A Potência Estética do Simulacro Maria Teresa Tavares Costa

“faça rizoma, mas você não sabe com o que você pode fazer rizoma, que haste subterrânea irá fazer efetivamente rizoma, ou fazer devir, fazer população no seu deserto. Experimente.” (DELEUZE e GUATARRI, 1997, p. 35)

Apresento aqui um pequeno estudo acerca dos fluxos que atravessam as experimentações no campo da cultura que têm como atividade criativa o uso de apropriação e reutilização de conteúdo e que se cruzam em alguns momentos com o pensamento do filósofo Gilles Deleuze. Neste cruzamento, procuro entender a criação como uma atividade sem sujeito, somente possível entre eles, e que tenha por isso o contágio como matriz. Surge daí a intenção de uma defesa da potência estética do simulacro, do que não é cópia nem original mas distancia-se de ambos pelos inúmeros cruzamentos que faz entre séries divergentes. A Escritura Para Deleuze, o trabalho de criação é um trabalho solitário, clandestino. Mas é do fundo dessa solidão que os encontros são possíveis. A solidão de que fala Gilles Deleuze é um deserto extremamente povoado. Lá cruzam-se pessoas, pensamentos, idéias, movimentos e entidades, mas nenhum sujeito ou nome próprio. Fluxos que se conjugam com outros fluxos. Um fluxo é algo intesivo e instantâneo, mutante, que se desterritorializa para se conjugar com outros fluxos, que também se desterritorializam e assim por diante. São hecceidades que se encontram, se cruzam, se conectam em um movimento sem

passado ou futuro, sempre em um devir-presente. A escritura opera por conjugação, transmutação dos fluxos, linhas de fuga, sistema de substituição e mutações pelo meio. O pensamento de Deleuze encontra ressonância na obra de outros autores e as questões sobre a dissolução do Self como unidade monológica e suas relações com o processo de criação são tratadas por Mikhail Bakhtin, Julia Kristeva e Roland Barthes.

Mas mesmo se pensarmos apenas nos dois termos. Para ele.Para estes autores. a razão e o desejo. mas remetia a muitas outras pessoas. linha que não pertence nem a um nem a outro. mas uma conspiração. Não era uma conversa. para que a criação ocorresse entre-os-dois. A multiplicidade está exatamente no E. mas sim da dualidade presente em um Eu divido. Por isso é possível traçar uma linha de fuga que passe entre os dois. o desaparecimento do sujeito nos processos de escritura. A noção de sujeito em Kristeva é construída sobre a polaridade: o sujeito estaria dividido entre o consciente e o inconsciente. nem uma transmutação de um no outro. os conjuntos ou mesmo suas relações. Para Bakhtin. mas leva ambos a uma evolução a-paralela em um devir duplo. um e outro. a própria existência está fundada no diálogo e o Self só pode ser entendido dentro de um contínuo processo de comunicação. vemos que existe um E entre os dois que não é nem um nem outro. Encontramos um exemplo deste processo nos relatos de Deleuze sobre sua experiência de escritura com Félix Guatarri. mas uma multiplicidade. fragmentado. É pela presença de múltiplas vozes nos produtos culturais que Barthes declara. A criação entre-dois não conjugava apenas dois autores. neste trabalho os dois deixavam de ser autor. Era uma população. uma multidão. Esta noção de sujeito lhe é muito cara para o estudo sobre a criação. a racionalidade e a irracionalidade. porque não tem a mesma natureza que os termos. o processo de autoria se localiza sempre na fronteira entre duas consciências e os produtos culturais. a noção de sujeito não deve ser pensada através da unidade. A . tanto de um quanto do outro. o comunicável e o incomunicável. Segundo ele. abrigariam a polifonia resultante deste processo. algum tempo depois. conseqüentemente.

séries diversas. de núpcias contra a natureza. apenas de linhas. de bilingüismo e de roubo de pensamentos. É um plano de proliferação. foi que tive com Félix. traçar a linha e não fazer o balanço. Ela ocorre como como o rizoma. É definida pelo duplo desvio. intensidade). a captura. Por isso a traição é dupla. as barreiras. 1998. Encontros e combinações não estruturais ou genéticas. 1998. povoamento. (DELEUZE e PARNET. tornar-se desconhecido. O contágio e a epidemia colocam em jogo termos heterogêneos. 58) Em contrapartida. “Pensar. o roubo é o encontro. entre as coisas é justamente criar rizomas e não raízes. As hecceidades povoam um plano chamado por Deleuze e Guattarri de plano de Natureza (1997) . É assim a criação. Roubei Félix. p. nas coisas. processo sem início ou fim. velocidade e lentidão. contágio. mas participações contra a . Há somente agenciamentos coletivos em relações de movimento e repouso. formas ou sujeitos. e espero que ele tenha feito o mesmo comigo. Criar população no deserto e não espécies e gêneros em uma floresta. p. de evolução a-paralela. “É que trair é difícil.” (DELEUZE e PARNET. É preciso perder sua identidade.“ E todas essas histórias de devires. onde suas dimensões não param de crescer. 36) O contágio O rizoma não é feito de pontos. seu rosto. p. 24) As linhas de fuga tem algo de demoníaco em sua natureza: sempre existe traição em uma linha de fuga. mas que assim como a grama brota pelo meio. é roubo.linha de fuga é criadora destes devires. É preciso desaparecer. é criar. pela distância onde a linha é traçada. Povoar sem jamais especificar.” (DELEUZE e PARNET. Nele não há estrutura ou gênese. Ela opera contra as potências fixas. é uma hecceidade (potência. entre as pedras do calçamento. 1998.

” (DELEUZE e GUATARRI. o contágio abriga tantos diferentes quanto forem os termos que existem em um processo. p. de ocupação. Os enunciados são modos de expansão. mas isso nada tem a ver com filiação. As matilhas de animais se formam. A reprodução hereditária só tem como diferença a dualidade dos sexos em uma mesma espécie. 1997. o entre: “nem uma reunião. nem uma justaposição. o traçado de uma linha quebrada que parte sempre em adjacência. Virilio. p. 1998. de propagação. pergunta: “Habitar como poeta ou como assassino?” Enquanto o assassino impede os . mas o nascimento de uma gagueira. A linha de fuga faz do entre-dois uma multidão e o operador desta multiplicidade é o contágio. Produz assim efeitos de dupla-captura. Elas são ao mesmo tempo realidade animal e realidade do devir-animal do homem e por isso o contágio é ao mesmo tempo responsável pelo povoamento animal e pela propagação do povoamento animal do homem. se desenvolvem e se transformam por contágio. 22) Da solidão o artista faz encontros. o universo não funciona por filiação. o contágio `a hereditariedade e o povoamento por contágio `a reprodução sexuada. de contágio. que é a conjunção E. dois autores. 17). faz com que uma linha passe entre dois: duas pessoas. as epidemias e as catástrofes. “São contos. Ele opõe a epidemia `a filiação.natureza. Toma como exemplo os bandos que proliferam com os contágios. uma espécie de linha de fuga ativa e criadora” (DELEUZE e PARNET. São em certos agenciamentos de co-funcionamento do contágio que o homem opera seus devires animais. Para Deleuze e Guatarri. ou narrativas e enunciados de devir. A natureza procede assim. contra si mesma. No contágio ou na epidemia dois termos se conjugam. de povoamento. analisando a despopulação do povo e a desterritorialização da terra.

e da desterritorialização uma terra cósmica. sampling e remix E como fazer da despopulação um povo cósmico? Como fazer da desterritorialização uma terra cósmica? O problema do artista contemporâneo é encontrar o poeta que pensou Virilio. aqui e ali. fundador do site Textz. o problema do artista contemporâneo é também a despopulação do povo: ao invés de serem bombardeados. p. hacking. é necessário experimentar. uma . São processos de criação baseados nos conceitos de apropriação e reutilização de signos. é semear sua arte para o povo. O problema do artista contemporâneo está no agenciamento. o povo e a terra.agenciamentos e bombardeia o povo.” (DELEUZE e GUATARRI. Alguns artistas contemporâneos vêm apostando neste sentido e experimentam técnicas criativas que dialogam com os conceitos aqui expostos. O artista não sabe como fazer fazer rizomas. localmente.com. São as experiências que povoam a arte. (1997) Para Deleuze. que fazem cosmo na terra. “Fazer da despopulação um povo cósmico. como diz Deleuze. mas. hacking e clonagem (ou cópia/plágio). agenciamentos típicos das mediações digitais como o sampling. esse é o voto do artistaartesão. o poeta é aquele que semeia populações moleculares na esperança de um cosmo. fazer cosmo e fazer com que o cosmo seja a própria arte. 164) Cópia. em como criar múltiplas conexões. 1997. Um exemplo é o artista Sebastian Luetgert. é preciso que ambos sejam os vetores de construção do cosmo e assim o próprio cosmo será arte. não sabe quando vai encontrar uma linha de fuga. em fazer surgir rizomas. de um nascimento.

clonado e publicado em um novo endereço. Um trabalho emblemático do grupo são as Copies. http://www. O primeiro.html . criado a partir da necessidade de existir um formato livre royalties.Teleportacia.0100101110101101. Outro expoente do ativismo na rede é o coletivo italiano 0100101110101101. foi republicada exibindo. Luetgert é um ativista contra os direitos autorais e está sendo processado pela cópia e distribuição de dois ensaios do teórico Theodor W. uma comunidade restrita composta por net artistas e designers. já que não possuía acesso público ao seu conteúdo. o índice que antes ficava escondido. festival internacional de software arte. O site era considerado pela organização como um anti-website. híbridos compostos pelas obras originais e lixo da rede.org.org/copies/index.gnutenberg. 5 http://www. A proposta do grupo é repensar o conceito de interatividade: para eles interatividade é quando uma obra é utilizada de uma maneira não prevista pelo autor e as atividades de hacking e clonagem são apenas algumas das ferramentas 1 warez é uma gíria comum na cultura digital e se refere `a viloção de direitos autorais. uma série em que eles colonaram e duplicaram três websites: Hell.net 4 PNG é um formato bitmap de imagem.org5.plataforma para disponibilização de textos warez1 que carrega o seguinte slogan: “We are the copy & paste generation”. foi hackeado.textz.org/ 3 http://pngreader. no lugar das obras originais. a primeira galeria de web art. Ele apresentou na última edição do read_me2. O segundo. usualmente utilizada para a pirataria de softwares. Adorno em seu website. o programa Pngreader3. O trabalho consiste em um software criado para facilitar a distribuição de conteúdo na rede e para isso é capaz de encriptar diversos formatos em um arquivo png4. apenas trocaram uma página de lugar. Art.com.com/textz 2 http://readme. Já o terceiro foi clonado e publicado sem nenhuma alteração.runme.org e Jodi.

clonagem. que só adquire validade quando se torna contextual e relacionável. Ao mesmo tempo em que permite a produção de ‘idênticos’ múltiplos pela cópia do código. o clone. para Manovich. assemelha-se à citação por possibilitar a inserção de fragmentos de um texto em outro. remixagem não denota apenas posse. Para Beiguelman. 6 Uma análise mais aprofundada deste objeto pode ser encontrada na monografia ?Option=Process” Interatividade e net. por julgar mais apropriado `as experiências em mídias digitais. 2003.art produzida por Fernanda Portugal e Maria Teresa Tavares em 2003 pela PUC-Minas. 59) Porém os trabalhos que tem mais destaque nas discussões contemporâneas de criação talvez sejam aqueles que se utilizam do sampling e do remix. processos e relações surgem neste novo contexto. Já o processo de sampling. próprias da cultura de rede. o plágio na arte digital transforma-se em uma estratégia recombinatória e restaura a deriva do significado que o jogo do mercado oculta sob o domínio da citação autorizada. pág. Para ele. 60. 61) Além disso. tornase necessário mapear que outros formatos estéticos. para a autora este tipo de experiência afirma a quase impossibilidade da autenticidade no campo da arte digital: “O interessante na Web é que não existe diferença entre o original e a cópia da obra de arte. Novos campos de criação abrem-se à experimentação através dos novos relacionamentos engendrados e.6 Para Giselle Beiguelman. Lev Manovich tenta sistematizar estas duas terminologias.para este fim. por isso. 2003. Não é possível existir um original de um produto digital. pp. (BEIGUELMAN. (BEIGUELMAN. engendra o fenômeno cultural e estético do “original de segunda geração”. . estas experiências deixam de relacionar o conceito de autoria com o de propriedade e engendram uma outra concepção da criação. A informática em si é tecnologia de replicação. O autor defende o uso do termo remix em detrimento do conceito de apropriação. são capazes de se duplicarem quase como que geneticamente. Puro código. mas sugere um retrabalhar sistemático a partir de uma fonte e é esta a potência da apropriação nos meios digitais. A cultura do remix lida exatamente com o duplo. já que sua reprodução é exatamente igual à matriz.

2004. Errata Erratum propõe uma reflexão acerca da natureza do remix suas relações com as várias vozes que abriga: “When the circles move on the screen. 1999) A recombinação coloca em prática o potencial de atualização das redes. a alteração estranha à sua poética primeira. and the cyclic translation of one person's thoughts 7 http://www.” (DELEUZE. um duplo de um código digital. Remixar nada mais é que reorganizar amostras e/ou peças inteiras.html .moca. uma pele de rinoceronte. Errata Erratum7 do DJ Spooky dialoga com a cultura de música contemporânea. O termo sampler não designa nada mais que uma amostra. and this reworking happens collectively. 291). tradução livre) Ambas as nomenclaturas. seja ele áudio. people only rework. Neste trabalho. eis o diagrama estendido de uma só vez. derivam do campo da música.mas possui uma natureza somente possível através da tecnologia eletrônica. Desta prática. é no improvável que se encontra a potência da arte: “Um Saara. nobody creates nothing alone.” (Luther Blisset. Spooky referencia claramente a cultura dos Djs. Para Gilles Deleuze. surge uma cultura focada nos processos de recombinação. A sua republicação.org/museum/digital_gallery/pmiller/opener. endless plagiarism in which nobody invents nothing. they are explicitly referencing loops and repetition. sampling e remix. define uma ruptura extrema. É como uma catástrofe que sobrevém na tela. cycles and flows. onde estes processos já fazem parte de uma cultura bastante solidificada. 1981. “Culture is only a big. criando experiências para além do previsto originalmente em determinada obra. pág. nos dados figurativos e probabilísticos. This happens also in ‘real life’. vídeo ou texto. but the web is the best place to show it. propondo uma “metáfora do remix como arte de girar discos e homenagem cinética à técnica do scratch” (BASTOS in BRASIL. Profundamente polifônica.

A réplica dialoga com o um tempo diferente do original. mas pensar em como tantas pessoas podem estar dentro dele. eles estão explicitamente referenciando loops e repetição. constallations of incorporeal universes of reference that take a position of a partial enunciator in domains of multiple alterity that it would be better to call domains of alterification” (GUATARRI. resposta. são capazes de criar réplicas. p. são capazes de abrigar e dialogar com diferentes enunciados. negam o modelo e a reprodução.” (MILLER. ciclos e continuidade. e é por este motivo que a cópia transcende o original. que passa a se situar no passado. os processos de duplicação e ruptura se diferenciam da mera reprodução. p. e a cíclica translação do pensamento de uma pessoa ao pensamento de outra. E por isto Spooky diagloga com um outro conceito: o de replicação. porque ambos situam-se no passado (MILLER) ou porque entre as séries divergentes interiorizadas no simulacro. “ (MILLER. texts that absorb other texts. em uma espécie de evolução antropofágica. Tanto a réplica como o simulacro se distanciam do original e da cópia.into another's. bodies that absorbs other bodies.08) As máquinas antropofágicas pensadas por Paul Miller se assemelham muito às máquinas diagramáticas de Félix Guatarri. you can't help but think of how many people are in it. nenhuma pode ser determinada como original ou cópia 8 “Quando os círculos se movem na tela. When the mix comes calling. É um processo evolutivo. você não pode ajudar. O termo se deriva de réplica. 2005.” Tradução Livre . Quando o mix chama. 2005. onde relacionam-se “Machines that describe other machines. 2001. p. 45) O Simulacro e o factício O conceito de réplica de Paul Miller ou Dj Spooky talvez possa ser colocado em paralelo com o conceito de simulacro de Gilles Deleuze. Através do constante processo de apropriação definem-se por “heterogenous modes of subjectivity. Dotadas de autonomia. 96)8 Para o autor.

em que a impostura pretende `a verdade. mas uma eterna cintilação em que se dispersa. não há mais original.” (DELEUZE. impossíveis. Subindo `a superfície.” (BLANCHOT in DELEUZE. 267). não podemos definí-lo em relação ao modelo porque ele já é de outra ordem. “O simulacro inclui em si o ponto de vista diferencial. assim como não podemos definí-lo em relação `as cópias. 2003. hábil a esquivar o igual. nenhuma se comporta como modelo ou possui algum tipo de semelhança como uma cópia. que se transforma e se deforma em seu ponto de vista. um devir ilimitado como o do Filebo em que ‘o mais e o menos vão sempre `a frente’. no clarão do desvio e do retorno. Cada série é formada por diferenças e se comunica com outras exatamento por meio das diferenças. Ou como explica Blanchot. buscam a semelhança. 2003. há no simulacro um devir-louco. o simulacro faz cair sobre a potência do falso (fantasma) o Mesmo e o Semelhante. Em oposição. como a fixidez da distribuição e a determinação da hierarquia. 264) O simulacro como devir faz surgir sempre o novo. p. Pseudos. mas nunca igual. O simulacro é constiruído sobre a diferença. Instaura o mundo das distribuições nômades e das anarquias coroadas” (DELEUZE. o limite. o diferente e pela distribuição das diferenças. porque estas ainda estão na mesma ordem do original. “Trata-se do falso como potência. p. o modelo e a cópia. este fenômeno pertence a um: “universo em que a imagem deixa de ser segunda com relação ao modelo. a ausência de origem. É o movimento que faz população. um devir subversivo das profundidades. afirma a divergência e o descentramento. Em suma. nega qualquer hierarquia. é . enfim.(DELEUZE). no sentido em que Nietzsche diz: a mais alta potência do falso. p. um devir sempre outro. o Mesmo ou o Semelhante: sempre mais e menos ao mesmo tempo. 2003. o observador faz parte do próprio simulacro. No simulacro nenhuma série tem privilégio sobre outra. É através do movimento das séries divergentes que surgem conexões improváveis. em que. Ele torna impossível a ordem das participações. 268) É esta a potência do simulacro para a arte: são as distribuições nômades que semeiam o cosmo e fazem populações.

Segundo Deleuze. p. O simulacro e o factício são dois conceitos opostos. Nesse caso. BRASIL. Referências Bibliográficas: BASTOS. Cultura em Fluxo. mas talvez pode ser também onde encontramos trabalhos como as Cópies do coletivo 0100101110101101. Belo . no factício. “Pois há uma grande diferença entre destruir para conservar e perpetuar a ordem restabelecida das representações. Geane. 2003. Marcus (2004 ). André et al. as séries se conectam de determinada forma que este processo de cópia é levado até um ponto em que muda de natureza e se reverte em simulacro.através dele que podem surgir rizomas.org. Um exemplo da potência do movimento está no factício. “A Cultura da Reciclagem”. (orgs). que faz marchar os simulacros e levantar um fantasma” (DELEUZE. In: ALZAMORA. pois enquanto o simulacro se difere da cópia. Mas em algumas situações. pode ser assossiado ao conceito de original de segunda geração descrito por Beiguelman: São idênticos compostos pela cópia do código mas que carregam consigo uma potência e uma multiplicidade pois levam a cópia a uma outra categoria até que se distancie do original e constitua uma outra natureza. 271). Novas Mediações na Rede. o factício é a cópia da cópia. o factício que é levado `a potência do simulacro. dos modelos e das cópias e destruir os modelos e as cópias para instaurar o caos que cria. esse é o momento onde encontramos a Pop Art.

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