COMANDO GERAL DE TECNOLOGIA AEROESPACIAL

GRUPO ESPECIAL DE ENSAIOS EM VÔO
ESQUADRÃO DE FORMAÇÃO EM ENSAIOS EM VÔO
CURSO DE PREPARAÇÃO PARA RECEBIMENTO DE AERONAVES

MATEMÁTICA



AC-02



ii
CONTROLE DE REVISÕES

REVISÃO AUTOR(ES) DATA
ORIGINAL
1ª REVISÃO
2ª REVISÃO

3ª REVISÃO


4ª REVISÃO





iii
SUMÁRIO

1 - NOÇÕES BÁSICAS (I)........................................... 1
1.1 - OBSERVAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DIVISÃO....................... 1
1.2 - PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES ADIÇÃO E MULTIPLICAÇÃO (ENTRE
NÚMEROS)................................................... 1
1.3 - PROPRIEDADES DA RELAÇÃO DE IGUALDADE (ENTRE NÚMEROS)....... 2
1.4 - POTENCIAÇÃO................................................ 3
1.5 - RADICIAÇÃO................................................. 4
1.6 - RESOLUÇÕES DE EQUAÇÕES..................................... 5
1.7 - EQUAÇÕES DO 2
o
GRAU ........................................ 6
1.8 - SISTEMAS DE DUAS EQUAÇÕES DO 1
o
GRAU COM DUAS INCÓGNITAS ... 8
1.9 - INEQUAÇÕES DO 1
o
GRAU ..................................... 10
1.10 - PRODUTOS NOTÁVEIS........................................ 10
1.11 - FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS.................................. 11
1.12 - RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES.......................... 13
2 - NOÇÕES BÁSICAS (II)......................................... 15
2.1 - CONJUNTOS................................................. 15
2.1.1 - Noções Primitivas....................................... 15
2.1.2 - Definições.............................................. 16
2.1.3 - Operações com Conjuntos................................. 19
2.1.3.1 - Reunião (ou união) de conjuntos....................... 19
2.1.3.2 - Interseção de conjuntos............................... 19
2.1.3.3 - Diferença de Conjuntos................................ 20
2.1.3.4 - Complementar de B em A................................ 21
2.2 - CONJUNTOS NUMÉRICOS....................................... 23
2.2.1 - Conjunto dos Números Naturais: N........................ 23
2.2.2 - Conjunto dos Números Inteiros: Z........................ 24
2.2.3 - Conjunto dos Números Racionais: Q....................... 25
2.2.4 - Conjunto dos Números Reais: R........................... 26
2.2.5 - Reta Numérica........................................... 27
2.3 - MÓDULO.................................................... 29
2.3.1 - Definição............................................... 29
2.3.2 - Propriedades............................................ 30
2.4 - POTÊNCIA DE EXPOENTE REAL................................. 30
2.5 - LOGARITMOS................................................ 31
2.5.1 - Definição............................................... 31
2.5.2 - Propriedades dos Logaritmos............................. 33
2.5.3 - Logaritmos Especiais.................................... 36

iv
3 - NOÇÕES BÁSICAS (III)........................................ 37
3.1 - GEOMETRIA................................................. 37
3.1.1 - Geometria Plana......................................... 37
3.1.1.1 - Ângulo................................................ 37
3.1.1.2 - Outras Definições Importantes......................... 38
3.1.1.3 - Triângulos............................................ 40
3.1.1.4 - Teorema das Paralelas (ou de Tales)................... 42
3.1.1.5 - Área dos Principais Polígonos......................... 44
3.1.2 - Geometria Espacial...................................... 47
3.2 - TRIGONOMETRIA............................................. 52
3.2.1 - Trigonometria no Triângulo Retângulo.................... 52
3.2.2 - Radiano................................................. 55
3.2.3 - Circunferência Trigonométrica........................... 56
3.2.4 - Arcos Côngruos.......................................... 58
3.2.5 - Relações Trigonométricas................................ 60
3.2.6 - Trigonometria num Triângulo Qualquer.................... 64
3.2.7 - Adição e Subtração de Arcos............................. 65
3.2.8 - Arco Duplo.............................................. 67
3.2.9 - Transformação em Produto (fatoração trigonométrica)..... 68
3.2.10 - Arcos Complementares................................... 69
3.2.11 - Redução ao Primeiro Quadrante.......................... 70
3.3 - GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA................................. 73
3.3.1 - O Ponto................................................. 73
3.3.2 - A Reta.................................................. 76
3.3.3 - Coeficiente Angular de uma Reta......................... 77
3.3.4 - Forma Reduzida da Equação da Reta....................... 78
3.3.5 - Feixe de Retas Concorrentes............................. 79
3.3.6 - Paralelismo e Perpendicularismo......................... 81
3.4 - POLINÔMIOS................................................ 83
3.4.1 - Introdução.............................................. 83
3.4.2 - Operações com Polinômios................................ 85
3.4.3 - Teorema do Resto........................................ 87
3.4.4 - Teorema de D’Alembert................................... 88
3.4.5 - Dispositivo Prático de Briot-Ruffini.................... 88
4 - FUNÇÕES.................................................... 102
4.1 - GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.............................. 102
4.1.1 - DEFINIÇÕES 1........................................... 102
4.1.2 - Função Real de Uma variável Real....................... 104

v
4.1.3 - DEFINIÇÕES 2........................................... 106
4.1.4 - Função Composta e Função Inversa....................... 108
4.2 - PRINCIPAIS FUNÇÕES ELEMENTARES........................... 113
4.2.1 - Função Constante....................................... 113
4.2.2 - Função Identidade...................................... 114
4.2.3 - Função Afim............................................ 114
4.2.4 - Função Modular......................................... 115
4.2.5 - Função Quadrática (ou Função Trinômio do 2
o
Grau) ...... 115
4.2.6 - Função f : x → x
3
..................................... 118
4.2.7 - Função Recíproca....................................... 119
4.2.8 - Função Exponencial de Base a........................... 120
4.2.9 - Funções Trigonométricas................................ 121
4.2.10 - Função Logarítmica.................................... 123
4.2.11 - Funções Trigonométricas Inversas...................... 124
4.3 - FUNÇÃO DEFINIDA POR VÁRIAS SENTENÇAS ABERTAS............. 126
5 - VARIAÇÃO DO SINAL DAS FUNÇÕES.............................. 135
5.1 - INTRODUÇÃO............................................... 135
5.2 - EQUAÇÕES................................................. 137
5.2.1 - Definições............................................. 137
5.2.2 - Equações Polinomiais................................... 138
5.2.3 - Equações Trigonométricas............................... 141
5.2.4 - Exemplos Diversos...................................... 145
5.3 - INEQUAÇÕES............................................... 148
5.3.1 - Definições............................................. 148
5.3.2 - Sinal das Funções Afim e Quadrática.................... 149
5.3.3 - Solução Geral de Inequação............................. 150
5.4 - IDENTIDADE............................................... 161
5.4.1 - Definição.............................................. 161
6 - LIMITE..................................................... 169
6.1 - NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO............................ 169
6.2 - LIMITES LATERAIS......................................... 173
6.3 - LIMITES INFINITOS........................................ 175
6.4 - LIMITES NO INFINITO...................................... 180
7 - CONTINUIDADE............................................... 197
7.1 - NOÇÃO DE CONTINUIDADE.................................... 197
7.1.1 - Definição.............................................. 197
7.1.2 - Definição.............................................. 198
7.1.3 - Definição.............................................. 198

vi
7.1.4 - Definição.............................................. 198
7.1.5 - Definição.............................................. 198
7.2 - PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES CONTÍNUAS....................... 201
8 - DERIVADAS.................................................. 204
8.1 - INTRODUÇÃO - VELOCIDADE INSTANTÂNEA...................... 204
8.2 - DERIVADA................................................. 208
8.2.1 - Derivada no Ponto x
o
................................... 208
8.2.2 - Função Derivada........................................ 210
8.2.3 - Tabela de Derivadas.................................... 211
8.2.4 - Derivadas Sucessivas................................... 213
8.2.5 - Equações Diferenciais.................................. 215
8.3 - GRÁFICOS E DERIVADAS..................................... 216
8.3.1 - Interpretação Geométrica da Derivada................... 216
8.3.2 - Derivada e continuidade................................ 217
8.3.3 - Variação das Funções................................... 219
9 - NOÇOES DE CÁLCULO INTEGRAL................................. 247
9.1 - INTRODUÇÃO - ÁREA........................................ 247
9.2 - A INTEGRAL DEFINIDA...................................... 249
9.2.1 - Partição............................................... 249
9.2.2 - Norma.................................................. 249
9.2.3 - Soma de Riemann........................................ 250
9.2.4 - Função Integrável...................................... 250
9.3 - O CÁLCULO DA INTEGRAL DEFINIDA........................... 250
9.3.1 - PRIMITIVA.............................................. 251
9.3.2 - CÁLCULO DA PRIMITIVA................................... 251
9.4 - ALGUMAS TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO........................... 254
9.4.1 - Integração por Substituição............................ 254
9.4.2 - Integração por Partes.................................. 255
9.4.3 - Exemplos:.............................................. 257














AC-02
1
1 - NOÇÕES BÁSICAS (I)
1.1 - OBSERVAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DIVISÃO
2
6
= 3 pois 3.2 = 6
2
0
= pois O.2 = O
0
6
= nenhum número (operação inexistente), pois (nenhum
número) .0 = 6
0
0
= qualquer número (resultado indeterminado), pois
(qualquer número).O = O








1.2 - PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES ADIÇÃO E MULTIPLICAÇÃO (ENTRE NÚ-
MEROS)

1) Comutativa (comutar = trocar)

a + b = b + a (a ordem das parcelas não altera a soma)
a . b = b . a (a ordem dos fatores não altera o produto)

2) Associativa
(a + b) + c = a + (b + c)
(a . b) .c = a . (b. c)

3) Elemento neutro
- da adição é o número zero;
a + O = a e O + a = a, ∀a
Não existe divisão por zero

0
0
Símbolo de indeterminação



AC-02
2
- da multiplicação é o número um.
a . 1 = a e 1 . a = a, ∀a

4) Propriedade distributiva da multiplicação em relação à
adição
x . (a + b) = x . a + x. b

1.3 - PROPRIEDADES DA RELAÇÃO DE IGUALDADE (ENTRE NÚMEROS)
1) Reflexiva: qualquer número se relaciona com ele mesmo
através da relação de igualdade (=)

a a =
∀a


2) Simétrica: se um número se relaciona com outro através
da relação de igualdade (=) , então a recíproca também
é verdadeira.

a = b ⇔ b = a ∀a, ∀b

3) Transitiva: se um número se relaciona com outro
através da relação de igualdade (=) e este outro com
um terceiro, então o primeiro se relaciona com o
terceiro através da igualdade (=)
c b
b a
=
=

c a = ⇒
∀a, ∀b, ∀c

Qualquer relação com estas três propriedades é denominada
relação de equivalência. Outros exemplos:

a - a relação "ser semelhante" (entre triângulos) é de
equivalência;
b - a relação "igualdade" (entre conjuntos) é de
equivalência;
c - a relação "ser perpendicular" (entre retas) não é de
equivalência.



AC-02
3

1.4 - POTENCIAÇÃO
a
n
= a . a . a ... . a
n fatores


expoente
2
5
= 2 . 2 . 2 . 2 . 2 = 32
base potência


Quando a base e o expoente é par ⇒ potência positiva
é negativa (-2)
4
= 16
e o expoente é impar ⇒ potência negativa
(-2)
3
= -8

- Propriedades

1
a
) a
m
. a
n
= a
m+n
2
7
. 2
9
= 2
16

2
a
) a
m
: a
n
= a
m-n
5
6
: 5
8
= 5
-2
3
a
) (a

. b)
n
= a
n
. b
n
(-2x)
4
= 16x
4

4
a
) (a

: b)
n
= a
n
:b
n
9
4
)
3
2
(
2
=

5
a
) (a
m
)
n
= a
mn

14 7 2
5 ) 5 ( =


- Expoente um: torna a potência igual à base

5
1
= 5 ; 10
1
= 10

- Expoente zero: torna a potência igual a um

15
o
= 1 ; (-2)
o
= 1 ; 1 )
7
3
(
0
=
- Expoente negativo: inverte a base (que não pode ser zero)
e torna-se positivo

15 15
7
7 3 3
2 )
2
1
( ;
3
1
3 ; )
2
5
( )
5
2
( = = =
− − −




AC-02
4

- Expoente racional: o denominador torna-se índice de um
radical 8
2/3
= 3 3 ; 8
2 / 1 3 2
=

1.5 - RADICIAÇÃO
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que
a
n
= b.

índice raiz
2 32
5
= pois 2
5
= 32
(n ∈ N
*
) radical radicando


Outros exemplos:

2 8
3
= pois 2
3
= 8

2 8
3
− = − (-2)
3
= - 8

- Propriedades (para a ≥ 0, b ≥ 0

1)
m n
a =
p : n
p : n
a
3 2 15 10
3 3 =
2)
n n
n
b . a b . a = 2 . 3 6 =
3)
n n
n
b a b a : : = (b > 0)
4
4
4
16
5
16
5
=
4)
m n n m
a ) a ( =
3 5 5 3
x ) x ( =
5)
mn m n
a a =
10 5
3 3 =

- Base negativa e índice par

3 9 e 9 ) 3 ( pois 3 9
2
= = − − = −


b a b
n n
= ⇒ =



AC-02
5
- Radicando negativo

8 ) 2 ( pois 2 8
3 3
− = − − = −


16 ) real nenhum ( pois real nenhum 16
4
4
− = = −




2 ) 2 ( ; 0 a se a e 0 a se a a
2 2
= − < − ≥ =


1.6 - RESOLUÇÕES DE EQUAÇÕES

Isola-se a incógnita por transposição dos números (de um
membro para o outro da equação) e concomitante inversão das
operações por eles efetuadas:


adição subtração
multiplicação divisão
potenciação radiciação

Exemplos:
a) x + 2 = 7 ⇒ x = 7 - 2

b) p – 1 = 0 ⇒ p = 0 + 1

c) -2x = 8 ⇒ x =
2
8


Não existe raiz real de número negativo se o
índice do radical for par.



AC-02
6
d)
2
7 n +
= 1 ⇒ n + 7 = 2 . 1



e) x
3
= 8 ⇒ x =
3
8


f) 1 x + = 3 ⇒ x + 1 = 3
2

x = 2, pois 2
4
= 16
g) x
4
= 16 ⇒ x = ±
4
16 = ±2
x = -2, pois (-2)
4
= 16

1.7 - EQUAÇÕES DO 2
o
GRAU

São todas as equações na forma ax
2
+ bx + c= O, onde a, b e
c são números reais e a ≠ 0.
Chama-se discriminante da equação do 2
o
grau o número
∆ = b
2
-4ac

- se ∆ < 0, a equação não tem raízes reais.
- se ∆ = 0, a equação tem duas raízes reais iguais.
se ∆ > 0, a equação tem duas raízes reais diferentes.

Nos dois últimos casos, as raízes podem ser encontradas
pela fórmula e resoluçao:
a 2
b
x
∆ ± −
=

Exemplos:
a = 3
a) 3x
2
– x + 2 = 0 b = -1
c = 2
∆ = (-1)
2
-4 . 3 . 2 = -23 ⇒ não tem raízes reais





AC-02
7
a = 4
b) 4x
2
– 4x + 1 = 0 b = -4
c = 1
∆ = (-4)
2
– 4 . 4 . 1 = 0 ⇒ uma raiz real
x =
2
1
8
4
4 . 2
0 ) 4 (
= =
± − −


a = 1
c) x
2
+ 2x - 3 = 0 b = 2
c = -3
∆ = 2
2
– 4 . 1 . (-3) = 16 ⇒ duas raízes reais
x =
¹
´
¦
− =
=
=
± −
=
± −
3 x
1 x
2
4 2
1 . 2
16 2
2
1


Vale também a relação:

x
2
– Sx + P = 0 onde S = -b/a = x
1
+ x
2

P = c/a = x
1
. x
2


Neste caso a equação pode ser resolvida por tentativa:
Exemplo:

a) x
2
-5x + 6 = O

S = -b/a = 5 )
1
5
( =


P = c/a = 6
1
6
= ) (
¦
¹
¦
´
¦
=
=

¦
¹
¦
´
¦
=
= +

3 x
2 x
6 x . x
5 x x
2
1
2 1
2 1


b) 2x
2
+ 2x - 4 = O

x
2
+ x – 2 = O

S = 1
2
2
− =


P = 2 )
2
4
( − =


¹
´
¦
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
− =
− = +

2
1
2
1
2
1
2 1
2 1
x
x
x . x
x x




AC-02
8

1.8 - SISTEMAS DE DUAS EQUAÇÕES DO 1
o
GRAU COM DUAS INCÓGNITAS

Exemplo:

2x + 3y = 1
5x- 4y = 7

Existem vários métodos de resolução, entre os quais:

1) Método de Adição

Exemplos:
Somamos as equações membro a membro, desde que isto
provoque a eliminação de uma das incógnitas e a resolução da
outra.

3x + 2y = 2
x - 2y = -6
4x = -4

Se, x = -1 então, em qualquer das equações dadas
(por exemplo, a primeira) :

3(-1) + 2y = 2 ⇒2y = 2 + 3 ⇒

A solução é o par ordenado (-1
2
5
, )
b) Só nos interessa somar as equações se nelas houver
termos que só diferem pelo sinal, pois eles serão eliminados na
soma. Caso contrário, escolhemos uma das incógnitas e, com os seus
coeficientes, preparamos as equações para serem somadas.

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
9 y 6 x 2
7 y 4 x 3

diferente al sin com x de
es coeficient os tornando

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
¦
¹
¦
´
¦
− 9 y 6 x 2
7 y 4 x 3
3
2

x = -1
2
5
y =




AC-02
9

Multiplicando
26
13
27 18 6
14 8 6

=
)
`
¹
¹
´
¦
− = + −
= +
y
y x
y x




Substituindo por
2
1
− numa das equações dadas (por exemplo,
a segunda):
2x – 6(
2
1
− ) = 9 ⇒ 2x + 3 = 9 ⇒

Solução do sistema: (3, -
2
1
)

2) Método da Substituição

Isolamos uma das incógnitas em uma das equações e
substituímos, na outra equação, essa incógnita pela expressão
encontrada.
2x + 3y = 1
4x – 2y = 0 ⇒
2
y 3 1
x

=


⇒ = − − ⇒ = −

0 2 6 2 0 2
2
3 1
4 y y y )
y
(

Substituindo esse valor numa das duas equações (por
exemplo, na segunda) :

4x -2(
4
1
) = 0 ⇒ 4x -
2
1
= 0 ⇒

A solução é o par ). , (
4
1
8
1

2
1
− = y

8
1
x =

4
1
y =

3 x =



AC-02
10

1.9 - INEQUAÇÕES DO 1
o
GRAU

São desigualdades relacionadas pelas relações de ordem < e
≤ e suas respectivas inversas > e ≥. Podem ser resolvidas como as
equações do 1° grau (isolando-se a incógnita). Mas, se for
necessário multiplicar ou dividir os membros da inequação por um
número negativo, devemos inverter a relação de ordem.

5 - 3x ≤ 7 + 5x ⇒ -3x -5x ≤ 7 - 5 ⇒


8 passa dividindo
⇒ -8x ≤ 2 X ≥
8
2



1.10 - PRODUTOS NOTÁVEIS

Por serem usuais, algumas multiplicações de expressões
algébricas podem ser efetuadas observando-se os seguintes modelos:

1) Produto da soma pela diferença:




(x
3
+ 5) (x
3
-5) = (x
3
)
2
– 5
2
= x
6
– 25

Quadrado da soma:




(3m + 5n)
2
= (3m)
2
+ 2 . 3m . 5n + (5n)
2
= 9m
2
+ 30mn + 25n
2

4
1
x



(a + b) (a - b) = a
2
– b
2

(a + b)
2
= a
2
+ 2ab + b
2




AC-02
11

Quadrado da diferença:



1 a
4
a
1 1 .
2
a
2 )
2
a
( ) 1
2
a
(
2
2 2 2
+ − = + − = −


1.11 - FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS

Podemos transformar polinômios em multiplicações de
expressões mais simples, aplicando os casos de fatoração, entre os
quais destacamos:
1° Caso) Fator comum aos termos: pode ser colocado em
evidência.


Exemplo:

4x
2
y + 6xy
2
– 2xy = 2.2.x.x.y + 2.3.x.y.y – 2xy =
= 2xy . (2x + 3y – 1)

2° Caso) Diferença de dois quadrados: é o produto da soma
pela diferença (1° produto notável).



(a - b)
2
= a
2
- 2ab + b
2

ax + bx = x (a + b)
a
2
– b
2
= (a + b) . (a –b)



AC-02
12
Exemplo:
9x
2
– 4 = (3x + 2) (3x – 2)

(3x)
2
2
2

3° Caso) Trinômio quadrado perfeito: é o quadrado de uma
soma ou de uma diferença (2° e 3° produtos notáveis).



Exemplos:
a) x
2
- 10xy + 25y
2
= (x - 5y)
2


(x)
2
- 2.(x).(5y) + (5y)
2

b) 36a
4
+ 12a
2
+ 1 = (6a
2
+ 1)
2

(6a
2
)
2
+ 2.6a
2
.1 + (1)
2

4
0
Caso) Trinômio do 2º grau: é o primeiro membro de uma
equação do 2
o
grau onde x
1
e x
2
são as raízes da equação

ax
2
+ bx + c = 0.




Exemplo: 2x
2
- 4x -6 = a (x –x
1
) (x- x
2
)

a = 2
2x
2
- 4x - 6 = b = -4
c = -6

4
8 4
2 . 2
64 ) 4 (
x 64 ) 6 ( . 2 . 4 ) 4 (
2
±
=
± − −
= ⇒ = − − − = ∆
x
1
= -1
x
2
= 3

Logo 2x
2
-4x -6 = 2 .(x + 1) (x- 3)
a
2
± 2ab + b
2
= (a ± b)
2

ax
2
+ bx + c = a(x – x
1
)

(x – x
2
)



AC-02
13

1.12 - RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES
Consiste em eliminar os radicais do denominador sem alterar
a fração.

1º Caso) Radical com índice 2: multiplicam-se o numerador e
o denominador da fração pelo próprio radical a ser eliminado.

Exemplo:
10
5 3
5 2
5 3
5 5 2
5 3
5 2
3 .
.
.
.
.
= = =

2º Caso) Dois radicais com índice 2: multiplicam-se
numerador e denominador pelo conjugado do denominador. (Obs: o
conjugado de a + b é a - b, e vice-versa) .

2
3 5
3 5
3 5
3 5
3 5
) notável produto 1 (
) 3 5 )( 3 5 (
) 3 5 ( 1
3 5
1
2 2
o

=


=


= =
− +

=
+






AC-02
14
SIMBOLOGIA
Exemplos

= igual a x . x = x
2

< menor que 4 < 7
≤ menor ou igual a 8 ≤ 8
> maior que -3 > -5
≥ maior ou igual a 6 ≥ 5


≅ aproximadamente igual a


≠ diferente 5 3 2 ≠ ≠
∀ para todo, qualquer que seja ∀x, x - 1 < x
⇒ implica, então x > 2 ⇒ x > O
⇔ equivale, se e somente se x > 5 ⇔ 5 < x
∞ infinito (não é um número 0,1,2,3, ... ∞
 tal que
∃ existe ∃ x 2x = 2
não existe xx + 1 = x
∃ existe um e um só ∃ x x =
4

⊥ é perpendicular a
// é paralelo a

portanto
∈ é elemento de 3 ∈ {1,2,3}
⊂ é subconjunto de {3} ⊂ {1,2,3}







¦
¦
¹
¦
¦
´
¦



14 , 3
73 , 1 3
41 , 1 2
π




/



/



AC-02
15
2 - NOÇÕES BÁSICAS (II)

2.1 - CONJUNTOS
2.1.1 - Noções Primitivas

No estudo da Teoria dos Conjuntos certas noções são
consideradas primitivas, isto é, aceitas sem definição. São
consideradas primitivas as noções de conjunto, elemento e
pertinência.

Atente para as seguintes frases:
- "conjunto das flores"
- "rosa pertence ao conjunto das flores"
- "rosa é um elemento do conjunto das flores"

Observe que, mesmo não sendo definidas as palavras
conjunto, elemento e pertinência, todos nós temos uma perfeita
compreensão do significado de cada uma delas.
Adotaremos as seguintes convenções:
conjunto: indicamos com maiúscula: A,B,C,
Elemento: indicamos com letra minúscula: a,b,c,
Pertinência: o símbolo ∈ deve ser lido como "é elemento
de" ou "pertence a". O símbolo ∉ é a negação de ∈.

Exemplos:
a) a ∈ A, deve ser lido: "elemento a pertence ao conjunto
A".
b) b ∉ C, deve ser lido: "elemento b não pertence ao
conjunto C".
c) B ∈ A está incorreto, pois relaciona conjunto com
conjunto.
Um conjunto pode ser representado de três maneiras básicas:
1
o
) Pela enumeração de seus elementos.
Exemplos:
a) conjunto das vogais: {a, e, i, o, u}



AC-02
16

b) conjunto dos números pares não negativos:
{0,2,4,6,8, ...}

c) conjunto dos inteiros de 1 a lO: {1,2,3, ..., 10}

2
o
) Enunciando uma propriedade que caracteriza seus
elementos.
A= {x | x possui tal propriedade} A barra vertical quer
dizer
"tal que".

Exemplos :
{x | x é vogal}
{x | x é número par não negativo}
{x | x = 5n e n ∈ Ζ} = conjunto dos múltiplos de 5.

3
a
.) Associando seus elementos a pontos dentro de uma linha
fechada que não se entrelaça {diagramas de Euler-Venn) {Fig. 2.1).










2.1.2 - Definições

Conjunto unitário é aquele que tem um só elemento.

Exemplos :
a) {1} b) {15} c) {x | x é mês com inicial d}




AC-02
17
Dois conjuntos A e B são iguais quando todo elemento de A
for elemento de B e todo elemento de B for elemento de A.
Simbolicamente, escrevemos:
A = B ⇔ (∀x, x ∈ A ⇔ x ∈ B )
Exemplos:
a) {1,5,7,9} = {9,7,5,1}
b) {2,4,6} = {4,2,6} (não interessa a ordem!)
c) {2,4,2,2} = {2,4} {elementos podem repetir!)

Se dois conjuntos são diferentes, escrevemos A ≠ B
Dois conjuntos são disjuntos quando não têm elementos em
comum.
Exemplos:
a) {3,4} e {2,5}
b) {a,e,i} e {b,f,g,h}
c) {3,4} e {3,4,5} são diferentes, mas não são disjuntos.

Chamamos de conjunto vazio aquele que não possui elemento e
indicamos por ∅ ou { }.
Exemplo: A = {x | x + 1 = x}
Portanto, A= ∅ ou A ={ } pois ∃ x | x + 1 = x.

Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se, e somente
se, todo elemento de A for também elemento de B. Notação: A ⊂ B

Lê-se: "A é subconjunto de B" ou "A está contido em B".

Simbolicamente, temos:
A ⊂ B ⇔(∀x, x ∈ A ⇒ x ∈ B)

Exemplos:
a) {0,1} c {0,1,2,3}
b) {2, 3, 5} ⊂ {1,2 ,3 , ...}



AC-02
18
c){1,2,3}⊂{1,2,3}


d) T ⊂ M

Observações:
1) Da mesma forma que dizemos que "A está contido em B",
podemos dizer que "B contém A" e anotamos: B ⊃ A.
2) ⊄ "não contido"
3) "não contém"

Já vimos que os símbolos ∈ e ∉ só podem ser usados para
relacionar elemento com conjunto; observe agora que os símbolos ⊂,
⊃, ⊄, só podem ser usados para relacionar conjunto com conjunto.
Assim:

A ⊂ B corretos
A ⊂ G

a ⊂ A (a é subconjunto de A), é incorreto, pois está
relacionando elemento com conjunto. O modo correto seria a ∈ A (a
é elemento de A).

4) O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto.
5) Dado um conjunto com n elementos, o total de
subconjuntos pode ser calculado por 2
n
.

Exemplos:
a) Dado o conjunto {1, 2, 3}, em que n = 3, teremos
2
3
= 2 .2 .2 = 8 subconjuntos, que são:
{1}, {2}, {3}, {1,2}, {1,3}, {2, 3}, {1,2, 3}, ∅

b) Dado o conjunto {a, b, c, d}, em que n = 4, o total de
subconjuntos será 2
4
= 2.2.2.2 = 16

M



T



AC-02
19

2.1.3 - Operações com Conjuntos
2.1.3.1 - Reunião (ou união) de conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, chama-se conjunto união (ou
reunião) de A e B ao conjunto C dos elementos que pertencem a A ou
a B. Simbolicamente: C = A ∪ B lê-se: "A união B"




Exemplos:

a) {1,2} ∪ {3,4} = {1,2,3,4}
b) {1,2,3} ∪ {3,2,5} = {1,2,3,5}
c) {2,5} ∪ {2,4,5} = {2,4,5}
d) {1,2,3} ∪ ∅ = {1,2,3}
e) {1,2} ∪ {4,6} ∪ {3,4} = {1,2,3,4,6}.
f) Em diagrama:

Note, pelos exemplos c e d, que:
B ⊂ A ⇒ A ∪ B = A

2.1.3.2 - Interseção de conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, chama-se interseção de A e B ao
conjunto C formado por elementos que pertençam a A e a B
simultaneamente. Simbolicamente: C = A ∩ B lê-se: "A inter B"




C = A ∪ B = {x ∈ A ou x ∈ B
C = A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}



AC-02
20
Exemplos:

a) {1,2,3}∩{2,3,4} = {2,3}
b) {a,b,c,d}∩{a} = {a}
c) {2,4,6}∩ {246} = ∅
d) {1,3,5} ∩ {2,4,6} = { }
e) {1,2,3}∩{ } = { }
f) Em diagrama:

Note, pelos exemplos b e e, que:
B ⊂ A ⇒ A ∩ B = B

2.1.3.3 - Diferença de Conjuntos.

Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre os
conjuntos A e B (nesta ordem) ao conjunto C formado pelos
elementos que pertençam a A e não pertençam a B.

Simbolicamente:



Exemplos:

a) A = {a, b, f}
B = {b, c, d, e}
A - B = {a, f}
B - A = {c, d, e}
b) {2,4} - {2,4,6} = { }
c) { } - {2,4} = { }
d) {2,4} - { } = {2,4}


C = A - B = {x | x ∈ A e x ∉ B}



AC-02
21
e) Em diagrama:


2.1.3.4 - Complementar de B em A

Dados dois conjuntos A e B, com a condição de B estar
contido em A, chama-se complementar de B em relação a A ao
conjunto A – B e escrevemos:




Observação:
Um conjunto U é chamado universo quando contém todos os
outros conjuntos considerados. O complementar de um conjunto A
qualquer em relação a U pode ser representado por A’, ou seja:

A' = A U A C
U
− =

Exemplos:
a) B = {2,4,6} e A = {1,2,3,4,5,6}
B C
A
= A – B = {1,3,5}

b) A = {a,b,c} e B = {a,b,c,d,e}
B
A
C não é possível, pois B ⊄ A
A
B
C = B - A = {d,e}

c) U = {3,4,5,6,7,8} ; A = {3,5,6} e B = {5,8}
A' = {4,7,8}
B' = {3,4,6,7}

C
A
B = A - B



AC-02
22
d) Em diagrama:

Os exemplos abaixo ajudarão ao leitor fixar as definições
acima apresentadas.

A = {1,2,3,4}
B = {2,4,6,8}
C = {1,3,4,5,7}

1) A ∪ B ∪ C

Solução:

A∪B∪C = {1,2,3,4,6,8,5,7} = {1,2,3...,8}

2) A ∩ B ∩ C

Solução:

Só existe um elemento comum aos três conjuntos dados, logo
A∩B∩C = {4}

3) (A ∪ B) ∩ C

Solução:
Inicialmente fazemos A ∪ B = {1,2,3,4,6,8}
Depois, {1,2,3,4,6,8} ∩{1,3,4,5,7} = {1,3,4}

4) (A ∩ B) ∪ C

Solução:
A ∩ B = {2,4} logo, {2,4} ∪ {1,3,4,5,7} {1,2,3,4,5,7}




AC-02
23

5) (A - B) ∩ C

Solução:

A - B = {1,3} logo, {1,3} ∩ {1,3,4,5,7}= {1,3}
6) Dados os conjuntos A, B e C do diagrama abaixo,
hachure:























2.2 - CONJUNTOS NUMÉRICOS
2.2.1 - Conjunto dos Números Naturais: N
É o conjunto


N = {O, 1, 2, 3, 4, 5,.... }



AC-02
24

Excluindo-se zero desse conjunto, obtemos o conjunto dos
números inteiros positivos, indicado por



(*indica a exclusão do zero de um conjunto)

Observe que não é sempre possível fazer operações com os
naturais. Por exemplo:
12 + 7 = 19 (possível: 19 ∈ N)

12- 7 = 5 (possível: 5 ∈ N)

7- 7 = 0 (possível: 0 ∈ N)

7 - 12 = -5 (impossível, pois -5 não é natural: -5 ∉ N)

Logo, a subtração (a - b) só é possível em N quando a ≥ b
("a maior ou igual a b"), a, b ∈ N.


2.2.2 - Conjunto dos Números Inteiros: Z

É o conjunto



+
Ζ
*
= conjunto dos números inteiros positivos

Ζ
*
= conjunto dos números inteiros negativos

Este conjunto inclui os números inteiros positivos,
inteiros negativos e o zero como elemento central.
N
*
= {O, 1, 2, 3, 4, 5,.... }
Z = {....-3, -2, -1, 0, 1, 2, 3,...`
...} I



AC-02
25

{ } 0
* *
∪ Ζ ∪ Ζ = Ζ
− +



Dizemos que o oposto (ou simétrico) de 2 é –2, de -5 é 5 e
assim por diante.
Observe que qualquer subtração é agora possível em Z mas
nem toda divisão é ainda possivel:

(+10) : (-2) = -5 (possível, -5 ∈ R)

3 : 2 = 1,5 (impossível, pois, 1,5 não é inteiro:
1,5 ∉ Z)

2.2.3 - Conjunto dos Números Racionais: Q

Vamos permitir agora o aparecimento de números não inteiros
como resultado da divisão de dois números inteiros. Por exemplo:
(7 : 2) ∉ Z, então 7 : 2 =
2
7
= 3,5 é um número não inteiro.
Todos os números que podem ser obtidos da divisão (razão)
entre 2 números inteiros são chamados números racionais e formam o
conjunto:



Observe: o número b não pode ser zero.

Exemplos de números racionais:

a)
4
10
= 2,5 ∈ Q
b)
3
18
= 6 ∈ Q

}

∉ ∈
¹
´
¦
= Z b e Z a
b
a
Q




AC-02
26
c)
3
10
= 3,333 ... ∈ Q

Atenção:

Vemos que representação decimal de um número racional:
1) ou é exata (
4
7
= 1,75)
2) ou é periódica (
11
7
= 0,636363...)
Quer dizer: na divisão de 2 inteiros, ou a conta termina ou
prolonga-se repetitivamente (dízima períodica).

2.2.4 - Conjunto dos Números Reais: R

Existem números cuja representação decimal não é exata e
nem periódica, não sendo, portanto, números racionais. São
chamados irracionais.

1,4142135624.. Q ∉ 2

3,1415926535...= Q ∉ π

Unindo o conjunto de todos esses números com o conjunto dos
racionais, formamos o conjunto R dos números reais.
Note que todo número natural é também inteiro, todo inteiro
é também racional e todo racional é também real, portanto:




R Q Z N ⊂ ⊂ ⊂



AC-02
27
2.2.5 - Reta Numérica

Uma representação muito prática para o conjunto R é ada por
uma reta (Fig. 2.3). Podemos associar cada um dos seus infinitos
pontos a um número real e vice-versa.



São importantes os seguintes subconjuntos de R:
- Conjunto dos reais não negativos (inclui o zero)
R+ = { } 0 ≥ ∈ x R X

- Conjunto dos reais estritamente positivos (não inclui o
zero)
{ } 0
*
> ∈ =
+
x R x R

- Conjunto dos reais não positivos (inclui o zero)

{ } 0 ≤ ∈ =
+ −
x R x R

- Conjunto dos reais estritamente negativos (não inclui o
zero)
{ } 0 x R x R
*
< ∈ =



Subconjuntos de R como esses recebem o nome de intervalos.

Um intervalo chama-se fechado quando
possui os dois números extremos.



AC-02
28
Exemplo:

O conjunto dos infinitos números reais que vão de 2 até 5,
inclusive estes, pode ser indicado {x ∈ R | x ≥ 2 e x ≤ 5} ou
simplesmente {x ∈ R | 2 ≤ x ≤ 5}, ou ainda [2 ; 5].

Graficamente:



Exemplos:
1 - O conjunto {x ∈ R | -3 < x < 5}, de todos os números
reais entre -3 e 1, é um intervalo aberto, podendo ser indicado
]-3;1[ ou mesmo (3;1). Graficamente:

Podem surgir também casos como os que seguem.
{x∈R 0 < x ≤ 6} = ]0 ; 6]
(intervalo aberto à esquerda)
{x∈R x ≥ 3} = [3 ; ∞[
(intervalo aberto à direita)

Note ainda que:

R
+
= [0;∞ [ R
-
= ]-∞;0]

*
R
+
= ]0;∞]
*
R

= ]-∞;0[

Um intervalo chama-se aberto quando
não possui os dois números extremos.



AC-02
29
2 - Dados os conjuntos A = {x | x ∈ R e x > 3} e
B = {x | x ∈ R e 2 < X ≤ 6}, encontrar
A ∪ B, A ∩ B, A - B e B - A.

- Solução:
Inicialmente, visualizemos os conjuntos A e B
representando-os graficamente. É conveniente arrumar as retas com
os números
mesmas posições.



Logo
A ∪ B = {x ∈ R | x > 2}
A ∩ B = {x ∈ R | 3 < X ≤ 6}
A – B = {x ∈ R | X > 6}
B - A = {x ∈ R | 2 < X ≤ 3}

2.3 - MÓDULO
2.3.1 - Definição
Sendo x ∈ R , define-se módulo ou valor absoluto de x, que
se indica por |x| , através da relação:
|x| = x se x ≥ 0
ou
|x| = - x se x < 0




AC-02
30
Isto significa que:
1) o módulo de um número real não negativo é igual ao
próprio número;
2) o módulo de um número real negativo é igual ao simétrico
desse número.
Assim, por exemplo, temos:

|+2| = +2, |-7| = +7, |0| = 0, |-
5
3
| = +
5
3


3 3 , 2 2 + = + + = −


2.3.2 - Propriedades
Decorrem da definição as seguintes propriedades:

I |x| ≥ 0, ∀x ∈ R
II |x| = 0, ⇔ x = 0
III |x| . |y| = |xy|
IV |x|
2
= x
2
, ∀
x
∈ R
V |x + y| ≤ |x| + |y|
VI |x| ≤ a e a > 0 ⇔ -a ≤ x ≤ a
VII |x| ≥ a e a > 0 ⇔ x ≤ -a ou x ≥ a

2.4 - POTÊNCIA DE EXPOENTE REAL
Sendo a um número real positivo, pode-se determinar para
cada número b ∈ R (racional ou irracional) um único número a
b
, que
denominamos potência de base a e expoente b de modo que se
verifiquem as propriedades:

P1 a
b
.a
c
= a
b+c
; c ∈ R

P2 (a.b)
c
= a
c
.b
c
; b > 0 e c ∈ R

P3 (a
b
)
c
= a
bc
; c ∈ R



AC-02
31

P4 c
b
a
a
= a
b-c
; c ∈ R

P5
R C e 0 b ;
b
a
)
b
a
(
c
c
c
∈ > =


Observações: Dados a ∈ R
+
, b e c números reais, temos:
1) a > 0 ⇒ a
b
> 0 (sempre)
2) b > c ⇔ a
b
> a
c
para a > 1
3) b > c ⇔ a
b
< a
c
para 0 < a < 1

Exemplos:

1) 2
1,5
= 2
1
. 2
0,5 ≅
2,000.1,414 = 2,828
2
0,80 ≅
1,741
2
π ≅
8,825

2) 4 < 7 ⇒ 2
4
< 2
7
e
7 4
)
2
1
( )
2
1
( >


7 , 22 7 / 22
3 2 3 2
)
5
1
( )
5
1
( e 5 5
7
22
)
3
1
( )
3
1
( e 3 3 3 2
> < ⇒ < π
> < ⇒ <
π π


2.5 - LOGARITMOS
2.5.1 - Definição

Dá-se o nome de logaritmo a todo expoente cuja base é
positiva e diferente de um.
Exemplos:
a) 2
3
= 8 ⇔ 3 é igual a logaritmo na base 2 do número 8



AC-02
32
b) ⇔ =
16
1
)
2
1
(
4
4 é igual a logaritmo na base 1/2 do número
1/16
c) ⇔ =

9
1
3
2
-2 é igual a logaritmo na base 3 do número
1/9
onde 0 < a ≠ 1
b > 0

Nomenclatura:
1) c é logaritmo
2) a é a base
3) b é o logaritmando

Exemplos:
1) Calcular, pela definição,
81
3
log
Solução:

81
3
log = c ⇒ 3
c
= 81 ⇒ 3
c
= 3
4
⇒ c = 4

2) Calcular a pela definição:
81
log
a
= 4
Solução:

81
log
a
= 4 e a > 0, a ≠ 1
então a
4
= 81 ⇒ a =
4 4 4
3 81 ± = ±

a = ± 3 ⇒ a = 3
a = - 3 (não convém)

3) Calcular, pela definição, o valor do logaritmando :
x
log
2
= 3
Solução:
x
log
2
= 3 ⇒ 2
3
= x ⇒ x = 8
C = log
a
b⇒ a
c
= b



AC-02
33
4) Calcular log
2
3
64

Solução:
log
2

3
64 = x ⇒ 2
x
=
3
1
64 ⇒ 2
x
=
3
1
6
2 ) ( ⇒ 2
x
= 2
2

⇒ x = 2

Como conseqüências imediatas da definição, vem que sendo
0 < a ≠ 1, b > 0, c > 0 e α ∈ R, valem as propriedades:
1)
b a
b log
a
=

2) log
a
1 = 0
3) log
a
a = 1
4) b = c ⇔ log
a
b = log
a
c
5)
α =
α
a log
a


Exemplos:
a)
5 2
5 log
2
=

b) log
5
1 = 0 (o logaritmo de 1 é sempre zero)
c) log
5
5 = 1
d) log
5
x = log
5
2 ⇔ x = 2
e) log
5
5
2
= 2

2.5.2 - Propriedades dos Logaritmos

1
a
. propriedade: logaritmo do produto


desde que 0 < a ≠ 1 e b
1
,b
2
,b
3
,..... b
n
> 0

2
a
. propriedade: logaritmo do quociente



desde que 0 < a ≠ 1 e b, c > 0
c
a
b
a a
log log )
c
b
( log − =
log
a
(b
1
. b
2
... b
n
) = log
a
b
1
+ log
a
b
2
+ … + log
a
b
n




AC-02
34

3
a
. propriedade: logaritmo da potência



desde que 0 < a ≠ 1 e b

> 0 e α ∈ R

Conseqüências:
1
a
.)
b
log
b
log log
a
a
b
a
1 1
1
= − =
2
a
)
b log .
n
1
b log b log
a
n / 1
a
n
a
= =


Exemplos:

1) Calcular log
3
(9.27)

Solução:
Pela 1
a
. propriedade,
log
3
log(9.27) = log
3
9 + log
3
27 = 2 + 3 = 5

2) Calcular ) ( log
64
8
2


Solução:
Pela 2
a
. propriedade, ) ( log
64
8
2
= log
2
8
- log
2
64
= 3 – 6 = -3

3) Calcular log
3
(81
5
)

Solução:

Pela 3
a
propriedade log
3
(81
5
) = 5 log
3
81
= 5 . 4 = 20

4) Calcular log
5 3
7
7

b
a
b
a
log . log α =
α




AC-02
35
Solução:
log
5 3
7
7 = log
7
7
3/5
=
5
3
.log
7
7 =
5
3
.1 =
5
3


4
a
propriedade: mudança de base
Se a, b, c são números reais e positivos, sendo a ≠ 1 e c ≠
1 então:
log
a
b = log
a
c . log
c
b

que também pode ser escrito:




Conseqüência:
b
a
b
a
log
log
1
= , b ≠ 1
Exemplos:
1) Passar o log
4
16 para a base 2.
log
4
16 =
4
16
2
2
log
log

2)
2
1
2
3
3
3 3
3
2
log log
log
log = =

Observações: Dados a ∈
+
*
R
-
{1}, b e c números reais
positivos,

1) b > c ⇔
1 a se log log
c
a
b
a
> >


b > 1 ⇒
0 log 1 log log
1
> > >
b
a a
b
a
a se


0 < b < 1 ⇒
0 log log log
b
a
1
a
b
a
< ⇒ <


2) b > c ⇔
1 0 log log < < < a se
c
a
b
a

a log
b log
b log
c
c
a
=




AC-02
36

b > 1 ⇒
1 a 0 se 0 log log log
b
a
1
a
b
a
≠ < < ⇒ <


0 < b < 1 ⇒
0 log log log
1
a
1
a
b
a
> ⇒ >


Exemplos:
1) 7 > 5 ⇒
5
2 / 1
7
2 / 1
5
2
7
2
log log log log < > e
2) 2 < 3 ⇒
3
5 / 1
2
2 / 1
3
5
2
5
log log e log log > <

3)
2 x 0 log log
2
5 , 0
x
5 , 0
< < ⇒ >

4)
2 x log log
2
5
x
5
> ⇒ >

5)
0 log e 0 log
10
2 / 1
10
2
< >


2.5.3 - Logaritmos Especiais
Os logaritmos dos números reais positivos de base
denominam-se logaritmos decimais ou de Briggs. Indica-se logaritmo
de b > O na base 10 pelo símbolo:
log b
Os logaritmos dos números reais positivos de base e
denominam-se logaritmos neperianos. Indica-se o logaritmo de b > 0
na base e pelo símbolo:
ln b
Obs: e ≅ 2,7183 é um importante número irracional,
conhecido por número de Euler.



AC-02
37
3 - NOÇÕES BÁSICAS (III)

3.1 - GEOMETRIA

Como a geometria abordada neste capítulo limita-se a
conceitos, definições e resultados vistos, apresentaremos o
assunto da maneira mais breve e direta possível.

3.1.1 - Geometria Plana

3.1.1.1 - Ângulo

Traçando num plano duas semi-retas de mesma origem,
dividimo-lo em duas regiões, que recebem o nome de ângulos.

O ângulo I diz-se convexo, o ângulo II côncavo. As
semi-retas formam os lados do ângulo e sua origem é o vértice do
ângulo.
Os ângulos convexos recebem nomes especiais conforme sua
abertura.


Note que dois ângulos retos consecutivos formam um raso e
dois rasos consecutivos formam um ângulo de uma volta.

Em relação a uma circunferência, um ângulo pode ocupar duas
posições principais: ângulo central e ângulo inscrito, conforme o
vértice esteja, respectivamente, no centro ou na circunferência.



AC-02
38

Para medir ângulos usamos as mesmas unidades empregadas na
medida de arcos, assim:

ângulo central → mesma medida do arco subtendido
ângulo inscrito → metade da medida do arco subtendido

3.1.1.2 - Outras Definições Importantes

1ª) Duas retas no mesmo plano podem ser:


2
a
) Bissetriz é a semi-reta que eqüiparte um ângulo. Os
ângulos resultantes são, portanto, congruentes (mesma medida).


3
a
) Ângulos opostos pelo vértice (o.p.v.) são aqueles
formados por duas retas concorrentes. Ângulos o.p.v. são sempre
congruentes.





AC-02
39
4
a
) Se duas retas concorrentes formam ângulos retos, elas
se dizem perpendiculares (r ⊥ s), caso contrário dizem-se
oblíquas.


5
a
) Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular
a ele por seu ponto médio. Propriedade da mediatriz: os seus
pontos eqüidistam dos extremos do segmento.


6
a
) Dois arcos (ou dois ângulos) dizem-se:

a) complementares quando a soma é 90°.
Exemplos: 20
o
é o complemento de 70
o
.

b) suplementares quando sua soma é 180°.
Exemplos: 140
o
é o suplemento de 40
o
.

c) replementares quando sua soma é 360°.
Exemplos: 160° é o replemento de 200°.

7
a
) Em relação a uma circunferência, uma reta pode ocupar
três posições: externa, tangente ou secante (respectivamente se
não intercepta a circunferência ou intercepta em um ou dois
pontos).



AC-02
40


- Propriedades da reta tangente: ela é perpendicular ao
raio que passa pelo ponto de tangência.

3.1.1.3 - Triângulos
Classificação quanto aos lados:
- Eqüilátero: os 3 lados iguais;
- Isósceles: 2 lados iguais; e
- Escaleno: os 3 lados desiguais.


Classificação quanto aos ângulos:
- Acutângulo: os 3 lados agudos (menores que 90°);
- Obtusângulo: um ângulo obtuso (maior que 90°); e
- Retângulo: um ângulo reto (90°)


- Altura (relativa a um lado)
É o segmento perpendicular a esse lado (ou a seu
prolongamento) que o une ao vértice oposto.



AC-02
41

As três alturas de um triângulo interceptam-se num mesmo
ponto, chamado ortocentro do triângulo.

- Mediana (relativa a um lado)
É o segmento que une o ponto médio desse lado ao vértice
oposto.
As três medianas encontram-se no ponto chamado baricentro.


- Incentro
É o ponto de interseção das bissetrizes dos ângulos
internos.
Propriedade do incentro: é o centro da circunferência
inscrita no triângulo.

- Circuncentro
É o ponto de interseção das mediatrizes dos lados do
triângulo




AC-02
42
Propriedade do circuncentro: é o centro da circunferência
circunscrita ao triângulo.
- Lei Angular de Tales


- Semelhança de Triângulos
Dois triângulos são semelhantes (~) quando seus lados
homólogos (correspondentes) são proporcionais.

Assim, k ,
c
c
,
b
b
,
a
a
= = = (k chama-se razão de semelhança).

- Propriedade
Dois triângulos semelhantes têm os ângulos correspondentes
congruentes e, reciprocamente, se dois triângulos têm os ângulos
respectivamente congruentes, eles são semelhantes.


3.1.1.4 - Teorema das Paralelas (ou de Tales)
Um feixe de retas paralelas determina sobre duas retas
transversais, duas séries de segmentos respectivamente
proporcionais.



"A Soma dos três ângulos internos de um triângulo é
sempre igual a dois retos (180
o
)
∆ ABC ~ ∆ A'B'C' ⇔ A = A', B = B', C




AC-02
43
Exemplos:



- Relações Métricas no Triângulo Retângulo
Ao lado maior de um triângulo retângulo damos o nome de
hipotenusa; aos outros dois catetos.

A mais importante relação métrica é a de Pitágoras:


Assim,

Na figura abaixo, h é a altura relativa à hipotenusa a e a
divide nos segmentos m e n.

Para todos estes segmentos as seguintes relações são
válidas:

"O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos
quadrados dos catetos”.
a
2
= b
2
+ c
2

h
2
= mn
b
2
= na
c
2
= am
bc = ah



AC-02
44
Exemplos:

1. No triângulo da figura, quanto vale x?

Solução:
Trata-se de um triângulo retângulo onde a
hipotenusa mede 13. Logo, pela relação de Pitágoras:
13
2
= 12
2
+ x
2
⇒ 169 = 144 + x
2
⇒ x
2
= 169 – 144 ⇒
⇒ x
2
= 25 ⇒ x = 5 25 ± = ±
Por tratar-se de um problema geométrico, desprezamos o resultado
negativo. Logo, x = 5.

2. Qual é a altura de um triângulo eqüilátero (lado l )?

Solução:
A altura divide o triângulo em dois triângulos
retângulos congruentes, nos quais podemos aplicar a
relação de Pitágoras:
⇒ ± ⇒ ± = ⇒ − ⇒
⇒ − = ⇒ = = ⇒ + =
2
3
4
3
4
3
4 4 2
2 2
2
2
2 2 2
2
2 2 2 2
l
l l
l
l
l
l
l
l
h h
h h h ) (


3. Qual é a diagonal de um quadrado (lado l )?

Solução: Por Pitágoras vem:
d
2
= l
2
+ l
2
⇒ d
2


= 2l
2
⇒ d =
2
2l ± = ± ⇒ 2 l


3.1.1.5 - Área dos Principais Polígonos

- Paralelogramo: é um quadrilátero com os lados opostos paralelos.

d = 2 l
2
3 l
= h




AC-02
45
A =
2
h ). b B ( +

A =
2
d . D

- Retângulo: é um paralelogramo com todos os ângulos retos.

- Quadrado: é um retângulo com todos os lados congruentes.

- Triângulo: sua área é a metade da de um paralelogramo.

- Trapézio: é um quadrilátero com apenas
dois lados paralelos. Também equivale à metade de um
paralelogramo.



B → base maior
b → base menor

- Losango: é um paralelogramo com todos os lados congruentes. Suas
duas diagonais são perpendiculares entre si.



D → diagonal maior
b → diagonal menor

Polígonos Regulares: têm todos os lados e todos os ângulos
respectivamente congruentes, sendo inscritíveis em
circunferências.

Apótema (m) é a distância do lado ao
centro do polígono regular.





AC-02
46
Chamando de p à metade do perímetro (semi-perímetro) do
polígono regular, sua área é dada por:


Exemplos:

1. Qual o lado do quadrado de área 81 m
2
?

Solução: A = l
2
⇒ 81 = l
2
⇒ 81 = l = 9 m

2. Um retângulo tem um lado medindo 4 cm e a diagonal 5 cm.
Calcule sua área.

Solução:
Por Pitágoras, 5
2
= 4
2
+ h
2
= h = 3
A = b . h = 4 . 3 = 12 cm
2

3. Qual a área do paralelogramo de base 7 dm e altura 3 dm?

Solução: A = b . h = 7 . 3 = 21 dm
2

4. Calcule a área do triângulo da figura ao lado.

Solução:
2
48
2
12 8
2 12
8
km
. h . b
A
km h
km b
= = = ⇒

=
=


5. Um trapézio de área 28 cm
2
tem uma base medindo 6 cm e a altura
40 mm. Calcule a outra base.

Solução:






A = p.m
cm b b b b
b
b h b B
A
8 16 2 2 12 28 2 12 28
2 ) 6 ( 28
2
4 ) 6 (
28
2
) (
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ + =
⇒ + = ⇒
+
= ⇒
+
=

=
= =
=
? b
cm mm h
cm B
4 40
6



AC-02
47
6. Calcule a área do losango com diagonais medindo 12 dm e 10 dm.
Solução:
2
60
2
10 12
2
dm
. d . D
A = = =

7. Calcule a área da região hachurada:

Solução:
No quadrado – A = l
2
= 4
2
= 16 m
2

No círculo – A = r
2
π

= 2
2
π

= 4π m
2

Logo, a área procurada é 16 - 4π = 3,44 m
2

8.

Qual a área do triângulo eqüilátero de lado l ?

Solução:
A altura do triângulo eqüilátero é dada por
2
3 l
= h .
Logo sua área será:
4
3
2
2
3
2
2
l
l
l
= = =
h . b
A

3.1.2 - Geometria Espacial
Se raciocinarmos espacialmente, podemos imaginar, "soltas"
no espaço, uma infinidade de figuras geométricas tais como as
representadas a seguir




AC-02
48

Observe o leitor que:

1
a
) Dizer que uma reta r passa por um ponto P
equivale a dizer que esse ponto P pertence à
reta r.

2
a
) Dizer que um plano α passa por uma reta r
equivale a dizer que a reta r está contida no
plano α.

3
a
) Dizer que uma reta r fura um plano α
equivale a dizer que entre eles há apenas um
ponto em comum.

Sabemos que, num plano, duas retas distintas ou são
concorrentes ou são paralelas mas, no espaço, ocorre a situação em
que duas retas nem se encontram nem são paralelas, como é o caso
das retas indicadas na figura a seguir.



Se duas retas são reversas não existe um plano que passe
pelas duas. Ou seja, nenhum plano contém simultaneamente duas
retas reversas.
Se considerarmos uma reta e um plano no espaço, veremos que
há três situações possíveis, conforme a seguir.

Duas retas distintas dizem-se reversas quando não são
nem concorrentes nem paralelas.



AC-02
49


1
a
) Uma reta e um plano são paralelos, isto é, não tem nenhum ponto
comum ( φ = α ∩ ⇔ α r // r ).

2
a
) Uma reta fura o plano, isto é, entre ela e o plano há em comum
um e apenas um ponto. Esse ponto é a interseção da reta com o
plano, ou furo (ou traço) da reta no plano ( } P { r = α ∩ ).

3
a
) A reta está contida no plano ( r r r = α ∩ ⇔ α ⊂ ).

No caso de considerarmos dois planos no espaço há duas
situações possíveis.

1
a
) Dois planos são paralelos, isto é, não se encontram ou não têm
nenhum ponto em comum ( β α ⇔ φ = β ∩ α // ).
Quando dois planos são coincidentes também os consideramos
paralelos ( β α ⇔ β ≡ α // ).

2
a
) Dois planos são secantes, isto é, não são paralelos.
Entre dois planos secantes há em comum uma e apenas uma
reta.
Agora, no caso de considerarmos três planos secantes dois a
dois, é fácil perceber que eles têm três retas por interseção e
que há duas situações possíveis: as três interseções são paralelas
entre si ou são concorrentes num único ponto:




AC-02
50


Ainda é interessante perceber que:
1
a
) Se uma reta é perpendicular a um plano ela é perpendicular a
duas retas concorrentes desse plano. Na verdade ela será
perpendicular também a todas as outras infinitas retas do plano
que passam pelo ponto de interseção.


2
a
) Um plano é perpendicular a outro se passar por uma reta
perpendicular ao outro. Em símbolos:

3
a
) Duas retas reversas dizem-se ortogonais se uma paralela a uma
delas for perpendicular à outra.
Por exemplo, as retas r e s que
passam pelas arestas do cubo da figura são
ortogonais. Com efeito, a reta t é paralela
as s e perpendicular r. Indica-se: r ⊥ s.
Outro exemplo: seja r ⊥ α.
Qualquer reta s do plano α que não passe
pelo traço P de r em α é ortogonal a r:



AC-02
51
conduzindo uma reta t // s por P vemos que t ⊥ r
Dentre os mais variados tipos de sólidos imagináveis, vamo-
nos deter a dois casos particulares:

1
o
) Paralelepípedo retângulo
É limitado por seis retângulos,
dois a dois paralelos e congruentes.

O volume é dado pelo produto de suas três dimensões
(comprimento, largura e altura):

A área de sua superfície externa (área total) é a área dos
seis retângulos:
A
t
= ab + ab + bc + bc + ac + ac = 2ab + 2bc + 2ac


2
o
) Cubo
É um paralelepípedo retângulo, mas
formado por seis quadrados iguais.
Logo, tem iguais todas as arestas.
V = a . a . a ⇒

A área dos seis quadrados é a área total:


Exemplo: Qual o volume do paralelepípedo retângulo cuja diagonal
mede 7 cm e duas de suas dimensões medem respectivamente 2 cm e
3 cm?

Solução: Esboçando uma figura e nela marcando
os dados do problema, vemos que é necessária
a medida x para calcular o volume. Mas
podemos, anteriormente, por Pitágoras,
calcular a medida y (diagonal de uma das faces):
V
cubo
= a
3

V
Paralelepípedo
= a b c

A
t
= 2(ab + bc + ac)
A
t
= 6a
2




AC-02
52
y
2
= 2
2
+ 3
2
⇒ y
2
= 13 ⇒ y = 13
Usando Pitágoras, novamente, no triângulo maior (pois
também é retângulo) obtemos:
7
2
= ( 13 )
2
+ x
2
⇒ 49 = 13 + x
2
⇒ x
2
= 36 ⇒ x = 6
Logo, o volume será: V = 2 .3 . 6 = 36 cm
3


3.2 - TRIGONOMETRIA

3.2.1 - Trigonometria no Triângulo Retângulo

Num triângulo retângulo, se dividimos
a medida de um cateto pela medida da
hipotenusa obtemos sempre um número menor que
um, pois qualquer cateto é sempre menor que a
hipotenusa.


Assim, senos e cossenos de ângulos agudos são números
compreendidos entre O e 1.
No triângulo da figura anterior, o seno, o cosseno e a
tangente do ângulo α seriam, respectivamente:
sen α =
a
c
cos α =
a
b
tg α =
b
c

Por outro lado, o seno, o cosseno e a tangente do ângulo β,
seriam:
sen β =
a
b
cos β =
a
c
tg β =
c
b



seno de um ângulo agudo =
hipotenusa
oposto cateto


cosseno de um ângulo agudo =
hipotenusa
adjacente cateto


tangente de um ângulo agudo =
adjacente cateto
oposto cateto




AC-02
53
Podemos notar que:
1
o
) sen α = cos β =
a
c

cos α = sen β =
a
b


Por outro lado, sabemos que os ângulos agudos de um
triângulo retângulo são complementares, isto é, α + β = 90
o
.

Logo:


Abreviadamente:
e

2
o
)
α
α
= α ⇒ = = α
cos
sen
tg
a
b
a
c
b
c
tg
Analogamente,
β
β
= β
cos
sen
tg

Vimos que seno e cosseno de um ângulo agudo são dois
números positivos menores que um. Dividindo agora um pelo outro, o
resultado poderá ser um número menor, igual ou até maior que um,
dependendo apenas do primeiro ser menor, igual ou maior que o
segundo, respectivamente.
Na mesma figura, podemos agora escrever:
c
b
tg = β

Exemplos:

1. No triângulo ao lado temos,
sen α = cos (90
o
- α)
O cosseno de um ângulo é igual ao seno do seu complemento
(donde o nome cosseno) e, reciprocamente, o seno é igual
ao cosseno do complemento.
cos α = sen (90
o
- α)



AC-02
54
em relação a B
ˆ
:

=
=
5
3
5
4
^
^
B cos
B sen

3
4
5
3
5
4
= =
^
B tg
em relação a
^
C:

=
=
5
4
5
3
^
^
C cos
C sen

4
3
5
4
5
3
= =
^
C tg

2. Calcule o valor de sen(60
o
)e sen(30
o
).

Solução: Recorremos a um triângulo.eqüilátero
(lado l ) pois seus três ângulos internos têm
60°.Como a sua altura é dada por h =
2
3 l

2
3
60
2
3
60 = ° ⇒ = = ° ) ( sen
h
) ( sen
l
l
l

2
1
) 30 cos(
2
) 30 cos( = ° ⇒ = °
l
l


3. Calcule o valor de sen(45
o
).

Solução: Recorremos um quadrado (lado l ), pois a
diagonal forma 45
o
com o lado. Como a diagonal de um
quadrado é dada por d = 2 l
2
2
) 45 (
2
1
2
) 45 ( = °     →  = = = sen
d
sen
ando racionaliz o
l
l l



4. Calcule o valor do cos(30
o
), cós(45°) e cos(60°).

Solução: Tomando o complemento dos arcos dados, vemos que:
2
3
60 30 = ° = ° ) ( sen ) cos(
2
2
45 45 = ° = ° ) ( sen ) cos(



AC-02
55
2
1
30 60 = ° = ° ) ( sen ) cos(

5. Calcule tg(30°), tg(45°) e tg(60°).

Solução:
3
3
2
3
2
1
30
30
30 = =
°
°
= °
) cos(
) ( sen
) ( tg
1
2
2
2
2
45
45
45 = =
°
°
= °
) cos(
) ( sen
) ( tg
3
2
1
2
3
60
60
60 = =
°
°
= °
) cos(
) ( sen
) ( tg
3.2.2 - Radiano
É uma unidade muito utilizada em trigonometria.



Logo, a circunferência toda tem 2π radianos (pois é 2π
vezes maior que o raio), e meia circunferência tem π radianos.
Em outras palavras, em uma circunferência cabem cerca de
6,28 radianos, assim como cabem 360 graus.
Correspondência entre radiano e grau:


Radiano é um arco de comprimento igual ao do raio da sua
circunferência.
2π rad = 360
o

π rad = 180
o

2
π
rad = 90
o




AC-02
56
Vimos que 90° =
2
π
rad e podemos ver facilmente que 45
o
=

4
π

rad ou que 270
o
=
2

rad.
Para converter qualquer medida de uma unidade para outra
basta utilizar a seguinte proporção:

ou a equivalente regra prática:


Exemplos:
a) rad
.
o
3 180
60
60
π
=
π
= ; e
b) ° =
π
π
=
π
270
180
2
3
2
3
rad

Neste ponto da teoria, o leitor já está em condições de
entender e decorar a seguinte tabela:


6
π
(30°)
4
π
(45°)
3
π
(60°)
Seno
2
1

2
2

2
3

Cosseno
2
3

2
2

2
1

Tangente
3
3

1
3

3.2.3 - Circunferência Trigonométrica
Estudamos até aqui relações trigonométricas só para os
ângulos agudos. Para um estudo mais generalizado da trigonometria
devemos, inicialmente, substituir a noção de ângulo pela noção
correspondente de arco.
π
=
radianos em medida graus em medida
180

de grau para radiano:
multiplicar por π e dividir por 180

de radiano para grau:
multiplicar por 180 e dividir por π.



AC-02
57
Uma circunferência pode ser orientada
em dois sentidos: horário (o mesmo dos
ponteiros do relógio) ou anti-horário. Em
trigonometria adota-se como sentido positivo o
sentido anti-horário.
Assim, na circunferência da figura,
podemos considerar quatro arcos orientados, pelo menos:
1
o
) um arco AB positivo, se formos de A para B no sentido anti-
horário;
2
o
) um arco. AB negativo, se formos de A para B no sentido horário;
3
o
) um arco BA positivo, se formos de B para A no sentido
anti-horário;
4
o
) um arco BA negativo, se formos de B para A no sentido horário.

Ciclo trigonométrico: é uma
circunferência orientada possuindo:
1
o
) raio unitário;
2
o
) centro na origem (O) de um sistema de
coordenadas cartesianas;
3
o
) um ponto A, de coordenadas (1,0)
chamado origem dos arcos.

Os eixos coordenados marcam no
ciclo os pontos A, B, A' e B', que o
dividem em quatro quadrantes, indicados por
I, II, III, IV.
Observações:
1
o
) Todas as medidas de arcos são feitas a partir do ponto A.
2
o
) Se for feita do sentido horário, a medida será negativa.

Exemplos:
a) O arco que vai de A até B no sentido anti-horário mede
2
π
rad (ou 90
o
).
b) O arco que vai de A até B' no sentido anti-horário mede
2

rad (ou 270
o
).



AC-02
58
c) O arco que vai de A até B' no sentido horário mede
2
π
− rad (ou -90
o
).
d) O arco que sai de A, dá uma volta no sentido anti-
horário e continua até o ponto B, mede
2

rad (450°).
e) O arco que sai de A, dá uma volta no sentido horário e
continua até o ponto B, mede -
2

rad (ou –630
o
).
3.2.4 - Arcos Côngruos
São arcos que têm a mesma origem e a mesma extremidade.

Exemplos:

a) Dois arcos medindo 30° e 390° são côngruos, pois ambos
começam em A e terminam em M.

b) dois arcos medindo 300
o
e –60
o
.
c) Dois arcos medindo
2

rad e
2
π
rad.

Um arco qualquer tem infinitos outros côngruos com ele.
Voltando ao primeiro exemplo teríamos:
...≡ -690
o
≡ -330
o
≡ 30
o
≡ 390
o
≡ 750
o
≡ 1110
o
≡ ...

Mas na Trigonometria, dado um arco AM, interessa-nos
somente a posição dos pontos A e M. Todos os arcos acima não
passam de diferentes determinações de um mesmo arco
trigonométrico, o arco AM da figura. Logo, basta saber a menor



AC-02
59
determinação positiva (m.d.p.} do arco para que ele esteja bem
determinado.
De arco trigonométrico devemos ter uma noção geral: é o
conjunto de todos os arcos côngruos entre si.


Podemos indicar todas as medidas de um arco trigonométrico
AM assim:
e
x → m.d.p

do arco AM

K ∈ Z

Quer dizer: colocando números inteiros no lugar de k vamos
simplesmente alterando o número de voltas e obtendo arcos côngruos
com x, sem alterar a posição do ponto M.
Existe um processo prático para encontrar a menor
determinação positiva, dada a seguir:

I) Sendo o arco positivo e medido em graus: efetue a divisão
aproximada de sua medida por 360° (sem suprimir zeros!) e tome o
resto.
Exemplo:

1000º→ 1000 |360º → 280º é a m.d.p. de 1000º
280 2

II) Sendo o arco positivo e medido em radianos: divida a medida do
arco por 2π, extraia os inteiros da fração obtida e subtraia-os; a
seguir multiplique de novo por 2π.

Exemplo:

rad . . rad
3
5
2
6
5
6
5
6
5
2
6
17
2
1
3
17
3
17 π
= π → → = =
π
π

π


o
. k x AM 360 + =


π k x AM 2 + =





AC-02
60
III) Sendo o arco negativo: desprezando o sinal, faça como nos
dois primeiros casos, conforme seja grau ou radiano; então calcule
o replemento do resultado obtido.

Exemplos:
1
o
) -1210° → -1210° |360° → calculando o replemento:
130 3
360° - 130° = 230°

2
o
) - rad . . rad
3
2
2
3
1
3
1
3
1
1
3
4
2
1
3
8
3
8 π
= π → → = =
π
π

π

calculando o replemento: rad
3
4
3
2
2
π
=
π
− π

Para saber O quadrante de um arco basta examinar a sua
menor determinação positiva. Exemplo: 1000º tem por mdp 280º, que
está no IV quadrante. Logo 1000º é um arco do IV quadrante.

3.2.5 - Relações Trigonométricas
Ao ciclo trigonométrico vamos associar os seguintes eixos:

Ao ciclo trigonométrico são associados quatro eixos para o
estudo das funções trigonométricas:
1
o
)

eixo dos cossenos (a)
direção:
_
OA
sentido positivo: O → A
segmento unitário: |OA| = 1

2
O
)

eixo dos senos (b)
direção: ⊥ a, por 0
sentido positivo: de O → B sendo B tal que

AM = π/2
segmento unitário: |OB| = 1
3
O
)

eixo das tangentes (c)
direção: paralelo a b por A
sentido positivo: o mesmo de b.



AC-02
61

4
o
)

eixo das cotangentes (d)
direção: paralelo a por B
sentido positivo: o mesmo de a.
Sobre estes eixos definimos as seis funções
trigonométricas, dado um arco a
2
π k
≠ .

OC ) a sec( cos
OS ) a sec(
BD ) a ( g cot
AT ) a ( tg
OM ) a cos(
OM ) a ( sen
=
=
=
=
=
=
2
1



A variação de sinais dessas seis funções conforme o
quadrante ao qual a pertença é dada na tabela a seguir:
I

II

III

IV

sen + + - -
cos + - - +
tg + - + -
cotg + - + -
sec + - - +
cossec + + - -

As seguintes relações trigonométricas são válidas:

π
π
k x para
x cos
x sen
x tg ) R ( + ≠ =
2
1
π k x para
x sen
x cos
x tg
x g cot ) R ( ≠ = =
1
2
π +
π
≠ = k x para
x cos
x sec ) R (
2
1
3
π k x para
x sen
x sec cos ) R ( ≠ =
1
4
π
π
k x para x tg x sec ) R ( + ≠ + =
2
1 5
2 2




AC-02
62
π ≠ + = k x para x g cot x sec cos ) R (
2 2
1 6

E ainda a Relação Fundamental (RFT):

Desta forma,
ou
(RFT1) (RFT2)

Observe que:
1
O
) seno e cosseno são definidos para qualquer arco;
2
O
) tangente e secante não são definidos para 90°, 270° e seus
côngruos;
3
O
) cotangente e cossecante não são definidas para 0°, 180° e seus
côngruos;
4
O
)


Exemplos:

1. a) se o
5
2
− = senx , então a cossec x =
2
5
− .
b) se o
4
1
= x cos , então a 4 = x sec .
c) se o 5 − = tgx , então a cotg x = -
5
1
.

2. Dada a
2
, 2 sec
π
< = x x , calcule as outras cinco funções
trigonométricas do arco x.

Solução: O valor da secante é o inverso do cosseno e vice-versa,
logo:
1°)
2
1
x sec
1
x cos = =
Seno ← inverso de → cossecante
Cosseno ← inverso de → secante
Tangente ← inverso de → cotangente
cos
2
x = 1 - sen
2
x sen
2
x = 1 - cos
2
x
sen
2
x + cos
2
x = 1



AC-02
63
2°) ⇒ = − =
|
¹
|

\
|
− = − =
4
3
4
1
1
2
1
1 x cos 1 x sen
2
2 2


2
3
senx
2
3
senx
Iquadr
=       →  ± = ⇒
3°)          →  = = =
ando racionaliz
3
2
2
3
1
senx
1
x sec cos cossec x =
3
3 2

4°) 3
2
1
2
3
= = =
x cos
senx
tgx
5°)
3
3
3
1 1
= = =
tgx
gx cot

3. Simplificar a expressão:
x sen . x g cot
x sen
2
1 −


Solução: Parra isso, vamos substituir as relações RFT2 e R2 na
expressão:
x cos
x cos
x cos
senx
senx
x cos
x cos
senx . gx cot
x sen
= = =

2 2 2
1


4. Demonstrar a identidade:
cos x . sec x – tg x . sen x . cos x = (1 + sen x) (1 - sen x)

Solução: Demonstrar uma identidade é demonstrar que a igualdade é
verdadeira para qualquer valor da variável, para o qual as funções
expressas se definem. Podemos para isso empregar relações ou
identidades anteriormente demonstradas. Neste exercício aplicamos
R3 e R1 no primeiro membro, e um produto notável no segundo:
⇒ − = − x sen x cos . senx .
x cos
senx
x cos
. x cos
2 2
1
1

x sen x sen
2 2
1 1 − = − ⇒

5. Sendo
2
3
3
π
< < π = x e tgx , calcular cos x.



AC-02
64

Solução: Utilizando a R5, temos:


( ) ⇒ = + = + = ⇒ + = 4 3 1 3 1 1
2
2 2 2
x sec x tg x sec
2
1
2
1 1
2 4
3
− =       →  ± = =     →  ± = ± = x cos
x sec
x cos x sec
Quadr III R


3.2.6 - Trigonometria num Triângulo Qualquer

Seja a, b e c as medidas dos lados de um triângulo qualquer
e α, β e γ as medidas dos ângulos, respectivamente, opostos aos
lados, conforme a figura a seguir:


Então,
Lei dos cossenos

Obs.:
se α < 90° então cosα > 0 e a
2
< b
2
+ c
2

se α > 90
o
então cosα < 0 e a
2
> b
2
+ c
2

se α = 90
o
então cosα = 0 e a
2
= b
2
+ c
2


Lei dos Senos




γ β α sen
c
sen
b
sen
a
= =
a
2
= b
2
+ c
2
– 2bc cosα



AC-02
65
3.2.7 - Adição e Subtração de Arcos
Conhecidos os valores trigonométricos de dois arcos
quaisquer, podemos calcular os valores para o arco soma (ou
diferença) desses dois arcos, através das fórmulas seguintes:

(i) Soma
sen (a+b) = sen a . cos b + cos a . sen b
cos(a+b) = cos a . cos b – sen a . sen b
tg(a+b) =
b tg . a tg
b tg a tg

+
1


(ii) Diferença

sen(a-b) = sen a . cos b – cos a . sen b
cos(a-b) = cos a . cos b + sen a . sen b
tg(a-b) =
b tg . a tg
b tg a tg
+

1


Em resumo,



Exemplos:

1. Calcular o valor de sen(75
o
)

Solução: Vamos escrever 75
o
como a soma de 45
o
e 30
o
, pois 45
o
e 30
o

são arcos de valores trigonométricos já conhecidos. Utilizando a
primeira fórmula, vem:
sen 75
O
= sen(45
o
+ 30
o
) = sen 45
o
. cos 30
o
+ cos 45
o
. sen 30
o
3,29
29 , 3
4
2 6
4
2
4
6
2
1
.
2
2
2
3
.
2
2
) 75 ( sen =
+
= + = + = °
sen(a±b) = sen a cos b ± cos a sen b

cos(a±b) = cos a cos b m sen a sen b

tg(a±b) =
b tg a tg
b tg a tg
m 1
±




AC-02
66

2. Calcule tg(15
o
)

Solução: Basta escrever 15° como a diferença entre 45° e 30°, e
utilizar a fórmula da diferença:
=
+

=
+

=
+

= − =
3
3 3
3
3 3
3
3
. 1 1
3
3
1
30 tg . 45 tg 1
30 tg 45 tg
) 30 45 ( tg 15 tg
o o
o o
o o o

( )
3 2
3 9
3 3 6 9
3 3 ) 3 3 (
) 3 3 )( 3 3 (
)
ador min deno o
ando racionaliz
(
3 3
3 3
− =

+ −
=
− +
− −

+

=
3. Calcule cossec 285°

Solução:
6 2
2 6
4
4
2 6
1
75 sen
1
285 sen
1
285 sec cos
o o
− =
+

=
+

=

= = °
4. Sabendo que
2
y 0 e x
2
π
< < π < <
π
,e dados
5
4
y cos e
13
12
x sen = = , calcule sen(x+y).

Solução:
sen (x + y) = sen x cos y + cos x sen y
Pela RFT:
⇒ = − =
|
¹
|

\
|
− = − =
169
25
169
144
1
13
12
1 x sen 1 x cos ) i (
2
2 2

13
5
x cos
13
5
169
25
x cos
) Quadr II (
− =        →  ± = ± =
⇒ = − =
|
¹
|

\
|
− = − =
25
9
25
16
1
5
4
1 y cos 1 y sen ) ii (
2
2 2

5
3
y sen
5
3
25
9
y sen
) Quadr I (
=       →  ± = ±
Logo,
65
33
5
3
13
5
5
4
13
12
=

+ = + . . ) y x ( sen





AC-02
67
3.2.8 - Arco Duplo
Conhecidos os valores trigonométricos de um arco qualquer,
podemos calcular esses valores para o arco que é o dobro do arco
dado, bastando para isso usar as fórmulas da soma.
sen 2a = sen (a + a) = sen a . cos a + cos a . sen a


cos 2a)= cos (a + a) = cos a . cos a – sen a . sen a


tg 2a = tg(a + a) =
a tg a tg
a tg a tg
. 1−
+


2
k
4
a , k
2
a ,
a tg 1
a tg 2
a 2 tg
2
π
+
π
≠ π +
π


=

Exemplos:

1. Sendo cos x =
4
1
. Calcu1e cos 2x.

Solução:
cos 2x = cos
2
x – sen
2
x. Mas, usando a R.F.T.:

cos
2
x =
16
1
)
4
1
(
2
=

16
15
16
1
1 x cos 1 x sen
2 2
= − = − =
Logo,
8
7
16
14
16
5
16
1
2 − = − = − = x cos

2. Sendo sen x = π < <
π
x
2
e ,
6
5
, calcule sen 2x.

Solução: sen 2x = 2 sen x cos x

sen 2a = 2 sen a cos a
cos 2a = cos
2
a – sen
2
a



AC-02
68
Pela R.F.T
⇒ = − =
|
¹
|

\
|
− = − =
36
11
36
25
1
6
5
1 1
2
2 2
x sen x cos
6
11
x cos
36
11
x cos
) Quadr II (
− =        →  ± =
Logo,
18
11 5
6
11
.
6
5
. 2 x 2 sen − =
|
|
¹
|

\
|
− =

3.2.9 - Transformação em Produto (fatoração trigonométrica)
Podemos transformar uma soma ou diferença de funções em um
produto, utilizando as chamadas fórmulas de Prostaférese:


Note que
2
q p +
é a semi-soma (média aritmética) dos arcos
e
2
q p −
é a semi-diferença.

Exemplos:

1. Fatore a expressão sen 70° – sen 20°

Solução: Fazemos p = 70° e q = 20° e utilizamos a segunda fórmula
de prostaférese:

− +
= −
2
20 70
sen .
2
20 70
cos 2 20 sen 70 sen
o o o o
o o

o o o o
25 sen . 2 25 sen
2
2
2 25 sen 45 cos 2 = = ⇒

sen p + sen q = 2
2
q p
cos .
2
q p
sen
− +

sen p - sen q = 2
2
q p
sen .
2
q p
cos
− +

cos p + cos q = 2
2
q p
cos .
2
q p
cos
− +

cos p - cos q = - 2
2
q p
sen .
2
q p
sen
− +




AC-02
69
2. Transforme a soma cos 95° + cos 55° + cos 15° em produto.

Solução: Podemos associar as parcelas assim,
( ) ⇒ +
|
|
¹
|

\
|
− +
= ° + ° + °
o
o o o o
55 cos
2
15 95
cos
2
15 95
cos 2 55 cos 15 cos 95 cos
o o o
55 cos 40 cos 55 cos 2 +

Colocando 2 cos(55°) em evidência,
) 60 cos 40 (cos 55 cos 2 )
2
1
40 (cos 55 cos 2
o o o o o
+ = + , pois cos(60º) = ½

Fatorando novamente a expressão entre parêntese, fica
⇒ − =
− +
) 10 cos( 50 cos 55 cos 4
2
60 40
cos
2
60 40
cos 2 ( 55 cos 2
o o o
o o o o
o

o o o
10 cos 50 cos 55 cos 4 ⇒
3.2.10 - Arcos Complementares
Sabemos que se dois ângulos são complementares
(x e 90° - x), o seno de um é igual ao cosseno do outro e
vice-versa, ou seja:

e
Isso é válido, também, para dois arcos quaisquer, desde que
sua soma seja 90
o
(ou côngruo de 90
o
) Agora, vejamos a tangente do
complemento de um arco:
tg x = ) x 90 ( g cot
) x 90 ( sen
) x 90 ( cos
x cos
senx
0
0
0
− =


=

Ou seja, a tangente de um arco é igual à cotangente de seu
complemento e vice-versa.
e
Temos ainda:
) x 90 ( sen
1
x cos
1
x sec
0

= = = cossec (90° - x)

cotg x = tg (90
o
- x)
° ≠ 180 k x
tg x = cotg (90
o
- x)
° + ° ≠ 180 k 90 x
cos x = sen(90
o
- x)
sen x = cos(90
o
- x)



AC-02
70
ou seja, a secante de um arco é igual à cossecante de seu
complemento e vice-versa:
e

Observação: chamamos de octante à metade de um quadrante.
Reduzir um arco do segundo para o primeiro octante significa
utilizar o que foi visto acima, para escrever a função de um arco
entre 0
o
e 45°.

Exemplos:
a) sen 60° = cos 30°
2° octante 1° octante
b) ° = ° 44 sen 46 cos
c) ° = ° 10 g cot 80 tg
d) cotg 89º = tg 1º
e) sec 20º = cossec 70º
f) cossec 85º = sec 5º

3.2.11 - Redução ao Primeiro Quadrante
Para conhecer os valores das funções trigonométricas de
arcos situados no II, III e IV quadrantes, basta conhecer esses
valores para os arcos do I quadrante, conforme veremos a seguir:

-Arcos no II quadrante
Se x é um arco do II quadrante, então o
seu suplemento 180
o
- x (ou π - x) será um
arco do I quadrante, e teremos:




Exemplos:
sen 160° = sen (180°-160°) = sen 20°
cos 160° = -cos (180°-160°) = - cos 20°
cos x = - cos (180
o
- x)
tg x = - tg (180
o
- x)
sen x = sen (180
o
- x)
cossec x = sec(90
o
- x)
° ≠ 180 k x
sec x = cossec(90
o
- x)
° + ° ≠ 180 k 90 x



AC-02
71
tg 160° = -tg (180° - 160°) = - tg 20°

Atenção: cosseno e tangente são negativos no II quadrante,
daí o sinal de menos ao fazer a redução.

- Arcos no III quadrante
Se x é um arco do III quadrante, então x - 180 (ou x -π)
será um arco do I quadrante, e teremos:




Atenção: seno e cosseno são
negativos no III quadrante.
Observação: x e x - 180° dizem-se arcos explementares
(diferem de meia volta).

Exemplos: são explementares 10
o
e 190
o
, 100
o
e 280
o
etc

- Arcos no IV quadrante:
Se x é um arco do IV quadrante,
então seu replemento 360° - x (ou 2π -x)
será um arco será um arco do I quadrante,
e teremos:





Exemplos:
sen 340° = - sen (360°-340°) = - sen 20°
cos 340° = cos (360°-340°)= cos 20
o

tg 340° = - tg (360°- 340°) = - tg 20°

tg x = - tg (360° - x)
cos x = cos (360° - x)
sen x = - sen (360° - x)
tg x = tg (x - 180
o
)
cos x = - cos (x - 180
o
)
sen x = - sen (x - 180
o
)



AC-02
72
Atenção: seno e tangente são negativos no IV quadrante.
Lembrando agora que 360°-x e -x (arco negativo) são
côngruos, podemos reescrever as três últimas relações assim:



Exemplos:
sen (-35°) = - sen 35°
cos (-100°) = cos 100
o

tg (-80°) = -tg 80°

Observação: as funções secante, cossecante e cotangente, na
redução ao primeiro quadrante, comportam-se, respectivamente, como
as funções cosseno, seno e tangente.

Exemplo:
° −
=
°
⇒ ° − = °
40 tg
1
320 tg
1
40 g cot 320 g cot

Resumo:

tg x = - tg (-x)
cos x = cos (-x)
sen x = - sen (-x)
I II → tomar o suplemento do arco e trocar o sinal da função
(exceto sen e cossec)

I III → tomar o explemento do arco e trocar o sinal da função
(exceto tg e cotg)

I IV → tomar o replemento do arco e trocar o sinal da função
(exceto cos e sec)




AC-02
73
3.3 - GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.3.1 - O Ponto
Num plano α tomemos duas retas perpendiculares num ponto O
e oriente-mo-las conforme a figura.
Reta orientadas chamam-se eixos.
Se convencionarmos uma das retas
horizontal e a outra vertical, teremos:
1
o
) um eixo horizontal, que chamaremos de
eixo das abscissas (eixo dos x);
2
o
) um eixo vertical, que chamaremos de
eixo das ordenadas (eixo dos y).

Estes eixos dividem o plano cartesiano em quatro regiões
chamadas quadrantes, que são numerados I, II, III e IV.
Tomemos agora no plano um ponto P (qualquer) e por ele
conduzamos duas retas r e s, r // Ox e s // Oy. As figuras mostram
possíveis posições do ponto P em cada um dos quadrantes:

Chamamos de medida algébrica de um segmento orientado em
relação a um eixo o módulo do segmento acompanhado de sinal (+) ou
(-), conforme o seu sentido seja concordante ou não com o sentido
positivo do eixo.



AC-02
74
Considerando os segmentos orientados OM e ON, da figura, de
medidas algébricas x
p
e y
p
, respectivamente, chamamos:
- x
p
de abscissa do ponto P; e
- y
p
de ordenada do ponto P.
Dessa maneira, ao ponto P, do plano α, associamos um único
par ordenado de números reais (x
p
, y
p
) que chamamos de coordenadas
do ponto P.

Reciprocamente, a todo par ordenado de números reais
(x
p
, y
p
), existe no plano α um único ponto P a ele associado.

Observações:
1
a
.) Todo ponto de abscissa nula pertence ao eixo das
ordenadas e reciprocamente. Exemplo: E(O,4).
2
a
.) Todo ponto de ordenada nula pertence ao eixo das
abscissas e reciprocamente. Exemplo: F(4,O).
3
a
.) Todo ponto de abscissa igual a ordenada está na
bissetriz dos quadrantes (I) ou (III). Exemplo: G(2,2).
4
a
.) Todo ponto de abscissa igual ao oposto da ordenada
esta na bissetriz dos quadrantes (II) ou (IV) .Exemplo: H(2,-2).
A distância entre dois pontos pode ser facilmente calculada
no plano cartesiano. Marquemos dois pontos A(x
a
, y
a
) e B (x
b
, y
b
).
Três casos podem ocorrer conforme as figuras seguintes:



AC-02
75

1
o
caso: AB // Ox
No 1
o
caso tem-se que
A B AB
x x d − = , ou seja, a distância
entre dois pontos é a diferença entre
suas abscissas (tomada em modulo).


2
o
caso: AB // Oy
No 2
o
caso, tem-se que
A B AB
y y d − = e neste caso, a distância
entre os dois pontos é a diferença entre
suas ordenadas (tomada em módulo).

3
o
caso: AB qualquer

Finalmente, para o terceiro
caso:
A B A C AC
x x x x d − = − = e
A B c B BC
y y y y d − = − =


Como o ∆ABC é retângulo, aplicando-se Pitágoras, vem:
2 2 2
BC AC AB
d d d + =
2
A B
2
A B
2
AB
) y y ( ) x x ( d − + − =

ou seja:

Diferença Diferença
das Abscissas das Ordenadas
2 2
) y y ( ) x x ( d
A B A B AB
− + − =



AC-02
76
3.3.2 - A Reta
No plano cartesiano a equação geral da reta que passa por
dois planos A (x
A
, y
A
) e B (x
B
, y
B
) dados é dada por:

(a, b, c ∈ R, a ≠ 0 ou b ≠ 0)
com a = y
A
– y
B

b = x
B
– x
A

c = x
A
y
B
- x
B
y
A


Observações:
1
a
) Devemos sempre ter em mente que a equação de uma reta
determinada por dois pontos é uma relação que todos os pontos
dessa reta devem satisfazer, inclusive os dois pontos que
determinam a reta.
2
a
) Se um ponto pertence a uma reta, então suas coordenadas
satisfazem a equação dessa reta, e vice-versa, se as coordenadas
de um ponto satisfazem a equação de uma reta, então esse ponto
pertence a essa reta.
3
a
) Para "pegarmos pontos de uma reta" damos valores às
abscissas (x) na equação da reta e calculamos as correspondentes
ordenadas (y) ou vice-versa.
4
a
) Se um ponto pertence a várias retas, então suas
coordenadas satisfazem as equações de todas essas retas.

Exemplos:
1. Determinar a equação geral da reta determinada pelos pontos
A(3,2) e B(2,1).

Solução: Do enunciado temos,

Logo, a equação da reta que passa pelos pontos A e B é:
x – y – 1 = 0

a = y
A
– y
B
= 2 – 1 = 1
b = x
B
– x
A
= 2 – 3 = - 1
c = x
A
y
B
– x
B
y
A
= 3 – 4 = - 1
ax + by + c = 0
x
A
= 3; y
A
= 2
x
B
= 2; y
B
= 1



AC-02
77
2. Verificar se os pontos P(3,2) e Q(-2,5) pertencem à reta r de
equação x – y – 1 = 0.

Solução: Pertencerá a reta o ponto cuja
(abscissa) – (ordenada) – 1 = 0
Temos, para o ponto P(3,2): (3) – (2) – 1 = 0 ⇒ P ∈ r
Temos, para o ponto Q(-2,5): (-2) – (5) – 1 = - 8 ≠ 0 ⇒ Q ∉ r

3.3.3 - Coeficiente Angular de uma Reta
Observações preliminares
1
a
) Esta teoria só vale para sistemas cartesianos ortogonais.
2
a
) Ângulo que uma reta forma com Ox, é o ângulo (α) convexo,
formado pela reta e o eixo Ox, medido sempre de Ox para a reta no
sentido anti-horário, conforme vemos na figura à seguir.


Declive ou coeficiente angular de uma reta não
perpendicular a Ox é o número real m tal que:

onde α é o ângulo entre r e Ox.

Com o auxilio da Trigonometria, são evidentes as
propriedades:
1
a
) Se α é agudo, então m é positivo.
2
a
) Se α é obtuso, então m é negativo.
3
a
) Se α é nulo, então m é zero.
4
a
) Se α é reto, então m não é definido.
m = tg α



AC-02
78

O coeficiente angular de uma reta pode ser determinado
quando são conhecidas as coordenadas de dois pontos desta reta.

No ∆ABC, da figura temos tg α = m =
A B
B
x x
y y
m
A


= , ou

Por outro lado, se é conhecida a equação geral de uma reta
ax + by + c= O, encontramos o seu coeficiente angular fazendo:

3.3.4 - Forma Reduzida da Equação da Reta
Seja r, no plano cartesiano, uma reta cuja equação geral é
ax + by + c = o.
Se b ≠ 0, teremos o valor de y, na equação geral, assim:
b
c
x
b
a
y c ax by − − = ⇒ − − =
Mas -
b
a
= m e, fazendo -
b
c
= q, teremos

que é a equação reduzida da reta r. O termo q recebe o nome de
coeficiente linear e nada mais é do que a ordenada do ponto em que
a reta intercepta Oy.

Exemplos:

b
a
m − =
x
y
m


=
y = mx + q



AC-02
79
1. Dar a equação reduzida da reta cuja equação geral é
3x + 2y- 5 = O e determinar o seu coeficiente angular e linear.

Solução: Basta na equação geral isolar o y,
3x + 2y -5 = O ⇒ 2y = -3x + 5 ⇒ y = -
2
5
2
3
+ x
2
3
− = m e
2
5
= q

2. Determinar o coeficiente angular da reta determinada pelos
pontos A(3,2) e B(5,1).

Solução: Do enunciado,
x
A
= 3 e y
A
= 2
x
B
= 5 e y
B
= 1
2
1
3 5
2 1
− =


= ⇒


=


= m
x x
y y
x
y
m
A B
A B


3. Determinar o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos
A e B do gráfico.
Solução:
No gráfico A(3,0) e B(0,4)

3
4
3 0
0 4
m
x x
y y
x
y
m
A B
A B
− =


= ⇒


=


=




3.3.5 - Feixe de Retas Concorrentes
No plano cartesiano consideremos um ponto P(x
0
, y
0
} e todas
as retas que o contém. Seja m o coeficiente angular de r, uma
dessas infinitas retas, e A(x,y) um ponto genérico de r (ver
figura a seguir).



AC-02
80
y – y
o
= m(x – x
o
)

Logo,
o
o
x x
y y
m tg


= = α ou



que é a equação da reta que passa por P(x
0
, y
0
) e tem coeficiente
angular m.
Observação: Além das retas que têm coeficiente angular m devemos
destacar a reta x = x
0
, que é paralela a Oy e portanto não tem
definido coeficiente angular.

Exemplo: Determinar a equação da reta que passa por P(2,3) e tem
coeficiente angular m = 5.

Solução: A equação da reta que passa por P(x
0
,y
0
) e tem coeficiente
angular m é do tipo y – y
0
= m(x-x
0
).
Do enunciado temos: x
0
= 2, y
0
= 3 e m = 5. Então:
y - 3 = 5 (x -2)
y – 3 = 5x-10
5x - 10- y + 3 = 0
5x - y -7 = 0
que é a equação geral da reta que passa por P(2,3) e tem
coeficiente angular igual a 5.



AC-02
81
3.3.6 - Paralelismo e Perpendicularismo
No plano cartesiano,sejam r e s
duas retas paralelas. Temos:
α
1
= α
2
⇒ tg α
1
= tg α
2


Logo:


Ou seja,


Sejam agora r e s duas retas perpendiculares. Temos:
1 2
2
α +
π
= α
(i)
2
1 2
π
= α − α
Mas
(ii)
1 2
1 2
1 2
tg . tg 1
tg tg
) ( tg
α α
α α
α α
+

= −


De (i) e (ii) ⇒ ( ) 0 m . m 1 0 tg . tg 1
r s 1 2
= + ⇒ = + α α
1 m . m
r s
− = ⇒ ou
s
r
m
1
m

= ⇒
Ou seja:


Exemplos:
1. Verificar se as retas r e s dadas são paralelas ou
perpendiculares.
A)
¹
´
¦
= − + −
= + −
0 1 2 4
0 3 2
y x : s
y x : r


Se duas retas são perpendiculares, então o coeficiente angular
de uma é o oposto do inverso do coeficiente angular da outra.
m
r
= m
s
Retas paralelas têm o mesmo coeficiente angular.



AC-02
82
Solução:
2
1
2
b
a
m
r
=


=

= e 2
2
4
b
a
m
s
= =

=
Como m
r
= m
s
, então r // s.

B)
¦
¹
¦
´
¦
− − =
= + −
1
2
1
0 3 2
x y : s
y x : r


Solução:
2
1
2
b
a
m
r
=


=

= e
2
1
m
s
− =
como m
r
≠ m
s
⇒ r não é paralela a s
mas, m
r
. m
s
= 2.
|
¹
|

\
|

2
1
= - 1, então r⊥s

2. Qual é a equação geral e a reduzida da reta s que passa pelo
ponto P(-1,-2) e é paralela à reta r: 2x -y + 3 = O

Solução: O coeficiente angular da reta s procurada deve ser igual
ao da reta r dada, que é:
2
1
2
=


=

=
b
a
m
Pelo ponto P dado passa um feixe de retas cuja equação tem
a forma y - Yo = m(x – x
0
). Substituindo, vem,
y + 2 = 2(x + 1)
y + 2 = 2x + 2
y = 2x (equação reduzida) ou 2x - y = O (equação geral)

3. Encontrar a equação geral e a reduzida da reta t que passa pelo
ponto P(0,1) e é perpendicular à reta r que passa pelos pontos
A(-1, 2) e B(2,3).

Solução: O coeficiente angular da reta t procurada é o oposto do
inverso do da reta r dada.
Como
3
1
1 2
2 3
=
+

=


=
x
y
m
r
, então m
t
= -3.



AC-02
83
A equação da reta t que passa pelo ponto P(0,1) e tem
coeficiente angular -3 é:
y –y
0
= m(x - x
0
)
y - 1 = - 3x
y = - 3x + 1(equação reduzida) ou 3x + y -1 = 0 (equação
geral)

3.4 - POLINÔMIOS
3.4.1 - Introdução
Expressões literais são expressões nas quais representamos
números por letras. As letras são chamadas variáveis e podem
assumir quaisquer valores dentro de um conjunto de números.
Uma expressão é chamada monônio quando não apresenta as
operações adição e subtração. Exemplos:
a)5x Coeficiente: + 5
Parte literal:

b)-a
2
b
5
Coeficiente: -1
Parte literal: a
2
b
5


Uma expressão literal é chamada polinomial quando é formada
por uma soma algébrica de monômios. Exemplos:
a) x
3
- 3x
2
y + 3xy
2
- y
3

b) a
4
+ 4a
3
b + 6a
2
b
2
+ 4ab
3
+ b
4

Em Álgebra Elementar representamos polinômio na variável x,
pela expressão:

Grau de um polinômio P(x) é o maior expoente de x, cujo
termo tem coeficiente diferente de zero.
Exemplos:
a) P(x) = 4x
3
-2x
2
+ 5x -6
coeficientes: 4,-2,5,-6
Onde termos: 4x
3
, -2x
2
, 5x, -6
grau: 3
P(x) = a
n
x
n
+ a
n-1
x
n-1
+... + a
2
x
2
+ a
1
x + a
0



AC-02
84
b) P(x) = 5x
6
–3x
4
+ 2x
3
+ x
2
-1
coeficientes:5,0,-3,2,1,0,-1
Onde termos: 5x
6
, 0x
5
, 3x
4
, 2x
3
, x
2
, 0x,-1
grau: 6

Observações:
1
a
) Em relação a qualquer variável, podemos dizer que os números
reais diferentes de zero são polinômios cujo grau é zero.
Exemplo: são polinômios de grau nulo: 3, 5,
2
1
-5; etc, pois podem
ser escritos
3x
o
, 5x
o;

2
1
x
o
; -5x
o
, etc
2
a
) O zero é polinômio de grau não definido pois:
0 = 0x
o
= 0x = 0x
2
= 0x
3
= ...= 0x
20
= ...
O número que se obtém ao substituir a variável x por um
número qualquer, é chamado valor numérico do polinômio.

Exemplos: Dados o polinômio P(x) = x
4
-2x
3
+ 5x -1 obter,
P(1) = 1
4
- 2.1
3
+ 5.1 - 1 = 3
P(2) = 2
4
- 2.2
3
+ 5.2 - 1 = 9
P(0) = 0
4
– 2.0
3
+ 5.0 - 1 = -1

Quando dois polinômios assumem o mesmo valor numérico para
qualquer valor de x, eles são ditos idênticos:

Polinômios identicamente nulo são aqueles em que todos os
seus coeficientes são iguais a zero. Indica-se por P(x) ≡ 0.


Exemplos:

1. Determinar os valores de a e b para que o polinômio
(a-b)x
2
+ (2a-4)x seja identicamente nulo.


P
1
(x) ≡ P
2
(x) ⇔ P
1
(x) = P
2
(x), ∀ x
P(x) ≡ 0 ⇔ P(x) = 0, ∀ x



AC-02
85
Solução:
P(x) = (a-b)x
2
+ (2a-4)x ≡ 0

Condição a – b = 0
2a -4 = 0
Resolvendo o sistema de equações: a = b = 2

2. Obter os valores de a e b para que os polinômios sejam
idênticos:
P
1
(x) = 7x
2
+ (a-b)x
P
2
(x) = (2a + b)x
2
+ 5x
Solução:
P
1
≡ P
2
=> 7x
2
+ (a -b)x ≡ (2a + b)x
2
+ 5x

Condição 7 = 2a + b
a - b = 5
Resolvendo o sistema de equações: a = 4 e b = - 1

3.4.2 - Operações com Polinômios
Para efetuar a adição e a subtração de polinômios, em
primeiro lugar devemos eliminar os parênteses e em seguida efetuar
a redução dos termos semelhantes.
Exemplos:
a) (2X
4
– 3x
2
+ 5x) + (5x
4
– 4x
3
+ 4x
2
+ 4x -1) =
= 2x
4
– 3x
2
+ 5x + 5x
4
–4x
3
+ 4x
2
+ 4x – 1 = 7x
4
– 4x
3
+ x
2
+ 9x –1

b) (5x
3
– 2x
2
+ 4x -1) -(-3x
3
+ 4x
2
+ 4x + 5) =
= 5x
3
– 2x
2
+ 4x -1 + 3x
3
- 4x
2
- 4x - 5 = 8x
3
- 6x
2
-6

A multiplicação é feita primeiro multiplicando todos os
termos dos polinômios entre si e em seguida efetuando a redução
dos termos semelhantes.




AC-02
86
= 2x
4
– 5x
3
+ 2x - 2x
3
+ 5x
2
– 2 =
= 2x
4
– 7x
3
+ 5x
2
+ 2x - 2

Quando dividimos um polinômio D(x) por outro d(x), devemos
lembrar que se obtém um quociente Q(x) e um resto R(x), tal que:

Onde:
- o grau de Q(x) é igual ao grau de D(x) menos o grau d(x).
- o grau de R(x) é menor que o grau de d(x) .

Assim, ao dividirmos D(x) = 3x
5
- 2x
4
+ 3x
3
por
3x
2
- 2x + 10, obtém-se um quociente Q(x) e um resto R(x), tal que:
- grau de Q(x) = 5 - 2 = 3
- grau de R(x) é menor que 2

Divisão pelo método da chave:

Vamos explicar esse método através de um exemplo. Sejam os
polinômios:
D(x) = 4x
4
– 2x + 3x
2
- 4x
3
+ 2
d(x) = x + x
2
– 1

Roteiro:
1°) Ordenar os polinômios D(x) e d(x) na ordem decrescente das
potências de x.

2°) Dividir o primeiro termo de D(x) pelo 1° termo de d(x). O
resultado dessa divisão será o primeiro termo de Q(x).

3°) Multiplicar o termo obtido em Q(x) por d(x); em seguida
subtrair de D(x) o produto obtido.
D(x) = Q(x).d(x) + R(x)



AC-02
87

4°) Repetir o processo para o resto obtido, até que o grau do
resto fique menor que o grau do divisor.

3.4.3 - Teorema do Resto
O resto da divisão de um polinômio P(x) pelo binômio
(x – a) é P(a).

Exemplos:

1. Dar o resto da divisão do polinômio P(x) = 2x
3
– 5x
2
+ 3x – 2
por x – 2.

Solução:
R = P(2) = 2.2
3
– 5.2
2
+ 3.2 - 2 = 16 – 20 + 6 – 2 = 0
Portanto R = 0, isto é a divisão é exata.

2. Dar o resto da divisão dos polinômios:
A(x) | B(x)

Sendo
A(x) = 4x
2
– 2x + 1; e
B(x) = x – 1.





AC-02
88
Solução:
R = A(1) = 4.1
2
– 2.1 + 1 = 4 – 2 + 1 ⇒ R = 3

3.4.4 - Teorema de D’Alembert


3.4.5 - Dispositivo Prático de Briot-Ruffini
Este dispositivo é utilizado para a obtenção do quociente
Q(x) e do resto R(x) da divisão de um polinômio P(x) pelo binômio
(x – a).

Exemplo padrão 1: Dividir P(x) = 5x
3
+ 4x
2
+ 3 por (x – 2)

1º) Observe que os termos de P(x) já estão ordenados. Como falta o
termo em x, o seu coeficiente é igual a zero.
2º) O dispositivo:


3
o
) Como P(x) tem grau 3, Q(x) terá grau 2. Portanto, Q(x) = 5x
2
+
14x + 28 e R (x) = 59.

Exemplo padrão 2: Dividir P(x) = 6x
3
– 5x
2
+ 10x-1 por 3x-1

1
o
) Os termos de P(x) já estão ordenados.
2
o
) P(x) = (3x-1).Q(x) + R(x)
P(x) = 3(x-
3
1
).Q(x)+R(x)
Um polinômio P(x) é divisível por (x – a)
se, e somente se, P(a) = 0.



AC-02
89
P(x) = (x-
3
1
).3 Q(x) + R(x)
Q
1
.(x)
Observe que Q
1
(x) = 3.Q(x) ⇒ Q(x) =
3
x Q
1
) (

3
o
) Não podemos utilizar o dispositivo para dividir por (3x-1),
então vamos, inicialmente, obter Q
1
(x), dividindo por
(x-
3
1
), onde a =
3
1
:

Assim, Q
1
(x) = 6x
2
– 3x + 9
Mas, como Q(x) =
3
x Q
1
) (

teremos Q(x) = 2x
2
– x + 3
e teremos R(x) = 2

Exemplos:

1) As diagonais de um losango cujo lado mede 5 cm estão na
razão de 1:2. Calcule as distâncias entre os lados paralelos.

SOLUÇÃO:
d
1
= K d
2
= 2k

A
L
=
2 2 1
k
2
d d
=
.

A
L
= 5x ⇒ 5x=k
2





AC-02
90
T.P ⇒
4
k
2
+ k
2
= 25 ⇒ k
2
= 20
⇒ 5x = 20 ⇒ x = 4

RESPOSTA = 4 cm

2) A área de um círculo inscrito num hexágono regular é 3π
cm
2
. Calcular a área do hexágono.
SOLUÇÃO:
O raio m do círculo é o apótema do
hexágono
πm
2
= 3π ⇒ m

= 3
Do triângulo eqüilátero, vem:
m
2
3
= l

2 3
2
3
= ⇒ = l l

3) A área de um triângulo retângulo é igual ao produto das
medidas dos segmentos determinados sobre a hipotenusa pelo ponto
de contacto do círculo inscrito no
triângulo.
SOLUÇÃO:
Tese: S = x . y

DEMONSTRAÇÃO =


2
r yr xr xy S 2
2
r y r x
s + + + = ⇒
+ +
=
) ( . ) (
(1)

T.P. => (x + r)
2
+ (y + r)
2
= (x + y)
2
⇒ xr + yr + r
2
= xy
Substituindo em (1) vem:

2S = xy + xy => S = xy




AC-02
91
4) a) No triângulo retângulo
da figura,
sen α =
25
7
50
14
e
25
24
50
48
= = α = cos

b)Se a hipotenusa for unitária,
os catetos fornecem diretamente o seno e o cosseno:


Todo ângulo agudo tem um seno e um cosseno: basta construir
um triângulo retângulo sobre ele e dividir o cateto conveniente
pela hipotenusa.
Note que seno e cosseno, assim definidos, não são medidas
de coisa alguma, mas relações entre as medidas dos catetos e da
hipotenusa.

5) Calcule o valor de x na figura, sabendo-se que o seno do
ângulo é
3
2
.
Solução:
O valor
3
2
indica a razão entre o
cateto oposto (x) e a hipotenusa (12), ou seja,
12
x
3
2
= , logo,
x =
3
12 2.
= 8.

6) Sendo 0,6 o seno do menor ângulo agudo e 6 o menor
cateto, calcule o maior cateto de um triângulo retângulo.

Solução:
Sabendo que, num triângulo qualquer, o menor angulo opõe-se
ao menor lado, podemos esboçar a figura ao lado e escrever:



AC-02
92
0,6 =
h
6
(é o seno de α), logo
h = 10
O cateto maior é obtido usando
se Pitágoras:
10
2
= 6
2
+ x
2
= x ⇒ 8

7) Calcular a distância entre os parapeitos de duas janelas
de um arranha.céu, conhecendo os ângulos α e β {sendo α < β) sob os
quais são observados de um ponto do solo à distância d do prédio.
Solução:

∆ACD: tg β =
d
AC
⇒ AC = d tg β
∆ABD: tg α =
d
AB
⇒ AB = d tg α
x = AC – AB
x = d tg β - d tg α
x = d (tg β - tg α)

8) Calcular:
a) cos 75º b) cos
12
π

Solução:
a) cos 75º = cos (45º + 30º) ⇒ cos 75º =
= cos 45º . cos 30º - sen 45º . cos 30º ⇒
⇒ cos 75º =
2
1
.
2
2
2
3
.
2
2
− =
4
2 6
4
2
4
6 −
= −
b) cos
12
π
= cos (
12
3 4 π − π
) = cos (
4 3
π

π
) ⇒ cos
12
π
=
= cos (
3
π
) cos (
4
π
) + sen (
3
π
) sen (
4
π
) ⇒
⇒ cos
12
π
=
2
2
.
2
3
2
2
.
2
1
+ =
4
6
4
2
+ =
4
6 2 +






AC-02
93
9) Calcular sen (a + b) sendo dados
sen a=
3
1
; cos b = -
5
3
; e
2
π
< a,b < π
Solução:
1 - Cálculo de cos a.
sen
2
a + cos
2
a = 1 ⇒
9
1
+ cos
2
a = 1 ⇒ cos
2
a =
9
8

Sendo
2
π
< a < π, vem: cos a = -
3
2 2
9
8
− =

2 - Cálculo de sen b:
sen
2
b + cos
2
b = 1 ⇒ sen
2
b +
25
9
= 1 ⇒ sen
2
b =
25
16

Sendo
2
π
< b < π, vem: sen b = +
5
4
25
16
=

3 - Cálculo de sen (a + b) :
sen (a + b) = sen a cos b + sen b cos a
sen (a + b)=
3
1
.(-
5
3
) +
5
4
. (
3
2 2
− ) ⇒
⇒ sen(a + b)=
15
2 8 3 − −


10) Num triângulo ABC são dados: A= 60°, B = 75° e c =
2 2 . Calcular o perímetro do triângulo.
Solução:
Como A + B + C= 180°, A = 60° e B = 75°, segue que C= 45°.
Então:
°
=
°
⇒ =
45 sen
2 2
60 sen
a
C sen
c
A sen
a
⇒ a
=
3 2 a
45 sen
60 sen . 2 2
= ⇒
°
°

°
=
°
⇒ =
45 sen
2 2
75 sen
b
C sen
c
B sen
b





AC-02
94
b =
2 6 b
45 sen
75 sen . 2 2
+ = ⇒
°
°

logo o perímetro é
a + b + c = 6 3 2 2 3 + +

11) Calcular as diagonais de um paralelogramo cujos lados
medem 10 cm e 5 cm, e formam um ângulo de 120
o
.
Solução:
Calculemos a diagonal maior, x,
aplicando o teorema dos cossenos ao
triângulo ABC:
x
2
= 10
2
+ 5
2
- 2.10.5.cos 120
o
x
2
= 100 + 25 - 100 (-
2
1
) = 175
x =
cm 7 5 x 175 = ⇒

Calculemos a diagonal menor, y,
no triãngulo ABD:
y
2
= 10
2
+ 5
2
– 2 . 10 . 5 . cos
6O°
y
2
= 100 + 25 – 100(
2
1
) = 75
y =
cm 3 5 y 75 = ⇒


12) Sabendo que sen a = 0,6 e 90° < a < 180°, calcular as
demais funções trigonométricas de a.
cos a = a sen 1
2
− − = -
36 , 0 1
= -
64 , 0
= -0,8
tg a =
75 , 0
8 , 0
6 , 0
a cos
a sen
− =

=

cotg a =
... 333 , 1
6 , 0
8 , 0
a sen
a cos
− =

=

sec a =
25 , 1
8 , 0
1
a cos
1
− =

=

cossec a =
... 666 , 1
6 , 0
1
a sen
1
− =

=




AC-02
95

Obs.: 90
o
< a < 180
o
⇒ cos a < 0
Se não fosse dado o intervalo ao qual a pertence,
deveríamos usar cos a = ± a sen 1
2


13) Sabendo que cotg x =
2
x 0 e
a 2
a ). 1 a ( π
< <

, calcular as
demais funções de x.
Inicialmente observamos que:
⇒ >

⇒ > ⇒ < < 0
a 2
a ). 1 a (
0 x g cot
2
x 0
π

Temos:

=

= =
a ). 1 a (
a 2
x g cot
1
x tg

a 4
1 a 2 a a 4
a 4
a . ) 1 a (
1 x g cot 1 x sec cos
2
2
2
2
+ − +
=

+ = + =
a
a
2
1 +
=

1
2 1
+
= =
a
a
x sec cos
senx

1
1
1
2
2
1
+

=

+


= =
a
a
a
a
a
a ) a (
senx . gx cot x cos

14) Sabendo que tg x =
2
3
x e
12
5 π
< < π , calcular o valor de
sen x

sen
2
x =
169
25
144
25
1
144
25
x tg 1
x tg
2
2
=

=


Como x ∈ III° Q, então, sen x = -
13
5

a > 1



AC-02
96


15) Reduzir ao 1
o
quadrante:
a) sen 130
o
b)cos 240
o
c)tg 315
o
d)sec
3

e)sen
4
21π

Solução:
a) sen 130
o
= sen 50
o
b) cos 240
o
=-cos 60
o

c) tg 315
o
= - tg 45
o

d) sec
3

=
3
sec
3
cos
1
3
2
cos
1 π
− =
π
=
π

e) sen
4
21π

π +
π
= π + π +
π
= π +
π
=
π + π
=
π
4
4
5
4
4
5
4 4
20
4
21

4
sen
4
5
sen
4
21
sen
π
− =
π
=
π
(redução do 3° ao 1° quadrante)

16) Conduzir por P(5,4) retas que formam com o eixo dos x
os seguintes ângulos:
a) 45
o
b)90
o
c)135
o
d)60
o
e) arc tg (-
3
4
)
a) y –4 = 1(x-5), isto é
x – y – 1 = 0

b) x – 5 = 0

c) y –4 = -1(x-5), isto é
x + y – 9 = 0

d) y –4 = ) 5 x ( 3 − , isto é
0 3 5 4 y x 3 = − + −

e) y –4 =- ) 5 x (
3
4
− , isto é: 4x + 3y – 32 = 0




AC-02
97
17) (r) 3x + 6y – 1 = 0 e (s) 2x + 4y + 7 = 0 são paralelas
pois:

m
r
= -
2
1
6
3
b
a
1
1
− = − =
⇒ m
r
= m
s

m
s
= -
2
1
4
2
b
a
2
2
− = − =

(r) 3x + 2y – 1 = 0 e (s) 4x - 6y + 3 = 0 são
perpendiculares pois:
m
r
= -
2
3
b
a
1
1
− =
⇒ m
r
. m
s=
= -1
m
s
= -
3
2
6
4
b
a
2
2
− = + =

(r) 3x - 11y + 4 = 0 e (s) 11x + 3y - 2 = 0 são
perpendiculares pois:

m
r
= -
11
3
b
a
1
1
=
⇒ m
r
. m
s=
= -1
m
s
= -
3
11
b
a
2
2
− =

(r) x = 3 e (s) y = - 1 são perpendiculares pois r ⁄⁄ y
e s ⁄⁄ x
Notemos que neste último caso não vale a relação
m
r
. m
s
= -1, uma vez que r é vertical.

18) Construção importante: obter uma reta s que passa por
um ponto P (dado) e é perpendicular a uma reta r (dada, não
horizontal).




AC-02
98
Por exemplo vamos resolver este problema quando r tem
equação
5x + 7y + 1 = 0 e P = (6,-5):
m
r
=
7
5
b
a
− = −
s ⊥ r ⇒ m
s
= -
5
7
7
5
1
m
1
r
=

− =
Como s passa por P, a equação de
s é:
y – (-5) = ) 6 x (
5
7

5(y + 5) = 7(x – 6)
5y + 25 = 7x – 42


19) f = 3x
5
– 6x
4
+ 13x
3
– 9x
2
+ 11x –1 e
g = x2 – 2x + 3


f→ 3x
5
– 6x
4
+ 13x
3
– 9x
2
+ 11x –1 x
2
– 2x + 3 ← g
-3x
5
+ 6x
4
– 9x
3

3x
3
+ 4x –1 ← q
r1 → 4x
3
– 9x
2
+ 11x –1

– 4x
3
+ 8x
2
– 12x
r2 → – x
2
– x – 1

x
2
– 2x + 3
– 3x + 2
← r

3 -6 13 -9 11 -1 1 -2 3
-3 6 -9 3 4 -1
4 -9 11 -1
-4 8 -12
-1 -1 -1
1 -2 3
-3 2



20) Dividir f = 2x
5
– 3x
4
+ 4x
3
– 6x + 7 por
g = x
3
– x
2
+ x – 1
7x – 5y – 67 = 0



AC-02
99

2 -3 4 0 -6 7 1 -1 1 -1
-2 2 -2 2 2 -1 1
-1 2 2 -6 7
1 -1 1 -1
1 3 -7 7
-1 1 -1 1
4 -8 8

resposta: q = 2x
2
– x + 1 e r = 4x
2
– 8x + 8


21) Dividir f = x
4
– 16 por g = x + 1

1 0 0 0 -16 1 1
-1 -1 1 -1 1 -1
-1 0 0 -16
1 1
1 0 -16
-1 -1
-1 -16
1 1
-15
resposta: q = x
3
– x
2
+ x – 1 e r = -15


22) Dividir f = 3x
4
– 2x
3
+x
2
– 7x + 1 por
g = 3x – 5 = 3 (x –
3
5
)


3 -2 1 -7 1
3
5

3 3 6 3 6


q’ = 3x
3
+ 3x
2
+ 6x + 3 ⇒ q =
3
' q
= x
3
+ x
2
+ 2x + 1
r = 6

23) Dividir f = 4x
3
+ 5x + 25 por
g = 2x + 3 = )
2
3
x ( 2 +




AC-02
100
4 0 5 25
2
3


4 -6 14 4

q’ = 4x
2
– 6x +14 ⇒ q =
2
' q
= 2x
2
– 3x + 7 e r = 4

24) Dividir f = 8x
5
+ 6x
4
+4x
3
+3x
2
– 4x – 3 por
g = 4x + 3 =
)
4
3
x ( 4 +


8 6 4 3 -4 -3
4
3

8 0 4 0 -4 0

q’ = 8x
4
+ 4x
2
– 4 ⇒ q =
4
1
. q’ = 2x
4
+ x
2
– 1 e r = 0



25) Qual é a expressão S cujo logaritmo decimal é
2
1
[log p + log (p – a) + log (p – b) + log (p – c)]?

Solução:
Temos:
log S =
2
1
[log p + log (p – a) + log (p – b) + log (p – c)] ⇒

log S =
2
1
log [ p.(p – a).(p – b).(p – c)] ⇒
⇒ log S = log [ p.(p – a).(p – b).(p – c)]
1/2

⇒ log S = log c) - (p b) - (p a) - (p p ⇒
⇒ S = c) - (p b) - (p a) - (p p




AC-02
101
26) Qual é a expressão cujo desenvolvimento para o cálculo
com logaritmos é
3
2
[ log (a + b) + log (a – b) – 1]?
Solução:
Temos:
log x =
3
2
[ log (a + b) + log (a – b) – 1] ⇒
⇒ log x =
3
2
[log (a + b) + log (a – b) – log 10] ⇒

⇒log x =
3
2
log
10
b) - (a b) (a +

log x =
3
2
log
10
2 2
b a −
⇒ log x = log (
10
b a
2 2

)
3
2


⇒ log x = log
3
2 2 2
100
) ( b a −


x =
3
2 2 2
100
) b a ( −


27) Calcular cos (arc sen
3
1
)

Solução:
Façamos α = arc sen
3
1
e calculemos, então, cos α.
Por definição, sen α =
3
1
e
2
π

≤ α ≤
2
π
. Logo:
sen
2
α + cos
2
α = 1 ⇒ 1
9
1
2
= α + cos ⇒
9
8
2
= α cos


sendo
2
π

≤ α ≤
2
π
, cos α > 0 e, portanto,
3
2 2
9
8
= + = α cos .



AC-02
102

4 - FUNÇÕES
4.1 - GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES
4.1.1 - DEFINIÇÕES 1
Dados dois conjuntos A e B, ambos não vazios, uma função de
A em B é uma “lei” ou “regra” que associa a todo x ∈ A um único
y ∈ B. Se f indica essa lei e x indica um elemento genérico de A,
então o único elemento y de B associado é indicado por y = f(x)
(lê-se “f de x” ou “f calculado em x”) é chamado imagem de x por f
ou valor assumido por f em x.
O conjunto A é o domínio e o conjunto B é o contradomínio
da função f.

Notação: f: A → B A = D(f), B = CD(f)
x

f(x)

Chama-se imagem da função f o conjunto constituído pelos
elementos y ∈ B para os quais existem algum x ∈ A tal que
y = f(x).
Im(f) = {f(x) | x ∈ A}

É claro que Im(f) ⊂ B.
Uma função f: A → B se diz injetora quando para
quaisquer x
1
, x
2
∈ A, x
1
≠ x
2
⇒ f(x
1
) ≠ f(x
2
) ou, em outras
palavras:
∀x
1
, x
2
∈ A, f(x
1
) = f(x
2
) ⇒ x
1
= x
2


Uma função f: A → B se diz sobrejetora quando
Im(f) = B, ou seja, para todo y ∈ B, existe em correspondência
x ∈ A tal que f(x) = y.
Uma função f: A → B se diz bijetora ou biunívoca quando
é injetora e sobrejetora.



AC-02
103
Duas funções f: A → B e g: A → B são iguais se, e
somente, se f(x) = g(x), ∀x ∈ A.
Exemplo:
As figuras abaixo tornarão mais claras as definições
apresentadas anteriormente.

FIGURA 4.1 – f: A → B, com A = {0,1,2,3} B = {-1,0,1,2,3,4,9}

FIGURA 4.2 – Domínio, contradomínio e imagem



AC-02
104

f é injetora f é sobrejetora f é bijetora

FIGURA 4.3 – Função injetora, sobrejetora e bijetora
4.1.2 - Função Real de Uma variável Real
Uma função f: A → B, onde A e B são subconjuntos não
vazios de , é chamada função real de uma variável real (ou função
de uma variável real a valores reais).
Daqui por diante, todas as funções de que trataremos serão
funções reais de uma variável real.
A Figura 4.4 representa f: → B com y = 2x.

FIGURA 4.4 – Função real

O gráfico de f: A → B é o conjunto
{(x,f(x)) ∈
2
| x ∈ A} que pode ser representado no plano
geométrico, bastando para isso que se utilize um sistema ortogonal
de coordenadas cartesianas nesse plano. Desse modo, a cada par
ordenado (x,f(x)) fazemos corresponder um ponto P.
O leitor encontrará uma série de exemplos na seção 4.2.
Considere ainda os seguintes exemplos que ajudarão a
esclarecer as definições até agora apresentadas:



AC-02
105

FIGURA 4.5 – Caracterização gráfica de funções


FIGURA 4.6 – Funções injetoras: nenhuma reta horizontal corta o
gráfico mais de uma vez


FIGURA 4.7 – Funções sobrejetoras: nenhuma reta horizontal no
contradomínio deixa de cortar o gráfico



AC-02
106

FIGURA 4.8 - Função bijetora: cada reta corta o gráfico em um
único ponto


FIGURA 4.9 - Há funções que não são injetoras nem sobrejetoras.

4.1.3 - DEFINIÇÕES 2
A função y = f(x) é crescente no intervalo D
1
⊂ D se, para
dois valores quaisquer x
1
e x
2
pertencentes a D
1
, com x
1
< x
2
,
tivermos f(x
1
) < f(x
2
).
Numa linguagem prática (não
matemática) , isto significa que a funçao
é crescente no intervalo D
1
se, ao
aumentarmos o valor atribuído a x, o
valor de y também aumenta (Fig. 4.10).

FIG. 4.10 – Função crescente




AC-02
107
Exemplo: a função y = 2x é crescente em pois:
x
1
< x
2
⇒ 2x
1
< 2x
2

para todo x
1
∈ e x
2
∈ .

A função y = f(x} é decrescente no intervalo D
1
⊂ D se,
para dois valores quaisquer x
1
e x
2
pertencentes a D
1
, com x
1
< x
2
,
tivermos f(x
1
} > f(x
2
}.
Numa linguagem prática (não
matemática}, isto significa que a
função é decrescente no intervalo D
1

se, ao aumentarmos o valor atribuído
a x, o valor de y diminui (Fig.
4.11}.

FIG. 4.11 – Função decrescente

Exemplo: a função y = -2x é decrescente em pois:
x
1
< x
2
⇒ -2x
1
> -2x
2

para todo x
1
∈ e x
2
∈ .
Notemos que a mesma função y = f(x} não tem necessariamente
um só comportamento (crescente ou decrescente) em todo seu domímio
D. É comum acontecer que a mesma função seja crescente em certos
subconjuntos de D e decrescente em outros. O gráfico da Figura
4.12 representa a função y = x
2
a qual é crescente em
+
e
decrescente em
-


FIGURA 4.12 – Função decrescente/crescente



AC-02
108
Uma função f, de A em B, é denominada função par se, e
somente se:
f(x) = f(-x), ∀x ∈ A.
Isto é, dando valores simétricos à variável, obtemos o mesmo valor
para a função.
Da definição decorre que o gráfico de uma função par é
simétrico em relação ao eixo y pois:
(x,y) ∈ f ⇒ (-x, y) ∈ f

Exemplos:
a) f(x) = x é função par, pois -x = x, ∀x ∈ .
b) f(x) = x
2
é função par, pois (-x)
2
= x
2
, ∀x ∈ .
c) f(x) =
2
x
1
é função par, pois
) x (
1
2

=
2
x
1
, ∀x ∈
*
.
d) f(x) = cos x é função par, pois cos(-x) = cos x, ∀x ∈ .

Uma função f, de A em B, é denominada função ímpar se, e
somente se:
f(-x) = -f(x) , ∀x ∈ A
isto é, dando valores simétricos à variável, obtemos valores
simétricos para a função.
Da definição decorre que o gráfico de uma função ímpar é
simétrico em relação à origem do sistema cartesiano pois:
(x, y) ∈ f ⇒ (-x, -y) ∈ f

Exemplos:
a) f(x) = 2x é função ímpar, pois 2(-x) = -2x, ∀x ∈ .
b) f(x) = x
3
é função ímpar, pois (-x)
3
= -x
3
, ∀x ∈ .
c) f(x) =
x
1
é função ímpar, pois ,
x
1
) x (
1
− =

∀x ∈
*
.
d) f(x) = sen x é função ímpar, pois sen(-x) = -sen x, ∀x ∈ .
4.1.4 - Função Composta e Função Inversa
Dados os conjuntos A={1, 2, 3, 4}, B={0, 2, 4, 6, 8, 9} e C
= {0, 4, 16, 36, 64, 81, 100}, consideremos as funções:



AC-02
109
f: A → B, definida por f(x) = 2x.
g: B → C, definida por g(x) = x
2
.

Notemos que a cada x ∈ A associa-se um único y ∈ B tal que
y = 2x e a cada y ∈ B associa-se um único z ∈ C tal que z = y
2
.
Assim sendo, a cada x ∈ A associa-se um único z e C tal que:

z = y
2
= (2x)
2
= 4x
2
.

Isto é, existe a função h, de A em C, definida por h: x → 4x
2
, a
qual é denominada função composta de g e f e se indica por "g o f"
que se lê "g composta com f" (Fig. 4.13}.

FIGURA 4.13 – Função composta

Dados os conjuntos A, B e C e as funções f, de A em B,
definida por y = f(x} e g, de B em C, definida por z = g(y} chama-
se função composta de g com f a função h = g o f, de A em C,
definida por z = g(f(x}).
Desta definição decorre que a sentença aberta que define g
o f é obtida aplicando a seguinte regra:
g(f(x)) é obtida de g(x) trocando-se x por f(x).

Exemplos:
1° °° °) Dados os conjuntos A = {2, 3, 4}, B = {1, 2, 3, 4} e
C = {0, 2, 4, 6, 8}, consideremos as funções:
f, de A em B, definida por y = x – 1.
g, de B em C, definida por z = 2y.



AC-02
110

Notemos que a função composta de g e f é: h = g o f, de A
em C, definida por z = 2y = 2(x - 1) = 2x - 2.

2º) Consideremos as funções:
f, de em , definida por f(x) = 2x.
g, de em , definida por g(x) = x
3
.
Notemos que a função composta de g e f é: h= g o f, de
em , definida por g(f(x)) = g(2x) = (2x)
3
= 8x
3
.
Notemos que a função composta de f e g é: h' = f o g, de
em , definida por f (g(x)) = f(x
3
) = 2x
3
.

3º) Sendo f(x) = x
2
- 1 e g(x) = x + 2, obter:
a) f(g(x)) c) f(g(1))
b) g(f(x)) d) g(f(0))
Para obter f(g(x)) basta substituir x por g(x) na expressão
f(x), portanto:
f(g(x)) = (x + 2)
2
- 1 = x
2
+ 4x + 3
Para obter g(f(x)) basta substituir x por f(x) na expressão
g(x), portanto:
g(f(x)) = (x
2
- 1) + 2 = x
2
+ 1
Para obter f(g(1)) basta trocar x por g(l) na expressão
f(x), portanto:
g(l) = 1 + 2 = 3 ⇒ f(g(1)) = f(3) = 3
2
- 1 = 8
Para obter g(f(0)) basta trocar x por f(0) na expressão
g(x), portanto:
f(0) = 0
2
- 1 = -1 ⇒ g(f(0)) = g(-1) = (-1) + 2 = 1



AC-02
111
Seja f: A → B uma função bijetora. Sendo sobrejetora,
Im(f) = B, o que significa dizer que para todo y ∈ B existe pelo
menos um x ∈ A tal que f(x} = y, e esse x é único, porque f é
injetora. Podemos, então, definir uma função
g: B → A
que a y ∈ B associa o único x ∈ A, tal que f(x} = y, ou seja,
g (y} = x ⇔ f (x} = y
Definimos, então: se f: A → B é bijetora, a função g: B →
A definida por
g(y} = x ⇔ f(x} = y
denomina-se a função inversa da função f e indica-se por f
-1
(fig.
4.14)

FIGURA 4.14 – Função inversa

Uma regra prática para se obter a inversa de y = f(x) é:
1º) na sentença y = f(x) trocamos x por y e y por x,
obtendo x = f(y);
2º) expressamos y em função de x, transformando
algebricamente a expressão x = f(y) em y = f
-1
(x).



AC-02
112
Exemplos:
1º) Qual é a função inversa de f, função bijetora de em ,
definida por y = 2x - 4?
Vamos aplicar a regra prática:
I) permutando as variáveis: x = 2y - 4
II) expressando y em função de x:
X = 2y - 4 ⇒ 2y = x + 4 ⇒
2
4 x
y
+
=

Resp.: É a função f
-l
, de em , definida por
2
4 x
y
+
= .

2
o
) Qual ê a função inversa de f, função bijetora de em ,
definida por y = x
3
?
Aplicando a regra prática, temos:
x = y
3
⇒ y =
3
x
Resp.: É a função f
-1
, de em , definida por y =
3
x .

3
o
) Qual ê a função inversa de f, função bijetora de
+
em
+

definida por y = x
2
?
Aplicando a regra prática, temos:
X = y
2
⇒ y = x
Resp.: É a funçao f , de
+
em
+
, definida por y = x .

4
o
) Qual ê a função inversa de f, função bijetora de -
)
`
¹
¹
´
¦
2
5
em

-
)
`
¹
¹
´
¦
2
3
definida por y =
5 x 2
4 x 3


?
Aplicando a regra prática, temos:
x =
5 y 2
4 y 3


⇒ 2xy - 5x = 3y - 4 ⇒ 2xy - 3y = 5x – 4 ⇒
⇒ y(2x – 3) = 5x – 4 ⇒ y =
3 x 2
4 x 5



Resp.: É a função f
-1
, de -
)
`
¹
¹
´
¦
2
3
em -
)
`
¹
¹
´
¦
2
5
, definida por
y =
3 x 2
4 x 5






AC-02
113
Os gráficos de f e f
-1
apresentam uma propriedade. São
simétricos em relação à bissetriz dos quadrantes 1 e 3 do plano
cartesiano, conforme mostra a Figura 4.15.

FIGURA 4.15 – Função inversa

4.2 - PRINCIPAIS FUNÇÕES ELEMENTARES
Vamos agora ver uma relação de funções que são denominadas
elementares. Elas são assim denominadas porque são as mais
conhecidas e habitualmente usadas.
4.2.1 - Função Constante
É a função f: → que a
Cada elemento x ∈ R associa sempre o
mesmo elemento c ∈ R (Fig. 4.16).
O gráfico da função constante
é uma reta paralela ao eixo dos x e
passando pelo ponto (0,c). Sua imagem é o conjunto Im = {c}.
FIG.4.16 função constante
Exemplos:




AC-02
114
4.2.2 - Função Identidade
É a função f: → que a cada
elemento x ∈ associa o próprio x.
O gráfico da função identidade é
a reta que contém as bissetrizes do 1
o
e
3
o
quadrantes. Sua imagem é o conjunto I
m

= (Fig.4.17).

4.2.3 - Função Afim
É a função f:

→ que associa a cada x ∈ o elemento
(ax + b) ∈ , onde a ≠ 0.
Exemplos:
a) f(x) = 3x – 4 onde a = 3 e b =-4
b) f(x) = 5x + 7 onde a = 5 e b = 7
c) f(x) = -2x – 5 onde a =-2 e b =-5
d) f(x) = 3x onde a = 3 e b = 0
e) f(x) = -5x onde a =-5 e b = 0

Observação:
1
o
) Quando B = 0 a função afim se transforma em f: x → ax,
também chamada função linear.
2
o
) O gráfico da função afim é uma reta.
3
o
) A função afim é crescente se, e somente se, a > 0.
4
o
) A função afim é decrescente se, e somente se, a < 0.
Exemplos:




AC-02
115
4.2.4 - Função Modular
É a função f: → que a cada
elemento x ∈ associa o elemento |x|.
Assim sendo, a função modular f está
definida da seguinte forma:
f(x) = x se x ≥ 0
f(x) = - x se x < 0

O gráfico de f é a reunião das semi-retas de origem O, que
são bissetrizes do 1
o
e 2
o
quadrantes (Fig. 4.18).
A imagem da função modular é o conjunto I
m
=
+
, isto é, a
função modular só pode assumir valores reais não negativos.
Exemplo: Construir o gráfico da função f: x → |x - 1|.
De acordo com a definição dada, temos:
f(x) = x - 1 se x - 1 ≥ 0
f(x) = -(x - 1) se x - 1 < 0
portanto:
f(x) = x - 1 se x ≥ 1
f(x) = -x + 1 se x < 1

O gráfico de f também é a reunião das
semi-retas da figura.

4.2.5 - Função Quadrática (ou Função Trinômio do 2
o
Grau)
É a função que associa a cada x ∈ o elemento
(ax
2
+ bx + c) ∈ , onde a ≠ 0.
Exemplos:
a) f(x) = x
2
+ x onde a = l, b = l, c = 0
b) f{x) = 2x
2
- 2x + 1 onde a = 2, b = -2, c = 1
c) f(x) = -x
2
+ 4x - 5 onde a = -1, b = 4, c = -5
d) f(x) = 3x
2
- 10 onde a = 3, b = 0, c = -10
e) f(x) = -4x
2
+ 5x onde a = -4, b = 5, c = 0
f) f(x) = -2x
2
+ 1 onde a = -2, b = 0, c = 1



AC-02
116
Observações (ver Fig. 4.19)
1
o
) o gráfico da função quadrática é uma parábola cujo eixo de
simetria é perpendicular ao eixo dos x;
2
o
) se a > 0, a parábola representativa da função quadrática tem a
concavidade voltada para “cima";
3
o
) se a < 0, a parábola representativa da função quadrática tem a
concavidade voltada para “baixo";
4
o
) sendo ∆ = b
2
- 4ac (discriminante), a parábola: (
*
)
a) intercepta o eixo dos x em dois pontos distintos:
P
1
|
|
¹
|

\
|
∆ + −
|
|
¹
|

\
|
∆ − −
0 ,
a 2
b
P e 0 ,
a 2
b
2

quando ∆ > 0.
b) tangencia o eixo dos x no ponto P |
¹
|

\
|
− 0 ,
a 2
b
, quando
∆ = 0.
c) não tem ponto comum com o eixo dos x quando ∆ < 0.
(
*
) É preciso aqui recordar a fórmula para resolução das equações
do 2
o
grau:
y = ax
2
+ bx + c = 0 ⇒ x =
a 2
ac 4 b b
2
− ± −

5º) O vértice da parabola é o ponto V
|
¹
|

\
|

− −
a 4
,
a 2
b
, o qual é ponto de
máximo se a < 0 ou é ponto de mínimo se a > 0.


FIGURA 4.19 – Função quadrática



AC-02
117
Exemplos:
1
o
) Construir o gráfico da função f : x → x
2
.
Esta função é definida pela relação y = x
2
, isto é, a cada
número x ∈ associa o número x
2
. Sabemos que o gráfico de f é uma
parábola com a concavidade voltada para cima, eixo de simetria
vertical, tangente ao eixo dos x(∆ = 0) no ponto V tal que
0
a 4
y 0
a 2
b
x
v v
=

− = = − = .

Fazemos a tabela:
x y Ponto
-3 9 A
-2 4 B
-1 1 C
0 0 D = V
1 1 E
2 4 F
3 9 G


2
0
) Construir o gráfico da função f : x → x
2
- 6x + 8.
O gráfico desta função é uma parábola com a concavidade voltada
para cima, eixo de simetria vertical, vértice no ponto V tal que
1
a 4
y 3
a 2
b
x
v v
− =

− = = − =
e corta o eixo dos x nos pontos
que têm como abscissas as raízes da equação y = 0, isto é, nos
pontos (2, 0) e (4, 0).

Fazemos a tabela:
x y Ponto
0 8 A
1 3 B
2 0 C
3 -1 D = V
4 0 E
5 3 F
6 8 G

A respeito da imagem da função
quadrática, obsservemos como conseqüência das propriedades já
citadas que:



AC-02
118
1
o
) Se a > 0, a função admite o valor mínimo y
v
=
a 4

− e, assim,
I
m
= {y ∈ R | y ≥
a 4

− }.
2
o
) Se a < 0, a função admite o valor máximo y
v =
a 4

− e, assim,
I
m
= {y ∈ R | y ≤
a 4

− }.

4.2.6 - Função f : x → x
3

É a função f: → que a cada x ∈ associa o elemento
x
3
∈ .
Vamos inicialmente construir a tabela da Fig. 4.20 e plotar
os pontos no gráfico.

x Y = x
3
Ponto
-2 -8 A
2
3

8
27
− B

-1 -1 C
2
1

8
1
− D

0 0 E
2
1

8
1
F

1 1 G
2
3

8
27
H

2 8 I
2
5

8
125
J

3 27 K
FIGURA 4.20 – Função x
3


Observemos algumas propriedades da função f(x) = x
3
:
a) é uma função crescente em , isto é:
∀x
1
∈ , x
2
∈ , x
1
< x
2 ⇒
3
2
3
1
x x <

b) quando x → +∞, temos x
3
→ +∞, (veja em 6.4 - Limites no
Infinito).
c) quando x → -∞, temos x
3
→ -∞.
d) sua imagem é o conjunto I
m
= .



AC-02
119
O leitor poderá verificar que a função quadrática, a função
afim e a função constante são funções polinomiais de graus dois,
um e zero, respectivamente (ver 3.4).
A função x
3
é um caso particular da função polinomial de
grau 3.
A função f : → , dada por f(x) = a
o
+ a
1
x
1
+ ... + a
n
x
n

(a
n
≠ 0) é uma função polinomial de grau n.

4.2.7 - Função Recíproca
É a função f :
*
→ que a cada elemento x ∈
*
associa
o elemento
x
1
(Fig. 4.21).
x y =
x
1
Ponto

-4
4
1
− A

-3
3
1
− B

-2
2
1
− C

-1 -1 D
2
1
− -2 E

3
1
− -3 F

4
1
− -4 G

4
1
4 G’

3
1
3 F’

2
1
2 E’

1 1 D’
2
2
1
C’

3
3
1
B’

4
4
1
A’


FIGURA 4.21 – Função recíproca

A função recíproca é um caso muito particular da função
Racional fracionária, que é a função f(x) dada como quociente de
dois polinômios P(x) e Q(x) .
f(x) = ;
) x ( Q
) x ( P
D(f) = { x ∈ | Q(x) ≠ 0}



AC-02
120
4.2.8 - Função Exponencial de Base a
É a função que a cada elemento x ∈ associa o elemento
a
x
, com 0 < a ≠ 1.
1
o
) Do que foi visto em 2.4, é fácil concluir que este fato pode
ser expresso assim: a imagem da função exponencial é
*
+
(a curva
está acima do eixo dos x, ∀a) .
2
o
)

Se a > 1, a função exponencial é crescente.
3
o
)

Se 0 < a < 1, a função exponencial é decrescente.
4
o
)

O gráfico de toda função exponencial corta o eixo dos y no
ponto de ordenada +1 pois:
x = 0 ⇒ y = a
0
= 1
Eis dois gráficos de funções exponenciais:

FIGURA 4.22 – Função exponencial

Exemplos:
1
o
) Construir o gráfico da função exponencial de base 2, isto é:
f : x → 2
x

Inicialmente fazemos a tabela:
x y = 2
x
Ponto

-3
8
1
A

-2
4
1
B

-1
2
1
C

0 1 D

1 2 E

2 4 F

3 8 G








AC-02
121
2
o
) – construir o gráfico da função exponencial de base
2
1
, isto é:
f : x →
x
2
1
|
¹
|

\
|


Inicialmente fazemos a tabela:
x y = 2
-x
Ponto

-3
8
1
A

-2
4
1
B

-1
2
1
C

0 1 D

1 2 E

2 4 F

3 8 G





4.2.9 - Funções Trigonométricas
Conforme vimos em 3.2.5, podemos escrever que na Fig. 4.23:

FIGURA 4.23 – Círculo trigonométrico
u = abscissa de P = OP
1
= cosseno de x = cos x
v = ordenada de P = OP
2
= seno de x = sen x
Assim, a todo x ∈ associamos um único número real u (tal
que -1 ≤ u ≤ 1) e definimos uma função à qual damos o nome de
função cosseno e indicamos:
f : x → cos x ou y = cos x



AC-02
122
e um único número real v (tal que -1 ≤ u ≤ 1) e definimos uma
função à qual damos o nome de função seno e indicamos:
f : x → sen x ou y = sen x
Estudando a variação de u e v quando x percorre o intervalo
[0, 2π], isto é, analisando o que ocorre com OP
1
e OP
2
quando P
parte de A e percorre o ciclo trigonométrico no sentido anti-
horário, podemos montar a tabela e construir os gráficos

x sen x

cos x
0 0 1
6
π

2
1

2
3


4
π

2
2

2
2


3
π

2
3

2
1


2
π
1 0

3


2
3

-
2
1


4


2
2
-
2
2


6


2
1

-
2
3


π
0 -1
6

-
2
1

-
2
3


4


-
2
2
-
2
2


3


-
2
3

-
2
1


2

-1 0

3


-
2
3

2
1


4


-
2
2

2
2


6
11π
-
2
1

2
3



0 1


FIGURA 4.24 - Funções seno e cosseno
A imagem das funções y = sen x e y = cos x é o conjunto.
I
m
= {y ∈ | -1 ≤ y ≤ 1}

Se cos x ≠ 0, definimos:
- funçao tangente f : x → tg x, onde tg x =
x cos
senx
.



AC-02
123
- função secante f : x → sec x, onde sec x =
x cos
1
.
Montando a tabela, construímos os gráficos Figura 4.25.
Se sen x ≠ 0, definimos:
- funçao cotangente f : x → cotg x, onde cotg x =
x sen
x cos
.
- função cossecante f : x → cossec x, onde cossec x =
x sen
1
.
Montando a tabela, construímos os gráficos da figura 4.26

A imagem da função tangente é o conjunto .
A imagem da função secante é o conjunto {y ∈ | y ≤ -1 ou y ≥ 1}.

FIGURA 4.25 – Funções tangente e secante


A imagem da função cotangente é o conjunto .
A imagem da função cossecante é o conjunto {y ∈ | y ≤ -1 ou y ≥ 1}

FIGURA 4.26 – Funções cotangente e cossecante
4.2.10 - Função Logarítmica
Consideramos a função f definida por y = a
x
, com 0 < a ≠ 1,
chamada função exponencial de base a. Sabemos que:
a) f é definida em e com imagens em
+
*
;



AC-02
124
b) se a > 1, f é crescente em ;
c) se 0 < a < 1, f é decrescente em .
Em vista disso, a função f é inversível e a sua inversa é
denominada função logarítmica de base a.
Sabemos de 2.2.5 que: x = a
y
⇒ y = log
a
x.
A função logarítmica é definida em R
+
*
, seu conjunto-imagem
é , é crescente se a > l ou decrescente se 0 < a < 1, conforme se
vê na Fig. 4.27.

FIGURA 4.27 – Função logarítmica
4.2.11 - Funções Trigonométricas Inversas
A função seno não é bijetora. Entretanto, a parte dela que
é denominada restrição principal e que é a seguinte:
sen : [ ] 1 , 1
2
,
2
− →


π π

é bijetora. Portanto, admite inversa que é a função:
arcsen : [-1, 1] →


2
,
2
π π

de modo que x = arcsen y ⇔ y = sen x (x é o arco cujo seno é y).
Temos o gráfico:

FIGURA 4.28 – Função Arco-seno



AC-02
125
Chama-se restrição principal do cosseno a função:
cos : [0, π] → [-1 , 1]
e que é bijetora. Logo, admite inversa que é a função
arccos : [-1, 1] → [0, π]
de modo que x = arccos y ⇔ y = cos x (x é o arco cujo cosseno é
y). Temos o gráfico:

FIGURA 4.29 – Função arco-cosseno

Chama-se restrição principal da tangente a função
tg : →
que é bijetora. Logo, ela admite inversa que é a função
arctg : →


2
,
2
π π

de modo que x = arctg y ⇔ y = tg x (x é o arco cuja tangente é y).
Temos o gráfico:

FIGURA 4.30 - Função arco-tangente





AC-02
126
4.3 - FUNÇÃO DEFINIDA POR VÁRIAS SENTENÇAS ABERTAS
Uma função f pode ser definida por várias sentenças abertas
cada uma das quais está ligada a um domínio D
i
contido no domínio
de f.
Eis alguns exemplos:

1
o
) Seja a função f, de R em R, definida
por:
f(x) = 1 para x < 0
f(x) = 2 para 0 ≤ x < 1
f(x) = 1 para x ≥ 1
Seu gráfico está representado na figura
ao lado. Sua imagem é o conjunto
I
m
= {1, 2}.

2
o
) Seja a função f, de em ,
definida por:
f(x) = -x para x < 0
f(x) = x
2
para x ≥ 0
Seu gráfico está representado na figura
ao lado. Sua imagem é o conjunto
I
m
=
+
.

3
o
) Seja a função f, de
+
em ,
definida por:
f(x) = x para 0 ≤ x ≤ 2
f(x) = 2 para 2 < x < 3
f(x) = 5 – x para x ≥ 3
Seu gráfico está representado na figura
ao lado. Sua imagem é o conjunto I
m
= {y ∈ | y ≤ 2}


Exemplos:

1. Dada a função y = x
2
- 4x + 3, determinar:
a) as raízes ou zeros da função



AC-02
127
b) as coordenadas do vértice
c) o seu gráfico
d) o seu domínio e conjunto imagem

Solução:

y = x
2
- 4x + 3 a = l, b = -4, c = 3
y = 0 ⇒ x
2
- 4x + 3 = 0
∆ = b
2
– 4ac ⇒ ∆ = (-4)
2
- 4.1.3 = 4

a) Raízes:

3
2
2 4
x
1
=
+
=

) 1 ( 2
4 ) 4 (
x
a 2
b
x
± − −
= ⇒
∆ ± −
=
1
2
2 4
x
2
=

=
b) Vértice V(x
v
,y
v
):
x
v
=
2
2
4
) 1 ( 2
) 4 (
a 2
b
= =
− −
=



y
v
=
1
) 1 .( 4
4
a 4
− =

=
∆ −

c)

d) D =
Im = {y ∈ | y ≥ -1}




AC-02
128
2. Determinar m para que o gráfico da função quadrática
y = (m - 3)x
2
+ 5x - 2 tenha concavidade voltada "para cima".
Solução:
Condição: a > 0 ⇒ m - 3 > 0 ⇒ m > 3
3. Para que valores de m a função f(x) = x
2
- 3x + m - 2 admite
duas raizes reais iguais?
Solução:
Condição: ∆ = 0
∆ = b
2
- 4ac
∆ = (-3)
2
- 4(1)(m - 2) = 9 - 4m + 8 ⇒
⇒ -4m + 17 = 0 ⇒ m =
4
17


⇒ m =
4
17


4. Sejam as funções reais f e g, definidas por f(x) = x
2
+ 4x - 5 e
g(x) = 2x – 3. Pede-se:
a) obter as leis que definem fog e gof
b) calcular (fog)(2) e (gof)(2)
c) determinar os valores do domínio da função fog que produzem
imagem 16.

Solução:
a) A lei que define (fog) é obtida a partir da lei de f, trocando-
se x por g(x):
(fog)(x) = f(g(x)) = [g(x)]
2
+ 4[g(x)] - 5 =
= (2x - 3)
2
+ 4(2x - 3) – 5 = 4x
2
- 4x - 8.
A lei que define gof é obtida a partir da lei de g, trocando-se x
por f(x):
(gof)(x) = g(f(x)) = 2.f(x) - 3 = 2(x
2
+ 4x - 5) – 3
(gof)(x) = 2x
2
+ 8x - 13

b) Calculemos fog para x = 2
(fog)(2) = 4.2
2
- 4.2 - 8 = 0
Calculemos gof para x = 2
(gof)(2) = 2.2
2
+ 8.2 - 13 = 11



AC-02
129

c) o problema em questão, resume-se em resolver a equação
(fog)(x) = 16, ou seja:
4x
2
- 4x - 8 = 16 ⇒ 4(x
2
- x - 6) = 0 ⇒ x = 3 ou x = -2.

5. Sejam as funções definidas por f(x) = x e g(x) = x
2
- 3x - 4.
Determinar os domínios das funções fog e gof.

Solução
a) (fog)(x) = f(g(x)) = 4 x 3 x ) x ( g
2
− − =
Para que exista (fog)(x) ∈ , devemos ter x
2
- 3x - 4 ≥ 0, isto é:
x ≤ -1 ou x ≥ 4. Então
D(fog) = {(x) ∈ | x ≤ -1 ou x ≥ 4}

(gof)(x) = g(f(x)) = [f(x)]
2
– 3f(x) - 4 = |x| - 3 x - 4.
Para que exista (gof)(x) ∈ , devemos ter x ≥ 0. Então
D(gof) = {x ∈ | x ≥ 0}.

6. Sejam as funções reais f(x) = 3x - 5 e (fog)(x) = x
2
- 3.
Determinar a lei da função g.

Solução
Se f(x) = 3x - 5 então, trocando-se x por g(x), temos:
(fog)(x) = f(g(x)) = 3g(x) – 5
mas é dado que: (fog)(x) = x
2
– 3, então:
3.g(x) - 5 = x
2
– 3,
ou seja:
3
2 x
) x ( g
2
+
=

7. Sejam as funções reais g(x) = 3x - 2 e (fog)(x) = 9x
2
- 3x + 1.
Determinar a lei da função f.




AC-02
130
Solução
Se (fog)(x) = 9x
2
- 3x + 1 então f(g(x)) = 9x
2
- 3x + 1.
Como g(x) = 3x - 2, decorre x =
3
2 ) x ( g +
e então:
[ ] = + − − + + = +

+

+
= 1 2 ) x ( g 4 ) x ( g 4 ) x ( g 1
3
2 ) x ( g
3
3
2 ) x ( g
9 )) x ( g ( f
2
2

= [g(x)]
2
+ 3g(x) + 3
logo, f(x) = x
2
+ 3x + 3.

8. Sejam f e g funções reais definidas por

¹
´
¦
< +
≥ + +
=
1 x se , 4 x 3
1 x se , 4 x 2 x
) x ( f
2
e g(x) = x – 3
Obter a lei que define fog.

Solução:
Fazendo g(x) = y, temos (fog)(x) = f(g{x)) = f(y).
Temos de examinar dois casos:
1
o
) y ≥ 1
y ≥ 1 ⇔ = g(x) ≥ 1 ⇔ = x - 3 ≥ 1 ⇔ x ≥ 4
y ≥ 1 ⇒ f(y) = y
2
+ 2y + 4 ⇒ f(g(x)) =
= (g(x))
2
+ 2.g(x) + 4 ⇒
⇒ (fog)(x) = (x - 3)
2
+ 2(x - 3) + 4 = x
2
- 4x + 7
2
o
) y < 1
y < 1 ⇔ g(x) < 1 ⇔ x - 3 < 1 ⇔ x < 4
y < 1 ⇒ f(y) = 3y + 4 ⇒ f(g(x)) = 3.g(x) + 4 ⇒
⇒ (fog)(x) = 3(x - 3) + 4 = 3x -5
Conclusão: (fog)(x)=
¹
´
¦
〈 −
≥ + −
4 x se , 5 x 3
4 x se , 7 x 4 x
2


9. Seja a função f de
-
em
+
, definida por f(x) = x
2
. Qual é a
função inversa de f?






AC-02
131
Solução:
A função dada é f(x) = y = x
2
, com x ≤ 0 e y ≥ 0. Aplicando a regra
prática. temos:
I) permutando as variáveis:
x = y
2
, com y ≤ 0 e x ≥ 0
II) expressando y em função de x
x = y
2
⇒ y = x ou y = - x
Considerando que na função inversa f
-l
. devemos ter y ≤ 0 e x ≥ 0 a
lei de correspondência da função inversa será f
-l
(x) = - x .
Resposta: É a função f
-l
de
+
em
-
definida por f
-l
(x) = - x

10. Seja a função bijetora f de - {2} em - {1} definida por
f{x) =
2 x
1 x

+
. Qual é a função inversa de f?

Solução:
A função dada é f(x) = y =
2 x
1 x

+
, com x ≠ 2 e y ≠ 1.
Aplicando a regra prática, temos:
x =
2 y
1 y

+
⇒ xy – 2x = y + 1 ⇒ xy – y = 2x + 1 ⇒
⇒ y(x - 1) = 2x + 1 ⇒ y =
1 x
1 x 2

+

Resp.: É a função f
-l
, de - {1} em em – {2} definida por
f
-l
(x) =
1 x
1 x 2

+
.

11. Sejam os conjuntos A = {x ∈ | x ≥ 1} e B = {y ∈ R | y ≥ 2} e
a função f de A em B definida por f{x) = x
2
- 2x + 3. Obter a
função inversa de f.

Solução:
A função dada é f{x) = y = x
2
- 2x + 3, com x ≥ 1 e y ≥ 2.
Aplicando a regra prática temos:
I) permutando as variáveis:



AC-02
132
x = y
2
– 2y + 3 com y ≥ 1 e x ≥ 2
II) expressando y em função de x
x = y
2
- 2y + 3 ⇒ x = y
2
– 2y + 1 + 3 - 1 ⇒
⇒ x = (y - 1)
2
+ 2 ⇒

. 2 x 1 y ou 2 x 1 y
2 x 1 y ou 2 x 1 y 2 x 1) - (y
2
− − = − + = ⇒
⇒ − − = − − = − ⇒ − = ⇒

Considerando que na função inversa f
-l
, devemos ter y ≥ 1 e x ≥ 2,
a sentença que define a função inversa é f
-1
(x) = 1 + 2 x −
Resposta: f
-l
: B → A
f
-l
(x) = 1 + 2 x −

12. Seja a função f de - {-2} em - {4} definida por
f(x) =
2 x
3 x 4
+

. Qual é o valor do domínio de f
-1
com imagem 5?

Solução:
Queremos determinar a ∈ - {4} tal que f
-1
(a) = 5, para isto,
basta determinar a tal que f(5) = a.
a = f(5) =
7
17
a
7
17
2 5
3 5 . 4
= ⇒ =
+



13. Seja a função bijetora de em definida por
f(x) =
¹
´
¦
〈 −
≥ −
0 x se 1 x
0 x se 1 x
2
. Determinar f
-1
.

Solução:
Notemos que
1
o
) se x ≥ 0 então f(x) = y = x
2
- 1, logo y ≥ -1.
2
o
) se x < O então f(x) = y = x -1, logo y < -1.
A função proposta é:
y = x
2
- 1 com x ≥ 0 e y ≥ -1 ou y = x - 1 com x < 0 e y < -1.
Aplicando a regra prática:
I) permutando as variáveis, temos:
x = y
2
- 1 com y ≥ 0 e x ≥ -1 ou x = y - 1 com y < 0 e x < -1



AC-02
133
II) expressando y em função de x, temos:
y = 1 x + com y ≥ 0 e x ≥ -1 ou y = x + 1 com y < 0 e
x < -1.
Logo, a função inversa f
-1
é de em e definida por:
f
-1
(x) =
¹
´
¦
− 〈 +
− ≥ +
1 x se 1 x
1 x se 1 x

14. Dadas as funções f e g em definidas por f(x) = 3x - 2 e
g(x) = 2x + 5, determinar a função inversa de gof.

Solução
1
o
Processo
Determinamos inicialmente gof e em seguida (gof)
-1
.
(gof)(x) = g(f(x)) = 2f(x) + 5 = 2(3x - 2) + 5 = 6x + 1.
Aplicando a regra prática, temos: x = 6y + 1 ⇒ y =
6
1 x −

Portanto (gof)
-1
(x) =
6
1 x −
.

2
o
) Processo
Determinamos inicialmente f
-1
e g
-1
e em seguida f
-1
og
-1
pois
(gof)
-1
= f
-1
og
-1

Aplicando a regra prática em f(x) = 3x - 2 e g(x) = 2x + 5 temos:
f
-1
(x)=
2
5 x
) x ( g e
3
2 x
1

=
+


6
1 x
3
2
2
5 x
3
2 ) x ( g
)) x ( g ( f ( ) x )( og f (
1
1 1 1 1

=
+

=
+
= =

− − − −

Portanto (gof)
-1
(x) =
6
1 x −
.
Resposta: (gof)
-1
: →
(gof)
-1
(x) =
6
1 x −





AC-02
134
15. Seja a função f em definida por f(x) = 2x - 3. Construir num
mesmo plano cartesiano os gráficos de f e f
-1
.



Solução:
f(x) = 2x – 3 f
-1
(x) =
2
3 x +

x y x y
-1 -5 -5 -1
0 -3 -3 0
1 -1 -1 1
2 1 1 2
3 3 3 3
4 5 5 4

16. Construir no mesmo diagrama os gráficos de duas funções
inversas entre si:
1
o
) f : x → 2x – 4 e f
-1
: x →
2
4 x +

2
o
) f : x → x
2
e f
-1
: x → x
3
o
) f : x → x
3
e f
-1
: x →
3
x

Solução
f(x) = 2x – 4 f
-1
(x) =
2
4 x +

x y x y
-4 -12 -12 -4
-3 -10 -10 -3
-2 -8 -8 -2
-1 -6 -6 -1
0 -4 -4 0
1 -2 -2 1
2 0 0 2
3 2 2 3
4 4 4 4


f(x) = x
2
f
-1
(x) = x
x y x y
0 0 0 0
1 1 1 1
2 4 4 2
3 9 9 3
4 16 16 4
5 25 25 5
6 36 36 6



AC-02
135

f(x) = x
3
f
-1
(x) =
3
x
x y x y
-3 -27 -27 -3
-2 -8 -8 -2
-1 -1 -1 -1
0 0 0 0
1 1 1 1
2 8 8 2
3 27 27 3


5 - VARIAÇÃO DO SINAL DAS FUNÇÕES
5.1 - INTRODUÇÃO
O gráfico da Figura 5.1 abaixo representa uma função
y = f(x) onde a, b, c e d são dados.
Observemos que:
1º) f(x) = 0 ⇒ x = a ou x = b ou x = c ou x = d. Dizemos
que a, b, c e d são raízes ou zeros de f(x) , isto é, são os
pontos do domínio de f para os quais f(x) = 0.
2º) f(x) < 0 ⇒ x < a ou c < x < d
3º) f(x) ≤ 0 ⇒ x ≤ a ou c ≤ x ≤ d ou x = b
4º) f(x) > 0 ⇒ a < x < b ou b < x < c ou x > d
5º) f(x) ≥ 0 ⇒ a ≤ x ≤ c ou x ≥ d
Ao estudo acima efetuado, chamamos de variação do sinal da
função f.



AC-02
136


FIGURA 5.1 – Variação do sinal da Função

Outro exemplo: sejam os gráficos das funções f(x) e g(x) da
Figura 5.2, onde a, b, c e d são dados.
Observe que:
1º) f(x) = g(x) ⇒ x = a ou x = b ou x = c ou x = d (pontos de
intersecção das duas curvas)
2º) f(x) > g(x) ⇒ x < a ou b < x < c ou x > d (intervalos em que
os pontos de f(x) estão acima dos pontos de g(x))
3º) f(x) ≥ g(x) ⇒ x ≤ a ou b ≤ x ≤ c ou x ≥ d
4º) g(x) > f(x) ⇒ a < x < b ou c < x < d
5º) g(x) ≥ f(x) ⇒ a ≤ x ≤ b ou c ≤ x ≤ d



AC-02
137

FIGURA 5.2 - Comparação entre f(x) e g(x)

Se definirmos a função h : → tal que
h(x) = f(x) - g(x), veremos que recaímos no caso anterior, isto é,
na análise da variação do sinal da função h(x). Por exemplo:
f(x) = g(x) ⇒ h(x) = 0
f(x) > g(x) ⇒ h(x) > 0
Evidentemente, a variação do sinal de uma função pode ser
obtida do seu gráfico, sem maiores complicações. Contudo, a
questão não é tão trivial quando só se dispõe da expressão que
define a função. Neste caso:
1
o
) obtemos os zeros da função resolvendo a equação f(x) = 0.
2
o
) obtemos os intervalos onde f(x) < 0 ou f(x) > 0, resolvendo
inequações.

5.2 - EQUAÇÕES
5.2.1 - Definições
Sejam f(x) e g(x) duas funções cujos domínios são D
1
⊂ e
D
2
⊂ , respectivamente. Chama-se equação na incógnita x à
sentença aberta (isto é, a afirmação que pode ser falsa ou
verdadeira dependendo do valor de x escolhido) do tipo:
f(x) = g(x) ou h(x) = f(x) - g(x) = 0, ∀x ∈ D
1
∩ D
2


Resolver a equação significa determinar o conjunto S ou V
(denominado conjunto solução ou conjunto verdade) dos números
r ∈ D
1
∩ D
2
tais que f(r) = g(r) seja uma sentença verdadeira.



AC-02
138
Na resolução de uma equação procuramos sempre transformá-la
em outra equivalente mais simples, em que o conjunto solução possa
ser obtido com mais facilidade. Para isso, podemos fazer:
1
o
) f(x) + h(x) = g(x) ⇔ f(x) = g(x) – h(x)
2
o
) f(x) = g(x) ⇔ f(x).h(x) = g(x).h(x)
h(x) definida em D
1
∩ D
2
h(x) ≠ 0
5.2.2 - Equações Polinomiais
Já vimos como resolver equações do lº e 2º graus. Façamos o
estudo para o caso geral.
Conforme o conceito de raiz apresentado, as raízes de um
polinômio P(x) são as raízes da equação P(x) = 0.
Para determinarmos essas raízes, isto é, resolver a equação
P(x) = 0, devemos saber que um polinômio P(x) de grau n pode ser
completamente fatorado em n
1
fatores do 1º grau e n
2
fatores do 2º
grau com n
1
+ 2n
2
= n. Os n
2
fatores do 2
o
grau são tais que ∆ < 0
para todos eles.
Por exemplo, P(x) = x
2
- 5x + 6 (de grau n = 2) também pode
ser escrito P(x) = (x - 2)(x - 3) (2 fatores do l
o
grau),
P(x) = (x
3
+ x
2
+ x + 1) = (x + 1)(x
2
+ 1) (1 fator do 1º grau e 1
fator do 2º grau).
Atentemos agora para o seguinte fato: se uma multiplicação
tem resultado nulo, pelo menos um de seus fatores é zero.
Exemplo:
a . b . c = 0 ⇒ a = 0 ou b = 0 ou c = 0
assim:


Exemplos:
1. As raízes do polinômio (x - 1)(x + 2)(x - 7), logo do 3
o
grau,
serão as raizes dos fatores
x - 1 = 0 ⇒ x
1
= 1
x + 2 = 0 ⇒ x
2
= -2
Se um polinômio de grau n apresenta-se completamente de-
composto, suas raízes reais são as n
1
raízes de cada um
de seus n
1
fatores do 1
o
grau.



AC-02
139
x - 7 = 0 ⇒ x
3
= 7

2. O polinômio (x + 3)(x
2
- 4x - 5) não está completamente fatorado
mas suas raizes ainda podem ser calculadas pois conhecemos métodos
para resolver uma equação do 2
o
grau.
x + 3 = 0 ⇒ x
1
= -3
x
2
– 4x - 5 = 0 ⇒
¹
´
¦
− =
=
1 x
5 x
3
2


3. Resolva a equação do 4º grau x(x + 1)(x - 1)(2x -3) = O
Solução:
Temos 4 fatores do primeiro grau. As 4 raízes serão:
x = 0 ⇒ x
1
= 0
x + 1 = 0 ⇒ x
2
= -1
x - 1 = 0 ⇒ x
3
= 1
2x - 3 = 0 ⇒ x
4
=
2
3

Logo: V = {0, -1, 1,
2
3
}.

4. Resolva a equação do 3º grau x
3
- 5x
2
+ 7x - 3 = 0, sabendo que,
fatorada, ela fica (x - 1)
2
(x - 3) = 0.

Solução:
(x - 1)
2
(x - 3) = (x - 1)(x - 1)(x - 3)
x - 1 = 0 ⇒ x
1
= 1
x - 1 = 0 ⇒ x
2
= 1
x - 3 = 0 ⇒ x
3
= 3
Logo: V = {1, 3}

Observação importante:
O conjunto verdade apresenta apenas 2 elementos pois uma
das raízes é dupla. Dizemos que esta raiz tem multiplicidade 2.






AC-02
140
5. Resolva a equação x
3
+ 2x
2
- 3x = 0
Solução:
Como não conhecemos métodos para equações do 3
o
grau, devemos
tentar fatorar. Com efeito, basta por x em evidência:
X (x
2
+ 2x - 3) = 0
x = 0 ⇒ x
l
= 0
x
2
+ 2x - 3 = 0 ⇒
¹
´
¦
− =
=
3 x
1 x
3
2

Logo: V = {0, 1, -3}

6. Forme um polinômio do 3
o
grau cujas raizes sejam 2, 3 e -1
Solução:
Tal polinômio, decomposto, deve apresentar os três seguintes
fatores do 1
o
grau:
x = 2 ⇒ x - 2 = 0 ⇒ (x - 2)
x = 3 ⇒ x - 3 = 0 ⇒ (x - 3)
x = -l ⇒ x + l = 0 ⇒ (x + 1)
Multiplicando-se obtemos:
(x - 2)(x - 3)(x + 1) = x
3
- 4x
2
+ x + 6

7. Resolva x
3
- 7x + 6 = 0, sabendo que uma das raízes é 2.

Solução:
Como a equação é do 3
o
grau, devemos ter ao todo 3 raízes. Se uma
delas é 2, haverá um fator do 1
o
grau igual a (x - 2) multiplicado
por algum fator do 2
o
grau, Q(x). Ou seja:
x
3
- 7x + 6 = (x - 2).Q(x)
Logo, esse fator será Q(x) =
2 x
6 x 7 x
3

+ −

Efetuando esta divisão, por Briot-Ruffini vem
2 1 0 -7 6
1 2 -3

Q(x) = x
2
+ 2x – 3 = 0 ⇒
¹
´
¦
− =
=
3 x
1 x
3
2


V= {2, 1, -3}



AC-02
141
5.2.3 - Equações Trigonométricas
Há três tipos de equações trigonométricas a que,
praticamente, todas as outras se reduzem:
¦
)
¦
`
¹
=
=
=
tga tgx
cosa cosx
sena senx
onde a é um arco conhecido

1º tipo: sen x = sen a
O seno de x será igual ao seno de a,
evidentemente, se x ≡ a (côngruos), ou também
(figura) se x e a forem suplementares
(extremidades simétricas em relação ao eixo
dos senos).



Exemplos:
a) sen x = sen 50° ⇒
¦
¹
¦
´
¦
+ =
+ =
º 360 . k º 130 x
ou
º 360 . k º 50 x
(k ∈ )
b) senx = sen
¦
¹
¦
´
¦
+ =
+ =

π
π
π
π
π
k 2
3
2
x
k 2
3
x
3
(k ∈ )

2
o
) tipo: cos x = cos a
O cosseno de x será igual ao cosseno
de a se x e a forem côngruos ou também
(figura) se forem replementares (extremidades
simétricas em relação ao eixo dos cossenos).



sen x = sen a ⇒
¦
¹
¦
´
¦
+ − =
+ =
π π
π
k 2 ) a ( x
ou
k 2 a x




AC-02
142
¦
¹
¦
´
¦
+ − =
+ =
⇒ =
π π
π
k 2 ) a 2 ( x
ou
k 2 a x
a cos x cos
, (k ∈ )
que pode ser escrito assim:
¦
¹
¦
´
¦
+ − =
+ =
⇒ =
π
π
k 2 a x
ou
k 2 a x
a cos x cos , (k ∈ )
ou, ainda mais simplesmente:


Exemplos:
a) cos x = cos 20º ⇒ x = 20º + k.360º, (k ∈ )
b) cos x = cos ⇒
5

x = ±
5

+ 2kπ, (k ∈ )

3
o
tipo: tg x = tg a

A tangente de x será igual à tangente
de a se x e a forem côngruos ou ainda
(figura), se forem explementares (extremidades
simétricas em relação ao centro da
circunferência).

tg x = tg a
¦
¹
¦
´
¦
+ + =
+ =
π π
π
k a x
ou
k a x
2 ) (
2
, (k ∈ )
ou simplesmente:


Exemplos:
tg x = tg 40
o
⇒ x = 40º + k.180º, (k ∈ )
tg x = tg π
π π
k
3
2
x
3
2
+ = ⇒ , (k ∈ )


tg x = tg a ⇒ x = a + kπ
cos x = cos a ⇒ x = ±a + 2kπ



AC-02
143
Exemplos:
1. sen x = sen 200°
Solução:
É claro que x pode valer 200°, mas também pode ser o suplemento de
200°, que é 180° - 200° = -20° ≡ 340°
Logo, x= 200° + k.360° ou x = 340° + k.360°

2. sen x =
2
3

Solução:
Cuidado! Só podemos descobrir x quando tivermos outro arco no
segundo membro. Com efeito,
2
3
= sen ,
3
π
e a equação pode ser
reescrita assim:
sen x = sen ,
3
π
donde
V = {x ∈ | x =
3
π
+ 2kπ ou x =
3

+ 2kπ , k ∈ }

3. 2(cos x) - 1 .= 0
Solução:
Primeiramente vamos isolar cos x no primeiro membro:
2cos x = l ⇒ cos x =
2
1

Mas,
2
1
= cos
3
π
, 1ogo, cos x = cos
3
π

Donde V = {x ∈ | x = ±
3
π
+ 2kπ, k ∈ }

4. cotg x =
3
3


Solução:
Podemos reduzir essa equação para uma do tipo tg x = tg a.
Invertendo ambos os membros:



AC-02
144
3
tg x tg
3 x tg
3
3
x tg
3
3
x cotg
1
ando racionaliz
π
=
=          →  = ⇒ =

Logo: V = {x ∈ | x =
3
π
+ kπ, k ∈ }

5. cossec
2
x = 2

Solução:
Invertendo ambos os membros fica:
2
1
x sen
2
1
x sec cos
1
2
2
= ⇒ =
Isolando sen x no primeiro membro vem:
sen x =
2
2
2 2
2 1
2
1
2
1
± = ± = ± = ±
Devido ao ±, devemos resolver duas equações diferentes:
sen x =
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+ =
⇒ = ⇒
π
π
π
π
π
k 2
4
3
x
ou
k 2
4
x
4
sen senx
2
2

sen x =
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ − =
+ − =
⇒ − = ⇒

π
π
π
π
π
k 2
4
3
x
ou
k 2
4
x
)
4
( sen senx
2
2


Portanto, os quatro pontos assinalados na
figura correspondem à solução. E como cada
ponto está distanciado do seguinte de
2
π

podemos escrever:
V = { x ∈ | x = ∈ + k ,
2
k
4
π π
}






AC-02
145
6. Sendo U = {x ∈ | 0 ≤ x < 2π}, resolva 2cos
2
x - 7cos x + 3 = 0.

Solução:
Para maior clareza façamos uma mudança de variável, substituindo
cos x por t.
2t
2
– 7t + 3 = 0 ⇒ t =
¦
¹
¦
´
¦
=
=

±
=
− ±
2
1
t
3 t
4
5 7
4
24 49 7
2
1

cos x = 3 ⇒ impossível (pois -1 ≤ cos x ≤ 1)
cos x = π
π π
k 2
3
x
3
cos x cos
2
1
+ ± = ⇒ = ⇒
Como o universo da equação é só a primeira volta,
V = }
3
5
,
3
{
π π


5.2.4 - Exemplos Diversos
Exemplo 1: resolver |x -2| = 5
1º) quando x - 2 ≥ 0, |x - 2| = x - 2 = 5 ⇒ x = 7
2º) quando x - 2 < 0, |x - 2| = - x + 2 = 5 ⇒ x = -3
S = {7, -3}

Exemplo 2: resolver 7 x
2
1 x
= +


Temos de considerar 2 casos:
1º) quando x - 1 ≥ 0, |x - 1| = x -1 e a equação fica:
7 x
2
1 x
= +

⇒ x - 1 + 2x = 14 ⇒ x = 5
2
o
) quando x – 1 < 0, |x - l| = -x + 1 e a equação fica:
- 7 x
2
1 x
= +

⇒ -x + 1 + 2x = 14 ⇒ x = 13
S = {5, 13}

Exemplo 3: resolver 2 |x - 3| + |x - 1| = 3
Temos de considerar 3 casos:
1º) quando x < 1:



AC-02
146
)
`
¹
+ − = −
+ − = −
1 x 1 x
3 x 3 x
⇒ 2(-x + 3) + (-x + 1) = 3 ⇒
⇒ x =
3
4
(não convém)
2º) quando 1 ≤ x < 3:
)
`
¹
− = −
+ − = −
1 x 1 x
3 x 3 x
⇒ 2(-x + 3) + (x - 1) = 3 ⇒
⇒ x = 2
3º) quando x ≥ 3:
)
`
¹
− = −
− = −
1 x 1 x
3 x 3 x
⇒ 2(x - 3) + (x - 1) = 3 ⇒
⇒ x =
3
10

S = {2,
3
10
}

Exemplo 4: resolver |x|
2
- 3|x| + 2 = 0

Temos de considerar 2 casos:
1
o
) quando x ≥ 0, |x| = x e a equação fica:
x
2
- 3x + 2 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 2
2
o
) quando x < 0, |x| = -x e a equação fica:
x
2
+ 3x + 2 = 0 ⇒ x = -1 ou x = -2
S = {-2, -1, 1, 2}


Exemplo 5: Equações exponenciais
1º) 2
x
= 2
4
⇒ x = 4
2º) 3
x
= 81 ⇒ 3
x
= 3
4
⇒ x = 4
3º) 2
x-1
= 8 ⇒ 2
x-1
= 2
3
⇒ x - 1 = 3 ⇒ x = 4
4º) 5
x-2
=
25
1
⇒ 5
x-2
=
2
5
1
⇒ 5
x-2
= 5
-2
⇒ x – 2 = -2 ⇒ x = 0
5º) 3
x+1
= 27
-x+2
⇒ 3
x+1
= (3
3
)
-x+2
⇒ 3
x+1
= 3
-3x+6

⇒ x + 1 = -3x + 6 ⇒ 4x = 6 - 1 ⇒ x =
4
5




AC-02
147
6º) 1 x 2 x 2
5
2
5
2
2
5
5
2
2 x 2 2 x 2
= ⇒ = ⇒
|
¹
|

\
|
=
|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|
=
|
¹
|

\
|


7º) 9
x
- 10.3
x
+ 9 = 0
3
2x
- 10.3
x
+ 9 = 0
Se 3
x
= y (mudança de variável), temos:
y
2
- 10y + 9 = 0
¦
¹
¦
´
¦
= ⇒ = ⇒ =
= ⇒ = ⇒ =

2 x 9 3 9 y
0 x 1 3 1 y
x
2
x
1


Exemplo 6: Resolver a equação 6 x 3 x
2
+ + - 3x = x
2
+ 4

Solução:
A equação proposta é equivalente a
x
2
+ 3x + 4 - 6 x 3 x
2
+ + = 0 ⇒ x
2
+ 3x + 6 - 6 x 3 x
2
+ + - 2 = 0
Fazendo 6 x 3 x
2
+ + = y, temos:
y
2
- y - 2 = 0 ⇒ y = 2 ou y = -1
y = -1 não convém, pois y = 6 x 3 x
2
+ + ≥ 0
Para y = 2, temos:
6 x 3 x
2
+ + = 2 ⇒ x
2
+ 3x + 6 = 2
2
⇒ x
2
+ 3x + 2 = 0 ⇒
⇒ x = -2 ou x = -1
S = {-2, -1}

Exemplo 7: Resolver a equação 5 4 x 2 1 x 2 = − + + .

Solução:
Antes de elevarmos ao quadrado. devemos transpor uma das raizes
para o outro membro. Assim. temos:
5 4 x 2 1 x 2 = − + + ⇒ 4 x 2 5 1 x 2 − − = +
⇒ ( ) ( ) ⇒ − − = +
2 2
4 x 2 5 1 x 2
⇒ 2x + 1 = 25 – 10 4 x 2 − + 2x – 4 ⇒
⇒ 10 4 x 2 − = 20 ⇒ 4 x 2 − = 2 ⇒ 2x - 4 = 2
2
⇒ x = 4
x = 4 é solução, pois 4 4 . 2 1 4 . 2 − + + = 5
S = {4}



AC-02
148

5.3 - INEQUAÇÕES
5.3.1 - Definições
Sejam as funções f(x) e g(x) cujos domínios são
respectivamente D
1
⊂ e D
2
⊂ . Chamamos inequação na incógnita
x, a qualquer uma das sentenças abertas abaixo:
f(x) > g(x) ; f(x) < g(x) ; f(x) ≥ g(x) e f(x) ≤ g(x)
O domínio de validade das inequações acima é D = D
1
∩ D
2
.
Resolver a inequação é encontrar seu conjunto solução, isto
é, o conjunto de todos os números reais x que tornam verdadeira a
desigualdade em questão.

Exemplo: Para 2x + 1 > x + 3 o conjunto solução é
S = {x ∈ | x > 2}
O número real 3 ∈ S é solução da inequação pois
2.3 + 1 > 2 + 3.
Observemos que o conjunto solução é sempre parte do domínio
de validade da inequação.
S ⊂ D
Na resolução de uma inequação procuramos sempre transformá-
la em outra mais simples, com o mesmo conjunto solução.
Para isso,
1
o
) podemos transpor um termo de membro para outro trocando o sinal
do termo considerado, isto é
h(x) + f(x) < g(x) ⇒ f(x) < g(x) - h(x)
2
o
) podemos multiplicar os dois membros pela mesma expressão,
mantendo ou invertendo o sentido da desigualdade, conforme essa
expressão seja positiva ou negativa, respectivamente, isto é:
f(x} < g(x} ⇒
¹
´
¦
< >
> <
0 h(x} se , h(x} g(x} h(x} f(x}
0 h(x} se , g(x}h(x} f(x}h(x)

para h(x} definida em D
1
∩ D
2




AC-02
149
5.3.2 - Sinal das Funções Afim e Quadrática
As inequações ax + b > 0 e ax + b < 0, a ≠ 0 podem ser
resolvidas através do gráfico da função afim (Fig. 5.3}.

FIGURA 5.3 - Sinal da Função Afim

Por exemplo:
3x + 6 > 0
x > - 2
S = {x E | x > -2}
Compare esta solução com a solução gráfica.
As inequações do 2
o
grau ax
2
+ bx + c > 0 e
ax
2
+ bx + c < 0, a ≠ 0, podem ser resolvidas através do gráfico da
função quadrática (Fig. 5.4}.

Exemplo:
-2x
2
+ 3x + 2 ≥ 0
f(x} = -2x
2
+ 3x + 2
As raízes de f são x
1
= -
2
1
e x = 2; a = -2 < 0.
Da Figura 5.4 temos: S = {x ∈ | -½ ≤ x ≤ 2}



AC-02
150

FIGURA 5.4 - Sinal da Função Quadrática
5.3.3 - Solução Geral de Inequação
Dada uma função h(x) definida em D e sendo conhecidos os
zeros e os pontos de descontinuidade (isto é, os pontos onde a
função não está definida) fica razoavelmente simples resolver uma
inequação do tipo h(x) > 0 se nos recordarmos de algumas
propriedades dos números reais:
1º) a > 0 e b > 0 ⇒ a.b > 0,
b
a
> 0
2º) a > 0 e b < 0 ⇒ a.b < 0,
b
a
< 0
3º) a.b = 0 ⇒ a = 0 ou b = 0
4º)
b
0
= 0 e
0
a

5º) a < b < c ⇒ a < b e b < c
6º) a ≤ 0 e n ∈ é par ⇒ a
n
≥ 0;
n
a
∉ , a < 0



AC-02
151
n ∈ é impar ⇒ a
n
≤ 0;
n
a
≤ 0
7º) ver as desigualdades dadas em 2.3.2, 2.4 e 2.5.2.

Exemplos: II

1) Resolver 3x + 2 < -x + 3 ≤ x + 4

I
Temos que resolver duas
inequações:
I) 3x + 2 < -x + 3 ⇒ 4x < 1 ⇒ x <
4
1

II) -x + 3 ≤ x + 4 ⇒ -2x ≤ 1 ⇒ x ≥ -
2
1

A intersecção destes dois conjuntos é
S = {x ∈ | -
2
1
≤ x <
4
1


Podemos estender o raciocínio empregado no estudo dos
sinais de um produto de dois fatores para um produto com mais dois
fatores.

2) Resolver a inequação (3x - 2)(x + 1)(3 - x) < 0 em .
Analisando os sinais dos fatores, temos:




AC-02
152
A inequação f(x).g(x) ≥ 0 tem por conjunto solução S a
reunião do conjunto solução S
1
da inequação f(x).g(x) > 0 com o
conjunto solução S
2
da equação f(x)g(x) = 0, isto é:



3 - Resolver a inequação (3x + 1) (2x - 5) ≥ 0 em .

A inequação (3x + 1)(2x -5) ≥ O é equivalente a:
¦
¹
¦
´
¦
= +
> +
(II) 0 5) - 1).(2x (3x
ou
(I) 0 5) - 1)(2x (3x



Resolvendo (I) temos S
1
= {x ∈  x < -
3
1
ou x >
2
5
}
Resolvendo (II) temos S
2
= {-
3
1
,
2
5
}
O conjunto solução é:
S = S
1
∪S
2
= {x ∈  x < -
3
1
ou x >
2
5
} ∪ {-
3
1
,
2
5
}
Ou seja:
S = {x ∈  x ≤ -
3
1
ou x ≥
2
5
}
Se recorrêssemos ao quadro-produto, teríamos:



f(x).g(x) > 0
f(x).g(x) ≥ 0 ⇔ ou
f(x).g(x) = 0




AC-02
153

4 - Resolver em as inequações abaixo:

1º) (3x - 2)
3
> 0 ⇒ 3x - 2 > 0 ⇒ S = {x ∈  x >
3
2
}
2º) (4x - 3)
6
> 0 ⇒ 4x - 3 ≠ 0 ⇒ S = {x ∈  x ≠
4
3
}
3º) (2x + 1)
5
< 0 ⇒ 2x + 1 < 0 ⇒ S = {x ∈  x < -
2
1
}
4º) (x - 2)
4
< 0 ⇒ S = ∅
5º) (3 - 5x)
7
≥ 0 ⇒ 3 - 5x ≥ 0 ⇒ S = {x ∈  x ≤
5
3
}
6º) (4x - 5)
2
≥ 0 ⇒ S =
7º) (8 - 2x)
4
≤ 0 ⇒ S = {4}

5) Resolver em R a inequação 2
1
4 3


+
x
x
. Temos:
Solução:
0
1
) 1 ( 2 4 3
0 2
1
4 3
2
1
4 3


− ⋅ − +
⇒ ≤ −

+
⇒ ≤

+
x
x x
x
x
x
x

0
1
2 5


+

x
x

Fazendo o quadro-quociente,temos

} 1
5
2
{ > − ≤ ∈ = x ou x R x S



AC-02
154
Podemos resolver a inequação 2
1
4 3


+
x
x
, multiplicando por
h(x)= 1 – x e examinado os dois casos
a)h(x)= 1 – x > 0, isto é, x < 1
5
2
) 1 ( 2 4 3 2
1
4 3
− ≤ ⇒ − ≤ + ⇒ ≤

+
x x x
x
x

}
5
2
{ }
5
2
{ } 1 {
1
− ≤ ∈ = − ≤ ∈ ∩ < ∈ = x R x x R x x R x S
b) h(x)= 1 – x < 0, isto é, x > 1,
5
2
) 1 ( 2 4 3 2
1
4 3
− > ⇒ − > + ⇒ >

+
x x x
x
x

} 1 { }
5
2
{ } 1 {
2
> ∈ = − > ∈ ∩ > ∈ = x R x x R x x R x S
= ∪ =
2 1
S S S } 1
5
2
{ > − ≤ ∈ x ou x R x

6)Resolver em R a inequação (x – 3)
5
(2x + 3)
6
< 0
Solução:
Estudemos separadamente os sinais das funções f(x)=(x-3)
5
e
g(x)=(2x+3)
6
. Lembrando que a potência de expoente ímpar e base
real tem o sinal da base, então o sinal de (x-3)
5
é igual ao sinal
de x-3, isto é

A potência de expoente par e base não nula é sempre
positiva, então (2x+3)
6
é positivo se x ≠ - 3/2 e (2x+3)
6
é nulo se
x = -3/2, isto é

Fazendo o quadro-produto, temos:



AC-02
155

}
2
3
3 { − ≠ < ∈ = x e x R x S
7) a)Resolver em R:
3 1 2 < + x

b)Resolva em R:
5 3 4 > − x

Solução:
a)
1 2 3 1 2 3 3 1 2 < < − ⇒ < + < − ⇒ < + x x x

} 1 2 { < < − ∈ = x R x S
b)
⇒ > − − < − ⇒ > − ) 5 3 4 ou 5 3 4 ( 5 3 4 x x x

2 ou
2
1
> − < ⇒ x x

} 2 ou
2
1
{ > − < ∈ = x x R x S


8) Resolver em R a inequação 2x -7 +
0 1 ≥ + x

Solução:Notando que
)
`
¹
¹
´
¦
< − −
− ≥ +
= +
-1 x se 1
1 se 1
1
x
x x
x

Devemos então, considerar dois casos
a) se 1 − ≥ x , temos
2x -7 +
2 0 1 7 2 0 1 ≥ ⇔ ≥ + + − ⇒ ≥ + x x x x

a solução S
1
é
} 2 { } 2 { } 1 {
1
≥ ∈ = ≥ ∈ ∩ − ≥ ∈ = x R x x R x x R x S
b) se x < -1, temos
2x -7 +
8 0 1 7 2 0 1 ≥ ⇔ ≥ − − − ⇒ ≥ + x x x x

a solução S
2
é



AC-02
156
∅ = ≥ ∈ ∩ − < ∈ = } 8 { } 1 {
2
x R x x R x S
A solução da ineguação proposta é
= ∪ =
2 1
S S S } 2 { ≥ ∈ x R x

9)Resolver as inequações irracionais
a) 2 3
2
< − x x
b) 1 5 2 + ≤ + x x
Solução:
a)
¹
´
¦
< −
≥ −
⇒ < − ⇒ < −
4 3
0 3
4 3 2 3
2
2
2 2
x x
x x
x x x x

¹
´
¦
< < −
≥ ≤

¹
´
¦
< −
≥ −

(II) 4 1
(I) 3 ou 0
4 3
0 3
2
2
x
x x
x x
x x


}} 4 3 ou 0 1 { < ≤ ≤ < − ∈ = x x R x S

b)
¹
´
¦
+ ≤ + ≤
≥ +
⇒ + ≤ +
2
) 1 x ( 5 x 2 0
0 1 x
1 x 5 x 2

¦
¹
¦
´
¦
≥ − ≤
− ≥
− ≥

¦
¹
¦
´
¦
≥ −
≥ +
≥ +

¦
¹
¦
´
¦
+ < +
≥ +
≥ +
(III) 2 x ou 2 x
(II)
2
5
x
(I) 1 x
0 4 x
0 5 x 2
0 1 x
) 1 x ( 5 x 2
0 5 x 2
0 1 x
2 2


} 2 { ≥ ∈ = x R x S



AC-02
157
10)Resolver a inequação 2
3


x
x

Solução:
Para resolvermos esta inequação, devemos multiplicar ambos
os membros por x, não esquecendo que dependendo do sinal de x, o
sentido da desigualdade será mantido ou invertido
1ª Possibilidade x > 0 (I)
⇒ ≤ − ≤ ⇒ ≤ − ⇒ ≤

2
4 3 0 2 3 2
3
x x x x
x
x

¦
¹
¦
´
¦
≥ − ≤

¹
´
¦

≥ − +
≥ −

¹
´
¦
≤ −
≥ −
⇒ (III)
4
3
ou 1
(II) 3
0 3 4
0 3
4 3
0 3
2 2
x x
x
x x
x
x x
x


} 3
4
3
{
1
≤ ≤ ∈ = x R x S

2ª Possibilidade x < 0 (IV)
4
3
0 3 2 3 2
3
) 0 2 (
≤ ⇒ ≥ − ⇒ ≥ − ⇒ ≤

<
x x x x
x
x
x


} 0 {
2
< ∈ = x R x S
A solução da inequação proposta é dada por
= ∪ =
2 1
S S S } 2 { ≥ ∈ x R x

11 – Determinar x para que log
2
(2x – 3) exista


Solução:
∃ log se: a) 2x – 3 > 0 ⇒ x > 3/2, onde 2x – 3 é o logaritmando.



AC-02
158

)
`
¹
¹
´
¦
> ℜ ∈ =
2
3
x / x D

12 – Determinar o valor de x para que log
2x - 5
5 exista

Solução:
∃ log se: a) 2x – 5 > 0 ⇒ x > 5/2
e
b) 2x – 5 ≠ 1 ⇒ 2x ≠ 6 ⇒ x ≠ 3

)
`
¹
¹
´
¦
≠ > ℜ ∈ = 3 x e
2
5
x / x D

13 – Determinar o valor de x para que log
5x - 15
(2x – 8) exista

Solução:
∃ log se: a) 2x – 8 > 0 ⇒ 2x > 8 ⇒ x > 4
b) 5x – 15 > 0 ⇒ 5x > 15 ⇒ x > 3
c) 5x – 15 ≠ 1 ⇒ 5x ≠ 16 ⇒ x ≠ 16/5
Como as condições a, b e c devem ser satisfeitas
simultaneamente, tomamos os valores de x da interseção dos três
intervalos:

{ } 4 x / x D > ℜ ∈ =

14 – Resolver as seguintes inequações logarítmicas

1°) 7 log x log
5 5
>
Solução:
Como 7 x 0 5 > ⇒ >

2°) x log 5 log
2 2
>
Solução:
Como 0 x 5 0 2 > > ⇒ >

3°) 2 log ) 1 x ( log
7 7
> −
Solução:



AC-02
159
Como 3 x 1 2 1 x 0 0 7 < < ⇒ < − < ⇒ >

4°) 3 log x log
3
1
3
1
>
Solução:
Como 3 x 0 1
3
1
0 < < ⇒ < <

5°) x log 7 log
3
1
3
1
<
Solução:
Como 0 x 7 1
3
1
0 > > ⇒ < <

6°) x log 7 log
3
1
3
1
>
Solução:
Como 7 x ou x 7 1
3
1
0 > < ⇒ < <

7°) 5 log ) 2 x ( log
5
4
5
4
> −
Solução:
Como 7 x 5 2 x 1
5
4
0 > ⇒ > − ⇒ < <


15 – Resolver a inequação –2x
2
+ 3x + 2 ≥ 0

Solução:
Considerando f(x) = –2x
2
+ 3x + 2, temos a = -2<0, ∆ = 25>0 e os
zeros x
1
= -1/2 e x
2
= 2, então




AC-02
160

¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
< < − >
= − = =
> − < <
2 x
2
1
para 0 ) x ( f
2 x ou
2
1
x para 0 ) x ( f
2 x ou
2
1
x para 0 ) x ( f

Como a inequação e f(x) ≥ 0, vem:

)
`
¹
¹
´
¦
≤ ≤ − ℜ ∈ = 2 x
2
1
/ x S

16 – Resolver a inequação (x
2
– x - 2)(-x
2
+ 4x –3)> 0 em R

Solução:
Analisando os sinais dos fatores, temos:



Fazendo o quadro-produto



{ } 3 x 2 ou 1 x 1 / x S < < < < − ℜ ∈ =

17 – Resolver a inequação 0
x x 2
1 x x 2
2
2


− +
em R

Solução:
Analisando os sinais do numerador e do denominador, temos:






AC-02
161
Fazendo o quadro-quociente, vem


)
`
¹
¹
´
¦
> ≤ < − ≤ ℜ ∈ = 2 x ou
2
1
x 0 ou 1 x / x S
5.4 - IDENTIDADE
5.4.1 - Definição
Dadas duas funções f(x) e g(x) de domínios D
1
e D
2
,
respectivamente, diremos que f(x) é idêntica a g(x) quando e
somente quando f(x) e g(x) assumirem valores iguais para todos os
valores de x, para os quais as duas funções existem. Em símbolos,
indicaremos:


Exemplos:

1. Demonstrar as seguintes identidades:
a) 1 2
2 4 4
− = − a cos . a sen a cos
Primeiro membro = ( )( ) ⇒ − + = − a sen a cos a sen a cos a sen a cos
2 2 2 2 4 4

( ) ( ) 1 2 1 1
2 2 2 2 2
− = − − = − ⇒ a cos a cos a cos a sen a cos . =Segundo membro

b) ( ) ( )( ) sena a cos . a cos sena − + = + + 1 1 2 1
2

Primeiro membro = ( ) ( ) ⇒ + + + + a cos sena . a cos sena 1 1
( ) a cos . a cos . sena . sena . a cos a sen 2 2 2 1
2 2
+ + + + + ⇒
( ) ( ) ⇒ + + + = + + + ⇒ 1 2 1 2 2 2 2 2 sena a cos sena a cos . a cos . sena . sena .
( )( ) sena a cos . − + ⇒ 1 1 2 = Segundo membro

3. a sec cos . a tg ga cot a tg
2
= +
f(x) ≡ g(x) ⇔ f(x) = g(x), ∀ x ∈ D sendo D = D
1
∩ D
2




AC-02
162
Segundo membro = ⇒ + = ) a g cot .( a tg a sec cos . a tg
2 2
1
( ) a g cot a tg a g cot . a g cot . a tg a tg + = + = Primeiro membro

4. ( ) ( ) ( ) 1
2 2 2
= − − − + − tgx gx cot senx x sec cos x cos x sec
Primeiro membro =
( ) ( ) ( ) = + − − + − + + − = x tg x g cot x sen x sec cos x cos x sec
2 2 2 2 2 2
2 2 2
( ) ( ) ( ) ( ) x sen x cos x g cot x sec cos x tg x sec
2 2 2 2 2 2
2 2 2 + + − + − + − − = =
= 1 + 1 + 1 – 2 = 1 = segundo membro

5. a sen a sec a cos a tg
2 2 2 2
− = +
Segundo termo – Primeiro termo = = − − − a cos a tg a sen a sec
2 2 2 2

( ) ( ) 0
2 2 2 2
= + − − a cos a sen a tg a sec

6.
a sec
a sen
a tg
tga
=
+
2
1

Primeiro termo =
a sec
a sen
a cos
1
sena
a cos
1
a cos
a sen
a sec
tga
2
2
= = = = Segundo membro

7.
( )
a cos . a sen .
ga cot a tg
ga cot a tg
ga cot a tg 4
2
=
+

− +
Primeiro membro =
( ) ( )

+
− − +
ga cot a tg
ga cot a tg ga cot a tg
2 2

( ) ( )

+
=
+
+ − − + +
a sen
a cos
a cos
a sen
ga cot a tg
a g cot a tg a g cot a tg 4 2 2
2 2 2 2

a cos . a sen .
a cos . a sen
a cos a sen
4
4
2 2
=
+
= = Segundo membro

8. x sec . x tg . x tg x sec
2 2 6 2
3 1 + = −
Primeiro membro = ( ) ( ) ⇒ − + = − x tg x tg x tg x sec
6
3
2 6
3
2
1
( ) ⇒ + + = − + + + x tg . x tg . x tg x tg x tg x tg .
2 2 6 6 4 2
1 3 1 3 1



AC-02
163
x sec . x tg
2 2
3 1 + = = Segundo membro

9. ( ) ( ) ( )
2 2 2
1 1 − = − + − x sec x cos x sen tgx
Segundo membro = ) x ( h x sec . x sec = + − 1 2
2

Primeiro membro = ⇒ + − + + − x cos x cos . x sen tgx . x sen . x tg
2 2 2
2 1 2
( ) ( ) ⇒ +
|
|
¹
|

\
| +
− = + +
|
|
¹
|

\
|
+ − + 1 2 2 2 1
2 2
2 2 2
2
2
x cos
x cos x sen
. x sec x cos x sen x cos .
x cos
x sen
x tg
) x ( h x sec . x sec = + − 1 2
2


Exemplos do Capítulo

1. Resolver a equação logarítmica
10
8
2
8
3 3 x log x log . = + .

Solução: Devemos ter x > 0
⇒ = + ⇒ = + x log . x log . x log x log .
8
2
8
10
8
2
8
10 3 3 3 3
0 3 10 3
8
2
8
= + − ⇒ x log . x log .
Fazendo x log
8
= y, temos a equação 3y
2
– 10y +3 = 0 ⇒
y = 3 ou y =
3
1

Então:
1°) 3
8
= x log ⇒ x = 8
3
⇒ x = 512
2°)
3
1
8
= x log ⇒ x = 8
1/3
⇒ x = 2
S = {2,512}

2. Resolver a equação 2.cos
2
x + 3.senx – 3 = 0

Resolver: substituindo-se cos
2
x por 1 - sen
2
x, temos,
2.(1-sen
2
x) + 3.senx – 3 = 0
- 2.sen
2
x + 3.senx - 1 = 0
2.sen
2
x - 3.senx + 1 = 0
4
1 3
4
8 9 3 ±
=
− ±
= x sen



AC-02
164
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
π +
π
− π = π +
π
= ⇒
|
¹
|

\
|
π
= ⇒ =
π +
π
= ⇒ =
k x ou k x sen x sen x sen
k x x sen
2
6
2
6 6 2
1
2
2
1

S = {x | π +
π
= k x 2
2
ou π +
π
− π = π +
π
= k x ou k x 2
6
2
6
}

3. Resolver a equação cos2x + 4.cosx + 3 = 0.

Solução: Substituindo-se cos2x por 2.cos
2
x – 1, temos,
(2.cos
2
x – 1) + 4.cosx + 3 = 0
2.cos
2
x + 4.cosx + 2 = 0
cos
2
x + 2.cosx + 1 = 0
cosx =
2
4 4 2 − ± −
= - 1 π + π = ⇒ k x 2
S = {x | π + π = k x 2 }

4. Resolver a equação tgx + cotgx = 2.

Solução:
0 1 2 2 1 2
1
2 2
= + − ⇒ = + ⇒ = + tgx . x tg tgx . x tg
tgx
tgx
Assim,
2
4 4 2 − ±
= tgx ⇒ tgx = 1 ⇒
|
¹
|

\
|
π
=
4
tg tgx
S = {x | π +
π
= k x
4
}

5. Demonstrar a identidade: sen(a+b).sen(a-b) = sen
2
a – sen
2
b.

Solução: d = sen(a+b).sen(a-b) – (sen
2
a – sen
2
b)
⇒ ( )( ) b sen a sen a cos . senb b cos . sena a cos . senb b cos . sena d
2 2
+ − − + =
⇒ ( ) b sen a sen a cos . b sen b cos . a sen d
2 2 2 2 2 2
+ − − =
⇒ ( ) ( ) a sen . b sen b sen . a sen d
2 2 2 2
− − − =
⇒ 0
2 2 2 2
= ⇒ + − = d a sen . b sen b sen . a sen d
∴ sen(a+b).sen(a-b) – (sen
2
a – sen
2
b)




AC-02
165
6. Resolver as equações:
a) 0 2 3
3 3
= + − x x b) 0 1 2
4
= − + x x

Soluções:
a) Fazendo y x =
3
e x
3
= y
2
, temos,
y
2
-3y + 2 = 0 ⇒ y = 1 ou y = 2
mas y =
3
x , logo
1 1 1
3 3
= ⇒ = ⇒ = x x x
3 3 3
4 4 2 = ⇒ = ⇒ = x x x
S = {1,
3
4 }
b) Fazendo y x =
3
e
2
y x = , temos,
2y
2
+ y – 1 = 0 ⇒ y =
2
1
1 ou y = - 1
Agora calculemos x:
∉ ⇒ − = x x 1
4
R
16
1
2
1
4
= ⇒ = x x
S = {
16
1
}

7. Resolver a inequação mx –n > 3, sendo m < 0.

Solução: mx –n > 3 ⇒ mx > n +3
Dividindo os dois membros por m (note que m < 0), vem:
m
n
x
3 +
<
S = {x ∈ R |
m
n
x
3 +
< }

8. Resolver (x – 5)
4
≤ 0

Solução:
(x – 5)
4
≤ 0
( )
( ) ¦
¹
¦
´
¦
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ = −
φ = ⇒ < −

} { S x x x
ou , S x
5 5 0 5 0 5
0 5
1
4
1
4

Desta forma, S = S
1
∪ S
2 } { S 5 = ⇒



AC-02
166

9. Resolver (2x + 3)
13
≥ 0.

Solução:
(2x + 3)
13
≥ 0 ⇒ 2x + 3 ≥ 0 ⇒ x ≥
2
3

S = {x ∈ R |
2
3
− ≥ x }

10. Dar o conjunto solução da ineqüação:
4
3
2
4
3
1 2 x x x
− >





Solução:
⇒ >
+ − − − −
⇒ > + −



0
12
3 36 ) 4 .( 6 ) 1 2 .( 4
0
4
3
2
4
3
1 2 x x x x x x

8x – 4 – 6x + 24 – 36 + 3x > ⇒ 5x – 16 > 0
x >
5
16

S = {x ∈ R |
5
16
> x }

11. Determine o valor de x para satisfazer as equações.
1°)
4 x
2 2 =
Solução:
4 x =

2°) 81 3
x
=
Solução:
4 x 3 3
4 x
= ⇒ =

3°) 8 2
1 x
=


Solução:
4 x 3 1 x 2 2
3 1 x
= ⇒ = − ⇒ =



4°)
25
1
5
2 x
=


Solução:
0 x 2 2 x 5 5
5
1
5
2 2 x
2
2 x
= ⇒ − = − ⇒ = ⇒ =
− − −


5°)
2 x 1 x
27 3
+ − +
=
Solução:



AC-02
167

4
5
x
1 6 x 4 6 x 3 1 x 3 3 ) 3 ( 3
6 x 3 1 x 2 x 3 1 x
= ⇒
− = ⇒ + − = + ⇒ = ⇒ =
+ − + + − +


6°)
2 x 2
2
5
5
2

|
¹
|

\
|
=
|
¹
|

\
|

Solução:
1 x 2 x 2
5
2
5
2
2 x 2
= ⇒ = ⇒
|
¹
|

\
|
=
|
¹
|

\
|


7°) 0 9 3 10 9
x x
= + ⋅ −
Solução:

¦
¹
¦
´
¦
= ⇒ = ⇒ =
= ⇒ = ⇒ =

= + − − = = + ⋅ −
2 x 9 3 9 y
0 x 1 3 1 y
0 9 y 10 y se tem y 3 fazendo , 0 9 3 10 3
x
2
x
1
2 x x x 2


12. Para que valores de x é descrescente a função 4 x 2 ) x ( f − ⋅ = ?
Solução:
Vamos definir f através de várias sentenças. Como primeiro passo,
temos:
¹
´
¦
< − −
≥ −
=
0 x se , 4 x 2
0 x se , 4 x 2
) x ( f
e finalmente vem:
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
− ≤ − −
< < − +
< ≤ + −
≥ −
=
2 x se , 4 x 2
0 x 2 se , 4 x 2
2 x 0 se , 4 x 2
2 x se , 4 x 2
) x ( f
A derivada de f é, portanto:
¹
´
¦
− < < < −
> < < −
=
2 x ou 2 x 0 se , 2
2 x ou 0 x 2 se , 2
) x ´( f
e não é definida para x = 0 ou 2 ou –2.
Assim, f é decrescente para x pertencente ao conjunto

13. Determinar o conjunto dos valores de x para os quais a função
x log x ) x ( f
e
− =
2
é crescente.

Solução: Devemos calcular a derivada de f e determinar em que
conjunto a função f’ é não negativa. Temos:
x
x
x
x ) x ( ' f
1 2 1
2
2

= − =



AC-02
168
2
2
0
2
2
0
1 2
0
2
≥ < ≤ − ⇒ ≥

⇒ ≥ x ou x
x
x
) x ( ' f
Lembrando que D(f) =
*
R
+
, vem a resposta: f é crescente para
2
2
≥ x .

14. resolver as inequações:
a) 2 5 3 ≥ − x
b) 4 2 7 3
2
− > + − x x
c) 2 1 2 − > − x x

Solução:
a) 3 2 5 3 2 5 3
2
≥ ⇒ ≥ − ⇒ ≥ − x x x
} 3 { ≥ ℜ ∈ = x x S
b) 2 ou
3
1
0 2 7 3 4 2 7 3
2 2
≥ ≤ ⇒ ≥ + − ⇒ − > + − x x x x x x
} 2 x ou
3
1
{ ≥ ≤ ℜ ∈ = x x S
c)
¹
´
¦
≥ − − > −
< − ≥ −
⇒ − > −
(II) 0 2 e ) 2 ( 1 2
(I) 0 2 e 0 1 2
2 1 2
2
x x x
x x
x x

resolvendo (I), temos
¦
¹
¦
´
¦
<

¹
´
¦

< −
≥ −
(IV) 2
(III)
2
1
0 2
0 1 2
x
x
x
x


} 2 x
2
1
x { S
1
< ≤ ℜ ∈ =

resolvendo (II), temos
¹
´
¦

< <
¦
¹
¦
´
¦

≥ −
< + −
¦
¹
¦
´
¦

≥ −
− ≥ −
(VI) 2 x
(V) 5 x 1
0 2 x
0 5 x 6 x
0 2 x
) 2 x ( 1 x 2
2 2




AC-02
169

} 5 2 {
2
< ≤ ℜ ∈ = x x S
} 5
2
1
{
2 1
< ≤ ℜ ∈ = ∪ = x x S S S

6 - LIMITE

6.1 - NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO

Seja a função
) 1 (
) 1 )( 1 2 (
) (

− +
=
x
x x
x f definida para todo x real e x
≠ 1. Se x ≠ 1, podemos dividir o numerador e o denominador por x -1
obtendo f(x) = 2x + 1.
Estudemos os valores da função f quando x assume valores
próximos de 1, mas diferentes de 1.
Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1,
temos:

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999
f(x) 1 2 2,5 2,8 2,98 2,998
x-1 -1 -0,5 -0,25 -0,1 -0,01 -0,001
f(x)-3 2 -1 -0,5 -0,2 -0,02 -0,002

Se atribuirmos a x valores próximos de 1, porém maiores que
1, temos:
x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001
f(x) 5 4 3,5 3,2 3,02 3,002
x-1 1 0,5 0,2 0,1 0,01 0,001
f(x)-3 2 1 0,5 0,2 0,02 0,002




AC-02
170
Observemos em ambas as tabelas que, quando x se aproxima
cada vez mais de 1, f(x) aproxima-se cada vez mais de 3, isto é,
quanto mais próximo de 1 estiver x, tanto mais próximo de 3 estará
f(x).
Pelas duas tabelas vemos que:
|x- 1| = 0,1 ⇒ |f(x) -3| = 0,2
|x- 1| = 0,001 ⇒ |f(x) -3| = 0,02
|x- 1| = 0,0001 ⇒ |f(x) -3| = 0,002

Observemos que podemos tornar f(x) tão próximo de 3 quanto
desejarmos, bastando para isto tomarmos x suficientemente próximo
de 1.
Um outro modo de dizermos isto é dizer: podemos tornar o
módulo da diferença entre f(x) e 3 tão pequeno quanto desejarmos
desde que tomemos o módulo da diferença entre x e 1
suficientemente pequeno.
Dizemos, então, que o limite de f(x) é 3 quando x tende a 1
e escrevemos simbolicamente:

3 ) ( lim
1 x
=

x f

Consideremos, agora, o caso geral de uma função f definida
num intervalo aberto ao qual pertence o número real a, exceto
eventualmente em a. Se for possível tornar o módulo da diferença
entre f(x) e L tão pequeno quanto desejarmos, tomando para isso o
módulo da diferença entre x e a suficientemente pequeno,
escrevemos:

L x f
a
=

) ( lim
x

isto é, para fazer f(x) ficar tão próximo de L quanto
desejarmos, basta fazer x ficar suficientemente próximo de a.
É importante observamos nesta definição que nada é
mencionado sobre o valor da função quando x = a, isto é, não é
necessário que a função esteja definida em a. Assim, no exemplo
anterior, vimos que




AC-02
171
3 ) 1 x 2 ( lim
) 1 x (
) 1 x )( 1 x 2 (
lim
1 x 1 x
= + =

− +
→ →


mas
) 1 x (
) 1 x )( 1 x 2 (
) x ( f

− +
=
não está definida para x = 1.
Pode ocorrer que a função esteja
definida em a e
) ( ) ( lim a f x f
a x





Por exemplo, na função
¹
´
¦
=
≠ +
=
1 5
1 1 2
) (
x se
x se x
x f
temos:

FIGURA 6.1- Limite
) 1 ( 3 ) 1 2 ( lim ) ( lim
1 1
f x x f
x x
≠ = + =
→ →

É importante ter sempre em mente no cálculo de
) x ( f lim
a x→

que interessa o comportamento de f(x) quando x aproxima de a e
não o que ocorre com f quando x = a.
O leitor poderá facilmente intuir que uma função não pode
aproximar-se de dois números diferentes quando x se aproxima de a,
ou seja, o limite, quando existe, é único.
A tabela 6.1 a seguir, resume as principais propriedades
operacionais de limite (propriedades L)



AC-02
172

TABELA 6.1- Propriedades operacionais de Limite

[ ]
[ ]
[ ]
[ ]
[ ] [ ]
) 0
0 ( ) ( lim ) ( lim . 8
) 0 (
) ( lim
) ( lim
) ( ) ( lim . 7
) ( lim ) ( ) ( lim . 6
. ) ( lim ). ( lim ) ( ) . ( lim . 5
) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim . 4
) ( lim ) ( lim ) ( ) ( lim . 3
. ) ( lim . ) ( . lim . 2
lim . 1
: ) ( lim ) ( lim
*

≥ ∈ = =
≠ = =

= =
= =
− = − = −
+ = + = +
= =
=
= =
→ →



→ →
→ → →
→ → →
→ → →
→ →

→ →
L e ímpar é n
se ou L e N n Se L x f x f L
M
M
L
x g
x f
x
g
f
L
L x f x f L
M L x g x f x g f L
M L x g x f x g f L
M L x g x f x g f L
L c x f c x f c L
c c L
então M x g e L x f Se
n
n
a x
n
a x
a x
a x
a x
n n
a x
n
a x
a x a x a x
a x a x a x
a x a x a x
a x a x
a x
a x a x


Uma conseqüência importante das propriedades L acima é a
regra para obter o limite de uma função polinomial.
O limite de uma função polinomial para x tendendo para a é
igual ao seu valor numérico para x = a, ou seja,

n
n
a x
x a x a a x p a p x p + + + = =

... ) ( ), ( ) ( lim
1 0




AC-02
173

A seguir resumimos outros limites importantes:

[ ]
0 , ln
1
lim
0 1 , , ) 1 ( lim
1 0 , 0 ) ( lim log log log lim
1 0 , 0 log log lim
1 0 , ) ( lim lim
1 0 , lim
) ( 1
sen
lim
,
2
, lim
, cos cos lim
, sen sen lim
0
1
0
) ( lim
) (
) ( lim
) (
0
> =

≠ < − ℜ ∈ = +
≠ < ℜ ∈ > = = =
≠ < ℜ ∈ > =
≠ < ℜ ∈ = = =
≠ < ℜ ∈ =
=
Ζ ∈ + ≠ ∀ =
ℜ ∈ ∀ =
ℜ ∈ ∀ =




→ →







a a
x
a
x x e x
a a e c x f com
a a e b com
a a e c x f com a a a
a e a a a
l Fundamenta rico Trigonomét Limite
x
x
k k a tga tgx
a a x
a a x
x
x
x
x
b x
c
a
x f
a
x f
a
b x
b
a
x
a
b x
b x
c
x f
x f
b x
b x
b x
x
a x
a x
a x
b x
b x
π
π

O leitor não precisa decorar estes resultados. A lista
acima deve servir como auxílio para o cálculo de outros limites.
Convém notar, ainda, que muitos dos limites acima são
"visualizados" diretamente no gráfico da função cujo limite está
sendo considerado.

6.2 - LIMITES LATERAIS

Lembremos que ao considerarmos
) x ( f lim
a x→
estávamos
interessados no comportamento da função nos valores próximos de a,
isto é, nos valores de x pertencentes a um intervalo aberto
contendo a mas diferentes de a e portanto, nos valores desse
intervalo que são maiores ou menores que a.
Entretanto, o comportamento em algumas funções, quando x
está próximo de a, mas assume valores menores que a, é diferente



AC-02
174
do comportamento da mesma função, quando x está próximo de a, mas
assume valores maiores que a.
Assim, por exemplo, na função

¦
¹
¦
´
¦
> −
=
< −
=
1 2
1 0
1 4
) (
x se x
x se
x se x
x f
atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1,
(à esquerda de 1), temos:
x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999
f(x) 4 3,5 3,25 3,1 3,01 3,001

e atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores que
1, (à direita de 1), temos:
x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001
f(x) 0 -0,5 -0,75 -0,9 -0,99 -0,999

Observamos que, se x está próximo de 1, à esquerda de 1,
então os valores da função estão próximos de 3, e se x está
próximo de 1, à direita, então os valores da função estão próximos
de -1.
Em casos como este, onde supomos x assumindo valores
próximos de 1, mas somente à esquerda ou somente à direita de 1,
consideramos os limites laterais pela esquerda ou pela direita de
1. Escrevemos, então:

d
a x
L x f =
+

) ( lim
(limite à direita)
e
a x
L x f =


) ( lim
(limite à esquerda)

Mais genericamente, se f é uma função definida em um
intervalo aberto ]a,b[, denotamos o limite de f(x), quando x tende
para a pela direita, por
) x ( f lim
a x
+

e limite de f(x) , quando x
tende para a pela esquerda, por
) x ( f lim
a x


.



AC-02
175
As propriedades de limites (propriedades L) e as demais
propriedades de limite vistas até agora são válidas se
substituirmos "x → a” por “x → a
+
" ou por "x → a
-
“ Exemplo:
Na função definida por
¦
¹
¦
´
¦
> −
= −
< −
=
1 3
1 1
1 4
) (
2
x se x
x se
x se x
x f

temos:
3 ) 4 ( lim ) ( lim
2 ) 3 ( lim ) ( lim
2
1 1
1 1
− = − =
= − =
− −
+ +
→ →
→ →
x x f
e
x x f
x x
x x

No exemplo acima, dizemos que
) x ( f lim
1 x→
não existe porque
os limites laterais são diferentes.
De um modo geral, dizemos que o limite de uma função num
ponto existe se e somente se existirem os limites laterais neste
ponto e eles forem iguais.

6.3 - LIMITES INFINITOS
Seja a função por
2
) 1 (
1
) (

=
x
x f para todo x real e x ≠ 1
(Fig. 6.2a) .Atribuindo a x valores próximos de 1, à esquerda de
1, temos:
x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999
f(x) 1 4 16 100 10000 1000000

e atribuindo a x valores próximos de 1, à direita de 1., temos:
x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001
f(x) 1 4 16 100 10000 1000000

Observamos nas duas tabelas que os valores da função são
cada vez maiores, na medida em que x se aproxima de 1. Em outras
palavras, podemos tornar f(x) tão grande quanto desejarmos, isto
é, maior que qualquer número positivo, tomando valores para x
bastante próximos de 1 e escrevemos:




AC-02
176
∞ + =


2
1 x
) 1 x (
1
lim

Onde o símbolo “+∞” lê-se “mais infinito” ou “infinito
positivo”.
Tomemos agora a função g como sendo o oposto da função f,
isso é,
2
) 1 (
1
) ( ) (


= − =
x
x f x g definida para todo x real e x ≠ 1. (fig.
6.2b).


FIGURA 6.2 – Limites Infinitos

Os valores da função g são opostos dos valores da função f.
Assim, para a função g, quando x se aproxima de 1, os valores g(x)
decrescem ilimitadamente. Em outras palavras, podemos tornar os
valores g(x) tanto menores quanto desejarmos, isto é, menores que
qualquer número negativo, tomando valores de x bastante próximos
de 1 e escrevemos:

∞ − =



2
1 x
) 1 x (
1
lim

O símbolo “-∞” lê-se “menos infinito” ou “infinito
negativo”.
Consideremos agora a função h definida por
2
) 1 (
1
) (

=
x
x h para
todo x real e x ≠ 1.



AC-02
177
Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1,
temos:

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999
f(x) -1 -2 -4 -10 -100 -1000

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores que 1,
temos:

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001
f(x)
1
2 4 10 100 1000

Observemos que se x assume valores próximos de 1, à
esquerda de 1, os valores da função decrescem ilimitadamente e se
x assume valores próximos de 1, à direita de 1, então os valores
da função crescem ilimitadamente. Estamos considerando os limites
laterais que são "infinitos" e escrevemos:

∞ − =



2
1 x ) 1 x (
1
lim
e
∞ + =

+

2
1 x ) 1 x (
1
lim


FIGURA 6.3 - Limites Laterais Infinitos



AC-02
178
Seja, agora, o caso geral de uma função f definida num
intervalo aberto que contém a, exceto eventualmente em a. Os três
casos de limite acima definidos são simbolicamente escritos:
1)
+∞ =

) ( lim x f
a x


2)
−∞ =

) ( lim x f
a x


3)
−∞ =
+

) ( lim x f
a x
e
+∞ =


) ( lim x f
a x


Os símbolos "+∞" e "-∞" não representam nenhum número
real, mas indicam o que ocorre com a função quando x se aproxima
de a.
É interessante notar que se f e g funções tais que
0 ) ( lim ≠ =

c x f
a x
e
0 ) ( lim =

x g
a x
, então:
1)
0
) (
) (
) (
) (
lim > +∞ =

x g
x f
se
x g
x f
a x
quando x está próximo de a;
2)
0
) (
) (
) (
) (
< −∞ =

x g
x f
se
x g
x f
im l
a x
quando x está próximo de a;

Recomendamos ao leitor que releia os exemplos de limites
infinitos inicialmente apresentados, agora sob esse novo enfoque.

Para os limites infinitos valem as propriedades resumidas
na Tabela 6.2 (pág. 10), lembrando que as proposições permanecerão
válidas se substituirmos o símbolo "x → a" por "x → a
+
" ou "x →
a
-
"




AC-02
179
TABELA 6.2 – Limites Infinitos




AC-02
180
Não podemos estabelecer uma lei para os seguintes casos:



6.4 - LIMITES NO INFINITO
Seja a função f definida por
x
x
x f
2
) (
+
= para todo x real e
0 ≠ x (Fig. 6.4} .Atribuindo a x os valores 1,5, 10, 100, 1000,
l0000 e assim por diante, de tal forma que x cresça
ilimitadamente, temos:

x 1 5 10 100 1000 10000
f(x) 3 1,4 1,2 1,02 1,002 1,0002

Observamos que, à medida que x cresce através de valores
positivos, os valores da função f se aproximam cada vez mais de 1,
isto é, podemos tornar f(x} tão próximo de 1 quanto desejarmos, se
atribuirmos para x valores cada vez maiores.
Escrevemos, então:
1
2
lim =
+
+∞ →
x
x
x




AC-02
181

FIGURA 6.4 – Limites no Infinito
Consideremos novamente a função
x
x
x f
2
) (
+
= .
Atribuindo a x os valores -1, -5, -10, -100, -1000, -10000
e assim por diante, de tal forma que x decresça ilimitadamente,
temos:
x -1 -5 -10 -100 -1000 -10000
f(x) -1 0,6 0,8 0,98 0,998 0,9998

Observamos que, à medida que x decresce através de valores
negativos, os valores da função se aproximam cada mais de 1, isto
é, podemos tornar f(x) tão próximo de 1 quanto desejarmos, se
atribuirmos a x valores cada vez menores. Escrevemos, então:

1
2
lim =
+
−∞ →
x
x
x

Seja a função f(x) = x
2
, definida para todo x real (Fig.
6.4).
Atribuindo a x os valores 1, 5, 10, 100, 1000 e assim
sucessivamente, de tal forma que x cresça ilimitadamente, temos:

x 1 5 10 100 1000
f(x) 1 25 100 1000 10000




AC-02
182

FIGURA 6.5 - Limites Infinitos no Infinito

Observamos que, à medida que x cresce através de valores
positivos, os valores da função também crescem, e ilimitadamente.
Em outras palavras, dizemos que podemos tornar f(x) tão grande
quanto desejarmos, isto é, maior que qualquer número positivo,
tomando para x valores suficientemente grandes e escrevemos:
∞ + =
+∞ →
f(x) lim
x

Se agora atribuirmos a x os valores -1, -5, -10, -100, -
1000 e assim sucessivamente, de tal forma que x decresça
ilimitadamente, temos:

x -1 -5 -10 -100 -1000
f(x) 1 25 100 1000 10000

Observamos que, à medida que x decresce através de ,valores
negativos, os valores da função crescem e ilimitadamente. Em
outras palavras, dizemos que podemos tornar f(x) tão grande quanto
desejarmos, isto é, maior que qualquer número positivo, tomando
para x valores negativos cujos módulos sejam suficientemente
grandes e escrevemos:
∞ + =
+∞ →
f(x) lim
x

Para uma função genérica f(x), definida em um intervalo
aberto ]a,+∞[, escrevemos simbolicamente:

L x f
x
=
∞ + →
) ( lim
se f(x) se aproxima de L quando x cresce
ilimitadamente (ou "tende para infinito positivo")




AC-02
183
+∞ =
∞ + →
) ( lim x f
x
se f(x) cresce ilimitadamente quando x cresce
ilimitadamente
−∞ =
∞ + →
) ( lim x f
x
se f(x) decresce ilimitadamente quando x
cresce sem limites.

Analogamente, para f(x) definida em um intervalo aberto
[ , ] a ∞ − definimos:
L x f
x
=
∞ − →
) ( lim
;
−∞ =
∞ − →
) ( lim x f
x
e +∞ =
∞ − →
) ( lim x f
x


Para os limites no infinito, valem as seguintes
propriedades da Tabela 6.3 (lembrando que as proposições continuam
verdadeiras se trocarmos o símbolo "x →

+∞" por "x →

- ∞"

TABELA 6.3 – Limites no Infinito




AC-02
184

Não podemos estabelecer uma lei para os seguintes casos:


NOTA: Símbolos do tipo
, , ,
0
0
∞ − ∞ +


, são chamados de formas
indeterminadas ou de símbolos de indeterminação. Seu estudo merece
um capítulo a parte, mas o exemplo abaixo tornará mais claro seu
significado:
Sejam 2 3 ) (
3
− − = x x x f e 2 7 ) (
2 3
+ − + = x x x x g
Temos 0 ) ( lim
2
=

x f
x
e 0 ) ( lim
2
=

x g
x
. Para calcular
) (
) (
lim
x g
x f
podemos
usar o dispositivo prático de Briot-Ruffini.

Obtemos
1
9
9
1 x 3 x
1 x 2 x
lim
) 1 x 3 x )( 2 x (
) 1 x 2 x )( 2 x (
lim
) x ( g
) x ( f
lim
2
2
2 x
2
2
2 x 2 x
= =
− +
+ +
=
− + −
+ + −
=
→ → →


Vemos que f(x) e g(x) tornam-se, para x → 2, cada vez mais
próximos de zero, porém, o quociente tende para o valor 1.




AC-02
185

X 3 2,5 2,25 2,1 2,01 2,001
f(x) 16 6,125 2,6406 0,961 0,0906 0,0090
g(x) 17 6,375 2,7031 0,971 0,0907 0,0090
f(x)/g(x) 0,941 0,961 0,977 0,990 0,999 1,000*
(*) A diferença está na quarta.casa decimal.

Ainda outro exemplo:
Sejam
3
4 ) ( x x f = e
3
2 ) ( x x g = . Temos +∞ =
+∞ →
) ( lim x f
x
e +∞ =
+∞ →
) ( lim x g
x

Todavia, 2
2
4
lim
) (
) (
lim
3
3
= =
∞ → ∞ →
x
x
x g
x f
x x

Vemos que, embora f(x) e g(x) cresçam ilimitadamente quando
x → +∞, o quociente tende para o valor 2.
X 1 5 10 100 1000 10000
f(x) 4 500 4000 4x10
6
4x10
9
4x10
12

g(x) 2 250 2000 2x10
6
2x10
9
4x10
12

f(x)/g(x) 2 2 2 2 2 2

Para os limites no infinito, valem ainda os seguintes
resultados:
0 b , x b ... x b x b b ) x ( q
e 0 a , x a ... x a x a a ) x ( p com
x
b
a
lim
) x ( q
) x ( p
lim e x
b
a
lim
) x ( q
) x ( p
lim
0 a , x a ... x a x a a ) x ( p com
) x a ( lim ) x ( p lim e ) x a ( lim ) x ( p lim
0 x lim x lim
impar é n se
par é n se
x lim e x lim
c c lim c lim
m
m
m
2
2 1 0
n
n
n
2
2 1 0
m n
m
n
x x
m n
m
n
x x
n
n
n
2
2 1 0
n
n
x x
n
n
x x
n
1
x
n
1
x
n
x
n
x
x x
≠ + + + + =
≠ + + + + =
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
=
≠ + + + + =
= =
= =
¹
´
¦
∞ −
∞ +
= +∞ =
= =

−∞ → −∞ →

+∞ → +∞ →
−∞ → −∞ → +∞ → +∞ →
−∞ → +∞ →
−∞ → +∞ →
−∞ → +∞ →




AC-02
186
( ) ( )
( ) ( )
0 x ou 1 x / x , e
x
1
1 lim
x
1
1 lim
1 a 0 e a log lim e log lim
1 a e a log lim e log lim
1 a 0 e a , a lim e 0 a lim
1 a e a , 0 a lim e a lim
x
x
x
x
x
a
0 x
x
a
x
x
a
0 x
x
a
x
x
x
x
x
x
x
x
x
> − < ℜ ∈ =
|
¹
|

\
|
+ =
|
¹
|

\
|
+
< < ℜ ∈ +∞ = −∞ =
> ℜ ∈ −∞ = +∞ =
< < ℜ ∈ +∞ = =
> ℜ ∈ = +∞ =
−∞ → +∞ →

+∞ →

+∞ →
−∞ → +∞ →
−∞ → +∞ →
+
+


Exemplos:

1) Calcule os seguintes limites:

a) ) 2 5 3 ( lim
2
2
+ −

x x
x

b)
3 4
) 3 2 (
lim
2
1

− +
− →
x
x x
x

c)
2
2
1
2 3
1 2
lim
|
|
¹
|

\
|

+ −

x
x x
x

d)
3
2
2 3
2
3 4
2 3 2
lim
+ +
+ − +
− →
x x
x x x
x


Solução

a) Pelo teorema da função polinomial , vem:
4 2 2 . 5 2 . 3 ) 2 5 3 ( lim
2 2
2
= + − = + −

x x
x

b)
7
4
7
4
) 3 x 4 ( lim
) 3 x 2 x ( lim
3 x 4
3 x 2 x
lim
1 x
2
1 x
) 7 L (
2
1 x
=


=

− +
=

− +
− →
− →
− →

c)
4 2
) 2 3 ( lim
) 1 2 ( lim
2 3
1 2
lim
2 3
1 2
lim
2
1
2
1
) 7 (
2
2
1
) 6 (
2
2
1
= =
|
|
¹
|

\
|

+ −
=
|
|
¹
|

\
|

+ −
=
|
|
¹
|

\
|

+ −


→ →
x
x x
x
x x
x
x x
x
x
L
x
L
x

d)
2 8
) 3 4 ( lim
) 2 3 2 ( lim
3 4
2 3 2
lim
3 4
2 3 2
lim
3
3
2
2
2 3
2
) 7 (
3
2
2 3
2
) 8 (
3
2
2 3
2
− = −
=
+ +
+ − +
=
+ +
+ − +
=
+ +
+ − +
− →
− →
− → − →
x x
x x x
x x
x x x
x x
x x x
x
x
L
x
L
x




AC-02
187
2) Calcular
x 2 x
4 x
lim
2
2
2 x





Solução
Temos
0 ) 4 x ( lim
2
2 x
= −

e
0 ) x 2 x ( lim
2
2 x
= −

e nada podemos concluir
ainda sobre o limite procurado.
Os polinômios ) 4 (
2
− x e ) 2 (
2
x x − anulam-se para x = 2, portanto, pelo
teorema de D’Alembert, são divisíveis por x – 2, isto é:
x
2 x
) 2 x ( x
) 2 x )( 2 x (
x 2 x
4 x
2
2
+
=

− +
=



Considerando que no cálculo do limite de uma função, quando x
tende a a, interessa o comportamento da função quando x se
aproxima de a e não o que ocorre com a função quando x = a,
concluímos:
2
x
2 x
lim
x 2 x
4 x
lim
2 x
2
2
2 x
=
+
=


→ →


3) Seja a função f definida por
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=


+ −
=
1 x se 3
1 x se
1 x
2 x 3 x
) x ( f
2

Calcular
) ( lim
1
x f
x→
.
Solução
Como no cálculo do limite de uma função, quando x tende a a,
interessa o comportamento da função quando x se aproxima de a e
não o que ocorre com a função quando x = a, temos:
1 ) 2 x ( lim
) 1 x (
) 2 x )( 1 x (
lim
1 x
2 x 3 x
lim ) x ( f lim
1 x 1 x
2
1 x 1 x
− = − =

− −
=

+ −
=
→ → → →

4) Calcular
1 x 3 x 2
2 x x 4 x 3
lim
2 3
2 3
1 x
+ −
+ − −






AC-02
188
Solução
Temos
0 ) 2 4 3 ( lim
2 3
1
= + − −

x x x
x
e
0 ) 1 3 2 ( lim
2 3
1
= + −

x x
x

Efetuando as divisões de 2 4 3
2 3
+ − − x x x e 1 3 2
2 3
+ − x x por x – 1,
temos:
1 2
2 3
) 1 2 )( 1 (
) 2 3 )( 1 (
1 3 2
2 4 3
2
2
2
2
2 3
2 3
− −
− −
=
− − −
− − −
=
+ −
+ − −
x x
x x
x x x
x x x
x x
x x x

então:
1 2
2 3
lim
1 3 2
2 4 3
lim
2
2
1
2 3
2 3
1
− −
− −
=
+ −
+ − −
→ →
x x
x x
x x
x x x
x x

mas
0 ) 2 3 ( lim
2
1
= − −

x x
x
e 0 ) 1 2 ( lim
2
1
= − −

x x
x

então
3
5
1 2
2 3
lim
) 1 2 )( 1 (
) 2 3 )( 1 (
lim
1 2
2 3
lim
1 1
2
2
1
=
+
+
=
+ −
+ −
=
− −
− −
→ → →
x
x
x x
x x
x x
x x
x x x


5) Calcular
3 5 3
1 4 2
lim
2 3
2 3
1
− + −
+ − +

x x x
x x x
x

Solução
Temos 0 ) 1 4 2 ( lim
2 3
1
= + − +

x x x
x
e 0 ) 3 5 3 ( lim
2 3
1
= − + −

x x x
x

Os polinômios ) 1 4 2 (
2 3
+ − + x x x e ) 3 5 3 (
2 3
− + − x x x anulam-se para 1 = x ,
portanto, pelo teorema de D’Alembert, são divisíveis por ) 1 ( − x ,
isto é, 1 − x é um fator comum em ) 1 4 2 (
2 3
+ − + x x x e ) 3 5 3 (
2 3
− + − x x x .
Efetuando as divisões de ) 1 4 2 (
2 3
+ − + x x x e ) 3 5 3 (
2 3
− + − x x x por 1 − x ,
obtemos:
) 3 2 (
) 1 3 2 (
) 3 2 )( 1 (
) 1 3 2 )( 1 (
3 5 3
1 4 2
2
2
2
2
2 3
2 3
+ −
− +
=
+ − −
− + −
=
− + −
+ − +
x x
x x
x x x
x x x
x x x
x x x

Então
2
3 2
1 3 2
lim
3 5 3
1 4 2
lim
2
2
1
2 3
2 3
1
=
+ −
− +
=
− + −
+ − +
→ →
x x
x x
x x x
x x x
x x


6) Calcular
3
2 1
lim
3

− +

x
x
x




AC-02
189
Solução
Como 0 2 1 lim
3
= − +

x
x
e 0 ) 3 ( lim
3
= −

x
x
, não podemos aplicar a propriedade
L7 (limite do quociente). Multiplicando o numerador e o
denominador da fração pelo “conjugado” do numerador, temos:
) 2 1 (
1
) 2 1 )( 3 (
) 3 (
) 2 1 )( 3 (
) 2 1 )( 2 1 (
3
2 1
+ +
=
+ + −

=
+ + −
+ + − +
=

− +
x x x
x
x x
x x
x
x

e, então
4
1
2 1
1
lim
3
2 1
lim
3 3
=
+ +
=

− +
→ →
x
x
x
x x



7) Calcular
1 5 x 3
2 x
3
2 x
− −


lim .
Solução
Notemos: ) ( lim 2 x
2 x


= 0 e ) ( lim 1 5 x 3
3
2 x
− −

= 0
Lembrando da identidade a
3
– b
3
= (a – b) (a
2
+ ab + b
2
),
vamos multiplicar o numerador e o denominador por [( 5 x 3 3 − )
2
+
5 x 3 3 − + 1].
1 5 x 3
2 x
3
− −

=
] ) ( ) [( ) (
] ) [( ) (
1 5 x 3 5 x 3 1 5 x 3
1 5 x 3 5 x 3 2 x
3
2
3 3
3
2
3
+ − + − − −
+ − + − −
=
=
) (
] ) [( ) (
2 x 3
1 5 x 3 5 x 3 2 x
3
2
3

+ − + − −
=
3
1 5 x 3 5 x 3
3
2
3
+ − + − ) (

e então
1 5 x 3
2 x
3
2 x
− −


lim =
2 x→
lim
3
1 5 x 3 5 x 3
3
2
3
+ − + − ) (
= 1

8) Calcular
3 1 x 4
2 2 x 3
2 x
− +
− −

lim
Solução
Como 2 2 x 3
2 x
− −

lim = 0 e 3 1 x 4
2 x
− +

lim = 0, multiplicamos
o numerador e denominador pelo “conjugado” do numerador e também
pelo “conjugado” do denominador.



AC-02
190
3 1 x 4
2 2 x 3
− +
− −
=
) ( . ) ( . ) (
) ( . ) ( . ) (
2 2 x 3 3 1 x 4 3 1 x 4
3 1 x 4 2 2 x 3 2 2 x 3
+ − + + − +
+ + + − − −
=
=
) ( . ) (
) ( . ) (
2 2 x 3 2 x 4
3 1 x 4 2 x 3 3
+ − −
+ + −
=
) (
) (
2 2 x 3 4
3 1 x 4 3
+ −
+ +

e então
3 1 x 4
2 2 x 3
2 x
− +
− −

lim =
2 x→
lim
) (
) (
2 2 x 3 4
3 1 x 4 3
+ −
+ +
=
8
9


9) Calcule:
a)
2
1 x
1 x
2 x 3
) (
lim

+


b)
2
2 x
2 x
x 1
) (
lim





Solução
a) Como
1 x→
lim (3x + 2) = 5 e
1 x→
lim (x – 1)
2
= 0, estudemos o
sinal de
2
1 x
2 x 3
x g
x f
) (
) (
) (

+
= quando x está próximo de 1

-2/3 1 x

sinal de
f(x) 3x + 2
- 0 + +
sinal de
g(x) (x – 1)
2

+ + 0 -
sinal de
2
1 x
2 x 3
x g
x f
) (
) (
) (

+
=
- 0 + -

Notemos que
2
1 x
2 x 3
x g
x f
) (
) (
) (

+
= > 0 quando x está próximo de 1,
então:
1 x→
lim
2
1 x
2 x 3
) ( −
+
= + ∞




AC-02
191
b) Como
2 x→
lim (1 – x) = -1 e
2 x→
lim (x – 2)
2
= 0, estudemos o
sinal de
2
2 x
x 1
x g
x f
) (
) (
) (


=

1 2

sinal de
f(x) = 1 - x
+ 0 - -
sinal de
g(x) = (x – 2)
2

+ + 0 +
sinal de
2
2 x
x 1
x g
x f
) (
) (
) (


=
+ 0 - -
Notemos que
2
2 x
x 1
x g
x f
) (
) (
) (


= < 0 quando x está próximo de 2,
então
2
2 x
2 x
x 1
) (
lim



= - ∞

10) Calcule
a)
1 x
1 x 2
1 x

+


lim
b)
1 x
1 x 2
1 x

+
+

lim

Solução
Como ) ( lim 1 x 2
1 x
+


= ) ( lim 1 x 2
1 x
+
+ →
= 3 e ) ( lim 1 x
1 x



= ) ( lim 1 x
1 x

+

= 0,
estudemos o sinal de
1 x
1 x 2
x g
x f

+
=
) (
) (
quando x está próximo de 1.



AC-02
192


-1/2 1

sinal de
f(x) = 2x + 1
- 0 + +
sinal de
g(x) = x - 1
- - 0 +
sinal de
1 x
1 x 2
x g
x f

+
=
) (
) (

+ 0 - +

Notemos que
1 x
1 x 2
x g
x f

+
=
) (
) (
< 0 quando x está próximo de 1, à
esquerda, então
1 x
1 x 2
1 x

+


lim = - ∞ e
1 x
1 x 2
x g
x f

+
=
) (
) (
> 0 quando x está próximo de 1, à direita,
então,
1 x
1 x 2
1 x

+
+

lim = + ∞
Observemos que não tem significado falarmos em
1 x
1 x 2
1 x −
+

lim ,
pois
1 x
1 x 2
1 x

+


lim = - ∞ e
1 x
1 x 2
1 x

+
+

lim = + ∞.


11) f(x) = x
2
– 1 g(x) = (x – 1)
2

Temos ) ( lim ) ( lim x g 0 x f
1 x 1 x → →
= = , mas
2
2
1 x 1 x
1 x
1 x
x g
x f
) (
lim
) (
) (
lim


=
→ →
= ∞

12) Encontre:
a)
x
x 2 sen
lim
0 x→

b)
x 5 sen
x 3 sen
lim
0 x→

c)
2
0 x
x
x cos 1
lim






AC-02
193

Solução
a)
x
x 2 sen
lim
0 x→
= )
x
x 2 sen
. 2 ( lim
0 x→
= 2 . 1

b)
x 5 sen
x 3 sen
lim
0 x→
= )
x 5 sen
X 5
.
X 3
x 3 sen
.
5
3
( lim
0 x→
=
5
3
1 . 1 .
5
3
=

c)
2
0 x
x
x cos 1
lim


= =
+
+ −

) x cos 1 ( . x
) x cos 1 ( ) x cos 1 (
lim
2
0 x

= )
x cos 1
1
.
x
) x sen (
( lim
2
2
0 x + →
=
2
1


13) Encontre:
a x
a sen x sen
lim
a x −



Solução
Da trigonometria, temos:
sen x – sen a = 2 sen
2
a x
cos .
2
a x + −

então
a x
a sen x sen
lim
a x −


=
a x
2
a x
cos .
2
a x
sen 2
lim
a x −
+ −

=
= )
2
a x
cos .
2
a x
2
a x
sen
( lim
a x
+



= 1 . cos a = cos a

14) Calcular
a)
x 2
x
)
x
1
1 ( lim +
∞ + →

b)
x
x
)
x
3
1 ( lim +
∞ − →







AC-02
194
Solução
a)
x 2
x
)
x
1
1 ( lim +
∞ + →
=
2 x
x
] )
x
1
1 [( lim +
∞ + →
= e
2

b) Fazendo w =
3
x
, temos:
x
x
)
x
3
1 ( lim +
∞ − →
=
w 3
w
)
w
1
1 ( lim +
∞ − →
=
3 w
w
] )
w
1
1 [( lim +
∞ − →
= e
3


15) Calcular:
x
x
)
1 x
1 x
( lim

+
∞ + →

Solução
x
x
)
1 x
1 x
( lim

+
∞ + →
=
x
x
)
x
1 x
x
1 x
( lim

+
∞ + →
=
x
x
x
)
x
1
1 (
)
x
1
1 (
lim

+
∞ + →
=
x
x
x
)
x
1
1 (
)
x
1
1 ( lim

+
+∞ →
=
=
e
1
e
= e
2

16) Encontre
a) ) 3 x 7 x 4 ( lim
2
x
+ −
+∞ →

b) ) 3 x 5 x 2 x 3 ( lim
2 3
x
+ − + −
+∞ →

c) ) 2 x 3 x 4 x 5 ( lim
2 3
x
+ − −
−∞ →

d) ) 4 x 5 x 2 x 7 x 3 ( lim
2 3 4
x
− − + −
−∞ →


Solução
a) ) 3 x 7 x 4 ( lim
2
x
+ −
+∞ →
= ) x 4 ( lim
2
x +∞ →
= +∞
b) ) 3 x 5 x 2 x 3 ( lim
2 3
x
+ − + −
+∞ →
= ) x 3 ( lim
3
x

+∞ →
= -∞
c) ) 2 x 3 x 4 x 5 ( lim
2 3
x
+ − −
−∞ →
= ) x 5 ( lim
3
x −∞ →
= -∞
d) ) 4 x 5 x 2 x 7 x 3 ( lim
2 3 4
x
− − + −
−∞ →
= ) x 3 ( lim
4
x −∞ →
= +∞

17) Encontre:



AC-02
195
a)
1 x 5
2 x 3
lim
x −
+
+∞ →

b)
3 x 2
x 4 5
lim
x −

−∞ →

c)
2 x 3
3 x 4 x 5
lim
2
x +
+ −
−∞ →

d)
2 x 5 x 3
1 x 4
lim
2
x
− +

−∞ →


Solução
a)
1 x 5
2 x 3
lim
x −
+
+∞ →
=
x 5
x 3
lim
x +∞ →
=
5
3
lim
x +∞ →
=
5
3

b)
3 x 2
x 4 5
lim
x −

−∞ →
=
x 2
x 4
lim
x −∞ →
= ) 2 ( lim
x

−∞ →
= -2
c)
2 x 3
3 x 4 x 5
lim
2
x +
+ −
−∞ →
=
x 3
x 5
lim
2
x −∞ →
=
3
x 5
lim
x −∞ →
= +∞
d)
2 x 5 x 3
1 x 4
lim
2
x
− +

−∞ →
=
2
x
x 3
x 4
lim
−∞ →
=
x 3
4
lim
x −∞ →
= 0

18) Encontre
) x 2 x 3 x ( lim
2
x
− + +
+∞ →

Solução
Observemos que
2 x 3 x lim
2
x
+ +
+∞ →
= +∞ e ) x ( lim
x +∞ →
= +∞, mas carece de
significado o símbolo (+∞) - (+∞)
Para obtermos o limite procurado, multiplicamos e dividimos
) x 2 x 3 x (
2
− + + por ) x 2 x 3 x (
2
+ + + . Assim, temos:
) x 2 x 3 x (
2
− + + =
) x 2 x 3 x (
) x 2 x 3 x ( ) x 2 x 3 x (
2
2 2
+ + +
+ + + − + +
=
=
x 2 x 3 x
2 x 3
2
+ + +
+




AC-02
196
Notemos que ∞ + = +
+∞ →
) ( lim 2 x 3
x
, ) ( lim x 2 x 3 x
2
x
+ + +
+∞ →
= +∞ e o
símbolo
∞ +
∞ +
não tem significado. Fazemos então:
x 2 x 3 x
2
− + + =
1
x
2
x
3
1 x
x
2
3 x
2
+ + +
+
(
) (
=
1
x
2
x
3
1
x
2
3
2
+ + +
+ ) (

portanto
) x 2 x 3 x ( lim
2
x
− + +
+∞ →
=
1
x
2
x
3
1
x
2
3
2
x
+ + +
+
+∞ →
) (
lim =
2
3

19) Encontre
a)
1
2 2
lim
2
+
+ −
+∞ →
x
x x
x
b)
1
2 2
lim
2
+
+ −
−∞ →
x
x x
x

Solução
Observemos que
+∞ = + − = + −
−∞ → +∞ →
2 2 lim 2 2 lim
2 2
x x x x
x x
,
+∞ = +
+∞ →
) 1 ( lim x
x
,
−∞ = +
−∞ →
) 1 ( lim x
x
e não têm significado os símbolos
∞ +
∞ +
e
∞ −
∞ +
.
Notemos que
)
1
1 (
2 2
1 . | |
1
)
2 2
1 (
1
2 2
2 2
2
2
x
x
x x
x
x
x x
x
x
x x
+
+ −
=
+
+ −
=
+
+ −

Portanto:
1
1
1
2 2
1
lim
)
1
1 (
2 2
1 .
lim
1
2 2
lim
2 2
2
=
+
+ −
=
+
+ −
=
+
+ −
+∞ → +∞ → +∞ →
x
x x
x
x
x x
x
x
x x
x x x

e
1
1
1
2 2
1
lim
)
1
1 (
2 2
1 .
lim
1
2 2
lim
2 2
2
− =
+
+ − −
=
+
+ − −
=
+
+ −
−∞ → −∞ → −∞ →
x
x x
x
x
x x
x
x
x x
x x x





AC-02
197
20) Calcule
1
5 2
lim
3
2

+
+∞ →
x
x
x

Solução
Sejam 5 2 ) (
2
+ = x x f e 1 ) (
3
− = x x g . Temos:
+∞ =
+∞ →
) ( lim x f
x
e +∞ =
+∞ →
) ( lim x g
x
, mas
0
1
1
5
2
lim
1
1
5
2
lim
1
5 2
lim
) (
) (
lim
3
2
3
3
2
2
3
2
=
|
¹
|

\
|
+
|
¹
|

\
|
+
=
|
¹
|

\
|
+
|
¹
|

\
|
+
=

+
=
+∞ → +∞ → +∞ → +∞ →
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x g
x f
x x x x

21. Calcule
2
4
lim
x
x
x +∞ →

Solução
4
) ( x x f = ,
2
) ( x x g =
) ( lim ) ( lim x g x f
x x +∞ → +∞ →
= +∞ =

Porém,
+∞ = = =
+∞ → +∞ → +∞ →
2
2
4
lim lim
) (
) (
lim x
x
x
x g
x f
x x x



7 - CONTINUIDADE

7.1 - NOÇÃO DE CONTINUIDADE

7.1.1 - Definição
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um
elemento de I. Dizemos que f é continua em a, se. ) ( ) ( lim a f x f
a x
=

.
Notemos que para falarmos em continuidade de uma função em
um ponto é necessário que este ponto pertença ao domínio da
função.
Da definição, decorre que se f é contínua em a então as
três condições deverão estar satisfeitas:
1 - existe ) a ( f



AC-02
198
2 - existe
) x ( f lim
a x→

3 -
) a ( f ) x ( f lim
a x
=


7.1.2 - Definição
Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um
elemento de I. Dizemos que f é descontínua em a se f não for
contínua em a.
Observemos também que para falarmos em descontinuidade de
uma função em um ponto é necessário que esse ponto pertença ao
domínio da função.
Da definição decorre que, se f é descontínua em a, então as
duas condições abaixo deverão estar satisfeitas:
1 - existe f(a)
2 - não existe
) x ( f lim
a x→
ou
) a ( f ) x ( f lim
a x




7.1.3 - Definição
Dizemos que uma função f é contínua em um intervalo aberto
se f for contínua em todos os pontos desse intervalo.
7.1.4 - Definição
Seja a um ponto do domínio da função f.
Dizemos que f é contínua à direita de a se ) a ( f ) x ( f lim
a x
=
+


e dizemos que f é contínua à esquerda de a se ) a ( f ) x ( f lim
a x
=


.
7.1.5 - Definição
Dizemos que uma função f é contínua em um intervalo fechado
[a,b] se f for contínua no intervalo aberto ]a,b[ e se também for
contínua em a à esquerda, e em b, à direita.
Exemplos:
1 - A função f(x) = 2x + 1 definida em R é contínua em 1,
pois
) x ( f lim
1 x→
=
) 1 x 2 ( lim
1 x
+

= 3 = f(l) (ver Fig. 7.1a)
Notemos que f é contínua em R, pois para todo a ∈ R, temos
) a ( f 1 a 2 ) 1 x 2 ( lim ) x ( f lim
a x a x
= + = + =
→ →




AC-02
199

2 - A função
¹
´
¦
= −
≠ +
=
1 x se x 1
1 x se 1 x 2
) x ( f
definida em R é descontínua em 1, pois
) 1 ( f 4 3 ) 1 x 2 ( lim ) x ( f lim
1 x 1 x
= ≠ = + =
→ →
(Fig. 7.1b)
Observemos que f é contínua em R -{1} pois para todo a ∈ R
-{1}, temos:
) a ( f 1 a 2 ) 1 x 2 ( lim ) x ( f lim
a x a x
= + = + =
→ →


3 - A função
¹
´
¦
> −
≤ +
=
1 x se x 1
1 x se 1 x
) x ( f

definida em ℜ é descontínua em 1, pois
2 ) 1 x ( lim ) x ( f lim
1 x 1 x
= + =
− −
→ →

0 ) x 1 ( lim ) x ( f lim
1 x 1 x
= − =
+ +
→ →
(Fig. 7.1c)
portanto, não existe
) x ( f lim
1 x→

Observemos que f é continua em R -{1} pois para todo a ∈ R
-{1}, temos:
se a > 1, então
) a ( f a 1 ) x 1 ( lim ) x ( f lim
a x a x
= − = − =
→ →

se a < 1, então
) a ( f 1 a ) x 1 ( lim ) x ( f lim
a x a x
= + = + =
→ →





AC-02
200

FIGURA 7.1- continuidade
4 - Na função
x
| x |
) x ( f = definida em R* (Fig. 7.2a) não
podemos afirmar que f é descontínua em x = O, pois x = 0 não
pertence ao domínio da função.
Observemos que
¹
´
¦
< −
>
= =
0 x se 1
0 x se 1
x
| x |
) x ( f
é continua em R
*
pois, para todo a ∈ R
*
, temos:
se a > O, então
) a ( f 1 1 lim ) x ( f lim
a x a x
= = =
→ →


se a < 0, então
) a ( f 1 ) 1 ( lim ) x ( f lim
a x a x
= − = − =
→ →


5 - Na função
1 x
1 x
) x ( f
2


= definida em R -{1} (Fig. 7.2b)
não podemos afirmar que f é descontínua em x = 1, pois x = 1 não
pertence ao domínio da função.
Notemos que f é continua em R -{1} pois, para todo a ∈ R -
{1}, temos:
) a ( f 1 a ) 1 x ( lim
1 x
1 x
lim ) x ( f lim
a x
2
a x a x
= + = + =


=
→ → →




AC-02
201


FIGURA 7.2- continuidade

6 - Os resultados de limite apresentados para as funções
constante, polinomial de grau n, seno, cosseno, tangente
exponencial e logarítmica, mostram que essas funções são contínuas
em seus respectivos domínios.

7.2 - PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES CONTÍNUAS
C1 -Se f e g são funções contínuas num intervalo I, então
são contínuas as funções f+g, f-g, f.g e f/g, neste último caso,
desde que g(a) ≠ 0, a ∈ I.
C2 -Se a função g é contínua num intervalo I e a função f é
contínua em g(a), ∀ a ∈ I então a função composta fog é contínua
em I.

EXEMPLOS:
1. Verificar se a função definida por
¹
´
¦
≥ −
< −
=
2 2 7
2 1
) (
2
x se x
x se x
x f
é contínua em 2 x =

Solução
Devemos verificar se
) 2 ( f ) x ( f lim
2 x
=


a) f(2)=7-2.2=3



AC-02
202
b)
3 ) 1 x ( lim ) x ( f lim
2
2 x 2 x
= − =
− −
→ →


3 ) x 2 7 ( lim ) x ( f lim
2 x 2 x
= − =
+ → + →

então
) 2 ( f 3 ) x ( f lim
2 x
= =


logo f é contínua em 2 = x

2. Calcular
1 x
1 x
lim
2
0 x +
+


Solução
Como
1
1
) (
2
+
+
=
x
x
x f
é contínua para 1 − ≠ x segue que
1
1 0
1 0
) 0 (
1
1
lim
2 2
0
=
+
+
= =
+
+

f
x
x
x


3. Calcular limite
x cos 2
x cos x 2 sen
lim
x
+
π →

Solução
Como
x
x x
x f
cos 2
cos 2 sen
) (
+
= é contínua para π
π
k x + ≠
2
, com Ζ ∈ k ,
segue que
2
1
) 1 .( 2
1 0
cos 2
cos 2 sen
x cos 2
x cos x 2 sen
lim
x
=


=
π
π + π
=
+
π →

3. Calcular
1 x
1 x
lim
2
1 x −



Solução
Como para 1 ≠ x temos
) ( 1
) 1 (
) 1 )( 1 (
1
1
) (
2
x g x
x
x x
x
x
x f = + =

+ −
=


=
e g é contínua, segue que
2 ) 1 ( ) 1 ( lim
1
1
lim
1
2
1
= = + =


→ →
g x
x
x
x x





AC-02
203
5.Calcular
3 4
3 5
0
8 3
2 8
lim
x x
x x
x
+



Solução
Para 0 ≠ x , tem-se
) x ( g
8 x 3
2 x 8
) 8 x 3 ( x /
) 2 x 8 ( x /
x 8 x 3
x 2 x 8
) x ( f
2
3
2 3
3 4
3 5
=
+

=
+

=
+

=

Logo, como g é contínua para 3 8 − ≠ x
4
1
8
2
8 x 3
2 x 8
lim
x 8 x 3
x 2 x 8
lim
2
0 x
3 4
3 5
0 x
− = − =
+

=
+

→ →


6. Calcular
2
2
lim
2



x
x
x

Solução
Temos, para 2 ≠ x ,
) x ( g
2 x
1
) 2 x )( 2 x (
2 x
2 x
2 x
) x ( f =
+
=
+ −

=


=
Logo, como g é contínua,
2 2
1
) 2 ( g
2 x
1
lim
2 x
2 x
lim
2 x 2 x
= =
+
=


→ →

7. Calcular:
5 x
5 x
lim
3 3
5 x −



Solução
Temos, para 5 ≠ x ,
) (
5 5 .
1
) 5 5 . )( 5 (
5
5
5
) (
3 2 3 3 3 2 3 2 3 3 3 2 3 3
3 3 3 3
x g
x x x x x
x
x
x
x f =
+ +
=
+ + −

=


=
Como g é contínua, segue que
3
3 3 3
3
2
5 x
3 3
5 x
25 3
1
) 5 ( g
25 5 . x x
1
lim
5 x
5 x
lim = =
+ +
=


→ →


8. Calcular
3 6
x
x 8 x lim − −
+∞ →

Solução
Para todo x podemos escrever



AC-02
204
3 6 3 6
6 6
3 6
8
8
8
8
8 ) (
x x x x
x x
x x x f
+ −

=
+ −
− −
= − − =
Logo,
0
x 8 x
8
lim ) x ( f lim
3 6
x x
=
+ −

=
+∞ → +∞ →

8 - DERIVADAS
8.1 - INTRODUÇÃO - VELOCIDADE INSTANTÂNEA

Consideremos o problema de determinar a cada instante, a
velocidade de uma partícula que se move sobre um linha reta,
dispondo de uma trena e um cronômetro.
Vamos estabelecer um sistema de coordenada escolhendo um
ponto de referência sobre a linha como a origem O. Todo outro
ponto da linha será associado a um número x que indica a distância
do ponto à origem (abscissa). O valor de x depende da unidade
escolhida para medir a distância. Escolheremos o metro.O sinal de
x depende da sua posição relativa à origem O; é positivo quando x
está à direita, e negativo, no caso de x estar à esquerda.
Admita que a nossa partícula está na posição x
1
no instante
t
1
no ponto x
2
no instante t
2
. Imaginemos que a posição seja
determinada em vários outros instantes de tempo ao longo da
trajetória.
Construamos a tabela 8.1 de dados que se segue tomados
deste movimento ao longo do eixo Ox. As quatro primeiras colunas
são constituídas de dados experimentais. Os símbolos s referem à
Figura 8.1, na qual a partícula está se deslocando da esquerda
para a direita, isto é, no sentido positivo do eixo Ox. ,
partícula estava na posição x
1
(100 m da origem), no instante t
1

(1,00 s) e na posição x
2
no instante t
2
. Ao considerar diferentes
valores para x
2
e os correspondentes diferentes instantes t
2

encontraremos os valores tabelados a seguir.



AC-02
205

Figura 1 - Movimento na Reta.

TABELA 8.1 - Velocidade Instantânea
x
2
-x
1
t
2
-t
1
∆ x/∆ xt
x
1
(m) t
1
(s) x
2
(m) t
2
(s)
=∆ x(m) =∆ t(s) (m/s)
100,0 1,00 200,0 11,00 100,0 10,00 10,0
100,0 1,00 180,0 9,60 80,00 8,60 10,0
100,0 1,00 160,0 7,90 60,00 6,90 10,0
100,0 1,00 140,0 5,90 40,00 4,90 10,0
100,0 1,00 120,0 3,56 20,00 2,56 10,0
100,0 1,00 110,0 2,33 10,00 1,33 10,0
100,0 1,00 105,0 1,69 5,0 0,69 10,0
100,0 1,00 103,0 1,42 3,0 0,42 7,1
100,0 1,00 101,0 1,14 1,0 0,14 7,1

Fica claro, através da tabela, que à medida que tomamos
valores de x
2
mais próximo de x
1
, ∆t se aproxima de zero e a
relação ∆x/∆t tende para o valor aparente da velocidade no
instante t
1
que é igual a 7,1 m/s. Escrevemos então:

A modificação da posição da partícula, x
2
- x
1
é denominada
o deslocamento da partícula. É comum utilizar a letra grega ∆
(delta maiúsculo) para indicar modificação numa grandeza. Assim, a
modificação de x é escrita como ∆x. A notação ∆x (leia "delta x")
indica uma única grandeza; a modificação de x não é produto de ∆
por x, da mesma forma que cos x não é o produto de cos por x. ∆t é
o intervalo de tempo gasto para a partícula se deslocar de x
1
a x
2

e é t
2
– t
1
.



AC-02
206
Suponhamos, agora, o movimento de uma segunda partícula. Ao
invés de construir uma tabela, vamos plotar o gráfico da função
x(t). Os pontos determinados diretamente são ligados por uma curva
suave, de modo a se obter a curva da Figura 8.2a.
A velocidade média da partícula é definida como o

quociente do deslocamento ∆x pelo intervalo de tempo ∆t
1 2
1 2
m
t t
x x
t
x
V


=


=
Observe que não só o deslocamento, mas também velocidade
média, podem ser positivos ou negativos, de acordo com o fato de
ser x
2
maior ou menor que x
1
(admitindo ser ∆t positivo) .Quando
qualquer das grandezas é positiva, o movimento se dá para a
direita, os valores negativos indicam movimento para a esquerda.
Na Figura 8.2b (pág. 8.4) aparece uma linha reta traçada do
ponto (x
1
, t
1
) até o ponto (x
2
, t
2
).Esta linha é hipotenusa do
triângulo retângulo cujos catetos são ∆t e ∆x. A razão ∆x/∆t é
denominada coeficiente angular da reta Geometricamente, é uma
medida da inclinação da linha reta em relação à horizontal. Sendo
dado um intervalo de tempo ∆t, a linha será tão mais inclinada
quanto maior for o valor de ∆x/∆t. Uma vez que esta razão é, por
definição, a velocidade média no intervalo ∆t, temos uma
interpretação geométrica desta grandeza: ela é o coeficiente
angular do segmento de reta que liga os pontos (x
1
, t
1
) e (x
2
, t
2
).
Em geral, a velocidade média depende do intervalo de tempo. Na
Figura 8.2b, por exemplo, caso o intervalo de tempo fosse menor,
com o instante t’
2
mais próximo de t’
1
, a velocidade média seria
maior, conforme se vê pela maior inclinação da reta que liga os
pontos P
1
e P
2
.
A Figura 8.2c (pág. 8.4) é a mesma curva de contra t da
Figura 8.2b, mostrando uma seqüência de intervalo de tempo ∆t
1
,
∆t
2
, ∆t
3
cada qual menor que o seu antecedente Em cada intervalo
∆t, a velocidade média é representada pela inclinação da reta
pontilhada pertinente ao intervalo. A figura mostra que enquanto
os intervalos de tempo diminuem, as retas tornam-se mais



AC-02
207
inclinadas, mas não mais inclinadas que a tangente à curva no
ponto correspondente a t
1
. Definimos a inclinação(coeficiente
angular) da reta tangente à curva, no instante t
1
como a velocidade
instantânea. Ela é, como já vimos limite do quociente ∆x/∆t quando
∆t se aproxima de zero.
Assim, para achar a velocidade instantânea em qualquer
instante t, basta traçar a tangente à curva no ponto (t, x(t)) do
gráfico.

Figura 2 - A Reta Tangente.

O leitor pode verificar que o cálculo da velocidade
instantânea recai num interessante caso de indeterminação do tipo
0/0. Na realidade, à primeira vista, parece impossível definir a
velocidade de uma partícula num determinado instante, isto é, num
dado tempo. Num instante t
1
, a partícula está num único ponto, x
1
e



AC-02
208
se está neste ponto, como pode estar movendo-se? Por outro lado,
se não está se movendo, não deveria permanecer indefinidamente no
mesmo ponto? É este um velhíssimo paradoxo que pode ser resolvido
quando se observa que para analisar o movimento, e defini-lo, é
preciso verificar a posição do corpo em mais de um instante. É
possível, então, definir a velocidade num instante, mediante um
processo de passagem ao limite.

8.2 - DERIVADA
8.2.1 - Derivada no Ponto x
o


Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e x
o
um
elemento de I. Chama-se derivada de f no ponto x
o
limite
) x ( f lim
a x→
=
o
o
x x
) x ( f ) x ( f



se este existir e for finito.
A derivada de f no ponto x
o
é habitualmente indicada com
uma das seguintes notações:
o o
x x
o
x x
o
dx
dy
ou ), x ( Df ,
dx
df
), x ( ' f
= =
|
¹
|

\
|

para y = f(x).
A diferença ∆x = x – x
o
é chamada acréscimo ou incremento
da variável x relativamente ao ponto x
o
. A diferença ∆y = f(x) -
f(x
o
) é chamada acréscimo ou incremento da função f relativamente
ao ponto x
o
. O quociente
o
o
x x
) x ( f ) x ( f
x
y


=


recebe o nome de razão
incremental de f relativamente ao ponto x
o
.
Frisemos que a derivada de f no ponto x
o
pode ser indicada
das seguintes formas:

x
) x ( f ) x x ( f
lim ) x ´( f ou
x
y
lim ) x ´( f ou
x x
) x ( f ) x ( f
lim ) x ´( f
o 0
0 x
0
0 x
0
o
o
x x
0
0 ∆
− ∆ +
=


=


=
→ ∆ → ∆ →





AC-02
209
Quando existe f´(x
o
) dizemos que f é derivável no ponto x
o
.
Dizemos também que f é derivável no intervalo aberto I quando
existe f´(x
o
) para todo x
o
∈ I.
Se nos reportarmos ao item anterior, veremos que a
velocidade instantânea é a derivada da função deslocamento no
instante t
1
.
O leitor deve estar atento para o fato de que agora a
variável independente é x
1
enquanto que no item anterior fizemos t
("de tempo") ser a variável independente. É apenas uma notação,
não devendo causar qualquer embaraço.
Seguem alguns exemplos:
1º) Calculemos a derivada de f(x) = 2x no ponto x
0
= 3.
2
3 x
) 3 x ( 2
lim
3 x
6 x 2
lim
3 x
) 3 ( f ) x ( f
lim ) 3 ´( f
3 x 3 x 3 x
=


=


=


=
→ → →

Outra maneira de proceder seria esta:
2 2 lim
x
6 ) x 3 ( 2
lim
x
) 3 ( f ) x 3 ( f
lim ) 3 ´( f
0 x 0 x 0 x
= =

− ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆

2º) calculemos a derivada de f(x) = x
2
+ x no ponto x
0
= 1.
3 ) 3 x ( lim
x
x 3 ) x (
lim
x
] 1 1 [ )] x 1 ( ) x 1 [(
lim
x
) 1 ( f ) x 1 ( f
lim ) 1 ´( f
0 x
2
0 x
2 2
0 x
0 x
= + ∆ =

∆ ⋅ + ∆
=

+ − ∆ + + ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆
→ ∆
→ ∆

3º) calculemos a derivada de f(x) = sem x em x
0
= π/3.
2
1
)
3
cos(
2
x
)
2
x
3
cos( )
2
x
( sen
lim
x
)
2
x
3
cos( )
2
x
( sen 2
lim
x
)
3
( sen ) x
3
( sen
lim )
3
´( f
0 x
0 x
0 x
=
π
=


+
π


=


+
π


=

π
− ∆ +
π
=
π
→ ∆
→ ∆
→ ∆








AC-02
210
8.2.2 - Função Derivada

Seja f é uma função derivável no intervalo aberto I. Para
cada x
o
pertecente a I existe e é único o limite f´(x
o
) =
x
) x ( f ) x x ( f
lim
o o
0 x ∆
− ∆ +
→ ∆
portanto, podemos definir uma função f´: I →
R que associa a cada x
o
∈ I a derivada de f ponto x
o
. Esta função é
chamada função derivada de f ou, simplesmente, derivada de f.
Habitualmente a derivada de f é representada por
f´,
dx
df
, Df ou y´.
A lei f´(x) pode ser determinada a partir da lei f(x),
aplicando-se a definição de derivada de uma função, num ponto
genérico x ∈ I:
x
) x ( f ) x x ( f
lim ) x ´( f
0 x

− ∆ +
=
→ ∆

É isto que faremos logo em seguida para calcular as
derivadas de algumas funções elementares:
1) função constante: f(x) = c, c ∈ R
0
x
y
lim ) x ´( f 0
x
c c
x
) x ( f ) x x ( f
x
y
0 x
=


= ∴ =


=

− ∆ +
=


→ ∆

Logo, f(x) = c ⇒ f´(x) = 0.

2) função seno: f(x) = sen x
)
2
x
x ( cos .
)
2
x
(
)
2
x
(
sen
x
)
2
x
x ( cos )
2
x
( sen 2
x
senx ) x x ( sen
x
y

+


=
=


+

=

− ∆ +
=



x cos ) 2 / x x ( cos lim .
2 / x
) 2 / x ( sen
lim
x
y
lim ) x ´( f
0 x 0 x
= ∆ +


=


=
→ ∆ → ∆

Logo, f(x) = sen x ⇒ f´(x) = cos x.

3) função exponencial f(x) = a
x
, com a ∈ R e O < a ≠ 1



AC-02
211
x
1 a
a
x
a a
x
) x ( f ) x x ( sen
x
y
x
x
x
x
x


=


=

− ∆ +
=




+
a n . a .
x
1 a
lim . a lim
x
y
lim ) x ( ' f
x
x
0 x
x
0 x 0 x
l


=


=

→ ∆ → ∆ → ∆

Logo, f(x) = a
x
⇒ f´(x) = a.l n ª

No caso particular da função exponencial de base e, f(x) =
e
x
, temos o resultado notável:
f(x) = e
x
. ⇒ f´(x) = e
x

Logo, f(x) = e
x
⇒ f´(x) = e
x


8.2.3 - Tabela de Derivadas

Trabalhando convenientemente a definição de derivada e as
propriedades de limites, pode-se construir a Tabela 8.2 (pág. 8.9)
de extrema importância para o cálculo de derivadas.
Os exemplos ao final do capitulo mostram de forma bastante
clara a utilização desta tabela. A propriedade D9 merece um
comentário à parte. Trata-se da "regra da cadeia" ou derivada da
função composta.
Sendo y = F(x) = g(f(x)) e u = f´(x), vale o seguinte
resultado:
F´(x) = g´ (f(x)) . f´(x)
ou, em notação mais sugestiva:
dx
du
.
du
dy
dx
dy
=
Obs.: a propriedade D8 é a derivada da função inversa.
Usando a regra da cadeia, constrói-se a tabela 8.3.

REGRAS DE DERIVAÇÃO

D1. ℜ ∈ = → = k ´, kv ´ y kv y
D2. ´ v ´ u ´ y v u y + = → + =
D3. ´ uv v ´ u ´ y uv y + = → =
D4. 0 v ,
v
´ v
´ y
v
1
y
2


= → =



AC-02
212
D5. 0 v ,
v
u ´ v v ´ u
´ y
v
u
y
2


= → =
D6. ´ u ´ u ´ u ´ y u u u y
n 2 1 n 2 1
+ + + = → + + + = K K
D7.
´ u u u u ´ u u u u ´ u ´ y
u u u y
n 2 1 n 2 1 n 2 1
n 2 1
⋅ ⋅ + ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ = →
⋅ ⋅ ⋅ =
K K K
K

D8. g é inversa de f: ) 0 ) y ´( f ( ,
)) x ( g ´( f
1
) y ´( f
1
) x ´( g ≠ = =
D9. ) x ´( f )) x ( f ´( g ´ y ) x )( f g ( y ⋅ = → = o
D10. ´ v u ln u ´ u vu )´ u ln v ( u ´ y u y
v 1 v v v
+ = = → =



TABELA 8.2 – Derivadas

FUNÇÕES ELEMENTARES
1. ℜ ∈ α α = → =
− α α
, x ´ y x y
1

2. 1 caso x y ,
x n
1
´ y x y
n
1
n 1 n
n
= = → =


3. 1 a 0 , a ln a ´ y a y
x x
≠ < = → =
4. 1 a 0 ,
a ln x
1
´ y a log y ≠ < = → =
5. x cos ´ y x sen y = → =
6. x sen ´ y x cos y − = → =
7. x sec ´ y x tg y
2
= → =
8. x sec cos ´ y x g cot y
2
− = → =
9. x tg x sec ´ y x sec y ⋅ = → =
10. x g cot x sec cos ´ y x sec cos y ⋅ − = → =
11.
2
x 1
1
´ y x arcsen y

= → =
12.
2
x 1
1
´ y x arccos y


= → =
13.
2
x 1
1
´ y x arctg y
+
= → =
14.
2
x 1
1
´ y x g cot arc y
+

= → =
15.
1 x x
1
´ y x sec arc y
2
− ⋅
= → =
16.
1 x x
1
´ y x ec arccos y
2
− ⋅

= → =
Nesta tabela u = f(x) e v = g(x), isto é, u e v são funções deriváveis de x.



AC-02
213

TABELA 8.3 – DERIVADA DE FUNÇÃO COMPOSTA

1. ´ v v ´ y v y
1 − α α
α = → =
2. ´ v
v n
1
´ y v y
n 1 n
n

= → =
3. ´ v a ln a ´ y a y
v v
= → =
4. ´ v
a ln v
1
´ y v log y
a
⋅ = → =
5. ´ v v cos ´ y v sen y ⋅ = → =
6. ´ v v sen ´ y v cos y ⋅ − = → =
7. ´ v v sec ´ y v tg y
2
⋅ = → =
8. ´ v v sec cos ´ y v g cot y
2
⋅ − = → =
9. ´ v v tg v sec ´ y v sec y ⋅ ⋅ = → =
10. ´ v v g cot v sec cos ´ y v sec cos y ⋅ ⋅ − = → =
11. ´ v
v 1
1
´ y v arcsen y
2


= → =
12. ´ v
v 1
1
´ y v arccos y
2



= → =
13. ´ v
v 1
1
´ y v arctg y
2

+
= → =
14. ´ v
v 1
1
´ y v g cot arc y
2

+

= → =
15. ´ v
1 v v
1
´ y v sec arc y
2

− ⋅
= → =
16. ´ v
1 v v
1
´ y v ec arccos y
2

− ⋅

= → =
Nesta tabela u = f(x) e v = g(x), isto é, u e v são funções deriváveis de x.

8.2.4 - Derivadas Sucessivas

Seja f uma função contínua em um intervalo I e seja I
1
o
conjunto dos pontos de I em que f é derivável. Em I
1
já definimos a
função f´, chamada função derivada primeira de f. Seja
I
2
o conjunto dos pontos de I
1
em que f´ é derivável. Em I
2

podemos definir a função derivada da f´ que chamaremos de derivada
segunda de f e indicaremos por f´´
Repetindo o processo, podemos definir as derivadas
terceira, quarta, etc de f. A derivada de ordem n de f
respectivamente por f
(n)
.
Exemplos:



AC-02
214
1
o
) Calcular as derivadas de f(x) = 3x
2
+ 5x + 6.
Temos:
f´(x) = 6x + 5
f´´(x) = 6
f´´(x) = f
(4)
(x) = f
(5)
(x) = ...= O

2
o
) Calcular as derivadas de f(x) = sen 2x.
Temos:
f´(x) = 2.cos 2x
f´(x) = -4.sen 2x = 2
2
.cos (2x +
2
π
)
f´(x) = -8.cos 2x = 2
3
.cos (2x + ·)
f
(n)
= 2
n
cos(2x +
2
) 1 n ( π −
)

3
o
) Determinar todas as derivadas de f(x) = x
3
+ 2x
2
+ 1.
f´(x) =
dx
df
= 3x
2
+ 4x
f´´
dx
´ df
= 6x + 4
f
(n)
(x) =
dx
df
) 1 N ( −
= 0 para todo n ≥ 4.

4
o
) Obter todas as derivadas de y =
x
1

y’=
dx
dy
= -
2
x
1

y” =
dx
' dy
= -
3
x
2

y”’ =
dx
" dy
= -
4
x
6

y
(n)
=
1 n
n
1 n
n
) 1 n (
x
! n
. ) 1 (
x
1 ).... 2 n )( 1 n ( n
. ) 1 (
dx
dy
+ +

− =
− −
− = .







AC-02
215
8.2.5 - Equações Diferenciais

Considere as equações abaixo e seus respectivos conjuntos-
verdade.
1) x
2
-5x + 6 = 0; V
1
= {2,3}
2) 3
x
- 9 = 0; V
2
= {2}
3) sen x = 0; V
3
= {x = kπ, k ∈ z}

Dizemos que x ∈ R é solução de uma equação quando na
verdade a sentença aberta correspondente. Por exemplo:
1) 2
2
- 5.2 + 6 = O (V)
2) 3
2
- 9 = O (V)
sen (3π) = O (V)

De modo análogo, podemos construir equações envolvendo
funções e suas derivadas, isto é, agora as variáveis são funções
deriváveis. Por exemplo:
1) y" - y = 0; V = {y = a cos x + b sen x ; a e b ∈ R}
de fato: y' = -a sen x + b cos x
y" – y = -a cos x –b sen x
logo y" -y = (-a cos x –b sen x) + (a cos x + b sen x) = 0
(V)

2) x
dx
dy
- y + x
2
ou xy' - y – x
2
= 0, y = f(x)
V = {y = x
2
+ cx, c ∈ R}
De fato: y' = 2x + c
xy' - y - x
2
= x(2x + c) – (x
2
+ cx) - x
2
= 2x
2
+ cx - x
2
-
cx - x
2
= 0.

A solução de equações diferenciais não é assunto simples.
Seu conceito foi apresentado para que o leitor se familiarize com
as mesmas. As equações diferenciais são muito comuns em Física e
estão envolvidas na resolução de uma infinidade problemas tratados
nesta ciência.



AC-02
216
NOTA: Na Mecânica, como os problemas que surgem estão relacionados
o movimento dos corpos, muitas vezes aparecem derivadas com
relação ao tempo. Neste caso é costume usar a seguinte notação:
) t ( x para
dt
) t ( x d
); t ( f para
dt
) t ( df
2
& &
&


8.3 - GRÁFICOS E DERIVADAS

8.3.1 - Interpretação Geométrica da Derivada

No item 8.1 - vimos que a velocidade no instante t podia
ser obtida pela reta tangente à curva do deslocamento, no ponto
(t
1
, x(t
1
)).
Generalizando podemos dizer que:
A derivada de uma função f no ponto x
O
é igual ao
coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de
abscissa x
o
.
A fórmula y - y
o
= m(x - x
o
) fornece a equação de uma reta
passando por p (x
O
, y
O
) e com coeficiente angular m = tg α
x

conforme Figura 8.3.
Em particular se queremos a equação da reta tangente ao
gráfico de uma função f no ponto (x
O
, f(x
O
)), basta fazer y
O
=
(f(x
O
) em = f´(x
O
). A equação da reta fica:
y – f(x
0
) = f´(x
0
)(x-x
0
)

Figura 3 - Equação da Reta Tangente





AC-02
217
Exemplos:
1) A equação da reta tangente à parábola de equação y = x
2

em seu ponto de abscissa x
O
= 2 é
x
O
= 2 ⇒ y
O
= 2
2
= 4 ⇒ P(2,4)
y = x
2
⇒ y' = 2x ⇒ y'(2) = 2 .2 = 4
logo y - 4 = 4(x -2) é a equação da reta t (Fig. 8.4a)
2) A equação da reta tangente à curva de f(x) = x
3
na
origem P(0,0) é:
f´(x) = 3x
2
⇒ f´(0) = 3.0
2
= 0
logo y - 0 = 0 (x-0)
y = 0 (eixo dos x) é a equação da reta t (Fig. 8.4b)


Figura 4 - Equação da Reta Tangente

8.3.2 - Derivada e continuidade

Pode-se mostrar que, se uma função é derivável num ponto,
ela é contínua nesse ponto, não valendo a recíproca, isto é
existem funções contínuas num ponto x
0
e não deriváveis em x
0

De fato, numa interpretação nada rigorosa, podemos dizer
que uma função continua é aquela cuja curva pode ser desenhada
"sem se tirar a ponta do lápis do papel". Porém, essa curva pode
formar "bicos", onde fica impossível definir uma reta tangente.



AC-02
218
Evidentemente, uma função descontínua num ponto, não é
derivável neste ponto.
Vejamos os seguintes exemplos:

1) f(x) = x – 2, para x ≤ 3
2, para x> 3
f é descontínua em x
o
= 3
f não é derivável em x
o
= 3 (Fig. 8.5a)

2) f é contínua em x
o
= c
f não é derivável em x
o
= c
(não existe reta tangente no "bico") (Fig. 8.5b)

3) f(x) = |x|
f é contínua em x
o
= 0
f não é derivável em x
o
= 0 (Fig. 8.5c)

4) f(x) =
3
x
f´(x) =
3 2
x 3
1
, x ≠ 0
f é contínua em x
o
= 0.
f´ não existe em x
o
= 0 (Fig. 8.5d)
Neste caso existe a reta tangente à curva, porém ela é
paralela ao eixo dos y.




AC-02
219

Figura 5 - Derivada e continuidade

8.3.3 - Variação das Funções

Consideremos a Figura 8.6 abaixo:


Figura 6 - Máximos e mínimos




AC-02
220
A curva representa a função f{x) = x
3
+ x
2
- 5x. Vemos que
a função tem um máximo em x = -5/3 e um mínimo em x = 1. É fácil
perceber que f´(x) = 0 nestes pontos (verifique!).
Estamos interessados em resolver o seguinte problema: dada
uma função f(x), ela tem máximo e mínimo? Em caso afirmativo, como
determinar as abscissas correspondentes?
Em busca da solução do problema acima, vamos apresentar
alguns novos conceitos:
1
o
) Máximo e mínimo são conceitos relativos ou locais
conforme mostra a Figura 8.7a. No gráfico abaixo a função f(x)
assume um máximo local no ponto a que é menor que um mínimo local
em b.

Figura 7 - Máximos e Mínimos Locais

2
o
) A função pode ter um ponto extremo (máximo ou mínimo),
sem ser derivável no ponto. É o que mostra o ponto D (máximo
absoluto), da curva da Figura 8.7b. Ainda,
A, C e E - pontos de mínimo relativo
B - ponto de máximo relativo
F e G - pontos de máximo e mínimo

OBS: l) muitas vezes nos referimos à abscissa do ponto no
lugar do ponto. Por exemplo: a é ponto de mínimo.

2) Dizemos que x
o
é um ponto de máximo relativo ou
local de f se f (x) ≤ f(x
o
), ∀x nas proximidades de x
o
; que x
o
é um



AC-02
221
ponto de mínimo relativo ou local de f se f(x) ≥ f(x), ∀x nas
proximidades de x
o
.
3) Nas vizinhanças de um ponto de extremo, a tangente
muda sua inclinação, ou seja, a derivada muda de sinal (Fig. 8.8).


Figura 8 - Sinal da Derivada Primeira e Extremantes

OBS: O sinal da derivada tem a seguinte interpretação
geométrica mostrada na Figura 8.9.




AC-02
222

Figura 9 - Sinal da Derivada Primeira

Concluímos então que a mudança de sinal de f´(x) fornece os
pontos de extremo, mesmo quando a curva forma "bicos" nestes
pontos.
4) O estudo da concavidade da curva também pode apontar
pontos extremos, embora o método apresentado acima seja mais
geral. vejamos a Figura 8.10 abaixo:


Figura 10 - Concavidade




AC-02
223
(1) Concavidade positiva em x
o
: curva acima da reta
tangente ou voltada "para cima”
(2) Concavidade negativa em x
O
: curva abaixo da reta
tangente ou voltada "para baixo”.

A Figura 8.11 abaixo fornece um critério para determinar se
um gráfico tem concavidade positiva ou negativa.
Se tivermos f´(x) crescente, isto é, f´´(x) > 0, a curva
terá concavidade voltada para cima (Fig. 8.11a).

Se tivermos f´(x) decrescente, isto é f´´(x) < 0, a curva
terá concavidade voltada para baixo (Fig. 8.11b).

Daí concluímos que o sinal da derivada segunda f´´(x) é que
decide a concavidade de y = f(x).


Figura 11 - Sinal da Derivada Segunda

Se observarmos a Figura 8.8a, veremos que em
x
o
f´´(x
o
) > 0 (ponto de mínimo). Na Figura 8.8b, temos que
f´´(x
o
) < 0 (ponto de máximo).

5) Pode acontecer a seguinte situação, representada na
Figura 8.12: f´(x
o
) = 0. e f´(x) não muda de sinal nas vizinhanças
de x
o
.
Se repararmos melhor, a concavidade muda de sinal em x
o
.

De um modo geral o ponto P
o
(x
o
, f(x
o
)) é dito ser o ponto
de inflexão do gráfico da função f (contínua num intervalo que



AC-02
224
contenha x
o
), quando a concavidade troca de sinal em p
o
. A Figura
8.13 fornece alguns exemplos.

Assim uma análise no sinal da f´´(x) em torno de x
o

apontará se ele é ou não uma abscissa de um ponto de inflexão.


Figura 12 - Ponto de Inflexão

Outro método menos geral, pois exige que f seja derivável
em x
o
diz que:
- se f´´(x
o
) = O e f´´´(x
o
) ≠ O então x
o
é a abscissa de um
ponto de inflexão;
- será ponto de flexão horizontal se f´(x
o
) = 0 (Fig. 8.13
(2));

- será ponto de inflexão obliqua se f´(x
o
) ≠ 0 (Fig. 8.13
(1));

Na Figura 8.13 (3) temos um ponto de inflexão vertical.
Observe que a função não é derivável em x
o
.
Se o leitor se reportar à Figura 8.6, e calcular f´(-1/3),
f´´(-1/3) e f´´´(-1/3), verificará que se trata de um ponto de
inflexão obliqua.




AC-02
225

Figura 13 - Tipos de Pontos de Inflexão

Resumindo

- Método 1
Seja f(x) uma função contínua com derivadas continuas num
intervalo I.
I - Se f´(x
o
) = O e f´´(x
o
) ≠ O, então
a) f(x
o
) é máximo relativo de f(x) se f´´(x
o
) < 0
b) f(x
o
) é mínimo relativo de f(x) se f´´(x
o
) > 0
c) x
o
é abscissa de ponto de inflexão horizontal se f´´(x
o

) = 0

II - Se f´(x
o
) = 0, f´´(x
o
) = 0 e f´´´(x
o
) ≠ 0, então x
o
é
abscissa de um ponto de inflexão oblíqua.

- Método 2
Seja f(x) uma função contínua num intervalo I.
I - a) se x < x ⇒ f´(x) > 0 e x > x
o
⇒ f´(x) < 0 então x
o

é um ponto de máximo local.
b) se x < x
o
⇒ f´(x) < O e x > x
o
⇒ f´(x) > O então x
o

é um ponto de mínimo local.

II - se x < x ⇒ f´´(x
o
) < O e x > x
o
⇒ f´´(x
o
) > 0
x < x
o
⇒ f´´(x
o
) > O e x > x
o
⇒ f´´(x
o
) < 0
então x
o
é abscissa de um ponto de inflexão.

Obs: Não vamos considerar o caso em que f´´´(x
o
) = 0



AC-02
226

EXEMPLOS:

1. Determinar a função derivada das seguintes funções:
a) y = 4x
3
;
b) y = 2x
3
+ 44x
2
- 5x – 2;
c) y = sen x + cos x + tg x;
d) y = (x
2
+ 1)
4
;
e) y = 4(2x
2
- x – 1)
3
;
f) y = x sen x + cos x
g) y = sen
4
x
h) y = [x e
x
+ cos x]
5

SOLUÇÃO:
a)
4 4
5 5
x 20 ) x 5 ( 4
dx
) x ( d
4
dx
) x 4 ( d
dx
dv
c
dx
) cv ( d
= = = ⇒ =
b) 5 x 8 x 6
dx
) 2 ( d
dx
) x 5 ( d
dx
) x 4 ( d
dx
) x 2 ( d
dx
dy
2
2 3
− + = − − + =
c) Aplicando a propriedade da derivada da soma, temos:
x sec x sen x cos
dx
) x tg ( d
dx
) x (cos d
dx
) x (sen d
dx
dy
2
+ − = + + =
d)
dx
du
u n
dx
) u ( d
1 n
n
⋅ ⋅ =


Neste exemplo, u = x
2
+ 1 e n = 4, então,

3 2 2
2
2
) 1 x ( x 8 ) x 2 ( ) 1 x ( 4
dx
) 1 x ( d
) 1 x ( 4
dx
dy
+ ⋅ = ⋅ + ⋅ =
+
⋅ + ⋅ =
e) Temos u = 2x
2
–x - 1 e n = 3, então:
) 1 x 4 ( ) 1 x x 2 ( 12
dx
) 1 x x 2 ( d
) 1 x x 2 ( 3 4
dx
dy
2 2
2
2
− ⋅ − − ⋅ =
− −
⋅ − − ⋅ ⋅ =
f) Neste caso tem-se:
x cos x x sen x sen x cos x
dx
) x (cos d
x sen
dx
dx
dx
) x (sen d
x
dx
) x (cos d
dx
) x sen x ( d
dx
dy
⋅ = − + ⋅ =
+ ⋅ + = +

=

g) Temos u = sen x e n = 4, então:
x cos x sen 4
dx
) x (sen d
x sen 4
dx
dy
3 3
⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ =
h) Temos u = x e
x
+ cos x e n = 5, então:



AC-02
227

) x sen e e x )( x cos e x ( 5
dx
) x cos e x ( d
) x cos e x ( 5
dx
dy
x x x
x
4 x
− + ⋅ + ⋅ ⋅ =
+ ⋅
⋅ + ⋅ ⋅ =


2. Determinar a função derivada das seguintes funções:
a)
2
x
1
y = ;
b)
1 x
2
y
+
= ;
c)
1 x
x 2
y
2
+
= ;
d)
x
e
y
x
= ;
e)
x cos
x sen 1
y
+
= ;
f)
x sen
x log
y
e
= ;
g)
x
2
e
1 x x
y
+ +
= ;
h)
x tg
x
y
2
= ;

SOLUÇÃO:
Todas essas funções são quociente de outras duas funções, então:
2 2
v
´ uv v ´ u
v
dx
dv
u v
dx
du
dx
)
v
u
( d

=
⋅ − ⋅
=

a) u = 1, du/dx = 0, v = x
2
e dv/dx = 2x, então:

3 4 2 2
2
x
2
x
x 2
) x (
x 2 1 x 0
dx
dy
− = − =
⋅ − ⋅
=
b) u = 2, u´ = 0, v = x + 1 e v´= 1, então:

2 2
) 1 x (
2
) 1 x (
) 1 ( 2 ) 1 x ( 0
dx
dy
+
− =
+
⋅ − + ⋅
=
c) u = 2x, u´ = 2, v = x
2
+ 1 e v´= 2x, então:

2
2
2
2
) 1 x (
2 x 2
) 1 x (
x 2 x 2 ) 1 x ( 2
dx
dy
+
+ −
− =
+
⋅ − + ⋅
=
d) u = e
x
= u´, v = x e v´= 1, então:



AC-02
228

2
x
2
x x
x
) 1 x ( e
x
1 e x e
dx
dy −
=
⋅ − ⋅
=
e) u = 1 + sen x, u´ = cos x, v = cos x e v´ = -sen x, então:

x cos
x sen 1
x cos
x sen x sen x cos
) x (cos
) x sen )( x sen 1 ( x cos x cos
dx
dy
2 2
2 2
2
+
=
+ +
=
− + − ⋅
=

f) u = log
e
x, u´ = 1/x, v = sen x e v´ = cos x, então:

x sen
x cos x log x sen
x
1
dx
dy
2
e
⋅ − ⋅
=
g) u = x
2
+ x + 1, u´ = 2x + 1, v = e
x
= v´, então:

x
2
2 x
x 2 x
e
) x x (
) e (
e ) 1 x x ( e ) 1 x 2 (
dx
dy + −
=
⋅ + + − ⋅ +
=
h) u = x
2
, u´ = 2x, v = tg x, v´ = sec
2
x, então:

x tg
x sec x x tg x 2
dx
dy
2
2 2
⋅ − ⋅
=

3. Determinar a função derivada das seguintes funções:
a) y = sen 5x;
b) y = sen (x
2
– 1);
c) y = 2 cos 5x
2
;
d) y = tg 2x
2
;
e) y = sec 2x;
f) y = cos (sen x);
g)
2
2
e
x 1
x
log y
+
= ;
h)
x sen 1
x sen 1
log y
e

+
= ;

SOLUÇÃO:
Todas essas funções são compostas, então:
y = v(u(x))
⋅ ⋅ = = ⇒
dx
du
du
dv
dx
dy
´ y

a) u = 5x e v = sen u
x 5 cos 5 ) 5 ( ) u (cos
dx
) x 5 ( d
du
) u (sen d
´ y ⋅ = ⋅ = ⋅ =




AC-02
229
b) u = x
2
- 1 e v = sen u
) 1 x cos( x 2 ) x 2 ( ) u (cos
dx
) 1 x ( d
du
) u (sen d
´ y
2
2
− ⋅ = ⋅ =

⋅ =

c) u = 5x
2
e v = 2 cos u
) x 5 sen( x 20 ) x 10 ( ) u sen 2 (
dx
) x 5 ( d
du
) u cos 2 ( d
´ y
2
2
⋅ ⋅ − = ⋅ − = ⋅ =

d) u = 2x
2
e v = tg u
) x 2 ( sec x 4 ) x 4 ( ) u (sec
dx
) x 2 ( d
du
) u tg ( d
´ y
2 2 2
2
⋅ ⋅ = ⋅ = ⋅ =
e) u = 2x e v = sec u
) x 2 ( tg ) x 2 sec( 2 ) 2 ( ) u tg u (sec
dx
) x 2 ( d
du
) u (sec d
´ y ⋅ ⋅ = ⋅ = ⋅ =

f) u = sen x e v = cos u
) x sen(sen x cos x cos u sen
dx
) x (sen d
du
) u (cos d
´ y ⋅ − = ⋅ − = ⋅ =
g)
u log v e
x 1
x
u
e
2
2
= ⋅
+
=

2 2
2 2
2
2
e
) x 1 (
x 2 x ) x 1 ( x 2
u
1
dx
)
x 1
x
( d
du
) u (log d
´ y
+
⋅ − +
⋅ =
+
⋅ =

) x 1 ( x
2
) x 1 (
x 2
x 1
x
1
2 2 2
2
2
+
=
+

+
=

h)Notemos que
x cos
) x sen 1 (
) x sen 1 ( ) x sen 1 (
) x sen 1 ( ) x sen 1 (
x sen 1
x sen 1
2
2
+
=
+ ⋅ −
+ ⋅ +
=

+

e
x cos
x sen 1
log
x sen 1
x sen 1
log y
e e
+
=

+
=
, cos x > 0
Temos
u log v e
x cos
x sen 1
u
e
=
+
=

x cos
x sen 1
u
1
dx
)
x cos
x sen 1
( d
du
) u (log d
´ y
2
e
+
⋅ =
+
⋅ =

x sec
x cos
1
x cos
x sen 1
x sen 1
x cos
2
= =
+

+
=
.




AC-02
230
4. Obter as derivadas das seguintes funções
a) y =
3
x x +
d) y =
3
1 2 + x

b) y = 5 2
2
− + x x e)y =
3
2 cos x

c) y =
2 2
x a −
f) y =
5 2x
e


SOLUÇÃO:
a)
= + = + = + =
− − 1
3
1
1
2
1
3
1
2
1
3
x .
3
1
x .
2
1
dx
dx
dx
dx
dx
x d
dx
x d
dx
dy

3 2
3
2
2
1
x 3
1
x 2
1
3
x
2
x
+ = + =
− −

b)y = v(u(x)) sendo u = x
2
+ 2x – 5 e v =
u
, então
5 x 2 x
1 x
) 2 x 2 (
u 2
1
dx
du
du
dv
dx
dy
2
− +
+
= + ⋅ = ⋅ =

c)y = v(u(x)) sendo u = a
2
– x
2
e v =
u
, então
2 2
) 2 (
2
1
x a
x
x
u
dx
du
du
dv
dx
dy


= − ⋅ = ⋅ =

d)y = v(u(x)) sendo u = 2x+1 e v =
3
u
, então
3
2 3 2
) 1 x 2 ( 3
2
) 2 (
u 3
1
dx
du
du
dv
dx
dy
+
= ⋅ = ⋅ =

e)y = v(u(t(x))) sendo t = 2x, u = cos t e v =
3
u
, então
3 2 3 2
x 2 cos 3
x 2 sen 2
2 ) t sen (
u 3
1
dx
dt
dt
du
du
dv
dx
dy −
= ⋅ − ⋅ = ⋅ ⋅ =

f)y = v(u(t(x))) sendo t = 2x, u = e
t
e v =
5
u
, então
5 x 8
x 2
t
5 4
e 5
e 2
2 e
u 5
1
dx
dt
dt
du
du
dv
dx
dy
= ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ =


5. Obter as derivadas das seguintes funções



AC-02
231
y =
2
x 1
x
arcsen
+

y =
x cos 1
x sen
arctg
+


SOLUÇÃO:
a)u =
2
x 1
x
+
e v = u arcsen , então
2 2
2
2
2
) x 1 (
x 1
x
x x 1 1
u 1
1
dx
du
du
dv
dx
)) u ( v ( d
dx
dy
+
+
⋅ − + ⋅


= ⋅ = =

) x 1 (
1
x 1 ) x 1 (
1
x 1
x 1 ) x 1 (
1
x 1
x
1
1
2
2 2
2
2 2
2
2
+
=
+ +
⋅ + =
+ +

+

=

b)u =
x cos 1
x sen
+
e v = u arctg , então
2 2
) x cos 1 (
) x sen ( x sen ) x cos 1 ( x cos
u 1
1
dx
du
du
dv
dx
dy
+
− − +

+
= ⋅ =

2
1
) x cos 1 (
) 1 x cos(
x cos 2 2
) x cos 1 (
) x cos 1 (
) 1 x cos(
) x cos 1 (
x sen
1
1
2
2
2
2
2
=
+
+

+
+
=
+
+

+
+
=


6. Dar a função derivada de:
y =
x
) 1 x 2 ( −
y =
x cos
) x (sen


SOLUÇÃO:
]
u
´ u
v u log ´ v [ u ´ y u y
e
v v
⋅ + ⋅ ⋅ = ⇒ =

u = 2x - 1 e u´= 2, v = x e v´= 1, então:
]
1 x 2
2
x ) 1 x 2 ( log 1 [ ) 1 x 2 ( ´ y
e
x

⋅ − − ⋅ ⋅ − =

]
1 x 2
x 2
) 1 x 2 ( [log ) 1 x 2 (
e
x

− − ⋅ − =




AC-02
232
u = sen x e u´= cos x, v = cos x e v´= -senx, então:
x sen
x cos
x cos x sen log x sen [ ) x (sen ´ y
e
x cos
⋅ + ⋅ − =


7. Determinar a derivada segunda da função y = cos
2
3x e a derivada
terceira de y = log
e
(1+x)

SOLUÇÃO:
Para y = cos
2
3x
y´ = 2 cos 3x .(-sen 3x) . 3 = -6 . sen 3x . cos 3x
= -3 . (2 . sen 3x . cos 3x) = -3 sen 6x
y´´ = -3 .cos 6x . 6 = -18 cos 6x
Para y = log
e
(1+x)
3 2 1
) 1 x ( 2 ´´´ y ) 1 x ( ´´ y ) 1 x (
x 1
1
´ y
− − −
+ ⋅ = ⇒ + − = ⇒ + =
+
=

3
) 1 x (
2
´´´ y

+
=


8. Mostrar que a função y = e
-x
.cos x verifica a equação
diferencial y
(4)
+ 4y = 0, onde y
(4)
é a derivada quarta de y

SOLUÇÃO:
x cos e 4 y
) x cos x sen ( e 2 ) x sen x (cos e 2 y
) x sen x (cos e 2 x cos e 2 x sen e 2 ´´´ y
x sen e 2 ) x sen x (cos e ) x cos x (sen ) e ( ´´ y
) x cos x (sen e ) x sen ( e x cos ) e ( ´ y
x ) 4 (
x x ) 4 (
x x x
x x x
x x x
⋅ − =
− − ⋅ + − ⋅ − =
− ⋅ = ⋅ + ⋅ − =
= − − + ⋅ − =
+ ⋅ − = − ⋅ + ⋅ − =

− −
− − −
− − −
− − −

então
0 x cos e 4 x cos e 4 y 4 y
x x ) 4 (
= ⋅ + ⋅ − = +
− −


9. Verificar se a função f(x) definida por
¹
´
¦
> +

=
2 x se 2 x
2 x se x
) x ( f
2
, é derivável no ponto x=2

SOLUÇÃO:



AC-02
233
Se x < 2 temos f´(x) = 2x
Se x > 2 temos f´(x) = 1
Temos portanto
1 ) x ´( f lim ) x ( f
4 ) x ´( f lim ) x ( f
2 x
´
2 x
´
= =
= =
+


+


, logo não existe f´(2)
Notemos que, apesar de não ser derivável no ponto 2, f(x) é
contínua nesse ponto pois ) 2 ( f 4 ) x ( f lim
2 x
= =

.

10. Dada a função y = x
5
, calcular a derivada de sua função inversa
no ponto y = 32.

SOLUÇÃO:
5
4
4
4 5
y 5
1
x 5
1
dx
dy
x 5
dx
dy
x y = = ⇒ = ⇒ =
para y = 32 temos
80
1
) 32 ( 5
1
dx
dy
5
4
32
= =


11. Um ponto percorre uma curva obedecendo à equação horária s = t
2

+ t – 2. Calcular a sua velocidade no instante t
0
= 2.(Unidades S.I)

SOLUÇÃO:
A velocidade no instante t
0
= 2 é igual à derivada de s no instante
t
0
:
s´(t
0
) = s´(2)=
2 t
) 2 2 4 ( ) 2 t t (
lim
2 t
) 2 ( s ) t ( s
lim
2
2 t 2 t

− + − − +
=


→ →

s / m 5 ) 3 t ( lim
2 t
) 3 t )( 2 t (
lim
2 t
6 t t
lim
2 t 2 t
2
2 t
= + =

+ −
=

− +
=
→ → →


12. Um ponto material em movimento sobre uma reta tem velocidade
3
t v = no instante t. Calcular a aceleração do ponto no instante
t
0
= 2.(Unidades S.I)

SOLUÇÃO:
A aceleração no instante t
0
= 2 é igual a derivada de v no instante
t
0




AC-02
234
v´(t
0
) = v´(2)=
2 t
2 t
lim
2 t
) 2 ( v ) t ( v
lim
3 3
2 t 2 t


=


→ →

3 2 3 3 2 3 2 3 3 2 3 3
3 3
2 t
2 2 2 2
1
) 2 t 2 t )( 2 t (
2 t
lim
+ ⋅ +
=
+ + −

=


2
3
s / m
4 3
1
=

13. Um móvel desloca-se sobre um segmento de reta obedecendo à
equação horária s = cos t (Unidades SI). Determinar:
a) sua velocidade no instante t = π/4 s;
b) sua aceleração no instante t = π/6 s.

SOLUÇÃO:
a) A derivada de s nos dá em cada instante a velocidade do móvel,
isto é, v = s´(t) = -sen t.
No instante t = π/4 s, temos:
v(π/4) = - sen (π/4) = - 2 / 2 m/s
2
.
b) A derivada de v nos dá em cada instante a aceleração do móvel,
isto é, a = v´(t) = - cos t.
No instante t = π/6 s, temos:
a(π/6) = - cos (π/6) = - 2 / 3 m/s
2
.

14. Obter o valor da derivada da inversa da funão f(x) = x
3
+ x no
ponto x
0
= 1.

SOLUÇÃO:
y = x
3
+ x ⇒ y´ = 3x
2
+ 1 ⇒ 1/y´ = 1/(3x
2
+ 1) = dx/dy.
Para x = 1 tem-se dx/dy = 1/(3+1) = 1/4

15. Calcular a derivada de cada uma das seguintes funções:
a) f(x) = e
x
. sen x + 4x
3
;
b) g(x) = (x
2
+x + 1)
5
;
c) h(x) = (e
x
. cos x – x
2
)
4
.

SOLUÇÃO:



AC-02
235
f deve ser vista como soma de duas parcelas: e
x
. sen x e 4x
3
.
Portanto, f’ é a soma das derivadas das parcelas, sendo que a
primeira parcela é um produto; então:
f’(x) = Df(x) = D(e
x
.sen x) + D(4x
3
) =
= D(e
x
) . sen x + e
x
. D(sen x) + D(4x
3
)=
= e
x
. sen x + e
x
. cos x + 12x
2


Fazendo x
2
+ x + 1 = u(x), vem g(x) = [u(x)]
5
, então:
g’(x) = 5 . [u(x)]
4
. u’(x) = 5 (x
2
+ x + 1)
4
(2x + 1)

Fazendo e
x
. cos x – x
2
= u(x), vem h(x) = [u(x)]
4
, então:
h’(x) = 4 . [u(x)]
3
. u’(x) =
= 4 . (e
x
. cos x – x
2
)
3
. (e
x
. cos x – ex . sen x – 2x)

16. Determinar a função derivada das seguintes funções:
a) f(x) = log
2
x e) f(x) = x sen
b) f(x) = log
2
cos x f) f(x) = arc sen x
2

c) f(x) = x
g) f(x) = arc cos e
x

d) f(x) =
3 2
x
h) f(x) = arc tg (ln x)

SOLUÇÃO:
f’ =
2 ln x
1

vamos aplicar as a regra para funções compostas:
y = cos x e z = log
2
y então, f’(x) = z’(y) . y’(x) =
=
2 ln . y
1
. (-sen x) = -
2 ln . x cos
x sen

f(x) = x = x
1/2
⇒ f’(x) =
1
2
1
x .
2
1

=
2
1
x .
2
1

=
x 2
1

f(x) =
3 2
x = x
1/3
⇒ f’(x) =
1
3
1
x .
3
1

=
3
2
x .
3
1

=
3 2
x . 3
1

Fazendo y = sen x e z = y , temos:
f’(x) = z’(x) . y’(x) =
y 2
1
. cos x =
x sen 2
x cos




AC-02
236
Fazendo y = x
2
e z = arc sen y, temos:
f’(x) = z’(x) . y’(x) =
2
y 1 2
1

. 2x =
4
x 1
x 2


Fazendo y = e
x
e z = arc cos y, temos:
f’(x) = z’(x) . y’(x) =
2
y 1
1

− . e
x
=
x 2
x
e 1
e


Fazendo y = ln x e z = arc tg y, temos:
f’(x) = z’(x) . y’(x) =
x
1
.
y 1
1
2
+
− =
) x ln 1 ( x
1
2
+


17. Dada a função f(x) = [u(x)]
v(x)
, calcular sua derivada.

SOLUÇÃO:
f(x) = [u(x)]
v(x)
= [e
ln x u(x)
]
v(x)
= e
v(x) . ln u(x)

Aplicando a regra de derivação da função composta, temos:
y = v(x) . ln u(x) e z = e
y

então:
f’(x) = z’(x) . y’(x) =
= e
y
. [v’(x) . ln u(x) + v(x) .
) x ( u
1
. u’(x)]
e finalmente:
f’(x) = [u(x)]
v(x)
. [v’(x) . ln u(x) + v(x) .
) x ( u
) x ( ' u
]

18. Obter a derivada da função f(x) = (cos x)
x
.

SOLUÇÃO:
Empregando a regra que acaba de ser deduzida, vem:
f’(x) = (cos x)
x
. [1 . ln cos x + x .
x cos
x sen −
] =
= (cos x)
x
. (ln cos x – x . tg x)

19. Qual é a equação da reta tangente à curva y = x
2
– 3x no seu
ponto de abscissa 4?





AC-02
237
SOLUÇÃO:
x
0
= 4 ⇒ f(x
0
) = 4
2
– 3 . 4 = 16 – 12 = 4.
Então, P(4,4) é o ponto de tangência.
f’(x
0
)= f’(4) =
4 x
4 ) x 3 x (
lim
2
4 x −
− −

=
4 x
) 1 x ( ) 4 x (
lim
4 x −
+ −

=
=
4 x
lim

(x + 1) = 5
Portanto, o coeficiente angular de t é 5, e sua equação é:
y – 4 = 5(x-4)


20. Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = tg
x no ponto de abscissa x
0
=
4
π
.

SOLUÇÃO:
x
0
=
4
π
⇒ f(x
0
) = tg
4
π
= 1 , então P(
4
π
, 1) é o ponto de
tangência.
f’(x0) = f’(
4
π
) =
4
x
4
tg x tg
lim
4
x
π

π

π

=
4
x
4
cos . x cos
)
4
x ( sen
lim
4
x
π

π
π

π

=
=

π π

π

π

4
cos . x cos
1
.
4
x
)
4
x ( sen
lim
4
x
=
4
cos
1
2
π
= 2 e a equação da reta t é
y – 1 = 2 (x -
4
π
)



AC-02
238


21. Obter a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = cos x no
ponto (
2
1
3
,
π
).

SOLUÇÃO:
O coeficiente angular da reta procurada é:
f’(
3
π
) = - sen
3
π
= -
2
3
.
Portanto, a equação da reta é:
y -
2
1
= -
2
3
(x -
3
π
)

22. Obter a equação da tangente à curva y = x
2
sen (x-2) no ponto
de abscissa 2.

SOLUÇÃO:

x = 2 ⇒ y = 2
2
sen(2-2) ⇒ 0 ⇒ P(2,0) é o ponto de tangência

y’ = 2x sen(x-2)+ x
2
cos(x-2) ⇒

⇒ y’(2)= 2 • 2 sen 0 + 2
2
• cos 0 = 4

Assim, a equação da reta tangente é: y - 0 = 4 (x-2)

23. Verificar se f(x) = x
2
– 6x + 8 tem extremante.





AC-02
239
SOLUÇÃO:
calculamos f’(x) = 2x – 6
obtemos as raízes de f’(x) = 0
f’(x) = 2x-6 = 0 ⇒ x = 3
analisamos o sinal de f’ (x)
x < 3 ⇒ f’(x) < 0 e
x > 3 ⇒ f’(x) > 0
e concluímos que x = 3 é ponto de mínimo relativo de f(x) e min.
f(x) = f(3) = 3
2
– 6(3) + 8 = -1


24. A derivada de f(x) é f’(x) = (x-1)(x-2)
2
(x-3)
3
(x-4)
4
.
Determinar os extremantes de f(x) e as abscissas dos pontos de
inflexão de f(x).

SOLUÇÃO:
Os pontos críticos de f(x) são as raízes de f’(x):
f’(x) = (x-1)(x-2)
2
(x-3)
3
(x-4)
4

⇒ x = 1 ou x = 2 ou x = 3 ou x = 4.

25. Calcular o valor máximo assumido pela função f(x) =
2
) a x (
e
− −
.

SOLUÇÃO:
f´(x) = -2(x – a).
2
) a x (
e
− −

f´(x) = 0 ⇒ -2(x – a).
2
) a x (
e
− −
= 0 ⇒ x = a.
Como
2
) a x (
e
− −
> 0 para todo x ∈ R, temos :
x < a ⇒ x – a < 0 ⇒ f´(x) > 0;
x > a ⇒ x – a > 0 ⇒ f´(x) < 0;



AC-02
240
Assim, x = a é um ponto de máximo local de f. O valor máximo de f
é: f(a) = . 1 e e
0 ) a a (
2
= =
− −


26. Obter os extremos absolutos de f (x) = x
3
+ x
2
– x + 1 no
intervalo


2
1
, 2 .

SOLUÇÃO:
Como f é derivável em


2
1
, 2 ,
)
3
1
)( 1 ( 3 1 2 3 ) ( '
2
− + = − + = x x x x x f e os zeros de f ’ são os números -1 e
3
1
.
Analisando a variação de sinal de f ’, temos
-1 1/3 x

f ’(x) + 0 - 0 +


Então -1 é ponto de máximo interior e 1/3 é ponto de mínimo
interior. Calculemos o valor de f nesses pontos críticos e nos
extremos do intervalo


2
1
, 2 :
f (-2) = -8+4+2+1=-1, f (-1) = -1+1+1+1 = 2, e
8
7
1
2
1
4
1
8
1
)
2
1
( = + − + = f
O valor máximo absoluto de f no intervalo


2
1
, 2 é o maior dos
números f (-2), )
2
1
( f e f (-1), portanto é f (-1) = 2.
O valor mínimo absoluto de f no intervalo


2
1
, 2 é o menor do
números f (-2), )
2
1
( f e )
3
1
( f , portanto é f (-2) = -1.
O gráfico da função ilustra o exposto.



AC-02
241


27. Verificar se f (x) = x
4
-4x
3
tem extremante.

SOLUÇÃO:
f ’(x) = 4x
3
-12x
2
tem raízes 0 e 3.
Analisemos a variação de sinal da função f ’(x)=4x
3
-12x
2
=4x
2
(x-3):

0 3 x
x
2
+ + +
x-3 - - +
f ’(x) - - +

Existem vizinhanças de 0 em que f ’(x)<0, portanto 0 não é
extremante de f . Há vizinhanças de 3 em que f ’(x) passa de
negativa a positiva, isto é, 3 é ponto de mínimo local.
O gráfico abaixo ilustra como varia a função f .


28. Quais são os extremantes da função f :]0,2¶[→ dada por f (x)
= 2 sen x + cos 2x ?





AC-02
242
SOLUÇÃO:
Calculando a derivada:
f ’(x) = 2 cos x – 2 sen 2x = 2 cos x – 4 sen x.cos x= = 2.cos x.(1
– 2 sen x)
Os valores de x que anulam f ’(x) são as raízes das equações cos x
= 0 e sen x =
2
1
, isto é,
2
π
,
2

,
6
π
e
6

.
Analisando o sinal de f ’(x), temos:

0 π/6 π/2 5π/6 3π/2 2π x
cos x + + - - +
1–2senx + - - + +
f ’(x) + - + - +

Verificamos que
6
π
e
6

são pontos de máximo local, enquanto
2
π
e
2

são pontos de mínimo local.
O gráfico da função f confirma nossa análise.


29. Um triângulo está inscrito numa semi-circunferência de raio R.
Seus lados medem a, b e 2R. Calcular a e b quando a área do
triângulo é máxima.








AC-02
243
SOLUÇÃO:

Notemos primeiramente que numa semi-circunferência de raio R é
possível inscrever diferentes triângulos, todos retângulos.
Observemos que a e b, medidas dos catetos, variam de um triângulo
para outro e percorrem o intervalo ]0,2R[, isto é, 0<a<2R e
0<b<2R. Para um mesmo triângulo são verificadas as seguintes
relações:
S=
2
ab
e a
2
+b
2
=4R
2

onde S é a área do triângulo.
Para determinarmos o máximo de S, devemos colocar S como função de
uma variável só (a ou b). Eliminando b, pois b=
2 2
a R 4 − , temos:
S=
2
1
.ab=
2
1
.
2 2
a R 4 − =
2
1
4 2 2
a a R 4 −
Provemos que S tem um ponto de máximo:
S’=
2
1
.
4 2 2
3 2
4 2 2
3 2
a a R 4
a a R 2
a a R 4 2
a 4 a R 8


=



S’=0 ⇒ 2R
2
a-a
3
=0 ⇒ a=R 2
0<a<R 2 ⇒ a
2
<2R
2
⇒ a
3
<2R
2
a ⇒ S’>0
R 2 <a<2R ⇒ 2R
2
<a
2
⇒ 2R
2
a<a
3
⇒ S’<0
e, então, a= R 2 é um ponto de máximo local.
Conclusão: o triângulo de área máxima é aquele em que a= R 2 e
b=
2 2
2 4 R R − = R 2 , isto é, é um triângulo isósceles.


30. Um triângulo isósceles de base a está inscrito numa
circunferência de raio R. Calcular a de modo que seja máxima a
área do triângulo.





AC-02
244
SOLUÇÃO:


Seja ABC o triângulo isósceles de base a=AB e altura h=CE. Sua
área é dada pela fórmula

ah
2
1
S =
No triângulo retângulo BCD, a altura BE é medida geométrica entre
os segmentos que determina hipotenusa CD, então:
( ) ( )( ) ED EC BE
2
= ⇒ ( ) h R 2 h
2
a
2
− =
2
h Rh 2 2 a − =
ah
2
1
S = =
2
h Rh 2 h − =
4 3
h Rh 2 −
Procuremos o valor máximo de S para 0 < h < 2R:
4
3
3 2
h Rh 2 2
h 4 Rh 6
' S


= =
4 3
3 2
h Rh 2
h 2 Rh 3



S’ = 0 ⇒ 0 h 2 Rh 3
3 2
= − ⇒
2
R 3
h =
Como S = 0 para h = 0 ou h = 2R e
2
R 3
h = ⇒
16
R 81
8
R 27
R 2 S
4 3
− = =
16
R 27
4
=
4
R 3 3
2

então
2
R 3
h = é ponto de máximo para S e, neste caso,
4
R 9
2
R 3
R 2 a
2
− ⋅ = = 3 R

31. Dada a função f(x)= x
3
- 3x
2
, determine para quais valores de x
ela é crescente e para quais ela é decrescente.




AC-02
245
SOLUÇÃO:
A função f(x) = x
3
- 3x
2
tem derivada f’(x) = 3x
2
- 6x,

Então 0 ≤ x ou 2 ≥ x ⇒ 0 ) ( ' ≥ x f
x ≤ 0 2 ≤ ⇒ 0 ) ( ' ≤ x f
portanto:
f é crescente ⇔ 0 ≤ x ou 2 ≥ x
f é decrescente ⇔ x ≤ 0 2 ≤

32. Determinar o conjunto dos valores de x para os quais a função
f(x) = x
2
- log
e
x é crescente.

SOLUÇÃO:
Devemos calcular a derivada de f e determinar em que conjunto a
função f’ é não negativa. Temos:
f’(x)= 2x-
x
1
=
x
x 1 2
2


f’(x)≥ 0 ⇒ 0
1 2


x
x
⇒ 0
2
2
< ≤ − x ou
2
2
≥ x .
Lembrando que D(f)=
+
*
, vem a resposta: f é crescente para
2
2
≥ x .

33. Como é o gráfico da função f(x)= cos x, para [ ] π 2 , 0 ∈ x ?

SOLUÇÃO:
Temos f’(x) = -sen x e f’’(x) = -cos x.
Notando que:



AC-02
246
f’’(x)< 0 ⇔ -cos x < 0 ⇔
2
0
π
≤ ≤ x ou π
π
2
2
3
≤ < x
f’’(x)> 0 ⇔ -cos x > 0 ⇔
2
3
2
π π
< < x
Concluímos que nos intervalos

2
, 0
π
e

π
π
2 ,
2
3
a curva tem
concavidade negativa e no intervalo

2
3
,
2
π π
a concavidade é
positiva. Confira com o gráfico abaixo.


34. Como é a concavidade da curva y = x
4
- 4x
3
?
SOLUÇÃO:
y = x
4
- 4x
3
⇒ y’ = 4x
3
- 12x
2
⇒ y’’ = 12x
2
- 24x
Notando que y’’ = 12x (x-2), temos:
x<0 ou x>2 ⇒ y’’>0 ⇒ cavidade positiva
0<x<2 ⇒ y’’<0 ⇒ cavidade negativa

35. Determinar os pontos de inflexão do gráfico da função f:


tal que f(x) = x
4
- 2x
3
- 12x
2
+ 12x - 5.
SOLUÇÃO:
Temos
f’(x) = 4x
3
- 6x
2
- 24x + 12
f’’(x) = 12x
2
- 12x - 24
As raízes da equação f’’(x) = 0 e f’’’(-1) = -24 – 12 = -36 ≠ 0
portanto, 2 e -1 são abscissas de pontos de inflexão e esses
pontos são:
P = (2,f(2)) = (2,-29) e Q = (-1,f(-1)) = (-1,-26)




AC-02
247
9 - NOÇOES DE CÁLCULO INTEGRAL

9.1 - INTRODUÇÃO - ÁREA
Historicamente, foi da necessidade de calcular áreas de
figuras planas cujos contornos não são segmentos de reta que
brotou a noção de integral.
Por exemplo, consideremos o problema de calcular a área A
da região sob o gráfico da função f:[a,b] → R, onde f(x) > O {ver
Figura 9.1a).
Admitindo conhecida uma noção intuitiva de área de uma
figura plana, e ainda, que a área de um retângulo de base b e
altura h é b .h, vamos descrever um processo para determinar a
área A.
Se f(x) fosse constante e igual a k em [a,b], área
procurada seria a área de um retângulo e teríamos:
A = k .(b - a) {Fig. 9.1b)
Não sendo f(x) constante, dividimos o intervalo [a,b] em
sub-intervalos suficientemente pequenos para que neles f(x) possa
ser considerada constante com uma boa aproximação (Fig. 9 .1c).
Em cada sub-intervalo podemos calcular, aproximadamente, a
área sob o gráfico, calculando a área do pequeno retângulo que
fica determinado quando supomos f(x) constante; a área procurada
será, aproximadamente, a soma das áreas destes retângulos.



FIGURA 9.1 - Noção de Integral




AC-02
248
Vamos descrever mais precisamente o procedimento acima
relatado. A divisão de [a,b] em sub-intervalos é feita
intercalando-se pontos, x
1
, x
2
,..., x
n-1
entre a e b como segue:

a = x
o
< x
1
< x
2
<... < x
i-1
x
i
<...< x
n-1
< x
n
= b

Os n sub-intervalos em que [a,b] fica dividido tem
comprimentos ∆
i
x = x
i
– x
i-1
, i = 1,2,..., n. Escolhemos
1
x
∈ [x
i-1
,
x
i
] e supomos f(x) constante e igual a f(
1
x
) em [x
i-1
, x
i
] =
1,2,..., n. Graficamente, temos:


FIGURA 9.2 - Aproximação da Integral

A área A é aproximadamente a soma das áreas dos retângulos,
e escrevemos:
A ≈ f(
1
x )∆
1
x + f(
2
x
) ∆
2
x +...+ f(
i
x
)∆
i
x +...+ f(
n
x
)∆
n
x ou
seja:



A soma que aparece no 2° membro das igualdades anteriores
se aproxima mais e mais da área procurada à medida em dividimos
mais e mais [a,b], não deixando nenhum sub-intervalo grande
demais.
De um modo geral, se f é uma função continua definida em
[a,b], o número de que as somas x x f
i
n
i
i


=
) (
1
se aproximam
x x f A
i
n
i
i
∆ ≅

=
) (
1




AC-02
249
arbitrariamente à medida em que todos os ∆
i
x se tornam
simultaneamente pequenos é chamado integral de f em [a,b] e é
representado por

b
a
f(x)dx. Assim, podemos dizer que, sendo ∆
i
x
pequeno, i = 1,2, ...,n, temos a igualdade aproximada:



No caso da área A que estávamos calculando, podemos
escrever:


Em muitas outras situações não diretamente ligadas ao
cálculo de áreas, somos levados através de um raciocínio
semelhante ao exposto acima, a considerar uma função f definida em
[a,b], formar somas do tipos ( ) x x f
i
n
i
i


=1
e determinar o número de
que tais somas se aproximam à medida em que os ∆
i
x diminuem, ou
seja, somos levados a um processo de integração. Estabelecer a
noção de integral desta forma geral é o que faremos no próximo
item.

9.2 - A INTEGRAL DEFINIDA
Vamos agora estabelecer de um modo geral a noção de
integral de uma função f definida em um intervalo [a,b].
9.2.1 - Partição
Uma partição de [a,b] é um conjunto Ρ = {x
o
, x
1,
x
2
, ...,
x
i-1
, x
i
, ..., x
n
} com x
i
∈ [a,b], i = 1,2,...,n e a = x
o
< x
1
< x
2
<... < x
i-1
< x
i
<... < x
n
= b

9.2.2 - Norma
Chamamos norma da partição o número u, máximo do conjunto
{∆
1
x, ∆
2
x, .., ∆
i
x, ..., ∆
n
x} onde ∆
i
x = x
i -
x
i-1,
i = 1,2,...,n.


b
a
f(x)dx
x x f
i
n
i
i
∆ ≅

=
) (
1

A =

b
a
f(x)dx



AC-02
250
9.2.3 - Soma de Riemann
Sendo
i
x escolhido arbitrariamente no intervalo [x
i-1,
x
i
], i
= 1,2,...,n, a soma f(
1
x )∆
1
x + f(
2
x
)∆
2
x +...+ f(
i
x
)∆
i
x +...+
+ f(
n
x
)∆
n
x ou seja

=
n
i 1
f(
i
x
)∆
i
x se chama soma de Riemann de f em
[a,b] relativa à partição Ρ e à escolha feita dos x
i
.

9.2.4 - Função Integrável
Sob certas condições bem gerais, que estabeleceremos a
seguir, as somas de Riemann se aproximam arbitrariamente de um
número fixo I, quando a norma u da partição Ρ se torna cada vez
menor, independentemente das escolhas dos x
i
.
Em outras palavras, o limite da soma de Riemann, ,quando
u → 0 qualquer que seja a escolha dos
1
x
em [x
i-1
, x
i
] é o número
I.
Quando isto ocorre, dizemos que a função f é integrável em
[a,b] e I é a integral de f em [a,b]. Representamos, então:



Existe um Teorema do Cálculo Integral que nos fornece uma
condição geral da integrabilidade. Ele afirma que toda função
continua num intervalo [a,b] é integrável em [a,b].

9.3 - O CÁLCULO DA INTEGRAL DEFINIDA

Na seção de exercícios deste capítulo, apresentamos ao
leitor alguns exemplos de cálculo de áreas pela definição. Vê-se
que este é um método bastante trabalhoso se não dispusermos de uma
calculadora programável. Vamos agora procurar um processo para
calcular a integral de f em [a,b] sem termos que recorrer à
definição.



=
b
a
I dx x f ) (




AC-02
251
9.3.1 - PRIMITIVA
Seja I um intervalo e f uma função definida neste
intervalo. Uma função F: I → R, tal que
F'(x) = f(x), ∀x ∈ I
é denominada uma primitiva ou integral indefinida de f em I. f é
chamada o integrando.
Verificamos que, dada a primitiva, é fácil obter a função
integranda ou integrando: basta derivar a primitiva. O leitor não
terá dificuldade em perceber que se F(x) for uma primitiva de
f(x), então G(x) = F(x) + C, onde C é uma constante real, também
será uma primitiva ou integral indefinida de f.
O símbolo

f(x)dx, representa o conjunto de todas as
primitivas de f(x) , ou seja:

f(x)dx = F(x) + C, C ∈ R
Assim, por exemplo, se f(x) = x
2
, são primitivas de f as
funções
3
,
3
3 3
x x
+5, ou, de um modo geral,
3
3
x
+ C, e escrevemos:

x
2
dx =
3
3
x
+ c
Outros exemplos: 1.

x
5
dx =
6
6
x
+ c
2.

+
+
=
+
c
n
x
dx x
n
n
1
1

3.

1 dx =

dx = x + c
4.

cos x dx = sen x + c
5.

sen x dx = -cos x + c
6.

ex dx = ex + c

9.3.2 - CÁLCULO DA PRIMITIVA
Façamos agora o raciocínio inverso, isto é, dada a função
integranda ou integrando, obtenhamos a função primitiva. O
procedimento é mais complicado e existem diversas técnicas ou
"truques" para se obter a primitiva de uma função.



AC-02
252
Algumas primitivas são chamadas primitivas imediatas, pois
podem ser obtidas diretamente das fórmulas de derivação
apresentadas na Tabela 8.2, através da seguinte propriedade:
- se F é uma função derivável num intervalo I, tem-se que
F' admite primitiva e


F'(x)dx = F(x) + C
ou seja, dada f (integrando), devemos pensar que f = F' e F é a
primitiva, ou seja, a primitiva é a função que derivada resulta em
f. Por exemplo:
Seja f(x) = 3x
5
o integrando
f(x) = F'(x) =
1
x c ) cx (
dx
d
− α α
α =
então
¹
´
¦
= α
=

¹
´
¦
= α
= α

¹
´
¦
= − α
= α
6
2 1 c
6
3 c
5 1
3 c


então F(x) = c x
α

F(x) = 1/2 x
6

Uma primitiva genérica será do tipo 1/2 x
6
+ C
Como conseqüência de propriedades conhecidas para
derivadas, temos ainda:








Seguem mais alguns exemplos que ilustram a aplicação das
propriedades acima.
1-

+ + =

+

= + c x sen
4
x
dx x cos dx x dx ) x cos x (
4
3 3

2 - ∫
+ ⋅ =

⋅ = c
4
x
5 dx x 5 dx x 5
4
3 3

3 -
c x 7
2
x 3
dx ) 7 x 3 (
2
+ + =

+

∫ ∫
+

= + dx ) x ( g dx ) x ( f dx )) x ( g ) x ( f (
∫ ∫
⋅ = ⋅ dx ) x ( f k dx ) x ( f k , k =constante ≠ 0



AC-02
253
4 -

+ + − = + c senx 4 x cos 3 dx cos) 4 x sen 3 (
5 -

+ + + = + + c x 3
2
x
5
3
x
dx ) 3 x 5 x (
2 3
2

Observe o leitor que qualquer uma das fórmulas acima é
facilmente justificada por derivação. Seja o resultado do exemplo
1 anterior:

x cos x c ) x sen (
4
x
c x sen
4
x
3 ' '
'
4
'
4
+ = + +
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+ +

Repare ainda que dado (x
3
+ cosx), o cálculo da primitiva
exigiu o conhecimento de duas primitivas imediatas.
A tabela a seguir será muito útil no cálculo de primitivas.
Deve ser usada como fonte de consulta, não necessita ser decorada.





AC-02
254
9.4 - ALGUMAS TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO
Até agora determinamos

f(x)dx utilizando as regras
derivação e algumas propriedades das derivadas. Entretanto, como
já dissemos, o cálculo de uma primitiva pode não ser uma tarefa
simples ou imediata. Vejamos alguns exemplos:
1 - c x sen dx x cos x 2
2 2
+ =


2 - c ) 1 x (
3
2
dx 1 x . x 2
3 3 3 2
+ − = −


3 - c x cos x sen x dx x cos . x + + =


4 - c e e x dx e . x
x x x
+ − =


Nestes casos, algumas técnicas são requeridas, a fim de
determinarmos a integral indefinida. Nestas noções iniciais sobre
integral, examinaremos duas: a integração por substituição e
integração por partes.

9.4.1 - Integração por Substituição
Consideremos o cálculo de uma primitiva de f(x)= 2x.cos x
2
.
Fazendo a substituição x
2
= u(x), teremos u'(x) = 2x, e então f(x)
= u'(x)cos u(x) .Lembrando da regra da cadeia, do cálculo das
derivadas, uma primitiva de u'(x)cos u(x) é

c ) x ( u sen dx ) x ( u cos ) x ( ' u + =


De modo geral, se f(x) pode ser escrita na forma g(u) . u',
onde u = u(x), então uma primitiva de f(x) será obtida tomando-se
uma primitiva de g(u) e substituindo u por u(x), ou seja:

c )) x ( u ( G dx ) x ( ' u ) u ( g dx ) x ( f + =
∫ ∫
⋅ =


onde G(u) é tal que G´(u)= g(u)


No caso dx 1 x x 3
3 2


temos:



AC-02
255

u(x) = x
3
-1, u'(x) = 3x
2

c ) 1 x (
3
2
c
2 / 3
) 1 x (
c
2 / 3
u
dx ' u . u dx 1 x x 3
3 3
2 / 3 3
2 / 3
3 2
+ − = +

=
= + =

= −



9.4.2 - Integração por Partes
Sabemos que para a derivada de um produto u(x).v(x) vale a
equação:
(u(x).v(x))´, = u'(x)v(x) + v'(x) .u(x)

Assim, segue que uma primitiva de (u(x) .v(x))´ é igual à
soma de uma primitiva de u'(x)v(x) com uma primitiva de v'(x)
.u(x) (a menos de uma constante),ou seja:


(u(x).v(x))' dx =

v(x).u'(x) dx+

u(x).v'(x) dx
Mas uma primitiva de (u(x).v(x))' é u(x).v(x); logo:


Isto significa que,


e que, uma primitiva de v(x).u'(x) pode ser obtida através de uma
primitiva de u(x) .v'(x), caso isto seja conveniente.
Por exemplo, procuremos uma primitiva de x.e
x
, temos:

x.e
x
=

v(x).u'(x)dx
Como u'(x) = e
x
⇒ u(x) = e
x

v(x) = x ⇒ v'(x) = 1

v(x).u'(x) dx = u(x) .v(x)-

u(x).v'(x) dx
segue que

x.e
x
= x.e
x
-

e
x
dx
= x.e
x
- e
x
+ c

Um outro exemplo: procuremos

x.cosx dx.
u(x) .v(x)=

v(x) .u'(x)dx +

u(x) .v'(x)dx

v(x).u’(x)dx = u(x).v(x) -

u(x).v'(x)dx



AC-02
256
Fazendo v(x) = x e u'(x) = cosx, segue que:


x.cosx dx =

v(x).u'(x)dx
Temos então: u'(x) = cosx ⇒ u (x) = senx
v(x) = x ⇒ .v'(x) = 1
Lembrando que

v(x).u'(x)dx = u(x).v( x)-

u(x).v'(x)dx
segue que

x cosx dx = x.senx -

senx dx = x.senx + cosx + c
Não existe uma regra geral para o cálculo de integrais
indefinidas, aplicável a todas as funções. Entretanto, utilizando
a tabela de primitivas imediatas e as técnicas acima apresentadas,
o leitor está capacitado a calcular um grande número delas.
Agora, apresentaremos o resultado que permitirá o cálculo
da integral definida sem precisarmos recorrer à definição.
O procedimento para determinar a

b
a
dx ) x ( f , onde f é uma
função continua em [a,b] deve ser o seguinte:
a - procuramos uma primitiva de f(x),que chamaremos F(x).
b - vale que

b
a
dx ) x ( f = F(b) - F(a).
OBS: O cálculo de integral, conforme apresentado, continua
valendo para f(x)<0. Neste caso associamos o conceito de área
negativa à área abaixo do eixo das abscissas. Por exemplo, para a
função f(x) da Figura 9.3 temos:


b
a
f(x)dx = A
1
+ (–A
2
)









FIGURA 9.3- Área "negativa"





AC-02
257
9.4.3 - Exemplos:
1)Faça uma estimativa da área A sob o gráfico de f(x) = 250
-
10
2
x
, 0 ≤ x ≤ 50, dividindo o intervalo [0, 50] em sub-intervalos
de comprimento 10.


A área A terá o valor aproximado:
A ≅ x x f x x f x x f x x f x f
5 5 4 4 3 3 2 2 1 1
) ( ) ( ) ( ) ( x ) ( ∆ + ∆ + ∆ + ∆ + ∆
Efetuando os cálculos, resulta:
A ≅ 8375
O valor correto, conforme veremos, é 8333
3
1
, sendo o erro
cometido da ordem de 0,5%, apesar do número de subdivisões ser tão
pequeno.




AC-02
258
2)Calcule, pela definição, a integral de f(x) = 5x + 7 em
[1, 5].
Solução :
Devemos calcular , ) 7 5 (
5
1
dx x +

como a função f(x) = 5x + 7 é
contínua em [1, 5], sabemos pelo Teorema de integrabilidade do
Cálculo Integral que a integral existe, pois a função é contínua
no intervalo de integração. Dividindo [1, 5] em n sub-intervalos
iguais e comprimento
n
4
, temos:
x
o
= 1, x
1
= 1 +
n
4
, x
2
= 1 + 2
n
4
, ..., x
i-l
= 1 +(i -1)
n
4
,
x
i
=1 + i.
n
4
,...,x
n
= 5
Escolhendo, por exemplo, em cada sub-intervalo,
i
x como
sendo o ponto médio, resulta:
n
i
n
i
n
i
n
x x
x
i i
i
2 4
1
2
4
1 ) 1 (
4
1
2
1
− + =
+ + − +
=
+
=


Segue que f(
i
x ) = 5
i
x + 7 = 12 +
n
i
n
10 20
− ,
n n
i
n
x x f
i i
4
)
10 20
12 ( ) ( − + = ∆ , ou seja
i
n n n
x x f
i i 2 2
80 40 48
) ( + − = ∆ , logo:
∑ ∑ ∑ ∑
= = = =
+ − = + − = + − = ∆
n
i
n
i
n
i
n
i
i i
i
n n
i
n n
n
n
n i
n n n
x x f
1
2
1
2 2 2 2
1 1
.
80 40
48 .
80 40
.
48
. )
80 40 48
( ) (
como ,
2
) 1 .(
1
+
=

=
n n
i
n
i
resulta que
)
1
.( 40
40
48
2
) 1 .(
.
80 40
48 ) (
2
1
n
n
n
n n
n n
x x f i
j j
n
i
+
+ − =
+
+ − = ∆ =

=

como ∆
1
x = ∆
2
x = ∆
i
x = ... = ∆
n
x = ,
4
n
a norma u será igual a
,
4
n
; logo quando u se aproxima de zero, temos:
a) n cresce arbitrariamente
b) ,
4
n
se aproxima de zero
c)
n
n 1 +
se aproxima de 1



AC-02
259
d) x x f
i
n
i
i


=
) (
1
se aproxima arbitrariamente do número
48-0+40.(1) ou seja:
u ≅ 0 ⇒ 88 ) (
1
≅ ∆

=
x x f
i
n
i
i

temos, então:





De fato calculando a área sob o gráfico de
F(x)= 5x+7 entre x = 1 e x = 5
A = )
2
32 12
(
+
. 4 = 88

3)Determine primitivas para as funções:
a) f(x) = x d) f(x) =
2
1
1
x +

b) f(x) =
3
1
x
e) f(x) =
2
2
1
x
x −

c) f(x) = x
-2/5

Solução:
Lembrando das regras de derivação já estabelecidas, temos:
a) f(x) = x
1/2
;F(x) =
2 / 3
2 / 3
3
2
2 / 3
x
x
=
b) f(x) = x
-3
;F(x) =
2
2
2
1
2 x
x −




c) f(x) = x
-2/5
;F(x)=
5 / 3
1 5 / 2
3
5
1
5
2
x
x
=
+ −
+ −

d) f(x) =
2
1
1
x +
; x arctg x F = ) (
e) f(x) = 1 -
2
1
x
;
x
x x F
1
) ( + =
Em cada caso. F(x) + c onde c é constante, também é uma
primitiva de f(x). Poderíamos escrever, genericamente: ,
3
2
2 / 3 2 / 1
c x dx x + =


etc.

= +
5
1
88 ) 7 5 ( dx



AC-02
260
4)Calcule

2 / π
o
cos x dx.
Solução:
Uma primitiva de f(x) = cos x é F(x) =

= x dx x sen cos
. Segue
que
1 0
2
cos
2 /
0
= − =

sen sen dx x
π
π

Também costumamos indicar cálculos como segue:
1 0
2 0
2
cos
2 /
0
= − = =

sen x sen dx x
π
π π


5)Calcular

x x
dx
2 2
cos sen

Solução: Observando que
x x x x
2 2 2 2
sen
1
cos
1
cos sen
1
+ =
vem

x x
dx
2 2
cos sen
= C gx tgx dx x dx x + − = +
∫ ∫
cot sec cos sec
2 2


6)Calcule

4
1
( x
2
+5x-9)dx e interprete o resultado obtido.
Solução:
Temos F(x) =

(-x
2
+5x-9)dx = - x
x x
9
2
5
3
2 3
− +

4
1
( x
2
+5x-9)dx = F(4) – F(1)
= (-
2
21
6
63
)
6
41
( )
3
52
− = − = − −

O número -21/2 é o simétrico da medida da área indicada na
figura abaixo:










AC-02
261

Lembrando que a medida de uma área é um número sempre não
negativo). De um modo geral, se f(x)<0 em [a,b], resulta que:
-f(x)>0 em [a,b] e

(-f(x))dx = -

f(x)dx. Logo, se f(x) < 0 em
[a,b],

b
a
f(x)dx = - A, onde A é a área da região situada entre o
eixo x e o gráfico de f no intervalo [a,b].

7)Calcular

(5x
3
- x
2
+ l)dx.
Solução:
Tem-se

(5x
3
- x
2
+ l)dx =

5x
3
dx -

x
2
dx +

ldx = 5

x
3
dx -

x
2
dx +

ldx =
Pela fórmula 1 da tabela 9.1 vem,

(5x
3
- x
2
+ l)dx = C x
x x
+ + −
3 4
. 5
3 4


8)Calcular

( ) dx x a
2

Solução:
Temos
( ) dx x a
2
− = a-2 x x a +
logo,

( ) dx x a
2
− =

dx x dx x a 2 adx dx ) x x a 2 a (

+
∫ ∫
− − = + −
=

+
∫ ∫
− ⋅ xdx dx x a 2 dx a
2 / 1
=
= C a
3
ax 4
2
x
x C
2
x
2
3
x
. a 2 ax
2 2 / 3
+
|
|
¹
|

\
|
+ − = + + −

9)Calcule

π 2
o
sen x dx e interprete o resultado.
Solução:
Temos

sen x dx = - cos x


π 2
o
sen x dx = (-cos 2π)-(-cos 0) = -1 – (-1) = 0




AC-02
262

Como sen x ≥ 0 em [0, π] e sen x ≤ 0 em [π, 2π]


π
o
sen x dx = A
1
(conforme a figura acima)

π
π
sen x dx = -A
2
(conforme a figura acima)

Como por simetria, sabemos que A
1
= A
2
, segue que

π 2
o
sen x dx = A
1
+ (-A
2
) = 0

1O)Calcule a área sob o gráfico de f(x) = x
2
- 5x + 9, para
1 ≤ x ≤ 4.

Solução:

A área A será igual a

4
1
) ( dx x f







logo,
F(x)= x
x x
dx x x 9
2
5
3
) 9 5 (
2 3
2
+ − = + −


) 1 F( ) 4 F( ) 9 5 (
4
1
2
− = + − ⇒

dx x x =



AC-02
263
=
2
21
6
41
3
52
= −
11)Calcular as áreas da região compreendida entre as curvas
y = x
2
e y = - x
2
+ 4x.
Solução:
Nos pontos de intersecção das curvas temos:

x
2
= -x
2
+ 4x ⇒ 2 x
2
– 4x

= 0
⇒x = 0 ou x = 2
A área A pode ser calculada
assim,
A= dx x dx x x
∫ ∫
− + −
2
0
2
2
0
2
) 4 (
ou equivalentemente
[ ]dx x x x A

− + − =
2
0
2 2
) ( ) 4 (
temos, então dx x x A ) 4 2 (
2
0
2
+ − =


e segue que
2
4
3
2
) 4 2 ( ) (
2 3
2
0
2
x x
dx x x x F + − = + − =


e
3
8
0 ) 8
3
16
( ) 0 ( ) 2 ( = − + − = − = F F A
12)Calcular J = dt
t
t t t

− +
2
3
5 2

Solução:
Tem-se
C
t
t n t C
t
t n t
dt t dt
t
tdt dt
t
t
dt
t
t
dt
t
t
J
+ + + = +

− + =
= − + = − + =


∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
2
5
2
1
5
1
5 2
5 2
2
2
1
2
2
3
2 2 2
3
l l

13)Calcule dx xe
x


Solução:
Fazendo


) ( ) ´(
1 ) ´( ) (
¦
¹
¦
´
¦
= = ⇒ =
= ⇒ =

x x x
e dx e x g e x g
x f x x f

Logo, calculando a primitiva por partes, tem-se
2
x y =
4
2
+ − = x y
4



AC-02
264
C x e C e xe dx e xe dx xe
x x x x x x
+ − = + − = − =
∫ ∫
) 1 ( . 1

14)Calcular

nxdx l
Solução:
Fazendo
¦
¹
¦
´
¦
= ⇒ =
= ⇒ =
x x g x g
x
x f nx x f
) ( 1 ) ( '
1
) ( ' ) ( l

vem,
C nx x C x x n x dx x
x
x n x xdx n + − = + − = − =
∫ ∫
) 1 ( .
1
l l l l

15)Calcular xdx n x
n
l


Solução:
Fazendo
¦
¹
¦
´
¦
+
= ⇒ =
= ⇒ =
+
1
) ( ) ( '
1
) ( ' ) (
1
n
x
x g x x g
x
x f nx x f
n
n
l

vem

C
n
nx
n
x
C
n
x
n
nx
n
x
dx
n
x
x
nx
n
x
xdx n x
n
n n
n n
n
+
|
¹
|

\
|
+

+
=
+
+ +

+
=
=
+

+
=
+
+ +
+ +
∫ ∫
1
1
1
1
.
1
1
1
1
1
1
1
1 1
1 1
l
l
l l


16)Determine as primitivas indicadas:
a)

7.sen 7x dx d)

(x + 1)
17
dx
b)

cos 3x dx e)

e
senx
.cos x dx
c)

e
x2
.x dx

Solução:

a) Fazendo u(x) = 7x, temos u’(x)= 7 e segue que




AC-02
265


7sen 7x dx =

u’sen u dx = - cos u + c = -cos 7x + c

b) Fazendo u(x) = 3x, temos u’(x) = 3 e segue que


cos 3x dx =
3
1


3.cos 3x dx =
3
1


u’cos u dx =
3
1
sen u + c =
=
c
x
+
3
3 sen


c) Fazendo u(x) = x
2
, temos u’(x) = 2x e segue que:

c e c e dx u e dx x e dx x e
x u u x x
+ = + = ⋅ = ⋅ = ⋅
∫ ∫ ∫
2 2 2
2
1
2
1
´
2
1
2
2
1


d) Fazendo u(x) = x + 1, temos u’(x) = 1 e segue que


(x + 1)
17
dx =

u
17
u´dx =
18
18
u
+ c =
c
x
+
+
18
) 1 (
18


e) Fazendo u(x) = sen x, segue que


e
sen x
cos x dx =

e
u
.u’ dx = e
u
+ c = e
sen x
+ c

17)Calcular

(x
3
+ 1)
4
3x
2
dx
Solução:
Observando que f(x)dx = (x
3
+ 1)
4
3x
2
dx contém a função
t = x
3
+ 1 e sua diferencial dt = 3x
2
dx,
tem-se

(x
3
+ 1)
4
3x
2
dx =

t
4
dt =
5
5
t
= + C
logo

(x
3
+ 1)
4
3x
2
dx = C
x
+
+
5
) 1 (
5 3


18)Ca1cular J = dx
x
x

+1
5 4
3

Solução:
Chamando t = x
4
+ 1, tem se dt = 4x
3
dx,



AC-02
266


logo,
C x C
t
t
t
dt
dx
x
x
J
+ + = + =
= = =
+
=
∫ ∫

5
4 4
5
4
5
1
5 5 2
3
) 1 (
16
5
5
4
4
1
4
1
4
1
1
4
4
1

19)Calcular J = dx
x sen
x
∫ 3
cos

Solução:
Chamando t = sen x, tem-se dt = cos x dx
logo
J = C
x sen
C
t
dt t
t
dt
+ − = +

= =


∫ ∫ 2
2
3
3
2
1
2


20)Calcular
xdx

2
cos

Solução: Fazendo
f(x) = cos x => f'(x) = - sen x, e
g’(x) = cos x => g(x) = sen x
vem
xdx x x xdx
∫ ∫
+ =
2 2
sen cos sen cos

Substituindo sen
2
x = 1 – cos
2
x tem-se


cos
2
x dx = sen x cosx +

(1 - cos
2
x)dx
ou seja,

cos
2
x dx = senx cosx + x -

cos
2
x dx
Logo,
2

cos
2
x dx = senx cosx + x + C
1

ou,

cos
2
x dx =
2
x
+
2
cos sen x x
+ C )
2
(
1
C
C =




AC-02
267



21)Calcular a área limitada pela parábola f(x) = 6 + x - x
2
, pelo eixo Ox, e pelas retas x = -2 e x = 3
Solução:
Tem-se
A(F)=
=

− + =

− +


3
2
3 2
3
2
2
3
x
2
x
x 6 dx ) x x 6 (
6
5
20
6
125
3
8
2 12 9
2
9
18 ⋅ = =
|
¹
|

\
|
+ + − −
|
¹
|

\
|
− + =

CONTROLE DE REVISÕES REVISÃO
ORIGINAL 1ª REVISÃO 2ª REVISÃO 3ª REVISÃO 4ª REVISÃO

AUTOR(ES)

DATA

ii

SUMÁRIO 1 - NOÇÕES BÁSICAS (I)........................................... 1 1.1 - OBSERVAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DIVISÃO....................... 1 1.2 - PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES ADIÇÃO E MULTIPLICAÇÃO (ENTRE NÚMEROS) ................................................... 1 1.3 - PROPRIEDADES DA RELAÇÃO DE IGUALDADE (ENTRE NÚMEROS)....... 2 1.4 - POTENCIAÇÃO................................................ 3 1.5 - RADICIAÇÃO................................................. 4 1.6 - RESOLUÇÕES DE EQUAÇÕES..................................... 5 1.7 - EQUAÇÕES DO 2o GRAU ........................................ 6 1.8 - SISTEMAS DE DUAS EQUAÇÕES DO 1o GRAU COM DUAS INCÓGNITAS ... 8 1.9 - INEQUAÇÕES DO 1o GRAU ..................................... 10 1.10 - PRODUTOS NOTÁVEIS........................................ 10 1.11 - FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS.................................. 11 1.12 - RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES.......................... 13 2 - NOÇÕES BÁSICAS (II)......................................... 15 2.1 - CONJUNTOS................................................. 15 2.1.1 - Noções Primitivas....................................... 15 2.1.2 - Definições.............................................. 16 2.1.3 - Operações com Conjuntos................................. 19 2.1.3.1 - Reunião (ou união) de conjuntos....................... 19 2.1.3.2 - Interseção de conjuntos............................... 19 2.1.3.3 - Diferença de Conjuntos................................ 20 2.1.3.4 - Complementar de B em A................................ 21 2.2 - CONJUNTOS NUMÉRICOS....................................... 23 2.2.1 - Conjunto dos Números Naturais: N........................ 23 2.2.2 - Conjunto dos Números Inteiros: Z........................ 24 2.2.3 - Conjunto dos Números Racionais: Q....................... 25 2.2.4 - Conjunto dos Números Reais: R........................... 26 2.2.5 - Reta Numérica........................................... 27 2.3 - MÓDULO.................................................... 29 2.3.1 - Definição............................................... 29 2.3.2 - Propriedades............................................ 30 2.4 - POTÊNCIA DE EXPOENTE REAL................................. 30 2.5 - LOGARITMOS................................................ 31 2.5.1 - Definição............................................... 31 2.5.2 - Propriedades dos Logaritmos............................. 33 2.5.3 - Logaritmos Especiais.................................... 36
iii

3 - NOÇÕES BÁSICAS (III)........................................ 37 3.1 - GEOMETRIA................................................. 37 3.1.1 - Geometria Plana......................................... 37 3.1.1.1 - Ângulo................................................ 37 3.1.1.2 - Outras Definições Importantes......................... 38 3.1.1.3 - Triângulos............................................ 40 3.1.1.4 - Teorema das Paralelas (ou de Tales)................... 42 3.1.1.5 - Área dos Principais Polígonos......................... 44 3.1.2 - Geometria Espacial...................................... 47 3.2 - TRIGONOMETRIA............................................. 52 3.2.1 - Trigonometria no Triângulo Retângulo.................... 52 3.2.2 - Radiano................................................. 55 3.2.3 - Circunferência Trigonométrica........................... 56 3.2.4 - Arcos Côngruos.......................................... 58 3.2.5 - Relações Trigonométricas................................ 60 3.2.6 - Trigonometria num Triângulo Qualquer.................... 64 3.2.7 - Adição e Subtração de Arcos............................. 65 3.2.8 - Arco Duplo.............................................. 67 3.2.9 - Transformação em Produto (fatoração trigonométrica)..... 68 3.2.10 - Arcos Complementares................................... 69 3.2.11 - Redução ao Primeiro Quadrante.......................... 70 3.3 - GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA................................. 73 3.3.1 - O Ponto................................................. 73 3.3.2 - A Reta.................................................. 76 3.3.3 - Coeficiente Angular de uma Reta......................... 77 3.3.4 - Forma Reduzida da Equação da Reta....................... 78 3.3.5 - Feixe de Retas Concorrentes............................. 79 3.3.6 - Paralelismo e Perpendicularismo......................... 81 3.4 - POLINÔMIOS................................................ 83 3.4.1 - Introdução.............................................. 83 3.4.2 - Operações com Polinômios................................ 85 3.4.3 - Teorema do Resto........................................ 87 3.4.4 - Teorema de D’Alembert................................... 88 3.4.5 - Dispositivo Prático de Briot-Ruffini.................... 88 4 - FUNÇÕES.................................................... 102 4.1 - GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES.............................. 102 4.1.1 - DEFINIÇÕES 1........................................... 102 4.1.2 - Função Real de Uma variável Real....................... 104

iv

4.1.3 - DEFINIÇÕES 2........................................... 106 4.1.4 - Função Composta e Função Inversa....................... 108 4.2 - PRINCIPAIS FUNÇÕES ELEMENTARES........................... 113 4.2.1 - Função Constante....................................... 113 4.2.2 - Função Identidade...................................... 114 4.2.3 - Função Afim............................................ 114 4.2.4 - Função Modular......................................... 115 4.2.5 - Função Quadrática (ou Função Trinômio do 2o Grau) ...... 115 4.2.6 - Função f : x → x3 ..................................... 118 4.2.7 - Função Recíproca....................................... 119 4.2.8 - Função Exponencial de Base a........................... 120 4.2.9 - Funções Trigonométricas................................ 121 4.2.10 - Função Logarítmica.................................... 123 4.2.11 - Funções Trigonométricas Inversas...................... 124 4.3 - FUNÇÃO DEFINIDA POR VÁRIAS SENTENÇAS ABERTAS............. 126 5 - VARIAÇÃO DO SINAL DAS FUNÇÕES.............................. 135 5.1 - INTRODUÇÃO............................................... 135 5.2 - EQUAÇÕES................................................. 137 5.2.1 - Definições............................................. 137 5.2.2 - Equações Polinomiais................................... 138 5.2.3 - Equações Trigonométricas............................... 141 5.2.4 - Exemplos Diversos...................................... 145 5.3 - INEQUAÇÕES............................................... 148 5.3.1 - Definições............................................. 148 5.3.2 - Sinal das Funções Afim e Quadrática.................... 149 5.3.3 - Solução Geral de Inequação............................. 150 5.4 - IDENTIDADE............................................... 161 5.4.1 - Definição.............................................. 161 6 - LIMITE..................................................... 169 6.1 - NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO............................ 169 6.2 - LIMITES LATERAIS......................................... 173 6.3 - LIMITES INFINITOS........................................ 175 6.4 - LIMITES NO INFINITO...................................... 180 7 - CONTINUIDADE............................................... 197 7.1 - NOÇÃO DE CONTINUIDADE.................................... 197 7.1.1 - Definição.............................................. 197 7.1.2 - Definição.............................................. 198 7.1.3 - Definição.............................................. 198

v

.. 249 9...................2 .......1 ......2 ..5 ................. 204 8.........NOÇOES DE CÁLCULO INTEGRAL.Exemplos:................Função Integrável.................2 ................................3 ...................A INTEGRAL DEFINIDA...PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES CONTÍNUAS...............1.DERIVADA....1 . 198 7......1 .................................... 215 8........................................2..........3 ..4 ............7........3 ..4.............. 204 8... 250 9. 210 8......Partição....Integração por Substituição.......3......CÁLCULO DA PRIMITIVA............Norma............ 249 9..... 247 9..... 254 9...................Tabela de Derivadas....................1 . 217 8...................5 .2.....2.......Derivadas Sucessivas.....................1......INTRODUÇÃO .....ALGUMAS TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO...1 ..............O CÁLCULO DA INTEGRAL DEFINIDA........ 251 9........ 216 8................. 211 8....ÁREA...........3..Variação das Funções...3............4 .......3 ...... 254 9..................Derivada no Ponto xo ..... 213 8..VELOCIDADE INSTANTÂNEA..................1 ..3 ..................Equações Diferenciais................. 247 9..........................2 ....... 257 vi .......................2 ........................ 201 8 ..4.. 255 9...........DERIVADAS.....2...................1 .... 250 9... 208 8....Interpretação Geométrica da Derivada............2 .....2 ............2.......Definição..................Integração por Partes................Função Derivada....................4 ..Soma de Riemann............2.............. 249 9............ 219 9 ..4 ..........2 ........................2.....Definição.......3....4....Derivada e continuidade................... 251 9.3....................... 198 7.......PRIMITIVA...........2............................ 208 8........................GRÁFICOS E DERIVADAS.......3 ....... 250 9.. 216 8........................INTRODUÇÃO ................................2....

pois (qualquer número).O = O Não existe divisão por zero 0 0 Símbolo de indeterminação 1. b = b .1 . ∀a 1 . (b.AC-02 1 . a (a ordem dos fatores não altera o produto) 2) Associativa (a + b) + c = a + (b + c) (a .2 = 6 2 0 = pois 2 6 0 0 0 O.OBSERVAÇÕES SOBRE A OPERAÇÃO DIVISÃO 6 = 3 pois 3. a + O = a e O + a = a.da adição é o número zero.c = a . pois (nenhum número) .2 . c) 3) Elemento neutro .0 = 6 = qualquer número (resultado indeterminado).NOÇÕES BÁSICAS (I) 1.2 = O = nenhum número (operação inexistente).PROPRIEDADES DAS OPERAÇÕES ADIÇÃO E MULTIPLICAÇÃO (ENTRE NÚMEROS) 1) Comutativa (comutar = trocar) a + b = b + a (a ordem das parcelas não altera a soma) a . b) .

então a recíproca também é verdadeira. b a relação "igualdade" (entre conjuntos) é de equivalência. a = b ⇔ b = a 3) Transitiva: um terceiro.AC-02 .PROPRIEDADES DA RELAÇÃO DE IGUALDADE (ENTRE NÚMEROS) 1) Reflexiva: qualquer número se relaciona com ele mesmo através da relação de igualdade (=) a = a ∀a 2) Simétrica: se um número se relaciona com outro através da relação de igualdade (=) . a = a. 1 = a e 1 .a relação "ser perpendicular" (entre retas) não é de equivalência. a .a relação "ser semelhante" (entre triângulos) é de equivalência. (a + b) = x .da multiplicação é o número um. ∀b se relaciona se com outro com o se um número o através da relação de igualdade (=) e este outro com então primeiro relaciona terceiro através da igualdade (=) ⇒ a = c ∀a. a + x. ∀c Qualquer relação com estas três propriedades é denominada relação de equivalência. a=b b=c ∀a. b 1. 2 . c . Outros exemplos: a .3 . ∀b. ∀a 4) Propriedade distributiva da multiplicação em relação à adição x .

3 ( )0 = 1 7 .. 29 = 216 56 : 58 = 5-2 (-2x)4 = 16x4 2 4 ( )2 = 3 9 (5 2 ) 7 = 514 . 101 = 10 .Expoente negativo: inverte a base (que não pode ser zero) e torna-se positivo 2− ( )3 = 5 53 ( ) . a . a . 2 1 3 7 3− 7 = .. 2 .Propriedades 1a) am .POTENCIAÇÃO an = a .Expoente um: torna a potência igual à base 51 = 5 .Expoente zero: torna a potência igual a um 15o = 1 . (-2)o = 1 . 2 = 32 base potência Quando a base é negativa e o expoente é par ⇒ potência positiva (-2)4 = 16 e o expoente é impar ⇒ potência negativa (-2)3 = -8 . bn 4a) (a : b)n = an:bn 5a) (am)n = amn 27 . b)n = an .4 . a n expoente fatores 25 = 2 .AC-02 1. 2 . 2 . an = am+n 2a) am : an = am-n 3a) (a . . 1− ( ) 15 = 215 2 3 .

b ≥ 0 n:p 1) 2) 3) m an = an:p 15 10 3 = 32 3. 31 / 2 = 3 1.5 . 2 4 4 3 n a.Propriedades (para a ≥ 0.Expoente racional: o denominador torna-se índice de um radical 82/3 = 3 2 8.8 .Base negativa e índice par − 9 = − 3 pois 2 (−3) = 9 e 9 = 3 4 . índice 5 n b = ⇒ an = b (n ∈ N*) raiz 32 =2 pois 25 = 32 radicando radical Outros exemplos: 3 8 = 2 pois 23 = 8 3 − 8 = − 2 (-2)3 = .AC-02 .RADICIAÇÃO A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que an = b. b n = na .n b 4 6 = 5 = 16 a :b = n a : n b (b > 0) m mn 5 16 n 4) (m a) = an a 5 (3 x) = 5 3 10 x5 3 5) mn a = 3 = .

AC-02 .6 .RESOLUÇÕES DE EQUAÇÕES Isola-se a incógnita por transposição dos números (de um membro para o outro da equação) e concomitante inversão das operações por eles efetuadas: adição multiplicação potenciação Exemplos: a) x + 2 = 7 subtração divisão radiciação ⇒ ⇒ x = 7 . a2 = a se a ≥ 0 e − a se a < 0 .2 b) p – 1 = 0 p = 0 + 1 c) -2x = 8 ⇒ x = 8 − 2 5 .Radicando negativo 3 − 8 = − 2 pois 3 (−2) = − 8 4 − 16 = nenhum real 4 pois (nenhum real) = − 16 Não existe raiz real de número negativo se o índice do radical for par. (−2 2 = 2 ) 1.

onde a.7 . a equação tem duas raízes reais diferentes.AC-02 d) n+7 = 1 2 ⇒ n + 7 = 2 .EQUAÇÕES DO 2o GRAU São todas as equações na forma ax2 + bx + c= O. se ∆ > 0.se ∆ < 0. . as raízes podem ser encontradas pela fórmula e resoluçao: Exemplos: x = − b ± 2a a = 3 ∆ a) 3x 2 – x + 2 = 0 b = -1 c = 2 ∆ = (-1)2 -4 . Chama-se discriminante da equação do 2o grau o número ∆ = b2 -4ac . b e c são números reais e a ≠ 0. 3 . pois (-2)4 = 16 1. 2 = -23 ⇒ não tem raízes reais 6 . a equação não tem raízes reais. 1 e) x3 = 8 ⇒ x = 3 8 f) x+1 = 3 ⇒ x + 1 = 32 x = 2. pois 24 = 16 g) x4 = 16 ⇒ x = ± 4 16 = ±2 x = -2. Nos dois últimos casos.se ∆ = 0. a equação tem duas raízes reais iguais.

3 = 0 b = 2 c = -3 ∆ = 22 – 4 . (-3) = 16 ⇒ duas raízes reais x = − 2 ± 16 − 2 ± 4 x1 = 1 = = 2. x2 Neste caso a equação pode ser resolvida por tentativa: Exemplo: a) x2 -5x + 6 = O −5 )=5 1 S = -b/a = − ( 6 P = c/a = ( ) = 6 1 ∴ x1 + x 2 = 5    x1. 4 . 1 2 x2 = − 3 Vale também a relação: x2 – Sx + P = 0 onde S = -b/a = x1 + x2 P = c/a = x1 . 1 . 1 = 0 ⇒ uma raiz real x = − (−4) ± 0 4 1 = = 2.4 = O −2 = −1 2 ⇔ S = −4 P = ( )=−2 2 ∴ x1 + x2 = − 1   x1. x2 = − 2  ∴ x1 = 1 x  2 = − 2 7 .4 8 2 a = 1 c) x 2 + 2x .AC-02 a = 4 b) 4x2 – 4x + 1 = 0 b = -4 c = 1 ∆ = (-4)2 – 4 . x 2 = 6 x2 + x – 2 = O x1 = 2  ∴  x2 = 3  b) 2x2 + 2x .

SISTEMAS DE DUAS EQUAÇÕES DO 1o GRAU COM DUAS INCÓGNITAS Exemplo: 2x + 3y = 1 5x. em qualquer das equações dadas (por exemplo. a primeira) : 3(-1) + 2y = 2 ⇒ 2y = 2 + 3 ⇒ 5 ) 2 y = 5 2 A solução é o par ordenado (-1 .AC-02 1.2y = -6 = -4 Se. escolhemos uma das incógnitas e. 3x + 2y = 4x 2 x = -1 a as equações de uma membro das a membro. e desde a que isto da eliminação incógnitas resolução x .8 . Caso contrário. preparamos as equações para serem somadas. 3x + 4y = 7   2x − 6y = 9  8 tornando os coeficientes de x com sin al diferente  2   − 3  3x + 4y = 7   2x − 6y = 9  . com os seus coeficientes. b) Só nos interessa somar as equações se nelas houver termos que só diferem pelo sinal.4y = 7 Existem vários métodos de resolução. entre os quais: 1) Método de Adição Exemplos: Somamos provoque outra. pois eles serão eliminados na soma. x = -1 então.

incógnita pela expressão ⇒ x = 1 − 3y 2 1 − 3y 4 ( ) − 2y = 0 ⇒ 2 − 6y − 2y = 0 ⇒ 2 Substituindo exemplo. - 1 ) 2 2) Método da Substituição Isolamos substituímos. 2 1 ) = 9 ⇒ 2x + 3 = 9 ⇒ 2 x =3 Solução do sistema: (3.AC-02 Multiplicando 6x + 8y = 14  − 13 ⇒  y= 26 − 6x + 18y = − 27  y =− ⇒ 1 2 Substituindo por − a segunda): 2x – 6( − 1 numa das equações dadas (por exemplo. 4 9 . 1 ). encontrada. 2x + 3y = 1 4x – 2y = 0 na uma das incógnitas essa em uma das equações e outra equação. na segunda) : esse valor numa das duas y = equações 1 4 (por 4x -2( 1 1 ) = 0 ⇒ 4x 4 2 = 0 ⇒ x = 1 8 1 A solução é o par ( 8 .

Podem ser resolvidas como as equações do 1° grau (isolando-se a incógnita). se for necessário multiplicar ou dividir os membros da inequação por um número negativo. 5 . algumas multiplicações de expressões algébricas podem ser efetuadas observando-se os seguintes modelos: 1) Produto da soma pela diferença: (a + b) (a . devemos inverter a relação de ordem. 5n + (5n)2 = 9m2 + 30mn + 25n2 10 .5 ⇒ 8 passa dividindo ⇒ -8x ≤ 2 X ≥ 2 −8 x ≥ −1 4 1.3x ≤ 7 + 5x ⇒ -3x -5x ≤ 7 .PRODUTOS NOTÁVEIS Por serem usuais.10 .AC-02 1. Mas. 3m .INEQUAÇÕES DO 1o GRAU São desigualdades relacionadas pelas relações de ordem < e ≤ e suas respectivas inversas > e ≥.9 .b) = a2 – b2 (x3 + 5) (x3 -5) = (x3)2 – 52 = x6 – 25 Quadrado da soma: (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 (3m + 5n)2 = (3m)2 + 2 .

y – 2xy = = 2xy .y + 2. transformar polinômios em multiplicações de expressões mais simples.x.2ab + b2 a a2 a 2 ( − 1) = ( ) − 2 .3. a2 – b2 = (a + b) .1 + 12 = 2 2 2 a2 − a + 1 4 1.2.AC-02 Quadrado da diferença: (a .b)2 = a2 .y.11 . (2x + 3y – 1) 2° Caso) Diferença de dois quadrados: é o produto da soma pela diferença (1° produto notável). aplicando os casos de fatoração.x. entre os Fator comum aos termos: pode ser colocado em ax + bx = x (a + b) Exemplo: 4x2y + 6xy2 – 2xy = 2.x. (a –b) 11 .FATORAÇÃO DE POLINÔMIOS Podemos quais destacamos: 1° Caso) evidência.

4x .(5y) + 12a2 + b) 36a4 + (6a2)2 + 2.6 = 2 2 b = -4 c = -6 2 ∆ = (−4) − 4 .1 + (1)2 40 Caso) Trinômio do 2º grau: é o primeiro membro de uma equação do 2o grau onde x1 e x2 são as raízes da equação ax2 + bx + c = 0. a2 Exemplos: a) x2 (x)2 10xy + 25y2 = (x .4x -6 = a (x –x1) (x.2 4 x1 = -1 x2 = 3 Logo 2x2 -4x -6 = 2 .3) 12 .AC-02 Exemplo: 9x2 (3x)2 – 4 22 = (3x + 2) (3x – 2) 3° Caso) Trinômio quadrado perfeito: é o quadrado de uma soma ou de uma diferença (2° e 3° produtos notáveis).(−6) = 64 ⇒ x = 4 ± 8 − (−4) ± 64 = 2.5y)2 (5y)2 1 = (6a2 + 1)2 ± 2ab + b2 = (a ± b)2 2. 2 .(x + 1) (x.x2) a = 2x .(x). ax2 + bx + c = a(x – x1) (x – x2) Exemplo: 2x2 .6a2.

Exemplo: 3 2 5 = 3.12 . e vice-versa) .5 2 5.RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES Consiste em eliminar os radicais do denominador sem alterar a fração.b. 1( 5 − ( 5 + 1 5 + 3 = 3) 3) 3)( 5 − = (1o produto notável) = 5 − 3 52 − 32 = 5 − 3 = 5 − 3 5 − 3 2 13 . 1º Caso) Radical com índice 2: multiplicam-se o numerador e o denominador da fração pelo próprio radical a ser eliminado. 5 = 3. 5 10 2º Caso) Dois é radicais com índice 2: multiplicam-se numerador e denominador pelo conjugado do denominador. 5 = 2 .AC-02 1. (Obs: o conjugado de a + b a . 5 3.

x . ∞ tal que ∃ x 2x = 2 ∃ xx + 1 = x ∃ existe ∃ não existe / / ∃ existe um e um só ⊥ é perpendicular a // é paralelo a ∴ portanto ∈ é elemento de ⊂ é subconjunto de ∃ x x = 4 3 ∈ {1.AC-02 SIMBOLOGIA Exemplos = igual a < menor que ≤ menor ou igual a x . .2. se e somente se ∞ infinito (não é um número  x > 2 ⇒ x > O x > 5 ⇔ 5 < x 0.3} 14 .41    3 ≅ 1.73 π ≅ 3. então ⇔ equivale. qualquer que seja ∀x.14   2 ≠ 3 ≠ 5 ≠ diferente ∀ para todo.2.1.3} {3} ⊂ {1..1 < x ⇒ implica. x = x2 4 < 7 8 ≤ 8 -3 > -5 6 ≥ 5 > maior que ≥ maior ou igual a ≅ aproximadamente igual a  2 ≅ 1..2.3.

noções conjunto."rosa pertence ao conjunto das flores" . e.C.1 . todos nós temos uma perfeita compreensão do significado de cada uma delas.1. Exemplos: a) conjunto das vogais: {a. Atente para as seguintes frases: .1 . deve ser lido: "elemento b não pertence ao conjunto C". mesmo não sendo definidas as palavras conjunto. Um conjunto pode ser representado de três maneiras básicas: 1o) Pela enumeração de seus elementos.Noções Primitivas No estudo da Teoria isto as dos é."rosa é um elemento do conjunto das flores" Observe que. primitivas.AC-02 2 .B.b.CONJUNTOS 2. o."conjunto das flores" . O símbolo ∉ é a negação de Exemplos: a) a ∈ A. pois relaciona conjunto com ∈.c. Adotaremos as seguintes convenções: conjunto: indicamos com maiúscula: A. . b) b ∉ C.NOÇÕES BÁSICAS (II) 2. Elemento: indicamos com letra minúscula: a. u} 15 A está incorreto. primitivas definição. Conjuntos aceitas de certas sem noções elemento são São e consideradas consideradas pertinência. Pertinência: o símbolo ∈ deve ser lido como "é elemento de" ou "pertence a". i. elemento e pertinência. deve ser lido: "elemento a pertence ao conjunto A". c) B ∈ conjunto.

AC-02 b) conjunto dos números pares não negativos: {0..Definições Conjunto unitário é aquele que tem um só elemento.} c) conjunto dos inteiros de 1 a lO: {1. A= {x | x possui tal propriedade} A barra vertical quer dizer "tal que". Exemplos : {x | x é vogal} {x | x é número par não negativo} {x | x = 5n e n ∈ Ζ } = conjunto dos múltiplos de 5.1)..8. . Exemplos : a) {1} b) {15} c) {x | x é mês com inicial d} 16 .) Associando seus elementos a pontos dentro de uma linha fechada que não se entrelaça {diagramas de Euler-Venn) {Fig..1. Enunciando uma propriedade que caracteriza seus 2..3.2.2.6. .4. 10} 2o) elementos.. 3a.2 . 2.

i} c) {3. x ∈ A ⇒ x ∈ B) Exemplos: a) {0.2 . escrevemos: A = B ⇔ (∀x.4.9} = {9. 3..5.e. Chamamos de conjunto vazio aquele que não possui elemento e indicamos por ∅ ou { }. todo elemento de A for também elemento de B.5} são diferentes.5. Um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se.g.4} {elementos podem repetir!) Se dois conjuntos são diferentes.. Notação: A ⊂ B Lê-se: "A é subconjunto de B" ou "A está contido em B".3 . .4.1} b) {2. x ∈ A ⇔ x ∈ B ) Exemplos: a) {1. Simbolicamente.4} b) {a.7.2. Exemplos: a) {3.h} {3. Exemplo: A = {x | x + 1 = x} Portanto. A= ∅ ou A ={ } pois ∃ x | x + 1 = x.AC-02 Dois conjuntos A e B são iguais quando todo elemento de A for elemento de B e todo elemento de B for elemento de A.f. temos: A ⊂ B ⇔(∀x.2.2} = {2. mas não são disjuntos.4.} 17 .3} b) {2.4} e e e {2.5} {b.1. e somente se. Simbolicamente.6} = {4.7.1} c {0.6} (não interessa a ordem!) c) {2. 5} ⊂ {1. escrevemos A ≠ B Dois conjuntos são disjuntos quando não têm elementos em comum.2.

2. Assim: A ⊂ B A ⊂ G a ⊂ A (a é subconjunto de A).2 .2. o total de subconjuntos pode ser calculado por 2n. pois está relacionando elemento com conjunto. ⊃. 5) Dado um conjunto com n elementos. 2.2. {1.2 = 16 corretos 18 .3}⊂{1. 3}. ⊄. ∅ b) Dado o conjunto {a.3}.2. só podem ser usados para relacionar conjunto com conjunto. que são: {1}. 2) ⊄ "não contido" 3) "não contém" Já vimos que os símbolos ∈ e ∉ só podem ser usados para relacionar elemento com conjunto. {1. é incorreto. O modo correto seria a ∈ A (a é elemento de A). teremos 23 = 2 .2}. {2. 3}.3} M d) T T ⊂ M Observações: 1) Da mesma forma que dizemos que "A está contido em B". b. c. 3}. d}.AC-02 c){1.2 = 8 subconjuntos. 4) O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto. observe agora que os símbolos ⊂. Exemplos: a) Dado o conjunto {1. {1. em que n = 3.2. em que n = 4. {3}. podemos dizer que "B contém A" e anotamos: B ⊃ A. o total de subconjuntos será 24 = 2. {2}.

AC-02

2.1.3 - Operações com Conjuntos 2.1.3.1 - Reunião (ou união) de conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, chama-se conjunto união (ou reunião) de A e B ao conjunto C dos elementos que pertencem a A ou a B. Simbolicamente: C = A ∪ B lê-se: "A união B"

C = A ∪ B = {x ∈ A ou x ∈ B

Exemplos: a) {1,2} ∪ {3,4} = {1,2,3,4} b) {1,2,3} ∪ {3,2,5} = {1,2,3,5} c) {2,5} ∪ {2,4,5} = {2,4,5} d) {1,2,3} ∪ ∅ = {1,2,3} e) {1,2} ∪ {4,6} ∪ {3,4} = {1,2,3,4,6}. f) Em diagrama:

Note, pelos exemplos c e d, que: B ⊂ A ⇒ A ∪ B = A

2.1.3.2 - Interseção de conjuntos

Dados dois conjuntos A e B, chama-se interseção de A e B ao conjunto C formado por elementos que pertençam a A e a B simultaneamente. Simbolicamente: C = A ∩ B lê-se: "A inter B" C = A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}

19

AC-02

Exemplos: a) {1,2,3} ∩ {2,3,4} = {2,3} b) {a,b,c,d} ∩ {a} = {a} c) {2,4,6} ∩ {246} = ∅ d) {1,3,5} ∩ {2,4,6} = { } e) {1,2,3} ∩ { } = { } f) Em diagrama:

Note, pelos exemplos b e e, que: B ⊂ A ⇒ A ∩ B = B

2.1.3.3 - Diferença de Conjuntos.

Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre os conjuntos A e B (nesta ordem) ao conjunto C formado pelos elementos que pertençam a A e não pertençam a B. Simbolicamente: C = A - B = {x | x ∈ A e x ∉ B}

Exemplos: a) A = {a, b, f} B = {b, c, d, e} A - B = {a, f} B - A = {c, d, e} b) {2,4} - {2,4,6} = { } c) { } - {2,4} = { } d) {2,4} - { } = {2,4}

20

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e) Em diagrama:

2.1.3.4 - Complementar de B em A

Dados dois conjuntos A e B, com a condição de B estar contido em A, chama-se complementar de B em relação a A ao conjunto A – B e escrevemos:

CA B = A - B

Observação: Um conjunto U é chamado universo quando contém todos os outros conjuntos considerados. O complementar de um conjunto A qualquer em relação a U pode ser representado por A’, ou seja: A' = CU A = U − A Exemplos: a) B = {2,4,6} e A = {1,2,3,4,5,6} CAB = A – B = {1,3,5} b) A = {a,b,c} e B = {a,b,c,d,e}
C A não é possível, pois B ⊄ A
B

CB

A

= B - A = {d,e}

c) U = {3,4,5,6,7,8} ; A = {3,5,6} e B = {5,8} A' = {4,7,8} B' = {3,4,6,7}

21

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d) Em diagrama:

Os exemplos abaixo ajudarão ao leitor fixar as definições acima apresentadas. A = {1,2,3,4} B = {2,4,6,8} C = {1,3,4,5,7} 1) A ∪ B ∪ C Solução: A ∪ B ∪ C = {1,2,3,4,6,8,5,7} = {1,2,3...,8} 2) A ∩ B ∩ C Solução: Só existe um elemento comum aos três conjuntos dados, logo A ∩ B ∩ C = {4} 3) (A ∪ B) ∩ C Solução: Inicialmente fazemos A ∪ B = {1,2,3,4,6,8} Depois, {1,2,3,4,6,8} ∩ {1,3,4,5,7} = {1,3,4} 4) (A ∩ B) ∪ C Solução: A ∩ B = {2,4} logo, {2,4} ∪ {1,3,4,5,7} {1,2,3,4,5,7}

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5) (A - B) ∩ C Solução: A - B = {1,3} logo, {1,3} ∩ {1,3,4,5,7}= {1,3} 6) Dados os conjuntos A, B e C do diagrama abaixo, hachure:

2.2 - CONJUNTOS NUMÉRICOS
2.2.1 - Conjunto dos Números Naturais: N É o conjunto

N = {O, 1, 2, 3, 4, 5,....

}
23

b ∈ N. 2.. . obtemos o conjunto dos números inteiros positivos... 2. Por exemplo: 12 + 7 = 19 (possível: 19 ∈ N) 12.-3. Este inteiros negativos e o zero como elemento central. 3. 3. } (*indica a exclusão do zero de um conjunto) Observe que não é sempre possível fazer operações com os naturais. 2. pois -5 não é natural: -5 ∉ N) Logo.7 = 0 (possível: 0 ∈ N) 7 .2. 24 .12 = -5 (impossível. a subtração (a . indicado por N* = {O. 4.. 5.. -1.7 = 5 (possível: 5 ∈ N) 7.. 1. a..b) só é possível em N quando a ≥ b ("a maior ou igual a b")..Conjunto dos Números Inteiros: Z É o conjunto Z = {. 1.AC-02 Excluindo-se zero desse conjunto.. -2..2 ... 0.} I + Ζ* − Ζ* = conjunto dos números inteiros positivos = conjunto dos números inteiros negativos conjunto inclui os números inteiros positivos.

3 : 2 = 1.Conjunto dos Números Racionais: Q Vamos permitir agora o aparecimento de números não inteiros como resultado da divisão de dois números inteiros. Exemplos de números racionais: 10 = 2.5 não é inteiro: 2.5 é um número não inteiro. pois. Por exemplo: (7 : 2) ∉ Z. de -5 é 5 e assim por diante. Observe que qualquer subtração é agora possível em Z mas nem toda divisão é ainda possivel: (+10) : (-2) = -5 (possível.AC-02 + − Ζ = Ζ* ∪ Ζ* ∪ {0} Dizemos que o oposto (ou simétrico) de 2 é –2. 1. 2 Todos os números que podem ser obtidos da divisão (razão) entre 2 números inteiros são chamados números racionais e formam o conjunto: a Q =  a ∈ Z e b ∉ Z∗ b } Observe: o número b não pode ser zero.3 .5 ∈ Q 4 a) 18 b) 3 = 6 ∈ Q 25 . então 7 : 2 = 7 = 3.2.5 ∉ Z) -5 ∈ R) 1.5 (impossível.

1. ∈ Q 3 Atenção: Vemos que representação decimal de um número racional: 1) ou é exata ( 7 = 1. portanto..AC-02 c) 10 = 3..4142135624.2. Note que todo número natural é também inteiro.636363. 2 ∉ Q 3. formamos o conjunto R dos números reais. 2.Conjunto dos Números Reais: R Existem números cuja representação decimal não é exata e nem periódica.= π ∉ Q Unindo o conjunto de todos esses números com o conjunto dos racionais. São chamados irracionais.1415926535.333 ...75) 4 7 = 0.) 11 2) ou é periódica ( Quer dizer: na divisão de 2 inteiros. números racionais. ou a conta termina ou prolonga-se repetitivamente (dízima períodica).4 . portanto: N ⊂ Z ⊂ Q ⊂ R 26 . todo inteiro é também racional e todo racional é também real. não sendo....

5 .AC-02 2. 2.Reta Numérica Uma representação muito prática para o conjunto R é ada por uma reta (Fig.Conjunto dos reais não negativos (inclui o zero) R+ = {X ∈ R x≥0 } .Conjunto dos reais estritamente negativos (não inclui o zero) R* = x ∈ R − { x < 0 } Subconjuntos de R como esses recebem o nome de intervalos.3). 27 . Podemos associar cada um dos seus infinitos pontos a um número real e vice-versa.Conjunto dos reais estritamente positivos (não inclui o zero) * R+ = {x ∈ R x > 0} . Um intervalo chama-se fechado quando possui os dois números extremos. São importantes os seguintes subconjuntos de R: .2.Conjunto dos reais não positivos (inclui o zero) R − + = {x ∈ R x ≤ 0} .

0] R* = ]0.1).AC-02 Exemplo: O conjunto dos infinitos números reais que vão de 2 até 5. pode ser indicado {x ∈ R | x ≥ 2 e x ≤ 5} ou simplesmente {x ∈ R Graficamente: | 2 ≤ x ≤ 5}.∞] + R* = ]-∞. podendo ser indicado ]-3.∞ [ R. Um intervalo chama-se aberto quando não possui os dois números extremos.1[ ou mesmo (3. ou ainda [2 . {x∈R  0 < x ≤ 6} = ]0 .= ]-∞. 5]. ∞[ (intervalo aberto à direita) Note ainda que: R+ = [0. Graficamente: Podem surgir também casos como os que seguem. Exemplos: 1 . é um intervalo aberto. inclusive estes.O conjunto {x ∈ R | -3 < x < 5}. 6] (intervalo aberto à esquerda) {x∈R  x ≥ 3} = [3 . de todos os números reais entre -3 e 1.0[ − 28 .

A . É conveniente arrumar as retas com Logo A ∪ B = {x ∈ R | x > 2} A ∩ B = {x ∈ R | 3 < X ≤ 6} A – B = {x ∈ R | X > 6} B .Dados os conjuntos A = {x | x ∈ R e x > 3} e B = {x | x ∈ R e 2 < X ≤ 6}. que se indica por |x| .Definição Sendo x ∈ R . define-se módulo ou valor absoluto de x. A ∩ B. visualizemos os conjuntos A e B representando-os graficamente.B .3 .x se 29 . A ∪ B.AC-02 2 . encontrar e B .1 . através da relação: |x | = x se x ≥ 0 x < 0 ou |x| = . os números mesmas posições.Solução: Inicialmente.3.A = {x ∈ R | 2 < X ≤ 3} 2.MÓDULO 2.A.

b)c = ac. b > 0 e c ∈ R (ab)c = abc . ⇔ x = 0 |xy| ∀x ∈ R |x | + |y | |x | . c ∈ R (a. por exemplo. temos: |+2| = +2. ∀x ∈ R = 0.ac = ab+c .Propriedades Decorrem da definição as seguintes propriedades: I II III IV V VI VII |x | |x | ≥ 0.POTÊNCIA DE EXPOENTE REAL Sendo a um número real positivo. pode-se determinar para cada número b ∈ R (racional ou irracional) um único número ab.4 . |y | = |x|2 = x2.3. que denominamos potência de base a e expoente b de modo que se verifiquem as propriedades: P1 ab.| = + 5 5 − 2 = + 2 .2 . |0| = 0. + 3 = + 3 2. Assim.AC-02 Isto significa que: 1) o módulo de um número real não negativo é igual ao próprio número. 3 3 |.bc . |-7| = +7. c ∈ R P2 P3 30 . |x + y | |x | ≤ a ≤ e a > 0 ⇔ -a ≤ x ≤ a x ≥ a |x | ≥ a e a > 0 ⇔ x ≤ -a ou 2. 2) o módulo de um número real negativo é igual ao simétrico desse número.

825 2) 4 < 7 ⇒ 24 < 27 2 < 3 ⇒ 3 2 e < 3 3 14 ( ) 2 17 > ( ) 2 1 1 e( )2 > ( )3 3 3 e 1 ( )π > 5 1 22 ( ) .828 20.5 = 21 .000.5 . c ∈ R ac = a P5 ac ac ( ) = c . temos: 1) a > 0 ⇒ ab > 0 (sempre) 2) b > c ⇔ ab > ac para a > 1 3) b > c ⇔ ab < ac para 0 < a < 1 Exemplos: 1) 21.80 ≅ 1.5.AC-02 P4 ab b-c .1. 20.414 = 2.741 2π ≅ 8.1 .7 5 π < 22 ⇒ 5 π < 522 / 7 7 2.Definição Dá-se o nome de logaritmo a todo expoente cuja base é positiva e diferente de um.LOGARITMOS 2. b e c números reais. Exemplos: a) 23 = 8 ⇔ 3 é igual a logaritmo na base 2 do número 8 31 . b > 0 e C ∈ R b b Observações: Dados a ∈ R+.5 ≅ 2.

a ≠ 1 4 log 81 = 4 a então a4 = 81 e ⇒ a = ± 81 = ± 4 34 a = 3 a = .AC-02 1 1 b) ( ) 4 = ⇔ 4 é igual a logaritmo na base 1/2 do número 2 16 1/16 c) 1/9 3−2 = 1 ⇔ -2 é igual a logaritmo na base 3 do número 9 onde 0 < a ≠ 1 b > 0 C = logab⇒ ac = b Nomenclatura: 1) c é logaritmo 2) a é a base 3) b é o logaritmando Exemplos: 1) Calcular. pela definição. pela definição. o valor do logaritmando : logx = 3 2 Solução: logx = 3 ⇒ 23 = x 2 ⇒ x = 8 32 .3 (não convém) a = ± 3 ⇒ 3) Calcular. log81 3 Solução: log81 = c ⇒ 3c = 81 ⇒ 3c = 34 ⇒ c = 4 3 2) Calcular a pela definição: log 81 = 4 a Solução: a > 0.

bn) = loga b1 + loga b2 + … + loga bn desde que 0 < a ≠ 1 e b1 . c > 0 33 ... propriedade: logaritmo do produto loga (b1 .2 . valem as propriedades: alog a =b 2) loga 1 = 0 3) loga a = 1 4) b = c ⇔ loga b = loga c α 5) loga a = α Exemplos: a) 2 log2 5 = 5 (o logaritmo de 1 é sempre zero) b) log5 1 = 0 c) log5 5 = 1 d) log5 x = log5 2 ⇔ x = 2 e) log5 52 = 2 2. b2 .b2. b c > 0 e α ∈ R..5.b3... bn > 0 2a. propriedade: logaritmo do quociente b loga ( ) = loga b − logac c desde que 0 < a ≠ 1 e b.Propriedades dos Logaritmos 1a.. 1) b > 0.AC-02 4) Calcular log2 3 64 Solução: log2 3 64 = x ⇒ 2 x = 1 64 3 ⇒ 2 x = 1 6 3 (2 ) ⇒ 2x = 22 ⇒ ⇒ x = 2 Como conseqüências imediatas da definição. vem que sendo 0 < a ≠ 1..

propriedade. log e b a 0 < a ≠ 1 e b > 0 α ∈ R Conseqüências: 1a. propriedade: logaritmo da potência log desde que bα a = α . log a b Exemplos: 1) Calcular log3(9.) log a b = − log a 1 b = log 1 a 1 b 2a) log a n b = log a b1 / n = 1 n .27) = log39 + log327 = 2 + 3 = 5 8 2) Calcular log2( ) 64 Solução: 8 Pela 2a. propriedade. 4 = 20 4) Calcular log 7 5 73 34 .log264 = 3 – 6 = -3 64 3) Calcular log3(815) Solução: Pela 3a propriedade log3(815) = 5 log381 = 5 .27) Solução: Pela 1a.AC-02 3a. log3 log(9. log2( ) = log28 .

b ≠ 1 1) Passar o log416 para a base 2.log77 = . c são números reais e positivos.1 = 5 5 5 4a propriedade: mudança de base Se a. sendo a ≠ 1 e c ≠ 1 então: logab = logac . b. b e c números reais 1) b > c ⇔ loga > loga se a > 1 b c b > 1 ⇒ logb > log1 se a > 1 logb > 0 a a a b 1 b 0 < b < 1 ⇒ loga < loga ⇒ loga < 0 2) b > c ⇔ logb < logc se 0 < a < 1 a a 35 .AC-02 Solução: log 7 5 7 3 = log7 73/5 = 3 3 3 . log416 = 2) log 2 3 = log2 16 log 2 4 log3 3 1 = log3 2 log3 2 + R* Observações: Dados a ∈ positivos. - {1}. logcb que também pode ser escrito: log Conseqüência: a b = log log c c b a loga b = Exemplos: 1 loga b .

7183 é um importante número irracional. 36 . Indica-se o logaritmo de b > 0 na base e pelo símbolo: ln b Obs: e ≅ 2.3 .5 > 2 log0.5 ⇒ 0 < x < 2 4) log5 10 5) log2 x > > 0 2 log5 ⇒ 10 log1 / 2 x > 2 < 0 e 2.AC-02 b 1 b b > 1 ⇒ log a < log a ⇒ log a < 0 se 0 < a ≠ 1 0 < b < 1 ⇒ log a > log a ⇒ log a > 0 b 1 1 Exemplos: 1) 7 > 5 ⇒ log 7 2 > log 5 2 e log 7 1/ 2 < log 5 1/ 2 2 3 2 3 2) 2 < 3 ⇒ log5 < log5 e log1 / 2 > log1 / 5 x 3) log0.Logaritmos Especiais Os logaritmos dos números reais positivos de base denominam-se logaritmos decimais ou de Briggs. conhecido por número de Euler.5. Indica-se logaritmo de b > O na base 10 pelo símbolo: log b Os logaritmos dos números reais positivos de base e denominam-se logaritmos neperianos.

1 . ângulo I diz-se convexo. Em relação a uma circunferência. no centro ou na circunferência.1. dividimo-lo em duas regiões.NOÇÕES BÁSICAS (III) 3. um ângulo pode ocupar duas posições principais: ângulo central e ângulo inscrito. que recebem o nome de ângulos.1.GEOMETRIA Como conceitos.1 .AC-02 3 . 37 . a geometria e abordada neste capítulo limita-se a o definições resultados vistos.1 .Geometria Plana 3.Ângulo Traçando num plano duas semi-retas de mesma origem. apresentaremos assunto da maneira mais breve e direta possível. 3. o ângulo II côncavo. Note que dois ângulos retos consecutivos formam um raso e dois rasos consecutivos formam um ângulo de uma volta.1. O ângulo. As semi-retas formam os lados do ângulo e sua origem é o vértice do Os ângulos convexos recebem nomes especiais conforme sua abertura. conforme o vértice esteja. respectivamente.

2 . Ângulos o. portanto.1.p. Os ângulos resultantes são. Ângulos opostos pelo vértice (o.v.) são aqueles formados por duas retas concorrentes. são sempre 38 . assim: ângulo central → mesma medida do arco subtendido ângulo inscrito → metade da medida do arco subtendido 3. congruentes (mesma medida).1.p.v.AC-02 Para medir ângulos usamos as mesmas unidades empregadas na medida de arcos. 3a ) congruentes.Outras Definições Importantes 1ª) Duas retas no mesmo plano podem ser: 2a) Bissetriz é a semi-reta que eqüiparte um ângulo.

Propriedade da mediatriz: os seus pontos eqüidistam dos extremos do segmento. 39 . tangente ou secante (respectivamente se não intercepta a circunferência ou intercepta em um ou dois pontos). 5a) Mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a ele por seu ponto médio. c) replementares quando sua soma é 360°. Exemplos: 20o é o complemento de 70o. 6a) Dois arcos (ou dois ângulos) dizem-se: a) complementares quando a soma é 90°. Exemplos: 140o é o suplemento de 40o. Exemplos: 160° é o replemento de 200°. caso contrário dizem-se oblíquas. 7a) Em relação a uma circunferência.AC-02 4a) Se duas retas concorrentes formam ângulos retos. b) suplementares quando sua soma é 180°. elas se dizem perpendiculares (r ⊥ s). uma reta pode ocupar três posições: externa.

Acutângulo: os 3 lados agudos (menores que 90°). 3.1.AC-02 . 40 .3 .1.Obtusângulo: um ângulo obtuso (maior que 90°).Escaleno: os 3 lados desiguais.Altura (relativa a um lado) É o segmento perpendicular a esse lado (ou a seu prolongamento) que o une ao vértice oposto.Eqüilátero: os 3 lados iguais. e . Classificação quanto aos ângulos: .Isósceles: 2 lados iguais.Retângulo: um ângulo reto (90°) .Triângulos Classificação quanto aos lados: .Propriedades da reta tangente: ela é perpendicular ao raio que passa pelo ponto de tangência. e . . .

. o ponto de interseção das bissetrizes dos ângulos . Propriedade do incentro: é o centro da circunferência inscrita no triângulo. .AC-02 As três alturas de um triângulo interceptam-se num mesmo ponto. As três medianas encontram-se no ponto chamado baricentro.Incentro É internos. chamado ortocentro do triângulo.Circuncentro É triângulo o ponto de interseção das mediatrizes dos lados do 41 .Mediana (relativa a um lado) É o segmento que une o ponto médio desse lado ao vértice oposto.

duas séries de segmentos respectivamente 42 .4 .1. = . = k (k chama-se razão de semelhança).Propriedade Dois triângulos semelhantes têm os ângulos correspondentes congruentes e.Teorema das Paralelas (ou de Tales) Um feixe de retas paralelas determina sobre duas retas transversais. Assim. = . eles são semelhantes.AC-02 Propriedade do circuncentro: é o centro da circunferência circunscrita ao triângulo. reciprocamente. . proporcionais. se dois triângulos têm os ângulos respectivamente congruentes. a b c .Semelhança de Triângulos Dois triângulos são semelhantes (~) quando seus lados homólogos (correspondentes) são proporcionais. a b c .Lei Angular de Tales "A Soma dos três ângulos internos de um triângulo é sempre igual a dois retos (180o) .1. B = B'. C 3. ∆ ABC ~ ∆ A'B'C' ⇔ A = A'.

AC-02 Exemplos: .Relações Métricas no Triângulo Retângulo Ao lado maior de um triângulo retângulo damos o nome de hipotenusa. a2 = b2 + c2 Na figura abaixo. Para válidas: todos estes segmentos h2 b2 c2 bc as seguintes relações são = = = = mn na am ah 43 . h é a altura relativa à hipotenusa a e a divide nos segmentos m e n. A mais importante relação métrica é a de Pitágoras: "O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”. aos outros dois catetos. Assim.

x = 5. desprezamos o resultado negativo. 2. quanto vale x? Solução: Trata-se de um triângulo retângulo onde a hipotenusa mede 13.1. 44 . pela relação de Pitágoras: 132 = 122 + x2 ⇒ 169 = 144 + x2 ⇒ x2 = 169 – 144 ⇒ ⇒ x2 = 25 ⇒ x = ± 25 = ± 5 Por tratar-se de um problema geométrico. Logo. nos quais podemos aplicar a relação de Pitágoras: l 2 l2 = ( ) + h2 ⇒ l2 = 2 ⇒ h2 − l2 l2 = h2 ⇒ h2 = l 2 − 4 4 ⇒ 3l 2 3l 2 3 ⇒ h = ± ⇒ ± hl= l 3⇒ 4 4 22 3. No triângulo da figura. Qual é a altura de um triângulo eqüilátero (lado l )? Solução: A altura divide o triângulo em dois triângulos retângulos congruentes.1. Qual é a diagonal de um quadrado (lado l )? Solução: Por Pitágoras vem: d2 = l 2 + l 2 ⇒ d2 = 2l2 ⇒ d = ± d = l 2 2l 2 = ± l 2 ⇒ 3.Área dos Principais Polígonos .Paralelogramo: é um quadrilátero com os lados opostos paralelos.AC-02 Exemplos: 1. Logo.5 .

Suas duas diagonais são perpendiculares entre si. Também equivale à metade paralelogramo.Losango: é um paralelogramo com todos os lados congruentes.Triângulo: sua área é a metade da de um paralelogramo. . A = B → b → apenas de um (B + b).Quadrado: é um retângulo com todos os lados congruentes. .Retângulo: é um paralelogramo com todos os ângulos retos. sendo inscritíveis em centro do polígono regular. A = D → b → D.AC-02 . d 2 diagonal maior diagonal menor Polígonos Regulares: têm todos os lados e todos os ângulos respectivamente circunferências.Trapézio: é um quadrilátero com dois lados paralelos. . 45 . Apótema (m) é a distância do lado ao congruentes. h 2 base maior base menor .

52 = 42 + h2 = h = 3 A = b . Solução: B = 6 cm  h = 40 mm = 4 cm  ⇒   b = ?  ( B + b) h (6 + b) 4 ⇒ 28 = ⇒ 28 = (6 + b) 2 ⇒ 2 2 28 = 12 + 2b ⇒ 28 − 12 = 2b ⇒ 2b = 16 ⇒ b = 8 cm A= 46 . 3 = 21 dm2 4. 12 = 48 km 2  ⇒ A = 2 = h = 12 km  2 Solução: 5. h = 7 . Qual o lado do quadrado de área 81 m2? Solução: A = l 2 ⇒ 81 = l 2 ⇒ l = 81 = 9 m 2.AC-02 Chamando de p à metade do perímetro (semi-perímetro) do polígono regular. Calcule a outra base. Calcule sua área.h 8 . h = 4 . b = 8 km  b. Qual a área do paralelogramo de base 7 dm e altura 3 dm? Solução: A = b . Um trapézio de área 28 cm2 tem uma base medindo 6 cm e a altura 40 mm. Solução: Por Pitágoras. Calcule a área do triângulo da figura ao lado. 3 = 12 cm2 3. Um retângulo tem um lado medindo 4 cm e a diagonal 5 cm. sua área é dada por: A = p.m Exemplos: 1.

a área procurada é 16 .AC-02 6. Qual a área do triângulo eqüilátero de lado l ? Solução: A altura do triângulo eqüilátero é dada por h = l 3 . Solução: A = D. uma infinidade de figuras geométricas tais como as representadas a seguir 47 .h Logo sua área será: A = = 2 l l 3 2 2 = l 3 2 4 3.44 m2 8. 2 b.4π = 3. Calcule a área do losango com diagonais medindo 12 dm e 10 dm. "soltas" no espaço.d 12 .1.Geometria Espacial Se raciocinarmos espacialmente.2 . 10 = = 60 dm 2 2 2 7. podemos imaginar. Calcule a área da região hachurada: Solução: No quadrado – A = l 2 = 42 = 16 m2 No círculo – A = r2π = 22π = 4π m2 Logo.

3a ) Dizer que uma reta r fura um plano α equivale a dizer que entre eles há apenas um ponto em comum.AC-02 Observe o leitor que: 1a) Dizer que uma reta r passa por um ponto P equivale a dizer que esse ponto P pertence à reta r. Se duas retas são reversas não existe um plano que passe pelas duas. duas retas distintas ou são concorrentes ou são paralelas mas. 2a) Dizer que um plano α passa por uma reta r equivale a dizer que a reta r está contida no plano α. Ou seja. nenhum plano contém simultaneamente duas retas reversas. como é o caso das retas indicadas na figura a seguir. Se considerarmos uma reta e um plano no espaço. conforme a seguir. 48 . Sabemos que. veremos que há três situações possíveis. num plano. no espaço. ocorre a situação em que duas retas nem se encontram nem são paralelas. Duas retas distintas dizem-se reversas quando não são nem concorrentes nem paralelas.

isto é. é fácil perceber que eles têm três retas por interseção e que há duas situações possíveis: as três interseções são paralelas entre si ou são concorrentes num único ponto: 49 . ou furo (ou traço) da reta no plano ( r ∩ α = { }). isto é. Agora. Entre dois planos secantes há em comum uma e apenas uma reta. isto é.AC-02 1a) Uma reta e um plano são paralelos. isto é. no caso de considerarmos três planos secantes dois a dois. não se encontram ou não têm nenhum ponto em comum ( α ∩ β = φ ⇔ α // β ). entre ela e o plano há em comum um e apenas um ponto. 1a) Dois planos são paralelos. não tem nenhum ponto comum ( r // α ⇔ r ∩ α = φ ). No caso de considerarmos dois planos no espaço há duas situações possíveis. Esse ponto é a interseção da reta com o plano. 2a) Uma reta fura o plano. 2a) Dois planos são secantes. não são paralelos. Quando dois planos são coincidentes também os consideramos paralelos ( α ≡ β ⇔ α // β ). P 3a) A reta está contida no plano ( r ⊂ α ⇔ r ∩ α = r ).

a reta t é paralela as s e perpendicular r. as retas r e s que passam pelas arestas do cubo da figura são ortogonais. Em símbolos: 3a) Duas retas reversas dizem-se ortogonais se uma paralela a uma delas for perpendicular à outra. Por exemplo. Indica-se: r ⊥ s. Outro exemplo: seja r ⊥ α. Com efeito. 2a) Um plano é perpendicular a outro se passar por uma reta perpendicular ao outro.AC-02 Ainda é interessante perceber que: 1a) Se uma reta é perpendicular a um plano ela é perpendicular a duas retas concorrentes desse plano. Na verdade ela será perpendicular também a todas as outras infinitas retas do plano que passam pelo ponto de interseção. Qualquer reta s do plano α que não passe pelo traço P de r em α é ortogonal a r: 50 .

O volume é dado pelo produto de suas três dimensões (comprimento. Pitágoras. vemos que é necessária a medida x para calcular o por volume. Mas podemos.AC-02 conduzindo uma reta t // s por P vemos que t ⊥ r Dentre os mais variados tipos de sólidos imagináveis. Logo. calcular a medida y (diagonal de uma das faces): 51 . largura e altura): VParalelepípedo = a b c A área de sua superfície externa (área total) é a área dos seis retângulos: At= ab + ab + bc + bc + ac + ac = 2ab + 2bc + 2ac At = 2(ab + bc + ac) 2o) Cubo É um paralelepípedo retângulo. vamonos deter a dois casos particulares: 1o) Paralelepípedo retângulo É limitado por seis retângulos. a . mas formado por seis quadrados iguais. a Vcubo = a3 ⇒ A área dos seis quadrados é a área total: At = 6a2 Exemplo: Qual o volume do paralelepípedo retângulo cuja diagonal mede 7 cm e duas de suas dimensões medem respectivamente 2 cm e 3 cm? Solução: Esboçando uma figura e nela marcando os dados do problema. V = a . dois a dois paralelos e congruentes. tem iguais todas as arestas. anteriormente.

novamente. pois qualquer cateto é sempre menor que a hipotenusa.3 . o cosseno e a tangente do ângulo α seriam. o seno.AC-02 y2 = 22 + 32 ⇒ y2 = 13 ⇒ y = Usando Pitágoras. o seno.Trigonometria no Triângulo Retângulo Num triângulo retângulo.TRIGONOMETRIA 3. 6 = 36 cm3 3. o cosseno e a tangente do ângulo β. o volume será: V = 2 . se dividimos a medida de um cateto pela medida da hipotenusa obtemos sempre um número menor que um. seriam: sen β = b a cos β = c a tg β = b c 52 . respectivamente: sen α = c a cos α = b a tg α = c b Por outro lado.1 . senos e cossenos de ângulos agudos são números compreendidos entre O e 1. também é retângulo) obtemos: 13 no triângulo maior (pois 72 = ( 13 )2 + x2 ⇒ 49 = 13 + x2 ⇒ x2 = 36 ⇒ x = 6 Logo.2.2 . seno de um ângulo agudo = cateto oposto hipotenusa cateto adjacente hipotenusa cosseno de um ângulo agudo = tangente de um ângulo agudo = cateto oposto cateto adjacente Assim. No triângulo da figura anterior.

Dividindo agora um pelo outro.α) e sen α = cos (90o . isto é. α + β = 90o. tg β = sen β cos β de um ângulo agudo são dois Vimos que seno e cosseno números positivos menores que um. Na mesma figura. Abreviadamente: cos α = sen (90o . Logo: O cosseno de um ângulo é igual ao seno do seu complemento (donde o nome cosseno) e. sabemos que os ângulos agudos de um c a Por outro triângulo retângulo são complementares. o resultado poderá ser um número menor. 53 . respectivamente. dependendo apenas do primeiro ser menor. reciprocamente. igual ou maior que o segundo. o seno é igual ao cosseno do complemento. igual ou até maior que um.α) c sen α c = a ⇒ tg α = 2o) tgα = b cos α b a Analogamente. No triângulo ao lado temos.AC-02 Podemos notar que: 1o) sen α = cos β = cos α = sen β = b a lado. podemos agora escrever: tg β = b c Exemplos: 1.

Solução: Tomando o complemento dos arcos dados.eqüilátero ângulos internos têm l) três 60°. Calcule o valor de sen(60o)e sen(30o).Como a sua altura é dada por h = l 3 2 l 3 h sen 60°) = ( = 2 ⇒ sen 60°) = ( l l l 1 cos(30°) = 2 ⇒ cos(30°) = l 2 3 2 3. pois a diagonal forma 45o com o lado. cós(45°) e cos(60°). Calcule o valor de sen(45o). Solução: Recorremos um quadrado (lado l ). Solução: (lado Recorremos pois seus a um triângulo. Calcule o valor do cos(30o).AC-02 4 4 ^  5 5 = 4 em relação a ˆ : B  ⇒ tg B = ^ 3 3 3 cos B =  5 5  sen B = ^ 3 3 ^ ^  5 5 = 3 em relação a C :  ⇒ tg C = ^ 4 4 4 cos C =   5 5 sen C = ^ 2. vemos que: cos(30°) = sen 60°) = ( cos(45°) = sen 45°) = ( 54 3 2 2 2 . Como a diagonal de um quadrado é dada por d = l 2 sen(45 o ) = l l 1 2 racionalizando = =    → sen(45°) =  d l 2 2 2 4.

Correspondência entre radiano e grau: 2π rad = 360o π rad = 180o π rad = 90o 2 55 .2. assim como cabem 360 graus. Solução: tg 30°) = ( sen 30°) ( = cos(30°) 1 2 = 3 2 2 2 = 1 2 2 3 2 = 1 2 3 3 tg 45°) = ( sen 45°) ( = cos(45°) sen 60°) ( tg 60°) = ( = cos(60°) 3. e meia circunferência tem π radianos. Radiano é um arco de comprimento igual ao do raio da sua circunferência.AC-02 cos(60°) = sen 30°) = ( 1 2 5. em uma circunferência cabem cerca de 6. a circunferência toda tem 2π radianos (pois é 2π vezes maior que o raio). Logo. Em outras palavras. tg(45°) e tg(60°).28 radianos.2 . Calcule tg(30°).Radiano 3 É uma unidade muito utilizada em trigonometria.

substituir a noção de ângulo pela noção correspondente de arco.AC-02 Vimos que 90° = rad ou que 270o = π π rad e podemos ver facilmente que 45o = 2 4 3π rad. Exemplos: a) 60 o = b) 60.3 . 2 Para converter qualquer medida de uma unidade para outra basta utilizar a seguinte proporção: medida em graus medida em radianos = 180 π ou a equivalente regra prática: de grau para radiano: multiplicar por π e dividir por 180 de radiano para grau: multiplicar por 180 e dividir por π. 56 .2. e 180 3 3π 3π 180 rad = = 270° 2 2 π Neste ponto da teoria. inicialmente.π π = rad .Circunferência Trigonométrica Estudamos até aqui relações trigonométricas só para os ângulos agudos. Para um estudo mais generalizado da trigonometria devemos. o leitor já está em condições de entender e decorar a seguinte tabela: π (30°) 6 Seno Cosseno Tangente 1 2 π (45°) 4 π (60°) 3 2 2 1 2 2 3 1 2 3 3 2 3 2 3 3.

Ciclo trigonométrico: é uma circunferência orientada possuindo: 1o) raio unitário. se formos de A para B no sentido horário. B. na circunferência da figura. pelo menos: 1o) um arco AB positivo. AB negativo. III. 2 b) O arco que vai de A até B' no sentido anti-horário mede 3π rad (ou 270o). A' e marcam B'.0) chamado origem dos arcos. indicados por I. 2o) um arco. 2o) Se for feita do sentido horário. de coordenadas (1. podemos considerar quatro arcos orientados. se formos de B para A no sentido horário. 2o) centro na origem (O) de um sistema de coordenadas cartesianas. II. que no o dividem em quatro quadrantes. trigonometria adota-se como sentido positivo o sentido anti-horário. 3o ) um ponto A. IV. a medida será negativa. Exemplos: a) O arco que vai de A até B no sentido anti-horário mede π rad (ou 90o). se formos de A para B no sentido antihorário. se formos de B para A no sentido anti-horário. 3o ) um arco BA positivo. Assim. Observações: 1 ) Todas as medidas de arcos são feitas a partir do ponto A. Os ciclo os eixos pontos coordenados A. 4o) um arco BA negativo. 2 57 o .AC-02 Uma circunferência pode ser orientada em dois sentidos: do horário ou (o mesmo dos Em ponteiros relógio) anti-horário.

Logo. 2 e) O arco que sai de A.Arcos Côngruos São arcos que têm a mesma origem e a mesma extremidade. dado um arco de AM. mede 3. pois ambos começam em A e terminam em M. Todos os arcos acima não diferentes determinações trigonométrico. dá uma volta no sentido horário e continua até o ponto B. 7π rad (ou –630o).4 . 2 b) dois arcos medindo 300o e –60o.AC-02 c) O arco que vai de A até B' no sentido horário mede − π 2 rad (ou -90o )... mede 5π rad (450°). ≡ -690o ≡ -330o ≡ 30o ≡ 390o ≡ 750o ≡ 1110o ≡ . o arco AM da figura. Voltando ao primeiro exemplo teríamos: .2. c) Dois arcos medindo 5π π rad e rad. d) O arco que sai de A.. basta saber a menor 58 . Exemplos: a) Dois arcos medindo 30° e 390° são côngruos. dá uma volta no sentido anti- horário e continua até o ponto B. um interessa-nos mesmo arco somente a posição dos pontos A e M. Mas passam de na Trigonometria. 2 2 Um arco qualquer tem infinitos outros côngruos com ele..

a seguir multiplique de novo por 2π. sem alterar a posição do ponto M.d. = =2 → → . Podemos indicar todas as medidas de um arco trigonométrico AM assim: AM = x + 2kπ ∩ e AM = x + k . 2π = rad 3 3 2π 6 6 6 6 3 59 . dada a seguir: I) Sendo o arco positivo e medido em graus: efetue a divisão aproximada de sua medida por 360° (sem suprimir zeros!) e tome o resto.p. De arco trigonométrico devemos ter uma noção geral: é o conjunto de todos os arcos côngruos entre si. de 1000º 280 2 II) Sendo o arco positivo e medido em radianos: divida a medida do arco por 2π. Exemplo: 1000º→ 1000 |360º → 280º é a m.} do arco para que ele esteja bem determinado.p do arco AM K ∈ Z Quer dizer: colocando números inteiros no lugar de k vamos simplesmente alterando o número de voltas e obtendo arcos côngruos com x.p. Exemplo: 17 π 17 π 1 17 5 5 5 5π rad → .d. Existe um processo prático para encontrar a menor determinação positiva.AC-02 determinação positiva (m. extraia os inteiros da fração obtida e subtraia-os.d. 360 o ∩ x → m.

conforme seja grau ou radiano. então calcule o replemento do resultado obtido.130° = 230° 8π 8π 1 4 1 1 1 2π rad → .5 . Exemplos: 1o) -1210° → -1210° |360° → calculando o replemento: 130 360° . Logo 1000º é um arco do IV quadrante.Relações Trigonométricas Ao ciclo trigonométrico vamos associar os seguintes eixos: Ao ciclo trigonométrico são associados quatro eixos para o estudo das funções trigonométricas: 1o) eixo dos cossenos (a) _ direção: OA sentido positivo: O → A segmento unitário: |OA| = 1 2O) eixo dos senos (b) direção: ⊥ a. 2π = rad 3 3 2π 3 3 3 3 3 2π 4π = rad 3 3 3 2o ) - calculando o replemento: 2π − Para saber O quadrante de um arco basta examinar a sua menor determinação positiva. por 0 sentido positivo: de O → B sendo B tal que AM = π/2 segmento unitário: |OB| = 1 3 ) eixo das tangentes (c) direção: paralelo a b por A sentido positivo: o mesmo de b.2. que está no IV quadrante. faça como nos dois primeiros casos. = =1 → → . 60 O ∩ . 3.AC-02 III) Sendo o arco negativo: desprezando o sinal. Exemplo: 1000º tem por mdp 280º.

AC-02 4o) eixo das cotangentes (d) direção: paralelo a por B sentido positivo: o mesmo de a. Sobre estes eixos definimos kπ . 2 as seis funções trigonométricas. dado um arco a ≠ sen a) = OM1 ( cos(a) = OM 2 tg a) = AT ( cot g a) = BD ( sec(a) = OS cos sec(a) = OC A variação de I sinais dessas II + + seis funções III + + - conforme IV + + - o quadrante ao qual a pertença é dada na tabela a seguir: sen cos tg cotg sec cossec + + + + + + As seguintes relações trigonométricas são válidas: sen x cos x (R1) (R 2) (R 3) (R 4) (R 5) tg x = para x ≠ π 2 + kπ cot g x = sec x = cos x 1 = tg x sen x para x ≠ para x ≠ kπ π + kπ 2 1 cos x 1 sen x cos sec x = para x ≠ kπ para x ≠ sec2 x = 1 + tg2 x π 2 + kπ 61 .

4O ) Seno ← inverso de → cossecante Cosseno ← inverso de → secante Tangente ← inverso de → cotangente O ou cos2x = 1 . então a cotg x = . 5 2 1.cos2x (RFT1) Observe que: 1 ) seno e cosseno são definidos para qualquer arco.AC-02 (R 6) cos sec 2 x = 1 + cot g 2 x para x ≠ kπ E ainda a Relação Fundamental (RFT): sen2x + cos2x = 1 Desta forma. Solução: O valor da secante é o inverso do cosseno e vice-versa. logo: 1°) cos x = 62 1 1 = sec x 2 .sen2x (RFT2) Exemplos: 5 2 .. Dada a sec x = 2 . x < π 2 . 270° e seus côngruos. então a cossec x = − . calcule as outras cinco funções trigonométricas do arco x. 5 2. a) se o senx = − b) se o cos x = 1 . então a sec x = 4 . sen2x = 1 . 2O) tangente e secante não são definidos para 90°. 180° e seus côngruos. 3O) cotangente e cossecante não são definidas para 0°. 4 1 c) se o tgx = −5 .

sen x 3. Simplificar a expressão: Solução: Parra isso. Demonstrar a identidade: cos x . e um produto notável no segundo: cos x . calcular cos x. sec x – tg x . cos x = (1 + sen x) (1 . vamos substituir as relações RFT2 e R2 na expressão: 1 − sen 2 x cos2 x cos2 x = = = cos x cos x cot gx . 1 senx − . cos x = 12 − sen2x ⇒ cos x cos x ⇒ 1 − sen 2x = 1 − sen 2x 5. Neste exercício aplicamos R3 e R1 no primeiro membro. para o qual as funções expressas se definem.AC-02 1 2°) sen x = 1 − cos x = 1 −    2 2 2 2 = 1 − 1 3 = ⇒ 4 4 3 2 ⇒ senx = ± 3°) cos sec x = 3 Iquadr      → senx =  2 1 = senx 3 2 = 1 2 1 = 3 2 2 2 3 racionalizando        → cossec x = 3 3 4°) tgx = senx = cos x 3 5°) cot gx = 1 = tgx 1 = 3 3 3 1 − sen2 x cot g x . sen x . senx . 2 63 . Sendo tgx = 3 e π < x < 3π .sen x) Solução: Demonstrar uma identidade é demonstrar que a igualdade é verdadeira para qualquer valor da variável. Podemos para isso empregar relações ou identidades anteriormente demonstradas. senx cos x senx senx 4.

2. conforme a figura a seguir: Então.: se α < 90° então cosα > 0 e a2 < b2 + c2 se α > 90o então cosα < 0 e a2 > b2 + c2 se α = 90o então cosα = 0 e a2 = b2 + c2 a b c = = sen α sen β sen γ Lei dos Senos 64 . respectivamente.6 . a2 = b2 + c2 – 2bc cosα Lei dos cossenos Obs. b e c as medidas dos lados de um triângulo qualquer e α. opostos aos lados. β e γ as medidas dos ângulos.Trigonometria num Triângulo Qualquer Seja a. temos: sec 2 x = 1 + tg 2 x ⇒ sec 2 x = 1 + ( 3) 2 = 1 + 3 = 4 ⇒ R3 sec x = ± 4 = ±2    → cos x =  1 1 1 III Quadr = ±      → cos x = −  sec x 2 2 3.AC-02 Solução: Utilizando a R5.

pois 45o e 30o são arcos de valores trigonométricos já conhecidos.7 . sen b cos(a-b) = cos a . cos b + sen a . cos b – cos a . vem: sen 75O = sen(45o + 30o) = sen 45o .29 sen 75°) = ( 2 3 . sen b sen (a+b) = sen a cos(a+b) = cos a . tg b Diferença (ii) sen(a-b) = sen a . cos b – sen a . = 2 2 6 2 + = 4 4 6 + 4 2 = 3. através das fórmulas seguintes: (i) Soma . Utilizando a primeira fórmula. 29 65 . tg b Em resumo.Adição e Subtração de Arcos Conhecidos quaisquer. + 2 2 2 1 . sen b tg(a+b) = tg a + tg b 1 − tg a . sen 30o 3. Calcular o valor de sen(75o) Solução: Vamos escrever 75o como a soma de 45o e 30o. sen(a±b) = sen a cos b ± cos a sen b cos(a±b) = cos a cos b tg(a±b) = tg a ± tg b 1 m tg a tg b m sen a sen b Exemplos: 1. sen b tg(a-b) = tg a − tg b 1 + tg a .2.AC-02 3. podemos os valores os trigonométricos valores para o de dois arcos (ou calcular arco soma diferença) desses dois arcos. cos 30o + cos 45o . cos b + cos a .

Calcule tg(15o) Solução: Basta escrever 15° como a diferença entre 45° e 30°. 3 3 o o 1 − 3 3 = 3 − 3 + 3 racionalizando (3 − 3)(3 − 3) 9 − 6 3 + 3 ( ) ⇒ = = 2 − 9 − 3 3 o deno min ador (3 + 3)3 − 3 ( ) 3 3.e 2 2 dados 12 4 e cos y = . + . sen x + y) = ( 12 4 − 5 3 33 . e utilizar a fórmula da diferença: tg 15o = tg 45o ( 3 − 3 tg 45 − tg 30 3 − 30o) = = = = 3 3 + 3 1 + tg 45o . tg 30o 1 + 1. sen x = Sabendo que π π < x < π e 0 < y < . 13 5 Solução: sen (x + y) = sen x cos y + cos x sen y Pela RFT: 144 25  12  (i) cos x = 1 − sen x = 1 −   = 1 − = ⇒ 169 169  13  2 2 2 cos x = ± 25 5 5 (II Quadr) =±       → cos x = −  169 13 13 4 (ii) sen y = 1 − cos y = 1 −   5 2 2 2 = 1 − 16 9 = ⇒ 25 25 sen y ± 9 3 3 (I Quadr) = ±      → sen y = 25 5 5 Logo.AC-02 2. = 13 5 13 5 65 66 . Calcule cossec 285° Solução: cos sec 285° = 1 sen 285o = 1 − sen 75o = − 1 = 6 + 2 4 − 4 = 6 + 2 2 − 6 4. calcule sen(x+y).

2. bastando para isso usar as fórmulas da soma.: 12 1 cos2x = ( ) = 4 16 sen2 x = 1 − cos2 x = 1 − Logo. usando a R. cos a + cos a . Sendo cos x = . podemos calcular esses valores para o arco que é o dobro do arco dado. Mas.F. cos a – sen a .Arco Duplo Conhecidos os valores trigonométricos de um arco qualquer. Calcu1e cos 2x. sen 2a = sen (a + a) = sen a .AC-02 3.T. calcule sen 2x. 4 Solução: cos 2x = cos2x – sen2x.8 . Sendo sen x = Solução: sen 2x = 2 sen x cos x 67 . a ≠ kπ π π + kπ. cos 2x = 1 15 = 16 16 1 5 14 7 − = − =− 16 16 16 8 5 . a ≠ + 2 4 2 Exemplos: 1 1. sen a sen 2a = 2 sen a cos a cos 2a)= cos (a + a) = cos a .tg a tg 2a = 2 tg a 1 − tg a 2 . sen a cos 2a = cos2a – sen2a tg 2a = tg(a + a) = tg a + tg a 1− tg a . e 6 π < x < π . 2 2.

sen q = 2 cos . Fatore a expressão sen 70° – sen 20° Solução: Fazemos p = 70° e q = 20° e utilizamos a segunda fórmula de prostaférese: sen 70o − sen 20o = 2 cos 70o + 20o 70o − 20o .T 25 11 5 cos2 x = 1 − sen 2 x = 1 −   = 1 − = ⇒ 36 36 6 cos x = ± 11 (II Quadr)       → cos x = −  36 11 6 2 5  Logo.F. sen 25o 2 68 .2 sen . sen 2x = 2.9 . cos cos p + cos q = 2 cos 2 2 p + q p − q cos p . cos 2 2 p + q p − q sen p .Transformação em Produto (fatoração trigonométrica) Podemos transformar uma soma ou diferença de funções em um produto. sen 2 2 p + q p − q .AC-02 Pela R. .cos q = . − 6   11  5 11  = −  6  18 3. sen 2 2 sen p + sen q = 2 sen Note que e p + q 2 é a semi-soma (média aritmética) dos arcos p−q é a semi-diferença. utilizando as chamadas fórmulas de Prostaférese: p + q p − q . 2 Exemplos: 1. sen ⇒ 2 2 ⇒ 2 cos 45osen 25o = 2 2 sen 25o = 2 .2.

Transforme a soma cos 95° + cos 55° + cos 15° em produto. 2 cos 55o(cos 40o + 1 ) = 2 cos 55o (cos 40o + cos 60o).x) cos x sen ( 0 − x) 90 69 .x) Isso é válido.Arcos Complementares Sabemos (x e 90° x). tg x = cotg (90o .2. para dois arcos quaisquer.10 .x) x ≠ k 180° e sec x = 1 1 = = cossec (90° . fica 40o + 60o 40o − 60o 2 cos 55 (2 cos cos = 4 cos 55o cos 50o cos(−10o) ⇒ 2 2 o ⇒ 4 cos 55o cos 50o cos 10o 3.x) e cos x = sen(90o .x) x ≠ 90° + k 180° Temos ainda: cotg x = tg (90o . a tangente de um arco é igual à cotangente de seu complemento e vice-versa.AC-02 2. desde que sua soma seja 90o (ou côngruo de 90o) Agora. também. ou seja: sen x = cos(90o . (cos 95°  95o + 15o 95o − 15o   + cos 55o ⇒ + cos 15°) + cos 55° = 2  cos cos   2 2   2 cos 55o cos 40o + cos 55o Colocando 2 cos(55°) em evidência. vejamos a tangente do complemento de um arco: cos( 0 − x) 90 senx = = cot g (900 − x) tg x = 0 cos x sen ( 90 − x) Ou seja. Solução: Podemos associar as parcelas assim. que o se de dois um é ângulos igual são complementares seno ao cosseno do outro e vice-versa. pois cos(60º) = ½ 2 Fatorando novamente a expressão entre parêntese.

Redução ao Primeiro Quadrante Para conhecer os valores das funções trigonométricas de arcos situados no II.x) tg x = .tg (180o .cos 20° 70 .11 . então o seu suplemento 180o . basta conhecer esses valores para os arcos do I quadrante. para escrever a função de um arco entre 0o e 45°.x) cos x = .AC-02 ou seja.x (ou π . a secante de um arco é igual à cossecante de seu complemento e vice-versa: sec x = cossec(90o .x) x ≠ k 180° e Observação: chamamos de octante à metade de um quadrante. Reduzir um arco do segundo para o primeiro octante significa utilizar o que foi visto acima. III e IV quadrantes.cos (180o .x) Exemplos: sen 160° = sen (180°-160°) = sen 20° cos 160° = -cos (180°-160°) = .x) x ≠ 90° + k 180° cossec x = sec(90o .x) será um arco do I quadrante. e teremos: sen x = sen (180o . conforme veremos a seguir: -Arcos no II quadrante Se x é um arco do II quadrante. Exemplos: a) sen 60° 2° octante = cos 30° 1° octante b) cos 46° = sen 44° c) tg 80° = cot g 10° d) cotg 89º = tg 1º e) sec 20º = cossec 70º f) cossec 85º = sec 5º 3.2.

tg 20° 71 . e teremos: sen x = .180o) Atenção: seno x e e x cosseno 180° são dizem-se arcos explementares negativos no III quadrante.sen (x . 100o e 280o etc .180o) tg x = tg (x .180o) cos x = . então seu replemento 360° .cos (x .sen (360° .Arcos no III quadrante Se x é um arco do III quadrante.sen 20° cos 340° = cos (360°-340°)= cos 20o tg 340° = .x) Exemplos: sen 340° = .sen (360°-340°) = . .Arcos no IV quadrante: Se x é um arco do IV quadrante. daí o sinal de menos ao fazer a redução.180 (ou x -π) será um arco do I quadrante. e teremos: sen x = .x) cos x = cos (360° .x) tg x = . Exemplos: são explementares 10o e 190 o.tg (360°. então x .x (ou 2π -x) será um arco será um arco do I quadrante.160°) = . Observação: (diferem de meia volta).tg (360° .AC-02 tg 160° = -tg (180° .tg 20° Atenção: cosseno e tangente são negativos no II quadrante.340°) = .

tg (-x) Exemplos: sen (-35°) = .sen 35° cos (-100°) = cos 100o tg (-80°) = -tg 80° Observação: as funções secante. comportam-se.AC-02 Atenção: seno e tangente são negativos no IV quadrante.sen (-x) cos x = cos (-x) tg x = . na redução ao primeiro quadrante. como as funções cosseno. Exemplo: cot g 320° = − cot g 40° ⇒ 1 1 = tg 320° − tg 40° Resumo: II → I tomar o suplemento do arco e trocar o sinal da função (exceto sen e cossec) III → I tomar o explemento do arco e trocar o sinal da função (exceto tg e cotg) IV → I tomar o replemento do arco e trocar o sinal da função (exceto cos e sec) 72 . podemos reescrever as três últimas relações assim: sen x = . respectivamente. Lembrando agora que 360°-x e -x (arco negativo) são côngruos. seno e tangente. cossecante e cotangente.

que chamaremos de eixo das ordenadas (eixo dos y). II. 73 .3 . que chamaremos de eixo das abscissas (eixo dos x). Reta Se orientadas chamam-se uma das eixos.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 3. conforme o seu sentido seja concordante ou não com o sentido positivo do eixo. As figuras mostram possíveis posições do ponto P em cada um dos quadrantes: Chamamos de medida algébrica de um segmento orientado em relação a um eixo o módulo do segmento acompanhado de sinal (+) ou (-). teremos: 1o) um eixo horizontal. 2o) um eixo vertical.O Ponto Num plano α tomemos duas retas perpendiculares num ponto O e oriente-mo-las conforme a figura. retas convencionarmos horizontal e a outra vertical. que são numerados I. Estes eixos dividem o plano cartesiano em quatro regiões chamadas quadrantes.3. r // Ox e s // Oy. Tomemos agora no plano um ponto P (qualquer) e por ele conduzamos duas retas r e s.AC-02 3. III e IV.1 .

ao ponto P. Três casos podem ocorrer conforme as figuras seguintes: 74 . Marquemos dois pontos A(xa. yp). Dessa maneira.yp de ordenada do ponto P. existe no plano α um único ponto P a ele associado. e . coordenadas Reciprocamente. 4a. da figura.) Todo ponto de abscissa igual ao oposto da ordenada esta na bissetriz dos quadrantes (II) ou (IV) .2). chamamos: . Observações: 1a. Exemplo: G(2. Exemplo: E(O. do plano α.) Todo Todo Todo ponto ponto ponto de de de abscissa ordenada abscissa nula nula igual pertence pertence a ao ao eixo eixo está das das na ordenadas e reciprocamente.) 2a. associamos um único par ordenado de números reais (xp.AC-02 Considerando os segmentos orientados OM e ON. Exemplo: F(4. yb). respectivamente. yp) que chamamos de do ponto P. de medidas algébricas xp e yp.xp de abscissa do ponto P.4).-2). abscissas e reciprocamente. a todo par ordenado de números reais (xp.Exemplo: H(2.) 3a. A distância entre dois pontos pode ser facilmente calculada no plano cartesiano.O). ordenada bissetriz dos quadrantes (I) ou (III). ya) e B (xb.

aplicando-se Pitágoras. 3o caso: AB qualquer Finalmente. 1o ou caso seja.AC-02 1o caso: AB // Ox No d AB = xB − x A . 2o caso: AB // Oy No d AB = yB − y A 2o caso. caso: d AC = d BC = xC − xA yB − yc = = xB − x A yB − y A e para o terceiro Como o ∆ABC é retângulo. tem-se que e neste caso. tem-se a que distância entre dois pontos é a diferença entre suas abscissas (tomada em modulo). a distância entre os dois pontos é a diferença entre suas ordenadas (tomada em módulo). vem: d AB 2 = d AC 2 + d BC 2 2 2 d AB2 = (xB − xA) + (yB − y A) Diferença das Abscissas Diferença das Ordenadas ou seja: d AB = (x B − x A )2 + (y B − y A )2 75 .

então esse ponto pertence a essa reta. se as coordenadas de um ponto satisfazem a equação de uma reta. yA = 2 xB = 2. 4a ) Se um ponto pertence a várias retas. a ≠ 0 ou b ≠ 0) com a = yA – yB b = xB – xA c = xA yB .A Reta No plano cartesiano a equação geral da reta que passa por dois planos A (xA. yB = 1 ∴ a = yA – yB = 2 – 1 = 1 b = xB – xA = 2 – 3 = . então suas coordenadas satisfazem as equações de todas essas retas. 2a) Se um ponto pertence a uma reta.2) e B(2.2 . Exemplos: 1. Determinar a equação geral da reta determinada pelos pontos A(3.xB yA Observações: 1a) Devemos sempre ter em mente que a equação de uma reta determinada por dois pontos é uma relação que todos os pontos dessa reta devem satisfazer.AC-02 3. 3a) Para "pegarmos pontos de uma reta" damos valores às abscissas (x) na equação da reta e calculamos as correspondentes ordenadas (y) ou vice-versa. a equação da reta que passa pelos pontos A e B é: x – y – 1 = 0 76 .3.1). b. yB) dados é dada por: ax + by + c = 0 (a. yA) e B (xB. inclusive os dois pontos que determinam a reta.1 Logo. xA = 3. então suas coordenadas satisfazem a equação dessa reta. Solução: Do enunciado temos.1 c = xA yB – xB yA = 3 – 4 = . c ∈ R. e vice-versa.

conforme vemos na figura à seguir. Solução: Pertencerá a reta o ponto cuja (abscissa) – (ordenada) – 1 = 0 Temos.5): (-2) – (5) – 1 = .2): (3) – (2) – 1 = 0 ⇒ P ∈ r Temos. então m é zero. a Declive ou coeficiente angular de uma reta não perpendicular a Ox é o número real m tal que: m = tg α onde α é o ângulo entre r e Ox.3. 4a) Se α é reto. para o ponto P(3. então m é positivo. 2a) Se α é obtuso. Com propriedades: 1a) Se α é agudo.3 . são evidentes as .5) pertencem à reta r de equação x – y – 1 = 0.8 ≠ 0 ⇒ Q ∉ r 3. medido sempre de Ox para a reta no sentido anti-horário.2) e Q(-2. para o ponto Q(-2. 77 o auxilio da Trigonometria. formado pela reta e o eixo Ox.AC-02 2. então m é negativo. então m não é definido. Verificar se os pontos P(3. 3a) Se α é nulo.Coeficiente Angular de uma Reta Observações preliminares 1 ) Esta teoria só vale para sistemas cartesianos ortogonais. é o ângulo (α) convexo. 2a) Ângulo que uma reta forma com Ox.

Exemplos: 78 .Forma Reduzida da Equação da Reta Seja r. ou m = Por outro lado.3. na equação geral. teremos o valor de y. no plano cartesiano.4 . Se b ≠ 0. No ∆ABC. se é conhecida a equação geral de uma reta ax + by + c= O. O termo q recebe o nome de coeficiente linear e nada mais é do que a ordenada do ponto em que a reta intercepta Oy. fazendo = q. encontramos o seu coeficiente angular fazendo: m = − a b 3. teremos b b y = mx + q que é a equação reduzida da reta r. da figura temos tg α = m = m = ∆y ∆x yB − y A xB − x A . assim: by = −ax − c ⇒ y = − Mas a c x− b b a c = m e.AC-02 O coeficiente angular de uma reta pode ser determinado quando são conhecidas as coordenadas de dois pontos desta reta. uma reta cuja equação geral é ax + by + c = o.

3x + 2y -5 = O ⇒ 2y = -3x + 5 ⇒ y = m = − 3 2 3 5 x + 2 2 e q = 5 2 2.AC-02 1.2) e B(5. Determinar o coeficiente angular da reta determinada pelos pontos A(3. Solução: No gráfico A(3.0) e B(0. e A(x.5 = O e determinar o seu coeficiente angular e linear. Solução: Do enunciado. Seja m o coeficiente angular de r. Determinar o coeficiente angular da reta que passa pelos pontos A e B do gráfico.y) um ponto genérico de r (ver figura a seguir).3. y0} e todas as retas que o contém. uma dessas infinitas retas. Dar a equação reduzida da reta cuja equação geral é 3x + 2y.4) ∆y yB − y A 4 − 0 4 = ⇒ m = = − ∆x xB − xA 0 − 3 3 m = 3.Feixe de Retas Concorrentes No plano cartesiano consideremos um ponto P(x0.5 . 79 . xA = 3 e yA = 2 xB = 5 e yB = 1 m = ∆y y B − y A 1 − 2 1 = ⇒ m = = − ∆x x B − x A 5 − 3 2 3.1). Solução: Basta na equação geral isolar o y.

y + 3 = 0 5x . Solução: A equação da reta que passa por P(x0. Exemplo: Determinar a equação da reta que passa por P(2. Então: y .3) e tem coeficiente angular m = 5. y0 = 3 e m = 5. tg α = m = y − yo x − xo ou y – yo = m(x – xo) que é a equação da reta que passa por P(x0. 80 . Observação: Além das retas que têm coeficiente angular m devemos destacar a reta x = x0.3) e tem coeficiente angular igual a 5. que é paralela a Oy e portanto não tem definido coeficiente angular.3 = 5 (x -2) y – 3 = 5x-10 5x . y0) e tem coeficiente angular m. Do enunciado temos: x0 = 2.y -7 = 0 que é a equação geral da reta que passa por P(2.AC-02 Logo.10.y0) e tem coeficiente angular m é do tipo y – y0 = m(x-x0).

sejam r e s duas retas paralelas.6 . tg α1 De (i) e (ii) ⇒ (1 + tg α 2 . Temos: α2 = π + α1 2 π 2 (i) α 2 − α 1 = Mas (ii) tg α2 − α1) = ( tg α2 − tg α1 1 + tg α2 . então o coeficiente angular de uma é o oposto do inverso do coeficiente angular da outra. Sejam agora r e s duas retas perpendiculares.3. Temos: α1 = α2 Logo: mr = ms ⇒ tg α1= tg α2 Ou seja. Retas paralelas têm o mesmo coeficiente angular. Exemplos: 1. Verificar se as retas r e s dadas são paralelas ou perpendiculares. tg α1 ) = 0 ⇒ 1 + ms . mr = 0 ⇒ ms .Paralelismo e Perpendicularismo No plano cartesiano. mr = −1 ou ⇒ mr = Ou seja: − 1 ms Se duas retas são perpendiculares.AC-02 3. r : 2x − y + 3 = 0 A)  s : − 4x + 2y − 1 = 0 81 .

ms = 2. que é: − a − 2 = =2 b − 1 Pelo ponto P dado passa um feixe de retas cuja equação tem m = a forma y .-2) e é paralela à reta r: 2x -y + 3 = O Solução: O coeficiente angular da reta s procurada deve ser igual ao da reta r dada.1.Yo = m(x – x0). y + 2 = 2(x + 1) y + 2 = 2x + 2 y = 2x (equação reduzida) ou 2x .1) e é perpendicular à reta r que passa pelos pontos A(-1.y = O (equação geral) 3. Como mr = ∆y 3 − 2 1 = .  −  = . Encontrar a equação geral e a reduzida da reta t que passa pelo ponto P(0. Qual é a equação geral e a reduzida da reta s que passa pelo ponto P(-1. então r // s. então mt = -3. = ∆x 2 + 1 3 82 . vem. 2) e B(2. Substituindo. r : 2x − y + 3 = 0  B)  1 s : y = − 2 x − 1  Solução: mr = − a − 2 = = 2 e b − 1 ms = − 1 2 como mr ≠ ms ⇒ r não é paralela a s  1 mas.AC-02 Solução: mr = − a − 2 = = 2 b − 1 e ms = − a 4 = = 2 b 2 Como mr = ms.3). Solução: O coeficiente angular da reta t procurada é o oposto do inverso do da reta r dada. mr . então r ⊥ s  2 2.

4 .4. + a2x2 + a1x + a0 Grau de um polinômio P(x) é o maior expoente de x.3x + 1(equação reduzida) ou 3x + y -1 = 0 (equação geral) 3. -6 grau: 3 83 . Uma expressão é chamada monônio quando não apresenta as operações adição e subtração.. pela expressão: P(x) = an xn + an-1 xn-1 +..y3 b) a4 + 4a3b + 6a2b2 + 4ab3 + b4 Em Álgebra Elementar representamos polinômio na variável x.3x2y + 3xy2 .1) e tem coeficiente angular -3 é: y –y0 = m(x . 5x.x0) y . Exemplos: a)5x Coeficiente: + 5 Parte literal: b)-a2b5 Coeficiente: -1 Parte literal: a2b5 Uma expressão literal é chamada polinomial quando é formada por uma soma algébrica de monômios.-2. cujo termo tem coeficiente diferente de zero.POLINÔMIOS 3.1 = .AC-02 A equação da reta t que passa pelo ponto P(0.3x y = .Introdução Expressões literais são expressões nas quais representamos números por letras.-6 Onde termos: 4x3. As letras são chamadas variáveis e podem assumir quaisquer valores dentro de um conjunto de números. Exemplos: a) x3 . Exemplos: a) P(x) = 4x3 -2x2 + 5x -6 coeficientes: 4.1 .5. -2x2.

Exemplos: Dados o polinômio P(x) = x4 -2x3 + 5x -1 obter. x2.1 = -1 Quando dois polinômios assumem o mesmo valor numérico para qualquer valor de x.2.0. Determinar 2 os valores de a e b para que o polinômio (a-b)x + (2a-4)x seja identicamente nulo.1 = 9 P(0) = 04 – 2.0 . etc 2 1 -5. 0x5. 2x3.1. Indica-se por P(x) ≡ 0.2 . pois podem 2 2a) O zero é polinômio de grau não definido pois: 0 = 0xo = 0x = 0x2 = 0x3 = . 1 o x . O número que se obtém ao substituir a variável x por um número qualquer.03 + 5.-3. ∀ x Polinômios identicamente nulo são aqueles em que todos os seus coeficientes são iguais a zero.23 + 5.13 + 5.2. 5.. 5xo.. 0x.. P(x) ≡ 0 ⇔ P(x) = 0. podemos dizer que os números reais diferentes de zero são polinômios cujo grau é zero. P(1) = 14 . ser escritos 3xo. eles são ditos idênticos: P1(x) ≡ P2(x) ⇔ P1(x) = P2(x). -5xo . é chamado valor numérico do polinômio.1 = 3 P(2) = 24 . Exemplo: são polinômios de grau nulo: 3.= 0x20 = ..0.-1 Onde termos: 5x6.1 .-1 grau: 6 Observações: 1a) Em relação a qualquer variável. ∀ x Exemplos: 1. etc.AC-02 b) P(x) = 5x6 –3x4 + 2x3 + x2 -1 coeficientes:5.2. 84 . 3x4.

em primeiro lugar devemos eliminar os parênteses e em seguida efetuar a redução dos termos semelhantes.1 Condição 3.4x .4. 85 .4x2 . Obter os valores de a e b para que os polinômios sejam idênticos: P1(x) = 7x2 + (a-b)x P2(x) = (2a + b)x2 + 5x Solução: P1 ≡ P2 => 7x2 + (a -b)x ≡ (2a + b)x2 + 5x 7 = 2a + b a .2 .Operações com Polinômios Para efetuar a adição e a subtração de polinômios. Exemplos: a) (2X4 – 3x2 + 5x) + (5x4 – 4x3 + 4x2 + 4x -1) = = 2x4 – 3x2 + 5x + 5x4 –4x3 + 4x2 + 4x – 1 = 7x4 – 4x3 + x2 + 9x –1 b) (5x3 – 2x2 + 4x -1) -(-3x3 + 4x2 + 4x + 5) = = 5x3 – 2x2 + 4x -1 + 3x3 .5 = 8x3 .AC-02 Solução: P(x) = (a-b)x2 + (2a-4)x ≡ 0 Condição a – b = 0 2a -4 = 0 Resolvendo o sistema de equações: a = b = 2 2.b = 5 Resolvendo o sistema de equações: a = 4 e b = .6x2 -6 A multiplicação é feita primeiro multiplicando todos os termos dos polinômios entre si e em seguida efetuando a redução dos termos semelhantes.

devemos lembrar que se obtém um quociente Q(x) e um resto R(x). ao dividirmos D(x) = 3x5 2x4 + 3x3 por 3x2 .o grau de Q(x) é igual ao grau de D(x) menos o grau d(x). .AC-02 = 2x4 – 5x3 + 2x .o grau de R(x) é menor que o grau de d(x) . tal que: .grau de R(x) é menor que 2 Divisão pelo método da chave: Vamos explicar esse método através de um exemplo.4x3 + 2 d(x) = x + x2 – 1 Roteiro: 1°) Ordenar os polinômios D(x) e d(x) na ordem decrescente das potências de x. O resultado dessa divisão será o primeiro termo de Q(x). obtém-se um quociente Q(x) e um resto R(x). Assim. tal que: D(x) = Q(x).2x + 10.grau de Q(x) = 5 .2 Quando dividimos um polinômio D(x) por outro d(x). Sejam os polinômios: D(x) = 4x4 – 2x + 3x2 .2 = 3 .d(x) + R(x) Onde: . 3°) Multiplicar o termo obtido em Q(x) por d(x). 86 . 2°) Dividir o primeiro termo de D(x) pelo 1° termo de d(x).2x3 + 5x2 – 2 = = 2x4 – 7x3 + 5x2 + 2x . em seguida subtrair de D(x) o produto obtido.

2 = 16 – 20 + 6 – 2 = 0 Portanto R = 0.3 . e B(x) = x – 1. 2.4. isto é a divisão é exata. 3.22 + 3.Teorema do Resto O resto da divisão de um polinômio P(x) pelo binômio (x – a) é P(a).2 . Dar o resto da divisão dos polinômios: A(x) | B(x) Sendo A(x) = 4x2 – 2x + 1. Solução: R = P(2) = 2.23 – 5. 87 .AC-02 4°) Repetir o processo para o resto obtido. Exemplos: 1. Dar o resto da divisão do polinômio P(x) = 2x3 – 5x2 + 3x – 2 por x – 2. até que o grau do resto fique menor que o grau do divisor.

Dispositivo Prático de Briot-Ruffini Este dispositivo é utilizado para a obtenção do quociente Q(x) e do resto R(x) da divisão de um polinômio P(x) pelo binômio (x – a). P(a) = 0. Q(x) = 5x2 + 14x + 28 e R (x) = 59.5 .1 + 1 = 4 – 2 + 1 ⇒ R = 3 3. Portanto. e somente se.4 .Q(x)+R(x) 3 88 .).Q(x) + R(x) 1 P(x) = 3(x.12 – 2. o seu coeficiente é igual a zero. 3.4.AC-02 Solução: R = A(1) = 4. Exemplo padrão 2: Dividir P(x) = 6x3 – 5x2 + 10x-1 por 3x-1 1o) Os termos de P(x) já estão ordenados. Como falta o termo em x.4. 2o) P(x) = (3x-1). 2º) O dispositivo: 3o) Como P(x) tem grau 3.Teorema de D’Alembert Um polinômio P(x) é divisível por (x – a) se. Q(x) terá grau 2. Exemplo padrão 1: Dividir P(x) = 5x3 + 4x2 + 3 por (x – 2) 1º) Observe que os termos de P(x) já estão ordenados.

então vamos. onde a = 3 3 Assim. inicialmente. Q1(x) = 6x2 – 3x + 9 Mas.Q(x) ⇒ Q(x) = Q1 (x) 3 dividindo por 3o) Não podemos utilizar o dispositivo para dividir por (3x-1).3 Q(x) + R(x) 3 Q1. como Q(x) = Q1 (x) 3 teremos Q(x) = 2x2 – x + 3 e teremos R(x) = 2 Exemplos: 1) As diagonais de um losango cujo lado mede 5 cm estão na razão de 1:2.(x) Observe que Q1(x) = 3.d2 = k2 2 ⇒ 5x=k2 ⇒ AL = 5x 89 .AC-02 1 P(x) = (x. SOLUÇÃO: d1 = K d2 = 2k AL = d1 . obter Q1(x).). Calcule as distâncias entre os lados paralelos. 1 1 : (x.).

Calcular a área do hexágono. y DEMONSTRAÇÃO = s= (x + r) .AC-02 T. (y + r) ⇒ 2S = xy + xr + yr + r2 (1) 2 T.P. SOLUÇÃO: O raio m do círculo é o apótema do hexágono πm2 = 3π ⇒ m = 3 Do triângulo eqüilátero. SOLUÇÃO: Tese: S = x . => (x + r)2 + (y + r)2 = (x + y)2 ⇒ xr + yr + r2 = xy Substituindo em (1) vem: 2S = xy + xy => S = xy 90 .P ⇒ k2 + k2 = 25 ⇒ k2 = 20 4 ⇒ 5x = 20 ⇒ x = 4 RESPOSTA = 4 cm 2) A área de um círculo inscrito num hexágono regular é 3π cm2. vem: l 3 =m 2 l 3 = 2 3 ⇒ l =2 3) A área de um triângulo retângulo é igual ao produto das medidas dos segmentos determinados sobre a hipotenusa pelo ponto de contacto do círculo inscrito no triângulo.

6 o seno do menor ângulo agudo e 6 o menor cateto. assim definidos. Note que seno e cosseno. 5) Calcule o valor de x na figura. a) No triângulo retângulo sen α = 48 24 14 7 = e cos α = = 50 25 50 25 b)Se a hipotenusa for unitária. não são medidas de coisa alguma.AC-02 4) da figura. o menor angulo opõe-se ao menor lado. ou seja. 3 6) Sendo 0. num triângulo qualquer. 3 Solução: O valor 2 indica a razão entre o 3 2 x = . mas relações entre as medidas dos catetos e da hipotenusa. sabendo-se que o seno do ângulo é 2 . logo. 3 12 cateto oposto (x) e a hipotenusa (12). Solução: Sabendo que. x = 2 . calcule o maior cateto de um triângulo retângulo. 12 = 8. os catetos fornecem diretamente o seno e o cosseno: Todo ângulo agudo tem um seno e um cosseno: basta construir um triângulo retângulo sobre ele e dividir o cateto conveniente pela hipotenusa. podemos esboçar a figura ao lado e escrever: 91 .

conhecendo os ângulos α e β {sendo α < β) sob os quais são observados de um ponto do solo à distância d do prédio. cos 30º ⇒ ⇒ cos 75º = b) cos = cos ( ⇒ cos 2 3 2 1 . = 2 2 2 2 6 − 4 2 4 = cos 6 − 4 2 b) cos π 12 π 4 π − 3π π π = cos ( ) = cos ( − ) ⇒ 12 12 3 4 π π ) cos ( ) + 3 4 1 2 π = .tg α) 8) Calcular: a) cos 75º Solução: a) cos 75º = cos (45º + 30º) ⇒ cos 75º = = cos 45º . = 2 2 92 .céu.AC-02 0. + 12 2 2 sen ( π = 12 π π ) sen ( ) ⇒ 3 4 2 6 + = 4 4 2+ 6 4 3 2 .d tg α x = d (tg β . cos 30º . logo O cateto maior é obtido usando se Pitágoras: 102 = 62 + x2 = x ⇒ 8 7) Calcular a distância entre os parapeitos de duas janelas de um arranha. − .6 = h = 10 6 h (é o seno de α). Solução: AC ⇒ AC = d tg β d AB ⇒ AB = d tg α d ∆ACD: tg β = ∆ABD: tg α = x = AC – AB x = d tg β .sen 45º .

sen 60° ⇒a=2 3 sen 45° 2 2 b c b = ⇒ = sen B sen C sen 75° sen 45° ⇒ 93 . (− ) ⇒ 3 3 5 5 − 3 − 8 2 15 ⇒ sen(a + b)= 10) Num triângulo ABC são dados: A= 60°. 5 e π < a.b < π 2 Solução: 1 . vem: sen b 2 3 . 3 3 cos b = .AC-02 9) Calcular sen (a + b) sendo dados sen a= 1 . Calcular o perímetro do triângulo.Cálculo de sen (a + b) : sen (a + b) = sen a cos b + sen b cos a sen (a + b)= 3 1 4 2 2 .() + . A = 60° e B = 75°.. B = 75° e c = 2 2 . vem: cos a = =− 2 9 3 2 .Cálculo de sen b: sen2 b + cos2 b = 1 Sendo ⇒ sen2 b + = + 9 = 1 25 16 4 = 25 5 ⇒ sen2 b = 16 25 π < b < π. sen2 a + cos2 a = 1 ⇒ Sendo 1 8 + cos2 a = 1 ⇒ cos2 a = 9 9 π 8 2 2 < a < π. Então: 2 2 a c a = ⇒ = sen A sen C sen 60° sen 45° ⇒ a = 2 2 . segue que C= 45°. Solução: Como A + B + C= 180°.Cálculo de cos a.

36 = cos a = − 1 − sen2 a = .6 e 90° < a < 180°. x. 64 = -0...2. 0. 1 1 25 sec a = cos a = − 0 8 = − 1. 8 333 .10.. . ao teorema cossenos 1 ) = 175 2 Calculemos no triãngulo ABD: a diagonal menor. . cossec a = sen a = − 0 6 = − 1. sen 75° ⇒ b= 6 + sen 45° 2 + 2 3 + 6 2 logo o perímetro é a + b + c = 3 11) Calcular as diagonais de um paralelogramo cujos lados medem 10 cm e 5 cm. 10 . tg a = cos a = − 0 8 = − 0 75 .8 sen a 0. cos a −0.100 (x = 175 ⇒ x = 5 7 cm a diagonal dos maior. Solução: Calculemos aplicando o triângulo ABC: x2 = 102 + 52 . cotg a = sen a = 0 6 = − 1.AC-02 b = 2 2 . 1 1 666 .cos 120o x2 = 100 + 25 . calcular as demais funções trigonométricas de a.1 0. 6 . 5 . y. 94 . .. cos 6O° y2 = 100 + 25 – 100( y = 75 ⇒ y = 5 3 cm 1 ) = 75 2 12) Sabendo que sen a = 0. y2 = 102 + 52 – 2 . e formam um ângulo de 120o.5.

: Se não 90o < a < 180o ⇒ cos a < 0 fosse dado o intervalo ao qual a pertence. sen x = - . deveríamos usar cos a = ± 1 − sen2 a 13) Sabendo que cotg x = demais funções de x. calcular as 2a 2 Inicialmente observamos que: 0<x < Temos: 1 2a = = cot g x (a − 1). a 4a2 = 4a + a2 − 2a + 1 4a = a +1 2 a senx = 2 a 1 = cos sec x a +1 (a − 1) a   2 a  a − 1 cos x = cot gx senx =  .AC-02 Obs. (a − 1). calcular o valor de 12 2 14) Sabendo que tg x = sen x sen2 25 25 x = = 144 = 2 169 1 − tg x 1 − 25 144 tg2x 5 13 95 Como x ∈ III° Q. a π 2 ⇒ cot g x > 0 ⇒ (a − 1). então.   = 2a    a + 1 a + 1 5 3π eπ < x < . a > 0 ⇒ 2a a > 1 tg x = cos sec x = 1 + cot g2x = 1 + 2 (a − 1) . a π e 0 < x < .

tg 45o d) sec 2π = 3 21π 4 1 cos 2π 3 = 1 cos π 3 = − sec π 3 e) sen 21π π + 20π π π 5π = = + 5π = + π + 4π = + 4π 4 4 4 4 4 21π 5π π = sen = −sen 4 4 4 (redução do 3° ao 1° quadrante) sen 16) Conduzir por P(5.4 ) 3 a) y –4 = 1(x-5). isto é x – y – 1 = 0 b) x – 5 = 0 c) y –4 = -1(x-5).4) retas que formam com o eixo dos x os seguintes ângulos: a) 45o b)90o c)135o d)60o e) arc tg (.AC-02 15) Reduzir ao 1o quadrante: a) sen 130o b)cos 240o c)tg 315o d)sec 2π 3 e)sen 21π 4 Solução: a) sen 130o = sen 50o b) cos 240o =-cos 60o c) tg 315o = . isto é x + y – 9 = 0 3 x − 5). isto é ( d) y –4 = 3x − y + 4 − 5 3 = 0 e) y –4 =- 4 (x − 5). isto é: 4x + 3y – 32 = 0 3 96 .

ms= = -1 ms = a2 11 = − b2 3 mr = - (r) x = 3 e (s) y = . 18) Construção importante: obter uma reta s que passa por um ponto P (dado) e é perpendicular a uma reta r (dada. ms = -1.AC-02 17) (r) 3x + 6y – 1 = 0 e (s) 2x + 4y + 7 = 0 são paralelas pois: mr = - a1 b1 = − 3 1 = − 6 2 ⇒ mr = ms ms = - a2 2 1 = − = − b2 4 2 (r) 3x + 2y – 1 = 0 e (s) 4x .6y + 3 = 0 são perpendiculares pois: mr = a1 3 = − b1 2 ⇒ mr . uma vez que r é vertical. 97 .1 são perpendiculares pois r ⁄⁄ y e s ⁄⁄ x Notemos que neste último caso não vale a relação mr . ms= = -1 ms = a2 4 2 = + = − b2 6 3 (r) 3x - 11y + 4 = 0 e (s) 11x + 3y .2 = 0 são perpendiculares pois: a1 3 = b1 11 ⇒ mr . não horizontal).

-5): s ⊥ r ⇒ ms = - 1 = − mr 1 5 − 7 = 7 5 Como s passa por P.AC-02 Por exemplo vamos resolver este problema quando r tem equação 5x + 7y + 1 = 0 mr = − a b = − 5 7 e P = (6. a equação de s é: y – (-5) = 7 (x − 6) 5 5(y + 5) = 7(x – 6) 5y + 25 = 7x – 42 7x – 5y – 67 = 0 19) f = 3x5 – 6x4 + 13x3 – 9x2 + 11x –1 g = x2 – 2x + 3 e f→ 3x5 – 6x4 + 13x3 – 9x2 + 11x –1 x2 – 2x + 3 -3x5 + 6x4 – 9x3 3x3 + 4x –1 r1 → 4x3 – 9x2 + 11x –1 – 4x3 + 8x2 – 12x r2 → – x2 – x – 1 x2 – 2x + 3 – 3x + 2 3 -3 -6 6 13 -9 4 -4 -1 1 -9 -9 8 -1 -2 -3 11 11 -12 -1 3 2 -1 -1 ← r 1 3 -2 4 3 -1 ← ← g q 20) Dividir f = 2x5 – 3x4 + 4x3 – 6x + 7 por g = x3 – x2 + x – 1 98 .

AC-02 2 -2 -3 2 -1 1 4 -2 2 -1 1 -1 0 2 2 1 3 1 4 -6 -6 -1 -7 -1 -8 7 7 7 1 8 1 2 -1 -1 1 1 -1 resposta: q = 2x2 – x + 1 e r = 4x2 – 8x + 8 21) Dividir f = x4 – 16 por g = x + 1 1 -1 0 -1 -1 1 0 0 1 1 -1 0 0 0 -1 -1 1 -16 -16 -16 -16 1 -15 + x – 1 1 1 1 -1 1 -1 resposta: q = x3 – x2 e r = -15 22) Dividir f = 3x4 – 2x3 +x2 – 7x + 1 g = 3x – 5 = 3 (x – por 5 ) 3 5 3 3 3 -2 3 1 6 -7 3 1 6 q’ = 3x3 + 3x2 + 6x + 3 ⇒ q = q' = 3 x3 + x2 + 2x + 1 r = 6 23) Dividir f = 4x3 + 5x + 25 por 3 g = 2x + 3 = 2(x + ) 2 99 .

(p – a).b) (p.(p – c)]1/2 ⇒ ⇒ log S = ⇒ log S = log ⇒ S = p (p.AC-02 4 4 0 -6 5 14 25 4 − 3 2 q’ = 4x2 – 6x +14 ⇒ q = q' = 2x2 – 3x + 7 e r = 4 2 24) Dividir f = 8x5 + 6x4 +4x3 +3x2 – 4x – 3 por 3 4(x + ) g = 4x + 3 = 4 8 8 6 0 4 4 3 0 -4 -4 -3 0 r = 0 − 3 4 q’ = 8x4 + 4x2 – 4 ⇒ q = 1 .(p – a).a) (p.(p – b).c) 100 .c) ⇒ p (p.a) (p.b)(p.(p – c)] ⇒ log [ p.(p – b). q’ = 2x4 + x2 – 1 e 4 25) Qual é a expressão S cujo logaritmo decimal é 1 2 [log p + log (p – a) + log (p – b) + log (p – c)]? Solução: Temos: log S = 1 [log p + log (p – a) + log (p – b) + log (p – c)] ⇒ 2 log S = 1 2 log [ p.

então. Logo: 2 2 sen2 α + cos2 α = 1 ⇒ 1 8 + cos2 α = 1 ⇒ cos2 α = 9 9 sendo − π π ≤ α ≤ .AC-02 26) Qual é a expressão cujo desenvolvimento para o cálculo 2 com logaritmos é 3 [ log (a + b) + log (a – b) – 1]? Solução: Temos: log x = 2 3 [ log (a + b) + log (a – b) – 1] ⇒ 2 3 ⇒ log x = [log (a + b) + log (a – b) – log 10] ⇒ ⇒log x = 2 log x = 3 2 (a + b) (a . 2 2 cos α = + 8 2 2 = . 9 3 101 . cos α. portanto. cos α > 0 e. 1 1 π π Por definição.b) log ⇒ 3 10 a2 − b2 log 10 a2 − b2 2 ⇒ log x = log ( )3 ⇒ 10 ⇒ log x = log 3 (a 2 − b 2 ) 2 100 x = 3 2 (a2 − b2) 100 1 27) Calcular cos (arc sen 3 ) Solução: Façamos α = arc sen 3 e calculemos. sen α = 3 e − ≤ α ≤ .

1. ∈ A. f(x1) = f(x2) ⇒ x1 = x2 Uma função f: A função x2 f: A x1 y ∈ B para os quais existem algum x ∈ A tal que → ≠ x2 B se diz ≠ injetora f(x2) quando em para outras x 1. x2 ∈ A. O conjunto A é o domínio e o conjunto B é o contradomínio da função f. 102 .FUNÇÕES 4. B = CD(f) Chama-se imagem da função f o conjunto constituído pelos elementos y = f(x). ambos não vazios. uma função de A em B é uma “lei” ou “regra” que associa a todo x ∈ A um único y ∈ B. Uma função f: A → B se diz bijetora ou biunívoca quando é injetora e sobrejetora.1 . → B se diz sobrejetora quando Im(f) = B. Notação: f: A x → → B f(x) A = D(f). Se f indica essa lei e x indica um elemento genérico de A.GENERALIDADES SOBRE FUNÇÕES 4. Im(f) = {f(x) | x ∈ A} É claro que Im(f) ⊂ B.AC-02 4 . então o único elemento y de B associado é indicado por y = f(x) (lê-se “f de x” ou “f calculado em x”) é chamado imagem de x por f ou valor assumido por f em x. ou seja. existe em correspondência x ∈ A tal que f(x) = y. para todo y ∈ B. Uma quaisquer palavras: ∀x1. ⇒ f(x1) ou.1 .DEFINIÇÕES 1 Dados dois conjuntos A e B.

3} B = {-1. com A = {0.0.2 – Domínio.3.1 – f: A → B.1.4. ∀x ∈ A. se f(x) = g(x). FIGURA 4.1. e somente.AC-02 Duas funções f: A → B e g: A → B são iguais se. Exemplo: As figuras abaixo tornarão mais claras as definições apresentadas anteriormente.9} FIGURA 4.2.2. contradomínio e imagem 103 .

4 representa f: → B com y = 2x. sobrejetora e bijetora 4.f(x)) fazemos corresponder um ponto P. onde A e B são subconjuntos não .1. Desse modo. todas as funções de que trataremos serão funções reais de uma variável real. bastando para isso que se utilize um sistema ortogonal de coordenadas cartesianas nesse plano.AC-02 f é injetora f é sobrejetora f é bijetora FIGURA 4. a cada par ordenado (x. Considere ainda os seguintes exemplos que ajudarão a esclarecer as definições até agora apresentadas: 104 . Daqui por diante.3 – Função injetora. é chamada função real de uma variável real (ou função de uma variável real a valores reais).f(x)) ∈ gráfico 2 de que f: A pode → ser B é o conjunto no plano | x ∈ A} representado geométrico.2.2 . A Figura 4.4 – Função real O {(x. O leitor encontrará uma série de exemplos na seção 4. FIGURA 4.Função Real de Uma variável Real Uma função f: A vazios de → B.

AC-02 FIGURA 4.6 – Funções injetoras: nenhuma reta horizontal corta o gráfico mais de uma vez FIGURA 4.5 – Caracterização gráfica de funções FIGURA 4.7 – Funções sobrejetoras: nenhuma reta horizontal no contradomínio deixa de cortar o gráfico 105 .

para dois valores quaisquer x1 e x2 pertencentes a D1. Numa é crescente o linguagem no prática D1 se.1.3 .AC-02 FIGURA 4.8 . 4. (não ao o matemática) . tivermos f(x1) < f(x2). 4.9 . com x1 < x2.10). FIG. isto significa que a funçao intervalo aumentarmos valor atribuído valor de y também aumenta (Fig.10 – Função crescente 106 . a x. 4.Função bijetora: cada reta corta o gráfico em um único ponto FIGURA 4.DEFINIÇÕES 2 A função y = f(x) é crescente no intervalo D1 ⊂ D se.Há funções que não são injetoras nem sobrejetoras.

12 – Função decrescente/crescente 107 . É comum acontecer que a mesma função seja crescente em certos subconjuntos de D e decrescente em outros. o valor de y diminui (Fig. 4. pois: ⇒ -2x1 > -2x2 Notemos que a mesma função y = f(x} não tem necessariamente um só comportamento (crescente ou decrescente) em todo seu domímio D. ao aumentarmos o valor atribuído a x. para dois valores quaisquer x1 e x2 pertencentes a D1. FIG. 4. com x1 < x2.11 – Função decrescente Exemplo: a função y = -2x é decrescente em x1 < x2 para todo x1 ∈ e x2 ∈ . linguagem isto prática (não a significa que função é decrescente no intervalo D1 se.11}.AC-02 Exemplo: a função y = 2x é crescente em x1 < x2 para todo x1 ∈ e x2 ∈ .12 representa - a função y = x2 a qual é crescente em + e decrescente em FIGURA 4. O gráfico da Figura 4. Numa matemática}. pois: ⇒ 2x1 < 2x2 A função y = f(x} é decrescente no intervalo D1 ⊂ D se. tivermos f(x1} > f(x2}.

. ∀x ∈ A isto é. 4. d) f(x) = sen x é função ímpar. ∀x ∈ A.AC-02 Uma função f. ∀x ∈ b) f(x) = x3 é função ímpar. ∀x ∈ 2 2 (−x ) x x . ∀x ∈ x (−x) x * ⇒ (-x. obtemos valores simétricos para a função.Função Composta e Função Inversa Dados os conjuntos A={1. 4}. 2. ∀x ∈ Uma função f. é denominada função ímpar se. pois sen(-x) = -sen x. 64.y) ∈ f Exemplos: a) f(x) = x é função par. . d) f(x) = cos x é função par. y) ∈ f . 3. dando valores simétricos à variável. pois 2(-x) = -2x. pois = − . ∀x ∈ c) f(x) = 1 1 1 é função par. y) ∈ f Exemplos: a) f(x) = 2x é função ímpar. consideremos as funções: 108 . de A em B.1. * ⇒ (-x. 6. ∀x ∈ c) f(x) = 1 1 1 é função ímpar. 36.4 . pois = 2 . 2. Da definição decorre que o gráfico de uma função ímpar é simétrico em relação à origem do sistema cartesiano pois: (x. pois (-x)2 = x2. 100}. é denominada função par se. ∀x ∈ b) f(x) = x2 é função par. e somente se: f(-x) = -f(x) . e somente se: f(x) = f(-x). obtemos o mesmo valor para a função. . 4. 81. . 16. 9} e C = {0. -y) ∈ f . pois cos(-x) = cos x. pois -x = x. de A em B. 8. B={0. Isto é. ∀x ∈ 4. pois (-x)3 = -x3. . dando valores simétricos à variável. Da definição decorre que o gráfico de uma função par é simétrico em relação ao eixo y pois: (x.

consideremos as funções: f. Assim sendo. Isto é. definida por y = f(x} e g. de A em C.13 – Função composta Dados os conjuntos A.AC-02 f: A → B.13}. definida por h: x → 4x2. FIGURA 4. 2. definida por z = g(f(x}). de A em B. definida por g(x) = x2. definida por y = x – 1. 3. 4} e C = {0. de B em C. g: B → C. 4. B e C e as funções f. de A em B. 6. 109 . definida por z = 2y. 2. de A em C. a qual é denominada função composta de g e f e se indica por "g o f" que se lê "g composta com f" (Fig. existe a função h. de B em C. Exemplos: 1° ) Dados os conjuntos A = {2. 8}. definida por z = g(y} chamase função composta de g com f a função h = g o f. definida por f(x) = 2x. a cada x ∈ A associa-se um único z e C tal que: z = y2 = (2x)2 = 4x2. B = {1. Notemos que a cada x ∈ A associa-se um único y ∈ B tal que y = 2x e a cada y ∈ B associa-se um único z ∈ C tal que z = y2. Desta definição decorre que a sentença aberta que define g o f é obtida aplicando a seguinte regra: g(f(x)) é obtida de g(x) trocando-se x por f(x). 4}. 4. g. 3.

1) = 2x . portanto: f(0) = 02 . definida por g(x) = x3. definida por z = 2y = 2(x . portanto: g(l) = 1 + 2 = 3 ⇒ f(g(1)) = f(3) = 32 . definida por f(x) = 2x. de em .1 = x2 + 4x + 3 Para obter g(f(x)) basta substituir x por f(x) na expressão g(x).1 = -1 ⇒ g(f(0)) = g(-1) = (-1) + 2 = 1 110 c) f(g(1)) d) g(f(0)) Para obter f(g(x)) basta substituir x por g(x) na expressão . definida por f (g(x)) = f(x3) = 2x3. 3º) Sendo f(x) = x2 . Notemos que a função composta de f e g é: h' = f o g. de A em C. de g. portanto: f(g(x)) = (x + 2)2 . definida por g(f(x)) = g(2x) = (2x)3 = 8x3.2. de em em . obter: a) f(g(x)) b) g(f(x)) f(x).AC-02 Notemos que a função composta de g e f é: h = g o f. Notemos que a função composta de g e f é: h= g o f. portanto: g(f(x)) = (x2 . 2º) Consideremos as funções: f.1 e g(x) = x + 2.1) + 2 = x2 + 1 Para obter f(g(1)) basta trocar x por g(l) na expressão f(x). de em . .1 = 8 Para obter g(f(0)) basta trocar x por f(0) na expressão g(x).

Im(f) = B.AC-02 Seja f: A → B uma função bijetora. tal que f(x} = y. então.14) FIGURA 4. obtendo x = f(y). então: se f: A → B é bijetora. g (y} = x ⇔ f (x} = y Definimos. 4. 111 . 2º) expressamos y em função de x. transformando algebricamente a expressão x = f(y) em y = f-1(x). porque f é injetora. o que significa dizer que para todo y ∈ B existe pelo menos um x ∈ A tal que f(x} = y. ou seja. a função g: B → A definida por g(y} = x ⇔ f(x} = y denomina-se a função inversa da função f e indica-se por f-1 (fig. Podemos.14 – Função inversa Uma regra prática para se obter a inversa de y = f(x) é: 1º) na sentença y = f(x) trocamos x por y e y por x. e esse x é único. Sendo sobrejetora. definir uma função g: B → A que a y ∈ B associa o único x ∈ A.

5x = 3y .  em  2 em +. definida por y = 4o) Qual ê a função inversa de f.4? Vamos aplicar a regra prática: I) permutando as variáveis: x = 2y . função bijetora de 3x − 4 3  .: É a função f-1 . de em em . em 3o) Qual ê a função inversa de f.3y = 5x – 4 ⇒ 2y − 5 5x − 4 ⇒ y(2x – 3) = 5x – 4 ⇒ y = 2x − 3 Resp. 2o) Qual ê a função inversa de f. 2 em .4 ⇒ 2y = x + 4 ⇒ y = Resp.  definida por y = ? 2x − 5 2 Aplicando a regra prática.: É a funçao f . função bijetora de definida por y = 2x . temos: X = y2 ⇒ y = Resp.  em 2 y = 5x − 4 2x − 3 5  . temos: 3y − 4 x = ⇒ 2xy . de 3  .  .4 II) expressando y em função de x: X = 2y . definida por y = x + 4 . de + 2 + + x x. definida por y = x. 5  .: É a função f-1. função bijetora de definida por y = x3? Aplicando a regra prática. de em ⇒ y = 3 x 3 .AC-02 Exemplos: 1º) Qual é a função inversa de f.: É a função f-l.4 ⇒ 2xy . definida por  2 112 . x + 4 2 . temos: x = y3 Resp. função bijetora de definida por y = x ? Aplicando a regra prática.

15 – Função inversa 4. O gráfico da função constante é uma reta paralela ao eixo dos x e passando pelo ponto (0. conforme mostra a Figura 4. FIG.Função Constante É a função f: → que a Cada elemento x ∈ R associa sempre o mesmo elemento c ∈ R (Fig.2. FIGURA 4.16).AC-02 Os gráficos de f e f-1 apresentam uma propriedade. Elas são assim denominadas porque são as mais conhecidas e habitualmente usadas. São simétricos em relação à bissetriz dos quadrantes 1 e 3 do plano cartesiano.c).1 .2 . Sua imagem é o conjunto Im = {c}.16 Exemplos: função constante 113 .15. 4.PRINCIPAIS FUNÇÕES ELEMENTARES Vamos agora ver uma relação de funções que são denominadas elementares. 4.4.

AC-02 4.2 . 3o) A função afim é crescente se. 2o) O gráfico da função afim é uma reta.Função Identidade É a função f: elemento x ∈ → que a cada associa o próprio x. onde a = 3 e b =-4 onde a = 5 e b = 7 onde a =-2 e b =-5 onde a = 3 e b = 0 onde a =-5 e b = 0 Exemplos: a) f(x) = 3x – 4 b) f(x) = 5x + 7 c) f(x) = -2x – 5 d) f(x) = 3x e) f(x) = -5x Observação: 1o) Quando B = 0 a função afim se transforma em f: x → ax.Função Afim É a função f: (ax + b) ∈ → que associa a cada x ∈ o elemento . O gráfico da função identidade é a reta que contém as bissetrizes do 1o e 3o quadrantes.3 .2.17).4. também chamada função linear. Sua imagem é o conjunto Im = (Fig. a > 0. e somente se. a < 0.2. Exemplos: 114 . 4o) A função afim é decrescente se. 4. onde a ≠ 0. e somente se.

x se x < 0 O gráfico de f é a reunião das semi-retas de origem O. onde a = l. modular definida da seguinte forma: f(x) = x se x ≥ 0 f(x) = .4 .AC-02 4. b = 0. c = 0 onde a = 2.1 ≥ 0 f(x) = -(x . b = l.Função Quadrática (ou Função Trinômio do 2o Grau) É a função que associa a cada x ∈ o elemento (ax2 + bx + c) ∈ Exemplos: .1 se x ≥ 1 f(x) = -x + 1 se x < 1 O gráfico de f também é a reunião das semi-retas da figura. a função modular só pode assumir valores reais não negativos. 4.1|. b = 4.1 < 0 portanto: f(x) = x .5 . temos: f(x) = x . onde a ≠ 0. +.1 se x .Função Modular É a função f: elemento Assim x ∈ a associa função → o que a cada elemento f |x|. c = -5 onde a = 3. está sendo. c = 1 a) f(x) = x2 + x b) f{x) = 2x c) f(x) = -x 2 2 . b = 5.2x + 1 + 4x . De acordo com a definição dada.2. c = 1 onde a = -1.1) se x . b = 0. que são bissetrizes do 1o e 2o quadrantes (Fig. isto é.5 d) f(x) = 3x2 .10 e) f(x) = -4x2 + 5x f) f(x) = -2x2 + 1 115 . c = -10 onde a = -4. 4. b = -2.18). A imagem da função modular é o conjunto Im = Exemplo: Construir o gráfico da função f: x → |x .2. c = 0 onde a = -2.

4ac (discriminante).19 – Função quadrática 116 . quando 0 2a  c) não tem ponto comum com o eixo dos x quando ∆ < 0.19) 1o) o gráfico da função quadrática é uma parábola cujo eixo de simetria é perpendicular ao eixo dos x.− 5º) O vértice da parabola é o ponto V  −  . 4o) sendo ∆ = b2 . a parábola: (*) a) intercepta o eixo dos x em dois pontos distintos: − b − P1   2a  quando ∆ > 0. 0  e − b + P2   2a  ∆  . FIGURA 4.AC-02 Observações (ver Fig. 4. a parábola representativa da função quadrática tem a concavidade voltada para “cima". o qual é ponto de 4a   2a máximo se a < 0 ou é ponto de mínimo se a > 0. 2o) se a > 0. 3o) se a < 0. b) ∆ = 0. 0  o eixo dos x no ponto P−   b  .  . tangencia ∆  . (*) É preciso aqui recordar a fórmula para resolução das equações do 2o grau: y = ax 2 + bx + c = 0 ⇒ x = − b ± b2 − 4ac 2a b ∆  . a parábola representativa da função quadrática tem a concavidade voltada para “baixo".

0) e (4. 0). eixo de simetria xv = − b = 0 2a yv = − ∆ = 0. vértice no ponto V tal que xv = − b 2a = 3 yv = − ∆ 4a = −1 e corta o eixo dos x nos pontos que têm como abscissas as raízes da equação y = 0. O gráfico desta função é uma parábola com a concavidade voltada para cima.6x + 8. Fazemos a tabela: x 0 1 2 3 4 5 6 A quadrática. nos pontos (2. a cada número x ∈ vertical. 4a Fazemos a tabela: x -3 -2 -1 0 1 2 3 y 9 4 1 0 1 4 9 Ponto A B C D = V E F G 20) Construir o gráfico da função f : x → x2 . isto é. isto é. Esta função é definida pela relação y = x2.AC-02 Exemplos: 1o) Construir o gráfico da função f : x → x2. eixo de simetria vertical. citadas que: 117 y 8 3 0 -1 0 3 8 respeito da Ponto A B C D = V E F G imagem como da função das propriedades já obsservemos conseqüência . associa o número x2. Sabemos que o gráfico de f é uma tangente ao eixo dos x( ∆ = 0) no ponto V tal que parábola com a concavidade voltada para cima.

4a 2o) Se a < 0. 4a ∆ e. (veja em 6.4 . assim. Vamos inicialmente construir a tabela da Fig.20 e plotar os pontos no gráfico. x -2 − 32 -1 − 12 0 1 2 1 3 2 2 5 2 3 Y = x3 -8 − 278 -1 − 18 0 1 8 1 27 8 8 125 8 27 Ponto A B C D E F G H I J K → que a cada x ∈ associa o elemento FIGURA 4. x2 ∈ .AC-02 1o) Se a > 0. 4a = ∆ e. 4a 4. assim. d) sua imagem é o conjunto Im = .20 – Função x3 Observemos algumas propriedades da função f(x) = x3: a) é uma função crescente em ∀x1 ∈ .Limites no Infinito). temos x3 → -∞.Função f : x → x3 É a função f: x3 ∈ . isto é: . a função admite o valor mínimo yv = − Im = {y ∈ R | y ≥ − ∆ }. 118 . temos x3 → +∞.2.6 . 4. c) quando x → -∞. a função admite o valor máximo yv Im = {y ∈ R | y ≤ − − ∆ }. x1 < x2 ⇒ 3 x1 < x3 2 b) quando x → +∞.

+ anxn (an ≠ 0) é uma função polinomial de grau n. um e zero. que é a função f(x) dada como quociente de dois polinômios P(x) e Q(x) . 4..21 – Função recíproca A função recíproca é um caso muito particular da função Racional fracionária. respectivamente (ver 3.21). A função x3 é um caso particular da função polinomial de grau 3. 4.Função Recíproca * É a função f : → 1 (Fig. a função afim e a função constante são funções polinomiais de graus dois. A função f : → .7 .4). dada por f(x) = ao + a1x1 + . f(x) = P x) ( . D(f) = { x ∈ Q x) ( | Q(x) ≠ 0} 119 .AC-02 O leitor poderá verificar que a função quadrática. o elemento x que a cada elemento x ∈ * associa x -4 -3 -2 -1 − 12 − 13 − 14 1 4 1 3 1 2 1 2 3 4 y = 1x − 14 − 13 − 12 -1 -2 -3 -4 4 3 2 1 1 2 1 3 1 4 Ponto A B C D E F G G’ F’ E’ D’ C’ B’ A’ FIGURA 4..2.

AC-02 4.2. com 0 < a ≠ 1. 1o) Do que foi visto em 2.Função Exponencial de Base a É a função que a cada elemento x ∈ ax.4. isto é: f : x → 2x Inicialmente fazemos a tabela: x y = 2x Ponto 1 -3 A 8 1 -2 B 4 -1 0 1 2 3 1 2 1 2 4 8 C D E F G 120 .22 – Função exponencial Exemplos: 1o) Construir o gráfico da função exponencial de base 2. ∀a) . a função exponencial é decrescente.8 . é fácil concluir que este fato pode ser expresso assim: a imagem da função exponencial é está acima do eixo dos x. 2o) Se a > 1. 4o) O gráfico de toda função exponencial corta o eixo dos y no ponto de ordenada +1 pois: x = 0 * + associa o elemento (a curva ⇒ y = a0 = 1 Eis dois gráficos de funções exponenciais: FIGURA 4. 3o) Se 0 < a < 1. a função exponencial é crescente.

9 .23 – Círculo trigonométrico u = abscissa de P = OP1 = cosseno de x = cos x v = ordenada de P = OP2 = seno de x = sen x Assim.23: FIGURA 4.2.5.2. 4.AC-02 2o) – construir o gráfico da função exponencial de base 1 . isto é: 2 1 f : x →    2 x Inicialmente fazemos a tabela: x y = 2-x Ponto 1 -3 A 8 1 -2 B 4 -1 0 1 2 3 1 2 1 2 4 8 C D E F G 4. a todo x ∈ associamos um único número real u (tal que -1 ≤ u ≤ 1) e definimos uma função à qual damos o nome de função cosseno e indicamos: f : x → cos x ou y = cos x 121 .Funções Trigonométricas Conforme vimos em 3. podemos escrever que na Fig.

2π]. Im = {y ∈ Se cos x ≠ 0. onde tg x = senx . definimos: .Funções seno e cosseno A imagem das funções y = sen x e y = cos x é o conjunto. isto é.funçao tangente f : x → tg x.12 .22 .32 .12 .24 .32 -1 . cos x | -1 ≤ y ≤ 1} 122 .22 .12 0 2π 3π 5π 3 2 1 2 π 7π 5π 4π 3π 5π 7π 6 4 3 2 3 4 6 0 . podemos montar a tabela e construir os gráficos x 0 sen x 0 cos x 1 π π π π 6 1 2 3 2 1 2 2 4 3 2 3 4 6 2 3 2 2 1 2 2 2 0 . analisando o que ocorre com OP1 e OP2 quando P parte de A e percorre o ciclo trigonométrico no sentido antihorário.22 .AC-02 e um único número real v (tal que -1 ≤ u ≤ 1) e definimos uma função à qual damos o nome de função seno e indicamos: f : x → sen x ou y = sen x Estudando a variação de u e v quando x percorre o intervalo [0.32 -1 .12 0 1 2 2 2 3 11π 2π 2 1 FIGURA 4.22 .32 .

sen x 1 .funçao cotangente f : x → cotg x.função secante f : x → sec x.10 . Sabemos que: a) f é definida em e com imagens em * + . chamada função exponencial de base a.25 – Funções tangente e secante A imagem da função cotangente é o conjunto . 123 . onde cotg x = cos x . | y ≤ -1 ou y ≥ 1}. A imagem da função secante é o conjunto {y ∈ FIGURA 4. definimos: . sen x . cos x Montando a tabela. construímos os gráficos Figura 4. | y ≤ -1 ou y ≥ 1} A imagem da função cossecante é o conjunto {y ∈ FIGURA 4. construímos os gráficos da figura 4.25. Se sen x ≠ 0.função cossecante f : x → cossec x. onde sec x = 1 . onde cossec x = Montando a tabela.26 – Funções cotangente e cossecante 4.2. com 0 < a ≠ 1.AC-02 .Função Logarítmica Consideramos a função f definida por y = ax.26 A imagem da função tangente é o conjunto .

5 que: x = ay ⇒ y = logax. Em vista disso. c) se 0 < a < 1. f é crescente em .2. seu conjunto-imagem é . Entretanto.Funções Trigonométricas Inversas A função seno não é bijetora.AC-02 b) se a > 1. 4. Temos o gráfico: FIGURA 4. admite inversa que é a função:  π π arcsen : [-1.27.27 – Função logarítmica 4.28 – Função Arco-seno 124 .11 . Portanto. conforme se vê na Fig. . → [− 1. é crescente se a > l ou decrescente se 0 < a < 1. a função f é inversível e a sua inversa é Sabemos de 2. A função logarítmica é definida em R+*. 1] → − . 1]  2 2  é bijetora.2. f é decrescente em denominada função logarítmica de base a. a parte dela que é denominada restrição principal e que é a seguinte:  π π sen : − .  2 2  de modo que x = arcsen y ⇔ y = sen x (x é o arco cujo seno é y). FIGURA 4.

Temos o gráfico: FIGURA 4. Logo. π] → [-1 . ela admite inversa que é a função arctg : →  π π − 2 .AC-02 Chama-se restrição principal do cosseno a função: cos : [0.30 . π] de modo que x = arccos y ⇔ y = cos x (x é o arco cujo cosseno é y). 1] → [0. 1] e que é bijetora. Logo.Função arco-tangente 125 .29 – Função arco-cosseno Chama-se restrição principal da tangente a função tg : → que é bijetora. 2    de modo que x = arctg y ⇔ y = tg x (x é o arco cuja tangente é y). Temos o gráfico: FIGURA 4. admite inversa que é a função arccos : [-1.

definida por: f(x) = -x para x < 0 f(x) = x2 para ao Im = 3 o) lado. +.FUNÇÃO DEFINIDA POR VÁRIAS SENTENÇAS ABERTAS Uma função f pode ser definida por várias sentenças abertas cada uma das quais está ligada a um domínio Di contido no domínio de f. Sua x ≥ 1 imagem é o conjunto Seu gráfico está representado na figura Im = {1. 2}.4x + 3. x ≥ 0 imagem é o conjunto Seu gráfico está representado na figura Sua Seja a função f. de + em . 2 o) Seja a função f. de R em R. Sua imagem é o conjunto Im = {y ∈ | y ≤ 2} Exemplos: 1. definida por: f(x) = 1 para x < 0 f(x) = 2 para 0 ≤ x < 1 f(x) = 1 para ao lado. determinar: a) as raízes ou zeros da função 126 .AC-02 4. de em . definida por: f(x) = x para 0 ≤ x ≤ 2 f(x) = 2 para 2 < x < 3 f(x) = 5 – x para x ≥ 3 Seu gráfico está representado na figura ao lado. Dada a função y = x2 . Eis alguns exemplos: 1o) Seja a função f.3 .

AC-02

b) as coordenadas do vértice c) o seu gráfico d) o seu domínio e conjunto imagem Solução: y = x2 - 4x + 3 y = 0 ∆ = b2 – 4ac a) Raízes: a = l, b = -4, c = 3 x2 - 4x + 3 = 0 ∆ = (-4)2 - 4.1.3 = 4

⇒ ⇒

x1 =
x = − b ± 2a ∆ ⇒ x = − (−4) ± 2 1) ( 4

4 + 2 = 3 2

x2 =
b) Vértice V(xv,yv): xv = 2a =

4 − 2 = 1 2

−b

− −4) 4 ( = = 2 2 1) ( 2

yv = c)

−∆ −4 = = −1 4a 4.(1)

d) D = Im = {y ∈ | y ≥ -1}

127

AC-02

2.

Determinar

m

para

que

o

gráfico

da

função

quadrática

y = (m - 3)x2 + 5x - 2 tenha concavidade voltada "para cima". Solução: Condição: a > 0 ⇒ m - 3 > 0 ⇒ m > 3 3. Para que valores de m a função f(x) = x2 - 3x + m - 2 admite duas raizes reais iguais? Solução: Condição: ∆ = 0 ∆ = b2 - 4ac ∆ = (-3)2 - 4(1)(m - 2) = 9 - 4m + 8 ⇒ − 17 17 ⇒ m = − 4 4

⇒ -4m + 17 = 0 ⇒ m =

4. Sejam as funções reais f e g, definidas por f(x) = x2 + 4x - 5 e g(x) = 2x – 3. Pede-se: a) obter as leis que definem fog e gof b) calcular (fog)(2) e (gof)(2) c) determinar os valores do domínio da função fog que produzem imagem 16. Solução: a) A lei que define (fog) é obtida a partir da lei de f, trocandose x por g(x): (fog)(x) = f(g(x)) = [g(x)]2 + 4[g(x)] - 5 = = (2x - 3)2 + 4(2x - 3) – 5 = 4x2 - 4x - 8. A lei que define gof é obtida a partir da lei de g, trocando-se x por f(x): (gof)(x) = g(f(x)) = 2.f(x) - 3 = 2(x2 + 4x - 5) – 3 (gof)(x) = 2x2 + 8x - 13 b) Calculemos fog para x = 2 (fog)(2) = 4.22 - 4.2 - 8 = 0 Calculemos gof para x = 2 (gof)(2) = 2.22 + 8.2 - 13 = 11 128

AC-02

c)

o

problema

em

questão,

resume-se

em

resolver

a

equação

(fog)(x) = 16, ou seja: 4x2 - 4x - 8 = 16 ⇒ 4(x2 - x - 6) = 0 ⇒ x = 3 ou x = -2.

5. Sejam as funções definidas por f(x) =

x e g(x) = x2 - 3x - 4.

Determinar os domínios das funções fog e gof. Solução a) (fog)(x) = f(g(x)) = g x) = ( x2 − 3x − 4

Para que exista (fog)(x) ∈ x ≤ -1 ou x ≥ 4. Então D(fog) = {(x) ∈

, devemos ter x2 - 3x - 4 ≥ 0, isto é:

| x ≤ -1 ou x

≥ 4}

(gof)(x) = g(f(x)) = [f(x)]2 – 3f(x) - 4 = |x| - 3 x - 4. Para que exista (gof)(x) ∈ D(gof) = {x ∈ | x ≥ 0}. , devemos ter x ≥ 0. Então

6. Sejam as funções reais f(x) = 3x - 5 e (fog)(x) = x2 - 3. Determinar a lei da função g. Solução Se f(x) = 3x - 5 então, trocando-se x por g(x), temos: (fog)(x) = f(g(x)) = 3g(x) – 5 mas é dado que: (fog)(x) = x2 – 3, então: 3.g(x) - 5 = x2 – 3, ou seja: g x) = ( x2 + 2 3

7. Sejam as funções reais g(x) = 3x - 2 e (fog)(x) = 9x2 - 3x + 1. Determinar a lei da função f.

129

AC-02

Solução Se (fog)(x) = 9x2 - 3x + 1 então f(g(x)) = 9x2 - 3x + 1. Como g(x) = 3x - 2, decorre x = g x) + 2 ( e então: 3

(  g x) + 2 f g x)) = 9 ((  3  

2

(  g x) + 2 − 3 ( ]2 ( (  + 1 = [g x) + 4g x) + 4 − g x) − 2 + 1 = 3  
= [g(x)]2 + 3g(x) + 3

logo, f(x) = x2 + 3x + 3. 8. Sejam f e g funções reais definidas por

x2 + 2x + 4, se x ≥ 1 e g(x) = x – 3 f x) =  ( 3x + 4, se x < 1 
Obter a lei que define fog. Solução: Fazendo g(x) = y, temos (fog)(x) = f(g{x)) = f(y). Temos de examinar dois casos: 1 o) y ≥ 1 y ≥ 1 ⇔ = g(x) ≥ 1 ⇔ = x - 3 ≥ 1 ⇔ x ≥ 4

y ≥ 1 ⇒ f(y) = y2 + 2y + 4 ⇒ f(g(x)) = = (g(x))2 + 2.g(x) + 4 ⇒

⇒ (fog)(x) = (x - 3)2 + 2(x - 3) + 4 = x2 - 4x + 7
2 o) y < 1 y < 1 ⇔ g(x) < 1 ⇔ x - 3 < 1 ⇔ x < 4 y < 1 ⇒ f(y) = 3y + 4 ⇒ f(g(x)) = 3.g(x) + 4 ⇒

⇒ (fog)(x) = 3(x - 3) + 4 = 3x -5

x2 − 4x + 7 se x ≥ 4 , Conclusão: (fog)(x)=  , se x 〈 4  3x − 5
definida por f(x) = x2. Qual é a

9. Seja a função f de função inversa de f?

-

em

+,

130

AC-02

Solução: A função dada é f(x) = y = x2, com x ≤ 0 e y ≥ 0. Aplicando a regra prática. temos: I) permutando as variáveis: x = y2, com y ≤ 0 e x ≥ 0 II) expressando y em função de x x = y2 ⇒ y =

x ou y = - x

Considerando que na função inversa f-l. devemos ter y ≤ 0 e x ≥ 0 a lei de correspondência da função inversa será f-l(x) = - x . Resposta: É a função f-l de
+

em

-

definida por f-l (x) = - x

10. Seja a função bijetora f de f{x) =

- {2} em

- {1} definida por

x + 1 . Qual é a função inversa de f? x − 2

Solução: A função dada é f(x) = y = x + 1 , com x ≠ 2 e y ≠ 1. x − 2

Aplicando a regra prática, temos: x = y + 1 ⇒ xy – 2x = y + 1 ⇒ xy – y = 2x + 1 ⇒ y − 2

⇒ y(x - 1) = 2x + 1 ⇒ y =
Resp.: É a função f-l, de f-l(x) = 2x + 1 . x − 1 - {1} em em

2x + 1 x − 1 – {2} definida por

11. Sejam os conjuntos A = {x ∈ função inversa de f. Solução:

| x ≥ 1} e B = {y ∈ R | y ≥ 2} e

a função f de A em B definida por f{x) = x2 - 2x + 3. Obter a

A função dada é f{x) = y = x2 - 2x + 3, com x ≥ 1 e y ≥ 2. Aplicando a regra prática temos: I) permutando as variáveis: 131

1 com x < 0 e y < -1. x − 1 se x 〈 0  Solução: Notemos que 1o) se x ≥ 0 então f(x) = y = x2 .AC-02 x = y2 – 2y + 3 com y ≥ 1 e x ≥ 2 II) expressando y em função de x x = y2 .1 com x ≥ 0 e y ≥ -1 ou y = x .{4} tal que f-1(a) = 5.5 − 3 17 17 = ⇒ a = 5 + 2 7 7 basta determinar a tal que f(5) = a. logo y ≥ -1.1 ⇒ ⇒ x = (y . Determinar f-1.1)2 + 2 ⇒ 2 ⇒ (y . devemos ter y ≥ 1 e x ≥ 2. Qual é o valor do domínio de f-1 com imagem 5? x + 2 Solução: Queremos determinar a ∈ . Seja a função bijetora de em definida por x2 − 1 se x ≥ 0 f(x) =  .1 com y < 0 e x < -1 132 . logo y < -1. 2o) se x < O então f(x) = y = x -1. Seja a função f de - {-2} em - {4} definida por f(x) = 4x − 3 .2y + 3 ⇒ x = y2 – 2y + 1 + 3 . a = f(5) = 13.1. a sentença que define a função inversa é f-1 (x) = 1 + Resposta: f-l : B → A f-l(x) = 1 + x − 2 x − 2 12.1 com y ≥ 0 e x ≥ -1 ou x = y .1) = x − 2 ⇒ y − 1 = x − 2 ou y − 1 = − x − 2 ⇒ x − 2. temos: x = y2 . 4. A função proposta é: y = x2 . ⇒ y = 1 + x − 2 ou y = 1 − Considerando que na função inversa f-l. para isto. Aplicando a regra prática: I) permutando as variáveis.

determinar a função inversa de gof. 6 → x −1 6 133 .2 e g(x) = 2x + 5 temos: f-1(x)= x + 2 3 e g − 1(x) = x − 5 2 x − 5 + 2 2 3 = x − 1 6 g −1(x) + 2 (f − 1og − 1)(x) = (f − 1(g −1(x)) = = 3 Portanto (gof)-1(x) = Resposta: (gof)-1 : (gof)-1(x) = x −1 . Aplicando a regra prática. 6 y = x −1 6 2o) Processo Determinamos inicialmente f-1 e g-1 e em seguida f-1og-1 pois (gof)-1 = f-1og-1 Aplicando a regra prática em f(x) = 3x . Solução 1o Processo Determinamos inicialmente gof e em seguida (gof)-1. (gof)(x) = g(f(x)) = 2f(x) + 5 = 2(3x .2) + 5 = 6x + 1.AC-02 II) expressando y em função de x. Logo. a função inversa f-1 é de em e definida por: x + 1 com y ≥ 0 e x ≥ -1 ou y = x + 1 com y < 0 e  x + 1 se x ≥ −1 f-1(x) =   x + 1 se x 〈 − 1 14. temos: y = x < -1. temos: x = 6y + 1 ⇒ Portanto (gof)-1(x) = x −1 . Dadas as funções f e g em definidas por f(x) = 3x .2 e g(x) = 2x + 5.

3. Seja a função f em definida por f(x) = 2x . Construir no mesmo diagrama os gráficos x + 4 2 de duas funções inversas entre si: 1o) f : x → 2x – 4 2 o) f : x → x 2 3 o) f : x → x 3 Solução f(x) = 2x – 4 x -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 y -12 -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 e e e f-1 : x → f-1 : x → f-1 : x → x 3 x f-1(x) = x -12 -10 -8 -6 -4 -2 0 2 4 x + 4 2 y -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 f(x) = x2 x 0 1 2 3 4 5 6 y 0 1 4 9 16 25 36 f-1(x) = x 0 1 4 9 16 25 36 x y 0 1 2 3 4 5 6 134 . Solução: f(x) = 2x – 3 x -1 0 1 2 3 4 y -5 -3 -1 1 3 5 f-1(x) = x -5 -3 -1 1 3 5 x + 3 2 y -1 0 1 2 3 4 16. Construir num mesmo plano cartesiano os gráficos de f e f-1.AC-02 15.

isto é. Dizemos que a. b. são os pontos do domínio de f para os quais f(x) = 0. 2º) f(x) < 0 ⇒ x < a ou c < x < d 3º) f(x) ≤ 0 ⇒ x ≤ a ou c ≤ x ≤ d ou x = b 4º) f(x) > 0 ⇒ a < x < b ou b < x < c ou x > d 5º) f(x) ≥ 0 ⇒ a ≤ x ≤ c ou x ≥ d Ao estudo acima efetuado.1 abaixo representa uma função y = f(x) onde a.INTRODUÇÃO O gráfico da Figura 5. b.1 . c e d são dados. 135 . c e d são raízes ou zeros de f(x) . chamamos de variação do sinal da função f. Observemos que: 1º) f(x) = 0 ⇒ x = a ou x = b ou x = c ou x = d.VARIAÇÃO DO SINAL DAS FUNÇÕES 5.AC-02 f(x) = x3 x -3 -2 -1 0 1 2 3 y -27 -8 -1 0 1 8 27 f-1(x) = x -27 -8 -1 0 1 8 27 3 x y -3 -2 -1 0 1 2 3 5 .

AC-02 FIGURA 5. c e d são dados. b.1 – Variação do sinal da Função Outro exemplo: sejam os gráficos das funções f(x) e g(x) da Figura 5. onde a.2. Observe que: 1º) f(x) = g(x) ⇒ x = a ou x = b ou x = c ou x = d (pontos de intersecção das duas curvas) 2º) f(x) > g(x) ⇒ x < a ou b < x < c ou x > d (intervalos em que os pontos de f(x) estão acima dos pontos de g(x)) 3º) f(x) ≥ g(x) ⇒ x ≤ a ou b ≤ x ≤ c ou x ≥ d 4º) g(x) > f(x) ⇒ a < x < b ou c < x < d 5º) g(x) ≥ f(x) ⇒ a ≤ x ≤ b ou c ≤ x ≤ d 136 .

veremos que recaímos no caso anterior.2 . respectivamente.AC-02 FIGURA 5. 5.g(x). Neste caso: 1o) obtemos os zeros da função resolvendo a equação f(x) = 0. 2o) obtemos os intervalos onde f(x) < 0 ou f(x) > 0. a variação do sinal de uma função pode ser obtida do seu gráfico.2. na análise da variação do sinal da função h(x). isto é.2 . 137 . Contudo.1 .Comparação entre f(x) e g(x) Se definirmos a função h : → tal que h(x) = f(x) . aberta (isto ou é.EQUAÇÕES 5. resolvendo inequações.Definições Sejam f(x) e g(x) duas funções cujos domínios são D1 ⊂ D2 ⊂ . Chama-se a equação que na pode incógnita ser x e à ou sentença afirmação falsa verdadeira dependendo do valor de x escolhido) do tipo: f(x) = g(x) h(x) = f(x) .g(x) = 0. ∀x ∈ D1 ∩ D2 Resolver a equação significa determinar o conjunto S ou V (denominado conjunto solução ou conjunto verdade) dos números r ∈ D1 ∩ D2 tais que f(r) = g(r) seja uma sentença verdadeira. Por exemplo: f(x) = g(x) ⇒ h(x) = 0 f(x) > g(x) ⇒ h(x) > 0 Evidentemente. a questão não é tão trivial quando só se dispõe da expressão que define a função. sem maiores complicações.

1 = 0 ⇒ x1 = 1 x + 2 = 0 ⇒ x2 = -2 138 .2. devemos saber que um polinômio P(x) de grau n pode ser completamente fatorado em n1 fatores do 1º grau e n2 fatores do 2º grau com n1 + 2n2 = n. podemos fazer: 1o) f(x) + h(x) = g(x) ⇔ f(x) = g(x) – h(x) 2o) f(x) = g(x) ⇔ f(x). em que o conjunto solução possa ser obtido com mais facilidade.3) 2 (2 2 fatores do lo grau). as raízes de um polinômio P(x) são as raízes da equação P(x) = 0.AC-02 Na resolução de uma equação procuramos sempre transformá-la em outra equivalente mais simples. Façamos o estudo para o caso geral.7).h(x) h(x) definida em D1 ∩ D2 h(x) ≠ 0 5. b . Exemplo: a .2 . P(x) = (x + x + x + 1) = (x + 1)(x + 1) (1 fator do 1º grau e 1 fator do 2º grau). Os n2 fatores do 2o grau são tais que ∆ < 0 para todos eles. suas raízes reais são as n1 raízes de cada um de seus n1 fatores do 1o grau. resolver a equação P(x) = 0. isto é. serão as raizes dos fatores x .5x + 6 (de grau n = 2) também pode ser escrito 3 P(x) = (x . As raízes do polinômio (x . Para determinarmos essas raízes. P(x) = x2 . Conforme o conceito de raiz apresentado. Para isso. logo do 3o grau. c = 0 ⇒ a = 0 assim: Se um polinômio de grau n apresenta-se completamente decomposto. Por exemplo.Equações Polinomiais Já vimos como resolver equações do lº e 2º graus.h(x) = g(x). pelo menos um de seus fatores é zero. Atentemos agora para o seguinte fato: se uma multiplicação tem resultado nulo.2)(x .1)(x + 2)(x . ou b = 0 ou c = 0 Exemplos: 1.

As 4 raízes serão: x = 0 x + 1 = 0 x . 139 . Resolva a equação do 4º grau x(x + 1)(x .1)(x .3 = 0 Logo: V = {1. fatorada.5  x2 = 5 = 0 ⇒  x3 = −1 3.5x2 + 7x .3) x . sabendo que.AC-02 x . 3 }.1)2(x . 3} ⇒ ⇒ ⇒ x1 = 1 x2 = 1 x3 = 3 Observação importante: O conjunto verdade apresenta apenas 2 elementos pois uma das raízes é dupla.3) = 0. O polinômio (x + 3)(x2 . Resolva a equação do 3º grau x3 . Solução: (x .3) = (x .5) não está completamente fatorado mas suas raizes ainda podem ser calculadas pois conhecemos métodos para resolver uma equação do 2o grau.1)2(x .1 = 0 x .1 = 0 x .7 = 0 ⇒ x3 = 7 2.3 = 0 ⇒ x4 = Logo: V = {0.1)(x .3 = 0. x + 3 = 0 ⇒ x1 = -3 x2 – 4x . 2 4.1 = 0 ⇒ x1 = 0 ⇒ x2 = -1 ⇒ x3 = 1 3 2 2x .1)(2x -3) = O Solução: Temos 4 fatores do primeiro grau. Dizemos que esta raiz tem multiplicidade 2. -1.4x . ela fica (x . 1.

3) x = -l ⇒ x + l = 0 ⇒ (x + 1) Multiplicando-se obtemos: (x . 1. x = 2 x = 3 deve apresentar os três seguintes fatores do 1o grau: ⇒ ⇒ xl = 0 x2 = 1  x3 = −3 ⇒ x . Ou seja: x3 .3 = 0 ⇒ (x . -3} 140 . -3} 6.2) ⇒ x .7x + 6 = 0. devemos ter ao todo 3 raízes. esse fator será Q(x) = x3 − 7x + 6 x − 2 0 2 -7 -3 6 Efetuando esta divisão. Resolva a equação x3 + 2x2 . sabendo que uma das raízes é 2.2)(x . decomposto.3) = 0 x = 0 x2 + 2x . devemos tentar fatorar.2 = 0 ⇒ (x .4x2 + x + 6 7.7x + 6 = (x . Forme um polinômio do 3o grau cujas raizes sejam 2.3)(x + 1) = x3 .Q(x) Logo.2).3 = 0 Logo: V = {0.AC-02 5. Se uma delas é 2. 3 e -1 Solução: Tal polinômio.3x = 0 Solução: Como não conhecemos métodos para equações do 3o grau. Solução: Como a equação é do 3o grau. por Briot-Ruffini vem 2 1 1 x2 = 1 Q(x) = x2 + 2x – 3 = 0 ⇒  x3 = −3 V= {2. 1. Resolva x3 .2) multiplicado por algum fator do 2o grau. basta por x em evidência: X (x2 + 2x . Q(x). haverá um fator do 1o grau igual a (x . Com efeito.

2.3 .360º  a) sen x = sen 50° ⇒ ou x = 130º + k. ou também (figura) se x e a forem em suplementares ao eixo (extremidades dos senos).360º  (k ∈ ) π   x = 3 + 2kπ ⇒  b) senx = sen 2π 3 x = + 2kπ 3  π 2o) tipo: de a se x cos x = cos a e a forem côngruos (k ∈ ) O cosseno de x será igual ao cosseno ou também (figura) se forem replementares (extremidades simétricas em relação ao eixo dos cossenos). evidentemente.AC-02 5. todas as outras se reduzem: senx = sena  cosx = cosa onde a é um arco conhecido tgx = tga   1º tipo: O seno de sen x = sen a x será igual ao seno de a.Equações Trigonométricas Há três tipos de equações trigonométricas a que. simétricas relação  x = a + 2kπ  ou sen x = sen a ⇒  x = (π − a) + 2kπ  Exemplos: x = 50º + k. se x ≡ a (côngruos). praticamente. 141 .

(k ∈ ) cos x = cos a ⇒ x = ±a + 2kπ Exemplos: a) cos x = cos 20º ⇒ x = b) cos x = cos 20º + k. ainda mais simplesmente: . (k ∈  x = (π + a) + 2kπ  ou simplesmente: ) tg x = tg a ⇒ x = a + kπ Exemplos: tg x = tg 40o ⇒ x = 40º + k.180º.AC-02 x = a + 2kπ   cos x = cos a ⇒  ou  x = (2π − a) + 2kπ  que pode ser escrito assim: . (k ∈ )  x = a + 2kπ  cos x = cos a ⇒  ou  x = −a + 2kπ  ou. (k ∈ + 2kπ. (k ∈ tg x = tg 2π 2π ⇒ x = + kπ . (k ∈ 3 3 ) ) 142 .  x = a + 2kπ  tg x = tg a  ou . (k ∈ ) ) 2π 2π ⇒ x = ± 5 5 3o tipo: tg x = tg a A tangente de x será igual à tangente de a se x e em a forem relação côngruos ao ou ainda da (figura). se forem explementares (extremidades simétricas centro circunferência).360º.

x= 200° + k. sen x = sen 200° Solução: É claro que x pode valer 200°. Invertendo ambos os membros: 143 . k ∈ } 4.360° ou x = 340° + k. que é 180° . mas também pode ser o suplemento de 200°. sen x = Solução: Cuidado! Só 3 2 podemos descobrir 3 2 x quando = sen tivermos outro arco no segundo membro. 2(cos x) . cos x = cos 2 3 3 | x = ± 1 2 Donde V = {x ∈ π 3 + 2kπ. 1ogo.200° = -20° ≡ 340° Logo. Com efeito. cotg x = 3 3 Solução: Podemos reduzir essa equação para uma do tipo tg x = tg a.1 . donde 2π 3 + 2kπ .= 0 Solução: Primeiramente vamos isolar cos x no primeiro membro: 2cos x = l ⇒ cos x = Mas. k ∈ } π 3 + 2kπ ou x = 3. 1 π π = cos . e a equação pode ser sen x = sen V = {x ∈ | x = π 3 . reescrita assim: π 3 .AC-02 Exemplos: 1.360° 2.

devemos resolver duas equações diferentes:  x = 2 π  sen x = ⇒ senx = sen ⇒ ou 2 4  x =  π 4 + 2kπ 3π + 2kπ 4 π  x = − + 2kπ  4 π − 2  sen x = ( ⇒ senx = sen − ) ⇒ ou 2 4  3π + 2kπ x = − 4  Portanto. k ∈ } 5. figura ponto os quatro à pontos assinalados E como na cada correspondem está solução. do distanciado seguinte de π 2 podemos escrever: V = { x ∈ | x = π 4 + kπ . cossec2 x = 2 Solução: Invertendo ambos os membros fica: 1 1 1 = ⇒ sen2x = 2 2 2 cos sec x Isolando sen x no primeiro membro vem: sen x = ± 1 1 1 2 2 = ± = ± = ± 2 2 2 2 2 Devido ao ±.AC-02 1 = cotg x tg x = tg Logo: V = {x ∈ 3 ⇒ tg x = 3 3 racionalizando        → tg x = 3 3 π 3 | x = π 3 + kπ.k ∈ 2 } 144 .

2 = 5 ⇒ x = 7 2º) quando x . π 5π V = { . |x .1 ≥ 0. Sendo U = {x ∈ Solução: | 0 ≤ x < 2π}.4 .2 < 0.2.x + 2 = 5 ⇒ x = -3 S = {7. } 3 3 5.Exemplos Diversos Exemplo 1: resolver |x -2| = 5 1º) quando x . 2t 2 – 7t + 3 = 0 ⇒ t = 7 ± t1 = 3 49 − 24 7 ± 5  = ⇒  1 4 4 t2 = 2  1) cos x = 3 ⇒ impossível (pois -1 ≤ cos x ≤ cos x = 1 π π ⇒ cos x = cos ⇒ x = ± + 2kπ 2 3 3 Como o universo da equação é só a primeira volta. resolva 2cos2x .2| = x .2 ≥ 0.2| = . 13} Exemplo 3: resolver 2 |x . |x . Para maior clareza façamos uma mudança de variável. -3} x − 1 2 Exemplo 2: resolver +x = 7 Temos de considerar 2 casos: 1º) quando x .AC-02 6. |x .1| = x -1 e a equação fica: x − 1 + x = 7 ⇒ x . |x .1| = 3 Temos de considerar 3 casos: 1º) quando x < 1: 145 .7cos x + 3 = 0.l| = -x + 1 e a equação fica: x − 1 + x = 7 ⇒ -x + 1 + 2x = 14 ⇒ x = 13 2 S = {5. substituindo cos x por t.1 + 2x = 14 ⇒ x = 5 2 2o) quando x – 1 < 0.3| + |x .

1 = 3 ⇒ x = 4 4º) 5x-2 = 1 ⇒ 5x-2 25 = 1 ⇒ 5x-2 = 5-2 ⇒ x – 2 = -2 ⇒ x = 0 52 5º) 3x+1 = 27-x+2 ⇒ 3x+1 = (33)-x+2 ⇒ 3x+1 = 3-3x+6 ⇒ ⇒ x + 1 = -3x + 6 ⇒ 4x = 6 .3|x| + 2 = 0 Temos de considerar 2 casos: 1o) quando x ≥ 0.3) + (x .1) = 3 ⇒ x − 1 = x − 1 ⇒ x = S = {2. 2} Exemplo 5: Equações exponenciais 1º) 2x = 24 ⇒ x = 4 2º) 3x = 81 ⇒ 3x = 34 ⇒ x = 4 3º) 2x-1 = 8 ⇒ 2x-1 = 23 ⇒ x .1 ⇒ x = 146 5 4 .AC-02 x − 3 = −x + 3  ⇒ 2(-x + 3) + (-x + 1) = 3 ⇒ x − 1 = −x + 1 ⇒ x = 2º) quando 1 ≤ x < 3: x − 3 = −x + 3  ⇒ 2(-x + 3) + (x . |x| = x e a equação fica: x2 .3x + 2 = 0 ⇒ x = 1 ou x = 2 2o) quando x < 0. |x| = -x e a equação fica: x2 + 3x + 2 = 0 ⇒ x = -1 ou x = -2 S = {-2.1) = 3 ⇒ x − 1 = x − 1  ⇒ x = 2 3º) quando x ≥ 3: x − 3 = x − 3  ⇒ 2(x . -1. 1. 10 3 10 } 3 4 (não convém) 3 Exemplo 4: resolver |x|2 .

devemos transpor uma das raizes para o outro membro.10. pois S = {4} 147 . -1} Exemplo 7: Resolver a equação 2x + 1 + 2x − 4 = 5 .10. temos: 2x + 1 + ⇒ 2x − 4 =5 ⇒ 2x + 1 = 5 − 2x − 4 2x − 4 ( 2x + 1 ) 2 = 5 − ( ) 2 ⇒ ⇒ 2x + 1 = 25 – 10 2x − 4 + 2x – 4 ⇒ ⇒ 10 2x − 4 = 20 ⇒ 2x − 4 = 2 ⇒ 2x . Solução: Antes de elevarmos ao quadrado.3x = x2 + 4 A equação proposta é equivalente a x2 + 3x + 4 Fazendo x2 + 3x + 6 = 0 ⇒ x2 + 3x + 6 - x2 + 3x + 6 . temos: x2 + 3x + 6 ≥ 0 x2 + 3x + 6 = 2 ⇒ x2 + 3x + 6 = 22 ⇒ x2 + 3x + 2 = 0 ⇒ ⇒ x = -2 ou x = -1 S = {-2.2 = 0 ⇒ y = 2 ou y = -1 y = -1 não convém. temos: y2 .4 = 22 ⇒ x = 4 2.2 = 0 x2 + 3x + 6 = y.4 − 4 = 5 x = 4 é solução. temos: y 2 y1 = 1 ⇒ 3x = 1 ⇒ x = 0  .10y + 9 = 0 ⇒  y 2 = 9 ⇒ 3x = 9 ⇒ x = 2  Exemplo 6: Resolver a equação Solução: x2 + 3x + 6 .3x + 9 = 0 Se 3x = y (mudança de variável).3x + 9 = 0 32x .AC-02  2 6º)    5 2x  5 =   2 −2  2 ⇒   5 2x  2 =    5 2 ⇒ 2x = 2 ⇒ x = 1 7º) 9x . Assim.y . pois y = Para y = 2.4 + 1 + 2.

isto é h(x) + f(x) < g(x) ⇒ f(x) < g(x) .3. Exemplo: Para 2x + 1 > x + 3 o conjunto solução é S = {x ∈ O número real 3 ∈ S | x > 2} é solução da inequação pois 2. se h(x} > 0 f(x} < g(x} ⇒  f(x} h(x} > g(x} h(x} .INEQUAÇÕES 5. isto é: f(x}h(x) < g(x}h(x} . com o mesmo conjunto solução. f(x) ≥ g(x) e f(x) ≤ g(x) O domínio de validade das inequações acima é D = D1 ∩ D2.3 + 1 > 2 + 3. isto é. Observemos que o conjunto solução é sempre parte do domínio de validade da inequação.1 . o conjunto de todos os números reais x que tornam verdadeira a desigualdade em questão. S ⊂ D Na resolução de uma inequação procuramos sempre transformála em outra mais simples. Para isso. conforme essa expressão seja positiva ou negativa. 1o) podemos transpor um termo de membro para outro trocando o sinal do termo considerado. Resolver a inequação é encontrar seu conjunto solução. a qualquer uma das sentenças abertas abaixo: f(x) > g(x) .AC-02 5. se h(x} < 0 para h(x} definida em D1 ∩ D2 148 . respectivamente.Definições Sejam as funções f(x) e g(x) cujos domínios são respectivamente D1 ⊂ e D2 ⊂ .h(x) 2o) podemos multiplicar os dois membros pela mesma expressão. f(x) < g(x) . mantendo ou invertendo o sentido da desigualdade. Chamamos inequação na incógnita x.3 .

ax2 + bx + c < 0. 2 | -½ ≤ x ≤ 2} Da Figura 5. 5.2 .4}.2 S = {x E As inequações do 2o | x > -2} grau ax2 + bx + c > 0 e Compare esta solução com a solução gráfica. a ≠ 0 podem ser resolvidas através do gráfico da função afim (Fig. a = -2 < 0. a ≠ 0.3.AC-02 5.3 .Sinal das Funções Afim e Quadrática As inequações ax + b > 0 e ax + b < 0. Exemplo: -2x2 + 3x + 2 ≥ 0 f(x} = -2x2 + 3x + 2 As raízes de f são x1 = 1 e x = 2.3}. 5. FIGURA 5.Sinal da Função Afim Por exemplo: 3x + 6 > 0 x > . podem ser resolvidas através do gráfico da função quadrática (Fig.4 temos: S = {x ∈ 149 .

a b > 0 a 2º) a > 0 e b < 0 ⇒ a. a < 0 150 .3 . os pontos onde a função não está definida) fica razoavelmente simples resolver uma inequação do tipo h(x) > 0 se nos recordarmos de algumas propriedades dos números reais: 1º) a > 0 e b > 0 ⇒ a. b < 0 3º) a.b > 0.3.AC-02 FIGURA 5.b < 0. n a ∉ .4 .Sinal da Função Quadrática 5.Solução Geral de Inequação Dada uma função h(x) definida em D e sendo conhecidos os zeros e os pontos de descontinuidade (isto é.b = 0 ⇒ a = 0 ou b = 0 a 0 4º) = 0 e 0 ∉ b 5º) a < b < c ⇒ a < b e b < c 6º) a ≤ 0 e n ∈ é par ⇒ an ≥ 0.

Analisando os sinais dos fatores. n a ≤ 0 7º) ver as desigualdades dadas em 2.4 e 2.2. temos: 151 . 2.2. estender raciocínio empregado no estudo dos sinais de um produto de dois fatores para um produto com mais dois 2) Resolver a inequação (3x - 2)(x + 1)(3 - x) < 0 em .3.5.AC-02 n ∈ é impar ⇒ an ≤ 0. Exemplos: II 1) Resolver 3x + 2 < -x + 3 ≤ x + 4 I Temos inequações: I) 3x + 2 < -x + 3 ⇒ 4x < 1 ⇒ x < 1 4 1 2 que resolver duas II) -x + 3 ≤ x + 4 ⇒ -2x ≤ 1 ⇒ x ≥ A intersecção destes dois conjuntos é S = {x ∈ | 1 1 ≤ x < 2 4 o Podemos fatores.

} 3 2 3 2 Se recorrêssemos ao quadro-produto.g(x) = 0 3 .5) ≥ 0 em A inequação (3x + 1)(2x -5) ≥ O é equivalente a: . teríamos: 152 .5) > 0 (I)   ou  (3x + 1).AC-02 A inequação f(x).(2x . } 3 2 O conjunto solução é: S = S1 ∪ S2 = {x ∈ Ou seja: S = {x ∈  x ≤ 1 5 ou x ≥ } 3 2  x < 1 5 1 5 ou x > } ∪ {. isto é: f(x)..g(x) > 0 com o conjunto solução S2 da equação f(x)g(x) = 0.g(x) ≥ 0 ⇔ ou f(x).Resolver a inequação (3x + 1) (2x .5) = 0 (II)  Resolvendo (I) temos S1 = {x ∈  x < - 1 5 ou x > } 3 2 1 5 Resolvendo (II) temos S2 = {.g(x) ≥ 0 tem por conjunto solução S a reunião do conjunto solução S1 da inequação f(x). (3x + 1)(2x ..g(x) > 0 f(x).

3)6 > 0 ⇒ 4x .5x ≥ 0 ⇒ S = {x ∈ 6º) (4x .} 2  x ≤ 3 } 5 5) Resolver em R a inequação 3x + 4 ≤ 2 .5)2 ≥ 0 ⇒ S = 7º) (8 .2)4 < 0 ⇒ S = ∅ 5º) (3 .temos S = {x ∈ R x ≤ − 2 ou 5 x > 1 } 153 .AC-02 4 . Temos: 1 − x Solução: 3x + 4 3x + 4 3x + 4 − 2 ⋅ (1 − x) ≤ 2 ⇒ − 2 ≤ 0 ⇒ ≤ 0 1 − x 1 − x 1 − x ⇒ 5x + 2 ≤ 0 1 − x Fazendo o quadro-quociente.2x)4 ≤ 0 ⇒ S = {4}  x >  x ≠ 1  x < .2 > 0 ⇒ S = {x ∈ 2º) (4x .2)3 > 0 ⇒ 3x .Resolver em as inequações abaixo: 2 } 3 3 } 4 1º) (3x .3 ≠ 0 ⇒ S = {x ∈ 3º) (2x + 1)5 < 0 ⇒ 2x + 1 < 0 ⇒ S = {x ∈ 4º) (x .5x)7 ≥ 0 ⇒ 3 .

x < 1 3x + 4 2 ≤ 2 ⇒ 3x + 4 ≤ 2 1 − x) ⇒ x ≤ − ( 1 − x 5 S1 = {x ∈ R x < 1 ∩ {x ∈ R } 2 x ≤ − } = {x ∈ R 5 2 x ≤ − } 5 b) h(x)= 1 – x < 0. x > 1. isto é A potência de expoente par e base não nula é sempre positiva. 3x + 4 2 > 2 ⇒ 3x + 4 > 2 1 − x) ⇒ x > − ( 1 − x 5 S2 = {x ∈ R x > 1 ∩ {x ∈ R } x ≤ − 2 x > − } = {x ∈ R 5 x > 1 } S = S1 ∪ S2 = {x ∈ R 2 ou 5 x > 1 } 6)Resolver em R a inequação (x – 3)5 (2x + 3)6 < 0 Solução: Estudemos separadamente os sinais das funções f(x)=(x-3)5 e g(x)=(2x+3)6. então o sinal de (x-3)5 é igual ao sinal de x-3. Lembrando que a potência de expoente ímpar e base real tem o sinal da base. isto é Fazendo o quadro-produto. temos: 154 . isto é. então (2x+3)6 é positivo se x ≠ . isto é.3/2 e (2x+3)6 é nulo se x = -3/2.AC-02 Podemos resolver a inequação 3x + 4 ≤ 2 . multiplicando por 1 − x h(x)= 1 – x e examinado os dois casos a)h(x)= 1 – x > 0.

temos 2x -7 + x +1 ≥ 0 ⇒ 2x − 7 − x −1 ≥ 0 ⇔ x ≥ 8 a solução S2 é 155 . considerar dois casos a) se x ≥ −1 .AC-02 S = {x ∈ R x < 3 e 3 x ≠ − } 2 7) a)Resolver em R: 2x + 1 < 3 b)Resolva em R: 4x − 3 > 5 Solução: a) 2 x + 1 < 3 ⇒ −3 < 2 x + 1 < 3 ⇒ −2 < x < 1 S = {x ∈ R b) − 2 < x < 1 } 4x − 3 > 5 ⇒ (4x − 3 < −5 ou 4x − 3 > 5) ⇒ ⇒ x < − 1 ou x > 2 2 x < − 1 ou x > 2 } 2 S = { ∈ R x 8) Resolver em R a inequação 2x -7 + x + 1 ≥ 0  x + 1 se x ≥ −1  x + 1 =   Solução:Notando que − x − 1 se x < -1 Devemos então. temos 2x -7 + x +1 ≥ 0 ⇒ 2x − 7 + x +1 ≥ 0 ⇔ x ≥ 2 x ≥ −1 ∩ {x ∈ R } x ≥ 2 = {x ∈ R } x ≥ 2 } a solução S1 é S1 = {x ∈ R b) se x < -1.

AC-02 S2 = { ∈ R x x < −1 ∩ { ∈ R } x x ≥ 8 = ∅ } A solução da ineguação proposta é S = S1 ∪ S2 = {x ∈ R x ≥ 2 } 9)Resolver as inequações irracionais a) b) x 2 − 3x < 2 2x + 5 ≤ x + 1 Solução: a) x 2 − 3x ≥ 0 x 2 − 3x < 2 ⇒ x 2 − 3x < 4 ⇒  2 x − 3x < 4 x 2 − 3x ≥ 0 x ≤ 0 ou x ≥ 3 (I) ⇒  2 ⇒   − 1 < x < 4 (II) x − 3x < 4 S = {x ∈ R − 1 < x ≤ 0 ou 3 ≤ x < 4 }} b) x + 1 ≥ 0  2x + 5 ≤ x + 1 ⇒  2 0 ≤ 2x + 5 ≤ (x + 1) x ≥ −1 (I)  x + 1 ≥ 0  x + 1 ≥ 0  5   ⇒ 2x + 5 ≥ 0 ⇒  x ≥ − (II)  2x + 5 ≥ 0 2 2 2x + 5 < (x + 1) x2 − 4 ≥ 0  x ≤ −2 ou x ≥ 2 (III)    S = { ∈ R x ≥ 2 x } 156 .

157 . devemos multiplicar ambos os membros por x. o sentido da desigualdade será mantido ou invertido 1ª Possibilidade x > 0 3 − x ≤ 2 ⇒ x (I) 3 − x ≤ 2x ⇒ 0 ≤ 3 − x ≤ 4x 2 ⇒ (II) x ≤ 3  3 − x ≥ 0  3 − x ≥ 0  3 (III) ⇒  ⇒  2 ⇒ 2 3 − x ≤ 4x 4x + x − 3 ≥ 0 x ≤ −1 ou x ≥ 4  S1 = {x ∈ R 3 ≤ x ≤ 3 } 4 (IV) (2x < 0) 2ª Possibilidade x < 0 3 − x ≤ 2 ⇒ x 3 − x ≥ 2x ⇒ 3 − x ≥ 0 ⇒ x ≤ 3 4 S2 = { ∈ R x x < 0 } A solução da inequação proposta é dada por S = S1 ∪ S2 = {x ∈ R x ≥ 2 } 11 – Determinar x para que log2 (2x – 3) exista Solução: ∃ log se:a) 2x – 3 > 0 ⇒ x > 3/2.AC-02 10)Resolver a inequação Solução: 3 − x ≤ 2 x Para resolvermos esta inequação. não esquecendo que dependendo do sinal de x. onde 2x – 3 é o logaritmando.

b e c (2x – 8) exista devem ser satisfeitas simultaneamente.5 5 exista 13 – Determinar o valor de x para que log5x Solução: ∃ log se:a) 2x – 8 > 0 ⇒ 2x > 8 ⇒ x > 4 b) 5x – 15 > 0 ⇒ 5x > 15 ⇒ x > 3 c) 5x – 15 ≠ 1 ⇒ 5x ≠ 16 ⇒ x ≠ 16/5 Como intervalos: as condições a. tomamos os valores de x da interseção dos três D = {x ∈ ℜ / x > 4} 14 – Resolver as seguintes inequações logarítmicas 1°) log x > log 7 5 5 Solução: Como 5 > 0 ⇒ x > 7 2°) log2 5 > log2 x Solução: Como 2 > 0 ⇒ 5 > x > 0 3°) log7(x − 1) > log7 2 Solução: 158 .15 .AC-02 3  D = x ∈ ℜ / x >  2  12 – Determinar o valor de x para que log2x Solução: ∃ log se:a) 2x – e b) 2x – 5 ≠ 1 ⇒  D = x ∈ ℜ / x >  5 > 0 ⇒ x > 5/2 2x ≠ 6 ⇒ x ≠ 3 5  e x ≠ 3 2  .

∆ = 25>0 e os zeros x1 = -1/2 e x2 = 2.AC-02 Como 7 > 0 ⇒ 0 < x − 1 < 2 ⇒ 1 < x < 3 4°) log 1 x > log 1 3 3 3 Solução: Como 0 < 1 < 1 ⇒ 0 < x < 3 3 5°) log 1 7 < log 1 x 3 3 Solução: Como 0 < 1 < 1 ⇒ 7 > x > 0 3 6°) log 1 7 > log 1 x 3 3 Solução: Como 0 < 1 < 1 ⇒ 7 < x ou x > 7 3 7°) log 4(x − 2) > log 4 5 5 5 Solução: Como 0 < 4 < 1 ⇒ x − 2 > 5 ⇒ x > 7 5 15 – Resolver a inequação –2x2 + 3x + 2 ≥ 0 Solução: Considerando f(x) = –2x2 + 3x + 2. então 159 . temos a = -2<0.

temos: Fazendo o quadro-produto S = {x ∈ ℜ / − 1 < x < 1 ou 2 < x < 3} 17 – Resolver a inequação Solução: Analisando os sinais do numerador e do denominador. temos: 2x 2 + x − 1 ≤ 0 em R 2x − x 2 160 .2)(-x2 + 4x –3)> 0 em R Solução: Analisando os sinais dos fatores. vem: 1  ∈ ℜ/ − ≤ x ≤ 2 2  16 – Resolver a inequação (x2 – x .AC-02  ( f x) <   ( f x) =   ( f x) >  Como a  S = x  0 para x < − 1 ou x > 2 2 1 0 para x = − ou x = 2 2 1 0 para − < x < 2 2 inequação e f(x) ≥ 0.

1 . ∀ x ∈ D sendo D = D1 ∩ D2 Exemplos: 1. Demonstrar as seguintes identidades: a) cos4 a − sen 4 a = 2. 161 . indicaremos: f(x) ≡ g(x) ⇔ f(x) = g(x). ⇒ 2. sena + 2.(cos2 a − sen 2 a) = cos2 a − (1 − cos2 a) = 2 cos2 a − 1 =Segundo membro b) (1 + sena + cos a)2 = 2. sena + 2. ⇒ 1 + (sen 2a + cos2 a) + 2. sena cos a + 2. vem 1   S = x ∈ ℜ / x ≤ −1 ou 0 < x ≤ ou x > 2 2   5. cos a = 2(1 + sena) + 2 cos a(sena + 1) ⇒ . e respectivamente.(1 + cos a)(1 − sena) = Segundo membro 3.Definição Dadas duas funções f(x) f(x) e é g(x) de domínios a g(x) D1 e D2. para os quais as duas funções existem.4. sena cos a + 2. cos a .IDENTIDADE 5.AC-02 Fazendo o quadro-quociente. ⇒ 2 + 2. tg a + cot ga = tg a cos sec 2 a . diremos que idêntica quando somente quando f(x) e g(x) assumirem valores iguais para todos os valores de x.(1 + cos a)(1 − sena) Primeiro membro = (1 + sena + cos a) (1 + sena + cos a) ⇒ .4 . cos2 a − 1 Primeiro membro = cos4 a − sen 4 a = (cos2 a + sen 2 a)(cos2 a − sen 2a) ⇒ ⇒ 1. Em símbolos.

sen a tga = 2 sec a 1 + tg a 2 a − tg 2 a) − (sen 2 a + cos2 a) = 0 sen a sen a tga sena Primeiro termo = = cos a = = = Segundo membro 2 1 1 sec a sec a cos a cos2 a 7. sec 2 x tg Primeiro membro = (sec 2 x ) − tg 6 x = (1 + tg 2 x ) − tg 6 x ⇒ 3 3 1 + 3. 4. sen a + cos2 a sen a cos a . 2 x.( tg a + (tg a cot g a) cot g a = tg a + cot g a = Primeiro membro . 2 8. sen a cos a .AC-02 Segundo membro = tg a cos sec 2 a = tg a 1 + cot g 2 a) ⇒ . tg a + cot ga − (tg a − cot ga)2 tg a + cot ga = 4. (sec x − cos x )2 + (cos sec x − senx)2 − (cot gx − tgx)2 = 1 Primeiro membro = = (sec2 x − 2 + cos2 x) + (cos sec2 x − 2 + sen2x) − (cot g2x − 2 + tg2x) = = (2 − 2 − 2) + (sec2 x − tg 2 x) + (cos sec2 x − cot g 2 x) + (cos2 x + sen 2 x) = = 1 + 1 + 1 – 2 = 1 = segundo membro 5. sec 2 x − tg 6 x = 1 + 3. tg 2 a + cos2 a = sec 2 a − sen 2 a Segundo termo – Primeiro termo = sec 2 a − sen 2 a − tg 2 a − cos2 a = (sec 6. 2 x. . 2 x + tg 4 x + tg 6 x − tg 6 x = 1 + 3. + cot ga)2 − (tg a − cot ga)2 Primeiro membro = (tg a tg a + cot ga ⇒ (tg 2 a + 2 + cot g 2 a) − (tg 2 a − 2 + cot g 2 a) 4 = ⇒ sen a cos a tg a + cot ga + cos a sen a = 4 = 4. . sen a cos a = Segundo membro .(1 + tg 2 x) ⇒ tg tg 162 .

sen2x .sen2x + 3. cos x + cos2 x ⇒ (tg x 2  sen 2 x   sen 2 x + cos2 x   + 1 ⇒ + 1) −  2 + 2. log 2 x + 3 = log 8 x10 . log 2 x + 3 = 10. sen x. log 8 x + 3 = 0 8 Fazendo log 8 x = y.AC-02 = 1 + 3tg 2 x.senx + 1 = 0 sen x = 3 ± 9 − 8 3 ± 1 = 4 4 163 .3. temos. (tgx − sen x )2 + (1 − cos x) 2 = (sec x − 1) 2 Segundo membro = sec 2 x − 2.cos2x + 3.sen2x. temos a equação 3y2 – 10y +3 = 0 ⇒ y = 3 ou y = Então: 1°) log8 x = 3 ⇒ x = 83 ⇒ x = 512 2°) log 8 x = 1 3 1 ⇒ x = 81/3 ⇒ x = 2 3 S = {2.(1-sen2x) + 3. Resolver a equação 2.1 = 0 2.senx . log 2 x − 10. Resolver a equação logarítmica 3. log 8 x ⇒ 8 8 ⇒ 3. 8 Solução: Devemos ter x > 0 3.senx – 3 = 0 Resolver: substituindo-se cos2x por 1 .512} 2. tgx + sen 2 x + 1 − 2. log 2 x + 3 = log 8 x10 ⇒ 3. sec 2 x = Segundo membro 9. cos x  + (sen 2 x + cos2 x ) = sec 2 x − 2.senx – 3 = 0 .  cos x    cos x     sec 2 x − 2. sec x + 1 = h x) ( Exemplos do Capítulo 1. sec x + 1 = h x) ( Primeiro membro = tg 2 x − 2. 2.2.

Demonstrar a identidade: sen(a+b). . . tgx ⇒ tg 2 x − 2. (2.cosx + 1 = 0 cosx = − 2 ± 4 − 4 2 = . Solução: d = sen(a+b).cosx + 3 = 0. tgx + 1 = 0 tgx 2 ± 4 − 4 2  π ⇒ tgx = 1 ⇒ tgx = tg   4 S = {x | x = π + kπ } 4 5.cos2x – 1) + 4.1 ⇒ x = π + 2kπ S = {x | x = π + 2kπ } 4. Resolver a equação tgx + cotgx = 2. temos. Solução: tgx + Assim.sen(a-b) = sen2a – sen2b. tgx = 1 = 2 ⇒ tg 2 x + 1 = 2. Solução: Substituindo-se cos2x por 2.sen(a-b) – (sen2a – sen2b) ⇒ d = (sena cos b + senb cos a)(sena cos b − senb cos a) − sen 2 a + sen 2 b .cosx + 2 = 0 cos2x + 2. ∴ sen(a+b). ⇒ d = sen 2 a (− sen 2 b) − sen 2 b (− sen 2 a) . .cos2x + 4.cos2x – 1. ⇒ d = −sen 2 a sen 2 b + sen 2 b sen 2 a ⇒ d = 0 .cosx + 3 = 0 2.sen(a-b) – (sen2a – sen2b) 164 . Resolver a equação cos2x + 4. . . ⇒ d = (sen 2 a cos2 b − sen 2 b cos2 a) − sen 2 a + sen 2 b . .AC-02 π  sen x = 1 ⇒ x = 2 + 2kπ   sen x = 1 ⇒ sen x = sen π  ⇒ x = π + 2kπ ou x = π − π + 2kπ    2 6 6 6  S = {x | x = π π π + 2kπ ou x = + 2kπ ou x = π − + 2kπ } 2 6 6 3.

vem: x < n + 3 m n + 3 } m S = {x ∈ R | x < 8. Resolver as equações: a) x 3 − 3 x 3 + 2 = 0 Soluções: a) Fazendo b) 4 x + 2 x − 1 = 0 x 3 = y e x3 = y2. temos. sendo m < 0. S = S1 ∪ S2 ⇒ S = {5} 165 . Resolver a inequação mx –n > 3. y2 -3y + 2 = 0 ⇒ y = 1 ou y = 2 mas y = x 3 .AC-02 6.1 2 x = −1 ⇒ x ∉ R x = 4 1 1 ⇒ x = 2 16 S = { 1 } 16 7. 2y2 + y – 1 = 0 ⇒ y = Agora calculemos x: 4 1 1 ou y = . temos. logo x3 = 1 ⇒ x3 = 1 ⇒ x = 1 x3 = 2 ⇒ x3 = 4 ⇒ x = 3 4 S = {1. Solução: mx –n > 3 ⇒ mx > n +3 Dividindo os dois membros por m (note que m < 0). Resolver (x – 5)4 ≤ 0 Solução: (x – 5) 4 (x − 5) 4 < 0 ⇒ S1 = φ. 3 4 } b) Fazendo 3 x = y e x = y 2 . ou  ≤ 0 ⇒  (x − 5) 4 = 0 ⇒ x − 5 = 0 ⇒ x = 5 ⇒ S1 = {5}  Desta forma.

AC-02 9. Determine o valor de x para satisfazer as equações. Resolver (2x + 3)13 ≥ 0. Dar o conjunto solução da ineqüação: Solução: 2x −1 x − 4 x 4 . 1°) 2x = 24 Solução: x = 4 2°) 3x = 81 Solução: 3x = 34 ⇒ x = 4 3°) 2x − 1 = 8 Solução: 2x − 1 = 23 ⇒ x − 1 = 3 ⇒ x = 4 4° ) 5x − 2 = 1 25 Solução: 1 5x − 2 = 2 ⇒ 5x − 2 = 5 − 2 ⇒ x − 2 = − 2 ⇒ x = 0 5 5°) 3x + 1 = 27−x + 2 Solução: 166 . Solução: (2x + 3)13 ≥ 0 ⇒ 2x + 3 ≥ 0 ⇒ x ≥ − 3 2 3 } 2 2x − 1 x − 4 x − > 3 − 3 2 4 S = {x ∈ R | x ≥ − 10.( 2 x − 1) − 6 .( x − 4 ) − 36 + 3 x − −3+ > 0⇒ >0⇒ 3 2 4 12 8x – 4 – 6x + 24 – 36 + 3x > ⇒ 5x – 16 > 0 x > 16 5 16 } 5 S = {x ∈ R | x > 11.

Assim. portanto: . se x ≥ 2 − 2x + 4.AC-02 − 3x + 1 = (33) x + 2 ⇒ 3x + 1 = 3−3x + 6 ⇒ x + 1 = −3x + 6 ⇒ 4x = 6 − 1 ⇒ x = 5 4 2x −2  2  5 6° )   =    5  2 Solução:  2    5 2x  2 =    5 2 ⇒ 2x = 2 ⇒ x = 1 7°) 9x − 10 ⋅ 3x + 9 = 0 Solução: 32x − 10 ⋅ 3x + 9 = 0. Determinar o conjunto dos valores de x para os quais a função f x) = x 2 − log e x é crescente. se x ≥ 0 f x) =  (  − 2x − 4. se x < 0 e finalmente vem: 2x − 4. − 2 se 0 < x < 2 ou x < −2 e não é definida para x = 0 ou 2 ou –2. se x ≤ −2  A derivada de f é. Temos: f (x) = 2x − ' 1 2x 2 − 1 = x x 167 . Para que valores de x é descrescente a função f x) = 2 ⋅ x − 4 ? ( Solução: Vamos definir f através de várias sentenças. f é decrescente para x pertencente ao conjunto 13. se − 2 < x < 0 − 2x − 4. fazendo 3x = y tem − se y2 − 10y + 9 = 0 y1 = 1 ⇒ 3x = 1 ⇒ x = 0  ⇒  y2 = 9 ⇒ 3x = 9 ⇒ x = 2  12. ( Solução: Devemos calcular a derivada de f e determinar em que conjunto a função f’ é não negativa. temos:  2x − 4. se 0 ≤ x < 2  f x) =  ( 2x + 4. 2 se − 2 < x < 0 ou x > 2 f x) =  ´( . Como primeiro passo.

temos 2x − 1 ≥ 0   x − 2 < 0 1  x ≥ (III) ⇒ 2  x < 2 (IV)  S1 = {x ∈ ℜ 1 ≤ x < 2 } 2 resolvendo (II). resolver as inequações: a) b) c) 3x − 5 ≥ 2 3x 2 − 7x + 2 > −4 2x − 1 > x − 2 Solução: a) 3x − 5 ≥ 2 ⇒ 3x − 5 ≥ 22 ⇒ x ≥ 3 S = {x ∈ ℜ x ≥ 3 } 1 ou x ≥ 2 3 b) 3x 2 − 7x + 2 > −4 ⇒ 3x 2 − 7x + 2 ≥ 0 ⇒ x ≤ S = {x ∈ ℜ x ≤ 1 ou x ≥ 2 } 3 c) 2x − 1 ≥ 0 e x − 2 < 0 (I)  2x − 1 > x − 2 ⇒  2 2x − 1 > (x − 2) e x − 2 ≥ 0 (II) resolvendo (I). temos 2 2x − 1 ≥ (x − 2) x2 − 6x + 5 < 0 1 < x < 5 (V)   ⇒ ⇒    x − 2 ≥ 0 x − 2 ≥ 0  x ≥ 2 (VI)   168 . 2 2x 2 − 1 2 ≥ 0 ⇒ − ≤ x < 0 ou x ≥ x 2 2 2 que D(f) = R* .AC-02 f (x) ≥ 0 ⇒ ' Lembrando x ≥ 2 . + vem a resposta: f é crescente para 14.

NOÇÃO DE LIMITE DE UMA FUNÇÃO Seja a função f ( x ) = ( 2 x + 1)( x − 1) definida para todo x real e x ( x − 1) ≠ 1. Estudemos os valores da função f quando x assume valores próximos de 1.LIMITE 6.5 2 -0.2 0.5 -1 0.25 -0.01 0.2 0.AC-02 S 2 = {x ∈ ℜ 2 ≤ x < 5 } 1 ≤ x < 5 } 2 S = S1 ∪ S 2 = {x ∈ ℜ 6 .01 3. Se x ≠ 1.999 2.5 0.25 3.5 1 1.002 169 .002 0.998 -0.1 -0. porém maiores que 1.2 1.1 3. podemos dividir o numerador e o denominador por x -1 obtendo f(x) = 2x + 1.001 0. temos: x f(x) x-1 f(x)-3 2 5 1 2 1.99 2.02 0.5 -0.001 3.75 2.02 0.2 0.1 .5 0.8 -0. mas diferentes de 1. temos: x f(x) x-1 f(x)-3 0 1 -1 2 0.98 -0.02 1.001 -0. Atribuindo a x valores próximos de 1.5 1. porém menores que 1.002 Se atribuirmos a x valores próximos de 1.9 2.5 4 0.01 -0.1 0.

f(x) aproxima-se cada vez mais de 3. Pelas duas tabelas vemos que: |x. que o limite de f(x) é 3 quando x tende a 1 e escrevemos simbolicamente: lim f ( x) = 3 x →1 Consideremos.2 ⇒ |f(x) -3| = 0.1 |x. tomando para isso o módulo da diferença entre x e a suficientemente pequeno. agora. não é necessário que a função esteja definida em a.0001 ⇒ |f(x) -3| = 0.AC-02 Observemos em ambas as tabelas que.1| = 0.002 Observemos que podemos tornar f(x) tão próximo de 3 quanto desejarmos.1| = 0. Assim. É importante observamos nesta definição que nada é mencionado sobre o valor da função quando x = a. vimos que 170 . então. bastando para isto tomarmos x suficientemente próximo de 1.02 |x. isto é. tanto mais próximo de 3 estará f(x).001 ⇒ |f(x) -3| = 0. Se for possível tornar o módulo da diferença entre f(x) e L tão pequeno quanto desejarmos. basta fazer x ficar suficientemente próximo de a. o caso geral de uma função f definida num intervalo aberto ao qual pertence o número real a. para fazer f(x) ficar tão próximo de L quanto desejarmos. quanto mais próximo de 1 estiver x. exceto eventualmente em a. Dizemos. no exemplo anterior. quando x se aproxima cada vez mais de 1. isto é.1| = 0. Um outro modo de dizermos isto é dizer: podemos tornar o módulo da diferença entre f(x) e 3 tão pequeno quanto desejarmos desde que tomemos o módulo da diferença entre x e 1 suficientemente pequeno. escrevemos: lim f ( x) = L x →a isto é.

quando existe. lim f x) ( x→a aproxima de a e O leitor poderá facilmente intuir que uma função não pode aproximar-se de dois números diferentes quando x se aproxima de a. o limite.1 a seguir. A tabela 6.Limite lim f ( x) = lim(2 x + 1) = 3 ≠ f (1) x →1 x →1 É importante ter sempre em mente no cálculo de que interessa o comportamento de f(x) quando x não o que ocorre com f quando x = a.1. ou seja. na função 2 x + 1 se x ≠ 1 f ( x) =  se x = 1 5 temos: FIGURA 6. resume as principais propriedades operacionais de limite (propriedades L) 171 . (x − 1) mas Pode ocorrer que a função esteja definida em a e lim f ( x ) ≠ f ( a ) x→a Por exemplo.AC-02 lim x →1 (2x + 1)(x − 1) = lim (2x + 1) = 3 x →1 (x − 1) f x) = ( (2x + 1)(x − 1) não está definida para x = 1. é único.

L L3. p( x) = a0 + a1 x + . lim n f ( x) = n lim f ( x) = n L ( Se n ∈ N * e L ≥ 0 ou se x→a x→a n é ímpar e L ≤ 0) Uma conseqüência importante das propriedades L acima é a regra para obter o limite de uma função polinomial. f ( x)] = c. lim c = c L 2.. O limite de uma função polinomial para x tendendo para a é igual ao seu valor numérico para x = a. + an x n x →a 172 . lim[( f + g ) ( x)] = lim f ( x) + lim g ( x) = L + M L 4.1. lim[( f − g ) ( x)] = lim f ( x) − lim g ( x) = L − M L5.M x→a x→a x→a x→a x→a x →a x→a x→a x→a x→a L6.Propriedades operacionais de Limite Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M então : x→a x→a L1. lim ( f ) ( x) = lim f ( x) = Ln n n x →a x→a [ ] [ x→a ] x→a  f  lim f ( x) L L7..AC-02 TABELA 6. g ) ( x)] = lim f ( x). lim[( f . lim p( x) = p(a). lim f ( x) = c. lim ( ) ( x) = x→a = ( M ≠ 0) x →a  g  lim g ( x) M x →a L8. lim[c. ou seja. lim g ( x) = L.

∀ a ∈ ℜ x→ a x→ a lim cos x = cos a . a ∈ ℜ e 0 < a ≠ 1 lim f ( x ) x →b lim a f ( x ) = a x →b lim log = log x →b x a = a c com lim f ( x) = c e a ∈ ℜ . Convém notar. o comportamento em algumas funções. Entretanto.LIMITES LATERAIS Lembremos que ao considerarmos lim f x) ( x→a estávamos interessados no comportamento da função nos valores próximos de a. nos a valores de x pertencentes de a e a um intervalo nos valores aberto desse contendo mas diferentes portanto. ∀ a ∈ ℜ lim tgx = tga . quando x está próximo de a. que muitos dos limites acima são "visualizados" diretamente no gráfico da função cujo limite está sendo considerado. ∀ a ≠ x→ a π 2 + kπ . k ∈ Ζ lim x →b sen x = 1 ( Limite Trigonomét rico Fundamenta l ) x →0 x lim a x = a b . A lista acima deve servir como auxílio para o cálculo de outros limites.AC-02 A seguir resumimos outros limites importantes: lim sen x = sen a . isto é. −1 < x ≠ 0 ax −1 lim = ln a . 6. 0 < a ≠ 1  lim f ( x )   x →b    a lim log x →b x →0 [ f ( x) a ] = log 1 x = log c com lim f ( x) = c > 0 e a ∈ ℜ . ainda. a > 0 x →0 x O leitor não precisa decorar estes resultados. mas assume valores menores que a.2 . 0 < a ≠ 1 a x →b lim(1 + x ) = e . x ∈ ℜ . é diferente 173 . intervalo que são maiores ou menores que a. 0 < a ≠ 1 x →b b a com b > 0 e a ∈ ℜ .

99 3.25 0.75 1. então de -1.99 1.01 -0. quando x tende para a pela direita. ( . à direita.9 1. por x → a+ lim f x) ( e limite de f(x) .5 1.999 Observamos que. se x está próximo de 1.b[. Escrevemos.25 -0.999 3. denotamos o limite de f(x).5 3. então os valores da função estão próximos x→a + lim f ( x ) = Ld (limite à direita) (limite à esquerda) x→a − lim f ( x ) = Le Mais genericamente.AC-02 do comportamento da mesma função. e se x está próximo de 1. (à direita de 1). porém menores que 1. quando x tende para a pela esquerda. mas somente à esquerda ou somente à direita de 1. temos: x f(x) 0 4 0. Em casos como este. temos: x f(x) 2 0 1.1 0. se f é uma função definida em um intervalo aberto ]a. consideramos os limites laterais pela esquerda ou pela direita de 1.001 -0. então: os valores da função estão próximos de 3.5 -0. porém maiores que 1.1 -0. Assim. na função 4 − x se x < 1  f ( x) = 0 se x = 1  x − 2 se x > 1  atribuindo a x valores próximos de 1.9 3. mas assume valores maiores que a. por x → a− 174 lim f x).75 3.001 e atribuindo a x valores próximos de 1. (à esquerda de 1). à esquerda de 1.01 0. onde supomos x assumindo valores próximos de 1. por exemplo. quando x está próximo de a.5 0.

na medida em que x se aproxima de 1.1 100 1..01 10000 1. podemos tornar f(x) tão grande quanto desejarmos. 6. à direita de 1. dizemos que os limites laterais são diferentes.Atribuindo a x valores próximos de 1.75 16 0.25 16 1.5 4 0. dizemos que o limite de uma função num ponto existe se e somente se existirem os limites laterais neste ponto e eles forem iguais. isto é.3 . maior que qualquer número positivo. temos: x f(x) 0 1 0. 6.999 1000000 e atribuindo a x valores próximos de 1. temos: x f(x) 2 1 1.LIMITES INFINITOS Seja a função por f ( x) = 1 ( x − 1) 2 para todo x real e x ≠ 1 (Fig.5 4 1.9 100 0. à esquerda de 1.99 10000 0.2a) . lim f x) ( x →1 não existe porque De um modo geral.001 1000000 Observamos nas duas tabelas que os valores da função são cada vez maiores. tomando valores para x bastante próximos de 1 e escrevemos: 175 . Em outras palavras.AC-02 As propriedades de limites (propriedades L) e as demais propriedades de → limite vistas → até agora → são válidas se substituirmos "x a” por “x a+" ou por "x a-“ Exemplo:  x 2 − 4 se x < 1  Na função definida por f ( x) =  − 1 se x = 1  3 − x se x > 1  x →1+ lim f ( x) = lim (3 − x) = 2 + x →1 temos: e x →1 lim f ( x) = lim ( x 2 − 4) = −3 − − x →1 No exemplo acima.

Assim. menores que qualquer número negativo. isto é. Tomemos agora a função g como sendo o oposto da função f. quando x se aproxima de 1.AC-02 lim 1 =+ ∞ x → 1 (x − 1 2 ) Onde o símbolo “+∞” lê-se “mais infinito” ou “infinito positivo”. símbolo “-∞” −1 =− ∞ x → 1 (x − 1 2 ) “menos infinito” ou “infinito lê-se Consideremos agora a função h definida por h( x ) = todo x real e x ≠ 1. g ( x ) = − f ( x) = 6. tomando valores de x bastante próximos de 1 e escrevemos: lim O negativo”. 1 ( x − 1) 2 para 176 . −1 ( x − 1) 2 definida para todo x real e x ≠ 1. (fig.2 – Limites Infinitos Os valores da função g são opostos dos valores da função f. isso é. FIGURA 6. para a função g. Em outras palavras.2b). podemos tornar os valores g(x) tanto menores quanto desejarmos. os valores g(x) decrescem ilimitadamente.

99 -100 0.999 -1000 Atribuindo a x valores próximos de 1. à direita de 1.001 1000 Observemos que se x assume valores próximos de 1. à esquerda de 1.5 -2 0.25 4 1. porém menores que 1. temos: x f(x) 0 -1 0. porém menores que 1.Limites Laterais Infinitos 177 . os valores da função decrescem ilimitadamente e se x assume valores próximos de 1.01 100 1.75 -4 0.AC-02 Atribuindo a x valores próximos de 1. temos: x f(x) 2 1 1.5 2 1. Estamos considerando os limites laterais que são "infinitos" e escrevemos: x → 1− lim 1 (x − 1)2 =− ∞ e x → 1+ lim 1 (x − 1)2 = + ∞ FIGURA 6.9 -10 0. então os valores da função crescem ilimitadamente.3 .1 10 1.

o caso geral de uma função f definida num intervalo aberto que contém a.2 (pág. É x→a símbolos "+∞" e "-∞" não representam nenhum número real. exceto eventualmente em a. 10). lembrando que as proposições permanecerão válidas se substituirmos o símbolo "x → a" por "x → a+" ou "x → a-" 178 . agora sob esse novo enfoque. agora. g ( x) 2) l im x →a f ( x) f ( x) = −∞ se < 0 quando x está próximo de a. g ( x) g ( x) Recomendamos ao leitor que releia os exemplos de limites infinitos inicialmente apresentados. então: f ( x) = +∞ g ( x) f ( x) > 0 quando x está próximo de a. Os três casos de limite acima definidos são simbolicamente escritos: 1) lim f ( x) = +∞ x →a 2) lim f ( x) = −∞ x→a 3) lim f ( x) = −∞ + x→a e x→a − lim f ( x) = +∞ Os de a. Para os limites infinitos valem as propriedades resumidas na Tabela 6. mas indicam o que ocorre com a função quando x se aproxima interessante e x→a notar que se f e g funções tais que lim f ( x) = c ≠ 0 1) lim x→a lim g ( x ) = 0 se .AC-02 Seja.

2 – Limites Infinitos 179 .AC-02 TABELA 6.

se atribuirmos para x valores cada vez maiores.2 100 1.002 10000 1. e assim por diante. então: x → +∞ lim x+2 =1 x 180 . 100.5. 1000. isto é. de tal l0000 ilimitadamente.0002 Observamos que.AC-02 Não podemos estabelecer uma lei para os seguintes casos: 6. Escrevemos. 10.LIMITES NO INFINITO Seja a função f definida por x≠0 f ( x) = x+2 para todo x real e x forma que x cresça (Fig.4 . temos: x f(x) 1 3 5 1. à medida que x cresce através de valores positivos.02 1000 1.4} .Atribuindo a x os valores 1. podemos tornar f(x} tão próximo de 1 quanto desejarmos. 6. os valores da função f se aproximam cada vez mais de 1.4 10 1.

-5. se atribuirmos a x valores cada vez menores. de tal forma que x decresça ilimitadamente. 1000 e assim sucessivamente. Escrevemos. de tal forma que x cresça ilimitadamente. à medida que x decresce através de valores negativos. 6. -1000. 100. -10. -10000 e assim por diante. 5. Atribuindo a x os valores 1.AC-02 FIGURA 6. os valores da função se aproximam cada mais de 1. isto é.4 – Limites no Infinito Consideremos novamente a função f ( x) = x+2 . 10. temos: x f(x) -1 -1 -5 0.6 -10 0. temos: x f(x) 1 1 5 25 10 100 100 1000 1000 10000 181 . -100. podemos tornar f(x) tão próximo de 1 quanto desejarmos. x Atribuindo a x os valores -1.9998 Observamos que.8 -100 0.4). então: x → −∞ lim x+2 =1 x Seja a função f(x) = x2.998 -10000 0.98 -1000 0. definida para todo x real (Fig.

maior que qualquer número positivo. e ilimitadamente.AC-02 FIGURA 6. maior que qualquer número positivo. -5. isto é. -100. isto é. Em outras palavras.valores negativos. à medida que x decresce através de . temos: x f(x) -1 1 -5 25 -10 100 -100 1000 -1000 10000 Observamos que. 1000 e assim sucessivamente. Em outras palavras. tomando para x valores suficientemente grandes e escrevemos: x → +∞ lim f(x) = + ∞ de tal forma que x decresça Se agora atribuirmos a x os valores -1.+∞[. dizemos que podemos tornar f(x) tão grande quanto desejarmos. à medida que x cresce através de valores positivos. escrevemos simbolicamente: x→ + ∞ lim f ( x) = L se f(x) se aproxima de L quando x cresce ilimitadamente (ou "tende para infinito positivo") 182 .Limites Infinitos no Infinito Observamos que. definida em um intervalo aberto ]a. os valores da função também crescem. os valores da função crescem e ilimitadamente.5 . -10. tomando para x valores negativos cujos módulos sejam suficientemente grandes e escrevemos: x → +∞ lim f(x) = + ∞ Para uma função genérica f(x). ilimitadamente. dizemos que podemos tornar f(x) tão grande quanto desejarmos.

valem as seguintes propriedades da Tabela 6.AC-02 x→ +∞ lim f ( x) = +∞ se f(x) cresce ilimitadamente quando x cresce ilimitadamente x→ +∞ lim f ( x) = −∞ se f(x) decresce ilimitadamente quando x cresce sem limites.3 (lembrando que as proposições continuam verdadeiras se trocarmos o símbolo "x → +∞" por "x → . para f(x) definida em um intervalo aberto ] − ∞.3 – Limites no Infinito 183 . Analogamente.∞" TABELA 6. lim f ( x) = −∞ e lim f ( x) = +∞ x → −∞ x→ −∞ Para os limites no infinito. a[ definimos: x→ −∞ lim f ( x) = L .

AC-02 Não podemos estabelecer uma lei para os seguintes casos: NOTA: Símbolos do tipo 0 ∞ . porém. mas o exemplo abaixo tornará mais claro seu significado: Sejam f ( x) = x 3 − 3 x − 2 x→2 x→2 e g ( x) = x 3 + x 2 − 7 x + 2 Temos lim f ( x) = 0 e lim g ( x) = 0 . Para calcular lim usar o dispositivo prático de Briot-Ruffini. 184 . f ( x) g ( x) podemos Obtemos lim x →2 f x) ( (x − 2)(x2 + 2x + 1) x2 + 2x + 1 9 = lim = lim 2 = = 1 2 x → 2 (x − 2 x + 3x − 1 x → 2 x + 3x − 1 g x) ( 9 )( ) Vemos que f(x) e g(x) tornam-se. + ∞ − ∞. o quociente tende para o valor 1. . cada vez mais próximos de zero. . Seu estudo merece um capítulo a parte. para x → 2. são chamados de formas 0 ∞ indeterminadas ou de símbolos de indeterminação.

977 2.25 2. bm ≠ 0 185 .961 0..0090 0. + bm x ( . Ainda outro exemplo: Sejam f ( x) = 4 x 3 e g ( x) = 2 x 3 .999 2.0090 1..941 2.1 0.000* (*) A diferença está na quarta.AC-02 X f(x) g(x) f(x)/g(x) 3 16 17 0. + anx ( ..001 0.0907 0. Temos lim f ( x) = +∞ e lim g ( x) = +∞ x → +∞ x → +∞ Todavia.375 0. X f(x) g(x) f(x)/g(x) Para resultados: x → +∞ 1 4 2 2 os 5 500 250 2 limites no 10 4000 2000 2 infinito.. embora f(x) e g(x) cresçam ilimitadamente quando x → +∞.0906 0.6406 2.01 0..125 6.casa decimal.5 6.961 2.7031 0.971 0. 100 4x106 2x106 2 valem 1000 4x109 2x109 2 ainda os 10000 4x1012 4x1012 2 seguintes lim c = lim c = c x → −∞ x → +∞ lim xn = +∞ lim 1 xn e 1 xn + ∞ se n é par lim xn =  x → −∞  − ∞ se n é impar = 0 x → −∞ 2 x → +∞ x → +∞ = lim x → −∞ lim p x) = lim (anxn) e ( x → +∞ lim p x) = lim (anxn) ( x → −∞ n com x → +∞ p x) = a0 + a1x + a2x + . an ≠ 0 e m com p x) = a0 + a1x + a2x2 + . lim x→∞ f ( x) 4x3 = lim 3 = 2 g ( x ) x →∞ 2 x Vemos que.. + anxn ( q x) = b0 + b1x + b2x + .990 2. an ≠ 0 lim a  p x) ( = lim  n xn − m  b  x → +∞ m q x) (  2 e x → −∞ lim a  p x) ( = lim  n xn − m  b  x → −∞ m q x) (  . o quociente tende para o valor 2.

2 2 − 5. a .AC-02 x → +∞ x → +∞ lim ax = +∞ lim ax = 0 e e x → −∞ x → −∞ lim ax = 0 . vem: lim(3x 2 − 5 x + 2) = 3. a ∈ ∈ a a ℜ ℜ ∈ ∈ ∈ e e a > 1 0 < a < 1 e e a > 1 0 < a < 1 ou x > 0 lim ax = +∞ e e x → 0+ + x → +∞ ( ) x lim (loga ) = x → +∞ 1  lim 1 +  x → +∞ x x lim loga = +∞ −∞ ( ) x lim (loga ) = x →0 x x lim loga = −∞ ℜ ℜ +∞ x 1  = lim 1 +  x → −∞ x = e .2 + 2 = 4 x→2 x2 + 2x − 3 b) lim x → −1 4x − 3  2x2 − x + 1   lim c) x →1  3x − 2    lim 3 2 ( L 6) (L7) = x → −1 lim (x2 + 2x − 3) x → −1 lim (4x − 3) 2 ( L 7) = − 4 4 = − 7 7  2x 2 − x + 1 =  lim  x→1 3x − 2      lim( 2 x 2 − x + 1)   = 22 = 4 =  x →1  lim(3x − 2)   x →1  ( L7) d) x → −2 3 x 3 + 2 x 2 − 3 x + 2 ( L8) = x 2 + 4x + 3 3 x 3 + 2 x 2 − 3x + 2 lim x → −2 x 2 + 4x + 3 = 3 x → −2 lim ( x 3 + 2 x 2 − 3 x + 2) x → −2 lim ( x 2 + 4 x + 3) = − 8 = −2 186 . x ℜ / x < −1 Exemplos: 1) a) lim(3x 2 − 5 x + 2) x→2 Calcule os seguintes limites: ( x 2 + 2 x − 3) b) lim x → −1 4x − 3  2x 2 − x + 1  c) lim  x →1   3x − 2  d) lim 3 2 x → −2 x 3 + 2 x 2 − 3x + 2 x 2 + 4x + 3 Solução a) Pelo teorema da função polinomial .

concluímos: lim x2 − 4 x2 − 2x x →2 = lim x →2 x + 2 = 2 x 3) Seja a função f definida por  x2 − 3x + 2  x − 1  f x) =  ( 3   Calcular lim f ( x ) . Os polinômios ( x 2 − 4) e ( x 2 − 2 x) anulam-se para x = 2. quando x a aproxima de a e não o que ocorre com a função quando x = a. x→1 se se x ≠ 1 x = 1 Solução Como no cálculo do limite de uma função. são divisíveis por x – 2. temos: x2 − 3x + 2 (x − 1)(x − 2) lim f x) = lim ( = lim = lim x − 2) = −1 ( x →1 x →1 x →1 x →1 x − 1 (x − 1) 4) Calcular lim 3x3 − 4x2 − x + 2 2x3 − 3x2 + 1 x →1 187 . isto é: x2 − 4 x − 2x tende 2 = (x + 2)(x − 2) x + 2 = x x − 2) ( x a. pelo teorema de D’Alembert. interessa o comportamento da função quando x se aproxima de a e não o que ocorre com a função quando x = a. quando x tende a a. portanto.AC-02 2) Calcular lim x2 − 4 x2 − 2x x →2 Solução Temos lim x2 − 4) = 0 e lim x2 − 2x) = 0 e nada podemos concluir ( ( x →2 x →2 ainda sobre o limite procurado. interessa o comportamento da função quando x se Considerando que no cálculo do limite de uma função.

obtemos: 2 x 3 + x 2 − 4 x + 1 ( x − 1)(2 x 2 + 3 x − 1) (2 x 2 + 3x − 1) = = 2 x 3 − 3 x 2 + 5 x − 3 ( x − 1)( x 2 − 2 x + 3) ( x − 2 x + 3) Então lim x →1 2x3 + x 2 − 4x + 1 2 x 2 + 3x − 1 = lim 2 =2 x 3 − 3 x 2 + 5 x − 3 x →1 x − 2 x + 3 1+ x − 2 x−3 6) Calcular lim x →3 188 . 3x 3 − 4 x 2 − x + 2 ( x − 1)(3x 2 − x − 2) 3 x 2 − x − 2 = = 2 x 3 − 3x 2 + 1 ( x − 1)(2 x 2 − x − 1) 2 x 2 − x − 1 então: lim 3x 3 − 4 x 2 − x + 2 3x 2 − x − 2 = lim 2 x →1 x →1 2 x − x − 1 2 x 3 − 3x 2 + 1 mas lim(3x 2 − x − 2) = 0 e lim(2 x 2 − x − 1) = 0 x →1 x →1 então 3x 2 − x − 2 ( x − 1)(3x + 2) 3x + 2 5 lim 2 = lim = lim = x →1 2 x − x − 1 x →1 ( x − 1)(2 x + 1) x →1 2 x + 1 3 2x 3 + x 2 − 4x + 1 x →1 x 3 − 3 x 2 + 5 x − 3 5) Calcular lim Solução 3 2 3 2 Temos lim( 2 x + x − 4 x + 1) = 0 e lim( x − 3 x + 5 x − 3) = 0 x →1 x →1 3 2 3 2 Os polinômios ( 2 x + x − 4 x + 1) e ( x − 3 x + 5 x − 3) anulam-se para x = 1 . x − 1 é um fator comum em (2 x 3 + x 2 − 4 x + 1) e ( x − 3 x + 5 x − 3) . 3 2 Efetuando as divisões de (2 x 3 + x 2 − 4 x + 1) e ( x − 3 x + 5 x − 3) por x − 1 . portanto. são divisíveis por ( x − 1) .AC-02 Solução Temos lim(3x − 4 x − x + 2) = 0 e lim(2 x − 3x + 1) = 0 3 2 3 2 x →1 x →1 Efetuando as divisões de temos: 3x 3 − 4 x 2 − x + 2 e 2 x 3 − 3x 2 + 1 por x – 1. 3 2 isto é. pelo teorema de D’Alembert.

não podemos aplicar a propriedade x →3 x →3 L7 (limite do quociente). temos: 1 + x − 2 ( 1 + x − 2)( 1 + x + 2) ( x − 3) 1 = = = x−3 ( x − 3)( 1 + x + 2) ( x − 3)( 1 + x + 2) ( 1 + x + 2) e. x− 2 = 3 3x − 5 − 1 = (x − 2) [(3 3x − 5 )2 + 3 3x − 5 + 1] (3 3x − 5 − 1) [(3 3x − 5 )2 + (3 3x − 5 ) + 1] = (x − 2) [(3 3x − 5 )2 + 3 3x − 5 + 1] = 3(x − 2) (3 3x − 5 )2 + 3 3x − 5 + 1 3 e então x− 2 = lim x→2 3 3x − 5 − 1 x→2 lim (3 3x − 5 )2 + 3 3x − 5 + 1 = 1 3 8) Calcular lim Solução Como lim x→2 3x − 2 − 2 4x + 1 − 3 x→2 3x − 2 − 2 = 0 e x→2 lim 4x + 1 − 3 = 0. multiplicamos o numerador e denominador pelo “conjugado” do numerador e também pelo “conjugado” do denominador. x→2 3 3x − 5 − 1 Notemos: lim (x − 2) = 0 e lim (3 3x − 5 − 1) = 0 x→2 x→2 Lembrando da identidade a3 – b3 = (a – b) (a2 + ab + b2). então lim x →3 1+ x − 2 1 1 = lim = x →3 x−3 1+ x + 2 4 7) Calcular lim Solução x− 2 . 189 . vamos multiplicar o numerador e o denominador por [( 3 3x − 5 )2 + 3 3x − 5 + 1]. Multiplicando o numerador e o denominador da fração pelo “conjugado” do numerador.AC-02 Solução Como lim 1 + x − 2 = 0 e lim( x − 3) = 0 .

( 4x + 1 + 3) .AC-02 3x − 2 − 2 4x + 1 − 3 = = ( 3x − 2 − 2) . ( 3x − 2 + 2) e então x→2 lim 3x − 2 − 2 4x + 1 − 3 = lim 3 ( 4x + 1 + 3) 4 ( 3x − 2 + 2) x→2 = 9 8 9) Calcule: a) lim 3x + 2 1− x x→1 (x −1)2 b) lim x→2 (x − 2)2 Solução a) Como sinal de x→1 lim (3x + 2) = 5 e x→1 lim (x – 1)2 = 0. estudemos o f(x) 3x + 2 = quando x está próximo de 1 g(x) (x − 1)2 -2/3 sinal de + 0 + + 0 1 + x f(x) 3x + 2 sinal de g(x) (x – 1)2 sinal de f(x) 3x + 2 = g(x) (x − 1)2 - 0 + - Notemos que então: x→1 f(x) 3x + 2 = g(x) (x − 1)2 > 0 quando x está próximo de 1. lim 3x + 2 (x − 1)2 = + ∞ 190 . ( 3x − 2 + 2) . ( 4x + 1 + 3) ( 4x + 1 − 3) . ( 4x + 1 + 3) 4(x − 2) . ( 3x − 2 + 2) = 3 ( 4x + 1 + 3) 4 ( 3x − 2 + 2) = 3(3x − 2) .

g(x) x −1 191 .AC-02 b) Como sinal de x→2 lim (1 – x) = -1 e x→2 lim (x – 2)2 = 0.∞ 10) a) b) x→1− Calcule lim 2x + 1 x −1 2x + 1 x −1 x→1+ lim Solução Como x→1− lim ( 2x + 1) = x→1+ lim ( 2x + 1) = 3 e x→1− lim (x − 1) = x→1+ lim (x −1) = 0. estudemos o f(x) 1 − x = g(x) (x − 2)2 1 sinal de + + 0 + 0 2 + f(x) = 1 . 1− x x→2 (x − 2)2 = .x sinal de g(x) = (x – 2)2 sinal de f(x) 1 − x = g(x) (x − 2)2 Notemos que então lim + 0 - - f(x) 1 − x = g(x) (x − 2)2 < 0 quando x está próximo de 2. estudemos o sinal de f(x) 2x + 1 = quando x está próximo de 1.

então f(x) 2x + 1 = g(x) x −1 então. x→1 x −1 Observemos que não tem significado falarmos em pois 2x + 1 = . à g(x) x −1 − x→1 lim 2x + 1 = . x −1 lim x→1 lim − x→1 lim + 11) x→1 f(x) = x2 – 1 x→1 g(x) = (x – 1)2 Temos lim f(x) = 0 = lim g(x) . x→1+ f(x) 2x + 1 = < 0 quando x está próximo de 1.∞ x −1 e 2x + 1 = + ∞. à direita. mas lim f(x) x2 −1 = lim = ∞ x→1 g(x) x→1 (x −1)2 12) a) lim b) lim x →0 Encontre: sen 2x x sen 3x sen 5x 1 − cos x x2 x →0 c) lim 192 x →0 .∞ x −1 quando x e está próximo de 1.1 sinal de f(x) 2x + 1 = g(x) x −1 + 0 0 + 1 + 0 + + Notemos que esquerda. > 0 lim 2x + 1 = + ∞ x −1 2x + 1 .AC-02 -1/2 sinal de f(x) = 2x + 1 sinal de g(x) = x .

temos: sen x – sen a = 2 sen então sen x − sen a = lim x →a x−a sen = lim ( x →a x−a x+a . cos 2 2 = x−a 2 sen lim x →a x−a x+a 2 .(1 + cos x) x →0 = 2 (sen x) 1 1 = lim ( . .1 = = lim ( . ) = x →0 5 sen 5x 3X sen 5x 5 5 1 − cos x x2 c) lim x →0 = lim (1 − cos x)(1 + cos x) x2 . cos a = cos a x−a 2 2 14) Calcular a) b) x→ +∞ lim (1 + 1 2x ) x 3x ) x x→ −∞ lim (1 + 193 . ) = 2 x →0 1 + cos x 2 x 13) lim x →a Encontre: sen x − sen a x−a Solução Da trigonometria. cos 2 2 x−a x+a .AC-02 Solução a) lim x →0 sen 2x = x lim (2 . cos ) = 1 . x →0 sen 2x ) = 2 . 1 x b) lim x →0 sen 3x 3 sen 3x 5X 3 3 .1.

temos: 3 w→ −∞ x→ −∞ lim (1 + 1 3w ) = w w→ −∞ lim [(1 + 1w3 ) ] = e3 w 15) Solução Calcular: x→ +∞ lim ( x + 1x ) x−1 x+ 1 x + 1x x lim ( ) = lim ( x ) = x−1 x→ +∞ x − 1 x→ +∞ x = 1x ) x lim = 1x x→ +∞ (1 − ) x (1 + x → +∞ lim (1 + 1x (1 − ) x 1x ) x = e = e2 1 e 16) x → +∞ Encontre a) lim (4x2 − 7x + 3) b) lim (−3x3 + 2x2 − 5x + 3) x → +∞ x → −∞ c) lim (5x3 − 4x2 − 3x + 2) d) lim (3x4 − 7x3 + 2x2 − 5x − 4) x → −∞ Solução a) lim (4x2 − 7x + 3) = lim (4x2) = +∞ x → +∞ x → +∞ b) lim (−3x3 + 2x2 − 5x + 3) = lim (−3x3) = -∞ x → +∞ x → −∞ x → +∞ c) lim (5x3 − 4x2 − 3x + 2) = lim (5x3) = -∞ x → −∞ d) lim (3x4 − 7x3 + 2x2 − 5x − 4) = lim (3x4) = +∞ x → −∞ x → −∞ 17) 194 Encontre: .AC-02 Solução a) x→ +∞ lim (1 + 1 2x ) = x x→ +∞ lim [(1 + 1x2 ) ] = e2 x b) Fazendo w = lim (1 + 3x ) = x x .

multiplicamos e dividimos ( x2 + 3x + 2 − x) por ( x2 + 3x + 2 + x).(+∞) Para obtermos o limite procurado.AC-02 a) lim b) lim x → +∞ 3x + 2 5x − 1 5 − 4x 2x − 3 x → −∞ 5x2 − 4x + 3 c) lim x → −∞ 3x + 2 d) lim 4x − 1 3x + 5x − 2 2 x → −∞ Solução a) lim b) lim x → +∞ 3x + 2 3x 3 3 = lim = lim = x → +∞ 5x x → +∞ 5 5x − 1 5 5 − 4x 4x = lim = lim (−2 = -2 ) x → −∞ 2x x → −∞ 2x − 3 x → −∞ 5x2 − 4x + 3 5x2 5x = lim = lim = +∞ c) lim x → −∞ x → −∞ 3x x → −∞ 3 3x + 2 d) lim 4x − 1 3x + 5x − 2 18) 2 x → −∞ = lim 4x 3x 2 x → −∞ = lim x → −∞ 4 = 0 3x Encontre x → +∞ lim ( x2 + 3x + 2 − x) Solução Observemos que x → +∞ lim x2 + 3x + 2 = +∞ e lim (x) = +∞. Assim. mas carece de x → +∞ significado o símbolo (+∞) . temos: ( x + 3x + 2 − x) = 3x + 2 x2 + 3x + 2 + x 2 ( x2 + 3x + 2 − x)( x2 + 3x + 2 + x) ( x2 + 3x + 2 + x) = = 195 .

x→ +∞ lim ( x2 + 3x + 2 + x) = +∞ e o +∞ não tem significado. 1− + 2 x x x x = 1 x +1 x(1 + ) x Portanto: x → +∞ lim x − 2x + 2 = lim x → +∞ x +1 2 x. lim ( x + 1) = +∞ . x → −∞ +∞ −∞ Notemos que x − 2x + 2 = x +1 2 x 2 (1 − 2 2 2 2 + 2 ) | x |.AC-02 Notemos que símbolo x→ +∞ lim (3x + 2) = + ∞ . Fazemos então: +∞ 2 x(3+ ) x x2 + 3x + 2 − x = = 3 2 x ( 1+ + 2 +1 x x portanto 2 (3 + ) x 3 2 1+ + 2 +1 x x x → +∞ lim ( x2 + 3x + 2 − x) = x→ +∞ lim 2 (3+ ) 3 x = 2 3 2 1 + + 2 +1 x x 19) a) lim Encontre b) lim x → +∞ x 2 − 2x + 2 x +1 x → −∞ x 2 − 2x + 2 x +1 Solução Observemos que x → +∞ lim x 2 − 2 x + 2 = lim x → −∞ x 2 − 2 x + 2 = +∞ . 1− 2 2 2 2 + 2 1− + 2 x x x x = lim =1 x → +∞ 1 1 x(1 + ) 1+ x x 2 2 2 2 + 2 − 1− + 2 x x x x = lim = −1 x → −∞ 1 1 1+ x(1 + ) x x e xlim → −∞ x − 2x + 2 = lim x → −∞ x +1 2 − x. 1− 196 . x → +∞ lim ( x + 1) = −∞ e não têm significado os símbolos + ∞ e + ∞ .

se. x→a Notemos que para falarmos em continuidade de uma função em um ponto é necessário que este ponto pertença ao domínio da função. Temos: x → +∞ lim f ( x) = +∞ e lim g ( x) = +∞ . mas x → +∞ 5  5    x22 + 2  2 + 2  f ( x) 2x + 5 x  x    lim = lim 3 = lim = lim =0 x → +∞ g ( x ) x → +∞ x − 1 x → +∞ 1  x →+∞  1  3 x 1 + 3  x 1 + 3  x  x    2 21. Da definição.AC-02 2x 2 + 5 20) Calcule xlim → +∞ x 3 − 1 Solução Sejam f ( x) = 2 x 2 + 5 e g ( x) = x 3 − 1 . decorre que se f é contínua em a então as três condições deverão estar satisfeitas: ( 1 . lim f ( x) = f (a ) . Dizemos que f é continua em a. x → +∞ lim f ( x) x4 = lim 2 = lim x 2 = +∞ x → +∞ g ( x ) x → +∞ x 7 .NOÇÃO DE CONTINUIDADE 7.Definição Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um elemento de I. g ( x ) = x 2 x → +∞ Porém.CONTINUIDADE 7.existe f a) 197 .1 .1.1 . Calcule Solução x4 lim x → +∞ x 2 lim f ( x) = +∞ = lim g ( x) x →+∞ f ( x) = x 4 .

Definição Seja a um ponto do domínio da função f.2 .5 .existe lim f x) x →a ( ( 3 .3 .1. Exemplos: 1 . ( ( ( pois lim f x) = lim (2x + 1) = 3 = f(l) x →1 x →1 (ver Fig. 7. à direita.Definição Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e a um elemento de I. se f é descontínua em a. e em b. 7.1a) Notemos que f é contínua em R. Dizemos que f é descontínua em a se f não for contínua em a.AC-02 ( 2 .lim f x) = f a) x→a 7. Dizemos que f é contínua à direita de a se e dizemos que f é contínua à esquerda de a se 7.1. temos lim f x) = lim (2x + 1) = 2a + 1 = f a) ( ( x→a x→a 198 .não existe lim f x) x→a ou lim f x) ≠ f a) ( ( x→a 7.Definição Dizemos que uma função f é contínua em um intervalo fechado [a. x→a − x→a + lim f x) = f a) ( ( lim f x) = f a).Definição Dizemos que uma função f é contínua em um intervalo aberto se f for contínua em todos os pontos desse intervalo.4 .b] se f for contínua no intervalo aberto ]a.1.existe f(a) ( 2 . pois para todo a ∈ R.b[ e se também for contínua em a à esquerda.1. Observemos também que para falarmos em descontinuidade de uma função em um ponto é necessário que esse ponto pertença ao domínio da função.A função f(x) = 2x + 1 definida em R é contínua em 1. Da definição decorre que. então as duas condições abaixo deverão estar satisfeitas: 1 .

A função 2x + 1 f x) =  ( 1 − x se se x ≠ 1 x = 1 definida em R é descontínua em 1.A função x + 1 f x) =  ( 1 − x se se x ≤ 1 x > 1 definida em ℜ é descontínua em 1.AC-02 2 . temos: se a > 1.1b) Observemos que f é contínua em R -{1} pois para todo a ∈ R -{1}. 7. não existe x → 1 f x) Observemos que f é continua em R -{1} pois para todo a ∈ R -{1}. então lim f x) = lim (1 − x) = 1 − a = f a) ( ( x→a x→a x→a x→a ( 1 ( se a < 1. pois x →1 lim f x) = ( − x →1 − lim (x + 1) = 2 (Fig. pois lim f x) = lim (2x + 1) = 3 ≠ 4 = f 1) ( ( x →1 x →1 (Fig.1c) x → 1+ lim f x) = lim (1 − x) = 0 ( x → 1+ lim ( portanto. temos: lim f x) = lim (2x + 1) = 2a + 1 = f a) ( ( x→a x→a 3 . 7. então lim f x) = lim ( + x) = a + 1 = f a) 199 .

2b) x − 1 não podemos afirmar que f é descontínua em x = 1. 7. Notemos que f é continua em R -{1} pois. temos: ( ( se a > O.1. então lim f x) = lim 1 = 1 = f a) x→a x→a ( ( se a < 0. para todo a ∈ R {1}. temos: x2 − 1 lim f x) = lim ( = lim(x + 1) = a + 1 = f a) ( x→a x→a x − 1 x→a 200 .continuidade 4 . para todo a ∈ R*.2a) não x podemos afirmar que f é descontínua em x = O. então lim f x) = lim (−1) = −1 = f a) x→a x→a ( 5 . pois x = 0 não pertence ao domínio da função.AC-02 FIGURA 7.Na função f x) = x2 − 1 definida em R -{1} (Fig. pois x = 1 não pertence ao domínio da função. 7. Observemos que f x) = ( | x|  1 se x > 0 =  x − 1 se x < 0 é continua em R* pois.Na função f x) = ( |x| definida em R* (Fig.

cosseno. tangente exponencial e logarítmica.PROPRIEDADES DAS FUNÇÕES CONTÍNUAS C1 -Se f e g são funções contínuas num intervalo I. Verificar se a função definida por  x 2 − 1 se x < 2 f ( x) =  7 − 2 x se x ≥ 2 é contínua em x = 2 Solução ( () Devemos verificar se lim f x) = f 2 x →2 a) f(2)=7-2.2=3 201 . então são contínuas as funções f+g. f. f-g.g e f/g. EXEMPLOS: 1.AC-02 FIGURA 7. C2 -Se a função g é contínua num intervalo I e a função f é contínua em g(a).Os resultados de limite apresentados para as funções constante. desde que g(a) ≠ 0. 7. polinomial de grau n.continuidade 6 . neste último caso. ∀ a ∈ I então a função composta fog é contínua em I. mostram que essas funções são contínuas em seus respectivos domínios.2 . a ∈ I. seno.2.

Calcular lim x →1 x − 1 Solução Como para x ≠ 1 temos x 2 − 1 ( x − 1)( x + 1) f ( x) = = = x + 1 = g ( x) x −1 ( x − 1) e g é contínua. segue que x2 −1 lim = lim( x + 1) = g (1) = 2 x →1 x − 1 x →1 202 .(−1) 2 x2 − 1 3.AC-02 b) x → 2− lim f x) = lim (x2 − 1) = 3 ( x → 2− x →2+ lim f x) = lim (7 − 2x) = 3 ( x →2+ x →2 ( () então lim f x) = 3 = f 2 logo f é contínua em x = 2 2. lim x→π sen2x + cos x sen2π + cos π 0 − 1 1 = = = 2 cos x 2 cos π 2. Calcular limite lim Solução Como segue que f ( x) = x→π sen 2 x + cos x 2 cos x é contínua para π 2 + kπ . Calcular Solução Como f ( x ) = x2 + 1 lim x →0 x + 1 x2 +1 é contínua para x ≠ −1 segue que x +1 x2 +1 02 + 1 lim = f (0) = =1 x →0 x + 1 0 +1 sen 2x + cos x 2 cos x x≠ 3. com k ∈Ζ.

Calcular lim Solução x→ 2 x − 2 x − 2 Temos. Calcular Solução x → +∞ lim x6 − 8 − x3 Para todo x podemos escrever 203 . como g é contínua. como g é contínua para x ≠ − 8 3 lim 8x5 − 2x3 3x4 + 8x3 x →0 = lim 8x2 − 2 2 1 = − = − x → 0 3x + 8 8 4 6.Calcular lim 4 x →0 3 x + 8 x 3 Solução Para x ≠ 0 .3 5 + 3 52 = g ( x) Como g é contínua. segue que 3 lim x →5 x − 35 = lim x →5 x − 5 1 3 x2 + 3 x . f x) = ( x − 2 x − 2 = x − 2 ( x − 2)( x + 2) = 1 x + 2 = g x) ( Logo. para x ≠ 5 . lim x→2 x − 2 = lim x →2 x − 2 3 x →5 1 x + 2 ( = g 2) = 1 2 2 7. f ( x) = 3 3 x −3 5 x −3 5 = = x−5 (3 x − 3 5 )(3 x 2 + 3 x . para x ≠ 2 .3 5 + 3 = g 5) = ( 25 1 3 3 25 8. tem-se f x) = ( 8x5 − 2x3 3x4 + 8x3 = / 3 8x2 − 2) x( 8x2 − 2 = = g x) ( 3x + 8 / 3 3x + 8 x( ) Logo.AC-02 8x 5 − 2 x 3 5. Calcular: lim Solução x − 35 x − 5 Temos. 3 5 + 3 5 2 ) 1 3 x 2 + 3 x .

Admita que a nossa partícula está na posição x1 no instante t1 no ponto x2 em no instante outros t2. a velocidade de uma partícula que se move sobre um linha reta.00 s) e na posição x2 no instante t2.1 de dados que se segue tomados deste movimento ao longo do eixo Ox. no instante t1 (1. Ao considerar diferentes valores para x2 e os correspondentes diferentes instantes t2 encontraremos os valores tabelados a seguir.1. e negativo. .1 . Escolheremos o metro. As quatro primeiras colunas são constituídas de dados experimentais. no sentido positivo do eixo Ox. x → +∞ lim f x) = lim ( − 8 x6 − 8 + x3 x → +∞ = 0 8 . na qual a partícula está se deslocando da esquerda para a direita. O valor de x depende da unidade escolhida para medir a distância. Vamos estabelecer um sistema de coordenada escolhendo um ponto de referência sobre a linha como a origem O. Os símbolos s referem à Figura 8. vários instantes tempo longo 204 . Imaginemos de que a posição ao seja da determinada trajetória.INTRODUÇÃO . isto é.AC-02 f ( x) = x 6 − 8 − x 3 = x6 − 8 − x6 x6 − 8 + x3 = −8 x6 − 8 + x3 Logo.DERIVADAS 8. partícula estava na posição x1 (100 m da origem).O sinal de x depende da sua posição relativa à origem O. é positivo quando x está à direita. dispondo de uma trena e um cronômetro.VELOCIDADE INSTANTÂNEA Consideremos o problema de determinar a cada instante. Construamos a tabela 8. Todo outro ponto da linha será associado a um número x que indica a distância do ponto à origem (abscissa). no caso de x estar à esquerda.

0 7.0 10.42 1.00 8.56 2.0 1.90 4. ∆t se aproxima de zero e a relação ∆x/∆t tende para o valor aparente da velocidade no instante t1 que é igual a 7.x1 é denominada o deslocamento da partícula.60 6.00 1. a modificação de x não é produto de ∆ por x.00 1. que à medida que tomamos valores de x2 mais próximo de x1. a modificação de x é escrita como ∆x.60 7.0 10.Movimento na Reta.0 105.0 100.0 80. TABELA 8.42 0. Assim.0 3. A notação ∆x (leia "delta x") indica uma única grandeza.0 100.00 10.90 3.00 1.0 t1(s) 1.90 2.00 1. Escrevemos então: A modificação da posição da partícula.Velocidade Instantânea x1(m) 100. É comum utilizar a letra grega ∆ (delta maiúsculo) para indicar modificação numa grandeza.14 ∆ x/ ∆ xt (m/s) 10. ∆t é o intervalo de tempo gasto para a partícula se deslocar de x1 a x2 e é t2 – t1.0 10.0 t2(s) 11.1 7.0 100.90 5.0 10.69 0.69 1.0 103.0 120.33 0.0 10.56 1.00 60.00 1.00 1.0 160. através da tabela.1 m/s.00 1.00 1.0 100.0 10. da mesma forma que cos x não é o produto de cos por x.0 100.00 5. 205 . x2 .00 20.00 x2(m) 200.1 .1 Fica claro.0 100.0 100.0 180.AC-02 Figura 1 .0 100.0 t2-t1 = ∆ t(s) 10.0 110.00 40.0 101.33 1.00 9.14 x2-x1 = ∆ x(m) 100.0 140.

a velocidade média seria maior. ∆t3 cada qual menor que o seu antecedente Em cada intervalo ∆t.AC-02 Suponhamos. por definição. os valores negativos indicam movimento para a esquerda. A velocidade média da partícula é definida como o quociente do deslocamento ∆x pelo intervalo de tempo ∆t Vm = x2 − x1 ∆x = t2 − t1 ∆t Observe que não só o deslocamento. t2). Na Figura 8. os a velocidade de média é representada pela inclinação da reta diminuem.Esta linha é hipotenusa do triângulo retângulo cujos catetos são ∆t e ∆x.2b (pág. Sendo dado um intervalo de tempo ∆t.Quando se dá para a movimento direita. mostrando uma seqüência de intervalo de tempo ∆t1.4) é a mesma curva de contra t da Figura 8. A razão ∆x/∆t é denominada coeficiente angular da reta Geometricamente. mas também velocidade média. de acordo com o fato de ser x2 maior ou menor que x1 (admitindo ser qualquer das grandezas é positiva. as retas tornam-se mais pontilhada pertinente ao intervalo. agora. o ∆t positivo) . Em geral. Os pontos determinados diretamente são ligados por uma curva suave. t1) e (x2. t2). o movimento de uma segunda partícula. por exemplo. vamos plotar o gráfico da função x(t).2b. Na Figura 8. de modo a se obter a curva da Figura 8. ∆t2. a velocidade média depende do intervalo de tempo.4) aparece uma linha reta traçada do ponto (x1. A figura mostra que enquanto intervalos tempo 206 . é uma medida da inclinação da linha reta em relação à horizontal. podem ser positivos ou negativos. caso o intervalo de tempo fosse menor. Uma vez que esta razão é. conforme se vê pela maior inclinação da reta que liga os pontos P1 e P2. com o instante t’2 mais próximo de t’1. A Figura 8. t1) até o ponto (x2.2c (pág. 8. o temos uma interpretação grandeza: coeficiente angular do segmento de reta que liga os pontos (x1. 8.2b. Ao invés de construir uma tabela. a velocidade geométrica média desta no intervalo ela é ∆t.2a. a linha será tão mais inclinada quanto maior for o valor de ∆x/∆t.

Ela é. mas não mais inclinadas que a tangente à curva no ponto correspondente a t1. Na realidade. Num instante t1. num dado tempo. no instante t1 como a velocidade instantânea. O leitor pode verificar que o cálculo da velocidade instantânea recai num interessante caso de indeterminação do tipo 0/0. a partícula está num único ponto. Definimos a inclinação(coeficiente angular) da reta tangente à curva. parece impossível definir a velocidade de uma partícula num determinado instante. para achar a velocidade instantânea em qualquer instante t. Assim. como já vimos limite do quociente ∆x/∆t quando ∆t se aproxima de zero. à primeira vista. x1 e 207 . isto é.A Reta Tangente. gráfico.AC-02 inclinadas. basta traçar a tangente à curva no ponto (t. x(t)) do Figura 2 .

definir a velocidade num instante. Df xo).Derivada no Ponto xo Seja f uma função definida em um intervalo aberto I e xo um elemento de I. ou  (  para y = f(x). e defini-lo. é preciso verificar a posição do corpo em mais de um instante.   ' . não deveria permanecer indefinidamente no mesmo ponto? É este um velhíssimo paradoxo que pode ser resolvido quando se observa que para analisar o movimento. O quociente f x) − f xo) ( ( ∆y = recebe o nome de razão ∆x x − xo incremental de f relativamente ao ponto xo.  dx  x = xo  dx x = xo A diferença ∆x = x – xo é chamada acréscimo ou incremento da variável x relativamente ao ponto xo. se não está se movendo. É possível.2.AC-02 se está neste ponto. Chama-se derivada de f no ponto x o limite lim f x) = ( x→a se este existir e for finito. f x) − f xo) ( ( x − xo A derivada de f no ponto xo é habitualmente indicada com uma das seguintes notações:  df   dy  f (xo).2 .1 . 8.DERIVADA 8. A diferença ∆y = f(x) f(xo) é chamada acréscimo ou incremento da função f relativamente ao ponto xo. Frisemos que a derivada de f no ponto xo pode ser indicada das seguintes formas: f x0) = lim ´( x → x0 f x) − f xo) ( ( f x0 + ∆x) − f xo) ( ( ∆y ou f x0) = lim ´( ou f x0) = lim ´( ∆x →0 ∆x ∆x →0 x − xo ∆x 208 . mediante um processo de passagem ao limite. então. como pode estar movendo-se? Por outro lado.

não devendo causar qualquer embaraço.AC-02 Quando existe f´(xo) dizemos que f é derivável no ponto xo. Dizemos também que f é derivável no intervalo aberto I quando existe f´(xo) para todo xo ∈ I. da função veremos que a no instantânea derivada deslocamento f x) − f 3) ( ( 2x − 6 2 x − 3) ( = lim = lim = 2 x →3 x − 3 x →3 x − 3 x − 3 Outra maneira de proceder seria esta: f 3) = lim ´( ∆x → 0 f 3 + ∆x) − f 3) ( ( 2 3 + ∆x) − 6 ( = lim = lim 2 = 2 ∆x → 0 ∆x → 0 ∆x ∆x 2º) calculemos a derivada de f(x) = x2 + x no ponto x0 = 1. f 3) = lim ´( x →3 nos reportarmos é a ao item anterior. O leitor deve estar atento para o fato de que agora a variável independente é x1 enquanto que no item anterior fizemos t ("de tempo") ser a variável independente. f 1) = lim ´( f 1 + ∆x) − f 1) ( ( ∆x → 0 ∆x 2 [(1 + ∆x) + (1 + ∆x)] − [12 + 1] = lim ∆x → 0 ∆x 2 (∆x) + 3 ⋅ ∆x = lim = lim (∆x + 3) = 3 ∆x → 0 ∆x → 0 ∆x 3º) calculemos a derivada de f(x) = sem x em x0 = π/3. π π sen + ∆x) − sen ) ( ( π 3 3 f ´( ) = lim ∆x → 0 3 ∆x ∆x π ∆x 2sen ) ⋅ cos( + ( ) 2 3 2 = lim ∆x → 0 ∆x ∆x π ∆x sen ( ) ⋅ cos( + ) 2 3 2 = cos(π) = 1 = lim ∆x ∆x → 0 3 2 2 209 . Seguem alguns exemplos: 1º) Calculemos a derivada de f(x) = 2x no ponto x0 = 3. Se velocidade instante t1. É apenas uma notação.

num ponto A lei f´(x) pode ser determinada a partir da lei f(x). Df ou y´. dx de uma função.2. f(x) = c ⇒ f´(x) = 0. c ∈ R f x + ∆x) − f x) ( ( ∆y c − c ∆y = = = 0 ∴ f x) = lim ´( = 0 ∆x → 0 ∆x ∆x ∆x ∆x Logo. aplicando-se a definição de derivada genérico x ∈ I: f x) = lim ´( É isto que faremos logo ∆x → 0 f x + ∆x) − f x) ( ( ∆x em seguida para calcular as derivadas de algumas funções elementares: 1) função constante: f(x) = c. f(x) = sen x ⇒ f´(x) = cos x. 2) função seno: f(x) = sen x ( ∆y sen x + ∆x) − senx = = ∆x ∆x ∆x ( ) ∆x = sen 2 . simplesmente. podemos definir uma função f´: I → ∆x R que associa a cada xo ∈ I a derivada de f ponto xo.Função Derivada Seja f é uma função derivável no intervalo aberto I. 3) função exponencial f(x) = ax. df . Esta função é chamada função derivada de f ou. cos (x + ) ∆x 2 ( ) 2 f x) = lim ´( 2sen ( ∆x ∆x ) cos(x + ) 2 2 = ∆x ∆y sen ∆x / 2) ( = lim .2 .AC-02 8. derivada de f. Habitualmente a derivada de f é representada por f´. lim cos(x + ∆x / 2) = cos x ∆x → 0 ∆x → 0 ∆x ∆x / 2 Logo. Para cada ∆x → 0 xo pertecente a I existe e é único o limite f´(xo) = lim f xo + ∆x) − f xo) ( ( portanto. com a ∈ R e O < a ≠ 1 210 .

y = uv → y´= u´v + uv´ 1 − v´ D4. em notação mais sugestiva: dy dy du = .2 (pág. vale o seguinte 211 . f(x) = e . f´(x) ou. temos o resultado notável: f(x) = ex. ln a ∆x ∆x ∆x → 0 ∆x → 0 lim Logo.3. pode-se construir a Tabela 8. f(x) = ex ⇒ f´(x) = ex x 8. ax . f(x) = ax ⇒ f´(x) = a. 8. a∆x − 1 .Tabela de Derivadas Trabalhando convenientemente a definição de derivada e as propriedades de limites.3 . Trata-se da "regra da cadeia" ou derivada da função composta.v ≠ 0 v v2 e u = f´(x). y = → y´= .AC-02 ∆y sen x + ∆x) − f x) ( ( ax + − ax a∆x − 1 = = = ax ∆x ∆x ∆x ∆x f (x) = lim ' ∆y = lim ∆x → 0 ∆x ax. ⇒ f´(x) = ex Logo. Usando a regra da cadeia. Os exemplos ao final do capitulo mostram de forma bastante clara a utilização desta tabela. k ∈ ℜ D2. REGRAS DE DERIVAÇÃO D1.9) de extrema importância para o cálculo de derivadas.: a propriedade D8 é a derivada da função inversa. constrói-se a tabela 8. Sendo y = F(x) = g(f(x)) resultado: F´(x) = g´ (f(x)) . y = kv → y´= kv´.2. y = u + v → y´= u´+v´ D3. A propriedade D9 merece um comentário à parte. dx du dx Obs. l n ª No caso particular da função exponencial de base e.

y = arccos ec x → y´= − 1 x ⋅ x2 − 1 Nesta tabela u = f(x) e v = g(x). 212 . y = (g o f)(x) → y´= g´(f x)) ⋅ f x) ( ´( D10. y = u u´v − v´u → y´= . u e v são funções deriváveis de x. y = arccos x → y´= 1 − x2 1 13.v ≠ 0 v v2 D6. g é inversa de f: g´(x) = = . y = x caso 1 nn x n − 1 3. y = . y = cos sec x → y´= − cos sec x ⋅ cot g x 1 11. y = arc sec x → y´= x ⋅ x2 − 1 16. y = log a → y´= . y = x α → y´= αx α − 1. 0 < a ≠ 1 1 4. y = arctg x → y´= 1 + x2 − 1 14. y = sec x → y´= sec x ⋅ tg x 10. y = cos x → y´= − sen x n x → y´= 1 1 n 7. y = arcsen x → y´= 1 − x2 − 1 12. y = cot g x → y´= − cos sec2 x 9.AC-02 D5.0 < a ≠ 1 x ln a 5. isto é.2 – Derivadas FUNÇÕES ELEMENTARES 1. (f y) ≠ 0) ´( f y) ´( f g x)) ´( ( D9. α ∈ ℜ 2. y = tg x → y´= sec2 x 8. y = arc cot g x → y´= 1 + x2 1 15. y = a x → y´= a x ln a. y = sen x → y´= cos x 6. y = u1 + u 2 + K + u n → y´= u 1´+u 2´+ K + u n´ y = u1 ⋅ u 2 ⋅ K ⋅ u n D7. → y´= u1´⋅ + u 2 ⋅ K ⋅ u n + u 1 ⋅ +u 2´⋅ K ⋅ u n + u1 ⋅ +u 2 ⋅ K ⋅ u n´ 1 1 D8. y = u v → y´= u v(v ln u)´= vu v − 1u´+u v ln u v´ TABELA 8.

(n) podemos A definir de as ordem derivadas n de f etc . y = arc sec v → y´= ⋅ v´ v ⋅ v2 − 1 16. u e v são funções deriváveis de x. de f.Derivadas Sucessivas Seja f uma função contínua em um intervalo I e seja I1 o conjunto dos pontos de I em que f é derivável. y = tg v → y´= sec2 v ⋅ v´ 8. derivada respectivamente por f Exemplos: 213 . y = arcsen v → y´= ⋅ v´ 1 − v2 − 1 12.3 – DERIVADA DE FUNÇÃO COMPOSTA 1. o processo. 8. y = arccos ec v → y´= − 1 v ⋅ v2 − 1 ⋅ v´ Nesta tabela u = f(x) e v = g(x). chamada função derivada primeira de f. y = arccos v → y´= ⋅ v´ 1 − v2 1 13. y = loga v → y´= ⋅ v´ v ln a 5. y = arctg v → y´= ⋅ v´ 1 + v2 − 1 14. y = n v → y´= v´ nn v n − 1 3. y = v α → y´= αv α − 1v´ 1 2. y = cot g v → y´= − cos sec2 v ⋅ v´ 9. y = sec v → y´= sec v ⋅ tg v ⋅ v´ 10. isto é. y = a v → y´= a v ln a v´ 1 4. y = sen v → y´= cos v ⋅ v´ 6.AC-02 TABELA 8.4 . Seja I2 o conjunto dos pontos de I1 em que f´ é derivável. Em I2 podemos definir a função derivada da f´ que chamaremos de derivada segunda de f e indicaremos por f´´ Repetindo terceira. Em I1 já definimos a função f´.2. y = cos v → y´= − sen v ⋅ v´ 7. y = arc cot g v → y´= ⋅ v´ 1 + v2 1 15. y = cos sec v → y´= − cos sec v ⋅ cot g v ⋅ v´ 1 11. quarta.

AC-02

1o) Calcular as derivadas de f(x) = 3x2 + 5x + 6. Temos: f´(x) = 6x + 5 f´´(x) = 6 f´´(x) = f(4)(x) = f(5) (x) = ...= O 2o) Calcular as derivadas de f(x) = sen 2x. Temos: f´(x) = 2.cos 2x f´(x) = -4.sen 2x = 22.cos (2x + π ) 2

f´(x) = -8.cos 2x = 23.cos (2x + ·) f(n) = 2n cos(2x + (n − 1) π ) 2

3o) Determinar todas as derivadas de f(x) = x3 + 2x2 + 1. f´(x) = f´´ df = 3x2 + 4x dx

df ´ = 6x + 4 dx df(N − 1) = 0 para todo n ≥ 4. dx 1 x

f(n)(x) =

4o) Obter todas as derivadas de y = y’= y” = y”’ = y
(n)

dy 1 = - 2 x dx dy ' 2 = - 3 x dx dy" 6 = - 4 x dx

dy(n − 1) n n − 1)(n − 2)....1 ( n ! n n = = (−1) . = (−1) . n + 1 . n +1 dx x x

214

AC-02

8.2.5 - Equações Diferenciais

Considere as equações abaixo e seus respectivos conjuntosverdade. 1) x2 -5x + 6 = 0; V1 = {2,3} 2) 3x - 9 = 0; V2 = {2} 3) sen x = 0; V3 = {x = kπ, k ∈ z} Dizemos que x ∈ R é solução de uma equação quando na verdade a sentença aberta correspondente. Por exemplo: 1) 22 - 5.2 + 6 = O (V) 2) 32 - 9 = O (V) sen (3π) = O (V) De modo análogo, podemos construir equações envolvendo

funções e suas derivadas, isto é, agora as variáveis são funções deriváveis. Por exemplo: 1) y" - y = 0; V = {y = a cos x + b sen x ; a e b ∈ R} de fato: y' = -a sen x + b cos x y" – y = -a cos x –b sen x logo y" -y = (-a cos x –b sen x) + (a cos x + b sen x) = 0 (V) dy - y + x2 dx

2) x

ou xy' - y – x2 = 0, y = f(x)

V = {y = x2 + cx, c ∈ R} De fato: y' = 2x + c xy' - y - x2 = x(2x + c) – (x2 + cx) - x2 = 2x2 + cx - x2 cx - x2 = 0. A solução de equações diferenciais não é assunto simples. Seu conceito foi apresentado para que o leitor se familiarize com as mesmas. As equações diferenciais são muito comuns em Física e estão envolvidas na resolução de uma infinidade problemas tratados nesta ciência.

215

AC-02

NOTA: Na Mecânica, como os problemas que surgem estão relacionados o movimento dos corpos, muitas vezes aparecem derivadas com relação ao tempo. Neste caso é costume usar a seguinte notação: df t) ( d2x t) ( &( && para f t); para x t) ( dt dt

8.3 - GRÁFICOS E DERIVADAS

8.3.1 - Interpretação Geométrica da Derivada

No item 8.1 - vimos que a velocidade no instante t podia ser obtida pela reta tangente à curva do deslocamento, no ponto (t1, x(t1)). Generalizando podemos dizer que:
A derivada de uma função f no ponto xO é igual ao coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abscissa xo.

A fórmula y - yo = m(x - xo) fornece a equação de uma reta passando por p (xO, yO) e com coeficiente angular m = tg αx conforme Figura 8.3. Em particular se queremos a equação da reta tangente ao gráfico de uma função f no ponto (xO, f(xO)), basta fazer yO = (f(xO) em = f´(xO). A equação da reta fica: y – f(x0) = f´(x0)(x-x0)

Figura 3 - Equação da Reta Tangente

216

AC-02

Exemplos: 1) A equação da reta tangente à parábola de equação y = x2 em seu ponto de abscissa xO = 2 é xO = 2 ⇒ yO = 22 = 4 ⇒ P(2,4) y = x2 ⇒ y' = 2x ⇒ y'(2) = 2 .2 = 4 logo y - 4 = 4(x -2) é a equação da reta t (Fig. 8.4a) 2) A equação da reta tangente à curva de f(x) = x3 na origem P(0,0) é: f´(x) = 3x2 ⇒ f´(0) = 3.02 = 0 logo y - 0 = 0 (x-0) y = 0 (eixo dos x) é a equação da reta t (Fig. 8.4b)

Figura 4 - Equação da Reta Tangente

8.3.2 - Derivada e continuidade

Pode-se mostrar que, se uma função é derivável num ponto, ela é contínua nesse ponto, não valendo a recíproca, isto é existem funções contínuas num ponto x0 e não deriváveis em x0 De fato, numa interpretação nada rigorosa, podemos dizer que uma função continua é aquela cuja curva pode ser desenhada "sem se tirar a ponta do lápis do papel". Porém, essa curva pode formar "bicos", onde fica impossível definir uma reta tangente. 217

AC-02

Evidentemente, derivável neste ponto.

uma

função

descontínua

num

ponto,

não

é

Vejamos os seguintes exemplos: 1) f(x)= x – 2, para x ≤ 3 2, para x> 3 f é descontínua em xo = 3 f não é derivável em xo = 3 (Fig. 8.5a) 2) f é contínua em xo = c f não é derivável em xo = c (não existe reta tangente no "bico") (Fig. 8.5b) 3) f(x) = |x| f é contínua em xo = 0 f não é derivável em xo = 0 (Fig. 8.5c) 4) f(x) = f´(x) =

3

x

1 33 x 2

, x ≠ 0

f é contínua em xo = 0. f´ não existe em xo = 0 (Fig. 8.5d) Neste caso existe a reta tangente à curva, porém ela é paralela ao eixo dos y.

218

3 .Variação das Funções Consideremos a Figura 8.3.6 abaixo: Figura 6 .AC-02 Figura 5 .Derivada e continuidade 8.Máximos e mínimos 219 .

É fácil perceber que f´(x) = 0 nestes pontos (verifique!). A. ela tem máximo e mínimo? Em caso afirmativo.7b. Estamos interessados em resolver o seguinte problema: dada uma função f(x). 2) Dizemos que xo é um ponto de máximo relativo ou local de f se f (x) ≤ f(xo). Figura 7 .7a. Vemos que a função tem um máximo em x = -5/3 e um mínimo em x = 1.ponto de máximo relativo F e G . No gráfico abaixo a função f(x) assume um máximo local no ponto a que é menor que um mínimo local em b. vamos apresentar alguns novos conceitos: 1o) Máximo e mínimo são conceitos relativos ou locais conforme mostra a Figura 8. É o que mostra o ponto D (máximo absoluto). como determinar as abscissas correspondentes? Em busca da solução do problema acima.5x. Por exemplo: a é ponto de mínimo.pontos de máximo e mínimo OBS: l) muitas vezes nos referimos à abscissa do ponto no lugar do ponto. Ainda. C e E .AC-02 A curva representa a função f{x) = x3 + x2 . ∀x nas proximidades de xo.Máximos e Mínimos Locais 2o) A função pode ter um ponto extremo (máximo ou mínimo). que xo é um 220 . da curva da Figura 8. sem ser derivável no ponto.pontos de mínimo relativo B .

221 . ou seja.Sinal da Derivada Primeira e Extremantes OBS: O sinal da derivada tem a seguinte interpretação geométrica mostrada na Figura 8.8).AC-02 ponto de mínimo relativo ou local de f se f(x) ≥ f(x). a derivada muda de sinal (Fig.9. ∀x nas proximidades de xo. 8. a tangente muda sua inclinação. 3) Nas vizinhanças de um ponto de extremo. Figura 8 .

mesmo quando a curva forma "bicos" nestes Figura 10 . vejamos a Figura 8.Sinal da Derivada Primeira Concluímos então que a mudança de sinal de f´(x) fornece os pontos pontos. embora o método apresentado acima seja mais geral.AC-02 Figura 9 . 4) O estudo da concavidade da curva também pode apontar pontos extremos.10 abaixo: de extremo.Concavidade 222 .

Se tivermos f´(x) decrescente. De um modo geral o ponto Po (xo. a curva terá concavidade voltada para cima (Fig. Figura 11 .8a. isto é. a concavidade muda de sinal em xo.11a). Se tivermos f´(x) crescente. f(xo)) é dito ser o ponto de inflexão do gráfico da função f (contínua num intervalo que Pode acontecer a seguinte situação. 5) de xo.11 abaixo fornece um critério para determinar se um gráfico tem concavidade positiva ou negativa. 8. Na Figura 8. Daí concluímos que o sinal da derivada segunda f´´(x) é que decide a concavidade de y = f(x).AC-02 (1) (2) Concavidade Concavidade positiva negativa em em xo: xO: curva curva acima abaixo da da reta reta tangente ou voltada "para cima” tangente ou voltada "para baixo”. 8. a curva terá concavidade voltada para baixo (Fig. Se repararmos melhor.8b. e f´(x) não muda de sinal nas vizinhanças 223 .Sinal da Derivada Segunda Se observarmos a Figura 8. temos que f´´(xo) < 0 (ponto de máximo).11b). isto é f´´(x) < 0. f´´(x) > 0. veremos que em xo f´´(xo) > 0 (ponto de mínimo). A Figura 8.12: f´(xo) = 0. representada na Figura 8.

verificará que se trata de um ponto de inflexão obliqua.será ponto de inflexão obliqua se f´(xo) ≠ 0 (Fig. Observe que a função não é derivável em xo. quando a concavidade troca de sinal em po.AC-02 contenha xo).13 fornece alguns exemplos.será ponto de flexão horizontal se f´(xo) = 0 (Fig. 8. Figura 12 . . Na Figura 8. . 8.se f´´(xo) = O e f´´´(xo) ≠ O então xo é a abscissa de um ponto de inflexão. pois exige que f seja derivável em xo diz que: . Assim uma análise no sinal da f´´(x) em torno de xo apontará se ele é ou não uma abscissa de um ponto de inflexão. A Figura 8.13 (2)). 224 . Se o leitor se reportar à Figura 8. f´´(-1/3) e f´´´(-1/3).6.13 (1)).Ponto de Inflexão Outro método menos geral.13 (3) temos um ponto de inflexão vertical. e calcular f´(-1/3).

então a) f(xo) é máximo relativo de f(x) se f´´(xo) < 0 b) f(xo) é mínimo relativo de f(x) se f´´(xo) > 0 c) xo é abscissa de ponto de inflexão horizontal se f´´(xo ) = 0 II . II .Método 1 Seja f(x) uma função contínua com derivadas continuas num intervalo I.Tipos de Pontos de Inflexão Resumindo . Obs: Não vamos considerar o caso em que f´´´(xo) = 0 225 .Se f´(xo) = O e f´´(xo) ≠ O.Se f´(xo) = 0. então xo é abscissa de um ponto de inflexão oblíqua. .se x < x ⇒ f´´(xo) < O e x > xo ⇒ f´´(xo) > 0 x < xo ⇒ f´´(xo) > O e x > xo ⇒ f´´(xo) < 0 então xo é abscissa de um ponto de inflexão.Método 2 Seja f(x) uma função contínua num intervalo I. I . f´´(xo) = 0 e f´´´(xo) ≠ 0. I .a) se x < x ⇒ f´(x) > 0 e x > xo ⇒ f´(x) < 0 então xo é um ponto de máximo local. b) se x < xo ⇒ f´(x) < O e x > xo ⇒ f´(x) > O então xo é um ponto de mínimo local.AC-02 Figura 13 .

f) y = x sen x + cos x g) y = sen4 x h) y = [x ex + cos x]5 SOLUÇÃO: a) b) d cv) ( dv d 4x5) ( d x5) ( = c ⇒ = 4 = 4 5x4) = 20x4 ( dx dx dx dx dy d 2x3) d 4x2) d 5x) d 2) ( ( ( ( = + − − = 6x 2 + 8x − 5 dx dx dx dx dx c) Aplicando a propriedade da derivada da soma. d) y = (x2 + 1)4.x – 1)3.1 e n = 3. Determinar a função derivada das seguintes funções: a) y = 4x3.AC-02 EXEMPLOS: 1. então: dy d 2x 2 − x − 1) ( 2 = 4 ⋅ 3 ⋅ (2x 2 − x − 1) ⋅ = 12 ⋅ (2x 2 − x − 1) ⋅ (4x − 1) dx dx f) Neste caso tem-se: dy d x ⋅ sen x) d ( (cos x) d (sen x) dx d (cos x) = + = x + ⋅ sen x + dx dx dx dx dx dx = x ⋅ cos x + sen x − sen x = x ⋅ cos x g) Temos u = sen x e n = 4. temos: ( dy d (sen x) d (cos x) d tg x) = + + = cos x − sen x + sec2 x dx dx dx dx d u n) ( du d) = n ⋅ u n −1 ⋅ dx dx Neste exemplo. e) y = 4(2x2 . c) y = sen x + cos x + tg x. b) y = 2x3 + 44x2 . dy d x 2 + 1) ( 3 = 4 ⋅ (x 2 + 1) ⋅ = 4 ⋅ (x 2 + 1) ⋅ (2x) = 8x ⋅ (x 2 + 1) dx dx e) Temos u = 2x2 –x . então. u = x2 + 1 e n = 4. então: 226 .5x – 2. então: dy d (sen x) = 4 ⋅ sen3 x ⋅ = 4 ⋅ sen3 x ⋅ cos x dx dx h) Temos u = x ex + cos x e n = 5.

então: du dv u ⋅ v − u ⋅ d ) ( dx = u´v − uv´ v = dx dx v2 v2 a) u = 1. então: dy 0 ⋅ x 2 − 1 ⋅ 2x 2x 2 = = − 4 = − 3 2 2 dx (x ) x x b) u = 2. então: 227 . x 1 + sen x . v = x2 + 1 e v´= 2x. u´ = 0. du/dx = 0. então: dy 2 ⋅ (x2 + 1) − 2x ⋅ 2x − 2x 2 + 2 = = − 2 2 dx (x + 1) (x + 1) d) u = ex = u´. x + 1 2 ex . ex x2 .AC-02 dy d x ⋅ ex + cos x) ( 4 = 5 ⋅ (x ⋅ ex + cos x) ⋅ dx dx x x x = 5 ⋅ (x ⋅ e + cos x)(x ⋅ e + e − sen x) 2. cos x loge x . v = x2 e dv/dx = 2x. x + 1 2x . tg x SOLUÇÃO: Todas essas funções são quociente de outras duas funções. sen x x2 + x + 1 . u´ = 2. v = x + 1 e v´= 1. v = x e v´= 1. então: dy 0 ⋅ (x + 1) − 2 ⋅ (1) 2 = = − 2 2 dx (x + 1) (x + 1) c) u = 2x. Determinar a função derivada das seguintes funções: a) y = b) y = c) y = d) y = e) y = f) y = g) y = h) y = 1 . x2 2 .

v = tg x. e) y = sec 2x.AC-02 dy e x ⋅ x − ex ⋅ 1 ex(x − 1) = = dx x2 x2 e) u = 1 + sen x. então: dy cos x ⋅ cos x − (1 + sen x)(− sen x) = 2 dx (cos x) cos2 x + sen x + sen 2 x 1 + sen x = = 2 cos x cos2 x f) u = loge x. u´ = 2x. v = cos x e v´ = -sen x. u´ = cos x. u´ = 2x + 1. Determinar a função derivada das seguintes funções: a) y = sen 5x. v = sen x e v´ = cos x. 1 + x2 1 + sen x . c) y = 2 cos 5x2. v´ = sec2x. v = ex = v´. então: 1 ⋅ sen x − log e x ⋅ cos x dy x = dx sen 2 x g) u = x2 + x + 1. então: y = v(u(x)) ⇒ y´= dy dv du = ⋅ ⋅ dx du dx a) u = 5x e v = sen u y´= 228 d (sen u) d 5x) ( ⋅ = (cos u) ⋅ (5) = 5 ⋅ cos 5x du dx . u´ = 1/x. 1 − sen x SOLUÇÃO: Todas essas funções são compostas. g) y = loge h) y = loge x2 . então: 2x ⋅ tg x − x2 ⋅ sec2 x dy = dx tg2x 3. d) y = tg 2x2. f) y = cos (sen x). então: dy (2x + 1) ⋅ ex − (x 2 + x + 1) ⋅ ex (−x 2 + x) = = 2 dx (ex ) ex h) u = x2. b) y = sen (x2 – 1).

1 e v = sen u y´= d (sen u) d x 2 − 1) ( ⋅ = (cos u) ⋅ (2x) = 2x ⋅ cos( x 2 − 1) du dx d 2 cos u) d 5x 2) ( ( ⋅ = (− 2 sen u) ⋅ (10x) = − 20 ⋅ x ⋅ sen(5x 2) du dx d tg u) ( du d 2x 2) ( ⋅ = (sec2 u) ⋅ (4x) = 4 ⋅ x ⋅ sec2(2x 2) dx c) u = 5x2 e v = 2 cos u y´= d) u = 2x2 e v = tg u y´= e) u = 2x e v = sec u y´= d (sec u) d 2x) ( ⋅ = (sec u tg u) ⋅ (2) = 2 ⋅ sec(2x) ⋅ tg 2x) ( du dx d(cos u) d(sen x) ⋅ = − sen u ⋅ cos x = − cos x ⋅ sen(sen x) du dx f) u = sen x e v = cos u y´= g) u = x2 ⋅ 1 + x2 e v = log e u y´= = d(log e du x2 d ( ) 2 2 u) ( 1 + x 2 = 1 ⋅ 2x 1 + x ) − x ⋅ 2x ⋅ dx u (1 + x 2 )2 1 2x 2 ⋅ = 2 2 2 x (1 + x ) x 1 + x 2) ( 2 1 + x 2 1 + sen x (1 + sen x) ⋅ (1 + sen x) (1 + sen x) = = 1 − sen x (1 − sen x) ⋅ (1 + sen x) cos2 x h)Notemos que e y = loge Temos u = 1 + sen x 1 + sen x = loge .AC-02 b) u = x2 . 2 1 + sen x cos x cos x 229 . cos x > 0 1 − sen x cos x 1 + sen x cos x e v = log e u y´= d(log e du 1 + sen x d( ) u) 1 1 + sen x cos x ⋅ = ⋅ dx u cos 2 x = 1 + sen x cos x 1 ⋅ = = sec x .

u = et e v = u. então dy dv du 1 x + 1 = ⋅ = ⋅ (2x + 2) = 2 dx du dx x + 2x − 5 2 u c)y = v(u(x)) sendo u = a2 – x2 e v = u. Obter as derivadas das seguintes funções a) y = b) y = c) y = x+3 x d) y = 3 3 2x + 1 x 2 + 2 x − 5 e)y = cos 2 x a 2 − x 2 f) y = 5 e2 x SOLUÇÃO: dy d x d x dx dx = + = + a) dx dx dx dx dx = x 2 − 1 2 3 1 2 1 3 −1 −1 1 1 = .AC-02 4. então dy dv du dt 1 2e2x t = ⋅ ⋅ = ⋅e ⋅2 = 5 4 dx du dt dx 5 u 55 e8x 5. u = cos t e v = 3 u. Obter as derivadas das seguintes funções 230 . então dy dv du 1 2 = ⋅ = ⋅ (2) = 2 dx du dx 33 u 2 33 (2x + 1) e)y = v(u(t(x))) sendo t = 2x. então dy dv du dt 1 = ⋅ ⋅ = 3 2 ⋅ (− sen dx du dt dx 3 u t) ⋅ 2 = − 2 sen 2x 33 cos2 2x 5 f)y = v(u(t(x))) sendo t = 2x. então −x dy dv du 1 = ⋅ = ⋅ (−2 x) = dx du dx 2 u a2 − x2 d)y = v(u(x)) sendo u = 2x+1 e v = 3 u.x 2 + .x 3 = 2 3 1 1 + x 3 − 2 3 = 1 2 x + 1 33 x 2 b)y = v(u(x)) sendo u = x2 + 2x – 5 e v = u.

então: y´= (2x − 1)x ⋅ [1 ⋅ log e(2x − 1) − x ⋅ = (2x − 1)x ⋅ [log e(2x − 1) − 2x ] 2x − 1 231 . então 1 + cos x dy dv du 1 cos x 1 + cos x) − sen x − sen x) ( ( = ⋅ = ⋅ 2 dx du dx 1 + u2 (1 + cos x) 2 1 cos(x + 1) (1 + cos x) cos(x + 1) 1 = ⋅ = ⋅ = 2 2 2 sen x (1 + cos x) 2 + 2 cos x (1 + cos x) 2 1 + 2 (1 + cos x) 6.AC-02 y = arcsen x 1 + x2 sen x 1 + cos x y = arctg SOLUÇÃO: a)u = x 1 + x2 e v = arcsen u . Dar a função derivada de: y = (2x − 1) y = x cos (sen x) x SOLUÇÃO: y = u v ⇒ y´= uv ⋅ [v´⋅ loge u + v ⋅ u´ ] u 2 ] 2x − 1 u = 2x . v = x e v´= 1. então dy d v u)) (( dv du 1 = = ⋅ = ⋅ dx dx du dx 1 − u2 = 1 x2 1− 1 + x2 ⋅ 1 (1 + x 2) 1 + x 2 = 1⋅ 1 + x2 − x ⋅ 2 ( 1 + x2 ) x 1 + x2 1 (1 + x 2) 1 + x2 ⋅ 1 (1 + x 2) 1 + x 2 = b)u = sen x e v = arctg u .1 e u´= 2.

então: y´= (sen x)cos x[− sen x ⋅ log e sen x + cos x ⋅ cos x sen x 7.(-sen 3x) . 6 = -18 cos 6x Para y = loge(1+x) y´= 1 = (x + 1)− 1 ⇒ y´´= − x + 1)− 2 ⇒ y´´´= 2 ⋅ (x + 1)− 3 ( 1 + x 2 (x + 1)− 3 que a função y = e-x. (2 . sen 3x . cos 3x) = -3 sen 6x y´´ = -3 . cos 3x = -3 . sen 3x . v = cos x e v´= -senx.cos 6x . Verificar se a função f(x) definida por x2 se x ≤ 2 f x) =  ( .cos x verifica a equação y´´´= 8. onde y(4) é a derivada quarta de y SOLUÇÃO: y´= (−e−x) ⋅ cos x + e− x ⋅ (− sen x = −e− x ⋅ (sen x + cos x) ) y´´= (−e− x) ⋅ (sen x + cos x) − e− x(cos x − sen x = 2e− x sen x ) y´´´= −2e− x ⋅ sen x + 2e− x ⋅ cos x = 2e− x ⋅ (cos x − sen x) y(4) = −2e− x ⋅ (cos x − sen x) + 2e− x ⋅ (− sen x − cos x) y(4) = −4e− x ⋅ cos x então y(4) + 4y = −4e − x ⋅ cos x + 4e − x ⋅ cos x = 0 9.AC-02 u = sen x e u´= cos x. Mostrar diferencial y(4) + 4y = 0. Determinar a derivada segunda da função y = cos2 3x e a derivada terceira de y = loge(1+x) SOLUÇÃO: Para y = cos2 3x y´ = 2 cos 3x . 3 = -6 . é derivável no ponto x=2  x + 2 se x > 2 SOLUÇÃO: 232 .

AC-02 Se x < 2 temos f´(x) = 2x Se x > 2 temos f´(x) = 1 Temos portanto ´ f−(x) = lim f x) = 4 ´( − ´ f+(x) = lim f x) = 1 ´( + x →2 x →2 . Calcular a aceleração do ponto no instante t0 = 2. Um ponto percorre uma curva obedecendo à equação horária s = t2 + t – 2. logo de não x→2 não existe f´(2) ser derivável no ponto 2. SOLUÇÃO: y = x5 ⇒ dy dy 1 1 = 5x4 ⇒ = = 4 dx dx 5x 55 y 4 para y = 32 temos dy 1 1 = = 4 dx 32 80 55 (32) 11. apesar ( ( contínua nesse ponto pois lim f x) = 4 = f 2).I) SOLUÇÃO: A velocidade no instante t0 = 2 é igual à derivada de s no instante t0 : s´(t0) = s´(2)= lim t →2 s t) − s 2) ( ( (t2 + t − 2) − (4 + 2 − 2) = lim t →2 t − 2 t − 2 = lim t →2 t2 + t − 6 (t − 2)(t + 3) = lim = lim t + 3) = 5 m / s ( t→2 t→2 t − 2 t − 2 12. Calcular a sua velocidade no instante t0= 2.(Unidades S.(Unidades S. Um ponto material em movimento sobre uma reta tem velocidade v = 3 t no instante t. 10. Dada a função y = x5. calcular a derivada de sua função inversa no ponto y = 32. f(x) é Notemos que.I) SOLUÇÃO: A aceleração no instante t0 = 2 é igual a derivada de v no instante t0 233 .

Determinar: a) sua velocidade no instante t = π/4 s.AC-02 v´(t0) = v´(2)= lim t→2 v t) − v 2) ( ( = lim t→2 t − 2 2 3 3 t − 32 t − 2 1 3 = lim t→2 3 t − 3 (3 t − 3 2)(3 t2 + 2t + 3 22 ) = 3 22 + 2⋅ 2 + 3 22 = 1 m / s2 3 3 4 13. cos x – x2)4. b) sua aceleração no instante t = π/6 s. b) g(x) = (x2 +x + 1)5. v = s´(t) = -sen t. b) A derivada de v nos dá em cada instante a aceleração do móvel. Para x = 1 tem-se dx/dy = 1/(3+1) = 1/4 15.cos t. c) h(x) = (ex . isto é. SOLUÇÃO: 234 . SOLUÇÃO: a) A derivada de s nos dá em cada instante a velocidade do móvel. No instante t = π/4 s. temos: v(π/4) = .3 / 2 m/s2. Calcular a derivada de cada uma das seguintes funções: a) f(x) = ex .cos (π/6) = .2 / 2 m/s2. a = v´(t) = . SOLUÇÃO: y = x3 + x ⇒ y´ = 3x2 + 1 ⇒ 1/y´ = 1/(3x2 + 1) = dx/dy.sen (π/4) = . isto é. Obter o valor da derivada da inversa da funão f(x) = x3 + x no ponto x0 = 1. 14. Um móvel desloca-se sobre um segmento de reta obedecendo à equação horária s = cos t (Unidades SI). temos: a(π/6) = . No instante t = π/6 s. sen x + 4x3.

(ex . então: f’(x) = Df(x) = D(ex . y’(x) = y . Portanto.AC-02 f deve ser vista como soma de duas parcelas: ex .x 3 = 3 3 3 3 . x2 1 1 1 2 f(x) = x 2 = x 1/3 Fazendo y = sen x e z = f’(x) = z’(x) . [u(x)]3 .x 2 = 2 2 2 x −1 − 1 1 1 ⇒ f’(x) = . u’(x) = 5 (x2 + x + 1)4 (2x + 1) Fazendo ex . cos x – ex . cos x – x2)3 . vem h(x) = [u(x)]4. vem g(x) = [u(x)]5. y’(x) = vamos aplicar as a regra para funções compostas: y = cos x = sen x 1 . temos: 1 2 y . Determinar a função derivada das seguintes funções: a) f(x) = log2 x b) f(x) = log2 cos x c) f(x) = d) f(x) = 3 e) f(x) = sen x f) f(x) = arc sen x2 g) f(x) = arc cos ex h) f(x) = arc tg (ln x) x x2 SOLUÇÃO: f’ = 1 x ln 2 e z = log2 y então. cos x – x2 = u(x). x2 = . ln 2 cos x . então: g’(x) = 5 . ln 2 f(x) = 3 x = x 1/2 −1 − 1 1 1 ⇒ f’(x) = . f’ é a soma das derivadas das parcelas. (-sen x) = y . cos x + 12x2 Fazendo x2 + x + 1 = u(x). [u(x)]4 .sen x) + D(4x3) = = D(ex) . (ex . u’(x) = = 4 . D(sen x) + D(4x3)= = ex . sen x + ex . então: h’(x) = 4 . x3 = . cos x = cos x 2 sen x 235 . f’(x) = z’(y) . sen x e 4x3. sendo que a primeira parcela é um produto. sen x + ex . sen x – 2x) 16.

SOLUÇÃO: Empregando a regra que acaba de ser deduzida. [v’(x) . y’(x) = Fazendo y = ex e . Obter a derivada da função f(x) = (cos x)x. y’(x) = − 1 . y’(x) = − Fazendo y = ln x e z = arc tg y. ln u(x) + v(x) . [v’(x) . ex = ex 1 − e2x f’(x) = z’(x) . temos: 1 2 1− y 2 f’(x) = z’(x) . temos: z = ey 18. ln cos x + x . y’(x) = = ey . Dada a função f(x) = [u(x)]v(x). calcular sua derivada. ln u(x) então: f’(x) = z’(x) . = (cos x)x . vem: f’(x) = (cos x)x .AC-02 Fazendo y = x2 e z = arc sen y. tg x) − sen x ] = cos x 19. 1 + y2 x 1 = 1 x (1 + ln2 x) 17. ln u(x) Aplicando a regra de derivação da função composta. ln u(x) + v(x) . u'(x) ] u x) ( 1 . e finalmente: f’(x) = [u(x)]v(x) . u’(x)] u x) ( e x u(x) v(x) ] = ev(x) . SOLUÇÃO: f(x) = [u(x)]v(x) = [eln y = v(x) . temos: f’(x) = z’(x) . temos: 1 1 − y2 . 2x = 2x 1 − x4 z = arc cos y. Qual é a equação da reta tangente à curva y = x2 – 3x no seu ponto de abscissa 4? 236 . [1 . (ln cos x – x .

cos π 4 = lim 4 = f’(x0) = f’( ) = lim π π π π 4 x→ x→ x− x− 4 4 4 4 sen (x − π   sen (x − 4)  1 1 = lim  .  = π π π π x→  x− cos x . e sua equação é: y – 4 = 5(x-4) 20. Determinar a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = tg x no ponto de abscissa x0 = π . 1) 4 é o ponto de tangência. f’(x0)= f’(4) = lim = lim (x + 1) = 5 x →4 (x2 − 3x) − 4 (x − 4)(x + 1) = lim = x →4 x →4 x−4 x−4 Portanto. o coeficiente angular de t é 5.4) é o ponto de tangência. Então. π ) 4 π π tg x − tg cos x . cos  cos2 4 4 4 4 y – 1 = 2 (x π ) 4 = 2 e a equação da reta t é 237 .AC-02 SOLUÇÃO: x0 = 4 ⇒ f(x0) = 42 – 3 . 4 SOLUÇÃO: x0 = π 4 ⇒ f(x0) = tg π 4 = 1 . 4 = 16 – 12 = 4. então P( π . P(4.

). Obter a equação da tangente à curva y = x2 sen (x-2) no ponto de abscissa 2. 3 2 SOLUÇÃO: O coeficiente angular da reta procurada é: f’( π π ) = . 238 . 2 Portanto. Verificar se f(x) = x2 – 6x + 8 tem extremante. Obter a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = cos x no π 1 ponto ( .0 = 4 (x-2) 23. a equação da reta tangente é: y .AC-02 21. SOLUÇÃO: x = 2 ⇒ y = 22 sen(2-2) ⇒ 0 ⇒ P(2.sen = 3 3 3 π (x ) 2 3 3 . a equação da reta é: y 1 = 2 22.0) é o ponto de tangência y’ = 2x sen(x-2)+ x2 cos(x-2) ⇒ ⇒ y’(2)= 2 • 2 sen 0 + 22 • cos 0 = 4 Assim.

AC-02

SOLUÇÃO:
calculamos f’(x) = 2x – 6 obtemos as raízes de f’(x) = 0 f’(x) = 2x-6 = 0 ⇒ x = 3 analisamos o sinal de f’ (x) x < 3 ⇒ f’(x) < 0 e x > 3 ⇒ f’(x) > 0 e concluímos que x = 3 é ponto de mínimo relativo de f(x) e min. f(x) = f(3) = 32 – 6(3) + 8 = -1

24.

A

derivada

de

f(x)

é

f’(x)

=

(x-1)(x-2)2(x-3)3(x-4)4.

Determinar os extremantes de f(x) e as abscissas dos pontos de inflexão de f(x).

SOLUÇÃO:
Os pontos críticos de f(x) são as raízes de f’(x): f’(x) = (x-1)(x-2)2(x-3)3(x-4)4 ⇒

⇒ x = 1 ou x = 2 ou x = 3 ou x = 4.

25. Calcular o valor máximo assumido pela função f(x) = e −(x − a) .
2

SOLUÇÃO:
f´(x) = -2(x – a). e −(x − a)
2

f´(x) = 0 ⇒ -2(x – a). e −(x − a) = 0 ⇒ x = a.
2

Como e −(x − a) > 0 para todo x ∈ R, temos :
2

x < a ⇒ x – a < 0 ⇒ f´(x) > 0; x > a ⇒ x – a > 0 ⇒ f´(x) < 0; 239

AC-02

Assim, x = a é um ponto de máximo local de f. O valor máximo de f é: f(a) = e −(a − a) = e0 = 1.
2

26. Obter os extremos absolutos de
1  intervalo − 2,  . 2 

f (x) = x3 + x2 – x + 1 no

SOLUÇÃO:
1  Como f é derivável em − 2,  , 2  1 1 f ' ( x) = 3 x 2 + 2 x − 1 = 3( x + 1)( x − ) e os zeros de f ’ são os números -1 e . 3 3

Analisando a variação de sinal de f ’, temos -1
f ’(x)

1/3 0 +

x

+

0

Então

-1

é

ponto

de

máximo

interior
f

e

1/3 é ponto de mínimo

interior. Calculemos o valor de
1  extremos do intervalo − 2,  : 2 

nesses pontos críticos e nos

f (-2) = -8+4+2+1=-1, f (-1) = -1+1+1+1 = 2,

1 1 1 1 7 e f ( ) = + − +1 = 2 8 4 2 8 1  − 2, 2   

O valor máximo absoluto de

f

no intervalo

é o maior dos

1 números f (-2), f ( ) e f (-1), portanto é f (-1) = 2. 2

O valor mínimo absoluto de

f

1  no intervalo − 2,  2 

é o menor do

1 1 números f (-2), f ( ) e f ( ) , portanto é f (-2) = -1. 2 3

O gráfico da função ilustra o exposto.

240

AC-02

27. Verificar se f (x) = x4-4x3 tem extremante. SOLUÇÃO:
f ’(x) = 4x3-12x2 tem raízes 0 e 3.

Analisemos a variação de sinal da função f ’(x)=4x3-12x2=4x2(x-3): 0 x2 x-3
f ’(x)

3 + + + +

x

+ -

Existem

vizinhanças de
f.

de

0

em

que de

f ’(x)<0,

portanto
f ’(x)

0

não

é de

extremante

vizinhanças

3

em

que

passa

negativa a positiva, isto é, 3 é ponto de mínimo local. O gráfico abaixo ilustra como varia a função f .

28. Quais são os extremantes da função
= 2 sen x + cos 2x ?

f :]0,2¶[ →

dada por f (x)

241

AC-02

SOLUÇÃO:
Calculando a derivada:
f ’(x) = 2 cos x – 2 sen 2x = 2 cos x – 4 sen x.cos x= = 2.cos x.(1

– 2 sen x) Os valores de x que anulam = 0 e sen x =
f ’(x) são as raízes das equações cos x 1 π 3π π 5π , isto é, , , e . 2 2 2 6 6

Analisando o sinal de f ’(x), temos: π/6 + π/2 +
5π 6

0 cos x 1–2senx
f ’(x)

5π/6 + -

3π/2 + + +

x

+ + +

Verificamos que
3π 2

π
6

e

são pontos de máximo local, enquanto

π
2

e

são pontos de mínimo local.

O gráfico da função f confirma nossa análise.

29. Um triângulo está inscrito numa semi-circunferência de raio R.
Seus lados medem a, b e 2R. Calcular a e b quando a área do triângulo é máxima.

242

AC-02

SOLUÇÃO:

Notemos primeiramente que numa semi-circunferência de raio R é possível para inscrever e diferentes o triângulos, ]0,2R[, todos isto retângulos. é, as 0<a<2R e Observemos que a e b, medidas dos catetos, variam de um triângulo outro percorrem um mesmo intervalo são 0<b<2R. Para triângulo verificadas seguintes

relações: S=
ab e a2+b2=4R2 2

onde S é a área do triângulo. Para determinarmos o máximo de S, devemos colocar S como função de uma variável só (a ou b). Eliminando b, pois b= 4R 2 − a2 , temos: S=
1 1 1 .ab= . 4R 2 − a2 = 2 2 2

4R 2a2 − a4

Provemos que S tem um ponto de máximo: S’= 8R 2a − 4a3 1 . = 2 2 4R 2a2 − a4 2R 2a − a3 4R 2a2 − a4

S’=0 ⇒ 2R2a-a3=0 ⇒ a=R 2 0<a<R 2 ⇒ a2<2R2 ⇒ a3<2R2a ⇒ S’>0 R 2 <a<2R ⇒ 2R2<a2 ⇒ 2R2a<a3 ⇒ S’<0 e, então, a= R 2 é um ponto de máximo local.

Conclusão: o triângulo de área máxima é aquele em que
b= 4 R 2 − 2 R 2 = R 2 , isto é, é um triângulo isósceles.

a= R 2 e

30.

Um

triângulo

isósceles

de

base

a

está

inscrito

numa

circunferência de raio R. Calcular a de modo que seja máxima a área do triângulo.

243

3x2. 244 . 2 = R 3 3R 9R 2 2R ⋅ − 2 4 31. Sua área é dada pela fórmula 1 ah 2 S = No triângulo retângulo BCD. determine para quais valores de x ela é crescente e para quais ela é decrescente. a altura BE é medida geométrica entre os segmentos que determina hipotenusa CD.AC-02 SOLUÇÃO: Seja ABC o triângulo isósceles de base a=AB e altura h=CE. Dada a função f(x)= x3 . então: a2 = h(2R − h ) 2 2Rh3 − h4 (BE)2 = (EC)(ED) S = ⇒ a = 2 2Rh − h 2 1 ah = h 2Rh − h 2 = 2 6Rh 2 − 4h 3 2 2Rh3 − h 4 Procuremos o valor máximo de S para 0 < h < 2R: S = ' = 3Rh 2 − 2h3 2Rh3 − h4 3R 2 S’ = 0 ⇒ 3Rh 2 − 2h 3 = 0 ⇒ h = Como S = 0 para h = 0 ou h = 2R e 3R h = ⇒ S = 2 então h = a = 27R 3 81R 4 2R − 8 16 = 27R 4 16 3 3R 2 = 4 3R é ponto de máximo para S e. neste caso.

Determinar o conjunto dos valores de x para os quais a função f(x) = x2 .3x2 tem derivada f’(x) = 3x2 . Notando que: 245 . 2 f é crescente para . SOLUÇÃO: Devemos calcular a derivada de f e determinar em que conjunto a função f’ é não negativa. π ] ? 2 SOLUÇÃO: Temos f’(x) = -sen x e f’’(x) = -cos x. 2 33. Então x ≤ 0 ou x ≥ 2 ⇒ f'(x) ≥ 0 0 ≤ x ≤ 2 ⇒ f'(x) ≤ 0 portanto: f é crescente ⇔ x ≤ 0 ou x ≥ 2 f é decrescente ⇔ 0 ≤ x ≤ 2 32.loge x é crescente. Temos: f’(x)= 2x1 2x 2 − 1 = x x 2 2x − 1 ≥ 0 ⇒ − ≤ x < 0 ou x ≥ x 2 que D(f)= + * f’(x)≥ 0 ⇒ Lembrando x ≥ 2 . para x ∈ [0.6x. vem a resposta: 2 .AC-02 SOLUÇÃO: A função f(x) = x3 . Como é o gráfico da função f(x)= cos x.

2    e  3π  2  2 . 2 e -1 são abscissas de pontos de inflexão e esses pontos são: P = (2.24 As raízes da equação f’’(x) = 0 e f’’’(-1) = -24 – 12 = -36 ≠ 0 portanto.4x3? SOLUÇÃO: y = x4 .f(-1)) = (-1.12x2 ⇒ y’’ = 12x2 .4x3 ⇒ y’ = 4x3 . 34.12x .24x Notando que y’’ = 12x (x-2).24x + 12 f’’(x) = 12x2 .-29) e Q = (-1.5. Confira com o gráfico abaixo.AC-02 f’’(x)< 0 ⇔ -cos x < 0 ⇔ 0 ≤ x ≤ f’’(x)> 0 ⇔ -cos x > 0 ⇔ Concluímos concavidade que nos π 2 3π 2 ou 3π < x ≤ 2π 2 π 2 < x < intervalos e no  π 0. Determinar os pontos de inflexão do gráfico da função f: tal que f(x) = x4 .2x3 . Como é a concavidade da curva y = x4 .12x2 + 12x .π   a a curva tem é negativa intervalo  π 3π  2 .6x2 . temos: x<0 ou x>2 ⇒ y’’>0 ⇒ cavidade positiva 0<x<2 ⇒ y’’<0 ⇒ cavidade negativa 35. 2    concavidade positiva.f(2)) = (2. → SOLUÇÃO: Temos f’(x) = 4x3 .-26) 246 .

Noção de Integral 247 . vamos descrever um processo para determinar a área A. Se f(x) fosse constante e igual a k em [a. 9 .a) {Fig.b] → R. a área procurada será.h. onde f(x) > O {ver Figura 9. Por exemplo. Admitindo conhecida uma noção intuitiva de área de uma figura plana. que a área de um retângulo de base b e altura h é b .NOÇOES DE CÁLCULO INTEGRAL 9. 9.1c). a área sob o gráfico. dividimos o intervalo [a. calculando a área do pequeno retângulo que fica determinado quando supomos f(x) constante. Em cada sub-intervalo podemos calcular.b] em sub-intervalos suficientemente pequenos para que neles f(x) possa ser considerada constante com uma boa aproximação (Fig.b]. a soma das áreas destes retângulos. aproximadamente.1a). aproximadamente. foi da necessidade de calcular áreas de figuras planas cujos contornos não são segmentos de reta que brotou a noção de integral.ÁREA Historicamente.AC-02 9 .INTRODUÇÃO . consideremos o problema de calcular a área A da região sob o gráfico da função f:[a. e ainda.1b) Não sendo f(x) constante.(b .1 . área procurada seria a área de um retângulo e teríamos: A = k . FIGURA 9.1 .

b]..b]...< xn-1 < xn Os n sub-intervalos em que [a. xn-1 entre a e b como segue: a = xo < x1 < x2 <..Aproximação da Integral A área A é aproximadamente a soma das áreas dos retângulos. < xi-1 xi <. o número de que as somas n ∑ i =1 f ( xi ) ∆ i x se aproximam 248 . i = 1... n.b] sub-intervalos intercalando-se pontos. xi ] e supomos f(x) constante e igual a f( x1 ) em [xi-1.2.. não deixando nenhum sub-intervalo grande demais...2 . Graficamente.+ f( xi )∆ix +..AC-02 Vamos relatado.b] fica = b dividido tem comprimentos ∆ix = xi – xi-1.... Escolhemos x1 ∈ [xi-1.. e escrevemos: A ≈ f( x1 )∆1x + f( x2 ) ∆2x +.2..+ f( xn )∆nx seja: ou A ≅ ∑ f ( xi )∆i x i =1 n A soma que aparece no 2° membro das igualdades anteriores se aproxima mais e mais da área procurada à medida em dividimos mais e mais [a.... xi ] = 1. n. temos: FIGURA 9.. A descrever divisão mais de precisamente em o procedimento é acima feita [a. se f é uma função continua definida em [a.. x2 . De um modo geral. x1.

. .. podemos dizer que. máximo do conjunto {∆1x.2 .n.Partição Uma partição de [a.2.n e a = xo < x1 < x2 <. . x1.b] é um conjunto Ρ = {xo.Norma Chamamos norma da partição o número u... sendo ∆ix pequeno.b].. i = 1. . ou seja......1 . xi. 249 . 9.. somos levados a um processo de integração..2 .. podemos A= a ∫ b f(x)dx Em cálculo de muitas outras somos situações levados n não diretamente de um ligadas ao áreas..A INTEGRAL DEFINIDA Vamos agora estabelecer de um modo geral a noção de integral de uma função f definida em um intervalo [a.2... formar somas do tipos ∑ f (x )∆ x i =1 i i e determinar o número de que tais somas se aproximam à medida em que os ∆ix diminuem. temos a igualdade aproximada: b ∫a No escrever: caso da f(x)dx ≅ ∑ f ( xi ) ∆ i x i =1 n área A que estávamos calculando. Estabelecer a noção de integral desta forma geral é o que faremos no próximo item. ∆nx} onde ∆ix = xi - xi-1.b].AC-02 arbitrariamente à medida em que todos os ∆ ix se tornam simultaneamente pequenos é chamado integral de f em [a... ∆ix.. Assim.2. através raciocínio semelhante ao exposto acima..n.2. . < xi-1 < xi <. x2. xi-1.. a considerar uma função f definida em [a. xn} com xi ∈ [a. ∆2x....b] e é representado por ∫ b a f(x)dx..b].2.. i = 1. 9. i = 1. < xn = b 9. .

b]. independentemente das escolhas dos xi. Em outras palavras. xi] é o número I....3 . Representamos.b] procurar sem um processo para à termos que recorrer 250 ..Soma de Riemann Sendo xi escolhido arbitrariamente no intervalo [xi-1.AC-02 9.. dizemos que a função f é integrável em [a. 9. Quando isto ocorre..+ + f( xn )∆nx ou seja ∑ i =1 n f( xi )∆ix se chama soma de Riemann de f em [a. a soma f( x1 )∆1x + f( x2 )∆2x +.b] e I é a integral de f em [a. integral de Vamos f em agora [a. . xi]. o limite da soma de Riemann.b] relativa à partição Ρ e à escolha feita dos xi. que estabeleceremos a seguir. Vê-se que este é um método bastante trabalhoso se não dispusermos de uma calculadora calcular a definição.+ f( xi )∆ix +.. programável.2.2.b].O CÁLCULO DA INTEGRAL DEFINIDA Na seção de exercícios deste capítulo. continua num intervalo [a.b] é integrável em [a.3 . i = 1. as somas de Riemann se aproximam arbitrariamente de um número fixo I.2.n.4 . 9.Função Integrável Sob certas condições bem gerais.quando u → 0 qualquer que seja a escolha dos x1 em [xi-1. quando a norma u da partição Ρ menor. apresentamos ao leitor alguns exemplos de cálculo de áreas pela definição. então: se torna cada vez ∫ condição geral da b a f ( x)dx = I Ele afirma que toda função Existe um Teorema do Cálculo Integral que nos fornece uma integrabilidade..

técnicas O ou complicado existem "truques" para se obter a primitiva de uma função. também será uma primitiva ou integral indefinida de f. dada a função integranda procedimento ou é integrando.PRIMITIVA Seja I um intervalo e f uma função definida neste intervalo. n ∫ x dx = + c x n+1 +c n +1 3. ou seja: ∫ f(x)dx = F(x) + C. ∫ sen x dx = -cos x + c 6. são primitivas de f as funções x3 x3 . é fácil obter a função integranda ou integrando: basta derivar a primitiva. ∫ 1 dx = ∫ dx = x + c 4. ∫ x5 dx = 2.AC-02 9. ∫ ex dx = ex + c 9. por exemplo. de um modo geral.3. se f(x) = x2. ∫ cos x dx = sen x + c 5. isto é. +5.1 . O leitor não terá dificuldade em perceber que se F(x) for uma primitiva de f(x). f é chamada o integrando. ou.2 . ∀x ∈ I é denominada uma primitiva ou integral indefinida de f em I. mais obtenhamos e a função diversas primitiva. tal que F'(x) = f(x). C ∈ R Assim.3. representa o conjunto de todas as primitivas de f(x) .CÁLCULO DA PRIMITIVA Façamos agora o raciocínio inverso. Verificamos que. então G(x) = F(x) + C. 3 3 2 ∫ x dx = x3 3 + C. 251 . O símbolo ∫ f(x)dx. onde C é uma constante real. dada a primitiva. Uma função F: I → R. e escrevemos: x3 3 + c x6 6 Outros exemplos: 1.

dx = ∫ x3dx + ∫ 1. a primitiva é a função que derivada resulta em f.se F é uma função derivável num intervalo I. Por exemplo: Seja f(x) = 3x5 o integrando f(x) = F'(x) = então  d (cx α ) = cα x α − 1 dx  cα = 3 α − 1 = 5 ⇔ cα = 3  α = 6 ⇔ c = 1 2  α = 6 então F(x) = c xα F(x) = 1/2 x6 Uma primitiva genérica será do tipo 1/2 x6 + C Como conseqüência de propriedades conhecidas para derivadas. temos ainda: ( ( dx = ∫ f x) ( dx + ∫ g x) dx ( ∫ (f x) + g x)) ( dx = k ⋅ ∫ f x) ( dx ∫ k ⋅ f x) .∫ (x3 + cos x) 3 3 cos x dx = x4 + sen x + c 4 x4 2 .∫ (3x 252 + c dx + 7) 3x2 = + 7x + c 2 .∫ 5x dx = 5 ⋅∫ x dx = 5 ⋅ 4 3 . ou seja. k =constante ≠ 0 Seguem mais alguns exemplos que ilustram a aplicação das propriedades acima.AC-02 Algumas primitivas são chamadas primitivas imediatas.2. pois podem ser obtidas diretamente das fórmulas de derivação apresentadas na Tabela 8. dada f (integrando). tem-se que F' admite primitiva e ∫ F'(x)dx = F(x) + C ou seja. devemos pensar que f = F' e F é a primitiva. através da seguinte propriedade: .

A tabela a seguir será muito útil no cálculo de primitivas. Seja o resultado do exemplo 1 anterior: ' ' ' + (sen x) + c' = x3 + cos x  x4   4   + sen x + c     x4  =    4    Repare ainda que dado (x3 + cosx). 253 . o cálculo da primitiva exigiu o conhecimento de duas primitivas imediatas.AC-02 dx 4 . não necessita ser decorada.∫ ( x + 5x + 3) = − 3 cos x + 4senx + c x3 x2 + 5 + 3 x + c 3 2 = Observe o leitor que qualquer uma das fórmulas acima é facilmente justificada por derivação.∫ (3 sen x + 4 cos) 2 dx 5 . Deve ser usada como fonte de consulta.

Entretanto. teremos u'(x) = 2x. Nestas noções iniciais sobre integral.Integração por Substituição Consideremos o cálculo de uma primitiva de f(x)= 2x. o cálculo de uma primitiva pode não ser uma tarefa simples ou imediata. cos x 4 . do cálculo das derivadas.Lembrando da regra da cadeia.ALGUMAS TÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO Até agora determinamos ∫ f(x)dx utilizando as regras derivação e algumas propriedades das derivadas.cos x2. e então f(x) = u'(x)cos u(x) .∫ 2x . x3 − 1 dx = 2 3 3 (x3 − 1) + c 3 .∫ 2x ⋅ cos x dx = sen x + c 2 2 . Vejamos alguns exemplos: 2 2 1 . examinaremos duas: a integração por substituição e integração por partes.∫ x.1 . ou seja: ( dx ( ( dx (( ∫ f x) = ∫ g u) ⋅u'x) = G u x)) + c onde G(u) é tal que G´(u)= g(u) No caso ∫ 3x2 254 x3 − 1 dx temos: . se f(x) pode ser escrita na forma g(u) . 9. uma primitiva de u'(x)cos u(x) é ( ( dx = sen ∫ u'x)cos u x) u x) + c ( De modo geral.AC-02 9. u'. e x dx = x sen x + cos x + c dx = x ex − ex + c Nestes casos. Fazendo a substituição x2 = u(x). então uma primitiva de f(x) será obtida tomando-se uma primitiva de g(u) e substituindo u por u(x). algumas técnicas são requeridas. como já dissemos.4 . a fim de determinarmos a integral indefinida. onde u = u(x).∫ x .4.

u'(x) pode ser obtida através de uma primitiva de u(x) . Por exemplo.cosx dx.v'(x)dx e que. procuremos uma primitiva de x.e . logo: u(x) .ou seja: ∫ (u(x).u(x) (a menos de uma constante).AC-02 u(x) = x3 -1.v(x))' é u(x).u’(x)dx = u(x).ex . = u'(x)v(x) + v'(x) .u'(x)dx Como u'(x) = ex ⇒ u(x) = ex v(x) = x ⇒ v'(x) = 1 ∫ v(x).2 . 255 .v(x) - ∫ u(x).v(x).v(x)= ∫ v(x) .v'(x).∫ e dx = x.v(x) vale a equação: (u(x).v(x))´ é igual à soma de uma primitiva de u'(x)v(x) com uma primitiva de v'(x) .v(x))' dx = ∫ v(x).e = x. ∫ v(x). caso isto seja conveniente.ex = ∫ v(x).ex.Integração por Partes Sabemos que para a derivada de um produto u(x).v'(x)dx Isto significa que. segue que uma primitiva de (u(x) . ' dx = u u3 / 2 + c 3/2 = = 3 (x3 − 1) / 2 2 + c = 3/2 3 3 (x3 − 1) + c 9.∫ u(x).v'(x) dx segue que x x x ∫ x. temos: ∫ x.v(x))´.u'(x)dx + ∫ u(x) .4. u'(x) = 3x2 2 ∫ 3x x3 − 1 dx = ∫ u . uma primitiva de v(x).v'(x) dx Mas uma primitiva de (u(x).u(x) Assim.u'(x) dx = u(x) .ex + c Um outro exemplo: procuremos ∫ x.u'(x) dx+ ∫ u(x).v(x).

cosx dx = ∫ v(x).vale que ∫a f x) ( dx = F(b) .v( x). onde f é uma função continua em [a. Neste caso associamos o conceito de área negativa à área abaixo do eixo das abscissas.F(a).∫ senx dx = x. Por exemplo.∫ u(x). aplicável a todas as funções. segue que: ∫ x.AC-02 Fazendo v(x) = x e u'(x) = cosx.b] deve ser o seguinte: a .procuramos uma primitiva de f(x).3. utilizando a tabela de primitivas imediatas e as técnicas acima apresentadas.senx + cosx + c Não existe uma regra geral para o cálculo de integrais indefinidas. continua valendo para f(x)<0. o leitor está capacitado a calcular um grande número delas.3 temos: b ∫ a f(x)dx = A1 + (–A2) FIGURA 9.v'(x)dx segue que ∫ x cosx dx = x. O procedimento para determinar a b ( dx ∫a f x) .u'(x)dx Temos então: u'(x) = cosx ⇒ u (x) = senx v(x) = x ⇒ .que chamaremos F(x). apresentaremos o resultado que permitirá o cálculo da integral definida sem precisarmos recorrer à definição. b b . Entretanto.senx .u'(x)dx = u(x).Área "negativa" 256 . para a função f(x) da Figura 9. OBS: O cálculo de integral. conforme apresentado. Agora.v'(x) = 1 Lembrando que ∫ v(x).

257 . apesar do número de subdivisões ser tão pequeno. dividindo o intervalo [0. conforme veremos. 0 ≤ x ≤ 50. A área A terá o valor aproximado: A A ≅ f ( x1 ) ∆ 1 x + f ( x 2 ) ∆ 2 x + f ( x3 ) ∆ 3 x + f ( x 4 ) ∆ 4 x + f ( x5 ) ∆ 5 x Efetuando os cálculos. resulta: ≅ 8375 3 O valor correto. é 8333 1 .Exemplos: 1)Faça uma estimativa da área A sob o gráfico de f(x) = 250 -x 2 10 .4.3 . 50] em sub-intervalos de comprimento 10.5%. sendo o erro cometido da ordem de 0.AC-02 9.

pela definição. ou seja n n n 48 40 80 − + i . em cada sub-intervalo... resulta que 2 i =1 ∑ i = f ( x j )∆ j x = 48 − i =1 n 40 80 n. 2 + 2 . 5] em n sub-intervalos iguais e comprimento 4 n . − n.∑ i n n n n n n i =1 n n i =1 como ∑ i = n. .xn = 5 xi Escolhendo. n a norma u será igual a logo quando u se aproxima de zero. a integral de f(x) = 5x + 7 em [1. sabemos pelo Teorema de integrabilidade do Cálculo Integral que a integral existe.. xi-l = 1 +(i -1) 4 n .∑ i = 48 − + 2 ....(n + 1) . 5]. 4 n . x2 = 1 + 2 4 n . Solução : Devemos calcular ∫ 5 1 (5 x + 7) dx. temos: 4 n xo = 1. temos: a) n cresce arbitrariamente b) c) 4 ..( ) n n2 2 n n 4 . x1 = 1 + xi=1 + i. n n +1 n se aproxima de zero se aproxima de 1 258 . resulta: como x + xi xi = i −1 = 2 1+ 4 4 (i − 1) + 1 + i n n = 1+ 4 i − 2 2 n n 20 10 i− .. sendo o ponto médio. Dividindo [1. = ∆nx = 4 . n como ∆1x = ∆2x = ∆ix = . por exemplo..(n + 1) 40 n +1 + . n n Segue que f( xi ) = 5 xi + 7 = 12 + f ( xi ) ∆ i x = (12 + f ( xi ) ∆ i x = 20 10 4 i − ) .. .AC-02 2)Calcule. como a função f(x) = 5x + 7 é contínua em [1. = 48 − + 40. logo: n n2 n2 n ∑ i =1 n f ( xi ) ∆ i x = ∑ ( i =1 n 48 40 80 48 40 80 n 40 80 n − 2 + 2 i ) = n. pois a função é contínua no intervalo de integração. 5].

F ( x ) = arctg x 1 + x2 e) f(x) = 1 - 1 1 . F ( x) = x + 2 x x Em cada caso. 259 . F(x) + c onde c é constante.F(x) = c) f(x) = x-2/5.AC-02 d) ∑ f ( xi )∆ i x i =1 n se aproxima arbitrariamente do número 48-0+40. Poderíamos escrever.(1) ou seja: u ≅ 0 ⇒ ∑ f ( x )∆ x ≅ 88 i =1 i i n temos.F(x)= x3 / 2 2 = x3 / 2 3 3/ 2 x −2 − 1 − − 2 2x2 x −2 / 5+1 5 3 / 5 = x 2 − +1 3 5 d) f(x) = 1 . genericamente: ∫ x1 / 2 dx = 2 x3 / 2 + c. 2 4 = 88 3)Determine primitivas para as funções: a) f(x) = b) f(x) = x 1 x3 d) f(x) = e) f(x) = 1 1 + x2 x2 − 1 x2 c) f(x) = x-2/5 Solução: Lembrando das regras de derivação já estabelecidas. também é uma primitiva de f(x). temos: a) f(x) = x1/2 . então: ∫1 5 (5 + 7)dx = 88 De fato calculando a área sob o gráfico de F(x)= 5x+7 entre x = 1 e x = 5 A = ( 12 + 32 ). 3 etc.F(x) = b) f(x) = x-3.

Segue ∫ π /2 0 cos x dx = sen π 2 − sen 0 = 1 Também costumamos indicar cálculos como segue: ∫ π /2 0 cos x dx = sen x π 2 0 = π 2 − sen 0 = 1 5)Calcular ∫ 2 dx 2 sen x cos x Solução: Observando que 1 1 1 = + sen 2 x cos 2 x cos 2 x sen 2 x vem dx 2 2 ∫ sen 2 x cos2 x = ∫ sec x dx + ∫ cos sec x dx = tgx − cot gx + C 6)Calcule ∫1 Solução: 4 ( x2+5x-9)dx e interprete o resultado obtido.52 ) − (− 41) = − 63 = − 21 3 6 6 2 O número -21/2 é o simétrico da medida da área indicada na figura abaixo: 260 .AC-02 4)Calcule Solução: ∫o π /2 cos x dx.x 3 3 + 5x2 − 9x 2 ∫1 4 ( x2+5x-9)dx = F(4) – F(1) = (. Temos F(x) = ∫ (-x2+5x-9)dx = . Uma primitiva de f(x) = cos x é F(x) = que ∫ cos x dx = sen x .

− + x + C ∫ (5x . se f(x)<0 em [a.b] e ∫ (-f(x))dx = .AC-02 Lembrando que a medida de uma área é um número sempre não negativo).1 vem.b]. x  x3 / 2 x2 4 ax + + C = x − + a + C 2  3 2 3   2 2π 9)Calcule ∫o Solução: sen x dx e interprete o resultado. ∫a f(x)dx = . ∫ ( a − x )2 dx = ∫ (a − 2 a x + x)dx = ∫ adx − ∫ −2 a x dx + ∫ xdx 1/2 dx + ∫ xdx = = a ⋅ ∫ dx − 2 a ∫ x = ax − 2 a.b]. se f(x) < 0 em [a.A. Temos ∫ sen x dx = . 7)Calcular ∫ (5x3 .x + l)dx = ∫ 5x dx . De um modo geral.x + l)dx = 4 3 3 2 8)Calcular ∫ Solução: Temos ( a − x dx ) 2 ( a − x ) dx = 2 a-2 a x+x logo. Logo.∫ f(x)dx.cos x 2π ∫o sen x dx = (-cos 2π)-(-cos 0) = -1 – (-1) = 0 261 . x 4 x3 5.x2 + l)dx.∫ x dx + ∫ ldx = b Pela fórmula 1 da tabela 9. onde A é a área da região situada entre o eixo x e o gráfico de f no intervalo [a. Solução: Tem-se 3 2 3 2 3 2 ∫ (5x .b]. resulta que: -f(x)>0 em [a.∫ x dx + ∫ ldx = 5 ∫ x dx .

segue que 2π ∫o sen x dx = A1 + (-A2) = 0 1O)Calcule a área sob o gráfico de f(x) = x2 . sabemos que A1 = A2. x3 x2 F(x)= ∫ ( x − 5 x +9)dx = − 5 + 9x 3 2 2 ⇒ ∫ ( x 2 − 5 x + 9)dx = F(4) − F(1) = 1 4 262 .5x + 9.AC-02 Como sen x ≥ 0 em [0. para 1 ≤ x ≤ 4. 2π] π ∫o sen x dx = A1 (conforme a figura acima) π ∫π sen x dx = -A2 (conforme a figura acima) Como por simetria. π] e sen x ≤ 0 em [π. Solução: 4 A área A será igual a ∫ 1 f ( x)dx logo.

Solução: Nos pontos de intersecção das curvas temos: y = x2 x2 = -x2 + 4x ⇒ 2 x2 – 4x = 0 4 y = −x2 + 4 ⇒x = 0 A assim.x2 + 4x. então A = ∫ (−2 x 2 + 4 x) dx 0 2 2 e segue que F ( x) = ∫ (−2 x 2 + 4 x) dx = − 0 2x3 4x2 + 3 2 e A = F ( 2) − F ( 0) = ( − 16 8 + 8) − 0 = 3 3 2t 3 + 5t − t dt ∫ t2 12)Calcular J = Solução: Tem-se J =∫ − 2t 3 5t t 1 dt + ∫ 2 dt − ∫ 2 dt = 2 ∫ tdt + 5∫ dt − ∫ t 2 dt = 2 t t t t 3 = t 2 + 5ln t − t − 1 2 − 1 2 + C = t 2 + 5ln t + 2 +C t 13)Calcule ∫ xe x dx Solução: f ( x) = x ⇒ f ´( x) = 1    g´( x) = e x ⇒ g ( x) = e x dx = e x Fazendo  ∫  Logo. A= ∫ (− x 2 + 4 x) dx − ∫ 0 2 2 0 ou x = 2 A pode ser calculada área x 2 dx ou equivalentemente A = ∫ (− x 2 + 4 x) − ( x 2 ) dx 0 2 [ ] temos. calculando a primitiva por partes.AC-02 = 52 41 21 − = 3 6 2 11)Calcular as áreas da região compreendida entre as curvas y = x 2 e y = . tem-se 263 .

+C n +1 n +1 n +1 x n+1  1  =  lnx − + C n +1 n +1  16)Determine as primitivas indicadas: a) ∫ 7.x dx Solução: a) Fazendo u(x) = 7x.cos x dx 264 . temos u’(x)= 7 e segue que d) ∫ (x + 1)17 dx e) ∫ esenx.dx = xln x − x + C = x(lnx −1) + C 15)Calcular ∫ x n ln xdx Solução: Fazendo 1 1   f ( x) = lnx ⇒ f ' ( x) = x  n +1  g ' ( x) = x n ⇒ g ( x) = x n +1  vem n ∫ x ln xdx = x n+1 1 x n+1 lnx − ∫ dx = n +1 x n +1 x n+1 1 x n+1 lnx − = .AC-02 ∫ xe dx = xe x x − ∫ 1. ∫ ln xdx = xln x − ∫ x x .sen 7x dx b) ∫ cos 3x dx c) ∫ ex2.e x dx = xe x − e x + C = e x ( x − 1) + C 14)Calcular Solução: Fazendo ∫ lnxdx 1   f ( x) = lnx ⇒ f ' ( x) =  x  g ' ( x ) = 1⇒ g ( x ) = x  vem.

u’ dx = eu + c = e sen x + c 17)Calcular ∫ (x3 + 1)4 3x2 dx Solução: Observando que f(x)dx = (x3 + 1)4 3x2 dx contém a função t = x3 + 1 e sua diferencial dt = 3x2 dx. segue que sen ∫ e x cos x dx = ∫ eu. tem-se 3 4 2 4 ∫ (x + 1) 3x dx = ∫ t dt = t5 5 = + C logo 3 4 2 ∫ (x + 1) 3x dx = ( x 3 + 1)5 +C 5 18)Ca1cular J = ∫ 5 Solução: x3 x 4 +1 dx Chamando t = x4 + 1. temos u’(x) = 2x e segue que: ∫e x2 ⋅ x dx = 1 x2 1 u 1 u 1 x2 ∫ e ⋅ 2 x dx = 2 ∫ e ⋅ u´ dx = 2 e + c = 2 e + c 2 d) Fazendo u(x) = x + 1.cos 3x dx = ∫ u’cos u dx = sen u + c = c) Fazendo u(x) = x2.cos u + c = -cos 7x + c b) Fazendo u(x) = 3x.AC-02 ∫ 7sen 7x dx = ∫ u’sen u dx = . temos u’(x) = 3 e segue que 1 3 1 3 1 3 ∫ cos 3x dx = = sen 3x +c 3 ∫ 3. temos u’(x) = 1 e segue que ( x + 1)18 +c 18 17 17 ∫ (x + 1) dx = ∫ u u´dx = 18 u18 + c = e) Fazendo u(x) = sen x. 265 . tem se dt = 4x3 dx.

sen x. 2 ∫ cos x dx = x 2 + sen x cos x 2 + C (C = C1 ) 2 266 . 2 ∫ cos2x dx = senx cosx + x + C1 ou. tem-se dt = cos x dx logo dt t −2 1 −3 +C =− +C J = ∫ 3 = ∫ t dt = t −2 2 sen 2 x 20)Calcular ∫ cos 2 xdx Solução: Fazendo f(x) = cos x => f'(x) = .AC-02 logo. e g’(x) = cos x => g(x) = sen x vem ∫ cos 2 xdx = sen x cos x + ∫ sen 2 xdx Substituindo sen2x = 1 – cos2 x tem-se 2 2 ∫ cos x dx = sen x cosx + ∫ (1 .∫ cos x dx Logo. 2 2 ∫ cos x dx = senx cosx + x . 1 J =∫ 4 = 5 1 dt 1 − dx = 5 = ∫ t 5 = 4 t 4 x2 +1 4 5 4x3 1 1t 5 + C = 5 ( x 4 + 1) 4 + C 4 4 16 5 cos x 3 19)Calcular J = Solução: ∫ sen x dx Chamando t = sen x.cos x)dx ou seja.

e pelas retas x = -2 e x = 3 Solução: Tem-se A(F)= 3 ∫− 2 3  x2 x3  (6 + x − x ) = 6x + dx − =  2 3    −2 2 9 8 125 5    = 18 + − 9 −  − 12 + 2 +  = = 20 ⋅ 2 3 6 6    267 .AC-02 21)Calcular a área limitada pela parábola f(x) = 6 + x .x2 . pelo eixo Ox.

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