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Primeiramente o que é o falar em línguas?

É um dos dons do Espírito Santo, dado aos cristãos. (estarei postando um outro texto, onde explico
as duas formas de manifestação do dom de línguas, aqui restrinjo-me ao de línguas estranhas)

"E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os


espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas." (I Co 12:10)

Só esse versículo já seria suficiente para sustentar que falar em línguas não é evidência única do
batismo no Espírito Santo, pois aqu diz a uns é dado e não a todos é dado.

O Dom de Línguas: Os dons são diversos e todos eles úteis à edificação da igreja. O dom de
línguas é visto por algumas denominações como único sinal do “Batismo no Espírito”, (se não falas
em línguas, não és batizado!) é um entendimento errôneo, sem base bíblica. O principal texto usado
para comprovar esta tese é o que descreve o Pentecostes, no entanto, as línguas ali faladas não
foram estranhas ou de anjos, sim, idiomas regionais. O falar em línguas em algumas vidas
realmente é a confirmação do enchimento com o Espírito, mas, não é possível generalizar.

O Batismo do Espírito só é possível em vidas que cultivam a santidade(“Tendo, pois, ó amados, tais
promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a
nossa santidade no temor de Deus.” 2 Co 7.1). A condição de santos é impostas a todos que
querem viver na presença do Senhor, estes estão habilitados a receberem os dons reservados, não
especificamente línguas. As vidas que produzem os frutos da carne (Gl 5.19-21), estão em pecado,
afastadas de Deus e incapacitadas de serem usadas pelo Espírito Santos, se falam em línguas,
profetizam, etc. provavelmente são movidas pelo espírito de engano.

Línguas: Sinal da graça de Deus (At 10.44 e 19.6). É possível contemplar a graça de Deus na
vida do homem de diversas formas, quando vemos alguém dobrado diante do Trono louvando em
línguas é maravilhoso, edifica a vida de todos e com certeza sobe como “aroma agradável” às
narinas do Pai. O dom de línguas é a forma mais pura de louvor e adoração, pois, é o próprio
Espírito que se apresenta diante do Eterno Rei.

Alguém pode negar que Jesus Cristo foi batizado no Espírito Santo?

E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do
céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. (Lucas 3 : 22)

Desafio alguém mostrar-me na Bíblia uma evidência que Jesus falava "língua estranha".
Estevão, certamente foi batizado pelo Espírito Santo, mas também não a relato que falava em
línguas.
Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus,
que estava à direita de Deus; (At 7:55)

É falar em línguas o maior dos Dons?

Línguas: Não é o dom mais importante (1Co 12.4-11 e 1Co 14)


Paulo, escrevendo aos de Corinto, afirma: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais
do que todos vós.” Estas palavras testificam a profunda comunhão e intimidade com o Espírito, no
entanto, ele não exaltou este dom, pelo contrário, procurou doutrinar a igreja no uso correto,
afirmando que o falar em línguas é para edificação pessoal. A descrever os dons por importância,
situou o de línguas entre os menores.
Não há motivos ou fundamentos para que esta realidade seja invertida em nossos dias.

A Bíblia responde:
SEGUI o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.
Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o
entende, e em espírito fala mistérios.
Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.
O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.
E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza
é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba
edificação. (ICo 14:1-5)

O que seria correto afirmar é que falar em línguas é uma evidência do batismo no Espírito Santo,
haja vista que é uma manifestação externa do Espírito.
O que é incorreto afirmar é que só o falar em línguas é evidência de Batismo no Espírito Santo.

Línguas: Não é único sinal de Batismo (At 2.1-13 , 1 Co 14 e 1 Co 12.4-11). É comum entre os
pentecostais a afirmação: Só é batizado no Espírito se falar em línguas! Não há textos na Bíblia
taxativos sobre esta questão, os usados para justificar esta tese não são suficientemente claros, a
principal base para esta afirmação é o relato do Pentecostes (At 2.8-11), mas, se observado mais
detidamente, conclui-se que não foram línguas estranhas ou de anjos, sim, idiomas, eram homens
de diversas nações que encontravam-se reunidos ali. Há no meio pentecostal, igrejas que exigem
como prova ou confirmação do Batismo no Espírito, o falar em línguas, esta obrigação tem
produzido situações constrangedoras em muitos. Imagine: Uma vida santa, pura e reta, porém, não
agraciado com o dom de línguas, sim com outro dom. Será sempre visto como alguém que não tem
verdadeiramente o Espírito. Outra situação: Alguém que tenha uma vida fora dos padrões de Deus.
Levado pela sagacidade, decora algumas expressões e começa a repeti-las, provavelmente será
visto por todos como cheio do Espírito, porém, o que opera em tais vida com certeza é o espírito de
engano. Não esqueçam jamais, o Senhor não usa vasos quebrados ou imundos! É necessário viver
em santidade, para ser instrumento do Senhor.

Línguas: Na igreja com ordem (1Co 14.27-33) As tradições existentes dentro das igrejas possuem
profundas raízes, forte o suficiente para contestar os ensinamentos bíblicos. Com relação ao dom de
línguas, vê-se que em muitos “arraiais” as orientações do Apostolo Paulo não são observadas
corretamente. As tradições estão em primeiro lugar. Falar línguas não faz o homem santo como
muitos pensam. Viver a Vontade de Deus, esta sim, faz o homem ser Santo. O uso do dom de
línguas na igreja é objeto de extensa orientação, cuidadosamente descrita, exatamente para que os
erros hoje comuns não prevalecessem. É preciso ler a Palavra e deixar que o Espírito de Deus a
imprima no coração, como regra de fé e prática.

Infelizmente, constata-se que a zelosa palavra do Apostolo não é observada como digna de crédito e
uma espécie de desordem, toma lugar no culto.
É evidente que o culto deve ser alegre, expressão de amor e gratidão ao Eterno, mas, algumas
determinações deixadas pelo próprio Deus não podem ser desconsideradas.
Vivemos os últimos tempos, são dias nos quais o Espírito está sendo derramado de uma forma
jamais vista em toda a história da humanidade, mas, para tomar parte neste mover é preciso
conhecer o Senhor. Santidade e pureza, são condições que habilita-nos a sermos instrumentos úteis
nas mãos do Deus Vivo. Sejamos pois, santos!
O verdadeiro servo, o homem cheio do Espírito, deixa-se levar pelo mover real, procurando observar
as determinações de Deus para o bom andamento da igreja.

• Qual a maior evidência de Batismo no Espírito Santo?

Uma manifestação externa e comum a todos os que são batizados no Espírito Santo é a intrepidez.

Jesus Cristo
Observe que depois que Jesus foi batizado no Espírito Santo foi ao deserto e depois do período de
jejum, foi tentado por Satanás e não temeu.
Da mesma sorte por duas vezes purificou o Templo, enfrentando os "comerciantes", que lá estavam.
Falou de maneira dura com os Fariseus, sem temer represália.
Estevão
Sendo acusado, sendo margeado pela morte, não temeu falar aos homens, não negou a Cristo e
quando a morte o alcançou estava pleno no Espírito Santo. (conf. At 7)

Pedro
Pedro sempre foi audacioso, mas frente ao perigo temeu, e negou a Cristo por três vezes, mas
depois que o Espírito Santo o batizou, discursou corajosamente e disso resultou cerca três mil
conversões, reputou sofrer na carne e ser morto como Cristo, em uma cruz. Não amou sua vida
mais que a de Cristo.(conf. At4)

Paulo
Paulo que cheio do Espírito Santo falou a Reis, a Filósofos, a Doutores e a toda sorte de
homens.Afirmou que viver é lucro e morrer é Cristo.Homem destemido, dirigido por Cristo.
E na história do Cristianismo temos conhecimento de tantos outros grandes homens que não
temeram a morte e pregaram o evangelho até o fim, a exemplo John Hus (sacerdote católico) que foi
queimado pela Igreja Católica, Willian Carey (Pastor Batista) que enfrentou a vida na Índia por
Cristo.

"Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra
da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e
a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada
um como quer."
(I Co 12:7-11)

O que se fez no Pentecostes foi falar línguas. Línguas estrangeiras ou estranhas. A palavra
“estranha” pode ter dois sentidos. Ela pode ter o sentido de “esquisito” e ela pode ter o sentido de
“estrangeiro”. E muita gente pega o sentido errado da palavra. Acha que língua estranha tem que ser
esquisita, indecifrável, não conhecida por qualquer povo ou nação.

É que o assunto da Bíblia é de línguas estrangeiras. “Línguas estranhas” na Bíblia são estrangeiras,
línguas exteriores, de outros países. Não são línguas esquisitas, nem falsos idiomas, mas línguas
verdadeiras, faladas por algum povo. Não são línguas de anjos. Não tome isso como uma coisa
esquisita.

Paulo diz o “amor nunca falha” (I Cor. 13:8). “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão
aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;”

Interessantes as coisas que Paulo menciona como sendo temporárias, que vão desaparecer, que
vão cessar. Ele coloca juntas três coisas que cessarão: línguas, profecias e ciência.

“Ciência” aqui deve ser entendida, não como o que entendemos hoje por ciência, ciência humana,
ciência natural. Não. “Ciência” é sinônimo de “conhecimento”. É um dom do Espírito Santo, dom de
um conhecimento sobrenatural. Aqui não se diz que a “ciência” vai cessar no sentido atual da
palavra ciência. Pelo contrário, Daniel diz, neste sentido, que a ciência se multiplicará. Não está
Paulo falando de ciências físicas ou naturais. Não está falando dos conhecimentos tecnológicos do
mundo. Estes estão se multiplicando, não estão cessando. Aqui “ciência” é um dom sobrenatural de
conhecer verdades que o Espírito Santo revela. Em outras palavras, aqui entram revelações,
revelações especiais de Deus. E os três dons iriam cessar, disse Paulo, línguas, ciência e profecias.