aparente é arranjar as equações de vazão
para resolver o ∆P:
2
c
2
p
2
C F
G q
p · ∆

Para o exemplo acima, F
p
= -18,7,
indicando que a queda de pressão através
da válvula e da expansão é negativa. A
expansão, pela redução da velocidade do
fluido, aumentou a pressão mais do que a
resistência da válvula e a conexão de
entrada a diminuiu. Se ΣK é negativo e
exatamente igual a 890/Cd2, a equação irá
mostrar um F
p
infinito. Isto indica que a
queda de pressão através da combinação
válvula e expansão é zero. Enquanto a
física e matemática são corretos, o
procedimento não é válido com estes altos
valores para Cd, porque os dados de teste
e valores de K não são suficientemente
confiáveis. Isto é umas das várias
demonstrações do fato de que, quando Cd
se torna maior, a utilidade do Cv prever a
vazão através de uma válvula se torna
menos confiável.
Aplicações

44
3. Válvula para Gases
A equação padrão para a vazão de
líquido através de uma válvula tem várias
limitações graves, geralmente como na
prática industrial. Uma limitação é a
vaporização do líquido resultando em
cavitação ou flacheamento; outra é a
viscosidade do líquido. Os fluidos
compressíveis, como o gás ou vapor,
raramente encontram condições que afetem
as equações da vazão.
3.1. Fluidos Compressíveis
Os fluidos compressíveis se expandem
quando a pressão diminui e como
conseqüência, a densidade diminui quando
o fluido passa da conexão a montante para
a vena contracta. Isto significa que um gás
deve ser acelerado até um valor maior do
que uma igual massa de líquido. Para
corrigir este efeito, inclui-se um fator de
expansão (Y) na equação. Este fator é de
mesma natureza que o fator de expansão
comumente usado nas equações para
placas de orifício e outros medidores
geradores de pressão diferencial. Deve-se
fazer outra alteração na equação
incompressível. O termo ∆p é substituído
pelo produto xp
1
, onde x é a relação da
queda de pressão ∆p/p
1
. Quando se fazem
estas modificações, a equação
compressível se torna:

1 1 v p
xp Y C F 3 , 63 w γ · (3.19)

A expansão do gás faz a vazão seguir
uma curva diferente da linha reta, que seria
a vazão do fluido incompressível. Até este
ponto, este desvio é causado pela
expansão do fluido previamente descrito.
Quando se atinge a velocidade sônica na
vena contracta, uma abaixamento adicional
na pressão a jusante não aumenta a
velocidade na vena contracta (porem, o
fluido pode ter velocidades supersônica
depois da vena contracta). Se a restrição
for um venturi ou bocal, a vazão se torna
crítica (chocada), onde a garganta é
confinada quando a velocidade sônica for
atingida. Vazão crítica existe quando, em
uma pressão a montante fixa, a vazão
satura e não pode mais aumentar pelo
abaixamento da pressão a jusante. Se a
restrição for uma placa de orifício ou uma
válvula, onde a vena contracta é não
confinada, a área da garganta irá aumentar
e a vena contracta irá migrar para um ponto
a montante quando x aumenta além da
relação sônica. Este processo continua até
atingir um limite, quando a vena se move
para a posição do orifício e atinge sua área
máxima. Este valor limite de x para
qualquer válvula específica é identificado
pelo símbolo x
T
(T indicando terminal) e é
chamado de fator de relação da queda de
pressão. Se o valor real de x maior que x
T
,
este número maior não contribui para a
vazão. Assim, x
T
, um fator determinado
experimentalmente para uma válvula
específica é o maior valor de x que pode ser
usado nas equações. Este é o motivo para
o x aparecer na equação.
Foi visto que o redutor e a expansão
adjacentes da válvula devem ser
considerados no cálculo do Cv da válvula
através da inclusão do fator de modificação
F
p
. O fator x
T
é também modificado se a
tubulação for reduzida e o redutor é
considerado como parte da válvula, para
fins de dimensionamento. Este fator x
T

ajustado é designado x
TP
e é dado por:

,
`

.
|
+
·
1
1000
C K x
F
x
1
x
2
d i T
2
p
T
TP
(3.20)
onde

1 B 1 i
K K K + · (3.21)

Felizmente, este ajuste de x
T
raramente
influi na capacidade da válvula e
provavelmente não influi na seleção da
válvula. A correção se torna importante
somente quando o Cd da válvula for grande
e o diâmetro da válvula for muito menor que
o da tubulação.
Também aqui ocorre o paradoxo quando
a válvula com grande Cd é seguida de uma
expansão sem ter um redutor na entrada.
Fp2 pode se tornar negativo ou infinito e a
Aplicações

45
pressão diferencial em que a válvula irá
chocar não é bem definida.
3.2. Fator de expansão
Os valores do fator de expansão da
maioria das válvulas variam linearmente
com x. Teoricamente, as curvas se desviam
levemente de uma linha reta, mas a
representação linear tem duas justificativas:
1. exceto para válvulas especiais, os
testes de laboratório indicam que uma
reta é o mais conveniente e ela está
dentro das tolerâncias estabelecidas
para os dados de dimensionamento
2. as válvulas que não seguem este regra
não seguem também as curvas
teóricas.
Quando se aceita uma curva reta para Y
versus x, o ponto de vazão crítica vale

T
x 3
x
1 Y − · (3.22)

A maioria das válvula possui x
T
menor
que 1,0 e uma minoria excede de 1,0. Estas
poucas válvulas são construídas para fazer
o fluido passar através de uma série de
restrições. Se x
T
é maior que 1,0 a válvula
não irá ter vazão crítica, independente da
queda de pressão. Neste caso, x
T
perde o
seu significado e só serve para estabelecer
a inclinação da reta Y versus x.
3.3. Relação dos calores específicos
A eq. 7-4 se aplica para o fluido de teste,
ar e todos os gases diatômicos, cuja relação
de calores específicos seja igual a 1,4.
Para outros gases e vapores, x
T
deve ser
corrigido para a diferença das propriedades
termodinâmicas. De novo, embora não seja
teoricamente preciso, se usa um fator de
correção, F
k
, computado em base linear e
dentro da tolerância do dimensionamento da
válvula.
Assim,

40 , 1
k
F
k
· (3.23)

e a equação final para Y se torna

TP k
x F 3
x
1 Y − · (3.24)

É interessante notar que a eq. (7.6) é
semelhante à equação ASME para placa de
orifício.
Resumindo o desenvolvimento até agora,
tem-se:
1. uma equação de vazão mássica
baseada na pressão a montante e na
densidade,
2. uma relação da queda de pressão x que
é limitada a um valor máximo na
equação, que vale o produto de Fk x
TP.
3. fator xT é determinado em teste de
laboratório com ar
4. a modificação para xT incluir os
redutores pode ser feita em teste de
laboratório ou por cálculos
5. fator Fk é um modificador de xT para
fluidos diferentes do ar e é baseado nas
propriedades termodinâmicas do gás,
especificamente na relação dos calores
6. fator de expansão Y depende da relação
de x com o valor crítico de x, expresso
como Fx versus TP.
7. todos os fatores que constituem Y
possuem dimensão e devem ser usadas
as do SI.
3.4. Fator de compressibilidade
A equação da vazão mássica usando a
densidade real a montante é a fórmula mais
exata para fluidos compressíveis. Mesmo
assim, é conveniente usar outras formas
para esta equação, quando se usam
unidades do sistema inglês. Por exemplo,
tem-se:
Z GT
x
Y p C F 1360 q
1
1 v p
· (3.25)
onde
q é expresso em pés cúbicos padrão por
hora e tomada a 14,69 psia e 60
o
F.
Nesta equação a densidade é
computada da pressão, temperatura e
densidade relativa baseada nas leis do gás
perfeito. Os gases reais se desviam muito
de um gás perfeito, de modo que se usa um
fator de compressibilidade, Z,
Aplicações

46

RT
pV
Z · (3.26)

para um mol de gás e R é a constante
universal dos gases.
O valor de Z pode ser determinado para
a maioria dos gases usando o princípio dos
estados correspondentes. Dado uma
pressão crítica, pc e uma temperatura crítica
Tc do gás ou da mistura, a pressão
reduzida e a temperatura reduzida são
definidas como

c
r
p
p
p · e
c
r
T
T
T · (3.27)
Das condições reduzidas, o fator de
compressibilidade pode ser encontrado de
gráficos do Apêndice F. Para misturas, usa-
se a pressão e temperatura pseudocríticas.


·
ci i pc
p X p
e

·
ci i pc
T X T

onde
Xi é uma fração molar do componente i.
As cartas de compressibilidade usadas
para se obter Z e consequentemente a
densidade, tem limitações. A precisão é
aceitável para o dimensionamento de
válvulas para fluido tendo um fator de
compressibilidade crítico Zc de 0,27, onde

c
c c
c
RT
V p
Z · (3.28)

Cerca de 60% de todos os componentes
satisfazem esta condição, incluindo a
maioria dos hidrocarbonetos. Água,
acetona, amônia, ésteres, álcoois, oxigênio,
nitrogênio, argônio, néon, CO, H2S, CH4 e
C2H6 apresentam os maiores erros.
Hidrogênio e hélio situam-se abaixo Tr=2,5
mas somente com suas constantes críticas
aumentadas por 8
o
C e 8 atmosferas.
O ar e a maioria dos gases industriais
são usados em pressões e temperaturas
onde seus comportamentos estão próximos
dos gases perfeitos. O vapor d'água é um
gás comum no mundo do dimensionamento
de válvula e seria conveniente evitar usar a
densidade e a relação dos calores
específicos no dimensionamento da válvula.
Na maioria dos casos, o vapor é suposto
ser seco e saturado. Para pressões entre
140 a 10 MPa (20 e 1600 psia), e com erro
menor que t5%, a fórmula simplificada fica:

X )
x
x
3 ( p C F w
TP
1 v p
− · (3.29)

Para vazão crítica, quando x > x
TP
, fica

TP 1 v p
x p C F 2 w · (3.30)

=




=
Apostilas\Valvula VALVULA1.DOC 30 DEZ 98 (Substitui 13 JUN 98)


47
4. Dimensionament o






Objetivos de Ensino
1. Conceituar Cv da válvula de controle
2. Explicar a importância da escolha da
queda de pressão através da válvula.
3. Fazer as considerações sobre a vazão
critica dos fluidos.
4. Mostrar de modo resumido as
principais fórmulas da norma ANSI/ISA
75-01 para o dimensionamento de
válvulas para líquidos e gases.
5. Apresentar os principais fatores de
correção de dimensionamento.
6. Dar exemplos simples de roteiros de
dimensionamento de válvulas para
líquido e vapor d'água
7. Apresentar a tradução livre da norma
ANSI/ISA S75-01.
1. Introdução
Rigorosamente, uma válvula de controle
não é dimensionada, pois o usuário final
não calcula e usa um tamanho exato, mas
depois de alguns cálculos, escolhe um tipo
e um tamanho fixo próximo do valor
calculado para satisfazer as necessidades
das condições do processo.
O dimensionamento da válvula de
controle é o procedimento de calcular
principalmente o coeficiente de vazão ou o
fator de capacidade da válvula, Cv
(unidades inglesas), Av e Kv (unidades do
SI). Embora as dimensões e unidades
destes três coeficientes sejam diferentes,
eles estão relacionados numericamente, na
norma IEC 534-1: Control Valve
Terminology and General
Considerations.


Há vários cálculos envolvidos no
dimensionamento de válvulas, como:
1. coeficiente de vazão requerido
2. possibilidade de vazão chocada,
cavitação e ruído
3. tamanho da tubulação versus
tamanho da válvula
4. velocidade aceitável do fluido
5. nível de ruído desenvolvido
6. tamanho do atuador
Os métodos de cálculo incluem
7. equações físicas
8. softwares baseados em normas
vigentes
9. réguas de cálculo (Foxboro e
Manheim)
1. fatores de correção
Todo dimensionamento de válvula inclui
um julgamento de engenharia, onde se
aceita que a válvula é adequada
aproximadamente para todos os objetivos
práticos. Quanto mais se conhece acerca
do comportamento da vazão do fluido dentro
da válvula, mais estreita é a faixa de
incerteza deste julgamento de engenharia.
As considerações básicas no
dimensionamento são
1. economia no custo da válvula e sua
instalação,
2. economia no consumo de energia do
sistema,
3. eficiência no sistema de controle,
Para isso deve-se usar a menor válvula
possível, utilizando a maior abertura
disponível possível. A válvula não deve ficar
fechada com a mínima carga do processo e
deve manipular a máxima vazão necessária.
Dimensionament o

48
2. Coeficiente de vazão
2.1. Introdução
O Cv é basicamente um índice de
capacidade, através do qual o engenheiro é
capaz de estimar, de modo rápido e preciso,
o tamanho de uma restrição necessária, em
qualquer sistema de fluido. O Cv foi definido
pela Masoneilan, em 1944, como o número
de galões por minuto (GPM) de água que
flui através da válvula totalmente aberta
(100%), quando há uma queda de pressão
de 1 psi através dela, a 60
o
F.
Desse modo, quando se diz que a
válvula tem o Cv igual a 10, significa que,
quando a válvula está totalmente aberta e
com a pressão da entrada maior que a da
saída em 1 psi e a temperatura ambiente é
de 15,6
o
C, sua abertura deixa passar uma
vazão de 10 GPM.
Uma vez calculado o Cv da válvula e
conhecido o tipo de válvula usada, o
projetista pode obter o tamanho da válvula
do catálogo do fabricante. Como os valores
de Cv são discretos, deve-se escolher
sempre o acima do calculado.
2.2. Dados para o cálculo
O Cv depende principalmente dos dados
do processo e pouco do método de cálculo.
O Cv pode ser obtido experimentalmente ou
calculado. Todo fabricante de válvulas
apresenta em seus catálogos tabelas com
os diâmetros e Cv correspondentes de cada
tipo de válvula.
O dimensionamento da válvula feito pelo
fabricante é um assunto diferente que o
feito pelo engenheiro usuário. O fabricante
dispõe de dados que ele não pode alterar e
tem uma escolha limitada dos tipos de
válvula para usar. O engenheiro usuário
projeta um sistema, que pode ser
manipulado dentro de limites para produzir
uma planta ótima. O engenheiro tem algum
controle sobre os dados de
dimensionamento, mais uma escolha de
tipos e fabricantes de válvula e por isso
pode ter a facilidade de fazer mais cálculos
e dar a resposta mais rápida do que o
fabricante.
Os dados para o dimensionamento
podem ser divididos em três grupos:
1. Dados da vazão
1. Vazão normal, mínima e máxima
2. Pressão a montante e a jusante para
todas as vazões acima
3. Temperatura do fluido
2. Dados do fluido
1. Identificação do fluido
2. Estado de fase do fluido: líquido,
gás ou vapor d'água
3. Densidade absoluta, relativa, peso
específico ou peso molecular
4. Viscosidade
5. Pressão de vapor
3. Dados da instalação
Diâmetro da tubulação, na entrada e
saída da válvula
Para o engenheiro projetista, o principal
problema é ainda a coleta, verificação e
manipulação dos dados de
dimensionamento. O dimensionamento de
uma válvula é tão bom quanto seus dados
de processo.
2.3. Uso das equações ISA
Quando o coeficiente de vazão, Cv, foi
inventado pela Masoneilan, em 1944,
muitos acharam que isto era algo
complicado e desnecessário, pois as
válvulas eram dimensionadas,
anteriormente, com apenas o diâmetro
nominal como um fator de
dimensionamento. Quando o FCI (Flow
Controls Institute) e ISA (International
Society for Measurement and Control e ex-
Instrument Society of America) lançaram
suas equações, os instrumentistas
reclamaram de sua complexidade.
Realmente, a gente tem saudades dos
tempos em que o imposto de renda e o
dimensionamento de válvulas eram simples.
Mas as leis naturais geralmente parecem
ser tão perversas quanto as leis humanas e
infinitamente mais difíceis de mudar. As
válvulas de controle obedecem as leis da
física mas seu dimensionamento é feito por
métodos humanos. O seu desempenho
inadequado é motivado principalmente pelo
Dimensionament o

49
conhecimento incompleto ou incorreto
destas leis pelo projetista. Analogamente,
quando um barco afunda, deve-se reclamar
de seu fabricante e não do Arquimedes ou
se um avião cai a culpa não é da lei da
gravidade de Newton, mas de algum erro
humano.
Foram desenvolvidas fórmulas de vazão
que eram fáceis de usar, pois não eram
disponíveis computadores ou outras
máquinas para resolver equações
complexas. Por isso estas fórmulas
aproximadas não eram muito precisas.
Estas fórmulas relacionavam os seguintes
fatores:
1. pressão fornecida pela bomba,
compressor ou ventilador
2. curva entre a vazão mínima e máxima
3. quedas de pressão nos outros
equipamentos, exceto na válvula,
como filtro, medidores de vazão,
trocadores de calor, conexões
4. queda de pressão na linha, devida ao
atrito e rugosidades
5. queda de pressão através da válvula
6. densidade do fluido
7. pressão e temperatura do processo
8. viscosidade, pressão de vapor do
líquido
Atualmente, o mais usada é dimensionar
a válvula de controle através de programa
aplicativo de computador pessoal baseado
na norma ANSI/ISA S75.01 (1985-1995):
Equações de Vazão para Dimensionar
Válvulas de Controle, que é mostrada
traduzida ao final deste capítulo. Ao lado de
regras e recomendações, o cálculo para o
coeficiente de vazão da válvula é detalhado
na norma O objetivo da norma esclarece
que as equações não são orientadas para
fluidos multifásicos, fluidos não
newtonianos, lamas e sólidos secos.
Tampouco esta norma cuida dos níveis de
ruído e da prevenção da cavitação e
flacheamento.
Mesmo que o dimensionamento da
válvula seja feito através de programas é
fundamental entender os menus e as
condições requeridas pelo programa, para
que o dimensionamento seja correto e
baseado no conhecimento completo das
condições reais da vazão.
Freqüentemente, uma ou várias destas
condições são assumidas arbitrárias; é a
avaliação destes dados arbitrarias que
realmente determina o tamanho final da
válvula. Nenhuma fórmula mas apenas o
bom senso combinado com a experiência
pode resolver este problema. Nada substitui
um bom julgamento de engenharia. A
maioria dos erros no dimensionamento é
devida a hipóteses incorretas relativas às
condições reais da vazão.
Psicologicamente, a tendência é
superdimensionar a válvula, ou seja, estar
do lado mais seguro. Uma combinação
destes vários fatores de segurança pode
resultar em uma válvula superdimensionada
e incapaz de executar o controle desejado.
3. Queda de Pressão na Válvula
3.1. Introdução
O objetivo da válvula não é o de operar
em uma única posição fixa. A válvula recebe
o sinal da saída do controlador e varia
continuamente sua aberta. Como
conseqüência ou para poder variar sua
abertura, a queda de pressão através da
válvula é variável. A válvula de controle
pode manipular a vazão somente
absorvendo uma queda de pressão no
sistema.
Em um sistema de redução de pressão, é
fácil conhecer precisamente a queda de
pressão através da válvula. Isto também
ocorre em um sistema de nível de um
líquido, onde o líquido passando de um
vaso para outro, em uma pressão constante
e baixa. Porém, na maioria das aplicações
de controle, a queda de pressão através da
válvula deve ser escolhida arbitrariamente.
O dimensionamento da válvula de
controle é difícil, porque
as recomendações publicadas são
ambíguas, conflitantes ou incompletas
não há regra numérica para determinar a
queda de pressão através da válvula.
Dimensionament o

50
3.2. Recomendações
Luyben recomenda que a válvula esteja
a 50% de abertura, nas condições normais
de operação; Moore recomenda que o C
v

necessário não exceda 90% do Cv instalado
e que a válvula provoque 33% da queda de
pressão total, na condição nominal de
operação. Outros autores sugerem 5 a 10%.
Quanto menor a percentagem, maior é a
válvula. Quanto maior a válvula, maior é o
custo inicial da instalação mas menor é o
custo do bombeamento.
Uma boa regra de trabalho considera um
terço da queda de pressão do sistema total
(filtros, trocadores de calor, bocais,
medidores de vazão, restrições de orifício,
conexões e a tubulação com atrito) é
absorvido pela válvula de controle. Isto
significa que, se a válvula for retirada do
sistema, a vazão iria aumentar de cerca de
apenas 23%.
Em sistemas com descarga de bomba, a
característica da coluna da bomba é o fator
determinante. Para válvulas instaladas em
linhas muito longas ou com alta queda de
pressão, a percentagem da queda de
pressão através da válvula deve ser menor,
entre 15 e 25%, da queda total do sistema.
A pressão diferencial absorvida pela
válvula de controle, em operação real, será
a diferença entre a coluna total disponível e
aquela necessária para manter a vazão
desejada através da válvula. Esta pressão
diferencial é determinada pelas
características do processo e não pelas
hipóteses teóricas do projetista.
A queda de pressão através da válvula
deve ser a mínima, por motivo de economia,
pois a pressão é fornecida por uma bomba
ou compressor. Assim, a economia deve
ditar o dimensionamento da válvula, com
pequena queda de pressão. Porém, há uma
contradição inerente com relação à
economia, pois para poder provocar a
mínima queda de pressão a válvula deve ter
tamanho grande e portanto, custo maior.
A queda de pressão através da válvula
deve ser a máxima, por motivo de
desempenho do controle. Para poder
controlar, a válvula deve absorver do
sistema e devolver para o sistema, a queda
de pressão. Quando a proporção da queda
de pressão através da válvula é diminuída,
a válvula de controle perde a habilidade de
aumentar rapidamente a vazão.
Se uma válvula está com abertura de 3%
quando controlando uma variável, nas
condições normais de operação, esta
válvula está superdimensionada. Quando a
válvula está próxima de sua abertura total
ou fechamento completo, obtém-se um mau
controle, pois está próxima de seu limite de
operação ou da saturação.
A queda de pressão projetada afeta o
desempenho da válvula. Em alguns casos,
pode ser necessário fazer uma escolha
arbitrária desta queda de pressão porque os
dados da vazão disponíveis são vagos. Se
a válvula está na linha de descarga de uma
bomba com pressão de saída de 660 kPa
(100 psig), por exemplo, pode-se assumir
uma queda de 66 a 166 kPa (10 a 25 psig)
através da válvula, desde que a linha não
seja muito longa ou complicada (com muitos
obstáculos na linha). A tendência é usar 166
kPa (25 psig) em vez de 66 kPa (10 psig).
3.3. Queda de pressão e vazão
A quantidade de vazão máxima da
válvula deve ser de 15 a 50% acima da
máxima vazão requerida pelo processo. As
vazões normal e máxima usadas no
dimensionamento devem ser baseadas nas
condições reais de operação, sem aplicação
de qualquer fator de segurança.
Em muitas aplicações, a redução da
vazão significa um aumento na queda de
pressão e na rangeabilidade da válvula. Por
exemplo, se as condições de operação
máximas para a válvula são de 200 GPM e
queda de pressão de 166 kPa (25 psig) e as
condições mínimas são de 25 GPM e queda
de 166 kPa (100 psig), a faixa da área da
abertura é 16:1 e não 8:1, como poderia
parecer, à primeira vista.
A variação requerida na área de
passagem da válvula é o produto de relação
da máxima/mínima vazão pela raiz quadrada
da relação da máxima/mínima queda de
pressão. Neste exemplo,

1
16
psig 25
psig 100
gpm 25
gpm 200
· ×
Dimensionament o

51

A queda da pressão na válvula como
uma fração da queda total do sistema não
influi no desempenho do sistema de
controle, desde que a rangeabilidade da
válvula seja adequada. A rangeabilidade da
válvula deve ser, no mínimo, igual à do
processo, que teoricamente é a relação das
vazões nominais máxima e mínima.
Quando a rangeabilidade da válvula for
menor que a do processo, deve-se usar
duas ou mais válvulas em paralelo, na
configuração de faixa dividida, para
aumentar a rangeabilidade das vazão
controlada. A menor válvula deve ser
dimensionada de modo que seu Cv seja
maior do que a capacidade da outra válvula,
quando a maior estiver a 10% da abertura.
3.4. Queda de pressão
A característica inerente da válvula é
distorcida por causa da variação da pressão
diferencial através da válvula.

ρ

·
p
aC Q
v

onde
a é a abertura relativa da válvula,
a = x/X (linear)
a = R
(x/X-1)
(=%)
x é a posição da haste
X é a excursão total possível da haste
R é a rangeabilidade da válvula,
Cv é o coeficiente de vazão
ρ é a densidade do fluido
Quando a válvula está totalmente
fechada a sua queda de pressão é máxima
e não há vazão e não há quedas de
pressão nos outros equipamentos; toda a
queda é provocada pela válvula. Quando a
válvula começa a abrir, aumentando a
vazão, a queda de pressão na válvula
diminui e as quedas provocadas pelos
outros equipamentos do sistema aumentam.
2
max
kQ p p − ∆ · ∆

onde k representa as resistências fixas do
sistema. Na vazão máxima, tem-se a queda
de pressão mínima na válvula:

2
max min
kQ p p − ∆ · ∆
Definindo f como

min max
max
max
p p
p p
Q
Q
f
∆ − ∆
∆ − ∆
· ·
ou
min
p
p
a f


·

rearranjando, tem-se:

max min
2
p / p ) 1 a / 1 ( 1
1
f
∆ ∆ − +
·

que são as expressões para a
característica instalada da válvula linear.
A inclinação da curva é dada pela
derivada:

2
3
max
min 2 2
max
min
p
p
) a 1 ( a
p
p
da
df

]
]
]



− + +


·

A máxima inclinação ocorre em a=0,

max min 0
p p
1
da
df
∆ ∆
·
,
`

.
|


A mínima inclinação ocorre em a=1,

max
min
1
p
p
da
df


·
,
`

.
|


A variação do ganho através de toda a
excursão da abertura da válvula vale:

2
3
max
min
1
0
p
p
) da / df (
) da / df (

,
`

.
|


·

Se todos os elementos restantes da
malha de controle tiverem ganhos
constantes ou ganhos variando na mesma
direção, a estabilidade variará com a vazão.




52






















































Fig. 4.1. Quedas de pressão no processo e na válvula de controle




53
4. Roteiro de dimensionamento
4.1. Vazão através da válvula
Geralmente a válvula tem diâmetro
menor que a tubulação. Mesmo quando os
diâmetros da válvula e da tubulação são
iguais, quando a válvula está em operação,
ela quase sempre está restringindo a
passagem da vazão, de modo que o fluido
no interior da válvula passa por um
processo de mudança de energia. A energia
de pressão se transforma em enérgica
cinética, ou na garganta da válvula a
velocidade aumenta e a pressão diminui.
Depois do fluido passar pela válvula, a
sua velocidade retorna ao valor original e a
pressão se recupera, mantendo um valor
menor que a pressão de entrada na válvula.
Diferentes tipos de válvulas apresentam
diferentes valores de recuperação da
pressão estática da tubulação.
Para que uma válvula opere, sempre
haverá uma queda de pressão diferencial
entre sua entrada (P
1
) e saída (P
2
). Esta
queda de pressão ou pressão diferencial é
tipicamente representada por ∆P.


Tab. 1.1. Coeficientes de vazão para válvulas

Diâmetro válvula (“) C
V

¼ 0,3
½ 3
1 14
1 ½ 35
2 55
3 108
4 174
6 400
8 725



5. Válvula para líquidos
5.1. Líquido
A vazão do líquido no interior da válvula
é mais previsível e é não compressível e por
isso o dimensionamento de válvula para
líquido é mais fácil e direto, sem
necessidade de muitos fatores de correção.
A vazão de um líquido newtoniano (cuja
viscosidade independe da tensão de
cisalhamento) pode ser determinada por:

f
2 1
v R p 1
G
p p
C F F N q

·

onde
F
F
= Fator de relação da pressão crítica do
líquido, adimensional
C
V
= Coeficiente de vazão da válvula
F
R
= Fator de número de Reynolds,
adimensional
N
1
= Constantes numéricas para as
unidades de medição usadas
p
1
= Pressão estática absoluta a montante,
medida em dois diâmetros nominais a
montante do conjunto válvula-conexão
p
2
= Pressão estática absoluta a jusante,
medida em seis diâmetros nominais a
jusante do conjunto válvula-conexão
∆P = Pressão diferencial, p
1
- p
2

G
f
= Densidade relativa (gravidade
específica) do líquido nas condições a
montante. Relação da densidade do
líquido à temperatura de vazão para a
densidade d'água a 15,6
o
C (60
o
F ),
adimensional
q = Vazão instantânea volumétrica
5.2. Fatores de correção
F
P
= Fator de geometria da tubulação
adjacente
O fator de geometria é devido ao efeito
dos cones de redução e expansão usados
respectivamente na entrada e saída da
válvula, pois geralmente o diâmetro da
válvula é menor que o da tubulação.
O uso da redução na entrada da válvula
diminui a sua capacidade de vazão por
causa da queda de pressão adicional no
Dimensionament o

54
redutor. Com o redutor, a pressão de
entrada da válvula é menor que a pressão
da tubulação.
O cálculo para este fator F
P
é

1
d N
KC
1
F
4
2
2
v
p
+
·



onde o fator ΣK é a soma algébrica dos
coeficientes da velocidade efetiva de todas
as conexões colocadas na válvula mas não
a inclui:


− + + ·
2 B 1 B 2 1
K K K K K (4)

onde

2
2
1
2
1
D
d
1 5 , 0 K

,
`

.
|
− ·

2
2
2
2
2
D
d
1 0 , 1 K

,
`

.
|
− ·

4
B
D
d
1 K
,
`

.
|
− ·

sendo
d = diâmetro nominal da válvula
D1 = diâmetro na entrada da válvula
D2 = diâmetro na saída da válvula
O caso mais comum é ter os cones de
entrada e saída da válvula iguais,
simplificando a equação para

2
2
2
2 1
D
d
1 5 , 1 K K

,
`

.
|
− · +

Queda de pressão através da válvula
A válvula para operar deve ter uma
queda de pressão ou pressão diferencial
através dela, expressa como

∆P = (P
1
– P
2
)

Para efeito de cálculo deve-se
considerar o menor valor entre:

∆P = (P
1
– P
2
)

) P F P ( F P
v F 1
2
L max
− · ∆

onde
∆P
max
= máxima queda de pressão capaz de
produzir vazão, na condição crítica
F
F
= Fator de relação da pressão crítica do
líquido, adimensional
F
L
=Fator de recuperação de pressão do
líquido de uma válvula sem conexão
anexa, adimensional
P
V
= pressão de vapor do líquido
F
L
= Fator de recuperação de pressão
Este fator experimental e adimensional é
dado por:

vc 1
2 1
L
p p
p p
F


·

onde Pvc = pressão na vena contracta
O fator de recuperação depende do tipo
(geometria) da válvula e é fornecido pelo
fabricante, que o determinou
experimentalmente em ensaios
hidrodinâmicos.
F
L
baixo significa que a válvula absorve
pouca queda de pressão e apresenta alta
recuperação de pressão. De outro modo, a
válvula apresenta alta velocidade do fluido e
grande capacidade de vazão. Exemplos de
válvula com baixo F
L
: borboleta, esfera.
F
L
alto significa que a válvula absorve
grande queda de pressão e apresenta
pequena recuperação de pressão. De outro
modo, a válvula apresenta baixa velocidade
do fluido e pequena capacidade de vazão.
Exemplos de válvula com alto F
L
: globo
convencional de sede simples ou dupla,
Dimensionament o

55
globo gaiola, válvula com plug para baixo
ruído.
FF = Fator da relação de pressão crítica
do líquido
Fator adimensional definido como

v
vc
F
P
P
F ·

onde
P
VC
= pressão na vena contracta (ponto
de menor pressão), nas condições de vazão
crítica
P
V
= pressão de vapor do líquido, na
temperatura de entrada
Desta equação, tem-se

v F vc
P F P ·

que é o valor da pressão mínima no
interior da válvula nas condições de vazão
crítica ou chocada.
Este fator é usado no cálculo da máxima
queda de pressão ∆P
max
e pode ser obtido
pela equação

c
v
F
p
p
28 , 0 96 , 0 F − ·

Pc = pressão crítica, obtida de tabelas
F
R
= Fator do número de Reynolds
O regime de vazão de um fluido dentro
da válvula pode ser turbulento, transicional
ou laminar. O fluxo turbulento ocorre com
alta velocidade, baixa viscosidade e alta
densidade. Na condição turbulenta, a
capacidade da válvula é maior que a
esperada para uma não turbulenta e por
isso deve-se introduzir um fator, quando se
tem a vazão não turbulenta para
compatibilizar com o regime da vazão.
O número de Reynolds com relação à
válvula vale:
4
4
2
2
v
2
L
v L
d 4
v
1
d N
C F
C F
q F N
Re +
ν
·

onde
Fd = fator que relaciona os dados dos
testes de vários tipos de válvulas com os
diferentes raios hidráulicos, de modo que
uma única curva representa todos os tipos
testados. Os valores representativos de Fd
são apresentados em tabelas.
ν = viscosidade cinemática, em
centistoke
A combinação do regime da vazão e o
número de Reynolds é a seguinte:

Rev Tipo de vazão
<56 Laminar
56 a 40 000 Transicional
>40 000 Turbulenta

Quando Rev < 56, o valor de F
R
pode se
obtido da curva (Fig. E-1) ou da seguinte
equação:

67 , 0
v R
) (Re 019 , 0 F ·

Quando Rev estiver entre 56 e 40 000,
pode-se usar a curva (Fig. E-1) ou a Tab.
Quando Rev for maior que 40 000, a
vazão é turbulenta e não há necessidade de
correção, ou seja, F
R
= 1.
Fd = Fator modificador do número de
Reynolds
O fator Fd corrige o número de Reynolds
em função da geometria interna da válvula.
Empiricamente, o coeficiente Fd é
proporcional a
n
1
,
onde
n é o número de passagens no interior
da válvula
Em geral, Fd pode ser usado como igual
a 1 para válvulas com uma passagem de
sede simples. Usa-se Fd igual a 0,7 para
válvulas com duas passagens de fluxo, tais
como globo de sede dupla ou borboleta.
Fd é mostrado na tabela D-1.

Dimensionament o

56
5.3. Exemplo 1
Dados do processo

Unidade
Fluido Benzeno
Vazão máxima 160 Gpm
Pressão a montante 150 Psia
Pressão a jusante 120 Psia
Temperatura 200
O
F
Densidade relativa 0,879 @ 200
o
F
Pressão de vapor 25 Psia
Pressão crítica 701 Psia
Diâmetro da tubulação 3 Polegada
Tipo de válvula Globo Gaiola
Sentido da vazão Vazão para abrir
Tipo de vazão Turbulenta (F
R
= 1)

Solução
1. Escolher a fórmula:

f
2 1
v p 1
G
p p
C F N q

·

onde N
1
= 1

2. Verificar o tipo de vazão

∆P = (P
1
– P
2
)

) P F P ( F P
v F 1
2
L max
− · ∆

onde

c
v
F
p
p
28 , 0 96 , 0 F − ·

701
25
28 , 0 96 , 0 F
F
− · = 0,91

Então,
) 25 , 0 91 , 0 150 ( 9 , 0 P
2
max
× − · ∆ = 103,1
psi

Como ∆P < ∆P
max
, a vazão é normal e
não chocada.

3. Calcular Fp Cv
Da equação principal

f
2 1
v p 1
G
p p
C F N q

·

879 , 0
120 150
1 ) C F ( 1 160
v p

× × × ·

tem-se:

FpCv = 27,4

A pré seleção indica uma válvula de 2
polegadas com Cv = 41.
4. Determinar Fp
Como a tubulação é de 3” e a válvula de
2”, tem-se
d/D = 2/3 = 0,67
Válvula Globo Gaiola, diâmetro de 2”
Da Tab., tem-se

Fp = 0,96

5. Calcular o Cv para o tipo de válvula
selecionado
FpCv = 27,4

Cv = 27,4/0,96 = 28,5
A válvula continua a mesma, porque 41 é
o Cv imediatamente superior a 27,4 ou 28,5.
6. Curso da válvula
O curso da válvula é determinado pela
relação do Cv calculado pelo Cv a ser
usado (máximo), ou seja,

% 100
Cv
Cv
vazão %
máximo
calculado
× ·

% 100
41
28,5
vazão % × · = 69,5%
Dimensionament o

57
6. Válvulas para gases e
vapores
6.1. Gases e líquidos
Diferentes do líquido (incompressível), o
gás e o vapor são compressíveis e por isso
se comprimem quando se aumenta a
pressão e expandem, quando a pressão
estática diminui, como ocorre no interior da
válvula. Quando o gás se comprime, ele
aumenta sua densidade e quando se
expande, sua densidade diminui.
Para compensar a redução da densidade
ou peso específico do gás, foi introduzido
um fator de correção, chamado de fator de
expansão, Y.
Outro enfoque diferente no
dimensionamento de válvula para gás é o
uso da relação da queda de pressão e a
pressão de entrada, no lugar de usar a
queda de pressão. Com gases se usa:

1
P
P
x

·

Quando o gás é expandido na garganta
da válvula, por causa da queda de pressão,
sua densidade diminui. Como a vazão
mássica é constante, o gás expandido é
acelerado na saída. A energia requerida
para esta aceleração é originada da
pressão diferencial através da válvula. Este
fenômeno não ocorre com o líquido, pois
sua densidade é constante.
Assim, para uma mesma pressão
diferencial, a vazão mássica de um gás é
sempre menor que a vazão obtida com um
líquido, porque parte da pressão diferencial
é usada para acelerar o gás. Como
resultado, deve-se compensar esta perda
através do fator de expansão Y.
6.2. Equações de dimensionamento

1 1 v p 6
xp Y C F N w γ ·
x
Z T G
Y p F N
q
C
1 g
1 p 7
v
·
Z T G
x
Y p C F N q
1 g
1 v p 7
·

xM
Z T
Y p F N
w
C
1
1 p 8
v
·

Z T
xM
Y p C F N w
1
1 v p 8
·

Z MT
x
Y p C F N q
1
1 v p 9
·

x
Z MT
Y p F N
q
C
1
1 p 9
v
·

6.3. Vazão crítica ou chocada
A vazão critica é a condição que existe
quando a vazão não é mais função da raiz
quadrada da diferença de pressão através
da válvula, mas apenas função da pressão
à montante. Este fenômeno ocorre quando
o fluido atinge a velocidade do som na vena
contracta. Assim que o gás atinge a
velocidade do som, na vazão critica, a
variação na pressão à jusante não afeta a
vazão, somente variação na pressão a
montante afeta a vazão. A vazão crítica,
chocada ou bloqueada é aquela que atingiu
a velocidade máxima e não pode mais
aumentar pela diminuição da pressão a
jusante.
A vazão crítica ocorre quando

x > Fk xT

onde
x é a relação entre queda de pressão
através da válvula e pressão de entrada
x
T
é o fator da relação da máxima queda
de pressão, na qual é possível ainda
aumentar a vazão na válvula.
O fator x
T
é obtido através de ensaios de
laboratório e depende do tipo da válvula.
Este fator pode ser obtido da Tab. D-1.
Dimensionament o

58
6.4. Fator da relação dos calores
específicos
A relação dos calores específicos de um
fluido compressível afeta a vazão
instantânea através de uma válvula. O fator
F
k
leva em conta este efeito.
F
k
tem um valor de 1,0 para o ar em
temperaturas e pressões moderadas, onde
sua relação de calores específicos é 1,40. A
experiência e a teoria indicam que, para o
dimensionamento da válvula, F
k
pode ser
considerado uma função linear de k, como:

40 , 1
k
F
k
·

6.5. Fator de expansão Y
O fator de expansão Y corrige a variação
da densidade do gás ou vapor quando ele
passa através da válvula (desde o ponto de
entrada até a vena contracta), por causa da
diminuição da pressão. O fator de expansão
também corrige a variação da área na vena
contracta, em função da queda de pressão.
Este fator é dado pela equação:

T K
x F 3
x
1 Y − ·

Para a vazão crítica, onde x = Fk xT,
tem-se

T k
T k
x F 3
x F
1 Y − · = 1 – 1/3 = 0,67

6.6. Fator de compressibilidade Z
O fator de compressibilidade é usado
para corrigir o afastamento do
comportamento do gás real do gás ideal,
determinando sua densidade para as
condições reais de pressão e temperatura.
Como todas as equações de
dimensionamento usam a densidade
relativa, exceto uma que usa o peso
específico, é necessário usar a correção do
fator de compressibilidade.
O fator de compressibilidade pode ser
obtido de gráficos e é função direta da
temperatura reduzida e pressão reduzida,
que valem:
pressão reduzida P
r
é definida como a
relação da pressão absoluta real de entrada
para a pressão absoluta termodinâmica
crítica para o fluido em questão. A
temperatura reduzida T
r
é definida de modo
semelhante. Tem-se:

c
1
r
p
p
p ·

c
1
r
T
T
T ·

A pressão e temperatura crítica de um
fluido estão relacionadas com a habilidade
de o líquido estar ou não em estado gasoso.
6.7 Ruído na válvula
O dimensionamento incorreto da válvula
de controle pode provocar o aparecimento
de altos níveis de ruído por causa da
passagem do fluido em alta velocidade no
seu interior. Como o ruído é um som
indesejável, prejudicial à saúde física e
mental das pessoas, normas internacionais
[Organização Mundial da Saúde, OSHA,
Portaria 3214 (1972) ou NR 15]
estabelecem limites do nível de ruído
permissíveis e quantidade de horas de
exposição.
A última versão (1985) da norma ISA
S75-01 não trata diretamente da prevenção
de cavitação ou ruído na válvula.

Dimensionament o

59
6.8. Exemplo 2
Dados do processo

Unidade
Fluido Vapor saturado seco
Vazão máxima 33 000 Lb/hr
Pressão a montante 170 Psia
Pressão a jusante 100 Psia
Temperatura 370
O
F
Peso molecular 18,02 Adimens.
Temperatura crítica 705,5
O
F
Pressão crítica 3 208,2 Psia
Diâmetro da tubulação 6 Polegada
Tipo de válvula Globo Gaiola
Sentido da vazão Vazão para abrir
Razão dos calores 1,33 Adimens.

Solução
Por causa da erosão, deve-se usar
válvula que apresenta grande perda de
carga e por isso não se deve usar válvula
rotativa.
1. Escolher a fórmula:
Z T
xM
Y p C F N w
1
1 v p 8
·

onde N
8
= 19,3
2. Verificar o tipo de vazão

170
100 170
P
P P
x
1
2 1

·

· = 0,41

40 , 1
33 , 1
74 , 0
k
k
x x F
ar
vapor
T T k
·
]
]
]

· = 0,70

Como x < F
k
x
T
, a vazão é normal e não
crítica.
3. Calcular Y
Substituindo na equação

T K
x F 3
x
1 Y − ·
70 , 0 3
41 , 0
1 Y
×
− · = 0,80
4. Determinar Z

c
1
r
p
p
p ·

2 , 3208
170
p
r
· = 0,05

c
1
r
T
T
T ·

460 5 , 705
460 370
T
r
+
+
· = 0,71

Da curva, Z = 0,95

5. Calcular o Fp Cv
Da equação principal,

Z T
xM
Y p C F N w
1
1 v p 8
·

95 , 0 ) 460 370 (
02 , 18 41 , 0
80 , 0 170 C F 3 , 19 33000
v p
× +
×
× × × ·

Fp Cv = 130

Pré seleção da válvula = Diâmetro de 4 “
e Cv = 195
6. Determinação de Fp
Tem-se
d/D = 4/6 = 0,67
Da Tab. de Fp, obtém-se:
Fp = 0,96
7. Cálculo do Cv
Fp Cv = 130

4 , 135
96 , 0
130
Cv · ·
A válvula selecionada permanece a
mesma, de 2 ”.

Dimensionament o

60
6. Curso da válvula
O curso da válvula é determinado pela
relação do Cv calculado pelo Cv a ser
usado (máximo), ou seja,

% 100
Cv
Cv
vazão %
máximo
calculado
× ·

% 100
195
135,4
vazão % × · = 69,4%

7. Considerações Adicionais
Quando se ignoram os fatores de
dimensionamento e de correção propostos
pelas normas pode-se ter erros grandes e
pequenos, dependendo das condições de
processo. Por exemplo, o fator Fk,
compensação para a relação de calores
específicos de vários gases e vapores, a
faixa de erro possível, se o fator é omitido, é
de –15 a +9 %. Outro exemplo, uma válvula
borboleta com 80
o
de abertura, instalada
entre dois redutores 20 x 10”, deixa passar
apenas 65% do que passaria em nesta
mesma válvula em uma linha de 10” e o
fator F
p
considera isto.
Quando se omite o fator de
compressibilidade Z, que considera o desvio
da lei dos gases perfeitos, em casos
extremos, pode resultar em erros variando
de –100 a +100%.
O fator FR considera as condições de
não turbulência de vazão e quando omitido,
pode apresentar erro de até –10 000%!
O fator xT se aplica a fluidos
compressíveis (gases e vapores) e define a
relação de pressão em que um determinado
tipo de válvula pode atingir vazão totalmente
chocada. Equações simples para a vazão
de gás assume que todas as válvulas se
comportam do mesmo modo, independente
do seu tipo. Por exemplo, com uma válvula
borboleta com 60
o
de abertura, manipulando
100 psia de ar e tendo uma queda de
pressão de 40 psi, a antiga equação FCI
(Fluid Controls Institute) prevê uma vazão
50% maior do que a equação ISA. Com uma
válvula borboleta a 90
o
, o erro é de –100%.
O erro em uma vazão de ar ou água fria
fluindo em válvula globo, com baixa queda
de pressão, o erro pode ser desprezível,
Porém, com válvula de grande diâmetro e
do tipo de alta recuperação de alta pressão,
com alta queda de pressão através dela e
com outros fluidos e outras condições de
vazão, o erros se tornam vitais.
Uma válvula superdimensionada, além
de custar mais, apresenta um desempenho
de controle degradado que pode afetar a
economia e qualidade do produto.
A relação do máximo Cv requerido pelo
processo e o mínimo Cv controlável pela
válvula estabelece o limite da
rangeabilidade da planta: quanto maior a
válvula, menor é a rangeabilidade
disponível. Por exemplo, se uma válvula de
4” está no limite, pode-se escolher uma
válvula de 6”. Se a aplicação não tolera
este superdimensionamento, há sempre trim
reduzido ou abertura reduzida da válvula.
Outro ponto importante é a precisão
requerida pela aplicação e a qualidade dos
dados do processo usado para o
dimensionamento da válvula. Quando se
requer um bom desempenho da válvula, é
fundamental gastar mais esforço para
refinar os dados de dimensionamento da
válvula. (Se o seu relógio tem precisão de
um segundo por ano, ele não pode ser
ajustado pelo relógio da matriz da praça).

=




=
Apostila\Válvulas 4Valvula Dimensionamento 02 FEV 00 (Substitui 12 OUT 99)


61
ISA S75.01-1985 (1995):
Equações de Vazão para
Dimensionar Válvulas de
Cont role



1. Escopo
Esta norma apresenta equações para
prever a vazão de fluidos compressíveis e
incompressíveis através de válvulas de
controle. As equações não pretendem ser
usadas quando o fluido for multifásico,
lamas densas, sólidos secos ou líquidos
não newtonianos. Além disso, a previsão de
cavitação, de ruído e de outros efeitos não
é parte desta norma.
2. Introdução
As equações desta norma são baseadas
no uso de fatores de capacidade
determinados experimentalmente obtidos de
teste de válvulas de controle de acordo com
os procedimentos da norma ANSI/ISA
S755.02, Procedimento de Teste de
Capacidade de Válvula de Controle.
As equações são usadas para prever a
vazão instantânea de um fluido através de
uma válvula quando todos os fatores,
incluindo aqueles relacionados com o fluido
e sua condição de vazão, são conhecidos.
Quando as equações são usadas para
selecionar um tamanho de válvula, é
geralmente necessário usar fatores de
capacidade associados com a condição
totalmente aberta ou especificada para
prever um coeficiente de vazão da válvula
requerido aproximado (C
V
). Este
procedimento é explicado melhor no
Apêndice A.
A vazão instantânea de um fluido através
de uma válvula de controle é uma função
do seguinte (quando aplicável):
a) Condições de entrada e saída:
1. Pressão
2. Temperatura
3. geometria da tubulação
b) Propriedades do liquido
1. Composição
2. Densidade
3. Pressão de vapor
4. Viscosidade
5. Tensão superficial
6. Pressão crítica
c) Propriedades do gás ou vapor
1. Composição
2. Densidade
3. Relação dos calores específicos
d) Propriedades da válvula de controle
1. Tamanho
2. Curso da haste ou rotação do
disco
3. Geometria do caminho da vazão



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

62
3. Nomenclatura

Símbolo Descrição
C
V
Coeficiente de vazão da válvula
d Diâmetro da entrada da válvula
D Diâmetro interno da tubulação
F
d
Modificador do tipo da válvula
F
F
Fator de relação da pressão crítica do líquido, adimensional
F
L
Fator de recuperação de pressão do líquido de uma válvula sem conexão anexa,
adimensional
F
LP
Produto do fator de recuperação de pressão do líquido de uma válvula com conexão
anexa e o fator da geometria da tubulação, adimensional
F
p
Fator de geometria da tubulação, adimensional
F
R
Fator de número de Reynolds, adimensional
F
s
Fator de vazão laminar, adimensional
g Aceleração local da gravidade
G
f
Densidade relativa (gravidade específica) do líquido nas condições a montante.
Relação da densidade do líquido à temperatura de vazão para a densidade d'água a
15,6
o
C (60
o
F ), adimensional
G
g
Densidade relativa (gravidade específica) do gás em relação à densidade do ar, ambos
nas condições padrão. Igual à relação do peso molecular do gás para o peso molecular
do ar, adimensional
k Relação dos calores específicos, adimensional
K Coeficiente de perda de pressão de um dispositivo, adimensional
K
B
Coeficiente de Bernoulli, adimensional
K
i
Fatores de altura da velocidade para uma conexão de entrada, adimensional
M Peso molecular, unidade de massa atômica
N
1
, N
2
, ... Constantes numéricas para as unidades de medição usadas
p
1
Pressão estática absoluta a montante, medida em dois diâmetros nominais a montante
do conjunto válvula-conexão
p
2
Pressão estática absoluta a jusante, medida em seis diâmetros nominais a jusante do
conjunto válvula-conexão
∆P Pressão diferencial, p
1
- p
2

p
c
Pressão absoluta termodinâmica crítica
p
r
Pressão reduzida, adimensional
p
vc
Pressão absoluta aparente na vena contracta
q Vazão instantânea volumétrica
q
max
Vazão instantânea máxima (condições de vazão chocada) a uma dada condição a
montante
Re
v
Número de Reynolds da válvula, adimensional
T
c
Temperatura absoluta termodinâmica crítica
T
r
Temperatura reduzida, adimensional
T
1
Temperatura absoluta a montante, em kelvin (K) ou grau Rankine (
o
R)
U
1
Velocidade na entrada da válvula
w Vazão instantânea em massa ou peso

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
63


Símbolo Descrição
x Relação da queda de pressão para a pressão absoluta de entrada (∆P/P
1
),
adimensional
x
T
Fator de relação das quedas de pressão, adimensional
x
TP
Valor do fator x
T
para conjunto válvula-conexão, adimensional
Y Fator de expansão, relação do coeficiente de vazão para um gás e para uma líquido
para o mesmo número de Reynolds, adimensional
Z Fator de compressibilidade, adimensional
γ
1
(gama) Peso específico, para as condições a montante
µ (mi) Viscosidade absoluta
ν (ni) Viscosidade cinemática, centistoke
ρ (rô) Densidade

Índices
1 Condições a montante
2 Condições a jusante
s Não turbulenta
T Turbulenta





Tab.1. Constantes numéricas para equações de vazão de líquido

Constante Unidades usadas nas equações
N w q p, ∆P d, D γ1
ν
0,0865 - m
3
/h kPa - -

0,865 - m
3
/h bar - -

N
1

1,00 - gpm psia - -

0,00214 - - - mm -

N
2

890 - - - in -

76 000 - m
3
/h - mm -
centistokes
N
4

17 300 - gpm - in -
centistokes
2,73 kg/h - kPa - kg/m
3

-
27,3 kg/h - bar - kg/m
3

-
N
6

63,3 lb/h - psia - lb/ft
3

-
Para converter m
2
/s para centistokes, multiplicar m
2
/s por 10
6
.
Para converter centipoise para centistoke, dividir centipoise por Gf.



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

64
4. Fluido incompressível –
vazão de líquido não volátil
A vazão instantânea de um líquido
através de uma dada válvula de controle é
uma função da pressão diferencial (P
1
– P
2
)
quando o líquido não vaporiza parcialmente
entre a entrada e a saída da válvula. Se há
formação de bolhas temporariamente
(cavitação) ou permanentemente (flashing),
esta relação não é mais válida. [A seção 5
trata das equações de vazão aplicadas
quando há grande vaporização). Na região
de transição entre vazão de líquido não
vaporizando e vazão totalmente chocada, a
vazão instantânea real é menor que a
prevista pelas equações desta seção e da
seção 5. A cavitação que ocorre nesta
região de transição pode produzir dano
físico à válvula ou à tubulação e
equipamentos associados.
4.1. Equações para vazão turbulenta
As equações para determinar a vazão
instantânea de um líquido vazando através
de uma válvula sob condições turbulentas,
sem vaporização são:

f
2 1
v p 1
G
p p
C F N q

·
(1)
2 1
f
p 1
v
p p
G
F N
q
C

·

1 2 1 v p 6
) p p ( C F N w γ − ·
(2)
1
2 1 p 1
v
) p p ( F N
w
C
γ −
·


4.2. Constantes numéricas
As constantes numéricas N são
escolhidas para acomodar as unidades de
medição usadas nas equações.
4.3. Fator de geometria da tubulação
O Fator de geometria da tubulação F
p

considera as conexões ligadas à entrada ou
saída da válvula que perturbam a vazão,
afetando a capacidade da válvula. F
p
é
realmente a relação do coeficiente de vazão
de uma válvula com a conexão anexada
para o coeficiente de vazão (C
V
) de uma
válvula instalada em uma tubulação reta do
mesmo diâmetro que o da válvula.
Para máxima exatidão, F
p
deve ser
determinado pelos procedimentos de teste
especificados na norma S75.02. Onde os
valores estimados são permitidos, F
p
pode
ser determinado pela seguinte equação:

1
d N
KC
1
F
4
2
2
v
p
+
·

(3)

(O Apêndice B mostra a derivação
matemática de F
p
).
Em muitos casos, os tamanhos nominais
da válvula e da tubulação (d e D) podem ser
usados nas eqs. 3, 5, 6 e 7 sem erro
significativo.
O fator ΣK é a soma algébrica dos
coeficientes da velocidade efetiva de todas
as conexões colocadas na válvula mas não
a inclui. Por exemplo,


− + + ·
2 B 1 B 2 1
K K K K K (4)

onde K
1
e K
2
são os coeficientes de
resistência das conexões de entrada e
saída respectivamente e K
B1
e K
B2
são os
coeficientes de Bernoulli para as conexões
de entrada e saída, respectivamente. Os
coeficientes de Bernoulli compensam as
variações na pressão resultantes das
diferenças na área do jato e velocidade.
Quando os diâmetros das conexões de
entrada e saída são idênticos, KB1 = KB2 e
os dois fatores se anulam na eq. 4. Quando
os diâmetros da entrada e saída são
diferentes, K
B
é calculado como:

4
B
D
d
1 K
,
`

.
|
− · (5)
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
65

A conexão mais comumente encontrada
é o redutor padrão, curto, concêntrico da
tubulação. Estas conexões têm pouco
estreitamento e sua perda de pressão não
excede à de uma contração repentina com
uma entrada levemente arredondada. Nesta
base, se não se tem os valores
experimentais para os coeficientes de
resistência K
1
e K
2
, os valores aproximados
podem ser calculados como segue:
Somente redutor de entrada:

2
2
1
2
1
D
d
1 5 , 0 K

,
`

.
|
− · (6)

Somente expansor de saída:

2
2
2
2
2
D
d
1 0 , 1 K

,
`

.
|
− · (7)

Quando o redutor e o expansor têm o
tem o mesmo tamanho:

2
2
2
2 1
D
d
1 5 , 1 K K

,
`

.
|
− · + (8)

4.4. Equações para vazão não
turbulenta
Vazão não turbulenta ocorre em fluidos
de alta viscosidade ou baixas velocidades.
Nestas circunstancias, a vazão instantânea
através de uma válvula é menor que para
vazão turbulenta e o fator do número de
Reynolds, F
R
, deve ser introduzido. F
R
é a
relação da vazão instantânea não turbulenta
para a vazão instantânea turbulenta prevista
pelas eqs. (1) ou (2). As equações
correspondentes para vazão não turbulenta
se tornam, respectivamente:


f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

·
(9)
2 1
f
R 1
v
p p
G
F N
q
C

·


1 2 1 v R 6
) p p ( C F N w γ − ·
(10)
1
2 1 R 1
v
) p p ( F N
w
C
γ −
·

Note-se a ausência do fator de geometria
da tubulação, F
p
, nas eqs. (9) e (10). Para
a vazão não turbulenta, o efeito dos
redutores acoplados diretamente à válvula
ou de outras conexões que provocam
distúrbio na vazão, é desconhecido. Por
isso, a eq. (3) se aplica apenas à vazão
turbulenta.
Testes mostram que F
R
pode ser
encontrado usando o número de Reynolds
da válvula e a Fig. 1. O sombreado em
torno da curva central indica o
espalhamento dos dados de teste e a faixa
de incerteza da vazão instantânea prevista
no regime não turbulento.
O número de Reynolds da válvula é
definido como:

4
4
2
2
v
2
L
v L
d 4
v
1
d N
C F
C F
q F N
Re +
ν
· (11)

O modificador do tipo da válvula, Fd, na
eq. (11) relaciona os dados dos testes de
vários tipos de válvulas com os diferentes
raios hidráulicos, de modo que uma única
curva representa todos os tipos testados.
(Ver Apêndice D para valores
representativos de Fd). Deve-se ter cuidado
em usar a curva na Fig. 1 para tipos de
válvulas para os quais não foi estabelecido
o fator Fd.

O termo sob o radical na eq. (11)
considera a velocidade de aproximação.
Exceto para válvula esfera de grande
abertura ou borboleta, este termo tem
somente um pequeno efeito no Re
v
e
geralmente pode ser omitido.
A vazão instantânea através de uma
válvula é uma função da velocidade do jato
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
66
na vena contracta e a área do jato neste
local. Esta velocidade é uma função da
queda de pressão através do orifício da
válvula e também da velocidade de entrada
da válvula ou velocidade de aproximação. O
fator da velocidade de aproximação está
incluído no coeficiente de vazão da válvula.
A maioria das vazões nas válvulas de
controle de um processo é turbulenta, com
números de Reynolds da válvula maiores
que 104, onde o fator do número de
Reynolds é igual a 1. Quando o regime da
vazão é questionável, eq. (11) deve ser
usada para achar Rev. Para informação
adicional sobre vazão não turbulenta, ver
Apêndice E e F.


















Fig. 1. Fator do número de Reynolds.


5. Fluido incompressível –
vazão chocada de líquido
volátil
Vazão chocada é uma vazão instantânea
limitada ou máxima. Quando as condições
de entrada (a montante) são fixas, pode-se
aumentar a vazão instantânea diminuindo a
pressão a jusante. Porém, há um ponto em
que, mesmo diminuindo a pressão a
jusante, a vazão não aumenta mais – esta
vazão é chamada de chocada. Com a vazão
de líquido, a vazão chocada ocorre como
resultado da vaporização do líquido, quando
a pressão dentro da válvula cai abaixo da
pressão de vapor do líquido. A vazão
chocada é acompanhada pela cavitação ou
pelo flacheamento (flashing). Se a pressão
a jusante é maior que a pressão de vapor
do líquido, ocorre cavitação; se a pressão a
jusante é igual ou menor que a pressão de
vapor, ocorre flacheamento. Esta relação
entre a vazão instantânea e a queda de
pressão para uma válvula típica é mostrada
na Fig. 2.
















Fig. 2. Vazão instantânea de líquido versus queda de
pressão para uma válvula típica (pressão a
montante e pressão de vapor constantes).


5.1. Equações para vazão chocada
de líquido
As equações para determinar a máxima
vazão instantânea de um líquido sob
condições chocadas para válvulas em
tubulações retas, ambas com o mesmo
diâmetro, são:

f
vc 1
v L 1
G
p p
C F N q

·
(12a)
vc 1
f
L 1
max
v
p p
G
F N
q
C

·
(10)
onde
v F vc
p F p · (13a)
dando
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
67
f
v F 1
v L 1 max
G
p F p
C F N q

·
ou (14a)
v F 1
f
L 1
max
v
p F p
G
F N
q
C

·

As equações para determinar a máxima
vazão instantânea de um líquido sob
condições chocadas para válvulas com
conexões são:


f
vc 1
v LP 1 max
G
p p
C F N q

·

ou (12b)

vc 1
f
LP 1
max
v
p p
G
F N
q
C

·

onde
v F vc
p F p · (13b)
dando

f
v F 1
v LP 1 max
G
p F p
C F N q

·

ou (14b)

v F 1
f
L 1
max
v
p F p
G
P F N
q
C

·

5.2. Fator de recuperação de pressão
do líquido, F
L

O fator de recuperação de pressão do
líquido, F
L
, se aplica a válvulas sem
conexões associadas. Este fator leva em
conta a influência da geometria interna da
válvula em sua capacidade, na vazão
chocada. Sob condições de vazão de não
evaporação, este fator é definido como:

vc 1
2 1
L
p p
p p
F


· (15a)
5.3. Fator de recuperação de pressão
combinado do líquido, F
LP

Quando uma válvula é instalada com
redutores ou outras conexões, a
recuperação de pressão do líquido na
combinação válvula-conexão não é mesma
que a da válvula sozinha. Para cálculos
envolvendo vazão chocada, é conveniente
tratar o fator de geometria da tubulação F
p

e o fator para a combinação válvula-
conexão como um único fator F
LP
. O valor
de F
L
para a combinação é então F
LP
/F
p
,
onde

vc 1
2 1
p
LP
p p
p p
F
F


· (15b)

Para máxima exatidão, F
LP
deve ser
determinado usando os procedimentos de
teste especificados na norma ANSI/ISA
S75.02. Quando os valores estimados são
permitidos, pode-se usar a seguinte fórmula
para obter F
LP
com exatidão razoável:

1
d N
C F K
F
F
4
2
2
v
2
L 1
L
LP
+
· (16)

Nesta equação,
K
i
é o coeficiente de perda da coluna de
qualquer conexão entre a tomada de
pressão a montante e a face de entrada da
válvula apenas e vale

K
i
= K
1
+ K
B1
.
6. Fluido compressível – vazão
de gás e vapor
A vazão instantânea de um fluido
compressível varia como uma função da
relação da pressão diferencial para a
pressão absoluta de entrada (∆p/p
1
),
designado pelo símbolo x. Em valores de x
próximos de zero, a equação nesta seção
pode ser traçada para a equação de
Bernoulli para fluidos incompressíveis
newtonianos. Porém, valores crescentes de
x resultam em efeitos de expansão e
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
68
compressão, que requerem o uso de fatores
apropriados de correção.
6.1. Equações para vazão turbulenta
A vazão instantânea de um gás ou vapor
através de uma válvula pode ser calculada
usando qualquer uma das seguintes
formulas:

1 1 v p 6
xp Y C F N w γ ·
ou (17)
1 1 p 6
v
xp Y F N
w
C
γ
·

Z T G
x
Y p C F N q
1 g
1 v p 7
·
ou (18)
x
Z T G
Y p F N
q
C
1 g
1 p 7
v
·

Z T
xM
Y p C F N w
1
1 v p 8
·
ou (19)
xM
Z T
Y p F N
w
C
1
1 p 8
v
·

Z MT
x
Y p C F N q
1
1 v p 9
·
ou (20)
x
Z MT
Y p F N
q
C
1
1 p 9
v
·

Note que o valor numérico de x usado
nestas equações não pode exceder o limite
de choque (F
K
x
TP
), independente do valor
real de x.



6.2. Constantes numéricas
As constantes numéricas N são escolhidas para acomodar as unidades de medição
usadas nas equações.

Tab.2. Constantes numéricas para equações de vazão de líquido

Constante Unidades usadas nas equações
N w q p, ∆P γ1 T
1

d, D
0,00241 - - - - -
mm
N
5

1 000 - - - - -
in
2,73 kg/h - kPa kg/m
3
-
-
27,3 kg/h - bar kg/m
3
-
-
N
6

63,3 lb/h - psia lb/ft
3
-
-
4,17 - m
3
/h kPa - K
-
417 - m
3
/h bar - K
-
N
7

1360 - scfh psia -
o
R
-
0,948 kg/h - kPa - K
-
94,8 kg/h - bar - K
-
N
8

19,3 lb/h - psia -
o
R
-
22,5 - m
3
/h kPa - K -
2250 - m
3
/h bar - K -
N
9

7320 - scfh psia -
o
R -
q é em pé cúbico por hora medido @ 14,73psia e 60
o
F ou metro cúbico por hora medido @ 101,3 kPa e 15,6
o
C


ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

69
6.3. Fator de expansão Y
O fator de expansão Y considera a
variação na densidade de um fluido quando
ele passa da entrada da válvula para a vena
contracta e a variação na área da vena
contracta quando a queda de pressão é
alterada (coeficiente de contração).
Teoricamente, Y é afetado por todos os
seguintes parâmetros:
1. Relação da área de passagem para a
área de entrada do corpo
2. Geometria interna da válvula
3. Relação da queda de pressão, x
4. Número de Reynolds
5. Relação dos calores específicos, k
As influências dos três primeiros itens
são definidas pelo fator x
T
. Dados de teste
indicam que Y pode ser tomado como uma
função linear de x, como mostrado na
seguinte equação para uma válvula sem
nenhuma conexão anexa:

T K
x F 3
x
1 Y − · (21)

com limites (1,0 > Y > 0,67)
Para uma válvula com conexão anexa, x
T

é substituído por x
TP
.
Para todos os objetivos práticos, o efeito
do número de Reynolds pode ser
desprezado no caso de fluidos
compressíveis. O efeito da relação dos
calores específicos, k, é considerado na
seção 6.7.
6.4. Vazão chocada
Se todas as condições são mantidas
constantes e a relação da pressão
diferencial (x) é aumentada pela diminuição
da pressão a jusante (p
2
), a vazão
instantânea mássica aumentará até um
limite máximo. As condições onde o valor de
x excede este são conhecidas como vazão
chocada. O choque ocorre quando o jato do
fluido na vena contracta atinge sua máxima
área transversal na velocidade sônica. Isto
ocorre em relações de pressões (p/p
vc
)
maiores que 2,0.
O valor de x no início das condições de
vazão chocada varia de válvula para
válvula. Ele também varia com a geometria
da tubulação e com as propriedades
termodinâmicas do fluido. Os fatores
envolvidos são x
T
(seção 6.5), x
TP
(seção
6.6) e F
k
(seção 6.7).
6.5. Fator de relação de queda de
pressão, x
T

Para máxima exatidão, o fator de relação
de queda de pressão, x
T
, deve ser
estabelecido usando os procedimentos de
teste especificados na norma ANSI/ISA
S75.02. Valores representativos de x
T
para
válvulas são listados no Apêndice D. Estes
valores representativos não são tomados
como reais; os valores reais devem ser
obtidos do fabricante da válvula.
6.5. Fator de relação de queda de
pressão com redutores ou outras
conexões, x
TP

Quando a válvula é instalada com
redutores ou outras conexões, o fator de
relação de queda de pressão do conjunto
(x
TP
) é diferente daquele com a válvula
isolada (x
T
). Para máxima exatidão, o fator
x
TP
, deve ser estabelecido usando os
procedimentos de teste especificados na
norma ANSI/ISA S75.02. Valores estimados
são permitidos, usando-se a seguinte
equação:

,
`

.
|
+
·
1
d N
C K x
1
F
x
x
4
5
2
v i T
2
p
T
TP
(22)


Nesta equação,
x
T
é o fator de relação de queda de
pressão para uma dada válvula instalada
sem redutores ou outras conexões,
Ki é a soma dos coeficientes de
velocidade de entrada (K1 + KB1) do
redutor ou outra conexão anexada à entrada
da válvula.
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
70
Esta correção para x
T
é usualmente
desprezível se d/D é maior que 0,5 e C
V
/d
2

é menor que 20, onde d é dado em
polegadas.
Ver Apêndice H para a derivação de x
T
.
6.7. Fator de relação dos calores
específicos, F
k

A relação dos calores específicos de um
fluido compressível afeta a vazão
instantânea através de uma válvula. O fator
F
k
leva em conta este efeito. F
k
tem um
valor de 1,0 para o ar em temperaturas e
pressões moderadas, onde sua relação de
calores específicos é 1,40. A experiência e
a teoria indicam que, para o
dimensionamento da válvula, F
k
pode ser
considerado uma função linear de k, como:

40 , 1
k
F
k
· (23)

6.8. Fator de compressibilidade, Z
As eq. (18), (19) e (20) não contem um
termo para o peso específico real do fluido
nas condições a montante. Em vez disso,
este termo é inferido da pressão e
temperatura de entrada, baseando-se na
leis dos gases ideais. Sob algumas
condições, o comportamento do gás real
pode se desviar muito do ideal. Nestes
casos, o fator de compressibilidade, Z, deve
ser introduzido para compensar esta
discrepância. Z é uma função da pressão
reduzida e da temperatura reduzida. Para
uso neste trabalho, pressão reduzida p
r
é
definida como a relação da pressão
absoluta real de entrada para a pressão
absoluta termodinâmica crítica para o fluido
em questão. A temperatura reduzida T
r
é
definida de modo semelhante. Tem-se:

c
1
r
p
p
p · (24)

c
1
r
T
T
T · (25)

As pressões e temperaturas críticas para
a maioria dos fluidos e as curvas para
determinação de Z podem ser encontradas
na literatura técnica de dados físicos.

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

71
Apêndice A – Uso das equações de
vazão para dimensionament o de
válvulas


São feitos testes de laboratório em válvulas reais em uma configuração de teste em uma
configuração de teste definida. O fluido de teste é usualmente água ou ar. O coeficiente de
vazão C
V
e os fatores F
L
, x
T
, são determinados no percurso especificado da válvula. Estes
dados, além dos fatores para tratar do fluido real e a configuração de tubulação (F
k
, F
F
, F
p
)
são usados nas equações desta norma para prever a vazão instantânea com a válvula
totalmente aberta.
O principal uso das equações de vazão é para ajudar na seleção do tamanho apropriado de
uma válvula para uma aplicação específica. Neste procedimento, os números nas equações
consistem de valores conhecidos para o fluido e condições de vazão e valores conhecidos
para o tipo selecionado de válvula em sua abertura especificada. Com estes fatores nas
equações, a incógnita (ou produto de incógnitas, e.g., F
p
C
V
) pode ser calculado. Embora
estes números computados sejam geralmente convenientes para selecionar uma válvula de
uma série de tamanhos discretos, eles não representam uma condição de operação
verdadeira, porque os fatores são mutuamente incompatíveis. Alguns dos fatores usados na
equação são para a válvula totalmente aberta enquanto outros relacionados às condições de
operação são para a válvula parcialmente aberta.
Assim que um tamanho de válvula tenha sido selecionado, as incógnitas restantes, tais
como F
p
, podem ser computadas e deve se fazer um julgamento para confirmar se o tamanho
é adequado. Geralmente não é necessário fazer os cálculos adicionais para prever a abertura
exata da válvula. Para fazer isso, todos os fatores pertinentes devem ser conhecidos nas
aberturas parciais da válvula.



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

72
Apêndice B - Derivação dos fat ores
F
p
e F
LP



Se uma válvula é instalada entre
redutores, o C
V
do conjunto inteiro é
diferente daquele para a válvula sozinha. Se
os redutores de entrada e saída são do
mesmo tamanho, o único efeito é a
resistência adicional da conexão, que cria
uma queda de pressão adicional. Se há
apenas um redutor ou se há redutores de
diferentes tamanhos na entrada e saída, há
um efeito adicional na pressão devido à
diferença na velocidade entre os jatos de
entrada e saída.
A altura da velocidade, expressa em
comprimento de fluido (metro ou pé) é igual
U
2
/2g, onde U é a velocidade do fluido e g é
a aceleração da gravidade do local.
Expressa em unidades inglesas, psi, gpm e
polegadas, a pressão da velocidade se
torna

4
f
2
d 890
G q
p · (B-1)

Para um coeficiente de resistência K, a
diferença de pressão fica:

,
`

.
|
· ∆
4
f
2
d 890
G q
K p (B-2)

Da eq. (1) e (B-2), o coeficiente de
resistência para uma válvula é:

2
v
4
válvula
C
d 890
K · (B-3)

A variação na pressão de velocidade
através de um redutor com diâmetros d e D
é:

,
`

.
|
− · −
4
4
4
f
2
4
f
2
4
f
2
D
d
1
d 890
G q
D 890
G q
d 890
G q
(B-
4)

Da eq. (B-2) e (B-4), tem-se o fator KB,
que é chamado de coeficiente de Bernoulli.
Assim,

,
`

.
|
− ·
4
4
B
D
d
1 K (B-5)

Por definição,

p
G q
) C F (
f
2
2
v p

· (B-6)

Da eq. (B-2) e (B-4), somando todos os
fatores K:

2 B 1 B 2 1 válvula
4
2
v p
K K K K K
d 890
) C F (
− + + +
·
(B-7)

Substituindo K
válvula
da eq. (B-3):


+
·
K
C
d 890
d 890
) C F (
2
v
4
4
2
v p
(B-8)

onde


− + + ·
2 B 1 B 2 1
K K K K K (B-9)

Assim, rearrumando a eq. (B-8), tem-se:

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
73

,
`

.
|
+
·

1
d 890
KC
1
F
4
2
v
p
(B-10)

Nota-se na eq. (B-9) que ΣK é a soma de
todos os coeficientes efetivos de altura de
velocidade. Se os redutores de entrada e
saída são do mesmo tamanho, K
B1
- K
B2
e
na eq. (B-9) os dois se cancelam por causa
da diferença em seus sinais. Para K
1
e K
2
,
ver eq. (6) e (7).
Por definição, da eq. (15):
vc
a
vc 1
2 1 2
L
p
p
p p
p p
F


·


· (B-11)

onde ∆p
a
é a queda de pressão através
da válvula e ∆p
vc
válvula de controle é a
queda de pressão na vena contracta.
Também da eq. (1):

f
a 2
v
f
b 2
v p
2
G
p
C
G
p
) C F ( q

·

· (B-12)

onde ∆p
b
é a queda de pressão através da
válvula sem redutores.
Da eq. (B-12):

b
2
p a
p F p ∆ · ∆ (B-13)

Substituindo esta expressão na eq.
(B-11), tem-se:

vc
b 2
p
2
L
p
p
F F


· (B-14)

Por definição,

i vc
b 2
p L
p p
p
) F (
∆ + ∆

· (B-15)

onde (F
L
)
p
é o fator de recuperação da
pressão para a válvula com redutores e ∆p
i

é a queda através do redutor de entrada.
Da eq. (B-2):

4
f
2
i
i
d 890
G q K
p · ∆ (B-16)

onde K
i
= K
1
+ K
B1


Substituindo a expressão para q
2
da eq.
(B-12) na eq. (B-16), tem-se:

4
b
2
v
2
p i
i
d 890
p C F K
p

· ∆
(B-17)

Substituindo as eq. (B-14) e (B-17) na (b-
15), tem-se o seguinte desenvolvimento:

4
b
2
v
2
p i
2
L
b
2
p
b 2
p L
d 890
p C F K
F
p F
p
) F (

+


·

4
2
v i
2
L
p
p L
d 890
C K
F
1
1
F
1
) F (
+
·

]
]
]
]

,
`

.
|
+
· ·
2
2
v i
2
L
p p L LP
d
C
890
K
F
1
1
F ) F ( F

]
]
]
]

+
,
`

.
|
·
1
d
C
N
K F
F
F
2
2
v
2
i
2
L
L
LP
(B-18)



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

74
Apêndice C - Variações de pressão
no sist ema válvula de cont role e
t ubulação
Um entendimento dos vários mecanismos de perdas envolvidos em um sistema de válvula
de controle e tubulação pode ser obtido olhando as linhas de energia e hidráulica para um
sistema de vazão de líquido contendo contrações e expansões abruptas na forma de redutores
concêntricos, como mostrado na Fig. C-1. Para facilidade de compreensão, as curvas são
mostradas como segmentos de linhas retas. A linha de energia inclui somente a energia
disponível e exclui a energia interna. Cada ponto de variação de pressão associado com esta
figura é definido na Tab. C-1. Algumas das quedas de pressão são não recuperáveis e outras
são recuperáveis, como mostrado na linha hidráulica. Os termos abaixo também definem os
vários coeficientes associados com o sistema. Os coeficientes Bernoulli, K
B1
e K
B2
levam em
conta a variação na pressão de velocidade do fluido e se relaciona com a energia cinética total
para a calculada com a velocidade de entrada da válvula U
1
.

Tab. C-1 - Definições dos termos de altura (Ver Fig. C-1)

Referênci
a
Termos de altura Unidades inglesas Unidades SI
A Altura da pressão de entrada P
1
/γ P
1
/ρg
B Altura da velocidade de entrada (d/D
1
)
4
(U
1
2
/2g) (d/D
1
)
4
(U
1
2
/2g)
C Queda no redutor (K
1
+ K
B1
)(U
1
2
/2g) (K
1
+ K
B1
)(U
1
2
/2g)
D Diferencial para vena contracta (E)/(1-F
L
2
) (E)/(1-F
L
2
)
E Recuperação da pressão na válvula (D) - (H) (D) - (H)
F Recuperação no expansor (K
B2
- K
2
) (U
1
2
/2g) (K
B2
- K
2
) (U
1
2
/2g)
G Perda no redutor (K
1
) (U
1
2
/2g) (K
B2
- K
2
) (U
1
2
/2g)
H Perda na válvula N
2
(d
4
/C
v
2
)(U
1
2
/2g) N
2
(d
4
/C
v
2
)(U
1
2
/2g)
I Perda no expansor K
2
(U
1
2
/2g) K
2
(U
1
2
/2g)
J Altura de pressão na saída p
2
/γ p
2
/ρg
K Altura de velocidade na saída (d/D
2
)
4
(U
1
2
/2g) (d/D
2
)
4
(U
1
2
/2g)
L Perda da pressão total (p
1
- p
2
) /γ (p
1
- p
2
) /ρg

Todas as uni dades são absol utas e consi stentes: l i bra, pé e segundo em uni dades i ngl esas e ki l ograma,
metro e segundo no SI.

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
75



























Fig. C-1 - Variações de pressão em um sistema com uma válvula de controle e tubulação


ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role
76
Apêndice D: Valores represent at ivos
dos fat ores de capacidade da
válvula
Os valores na Tab. D-1 são típicos somente para os tipos de válvulas mostrados em seus
percursos especificados para trim de tamanho pleno. Variações significativas nestes valores
podem ocorrer por causa de qualquer um dos seguintes motivos:
1. percurso reduzido
2. tipo do trim
3. tamanho de sede reduzido
4. fabricante da válvula

Tab. D-1- Valores representativos dos fatores de capacidade da válvula

Tipo de válvula Tipo de trim Direção da
vazão
x
T
F
L
Fs . Fd C
V
/d
2

Globo
Plug simples Qualquer 0.75 0.9 1.0 1.0 9.5
Plug contornado Aberta 0.72 0.9 1.1 1.0 1.1
Fechada 0.55 0.8 1.1 1.0 1.1
Gaiola caracterizada Aberta 0.75 0.9 1.1 1.0 14
Fechada 0.70 0.85 1.1 1.0 16
Sede simples
Guiada pela lateral (wing) Qualquer 0.75 0.9 1.1 1.0 1.1
Plug simples Qualquer 0.75 0.9 0.84 0.7 12.5
Plug contornado Qualquer 0.70 0.85 0.85 0.7 13
Sede dupla
Guiado pela lateral Qualquer 0,75 0.9 0.84 0.7 14
Rotativa Plug esférico excêntrico Aberto 0.61 0.85 1.1 1.0 12
Fechado 0.40 0.68 1.2 1.0 13.5
Plug contornado Aberta 0.72 0.9 1.1 1.0 17
Fechada 0.8 1.1 1.0 20
Gaiola caracterizada Aberta 0.65 0.85 1.1 1.0 12
Fechada 0.60 0.8 1.1 1.0 12
Ângulo
Venturi Fechada 0.20 0.5 1.3 1.0 22
Segmentada Aberta 0.25 0.6 1.2 1.0 25 Esfera
Sede padrão (diâmetro @
0,8 d)
Qualquer 0.15 0.55 1.3 1.0 30
Alinhada com 60 o Qualquer 0.38 0.68 0.95 0.7 17.5
Lâmina flautada Qualquer 0.41 0.7 0.93 0.7 25
Borboleta
Sede com off set de 90
graus
Qualquer 0.35 0.60 0.98 0.7 29

O sentido da vazão tende a abrir ou fechar a válvula, ou seja, empurra o membro de fechamento para longe ou perto
da sede.
Em geral, Fd pode ser usado como igual a 1 para válvulas com uma passagem de sede simples. Usa-se Fd igual a
0,7 para válvulas com duas passagens de fluxo, tais como globo de sede dupla ou borboleta.
Nesta tabela, d pode ser tomado como o diâmetro nominal da válvula, em polegadas.


ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

77
Apêndice E: Fat or do número de
Reynolds


A informação contida neste Apêndice é
uma elaboração da discussão apresentada
na seção 4.4. Ela apresenta um método
usada para resolver problemas de vazão
laminar e transitória.
Fig. $-1 mostra as relações entre F
R
e o
número de Reynolds da válvula para os três
tipos de problemas que podem ser
encontrados com a vazão viscosa, tais
como:
1. Determinação do coeficiente de
vazão requerido quando
selecionando um tamanho de válvula
de controle.
2. Previsão da vazão instantânea que
passara por uma válvula selecionada
3. Previsão da pressão diferencial
através de uma válvula selecionada.
Na Fig. E-1, as linhas retas diagonais
que estendem para baixo em uma valor de
F
R
de aproximadamente 0,3 indicam
condições onde há vazão laminar. Em um
número de Reynolds da válvula de 40 000,
todas as três curvas na Fig. E-1 atingem
um F
R
igual a 1,0. Neste número e em todos
os valores maiores de número de Reynolds,
há vazão turbulenta. Entre a região laminar,
indicada pelas linhas retas diagonais de
Fig. E-1 e a região turbulenta, onde F
R
=
1,0, o regime de vazão é transitória (nem
laminar nem turbulenta).
Eq. 11 para determinar o número de
Reynolds da válvula ReV é:

4
4
2
2
v
2
L
v L
d 4
v
1
d N
C F
C F
q F N
Re

,
`

.
|
+
ν
· (11)

onde os valores de F
R
e as soluções para
os três tipos de problemas podem ser
obtidos usando-se os seguintes
procedimentos.
Determinação do coeficiente de
vazão requerido (Seleção do
tamanho da válvula)
O seguinte tratamento é baseado em
válvulas sem conexões anexas, portanto
com F
R
- 1,0.
1. Calcular um pseudo C
vt
, assumindo
vazão turbulenta, usando a eq.:

f
2 1
1
vt
G
p p
N
q
C

· (E-1)

2. Calcular Rev usando a eq. (11),
substituindo C
Vt
do passo 1 para C
V
.
Para F
L
, selecionar um valor
representativo para o tipo de válvula
desejado.
3. Achar F
R
como segue:
a) Se Re
v
é menor que 56, a vazão
é laminar e F
R
pode ser
encontrado usando a curva da
Fig. E-1 ou usando a seguinte
equação:

67 , 0
v R
) (Re 019 , 0 F · (E-2)

b) Se Rev é maior que 40 000, a
vazão pode ser considerada
turbulenta, com F
R
= 1,0.
c) Se Rev fica entre 56 e 40 000, a
vazão é transicional e pode ser
achada da curva E-1 ou da Tab.
E-1.
d) Obter o C
V
requerido de:

R
vt
v
F
C
C · (E-3)

e) Após determinar o C
V
, verificar o
valor F
L
para o tamanho
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

78
selecionado da válvula. Se este
valor é muito diferente do valor
selecionado no passo 2, usar o
novo valor e repetir os passos 1
até 4.
Previsão da vazão
1. Calcular qt, assumindo vazão
turbulenta, usando

f
2 1
v 1 t
G
p p
C N q

·

2. Calcular Rev , usando a eq. (11),
substituindo q
t
por q do passo 1
3. Achar F
R
como segue:
a) Se Re
v
é menor que 106, a vazão
é laminar e F
R
pode ser
encontrado usando a curva da
Fig. E-1 chamada de Previsão
da Vazão ou usando a seguinte
equação:

v R
Re 0027 , 0 F · (E-5)

b) Se Re
v
é maior que 40 000, a
vazão pode ser considerada
turbulenta, com F
R
= 1,0.
c) Se Re
v
fica entre 106 e 40 000, a
vazão é transicional e F
R
pode
ser achado da curva E-1 ou da
Tab. E-1, na coluna Previsão da
Vazão.
d) Obter a vazão prevista de:

q = F
R
q
t
(E-6)
Previsão da queda de pressão
1. Calcular Re
v
, de acordo com eq. (11).
2. Achar F
R
como segue:
a) Se Re
v
é menor que 30, a vazão
é laminar e F
R
pode ser
encontrado usando a curva da
Fig. E-1 chamada de Previsão
da Queda de Pressão ou usando
a seguinte equação:

5 , 0
v R
) (Re 052 , 0 F · (E-5)

b) Se Re
v
é maior que 40 000, a
vazão pode ser considerada
turbulenta, com F
R
= 1,0.
c) Se Re
v
fica entre 30 e 40 000, a
vazão é transicional e F
R
pode
ser achado da curva E-1 ou da
Tab. E-1, na coluna Previsão da
Queda de Pressão.
d) Obter a vazão prevista de:

2
v R 1
f
C F N
q
G p

,
`

.
|
· ∆ (E-8)




ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

79



















Fig. E-1 - Fator do número de Reynolds para dimensionamento da válvula .


Tab. E.1. Fator do número de Reynolds para vazão transicional
Número de Reynolds da válvula, Rev
F
R
(*) Seleção do
tamanho
Previsão da
vazão
Previsão do
∆P
0,284 56 106 30
0,32 66 117 38
0,36 79 132 48
0,40 94 149 59
0,44 110 167 74
0,48 130 188 90
0,52 154 215 113
0,56 188 253 142
0,60 230 298 179
0,64 278 351 224
0,68 340 416 280
0,72 471 556 400
0,76 620 720 540
0,80 980 1100 870
0,84 1 560 1 690 1 430
0,88 2 470 2 660 2 300
0,92 4 600 4 800 4 400
0,96 10 200 10 400 10 000
1,00 40 000 40 000 40 000



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

80
Apêndice F: Equações para vazão
de líquido não t urbulent a

O seguinte método para manipular vazão
doe líquido não turbulenta permite uma
solução direta da incógnita - vazão, C
V
ou
queda de pressão - sem usar tabelas ou
curvas e sem primeiro computar um número
de Reynolds. Ele é especialmente útil com
calculadoras programadas ou
computadores. Os resultados estão de
conformidade com a seção 4.4.
A Fig. 4.4 tem as seguintes
características:
1. Uma linha reta horizontal em F
R
= 1,0
representando a região de vazão
turbulenta. Aqui, a vazão instantânea
varia com a raiz quadrada da pressão
diferencial (Eq. 1)
2. Uma linha reta diagonal, representando
a região de vazão laminar. Aqui a vazão
instantânea varia linearmente com a
pressão diferencial
3. Uma porção curva, representando a
região de transição.
4. Um envelope hachuriado para indicar o
espalhamento dos dados de teste e a
incerteza a ser esperada na região não
turbulenta.
Da eq. (9):

f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

· (9)
e da eq. (11):

4
4
2
2
v
2
L
v L
d 4
v
1
d N
C F
C F
q F N
Re

,
`

.
|
+
ν
· (11)
Para a região laminar, uma equação
pode ser escrita para a linha reta
encontrada na Fig. 1, como:

370
Re
F
v
R
· (F-1)
Combinando estas três equações, tem-
se
( )
µ

·
p
C F N q
3
2
v s s


ou (F-2)

3
2
s s
v
p N
q
F
1
C

,
`

.
|

µ
·

onde
6
4
2
2
v
2
L
3
L
2
d
s
1
d N
C F
F
F
F + · (F-3)
e
µ = viscosidade absoluta, centipoise
N
s
= uma constante que depende das
unidades usadas, ou seja:

N
s
q ∆P
47 gpm psi
1,5 m
3
/hr kPa
15 m
3
/hr bar

F
s
é geralmente uma função do tipo de
válvula de um determinado fabricante e
varia pouco de tamanho para tamanho. Esta
variação é usualmente não maior que a
incerteza no valor do fator F
d
que leva em
conta o raio hidráulico. Valores
representativos de Fs são listados no
Apêndice D. Assim que uma determinada
válvula é selecionada, os valores reais de
F
d
, F
L
e C
V
/d
2
podem ser usados para
computar F
s
.
A eq. (F-2) pode ser resolvida
diretamente para a incógnita se a vazão é
totalmente laminar. Na região de transição,
para evitar usar a curva ou tabela, pode se
usar as seguintes equações para
determinar F
R
:
655 , 0
vt
vs
R
C
C
358 , 0 044 , 1 F

,
`

.
|
− · (F-4)
ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

81

336 , 0
t
s
R
p
p
375 , 0 084 , 1 F

,
`

.
|


− · (F-5)

588 , 0
s
t
R
q
q
358 , 0 044 , 1 F

,
`

.
|
− · (F-6)

Nestas equações, o índice s denota um
valor computado da eq. (F-2) assumindo
condições de vazão laminar e o índice t
denota um valor computado da eq. (9)
assumindo condições de vazão turbulenta
(F
R
= 1,0).
Quando o valor de F
R
calculado pelas
equações acima é menor que 0,48, a vazão
pode ser considerada laminar e vale a eq.
(F-2). Quando F
R
é maior que 0,98, a vazão
pode ser considerada turbulenta e vale a
eq. (9) (F
R
= 1,0). O fator de geometria da
tubulação F
p
não pode ser usada nem na
eq. (9) nem na eq. (F-2), porque o efeito
que as conexões muito próximas tem na
vazão não turbulenta através das válvulas
de controle não está bem estabelecido.
Também, a equação usada nesta norma
para F
p
é baseada apenas na vazão
turbulenta. Para máxima exatidão, uma
válvula deve ser instalada com tubulação
reta na entrada de mesmo tamanho da
válvula. O comprimento da tubulação reta
deve ser suficiente para a vazão
desenvolver seu perfil normal de
velocidade, uma condição na qual os dados
da pesquisa se baseiam.
Os seguintes exemplos mostram como os
problemas podem ser resolvidos.
Problema 1.
Achar o tamanho da válvula, dados:
q = 500 gpm
G
f
= 0,9
∆P = 20 psi
µ - 20 000 cP
Válvula selecionada: borboleta,
Cv/d
2
= 19
Fx = 0,93 (de um catálogo de fabricante
ou Anexo D)
Usando a eq. 9, para vazão turbulenta:

f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

·
90 , 0
20
) 0 , 1 )( 0 , 1 ( 500
vt
C ·

Cvt = 106

Usando a eq. (F-2) para vazão laminar:

3
2
s s
v
p N
q
F
1
C

,
`

.
|

µ
·

3
2
20 47
000 . 20 500
93 , 0
1

,
`

.
|
×
×
·
v
C

Cvs = 520

Usando a eq. (F-4) para vazão de
transição,

655 , 0
vt
vs
R
C
C
358 , 0 044 , 1 F

,
`

.
|
− ·

655 , 0
106
520
358 , 0 044 , 1
,
`

.
|
− ·
R
F

F
R
= 0,03

Este valor para Fr é menor que 0,48,
limite para a vazão de transição. O Cv
requerido é de 520. Para satisfazer esta
exigência, uma válvula representativa de 6
polegadas tem um Cv = 19d
2
= 684 ou
como listado no catálogo do fabricante.
Problema 2
Achar a pressão diferencial, dados:
q = 1 040 gpm
G
f
= 0,84
µ = 5 900 cP
Cv = 400
Fs = 1,25
Usando a eq. (9), assumindo vazão
turbulenta:

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

82
f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

·
84 , 0
400 0 , 1 0 , 1 1070
p ∆
× × ·
∆p
t
= 601 psi

Usando a eq. (F-2) e assumindo vazão
laminar:

( )
µ

·
p
C F N q
3
2
v s s

( )
5900
400 25 , 1 47 1070
3
2
s
p ∆
× ·
∆p
s
= 12,0 psi
Usando a eq. (F-5) para vazão de
transição:
336 , 0
t
s
R
p
p
375 , 0 084 , 1 F

,
`

.
|


− ·
336 , 0
01 , 6
0 , 12
375 , 0 084 , 1
,
`

.
|
− ·
R
F

FR = 0,61
Como FR está entre 0,48 e 0,98, a vazão
é transicional.
Achar a queda de pressão usando eq.
(9)

f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

·
84 , 0
400 61 , 0 0 , 1 1070
p ∆
× × ·
∆p = 16 psi
Notar que os pseudovalores de ∆p,
assumindo vazão turbulenta (6 psi) ou
laminar (12 psi), não são aplicáveis porque
a vazão é realmente de transição.
Problema 3
Achar o tamanho da válvula, dados:
q = 17 m
3
/h
r = 1100 kg/m
3

∆p = 69 kPa
µ = 1000 N.s/m
3
(ou 10
6
cP)
Fs = 1,25
Válvula selecionada: esfera

30
2
·
d
C
v


Fs = 1,3

Usando a eq. (9) para vazão turbulenta:

f
2 1
v R 1
G
p p
C F N q

·

f
vt
G
p
C

× × · 0 , 1 0865 , 0 17

Cvt = 24,8

Usando eq. (F-2) para vazão laminar:

3
2
s s
v
p N
q
F
1
C

,
`

.
|

µ
·

3
2
6
69 5 , 1
10 17
3 , 1
1

,
`

.
|
×
×
·
vs
C

Cvs = 2310

Para vazão transicional:

336 , 0
8 , 24
2310
358 , 0 044 , 1
,
`

.
|
− ·
R
F

FR = -5,9
Um valor menor que 0,48 indica vazão
laminar. Assim, o Cv requerido é 2310. Para
satisfazer esta exigência, uma válvula de
250 mm (10 polegadas) com um Cv = 30
(10)
2
= 3 000.



ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

83
Apêndice G: Fat or de relação de
pressão crít ica do líquido, F
F



A vazão instantânea é uma função da
queda de pressão da entrada da válvula
para a vena contracta. Em condições de
vazão de líquido não vaporizante, a pressão
aparente da vena contracta pode ser
prevista da pressão a jusante (p2), porque a
recuperação da pressão é uma fração
consistente da queda de pressão para a
vena contracta. O efeito desta recuperação
de pressão é reconhecido no coeficiente de
vazão da válvula.
Sob condições da vazão chocada, não
há relação entre p2 e pvc porque a
vaporização afeta a recuperação da
pressão. O fator de relação de pressão
crítica do liquido é usada para prever pvc. É
a relação da pressão da vena contracta
aparente sob condições de vazão chocada
para a pressão de vapor do líquido nesta
temperatura de entrada.
Uma equação para prever FF foi
publicada em normas. Uma equação teórica
baseada na hipótese que o liquido esteja
sempre em estado de equilíbrio
termodinâmico é a seguinte:


c
v
F
p
p
28 , 0 96 , 0 F − · (G-1)

Como o liquido nem sempre permanece
no estado de equilíbrio termodinâmico
quando ele se vaporiza através da válvula,
a vazão real será maior que a prevista pela
eq. (G-1).
Em experiências com restrições
diferentes de válvula, tem-se uma equação
derivada:
o
F
F
1 F
σ
− · (G-2)

onde
σ é a tensão superficial do liquido em
N/m
Fo é um fator de orifício determinado
experimentalmente para a restrição ou
válvula, nas mesmas unidades.
Esta equação considera o fato que
líquidos vaporizando através de uma
restrição não estão em equilíbrio
termodinâmico, mas se tornam metaestáveis
e chocam em uma pressão de vena
contracta crítica. A equação foi testada
somente para água desaerada. Dados
limitados indicam que valores de Fo para
faixa de curso especificado de cerca de 0,2
N/m para uma válvula com ângulo suave
para aproximadamente 1,0 para uma válvula
globo de sede dupla mais tortuosa. A tensão
superficial da água em N/m pode ser
aproximada pela equação de Othmer:

05 , 1
o
4080
) C 374 (
]
]
]
]


· σ (G-3)

ou

05 , 1
o
7340
) F 705 (
]
]
]
]


· σ
(G-4)


ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

84
Apêndice H: Derivação de x
T



A inclinação de Y versus a curva x para
qualquer válvula específica é determinada
usando ar ou gás como fluido de teste e é
designada pelo valor de x em Y = 2/3. Este
valor, conhecido como xT, é o fator de
relação da queda de pressão. Para a
maioria das válvulas, ele é menor que 1,0
mas pode ser maior para alguns tipos de
válvulas.
Se uma válvula é instalada com uma
conexão em sua entrada ou saída, o fator
de relação da queda de pressão para a
combinação desta válvula com a conexão
(xTP) usualmente é diferente do valor para
a válvula isolada.
Seja uma válvula operando na vazão
chocada com redutores,
X = x
TP

Y = Y
T
para um gás ideal (Z = 1)
Da eq. (18), a equação da vazão
volumétrica na válvula, em unidades
inglesas vale:

1 g
TP
T 1 v p T
T G
x
Y p C F 1360 q · (H-1)

onde o índice T indica a condição
terminal ou chocada.. Para a válvula
isolada, na vazão chocada, a equação fica:
1 g
T
T i v T
T G
x
Y p C 1360 q · (H-2)

onde p1 é a pressão de entrada da
válvula. Das eqs. (H-1) e (H-2), tem-se:
T
TP
1 p i
x
x
p F p · (H-3)
Da lei dos gases, o peso específico
médio através do redutor de entrada é:

,
`

.
| +
·
,
`

.
| −
·
1
1
1
1
1
1545
97 , 28
2
) ( 144
2 T
G
p p
RT
M p p
g
i i
γ

1
1 1
) ( 350 , 1
T
G
p p
g
i
+ · γ (H-4)
Desde que a queda de pressão,
expressa em pés de altura, é K (U
2
/2q),

2 1
2
) ( 144
U
g
K p p
i
·

γ
ou
1
1
1
) ( 350 , 1
) ( 144
T
G
p p
p p
g
i
i
+


=
2
2
1
1
144 4
69 , 519 ) ( 5 , 0
73 , 14
3600 2
]
]
]

×
+
×
d p p
T q
g
K
i
π


Simplificando,

4 2
1
9 2 2
1
10 214 , 1
− −
× × · − d q T KG p p
g i
(H-5)

Substituindo a expressão para pi da eq.
(H-3), tem-se:
·

,
`

.
|

T
TP
p
x
x
p F p
2
1
2 2
1
4 2
1
9
10 214 , 1
− −
× × d q T KG
g
(H-6)
Da eq. (H-1),
( )
TP T v p g T
x Y C F
p
T
G q
2
2
1
1 2
1360 · (H-7)

Substituindo esta equação na eq. (H-6),
com q = qT e K = Ki, tem-se:
( )
T
TP
p
TP
i T v p
x
x
F
d
x
K Y C F
2
4
2
9
1 1360 10 214 , 1 − · × ×

(H-8)
Resolvendo para XTP, com YT = 2/3,
tem-se

,
`

.
|
+
·
1
1000
1
4
2 2
d
C x K F
x
x
v T i p
T
TP
(H-9)

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

85
Apêndice I : Equações da vazão da
válvula de cont role - Not ação SI

O coeficiente de vazão da válvula que é
compatível com as unidades SI é A
v
.
Atualmente, A
v
não tem grande aceitação
pela comunidade técnica. Este anexo foi
incluído para aqueles que querem usar
unidades SI coerentes e puras.
Nas equações seguintes, certos
símbolos comumente associados com as
unidades SI diferem daqueles usados com
as unidades inglesas, tais como:

A
v
coeficiente de vazão da válvula, m
2


6
v v
10 24 C A × × ·

ζ (zeta) coeficiente de perda de
pressão, adimensional, (ζ = K)

ρ (rô) densidade, kg/m
3

Equações para líquido
Vazão turbulenta

ρ

·
p
A F q
v p
(I-1)

ρ ∆ · p A F w
v p
(I-2)

]
]
]
]

+

,
`

.
|
ζ
·

1
d 23 , 1
A
1
F
4
2
v
p
(I-3)

Vazão chocada
ρ

·
vc 1
v LP
p p
A F q (I-4)
ρ − · ) p p ( A F w
vc 1 v LP
(I-5)

]
]
]
]

+

,
`

.
|
ζ
·
1
d 23 , 1
A F
F
F
4
2
v
2
L 1
L
LP
(I-6)
onde

1 B 1 i
ζ + ζ · ζ

v F vc
p F p · (I-7)
Vazão laminar

µ

·
280
p
) A F ( q
3
v s s
(I-8)

µ
∆ ρ
·
280
p
) A F ( w
3
v s s
(I-9)

6
3
2
v
2
L
3
L
2
d
s
1
d 23 , 1
A F
F
F
F + · (I-10)

ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

86
Vazão de transição

ρ

·
p
A F q
v R
(I-11)

ρ ∆ · p A F w
v R
(I-12)

655 , 0
vt
vs
R
A
A
358 , 0 044 , 1 F

,
`

.
|
− · (I-13)

336 , 0
t
s
R
p
p
375 , 0 084 , 1 F

,
`

.
|


− · (I-14)

588 , 0
s
t
R
q
q
358 , 0 004 , 1 F

,
`

.
|
− · (I-15)
Limites para F
R
= 0,48 a 1,0.
Equações para gás e vapor
Vazão turbulenta

1 1 v p
xp Y A F w ρ · (I-16)

Z MT
x
Y p A F 246 , 0 q
1
1 v p
· (I-17)

(Normal m
3
em 0
o
C e 101,3 kPa)

Limite: x ≤ F
k
x
TP
(apenas na equação)

1
d
A
x 72 , 0
1
F
x
x
4
2
v
i T
2
p
T
TP
+

,
`

.
|
ζ
· (I-18)

onde

1 B 1 i
ζ + ζ · ζ (I-19)




ANSI / I SA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Cont role

87
Apêndice J: Referências


International Electrotechnical Commmission (IEC)
IEC 534-1: Part 1 – Considerações Gerais, 1976
IEC 534-2: Part 2 – Flow Capacity. Section 1 – Sizing Equations for Incompressible Fluid
Flow under Installed Conditions, 1978
IEC 534-2-2: Part 2 – Flow Capacity. Section 2 – Sizing Equations for Compressible Fluid
Flow under Installed Conditions, 1980
IEC 534-2-3: Part 2 – Flow Capacity. Section 3 – Test Procedures, 1983
ISA
ANSI/ISA S75.02-1988: Control Valve Capacity Test Procedure
Baumann, H.D., Effect of Pipe Reducers on Control Valve Capacity, Instruments and
Control Systems, Dec 1968
Baumann, H.D., Introduction of a Critical Flow Factor for Valve Sizing, ISA Transactions,
Vol. 2, 1063
Driskell, L. R., Control Valve Selection and Sizing, 1983
McCutcheon, E. B., A Reynolds Number for Control Valves, Symposium on Flow, Its
Measurement and Control in Science and Industry, 1974.



Ruído e Cavit ação

88
5. Ruído e Cavit ação



Objetivos de Ensino
1. Mostrar as características do ouvido
humano com relação ao som e ruído.
2. Listar os principais tipos de ruído na
válvula.
3. Apresentar os principais modos de
evitar e controlar o ruído na válvula.
4. Conceituar cavitação e flashing.
5. Mostrar como aparece o golpe de
aríete na valvula.
1. Ouvido humano
O joio (erva daninha) é uma planta
indesejável que está sempre próxima do
trigo, que é a planta desejável. Como
analogia, o ruído é um som indesejável que
está sempre próxima a um sinal desejável.
Som é um estímulo ao ouvido produzido por
algum dispositivo gerando ondas de
pressão. Geralmente, o som é transmitido
através do ar. Estas ondas flutuantes
variam em freqüência e amplitude e
produzem uma sensação no cérebro através
do aparelho ouvido. A amplitude é expressa
em unidade de pressão de som chamada de
decibel (dB). A freqüência é expressa em
hertz (Hz), que significa ciclo por segundo
(cps).
A amplitude do som em decibel (dB) é
uma relação adimensional da pressão real
do som e uma pressão de som de
referência. A pressão de som de referência
é definida internacionalmente como
2 x 10
-5
N/m
2
ou
2 x 10
-4
microbar
ou algum outro seu equivalente.
O decibel é também uma função
logarítmica e por isso para cada aumento de
10 dB há um aumento de 10 vezes na
intensidade do som. Assim, um som de 100
dB é 10 vezes mais intenso que um de 90
dB e 100 vezes mais intenso que um de 80
dB. O ouvido humano percebe cada
aumento de 10 dB como uma dobrada
aproximada da altura.
O termo decibel é também usado para
representar dois valores de sons muito
diferentes de uma fonte. Estes dois níveis
de som são potências de sons (Lw) e
pressões de sons (Lp). A potência de som é
a energia acústica total criada pela fonte de
ruído. Pressão de som é o nível de som que
a o receptor (ouvido humano) realmente
percebe. A potência de som é expressa em
watts (W) e o nível internacional de
referência é 10
-12
W.
O ouvido humano pode potencialmente
perceber freqüências de som entre 20 e
18 000 Hz. O ouvido humano é um
mecanismo muito curioso que não dá peso
igual (percepção da altura) ao mesmo nível
de pressão de som através do espectro de
freqüência. Estudos de alturas aparentes ou
percepção do som por muitas pessoas
sujeitas ao espectro de freqüência quando
comparadas com um tom puro de 1000 Hz
resultaram no mapeamento da resposta do
ouvido. Os números corrigidos por pesos
resultantes representando a resposta do
ouvido humano são chamados de circuito
ponderado A e o nível dB correspondente é
chamado de dBA. Altura aparente é
expressa em tons e é definida como a
pressão de som em dB de um tom puro
tendo uma freqüência de 1000 Hz. Para
tons puros, o contorno de altura igual dos
níveis de pressão requeridos para o tom
soar como a altura de referência de 1000 Hz
é mostrada na Fig. 51. Por exemplo, um
som de 100 Hz e 60 dB é idêntico em altura
a um som de 1000 Hz e 40 dB.
Ruído e Cavit ação

89
2. Som e ruído
Som é a sensação produzida quando o
ouvido humano é estimulado por uma série
de flutuações de pressão transmitidas
através do ar ou outro meio. O som é
descrito especificando a amplitude e
freqüência destas flutuações. A amplitude é
expressa como o nível de pressão de som
tendo as unidades de dB. Isto é uma função
logarítmica relacionada com a razão entre
uma pressão de som existente e uma
pressão de som de referência. A pressão de
som de referência é definida como 0,000 2
µbar (0,3 x 10
-8
psi).

bar 0,0002
existente som de pressão
log 20 dB
µ
·


Tab. 4. 16. Limites estabelecidos pela OSHA são:

Horas por dia dB A
8 90
4 95
2 100
1 105
½ 110
¼ 115 (max)




















Fig. 5.1. Alturas aparentes para o ouvido humano

A altura aparente para o ouvido humano
depende da pressão do som e da
freqüência. Sons de igual nível de pressão
de som parecem ser mais altos quando a
freqüência se aproxima de 2000 Hz. A altura
aparente em fons é definida como a pressão
de som em dB de um tom puro de 1000 Hz.
Para tons puros, o contorno de alturas
iguais na Fig. 51 mostra o nível de pressão
requerido para o tom soar tão alto como o
tom de referência correspondente de 1000
Hz.

Tab. 6.1 Freqüências de sons e fontes na válvula

Freqüência
(Hz)
N Descrição do
som
Fonte de som típica
20-75 1 Ronco Oscilação vertical
do plug
75-150 2 Cavitação
150-300 3 Chocalho
300-600 4 Uivo Vibração horizontal
do plug
600-1200 5
1200-2400 6 Hiss Vazão de gás
2400-4800 7 Assobio
4800-7000 8 Guincho
agudo
Vibração
freqüência natural
acima
20000
Ultra-som

N – número de oitavas
3. Ruído da Válvula
Enquanto há muitas fontes de ruído nas
plantas de processo e de indústria. uma das
mais importantes pode ser a válvula de
controle operando sob condições de alta
queda de pressão. É uma das poucas ou
talvez a única fonte de som acima de 100
dBA encontrada na indústria.
Como já foi notado, a resposta do ouvido
humano é sensível não somente ao nível do
som mas também à freqüência. Pode-se
tolerar sons muito mais altos em baixa ou
em muito alta freqüência do que no meio do
espectro. O ouvido humano é mais sensível
na faixa de 500 a 7000 Hz e é a faixa onde
o alto nível de ruído faz mais estrago. Por
esta razão, a legislação estabelece um nível
máximo de 90 dBA durante oito horas por
Ruído e Cavit ação

90
dia. Porém, se a exposição do ruído tem
freqüência predominante na faixa de 1000 a
5000 Hz, o nível passa para 80 dBA.











Fig. 5.2. Característica de filtro A aproxima a resposta
do ouvido para diferentes freqüências

Vibração mecânica
A vibração mecânica das peças internas
da válvula é causada pela vazão instável e
turbulência dentro da válvula. É usualmente
imprevisível e é realmente um problema de
projeto para o fabricante. Os níveis de ruído
são baixos, usualmente bem abaixo de 90
dBA e estão na faixa de freqüência de 50 a
1500 Hz. O problema não é o ruído, mas a
vibração que piora progressivamente,
quando o guia e as peças se desgastam. A
solução é um melhor projeto da válvula, com
hastes e guias mas pesados.
A vibração ressonante é uma variação da
vibração mecânica que é caracterizada pela
excitação ressonante dos internos da
válvula pela vazão do fluido. Esta é uma
faixa estreita de ruído com um tom
geralmente na faixa de 2000 a 8000 Hz. O
nível de ruído pode estar entre 90 e 100
dBA e a falha da válvula mecânica ou a
falha causada pelo superaquecimento
localizado do metal é muito provável. Isto
pode ser eliminado por uma alteração no
diâmetro da haste, alteração na massa do
plug ou, às vezes, pela inversão do sentido
da vazão através da válvula. Estas
mudanças irão desviar a freqüência natural
do plug e haste para fora da faixa de
excitação. Nos raros casos onde isso não
funciona, então se deve alterar o tipo de
guia, número de peças ou a fabricação do
plug. Ainda, isso é um problema de projeto e
fabricação da válvula.
A instabilidade do interior da válvula é
usualmente devida ao impacto da vazão
mássica no plug (obturador) da válvula. A
relação entre pressão estática e velocidade
através da face do plug e o balanço da
força do atuador na direção vertical varia
com o tempo. Isto pode provocar oscilações
verticais e um ruído na freqüência abaixo de
100 Hz. Esta instabilidade é ruim para o
controle. A correção exige mudança nas
características de amortecimento do
conjunto válvula e atuador. Isto é feito
usando um atuador mais duro. Se o atuador
é do tipo diafragma e mola, então pode se
aumentar o sinal de 20 a 100 kPa (3 a 15
psig) para 40 a 200 kPa (6 a 30 psig). Se
isto não resolver, deve-se usar atuar com
pistão de dupla ação, que é mais duro e
poderoso. Se ainda não for a solução, deve-
se usar um atuador hidráulico no lugar do
pneumático.
Ruído hidrodinâmico
O ruído hidrodinâmico está associado
com a cavitação e flacheamento, que são
evitados com um trim conveniente ou com
tipo de válvula adequado (com alto fator de
recuperação de pressão,
FL
). Em muito
casos, o ruído não é incômodo, embora a
cavitação severa pode produzir ruído na
faixa de 90 a 100 dBA ou mais. O ruído da
cavitação é causado pela implosão das
bolhas de vapor no fluxo do líquido e o ruído
pode variar de um ronco de baixa
freqüência até um assobio de alta
freqüência. O assobio de alta freqüência é
devido à vibração da freqüência de
ressonância gerada pelo fluido cavitando.
Em qualquer caso, o problema não é o ruído
mas a destruição da haste da válvula.
Reduzindo ou eliminando a cavitação e
seus danos, também elimina o ruído.
O flacheamento raramente é uma fonte
importante de ruído na válvula, embora ele
possa causar erosão no trim da válvula. O
flacheamento resulta do aumento da
velocidade de saída da válvula e a jusante,
como resultado do maior volume específico
do fluido bifásico (líquido mais gás).
Válvulas com saída expandida e maior
tubulação a jusante geralmente resolvem o
problema.
Ruído e Cavit ação

91
Ruído aerodinâmico
O ruído aerodinâmico é o real problema
na válvula de controle e ele pode alcançar
níveis de até 120 dBA. O ruído produzido
pela turbulência do líquido é quase
desprezível quando comparado com o ruído
gerado pela turbulência devida à alta
velocidade dos gases e vapores passando
através da abertura da válvula. Os
mecanismos de geração e transmissão de
ruído através das paredes da tubulação são
altamente complicados e ainda não são
totalmente compreendidos. Como resultado,
a previsão dos níveis de ruído na válvula
fora da tubulação ou na saída de exaustão
ou vent é uma ciência não exata. Há muita
pesquisa nesta área e quanto mais se
aprende, os métodos de previsão se tornam
mais refinados e precisos. A geração do
ruído, em geral, é uma função da vazão
mássica instantânea e da queda de pressão
através da válvula.












Fig. 5.3. Relação entre vazão mássica e relação de
pressões na geração do ruído


O ponto em que a velocidade sônica é
atingida na vena contracta da válvula é uma
função do tipo de projeto da válvula e seu
valor F
L
combinado com a relação de
pressão absoluta a montante e a jusante
(P
1
/P
2
). Para valores de F
L
entre 0,50 e
0,95, a relação de pressões necessária
para gerar vazão sônica na válvula varia de
1,15 a 1,80, respectivamente. Quando se
atinge a velocidade sônica na vena
contracta, as válvulas são chamadas de
válvulas críticas ou chocadas (chocked),
pois sua capacidade não pode mais
aumentar com aumento da relação das
pressões, desde que a pressão a montante
seja mantida a mesma.
Geralmente a válvula crítica é a fonte do
ruído de mais alto nível. Válvulas com
relações de pressões menores que o
indicado para um dado F
L
são chamadas de
subsônicas ou válvulas de vazão subsônica.
Para uma dada vazão mássica, a válvula é
menos ruidosa do que a válvula crítica, mas
o ruído aumenta dramaticamente quando a
relação de pressão aumenta para o nível
sônico. O ruído é gerado em um grau
significativo começando em velocidades da
tubulação de cerca de Mach 0,4 para Mach
1,0 (sônico). Válvulas de controle gás ou
vapor ruidoso pode ter alta velocidade
acústica induzida e dano de vibração da
vazão, erosão do trim e instabilidades
internas. Ruído com alta vibração induzida
pode reduzir drasticamente a vida útil da
válvula e, em alguns casos, pode resultar
na destruição completa dos internos da
válvula, em questão de minutos ou horas.
















Fig. 5.4. Contornos de nível de ruído
Ruído e Cavit ação

92
4. Controle do Ruído
A transmissão de um ruído requer
1. uma fonte de som,
2. um meio através do qual o som é
transmitido
3. um receptor.
Cada um destes três parâmetros pode
ser alterado para reduzir o nível de ruído.
Em alguns casos, como quando o ruído é
causado por componentes da válvula
vibrando, as vibrações devem ser
eliminados ou eles podem resultar em dano
na válvula. Em outros casos, quando a fonte
de ruído é o assobio de uma estação de
redução de gás, o tratamento acústico do
meio do ruído é suficiente.














Fig. 5.5. Relação entre razão das pressões e número
de Mach


Dependendo da amplitude do ruído
aerodinâmico e assumindo que o dano na
válvula não é um fator, o tratamento do
ruído da válvula pode ser feito através do
caminho ou na fonte. Não há regra para
escolher o caminho ou a fonte. Porém, em
geral, se o ruído é menor que 100 dBA,
tanto faz cuidar do caminho ou da fonte.
Ruído acima de 100 dBA quase sempre
requer tratamento da fonte para resolver o
problema. Resolver este problema de ruído
não é fácil, pois sua solução envolve
experiência e teoria.
Tratamento do caminho
O tratamento do caminho, como o nome
implica, não faz nada para alterar a fonte de
ruído. O objetivo do tratamento do caminho
é atenuar a transmissão do ruído da fonte
para o receptor (ouvido humano). Há vários
modos para reduzir o ruído cuidando do seu
caminho de transmissão:
1. usar paredes mais grossas na
tubulação
2. instalar difusores, abafadores ou
silenciadores
3. aplicar isolação acústica
O tratamento do caminho nem sempre é
mais econômico que o tratamento da fonte e
o seu custo deve ser avaliado para cada
aplicação individual. Para instalações
existentes, o tratamento do caminho é o
mais usado, não porque seja a melhor
solução, mas geralmente porque é o único
viável.










Fig. 5.6. Tratamento acústico da parede da tubulação













Fig. 5.7. Tipo de difusor para reduzir turbulência de
saída da válvula


Parede mais pesada da tubulação reduz
o ruído aumentando as perdas da
transmissão através dela. A atenuação é
uma função da massa e dureza da
tubulação. Embora seja complicado, como
regra prática, cada vez que se dobra a
espessura da parede da tubulação, se
Ruído e Cavit ação

93
atenua o ruído de 6 dBA, dependendo ainda
do diâmetro da tubulação.
Quanto mais alta a freqüência de
vibração, mais efetivo é o uso de materiais
absorvedores de som. O revestimento
interno da tubulação evita a reflexão e
radiação das ondas de som. É importante
selar todas as aberturas.
O uso de abafadores e silenciadores
pode ser útil em instalações novas ou
existentes. Estes equipamentos podem
ajudar na redução da turbulência e choque
na vazão de saída. Eles também reduzem a
queda de pressão total através da válvula e
por isso reduzem a geração de ruído.
O difusor trabalha melhor quando a
vazão é praticamente constante e alta.
A isolação acústica é outro método eficaz
de aumentar a perda da transmissão do
ruído na parede da tubulação. Mesmo a
isolação termal atenua o ruído de 3 a 5 dBA.
Uma isolação acústica adequada reduz o
nível de ruído em cerca de 10 dBA. Como o
som se propaga sobre grandes distancias
com muito pouca atenuação, o enfoque da
isolação só é viável em tubulações curtas.
A colocação da válvula de controle
distante da área de trabalho pode ser uma
solução simples e eficaz. A distância pode
atenuar o ruído até níveis razoáveis e seu
custo é muito pequeno.













Fig. 5.8. Válvula com múltiplos caminhos e múltiplos
estágios


Tratamento da fonte
O tratamento da fonte cuida do problema
no local onde o ruído é criado. Geralmente,
consiste de projeto e construção especial
de internos da válvula ou colocação de
difusores ou resistores especiais na válvula.
Embora os conceitos e projetos sejam
diferentes, o objetivo é o mesmo de reduzir
a queda de pressão dentro da válvula,
através do
1. aumento dos estágios,
2. limite da velocidade do fluido
3. redução da turbulência e
4. eliminação das células de choque
Estes métodos podem reduzir o ruído de
7 a 10 dBA (projeto de elemento simples)
até 30 a 40 dBA (multi-estágios).
Há muitos parâmetros de projeto que
devem ser considerados, incluindo:
1. Aplicação – em linha ou vent
2. Nível de redução do ruído realmente
requerido – dBA
3. Relação das pressões absolutas
(P
1
/P
2
) ou ∆P/P
1
.
4. Fluido a ser manipulado
5. Características físicas do fluido
6. Temperatura de trabalho e faixa
7. Vazão mássica e rangeabilidade
8. Considerações metalúrgicas e
mecânicas do projeto
9. Outros problemas potenciais
induzidos na velocidade
10. Exigências de estanqueidade,
principalmente em vent
11. Necessidade da utilidade da
operação e vida útil da válvula
12. Localização da válvula, configuração
da instalação, suportes e acessos
13. Considerações de custo de
propriedade (compra, instalação,
manutenção).
Por mais que o fabricante indique a
melhor aplicação, a responsabilidade para
avaliar e escolher a melhor solução é do
usuário. O peso atribuído a cada parâmetro
depende do julgamento e experiência,
entendimento de todos os aspectos
envolvidos na aplicação e nas
necessidades da planta. Pensar sempre em
custo de propriedade e não apenas no
custo inicial. Tempo parado e custo de
retrabalho e revisão devidos a ruído na
válvula são geralmente altos.
Basicamente o tratamento da fonte cai
de três categorias:
1. muiticaminhos
Ruído e Cavit ação

94
2. multi-estágios
3. combinação dos dois anteriores
O custo de uma válvula especial tende a
variar de 2 a 20 vezes o custo da válvula
padrão com o mesmo Cv.
5. Previsão do ruído da válvula
Como mencionado anteriormente, a
previsão do ruído na válvula é uma ciência
inexata, por causa da natureza complexa da
geração do ruído pela válvula de controle e
pela transmissão deste ruído através das
paredes da tubulação. Assim, não deve ser
surpresa que os diferentes métodos de
previsão resultem em diferentes números
para a mesma aplicação. Pode haver
diferenças em torno de 5 a 20 dBA. Cada
fabricante diz que é capaz de prever o
problema do ruído da válvula e dar uma
solução no projeto e construção da válvula.
Nem todos são iguais e alguns fazem isso
melhor que outros. Finalmente, compete ao
usuário fornecer os dados mais confiáveis
possível, avaliar cuidadosamente todas as
propostas, resolver as diferenças marcadas
e usar bom julgamento de engenharia e
experiência na seleção da válvula para cada
aplicação. Pode se ter mais de uma válvula
(geralmente duas e no máximo, três)
satisfazendo as exigências do projeto.
Deve-se errar sempre no lado conservativo,
quando se faz a decisão final, pois o custo
de engano e do retrabalho ou conserto
geralmente é muito maior que o custo inicial
da válvula.













Fig. 5.9. Atenuação típica do ruído para elementos
multi-estágios

Cálculo da ruído na válvula
Embora haja vários métodos disponíveis
para prever o ruído na válvula, será
mostrado aqui apenas um, que é
considerado o estado de arte. Este cálculo
dá uma resposta adequada para uma larga
faixa de relações de pressões e outras
situações de operação. Ele permite o
usuário classificar um problema de ruído de
válvula e determinar a melhor solução
oferecida por diferentes fabricantes.
O método matemático de estimar o nível
do ruído aerodinâmico de qualquer tipo de
válvula padrão é baseado na pesquisa feita
por Lighthill, em 1950. A equação cobre o
ruído em válvulas convencionais de único
estágio ou multicaminhos usadas para
reduzir o ruído.
O nível de pressão de som para gás e
vapor passando pela válvula e medido a
uma distância de 1 m da tubulação a
jusante adjacente é expresso pela eq.

G P ) P P F C log( 10 N 5 , 145 SL
L 2 1 L V M
+ − + + ·

onde
SL é o nível do som (dBA)
N
M
é o fator de eficiência acústica (Fig.
5.10)
C
V
é o fator de capacidade de vazão nas
condições de operação
F
L
é o fator de recuperação de pressão
(geralmente fornecido pelo
fabricante ou obtido de tabelas da
literatura)
P
1
é a pressão a montante, (psia)
P
2
é a pressão a jusante, (psia)
PL é a perda de transmissão da
tubulação (dBA)
G é o fator de ajuste da propriedade do
gás (dBA) (Tab. 4.16aa)
A perda de transmissão do som através
de tubulações de aço envolvidas pelo ar
pode ser calculada pela eq.

+
]
]
]
]

+ × ×
·
3
3 10
L
D 3 , 35
) 2 / D 39 ( t 10
log 10 P

]
]
]
]

+
L V
o
2
F C
n ) D 4 (
log 10
Ruído e Cavit ação

95
onde
P
L
é a perda da transmissão (dBA)
D é o diâmetro externo real da tubulação
(polegadas)
t é a espessura da tubulação
(polegadas)
n
o
é o número de orifícios aparentes
produzindo o som (Tab. 4.16.bb)
A base específica para a Tab. é a
medição do som à distância de 1 m da
parede do tubo, ar como fluido, capacidade
da válvula de C
V
F
L
= 4D
2
e n
o
= 1. Assim, o
cálculo de P
L
pode ser simplificado. Para
válvulas com C
V
F
L
> 4D
2
e n
o
≠ 1, adicionar
10 log (n
o
) ao número obtido da Tab.
4.16.cc. Para válvulas com
C
V
F
L
< 4D
2
, adicionar 10 log (4D
2
/CvF
L
) ao
mesmo valor da Tab.
Exemplos de cálculo de ruído
Os seguintes exemplos de estimativa de
ruído de válvula ilustram o uso das
equações e tabelas. Além disso, eles
mostram como uma diferente escolha de
válvula pode ajudar um problema de ruído e
como a distância da fonte pode ser um fator.
A técnica usada para estimativa do ruído da
válvula assume velocidades na tubulação
de saída da válvula abaixo de um terço da
velocidade sônica (Mach 0,33). Se esta
velocidade é excedida, é possível que o
ruído gerado pela velocidade na tubulação
seja maior que o calculado.
Exemplo 1
Determinar o nível de ruído esperado
para a seguinte instalação de válvula:
Válvula globo, ângulo, laminar
(streamlined), passagem reduzida, vazão
para fechar, n
o
= 1
Diâmetro da válvula = 50 mm (2 “)
C
V
= 2,5
F
L
= 0,5 (Tab. 4.16.z)
Diâmetro da tubulação = 50 mm (2”),
Schedule 80
Gás natural
P
1
= 262 bar (3800 psia)
P
2
= 72,4 bar (1050 psia)
P
1
/P
2
= 3,6
N
M
= -37 (Fig. 5.10)
P
L
= 70 (Tab. 4.16.cc) +
]
]
]
]

L V
o
2
F C
n ) D 4 (
log 10


=
]
]
]
]

×
× ×
+
5 , 0 5 , 2
1 2 4
log 10 70
2

= 81 dBA
G = 0,5 (Tab. 4.16.aa)
Da eq. 4.16.(2)

SL = 145,5 – 37 + 10 log (2,5 x 0,5 x
3800 x 1050) – 81 + 0,5
= 145,5 – 37 + 10 log (4,98 x 10
6
) – 81 +
0,5
= 95 dBA

Exemplo 2
Determinar o nível de ruído esperado
para a seguinte instalação de válvula:
Válvula gaiola, passagem plena, vazão
para abrir, n
o
= 4
Diâmetro da válvula = 100 mm (4 “)
C
V
= 105
F
L
= 0,85 (Tab. 4.16.z)
Diâmetro da tubulação = 100 mm (4”),
Schedule 40
Gás: ar
P
1
= 10,35 bar (150 psia)
P
2
= 6,9 bar (100 psia)
P
1
/P
2
= 1,5
N
M
= -42 (Fig. 5.10)
P
L
= 63 (Tab. 4.16.cc) + 10 log (n
o
)
= 63 + 10 log 4

= 69 dBA
G = 0 (Tab. 4.16.aa)

Da eq. 4.16.(2)

SL = 145,5 – 42 + 10 log (105 x 0,85 x 150 x 100) – 69
+ 0

= 95,8 dBA

Como este som excede o limite normal
aceitável de 90 dBA, deve-se considerar
uma alternativa de projeto da válvula.
Poderia ser uma válvula borboleta flautada
de disco, que produz pouco ruído com um
F
L
similar ao usado acima. Desde que todas
as condições de vazão permaneçam as
mesmas, pode-se simplificar o cálculo
considerando somente o efeito do aumento
Ruído e Cavit ação

96
do fator n
o
relativo à perda de transmissão,
P
L
, de 4 (válvula gaiola) para 16 (válvula
borboleta flautada). Assim,
P
L
= 63 + 10 log (16)
= 75 dBA (em vez de 69)
Portanto,

SL = 145,5 – 42 + 10 log (1,33 x 10
6
) – 75 + 0

= 89,8 dBA

Portanto, ganhou-se uma atenuação
adicional de 6 dBA (75 – 69 dBA), que pode
ser suficiente para a aplicação.
Exemplo 3
Se a válvula do Exemplo 1 for colocada
30 m (100 ft) distante do operador, qual é o
ruído neste novo local?

SL (em qualquer distância) = SL – 10 log
(distância em ft/3)

Esta equação só é valida para tubulação
fechada. Se a fonte do ruído estiver em um
vent atmosférico, o 10 log deve ser
substituído por 20 log.
SL
100
= 95 – 10 log (100/3) = 79,8 dBA


Ruído e Cavit ação

97


Fig. 5.10. Fator de eficiência acústica como função da relação de pressões


Tab. 8.1 Fatores típicos de recuperação de pressão de válvulas (FL)

Tipo de válvula F
L

Globo, sede simples, vazão para abrir, passagem plena 0,90
Globo, sede simples, vazão para abrir, passagem reduzida a 50% 0,90
Globo, sede simples, vazão para abrir, passagem plena com trim gaiola 0,85
Globo, sede simples, vazão para abrir, passagem 50% com trim gaiola 0,80
Corpo dividido, sede simples, vazão para abrir, passagem plena 0,80
Corpo dividido, sede simples, vazão para abrir, passagem reduzida 50% 0,90
Globo, sede dupla, plug curvo, passagem plena 0,90
Globo, sede dupla, plug curvo, passagem 50% 0,80
Globo, sede dupla, plug porta V %, passagem plena 1,00
Globo, sede dupla, plug porta V %, passagem 50% 0,90
Globo, ângulo, sede simples, vazão para fechar, passagem plena 0,80
Globo, ângulo, sede simples, vazão para fechar, passagem 50% 0,80
Globo, ângulo, sede simples, vazão para abrir, passagem plena 0,90
Globo, ângulo, sede simples, vazão para abrir, passagem 50% 0,95
Globo, ângulo suave, vazão para fechar, passagem reduzida 0,50
Válvula excêntrica com plug rotativo 0,85
Válvula esfera, caracterizada, com D/d = 1,5 0,63
Válvula esfera, não caracterizada, com D/d = 1,5 0,55
Borboleta, tamanho da linha, abertura de 60
o
0,70
Borboleta, tamanho da linha, abertura de 90
o
0,56
Borboleta, D/d = 2, abertura de 60
o
0,62
Borboleta, D/d = 2, abertura de 90
o
0,50

Notas:
F
L
na condição da válvula totalmente aberta

Ruído e Cavit ação

98

Tab. 8.2. Fator G da propriedade do gás

Gás G(dB) Gás G(dB)
Vapor saturado -2 Dióxido de carbono -3
Vapor superaquecido -3 Monóxido de carbono 0
Gás natural 0,5 Hélio -9
Hidrogênio -9 Metano 2
Oxigênio -0,5 Nitrogênio 0
Amônia 1,5 Propano -4,5
Ar 0 Etileno -1,5
Acetileno -0,5 Etano -2


Tab. 8.3. Número de orifícios aparentes separados em paralelo produzindo som (no)

Tipo de válvula n
o
10 log (n
o
)
Válvula esfera, passagem plena 1 0
Válvula ângulo, sede simples, vazão para fechar 1 0
Válvula plug rotativo excêntrico, vazão para fechar 1 0
Válvula esfera segmental 1 0
Válvula gaiola, vazão para fechar, (P
1
/P
2
> 2) 1 0
Válvula borboleta, não flautada, 60
o
de curso 2 3
Válvula borboleta, flautada, 10 a 30 10 a 15
Válvula globo, sede simples, vazão para abrir 2 3
Válvula ângulo, vazão para abrir 2 3
Válvula plug rotativo, excêntrica, vazão para abrir 2 3
Válvula globo, sede dupla, parabólica 4 6
Válvula gaiola, vazão para abrir; n
o
= número de janelas
constantemente abertas para passagem



Tab. 8.4. Perdas de transmissão da tubulação típicas (dBA)

Tamanho da Tubulação Schedule da Tubulação
(mm) (polegadas) (40) (80)
25 1 71 75
37,5 1 ½ 67 71
50 2 65 70
75 3 64 69
100 4 63 67
150 6 59 64
200 8 58 63
250 10 57 62
300 12 57 62
500 20 55 62


Ruído e Cavit ação

99
6. Cavitação
6.1. Geral
O estrago da cavitação é uma forma
especial de corrosão erosão que é causada
pela formação e colapso de bolhas de vapor
em um líquido, próximas à superfície
metálica. O estrago da cavitação ocorre em
turbinas hidráulicas, propelentes de navio,
impelidores de bomba, medidores de vazão,
válvulas de controle e outras equipamentos
onde são encontradas variações de
pressão, temperatura e vazão.
Um líquido vira vapor (evapora) quando
se aumenta sua temperatura ou abaixa sua
pressão. À pressão atmosférica padrão
(101,3 kPa), a água ferve à 100
o
C. Porém,
se a pressão da água é baixada
suficientemente, ela ferve à temperatura
menor que 100
o
C: Por exemplo, a água à
pressão de 360 kPa entra em ebulição à
temperatura de 21
o
C.
A uma determinada temperatura, o
líquido se evapora quando a pressão atinge
a sua pressão de vapor.
Seja um cilindro cheio d'água percorrido
por um pistão. Quando o pistão se afasta da
água, a pressão é reduzida e a água se
evapora, formando bolhas. Se o pistão volta
para a posição anterior, aumentando
novamente a pressão do cilindro, as bolhas
se condensam, entrando em colapso.
Repetindo este processo em alta
velocidade, como no caso de uma bomba
acionando água, há a formação de bolhas
de vapor d'água e colapso rápido destas
bolhas. Cálculos têm mostrado que o
colapso rápido de bolhas produz ondas de
choque com altíssimas pressões, da ordem
de 400 MPa (60 000 psi). Forças tão
elevadas podem produzir deformação
plástica em muitos metais.
A aparência do estrago da cavitação é
parecida com o pitting, exceto que as áreas
de pitting são pouco espaçadas e a
superfície fica muito mais rugosa. O
estrago da cavitação é atribuído tanto à
corrosão como erosão. Na corrosão, é
assumido que as bolhas em colapso do
vapor destroem a camada protetora da
superfície que resulta em aumento de
corrosão.











Fig. 5.11. Fenômeno da cavitação


Este mecanismo é esquematicamente
mostrado na Fig. 5.11. Os passos são os
seguintes:
1. uma bolha de cavitação se forma no filme
protetor da superfície
2. as bolhas entram em colapso e destroem
o filme
3. a superfície nova do metal fica exposta,
se corrói e o filme é refeito
4. uma nova bolha de cavitação se forma
no mesmo ponto
5. a bolha entra em colapso e destrói o
filme.
6. a área exposta se corrói e o filme se
refaz. A repetição deste processo resulta
em buracos profundos.
Examinando a Figura, percebe-se que
não é necessário ter um filme protetor para
o estrago da cavitação ocorrer. Uma bolha
de cavitação implodindo tem força suficiente
para tirar partículas de metal da superfície.
Uma vez a superfície fica rugosa em um
ponto, isto serve como um núcleo para
novas bolhas de cavitação de um modo
similar ao mostrado na Figura. Na prática,
parece que o estrago da cavitação é o
resultado de ações química (corrosão) e
mecânica (erosão).
A cavitação pode ser evitada
1. diminuindo as diferenças de pressão
hidrodinâmica nas tubulações de
processo
2. diminuindo a temperatura do processo
3. aumentando a pressão a montante do
equipamento sujeito à cavitação
4. usando materiais mais resistentes
Ruído e Cavit ação

100
5. melhorando o acabamento das
superfícies de impelidores e propelentes
de bombas, pois desaparecem os pontos
de nucleação das bolhas
6. revestindo as superfícies com borracha e
materiais resilientes
7. proteção catódica, com a formação de
bolhas de hidrogênio na superfície do
metal que amortece a onda de choque
produzida pela cavitação.
1.2. Cavitação na válvula
A pressão cai quando o líquido passa
pela restrição de válvula. Para que a vazão
seja a mesma em todos os pontos de
tubulação, a velocidade aumenta quando
passa pela restrição. A velocidade do
líquido é máxima no ponto de restrição. O
aumento da velocidade (energia cinética) se
dá com a diminuição na energia de pressão.
A energia é transformada de uma forma
(pressão) em outra (cinética).











Fig. 5.12. Fenômeno da cavitação na válvula de
controle



Quando o líquido passa pela vena
contracta (ponto de máxima velocidade e
mínima pressão), sua velocidade diminui e
logo depois recupera parte desta pressão.
Válvulas como do tipo borboleta, esfera, e a
maioria das válvulas rotatórias tem uma
grande recuperação da alta pressão. A
maioria das válvulas com haste deslizante
mostra uma baixa recuperação da pressão.
A trajetória da vazão através do interior da
válvula com haste reciprocamente é mais
tortuosa do que a da válvula com haste
rotatória. As válvulas com haste
reciprocamente apresentam maior queda de
pressão do que as rotatórias.
Se a recuperação da pressão
experimentada pelo líquido é suficiente
para elevar a pressão da tubulação acima
da pressão de vapor de líquido, então as
bolhas de vapor entrarão em colapso e
implodirão. Esta implosão é chamada de
cavitação.

















Fig. 5.13. Pressão e cavitação



Certamente, a válvula com alta
recuperação da pressão, como as válvulas
com haste rotatória tendem a provocar
cavitação mais freqüentemente do que as
válvulas com haste reciprocamente, que
possuem pequena recuperação da queda
de pressão. As válvulas com pequena
recuperação e que provocam grande queda
de pressão causam flashing, em vez de
cavitação.
A presença da cavitação ou do
flacheamento na válvula de controle
restringe a velocidade do líquido, diminui a
eficiência da operação, produz ruído e
vibração e causa uma erosão rápida e
severa nos contornos nas superfícies,
mesmo que sejam de materiais duros e
resistentes. Como conseqüência, a deve ser
cuidadosamente dimensionada, de modo a
não provocar cavitação ou flacheamento
nos líquidos que passam no seu interior.


Ruído e Cavit ação

101








Fig. 5.14. Formação de baixa pressão a jusante de
uma restrição
Além do estrago físico para a válvula, a
cavitação ou o flacheamento tende a
diminuir a capacidade de vazão da válvula,
diminuindo a queda de pressão através
dela. Quando as bolhas começam a se
formar, elas tendem a causar uma condição
de compressão na válvula, que limita a
vazão. A vazão crítica (choked) do líquido
ocorre quando aparece uma barreira de
cavitação dentro da restrição. As variações
de pressão a jusante da válvula não podem
se transmitir através desta barreira. Um
aumento da pressão diferencial provocado
pela diminuição da pressão a jusante não
aumenta a vazão; somente um aumento da
pressão a montante pode aumentar a
vazão.
O projetista deve saber qual é a máxima
queda de pressão efetiva para produzir a
vazão. Em quedas de pressão maiores do
que o limite permitido, resulta em vazão
crítica. A queda de pressão permitida é
função principalmente do fluido e do tipo da
válvula. Através de dados experimentais, os
fabricantes desenvolveram uma equação
para prever o P permitido.
A Masoneilan propõe a seguinte
equação:

) p ( C p
s
2
f crit
∆ · ∆

onde

,
`

.
|
− − · ∆
c
v
v 1 s
P
P
28 , 0 96 , 0 P P p

ou se

Pv < 0,5 P1

v 1 s
p p p − · ∆

O fator de vazão critica C
f
é apresentado
nos catálogos da Masoneilan, para os
diferentes tipos de válvulas. Estes valores
são resultado de testes de vazão feitos com
as válvulas.
A Fisher propõe a seguinte equação:

∆P permitido = K
m
(p
1
- r
c
p
v
)

onde
K
m
- coeficiente de recuperação da
válvula, função do tipo da válvula, obtido
experimentalmente
r
c
- relação da pressão critica
Os testes tem mostrado que para as
válvulas de pequena recuperação da queda
de pressão, vazão crítica e cavitação
ocorrem aproximadamente no mesmo ∆P e
consequentemente, as eq (c5) e (C6)
podem também ser usados para calcular a
queda de pressão em que a cavitação
começa. Para as válvulas com grande
recuperação da queda de pressão, a
cavitação pode ocorrer em quedas de
pressão abaixo do P permitido.
Para este tipo de válvulas a Masoneilan
propõe a seguinte equação:

∆ P cavitação = Kc (p
1
- p
v
)

onde
Kc é o coeficiente de inicio de cavitação,
A Fisher também propõe a mesma
equação e seus fatores Kc estão
disponíveis em seus catálogos.
Plugs especiais para evitar a cavitação
são produzidos pelos fabricantes, que
tendem a aumentar o Kc da válvula e
portanto aumentam a queda de pressão que
causaria o inicio da cavitação.
Os modos de se evitar a cavitação são
1. reduzir a queda de pressão através
da válvula para valores abaixo do
∆P crítico. Isto pode ser conseguido,
aumentando-se a pressão na
entrada da válvula (
P
1

) pela escolha
de um ponto com baixa elevação no
sistema da tubulação ou colocando
a válvula mais próxima da bomba.
2. selecionar um tipo de válvula que
tenha um fator de vazão crítico
maior; por exemplo, uma válvula com
Ruído e Cavit ação

102
plug em V tem maior Cf que uma
válvula com plug esférico.
3. alterar a direção da vazão,
4. instalar duas válvulas idênticas em
série (o Cf estimado para as duas
válvulas é igual a raiz quadrada do
Cf da válvula isolada).
5. diminuir a temperatura do líquido




Fig. .6.15. Solução para a cavitação


4. Velocidade do fluido na
válvula
4.1. Introdução
O desempenho ruim da válvula de
controle pode comprometer a operação
correta da planta., Sintomas são:
1. curta vida útil do trim,
2. vazamento interno,
3. controle pobre do fluido,
4. vibração da tubulação,
5. ruído ambiental excessivo,
Às vezes, uma válvula opera
corretamente em condições normais, mas
apresenta problemas em aplicações de
serviço severo, tais como:
1. controle errático,
2. vibração mecânica,
3. ruído,
4. cavitação,
5. flacheamento,
6. erosão
A principal causa destes problemas é a
relação de pressão através da válvula que é
maior do que três. Ou seja, a pressão
absoluta de entrada do fluido excede três
vezes a pressão a jusante. Também o nível
de pressão é geralmente maior que 7 MPa
(1 000 psi), embora as válvulas possam
também se danificar em pressões mais
baixas.
Outro fator que afeta a vida útil da
válvula é a temperatura do fluido do
processo. Se o fluido é líquido, é importante
considerar sua temperatura e se a queda de
pressão dentro da válvula causa a
vaporização do fluido, quando ela cai abaixo
do ponto de fulgor. Quando o fluido está
suficientemente quente, o líquido pode se
vaporizar, provocando cavitação ou
flacheamento e conseqüente erosão e
corrosão.
Alem do problema de mudança de fase
do líquido, o nível da temperatura absoluta
pode afetar os parâmetros de projeto da
válvula, como as características de
resistência e expansão do material da
válvula em si.
Temperaturas acima de 300
o
C requerem
características especiais de projeto, para
acomodar e minimizar os danos dos efeitos
da expansão termal.
Válvula para serviço severo (heavy duty)
requer seleção especial para operar em
ambiente hostil com confiabilidade
demorada.
O usuário deve sempre escolher a
válvula de acordo como ela funciona e com
sua habilidade de se adequar à aplicação
do usuário, de um modo econômico.
Os problemas operacionais que causam
o mau desempenho da válvula e falha em
aplicação de serviço pesado são causados
principalmente pela velocidade excessiva do
fluido. Mesmo o uso de material mais duro
para resistir à erosão da cavitação ou o uso
de expansão de tubulação ou
amortecedores a jusante pode apenas
marginalmente desviar a folha da válvula
desta causa. A velocidade deve ser
controlada em todos os ajustes da válvula
para manter o desempenho.
Ruído e Cavit ação

103
4.2. Projeto do trim
Um meio de reduzir a pressão e
velocidade é controlar a velocidade
dividindo o jato do fluido em múltiplas e
discretas vazões e dissipar a energia do
fluido e velocidade de modo contínuo,
induzindo turbulência controlada na vazão.
O uso de trim com caminhos em
camadas cria perfis de vazão em labirintos,
controlando a velocidade do fluido, pelo
número de caminhos montados no disco.
Outro controle adicional é variar a área
de vazão dentro de cada caminho.
O método controla os efeitos danosos da
velocidade de dois modos:
1. divide a vazão em muitos jatos
pequenos
2. força o fluido através de uma série de
voltas definidas para afetar os degraus
de queda de pressão
A aparência externa de uma válvula com
disco estaqueado é a mesma de uma
válvula globo convencional ou tipo ângulo,
com o disco formando um trim cilíndrico e a
vazão é controlada pelo movimento
subindo-descendo do plug.
Dependendo do formato e número de
passagens dos discos, a válvula pode ter
característica linear, abertura rápida ou
igual percentagem.
4.3. Erosão por cavitação
Quando a pressão do líquido é reduzida
até ou abaixo da sua pressão de vapor,
ocorre a formação de bolhas de vapor.
Neste ponto, o líquido ferve. Quando o
fluido se move fora da garganta da válvula,
a pressão é recuperada, convertendo a
energia cinética de volta para energia de
pressão. A pressão final recuperada pode
1. continuar menor que a pressão de
vapor e o líquido continua na forma de
vapor, ocorrendo o flacheamento
2. voltar a ser maior que a pressão de
vapor e o vapor volta a ser líquido e as
bolhas entram em colapso e implodem,
provocando cavitação.
A energia liberada causa stress na
superfície local maior que 1400 MPa
(200 000 psi), que pode provocar erosão no
trim, mesmo quando de material duro, muito
rapidamente.
Na válvula com disco estaqueado, o
projeto do trim evita que a pressão da vena
contracta caia abaixo da pressão de vapor
do líquido, evitando a cavitação.
4.4. Erosão por abrasão
A erosão do trim da válvula pode também
ser causada pela ação de lavagem de um
fluido ou pela abrasão das partículas
sólidas entranhadas no fluido. Este efeito é
mais severo em alta pressão. Enquanto
gases limpos e secos não preocupam,
vapor limpo e superaquecido pode causar
problemas sérios em válvulas
convencionais.
Se um vapor superaquecido [4 MPa (600
psia) e 315
o
C] entra em uma válvula,
caindo para 0,3 MPa (50 psia), haverá uma
baixa pressão e alta velocidade, fazendo o
vapor se expandir politropicamente (em
todas as direções). Por causa da baixa
pressão, o vapor desenvolve uma umidade
de 12 a 20%, de modo que estas gotas
d'água, viajando em alta velocidade,
rapidamente vão provocar erosão no trim e
corpo da válvula. A recuperação de pressão
é completada na saída e a temperatura
atinge o equilíbrio, resultando em vapor
superaquecido deixando a válvula a 0,3
MPa (50 psia) e 270
o
C. Enquanto a válvula
agora atingiu sua queda de pressão, a
formação contínua de vapor molhado em
alta velocidade, resulta em grave dano para
o trim.
O trim com disco estaqueado opera em
uma baixa velocidade constante. Com
baixas velocidades de entrada, saída e no
trim, a expansão do vapor através da
válvula é isentálpica (entalpia constante,
sem trabalho externo). Vapor através deste
tipo de válvula tem pouca chance de
desenvolver umidade destrutiva.
4.5. Ruído
Qualquer válvula cujo trim permite o
desenvolvimento de alta velocidade do
fluido cria ruído excessivo. Isto pode ser
devido à formação de redemoinhos
turbulentos no jato do fluido ou das ondas
Ruído e Cavit ação

104
de choque sônicas que aparecem quando o
fluido atinge a velocidade crítica. O ruído a
jusante das válvulas não é atenuado.
Abafadores em linha podem ser usados a
jusante, mas podem reduzir o ruído por
apenas 15 a 20 dBA. Isolamento acústico
consegue atenuação de 5 dBA, assumindo
que seja instalado corretamente. Quando se
controla ou venta gases, os níveis de ruído
podem atingir até 120 dBA e mesmo com
válvulas com trim modificado e difusores, o
ruído pode ainda exceder 100 dBA.
Como a tecnologia de disco estaqueado
apresenta uma resistência gradual e
contínua para a vazão, as velocidades do
fluido ficam bem abaixo de Mach 1
(velocidade do som) e podem ser projetadas
para cair dentro dos limites de ruído
especificados.
Vent aerodinâmico de gás em alta
pressão é talvez a poluição sonora mais
severa no ambiente. A tecnologia com
discos estaqueados oferece dois métodos
para controlar o ruído neste contexto:
1. Uso de inserto em ângulo, operado
pneumaticamente e com ação rápida,
que ventaria a pressão de vapor
excessiva para a atmosfera, evitando
a planta de lifting. Nesta técnica, o
plug posicionado pneumaticamente
modula a área disponível do furo do
disco estaqueado para o controle da
vazão, ventando na atmosfera através
de uma mortalha em torno do disco
estaqueado que direciona a vazão
para fora, minimizando a carga reativa
e controlando o ruído do vent.
2. Quando se tem grande vazão de
massa e alta temperatura, usa-se uma
válvula acoplada com um resistor a
jusante que é um dispositivo passivo
também empregando a tecnologia de
disco estaqueado para acomodar a
maioria da queda da pressão na
condições de vazão.
4.6. Vibração
Forças de pressão desbalanceadas e
flutuantes em torno do plug da válvula
podem ser uma grande fonte de vibração,
especialmente em serviço severo de gás e
vapor. Estas forças geram vibrações axiais
e laterais, mesmo em relações de baixa
pressão, se as vazões mássicas forem
altas. Isto resulta em instabilidade de
controle, ruído aerodinâmico e iminente
falha no trim e tubulação. As habilidades
corretamente aplicadas na tecnologia de
disco estaqueado para controlar a
velocidade reduz este problema
significativamente.
3. Golpe de Aríete
O choque hidráulico da linha, martelo
d'água ou golpe de aríete ocorre quando a
velocidade do líquido é repentinamente
diminuída, como quando uma válvula é
fechada rapidamente.
Teoricamente, quando a velocidade da
vazão é alterada, uma onda de pressão
viaja ao longo do fluido, invertendo a
direção da vazão de cada seção do fluido
quando ele passa. Assim, o martelo d'água
é uma série de ondas de choque,
propagando na velocidade do som. Quando
elas se tornam grandes, estas ondas podem
destruir internos de medidores de vazão ou
de válvula, formar rachaduras na tubulação,
provocar vazamentos na tubulação. As
ondas de choque ou ondas de pressão
continuam até que o ciclo seja
completamente diminuído pelo efeito de
atrito entre o fluido e as paredes da
tubulação.
Para eliminar estas forças indesejáveis,
devem ser instaladas câmaras de surge na
forma de acumuladores hidropneumáticos,
próximas da fonte de surge. A magnitude do
efeito do choque depende de:
1. o comprimento da tubulação a
montante do ponto de fechamento
abrupto
2. a velocidade do fluido inicialmente
sob condição de regime permanente
3. a densidade do fluido
4. as propriedades elásticas da
tubulação e do fluido
5. a velocidade de fechamento da
válvula.

Ruído e Cavit ação

105











(a) Tubulação sem acumulador hidropneumático












(b) Vazão com acumulador hidropneumático

Fig. 5.16. Fenômeno do martelo d'água em tubulações




Os fabricantes de acumuladores
fornecem os procedimentos para projetar e
instalar seus produtos, salientando todas as
características importantes e listando as
formulas para determinar a magnitude do
choque da linha e dimensionando o
acumulador em si.
A Fig. 5.10 mostra os princípios de
operação de um acumulador
hidropneumático; tem-se:
1. Sem carregamento de gás, sem
pressão do fluido
2. Câmara pré carregada com gás
(nitrogênio)
3. Câmara de gás comprimida pelo
fluido bombeado
4. Câmara expandida depois da
descarga do fluido





Fig. 5.17. Princípio de operação do acumulador
hidropneumático (Fawcett Engineering Ltd)





O acumulador eletropneumático deve ser
empregado quando se tem algum problema
associado com cargas de choque, como em:
1. fechamento rápido de válvulas
2. movimento de pacotes de ar
3. partida de bomba com grande
solicitação de carga contra uma
pressão diferencial grande
4. surges em parada de bomba.
(Embora uma válvula de retenção
seja a solução comum para proteger
a bomba contra as forças de inércia,
deve-se considerar que quando o
motor da bomba pára, a vazão
reversa gera um choque quando a
válvula de refluxo é fechada
rapidamente.
O acumulador é um dispositivo simples e
efetivo para minimizar o choque e não
requer ou afeta outros equipamentos da
tubulação. Todos os equipamentos da linha
ficam protegidos pelo acumulador com as
pressões da linha sendo contidas e
absorvidas por ele.

=




=
Apostilas\Válvula 5válvula.doc 04 OUT 99
Vazão livre na tubulação
Válvula aberta
Tubulação
Onda choque Válvula fecha
rapidamente
Reação pressão
Parada repentina da vazão
Acumulador
Gás comprimido
Válvula aberta
Tubulação
Vazão do fluido
Válvula fecha
rapidamente


106
6. I nst alação





Objetivos de Ensino
6. Apresentar as necessidades da
instalação correta da válvula de
controle no processo.
7. Listar e justificar as aplicações de
equipamentos opcionais de válvula,
como posicionador e booster.
8. Descrever os principais acessórios
usados na montagem da válvula na
tubulação.
9. Descrever a tubulação e as
conexões do sistema.
1. Instalação da Válvula
1.1. Introdução
A decisão mais importante no
desenvolvimento das especificações da
válvula é a colocação da válvula certa para
fazer o trabalho certo. Depois, em
seqüência mas de igual importância, é a
localização da válvula e finalmente, a
instalação da válvula. Todas as três etapas
são igualmente importantes, para se obter
um serviço satisfatório e duradouro da
válvula.
1.2. Localização da Válvula
As válvulas devem ser localizadas em
uma tabulação, de modo que elas sejam
operadas com facilidade e segurança. Se
não há operação remota, nem manual nem
automática, as válvulas devem ser
localizadas de modo que o operador possa
ter acesso a ela. Quando a válvula é
instalada muito alta, além do alcance do
braço levantado do operador, ele terá
dificuldade de alcança-la e não poderá
fecha-la totalmente e eventualmente haverá
vazamento, que poderá causar desgaste
anormal nos seus internos.



Fig. 6.1. Local de instalação da válvula deve ser
facilmente acessível
1.3. Cuidados Antes da Instalação
As válvulas são geralmente
embrulhadas e protegidas de danos durante
seu transporte, pelo fabricante. Esta
embalagem deve ser deixada no lugar até
que a válvula seja instalada. Se a válvula é
deixada exposta, poeira, areia e outros
materiais ásperos podem penetrar nas suas
partes funcionais. Se estas sujeiras não
forem eliminadas, certamente haverá
problemas quando a válvula for instalada
para operar.
As válvulas devem ser armazenadas
onde sejam protegidas de atmosferas
corrosivas e de modo que elas não caiam
ou onde outros materiais pesados não
possam cair sobre elas.
Antes da instalação, é conveniente ter
todas as válvulas limpas, normalmente com
ar comprimido limpo ou jatos d'água. A
I nst alação
107
tabulação também deve ser limpa, com a
remoção de todas as sujeiras e rebarbas
metálicas deixadas durante a montagem.
1.4. Alívio das Tensões da Tubulação
A tabulação que transporta fluidos em
alta temperatura fica sujeita a tensos
termais devidas a expansão térmica do
sistema da tabulação. Por isso, deve se
prover expansão para o comprimento de
tabulação envolvido, para que estas tensos
não sejam transmitidas às válvulas e às
conexões.
A expansão da tabulação pode ser
acomodada pela instalação de uma curva
em "U" ou por uma junta de expansão entre
todos os pontos de apoio, sempre
garantindo que há movimento suficiente
para acomodar a expansão do comprimento
da tabulação envolvida. Note que a mesma
condição existe, mas em direção contrária,
quando se tem temperaturas criogênicas
(muito baixas). Neste caso, também de se
deve prover compensação para a contração
da linha.
Por questão econômica e para facilitar
a sua operação, é comum se ter o diâmetro
da válvula menor do que o da tabulação.
Para acomodar esta diferença de diâmetros,
usa-se o redutor entre a tabulação e a
válvula. O redutor aumenta as perdas e
varia o Cv da válvula. O comum é usar um
fator de correção, que é a relação dos Cv's,
sem e com os redutores. Estes fatores de
correção podem ser obtidos dos fabricantes
ou levantados experimentalmente.
1.5. Redutores
O efeito dos redutores na vazão critica
é também sentido e deve-se usar o fator de
vazão critica corrigido, que relaciona o Cv
da válvula, o Cf da válvula sem os redutores
e os diâmetros da válvula e da tabulação.
1.6. Instalação da Válvula
Há cuidados e procedimentos que se
aplicam para todos os tipos de válvulas e há
especificações especificas para
determinados tipos de válvulas.
Quando instalar a válvula, garantir que
todas as tensos da tabulação não são
transmitidas à válvula. A válvula não deve
suportar o peso da linha. A distorção por
esta causa resulta em operação ineficiente,
obstrução e a necessidade de manutenção
freqüente. Se a válvula possui flanges, será
difícil apertar os parafusos corretamente. A
tabulação deve ser suportada próxima da
válvula; válvulas muito pesadas devem ter
suportes independentes dos suportes da
tabulação, de modo a não induzir tensão no
sistema da tabulação.
Quando instalar válvula com haste
móvel, garantir que há espaço suficiente
para a operação da válvula e para a
remoção da haste e do castelo, em caso de
necessidade de manutenção local. A
insuficiência de espaço impede a válvula de
ficar totalmente aberta, resultando em
queda de pressão excessiva, erosão nos
cantos da lâmina, desgaste no assento.
É conveniente instalar a válvula com a
haste na posição vertical e com movimento
para cima; porém, muitas válvulas podem
ser instaladas com a haste em qualquer
ângulo. Quando instalar a válvula com a
haste se movimentando para baixo, o
castelo fica abaixo da linha de vazão,
formando uma câmara para pegar e manter
substâncias estranhas. Estas sujeiras, se
presas, podem eventualmente arruinar a
haste interna ou os filetes de rosca.
1.7. Válvula Rosqueada
Evitar subdimensionar roscas na seção
da tabulação onde deve se instalar a
válvula. Se a seção rosqueada da tabulação
é muito pequena, quando aparafusada na
válvula para se ter uma conexão vedada,
pode arrebentar o diafragma e distorce-lo,
de modo que o disco não fará uma vedação
perfeita. Com a porção rosqueada muito
pequena, pode ser impossível se ter uma
vedação completa. Uma prática segura é
I nst alação
108
fazer roscas na tabulação e no corpo da
válvula em dimensões e tolerâncias padrão.
Tinta, graxa ou compostos para selo de
junta devem ser aplicados somente às
roscas (macho) da tabulação e não nas
roscas (fêmea) no corpo da válvula. Isto
reduz a chance do excesso da tinta, graxa
ou o composto ficar na sede e nas outras
partes internas da válvula, causando futuros
problemas.
Quando instalar válvulas com conexões
rosqueadas, usar a chave de aperto de
tamanho correto, cuidando de não espanar
nem arranhar as conexões. A chave de
boca deve ser usada no lado da tabulação
da válvula para minimizar a chance de
arranhar o corpo da válvula. Por precaução,
a válvula deve ser fechada totalmente antes
da instalação.


Fig. 6.2. Válvula montada em local remoto


1.8. Válvula Flangeada
Quando instalar válvulas flangeadas,
apertar os parafusos do flange, segurando
as porcas diametralmente opostas entre si,
na ordem N, S, W, E, NW, SE, SW e NE.
Todos os parafusos devem ser apertados
gradualmente, até um aperto padrão.
Primeiro coloque e aperte os parafusos com
os dedos e depois de 3 a 4 voltar com a
chave de boca no parafuso 1 (N). Aplique o
mesmo número de voltar em cada parafuso,
seguindo a ordem acima. Repetir o
procedimento, até atingir o aperto correto.
Esta tensão uniforme distribuída em toda a
seção transversal, torna menos provável o
estrago da gaxeta.
2. Acessórios e Miscelânea
2.1. Operador Manual
Os acessórios para a operação manual
são usualmente fornecidos para resolver um
dos seguintes problemas:
1. A válvula está instalada num local
inacessível (não devia) e é difícil a
operação manual convencional,
2. A válvula é tão grande, que um
volante convencional é insuficiente
para permitir a abertura ou o
fechamento manual.
3. O volante manual é usado para o
fechamento manual da válvula no
local, em substituição ao fechamento
automático ou manual feito através
do atuador pneumático, em casos de
emergência, durante a partida ou na
falta de ar.
Eles não são muito freqüentes e só se
justifica sua aplicação em serviços críticos
ou quando não há válvulas de bloqueio ou
de bypass.



Fig. 6.3. Volante montado na válvula


Os principais acessórios incluem as
hastes com extensão, operador com
corrente, operador com engrenagens.
Usam-se alavancas ou volantes para
operação manual de válvulas com diâmetros
de até 12". Para válvulas maiores, usam-se
engrenagens, parafusos sem fim, correntes
ou hastes de extensão.
I nst alação
109
2.2. Posicionador
O posicionador é um acessório opcional
e não um componente obrigatório da
válvula, mesmo que alguns usuários
padronizem e tornem seu uso extensivo a
todas às válvulas existentes.















Fig. 6.4. Posicionador acoplado à haste da válvula


O posicionador é um dispositivo que é
acoplado à haste da válvula de controle
para otimizar o seu funcionamento. O
posicionador recebe o sinal padrão de 3 a
15 psig e gera, na saída, também o sinal
padrão de 3 a 15 psig e por isso é
necessária a alimentação pneumática de 20
psig. O posicionador é usado para fechar a
malha de controle em torno do atuador da
válvula. Ele atua na haste da válvula até
que a medição mecânica da posição da
haste esteja de conformidade e balanceada
com o sinal de entrada.













Fig. 6.5. Esquema de posicionador
O objetivo do posicionador é o de
comparar o sinal da saída do controlador
com a posição da haste da válvula. Se a
haste não esta onde o controlador quer que
ela esteja, o posicionador soma ou subtrai
ar do atuador da válvula, até se obter a
posição correta. Há um elo mecânico,
através do qual o posicionador sente a
posição da válvula e monitora o sinal que
vai para o atuador.
As justificativas legitimas para o uso do
posicionador são para:
1. eliminar a histerese e banda morta da
válvula, garantindo a excursão linear da
haste da válvula, por causa de sua
atuação direta na haste,
2. posicionador alterar a faixa de sinal
pneumático, por exemplo, de 3 a 15 psig
para 15 a 3 psig ou de 3 a 9 psig para 3
a 15 psig. O uso do posicionador é
obrigatório na malha de controle de faixa
dividida (split range), onde o mesmo
sinal de controle é enviado para várias
válvulas em paralelo.
São razões para o uso do posicionador,
mas não muito legitimas:
1. aumentar a velocidade de resposta da
válvula, aumentando a pressão ou o
volume do ar pneumático de atuação,
para compensar atrasos de transmissão,
capacidade do atuador pneumático.
Deve-se usar um booster no lugar do
posicionador.
2. escolher ou alterar a ação da válvula,
falha-fechada (ar para abrir) ou falha-
aberta (ar para fechar). Deve-se fazer
isso com relé pneumático ou no próprio
atuador da válvula.
3. modificar a característica inerente da
válvula, através do uso de cam externa
ou gerador de função. Isto também não
é uma justificativa valida, pode-se usar
relé externo, que não degrada a
qualidade do controle.
Há porém, duas outras regras, talvez
mais importantes, embora menos
conhecidas, referentes ao não uso do
posicionador. São as seguintes:
1. não se deve usar posicionador quando
o processo é mais rápido que a válvula.
I nst alação
110
2. ao se usar o posicionador, deve se
aumentar a banda proporcional do
controlador, de 2 a 5 vezes, em relação
à sua banda proporcional sem
posicionador. Quando isso é impossível,
não se pode usar o posicionador.
As regras para uso e não uso devem ser
perfeitamente entendidas. O posicionador
torna a malha mais sensível, mais rápida ou
com maior ganho. Se a malha original já é
sensível ou rápida, a colocação do
posicionador aumenta ainda mais a
sensibilidade e rapidez, levando certamente
a malha para uma condição instável, de
oscilação. Quando se coloca um
posicionador em uma malha de controle
rápida, o desempenho do controle se
degrada ou tem que se ressintonizar o
controlador, ajustando a banda proporcional
em valor muito grande, às vezes, em valores
não disponíveis no controlador comercial ou
em valores de ganho tão pequeno que
reduz a capacidade de controle da malha.
Geralmente não se usa posicionador em
malha de controle de vazão, pressão de
líquido e pressão de gás em volume
pequeno, desde que estes processos são
muito rápidos. Para processos rápidos, mas
com linhas de transmissão muito grandes ou
com atuadores de grandes volumes, a
solução é acrescentar um amplificador
pneumático (booster), em vez de usar o
posicionador. O booster também melhora o
tempo de resposta e aumenta o volume de
ar do sinal pneumático e, como seu ganho é
unitário, não introduz instabilidade ao
sistema.



Fig. 6.6. Posicionador a balanço de forças


O posicionador pode ser considerado
como um controlador de posição,
proporcional puro, de alto ganho (banda
estreita). Quando ele é colocado na válvula
de controle, o posicionador é o controlador
secundário de uma malha em cascata,
recebendo o ponto de ajuste da saída do
controlador primário. Esta analogia é útil,
pois facilita a orientação de uso ou não uso
do posicionador. Como em qualquer de
controle cascata, o sistema só é estável se
a constante de tempo do secundário
(posicionador) for muito menor que a do
primário.
O posicionador pode receber
diretamente o sinal padrão de corrente de 4
a 20 mA cc; neste caso é chamado de
posicionador eletropneumático. Na prática,
este posicionador é um transdutor corrente
para ar comprimido acoplado a um
posicionador pneumático. Assim, o
posicionador eletropneumático recebe na
entrada o sinal de 4 a 20 mA cc,
proveniente do controlador e gera na saída
o sinal de 3 a 15 psig, que vai para o
atuador pneumático da válvula, além de
posicionar a abertura da válvula, através da
haste.

Fig. 6.7. Posicionador
2.3. Booster
O booster, também chamado relé de ar
ou amplificador pneumático, tem a função
aproximada do posicionador. A aplicação
típica do booster é para substituir o
posicionador, quando ele não é
recomendado, como em malhas de controle
de vazão de líquido ou de pressão de
líquido.
I nst alação
111
O booster é usado no atuador da
válvula para apressar a resposta da válvula,
para uma variação do sinal de um
controlador pneumático com baixa
capacidade de saída, sem o inconveniente
de provocar oscilações, por não ter
realimentação com a haste da válvula. Eles
reduzem o tempo de atraso resultante de
longas linhas de transmissão ou quando a
capacidade da saída do controlador é
insuficiente para suprir a demanda de
grandes atuadores pneumáticos.












Fig. 6.8. Princípio de funcionamento do booster












Fig. 6.9. Corte de um booster

Outros possíveis usos de booster são:
1. amplificar ou reduzir o sinal
pneumático, tipicamente de 1:1 e 1:3
ou 5:1, 2:1 e 3:1
2. reverter um sinal pneumático: por
exemplo, quando o sinal de entrada
aumenta, a saída diminui. Quando a
entrada é 20 kPa, a saída é 100 kPa,
quando a entrada é 100 kPa, a saída
é 20 kPa.








Fig. 6.10. Aparências externas do booster
2.4. Chaves fim de curso
As chaves de limites ou de fim de curso
são montadas ao lado da válvula e são
acionadas diretamente pela posição da
haste. Estas chaves são usadas para
acionar alarmes, válvulas solenóides, relés,
lâmpadas, motores ou qualquer outro
dispositivo elétrico.















Fig. 6.11. Chaves limites montadas no corpo da válvula
2.5. Conjunto Filtro Regulador
A válvula com atuador pneumática é
acionada apenas pelo sinal de 20 a 100
kPa. Opcionalmente, quando se usa o
posicionador ou o booster, é necessário
alimenta-los com 120 kPa. Nesta montagem
é também comum usar o filtro-regulador de
ar.

I nst alação
112











Fig. 6.12. Conjunto típico de alimentação pneumática

O conjunto filtro-regulador de ar
conjunto fornece uma pressão reduzida e
constante de ar de suprimento ao
posicionador e booster. A pressão de saída
do regulador é tipicamente entre 120 a 140
Kpa, quando se tem o sinal padrão de 20 a
100 kPa.
O filtro remove partículas sólidas e
líquidas, que poderiam entupir os
mecanismos pneumáticos.
2.6. Transdutor Corrente para Ar
Quando o controlador é eletrônico e o
atuador da válvula é pneumático, deve-se
usar o transdutor corrente para pneumático
(I/P), para compatibilizar os dois tipos de
sinais. Por causa do tempo de resposta do
sinal eletrônico ser muito menor que o do
pneumático, a maioria dos transdutores é
montada no campo, junto à válvula de
controle. Como isso é tão freqüente, pensa-
se e se considera o transdutor I/P como um
acessório da válvula de controle.
Quando também se usa o posicionador,
é disponível um único instrumento que
incorpora o circuito de conversão I/P e o de
posicionamento da haste; tem-se o
posicionador eletromecânico.












Fig. 6.13. Conjunto transdutor i/p e posicionador


2.7. Relés de Inversão e de Relação
Um relé de relação é usado para
multiplicar ou dividir a pressão de um sinal
de entrada. Ele pode ser usado em
sistemas de controle de faixa dividida (split
range). Por exemplo, um relé de relação 1:2
pode alterar a faixa de 3 a 9 psi para 3 a 15
psi.
O relé de inversão é usado quando a
ação de um controlador precisa ser
invertida. Por exemplo, as válvulas do
sistema de faixa dividida porém ser
operadas de um controlador onde uma
válvula é ar para abrir, enquanto a outra é
ar para fechar. O relé inversor pode ser
usado em uma das válvulas para se obter a
ação desejada.















Fig. 6.14. Malha de controle de faixa dividida onde é
mandatório o uso de posicionador

I nst alação
113
3. Tubulação
Tubulação ou tubo é o condutor
destinado a transportar os fluidos numa
indústria. A secção transversal padrão da
tabulação é teoricamente circular. Os fluidos
podem ser líquidos viscosos, com sólidos
em suspensão, sólidos fluidizados, gases,
vapor d'água. Na maioria das aplicações
industriais o fluido se movimenta por causa
da pressão aplicada na tabulação, através
de bombas, compressores, ventiladores e
outras equipamentos geradores de pressão.
Quando um fluido está em vazão em
regime permanente em uma tabulação longa
e reta, de diâmetro uniforme, o perfil da
vazão, como indicado pela distribuição da
velocidade através do diâmetro da
tabulação, assume uma determinada forma
característica. Qualquer impedimento na
tabulação que mude a direção de toda
vazão ou mesmo parte dela, altera o padrão
de vazão característico e cria turbulência,
causando uma perda de energia maior do
que normalmente acontece em uma vazão
em tabulação reta. Como as válvulas e
conexões na tabulação perturbam o padrão
de vazão, elas produzem uma queda de
pressão adicional.
A queda de pressão produzida por uma
válvula (ou conexão) consiste de:
1. A queda de pressão dentro da
própria válvula.
2. A queda de pressão na tabulação a
montante em excesso daquela que
normalmente ocorreria se não
houvesse válvula na linha. Este
efeito é pequeno.
3. A queda de pressão na tabulação a
jusante em excesso daquela que
normalmente ocorreria se não
houvesse válvula na linha. Este
efeito pode ser relativamente grande.
Do ponto de vista experimental, é difícil
medir os três itens separadamente. Seu
efeito combinado é a quantidade desejada,
porém, e isso pode ser precisamente
medido por métodos bem conhecidos.
Muitas experiências tem mostrado que a
perda de pressão devida a válvulas e
conexões é proporcional a uma potência
constante da velocidade. Quando a queda
de pressão ou perda de carga é plotada
contra a velocidade em coordenadas
logarítmicas, a curva resultante é uma linha
reta. Na faixa de vazão turbulenta, o valor
do expoente da velocidade varia entre 1.8 e
2.1 para diferentes projetos de válvulas e
conexões. Porém, para todos efeitos
práticos, pode se assumir que a queda de
pressão ou perda de carga devida a vazão
dos fluidos em regime turbulento através de
válvulas e conexões varia com o quadrado
da velocidade.
3.1. Classificação dos Tubos
Os tubos podem ser classificados em
função dos materiais, como metálicos e não
metálicos.
Os tubos metálicos podem ser de
material ferroso ou não ferroso. Exemplos
de materiais ferrosos usados
comercialmente: ferro forjado, ferro fundido,
aço carbono, aço inoxidável, aços liga
(Alloy) especiais, Monel
R
(Ni-Cu),
Hastelloy
R
, Admiralty
R
(Cu-Zn, Sn). Os
metais não ferrosos são: cobre, latão (Cu-
Zn), bronze (Cu, Sn), chumbo, níquel e
outras ligas não contendo ferro.
Os tubos não metálicos usados nas
tubulações da indústria são: plásticos
(PVC), borracha, neoprene, cerâmica,
concreto, cimento-amianto, vidro, lama
vitrificada.



Fig. 6.15. Tubulações industriais


As tubulações podem ser mistas, com
parte metálica e parte não-metálica; por
exemplo, mangotes de borracha com
armação de ferro. Os tubos podem ter
I nst alação
114
revestimentos externos ou internos, para
fins de proteção contra corrosão química ou
erosão física. Por exemplo, as tubulações
metálicas para água salgada podem ser
revestidas internamente de concreto.
Quanto a construção, os tubos podem
ser flexíveis ou não flexíveis, com costura
ou sem costura.
3.2. Diâmetros dos Tubos
Os diâmetros dos tubos são discretos e
padronizados. Mesmo no sistema de
unidades SI é comum se usar a polegada
para expressar o tamanho do diâmetro do
tubo. A bitola do tubo coincide com o
diâmetro externo, para tubos maiores que
14" e se aproxima do diâmetro interno para
diâmetros menores do que 12".
Os diâmetros comerciais padrão em
polegadas são:
1/8 ¼ 3/8 ½ ¾
1 1 ¼ 1 ½ 2 3
4 6 8 10 12
(de 2" em 2") até 30.
Os tubos de aço são disponíveis em
diâmetros desde 1/8" até 30"; os de aço
inoxidável, com diâmetros de até 12". Os
tubos de cobre, latão, bronze, alumínio e
suas ligas tem bitolas de 1/4" a 1/2". Os
tubos de chumbo existem de 1/4" até 12".
Os tubos de PVC são disponíveis em bitolas
de 1/4" a 8".
Os tubos acima de 30" são fabricados
sob encomenda e normalmente são
construídos com costura.
3.3. Espessuras Comerciais
As paredes dos tubos de aço tem
espessuras padronizadas. Para o mesmo
diâmetro, a espessura da parede pode
variar de acordo com as condições de
pressão e temperatura do serviço. A
espessura da parede é expressa em
"número de Schedule"; os valores discretos
são 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e
160. Quanto maior o número do Schedule,
mais espessa é a parede do tubo.
Os tubos de metais não-ferrosos
possuem outro padrão. Os tubos de cobre,
bronze e alumínio são designados pelos
tipos K, L, M. O tipo K é o mais pesado e de
maior espessura de parede.

















Fig. 6.16. Schedules de tubulação


3.4. Aplicações dos Tubos
Os tubos de ferro fundido são os mais
baratos e usados para serviços de baixa
pressão e com pequeno esforço mecânico;
por exemplo, para água, efluentes não
corrosivos, esgoto.
Os tubos de aço carbono são os mais
usados em uma indústria petroquímica e
refinaria de petróleo. É o material padrão,
exceto para serviços com fluidos corrosivos
e de temperaturas extremas (muito baixas
ou muito altas).
Os tubos de aço-liga são usados para
os serviços onde o aço carbono é
inadequado: com fluidos corrosivos e
temperaturas extremas. As ligas com cromo
e molibdênio são convenientes para altas
temperaturas e as ligas com níquel, para
baixas temperaturas.
Os tubos de aço inoxidável são usados
para serviços ainda mais severos do que os
de aço liga. Os tubos de metais não-
ferrosos são usados em serviços com
fluidos corrosivos e para tubulações de
pequeno diâmetro, como distribuição de ar
comprimido, linhas finas de vapor. Os tubos
plásticos são usados em aplicações com
ID
OD
Schedule 40 (padrão)
Schedule 80 (extra pesado)
Schedule 160 Duplo extra pesado
I nst alação
115
fluidos corrosivos, mas limitados a baixas
pressão e temperatura.
3.5. Conexões
Uma tabulação industrial é longa muda de
direção freqüentemente e por isso é
constituída de vários tubos emendados
através de conexões especiais. Os objetivos
das conexões, isoladas ou combinadas,
são:
1. fazer ligações,
2. mudar a direção,
3. fazer derivações,
4. casar tubulações com diâmetros
diferentes (redução ou expansão),
5. fazer fechamentos,
6. isolar trechos.
As conexões que fornecem ligações de
tubos entre si são as luvas, uniões, niples e
flanges.
As conexões que permitem mudanças
de direção em tubos são as curvas de raio
longo e curto de 45
o
, 90
o
e 180
o
, joelhos
de 45
o
, 90
o
e 180
o
, cotovelos e retorno.





















Fig. 6.17. Figura oito ou espetáculo


Para fazer derivações em tubos se
usam tees normais, tees de 45
o
, tees de
redução, peças em Y, cruzetas, cotovelos e
anéis de reforço.
As conexões que permitem mudanças
de diâmetro em tubos são as reduções
concêntricas e excêntricas e as buchas de
redução.
Para fechar as extremidades de linhas
são usados bujões e flanges cegas. Para
isolar trechos de tubulações e
equipamentos da linha são usadas raquetes
e a figura oito.
As conexões são ligadas à tabulação
através de rosca, flange ou solda.
As ligações flangeadas são usadas
para ligar equipamentos à tabulação, pois
permitem maior flexibilidade operacional,
com retirada e colocação fácil do
equipamento.
As ligações soldadas são usadas para
ligar tubos de modo irreversível, provendo
boa vedação e maior segurança
operacional.
As ligações rosqueadas são usadas
para serviços de utilidades (ar, água) de
baixa pressão e com produtos não
corrosivos.
3.6. Velocidade dos Fluidos
A velocidade de um líquido vazando em
uma tabulação pode ser determinada pela
seguinte formula:

v = 2.78 Q/A
onde
v = velocidade, m/s
Q = vazão volumétrica, m
3
/h
A = área transversal, cm
2

Para encontrar a velocidade de um
fluido compressível em uma tabulação vale
(base de peso):

v = 2.78 W v/A
onde
v = velocidade do fluido, m/s
W = vazão mássica do fluido, kg/h
V = volume especifico, m
3
/kg
A = área, cm
2

Para encontrar a velocidade de um fluido
compressível em uma tubulação vale

v = 2.78 F/A
I nst alação
116

onde
v = velocidade do fluido, m/s
Q = vazão real do fluido, m
3
/h
A = área, cm
2

Note que a vazão do gás deve ser nas
condições reais do processo. Se é
conhecida a vazão nas condições padrão,
deve-se usar a seguinte formula de
conversão:
273
T
p
1
Q Q
p r
·
onde
p = pressão absoluta do processo, bars
T = temperatura absoluta do processo,
273 + t
o
C
3.7. Dimensionamento da Tubulação
O dimensionamento da tabulação é algo
que interessa ao projetista; a maioria dos
instrumentista já encontra a tabulação
pronta para receber o medidor de vazão ou
a válvula de controle. Uma tabulação pode
ser dimensionada por vários modos,
dependendo dos fatores críticos. Os três
métodos usados são:
1. dimensionamento pela velocidade,
usado quando a queda de pressão
não é uma consideração importante,
2. dimensionamento pela queda de
pressão (perda de carga),
3. dimensionamento pela curva
característica da bomba.
3.8. Válvula com Redução e
Expansão
É comum se ter o diâmetro da válvula
menor que o diâmetro da tubulação. Nestas
geometrias, há uma redução na área de
entrada da válvula e uma expansão na sua
saída. Há sempre quedas de pressão
nestas passagens abruptas ou suaves,
chamadas de perda de expansão e perda
de contração.
Quando o dimensionamento da válvula
resultar em uma válvula com diâmetro maior
do que o da tubulação, deve-se usar uma
válvula com o diâmetro igual ao da
tubulação e usar uma capacidade de bomba
maior (maior pressão à vazão máxima).
Quando a válvula é montada entre
redutores de tubulação, há um aumento na
sua capacidade real. O redutor cria uma
queda de pressão adicional no sistema,
agindo como uma contração em série com a
válvula e uma expansão. Deve-se usar um
fator de correção (R) de capacidade, dado
em tabelas. Este fator R é baseado na
diminuição da velocidade em contração e
expansão abrupta e permite o
dimensionamento mais seguro da válvula.
Este fator R é chamado de Fp, na
nomenclatura ISA.
A fórmula para redutores é

,
`

.
|

,
`

.
|

,
`

.
|
− − ·
p
G
d 96 , 3
Q
D
d
1 5 , 1 1 R
2
2
2
2


onde
Q é a vazão volumétrica em m
3
/h
∆P é a pressão diferencial real, em
bars
d é o diâmetro da válvula, em cm
D é o diâmetro da linha, em cm
G é a densidade relativa do líquido
















Fig. 6.18. Válvula com redução e expansão



I nst alação

117
Tab. 6.1. Recomendações para instalação da válvula redutora de pressão, geralmente
aplicável também a válvula de controle







Não superdimensionar a válvula redutora
de pressão





Não superdimensionar deliberadamente a
válvula redutora de pressão





Não usar válvulas redutoras, válvulas de
bloqueio e válvulas de controle do mesmo
diâmetro da tubulação




Não colocar válvulas de bloqueio
subdimensionadas antes e depois da
válvula redutora




Não colocar tubulação subdimensionada
antes e depois da válvula redutora




Não colocar curvas antes e depois da
válvula redutora de pressão




Não colocar a válvula redutora na
parte da tubulação que possa ficar cheia
de condensado. Se necessário, usar
purgadores







118
7. Calibração, Aj ust e e
Manut enção



1. Calibração e Ajuste
1.1. Ajuste de Bancada
O ajuste de bancada (bench set) deve
ser a primeira tarefa a ser feita para se
preparar a válvula para operar. Bench set é
o termo usado para descrever o ajuste de
um atuador com mola que determina a
quantidade de força de restauração que a
mola fornece quando o atuador estiver
acoplado à válvula. É expresso como uma
faixa de pressão para o curso nominal da
válvula e é calculado com base nas cargas
de serviço internas à válvula que devem ser
superadas para que a válvula seja acionada
adequadamente.
Embora seja calculada com base nas
cargas de serviço, o bench set não deve ser
ajustado ou verificado com qualquer tipo de
fricção ou carga.
Um roteiro recomendado é o seguinte:
1. Consultar a Folha de Especificação
ou a Plaqueta de Identificação da
válvula para determinar o valor do
bench set. Observar que para que o
bench set seja especificado para um
atuador, é necessária a existência de
uma mola, desde que ele determina o
ajuste da mola.
2. Certificar que
a) o atuador esteja desacoplado ou
que não haja vazão ou pressão
no corpo da válvula.
b) o engaxetamento esteja
totalmente folgado, para que não
haja atrito.
3. Ligar uma fonte de pressão regulável
com um manômetro com precisão de
t.0,5% do fundo de escala à entrada
de pressão do atuador. O
posicionador , se existir, deve ser
colocado em by pass.
4. Variar a fonte de pressão para
acionar o atuador, até que ele atinja
o batente superior, aumentando ou
diminuindo a pressão, de acordo com
o tipo do atuador, ar-para-abrir (falta
de ar fecha) ou ar-para-fechar (falta
de ar abre). Se a válvula estiver
abrindo, pode ser necessário apertá-
la para alcançar o batente superior,
localizando o dispositivo de ajuste do
bench set no atuador e acionando-o
até o diafragma encostar no batente
superior.
5. Considerando um atuador do tipo ar-
para-fechar, quando o diafragma
estiver encostado no batente
superior , pode-se verificar a tensão
da mola ou bench set, aumentando a
pressão do ar até o ponto em que o
atuador comece a se deslocar
(anotar este primeiro valor de
pressão) e aumentando a pressão
até o atuador percorrer o curso
nominal da válvula (anotar este
segundo valor de pressão). Estes
dois valores de pressão definem o
bench set para o atuador.
Para o atuador do tipo ar para abrir, a
pressão deve ser reduzida até que o
atuador comece a se afastar do batente
superior (primeiro valor) e continuando a
redução da pressão até o atuador
percorrer toda a extensão nominal da
válvula (segundo valor). Se a diferença
entre os dois valores de pressão
medidos estiver dentro da precisão de
±10% o resultado é considerado
Calibração, Aj ust e e Manut enção

119
satisfatório; se a diferença estiver fora
deste limite, a mola deve ser substituída.
Se houver necessidade de ajuste,
acionar o dispositivo de ajuste do bench
set até que os valores de pressão
alcancem uma faixa aceitável dentro da
tolerância requerida.



Fig. 7.1. Ajuste de bench set

1.2. Ajuste do Curso da Válvula
Para uma válvula com haste deslizante, o
curso é definido como a distância percorrida
pela haste, entre a sede da válvula e o
batente do atuador. O curso é também
chamado de stroke, travel ou excursão.
Pode se usar o seguinte procedimento
para ajustar corretamente o curso da
válvula, garantindo o mesmo valor de ajuste
do bench set.
1. Consultar a Folha de Especificação
ou a Plaqueta de Identificação da
válvula para obter o valor do curso
da válvula.
2. Conectar o suprimento de ar à
entrada do atuador sem o
acoplamento da haste.
3. Usar um adaptador para ligar
provisoriamente as hastes do atuador
e da válvula. Ajustar o suprimento de
ar para aproximar o obturador da
base da sede, encostando um ao
outro. Este procedimento considera
que o obturador permanece
encostado na sede.
4. Garantir que o curso da válvula seja,
pelo menos, 10% superior ao valor
nominal, possibilitando que a válvula
seja ajustada de modo que o curso
seja limitado pela sede e pelo
batente do atuador. Se o curso do
atuador não for maior que o curso
nominal, o curso fica limitado pelo
atuador nas duas extremidades e o
obturador pode não encostar na
sede. Se o curso do obturador for
muito curto, verificar se ele não está
sendo limitado por um batente
ajustável ou volante manual. Caso
não seja nenhum destes motivos, o
atuador deve ser substituído ou
desmontado para se corrigir o curso.
A única opção além dessas
mencionadas é reduzir o curso
nominal da válvula.
5. Com o atuador encostado no batente
superior, ajustar a pressão para
provocar um deslocamento
equivalente ao curso nominal. Ligar a
haste do atuador à haste da válvula.
6. Depois da ligação, acionar a válvula
diversas vezes, comparando os
valores de deslocamento de curso
com o curso nominal. A diferença não
pode ser maior que 1/16 de
polegada. Se for necessário fazer
ajustes, afastar o obturador da sede,
folgar o conector das hastes e ajustar
a haste da válvula para se obter um
curso maior ou menor, conforme o
caso. Nunca ajustar a haste da
válvula com o obturador encostado
na sede, pois poderá haver danos na
sede e prejuízo na vedação da
válvula.
7. Em válvulas que utilizem conexão do
tipo castanha bi-partida, a haste da
válvula deve ser girada para dentro
da haste do atuador ao máximo e em
seguida, a válvula deve ser acionada
em direção à sede. Neste primeiro
acionamento, o curso é limitado pelo
batente inferior do atuador. Depois, a
Calibração, Aj ust e e Manut enção

120
válvula deve ser acionada para a
posição aberta e a sua haste deve
ser girada para fora do atuador em
meia rotação. Acionar mais uma vez
e anotar a posição da haste. Este
procedimento deve ser repetido até
que o curso da válvula tenha
provocado o contato entre o
obturador e a sede e que seja igual
ao curso nominal. O grampo de
acoplamento deve ser apertado para
evitar a rotação da haste.
8. Ajustar adequadamente o indicador
de curso.
1.3. Calibração do Posicionador
Pode-se usar o seguinte procedimento
para calibrar o posicionador opcional da
válvula de controle:
1. Consultar a Folha de Especificação
para verificar o sinal de entrada, o
curso, a ação da válvula (ar-para-
abrir ou ar-para-fechar) da válvula e
alguma opção extra (caracterização
especial).
2. Ligar uma fonte calibrada de sinal
pneumático à entrada do
posicionador.
3. Verificar se a haste de realimentação
da posição da válvula está
corretamente colocada e fixada,
considerando-se o curso nominal da
válvula. Uma falha comum é colocar
a haste no orifício da braçadeira de
realimentação, provocando falta ou
excesso de realimentação fornecida
pelo mecanismo do posicionador.
Excesso de realimentação pode
causar danos nas partes internas do
posicionador.
4. Instalar um manômetro calibrado na
saída do posicionador, com precisão
de ±0,5% do fundo de escala,
quando o posicionador não tiver
manômetro ou quando o manômetro
existente não tiver a confiabilidade
requerida.
5. Para o posicionador de ação ar-para-
fechar, reduzir o sinal de entrada até
atingir o limite inferior da faixa. A
saída do posicionador deve indicar O
kPa (O psi) e a válvula deve assumir
a posição correspondente a O kPa
(O psi): totalmente aberta ou
totalmente fechada. Se a saída do
posicionador não indicar O kPa (O
psi), ajustar o zero do posicionador
até obter este valor.
6. Aumentar o sinal de entrada até
atingir o limite superior da faixa. A
saída do posicionador deve indicar 1
00 kPa (1 5 psi), quando o
suprimento for de 120 a 140 kPa (20
a 22 psi) e a válvula deve indicar o
curso total. Se o sinal de saída não
indicar a pressão mencionada,
ajustar o span do posicionador até
conseguir este valor. Se o ajuste
não for possível, o posicionador está
operando incorretamente e requer
manutenção.
7. Repetir os itens 5 e 6 até que o
resultado obtido seja
a) 0 kPa (0 psi) na entrada provoca o
deslocamento da válvula para uma
das extremidades do curso
b) 100 kPa (15 psi) provoca o
acionamento do curso total da
válvula na direção oposta.
A repetição deste procedimento é
necessária por causa da interação
dos ajustes de zero e de span do
posicionador.
8. Observar que existem muitos fatores
que podem afetar o curso da válvula
e que não estão relacionados com o
desempenho do posicionador e por
isso o posicionador pode estar em
perfeita condição e o curso da
válvula pode parecer irregular. Se o
sinal de saída estiver variando de
uma pressão de 100 kPa para O kPa,
o posicionador está funcionando
corretamente e a falha está em outro
componente:
a) bench set está errado,
b) suprimento de ar está
insuficiente
c) ajuste do curso está incorreto.

Calibração, Aj ust e e Manut enção

121
















Fig. 7.2. Ajuste do posicionador (Fisher Rosemount)



















Fig. 7.3. Componentes do atuador














Fig. 7.4. Plaqueta de identificação da válvula com dados essenciais

Calibração, Aj ust e e Manut enção

122
1.4. Montagem e Desmontagem
1. Consultar as informações relacionadas
com as Normas de Segurança
referentes à manipulação do fluido
manipulado pela válvula, incluindo a
descontaminação, se necessária. Antes
de iniciar a desmontagem, ter à mão o
Manual de Instruções e a Lista de Peças
Sobressalentes, verificando a
disponibilidade das peças
sobressalentes recomendadas.
2. Montar a válvula em uma banda com
suporte adequado.
3. Fazer uma inspeção visual detalhada da
válvula, anotando as irregularidades
encontradas.
4. Se possível, fazer um teste para verificar
o estado inicial da válvula. Estas
informações são úteis para documentar
as falhas relacionadas com a operação
da válvula.
5. Colocar marcas no atuador, castelo e
corpo para que uma seja gravada a
orientação da desmontagem. As vezes,
estas marcas podem identificar fontes
de problemas ocorridos na
desmontagem.
6. Pressurizar o atuador e acessórios,
usando sabão líquido para localizar
vazamentos de ar.
7. Verificar o aperto das porcas dos
parafusos de engaxetamento.
8. Retirar a tensão da mola do atuador e
desligar a haste da válvula da haste do
atuador. Deve-se tomar cuidado para
não girar a haste da válvula enquanto
houver contato entre o obturador e a
haste, pois isso pode provocar danos na
superfície de assentamento da sede.
9. Desligar o atuador do castelo.
10. Folgar os parafusos do castelo,
deixando alguns parafusos com porcas
para evitar o deslocamento brusco do
castelo, devido a pressões internas.
Remover o castelo. Retirar as gaxetas e
componentes do engaxetamento do
castelo.
11. Manter os internos nos devidos lugares
e anotar a seqüência de montagem ,
inspecionar e verificar se há marcas
anormais ou danos no conjunto.
Examinar cuidadosamente as
superfícies das juntas.
12. Retirar o conjunto haste-obturador,
verificando se há marcas anormais ou
danos.
13. Retirar a gaiola e a sede, seguindo as
recomendações do Manual de Instrução.
Se a sede tiver roscas, aplicar o torque
correto para folgar os componentes. Se
a sede escapulir ou se um dos
componentes se quebrar, há sérios
riscos de acidente com lesões.
14. Inspecionar a parte interna do corpo,
procurando sinais de vazamento, erosão
ou corrosão.
15. Limpar e jatear o corpo, inspecionando-
o novamente. Executar os reparos
necessários. Deixar os estojos de
parafusos em banho com fluido
anticorrosivo.
16. Não desmontar as peças feitas de
elastômeros, desde que eles não
apresentam falhas na inspeção
preliminar (itens 4 e 6) e se elas não
estiverem na programação de
substituição.
17. Substituir as peças de elastômeros e os
rolamentos do atuador, quando
submetido a um serviço padrão, a cada
quatro anos. Esta substituição evita
vazamento e aumento de resposta da
válvula, causados pelo aumento da
rigidez dos materiais.
18. Para remontar a válvula, inserir o anel
da sede dentro do corpo. As faces de
assentamento da sede e do obturador
devem ser submetidas a um passe de
torno para a eliminação de ranhuras ou
arranhões. As sedes devem ser
lapidadas quando a classe de vedação
da válvula for IV ou superior.
19. Remontar o conjunto do corpo, usando
juntas novas e apertando os parafusos
do castelo com os torques
recomendados. Reinstalar o
engaxetamento de acordo com o Manual
de Instrução.
20. Reinstalar e ajustar o atuador no
castelo.
21. Ajustar o curso e ligar a haste do
atuador ao corpo. Apertar as gaxetas.
22. Recalibrar os acessórios.
Calibração, Aj ust e e Manut enção

123
2. Manutenção
2.1. Conceitos gerais
O desempenho da válvula de controle é
chave para o desempenho da planta inteira.
Aceitando-se este fato, é justificável um
grande investimento na manutenção de
válvula de controle, supondo que ela tenha
sido corretamente escolhida, dimensionada
e operada.
Os procedimentos de manutenção de
válvula de controle têm mudado muito
pouco nos últimos 30 a 40 anos e as horas
dedicadas à manutenção tem diminuído,
principalmente nos últimos 15 anos, quando
o número de instrumentistas diminuiu. Há
vários motivos para esta dicotomia:
1. As válvulas são muito robustas, ou
seja, elas continuam funcionando,
mesmo em condições hostis e
pobres. A válvula ainda funciona e
por isso pode-se deixá-la sozinha e
concentrar os esforços em outras
áreas com problemas. Como
resultado, as válvulas funcionam com
um desempenho aquém do desejado
mas ainda considerado bom.
2. Não há uma condição padrão de
referência para comparar facilmente
o desempenho da válvula com ele.
Mesmo que a válvula não esteja
operando em seu nível ótimo, não há
meio de o usuário final saber disto e
ele acha que não precisa tomar
nenhuma ação corretiva. Como não
há um padrão de referência de
desempenho, o usuário final não
sabe que a válvula tem problema até
que haja uma falha completa dela.
Isto leva a mais manutenção
corretiva.
3. Há uma estrutura organizacional em
muitas plantas para manter as
válvulas com um enfoque pro-ativo.
4. Como conclusão, em uma planta
média de processo, se convive
normalmente com válvulas com
problemas que atrapalham o controle
da planta global e seu desempenho.
Estatísticas mostram que em
auditorias de válvulas de controle, a
maioria das válvulas apresenta
diferentes problemas, mesmo quando
eram consideradas razoavelmente
boas (não estavam programadas
para manutenção). Os problemas
detectados variam de curso incorreto
até desempenho do transdutor i/p.
2.2. Procedimento típico de
manutenção
5. Consultar as informações
relacionadas com as normas de
segurança referentes à manipulação
do fluido do processo
(descontaminação).
6. Usar o Manual de Instrução e a Lista
de Pecas de Reposição do
fabricante. Verificar a disponibilidade
de peças em estoque.
7. Obter a Permissão de Trabalho.
8. Retirar a válvula do local de
montagem. Proteger as conexões
com a tubulação e os tubos
existentes (sinal, suprimento de ar).
Identificar os parafusos e porcas.
9. Transportar a válvula para a bancada
ou para a área de descontaminação.
10. Efetuar uma inspeção visual
detalhada.
11. Testar a válvula, anotando a
condição de como foi achada.
12. Marcador o atuador, castelo e corpo
para orientação de montagem.
Identificar os acessórios existentes.
13. Desconectar as hastes do atuador e
do corpo. Separar o atuador do
corpo.
14. Remover o castelo (*).
15. Manter os internos nos devidos
lugares e anotar a seqüência de
desmontagem. Inspecionar e verificar
se há arranhões ou danos. Examinar
as juntas (gaxetas).
16. Retirar e inspecionar os internos.
17. Inspecionar a parte interna do corpo
(*).
18. Enviar o corpo, castelo e atuador
para jateamento e pintura.
19. Substituir as peças de elastômeros e
os rolamentos do atuador (duração
típica: quatro anos).
Calibração, Aj ust e e Manut enção

124
20. Inspecionar cuidadosamente as faces
de assentamento da sede e do
obturador. Lapidar, quando a classe
de vedação for igual ou superior a IV.
21. Remontar o conjunto do corpo,
usando juntas novas e torquímetro.
Observar as marcas de orientação.
Reinstalar o engaxetamento, tendo
cuidado no torque (*).
22. Reinstalar e ajustar o atuador no
castelo. Efetuar o bench set.
23. Ajustar o curso e conectar as hastes.
Apertar o engaxetamento.
24. Testar a estanqueidade, exceto se
Classe I.
25. Montar e recalibrar o posicionador e
acessórios.
26. Preencher o Relatório de
Manutenção.
27. Tamponar as conexões ao processo,
identificar a válvula e condiciona-la
para o transporte.
28. Reinstalar a válvula no local.
29. Conectar os tubos de ar, após
drenagem.
30. Fazer testes entre campo e painel.
31. Acompanhar a partida e fazer os
últimos reapertos.
3. Pesquisa de Defeitos
(Troubleshooting)
3.1. Erosão do corpo e dos internos
Causas
1. Velocidade excessiva do fluido no
interior da válvula
2. Sólidos em suspensão no fluido
3. Cavitação e flacheamento, quando a
pressão do fluido cai abaixo da sua
pressão de vapor
Soluções
1. Aumentar o diâmetro da válvula e dos
internos para diminuir a velocidade do
fluido no seu interior.
2. Substituir os internos, usando materiais
mais duros (e.g., aço inoxidável 416 no
lugar do 316) e substituir o material do
corpo para C5.
3. Usar internos especiais da válvula para
evitar cavitação e flacheamento.
3.2. Vazamento entre sede e
obturador
Causas
1. Compressão insuficiente, devida ao mau
ajuste do bench set, calibração e atrito.
2. Irregularidades nas superfícies de
assentamento.
Soluções
1. Corrigir os ajustes do bench set da
válvula
2. Lapidar as superfícies de assentamento.
3.3. Vazamento entre anel da sede e
o corpo
Causas
1. Baixa compressão, devida ao torque
inadequado e juntas inadequadas.
2. Superfície irregular devida a limpeza
insuficiente e mau acabamento.
3. Porosidade no corpo.
Soluções
1. Corrigir o aperto dos parafusos e juntas
2. Limpar a superfície de assentamento
das juntas
3. Desbastar, soldar e tornear para
eliminar a porosidade.
3.4. Vazamento na caixa de gaxetas
Causas
1. Limpeza e acabamento da haste
2. Haste empenada
3. Compressão insuficiente
4. Gaxetas erradas ou montagem errada
5. Excesso de altura na pulha de gaxetas
(grafite)
6. Corrosão (grafite)
7. Guias danificados
Soluções
1. Limpar e polir a haste para acabamento
ótimo
2. Alinhar a haste (0,002 polegadas em
relação ao curso)
Calibração, Aj ust e e Manut enção

125
3. Reapertar os parafusos
4. Verificar o tipo das gaxetas e seu
arranjo. Reengaxetar, se necessário
5. Instalar espaçadores para diminuir a
altura das gaxetas
6. Inspecionar e substituir partes
danificadas, como flanges, porcas e
guias
7. Remover os anéis de grafite, se a
válvula permanecer inativa por mais de
duas semanas.
8. Modificar o sistema de engaxetamento,
usando um de alto desempenho.
3.5. Desgaste da haste
Causas
1. Oscilação constante devida a
instabilidade da malha de controle
2. Desalinhamento ou empenamento
3. Acabamento da superfície fora da
especificação
4. Material incorreto
Soluções
1. Sintonizar o controlador da malha
2. Corrigir o alinhamento da haste
3. Polir a superfície
4. Rever o material selecionado
3.6. Vazamento entre castelo e corpo
Causas
1. Compressão insuficiente dos parafusos
do castelo
2. Acabamento da superfície
3. Vazamento pelos estojos
Soluções
1. Reapertar os parafusos
2. Limpar as superfícies das juntas
3. Verificar a porosidade ao redor dos
orifícios dos parafusos. Desbastar,
soldar, tornear, se necessário
3.7. Haste quebrada ou conexão da
haste quebrada
Causas
1. Torque incorreto
2. Pino fixado incorretamente
3. Vibração ou instabilidade
Solução
1. Usar obturador e haste como peça única
2. Revisar a aplicação do tipo dos internos
3. Reduzir as folgas entre gaiola e
obturador
4. Modificar para obturador ou conexão
soldada
3.8. Vazamento excessivo através do
selo do pistão
Causas
1. Superfície interna da gaiola irregular ou
com diâmetro excessivo
2. Instalação inadequada do anel de grafite
3. Temperatura além do normal
4. Desgaste do anel devido à oscilação
Soluções
1. Polir a superfície interna da gaiola,
verificando o diâmetro
2. Substituir o anel de selagem. Para
alguns anéis de selagem (e.g., grafite) é
normal um alto vazamento.
3. Modificar o corpo para um modelo
adequado para alta temperatura
4. Substituir o anel de vedação. Corrigir a
estabilidade da malha, se esta for a
causa da oscilação.
3.9. Válvula não responde ao sinal
Causas
1. Suprimento de ar inexistente ou
insuficiente
2. Vazamento no atuador
3. Solenóide fechada na entrada da linha
de ar
4. Inexistência do sinal do controlador
5. Linhas de ar rompidas ou entupidas
6. Vazamento nas conexões
7. Válvula montada invertida, causando
excesso de carga no obturador
8. Ligações incorretas nas linhas de ar
9. Posicionador ou transdutor i/p com
defeito
10. Engaxetamento excessivamente
apertado
11. Obturador preso na sede
Calibração, Aj ust e e Manut enção

126
Soluções
1. Verificar o sistema de acordo com o
P&I. Certificar que todas as válvulas de
suprimento de ar estejam abertas.
2. Verificar se a pressão do suprimento de
ar está correta
3. Testar a válvula solenóide; substituí-la,
se defeituosa
4. A ausência do sinal do controlador
eletrônico pode ser ruptura do fusível;
substituí-lo
5. Inspecionar as linhas de ar para a
verificação de quebras e obstruções.
Consertar ou substituir.
6. Inspecionar as conexões para
vazamento. Consertar ou substituir.
7. Verificar a posição da seta que indica o
sentido da vazão no interior da válvula;
inverter o sentido, se estiver errado
8. Verificar a montagem do
engaxetamento; consertar, se preciso
9. Verificar o posicionador e o transdutor
i/p, certificando que o sinal de saída
pode ser modificado manualmente. Se
conjunto estiver com defeito, reparar ou
substituir
10. Soltar o engaxetamento, lubrificar,
acionar diversas vezes e reapertar
11. Separar o obturador da sede. Colocar
no torno, se necessário.
3.10. Válvula não atende o curso
total
Causas
1. Pressão de ar insuficiente
2. Vazamento no atuador e acessórios
3. Calibração incorreta do posicionador ou
do transdutor i/p
4. Ajuste incorreto do curso
5. Bench set incorreto
6. Haste empenada
7. Internos danificados
8. Internos obstruídos
9. Sentido incorreto da vazão
10. Atuador subdimensionado
11. Atrito excessivo no engaxetamento
12. Posição incorreta do batente
Soluções
1. Verificar o suprimento correto do ar
2. Corrigir todos os vazamentos
3. Corrigir a calibração do posicionador ou
do transdutor i/p
4. Corrigir o ajuste do curso
5. Corrigir o bench set
6. Substituir a haste
7. Substituir os Internos
8. Desobstruir os Internos
9. Inverter o sentido da vazão
10. Substituir o atuador
11. Soltar, lubrificar, acionar várias vezes e
reapertar o engaxetamento
12. Reajustar o batente
3.11. Curso da válvula lento e
atrasado
Causas
1. Atrito excessivo do engaxetamento
2. Haste empenada
3. Pressão de suprimento inadequada
4. Volume de suprimento insuficiente
5. Acessórios subdimensionados
6. Resposta inadequada do posicionador
Soluções
1. Reajustar ou substituir o engaxetamento
2. Substituir haste
3. Aumentar a pressão de suprimento
4. Aumentar o diâmetro ou capacidade da
linha de suprimento
5. Substituir acessórios
6. Reparar ou substituir o posicionador





Calibração, Aj ust e e Manut enção

127

Fig. 7.5. Corte de uma válvula de controle, tipo globo e sede simples



Calibração, Aj ust e e Manut enção

128


Fig. 7.6. Corte de uma válvula de controle, tipo globo, sede dupla

Calibração, Aj ust e e Manut enção

129


Fig. 7.7. Vista explodida de uma válvula de controle





130
8. Tipos de Válvulas





Objetivos de Ensino
1. Descrever os principais parâmetros de
seleção da válvula de controle mais
adequada.
2. Listar os principais tipos de válvulas
usadas na indústria.
3. Mostrar a descrição, vantagens,
desvantagens, aplicações e restrições
das válvulas de controle tipo gaveta,
esfera, borboleta, globo, diafragma,
macho (plug).
4. Conceituar válvula auto-regulada, com
suas vantagens, desvantagens e
aplicações típicas.
1. Parâmetros de Seleção
Tão importante quanto a escolha do
elemento sensor e do controlador do
processo, é a seleção da válvula de
controle.
Os fatores que orientem e determinam a
escolha da melhor válvula se referem
principalmente à aplicação e à construção.
Os parâmetros ligados à aplicação são:
fluido do processo, função da válvula,
condições do processo, vedação da vazão,
queda de pressão. Os fatores relacionados
com a construção incluem o atuador,
elemento de controle, conexões, materiais,
engaxetamento, sede, internos .
O primeiro passo na seleção da válvula é
o de determinar exatamente o que é
esperado da válvula, ou seja, qual a função
a ser desempenhada pela válvula depois
dela ter sido instalada. Esta avaliação
correta da função estreita os tipos de
válvulas convenientes para a aplicação. Em
muitas aplicações, há vários tipos de
válvulas que funcionarão igualmente bem e
a escolha pode ser baseada somente em
fatores como custo e disponibilidade. Para
outras aplicações, pode ser que a melhor
escolhe é uma válvula não disponível
industrialmente; a solução é mandar
construir uma válvula especial ou usar a
disponível que apresente mais vantagens,
embora não seja a ideal.
1.1. Aplicação da Válvula
As válvulas podem ser classificadas
conforme sua aplicação, como:
1. bloqueio (stop): fecham
completamente a vazão, em qualquer
sentido. Exemplos: gaveta e macho.
2. controle: controlam continuamente ou
liga-desliga a vazão em qualquer
direção. Exemplos: globo, esfera,
agulha, borboleta, diafragma.
3. retenção (check): permitem a vazão
em um só sentido. Exemplos:
retenção de portinhola, esfera e por
levantamento.
4. redutoras ou reguladoras de pressão:
controlam a pressão a jusante
(depois da válvula).
5. alívio, segurança e contrapressão:
controlam a pressão a montante
(antes da válvula).
Tipos de Válvulas
131
1.2. Função da Válvula
Para o controle proporcional e contínuo
do processo, variando o valor da abertura, a
válvula mais padrão é a globo, que é a mais
estável e previsível das válvulas.
Para o controle liga-desliga, as melhoras
escolhas são as válvulas globo, esfera,
gaveta e com plug. As válvulas esfera e de
plug normalmente executam abertura mais
rápida que as válvulas gaveta e globo.
Para o controle da direção da vazão do
fluido, usa-se a válvula de retenção, que
bloqueia a vazão em uma direção e permite
a passagem normalmente na outra direção
ou a válvula de restrição que permite a
passagem de uma determinada vazão, em
uma ou mais direções especificadas. As
válvulas com portinhola (swing) são as
preferidas.
Para a resposta rápida para a abertura
para sobrepressão e grande vazão para a
exaustão, deve-se usar as válvulas de alívio
e de segurança. A válvula padrão é a
poppet, acionada por mola.
1.3. Fluido do Processo
O fluido do processo passa dentro do
corpo da válvula. As propriedades do fluido
manipulado devem ser conhecidas. Estas
propriedades incluem: densidade,
viscosidade, corrosividade e abrasividade.
Fluido é um termo genérico que pode
significar gás, vapor, líquido puro ou líquido
com sujeira (slurry). É importante analisar o
sistema para ver se mais de um fluido passa
através da válvula.
Quando se manipulam fluidos que podem
causar deposição de contaminantes, deve-
se usar válvula com o mínimo de obstrução
à vazão, como esfera, gaveta, globo ou
diafragma.
As válvulas esfera e globo são as
recomendadas para a manipulação de
vapor a alta pressão.
1.4. Perdas de Carga
Os vários tipos de válvulas exibem
quedas de pressão diferentes, quando
totalmente abertas e por isso este fator
deve ser considerado na seleção.
As válvulas podem ser classificadas
conforme a resistência que elas oferecem à
vazão,
1. algumas exibem uma vazão direta, em
linha reta, tais como gaveta, esfera, plug
e borboleta, com baixa resistência e
provocando pequena perda de carga,
2. outras exibem uma vazão com mudança
brusca, tais como globo, ângulo, com
alta resistência e provocando grande
perda de carga..
Um sistema típico que requer uma perda
de pressão limitada e a tubulação de
sucção de uma bomba. No projeto de tal
sistema, deve se considerar a altura total da
sucção, que deve incluir: perdas internas da
bomba, levantamento estático de sucção,
perdas de atrito, pressão de vapor e
condições atmosféricas. É necessário
diferenciar entre a altura necessária e a
disponível. A altura requerida se refere as
perdas internas da bomba e é determinada
por teste de laboratório. A altura disponível
é uma característica do sistema de sucção e
pode ser calculada. A altura disponível
sempre deve exceder a altura requerida
pela bomba.
1.5. Condições de Operação
As pressões e temperaturas, máximas e
mínimas, devem ser conhecidas. A
resistência à corrosão do material de
construção da válvula pode ser influenciada
por estes fatores, principalmente quando se
tem corpos e revestimentos de plástico.
O controle de vazão em alta pressão
geralmente requer o uso de válvula esfera
ou globo, eventualmente válvula gaveta.
Em aplicações de alta temperatura,
deve-se cuidar para que a expansão termal
não cause deformação nas partes molhadas
da válvula.
1.6. Vedação
Todos os tipos de válvulas podem prover
vedação total, quando totalmente fechadas,
porém, muitas vezes, com alto custo e
complexidade de construção. Assim, existem
alguns tipos que fornecem vedação de
modo natural e mais simples, como as
válvulas esfera, gaveta, globo e de plug. A
pior válvula para vedação é a borboleta.
Tipos de Válvulas
132
Geralmente a válvula de controle não é
aplicada para prover vedação completa,
mas para trabalhar com aberturas típicas e
variáveis entre 25% e 85%, dependendo de
sua característica de vazão. Quando se
quer vedação total, quando não há controle,
é boa prática usar uma válvula de bloqueio
(stop) em série com a válvula de controle.
1.7. Materiais de Construção
O material de construção da válvula está
relacionado diretamente com as
propriedades de corrosividade e
abrasividade do fluido que irá passar pela
válvula. A escolha da válvula pode ficar
limitada pela disponibilidade das válvulas
em materiais específicos.
As vezes, por questão econômica, deve
se considerar separadamente o material do
corpo e dos internos (plug, haste, anel,
disco .) da válvula. Para certos tipos de
válvulas revestidas, como a diafragma,
Saunders, o material do revestimento
normalmente é diferente do diafragma
elástico.
A combinação da pressão, da
temperatura de operação e das
características do fluido determinam os
materiais de construção permissíveis. Os
líquidos e gases corrosivos normalmente
requerem aços inoxidáveis, ligas de níquel,
materiais cerâmicos e plásticos especiais.
Para serviço em alta pressão e/ou alta
temperatura, deve-se considerar os vários
tipos de aços, ligas de níquel, ligas de
titânio e outros materiais de alta resistência.
Para serviço em vapor d'água, considerar o
aço carbono, bronze e metais similares. Em
todos os casos de condições severas de
uso, deve-se consultar a literatura dos
fabricantes para determinar a conveniência
de uma determinada válvula.
1.8. Elemento de Controle da Vazão
O tipo do elemento de controle ou de
fechamento desejado ou necessário irá
determinar o tipo da válvula a ser usada.
Inversamente, a escolha do tipo da válvula
irá determinar o tipo do elemento de
fechamento. Os elementos mais comuns
são a esfera, disco, cunha, plug e agulha.
As peças da válvula que ficam em
contato direto com o fluido do processo são
chamadas de partes molhadas. Os formatos
e variedades destas partes dependem do
tipo da válvula; os mais comuns são a
haste, plug, gaiola, sede ou assento . Em
muitas válvulas, usa-se selos em torno da
haste, para prover vedação para o exterior
da válvula. Estes selos estão sujeitos a
desgaste e por isso devem ser substituídos
periodicamente.
Há muitos estilos de sedes de válvula,
com diferenças de geometria, material,
rigidez . Os formatos determinam a
característica da válvula (curva vazão x
abertura da válvula) e sua capacidade de
vedação, quando totalmente fechada.
Efetivamente, há apenas quatro métodos
básicos de controlar a vazão em uma
tubulação, através de uma válvula:
1. mover um disco ou um obturador (plug)
em ou contra um orifício, como feito na
válvula globo, ângulo, Y e agulha.
2. deslizar uma superfície plana, cilíndrica
ou esférica através de um orifício, como
feito na válvula gate, plug, esfera e de
pistão.
3. rodar um disco ou elipse em torno de um
eixo, através do diâmetro de uma caixa
circular, como feito na válvula borboleta
e no damper.
4. mover um material flexível na passagem
da vazão, como feito na válvula
diafragma e pinch.
Todas as válvulas atualmente
disponíveis controlam a vazão por um ou
mais de um dos métodos acima. Muitos
refinamentos foram feitos e melhorias
incorporadas nos projetos com as novas
tecnologias e novos materiais. Cada tipo de
válvula tem seu lugar na indústria. Cada tipo
de válvula foi projetado para funções
específicas e quando usada para
Tipos de Válvulas
133
desempenhar estas funções, a válvula irá
operar corretamente e ter uma longa vida.
O movimento do elemento de controle da
vazão é conseguido por meio de uma haste
que é fixada ao elemento de controle e gira,
move ou combina estes dois movimentos,
de modo a estabelecer a sua posição. As
exceções são as válvulas de retenção
(check) e algumas válvulas de segurança e
auto-reguladas, que são operadas pelas
forças do fluido dentro da zona de pressão.
Com o risco de simplificar demais, pode-
se resumir a escolha da válvula assim:
1. para serviços pouco exigentes, com
custo pequeno, deve-se usar válvula
gaveta para pequenos tubos e
válvula borboleta para grandes
diâmetros.
2. para aplicações mais gerais,
considerando os aspectos
econômicos e técnicos, deve-se usar
a válvula gaveta para pequenos
diâmetros, a válvula globo para
capacidades intermediárias e a
válvula borboleta de alto
desempenho para os maiores
diâmetros.
2. Tipos de Válvulas
Há muitos tipos de válvulas de controle
no mercado, pois as necessidades do
processo também são numerosas. Quase
todo mês aparece um válvula de controle
nova e melhorada, tornando difícil a sua
classificação.
O número de válvulas usadas para o
controle de fluidos é elevado, com válvulas
variando de simples dispositivos de liga-
desliga até sistemas de servomecanismo
complexos. Seus tamanhos variam de
pequeníssimas válvulas medidoras usadas
em aplicações aeroespaciais até válvulas
industriais com diâmetros de vários metros e
pesando centenas de quilos. As válvulas
controlam a vazão de todos tipos de fluidos,
variando de ar e água até produtos
químicos corrosivos, sujos, metais líquidos e
materiais radioativos. Elas podem operar em
pressões na região do vácuo até pressões
de 330 MPa (100 000 psig) e temperaturas
variando da faixa criogênica (-200
o
C) até
as faixas de metais derretidos (2000
o
C).
Elas podem ter tempo de vida variando de
apenas um ciclo até milhares de ciclos, sem
a necessidade de reparo ou substituição. As
válvulas podem ter exigência de vedação
total, onde pequenos vazamentos podem
ser catastróficos ou elas podem ser
complacentes, permitindo a passagem de
quantidades razoáveis de fluido quando
totalmente fechadas, sem que isso seja
grave. As válvulas podem ser operadas por
uma variedade de modos: manual,
pneumático, elétrico . Elas podem
responder de um modo previsível a sinais
provenientes de sensores de pressão,
temperatura e outras variáveis do processo
ou podem simplesmente abrir e fechar
independentemente da potência do sinal de
atuação.
Aproximadamente todas as válvulas em
uso hoje podem ser consideradas como
modificações de alguns poucos tipos
básicos. As válvulas podem ser
classificadas de diferentes modos, tais
como
1. tamanho,
2. função,
3. material,
4. tipo do fluido manipulado,
5. classe de pressão,
6. modo de atuação .
Há válvulas com princípios de
funcionamento já do domínio público, outras
que ainda estão patenteadas e são
propriedades e fabricadas por uma única
firma. Um modo conveniente de classificar
as válvulas é de acordo com a natureza do
meio de operação empregado. Este modo é
esquemático e simples, pois todas as
válvulas caem em uma das oito categorias:
1. Gaveta
2. Globo
3. Esfera
4. Borboleta
5. Plug (macho)
6. Pinch
7. Poppet
8. Swing
Tipos de Válvulas
134
Tab. 8.1. Válvulas de controle






Válvula de controle
com atuador
pneumático





Válvula atuada por
cilindro (ação dupla)





Válvula auto regulada
ou reguladora





Reguladora com
tomada de pressão
externa






Reguladora de vazão
autocontida







Válvula solenóide
com três vias com
reset






Atuada por diafragma
com pressão
balanceada






Válvula com atuador
a diafragma e
posicionador






Ação da válvula
FC – Falha fechada
FO – Falha aberta






Válvula de controle
com atuador manual

Tab. 8.2. Válvulas manuais

(*)


Válvula gaveta
(*) Pode ser
acoplado atuador ao
corpo
(*)



Válvula globo




Válvula retenção




Válvula controle
manual
(*)



Válvula esfera
(*)


Válvula borboleta ou
damper



Válvula de retenção e
bloqueio




Válvula de blowdown
(*)



Válvula diafragma
(*)



Válvula ângulo
(*)



Válvula três vias




Válvula quatro vias

Corpo de válvula
isolado




Válvula agulha



Outras válvulas com
abreviatura sob o
corpo

S
R
FO ou FC
IhV
NV
TSO
Tipos de Válvulas
135
3. Válvula Gaveta
Simbologia de P&I



Tipos
A. Gaveta faca
B. Inserto V
C. Placa e disco (multi-orifício)
D. Disco posicionado
Tamanhos disponíveis
A. Liga - desliga, 2 a 120 “ (50 a 3000 mm),
B. Controle contínuo: ½ a 24 “ (12 a 600
mm)
C. Controle contínuo: ½ a 6” (12 a 150 mm)
D. Controle contínuo: 1 e 2” (25 e 50 mm)
Pressão
A e B. Até ANSI Classe 150; acima com
projeto especial
C. Até ANSI Classe 300
D. Até 59 MPa (10 000 psi)
Temperatura
A e B: De –270 a 260
o
C
C. –30 a 600
o
C
Rangeabilidade
A. 10 : 1
B. 20 : 1
C. Até 50 : 1
Característica
Ver Fig. 5.2.
Capacidade
A. C
V
= 45 d
2

B. C
V
= 30 d
2

C. C
V
= (6 a 10)d
2

Estanqueidade
A e B. ANSI Classe I ou II com sede
metálica; melhor com sede mole ou
revestimento
C. ANSI Classe IV
Materiais de construção
Corpo
Ferro fundido, bronze, aço carbono, aço
inoxidável, ferro dúctil, alumínio, Monel,
titânio, Hastelloy C, plástico, vidro e
cerâmica (para abrasivos)
Custo
A. Varia de 1500 a 110 00 US$ de 4 a
24” Ver Fig. 5.1.



Tipos de Válvulas
136
3.1. Válvula Gaveta
Variar a vazão de uma válvula pelo
deslizamento de um furo ou placa frente a
um furo estacionário é um enfoque muito
básico para fazer controle. Esta é a
operação da válvula gaveta deslizante ou
simplesmente gaveta. Embora
ocasionalmente seja usada em controle
automático, a válvula gaveta não é
considerada válvula de controle. A válvula
gaveta tipo guilhotina é muito usada na
indústria de papel e celulose por causa de
sua habilidade de não entupir.
3.2. Custo
O custo de válvulas gaveta deslizante
com corpo de aço carbono, com atuador
pneumático para controle liga – desliga é
mostrado na Fig. 5.1.














Fig. 8.1. Custo de válvulas gaveta














Fig. 8.2.. Características de válvulas gaveta

3.3. Característica de vazão
A característica da válvula gaveta
depende basicamente do tipo: inserto V,
disco posicionado e placa e disco. As
diferentes características são mostradas na
Fig. 8.2..
3.4. Descrição
A válvula gaveta é caracterizada por um
disco ou porta deslizante, que se desloca
paralelamente ao orifício da válvula e
perpendicularmente à direção da vazão. O
fechamento é conseguido pelo movimento
da gaveta. Há muitas variações na sede,
haste e castelo das válvulas gaveta. Elas
são disponíveis em vários tamanhos e
pesos.

















Fig. 8.3. Válvula gaveta com placa e disco


A norma API 600 (1973) define e
descreve as duas principais classificações
para a válvula gaveta:
1. cunha (wedge) (a mais popular na
indústria petroquímica)
2. com disco duplo
A válvula gaveta tipo cunha é disponível
em três configurações diferentes:
1. cunha sólida plana
2. cunha sólida flexível
3. cunha partida
A válvula gaveta cunha sólida flexível se
tornou mais popular que a sólida plana,
dominando o mercado. Ela possui melhor
desempenho de selagem, requer menor
torque operacional e apresentar menor
Tipos de Válvulas
137
desgaste no material da sede. O único fator
negativo é sua construção mecânica que
não fornece alívio de pressão para o corpo
da válvula. Recomenda-se especificar um
furo de vent no lado a montante da cunha,
para evitar pressão elevada na cavidade do
corpo.

















Fig. 8.4. Válvula gaveta


Os tipos da válvulas gaveta, quanto ao
movimento da haste, são:
1. haste ascendente com rosca externa.
Usado em válvulas grandes e de boa
qualidade. O volante gira e a haste
se movimenta linearmente. A rosca
da haste é externa à válvula e não é
molhada pelo fluido do processo. A
extensão da haste acima do volante
indica diretamente a posição de
abertura da válvula.
2. haste ascendente com rosca interna.
Usado em válvulas pequenas e de
pior qualidade. A haste é interna à
válvula.
3. haste não ascendente. A haste e o
volante possuem movimento de
rotação; a gaveta da válvula fixada
na extremidade da haste se
movimenta linearmente. É um
sistema simples, de construção fácil,
econômico e usado nas válvulas
pequenas e de preço baixo.
3.5. Vantagens
As principais vantagens da válvula
gaveta são:
1. Na posição totalmente aberta, a gaveta
ou o disco fica fora da área de vazão do
fluido, provocando pequena queda de
pressão e pouca turbulência.
2. Na posição totalmente fechada ela
fornece uma excelente vedação.
3. Sua geometria fica relativamente livre de
acumulo de contaminantes.
4. Sua construção possui a maior faixa de
aceitação para a temperatura e pressão
do fluido.
5. Quase todo tipo de metal pode ser
usado e trabalhado para seus
componentes.













Fig. 8.5.. Válvula gaveta e seus componentes


3.6. Desvantagens
As numerosas vantagens da válvula
gaveta não a tornam a válvula universal. Ela
possui as seguintes limitações:
1. A abertura entre a gaveta e o corpo da
válvula, durante a subida ou descida,
provoca distúrbios na vazão do fluido,
resultando em vibração indesejável e
causando desgaste ou erosão da
gaveta.
2. A turbulência do fluido pode também ser
causada pelo movimento de subida ou
descida da gaveta. A válvula gaveta é
vulnerável à vibração, quando
praticamente aberta e é sujeita ao
desgaste da sede e do disco.
3. O ganho da válvula é muito grande,
quando ela está próxima de sua
abertura total. Isto significa que a
Tipos de Válvulas
138
operação da válvula é instável na
operação próxima de sua abertura total.
4. A lâmina percorre uma grande distância
entre as posições totalmente aberta e
fechada; como conseqüência, válvula
gaveta possui resposta lenta e requer
grandes forças de atuação.
5. a operação da válvula é inadequada em
alta pressão.
6. a má lubrificação e o aperto excessivo
das gaxetas podem acarretar problemas
na operação da válvula.
3.7. Aplicações
A válvula gaveta é o tipo mais
freqüentemente especificado e corresponde
a cerca de 70-80% do total de válvulas da
indústria petroquímica. A principal razão de
sua popularidade é que a planta
petroquímica necessita de válvulas de
bloqueio (stop valve) e de válvulas liga-
desliga.
A válvula gaveta é ideal para aplicações
de bloqueio (totalmente fechada) e de
controle liga-desliga, onde ela opera ou
totalmente aberta ou totalmente fechada e
não necessitam ser operadas com grande
freqüência. Ela é conveniente para
aplicações com alta pressão e alta
temperatura e para uma grande variedade
de fluidos.
Os fatores limitantes tornam a válvula
gaveta inadequada para controle contínuo,
para manipular fluidos em velocidades muito
elevadas ou para serviço requerendo
operação rápida e freqüente da válvula.
Quando a válvula gaveta fica parcialmente
aberta, ha turbulência em torno da cunha,
podendo haver erosão. Não se recomenda
usar a válvula gaveta em serviço de vapor
d'água.
A válvula gaveta com disco duplo é
projetada de modo que o ângulo da cunha
siga flexivelmente os vários ângulos da
sede da válvula. Esta construção única
mantém um alto desempenho de selagem,
mesmo que o corpo da válvula seja
deformado. A válvula gaveta com disco
duplo é usada em serviço criogênico ou em
altíssimo temperatura, onde o corpo da
válvula pode se deformar com a variação da
temperatura do processo.















Fig. 8.7. Válvula gaveta


A válvula gaveta resistente a corrosão
Classe 150 é descrita na norma API 603-
1977. O corpo da válvula é feito de aço
inoxidável tipo 304, 316 ou 347 ou Alloy 20,
que apresenta resistência à corrosão da
maioria dos produtos petroquímicos.
A válvula gaveta de aço carbono
compacta, descrita na norma API 602-1974,
é largamente usada em linhas de dreno,
linhas de bypass ou com instrumentos na
tubulação de processo. A válvula compacta
pode ser disponível também na versão
resistente à corrosão.
A válvula gaveta de ferro fundido,
descrita na norma API 593-1973, é usada
em aplicações com água de utilidade, água
do ar e vapor d'água à baixa pressão.

Tipos de Válvulas
139
4. Válvula Esfera
Simbologia de P&I


Padrão Três vias Gaiola Caracterizada

Tipos
E. Convencional
F. Caracterizada
G. Gaiola
Tamanhos disponíveis e pressão
D. ½ a 42 “ (12,5 a 1060 mm), ANSI
Classe 150
½ a 12”(12,5 a 300 mm) em ANSI
Classe 2500
E. 1 a 24 “ (25 a 600 mm) em ANSI
Classe 150
1 a 16” (25 a 400 mm) em ANSI Classe
300
1 a 12” (25 a 300 mm) em ANSI Classe
600
F. ¼ a 14” (6,3 a 350 mm) até 17 MPa
(2500 psi)
Temperatura
A. Varia com tamanho e materiais
usados, tipicamente de –160 a 315
o
C e especial de –185 a 1020
o
C
B. De –50 a 150
o
C e especiais de –250
a 550
o
C
C. De –250 a 980
o
C
Rangeabilidade
Variável, típica de 50 : 1.
Característica
Ver Fig. 8.9.
Capacidade
A e B convencional: C
V
= 30 d
2
a 45 d
2

C. 20 d
2
(vazão não crítica)
Materiais de construção
Corpo
Ferro fundido, bronze, aço carbono, aço
inoxidável, ferro dúctil, alumínio, Monel,
titânio, Hastelloy C, plástico, vidro e
cerâmica (para abrasivos)
Esfera
Bronze naval forjado, aço carbono, aço
inoxidável, plástico, vidro, cerâmica, Alloy
20, Monel, Hastelloy C, alumínio, titânio.
Sede
Teflon, Kel-F, Delrin, buna-N, neoprene,
Perbunan, Hypalon, borracha natural,
grafite.
Classe de vedação
A. Classe ANSI V
B. ANSI IV (sede metal) e V
Custo
B. Varia de 300 a 1200 US$ de ½ a 1”
Ver Fig. 8.8.
Propriedades Especiais
A. Três vias, corpo dividido e
bidirecional
B. Característica pode variar entre
fabricantes diferentes
C. Boa resistência à cavitação e
vibração
Tipos de Válvulas
140
4.1. Válvula Esfera
A válvula com esfera rotativa foi
originalmente usada apenas como liga-
desliga, tornou-se recentemente uma
válvula de controle contínuo. Comparada
com a válvula globo tradicional, a válvula
esfera possui as seguintes vantagens:
1. mais barata
2. mais leve
3. maior capacidade (duas ou três
vezes que a globo)
4. vedação completa
5. projeto para segura em fogo
6. baixo vazamento na haste (satisfaz
mais facilmente exigências da OSHA
e EPA)
7. possui característica de igual
percentagem (caracterizada)
As desvantagens são conseqüências das
vantagens:
1. por ter alta capacidade, é geralmente
usada superdimensionada ou então
possui diâmetro muito menor que o
da tubulação, resultando em grande
perda de pressão nos redutores.
2. Como possui alta recuperação da
pressão, a pressão de vena
contracta é pequena, aumentando a
probabilidade de cavitação e ruído.
3. Nas válvulas rotatórias, o movimento
linear do atuador diafragma – mola
deve ser convertido por elos, que
introduz histerese e banda morta.
4. Há uma relação não linear entre o
movimento do atuador e a rotação
resultante da esfera. Isto requer
sempre o uso de posicionador.
4.2. Custo
Os custos da válvula esfera estão
mostrados na Fig. 8.8. Para as válvulas
caracterizadas, adicionar 10% e para
válvulas esfera tipo gaiola, adicionar 20%.














Fig. 8.8. Custo da válvula esfera


4.3. Característica
A válvula com esfera caracterizada com
um corte parabólico é aproximadamente de
igual percentagem. A válvula esfera e com
gaiola possuem característica linear,
quando usada em serviço com água. Em
serviço com gás, em velocidades críticas, as
linhas características se aproximam para a
linear.


















Fig. 8.9. Características da válvulas esfera


Tipos de Válvulas
141
4.4. Descrição
A válvula tipo esfera possui um obturador
esférico, que se posiciona dentro de uma
gaiola, controlando a vazão que passa no
seu interior. Quando o eixo de abertura
coincide com o eixo da vazão, tem-se a
máxima vazão. Quando o eixo da abertura é
perpendicular à tubulação, a válvula está
fechada.









Fig. 8.10. Configurações da válvula esfera

Válvula esfera convencional
A válvula esfera é basicamente uma
esfera alojada em um invólucro. A rotação
da esfera de 90
o
muda a posição de
totalmente aberta para totalmente fechada.
A esfera fixa pode ter porte reduzido ou
total. As válvulas esfera são disponíveis em
uma variedade de tamanhos e com vários
mecanismos de atuação.










Fig. 8.11. Válvula esfera para controle


A válvula esfera pode ser considerada
um tipo modificado da válvula plug (macho);
em vez do plug tem-se a esfera polida com
um furo que gira, para dar passagem ou
bloquear a vazão.
Válvula com esfera caracterizada
A válvula esfera caracterizada inclui
1. esfera com corte em V
2. esfera com corte em U
3. esfera parabólica
Estas válvulas foram desenvolvidas
principalmente para resolver o problema de
entupimento em aplicações na indústria de
papel e celulose.
Essencialmente, uma válvula com esfera
caracterizada tem sua esfera modificada, de
modo que apenas uma parte dela é usada.
O canto ou contorno da esfera é feito para
se obter a característica desejada.









Fig. 8.12. Posições da válvula esfera caracterizada


O contorno de controle da válvula pode
ter um rasgo ou um formato especial para
produzir a característica de vazão desejada.
Na prática, pode-se ter o furo em V ou em U
ou o contorno parabólico.








Fig. 8.13. Esfera caracterizada


O corpo destas válvulas não foi
projetado para alta pressão: hoje ele pode
ser montado entre flanges de até 12” (300
mm) e ANSI Classe 600.
As características da válvula esfera
convencional podem ser modificadas por
projetos anti-ruído e anticavitação, quando
se coloca um atenuador dentro da esfera,
de modo que, quando ela estiver
controlando, o fluido tem que passar pelo
Tipos de Válvulas
142
atenuador, criando vários estágios de
queda de pressão.











Fig. 8.14. Válvula esfera com placas de atenuação
interna anti-ruído e anticavitação
Válvula esfera com gaiola
A válvula do tipo esfera flutuante suporta
a esfera com dois assentos esféricos
colocados no corpo da válvula, um no lado
da entrada e outro no lado da saída. Ela
construção mecânica simples torna esta
válvula mais popular que as outras do tipo
esfera. A pressão a montante empurra a
esfera e a esfera comprime a sede da bola
do lado ajuda, para bloquear a vazão do
fluido.











Fig. 8.15. Válvula com gaiola e esfera


A válvula consiste de
1. corpo da válvula com formato de tubo
venturi,
2. dois anéis da sede (somente o anel
da entrada é ativo),
3. uma esfera que varia a passagem
4. uma gaiola que posiciona a esfera
5. uma haste que posiciona a gaiola
A gaiola gira a esfera para fora do
assento quando ela é levantada pela haste
e posiciona a esfera firmemente durante o
controle. A esfera fica totalmente levantada
na vazão máxima. A gaiola é contornada
pela vazão sem obstrução na posição
aberta.
As válvulas com gaiola e esfera são
disponíveis em tamanhos de ¼ “ a 14” (6,3
a 350 mm), com pressão de 1 a 17 MPa
(150 a 2500 psig). Os coeficientes de vazão
são naturalmente altos. A rangeabilidade
típica é de 50 : 1.
A válvula pode fornecer vedação
completa durante longa vida de operação,
por causa da rotação contínua da esfera em
cada operação. A válvula requer uma
pequena força de atuação (25% da
requerida por uma válvula globo).
Como o caminho percorrido pelo líquido
no interior da válvula é suave e por isso,
como pequena turbulência, ela raramente
provoca cavitação. A cavitação tende a
ocorrer no tubo venturi e não na sede.
4.5. Vantagens
As propriedades da válvula esfera são:
Mudança pequena na direção da vazão
dentro do corpo da válvula, resultando em
pequena queda de pressão ou em grande
recuperação. A resistência hidráulica é
similar à da válvula gaveta.
A rotação da esfera de 90 graus fornece
uma operação completa da válvula.
Diferente das válvulas globo e gaveta, que
requerem espaço vertical para o
deslocamento da haste, a operação é fácil e
o tamanho da válvula pode ser muito
pequeno.
A abertura da válvula e a quantidade da
vazão podem ser determinadas muito
precisamente, tornando-a adequada para
controle proporcional, embora sua aplicação
principal seja em operação de liga-desliga.













Fig. 8.16. Válvula esfera, em corte
Tipos de Válvulas
143
Ela provê boa vedação, quando
totalmente fechada.
Elas são de operação rápida e
relativamente insensíveis à contaminação.
4.6. Desvantagens
As principais limitações da válvula são:
1. A sede da válvula esfera pode ser
sujeitas à distorção, sob a pressão de
um selo, nos espaçamentos entre
metais, quando a válvula é usada para
controle.
2. O fluido entranhado na esfera na
posição fechada pode causar problemas
de travamento e entupimento.
3. Por causa de sua abertura rápida, a
válvula esfera pode causar os
indesejáveis golpe de aríete ou pico de
pressão no sistema.
4.7. Aplicações
A válvula esfera é usada em controle
contínuo, quando de pequeno tamanho. Ela
é mais adequada para serviço de
desligamento (shutoff). Ela podem
manipular fluidos corrosivos, líquidos
criogênicos, fluidos muito viscosos e sujos.
Elas podem ser usadas em alta pressões e
medias temperaturas. Há limitação
desfavorável da temperatura por causa do
uso de elastômeros na sede da válvula.










Fig. 8.17. Válvula esfera em passagem plena



A válvula esfera não é recomendada
para controle contínuo com grande
diâmetro, pois quando ela estiver
parcialmente aberta, o aumento da
velocidade do fluido pode danificar os
assentos da esfera expostos ao fluido.
A aplicação da válvula esfera em
controle é recente. Ela é usada no veículo
espacial X-15 para controlar vazão de
oxigênio líquido e no foguete Atlas para
controlar a mistura de oxigênio líquido com
amônia liquida. Em ambos os casos tem-se
um controle preciso e confiável.
Tipos de Válvulas
144
5. Válvula Borboleta
Simbologia de P&I


Tipos
A. Uso geral, eixo alinhado
B. Alto desempenho, eixo excêntrico
Tamanhos disponíveis
A. 2 a 48 “ (51 a 1220 mm), são típicas e
0,75 a 200” (19 a 5000 mm) são também
encontradas.
B. 4 a 16”(100 a 400 mm) e 2 a 80 “ (50 a
2000 mm)
Pressão
A. Maioria entre ANSI Classe 300 e até
1,4 MPa (200 psi) de queda de
pressão. Especiais até 6000 psi
B. Maioria até ANSI 600 e até 5 MPa
(720 psi) de queda de pressão
Temperatura
A. Varia de –270 a 540
o
C e com
revestimento refratário até 1200
o
C
B. De –200 a 230
o
C para válvulas com
sede de teflon e 650
o
C para sedes
metálicas Especiais até 950
o
C
Rangeabilidade
Variável, típica de 50 : 1.
Característica
Ver Fig. 8.19, para válvulas com rotação
de 90
o
. Para controle, a rotação limite é 60
o

Capacidade
A. Rotação de 60
o
C
V
= (17 a 30) d
2

(típica para controle)
Rotação de 75
o
C
V
= (25 a 30) d
2

Rotação de 90
o
C
V
= (35 a 40) d
2

B. C
V
= (20 a 25) d
2

Materiais de construção
Corpo e Disco
A. Ferro fundido, bronze, aço carbono,
aço inoxidável AISI 302 a 316), ferro
dúctil, alumínio, Monel, titânio,
Hastelloy C, Kynar, Nordel, Viton,
EPDM, Buna-N, revestimento de
neoprene e encapsulamento de
teflon
B. Aço inoxidável AISI 316, Monel,
titânio, Hastelloy C, Durinet 20,
bronze e alumínio, Alloy 20,
tungstênio.
Selo
Bronze naval forjado, aço carbono, aço
inoxidável, plástico, vidro, cerâmica, Alloy
20, Monel, Hastelloy C, alumínio, titânio.
Sede
Teflon, Kel-F, EPT, polietileno
Classe de vedação
A. Sem revestimento: 2 a 5%. Com
revestimento: Classe ANSI V
B. Sede metal: ANSI IV e sede mole:
ANSI VI
Custo
Varia de 1500 a 22 000 US$ de 3 a 24”
Ver Fig. 8.18.
Propriedades Especiais
1. Projeto para torque reduzido do disco
2. Selos para aplicação com fogo
3. Selos do disco especiais

Tipos de Válvulas
145
5.1. Válvula Borboleta
As válvulas com esfera rotativa, plug e
borboletas foram inicialmente usadas
apenas em aplicações de liga – desliga e
recentemente passaram a ser usadas como
válvulas de controle contínuo. Com relação
à tradicional válvula globo, suas vantagens
incluem:
1. baixo custo
2. pequeno peso
3. maior capacidade de vazão (duas a
três vezes que a da globo)
4. projeto seguro a fogo
5. baixo vazamento
6. característica de igual percentagem
7. vedação total
As desvantagens são conseqüências das
vantagens:
1. Por ter alta capacidade, é geralmente
usada superdimensionada ou então
possui diâmetro muito menor que o da
tubulação, resultando em grande perda
de pressão nos redutores.
2. Como possui alta recuperação da
pressão, a pressão de vena contracta é
pequena, aumentando a probabilidade
de cavitação e ruído. Projetos com disco
perfurado ou disco flautado diminuem o
problema de cavitação e ruído.
3. Como a válvula é rotativa, o
movimento linear do atuador diafragma
– mola deve ser convertido por elos, que
introduz histerese e banda morta.
4. Há uma relação não linear entre o
movimento do atuador e a rotação
resultante do disco. Isto requer sempre
o uso de posicionador.
5. A característica de torque é não
linear, requerendo atuador super-
dimensionado para executar controle
contínuo.
5.2. Custo
Os custos das válvulas borboleta com
atuadores e atuadores para controle
contínuo são mostrados na Fig. 8.18.
5.3. Característica
As características de vazão das válvulas
borboleta, mostradas na Fig. 8.19., estão
entre linear e abertura rápida. As válvulas
convencionais apresentam grande
vazamento e as válvulas com configurações
especiais de sede mole provêem grande
vedação.
A característica da válvula borboleta é
afetada pela posição do eixo (alinhado ou
excêntrico) e o tamanho relativo do eixo com
o da válvula. Na válvula de alto
desempenho, a característica é também
afetada se o eixo é movido da posição a
montante para jusante. Para aplicações de
controle contínuo, a válvula é limitada para
girar entre as posições de 0 e 60
o
.



Fig. 8.18. Custo da válvula borboleta de alto
desempenho




Fig. 8.19. Característica da válvula borboleta
Tipos de Válvulas
146
5.4. Descrição
A válvula borboleta possui este nome por
causa do formado da combinação disco e
haste. É uma válvula totalmente diferente da
convencional com sede-obturador-haste.
Ela possui vários séculos de história em
serviço de controle contínuo.
A válvula borboleta consiste de um disco,
com aproximadamente o mesmo diâmetro
externo que o diâmetro interno do corpo da
válvula, que gira em torno de um eixo
horizontal ou vertical, perpendicular à
direção da vazão. O disco atua como
basculante: na posição completamente
paralela à direção da vazão, válvula está
aberta; na posição perpendicular à direção
da vazão, a válvula está fechada. Como ela
não veda perfeitamente, pode haver
pequeno vazamento.



Fig. 8.20. Válvula de controle borboleta


A válvula borboleta típica consiste de um
disco que pode girar em torno de um eixo,
em um corpo fechado. Válvulas borboletas
modificadas são usadas em damper de
fornalha, carburadores de carro e chuveiros
caseiros.
O disco da válvula borboleta se fecha
contra um anel selante, para vedar a vazão.
Para melhorar a vedação, pode-se revestir
o interior da válvula com um material
elastômero; a interação entre o disco e o
revestimento fornece a vedação. Vários
mecanismos de atuação, como alavanca e
cam podem ser usados para operar a
válvula.
A válvula borboleta é geralmente
disponível em carretel ou sanduíche (wafer),
sem flange; sua instalação é mais
econômica e simples, entre qualquer tipo de
flanges da tubulação. Porém, esta conexão
é politicamente incorreta, pois é provável
haver vazamentos entre ela e por isso
OSHA e EPA não gostam dela.
Por questão de operação, o ângulo
máximo de rotação da lâmina é de 60
o
e
não 90
o
, a não ser que seja especialmente
especificado.



Fig. 8. 21. Componentes da válvula borboleta


Atualmente são disponíveis válvulas
borboleta com alto desempenho, com eixos
mais robustos, discos mais pesados, corpos
que resistem a uma classe de pressão mais
elevada e selos que permitem boa vedação.
Elas são disponíveis em diâmetros de 2" a
72", sem flange, de corpos com aço carbono
ou inoxidável, com pressão de até ANSI
Classe 2500.
A norma API 609-1973 Butterfly valves
descreve e define os principais tipos de
válvulas borboleta, embora não especifique
a sua construção mecânica.



Fig. 8.22. Mecanismo de controle da válvula borboleta

Tipos de Válvulas
147
5.5. Vantagens
As vantagens da válvula borboleta são:
1. Produzir uma queda de pressão muito
pequena, quando totalmente aberta.
2. Ser barata, leve, de comprimento
pequeno (raramente flangeada). O
diâmetro da válvula pode ser do mesma
dimensão que a tubulação.
3. Possuir construção e operação
extremamente simples.
4. Fornecer controle liga-desliga e
contínuo
5. Manipular grandes vazões de água,
líquidos contendo sólidos e gases sujos.








Fig. 8.23. Formatos de disco










Fig. 8.24. Efeito do perfil na área de passagem

5.6. Desvantagens
As desvantagens da borboleta são:
1. A vedação da válvula borboleta é
relativamente baixa, a não ser que seja
usado selo especial. O selo pode ser
danificado pela alta velocidade.
2. Estas válvulas usualmente requerem
grandes forças de atuação e são
geralmente limitadas à baixa pressão.
3. Quando usam materiais elastoméricos
na sede, há limitação de temperatura.
4. A válvula borboleta é usualmente
construída para ser operada apenas em
ar-para-abrir. Ela tende a fechar por si e
a ficar em posição fechada na falta do
sinal de atuação.













Fig. 8.25. Válvula de controle borboleta

5.7. Aplicações
As válvulas borboleta são usadas
geralmente em sistemas de baixa pressão,
onde não se necessita de vedação
completa. Elas são normalmente usadas em
linhas de grandes diâmetros (maiores que
20".)
5.8. Supressão do ruído
A válvula borboleta pode gerar ruído,
como qualquer outro válvula, quando sujeita
a determinada condição de vazão e queda
de pressão. O disco abaulado e com
formato de rabo de peixe geram menos
ruído que o convencional. Porém, quando a
vazão mássica é alta e há grande perda de
carga, deve-se usar disco flautado, que
pode reduzir o ruído em até 10 dBA.














Fig. 8.26. Válvula borboleta com disco flautado para
reduzir ruído
Tipos de Válvulas
148
5.9. Válvula Swing
A válvula swing é semelhante à
borboleta, exceto que elas giram em torno
de um lado e não ao longo do diâmetro.
Elas podem ser atuadas pela vazão, por
molas de torção, por alavancas .
As válvulas swing são usadas
principalmente como válvulas de retenção,
para bloquear a vazão em uma direção.
As válvulas swing possuem praticamente
todas as vantagens das válvulas borboleta:
pequena queda de pressão, pequeno peso
e custo relativamente pequeno.
O vedação da válvula swing é muito alta,
são sujeitas à deposição de contaminantes
e introduz turbulência em baixas vazões. As
superfícies de selagem sofrem erosão,
quando o fluido está em alta velocidade.















Fig. 8. 27. Válvula borboleta tipo swing





Tab. 9.1. Coeficiente de capacidade da válvula borboleta de alto desempenho, com vários graus de abertura, com o
eixo a montante. Com o eixo a jusante o CV é pouco menor (10%).

C
V
em graus de abertura, eixo a montante Diâmetro
90 80 70 60 50 40 30 20 10
2,0 59 59 58 56 50 40 28 14 2
3,0 220 209 198 176 139 90 55 26 11
4,0 420 400 376 338 265 172 104 52 20

6,0 910 800 660 490 350 235 155 90 35
8,0 1720 1620 1290 998 740 482 310 172 69
10,0 2780 2610 2080 1610 1200 778 500 278 111

12,0 4000 3820 3100 2420 1860 1240 750 410 170
14,0 6640 6240 5050 3980 2920 1990 1200 664 266
16,0 8400 7640 6130 4700 3700 2520 1510 840 336

18,0 10350 9730 7870 6210 4550 3100 1860 1040 414
20,0 13670 12850 10390 8200 6020 4100 2460 1370 547
24,0 20200 19000 15400 12100 8890 6060 3649 2020 808








149
6. Válvula Globo
Simbologia de P&I

Convencional Três vias Angulo
Notas:
FC – falha fechada (fail close)
FO – falha aberta (fail open)
S marcada dentro da válvula significa corpo dividido
(S – split)
C marcada dentro da válvula significa gaiola (C –
cage)
Tipos
A. Sede simples, plug caracterizado
B. Sede simples, guiada pela gaiola
C. Sede simples, corpo dividido (split)
D. Sede dupla, plug guiado pelo topo
E. Disco excêntrico, globo rotativo
F. Ângulo
G. Três vias ou tipo Y
Tamanhos disponíveis
Geralmente de ½ a 14” (12,5 a 356 mm).
Máximo diâmetro para C é 6” (152 mm) e
para E é 12 “ (305 mm) e para D é 16 “ (406
mm). F pode ter até 42” (1050 mm).
Pressão
Tipicamente todas as classes, até ANSI
Classe 1500, com tipos B e D até ANSI
Classe 2500 e tipos C e E limitadas a ANSI
classe 600.
Queda de pressão máxima admissível:
até 6,9 MPa (1000 psi), se permitido pelo
tamanho do atuador e classe do corpo.
Temperatura
Geralmente de–200 a 540
o
C mas tipo B
é limitado a 400
o
C e tipo D pode operar
desde –270
o
C. Válvulas especiais podem
operar até 650
o
C
Rangeabilidade
Variável, típica de 20 : 1.
Característica
Ver Fig. 8.29 e detalhes no texto.
Capacidade
C
V
= (10 a 15) d
2
com projeto de sede
simples próximas de 10 d
2
e com sede
dupla e disco excêntrico próximas de 15d
2

Materiais de construção
Corpo
Ferro fundido, bronze, aço carbono, aço
inoxidável (AISI 302 a 316), ferro dúctil,
alumínio, Monel, titânio, Hastelloy C,
Trim
Aço inoxidável (AISI 302 a 316), Alloy 20,
Monel, titânio, Hastelloy C,
Revestimento de teflon para proteção
contra corrosão e sedes moles para
vedação total.
Selo
TFE, Kel F, EPT, polietileno,
Classe de vedação
Sedes duplas de metal: ANSI Classe II e
sede simples podem ser ANSI Classe IV.
Sedes macias duplas podem ser Classe
ANSI V e simples podem ser ANSI VI.
Custo
Ver Fig. 8.28.
FC FO
FC
Tipos de Válvulas
150
6.1. Válvula Globo
Desde a década de 1970, a válvula
globo é considerada a válvula de controle
padrão, por causa de sua característica
linear e associado com atuador com
diafragma e mola. Nesta época, a válvula
rotativa era para aplicação de liga – desliga
e a globo era para controle contínuo.
Atualmente, a válvula globo ainda
predomina como válvula de controle, porém,
é desafiada por outros tipos, como a esfera,
borboleta e plug (macho), por causa de
seus custos menores.
As vantagens da válvula globo são:
simplicidade do atuador diafragma –
mola
disponibilidade de variedade de
características de vazão
relativamente pequena probabilidade de
cavitação e de geração de ruído
disponibilidade de materiais diferentes
para atender aplicações com erosão,
corrosão, altas temperaturas e altas
pressões
relação linear entre sinal de controle e o
movimento da haste
pequena banda morta e pequena
histerese, permitindo o seu uso sem
posicionador.
As desvantagens da válvula globo,
quando comparada com as rotativas são:
1. maior custo
2. menor capacidade de vazão, para o
mesmo diâmetro do corpo
3. maior peso
4. maior probabilidade de vazamentos
para o exterior.
5. maior tempo de resposta
6. por ter menor C
V
, a diferença entre o
diâmetro da válvula e o da tubulação
é menor e por isso o custo é maior
6.2. Custo
Os custos da válvula globo estão
mostrados na Fig. 8.28, baseados em corpo
com flange ANSI Classe 150 com operador
a pistão de dupla ação e posicionador.
Podem ser usados outros operadores como
atuador diafragma – mola, pistão simples ou
acionado eletricamente. Corpos com
materiais especiais tem o custo muitíssimo
maior. Por exemplo, da Fig. 8.28, pode se
estimar o custo de uma válvula globo de 4”
(105 mm), com corpo de aço carbono e trim
guiado pela gaiola como de US$4 500.



Fig. 8.28. Custo típico de válvula globo



Fig. 8.29. Características da válvula globo,
que depende do formato do plug
Tipos de Válvulas
151
6.3. Característica
A característica da válvula globo muda
em função da instalação. As linhas
tracejadas refletem as características
instaladas, a 100% da vazão, com 20% da
queda da pressão do sistema atribuídos
para a válvula de controle.
6.4. Descrição
A válvula globo é assim chamada porque
possui um corpo com cavidade esférica
(globo), com sede simples ou dupla, com
obturador guiado pela haste ou pela gaiola
e que pode apresentar várias
características diferentes: liga-desliga,
linear, igual percentagem. Elas são
caracterizadas por um elemento de
fechamento, geralmente um disco ou plug,
que é movido por uma haste atuadora,
perpendicular à sede em forma de anel. A
vazão passa da entrada para a saída,
através da sede.



Fig. 8.30. Corte de uma válvula de controle tipo globo


Quanto à direção da vazão, há três tipos
principais de válvulas globo:
1. globo,
2. ângulo
3. Y.
Os três tipos diferem principalmente na
orientação da sede em relação à direção da
vazão através da válvula.
A válvula ângulo possui a entrada
defasada de 90 graus da saída, permitindo
uma perda de carga menor que a válvula
globo convencional.



Fig. 8.31. Válvula globo tipo ângulo


A válvula tipo Y possui o corpo
construído de modo que as mudanças na
direção do fluido interior são minimizadas; é
também chamada de válvula globo de vazão
reta.



Fig. 8.32. Válvula globo tipo Y


A válvula agulha é outra versão da globo;
o seu plug é uma haste fina (agulha), que
fornece um controle mais fino da vazão. É
usada em linhas de até 2" (25 mm), para o
controle de vazões muito pequenas. É uma
válvula de igual percentagem, com
rangeabilidade típica de 50 : 1.
Tipos de Válvulas
152

Fig. 8.33. Válvula globo tipo agulha


A válvula globo não é definida por
nenhuma norma API. A indústria
petroquímica usa a norma inglesa BS 1873
(1975): Steel globe and globe stop and
check valves for the petroleum,
petrochemical and allied industries.
6.4. Trim
O trim da válvula consiste das peças
internas contidas dentro do corpo e
molhadas pelo fluido do processo. Os
principais componentes do trim são:
1. plug (obturador)
2. haste
3. anéis da sede (assento)
Alguns modelos ainda incluem outras
peças, tais como
4. retentores
5. espaçadores
6. gaxetas guia
7. elementos especiais
A maior parte da perda da pressão
dissipada na válvula é absorvida pelas
principais peças do trim.
O projeto do trim serve também para
determinar a característica de vazão
inerente da válvula. Há também trims feitos
de material especial para aplicações com
erosão, corrosão, cavitação e ruído.
Característica de vazão do trim
A válvula de controle é essencialmente
um dispositivo para reduzir pressão. Ela
deve variar o fluido do processo para
conseguir o controle. O modo mais usado
para controlar é com um conjunto de um
único orifício e um plug. Elementos com
vários orifícios são usados para reduzir
ruído, evitar cavitação e combater erosão,
mas são especiais e raros.
Em qualquer caso, o trim da válvula é o
seu coração e opera para dar uma relação
específica entre a capacidade de vazão (ou
a vazão) e o curso de levantamento do plug.
Esta relação é definida como característica
de vazão da válvula é conseguida por
diferentes formatos e tamanhos de plug.
As três características básicas fornecidas
pelos fabricantes de válvula são:
1. linear
2. igual percentagem
3. abertura rápida
A característica ideal ou inerente é
diferente da real ou instalada. Na ideal,
supõe-se uma queda constante através da
válvula e em sua operação real, a queda de
pressão através da válvula é variável,
sendo máxima com a válvula próxima do seu
fechamento e mínima coma válvula próxima
da abertura total. As variações também são
devidas às variações da pressão da bomba
com a vazão, perdas de atrito na tubulação,
resistência hidrostática das conexões,
válvulas de bloqueio e sensores de vazão.
Há também distorções devidas ao tipo e
projeto do trim, geometria do corpo da
válvula, tolerâncias de fabricação e
reprodutividade.



Fig. 8. 34. Formatos de plug para produzir as três
características mais comuns


Compensadores e posicionadores
podem desviar a característica instalada
para perto da característica teórica. Sempre
deve se usar trim com característica linear
quando a queda de pressão através da
válvula for relativamente constante. Quando
a queda de pressão através da válvula é
muito variável, deve-se usar característica
de igual percentagem.


Tipos de Válvulas
153

Fig. 8. 35. Plug pistão guiado pela gaiola

Vedação
A válvula de controle é projetada e
construída para executar controle e não
para vedar a vazão da entrada para a sua
saída. Mesmo assim, ela pode possuir
diferente capacidade de vedação,
dependendo do formato e tamanho dos
seus internos.
A válvula globo de sede simples provê
maior vedação que a de sede dupla. Uma
válvula globo com sede simples e com
inserto da sede mole (e.g., teflon) pode ter
vedação ANSI Classe VI. Sedes lapidadas
metal – metal podem ter vedação também
Classe VI, porém, somente quando novas.
Em operação repetitiva de fechamento, o
trim lapidado perde sua habilidade de
vedação completa.
O vazamento máximo da válvula pode
ser calculado pela fórmula:

L = 0,11 d
2


L é a vazão em mL/min
d é o diâmetro interno nominal do corpo
da válvula, em polegadas.
A vedação da válvula, além dos materiais
elastoméricos usados, depende também da
temperatura e pressão do processo.
6.5. Haste
A haste da válvula conectada ao plug
deve ser pesada e firme suficiente para
suportar a carga do atuador para fechar e
manter a posição, a despeito dos distúrbios
e forças perturbadoras, sem vacilar. A haste
não pode ser muito longa, por causa dos
atritos do embuchamento. Porém, o uso do
teflon ajuda a diminuir estes atritos,
permitindo o uso de hastes pesadas e
resistentes para suportar as forcas de
vibração dinâmicas do fluido.
As hastes geralmente são feitas do
mesmo material do plug. A haste e plug
podem ser soldados juntos ou a haste pode
ser aparafusado no plug.
O guia da haste deve ser de material
mais duro do que o da haste (aço 17-4pH,
440-C, Stellite® ou aço inoxidável revestido
de cromo duro). Alguns guias metálicos
podem ser revestidos de teflon ou grafite. O
bom embuchamento da haste da válvula
evita o vazamento de fluido do seu interior
para fora.
6.6. Castelo
O castelo da válvula é o conjunto de
fechamento superior da válvula globo. Além
de fechar o corpo da válvula, o castelo
serve como suporte para o conjunto do
atuador e deve selar a haste da válvula
contra vazamento do fluido para o exterior.
Como o castelo suporta pressão, o seu
projeto é calculado de acordo com normas,
que definem tamanho e espessura de
flanges, espessura de parede e tamanho de
parafusos.
Os castelos podem ser classificados em
três tipos:
1. padrão
2. estendido para aplicações muito
quentes ou muito frias
3. especiais, para aplicações
criogênicas
Castelo padrão
O castelo padrão ou plano é o projeto
normal fornecido na maioria das válvulas.
Ele cobre a faixa de pressão e temperatura
compatível com as gaxetas de selo padrão e
os materiais de engaxetamento da haste
padrão. Em geral, incluem as válvulas
especificadas para ANSI Classe 150 a 2500
de pressão e temperatura de –30 a 315
o
C.
Acima de temperatura de 230
o
C deve-se
usar castelo estendido ou engaxetamento
especial. Provavelmente 90% das
aplicações são atendidas pelo castelo
padrão.

Tipos de Válvulas
154












Fig. 8. 36. Castelo padrão flangeado


Castelo estendido
O castelo estendido é usualmente
requerido quando a temperatura do fluido
está além da faixa de temperatura
especificada para o castelo padrão. Mesmo
com temperaturas dentro da faixa de
operação do castelo comum, é bom usar
castelo estendido para proteger contra
excursões da temperatura que geralmente
ocorrem em distúrbios da operação.
Antigamente, havia projetos diferentes
para muito alta e muito baixa temperatura. O
serviço quente requeria castelo com aletas
de resfriamento, enquanto a aplicação fria
exigia castelo alongado plano, sem aletas.
Embora as aletas encarecessem o castelo,
foi demonstrado sua inutilidade. Por isso,
atualmente, a maioria dos projetos usa o
mesmo castelo para aplicações quentes e
frias. A exceção é para aplicações com
temperaturas abaixo de –100
o
C. Em geral a
faixa de temperatura altera o material de
construção do castelo. Assim, para a faixa
de –30 a 430
o
C usa-se o aço carbono e de
–100 a 820
o
C usa-se o aço inoxidável
austenítico (AISI 304 e 316), embora alguns
projetos desçam até –185
o
C.
Castelo criogênico
O castelo criogênico é uma adaptação
do estendido. Ele deve ser usado quando
se trabalha na faixa de –185 a –100
o
C até
–255
o
C. Quando se chega na temperatura
extrema de –270
o
C o castelo deve ser
soldado ao corpo da válvula. O
comprimento do castelo deve ser conforme
a aplicação, tamanho do corpo da válvula,
tubulação e temperatura do processo e
geralmente mede de 300 a 900 mm.
Pode se considerar duas criogenias: a
padrão e a dura. O projeto padrão do
castelo é similar ao castelo estendido
padrão, exceto ser muito mais comprido. Ele
pode ser aparafusado ou soldado ao corpo
da válvula.


















Fig. 8.37. Castelo para temperaturas criogênicas


O projeto para a criogenia dura é um
sistema embutido especial, com tubos de
aço inoxidável de paredes finas (para
reduzir o peso do resfriamento), soldados
diretamente ao corpo da válvula. O topo é
soldado a um conjunto de flanges que
aceita um castelo plano normal contendo o
sistema de engaxetamento da haste. Há um
sistema de selo da haste na extremidade do
plug do castelo para manter o líquido
criogênico afastado do castelo e da área de
engaxetamento. O selo pode ter um vent ou
não, mas em qualquer caso deve permitir o
alívio da pressão do gás que aparece na
Tipos de Válvulas
155
área mais quente do castelo, aliviando-a
para o corpo da válvula.
A válvula de controle para aplicação
criogênica deve ser montada com o castelo
na vertical ou, no máximo, com inclinação
de 20
o
da horizontal, para garantir que o
líquido não vá se acumular na área de
engaxetamento. Em geral estes castelos
são limitados à pressão ANSI Classe 600.
Selos do castelo
Há castelo estendido com fole metálico
de selagem, usado em aplicações onde é
necessário vedação completa entre interior
e exterior da válvula. Por exemplo,
aplicações envolvendo material tóxico ou
fluido radioativo, onde o vazamento para
fora é perigoso para o pessoal. Estes selos
devem ser testados com hélio e não podem
ter vazamento maior que 1 x 10
-6
cm
3
/s, da
atmosfera para o vácuo.
Estes selos tem limitações de pressão e
temperatura, usualmente cerca de 1030 kPa
(150 psi) e 40
o
C ou 620 kPa (90 psi) e 315
o
C. Projetos especiais, usando paredes
mais grossas do fole podem chegar até 20
MPa (2900 psi) e 590
o
C.
Embuchamento do castelo
Para selar a haste da válvula contra
vazamento do fluido do processo para a
atmosfera, a parte superior do castelo
contem uma seção chamada de caixa de
embuchamento ou engaxetamento. Este
conjunto consiste de flange, retentores e
anéis. Os materiais padrão usados no
engaxetamento são: teflon, asbesto e
grafite. Estes materiais devem ser
compatíveis com o fluido do processo,
produzir o mínimo de atrito estático e
dinâmico e ter longa vida útil. O teflon
consegue atender tudo isso e o material
default da maioria dos engaxetamentos da
maioria dos fabricantes de válvulas,
A aplicação do teflon é limitada a 230
o
C
e para temperaturas mais elevadas usa-se o
asbesto e grafite (-20 a 450
o
C)
















Fig. 8.38. Embuchamento do castelo

6.7. Corpo
A parte principal da válvula que contem a
pressão real e conduz o fluido é chamada
de conjunto do corpo. Este conjunto
consiste do corpo, castelo ou fechamento
superior, às vezes, um flange no fundo e as
peças internas chamadas de trim (plug,
haste, bucha guia, anéis da sede,
retentores da sede e anel da caixa de
engaxetamento).
O corpo da válvula pode ser conectado à
tubulação por flange, rosca ou solda.
O formato do corpo pode ser em linha
reta, ângulo de 90
o
, Y ou três vias. O
formato e estilo do corpo dependem do tipo
do trim contido, tubulação e aplicação da
válvula. O resultado final é um dispositivo
que possa ser usado com um operador de
potência (atuador) e usado para manipular a
vazão do fluido do processo para regular
variáveis como pressão, vazão,
temperatura, nível. Esta regulação é
conseguida pela redução da pressão do
fluido e uma válvula de controle é, sempre,
um equipamento para dissipar pressão.
Sede simples
O interior do corpo da válvula globo de
sede simples oferece somente uma
passagem do fluido.
Válvula com sede simples é muito mais
usada que a de sede dupla, pelas seguintes
vantagens:
Tipos de Válvulas
156
1. disponibilidade de grande variedade
de configurações, inclusive trims
especiais
2. boa capacidade de vedação (é mais
fácil vedar um buraco do que dois)
3. menos susceptível à vibração devida
à massa reduzida do plug
4. maior facilidade de manutenção
5. pode manipular fluidos mais mal
comportados
A principal desvantagem é requerer
maior força de atuação e maior atuador.
O plug da válvula globo com uma única
sede pode ser guiado por um dos três
modos:
1. pela haste
2. pelo topo
3. pelo topo e pelo fundo (pouco usado)












Fig. 8.39. Válvula globo com sede simples e dupla

Sede dupla
A válvula com sede dupla ainda é usada,
mesmo tendo várias desvantagens, quando
comparada com a válvula de sede simples:
1. válvula maior e mais pesada
2. provê vedação ruim, pela dificuldade
de assentar dois plugs em dois
buracos
A principal vantagem sobre a válvula de
sede simples é ser semibalanceado, ou
seja, as forças hidráulicas agindo nos dois
plugs tendem a se cancelar, resultando em
uma menor força requerida para atuação.
Porém, na pratica, sempre há um
desbalanço, por causa das pequenas
diferenças de construção dos dois plugs.
Válvulas globo com sede dupla são
limitadas a diâmetros de 12 “ (300 mm),
embora alguns fabricantes ofereçam até de
24” (600 mm)
Gaiola
A válvula com gaiola é uma variante da
válvula de sede simples e é a mais popular
da indústria. As principais vantagens são:
1. manutenção é muito fácil
2. grande flexibilidade de alterar o plug,
permitindo resolver problemas de
cavitação e ruído.
3. grande robustez
Há dois projetos básicos de válvula a
gaiola:
1. a gaiola é usada apenas para juntar
o anel da sede ao corpo da válvula .
O plug da válvula não toca a gaiola.
2. a gaiola é usada para guiar o plug,
bem como juntar o anel da sede ao
corpo. A gaiola possui aberturas que
determinam a característica de vazão
da válvula.










Fig. 8.40. Válvula globo com corpo bipartido

Corpo dividido
Outra variação da válvula globo de sede
simples é a de corpo dividido ou bipartido,
aplicada em serviço pesado da indústria
petroquímica. O anel da sede é grampeado
entre as duas metades do corpo e o corpo
pode ser facilmente desmontado para
manutenção.

Tipos de Válvulas
157
Válvula ângulo
A válvula ângulo foi usada originalmente
em aplicação com vazão para fechar, em
alta queda de pressão. Isto é favorável para
o corpo e trim da válvula, mas provoca uma
alta velocidade na saída, gerando problema
de erosão. Atualmente, válvula ângulo é
usada para acomodar layout especial de
tubulação, fazer dreno e em aplicações
erosivas com sólidos em suspensão. Não
deve ser usada em aplicação com alta
queda de pressão, pois certamente há
cavitação e ruído.
Válvula Y
A válvula globo tipo Y é aplicada quando
se quer boa drenagem, alta capacidade de
vazão, controle de metais derretidos, fluidos
criogênicos e líquidos tipo lama.
Segmento excêntrico
Quando comparada com as válvulas
rotativas, a válvula globo com segmento
esférico excêntrico rotativo tem a vantagem
de requerer baixo torque. Esta válvula de
controle usa exageradamente o centro
deslocado, como usado na válvula
borboleta de alto desempenho, para obter
um bom contato no fechamento. A porção
da sede do plug tem a forma de um
segmento esférico que é girado de 50
o
para
a abertura máxima.



Fig. 8.41. Válvula camflex® (Masoneilan)

A característica desta válvula é linear. A
característica pode ser alterada com cam no
posicionador ou modificando o sinal de
saída do controlador. A sua capacidade
está entre a capacidade da válvula de sede
dupla e a borboleta de alto desempenho.
Sua alta capacidade de vazão é conseguida
com pequeno aumento de pressão no
corpo, de modo que seu fator critico de
vazão é muito maior do que o da válvula
borboleta, embora seja menos susceptível à
cavitação.
Sua rangeabilidade é de 50 : 1.
A válvula Camflex® (Masoneilan) é um
exemplo de válvula a segmento excêntrico.














Fig. 8.42. Válvula de 3 vias convergente e
divergente

Três vias
A válvula de três vias é outra forma de
configuração especial de corpo da válvula.
Há dois tipos básicos:
1. convergente
2. divergente
Na convergência, tem-se a mistura ou a
combinação de dois fluidos entrando para
uma saída comum. A aplicação pode ser a
mistura de dois fluidos diferentes para
produzir um terceiro fluido na saída.
Na divergência tem-se a separação ou
divisão de um fluido em uma única entrada
em duas saídas. A aplicação pode ser o
chaveamento de uma vazão de um vaso
para outro vaso ou para controle de
temperatura de um trocador de calor. Neste
caso, uma porção do fluido pode ir para o
trocador e o balanço contorna o trocador. A
divisão relativa fornece o balanço de calor
necessário para um bom controle de
temperatura.
As forças exercidas no plug de três vias,
dupla sede, não são balanceadas, porque
as pressões das três vias são diferentes e
por isso elas não podem ser usadas em alta
pressão .
Tipos de Válvulas
158
6.8. Conexões
A conexão mais usada entre a válvula e
a tubulação é o flange. Nos EUA, o projeto
e especificação do flange são padronizados
pela norma ANSI B16.5. Outros países
usam suas próprias normas; a Alemanha
usa DIN. Estes sistemas são diferentes e
não são intercambiáveis. Por exemplo, ANSI
16.5 estabelece nível de pressão em alta
temperatura (400
o
C ou 750
o
F), enquanto
DIN define a pressão à temperatura
ambiente (38
o
C). Assim, um flange ANSI
Classe 150 pode ser usada em pressões
mais elevadas que um flange DIN 10, desde
que o flange ANSI pode ser usado até 2,2
MPa (320 psi) à temperatura ambiente.
Os flange podem ter face plana, face
com ressalto, junta tipo anel (RTJ – ring
type junction), entalhe e ressalto, macho e
fêmea ou outra configuração para atender a
aplicação.



Fig. 8.43. Especificação de flange contra pressão e
temperatura

Flanges são disponíveis de 1,0 a 17,3
MPa (150 a 2500 psi). Flange de ferro
fundido, ferro dúctil e bronze geralmente
tem face plana. Aço carbono e ligas são
usualmente os materiais de flange com face
com ressalto e acima de ANSI 600, é
comum a junta tipo anel. Entre os flanges
são colocadas gaxetas ou juntas, feitas de
teflon, asbesto ou até de algum metal mais
macio que o do flange.
Há corpos de válvula com conexão lisa,
sem flange, chamada wafer. O corpo sem
flange é colocado entre dois flanges e é
preso com parafusos transpassantes.
O corpo da válvula pode ser soldado à
tubulação, quando se trabalha com pressão
muito elevada ou não se admite nenhum
vazamento. A solda torna a instalação
pouco flexível.
A terceira conexão é a rosca. Ela não é
recomendada porque elas podem vazar, são
difíceis de manusear na tubulação e são
sujeitas à corrosão. Mesmo assim, elas são
comuns em válvulas com diâmetros
pequenos (menores que 2” ou 50 mm).
Quando necessário, as conexões podem
ser transformadas em outras diferentes,
através de solda de flanges diferentes ou
roscas.
6.9. Materiais de construção
Um corpo de válvula é um vaso contendo
pressão e como tal, sua seleção deve
seguir as recomendações das normas para
vasos de pressão. Por exemplo, um material
de corpo de válvula não pode ser usado
para baixa temperatura se seu nível de
impacto Charpy é abaixo de 100 kPa (15
psig) ou para alta temperatura se é sujeito à
carbonização. Quando há solda no corpo, a
solda deve ser examinada com raios X.
Os materiais padrão para corpo de
válvula são o aço carbono e os aços
austeníticos (AISI 304L e 316 L), que
cobrem 90% das aplicações práticas.
Outras ligas especiais proprietárias são
disponíveis, a um custo mais elevado, para
aplicações de corrosão. Estes metais
incluem: Monel, Hastelloy, níquel, Inconel,
Alloy 20, tântalo, níquel – bronze, aço
molibdênio – cromo.
A escolha do material deve envolver o
fabricante da válvula ou algum especialista,
quando necessário. A seleção do material
correto não é direta, pois depende da
concentração do fluido, temperatura,
impurezas e outros fatores.

Tipos de Válvulas
159


Fig. 8.44. Válvula globo com revestimento

Válvula com revestimento
Para aplicações altamente corrosivas, as
ligas especiais Alloy 20, Hastelloy e Monel
podem ser requeridas, no lugar do aço
inoxidável austenítico 304L e 316L, quando
estes forem inadequados. Estas válvulas
com ligas especiais são muito caras e a vida
útil e confiabilidade são insatisfatórias. Uma
alternativa é usar revestimento interno de
teflon. Há limitações de pressão (1,7 MPa )
e temperatura (200
o
C).
6.10. Vantagens
As válvulas globo são, geralmente, mais
rápidas para abrir ou fechar que a válvula
gaveta. As superfícies da sede são menos
sujeitas a desgaste e a capacidade de
provocar grandes quedas de pressão torna
a válvula globo conveniente para controle
contínuo.
A válvula globo é a favorita para
aplicações de controle liga-desliga, com
operação freqüente da válvula, por causa
do deslocamento relativamente pequeno do
disco.
6.11. Desvantagens
As válvulas globo provocam grande
perda de pressão; isto pode ser indesejável
em muitos sistemas. A direção da vazão é
alterada repentinamente, quando o fluido
atinge o disco, causando uma grande
turbulência no corpo da válvula. Em
grandes tamanhos, elas requerem muita
potência para operar, necessitando de
alavancas, engrenagens. As válvulas globo
são normalmente mais pesadas do que
outras válvulas de mesma especificação.
A turbulência do fluido na passagem pela
abertura da válvula globo causa vibração no
disco, resultando em estrago da haste. Para
evitar isso, deve se projetar um guia
especial do disco, principalmente em
serviço com alta velocidade do fluido.












Fig. 8.45. Válvula globo é a válvula de controle default


6.12. Aplicações
As válvulas globo são usadas
principalmente como válvulas de controle
contínuo; elas podem ser consideradas
como a válvula de controle de vazão
padrão. Nestas aplicações a válvula globo é
projetada com o material da sede do corpo
mais duro, desde que o serviço severo pode
causar desgaste e erosão.
Para controle mais fino da vazão, usa-se
a válvula agulha. A válvula Y é usada para
controle contínuo e controle liga-desliga de
líquidos sujos (slurry) e de alta viscosidade.
A válvula globo pequena, feita de liga de
cobre, é usada freqüentemente em linhas
de gás domesticas ou em serviço de baixa
pressão, com disco de plástico para garantir
boa vedação.

Tipos de Válvulas
160
7. Válvula Diafragma
Simbologia de P&I


Tipos
A. Calha
B. Furo pleno
C. Passagem direta
D. Faixa dupla
Tamanhos disponíveis
Geralmente de ½ a 12” (12 a 300 mm).
Especiais até 20 ” (200 mm)
Pressão
Em tamanhos até 4” (100 mm), 10,3 bar
(150 psi), 6” (150 mm) 8,6 bar (125 psi), 8”
(200 mm), 6,9 bar (100 psi) e 10 ou 12” (250
ou 300 mm), 4,5 bar (65 psi).
Limites de vácuo: Pode ocorrer dano
mecânico quando válvula trabalhar em
vácuo.
Temperatura
Com a maioria dos diafragma a
elastômero: de -10 a 65
o
C. Com diafragma
de teflon, -30 a 175
o
C .
Rangeabilidade
Variável, típica de 10 : 1.
Característica
Linear a abertura rápida. Ver Fig. 8. 47.
Capacidade
C
V
= 20 d
2

Materiais de construção
Corpo
Ferro fundido, bronze, aço carbono, aço
inoxidável (AISI 302 a 316), ferro dúctil,
alumínio, Monel, titânio, Hastelloy C,
Trim
Aço inoxidável (AISI 302 a 316), Alloy 20,
Monel, titânio, Hastelloy C,
Diafragma
Teflon, buna-N, neoprene, Hypalon
Classe de vedação
ANSI Classe IV e V
Custo
Ver Fig. 8. 46.
Tipos de Válvulas
161
7.1. Introdução
A válvula Saunders é também chamada
de diafragma e ocasionalmente de válvula
calha. A válvula Saunders utiliza o
diafragma e a calha para controlar a vazão.
A válvula Saunders é aberta e fechada
através do movimento de um diafragma
elástico ou flexível, se afastando ou se
aproximando de uma calha. O diafragma
elástico é movido para a calha pela pressão
de um compressor sobre o diafragma. O
compressor é fixado na haste da válvula
para esta tarefa. O diafragma, que é afixado
ao compressor no centro, é afastado da
calha quando o compressor é liberado.
Para aplicação em alto vácuo,
geralmente é desejável evacuar o castelo
para reduzir a força que afasta do diafragma
do compressor. Isto é desejável
principalmente para válvulas grandes, onde
o vácuo da vazão poderia afastar o
diafragma do compressor.
Uma válvula Saunders pode ser
considerada como metade de uma válvula
pinch. A válvula pinch contem dois
diafragmas que se afastam ou se
aproximam mutuamente, enquanto a válvula
Saunders possui um diafragma móvel e uma
calha fixa. Por isso elas podem ser
estudadas em conjunto.



Fig. 8.46. Custos da válvula diafragma sem atuador



7.2. Custo
Os custos mostrados na Fig. 8. 47 são
baseados em válvulas com corpo padrão
flangeado com ferro fundido ou dúctil, com
revestimento de elastômero ou
fluorcarbono. Estes custos não incluem o
atuador, que pode ser elétrico ou
pneumático, para controle contínuo ou liga –
desliga.
7.3. Característica
As características das válvulas diafragma
ou Saunders são próximas de abertura de
igual percentagem e a de faixa dual se
aproxima da linear.


Fig. 8.47. Característica de válvula diafragma


7.1. Descrição
A válvula possui um revestimento, de
diafragma, que impede o contato do
obturador com o fluido do processo. O
atuador aciona o diafragma, que geralmente
é feito de material flexível inerte e resistente
à corrosão do fluido. A válvula diafragma
pode possuir um ou vários elementos
flexíveis, como o diafragma ou tubo de
borracha, que pode ser movido junto ou
contra um anteparo, para bloquear a vazão.
Os valores do Cv variam entre os
fabricantes por causa do formato do
contorno do diafragma.

Tipos de Válvulas
162


Fig. 8.48. Válvula de controle diafragma ou Saunder

7.4. Vantagens
As válvulas diafragma são relativamente
baratas, insensíveis à contaminação,
manipulam fluidos corrosivos ou sujos,
produzem pequena queda de pressão
quando totalmente abertas e fornecem boa
vedação.
7.5. Desvantagens
Os elementos flexíveis das válvulas
diafragma estão sujeitos a desgaste e,
como conseqüência, à substituição
periódica. Elas são geralmente limitadas a
baixa pressão e baixa temperatura. Suas
aplicações com fluidos corrosivos são
determinadas pelas características do
elemento flexível. Estas válvulas geralmente
requerem grandes forças de atuação para
sua operação.


Fig. 8.49. Válvula diafragma totalmente fechada
7.6. Aplicações
As válvulas diafragma são usadas
principalmente em sistemas com fluidos mal
comportados (sujos, viscosos, slurries), pois
sua sede não apresenta nenhuma
obstrução ou saliência à passagem do
fluido.
7.7. Válvula Pinch
A válvula pinch ou grampo (clamp)
possui um tubo flexível que é comprimido,
variando a passagem da vazão. A
compressão pode ser feita por mecanismos
de grampeamento de vários projetos. As
válvulas pinch foram melhoradas, por causa
da melhoria dos elastômeros e plásticos. Os
tubos podem ser feitos de borracha natural
e por uma grande variedade de elastômeros
e plásticos sintéticos, como teflon, Buna-N,
butyl, neoprene, Nordel, Hypalon, Viton,
silicone, poliuretanto, polipropileno. Butyl
branco e neoprene branco sem gosto e sem
cheiro são usados em aplicações sanitárias
(alimentos e remédios). São usados também
materiais da indústria de pneus, como
rayon, nylon, fibra de vidro e Kevlar
(resistente como o aço e pesa um sexto.







Fig. 8. 50. Posições da válvula pinch















Fig. 8.51. Válvula pinch
Tipos de Válvulas
163
8. Válvula Macho (Plug Furado)
Simbologia de P&I










Tipos
A. Porta V
B. Três vias
C. Quatro vias
D. Cinco vias
E. Selada para fogo
Tamanhos disponíveis
Geralmente de ½ a 36” (12,5 a 960 mm).
Pressão
Tipicamente de ANSI Classe 125 a ANSI
Classe 300 e pressão até 5,0 MPa (720
psig). Válvulas especiais podem ter ANSI
Classe 2500.
Temperatura
Tipicamente de -70 a 200
o
C. Com
projeto especial, de -150 a 315
o
C .
Rangeabilidade
Variável, típica de 20 : 1.
Característica
Ver Fig. 8. 53.
Capacidade
C
V
= (10 a 35) d
2

Materiais de construção
Corpo
Ferro fundido, bronze, aço carbono, aço
inoxidável (AISI 302 a 316), ferro dúctil,
alumínio, Monel, titânio, Hastelloy C, Alloy
20
Revestimento
Teflon
Classe de vedação
Sede metálica ANSI Classe IV. Sede de
composição ANSI Classe V
Custo
Ver Fig. 8. 52.
Tipos de Válvulas
164
8.1. Válvula Macho (Plug)
As válvulas de plug rotativo, esfera e
borboleta, cujo uso era considerado como
válvulas liga – desliga e bloqueio,
atualmente são aplicadas como válvulas de
controle contínuo. Quando comparada com
a válvula globo, a válvula macho (plug)
possui as seguintes propriedades:
menor custo
menor peso
maior capacidade de vazão (duas a três
vezes a da válvula globo, quando não
caracterizada
vedação total
projeto seguro em fogo
pequeno vazamento na haste, do interior
para o meio ambiente
pouco susceptível a cavitação e ruído
aplicação com fluido mal comportado,
como cloro, fosgênio, ácido hidroflórico e
ácido hidroclorídrico
aplicação com gases letais e tóxicos
(satisfazem os limites da norma API 607).
Quando usada em controle contínuo,
algumas destas vantagens se tornam
desvantagens, tais como:
sua grande capacidade resulta em válvula
muito pequena instalada em tubulação
muito maior, tornando a instalação cara com
redutores e alta pressão de bombeio
Sua alta recuperação da pressão resulta em
pressão pequena de vena contracta, que
aumenta a probabilidade de cavitação e
ruído.
Como a válvula é rotativa, o movimento
linear do atuador diafragma – mola deve ser
convertido por elos, que introduz histerese e
banda morta.
Há uma relação não linear entre o
movimento do atuador e a rotação
resultante do disco. Isto requer sempre o
uso de posicionador.
A característica de torque é não linear,
requerendo atuador superdimensionado
para executar controle contínuo.
8.2. Custo
Os custos da válvula plug (macho) com
atuadores liga – desliga são mostrados na
Fig. 8. 52.



Fig. 8. 52. Custo de válvula macho com plug
caracterizado e com atuador liga - desliga


8.3. Característica
As características das válvulas plug
dependem do formato do prato móvel ou da
porta V.



Fig. 8.53. Características das válvulas plug (macho)

Tipos de Válvulas
165
8.4. Descrição
A válvula macho é parecida com a
válvula esfera, exceto que o elemento de
fechamento é um plug, com formato
cilíndrico ou cônico, com uma abertura. Uma
rotação de 90 graus do plug furado leva a
válvula da posição totalmente aberta para
totalmente fechada. Na posição que o furo
está em linha reta com a direção da vazão,
a válvula está totalmente aberta; em outra
posição, a vazão é parcial e com uma
rotação de 90 graus, a válvula está
totalmente fechada.
Existem dois tipos gerais de válvulas
macho: com ou sem lubrificação.
Nas válvulas lubrificadas há um sistema
de injeção de material lubrificante através
do macho, para melhorar a vedação e evitar
que o macho fique preso, principalmente
nas posições extremas. São usadas em
aplicações com gases e fluidos não
lubrificantes.
Variantes da válvula macho são as
válvulas de três e quatro vias, usadas para
desvios ou misturas vazões de fluidos.



Fig. 8.54. Válvula tipo plug (plugcock)

8.5. Vantagens
As válvulas macho são normalmente
compactas e requerem pouco espaço acima
delas para sua operação. Elas são
relativamente de baixo custo e disponíveis
em grande variedade de materiais. Elas
fornecem uma boa vedação. Elas provocam
pequena queda de pressão e possuem
pequeno tempo de resposta.
8.6. Desvantagens
As válvulas macho podem ser sujeitas a
instabilidade (unsettling). Elas são servem
para aplicações com vapor d'água. As
válvulas plug lubrificadas requerem
lubrificação periódica e o material
lubrificante pode reagir com o fluido que
passa pela válvula.



Fig. 8.55. Válvula plug com três vias


8.7. Aplicação
As válvulas macho são basicamente de
bloqueio. Quando totalmente aberta, a
perda de carga é mínima; quando
totalmente fechada, a vedação é completa.
São usadas em aplicações com alta
temperatura e baixa pressão. Elas possuem
várias características iguais às das válvulas
esfera, gaveta e globo.


=




=
Apostilas\Válvulas Valvula2.DOC 30 DEZ 98 (Substitui 11 JUN 98)
Válvulas Especiais

166
9. Válvulas Especiais



Objetivos de Ensino
1. Apresentar as características,
aplicações, vantagens e limitações das
válvulas de retenção de vazão, retenção
de excesso de vazão, bloqueio,
reguladora de pressão, temperatura,
nível e vazão e válvula , reguladora de
pressão.
2. Dar descrição e aplicações de válvula
solenóide, associada à válvula de
controle para intertravamento e
segurança.
1. Introdução
Além das válvulas de controle
automático, existem outras válvulas, que
são usadas para otimizar a instalação
existente, prover segurança ao sistema e
executar funções especiais. Válvula auxiliar
muito importante é a de bloqueio,
geralmente usada antes e depois da válvula
de controle para possibilitar a retirada da
válvula de controle da tubulação.
Válvulas para funções especiais são as
válvulas redutoras de pressão, de retenção
(check), de retenção de excesso de vazão
e de amostragem de sistema de análise.
Válvulas para prover segurança a
sistemas de pressão são as de alívio de
pressão (relief) e de segurança. A válvula
solenóide é também uma válvula especial
geralmente associada à válvula de controle
em sistema de intertravamento.
2. Válvula de Retenção
2.1. Conceito
A válvula de retenção permite a
passagem do fluido somente em um sentido,
fechando-se automaticamente, por pressão
diferencial do fluido, quando houver
tendência de inversão do sentido da vazão.
A válvula é de operação automática; a
pressão do fluido vazante abre a válvula e o
peso do mecanismo de retenção e qualquer
reversão da vazão a fecha. As válvulas de
retenção são operadas unicamente para
evitar a vazão no sentido inverso em uma
tubulação, que perturbaria seriamente o
processo e poderia até causar acidente.
A válvula de retenção é chamada, em
inglês, de check valve.
1. Há diferentes tipos de válvulas de
retenção:
2. portinhola (swing),
3. com levantamento de disco ou
esfera (lift),
4. disco,
A seleção do tipo mais conveniente
depende da temperatura, da queda de
pressão disponível e da limpeza do fluido.
2.2. Válvula de Retenção a Portinhola
A válvula de retenção padrão possui uma
portinhola, que gira (swing), para abrir a
pressão da linha, quando a vazão está no
sentido normal. A portinhola fecha a
passagem completamente quando a
pressão cai e a portinhola é mantida contra
o anel do assento pelo seu peso ou por
mecanismos externos ligados ao eixo
estendido através do corpo da válvula.



Válvulas Especiais

167
Fig. 9.1. Válvula de retenção com portinhola aberta,
com vazão no sentido normal


Elas podem operar na posição vertical
(vazão para cima) ou horizontal.
A válvula de retenção com portinhola é
usada em velocidades baixas do fluido,
onde a reversão da vazão é rara. As suas
características são a baixa resistência à
vazão, a baixa velocidade e a mudança de
sentido da vazão pouco freqüente. Uma
reversão repentina da vazão do fluido pode
fazer o disco martelar a sede, danificando a
sede ou se danificando. Uma vazão
pulsante pode fazer a válvula de retenção
com portinhola oscilar continuamente,
danificando a sede, a portinhola ou ambas.
Este problema pode ocorrer também
quando a força da velocidade do fluido não
é suficiente para manter a posição da
portinhola estável.
A válvula de retenção é geralmente
fechada pela pressão da vazão reversa e o
pelo peso do disco. Se o disco pode ser
fechado logo antes do inicio da vazão
reversa, o golpe de aríete pode ser evitado.
Porém, a maioria das válvulas de retenção
precisa da ajuda da vazão reversa para
fechar o disco. A massa e a velocidade do
fluido da vazão reversa causam grande
golpe de aríete contra a sede do corpo da
válvula. Podem ser usadas molas para
proteger contra o golpe de aríete, porém a
adição da mola requer mais pressão para
abrir o disco e aumenta a resistência do
fluido e a queda de pressão.
Há válvulas de retenção tipo borboleta
com uma geometria similar à válvula de
controle, de modo que elas podem ser
usadas em conjunto. As características de
operação da válvula de retenção borboleta
são:
1. resistência mínima à vazão,
2. mudança freqüente de sentido e
3. uso em linhas equipadas com
válvulas de controle borboleta.
Elas podem ser usadas na posição
vertical ou horizontal, com a vazão vertical
subindo ou descendo.


Fig. 9.2. Válvula de retenção com portinhola fechada


Semelhante às válvulas de controle, as
de retenção são disponíveis em diferentes
materiais, como bronze, ferro fundido, aço
carbono, aço inoxidável e aços especiais .
As conexões podem ser rosqueadas,
flangeadas, soldadas e tipo wafer. As
modernas válvulas são disponíveis com
corpo no estilo wafer; elas possuem
extremidades planas e sem flanges e são
instaladas entre flanges da tubulação.
2.3. Válvula a Levantamento
Nas válvulas de retenção tipo
levantamento (levantamento ), um disco ou
uma esfera é levantada da sede, dentro de
guias, pela pressão de entrada da vazão.
Quando a vazão cessa ou inverte de
sentido, o disco volta para o assento, por
causa da gravidade ou pela ação de uma
mola e pela pressão da vazão.
A válvula de retenção tipo levantamento
pode ser usada em ambas as posições,
horizontal e vertical. Ela possui alta
resistência à vazão e é usada
principalmente em tubulações menores que
2".
Em geral, a válvula de retenção
levantamento requer queda de pressão
relativamente alta. Elas possuem uma
construção interna semelhante à da válvula
globo. Suas características de operação
são: mudança freqüente do sentido da
vazão e prevenção de vazão inversa. Elas
Válvulas Especiais

168
são usadas com válvulas globo ou de
ângulo.



Fig. 9.3. Válvula de retenção levantamento de disco


2.4. Válvula de Retenção Tipo Esfera
Esta válvula de retenção é similar à
válvula levantamento , exceto que o disco é
substituído por uma esfera, que gira
livremente. Ela é limitada a serviço de
fluidos viscosos e é disponível só em
pequenos diâmetros.



Fig. 9.4. Válvula de retenção com esfera

2.6. Válvula de Retenção e Bloqueio
As válvulas de retenção e bloqueio (stop-
check) combinam as características de
retenção (vazão em somente um sentido) e
de bloqueio (vazão zero, quando totalmente
fechadas). Ela combina uma válvula de
retenção com levantamento do disco e uma
válvula globo. Quando a haste é levantada
para a abertura total da válvula, a válvula
opera como uma válvula de retenção
normal. Quando a haste move para baixo,
para fazer o fechamento total, a válvula
funciona como uma válvula de bloqueio
globo.



Fig. 9.5. Válvula de retenção e bloqueio


A válvula de retenção - bloqueio é usada
particularmente em casas de força, para
serviço com vapor. Ela possui um disco
flutuante, que levanta sob condições de
vazão com a força da pressão da caldeira
de vapor. Suas principais aplicações
incluem:
1. evitar a vazão reversa do vapor do
header principal,
2. ajudar a colocar a caldeira em
serviço, depois de ter sido
desarmada (shutdown),
3. ajudar a desligar a caldeira, quando
a queima parar,
4. agir como uma válvula de segurança
imediata, evitando a vazão de vapor
de volta para o header.
A norma API Spec. 6D Pipeline valves
descreve os tipos regulares de válvulas de
retenção tipo portinhola.
2.7. Aplicações
A válvula de retenção é usada para
evitar o sentido contrario da vazão.
Aplicação típica é na linha de recalque de
bombas em paralelo, para evitar o retorno
do fluido através das bombas paradas.
Outro exemplo, é o uso na linha de
carregamento de tanques, para evitar o
possível esvaziamento.
Válvulas Especiais

169
3. Válvula de retenção de
excesso de vazão
A válvula de retenção de excesso de
vazão é um dispositivo de segurança em
linha que age para limitar a vazão de
líquidos ou gases saindo de um sistema
pressurizado. Enquanto ela deixa passar
uma vazão normal, ele fecham contra
excesso de vazão, no caso do sistema
pressurizado ser aberto para a atmosfera
devido a rompimento da tubulação ou por
causa do mau funcionamento do sistema.


Fig. 9.6. Símbolo na válvula de retenção contra
excesso de vazão em P & I



A válvula de excesso de vazão consiste
de um plug, sede e uma mola, todos
montados ou suportados em um tubo
cilíndrico. A válvula pode ser aparafusada
ou conectada por flange à tubulação de
saída do tanque.



Fig. 9.7. Válvula de retenção de excesso de vazão


Nas condições normais de operação, a
força gerada pelo fluido do processo é
direcionada contra e tende a fechar a
cabeça da válvula. A mola é arranjada para
operar contra esta força e manter a válvula
aberta. Quando a vazão aumenta acima do
nível normal para um valor excessivo, a
força contra o plug ou a pressão diferencial
entre ele, torna-se suficientemente grande
para superar a força da mola e a válvula
fecha. Há uma ou mais portas de vazamento
em torno do plug de modo que após o
fechamento da válvula, um vazamento
permite a equalização da pressão através
do plug e a válvula pode reabrir. Porém, se
ocorre uma ruptura da tubulação, a
diferencial através da válvula será a mesma
que a entre o sistema pressurizado e a
atmosfera e válvula não reabre até a
tubulação ser reparada. Por causa da
característica equalizante destas válvulas,
elas não dão vedação completa.
Uma aplicação típica da válvula de
excesso de vazão é em grandes tanques
pressurizados de armazenamento contendo
gás liqüefeito de petróleo (GLP) ou outro
material perigoso ou caro. O GLP deve ser
armazenado sob pressão relativamente alta,
para ser mantido em estado líquido. O
propano tem uma pressão de vapor 1,3
MPa em 37
o
C (192 psig em 100
o
F ). Se
uma linha para ou de um tanque de propano
abre quando ele está sob uma alta pressão
de armazenagem, uma grande quantidade
de propano irá escapar rapidamente criando
uma condição extremamente perigosa. Por
isso, é uma boa prática instalar uma válvula
de excesso de vazão em cada tubulação
ligada ao tanque de armazenamento, exceto
para a linha de enchimento e linhas com
alívio. A linha de enchimento deve ter uma
válvula de retenção (check) e a linha de
alívio não pode ser obstruída. A válvula de
retenção convencional permite a vazão
ilimitada em um sentido e uma vazão zero
(ou pequena) no sentido contrário.

Válvulas Especiais

170

Fig. 9.8. Válvula contra excesso de vazão em tanque


Uma segunda aplicação de válvula de
excesso de vazão é para sangrar pressões
acima dos discos de ruptura. O disco de
ruptura é um dispositivo de pressão
diferencial em que a pressão ajustada ou de
ruptura deve aparecer através do disco
antes dele se romper. Em qualquer
momento, o lado a jusante do disco de
ruptura é selado da atmosfera, de modo que
não apareça nenhuma pressão do lado da
atmosfera. Exemplo destas situações são
onde dois discos de ruptura são montados
em série ou onde se usa uma combinação
de disco e válvula de alívio. O melhor meio
de ventar esta pressão é através de uma
válvula de excesso de vazão. Esta válvula
irá permitir pequenos alívios de pressão
causados pelo vazamento do disco ou pela
respiração termal mas não passa grande
vazão que acompanham a ruptura do disco.
Esta é a instalação recomendada pelo
código ASME.



Fig. 9.9. Válvula usada em enchimento de tanque


A Fig. 9.10. ilustra a vazão de retenção
de excesso de vazão especial que é
instalada no chão, debaixo de estação de
bomba de gasolina. O objetivo desta válvula
é desligar a vazão de gasolina se algo volta
na bomba de gasolina e quebra a tubulação
no lado de sucção, debaixo da bomba. Esta
função de desligamento é conseguida pela
mola da válvula piloto, que mantém a
válvula fechada a não ser que haja um
vácuo na bomba no lado de sucção da
bomba. Assim, se a tubulação de sucção é
quebrada, o vácuo é perdido e a válvula
fecha. Isto é muito importante em instalação
onde o tanque de fornecimento de gasolina
é elevado e portanto a gasolina iria vazar
dele através de uma tubulação quebrada.
Como a válvula de retenção de excesso
de vazão é um dispositivo de segurança, é
importante que ela seja dimensionada,
selecionada e instalada de modo correto.
Como uma regra geral para dimensionar,
a válvula de vazão deve ser especificada
para fechar em cerca de 150 a 200% da
vazão normal. Usa-se 150% quando a
vazão normal é bem conhecida ou em
instalação envolvendo grande válvula. Na
faixa de tamanho de 150 a 200%, a válvula
é insensível a picos durante a partida e a
operação normal e não vai restringir a vazão
nem ficar batendo. Porém, ela é sensível e
vai fechar contra excessos de vazão
causados pela ruptura da tubulação.
Para a seleção da válvula, é importante
especificar a orientação da montagem,
sentido da vazão e fluido do processo,
desde que o projeto da válvula depende
destas condições de operação.


Fig. 9.10. Aplicação típica de válvula de retenção
contra excesso de vazão
Válvulas Especiais

171
Na instalação, é importante garantir que
a válvula de excesso de vazão ofereça
maior resistência à vazão do que qualquer
outro item da tubulação. Assim, a tubulação
a jusante não deve conter qualquer curva,
cotovelo, T e L e não deve ser reduzida em
tamanho menor que o diâmetro da válvula
de excesso de vazão. A válvula de retenção
de excesso de vazão não necessariamente
responde à quebra da tubulação se ela
ocorre no lado da descarga de uma bomba
a jusante, porque a bomba irá oferecer uma
grande resistência à vazão mesmo
enquanto operando.


Fig.10 11. Válvula de retenção de excesso de vazão
evita a vazão de gasolina quando a tubulação a
sucção da bomba é quebrada e o vácuo é
perdido


Um modo de verificar se uma válvula de
retenção de excesso de vazão está
dimensionada, instalada e funcionando
corretamente é simular uma quebra da
tubulação a jusante da válvula. Isto é feito
abrindo uma válvula para a atmosfera no
ponto mais distante da válvula de excesso.
Quando a válvula de teste é aberta, o
produto começa a vazar para fora do
sistema mas a vazão deve parar devido à
ação da válvula de retenção de excesso de
vazão. Este teste deve ser feito antes da
partida e periodicamente, como
manutenção.



4. Válvula Auto-Regulada
4.1. Conceito
Uma malha convencional de controle
consiste tipicamente em
1. transmissor com o sensor da variável
embutido
2. controlador convencional que recebe
o sinal do transmissor e envia um
sinal para a válvula de controle
3. transdutor i/p, necessário quando o
controlador é eletrônico e o atuador
da válvula é pneumático,
4. válvula de controle da variável
Uma alternativa para sistemas pouco
exigentes, pode-se usar uma válvula auto-
operada, que substitui todos os
instrumentos da malha convencional de
controle.
Esta válvula auto-operada é chamada de
reguladora ou regulador. A reguladora é
uma válvula de controle com um controlador
embutido. Ele é operado pela energia do
próprio fluido sendo controlado e não
necessita de fonte externa de energia.



Fig. 9.12. Malha convencional de controle de pressão


Fig. 9.13. Válvula auto-operada ou reguladora
PT
PIC
PY
i/p
PCV
Válvulas Especiais

172
4.2. Vantagens do Regulador
A vantagem principal é o menor custo do
regulador em relação ao custo total da
malha convencional com o transmissor, o
controlador e a válvula de controle. O
regulador é mais barato no custo inicial, na
instalação e na manutenção, principalmente
quando as linhas de processo são
pequenas. Quando as aplicações requerem
válvulas maiores, a economia começa a
tender para os sistemas completos.
O regulador requer menor espaço e
menor trecho da tubulação para a sua
instalação e operação.
A não necessidade de alimentação torna
a válvula auto-operada mais conveniente
para aplicações em lugares remotos e
inacessíveis. O regulador não está sujeito a
falta de alimentação e por isso o sistema é
mais seguro, porém o funcionamento da
válvula auto-operada em si não é mais
seguro ou confiável que o funcionamento da
válvula de controle convencional.
Como o regulador não requer fonte
externa de energia ele é inerentemente
seguro e pode ser usado em qualquer local
perigoso, pois sua presença não
compromete a segurança. As válvulas com
atuador eletrônico requerem classificação
elétrica especial, como prova de explosão,
segurança intrínseca .
4.3. Desvantagens do Regulador
O ponto de ajuste é provido
manualmente e não é possível o ajuste
remoto. A precisão e a resolução do ajuste
do ponto de ajuste são precárias.
O controle só pode ser proporcional, com
ganho fixo. Não é possível a usar os modos
integral e derivativo.
É limitado a poucas aplicações, podendo
ser usado para o controle de pressão,
temperatura e nível, em condições muito
restritivas.
É pouco preciso e não possui indicações
da variável medida.
É puramente mecânico e incompatível
com os sinais elétricos de termopar, bulbo
de resistência, contato . É difícil de ser
combinado com posicionador, a chave
limite, o volante manual e a solenóide .
4.4. Regulador de Pressão
O regulador de pressão é o dispositivo
para reduzir a pressão, para controlar o
vácuo e a pressão diferencial. Ele pode ser
aplicado a gases, líquidos e vapores.
O diafragma é o componente básico
responsável pela operação do regulador. O
diafragma compara o ponto de ajuste, que é
convertido em uma força pela compressão
ajustável da mola com a pressão a ser
regulada, que é convertida em outra força
de diafragma em si e ajusta a abertura da
válvula para reduzir o erro entre estas duas
pressões. Assim o diafragma é,
simultaneamente, o elemento de
realimentação, o dispositivo de detecção de
erro e o atuador.

















Fig. 9.14. Válvula auto regulada de pressão

A ruptura do diafragma é a falha mais
comum no regulador. A maioria dos
reguladores falha na posição totalmente
aberta quando o diafragma falha. Em
aplicações criticas, uma solução seria o uso
de dois reguladores em série, com o
segundo regulador ajustado em um valor
maior que o primeiro, por exemplo, 20%. Ele
ficará totalmente aberto em operação
normal e será o responsável pela regulação
somente durante a falha do primeiro.
O regulador de pressão deve ser
instalado com filtro a montante, com
purgador e separador de condensado,
quando houver vapor. Deve haver trechos
retos antes e depois do regulador.

Válvulas Especiais

173
Folha de Especificação de Válvula Reguladora de Pressão ou Pilot o

01. Identificação – TAG
02. Serviço
03. Tubulação Nr. – Vaso Nr.
04. Diâmetro da Linha/Schedule Nr.


GERAL
05 Função
06 Tipo do corpo
07. Diâmetro Corpo Diâmetro trim
08 Guia Número de vias
09. Conexões terminais & Especificação
10. Material do corpo
11. Material do Engaxetamento
12. Lubrificador Válvula isolação
13. Tipo do selo
14. Forma do trim
15. Material do trim
16 Material da sede
17 Vedação requerida da sede
CORPO
18. Nível ruído máximo permissível dBA
19. Tipo de atuador
20. Piloto
21. Suprimento para piloto
22. Integral Conexão externa
23 Material do diafragma
24 Especificação do diafragma
25 Faixa de mola
26 Ponto de ajuste



ATUADOR
PILOTO
27
28. Filtro Regulador Manômetro Sup.
29. Filtro da linha
30. Vent do invólucro
31 Alívio interno

ACESSÓRIOS
32.
34. UNIDADES DE VAZÃO LÍQUIDO VAPOR GÁS
35. Fluido
36. Vazão máxima CV
37. Vazão trabalho CV
38. CV da válvula Fator FL
39. Pressão normal entrada ∆P
40. Pressão máxima de entrada
41. Fechamento máximo ∆P
42. Temperatura máxima Operação
43. Densidade relativa Peso molecular
44. Viscosidade operação % Flash
45. % Superaquecimento % Sólidos
46. Pressão de vapor Pressão crítica






SERVIÇO
47. Nível de ruído previsto dBA
48. Fabricante
49. Número do Modelo
Notas:

Baseada na ISA Form S20.51


Válvulas Especiais

174
4.5. Regulador de Temperatura
Um regulador de temperatura é um
dispositivo controlador de temperatura que
incluí o elemento sensor termal, a entrada
de referência e a válvula de controle. O
sistema é auto-atuado: a energia para a
atuação da válvula é suprida pelo processo.
Há basicamente dois tipos, conforme a
atuação da válvula: atuado diretamente e
atuado por piloto.



Fig. 9.15. Válvula auto regulada de temperatura


No tipo de atuação direta, a unidade de
potência (diafragma e fole) do atuador
termal está conectada diretamente a haste
da válvula e desenvolve a força e o
deslocamento necessários para abrir-fechar
a válvula. O regulador atuado diretamente é
mais simples, mais econômico e tem um
controle mais proporcional.
No tipo atuado por piloto, o atuador
termal move uma válvula piloto, que controla
o valor da pressão do fluido que passa pela
válvula através de um diafragma ou pistão,
que estabelece a posição da haste da
válvula principal. O regulador com piloto
possui bulbo menor, resposta mais rápida,
maior ganho e pode atuar em válvulas de
alta pressão.
A instalação adequada incluí a correta
localização do bulbo, onde as variações de
temperatura são prontamente sentidas e
onde não ha perigo de dano.
4.6. Regulador de Nível
O regulador de nível é um instrumento
que é atuado pela variação de nível do
líquido do processo. Ele não necessita de
suprimento de energia e por isso é auto-
atuado.
Os principais tipos são do tipo bóia direta
e bóia piloto.
O mais simples regulador de nível
consiste de uma alavanca atuada por uma
bóia flutuadora e que atua diretamente na
válvula de controle.
O regulador com bóia piloto é mais
versátil e sensível. Neste sistema a
alavanca da bóia atua um relé pneumático.
A válvula de controle é assim operada por
pressão pneumática.



Fig. 9.16. Esquema simplificado de válvula auto
regulada de nível



Válvulas Especiais

175
Folha de Especificação de Válvula Reguladora de Temperat ura

01. Identificação – TAG
02. Serviço
03. Tubulação Nr. – Vaso Nr.
04. Diâmetro da Linha/Schedule Nr.


GERAL
05 Função
05. Diâmetro Corpo Diâmetro trim
07. Número de vias
08. Conexões terminais & Especificação
09. Material do corpo
10. Material do trim
11. Forma do plug
12. Material da sede
13. Ação com aumento da temperatura





CORPO
14.
15. Enchimento: Classe SAMA
16 Tipo do bulbo
17 Material do bulbo
18. Comprimento da extensão
19. Comprimento da inserção
20. Conexão do bulbo
21. Material do capilar
22. Armadura
23 Comprimento do capilar
24 Material do poço
25 Conexão do poço
26 Dimensão U Dimensão T




SISTEMA
TERMAL
27 Faixa ajustável
28.
29. Termômetro integral


ACESSÓRIOS
30.
34. UNIDADES DE VAZÃO LÍQUIDO VAPOR GÁS
35. Fluido
36. Vazão máxima CV
37. Vazão trabalho CV
38. CV da válvula Fator FL
39. Pressão normal entrada ∆P
40. Pressão máxima de entrada
41. Fechamento máximo ∆P
42. Temperatura máxima Operação
43. Densidade relativa Peso molecular
44. Viscosidade operação % Flash
45. % Superaquecimento % Sólidos
46. Pressão de vapor Pressão crítica






SERVIÇO
47. Nível de ruído previsto dBA
48. Fabricante
49. Número do Modelo
Notas:

Baseada na ISA Form S20.52


Válvulas Especiais

176
4.7. Regulador de Vazão
O regulador é um auto-controlador, que
não necessita de fonte de energia externa.
O regulador de vazão usa a energia do
próprio líquido a ser medido, para sua
operação. O regulador de vazão
normalmente possui uma restrição para
provocar a pressão diferencial e utilizar esta
mesma pressão diferencial para atuar em
um pistão, que por sua vez, controla a
vazão.



Fig. 9.17 Regulador de vazão


5. Válvula Redutora de Pressão
5.1. Conceito
As válvulas redutoras de pressão são
usadas para reduzir a pressão a montante
de gás, vapor ou líquido para um
determinado valor menor, predeterminado e
ajustável. Elas normalmente consistem de
duas válvulas, piloto e principal, embutidas
e contidas em um único corpo, parecidas
com as válvulas de alívio com diafragma e
mola. As válvulas redutoras são automáticas
e auto-operadas, sem necessidade de
alimentação externa ou sinal de atuação.
Um volante manual ou um parafuso
ajustável comprime uma mola variável
contra um diafragma metálico, abrindo uma
válvula de controle. Esta válvula admite uma
alta pressão na entrada, desvia-a para um
diafragma, abrindo a válvula principal e
reduzindo a pressão na saída para a
tubulação. A pressão reduzida agindo
através da porta de saída balanceia a
compressão da mola ajustável. Esta ação
posiciona continuamente a válvula de
controle e reduz a pressão de saída para o
valor predeterminado, correspondente a
carga ajustável da mola.
Qualquer variação da carga é
acompanhada por uma variação imediata da
pressão no diafragma, reposicionando
instantaneamente a válvula principal para
restabelecer a pressão reduzida ao seu
valor ajustado.



Fig. 9.18. Válvula reguladora de pressão

Válvulas Especiais

177
5.2. Precisão da Regulação
Há uma relação definida entre a precisão
da regulação e a capacidade da válvula
redutora ou reguladora. A válvula redutora
com mola deve ser ajustada enquanto
passa uma vazão mínima. A pressão
reduzida obtida, quando se aumenta
lentamente a vazão, até chegar à
capacidade especificada, é uma medida da
precisão da regulação. Assim, uma válvula
redutora ajustada para entregar 660 kPa
(100 psig) de pressão, na vazão mínima,
possui uma precisão de regulação de 99%,
se ela entrega 653 kPa (99 psig) na
capacidade especificada.














Fig. 9.19. Válvula reguladora de pressão

5.3. Sensibilidade
A sensibilidade de uma válvula redutora
de pressão é usa habilidade para responder
as variações de pressão e corrigi-las para
as variações de carga. Sensibilidade é
diferente de precisão de regulação. Para se
obter a maior sensibilidade, as válvulas
redutoras de pressão devem ser
dimensionadas corretamente e
selecionadas, instaladas e mantidas de
acordo com as instruções do fabricante, de
modo que suas peças internas movam
livremente.
5.4. Seleção da Válvula Redutora de
Pressão
A determinação da melhor válvula para a
aplicação depende do serviço especifico.
Devem ser conhecidas as respostas das
seguintes perguntas:
1. Quais são as pressões máxima e
mínima a montante?
A pressão a montante (upstream) é
também referida como pressão de
entrada ou pressão de suprimento.
2. Qual a pressão a jusante a ser mantida
constante ou qual a faixa ajustável da
pressão reduzida desejada?
A pressão a jusante (downstream) é a
pressão na saída da válvula, ou pressão
de descarga ou pressão reduzida. O seu
valor é determinado pelo processo.
Quando a pressão regulada é fixa, o
dimensionamento da válvula se baseia
na pressão diferencial estabelecida pela
mínima pressão de entrada. Se a
pressão regulada é ajustável, a válvula
é dimensionada de acordo com a
mínima pressão diferencial disponível.
3. Quais as vazões mínima, máxima e
media que passam pela válvula redutora
de pressão?
4. Não escolha o tamanho da válvula
redutora apenas fazendo-o igual ao
diâmetro da tubulação. Cada fabricante
de válvula possui sua tabela de
capacidade própria.
5. Deve haver vedação total?
6. Uma válvula de vedação fecha
totalmente, impedindo a vazão do fluido
para a saída. Somente válvulas de sede
simples podem prover vedação total;
nunca use válvula de sede dupla para
reduzir pressão e simultaneamente
vedar.
7. Qual deve ser o tipo de conexão?
8. Esta resposta é determinada pela boa
prática de tubulação e as condições
reais de instalação. Se a válvula é
rosqueada, é recomendado o uso de
uniões em ambas as extremidades da
válvula.
5.5. Instalação
As regras gerais de instalação de
válvulas também se aplicam às válvulas
redutoras de pressão, além das instruções
específicas seguintes:
1. Deve sempre incluir um bypass para
permitir a manutenção de
emergência, sem desligar a
alimentação. Deve-se instalar uniões
Válvulas Especiais

178
nas duas extremidades das válvulas
com conexões rosqueadas.
2. Não instale uma válvula redutora em
um local inacessível, o que tornaria
difícil ou impossível a manutenção e
serviço.
3. Instale indicadores locais de pressão
na entrada e saída da válvula,
facilitando o ajuste e a verificação da
válvula redutora.
4. Se a linha tiver sujeira em
suspensão no fluido, instalar um filtro
tipo Y, antes da válvula redutora.
5. Seguir as instruções específicas do
fabricante.
6. Instalar uma válvula de segura
depois da válvula redutora de
pressão.


















Fig. 9.20. Conjunto de válvula redutora de pressão e
filtro


5.6. Operação
1. Quando colocar a válvula redutora
em operação, verificar a posição
(aberta ou fechada) de todas as
válvulas de bloqueio ligadas na
instalação.
2. Eliminar o condensado, óleo e
sujeiras que poderiam danificar a
válvula redutora.
3. Quando colocar uma válvula
redutora em operação, é melhor
soltar a válvula de bloqueio a
jusante e gradualmente abrir a
válvula de bloqueio a montante,
antes de ajustar a válvula redutora.
Enquanto esta operação está sendo
feita, observar o indicador de
pressão da saída, evitando pressão
excessiva que poderia aquecer ou
danificar o equipamento. Quando a
pressão ficar muito alta, ela pode ser
facilmente controlada com uma
válvula de bloqueio a montante.
4. Não reajustar a válvula redutora
enquanto estiver enchendo o
sistema da tubulação. Quando um
sistema de baixa pressão está frio, é
necessário um razoável intervalo de
tempo para pressurizá-lo; durante
este tempo a válvula redutora estará
totalmente aberta, até que seja
atingida a pressão desejada.
5.7. Manutenção
Uma válvula redutora de pressão
instalada e operada corretamente requer
muito pouca manutenção. Os eventuais
problemas podem ocorrer no
engaxetamento, desgaste de peças e
presença de sujeiras. O desgaste pode
ocorrer na sede, disco e haste. O diafragma
pode quebrar ou ficar distorcido. A mola
pode ser corroída ou quebrada.
Sempre que uma válvula redutora deixar
de operar ou operar de modo errático,
retire-a da instalação, inspecione-a e limpe-
a. Substitua qualquer peça estragada ou
desgastada, limpe tudo e reinstale a válvula
redutora.


Válvulas Especiais

179
6. Válvula Solenóide
6.1. Solenóide
Solenóide elétrica é uma bobina de fio
isolado, energizada eletricamente para
produzir um campo magnético no seu
interior, que provoca um movimento
mecânico em um núcleo ferromagnético,
colocado no centro do campo. Quando a
bobina está energizada, o núcleo está numa
posição, quando desenergizada, o núcleo
está em outra posição.
A solenóide pode ser de operação
analógica ou digitalmente. Exemplos de
excitação analógica de solenóide é a
ativação da bobina de um alto falante de
áudio ou o controle de freios mecânicos em
carros elétricos. Porém, a solenóide é mais
usada em sistemas de controle como um
dispositivo binário onde uma potência
constante é aplicada ou retirada de sua
bobina.
A solenóide pode estar acoplada a um
conjunto de contatos, resultando no relé. Os
contatos são abertos ou fechados, conforme
a energização ou desenergização da
bobina. Outra aplicação industrial
importante é acoplar a solenóide ao corpo
de uma válvula; tem-se a válvula solenóide.
6.2. Válvula Solenóide
A válvula solenóide é a combinação de
duas unidades funcionais básicas:
1. bobina (solenóide)
2. corpo da válvula.
A válvula solenóide é usada para
controlar a vazão de fluidos em tubulações,
principalmente de modo binário (liga-
desliga). A válvula é aberta ou fechada pelo
movimento do núcleo, que é acionado na
solenóide quando a bobina é energizada.
As válvulas são disponíveis na
construção normalmente fechada ou
normalmente aberta. A válvula normalmente
fechada abre, quando se aplica corrente
(energiza) e fechada quando a corrente é
cortada (dezenergizada). A válvula
normalmente aberta fecha quando a
corrente é aplicada e abre quando a
corrente é cortada. Os termos normalmente
aberto ou normalmente fechado se referem
à posição da válvula antes da aplicação da
corrente.
As válvulas solenóides são projetadas
para operação liga-desliga (on-off) ou
totalmente aberta ou totalmente fechada.
Como as válvulas solenóides são de ação
rápida, deve-se evitar o golpe de aríete nas
tubulações do processo, que pode danificar
tubulação, medidores de vazão e válvulas.









(a) Duas vias (b) Três vias

Fig. 9.21. Símbolo de válvula solenóide













Fig. 9.22. Válvula com solenóide
6.3. Operação e Ação
As solenóides são usualmente
empregadas com válvulas globo liga-desliga
com haste deslizante. Há basicamente
quatro tipos de operação:
1. ação direta,
2. operada por piloto interno
3. operada por piloto externo
4. com sede e disco semibalanceados
Válvula com ação direta
Na válvula com ação direta o núcleo da
solenóide (plunger) é mecanicamente ligado
ao disco da válvula e abre ou fecha
diretamente a válvula. Uma mola
S S
Válvulas Especiais

180
normalmente mantém o plug na posição
aberta ou fechada e é contra esta força que
a solenóide deve mover o plug para a
posição oposta. A operação não depende
da pressão ou vazão da linha.
Válvula operada com piloto interno
Esta válvula é equipada com um
pequeno orifício piloto, utilizando a pressão
da linha para sua operação. Quando a
solenóide é energizada, ela abre o orifício
piloto e alivia a pressão do tipo do
diafragma ou plug da válvula para a saída
da válvula. Isto resulta em um desequilíbrio
de pressão através do plug ou diafragma,
que abre o orifício principal.
Quando a solenóide é desenergizada, o
orifício piloto é fechado e toda a pressão da
linha é aplicada ao topo do disco,
fornecendo uma força de assento que fecha
totalmente.



Fig. 9.23. Válvula solenóide em controle contínuo


Válvula operada com piloto externo
A válvula com piloto externo é operada
através de um diafragma ou cilindro. Esta
válvula é equipada com um piloto solenóide
de três vias, que alternadamente aplicada a
pressão para ou alivia a pressa do
diafragma para a operação. A pressão da
linha ou uma fonte separada de pressão é
usada para operar a válvula piloto.
Válvula com sede e disco
Esta válvula é de dupla sede. O corpo
contem duas sedes, uma acima da outra,
com um espaço entre elas. O plug inferior é
levemente menor do que o superior. Ambos
os plugs são montados em uma única haste.
A pressão da linha do lado da entrada da
válvula é introduzida debaixo do plug inferior
e acima do plug superior. A força para baixo
no plug superior é maior do que a força para
cima do plug inferior. Esta pequena
diferença de força, mais a força exercida por
uma mola, mantém os plugs inferior e
superior em suas sedes. Quando a
solenóide é energizada, os plugs são
levantados, abrindo a válvula. Por causa da
força que age para cima no plug inferior, a
solenóide deve apenas superar estas
pequenas diferenças e a força da mola.
As válvulas solenóides são também
disponíveis em configurações de várias
vias. As válvulas com duas vias são as
convencionais, tendo uma conexão de
entrada e outra de saída. A válvula abre ou
fecha, dependendo da solenóide energizada
ou desenergizada.
As válvulas solenóides de três vias tem
três conexões com a tubulação e dois
orifícios. Um orifício está sempre aberto e
outro sempre fechado. Estas válvulas são
usadas comumente para alternadamente
aplicar pressão para e aliviar pressão de
uma válvula diafragma ou cilindro. Elas
servem também para convergir ou divergir a
vazão em conexões da tubulação.
As válvulas solenóides com quatro vias
são usadas para operar cilindros de ação
dupla. Estas válvulas possuem quatro
conexões: uma pressão, dois cilindros e
uma exaustão. Em uma posição da válvula,
a pressão é aplicada a um cilindro, a outra é
ligada a exaustão. Na outra posição, a
pressão e a exaustão estão invertidas.
6.4. Invólucros da Solenóide
A classificação do invólucro pode ser
NEMA 1, de uso geral, para aplicações em
locais fechados, onde são normais as
condições atmosféricas. A caixa serve de
proteção contra poeira e respingos leves;
mas não é vedada a pó.
A válvula deve ser NEMA 4, ou a prova
de tempo, quando for aplicada em área
externa, sujeita as condições do tempo.


Válvulas Especiais

181
Folha de Especificação de Válvula Solenóide

01. Identificação – TAG
02. Serviço
03. Tubulação Nr. – Vaso Nr.

04. Quantidade
05. Tipo
06. Diâmetro Corpo/ Diâmetro Via
07. Conexões terminais & Especificação
08. Material do corpo
09. Material da sede
10. Material do diafragma
11. Operação Direta/Piloto
12. Com ou sem engaxetamento
13. Manual ou Reset
14. Operador manual
15.







CORPO DA
VÁLVULA
16.
17. Válvula 2 vias Abre/Fecha
18. Válvula 3 vias
19. Via de Vent Abre/Fecha
20. Via de Pressão Abre/Fecha
21. Válvula 4 vias
22. Pressão para Cilindro 1/Cilindro 2
23. Exaustão do Cilindro 1/ Cilindro 2
24




QUANDO
DESENERGIZADA
25
26. Invólucro
27. Tensão, Freqüência
28. Estilo da bobina
29. Bobina simples ou dupla
30.



SOLENÓIDE


31.
32. Fluido
33. Quantidade máxima
34. Diferencial Operação Min/Max
35. Diferencial Permissível Min/Max
36. Temperatura Normal/Máxima
37. Densidade relativa na operação
38. Viscosidade na operação
39. CV requerido
40. CV da válvula
41.
42.
43.






CONDIÇÕES DE
SERVIÇO
44.
45. Fabricante
46. Número do Modelo
Notas:

Baseada na ISA Form S20.55




182
10. Válvula de Alívio e
Segurança



1. Princípios básicos
1.1. Introdução
A válvula de alívio é a ultima linha de
defesa para proteger pessoal e
equipamento das conseqüências da
acumulação de energia ou massa maior do
que a permitida pelos limites do projeto.
Uma das principais responsabilidades do
gerenciamento da planta de processo é a
de operar de modo seguro. Uma das
considerações mais importantes é proteger
o pessoal e o equipamento da
sobrepressão.
Normalmente, os procedimentos e
controles de operação regulam as pressões
dentro dos limites de projeto. No caso de
mau funcionamento do controle, sistemas
de desligamento de emergência servem
para levar o sistema para uma condição
segura, de modo ordenado. Porém, se
também o sistema de desligamento de
emergência falha, o projeto da planta deve
incorporar dispositivos de alívio de pressão
para destruir a energia acumulada para
evitar dano. A simplicidade relativa e a
natureza autocontida e auto-atuante da
válvula de alívio a tornam o mais confiável e
prático dispositivo de proteção (melhor que
o disco de ruptura).
É importante ressaltar que um válvula de
alívio é instalada apenas para limitar
pressão. Não é sua função controlar,
regular, reduzir ou despressurizar o sistema,
embora haja outros sistemas para fazer tudo
isso.










Fig. 10.1. Símbolo da válvula de segurança no P&I


1.2. Objetivo
A válvula de alívio, é instalada por causa
de uma ou várias das seguintes razões de
segurança ou economia:
1. Atender normas e leis governamentais,
inclusive as de controle ambiental.
2. Proteger o pessoal de operação contra
perigos causados pelo excesso de
pressão nos equipamentos.
3. Minimizar as perdas de material durante
e após um distúrbio operacional,
causado por uma sobrepressão rápida.
4. Evitar danos a equipamentos e
propriedades, inclusive a jusante do
equipamento com excesso de pressão.
5. Minimizar as paradas da unidade
causadas por sobrepressão.
6. Evitar processos jurídicos resultantes de
danos a pessoal e propriedade externos
à planta causados por sobrepressão.
7. Reduzir os prêmios de seguro da planta.
8. Evitar poluição do meio ambiente por
causa da ruptura de tubulações
provocadas por sobrepressão da linha.
PSV
Válvula de Alívio e Segurança

183


















Fig. 10.2. Custo aproximado de válvulas de alívio
1.3. Terminologia
Há uma grande confusão, ambigüidade e
duplicação na nomenclatura deste assunto
e para harmonizar a terminologia, serão
vistas algumas definições, a seguir.
Acumulação
A acumulação é o aumento da pressão,
além da pressão de trabalho máxima
permissível do vaso durante a descarga
através da válvula de alívio de pressão,
expressa como uma percentagem desta
pressão, ou em kPa (psig).
Acumulação permissível é a diferença
entre a pressão aliviando em que a válvula
atinge sua vazão especificada total e a
pressão ajustada em que a válvula começa
a abrir.
Aviso (Simmer – warn)
A condição justo antes da abertura, em
que uma válvula de alívio de pressão com
mola está no ponto com forças zero ou
negativas para manter a válvula fechada.
Assim que o disco da válvula tenta subir, a
constante da mola ainda desenvolve força
suficiente para fechar a válvula.
Batimento (flutter)
Variações periódicas, rápidas e anormais
no levantamento, durante as quais o disco
não consegue fazer contato com a sede.
O fenômeno similar, quando se tem
variações periódicas, rápidas e anormais no
levantamento, durante as quais o disco
consegue fazer contato com a sede, é
chamado de tiritamento (chatter).
Blowdown (blowback)
Blowdown é a diferença entre a pressão
ajustada e a pressão de fechamento da
válvula de alívio de pressão, expressa como
uma percentagem da pressão ajustada ou
em kPa (psig).
Contrapressão (BackPressurre)
A pressão no lado de descarga da
válvula de alívio de pressão, que pode ser
constante ou variável.
Contrapressão constante não varia sob
nenhuma condição de operação, com a
válvula de alívio de pressão fechada ou
aberta.
Contrapressão variável por causa das
alterações na operação de uma ou mais
válvula de alívio de pressão ligada ao
distribuidor (header) de descarga comum.
Contrapressão desenvolvida é a pressão
que aparece como resultado da vazão após
a abertura da válvula de alívio de pressão.
Contrapressão superposta é a pressão
presente antes da abertura da válvula de
alívio de pressão.
Disco de Ruptura
Consiste de um diafragma de metal fino,
mantido entre duas flanges. Seu função é a
de falhar a uma predeterminada pressão,
fazendo essencialmente a mesma função de
uma válvula de alívio de pressão.
Dispositivo de alívio de pressão
Uma categoria extensa no sistema de
alívio de pressão, que inclui o disco de
ruptura e as válvulas de alívio de pressão
com mola e algumas operadas por piloto.
Lift
A elevação do disco da válvula na
válvula de alívio de pressão.
Válvula de Alívio e Segurança

184
Pressão
Há várias pressões significativas que
diferem em importância, de acordo com o
uso atribuído à válvula, código aplicável,
natureza de perigo do fluido e projeto da
válvula. Em geral, é desejável usar termos
precisos e claros, para que haja o mesmo
entendimento por todos os envolvidos.
Pressão de Alívio
A pressão de alívio é a pressão medida
na entrada da válvula, em que a capacidade
de alívio é determinada. A pressão de alívio
é igual à pressão de abertura mais a
sobrepressão.
Pressão Ajustada (Pressão de abertura)
A pressão, medida na entrada da válvula
(em kPa ou psi), em que há um
levantamento detectável ou em que a
descarga se torna contínua, quando
determinado vendo, sentindo ou escutando.
Na válvula de segurança tipo pop, é a
pressão em que a válvula se move mais na
direção da abertura comparada com os
movimentos correspondentes em pressões
maiores ou menores. Uma válvula de
segurança ou uma válvula de segurança e
alívio não é considerada para abrir quando
estiver sendo submetida lentamente a uma
pressão logo abaixo da pressão ajustada
para abrir, mesmo quando esta pressão
lenta seja audível.
Pressão de Fechamento
Pressão medida na entrada da válvula
de alívio de pressão, em que a válvula
fecha, a vazão é substancialmente
desligada e não há levantamento
detectável. É também chamada de pressão
de reassento (reseat).
Pressão de Início de Vazamento
A pressão na entrada da válvula em que
o fluido aliviado é primeiro detectado no
lado a jusante da sede antes de ocorrer a
ação de alívio normal.
Pressão de Operação
A pressão de operação do vaso é a
pressão em kPa (psig) em que o vaso está
usualmente sujeito em serviço. Um vaso é
usualmente projetado para uma pressão de
trabalho máxima permissível, em kPa (psig),
com uma grande margem acima da pressão
de operação, de modo a evitar a operação
indesejável dos dispositivos de alívio. É
recomendável que esta margem seja de
aproximadamente o maior de 10% ou 173
kPa (25 psi). Uma margem adequada evita
a abertura e operação da válvula de alívio
de pressão causada pelas pequenas
flutuações na pressão de operação.
Pressão de Reabertura
Pressão de abertura quando a pressão é
aumentada, assim que possível, depois que
a válvula é fechada ou reassentada de uma
descarga anterior.
Pressão de Selagem (seal off)
Pressão medida na entrada da válvula
de alívio de pressão após o fechamento, em
que não mais se detecta líquido, gás ou
vapor no lado a jusante da sede.
Pressão de Trabalho Máxima
Permissível
Todos os vasos operando em excesso
de 100 kPa (15 psig) deve ser projetado e
construído de acordo com o código ASME,
seção VIII. Tal vazão deve ter uma plaqueta
indicando a máxima pressão de operação
permissível coincidente com a máxima
temperatura de operação permissível. O
vaso não pode ser operado acima destas
condições especificadas e
consequentemente, esta é mais alta
pressão em que a válvula de alívio principal
é ajustada para abrir. Como a temperatura
de operação afeta a pressão permissível,
uma redução na temperatura permite um
aumento na pressão de operação, embora
deva consultar o código ASME para verificar
os aumentos permissíveis. Também, um
aumento na temperatura resulta em uma
redução na pressão de operação
permissível.
Sobrepressão (overpressure)
A sobrepressão (overpressure) é o
aumento da pressão, além da pressão
ajustada no dispositivo de alívio principal. É
o mesmo que acumulação, somente quando
o dispositivo de alívio é ajustado na máxima
pressão de operação permissível do vaso.
Válvula de Alívio e Segurança

185
Desta definição, será observado que,
quando a pressão ajustada da primeira
(principal) válvula de alívio e segurança é
menor que a máxima pressão de trabalho
permissível do vaso, a sobrepressão pode
ser maior do que 10% da pressão ajustada.
Válvula da Alívio
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula, que abre
proporcionalmente ao aumento da pressão
sobre a pressão de abertura. É usada
principalmente com líquidos (fluidos não-
compressíveis).
Válvula de Alívio de Pressão
Um termo genérico que inclui válvula de
alívio, válvula de segurança e válvula de
segurança e alívio.
Válvula convencional
Válvula de alívio de pressão
convencional é aquela com mola. O castelo
é aberto para a atmosfera ou internamente
para o lado da descarga da válvula. É
usada quando se tem pequena ou nenhuma
contrapressão no sistema de alívio.
Válvula de Alívio e Segurança
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula e conveniente para uso
como válvula de alívio e segurança ,
dependendo da aplicação. É usada quando
o fluido aliviado é uma mistura de líquido e
vapor.
Sob o ponto de vista de construção, a
válvula de segurança e a de alívio são
iguais; a principal diferença reside no perfil
da sede e do tampão. Na válvula de
segurança, o desenho desse perfil é tal que
a abertura completa da válvula ocorre
imediatamente após a pressão atingir o
valor ajustado e o fechamento se faz
repentinamente, logo abaixo do valor
ajustado da pressão. Na válvula de alívio, a
abertura é gradual, atingindo o máximo com
110% a 125% do valor ajustado.
Válvula de Alívio e Segurança
Balanceada
Válvula de alívio de pressão com castelo
aberto para a atmosfera. O efeito da
contrapressão nas características de
desempenho (pressão ajustada, blowdown
e capacidade) é muito menor do que na
válvula convencional e por isso é usada
quando se tem grande contrapressão.
Válvula de Segurança
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula e caracterizada pela
abertura total e rápida (ação pop). É usada
para gases, vapores ou vapor d'água
(fluidos compressíveis).
1.4. Normas
As normas que regulam os cálculos,
aplicações e características das válvulas de
alívio e de segurança são as seguintes:
1. International Organization for
Normalization, Project ISO/DIS 4126.
2. Arbeitsgemeinschaft Druckbehalter,
Spec. A2, Alemanha.
3. British Standard (BS) 5500, 1976.
4. American Petroleum Institute:
5. RP 520 Design and installation of
pressure-relieving systems in
refineries – Parts I & II.
6. RP 521 Guide for pressure relief and
depressuring systems.
7. RP 526, Flanged steel safety relief
valves.
8. API S 2000, Venting Atmospheric
and Low Pressure Storage Tanks.
9. American Society of Mechanical
Engineers: Boiler and Pressure
Vessel Code.
10. Section 1: Power Boilers
11. Section 8: Pressure Vessels
12. National Fire Protection Association:
13. NFPA 30: Flammable and
Combustible Liquids Code
14. NFPA 58: Liquefied petroleum gases
Storage and Handling.


Válvula de Alívio e Segurança

186


Notas:
1. A pressão de operação pode estar em qualquer pressão mais baixa requerida.
2. A pressão ajustada e todos os outros valores relacionados com ela podem ser movidos para baixo se a
pressão de operação permitir.
3. Esta figura está de conformidade com as exigências da ASME Boiler and Pressure Vessel Code, Seção
VIII, Pressure Vessles, Div. 1.

Fig. 10.3. Recomendações para pressões de alívio. (Adaptado da API RP 521, Guide for Presure Relieving and
Depressurizing Systems, 2
a
. ed., Washington, D.C., API, 1982.



Válvula de Alívio e Segurança

187
2. Projeto e Construção
2.1. Princípio de Operação
As válvulas de alívio tem discos
pressionados por mola, que fecham a
abertura de entrada da válvula contra a
pressão da fonte. O levantamento do disco
é diretamente proporcional à sobrepressão
acima da pressão ajustada. Quando a
pressão de entrada se iguala a pressão
ajustada, o disco pode subir um pouco
acima da sede e permitir a passagem de
uma pequena vazão do fluido. Quando uma
maior pressão se acumula na entrada, a
mola é mais comprimida, fazendo o disco
subir mais, aumentando a área de
passagem, aumentando a vazão do fluido.
O levantamento gradual do disco com o
aumento da pressão de entrada, através de
toda a faixa útil da válvula e a realização de
sua capacidade de descarga total em 25%
de sobrepressão são as principais
características da válvula de alívio. Estas
propriedades diferenciam a válvula de alívio
da válvula de segurança, cujo disco obtém
seu levantamento especificado com
pequena sobrepressão. A válvula de alívio é
usada para serviço de líquidos.
O princípio básico da válvula de alívio de
pressão é fornecer alívio de uma condição
de sobrepressão de modo automático,
confiável, econômico e eficiente. Depois
que a condição de sobrepressão é aliviada,
a pressão deve ser contida e o sistema
deve voltar ao normal. O meio mais
comumente aceito de fazer isto é
1. Sentir a aproximação ao valor limite
da pressão com algum mecanismo a
balanço de forças.
2. No ponto de ajuste, ativar para abrir
a área de alívio requerida ou desejada
para vazão do fluido.
Usualmente, este balanço de forças tem,
em um lado do sistema, pressão agindo
sobre uma dada área e no outro lado, mola
ou peso (pouco usado).
As amplitudes destas forças podem ser
diminuídas, e assim seu controle melhorado,
através do uso de equipamentos auxiliares,
como válvulas piloto, solenóides e relés.
Tipicamente, as válvulas de alívio
operam na faixa de temperatura de –270 a
550
o
C, com seleção criteriosa de materiais.
Podem operar em pressões de até 69 MPa
(10 000 psi), quando aparafusada.
Flangeadas, podem ser de ANSI Classe 150
a 2500, dependendo do tamanho e material.
2.2. Válvula com mola
A válvula de alívio e segurança é
semelhante a válvula globo angular. O
tampão é mantido fechado contra a sede
pela ação de uma mola com parafuso de
regulagem ou de um contrapeso externo
com posição ajustável. Regula-se a tensão
da mola ou a posição do contrapeso de
modo a se ter a pressão desejada para a
abertura da válvula.
A válvula com mola é a mais comum. A
mola pode ser interna, dentro do castelo da
válvula, ou externa, quando a válvula é
aplicada em serviços com fluidos corrosivos,
viscosos ou sujos, que poderiam danificar
ou prender a mola.
As válvulas de segurança e alívio são
normalmente mantidas na posição fechada
por meio de um disco pressionado por uma
mola. A pressão da mola é ajustada de
modo que uma pressão predeterminada
agindo sobre o disco da válvula (sede)
levantará o disco da sede, permitindo a
passagem do fluido através da abertura.
Em válvulas de segurança, o disco se
projeta sobre a sede, para fornecer uma
área de passagem adicional após a
abertura inicial e deste modo, levantando
rapidamente o disco para a posição de
totalmente aberta. A sede é usualmente
cercada por um anel ajustável, de modo
que, quando a válvula começa a abrir, a
pressão é também aplicada a superfície
exposta adicional e não apenas ao disco.
Pelo ajuste deste disco, regula-se a
pressão de blowdown, que é a diferença
entre a pressão de alívio e uma pressão
levemente menor que a da válvula fechada.
Um blowdown pequeno é inconveniente,
pois a válvula irá abrir e fechar
periodicamente e não irá abrir rapidamente.
Válvula de Alívio e Segurança

188
As válvulas de alívio são projetadas de
modo que a área exposta a sobrepressão é
a mesma, com a válvula aberta ou fechada,
fazendo com que o disco seja levantado da
sede lentamente, quando a pressão subir,
até que a válvula atinja a abertura total.
A maioria das válvulas de segurança
possui mola. Uma minoria funciona com
peso e alavanca externos. As válvulas de
alívio de pressão com mola tem a pressão
de alívio ajustada por meio de um parafuso
no topo do castelo, que varia a compressão
da mola.
As válvulas de alívio são disponíveis
para temperatura criogênicas (-170
o
C) até
aproximadamente 750
o
C e para pressões
de alto vácuo até 66 MPa (10 000 psig).
As válvulas de alívio são disponíveis em
uma grande variedade de materiais: ferro
fundido, aço carbono, aço inoxidável,
bronze, hastelloy, Monel, revestida de
teflon.
Corpo
O requisito básico para uma válvula de
alívio de pressão com atuação direta por
mola é um corpo adequado, usualmente em
ângulo reto, tendo uma conexão de entrada
que está conforme com as exigências da
pressão e temperatura de entrada nas
condições normal e de alívio de pressão.
O corpo, castelo e conexão de saída são
geralmente projetados para uma pressão
menor do que a da linha ou da conexão de
entrada. As conexões do corpo podem ser
flangeadas, aparafusadas ou soldadas.
A entrada incorpora uma sede (assento)
da válvula com um disco para o fechamento
total da via de entrada. Geralmente o disco
é diretamente acionada por uma mola e a
forca da mola é aplicada diretamente ao
disco por meio de uma haste. O disco pode
ser guiado pela haste ou pelo topo. Uma
válvula guiada pelo disco (fundo) tem
laminas para guiar o furo da válvula (via de
entrada). Válvulas de processo são guiadas
pelo topo; válvulas de alívio de líquido e
para caldeira são guiadas pelo disco.
Castelo
O castelo é dimensionado para
acomodar a mola para a máxima
especificação da pressão da válvula. O
castelo é usado quando o meio de descarga
deve ser confinado dentro do corpo da
válvula e a tubulação de descarga.



Fig. 10..4. Válvula de alívio e segurança convencional

Fig. 10.5. Internos da válvula de alívio e segurança



Fig. 10.6. Posições da válvula de alívio e segurança


Válvulas flangeadas para caldeiras de
vapor tem uma mola aberta com um
pedestal no lugar de um castelo fechado. A
mola está exposta na válvula de vapor,
enquanto está totalmente fechada na
válvula com castelo. As tampas são
Válvula de Alívio e Segurança

189
ventadas (abertas para a atmosfera ou vent)
e não vedadas à pressão. Todas as
válvulas com castelo tem tampas sobre um
parafuso de ajuste ou alavancas de
levantamento, planas ou com
engaxetamento.
Mola
A pressão ajustada ou de abertura é
governada pela seleção da mola apropriada
e pelo ajuste do parafuso que comprime a
mola para a pressão de abertura correta. As
molas são classificadas em diferentes faixas
de constantes, de modo que a mola nunca é
comprimida em excesso e que a distância
apropriada entre as bobinas permita o
levantamento total. O ajuste da mola pode
ser feito em uma faixa estreita. Ele pode ser
30% ou mais em molas de faixa baixa e 5%
em molas de faixa maior. Deve se ver no
catalogo ou consultar o fabricante para usar
a faixa correta da mola.
Bocal
A válvula tem uma porta ou sede de
entrada. A entrada pode ser descrita como
um bocal (completo ou pela metade), com
ou sem bucha. A bucha é usada em válvula
guiada pelo fundo (disco). O semi bocal é
usado em válvulas de ferro fundido. Estes
dois bocais são aparafusados no corpo. O
bocal completo é usado em válvulas de aço.
A sede, orifício e flange constituem uma
única peça. A área de descarga ou orifício
de uma válvula tipo bocal é menor que a
entrada nominal. Usando um bocal
convergente, tem-se uma vazão com alta
velocidade e portanto alta energia cinética
para obter alto levantamento.
Como a válvula de alívio está ligada à
segurança, sua capacidade deve ser
calculada com alguma exatidão e sua ação
deve ser confiável e a prova de engano
durante longos períodos. A confiabilidade é
conseguida pelo uso de mecanismos
simples. A exatidão na capacidade é
conseguida pelo bom critério de tratar a
válvula de alívio como um orifício e tentar
dimensioná-lo e instalá-lo para ele sempre
controlar ou estabelecer o alívio do fluido.
Anel
Há uma anel ajustável em torno do bocal.
O disco possui uma borda defletora, fixa ou
ajustável. O objetivo desta borda é formar
uma câmara fechada e para fornecer a ação
pop usada para distinguir a válvula de
segurança. O bocal de entrada é usada
para aumentar pressão da velocidade (e
assim, a capacidade) de modo eficiente. A
borda do disco e o anel do bocal formam um
orifício secundário para a reconversão
desta energia cinética (de velocidade) em
pressão estática, para fornecer a ação pop
assim que for desenvolvida uma vazão
suficiente de vapor.
Capacidade e levantamento
O controle da válvula de alívio e
segurança é geralmente conseguido através
de pressão de uma mola e um balanço de
forças. Sendo pressionada pela mola, ela
requer algum aumento na força quando
ocorrer algum movimento da mola na
abertura da válvula. O valor deste aumento
é determinado pela constante da mola e
pelo valor do levantamento necessário da
válvula para atingir as dimensões da
capacidade. A maioria das válvula de alívio
atingem suas dimensões de capacidade
plena em cerca de 3% acima da pressão de
ajuste, com qualquer aumento adicional da
pressão servindo para aumentar a
capacidade somente por causa da resposta
de vazão do bocal para pressão de entrada
mais alta, ou seja, em 3% de sobrepressão
a válvula tem feito todo o levantamento, de
modo que a área do cilindro fechada entre o
bocal e o disco é maior que a área
transversal da bocal. As válvulas com
pequeno levantamento ganham mais
capacidade em pressão mais alta porque
elas não atingem as dimensões limites para
a área do cilindro em baixas sobrepressões.
Nestes casos, não é permitido pelo Código
ASME calcular sub-especificações para
válvulas em pressões menores baseando-
se no desempenho em uma pressão de
teste mais alta, embora o
superdimensionamento acima da pressão
de teste seja permitido, porque ele sempre
tende a ser mais conservativo.

Válvula de Alívio e Segurança

190

Fig. 10.7. Válvula com pilo auto-atuante

Vista do corte A - A


Fig. 10.8. Válvula de alívio operada por piloto


Em contraste com a válvula de
segurança, a válvula de alívio geralmente
não atinge suas dimensões de capacidade
plena até que a sobrepressão nominal seja
ultrapassada de 25%. Subdimensionamento
para pressões menores é permitido e feito
por todos os fabricantes. É importante
entender e projetar para este super ou
subdimensionamento, especialmente
quando considerando a vazão real durante
o alívio máximo. Isto pode afetar perdas de
pressão na tubulação de entrada e de
saída.
2.4. Válvulas com piloto
Outro tipo de válvula de segurança
importante é a válvula de alívio de pressão
operada por piloto. A válvula da Fig. 10.7.
utiliza uma válvula de segurança
convencional montada integralmente. Ela
sente a pressão do processo e abre para o
vent ou admite pressão para o topo do
pistão ou disco principal. A válvula da Fig.
10.8. é um projeto que permite ajuste do
blowdown sem entrar propriamente na
válvula e pode usar uma linha detectora
externa para o piloto.
Quando se comparam a válvula de alívio
operada por mola e por piloto, tem-se:
Vantagens
1. Problemas de vazamento são menos
severos quando a pressão de operação
se aproxima da pressão ajustada devido
ao uso de um pistão flutuante como uma
válvula principal, com uma área maior
no topo do pistão e menor área no
bocal. Quando a pressão do processo
aumenta, as forças que estão mantendo
o pistão fechado também aumentam,
enquanto na válvula operada por mola,
a pressão diferencial na sede diminui
sob estas condições, causando
batimento perto da pressão ajustada.
2. Flexibilidade conseguida pelo uso de
operação remota
3. Maior capacidade, desde que os bocais
não são necessários para gerar a
velocidade para prover a ação pop . O
aumento potencial da capacidade sobre
o maior orifício do bocal para um dado
tamanho do corpo varia de 150% para
tamanhos menores para cerca de 120%
para tamanhos maiores.
4. Operação melhorada até 98% da
pressão ajustada devido ao menor
blowdown.
5. Redução de perdas de produto, paradas
e manutenção.
Válvula de Alívio e Segurança

191




Fig. 10.9. Efeito da contrapressão na pressão ajustada.
Legenda:
NA = área do bocal AD = área do disco
AP = área do pistão AB = área do fole
FS = força na mola P1 = pressão entrada
P2 = pressão na saída
Desvantagens
1. Maior número de peças estáticas e
moveis, cada uma com potencial de
defeito.
2. Menor espaçamento no mecanismos
piloto que pode ser entupido por fluidos
sujos.
3. As linhas de ligação entre o
processo e válvula piloto e entre válvula
principal e piloto são menores e podem
se entupir devido a material estranho,
causando falha.
Quando a pressão de operação se
aproxima da pressão ajustada e quando os
fluidos de processo são tóxicos e não
podem ter vazamento, a válvula operada por
piloto é mais econômica e segura que a
válvula com mola.
2.5. Operação prática
Efeito das condições de pressão
É possível que a contrapressão na saída
da válvula de alívio – independente da fonte
– afete sua pressão ajustada. Isto é mostra
na Fig. 10.9., que considera vários projetos
de meios para resolver este problema. O
castelo aberto para o vent ou fechado pode
afetar o sentido do efeito da contrapressão.
Se esta contrapressão aparece quando a
válvula abre, a válvula pode vibrar e fechar.
Se a contrapressão é constante e aparece
quando a válvula começa a abrir, é possível
compensar isto pelo aumento ou diminuição
do ajuste da mola. Porém, na se deve
compensar a contrapressão com o ajuste da
mola sem consultar o fabricante da válvula.
Dois meios eficazes para resolver o
efeito da contrapressão na pressão
ajustada são pelo uso de um pistão de
balanço ou um selo de fole. Note que os
dispositivos pode fornecer ou não um
verdadeiro balanço, dependendo de como
eles se encaixam na área do bocal. A
escolha do tipo é feita pelo fabricante em
vista de outros fatores, como capacidade ou
dimensões no levantamento total em baixa
contrapressão.
A contrapressão pode afetar a
capacidade (tamanho) dos equipamentos de
alívio. Este assunto de dimensionamento é
muito confuso e as definições se tornam
muito importante. Com a tubulação de
descarga incluída, a válvula de alívio e
segurança está em série com o sistema de
alívio de pressão. Nesta situação, é similar
a uma válvula de controle aberta. Porém,
em vez de ser um elemento que controla,
ela é controlada pelas condições de
pressão na entrada e saída. Muitas válvulas
de segurança manipulam a vazão de modo
semelhante a um bocal teórico, desde que
elas estejam com levantamento total, de
modo que o bocal estabelece a área de
vazão de controle.

Válvula de Alívio e Segurança

192


(a) Balanceada (b) Não balanceada

Fig. 10.10. Válvula balanceada


Sabe-se também que a capacidade de
um bocal teórico não é afetada pela pressão
a jusante, desde que ele não afete a queda
de pressão crítica necessária para manter a
vazão sônica. Em pressões a jusante
maiores, a redução da vazão pode ser
calculada. Uma válvula de segurança é
mantida aberta pelo balanço de pressão.
Assim, quando a contrapressão está
presente, as forcas de abertura são
afetadas. O efeito deste balanço de forças
na válvula de segurança convencional com
castelo sem vent (fechado) é mostrado na
Fig. 10.9. Notar que as duas fontes de
contrapressão provocam efeitos diferentes.
Por causa de sua capacidade de redução
da capacidade devida à ação de
levantamento, uma válvula convencional
nunca pode ser usada onde a variação de
contrapressão pode exceder 10% da
pressão ajustada.
Em válvula de alívio de pressão
convencional, contrapressão constante até
a relação crítica pode ser compensada pelo
ajuste da mola sem afetar a capacidade.
Acima disso, também pode se compensar o
ajuste, porém deve ser usado um fator de
redução da capacidade no
dimensionamento. Todos os fabricantes
fornecem este fator de redução e este fator
é virtualmente unânime, em uma dada
relação de contrapressão constante para a
pressão de alívio real, para vapores e
líquidos.



Fig. 10.11. Efeito da contrapressão na capacidade da
válvula de segurança convencional, não ventada


Quando se usa válvula balanceada ou
com fole, há menor conformidade. Há
válvulas que podem ser usadas com
contrapressão superposta ou com
contrapressão formada sem mudança no
ajuste da mola. Estas variações são uma
função do projeto da válvula e o fator de
capacidade para uma determinada válvula
deve ser usado. Para líquidos, é comum
usar a queda mínima de pressão na fórmula
padrão com um fator adicional como função
da contrapressão. Aqui, também, há fatores
diferentes entre os fabricantes. Líquidos
Válvula de Alívio e Segurança

193
viscosos afetam a capacidade das válvula
de alívio e de segurança. Geralmente, os
gases não requerem correção da
viscosidade.
Uma área de dimensionamento não
coberta por qualquer código, lei ou pratica
de indústria é sobre líquido entrando em
flacheamento. Como o valor do
flacheamento é influenciado pelo tamanho
da linha de descarga através da qual se
desenvolve a contrapressão real, deve-se
considerar a habilidade do tamanho da linha
de descarga suprimir a geração de vapor.
Baseada na experiência e algum cálculo,
parece que o tamanho mais econômico da
válvula resulta em cerca de 30% da
contrapressão.



Fig. 10.12. Fator de redução da capacidade de
contrapressão para válvulas balanceadas com
fole

Blowdown e Batimento
O controle da mola das válvulas de alívio
e de segurança cria a necessidade de
blowdown. O sistema de alívio, quando em
operação, é um sistema cinético com uma
válvula em um ponto de alta energia cinética
(alta velocidade), em contraste com o
equipamento protegido. O balanço da mola
da válvula é feito contra uma pressão que
iguala à pressão do equipamento, menos os
efeitos cinéticos. O sistema de alívio
fechado, é estático, com nenhum efeito
cinético e a pressão neste ponto do balanço
da mola é igual à do equipamento. Esta
diferença entre as condições de alívio e
estática necessita da possibilidade de
blowdown. Isto é o valor da pressão do
equipamento tem caído abaixo da pressão
ajustada, quando a válvula retorna. É
preciso garantir que a válvula ache seu
balanço de forças assim que ela se feche. O
blowdown normal em uma válvula de
segurança é 5% da pressão ajustada. O
controle de blowdown é conseguido por um
anel ajustável no bocal cuja posição
estabelece uma área de orifício secundária,
quando a válvula abre ou fecha. O
blowdown é normalmente ajustado trazendo
deste anel para o disco – a posição de
máximo blowdown – e depois voltando o
número de voltas recomendado pelo
fabricante. Isto é necessário porque a
maioria das facilidades possui fontes de gás
limitadas e a pressão ajustada é usualmente
testa com zero blowdown. A percentagem
de blowdown por volta é usualmente
baseada no metano (válvulas de processo).
5% de blowdown com metano pode
representar 11% de blowdown quando a
válvula manipula butano.
Perdas de energia na tubulação de
entrada entre a válvula aliviando e a fonte
de pressão e válvulas superdimensionadas
podem levar a uma condição conhecida
como batimento (chatter), quando a válvula
repetidamente cicla entre aberta e fechada.
O uso de válvulas convencionais com
variações na contrapressão maiores do que
10% enquanto aliviando também podem
produzir uma condição instável e também
ficar batendo. A norma (API RP 520)
recomenda o uso do limite de 3% da
pressão ajustada como o máximo valor para
a perda na tubulação de entrada. Perdas
muito maiores que este limite causam a
pressão na válvula, durante o alívio, atingir
o valor de retorno de blowdown. Quando
isto acontece, a válvula fecha e
imediatamente é sujeita a um aumento de
pressão porque não mais existem os efeitos
cinéticos. Este aumento de pressão faz a
válvula abrir e o ciclo se repete. Válvulas
superdimensionadas podem causar esta
mesma condição porque uma válvula
atuada por mola requer cerca de 20 a 30%
da vazão máxima para estabelecer uma
relação estável entre as forças e manter a
posição do disco.
O batimento tem dois inconvenientes:
Válvula de Alívio e Segurança

194
1. pode provocar vazamento, no futuro
2. pode provocar falha no fole
O problema de batimento é mais critico
em aplicações com líquido. Antigamente,
válvulas convencionais projetadas para
vapor eram usadas em líquido, às vezes,
com resultados catastróficos. Em um
sistema de líquido, o perfil de pressão
imediatamente a montante da válvula pode
mudar rapidamente quando a válvula pops,
especialmente se há uma tubulação
comprida de entrada entre a válvula e o
vaso sendo protegido. Quando a válvula
abre rapidamente, uma redução rápida da
pressão na entrada da válvula pode fazê-la
fechar prematuramente. Quanto fechada, a
pressão aumenta rapidamente e válvula
abre e o ciclo se repete, aparecendo o
batimento.
Muitos fabricantes oferecem trim especial
para uso com líquido, para evitar este
problema. A tubulação entre a entrada da
válvula e o processo protegido deve ser
mínima. Se possível, deve-se conectar a
válvula diretamente ao vaso. Outra solução
é usar válvula operada por piloto com linha
sensora remota.
Vedação e Vazamento
A vedação da válvula atuada por mola
pode ser muito melhorada, se o fogo é a
única fonte potencial de sobrepressão,
tirando proveito dos 20% que o Código
ASME permite para esta condição. Se uma
válvula é ajustada para 109% de sua
máxima pressão de trabalho permissível e é
permitida uma acumulação de 10%, isto
resulta em válvula de mesmo tamanho com
uma ajuste em 100% e acumulação
permissível de 20%. Porém, se a pressão
de trabalho está próxima ou em 90% da
máxima permissível, a primeira válvula terá
cerca do dobro da força mantendo a sede
vedada na pressão de trabalho que a
disponível na segunda válvula. Do mesmo
modo, se há uma grande carga de fogo mas
relativamente pequena carga de trabalho, a
instalação de uma pequena válvula ajustada
em 100% e dimensionada com 10% de
acumulação para a carga de operação, que
acumula em 20% sob condições de fogo,
mas a instalação de uma válvula para a
carga adicional de fogo ajustada em 109% e
dimensionada em 10% de sobrepressão,
geralmente reduz o vazamento.
Fatores que afetam a estanqueidade:
1. projeto de fechamento da sede
2. limpeza do fluido manipulado
3. instalação.
O uso de material mole e anéis O evita
vazamentos enquanto a válvula não alivia,
porém a temperatura é complicador para a
escolha destes materiais da sede e anel.
Há válvulas que vazam apenas depois
de aberta e reassentada; outras operam
centenas de vezes e continuam provendo
vedação total.
Seleção
Na seleção de determinada válvula de
alívio para uma aplicação específica, devem
ser considerados os fatores discutidos
anteriormente e muitos outros, tais como
1. Alta temperatura afeta o formato do
disco, o ponto de ajuste da mola e
curva a área guia do disco.
2. Emperramento no guia e nos
espaçamentos das áreas por causa
de seleção de material, entrada de
material estranho ou incrustação.
3. Corrosão da porção de descarga do
castelo da válvula e partes do
mecanismo devido à corrosão de
materiais possivelmente presentes na
atmosfera ou no sistema de
descarga, mas não presentes no
processo onde a válvula é instalada.
4. Possibilidade de aparecimento de
polímeros e outros materiais na
garganta da válvula ou mecanismo
de operação após ou durante o
alívio, atrapalhando a ação da
válvula.
5. Resistência do conjunto da válvula à
vibração.
6. Provisões de projeto da válvula para
minimizar batimento em serviço
pulsante.
7. Condição provável da válvula e
assento após exposição a fogo
externo.
8. Necessidade de jaqueta de vapor
para evitar solidificação ou
cristalização dentro da válvula.
Válvula de Alívio e Segurança

195
9. Provisão para o guia correto do
disco.
10. Necessidade para dispositivo de
indicação da posição da válvula.
11. Disponibilidade e necessidade de
aumentar forças de assento do disco
ou mantê-las constantes até que o
ponto de ajuste da válvula seja
alcançado para minimizar
vazamentos.
12. Projeto da sede em vista da
habilidade de reassentar totalmente
após alívio.
13. Método de considerar os efeitos de
todos os tipos de contrapressão e a
variação resultante no ponto de
ajuste e blowdown com
contrapressão.
14. Conseqüências e a habilidade de
detectar ruptura do fole.
15. Mola aberta versus mola fechado
pelo castelo
16. Grau de blowdown necessário. O
blowdown deve ser ajustado? A ação
pop pode ser destruída no ajuste do
blowdown.
17. Necessidade de válvulas especiais
para aplicações complicadas, como
serviço com cloro, material tóxico,
armazenamento de GLP.
18. Necessidade de várias
características auxiliares, como
equipamento de teste, alavancas de
levantamento, ajuste por parafusos
ou porcas.
19. Ruído produzido e seu efeito na
tubulação de descarga.
Considerações Especiais
Desde que uma das razões para instalar
a válvula de alívio de pressão seja o
atendimento de códigos e normas legais, o
projetista deve considerar a integridade do
sistema, especialmente o ruído produzido
pela válvula quando ela se abre. A válvula
pode aliviar a quantidade requerido do
fluido de processo, mas as vibrações
causadas pelo ruído de potência do som da
válvula pode estar além do máximo
permissível que a tubulação foi projetada
para suportar. São reportados casos de
falhas na tubulação de descarga com
válvula de alívio associadas com os altos
níveis de potência de som dentro da
tubulação a jusante da válvula de alívio e no
ponto onde a tubulação de descarga se
junta ao distribuidor do sistema de alívio. Há
casos onde as velocidades excessivas na
tubulação imediatamente a jusante da
válvula de alívio resultaram na onda sônica
estacionária na junção da tubulação de
descarga da válvula e a tubulação do
distribuidor, ou seja, onde ocorre o primeiro
aumento de tamanho da tubulação. Deve se
tomar cuidado especial para rever as
velocidades máximas reais que podem
ocorrer na tubulação da descarga. As
velocidades e ruídos devem ser calculados
para evitar falhas de fadiga causadas pela
vibração excessiva, induzido pelo alto nível
de potência do som. Quando se faz estes
cálculos, é necessário usar a capacidade
real instalada da válvula. Tipicamente, a
válvula selecionada tem maior capacidade
que a calculada necessária e, sob certas
condições de alívio, a vazão real
corresponde ao tamanho do orifício real da
válvula e não à capacidade calculada
necessária, no mínimo, por algum período
de tempo. Esta consideração é
especialmente importante para válvulas
maiores que 75 mm (3 “).
Como devem ser minimizados os tempos
de paradas e as perdas de material, devem
ser consideradas as exigências de vedação
completa na máxima pressão e as
tolerâncias para o ponto de atuação. A
segurança do pessoal e equipamentos da
planta exigem confiabilidade de operação,
em termos de precisão (repetitividade) e
exatidão. Numa planta, o ideal é que uma
válvula de alívio de pressão nunca precise
operar. Além disso, é necessário testar o
sistema periodicamente, durante a operação
normal da planta e a necessidade destes
testes aumenta a complexidade do sistema,
com bypass, redundâncias e distribuições
especiais. Uma válvula de alívio de pressão
não é testadas semanalmente, mas mesmo
assim é esperado que ela atue, quando
necessário e exposta a condições
ambientais diferentes das previstas pelo
projeto. Por isso, é fundamental considerar
a qualidade dos componentes e aumentar a
Válvula de Alívio e Segurança

196
confiabilidade através de duplicação ou
multiplicação de válvulas de alívio,
associação de válvulas de alívio com discos
de ruptura e válvulas de flare combinadas
com válvula de alívio.












Fig. 10.13. Esquema simplificado de válvula de alívio

Os projetos devem considerar as boas
praticas de engenharia e as normas, que
podem incluir as seguintes considerações:
1. O uso de fatores de segurança
extras no dimensionamento e
especificação sobre ou acima das
estabelecidas nas normas, leis e
práticas recomendadas.
2. A provisão de outras facilidades de
proteção que podem resultar em
créditos para as normas e leis.
3. A provisão de crédito para
redundância ou proteções alternativas,
mesmo que não seja exigido por códigos
ou leis.
4. Preferências baseadas em
experiências de operação e de
manutenção.
5. O estabelecimento de pressões de
projeto mínimas para vários tipos de
equipamentos em várias aplicações e
menores válvulas de alívio ajustadas em
mínima pressão de alívio.
6. A relação entre pressão de operação
e pressão ajustada na válvula de alívio
como afetada pelo distúrbio para
condições de operação que sejam
aceitáveis antes da ocorrência do alívio.
7. A padronização de tamanhos e tipos
de dispositivos de alívio de pressão
usados em diferentes equipamentos e
aplicações.
8. A inspeção e procedimentos de
testes estabelecidos pela planta para
seus sistemas de alívio de pressão ou
os componentes deste sistema.
9. Ruído produzido e o máximo nível de
ruído permissível na tubulação de
descarga e distribuidor, dependendo de
seu diâmetro.
3. Dimensionamento
3.1. Introdução
A válvula de alívio deve proteger
equipamento sujeito a sobrepressão,
provocada por várias causas distintas. Por
exemplo, numa coluna de fracionamento,
pode aparecer sobrepressão por causa de
fogo externo, descarga bloqueada, perda de
refluxo, falha de alimentação elétrica, falha
de resfriamento, falha de instrumentos de
controle . A válvula de alívio deve ser
dimensionada para cada uma das
condições em separado e o tamanho final
deve ser suficiente para manipular a maior
capacidade.
O primeiro passo é calcular a vazão
necessária através da válvula de alívio de
pressão para evitar acumulação excessiva.
Em reações exotérmicas, a válvula deve ser
dimensionada para passar uma vazão capaz
de aliviar a pressão na máxima pressão
possível.
Após a capacidade do fluido a ser
aliviada é determinada, é necessário
calcular a área do orifício necessário para
aliviar a quantidade predeterminada de
líquido ou vapor. Depois da determinação
da área, pode-se fazer a seleção da válvula
consultando tabelas de fabricantes, que
listam várias válvulas com a área do orifício
necessária. A seleção final será baseada na
conformidade da área do orifício com a
válvula que satisfaça a pressão,
temperatura e materiais de construção.
A ASME apresenta formulas para
determinar a área efetiva do orifício que irá
determinar a capacidade especificada do
fluido.
Válvula de Alívio e Segurança

197
Vapores e Gases
A base do dimensionamento de quase
todas as válvulas para indústria de
processo é o código ASME Unfired
Pressure Vessel Code Section VIII, Division
1, 1983.












Fig. 10.14. Fator de dimensionamento para
contrapressão constante para válvulas
convencionais (vapores e gases)


A capacidade é convertida do meio de
teste em que a válvula foi oficialmente
especificada para qualquer outro gás ou
vapor pela fórmula:

TZ
M
CKAP K W
b
·

onde
W = vazão de alívio do gás ou vapor, lbm/hr
C = constante para gás ou vapor que é uma
função da relação dos calores
específicos k, definida como

1 k / 1 k
1 k
2
k 520 C
− +

,
`

.
|
+
·
K = coeficiente de descarga, determinado
por testes
A = área do bocal da válvula requerida, in
2

P = (pressão ajustada x 1,10) + pressão
atmosférica, psia
M = peso molecular
T = temperatura absoluta
Z = fator de compressibilidade nas
condições de entrada
K
b
= fator de correção para contrapressão
constante












Fig. 10.15. Fator de dimensionamento para
contrapressão constante ou variável, Kb, para
válvulas de alívio balanceadas com fole.


Líquidos
O Código ASME não cobre alívio de
líquidos, mas a fórmula seguinte é usada
pela maioria dos fabricantes:

w u p
d
g
K K K
G
P
A 2 , 27 Q ·
onde
Qg = vazão de alívio do líquido, gpm
A = área real do bocal da válvula, in
2

Pd = pressão de entrada menos
qualquer contrapressão constante, psid
G = densidade relativa do líquido com a
água a 60
o
F, nas condições de vazão
Kp = fator de correção da contrapressão
para o líquido
Kw = fator da contrapressão variável ou
constante para válvulas seladas com fole
Ku = fator de correção da viscosidade
Os fabricantes geralmente tabulam os
valores de capacidade do líquido para suas
válvulas em sobrepressões de 25%
baseadas em água.
A edição 1986 do ASME, UG 131, requer
que o certificado de testes de capacidade
para válvula de alívio de pressão para fluido
incompressível seja conduzido usando água
em temperatura entre 40 e 125
o
F . Para
qualquer outro fluido, devem ser usadas
tabelas de equivalência do fabricante. Se a
sobrepressão é outra diferente de 25%,
deve ser feita a correção para uma válvula
convencional ou balanceada. Se a
contrapressão é variável, usa-se o fator de
Válvula de Alívio e Segurança

198
correção Kw. Há discrepâncias entre
diferentes fabricantes.
Pode ser necessário, também, usar fator
de correção da viscosidade, Ku, para fluidos
com viscosidade acima de 50 a 100 SSU.


Fig. 10.16. Fator de dimensionamento de
sobrepressão diferente de 25% para
válvulas convencionais e balanceadas
(líquidos)


Fig. 10.17. Fator de dimensionamento para
contrapressão variável ou constante, 25%
de sobrepressão, válvulas balanceadas,
para líquido

Exemplo
Pressão ajustada = 690 kPa (100 psig)
Contrapressão: 0 a 276 kPa (40 psig)
% Contrapressão G = 40/100 x 100 =
40% da máxima
Linha pontilhada . Kw = 0,88 (Curva)
Capacidade com contrapressão variável
= 0,88 x capacidade especificada baseada
na pressão diferencial Pd (para 10% de
sobrepressão, multiplicar o fator Kb por 0,6).
Conclusão
Deve se sempre ter bom senso e usar a
experiência para determinar a seleção da
capacidade de alívio para
dimensionamento. Há muitas combinações
de instalações e circunstâncias que
dificultam mais ainda esta tarefa. Em muitos
casos, é necessário calcular a capacidade
de alívio baseando-se em várias
considerações, como fogo, falha da água de
resfriamento e reações exotérmicas
Há situações onde se deve combinar as
condições de fogo com as de processo e
ambientais.
O dimensionamento da válvula de alívio
é crítico, pois tanto o subdimensionamento
como o superdimensionamento criam
problemas de operação.
4. Sobrepressão e Alívio
4.1. Introdução
Os sistemas de alívio de pressão
fornecem os meios de proteção de pessoal
e equipamento de operação anormal do
processo. Algumas das condições que
causam aumento excessivo da pressão,
devidas ao fogo ou ao processo, são:
1. exposição ao fogo ou outras fontes
externas de calor,
2. aquecimento ou resfriamento de
líquido bloqueado entre válvulas ou
em alguma outra seção fechada do
sistema, resultando em expansão
hidráulica,
3. falha mecânica de equipamentos
normais de segurança,
4. funcionamento inadequado dos
instrumentos de controle,
5. falha na operação manual,
resultando em enchimento ou
esvaziamento do equipamento,
6. produção de mais vapor do que o
sistema pode manipular, seguindo
um distúrbio operacional,
7. geração inesperada de vapor,
resultando no desequilíbrio de
energia do processo,
Válvula de Alívio e Segurança

199
8. reação química exotérmica e
produção excessiva de gás do
sistema.
9. Expansão de líquido
10. Falta de água de resfriamento
11. Falta de alimentação elétrica
Na análise dos equipamentos de alívio
do processo, foi visto que sua função é a de
se proteger contra sobrepressão. As várias
causas que fazem a pressão subir podem
ser classificadas em duas categorias:
1. condições de fogo
2. condições de processo.
4.2. Condições de Fogo
O Código ASME para Vaso de Pressão
Sem Fogo requer que os vasos de pressão
cobertos por ele sejam adequadamente
aliviados. Para as condições de fogo, o
código requer que os equipamentos sejam
dimensionados de modo que, nas condições
máximas de alívio, a pressão de alívio do
vaso não exceda a pressão de projeto do
vaso por mais de 20%. Isto é referido como
a acumulação de 20%. A capacidade de
alívio sob as condições de fogo é uma
função de
1. área do tanque exposta ao fogo
2. fluxo de calor por unidade de área
3. calor latente do fluido do processo














Fig. 10.18. Aquecimento de um vaso devido a fogo
externo


Fluxo do calor
Para definir a capacidade de alívio
requerida, é necessário definir o fluxo de
calor. Fluxo de calor é a taxa em que o calor
é transferido dentro do vaso ou do
equipamento do processo. Há vários
métodos de determinação do fluxo de calor.
O método mais simples emprega um fluxo
fixo de calor, independente do tipo ou
tamanho do vaso. Neste caso, um fluxo de
calor de 20 000 BTU/hora por pé quadrado
(63 kW/m
2
) é comumente empregado.
Outros enfoques relacionam o valor do fluxo
de calor com o tamanho do vaso,
considerando que, quanto maior o tanque,
menor é a probabilidade de ele ser
completamente submerso pela chama.
O boletim API (American Petroleum
Institute) RP 520 Recommended Practice for
the Design and Installation of Pressure
Relieving Systems in Refineries apresenta
um enfoque comum para determinar o fluxo
de calor sob as condições de fogo. O fluxo
em BTU/hr ft
2
é função da superfície
molhada de um tanque exposto ao fogo,
expressa em ft
2
. A recomendação obedece
a eq. :

-0,18
F(A) 000 21 q ·

onde
q é a absorção média de calor por pé
quadrado da superfície molhada exposta ao
fogo,
A é a superfície molhada do vaso, em ft
2

F é um fator ambiental relacionado com o
tipo da instalação.

Válvula de Alívio e Segurança

200











Fig. 10.19. Fluxo de calor para condições de fogo


Quem também apresenta um método
para determinar o fluxo de calor sob
condições de fogo é a NFPA (National Fire
Protection Association), Boletin Nr. 30:
Flammable and Combustible Liquids Code,
mais conservativo que o da API.
Para áreas maiores que 260 m
2
é
improvável o envolvimento pelo fogo.
Recomenda-se uma entrada de calor
máxima de 4 123 370 W por hora.


Tab. 10.1. Fluxo de calor versus área da superfície

Área molhada (m
2
) Fluxo, W/m
2

1,86 – 18,6 63 000
18,6 – 93 627 725 A
-0,434

93 – 260 3 034 710 A
-0,662



Tanque de baixa pressão
Para tanque não enterrados e vasos de
armazenagem projetados para operar da
pressão atmosférica até 104 kPa (14 psig) e
usada para armazenar líquidos flamáveis, o
API apresentou outro método (Boletim API
RP 2000). Este procedimento se relaciona
com a taxa de alívio, expressa como ft
3
de
ar livre por hora para a área molhada.
Área molhada
De acordo com NFPA, a área molhada
do tanque é calculada na base de 55% da
área total exposta da esfera ou esferóide,
75% da área exposta de tanque horizontal e
os primeiros 9 m (30 ft) acima de um tanque
vertical. Enquanto a determinação da
capacidade de alívio não impacte
diretamente, é notado que o efeito do fogo
nas superfícies não molhadas pode ser a
falha estrutural dos metais em temperaturas
elevadas.
As recomendações API são similares,
exceto para a esfera ou esferóide, onde se
usa superfície exposta total até o máximo
diâmetro horizontal ou até a altura de 7,5 m
(25 ft), a que for maior.
As taxas de alívio para tanques de baixa
pressão estão mostradas na Tab. 10.1,
baseada nas propriedades físicas do
hexano e utilizando recomendações API. A
capacidade de alívio na emergência total
para qualquer líquido específico pode ser
calculado da Tab. 10.2., através da eq.
Projeto de ft
3
de ar livre por hora =

w
M L
1337
V

onde
V = ft
3
tabular de ar livre por hora
L = calor latente de vaporização do
líquido específico em BTU/lbm
Mw = peso molecular do líquido
específico
Este cálculo tem o potencial de
superdimensionar válvulas de alívio em
vasos de óleo cru e outros líquidos com
vários componentes, onde eles possuem
uma larga faixa de pontos de ebulição. O
calor latente de vaporização depende do
líquido específico e não pode ser tabulado
para mistura de líquidos. No caso do óleo
cru, a entrada de calor é inicialmente
absorvida pelo calor específico do óleo e
aço (menor parte), quando a temperatura do
vaso e do óleo sobe. Inicialmente, somente
uma pequena porção do calo de entrada é
usada como calor latente, gerando vapor
que deve ser aliviado. Com entrada
constante de calor, a quantidade de vapor
gerado varia com temperatura do óleo no
vaso. Cálculos de processo devem ser
feitos para determinar a taxa verdadeira
(máxima) de evolução de vapor,
considerando o fluido real do processo.


Válvula de Alívio e Segurança

201
Tab. 10.2. Área molhada versus ft
3
de ar seco por hora
@ 101,3 kPa (14,7 psig) e 15,6
o
C (60
o
F)

Ft
3
SCFH Ft
3
SCFH
20 21 100 350 288 000
30 31 600 400 312 000
40 42 100 500 354 000
50 52 700 600 392 000
60 63 200 700 428 000
70 73 700 800 462 000
80 84 200 900 493 000
90 94 800 1000 524 000
100 105 000 1200 557 000
120 126 000 1400 587 000
140 147 000 1600 614 000
160 168 000 1800 639 000
180 190 000 2000 662 000
200 211 000 2400 704 000
250 239 000 2800 742 000
300 265 000 & acima 742 000

4.3. Fatores ambientais
Os fatores ambientais podem ser
aplicados nas equações de cálculo do fluxo
de calor para reduzir a capacidade de alívio
requerida.
Os valores da Tab. 10.3. são sugeridos e
sempre que a situação não for a exatamente
descrita, devem ser feitas aproximações,
baseadas na experiência e no bom senso.
Pela Tab.9.3, o API permite fatores
adicionais. Um fator de 0,03 é usada para
tanque de armazenamento coberto de terra
acima da grade e um fator de 0,0 para
tanque subterrâneo.
Também devem ser considerados os
fatores de:
1. espessura de isolação
2. condutância (resistência) da isolação
Para considerar a isolação na
determinação do fluxo de calor, ela deve ser
do tipo que não pode ser danificada nem
removida pelo fogo ou pelo jato da água de
incêndio, expondo a superfície do tanque
diretamente ao fogo.
Os passos envolvidos na determinação
da capacidade de alívio sob condições de
fogo são resumidos como:
1. Estabelecer a área da superfície
molhada (A) considerando tamanho,
formato e local do tanque.
2. Baseado nesta área, determinar o
fluxo de calor (1) a ser usado (Fig.
10.19).
3. Baseado no tipo de instalação,
selecionar o fator ambiental aplicável, F.
4. Capacidade de alívio é (F)(q)(A)/L



Tab. 10.3. Fatores ambientais (NFPA)

Instalação Fator
Drenagem de acordo com NFPA Nr
30 com área molhada acima de 18 m
2

(200 ft
2
)
0,5
Spray de água aprovado 0,3
Isolação aprovada 0,3
Spray de água aprovado com
isolação aprovada
0,15



Tab. 10.4. Fatores ambientais (API)

Instalação Fator
Vaso simples 1,0
Vaso isolado com condutâncias em
BTU/hr/ft
2
/
o
F )
Condutância 4,0
Condutância 2,0
Condutância 1,0
0,3

0,3
0,15
0,075
Facilidades com água em vasos
simples
1,0
Despressurização e esvaziamento 1,0
Tanque enterrado 0,0
Armazenagem coberta por terra
acima da grade
0,03


Fluido em ponto crítico
Ás vezes, há condições de alívio em que
o líquido no tanque pressurizado está acima
do ponto crítico. Líquidos neste ponto
devem ser tratados como gases. Assim que
o fluxo de calor do projeto é determinado,
deve ser feito cálculo para determinar a taxa
Válvula de Alívio e Segurança

202
da expansão termal do conteúdo do vaso.
Para fazer o cálculo correto, deve-se
conhecer a altura específica do gás e o seu
fator de compressibilidade. É inadequado
assumir o vapor sendo ideal, porque justo
acima do ponto crítico o fator de
compressibilidade do vapor varia muito
rapidamente. A capacidade máxima
requerida da válvula é geralmente não
determinado no ponto crítico, mas em algum
ponto acima. Deve-se notar que, nestas
condições, a parede metálica do vaso
rapidamente se aproxima da temperatura da
chama e falha prematuramente, porque ela
não é mais resfriada pelo calor latente de
vaporização do líquido do tanque. Nestas
condições, é recomendável proteger a
superfície metálica do tanque com uma
água de resfriamento para evitar falha
prematura.
4.4. Condições de processo
Reator
Um cenário de aumento de pressão por
causa do processo poderia ser o seguinte.
Seja um reator onde se realiza uma reação
exotérmica. Em operação normal, há um
sistema de refrigeração com controle
automático. Se a refrigeração é perdida por
causa de alguma falha na malha de controle
(falha no controlador, falha na válvula de
controle, falta de energia), a temperatura do
reator sobe. Quando a temperatura sobe, a
taxa de reação aumenta, levando a uma
maior produção de calor. Este mecanismo
de auto aceleração, com realimentação
positiva, é chamado de reação runaway
(sem controle).
A pressão dentro do reator aumenta por
causa do aumento da pressão dos vapores
dos componentes líquidos e da
decomposição gasosa dos produtos, com o
resultado da alta temperatura. Em reatores
industriais grandes, em questão de minutos
a temperatura pode subir dezenas de
centenas de
o
C e a pressão pode subir
centenas de psi.
Se o sistema não tem alívio, a
temperatura e pressão sobem até que os
reagentes sejam totalmente consumidos.
Depois que todos os produtos reagem, a
geração de calor pára, o reator se resfria e
a pressão cai. Se o reator é capaz de
suportar a pressão total desenvolvida e os
materiais envolvidos tem ponto de fusão
maior que a temperatura atingida, o reator
fica intacto. Na prática industrial, ele
geralmente se rompe com a alta pressão
combinada com a alta temperatura.
Colocando-se um sistema de alívio no
reator, a sua pressão depende também das
características do dispositivo de alívio e das
propriedades do fluido descarregado
através do alívio. Agora a pressão no reator
sobe até a pressão que ativa o dispositivo
de alívio. Quando o dispositivo de alívio
abre, liberando líquido e gás, a pressão
ainda sobe um pouco além da pressão
ajustada (sobrepressão).
Se houvesse somente gás ou vapor, a
pressão cairia imediatamente após a
abertura da válvula de alívio, pois uma
pequena descarga é suficiente para diminuir
a pressão. Com o vaso aberto para a
atmosfera, a pressão cai até que a válvula
de alívio feche novamente e a diferença
entre a pressão na abertura e no
fechamento é chamada de blowdown.
Como as características de alívio de
líquido são muito diferentes das
características do gás, a concepção do
dispositivo de alívio é também diferente
para líquido e para gás.
A aplicação de alívio em reator onde se
processam reações exotérmicas é uma arte
associada à ciência. A situação do reator é
muito complexa:
1. é difícil ou até impossível determinar
a taxa real de evolução de calor sob
condições de runaway (ponto em que a
reação endotérmica se torna
exotérmica)
2. os dados geralmente não são
disponíveis para tais condições de alta
temperatura de alívio
3. o dispositivo de alívio geralmente
não alivia apenas vapor, mas por ele
passa mistura de vapor, líquido e sólido.
Geralmente, se determina a taxa de
evolução de calor convertendo este calor
para a geração de vapor equivalente e
assumindo que o dispositivo de alívio irá
Válvula de Alívio e Segurança

203
abrir seu volume equivalente de vapor como
100% líquido.
Tanque de baixa pressão
Um dos processos mais comuns
requerendo alívio de pressão envolve a
respiração de tanques de armazenagem
atmosféricos. Há duas situações clássicas:
1. a necessidade de ventar o ar
deslocado quando o líquido é bombeado
para dentro do vaso
2. a necessidade de admitir ar quando
o líquido é bombeado para fora do vaso.
Esta respiração é necessária para evitar
a sobrepressão quando se bombeia líquido
para o vaso ou evitar o colapso do vaso
devido ao vácuo, quando o líquido é
bombeado do vaso e o volume
correspondente não é substituído.
O API recomenda:
Respiração para dentro: 0,226 m
3
/hr (8
scfh) de ar para cada L/min (gpm) de taxa
máxima de esvaziamento do tanque.
Respiração para fora: 0,24 m
3
/hr (8,5
scfh) de ar para cada L/min (gpm) de taxa
máxima de enchimento do tanque, para
fluido com ponto de flash em 37,8
o
C (100
o
F) ou maior e 0,48 m
3
/hr (16 scfh) de ar
para cada L/min (gpm) de taxa máxima de
esvaziamento do tanque para líquido com
ponto de flash abaixo de 37,8
o
C (100
o
F ).
Além disso, deve se atender as
exigências de vent termal do vaso. Isto é
definido como a expansão ou contração dos
vapores do tanque devidas às variações
das condições ambientes de temperatura do
tanque. Por exemplo, no início de uma
chuva, os vapores no tanque acima do
liquido irão resfriar e contrair. Para evitar a
formação de vácuo no tanque atmosférico,
deve se adicionar ar no espaço de vapor do
tanque.
As recomendações do API são baseadas
em uma capacidade de respiração de
entrada de 0,61 m
3
/hr/m
2
(2 ft
3
/hr/ft
3
) de ar
da área do teto e total da armação para
tanques muito grandes (capacidade igual ou
maior que 3 200 m
3
) e uma capacidade de
respiração de entrada de 0,028 m
3
/hr/m
2
(1
ft
3
/hr/ft
3
) de ar da área do teto e total da
armação para tanques com capacidade
menor que 3 200 m
3
. Isto é igual a
aproximadamente 0,028 m
3
/hr (1 ft
3
/hr) de ar
para cada 159 litros (42 galões) de
capacidade do tanque. Esta capacidade é
baseada na taxa de variação da
temperatura do espaço de vapor de 37,8
o
C
(100
o
F ) por hora. Esta máxima variação de
temperatura é assumida ocorrer quando há
uma chuva fria repentina.
É também admitido que a temperatura do
teto e da estrutura do tanque não possa
subir tão rapidamente sob qualquer outra
condição como quando ela cai. Para
líquidos com ponto de fulgor acima de 37,8
o
C, a exigência de respiração de saída é
igual a 60% da capacidade de respiração
de entrada. Para fluidos com ponto de fulgor
igual ou menor que 37,8
o
C, as exigências
de respiração de entrada e de saída são
iguais.
A exigência total de respiração de
entrada e saída de um tanque é igual à
soma da exigência da capacidade de vent
termal e as exigências estabelecidas pela
taxa de bombeio para dentro e para fora do
tanque.
Trocador de calor
O trocador de calor é um equipamento
que requer considerações especiais de
alívio de pressão. Freqüentemente, o
trocador de calor possui válvulas
localizadas na tubulação de entrada e de
saída. Quando estas válvulas estão todas
fechadas o trocador está bloqueado. Um
trocador de calor não requer alívio de
pressão por causa do fogo, porque não é
provável que ele fique bloqueado todo o
tempo, durante um incêndio e os vapores
gerados sob a condição de fogo serão
aliviados através da tubulação do sistema e
no final, através de algum sistema de alívio
instalado em alguma parte do sistema.
Porém, o trocador de calor requer
sistema de alívio de pressão por causa da
expansão termal dos líquidos no trocador,
quando ele ficar bloqueado. Isto é sempre
feito no lado frio do trocador de calor, onde
o líquido pode ser aquecido pelo fluido
quente do outro lado ou aquecido pela
temperatura ambiente, enquanto as válvulas
de entrada e saída estiverem fechadas.
Válvula de Alívio e Segurança

204
No caso de líquido de resfriamento, um
dispositivo de alívio de pressão deve ser
colocado no lado de esfriamento, que pode
ser bloqueado na entrada e saída, sempre
que a pressão de vapor do líquido
refrigerante elevada para a temperatura do
lado quente exceder a pressão de projeto
do lado refrigerante do trocador. Isto é
necessário também sempre que a pressão
de vapor do material fluindo a 37,8
o
C é
maior que a pressão de projeto do trocador.
Nenhum dispositivo de alívio de pressão
é necessário para a proteção de qualquer
lado de um trocador que não possa ser
bloqueado. Nestas instalações é assumido
que o alívio da unidade é feito no tanque o
sistema associado ao trocador.
Aquecedores tubulares com fogo direto
deve sempre ser protegido com válvulas de
alívio no lado do tubo.
Também deve se considerar a proteção
de alívio de pressão de equipamento de
baixa pressão no caso de rompimento de
um tubo do trocador de calor. Isto é
principalmente crítico quando a pressão de
projeto do lado de baixa pressão é menor
que a pressão de operação do lado de alta
pressão.
Bomba e Compressor
Outros equipamentos que requerem
proteção de sobrepressão por causa das
condições de processo são as bombas e
compressores que aplicam pressão ao
fluido sob vazão. No caso de bomba de
deslocamento positivo, é necessário colocar
um alívio de pressão na linha do líquido
bombeado, para o caso da linha de
descarga ficar bloqueada. Geralmente, esta
válvula de alívio faz parte da bomba. O
tamanho da válvula de alívio depende do
tipo da bomba (deslocamento positivo,
reciprocante, rotativa, com um ou mais
pistões).
O ajuste da pressão da válvula de alívio
é determinado pela pressão do projeto da
parte mais fraca do sistema, mas acima da
pressão normal de operação.
Deve se tomar cuidado para dirigir a
linha de descarga do dispositivo de alívio.
Em muitos casos, o fluido aliviado volta para
a sucção da bomba ou do compressor, mas
isso pode causar superaquecimento do
fluido, falha de selo e vaporização do fluido.
Coluna de Destilação
Outra classe de equipamento industrial
que requer alívio de pressão é a coluna de
fracionamento. Aqui, há uma entrada de
calor normal para a unidade do refervedor
da coluna (reboiler). Os vapores gerados
são normalmente consensados em um
condensador de overhead. No caso de falha
da água de resfriamento para o
condensador ou uma falha do ventilador de
ar para o condensador a ar), há perigo de
sobrepressão, resultado da geração
continuada de vapores no refervedor. Deve
se colocar um dispositivo de alívio para
liberar os vapores gerados e é geralmente
especificada para a entrada de calor normal
do refervedor.
Pode haver sobrepressão na coluna de
fracionamento, quando a fonte de calor é
contínua e a linha de vapor do overhead
proveniente da coluna é bloqueada. Neste
caso, deve-se colocar um dispositivo de
alívio na coluna de fracionamento para
aliviar os vapores quando eles forem
gerados no refervedor da coluna.
A falha no refluxo para uma coluna, onde
o refluxo age como um resfriador, pode
também causar uma sobrepressão. Perda
da alimentação também pode resultar em
sobrepressão, especialmente se o
refervedor contínua operando.
Distribuidor (header)
O projetista deve sempre estar alerta
para problemas que podem ocorrer de falha
de instrumento, acidentalmente submetendo
uma peça de equipamento a pressões
maiores que a de projeto. Tal condição de
sobrepressão pode ocorrer em uma estação
redutora de pressão de vapor.
Geralmente, o vapor é reduzido de 1035
kPa (150 psig) para 207 kPa (30 psig) para
uso em equipamento de baixa pressão. Se
houver uma falha na válvula redutora, a alta
pressão de entrada é aplicada na entrada
do equipamento que opera com baixa
pressão, danificando-o. A solução é colocar
uma válvula de alívio de pressão no lado de
baixa pressão do header, próxima da
Válvula de Alívio e Segurança

205
válvula redutora e especificado para a
máxima capacidade da válvula redutora.
Outro exemplo, o líquido de uma fonte de
alta pressão pode ser admitido em um vaso,
para controle de nível ou vazão. Quando a
válvula de controle falha, o equipamento a
jusante da válvula pode ser submetido a
alta pressão. Aqui deve-se colocar um
dispositivo de alívio para manipular a vazão
máxima através da válvula de controle.
Quando se considera as condições de
sobrepressão causadas pela falha da
válvula de controle, é prudente também
avaliar o impacto das válvulas de bypass
que pode estar abertas ou parcialmente
abertas. A não ser que as válvulas de
bypass sejam seladas fechadas, pode haver
situação onde elas são usadas para
aumentar a capacidade do sistema.
5. Instalação
5.1. Introdução
A instalação da válvula de alívio de
pressão é descrita no código ASME, seção
VIII, que deve ser estudado e entendido,
para o dimensionamento, seleção e
instalação.














Fig. 10.20. Instalação de válvula de alívio e segurança


Após a escolha e dimensionamento do
sistema de alívio, tem-se a responsabilidade
de completar o projeto do sistema de alívio,
incluindo:
1. Como instalar o alívio no sistema
2. Como dispor dos fluidos aliviados
O sistema de alívio é único, quando
comparado com outros sistemas da planta
(controle, alarme). O sistema de alívio é
projetado e instalado mas espera-se que ele
nunca precise operar e, quando precisar,
ele sempre deve operar corretamente. As
conseqüências do não funcionamento ou do
funcionamento incorreto de um sistema de
alívio geralmente são catastróficas.
Os pontos mais importantes são os
seguintes:
1. a válvula de alívio de pressão deve
ser localizada e instalada de modo
que ela seja facilmente acessível
para inspeção e reparo.
2. Se o projeto de uma válvula de alívio
de pressão ou de segurança é tal
que é acumulado líquido no lado de
descarga do disco, a válvula deve
ser equipada com um dreno no ponto
mais baixo.
3. A mola em uma válvula de alívio de
segurança em serviço para pressões
até 138 kPa (20 psig), não pode ser
resetada para qualquer pressão além
de 10% acima ou abaixo do valor
marcado na válvula. Para pressões
acima de 138 kPa (20 psig), a mola
não deve ser reajustada para
qualquer pressão além de 5% abaixo
ou acima da marcação da válvula.
4. nenhuma válvula de alívio de líquido
não pode ser menos que ½".
5. as válvulas de segurança e alívio
devem ser ligadas ao vaso no
espaço com vapor, acima do líquido
ou em uma tubulação ligada ao
espaço do vapor no tanque a ser
protegido.
6. a abertura através de toda a
tubulação e conexões entre um vaso
de pressão e sua válvula de alívio de
pressão deve ter, no mínimo, a área
da entrada da válvula.
7. as válvulas de alívio devem ser
ligadas abaixo do nível normal do
líquido.
8. todas as linhas de descarga devem ir
diretamente para o ponto do alívio
final. Para ligas mais longas, deve-se
usar cotovelos com raio grande,
quando for necessário mudar a
Válvula de Alívio e Segurança

206
direção. Deve-se evitar, no projeto da
linha, conexões próximas e deve-se
minimizar as tensões na linha ,
usando-se juntas de expansão.
9. é essencial fazer e seguir um
programa de inspeção e manutenção
preventiva para cada válvula de
alívio de pressão. Toda e qualquer
válvula de alívio de pressão em
serviço limpo e não corrosivo deve
ser inspecionada e testada, no
mínimo, uma vez por ano.
Válvulas em serviço corrosivo ou severo
deve ser inspecionada mais
freqüentemente. Deve-se registrar e manter
estes relatórios de teste e inspeção para
saber quando e por quem cada válvula foi
inspecionada e testada. Os testes não
devem envolver apenas o ponto de ajuste
da pressão de alívio, mas também a
capacidade de alívio da válvula, nas
condições do processo.
A capacidade nominal de uma válvula de
segurança ou de alívio, em termos de está
estampada na plaqueta da válvula, para as
condições de projeto originais. Há formulas
que calculam esta capacidade para outros
meios e outras condições.
5.2. Metodologia
Passos
Mesmo com as muitas precauções
dentro da planta química, as falhas de
equipamento ou erros do operador podem
causar aumento nas pressões do processo
além dos níveis seguros. Se a pressão sobe
muito, ela pode exceder a máxima
resistência das tubulações ou paredes de
vasos. Isto pode resultar em ruptura do
equipamento do processo, causando
grandes vazamentos de materiais tóxicos ou
flamáveis.
A primeira linha de defesa contra este
tipo de acidente é evitar o acidente no
primeiro lugar, que é o controle de
processo. Um grande esforço é feito sempre
no sentido de controlar o processo dentro
dos limites de segurança. As excursões da
alta temperatura são evitadas ou
minimizadas.
A segunda linha de defesa contra as
pressões excessivas é instalar sistema de
alívio para liberar líquidos ou gases antes
que apareça pressão perigosa. O sistema
de alívio é composto do dispositivo de alívio
e o equipamento associado a jusante do
processo para manipular, com segurança, o
material ejetado.








































Fig. 10.21. Fluxograma da metodologia de alívios


Localizar os alívios
Escolher o tipo de
alívio
Desenvolver o
cenário do alívio
Coletar dados
Dimensionar alívio
para uma fase
Dimensionar alívio
para duas fases
Escolher cenário do
pior caso possível
Projetar e realizar
sistema de alívio
Válvula de Alívio e Segurança

207
A metodologia para instalar um sistema
de alívio é mostrado na Fig. 10.21.
1. Especificar onde o dispositivo deve ser
instalado.
2. Selecionar o tipo do dispositivo de
alívio.
3. Desenvolver o cenário do alívio: estado
do material aliviado e características de
alívio requeridas.
4. Coletar dados do processo
5. Dimensionar o dispositivo de alívio para
uma (liquida ou gasosa) ou duas fases
(liquida e gasosa)
6. Prever o pior caso
7. Projetar e realizar o sistema de alívio.
Cada passo é igualmente importante e
crítico. Qualquer erro em qualquer passo
pode resultar em falha catastrófica.
Localização dos alívios
O procedimento de especificar o local do
dispositivo de alívio requer a revisão de
cada operação unitária no processo e cada
passa operacional do processo. Deve se
antecipar os problemas potenciais que
podem resultar em pressões aumentadas.
Deve-se instalar alívio de pressão em cada
ponto identificado como potencialmente
perigoso, ou seja, em cada ponto onde
condições de distúrbios criam pressões que
excedem a máxima pressão de trabalho
permissível do processo.
As questões a serem respondidas nesta
revisão de processo são:
1. O que acontece com a perda do
resfriamento, aquecimento ou
agitação?
2. O que acontece se o processo é
contaminado ou tem uma carga
errada de catalisador, resina ou
monômero?
3. O que acontece quando o operador
comete um erro?
4. Qual é a conseqüência do
fechamento das válvulas de bloqueio
em vasos ou em linhas que estão
cheias com líquidos e expostas a
aquecimento ou refrigeração?
5. O que acontece quando uma linha
falha, por exemplo, uma falha de uma
linha de gás de alta pressão em um
vaso de baixa pressão?
6. O que acontece se a operação da
unidade é engolfada em fogo?
7. Que condições podem provocar
reações runaway ou como são os
sistemas de alívio projetados para
manipular a descarga como resultado
de reações runaway?
As respostas destas perguntas pode
resultar em algumas recomendações:
1. Todos os vasos (não geradores de
vapor) necessitam de alívios,
incluindo reatores, tanques de
armazenamento, torres e tambores.
2. Seções bloqueadas de linhas cheias
de líquidos frios que estão expostas
a calor (como o do sol) ou sob
refrigeração, necessitam de alívios.
3. Bombas de deslocamento positivo,
compressores e turbinas necessitam
de alívios na linha de descarga.
4. Vasos de armazenagem necessitam
de alívios de pressão e vácuo para
proteção contra bombeamento de
colocação ou retirada de material ou
contra a geração de um vácuo por
condensação.
5. Jaquetas de vapor de vasos são
geralmente especificadas para vapor
de baixa pressão. Alívios são
instalados em jaquetas para evitar
pressões de vapor excessivas
devidas a erro do operador ou falha
do regulador.
Tipos de alívio
Os tipos específicos de alívios são
escolhidos em função do fluido envolvido e
do local de ejeção. Pode-se ter alívios para
gases, líquidos e gases, sólidos e materiais
corrosivos. O material ejetado pode ser
jogado na atmosfera ou ventado para
sistemas fechados (flare, condensador,
incinerador, bomba).
Em termos de engenharia, os tipos de
alívio dependem dos detalhes do sistema,
condições de processo e propriedades
físicas do fluido aliviado.
Há duas grandes categorias gerais de
dispositivos de alívio:
1. válvula de alívio
2. disco de ruptura
Válvula de Alívio e Segurança

208
Válvula de alívio
A válvula de alívio pode ter dois
princípios de operação:
1. convencional, com mola
2. balanceada, com fole








Fig. 10.22. Válvula de segurança e alívio convencional


Em válvulas com mola, a tensão
ajustável da mola contrabalança a pressão
de entrada. A pressão ajustada de alívio é
usualmente feita em 10% acima da pressão
normal de operação. Para evitar a
possibilidade de pessoa não autorizada
mudar este ajuste, o parafuso de ajuste é
coberto pela tampa aparafusada.
A válvula de alívio convencional, a mola,
é afetada pela contrapressão. Este tipo de
válvula é aceito somente quando a
contrapressão é mínima, porque a pressão
ajustada aumenta quando a contrapressão
aumenta.
A válvula de alívio com fole balanceado é
usada quando se tem grande
contrapressão. Este tipo de válvula toma a
pressão atmosférica no lado de descarga
(saída) do alívio. Assim, o alívio abre na
pressão de alívio pré-ajustada,
independente da contrapressão. A vazão,
porém, é afetada pelo valor da
contrapressão.
Disco de ruptura
O disco de ruptura é projetado
especialmente para se romper em uma
determinada pressão ajustada de alívio. Ele
consiste de uma folha fina calibrada de
metal projetada para romper em uma
pressão bem especificada. Ele pode ser
usado sozinho, em série ou paralelo com
outro disco, em série ou paralelo com uma
válvula de alívio. Eles podem ser feitos de
vários materiais, incluindo materiais
especiais contra corrosão.
O disco de ruptura é usado sozinho
quando se quer manter a linha de alívio
aberta após o disco ser rompido. Por
exemplo: alívio de gases ou pós explodindo.











Fig. 10.23. Disco de ruptura


O disco de ruptura é freqüentemente
instalado em série com uma válvula de
alívio a mola, com os objetivos de:
1. Proteger a válvula de alívio cara do
ambiente corrosivo.
2. Dar uma isolação absoluta quando
manipulando fluidos corrosivos, tóxicos,
pois a válvula de alívio pode vazar.
3. Dar uma isolação absoluta quando
manipulando fluidos flamáveis.
4. Proteger as peças complexas de uma
válvula de alívio dos monômeros
reativos que podem causar entupimento.
5. Aliviar fluido sujos que poderiam entupir
a válvula com mola.
Quando se usa um disco de ruptura
antes da válvula de alívio, deve-se usar um
indicador de pressão (PI) entre os dois. O
manômetro serve para indicar quando o
disco rompeu e requer substituição.
A válvula de alívio de pressão a mola
pode ter três subcategorias:
1. Válvula de alívio é principalmente para
líquido. A válvula de alívio começa a
abrir na pressão ajustada. Esta válvula
atinge a capacidade total quando a
pressão atinge 25% da sobrepressão. A
válvula fecha quando a pressão retorna
abaixo da pressão ajustada.
2. Válvula de segurança é para vapor
d'água, gás e vapores. A válvula de
segurança abre repentinamente (pop)
quando a pressão excede a pressão
ajustada. Isto é conseguido usando um
Válvula de Alívio e Segurança

209
bocal de descarga que direciona o
material de alta velocidade para a sede
da válvula. Depois do blowdown do
excesso da pressão, a válvula fecha em
aproximadamente 4% abaixo da pressão
ajustada: a válvula tem um blowdown de
4%.
3. Válvula de alívio e segurança usada
para líquido e vapor. Ela funciona como
válvula de alívio para líquido e como
válvula de segurança para vapores e
gases.
Cenários dos alívios
Cenário de um alívio é uma descrição de
um evento de alívio específico. Geralmente,
cada alívio tem mais de um evento de alívio
e o pior cenário é aquele que requer a maior
área de vent de alívio. São exemplos de
eventos de alívio:
1. uma bomba não tem coluna líquida na
entrada: o alívio de pressão é
dimensionado para manipular a
capacidade total da bomba em sua
pressão especificada.
2. O mesmo alívio da bomba está em linha
com um regulador de nitrogênio; o alívio
é dimensionado para manipular o
nitrogênio se o regulador falha
3. A mesma bomba está ligada com um
trocador de calor com vapor vivo; o
alívio é dimensionado para manipular o
vapor injetado no trocador sob
condições não controladas, por
exemplo, falha de um regulador de
vapor.
Esta é uma lista de cenários para cada
alívio especificado. A área de vent do alívio
é subseqüentemente computada para cada
evento (cenário) e o pior cenário é o evento
requerendo a maior área de vent de alívio.
Os piores casos são um subconjunto de
todos os cenários desenvolvidos para cada
alívio.
Para cada alívio específico, todos os
possíveis cenários são identificados e
catalogados. Este passo da metodologia do
alívio é muito importante. A identificação do
pior caso freqüentemente tem um efeito
mais importante no dimensionamento do
alívio comparado com a precisão dos
cálculos de dimensionamento.
5.3. Aplicação no Reator
Seja o processo de polimerização em um
reator (Fig. 10.24).
Os principais passos neste processo
são:
1. Bombeamento (100 psi) no reator R1.
2. Aquecimento da temperatura de
reação a 115
o
C, adicionando
monômero por um período de três
horas.
3. Retirada do monômero residual por
vácuo, através de V15. Como a
reação é exotérmica, resfriamento
durante a adição de monômero com
água de refrigeração.
Neste processo:
1. Determinar os locais de alívio
2. Especificar tipos das dispositivos de
alívio necessários.
Localização dos pontos
Os pontos de alívio são os seguintes:
1. Reator R-1 deve ter uma alívio. Por
sua importância, o reator é protegido
com uma válvula de alívio, PSV-1 e
um disco de ruptura PSE-1 em série.
2. Bomba de deslocamento positivo, B-
1 pois a bomba pode ser
superaquecida, sobrecarregada o
danificada sem um dispositivo de
alívio. A descarga da PSV-2 é
geralmente reciclada para a
alimentação do vaso.
3. O trocador de calor, E-1, pode se
romper quando a água é bloqueada
(V-10 e V-11 fechadas) e o trocador é
aquecido. Este perigo é eliminado
por PSV-3.
4. O vaso tambor (D-1) tanque requer
alívio, como todos os vasos do
processo; no caso PSV-4.
5. As serpentinas do reator: a
serpentina pode ser rompida por
pressão quando a água é bloqueada
(V-4, V-5, V-6 e V-7 são fechadas e a
serpentina é aquecida por vapor ou
mesmo pelo sol. Colocada PSV-5 na
serpentina.
Válvula de Alívio e Segurança

210
Tipos de alívios
Cada alívio é revisto é relação ao
sistema de alívio e as propriedades dos
fluidos aliviados:
1. PSV-1 é uma válvula de alívio e
segurança, porque a reação runaway
resulta em vazão de duas fases: líquido
e vapor.
2. PSE-1 é um disco de ruptura que
protege PSV-1 do monômero reativo
(entupimento via polimerização).
3. PSV-2 é uma válvula de alívio porque
este alívio é em uma linha de líquido.
Uma válvula convencional a mola é
suficiente.
4. PSV-3 é uma válvula de alívio porque
este alívio é em uma linha de líquido.
Uma válvula convencional a mola é
suficiente.
5. PSV-4 é uma válvula de alívio e
segurança, porque é possível ter as
duas fases: líquido e vapor. Como este
vent vai para um scrubber com
possivelmente grande contrapressão
deve-se usar uma válvula com fole
balanceado.
6. PSV-5 é uma válvula de alívio porque
este alívio é em uma linha de líquido.
Uma válvula convencional a mola é
suficiente. Esta válvula provê proteção
para o seguinte cenário:
a) o líquido é bloqueado pelo
fechamento de todas as válvulas (V-
4, V-5, V-6 e V-7),
b) o calor da reação aumenta a
temperatura do fluido envolvendo o
reator,
c) a pressão é aumentada dentro da
serpentina devido à expansão
termal.
Cenários para os alívios
Desenvolver os cenários para os alívios
do Reator de Polimerização.
Apenas três alívios possuem cenários
múltiplos que requerem cálculos
comparativos para estabelecer os piores
casos. Os outros três alívios tem somente
um único cenário e portanto eles já são os
cenários de pior caso.
5.4. Práticas de instalação
Independentemente de como o sistema
de alívio foi cuidadosamente dimensionado,
especificado e testado, uma instalação
pobre pode resultar em um desempenho
insatisfatório. Algumas recomendações são
dadas a seguir. Durante a montagem de
campo, às vezes, expedientes e
conveniências de construção podem levar a
modificações e desvios da prática aceitável.
Deve-se ter a responsabilidade de seguir as
normas, especialmente quando se instala
sistemas de alívio.

Alívios Cenários
PSV-1
PSE-1
Vaso cheio de líquido e bomba B-1 é
acidentalmente acionada
Serpentina de resfriamento é quebrada e água
entra a 200 gpm e 50 psig
Regulador de nitrogênio falha dando vazão
crítica através de linha de 1”
Perda do resfriamento durante a reação
(runaway)
PSV-2 V-1 é acidentalmente fechada sistema
necessita de alívio para 100 gpm em 50 psig
PSV-3 Linha da água confinada é aquecida com vapor
de 125 psig
PSV-4 Regulador de nitrogênio falha, dando vazão
crítica através de linha de ½” .
O outro cenário de R-1 é aliviado por PSV-1
PSV-5 Água bloqueada dentro da serpentina e calor
da reação causa expansão termal

Considerações de projeto
O projetista de sistemas de alívio deve
conhecer as leis governamentais, normas
industriais e exigências de seguro. As leis
podem variar entre países.
A filosofia de cada planta tem uma
grande influência no projeto do sistema final
de liberação dos ejetos, sob o ponto de
vista de poluição. Por este motivo,
atualmente é raro jogar o material aliviado
para a atmosfera. Em muitos casos, o alívio
é primeiro feito em sistema de knockout
para separar o líquido do vapor: o líquido é
coletado e o vapor é descarregado em outra
unidade de tratamento. Esta unidade de
tratamento pode ser um desaerador, flare,
condensador, scrubber, incinerador ou
combinação deles.
Válvula de Alívio e Segurança

211

Fig. 10.24. Reator de polimerização sem os alívios de segurança

Fig. 10.25. Reator de polimerização com os alívios de segurança


Válvula de Alívio e Segurança

212
Instalações típicas











Fig. 10.26. Um disco de ruptura em
aplicação com fluido corrosivo ou altamente
tóxico, onde a válvula de alívio provocaria
emissão fugitiva ou vazamento.













Fig. 10.27. Dois discos de ruptura em
aplicações com fluidos extremamente
corrosivos. O primeiro disco pode requerer
substituição periódica.













Fig. 10.28.Disco de ruptura e válvula de
alívio com mola. O alívio normal é feito
através da válvula de alívio com mola e o
disco de ruptura é reserva da válvula, para
alívio maior.












Fig. 10.29.Disco de ruptura em série com
válvula de alívio. O disco de ruptura protege
contra toxidez ou corrosão. A válvula de
alívio com mola fecha e minimiza as perdas.











Fig. 10.30.Dois discos de ruptura com
uma válvula especial que mantém um disco
sempre ligado ao vaso. Este tipo de
configuração é bom para reatores de
polimerização onde é necessário fazer
limpezas periódicas.











Fig. 10.31.
A. Pressão cai não mais que 3% da
pressão ajustada
B. Curva com raio grande
C. Se a distância é maior que 3 m, o
peso e as forças de reação devem
ser suportadas abaixo do joelho de
raio longo.
PSE
Vaso
PSE
Vaso
PSE
PI
PSE
Vaso
PSV
PSE
Vaso
PSV
PI
PSE
Vaso
PSE
Vaso
B
PSV
A
C
Válvula de Alívio e Segurança

213









Fig. 10.32.A área de orifício de uma válvula
de alívio única em aplicação de vapor não
deve exceder 2% da área transversal da
linha protegida.


Pode ser necessário o uso de várias
válvulas com ajustes escalonados.










Fig. 10.33. A linha de processo não pode
ser ligada à tubulação de entrada da válvula
de alívio









Fig. 10.34. Turbulência e dimensão

A – Turbulência para a válvula de alívio
B – Dimensão para a válvula:

Turbulência Número mínimo D
Regulador 25
Válvula de controle 25
2 L ou curvas em planos
diferentes
15
2 L ou curvas em mesmo
plano
10
1 L ou uma curva 10
Amortecedor 10
5.5. ASME Unfired Pressure Vessel Code
UG 125 (c)
Todos os vasos de pressão, que não
sejam de caldeira de vapor, devem ser
protegidos por dispositivos de alívio de
pressão que evitem a pressão de subir mais
do que 10% ou 3 psi, o que for maior, acima
da máxima pressão de trabalho permissível,
exceto quando permitido em (1) e (2).
1. Quando existirem vários dispositivos de
alívio de pressão e ajustados de acordo
com UG 134(a), eles devem evitar a
pressão de subir mais que 16% ou 4 psi,
o que for maior, acima da máxima
pressão de trabalho permissível.
2. Quando um perigo adicional pode ser
criado pela exposição de um vaso de
pressão ao fogo ou outra fonte
inesperada de calor externa, devem ser
instalados dispositivos de alívio de
pressão suplementares para proteger
contra a pressão excessiva. Estes
dispositivos de alívio de pressão
suplementares devem ser capazes de
evitar que a pressão aumenta mais do
que 21% acima da pressão de trabalho
máxima permissível. Os mesmos
dispositivos de alívio de pressão pode
ser usados para satisfazer as exigências
de capacidade de (c) ou (c1).
3. Dispositivos de alívio de pressão,
principalmente com o objetivo de
proteção contra exposição de um vaso
de pressão ao fogo ou outras fontes
inesperadas de calor externo instalados
em vasos não tempo ligação
permanente de alimentação e usados
para armazenar em temperaturas
ambientes de gases comprimidos
liquefeitos não refrigerados estão
excluídos de (c1) e (C2) desde que:
(a) os dispositivos de alívio sejam
capazes de evitar o aumento da pressão
mais do que 20% acima da pressão de
trabalho máxima permissível dos vasos
(b) a pressão ajustada destes
dispositivos não exceda a pressão de
trabalho máxima permissível do vaso
(c) o vaso tenha espaço para encher
(ullage) suficiente para evitar uma
condição de enchimento do líquido
Tubulação
PSV
Vaso
PSV
A
Tubulação
PSV
A
B
Válvula de Alívio e Segurança

214
(d) a pressão de trabalho máxima
permissível dos vasos em que estes
dispositivos estão instalados é maior do
que a pressão de vapor do gás
comprimido liqüefeito armazenado na
máxima temperatura antecipada que o
gás irá atingir sob condições
atmosféricas e
(e) as válvula de alívio de pressão
usadas para satisfazer estas provisões
também estejam de acordo com as
exigências de UG-129 (a)(5), UG-131
(c)2 e UG-134 (e)(2).
UG 126 (b)
Válvulas de alívio de pressão operadas
por piloto podem ser usadas, desde que o
piloto seja auto-atuada e a válvula principal
abra automaticamente em pressão não
acima da ajustada e descarregue sua
capacidade total especificada se alguma
parte essencial da piloto falhe.
UG 126 (c)
A mola em uma válvula de alívio de
pressão em serviço para pressões até e
incluindo 17,2 bars (250 psi) não devem ser
rearmadas (reset) para qualquer pressão
que seja maior que 10% acima ou abaixo
desta para a qual a válvula é marcada. Para
pressões maiores, a mola não pode ser
rearmada para qualquer pressão maior ou
menor do que 5% da pressão para a qual a
válvula de segurança ou alívio é marcada.
UG 126 (d)
As tolerâncias da pressão ajustada, mais
ou menos, das válvulas de alívio de pressão
não devem exceder 2 psi para pressões até
e incluindo 70 psi (4,8 bars) e 3% para
pressões acima de 70 psi (4,8 bars).
UG 131 (d)
A certificado do teste de da capacidade é
requerida em um conjunto de três válvulas
para cada combinação de tamanho, projeto
e ajuste de pressão. A especificação
estampada da capacidade para cada
combinação de projeto, tamanho e pressão
de teste não deve exceder 90% da
capacidade média das três válvulas
testadas. A capacidade para cada conjunto
de três válvulas deve cair dentro de uma
faixa de t% da capacidade média. Não
cumprimento desta exigência deve ser
causa para recusar a certificado deste
projeto particular de válvula de segurança.
UG 133 (a)
Como permitido em (b), a capacidade
agregada de dispositivos de alívio de
pressão ligado a qualquer vaso ou sistema
de vasos para o alívio de um líquido, ar,
vapor d'água ou outro vapor deve ser
suficiente para descarregar a máxima
quantidade que possa ser gerada ou
fornecida ao equipamento associado sem
permitir um aumento na pressão dentro do
vaso de mais que 16% acima da pressão de
trabalho máxima permissível quando os
dispositivos de alívio de pressão estão
soprando.
UG 133 (b)
Dispositivos de proteção como
permitidos em UG 125 (c)(2), como proteção
contra pressão excessiva causada pela
exposição ao fogo ou outras fontes de calor
externas, devem ter uma capacidade de
alívio suficiente para evitar a pressão de
aumentar mais do 21% acima da pressão de
trabalho máxima permissível do vaso
quando todos os dispositivos de alívio de
pressão estiverem soprando.
UG 134 (d) (1)
A tolerância da pressão ajustada para
válvulas de alívio de pressão não devem
exceder t2 psi para pressões até e
incluindo 70 psi (4,8 bars) e t3% para
pressões acima de 70 psi (4,8 bars), exceto
quando cobertas por (d) (2).
UG 134 (d) (2)
A tolerâncias da pressão ajustada das
válvulas de alívio de pressão que
satisfazem UG-125 (C)(3) deve estar dentro
de –0% e +10%.





215
Folha de Especificação de Válvula de Alívio e Segurança de Pressão

01. Identificação – TAG
02. Serviço
03. Tubulação Nr. – Vaso Nr.
04. Bocal pleno – Semi bocal
05. Segurança ou Alívio
06. Convencional Fole Piloto
G
E
R
A
L

07. Tipo castelo
08. Tamanho: Entrada
Saída
09. Classe Flange ou Rosca
C
O
N
E
X
Ã
O

10. Tipo da face

11. Corpo e Castelo
12. Sede e Disco
13. Selo da sede resiliente
14. Guia e Anéis
15. Mola
16. Fole
M
A
T
E
R
I
A
I
S

17.
18. Tampa: Parafuso ou Rosca
19. Alavanca: Plana ou Gaxeta
20. Dispositivo de teste
21.
22.
O
P
Ç
Õ
E
S

23.
24. Código
25. Fogo
B
A
S
E

26.
28. Fluido e Estado
29. Capacidade requerida
30. Peso molecular Densidade
31. Pressão normal Pressão ajustada
32. Tempera.
normal
Tempera. relativa
33. Constante
34. Contrapressão Variável
35. Total
36. % Sobrepressão permissível
37. Fator sobrepressão
38. Fator compressibilidade
39. Calor latente de vaporização
40. Relação dos calores específicos
41. Viscosidade de operação
42. Pressão barométrica
D
A
D
O
S

D
E

V
A
Z
Ã
O

D
O

F
L
U
I
D
O

43.
45. Área calculada
46. Área selecionada
47. Designação do orifício
48. Fabricante

49. Número do Modelo
Notas:




216
11. Terminologia



1.Escopo
1. Fornecer terminologia e classificação
para os seguintes tipos de válvulas de
controle:
1. Movimento linear como
a) Globo
b) Gaveta
c) Diafragma
d) Pinch ou Clamp
2. Movimento rotativo, como:
a) Esfera
b) Borboleta
c) Plug
2. Fornecer terminologia e classificação
para atuadores de válvula de controle,
a) Diafragma
b) Pistão
c) Lâmina (vane)
d) Fole
e) Motor de fluido
f) Eletromecânico
g) Eletrohidráulico
h) Hidráulico
3. Fornecer terminologia e classificação
para equipamentos auxiliares de válvula
de controle.
4. Fornecer glossário para definir outros
termos comumente usados na indústria
de válvulas de controle.
Os seguintes tipos de válvulas não são
válvulas de controle:
1. Regulador – Um regulador, para
vazão, nível, pressão ou
temperatura, é uma válvula com um
atuador de posição usando um sinal
de potência gerado internamente
para mover o membro de
fechamento em relação à via ou vias
da válvula em resposta e em
proporção às variações de energia
da variável controlada. A força para
posicionar o membro de fechamento
é derivada do mesmo fluido. A
válvula de controle convencional
recebe um sinal do controlador para
sua atuação.
2. Válvula de alívio – Um termo
genérico aplicado a válvulas de
alívio, válvulas de segurança e a
válvulas de alívio de segurança.
(ANSI B95.1 ou API RP520.
3. Válvula manual – Um termo genérico
aplicado a válvulas usadas em
tubulações de processo para prover
vedação ou isolação.
2. Classificação
A classificação de válvulas, atuadores e
posicionadores é a seguinte:
3.1. Válvulas
3.2. Válvulas de controle
3.3. Atuadores
3.4. Posicionadores de válvula
Os termos apresentados a seguir se
aplicam às características físicas e de
operação de válvulas de controle e
especiais (segurança e alívio). Estas estão
de acordo com a Norma ASME 112:
Diaphragm Actuated Control Valve
Terminology, embora sejam usados termos
populares e menos precisos.


Terminologia

217




















Fig. 11.1. Válvulas





























Fig. 11.2. Válvulas de Controle

Atuada manualmente
Válvula
Atuador
Válvula de
Controle
Regulador
Posicionando
Atuada por
potência
Válvula
Válvula de alívio
Válvula de bloqueio
Terminologia padrão ISA 75-5
Globo
Válvula Pinch ou clamp
Esfera
Movimento
Rotativo
Borboleta
Plug
Segmentada
Plena
Múltiplos orifícios
Diafragma
Movimento
Linear
Gaveta
Faca
Ângulo
Três vias
Globo
Afilado
Esfera excêntrica
Cilíndrica
Terminologia

218























Fig. 11.3. Atuadores





















Fig. 11.4. Posicionadores de válvula




Atuador Motor pneumático
Eletromecânico
Elétrico
Eletrohidráulico
Pneumático
Diafragma
Fole
Lâmina
Pistão
Posicionador
Hidráulico
Posicionador
Pneumática
Elétrica
Elétrica
Entrada
Opcionais
Hidráulica
Pneumática
Saída
Pneumática
Terminologia

219
Ação
Modo como um dispositivo reage a um
determinado sinal de entrada.
Ação direta ou inversa
Ação do controlador pode ser direta ou
inversa. Ação direta do controlador é
quando a medição aumenta provocando
aumento da saída; ação inversa é quando a
medição aumenta provocando diminuição
da saída.
Ação direta da válvula de controle: a
válvula vai para a posição fechada quando
o sinal para o atuador aumenta (ar para
fechar). Ação inversa (ou reversa): a válvula
abre quando o sinal aumenta (ar para abrir).
Ação ar para abrir ou falha fechada
Ação da válvula de controle pode ser ar
para abrir ou ar para fechar. Ação ar para
abrir significa que a válvula aumenta a
abertura, com o aumento do sinal de
entrada. Em caso de falta do sinal, a válvula
fica totalmente fechada, levada pela ação
da mola.
Válvula com ação ar para abrir é também
chamada de falha fechada.
A ação ar para abrir é considerada ação
inversa da válvula.



















Fig. 11.5. Ação do atuador da válvula de controle
Ação ar para fechar ou falha aberta
Ação ar para fechar significa que a
válvula diminui a abertura, com o aumento
do sinal de entrada. Em caso de falta do
sinal, a válvula fica totalmente aberta,
levada pela ação da mola.
Válvula com ação ar para fechar é
também chamada de falha aberta.
A ação ar para fechar é considerada
ação direta da válvula.
Ação simples ou dupla
A ação do atuador pode ser simples ou
dupla. Atuador de ação simples é aquele em
que o sinal de controle age somente em
uma direção. Em um atuador com
diafragma e mola, por exemplo, a mola age
em uma direção oposta ao movimento do
diafragma. Atuadores com diafragma e
mola podem ser classificados pela direção
do movimento da haste com aumento da
pressão:
1. ar para estender a haste do atuador
2. ar para retrair a haste do atuador.
Atuador de ação dupla é aquele em que
o sinal de controle age tanto para estender
como para retrair a haste do atuador, pois
não possui mola.












Fig. 11.6. Ações do atuador com diafragma

Acessório
Equipamento não default da válvula de
controle, usado para melhorar o
desempenho ou para executar alguma
operação extra opcional. Exemplos de
acessórios: posicionador, booster,
transdutor i/p, volante, chave limite, válvula
solenóide e conjunto filtro regulador.

Terminologia

220













Fig. 11.7. Válvulas e acessórios
Altura de velocidade (velocity head)
A pressão, medida em altura de coluna
de líquido, necessária para criar uma
velocidade de fluido. Numericamente, tem-
se
g 2
v
h
2
·
onde
h é a altura de velocidade
v é a velocidade do liquido
g é a aceleração da gravidade do local
















Fig. 11.8. Altura de velocidade para a bomba
Amortecedor (Snubber)
Dispositivo que é usado para amortecer
o movimento da haste da válvula.
Geralmente conseguido por um conjunto
cilindro e pistão cheio de óleo. A haste da
válvula é fixada ao pistão e a vazão do
fluido hidráulico de um lado do pistão ao
outro é restringida.
AOV
Válvula operada a ar. Diferente de MOV
– válvula operada a motor.
ARC
Válvula com recirculação automática
auto-operada para proteção de bomba. Não
é uma válvula operada por sinal proveniente
de um controlador.














Fig. 11.9. Atuador com diafragma e mola
Atuador
Atuador é o mecanismo que fica entre o
corpo da válvula e a unidade de controle
para converter o sinal de controle em
movimento linear ou rotatório que altera a
área de passagem da válvula.
Atuador é um dispositivo acionado por
meio elétrico (eletricidade), pneumático (ar
comprimido) ou hidráulico(óleo sob pressão)
que fornece a força e o movimento para o
membro de fechamento da válvula.
Atuador é também chamado de operador
(o que deve ser evitado, para não confundir
com operador humano).
Atuador, ambiente do
Condições externas que envolvem o
atuador, incluindo temperatura, pressão
atmosférica, umidade, radioatividade,
interferência eletromagnética,
contaminantes e corrosividade da
atmosfera, vibração mecânica e sísmica
transmitida ao atuador através da tubulação
Terminologia

221
ou o calor irradiado para o atuador da
tubulação ou do corpo da válvula que
contem o fluido do processo.
Atuador, área efetiva do
Em um atuador com diafragma, é a parte
da área do diafragma que realmente produz
uma força na haste. A área efetiva do
diafragma pode variar quando ele é
acionado, geralmente sendo máxima no
inicio e mínima no fim da faixa do curso.
Atuador, Unidade de potência do
A parte do atuador que converte a
energia fluídica, elétrica ou mecânica em
movimento da haste para desenvolver um
empurrão ou rotação.
Atuador Pneumático
Um dispositivo que converte a energia de
ar comprimido em movimento. O atuador
pneumático pode ser dos tipos:
1. Diafragma
2. Pistão
3. Lamina (vane)
4. Fole
Atuador Elétrico
Um dispositivo que converte energia
elétrica em movimento.











Fig. 11.10. Válvula com atuador elétrico
Atuador digital
Atuador que recebe um protocolo (sinal)
digital de um controlador inteligente digital.
Atuador Hidráulico
Um dispositivo que converte a energia de
óleo comprimido em movimento.
Automática
Operação na válvula feita pelo
controlador, sem intervenção direta do
operador. Operação alternativa da manual.
Av
Coeficiente de vazão, no SI, onde

Av = 2,4 x 10
-5
Cv
Backlash
Um movimento relativo entre peças
mecânicas quando o movimento é revertido.
Backlash é diferente de tempo morto,
embora também provoque atraso.
Back Pressurre (contrapressão)
Qualquer pressão contrária à pressão
principal. Por exemplo, a pressão no lado de
descarga da válvula de alívio de pressão,
que pode ser constante ou variável.
Banda morta
Faixa através da qual um sinal de
entrada pode ser variado, mesmo com
inversão de sentido, sem uma variação
observável na saída.
Bench Set
A calibração em oficina da faixa da mola
do atuador de uma válvula de controle, para
considerar as forças do processo em
serviço.
Blowdown
Blowdown é a diferença entre a pressão
ajustada e a pressão de rearme (reset) da
válvula de alívio de pressão, expressa como
uma percentagem da pressão ajustada em
percentagem ou em kPa (psig).
Bomba
Uma máquina que recebe um líquido em
sua entrada e força este líquido para uma
saída, fazendo-o fluir na tubulação. A
energia de pressão da bomba é
transformada em energia de velocidade
Terminologia

222
(cinética) do líquido. A bomba é usada para
líquido e o compressor para gás.
Booster, Relé booster de sinal
Um dispositivo pneumático que amplifica
a vazão (volume) ou pressão de entrada,
usado para reduzir o atraso de tempo em
circuitos pneumáticos. Também chamado
de relé booster. O booster pode amplificar
volume, pressão ou ambos.














Fig. 11.11. Booster
Bucha (Gaxeta)
Um elemento fixo que suporta e guia o
elemento de fechamento, a haste da válvula
ou a haste do atuador. O embuchamento
suporta as cargas não axiais nestas peças e
está sujeito ao movimento relativo das
peças. Bucha é também chamada de
gaxeta.


Fig. 11.12. Bucha para vedar haste da válvula

Bypass
Caminho alternativo ou reserva para
passagem do fluido, usado tipicamente em
paralelo com a válvula ou elemento sensor
de vazão. O bypass permite a retirada da
válvula principal ou do instrumento para
manutenção e calibração. Em sistema de
transferência de custódia é proibido ou deve
ser administrado corretamente.


Fig. 11.13. Válvula de controle com bypass
Calor específico
Relação da quantidade de calor
requerida para aumentar uma massa de
material de 1 grau de temperatura para a
quantidade de calor requerida para elevar
uma igual massa de uma substância de
referência (água), a 1 grau de temperatura,
ambas medidas na mesma temperatura de
referência, usualmente a pressão constante
ou a volume constante.
Relação da capacidade termal de uma
substância para a da água. O calor
específico à pressão constante de um gás é
simbolizado como c
p
; o calor específico à
volume constante, como c
v
. A relação dos
dois (c
p
/c
v
) é chamada de relação dos
calores específicos ou fator isentrópico do
gás (k).
Capacidade de vazão
A vazão instantânea através de uma
válvula sob determinadas condições de
teste. Cfr. Coeficiente de vazão.
Terminologia

223
Característica da vazão
Característica da válvula é a relação
matemática ou gráfica entre o curso da
válvula (tomado em %) versus a vazão
instantânea (tomada em %). O termo
característica de vazão é incompleto, pois
deve ser designada como inerente ou
instalada.
Característica abertura rápida
A característica de vazão inerente em
que há uma vazão máxima com um mínimo
de abertura da válvula.
Característica igual percentagem
A característica de vazão inerente que,
para iguais incrementos do curso
especificado, dá idealmente iguais
percentagens de variação do coeficiente de
vazão (Cv) existente. Matematicamente,

ρ

× × ·

p
a C Q
1 x
x
v


Característica inerente
A relação entre a vazão instantânea
através da válvula e o curso do elemento de
fechamento, quando o elemento de
fechamento é movido da posição fechada
para o curso especificado com queda de
pressão constante através da válvula. É a
característica de projeto ou ideal da válvula.

















Fig. 11.14. Características da válvula
Característica instalada
A relação entre a vazão instantânea
através da válvula e o curso do elemento de
fechamento, quando o elemento de
fechamento é movido da posição fechada
para o curso especificado com queda de
pressão através da válvula variando pelo
sistema em que a válvula está instalada. É a
característica real da válvula.
Característica linear
A característica de vazão inerente que
pode ser representada por uma linha reta
no gráfico do coeficiente de vazão (Cv)
versus percentagem do curso especificado.
Assim, iguais incrementos de curso
fornecem iguais incrementos de coeficiente
de vazão (Cv) em queda de pressão
constante.
ρ

·
p
x C Q
v

Característica parabólica modificada
A característica de vazão inerente que
fornece fina ação de modulação em
pequeno curso do plug da válvula e
aproximadamente linear para porções
elevadas do curso da válvula. Ela está
entre a linear e a igual percentagem.
Carga viva
Termo usado em relação a um parafuso,
para designar que a tensão deste parafuso
é exercida pela mola. A carga viva
compensa as tensões que poderiam variar
quando as alterações de temperatura
provocarem variações de comprimento ou
quando as gaxetas forem comprimidas.
Castelo
Parte da válvula que liga o corpo da
válvula ao atuador. Porção da válvula que
retém a pressão, que pode guiar a haste e
contem a caixa de engaxetamento e o selo
da haste. Ele pode também fornecer a
principal abertura para a cavidade do corpo
para a montagem das partes internas ou ser
uma parte integrante do corpo da válvula.
Ele pode também fornecer a base de
fixação do atuador no corpo da válvula.
Terminologia

224













Fig. 11.15. Castelo da válvula

Castelo com Extensão
Um castelo com uma caixa de
engaxetamento que é estendida acima da
junta do castelo com o corpo da válvula
para manter a temperatura do
engaxetamento acima ou abaixo da
temperatura do fluido do processo. O
comprimento da extensão do castelo
depende da diferença entre a temperatura
do fluido e o limite de temperatura de
projeto do engaxetamento e do tipo da
válvula.


















Fig. 11.16. Castelo estendido para temperaturas
extremas


Castelo Soldado
Um castelo soldado ao corpo, em
conjunto, para fornecer uma junta com
vazamento zero. Esta construção consiste
de uma solda de baixa resistência com o
castelo fixado no corpo por outros meios
para suportar a carga de pressão do corpo
agindo na área do castelo.
Castelo com Gaxeta
Um elemento de selagem deformável
entre as superfícies de contato do corpo e
do castelo. Ele pode ser deformado pela
compressão ou energizado pela pressão do
fluido dentro do corpo da válvula.
Castelo Aparafusado
Um modo de fixar o castelo ao corpo,
com parafusos e porcas para uma junta
flangeada, parafusos rosqueados no
pescoço do castelo do corpo ou parafusos
através do flange do castelo.
Cavidade do corpo
Câmara interna do corpo da válvula
incluindo a zona do castelo e excluindo as
conexões do corpo.













Fig. 11.17. Castelo aparafusado ao corpo

Cavitação
Cavitação é o fenômeno indesejável da
passagem de líquido para gás e depois de
gás para líquido dentro da tubulação. A
cavitação tem dois estágios: o primeiro
estágio é a formação de bolhas ou
cavidades dentro do líquido; o segundo
estágio é o colapso ou implosão destas
cavidades de volta ao estado líquido.
Terminologia

225
Fenômeno parecido é o flacheamento
(flashing), quando o líquido se converte em
gás e permanece na fase gasosa, pois não
há recuperação da pressão. O que provoca
a cavitação e o flacheamento é a baixa
pressão ou a alta temperatura.












Fig. 11.18. Pressões para cavitação do líquido
Chave
A chave é um componente
eletromecânico usado para ligar, desligar
ou direcionar a corrente elétrica, através de
um acionamento mecânico manual ou
automático. A chave de duas posições é
um componente binário de circuito simples e
fundamental, com uma entrada e uma saída.
A saída é alta quando a entrada é alta e a
saída é baixa quando a entrada é baixa.
Chave manual
Chave acionada pelo operador: quando
apertada, muda os contatos. Pode ter
contatos retentivos (liga-desliga, HS) ou
contatos não retentivos (botoeira, HMS).










Fig. 11.19. Chaves limite

Chave automática
Chave que muda os contatos de saída
automaticamente, quando a variável de
entrada atinge valores predeterminados. A
chave pode ser acionada automaticamente
pela pressão (pressostato ou PS),
temperatura (termostato ou TS), nível (LS),
vazão (FS) ou posição (tag ZS).
Chave limite ou de posição
Dispositivo pneumático, hidráulico ou
principalmente elétrico que é ligado à haste
da válvula para detectar uma única e
predeterminada posição da haste. Também
chamada de chave fim de curso. Tag ZS.
Aplicada em automação e controle para
enviar sinal de confirmação de abertura ou
fechamento da válvula.
Ciclos da vida
O número mínimo especificado de
excursões totais ou parciais especificadas
que uma válvula de controle executa, sem
alterar seu desempenho e dentro das
tolerâncias nominais.












Fig. 11.20. Aplicação de chave limite na válvula

Cilindro
A câmara de um atuador a pistão onde o
pistão se move.










Fig. 11.21. Válvula com cilindro
Terminologia

226
Classe ANSI (American National
Standards Institute)
Designação tabelada de resistência para
válvulas. Tabelas mostram as pressões
máximas em várias temperaturas em que a
válvula pode operar de modo seguro e
contínuo.
Coeficiente de Bernoulli
Em qualquer vazão, se a área de
passagem é alterada, como por um redutor
ou uma expansão, há uma mudança na
velocidade e uma correspondente mudança
na pressão estática ou head. Esta
alteração de pressão é medida em unidades
de altura de coluna d'água. O coeficiente
adimensional usado para este objetivo é o
coeficiente de Bernoulli, K
B
.
Coeficiente de descarga
A relação da vazão real para a vazão
teórica, que inclui os efeitos da contração e
da turbulência.
Coeficiente de resistência
O coeficiente de resistência de uma
válvula, K, é definido como o número da
perda da pressão de velocidade devida a
válvula ou a conexão. O fator K está sempre
associado com o diâmetro em que ocorre a
velocidade, independe do fator de atrito ou
número de Reynolds e pode ser tratado
como uma constante para qualquer
obstrução dada.
Coeficiente de vazão (C
V
)
O coeficiente de vazão (Cv) da válvula é
definido como o número de galões por
minuto de água que passa através da
válvula totalmente aberta quando
submetida à uma pressão diferencial de 1
psid à temperatura de 60
o
F. Esta
constante está relacionada com a geometria
da válvula e o Cv em uma dada abertura da
válvula pode ser usado para prever a vazão.
Também chamado de capacidade de
vazão.
Coeficiente de vazão relativa
Relação do coeficiente de vazão (Cv) em
um curso estabelecido para o coeficiente de
vazão (Cv) em um curso especificado.
Também existem os coeficientes
alternativos Kv e Av, em unidades do SI.
Compressível e lncompressível
Fluido compressível é aquele que pode
ser comprimido ou ter o volume alterado
pela pressão. Gás e vapor são fluidos
compressíveis.
Fluido incompressível é aquele cujo
volume independe da pressão. O líquido é
um fluido incompressível, pois a variação de
seu volume devido à pressão é desprezível.
Um fluido incompressível pode ter o seu
volume alterado pela temperatura.
Compressor
Uma máquina usada para aumentar a
pressão de um gás ou vapor, para fazê-lo
mover em tubulação (linha de transmissão).
Usa-se compressor para gás e bomba para
líquido.
A haste que pressiona o elemento
flexível da válvula diafragma é chamada
também de compressor.
Conexão terminal
Configuração fornecida para fazer a
junção sob pressão da válvula na tubulação
que contém o fluido a ser controlado.
Conexões flangeadas
Conexões terminais da válvula com
flanges que permitem selagem da pressão
pelo encaixe nas flanges correspondentes
da tubulação. A conexão por flanges é a
mais comum e usada em válvulas com
diâmetro acima de 50 mm (2”).
Conexões soldadas
Conexões terminais de válvula unidas à
tubulação através de solda (junção pela
aplicação de calor para derreter e misturar
dois metais, com ou sem um terceiro metal.
Aplicações com pressão muito alta ou com
fluidos tóxicos ou flamáveis utilizam válvulas
soldadas à tubulação.

Terminologia

227











Fig. 11.22. Válvula com conexão flangeada











Fig. 11.23. Válvula plug com conexão rosqueada

Conexões rosqueadas
Conexões terminais de válvula com
roscas, macho ou fêmea. Válvulas
pequenas tipicamente são rosqueadas.
Corpo
Corpo é a parte da válvula que contem o
fluido. O corpo possui entrada e saída,
fornecendo as conexões para a tubulação, o
caminho de passagem para o fluido e pode
suportar as superfícies da sede e o membro
de fechamento da válvula. O corpo é parte
da válvula sujeita ao limite de pressão e
temperatura.
Corpo dividido (split)
Um corpo dividido em duas metades por
um plano contendo o eixo da vazão
longitudinal.
Corpo revestido
Um corpo de válvula em que se aplica
um revestimento protetor nas superfícies
internas pressurizadas ou expostas ao
fluido.


















Fig. 11.24. Partes fundamentais da válvula
Corpo wafer
Um corpo cujas superfícies terminais
casa com os flanges da tubulação. É
localizado e sanduíchado entre os flanges
da tubulação por parafusos longos
transpassantes de flange para flange.
Corpo wafer é também chamado de sem
flange.
Curso (travel, stroke)
A quantidade de movimento do elemento
de fechamento da posição fechada para
uma posição intermediária ou a posição
totalmente aberta nominal. Característica
do curso é a relação entre o sinal de
entrada e o curso. Curso especificado é a
quantidade de movimento do elemento de
fechamento da válvula da posição
totalmente fechada para a posição
totalmente aberta especificada.
Curso, Indicador do
Um ponteiro, colocado próximo do
conector da haste da válvula, para indicar a
posição do plug da válvula.
Curso, Escala do
Régua graduada colocada no pedestal
da válvula, onde o ponteiro se move
relativamente para indicar o curso da
válvula.
Terminologia

228













Fig. 11.25. Atuador com indicador do curso
Desbalanceada, Dinâmica
A força resultante produzida na haste da
válvula em qualquer dada posição aberta
pela pressão do fluido atuando no elemento
de fechamento e haste dentro dos limites de
pressão com o elemento de fechamento em
uma abertura especificada e com condições
de vazão especificadas.
Desbalanceada, Estática
A força resultante produzida na haste da
válvula em qualquer dada posição aberta
pela pressão do fluido atuando no elemento
de fechamento e haste dentro dos limites de
pressão com o elemento de fechamento em
uma abertura especificada e com o fluido
em repouso e com as condições de pressão
especificadas.



Fig. 11.26. Forças balanceadas e não balanceadas no
disco da válvula borboleta
Diafragma
Um elemento flexível que responde à
pressão para transmitir força à sua placa e
à haste do atuador.












Fig. 11.27. Atuador com diafragma e mola

Disco
Elemento padrão de fechamento, que
gira em torno de um eixo.
Disco, Formatos
O disco pode ter vários formatos:
1. Plano
2. Abaulado
3. Canto assimétrico
4. Contornado
5. Faca
6. Flautado
Disco, Orientação
O disco pode ter várias orientações:
1. alinhado
2. alinhado com haste deslocada
3. deslocado (offset)
4. com cam
5. sede em ângulo
6. disco deslocado











Fig. 11.28. Formatos típicos do disco
Terminologia

229







Fig. 11.29. Orientações típicas do disco

Disco de Ruptura
Disco de ruptura é um diafragma de
metal fino, mantido entre dois flanges. Sua
função é a de falhar a uma predeterminada
pressão, tendo essencialmente a mesma
função de uma válvula de alívio de pressão.
Tag: PSE (elemento de segurança de
pressão)













Fig. 11.29. Disco de ruptura intacto e rompido

Distúrbio
Uma variação indesejável que ocorre no
processo, afetando desfavoravelmente o
valor da variável controlada, afastando-o do
valor ajustado. O distúrbio mais evidente
que afeta a válvula é uma alteração na
queda de pressão através dela.
Drift (desvio)
Drift ou desvio é uma variação na saída,
durante um período de tempo, com a
entrada constante. Afastamento da
condição calibração ou de operação
nominal, expressa em % por tempo.
Eixo
A porção do conjunto de válvula de
controle rotatória, em torno do qual o
elemento de fechamento gira. A rotação da
posição do disco ou esfera na vazão do
fluido controla a quantidade que pode
passar através da válvula. O eixo na válvula
rotativa corresponde à haste na válvula
globo com plug.
Elemento de Fechamento
Elemento (ou membro) de fechamento é
o dispositivo móvel que altera a área de
passagem do fluido dentro da válvula. Ele
pode ser basicamente de movimento linear
de translação ou de rotação. Ele pode ser
envolvido pela gaiola.












Fig. 11.30. Válvula borboleta com elemento de
fechamento

Elemento: Disco
Uma peça circular e plana que modifica a
vazão com movimento linear ou rotatório.
Elemento de abertura variável padrão da
válvula borboleta. Os altos torques
dinâmicos geralmente limitam a rotação do
disco até 60 graus.
Elemento: Esfera
Uma peça com formato esférico que usa
uma porção da superfície esférica ou um
caminho interno para modificar a vazão com
um movimento rotatório.
Elemento: Gaveta
Um elemento deslizante plano que
modifica a vazão com movimento linear
através do caminho da vazão.
Terminologia

230
Elemento: Plug
Uma peça cilíndrica móvel cujo
movimento linear fornece uma restrição
variável na entrada. O plug possui forma
afinada cilíndrica ou cônica, determinando a
característica de vazão da válvula. O plug é
também chamado de obturador.










Fig. 11.31. Formatos de plug de válvula globo

Elemento final de controle
O elemento em um sistema de controle
que varia diretamente o valor da variável
manipulada. Dispositivo que manipula uma
equipamento físico, como bomba,
compressor, elemento de aquecimento,
regulador auto-operado.
A válvula de controle é o mais comum
elemento final; outros elementos incluem:
damper, alavanca, motor com conversor de
freqüência, resistência elétrica de
aquecimento, bomba dosadora .


















Fig. 11.32. Válvula como elemento final de controle

Emperramento (stiction)
Resistência para iniciar ou fazer um
movimento.
Entrada
A abertura terminal do corpo através da
qual o fluido entra na válvula. O oposto à
entrada é a saída, abertura terminal do
corpo através da qual o fluido sai da
válvula. O mais comum é se ter uma
entrada e uma saída; o menos comum é se
ter uma entrada e duas saídas
(convergente) ou duas entradas e uma
saída (divergente).












Fig. 11.33. Entrada e saída de válvula de duas vias

Equipamento Adjacente
Qualquer equipamento auxiliar que pode
ser montado adjacente à válvula ou ao seu
atuador.
Equipamento Auxiliar
Equipamento auxiliar é todo dispositivo
que deve ser colocado na válvula ou no
atuador.
Estados correspondentes
Um princípio que estabelece que duas
substâncias devem ter propriedades
similares em condições correspondentes
com referência a alguma propriedade
básica, por exemplo, pressão e temperatura
críticas.
Terminologia

231
Exatidão (accuracy)
Proximidade do valor real de uma
grandeza de seu valor verdadeiro. Exatidão
de uma medição está associada com os
erros sistemáticos e com a calibração do
instrumento. Cfr. Precisão
Falha
Condição indesejável que ocorre quando
o equipamento deixa de executar sua
função pretendida. No caso de válvula, a
falha mais freqüente é a falta do sinal de
atuação.
Falha Fechada (Fail Close)
Condição em que o elemento de
fechamento da válvula move para a posição
fechada quando a fonte de energia de
atuação falha. Ação também chamada de
ar-para-abrir. Veja normalmente fechada.
Falha Aberta (Fail Open)
Condição em que o elemento de
fechamento da válvula move para a posição
aberta quando a fonte de energia de
atuação falha. Ação também chamada de
ar-para-fechar. Veja normalmente aberta.
Falha Segura
Válvula de falha segura (fail safe valve)
é aquela que vai para a condição segura do
sistema (totalmente aberta ou totalmente
fechada ou permanecer na última posição)
em caso de ocorrência de falha.
Fator de compressibilidade
O fator usado para compensar o desvio
das leis dos gases perfeitos. Se as leis dos
gases são usadas para computar a
densidade do gás, o valor computado deve
ser ajustado pelo fator de compressibilidade
Z para obter a densidade verdadeira. O
fator de compressibilidade é quanto o gás
real se afasta do gás ideal. Na equação dos
gases,

pV = Z n R T
Fator de Recuperação da Pressão
(FL)
A relação do coeficiente de vazão da
válvula (Cv) baseado na queda de pressão
na vena contracta para o coeficiente de
vazão usual que é baseado na queda de
pressão total da válvula em um líquido que
não se vaporiza. Este coeficiente compara
os coeficientes de descarga da vena
contracta com o da tubulação.
Fechamento na extremidade morta
Um termo não padronizado que aparece
na norma ANSI Bl 6.104 relacionado com as
classes de vedação.
Fim de curso mecânico
Um meio mecânico para limitar o curso
da haste da válvula.
Flacheamento (Flashing)
Flacheamento é o fenômeno indesejável
da passagem de líquido para gás dentro da
tubulação, provocado pelo abaixamento da
pressão ou elevação da temperatura.
Fenômeno parecido é a cavitação, quando
o líquido se converte em gás e volta a ser
líquido, por causa da recuperação da
pressão, na tubulação.














Fig. 11.34. Fenômeno do flacheamento

Terminologia

232
Flange
Tipo de conexão consistindo de uma
chapa com furos, através dos quais
parafusos e porcas podem fixar peças ou
dispositivos.
A união por flanges consiste em um par
de flanges: um soldado na tubulação e outro
na válvula e as duas extremidades são
fixadas por parafusos e porcas.
O número de furos (4, 8 ou outro) para
fixação do flange depende da classe
(pressão) do flange.
Face do flange é a superfície acabada
da conexão terminal onde se coloca a
gaxeta na válvula. A face pode ser plana,
com ressalto, com junção de anel e
especial.
Flange inferior
Uma peça que fecha uma abertura do
corpo da válvula oposta à abertura do
castelo. Ele pode envolver uma bucha guia
ou servir para permitir a ação inversa da
válvula. Em válvulas de três vias, o flange
inferior pode fornecer a conexão inferior da
vazão e seu assento.
Gaiola
Uma peça na válvula globo envolvendo o
elemento de fechamento para fornecer
alinhamento e facilitar a montagem de
outras peças do trim da válvula. As paredes
da gaiola contem aberturas que usualmente
determinam a característica da vazão da
válvula.









Fig. 11.35. Gaiolas com abertura caracterizada
Ganho da válvula de controle
O ganho dinâmico da válvula é a
relação entre a variação de vazão sobre a
variação da sua haste:
x
Q
G
v


·
O ganho pode ser também a inclinação
da curva da característica inerente ou
instalada da vazão da válvula.
Gás ideal
É um gás hipotético caracterizado por
obedecer precisamente a equação do gás
perfeito, pV = nRT. O gás perfeito e o gás
ideal ambos possuem fator de
compressibilidade igual a 1. O gás perfeito
tem calor específico constante e
independente da pressão e da temperatura.
O gás ideal tem o calor específico
dependente da temperatura e independente
da pressão. O gás real tem fator de
compressibilidade menor que 1 e a equação
do gás fica pV = ZNRT, onde Z é o fator de
compressibilidade.
Gaxeta
Cfr. Bucha.
Golpe de Aríete
O choque hidráulico da linha, martelo
d'água ou golpe de aríete é o aparecimento
de uma alta contrapressão, que ocorre
quando a velocidade do líquido é
repentinamente diminuída, como quando
uma válvula é fechada rapidamente. Esta
alta pressão a montante do local onde
ocorre o golpe de aríete pode danificar
válvulas, sensores de vazão ou tubulações.
Guia
Meio através do qual o plug é alinhado
com a sede e mantido estável através de
seu movimento. O guia é mantido
rigidamente no corpo ou no castelo.
Guia da haste
Um embuchamento guia colocado junto à
haste da válvula e alinhado com a sede.
Guia da gaiola
Um plug da válvula colocado no diâmetro
interno da gaiola para alinhar o plug com a
sede.
Terminologia

233












Fig. 11.36. Válvula guiada pela haste
Guia do poste
Embuchamento guia fixado ao poste ou
extensão, maior que a haste da válvula e
alinhado com a sede.
Guia da porta
Um plug de válvula com asas ou orla
fixado ao furo do anel da sede














Fig. 11.37. Válvula guiada pela gaiola

Haste
A barra, eixo ou agulha que liga o
atuador da válvula com o elemento de
fechamento. O movimento do plug colocado
na extremidade da haste varia a área de
passagem da válvula.
Histerese
A propriedade de um elemento ter sua
saída dependente do sentido e da história
anterior da excursão da entrada, ou seja,
para um mesmo valor da entrada, a saída é
diferente e depende se a entrada está
aumentando ou diminuindo. Histerese é
diferente de banda morta.
Indicador do curso
Um meio de indicação externa da
posição da posição do elemento de
fechamento, tipicamente em termos de
percentagem da abertura. Pode ser um
indicador visual ao lado da haste da válvula
ou pode ser um indicador remoto por meio
de transmissor ou elo apropriado. O
indicador do curso tem uma escala ou placa
aparafusada à válvula e marcada com
graduações para indicar a posição de
abertura da válvula.
Kv
Coeficiente de vazão, alternativo, em
unidades do SI.
Kv = 8,65 x 10
-1
Cv
Lift
Lift é levantamento. Lift é a elevação do
disco da válvula na válvula de alívio de
pressão.
Linearidade
A proximidade de uma curva à linha reta.
A linearidade é um dos parâmetros da
precisão.
Manual
Atuação na válvula feita pelo operador. A
operação manual pode ser única ou pode
ser reserva da operação automática. A
atuação manual pode ser feita através de
volante, volante com corrente, chave ou
através da estação manual de controle, que
é reserva da estação automática.










Fig. 11.38. Atuação manual na válvula
Terminologia

234
Modulação
A ação de manter uma quantidade ou
qualidade em proporção ou valor
apropriado. A ação para regular a vazão do
fluido através da válvula, restringindo a
abertura do orifício. Em inglês, throttling.
MOV
Válvula operada por motor. Tipicamente
usada para isolação liga-desliga atuada por
motor e também usada em controle contínuo
com atuador de motor.
Número de Reynolds
Um critério adimensional da natureza da
vazão em tubulações. É proporcional à
relação das forças dinâmicas para as forças
viscosas. Numericamente, o número de
Reynolds, Re, vale

µ
ρ
·
vL
Re

onde
v é a velocidade do fluido
L é a distância crítica
ρ é a densidade do fluido
g é a viscosidade absoluta do fluido
Obturador
Cfr. Elemento de fechamento: plug.
Orifício de Controle da Vazão
A parte do caminho da vazão que, com o
elemento de fechamento, modifica a vazão
através da válvula. O orifício pode ser
fornecido com uma superfície de
assentamento, a ser contatada pelo
elemento de fechamento para fornecer uma
vedação completa ou limitar o vazamento.
Orifício V
Orifício V que permite um controle de
vazão caracterizado quando a gaveta se
move em relação à abertura V fixa. Também
chamado de corte V.
Orifícios múltiplos
Orifício múltiplo consiste de um elemento
móvel (gaveta) que desliza reciprocamente
contra um elemento fixo (placa). Ambos os
elementos contem vários orifícios que
emparelham e a área à alterada quando a
gaveta desliza.










Fig. 11.39. Orifícios múltiplos

OSHA
Acróstico de Occupational Safety and
Health Act, conjunto de normas e órgão que
cuida da segurança e da saúde ocupacional
do trabalhador americano.
Override do sinal
Dispositivo que superpõe o efeito do
sinal de controle para o atuador da válvula
para fazer o elemento de fechamento
permanecer parado ou assumir uma posição
predeterminada.
Pedestal (yoke)
Uma estrutura que suporta rigidamente o
conjunto castelo e atuador. Opcionalmente,
o pedestal pode alojar o indicador (escala e
ponteiro) do curso da válvula.
Pistão
Um elemento móvel que responde à
pressão para transmitir força.
Terminologia

235












Fig. 11.40. Placa e etiqueta de dados

Plaqueta de dados
Uma placa que contem o nome do
fabricante e outras informações
relacionadas com o produto, sua aplicação
e limitações em determinado processo.
Também chamada de nameplate, dataplate,
placa de identificação ou placa de dados.
















Fig. 11.41. Válvula com posicionador
Posicionador
Um controlador de posição que é
mecanicamente ligado a parte móvel do
elemento final e controle ou seu atuador e
automaticamente ajusta sua saída de
pressão para o atuador de modo a manter
uma posição desejada que mantém uma
relação predeterminada com o sinal de
entrada.
O posicionador pode ser usado para
1. modificar a ação da válvula
(posicionador inversor),
2. estender o sinal do controlador
(posicionador split range),
3. aumentar a pressão para o atuador
da válvula (posicionador
amplificador) ou
4. modificar a característica de vazão
da válvula de controle (posicionador
caracterizado).
O posicionador pode ter ação simples
(uma saída) ou dupla (duas saídas, uma
direta e outra inversa).
Há vários tipos de posicionadores,
dependendo de suas entradas e saídas:
pneumática, elétrica, hidráulica e digital.
Posicionador digital
Dispositivo montado no atuador da
válvula, que recebe um sinal (protocolo)
digital de um sistema de controle digital. O
posicionador compara o sinal digital com a
posição do elemento de fechamento da
válvula e ajusta a saída do atuador da
válvula para fazer o percurso do elemento
de fechamento concordar com o sinal de
entrada.


















Fig. 11.42. Operação de um posicionador de válvula

Precisão (precision)
Grau de dispersão de várias medidas
replicadas de um mesmo valor em torno do
valor médio esperado. A precisão de uma
Terminologia

236
medição está associada com os erros
aleatórios e com a manutenção do
instrumento. Atualmente, o nome preferido é
repetitividade.
Os parâmetros da precisão incluem a
reprodutitividade, linearidade, histerese,
banda morta e drift.
Pressão
Quantidade física definida como a
relação entre força e área:
A
F
P ·

A unidade SI é o pascal (Pa), como:
2
m 1
N 1
Pa 1 ·
Pressão de Ajuste para Líquido
Em uma válvula de alívio ou de
segurança para serviço em líquido, a
pressão de ajuste em psig é considerada a
pressão de entrada em que a válvula
começa a descarregar sob as condições de
serviço.
Pressão de Ajuste para Gás ou Vapor
Em uma válvula de alívio ou de
segurança para serviço em gás, vapor ou
vapor d'água, a pressão de ajuste em kPa G
é considerada a pressão de entrada em que
a válvula descarrega (abre) totalmente, sob
as condições de serviço.
Pressão Diferencial de Ajuste
A pressão diferencial em kPa entre a
pressão ajustada e a pressão constante
super imposta. É aplicada apenas quando
uma válvula convencional de segurança
está sendo usada em serviço contra uma
backpressure constante.
Pressão de Operação
A pressão de operação do vaso é a
pressão em kPa G em que o vaso está
usualmente sujeito em serviço. Um vaso é
usualmente projetado para uma pressão de
trabalho máxima permissível, em kPa G,
com uma grande margem acima da pressão
de operação, de modo a evitar a operação
indesejável dos dispositivos de alívio.
Pressão Máxima de Operação
Todo vaso operando em excesso de 100
kPa (15 psig) deve ser projetado e
construído de acordo com o código ASME,
seção VIII. Tal vazão deve ter uma plaqueta
indicando a máxima pressão de operação
permissível coincidente com a máxima
temperatura de operação permissível. O
vaso não pode ser operado acima destas
condições especificadas e
consequentemente, esta é mais alta
pressão em que a válvula de alívio principal
é ajustada para abrir. Como a temperatura
de operação afeta a pressão permissível,
uma redução na temperatura permite um
aumento na pressão de operação. Também,
um aumento na temperatura resulta em uma
redução na pressão de operação
permissível.
Pressão crítica
A pressão de equilíbrio de um fluido que
está em sua temperatura crítica. Acima da
pressão e temperatura críticas o gás não
pode ser liqüefeito.
Pressão de trabalho fria (CWP – cold
working pressure)
A máxima pressão especificada de uma
válvula ou conexão coincidente com a
temperatura ambiente, geralmente entre -30
a 40
o
C (-20 a 100
o
F). Raramente usado
em válvula de controle.
Pressão de vapor
A pressão de equilíbrio que existe em um
espaço confinado acima de um líquido. À
uma temperatura, a pressão em que o
líquido muda para o estado gasoso ou se
evapora.
Queda de pressão
Pressão diferencial entre entrada e saída
da válvula de controle. Sempre que a queda
de pressão através da válvula cai abaixo da
pressão de vapor do liquido que passa por
ela, o liquido entra em cavitação (vaporiza e
depois volta a ficar liquido, por causa da
recuperação de pressão) ou flacheamento
(líquido vaporiza e permanece gás).

Terminologia

237











Fig. 11.43. Operação normal da válvula, com a
pressão acima da pressão de vapor do líquido

Rangeabilidade da válvula
A rangeabilidade instalada pode ser
definida como a relação da máxima para a
mínima vazão em que os coeficientes de
vazão instalados não excedem determinado
limite estabelecido. A rangeabilidade
inerente é a propriedade da válvula sozinha,
definida como a relação do máximo para o
mínimo coeficiente de vazão entre os quais
o ganho da válvula não se desvia de um
ganho especificado por alguma tolerância
determinada. Na prática, é a relação da
máxima sobre a mínima vazão que a válvula
fornece controle, dentro de determinados
limites de tolerância. Também chamado de
turndown, embora haja uma pequena
diferença entre estes nomes.


l controláve mínima vazão
máxima normal vazão
Turndown ·




l controláve mínima vazão
el conotroláv máxima vazão
dade Rangeabili ·


Recuperação
Medida da queda de pressão
permanente através da válvula. A pressão
de saída da válvula é sempre menor que a
pressão de entrada, pois há perda no seu
interior, devido à dissipação de energia.
Alta recuperação
Projeto de válvula que dissipa
relativamente pouca energia do processo,
por causa de seu contorno interno suave e
mínima turbulência de vazão. Por isso, a
pressão a jusante da vena contracta da
válvula recupera uma alta percentagem do
seu valor de entrada. Uma válvula esfera de
passagem reta é uma válvula de alta
recuperação.
Baixa recuperação
Projeto de válvula que dissipa
relativamente muita energia do processo,
por causa de seu contorno interno abrupto e
máxima turbulência de vazão. Por isso, a
pressão a jusante da vena contracta da
válvula recupera uma pequena
percentagem do seu valor de entrada. Uma
válvula globo convencional é uma válvula
de baixa recuperação.












(a) Alta recuperação (b) Baixa recuperação

Fig. 11.44. Válvulas e recuperação de pressão
Redutor e Expansão
Conexão de tubulação usada para
acoplar uma tubulação de um diâmetro a
outra tubulação de menor diâmetro. Como
tipicamente o diâmetro da válvula é menor
que o da tubulação, é muito comum o uso
de redutores para instalar a válvula na
tubulação. Expansão é uma conexão de
tubulação idêntica ao redutor exceto que é
invertida. No redutor a entrada é maior que
a saída, na expansão, a saída é maior que a
entrada.
Terminologia

238











Fig. 11.45. Uso de redutores em instalação de válvula
em tubulação de maior diâmetro


Resistência Hidráulica
Resistência hidráulica ou resistência
acústica é a variação da queda de pressão
na válvula pela variação da vazão:

dQ
dp
R ·
Resolução
O menor intervalo entre dois detalhes
discretos adjacentes que podem ser
distinguidos entre si.
Rosca
Filetes contínuos em duas peças, uma
macho (externa) e outra fêmea (interna),
usadas para conexão.
Rosca NPS – (National Pipe Straight)
Tubulação e rosca usada em conduítes
elétricos, onde a conexão rosqueada é feita
sem pressão e sem vedação completa.
Rosca NPT – (National Pipe Taper)
Uma rosca com junta em polegada:
tubulação macho e terminais da válvula
fêmea. As juntas são vedadas a pressão.
Rotatória
Tipos de válvulas com um elemento de
fechamento que gira em torno de um eixo
para modificar a vazão através da válvula.
É possível colocar na válvula um
dispositivo para evitar a rotação da haste do
atuador linear ou da válvula.













Fig. 11.46. Válvula com elemento rotatório

Ruído
Ruído sonoro é um som indesejável e
perturbador ao ouvido humano. O ruído está
sempre associado a um sinal, perturbando-
o. O ruído da válvula de controle pode ser
causado por:
1. vazão turbulenta do líquido
2. vazão aerodinâmica
3. cavitação da vazão do líquido
4. vibração mecânica
Schedule da Tubulação
A espessura da parede é expressa em
número de Schedule, que pode assumir os
valores discretos de 10, 20, 30, 40, 60, 80,
100, 120, 140 e 160. Quanto maior o
número do Schedule, mais espessa é a
parede do tubo.
Sede
A porção do corpo da válvula onde o
plug se move para fornecer a passagem
variável. Quando o plug se assenta na
sede, a válvula fica fechada.
Sede simples
Válvula globo cujo interior possui um
único caminho de passagem da vazão.
Válvula apropriada para vedação.
Terminologia

239
Sede dupla
Válvula globo cujo interior possui dois
caminhos de passagem da vazão e portanto
com plug duplo. Válvula requer menor
pressão de atuação.
Sede integral
Um orifício de controle de vazão e sede
que é uma parte integral material do corpo
ou gaiola ou pode ser construído do
material adicionado ao corpo ou gaiola.













Fig. 11.47. Válvula globo com sede simples e dupla

Selos da Haste
Partes necessárias para efetuar um selo
para a pressão em torno da haste, enquanto
permite o movimento suave da haste.
Caixa de engaxetamento
Uma câmara contida no castelo
envolvendo a haste e contendo gaxetas ou
outra peças de selagem da haste.
Packing
Um sistema de selagem consistindo de
material deformável de um ou mais
elementos de contato contido em uma caixa
de engaxetamento que pode ter um meio
ajustável de compressão para obter ou
manter um selo de pressão efetivo.
Sede traseira (back seat)
Uma superfície de assentamento na área
do castelo que junta com o elemento de
fechamento ou a haste da válvula na
posição extrema de abertura para fornecer
uma isolação de pressão do selo da haste.
Selagem dupla de válvula
Válvula com um material resiliente para o
selo primário e uma sede metal-metal como
selo secundário.
Selo da haste com fole
Um elemento flexível, corrugado, de
parede fina que faz um selo entre a haste e
o castelo e permite o movimento da haste
enquanto mantém um selo positivo.
Selo da haste energizado de pressão
Uma peça ou material de engaxetamento
deformável pela pressão do fluido que
suporta a haste para fazer um selo rigoroso.














Fig. 11.48. Engaxetamento e revestimento da válvula
Sensitividade
A relação da variação da saída com a
variação da entrada que faz a saída variar
depois de ter atingido o regime permanente.
Sobrepressão
A sobre pressão (overpressure) é o
aumento da pressão, além da pressão
ajustada no dispositivo de alívio principal. É
o mesmo que acumulação, somente quando
o dispositivo de alívio é ajustado na máxima
pressão de operação permissível do vaso.
Suprimento
Qualquer tipo de alimentação necessária
para o funcionamento de um equipamento.
Também chamado de fonte de alimentação.
Os principais tipos de energia envolvidos
são elétrica, pneumática e hidráulica.
Terminologia

240
Suprimento de ar
Um dispositivo que é usado para
controlar a pressão de ar pneumático para o
atuador da válvula e seus auxiliares.














Fig. 11.49. Alimentação de transmissor pneumático

Temperatura crítica
A temperatura de um fluido acima da qual
o gás não pode ser liqüefeito apenas por
aumento de pressão
Tempo de curso
O tempo necessário para meio cicio de
curso em condições especificadas.
Transdutor
Um equipamento que converte uma
forma de sinal em outro. Em
instrumentação, o instrumento que converte
o sinal padrão pneumático em elétrico (p/i) e
vice versa (i/p)














Fig. 11.50. Transdutor i/p e posicionador na válvula
Trim
As peças internas de uma válvula que
estão em contato com o fluido controlado do
processo. Exemplos são o plug, anel da
sede, gaiola, haste e as peças usadas para
fixar a haste ao plug. O corpo, castelo,
flange inferior, meios de guia e gaxetas não
são considerados parte do trim.












Fig. .10.51. Trim: haste, plug, sede e anel

Trim anticavitação
Uma combinação de plug e anel da sede
ou plug e gaiola que, por sua geometria,
permite operação sem cavitação ou reduz a
tendência para cavitar, minimizando assim o
dano para as peças da válvula e para a
tubulação a jusante.
Trim anti-ruído
Uma combinação de plug e anel da sede
ou plug e gaiola que, por sua geometria,
permite uma operação sem cavitação e
minimiza o dano para a válvula e a
tubulação a jusante. trim balanceado é um
arranjo de sedes e plug ou combinação de
plug, gaiola, selos e sedes que tende a
equalizar a pressão acima e abaixo do plug
da válvula para minimizar as forças
estáticas e dinâmicas da vazão do fluido
que agem ao longo do eixo da haste de uma
válvula globo. trim resistente a erosão é
feito totalmente ou revestido de material
duro para resistir aos efeitos erosivos da
vazão do fluido. trim com sede mole é feito
de material elastômero, plástico ou outro
material facilmente deformável usado no
plug da válvula ou no anel da sede para
fornecer vedação completa com a mínima
força no atuador.
Terminologia

241



Fig. 11.52. Gaiola especial para diminuir ruído na
válvula

Trim balanceado
Um arranjo de vias e plug ou combinação
de plug, gaiola, selos e vias que tende a
equalizar a pressão acima e abaixo do plug
da válvula para minimizar as forças
estáticas e dinâmicas da vazão do fluido
agindo ao longo do eixo da haste de uma
válvula globo.
Trim com sede macia
Trim da válvula globo com um material
elastômero, plástico ou outro deformável
usado para prover vedação total com
mínima força de atuação.
Trim resistente à erosão
Trim da válvula que foi construído ou
recoberto de material muito duro para
resistir aos efeitos erosivos da vazão do
fluido controlado.
Troubleshooting
Troubleshooting é uma pesquisa
organizada de encontrar defeito de um
equipamento e corrigi-lo. O defeito de uma
válvula pode ser de projeto, construção,
instalação ou pode aparecer durante a
operação.



Fig. 11.53. Defeitos potenciais na válvula de controle

3. Tubulação
Tubulação ou linha é o condutor
destinado a transportar os fluidos numa
indústria. A secção transversal padrão da
tabulação é teoricamente circular. Os fluidos
podem ser líquidos viscosos, com sólidos
em suspensão, sólidos fluidizados, gases,
vapores ou vapor d'água.
Válvula
Válvula é um dispositivo usado para o
controle de vazão de fluido, consistindo de
um conjunto de retenção do fluido, uma ou
mais sedes entre as aberturas terminais e
um membro de fechamento móvel que abre,
restringe ou fecha a sede ou as sedes.












Fig. 11.54. Válvulas de controle

Válvula Agulha
Válvula globo para vazões muito
pequenas, cujo plug fino é parecido com
uma agulha.
Terminologia

242
Válvula de Alívio
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula, que abre
proporcionalmente ao aumento da pressão
sobre a pressão de abertura. É usada
principalmente com líquidos (fluidos não-
compressíveis).
Válvula de Alívio de Pressão
Um termo genérico aplicado a válvula de
alívio, válvula de segurança ou de
segurança e alívio, designando uma válvula
que é um dispositivo automático de alívio de
pressão.












Fig. 11.55. Válvula de alívio de pressão
Válvula Ângulo
Uma construção de válvula tendo
conexões de entrada e saída em planos
diferentes, usualmente perpendiculares.












Fig. 11.56. Válvula ângulo


Válvula Borboleta
Uma válvula com um corpo circular e o
elemento de fechamento é um disco com
movimento rotatório, cujo eixo é suportado
por sua haste.
A válvula borboleta pode ter corpo tipo
wafer (sem flange), corpo dividido, revestido
ou não.
As orientações do disco podem ser:
alinhada, alinhada com a haste de canto,
deslocado, com cam, com sede angular.
O formato do disco podem ser: plano,
com canto assimétrico, abaulado, com
contorno, tipo faca, tipo flauta.



Fig. 11.57. Válvula borboleta
Válvula Controle
Um equipamento operado por potência
que modifica a vazão instantânea do fluido
em um sistema de controle de processo,
que consiste de uma válvula conectada a
um mecanismo atuador que é capaz de
mudar a posição de um elemento de
controle de vazão na válvula em reposta a
um sinal de um sistema de controle.











Fig. 11.58. Válvula de controle na malha

Válvula Diafragma
Uma válvula com um elemento de
fechamento com movimento linear flexível
que é forçado no caminho de passagem da
vazão do corpo pelo atuador. O corpo da
Terminologia

243
válvula tem um formato de calha, com um
contorno elevado em contato com o
diafragma para fechar a vazão do fluido.
Também chamada de válvula Saunders.














Fig. 11.59. Válvula diafragma ou Saunders

Válvula Disco
Válvula com um elemento de fechamento
que consiste de um disco que move em
rotação contra um disco estacionário, cada
disco tendo passagens de vazão através
dele.
Válvula Esfera
Válvula que modifica a vazão através de
um movimento rotatório do elemento de
fechamento, que é uma esfera com uma
passagem interna ou um segmento de
superfície esférica.
O seu corpo pode ter uma, duas ou três
peças. A esfera pode ser segmentada,
total, com três vias ou flutuante.
A esfera segmentada é um pedaço de
uma superfície esférica que tem um lado
com contorno especial para dar uma
característica específica de vazão.










Fig. 11.60. Válvula esfera


A esfera total é uma superfície esférica
completa com um furo de passagem através
dela. A passagem da vazão pode ser direta,
contornada ou modificada para dar uma
característica de vazão específica.
A válvula esfera de três vias tem um
elemento de fechamento com uma
superfície esférica com uma ou mais
passagens de vazão através dela.
A esfera flutuante tem uma superfície
esférica total posicionada dentro da válvula
que contata os dois anéis da sede e é livre
de se mover na direção do anel oposto à
fonte da pressão, quando na posição
fechada para efetuar a vedação total.
Válvula Gaveta
Uma válvula cujo elemento de
fechamento tem movimento linear e é uma
porta plana que pode ser movida dentro ou
fora do jato da vazão. Ela tem um caminho
de vazão direto e reto.














Fig. 11.61. Válvula gaveta

Válvula gaveta com castelo fecha a porta
dentro do limite de pressão quando na
posição aberta. O engaxetamento é feito na
haste. Válvula gaveta sem castelo tem
engaxetamento entre a gaveta e o corpo, de
modo que a gaveta estende para fora do
limite de pressão na posição aberta.
Válvula Globo
Uma válvula com um elemento de
fechamento com movimento linear, com uma
ou mais sedes e um corpo com um formato
de cavidade globular em torno da sede.
Terminologia

244
A válvula globo pode ser classificada
pelo
1. número de sedes (simples ou dupla),
2. planos da entrada e saída (ângulo
ou passagem reta),
3. guia (haste ou gaiola)
4. forças atuantes (balanceada ou não
balanceada).





















Fig. 11.62. Válvula globo


Válvula Isolação
Válvula operada manualmente para
bloquear a passagem do fluido. Também
chamada de válvula de bloqueio.
Geralmente se instala uma válvula de
controle entre duas válvulas de bloqueio,
para permitir sua retirada para manutenção
e calibração.
Válvula Jaquetada
Um corpo de válvula com uma parede
dupla formando uma passagem para um
meio de aquecimento, resfriamento ou
vácuo.
Válvula Pinch (ou Clamp)
Válvula consistindo de um elemento
tubular de elastômero flexível ligado a duas
extremidades rígidas por onde o fluido
passa e cujo controle ou fechamento da
vazão é conseguido pelo aperto do
elemento flexível em um contato de
selagem. O elemento flexível pode ser
reforçado e pode ser envolvido por um
limitador que retém a pressão consistindo
de uma câmara de metal com a caixa de
engaxetamento da haste. O aperto do
elemento flexível pode ser feito por
1. uma haste móvel e um suporte fixo
2. duas hastes diametralmente opostas
3. uma fonte separada da pressão do
fluido aplicada a um anel envolvendo o
elemento flexível.
Uma válvula clamp é uma válvula pinch
mas com braçadeiras e insertos com
formato especial para fornecer alívio de
tensão na área dobrada do elemento
tubular.










Fig. 11.63. Válvula pinch


Válvula Plug (macho)
Válvula com um elemento de fechamento
que pode ter formato cilíndrico, cônico ou
segmento esférico e pode ser posicionado
fechado a aberto, com movimento rotatório.











Fig. 11.64. Válvula plug

Terminologia

245
Válvula Retenção
A válvula de retenção permite a
passagem do fluido somente em um sentido,
fechando-se automaticamente por pressão
diferencial do fluido, quando houver
tendência de inversão do sentido da vazão.
A válvula é de operação automática; a
pressão do fluido vazante abre a válvula e o
peso do mecanismo de retenção e qualquer
reversão da vazão a fecha.
Válvula de Segurança
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula e caracterizada pela
abertura total e rápida. É usada para gases
ou vapor d'água (fluidos compressíveis).
Válvula de Segurança e Alívio
Um dispositivo automático de alívio de
pressão atuado pela pressão estática a
montante da válvula e conveniente para uso
como segurança ou alívio, dependendo da
aplicação.


















Fig. 11.65. Válvula de segurança

Válvula Duas ou Três vias
Válvula com duas vias tem uma abertura
de entrada e uma abertura de saída.
Válvula com três vias tem três conexões
terminais: uma entrada e duas saídas ou
duas entradas e uma saída.











Fig. 11.66. Válvula com 3 vias
Válvula de Flush Botton de Tanque
Há ocasiões em que são necessárias
válvulas que fiquem tangente, com a
superfície inteira do tanque. Esta exigência
é necessária para evitar a possibilidade da
elevação da fenda, onde os sólidos
poderiam se agrupar e bloquear a vazão,
quando a válvula for aberta para permitir a
drenagem. A válvula de flush botton do
tanque é especialmente projetada para,
quando aberta, permitir o conteúdo do vaso
fluir livremente do fundo do tanque.
Válvula de pé (Foot valve)
A válvula de retenção foot, geralmente
acoplada a um filtro, é uma válvula de
retenção a levantamento empregada para
manter uma coluna de água no lado de
sucção da bomba. Por causa de sua
característica de retenção, ela poderia ser
classificada como válvula de não retorno,
mas por causa de sua importância funcional
relacionada com problemas de
bombeamento, ela possui sua própria
classificação.
Válvula Normalmente Aberta
Válvula cujo estado se move para aberto
ou fica aberto, quando não há nenhum sinal
no atuador. Ver Falha aberta,
Válvula Normalmente Fechada
Válvula cujo estado se move para
fechado ou fica fechada, quando não há
sinal no atuador. Ver Falha fechada.
Terminologia

246











Fig. 11.67. Válvula borboleta sem flange (wafer)
Válvula Segura no Fogo (fire-safe)
A válvula segura no fogo (fire safe) é um
válvula esfera com selos moles que se
desintegram, no evento de incêndio e a
esfera se move para um selo metálico
secundário, evitando que a válvula fique
aberta durante um incêndio, alimentando o
fogo.
Válvula Sem Flanges
Uma válvula sem flanges integrais, que é
instalada por parafusos entre flanges, com
um conjunto de parafusos e porcas,
geralmente estendendo através dos flanges.
Também chamada de conexão wafer.
Válvula Solenóide
Válvula solenóide é um conjunto de uma
bobina e um corpo de válvula. A válvula
solenóide opera (muda de posição aberta
ou fechada ou muda caminho em válvula de
três ou quatro vias) quando a bobina é
energizada por uma corrente. A válvula
solenóide é tipicamente associada à válvula
de controle para fins de proteção e
intertravamento.













Fig. 11.68. Válvula solenóide no controle
Vazão
Quantidade física definida como o
volume ou massa de um fluido que passa
por um ponto, por unidade de tempo. A
vazão geralmente é controlada ou
manipulada, manual ou automaticamente,
através de válvulas. A vazão passa no
interior do corpo da válvula.
Vazão crítica ou chocada (chocked)
A condição que existe quando, com a
pressão a montante constante, a vazão
através da válvula não pode ser mais
aumentada pela diminuição da pressão a
jusante. No caso de um gás, vazão crítica
pode significar o ponto em que a velocidade
na vena contracta atinge a velocidade do
som ou pode também significar o ponto em
que a vazão está saturada.












Fig. 11.69. Vazão crítica ou chocada

Vazão laminar
Também conhecida como vazão viscosa
ou streamline. É uma vazão não turbulenta
em que os filamentos do jato da vazão
deslizam suave e axialmente ao longo da
tubulação sem se misturarem
transversalmente. A vazão laminar ocorre
em números de Reynolds menores que
2000 e está associada usualmente a fluidos
viscosos e raramente ocorre com gases em
válvulas. A vazão varia linearmente com a
pressão diferencial.
Vazão reversa
Vaza do fluido no sentido contrário ao
considerado normal. Algumas válvulas
permitem vazão nos dois sentidos e outras
válvulas só permitem vazão em um sentido.
Terminologia

247
Vazão turbulenta
Regime de vazão caracterizado pelo
movimento aleatório das partículas do fluido
em direções transversais e axiais. A vazão
turbulenta ocorre em números de Reynolds
maiores que 4000 e está associada
usualmente às vazões de fluidos com
pequena viscosidade. A maioria das vazões
industriais é turbulenta. A vazão varia
linearmente com a raiz quadrada da pressão
diferencial.
Vazão transição
Regime de vazão que está entre o
laminar e o turbulento. Ocorre para
números de Reynoids entre 2000 e 4000.





(a) Laminar (b) Transição (c) Turbulenta

Fig. 11.70. Perfil da velocidade da vazão

Vazamento (leakage)
Quantidade de fluido que passa através
da válvula quando ela está na posição
totalmente fechada, sob forças de
fechamento estabelecidas, com a pressão
diferencial e a temperatura especificadas.
O vazamento é geralmente expresso em
percentagem da capacidade da válvula
totalmente aberta. A norma ANSI Bl 6.104
trata da especificação de vazamento de
válvulas. Estanqueidade é também
chamada de vedação.
Na válvula, pode haver também
vazamento de dentro para fora da válvula.
Via (port)
Uma abertura fixa através da qual a
vazão passa. Geralmente a entrada e a
saída da válvula. A válvula mais comum
possui duas vias. A válvula pode ter também
três vias (uma entrada e duas saídas ou
duas entradas e uma saída) ou quatro vias
(duas entradas e duas saídas).
Vedação
Vedação ou estanqueidade é a
propriedade de uma válvula bloquear toda a
passagem de fluido da entrada para a
saída.














(a) Divergente (b) Convergente
Fig. 11.71. Válvula de três vias














Fig. 11.72. Válvula de vedação total
Vedado a bolha
Um termo não padronizado para se
referir a classificação de vedação de
válvulas, incluído na ANSI B16.104












Terminologia

248


Fig. 11.73. Vena contracta

Vedado a gota
Um termo não padronizado que aparece
na norma ANSI Bl 6.104 relacionado com as
classes de vedação.
Vena contracta
Local ao longo do eixo de vazão onde a
área transversal do jato do fluido é mínima.
A vena contracta ocorre normalmente logo
depois orifício da restrição física,
tipicamente apresentada pela válvula e
placa de orifício. Na vena contracta, a
pressão é mínima e a velocidade é máxima.





















Fig. 11.74. Local da vena contracta



Volante (handwheel)
Um dispositivo manual para mover ou
limitar o curso da válvula. Os volantes
podem ser montados no topo, ao lado, no
eixo e em pedestal da válvula.













Fig. 11.74. Volante manual e corrente de válvula

=





=
Apostilas\Válvulas Valvula4.doc 04 JAN 99


249
Referências Bibliográficas



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1974.
Andrew, W.G., Applied Instrumentation in the Process Industries: 2 - Prátical Guidelines,
Houston, Gulf, 1974.
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Considine, D.M. & Ross, S.D., Handbook of Applied Instrumentation, New York, Mcgraw Hill,
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Apostilas\Válvulals Glosario.doc 28 DEZ 98

Válvulas de Controle e Segurança
5a. edição

Marco Antônio Ribeiro
Dedicado a Elvira Barbosa, a doutora

Quem pensa claramente e domina a fundo aquilo de que fala, exprime-se claramente e de modo compreensível. Quem se exprime de modo obscuro e pretensioso mostra logo que não entende muito bem o assunto em questão, ou então, que tem razão para evitar falar claramente. (Rosa Luxemburg)

© Tek, 1991, 1993, 1995, 1999 Salvador, BA, Primavera 1999

Prefácio
Os fabricantes de válvulas geralmente fornecem literatura técnica suficiente acerca das válvulas de controle, porém, sem um conhecimento dos conceitos básicos de vazão, controle, rangeabilidade, característica, é difícil interpretar ou utilizar corretamente tais informações. Este trabalho é apresentado de um modo muito conciso para rápida referência. Os detalhes dos equipamentos, os circuitos, as equações matemáticas, os cálculos teóricos não são mostrados e são disponíveis na literatura dos fabricantes. Procurou-se enfatizar os aspectos de controle da válvula e seu comportamento na malha de controle. O autor vê uma grande semelhança entre um sistema de áudio e um de controle. No Brasil, hoje há um grande desenvolvimento de instrumentação eletrônica digital para uso na sala de controle, com o uso intensivo e extensivo de microprocessadores, dando-se pouca importância ao elemento final de controle. É algo parecido com os sistemas de áudio, onde são disponíveis amplificadores de potência cada vez mais potentes, tocadores de disco a laser, sintonizadores digitais, mas pouca coisa é feita em relação às caixas acústicas. As válvulas de controle, como as caixas acústicas, parecem que não fazem parte do sistema; nem são consideradas instrumentos. O ponto colocado é: não adianta estratégia de controle avançada, algoritmos digitais, otimização do controle se a prosaica válvula de controle não foi escolhida, dimensionada, instalada e mantida adequadamente. O objetivo deste trabalho é o de fornecer os conceitos básicos e mais importantes para o engenheiro ou técnico envolvido na aplicação, seleção, especificação, dimensionamento, instalação e manutenção de qualquer tipo de válvula de controle. As sugestões, as criticas destrutivas e as correções são bem-vindas, desde que tenham o objetivo de tornar mais claro e entendido o assunto. Escrever para o autor no endereço: Rua Carmem Miranda 52, A 903, CEP 41 820-230, Salvador, BA, pelo telefone (0xx71) 452-3195, pelo Fax (0xx71) 452.4286 ou pelo e-mail marcotek@uol.com.br

Marco Antonio Ribeiro Salvador, Outono 2003

Autor

Marco Antônio Ribeiro se formou no ITA, em 1969, em Engenharia de Eletrônica blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá. Durante quase 14 anos foi Gerente Regional da Foxboro, em Salvador, BA, período da implantação do pólo petroquímico de Camaçari blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá. Fez vários cursos nos Estados Unidos e na Argentina e possui dezenas de artigos publicados nas áreas de Instrumentação, Controle de Processo, Automação, Segurança, Vazão e Metrologia e Incerteza na Medição blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá. Desde 1987, é diretor da Tek Treinamento & Consultoria Ltda. blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, blablablá, firma que presta serviços nas áreas de Instrumentação e Controle de Processo.

Válvulas de Controle Conteúdo
1. CONSTRUÇÃO
Objetivos de Ensino 1. Introdução 1.1. Válvula no Processo Industrial 1.2. Definição de Válvula de Controle 1.3. Elemento Final de Controle 1.4. Funções da Válvula de Controle 2. Corpo 2.1. Conceito 2.2. Elemento de controle 2.3. Sede 2.4. Plug 2.5. Materiais 2.6. Conexões Terminais 2.7. Entradas e Saída 3. Castelo 3.1. Conceito 3.2. Tipos de castelos 3.3. Aplicações especiais 4. Métodos de Selagem 4.1. Vazamentos 4.2. Vazamento entre entrada e saída 5. Atuador 5.1. Operação Manual ou Automática 5.2. Atuador Pneumático 5.3. Ação do Atuador 5.4. Escolha da Ação 5.5. Forças atuantes 5.6. Mudança da Ação 5.7. Dimensionamento do Atuador 5.8. Atuador e Outro Elemento Final

1
1 1 1 1 2 3 4 4 4 5 5 5 7 9 10 10 10 11 11 12 12 13 13 14 14 15 16 16 16 17

2. DESEMPENHO
Objetivos de Ensino 1. Aplicação da Válvula 1.1. Introdução 1.2. Dados do Processo 1.3. Desempenho da Válvula

19
19 19 19 19 20

2. Característica da Válvula 20 2.1. Conceito 20 2.2. Características da Válvula e do Processo20 2.3. Relações Matemáticas 21 2.4. Característica de Igual Percentagem 21 2.5. Característica Linear 22 2.6. Característica de Abertura Rápida 23 2.7. Característica Instalada 23 2.8. Escolha da Característica 24 2.9. Linearização da Característica 25 2.10. Vazão do Corpo 26 2.11. Coeficiente de Resistência K 26 2.12. Coeficiente de Descarga 28 2.13. Resistência Hidráulica 28 3. Rangeabilidade 4. Controle da Válvula 4.1. Ganho 4.2. Dinâmica 4.3. Controlabilidade da Válvula 5. Vedação e Estanqueidade 5.1. Classificação Vazamento 5.2. Vazamento 5.3. Válvulas de Bloqueio 28 29 29 30 31 32 32 33 33 33

i

5.7 Ruído na válvula 58 6.4.7. Dados para o cálculo 2.01-1985 (1995): EQUAÇÕES DE VAZÃO PARA DIMENSIONAR VÁLVULAS DE CONTROLE 1. Introdução 2. Fator de compressibilidade.3. Introdução 3. Fator de expansão Y 58 6.1. Nomenclatura 61 61 61 62 4. Curso da válvula 7.3. Válvula para Líquidos 2. Fator de expansão 3.8.7.2. Coeficiente de vazão 2. Fator de recuperação de pressão do líquido.3. Relação dos calores específicos 3.2. Tempo de resposta 1. Vazão através da válvula 5. Constantes numéricas 68 6. Fator de expansão Y 69 6. xTP 69 6.2. Exemplo 2 59 Dados do processo 59 Solução 59 6. Normas e Especificações 2.4. Escopo 2. Queda de pressão e vazão 3.1. Tubulação não padrão 3. Introdução 3. xT 69 6.5. Equações para vazão turbulenta 64 4.1. Distúrbios 1. Válvula para Gases 3.6. Vazão através da válvula 2. Fator de relação dos calores específicos.3. Equações para vazão turbulenta 68 6.1. Equações para vazão não turbulenta 65 5. Condições de Operação 1.1.2.8. Equações para vazão chocada de líquido66 5. Uso das equações ISA 3.3. Vazão ideal através de uma restrição ideal 2. Fator de relação de queda de pressão.8.3. Considerações Adicionais 60 60 ISA S75. Fator da relação dos calores específicos58 6.4. Exemplo 1 Dados do processo Solução 6. Válvula para líquidos 5. Queda de Pressão na Válvula 3.2. Equações de dimensionamento 6. Fator de relação de queda de pressão com redutores ou outras conexões. Tubulação 1.4.6. Fatores de correção 5.3. Coleta de dados 1.5. Líquido 5. Vazão chocada 69 6. Fluidos Compressíveis 3.Conteúdo 3.2. Fator de geometria da tubulação 64 4.3.1. Introdução 2. Documentação 1.4. Fluido incompressível – vazão chocada de líquido volátil 66 5.1.4. Fator de compressibilidade 34 34 34 34 35 36 37 37 38 38 38 39 39 40 41 44 44 45 45 45 6. APLICAÇÕES Objetivos 1. Fatores ambientais 1. FL 67 5. DIMENSIONAMENTO Objetivos de Ensino 1. Queda de pressão 4. Gases e líquidos 6. Fator de compressibilidade Z 58 6. Constantes numéricas 64 4.3.3.5. Roteiro de dimensionamento 4.2. Fluido compressível – vazão de gás e vapor 67 6. Dados do Processo 1.2. Vazão crítica ou chocada 47 47 47 48 48 48 48 49 49 50 50 51 53 53 53 53 53 56 56 56 57 57 57 57 4. Recomendações 3. Fluido incompressível – vazão de líquido não volátil 64 4.1. Válvulas para gases e vapores 6. Fator de recuperação de pressão combinado do líquido. FLP 67 6.2.1.1. Fk 70 6. Z 70 ii .1.2.

7.derivação dos fatores Fp e Flp 72 Apêndice C .2. Acessórios e Miscelânea 2.variações de pressão no sistema válvula de controle e tubulação 74 Apêndice D: valores representativos dos fatores de capacidade da válvula 5. Booster 2. Introdução 4.6. Erosão por cavitação 4.3. Posicionador 2. FF 83 Apêndice H: derivação de xt 84 6. Previsão do ruído da válvula Cálculo da ruído na válvula Exemplos de cálculo de ruído 6. Válvula Flangeada 2.Conteúdo Apêndice A – uso das equações de vazão para dimensionamento de válvulas 71 Apêndice B . Relés de Inversão e de Relação 106 106 106 106 106 106 107 107 107 107 108 108 108 109 110 111 111 112 112 Apêndice I: equações da vazão da válvula de controle .6. Instalação da Válvula 1. Ruído 4.8. Projeto do trim 4. INSTALAÇÃO Objetivos de Ensino 1.5. Problema 2 Problema 3 81 81 82 Apêndice G: fator de relação de pressão crítica do líquido.2.4. Alívio das Tensões da Tubulação 1.1.5. Cavitação 6. Instalação da Válvula 1. Localização da Válvula 1. Válvula Rosqueada 1. Ruído da Válvula Vibração mecânica Ruído hidrodinâmico Ruído aerodinâmico 4. RUÍDO E CAVITAÇÃO Objetivos de Ensino 1. Cavitação na válvula 4.Notação SI 85 Equações para líquido Equações para gás e vapor 85 86 Apêndice J: referências International Electrotechnical Commmission (IEC) ISA 87 87 87 iii . Golpe de Aríete Apêndice F: equações para vazão de líquido não turbulenta 80 Problema 1.3. Cuidados Antes da Instalação 1.2. Controle do Ruído Tratamento do caminho Tratamento da fonte 88 88 88 89 89 90 90 91 92 92 93 94 94 95 99 99 100 102 102 103 103 103 103 104 104 76 Apêndice E: fator do número de Reynolds 77 Determinação do coeficiente de vazão requerido (Seleção do tamanho da válvula) Previsão da vazão Previsão da queda de pressão 77 78 78 5. Velocidade do fluido na válvula 4. Redutores 1.1.3. Som e ruído 3. Operador Manual 2.5. Introdução 1.6. Transdutor Corrente para Ar 2. Chaves fim de curso 2. Geral 1.1. Conjunto Filtro Regulador 2. Vibração 3.2.7.1.4. Erosão por abrasão 4. Ouvido humano 2.4.

2. Descrição 6. TIPOS DE VÁLVULAS Objetivos de Ensino 1. Vantagens 3. Introdução 7. Velocidade dos Fluidos 3. Característica 7. Supressão do ruído 5.9.10. Válvula Borboleta 5.6. Vedação 1.9.3. Função da Válvula 1. Materiais de Construção 1.Conteúdo 3. Aplicações 5. Vazamento entre castelo e corpo 125 3. Calibração do Posicionador 1. Custo 3.4. Conexões 3.3.3. Válvula não responde ao sinal 125 3. Castelo 6.6. Corpo 6. Dimensionamento da Tubulação 3.9. Vazamento na caixa de gaxetas 124 3. Manutenção 123 2. Válvula com Redução e Expansão 113 113 114 114 114 115 115 116 116 3.6.3.8. Pesquisa de Defeitos (Troubleshooting) 124 3. Conexões 6.7. Custo 6. Característica 5.5. Espessuras Comerciais 3. Tipos de Válvulas 130 130 130 130 131 131 131 131 131 132 132 133 iv .5.4. Tubulação 3.1. Válvula não atende o curso total 126 3. Ajuste de Bancada 1.6. Válvula Gaveta 3. Desvantagens 7. Materiais de construção 6. Custo 4.7.5. Característica 6. Vazamento entre sede e obturador 124 3.7.3.8.1. Vantagens 7. Desvantagens 5.6. Aplicações 7.8.5.2.1.7. Característica 4.10.2.5.3. Válvula Diafragma 7. Diâmetros dos Tubos 3. Desvantagens 3. Válvula Globo 6. Montagem e Desmontagem 118 118 118 119 120 122 2. Válvula Gaveta 3.5.7.3. Válvula Swing 6. Aplicações 5.8.1.6. Perdas de Carga 1.2.1.2. Curso da válvula lento e atrasado 126 8. Característica de vazão 3.11.1. Conceitos gerais 123 2. Aplicação da Válvula 1.5. Classificação dos Tubos 3. Fluido do Processo 1.4.1. Desgaste da haste 125 3.12. Desvantagens 4.1. Trim 6. Descrição 5. CALIBRAÇÃO. Calibração e Ajuste 1.3.2.8. Válvula Pinch 135 136 136 136 136 137 137 138 139 140 140 140 141 142 143 143 144 145 145 145 146 147 147 147 147 148 149 150 150 151 151 152 153 153 155 158 158 159 159 159 160 161 161 161 161 162 162 162 162 7.4.4. Válvula Esfera 4. Erosão do corpo e dos internos 124 3. Parâmetros de Seleção 1.4. Vantagens 4.4. Aplicações 4.1. Custo 7. Procedimento típico de manutenção 123 3.6. AJUSTE E MANUTENÇÃO 1.7. Vazamento entre anel da sede e o corpo124 3. Descrição 7. Vazamento excessivo através do selo do pistão 125 3. Desvantagens 6. Válvula Globo 6.2.4. Elemento de Controle da Vazão 2. Aplicações dos Tubos 3. Condições de Operação 1.7. Haste quebrada ou conexão da haste quebrada 125 3.11.2. Válvula Borboleta 5. Válvula Esfera 4.6.3. Vantagens 6.4. Haste 6. Vantagens 5. Ajuste do Curso da Válvula 1. Descrição 4. Descrição 3.5.1. Custo 5.4.1.7.2. Aplicações 7.2.

Conceito 4. Válvulas com piloto 2.3.3. Princípio de Operação 2.2.2.4.4. Dimensionamento 3. TERMINOLOGIA 1. Desvantagens do Regulador 4.7. Regulador de Nível 4. Válvula Macho (Plug) 8. Normas 2. Conceito 2. Operação 178 5.4. Regulador de Temperatura 4.1. Válvula Redutora de Pressão 176 5. Invólucros da Solenóide 179 179 179 179 180 v .4. Válvula de Retenção 2. Válvula de Retenção e Bloqueio 2. Terminologia 1.1. Regulador de Pressão 4. Solenóide 6.1. Sensibilidade 177 5. VÁLVULA DE ALÍVIO E SEGURANÇA 1.1. Manutenção 178 6.2.1. Introdução 1. Objetivo 1.3. Operação e Ação 6. Vantagens 8. Introdução 2. Metodologia 5. Classificação Ação Acessório Altura de velocidade (velocity head) Amortecedor (Snubber) AOV ARC Atuador Automática Av Backlash Back Pressurre (contrapressão) Banda morta Bench Set Blowdown Bomba Booster.1. Condições de Fogo 4. ASME Unfired Pressure Vessel Code 182 182 182 182 183 185 187 187 187 190 191 196 196 198 198 199 201 202 205 205 206 209 210 213 9.4.4.4.2. Válvula a Levantamento 2. Introdução 4. Relé booster de sinal Bucha (Gaxeta) Bypass Calor específico Capacidade de vazão 216 216 216 219 219 220 220 220 220 220 221 221 221 221 221 221 221 221 222 222 222 222 222 5. Introdução 5.3. VÁLVULAS ESPECIAIS Objetivos de Ensino 1. Custo 8.2. Instalação 5.3. Instalação 177 5. Válvula Solenóide 6. Aplicação 163 164 164 164 165 165 165 165 10.7. Princípios básicos 1.2. Válvula Macho (Plug Furado) 8. Condições de processo 5. Fatores ambientais 4. Válvula Solenóide 6.6. Descrição 8. Sobrepressão e Alívio 4.4. Operação prática 3.6.5. Conceito 176 5. Característica 8.7.5. Válvula de Retenção Tipo Esfera 2.3. Vantagens do Regulador 4.1.3. Práticas de instalação 5.5.1.7. Desvantagens 8. Válvula Auto-Regulada 4. Introdução 4. Aplicações 166 166 166 166 166 166 167 168 168 168 3. Válvula de retenção de excesso de vazão169 4.1.5. Válvula com mola 2. Regulador de Vazão 171 171 172 172 172 174 174 176 11. Seleção da Válvula Redutora de Pressão177 5. Projeto e Construção 2.2.3.2.6. Precisão da Regulação 177 5.2. Aplicação no Reator 5. Válvula de Retenção a Portinhola 2.5.Escopo 2.4.Conteúdo 8.1.6.

stroke) 227 Desbalanceada. Tubulação Válvula Válvula de pé (Foot valve) Vazão Vazamento (leakage) Via (port) Vedação Vena contracta Volante (handwheel) 234 234 234 234 234 234 235 235 235 236 236 237 237 237 238 238 238 238 238 238 238 239 239 239 239 240 240 240 240 241 241 241 245 246 247 247 247 248 248 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 249 vi . Estática 228 Diafragma 228 Disco 228 Disco de Ruptura 229 Distúrbio 229 Drift (desvio) 229 Eixo 229 Elemento de Fechamento 229 Elemento final de controle 230 Emperramento (stiction) 230 Entrada 230 Equipamento Adjacente 230 Equipamento Auxiliar 230 Estados correspondentes 230 Exatidão (accuracy) 231 Falha 231 Fator de compressibilidade 231 Fator de Recuperação da Pressão (FL) 231 Fechamento na extremidade morta 231 Fim de curso mecânico 231 Flacheamento (Flashing) 231 Flange 232 Gaiola 232 Ganho da válvula de controle 232 Gás ideal 232 Gaxeta 232 Golpe de Aríete 232 Guia 232 Haste 233 Histerese 233 Indicador do curso 233 Kv 233 Lift 233 Linearidade 233 Manual 233 Modulação 234 MOV 234 Número de Reynolds 234 Obturador Orifício de Controle da Vazão OSHA Override do sinal Pedestal (yoke) Pistão Plaqueta de dados Posicionador Precisão (precision) Pressão Queda de pressão Rangeabilidade da válvula Recuperação Redutor e Expansão Resistência Hidráulica Resolução Rosca Rotatória Ruído Schedule da Tubulação Sede Selos da Haste Sensitividade Sobrepressão Suprimento Temperatura crítica Tempo de curso Transdutor Trim Troubleshooting 3. Dinâmica 228 Desbalanceada.Conteúdo Característica da vazão 223 Carga viva 223 Castelo 223 Cavidade do corpo 224 Cavitação 224 Chave 225 Ciclos da vida 225 Cilindro 225 Classe ANSI (American National Standards Institute) 226 Coeficiente de Bernoulli 226 Coeficiente de descarga 226 Coeficiente de resistência 226 Coeficiente de vazão (CV ) 226 Compressível e lncompressível 226 Compressor 226 Conexão terminal 226 Corpo 227 Curso (travel.

a mais comum e importante se relaciona com o controle automático e contínuo do processo. algumas válvulas de bloqueio 1. Descrever fisicamente as partes constituintes da válvula de controle típica. estação manual. Em termos de número de unidades. fechar e modular (ficar em qualquer posição intermediária). especiais: 1 . as válvulas perdem apenas para as conexões de tubulação. é aceito que o sinal de atuação da válvula pode vir de controlador. 3. 5. 2. não há um limite claro entre uma válvula de controle e uma válvula de bloqueio com um atuador.1. Não há consenso do valor do vazamento que desqualifica uma válvula de controle. Mostrar as principais funções da válvula na indústria de processo. prevenção de vazão reversa 4. solenóide piloto ou que a válvula seja também atuada manualmente. Apresentar as funções da válvula de controle na malha de controle do processo. mas nem toda válvula de controle é capaz de prover vedação completa. Listar as principais sociedades técnicas e associações que elaboram e distribuem normas sobre válvulas. Embora a válvula de bloqueio não seja usada para trabalhar em posição intermediária e a válvula de controle não seja apropriada para dar vedação total. controle e alivio de pressão 5. pois algumas definições determinam que a válvula de controle seja capaz de abrir. Definição de Válvula de Controle Várias entidades e comitês de normas já tentaram definir válvula de controle. a válvula reguladora auto-atuada pela própria energia do fluido manipulado não é considerada válvula de controle mas inclui válvula solenóide e outras válvulas liga-desliga. 6. É polêmico considerar uma válvula ligadesliga como de controle.2. Introdução 1. Certamente. Apresentar as características e aplicações dos principais atuadores de válvula. mas nenhuma definição é aceita universalmente. É um mercado estável de aproximadamente US$ 2 bilhões por ano. as principais são as seguintes: 1. entradas e saídas de vasos e de tanques em várias aplicações diferentes. As válvulas são usadas em tubulações. Mostrar todos os tipos disponíveis de castelo da válvula. Porém. 1. Outra definição de válvula de controle estabelece que o sinal para o atuador da válvula venha de um controlador automático. Objetivos de Ensino 1. serviço de controle proporcional 3. Algumas definições exigem que a válvula de controle tenha um atuador acionado externamente. Válvula no Processo Industrial Aproximadamente 5% dos custos totais de uma indústria de processo químico se referem à compra de válvulas.1. 4. serviço de liga-desliga 2. Construção a) controle de vazão direcional b) serviço de amostragem c) limitação de vazão d) selagem de saídas de vasos De todas estas aplicações. Por esta definição.

por exemplo. A válvula solenóide não é considerada válvula de controle contínuo. Por analogia ao corpo humano. Mesmo assim. através de uma estação manual de controle. Na atual manual local. Elemento Final de Controle A malha de controle a realimentação negativa possui um elemento sensor. As equações de vazão de uma válvula de controle se aplicam igualmente a uma válvula manual. O sensor ou o transmissor envia o sinal de medição para o controlador. O selo da haste não precisa ser tão elaborado como o da válvula de controle. tem-se o controle automático da válvula. de conformidade com um sinal de controle. O resultado do controle é menos satisfatório que o obtido com o controle proporcional. o modo mais simples é por meio da válvula de controle. A válvula de controle abre e fecha a passagem interna do fluido. O elemento final de controle manipula uma variável. Na filosofia digital ou ligadesliga. há um enfoque diferente para as duas válvulas. Quando o sinal de controle é proveniente de um controlador. a válvula só fica em duas posições discretas: ou totalmente fechada ou totalmente aberta. que influi na variável controlada. de bloqueio e de controle.3. a válvula pode assumir. bombas dosadoras. A vedação total é apenas uma opção extra. levando-a para valor igual ou próximo do ponto de ajuste. Quando o sinal de controle é gerado manualmente pelo operador de processo. tal controle pode ser realizado através de chaves manuais.Construção podem modular e algumas válvulas de controle podem vedar. Há vários modos de manipular as vazões de materiais e de energia que entram e saem do processo. O controle pode ser automático ou manual. pode-se dizer que o elemento sensor da malha de controle é o nervo. Válvula de controle (Fisher) 2 . Na filosofia continua ou analógica. histerese e guia da haste são de pouca importância para a válvula de bloqueio e muito importantes para a de controle. chaves comandadas por pressão (pressostato). por bombas com velocidade variável. o controlador funciona como o cérebro e a válvula constitui o músculo. o operador atua diretamente no volante da válvula. temperatura (termostato). que o recebe e o compara com um ponto de ajuste e gera um sinal de saída para atuar no elemento final de controle. porém. O controle pode ser feito de modo continuo ou liga-desliga. porém há também enfoques diferentes no projeto das duas válvulas. A válvula de controle é projetada e construída para operar modulando de modo contínuo e confiável com um mínimo de histerese e atrito no engaxetamento da haste. motor de passo porém. A válvula de bloqueio é projetada e construída para operar ocasional ou periodicamente. 1. tem-se o controle manual remoto. de modo estável. as infinitas posições entre totalmente fechada e totalmente aberta. mas um acessório. Atrito. 1. O controle manual pode ser remoto ou local. Fig.1. esteiras. um controlador e um elemento final de controle.

2. erosão. XIC XY XT XE XV Fig. Há quem considere o elemento final de controle o gargalo ou o elo mais fraco do sistema de controle. Absorver a queda variável da pressão da linha. que movimenta a haste. pela alteração de sua abertura. analógica ou digital. Neste caso. booster. ela varia a resistência à vazão e como conseqüência. O sinal de controle que chega ao atuador da válvula pode ser pneumático ou eletrônico. Ela é mais usada que as bombas dosadoras. a própria vazão. Alterando a sua abertura. A válvula de controle manipula a vazão do meio de controle. hélices. Ainda não se projetou e construiu algo mais simples. atuada por uma bobina elétrica. que o converte A válvula de controle age como uma restrição variável na tubulação do processo.4. sujeira e contaminantes do fluido. Depois de instalada na tubulação e para poder desempenhar todas as funções requeridas à válvula de controle deve ter corpo. econômico e eficiente que a válvula com atuador pneumático. Responder ao sinal de atuação do controlador.3. as exigências do processo químico são plenamente satisfeitas com o desempenho da válvula com atuador pneumático. 1. A válvula de controle com atuador pneumático é o elemento final de controle da maioria absoluta das malhas. a válvula é o único equipamento que pode fornecer ou absorver uma queda de pressão controlável. alavancas. Variar a área de passagem do fluido manipulado. confiável. 1. Funções da Válvula de Controle Uma válvula de controle deve: 1. suportando todos os rigores das condições de operação. como posicionador. 4. a válvula mais usada é a solenóide. Atualmente já são comercialmente disponíveis válvulas inteligentes de controle. ela pode ter acessórios opcionais que facilitam e otimizam o seu desempenho. Como o fluido do processo passa dentro da válvula. Em todo o processo. em cuja extremidade inferior está o obturador. A válvula de controle está ajustando a vazão. transdutores e relé de inversão. baseadas em microprocessadores. motores de passo e atuadores eletromecânicos. atuador e castelo. basculantes. a válvula com atuador pneumático ainda é o elemento final mais aplicado. para atender as necessidades do processo. 2. Conter o fluido do processo. 3 . em uma força. Mesmo com o uso cada vez mais intensivo e extensivo da instrumentação eletrônica. Malha de controle com válvula 1. ela deve ter características mecânicas e químicas para resistir à pressão. continuamente. que varia a área de passagem do fluido pela válvula. volantes. temperatura. para compensar as variações de pressão a montante ou a jusante dela. corrosão. vazão ou controladores mais simples. Porém. O sinal padrão é aplicado ao atuador da válvula.Construção nível. 3. (throttling). chaves. Adicionalmente. Símbolos de uma malha de controle Fig.

obturador. fatores para minimizar os efeitos da erosão. Chama-se trim todas as partes da válvula que estão em contato com o fluido do processo ou partes molhadas. As interfaces de comunicação incluem duas portas serial. haste. Em válvulas rotatórias. o trim inclui haste. fechamento e modulação da vazão 2. variando a queda de pressão através da válvula. diminuição das forças indesejáveis na válvula. haste. RS-422. O corpo da válvula de controle é essencialmente um vaso de pressão. que está na extremidade da haste.2. Em uma válvula tipo globo. deslocamento linear 2. baseados no movimento do dispositivo de fechamento e abertura da válvula: 1. Conceito O corpo ou carcaça é a parte da válvula que é ligada à tubulação e que contem o orifício variável da passagem do fluido. Várias (até 16) válvulas podem ser ligadas ao computador. guia da haste. as que tendem a girar ou vibrar as peças ou as que impõem pesadas cargas nos guias e suportes 5. No corpo estão incluídos a sede. cavitação. que é acionada pelo atuador pneumático. Válvula globo com movimento linear do elemento de controle (haste) A válvula com elemento linear possui um obturador (plug) preso a uma haste que se desloca linearmente em uma cavidade variando a área de passagem da válvula. castelo.Construção O projeto incorpora em um único instrumento a válvula. Elemento de controle As válvulas podem ser classificadas em dois tipos gerais. com uma ou duas sedes. A posição relativa entre o obturador e a sede. capacidade de vazão (Cv) da válvula 4. controlador. flacheamento (flashing) e corrosão. guias. obturador. característica da válvula (relação entre a abertura e a vazão que passa através da válvula) 3. atuador. como as que se opõem ao atuador.1.4. 2. assento. assento. para ligação com computador digital. Fig. rotação angular Fig. o trim inclui o membro de fechamento. Corpo 2. determina o valor da vazão do fluido que passa pelo corpo da válvula. flanges e gaxetas. onde se assenta o plug (obturador). castelo e atuador 2. 4 . engaxetamento e selagem de vedação. Assim. suportes e gaxetas. modulada pelo sinal que vem do controlador. abertura. alarmes e as portas de comunicação digital. gaiola e buchas. Válvula com corpo.1. o trim da válvula está relacionado com: 1. 1.5. exceto o corpo.

Sede A sede da válvula é onde se assenta o obturador. A válvula de duas vias pode ter sede simples ou dupla. Porém. Os formatos típicos fornecem características linear. Materiais As diversas peças da válvula necessitam de diferentes materiais compatíveis com sua função. Na válvula de sede simples há apenas um caminho para o fluido passar no interior da válvula. trim. (a) (b) (c) Fig. plug) 5 . A válvula com elemento rotativo possui uma haste ou disco que gira em torno de um eixo. Número de sedes da válvula 2.5. com o corpo divido (split body). utilização de menor atuador. por causa da corrosão. 1. A válvula borboleta e a esfera são exemplos de válvulas com elemento rotativo. no interior da qual há dois caminhos para o fluxo. corpo (interno e externo) 2. Devem ser considerados os materiais do 1.7. geralmente apresenta grande vazamento.4. trim (sede. sua vantagem é na exigência de menor força para o fechamento/abertura e como conseqüência. Plug Fig. A válvula de sede dupla. A posição relativa entre o obturador e a sede é que estabelece a abertura da válvula. para prover vazamentos diferentes em função da abertura. Há válvula especial. usada em linhas de processo onde se necessita trocar freqüentemente o plug e a sede da válvula. quando totalmente fechada. Válvula borboleta com movimento rotativo do elemento de controle (haste) O plug (obturador) da válvula pode assumir diferentes formatos e tamanhos. abertura rápida.Construção Esta cavidade se chama sede da válvula. 1. (a) Sede simples (b) Sede dupla Fig.8. A válvula de sede simples é excelente para a vedação. variando a passagem da válvula. A válvula globo é um exemplo clássico de válvula com deslocamento linear. parabólica. porém requer maior força de fechamento/abertura.6. Cada figura geométrica do obturador corresponde a uma quantidade de vazão em função da posição da haste (abertura da válvula). exponencial.3. 1. 2. Obturadores da válvula: (a) Igual percentagem (b) Linear (c) Abertura rápida 2.

hastelloy. aeração e presença de íons de outras substâncias. revestimentos 4. selo Corpo Como a válvula está em contato direto com o fluido do processo o seu material interior deve ser escolhido para ser compatível com as características de corrosão e abrasão do fluido. obturador. plug. Pelo seu formato. também o é para a válvula de controle. que é um fenômeno físico associado com a alta velocidade de fluidos abrasivos. fenômeno químico. As partes internas. O titânio é excelente para uso com cloro molhado mas é atacada pelo cloro seco. bronze. Partes internas ou molhadas da válvula Por isso. 1. ANSI 304. são usadas ligas especiais como aço 17-4pH. o material que suporta alta pressão é incompatível com a resistência à corrosão e por isso devem ser usados materiais diferentes de revestimento. teflon (não é elastômero). Porém o H2S é também letal.9. geralmente ferro fundido. anéis de engaxetamento e vedação) também devem ser de material adequado. temperatura. Como exemplos 1.Construção 3. ligas especiais para altas temperatura e pressão e resistentes à corrosão química. haste) estão em contato direto com o fluido do processo. deve ser considerada a erosão. velocidade. mas os materiais para suportar a corrosão podem ser os mesmos. monel e inconel. Além da corrosão. O pior da corrosão é que o material corrosivo pode ser também perigoso e não deve ser vazado para o ambiente exterior. Um material pode ser resistente à corrosão de um fluido com processo. 6 . O material do corpo de válvula que opera em baixa pressão pode ser não metálico: polímero. resultando em vazamentos. engaxetamento 5. ANSI 410 ou ANSI 440C e ligas proprietárias como stellite. porcelana ou grafite. O aço carbono é satisfatório para o cloro seco mas é atacada rapidamente pelo cloro molhado. mas pode sofrer desgaste físico pela passagem do fluido em alta velocidade e com partículas abrasivas. 3. sede. aço inoxidável AISI 316. A parte externa do corpo da válvula (em contato com a atmosfera do ambiente) é metálica. Revestimento Às vezes. aço carbono cadmiado. elas devem ser de material torneável e o aço inoxidável é o material padrão para válvulas globo e gaveta. não há substituto para a experiência real de processos menos comuns. Uma válvula de controle desempenha serviço mais severo que uma válvula manual. que é afetada pela concentração. A corrosão é um processo químico complexo. o aço inoxidável tipo 17 4pH é resistente à corrosão de água comum mas é corroído pela água desmineralizada pura. A experiência anterior em uma dada aplicação é o melhor parâmetro para a escolha do material. Para aplicações com alta temperatura e fluidos corrosivos. (aquelas que estão em contato com o fluido e são o interior do corpo. como elastômeros. Se o material é satisfatório para a válvula manual. Há tabelas guia de compatibilidade de materiais e produtos típicos. O sulfeto de hidrogênio (H2S) pode causar quebras em materiais comuns da válvula. Internos As partes do trim (sede. 2. Fig.

Os revestimentos devem ser finos e quando sujeitos a abusos. Conexões Terminais A válvula é instalada na tubulação através de suas conexões. Fig. Ele também não é resiliente como um elastômero. rosqueadas. O teflon é atacado somente por metais alcalinos derretidos. Qualquer falha de revestimento deixa o metal base exposto à corrosão do fluido da linha. tântalo e borracha.6. 4. A sua faixa nominal de aplicação é de – 100 a 200 oC. O tipo de conexões terminais a ser especificado para uma válvula é normalmente determinado pela natureza do sistema da tubulação em que a válvula vai ser inserida. Para ser possível o revestimento. As roscas em aço inoxidável tendem a se espanar. resultando em falha repentina da linha.Construção vidro. Geralmente o diâmetro das conexões da válvula é menor que o diâmetro da tubulação onde a válvula vai ser montada e por isso é comum o uso de redutores. Ele é pouco resistente à erosão. Os fatores determinantes das conexões terminais são: tamanho da válvula. Há alguns problemas com o revestimento de válvulas. 7 . Sempre está surgindo material sintético diferente para suportar temperaturas e pressões cada vez maiores. Estes materiais são usados para encapsulamento ou como membros flexíveis de vedação. composição do elastômero. 2. Praticamente. As características notáveis do teflon são: 1. o corpo da válvula deve ter um formato simples. valores da pressão e temperatura e segurança do processo. Conexão rosqueada As conexões rosqueadas são usadas para válvulas pequenas. composição e velocidade do fluido. O vácuo é especialmente ruim para o revestimento e raramente se usam revestimentos com pressão abaixo da atmosférica. 3. Como o diâmetro da válvulas é tipicamente menor que o diâmetro da tubulação. É econômico e simples e muito adequado para pequenos tamanhos. O teflon® é usado como material de selo para válvulas rotatórias e globo e para revestimento e encapsulamento de válvula esfera e borboleta. Válvula com revestimento interno 2. ele não tem problema de corrosão. A válvula deve ser revestida quando o material molhado é muito caro. as velocidades no interior da válvula são maiores que a velocidade na tubulação. 1. eles são destruídos rapidamente. Há ainda conexões especiais e proprietárias de determinados fabricantes. A linha possui a rosca macho e o corpo da válvula a rosca fêmea. A vida útil de um material de revestimento depende de vários fatores: concentração. como cloro ou flúor sob condições especiais. As conexões mais comuns são: flangeadas. como os metais nobres e o tântalo. O teflon é um plástico e não é um elastômero. Uma válvula de 4” (100 mm) é a que tem conexões para ser montada em uma tubulação com diâmetro de 4” (100 mm). 5. seu uso na válvula e qualidade da mão de obra em sua instalação. ele se recupera muito lentamente. As conexões rosqueadas podem se afrouxar quando se tem temperatura elevada com grande faixa de variação ou quando a instalação está sujeita à vibração mecânica. tipo do fluido. quando conectadas a outros materiais e isso pode ser evitado com o uso de graxas especiais. Quando deformado. com diâmetros menores que 2" ou 4".10. soldadas. temperatura.

Este método é pouco flexível. As flanges podem ser lisas ou de faces elevadas e sua classe de pressão ANSI deve ser compatível com a pressão do processo. porém é utilizado para montagem permanente. que podem manipular pressão de até 10 000 psi e são muito mais leves que o flange ANSI equivalente.Construção classes. Se o corpo da válvula e da tubulação são de materiais diferentes ou se um ou ambos são revestidos.12. parafusos e porcas é o método mais utilizado para válvulas maiores que 2". como Graylock®. 1. Por exemplo. A especificação de flanges e gaxetas está além do presente trabalho. 1. Por exemplo. Os flanges de ferro não podem ter faces ressaltadas porque o ferro é quebradiço quando submetido a alta força imposta pela face ressaltada. os flanges são usados com anéis de junção (RTJ – ring type joint). Fig. mas os flanges de ferro possuem faces planas e os de aço possuem faces ressaltadas. Válvula com conexões rosqueadas Conexão por solda O corpo da válvula pode ser soldado diretamente à linha. o problema de adequação deve ser cuidadosamente examinado. Há ainda conexões especiais proprietárias. 1. A solução é tirar a face ressaltada do flange de aço. os flanges de aço com fase ressaltada vem com gaxetas e canaletas. Os materiais e procedimentos de solda devem ser cuidadosamente controlados e devem ser usados alívios de tensão mecânica. Alguns usuários especificam um mínimo de 1” para o diâmetro mínimo da válvula para ela ter conexão flangeada. Fig. Acima de 600 psi. Os furos dos parafusos se encaixam. tornando-o também de face plana. Apenas. um aço especificado para 285 psig e 50 oC só pode ser usado em 140 psi quando exposto a 300 o C. que podem ser concêntricas ou fonográficas. quando se tem altíssimas pressões e é perigoso o vazamento do fluido. Válvula com conexões soldadas Conexão por flange Conectar o corpo da válvula à tubulação através do conjunto de flanges.11. A classe ANSI 150 (chamada de 150 libras) não significa que a conexão é limitada à pressão de 1000 kPa (150 psi).13. Os dois tipos principais de solda são: de topo e soquete (mais eficiente). o corpo de uma válvula em ferro fundido pode ter um flange de classe 125 e a tubulação de aço pode ter um flange de classe 150. As dimensões do flange são padronizadas para diferentes materiais e Fig. O limite de pressão é determinado pela temperatura de operação e pelo material ASTM do flange. Diferentes tipos de flange 8 . Os flanges de aço são feitos de face ressaltada para dar alta força na gaxeta.

expansão e contração dos materiais envolvidos. 1. uma entrada e duas saídas (divisão ou divergente) A diferença na construção é que a força do fluido é feita para agir em uma direção tendendo a abrir ambos os obturadores em cada caso. 1. A válvula de duas vias é a mais usada. A desvantagem inclui os problemas potenciais de vazamento e por isso equipamentos com conexões tipo wafer são considerados politicamente incorretos.7. há válvula com corpo longo e conexões wafer. Classes de flange versus temperatura e pressão para aço carbono Fig. 1. Atualmente. gaxetas. compressão. que requerem válvulas com três vias: 1. dando uma estabilidade dinâmica sem o uso de grande atuador. Há aplicações de mistura ou divisão. São chamadas de wafer e foram usadas inicialmente em válvula borboleta estreita.16. Válvula borboleta com tomada tipo wafer 2. muito baixa ou grande variação. duas entradas e uma saída (mistura ou convergente) 2. Entradas e Saída A válvula de duas vias é a que tem duas conexões: uma de entrada e outra de saída. Devem ser tomados cuidados com os parafusos. Fig. em flange e são instaladas sanduíchadas entre dois flanges da tubulação. Válvula de 4 vias flangeada Conexão wafer Algumas válvulas possuem faces lisas. Fig. A vantagem da conexão tipo wafer é a ausência de flange na válvula.14.15. Também não há problema de 9 . Recomenda-se o uso de torquímetro para apertar os parafusos e não se deve usar este tipo de conexão em processos com temperatura muito alta.Construção compatibilidade e ela pode ser inserida entre dois flanges de qualquer tipo. reduzindo peso e custo.

O castelo preso ao corpo por uma união é usado em válvulas maiores ou para válvulas pequenas com alta pressão. usam-se caixas de engaxetamento. deve ser de tal modo que não haja vazamento do interior da válvula para fora e nem muito atrito que dificulte o funcionamento ou provoque histerese. Vista de uma válvula de 4 vias 10 . A haste da válvula se movimenta através do engaxetamento do castelo. Fig. Esquema de válvula de 4 vias Fig.2. Porém. Válvula liga-desliga de 2 vias Fig. há válvulas que não possuem castelo. Algumas caixas requerem lubrificação periódica. obturador e sede e que ela seja robusto suficientemente para suportar as tensões impostas pelo atuador. é necessário remover o castelo para ter acesso ao assento da válvula e ao elemento de controle da vazão. Normalmente. aparafusado 2. 1. Conceito O castelo (bonnet) liga o corpo da válvula ao atuador e completa o fechamento do corpo. Os materiais típicos de engaxetamento incluem: Fig.17.19.18. O castelo e corpo rosqueados constituem o sistema mais barato e é usado apenas em pequenas válvulas de baixa pressão.20. Tipos de castelos Fig. 1. Diferentes configurações de válvula de três vias Os três tipos básicos de castelo são: 1. flangeado. Válvula de controle de 2 vias 3.1. Para facilitar a lubrificação do movimento da haste e prover vedação. para fins de manutenção. permitindo uma vedação melhor que a do castelo rosqueado. 1. O engaxetamento no castelo para alojar e guiar a haste com o plug. 1. Castelo 3. 1. O sistema com castelo flangeado é o mais robusto e permite a melhor vedação. sendo usado em válvulas grandes e em qualquer pressão. O castelo também pode fornecer a principal abertura para a cavidade do corpo para o conjuntos das partes internas ou ele pode ser parte integrante do corpo da válvula.Construção 3.21. É fundamental que a conexão do castelo forneça um bom alinhamento da haste. união 3.

usam-se foles como selos. ter um comprimento muito maior que o normal.1. a temperatura não é afetada. Métodos de Selagem Há dois locais onde a válvula deve ter selos para prover vedação: 1. o castelo estendido deve 1. quando ela estiver na posição fechada 2. Em aplicações onde se quer vedação total ao longo da haste. a não ser que válvula seja equipada com um selo baixo ou esteja montada de cabeça para baixo. Atualmente. de sua entrada e para a saída ou viceversa. usa-se também um castelo especial. de seu interior para o exterior. Fig. com comprimento maior que o normal e com aletas. asbesto. pois é comprovado que o castelo plano estendido é tão eficiente quanto o aletado. quando ela estiver com pressão estática maior que a atmosférica ou do exterior para seu interior.22. asbesto grafitado). 1.23. Para um vapor condensante. ter engaxetamento com materiais especiais (semimetálicos) e 3. para ser mais aquecido pelo ambiente 2. Quando a aplicação envolver temperatura muito alta. O fluido do processo pode ser selado interna ou externamente ao fole. pois o fluido do processo é tóxico. Castelo alongado para baixas temperaturas 11 . quando se tem vácuo no corpo da válvula. Fig.Construção teflon. possuir aletas horizontais. o que não é recomendado. muito caro. grafite e a combinação deles (asbesto impregnado de teflon. pirofosfórico. 1. os castelos aletados estão em desuso. facilitando a transferência de energia entre o processo e a atmosfera externa Fig. Aplicações especiais Quando a aplicação envolve temperatura muito baixa (criogênica). para evitar a formação de gelo da umidade condensada da atmosfera em torno da haste e da caixa de engaxetamento.24. Castelo com flange aparafusado e engaxetamento padrão O comprimento do castelo padrão é suficiente apenas para conter a caixa de engaxetamento. explosivo. Castelo para aplicações de alta temperatura 4. que aumentem a área de troca de calor. para aplicações com líquidos e gases. 3. para baixar a temperatura da caixa de engaxetamento.3.

contato metal-material elástico. a porca da caixa deve ser apertada. Este tipo de selo requer inspeções periódicas e manutenção. 3. deve haver um fechamento firme e seguro entre o elemento de controle de vazão e o assento da válvula. Outro tipo de válvula sem engaxetamento emprega um fole metálico. Em geral se empregam três tipos de selos: 1. a selagem na haste é a mais difícil de ser conseguida. O diafragma é acionado por um componente compressor. contato metal-metal com revestimento de material elástico Com o advento dos plásticos. o plug da válvula e a sede. por meio de uma porca ou plug. fixado na extremidade da haste e que também age como elemento de controle da vazão. bastando substituir metal por plástico. fibras de asbesto.Construção De modo a reter a pressão do fluido dentro da válvula. é necessário comprimir o engaxetamento. para evitar vazamento no caso da falha do fole. 4. 3. 2. Estes componentes devem ser projetados de modo que as variações de pressão e de temperatura e as tensões mecânicas provocadas pela tubulação não distorçam ou desalinhem as superfícies de selagem. senão ocorrerá vazamento. Invariavelmente. entre a haste e o engaxetamento do castelo. quando a válvula é operada. Castelo selado com fole usado em aplicações com fluidos tóxicos e flamáveis 4. Por causa do movimento envolvido. se uma válvula fica sem operar durante longo período de tempo. deve haver uma vedação entre o obturador e sua sede. contendo um material flexível de engaxetamento. contato metal-metal. Quando se quer uma válvula sem possibilidade de vazamento para o exterior. Estas válvulas são apropriadas para operação sob alto vácuo. quando a válvula estiver na posição fechada.26. A mesma analogia se aplica em Fig. Fig. nas conexões da válvula com a tubulação e 4. teflon . com teflon granulado. como grafite e asbesto. 2. Os três tipos de selos continuam válidos.2.1. Uma caixa de enchimento é normalmente usada acima do fole. deve-se usar válvula sem engaxetamento. Caixa de engaxetamento com lubrificador e válvula de isolação 12 . Para prover um selo adequado contra a vazão do fluido do processo. onde o castelo se junta ao corpo da válvula. as válvulas se tornam disponíveis em uma variedade de plásticos. teflon e asbesto. como a válvula com diafragma entre o castelo e o corpo da válvula. Vazamentos Para não haver vazamento de dentro da válvula para fora. O engaxetamento pode ser sólido. Vazamento entre entrada e saída Para que uma válvula não dê passagem de sua entrada para a saída.25. 1. O método mais comum de selagem da haste é o uso de uma caixa de enchimento. 1. no lugar do diafragma flexível. deve haver selagem entre 1.

Os modos de operação da válvula dependem do seu tipo. Isto pode ser conseguido pela adição à válvula padrão um dos seguintes acessórios: 1. manual 2. motor elétrico. borrachas. Para ser atuada automaticamente a válvula pode estar acoplada a mola. 1. corrente mecânica ou alavanca. Atuação manual da válvula de controle Fig. 3. de modo continuo ou através de liga-desliga. A atuação local pode ser feita diretamente por volante. atuador pneumático ou hidráulico.28. são forçadas e entram na superfície macia e não interferem no fechamento da válvula. tamanho. A atuação manual remota pode ser feita pela geração de um sinal elétrico ou pneumático. Atuação automática significa sem a intervenção direta do operador. engrenagem. A maior resistência é obtida de um selo metal-metal. freqüência de operação e grau de controle desejado. elétrica 3. que pode ser 1. rotativo. teflon. localização no processo. linear 2. pneumática.Construção válvulas tendo interiores revestidos de vidro. motor elétrico para operação continua ou de liga-desliga. servomecanismo. hidráulica. A atuação da válvula pode ser 1. Este tipo de selo fornece um bloqueio total e é altamente recomendado para fluidos contendo sujeira. Outra classificação útil do atuador é quanto à fonte de potência. como 1. 2. O selo resiliente (elástico) é obtido pela pressão de uma superfície metálica contra uma superfície plástica ou de borracha.27. que podem ficar presas entre as superfícies de selagem. mas pode haver desgaste e erosão do metal. Atuador pneumático e mola 13 . atuador pneumático ou hidráulico para operação continua ou de liga-desliga. 1. solenóide. Operação Manual ou Automática A atuação manual pelo operador pode ser local ou remota. é necessário ou desejável operar automaticamente a válvula. Freqüentemente. O atuador pode ser classificado. dependendo do tipo do dispositivo móvel.1. automática Fig. As partículas sólidas. 5. 2. Quando se tem alta pressão. que acione o atuador da válvula. embora seja limitado a processos pouco rigorosos e com baixa pressão. função no sistema. é conveniente o uso do selo metalmetal com revestimento resiliente. solenóide elétrica para operação de liga-desliga. 5. Atuador Atuador é o componente da válvula que recebe o sinal de controle e o converte em abertura modulada da válvula.

ar para fechar. a força do diafragma deve vencer a força da mola e as forças do processo. cuja lógica de operação é: ar para abrir . Na ausência do sinal de controle. onde está acoplado o obturador que irá abrir continuamente a válvula de controle. com diafragma e mola é o responsável pela conversão do sinal pneumático padrão do controlador em forçamovimento-abertura da válvula. Válvulas globo de tamanho grande e com alta pressão de processo são atuadas por motores elétricos ou correntes mecânicas. 4. Válvulas de retenção são atuadas por mola ou por gravidade.mola para abrir. Geralmente estes mecanismos de operação da válvula são considerados acessórios da válvula. Operacionalmente. quais sejam: 1. 2. 1. Uma das 5. A função do diafragma é a de converter o sinal de pressão em uma força e a função da mola é a de retornar o sistema à posição original.29. O atuador pneumático. se pensa que o atuador da válvula requer a alimentação de ar pneumático para sua operação. 5.2. Existe um terceiro tipo. 3. Erradamente. Válvulas de controle liga-desliga são atuadas através de solenóides. há duas lógicas de operação do atuador pneumático com o conjunto diafragma e mola: 1.fechar e falha-fechada. que equivale a ar-para. um determinado tipo de válvula é limitado a um ou poucos tipos de atuadores. 5. 3. ar para abrir . Válvulas de alivio e de segurança são atuadas por mola. 2. O atuador pneumático consiste simplesmente de um diafragma flexível colocado entre dois espaços. Fig. operar sem posicionador. O atuador pneumático a diafragma recebe diretamente o sinal do controlador pneumático e o converte numa força que irá movimentar a haste da válvula. que exerce uma força contrária. 2. Outra nomenclatura para a ação da válvula é falha-aberta (fail open). o princípio de operação é o mesmo. o atuador funciona apenas com o sinal padrão de 20 a 100 kPa (3 a 15 psi). disponível com um diafragma ou pistão. Válvulas de controle continuo são geralmente atuadas pneumaticamente. ter potência suficiente para agir contra as forças desbalanceadas. O atuador pneumático deve satisfazer basicamente as seguintes exigências: 1. Ações dos atuadores pneumáticos 14 . câmaras deve ser vedada à pressão e na outra câmara ha uma mola. 6. que equivale a ar-para-abrir. Independente do tipo. a força da mola se opõe à força do diafragma. ou totalmente aberta ou totalmente fechada. Ação do Atuador Basicamente.mola para fechar. ar para fechar . ter um mínimo de histerese. é o mais usado. ser reversível. 4. menos usado. Atuador Pneumático Este tipo de operador.Construção Geralmente. ter uma ação de falha segura quando houver problema no sinal de atuação. a mola leva a válvula para uma posição extrema. operar com o sinal de 20 a 100 kPa (3 a 15 psig). O sinal de ar da saída do controlador vai para a câmara vedada à pressão e sua variação produz uma força variável que é usada para superar a força exercida pela mola de faixa do atuador e as forças internas dentro do corpo da válvula e as exercidas pelo próprio processo. 5.3.

2. 5. Com o aumento gradativo da pressão. quando a pressão cair para 0 kPa (0 psig).30. passando pelos pontos (20 kPa x 0%) e (100 kPa x 100%) de abertura. deve levar a válvula para o fechamento total. a partir de 20 kPa (3 psi). o sinal de controle deve superar 1. A segurança do processo determina o tipo de ação da válvula: 1. a válvula tende a abrir cada vez mais. 4. Calibrar uma válvula é fazer a abertura da válvula seguir uma reta. Certas aplicações exigem um válvula de controle com um diafragma especial. ou seja. Na ausência de ar e com pressões menores que 20 kPa (3 psig). pressão da linha pressão da linha ar para abrir compressão da mola sinal pneumático pressão da linha ar para fechar sinal pneumático compressão da mola pressão da linha Fig. Assim. a válvula deve estar na posição totalmente aberta. tem-se a falha-últimaposição. Forças atuantes na válvula 15 .fail last position).4. Para pressões menores que 20 kPa (3 psi) a válvula deve estar totalmente fechada.fail indetermined). a válvula abre continuamente. Uma válvula com atuação ar-parafechar opera de modo contrario. modo que a falta o ar de suprimento ao atuador faca a válvula se manter na última posição de abertura. a válvula deve estar totalmente aberta. 1. O atuador ar-para-abrir necessita de pressão para abrir a válvula. falha-aberta (FC . A posição de totalmente fechada é também conhecida como a de segura em caso de falha. a força da mola. assumindo as infinitas posições intermediárias entre totalmente fechada e totalmente aberta. a válvula deve estar totalmente fechada. falha-fechada (FC . independente da posição em que estiver no momento da falha. Quando não houver sinal de controle. falha-última-posição (FL . Escolha da Ação A primeira questão que o projetista deve responder. a válvula está desligada e na posição fechada. 3. 2. a válvula diminuirá sua abertura.fail close). os atritos existentes entre a haste e o engaxetamento. a força apresentada pelo fluido do processo. Com o aparecimento de pressões acima de 20 kPa (3 psig) e seu aumento.fail open). quando faltar o suprimento da alimentação? A questão esta relacionada com a posição de falha da válvula.Construção A operação de uma válvula com atuador pneumático com lógica de ar para abrir é a seguinte: quando não há nenhuma pressão chegando ao atuador. A falha do sistema. A maioria das válvulas é calibrada para estar totalmente aberta quando a pressão atingir exatamente 100 kPa (15 psig). Na falha do sistema. Quem leva a válvula para esta posição segura é justamente a mola. 3. Quando a pressão de controle (típica de 20 a 100 kPa) começa a crescer. quando escolhendo uma válvula de controle é: o que a válvula deve fazer. de 100 kPa (15 psig). Com a máxima pressão do controlador. a válvula vai imediatamente para a posição fechada. a ausência de pressão. falha-indeterminada (FI .

Fig. esta força é máxima.31. Quando a válvula está fechada. 16 . Quando a válvula está totalmente aberta. aumenta sinal de saída) e inversa (aumenta medição. Forças atuantes Os diagramas vetoriais mostram a representação esquemática das forças. Atuador reversível diafragma .flow to open). deve se consultar a literatura técnica disponível e referente a todos os equipamentos: controlador. ficar na última posição (FB . atuador e válvula de controle: 1.6. segura e flexível. pistão. 2. A maioria dos controladores possui uma chave seletora para a ação de controle: direta (aumenta medição. 5. deslocamento da mola do atuador e 4. A ação vazão-para-fechar é fornecida pela válvula globo. alguns atuadores possuem uma alimentação alternativa: o sinal pode ser aplicado em dois pontos possíveis. Há atuadores de diferentes tamanhos que dependem dos seguintes parâmetros: 1. As válvulas com plug rotatório e esfera flutuante são típicas para ficar na última posição. Quando a válvula abre. diminui sinal de saída). 1. 5. alteração do obturador + sede da válvula. quando a vazão entra debaixo do obturador.friction bound). da pressão pneumática e da pressão do processo.mola Na aplicação prática. a ação vazão-para-abrir é fornecida pela válvula borboleta. 3. 2. para os dois casos possíveis. globo e esfera convencional. Mudança da Ação Há vários modos de se inverter a ação de controle do sistema constituído de controlador. alternando a posição relativa diafragma + mola.flow to close). Dimensionamento do Atuador O atuador pneumático deve ter um diafragma com área efetiva suficiente para permitir o fechamento contra a pressão da linha e uma mola com elasticidade suficiente para posicionar o obturador da válvula em resposta ao sinal contínuo da saída do controlador. pressão estática do processo. troca da posição do atuador. a força devida à pressão da linha é muito dissipada e a força contra o obturador é desprezível. 3. a força devida à pressão da linha diminui.5.Construção A segurança também implica no conhecimento antecipado das conseqüências das falha de alimentação na mola. A força gerada para operar a válvula é função da área do diafragma. para se definir qual a solução mais simples. no próprio controlador. controlador e transmissor. a posição da válvula não é mais função do projeto do atuador. curso da haste da válvula. atuador e válvula. Quando ocorrer falha no atuador da válvula. Quanto maior a pressão do sinal 5. mas das forças do fluido do processo atuando no interior da válvula e da construção da válvula. 4. vazão-para-fechar (FTC . As escolhas são 1. quando a válvula é desligada. 3. alteração do modo de controle. cada um correspondendo a uma ação de controle. diafragma. Em posições intermediárias. 2.7. de ar para abrir e ar para fechar. vazão-para-abrir (FTO . sede da válvula. a força é também intermediária.

com controladores eletrônicos que geral 4 a 20 mA cc. a força compressiva inicial da mola deve ser suficiente para superar o efeito da pressão da linha mais 30 kPa ou 25% da pressão inicial da mola teórica. A faixa de pressão mais comum é o sinal de 20 a 100 kPa (3 a 15 psig). a saída real varia de 7 a 120 kPa. ate de 1 Mpa (150 17 . Assim. É importante saber que embora a saída linear de um controlador seja nominalmente 20 a 100 kPa (ou 60 200 kPa). O atuador pneumático da válvula funciona apenas com o sinal do controlador. Se a ação é ar para fechar. o atuador é ainda acionado pelo sinal pneumático padrão do controlador. Para compatibilizar seu uso. Fig. é comum o uso do atuador pneumático associado a cilindro. a norma é se usar o atuador pneumático com diafragma e mola. Por esta razão. tipicamente em aplicações com altas pressões do processo. Este atuador opera usando um suprimento de pressão pneumática elevada. excepcionalmente. geralmente o tamanho do diafragma depende da pressão do processo. baseando-se na faixa real do sinal do controlador em 7 a 120 kPa (mais larga que a padrão de 20 a 100 kPa) são: 1. padrão de 20 a 100 kPa. Os atuadores industriais. insere-se na malha de controle o transdutor corrente – para – pneumático (i/p).8. maior deve ser a área do diafragma. Atuador a Pistão O atuador a pistão é usado normalmente quando se quer a máxima saída da passagem. para garantir um fechamento completo. a largura de faixa da saída disponível real é muito mais larga. quando maior a pressão do fluido do processo. o restante da saída do sinal do controlador é usado para como força de assento. As duas regras para dimensionar um atuador. Os fabricantes apresentam equações para dimensionar e escolher o atuador pneumático. rápido e econômico que o atuador eletromecânico disponível comercialmente. eficiente. menor pode ser a área do diafragma.Construção pneumático. 5. A função do atuador continua a de converter o sinal de 20 a 100 kPa em força que pode provocar um movimento. de 20 a 100 kPa (3 a 15 psig). Posicionador e transdutor i/p integral Mesmo em sistema com instrumentação eletrônica. 2. outra também usada é a de 40 a 200 kPa (6 a 30 psig). Assim. com resposta rápida. Ele não necessita do suprimento de ar de 120 a 140 kPa (20-22 psig). fornecem forças de atuação de 400 a 2000 N. Atuador e Outro Elemento Final O atuador de válvula pode. a que for maior. Como normalmente o sinal de atuação é padrão. basculante e bóia. com uma alimentação de 140 kPa. deve-se ter uma pressão de 4 kPa aplicada no diafragma. O conjunto transdutor I/P + atuador pneumático é ainda mais simples. A mínima saída é 7 kPa (0. Se a ação é ar para abrir.5 psi) devida a algum vazamento do relé e a máxima saída é escolhida de 120 kPa (18 psi) para refletir as perdas da linha do controlador para a válvula. a força inicial da mola tende a manter o obturador fora do assento. 1. para o sinal de 100 kPa (15 psi). Mesmo nas combinações que não envolvem a válvula.32. Depois que a válvula estiver totalmente movimentada. ser acoplado a outro equipamento que não seja a válvula de controle. O tamanho físico do atuador depende da pressão estática do processo e da pressão do sinal pneumático.

na prática. o sinal padrão para acionamento da válvula é o de 4 a 20 mA cc. Pretendia-se ter um atuador rápido.Construção psig). sem passar pelo sinal pneumático. Os melhores projetos possuem dupla ação para dar a máxima abertura. 18 . deve-se desenvolver um mecanismo que converta este sinal de corrente elétrica em um movimento e abertura da válvula. Esta conversão corrente para movimento é direta. A solução mais freqüente e econômica é a de usar um transdutor corrente – para . Atuador Eletromecânico Com o uso cada vez mais freqüente da instrumentação eletrônica. nas duas direções. os atuadores eletromecânicos são poucos usados. através de um motor. Ainda é mais conveniente usar o conjunto transdutor I/P e atuador pneumático. Assim. São disponíveis atuadores eletromecânicos que convertem o sinal da saída do controlador eletrônico em movimento e abertura da válvula.ar pneumático e continuar usando a válvula com atuador pneumático. porém. por causa do custo elevado e complexidade.

1. Apresentar as exigências de estanqueidade da válvula de controle. 1. deve-se avaliar se a válvula é realmente necessária ou se existe um meio mais simples e mais econômico de executar o que se deseja. Conhecer completamente significa conhecer as condições normais de operação e as exigências que a válvula deve satisfazer durante as condições de partida. Descrever os conceitos. viscosidade. 3. bombeamento.1. 2. Todas os dados do processo devem ser conhecidos antecipadamente. quando se aceita um controle menos rigoroso. temperatura. relações matemáticas e significado físico das características inerente e instalada da válvula. 4. Desempenho Objetivos de Ensino 1. pois não se irá produzir energia para ser queimada na queda de pressão através da válvula de controle. 5. como os valores da vazões (mínima. Conceituar rangeabilidade e controlabilidade da válvula de controle. Dados do Processo Quando se decide usar a válvula de controle. se quer um sistema econômico ou não se tem energia de alimentação disponível. Apresentar os principais parâmetros relacionados com o desempenho da válvula de controle. se a vazão é pulsante. pode-se usar uma válvula autocontrolada em vez da válvula de controle. se há possibilidade de martelo d'água. Em outra aplicação. pressão de vapor do líquido. É desejável identificar as fontes e naturezas dos distúrbios potenciais e variações de carga do processo. é possível e conveniente substituir toda a malha de controle de vazão por uma bomba de medição a deslocamento positivo ou por uma bomba centrífuga com velocidade variável. Deve-se determinar ou conhecer as exigências de qualidade do processo. Para a seleção da válvula certa deve-se entender completamente o processo que a válvula controla. pressão estática do processo. Por exemplo. quando fechada. densidade. deve-se selecionar o tipo correto e dimensiona-se adequadamente. Introdução Antes de especificar e dimensionar uma válvula de controle. Aplicação da Válvula 1. Os dados do processo devem também estabelecer se a válvula necessita fornecer vedação total. desligamento do processo e emergência. Apresentar as principais características de válvula de controle: linear. A relação custo beneficio destas alternativas é usualmente obtida pelo custo muito menor do 19 . normal e máxima). de modo a identificar as tolerâncias e erros aceitáveis no controle.2. qual deve ser o nível aceitável de ruído.2. igual percentagem e de abertura rápida.

Isto significa que a malha completa do processo. a queda de pressão através da válvula é constante. deve-se considerar os fatores que afetam seu desempenho. Desempenho da Válvula O bom desempenho da válvula de controle significa que a válvula 1. Assim. 2. é suficientemente rápida para corrigir os distúrbios e as variações de carga do processo. A vazão na válvula depende do sinal de saída do controlador que vai para o atuador da válvula. Conceito A característica da válvula de controle é definida como a relação entre a vazão através de válvula e a posição da válvula variando ambas de 0% a 100%. 4. não requer a modificação da sintonia do controlador depois de cada variação de carga do processo. é estável em toda a faixa de operação do processo. A instalada se refere à característica quando a válvula Fig. não opera próxima de seu fechamento ou de sua abertura total. 3. o fluido do processo não está em cavitação. o atuador da válvula é linear (o deslocamento da haste da válvula é proporcional à saída do controlador). Característica da Válvula 2. transmissor. deve ter seu ganho e dinâmicas os mais constantes possível. instalada A característica inerente da válvula se refere à característica observada com uma queda de pressão constante através da válvula. flacheamento ou na vazão crítica ou sônica (choked) São definidas duas características: 1. características do fluido e resposta do atuador. Se isso é feito corretamente. inerente 2. Características típicas de válvulas 2. ganho. 2.2. 2.1. 3. fazendo a combinação sensortransmissor-controlador-processo não linear. a maioria dos processos é não-linear. definida como a combinação de sensor.1. processo e algum outro componente. ou com o ganho constante. Para se conseguir este bom desempenho da válvula. vazamento quando fechada. a nova combinação sensor-transmissor-processo-válvula se torna linear.3. A outra alternativa é a de escolher o comportamento da válvula não-linear. tais como característica. é a característica da válvula construída e fora do processo. para tornar linear a combinação sensortransmissor-controlador-processo. O comportamento da válvula é a sua característica de vazão. está em operação real. Ter um comportamento constante simplesmente significa ser linear. a malha de controle deve ter um comportamento constante em toda a faixa.Desempenho 1. Características da Válvula e do Processo Para se ter um controle eficiente e estável em todas as condições de operação do processo. válvula. queda de pressão provocada. admite-se que: 1. 20 . Na prática. rangeabilidades inerente e instalada. Na definição da característica. com uma queda de pressão variável e interagindo com as influências do processo não considerados no projeto. controlador. deve-se ter o controlador nãolinear para ter o sistema total linear. 2.

f ( x) = a f ( x) = igual percentagem 1 . a é uma constante.11. hiperbólica [a − (a − 1)x] Fig. para válvula linear f(x) = x . 2. iguais incrementos da posição da válvula causam uma variação da vazão em igual percentagem. há a mesma percentagem de variação na vazão. a vazão irá aumentar de 1% de seu valor à posição de 21 . Característica de Igual Percentagem Matematicamente. Tipicamente os formatos do contorno do plug e da sede da válvula definem a característica da válvula. a vazão é proporcional exponencialmente à abertura. indo de 20 a 21% na posição. A vazão varia de df/f para cada incremento da posição da haste dx.3. a vazão através da válvula é dada pela relação: A razão do nome da característica de igual percentagem está na variação da vazão em relação a posição da válvula: df (x ) = K × f ( x) dx ou seja. raiz quadrática x X −1 . O termo igual percentagem se aplica porque. para igual variação na posição da haste.4. A característica da válvula depende do seu tipo. representando a rangeabilidade da válvula. Características de igual percentagem onde x é a excursão da haste da válvula. quando se aumenta a abertura da válvula de 1%. independente do curso da válvula. X é a excursão máxima da válvula. O índice do expoente é a percentagem de abertura. isto e. igual percentagem e abertura rápida. Relações Matemáticas Para uma única fase líquida. ρ é a densidade do líquido em relação a água f(x) é a curva característica da vazão na válvula.Desempenho O objetivo da caracterização da vazão é o de fornecer um ganho do processo total relativamente constante para a maioria das condições de operação do processo. onde f(x) = x. Cv é a capacidade de vazão da válvula ∆p é a queda de pressão através da válvula. 2. raiz quadrática e parabólica. outras menos usadas são: hiperbólica. Q = Cv f ( x ) ∆p ρ onde Q é a vazão volumétrica do líquido. f ( x) = R x X −1 2. As três características típicas são: linear.

de 20 a 100 kPa (3 a 15 psig). Fig. colocando-se um ombro no plug. vaza 2% quando totalmente fechada. a válvula de igual percentagem nunca veda totalmente. borboleta e a globo. pelo projeto e construção. naturalmente fornecem característica de igual percentagem são a Curso. Característica de igual percentagem. Gv = ln R × f × Fmax 100 Como o produto (f x Fmax) é a vazão real. mas quando esta próxima de sua abertura total. A válvula de igual percentagem típica possui rangeabilidade igual a 50. A válvula de igual percentagem é de abertura lenta. o ganho da válvula de igual percentagem não é uma função do tamanho da válvula. A característica de vazão de igual percentagem produz uma muito pequena vazão no inicio de sua abertura. As válvulas que. 2.Desempenho 20%. onde a variação da vazão é estabelecida pela rotação da haste. enquanto a vazão estiver confinada à faixa onde a característica estiver não distorcida. com escala logarítmica na ordenada Vazão. 2. % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Teoricamente. A característica da válvula hiperbólica se aproxima da característica da válvula de igual percentagem. pois quando a posição da válvula estiver em x = 0. A abertura é proporcional ao sinal padrão do controlador.2. 2. % Fig. Se a posição da válvula é aumentada de 2%. a vazão ira aumentar de 2% de seu valor à posição de 60%.5.9 (ln 50) na máxima vazão. pequenas variações da abertura produzem grandes variações de vazão. Na prática. Por exemplo. quando a válvula estiver totalmente fechada. onde R é a rangeabilidade da válvula. Característica Linear Na válvula com característica linear a vazão é diretamente proporcional à abertura da válvula. Combinando a inclinação da válvula com o ganho da válvula. uma válvula com rangeabilidade de R = 50. Ela exibe melhor controle nas pequenas vazões e um controle instável em altas vazões. exibindo uma inclinação de 3. se eletrônico. indo de 60 a 62%. Característica linear de válvula de controle 22 . se pneumático e de 4 a 20 mA cc. a vazão será f = 1/R. o projeto da válvula garante a sua vedação.3. A válvula é quase linear (e com grande inclinação) próximo à sua abertura máxima.

Desempenho
A característica linear produz uma vazão diretamente proporcional ao valor do deslocamento da válvula ou de sua posição da haste. Quando a posição for de 50%, a vazão através da válvula é de 50% de sua vazão máxima. A válvula com característica linear possui ganho constante em todas as vazões. O desempenho do controle e uniforme e independente do ponto de operação. Sua rangeabilidade é media, cerca de 10:1. instalação afeta substancialmente a característica e a rangeabilidade da válvula. A característica instalada é real e diferente da característica inerente, que é teórica e de projeto. Na prática, uma válvula com característica inerente de igual percentagem se torna linear, quando instalada. A exceção, quando a característica inerente é igual à instalação, ocorre quando se tem um sistema com bombeamento com velocidade variável, onde é possível se manter uma queda de pressão constante através da válvula, pelo ajuste da velocidade da bomba. A característica instalada de qualquer válvula depende dos seguintes parâmetros: 1. característica inerente, ou a característica para a válvula com queda de pressão constante e a 100% de abertura, 2. relação da queda de pressão através da válvula com a queda de pressão total do sistema, 3. fator de super dimensionamento da válvula.

2.6. Característica de Abertura Rápida
A válvula de abertura rápida possui característica oposta à da válvula de igual percentagem. A característica de vazão de abertura rápida produz uma grande vazão com pequeno deslocamento da haste da válvula. A curva é basicamente linear para a primeira parte do deslocamento com uma inclinação acentuada (grande ganho). Ela introduz uma grande variação na vazão quando há uma pequena variação na abertura da válvula, no inicio da faixa. A válvula de abertura rápida apresenta grande ganho em baixa vazão e um pequeno ganho em grande vazão. Ela não é adequada para controle continuo, pois a vazão não é afetada para a maioria de seu percurso. Tipicamente usada para controle liga-desliga, batelada e controle seqüencial e programado. Sua rangeabilidade é pequena, cerca de 3:1. Válvula típica de abertura rápida é a Saunders. A válvula raiz quadrática se aproxima da válvula de abertura rápida.

Fig. 2.4. Característica linear inerente e instalada

2.7. Característica Instalada
O dimensionamento da válvula se baseia na queda de pressão através da válvula, tomada como constante e relativa à abertura de 100% da válvula. Quando a válvula está instalada na tubulação do sistema, a queda de pressão através dela varia, quando a vazão varia, ou seja, ela depende do resto do sistema. A vazão está sujeita aos atritos viscosos na válvula. A

O tipo da característica instalada é útil em duas aplicações: 1. para complementar a curva do sensor/medidor de vazão. Se o ganho do sensor é for linear e igual a 2 em toda a faixa, a característica da válvula deve ter uma inclinação de 1/2, conseguida quando a relação entre a queda de pressão mínima sobre a máxima valer 1/2 ,

23

Desempenho
2. para compensar o ganho do processo com ganho aumentando diretamente com o aumento da vazão. Quando o ganho da válvula variando inversamente com a vazão for indesejável, deve-se compensa-lo. A característica de igual percentagem é a melhor para eliminar o efeito da queda de pressão variável sobre o ganho da válvula. Quando houver grande variação da queda de pressão na válvula (queda de pressão mínima sobre a máxima é muito pequena), a característica de igual percentagem se torna praticamente linear. A queda de pressão variável reduz a rangeabilidade da válvula. Desde que a vazão máxima ocorre com a mínima queda de pressão na válvula e vice-versa, a relação das quedas de pressão determina a rangeabilidade efetiva ou instalada da válvula: fundamental para se ter um bom controle, em larga faixa de operação do processo. A válvula com característica inerente linear parece ser a mais desejável, porém o objetivo do projetista é obter uma característica instalada linear. O que se deseja realmente é ter a vazão através da válvula e de todos os equipamentos em série com ela variando linearmente com o deslocamento de abertura da válvula. Como a queda de pressão na válvula varia com a vazão (grande vazão, pequena queda de pressão) uma válvula não-linear normalmente fornece uma relação de vazão linear após a instalação. As malhas de controle são usualmente sintonizadas nos níveis normais de carga e assume-se que o ganho total da malha não varia com o ganho do processo. Esta hipótese é raramente encontrada, na prática. O ganho do processo é usualmente não linear. Como não se pode sintonizar o controlador depois de cada variação de carga do processo, é desejável selecionar a válvula de controle que irá compensar os efeitos das variações de carga. A escolha da característica correta da válvula para qualquer processo requer uma analise dinâmica detalhada de todo o processo. Há numerosos casos onde a escolha da característica da válvula não resulta em conseqüências sérias. Qualquer característica de válvula é aceitável quando: 1. a constante de tempo do processo é pequena (processo rápido), como vazão, pressão de líquido e temperatura com misturadores, 2. a banda proporcional ajustada do controlador é estreita (alto ganho), 3. as variações de carga do processo são pequenas; menos que 2:1. A válvula com característica linear é comumente usada em processo de nível de líquido e em outros processos onde a queda da pressão através da válvula é aproximadamente constante. A válvula com característica de igual percentagem é a mais usada; geralmente, em aplicações com grandes variações da queda de pressão ou onde uma pequena percentagem da queda de pressão do sistema total ocorre através da válvula.

R ef = R

∆pmin ∆p max

Quando a queda de pressão variar de 10:1, a rangeabilidade vai de 50 para 15.8. É difícil prever o comportamento da válvula instalada, principalmente porque a característica inerente se desvia muito da curva teórica, há não linearidades no atuador da válvula, nas curvas das bombas.

Fig. 2.5. Característica igual percentagem inerente e instalada

2.8. Escolha da Característica
A escolha da característica da válvula e seu efeito no dimensionamento é

24

Desempenho
Quando se tem a medição da vazão com placa de orifício, cuja saída do transmissor é proporcional ao quadrado da vazão, devese usar uma válvula com característica de raiz quadrática (aproximadamente a de abertura rápida). A válvula com a característica de vazão de abertura rápida é, tipicamente, usada em serviço de controle liga-desliga, onde se deseja uma grande vazão, logo que a válvula comece a abrir. As recomendações (Driskell) para a escolha da característica da válvula são: 1. Abertura rápida, para controle de vazão com medição através da placa de orifício e com variação da queda de pressão na válvula pequena (menor que 2:1). 2. Linear, para controle de vazão com medição através da placa de orifício e com variação da queda de pressão na válvula grande (maior que 2:1 e menor que 5:1). 3. Linear, para controle de vazão com sensor linear, nível e pressão de gás, com variação de queda de pressão através da válvula menor que 2:1. 4. Igual percentagem, para controle de vazão com sensor linear, nível e pressão de gás, com variação de queda de pressão através da válvula maior que 2:1 e menor que 5:1. 5. Igual percentagem, para controle de pressão de líquido, com qualquer variação da queda de pressão através da válvula. Como há diferenças grandes entre as características inerente e instalada das válvulas e por causa da imprevisibilidade da característica instalada, deve-se preferir 1. válvula cuja construção tenha uma propriedade intrínseca, como a borboleta e a de disco com abertura rápida, 2. válvula que seja caracterizada pelo projeto, como as com plug linear e de igual percentagem, 3. válvula digital, que possa ser caracterizada por software, 4. característica que seja obtida através de equipamento auxiliar, como gerador de função, posicionador caracterizado, cam de formato especial. Estes instrumentos são principalmente úteis para a alteração da característica instalada errada. Em resumo, a característica da válvula de controle deve casar com a característica do processo. Este casamento significa que os ganhos do processo e da válvula combinados resultem em ganho total linear.

2.9. Linearização da Característica
Há situações em que se quer uma válvula linear, mas ela não é disponível. Isto ocorre quando se quer usar uma válvula borboleta ou esférica, por causa de sua mecânica, mas se quer uma válvula com característica linear, por causa do controle do processo. Um método de moderar a característica exponencial é através de um divisor, com função:

X=

yY [ Z + (1 − z )Z]

onde X é o sinal de saída do divisor, Y e Z são os sinais de entrada do multiplicador, y é o ganho do multiplicador z é a polarização (bias) do multiplicador O sinal do controlador entra nas duas entradas do multiplicador, de modo que sua saída fica

f (m) =

m [ z + (1 − z)m]

Esta curva passa pelos pontos (0,0) e (1,1), para quaisquer valores de z, com inclinação da curva determinada por z. A inclinação da curva vale:

df z = dm [z + (1 − m)m]2
Quando m = 0, a inclinação é 1/z; quando m = 1, a inclinação é z. A variação do ganho é entre 1/z2. Quando z = 0.1, a curva varia de 10 a 0.1, com rangeabilidade de 100.

25

Desempenho
O ganho de uma válvula igual percentagem varia diretamente com a vazão. Deste modo, a sua variação de ganho é também a rangeabilidade. O divisor usado para linearizar o ganho de uma válvula de igual percentagem deve ter seu ganho variando da mesma quantidade. Assim, uma estimativa rápida para o valor de z para linearizar a válvula vale: alto custo destes testes, é virtualmente impossível obter dados de testes para cada tamanho e tipo de válvula e conexão. As perdas de pressão em um sistema de tubulação resulta de um número de características do sistema, que podem ser classificados como: 1. Atrito da tubulação, que é uma função da rugosidade da superfície da parede interior da tubulação, do diâmetro interno da tubulação e da velocidade, densidade e viscosidade do fluido. Os fatores de atrito são levantados experimentalmente e disponíveis na literatura (Crane). Eles dependem de: 2. mudanças na direção da trajetória da vazão. 3. obstruções na trajetória da vazão. 4. mudanças graduais ou repentinas na seção transversal e formato da trajetória da vazão. A velocidade na tubulação é obtida da perda da pressão estática e a diminuição da pressão estática devida a velocidade é

z=

1 R

Para a válvula com rangeabilidade de 50 o z deve ser ajustado em 0.141.

2.10. Vazão do Corpo
A boa válvula de controle deve ter uma grande coeficiente de vazão (Cv) consistente com uma boa rangeabilidade e com a característica de conformidade com as exigências do comportamento do processo. Um alto Cv é obtido quando o corpo e os internos (trim) da válvula são bem projetados. Tem-se:

hL =

v2 2gn

1 C2 v

=

1 C2 b

+

1 C2 t

onde Cv é o coeficiente de vazão da válvula Cb é o coeficiente de vazão do corpo da válvula Ct é o coeficiente de vazão do trim da válvula O Cb praticamente não varia e os Cv e Ct variam muito com a posição da haste; para isso Cb deve ser muito maior que Ct. Fisicamente, isto significa que existe um limite para o tamanho do trim em um particular tamanho do corpo da válvula.

que é definida como a altura da velocidade. A vazão através da válvula ou conexão em uma tubulação também causa uma redução na pressão estática que pode ser expressa em termos da pressão (head) da velocidade. O coeficiente de resistência K na equação

v2 hL = K 2gn
é deste modo, definido como o número da perda da pressão de velocidade devida a válvula ou a conexão. O fator K está sempre associado com o diâmetro em que ocorre a velocidade. Em muitas válvulas ou conexões, as perdas devidas ao atrito resultante de um comprimento real da trajetória da velocidade são menores, comparadas aquelas devidas a um ou mais das outras três categorias listadas.

2.11. Coeficiente de Resistência K
Os dados do teste de perda de pressão para uma grande variedade de válvulas e conexões são disponíveis do trabalho de numeroso pesquisadores. Estudos extensivos no campo tem sido feitos pelo Crane. Porém, devido à perda de tempo e

26

Desempenho
O coeficiente de resistência K é assim considerada como sendo independente do fator de atrito ou número de Reynolds e pode ser tratada como uma constante para qualquer obstrução dada (i.e., válvula ou conexão) em um sistema de tubulação sob todas as condições de vazão, incluindo laminar. A mesma perda na tubulação reta é expressa pela equação de Darcy: relativa, ou tamanho da tubulação, sobre o fator de atrito. Experimentalmente se conclui que o coeficiente de resistência K, para uma dada linha de válvulas ou conexões, tende a variar com o tamanho, como ocorre com o fator de atrito, f, para tubo de aço comercial e limpo, em condições de vazão resultando em um fator de atrito constante e que o comprimento equivalente L/D tender em direção a uma constante para os vários tamanhos de uma dada linha de válvulas ou conexões, nas mesmas condições de vazão. Na base desta relação, a coeficiente de resistência K para cada tipo de válvula ilustrado e conexão é mostrado no Apêndice deste trabalho. Estes coeficientes são dados como produto do fator de atrito para o tamanho desejado de tubulação de aço comercial limpo com vazão totalmente turbulenta e uma constante, que representa o comprimento equivalente L/D para a válvula ou conexão nos diâmetros da tubulação para as mesmas condições de vazão, na base dos dados do teste. Este comprimento equivalente ou constante é valido para todos os tamanhos do tipo de válvula ou conexão com que é identificado. Os fatores de atrito para tubulação de aço comercial e limpo com a vazão turbulenta (fT ), para tamanhos nominais de 1/2 a 24" (15 a 600 mm) são tabulados no inicio da Tabela do Fator K (A.26) . Há algumas resistências à vazão na tubulação, tais como as contrações e alargamentos graduais ou repentinos e entradas e saídas na tubulação, que possuem similaridade geométrica entre tamanhos. Os coeficientes de resistência (K) para estes itens são independentes do tamanho, como indicados pela ausência do fator de atrito em seus valores dados na tabela. Como dito anteriormente, o coeficiente de atrito é sempre associado com o diâmetro em que a velocidade no termo (v2/2gc) ocorre. Os valores na Tabela do fator K são associados com o diâmetro interno dos seguintes schedules de tubulações, para as várias classes de válvulas e conexões:

 fL  v 2 hL =    D  2gn
Segue se que:

K=f

L D

A relação L/D é o comprimento equivalente, em diâmetros de tubulação reta, que causará a mesma queda de pressão como a obstrução sob as mesmas condições de vazão. Desde que o coeficiente de resistência K é constante para todas as condições de vazão, o valor de L/D para qualquer válvula dada ou conexão deve necessariamente variar inversamente com a mudança no fator de atrito para diferentes condições de vazão. O coeficiente de resistência K seria teoricamente constante para todos os tamanhos de um dado projeto ou linha de válvulas e conexões, se todos os tamanhos forem geometricamente similares. Porém, a similaridade geométrica é rara, por causa de o projeto de válvulas e conexões ser ditada pela economia do fabricante, normas, resistência estrutural e outras considerações. Os dados experimentais mostram que as curvas de K apresentam uma tendência definida para seguir a mesma inclinação da curva f(L/D) para tubulação de aço comercial e limpa, em condições de vazão resultando em um fator de atrito constante. É provavelmente coincidência que o efeito da diferença geométrica entre diferentes tamanhos da mesma linha de válvulas ou conexões sobre o coeficiente de resistência K é semelhante aquele da rugosidade

27

com o mesmo desempenho. define-se o coeficiente de descarga. Resistência Hidráulica Resistência hidráulica ou resistência acústica é variação da queda de pressão na válvula pela variação da vazão. A partir da expressão do Cv. 2. Cd: Um fator de mérito muito importante no estudo da válvula de controle é a sua rangeabilidade. o Cv é grande para pequenas quedas de pressão e grandes vazões. O mais importante é ter bom senso e tratar o conceito de 28 . R= dp dQ A resistência hidráulica é um parâmetro importante para a seleção da válvula. Na prática. Cv = Q ρ ∆p Fig. 2. Rangeabilidade 2. Cd = Cv d2 onde d é o diâmetro da válvula. Por definição. é difícil definir com exatidão o que seja controlável com mesma eficiência e por isso os números especificados variam de 10 a 1 000%. 3. Coeficiente de Descarga O Cv da válvula depende do seu tipo.1 . A rangeabilidade realmente dá a faixa usável da válvula. para as condições turbulentas e uma válvula industrial: Rm = 2 ∆p Q Em inglês.12.6. rangeabilidade (rangeability) é também chamada de turn-down. de modo que a válvula possa controlar vazões muito pequenas e muito grandes. a resistência hidráulica é grande para grandes quedas de pressão e pequenas vazões.Fator K e Schedule Classe 300 e menor Classe 400 e 600 Classe 900 Classe 1500 Classe 2500 (1/2 a 6") Classe 2500 (> 8") Schedule 40 Schedule 80 Schedule 120 Schedule 160 XXS Schedule 160 onde Rm é a resistência hidráulica media.13. tem-se. Característica e rangeabilidade da válvula e da definição de resistência hidráulica (R). pois as resistências hidráulicas antes e depois da válvula são diferentes. 2. É desejável se ter alta rangeabilidade. derivado da expressão do Cv. Conclui-se que 1. Para indicar a capacidade relativa entre válvulas diferentes. a rangeabilidade da válvula de controle é a relação matemática entre a máxima vazão sobre a mínima vazão controláveis com a mesma eficiência.Desempenho Tab.

Isso ocorre porque o Cv instalado é geralmente maior que o Cv teórico.Desempenho rangeabilidade sob um ponto de vista qualitativo. A válvula de abertura rápida tem uma ganho variável. A válvula linear possui ganho (sensibilidade) uniforme em toda a faixa de abertura da válvula. devido a vazamentos. O ganho dinâmico é a relação entre a variação da entrada sobre a variação da saída. Controle da Válvula 4. a rangeabilidade instalada real é a metade da teórica inerente. pois ela só fornece controle estável entre 10% e 40% e sua rangeabilidade é de 4:1. Patranabis define a rangeabilidade como a relação do Cv máximo sobre o Cv mínimo da válvula. Ganho O ganho estático de qualquer instrumento é a relação entre a entrada sobre a saída. Deste modo.95 xmax) sobre a vazão correspondente a 10% da abertura (x = 0. Ela é instável em vazão baixa e inoperante em alta vazão. fora do processo.1. muito grande em vazão pequena e praticamente zero em vazão alta. ou seja. a mesma dificuldade e precisão que se tem para medir e controlar 100% da vazão. pequeno em vazão baixa e elevado em vazão alta. A válvula com igual percentagem possui ganho variável. entre os quais o ganho da válvula não varie mais que 50% do valor teórico.10 xmax). Buckley define rangeabilidade como sendo a relação entre a vazão correspondente a 95% de abertura da válvula (x = 0. Ela possui um desempenho excelente em baixas vazões e é instável para vazões muito elevadas. ele estabelece o ponto em que a característica começa a se desviar do esperado. Se a válvula é de igual percentagem. A rangeabilidade instalada é sempre menor que a teórica. Por exemplo. Lipták define rangeabilidade intrínseca como a relação do Cv(max) para o Cv(min). Este conceito é importante por duas razões: 1. 2. ele diz o ponto em que se espera que a válvula atue em liga-desliga ou perca completamente o controle. tem se em 10%. A válvula com característica inerente de abertura rápida está praticamente aberta a 40%. 4.2 do Cv teórico. 80% da abertura corresponde a cerca de 50% da vazão. a entrada é o deslocamento (x) da haste e a saída é a vazão correspondente (q). a rangeabilidade da válvula linear é maior do que a da válvula de igual percentagem. O ganho dinâmico da válvula é a relação entre a variação de vazão sobre a variação da sua haste. é importante se considerar que a rangeabilidade da válvula instalada é diferente da rangeabilidade teórica. pois ela controla desde 2. A rangeabilidade da válvula com característica inerente linear é de 10:1 pois ela fornece controle entre 10 e 100%. Na consideração da rangeabilidade da válvula. A válvula com característica inerente de igual percentagem tem rangeabilidade de aproximadamente 40:1.5 a 100%. a máxima vazão controlada pela válvula é cerca de 80% da abertura da válvula. Por esta definição. Isto significa que a válvula opera de um modo eficiente entre 10% e 95% de sua abertura total. Matematicamente. Gv = ∂Q ∂x ou na forma normalizada: GNv = 1 ∂Q Qn ∂x onde Q é a vazão instantânea Qn é a vazão normal de operação x é o deslocamento da haste da válvula Xo é o deslocamento correspondente à abertura total 29 . Na válvula de controle. A rangeabilidade da válvula está associada diretamente à característica da válvula. se o Cv real é cerca de 1.

da característica da válvula. o ganho inerente da válvula linear é constante e independe da posição da válvula. Dinâmica A válvula com atuador pneumático é o elemento final de controle mais usado. se uma válvula é capaz de manipular 500 LPM. Para que a vazão que varie com a posição da válvula. O ganho instalado da válvula linear é grande em pequenas vazões e pequeno em grandes vazões. a vazão de um líquido através da válvula depende do Cv. ax-1 Ganho dQ/dx = KCvt ax-1 Pela analise das relações matemáticas tem-se: 1. o ganho instalado da válvula de igual percentagem é mais constante que o ganho instalado da válvula linear. Por exemplo. 2. o ganho inerente (com queda de pressão através da válvula constante) da válvula de igual percentagem varia diretamente com a posição da válvula. quando se controle o nível h através da manipulação da vazão q. A posição da haste (ou a posição do plug no fim das haste) determina o tamanho 30 . O ganho instalado é diferente do ganho inerente. o ganho instalado da válvula de igual percentagem é aproximadamente igual ao ganho inerente da válvula linear. ax-1 (válvula igual percentagem onde a é um parâmetro de rangeabilidade da válvula. considerando a queda de pressão e a densidade constantes. com uma queda de pressão e gravidade especificas constantes. pode-se calcular os ganhos das válvulas linear e de igual percentagem: 4. Como já visto. o seu ganho é de 5 LPM/%. é a variação da variável de processo controlada sobre a variação de vazão manipulada correspondente. o coeficiente Cv deve variar também com a posição da válvula. da queda de pressão através da válvula e da densidade relativa do líquido em relação a água.Desempenho Gv é o ganho da válvula GNv é o ganho normalizado. Das relações entre o coeficiente de vazão Cvt e a posição da válvula (x). o Cv é função da posição da válvula. o ganho do processo vale: Válvula linear Vazão Q = Cvt . expresso como percentagem. O ganho instalado da válvula linear é aproximadamente igual ao ganho inerente da válvula de abertura rápida. Gp = dh dQ assumindo todas as outras condições constantes. A inclinação da curva (ganho) da válvula linear é constante: a inclinação da curva da válvula de igual percentagem é pequena em vazões baixas e grande. Ela faz parte da maioria das malhas de controle automático e continuo dos processos industriais. nas vazões elevadas. Realmente como mostrado pelas curvas.2. x (válvula linear) Cvr = Cvt . Ou seja. Do mesmo modo que a rangeabilidade da válvula. Por exemplo. Tem-se Cvr = Cvt . com a vazão variando em percentagem (Q/Qn) e a haste variando em percentagem (x/Xo). sob o ponto de vista da válvula de controle. O ganho do processo. quando totalmente aberta. Assim. x Ganho dQ/dx = K Cvt Válvula de igual percentagem Vazão Q = Cvt . Isto pode ser fácil e diretamente observado nas curvas das características inerentes da válvula. o seu Cv teórico ou inerente (Cvt) é diferente do Cv real ou instalado (Cvr).

a válvula exibe uma dinâmica de segunda ordem inerente. esta força age para cima. onde K é a constante de Hook da mola.força exercida pelo sinal pneumático no topo do diafragma. proveniente da saída do controlador. A K Fig. o modelo matemático da válvula que descreve seu comportamento dinâmico é de segunda ordem. A é a área do diafragma. que sua dinâmica pode ser considerada de primeira ordem. Adicionalmente. Porém. pA − Kx − C dx M d 2 x = dt g dt 2 ou 31 . tem-se a função de transferência de um sistema de primeira ordem: x (s ) = p(s ) C s +1 K Interpretando fisicamente o significado das equações diferenciais. Controlabilidade da Válvula A constante de tempo do processo depende do tamanho da válvula e como conseqüência. Neste caso. Nesta válvula. M massa da haste da válvula. como M é muito menor que K g (a massa da haste é muito menor que o produto da constante da mola pela aceleração da gravidade).7. que relaciona a saída do controlador com a vazão do fluido através da válvula.3.Desempenho da abertura para a passagem da vazão. a banda proporcional ajustada no controlador é função do tamanho da válvula.força de atrito exercida para cima e resultante do contato direto entre a haste e o engaxetamento da válvula. Nesta válvula. Tem-se pA . a força age para baixo. A posição da haste é determinada pelo balanço de todas forças que agem nela. a resposta às variações das válvulas pequenas e medias (pequeno M) é tão rápida. onde p é a pressão que abre e fecha a válvula (20 a 100 kPa). quando o coeficiente de atrito é desprezível e a constante da mola é grande (C/K = 0) a dinâmica da válvula pode ser desprezada. opera apenas na parte inferior de sua excursão. onde C é o coeficiente de atrito entre a haste e o engaxetamento. Forças no atuador da válvula 4. x é o deslocamento da haste.força exercida pela mola acoplada à haste e ao diafragma. Uma válvula superdimensionada. 2. M d 2 x C dx A + +x = p 2 g dt K dt K Esta é uma equação diferencial do segundo grau.. C dx/dt . com o Cv instalado maior do que o necessário. próxima de seu fechamento e Pela segunda lei de Newton (força = massa x aceleração). Kx . fica apenas um ganho constante. Sua função de transferência vale: A x(s ) K = M 2 C p(s ) s + s+1 gK K Na prática.

Quando se compra um teste de válvula. A norma ANSI B16. com pressão diferencial nominal de até 345 kPa (345 psig). para aplicações de fechamento com vedação completa ou como percentagem da capacidade total. Dito de outro modo. para compensar. não se pode esperar que os vazamentos estabelecidos devam ser mantidos após a válvula ser colocada em operação O preço de um a válvula aumenta muito quando se exige um teste de vazamento.1. Pode se dizer que uma sede macia veda. o ganho da válvula superdimensionada é grande e a banda proporcional ajustada no controlador correspondente deve ser larga.. Os vazamentos especificados pelos testes da ANSI não podem ser extrapolados para outras pressões diferenciais e para outros fluidos diferentes dos usados. em alguns casos o preço dobra.1 3. As melhores válvulas para bloqueio não são necessariamente as melhores escolhas para o controle.2. critério para o tamanho relativo do orifício. O vazamento é expresso como uma quantidade acumulada durante um período de tempo especifico.1% da vazão máxima Vazamento menor que 0. Vedação e Estanqueidade 5. Estes limites de estanqueidade são aplicáveis apenas à válvula nova. Classificação de estanqueidade das válvulas conforme ANSI B16. quando exposta à pressão diferencial e à temperatura de operação é chamada de vazamento (leakage). se limita a válvulas com Cv acima de 0. 5. para as válvulas de controle convencionais. para fins práticos. a válvula requer manutenção preventiva periódica e para muitos fluidos. A vedação entre entrada e saída da válvula está relacionada com a possibilidade e probabilidade de vazamento. Qualquer vazão através da válvula totalmente fechada. Para reter esta característica em operação.1. de acordo com seu vazamento permissível. trata do vazamento de válvulas de controle novas e sem uso 2.104). A vazão de vazamento é laminar e o Cv da válvula não importa e é usado apenas como Tab. Classificação Não se deve usar uma única válvula para fornecer simultaneamente as funções de controle e de vedação completa (tight shutoff). existem meios de se conseguir resultados satisfatórios. 2. 2.Desempenho numa largura de faixa menor que 100%. o vazamento pode exceder os limites desejados. especifica os procedimentos e tolerâncias dos testes para seis classes de vazamento 4.5% da vazão máxima Vazamento menor que 0. sem uso.104-1976 Classe I Classe II Classe III Classe IV Classe V Não testadas nem garantidas para vazamentos Vazamento menor que 0. tem-se apenas a garantia que a válvula é capaz de atender uma certa medida de estanqueidade. De acordo com a norma (ANSI B 16. 32 . conforme a Tab. é dirigida para fabricantes 5.01% da vazão máxima Vazamento menor que 5x10-4 mL/min de vazão d'água por polegada do diâmetro da sede Válvula com sede macia e vazamento expresso como vazão volumétrica de ar. as válvulas são categorizadas em seis classes.104 (1976) 1. Classe VI Não se espera que a válvula de controle seja à prova de vazamento. mas se a vedação da sede é importante.

em função da instalação.15 0.75 5. fluidos com viscosidade muito baixa são muito difíceis de serem contidos.2. aplicáveis para as válvulas totalmente abertas e os valores dos vazamentos. quando tais fluidos se encontram em temperaturas diferentes. Os materiais padrão são o TeflonR e Buna-N. os materiais da sede devem ser duros. Cv. operando nas condições ambientes.2. O vazamento nestas válvulas será maior quando se estiver operando em temperaturas abaixo da temperatura de projeto da válvula. hidrogênio. através de suportes. Válvulas de Bloqueio Quanto maior a força de assentamento na válvula. para acomodar a expansão do disco. Estanqueidade da válvula (bloqueio da entrada para a saída) 5. durante longos períodos. quando totalmente fechadas. o Buna-N é mais macio. freon®. A temperatura afeta o vazamento.Desempenho Tab. Em algumas válvulas. para suportar estas grandes forças de fechamento. com alta temperatura são aço Stellite ou inoxidável endurecido Por outro lado.30 0. Tensões mecânicas na tubulação onde está instalada a válvula podem também provocar vazamentos na válvula. 33 . nas borboletas.3. por exemplo. Somente as válvulas pequenas podem suportar grandes forças em suas sedes. Estes valores só valem para a válvula nova. por exemplo. Por isso deve se tomar cuidados em sua instalação e principalmente no aperto dos parafusos.104-1976 válvulas de três vias. menor é a probabilidade de ocorrer vazamentos. quando se tem grandes variações de temperatura do processo. limpa. O Teflon é superior na resistência à corrosão e na compatibilidade à alta temperatura (até 250 oC). A estanqueidade depende da viscosidade dos fluidos. temperatura.45 0. pressão e características do fluido. principalmente quando o corpo da válvula está a uma temperatura diferente da temperatura do plug ou quando o coeficiente de dilatação termal do material do corpo é diferente do coeficiente do material do plug. Gradientes de temperatura através da válvula também podem gerar tensões mecânicas que provocam ou aumentam o vazamento.8. 2. Classificação de estanqueidade das válvulas Classe VI por ANSI B16. Deve-se isolar a válvula das forças externas da tubulação.00 6. Os materiais mais apropriados para aplicações com fluidos não lubrificantes. Por isso. Estes materiais devem operar em pressões menores que 3 MPa (450 psig) e com fluidos não abrasivos. Após alguns anos de serviço. mas é limitado a temperaturas abaixo de 100 oC. Diâmetro nominal Inch 1 1½ 2 3 4 6 8 mm 25 38 50 75 100 150 200 Vazamento mL/min 0. Tais gradientes são freqüentes em serviço de mistura de fluidos em Fig. é prática usual deixar espaçamentos entre o disco e a sede. abrasivos. Vazamento Alguns fabricantes listam em seus catálogos os coeficientes de vazão. 2.70 4. os materiais da sede devem ser macios para prover a vedação completa. dowtherm®. o vazamento da válvula varia drasticamente.90 1.

durante o projeto. de modo que não existe uma única regra para a coleta dos dados confiáveis. Mas. as espessuras das paredes de tubulações se alteram ou são desconhecidas. as modificações não são documentadas. Em plantas novas. 2. os dados se tornam definitivos.1. dimensionar e especificar uma válvula de controle. Listar as razões para documentar e preservar as fontes de dados e as razoes atrás das decisões tomadas. mas diferentes dos originais. Listar todas as informações necessárias para selecionar. Coleta de dados Depois da analisar a aplicação. 4. pois os desenhos desaparecem. os dados são alterados. é necessário julgar sua autenticidade e confiabilidade. 3. Muitas vezes. definir a função da válvula e estabelecer os fatores de segurança. Projeto superdimensionado resulta em custos adicionais devidos a retrabalhos. muita informação ainda não é disponível. Cada firma de engenharia e cada planta tem métodos de operação diferentes. geralmente isto é muito tarde. depois que a válvula foi comprada. o próximo passo é coletar os dados confiáveis a serem usados na seleção e dimensionamento da válvula. Todos os excessos se acumulam e no final se tem uma válvula maior que a correta e. Apresentar os termos usuais associados com a vazão de fluido através de uma válvula de controle 5. depois de recebidos e analisados. Estes dados devem ser documentados adequadamente para uso e referência futuros. Dados do Processo 1. Às vezes. Aplicações Objetivos 1. as plaquetas de identificação de instrumentos e equipamentos desaparecem ou ficam ilegíveis. fontes diferentes e pessoas diferentes. Quando o equipamento é comprado e o layout da planta fica pronto. pois em caso de dúvida. Os dados definitivos seriam aqueles dos fabricantes das bombas e de outros equipamentos. às vezes. Incertezas de números resultam sempre em superdimensionamento. os dados podem ser também não confiáveis. Esta coleta de dados é mais um problema de gente do que de qualquer outra coisa. O conservadorismo natural dos projetistas sempre resulta em válvula maior que a necessária. as tubulações são modificadas. ela vai trabalhar em 40% de sua capacidade em vez de 80%. sempre se toma a maior vazão ou a menor queda de pressão através da válvula. se necessita de uma informação que ainda não é disponível. a coleta de dados completos e confiáveis é a parte mais difícil do trabalho. pois os cronogramas se baseiam no que é desejável e não no que é possível. muitos números são aproximados e todos os dados podem sofrer revisão. Em plantas existentes. Quando se tem uma informação. Avaliar a necessidade de cada dado individual e as tolerâncias associadas devidas às distorções humanas. que dependem da fonte. resultando em não cumprimento de orçamentos e cronogramas. 34 .3. 1. Propor as equações básicas para a vazão de líquidos e gases através de uma válvula. Isto significa que o primeiro projeto é baseado em muitas hipóteses e aproximações. multas de fornecedores. Porém. no final.

densidade. Também devem ser conhecidas as temperaturas em cada condição de operação. Se o líquido possui sólidos em suspensão formando uma lama (slurry). O conhecimento do tamanho das partículas maiores e sua dureza é necessário para a seleção da válvula. é polimerizável e em que condições ocorre a polimerização 5.Aplicações manutenção mais freqüente. Condições de Operação O fluido que passa dentro da válvula deve ser completamente identificado em sua entrada. necessita de tratamento após a operação e como isso afeta a válvula. 190 m3/h padrão (15 oC e 101 kPa) Em inglês. sua composição deve ser conhecida. Deve-se estabelecer as propriedades físicas do fluido e as condições referidas. o fluido é limpo ou possui contaminantes Por exemplo. é venenoso ou tóxico 2. desperdício de energia e pior qualidade de controle. vazão mínima controlada 2. eles ajudam no julgamento. que podem ocorrer no interior da válvula. Estes dados permitem o cálculo da rangeabilidade. Composições multifásicas devem ser precisamente conhecidas para prever a vazão razoável dentro da válvula. 180 m3/h normal (0 oC e 101 kPa) 3. 7. Devem ser conhecidos três valores de regime estável da vazão na válvula: 1. Deve-se informar se há gases dissolvidos no líquido ou se o gás é condensável. o fluido é puro ou é uma mistura 2. tem alguma propriedade química atípica 3. mínima. as unidades e abreviaturas comuns são: ACFM – actual cubic feet/minute – real ou pés cúbicos por minuto real SCFM – standard cubic feet/minute – ou pés cúbicos por minuto padrão Algumas propriedades das substâncias puras (como viscosidade.0 oF) 35 . de trabalho ou reais são aquelas efetivamente presentes no processo. definidas pela ISO 5024 (1976) são: Temperatura: 15. Mesmo que as equações de dimensionamento independem destes fatores.2. Deve se saber se o fluido: 1.0 oC (288 K ou 59. As condições padrão.325 kPa (14. Se houver alguma temperatura anormal que possa afetar os materiais da válvula. o valor e a duração desta temperatura devem ser conhecidos. A pressão de vapor se aplica a líquidos e está relacionada com a sua evaporação e portanto com os fenômenos indesejáveis de cavitação e flacheamento. vazão máxima controlada 3. pressão de vapor) variam com a temperatura e por isso deve se conhecer estas propriedades em toda a faixa de temperatura do processo. a vazão volumétrica de ar igual a 100 m3/h. pois está relacionada com o fator de compressibilidade e o afastamento do gás ideal ou perfeito. normal e máxima. A viscosidade do gás está relacionada com a perda de carga na tubulação. é quimicamente estável. Se fluido é uma mistura. ou seja. uma pequena quantidade de umidade no cloro faz uma grande diferença em seu poder de corrosão e portanto nos materiais de construção das partes molhadas da válvula. é corrosivo e os registros e experiências destas propriedades 6. o conteúdo dos sólidos deve ser determinado. 100 m3/h real (30 oC e 100 kPa) 2. flamável ou pirofórico 4. da margem de excesso da capacidade e da previsão de ruído da válvula. vazão máxima requerida para se recuperar depois de um distúrbio. relação de calores específicos.696 psi abs) Umidade relativa: 0% As condições de operação. A relação dos calores específicos (fator isentrópico) é necessária para todos os gases e vapores. Pressão: 101. A água desmineralizada é corrosiva para alguns metais e a água potável pode não ser. 1. A viscosidade raramente entra nos cálculos de dimensionamento de válvulas. necessita de limpeza inicial da tubulação e qual a influência do líquido de limpeza na válvula. nas condições reais de 30 o C e 200 kPa equivalem a 1. deve se saber se 1. Por exemplo.

As mudanças podem incluir: maior pressão na saída da bomba. quanto. que é um fator associado com a velocidade na válvula e é usado para calcular a queda de pressão através da válvula. controle cascata. pois isto afeta o projeto do engaxetamento e o revestimento interno (quando aplicável). 3. quer se obter o desempenho adequado de controle com o mínimo custo. vazão máxima controlada 3. Pressão pulsante que requer equipamento auxiliar de amortecimento. O distúrbio mais evidente que afeta a válvula é uma alteração na queda de pressão através da válvula. Além dos dados coletados para as condições normais de operação. 4. Um fator que afeta o desempenho do controle é a natureza do distúrbio que ocorre no processo. fechamento da válvula Para se obter a pressão a montante da válvula. Exemplos deste tipo de informação incluem: 1. Se um líquido cavita ou flacheia devido à grande queda de pressão através da válvula. assume-se uma válvula com o diâmetro menor que a tubulação. Distúrbio é aquilo que torna 36 . Como ponto de partida e quando a tubulação já foi dimensionada corretamente. Na seleção e dimensionamento da válvula de controle. deve se ter todos os dados na pressão da fonte (bomba ou compressor) e as curvas de desempenho de todos os equipamentos na fonte e entre a fonte e a válvula. 5. pode-se determinar o tempo de resposta da válvula e as mudanças do processo que devem ser feitas para se ter um controle aceitável. 2. A seleção e dimensionamento da válvula de controle não pode ser separada do projeto dos outros equipamentos do sistema de controle. deve-se conhecer a magnitude. tubulação e bomba podem ser selecionadas de acordo com a economia global. Se uma válvula está sujeita a perturbações de pressão a montante ou a jusante. Além desta investigação. atribui-se um valor de resistência para a válvula. Máximo vazamento permissível quando a válvula estiver totalmente fechada. O fator K depende do tipo da válvula e é mostrado na Tab. deve se ter todos os dados na pressão do receptor e de todos os equipamentos entre a válvula e o receptor que afetem a pressão. 1. Operação freqüente de liga-desliga em alta temperatura ou alta pressão. redutores e conexões.Aplicações A pressão absoluta a montante (antes ou na entrada) da válvula deve ser computada para quatro condições: 1. Precauções de segurança necessárias para eliminar os perigos potenciais que podem envolver acessórios como chaves limite. necessário o controle automático do processo. Distúrbios Distúrbio é qualquer alteração indesejável que ocorre no processo que tende a afetar o valor da variável controlada. a massa e volume do vapor na saída devem ser determinados para uso nos cálculos da queda de pressão e velocidade. controle da fonte do distúrbio. por quanto tempo e quão freqüente a variável controlada pode ficar fora do ponto de ajuste sem prejuízo para o controle do processo. duração e velocidade de variação deste distúrbio. A partir da análise deste dados. Para se escolher a bomba. devese conhecer a tolerância do processo. deve-se também registrar os dados relacionados com outras condições que sejam importantes para o fabricante ou para a seleção e especificação da válvula. Geralmente a válvula tem maior queda de pressão disponível do que a calculada. vazão mínima controlada 2. relés ou batente de parada. 1. Para se obter a pressão a jusante (depois ou na saída) da válvula.3. vazão máxima requerida para se recuperar depois de um distúrbio 4. ou seja. Se uma válvula não tem operação crítica ou se não há distúrbios grandes. a válvula. Possibilidade de a válvula operar tanto em pressão positivo e sob vácuo. Todos os distúrbios devem ser investigados para se coletar dados que possam ser usados para avaliar seus efeitos no sistema de controle e na válvula.

onde D é o diâmetro interno da tubulação principal. qual deve ser a resposta da válvula de controle de nível na saída de um tanque. mais lenta pode ser a válvula de controle. d é o diâmetro interno da entrada da válvula. como posicionador ou solenóide. a queda de pressão através da válvula é importante para o dimensionamento da bomba. válvulas e conexões. fator K do redutor de 8" para 6" 3. tem-se 1.87  6. que também possuem seu fator K. quanto maior o tanque. a pressão estática da linha pode danificar o diafragma de uma válvula.2 11 Cv é o coeficiente de vazão da válvula ou coeficiente de dimensionamento da válvula D é o diâmetro interno da tubulação Quando o fluido é um líquido com viscosidade muito elevada. as resistências no cálculo da bomba incluem: 1.4.981  3.29 para as conexões e a resistência total fica K = 3. fator K do alargador de 6" para 8" Pelos dados da tabela de conexões. tubulação e válvula. Por exemplo. a válvula deve ser capaz de se fechar antes que o tanque se esvazie. 1. deve-se multiplicar o fator K por (D/d)4. 1. pode ser necessário colocar equipamentos auxiliares para apressar a velocidade da válvula. em termos da velocidade da tubulação principal é 4 K = 890 D4 2 Fp C2 v onde Fp é o fator de geometria da tubulação.29.Aplicações Tab. que é um número baseado na velocidade na entrada da válvula e não no tamanho da tubulação principal. 3. embora o corpo da válvula possa suportar esta pressão. fator K da válvula borboleta de 6" (3) 2. A tubulação é especificada de conformidade com as normas para que haja uniformidade de tubulação. o coeficiente de resistência para a válvula e redutores.29 ×   = 9. Os líquidos de alta viscosidade geralmente são não newtonianos e exigem cálculos experimentais especiais e os dados reológicos completos na temperatura de operação. No exemplo acima.065  Para qualquer tipo e tamanho de válvula e tamanho da tubulação. Para colocar o coeficiente da resistência em termos do tamanho da tubulação principal. deve-se considerar os tamanhos diferentes da válvula e da tubulação e. Tubulação A válvula de controle deve estar de conformidade com as normas aplicáveis à tubulação. válvula de controle flangeada especificada para tubulação rosqueada. do uso de redutores e alargadores. Na seleção da bomba. Em determinados casos. Isto significa que. como resultado. Tempo de resposta O tempo de resposta da válvula depende da dinâmica do processo e dos tipos dos distúrbios que o afetam. 4.5. válvula com revestimento interno instalada em tubulação sem revestimento. A configuração da tubulação é importante para a válvula de controle pelas seguintes razões:  7. válvula de controle de ferro fundido possui face da flange diferente da existente em tubulação de aço. Por exemplo. adimensional 37 . 2. Exemplos de discrepâncias que podem ocorrer: 1. Se o maior distúrbio é a interrupção repentina da vazão de entrada do tanque. obtém-se 0. se na tubulação de 8" vai ser usada uma válvula borboleta de 6". Fator K e tipo de válvula Tipo de válvula Globo Borboleta Esfera especial Esfera padrão Fator K 6 3 .

tanto para o desempenho de controle da válvula quanto para a integridade da tubulação. 7. um registro legível. como lavagem e descontaminação. procedimentos atípicos da planta. que provocar redemoinho. Quando um líquido entra em flacheamento (flashing) depois de passar pela válvula. devem ser conhecidos: 1. Normas e Especificações Sociedades técnicas. facilmente encontrado. Conexão como cotovelo. pó ou fibra flamável. mínimo de seis diâmetros de tubulação. bifurcações) e descargas de bomba ou ventiladores próximas da entrada da válvula que perturbam o perfil de velocidade da vazão. Se elas não acreditam que a válvula irá operar. 2. Os fatores não técnicos que entram na seleção da válvula geralmente são econômicos e incluem: 38 . preconceitos e habilidades das pessoas que devem conviver com a válvula. UL (Underwriters Laboratories) e FM (Factory Mutual) Laboratórios de certificação que estabelecem normas de projeto e desempenho de válvulas e conexões usadas no serviço de proteção contra 1.6. condições locais de radiação e alta temperatura 5. as modificações devem ser sempre documentadas 3. que dependem das conexões. antes da válvula diminui ou elimina as perturbações.7. requer maior trecho reto para eliminar os distúrbios. Fatores ambientais O ambiente pode ter uma grande influência na seleção e dimensionamento da válvula de controle. tês. ampliações e revisões futuras ficam mais fáceis quando já existe documentação confiável da planta em operação 1. Por isso. 2. zona sísmica 3. cálculo das pressões na entrada e na saída da válvula. Documentação Há vários motivos justos para se registrar todos os dados. 4. 6. comprimento e elevações da tubulação. 3. 1. 3.8. a descarga contem um grande volume de vapor. Restrições de orçamento Prazo de entrega Vida esperada da planta Oficina para manutenção e calibração É útil conhecer as opiniões. as modernizações. associações de comercio e agências de governo que possuem normas e especificações de válvulas mais conhecidas e importantes: ASTM (American Society for Testing Materiais) Estabelece e escreve as exigências físicas e químicas de todos os materiais usados na fabricação das válvulas e conexões. válvula com grande capacidade é mais afetada que a de pequena capacidade 4. Manter grandes trechos retos. tolerância ao ruído do local da válvula. condições climáticas de extremos de temperatura e umidade relativa 2. as razões das modificações também devem ser escritas 4. elevação acima do nível do mar ou faixa de pressões atmosféricas 4. fontes de dados e cálculos desde o começo do projeto: 1. pode ser útil. válvula borboleta é mais afetada pela distorção do perfil de velocidade do que as válvulas globo. conexões (cotovelos. API (American Petroleum lnstitute) Estabelece as normas de compra de válvulas e conexões para a indústria petroquímica. A configuração da tubulação se torna importante. de modo que a vazão dentro da válvula fica instável e imprevisível. quando procurado 2. classificação elétrica da área e a composição de qualquer gás. ela certamente não irá! 1.Aplicações 1.

1. não há perda de pressão. a velocidade aumenta e a pressão estática na tubulação diminui 4.1) v1 = A2 v 2 = mv 2 A1 (3. respectivamente.14-1985. As principais normas editadas pela ISA (Instrument Society of America) relativas a Válvulas de Controle são as seguintes: 1. Quando há uma restrição.Aplicações incêndio e manipulação de líquidos perigosos. Válvula para Líquidos 2. De acordo com a conservação de energia e com a continuidade a onde q é a vazão volumétrica v é a velocidade do fluido A é a área de passagem 1 e 2 são os índices para as condições a montante e na restrição. ISA S75. a vazão volumétrica.4) onde g é a aceleração da gravidade 39 . tem-se: 2 v1 v2 + H1 = 2 + H2 2g 2g 2 v 2 − v1 = 2g (H1 − H2 ) 2 (3. tem-se q = A1v1 = A 2 v 2 (3. 8. 3. Control Valve Terminology 6. A velocidade do fluido é suficientemente alta para o fluido ser totalmente turbulento. ANSI/ISA S75. depois da restrição. Face-to-Face Dímensíons for Fianged Globe-Style Control Valve Bodíes.2) 2. ANSI/ISA S75. 5. Tubulação com vazão Matematicamente.11-1985.03-1985.06-1981. Pelo teorema de Bernoulli para a conservação da energia. 4. Face-to-Face Dimensions for Flangeless Control Valves. Vazão ideal através de uma restrição ideal Seja um fluido perfeitamente incompressível vazando através de um restrição com formato tal que os jatos adiram nas paredes sem separação. a área volta a aumentar. ISA S75.05-1983. em qualquer ponto da tubulação a vazão é a mesma 2.04-1985. ANSI/ISA S75.3) (3. Control Valve Capacíty Test Procedure 3.01-1985. Flow Equations for Sizing Control Valves 2. ANSI/ISA S75. a velocidade diminui para seu valor original e a pressão estática aumenta Fig. Control Valve Manifold Designs 7. Face-to-Face Dímensions for Butterweld-End Globe Style Control Valves. especificações de roscas para válvulas feitas de materiais que estão de conformidade com as especificações ASME. na restrição. ISA S75. Sendo ideal. ASME (American Society of Mechanical Engineers) Estabelece códigos cobrindo especificações de pressão e temperatura.02-1982.1. há uma variação nas formas de energia hidráulica e cinética. vazão tem-se os seguintes fatos: 1. Inherent Flow Characteristíc and Rangeabilíty of Control Valves. ISA S75. espessuras mínimas de paredes. em qualquer ponto vale o produto da velocidade do fluido e com a área da seção transversal 3. a área diminui.

Vazão através da válvula Um tubo venturi Herschei é quase uma restrição ideal.5) As restrições nunca são ideais e as tubulações sempre apresentam alguma rugosidade. deve-se alterar o fator experimental para incluir um coeficiente de contração Fig. de modo que há uma perda de pressão ao longo da tubulação e a restrição altera a vazão que passava na tubulação antes de sua colocação.2. mas ela é inacessível na válvula.2. 3. placas de orifícios e muitas outras restrições estão muito longe do ideal. Válvulas. Como a área da vena contracta não é conhecida.1). Geometria do tubo venturi F= 1 1 − m2 (3. é introduzido o fator experimental chamado de coeficiente de descarga e a velocidade de aproximação Fig. Felizmente. A garganta é a parte mais estreita do jato quando ele se contrai a uma área mínima logo depois do orifício (vena contracta). (3.4) e (3. Esta relação é constante para qualquer restrição fixa desde que a densidade do líquido permaneça constante. O fluido forma seus próprios canais de entrada e saída.8) Com o venturi e mesmo na placa de orifício.3.Aplicações Combinando-se as eqs. (3. Geometria da placa de orifício e a equação da vazão através de um tubo venturi com formato bem definido se torna q = C1FA 2 2g(H1 − H2 ) (3.7) 2. 3.6) Fig. Geometria da válvula de controle C = C1 A vc Ao (3. Para considerar esta perda. Esta relação produz um fator que permite a substituição da queda de pressão total na equação 40 .4. a recuperação da pressão após a vena contracta apresenta uma relação constante com a queda de pressão de interesse e a queda de pressão na vena contracta.2). 3. a pressão da vena contracta é acessível. tem-se q=A 2g(H1 − H2 ) 1 − m2 (3.

variação na velocidade de aproximação 3.0 tem-se CFA o FL (3.212 Combinando as eq. Se as condições de vazão fazem qualquer um destes coeficientes ser diferente do valor quando a válvula foi testada em laboratório. Os valores de Fp podem ser determinados pelo teste físico das combinações válvula-redutor e também são publicados pelos fabricantes em catálogos. esta norma especifica que 1. Ainda não há dados publicados sobre os efeitos de cotovelos. Atualmente. o tamanho da tubulação é conhecido mas não são conhecidos os tamanhos da válvula e dos redutores. os trechos retos antes e depois da válvula tenham valores determinados mínimos Quando uma válvula é usada na planta.Aplicações FL = H1 − H2 H1 − H vc (3. As variações mais comuns incluem: 1. O produto do fator de geometria da tubulação pelo Cv especificado da válvula é equivalente ao Cv da válvula e dos redutores combinados. Desde que o número possível de configurações de tubulação é muito grande. 1 .13) e os fatores que constituem o coeficiente Cv. tees.13) O importante neste desenvolvimento é a eq. onde FL é o fator de recuperação da pressão. Vários fatores que constituem o Cv são afetados e isto requer o primeiro fator de correção. o diâmetro da tubulação seja o mesmo que o da válvula 2. Se Fp é derivado FL = 0. o FL da placa vale 2. a geometria da tubulação é sempre diferente daquela usada no teste de laboratório.9) estado. Entre outras coisas. Em muitos problemas de dimensionamento de válvula. vazão turbulenta se tornar laminar 5. o fator da geometria da tubulação. variação na viscosidade do líquido 4. Tubulação não padrão Quando uma válvula é testada em seu Cv em laboratório. é computar Fp das dimensões físicas dos redutores ou do teste físico das conexões. localizados imediatamente depois de válvulas de controle. válvulas de bloqueio. (6-7) e (6-8) e (6-9) tem-se q= CFA o FL 2g(H1 − H2 ) (3.925 ) = 0. (3. são usados os procedimentos de teste da ISA. não é possível derivar um fator Fp para todas as configurações possíveis e para todos os tipos de válvula.970 − 0.11) C v = 38. Outra alternativa. Se ocorrer vaporização do líquido.10) Quando se usam unidades inglesas q = 38. o fator de recuperação da pressão (FL) permanece constante desde que não haja mudança de 41 . para uma norma ASME. distúrbios no perfil de velocidade.12) q = Cv ∆p G (3. os únicos valores disponíveis são para válvula com redutores concêntricos adjacentes localizados em uma tubulação reta. tornando-o anormal e assimétrico Em vazão de líquido.3. Por exemplo. É conveniente calcular o Cv da válvula combinada com os redutores.0 Fazendo CFA o FL ∆p G (3. o Cv é afetado e deve ser aplicado algum fator de correção. a recuperação de pressão será menor e o fator FL que está contido no Cv especificado da válvula pode não mais servir para prever a pressão na vena contracta.variação na área do orifício 2.

2. queda no redutor 4. energia de pressão da entrada 2. Dependendo da severidade do distúrbio a montante. apenas configurações com idênticas conexões de entrada e saída são testadas. Algumas válvulas são mais afetadas que outras pelo perfil de velocidade e redemoinhos. pois não há mudança de energia 42 . Os níveis de energia e pressão através de uma válvula com redutores são os seguintes: 1. não são mostrados. queda de pressão para a vena contracta 5. K1 se refere a perda de pressão devida à turbulência K2 se refere a perda de pressão devida ao atrito KB1 e KB2 são os coeficientes de Bernoulli e se referem às conversões entre energia potencial e cinética.Aplicações de testes físicos. o conhecimento é limitado a generalidades baseadas em leis físicas conhecidas e na observação de campo.14) +1 onde ∑ K = K 1 + K 2 + K B1 − K B2 Esta é a soma de todos os coeficientes de energia cinética para as conexões de entrada e de saída. Se Fp é computado a partir de dados dimensionais. KB1 e KB2 são iguais e se cancelam na eq. energia de pressão na saída 11. (1) .16). redutores de tubulação de materiais diferentes podem provocar efeitos diferentes 2.(8) 6. pode-se usar a seguinte equação: Fp = 1 ∑ KC2 d 890 (3. recuperação de pressão na expansão 7. é necessário um maior trecho reto antes da válvula para se ter resultados previsíveis. como causados pela alteração do perfil de velocidade. Os fatores KB são representados pela fórmula: K B1 = K B 2 = 1 − d4 D4 Se as entradas e saídas da tubulação são do mesmo tamanho. (3. energia cinética na saída 12. perda total. dados precisos de teste sobre a queda de pressão através de redutores convencionais não são disponíveis. existem os seguintes problemas: 1. existem os seguintes problemas: 1. Isto leva ao uso de fatores de pior caso. perda na válvula 9. Sabe-se que quanto maior a relação das áreas (m) de uma orifício de medição. Porém o erro resultante de trecho reto a montante insuficiente tende a ser maior com válvulas com grandes Cv. os métodos computacionais consideram apenas variações na pressão e velocidade. o que é lógico. energia cinética de entrada 3. maior é a influência de configurações não-padrão de tubulações. Não há dados disponíveis para apenas uma conexão de entrada ou para conexões de entrada e de saída diferentes. Para computar um valor de Fp usando dados dimensionais ou de teste nos redutores de pressão. perda na expansão 10. em vez da relação de áreas. pode-se tomar a relação seguinte como um critério Cd = Cv d2 onde Cd é chamado de capacidade relativa. recuperação da pressão dentro da válvula (4) . Outros efeitos. No caso de válvulas. perda de energia cinética no redutor 8. diferentes do redutor e expansão. Todos os fatores K são coeficientes adimensionais.(10) Para outras conexões vizinhas.

A norma ISA apresenta fórmulas para seu cálculo. em uma tubulação de 2". Por exemplo. O melhor modo de racionalizar este paradoxo aparente é arranjar as equações de vazão para resolver o ∆P: ∆p = q2G 2 Fp C2 c Pela análise da eq. nota-se que quanto maior a capacidade relativa da válvula medida pelo Cd. o ganho de pressão Para o exemplo acima. uma válvula de 1" e Cv igual a 40. Os coeficientes de resistência.5 1 − 2   D     d2  K 2 ≅ 10 1 − 2  . Uma diminuição na velocidade a jusante cria um aumento na pressão e um aparente diminuição na queda de pressão através da válvula.375 Portanto. se há uma expansão na saída da válvula. As eq. indicando que a queda de pressão através da válvula e da expansão é negativa. O fato ajuda a lembrar que uma variação no tamanho da linha causa uma mudança na velocidade e uma correspondente mudança na pressão estática. a equação irá mostrar um Fp infinito.Aplicações cinética das entradas e saídas com áreas iguais. Enquanto a física e matemática são corretos. não há redutor na entrada 3. 43 .  d2  K1 ≅ 0.14). (3. (3.7.5(1 − β 2 )2 K 2 ≅ 1 0(1 − β 2 )2 . Este fato é estranho. o Fp será maior do que 1. aumentou a pressão mais do que a resistência da válvula e a conexão de entrada a diminuiu. desde que (3.16) podem ser escritas de modo mais simples como Fp = 1 − 0. porque os dados de teste e valores de K não são suficientemente confiáveis. Isto ocorre quando a soma dos K é negativa e numericamente excede 890/Cd2 Considere a seguinte situação: 1. Isto é umas das várias demonstrações do fato de que.5 4 ) = −0.15) 2 ∑ K = K 2 − KB 2 (3. se o Cv é de 12. pois parece que a expansão aumenta a capacidade da válvula.15) e (3. a utilidade do Cv prever a vazão através de uma válvula se torna menos confiável.  D    2 (3.18) β= d D que é o número imaginário 4. tem sua capacidade reduzida de 37%. O que é mais surpreendente é quando o fator Fp é um número imaginário. Dados publicados aparecem no Apêndice F do Driskell. o procedimento não é válido com estes altos valores para Cd.33 i. quando Cd se torna maior. Se ΣK é negativo e exatamente igual a 890/Cd2. maior é o efeito dos redutores de tubulação. que são as seguintes: através da expansão da tubulação excede a queda de pressão através da válvula. uma válvula com Cd de 50 2. sua capacidade é reduzida de apenas 6%.0. Então. K1 e K2. Outro ponto interessante é que. Fp = -18. devem ser determinados por testes físicos. Isto indica que a queda de pressão através da combinação válvula e expansão é zero. há uma expansão na saída com o diâmetro da tubulação dobro do diâmetro da válvula.17) (3.5 2 )2 − (1 − 0.375 × 502 +1 890 K1 ≅ 0. Porém. pela redução da velocidade do fluido. A expansão.redutor em sua entrada. mas não há .16) = (1 − 0.

xT. Uma limitação é a vaporização do líquido resultando em cavitação ou flacheamento. outra é a viscosidade do líquido.Aplicações 3. onde x é a relação da queda de pressão ∆p/p1. Deve-se fazer outra alteração na equação incompressível. Isto significa que um gás deve ser acelerado até um valor maior do que uma igual massa de líquido. quando a vena se move para a posição do orifício e atinge sua área máxima. Quando se atinge a velocidade sônica na vena contracta. um fator determinado experimentalmente para uma válvula específica é o maior valor de x que pode ser usado nas equações. Se a restrição for um venturi ou bocal. O termo ∆p é substituído pelo produto xp 1. este número maior não contribui para a vazão. Este é o motivo para o x aparecer na equação. como o gás ou vapor. onde a garganta é confinada quando a velocidade sônica for atingida. Válvula para Gases A equação padrão para a vazão de líquido através de uma válvula tem várias limitações graves. a equação compressível se torna: x TP = 1  x T  x TK iC2 d  + 1 2  Fp  1000   (3. Até este ponto. Para corrigir este efeito. Se a restrição for uma placa de orifício ou uma válvula. este desvio é causado pela expansão do fluido previamente descrito. inclui-se um fator de expansão (Y) na equação. o fluido pode ter velocidades supersônica depois da vena contracta). uma pressão a montante fixa.19) onde A expansão do gás faz a vazão seguir uma curva diferente da linha reta. a vazão satura e não pode mais aumentar pelo abaixamento da pressão a jusante. Este fator xT ajustado é designado xTP e é dado por: 3. O fator xT é também modificado se a tubulação for reduzida e o redutor é considerado como parte da válvula. uma abaixamento adicional na pressão a jusante não aumenta a velocidade na vena contracta (porem. Se o valor real de x maior que xT. a densidade diminui quando o fluido passa da conexão a montante para a vena contracta. onde a vena contracta é não confinada. Este valor limite de x para qualquer válvula específica é identificado pelo símbolo xT (T indicando terminal) e é chamado de fator de relação da queda de pressão.20) w = 63. que seria a vazão do fluido incompressível. a área da garganta irá aumentar e a vena contracta irá migrar para um ponto a montante quando x aumenta além da relação sônica.21) Felizmente. a vazão se torna crítica (chocada). geralmente como na prática industrial. raramente encontram condições que afetem as equações da vazão. Foi visto que o redutor e a expansão adjacentes da válvula devem ser considerados no cálculo do Cv da válvula através da inclusão do fator de modificação Fp.3FpCv Y xp1γ1 (3. em K i = K1 + K B1 (3. este ajuste de xT raramente influi na capacidade da válvula e provavelmente não influi na seleção da válvula. para fins de dimensionamento. Este fator é de mesma natureza que o fator de expansão comumente usado nas equações para placas de orifício e outros medidores geradores de pressão diferencial. Os fluidos compressíveis. Fp2 pode se tornar negativo ou infinito e a 44 . Também aqui ocorre o paradoxo quando a válvula com grande Cd é seguida de uma expansão sem ter um redutor na entrada. Este processo continua até atingir um limite. Vazão crítica existe quando. Assim.1. A correção se torna importante somente quando o Cd da válvula for grande e o diâmetro da válvula for muito menor que o da tubulação. Quando se fazem estas modificações. Fluidos Compressíveis Os fluidos compressíveis se expandem quando a pressão diminui e como conseqüência.

É interessante notar que a eq. independente da queda de pressão. se usa um fator de correção. as curvas se desviam levemente de uma linha reta. temperatura e densidade relativa baseada nas leis do gás perfeito. expresso como Fx versus TP. (7. Z. 7. Fator de compressibilidade A equação da vazão mássica usando a densidade real a montante é a fórmula mais exata para fluidos compressíveis. q = 1360Fp C vp1Y x GT1Z (3. o ponto de vazão crítica vale x 3Fk x TP (3.0 a válvula não irá ter vazão crítica. ar e todos os gases diatômicos. exceto para válvulas especiais. de modo que se usa um fator de compressibilidade. especificamente na relação dos calores 6. 3. 2. os testes de laboratório indicam que uma reta é o mais conveniente e ela está dentro das tolerâncias estabelecidas para os dados de dimensionamento 2.2. a modificação para xT incluir os redutores pode ser feita em teste de laboratório ou por cálculos 5. cuja relação de calores específicos seja igual a 1.3. Y = 1− 3. mas a representação linear tem duas justificativas: 1. Neste caso. que vale o produto de Fk x TP. fator Fk é um modificador de xT para fluidos diferentes do ar e é baseado nas propriedades termodinâmicas do gás.23) e a equação final para Y se torna onde q é expresso em pés cúbicos padrão por o hora e tomada a 14. fator xT é determinado em teste de laboratório com ar 4.22) A maioria das válvula possui xT menor que 1. Por exemplo. todos os fatores que constituem Y possuem dimensão e devem ser usadas as do SI.Aplicações pressão diferencial em que a válvula irá chocar não é bem definida. Relação dos calores específicos A eq.24) Y = 1− x 3xT (3. Nesta equação a densidade é computada da pressão. Assim. computado em base linear e dentro da tolerância do dimensionamento da válvula.6) é semelhante à equação ASME para placa de orifício. é conveniente usar outras formas para esta equação. tem-se: 3.4. 7-4 se aplica para o fluido de teste.4. Fk. 45 . fator de expansão Y depende da relação de x com o valor crítico de x. Se xT é maior que 1. Os gases reais se desviam muito de um gás perfeito. Mesmo assim. uma equação de vazão mássica baseada na pressão a montante e na densidade. embora não seja teoricamente preciso. Resumindo o desenvolvimento até agora. Quando se aceita uma curva reta para Y versus x. Para outros gases e vapores. as válvulas que não seguem este regra não seguem também as curvas teóricas. uma relação da queda de pressão x que é limitada a um valor máximo na equação.0. Estas poucas válvulas são construídas para fazer o fluido passar através de uma série de restrições. Fator de expansão Os valores do fator de expansão da maioria das válvulas variam linearmente com x. (3.0 e uma minoria excede de 1. xT perde o seu significado e só serve para estabelecer a inclinação da reta Y versus x. quando se usam unidades do sistema inglês. 3.69 psia e 60 F. tem-se: 1. De novo. xT deve ser corrigido para a diferença das propriedades termodinâmicas. Teoricamente.25) Fk = k 1 40 .

26) para um mol de gás e R é a constante universal dos gases. Dado uma pressão crítica. pc e uma temperatura crítica Tc do gás ou da mistura. Para misturas. H2S. CO. e com erro menor que ±5%.30) Das condições reduzidas. argônio. O ar e a maioria dos gases industriais são usados em pressões e temperaturas onde seus comportamentos estão próximos dos gases perfeitos. usase a pressão e temperatura pseudocríticas. o fator de compressibilidade pode ser encontrado de gráficos do Apêndice F. Na maioria dos casos. nitrogênio.Aplicações gás comum no mundo do dimensionamento de válvula e seria conveniente evitar usar a densidade e a relação dos calores específicos no dimensionamento da válvula. A precisão é aceitável para o dimensionamento de válvulas para fluido tendo um fator de compressibilidade crítico Zc de 0. tem limitações. ésteres. As cartas de compressibilidade usadas para se obter Z e consequentemente a densidade. o vapor é suposto ser seco e saturado.DOC 30 DEZ 98 (Substitui 13 JUN 98) 46 . O valor de Z pode ser determinado para a maioria dos gases usando o princípio dos estados correspondentes. O vapor d'água é um = Apostilas\Valvula VALVULA1. oxigênio. quando x > xTP. a fórmula simplificada fica: Z= pV RT (3. fica pr = p T e Tr = pc Tc (3. acetona. ppc = e ∑ Xipci Tpc = ∑ X iTci onde Xi é uma fração molar do componente i. a pressão reduzida e a temperatura reduzida são definidas como w = Fp C vp1(3 − x x TP ) X (3. amônia.27) = w = 2Fp Cvp1 xTP (3. néon.27. Para pressões entre 140 a 10 MPa (20 e 1600 psia).29) Para vazão crítica.5 mas somente com suas constantes críticas o aumentadas por 8 C e 8 atmosferas.28) Cerca de 60% de todos os componentes satisfazem esta condição. álcoois. Hidrogênio e hélio situam-se abaixo Tr=2. onde Zc = pc Vc RTc (3. CH4 e C2H6 apresentam os maiores erros. incluindo a maioria dos hidrocarbonetos. Água.

equações físicas 8. A válvula não deve ficar fechada com a mínima carga do processo e deve manipular a máxima vazão necessária. Apresentar os principais fatores de correção de dimensionamento. Explicar a importância da escolha da queda de pressão através da válvula. Cv (unidades inglesas). Há vários cálculos envolvidos no dimensionamento de válvulas. Para isso deve-se usar a menor válvula possível. Apresentar a tradução livre da norma ANSI/ISA S75-01. Dimensionamento Objetivos de Ensino 1. 2. Introdução Rigorosamente. mais estreita é a faixa de incerteza deste julgamento de engenharia. O dimensionamento da válvula de controle é o procedimento de calcular principalmente o coeficiente de vazão ou o fator de capacidade da válvula. na norma IEC 534-1: Control Valve Terminology and General Considerations. 6. eficiência no sistema de controle. possibilidade de vazão chocada. softwares baseados em normas vigentes 9. como: 1. velocidade aceitável do fluido 5. utilizando a maior abertura disponível possível. economia no custo da válvula e sua instalação. As considerações básicas no dimensionamento são 1. tamanho da tubulação versus tamanho da válvula 4. Embora as dimensões e unidades destes três coeficientes sejam diferentes. escolhe um tipo e um tamanho fixo próximo do valor calculado para satisfazer as necessidades das condições do processo. 3. fatores de correção Todo dimensionamento de válvula inclui um julgamento de engenharia. réguas de cálculo (Foxboro e Manheim) 1. coeficiente de vazão requerido 2. Fazer as considerações sobre a vazão critica dos fluidos. nível de ruído desenvolvido 6. 47 . pois o usuário final não calcula e usa um tamanho exato. 5. 4. Dar exemplos simples de roteiros de dimensionamento de válvulas para líquido e vapor d'água 7. cavitação e ruído 3. tamanho do atuador Os métodos de cálculo incluem 7. 3. Mostrar de modo resumido as principais fórmulas da norma ANSI/ISA 75-01 para o dimensionamento de válvulas para líquidos e gases. economia no consumo de energia do sistema. Conceituar Cv da válvula de controle 2. Quanto mais se conhece acerca do comportamento da vazão do fluido dentro da válvula. Av e Kv (unidades do SI). uma válvula de controle não é dimensionada. eles estão relacionados numericamente. 1.4. mas depois de alguns cálculos. onde se aceita que a válvula é adequada aproximadamente para todos os objetivos práticos.

foi inventado pela Masoneilan. o tamanho de uma restrição necessária. o principal problema é ainda a coleta. As válvulas de controle obedecem as leis da física mas seu dimensionamento é feito por métodos humanos. Dados da instalação Diâmetro da tubulação. Estado de fase do fluido: líquido. quando a válvula está totalmente aberta e com a pressão da entrada maior que a da saída em 1 psi e a temperatura ambiente é de 15. Desse modo. com apenas o diâmetro nominal como um fator de dimensionamento.1. muitos acharam que isto era algo complicado e desnecessário. O Cv pode ser obtido experimentalmente ou calculado. mínima e máxima 2. os instrumentistas reclamaram de sua complexidade. Todo fabricante de válvulas apresenta em seus catálogos tabelas com os diâmetros e Cv correspondentes de cada tipo de válvula. sua abertura deixa passar uma vazão de 10 GPM.3. O engenheiro usuário projeta um sistema. mais uma escolha de tipos e fabricantes de válvula e por isso pode ter a facilidade de fazer mais cálculos e dar a resposta mais rápida do que o fabricante. Os dados para o dimensionamento podem ser divididos em três grupos: 1. significa que. O seu desempenho inadequado é motivado principalmente pelo 2. quando há uma queda de pressão de 1 psi através dela. anteriormente. de modo rápido e preciso.6 oC. Uso das equações ISA Quando o coeficiente de vazão. em qualquer sistema de fluido. gás ou vapor d'água 3. Identificação do fluido 2. como o número de galões por minuto (GPM) de água que flui através da válvula totalmente aberta (100%). Viscosidade 5. em 1944. Mas as leis naturais geralmente parecem ser tão perversas quanto as leis humanas e infinitamente mais difíceis de mudar. Densidade absoluta. Coeficiente de vazão 2. deve-se escolher sempre o acima do calculado. quando se diz que a válvula tem o Cv igual a 10. o projetista pode obter o tamanho da válvula do catálogo do fabricante. a 60 oF. O fabricante dispõe de dados que ele não pode alterar e tem uma escolha limitada dos tipos de válvula para usar. 48 . Uma vez calculado o Cv da válvula e conhecido o tipo de válvula usada. Introdução O Cv é basicamente um índice de capacidade. peso específico ou peso molecular 4. Dados para o cálculo O Cv depende principalmente dos dados do processo e pouco do método de cálculo. Cv. a gente tem saudades dos tempos em que o imposto de renda e o dimensionamento de válvulas eram simples. Pressão de vapor 3. Quando o FCI (Flow Controls Institute) e ISA (International Society for Measurement and Control e exInstrument Society of America) lançaram suas equações. em 1944. 2. O dimensionamento de uma válvula é tão bom quanto seus dados de processo. Vazão normal. O dimensionamento da válvula feito pelo fabricante é um assunto diferente que o feito pelo engenheiro usuário. pois as válvulas eram dimensionadas.Dimensionamento 2. Dados do fluido 1. relativa. na entrada e saída da válvula Para o engenheiro projetista. Realmente. verificação e manipulação dos dados de dimensionamento. O engenheiro tem algum controle sobre os dados de dimensionamento. Temperatura do fluido 2. Como os valores de Cv são discretos. que pode ser manipulado dentro de limites para produzir uma planta ótima. Pressão a montante e a jusante para todas as vazões acima 3. através do qual o engenheiro é capaz de estimar.2. O Cv foi definido pela Masoneilan. Dados da vazão 1.

queda de pressão na linha. Foram desenvolvidas fórmulas de vazão que eram fáceis de usar. viscosidade. Em um sistema de redução de pressão. em uma pressão constante e baixa. quedas de pressão nos outros equipamentos. na maioria das aplicações de controle. Isto também ocorre em um sistema de nível de um líquido. é a avaliação destes dados arbitrarias que realmente determina o tamanho final da válvula. a tendência é superdimensionar a válvula. medidores de vazão. pressão fornecida pela bomba. onde o líquido passando de um vaso para outro. uma ou várias destas condições são assumidas arbitrárias. trocadores de calor. para que o dimensionamento seja correto e baseado no conhecimento completo das condições reais da vazão. queda de pressão através da válvula 6. curva entre a vazão mínima e máxima 3. é fácil conhecer precisamente a queda de pressão através da válvula. Freqüentemente. conflitantes ou incompletas não há regra numérica para determinar a queda de pressão através da válvula. Por isso estas fórmulas aproximadas não eram muito precisas. Nenhuma fórmula mas apenas o bom senso combinado com a experiência pode resolver este problema. o mais usada é dimensionar a válvula de controle através de programa aplicativo de computador pessoal baseado na norma ANSI/ISA S75. Uma combinação destes vários fatores de segurança pode resultar em uma válvula superdimensionada e incapaz de executar o controle desejado. a queda de pressão através da válvula deve ser escolhida arbitrariamente. densidade do fluido 7. compressor ou ventilador 2. Ao lado de regras e recomendações. mas de algum erro humano.1. pressão de vapor do líquido Atualmente. o cálculo para o coeficiente de vazão da válvula é detalhado na norma O objetivo da norma esclarece que as equações não são orientadas para fluidos multifásicos. conexões 4. quando um barco afunda. A válvula de controle pode manipular a vazão somente absorvendo uma queda de pressão no sistema. Introdução O objetivo da válvula não é o de operar em uma única posição fixa. Como conseqüência ou para poder variar sua abertura. porque as recomendações publicadas são ambíguas. lamas e sólidos secos. como filtro. Porém. pois não eram disponíveis computadores ou outras máquinas para resolver equações complexas. fluidos não newtonianos. Estas fórmulas relacionavam os seguintes fatores: 1. A maioria dos erros no dimensionamento é devida a hipóteses incorretas relativas às condições reais da vazão. exceto na válvula. Nada substitui um bom julgamento de engenharia.Dimensionamento conhecimento incompleto ou incorreto destas leis pelo projetista. a queda de pressão através da válvula é variável. pressão e temperatura do processo 8. deve-se reclamar de seu fabricante e não do Arquimedes ou se um avião cai a culpa não é da lei da gravidade de Newton. 49 . 3. Psicologicamente. Mesmo que o dimensionamento da válvula seja feito através de programas é fundamental entender os menus e as condições requeridas pelo programa. estar do lado mais seguro. Analogamente. Tampouco esta norma cuida dos níveis de ruído e da prevenção da cavitação e flacheamento. que é mostrada traduzida ao final deste capítulo. Queda de Pressão na Válvula 3. devida ao atrito e rugosidades 5. O dimensionamento da válvula de controle é difícil.01 (1985-1995): Equações de Vazão para Dimensionar Válvulas de Controle. ou seja. A válvula recebe o sinal da saída do controlador e varia continuamente sua aberta.

Para válvulas instaladas em linhas muito longas ou com alta queda de pressão. pois a pressão é fornecida por uma bomba ou compressor. Quando a proporção da queda de pressão através da válvula é diminuída. custo maior.3. Recomendações Luyben recomenda que a válvula esteja a 50% de abertura. Queda de pressão e vazão A quantidade de vazão máxima da válvula deve ser de 15 a 50% acima da máxima vazão requerida pelo processo. Quanto maior a válvula. conexões e a tubulação com atrito) é absorvido pela válvula de controle. sem aplicação de qualquer fator de segurança. por motivo de desempenho do controle. 3. A queda de pressão projetada afeta o desempenho da válvula. Em sistemas com descarga de bomba. A queda de pressão através da válvula deve ser a mínima. Uma boa regra de trabalho considera um terço da queda de pressão do sistema total (filtros. Neste exemplo. a faixa da área da abertura é 16:1 e não 8:1. a queda de pressão. Outros autores sugerem 5 a 10%. por motivo de economia. pode ser necessário fazer uma escolha arbitrária desta queda de pressão porque os dados da vazão disponíveis são vagos. 200 gpm 100 psig 16 × = 25 gpm 25 psig 1 50 . a válvula de controle perde a habilidade de aumentar rapidamente a vazão. à primeira vista. Em alguns casos. medidores de vazão. trocadores de calor. a válvula deve absorver do sistema e devolver para o sistema. Em muitas aplicações. Por exemplo. A variação requerida na área de passagem da válvula é o produto de relação da máxima/mínima vazão pela raiz quadrada da relação da máxima/mínima queda de pressão. Quando a válvula está próxima de sua abertura total ou fechamento completo. nas condições normais de operação. maior é a válvula. maior é o custo inicial da instalação mas menor é o custo do bombeamento. Quanto menor a percentagem. A tendência é usar 166 kPa (25 psig) em vez de 66 kPa (10 psig). restrições de orifício.Dimensionamento 3. Assim. há uma contradição inerente com relação à economia. a economia deve ditar o dimensionamento da válvula. A pressão diferencial absorvida pela válvula de controle. da queda total do sistema. As vazões normal e máxima usadas no dimensionamento devem ser baseadas nas condições reais de operação. Esta pressão diferencial é determinada pelas características do processo e não pelas hipóteses teóricas do projetista. será a diferença entre a coluna total disponível e aquela necessária para manter a vazão desejada através da válvula. Se a válvula está na linha de descarga de uma bomba com pressão de saída de 660 kPa (100 psig). com pequena queda de pressão. obtém-se um mau controle. a percentagem da queda de pressão através da válvula deve ser menor. a vazão iria aumentar de cerca de apenas 23%. Para poder controlar. se a válvula for retirada do sistema. a característica da coluna da bomba é o fator determinante. pois para poder provocar a mínima queda de pressão a válvula deve ter tamanho grande e portanto. desde que a linha não seja muito longa ou complicada (com muitos obstáculos na linha). a redução da vazão significa um aumento na queda de pressão e na rangeabilidade da válvula. bocais. Moore recomenda que o Cv necessário não exceda 90% do Cv instalado e que a válvula provoque 33% da queda de pressão total. pode-se assumir uma queda de 66 a 166 kPa (10 a 25 psig) através da válvula. Isto significa que. na condição nominal de operação. esta válvula está superdimensionada. entre 15 e 25%. Se uma válvula está com abertura de 3% quando controlando uma variável.2. nas condições normais de operação. por exemplo. em operação real. se as condições de operação máximas para a válvula são de 200 GPM e queda de pressão de 166 kPa (25 psig) e as condições mínimas são de 25 GPM e queda de 166 kPa (100 psig). Porém. A queda de pressão através da válvula deve ser a máxima. pois está próxima de seu limite de operação ou da saturação. como poderia parecer.

f = ou Q Qmax = ∆ pmax − ∆p ∆p max − ∆pmin f =a ∆p ∆p min rearranjando. Na vazão máxima. a = x/X (linear) a = R(x/X-1) (=%) x é a posição da haste X é a excursão total possível da haste R é a rangeabilidade da válvula.Dimensionamento Definindo f como A queda da pressão na válvula como uma fração da queda total do sistema não influi no desempenho do sistema de controle. Cv é o coeficiente de vazão ρ é a densidade do fluido Quando a válvula está totalmente fechada a sua queda de pressão é máxima e não há vazão e não há quedas de pressão nos outros equipamentos.4. na configuração de faixa dividida. que são as expressões para a característica instalada da válvula linear. que teoricamente é a relação das vazões nominais máxima e mínima. A rangeabilidade da válvula deve ser. quando a maior estiver a 10% da abertura. ∆p min = ∆pmax − kQ 2 51 . Queda de pressão A característica inerente da válvula é distorcida por causa da variação da pressão diferencial através da válvula. A menor válvula deve ser dimensionada de modo que seu Cv seja maior do que a capacidade da outra válvula. aumentando a vazão. a estabilidade variará com a vazão. igual à do processo. onde a é a abertura relativa da válvula.  df    =  da  0 1 ∆pmin ∆pmax A mínima inclinação ocorre em a=1. desde que a rangeabilidade da válvula seja adequada. a queda de pressão na válvula diminui e as quedas provocadas pelos outros equipamentos do sistema aumentam. tem-se: f = 1 1 + (1 / a2 − 1)∆pmin / ∆p max 3. no mínimo. ∆p min  df    =  da 1 ∆pmax A variação do ganho através de toda a excursão da abertura da válvula vale: (df / da )0  ∆p min = (df / da )1  ∆pmax      −3 2 ∆p = ∆pmax − kQ 2 onde k representa as resistências fixas do sistema. Quando a rangeabilidade da válvula for menor que a do processo. deve-se usar duas ou mais válvulas em paralelo. A inclinação da curva é dada pela derivada: df ∆p min = da ∆pmax  2 2 ∆pmin  a + +(1 − a )  ∆p max   −3 2 Q = aC v ∆p ρ A máxima inclinação ocorre em a=0. tem-se a queda de pressão mínima na válvula: Se todos os elementos restantes da malha de controle tiverem ganhos constantes ou ganhos variando na mesma direção. Quando a válvula começa a abrir. toda a queda é provocada pela válvula. para aumentar a rangeabilidade das vazão controlada.

4.1. Quedas de pressão no processo e na válvula de controle 52 .Fig.

5. Válvula para líquidos 4. Roteiro de dimensionamento
5.1. Líquido 4.1. Vazão através da válvula
Geralmente a válvula tem diâmetro menor que a tubulação. Mesmo quando os diâmetros da válvula e da tubulação são iguais, quando a válvula está em operação, ela quase sempre está restringindo a passagem da vazão, de modo que o fluido no interior da válvula passa por um processo de mudança de energia. A energia de pressão se transforma em enérgica cinética, ou na garganta da válvula a velocidade aumenta e a pressão diminui. Depois do fluido passar pela válvula, a sua velocidade retorna ao valor original e a pressão se recupera, mantendo um valor menor que a pressão de entrada na válvula. Diferentes tipos de válvulas apresentam diferentes valores de recuperação da pressão estática da tubulação. Para que uma válvula opere, sempre haverá uma queda de pressão diferencial entre sua entrada (P1) e saída (P2). Esta queda de pressão ou pressão diferencial é tipicamente representada por ∆P. Tab. 1.1. Coeficientes de vazão para válvulas Diâmetro válvula (“) ¼ ½ 1 1½ 2 3 4 6 8 CV 0,3 3 14 35 55 108 174 400 725 A vazão do líquido no interior da válvula é mais previsível e é não compressível e por isso o dimensionamento de válvula para líquido é mais fácil e direto, sem necessidade de muitos fatores de correção. A vazão de um líquido newtoniano (cuja viscosidade independe da tensão de cisalhamento) pode ser determinada por:

q = N1FpFR C v

p1 − p2 Gf

onde FF = Fator de relação da pressão crítica do líquido, adimensional CV = Coeficiente de vazão da válvula FR = Fator de número de Reynolds, adimensional N1 = Constantes numéricas para as unidades de medição usadas p1 = Pressão estática absoluta a montante, medida em dois diâmetros nominais a montante do conjunto válvula-conexão p2 = Pressão estática absoluta a jusante, medida em seis diâmetros nominais a jusante do conjunto válvula-conexão ∆P = Pressão diferencial, p1 - p2 Gf = Densidade relativa (gravidade específica) do líquido nas condições a montante. Relação da densidade do líquido à temperatura de vazão para a densidade d'água a 15,6 oC (60 oF ), adimensional q = Vazão instantânea volumétrica

5.2. Fatores de correção
FP = Fator de geometria da tubulação adjacente O fator de geometria é devido ao efeito dos cones de redução e expansão usados respectivamente na entrada e saída da válvula, pois geralmente o diâmetro da válvula é menor que o da tubulação. O uso da redução na entrada da válvula diminui a sua capacidade de vazão por causa da queda de pressão adicional no

53

Dimensionamento
redutor. Com o redutor, a pressão de entrada da válvula é menor que a pressão da tubulação. O cálculo para este fator FP é Queda de pressão através da válvula A válvula para operar deve ter uma queda de pressão ou pressão diferencial através dela, expressa como ∆P = (P1 – P2 ) Para efeito de cálculo deve-se considerar o menor valor entre: ∆P = (P1 – P2 )
2 ∆Pmax = FL (P1 − FFPv )

Fp =

1

∑ KC 2 + 1 v
N2d
4

onde o fator ΣK é a soma algébrica dos coeficientes da velocidade efetiva de todas as conexões colocadas na válvula mas não a inclui:

∑ K = K 1 + K 2 + K B1 − K B2
onde

(4)

 d2   K 1 = 0,51 −  D2   1   d2   K 2 = 101 − ,  D2   2
 d K B = 1−   D
4

2

onde ∆Pmax = máxima queda de pressão capaz de produzir vazão, na condição crítica FF= Fator de relação da pressão crítica do líquido, adimensional FL=Fator de recuperação de pressão do líquido de uma válvula sem conexão anexa, adimensional PV = pressão de vapor do líquido FL = Fator de recuperação de pressão Este fator experimental e adimensional é dado por:

2

FL =

p1 − p 2 p1 − p vc

sendo d = diâmetro nominal da válvula D1 = diâmetro na entrada da válvula D2 = diâmetro na saída da válvula O caso mais comum é ter os cones de entrada e saída da válvula iguais, simplificando a equação para

 d2   K 1 + K 2 = 1 5 1 − ,  D2   

2

onde Pvc = pressão na vena contracta O fator de recuperação depende do tipo (geometria) da válvula e é fornecido pelo fabricante, que o determinou experimentalmente em ensaios hidrodinâmicos. FL baixo significa que a válvula absorve pouca queda de pressão e apresenta alta recuperação de pressão. De outro modo, a válvula apresenta alta velocidade do fluido e grande capacidade de vazão. Exemplos de válvula com baixo FL: borboleta, esfera. FL alto significa que a válvula absorve grande queda de pressão e apresenta pequena recuperação de pressão. De outro modo, a válvula apresenta baixa velocidade do fluido e pequena capacidade de vazão. Exemplos de válvula com alto FL: globo convencional de sede simples ou dupla,

54

Dimensionamento
globo gaiola, válvula com plug para baixo ruído. FF = Fator da relação de pressão crítica do líquido Fator adimensional definido como Fd = fator que relaciona os dados dos testes de vários tipos de válvulas com os diferentes raios hidráulicos, de modo que uma única curva representa todos os tipos testados. Os valores representativos de Fd são apresentados em tabelas. ν = viscosidade cinemática, em centistoke A combinação do regime da vazão e o número de Reynolds é a seguinte: Rev <56 56 a 40 000 >40 000 Tipo de vazão Laminar Transicional Turbulenta

FF =

Pvc Pv

onde PVC = pressão na vena contracta (ponto de menor pressão), nas condições de vazão crítica PV = pressão de vapor do líquido, na temperatura de entrada Desta equação, tem-se

Pvc = FFPv
que é o valor da pressão mínima no interior da válvula nas condições de vazão crítica ou chocada. Este fator é usado no cálculo da máxima queda de pressão ∆Pmax e pode ser obtido pela equação

Quando Rev < 56, o valor de FR pode se obtido da curva (Fig. E-1) ou da seguinte equação:

FR = 0,019 (Rev )0,67
Quando Rev estiver entre 56 e 40 000, pode-se usar a curva (Fig. E-1) ou a Tab. Quando Rev for maior que 40 000, a vazão é turbulenta e não há necessidade de correção, ou seja, FR = 1. Fd = Fator modificador do número de Reynolds O fator Fd corrige o número de Reynolds em função da geometria interna da válvula. Empiricamente, o coeficiente Fd é proporcional a

FF = 0,96 − 0,28

pv pc

Pc = pressão crítica, obtida de tabelas FR = Fator do número de Reynolds O regime de vazão de um fluido dentro da válvula pode ser turbulento, transicional ou laminar. O fluxo turbulento ocorre com alta velocidade, baixa viscosidade e alta densidade. Na condição turbulenta, a capacidade da válvula é maior que a esperada para uma não turbulenta e por isso deve-se introduzir um fator, quando se tem a vazão não turbulenta para compatibilizar com o regime da vazão. O número de Reynolds com relação à válvula vale:

1 , n

onde n é o número de passagens no interior da válvula Em geral, Fd pode ser usado como igual a 1 para válvulas com uma passagem de sede simples. Usa-se Fd igual a 0,7 para válvulas com duas passagens de fluxo, tais como globo de sede dupla ou borboleta. Fd é mostrado na tabela D-1.

Re v =
onde

N4 Fd q ν FL C v

4

2 FL C2 v

N2 d 4

+1

55

Dimensionamento
5.3. Exemplo 1 Dados do processo
Unidade Fluido Vazão máxima Pressão a montante Pressão a jusante Temperatura Densidade relativa Pressão de vapor Pressão crítica Diâmetro da tubulação Tipo de válvula Sentido da vazão Tipo de vazão Benzeno 160 Gpm 150 Psia 120 Psia O 200 F 0,879 @ 200 oF 25 Psia 701 Psia 3 Polegada Globo Gaiola Vazão para abrir Turbulenta (FR = 1) Como ∆P < ∆Pmax, a vazão é normal e não chocada.

3. Calcular Fp Cv Da equação principal

q = N1Fp C v

p1 − p2 Gf

160 = 1× (Fp Cv ) × 1×
tem-se: FpCv = 27,4

150 − 120 0,879

Solução
1. Escolher a fórmula:

A pré seleção indica uma válvula de 2 polegadas com Cv = 41. 4. Determinar Fp Como a tubulação é de 3” e a válvula de 2”, tem-se d/D = 2/3 = 0,67 Válvula Globo Gaiola, diâmetro de 2” Da Tab., tem-se Fp = 0,96

q = N1Fp C v
onde N1 = 1

p1 − p2 Gf

2. Verificar o tipo de vazão ∆P = (P1 – P2 )
2 ∆Pmax = FL (P1 − FFPv )

5. Calcular o Cv para o tipo de válvula selecionado FpCv = 27,4 Cv = 27,4/0,96 = 28,5 A válvula continua a mesma, porque 41 é o Cv imediatamente superior a 27,4 ou 28,5. 6. Curso da válvula O curso da válvula é determinado pela relação do Cv calculado pelo Cv a ser usado (máximo), ou seja,

onde

FF = 0,96 − 0,28

pv pc
25 = 0,91 701

FF = 0,96 − 0,28
Então,

% vazão =

Cv calculado × 100% Cv máximo
28,5 × 100 % = 69,5% 41

∆Pmax = 0,92 (150 − 0,91× 0,25 ) = 103,1
psi

% vazão =

56

Dimensionamento 6. Válvulas para gases e vapores
6.1. Gases e líquidos
Diferentes do líquido (incompressível), o gás e o vapor são compressíveis e por isso se comprimem quando se aumenta a pressão e expandem, quando a pressão estática diminui, como ocorre no interior da válvula. Quando o gás se comprime, ele aumenta sua densidade e quando se expande, sua densidade diminui. Para compensar a redução da densidade ou peso específico do gás, foi introduzido um fator de correção, chamado de fator de expansão, Y. Outro enfoque diferente no dimensionamento de válvula para gás é o uso da relação da queda de pressão e a pressão de entrada, no lugar de usar a queda de pressão. Com gases se usa:

q = N7FpCvp1Y

x Gg T1Z

Cv =

w T1Z N8Fpp1Y xM
xM T1Z x MT1Z

w = N8FpC vp1Y

q = N9Fp C vp1Y

Cv =

q MT1Z N9Fpp1Y x

6.3. Vazão crítica ou chocada
A vazão critica é a condição que existe quando a vazão não é mais função da raiz quadrada da diferença de pressão através da válvula, mas apenas função da pressão à montante. Este fenômeno ocorre quando o fluido atinge a velocidade do som na vena contracta. Assim que o gás atinge a velocidade do som, na vazão critica, a variação na pressão à jusante não afeta a vazão, somente variação na pressão a montante afeta a vazão. A vazão crítica, chocada ou bloqueada é aquela que atingiu a velocidade máxima e não pode mais aumentar pela diminuição da pressão a jusante. A vazão crítica ocorre quando x > Fk xT onde x é a relação entre queda de pressão através da válvula e pressão de entrada xT é o fator da relação da máxima queda de pressão, na qual é possível ainda aumentar a vazão na válvula. O fator xT é obtido através de ensaios de laboratório e depende do tipo da válvula. Este fator pode ser obtido da Tab. D-1.

x=

∆P P1

Quando o gás é expandido na garganta da válvula, por causa da queda de pressão, sua densidade diminui. Como a vazão mássica é constante, o gás expandido é acelerado na saída. A energia requerida para esta aceleração é originada da pressão diferencial através da válvula. Este fenômeno não ocorre com o líquido, pois sua densidade é constante. Assim, para uma mesma pressão diferencial, a vazão mássica de um gás é sempre menor que a vazão obtida com um líquido, porque parte da pressão diferencial é usada para acelerar o gás. Como resultado, deve-se compensar esta perda através do fator de expansão Y.

6.2. Equações de dimensionamento w = N6FpCv Y xp1γ1
Cv = Gg T1Z q N7Fpp1Y x

57

0 para o ar em temperaturas e pressões moderadas. em função da queda de pressão. que valem: pressão reduzida Pr é definida como a relação da pressão absoluta real de entrada para a pressão absoluta termodinâmica crítica para o fluido em questão. Como todas as equações de dimensionamento usam a densidade relativa. determinando sua densidade para as condições reais de pressão e temperatura. para o dimensionamento da válvula. Como o ruído é um som indesejável.Dimensionamento 6. normas internacionais [Organização Mundial da Saúde. onde sua relação de calores específicos é 1. como: O fator de compressibilidade pode ser obtido de gráficos e é função direta da temperatura reduzida e pressão reduzida. 58 . onde x = Fk xT. O fator de expansão também corrige a variação da área na vena contracta. Tr = 6. prejudicial à saúde física e mental das pessoas. Tem-se: pr = p1 pc T1 Tc Fk = k 1 40 . exceto uma que usa o peso específico. Fk pode ser considerado uma função linear de k. Fator da relação dos calores específicos A relação dos calores específicos de um fluido compressível afeta a vazão instantânea através de uma válvula. A última versão (1985) da norma ISA S75-01 não trata diretamente da prevenção de cavitação ou ruído na válvula. Portaria 3214 (1972) ou NR 15] estabelecem limites do nível de ruído permissíveis e quantidade de horas de exposição.7 Ruído na válvula O dimensionamento incorreto da válvula de controle pode provocar o aparecimento de altos níveis de ruído por causa da passagem do fluido em alta velocidade no seu interior. tem-se Y = 1− Fk x T = 1 – 1/3 = 0. Este fator é dado pela equação: A pressão e temperatura crítica de um fluido estão relacionadas com a habilidade de o líquido estar ou não em estado gasoso. Fator de compressibilidade Z O fator de compressibilidade é usado para corrigir o afastamento do comportamento do gás real do gás ideal.4. é necessário usar a correção do fator de compressibilidade. A experiência e a teoria indicam que. por causa da diminuição da pressão.67 3Fk x T 6.6. A temperatura reduzida T r é definida de modo semelhante. Fator de expansão Y O fator de expansão Y corrige a variação da densidade do gás ou vapor quando ele passa através da válvula (desde o ponto de entrada até a vena contracta). O fator Fk leva em conta este efeito. OSHA. 6.5. Fk tem um valor de 1.40. Y = 1− x 3FK x T Para a vazão crítica.

70 pr = p1 pc pr = Tr = 170 = 0. obtém-se: Fp = 0. Z = 0.80 Fp Cv = 130 2. 1. Escolher a fórmula: 5. a vazão é normal e não crítica.95 w = N8FpC vp1Y onde N8 = 19. Determinar Z Fluido Vazão máxima Pressão a montante Pressão a jusante Temperatura Peso molecular Temperatura crítica Pressão crítica Diâmetro da tubulação Tipo de válvula Sentido da vazão Razão dos calores Unidade Vapor saturado seco 33 000 Lb/hr 170 Psia 100 Psia O 370 F 18.2 T1 Tc Tr = 370 + 460 = 0.41× 18.33 Adimens.74 k ar  1. Calcular Y Substituindo na equação Cv = 130 = 135.02 (370 + 460 ) × 0.95 Solução Por causa da erosão.Dimensionamento 6. Fk x T = x T  = 0.02 Adimens.71 705. 3. deve-se usar válvula que apresenta grande perda de carga e por isso não se deve usar válvula rotativa.3 × Fp C v × 170 × 0. Calcular o Fp Cv Da equação principal.5 + 460 Da curva. Y = 1− 0. de 2 ”. O 705.8. w = N8FpC vp1Y xM T1Z 0.96 Y = 1− x 3FK x T A válvula selecionada permanece a mesma.5 F 3 208. Exemplo 2 Dados do processo 4.4 0.70  = 0.67 Da Tab. Verificar o tipo de vazão x= P1 − P2 170 − 100 = = 0.41 P1 170 Pré seleção da válvula = Diâmetro de 4 “ e Cv = 195 6.96 7. Cálculo do Cv Fp Cv = 130  k vapor  133 .40  Como x < Fk xT . de Fp.2 Psia 6 Polegada Globo Gaiola Vazão para abrir 1.80 3 × 0. Determinação de Fp Tem-se d/D = 4/6 = 0. 59 .41 = 0.3 xM T1Z 33000 = 19.05 3208.

além de custar mais. a faixa de erro possível. é fundamental gastar mais esforço para refinar os dados de dimensionamento da válvula. instalada entre dois redutores 20 x 10”. Outro exemplo. O erro em uma vazão de ar ou água fria fluindo em válvula globo. Porém. menor é a rangeabilidade disponível.4% 195 7. pode apresentar erro de até –10 000%! O fator xT se aplica a fluidos compressíveis (gases e vapores) e define a relação de pressão em que um determinado tipo de válvula pode atingir vazão totalmente chocada. é de –15 a +9 %. o erros se tornam vitais. Com uma válvula borboleta a 90o . com baixa queda de pressão. Curso da válvula O curso da válvula é determinado pela relação do Cv calculado pelo Cv a ser usado (máximo). Por exemplo. o erro pode ser desprezível. pode resultar em erros variando de –100 a +100%. que considera o desvio da lei dos gases perfeitos.Dimensionamento 6. independente do seu tipo. compensação para a relação de calores específicos de vários gases e vapores. com uma válvula borboleta com 60o de abertura. Se a aplicação não tolera este superdimensionamento.4 × 100 % = 69. (Se o seu relógio tem precisão de um segundo por ano. ele não pode ser ajustado pelo relógio da matriz da praça). A relação do máximo Cv requerido pelo processo e o mínimo Cv controlável pela válvula estabelece o limite da rangeabilidade da planta: quanto maior a válvula. a antiga equação FCI (Fluid Controls Institute) prevê uma vazão 50% maior do que a equação ISA. uma válvula borboleta com 80o de abertura. O fator FR considera as condições de não turbulência de vazão e quando omitido. se uma válvula de 4” está no limite. deixa passar apenas 65% do que passaria em nesta mesma válvula em uma linha de 10” e o fator Fp considera isto. há sempre trim reduzido ou abertura reduzida da válvula. em casos extremos. com alta queda de pressão através dela e com outros fluidos e outras condições de vazão. = Apostila\Válvulas 4Valvula Dimensionamento 02 FEV 00 (Substitui 12 OUT 99) 60 . apresenta um desempenho de controle degradado que pode afetar a economia e qualidade do produto. o erro é de –100%. Quando se requer um bom desempenho da válvula. manipulando 100 psia de ar e tendo uma queda de pressão de 40 psi. dependendo das condições de processo. com válvula de grande diâmetro e do tipo de alta recuperação de alta pressão. Considerações Adicionais Quando se ignoram os fatores de dimensionamento e de correção propostos pelas normas pode-se ter erros grandes e pequenos. = % vazão = Cv calculado × 100% Cv máximo % vazão = 135. o fator Fk. ou seja. Equações simples para a vazão de gás assume que todas as válvulas se comportam do mesmo modo. Outro ponto importante é a precisão requerida pela aplicação e a qualidade dos dados do processo usado para o dimensionamento da válvula. se o fator é omitido. Por exemplo. Quando se omite o fator de compressibilidade Z. Uma válvula superdimensionada. pode-se escolher uma válvula de 6”. Por exemplo.

Densidade 3. Relação dos calores específicos d) Propriedades da válvula de controle 1. lamas densas. Tamanho 2. sólidos secos ou líquidos não newtonianos.01-1985 (1995): Equações de Vazão para Dimensionar Válvulas de Controle 1. Temperatura 3.ISA S75. Pressão 2. Geometria do caminho da vazão 2. Este procedimento é explicado melhor no Apêndice A. requerido aproximado (CV ). são conhecidos. Composição 2.02. é geralmente necessário usar fatores de capacidade associados com a condição totalmente aberta ou especificada para prever um coeficiente de vazão da válvula 61 . Procedimento de Teste de Capacidade de Válvula de Controle. Tensão superficial 6. As equações são usadas para prever a vazão instantânea de um fluido através de uma válvula quando todos os fatores. de ruído e de outros efeitos não é parte desta norma. A vazão instantânea de um fluido através de uma válvula de controle é uma função do seguinte (quando aplicável): a) Condições de entrada e saída: 1. Escopo Esta norma apresenta equações para prever a vazão de fluidos compressíveis e incompressíveis através de válvulas de controle. Densidade 3. Pressão crítica c) Propriedades do gás ou vapor 1. Viscosidade 5. As equações não pretendem ser usadas quando o fluido for multifásico. Composição 2. incluindo aqueles relacionados com o fluido e sua condição de vazão. geometria da tubulação b) Propriedades do liquido 1. Quando as equações são usadas para selecionar um tamanho de válvula. a previsão de cavitação. Pressão de vapor 4. Introdução As equações desta norma são baseadas no uso de fatores de capacidade determinados experimentalmente obtidos de teste de válvulas de controle de acordo com os procedimentos da norma ANSI/ISA S755. Curso da haste ou rotação do disco 3. Além disso.

p2 pc Pressão absoluta termodinâmica crítica pr Pressão reduzida. Relação da densidade do líquido à temperatura de vazão para a densidade d'água a 15. medida em dois diâmetros nominais a montante do conjunto válvula-conexão p2 Pressão estática absoluta a jusante. adimensional Gg Densidade relativa (gravidade específica) do gás em relação à densidade do ar.. N2. adimensional FLP Produto do fator de recuperação de pressão do líquido de uma válvula com conexão anexa e o fator da geometria da tubulação. adimensional Fp Fator de geometria da tubulação.. . adimensional KB Coeficiente de Bernoulli. adimensional Tc Temperatura absoluta termodinâmica crítica Tr Temperatura reduzida. adimensional Fs Fator de vazão laminar. adimensional M Peso molecular. Constantes numéricas para as unidades de medição usadas p1 Pressão estática absoluta a montante. adimensional k Relação dos calores específicos. adimensional pvc Pressão absoluta aparente na vena contracta q Vazão instantânea volumétrica qmax Vazão instantânea máxima (condições de vazão chocada) a uma dada condição a montante Rev Número de Reynolds da válvula. adimensional T1 Temperatura absoluta a montante. adimensional FR Fator de número de Reynolds. ambos nas condições padrão. medida em seis diâmetros nominais a jusante do conjunto válvula-conexão ∆P Pressão diferencial. adimensional Ki Fatores de altura da velocidade para uma conexão de entrada. adimensional K Coeficiente de perda de pressão de um dispositivo. adimensional g Aceleração local da gravidade Gf Densidade relativa (gravidade específica) do líquido nas condições a montante. Nomenclatura Símbolo CV d D Fd FF FL Descrição Coeficiente de vazão da válvula Diâmetro da entrada da válvula Diâmetro interno da tubulação Modificador do tipo da válvula Fator de relação da pressão crítica do líquido. p1 .6 oC (60 oF ). unidade de massa atômica N1. Igual à relação do peso molecular do gás para o peso molecular do ar. em kelvin (K) ou grau Rankine (oR) U1 Velocidade na entrada da válvula w Vazão instantânea em massa ou peso 62 .ANSI/ISA S75.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle 3. adimensional Fator de recuperação de pressão do líquido de uma válvula sem conexão anexa.

adimensional Fator de expansão. dividir centipoise por Gf.3 lb/h psia lb/ft3 Para converter m 2/s para centistokes. Constantes numéricas para equações de vazão de líquido Constante Unidades usadas nas equações N w q p.0865 m /h kPa 0. relação do coeficiente de vazão para um gás e para uma líquido para o mesmo número de Reynolds.865 m3/h bar 1. centistoke Densidade Índices 1 2 s T Condições a montante Condições a jusante Não turbulenta Turbulenta Tab. ν − − − − − centistokes centistokes - 63 .1. ∆P d. adimensional Fator de compressibilidade. Para converter centipoise para centistoke. adimensional Peso específico. adimensional Valor do fator xT para conjunto válvula-conexão.00214 mm 890 in 3 N4 76 000 m /h mm 17 300 gpm in N6 2.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle Símbolo x xT xTP Y Z γ1 (gama) µ (mi) ν (ni) ρ (rô) Descrição Relação da queda de pressão para a pressão absoluta de entrada (∆P/P1). multiplicar m 2/s por 106. para as condições a montante Viscosidade absoluta Viscosidade cinemática.3 kg/h bar kg/m3 63.00 gpm psia N2 0. adimensional Fator de relação das quedas de pressão.73 kg/h kPa kg/m3 27. D γ1 3 N1 0.ANSI/ISA S75.

[A seção 5 trata das equações de vazão aplicadas quando há grande vaporização). esta relação não é mais válida. A cavitação que ocorre nesta região de transição pode produzir dano físico à válvula ou à tubulação e equipamentos associados. O Fator de geometria da tubulação Fp considera as conexões ligadas à entrada ou saída da válvula que perturbam a vazão. 5. Fator de geometria da tubulação 4. 3.2. Se há formação de bolhas temporariamente (cavitação) ou permanentemente (flashing). Em muitos casos. Na região de transição entre vazão de líquido não vaporizando e vazão totalmente chocada. Fp deve ser determinado pelos procedimentos de teste especificados na norma S75. 6 e 7 sem erro significativo. Por exemplo. Os coeficientes de Bernoulli compensam as variações na pressão resultantes das diferenças na área do jato e velocidade. os tamanhos nominais da válvula e da tubulação (d e D) podem ser usados nas eqs.ANSI/ISA S75. Equações para vazão turbulenta As equações para determinar a vazão instantânea de um líquido vazando através de uma válvula sob condições turbulentas. Fp pode ser determinado pela seguinte equação: Fp = 1 ∑ KC 2 v 4 N2d (3) +1 4. Constantes numéricas As constantes numéricas N são escolhidas para acomodar as unidades de medição usadas nas equações. a vazão instantânea real é menor que a prevista pelas equações desta seção e da seção 5. 4. afetando a capacidade da válvula. O fator ΣK é a soma algébrica dos coeficientes da velocidade efetiva de todas as conexões colocadas na válvula mas não a inclui.02. Para máxima exatidão. Quando os diâmetros das conexões de entrada e saída são idênticos. ∑ K = K 1 + K 2 + K B1 − K B2 (4) Cv = q N1Fp Gf p1 − p 2 w = N6Fp Cv (p1 − p 2 )γ1 (2) Cv = w N1Fp (p1 − p 2 )γ 1 4. sem vaporização são: q = N1Fp C v p1 − p2 Gf (1) (O Apêndice B mostra a derivação matemática de Fp ). KB é calculado como:  d K B = 1−   D 4 (5) 64 .01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle 4. Quando os diâmetros da entrada e saída são diferentes.3. KB1 = KB2 e os dois fatores se anulam na eq. Fp é realmente a relação do coeficiente de vazão de uma válvula com a conexão anexada para o coeficiente de vazão (CV ) de uma válvula instalada em uma tubulação reta do mesmo diâmetro que o da válvula.1. Onde os valores estimados são permitidos. Fluido incompressível – vazão de líquido não volátil A vazão instantânea de um líquido através de uma dada válvula de controle é uma função da pressão diferencial (P1 – P2) quando o líquido não vaporiza parcialmente entre a entrada e a saída da válvula. respectivamente. onde K1 e K2 são os coeficientes de resistência das conexões de entrada e saída respectivamente e KB1 e KB2 são os coeficientes de Bernoulli para as conexões de entrada e saída.

Para a vazão não turbulenta. se não se tem os valores experimentais para os coeficientes de resistência K1 e K2. os valores aproximados podem ser calculados como segue: Somente redutor de entrada: 2   1 − d  K 1 = 0.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle A conexão mais comumente encontrada é o redutor padrão. Deve-se ter cuidado em usar a curva na Fig.4. Fp . Estas conexões têm pouco estreitamento e sua perda de pressão não excede à de uma contração repentina com uma entrada levemente arredondada.5  D2   1  2 Cv = q N1FR Gf p1 − p 2 w = N 6 FR C v (p 1 − p 2 )γ 1 (10) Cv = w N1FR (p 1 − p 2 )γ 1 (6) Somente expansor de saída:  d2   K 2 = 101 − . este termo tem somente um pequeno efeito no Rev e geralmente pode ser omitido. Nestas circunstancias.ANSI/ISA S75. deve ser introduzido.  D2   2 2 (7) Quando o redutor e o expansor têm o tem o mesmo tamanho:  d2   K 1 + K 2 = 1 5 1 − . curto. Fd. de modo que uma única curva representa todos os tipos testados.  D2    2 (8) Note-se a ausência do fator de geometria da tubulação. FR é a relação da vazão instantânea não turbulenta para a vazão instantânea turbulenta prevista pelas eqs. O sombreado em torno da curva central indica o espalhamento dos dados de teste e a faixa de incerteza da vazão instantânea prevista no regime não turbulento. o efeito dos redutores acoplados diretamente à válvula ou de outras conexões que provocam distúrbio na vazão. 1. (9) e (10). na eq. (1) ou (2). O número de Reynolds da válvula é definido como: Re v = 4. concêntrico da tubulação. A vazão instantânea através de uma válvula é uma função da velocidade do jato q = N1FR C v p1 − p 2 Gf (9) 65 . O termo sob o radical na eq. Testes mostram que FR pode ser encontrado usando o número de Reynolds da válvula e a Fig. 1 para tipos de válvulas para os quais não foi estabelecido o fator Fd. (3) se aplica apenas à vazão turbulenta. Exceto para válvula esfera de grande abertura ou borboleta. nas eqs. Equações para vazão não turbulenta Vazão não turbulenta ocorre em fluidos de alta viscosidade ou baixas velocidades. Nesta base. Por isso. (11) relaciona os dados dos testes de vários tipos de válvulas com os diferentes raios hidráulicos. As equações correspondentes para vazão não turbulenta se tornam. (Ver Apêndice D para valores representativos de Fd). a eq. (11) considera a velocidade de aproximação. a vazão instantânea através de uma válvula é menor que para vazão turbulenta e o fator do número de Reynolds. respectivamente: N4 Fd q ν FL C v 4 2 FL C2 v N2 d 4 +1 (11) O modificador do tipo da válvula. é desconhecido. FR.

1. Esta velocidade é uma função da queda de pressão através do orifício da válvula e também da velocidade de entrada da válvula ou velocidade de aproximação. são: 5. eq. onde o fator do número de Reynolds é igual a 1. pode-se aumentar a vazão instantânea diminuindo a pressão a jusante. pressão de vapor do líquido. Fig. Esta relação entre a vazão instantânea e a queda de pressão para uma válvula típica é mostrada na Fig. Fator do número de Reynolds. a vazão não aumenta mais – esta vazão é chamada de chocada. Quando o regime da vazão é questionável. A vazão chocada é acompanhada pela cavitação ou pelo flacheamento (flashing). Quando as condições de entrada (a montante) são fixas. Porém. O fator da velocidade de aproximação está incluído no coeficiente de vazão da válvula. com números de Reynolds da válvula maiores que 104. ver Apêndice E e F. A maioria das vazões nas válvulas de controle de um processo é turbulenta. 2. ambas com o mesmo diâmetro. (11) deve ser usada para achar Rev. ocorre flacheamento. Vazão instantânea de líquido versus queda de pressão para uma válvula típica (pressão a montante e pressão de vapor constantes).1. se a pressão a jusante é igual ou menor que a pressão de vapor. há um ponto em que. 2. Fluido incompressível – vazão chocada de líquido volátil Vazão chocada é uma vazão instantânea limitada ou máxima. ocorre cavitação.ANSI/ISA S75. Equações para vazão chocada de líquido As equações para determinar a máxima vazão instantânea de um líquido sob condições chocadas para válvulas em tubulações retas.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle na vena contracta e a área do jato neste local. 5. mesmo diminuindo a pressão a jusante. Se a pressão a jusante é maior que a pressão de vapor do líquido. quando a pressão dentro da válvula cai abaixo da q = N1FL C v qmax N1FL p1 − p vc Gf (12a) Cv = onde Gf p 1 − p vc (10) p vc = FFp v dando (13a) 66 . a vazão chocada ocorre como resultado da vaporização do líquido. Para informação adicional sobre vazão não turbulenta. Fig. Com a vazão de líquido.

a equação nesta seção pode ser traçada para a equação de Bernoulli para fluidos incompressíveis newtonianos. Para cálculos envolvendo vazão chocada. FLP Quando uma válvula é instalada com redutores ou outras conexões. se aplica a válvulas sem conexões associadas. valores crescentes de x resultam em efeitos de expansão e FL = p1 − p 2 p1 − p vc (15a) 67 . Este fator leva em conta a influência da geometria interna da válvula em sua capacidade. Em valores de x próximos de zero. é conveniente tratar o fator de geometria da tubulação Fp e o fator para a combinação válvulaconexão como um único fator FLP . Fator de recuperação de pressão combinado do líquido. Quando os valores estimados são permitidos. FL O fator de recuperação de pressão do líquido. onde Cv = qmax N1FL Gf p1 − FF p v As equações para determinar a máxima vazão instantânea de um líquido sob condições chocadas para válvulas com conexões são: qmax = N1FLP C v ou p1 − p vc Gf (12b) FLP = Fp p1 − p 2 p1 − p vc (15b) q C v = max N1FLP onde Gf p1 − p vc p vc = FFp v dando Para máxima exatidão. Porém. na vazão chocada. Fluido compressível – vazão de gás e vapor A vazão instantânea de um fluido compressível varia como uma função da relação da pressão diferencial para a pressão absoluta de entrada (∆p/p1). a recuperação de pressão do líquido na combinação válvula-conexão não é mesma que a da válvula sozinha. este fator é definido como: 6. Fator de recuperação de pressão do líquido. designado pelo símbolo x.2.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle qmax = N1FL C v ou p1 − FF p v Gf (14a) 5. Sob condições de vazão de não evaporação. O valor de FL para a combinação é então FLP/Fp .3. FLP deve ser determinado usando os procedimentos de teste especificados na norma ANSI/ISA S75.02. pode-se usar a seguinte fórmula para obter FLP com exatidão razoável: (13b) FLP = p1 − FF p v Gf (14b) FL 2 K 1FL C2 v +1 4 N2 d (16) qmax = N1FLP C v ou Cv = qmax Gf N1FL P p1 − FFp v Nesta equação. 5. FL.ANSI/ISA S75. Ki é o coeficiente de perda da coluna de qualquer conexão entre a tomada de pressão a montante e a face de entrada da válvula apenas e vale Ki = K1 + KB1 .

ANSI/ISA S75.2.8 kg/h bar K o 19.3 lb/h psia R 22.73 kg/h kPa kg/m3 27.948 kg/h kPa K 94. ∆P γ1 T1 d.00241 mm 1 000 in N6 2. D N5 0.3 kg/h bar kg/m3 63. Cv = Gg T1Z q N7Fpp1Y x 6.1.6 oC 68 . que requerem o uso de fatores apropriados de correção. Tab. w = N8FpC vp1Y ou xM T1Z (19) 6. independente do valor real de x.3 lb/h psia lb/ft3 3 N7 4. Constantes numéricas As constantes numéricas N são escolhidas para acomodar as unidades de medição usadas nas equações. Equações para vazão turbulenta A vazão instantânea de um gás ou vapor através de uma válvula pode ser calculada usando qualquer uma das seguintes formulas: Cv = w T1Z N8Fpp1Y xM x MT1Z (20) w = N6FpCv Y xp1γ1 ou (17) q = N9Fp C vp1Y ou Cv = w N6Fp Y xp1γ1 Cv = q MT1Z N9Fpp1Y x q = N7FpCvp1Y ou x Gg T1Z (18) Note que o valor numérico de x usado nestas equações não pode exceder o limite de choque (FKxTP).3 kPa e 15.2.73psia e 60 oF ou metro cúbico por hora medido @ 101. Constantes numéricas para equações de vazão de líquido Constante Unidades usadas nas equações N w q p.17 m /h kPa K 417 m3/h bar K o 1360 scfh psia R N8 0.5 m 3/h kPa K N9 2250 m 3/h bar K oR 7320 scfh psia q é em pé cúbico por hora medido @ 14.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle compressão.

xT. O efeito da relação dos calores específicos. k. O choque ocorre quando o jato do fluido na vena contracta atinge sua máxima área transversal na velocidade sônica.0 > Y > 0.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle 6. deve ser estabelecido usando os procedimentos de teste especificados na norma ANSI/ISA S75. o fator de relação de queda de pressão.02.ANSI/ISA S75. Para todos os objetivos práticos. Dados de teste indicam que Y pode ser tomado como uma função linear de x. deve ser estabelecido usando os procedimentos de teste especificados na norma ANSI/ISA S75. Fator de expansão Y O fator de expansão Y considera a variação na densidade de um fluido quando ele passa da entrada da válvula para a vena contracta e a variação na área da vena contracta quando a queda de pressão é alterada (coeficiente de contração). Valores estimados são permitidos.5. Relação dos calores específicos. xT é substituído por xTP. xT Para máxima exatidão. Y é afetado por todos os seguintes parâmetros: 1.4. usando-se a seguinte equação: Y = 1− x 3FK x T (21) com limites (1. como mostrado na seguinte equação para uma válvula sem nenhuma conexão anexa: válvula. Estes valores representativos não são tomados como reais.5). Geometria interna da válvula 3. Fator de relação de queda de pressão. x TP 6. x 4. Número de Reynolds 5. 69 .7. xT é o fator de relação de queda de pressão para uma dada válvula instalada sem redutores ou outras conexões. Ki é a soma dos coeficientes de velocidade de entrada (K1 + KB1) do redutor ou outra conexão anexada à entrada da válvula. O valor de x no início das condições de vazão chocada varia de válvula para      xT  1 = 2  2 Fp  x TK iCv + 1  N d4    5 (22) Nesta equação. 6.02. Para máxima exatidão. xTP (seção 6. Ele também varia com a geometria da tubulação e com as propriedades termodinâmicas do fluido. Relação da queda de pressão. Fator de relação de queda de pressão com redutores ou outras conexões. Teoricamente. k As influências dos três primeiros itens são definidas pelo fator xT . Vazão chocada Se todas as condições são mantidas constantes e a relação da pressão diferencial (x) é aumentada pela diminuição da pressão a jusante (p2). 6.6) e Fk (seção 6.0. Isto ocorre em relações de pressões (p/pvc) maiores que 2. Relação da área de passagem para a área de entrada do corpo 2.5.3. Valores representativos de xT para válvulas são listados no Apêndice D. o efeito do número de Reynolds pode ser desprezado no caso de fluidos compressíveis. Os fatores envolvidos são xT (seção 6. o fator xTP. xTP Quando a válvula é instalada com redutores ou outras conexões. é considerado na seção 6. o fator de relação de queda de pressão do conjunto (xTP) é diferente daquele com a válvula isolada (xT).67) Para uma válvula com conexão anexa. os valores reais devem ser obtidos do fabricante da válvula.7). As condições onde o valor de x excede este são conhecidas como vazão chocada. a vazão instantânea mássica aumentará até um limite máximo.

Ver Apêndice H para a derivação de xT. Nestes casos. (18). Z. Fator de relação dos calores específicos.8. (19) e (20) não contem um termo para o peso específico real do fluido nas condições a montante. Para uso neste trabalho. pr = p1 pc T1 Tc (24) 6. A experiência e a teoria indicam que. deve ser introduzido para compensar esta discrepância.7.40. A temperatura reduzida T r é definida de modo semelhante.ANSI/ISA S75. Z As eq. o fator de compressibilidade. Fator de compressibilidade. pressão reduzida pr é definida como a relação da pressão absoluta real de entrada para a pressão absoluta termodinâmica crítica para o fluido em questão. como: Tr = (25) As pressões e temperaturas críticas para a maioria dos fluidos e as curvas para determinação de Z podem ser encontradas na literatura técnica de dados físicos. baseando-se na leis dos gases ideais.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle Esta correção para xT é usualmente desprezível se d/D é maior que 0. onde sua relação de calores específicos é 1. Fk pode ser considerado uma função linear de k.0 para o ar em temperaturas e pressões moderadas. Tem-se: 70 . Z é uma função da pressão reduzida e da temperatura reduzida. Fk tem um valor de 1. Em vez disso. para o dimensionamento da válvula. Fk = k 1 40 . Sob algumas condições. este termo é inferido da pressão e temperatura de entrada. Fk A relação dos calores específicos de um fluido compressível afeta a vazão instantânea através de uma válvula. (23) 6. o comportamento do gás real pode se desviar muito do ideal. onde d é dado em polegadas.5 e CV /d2 é menor que 20. O fator Fk leva em conta este efeito.

Com estes fatores nas equações. Geralmente não é necessário fazer os cálculos adicionais para prever a abertura exata da válvula. além dos fatores para tratar do fluido real e a configuração de tubulação (Fk. FpCV ) pode ser calculado. Neste procedimento. os números nas equações consistem de valores conhecidos para o fluido e condições de vazão e valores conhecidos para o tipo selecionado de válvula em sua abertura especificada.. O fluido de teste é usualmente água ou ar. todos os fatores pertinentes devem ser conhecidos nas aberturas parciais da válvula. a incógnita (ou produto de incógnitas. as incógnitas restantes. O principal uso das equações de vazão é para ajudar na seleção do tamanho apropriado de uma válvula para uma aplicação específica. Fp ) são usados nas equações desta norma para prever a vazão instantânea com a válvula totalmente aberta. O coeficiente de vazão CV e os fatores FL. são determinados no percurso especificado da válvula.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle Apêndice A – Uso das equações de vazão para dimensionamento de válvulas São feitos testes de laboratório em válvulas reais em uma configuração de teste em uma configuração de teste definida. xT. 71 . podem ser computadas e deve se fazer um julgamento para confirmar se o tamanho é adequado. porque os fatores são mutuamente incompatíveis. Assim que um tamanho de válvula tenha sido selecionado.g. FF. Alguns dos fatores usados na equação são para a válvula totalmente aberta enquanto outros relacionados às condições de operação são para a válvula parcialmente aberta.ANSI/ISA S75. tais como Fp . Para fazer isso. e. eles não representam uma condição de operação verdadeira. Estes dados. Embora estes números computados sejam geralmente convenientes para selecionar uma válvula de uma série de tamanhos discretos.

A altura da velocidade. rearrumando a eq. que cria uma queda de pressão adicional. tem-se o fator KB. (B-2) e (B-4). onde U é a velocidade do fluido e g é a aceleração da gravidade do local. (B-8).ANSI/ISA S75. Se os redutores de entrada e saída são do mesmo tamanho. tem-se: 72 . Se há apenas um redutor ou se há redutores de diferentes tamanhos na entrada e saída.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle Apêndice B . (B-3): (B-2) (Fp C v )2 = 890d 4 890d 4 C2 v + ∑K (B-8) Da eq. somando todos os fatores K: (B-1) (Fp Cv ) = 2 Para um coeficiente de resistência K. o único efeito é a resistência adicional da conexão. que é chamado de coeficiente de Bernoulli. a diferença de pressão fica: K válvula 890 d 4 + K1 + K 2 + K B1 − KB2 (B-7)  q2 Gf   ∆p = K  890 d4    Substituindo Kválvula da eq. (B-2) e (B-4). psi. 4   1 − d  KB =  4  D  (B-5) Por definição. (1) e (B-2). a pressão da velocidade se torna q 2Gf 890 d4 4) − q2Gf 890D4 = 4  q2Gf   1 − d  (B890 d4  D4    Da eq. (Fp Cv )2 = q2 Gf ∆p (B-6) p= q Gf 890 d4 2 Da eq.Derivação dos fatores Fp e FLP Se uma válvula é instalada entre redutores. o CV do conjunto inteiro é diferente daquele para a válvula sozinha. expressa em comprimento de fluido (metro ou pé) é igual U2/2g. Assim. o coeficiente de resistência para uma válvula é: K válvula = 890 d4 C2 v (B-3) onde ∑ K = K1 + K 2 + KB1 − K B2 (B-9) A variação na pressão de velocidade através de um redutor com diâmetros d e D é: Assim. gpm e polegadas. há um efeito adicional na pressão devido à diferença na velocidade entre os jatos de entrada e saída. Expressa em unidades inglesas.

(B-14) e (B-17) na (b15). tem-se: Nota-se na eq. (B-9) os dois se cancelam por causa da diferença em seus sinais.KB2 e na eq.01: Equações de Vazão para Válvulas de Controle Fp = 1   ∑ KC 2 v  + 1   890 d4   (B-10) onde Ki = K1 + KB1 Substituindo a expressão para q2 da eq.ANSI/ISA S75. (1): 890d 4 1 (FL )p = 1 Fp q2 = (Fp Cv )2 ∆pb ∆p = C2 a v Gf Gf 1 K C2 + i v4 2 FL 890 d 1 2 1 K  Cv    2+ i  2   FL 890  d     (B-12) FLP = (FL )p Fp = onde ∆pb é a queda de pressão através da válvula sem redutores. (B-16). (6) e (7). (B-9) que ΣK é a soma de todos os coeficientes efetivos de altura de velocidade. (15): 2 FL = ∆pi = 2 K iFp C 2 ∆pb v 890 d4 (B-17) Substituindo as eq. da eq. (B-11). KB1 . tem-se o seguinte desenvolvimento: 2 (FL )p = p1 − p2 ∆p a = p1 − p vc ∆p vc (B-11) ∆p b 2 Fp ∆pb 2 FL + 2 K iFp C2 ∆p b v onde ∆pa é a queda de pressão através da válvula e ∆pvc válvula de controle é a queda de pressão na vena contracta. Para K1 e K2. Por definição. (B-12): 2 ∆p a = Fp ∆pb (B-13) FLP = FL F 2K  C  2  v  L i  2  + 1 N2  d      (B-18) Substituindo esta expressão na eq. tem-se: 2 2 FL = Fp ∆pb ∆p vc (B-14) Por definição. Da eq. Se os redutores de entrada e saída são do mesmo tamanho. ver eq. (B-12) na eq. (B-2): ∆pi = K iq2 Gf 890 d 4 (B-16) 73 . Também da eq. Da eq. (FL )2 = p ∆pb ∆p vc + ∆pi (B-15) onde (FL)p é o fator de recuperação da pressão para a válvula com redutores e ∆pi é a queda através do redutor de entrada.

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