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RESERVADA PARA A

CAPA

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Caro estudante,

A Educação é um projeto de construção coletiva. Vislumbrando tal crescimento,


nosso governo traçou, em sua política de gestão, diretrizes que possibilitam assegurar a
qualidade da educação através do estudo dos fascículos de Língua Portuguesa, Geografia,
História, Matemática, Física, Química e Biologia, garantindo melhorias significativas na
TEXTO DE ABERTURA
vida dos jovens do nosso Estado.

DO FASCÍCULO
Pensar a Educação como um projeto de transformação social requer de nós,
governantes, amplo entendimento acerca dos conhecimentos necessários para a inclusão
do cidadão no mercado de trabalho e a construção de sua plena cidadania.
Portanto, cabe à geração de hoje a responsabilidade de construir uma sociedade mais
humana, igualitária, solidária e competente.
Que Deus o abençoe e lhe dê perseverança para enfrentar todos os desafios que o
futuro nos reservar.
AINDA EM PRODUÇÃO
E jamais esqueça: a Educação é o maior bem que o Homem pode ter.
POR ENQUANTO
Que todos tenham um bom desempenhoPULEM ESTA
no exame do ENEM.PARTE!
Senha desta semana
JN32KX7078

CARLOS EDUARDO DE SOUZA BRAGA


Governador do Estado do Amazonas

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1 – Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno,
de natureza científica, tecnológica ou social, identificar variáveis relevantes e selecionar
os instrumentos necessários para realização ou interpretação do mesmo.

2 – Em um gráfico cartesiano de variável sócio econômica ou técnico-científica,


identificar e analisar valores das variáveis, intervalos de crescimento ou decréscimo
e taxas de variação.

3 – Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química


ou biológica, traduzir e interpretar as informações disponíveis, ou reorganizá-las,
objetivando interpolações ou extrapolações.

14 – Diante da diversidade de formas geométricas planas e espaciais, presentes


na natureza ou imaginadas, caracterizá-las por meio de propriedades, relacionar
FOTOS: CAPA - Zsuzsanna Kilián / sxc.hu; PROJ. GRÁFICO INTERNO - Sanja Gjenero, Steve Woods e BSK / sxc.hu.

seus elementos, calcular comprimentos, áreas ou volumes, e utilizar o conhecimento


geométrico para leitura, compreensão e ação sobre a realidade.

15 – Reconhecer o caráter aleatório de fenômenos naturais ou não e utilizar em


situações-problema processos de contagem, representação de freqüências relativas,
construção de espaços amostrais, distribuição e cálculo de probabilidades.

As disciplinas envolvidas são: Matemática, Física, Geografia História e Química.

Código do fascículo:

OV56RG9649
www.enemintensivo.com.br/amazonas

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1 – Construindo um modelo matemático
no dia-a-dia
Logo pela manhã, quando toca o despertador, começamos a utilizar a Matemática. Se o relógio for digital,
lemos as horas, isto é, interpretamos aqueles números do mostrador como representando uma quantidade de
tempo transcorrida desde a meia-noite. Se for analógico, avaliamos essa mesma quantidade através da posição
relativa dos ponteiros, isto é, avaliamos ângulos desde o ponto de referência e convertemos esses ângulos na
tal quantidade de tempo. Na prática, a quantidade que nos interessa é quanto estamos atrasados e avaliamos
quanto temos que correr para estar numa certa hora num certo local, seja na escola ou no trabalho. Durante
o dia, repetiremos este processo inúmeras vezes para não perdermos nossos compromissos. E faremos essas
avaliações de forma tão automática que não nos daremos conta da complexidade matemática envolvida.
Durante o dia, aparecerão inúmeros desafios, menores ou maiores, para os quais teremos de criar projetos e
estratégias e trocar informação com colegas, desde a escolha da alternativa para a avenida congestionada à proposta de
aumento de verba para o projeto, passando pelas férias do verão, pela pescaria do domingo e pelo pedido de aumento
ao chefe ou ao pai. Para isso, usaremos esboços, esquemas, desenhos, diagramas e gráficos, todos com base matemática.
No nosso caso, vamos nos ater aos estudos dos gráficos e suas aplicações no cotidiano.
Assim: vamos agora refletir sobre alguns tipos de situações problemas que se apresentam no dia-a-dia.

Muitas vezes nos deparamos com situações que envolvem uma relação entre grandezas. Logo, o valor a
ser pago na conta de luz, água, gás de sua casa depende do consumo medido no período; o tempo de uma
viagem de automóvel entre duas cidades depende da velocidade média desenvolvida no trajeto; o valor do
rendimento de uma aplicação financeira depende da taxa de juros e do tempo de aplicação.
Sabemos que, quando uma indústria lança um produto no mercado, ela busca fixar o preço desse
produto. Para isso, ela tem que levar em conta os custos para a sua produção e distribuição, que dependem
de diversos fatores, entre eles, as despesas com energia, aluguel de prédio, manutenção das máquinas, custo
das matérias-primas envolvidas, salários e encargos dos funcionários. Como esses custos podem variar,
a indústria tem de estar equacionando essas variáveis para compor o preço do seu produto, realizando,
assim, uma dependência entre duas ou mais grandezas.

Vamos raciocinar através de um primeiro exemplo no qual uma situação problema do dia-a-dia é apresentada
na linguagem gráfica:
O incidente ocorrido na reserva indígena dos ianomâmis reabriu o debate em torno de uma questão muito antiga, que
é a do desaparecimento dos povos indígenas, vítimas da violência do “homem branco”. Em relação a essa situação, temos
o gráfico abaixo, que demonstra como a relação entre esses povos, no Brasil, desenvolveu-se desde a descoberta.

Note, através de sua análise, o imenso crescimento da população de


“não índios” em relação ao verdadeiro genocídio mostrado pela grande
perda populacional indígena. O gráfico nos mostra que a população
indígena chegou a atingir um valor mínimo de 250 mil em relação aos
6 milhões iniciais, ou seja, uma perda aproximada de 96%.
Veja que o cruzamento das curvas entre os anos de 1700 e 1800
mostra que, em um certo ano desse século, a população indígena
foi superada pela “não indígena”;
Porém, pode-se notar também a significativa recuperação da população
indígena entre os anos de 1990 e 2000. A duplicação ocorrida em tão
pouco tempo nos dá esperanças de que esse grande erro histórico
venha a ser corrigido algum dia.

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Ano: 1999
Habilidade: 02

O número de indivíduos de certa população é representado pelo gráfico a seguir.

Gabarito – Letra B.
O estudo proposto nesse fascículo está ligado a uma das
habilidades mais propostas em prova pelo ENEM, ou seja:
“Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômica ou
técnico-científica, identificar e analisar valores das variáveis,
intervalos de crescimento ou decréscimo e taxas de
variação” (Habilidade 2).
Observe que a população indicada pelo gráfico para 1975 é
Em 1975, a população tinha um tamanho de 9000 indivíduos, e esse número é o mesmo de um ano
aproximadamente igual ao de: indicado antes da parte intermediária entre 1960 e 1970,
logo menor que 1965.Esse número de 9000 indivíduos não
(A) 1960 (D) 1970 chega a 1960, que é inferior a 8000 indivíduos.
(B) 1963 (E) 1980 Portanto, a resposta correta é 1963. Veja a importância do
(C) 1967 conhecimento matemático prévio da leitura de pontos em
um gráfico.

POPULAÇÃO
Quando estudamos o total de população de uma área,
estamos analisando se essa área é mais ou menos
POPULOSA, que é um conceito que envolve apenas a
população absoluta.
Para definirmos uma área como mais ou menos povoada,
utilizamos a população relativa ou densidade demográfica,
ou seja, a população absoluta dividida pela área.

Vamos a mais um exemplo no qual uma situação


problema do dia-a-dia é apresentada na linguagem gráfica:
A cada indústria ou usuário de energia elétrica, é
cobrada uma taxa mensal de acordo com o seu consumo
no período, desde que esse consumo ultrapasse um
determinado nível. Caso contrário, o consumidor deve
pagar uma taxa mínima referente a custos de manutenção.
Em certo mês, o gráfico consumo (em kWh) x preço (em
R$) foi apresentado ao lado:

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A análise dos dados nos mostra que o valor mínimo de R$ 250,00 é cobrado de consumidores que estão na
faixa de 0 a 50 kWh;
Como se pode calcular o consumo de energia elétrica em kWh relativo a uma conta de R$1950,00?
Resposta: Neste caso, temos que ter um pouco mais de cuidado. Vejamos:
O valor de R$ 1 950,00, está situado entre R$ 750,00 e R$ 2 250,00, que correspondem respectivamente a
100 kWh e 200 kWh. Se fixarmos a variação entre os kWh consumidos e o custo em reais, teremos que:

Assim, com o gasto de R$ 1 950,00, pode-se afirmar que o consumo foi de 180 kWh.
Vejam que os gráficos, por falarem, nos dão informações importantes sobre correspondências que podemos
estabelecer, criando, assim, uma dependência entre duas variáveis. Esta dependência recebe o nome de Função.
Aplica-se não apenas à Matemática, mas também à Física, à Química, à Economia e à Biologia, entre outras áreas
do conhecimento. Além disso, está muito presente no dia-a-dia, ajudando a compreender melhor o mundo.
No cotidiano, há muitos exemplos de função:
• o “peso” de uma criança é função de sua idade;
• o salário de um vendedor é função do volume de vendas;
• a dose de um remédio é função do peso da criança que é medicada;
• o desconto do Imposto de Renda é função da faixa salarial;
• o tempo de viagem é função, entre outras coisas, da velocidade;
• o buraco na camada de ozônio é função do nível de poluição.
“Para entender o conceito de função, pense em duas grandezas que variam, sendo que a variação de uma
depende da variação da outra.”

No gráfico ao lado, temos a variação do


IPCA durante o ano de 2003:
A partir do gráfico, podemos obter diversas
informações sobre o IPCA: o mês em que
houve deflação (pesquise o que é deflação
em seu dicionário), a época em que tivemos
crescimento ou decrescimento do IPCA, etc.
Nessa correspondência entre as grandezas,
o mês é a variável independente, e a taxa
medida do IPCA a variável dependente. A
taxa do IPCA depende do mês escolhido.

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Definindo:
Quando associamos os elementos de dois conjuntos, A e B, de modo que todo elemento ∈ A
corresponda a um, e somente um, elemento ∈ B, obtemos um conjunto de pares ordenados denominado
função de A em B.

Este diagrama representa uma função de A em B porque


todo elemento x ∈ A corresponde a um único elemento y ∈ B.

Este diagrama não representa uma função porque nem todo


elemento x ∈ A corresponde a um único elemento y ∈ B.

Aqui também não temos uma função, pois nem todo


elemento x ∈ A corresponde a um único elemento y ∈ B.

Por exemplo:

A arrecadação mensal de uma escola particular, como sabemos, depende do número de alunos e da quantia
que cada aluno paga. Complete, escrevendo a expressão correspondente:
Se um aluno pagar, por exemplo, R$ 500,00 por mês, então:
10 alunos pagarão? Exatamente 10 x R$ 500,00 = R$ 5 000,00.
100 alunos pagarão? Exatamente 100 x R$ 500,00 = R$ 50 000,00.
1000 alunos pagarão? Exatamente 1000 x R$ 500,00 = R$ 500 000,00.
n alunos pagarão? Exatamente n x R$ 500,00.

Neste caso, encontramos uma Lei de Formação para a situação proposta que, no contexto, nos
fornece o valor a pagar quando o número de alunos na escola se altera.

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Como representar uma Função
Para analisar uma função, podemos utilizar os dados apresentados por tabelas, diagramas, gráficos ou por
uma expressão matemática como vimos no caso anterior. Por exemplo:

Por tabelas
Uma tabela pode ser utilizada para representar duas grandezas que dependem uma da outra.
A tabela abaixo mostra a variação do preço de um modelo de armário embutido por metro quadrado.

Área (m2) 1 2 3 4 5
Preço (R$) 120,00 240,00 360,00 480,00 600,00

Veja que a área do armário é uma grandeza variável e que a variação do preço depende da variação da área.
Dizemos, então, que o preço é função da área.

Por diagramas

É também muito comum a representação da dependência entre duas grandezas


que variam (variáveis) por meio de conjuntos e flechas.
Observe como ficaria representada a função do exemplo anterior:
O conjunto A é o conjunto dos números que expressam a medida da área e o
conjunto P é o conjunto dos preços do armário para cada área. A cada elemento
de A corresponde um único elemento de P, ou seja, para cada área há um único
preço.

Por gráficos
Uma função também pode ser representada por gráficos.
Há vários tipos de gráficos para ilustrar a dependência
entre duas grandezas, utilizando barras, segmentos ou
outros recursos. De modo geral, para construir um gráfico
que representa a dependência entre duas grandezas que
variam, são utilizados dois eixos perpendiculares, com
origem comum, um para cada grandeza. Esses gráficos são
chamados cartesianos.
Observe o gráfico ao lado, que representa a função
apresentada no exemplo anterior.

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Cada ponto do gráfico tem por coordenadas um número que expressa a medida da área (representado no
eixo horizontal) e outro que representa o preço do armário para cada área correspondente (representado
no eixo vertical). Por exemplo, no par (2; 240), o primeiro número (2) representa a área e o segundo (240)
representa o preço correspondente a essa área.
“O gráfico cartesiano de uma relação é representado por um conjunto de pontos do plano cartesiano que
está em correspondência biunívoca com os pares ordenados que satisfazem a lei de formação da relação.”
Podemos exemplificar, considerando que a velocidade de um carro de corrida é constante e igual a 320 km/h,
Veja a tabela abaixo:

Tempo (h) Distância (km)

0 0

1 320

2 640

3 960

4 1280

Para construir o gráfico, é necessário desenhar um sistema de eixos perpendiculares e marcar no eixo
horizontal valores da variável tempo e, no eixo vertical, os valores calculados para a distância percorrida
pelo carro. A seguir, localizamos, para cada par ordenado, os pontos do plano. Ligando estes pontos,
temos o gráfico:

(1;320)

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Ano: 2000
Habilidade: 03

As sociedades modernas necessitam


O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi criado em 1998 por
cada vez mais de energia. Para entender Mahbub ul Haq com a colaboração do indiano Amartya Sen, ganhador do
melhor a relação entre desenvolvimento Prêmio Nobel de Economia de 1998. Ele foi idealizado como contraponto a
e consumo de energia, procurou-se outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que
relacionar o Índice de Desenvolvimento é apenas uma referência econômica.
Humano (IDH) de vários países com o O IDH busca mensurar o desenvol-
consumo de energia nesses países. vimento humano, utilizando, além
do PIB per capita, dois outros com-
O IDH é um indicador social que ponentes: longevidade e educação.
considera a longevidade, o grau de Para medir a longevidade usamos
escolaridade, o PIB (Produto Interno a expectativa de vida ao nascer,
enquanto na educação a avaliação
Bruto) “per capita” e o poder de compra é realizada pelo índice de analfabe-
da população. Sua variação é de 0 a 1. tismo e pela taxa de matrícula em
Valores do IDH próximos de 1 indicam todos os níveis de ensino.
melhores condições de vida. Essas três dimensões têm a
Tentando-se estabelecer uma relação mesma importância no índice,
que varia de zero a um.
entre o IDH e o consumo de energia “per
capita” nos diversos países, no biênio 1991- Quanto mais próximo de 1(um), melhor é a qualidade de vida da área.
1992, obteve-se o gráfico a seguir, onde
cada ponto isolado representa um país, e a Com base no gráfico, é correto afirmar que:
linha cheia, uma curva de aproximação. (A) Quanto maior o consumo de energia “per capita”, menor
é o IDH.
Fonte: GOLDEMBERG, J. “Energia, meio ambiente e

(B) Os países onde o consumo de energia “per capita” é menor


que 1 TEP não apresentam bons índices de desenvolvimento
humano.
desenvolvimento”. São Paulo: Edu sp, 1998.

(C) Existem países com IDH entre 0,1 e 0,3 com consumo de
energia “per capita” superior a 8 TEP.
(D) Existem países com consumo de energia “per capita” de
1 TEP e de 5 TEP que apresentam aproximadamente o
mesmo IDH, cerca de 0,7.
(E) Os países com altos valores de IDH apresentam um grande
consumo de energia “per capita” (acima de 7 TEP).

Gabarito – Letra D.
Esse interessante gráfico nos mostra na vertical o IDH; quanto mais para cima no gráfico maior será o IDH do
país e vice-versa.
Na horizontal é representado o consumo de energia do país, sendo que quanto mais para a direita no gráfico, maior
será o consumo.
Observe que existem países com consumo em torno de 1 TEP com IDH muito diferentes, desde 0,3 até
quase 0,9. Há também diversos países com IDH parecidos e consumo de energia completamente diferentes,
demonstrando a heterogeneidade internacional no assunto energia, que depende de diversos fatores como a
fonte principal da matriz energética, o grau de consciência ambiental e, até mesmo, o domínio climático.

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Ano: 2000
Habilidade: 02

O gráfico abaixo representa o fluxo (quantidade de água em movimento) de um rio, em três regiões distintas,
após certo tempo de chuva.
Comparando-se, nas três regiões, a interceptação da água da chuva pela cobertura vegetal, é correto afirmar
que tal interceptação:

(A) é maior no ambiente natural preservado;


(B) independe da densidade e do tipo de vegetação;
(C) é menor nas regiões de florestas;
(D) aumenta quando aumenta o grau de intervenção humana;
(E) diminui à medida que aumenta a densidade da vegetação.

Gabarito – Letra A.
O gráfico nos mostra que o fluxo fluvial, ou seja, a quantidade de água em um rio aumenta mais, e mais
rapidamente (em cerca de 15 minutos) na área agrícola. Sendo assim, podemos concluir que, nessa área, a
interceptação (retenção) de água pela cobertura vegetal é reduzida.
No caso da área da floresta natural, a situação é oposta: Há menor aumento no fluxo fluvial e esse ocorre mais
lentamente; o auge ocorre cerca de 35 minutos depois de a chuva ter tido início. Essa situação pode ser explicada
pela maior interceptação de água na área de floresta natural, ou seja, onde a vegetação natural foi preservada.

3 – Taxa de Variação
Uma das habilidades exigidas na leitura dos gráficos está ligada à taxa de variação, ou seja, à rapidez como uma
grandeza varia em relação a outra. Para exemplificar esse tipo de análise, vamos propor a seguinte situação:
Os gráficos cartesianos (a), (b) e (c) abaixo mostram como varia a posição (s) de uma partícula em movimento
ao longo do tempo ( t ) . Com relação às taxas de variação da posição no tempo, ou seja, a velocidade das
partículas, podemos classificar os três movimentos propostos como: acelerado, retardado ou uniforme.

a) b) c)

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Vamos associar cada tipo de movimento a seu gráfico
correspondente.
Dá-se o nome de retardado ao movimento em que a velocidade decresce
ao longo do tempo. No diagrama cartesiano (a), o movimento é do tipo
retardado. Note que, em intervalos de tempo (Δt) iguais, os deslocamentos
(Δs) são cada vez menores, ou seja, a velocidade diminui no tempo.Verifique
o esquema a seguir:

Dá-se o nome de acelerado ao movimento em que a velocidade cresce


ao longo do tempo. No diagrama cartesiano (b), o movimento é do tipo
acelerado. Note que, em intervalos de tempo (Δt) iguais , os deslocamentos
(Δs) são cada vez maiores, ou seja, a velocidade aumenta no tempo.Verifique
o esquema ao lado:

O movimento é dito uniforme quando a velocidade se mantém constante.


No diagrama cartesiano (c), o movimento é do tipo uniforme. Note que, em
intervalos de tempo ( Δt) iguais, os deslocamentos ( Δs) também são iguais,
ou seja, a velocidade é constante e não nula, ao longo do tempo. Verifique
o esquema ao lado:

Ano: 2004
Habilidade: 02

Um estudante sai de casa e caminha pela calçada de sua rua indo em direção à farmácia. Depois de andar um
certo tempo, encontra um amigo e resolve parar para bater um papo agradável na calçada. Em seguida, continua sua
caminhada, agora apressando seus passos para compensar o tempo em que ficou parado conversando. De repente,
nota que esqueceu o dinheiro em casa e regressa rapidamente para buscá-lo. Dentre os gráficos posição(S)-tempo(t)
propostos, assinale aquele em que está mais bem representado o movimento do estudante:
(A) (B) (C)

(D) (E)

Gabarito – Letra A.
As opções A e B são as únicas que mostram os acontecimentos narrados de forma graficamente correta.
Porém, veja que o retorno à casa faz com que a curva representativa retorne à origem.A pressa do estudante no
retorno a casa faz a diferença na escolha da opção, pois o gráfico que mostra o deslocamento no menor tempo,
portanto com maior velocidade, está mais bem representado na letra A.

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Ano: 2001
Habilidade: 03

O gráfico ao lado mostra a porcentagem


da força de trabalho brasileira em 40 anos,
com relação aos setores agrícola, de serviços
e industrial/mineral.
Gabarito – Letra E.
O gráfico nos mostra uma queda
da participação da força de trabalho
ocupada no setor agrícola desde 1940
até 1980, saindo de cerca de 68 %
A leitura do gráfico permite constatar que: para menos de 30%. Essa queda é mais
(A) em 40 anos, o Brasil deixou de ser essencialmente acentuada a partir da década de 70.
agrícola para se tornar uma sociedade quase que Paralelamente ocorre aumento da
exclusivamente industrial; participação da indústria/mineração
(B) a variação da força de trabalho agrícola foi mais (setor secundário da economia) e dos
acentuada no período de 1940 a 1960; serviços (terciário), sendo que esse se
tornou o maior setor na década de 70.
(C) por volta de 1970, a força de trabalho agrícola tornou-
se equivalente à industrial e de mineração; De 1940 a 1960, esse aumento foi
maior no setor de serviços, o que pode
(D) em 1980, metade dos trabalhadores brasileiros constituía ser percebido pelo afastamento entre
a força de trabalho do setor agrícola; as linhas, e a partir daí o crescimento
(E) de 1960 a 1980, foi equivalente o crescimento percentual de é proporcional nos dois setores, o que
trabalhadores nos setores industrial/mineral e de serviços. indica a alternativa E como a correta.

Ano: 1998
Habilidade: 02

Um estudo sobre o problema do desemprego na Grande São Paulo, no período 1985-1996, realizado pelo
SEADE-DIEESE, apresentou o seguinte gráfico sobre taxa de desemprego:
Pela análise do gráfico, é correto afirmar que, no período considerado:
(A) a maior taxa de desemprego foi de 14%;
(B) a taxa de desemprego no ano de 1995 foi a menor
do período;
(C) a partir de 1992, a taxa de desemprego foi
decrescente;
(D) no período 1985-1996, a taxa de desemprego esteve
entre 8% e 16%;
(E) a taxa de desemprego foi crescente no período
compreendido entre 1988 e 1991.

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Gabarito – Letra D.
Os próximos exemplos mostram uma nova modalidade de apresentação gráfica que é representada por colunas.
Vamos explorar melhor esse tipo de análise de questões do próprio Exame Nacional de Ensino Médio.

Ano: 2001
Habilidade: 03

Boa parte da água utilizada nas mais diversas atividades humanas não retorna ao ambiente com qualidade para
ser novamente consumida. O gráfico mostra alguns dados sobre esse fato, em termos dos setores de consumo:
Com base nesses dados, é possível afirmar que:

atividades humanas. In: WIKOWSKI, N. (Coord). “Ciência e tecnologia hoje”.


Fonte: Adaptado de MARGAT, Jean-François. A água ameaçada pelas

São Paulo: Ensaio, 1994.

(A) mais da metade da água usada não é devolvida ao ciclo hidrológico;


(B) as atividades industriais são as maiores poluidoras de água;
(C) mais da metade da água restituída sem qualidade para o consumo contém algum teor de agrotóxico ou adubo;
(D) cerca de um terço do total da água restituída sem qualidade é proveniente das atividades energéticas;
(E) o consumo doméstico, dentre as atividades humanas, é o que mais consome e repõe água com qualidade.

Gabarito – Letra C.
O gráfico em colunas dessa questão nos mostra que a maior parte da água consumida no mundo é utilizada em
atividades agrícolas, pois a quantidade total de água consumida é de cerca de 3,2 trilhões de m3/ano e a agricultura
contribui com cerca de 2,3 trilhões, número muito superior ao somatório da participação da indústria, produção
de energia e consumo da coletividade.
Além disso, o gráfico mostra também que pouco mais da metade da água consumida, cerca de 1,7 trilhão de
litros, é restituída sem qualidade, e a agricultura contribui com 1,5 trilhão dessa água. Sendo assim, o grau de
poluição gerado pela agricultura é o maior em termos absolutos e relativos. Como a poluição da água por
atividades agrícolas está associada ao uso de agrotóxico ou adubos, a resposta correta é a alternativa C.

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j q p ç q p p
a velocidade com que a posição está variando, a aceleração, se houver, são exemplos das variáveis que devem ser
observadas para que a análise do movimento possa ser feita com sucesso.
Note que se torna uma tarefa complexa monitorar todas essas variáveis sem um instrumento que possa agregar
todos os dados e relacionar seus comportamentos. Sendo assim, utilizamos, então, o gráfico.Vamos mostrar o poder
que tem um gráfico velocidade- tempo, por exemplo, na resolução desse problema. O objetivo é ampliar sua visão
no uso desse instrumento que faz parte da análise de todos os problemas cotidianos que envolvam, como esse, o
raciocínio compartilhado da ação de muitas variáveis num mesmo processo.
Para esse estudo, precisamos de certa base científica de cinemática, ou seja, o estudo descritivo dos movimentos
na física. Portanto vamos abrir espaço para um pouco de conhecimento específico desse assunto sempre no intuito
de aprofundar sua relação com os gráficos.
A cinemática escalar se constitui, basicamente, de quatro grandezas: POSIÇÃO, TEMPO, VELOCIDADE E
ACELERAÇÃO. Essas grandezas se relacionam da forma descrita no quadro abaixo:

Já que a cinemática escalar é baseada em quatro grandezas,


temos um ente matemático que mostra todas essas grandezas
de uma só vez; o gráfico velocidade – tempo. Quando as
http://www.louispalmer.ch/Afg2-400-Bada-Car-Bridge.jpg

informações da variação da velocidade em cada instante


são lançadas nesse gráfico, podemos, através de análise
matemática, tirar brilhantes conclusões sobre o movimento.
Além de mostrar a velocidade e os instantes do movimento
através dos eixos, podemos encontrar o valor de outras
grandezas relacionadas ao movimento. Veja, por exemplo, o
caso do movimento de um carro com a velocidade escalar
constante de 72km/h (20m/s) que atravessa uma ponte em
um intervalo de tempo de 15s.

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Veja que o comprimento da ponte corresponde à distância percorrida pelo carro e essa informação pode
ser encontrada através da área entre a curva representativa do gráfico e o eixo dos tempos. Portanto, a ponte
tem 300 metros de comprimento ( Δ s = 20 x 15 = 300 m).
Podemos concluir que, através da área proposta, a informação da distância percorrida no movimento estará
a sua disposição.

Vamos usar juntos essa máquina maravilhosa para resolver mais uma situação cotidiana ligada ao movimento
de um corpo, procurando representar a situação-problema através do gráfico velocidade – tempo.
Suponha que um ciclista, partindo do repouso, acelera uniformemente até alcançar a velocidade de 36km/h (10m/s)
e que o intervalo de tempo necessário ao movimento proposto foi de 20s. Qual seria o valor do deslocamento
realizado?
http://www.kelowna.ca/CityPage/Images/%5CiGo/Bike-Race.gif

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Uma das aplicações mais interessantes dos gráficos velocidade-tempo acontece no movimento de queda livre
vertical. Suponha um corpo abandonado a partir do repouso de uma altura H, descendo sob a ação exclusiva da
gravidade. Ao longo do primeiro segundo de movimento, sua velocidade aumenta de zero até 10m/s e a partir
daí a cada segundo de queda livre, o aumento ocorre de 10 em 10m/s. O gráfico velocidade-tempo fornecido
abaixo é capaz de prever as alturas de queda livre a cada segundo, fornecendo uma progressão aritmética (P.A.)
que decifra os mistérios desse movimento. Veja que cada triângulo da figura tem área de 5m. Portanto, no
primeiro segundo, o corpo cai uma altura de 5m; no segundo, uma altura de 15m (totalizando 20m); no terceiro
cai 25m (totalizando 45m) e assim sucessivamente.

Vamos propor agora a perda de velocidade, a aplicação do freio no processo de movimento. Suponha que
um carro inicialmente a 108km/h (30m/s) aplica os freios até parar, sofrendo uma desaceleração constante de
módulo igual a 3,0m/s2. Podemos calcular o deslocamento desse durante sua frenagem, raciocinando o seguinte:
Se ele perde 3,0 m/s a cada segundo, através dos freios, gastará 10s para perder os 30m/s de velocidade inicial
que tem. Portanto, temos o gráfico abaixo:

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Ano: 2003
Habilidade: 03

Os dados a seguir referem-se à origem do petróleo consumido no Brasil em dois diferentes anos.
Analisando os dados, pode-se perceber que o Brasil adotou determinadas estratégias energéticas, dentre as quais
podemos citar:
(A) a diminuição das importações dos países
muçulmanos e redução do consumo interno.
(B) a redução da produção nacional e diminuição do
consumo do petróleo produzido no Oriente Médio.
(C) a redução da produção nacional e o aumento das
compras de petróleo dos países árabes e africanos.
(D) o aumento da produção nacional e redução do
consumo de petróleo vindo dos países do Oriente
Médio.
(E) o aumento da dependência externa de petróleo
vindo de países mais próximos do Brasil e redução
do consumo interno.

Gabarito – Letra D.
Os gráficos nos mostram que em 1990 a produção interna de petróleo era um pouco maior que o total
importado, que tinha como origem principal quatro países do Oriente Médio: Arábia Saudita, Iraque, Irã e
Catar.
No ano de 2002, a produção interna se aproximou de 80% das necessidades nacionais, diminuindo a
importância das importações, que passaram a ter como origens principais a Nigéria e a Argélia, dois países
africanos, mantendo-se Arábia Saudita e Iraque do Oriente Médio.
Sendo assim, a resposta correta é a alternativa D que indica o aumento da produção interna e o aumento
da importância de fornecedores de fora do Oriente Médio.

Ano: 2004
Habilidade: 03

Ao longo do século XX, as características


da população brasileira mudaram muito. Os
gráficos mostram as alterações na distribuição
da população da cidade e do campo e na
taxa de fecundidade (número de filhos por
mulher) no período entre 1940 e 2000.

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Comparando-se os dados dos gráficos, pode-se concluir que:
(A) o aumento relativo da população rural é acompanhado pela redução da taxa de fecundidade;
(B) quando predominava a população rural, as mulheres tinham em média três vezes menos filhos do que hoje;
(C) a diminuição relativa da população rural coincide com o aumento do número de filhos por mulher;
(D) quanto mais aumenta o número de pessoas morando em cidades, maior passa a ser a taxa de fecundidade;
(E) com a intensificação do processo de urbanização, o número de filhos por mulher tende a ser menor;

Gabarito – Letra E.
O gráfico à esquerda nos mostra aumento da participação urbana, que sai de aproximadamente 30% em 1940
para mais de 80% no ano 2000.
Já o gráfico da direita mostra queda da fecundidade, ou seja, no número de filhos, inicialmente mais de 6 filhos
por mulher em 1940, mantendo uma certa estabilidade até 1970, com declínio expressivo a partir daí.
Essa redução da fecundidade está relacionada a modificações estruturais na sociedade ligadas ao crescimento
das cidades, como, por exemplo, a redução no ideal de filhos, o acesso a informações, a entrada da mulher no
mercado de trabalho. Sendo assim, a alternativa E está correta.

Ano: 2005
Habilidade: 03

Considerando os conhecimentos sobre o espaço agrário


brasileiro e os dados apresentados no gráfico, é correto afirmar que,
no período indicado:
(A) ocorreu um aumento da produtividade agrícola devido à significativa
mecanização de algumas lavouras, como a da soja;
(B) verificou-se um incremento na produção de grãos proporcionalmente
à incorporação de novas terras produtivas;
(C) registrou-se elevada produção de grãos em virtude do uso intensivo
de mão-de-obra pelas empresas rurais;
(D) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91, em decorrência
do total de exportações feitas por pequenos agricultores; *Soja, Trigo, Milho, Arroz e Algodão **Previsão Obs.: Há ainda
13 milhões de hectares utilizados por plantações das chamadas
(E) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na produtividade culturas permanentes, como hortifrutigranjeiros
Fontes: Censo Agropecuário, Instituto Brasileiro de Geografia e
agrícolas resultantes da efetiva reforma agrária executada. Estatística (IBGE) e Ministério da Agricultura.

Gabarito – Letra A. O gráfico não mostra alteração substancial da área plantada, que teve pequeno
crescimento de 36,8 para 37,8 milhões de hectares; paralelamente, apresenta expressivo aumento da
produção, o que demonstra elevação da produtividade, já que há maior produção por área, justificada pelo
uso de inovações técnicas em determinadas lavouras. Sendo assim, a resposta correta é a letra A, pois
destaca a soja, que é atualmente o principal produto do espaço agrário brasileiro.

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ESPAÇO AGRÁRIO BRASILEIRO
O espaço agrário brasileiro é caracterizado por uma grande dualidade entre as

www.cana.cnpm.embrapa.br
atividades realizadas por pequenos proprietários descapitalizados e o avanço de
modernas empresas rurais definindo a formação de complexos agroindustriais.
Os pequenos proprietários dedicam-se à produção de subsistência com baixa
produtividade determinada pelas técnicas arcaicas, reduzido conhecimento científico e
reduzido apoio governamental que historicamente receberam no país.
Os complexos agroindustriais vêm transformando o país numa das maiores potências
do agronegócio do planeta, com uma série de vantagens comparativas, como o clima,
disponibilidade de recursos hídricos e custo da terra, que viabilizam a posição atual
de maior exportação mundial de soja, suco de laranja, café, carne bovina e de frango,
açúcar e álcool.

Ano: 2004
Habilidade: 02

A duração do efeito de alguns fármacos está relacionada à sua


meia-vida, tempo necessário para que a quantidade original do
F. D. Fuchs e Cher l.Wannma. Farmacologia Clínica.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,1992, p. 40.

fármaco no organismo se reduza à metade. A cada intervalo de


tempo correspondente a uma meia-vida, a quantidade de fármaco
existente no organismo no final do intervalo é igual a 50% da
quantidade no início desse intervalo.
O gráfico representa, de forma genérica, o que acontece com
a quantidade de fármaco no organismo humano ao longo do
tempo.
A meia-vida do antibiótico amoxicilina é de 1 hora. Assim, se
uma dose desse antibiótico for injetada às 12h em um paciente, o
percentual dessa dose que restará em seu organismo às 13h30min
será aproximadamente de:

(A) 10% (D) 35%


(B) 15% (E) 50%
(C) 25%

MEIA-VIDA
A meia-vida é a quantidade de tempo característica de um decaimento exponencial. Se a quantidade que decai possui um valor no início
do processo, na meia-vida a quantidade terá metade deste valor.
A expressão “meia-vida” é utilizada em muitos campos da ciência.
Um deles é o da duração da quantidade de um medicamento que permanece no organismo de um paciente, já que, na maioria das vezes,
o medicamento vai sendo excretado na urina, fezes, suor e outros meios. A meia-vida biológica é o tempo necessário para que metade de
uma substância seja removida do organismo por um processo químico ou físico. A meia-vida biológica é um parâmetro farmacocinético
muito importante e é geralmente denotada pela abreviação t1/2.

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Nos processos radioativos, meia-vida ou período de semidesintegração de um radioisótopo é o tempo necessário para
desintegrar a metade da massa deste isótopo, que pode ocorrer em segundos ou em bilhões de anos, dependendo do
grau de instabilidade do radioisótopo. Ou seja, se tivermos 100 kg de um material, cuja meia-vida é de 100 anos; depois
desses 100 anos, teremos 50 kg deste material. Mais 100 anos e teremos 25 kg e assim sucessivamente.
No caso do radioisótopo iodo-131, utilizado na medicina nuclear para a detecção de problemas na tireóide e nos rins,
a meia-vida aproximada é de 8,1 dias.

Gabarito – Letra D. A simples leitura do gráfico nos mostra a resposta correta: das 12 h às 13h30min,
se passa 1,5 hora. Se a meia-vida é de 1 hora, houve a passagem de 1,5 meia-vida. O percentual para esse
número de meia-vida corresponde a 35% no eixo vertical do gráfico.

O texto abaixo se refere às duas próximas questões:


As pressões ambientais pela redução na emissão

Globo Rural, jun / 2007 – com adaptações


de gás estufa, somadas ao anseio pela diminuição
da dependência do petróleo, fizeram os olhos
do mundo se voltarem para os combustíveis
renováveis, principalmente para o etanol. Líderes na
produção e no consumo de etanol, Brasil e Estados
Unidos da América (EUA) produziram, juntos, cerca
de 35 bilhões de litros do produto em 2006. Os
EUA utilizam o milho como matéria-prima para a
produção desse álcool, ao passo que o Brasil utiliza
a cana-de-açúcar. O quadro abaixo apresenta alguns
índices relativos ao processo de obtenção de álcool
nesses dois países.

Ano: 2007
Habilidade: 03

Se comparado com o uso do milho como matéria-prima na obtenção do etanol, o uso da cana-de-açúcar é:
(A) mais eficiente, pois a produtividade do canavial é maior que a do milharal, superando-a em mais do dobro
de litros de álcool produzido por hectare;
(B) mais eficiente, pois gasta-se menos energia fóssil para se produzir 1 litro de álcool a partir do milho do que
para produzi-lo a partir da cana;
(C) igualmente eficiente, pois, nas duas situações, as diferenças entre o preço de venda do litro do álcool e o
custo de sua produção se equiparam;
(D) menos eficiente, pois o balanço energético para se produzir o etanol a partir da cana é menor que o
balanço energético para produzi-lo a partir do milho;
(E) menos eficiente, pois o custo de produção do litro de álcool a partir da cana é menor que o custo de
produção a partir do milho.

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Gabarito – Letra A. Após a análise do quadro, é possível afirmar que a utilização da cana-de-açúcar para a
produção de etanol é mais eficiente que a do milho.
Na primeira linha do quadro, podemos observar que a produção de etanol, por hectare, no canavial, é mais de
2,5 vezes maior que no milharal (8/3 = 2,66).
Na segunda e terceira linhas, é possível observar que se gasta mais de 4 vezes mais energia de combustível fóssil
para produzir etanol a partir do milho. Essa energia se refere à queima de combustíveis como a gasolina e óleo
diesel, derivados do petróleo, utilizados em motores de máquinas agrícolas, veículos de transporte, etc.
Nas duas últimas linhas do quadro, é possível entender que o custo de produção do etanol da cana-de-
açúcar é menor e por isso seu preço de venda também é menor que o do etanol do milho. Assim, após a
análise das informações do quadro, podemos afirmar que a produção de etanol da cana-de-açúcar é mais
eficiente que a do milho.

Ano: 2007
Habilidade: 03

Considerando-se as informações do texto, é correto afirmar que:


(A) o cultivo de milho ou de cana-de-açúcar favorece o aumento da biodiversidade;
(B) o impacto ambiental da produção estadunidense de etanol é o mesmo da produção brasileira;
(C) a substituição da gasolina pelo etanol em veículos automotores pode atenuar a tendência atual de aumento do
efeito estufa;
(D) a economia obtida com o uso de etanol como combustível, especialmente nos EUA, vem sendo utilizada para a
conservação do meio ambiente;
(E) a utilização de milho e de cana-de-açúcar para a produção de combustíveis renováveis favorece a preservação
das características originais do solo.

Gabarito – Letra C.
Combustíveis fósseis X Biocombustíveis
Combustíveis fósseis são compostos de carbono formados a partir de um processo muito lento de decomposição
de plantas e animais a milhões de anos e são encontrados no subsolo do planeta. Por esse motivo, os combustíveis
fósseis são fontes não renováveis de energia.
O petróleo, o gás natural e o carvão mineral são as principais fontes desses combustíveis.
Biocombustíveis são compostos de carbono de origem vegetal, não fóssil, produzidos a partir de uma ou mais
plantas, como a cana-de-açúcar, mamona, soja, etc.
Os biocombustíveis são fontes renováveis de energia, já que a quantidade produzida é sempre maior do que
aquela consumida.
O bioetanol e o biodiesel são as principais fontes desses combustíveis.
Qual é a vantagem de se utilizar os biocombustíveis?
Tanto os combustíveis fósseis quanto os biocombustíveis são fontes de compostos orgânicos, ou seja, compostos
formados principalmente pelo elemento carbono. Esses compostos, quando queimados (reação química com o
O2), produzem, principalmente, gás carbônico (CO2), que é o principal gás do efeito estufa.

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A vantagem está no fato de o biocombustível ser renovável, ou seja,
o CO2 emitido na atmosfera na combustão de um biocombustível
retorna para a terra ao ser absorvido no processo da fotossíntese,
durante o crescimento do vegetal. O carbono presente participa de
CO2 + H2O + Luz
um ciclo, conforme ilustra a figura abaixo:

Os combustíveis fósseis, quando são queimados, também liberam CO2


para a atmosfera. A diferença está no fato de que esse carbono, que
estava “estocado” no subsolo, não retorna, já que a formação desses
compostos é lenta, daí o acréscimo de gás carbônico na atmosfera. AÇÚCAR

Assim, a substituição da gasolina pelo etanol em veículos automotores


pode atenuar a tendência atual de aumento do efeito estufa.
ETANOL

PROBLEMAS DE CONTAGEM

http://www.parteaz.co.uk

Esse é um assunto ligado à Matemática ao qual devemos nos dedicar bastante, visto que deparamos com ele
no dia-a-dia com muita freqüência.
Assim, vejamos. Imagine que José deseja ir a uma festa e dispõe de 5 calças e 10 blusas. De quantos modos
diferentes pode o José se vestir, usando uma caça e uma blusa?
SOLUÇÃO: Ora, ele pode escolher uma das 5 calças e uma das 10 blusas.Assim, podemos concluir que José pode
se vestir de 5 • 10 = 50 modos diferentes.
Agora, se, em um certo país, as placas alfanuméricas dos automóveis são constituídas por três letras do alfabeto
de 26 letras, e por três algarismos do sistema de numeração decimal, quantos são os automóveis possíveis de ser
emplacados?
SOLUÇÃO: Podemos verificar que as escolhas das letras e dos algarismos são eventos independentes; portanto,
para escolher a 1ª letra, temos 26 modos; a 2ª, 26 modos, e a 3ª, 26 modos. Já em relação às escolhas dos algarismos,
temos para o 1º, 10 modos; para o 2º, 10 modos; e para o 3º, 10 modos também. Logo, o total de placas é obtido
multiplicando-se os valores: 26 • 26 • 26 • 10 • 10 • 10, que é igual a 17.576.000.
Com três tipos de macarrão e com 2 tipos de molho, quantos tipos de macarronada podem ser preparados?
Considerando os 3 tipos de macarrão por m1, m2 e m3 e os 2 tipos de molho por M1 e M2, temos o seguinte
diagrama:

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Assim temos: 3 x 2 = 6 modos.
Concluindo:
Se um evento é composto por duas etapas sucessivas e
independentes, de tal modo que o número de possibilidades da
1ª etapa é p e para cada possibilidade da 1ª etapa o número de
possibilidades na 2ª etapa é q, então o número de possibilidades de o
evento ocorrer é dado pelo produto p • q.

Ano: 2006
Habilidade: 15

Fonte: www.timesofmalta.com

A tabela abaixo indica a posição relativa de quatro times de futebol na classificação geral de um torneio, em
dois anos consecutivos. O símbolo • significa que o time indicado na linha ficou, no ano de 2004, à frente do
indicado na coluna.

O símbolo * significa que o time indicado na linha ficou, no ano de 2005, à


frente do indicado na coluna.
A probabilidade de que um desses quatro times, escolhido ao acaso, tenha
obtido a mesma classificação no torneio, em 2004 e 2005, é igual a:
(A) 0,00 (D) 0,75
(B) 0,25 (E) 1,00
(C) 0,50

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Gabarito – Letra A.
Supondo que apenas os quatro times estejam participando do campeonato, do enunciado e da tabela
apresentada, temos as classificações,

Assim, nenhum time manteve a mesma classificação e, portanto, a probabilidade pedida é igual a 0,00.

Ano: 2002
Habilidade: 02

O gráfico ao lado mostra como varia a velocidade de um móvel, em


função do tempo, durante parte de seu movimento.
O movimento representado pelo gráfico pode ser o de uma:
(A) esfera que desce por um plano inclinado e continua rolando por
um plano horizontal;
(B) criança deslizando num escorregador de um parque infantil.
(C) fruta que cai de uma árvore;
(D) composição de metrô, que se aproxima de uma estação e pára;
(E) bala no interior de um cano de arma, logo após o disparo.

Gabarito – Letra D. A análise do gráfico mostra que a velocidade decresce uniformemente até que o
sistema atinja o repouso.

Ano: 2001
Habilidade: 15

Suponha que durante a próxima Copa do Mundo, que será disputada por 24 países, as tampinhas de um certo
refrigerante venham com palpites sobre os países que se classificarão nos três primeiros lugares (por exemplo:
1º lugar, Brasil; 2º lugar, Nigéria; 3º lugar, Holanda). Se, em cada tampinha, os três países são distintos, quantas
tampinhas diferentes estarão circulando no mercado?
(A) 13824 (B) 12144 (C) 14 568 (D) 11496 (E) 15 236

Gabarito – Letra B. Já que a cada tampinha os três países são distintos, temos: 24 x 23 x 22 = 12144.

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Questão 01
Em uma prova de 100 m rasos, o desempenho típico
de um corredor padrão é representado pelo gráfico
a seguir:

Baseado no gráfico, em que intervalo de tempo a Suponha que, no próximo mês, dobre o consumo de
velocidade do corredor é aproximadamente constante? energia elétrica dessa residência. O novo valor da
conta será de:
(A) Entre 0 e 1 segundo.
(A) R$ 55,23 (D) R$ 100,00
(B) Entre 1 e 5 segundos.
(C) Entre 5 e 8 segundos. (B) R$ 106,46 (E) R$ 22,90
(D) Entre 8 e 11 segundos. (C) R$ 802,00
(E) Entre 12 e 15 segundos.

Questão 02 Questão 04
Utilizando o mesmo gráfico da questão anterior, No gráfico, estão representados os gols marcados e
responda: Em que intervalo de tempo o corredor os gols sofridos por uma equipe de futebol nas dez
apresenta aceleração máxima? primeiras partidas de um determinado campeonato.

(A) Entre 0 e 1 segundo.


(B) Entre 1 e 5 segundos.
(C) Entre 5 e 8 segundos.
(D) Entre 8 e 11 segundos.
(E) Entre 9 e 15 segundos.

Questão 03
No quadro a seguir, estão as contas de luz e água
de uma mesma residência. Além do valor a pagar, Considerando que, neste campeonato, as equipes
cada conta mostra como calculá-lo, em função do ganham 3 pontos para cada vitória, 1 ponto por empate
consumo de água (em m3) e de eletricidade (em kWh). e 0 ponto em caso de derrota, a equipe em questão,
Observe que, na conta de luz, o valor a pagar é igual ao ao final da décima partida, terá acumulado um número
consumo multiplicado por um certo fator. Já na conta de pontos igual a:
de água, existe uma tarifa mínima e diferentes faixas (A) 15 (B) 17 (C) 18 (D) 20 (E) 24
de tarifação.

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As duas questões seguintes utilizam o texto e o publicando dias depois o gráfico II, onde pretende
gráfico a seguir: justificar um grande aumento na oferta de linhas. O
fato é que, no período considerado, foram instaladas,
Uma pesquisa de opinião foi realizada para avaliar
efetivamente, 200 novas linhas telefônicas.
os níveis de audiência de alguns canais de televisão,
entre 20h e 21 h, durante uma determinada noite. Os Gráfico 1
resultados obtidos estão representados no gráfico de
barras abaixo:

Gráfico 2
Questão - 05
A percentagem de entrevistados que declararam
estar assistindo à TvB é aproximadamente igual a:
(A) 15%
(B) 20%
(C) 22%
(D) 27% Analisando os gráficos, pode-se concluir:
(E) 30% (A) O gráfico II representa um crescimento real maior
do que o do gráfico I.
Questão - 06 (B) O gráfico I apresenta o crescimento real, sendo o
II incorreto.
O número de residências atingidas nessa pesquisa
foi aproximadamente de: (C) O gráfico II apresenta o crescimento real, sendo o
gráfico I incorreto.
(A) 100
(D) A aparente diferença de crescimento nos dois
(B) 135
gráficos decorrre da escolha das diferentes
(C) 150 escalas.
(D) 200 (E) As dois gráficos são incomparáveis, pois usam
(E) 220 escalas diferentes.

Questão - 08
Questão - 07
A obsidiana é uma pedra de origem vulcânica
Para convencer a população local da ineficiência da que, em contato com a umidade do ar, fixa água em
Companhia Telefônica Vilatel na expansão da oferta de sua superfície, formando uma camada hidratada. A
linhas, um político publicou no jornal local o gráfico I, espessura da camada hidratada aumenta de acordo
abaixo representado. A Companhia Vilatel respondeu com o tempo

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de permanência no ar, propriedade que pode USAR OUTROS MEIOS DE TRANSPORTE
ser utilizada para medir sua idade. O gráfico abaixo (por mil quilômetros)
mostra como varia a espessura da camada hidratada,
em mícrons (1 mícron = 1 milésimo de milímetro) em kg de CO2
função da idade da obsidiana. Avião 250
Trem 150
Transporte público 45

ELETRÔNICOS
(por hora de uso)

kg de CO2
Televisão 0,1
Computador de mesa 0,1
Laptop 0,01
Com base no gráfico, pode-se concluir que a
espessura da camada hidratada de uma obsidiana:
Em relação às emissões de dióxido de carbono, nas
(A) é diretamente proporcional à sua idade; diferentes atividades, é correto afirmar:
(B) dobra a cada 10000 anos; (A) Se uma pessoa, proprietária de um carro compacto
(C) aumenta mais rapidamente quando a pedra é mais que roda dois mil quilômetros por mês, passa a
jovem; utilizar transporte público, por cinco meses, deixa
de emitir para a atmosfera 1125 kg de CO2.
(D) aumenta mais rapidamente quando a pedra é mais
velha; (B) Se uma pessoa deixa sua televisão ligada
desnecessariamente por 30 minutos todos os
(E) a partir de 100000 anos, não aumenta mais. dias, no final de um ano a economia de energia em
função da emissão de CO2 é de aproximadamente
Questão - 09 18 kg.
(C) Se dois amigos proprietários de carros médios
O acordo de Kioto, assinado por 35 nações
resolvem trocar mil quilômetros de carro por
desenvolvidas, prevê a redução das emissões em
mil quilômetros de trem, indo juntos para o
5% abaixo dos níveis de 1990, até 2012. Os Estados
trabalho durante alguns dias, com o intuito de
Unidos, responsáveis por cerca de 40% das emissões
contribuírem para a redução da emissão de CO2,
mundiais, no entanto, não assinaram o documento.
juntos reduzem essa emissão pela metade.
As tabelas abaixo relacionam algumas das atividades
(D) Se o proprietário de um carro grande, com um
diárias que produzem dióxido de carbono (CO2), em
tanque de combustível com capacidade de 60
quilos.
litros, que durante um ano enche o volume do
DIRIGIR kg de CO2 EFICIÊNCIA DO MOTOR tanque 50 vezes, estará lançando para a atmosfera
(por mil quilômetros) 1125 kg de CO2.
Carro compacto 225 11 km/litro (E) Considerando o mesmo espaço percorrido, uma
viagem de avião sempre contribui menos na
Carro médio 300 8 km/litro emissão de CO2 do que uma viagem de carro.
Carro grande 375 7 km/litro

29

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I
“Como o objetivo da Estatística é auxiliar a sua tomada de decisões em situações de incerteza, distinguir as boas das
más estatísticas é, mais do que nunca, um dever, uma obrigação. (...)
Gráficos e tabelas são apresentados na exposição de resultados de uma empresa. Dados numéricos são usados
para aprimorar e aumentar a produção. Censos demográficos ajudam o Governo a entender melhor sua população e a
organizar seus gastos com saúde e assistência social. Com a velocidade da informação, a estatística passou a ser uma
ferramenta essencial na produção e atuação do conhecimento.”
(Paulo Afonso Lopes, “Entendendo a importância da Estatística sem ser gênio, matemático ou bruxo”, fragmento) Site: www.administradores.com.br/artigos

II
“Há três espécies de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.”
(Benjamin Disraeli (1804-1881), ex-primeiro-ministro britânico)

III
“A estatística tem por objetivo fornecer métodos e técnicas para que possa, racionalmente, lidar com situações de
incerteza.”
(Francisco de Paula Buscácio, Presidente do Conselho Federal de Estatística, em entrevista ao site do IBGE (2007)

IV
“(...) A redução da pobreza e o desenvolvimento mundial estão diretamente ligados com a estatística. Sua utilização
está associada desde a elaboração até a implementação de políticas sociais. A estatística também serve para avaliar
o desempenho destas políticas junto à sociedade. Números confiáveis demonstram de forma clara a realidade
socioeconômica da população. (...) Números claros e bem definidos ajudam o povo a entender onde os recursos estão
sendo aplicados e se essa política está realmente trazendo resultados.”
(Wellyngton Chaves Monteiro da Silva, Professor Assistente da FUNESA/ESSER, em artigo “Importância da Estatística na formação profissional”)
Site: mundobr.pro.br

V
“A informação pública é dever do Estado e direito da população, constituindo-se em um dos elementos indispensáveis
ao exercício pleno da cidadania. Por sua natureza e complexidade, entretanto, nem sempre é facilmente compreendida
pelos usuários, razão pela qual deve passar por tratamento informacional que permita melhor apresentação e assimilação.
(...)
Dados estatísticos e indicadores são úteis na esfera governamental (para o planejamento, formulação de políticas,
monitoramento das condições de vida da população, etc.) e nas esferas privadas (por motivos semelhantes). São
instrumentos, também, para o exercício da vigilância das ações do Estado por parte dos cidadãos, já que por eles pode-se
avaliar seu desempenho. No entanto, como representam recortes comprometidos com arcabouços teóricos, sua condição
de representação deve ser validada no processo de circulação de informações.”
(“Informação, Estatística e Cidadania”, Marilda Lopes Ginezde Lara, Joice Cláudia C.Camargo, Sílvia Gagliardi Rocha)
Site: www.scielo.br

30

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VI
Em primeiro lugar, o estatístico, não pode se furtar à responsabilidade e ao compromisso com a própria verdade.
(...). Isto implica denunciar possíveis manipulações nas interpretações dos dados obtidos na amostragem e na margem
de erro. Os dados devem ser efetivamente verdadeiros e transparentes (...). Em segundo lugar, o estatístico, ao traduzir
a realidade em números, não deve esconder as contradições existentes em qualquer perfil investigado ou apurado. Em
terceiro lugar, ele deve ser consciente de que não existe imparcialidade, neutralidade científica ou objetividade pura, mas
existe responsabilidade e compromisso com a verdade.(...) Nunca é demais lembrar que do número não é possível extrair
uma lágrima, um sentimento, uma denúncia; apenas a frieza do cálculo, mas números e cálculos isoladamente não são
suficientes para transformar o deserto em vales, o egoísmo em solidariedade e socialização e a exploração em partilha
e dignidade.
(“Ética, Estatística, Eleições e Cidadania” , Profs. José Ronald Noronha Lemos e Jorge Miranda de Almeida) Site: www.conre2.org.br

VII
Uma piada diz que se uma pessoa come dois frangos e outra nenhum, não há qualquer problema, pois, estatisticamente,
elas comem um frango cada.
Essa é uma conclusão fácil para quem resume a estatística ao cálculo da média aritmética. Se nos aprofundarmos,
porém, em alguns de seus conceitos e ferramentas básicas, que utilizam cálculos aritméticos simples, verificaremos que
os cenários projetados pela estatística são mais confiáveis do que sugerem as ironias divertidas, mas um tanto rasas, que
lhe são dirigidas.
(“Estatística. O que é? Para que serve?”, Carlos Roberto de Lana, engenheiro químico e professor) Site: educacao.uol.com.br

Proposta de Redação:
Agora, com base nos textos anteriores, redija uma dissertação sobre o tema:
A Estatística como fator de aprimoramento da cidadania.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas
ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu
ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.

Recomendações do ENEM:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deve ser desenvolvida em folha própria e apresentada a tinta.
• O ENEM admite a feitura do rascunho na última folha do Caderno de Prova.

Gabarito
FASCÍCULO 05

1) C 4) C 7) D
2) A 5) A 8) C
3) B 6) D 9) B

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