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ApostilaEconomiaDeEngenharia-2008

ApostilaEconomiaDeEngenharia-2008

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08/17/2013

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA
  • 3 MATEMÁTICA FINANCEIRA
  • 3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS
  • 3.1.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO
  • 3.1.2 JUROS (J)
  • 3.1.2.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA
  • 3.1.2.2 TAXA DE JUROS: COMPONENTES
  • 3.1.2.3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS
  • 3.1.3 FLUXO DE CAIXA
  • 3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO
  • 3.2.1 JUROS SIMPLES
  • 3.2.2 JURO COMPOSTO
  • 3.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA
  • 3.2.4 JURO CONTÍNUO
  • 3.2.5 PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO
  • 3.2.6 EXEMPLOS
  • 3.3 TIPOS DE TAXAS DE JUROS
  • 3.3.1 TAXAS PROPORCIONAIS
  • 3.3.2 TAXAS EQUIVALENTES
  • 3.3.3 TAXA EFETIVA
  • 3.3.4 TAXA NOMINAL
  • 3.3.5 CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS
  • 3.3.6 TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA
  • 3.3.7 CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA
  • 3.3.8 TAXA DE INFLAÇÃO
  • 3.3.8.1 INDICADORES FINANCEIROS:
  • 3.3.9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS
  • 3.3.10 TAXA DE MÍNIMA ATRATIVIDADE
  • 3.3.11 EXEMPLOS
  • 4 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS
  • 4.1 CAPITAIS EQUIVALENTES
  • 4.2 ANUIDADES: CONCEITO E MODELOS GENÉRICOS
  • 4.2.1 ANUIDADE ISOLADA
  • 4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P)
  • 4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F):
  • 4.2.2 SÉRIE
  • 4.2.2.1 SÉRIE UNIFORME
  • 4.2.2.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA
  • 4.3 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA
  • 4.3.1 SIMBOLOGIA
  • 4.4 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS
  • 4.4.1 RELAÇÃO ENTRE P E F:
  • 4.4.2 EXEMPLOS:
  • 4.5 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE UMA ANUIDADE ISOLADA E UMA SÉRIE UNIFORME
  • 4.5.1 RELAÇÕES ENTRE F E A
  • 4.5.2 RELAÇÕES ENTRE P E A
  • 4.5.2.1 SÉRIE PERPÉTUA
  • 4.5.3 EXEMPLOS:
  • 4.6 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS E SÉRIE GRADIENTE:
  • 4.6.1 RELAÇÕES ENTRE P E G
  • 4.6.2 RELAÇÕES ENTRE F E G
  • 4.6.3 EXEMPLOS
  • 4.7 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE SÉRIE UNIFORME E SÉRIE GRADIENTE:
  • 4.7.1 RELAÇÃO ENTRE A E G
  • 4.7.2 EXEMPLOS
  • 4.8 TAXA DE JUROS ENTRE DOIS CONJUNTOS DE CAPITAIS EQUIVALENTES
  • 4.8.1 MÉTODO ITERATIVO DE NEWTON-RAPHSON
  • 4.8.2 EXEMPLOS:
  • 4.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS:
  • 5 PROJETOS DE INVESTIMENTO
  • 5.1 INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS
  • 6 ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS
  • 6.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
  • 6.2 ELEMENTOS REQUERIDOS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
  • o horizonte temporal
  • 6.2.1 HORIZONTE TEMPORAL
  • 6.2.2 FLUXO DE CAIXA
  • 6.2.5 DETERMINAÇÃO DO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO
  • 6.2.6 TAXA DE JUROS DA ANÁLISE DE INVESTIMENTO
  • 6.3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS:
  • 6.3.1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE
  • 6.3.1.1 EXEMPLOS:
  • 6.3.2 MÉTODO DO VALOR FUTURO
  • 6.3.2.1 EXEMPLOS:
  • 6.3.3 MÉTODO DO VALOR ANUAL
  • 6.3.3.1 EXEMPLOS:
  • 6.3.4.1 EXEMPLOS:
  • 6.3.5 MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO -"PAYBACK”
  • 6.3.5.1 EXEMPLOS:
  • 6.3.6 MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍCIO-CUSTO
  • 6.3.6.1 EXEMPLOS:
  • 6.4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS
  • 6.4.1 ANÁLISE DE ALTERNATIVAS COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS:
  • 6.4.1.1 MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS
  • 6.4.2 EXISTÊNCIA DE TAXAS MÚLTIPLAS
  • 6.4.2.1 ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS
  • 6.4.3 ALTERNATIVAS COM DIFERENTES HORIZONTES DE PLANEJAMENTO
  • 6.4.3.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO
  • 6.4.3.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO
  • 6.4.4 EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES FINANCEIRAS
  • 6.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRIA
  • 6.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS:
  • 7 FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO
  • 7.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS
  • 7.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS
  • 7.2.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA
  • 7.2.1.1 PRINCIPAL (P):
  • 7.2.1.2 PRESTAÇÃO (AM ):
  • 7.2.1.3 AMORTIZAÇÃO (KM
  • 7.2.1.4 JUROS (JM)
  • 7.2.1.5 SALDO DEVEDOR (SDM )
  • 7.2.1.6 PRAZO (N)
  • 7.2.1.7 CARÊNCIA
  • 7.2.1.8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’)
  • 7.2.1.9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N)
  • 7.2.2 MODALIDADES DE CONTRATO
  • 7.2.2.1 QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL:
  • 7.2.2.2 QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO:
  • 7.2.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS
  • 7.2.4 SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE (PRICE)
  • 7.2.4.1 FLUXO DE CAIXA
  • 7.2.4.2 VALOR DAS PRESTAÇÕES
  • 7.2.4.3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M)
  • 7.2.4.4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)
  • 7.2.4.5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)
  • 7.2.4.6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M
  • 7.2.4.7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M
  • 7.2.4.8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM,M’)
  • 7.2.4.9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM,M’)
  • 7.2.4.10 QUADRO DE FINANCIAMENTO
  • 7.2.4.11 EXEMPLOS:
  • 7.2.5 SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES (SAC)
  • 7.2.5.1 FLUXO DE CAIXA
  • 7.2.5.2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A1 A An
  • 7.2.5.3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “m”
  • 7.2.5.4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO
  • 7.2.5.5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO
  • 7.2.5.6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M
  • 7.2.5.8 QUADRO DE FINANCIAMENTO
  • 7.2.5.9 EXEMPLOS:
  • 7.2.6 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM)
  • 7.2.6.1 EXEMPLO:
  • 7.2.7 SISTEMA AMERICANO
  • 7.2.7.1 EXEMPLO:
  • 7.2.8 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE - SACRE
  • 7.2.8.1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS
  • 7.2.8.2 EXEMPLO:
  • 7.2.9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
  • 7.2.10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETIMENTO DE RENDA
  • 7.2.10.1 EXEMPLO:
  • 8 DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
  • 8.1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO
  • 8.2 VIDA ÚTIL DE ATIVOS FIXOS
  • 8.3 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO
  • 8.3.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA
  • 8.3.2 MÉTODO LINEAR
  • 8.3.2.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA
  • 8.3.2.2 VALOR CONTÁBIL
  • 8.3.2.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO
  • 8.3.2.4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL
  • 8.3.2.5 EXEMPLO:
  • 8.3.3 MÉTODO EXPONENCIAL
  • 8.3.3.1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO:
  • 8.3.3.2 EXEMPLO:
  • 8.3.4 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS
  • 8.3.4.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA:
  • 8.3.4.2 EXEMPLOS:
  • 8.3.5 MÉTODO DA SOMA INVERSA DOS DÍGITOS:
  • 8.3.5.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA
  • 8.3.5.2 EXEMPLO:
  • 8.3.6 MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA
  • 8.3.6.1 EXEMPLO:
  • 8.3.7 MÉTODO DA DEPRECIAÇÃO POR PRODUÇÃO
  • 8.3.7.1 EXEMPLO:
  • 9 A INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
  • 9.1 INFLUÊNCIA DO IR EM FINANCIAMENTOS DE PROJETOS
  • 9.1.2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS:
  • 9.1.3 FINANCIAMENTO COM COMPOSIÇÃO MISTA DE RECURSOS
  • 9.1.4 FINANCIAMENTO COM RECURSOS DE TERCEIROS
  • 9.1.5 EXEMPLOS:
  • 10 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
  • 10.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS
  • 10.1.1 CUSTO ANUAL DE CAPITAL:
  • 10.1.2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
  • 10.1.2.1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO
  • 10.1.2.2 CUSTOS DE OPERAÇÃO
  • 10.1.3 CUSTO ANUAL TOTAL
  • 10.1.4 VIDA ECONÔMICA
  • 10.1.4.1 EXEMPLO:
  • 10.2 BAIXA DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS
  • 10.2.1 BAIXA SEM REPOSIÇÃO
  • 10.2.1.1 EXEMPLO:
  • 10.2.2 BAIXA COM REPOSIÇÃO IDÊNTICA
  • 10.2.2.1 EXEMPLO:
  • 10.2.3 BAIXA COM REPOSIÇÃO DIFERENTE
  • 10.2.3.1 EXEMPLO:
  • 10.3 SUBSTITUIÇÃO COMO ANÁLISE DE INVESTIMENTO
  • 10.3.1 CASO 1: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR IGUAL À VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE
  • 10.3.2 CASO 2: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE
  • 10.3.2.1 EXEMPLO:
  • 11 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
  • 11.1 DEFINIÇÕES:
  • 11.2 FATORES QUE LEVAM A INCERTEZA:
  • 11.3 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE INCERTEZA
  • 11.3.1 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE
  • 11.3.1.1 EXEMPLO:
  • 11.4 CRITÉRIOS DE DECISÃO
  • 11.4.1 CRITÉRIO OTIMISTA: MAXIMAX (OU MINIMINI SE A MATRIZ FOR DE CUSTO)
  • 11.4.2 CRITÉRIO PESSIMISTA : MAXIMIN (OU MINIMAX SE A MATRIZ FOR DE CUSTOS)
  • 11.4.3 CRITÉRIO DE LAPLACE : MÉDIA
  • 11.4.4 CRITÉRIO DE HURWICZ
  • 11.4.5 CRITÉRIO DE SAVAGE : ARREPENDIMENTO
  • 11.5 CRITÉRIOS DE DECISÃO COM PROBABILIDADES ASSOCIADAS:
  • 11.5.1 CRITÉRIO DA ESPERANÇA MATEMÁTICA: MÉDIA
  • 11.5.2 CRITÉRIO DO LIMITE MÍNIMO
  • 11.5.3 ARVORE DA DECISÃO
  • 11.5.3.1 EXEMPLOS:
  • 11.5.4 VALOR DA INFORMAÇÃO ADICIONAL
  • 11.5.4.1 INFORMAÇÃO PERFEITA
  • 11.5.4.2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA
  • 11.5.5 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO
  • 11.5.5.1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL
  • 11.5.5.2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS
  • 11.5.5.3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO
  • 12 TABELA DE JUROS
  • TABELA DE JUROS
  • 13 TABELA DE PROBABILIDADES
  • TABELA DE PROBABILIDADE
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • 14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.405 – ANO LETIVO 2008
  • 15 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.405 – ANO LETIVO 2008

Data: ________/___________________/2008

Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

1 INTRODUÇÃO.
TT.405 - ECONOMIA DE ENGENHARIA
Material Didático - 2008
Prof. Lúcia R. A. Montanhini

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

2 INTRODUÇÃO.
INDICE
1 INTRODUÇÃO. ......................................................................................................................................................................... 7
2 O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA ................................................................................................... 8
3 MATEMÁTICA FINANCEIRA. .................................................................................................................................................. 9
3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS.................................................................................................................................... 9
3.1.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO. ......................................................................................................................... 9
3.1.2 JUROS (J) ............................................................................................................................................................... 10
3.1.2.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA .................................................................................................................. 11
3.1.2.2 TAXA DE JUROS: COMPONENTES. .......................................................................................................... 12
3.1.2.3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS ....................................................................................................................... 13
3.1.3 FLUXO DE CAIXA. .................................................................................................................................................. 13
3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO ................................................................................................................................. 15
3.2.1 JUROS SIMPLES.................................................................................................................................................... 15
3.2.2 JURO COMPOSTO................................................................................................................................................. 16
3.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA ................................................................... 17
3.2.4 JURO CONTÍNUO .................................................................................................................................................. 18
3.2.5 PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO ............................................................................................................... 18
3.2.6 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 20
3.3 TIPOS DE TAXAS DE JUROS. .................................................................................................................................... 21
3.3.1 TAXAS PROPORCIONAIS ..................................................................................................................................... 21
3.3.2 TAXAS EQUIVALENTES ........................................................................................................................................ 21
3.3.3 TAXA EFETIVA ....................................................................................................................................................... 23
3.3.4 TAXA NOMINAL...................................................................................................................................................... 23
3.3.5 CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS .................................................................................................................... 23
3.3.6 TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA ............................................................................................ 25
3.3.7 CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA ..................................................... 26
3.3.8 TAXA DE INFLAÇÃO .............................................................................................................................................. 26
3.3.8.1 INDICADORES FINANCEIROS: ................................................................................................................... 27
3.3.9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS ............................................................................................................. 27
3.3.10 TAXA DE MÍNIMA ATRATIVIDADE ........................................................................................................................ 28
3.3.11 EXEMPLOS ............................................................................................................................................................ 29
4 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS ............................................................................................................................................. 31
4.1 CAPITAIS EQUIVALENTES ........................................................................................................................................ 31
4.2 ANUIDADES: CONCEITO E MODELOS GENÉRICOS ............................................................................................... 31
4.2.1 ANUIDADE ISOLADA ............................................................................................................................................. 31
4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P) .................................................................................................. 31
4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F): ......................................................................................................... 31
4.2.2 SÉRIE ..................................................................................................................................................................... 32
4.2.2.1 SÉRIE UNIFORME ........................................................................................................................................ 32
4.2.2.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA ............................................................................................................... 33
4.3 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ................................................................................................................................ 35
4.3.1 SIMBOLOGIA.......................................................................................................................................................... 35
4.4 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS ........................................................................... 35
4.4.1 RELAÇÃO ENTRE P E F:........................................................................................................................................ 36
4.4.2 EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 37
4.5 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE UMA ANUIDADE ISOLADA E UMA SÉRIE UNIFORME ........................... 38
4.5.1 RELAÇÕES ENTRE F E A..................................................................................................................................... 38
4.5.2 RELAÇÕES ENTRE P E A ...................................................................................................................................... 39
4.5.2.1 SÉRIE PERPÉTUA ....................................................................................................................................... 40

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

3 INTRODUÇÃO.
4.5.3 EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 40
4.6 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS E SÉRIE GRADIENTE: .................................... 42
4.6.1 RELAÇÕES ENTRE P E G...................................................................................................................................... 42
4.6.2 RELAÇÕES ENTRE F E G ...................................................................................................................................... 43
4.6.3 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 44
4.7 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE SÉRIE UNIFORME E SÉRIE GRADIENTE: ................................................ 45
4.7.1 RELAÇÃO ENTRE A E G ........................................................................................................................................ 45
4.7.2 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 46
4.8 TAXA DE JUROS ENTRE DOIS CONJUNTOS DE CAPITAIS EQUIVALENTES ........................................................ 48
4.8.1 MÉTODO ITERATIVO DE NEWTON-RAPHSON .................................................................................................. 48
4.8.2 EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 50
4.9 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ...................................................................................................................................... 51
5 PROJETOS DE INVESTIMENTO ........................................................................................................................................... 54
5.1 INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS .................................................................. 54
6 ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS .................................................................................................................. 55
6.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ......................................................................... 55
6.2 ELEMENTOS REQUERIDOS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ............................................................................ 56
6.2.1 HORIZONTE TEMPORAL ...................................................................................................................................... 56
6.2.2 FLUXO DE CAIXA ................................................................................................................................................... 57
6.2.3 DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS TOTAIS ............................................................................................................. 57
6.2.4 DETERMINAÇÃO DAS RECEITAS GERADAS ...................................................................................................... 57
6.2.5 DETERMINAÇÃO DO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO ........................................................................... 57
6.2.6 TAXA DE JUROS DA ANÁLISE DE INVESTIMENTO ............................................................................................. 58
6.3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS: ................................................................................................... 59
6.3.1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE ......................................................................................................................... 59
6.3.1.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 60
6.3.2 MÉTODO DO VALOR FUTURO ............................................................................................................................. 61
6.3.2.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 61
6.3.3 MÉTODO DO VALOR ANUAL ................................................................................................................................ 62
6.3.3.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 62
6.3.4 MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO ....................................................................................................... 63
6.3.4.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 65
6.3.5 MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO -"PAYBACK” ............................................................................................... 66
6.3.5.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 66
6.3.6 MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍCIO-CUSTO ....................................................................................................... 67
6.3.6.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 67
6.4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS. ......................................................................... 68
6.4.1 ANÁLISE DE ALTERNATIVAS COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS: ................................................................ 68
6.4.1.1 MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS ................................................ 68
6.4.2 EXISTÊNCIA DE TAXAS MÚLTIPLAS .................................................................................................................... 69
6.4.2.1 ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS ................................................................................... 70
6.4.3 ALTERNATIVAS COM DIFERENTES HORIZONTES DE PLANEJAMENTO ........................................................ 71
6.4.3.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO........................................................... 71
6.4.3.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO .................................................. 72
6.4.4 EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES FINANCEIRAS .................................................................................................... 73
6.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRIA ................................................................................ 73
6.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ...................................................................................................................................... 74
7 FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO ...................................................................................................... 78
7.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS ........................................................................ 78
7.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS ........................................................................................ 79

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

4 INTRODUÇÃO.
7.2.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA ...................................................................................................... 79
7.2.1.1 PRINCIPAL (P): ............................................................................................................................................. 79
7.2.1.2 PRESTAÇÃO (AM ): ...................................................................................................................................... 79
7.2.1.3 AMORTIZAÇÃO (K
M
): ................................................................................................................................... 79
7.2.1.4 JUROS (JM) ................................................................................................................................................... 79
7.2.1.5 SALDO DEVEDOR (SDM ) ............................................................................................................................. 80
7.2.1.6 PRAZO (N) .................................................................................................................................................... 80
7.2.1.7 CARÊNCIA .................................................................................................................................................... 80
7.2.1.8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’) .......................................................................................................................... 80
7.2.1.9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N) ................................................................................................................... 80
7.2.2 MODALIDADES DE CONTRATO ........................................................................................................................... 80
7.2.2.1 QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL: .................................................................................................. 80
7.2.2.2 QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO: ....................................................................................................... 80
7.2.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS ......................................................................... 81
7.2.4 SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE (PRICE) .............................................................................................. 82
7.2.4.1 FLUXO DE CAIXA ......................................................................................................................................... 82
7.2.4.2 VALOR DAS PRESTAÇÕES. ........................................................................................................................ 82
7.2.4.3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M) .......................................................... 83
7.2.4.4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) ..................................................................................................... 83
7.2.4.5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) ...................................................................................... 83
7.2.4.6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M ........................................................................... 83
7.2.4.7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M ............................................................................................ 84
7.2.4.8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM,M’) ..................................................... 84
7.2.4.9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM,M’) .................................... 84
7.2.4.10 QUADRO DE FINANCIAMENTO .................................................................................................................. 85
7.2.4.11 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 85
7.2.5 SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES (SAC) ......................................................................................... 86
7.2.5.1 FLUXO DE CAIXA ......................................................................................................................................... 86
7.2.5.2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A1 A AN....................................................................... 87
7.2.5.3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “M” ......................................................................................................... 87
7.2.5.4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO ......................................................................................... 87
7.2.5.5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO ............................................................................................................. 87
7.2.5.6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M ............................................................................................ 87
7.2.5.7 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M ........................................................................... 88
7.2.5.8 QUADRO DE FINANCIAMENTO .................................................................................................................. 88
7.2.5.9 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 89
7.2.6 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM) ........................................................................................................ 89
7.2.6.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................... 90
7.2.7 SISTEMA AMERICANO .......................................................................................................................................... 90
7.2.7.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................... 91
7.2.8 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE - SACRE ......................................................................................... 91
7.2.8.1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS ...................................................................................................... 92
7.2.8.2 EXEMPLO: .................................................................................................................................................... 92
7.2.9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO .......................... 94
7.2.10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETIMENTO DE RENDA .............................................................................. 95
7.2.10.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................... 95
7.2.11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ................................................................................................................................. 96
8 DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS .................................................................................................................................. 98
8.1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO ..................................................................................................................................... 98
8.2 VIDA ÚTIL DE ATIVOS FIXOS..................................................................................................................................... 98
8.3 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO .................................................................................................................................. 99
8.3.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA ...................................................................................................... 99

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5 INTRODUÇÃO.
8.3.2 MÉTODO LINEAR................................................................................................................................................. 100
8.3.2.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA ................................................................................................................... 100
8.3.2.2 VALOR CONTÁBIL ..................................................................................................................................... 100
8.3.2.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO ................................................................................................. 100
8.3.2.4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL ....................................................................................................................... 101
8.3.2.5 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 102
8.3.3 MÉTODO EXPONENCIAL .................................................................................................................................... 103
8.3.3.1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO: ............................................................................................... 103
8.3.3.2 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 104
8.3.4 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS ..................................................................................................................... 104
8.3.4.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: .................................................................................................................. 105
8.3.4.2 EXEMPLOS: ................................................................................................................................................ 105
8.3.5 MÉTODO DA SOMA INVERSA DOS DÍGITOS: ................................................................................................... 106
8.3.5.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA ................................................................................................................... 106
8.3.5.2 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 106
8.3.6 MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA ................................................................................................................... 107
8.3.6.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 107
8.3.7 MÉTODO DA DEPRECIAÇÃO POR PRODUÇÃO ............................................................................................... 108
8.3.7.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 108
9 A INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS. .............................................................. 109
9.1 INFLUÊNCIA DO IR EM FINANCIAMENTOS DE PROJETOS .................................................................................. 110
9.1.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS ................................................................. 110
9.1.2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS: .................................................. 110
9.1.3 FINANCIAMENTO COM COMPOSIÇÃO MISTA DE RECURSOS ....................................................................... 110
9.1.4 FINANCIAMENTO COM RECURSOS DE TERCEIROS ...................................................................................... 110
9.1.5 EXEMPLOS: ......................................................................................................................................................... 110
10 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS ............................................................................................................................... 112
10.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS ................................................................................................................................ 112
10.1.1 CUSTO ANUAL DE CAPITAL: .............................................................................................................................. 112
10.1.2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO ............................................................................................ 113
10.1.2.1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO ..................................................................................................................... 113
10.1.2.2 CUSTOS DE OPERAÇÃO .......................................................................................................................... 113
10.1.3 CUSTO ANUAL TOTAL ........................................................................................................................................ 113
10.1.4 VIDA ECONÔMICA ............................................................................................................................................... 113
10.1.4.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 114
10.2 BAIXA DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS ............................................................................................................... 114
10.2.1 BAIXA SEM REPOSIÇÃO ..................................................................................................................................... 114
10.2.1.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 114
10.2.2 BAIXA COM REPOSIÇÃO IDÊNTICA................................................................................................................... 115
10.2.2.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 115
10.2.3 BAIXA COM REPOSIÇÃO DIFERENTE ............................................................................................................... 115
10.2.3.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 116
10.3 SUBSTITUIÇÃO COMO ANÁLISE DE INVESTIMENTO ........................................................................................... 116
10.3.1 CASO 1: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR IGUAL À VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE. .............................. 116
10.3.2 CASO 2: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE .................... 117
10.3.2.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 117
10.3.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ............................................................................................................................... 118
11 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA ....................................................................................................... 119
11.1 DEFINIÇÕES: ............................................................................................................................................................ 119
11.2 FATORES QUE LEVAM A INCERTEZA: ................................................................................................................... 119

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6 INTRODUÇÃO.
11.3 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE INCERTEZA ............................................................................................................ 119
11.3.1 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE ............................................................................................................................. 120
11.3.1.1 EXEMPLO: .................................................................................................................................................. 120
11.4 CRITÉRIOS DE DECISÃO......................................................................................................................................... 121
11.4.1 CRITÉRIO OTIMISTA: MAXIMAX (OU MINIMINI SE A MATRIZ FOR DE CUSTO) .............................................. 122
11.4.2 CRITÉRIO PESSIMISTA : MAXIMIN (OU MINIMAX SE A MATRIZ FOR DE CUSTOS) ....................................... 122
11.4.3 CRITÉRIO DE LAPLACE : MÉDIA ........................................................................................................................ 122
11.4.4 CRITÉRIO DE HURWICZ ..................................................................................................................................... 122
11.4.5 CRITÉRIO DE SAVAGE : ARREPENDIMENTO ................................................................................................... 123
11.5 CRITÉRIOS DE DECISÃO COM PROBABILIDADES ASSOCIADAS: ...................................................................... 123
11.5.1 CRITÉRIO DA ESPERANÇA MATEMÁTICA: MÉDIA .......................................................................................... 124
11.5.2 CRITÉRIO DO LIMITE MÍNIMO ............................................................................................................................ 124
11.5.3 ARVORE DA DECISÃO ........................................................................................................................................ 124
11.5.3.1 EXEMPLOS: ................................................................................................................................................ 125
11.5.4 VALOR DA INFORMAÇÃO ADICIONAL ............................................................................................................... 127
11.5.4.1 INFORMAÇÃO PERFEITA .......................................................................................................................... 127
11.5.4.2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA ...................................................................................................................... 128
11.5.5 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO ..................................................................... 129
11.5.5.1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL ............................................... 129
11.5.5.2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS ........................................................................................ 130
11.5.5.3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO ........................................................... 132
12 TABELA DE JUROS ............................................................................................................................................................ 134
13 TABELA DE PROBABILIDADES ........................................................................................................................................ 138
14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................................................... 140
15 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.405 – ANO LETIVO 2008 ....................................................................................... 141


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7 INTRODUÇÃO.
1 INTRODUÇÃO.
A disciplina Economia de Engenharia tem por diretriz consolidar as técnicas da Matemática Financeira e critérios
da Engenharia Econômica que permitam elucidar os mecanismos para a apropriada alocação e otimização de recursos aplicados
em projetos de engenharia.
A avaliação de um projeto de Engenharia, de acordo com as contingências ligadas aos investimentos, envolve
desde critérios puramente monetários (situação mais simples) até critérios de mensuração mais complexa, como vantagens
tecnológicas, administrativas estratégicas ou ambientais.
A avaliação tecnológica trata principalmente dos processos técnicos de implantação e operação do projeto, a
avaliação administrativa prioriza os inúmeros problemas de gerência e de pessoal que surgem na implantação e na operação do
projeto e enquanto que a avaliação ambiental enfoca os impactos que as ações para a implantação e a operação do projeto
provocam ao meio ambiente.
A avaliação financeira consiste em determinar a probabilidade de o projeto vir a ser financeiramente viável, ou
seja, de satisfazer seus compromissos financeiros, produzir uma remuneração razoável do capital investido e, se for o caso,
contribuir com suas receitas, para cobrir custos de investimentos futuros. A análise financeira avalia os benefícios e custos de um
projeto, reduzindo-os a uma medida comum; se os benefícios forem superiores aos custos, o projeto é aceitável, se não, deve ser
rejeitado.
A avaliação econômica, por sua vez, tem como finalidade básica medir custos e benefícios econômicos de um
projeto para determinar se os benefícios líquidos dele resultante serão pelo menos iguais àqueles que poderiam ser obtidos de
outras oportunidades marginais de investimento. Em síntese, pode-se considerar a avaliação econômica de projetos como o
processo metodológico que permite aferir benefícios e custos decorrentes e permite tomada de decisão e a escolha da alternativa
de maior ganho líquido.
Sem se desconectar de fatores ambientais, tecnológicos e administrativos e lançando mão de problemáticas que,
cotidianamente, se defrontam as empresas privadas, entidades governamentais e pessoas para alocar recursos intrinsecamente
limitados (capital, trabalho, terra, tecnologia, recursos naturais, etc.); a disciplina de Economia de Engenharia, prioritariamente,
procura capacitar os estudantes ao desenvolvimento de estudos para a avaliação econômica e financeira de projetos de
engenharia, através da abordagem de ferramental e técnicas da Engenharia Econômica que permitem escolher, entre as
aplicações concorrentes, a melhor alternativa.
Com o intuito de auxiliar no entendimento dos processos da Engenharia Econômica desenvolveu-se este material
de apoio à disciplina de Economia de Engenharia onde são fornecidos os conceitos básicos da Matemática Financeira, as
metodologias de depreciação de equipamentos, de amortização de dívidas, de avaliação de investimentos e culminando com a
análise de investimentos sob a ótica de risco e incerteza. Os conteúdos teóricos apresentados neste material didático são
complementados com exemplos práticos, que serão resolvidos em sala de aula, objetivando facilitar os entendimentos os
conceitos mostrados.

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8 O conceito e origem da Engenharia Econômica
2 O CONCEI TO E ORI GEM DA ENGENHARI A ECONÔMI CA
A Engenharia Econômica representa o conjunto de conhecimentos necessários para a escolha de alternativas de
investimentos.
Para avaliar o desempenho de uma ampla classe de investimentos, que podem ser medidos em termos
monetários, utilizam-se técnicas de Engenharia Econômica fundamentadas na ciência chamada Matemática Financeira.
A Engenharia Econômica é, portanto, uma ferramenta de decisão, fundamentada em conceitos e técnicas da
matemática financeira, que permite a análise, comparação e avaliação financeira de projetos, sistemas, produtos, recursos,
investimentos ou equipamentos e que tem fundamental importância para todos que precisam decidir sobre propostas
tecnicamente corretas, e seus fundamentos podem ser utilizados tanto para empresas privadas, como estatais.
A Engenharia Econômica também permite a avaliação de problemas mais complexos, que envolvem situações de
risco ou incerteza. Nestes casos, a Engenharia Econômica associa a Matemática Financeira a outras técnicas para análises de
decisão, tais como probabilidade e simulação.
Do ponto de vista pessoal a engenharia econômica pode ser aplicada para qualquer aplicação monetária, neste
caso, que possa conduzir à obtenção de uma quantidade, também monetária, maior no futuro. Do ponto de vista empresarial, a
engenharia econômica tem sua aplicabilidade na avaliação de financiamentos, de novos investimentos, substituição de
equipamentos, etc frente a variados cenários conjunturais.
Os estudos sobre Engenharia Econômica têm suas origens nos Estados Unidos em 1887, quando Arthur
Wellington publicou seu livro "The Economic Theory of Railway Location", texto que sintetizava análise de viabilidade econômica
para ferrovias. Wellington, que era engenheiro civil, ponderava que devia utilizar-se o método de análise de custo capitalizado
para selecionar o traçado e as curvaturas das vias férreas.
Na década de 20 J. C. L. Fish e 0. B. Coldman estabeleceram algumas metodologias de análise de investimento
em estruturas de engenharia sob a perspectiva da matemática atuarial. Coldman, no livro titulado Financial Engineering
(Engenharia Financeira) propôs um método analítico baseado em juros compostos para determinar valores comparativos.
Os limites da clássica Engenharia Econômica foram traçados em 1930 por Eugene L. Grant no livro Principles of
Engineering Economy (Princípios de Engenharia Econômica) onde são estabelecidos os tradicionais critérios de comparação e de
avaliação de investimentos.
Antes da segunda guerra mundial, os bancos e bolsas de valores dos países eram as únicas instituições que
utilizavam termos como juros, capitalização, amortização... A partir dos anos 50, com o rápido crescimento industrial, termos
financeiros e bancários passam a ser incorporados no âmbito industrial e particularmente na área produtiva das empresas. Os
novos industriais se depararam com a necessidade da aplicação de técnicas de análise econômica em suas empresas, criando
um ambiente de tomada de decisões voltado à escolha da melhor alternativa.
A medida que o processo industrial se tornava mais complexo, as técnicas se adaptaram e se tornaram mais
especificas, para tanto, a engenharia econômica ou a analise econômica na engenharia foi também se evoluindo. Pesquisas
modernas, refletindo a preocupação mundial pela conservação dos recursos e da aplicação eficaz de dinheiro público, ampliaram
as fronteiras da Engenharia Econômica incorporando aos métodos de avaliação tradicionais novos critérios para a avaliação do
risco, da sensibilidade, de fatores intangíveis, etc.
Ao longo de 120 anos a Engenharia Econômica foi sendo aprimorada e aplicada em inúmeras outras áreas além
da engenharia, contudo, esta terminologia foi conservada pelo fato de que grande parte dos problemas de alocação de recursos
depende de informações técnicas e em geral de decisões que são tomadas por engenheiros ou por administradores que agem
com base nas recomendações dos engenheiros.

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9 Matemática Financeira.
3 MATEMÁTI CA FI NANCEI RA.
A Matemática Financeira é uma ciência exata que tem por objetivo fundamental fornecer o ferramental técnico,
utilizado em Engenharia Econômica, que descreve as relações do binômio tempo e dinheiro.
A Matemática Financeira dá subsídio para o estudo das diversas formas de evolução do valor do dinheiro no tempo,
bem como as formas de análise e comparação de alternativas para aplicação / obtenção de recursos financeiros.
Os principais objetivos da matemática financeira são:
a) Transformação e manuseio de fluxos de caixa, com a aplicação de taxas de juros de cada período, para
levar em consideração o valor do dinheiro ao longo do tempo.
b) Obtenção da taxa interna de juros que está implícita em um fluxo de caixa.
c) Análise e a comparação de diversas alternativas de fluxos de caixa.
3. 1 CONCEI TOS FUNDAMENTAI S.
A Matemática Financeira está diretamente ligada ao valor do dinheiro no tempo, que, por sua vez, está interligado
à existência de juros.
Observadas as peculiaridades e considerados à parte os aspectos políticos e subjetivos, para que valores de uma
avaliação de investimentos, que ocorrem em tempos diferentes, possam ser corretamente operados há necessidade de que
sejam definidos ou conhecidos os fluxos de caixa onde são alocados os valores resultantes desses investimentos.
3. 1. 1 VALOR DO DI NHEI RO NO TEMPO.
Em estudos, seja para fins de avaliações econômicas ou avaliações financeiras de empreendimentos, seja para a
análise de resultados ou indicadores históricos de investimentos, é comum se lidar com valores financeiros relacionados a épocas
ou períodos diferentes.
A capacidade que o dinheiro tem de gerar rendimento com o transcurso do tempo faz com que um mesma cifra,
em valor nominal, tenha diferentes valores em relação ao tempo a que se refere, o que realmente descreve o conceito do Valor do
Dinheiro no Tempo.
O dinheiro, como qualquer outro bem, tem um valor intrínseco e seu valor sobre variação em função da variação
(maior/menor) da oportunidade (compra/rendimento) gerada em função do tempo. Uma pessoa pode possuir uma casa ou trocar
este bem por dinheiro ou possuir um veículo ou vendê-lo para, em troca, receber o valor em dinheiro. Por outro lado se a pessoa
não possui uma casa e necessita de uma é obrigada a recorrer ao aluguel, pagando por este uso. Se não possui um automóvel e
necessita de um deve pagar por esta locação, não importando se é por meia hora, como no caso de táxi, ou por um dia ou um
mês. Do mesmo modo, se alguém não possui dinheiro e necessita dele, deve pagar certa quantidade para obtê-lo. Em geral, todo
bem com valor intrínseco exige um pagamento pelo seu uso. Por outro lado se bens com valor intrínseco não são utilizados nada
se ganha com eles, seria o mesmo que ter um táxi na garagem ou guardar dinheiro sob o colchão!
A capacidade de valorização do dinheiro com o tempo só existe quando em plena atividade, é o caso de uma
operação de empréstimo: Quem recebe dinheiro de empréstimo paga ao final de um determinado prazo uma quantidade de
dinheiro maior que o valor emprestado. O incremento que é pago ao dono do dinheiro é chamado de juros e traduz o conceito de
Valor do Dinheiro no Tempo.
O conceito de Valor do Dinheiro no Tempo muitas vezes é isoladamente exemplificado através do fenômeno
inflacionário, embora o que realmente ocorre nesta situação é o fenômeno da “ilusão monetária”, efeito tanto maior quanto maior
o país padece da inflação.
A inflação é um fenômeno econômico que consiste na perda de poder aquisitivo do dinheiro com o passar do
tempo em decorrência da elevação do nível geral de preço no mercado interno. Portanto, o dinheiro se desvaloriza com a
inflação.

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10 Matemática Financeira.
Nenhum país do mundo está imune ao fenômeno da inflação, diz-se que este valor é baixo quando se encontra
entre 2 a 5 % ao ano, como ocorre nos paises desenvolvidos e atualmente no Brasil, porém, chega a atingir patamares acima de
1000 % anuais, como vivenciados pelo Brasil na década de 90. A Tabela-1, apresentada a seguir mostra a variação inflacionária
no Brasil desde 1980 até os dias atuais.
Tabela 1: Inflação anual no Brasil – Variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços -
Disponibilidade Interna)
ANO INFLAÇÃO ANO INFLAÇÃO ANO INFLAÇÃO
1980 110,23 1990 1.476,71 2000 9,80
1981 95,20 1991 480,23 2001 10,40
1982 99,73 1992 1.157,84 2002 26,41
1983 211,02 1993 2.708,17 2003 7,66
1984 223,81 1994 1.093,85 2004 12,13
1985 235,13 1995 14,77 2005 1,23
1986 65,04 1996 9,33 2006 3,80
1987 415,95 1997 7,48
1988 1.037,53 1998 1,71
1989 1.782,85 1999 19,99
MÉDIA 427,65 % MÉDIA 697,01 % MÉDIA 10,20 %
fonte: FGV/Conj. Econômica
É importante ressaltar que com ou sem inflação, o dinheiro se valoriza através do tempo. Caso a remuneração
cobrada pelo uso do dinheiro for menor que a perda de seu valor aquisitivo em decorrência da inflação significa que a perda total
do investidor inclui a diferença entre a remuneração recebida e a desvalorização do dinheiro mais a valorização real pretendida na
operação de empréstimo.

Com técnicas analíticas adequadas se pode comparar o poder aquisitivo do dinheiro em determinados instantes
de tempo, esta é a ajuda que a Engenharia Econômica fornece aos administradores de negócios.
3. 1. 2 JUROS ( J)
Os juros são definidos como sendo a remuneração do capital, a qualquer título. Assim, são válidas as seguintes
expressões como conceito de juros:
a) valor em dinheiro pago pelo uso de um empréstimo, ou, é o valor em dinheiro recebido pelo valor
emprestado.
b) remuneração do capital empregado em atividades produtivas;
c) custo do capital de terceiros;
d) remuneração paga pelas instituições financeiras sobre o capital nelas aplicado.
Os juros, em unidade monetária, são calculados através da seguinte expressão:
Remuneração pelo Uso do Dinheiro
Perda poder aquisitivo (Inflação)
Valorização do Dinheiro

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11 Matemática Financeira.
P F J − = (1)
onde,
J= Juros incorporados ou pagos em um período de tempo “n”
F = Valor recebido/pago ao final do período “n”
P = Valor aplicado/emprestado no início do período “n”
3.1.2.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA
O juro é medido por meio de taxa que se refere, sempre, a uma unidade qualquer de tempo (ano, semestre, mês,
dia, etc), chamada de Taxa de Juros ou Taxa de Desconto, representada pela letra “i”.
A Taxa de Juros (i) é um coeficiente que corresponde à razão entre os juros pagos ou recebidos no fim de um
determinado período de tempo e o capital inicialmente empatado. A taxa de juro é a proporção existente entre o capital e a sua
remuneração.
A taxa de juros é obtida pela seguinte expressão:
P
J
P
P F
i =

=
(2)
Onde,
P = o capital investido ou emprestado no principio do período.
F = o valor pago ao final do período.
J = F – P = juros pagos ou incorporados no período.
i = taxa de juros por período
A taxa de juros pode ser apresentada na forma percentual ou unitária.
A Taxa de juros unitária representa a remuneração proporcionada, na unidade de tempo de referência, para
cada unidade de capital (R$ 1,00) enquanto a Taxa de juros percentual representa a remuneração proporcionada para cem
unidades de capital (R$ 100,00) aplicadas, como mostra o quadro abaixo:
TAXA DE JUROS REPRESENTAÇÃO CAPITAL APLICADO (P) JUROS NO PERÍODO DE 1 ANO (J)
Percentual 10% a.a. 100 10
Unitária 0,10 a.a 1 0,10
A notação percentual é a forma usualmente utilizada para a representação da taxa de juros no meio financeiro.
Considerando que a forma unitária é utilizada em todos os formulários de Engenharia Econômica a sua conversão da taxa
percentual para esta forma de representação torna-se obrigatória.
100
percentual
unitária
i
i =
(3)
EXEMPLO 1
TAXA DE JUROS
REPRESENTAÇÃO
PERCENTUAL UNITÁRIA



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12 Matemática Financeira.
EXEMPLO 2 Calcular o valor dos juros ao final de um mês considerando que foi aplicado R$ 1.000,00 à taxa de 8%
a.m.



EXEMPLO 3 Considerando o resgate de R$ 150,00 decorrente da aplicação de R$ 100,oo calcular os juros
incorporados e respectiva taxa no período.



3.1.2.2 TAXA DE JUROS: COMPONENTES.
Quando uma instituição financeira decide emprestar dinheiro, existe, obviamente, uma expectativa de retorno do
capital emprestado acrescido de uma parcela de juro.
O custo de um empréstimo será, portanto, obtido através de um somatório da remuneração desejada e
expectativas de custos, com se segue:
Taxa pura
Taxa de risco
Custo devido a impostos
Custo operacional devido a serviços de intermediação
Correção monetária (relacionada com a inflação)
A componente principal de uma taxa de juros é denominada de taxa de juros pura.
A Taxa de Juros pura é a parcela destinada a compensar a perda de liquidez durante o período de empréstimo,
excluindo de sua composição o fator de risco que normalmente está associado a uma operação financeira.
A taxa de juros pura, correspondente a efetiva remuneração do capital, é fixada pelo mercado financeiro através
das forças que regem a oferta e demanda de capital para financiamento de atividades produtivas.
A incerteza sobre o retorno do capital emprestado exige uma sobretaxa sobre a remuneração básica do capital
(taxa pura). A taxa de risco (ou spread) está relacionada com a capacidade de solvência do captador, estratégia do investimento,
volume de capital, etc...


Grau de Risco
%
Taxa Pura (risco = 0)
Taxa de Juro

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13 Matemática Financeira.
3.1.2.3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS
A palavra de capitalização provém do termo Capital, também chamado de valor Principal (P) e que representa
todo o conjunto de meios líquidos (moeda), cedidos durante um determinado período (n) e produzindo uma certa remuneração (J)
para o seu proprietário.
A Capitalização é o ato de incorporação dos juros ao capital inicial, ou seja, é o incremento do valor do
capital à medida que o tempo decorre.
A capitalização ou a incorporação dos juros ao capital aplicado ocorre em períodos constantes, chamado de
Período de Capitalização.
A cada capital (Principal) empregado durante um certo tempo (Período de Capitalização), é acrescido
(Capitalizado) o valor correspondente aos Juros, formando o Montante (F = P+J).
O Desconto ou Atualização é o processo inverso da capitalização, consiste numa redução do valor do
capital durante um determinado prazo.

3. 1. 3 FLUXO DE CAI XA.
O Fluxo de Caixa é a representação gráfica dos eventos financeiros (entradas e saídas) de um projeto de
investimento lançadas nas respectivas datas de ocorrência. É possível ter fluxos de caixa de empresas, projetos, operações
financeiras, de investimentos, etc.
A elaboração do fluxo de caixa é indispensável na análise de rentabilidades e custos de operações financeiras e
no estudo de viabilidade econômica de projetos e investimentos.
O Fluxo de Caixa, ou cronograma financeiro do projeto, pode ser representado por tabelas, quadros ou
esquematicamente por um diagrama apresentado.
a) Representação em tabela
t Rt Pt
0 R0 P0
1 - -
2 - P2
3 R3 -
4 R4 -
... - -
n-1 - Pn-1
n Rn -
onde,
Rt = recebimento na data “t”
Pt = pagamento na data “t”

0 1 2 3 4 5 .... . .. ...... n ( tempo )
Descapitalização
Capitalização

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Economia de Engenharia
Notas de Aula

14 Matemática Financeira.
EXEMPLO 4
Ano
Receitas Dispêndios
Fluxo
Resultante
(US$)
Redução custos
(US$)
Investimentos (US$)
Custos
Operacionais
(US$)
Imposto de
Renda (US$)
0 0,00 50.000,00 -50.000,00
1 24.000,00 50.000,00 16.000,00 700,00 -41.300,00
2 48.000,00 50.000,00 32.000,00 1.400,00 -32.600,00
3 72.000,00 48.000,00 2.100,00 26.100,00
4 72.000,00 48.000,00 2.100,00 26.100,00
5 72.000,00 48.000,00 2.100,00 26.100,00
6 72.000,00 48.000,00 -1.400,00 22.600,00
7 72.000,00 48.000,00 -4.900,00 19.100,00
8 72.000,00 48.000,00 -8.400,00 15.600,00
9 72.000,00 48.000,00 -8.400,00 15.600,00
10 72.000,00 48.000,00 -8.400,00 15.600,00
b) Representação Gráfica

A representação gráfica de um Fluxo de Caixa segue a seguinte convenção:
A escala horizontal representa o tempo, dividido em períodos descontínuos (dias, meses, anos, etc.).
Os intervalos de tempo de todos os períodos são iguais e são identificados numericamente de . 0 a n.
O ponto 0 indica a data inicial (hoje), o ponto 1 indica o final do primeiro período, etc.
O ponto “n”indica o final do horizonte de planejamento.
A escala vertical indica a magnitude do evento financeiro, sendo representado por “setas” para cima ou para
baixo.
As saídas de caixa correspondem aos pagamentos, têm sinais negativos e são normalmente
representadas por setas apontadas para baixo.
As entradas de caixa correspondem aos recebimentos, têm sinais positivos e são normalmente
representadas por setas apontadas para cima.
EXEMPLO 5

48 48 48 48 48 48
16 32
5 6 7 8 9 10 0 1 2 3 4
1,4 4,9 8,4 8.4 8.4
24 48 72 72 72 72 72 72 72 72
50 50 50 50 48 48
0,7 1,4 2,1 2,1 2,1
R
0
R
3
R
4
Recebimento (+) R
n

.................................
P
0
P
2
Pagamento (-) P
n-1


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15 Matemática Financeira.
Fluxo resultante:

3. 2 REGI MES DE CAPI TALI ZAÇÃO
Quando um capital é emprestado ou investido a uma certa taxa por período ou diversos períodos de tempo, o juro
a cada período de aplicação é cobrado ou incorporado ao capital de acordo com 2 regimes básicos de capitalização de juros:
capitalização a Juros Simples;
capitalização a Juros Composta
3. 2. 1 JUROS SI MPLES.

Na capitalização a Juros simples apenas o capital inicial
(principal) rende juros.

Os juros de um período não se somam ao capital para o cálculo
de novos juros nos períodos seguintes.
Juros não são capitalizados e, conseqüentemente, não rendem
juros.

a) Principais características:
os juros a cada período de capitalização ficam sem remuneração (ociosos) ao longo de todo o período de
investimento.
o juro produzido em cada período é constante.
no regime de juros simples, o dinheiro cresce em progressão aritmética ao longo do tempo.
b) Cálculo de Montante à juros simples:
Representando por:
P = o principal,
n = o número de períodos de capitalização,
i = a taxa de juros e
F = o montante ao final do período de capitalização, tem-se:
O juro a cada período “t” é calculado através da seguinte expressão:
i P J
t t
.
1 −
=
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
F
3
=F
2
=P
0
22,6 19,1 15,6 15,6 15,6
32,6
41,3
50

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16 Matemática Financeira.
Como em Juro Simples não há incorporação de juros ao capital inicial:
n
n
F F F P
P P P P
= = = =
= = = =
..
...
2 1 0
2 1 0

logo, i . P J .... J J J J J
0 n 4 3 2 1 t
= = = = = = =

O total de juros (Js), para o Regime de Capitalização Simples, no período “n” é igual a:
n . i P. J
s
=
e o montante, ao final do período “n”:
F = P + Js = P + P.i.n
ou, n.i) (1 P F + = (4)
3. 2. 2 JURO COMPOSTO.
Na capitalização a Juro Composto os juros capitalizados e passam também a render, ou seja, os juros de um
período são incorporados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.
a) Principais características:
os juros vencidos são imediatamente incorporados ao
capital no processo de capitalização;
o capital (P) no início de cada período vai aumentando
pela adição dos juros vencidos no fim do período
imediatamente anterior, dando origem a juros crescentes
(existe a contagem de juros sobre juros).
no regime de juros compostos, o dinheiro cresce em
progressão geométrica ao longo do tempo
É importante perceber que o dinheiro cresce mais rapidamente no regime de juros compostos do que no regime de juros simples,
em razão da capitalização dos juros.




J
3
F
3
=F
2
=P
0
0 1 2 3 4 n-1 n
J
1
F
1
=P
0
P
0
J
2
F
2
=F
1
=P
0
J
4
F
4
=F
3
=P
0
J
n
F=F
n
=F
n-1
=P
0
R$
R$
R$
J
u
r
o
s
Juro Composto
R
$
P
rin
c
ip
a
l

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17 Matemática Financeira.
b) Cálculo de Montante à Juro Composto:

( )
( ) [ ] ( ) [ ] ( ) ( ) ( )
( ) [ ] ( ) [ ] ( ) ( ) ( )
( )
n
n
i P F
i P i i P i i P i P i F F J F F
i P i i P i i P i P i F F J F F
i P i P P J P F
+ =
+ = + + = + + + = + = + =
+ = + + = + + + = + = + =
+ = + = + =
1 .
.. ..........
1 . 1 . 1 . . 1 . 1 . .
1 . 1 . 1 . . 1 . 1 . .
1 . .
0
3
0
2
0
2
0
2
0 2 2 3 2 3
2
0
1
0
1
0
1
0 1 1 2 1 2
1
0 0 0 1 0 1

ou,
n
i) (1 P F + = ......................................... (5)
onde:
F = montante à Juro Composto
P = principal, capital aplicado
i = taxa unitária de juros referida a unidade de tempo de “n”
n = período de aplicação do capital P
3. 2. 3 COMPARAÇÃO ENTRE CAPI TALI ZAÇÃO SI MPLES E COMPOSTA
Graficamente:


Observações:
a) As duas curvas (simples e composto)
interceptam-se nos período 0 e 1
b) Entre 0 e 1 juros simples é maior do que juros
compostos.
c) Operações comerciais (de curto prazo) são
normalmente realizadas à Juro Simples e as
operações financeiras (de médio à longo
prazo) a Juros Compostos..
J
1
F
1
=P
0
+J
1

0 1 2 3 4 n-1 n
J
2
F
2
=F
1
+J
2
J
3
F
3
=F
2
+J
3
J
4
F
4
=F
3
+J
4

J
n
F=F
n
=F
n-1
+J
n
P
0
0 1 2 3
Juro Simples
Juro Composto
0 1

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18 Matemática Financeira.
3. 2. 4 JURO CONTÍ NUO
A capitalização a Juro Contínuo é um caso particular de Juro Composto onde a unidade de tempo de capitalização
é infinitesimal e, portanto, a incorporação de juros se dá a intervalos infinitesimais de tempo.

b) Cálculo de Montante à Juro Contínuo:
Considerando,
JUROS
t i P P P t t n
P t n
P n
t t t t
t
∂ + = → ∂ + =
→ =
→ =
∂ +
. .
0

tem-se,


F e P P
P
P
e n i
P
P
n i P P t i
P
P
t i
P
P
t P P
n i
n
n n i n
n
n n
t
t
t
t
t t
= = → = → = →
= →
∫ ∫
∂ =

→ ∂ =

→ ∂ = ∂
. .
0 0
; . ln
. ln . ln . . .

ou,
n i
e P F
.
. = (6)
3. 2. 5 PRAZO DE APLI CAÇÃO FRACI ONÁRI O
Quanto ocorre aplicação em período de tempo fracionário, a contabilização dos juros na capitalização composta
pode ser realizada de duas maneiras distintas:
Convenção exponencial
Convenção linear
a) Convenção Exponencial
A convenção exponencial considera os juros para a fração de tempo como capitalização composta ou seja, o
capital rende juros compostos durante todo o período de aplicação, ou seja, nos períodos inteiros e fracionários. Na convenção
exponencial, o período de aplicação (fracionário) é substituído diretamente no formulário desta modalidade de capitalização não
necessitando a mudança da taxa de juros para prazo de capitalização compatível com a fração de tempo.
R$
R$
J
u
r
o
s
Juro Contínuo
R
$
P
rin
c
ip
a
l
R$
R$
R$
R$
R$
R$
R$
P=P
0
Pt
P t+dt
P
n
= F
J=P td t
t t+dt n 0
Juro Contínuo

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19 Matemática Financeira.
EXEMPLO 6
Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10.000,00, a taxa de 6 % aa durante 5 anos e seis
meses.



b) Convenção Linear
Considerando que a capitalização simples é mais vantajosa que a capitalização composta para aplicação em
prazo menor que o período de capitalização, quando ocorre prazo de aplicação fracionário a modalidade simples é aplicada na
fração de tempo e a capitalização é aplicada no prazo inteiro remanescente.
Ou seja, por esta convenção, calcula-se o montante a juros compostos do número de períodos inteiros. Ao
montante obtido, adicionam-se os juros simples a ele correspondente no período fracionário.

A aplicação se realiza da seguinte maneira:
1º passo: Aplicação de Juros compostos na parcela inteira do prazo (
I
n ):
( )
I
I
n
n
i P F + = 1 .
2º passo: Em seguida, conclui-se a capitalização aplicando ao montante obtido (até a parcela inteira tempo) a capitalização
simples para o prazo restante (a fração de tempo).
) . 1 .( i n F F
F n n n N
I F I
+ =
+ =

Resultando,
( ) ( ) i n i P F
F
n
N
I
. 1 . 1 . + + = (7)
onde,
FN = Montante (convenção linear)
P = capital aplicado
N = Prazo de aplicação = nI + nF
nI = parcela inteira do prazo N
nF = parcela fracionária do prazo N
Juro Composto
Juro Composto
Juro Composto
P
0

nF
0 1 2 n-2 n-1 n
Juros
Simples
n+n
F
=N = Prazo de Aplicação

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20 Matemática Financeira.
3. 2. 6 EXEMPLOS.
EXEMPLO 7 Avaliar, para os regimes de capitalização simples e composto, a evolução mensal de uma dívida de R$100,00,
durante três meses, à taxa de 5,00% a.m.:
MÊS
JUROS SIMPLES JUROS COMPOSTOS
JUROS MONTANTE JUROS MONTANTE
0
1
2
3
EXEMPLO 8 Um capital de R$ 50.000,00 aplicado a juro simples, à taxa de 15% a.m., quanto perfaz ao fim de dois anos?
EXEMPLO 9 O valor de US$ 10.000,00 colocado em uma conta, no final de 2.006, a juros de 10% a.a., em quanto montará em
fins de 2.015 (desconsiderando correção monetária e alterações da moeda corrente.)
EXEMPLO 10) Calcular o montante devido pela utilização de um capital de R$ 1.500,00 por 20 dias à uma taxa de juros de
4%a.m. capitalizados continuamente?
EXEMPLO 11) Considerando Juro Composto, determine:
a. O capital que, sendo investido durante 4 meses à taxa mensal de 12% dá juro de R$20.000,00
b. O número de meses necessários para que um capital de R$ 50.000,00 investido à taxa semestral
de 8%, dê um juro igual a R$ 135.000,00
c. A taxa quadrimestral a que deve ser investido um capital de R$500.000,00 para que dê, ao fim de
12 meses, um juro de R$ 50.000,00
EXEMPLO 12) Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10.000,00, a taxa de 6 % aa durante 5
anos e seis meses considerando a Convenção Linear de juros.








IMPORTANTE – o prazo (n) e a taxa de juros (i) devem estar sempre expressas na mesma unidade de tempo.


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21 Matemática Financeira.
3. 3 TI POS DE TAXAS DE JUROS.
A existência de distintos regimes de capitalização permite a utilização de artifícios que mascaram a rentabilidade
real de um investimento de tal forma que os juros, conforme a conveniência, parecerem maiores ou menores.
Isto também ocorre quando existem obrigações, taxas, impostos ou comissões que comprometem os rendimentos
ou oneram os pagamentos de juros.
Critérios diferentes para o cálculo de juros também fazem a taxa expressa na negociação diferir da taxa
efetivamente realizada, como por exemplo, juros cobrados antecipadamente ou calculados sobre um total que na realidade é
pago em parcelas.
Como os formulários utilizados em Engenharia Econômica são deduzidos a partir de taxas de juros, que refletem o
rendimento efetivo, apresentamos na seqüência as diferentes formas de indicação de taxas de juros, assim como, a metodologia
de conversão compatível com os formulários de equivalência de capitais.
3. 3. 1 TAXAS PROPORCI ONAI S
Duas taxas de juros (i e im) são ditas proporcionais quando referidas a tempos diferentes (t e tm), mantém entre si
a mesma relação que seus períodos de referência
t
t
i
i
m m
=
m
t
m
t
=
m
i
i
m
= (7)
T tm Equivalência de período m
ano mês 1 ano=12 meses m=12 meses/ 1 mês = 12
ano da 1 ano = 360 dias m = 360 dias/ 1 dia = 360
mês semana 1 mês = 4 semanas m = 4 semanas / 1 semana = 4
EXEMPLO 13 Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano:



3. 3. 2 TAXAS EQUI VALENTES
Duas taxas (i e im) são ditas equivalentes se produzirem a mesma quantidade de juros (ou igual montante), para o
mesmo capital inicial empregado (P) e no mesmo período de tempo (n)

Condição de Equivalência:
F1 = F2 = F
P
F
2
= F
n =m períodos t
m
t
m
t
m

t
m
t
m

t
m

i
m
i
m
i
m

i
m

i
m

P
n = 1 período t
i
F
1
= F

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22 Matemática Financeira.
a) Juros Simples
Fórmula do montante para juros simples: F = P. (1+n.i)
F1 = P.(1+1.i)
F2 = P. (1 + m . im)
Condição de equivalência: F = F1 = F2
P.(1+1.i) = P. (1 + m . im)
m
i
i
m
=
donde se conclui:
JURO SIMPLES: TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES
b) Juros Compostos.
Fórmula do montante para juro composto: F = P. (1+i)
n

F1 = P.(1+i)
1

F2 = P. (1 + im)
m

Condição de equivalência: F = F1 = F2
P.(1+i) = P. (1 + im)
m
obtendo-se a equação de equivalência entre duas taxas, para Juros Compostos:
( ) ( )
m
m
i i + = + 1 1 (8)
donde se conclui:
JURO COMPOSTO: TAXAS PROPORCIONAIS NÃO SÃO EQUIVALENTES .
c) Juros Contínuos
Fórmula do montante para juro contínuo : F = P. e
i.n

F1 = P. e
ix1

F2 = P. e
imxm

Condição de equivalência: F = F1 = F2
F1 = P. e
ix1
= P. e
imxm
ou simplesmente,
i x 1 = e
imxm
m
i
i
m
=
donde se conclui:
JURO CONTÍNUO: DUAS TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES.


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23 Matemática Financeira.
EXEMPLO 14 Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano para capitalização simples, composta e
contínua.


3. 3. 3 TAXA EFETI VA
Uma taxa de juros é dita efetiva quando ao final do período por ela indicado (período de referência da taxa de
juros) o total de juros cobrado (ou incorporado ao principal) corresponde ao valor indicado pela taxa (valor da taxa).
juro simples: todas as taxas de juros são efetivas.
juro composto: taxa efetiva quando período de referência da taxa de juros igual ao período de
capitalização.
juro contínuo: não existe taxa de juros efetiva, sempre o período de referência da taxa de juros difere
período de capitalização (infinitesimal).
Período de capitalização = período de tempo em que os juros são incorporados/cobrados.

taxa de 12% ao ano, com capitalização anual.
3. 3. 4 TAXA NOMI NAL
Quando uma taxa de juros declarada ou registrada nos contratos de uma operação de crédito ou de investimentos
não corresponde ao seu custo efetivo (juro cobrado) é dita nominal.
juro simples: não existe taxa nominal.
juro composto: taxa nominal quando período de referência da taxa de juros difere do período de
capitalização.
Juro contínuo: todas as taxas de juros são nominais, sempre o período de referência da taxa de juros
difere período de capitalização (infinitesimal).

taxa de 12% ao ano, com capitalização mensal.
3. 3. 5 CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS
a) Juro Simples:
a.1) Taxa Nominal em Taxa Efetiva
Não há de se falar em conversão de Taxa nominal em taxa efetiva para capitalização simples ou contínua pois
nunca haverá uma taxa nominal associada à juro simples.
Período de
capitalização (mês)
Período de referência
da taxa de juros (ano)
Período de
capitalização (ano)
Período de referência
da taxa de juros (ano)

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24 Matemática Financeira.
a.2) Taxas efetivas com diferentes períodos de capitalização
a conversão é realizada mediante a aplicação da equação (7) de proporcionalidade entre duas taxas de juros:
m
i
i
m
=
b) Juro Composto:
b.1) Taxa nominal em Taxa efetiva
A taxa efetiva equivalente referida ao mesmo período da taxa nominal, difere da rentabilidade indicado na taxa
nominal.
A conversão de um taxa nominal em uma taxa efetiva é realizad mediante os seguintes passos:
1º passo: A conversão da taxa nominal para a taxa efetiva implícita é feita no regime de juros simples através
da determinação da taxa de juros proporcional referida ao período de capitalização que corresponde a
taxa efetiva de juros. Equação (7):
m
i
i
m
=
2º passo: Conhecida a taxa efetiva (taxa proporcional para período de capitalização) determina-se a taxa de
juros equivalente para o período desejado. Equação (8)
( ) ( )
m
m
i i + = + 1 1
b.2) Taxas efetivas referente a diferentes períodos de tempo:
A conversão é realizada mediante a aplicação da equação (8) de equivalência entre duas taxas de juros:
( ) ( )
m
m
i i + = + 1 1

c) Juro Contínuo.
c.1) Taxa nominal (Juro Contínuo) em Taxa efetiva (Juro Composto)
Como nunca haverá uma taxa efetiva associada à juro contínuo para converter uma taxa de juro contínuo em
efetiva devemos converter o regime de capitalização de contínuo a composto.
A capitalização contínua se caracteriza por ocorrer a períodos de tempo infinitesimais (
t ∂
). Considerando que a
capitalização contínua é um caso particular de capitalização composta podemos utilizar a equação (8) que
representa a relação de equivalência entre duas taxas de juros compostos.
( )
m
m
r
i |
¹
|

\
|
+ = + 1 1 onde zero
m
r
→ e ∞ → m
1 1 lim 1 1 −

|
¹
|

\
|
+ =

− |
¹
|

\
|
+ =
∞ →
r
r
m
m
m
m
r
m
r
i

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25 Matemática Financeira.
Por definição e
m
r
r
r
m
m
=

|
¹
|

\
|
+
∞ →
1 lim
resultando,
1 − =
r
e i (9)
onde:
i = taxa de juros efetiva (juro composto)
r = taxa instantânea ou taxa contínua (juro contínuo)
obs. As taxas “i” e “r” definidas na equação (9) devem estar relacionadas ao mesmo período de tempo;
3. 3. 6 TAXAS DE JUROS POSTECI PADA E ANTECI PADA
Tanto os juros simples como os compostos, podem ser capitalizados de forma antecipada ou:postecipada.
a) Taxa de Juros Postecipada:
Uma taxa de juros é dita postecipada quando os juros são cobrados/incorporados ao capital aplicado após
decorrido o período de tempo especificado na taxa de juros.

Os formulários de equivalência entre capitais utilizados na Engenharia Econômica consideraram a cobrança de
juros postecipada.
b) Taxa de Juros Antecipada.
Uma taxa de juros é dita Antecipada quando o juro é cobrado no início do período de tempo indicado na taxa.
Neste caso, sempre que inicia um novo período de tempo o juro é pago (recebido) ou incorporado ao capital.

No caso, por exemplo, dos penhores da Caixa Econômica os juros cobrados são antecipados, ou seja, os juros
são pagos na hora da operação de penhora
Considerando o mesmo valor da taxa de juros o juro antecipado é sempre maior que o postecipado.
J
3
0 1 2 3 4 n-1 n
J
1
P
J
2
J
4
J
n
T A
J
3
J
1
J
2
J
4
0 1 2 3 4 n-1 n
P
TAXA POSTECIPADA
J
n

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26 Matemática Financeira.
3. 3. 7 CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECI PADA EM UMA TAXA POSTECI PADA

Considerando uma operação de empréstimo (P’), de prazo “n”, a ser paga com juros antecipados, onde: F = valor
da divida a ser paga no período “n” = P’
Tendo que o prazo “n” é igual ao período de cobrança do juro, o valor recebido (P) no ato da operação de
empréstimo (dedução do juro antecipadamente) corresponde a:
ܲ ൌ ܨ െ ܬ
௔௡௧௘௖௜௣௔ௗ௢௦




Os Juros antecipados correspondem à:

a a s antecipado
i F i P J . . = ′ =
.
Ainda,
( )
a a
i F i F F P
J F P
− = − =
− =
1 . .

Para a capitalização composta a ser realizada postecipadamente e no mesmo prazo unitário (n=1), da cobrança
antecipada temos:
) 1 .(
e
i P F + =
Substituindo
( )
a
i
P
F

=
1
, teremos,
( )
( )
( )
( )
( )
a
a
a
e
e
a
i
i
i
i
i P
i
P
F

− −
= −

=
+ =

=
1
1 1
1
1
1
1 .
1

a
a
e
i
i
i

=
1
(10)
Obs. O Período de referência da taxas
e
i e
a
i são iguais.
3. 3. 8 TAXA DE I NFLAÇÃO
A inflação é a perda do poder aquisitivo da moeda em determinado período de tempo e a correção monetária é o
reajuste periódico de certos preços na economia pelo valor da inflação passada, com o objetivo de compensar a perda do poder
aquisitivo da moeda. A taxa de inflação é, portanto, a taxa de juros que permite a correção monetária de um determinado capital
que sofreu efeito inflacionário.
O .................................................. ...n =1
e
i
O ..... ........ ........................................n =1
a
i

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27 Matemática Financeira.
A taxa de inflação é normalmente obtida através da variação de índices financeiros como mostra a seguinte
equação:
1
0 0
0
, 0
− =

=
I
I
I
I I
n n
n
ϕ (11)
n , 0
ϕ = taxa de inflação/correção monetária para o período n → 0
0
I = valor do índice no período inicial (zero)
n
I = valor do índice no período final (n)
Caso se conheça as inflações de sub-períodos (0, 1, 2, ... , n) é possível a obtenção do período total (0 a n) através
da equação abaixo:
( ) ( )( )( ) ( )
n n
ϕ ϕ ϕ ϕ ϕ + + + + = + 1 ..... 1 . 1 . 1 1
3 2 1 , 0
(12)
3.3.8.1 INDICADORES FINANCEIROS:
A correção monetária é um mecanismo criado e institucionalizado no Brasil em 1964, para reajustar os ativos
financeiros no sentido de compensar os efeitos contundentes da desvalorização da moeda ou preservar o poder aquisitivo das
unidades monetárias. Desde a implantação do Plano Real, em 1994, a correção monetária está oficialmente extinta no país. A lei
permite que apenas uns poucos tipos de contrato, todos com duração superior a um ano, possam sofrer correção monetária.
IPC, IGPM, IPCA, IGP, ICV, entre outras, são algumas das siglas que em comum têm o objetivo de demonstrar a
trajetória dos preços de produtos e/ou serviços no Brasil e, consequentemente, medir a inflação. Porém, cada um destes índices é
calculado por um órgão ou instituição distinto, possui uma composição própria e analisa um período característico de tempo (mês,
bimestre, semestre etc.). Por isso, surgem divergências entre os índices, que acabam deixando a população em dúvida sobre
qual é a inflação real do país.
O IGP, calculado pela FGV, é a medida síntese da inflação nacional e que registra o ritmo evolutivo de preços. Sua
composição é feita pela média ponderada de três indicadores: Índice de Preços por Atacado (IPA) (60%), Índice de Preços ao
Consumidor (IPC) (30%) e Índice Nacional de Preços da Construção Civil (INCC) (10%).
Apesar de ter periodicidade mensal, esse índice apresenta três versões diferentes. O IGP-DI (disponibilidade
interna) compreende o período entre o primeiro e o último dia do mês pesquisado; o IGP-M (do mercado) calcula o espaço entre o
dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. Já o IGP-10 compreende o período entre o dia 11 do mês anterior e o dia
10 do mês de referência. Na tabela abaixo são apresentados valores/variação de vários índices de correção, nos anos de 1997,
2002, 2006 e 2007:
US $
(dez)
IGP-M
(% a.a)
Selic
(% a.a)
IGP-DI
(% a.a)
INPC
(% a.a)
1997 1,116 7,36 24,88 7,48 4,34
2002 3,545 11,87 19,26 26,41 14,74
2006 2,138 1,90 15,08 3,79 2,81
2007 1,7713 7,75 11,880 7,89 5,16
Os títulos negociados pelo Tesouro normalmente utilizam dois indexadores: a taxa de inflação (medida pelo índice
IGP-M) ou a taxa básica de juros da economia (a taxa Selic).
A taxa SELIC é a taxa que reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos
títulos públicos. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias.
3. 3. 9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS

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28 Matemática Financeira.
A taxa real de juros corresponde a rentabilidade efetiva de um investimento financeiro (que não incorpora os efeitos da inflação no
período).
A taxa global é a taxa de juros que incorpora, além da taxa real, os efeitos da inflação (correção monetária).
A equação abaixo relaciona a taxa global, a taxa de inflação e a taxa real de juros referenciadas a um período de tempo “t”:
( ) ( )( ) ϕ + + = + 1 . 1 1 i g (13)
Onde, g = taxa global
i = rentabilidade real (taxa de juros deflacionada)
ϕ = taxa de inflação
Deve-se observar que a taxa global não é igual á soma aritmética da taxa real e a taxa de inflação.
A taxa global também pode ser chamada de taxa pré-fixada, ou seja é uma taxa que normalmente inclui a taxa de inflação.
Nos investimentos com taxa pós-fixada, é revelada a taxa real no momento da aplicação e a taxa global paga no final só é obtida
após ser dada a taxa de inflação do período considerado.
3. 3. 10 TAXA DE MÍ NI MA ATRATI VI DADE
Taxa de Mínima Atratividade (TMA) é a taxa de juros que identifica a atratividade mínima aceitável para a
execução de um projeto de investimento, representando o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz um
investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um financiamento.
Esta taxa é formada a partir de 3 componentes básicas:
Custo de Oportunidade: remuneração obtida em outras alternativas
que não as analisadas. Exemplo: caderneta de poupança, fundo de
investimento, etc.
Risco do Negócio: o ganho tem que remunerar o risco inerente de
uma nova ação. Quanto maior o risco, maior a remuneração esperada.
Liquidez: capacidade ou velocidade em que se pode sair de uma
posição no mercado para assumir outra.
A taxa de atratividade também pode ser chamada de: custo de oportunidade,
custo de capital, taxa de corte (hurdle rate), taxa de desconto.
A TMA é considerada pessoal e intransferível, pois a propensão ao risco varia de pessoa para pessoa, ou ainda a
TMA pode variar durante o tempo. Assim, não existe algoritmo ou fórmula matemática para calcular a TMA.
A TMA pode ser expressa na forma global, isto é, conter a inflação ocorrida/prevista para o período do
investimento.

PROJETO 1
T
M
A
PROJETO 2

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29 Matemática Financeira.
3. 3. 11 EXEMPLOS
EXEMPLO 15 Determinar a taxa efetiva correspondente à taxa de 12% a.a. para aos períodos de capitalização abaixo
relacionado e para capitalização anual: ano comercial = 360 dias.
PERÍODO DE
CAPITALIZAÇÃO
“m” TAXA EFETIVA TAXA EFETIVA ANUAL
Anual
Semestral
Bianual
Quadrimestral
Trimestral
Mensal
Diária
Contínua
Formulário
m
t
m
t
=
m
i
i
m
= 1 − =
r
e i
( ) ( )
m
m
i i + = + 1 1
EXEMPLO 16 Determinar:
a) a taxa instantânea equivalente a taxa efetiva de 12% a.a.
b) a taxa efetiva mensal e anual correspondentes à taxa de 24% a.a. com capitalização semestral.
c) a taxa efetiva anual correspondente a 30% a.a. com capitalização trimestral
d) a taxa instantânea mensal correspondente a taxa de 15 % a.a. com capitalização trimestral.





EXEMPLO 17 Qual a taxa de juros postecipada equivalente à taxa de 10% ao mês, capitalizada mensalmente e cobrada de forma
antecipada?




EXEMPLO 18 Qual a taxa efetivamente cobrada em um empréstimo de R$ 10.000,00, durante 5 meses, sabendo-se que é
cobrado antecipadamente 30% de juros?





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30 Matemática Financeira.
EXEMPLO 19 Qual a inflação mensal ocorrida entre set/93 (URV = CR$98,51) e março/94 (URV=CR$647,50)?




EXEMPLO 20 Um dado investimento pré-fixado, paga 20% ao ano de taxa global, enquanto outro pós-fixado pagará 10% ao ano
de taxa real mais a ocorrida inflação do período. Sabendo-se que a capitalização é anual para as duas oportunidades pede-se,
escolher qual o melhor investimento em função da taxa de inflação:




EXEMPLO 21 Qual a taxa real de juros obtida pela aplicação de um capital de R$1.000,00 por trimestre, sendo R$1147,00 o
capital recebido pela aplicação, para uma inflação mensal de 3% a.m?




EXEMPLO 22 Uma empresa obteve, em fevereiro de 1995, um empréstimo sujeito a correção monetária pelo IGP-DI a ser
devolvido em fevereiro de 1998. Qual a inflação no período sabendo-se que:
IGP-DI em jan/95 = 108,785
IGP-DI em fev/98 = 146,038




EXEMPLO 23 Calcular o montante a ser obtido em uma aplicação de R$ 135.000,00 durante 2 anos e 3 meses, à uma taxa anual
de 12,6825% a.a. considerando:
a) capitalização composta, método linear e taxa de juros anual,
b) capitalização composto, método exponencial e taxa de juros anual e,
c) capitalização composta e taxa de juros mensal.




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31 Equivalência de Capitais
4 EQUI VALÊNCI A DE CAPI TAI S
A metodologia de equivalência de capitais, tema abordado neste capítulo, tem importância fundamental para a
compreensão do conceito de valor de dinheiro no tempo, das equações disponibilizadas pela matemática financeira, dos sistemas
de amortização de dívidas e critérios de avaliação de projetos de investimentos de alternativas operacionais.
4. 1 CAPI TAI S EQUI VALENTES
Dois ou mais conjuntos de capitais (fluxos de caixas) são ditos equivalentes quando transferidos para uma mesma
data de referência, através da mesma taxa de juros se obtém valores iguais.
Diante do conceito apresentado, qualquer conjunto de capitais, expresso através de fluxos de caixa onde são
lançados ingressos e saídas financeiras ocorrendo em diferentes tempos, pode ser convertido em outro conjunto de valores
equivalentes, mas ocorrendo em outros períodos de tempo.
4. 2 ANUI DADES: CONCEI TO E MODELOS GENÉRI COS
Os diferentes valores lançados ao longo da escala de tempo de um fluxo de caixa são denominados de
Anuidades. Estes valores são assim denominados, pois é freqüente a subdivisão da escala de tempo de um fluxo de caixa usar
como referência o período anual.

A Anuidade (At) é o somatório de valores monetários que ocorrem em um determinado período de tempo, em um
fluxo de caixa.
Um fluxo de caixa pode ser constituído de uma ou mais Anuidades que são representadas através de alguns
modelos genéricos equivalentes:
Anuidade isolada,
Série.
4. 2. 1 ANUI DADE I SOLADA
Anuidade Isolada é o valor monetário que ocorre isoladamente em um determinado período de tempo do fluxo de
caixa. Duas anuidades isoladas são referências em matemática financeira:
Valor presente: representando pela letra “P”
Valor futuro: representado pela letra “F”
4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P)
O Valor Presente de um fluxo de caixa corresponde ao somatório dos valores equivalentes na data zero (origem
do fluxo de caixa) de todas as anuidades existentes ao longo do mesmo.
4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F):
O Valor Futuro, ou Montante, corresponde ao capital total acumulado, formado pelo capital inicial mais os juros
produzidos, durante um período de tempo considerado.
t
A =

O 1 2 . . . .. . . . . . t-1 t ... . . . . .. . . . . . . . n

A
t

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32 Equivalência de Capitais
4. 2. 2 SÉRI E
Série é todo o conjunto de anuidades que, sob padrões determinados, ocorrem de forma sucessiva e ao longo de
um período de tempo em um fluxo de caixa.
4.2.2.1 SÉRIE UNIFORME
Em um fluxo de caixa, uma série é dita uniforme quando as anuidades (recebimentos ou desembolsos)
sucessivas são de mesmo valor monetário (A1=A= .... =An=A) e ocorrem em intervalos regulares de tempo.
A representação das anuidades de uma série uniforme é feita através da letra “A”, ou a série (o conjunto das
anuidades da série) através de Ai,n

As séries uniformes se classificam quanto à data de alocação em um fluxo de caixa em:
• Série uniforme postecipada
• Série uniforme antecipada
• Série uniforme diferida
a) Série Uniforme Postecipada:
Uma série é dita postecipada quando os pagamentos (A) são efetuados no fim de cada intervalo de tempo da
série. Neste tipo de série uniforme não existe pagamento (anuidade) na data de origem (tempo zero) da série (A0 = 0).

Os formulários de Engenharia Econômica são desenvolvidos para série uniforme postecipada ou seja, “n” valores
sucessivos iguais a A e onde A0=0.
b) Série Uniforme Antecipada:
Uma série uniforme é dita Antecipada quando as anuidades da série ocorrem no início de cada período, neste caso,
o primeiro pagamento ocorre na data de origem do fluxo de caixa (A0) e é igual a anuidade padrão ( A).


c) Série Uniforme Diferida:
Uma série uniforme é dita Diferida quando esta ocorre a qualquer tempo do fluxo de caixa, ou seja, quando os
pagamentos da série uniforme só se iniciam após a passagem de determinado número de períodos do fluxo de caixa. O primeiro
0 1 2 3 4 n-1 n
A A A A A A A A
0 1 2 3 4 5 n-1 n
A A A A A A A A
0 1 2 3 4 5 n-1 n
A A A A A A A A

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33 Equivalência de Capitais
pagamento só é efetuado no fim de “t+1” períodos, contando a partir da origem do fluxo de caixa. O prazo “t” de que é atrasado o
início da série, é chamado de diferimento da anuidade. O diferimento é também chamado de prazo de carência.

4.2.2.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA
Uma sucessão de valores crescentes segundo uma razão constante é chamada em Engenharia Econômica de
Série Gradiente. Esta razão de crescimento constante é conhecida como o Gradiente da série.

A série que se desenvolve em Progressão Aritmética é chamada de Serie Gradiente Aritmética, ou simplesmente
Série Gradiente, e a razão é representada pela letra G.
Em Engenharia Econômica também ocorrem fluxos de caixa em que as anuidades se sucedem em razão
percentual constante ( j ), neste caso específico a série é chamada de Série Gradiente Geométrica (fig. a seguir). Quando se
representa valores sob o efeito de inflação e que, portanto, crescem segundo um percentual constante é um exemplo de Série
Gradiente Geométrica

REPRESENTAÇÃO DE SÉRIE GRADIENTE GEOMÉTRICA
Integra o conteúdo didático da disciplina Economia de Engenharia apenas a Série Gradiente Aritmética, as
relações de equivalência para a série Gradiente Geométrica, a titulo ilustrativo, serão tratadas no anexo a este material
didático.
Assim com a série uniforme, a série gradiente (aritmética) pode ser classificada em função de sua
alocação no fluxo de caixa em:
0 1
2 3 4 n - 1 n
A(1+j)
n-1
A
A(1+j)
A(1+j)
2
A(1+j)
3
A(1+j)
n-2
A A A A A A A A
0 1 2 t t+1 t+2 t+3 t+4 t+5 t+n N-1
(n-1).G
G
G
3G
0 1 2 3 4 5 6 n
G
4G
2G
5G

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34 Equivalência de Capitais
• Série Gradiente postecipada
• Série Gradiente antecipada
• Série Gradiente diferida
a) Série Gradiente Postecipada:
Denomina-se uma série em Gradiente Postecipada ao conjunto de sucessivos valores de mesmo sentido, onde o
valor na origem é nulo e os demais valores apresentam-se em progressão aritmética onde o primeiro termo desta PA é nulo e a
razão da PA (G).é igual ao segundo termo da série.

Os formulários de Engenharia Econômica são desenvolvidos para série gradiente postecipada, ou seja, quando a
o primeiro termo (A1) da PA, de n períodos e razão G, é igual a zero.
a) Série Gradiente Antecipada:
Uma Série Gradiente é dita antecipada quando o primeiro termo (valor zero) da PA, de n períodos, que define a
série ocorre na origem do fluxo de caixa.

c) Série Gradiente Diferida
Uma Série Gradiente é dita diferida quando a origem da série ocorre em um período de tempo qualquer do fluxo
de caixa.


G
3G
4G
5G
(n-1).G
2G
0 1 2 t t+1 t+2 t+3 t+4 t+5 t+6 t+n N-1
N
0 1 2 3 4 5 n
G
3G
4G
5G
(n-1).G
2G
0 1 2 3 4 5 6
n
G
3G
4G
5G
(n-1).G
2G

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35 Equivalência de Capitais
4. 3 RELAÇÕES DE EQUI VALÊNCI A
Partindo do conceito de equivalência de valores e admitida a existência dos juros, pode-se desenvolver as
expressões para cálculo dos valores equivalentes. As relações de equivalência são equações matemáticas que permitem a
obtenção de fluxos de caixa que se equivalem no tempo.

4. 3. 1 SI MBOLOGI A
A simbologia utilizada para as relações de equivalências é:
i = taxa de juros por período de capitalização
n = número de períodos a ser capitalizado
P = valor presente = quantia de dinheiro na data de hoje
F = montante = quantia de dinheiro no futuro
A = série uniforme de pagamento de “n” termos
G = série gradiente de pagamento de “n” termos
As relações de equivalência são simbolizadas através da seguinte sistemática:
(X/Y;i;n) = dado X, achar Y, para uma taxa de juros “i”, para um período “n”
X = valor conhecido (P, F, A ou G)
Y = valor procurado (P, F, A ou G)
As relações de equivalência são apresentadas através de tabelas para diferentes taxas de juros. A tabela de juros
é disponibilizada como Anexo a este material didático.
Todos os problemas de engenharia econômica, onde 0 ≠ i e 1 ≥ n , envolvem pelo menos quatro dos símbolos
apresentados e requerem, no mínimo, o conhecimento de três deles.
4. 4 RELAÇÕES DE EQUI VALÊNCI A ENTRE ANUI DADES I SOLADAS
A relação entre anuidades isoladas é estabelecida entre as anuidades P e F.

A
F
G
P
A
G
F
P

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36 Equivalência de Capitais
4. 4. 1 RELAÇÃO ENTRE P E F:

a) Equivalência de uma anuidade isolada em relação à outra anuidade isolada em uma data futuro a sua ocorrência.
Resgatando a equação de montante a juro composto, apresentado no item 3.2.2-b, temos:
n
i P F ) 1 .( + =
Ou na forma simplificada:
) ; ; / .( n i P F P F = (14)
onde:
n
i n i P F ) 1 ( ) ; ; / ( + = (15)
b) Equivalência de uma anuidade isolada em relação à outra anuidade isolada em data anterior a sua ocorrência.

A relação é inversa a do item anterior, ou seja, F é conhecido e se deseja obter P:

n
i
F P
) 1 (
1
.
+
= (16)
Ou na forma simplificada:
) ; ; / .( n i F P F P =

n
i
n i
F
P
) 1 (
1
) ; ; (
+
= (17)
Portanto,
( ) n i, ,
P
F
1
n) i, ,
F
P
( =




0 1 2 n
P
Dado P
“i

0 1 2 n
F
Achar F
0 1 2 n
P
Dado P
0 1 2 n
F
Achar F
“i”

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37 Equivalência de Capitais
4. 4. 2 EXEMPLOS:
EXEMPLO 24 Uma letra de cambio no valor de R$10.000,00 foi adquirida hoje, rendendo 5%a.m. Devendo o resgate ocorrer
após seis meses, quanto deverá ser pago ao portador naquela época? Resolver o problema analiticamente e com o uso das
tabelas em anexo.
EXEMPLO 25 Se uma pessoa quiser ter R$40.000,00 dentro de cinco anos, quanto deverá aplicar agora, considerando uma
taxa de juros de 10%a.a.? Resolver o problema analiticamente e com o uso das tabelas em anexo.
EXEMPLO 26 Achar o valor do fluxo caixa abaixo no período 4 a uma taxa de 5% a. p.

EXEMPLO 27 Uma aplicação financeira de R$ 200.000,00 rendeu após 7 meses o valor de R$ 300.000,00. Qual a taxa mensal
"média" de juros desta aplicação?
EXEMPLO 28 Uma aplicação de R$ 200.000,00 efetuada em certa data produz, à taxa composta de juros de 8% ao mês, um
montante de R$370.186,00 em outra data futura. Calcular o prazo da operação.

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38 Equivalência de Capitais
4. 5 RELAÇÕES DE EQUI VALÊNCI A ENTRE UMA ANUI DADE I SOLADA E UMA SÉRI E UNI FORME

4. 5. 1 RELAÇÕES ENTRE F E A

a) Equivalência entre uma série uniforme (A) de “n” períodos e uma anuidade isolada ocorrendo na data “n”, corresponde a
seu valor futuro (F).
Para determinar a equivalência do valor futuro de uma serie uniforme, considerando: A = Anuidade padrão da
série uniforme postecipada que ocorre durante n períodos, devemos transferir para a data “n” todos as anuidades da série
uniforme através da equação (14).
(a) F = A + A(1+i)
1
+ A(1+i)
2
+ A(1+i)
3
+ .... + A(1+i)
n-1

Multiplicando(a) por (1+i)
(b) F(1+i) = A(1+i)
1
+ A(1+i)
2
+ A(1+i)
3
+ .... + A(1+i)
n-1
+ A(1+i)
n

(c)F (1+i) = A[(1+i)1 + (1+i)
2
+ (1+i)
3
+ .... + (1+i)
n-1
+ (1+i)
n

para (c) -(a), temos F(1+i) – F = - A + A(1+i)n → F + F.i – F = A [-1 +(1+i)n] →
i
] i) (1 [-1 A
F
n
+ +
=

( )
( ) n i
A
F
A
i
i
A F
n
; ; .
1 1
. =

− +
=
(18)
onde,
( )
( )

− +
=
i
i
n i
A
F
n
1 1
. ; ;
(19)
b) Equivalência entre uma anuidade isolada (F) ocorrendo na data futura “n” e uma série uniforme (A) de “n” períodos.
Invertendo a equação (18), temos:
( )
( ) n i
F
A
F
i
i
F A
n
; ; .
1 1
. =

− +
= (20)
onde, ( )
( )

− +
=
1 1
; ;
n
i
i
n i
F
A
(21)
portanto,
( ) n i, ,
A
F
1
n) i, ,
F
A
( =
0 1 2 n
F
Achar F
“i”
0 1 2 n
A
Dado A
A A
A
G
F
P

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39 Equivalência de Capitais
4. 5. 2 RELAÇÕES ENTRE P E A

a) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero e uma série uniforme (A).
Igualando as equações (5) e (18) temos:
( )
( )

− +
= +
i
i
A i P
n
n
1 1
1 Isolando P,
( )

− +
+
=
i
i
i
A
P
n
n
1 1
) 1 (

ou,
( )
( )
( ) n i
A
P
A
i i
i
A P
n
n
; ; .
1 .
1 1
. =

+
− +
=
(22)
onde,
( )
( )
( )

+
− +
=
n
n
i i
i
n i
A
P
1 .
1 1
; ; .
(23)
b) Equivalência entre uma série uniforme (A) e uma anuidade isolada (P) ocorrente na origem de A.
Invertendo a equação (2), obtemos
( )
( )
( ) n i
P
A
P
i
i i
P A
n n
; ; .
1 1
1 .
. =

− +
+
=
(24)
Onde,
( )
( )
( )

− +
+
=
n n
i
i i
n i
P
A
1 1
1 .
; ; .
(25)
Portanto,
( ) n i, ,
A
P
1
n) i, ,
P
A
( =
c) Observações.
Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (P ou F) e uma série uniforme (A) de “n” termos, devemos estar
atentos às seguintes observações:
− Sendo dado P ao se multiplicar a relação (A/P;i;n): transforma-se o valor P em uma série uniforme equivalente de “n”
termos com origem no período em que se encontra P.
− Sendo dado F ao se multiplicar a relação (A/F;i;n): transforma-se o valor F em uma série uniforme equivalente de “n”
termos que tem seu enésimo termo no período em que se encontra F.
− Sendo dado A ao se multiplicar a relação (P/A;i;n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos em um valor
equivalente P localizado no período de origem da série uniforme.
− Sendo dado A ao se multiplicar a relação (F/A;i;n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos em um valor
equivalente F localizado no período correspondente ao enésimo termo da série uniforme.

0 1 2 n
P
Dado P
“i”
0 1 2 n
A
Achar A
A A

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40 Equivalência de Capitais
4.5.2.1 SÉRIE PERPÉTUA
Uma série uniforme é chamada de Série Perpétua quando possuir um grande número de períodos. Este é um fato
comum em aposentadorias, mensalidades, obras públicas, etc...
a) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) e uma Série Uniforme Perpétua onde o número de termos tende a infinito.
utilizando a equação (23)
aplicando n→∞, temos:

+
− +
=
n
n
i i
i
A P
) 1 .(
1 ) 1 (

+
− +
=
∞ →
n
n
n
i i
i
A P
) 1 .(
1 ) 1 (
lim
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦

+
− +
=
∞ →
n
n
n
i i
i
A P
) 1 .(
1 ) 1 (
lim .
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦

+
− =
∞ →
i i
i
A P
n
n
. ) 1 (
1
.
1
lim .
Resultando,
i
A
P =
Ou i P A . = (26)
4. 5. 3 EXEMPLOS:
EXEMPLO 29 Qual o valor futuro do seguinte fluxo de caixa, para taxa de juros igual a 10% ao período?


EXEMPLO 30 Uma pessoa está interessada em comprar um equipamento cujo preço é de R$400.000,00 . Caso seja dada uma
entrada de R$ 50.000,00 e o restante financiado em 24 meses, qual o valor da prestação se a taxa for de 5% a.m.?



A A A A A A = R$100.000,00
0 1 2 3 4 5 6
0 1 2 n
P
Dado P
“i”
0 1 2 n→∞
A
Achar A
A A

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41 Equivalência de Capitais
EXEMPLO 31 Um empresário pretende fazer um investimento no exterior do qual lhe será pago US$ 100.000 por ano, nos
próximos 10 anos. Qual o valor do investimento, sabendo-se que o empresário trabalha com taxa de 10% ao ano?


EXEMPLO 32 Quanto se deve depositar anualmente numa conta a prazo fixo que paga juros de 10% ao ano, para se ter R$
500.000,00 daqui a 14 anos?



EXEMPLO 33 Calcular na data zero a equivalência para os fluxos de caixa.
a) Considerando taxa de juros de 5% ao período:


b) Considerando taxa de juros de 10% ao período:


EXEMPLO 34 Uma aplicação paga 30% anual, pergunta-se: se depositar R$ 10.000,00 anualmente durante 5 anos, qual o valor
acumulado ao final do décimo ano para o primeiro deposito se realizou ao final do ano 1?


EXEMPLO 35 Quanto deverei depositar em um fundo com a finalidade de receber para sempre a importância anual de R$
12.000,00 considerando ser a taxa anual de juros igual a 10%?


EXEMPLO 36 Qual a menor quantia que um grupo deve cobrar hoje, para dar uma renda anual permanente de R$ 6.000? (i=
12% a.a. com capitalização mensal)


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42 Equivalência de Capitais
4. 6 RELAÇÕES DE EQUI VALÊNCI A ENTRE ANUI DADES I SOLADAS E SÉRI E GRADI ENTE:

4. 6. 1 RELAÇÕES ENTRE P E G
a) Equivalência entre uma série gradiente (G) de “n” termos e uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero da série.

Transposição das anuidades da série gradiente G para a data zero:
(1)
( ) ( ) ( ) ( )
( )
( )
( )
( )

+

+
+

+ +
+
+
+
+
+
+
+
=
− n n
i
n
i
n
i i i i
G P
1
1
1
2
1
4
1
3
1
2
1
1
1 5 4 3 2
K
Multiplicando ambos lados da equação por (1+i), resulta:
(2) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( )
( )
( )
( )

+

+
+

+ +
+
+
+
+
+
+
+
= +
− − 1 2 4 3 2
1
1
1
2
1
4
1
3
1
2
1
1
1
n n
i
n
i
n
i i i
i
G i P K
A diferença entre a equação (2) menos (1):
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
( ) ( )
( )
( )
( )

+


+
− − −
+ +
+

+
+

+
+

+
+
= − +
− n n
i
n
i
n n
i i i
i
G P i P
1
1
1
2 1
1
3 4
1
2 3
1
1 2
1
1
1
1 4 3 2
K
ainda,
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )

+

+
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
= − +
− n n
i
n
i i i i
i
G P Pi P
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 4 3 2
K
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )

+

+
+
+
+ +
+
+
+
+
+
+
+
=
− n n n
i
n
i
G
i i i i i
i i
G
P
1 1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1 4 3 2
K
a expressão entre chaves corresponde ao valor presente de uma serie uniforme, representado pela fórmula (23), que substituindo
tem-se:
( )
( ) ( )

+

+
− +
=
n n
n
i
n
i
G
i i
i
i
G
P
1 1
1 1

0 1 2 n
P
Achar P
“i”
G
3G
4G
2G
(n-1).G
0 1 2 3 4 5 n
Dado G
G
A
F
P

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43 Equivalência de Capitais
Ou ainda,
( )
( )
( ) n i
G
P
G n
i
i
i i
G P
n
n
; ; .
1 1
1 .
1
. =
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
+
=
(27)
Onde,
( )
( )
( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
+
= n
i
i
i i
n i
G
P
n
n
1 1
1 .
1
. ; ;

b) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero e uma série gradiente (G) de “n” termos.

Isolando G na equação (27) temos:
( )
) ; ; / .(
; ;
1
. n i P G P
n i
G
P
P G =

= (28)
Onde,
( )

=
n i
G
P
n i P G
; ;
1
) ; ; / (
c) Observações.
Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (P) e uma série gradiente (G) de “n” termos devemos estar atentos
as seguintes observações:
− Sendo dado P ao se multiplicar a relação (G/P;i;n): transforma-se o valor P em uma série gradiente equivalente de “n”
termos com origem no período em que se encontra P.
− Sendo dado G ao se multiplicar a relação (P/G;i;n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos em um valor
equivalente P localizado no período de origem da série gradiente.
4. 6. 2 RELAÇÕES ENTRE F E G
a) Equivalência entre uma série gradiente (G) de “n” termos e uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data “n” da série.

0 1 2 n
FP
Achar F
“i”
G
3G
4G
2G
(n-1).G
0 1 2 3 4 5 n
Dado G
0 1 2 n
P
Dado P
“i”
G
3G
4G
2G
(n-1).G
0 1 2 3 4 5 n
Achar G

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44 Equivalência de Capitais
substituindo na equação (27) o valor : P = F / (1+i)
n
,temos:
( )
( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +

+
=
+
n
i
i
i i
G
i
F
n
n n
1 1
) 1 .(
1
1

Isolando F,
( )
( ) n i
G
F
G n
i
i
i
G F
n
; ; .
1 1
.
1
. =
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
= (29)
Onde,
( )
( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
= n
i
i
i
n i
G
F
n
1 1
.
1
. ; ;
b) Equivalência entre uma anuidade isolada (F) ocorrendo na data “n” e uma série gradiente (G) de “n” termos.
Isolando G na equação (29), temos
( )

= =
n i
G
F
F n i
F
G
F G
; ;
1
. ) ; ; .( (30)
Onde,
( )

=
n i
G
F
n i
F
G
; ;
1
) ; ; .(
c) Observações.
Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (F) e uma série Gradiente (G) de “n” termos devemos estar
atentos as seguintes observações:
− Sendo dado F ao se multiplicar a relação (G/F;i;n): transforma-se o valor F em uma série gradiente equivalente de “n”
termos que tem seu enésimo termo no período em que se encontra F.
− Sendo dado G ao se multiplicar a relação (F/G;i;n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos em um valor
equivalente F localizado no período correspondente ao enésimo termo da série gradiente.
4. 6. 3 EXEMPLOS.
EXEMPLO 37 Qual o valor presente do seguinte fluxo de caixa à uma taxa de 10% ao período?

EXEMPLO 38 A partir do próximo segundo ano, desejo aplicar anualmente, de forma crescente, um valor múltiplo de
R$10.000,00, multiplicando o primeiro valor por 1, o segundo por 2 e assim por diante. Quanto terei ao final de seis aplicações
considerando-se uma taxa anual de 10%a.a.?

50
100
150
200
250
300
0 1 2 3 4 5 6 7

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45 Equivalência de Capitais
EXEMPLO 39 Calcular na data zero a equivalência para os fluxos de caixa abaixo, considerando a taxa de juros de 10% ao
período.
a)

b)

4. 7 RELAÇÃO DE EQUI VALÊNCI A ENTRE SÉRI E UNI FORME E SÉRI E GRADI ENTE:

4. 7. 1 RELAÇÃO ENTRE A E G

Como
( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
= n
i
i
i
G F
n
1 1
.
1
. e
( )

− +
=
i
i
A F
n
1 1
:
“i”
G
3G
4G
2G
(n-1).G
0 1 2 3 4 5 n
Dado G
0 1 2 n
A
Achar A
A A
A
F
P
G

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46 Equivalência de Capitais
( ) ( )
¦
)
¦
`
¹
¦
¹
¦
´
¦


− +
=

− +
n
i
i
i
G
i
i
A
n n
1 1 1 1 1

( )
( )

− +


− +
=
1 1
1 1 1
.
n
n
i
x n
i
i
G A
( )
( )

− +


− +
=
1 1
1 . 1 1
.
n
n
i
x
i
i n
i
i
G A →
( )
( )

− +


− +
=
1 1
1 . 1 1
.
n
n
i
x
i
i n
i
i
G A
( )
( ) n i
G
A
G
i
n
i
G A
n
; ; .
1 1
1
. =

− +
− =
(31)
ou inversamente,

( ) n i
A
G
A n i G A A G
; ;
1
. ) ; ; / .( = =

onde,
( )
( )
.
1 1
1
; ;

− +
− =
n
i
n
i
n i
G
A
(32)
a) Observações:
Para as equações de equivalência entre uma série uniforme (A) e uma série Gradiente (G) devemos estar atentos as seguintes
observações:
1. Sendo dado A ao se multiplicar a relação (G/A;i;n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos” em uma série
gradiente equivalente, também de “n” termos, que tem sua origem no período de origem da série uniforme.
2. Sendo dado G ao se multiplicar a relação (A/G;i;n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos” em uma série
uniforme equivalente, também de “n” termos, que tem sua origem no período de origem da série gradiente.
4. 7. 2 EXEMPLOS.
EXEMPLO 40 Calcular a Série Uniforme equivalente aos fluxos de caixa abaixo, considerando a taxa de juros de 10% ao
período.
a)

50
100
150
200
250
300
0 1 2 3 4 5 6 7
“i”
G
3G
4G
2G
(n-1).G
0 1 2 3 4 5
n Achar G
0 1 2 n
A
Dado A
A A

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47 Equivalência de Capitais
b)

c)


2) Calcular a Série Gradiente equivalente aos fluxos de caixa abaixo, considerando a taxa de juros de 10% ao período.











10.000,00
0
1 2 3 4

5
6
7 8 9 1
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
10,000
5,500
6,000
6,500
7,000
7,500
8,000
8,500
9,000
9,500

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48 Equivalência de Capitais
4. 8 TAXA DE JUROS ENTRE DOI S CONJUNTOS DE CAPI TAI S EQUI VALENTES
A taxa de juros que determina a equivalência entre o conjunto de desembolsos e o conjunto de receitas de um
projeto de investimento é chamada de Taxa Interna de Retorno do projeto.
Como apresentado no item 4.1, para que dois conjuntos de capitais (1) e (2) sejam ditos equivalentes os valores
dos fluxos (1) e (2) na data “t”, transferidos pela mesma taxa de juros “ i “ devem, necessariamente, ser iguais.
Considerando que dois conjuntos de capitais (1) e (2) são representados pelas funções ( ) i f
1
e ( ) i f
2
as quais
correspondem, respectivamente, aos valores os fluxos (1) e (2) na data “t”, transferidos pela mesma taxa de juros “ i’” e que K(i) é
a equação definida pela diferença entre as funções ( ) i f
1
e ( ) i f
2
, ou seja:
( ) ( ) ( ) i f i f i K
2 1
− =
na condição de equivalência, tem-se:
( ) ( ) i f i f
2 1
= e ( ) ( ) ( ) 0
2 1
= − = i f i f i K
Conforme representação gráfica da equação K(i), a taxa de juros (
*
i ) correspondente a raiz da equação K(i)
determina a equivalência entre os capitais(1) e (2)::

4. 8. 1 MÉTODO I TERATI VO DE NEWTON-RAPHSON
O método de Newton-Raphson é um método iterativo que permite a determinação aproximada da taxa de juros (
*
i )
que estabelece a equivalência entre dois conjuntos de capitais..O processo iterativo é realizado mediante a arbitragem de
sucessivos valores para i de tal forma se aproxime da condição de equivalência, ou seja: K(i) = zero, conforme se apresenta:

a). PRIMEIRO PASSO DA ITERAÇÃO: arbitragem do valor i
1
e determinação de ) K(i K
1 1
= .

*
i
i
1

k
1

K(i)
i
*
i
K(i)
i

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49 Equivalência de Capitais
b) SEGUNDO PASSO DA ITERAÇÃO: arbitragem do valor
i
2
e determinação de ) K(i K
2 2
= com sinal inverso ao sinal
de
1
K .

c). APROXIMAÇÃO: considera-se o segmento em curva
8 7 6
2 1
K K como fosse um segmento de reta
2 1
K K

d). CALCULO DE
i
*
( ou TIR) APROXIMADA:
Por semelhança de triângulos temos,

*
2
1
*
2
1
i i
i i
K
K


=
1
*
2
*
1 2 1
. . . . i K i K i K i K − = −
( )
1 2
* *
1
*
2 1 2 1
. . . . . K K i i K i K i K i K + = + = +
( ) ( )
( ) ( )
i
K i i K i i
K i K i
*
. .
=
+
+
1 2 2 1
1 2
(27)
i
*
i
2
i
1
K

i
2

*
i
k
1

i
1

K(i)
i
k
2

i
*
*
i
i
1

k
1

K(i)
i
k
2


i
2


Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
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50 Equivalência de Capitais
e) GRAU DE PRECISÃO:
O grau de precisão do processo depende do intervalo entre
1
i e
2
i , e pode ser avaliada substituindo-se
*
i na
equação de equivalência ( ) i K para verificar a sua aproximação em relação ao valor zero:
( )
K i
*
≅ 0
Quando a verificação não se apresenta satisfatória, isto é, quando o valor de ( )
*
i K estiver muito afastado de
zero, iguala-se o valor de
*
i obtido na primeira iteração à taxa
1
i (
1
*
i i = ), repete-se o processo iterativo novamente buscando,
também, um outro valor de
2
i para o refinamento do resultado .
4. 8. 2 EXEMPLOS:
EXEMPLO 41 Qual o custo, em termos de taxa de juros, do lançamento de títulos no valor de R$1.000,00, a serem resgatados
após quatro anos, sabendo-se que estes títulos pagam juros de 3% a.a. sobre o seu valor nominal e que as despesas de
lançamento foram de R$100,00?


EXEMPLO 42 Uma financiadora empresta dinheiro, devendo o empréstimo ser pago em 8 prestações trimestrais, cada uma
delas igual a 20% do total recebido. Qual a taxa de juros efetiva desta operação? Considerando a inflação de 30% ao ano, qual a
taxa efetiva real que está sendo paga pelo tomador de empréstimo?


EXEMPLO 43 Calcular a taxa de juros que determina a equivalência entre as receitas e desembolsos do fluxo de caixa abaixo:

EXEMPLO 44 Calcular a TIR de um investimento de $640,000, considerando que a sua implementação gerará receitas de
$180,000 por ano; estima-se que as despesas anuais serão de $44,000, e que passarão a reduzir em $4,000 por ano a partir do
final do terceiro ano. Considere o período de análise de oito anos.




1 2 3
60 41 65
100

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51 Equivalência de Capitais
4. 9 EXERCÍ CI OS PROPOSTOS:
1) Determinar o montante de R$1.200,00 no fim de 4 anos, à taxa de 12 %a.a. capitalizados mensalmente:
a) para Juro Simples
b) para Juro contínuo
c) para Juro Composto
2) O capital de R$50,00 esteve depositado durante uma no numa Instituição Financeira à juros de 1,5% ao trimestre. Sabendo-
se que as correções monetárias trimestrais foram, respectivamente de 3,7%, 4,2%, 5,1% e 3,9%, qual o montante no final
do ano?
3) Em que prazo a quantia de R$120.000,00 , à 5% a.m. renderá a importância de R$100.000,00?
4) A quantia de R$500.000,00 foi colocada à juros compostos durante 8 meses e rendeu R$ 267.343,26 de juros. Calcular a
taxa mensal desta aplicação.
5) Uma pessoa conseguiu um empréstimo de R$100.000,00 em um banco que cobra 5%a.m. de juros. Quanto esta pessoa
deverá pagar se o prazo do empréstimo for de 5 meses?
6) Após quantos meses um certo capital empregado à 5%a.m. duplica seu valor?
7) Calcule o valor presente dos seguintes fluxos de caixas (i=10% ao período)
a)

b)

c)

8) Qual o valor da anuidade da série uniforme equivalente ao fluxo de caixa, sendo a taxa de juros de 10% ao período?

0 1 2 3 4 5 6

100 100
200 200
300
0 1 2 3 4 5 6 7
120
150
200
250
300
350
400
A A ..... A=100
0 1 2 3 .... 10

70

50 50 ........ 50

0 1 2 3 4 5 ................... 15


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Notas de Aula

52 Equivalência de Capitais
9) Calcular a Série Uniforme equivalente aos fluxos de caixa abaixo, considerando a taxa de juros de 10% ao período.

10) Calcular o rendimento obtido aplicando R$1.500,00, durante 7 meses e 15 dias, à taxa de juro anual de 5%, em regime de
capitalização simples.
11) Considere a taxa anual de 8%, em regime de capitalização composta e capitalização trimestral:
a) Qual a taxa mensal efetiva
b) Qual a taxa mensal nominal
c) Qual é a taxa efetiva referida ao período de capitalização?
d) Qual é a taxa trimestral antecipada?
e) qual a taxa instantânea equivalente à taxa efetiva trimestral?
12) Qual é a taxa de juros anual efetiva real de um empreendimento que rende juros nominais de 40% a.a. capitalizados
trimestralmente, num regime de inflação de 30% a.a.?
13) Com o nascimento do primeiro neto, em 1º de março de 1984, o avô decidiu depositar imediatamente R$1000,00 numa
conta aberta na Caixa Econômica em nome do garoto. A idéia é constituir um fundo para que a criança possa, no futuro,
cursar uma boa escola superior. Assim, o avô continua depositando o mesmo valor a cada aniversário do neto, até
(inclusive) seus 18 anos. A Caixa Econômica rende 6% ao ano e capitalização mensal. Supomos que a correção monetária
cubra exatamente a inflação. Pergunta-se:
a) Calcule o valor disponível na caderneta de poupança imediatamente após o 18º aniversário.
b) Imagine que o garoto beneficiado vai retirar todo o dinheiro em quantias iguais no seu18º, 19º, 20º, 21º e 22º
aniversário, a fim de pagar os cinco anos de escola. Quanto vai ser retirado?
14) Um investidor efetua um depósito de R$ 5.000,00. Daqui a 6 meses reforçará o depósito em R$2.000,00, estando ainda nos
seus planos efetuar uma retirada daqui a 9 meses no valor de R$2.000,00. Confirmando-se estes movimentos, qual será o
saldo do depósito ao fim de um ano, considerando uma taxa de juro anual de 10%, com capitalização mensal (regime de
juro composto).
15) Uma empresa deseja liquidar uma nota promissória de R$ 18.000, vencida há três meses, e ainda antecipar o pagamento
de outra de R$ 72.000,00, com cinco meses a decorrer de seu vencimento. Determinar o valor do pagamento a ser feito de
imediato pela empresas para liquidar essas duas notas promissórias, levando-se em conta uma taxa de 0,9 % ao mês.
16) A empresa POLO SUL tinha obtido no Banco BX os empréstimos abaixo discriminados, baseados numa taxa de juro anual
efetiva de 11,4632%.
- 14.500,00 EUROS com vencimento em 31.12.2005
- 20.000,00 EUROS com vencimento em 31.03.2006
- 25.000,00 EUROS com vencimento em 30.06.2006
- 13.000,00 EUROS com vencimento em 30.09.2006
- 12.000,00 EUROS com vencimento em 31.12.2006
Em dificuldades financeiras, a empresa não conseguiu efetuar os primeiros pagamentos nas datas convencionadas, tendo
iniciado negociações para a sua substituição. Em 01-07-2006 conseguiu chegar a um acordo com o Banco, que se
consubstanciou nos seguintes termos e condições: Quitação da dívida, vencidas e vincendas, em duas prestações iguais e
vencíveis, respectivamente, a três e a seis meses da data acima (renegociação). A taxa de juro convencionada nesta
renegociação foi de 12% anual nominal (capitalização mensal). Calcular o valor de cada uma das novas prestações
acordadas (Regime juros compostos).
17) Certa entidade é devedora a uma outra de, respectivamente:
- 5.000,00 EUROS que se vencem daqui a 6 meses
- 7.500,00 EUROS que se vencem daqui a um ano
- 5.250,00 EUROS que se vencem daqui a 18 meses
10.000,00
0
1 2 3 4 5
6
7 8 9 1
0

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53 Equivalência de Capitais
A taxa de juro subjacente a estas operações é de 9% anual, com capitalizações semestrais. As partes interessadas
acordaram na substituição daquelas dívidas por uma única correspondente à soma aritmética do conjunto a vencer no
momento t.
Pede-se: Determinar a data do vencimento do capital único ou seja o vencimento do valor médio equivalente daqueles
capitais, considerando o regime de juro composto
18) Calcular a série gradiente equivalente ao fluxo de caixa abaixo, considerando a taxa de 15% ao período.

19) Considere o investimento representado pelo fluxo de caixa indicado a seguir:

a) Determine o esboço gráfico do VP em função da taxa de desconto, no intervalo entre 0 e 3% de juros ao período, em
intervalos de 1% e defina o valor da TIR sabendo que a aplicação se exaure caso se efetue uma única retirada no final
do 9º período, no valor de 5.500,00.
1000
500
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
A
2A
3A
4A
5A
6A

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54 ProjetoS de Investimento
5 PROJETOS DE I NVESTI MENTO
Investimento é a aplicação de recursos monetários em empreendimentos, com o objetivo de geração de lucros,
em geral a longo prazo. O termo aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos, edificação e imóveis para a instalação de
unidades produtivas como à compra de títulos financeiros. Em sentido estrito, investimento significa a aplicação de capital em
meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva, ou seja, em bens de capital. Projeto se constitui, por sua vez, como
uma atividade definida, com um ponto de partida e um ponto de chegada específico, destinado a atingir um objetivo preciso.
Projeto de investimento: é atividade na qual são aplicados recursos (os custos) com vista a criar ativos que
permitam produzir benefícios durante um período de tempo prolongado. Pode ser igualmente considerado como Projeto de
Investimento o mais pequeno elemento operacional preparado e executado como entidade distinta no interior de um plano ou
programa (empresarial ou estatal).
Quanto aos seus objetivos, os projetos de investimentos podem ser classificados em:
Investimentos de reposição (equip. análogo)
Investimentos de modernização (equip. mais evoluído)
Investimentos de inovação (inov. tecnológicas)
Investimentos de expansão (volume do negócio)
Investimentos estratégicos (alteração de estratégia)
Um projeto de investimento pode produzir benefícios avaliáveis em termos monetários ou benefícios intangíveis
5.1 INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS
Dependendo das circunstâncias que se inter-relacionam, duas ou mais alternativas de investimento podem ser consideradas:
Independentes,
Mutuamente exclusivas ou Excludentes
Contingentes.
Quando a escolha de uma alternativa, entre um conjunto de alternativas, não causa na escolha ou rejeição em nenhuma das
alternativas do conjunto analisado, esta alternativa é definida com Alternativa Independente. Por exemplo, assumindo que
existam duas alternativas, (a) e (b), e capital ilimitado a investir. Neste caso, a escolha de uma alternativa, de duas ou de
nenhuma são possíveis. Ou seja, (a) e (b) são avaliadas individualmente em relação à alternativa status-quo que é “não-fazer
nada”.
Por outro lado, quanto a seleção de uma alternativa é influenciada por outra alternativa ela é dita Alternativa Dependente.
Quando a seleção de uma alternativa, integrante de um conjunto de alternativas de investimento, implicar na exclusão de
qualquer outra alternativa, estas serão definidas como Alternativas Mutuamente Exclusivas ou Excludentes. O termo
“alternativas mutuamente exclusivas” significa que só poderá ser selecionada uma ou outra alternativa, nunca as duas
simultaneamente. Por exemplo, considerando a disponibilidade de um terreno com metragem suficiente para a construção de um
pet-shop ou de um restaurante, mas não ambos os empreendimentos.
Quando a seleção de uma alternativa só pode ocorrer após a implementação de outra alternativa, esta alternativa é dita
Alternativa Contingente ou Condicionada. A implementação de uma alternativa contingente depende da seleção de uma
alternativa pré-requisito, por outro lado, a seleção de uma alternativa pré-requisito independe da alternativa contingente. Por
exemplo, construir uma chaminé para a instalação de filtros pode ser contingente (ou condicionalmente dependente) da decisão
de construir um forno a carvão combustível (alternativa pré-requisito).

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55 Análise de Projetos de Investimentos
6 ANÁLI SE DE PROJETOS DE I NVESTI MENTOS
A Análise de Projetos de Investimentos consiste em aplicar critérios que permitam identificar a escolha da
alternativa mais interessante, assim como, definir se é ou não justificável investir recursos financeiros na implementação de
determinados projetos de investimentos.
A Análise de Investimentos tem sido definida de várias maneiras durante as ultimas décadas, sendo, em síntese,
entendida como uma operação intelectual que permite medir o valor do Projeto com base na comparação dos benefícios gerados
em relação ao capital investido e custos decorrentes no horizonte de planejamento ou vida útil do Projeto.
O processo de avaliação de Investimentos é comumente realizado por exigência prévia das entidades de
desenvolvimento (BID, BIRD,...) para o financiamento de projetos e empreendimentos. A Avaliação de Projetos de Investimento é
para o tomador de empréstimo uma importante ferramenta para tomada de decisões, pois permite analisar os impactos (custos ao
empreendimento) que advém do aporte de recursos, sob diferentes hipóteses de financiamento.
A avaliação do investimento pode ser classificada segundo a fonte de financiamento do capital aplicado, a
natureza ou objetivos do Projeto, ou seja:
Avaliação Financeira
Avaliação Econômica
Avaliação Sócio-ambiental
As três categorias de Avaliação de Projetos têm campo de ação definido e utilizam técnicas e indicadores de
medição similar. A avaliação socioambiental é a única que consiste no manuseio de valores monetários e/ou valores sócio
ambientais.
Em todos os casos, observadas as respectivas peculiaridades, e considerados à parte os aspectos políticos e
subjetivos, a avaliação de investimentos pode ser feita matematicamente, uma vez que sejam definidos ou conhecidos os fluxos
de caixa dos valores resultantes desses investimentos.
Avaliar um Projeto sobre o ponto de vista financeiro consiste em analisar sob o enfoque empresarial, ou seja,
medir o valor projetado de tal forma que haja a maximização do lucro. A avaliação econômica, por sua vez, além de medir os
fatores financeiros também analisa outras variáveis como, a conjuntura econômica, demanda de mercado e restrições
orçamentárias.
Se nos fluxos de caixa estiverem definidos os custos (despesas ou saídas de recursos) e os recebimentos
(receitas ou entradas de recursos), relacionados às respectivas épocas de ocorrência, é possível julgar se vale à pena efetuar os
investimentos (ou, dependendo do caso, se vale à pena tomar os recursos) através de diferentes processos ou da obtenção de
diferentes indicadores. Quando for possível prever, com alto grau de exatidão, os fluxos de caixa associados aos diferentes
projetos de investimentos, assim como, os custos do capital inerentes a sua consecução, diz-se que a tomada de decisão se dá
sob condição de certeza.
Os métodos de seleção de alternativas de investimentos discorridos neste capítulo consideram os projetos de
investimentos sob condição de certeza.
6. 1 PRI NCÍ PI OS FUNDAMENTAI S NA ANÁLI SE DE I NVESTI MENTOS
A análise de investimentos deve seguir os seguintes princípios básicos:
Todas as decisões são tomadas à partir de alternativas.
Não existe decisão a ser tomada considerando-se alternativa única.
Apenas as diferenças entre alternativas são relevantes

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56 Análise de Projetos de Investimentos
Só se podem comparar alternativas homogêneas
Os critérios para decisão entre alternativas econômicas devem reconhecer o valor do dinheiro no tempo
(moeda, juros) (Não podemos realizar operações aritméticas com eventos financeiros de diferentes pontos no
tempo).
É necessário ordenar as alternativas por meio de um denominador comum.
Uma alternativa só deve ser analisada desde que demonstre um adequado retorno financeiro.
Deve-se considerar o grau de incerteza presente nas variáveis consideradas por meio de ajustes nas
previsões efetuadas.
Não devem ser esquecidos os problemas relativos à racionamento.
As decisões devem envolver também os eventos não monetários. (bens: Tangíveis ($) e Intangíveis)
6. 2 ELEMENTOS REQUERI DOS NA ANÁLI SE DE I NVESTI MENTOS
Para a correta elaboração de uma análise investimentos é necessário o levantamento das seguintes informações:
o horizonte temporal
a definição do fluxo de caixa, através da determinação:
dos custos totais (custos totais de investimento e custos totais de exploração – CO&M)
das receitas geradas pelo projeto, incluindo o valor residual do investimento
e consideração:
o do ajustamento correspondente à inflação
o da determinação das taxas de financiamento
a verificação da viabilidade financeira
a escolha da taxa de juros de referência apropriada;
a escolha do indicador de desempenho mais apropriado.
6. 2. 1 HORI ZONTE TEMPORAL
Por horizonte temporal ou Horizonte de Planejamento entende-se o número máximo de anos sobre os quais são
fornecidas previsões. As previsões relativas à evolução do projeto de investimento devem ser formuladas para um período
correspondente à sua duração de vida econômica, suficientemente longo para cobrir o eventualidades que impactem à médio ou
longo prazo.
A escolha do horizonte temporal pode ter um efeito extremamente importante nos resultados do processo de
avaliação. Mais concretamente, esta escolha afeta o cálculo dos principais indicadores da análise de custos do projeto de
investimentos.
A duração de projetos em engenharia varia em função da natureza dos investimentos: È mais longa para os
trabalhos de construção civil (30-40 anos) do que para as instalações técnicas (10-15 anos). No caso de um investimento misto
que inclua trabalhos de construção civil e instalações, a duração de vida do investimento pode ser fixada com base na duração de
vida da infra-estrutura principal (neste caso, deve ser incluído na análise o investimento na renovação da infra-estrutura com
duração de vida mais curta). A duração de vida de um projeto de engenharia pode também ser determinada tendo em conta a

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57 Análise de Projetos de Investimentos
natureza jurídica ou administrativa: por exemplo, a duração de uma concessão, quando for o caso.
Os projetos de infra-estruturas são geralmente avaliados por um período de 20-30 anos, o que representa uma
estimativa aproximada da sua duração de vida econômica. Embora os seus ativos físicos possam durar muito mais tempo - por
exemplo, uma ponte pode durar 100 anos - não é recomendado procurar fazer previsões para períodos tão longos. No caso de
ativos com uma duração de vida muito longa, recomenda-se acrescentar um valor residual no final do período de avaliação para
dar uma idéia do seu valor potencial de revenda ou do seu valor em caso de continuação da sua utilização.
HORIZONTE TEMPORAL MÉDIO RECOMENDADO
PROJETOS POR SETOR
HORIZONTE MÉDIO
(ANOS)
Energia 25
Água e meio ambiente 30
Ferrovias 30
Rodovias 25
Portos e aeroportos 25
Telecomunicações 15
Indústrias 10
Outros serviços 15
Fonte: FEDER – FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO
REGIONAL
6. 2. 2 FLUXO DE CAI XA
Os dados do projeto devem incluir informação sobre os recursos e resultados materiais numa mesma base
temporal. Os recursos incluem pessoal, matérias-primas, aquisição de energia ou de qualquer outro bem material relevante, bens
de investimento, etc; os resultados incluirão quantidades de serviço e/ou de produto fornecido.
6. 2. 3 DETERMI NAÇÃO DOS CUSTOS TOTAI S
O custo total de um projeto de engenharia é igual a soma dos custos de investimentos (terrenos, edificações,
licenças, patentes, impostos, ..) mais os custos de operação e manutenção do Projeto durante a sua vida útil estimada.
Critérios utilizados por agentes de fomento internacionais para a análise financeira de projetos de investimentos
aprovam a inclusão dos custos totais de investimentos desde a apresentação do pedido de financiamento, em outras palavras,
nenhum custo previamente suportado pode ser considerado para a determinação de desempenho de alternativas.
6. 2. 4 DETERMI NAÇÃO DAS RECEI TAS GERADAS
A previsão de receitas geradas é realizada em função do preço estimado de venda dos bens e serviços gerados
em projeto e dá-se através do estudo de demanda de mercado..
Em projetos de infra-estrutura, geralmente as receitas lançadas na análise de investimento são aquelas que
venham a ser revertidas aos proprietários da infra-estruturas em decorrência de venda de bens ou serviços, aluguel ou cessão de
direito de uso (concessão).
6. 2. 5 DETERMI NAÇÃO DO VALOR RESI DUAL DO I NVESTI MENTO
O valor residual figura entre as receitas que ocorrem no final do horizonte temporal do projeto de investimento e
representa o valor dos ativos consolidados durante a vida do projeto (edificações, máquinas e equipamentos,...).

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58 Análise de Projetos de Investimentos
O valor residual é geralmente calculado como o valor de mercado que o ativo imobilizado tem ao final da
perspectiva temporal considerada na análise de investimento.
O valor residual também pode ser obtido mediante o emprego dos métodos de depreciação os quais permitem
estimar a perda de valor do ativo imobilizado durante o horizonte de planejamento considerado.
6. 2. 6 TAXA DE JUROS DA ANÁLI SE DE I NVESTI MENTO
Os indicadores de desempenho utilizados em engenharia econômica para hierarquização e seleção de
alternativas de investimento, são obtidos mediante o emprego da taxa de juros de Referência para a ponderação da rentabilidade
dos projetos.
Existem muitas formas teóricas e praticas para a taxa de juros que é a taxa de referência na análise financeira.
Uma definição geral e pouco contestada diz que a taxa de juros para cálculo de indicadores de desempenho é a taxa de
oportunidade do capital. O custo de oportunidade significa que , quando é investido capital em um projeto, há a renúncia ao
rendimento em um outro projeto. Procedendo este investimento, encontramos, portanto, um custo implícito: a perda de
rendimento que outro projeto geraria.
Fundamentalmente, existem três abordagens que permitem identificara a taxa de juros de referência para a
análise de investimentos.:
A primeira abordagem considera um custo mínimo de oportunidade do capital. Neste caso a taxa utilizada é a
taxa real de rendimento das obrigações do Estado (custo marginal do déficit público) ou a taxa real empregada
em empréstimos comerciais de longo prazo (quando se tratar de aplicação de recursos privados)
A segunda abordagem fixa um limite máximo para a taxa de referência para atualização dos fluxos dos
projetos analisados. Nesta concepção toma em consideração o rendimento (perdido) que a melhor solução
alternativa de investimento teria permitido obter. Na prática, o custo de oportunidade do capital é calculado
analisando o rendimento marginal de uma carteira de títulos no mercado financeiro internacional,a longo prazo
e com um risco mínimo.
A terceira abordagem consiste em determinar uma taxa limite. Isto implica evitar proceder a uma análise
detalhada do custo especifico em capital de um dado projeto (como na primeira abordagem) ou ter em conta
carteiras especificas dos mercados financeiros internacionais ou nos outros projetos para o mesmo investidor
(como na segunda abordagem) e recorrer a uma simples aproximação: Toma-se uma taxa de juro especifica
ou uma taxa de rendimento de um emissor bem estabelecido numa divisa largamente comercializada e aplica-
se um multiplicador a esta referência mínima.
EXEMPLOS DE TAXAS DE JUROS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS PRATICADAS NA EUROPA
SETOR PAIS TAXA DE JUROS
ENERGIA PORTUGAL 11
ÁGUA E AMBIENTE
LITUÂNIA 3
POLÔNIA 5
TRANSPORTES
ESPANHA 5 - 6
FRANÇA 8
INDÚSTRIA PORTUGAL 10
Fonte: projetos ISPA - FC e FEDER., 2006
A título indicativo, uma taxa real de 6% pode ser considerada como o parâmetro de Referência do capital a longo prazo.



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59 Análise de Projetos de Investimentos
6. 3 MÉTODOS DE AVALI AÇÃO DE I NVESTI MENTOS:
Os métodos de Análise de Investimento são processos quantitativos capazes de determinar as alternativas
factíveis ou ótimas para a aplicação de capital e ordená-las hierarquicamente de acordo com sua desejabilidade econômica.
Quando um ou mais projetos alternativos de investimento são analisados é preciso levar em consideração os
fatores básicos, a saber:
O valor monetário dos fluxos de caixa (desembolsos e recebimentos ) associados a cada projeto de
investimento.
As datas que os fluxos de caixa ocorrerão.
O retorno mínimo esperado por quem pretende investir. Esta medida é denominada, Taxa de Mínima
Atratividade e representa o retorno que o investidor pode obter aplicando seus recursos em projetos
diferentes aos que estão sendo analisados.
Os Métodos mais utilizados na análise de investimentos e respectivos indicadores são:
Método do Valor Presente Líquido
Método do Valor Anual Líquido
Método do Custo Anual Uniforme
Método da Taxa Interna de Retorno
Método do Prazo de Retorno (pay-back)
Método da Relação Benefício-Custo
Os métodos de avaliação de investimento se caracterizam pelo tipo de indicador financeiro utilizado e têm
peculiaridades, vantagens e desvantagens inerentes a cada caso em particular.
6. 3. 1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE
A fim de satisfazer o requisito básico, segundo o qual as alternativas devem ser comparadas somente se os fluxos
de caixa forem transladados a um ponto comum no tempo, a “Data Presente” é o ponto de referência no Método do Valor
Presente.
O Método do Valor Presente, portanto, se caracteriza por transferir todos os eventos financeiros que compõe o
fluxo de caixa da alternativa sob análise para a data zero de seu fluxo de caixa, que é chamado de Valor Presente Líquido (VPL)
ou simplesmente de Valor Presente (VP).
O valor presente mede o lucro Líquido (se positivo) ou prejuízo (se negativo) a valores atuais que se obtém por
investir no projeto ao invés de investir à taxa de oportunidade (TMA) e é o indicador utilizado na comparação de diferentes
alternativas de investimentos.
a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VP:
Obter o Valor Presente (VP) significa transpor, mediante a taxa de mínima atratividade (TMA), os eventos
financeiros de um fluxo de caixa de datas no futuro à data presente de forma a encontrar seu valor equivalente na data zero.
O Método do valor Presente é um dos métodos mais utilizados para a hierarquização de um conjunto de
investimentos mutuamente exclusivos. Considerando que o Valor Presente de um projeto indica, na data zero, o lucro
(recebimentos menos desembolsos) do projeto para uma determinada TMA , quando um projeto de investimento apresentar um
VP positivo é considerado viável - o que significa que o VP dos recebimentos é superior ao VP dos desembolsos previstos para o
projeto.
No caso de análise de várias alternativas de investimento, a alternativa mais viável é aquela que possuir maior
valor presente.

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60 Análise de Projetos de Investimentos
Resumidamente, a análise de alternativas de investimento considerando o VP é:
VP > 0
− Significa que o valor presente dos recebimentos é maior que os correspondentes desembolsos.
− é um projeto economicamente interessante à taxa considerada (TMA)
− quando se compara mais de uma alternativa de investimento aquela que obtiver o maior VP deve ser a
preferida sob o ponto de vista econômico.
VP=0
− o projeto produz um retorno de capital de valor apenas igual ao custo do capital à taxa considerada (TMA).
− não compensa sua implementação.
VP<0
− os benefícios não são suficientes para assegurar a recuperação do capital investido à taxa considerada
(TMA).
− o projeto deve ser rejeitado.
6.3.1.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 45 Estabelecer o valor máximo de compra de um negocio, através do Método do Valor Presente, no qual são
estimados ingressos anuais de $50.000 durante um horizonte de avaliação de 4 anos e um valor de mercado ao
final deste período de $100.000, sabendo-se que o custo de oportunidade é de 20% a.a.



EXEMPLO 46 A secretaria municipal de saúde de Lonjura planeja instalar uma rede de abastecimento de água em um distrito
agrícola para reduzir a transmissão de enfermidades entre os moradores locais. Espera-se que a construção da
rede exija o aporte de R$100.000,00 dos cofres municipais e que proporcionará a redução de custos com saúde
pública na ordem de R$20.000 anuais durante os próximos 10 anos. Afora os evidentes benefícios sociais,
sendo a TMA para o município igual à 10%a.a, analise se o investimento é financeiramente atrativo.



EXEMPLO 47 A secretaria de obras do município de Lonjura detectou que os custos de manutenção periódica da ponte
metálica sobre o Rio Deságua estavam se tornando bastante elevados. A equipe de engenheiros da secretaria
propôs duas soluções técnicas à questão apontada e que teriam vida útil estimada de 10 anos.
A primeira solução indicava a restauração geral dos componentes estruturais d obra de arte especial (OAE)
existente o que exigiria investimentos na ordem de R$ 1.000.000,00 e que reduziriam as atuais despesas com
manutenção em R$ 200.000,00 por ano. Neste caso o valor residual da ponte metálica, ao final de 10 anos,
deve ser negligenciado.
A segunda solução seria desmontar a estrutura metálica existente e construir uma nova ponte em concreto. Esta
alternativa exigiria investimentos de R$ 3.000.000,00 e os atuais custos de manutenção reduziriam em R$
470.000,00 por ano. Neste caso o valor residual da nova OAE, ao final do décimo ano seria de R$1.070.500,00.
Supondo uma TMA de 8% qual a solução que deve ser implementada pelo município?




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61 Análise de Projetos de Investimentos
6. 3. 2 MÉTODO DO VALOR FUTURO
O Método do Valor Futuro se caracteriza por transferir todos os eventos financeiros que compõe o fluxo de caixa
da alternativa sob análise para o horizonte de planejamento (n) do projeto de investimento. Este valor equivalente do fluxo de
caixa na data “n” é chamado de Valor Futuro (VF) ou de Valor Futuro Líquido (VFL).
Este método de avaliação de investimentos tem como indicador de ponderação da viabilidade de um projeto o
Valor Futuro (VF) do correspondente fluxo de caixa.
O VF é obtido do somatório de todos os valores equivalentes dos eventos financeiros ocorridos em um fluxo de
caixa (receitas e desembolsos) na data final (n) deste fluxo, em função da taxa de mínima atratividade (TMA).
a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VFL:
O Valor Futuro (VF) mede o valor equivalente do lucro (recebimentos menos desembolsos) do projeto, no seu
horizonte de planejamento (n), para a taxa de juros igual a TMA.
O método do VF tem como finalidade determinar um valor no instante considerado final de um fluxo de caixa (VF)
e, através deste valor comparar as alternativas sob apreciação.
A avaliação de um único projeto de investimento é feita considerando a viabilidade do projeto se o seu VF resultar
positivo o que significa que o VF dos recebimentos é superior ao VF dos desembolsos previstos para a TMA.
Para um conjunto de alternativas a hierarquização, para a escolha da melhor alternativa de investimento, é feita
por ordem decrescente do VF das alternativas.
Resumidamente, a avaliação de alternativas de investimento mediante o emprego do VF é realizada como mostra
o quadro abaixo:
VF > 0
− Significa que o valor futuro dos recebimentos é maior que os correspondentes desembolsos á taxa considerada
(TMA).
− é um projeto economicamente interessante à taxa considerada
− quando se compara várias alternativas: aquela que obtiver o maior VF deve ser a preferida sob o ponto de vista
econômico.
VF=0
− o projeto produz um retorno de capital de valor futuro apenas igual ao custo do capital à Taxa considerada (TMA).
− não compensa sua implementação
VF<0
− os benefícios na data futura não são suficientes para assegurar a recuperação do capital investido à taxa
considerada (TMA).
− o projeto deve ser rejeitado.
6.3.2.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 48 A gráfica de uma Instituição de Ensino investiu $328.130 em equipamentos de Impressão. Seu projeto consiste
em reproduzir as apostilas elaboradas por seus professores e vende-las a baixo custo a seus estudantes. Estima-
se uma tiragem anual de 25.000 exemplares ao princípio de cada ano escolar. Calcula-se que ao término do
primeiro semestre se tenha vendido 70% dos exemplares e ao final do segundo o estoque esteja esgotado, ciclo
que se repetiria ano a ano. Cada apostila custa $ 8 e o custo de produção é de $3.5 por exemplar. Calcule o VF
da escola para um período de 5 anos, considerando que os equipamentos de impressão têm um valor residual de
$20,000 ao final de 5 anos. Taxa de Mínima Atratividade (efetiva) igual a 10,25% a.a.



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62 Análise de Projetos de Investimentos
EXEMPLO 49 Resolva os exemplos (45), (46) e (47) pelo Método do Valor Futuro.


6. 3. 3 MÉTODO DO VALOR ANUAL
Considerando que várias alternativas não podem ser comparadas a menos que seus respectivos fluxos sejam primeiramente
transladados a pontos comparáveis no tempo, através do uso de mesma uma taxa de juros, o Método do Valor Anual (VA)
transforma todos os fluxos de caixa, mediante a taxa de mínima atratividade (TMA), em séries uniformes equivalentes.
As anuidades (A) das séries uniformes equivalentes aos fluxos de caixa das alternativas sob apreciação são os indicadores que
caracterizam o Método do Valor Anual (VA) e os valores das anuidades (A) quando confrontados permitem a decisão entre as
propostas de investimentos.
O valor anual (VA) de um projeto de investimento mede o resultado financeiro (lucro se positivo ou prejuízo se negativo) a cada
período de tempo por investir no projeto ao invés do projeto correspondente a taxa de oportunidade (TMA)
a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VA
Segundo o Método do Valor Anual, para que um projeto seja atrativo para o investidor, os ingressos (receitas) uniformes devem
superar os desembolsos uniformes de cada período, neste caso, a serie uniforme equivalente ao fluxo do prometo tem valor
positivo.
A escolha da melhor alternativa recairá sobre aquela que represente o maior Valor Anual.
Resumidamente, a avaliação de alternativas de investimento mediante o emprego do VA segue as seguintes orientações:
VA > 0
− Significa que o valor anual dos recebimentos é maior que dos
correspondentes desembolsos.
− é um projeto economicamente interessante à taxa considerada
− quando se compara várias alternativas: aquela que obtiver o maior VA
deve ser a preferida sob o ponto de vista econômico.
VA=0
− o projeto produz um retorno de capital de valor apenas igual ao custo do
capital ( à Taxa considerada).
− não compensa sua implementação
VA<0
− os benefícios não são suficientes para assegurar a recuperação do
capital investido (à taxa considerada).
− o projeto deve ser rejeitado.
6.3.3.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 50 No projeto de uma nova instalação, são consideradas as alternativas independentes da tabela abaixo. Supondo
que a taxa anual de oportunidade (TMA) é de 12%. Use o método do Valor Anual para hierarquizar as
alternativas de projeto.
(R$) ALTENATIVA 1 ALTENATIVA 2 ALTENATIVA 3
INVESTIMENTO INICIAL - 28.000 - 16.000 - 23.500
RECEITAS ANUAIS 5.500 3.300 4.800
VALOR RESIDUAL 1.500 0 500
VIDA ÚTIL (ANOS) 10 10 10

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63 Análise de Projetos de Investimentos



EXEMPLO 51 Resolva os exemplos (45), (46) e (47) pelo Método do Valor Anual.



6. 3. 4 MÉTODO DA TAXA I NTERNA DE RETORNO
A taxa interna de retorno (TIR) é a taxa de rendimento que é obtida pelos recursos aplicados em um projeto de
investimento. A TIR é a taxa de juros que valida a equação de equivalência entre o fluxo de caixa das receitas e o fluxo de caixa
dos desembolsos de um projeto de investimento.
Em todos os critérios de decisão apresentados se utiliza indicadores de desempenho, medidas de equivalência,
capazes de resumir as diferencias de lucro que existem entre as alternativas de investimento. A TIR, por sua vez, é um indicador
que mede a rentabilidade do projeto de investimento em comparação a outras oportunidades de investimentos (taxa de mínima
atratividade) e que, individualmente, não permite a precisa tomada de decisão para a escolha da melhor alternativa de
investimento.
a) EQUAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA PARA CÁLCULO DA TIR
O cálculo da TIR é realizado, portanto, considerando nula a equação de equivalência (receitas = desembolsos)
para um foco de referência qualquer (valor presente, valor futuro, valor anual ou outro qualquer). Ou seja, a TIR é a taxa de juros
(i*) que satisfaz qualquer das seguintes equações de equivalência:
Valor presente: 0
*) 1 ( 0
= ∑
+ =
n
t
t
t
i
X

Valor Futuro: 0 *) 1 (
0 '
= +

=

t n
n
t
t
i X
Valor Anual: ( ) 0 ) *, , / ( *; ; /
0
=

=
t i P A t i F P X
n
t
t

donde:
Xt = evento financeiro do período t.
n = Horizonte de planejamento.
b) ANÁLISE ATRAVÉS DA TIR
b.1) para uma única alternativa, se:
TMA TIR i > = ) * ( ⇒ projeto viável
TMA TIR i = = ) * ( ⇒ projeto indiferente (rejeita-se)
TMA TIR i < = ) * ( ⇒ projeto inviável, deve ser rejeitado


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64 Análise de Projetos de Investimentos
b.2) entre duas alternativas, com mesma vida útil:
considerando: alt. “A” e alt. “B”.
1) Verificação da viabilidade individual de cada alternativa:
i TMA
A
*
> e i TMA
B
*
>
2) Cálculo do VP de cada alternativa para a taxa nula ( i =0)
No gráfico [VP x taxa de juros], plota-se os valores de VP
A
( ) 0 , VP
B
( ) 0 ,
i
A
*
e
i
B
*


a) Hipótese-1: VP VP
A B
( ) ( ) 0 0 < e
i
B
*
>
i
A
*
> TMA

b) Hipótese-2: VP VP
A B
( ) ( ) 0 0 < e
i
A
*
>
i
B
*
> TMA
Neste caso a seleção da melhor alternativa é feita mediante a análise do fluxo diferencial.
O FLUXO DIFERENCIAL (

B A −
) se fundamenta no princípio fundamental que diz que “o que é relevante na composição
de alternativas é a diferença entre os fluxos de caixa”. Nesta situação, a análise é pautada na alternativa resultante da
diferença entre o fluxo de caixa “B” e o fluxo de caixa “A”.
A taxa de juros onde as equações de equivalência são iguais é denominada de Taxa de Fisher. A taxa de Fischer é igual à
TIR do fluxo diferencial (
i
B A −
*
).
Uma vez definido o fluxo diferencial, determina-se a Taxa de Fisher correspondente ao fluxo diferencial

B A −
:
i
B A −
*

A TIR do fluxo diferencial (
i
B A −
*
) corresponde ao ponto de intersecção entre as equações de equivalência da alternativa
“A” e da alternativa “B”

VP
B
( ) 0
VP
A
( ) 0
i
A
*
i
B
*
Taxa de Juros

*
A B
i

Taxa interna de retorno do fluxo diferencial
TMA
VP
B
( ) 0
VP
A
( ) 0
VPB(TMA)
VPA(TMA)

B é sempre preferível a A
i
A
*
i
B
*
VP
B
( ) 0
VP
A
( ) 0
i
A
*
i
B
*
Taxa de Juros

Valor Presente


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65 Análise de Projetos de Investimentos
Se
i
B A −
*
> TMA, temos:

Considerando que sempre VPB (TMA) > VPA (TMA), conclui-se que a alternativa B é sempre preferível a alternativa A
Se
i
B A −
*
< TMA, temos:

Considerando que sempre VPA (TMA) > VPB (TMA) , conclui-se que alternativa A é sempre preferível a alternativa B
6.3.4.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 52 Resolva os exercícios (46) e (47) pelo Método da TIR.




EXEMPLO 53 Resolva o exercício (50) pelo Método da TIR, sabendo que a taxa anual de oportunidade (TMA) é de 12%.
(R$) ALTENATIVA 1 ALTENATIVA 2 ALTENATIVA 3
INVESTIMENTO INICIAL - 28.000 - 16.000 - 23.500
RECEITAS ANUAIS 5.500 3.300 4.800
VALOR RESIDUAL 1.500 0 500
VIDA ÚTIL (ANOS) 10 10 10




Alt. A é sempre preferível a Alt. B
VP
B
( ) 0
VP
A
( ) 0
i
A
*
i
B
*
Taxa de Juros

*
A B
i

Taxa interna de retorno do fluxo diferencial
TMA
VP
B
( ) 0
VP
A
( ) 0
i
A
*
i
B
*
Taxa de Juros
*
A B
i

Taxa interna de retorno do fluxo diferencial
TMA
Alt. B é sempre preferível a Alt. A

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66 Análise de Projetos de Investimentos
6. 3. 5 MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO - "PAYBACK”
O Método do Prazo de Retorno utiliza como indicador o Prazo de Retorno, ou Payback do projeto de investimento
como medida de avaliação de alternativas.
O Prazo de Retorno, ou Payback (P.B.), representa o número de períodos que se faz necessário para que os
benefícios se igualem aos custos em um fluxo de caixa. Ou seja, o Prazo de Retorno é o tempo necessário para se recuperar os
recursos despendidos na implantação de um projeto.
A ordenação dos projetos é função do número de períodos necessários para a recuperação dos investimentos;
quanto menor o período de “payback” tanto melhor será o projeto.
a) Análise pelo P.B.:
Considerando um tempo mínimo de retorno do investimento = TMR
P.B. < TMR ⇒ Projeto Viável
P.B. ≥ TMR ⇒ Projeto inviável
Para a análise de várias alternativas aquele que propicie o menor prazo de retorno será a alternativa contemplada.
6.3.5.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 54 Suponha-se o fluxo de caixa abaixo, defina o tempo de pay-back da alternativa:



EXEMPLO 55 Suponha as seguintes alternativas em comparação, defina a melhor alternativa para o Tempo Mínimo de
Retorno de cinco anos:
Ano Projeto - A Projeto - B
0 -3000,00 -3.000,00
1 1.000,00 1.500,00
2 1.000,00 1.500,00
3 1.000,00 1.500,00
4 1.000,00 1.500,00
5 1.000,00 0
6 1.000,00 0



R$ 20.000,00
1 2 3 4 5 6 7 8
R$60.000,00

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67 Análise de Projetos de Investimentos
6. 3. 6 MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍ CI O-CUSTO
O Método de análise de alternativas denominado de Benefício-Custo é um dos mais comumente utilizados e tem como indicador
a relação benefício-custo (B/C) a qual consiste do quociente entre o valor equivalente dos benefícios apurados e o valor
equivalente dos custos incorridos.
) (
) (
) (
) (
) (
) (
saidas
entradas
saidas
entradas
saidas
entradas
VA
VA
VF
VF
VP
VP
C
B
= = = (28)
Aplica-se também a relação B/C para a hierarquização de alternativas com idênticos valores equivalentes (VP, VF ou VA).
a) Análise pelo Método do Benefício-Custo:
Considerando este método de avaliação de investimento, um projeto para ser viável deverá indicar a relação benefício/custo
maior ou igual a 1 e a alternativa que tenha a maior taxa B/C será a preferida por ser a mais atrativa.
A Relação Benefício/Custo (ou relação BIC) é interpretada da seguinte forma:
B/C < 1 inviável (benefícios menores que os custos);
B/C = 1 indiferente (benefícios iguais aos custos);
B/C > 1 viável (benefícios maiores que os custos).
6.3.6.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 56 Considere o caso hipotético e simplificado de um investimento no melhoramento de uma estrada, com os
seguintes dados e condições:
− custo dos investimentos iniciais no melhoramento igual a $ 300
− benefícios líquidos anuais decorrentes dos investimentos iguais a $ 100,00
− custos anuais para manutenção do empreendimento iguais a $ 10,00
− vida útil dos melhoramentos de 5 anos;
− custo de oportunidade do capital =TMA =15 % a.a.




EXEMPLO 57 Dois projetos alternativos apresentam valor presente igual à R$7.000,00. Qual deve ser a escolha entre os
projetos, sabendo-se que para o projeto A foi obtido um valor presente de receitas de R$9.000,00 e para o
projeto B um valor presente de receitas de R$11.000,00?




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68 Análise de Projetos de Investimentos
6. 4 ANÁLI SE DE I NVESTI MENTOS SOB CONDI ÇÕES ESPECÍ FI CAS.
A análise de alternativas sob certas condições, exige a adoção de considerações especiais quando da aplicação de alguns dos
métodos de análise de investimentos apresentados anteriormente.
Desde que não observadas as considerações necessárias, as decisões decorrentes do resultado da aplicação simplista dos
métodos poderão ser errôneas e equivocadas.
As situações especiais que exigem a adoção de metodologia diferenciada são:
Alternativas com predominância de custos
A existência de Taxas Múltiplas.
A existência de Horizontes de Planejamento diferentes.
A existência de Restrições Financeiras.
6. 4. 1 ANÁLI SE DE ALTERNATI VAS COM PREDOMI NÂNCI A DE CUSTOS:
A análise de alternativas onde haja a predominância de custos, isto é, quando todas as alternativas resultem indicadores de
desempenho (VP, VF ou VA) negativos é feita classificando-as pelos seus custos resultantes e, a escolha recairá sobre a
alternativa que apresente o menor custo (presente, futuro ou anual).
A análise de alternativas com predominância de custos adotando-se como base para confronto o valor anual das alternativas,
obtido através da TMA, é chamada de Método do Custo Anual Uniforme (CA) e, cuja seleção se dá pela alternativa com menor
CA. A avaliação de custo operacional de equipamentos adotada este método como referência.
6.4.1.1 MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS
Na maioria dos casos a TIR é voltada a análise de alternativas que produzam retorno positivo. Podemos, no entanto, aplicar o
método para alternativas onde haja a predominância de custos, ou seja, que resultem retorno negativo.
A sistemática consiste na análise do fluxo diferencial destas alternativas.
6.4.1.1.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 58 Considerando-se 15 % a.a. a TMA, dizer qual a melhor alternativa. (resolver por CA):
(R$) ALTERNATIVA 1 ALTERNATIVA 2
Descrição do Bem Máquina Usada Máquina Nova
Custo Inicial 10.000,00 30.000,00
Consumo anual de energia 8.000,00 10.000,00
Custo anual de O&M 20.000,00 15.000,00
Revenda no quinto ano - 5.000,00
Vida útil 5 anos 5 anos
EXEMPLO 59 Realizar a seleção das alternativas relacionadas no exercício anterior aplicando o Método da TIR.




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69 Análise de Projetos de Investimentos
6. 4. 2 EXI STÊNCI A DE TAXAS MÚLTI PLAS
Quando a análise de investimento tem por objetivo o lucro maximizar ou otimizar os recursos aplicados já se
mostrou as muitas dificuldades advindas do Método da TIR, adicionalmente apresenta-se mais uma.
O processo de avaliação financeira até então foi realizado para fluxos de caixas convencionais, aonde os
ingressos ocorrem após o investimento inicial, porém nem todos os projetos de investimentos apresentam este esquema. Muitas
vezes após os investimentos iniciais e o início dos ingressos (receitas do projeto) são realizados investimentos adicionais,
gerando fluxos de caixas não convencionais.

No caso de fluxo de caixa não convencional a existência de raízes múltiplas quando se busca calcular a TIR é
uma conseqüência comum. Pois, considerando que a equação de equivalência do fluxo de caixa não convencional gera-se um
polinômio de grau “n”, com duas vezes inversões de sinal para cada investimento ocorridos no projeto após o desembolso inicial.
Que a raiz da equação de equivalência é a taxa Interna de retorno do projeto de investimento, E, que como demonstra a lei
enunciada por Descartes, que o número de raízes reais de um polinômio é igual ao número de mudanças de sinal no polinômio.

Em situações como estas, podemos estar diante de uma situação onde haja a existência de múltiplas raízes para
a equação de equivalência.

Neste caso nenhuma das taxas traduz a TIR do investimento.
Por outro lado, podemos estar diante de um polinômio que resulte em indeterminação da raiz, ou seja, resultando
em nenhuma taxa interna de juros do projeto de investimento

Taxa de Juros
K(i)
Raiz (?)
K(i
Taxa de Juros
1
i
2
i
4
i
5
i
3
i
Raízes da eq. de equivalência K(i)
Equação de Equivalência: (polinômio de grau n):
= - Invest0 + R1.(1+ i )
-1
+ R2.(1+i )
-2
+ R3.(1+ i )
-3
- Invest4. (1+i )
-4
+ R5.(1+ i )
-5
+.. ...+ Rn.(1+ i )
-n

1ª inversão sinal 2ª inversão sinal
− para +
0 1 2 3 4 5 .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... n
R
2
Investimento
0
R
3 R
1
Investimento
4
R
5
R
n

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70 Análise de Projetos de Investimentos
A solução para o impasse de raízes múltiplas no Método da TIR é realizada mediante a adoção de uma hipótese
para a origem dos recursos aplicados a título do investimento adicional que neutralize a inversão de sinal ocorrida.
6.4.2.1 ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS
A solução para situações como esta é dada mediante a adoção de uma hipótese tal que torne nulo o efeito do(s)
insumo(s) que esteja(m) causando a inversão múltipla de sinal da equação de equivalência.
Ou seja, é adicionado ao fluxo do projeto de investimento um empréstimo de valor igual ao investimento adicional
(ocorrendo na data deste investimento) e respectivos pagamentos no futuro ou um projeto de constituição de um fundo de reserva
que resulte em montante igual ao valor do investimento adicional na data que este ocorre.
Nestes casos o resultado da análise fica subordinado a implantação da hipótese adotada.
Hipótese 1: Contratação de empréstimo de valor igual à inversão adicional:

Hipótese-2: Constituição de Fundo de reserva com montante igual inversão adicional:

0 1 2 3 4 5 .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... n
R
2
Investimento
0
R
3 R
1
Investimento
4
R
5
R
n
Investimento0
0 1 2 3 4 5 .. ... ... . ... ... ... ... ... ... ... n
R
2
R
3 R
1
R
5
R
n
0 1 2 3 4
Hipótese: constituição de fundo de reserva com
montante igual Investimento4
Investimento0
0 1 2 3 4 5 .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... n
R
2
Investimento
0
R
3 R
1
Investimento
4
R
5
R
n
0 1 2 3 4 5 .. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... n
R
2
R
3 R
1
R
5
R
n
4 5 5 .. .. .. ... ... n
Hipótese: empréstimo do Investimento4
para pagamento no futuro

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71 Análise de Projetos de Investimentos
EXEMPLO 60 Calcular a atratividade do projeto de investimento, representado pelo fluxo de caixa abaixo, para a TMA igual a
20% ao período. Considerar a hipótese de origem dos recursos para os investimentos a serem realizados no
quarto e quinto períodos decorre de um fundo de reserva a ser constituído com as receitas geradas nos períodos
2 e 3 a uma taxa de juros de 24% ao período. O saldo remanescente do fundo, após o investimento a ser
realizado no quarto período, permanece na aplicação.


6. 4. 3 ALTERNATI VAS COM DI FERENTES HORI ZONTES DE PLANEJAMENTO
A análise de alternativa de investimento só tem sentido quando realizada entre alternativas que tenham mesma
vida útil. Quando os projetos a serem comparados têm durações diferentes, o problema é mais de formulação de hipóteses do
que um problema de análise de investimento.
Algumas hipóteses podem ser formuladas para buscar a igualdade de duração dos projetos analisados:
Hipótese 1: cada proposta pode ser repetida com fluxo de caixa idêntico, em um determinado número de
vezes, tal que torne as alternativas com o mesmo tempo de duração.
Hipótese 2: os projetos não podem ser repetidos, e ao final da vida útil do projeto de menor duração, os
recursos disponíveis serão aplicados na TMA.
Uma vez formulada a hipótese de ocorrência da defasagem do período temporal entre as alternativas,
teoricamente qualquer dos métodos descritos anteriormente podem ser empregados para a análise.
6.4.3.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO
Quando se avaliam alternativas com diferentes durações, é necessário estimar o mesmo horizonte de análise
calculando o mínimo múltiplo comum dos diferentes horizontes de planejamento das alternativas. Este procedimento analítico
adota a hipótese da tendência natural de repetição de projetos de investimento. Deste modo estaremos admitindo que cada
investimento em análise seja sempre renovado nas mesmas condições iniciais.
O ponto comum no tempo das alternativas com diferentes durações se estabelece com a repetição de cada fluxo
de caixa tantas vezes quanto seja o mínimo múltiplo comum dos horizontes de planejamento (vidas úteis) dos projeto em análise,
permitindo a avaliação através dos métodos do VP e VF.
Admitindo-se que devamos analisar duas alternativas (K e Y) onde os horizontes de planejamento sejam,
respectivamente, de nK e nY períodos de tempo. Hipoteticamente nK=5 e nY=3

o horizonte comum é o M.M.C. dos horizontes :
5 - 3 3
5 1 5
1 1 15
Y
1
Y
2
Y
3

0 1 2 3
K
1
K
2
K
3
K
4
K
5

0 1 2 3 4 5

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72 Análise de Projetos de Investimentos
logo, a análise deverá ser feita para 15 anos:


Não é recomendada a adoção da hipótese de repetição de projetos de investimento para aplicação do Método da
TIR, pois geralmente resulta em situação de multiplicidade de taxas.
Os métodos do VA ou CA não são afetados pela ocorrência de diferentes de horizontes de planejamento das
alternativas, pois a repetição de séries uniformes ao horizonte comum resulta também em séries uniformes de mesma anuidade
que as das séries matrizes.
EXEMPLO 61 Um dos componentes do equipamento de produção deve ser imediatamente substituído porque já não cumpre
com os padrões de qualidade para o produto final. As duas melhores alternativas são: a compra de um
componente mecânico (A) ou um novo modelo automatizado (B). As estimativas econômicas para cada qual são
apresentadas no quadro abaixo. Supondo-se uma TMA igual a 15 % a.a. Analisar pelo método do VPL, qual das
alternativas é a mais interessante.
DISCRIMINAÇÃO
ALTERNATIVAS
A B
Investimento Inicial R$12.000,00 R$20.000,00
Custo Operacional Anual R$ 1.600,00 R$ 900,00
Valor Residual R$ 3.000,00 R$ 2.000,00
Vida Econômica 6 anos 12 anos


6.4.3.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO
Na hipótese de não repetição dos projetos de investimento, considera-se que o tempo de duração dos projetos é
rigidamente determinado de modo que não seja possível prolongá-los ou repeti-los.
O horizonte de planejamento, neste caso, é igualado considerando-se que os recursos monetários geados no
projeto de menor duração serão investidos, à taxa de mínima atratividade, até o final da vida de maior duração.
Esta hipótese por não ser muito comum deve ser sempre explicitada a razão de sua aplicação.
EXEMPLO 62 Comparar duas alternativas de investimento apresentadas no quadro abaixo, para a TMA de 10% ao período.
Adotar a hipótese de repetição e de não repetição dos projetos de investimento.
Período
Fluxo de Caixa
0 1 2 3
Alt. 1 -100 120
Alt. 2 -100 50 50 50

Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
1 x Y 2 x Y 3 x Y 4 x Y 5 x Y
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
K1 K2 K3 K4 K5 K1 K2 K3 K4 K5 K1 K2 K3 K4 K5
1 x K 2 x K 3 x K

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73 Análise de Projetos de Investimentos
6. 4. 4 EXI STÊNCI A DE RESTRI ÇÕES FI NANCEI RAS
È bastante comum as empresas elaborarem ao final de cada ano uma relação de futuros investimentos,
denominada "Orçamento de capital". Sendo, também frequente a limitação de recursos para financiar todas as solicitações
provenientes das diversas gerências.
A existência de restrições financeiras coloca a alta administração diante da necessidade de selecionar aquele
conjunto de alternativas, o pacote orçamentário, economicamente mais interessante, cuja demanda por recursos não supere o
volume disponível.
A solução deste problema passa inicialmente pela verificação da viabilidade individual de cada alternativa fazendo
uso de qualquer método de análise apresentado. ( VP, VF, VA, B/C, TIR)
Em situação como esta as alternativas indesejáveis devem ser eliminadas, permanecendo apenas as viáveis
economicamente.
Uma vez verificada a viabilidade de cada alternativa disponível, o passo seguinte é a definição das combinações
de alternativas possíveis sempre observando os recursos disponíveis para suas consecuções.
Os pacotes financeiros definidos através das combinações de alternativas, observadas as suas condições de
inter-relacionamento, serão classificados pelo somatório de seus resultados financeiros e, aquele que atendendo a limitação
orçamentária e que apresente o melhor resultado financeiro deve ser o pacote selecionado.
EXEMPLO 63 A alta administração de uma empresa recebeu as seguintes solicitações de investimento de seus vários
departamentos para o orçamento de capital do próximo ano:
DEPTO
.
ALT.
INVESTIMENTO
INICIAL
BENEFÍCIOS
ESTIMADOS
VALOR
RESIDUAL
VIDA
ECONÔMICA
(R$) (R$) (R$) (Ano)
1 A 25.000,00 3.900,00 500,00 10
2 B 15.000,00 2.500,00 0 10
3 C 30.000,00 5.200,00 0 10
4 D 28.000,00 3.500,00 4.000,00 10
Considerando que a empresa dispõe de R$ 60.000,00 para financiar os projetos e que sua TMA é de 10 % a.a., qual deve
ser o projeto orçamentário escolhido?






6. 5 ANÁLI SE DE I NVESTI MENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRI A
Os métodos tradicionais de Análise de Investimento seguem dois modelos básicos para aplicação em situação
inflacionária.
No primeiro modelo a inflação é estimada a priori, ou seja, antes de se efetivar a operação financeira. Neste
modelo os valores monetários do fluxo de caixa são convertidos em unidades de um índice de preços de referência, ou seja, são
convertidos em moeda corrente e o cálculo é realizado mediante o uso da taxa real. O valor resultante (indexado) da análise de

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74 Análise de Projetos de Investimentos
investimento é convertido para a moeda indicada com o uso do mesmo índice financeiro para o novo tempo de referência. Este
método é recomendado para projetos de curto prazo.
No segundo modelo a inflação é calculada a posteriori mediante a aplicação de um indexador. Neste modelo, os
cálculos são efetuados em moeda constante e a correção monetária só é realizada ao final da análise financeira, isto é, mediante
a variação de um índice financeiro capaz de indicar a inflação no período se realiza a correção monetária nos resultados obtidos.
Esta sistemática é mais recomendada para operações de longo prazo.
Em ambos os processos os cálculos são semelhantes e o resultado final da análise é idêntico.
EXEMPLO 64 Um financiamento de $ 1.000.000,00 foi realizado no final de dezembro, com uma taxa de juros real de 10% ao
ano, para ser liquidado no prazo de um ano, com o pagamento de uma única parcela. Todas as grandezas futuras
devem ser corrigidas pelo índice de preços-IP, que apresenta os seguintes valores:
• Na data de liberação dos recursos: IP = $100,00
• Na liquidação da operação: ITP = $112,00
Determinar:
a) o valor do pagamento, em IP e em $ a preços correntes, para a liquidação ao final de um ano.





6. 6 EXERCÍ CI OS PROPOSTOS:
1) Duas empilhadeiras estão sendo consideradas para movimentação de materiais numa fábrica. Ambas possuem vida útil
estimada em quatro anos. A empilhadeira A exigirá um investimento de 10.000 u.m., enquanto para B o investimento será de
6000 u.m. Os custos operacionais também serão diferentes conforme pode ser observado abaixo:
ANO
CUSTOS OPERAC. UM/ANO
EMPIL. A EMPIL. B
1 7500 8000
2 7600 8150
3 7700 8300
4 7800 8450
Sendo a TMA para a empresa igual a 10% a.a., qual equipamento deve ser escolhido (VPL) ?
2) Numa análise das oportunidades para redução de custos efetuado pelo departamento de transportes de uma usina
siderúrgica, foi detectada a possibilidade de atingir-se tal objetivo substituindo o uso de caminhões alugados para o
transporte dos processamentos na área de laminação por conjuntos de tratores e carretas.
Se implementada a modificação, deverá haver uma redução anual de despesas na ordem de R$350.000,00, correspondente
ao aluguel pago pelos caminhões.
Um estudo de simulação realizado determinou a necessidade de adquirir-se dois tratores e cinco carretas, totalizando um
investimento de R$ 350.000,00
Os custos de mão-de-obra, combustível e manutenção foram estimados em R$ 200.000,00 no 1° ano, aumentando
anualmente R$ 5000,00, devido a elevação do custo de manutenção, proporcionado pelo desgaste dos veículos.
Considerando a TMA da empresa, igual a 8% a.a., verificar a viabilidade da proposição, levando-se em conta que a vida
economica estimada para os equipamentos foi de cinco anos com valor residual nulo. Utilizar para a análise o método do
VPL.

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75 Análise de Projetos de Investimentos
3) Considere-se a proposta de investimento que envolve investir 10.000 u.m. hoje para receber 2000 u.m. anuais nos próximos
10 anos ou alternativamente investir 14000 u.m. agora e receber 3000 u.m. nos mesmos 10 anos. Para uma TMA de 10 %
a.a., qual seria a proposta escolhida ? (VFL)
4) A gerencia de certa empresa está considerando a mecanização de seus serviços de embalagem. Atualmente os produtos
são acondicionados manualmente à um custo anual de 30000 u.m.. Dois tipos de equipamentos capazes de executar a
mesma função encontram-se disponíveis no mercado, apresentamdo as seguintes características:
DISCRIMINAÇÃO EQUIP. A EQUIP. B
CUSTO INICIAL 100.000 70.000
CUSTO OPERACIONAL ANUAL 12.000 15.000
VALOR RESIDUAL 13.000 8.000
VIDA ECONOMICA 10 ANOS 10 ANOS
Sendo a TMA para a empresa igual a 12% a.a., qual equipamento deve ser escolhido (VFL) ?
5) Um fazendeiro está considerando a aquisição de um trator para trabalhar em suas terras. Após uma pesquisa junto a
fornecedores, selecionou duas marcas capazes de atender às suas necessidades. Sobre ela obteve as seguintes
informações:
DISCRIMINAÇÃO TRATOR "X" TRATOR "Y"
Custo Inicial 50.000 35.000
Custo Operacional Anual 5.000 7.000
Valor Residual 20.000 10.000
Vida Econômica 10 anos 10 anos
Se o custo para o fazendeiro é de 10 % a.a., qual deve ser a marca escolhida.
6) Duas empilhadeiras estão sendo consideradas para movimentação de materiais numa fábrica. Ambas possuem vida útil
estimada em quatro anos. A Empilhadeira "A" exigirá um investimento de R$10.000,00, enquanto para "B" o investimento
será de R$6000,00. Os custos operacionais também serão diferentes conforme observado abaixo:
ANO
CUSTOS OPERACIONAIS R$/ANO
Empilhadeira "A" Empilhadeira " B"
1 7.500 8.000
2 7.600 8.150
3 7.700 8.300
4 7.800 8.450
As Empilhadeira "A" e "B" terão valores residuais iguais à R$1.500,00 e R$1.600,00, respectivamente.
Sendo a TMA igual à 10% a.a., pede-se decidir sobre a alternativa mais economica com base nos custos anuais uniformes.
7) Resolva o EX.02 pelo Método da Taxa Interna de Retorno.
Grafar a função VP = f ( i ) fazendo a taxa de juros variar de 1% em 1%, no intervalo entre 25% e 35% e comparar a solução
gráfica com a algébrica.
8) Resolver o EX.04, utilizando Método da TIR.
9) Comparar duas alternativas, à seguir apresentadas, para uma TMA de 5%:

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76 Análise de Projetos de Investimentos
PERÍODO ALT. A ALT. B
0 -100 -100
1 30 100
2 100 20
TIR 16 % 17 %
10) Determinar, graficamente, o tempo de retorno do capital P = 2000 um, considerando-se uma TMA de 5 % ao período com
receitas conforme o fluxo de caixa abaixo:

11) Um fabricante de peças está analisando uma alteração em seu processo de produção. Duas alternativas estão em
consideração, sendo que ambas exigem a realização de Inversões, resultando em contrapartida, em redução dos atuais
custos de produção. Cada uma das alternativas apresenta as seguintes características:
DISCRIMINAÇÃO
ALTERNATIVAS
A B
Custo Inicial 10.000 15.000
Redução Anual de Custos 2.400 2.7000
Valor Residual Nulo Nulo
Vida Economica 8 anos 8 anos
A alternativa "A" exigirá, contudo, após cinco anos de utilização, uma inversão adicional de R$5000,00 destinada a promover
uma modificação no projeto original.
Sendo o custo do capital para a empresa igual a 7% a.a., verificar qual a alternativa é mais atrativa. Utilizar o Método da TIR
e admitir que para fazer face ao desembolso no 5° ano de operação da alternativa "A", será instituído um Fundo de Reserva
à partir da capitalização
12) É proposta a venda de determinada máquina para fins rentáveis, o comprador em perspectiva tem uma TMA de 10 % a.a. A
máquina proporcionará uma receita líquida de 20.000 u.m. no primeiro ano, diminuindo em seguida à base de 1.000 u.m. ao
ano por 12 anos. O valor estimado de revenda daqui à 12 anos é de 26.000 u.m. Até quanto o comprador estaria disposto a
pagar pela máquina? (VAL)
13) Um homem está considerando a compra de um automóvel. Duas oportunidades pareceram-lhe atrativas: A de um carro com
2 anos de idade e a de outro com 4 anos. Qualquer que seja a escolha, ele pretende manter o carro por um aano e então
comprar um modelo novo. O carro mais velho é oferecido a um preço de 6000 u.m. à vista e o mais novo à 4000 u.m. de
entrada e 700 u.m. mensais durante 6 meses. As despesas estimadas (combustível, manutenção, etc...), supondo
quilometragem média de 2000 Km/mes,são as seguintes:
Carro + novo : 200 um/mes
Carro + velho : 250 um/mes
Os valores de revenda serão de 4.800 um e 6800 um para o carro de 4 e o de 2 anos, respectivamente. A TMA do
comprador é de 1 %a.m. Pelo método do CAU, responda qual a alternativa que deverá ser escolhida.
800
700
600
200 100
0 1 2 3 4 5
P

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77 Análise de Projetos de Investimentos
14) Em face à crescente complexidade de seus serviços, uma empresa está analisando a compra de um sistema de
processamento de dados por computador. Dois modelos estão em julgamento e as estimativas seguintes foram realizadas:
DISCRIMINAÇÃO
ALTERNATIVA
A B
Investimento 23.000 18.000
Custos Anuais 3.600 5.000
Valor Residual 1.100 3.500
Vida Economica 6 anos 4 anos
Estimou-se ainda que os custos deverão elevar-se anualmente, sendo de R$1.400,00 para a alt. "A" e de R$1.500,00 para a
alt. "B" .
Adicionalmente, estima-se que se o computador correspondente à alt. "A" for substituído após 4 anos de vida, seu valor
residual deverá ser de R$ 3.000,00.
Sendo a TMA da empresa igual à 10%a.a., qual deve ser a decisão? (Met. VPL)
15) A gerência de marketing de uma firma industrial está analisando quatro possibilidades para a localização de uma central de
distribuição para seus produtos.
Cada alternativa exige diferentes investimentos devido ao preço do terreno, custo de construção e tamanho do depósito
necessário. Também são diferentes seus valores residuais e reduções anuais de custos de distribuição.
Admitindo-se um período de utilização igual a 10 anos, foram efetuadas as seguintes estimativas:
LOCALIZAÇÃO
INVESTIMENTO
NECESSÁRIO
(R$)
RED. ANUAL NOS
CUSTOS DE
DISTRIB (R$)
VALOR RESIDUAL DO
PROJETO (R$)
A 28.000 4.600 24.000
B 34.000 5.600 28.000
C 38.000 6.200 31.000
D 44.000 7.200 35.000
Sendo a TMA para a empresa de 15%a.a., determinar qual a localização mais adequada.

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78 Financiamento de Projetos de Investimento
7 FINANCI AMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO
A disponibilidade de recursos é, sem dúvida, fundamental para a concretização de um investimento. Se os
recursos próprios forem insuficientes, as empresas devem recorrer a financiamento os quais são mecanismos que tem como
objetivo viabilizar o recurso financeiro a uma pessoa física ou jurídica que a precise, em determinado período.. O valor recebido a
título de financiamento evidentemente terá que ser restituído à instituição financeira, acrescido de sua remuneração, que são os
juros.
Existe distinção entre financiamento e empréstimo, a diferença entre os dois conceitos está no objetivo da
aplicação dos recursos, apesar de serem operações de crédito.
No financiamento, os bens estarão vinculados a própria linha de crédito, ou seja, a destinação dos recursos
liberados são de fins específicos. O financiamento imobiliário é um caso típico, onde geralmente o imóvel fica em garantia da
dívida. Além disso, máquinas, equipamentos e veículos têm essa característica de crédito. Isto gera uma diferenciação quando da
concessão do crédito, as garantias e capacidade de pagamento – essenciais na análise do crédito – são analisadas de forma
diferentes do empréstimo. A qualidade dos bens a serem financiados e sua correta avaliação se torna fundamental para a perfeita
relação de crédito.
Nos empréstimos não há destinação específica, os recursos são liberados para que a parte cessionária se utilize
da forma que melhor achar conveniente. O risco é considerado maior, pois o cedente não tem informações precisas de que a
utilização destes recursos produzirá resultados para o pagamento do crédito. Assim, os limites devem ser melhores observados
nesta modalidade e podem ser necessárias garantias adicionais.
O mercado financeiro estabelece uma multiplicidade de sistemas de amortização e de planos de capitalização.
Considerando que o desconhecimento pode se constituir numa armadilha capaz de corroer o patrimônio e a credibilidade de
tomadores e de financiadores, há necessidade do engenheiro financeiro conhecer os mecanismos de cálculo que envolvem os
contratos de financiamento. Por isto, além de selecionar as melhores oportunidades para a empresa é também função do
engenheiro econômico estabelecer as fontes de recursos para o financiamento dos investimentos escolhidos.
7. 1 FONTES DE RECURSOS PARA FI NANCI AMENTO DE PROJETOS
Os financiamentos ou empréstimos poderão ser de curto ou de longo prazo. Os financiamentos de curto prazo são
feitos para cobrir dificuldades relativas ao “ativo circulante ou capital de giro”, tais como a compra de insumos e o pagamento do
pessoal ligado à área de produção da empresa. Os financiamentos de longo prazo são feitos, em geral para capital fixo,
envolvendo a reposição e modernização da empresa, relocação da sede, expansão da capacidade produtiva ou diversificação de
produtos.
Os financiamentos de longo prazo podem ser obtidos junto a Fundos de Pensão, Bancos de Investimento, Fontes
do Governo inclusive com incentivos fiscais em alguns casos e junto a Bancos do Exterior (Banco Mundial - BIRD; Banco
Interamericano de Desenvolvimento - BID; Eximbank dos Estados Unidos; Eximbank do Japão, entre outros.).
No Brasil, os financiamentos empresariais de longo prazo em geral são obtidos junto ao BNDES - Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e suas agências subsidiárias como o FINAME - Agência Especial de Financiamento
Industrial e FINEP - Agência de Financiamento de Projetos.
Quando os valores financiados são inferiores a R$ 7 milhões, os financiamentos do BNDES são feitos em
operações indiretas, existindo a intervenção de bancos comerciais. As operações diretas, feitas pelo BNDES envolvem
financiamentos de mais de R$ 7 milhões.
Os financiamentos do BNDES são feitos para as mais diversas áreas e com a cobrança de duas taxas de juros,
uma taxa fixa ou spread (taxa de repasse) que varia de 1 a 5% ao ano e uma taxa variável que pode ser a TJLP (taxa de juros de
longo prazo), LIBOR (taxa externa) mais a variação do dólar, ou uma Cesta de Moedas do BNDES.
Para efetuar um financiamento junto ao BNDES, as orientações podem ser obtidas via INTERNET no endereço:
http://www.bndes.gov.br.

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79 Financiamento de Projetos de Investimento
7. 2 PRI NCI PAI S SI STEMAS DE AMORTI ZAÇÃO DE DÍ VI DAS
A disponibilização de recursos por uma instituição financeira implica na restituição do valor emprestado (P=
principal) acrescidos de uma remuneração (juros). As diferentes formas de devolução de uma dívida são chamadas de Sistemas
de Amortização.
É importante conhecer as peculiaridades dos contratos de empréstimos e as diferentes modalidades de
Amortização, com suas vantagens e desvantagens, para saber escolher o melhor financiamento para a pessoa física ou empresa.
Neste capítulo serão apresentados os principais sistemas ou métodos usados para a amortização ou liquidação de
uma dívida ou financiamento.
Abaixo cita-se algumas formas de quitação de empréstimos praticadas por instituições financeiras:
• Sistema Price
• Sistema SAC
• Sistema SAM
• Sistema SACRE
• Sistema Americano
A diferença, portanto, entre as diferentes modalidades de contrato residem na forma que se equaciona as
prestações.
7. 2. 1 TERMI NOLOGI A USUAL E NOMENCLATURA
7.2.1.1 PRINCIPAL (P):
Principal é o valor de contrato do financiamento que o mutuário assume perante o agente de financiamento e que
serve de base para apuração da Prestação
7.2.1.2 PRESTAÇÃO (A
M
):
É a parte do valor pago periodicamente, apurada na data de assinatura do contrato, por meio da fórmula
matemática do sistema de amortização pactuado; e é composta de tal forma que uma parcela amortiza a dívida (amortização) e
outra parcela remunera o capital emprestado (juros).
Outras despesas podem compor o valor de uma prestação em um caso real, como taxa de abertura de conta, taxa
para fornecimento de crédito, taxa de seguro e outras.
7.2.1.3 AMORTIZAÇÃO (K
M
):
É a parte do valor da Prestação que será subtraída mensalmente do Saldo Devedor remanescente, amortizando o
capital emprestado e compreende a parcela de efetiva devolução da dívida ou a reposição do principal (P) ao financiador. A
amortização apurada na m-ésima prestação é representada por (Km)
7.2.1.4 JUROS (J
M
)
É a parcela que integra o valor da Prestação que é destinada ao pagamento dos Juros remuneratórios do período
decorrido (m). Seu valor (Jm) é identificado pela incidência da taxa de juros sobre o Saldo Devedor remanescente, após o
pagamento a prestação da prestação “m-1”.

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80 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.1.5 SALDO DEVEDOR (SD
M
)
Saldo Devedor é o valor da dívida imediatamente após o pagamento da m-ésima prestação ou o valor presente
(descapitalização) das t parcelas que ainda faltam ser pagas.
No momento da assinatura do contrato, o Valor Financiado (P) passa a ser denominado de Saldo Devedor;
7.2.1.6 PRAZO (N)
Prazo é o período total de contratação de um empréstimo.
7.2.1.7 CARÊNCIA
Entende-se por carência o período em que o beneficiário fica desobrigado de amortizações, por falta de
rendimentos ou pela recomendação técnica de aplicá-los no empreendimento. A carência se inicia na data de assinatura do
instrumento de crédito e termina após o decurso do prazo estabelecido
7.2.1.8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’)
Prazo de Carência é o período de tempo compreendido entre a liberação do empréstimo e a o início da
amortização da dívida.
7.2.1.9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N)
Prazo de Amortização é o período de tempo em que será reposto o capital (amortização) emprestado.
7. 2. 2 MODALI DADES DE CONTRATO
Por modalidade de Contrato entende-se a combinação entre o método de amortização do capital emprestado
(principal) e do pagamento dos juros decorrentes de uma dívida contraída através de financiamento ou empréstimo. Naturalmente
que as partes envolvidas têm a faculdade de negociar as mais variadas formas de amortização da divida e do pagamento dos
juros daí decorrentes, o que torna exaustiva a sua descrição.
Considerando-se as modalidades de contrato que na prática são as mais frequentes, e das quais se poderão
derivar todas as outras têm-se:
7.2.2.1 QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL:
− A1 – pagamento do capital de uma só vez no fim do prazo;
− A2 – pagamento escalonado do capital durante o prazo do empréstimo
7.2.2.2 QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO:
− B 1 – na totalidade e de uma só vez no fim do prazo do empréstimo
− B2 – na totalidade e de uma só vez no início do prazo, ou seja, na data do empréstimo
− B3 – de forma escalonada no tempo, durante o prazo do contrato


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81 Financiamento de Projetos de Investimento
Da combinação de cada par de hipóteses (reembolso do capital/pagamento dos juros) pode-se obter seis hipóteses de base, as
quais iremos designar por modalidades de reembolso, conforme a seguir se descreve:


Para qualquer das modalidades acima (ou de quaisquer outras), em qualquer momento, o valor atualizado para
esse momento do capital emprestado, será obrigatoriamente igual à soma dos valores atualizados, para o mesmo momento, do
capital a reembolsar e dos juros a pagar pelo devedor, à taxa de juro convencionada.
Tendo em conta que há dois regimes de juro: regime de juro simples e regime de juro composto, é de admitir, pelo
menos no domínio das hipóteses, que qualquer empréstimo possa ser negociado em regime de juro simples ou no regime de juro
composto. Na prática, o regime de juro simples aplica-se apenas nas operações de curto prazo, com reembolso de capital de uma
só vez no final do prazo. (modalidades 1 e 2). Nos empréstimos que envolvem amortizações escalonadas de capital, aplica-se,
por via de regra, o regime de juro composto.
Nos financiamentos a curto prazo é comum a cobrança de juros antecipados, também chamado quando do capital
emprestado é feito o “desconto por fora”, desconto comercial ou simplesmente desconto bancário. O pagamento é feito muitas
vezes numa parcela única, no valor do capital emprestado. As garantias de empréstimos são garantias reais: hipoteca; penhor;
alienação fiduciária; caução de títulos; caução de direitos creditórios ou garantias fidejussórias (aval e fiança).
Nos financiamentos a longo prazo, o tempo de amortização é mais longo, as taxas de juros são menores e a
devolução dos recursos é feita em várias parcelas. E, em geral os juros são postecipados, ou seja, é aplicado o chamado
“desconto por dentro”, ou desconto racional.
7. 2. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRI CA DA AMORTI ZAÇÃO DE DÍ VI DAS
Todos os sistemas de amortização de dívidas partem dos seguintes pressupostos:
a) que uma parcela em um financiamento é resultado da soma do pagamento de juros e da amortização referente a esta
mesma parcela.
m m m
J K A + = (29)
b) que o total de juros de cada parcela (prestação) é calculado sobre o saldo devedor do período imediatamente anterior, ou seja:
i SD J
m m
.
) 1 ( −
=
(30)


ESCALONADA
DURANTE O PRAZO

A2
NO FIM DO PRAZO
B1
AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL PAGAMENTO DO JURO
MODALIDADE 4
MODALIDADE 5
NO INÍCIOP DO PRAZO
B2
ESCALONADO
B3
MODALIDADE 6


NO FIM DO PRAZO

A1
NO FIM DO PRAZO
B1
NO INÍCIO DO PRAZO
B2
AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL PAGAMENTO DO JURO
MODALIDADE 1
MODALIDADE 2
ESCALONADO
B3
MODALIDADE 3

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82 Financiamento de Projetos de Investimento
c) que o total amortizado é sempre igual ao valor do principal (P) ou valor emprestado:
∑ =
n
n
K P
0
(31)
d) que o saldo devedor em um determinado período de tempo (m) corresponde ao valor inicial da dívida (P) deduzido do total
amortizado até aquele instante:
m m
K P SD
, 0
− =
(32)
7. 2. 4 SI STEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE ( PRI CE)
Este sistema foi criado na França no final do século dezenove, e aprimorado no século passado por Richard Price
Também conhecido como Sistema de Amortização Francês ou Sistema de Prestação Constante.é muito utilizado nas compras de
prazos menores e no crédito direto ao consumidor.
Esse sistema consiste em um plano de amortização de uma dívida em prestações periódicas, iguais e sucessivas,
em que o valor de cada prestação, ou pagamento, é composto por duas parcelas distintas: uma de juros e uma de capital
(chamada amortização).
7.2.4.1 FLUXO DE CAIXA
O fluxo de caixa do Sistema Price é uma série uniforme, de “n” (prazo de amortização) anuidades iguais ao valor
da prestação A, as quais são calculadas através do empréstimo P à taxa de juros “i”.

7.2.4.2 VALOR DAS PRESTAÇÕES.
As prestações no Sistema Price são iguais entre si e calculadas de tal forma que uma parcela da prestação paga os juros e a
outra amortiza o principal. Os juros decrescem enquanto as parcelas de amortização crescem com o tempo, de tal forma que o
valor das prestações se mantém constante, graficamente pode-se apresentar este comportamento da seguinte maneira:

Sendo a prestação constante, o Sistema Price pode ser associada a uma série uniforme de anuidade A.
Assim, para um empréstimo P temos que a prestação corresponde a:
( ) n i P A A P A
M
; ; . = (33)
Amortização =Km
Juros =Jm
Am =Prestação
t = m-n
O 1 2 3 . . . . . . . m-1 m m+1 . . . . . n-1 n
A1 A2 A3 Am-1 Am Am+1 An-1 An = A
P

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83 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.4.3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M)
Considerando que o Saldo Devedor em “m”, imediatamente após o pagamento da m-ésima prestação A,
compreende o total das amortizações ainda não efetivadas. Se atualizarmos a série uniforme que ocorre do período “m” até o
período “n”, estamos, por conseqüência, retirando o total de juros embutidos nestas prestações, remanescendo, apenas, as
parcelas de amortização ainda não realizadas, ou seja, o saldo devedor na data m.

Portanto, para t = m-n temos:
( ) t i A P A SD
M
; ; . = (34)
7.2.4.4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)
Partido do pressuposto fundamental, onde o total de juros de cada parcela (prestação) é sempre calculado sobre o
saldo devedor do período imediatamente anterior, expresso na equação (30), temos:
( )
i SD J
M m
.
1 −
=
Substituindo o valor do Saldo Devedor , da equação (34), chegamos ao valor dos juros calculados na m-ésima
prestação.
( ) 1 ; ; . . + = t i A P i A J
M
(35)
7.2.4.5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM)
Como descreve o pressuposto fundamental, expresso na equação (29) - qualquer parcela em um financiamento é
resultado da soma do pagamento de juros e da amortização referente a esta mesma parcela – ou seja:
m m m
J A K − =
Substituindo a expressão (35) temos
( ) [ ] 1 ; ; . 1 . + − = t i A P i A K
m
(36)
7.2.4.6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M
A amortização acumulada no período de zero até m, corresponde:
m m
K K K K + + + = ...
2 1 , 0


t = n-m
0 1 2 3 .... ..... ... .. m .... .. ... ... ....

n

K
1
K
2
K
3
... .... .. K
m
... ..... .... K
n

t = m-n
O 1 2 3 . . . . . . . m-1 m m+1 . . . . . n-1 n
A1 A2 A3 Am-1 Am Am+1 An-1 An = A
P

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84 Financiamento de Projetos de Investimento
O valor de
m
K
, 0
também corresponde a diferença entre a dívida total (P) e o que falta ser amortizado de “m” à
“n”, ou seja, a diferença entre a dívida P e o Saldo Devedor em “m” (SDm), então:
( ) t i A P A P K
m
; ; .
, 0
− = (37)
7.2.4.7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M
O valor de juros pagos no período de 0 até m é igual a:
m m
J J J J + + + = ...
2 1 , 0

Como cada prestação é igual a soma de uma parcela de juros e uma parcela de amortização, em m pagamentos
da prestação A , temos:
m m
K J A m
, 0 , 0
. + =
Substituindo a expressão (38)
( ) P t i A P A A m J
m
− + = ; ; . .
, 0
(38)
7.2.4.8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM,M’)
O total de juros pagos entre o período m e o período m’ é iguala a:
´
' 1
,
... '
m m m
m m
J J J J + + + =
+


m o m o m m
J J J
, , ,
− =
′ ′
(39)
Ou,
( ) ( ) ( ) [ ] t i
A
P
t i
A
P
A A m m J
m m
; ; ; ; . .
,
− ′ + − ′ =


7.2.4.9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM,M’)
O total amortizado entre o período m e o período m’ é iguala:
' 1
,
... '
m m m
m m
K K K K + + + =
+

Seguindo o mesmo raciocínio aplicado no item anterior, temos:
m o m o m m
K K K
, , ,
− =
′ ′
(40)
ainda, considerando que no período corresponde a (m-m’) prestações, conclui-se que:
( )
m m m m
J A m m K
′ ′
− − ′ =
, ,
.
0 1 2 3 ......... m ................ m’ .............. n
J1 J2 J3 ...... Jm ..... Jm’ ......... Jn
t’ = n-m’
t = n-m

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85 Financiamento de Projetos de Investimento
Substituindo a equação (40), temos:
( ) ( ) [ ] t i
A
P
t i
A
P
A K
m m
′ − =

; ; ; ;
,

7.2.4.10 QUADRO DE FINANCIAMENTO
A elaboração do quadro de financiamento para o Sistema Price segue a seguinte sistemática:
1) Cálculo do valor da prestação: constante para todo o período de amortização ( n → 0 ):
( ) n i; ;
P
A
P. A A
m
= =
2) Do período 1 ao período”n”, repetição dos passos a seguir.
a) Cálculo da parcela de Juro no período:
i . SD J
1 - m m
=

b) Cálculo da parcela de amortização no período:
m m
J - A K =

c) Cálculo do Saldo Devedor no período:
m 1 - m m
K - SD SD =
)
PERÍODO
(M)
SALDO
DEVEDOR
(SDM)
PRESTAÇÃO
(AM)
AMORTIZAÇÃO
(KM)
JUROS
(JM)
0 P
1 SD0-K1= P-K1 A1=A=P.(A/P;i;n) K1=A-J1 J1=SD0.i=P.i
.
.
.
. .

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
. m-1 SDm-1
m SDm-K1 Am=A=P.(A/P;i;n) Km=A-Jm J1=SDm-1.i
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
n SDn-K1=0 An=A=P.(A/P;i;n) Kn=A-Jm J1=SDn-1.i
7.2.4.11 EXEMPLOS:
EXEMPLO 65 Considerando o Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas, através do Sistema Price, a taxa de juros
igual a 4 % a.m., determinar:
a) o valor das prestações.
b) o total de juros incluídos na 3ª prestação.
c) o valor da amortização da 3ª prestação.
d) o total de juros pagos até a 3ª prestação.
e) o total amortizado até a 3ª prestação.
f) o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação.
g) total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações.
h) o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações.


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86 Financiamento de Projetos de Investimento
EXEMPLO 66 Elaborar o quadro de Amortização ou do Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas mensais, através
do Sistema Price, a taxa de juros iguala a 4 % a.m.
Mês Saldo Devedor Prestação Amortização Juros
0 10000,00
1 8153,73 2246,27 1846,27 1846,27
2 6233,61 2246,27 1920,12 3766,39
3 4236,68 2246,27 1996,93 5763,32
4 2159,88 2246,27 2076,80 7840,12
5 0,00 2246,27 2159,88 10000,00
A= 10000(A/P;4;5)=2246,27

7. 2. 5 SI STEMA DE AMORTI ZAÇÕES CONSTANTES (SAC)
O Sistema de Amortizações Constantes (SAC) é normalmente utilizado para financiamentos de longo prazo.
Como o próprio nome diz, neste sistema, as amortizações são iguais. O valor da amortização é calculado tomando por base o
total da dívida (Principal) dividido pelo prazo do financiamento, como um percentual fixo da dívida, desta forma é considerado um
sistema linear.

7.2.5.1 FLUXO DE CAIXA
No fluxo de caixa do Sistema de Amortização Constante (SAC) as prestações decrescem em progressão
aritmética na mesma medida do decréscimo dos juros, apresentando a seguinte conformação:

Esta configuração do fluxo do SAC decorre da sistemática de cálculo dos componentes das prestações do
sistema. Como a amortização no SAC é constante ao longo do contrato, o saldo devedor decresce de forma constante ao longo
do mesmo período. Como os juros a cada períodos são calculados em função do saldo devedor - o qual decresce linearmente ao
longo do contrato - os juros, a cada período, decrescem de forma linear - proporcionalmente ao saldo devedor. Ocorrendo ao
longo do contrato juros linearmente decrescentes e amortizações constantes há como resultante um fluxo de prestações também
linearmente decrescentes e na mesma razão dos juros.
0 1 2 3 . . . . m-1 m m+1 . . . n-1
t = m-n
P
An
An-1
Am+1
Am
Am-1
A3
A2
A1
Amortização =Km
Juros =Jm
O m n
Am =Prestação

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87 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.5.2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A1 A An.
A cota de amortização em todas as prestações do SAC é constante e igual ao valor da dívida no início do prazo de
amortização dividido por “n” (prazo de amortização).
n
P
K
m
= (41)
7.2.5.3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “m”
O Saldo Devedor, imediatamente após o pagamento da m-ésima parcela, corresponde ao somatório das
amortizações contidas nas prestações ainda não quitadas ( n m → +1 ), ou seja:
n
P
t K t SD
m
. . = =
( )
n
m n P
SD
m

=
.
(42)
7.2.5.4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO
O valor do juro contido na m-ésima parcela (
m
J
), considerando a expressão (30), é calculado sobre o saldo
devedor do período imediatamente anterior, ou seja:
i SD J
m m
.
) 1 ( −
= :
sendo
1 − m
SD , igual a:

( ) [ ]
n
m n P
SD
m
1 .
1
− −
=


resultando.
( ) [ ]
n
m n
i P J
m
1
. .
− −
= (43)
7.2.5.5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO
Diante do pressuposto de que a prestação é sempre obtida através da soma da parcela de juros e a parcela de
amortização do período de tempo considerado, ou seja:
m m m
J K A + =

substituindo as expressões (41) e (43) tem-se:
( ) [ ]
n
i m n
P A
m
. 1 1
.
− − +
= (44)
7.2.5.6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M
O total de juros incorporado nas prestações de 0→ m é obtido através do seguinte somatório:
m m
J J J J + + + = ...
2 1 , 0

Substituindo as parcelas de juros pela equação (43)

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88 Financiamento de Projetos de Investimento
( ) ( ) ( ) 1 .
.
... 1 .
.
0 .
.
, 0
+ − + + − + − = n n
n
i P
n
n
i P
n
n
i P
J
m

( ) [ ] 1 ... 1 .
.
, 0
+ + − + = n n
n
i P
J
m

que substituindo a fórmula da soma de P.A. em ( ) [ ] 1 ... 1 + + − + n n , resulta:
( ) [ ] 1 . 2 .
. 2
. .
, 0
− − = m n
n
m i P
J
m
(45)
7.2.5.7 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M
Considerando que a amortização é igual ao longo do prazo de contrato, em “m” parcelas pagas tem-se:
K m K
m
.
, 0
=
Ou
n
P m
K
m
.
, 0
= (46)
7.2.5.8 QUADRO DE FINANCIAMENTO
A elaboração do quadro de financiamento para o SAC segue a seguinte sistemática:
1) Cálculo do valor da parcela de amortização é: constante para todo o período de amortização ( n → 0 ):
n
P
K K
m
= =
2) Cálculo dos sucessivos valores de saldo devedor, ao longo do período de amortização (
n → 0
):
K SD SD
m m
− =
−1

3) Cálculo do sucessivos valores de juros, ao longo do período de amortização (
n → 0
):
i SD J
m m
.
1 −
=

4) Cálculo do sucessivos valores das prestações, ao longo do período de amortização (
n → 0
):
m m
J K A + =

PERÍODO
(M)
SALDO
DEVEDOR
(SDM)
PRESTAÇÃO
(AM)
AMORTIZAÇÃO
(KM)
JUROS
(JM)
0 SD0=P
1 SD0-K A1=K1+J1 K1=K=P/n J1=SD0.i
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
m SDm-K Am= K1+J1 K1=K=P/n J1=SDm-1.i
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
n SDn-K=0 An= K1+J1 K1=K=P/n J1=SDn-1.i

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89 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.5.9 EXEMPLOS:
EXEMPLO 67 Considerando o Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas, através do SAC, a taxa de juros igual a
4 % a.m., determinar:
a) o valor da 3ª. prestação
b) o total de juros incluídos na 3ª prestação.
c) o valor da amortização da 3ª prestação.
d) o total de juros pagos até a 3ª prestação.
e) o total amortizado até a 3ª prestação.
f) o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação.
g) total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações.
h) o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações.




4) Elaborar o quadro de Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas mensais, através do SAC, a taxa de juros
igual a 4 % a.m.
Mês Saldo Devedor Prestação Amortização Juros
0 10000,00
1 8000,00 2400,00 2000,00 2000,00
2 6000,00 2320,00 2000,00 4000,00
3 4000,00 2240,00 2000,00 6000,00
4 2000,00 2160,00 2000,00 8000,00
5 0,00 2080,00 2000,00 10000,00
7. 2. 6 SI STEMA DE AMORTI ZAÇÃO MI STA ( SAM)
Neste sistema de amortização o valor da prestação, em determinado período, é obtido por meio da média
aritmética simples entre a prestação obtida no período considerado, no SAC – Sistema de Amortização Constante e a prestação
obtida na Tabela Price no mesmo período. Em decorrência da regra de cálculo das prestações do SAM, todos os valores
(amortizações, juros, saldo devedor, etc. ) neste sistema são obtidos através da média aritmética dos valores correspondentes do
Sistema Price e do SAC. sendo que o formulário deste sistema pode assim ser descrito:
2
SAC PRICE
SAM
X X
X
+
=
(47)
Quanto à razão de decréscimo da prestação no SAM, como na Tabela PRICE não possui razão (zero), ela
também é a metade daquela apurada no SAC.
Este é um sistema de amortização que, à época do BNH – Banco Nacional da Habitação - era utilizado em
operações de crédito imobiliário.


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90 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.6.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 68 Considerando o Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas, através do SAM, a taxa de juros igual a
4 % a.m., determinar:
a) o valor da 3ª. prestação
b) o total de juros incluídos na 3ª prestação.
c) o valor da amortização da 3ª prestação.
d) o total de juros pagos até a 3ª prestação.
e) o total amortizado até a 3ª prestação.
f) o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação.
g) total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações.
h) o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações.
i) elaborar o Quadro financeiro



6) Elaborar o Quadro de Financiamento de R$ 10.000, a ser pago em 5 parcelas mensais, através do SAM, a taxa de juros
igual a 4 % a.m.
Mês Saldo Devedor Prestação Amortização Juros
0 10000,00
1
2
3
4
5
7. 2. 7 SI STEMA AMERI CANO
Neste sistema de amortização, há a concessão de carência e o devedor sómente devolve o principal, por meio de
uma única parcela de amortização, no final do contrato, data de vencimento da dívida. Durante o prazo de carência pode ou não
ser realizado o pagamento dos juros. Esta modalidade de financiamento é utilizada em crédito rural.

Quanto há pagamento de juros da dívida durante a carência, como mostra o fluxo acima, o valor da amortização,
no final do contrato, é igual ao valor do empréstimo. Neste modelo também se verifica indiferença entre a aplicação de juros
simples ou juros compostos pois os juros são integralmente quitados, a cada período, no ato de seu vencimento

P=P0
F=P0.(1+i)
n
0 1 2 3 4 ... ... ... n-1 n
P=P0
F=P0

0 1 2 3 4 ... ... ... ... n-1 n
J1 J 2 J3 J4 ... ... ... Jn-1 J n=P0.i

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91 Financiamento de Projetos de Investimento
O Sistema Americano com carência e sem pagamento de juros, como representado no fluxo de caixa acima, é
bastante usual. Neste caso, os juros são computados para pagamento no momento de vencimento da dívida, junto com a parcela
de amortização.

Outra variedade do Sistema Americano é a cobrança antecipada de juros, neste caso, o valor do contrato é igual
ao valor do empréstimo solicitado no tempo zero e o valor efetivamente recebido pelo mutuário é calculado mediante o desconto
dos juros no ato da contratação.
7.2.7.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 69 Uma empresa solicita um empréstimo de R$ 100.000 u.m. que o banco libera em 2 parcelas iguais, mas
defasadas de um mes, sendo a 1ª no ato. Informa-se que o banco concedeu 5 meses de carência, e que a dívida
será paga pelo Sistema Americano no vencimento da carência. A taxa de juros cobrada é de 10% a.m. Pede-se
construir a planilha da operação de crédito, considerando:
a) que os juro serão pagos mensalmente.
b) que os juros serão capitalizados durante a carência



Mes SD Juros Amortização Anuidade Mes SD Juros Amortização Anuidade
0 50.000 0 50.000
1 50.000 1 50.000
2 2
3 3
4 4
5 5

7. 2. 8 SI STEMA DE AMORTI ZAÇÃO CRESCENTE - SACRE
O Sistema de Amortização Crescente -SACRE é derivado do SAC, sua fórmula inicial de cálculo é igual ao SAC..
A diferença do SAC para o SACRE é apenas o recalculo, ou seja, um novo cálculo após um determinado período de andamento
do contrato. Para o SACRE, sempre se. Assim o recalculo força o crescimento da amortização e a rapidez do pagamento.
O SACRE foi adotado pela Caixa Econômica Federal nas suas linhas de financiamento da casa própria que
usavam recursos do FGTS.O recálculo era feito em função do valor da TR e para o o prazo remanescente de pagamento este
sistema, resultando em amortização variável. Os recálculos acontecem, na sua maioria, a cada 12 (doze) meses.
Ao contrário do que acontece no SAC a parcela de amortização não é constante e sim crescente, o que permitia
que a dívida fosse paga mais rapidamente.
No SACRE, durante o prazo de financiamento, a prestação cai continuamente até o final do financiamento.
ia
taxa antecipada
P0=P.(1-ia)
F=P

0 1 2 3 4 ... ... ... n-1 n

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92 Financiamento de Projetos de Investimento
7.2.8.1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS
O valor da prestação mensal, que vigora ao longo de períodos anuais, é calculado de forma análoga ao SAC.
Inicialmente se obtém a amortização anual (
aj
K ), pela divisão do saldo devedor atual pelo número de anos restantes:
aj a
j a
aj
n n
SD
K

=
− ) 1 (
(48)
O juro relativo ao ano
j
a (
aj
J ) é calculado por:
i SD J
j a aj
.
) 1 ( −
=
(49)
sendo, portanto o valor da prestação anual relativa ao ano “j” igual a:
aj aj aj
J K A + =
A divisão desta prestação anual do ano “j” é dividida por 12 cujo resultado define o valor da prestação mensal
(constante) a ser paga mensalmente neste ano “j” .
12
aj
m
A
A
aj
= (50)
O Saldo Devedor, ao final de cada ano corresponde a diferença do saldo devedor do período imediatamente
anterior menos o valor futuro da série uniforme, de 1 meses, obtida pela fórmula anterior.
7.2.8.2 EXEMPLO:
EXEMPLO 70 Elaborar o Plano de Financiamento de uma dívida de R$ 10.000,00 a ser amortizada pelo SACRE, em 5 anos,
prestações mensais calculadas através da taxa de juros de 12% a.a. (taxa efetiva = 1% a.m.)
SOLUÇÃO:
a) Elaboração do Plano Anual p/ determinação da prestação mensal ao longo de cada ano:
1º passo: cálculo da amortização do ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano):
1) - (m - n
SD
K K
1) - (m
SAC(ano) m
= ⇒

2º passo: Cálculo do juro no ano ¨m¨( do 1º até “n-ésimo” ano):
(nominal) : anual 1) - (m SAC(ano) m
.i SD J J = ⇒
3º passo: Cálculo da prestação no ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano):
) ( ) ( SAC(ano) m
K A A
ano SAC ano SAC
J + = ⇒
4º passo: Cálculo da prestação mensal ao longo no ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano)
12
) (
.
ano SAC
mensal SACRE
A
A =
5º passo: Cálculo do Saldo Devedor no final do ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano)
,12) i (F/A, * A - SD SD SD
mensal (m) al SACRE.mens 1) - (m SACRE(ano) m
= ⇒
6º passo: Repetição do 1º ao 5º passos, até o último ano de financiamento:
12
) (
º
mensal nto financiame prazo
anos n =


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93 Financiamento de Projetos de Investimento
Plano anual de Financiamento:
ANO KSAC(ANO) J SAC (ANO) A SAC (ANO) A SACRE MENSAL
SDSACRE (FINAL ANO)
SDM
0 0 10000
1 2000 1200 3200 266,67 7886,231
2 1971,56 946,3477 2917,91 243,16 5802,546
3 1934,18 696,3055 2630,49 219,21 3758,341
4 1879,17 451,001 2330,17 194,18 1772,322
5 1772,32 212,6786 1985 165,42 -100,829

b) Elaboração da Planilha Financeira Mensal do SACRE:
Definidas as prestações do SACRE, na tabela anterior, que vigoram ao longo de cada ano, os demais elementos da
planilha seguem a metodologia da Tabela Price para juros efetivos mensais.
mês Saldo Devedor Amortização Juro Prestação
0 10.000,00
1 9.833,34 166,66 100 266,66
2 9.665,01 168,33 98,33 266,66
... ... ... ... ...
11 8.072,23 184,1 82,56 266,66
12 7.886,29 185,94 80,72 266,66
13 7.721,99 164,3 78,86 243,16
... ... ... ... ...
23 5.985,85 181,49 61,67 243,16
24 5.802,54 183,31 59,85 243,16
25 5.641,36 161,18 58,02 219,2
... ... ... ... ...
35 3.938,21 178,04 41,16 219,2
36 3.758,39 179,82 39,38 219,2
37 3.601,79 156,6 37,58 194,18
... ... ... ... ...
47 1.946,99 172,99 21,19 194,18
48 1.772,27 174,72 19,46 194,18
49 1.624,58 147,69 17,72 165,41
... ... ... ... ...
59 63,95 163,13 2,27 165,41
60 -100,83 164,78 0,63 165,41



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94 Financiamento de Projetos de Investimento
7. 2. 9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DI FERENTES SI STEMAS DE AMORTI ZAÇÃO
O que difere os sistemas de amortização que utilizam o princípio do pagamento periódico dos juros e de
amortizações, como é o caso Sistema Francês de Amortização, Sistema de Amortização Constante – SAC ou Sistema de
Amortização Misto – SAM, é única e tão somente o critério de calcular o valor da prestação inicial. A metodologia de cálculo dos
juros é idêntica em todos os sistemas, ou seja, aplica-se a taxa de juros contratada sobre o saldo devedor do período
imediatamente anterior e, em todos eles, a quota de amortização é apurada pela diferença entre o total da prestação e os juros
quitados.
O comportamento das prestações, juros, saldo devedor e quota de amortização nos Sistemas PRICE, SAC, SAM
e SACRE são melhor visualizados nos gráficos a seguir:



Ao se analisar o comportamento financeiro entre os sistemas SAC, SACRE, SAM e PRICE, pode ser notado que
em todos estes sistemas os juros são decrescentes, que o SAC e SACRE apresentam um impacto inicial mais significativo em
relação à quota de amortização e ainda cabendo destacar que:
− No SAC e SACRE, o valor da prestação inicial é maior do que no SAM e no PRICE e, por conseqüência,
enquanto referida prestação se mantém superior aos demais sistemas, o mesmo ocorre com a quota de
amortização;
− À medida em que a prestação, no SAC e no SAM, vai decrescendo, reduz-se a distância entre a quota de
amortização verificada nesses sistemas em relação ao Price;
− Como no SAC a liquidação da dívida no inicio do financiamento é maior que no Sistema Price, o total pago a
titulo de juros, ao longo de contrato, é menor em relação ao Price.
− O somatório das quotas de amortização, independentemente do sistema de amortização, é o mesmo, ou
seja, o valor do capital emprestado.
No Sistema Price pelo fato das prestações serem fixas e menores no início, em relação aos demais sistemas de
amortização, é uma virtude deste método, porém, os juros pagos no começo são altos e o valor a ser amortizado muito pequeno.
Este alto pagamento de juros inicialmente faz com que a quitação de um empréstimo em longo prazo encareça em relação às
demais modalidades de financiamento.
Juros Acumulados
Prazo Amortização
R$
JPRICE
JSAM
JSACRE JSAC
Amortização x Prazo
Prazo de Amortização
Cota de Amortização
JPRICE
JSAM
JSACRE JSAC
Saldo Devedor x Prazo
Juros x Prazo
Prazo de Amortização
Saldo
Juros
JPRICE
JSAM
JSACRE JSAC
Prestação x Prazo
Prazo de Amortização
Prestação
JPRICE
JSAM
JSACRE JSAC

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95 Financiamento de Projetos de Investimento
O Sistema de Amortização Constante (SAC) tem nas prestações decrescentes sua principal vantagem e como
desvantagem o valor muito alto das primeiras parcelas em relação aos demais sistemas de amortização escalonada.
O total de juros pagos no Sistema Price motiva constantes críticas a este sistema, em especial, quando
comparado ao Sistema de Amortização Constante. Porém, cabe ratificar que este fato não decorre de nenhuma anormalidade
desse modelo, mas apenas e tão somente, está associado a quanto o mutuário está pagando, ou seja, como ele desembolsa um
valor mais elevado no SAC, a título de prestação, há maior amortização do financiamento e conseqüente menor quantidade de
juros a medida que se processa o contrato.
A única condição capaz de evitar a ocorrência de ‘juros dos juros’, denominada capitalização de juros ou
anatocismo, qualquer que seja o sistema de amortização, é que os juros sejam pagos integralmente à época de sua apuração, ou
seja, eles não serão, parcial ou integralmente, incorporados ao saldo devedor, evitando compor, juntamente com o capital, a base
de cálculo para apuração dos juros para os períodos subseqüentes.
7. 2. 10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETI MENTO DE RENDA
O Plano de Reajuste estipula no contrato de financiamento, os critérios a serem observados para a correção
monetária das prestações, acessórios (diferentes taxas bancárias) e Saldo Devedor. O sistema de amortização submetido a
efeitos de correção monetária somente mantém a exatidão de suas propriedades matemáticas, caso as parcelas da Prestação
(K+J) e do Saldo Devedor sofram sua incidência na mesma época e com a mesma proporção e, ainda, caso a cota periódica de
Amortização (Km) seja subtraída do Saldo Devedor remanescente já acrescido deste efeito.
Ao longo da existência do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, em função dos vários momentos da Política
Econômica brasileira, diversos Planos de Reajustes foram adotados pelo mercado financeiro.
Com a crise econômica houve um pronunciado descompasso entre a inflação e os reajustes dos salários no
Brasil. Frente a esta situação as entidades econômicas estipularam várias regras, que passaram a controlar os Planos de
Reajuste, buscando restringir os reajustes das prestações na magnitude da inflação para o Sistema Financeiro de habitação -
SFH de tal forma a compatibilizar com a capacidade salarial dos trabalhadores.
O Plano de Equivalência Salarial - “PES”, criado em 1969, foi uma medida adotada pelo governo para esta
situação, e estipulava um percentual máximo de comprometimento de renda para pagamento de prestações do SFH. O Plano de
Comprometimento de Renda - PCR passou, efetivamente, a ser considerado como “limite” de reajustes monetários da Prestação,
a partir da edição da Lei 8.004/90, pois determinava que a relação “prestação/renda”, verificada na assinatura do contrato, não
poderia ser ultrapassada em todo o prazo convencionado. A Lei 8.692/93 adotou a relação “Encargo Mensal/Renda Familiar
Bruta” e impôs como limite máximo de comprometimento a ser fixado contratualmente o percentual de 30%.
Os Planos de Reajustes com Equivalência Salarial, em suas várias modalidades, estipularam restrições ao pleno
reajuste da Prestação, implicando o desvirtuamento do sistema de amortização, com a perda da exatidão de sua propriedade
básica: prestação calculada de tal forma a liquidar os juros e o capital emprestado, no prazo convencionado. Este desvirtuamento
do Sistema de Amortização, caracterizado pelas conhecidas “Amortizações Negativas
7.2.10.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 71 Seja um financiamento de R$ 200.000,00 a ser pago em 5 prestações anuais com taxa de juros de 10% ao ano
com capitalização anual. Efetuar a amortização pelo Sistema Price ou Francês, considerando as seguintes taxas
de inflação nos períodos.
Período Taxa de Inflação
0-1 50%
1-2 40%
2-3 38%
3-4 35%
4-5 30%

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96 Financiamento de Projetos de Investimento
7. 2. 11 EXERCÍ CI OS PROPOSTOS:
1) Uma empresa contraiu um empréstimo de 20.000 u.m., a ser resgatado em 4 prestações anuais, com juros de 10% a.a.
Elaborar o plano de amortização da dívida. (Sistema Francês, SAC e SAM).
2) Um empréstimo recebido de 100.000 u.m. à taxa de 10% a.a. deve ser pago em 4 parcelas trimestrais pelo Sistema
SAM, pergunta-se:
a) Qual o valor de cada parcela?
b) Qual o valor dos juros pagos em cada parcela?
c) Qual o valor das amortizações contidas em cada parcela?
3) Um imóvel no valor de 300.000 u.m. foi vendido, sendo 2/3 pagos no ato e o saldo foi financiado por 5 anos, à uma taxa
de 10% a.a., a ser pago em prestações mensais. Após 15 meses o comprador deseja liquidar o S.D. de uma só vez.
Quanto deverá pagar? Analise p/ os Sistemas Price, SAC e SAM.
4) Um empreendimento com investimento inicial de 100.000 u.m. foi financiado com 4 anos de carência e 12 anos para
amortizar a dívida. Durante o prazo de carência o empresário paga apenas os juros, sendo a taxa de 5% a.a. Analisar
para o Sistema Price
a) Qual o valor das anuidades à serem pagas?
b) Achar o valor das anuidades, admitindo-se que durante o prazo de carência não seja obrigatório o pagamento
dos juros.
c) Se o empresário quiser quitar a dívida após a 10ª amortização, qual seria o Saldo Devedor?
5) Um senhor comprou um imóvel em janeiro de 1.973, através do antigo S.F.H. O preço do imóvel era de Cr$ 425.000,00
sendo que 30% deveria ser pago no ato e o restante, financiado em 15 anos pelo Sistema Price, à taxa efetiva de 9%
a.a., mais a Correção Monetária trimestral medida pela variação da UPC. As prestações do financiamento seriam pagas
trimestralmente e corrigidas 4 vezes por ano (em 01/jan., 01/abr., 01/jul. e 01/out.). Pergunta-se:
a) Qual o preço de cada prestação, expressa em UPC?
b) No pagamento da primeira anuidade, qual o valor do juro e qual o valor da amortização?
c) Em outubro de 1.983 o proprietário quitou a dívida. Qual foi o valor pago em UPC? E em Cr$?
obs.: UPC JAN./73 = Cr$ 70,87
OUT./83 = Cr$ 5.987,49
6) Considere uma dívida de 100.000 u.m. a ser resgatada em 25 prestações com 4% de juros. Depois de quantas
prestações o valor da prestação do Sistema Price passa à ser superior à do SAC?
7) Uma pessoa fez um empréstimo à juros de 4% a.m. e saldou a dívida pelo SAC em 10 prestações. A soma dos valores
nominais das prestações foi de 50.000 u.m. Se a dívida tivesse sido paga pelo Sistema Price, qual seria a soma dos
valores nominais?
8) Um imóvel foi vendido por 100.000 u.m. pela Tabela Price de 12% a.a., em 24 prestações mensais. Após cinco
pagamentos, terminou o ano civil em curso e o comprador desejou informar na Declaração do I.R. o total de juros pagos
neste ano civil.
a) Qual é este valor?
b) Achar os juros à serem informados na Declaração do I.R. do ano seguinte ao do considerado no problema
anterior?
c) Qual a importância amortizada total, no ano civil que considerou cinco pagamentos, no problema 8 (oito)?
d) Qual a importância amortizada total durante o ano civil que considerou os 12 pagamentos posteriores ao do
problema anterior?
9) Um cidadão adquiriu um imóvel por 8.000 URV, à ser pago em 100 parcelas e juros pela Tabela Price de 12% a.a.
Admitindo o pagamento em parcelas mensais, pergunta-se: No final do pagamento quanto o cidadão terá pago de juros
nos 3 sistemas (Price, SAC e SAM)?

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97 Financiamento de Projetos de Investimento
10) Para um investimento de 75 mil ORTN's, uma empresa obteve, em 1.982, um financiamento de 60% do investimento
junto ao BNDES, nas seguintes condições:
• Prazo: 8 anos, sendo 2 de carência.
• Correção monetária: Variação das ORTN's (título do Tesouro na época - 1.982)
• Forma de pagamento: Juros pagos trimestralmente durante a carência e amortização mensal (SAC).
• IOC - imposto sobre operações de crédito : 1,5% no ato, sobre o valor financiado.
• Outras despesas: (registros de cartório, despesas com hipotecas,..): arbitradas em 1% sobre o valor do
financiamento.
Achar a taxa efetiva anual do financiamento
11) Uma empresa fez um empréstimo equivalente a 2.000.000 u.m. em um banco alemão nas seguintes condições:
• Juros de 2,8% ao trimestre (efetivos)
• Pagamento em 5 prestações anuais pelo SAC, em Marcos.
Se a valorização do Marco em relação àquela moeda padrão (u.m.) nos próximos anos for estimada em 36%, 35%,
38%, 40% e 39%, calcule o valor em u.m. das prestações a serem pagas.
12) João tomou emprestado 8.000 u.m. para pagar em 10 meses à taxa de 10% a.m. Para saldar as prestações faria uso de
1.500 u.m. mensais proveniente de outro investimnto. João tem preferência pelo SAC, mas, se o valor que dispõe não
for suficiente para as prestações, aceita assinar o contrato pelo Sistema Price deixando acertado com o agente
financeiro que tão logo possa transformar o contrato em SAC, assim seria feito. Verificar quando haveria a alteração
contratual desejada por João.
13) Qual o valor da prestação paga no décimo mês referente à uma dívida de Cr$ 1.000,00 à ser amortizada pelo Sistema
Price à taxa de 12% a.a., em parcelas mensais, sendo 2 anos o prazo de amortização e as parcelas corrigidas em
função do valor das ORTN's. Supondo que no 10° mes a ORTN valia Cr$ 380,00 e na época da contratação da dívida
Cr$ 290,00.
14) Ao fazer um empréstimo de uma importância de 50.000 u.m. em uma instituição financeira a pessoa terá que pagar:
quantia recebida 50.000 u.m.
juros de 20% 10.000 u.m.
despesas bancárias 1.500 u.m.
Total 61.500 u.m.
Tal quantia, 61.500 u.m., segundo a Instituição, deverá ser paga em 8 prestações iguais de 7.687,50. Qual o custo
efetivo por período da transação?
15) Uma dívida de 100.000 u.m. incorrida em t=0 deve ser paga em 10 prestações com juros de 10% sobre o S.D.
a) Elaborar o plano de amortização da dívida sendo a primeira prestação paga em t=1. Planeja-se usar o
Sistema Price mas, logo após o pagamento da 5ª prestação, muda-se para o SAC.
b) Calcular também o total de juros pagos, mas sem o uso da planilha financeira.
16) Uma empresa solicita um empréstimo de 1.000.000 u.m. que o banco libera em 2 parcelas iguais, mas defasadas de um
mes, sendo a 1ª no ato. Informa-se que o banco concedeu 3 meses de carência, que os juro serão pagos mensalmente
e que a dívida será paga pelo Sistema Americano no vencimento da carência. A empresa deve ainda 0,50% sobre o
total de encargos e amortização decorrente de IOF e que deve ser pago no ato do contrato. A taxa de juros cobrada é
de 10% a.m. Pede-se:
a) Construir a planilha da operação de crédito.
c) Calcular o custo efetivo da operação.
d) Qual o valor à moeda corrente da 4ª prestação se as inflações mensais no período foram respectivamente de
7,1%, 8,5% e 10%.

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98 Depreciação de Equipamentos
8 DEPRECI AÇÃO DE EQUI PAMENTOS
Os bens que constituem o ativo de uma empresa, em decorrência do desgaste e envelhecimento, sofrem
constantes desvalorizações ao longo da vida útil. Esta perda progressiva de valor do ativo é denominada de depreciação que
pode ser tratada pela empresa sobre o enfoque contábil e gerencial.
Sob a ótica contábil a depreciação é considerada como uma despesa relacionada com a perda de valor que sofre
qualquer ativo fixo de uma empresa ao longo de sua vida útil e que pode ser lançada no acerto tributário da empresa. Para fins
gerenciais a depreciação é vista como a reserva periódica que a empresa deve realizar que tal modo a permitir, ao fim de certo
tempo, a renovação do ativo fixo. Neste conceito, os valores provisionados neste fundo devem cobrir os valores periodicamente
estimados da depreciação dos equipamentos da empresa.
8.1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO
A perda de valor de um equipamento pode ocorrer através de:
depreciação real
depreciação contábil
A Depreciação Real é o decréscimo efetivo do valor do bem motivado por decorrentes de deterioração, desgaste
ou obsolência enquanto que a Depreciação Contábil é uma estimativa da perda de valor sofrida pelo bem cuja regra é definia
pela legislação tributária.
A depreciação real pode se classificar em:
Depreciação Física
Depreciação Funcional
Depreciação devida à acidentes
A Depreciação Física é a perda de valor devido à ação de elementos físicos e/ou químicos, que afetam o
rendimento do bem no desempenho de seu serviço. Podendo ser decorrente da:
Depreciação pelo Uso - devido a ação de elementos como choque, abrasão, vibração,...
Depreciação pela Deterioração - devido a ação da corrosão, decomposição química,...
A Depreciação Funcional é a perda de valor decorrente de alterações na demanda de serviços que o bem pode
prestar. Podendo ocorrer através da:
Depreciação por obsolência - resultante de inovações tecnológicas que tornam o bem economicamente
inferior a outro.
Depreciação por insuficiência - resultante da incapacidade produtiva de um bem para executar seus
serviços.
Depreciação por Inadequação - resultante da descaracterização do bem para o uso a que se destina.
Depreciação por situação independente do bem - resultante de alterações das condições normais de serviço
que levem a empresa retirar de operação equipamentos ainda em condições satisfatórias de uso.
8.2 VIDA ÚTIL DE ATI VOS FIXOS
O período ao longo do qual a depreciação é processada é chamado de vida útil do bem.
A vida útil de um equipamento é o período de tempo durante o qual o bem tem condições de ser utilizado. Podem
ocorrer as seguintes considerações de vida útil:
Vida Útil Real - é a duração efetiva de um bem, isto é, o número de anos que o equipamento é utilizado no
desempenho do serviço para o qual foi adquirido.
Vida Útil Contábil - é o tempo de vida do bem estabelecida pela legislação tributária.

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99 Depreciação de Equipamentos
Vida Útil Tecnológica – refere-se ao tempo que decorre antes que apareça uma nova máquina que torne o
equipamento atual obsoleto. Esta duração é de difícil previsão, mas com o avanço tecnológico este espaço
de tempo é cada vez mais curto.
Vida Útil Econômica - é o tempo para que o bem atue economicamente
8. 3 MÉTODOS DE DEPRECI AÇÃO
Como a depreciação de equipamento é um dos componentes do custo de produção sua determinação é
fundamental para apuração do lucro real de uma empresa. Para a modelagem matemática da depreciação real seria necessária a
realização de avaliações periódicas e a preços constantes, do patrimônio da empresa. Como este processo é bastante oneroso
são utilizadas modelagens tradicionais para avaliação da depreciação periódica, buscando o melhor ajuste em função do tipo de
equipamento e/ou atividade empregada.
Existem diversos métodos para o cálculo da depreciação entre os quais mencionamos os seguintes:
Método Linear
Método Exponencial
Método da Soma dos Dígitos
Método da Soma Inversa dos Dígitos
Método do Fundo de Reserva
Método da Depreciação por Produção
8. 3. 1 TERMI NOLOGI A USUAL E NOMENCLATURA
A avaliação da depreciação de um ativo fixo envolve, basicamente, os elementos representados nos gráficos abaixo:

Valor de Aquisição (
0
V
) - é o valor inicial do bem a ser depreciado.
Valor residual (
R
V
) - valor do bem ao final de sua vida útil (n)
Valor Depreciável (
n
D )- diferença entre o valor de aquisição e o valor residual do bem.
R n
V V D − =
0

Valor Contábil (
t
V ) - é o valor do bem após “t” anos de utilização.
Depreciação Acumulada durante “t “ anos (
t
D ) - é a perda de valor do bem durante “t” anos de
utilização e corresponde ao somatório das cotas anuais de depreciação desde a aquisição até o período
“t”.
t t
V V D − =
0


Cota Anual de Depreciação (
t
d
) - é a parcela de depreciação ocorrida entre o período ( t -1) e o
período “ t ”
dt
0 t-1 t n
Dn
Dt
VR
Vt
V0
$
0 t n tempo

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100 Depreciação de Equipamentos
8. 3. 2 MÉTODO LI NEAR
O método linear define uma depreciação anual constante durante a vida útil do bem e, a qual é obtida pela divisão
do valor depreciável pela sua útil. É o método utilizado para contabilidade fiscal e segue as seguintes premissas:
A depreciação é função do tempo e não do uso;
Não leva em conta o fator custo do capital;
A eficiência do equipamento é constante durante a vida útil.

n
V V
n
D
d
R n
t

= =
0
(51)
8.3.2.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA
d t D
t
. = (52)
Onde,
Dt = Depreciação acumulada até o ano “t”
t = nº de anos decorridos
d = cota anual de depreciação
8.3.2.2 VALOR CONTÁBIL
O valor contábil do bem após a ulização durante um período igual a “t” corresponde a:
t d V D V V
t t
.
0 0
− = − =
(53)
8.3.2.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO
A taxa percentual de depreciação do Método Linear é obtida pela seguinte expressão:
100 .
.
0
0
n V
V V
T
R
R

=
(54)


V1
VR
dt
dt
dt
Vt
V2
Vt-1
V0
0 1 2 ... t-1 t ...
n tempo

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101 Depreciação de Equipamentos
8.3.2.4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL
O Método de Depreciação Linear é o método que embasa as regras estabelecidas na legislação do Imposto de
Renda de Pessoa Jurídica. O Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, estabelece a depreciação como um custo operacional
dedutível no IRPJ e fixa o tempo mínimo para que a vida útil do ativo assuma valor residual igual à zero.
A máxima taxa anual admitida pela legislação tributária é chamada de Taxa Percentual Fiscal de Depreciação
Linear e é determinada sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis considerando o valor residual nulo (
0 =
R
V
), sendo
expressa por:
n
T
f
100
=
(55)
Mediante a aplicação da taxa anual de depreciação a legislação estabelece a quota de depreciação máxima
registrável na escrituração como custo ou despesa operacional e fixa, portanto, o prazo mínimo que o do bem pode ser
depreciado pelo contribuinte. Algumas taxas de depreciação anual estipuladas pelo Fisco Federal são apresentadas no quadro
abaixo:
BENS
TXA. DE
DEPRECIAÇÃO
ANUAL (TF)
VIDA ÚTIL
CONTÁBIL
Betoneiras 33 % 3
Britadores 17 % 5,8
Caminhões (trafegando sob condições
normais)
20 % 5
Caminhões (trafegando em condições
precárias)
25 % 4
Motocicletas 25 % 4
Desvio de Estrada de Ferro 10 % 10
Edifícios e Benfeitorias 4 % 25
Elevadores 20 % 5
Instrumentos Técnicos de Eng. 12,5 % 8
Veículos 20 % 5
Veículos Utilitários 33 % 3

A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados é também fixada tendo em vista o maior dos seguintes
prazos:
a) metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo;
b) restante da vida útil, considerada esta em relação à primeira instalação para utilização do bem.
Não é admitida a depreciação referente aos seguintes ativos imobilizados:
a) terrenos, salvo em relação aos melhoramentos ou construções;
b) prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos
ou destinados a revenda;
c) bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obras de arte ou antiguidades;
d) bens registrados em quota de exaustão.

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102 Depreciação de Equipamentos
A quota de depreciação só pode ser registrada e, portanto, dedutível no IR a partir da época em que o bem for
instalado, posto em serviço ou em condições de produzir. A legislação tributária permite que os ativos novos ou usados sejam
depreciados.
Nos períodos de alta inflação era possível reajustar as cotas anuais de depreciação a fim de repor a correção
monetária. A partir de janeiro de1996, tendo em vista o fim da correção monetária das demonstrações financeiras, as quotas de
depreciação a serem registradas na escrituração como custo ou despesa passaram a ser calculadas mediante a aplicação da
taxa anual de depreciação sobre o valor em Reais do custo de aquisição registrado contabilmente.
Em situações especiais a Receita Federal concede o benefício da Depreciação Acelerada, há duas espécies de
depreciação acelerada
a) reconhecida e registrada contabilmente, relativa à diminuição acelerada do valor dos bens móveis,
resultante do desgaste pelo uso em regime de operação superior ao normal, calculada com base no
número de horas diárias de operação, e para a qual a legislação fiscal, igualmente, acata a sua
dedutibilidade;
b) relativa à depreciação acelerada incentivada considerada como benefício fiscal e reconhecida, apenas,
pela legislação tributária para fins da apuração do lucro real, sem qualquer lançamento contábil.
Em relação aos bens móveis, poderão ser adotados, em função do número de horas diárias de operação, os
seguintes coeficientes de depreciação acelerada (Lei nº 3.470, de 1958, art. 69) aplicáveis sobre as taxas são normalmente
utilizáveis:
a) um turno de oito horas 1,0;
b) dois turnos de oito horas 1,5;
c) três turnos de oito horas 2,0.
Por exemplo, um bem cuja taxa normal de depreciação é de 10% (dez por cento) ao ano poderá ser depreciado
em 15% (quinze por cento) ao ano se operar 16 horas por dia, ou 20% (vinte por cento) ao ano, se em regime de operação de 24
horas por dia.
Não é necessária a prévia autorização da autoridade competente para aplicação da depreciação acelerada,
entretanto, caso a mesma seja utilizada, o contribuinte poderá ser solicitado, a qualquer tempo, a justificar convenientemente tal
procedimento, sob pena de ver glosado o excesso em relação à taxa normal, cobrando-se os tributos com os acréscimos
cabíveis. A comprovação deve reportar-se ao período em que foi utilizado o coeficiente de depreciação acelerada e deverá,
efetivamente, demonstrar que determinado bem esteve em operação por dois ou três turnos de 8 horas, conforme o caso,
dependendo, exclusivamente, do tipo de atividade exercida pelo contribuinte.
8.3.2.5 EXEMPLO:
EXEMPLO 72 Um equipamento especial foi adquirido por R$ 80.000,00 para ser utilizado durante a construção de uma PCH
(Pequena Central Hidrelétrica). A equipe de engenharia estima a utilização deste equipamento por um período de
quatro anos correspondente à sua vida útil quando então poderá ser revendido por R$ 20.000,00. Determinar:
a. a cota anual de depreciação
b. as taxas percentuais anuais de depreciação (real e fiscal)
c. a depreciação acumulada no terceiro ano
d. o valor contábil do ativo após três anos
e. o plano de depreciação.

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103 Depreciação de Equipamentos





8. 3. 3 MÉTODO EXPONENCI AL
O Método Exponencial considera a depreciação anual decrescente com o tempo, o cálculo do valor contábil à
cada período é fundamentado em uma taxa de depreciação T que se aplica a cada período ao valor contábil do período
imediatamente anterior.
ano Valor contábil
o V0
1 V1 = V0.(1-T)
2 V2 = V1. (1-T) = V0 . (1-T)
2

3 V3 = V2 . (1-T) = V0 . (1-T)
3

:
:
:
:
t Vt = V0 . (1-T)
t

Portanto, para T = taxa exponencial de depreciação, tem-se:
( )
t
o t
T V V − = 1 . (56)
A expressão (56) pode também ser expressa em função do valor residual considerando que para t = n → Vt = VR.,
resulta em VR = V0 . (1-T)
n
ou
0
V
V
R
= (1-T)
n
. Elevando-se a expressão anterior ao grau “t” tem-se :
( ) [ ] ( ) [ ]
n
t
t
n
t
R
t t
V
V
− = − =
|
|
¹
|

\
|
1 1
0

ou
( )
t
n
t
R
T
V
V
− =
|
|
¹
|

\
|
1
0

Resultando,
n
t
R
t
V
V
V V
|
|
¹
|

\
|
=
0
0
. (57)
8.3.3.1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO:
Igualando as expressões (56) e (57) conclui-se que a taxa exponencial de depreciação pode ser obtida através da seguinte
fórmula:
n
R
V
V
T
0
1− =
(58)


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104 Depreciação de Equipamentos
8.3.3.2 EXEMPLO:
EXEMPLO 73 Considerando o ativo do EXEMPLO 72 e assumindo uma taxa exponencial de depreciação de 25%, pede-se:
a. indicar o valor contábil do bem ao final de cada ano e a carga anual de depreciação
b. determinar a taxa de depreciação que deveria ser utilizada para que se tenha ao final de quatro anos de vida o valor
residual de R$ 20.000,00 e elaborar o plano de depreciação do ativo nesta condição.
t Vt dt t Vt dt
0 80.000,00 0 0 80.000,00 0
1 60.000,00 20.000,00 1 60.000,00 20.000,00
2 45.000,00 15.000,00 2 45.000,00 15.000,00
3 33.750,00 11.250,00 3 33.750,00 11.250,00
4 25.312,50 8.437,50 4 25.312,50 8.437,50
8. 3. 4 MÉTODO DA SOMA DOS DÍ GI TOS
O Método da Soma dos Dígitos preconiza um fracionamento do valor depreciável (Dt) em SD partes iguais, onde
SD é chamado de Soma dos Dígitos e, onde as cargas anuais de depreciação são parcelas decrescentes deste fracionamento.
A soma dos dígitos (SD) corresponde à soma de uma P.A. de “n” termos, onde a razão e o primeiro termo são
iguais à unidade e o número de termos “n” desta progressão corresponde à vida útil do bem.
SD = 1 + 2 + 3 + .... + n =
2
). 1 ( n n +

2
). 1 ( n n
SD
+
= (59)
então, a carga de depreciação por período é de :
t dt
0 d0=0
1
SD
V V
n
SD
D
n d
R t

= =
0
1
. .

2
SD
V V
n
SD
D
n d
R t

− = − =
0
2
). 1 ( ). 1 (

3
SD
V V
n
SD
D
n d
R t

− = − =
0
3
). 2 ( ). 2 (

:
:

t ( ) [ ] ( ) [ ]
SD
V V
t n
SD
D
t n dt
R t

− − = − − =
0
. 1 . 1

Resultante, portanto, ( ) [ ]
SD
V V
t n dt
R

− − =
0
. 1 (60)


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105 Depreciação de Equipamentos
8.3.4.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA:
Realizando o somatório das cotas anuais de depreciação temos que a depreciação acumulada ao longo de um
período de “t” anos corresponde a:
( ) [ ]
( )
( )
R t
V V
n n
t t n
D −
+
− −
=
0
.
1 .
. 1 . 2
(61)
8.3.4.2 EXEMPLOS:
EXEMPLO 74 Descrever o gráfico de depreciação mediante a aplicação do Método da Soma dos Dígitos para um ativo de vida
útil de 4 anos, valor de aquisição V0 e valor residual VR:
SOLUÇÃO:
SD =1+ 2 + 3 + 4 = 10 fracionamento do valor depreciável (Dn = V0 - VR) em SD partes
10
0 R R o
V V
SD
V V −
=


as parcelas anuais de depreciação serão: 4/10, 3/10, 2/10 e 1/10 do valor depreciável aos anos 1, 2, 3 e 4
respectivamente

EXEMPLO 75 Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72, pede-se o valor contábil e a carga anual de depreciação
aplicano o Método da Soma dos Dígitos:

t Vt dt
0 80000 0
1
2
3


4 20.000


10
. 4
n
D
R o t
V V D − =
10
. 2
n
D
10
. 1
n
D
10
. 3
n
D
0 1 2 3 4

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106 Depreciação de Equipamentos
8. 3. 5 MÉTODO DA SOMA I NVERSA DOS DÍ GI TOS:
Para o Método da Inversa Soma dos Dígitos as cotas de depreciação são parcelas crescentes de frações de SD partes do valor
depreciável.
t dt
0 d0=0
1
SD
V V
SD
D
d
R t

= =
0
1
. 1 . 1

2
SD
V V
SD
D
d
R t

= =
0
2
. 2 . 2

3
SD
V V
SD
D
d
R t

= =
0
3
. 3 . 3

:: :::
t
SD
V V
t
SD
D
t d
R t
t

= =
0
. .

portanto, a cota anual de depreciação para o método da SID corresponde a:
SD
V V
t d
R
t

=
0
.
(62)
8.3.5.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA
Transcorrido um período “t”, da vida útil (n) do ativo depreciado pelo método da SID, a depreciação acumulada corresponde a:
( )
( )
( )
R t
V V
n n
t t
D −
+
+
=
0
.
1 .
. 1
(63)
8.3.5.2 EXEMPLO:
EXEMPLO 76 Descrever o gráfico de depreciação mediante a aplicação do Método da Soma Inversa dos Dígitos para um ativo
de vida útil de 4 anos, valor de aquisição V0 e valor residual VR: (
SOLUÇÃO:
SD =1+ 2 + 3 + 4 = 10 fracionamento do valor depreciável (Dn = V0 - VR) em SD partes
10
0 R R o
V V
SD
V V −
=


as parcelas anuais de depreciação serão: 1/10, 2/10, 3/10 e 4/10 do valor depreciável.

R o t
V V D − =
10
. 4
n
D
10
. 2
n
D
10
. 1
n
D
10
. 3
n
D
0 1 2 3

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107 Depreciação de Equipamentos
5) Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72, pede-se o valor contábil ao final de cada ano e a correspondente carga
anual de depreciação.
t Vt dt
0 80000 0
1
2
3
4 20.000
8. 3. 6 MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA
O Método de Depreciação denominado de Fundo de Reserva adota a hipótese de formação de um fundo de
reserva para a reposição do ativo ao final de sua vida útil. O método aplica uma carga anual crescente de depreciação. O fundo
de reserva se concretiza através de depósitos anuais iguais de modo que o montante seja igual ao valor depreciável.

Portanto, o montante do Fundo de Reserva é igual a:

R
V V F − =
0
(64)
logo, os depósitos anuais serão de:
( )( ) n i
F
A
V V A
R o
; ; . − = (65)
E, a depreciação acumulada até o ano “t” será de:
( ) t i
A
F
A D
t
; ; . = (66)
8.3.6.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 77 Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72, determine o valor contábil ao final de cada ano, a depreciação
anual, o valor dos depósitos periódicos, a posição do fundo de reserva a cada ano e a posição do fundo de
reserva a cada ano.
t Vt Dt dt
0 80000 0 0
1
2
3
4 20000 60000
A A A A ....... A
0 1 2 3 4 ..... ...... .... n = vida útil do ativo


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108 Depreciação de Equipamentos
8. 3. 7 MÉTODO DA DEPRECI AÇÃO POR PRODUÇÃO
O método da depreciação por Produção associa a carga anual de depreciação à sua produção anual. É um
método bastante adequado quando o desgaste físico está associado a vida útil do equipamento.
A carga anual de depreciação é definida por:
t t
n
R
t
P T P
P
V V
d . .
0
=

=
(67)
onde: Pn = produção total durante a vida útil do ativo
Pt = produção no ano “t”
T = taxa de depreciação por produção, calaculada pela equação:
n
R
P
V V
T

=
0
(68)
8.3.7.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 78 Uma empresa de locadora de maquinário pesado adquiriu uma patrol por R$ 500.000,00. Considerando-se a
característica do serviço oferecido, a empresa utiliza o método da depreciação por produção, onde a unidade de
produção é o número de horas trabalhadas. De acordo com sua experiência, a empresa estima que se o
equipamento for utilizado por 40.000 horas, final da sua vida útil, ainda alcançaria um preço de mercado de R$
60.000,00.
Admitindo-se que no primeiro ano o equipamento foi utilizado durante 3.000 hs., deseja-se saber a taxa de
depreciação;


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109 A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos.
9 A I NFLUÊNCI A DO I MPOSTO DE RENDA NA ANÁLI SE DE I NVESTI MENTOS.
O IR é imposto que incide sobre o lucro contábil das empresas. O lucro contábil é basicamente a diferença entre
receitas e despesas contábeis.
Como para análise de investimento o fluxo de caixa representa o lucro bruto por período, sobre este lucro incide o
IR. Por outro lado a legislação identifica algumas despesas ocorridas na empresas que devem ter um tratamento diferenciado
para efeitos de IR:
Como há nuances no tratamento da despesa perante a legislação tributária há variações na contabilização deste
lucro e, por conseqüência, o valor do fluxo líquido de caixa. Citemos algumas considerações sobre a influência do IR em análise
financeira:
• Aquisição de ativos fixos: O valor da aquisição de um ativo fixo aparece como uma saída em um fluxo de
caixa, mas é um valor que não pode ser pontualmente contabilizado como despesa (redução de lucro).
Este valor investido imobilizado pode ser “descontado” linearmente do lucro contábil ao longo da vida útil,
definida pela Receita Federal, deste ativo como despesa com depreciação. Logo, a depreciação anual de
ativos não aprece explicitamente em um fluxo de caixa mas aparece como dedução de IR (redução do
lucro contábil anual).
• Venda de ativos fixos: No momento de venda de um ativo fixo deve-se apurar o lucro decorrente desta
venda para efeitos de IR. A apuração deste lucro é feita mediante a diferença entre o valor de venda e o
valor contábil do bem no momento desta negociação. Se o valor contábil for maior que o valor de venda a
diferença contábil será negativa e se comporta como uma depreciação remanescente e este valor
(diferença contábil negativa) permite abater o IR do lucro contábil. Se o valor contábil for menor que o valor
de venda a diferença contábil será positiva e deverá ser tributado.
• Financiamentos: O valor que ingresso financeiro através de empréstimo não pode ser contabilizado como
receita, logo é uma entrada no fluxo de caixa que não afeta o lucro, portanto não incide IR. As prestações
pagas aparecem como saídas no fluxo de caixa e, como vimos anteriormente, incorporam uma parcela do
valor amortizado da dívida mais uma parcela de juros decorrentes deste financiamento. Como a legislação
tributária permite a contabilização dos juros pagos como “despesa” apenas a parcela de juros de uma
prestação sofre influência do IR.
Como visto no capítulo anterior, para análise de frota em transporte público são importantes as seguintes
considerações sobre depreciação:
• Para equipamentos que trabalhem em dois turnos diários de 8 horas, os percentuais de depreciação
podem ser multiplicados por 1,5. (depreciação mais 50%).
• Para equipamentos que trabalhem em três turnos diários de 8 horas, os percentuais de depreciação
podem ser multiplicados por 2.
• Além dos custos de transporte as despesas para posta em marcha do equipamento também podem ser
depreciadas. A instalação dos equipamentos em geral e lançada como despesa única.
A legislação ainda prevê para bens que operam em condições ambientais desfavoráveis, a possibilidade do uso
de taxas maiores, mediante solicitação corroborada por laudo técnico emitido pelo Instituto Nacional de Tecnologia.
A depreciação acelerada favorece os investimentos (reduz-se os primeiros pagamentos do imposto de renda),
pelo que os empresários procuram efetuá-la. Para que seja permitido fazer uma depreciação acelerada contabilmente deve-se
obter a necessária autorização da Receita Federal.


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110 A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos.
9. 1 I NFLUÊNCI A DO I R EM FI NANCI AMENTOS DE PROJETOS
Além de selecionar as melhores oportunidades para a empresa é também função do engenheiro econômico
estabelecer as fontes de recursos para o financiamento dos investimentos escolhidos.
9. 1. 1 FONTES DE RECURSOS PARA FI NANCI AMENTO DE PROJETOS
A captação de recursos para investimentos nas empresas pode provir de variadas fontes:
• Recursos próprios
lucros da empresa
capital de sócios
reservas existentes (inclusive depreciação)

• Recursos de terceiros
empréstimos
emissão de debêntures

• Composição mista de recursos próprios + terceiros

• Leasing
9.1.2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCI AMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS:
A sistemática para o cálculo de financiamentos com recursos próprios não apresenta nenhuma novidade onde
somente a questões inerentes à depreciação (cota anula e valor residual) afetam a análise de investimentos.
9.1.3 FINANCI AMENTO COM COMPOSI ÇÃO MI STA DE RECURSOS
A injeção de recursos em uma empresa pode ser conseqüência da insuficiência de recursos para a realização de
investimentos ou por ser a forma mais econômica de financiamento de projetos.
O projeto financiado com recursos de terceiros só poderá ser aceito se gerar recursos suficientes para a
amortização e o pagamento de juros do empréstimo contratado.
A análise de projetos financiados parcialmente com recursos de terceiros pode melhorar a TIR, isto porém não
significa que se deva utilizar este tipo de recurso. A análise só é válida quando é feito o confronto simultâneo do fluxo de caixa
mplementado somente com recursos próprios e com o de injeção de recursos de terceiros.
9.1.4 FINANCI AMENTO COM RECURSOS DE TERCEI ROS
A análise do financiamento de projetos com a utilização integral de recursos de terceiros é idêntica à elaborada
para a composição mista de recursos.
9.1.5 EXEMPLOS:
EXEMPLO 79 Analisar qual o custo anual para o veículo.onde: Vi=R$15.000 e Vr = R$ 7.500 após 4 anos, alíquota de Imposto
de Renda de 20% e TMA de 30% a.a , sabendo-se que os custos de manutenção e operação são constantes e
iguais à R$ 10.000 por ano. Para a aquisição do veículo foi utilizado um financiamento em dois anos através do
SAC a juros de 1,0% a.m.




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111 A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos.
EXEMPLO 80 Analisar um projeto de investimento correspondente à operação de um equipamento no valor de R$100,00, com
vida econômica igual a 6 anos. Após este período o equipamento será retirado de operação com valor residual
nulo. O equipamento proporciona uma receita líquida anual igual a R$30,00. A depreciação do equipamento será
linear e efetuada ao longo de 4 anos. a alíquota de IR é igual a 40% sobre o lucro tributável e a TMA da empresa
é igual a 10%a.a.. (Met. VPL)




EXEMPLO 81 Em cumprimento a um programa de redução de custos o depto. de engenharia industrial de uma fábrica está
estudando a possibilidade de mecanização de determinada operação. A alternativa existente é a mecanização de
uma máquina que resultará nas seguintes perspectivas econômicas:
DISCRIMINAÇÃO ESTIMATIVA
Custo da máquina R$ 12.000,00
Red. anual de custos R$ 3.500,00
Valor residual 0
Vida econômica = contábil 5 anos
A alíquota de IR para a firma situa-se em 35%. O investimento deverá ser realizado integralmente com recursos
próprios, cujo custo é de 5% a.a. após o IR. Determinar a TIR do empreendimento e verificar sua viabilidade.




EXEMPLO 82 Determinar a TIR do investimento do exercício anterior considerando a contratação de um empréstimo num
correspondente à 60% do custo do investimento, pelo sistema SAC à uma taxa de juros de 9% a.a., pagável
durante a vida econômica do projeto. E, determinar se a empresa deve realizar o empréstimo ou utilizar recursos
próprios para a implementação do projeto?





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112 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10 SUBSTI TUI ÇÃO DE EQUI PAMENTOS
Para realizar suas atividades, desde as mais simples até as mais complexas, é bastante comum que as empresas,
além da mão-de-obra, utilizem também alguns tipos de veículos e equipamentos.
Muitos gestores enfrentam a difícil tarefa de controlarem e reduzirem custos destes ativos fixos (veículos e
equipamentos) em uma empresa de tal forma a ficarem dentro de patamares estimados e aceitáveis.
Como estes ativos não são viáveis para sempre, esta tarefa muitas vezes remete à definição do momento
recomendado de cessar a operação dos ativos fixos de uma empresa e a definição sobre a viabilidade de se proceder a sua
substiuição.
Em muitos casos, a necessidade de substituição dá-se normalmente em função do desgaste do equipamento em
função de seu uso, levando a manutenções e reformas cada vez mais dispendiosas, e, muitas vezes, atingindo custos superiores
ao valor de mercado do equipamento.
A substituição de veículos e equipamentos pode também ser decorrente de obsolência. Podemos citar neste caso
os equipamentos de informática, onde grandes e rápidas mudanças tecnológicas os tornam funcionalmente obsoletos e, mesmo o
equipamento apresentando boas condições operacionais (aparentemente novo), deverá ser substituído por um mais moderno
permitindo que a empresa acompanhe a evolução do mercado em que atua.
As decisões sobre substituição de equipamentos são complexas, envolvendo análise técnica (obsolescência, por
exemplo), econômico-financeira e, sobretudo, a experiência de gestores financeiros, engenheiros e administradores devido, em
geral, à falta de dados e informações relevantes. Estas decisões são, em geral, irreversíveis (pois os novos equipamentos,
normalmente, não possuem liquidez adequada) e envolvem, muitas vezes, grandes quantidades monetárias.
A engenharia econômica determina os subsídios necessários para a otimização desta operação e definindo o
tempo ideal para manter em atividade um ativo ou definindo a ação financeiramente mais interessante para a empresa.
A operação de cessamento da operação de um ativo fixo é de definida com baixa e pode ocorrer das seguintes
formas:
a) Baixa sem reposição do equipamento: o equipamento não será substituído, isto é, o projeto em que o
equipamento opera será desativado; (Ex. mudança de ramo de atividade)
b) Baixa com renovação ou com reposição idêntica: o equipamento será substituído por outro novo com as
mesmas características; (Ex. Substituir ônibus velhos por novos do mesmo tipo).
c) Baixa com reposição diferente: o equipamento será substituído por outro equipamento diferente
(normalmente com características superiores ao equipamento existente). (Ex. Substituir ônibus de tamanho
tradicional – 40 lugares - por micro-ônibus).
10. 1 CONCEI TOS FUNDAMENTAI S
Os procedimentos decorrentes da análise de substituição de substituição embasam-se nos custos envolvidos e
que remetem ao tempo ideal de substituição. Estes elementos integrantes da análise de substituição de equipamentos são
conceituados adiante.
10. 1. 1 CUSTO ANUAL DE CAPI TAL:
O Custo Anual de Capital é definido pelo custo anual equivalente resultante da decomposição do valor de
aquisição e do valor residual do equipamento.
( )( ) i V n i
P
A
V P CA
R R K
. ; ; . + − = (69)
O custo anual de capital tende a decrescer a medida em que o tempo de operação do equipamento cresce.

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113 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10. 1. 2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
O custo de operação e manutenção, ou simplesmente custo operacional, de um equipamento é composto por
itens relacionados à utilização do mesmo. O custo anual de O&M tende a crescer a medida em que o equipamento envelhece.
10.1.2.1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO
Os custos de manutenção são aqueles relacionados à manutenção dos equipamentos, bem como, aqueles
resultantes da paralisação do equipamento para realização da manutenção em uma oficina. São eles:
- manutenção (peças de reposição, mão-de-obra, etc);
- paralisação (aluguel de equipamento de reposição - locação, etc.).
Esses custos são pequenos quando o equipamento é novo e crescem acentuadamente com o envelhecimento do
mesmo.
10.1.2.2 CUSTOS DE OPERAÇÃO
São custos variáveis relacionados à utilização do equipamento, necessários a que o mesmo opere, excetuando-se
os custos de manutenção. Para o caso de veículos envolvem despesa com:
- combustível;
- pneus e câmaras;
- lavagem e lubrificação.
Esses custos são praticamente constantes durante a vida útil do equipamento e, quando variam, normalmente
deve-se a fatores de mercado e não devido a idade do equipamento.
O custo anual de O&M é obtido pela transformação do fluxo de caixa destes custos em uma série uniforme
equivalente.
10. 1. 3 CUSTO ANUAL TOTAL
O custo anual (total) do equipamento poderá ser decomposto em custo de capital e custo anual de operação e
manutenção.
o K T
CA CA CA + = (70)
10. 1. 4 VI DA ECONÔMI CA
O intervalo que vai desde a entrada do equipamento novo em operação, até o momento em que se atinge o ponto
econômico de substituição, é denominado "vida útil econômica" do equipamento.
A vida econômica é também definida como o tempo em que se verifica o menor custo anual total, ou seja, é o
tempo em ocorre o balanço de dois custos que compõe o CAT: os custos do capital investido - CAK e os custos de operação e
manutenção- CA O&M.
A determinação da vida econômica é feita pela comparação dos custos anuais que decorrem da utilização do
equipamento durante diferentes períodos de tempo e é estabelecida no tempo “n” em que o custo anual total (CAT) é mínimo.


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114 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10.1.4.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 83 Uma empresa transportadora utiliza utilitários de determinado tipo, cujo preço é de R$24.000,00. São conhecidos
os seguintes elementos de custos (expressos em R$):
Idade do Utilitário (em anos)
1 2 3 4 5 6 7 8
Despesa de operação 4.000 5.600 7.200 8.800 10.400 12.000 13.600 15.200
Valor de revenda 12.000 6.000 3.000 1.500 800 800 800 800
Considerando juros reais de 10%a.a., pede-se a vida econômica dos utilitários e o custo anual correspondente.





10. 2 BAI XA DE VEÍ CULOS E EQUI PAMENTOS
O procedimento de análise da substituição, ou a determinação do tempo recomendado de baixa de um ativo fixo é
função do processo a ser adotado pela empresa.
10. 2. 1 BAI XA SEM REPOSI ÇÃO
A Baixa sem Reposição pressupõe a retirada de um ativo fixo de operação sem substituição por outro
operacionalmente equivalente. Neste caso, podemos ter, por exemplo, linha de produção que esteja sendo superada
tecnologicamente.
A análise de “baixa sem substituição” considera que o ativo não deve ser retirado de operação desde que todas as
suas conseqüências prospectivas sejam positivas, ou seja, considera a utilização do bem enquanto perdure a sua rentabilidade e
isto ocorre quando o valor presente das receitas futuras for menor que o valor presente dos custos futuros.
Neste caso, a determinação da época de baixa é obtida, através do método do Valor Presente Líquido (VPL) que
é calculado período por período, como veremos no exemplo a seguir.
10.2.1.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 84 Consideremos as seguintes estimativas de custos e receitas relativas a um ativo que hoje (ocasião da análise),
tem 3 anos de vida e uma vida útil restante de 2 anos:
Ano Receita Custos valor de revenda
4 1.200 800 300
5 1.000 900 -
Supondo que o ativo possa, atualmente, ser vendido por R$600,00 e que a TMA é de 10%a.a., quando deverá ser efetuada a
baixa deste ativo?



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115 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10. 2. 2 BAI XA COM REPOSI ÇÃO I DÊNTI CA
Considerando que a “baixa com reposição idêntica”, ou simplesmente “renovação”, de um equipamento pressupõe o
conhecimento do ativo a ser substituído, a programação de substituição deve ocorrer no tempo em que se possa otimizar os
custos, ou seja, o tempo em que será feita a renovação de um ativo será aquele em que a vida econômica tenha sido igualada ou
excedida.
Neste caso, o método do Custo Anual Uniforme (CAU) é mais aconselhável na análise das alternativas.
10.2.2.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 85 Consideremos um ativo com um custo inicial de R$10.000,00, com vida física máxima de 6 anos e com os
seguintes valores de mercado:
Ano Custos O&M Valor de revenda
1 5.000 7.000
2 5.600 4.500
3 6.300 2.500
4 7.000 1.000
5 9.000 -
6 9.000 -
Supondo uma TMA de 10%a.a., quando deverá ser feita a renovação do ativo?






10. 2. 3 BAI XA COM REPOSI ÇÃO DI FERENTE
Quando existe a possibilidade de substituir o ativo existente por outro ativo, com características geralmente
superiores, a análise de substituição envolve a comparação de desempenho de dois ativos distintos:
o existente: defensor
o candidato: desafiante
O equipamento desafiante tem como custo anual referencial o seu custo mínimo (valor de catálogo), isto é, o custo
anual para a vida econômica.
Já, o defensor (equipamento existente) tem sua performance definida pelo se desempenho real.
E, o tempo máximo para que o defensor continue em ativa é o tempo em que a partir do qual sempre os custos
anuais do desafiante sejam sempre superiores aos seus. Em outras palavras, a substituição será recomendada sempre que não
haja mais vida disponível para o defensor com custos anuais melhores que o desafiante.


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116 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10.2.3.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 86 Suponhamos que o desafiante seja o ativo do EX. anterior e o defensor tenha atualmente o valor de mercado de
R$ 8.000,00 e que este valor cairá para R$5.000,00 ao final do ano e, que seu custo operacional seja de
R$5.500,00. Sabe-se ainda, que para o 2o ano, quando se encerra sua vida física, o valor do defensor será de
R$4.000,00 e terá custo operacional; de R$6.000,00. Pergunta-se por quanto tempo deve-se manter o defensor?



10. 3 SUBSTI TUI ÇÃO COMO ANÁLI SE DE I NVESTI MENTO
Até agora planejamos o tempo ideal para a substituição, isto é, quando deveríamos implantar a baixa de um
determinado ativo.
Existem, porém, situações em que a decisão sobre a substituição deve ser tomada de maneira imediata. Devemos
decidir em um determinada ocasião se a substituição será ou não realizada ou perdemos uma vantagem apresentada para a
aquisição do novo ativo.
Situação como esta nos remete a realizar a análise de substituição como uma análise de investimento sendo que
o horizonte de análise será a vida remanescente do ativo existente. O horizonte de planejamento na análise é assim definido pois
é o tempo em poderia ocorrer a suposta substituição, ou seja, após esgotada a vida física a substituição será inevitável.
Para este tipo de análise duas situações podem ocorrer:
a. a vida do desafiante é igual a vida remanescente do defensor
b. a vida do desafiante é superior a vida remanescente do desafiante.
Cabe ressaltar que todas as ocorrências financeiras passadas para o ativo defensor devem ser desconsideradas
na análise, com exceção dos efeitos remanescentes de Imposto de renda! Ou seja, o valor atual de mercado do defensor deve
ser utilizado como sendo o seu valor atual de investimento para efeito de análise.
10. 3. 1 CASO 1: VI DA REMANESCENTE DO DEFENSOR I GUAL À VI DA ÚTI L DO DESAFI ANTE.
EXEMPLO 87 Uma empresa adquiriu há 5 anos um equipamento por R$ 5.000.000,00, possuindo vida contábil de 15 anos, com
valor residual nulo e custos operacionais iguais à R$800.000,00 por ano. A empresa paga 40% de IR e sua
TMA é de 20% a.a. Este equipamento possui hoje um valor de mercado igual a R$ 750.000,00. Em virtude da
inadequação de atendimento à demanda atual, a empresa decidiu substituir o equipamento existente por outro a
ser selecionado entre dois equipamentos tecnicamente equivalente.
O equipamento K custa R$ 2.000.000,00 e tem uma vida útil contábil de 10 anos, custos operacionais de R$
500.000,00 por ano e poderá ser vendido no final de sua vida útil por R$ 400.000,00.
O equipamento L custa R$ 4.000.000,00, tem uma vida útil contábil de 10 anos, custos operacionais de R$
200.000,00 por ano e poderá ser vendido ao final de sua vida útil por R$ 800.000,00. Qual deve ser o
equipamento selecionado?





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117 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10. 3. 2 CASO 2: VI DA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VI DA ÚTI L DO DESAFI ANTE
Neste caso existe a transposição do limite do horizonte de planejamento – Vida útil do equipamento defensor. A vida útil do
Desafiante é, então, calculada com sendo um Valor Residual (Vh) referenciado a este horizonte de planejamento é que obtido
pela equação:
( ) ( ) ( ) ( ) V P A P i n P A i n h V A F i n F A i h
h R
= − − . ; ; . ; ; . ; ; . ; ; (71)
10.3.2.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 88 Uma empresa de engenharia adquiriu, para suas obras, uma betoneira K, há 4 anos atras, com as seguintes
características:
• custo inicial =R$ 1.000.000,00
• vida útil = 10 anos
• despesas anuais de manutenção = R$ 100.000,00
• valor residual na revenda =R$ 150.000,00
O equipamento não corresponde ao desejado, e em virtude disto, a empresa tenciona substitui-la por outra L que
apresenta as seguintes características:
• custo inicial =R$ 1.500.000,00
• vida útil = 10 anos
• despesas anuais de manutenção = R$ 80.000,00
• valor residual na revenda =R$ 250.000,00
O revendedor oferece hoje, à betoneira K o valor de R$ 400.000,00.
Um vendedor concorrente oferece outra betoneira M com as seguintes características:
• custo inicial =R$ 2.000.000,00
• vida útil = 12 anos
• despesas anuais de manutenção = R$ 120.000,00
• valor residual na revenda =R$ 300.000,00
O vendedor oferece ainda, à betoneira K o valor de R$ 500.000,00
A empresa considera uma TMA de 20% a.a. e está enquadrada numa faixa de Imposto de Renda igual a 35 %.
Considerar a Depreciação contábil de todas as betoneiras de forma linear, em 10 anos, com valor residual nulo.
Deve a empresa permanecer com a betoneira K ou substituí-la pela betoneira L ou M ?











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118 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS
10. 3. 3 EXERCÍ CI OS PROPOSTOS:
1) Uma empresa contraiu um empréstimo de 20.000 u.m., a ser resgatado em 4 prestações anuais, com juros de 10% a.a.
Elaborar o plano de amortização da dívida. (Sistema Francês, SAC e SAM).
2) Foram estimados os seguintes valores de custos e receitas relativos à manutenção de um ativo nos próximos três anos:
Ano Valor de Venda Custos de Operação Receita
0 400.000 - -
1 300.000 80.000 240.000
2 200.000 100.000 220.000
3 100.000 120.000 200.00
Supondo uma TMA antes dos impostos é de 10 % a.a., determinar quando o ativo deve ser vendido.
3) Considere os dados sobre valor de revenda e custos de operação de um carro marca X:
Ano 1 2 3 4 5
Revenda 500 440 380 300 230
Custos 10 16 24 34 46
O preço do carro novo é de 580, a TMA é de 10% a.a.. Qual a vida econômica do carro?
4) A empresa Levatudo S/A está considerando a possibilidade de substituir seus caminhões velhos . As previsões do valor
de mercado e dos custos de O&M destes caminhões para os próximos anos são:
Ano 0 1 2 3 4 5
Valor de Mercado 10000 7500 6000 4000 2000 0
O&M - 3500 4500 5500 6500 7500
As características dos caminhões novos são:
• Custo inicial: 40.000,00
• Vida útil: 20 anos
• Custo operacional: 300 no 1° ano, 600 no 2°, 900 no 3°, etc
• Valor de revenda : estimado pela expressão:
( )
40000
11 ,
n

Determinar, utilizando uma TMA = 10% aa, sem levar em conta o IR, se o caminhão velho deve ser substituído. Em
caso positivo quando?
5) A Empresa Levatudo S/A está considerando a possibilidade de substituir seus caminhões velhos. As características dos
caminhões são:
Caminhão novo:
• Preço: R$40.000,00
• Custo anual de operação: R$2.000,00
• Vida útil : 15 anos, igual à vida econômica
Caminhão velho:
• Valor atual : R$10.000,00
• Custo anual de operação: R$5.000,00
• Vida útil: 5 anos
Se o caminhão novo não for comprado agora, só poderá ser comprado em 5 anos. O valor residual dos dois caminhões
é zero. Determine se a compra do caminhão novo é econômica a uma TMA de 10%a.a. sem considerar o impacto do IR.


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119 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11 ANÁLI SE SOB CONDI ÇÃO DE RI SCO E I NCERTEZA
Até o momento, todas as análises econômicas apresentadas consideravam a representação do problema através
de um único fluxo de caixa.
Partindo-se do fato de que toda a análise provém de dados definidores da problemática, traduzido pelo fluxo de
caixa representativo do problema, que espelham situações que ocorrerão sempre em data futura, portanto, sendo impossível a
obtenção da unicidade e da exatidão deste fluxo que nos remete a possibilidade de que determinadas situações futuras possam
vir a alterar a configuração do fluxo de caixa sob análise e consequentemente a resposta obtida.
Decorrente da insegurança sobre a exatidão de dados de ocorrência futura, podemos seguramente afirmar que
um fluxo de caixa estará sempre sujeito à possíveis problemas oriundos de situações de risco ou incertezas e que a resposta
decorrente de análises feitas tendo como base este fluxo estará, também, sempre vinculada a estas possíveis situações.
11. 1 DEFI NI ÇÕES:
INCERTEZA: Quando o fluxo de caixa associado à um projeto não pode ser associado com exatidão e,
RISCO: Quando a incerteza é suficiente para conduzir à uma escolha incorreta diante de eventos
subsequentes.
outra ainda:
INCERTEZA: Quando as ocorrências de eventos não têm ou sua probabilidade é indeterminada e,
RISCO: Quando as incertezas dos eventos estão relacionadas à probabilidades conhecidas.
11. 2 FATORES QUE LEVAM A I NCERTEZA:

ECONÔMICOS
• Alterações na conjuntura econômica
• Alterações nos preços de insumos
• Investimentos imprevistos, etc

FINANCEIROS
• Insuficiência de capital
• Falta de capacidade de pagamentos, etc.

TÉCNICOS
• Inadequabilidade do processo utilizado
• Inadequabilidade de matéria-prima
• Inadequabilidade da tecnologia empregada, etc

OUTROS
• Problemas de gerenciamento de projeto
• acidentes, etc
11. 3 ANÁLI SE SOB CONDI ÇÃO DE I NCERTEZA
O processo mais tradicional de análise sob condição de incerteza é realizado mediante a avaliação da
sensibilidade do projeto.



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120 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 3. 1 ANÁLI SE DE SENSI BI LI DADE
A análise de sensibilidade consiste em fazer variar um ou mais parâmetros que envolvam um fluxo de caixa de um
projeto e comparar as correspondentes variações de resultados.
A sensibilidade pode ser observada pela variação de: Receitas, Custos, TMA, Vida útil, Valor residual, etc.
A decisão de uma análise de sensibilidade pode ser feita mediante a determinação do PONTO DE EQUILÍBRIO
de um projeto, o qual consiste no ponto à partir do qual o projeto passa a ser inviável.

A decisão pode ocorrer também através da utilização dos Critérios ou da Arvore de Decisão ou, ainda, através da
avaliação da Probabilidade de Viabilidade do investimento..
11.3.1.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 89 Em novembro, uma empresa investirá R$100,00 mil em equipamentos e treinamento de pessoal para lançar um
calçado, nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
A previsão de vendas é de 10 mil pares por mês a um custo de R$10,00 o par. Os custos fixos serão de 20 mil
Reais por mês e os custos variáveis serão de R$4,00 o par. Ao final de três meses a empresa venderá o
equipamento por R$30.000,00. Analise a TIR sob a previsão de vendas e sob a possibilidade de erros nesta
previsão. A TMA da empresa é de 10% a.m.




EXEMPLO 90 Uma empresa está considerando a possibilidade de lançar um novo produto no mercado. A instalação de uma
nova linha requererá um gasto de R$ 55.000,00 para investimentos fixos, que poderão ser depreciados em 10%
a.a., e R$ 5000,00 para capital de giro.
Estima-se uma vida econômica de 10 anos. A empresa espera vender uma produção anual de 5.000 ton. a um
preço unitário de R$10,00 / ton. Os custos operacionais anuais foram estimados em R$35.000,00. Se a firma
pretende ter um retorno após os impostos de 10% a.a. e enquadra-se na faixa de 35% de IR pede-se:
Verificar a atratividade do projeto.
Verificar a sensibilidade do projeto para uma variação negativa de 15% no preço de venda;
Verificar a sensibilidade do projeto para um acréscimo de 20% no valor dos investimentos fixos



Resultado: VP
Ponto de Equilíbrio
Parâmetro em variação: U. Produzidas

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121 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 4 CRI TÉRI OS DE DECI SÃO
Como visto na Análise de Sensibilidade a consideração de risco / incerteza em um projeto de investimento passa
a associar não mais um único fluxo de caixa e sim diferentes fluxos de caixas diante de cada evento possível e,
consequentemente diferentes respostas a estes fluxos.
A apresentação de todos os resultados possíveis de cada alternativa, diante da ocorrência de respectivos eventos,
é feita através de representação matricial, chamada de Matriz de Resultados do Projeto de Investimento. Por exemplo:
Alternativas
Eventos
E1 E2 ..... Ej
A1 V11 V21 ........ V1j
A2 V21 V22 ....... V2j
A3 V31 V32 ........ V3j
: : : : :
: : : : :
An Vn1 Vn2 ......... Vnj
A decisão à ser tomada, diante de tantas respostas, depende muitas vezes da personalidade, arrojada ou não
diante de riscos, do decisor.
Por exemplo, um projeto rentável e arriscado pode ser considerado viável para um decisor arrojado e inviável para
um decisor conservador.
Considerando o seguinte exemplo:
EXEMPLO 91 Seja o caso de um vendedor diante de 3 alternativas mutuamente exclusivas:
A1 : - Vender sorvete na praia
A2 : - Vender refrigerante no estádio de futebol
A3 : - Vender chocolate no cinema
e, diante de 3 eventos possíveis, isto é, 3 condições meteorológicas distintas:
E1 : - Tempo bom
E2 : - Tempo nublado
E3 : - Tempo chuvoso
Elaborando-se a análise de sensibilidade de cada alternativa diante de cada evento possível suponha que chegou-se a seguinte
matriz de resultados de Valores Presentes, em R$ :
E1 E2 E3
A1 40 25 0
A2 25 45 15
A3 20 23 21
A decisão pela melhor alternativa dependerá do critério adotado, que podem ser os seguintes:
• Critério Otimista ou Maximax (ou minimini se a matriz for de custo)
• Critério Pessimista ou Maximin (ou minimax se a matriz for de custos)
• Critério de Laplace ou da Média Aritmética
• Critério de Hurwicz
• Critério de Savage ou do Arrependimento


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122 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 4. 1 CRI TÉRI O OTI MI STA: MAXI MAX ( OU MI NI MI NI SE A MATRI Z FOR DE CUSTO)
O critério preconiza que o estado da natureza (evento) será sempre a favor do projeto e consiste em listar o
benefício máximo de cada alternativa e escolha do melhor resultado.
VPmáx Evento
A1
A2
A3
obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método Otimista é identificado por MINIMIN e, neste caso, lista-se o
custo mínimo de cada alternativa e escolhe-se o menor custo resultante!
11. 4. 2 CRI TÉRI O PESSI MI STA : MAXI MI N ( OU MI NI MAX SE A MATRI Z FOR DE CUSTOS)
O critério preconiza que o estado da natureza será o pior para o projeto e consiste em listar o benefício mínimo de
cada alternativa e escolha, dentre os piores resultados, do melhor, ou seja, consiste em se maximizar o benefício mínimo.
VPmin Evento
A1
A2
A3
obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método Pessismista é identificado por MINIMAX e, neste caso, lista-
se os maiores custos e escolhe-se o menor custo resultante.
11. 4. 3 CRI TÉRI O DE LAPLACE : MÉDI A
O critério preconiza que o melhor resultado está na melhor média de resultados por alternativa e consiste no
cálculo da média dos resultados de cada alternativa e na escolha da melhor média.
VPmédio Evento
A1
A2
A3
Obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método de Laplace escolhe-se a alternativa de menor média resultante.
11. 4. 4 CRI TÉRI O DE HURWI CZ
O critério define um coeficiente denominado COEFICIENTE DE HURWICZ função do ÍNDICE DE OTIMISMO (α)
do decisor (intermediário entre o pessimista e o otimista) e a escolha consiste na alternativa com o maior Coeficiente de Hurwicz
(HR).
( ) [ ] ( ) ( ) [ ]
j i j i R
v v H
i
, ,
min . 1 max . α α − + = (72)
o ( )
j i
v
,
max corresponde ao melhor resultado da alternativa e o ( )
j i
v
,
min corresponde ao pior resultado da alternativa.
obs.: para 0 = α o decisor é pessimista e para 1 = α o decisor é otimista

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123 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
considerando-se no EXEMPLO 91: 4 , 0 = α
HR
A1
A2
A3
obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método de Hurwicz preconiza a escolha do menor valor de HK obtido
pela seguinte equação:
( ) [ ] ( ) ( ) [ ]
j i j i K
v v H
, ,
max . 1 min . α α − + = (73)
11. 4. 5 CRI TÉRI O DE SAVAGE : ARREPENDI MENTO
O critério mede o arrependimento para cada evento possível, preconiza a escolha da alternativa que redunde no menor dos
arrependimentos máximos.
O valor do arrependimento de cada alternativa para cada evento possível é calculado pela seguinte equação:
( )
j i j
R
j i
v v a
, ,
max − = (74)
No exemplo:

Arrependimento
máximo
A1
A2
A3
obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o valor do arrependimento é calculado pela equação:
( )
j j i
v v
K
j i
a min
,
,
− = (75)

11. 5 CRI TÉRI OS DE DECI SÃO COM PROBABI LI DADES ASSOCI ADAS:
Considere-se no EXEMPLO 91 as seguintes probabilidades associadas a cada evento meteorológico:
E1 : Tempo bom = 43%
E2 : Tempo nublado = 47%
E3 : Tempo chuvoso = 10%
Os critérios que exigem o conhecimento da probabilidade associada de ocorrência de um evento são os seguintes:
• Critério da Esperança Matemática ou da Média Ponderada
• Critério do Limite Mínimo


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124 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 5. 1 CRI TÉRI O DA ESPERANÇA MATEMÁTI CA: MÉDI A
O método consiste no cálculo da ESPERANÇA MATEMÁTICA de cada alternativa e na escolha da alternativa que resulte na
maior Esperança.
∑ =
j i i i
v p E
,
. (76)
Ei
A1
A2
A3
Obs.: Para matriz resultante indicando custos a escolha recai sobre a alternativa de menor esperança matemática.
11. 5. 2 CRI TÉRI O DO LI MI TE MÍ NI MO
O critério considera que o decisor deva sempre reconhecer um resultado mínimo aceitável. Consiste o critério na recomendação
da alternativa que forneça a menor probabilidade de se ter o benefício abaixo do valor estipulado pelo decisor.
No exemplo (3) admitindo que o VP minimo aceito pelo decisor seja de 26

VP<26 A1 =
VP<26 A2 =
VP<26 A3=
Obs.: Para uma matriz resultante indicando custos o critério recomenda a alternativa que forneça a menor probabilidade de se
ter o benefício acima do valor estipulado pelo decisor.
11. 5. 3 ARVORE DA DECI SÃO
Quando para a solução de problemas surge um longa seguência de alternativas, o processo da Árvore da Decisão
torna-se muito útil.
É um método gráfico que consiste em representar através de um diagrama ramificado, todos os eventos possíveis
numa sequência lógica de ocorrência.
Para a representação da Arvore da Decisão utiliza-se os seguintes símbolos:

Ponto de decisão

Ponto de ocorrência aleatória
h
Ponto terminal
Na Arvore de Decisão:
♦ em cada ramo que chega a um ponto de decisão está associado um valor à ser escolhido,
♦ em cada ramo que chega a um ponto de ocorrência aleatória está associada uma probabilidade e
♦ em cada ponto terminal está associado um valor resultante.

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125 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
A elaboração da Arvore de Decisão deve transcrever todas as situações possíveis, as probabilidades
correspondentes a eventos aleatórios e os respectivos valores nos pontos terminais obtidos através de avaliação financeira. Uma
vez elaborada a Arvore de Decisões os cálculos e análise são realizados em sentido contrário a elaboração.
(Sentido de elaboração da Árvore de decisão)



(Sentido de cálculo/análise da Arvore de Decisão)
O valor associado ao Ponto de Ocorrência Aleatória é calculado através do somatório dos produtos das
probabilidades dos ramos que chegam ao ponto de ocorrência aleatória com os respectivos valores encontrados no extremo do
ramo que antecede o ponto de ocorrência aleatório e é chamado Valor Esperado.
∑ =
i i i i
p v E . (77)
11.5.3.1 EXEMPLOS:
EXEMPLO 92 Elaborar a Arvore de Decisão considerando comprar ou não uma pizzaria, diante de três Eventos possíveis:
E1 = Demanda alta
E2 = Demanda média
E3 = Demanda baixa
com as seguintes probabilidades de ocorrência:
E1 → p1 = 10%
E2

→ p2 = 30%
E3 → p3 = 60%
∑p = 100%
e, os resultados esperados para a compra da pizzaria diante de cada evento possível:
E1 → VP1 = R$200,00
E2

→ VP2 = R$100,00
E3 → VP3 = -R$ 50,00






v
1

v
2

v
n

E
i

p
1

P
2

P
N


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126 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
EXEMPLO 93 Elaborar a árvore da decisão e definir a quantidade a ser produzida para o lançamento de um produto, certa
empresa deve decidir entre produzir Q1 = 100mil unidades ou Q2= 50 mil unidades.
As receitas decorrentes das vendas do produto podem ser afetadas pelo lançamento de produto semelhante, por
empresa concorrente, e por ações governamentais de incentivo a exportação.
Sabe-se que a chance da concorrente lançar outro produto é de 20 % e do governo incentivar a exportação é de
30 %. Destas informações, o analista financeiro da empresa obteve os seguintes resultados:
Eventos
Quantidades
L ~L
X ~X X ~X
Q1 = 100 mil 100 -200 200 0
Q2 = 50 mil 50 -5 150 20







EXEMPLO 94 Um vendedor ambulante está considerando a possibilidade de vender camisas esportivas. As camisas seriam
compradas por R$ 10,00 e vendidas por R$35,00. Como a qualidade do material é baixa, estima-se que haja 30%
de perda para o vendedor ambulante. Independente da quantidade adquirida, seus custos fixos de transporte e
manutenção serão de R$1.000,00. As camisas boas não vendidas terão um valor residual de R$2,00.
A demanda diária pelas camisas depende das condições de vigilância das ruas. Se a vigilância for ostensiva, o
vendedor consegue vender 50 camisas, vendendo quatro vezes mais se a vigilância das ruas ou fraca. Caso a
vigilância seja média, o vendedor consegue colocar 120 camisas.
As camisas só podem ser compradas em lotes pré-determinados: 80, 160, 240 ou 320 camisas.
A experiência tem mostrado que há 40% de chance de que a vigilância seja fraca contra 30% de vigilância
ostensiva.
Elaborar a árvore da decisão e definir a quantidade a ser comprada:










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127 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 5. 4 VALOR DA INFORMAÇÃO ADI CI ONAL
O valor da Informação Adicional é o preço que a empresa estaria disposta a apagar para determinar o que irá
acontecer.
A informação afeta a probabilidade de ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrência de um evento B
tendo sido dada a informação A é uma probabilidade condicionada a ocorrência de A :
( )
( )
( ) A p
AeB p
A
B
p = (77)
11.5.4.1 INFORMAÇÃO PERFEITA
A Informação Perfeita estabelece a previsão exata do futuro, passando o evento a ter probabilidade de ocorrência
de 100%.
11.5.4.1.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 95 Quanto o vendedor ambulante do exercício (6)., estaria disposto a pagar a um policial corrupto informar qual o tipo
de vigilância que irá ocorrer?

B A
( ) AeB p

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128 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11.5.4.2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA
A informação imperfeita é aquela informação sujeita a falhas. Neste caso a probabilidade do evento fica sujeita a probabilidade da
informação.
11.5.4.2.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 96 Uma empresa estuda a possibilidade de investir numa exploração de carvão. A empresa poderá investir uma
quantia elevada A, uma quantia baixa B ou poderá desistir de investir.
O resultado do negócio poderá ser bom, médio ou ruim, sendo que a probabilidade destas ocorrências valem
25%, 45% e 30% respectivamente.
Com base em dados de explorações anteriores nas mesmas terras, foi feito um cálculo dos lucros possíveis. Os
resultados estão a seguir apresentados:
Soma
Investida
Resultados possíveis (R$)
Bom Médio Ruim
A 760.000 280.000 -570.000
B 400.000 250.000 -200.000
Os riscos são elevados, mas é possível obter-se uma previsão dos resultados consultando-se especialistas.
A análise das previsões feitas por estes especialistas no passado leva aos valores da tabela seguinte:
Probabilidade das previsões e dos respectivos resultados reais
Resultado
Previsto
Resultados reais
Bom Médio Ruim
Bom 0,72 0,08 0,09
Médio 0,18 0,85 0,23
Ruim 0,10 0,07 0,68
Total 1,00 1,00 1,00
Sabendo-se que a empresa deseja maximizar o seu lucro esperado, determinar:
a) O valor esperado sem informação adicional
b) o valor esperado do lucro da informação adicional












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129 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11. 5. 5 PROBABI LI DADE DE VI ABI LI DADE DE UM EMPREENDI MENTO
Como visto anteriormente, a avaliação da viabilidade de uma alternativa de Investimento sob condição de
incerteza leva a definição de “i” fluxos de caixas representativos da alternativa. Em conseqüência desta multiplicidade de fluxos, a
aplicação dos métodos tradicionais de análise de investimentos (VPL, VFL, VAU ou TIR) nos remete a multiplicidade de
resultados para cada alternativa (Matriz de Resultados) de investimento o que torna complexo o processo decisório.
Uma maneira para facilitar o processo decisório neste caso é realizar a determinação da probabilidade de
viabilidade do empreendimento e a partir deste valor estabelecer o processo decisório sob a quantificação do risco da alternativa.
11.5.5.1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL
Segundo o Teorema do Limite Central que diz: “Quando as variáveis são independentes e em grande número, a
curva de distribuição de frequência tende à curva normal”. A curva normal de distribuição de freqüência apresenta a configuração
abaixo ilustrada.
σ
µ
Z

A curva normal padrão tem como eixo de simetria as coordenadas µ = 0 e σ = 1
.
A probabilidade de ocorrência de um determinado resultado (X) pode ser estabelecida mediante o cálculo da área
correspondente sob a curva normal padrão:
σ
µ z
p(X)
Z

Os valores da probabilidade p(X) são obtidos em função de “z” através da equação:
dz e X p
z
Z
2
.
2
1
0
.
. 2
1
) (


=
π
s

O valor padronizado “Z” da curva normal corresponde ao quociente entre a diferença entre o valor (X) e o valor
médio esperado e o desvio padrão das variáveis, tal como ilustra a equação abaixo:
σ
i
E X
z

= (78)
Onde, “ܧ

“ e “σ”correspondem, respectivamente ao valor esperado (média) e o desvio padrão das variáveis
analisadas.
A probabilidade de ocorrência de um valor “X” pode também ser obtida através de valores tabelados para a
metade da Curva de Distribuição Normal padronizada (página 138) em função dos valores de “z” calculado pela equação (78).

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130 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11.5.5.2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS
Na figura a seguir ilustra os “j” fluxos de caixa, com horizonte de planejamento “n” onde, a cada período de tempo
“i” (variável de 0 a “n”) ocorrem valores financeiros (Fj,i) associados a probabilidades de ocorrência (pi,j).


:


O valor esperado (Ei) para o período “i” (variável de 0 a “n”) representa o valor médio ponderado das “j”
ocorrências no tempo “i” em relação às respectivas probabilidades de ocorrência (pi.j) e é obtido através da equação:

=
=
n
o i
i j j i i
F p E
, ,
. (79)
onde:
i
E = valor esperado (médio) relativo a “j” estimativas no período “i”.
i j
F
,
=
Evento financeiro no tempo “i” para o fluxo de caixa “j”

j i
p
,

Probabilidade de ocorrência do valor Fj,i


O fluxo de caixa esperado ilustra os valores esperados a cada período de tempo (variável de 0 a “n”) como ilustra
a figura abaixo:

E
0
E
,1
E
2
E
3
E
i
E
n

0 1 2 3 ..... i ................ n
F
j,1
F
j,2
F
j,3
F
j,i
F
j,n

j i
p
,
i
E
F
1,1
F
2,1
F
3,1
F
1,i
F
1,n

1 , i
p
F1,2 F2,2 F3,2 F2,i F2,n
2 , i
p

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131 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11.5.5.2.1 FLUXO DE CAIXA DE VARIÂNCIAS
A Variância representa a incerteza associada ao grau de dispersão da distribuição de frequência das ocorrências (
i j
F
,
) no
período de tempo “i” (variável de 0 a “n”)
( )
2
,
0
2
.
i j i ij
n
i
i
E F p − ∑ =
=
σ (80)
σ
i
2
= variância relativa ao valor esperado de cada contribuição (
i j
F
,
) no tempo “i” do fluxo de caixa.
O fluxo de caixa esperado ilustra as variâncias dos valores esperados a cada período de tempo “i” (variável de 0 a
“n”) como ilustra a figura abaixo:

11.5.5.2.2 VALOR PRESENTE DO FLUXO DE CAIXA ESPERADO: E(VPL)
O valor Presente Líquido Esperado E(VPL) corresponde ao valor equivalente, para determinada taxa de juros, ao
fluxo de caixa de valores esperados na data zero.

( ) ( ) ∑ =
i i
n i
F
P
E VPL E ; ; . (81)

Valores de ( ) 0 > VPL E indicam a existência de viabilidade de um empreendimento.
11.5.5.2.3 VALOR PRESENTE DO FLUXO DE CAIXA DAS VARIÂNCIAS: σ
2
(VPL)
O valor Presente Líquido das variâncias ( ) VPL
2
σ corresponde ao valor equivalente das variâncias transferidas
para a data zero através da equação”:
( ) ( ) [ ] ∑ =
i i
n i
F
P
VPL 2 ; ; .
2 2
σ σ (82)
11.5.5.2.4 DESVIO PADRÃO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO ESPERADO
O Desvio Padrão é obtido pela raiz quadrada da variância, e representa também a dispersão da distribuição de freqüência no
período de tempo “n” (variável de 0 a “n”).
2
i i
σ σ = (83)
Dentro desta mesma lógica, o Desvio Padrão do Valor Presente Líquido Esperado ( ) VPL σ é igual a raiz do Valor
presente Líquido das Variâncias ( ( ) VPL
2
σ ).
( ) ( ) VPL VPL
2
σ σ = (84)
E1 E2 E3 Ei
E(VPL)
σ
2
0
σ
2
1
σ
2
2
σ
2
3
σ σσ σ
2
i
σ
2
n

0 1 2 3 ..... i ................ n

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132 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
11.5.5.3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO
A distribuição de frequência para o conjunto de “j” fluxos de caixa de uma alternativa de investimento analisada
sob condição de incerteza pode ser representada pela Curva Normal, considerando que as variáveis que compõe os fluxos de
caixa são em grande número e são independentes, onde
.
Z
σ σ = (VPL)`= (VPL) σ
µ=E(VPL)
2

A probabilidade de ocorrência do resultado X para o V.P.L. do empreendimento com Esperado igual a ( ) VPL E e
Desvio Padrão do VPL

Esperado igual a

( ) VPL σ , pode ser obtida através da tabela de probabilidades da distribuição normal
para o cálculo do valor padronizado “Z”:
( )
( )
z
X E VPL
VPL
=

σ
p(TAB)
A probabilidade de viabilidade do empreendimento é obtida para a ocorrência do valor limite mínimo do VPL, ou
seja X ≠ 0 o qual é aplicado para o cálculo do valor padronizado “Z”:

( )
( ) VPL
VPL E
z
σ

=
0
(85)
Z
σ σ = (VPL)
µE(VPL)
Z
para X = 0
P(Tab)

O valor de “Z” resultante pode ser positivo ou negativo:

a) Determinação das Probabilidades para Valor de “Z” POSITIVO” :
P( ) Tab
Z
σ σ = (VPL)
µE(VPL)
Z
para X = 0
Inviabilidade Viabilidade
(+) (-)
50%

( ) p p tab
inviab
= + 0 5 , (86)
( ) tab p p
viab
+ = 5 , 0 (87)




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133 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA
b) Determinação das Probabilidades para Valor de “Z” NEGATIVO”:
P( ) Tab
Z
σ σ = (VPL)
µE(VPL)
Z
Inviabilidade Viabilidade
(+) (-)
50 %

( ) p p tab
inviab
= − 0 5 ,
(88)
( ) tab p p
viab
+ = 5 , 0
(89)
Obs. : Pinviabilidade < 10% é considerado um valor aceitável !
11.5.5.3.1 EXEMPLO:
EXEMPLO 97 A análise de um empreendimento forneceu o seguinte fluxo de caixa:
Investimento Ano 0 = -1650
Receita líquida Ano 1 = +1000
Receita líquida Ano 2 = +1150
Receita Líquida Ano 3 = +1250
Analisando chegou-se ao seguinte quadro de avaliações das contribuições e respectivas probabilidades:
Investimento:
Probabilidades p1 = 0,1 p2 = 0,1 p3 = 0,8
Ano 0 X0 = -1900 Y0 = -1950 Z0 = -2000
Receitas Líquidas:
Probabilidades p1 = 0,15 p2 = 0,25 p3 = 0,60
Ano 1 X1 =+630 Y1 =+720 Z1 = +810
Ano 2 X2 =+720 Y2 =+830 Z2 = +900
Ano 3 X3 =+800 Y3 =+920 Z3 = +1000
para as condições de risco:
a) verificar se o empreendimento é viável
b) Calcular a probabilidade de inviabilidade do empreendimento
Considerar uma TMA de 10% a.a.


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134 Tabela de Juros
12 TABELA DE JUROS












TABELA DE JUROS


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135 Tabela de Juros

Taxa de juros : i = 5,00%
n (F/P,i,n) (P/F,i,n) (A/P,i,n) (P/A,i,n) (F/A,i,n) (A/F,i,n) (P/G,i,n) (F/G,i,n) (A/G,i,n)
1 1,0500 0,9524 1,0500 0,9524 1,0000 1,0000 0,0000 0,0000 0,0000
2 1,1025 0,9070 0,5378 1,8594 2,0500 0,4878 0,9070 1,0000 0,4878
3 1,1576 0,8638 0,3672 2,7232 3,1525 0,3172 2,6347 3,0500 0,9675
4 1,2155 0,8227 0,2820 3,5460 4,3101 0,2320 5,1028 6,2025 1,4391
5 1,2763 0,7835 0,2310 4,3295 5,5256 0,1810 8,2369 10,5126 1,9025

6 1,3401 0,7462 0,1970 5,0757 6,8019 0,1470 11,9680 16,0383 2,3579
7 1,4071 0,7107 0,1728 5,7864 8,1420 0,1228 16,2321 22,8402 2,8052
8 1,4775 0,6768 0,1547 6,4632 9,5491 0,1047 20,9700 30,9822 3,2445
9 1,5513 0,6446 0,1407 7,1078 11,0266 0,0907 26,1268 40,5313 3,6758
10 1,6289 0,6139 0,1295 7,7217 12,5779 0,0795 31,6520 51,5579 4,0991

11 1,7103 0,5847 0,1204 8,3064 14,2068 0,0704 37,4988 64,1357 4,5144
12 1,7959 0,5568 0,1128 8,8633 15,9171 0,0628 43,6241 78,3425 4,9219
13 1,8856 0,5303 0,1065 9,3936 17,7130 0,0565 49,9879 94,2597 5,3215
14 1,9799 0,5051 0,1010 9,8986 19,5986 0,0510 56,5538 111,9726 5,7133
15 2,0789 0,4810 0,0963 10,3797 21,5786 0,0463 63,2880 131,5713 6,0973

16 2,1829 0,4581 0,0923 10,8378 23,6575 0,0423 70,1597 153,1498 6,4736
17 2,2920 0,4363 0,0887 11,2741 25,8404 0,0387 77,1405 176,8073 6,8423
18 2,4066 0,4155 0,0855 11,6896 28,1324 0,0355 84,2043 202,6477 7,2034
19 2,5270 0,3957 0,0827 12,0853 30,5390 0,0327 91,3275 230,7801 7,5569
20 2,6533 0,3769 0,0802 12,4622 33,0660 0,0302 98,4884 261,3191 7,9030

21 2,7860 0,3589 0,0780 12,8212 35,7193 0,0280 105,6673 294,3850 8,2416
22 2,9253 0,3418 0,0760 13,1630 38,5052 0,0260 112,8461 330,1043 8,5730
23 3,0715 0,3256 0,0741 13,4886 41,4305 0,0241 120,0087 368,6095 8,8971
24 3,2251 0,3101 0,0725 13,7986 44,5020 0,0225 127,1402 410,0400 9,2140
25 3,3864 0,2953 0,0710 14,0939 47,7271 0,0210 134,2275 454,5420 9,5238

26 3,5557 0,2812 0,0696 14,3752 51,1135 0,0196 141,2585 502,2691 9,8266
27 3,7335 0,2678 0,0683 14,6430 54,6691 0,0183 148,2226 553,3825 10,1224
28 3,9201 0,2551 0,0671 14,8981 58,4026 0,0171 155,1101 608,0517 10,4114
29 4,1161 0,2429 0,0660 15,1411 62,3227 0,0160 161,9126 666,4542 10,6936
30 4,3219 0,2314 0,0651 15,3725 66,4388 0,0151 168,6226 728,7770 10,9691

35 5,5160 0,1813 0,0611 16,3742 90,3203 0,0111 200,5807 1106,4061 12,2498
40 7,0400 0,1420 0,0583 17,1591 120,7998 0,0083 229,5452 1615,9955 13,3775
45 8,9850 0,1113 0,0563 17,7741 159,7002 0,0063 255,3145 2294,0031 14,3644
50 11,4674 0,0872 0,0548 18,2559 209,3480 0,0048 277,9148 3186,9599 15,2233
55 14,6356 0,0683 0,0537 18,6335 272,7126 0,0037 297,5104 4354,2524 15,9664

60 18,6792 0,0535 0,0528 18,9293 353,5837 0,0028 314,3432 5871,6744 16,6062
70 30,4264 0,0329 0,0517 19,3427 588,5285 0,0017 340,8409 10370,5702 17,6212
80 49,5614 0,0202 0,0510 19,5965 971,2288 0,0010 359,6460 17824,5764 18,3526
90 80,7304 0,0124 0,0506 19,7523 1594,6073 0,0006 372,7488 30092,1460 18,8712
100 131,5013 0,0076 0,0504 19,8479 2610,0252 0,0004 381,7492 50200,5031 19,2337



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136 Tabela de Juros

Taxa de juros : i = 10,00%
n (F/P,i,n) (P/F,i,n) (A/P,i,n) (P/A,i,n) (F/A,i,n) (A/F,i,n) (P/G,i,n) (F/G,i,n) (A/G,i,n)
1 1,1000 0,9091 1,1000 0,9091 1,0000 1,0000 0,0000 0,0000 0,0000
2 1,2100 0,8264 0,5762 1,7355 2,1000 0,4762 0,8264 1,0000 0,4762
3 1,3310 0,7513 0,4021 2,4869 3,3100 0,3021 2,3291 3,1000 0,9366
4 1,4641 0,6830 0,3155 3,1699 4,6410 0,2155 4,3781 6,4100 1,3812
5 1,6105 0,6209 0,2638 3,7908 6,1051 0,1638 6,8618 11,0510 1,8101

6 1,7716 0,5645 0,2296 4,3553 7,7156 0,1296 9,6842 17,1561 2,2236
7 1,9487 0,5132 0,2054 4,8684 9,4872 0,1054 12,7631 24,8717 2,6216
8 2,1436 0,4665 0,1874 5,3349 11,4359 0,0874 16,0287 34,3589 3,0045
9 2,3579 0,4241 0,1736 5,7590 13,5795 0,0736 19,4215 45,7948 3,3724
10 2,5937 0,3855 0,1627 6,1446 15,9374 0,0627 22,8913 59,3742 3,7255

11 2,8531 0,3505 0,1540 6,4951 18,5312 0,0540 26,3963 75,3117 4,0641
12 3,1384 0,3186 0,1468 6,8137 21,3843 0,0468 29,9012 93,8428 4,3884
13 3,4523 0,2897 0,1408 7,1034 24,5227 0,0408 33,3772 115,2271 4,6988
14 3,7975 0,2633 0,1357 7,3667 27,9750 0,0357 36,8005 139,7498 4,9955
15 4,1772 0,2394 0,1315 7,6061 31,7725 0,0315 40,1520 167,7248 5,2789

16 4,5950 0,2176 0,1278 7,8237 35,9497 0,0278 43,4164 199,4973 5,5493
17 5,0545 0,1978 0,1247 8,0216 40,5447 0,0247 46,5819 235,4470 5,8071
18 5,5599 0,1799 0,1219 8,2014 45,5992 0,0219 49,6395 275,9917 6,0526
19 6,1159 0,1635 0,1195 8,3649 51,1591 0,0195 52,5827 321,5909 6,2861
20 6,7275 0,1486 0,1175 8,5136 57,2750 0,0175 55,4069 372,7500 6,5081

21 7,4002 0,1351 0,1156 8,6487 64,0025 0,0156 58,1095 430,0250 6,7189
22 8,1403 0,1228 0,1140 8,7715 71,4027 0,0140 60,6893 494,0275 6,9189
23 8,9543 0,1117 0,1126 8,8832 79,5430 0,0126 63,1462 565,4302 7,1085
24 9,8497 0,1015 0,1113 8,9847 88,4973 0,0113 65,4813 644,9733 7,2881
25 10,8347 0,0923 0,1102 9,0770 98,3471 0,0102 67,6964 733,4706 7,4580

26 11,9182 0,0839 0,1092 9,1609 109,1818 0,0092 69,7940 831,8177 7,6186
27 13,1100 0,0763 0,1083 9,2372 121,0999 0,0083 71,7773 940,9994 7,7704
28 14,4210 0,0693 0,1075 9,3066 134,2099 0,0075 73,6495 1062,0994 7,9137
29 15,8631 0,0630 0,1067 9,3696 148,6309 0,0067 75,4146 1196,3093 8,0489
30 17,4494 0,0573 0,1061 9,4269 164,4940 0,0061 77,0766 1344,9402 8,1762

35 28,1024 0,0356 0,1037 9,6442 271,0244 0,0037 83,9872 2360,2437 8,7086
40 45,2593 0,0221 0,1023 9,7791 442,5926 0,0023 88,9525 4025,9256 9,0962
45 72,8905 0,0137 0,1014 9,8628 718,9048 0,0014 92,4544 6739,0484 9,3740
50 117,3909 0,0085 0,1009 9,9148 1163,9085 0,0009 94,8889 11139,0853 9,5704
55 189,0591 0,0053 0,1005 9,9471 1880,5914 0,0005 96,5619 18255,9142 9,7075

60 304,4816 0,0033 0,1003 9,9672 3034,8164 0,0003 97,7010 29748,1640 9,8023
70 789,7470 0,0013 0,1001 9,9873 7887,4696 0,0001 98,9870 78174,6957 9,9113
80 2048,4002 0,0005 0,1000 9,9951 20474,0021 0,0000 99,5606 203940,0215 9,9609
90 5313,0226 0,0002 0,1000 9,9981 53120,2261 0,0000 99,8118 530302,2612 9,9831
100 13780,6123 0,0001 0,1000 9,9993 137796,1234 0,0000 99,9202 1376961,2340 9,9927



Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

137 Tabela de Juros
Taxa de juros : i = 15,00%
n (F/P,i,n) (P/F,i,n) (A/P,i,n) (P/A,i,n) (F/A,i,n) (A/F,i,n) (P/G,i,n) (F/G,i,n) (A/G,i,n)
1 1,1500 0,8696 1,1500 0,8696 1,0000 1,0000 0,0000 0,0000 0,0000
2 1,3225 0,7561 0,6151 1,6257 2,1500 0,4651 0,7561 1,0000 0,4651
3 1,5209 0,6575 0,4380 2,2832 3,4725 0,2880 2,0712 3,1500 0,9071
4 1,7490 0,5718 0,3503 2,8550 4,9934 0,2003 3,7864 6,6225 1,3263
5 2,0114 0,4972 0,2983 3,3522 6,7424 0,1483 5,7751 11,6159 1,7228

6 2,3131 0,4323 0,2642 3,7845 8,7537 0,1142 7,9368 18,3583 2,0972
7 2,6600 0,3759 0,2404 4,1604 11,0668 0,0904 10,1924 27,1120 2,4498
8 3,0590 0,3269 0,2229 4,4873 13,7268 0,0729 12,4807 38,1788 2,7813
9 3,5179 0,2843 0,2096 4,7716 16,7858 0,0596 14,7548 51,9056 3,0922
10 4,0456 0,2472 0,1993 5,0188 20,3037 0,0493 16,9795 68,6915 3,3832

11 4,6524 0,2149 0,1911 5,2337 24,3493 0,0411 19,1289 88,9952 3,6549
12 5,3503 0,1869 0,1845 5,4206 29,0017 0,0345 21,1849 113,3444 3,9082
13 6,1528 0,1625 0,1791 5,5831 34,3519 0,0291 23,1352 142,3461 4,1438
14 7,0757 0,1413 0,1747 5,7245 40,5047 0,0247 24,9725 176,6980 4,3624
15 8,1371 0,1229 0,1710 5,8474 47,5804 0,0210 26,6930 217,2027 4,5650

16 9,3576 0,1069 0,1679 5,9542 55,7175 0,0179 28,2960 264,7831 4,7522
17 10,7613 0,0929 0,1654 6,0472 65,0751 0,0154 29,7828 320,5006 4,9251
18 12,3755 0,0808 0,1632 6,1280 75,8364 0,0132 31,1565 385,5757 5,0843
19 14,2318 0,0703 0,1613 6,1982 88,2118 0,0113 32,4213 461,4121 5,2307
20 16,3665 0,0611 0,1598 6,2593 102,4436 0,0098 33,5822 549,6239 5,3651

21 18,8215 0,0531 0,1584 6,3125 118,8101 0,0084 34,6448 652,0675 5,4883
22 21,6447 0,0462 0,1573 6,3587 137,6316 0,0073 35,6150 770,8776 5,6010
23 24,8915 0,0402 0,1563 6,3988 159,2764 0,0063 36,4988 908,5092 5,7040
24 28,6252 0,0349 0,1554 6,4338 184,1678 0,0054 37,3023 1067,7856 5,7979
25 32,9190 0,0304 0,1547 6,4641 212,7930 0,0047 38,0314 1251,9534 5,8834

26 37,8568 0,0264 0,1541 6,4906 245,7120 0,0041 38,6918 1464,7465 5,9612
27 43,5353 0,0230 0,1535 6,5135 283,5688 0,0035 39,2890 1710,4584 6,0319
28 50,0656 0,0200 0,1531 6,5335 327,1041 0,0031 39,8283 1994,0272 6,0960
29 57,5755 0,0174 0,1527 6,5509 377,1697 0,0027 40,3146 2321,1313 6,1541
30 66,2118 0,0151 0,1523 6,5660 434,7451 0,0023 40,7526 2698,3010 6,2066

35 133,1755 0,0075 0,1511 6,6166 881,1702 0,0011 42,3586 5641,1344 6,4019
40 267,8635 0,0037 0,1506 6,6418 1779,0903 0,0006 43,2830 11593,9354 6,5168
45 538,7693 0,0019 0,1503 6,6543 3585,1285 0,0003 43,8051 23600,8564 6,5830
50 1083,6574 0,0009 0,1501 6,6605 7217,7163 0,0001 44,0958 47784,7752 6,6205
55 2179,622 0,0005 0,1501 6,6636 14524,15 0,0001 44,2558 96460,9860 6,6414

60 4383,998 0,0002 0,1500 6,6651 29219,99 0,0000 44,3431 194399,94 6,6530
70 17735,72 0,0001 0,1500 6,6663 118231,47 0,0000 44,4156 787743,11 6,6627
80 71750,88 0,0000 0,1500 6,6666 478332,53 0,0000 44,4364 3188350,20 6,6656
90 290272,33 0,0000 0,1500 6,6666 1935142,1 0,0000 44,4422 12900347,7 6,6664
100 1174313,4 0,0000 0,1500 6,6667 7828749,6 0,0000 44,4438 52190997,8 6,6666

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

138 Tabela de PROBABILIDADES
13 TABELA DE PROBABI LI DADES











TABELA DE PROBABILIDADE

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

139 Tabela de PROBABILIDADES
Probabilidade (áreas) da
Distribuição Normal padronizada
z 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0,0 0,00000 0,00399 0,00798 0,01197 0,01595 0,01994 0,02392 0,02790 0,03188 0,03586
0,1 0,03983 0,04379 0,04776 0,05172 0,05567 0,05962 0,06356 0,06749 0,07142 0,07534
0,2 0,07926 0,08317 0,08706 0,09095 0,09483 0,09871 0,10257 0,10642 0,11026 0,11409
0,3 0,11791 0,12172 0,12552 0,12930 0,13307 0,13683 0,14058 0,14431 0,14803 0,15173
0,4 0,15542 0,15910 0,16276 0,16640 0,17003 0,17364 0,17724 0,18082 0,18439 0,18793
0,5 0,19146 0,19497 0,19847 0,20194 0,20540 0,20884 0,21226 0,21566 0,21904 0,22240
0,6 0,22575 0,22907 0,23237 0,23565 0,23891 0,24215 0,24537 0,24857 0,25175 0,25490
0,7 0,25804 0,26115 0,26424 0,26730 0,27035 0,27337 0,27637 0,27935 0,28230 0,28524
0,8 0,28814 0,29103 0,29389 0,29673 0,29955 0,30234 0,30511 0,30785 0,31057 0,31327
0,9 0,31594 0,31859 0,32121 0,32381 0,32639 0,32894 0,33147 0,33398 0,33646 0,33891
1,0 0,34134 0,34375 0,34614 0,34849 0,35083 0,35314 0,35543 0,35769 0,35993 0,36214
1,1 0,36433 0,36650 0,36864 0,37076 0,37286 0,37493 0,37698 0,37900 0,38100 0,38298
1,2 0,38493 0,38686 0,38877 0,39065 0,39251 0,39435 0,39617 0,39796 0,39973 0,40147
1,3 0,40320 0,40490 0,40658 0,40824 0,40988 0,41149 0,41308 0,41466 0,41621 0,41774
1,4 0,41924 0,42073 0,42220 0,42364 0,42507 0,42647 0,42785 0,42922 0,43056 0,43189
1,5 0,43319 0,43448 0,43574 0,43699 0,43822 0,43943 0,44062 0,44179 0,44295 0,44408
1,6 0,44520 0,44630 0,44738 0,44845 0,44950 0,45053 0,45154 0,45254 0,45352 0,45449
1,7 0,45543 0,45637 0,45728 0,45818 0,45907 0,45994 0,46080 0,46164 0,46246 0,46327
1,8 0,46407 0,46485 0,46562 0,46638 0,46712 0,46784 0,46856 0,46926 0,46995 0,47062
1,9 0,47128 0,47193 0,47257 0,47320 0,47381 0,47441 0,47500 0,47558 0,47615 0,47670
2,0 0,47725 0,47778 0,47831 0,47882 0,47932 0,47982 0,48030 0,48077 0,48124 0,48169
2,1 0,48214 0,48257 0,48300 0,48341 0,48382 0,48422 0,48461 0,48500 0,48537 0,48574
2,2 0,48610 0,48645 0,48679 0,48713 0,48745 0,48778 0,48809 0,48840 0,48870 0,48899
2,3 0,48928 0,48956 0,48983 0,49010 0,49036 0,49061 0,49086 0,49111 0,49134 0,49158
2,4 0,49180 0,49202 0,49224 0,49245 0,49266 0,49286 0,49305 0,49324 0,49343 0,49361
2,5 0,49379 0,49396 0,49413 0,49430 0,49446 0,49461 0,49477 0,49492 0,49506 0,49520
2,6 0,49534 0,49547 0,49560 0,49573 0,49585 0,49598 0,49609 0,49621 0,49632 0,49643
2,7 0,49653 0,49664 0,49674 0,49683 0,49693 0,49702 0,49711 0,49720 0,49728 0,49736
2,8 0,49744 0,49752 0,49760 0,49767 0,49774 0,49781 0,49788 0,49795 0,49801 0,49807
2,9 0,49813 0,49819 0,49825 0,49831 0,49836 0,49841 0,49846 0,49851 0,49856 0,49861
3,0 0,49865 0,49869 0,49874 0,49878 0,49882 0,49886 0,49889 0,49893 0,49896 0,49900
3,1 0,49903 0,49906 0,49910 0,49913 0,49916 0,49918 0,49921 0,49924 0,49926 0,49929
3,2 0,49931 0,49934 0,49936 0,49938 0,49940 0,49942 0,49944 0,49946 0,49948 0,49950
3,3 0,49952 0,49953 0,49955 0,49957 0,49958 0,49960 0,49961 0,49962 0,49964 0,49965
3,4 0,49966 0,49968 0,49969 0,49970 0,49971 0,49972 0,49973 0,49974 0,49975 0,49976
3,5 0,49977 0,49978 0,49978 0,49979 0,49980 0,49981 0,49981 0,49982 0,49983 0,49983
3,6 0,49984 0,49985 0,49985 0,49986 0,49986 0,49987 0,49987 0,49988 0,49988 0,49989
3,7 0,49989 0,49990 0,49990 0,49990 0,49991 0,49991 0,49992 0,49992 0,49992 0,49992
3,8 0,49993 0,49993 0,49993 0,49994 0,49994 0,49994 0,49994 0,49995 0,49995 0,49995
3,9 0,49995 0,49995 0,49996 0,49996 0,49996 0,49996 0,49996 0,49996 0,49997 0,49997
4,0 0,49997 0,49997 0,49997 0,49997 0,49997 0,49997 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998
4,1 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998 0,49998 0,49999 0,49999
4,2 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999
4,3 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999 0,49999
4,4 0,49999 0,49999 0,50000 0,50000 0,50000 0,50000 0,50000 0,50000 0,50000 0,50000
σ
µ −
=
X
z
z µ

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

140 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
14 REFERÊNCI AS BI BLI OGRÁFI CAS
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HUMMEL, Paulo R. V. & TASCHNER, Mauro R. B.; Análise r Decisão sobre Investimentos e Financiamentos
KAZMIER, Leonard; Estatística Aplicada a Economia e Administração
KUHNEN, Osmar Leonardo & BAUER, Udibert Reinoldo; Matemática Financeira Aplicada e Análises de
Investimentos.
LEITE, J. G. Maderna; Avaliação de Alternativas de Investimentos em Transportes
LEITE, J. G. Maderna; Economia de Engenharia
MANARINO, Remo; Introdução à Engenharia Econômica
MONTANHINI, Lucia Regina Assumpção, Apostila de Economia de Engenharia. UFPR/97
NEVES, Cesar das; Análise de Investimentos, Projetos Industriais e Engenharia Econômica
OLIVEIRA, José A. Nascimento; Engenharia Economica: Uma abordagem às decisões de Investimento
SANTOS, José Alves; Curso de Engenharia Econômica
TAYLOR, George A. Ingeniería económica. Ed. Limusa, Cidade do México - 2a. Edição - 1985.
TEIXEIRA, James e DI PIERRO, Scipione Netto. Matemática financeira. Ed. Makron Books, São Paulo - 1998
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ZDANOWICZ, José Eduardo; Orçamento de Capital: A decisão de Impacto

Data: ________/___________________/2008
Obs.: ____________________________________________________________
Economia de Engenharia
Notas de Aula

141 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.405 – ANO LETIVO 2008
15 PROGRAMAÇÃO DA DI SCI PLINA TT. 405 – ANO LETI VO 2008

AULA Data Conteúdo Observação
- 27/fev/08
1 5/mar/08
2 12/mar/08
3 19/mar/08
4 26/mar/08
5 2/abr/08
6 9/abr/08
7 16/abr/08
8 23/abr/08 1 o. TE
9 30/abr/08
10 7/mai/08
11 14/mai/08
12 21/mai/08
13 28/mai/08
14 4/jun/08
15 11/jun/08
16 18/jun/08 2 o. TE
30/jul/08 Dispensados
17 6/ago/08
18 13/ago/08
19 20/ago/08
20 27/ago/08
21 3/set/08
22 10/set/08
23 17/set/08 3 o. TE
24 24/set/08
25 1/out/08
26 8/out/08
27 15/out/08
28 22/out/08
29 29/out/08
30 5/nov/08 4 o. TE


Res. 44/07-CEPE Sugestão

22/nov/08 Último dia Letivo


01 a 06/dez Ex. Final 26/nov/08

15 a 20/dez Segunda Avaliação Final 10/dez/08

INTRODUÇÃO.

2

INDICE
1 2 3 INTRODUÇÃO. ......................................................................................................................................................................... 7 O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA ................................................................................................... 8 MATEMÁTICA FINANCEIRA. .................................................................................................................................................. 9 3.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS.................................................................................................................................... 9 3.1.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO.......................................................................................................................... 9 3.1.2 JUROS (J) ............................................................................................................................................................... 10 3.1.2.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA .................................................................................................................. 11 3.1.2.2 TAXA DE JUROS: COMPONENTES. .......................................................................................................... 12 3.1.2.3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS ....................................................................................................................... 13 3.1.3 FLUXO DE CAIXA. .................................................................................................................................................. 13 3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO ................................................................................................................................. 15 3.2.1 JUROS SIMPLES.................................................................................................................................................... 15 3.2.2 JURO COMPOSTO................................................................................................................................................. 16 3.2.3 COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA ................................................................... 17 3.2.4 JURO CONTÍNUO .................................................................................................................................................. 18 3.2.5 PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO ............................................................................................................... 18 3.2.6 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 20 3.3 TIPOS DE TAXAS DE JUROS. .................................................................................................................................... 21 3.3.1 TAXAS PROPORCIONAIS ..................................................................................................................................... 21 3.3.2 TAXAS EQUIVALENTES ........................................................................................................................................ 21 3.3.3 TAXA EFETIVA ....................................................................................................................................................... 23 3.3.4 TAXA NOMINAL...................................................................................................................................................... 23 3.3.5 CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS .................................................................................................................... 23 3.3.6 TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA ............................................................................................ 25 3.3.7 CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA ..................................................... 26 3.3.8 TAXA DE INFLAÇÃO .............................................................................................................................................. 26 3.3.8.1 INDICADORES FINANCEIROS: ................................................................................................................... 27 3.3.9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS ............................................................................................................. 27 3.3.10 TAXA DE MÍNIMA ATRATIVIDADE ........................................................................................................................ 28 3.3.11 EXEMPLOS ............................................................................................................................................................ 29 4 EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS ............................................................................................................................................. 31 4.1 CAPITAIS EQUIVALENTES ........................................................................................................................................ 31 4.2 ANUIDADES: CONCEITO E MODELOS GENÉRICOS ............................................................................................... 31 4.2.1 ANUIDADE ISOLADA ............................................................................................................................................. 31 4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P) .................................................................................................. 31 4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F): ......................................................................................................... 31 4.2.2 SÉRIE ..................................................................................................................................................................... 32 4.2.2.1 SÉRIE UNIFORME ........................................................................................................................................ 32 4.2.2.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA ............................................................................................................... 33 4.3 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ................................................................................................................................ 35 4.3.1 SIMBOLOGIA.......................................................................................................................................................... 35 4.4 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS........................................................................... 35 4.4.1 RELAÇÃO ENTRE P E F:........................................................................................................................................ 36 4.4.2 EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 37 4.5 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE UMA ANUIDADE ISOLADA E UMA SÉRIE UNIFORME ........................... 38 4.5.1 RELAÇÕES ENTRE F E A..................................................................................................................................... 38 4.5.2 RELAÇÕES ENTRE P E A ...................................................................................................................................... 39 4.5.2.1 SÉRIE PERPÉTUA ....................................................................................................................................... 40

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

Economia de Engenharia Notas de Aula

INTRODUÇÃO. 4.5.3 4.6 4.6.1 4.6.2 4.6.3 4.7 4.7.1 4.7.2 4.8 4.8.1 4.8.2 4.9 5

3

EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 40 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS E SÉRIE GRADIENTE: .................................... 42 RELAÇÕES ENTRE P E G...................................................................................................................................... 42 RELAÇÕES ENTRE F E G ...................................................................................................................................... 43 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 44 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE SÉRIE UNIFORME E SÉRIE GRADIENTE:................................................ 45 RELAÇÃO ENTRE A E G ........................................................................................................................................ 45 EXEMPLOS. ........................................................................................................................................................... 46 TAXA DE JUROS ENTRE DOIS CONJUNTOS DE CAPITAIS EQUIVALENTES........................................................ 48 MÉTODO ITERATIVO DE NEWTON-RAPHSON .................................................................................................. 48 EXEMPLOS: ........................................................................................................................................................... 50 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ...................................................................................................................................... 51

PROJETOS DE INVESTIMENTO ........................................................................................................................................... 54 5.1 INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS .................................................................. 54

6

ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS .................................................................................................................. 55 6.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ......................................................................... 55 6.2 ELEMENTOS REQUERIDOS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS ............................................................................ 56 6.2.1 HORIZONTE TEMPORAL ...................................................................................................................................... 56 6.2.2 FLUXO DE CAIXA ................................................................................................................................................... 57 6.2.3 DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS TOTAIS ............................................................................................................. 57 6.2.4 DETERMINAÇÃO DAS RECEITAS GERADAS ...................................................................................................... 57 6.2.5 DETERMINAÇÃO DO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO ........................................................................... 57 6.2.6 TAXA DE JUROS DA ANÁLISE DE INVESTIMENTO............................................................................................. 58 6.3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS: ................................................................................................... 59 6.3.1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE ......................................................................................................................... 59 6.3.1.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 60 6.3.2 MÉTODO DO VALOR FUTURO ............................................................................................................................. 61 6.3.2.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 61 6.3.3 MÉTODO DO VALOR ANUAL ................................................................................................................................ 62 6.3.3.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 62 6.3.4 MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO ....................................................................................................... 63 6.3.4.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 65 6.3.5 MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO -"PAYBACK” ............................................................................................... 66 6.3.5.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 66 6.3.6 MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍCIO-CUSTO....................................................................................................... 67 6.3.6.1 EXEMPLOS: .................................................................................................................................................. 67 6.4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS. ......................................................................... 68 6.4.1 ANÁLISE DE ALTERNATIVAS COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS: ................................................................ 68 6.4.1.1 MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS ................................................ 68 6.4.2 EXISTÊNCIA DE TAXAS MÚLTIPLAS.................................................................................................................... 69 6.4.2.1 ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS ................................................................................... 70 6.4.3 ALTERNATIVAS COM DIFERENTES HORIZONTES DE PLANEJAMENTO ........................................................ 71 6.4.3.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO........................................................... 71 6.4.3.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO .................................................. 72 6.4.4 EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES FINANCEIRAS .................................................................................................... 73 6.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRIA................................................................................ 73 6.6 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: ...................................................................................................................................... 74

7

FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO ...................................................................................................... 78 7.1 7.2 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS ........................................................................ 78 PRINCIPAIS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS........................................................................................ 79

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

Economia de Engenharia Notas de Aula

....7......................................INTRODUÇÃO...............................................................................: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .............................................................2..................1....8............................5 SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES (SAC) .... 95 7...........11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: .............................................1............................4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) ............5 SALDO DEVEDOR (SDM ) ........................4.2........4.....5.............................................................2................................................1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA...1 EXEMPLO: .........................4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO ...........................M’) ............... 94 7.2........6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M .......................... 92 7.2.....................................1......2......7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M .........2...................7 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M .....8 QUADRO DE FINANCIAMENTO .....................................................................................................................2........................2...................................1 EXEMPLO: .........................................8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’) .............................................................................2.............................................................................................4..........................................................4..................................2..................... 87 7................2.........1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO ....6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M ..............................................................3 AMORTIZAÇÃO (KM ): ..........................................................................................................................2. 99 8....................................2...........................................................................................................................................................................................................1 QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL: ....................... 82 7.............2 EXEMPLO: ..............................................................2............... 83 7..........................................................................2............................2.................................................6 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM) .....2........................4...........................................................................................................................................2....2................. 87 7................2..2..................2............................................................ 90 7..............................................................................1 PRINCIPAL (P): .............. 91 7......1................ 89 7................................. 99 Data: ________/___________________/2008 Obs............................................4.............................. 83 7...........2.................................................... 82 7............2.................................5............................................................2 PRESTAÇÃO (AM ): ... 80 7.........2........5...................................5....................................... 86 7.................................. 83 7.....2 VIDA ÚTIL DE ATIVOS FIXOS.........................................................4 JUROS (JM) ..........................................................3.2..........................4 SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE (PRICE)....................................................................2..............9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO ............ 91 7..................................................................... 90 7........................4.............2.................................................. 98 8...........................2............................................ 81 7............10 QUADRO DE FINANCIAMENTO ...........10.....2....2.......................................................................4........9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N) .......................................................1 FLUXO DE CAIXA .................... 87 7......8 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE .......9 EXEMPLOS: .................................. 79 7................... 80 7..2 VALOR DAS PRESTAÇÕES................... 92 7...................................................2.........2........2 QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO: ...................................................................................2....... 98 8..............................2 MODALIDADES DE CONTRATO ........................................2.................. 84 7................5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) ........................................ 80 7........3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “M” ....2.................................2.................................................2............................................2......................7 CARÊNCIA ........................................................................................................ 88 7... 4 7............3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS............................... 80 7....2.............. ...............................................................4..................... 95 7.............................5...............................2........ 80 7..........................2.................................................................................... 83 7.....2.................................................. 79 7................ 82 7............ 79 7.............1........... 85 7.............................................................................................6.................SACRE ......................................................................................2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A1 A AN..1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS .5.....3 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO .................2......M’) ........................ 98 8.........2....4............. 87 7................5... 87 7....................................... 79 7............1.......10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETIMENTO DE RENDA..........9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM.....................................7 SISTEMA AMERICANO ........2.................1....1................................................................................................................... 79 7.. 80 7......3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M) .................... 80 7.......................................2..............................1.........................................5........................................1 EXEMPLO: .............................................................................................. 84 7............................8...................8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM......................................5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO ....................................1 FLUXO DE CAIXA .......................................................11 EXEMPLOS: ................... 80 7............. 88 7.............................................1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA.............................6 PRAZO (N) ................. 89 7..............4.......................................................................... 84 7...............................................................5.................................................. 86 7................................................................2............... 96 8 DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS ........... 85 7............................................

.......................1 EXEMPLO: ................................................................... 114 10..........................: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula ......................................................................................................3.................................................3.................................................................. 116 10............1 BAIXA SEM REPOSIÇÃO .............................3....3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: .....4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL .. 105 8....2............. 112 10................... 113 10............. 118 11 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA ........... 114 10.....................................................................................1........................................................3.........................................2... 103 8.................................................................. 113 10................... 110 9.............3............1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA .........7 MÉTODO DA DEPRECIAÇÃO POR PRODUÇÃO .................................1 11.......................................................... 119 11....................................1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS ............................1............ 107 8............... 110 9................ 114 10.....1 INFLUÊNCIA DO IR EM FINANCIAMENTOS DE PROJETOS .............2.................................2 DEFINIÇÕES: ..............................................2...................................3............................................... 110 9..............................................................2..1 CUSTO ANUAL DE CAPITAL: ............2................................3.............................................................................................................3.................. 119 FATORES QUE LEVAM A INCERTEZA: ............................................. 106 8. 117 10.............................................................2 CASO 2: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE ..............................................4.......................... 115 10.... 115 10.. 103 8............................................... 104 8.......1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS ..........INTRODUÇÃO..1..........2 EXEMPLOS: ..............................5 EXEMPLO: ....................................................................................................................................1 EXEMPLO: ...... 113 10......................4...........7............................................................................. 109 9..................................................1..........................2.................................................2 EXEMPLO: ..1.......................................... 116 10...................................................................................................................................3................................................2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO .........................1..4 FINANCIAMENTO COM RECURSOS DE TERCEIROS ...........................................................2....................................................3.............................................................. ...3....................................................................... .............3.............2 MÉTODO LINEAR.......................................... 108 8................................... 113 10.......................................................................................................................1 EXEMPLO: .....................................5.................... 102 8...3........................................................................................... 112 10.....................................................1 EXEMPLO: ..................................................................3.. 100 8...................1..................................................................................................2 BAIXA DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS................................................................................................................ 100 8....................3..........................................1..............1................................................................................................2 VALOR CONTÁBIL ...................... 110 9..................................2 BAIXA COM REPOSIÇÃO IDÊNTICA.................................................3...... 104 8...........................................................................................................3....................................................................................4 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS ......2...... 116 10................ 119 Data: ________/___________________/2008 Obs...........................................3...............3............3 CUSTO ANUAL TOTAL ........... 112 10.....................................................................................3 MÉTODO EXPONENCIAL ................................4 VIDA ECONÔMICA ...........................................................................................................3 FINANCIAMENTO COM COMPOSIÇÃO MISTA DE RECURSOS ........................................................................................................................................1 EXEMPLO: ..........................5 EXEMPLOS: .......... 5 8.............6...................1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO ...................................... 115 10................ 117 10.................................................3.............................................................. 107 8......................................... 105 8.............................1 EXEMPLO: .......................................................................3................... 100 8............................................................... 114 10..........................................3............2 EXEMPLO: ...3 BAIXA COM REPOSIÇÃO DIFERENTE ......................................................................................................................................................1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: .1 CASO 1: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR IGUAL À VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE.....................................1............3.................................3.............2............................................................................................................................................3 SUBSTITUIÇÃO COMO ANÁLISE DE INVESTIMENTO ........... 101 8...................2.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO ........ 110 10 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS ..............................1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA .......................................................2 CUSTOS DE OPERAÇÃO ...................................................................................4...........................................................................1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO: .....................................6 MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA ............................................5... 113 10.................................................................................3..................1.1 EXEMPLO: .......... 106 8................................................2.... 106 8.... 100 8.................... 110 9..2.......2..................... 108 9 A INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS......5 MÉTODO DA SOMA INVERSA DOS DÍGITOS: .................1.....................................................................................................2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS: ...............3.................2.........................................1..............

....... 127 11.... 129 11......5...........................4..........................................................................5............................................... 124 11................4.................................................................................................................................................................. 123 11....................................................................................................................................................................................1 CRITÉRIO DA ESPERANÇA MATEMÁTICA: MÉDIA ..........4 CRITÉRIO DE HURWICZ . 122 11...............................3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO .................... 125 11........3...4.3 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE INCERTEZA ....... 129 11........1 INFORMAÇÃO PERFEITA ..................1 CRITÉRIO OTIMISTA: MAXIMAX (OU MINIMINI SE A MATRIZ FOR DE CUSTO)................... 122 11........ 123 11.......................................................................................................5..2 CRITÉRIO DO LIMITE MÍNIMO ............................... 121 11.................5................................................................................5...............................................................1..........5..................5............................................................................................................ 128 11...5..........................................................................................2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS ..............5...........................................4......4.......................................................................................... 127 11.....: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula ..INTRODUÇÃO........ 124 11..............5 CRITÉRIO DE SAVAGE : ARREPENDIMENTO ...................3 CRITÉRIO DE LAPLACE : MÉDIA .............................. 130 11........................................................................2 CRITÉRIO PESSIMISTA : MAXIMIN (OU MINIMAX SE A MATRIZ FOR DE CUSTOS) .....................................................................................405 – ANO LETIVO 2008 .............. 119 11................. 122 11................................................................. 122 11.............5 CRITÉRIOS DE DECISÃO COM PROBABILIDADES ASSOCIADAS: .......................................................................................................................................5..................2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA ..................3...... 124 11............................................................................................................................... 140 15 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.............5..................................3 ARVORE DA DECISÃO ..1 EXEMPLOS: ..... 134 13 TABELA DE PROBABILIDADES ................... 120 11.............5 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO ....................3.................... 141 Data: ________/___________________/2008 Obs............. 138 14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL ........................... 120 11.....................................................5..........................................................................5.......................... 6 11.......1 EXEMPLO: .......................................................................4 CRITÉRIOS DE DECISÃO................................................ 132 12 TABELA DE JUROS ..........................................1 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE .....................4.....................4 VALOR DA INFORMAÇÃO ADICIONAL ..........................4.........................................................................................5..............................................................

7 1 INTRODUÇÃO. Com o intuito de auxiliar no entendimento dos processos da Engenharia Econômica desenvolveu-se este material de apoio à disciplina de Economia de Engenharia onde são fornecidos os conceitos básicos da Matemática Financeira. A avaliação econômica. de acordo com as contingências ligadas aos investimentos. se for o caso. reduzindo-os a uma medida comum. as metodologias de depreciação de equipamentos. que serão resolvidos em sala de aula. tem como finalidade básica medir custos e benefícios econômicos de um projeto para determinar se os benefícios líquidos dele resultante serão pelo menos iguais àqueles que poderiam ser obtidos de outras oportunidades marginais de investimento. como vantagens tecnológicas. se não. trabalho. entre as aplicações concorrentes. por sua vez. de avaliação de investimentos e culminando com a análise de investimentos sob a ótica de risco e incerteza.INTRODUÇÃO. etc. se os benefícios forem superiores aos custos.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . a avaliação administrativa prioriza os inúmeros problemas de gerência e de pessoal que surgem na implantação e na operação do projeto e enquanto que a avaliação ambiental enfoca os impactos que as ações para a implantação e a operação do projeto provocam ao meio ambiente. pode-se considerar a avaliação econômica de projetos como o processo metodológico que permite aferir benefícios e custos decorrentes e permite tomada de decisão e a escolha da alternativa de maior ganho líquido. entidades governamentais e pessoas para alocar recursos intrinsecamente limitados (capital. Sem se desconectar de fatores ambientais. a disciplina de Economia de Engenharia. objetivando facilitar os entendimentos os conceitos mostrados. ou seja. para cobrir custos de investimentos futuros. recursos naturais. o projeto é aceitável. terra. tecnológicos e administrativos e lançando mão de problemáticas que. A avaliação de um projeto de Engenharia. de satisfazer seus compromissos financeiros. prioritariamente. A avaliação tecnológica trata principalmente dos processos técnicos de implantação e operação do projeto. A avaliação financeira consiste em determinar a probabilidade de o projeto vir a ser financeiramente viável. através da abordagem de ferramental e técnicas da Engenharia Econômica que permitem escolher.). de amortização de dívidas. contribuir com suas receitas. produzir uma remuneração razoável do capital investido e. a melhor alternativa. administrativas estratégicas ou ambientais. deve ser rejeitado. envolve desde critérios puramente monetários (situação mais simples) até critérios de mensuração mais complexa. procura capacitar os estudantes ao desenvolvimento de estudos para a avaliação econômica e financeira de projetos de engenharia. A disciplina Economia de Engenharia tem por diretriz consolidar as técnicas da Matemática Financeira e critérios da Engenharia Econômica que permitam elucidar os mecanismos para a apropriada alocação e otimização de recursos aplicados em projetos de engenharia. Os conteúdos teóricos apresentados neste material didático são complementados com exemplos práticos. Data: ________/___________________/2008 Obs. cotidianamente. Em síntese. A análise financeira avalia os benefícios e custos de um projeto. tecnologia. se defrontam as empresas privadas.

Coldman. de novos investimentos. C. e seus fundamentos podem ser utilizados tanto para empresas privadas. etc. fundamentada em conceitos e técnicas da matemática financeira. a Engenharia Econômica associa a Matemática Financeira a outras técnicas para análises de decisão. que podem ser medidos em termos monetários. como estatais. tais como probabilidade e simulação. a engenharia econômica tem sua aplicabilidade na avaliação de financiamentos. produtos. Fish e 0. L. B. Do ponto de vista pessoal a engenharia econômica pode ser aplicada para qualquer aplicação monetária. substituição de equipamentos. A Engenharia Econômica também permite a avaliação de problemas mais complexos.. no livro titulado Financial Engineering (Engenharia Financeira) propôs um método analítico baseado em juros compostos para determinar valores comparativos. etc frente a variados cenários conjunturais. Data: ________/___________________/2008 Obs. comparação e avaliação financeira de projetos. portanto. de fatores intangíveis. uma ferramenta de decisão. sistemas. Antes da segunda guerra mundial. as técnicas se adaptaram e se tornaram mais especificas.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . ampliaram as fronteiras da Engenharia Econômica incorporando aos métodos de avaliação tradicionais novos critérios para a avaliação do risco. quando Arthur Wellington publicou seu livro "The Economic Theory of Railway Location". texto que sintetizava análise de viabilidade econômica para ferrovias. da sensibilidade. os bancos e bolsas de valores dos países eram as únicas instituições que utilizavam termos como juros. capitalização. Coldman estabeleceram algumas metodologias de análise de investimento em estruturas de engenharia sob a perspectiva da matemática atuarial.. a engenharia econômica ou a analise econômica na engenharia foi também se evoluindo. A medida que o processo industrial se tornava mais complexo. Ao longo de 120 anos a Engenharia Econômica foi sendo aprimorada e aplicada em inúmeras outras áreas além da engenharia. Grant no livro Principles of Engineering Economy (Princípios de Engenharia Econômica) onde são estabelecidos os tradicionais critérios de comparação e de avaliação de investimentos. contudo. refletindo a preocupação mundial pela conservação dos recursos e da aplicação eficaz de dinheiro público. com o rápido crescimento industrial. Os limites da clássica Engenharia Econômica foram traçados em 1930 por Eugene L. utilizam-se técnicas de Engenharia Econômica fundamentadas na ciência chamada Matemática Financeira. que possa conduzir à obtenção de uma quantidade. que envolvem situações de risco ou incerteza. Wellington. investimentos ou equipamentos e que tem fundamental importância para todos que precisam decidir sobre propostas tecnicamente corretas. criando um ambiente de tomada de decisões voltado à escolha da melhor alternativa. Nestes casos. Do ponto de vista empresarial. amortização. para tanto.O conceito e origem da Engenharia Econômica 8 2 O CONCEITO E ORIGEM DA ENGENHARIA ECONÔMICA A Engenharia Econômica representa o conjunto de conhecimentos necessários para a escolha de alternativas de investimentos. neste caso. Os novos industriais se depararam com a necessidade da aplicação de técnicas de análise econômica em suas empresas. Os estudos sobre Engenharia Econômica têm suas origens nos Estados Unidos em 1887. A partir dos anos 50. maior no futuro. ponderava que devia utilizar-se o método de análise de custo capitalizado para selecionar o traçado e as curvaturas das vias férreas. também monetária. que permite a análise. que era engenheiro civil. termos financeiros e bancários passam a ser incorporados no âmbito industrial e particularmente na área produtiva das empresas. A Engenharia Econômica é. recursos. esta terminologia foi conservada pelo fato de que grande parte dos problemas de alocação de recursos depende de informações técnicas e em geral de decisões que são tomadas por engenheiros ou por administradores que agem com base nas recomendações dos engenheiros. Na década de 20 J. Para avaliar o desempenho de uma ampla classe de investimentos. Pesquisas modernas.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS. está interligado à existência de juros. é o caso de uma operação de empréstimo: Quem recebe dinheiro de empréstimo paga ao final de um determinado prazo uma quantidade de dinheiro maior que o valor emprestado. não importando se é por meia hora. A Matemática Financeira dá subsídio para o estudo das diversas formas de evolução do valor do dinheiro no tempo. como qualquer outro bem. Do mesmo modo. Em geral. que descreve as relações do binômio tempo e dinheiro. Observadas as peculiaridades e considerados à parte os aspectos políticos e subjetivos. A Matemática Financeira é uma ciência exata que tem por objetivo fundamental fornecer o ferramental técnico. Se não possui um automóvel e necessita de um deve pagar por esta locação. A capacidade que o dinheiro tem de gerar rendimento com o transcurso do tempo faz com que um mesma cifra. A inflação é um fenômeno econômico que consiste na perda de poder aquisitivo do dinheiro com o passar do tempo em decorrência da elevação do nível geral de preço no mercado interno. para que valores de uma avaliação de investimentos.1 VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO. Por outro lado se bens com valor intrínseco não são utilizados nada se ganha com eles. é comum se lidar com valores financeiros relacionados a épocas ou períodos diferentes. todo bem com valor intrínseco exige um pagamento pelo seu uso. seja para a análise de resultados ou indicadores históricos de investimentos. Data: ________/___________________/2008 Obs. O dinheiro. como no caso de táxi. o que realmente descreve o conceito do Valor do Dinheiro no Tempo. Por outro lado se a pessoa não possui uma casa e necessita de uma é obrigada a recorrer ao aluguel. por sua vez. bem como as formas de análise e comparação de alternativas para aplicação / obtenção de recursos financeiros. possam ser corretamente operados há necessidade de que sejam definidos ou conhecidos os fluxos de caixa onde são alocados os valores resultantes desses investimentos. que. tem um valor intrínseco e seu valor sobre variação em função da variação (maior/menor) da oportunidade (compra/rendimento) gerada em função do tempo. utilizado em Engenharia Econômica. Uma pessoa pode possuir uma casa ou trocar este bem por dinheiro ou possuir um veículo ou vendê-lo para. Em estudos. Obtenção da taxa interna de juros que está implícita em um fluxo de caixa. Portanto. receber o valor em dinheiro.1 Transformação e manuseio de fluxos de caixa. seria o mesmo que ter um táxi na garagem ou guardar dinheiro sob o colchão! A capacidade de valorização do dinheiro com o tempo só existe quando em plena atividade. com a aplicação de taxas de juros de cada período. que ocorrem em tempos diferentes. o dinheiro se desvaloriza com a inflação. Os principais objetivos da matemática financeira são: a) b) c) 3. Análise e a comparação de diversas alternativas de fluxos de caixa. A Matemática Financeira está diretamente ligada ao valor do dinheiro no tempo. O incremento que é pago ao dono do dinheiro é chamado de juros e traduz o conceito de Valor do Dinheiro no Tempo. efeito tanto maior quanto maior o país padece da inflação. seja para fins de avaliações econômicas ou avaliações financeiras de empreendimentos. 9 3 MATEMÁTICA FINANCEIRA.1.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . se alguém não possui dinheiro e necessita dele. ou por um dia ou um mês. O conceito de Valor do Dinheiro no Tempo muitas vezes é isoladamente exemplificado através do fenômeno inflacionário. em troca. 3. embora o que realmente ocorre nesta situação é o fenômeno da “ilusão monetária”. deve pagar certa quantidade para obtê-lo.Matemática Financeira. tenha diferentes valores em relação ao tempo a que se refere. pagando por este uso. para levar em consideração o valor do dinheiro ao longo do tempo. em valor nominal.

1.71 19. Econômica É importante ressaltar que com ou sem inflação.2 JUROS (J) Os juros são definidos como sendo a remuneração do capital. são válidas as seguintes expressões como conceito de juros: a) b) c) d) valor em dinheiro pago pelo uso de um empréstimo.23 1.782. chega a atingir patamares acima de 1000 % anuais. é o valor em dinheiro recebido pelo valor emprestado.99 697. esta é a ajuda que a Engenharia Econômica fornece aos administradores de negócios.157. Os juros.85 427.33 7.04 415. em unidade monetária.80 10.01 % ANO 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 INFLAÇÃO 9.48 1. A Tabela-1. são calculados através da seguinte expressão: Data: ________/___________________/2008 Obs. custo do capital de terceiros. a qualquer título.708. o dinheiro se valoriza através do tempo. Assim.40 26. Tabela 1: Inflação anual no Brasil – Variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) ANO 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 MÉDIA INFLAÇÃO 110.65 % ANO 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 MÉDIA INFLAÇÃO 1.80 MÉDIA 10. como vivenciados pelo Brasil na década de 90.17 1.23 95.20 % fonte: FGV/Conj.20 99. diz-se que este valor é baixo quando se encontra entre 2 a 5 % ao ano.476. 3. apresentada a seguir mostra a variação inflacionária no Brasil desde 1980 até os dias atuais.093.Matemática Financeira. remuneração paga pelas instituições financeiras sobre o capital nelas aplicado. porém. ou. Caso a remuneração cobrada pelo uso do dinheiro for menor que a perda de seu valor aquisitivo em decorrência da inflação significa que a perda total do investidor inclui a diferença entre a remuneração recebida e a desvalorização do dinheiro mais a valorização real pretendida na operação de empréstimo.23 3.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . 10 Nenhum país do mundo está imune ao fenômeno da inflação. remuneração do capital empregado em atividades produtivas.02 223.81 235.13 1.41 7. como ocorre nos paises desenvolvidos e atualmente no Brasil.13 65.85 14.66 12.95 1.73 211.84 2.037. Remuneração pelo Uso do Dinheiro Perda poder aquisitivo (Inflação) Valorização do Dinheiro Com técnicas analíticas adequadas se pode comparar o poder aquisitivo do dinheiro em determinados instantes de tempo.71 480.77 9.53 1.

dia. A taxa de juro é a proporção existente entre o capital e a sua remuneração. chamada de Taxa de Juros ou Taxa de Desconto.Matemática Financeira.1. sempre. representada pela letra “i”. F = o valor pago ao final do período. iunitária = i percentual 100 (3) EXEMPLO 1 TAXA DE JUROS PERCENTUAL REPRESENTAÇÃO UNITÁRIA Data: ________/___________________/2008 Obs.00) enquanto a Taxa de juros percentual representa a remuneração proporcionada para cem unidades de capital (R$ 100.10 A notação percentual é a forma usualmente utilizada para a representação da taxa de juros no meio financeiro.00) aplicadas. A Taxa de Juros (i) é um coeficiente que corresponde à razão entre os juros pagos ou recebidos no fim de um determinado período de tempo e o capital inicialmente empatado. para cada unidade de capital (R$ 1.1 JUROS – UNIDADE DE MEDIDA O juro é medido por meio de taxa que se refere. 11 (1) J =F−P onde.a CAPITAL APLICADO (P) 100 1 JUROS NO PERÍODO DE 1 ANO (J) 10 0. A Taxa de juros unitária representa a remuneração proporcionada.2. Considerando que a forma unitária é utilizada em todos os formulários de Engenharia Econômica a sua conversão da taxa percentual para esta forma de representação torna-se obrigatória. A taxa de juros é obtida pela seguinte expressão: i= Onde. como mostra o quadro abaixo: TAXA DE JUROS Percentual Unitária REPRESENTAÇÃO 10% a. a uma unidade qualquer de tempo (ano. na unidade de tempo de referência.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . i = taxa de juros por período A taxa de juros pode ser apresentada na forma percentual ou unitária.a. etc).10 a. J = F – P = juros pagos ou incorporados no período. J= Juros incorporados ou pagos em um período de tempo “n” F = Valor recebido/pago ao final do período “n” P = Valor aplicado/emprestado no início do período “n” 3. mês. 0. semestre. F−P J = P P (2) P = o capital investido ou emprestado no principio do período.

A taxa de juros pura. EXEMPLO 3 Considerando o resgate de R$ 150. existe. A Taxa de Juros pura é a parcela destinada a compensar a perda de liquidez durante o período de empréstimo.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . 12 EXEMPLO 2 Calcular o valor dos juros ao final de um mês considerando que foi aplicado R$ 1. O custo de um empréstimo será. A taxa de risco (ou spread) está relacionada com a capacidade de solvência do captador.2 TAXA DE JUROS: COMPONENTES. volume de capital.Matemática Financeira. obviamente.m. é fixada pelo mercado financeiro através das forças que regem a oferta e demanda de capital para financiamento de atividades produtivas. portanto. 3. uma expectativa de retorno do capital emprestado acrescido de uma parcela de juro. Quando uma instituição financeira decide emprestar dinheiro.2.00 à taxa de 8% a.00 decorrente da aplicação de R$ 100.oo calcular os juros incorporados e respectiva taxa no período. obtido através de um somatório da remuneração desejada e expectativas de custos. correspondente a efetiva remuneração do capital. estratégia do investimento. etc.000.1. A incerteza sobre o retorno do capital emprestado exige uma sobretaxa sobre a remuneração básica do capital (taxa pura). excluindo de sua composição o fator de risco que normalmente está associado a uma operação financeira. Grau de Risco Taxa de Juro Taxa Pura (risco = 0) % Data: ________/___________________/2008 Obs. com se segue: Taxa pura Taxa de risco Custo devido a impostos Custo operacional devido a serviços de intermediação Correção monetária (relacionada com a inflação) A componente principal de uma taxa de juros é denominada de taxa de juros pura...

3 FLUXO DE CAIXA.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .2. quadros ou esquematicamente por um diagrama apresentado. ou cronograma financeiro do projeto.... ou seja. O Fluxo de Caixa. A elaboração do fluxo de caixa é indispensável na análise de rentabilidades e custos de operações financeiras e no estudo de viabilidade econômica de projetos e investimentos.Matemática Financeira. formando o Montante (F = P+J)..3 CAPITALIZAÇÃO DE JUROS 13 A palavra de capitalização provém do termo Capital. a) Representação em tabela t 0 1 2 3 4 . .1. 3. de investimentos. Rt = recebimento na data “t” Pt = pagamento na data “t” Rt R0 R3 R4 Rn Pt P0 P2 Pn-1 - Data: ________/___________________/2008 Obs. Capitalização 0 1 2 3 4 5 . projetos. chamado de Período de Capitalização. O Fluxo de Caixa é a representação gráfica dos eventos financeiros (entradas e saídas) de um projeto de investimento lançadas nas respectivas datas de ocorrência. A cada capital (Principal) empregado durante um certo tempo (Período de Capitalização).. etc. é o incremento do valor do capital à medida que o tempo decorre.. . pode ser representado por tabelas.... O Desconto ou Atualização é o processo inverso da capitalização. cedidos durante um determinado período (n) e produzindo uma certa remuneração (J) para o seu proprietário. é acrescido (Capitalizado) o valor correspondente aos Juros.. É possível ter fluxos de caixa de empresas.1.. operações financeiras. consiste numa redução do valor do capital durante um determinado prazo. também chamado de valor Principal (P) e que representa todo o conjunto de meios líquidos (moeda). n Descapitalização ( tempo ) 3. A capitalização ou a incorporação dos juros ao capital aplicado ocorre em períodos constantes. A Capitalização é o ato de incorporação dos juros ao capital inicial. n-1 n onde. .

EXEMPLO 4 Dispêndios Custos Redução custos Investimentos (US$) Operacionais (US$) (US$) 0.4 24 48 72 72 72 72 72 4...000.400..600.000. anos.000.00 72.000..9 72 8.00 -1.7 2 50 32 1.4 3 48 2.000.00 50.00 26..Matemática Financeira.000. dividido em períodos descontínuos (dias.00 -8.00 26.1 4 48 2.000. EXEMPLO 5 1....000.00 72.00 50.00 1.. etc.000.00 48.00 -4. A escala vertical indica a magnitude do evento financeiro. As saídas de caixa correspondem aos pagamentos.. 0 a n..00 -32.00 72.00 15.000.000..00 Receitas Fluxo Resultante (US$) -50.000..000..1 6 48 7 48 8 48 9 48 10 48 Data: ________/___________________/2008 Obs. As entradas de caixa correspondem aos recebimentos.400. têm sinais positivos e são normalmente representadas por setas apontadas para cima.. O ponto 0 indica a data inicial (hoje).. meses. Os intervalos de tempo de todos os períodos são iguais e são identificados numericamente de .000.600.600.00 72.00 19.00 48.900.00 48...000.00 32. sendo representado por “setas” para cima ou para baixo..000.00 15..00 26. etc.00 72.00 -41.)..4 72 8.000.4 50 0 50 1 50 16 0.00 16.000.000.100. Pagamento (-) Pn-1 A representação gráfica de um Fluxo de Caixa segue a seguinte convenção: A escala horizontal representa o tempo.600.000..000.00 48.100.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 2..00 48.00 -8.00 48.00 14 Ano 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 b) Imposto de Renda (US$) 700.00 72. O ponto “n”indica o final do horizonte de planejamento.00 24. o ponto 1 indica o final do primeiro período.100.100.00 48.00 48...100.00 2.400.000...000.600.00 22..00 -8.400.000..100.100. têm sinais negativos e são normalmente representadas por setas apontadas para baixo.300.00 48.00 Representação Gráfica R0 R3 R4 Recebimento (+) Rn P0 P2 ..00 50.00 2.00 15.400.4 72 8.1 5 48 2..00 72.00 72..

2. conseqüentemente. tem-se: O juro a cada período “t” é calculado através da seguinte expressão: J t = Pt −1 . o juro a cada período de aplicação é cobrado ou incorporado ao capital de acordo com 2 regimes básicos de capitalização de juros: capitalização a Juros Simples.6 0 1 2 3 4 5 6 15 19. o juro produzido em cada período é constante.1 7 15.Matemática Financeira. i = a taxa de juros e F = o montante ao final do período de capitalização. no regime de juros simples.6 8 15. Na capitalização a Juros simples apenas o capital inicial (principal) rende juros.6 10 32. Os juros de um período não se somam ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.6 41. o dinheiro cresce em progressão aritmética ao longo do tempo.1 JUROS SIMPLES. Fluxo resultante: F3=F2=P0 22. b) Cálculo de Montante à juros simples: Representando por: P = o principal. capitalização a Juros Composta 3.2 REGIMES DE CAPITALIZAÇÃO Quando um capital é emprestado ou investido a uma certa taxa por período ou diversos períodos de tempo.6 9 15.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Juros não são capitalizados e.i Data: ________/___________________/2008 Obs. a) Principais características: os juros a cada período de capitalização ficam sem remuneração (ociosos) ao longo de todo o período de investimento. não rendem juros. n = o número de períodos de capitalização.3 50 3.

i n-1 n J1 F1=P0 F2=F1=P0 J2 F3=F2=P0 F4=F3=P0 J3 J4 F=Fn=Fn-1=P0 Jn O total de juros (Js).n ou..i) (4) Na capitalização a Juro Composto os juros capitalizados e passam também a render.Matemática Financeira. para o Regime de Capitalização Simples. os juros de um período são incorporados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes. = Fn logo. F = P (1 + n. n e o montante. ao final do período “n”: F = P + Js = P + P. i ..2 JURO COMPOSTO. dando origem a juros crescentes (existe a contagem de juros sobre juros).: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . no período “n” é igual a: J s = P.... 3. Data: ________/___________________/2008 Obs.. Como em Juro Simples não há incorporação de juros ao capital inicial: 16 P0 = P1 = P2 = . P0 0 1 2 3 4 J t = J 1 = J 2 = J 3 = J 4 = . = J n = P0 . o capital (P) no início de cada período vai aumentando pela adição dos juros vencidos no fim do período imediatamente anterior. o dinheiro cresce em progressão geométrica ao longo do tempo ro Ju s R $ c Prin ipa l É importante perceber que o dinheiro cresce mais rapidamente no regime de juros compostos do que no regime de juros simples. em razão da capitalização dos juros.2.i. ou seja. Juro Composto R$ R$ R $ a) Principais características: os juros vencidos são imediatamente incorporados ao capital no processo de capitalização. no regime de juros compostos. = Pn P0 = F1 = F2 = .

(1 + i ) 3 F = P (1 + i) n .... capital aplicado i = taxa unitária de juros referida a unidade de tempo de “n” n = período de aplicação do capital P 3..(1 + i ) ]..(1 + i ) 2 2 2 2 0 0 0 0 [ ] [ ] + F . b) 0 1 Juro Simples Juro Composto c) 0 1 2 3 Data: ________/___________________/2008 Obs..i = P0 ... Operações comerciais (de curto prazo) são normalmente realizadas à Juro Simples e as operações financeiras (de médio à longo prazo) a Juros Compostos.i = P0 ......(1 + i ) = P0 .(1 + i ) = P ...(1 + i ) ] + [P ...... n 1 1 1 1 2 F2 = F1 + J 2 = F1 + F1 .2...(1 + i ) ...(1 + i ) ....(1 + i ) ou....3 COMPARAÇÃO ENTRE CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA Graficamente: Observações: a) As duas curvas (simples e composto) interceptam-se nos período 0 e 1 Entre 0 e 1 juros simples é maior do que juros compostos..(1 + i ) .i = P0 ..Matemática Financeira...(1 + i ) + P0 ..... Fn = P0 . (5) onde: F = montante à Juro Composto P = principal....: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .. b) Cálculo de Montante à Juro Composto: P0 0 1 2 3 4 17 n-1 n J1 F1=P0+J1 F2=F1+J2 J2 J3 F4=F3+J4 J4 Jn F=Fn=Fn-1+Jn F3=F2+J3 F1 = P0 + J 1 = P0 + P0 ...(1 + i ) F3 = F2 + J 3 = F2 .......i = [P ...i = P .

e i. a contabilização dos juros na capitalização composta pode ser realizada de duas maneiras distintas: Convenção exponencial Convenção linear a) Convenção Exponencial A convenção exponencial considera os juros para a fração de tempo como capitalização composta ou seja. Juro Contínuo R $ R $ R $ R $ R R$ $ R $ R $ R$ R $ s Juro c Prin ip a l b) Cálculo de Montante à Juro Contínuo: Considerando. o período de aplicação (fracionário) é substituído diretamente no formulário desta modalidade de capitalização não necessitando a mudança da taxa de juros para prazo de capitalização compatível com a fração de tempo.∂t td t J=P Pt P=P 0 0 t JUROS tem-se.2. Data: ________/___________________/2008 Obs. nos períodos inteiros e fracionários.n → ei. ou seja.n n P P t t P P n = i.∂t → ∫0 t = ∫0i.n = n → P = P. ∂P n∂P n t = i. n t+dt ∂P = P.i.Matemática Financeira.n = F n P P F = P.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .5 PRAZO DE APLICAÇÃO FRACIONÁRIO (6) Quanto ocorre aplicação em período de tempo fracionário. ei.∂t → lnP . o capital rende juros compostos durante todo o período de aplicação.4 JURO CONTÍNUO 18 A capitalização a Juro Contínuo é um caso particular de Juro Composto onde a unidade de tempo de capitalização é infinitesimal e.2. 3.∂t → t t → ln ou. portanto.lnP = i. Juro Contínuo n n=0 n=t →P → Pt P =F Pt+dt n = t + ∂t → Pt + ∂t = Pt + Pt . Na convenção exponencial. a incorporação de juros se dá a intervalos infinitesimais de tempo.n 3.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .(1 + i ) 2º passo: nI Em seguida.00.(1 + i ) I .Matemática Financeira.(1 + n F . b) Convenção Linear Considerando que a capitalização simples é mais vantajosa que a capitalização composta para aplicação em prazo menor que o período de capitalização.i ) n (7) onde. FN = P. calcula-se o montante a juros compostos do número de períodos inteiros. conclui-se a capitalização aplicando ao montante obtido (até a parcela inteira tempo) a capitalização simples para o prazo restante (a fração de tempo).(1 + n F .000. adicionam-se os juros simples a ele correspondente no período fracionário. a taxa de 6 % aa durante 5 anos e seis meses.i) Resultando. FN = Montante (convenção linear) P = capital aplicado N = Prazo de aplicação = nI + nF nI = parcela inteira do prazo N nF = parcela fracionária do prazo N Data: ________/___________________/2008 Obs. quando ocorre prazo de aplicação fracionário a modalidade simples é aplicada na fração de tempo e a capitalização é aplicada no prazo inteiro remanescente. Ao montante obtido. por esta convenção. P0 n+nF=N = Prazo de Aplicação 0 1 2 n-2 n-1 n Juro Composto Juro Composto nF Juro Composto Juros Simples A aplicação se realiza da seguinte maneira: 1º passo: Aplicação de Juros compostos na parcela inteira do prazo ( n I ): FnI = P. EXEMPLO 6 19 Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10. Ou seja. FN = nI + nF = FnI .

capitalizados continuamente? EXEMPLO 11) Considerando Juro Composto. sendo investido durante 4 meses à taxa mensal de 12% dá juro de R$20. durante três meses. à taxa de 15% a.00 c.00 investido à taxa semestral de 8%. em quanto montará em fins de 2. 20 EXEMPLO 7 Avaliar. a juros de 10% a.Matemática Financeira.00 colocado em uma conta.6 EXEMPLOS.: MÊS 0 1 2 3 EXEMPLO 8 Um capital de R$ 50.00 EXEMPLO 12) Calcular o total de juros que deve ser cobrado sobre um empréstimo de R$ 10. no final de 2.00% a.00 b. dê um juro igual a R$ 135.000.00.m. à taxa de 5.a.000..2.000.000. quanto perfaz ao fim de dois anos? EXEMPLO 9 O valor de US$ 10. 3. um juro de R$ 50. a taxa de 6 % aa durante 5 anos e seis meses considerando a Convenção Linear de juros. Data: ________/___________________/2008 Obs. O número de meses necessários para que um capital de R$ 50. ao fim de 12 meses. a evolução mensal de uma dívida de R$100.000.00. A taxa quadrimestral a que deve ser investido um capital de R$500..m.000. O capital que.000. para os regimes de capitalização simples e composto.00 por 20 dias à uma taxa de juros de 4%a.m.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . IMPORTANTE – o prazo (n) e a taxa de juros (i) devem estar sempre expressas na mesma unidade de tempo.00 aplicado a juro simples.00 para que dê.015 (desconsiderando correção monetária e alterações da moeda corrente.006. determine: JUROS SIMPLES JUROS MONTANTE JUROS COMPOSTOS JUROS MONTANTE a.) EXEMPLO 10) Calcular o montante devido pela utilização de um capital de R$ 1.000.500.

A existência de distintos regimes de capitalização permite a utilização de artifícios que mascaram a rentabilidade real de um investimento de tal forma que os juros. taxas. 21 3. Como os formulários utilizados em Engenharia Econômica são deduzidos a partir de taxas de juros. 3. mantém entre si a mesma relação que seus períodos de referência im t m = i t T ano ano mês m= tm mês da t tm im = i m m m=12 meses/ 1 mês = 12 m = 360 dias/ 1 dia = 360 m = 4 semanas / 1 semana = 4 (7) Equivalência de período 1 ano=12 meses 1 ano = 360 dias 1 mês = 4 semanas semana EXEMPLO 13 Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano: 3. Isto também ocorre quando existem obrigações.3 TIPOS DE TAXAS DE JUROS.2 TAXAS EQUIVALENTES Duas taxas (i e im) são ditas equivalentes se produzirem a mesma quantidade de juros (ou igual montante).3. impostos ou comissões que comprometem os rendimentos ou oneram os pagamentos de juros. como por exemplo. para o mesmo capital inicial empregado (P) e no mesmo período de tempo (n) F1 = F n = 1 período t i P P F2 = F tm im tm im tm im tm im tm im n =m períodos tm Condição de Equivalência: F1 = F2 = F Data: ________/___________________/2008 Obs. Critérios diferentes para o cálculo de juros também fazem a taxa expressa na negociação diferir da taxa efetivamente realizada. apresentamos na seqüência as diferentes formas de indicação de taxas de juros.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . a metodologia de conversão compatível com os formulários de equivalência de capitais.Matemática Financeira. parecerem maiores ou menores.1 TAXAS PROPORCIONAIS Duas taxas de juros (i e im) são ditas proporcionais quando referidas a tempos diferentes (t e tm). assim como. juros cobrados antecipadamente ou calculados sobre um total que na realidade é pago em parcelas.3. conforme a conveniência. que refletem o rendimento efetivo.

i x 1 = eimxm (8) = P. im) 22 im = donde se conclui: i m JURO SIMPLES: TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES b) Juros Compostos. eix1 F2 = P. para Juros Compostos: (1 + i ) = (1 + im )m donde se conclui: JURO COMPOSTO: TAXAS PROPORCIONAIS NÃO SÃO EQUIVALENTES .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . (1 + m .i) F2 = P. eimxm Condição de equivalência: F = F1 = F2 F1 = P. im) Condição de equivalência: F = F1 = F2 P. (1 + im)m Condição de equivalência: F = F1 = F2 P.(1+1. eix1 ou simplesmente. eimxm im = donde se conclui: i m JURO CONTÍNUO: DUAS TAXAS PROPORCIONAIS SÃO TAMBÉM EQUIVALENTES. (1 + m . (1+n. ei.(1+1. a) Juros Simples Fórmula do montante para juros simples: F = P.Matemática Financeira. Fórmula do montante para juro composto: F = P.(1+i) = P. Data: ________/___________________/2008 Obs.i) F1 = P.i) = P.n F1 = P. (1+i)n F1 = P.(1+i)1 F2 = P. (1 + im)m obtendo-se a equação de equivalência entre duas taxas. c) Juros Contínuos Fórmula do montante para juro contínuo : F = P.

juro composto: taxa nominal quando período de referência da taxa de juros difere do período de capitalização.5 a) CONVERSÃO DE TAXAS DE JUROS Juro Simples: a. com capitalização anual. com capitalização mensal. 3.3. sempre o período de referência da taxa de juros difere período de capitalização (infinitesimal). Período de capitalização = período de tempo em que os juros são incorporados/cobrados.3 TAXA EFETIVA Uma taxa de juros é dita efetiva quando ao final do período por ela indicado (período de referência da taxa de juros) o total de juros cobrado (ou incorporado ao principal) corresponde ao valor indicado pela taxa (valor da taxa). Juro contínuo: todas as taxas de juros são nominais. sempre o período de referência da taxa de juros difere período de capitalização (infinitesimal). Período de referência da taxa de juros (ano) Período de capitalização (mês) taxa de 12% ao ano.3. 23 3. EXEMPLO 14 Calcular a taxa de juros mensal proporcional a taxa de 12% ao ano para capitalização simples. juro simples: todas as taxas de juros são efetivas. 3. juro contínuo: não existe taxa de juros efetiva. composta e contínua. juro simples: não existe taxa nominal. juro composto: taxa efetiva quando período de referência da taxa de juros igual ao período de capitalização.Matemática Financeira. Período de referência da taxa de juros (ano) Período de capitalização (ano) taxa de 12% ao ano.1) Taxa Nominal em Taxa Efetiva Não há de se falar em conversão de Taxa nominal em taxa efetiva para capitalização simples ou contínua pois nunca haverá uma taxa nominal associada à juro simples.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .3. Data: ________/___________________/2008 Obs.4 TAXA NOMINAL Quando uma taxa de juros declarada ou registrada nos contratos de uma operação de crédito ou de investimentos não corresponde ao seu custo efetivo (juro cobrado) é dita nominal.

Considerando que a capitalização contínua é um caso particular de capitalização composta podemos utilizar a equação (8) que representa a relação de equivalência entre duas taxas de juros compostos.1) Taxa nominal em Taxa efetiva A taxa efetiva equivalente referida ao mesmo período da taxa nominal.2) Taxas efetivas referente a diferentes períodos de tempo: A conversão é realizada mediante a aplicação da equação (8) de equivalência entre duas taxas de juros: (1 + i ) = (1 + im )m c) Juro Contínuo.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Matemática Financeira. A capitalização contínua se caracteriza por ocorrer a períodos de tempo infinitesimais ( ∂t ). difere da rentabilidade indicado na taxa nominal. c.2) Taxas efetivas com diferentes períodos de capitalização a conversão é realizada mediante a aplicação da equação (7) de proporcionalidade entre duas taxas de juros: 24 im = b) Juro Composto: i m b. A conversão de um taxa nominal em uma taxa efetiva é realizad mediante os seguintes passos: 1º passo: A conversão da taxa nominal para a taxa efetiva implícita é feita no regime de juros simples através da determinação da taxa de juros proporcional referida ao período de capitalização que corresponde a taxa efetiva de juros. Equação (7): im = 2º passo: i m Conhecida a taxa efetiva (taxa proporcional para período de capitalização) determina-se a taxa de juros equivalente para o período desejado. (1 + i ) = 1 +   r  m m onde r → zero e m r m→∞ m  m   r 1 + r  r  − 1 i = 1 +  − 1 = lim    m   m→∞  m         Data: ________/___________________/2008 Obs. Equação (8) (1 + i ) = (1 + im )m b.1) Taxa nominal (Juro Contínuo) em Taxa efetiva (Juro Composto) Como nunca haverá uma taxa efetiva associada à juro contínuo para converter uma taxa de juro contínuo em efetiva devemos converter o regime de capitalização de contínuo a composto. a.

Neste caso. b) Taxa de Juros Antecipada. Uma taxa de juros é dita Antecipada quando o juro é cobrado no início do período de tempo indicado na taxa. As taxas “i” e “r” definidas na equação (9) devem estar relacionadas ao mesmo período de tempo. TAXA POSTECIPADA P 0 1 2 3 4 n-1 n J1 J2 J3 J4 Jn Os formulários de equivalência entre capitais utilizados na Engenharia Econômica consideraram a cobrança de juros postecipada. 3. podem ser capitalizados de forma antecipada ou:postecipada.6 TAXAS DE JUROS POSTECIPADA E ANTECIPADA Tanto os juros simples como os compostos. os juros são pagos na hora da operação de penhora Considerando o mesmo valor da taxa de juros o juro antecipado é sempre maior que o postecipado. a) Taxa de Juros Postecipada: (9) Uma taxa de juros é dita postecipada quando os juros são cobrados/incorporados ao capital aplicado após decorrido o período de tempo especificado na taxa de juros. r 25 Por definição m  1 + r  r  = e lim   m→ ∞  m      resultando. sempre que inicia um novo período de tempo o juro é pago (recebido) ou incorporado ao capital. Data: ________/___________________/2008 Obs.3. dos penhores da Caixa Econômica os juros cobrados são antecipados. ou seja.Matemática Financeira. por exemplo. P 0 1 2 T 3 A 4 n-1 n J1 J2 J3 J4 Jn No caso.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . i = er −1 onde: i = taxa de juros efetiva (juro composto) r = taxa instantânea ou taxa contínua (juro contínuo) obs.

...... ......... a taxa de juros que permite a correção monetária de um determinado capital que sofreu efeito inflacionário.. portanto.(1 + ie ) 1 − (1 − i a ) 1 −1 = (1 − ia ) (1 − ia ) ie = ia 1 − ia (10) Obs.... Ainda...(1 + ie ) Substituindo F= F= ie = (1 − ia ) (1 − ia ) P P .. P=F−J P = F − F .i a ... com o objetivo de compensar a perda do poder aquisitivo da moeda.. ...7 CONVERSÃO DE UMA TAXA ANTECIPADA EM UMA TAXA POSTECIPADA 26 Considerando uma operação de empréstimo (P’).. Data: ________/___________________/2008 Obs..n =1 ie O .....(1 − i a ) Para a capitalização composta a ser realizada postecipadamente e no mesmo prazo unitário (n=1).3.... 3..... = P....: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula ..i a = F .. A taxa de inflação é...Matemática Financeira. o valor recebido (P) no ato da operação de empréstimo (dedução do juro antecipadamente) corresponde a: ia O . de prazo “n”....... O Período de referência da taxas ie e ia são iguais.. ... teremos............... onde: F = valor da divida a ser paga no período “n” = P’ Tendo que o prazo “n” é igual ao período de cobrança do juro...8 TAXA DE INFLAÇÃO A inflação é a perda do poder aquisitivo da moeda em determinado período de tempo e a correção monetária é o reajuste periódico de certos preços na economia pelo valor da inflação passada........... 3.3.........i a = F .... a ser paga com juros antecipados.n =1 Os Juros antecipados correspondem à: J antecipados = P ′.. da cobrança antecipada temos: F = P.........

2.9 TAXA GLOBAL E TAXA REAL DE JUROS Data: ________/___________________/2008 Obs. A taxa SELIC é a taxa que reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários.90 7.(1 + ϕ n ) ..7713 IGP-M (% a.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . calculado pela FGV. Sua composição é feita pela média ponderada de três indicadores: Índice de Preços por Atacado (IPA) (60%).81 5.880 IGP-DI (% a.34 14. Na tabela abaixo são apresentados valores/variação de vários índices de correção.3.. consequentemente. que acabam deixando a população em dúvida sobre qual é a inflação real do país.116 3.. O IGP. cada um destes índices é calculado por um órgão ou instituição distinto. medir a inflação.). em 1994. entre outras.41 3. ICV. o IGP-M (do mercado) calcula o espaço entre o dia 21 do mês anterior e o dia 20 do mês de referência. é a medida síntese da inflação nacional e que registra o ritmo evolutivo de preços. 27 A taxa de inflação é normalmente obtida através da variação de índices financeiros como mostra a seguinte equação: ϕ 0.89 INPC (% a. para reajustar os ativos financeiros no sentido de compensar os efeitos contundentes da desvalorização da moeda ou preservar o poder aquisitivo das unidades monetárias. n) é possível a obtenção do período total (0 a n) através da equação abaixo: (1 + ϕ 0.a) 4.08 11.8. IPC. A lei permite que apenas uns poucos tipos de contrato.16 Os títulos negociados pelo Tesouro normalmente utilizam dois indexadores: a taxa de inflação (medida pelo índice IGP-M) ou a taxa básica de juros da economia (a taxa Selic).Matemática Financeira. .74 2.a) 7. n = In − I0 In = −1 I0 I0 (11) ϕ 0.87 1. são algumas das siglas que em comum têm o objetivo de demonstrar a trajetória dos preços de produtos e/ou serviços no Brasil e. IPCA. 2002. Índice de Preços ao Consumidor (IPC) (30%) e Índice Nacional de Preços da Construção Civil (INCC) (10%).3.. 1.545 2.75 Selic (% a.138 1. Apesar de ter periodicidade mensal. IGP..a) 7.26 15. O IGP-DI (disponibilidade interna) compreende o período entre o primeiro e o último dia do mês pesquisado. Porém. ..79 7. 2006 e 2007: US $ (dez) 1997 2002 2006 2007 1.n ) = (1 + ϕ1 )(1 + ϕ 2 )(1 + ϕ 3 ). . possui uma composição própria e analisa um período característico de tempo (mês.a) 24.88 19. semestre etc. Desde a implantação do Plano Real.36 11. Já o IGP-10 compreende o período entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência. Por isso. a correção monetária está oficialmente extinta no país. IGPM. 3. nos anos de 1997. bimestre. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias.48 26. possam sofrer correção monetária.1 INDICADORES FINANCEIROS: (12) A correção monetária é um mecanismo criado e institucionalizado no Brasil em 1964. esse índice apresenta três versões diferentes. 3.n = taxa de inflação/correção monetária para o período 0 → n I 0 = valor do índice no período inicial (zero) I n = valor do índice no período final (n) Caso se conheça as inflações de sub-períodos (0. com base na remuneração dos títulos públicos. surgem divergências entre os índices. todos com duração superior a um ano.

ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um financiamento. custo de capital. Liquidez: capacidade ou velocidade em que se pode sair de uma posição no mercado para assumir outra. etc. ou seja é uma taxa que normalmente inclui a taxa de inflação. pois a propensão ao risco varia de pessoa para pessoa. A TMA pode ser expressa na forma global. conter a inflação ocorrida/prevista para o período do investimento. 3.Matemática Financeira. A equação abaixo relaciona a taxa global.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . A taxa global é a taxa de juros que incorpora. não existe algoritmo ou fórmula matemática para calcular a TMA. Assim. taxa de corte (hurdle rate). Data: ________/___________________/2008 Obs. taxa de desconto. os efeitos da inflação (correção monetária). 28 A taxa real de juros corresponde a rentabilidade efetiva de um investimento financeiro (que não incorpora os efeitos da inflação no período). Onde. TM A Risco do Negócio: o ganho tem que remunerar o risco inerente de uma nova ação. é revelada a taxa real no momento da aplicação e a taxa global paga no final só é obtida após ser dada a taxa de inflação do período considerado. Quanto maior o risco. A TMA é considerada pessoal e intransferível. representando o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento.10 TAXA DE MÍNIMA ATRATIVIDADE Taxa de Mínima Atratividade (TMA) é a taxa de juros que identifica a atratividade mínima aceitável para a execução de um projeto de investimento. a taxa de inflação e a taxa real de juros referenciadas a um período de tempo “t”: (1 + g ) = (1 + i )(1 + ϕ ) . (13) g = taxa global i = rentabilidade real (taxa de juros deflacionada) ϕ = taxa de inflação Deve-se observar que a taxa global não é igual á soma aritmética da taxa real e a taxa de inflação. Nos investimentos com taxa pós-fixada. Esta taxa é formada a partir de 3 componentes básicas: Custo de Oportunidade: remuneração obtida em outras alternativas que não as analisadas. além da taxa real.3. Exemplo: caderneta de poupança. ou ainda a TMA pode variar durante o tempo. isto é. maior a remuneração esperada. PR OJET 2 O PR OJE O 1 T A taxa de atratividade também pode ser chamada de: custo de oportunidade. A taxa global também pode ser chamada de taxa pré-fixada. fundo de investimento.

Matemática Financeira. 3.3.11 EXEMPLOS

29

EXEMPLO 15 Determinar a taxa efetiva correspondente à taxa de 12% a.a. para aos períodos de capitalização abaixo relacionado e para capitalização anual: ano comercial = 360 dias. PERÍODO DE CAPITALIZAÇÃO Anual Semestral Bianual Quadrimestral Trimestral Mensal Diária Contínua Formulário “m” TAXA EFETIVA TAXA EFETIVA ANUAL

m=

t tm

im =

i m

i = er −1

(1 + i ) = (1 + im )m

EXEMPLO 16 Determinar: a) b) c) d) a taxa instantânea equivalente a taxa efetiva de 12% a.a. a taxa efetiva mensal e anual correspondentes à taxa de 24% a.a. com capitalização semestral. a taxa efetiva anual correspondente a 30% a.a. com capitalização trimestral a taxa instantânea mensal correspondente a taxa de 15 % a.a. com capitalização trimestral.

EXEMPLO 17 Qual a taxa de juros postecipada equivalente à taxa de 10% ao mês, capitalizada mensalmente e cobrada de forma antecipada?

EXEMPLO 18 Qual a taxa efetivamente cobrada em um empréstimo de R$ 10.000,00, durante 5 meses, sabendo-se que é cobrado antecipadamente 30% de juros?

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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Matemática Financeira. EXEMPLO 19 Qual a inflação mensal ocorrida entre set/93 (URV = CR$98,51) e março/94 (URV=CR$647,50)?

30

EXEMPLO 20 Um dado investimento pré-fixado, paga 20% ao ano de taxa global, enquanto outro pós-fixado pagará 10% ao ano de taxa real mais a ocorrida inflação do período. Sabendo-se que a capitalização é anual para as duas oportunidades pede-se, escolher qual o melhor investimento em função da taxa de inflação:

EXEMPLO 21 Qual a taxa real de juros obtida pela aplicação de um capital de R$1.000,00 por trimestre, sendo R$1147,00 o capital recebido pela aplicação, para uma inflação mensal de 3% a.m?

EXEMPLO 22 Uma empresa obteve, em fevereiro de 1995, um empréstimo sujeito a correção monetária pelo IGP-DI a ser devolvido em fevereiro de 1998. Qual a inflação no período sabendo-se que: IGP-DI em jan/95 = 108,785 IGP-DI em fev/98 = 146,038

EXEMPLO 23 Calcular o montante a ser obtido em uma aplicação de R$ 135.000,00 durante 2 anos e 3 meses, à uma taxa anual de 12,6825% a.a. considerando: a) capitalização composta, método linear e taxa de juros anual, b) capitalização composto, método exponencial e taxa de juros anual e, c) capitalização composta e taxa de juros mensal.

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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Equivalência de Capitais

31

4

EQUIVALÊNCIA DE CAPITAIS

A metodologia de equivalência de capitais, tema abordado neste capítulo, tem importância fundamental para a compreensão do conceito de valor de dinheiro no tempo, das equações disponibilizadas pela matemática financeira, dos sistemas de amortização de dívidas e critérios de avaliação de projetos de investimentos de alternativas operacionais. 4.1 CAPITAIS EQUIVALENTES

Dois ou mais conjuntos de capitais (fluxos de caixas) são ditos equivalentes quando transferidos para uma mesma data de referência, através da mesma taxa de juros se obtém valores iguais. Diante do conceito apresentado, qualquer conjunto de capitais, expresso através de fluxos de caixa onde são lançados ingressos e saídas financeiras ocorrendo em diferentes tempos, pode ser convertido em outro conjunto de valores equivalentes, mas ocorrendo em outros períodos de tempo. 4.2 ANUIDADES: CONCEITO E MODELOS GENÉRICOS

Os diferentes valores lançados ao longo da escala de tempo de um fluxo de caixa são denominados de Anuidades. Estes valores são assim denominados, pois é freqüente a subdivisão da escala de tempo de um fluxo de caixa usar como referência o período anual.

At
O 1 2 . . . .. . . . . . t-1 t ... . . . . .. . . . . . . . n


fluxo de caixa.

= At

A Anuidade (At) é o somatório de valores monetários que ocorrem em um determinado período de tempo, em um

Um fluxo de caixa pode ser constituído de uma ou mais Anuidades que são representadas através de alguns modelos genéricos equivalentes: Anuidade isolada, Série. 4.2.1 ANUIDADE ISOLADA

Anuidade Isolada é o valor monetário que ocorre isoladamente em um determinado período de tempo do fluxo de caixa. Duas anuidades isoladas são referências em matemática financeira: Valor presente: representando pela letra “P” Valor futuro: representado pela letra “F” 4.2.1.1 VALOR PRESENTE OU VALOR ATUAL(P)

O Valor Presente de um fluxo de caixa corresponde ao somatório dos valores equivalentes na data zero (origem do fluxo de caixa) de todas as anuidades existentes ao longo do mesmo. 4.2.1.2 MONTANTE OU VALOR FUTURO (F):

O Valor Futuro, ou Montante, corresponde ao capital total acumulado, formado pelo capital inicial mais os juros produzidos, durante um período de tempo considerado.

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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Equivalência de Capitais 4. quando os pagamentos da série uniforme só se iniciam após a passagem de determinado número de períodos do fluxo de caixa. 4. A 0 1 A 2 A A 3 4 A 5 A A A n-1 n Os formulários de Engenharia Econômica são desenvolvidos para série uniforme postecipada ou seja.2 SÉRIE 32 Série é todo o conjunto de anuidades que. Neste tipo de série uniforme não existe pagamento (anuidade) na data de origem (tempo zero) da série (A0 = 0). sob padrões determinados.. A representação das anuidades de uma série uniforme é feita através da letra “A”. A A A A A A A A 0 1 2 3 4 n-1 n c) Série Uniforme Diferida: Uma série uniforme é dita Diferida quando esta ocorre a qualquer tempo do fluxo de caixa. uma série é dita uniforme quando as anuidades (recebimentos ou desembolsos) sucessivas são de mesmo valor monetário (A1=A= .2.n A A A A A A A A 0 1 2 3 4 5 n-1 n As séries uniformes se classificam quanto à data de alocação em um fluxo de caixa em: • Série uniforme postecipada • Série uniforme antecipada • Série uniforme diferida a) Série Uniforme Postecipada: Uma série é dita postecipada quando os pagamentos (A) são efetuados no fim de cada intervalo de tempo da série.2.1 SÉRIE UNIFORME Em um fluxo de caixa. neste caso. o primeiro pagamento ocorre na data de origem do fluxo de caixa (A0) e é igual a anuidade padrão ( A).2. b) Série Uniforme Antecipada: Uma série uniforme é dita Antecipada quando as anuidades da série ocorrem no início de cada período.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .. =An=A) e ocorrem em intervalos regulares de tempo. ou a série (o conjunto das anuidades da série) através de Ai. “n” valores sucessivos iguais a A e onde A0=0. ou seja. ocorrem de forma sucessiva e ao longo de um período de tempo em um fluxo de caixa.. O primeiro Data: ________/___________________/2008 Obs.

as relações de equivalência para a série Gradiente Geométrica. a série gradiente (aritmética) pode ser classificada em função de sua alocação no fluxo de caixa em: Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Equivalência de Capitais 33 pagamento só é efetuado no fim de “t+1” períodos.2 SÉRIE GRADIENTE ARITMÉTICA Uma sucessão de valores crescentes segundo uma razão constante é chamada em Engenharia Econômica de Série Gradiente. Esta razão de crescimento constante é conhecida como o Gradiente da série. A A A A A A A A 0 1 2 t t+1 t+2 t+3 t+4 t+5 t+n N-1 4.2. Assim com a série uniforme. 0 1 2 3 G 4 5 6 n G 2G G 3G 4G 5G (n-1). é chamado de diferimento da anuidade.2. Em Engenharia Econômica também ocorrem fluxos de caixa em que as anuidades se sucedem em razão percentual constante ( j ). neste caso específico a série é chamada de Série Gradiente Geométrica (fig. portanto. serão tratadas no anexo a este material didático. a titulo ilustrativo. O diferimento é também chamado de prazo de carência. contando a partir da origem do fluxo de caixa. Quando se representa valores sob o efeito de inflação e que. a seguir).G A série que se desenvolve em Progressão Aritmética é chamada de Serie Gradiente Aritmética. ou simplesmente Série Gradiente. e a razão é representada pela letra G. crescem segundo um percentual constante é um exemplo de Série Gradiente Geométrica 0 1 2 A(1+j) 3 4 n-1 n A A(1+j) 2 A(1+j) 3 A(1+j) n-2 A(1+j) n-1 REPRESENTAÇÃO DE SÉRIE GRADIENTE GEOMÉTRICA Integra o conteúdo didático da disciplina Economia de Engenharia apenas a Série Gradiente Aritmética. O prazo “t” de que é atrasado o início da série.

0 1 2 3 4 5 n G 2G 3G 4G 5G c) Série Gradiente Diferida Uma Série Gradiente é dita diferida quando a origem da série ocorre em um período de tempo qualquer do fluxo de caixa. ou seja. onde o valor na origem é nulo e os demais valores apresentam-se em progressão aritmética onde o primeiro termo desta PA é nulo e a razão da PA (G). que define a série ocorre na origem do fluxo de caixa. a) Série Gradiente Antecipada: Uma Série Gradiente é dita antecipada quando o primeiro termo (valor zero) da PA.Equivalência de Capitais • Série Gradiente postecipada • Série Gradiente antecipada • Série Gradiente diferida a) Série Gradiente Postecipada: 34 Denomina-se uma série em Gradiente Postecipada ao conjunto de sucessivos valores de mesmo sentido. de n períodos e razão G.é igual ao segundo termo da série.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .G G 2G 3G 4G 5G (n-1). quando a o primeiro termo (A1) da PA. é igual a zero.G Os formulários de Engenharia Econômica são desenvolvidos para série gradiente postecipada. 0 n 1 2 3 4 5 6 G 2G 3G 4G 5G (n-1).G Data: ________/___________________/2008 Obs. de n períodos. 0 N 1 2 t t+1 t+2 t+3 t+4 t+5 t+6 t+n N-1 (n-1).

1 SIMBOLOGIA A simbologia utilizada para as relações de equivalências é: i= n= P= F= A= G= taxa de juros por período de capitalização número de períodos a ser capitalizado valor presente = quantia de dinheiro na data de hoje montante = quantia de dinheiro no futuro série uniforme de pagamento de “n” termos série gradiente de pagamento de “n” termos F As relações de equivalência são simbolizadas através da seguinte sistemática: (X/Y.4 i ≠ 0 e n ≥ 1 .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Equivalência de Capitais 35 4. F.i. A G P F Data: ________/___________________/2008 Obs. para uma taxa de juros “i”. o conhecimento de três deles. no mínimo. envolvem pelo menos quatro dos símbolos RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS A relação entre anuidades isoladas é estabelecida entre as anuidades P e F. 4. A tabela de juros é disponibilizada como Anexo a este material didático. As relações de equivalência são equações matemáticas que permitem a obtenção de fluxos de caixa que se equivalem no tempo.3 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA Partindo do conceito de equivalência de valores e admitida a existência dos juros. A ou G) Y = valor procurado (P.3. A G P 4. onde apresentados e requerem. para um período “n” X = valor conhecido (P. Todos os problemas de engenharia econômica.n) = dado X. F. pode-se desenvolver as expressões para cálculo dos valores equivalentes. achar Y. A ou G) As relações de equivalência são apresentadas através de tabelas para diferentes taxas de juros.

temos: F = P.( F / P.2. ou seja.( P / F . n) = (1 + i) n b) Equivalência de uma anuidade isolada em relação à outra anuidade isolada em data anterior a sua ocorrência. i. F é conhecido e se deseja obter P: P = F. i. i. n) onde: (14) ( F / P.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Ou na forma simplificada: 1 (1 + i ) n (16) P = F . i.(1 + i) n Ou na forma simplificada: F = P. i.2-b.Equivalência de Capitais 4. (17) 1 (P . i. Resgatando a equação de montante a juro composto. n P ( ) Data: ________/___________________/2008 Obs. n) = F F . n) 1 ( P . apresentado no item 3.1 RELAÇÃO ENTRE P E F: P 0 1 2 Dado P n “i ” 0 1 2 Achar F n F 36 a) Equivalência de uma anuidade isolada em relação à outra anuidade isolada em uma data futuro a sua ocorrência. P “i ” 0 1 2 Dado P n (15) F 0 1 2 Achar F n A relação é inversa a do item anterior. n ) = F (1 + i ) n Portanto.4.

000. EXEMPLO 27 Uma aplicação financeira de R$ 200. rendendo 5%a.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 dentro de cinco anos.? Resolver o problema analiticamente e com o uso das tabelas em anexo.a.00 rendeu após 7 meses o valor de R$ 300.00. quanto deverá ser pago ao portador naquela época? Resolver o problema analiticamente e com o uso das tabelas em anexo. um montante de R$370. EXEMPLO 26 Achar o valor do fluxo caixa abaixo no período 4 a uma taxa de 5% a. p.000. considerando uma taxa de juros de 10%a. Calcular o prazo da operação.2 EXEMPLOS: 37 EXEMPLO 24 Uma letra de cambio no valor de R$10.000. EXEMPLO 25 Se uma pessoa quiser ter R$40.00 foi adquirida hoje.000. Data: ________/___________________/2008 Obs.4. Devendo o resgate ocorrer após seis meses. Qual a taxa mensal "média" de juros desta aplicação? EXEMPLO 28 Uma aplicação de R$ 200.00 efetuada em certa data produz.Equivalência de Capitais 4.186. à taxa composta de juros de 8% ao mês.000.m. quanto deverá aplicar agora.00 em outra data futura.

5 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE UMA ANUIDADE ISOLADA E UMA SÉRIE UNIFORME 38 A G P 4.A + A(1+i)n → F + F. (A F . Para determinar a equivalência do valor futuro de uma serie uniforme.. + A(1+i)n-1 + A(1+i)n (c)F (1+i) = A[(1+i)1 + (1+i)2 + (1+i)3 + . temos:   i A = F. (1 + ii)    n − 1    (19) Equivalência entre uma anuidade isolada (F) ocorrendo na data futura “n” e uma série uniforme (A) de “n” períodos. i. Invertendo a equação (18). temos F(1+i) – F = .1 RELAÇÕES ENTRE F E A A A A n “i ” 0 1 2 Achar F n F F 0 1 2 Dado A a) Equivalência entre uma série uniforme (A) de “n” períodos e uma anuidade isolada ocorrendo na data “n”.5. n A ( ) Economia de Engenharia Notas de Aula Data: ________/___________________/2008 Obs. i.. i.: ____________________________________________________________ . b) (F A .  = F.. i..Equivalência de Capitais 4.. n) = F F . n n  (1 + i ) − 1   ( ) (20) onde... devemos transferir para a data “n” todos as anuidades da série uniforme através da equação (14). F A . considerando: A = Anuidade padrão da série uniforme postecipada que ocorre durante n períodos. 1 (A . A F . corresponde a seu valor futuro (F). n) = . + (1+i)n-1 + (1+i)n para (c) -(a).. i.i – F = A [-1 +(1+i)n] → F= A [-1 + (1 + i) n ] i (18)  (1 + i )n − 1  F = A. n) =  (   1 + i)  i n   − 1  (21) portanto.. i. + A(1+i)n-1 Multiplicando(a) por (1+i) (b) F(1+i) = A(1+i)1 + A(1+i)2 + A(1+i)3 + . n i     ( ) onde. (a) F = A + A(1+i)1 + A(1+i)2 + A(1+i)3 + .  = A.

P .  i.i. n n  A  i. P . i. n =  n  A  i. Invertendo a equação (2).n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos em um valor equivalente P localizado no período de origem da série uniforme.Equivalência de Capitais 4.  = P.(1 + i )    ( ) (23) b) Equivalência entre uma série uniforme (A) e uma anuidade isolada (P) ocorrente na origem de A.n): transforma-se o valor P em uma série uniforme equivalente de “n” termos com origem no período em que se encontra P. Igualando as equações (5) e (18) temos:  (1 + i )n − 1 P(1 + i )n = A  i     ou. = A. Isolando P. Sendo dado F ao se multiplicar a relação (A/F. Sendo dado A ao se multiplicar a relação (P/A. n ) c) Observações. n) = P P ( 1 A . Data: ________/___________________/2008 Obs. Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (P ou F) e uma série uniforme (A) de “n” termos.n): transforma-se o valor F em uma série uniforme equivalente de “n” termos que tem seu enésimo termo no período em que se encontra F.(1 + i )  .i.i. Sendo dado A ao se multiplicar a relação (F/A. i. n =   n n P  (1 + i ) − 1    ( ) (25) Portanto. A P .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .  (1 + i )n − 1 .2 RELAÇÕES ENTRE P E A P 0 1 2 Dado P n “i ” 0 1 2 Achar A n A A A 39 a) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero e uma série uniforme (A). P=  (1 + i )n − 1    i (1 + i ) n     A (22)  (1 + i )n − 1 P = A. i.(1 + i )    ( ) onde.n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos em um valor equivalente F localizado no período correspondente ao enésimo termo da série uniforme.5.i. i. i. n n n  (1 + i ) − 1    ( ) (24) Onde. devemos estar atentos às seguintes observações: − − − − Sendo dado P ao se multiplicar a relação (A/P. i. A . obtemos  i.(1 + i )  A = P. ( A .

Caso seja dada uma entrada de R$ 50..000.(1 + i )        1  1  P = A. (1 + i ) .Equivalência de Capitais 4.00 e o restante financiado em 24 meses. Ou 4. temos: A A A  (1 + i ) n − 1 P = A n   i.1 SÉRIE PERPÉTUA 40 Uma série uniforme é chamada de Série Perpétua quando possuir um grande número de períodos.lim n→∞  − n    i. etc.(1 + i )       (1 + i ) n − 1    P = A..(1 + i )     (1 + i ) n − 1  P = lim n→∞ A n   i. para taxa de juros igual a 10% ao período? A 0 1 A 2 A 3 A 4 A 5 A = R$100. P 0 1 2 Dado P n “i ” 0 1 2 Achar A n→∞ utilizando a equação (23) aplicando n→∞.i EXEMPLO 29 Qual o valor futuro do seguinte fluxo de caixa.00 .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . mensalidades.m.00 6 EXEMPLO 30 Uma pessoa está interessada em comprar um equipamento cujo preço é de R$400.lim n→∞  n    i.? Data: ________/___________________/2008 Obs.000. Este é um fato comum em aposentadorias. a) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) e uma Série Uniforme Perpétua onde o número de termos tende a infinito.2. obras públicas. qual o valor da prestação se a taxa for de 5% a.000.i      Resultando.5.3 EXEMPLOS: P= A i (26) A = P.5.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . para se ter R$ 500. com capitalização mensal) Data: ________/___________________/2008 Obs.00 anualmente durante 5 anos. a) Considerando taxa de juros de 5% ao período: b) Considerando taxa de juros de 10% ao período: EXEMPLO 34 Uma aplicação paga 30% anual. Qual o valor do investimento. pergunta-se: se depositar R$ 10.000? (i= 12% a.000. nos próximos 10 anos. para dar uma renda anual permanente de R$ 6.000.000 por ano. qual o valor acumulado ao final do décimo ano para o primeiro deposito se realizou ao final do ano 1? EXEMPLO 35 Quanto deverei depositar em um fundo com a finalidade de receber para sempre a importância anual de R$ 12.00 daqui a 14 anos? EXEMPLO 33 Calcular na data zero a equivalência para os fluxos de caixa.00 considerando ser a taxa anual de juros igual a 10%? EXEMPLO 36 Qual a menor quantia que um grupo deve cobrar hoje. sabendo-se que o empresário trabalha com taxa de 10% ao ano? 41 EXEMPLO 32 Quanto se deve depositar anualmente numa conta a prazo fixo que paga juros de 10% ao ano.a.000.Equivalência de Capitais EXEMPLO 31 Um empresário pretende fazer um investimento no exterior do qual lhe será pago US$ 100.

resulta:  1 (n − 2) + (n − 1)  2 3 4 + + + + K+ (2) P(1 + i ) = G  2 3 4 (1 + i) (1 + i) (1 + i)n−2 (1 + i)n−1   (1 + i ) (1 + i )   A diferença entre a equação (2) menos (1):  1 (2 −1) + (3− 2) + (4−3) +K+ (n −1) −(n − 2) − (n −1)  P(1+ i) − P = G +  2 3 4 (1+i)n−1 (1+i)n  (1+i) (1+ i) (1+i) (1+ i)   ainda.  1 1 1 1 1 1− n  P + Pi − P = G + + + + K+ +  2 3 4 n−1 (1 + i) (1 + i) (1 + i) (1 + i)n   (1 + i) (1 + i )   P= G 1 1 1 1 1 1  G n  + + + + K+ +   −  2 3 4 n−1 i (1 + i) (1 + i) (1 + i) (1 + i) (1 + i) (1 + i)n  i (1 + i)n      a expressão entre chaves corresponde ao valor presente de uma serie uniforme.G 4G 3G 2G G 0 1 2 3 4 5 n P “i ” 0 1 2 Achar P n Dado G Transposição das anuidades da série gradiente G para a data zero:  1 2 3 4 (n − 2) + (n − 1)  + + + +K+ (1) P = G  2 3 4 5 (1 + i ) (1 + i ) (1 + i ) (1 + i )n−1 (1 + i )n   (1 + i )   Multiplicando ambos lados da equação por (1+i).6 RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA ENTRE ANUIDADES ISOLADAS E SÉRIE GRADIENTE: 42 A G P 4.1 a) RELAÇÕES ENTRE P E G F Equivalência entre uma série gradiente (G) de “n” termos e uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero da série. representado pela fórmula (23). (n-1). que substituindo tem-se: P= G  (1 + i )n − 1  G  n   −   i  i(1 + i )n  i  (1 + i )n      Data: ________/___________________/2008 Obs.Equivalência de Capitais 4.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .6.

(n-1).i. n  G ( )     c) Observações.i.(1 + i )   (1 + i )n − 1    − n  = G. n  G ( )   = P.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos em um valor equivalente P localizado no período de origem da série gradiente. i. i. (n-1).  1  P = G.G 4G 3G 2G G 0 1 2 3 4 5 n FP “i ” 0 1 2 Achar F n Dado G Data: ________/___________________/2008 Obs.(1 + i)    n  (1 + i )n − 1   − n  i     b) Equivalência entre uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data zero e uma série gradiente (G) de “n” termos.6.  1 (G / P.2 a) Equivalência entre uma série gradiente (G) de “n” termos e uma anuidade isolada (P) ocorrendo na data “n” da série.i. i. Sendo dado G ao se multiplicar a relação (P/G.  1 (P G .(G / P.n): transforma-se o valor P em uma série gradiente equivalente de “n” termos com origem no período em que se encontra P.G 4G 3G P 0 1 2 Dado P n “i ” G 0 1 2 3 4 5 n 2G Achar G Isolando G na equação (27) temos:  1 G = P. n  G i     ( ) (27) Onde. n  i. Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (P) e uma série gradiente (G) de “n” termos devemos estar atentos as seguintes observações: − − Sendo dado P ao se multiplicar a relação (G/P.Equivalência de Capitais 43 Ou ainda. n)   (28) Onde. i. i. RELAÇÕES ENTRE F E G 4. P . i.  P . n) =   P . n) = .

000. i.i.temos: F   = G       (1 + i )n − 1 1  − n   n  i i.00. 1  (1 + i )n − 1     F = G.n): transforma-se o valor F em uma série gradiente equivalente de “n” termos que tem seu enésimo termo no período em que se encontra F. de forma crescente. Sendo dado G ao se multiplicar a relação (F/G. 4.? Data: ________/___________________/2008 Obs. i. − n  = G. n) = F . Quanto terei ao final de seis aplicações considerando-se uma taxa anual de 10%a. (1 + ii)  i     n −1   − n    b) Equivalência entre uma anuidade isolada (F) ocorrendo na data “n” e uma série gradiente (G) de “n” termos. n   G ( )     (30) Onde. EXEMPLOS.a.Equivalência de Capitais substituindo na equação (27) o valor : P = F / (1+i)n . multiplicando o primeiro valor por 1. . n ) =  F  F . n) = . n  G ( )     c) Observações.(G  1 .(G  1 .3 EXEMPLO 37 Qual o valor presente do seguinte fluxo de caixa à uma taxa de 10% ao período? 300 250 200 100 50 150 0 1 2 3 4 5 6 7 EXEMPLO 38 A partir do próximo segundo ano.i.  (F G . i. F .6. i. .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . temos G = F .1 .n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos em um valor equivalente F localizado no período correspondente ao enésimo termo da série gradiente. n G i  i      ( ) (29) Onde. desejo aplicar anualmente. Para as equações de equivalência entre uma anuidade isolada (F) e uma série Gradiente (G) de “n” termos devemos estar atentos as seguintes observações: − − Sendo dado F ao se multiplicar a relação (G/F. Isolando G na equação (29).(1 + i )        44 (1 + i )n Isolando F. o segundo por 2 e assim por diante. F F . i. um valor múltiplo de R$10. i.

7 RELAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA ENTRE SÉRIE UNIFORME E SÉRIE GRADIENTE: A G P 4. .1 RELAÇÃO ENTRE A E G F (n-1). a) 45 b) 4.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . considerando a taxa de juros de 10% ao período.Equivalência de Capitais EXEMPLO 39 Calcular na data zero a equivalência para os fluxos de caixa abaixo.G 4G 3G 2G G 0 1 2 3 4 5 n A “i ” 0 1 A A n Dado G Como 2 Achar A 1  (1 + i )n − 1     F = G. − n  i i      e  (1 + i )n − 1 F = A : i     Data: ________/___________________/2008 Obs.7.

i. 2. ( ) (31) (n-1).n): transforma-se a série uniforme A de “n” termos” em uma série gradiente equivalente. 4. EXEMPLO 40 Calcular a Série Uniforme equivalente aos fluxos de caixa abaixo.  → A = G.  n n i i   (1 + i ) − 1 i i   (1 + i ) − 1           1  n A = G. também de “n” termos.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . n ) = 1 − (1 + in) i    .   = G   n i i i  i        (1 + i ) − 1           46  (1 + i )n − 1 n. i. A G . −  = G. que tem sua origem no período de origem da série gradiente. (G A.7.Equivalência de Capitais  1  (1 + i )n − 1  (1 + i )n − 1     (1 + i )n − 1   1   − n x  A − n  → A = G .G 4G 3G A 0 1 A n 2G A “i ” n G 0 1 2 3 4 5 2 Dado A Achar G G = A. considerando a taxa de juros de 10% ao período. n) = A. a) 300 250 100 150 200 50 0 1 2 3 4 5 6 7 Data: ________/___________________/2008 Obs.i     1 1 −  x −  x A = G. n) n 1 onde. n n  i (1 + i ) − 1    ou inversamente. que tem sua origem no período de origem da série uniforme. Sendo dado A ao se multiplicar a relação (G/A.2 EXEMPLOS. − 1  (32) Para as equações de equivalência entre uma série uniforme (A) e uma série Gradiente (G) devemos estar atentos as seguintes observações: 1. i.i. Sendo dado G ao se multiplicar a relação (A/G.i    (1 + i )n − 1 n.( A / G.n): transforma-se a série gradiente G de “n” termos” em uma série uniforme equivalente.i. a) Observações: (A G . também de “n” termos. i.

00 Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .000.500 7.000 7.000 6.000 9.500 10.000 2) Calcular a Série Gradiente equivalente aos fluxos de caixa abaixo.500 9.Equivalência de Capitais b) 47 c) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 5. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 10.000 8.500 8.500 6. considerando a taxa de juros de 10% ao período.

K(i) k1 i* i1 i Data: ________/___________________/2008 Obs. respectivamente. conforme se apresenta: a). ou seja: K (i ) = f 1 (i ) − f 2 (i ) na condição de equivalência.. necessariamente. ser iguais. Considerando que dois conjuntos de capitais (1) e (2) são representados pelas funções f 1 (i ) e f 2 (i ) as quais correspondem.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Como apresentado no item 4. tem-se: f1 (i ) = f 2 (i ) e K (i ) = f 1 (i ) − f 2 (i ) = 0 * Conforme representação gráfica da equação K(i). a taxa de juros ( i ) correspondente a raiz da equação K(i) determina a equivalência entre os capitais(1) e (2):: K(i) i* i 4.8. para que dois conjuntos de capitais (1) e (2) sejam ditos equivalentes os valores dos fluxos (1) e (2) na data “t”. aos valores os fluxos (1) e (2) na data “t”.1 MÉTODO ITERATIVO DE NEWTON-RAPHSON * O método de Newton-Raphson é um método iterativo que permite a determinação aproximada da taxa de juros ( i ) que estabelece a equivalência entre dois conjuntos de capitais. transferidos pela mesma taxa de juros “ i’” e que K(i) é a equação definida pela diferença entre as funções f 1 (i ) e f 2 (i ) .Equivalência de Capitais 48 4. transferidos pela mesma taxa de juros “ i “ devem. PRIMEIRO PASSO DA ITERAÇÃO: arbitragem do valor i1 e determinação de K1 = K(i1 ) . ou seja: K(i) = zero.1.O processo iterativo é realizado mediante a arbitragem de sucessivos valores para i de tal forma se aproxime da condição de equivalência.8 TAXA DE JUROS ENTRE DOIS CONJUNTOS DE CAPITAIS EQUIVALENTES A taxa de juros que determina a equivalência entre o conjunto de desembolsos e o conjunto de receitas de um projeto de investimento é chamada de Taxa Interna de Retorno do projeto.

i* = K 2 .i2 + K .( K 2 + K1 ) i* = K (i1 ) . K(i) k1 i* i2 i1 k2 i 68 7 c).i2 − K1 . i 2 + K (i 2 ) .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Equivalência de Capitais 49 b) SEGUNDO PASSO DA ITERAÇÃO: arbitragem do valor de i2 e determinação de K 2 = K(i2 ) com sinal inverso ao sinal K1 .i* = i * .i* + K1 .i1 = K 2 . CALCULO DE i * ( ou TIR) APROXIMADA: Por semelhança de triângulos temos.i * − K . K i* i1 i2 K1 K2 = K1 . i1 K (i1 ) + K (i 2 ) (27) i * − i1 i2 − i* K1 . APROXIMAÇÃO: considera-se o segmento em curva K1 K 2 como fosse um segmento de reta K1 K 2 K(i) k1 i1 i * i* i2 i k2 d).i1 Data: ________/___________________/2008 Obs.

Data: ________/___________________/2008 Obs. repete-se o processo iterativo novamente buscando. estima-se que as despesas anuais serão de $44.000.000. i2 para o refinamento do resultado . Qual a taxa de juros efetiva desta operação? Considerando a inflação de 30% ao ano. EXEMPLO 41 Qual o custo. iguala-se o valor de i obtido na primeira iteração à taxa também.00? EXEMPLO 42 Uma financiadora empresta dinheiro.000. Considere o período de análise de oito anos.00. sobre o seu valor nominal e que as despesas de lançamento foram de R$100. cada uma delas igual a 20% do total recebido. e pode ser avaliada substituindo-se i * na ( ) Quando a verificação não se apresenta satisfatória. considerando que a sua implementação gerará receitas de $180.Equivalência de Capitais e) GRAU DE PRECISÃO: O grau de precisão do processo depende do intervalo entre equação de equivalência 50 K (i ) para verificar a sua aproximação em relação ao valor zero: K i* ≅ 0 i1 e i2 . em termos de taxa de juros.000 por ano a partir do final do terceiro ano. quando o valor de K i zero. devendo o empréstimo ser pago em 8 prestações trimestrais.a.2 EXEMPLOS: * ( ) estiver muito afastado de * i1 ( i* = i1 ). qual a taxa efetiva real que está sendo paga pelo tomador de empréstimo? EXEMPLO 43 Calcular a taxa de juros que determina a equivalência entre as receitas e desembolsos do fluxo de caixa abaixo: 60 41 65 1 2 3 100 EXEMPLO 44 Calcular a TIR de um investimento de $640.000 por ano. a serem resgatados após quatro anos.8. sabendo-se que estes títulos pagam juros de 3% a.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . isto é. do lançamento de títulos no valor de R$1. e que passarão a reduzir em $4. um outro valor de 4.

..00 .000.. de juros. 4. renderá a importância de R$100.m.7%. à 5% a.00? A quantia de R$500. Quanto esta pessoa deverá pagar se o prazo do empréstimo for de 5 meses? Após quantos meses um certo capital empregado à 5%a.m..343. sendo a taxa de juros de 10% ao período? 0 1 2 3 4 5 6 100 200 300 200 100 Data: ________/___________________/2008 Obs.2%....a.000...9 1) EXERCÍCIOS PROPOSTOS: 51 2) 3) 4) 5) 6) 7) Determinar o montante de R$1. Uma pessoa conseguiu um empréstimo de R$100.m.. respectivamente de 3.... à taxa de 12 %a. qual o montante no final do ano? Em que prazo a quantia de R$120.5% ao trimestre.26 de juros..000.. duplica seu valor? Calcule o valor presente dos seguintes fluxos de caixas (i=10% ao período) a) 70 50 50 . b) A A 0 c) 0 1 120 150 200 250 300 350 2 3 4 5 6 1 2 3 . capitalizados mensalmente: a) para Juro Simples b) para Juro contínuo c) para Juro Composto O capital de R$50.1% e 3.........000.. .. 15 A=100 10 7 400 8) Qual o valor da anuidade da série uniforme equivalente ao fluxo de caixa. Calcular a taxa mensal desta aplicação.00 foi colocada à juros compostos durante 8 meses e rendeu R$ 267. 50 0 1 2 3 4 5 ..00 esteve depositado durante uma no numa Instituição Financeira à juros de 1..: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula ..Equivalência de Capitais 4. Sabendose que as correções monetárias trimestrais foram.9%... 5.00 no fim de 4 anos.00 em um banco que cobra 5%a.200...

2005 20.4632%. o avô decidiu depositar imediatamente R$1000. tendo iniciado negociações para a sua substituição. cursar uma boa escola superior. A taxa de juro convencionada nesta renegociação foi de 12% anual nominal (capitalização mensal). Em 01-07-2006 conseguiu chegar a um acordo com o Banco. levando-se em conta uma taxa de 0.a. a empresa não conseguiu efetuar os primeiros pagamentos nas datas convencionadas.000. em 1º de março de 1984. que se consubstanciou nos seguintes termos e condições: Quitação da dívida. capitalizados trimestralmente.00 EUROS com vencimento em 30.2006 25. A idéia é constituir um fundo para que a criança possa. considerando uma taxa de juro anual de 10%. 15) Uma empresa deseja liquidar uma nota promissória de R$ 18.000.000.00 numa conta aberta na Caixa Econômica em nome do garoto.09. estando ainda nos seus planos efetuar uma retirada daqui a 9 meses no valor de R$2. Supomos que a correção monetária cubra exatamente a inflação.00 EUROS com vencimento em 30.12.000.000.250. respectivamente: 5. a fim de pagar os cinco anos de escola. vencida há três meses. 14.00 EUROS que se vencem daqui a 18 meses Data: ________/___________________/2008 Obs. Determinar o valor do pagamento a ser feito de imediato pela empresas para liquidar essas duas notas promissórias. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 0 52 10.Equivalência de Capitais 9) 0 Calcular a Série Uniforme equivalente aos fluxos de caixa abaixo. com cinco meses a decorrer de seu vencimento. Confirmando-se estes movimentos.000.00 EUROS com vencimento em 31.00 EUROS com vencimento em 31. em regime de capitalização composta e capitalização trimestral: a) Qual a taxa mensal efetiva b) Qual a taxa mensal nominal c) Qual é a taxa efetiva referida ao período de capitalização? d) Qual é a taxa trimestral antecipada? e) qual a taxa instantânea equivalente à taxa efetiva trimestral? 12) Qual é a taxa de juros anual efetiva real de um empreendimento que rende juros nominais de 40% a.000. em duas prestações iguais e vencíveis.000. 20º. considerando a taxa de juros de 10% ao período.a. Assim.00 EUROS com vencimento em 31.00.00. num regime de inflação de 30% a.00. com capitalização mensal (regime de juro composto). 11) Considere a taxa anual de 8%.500. 21º e 22º aniversário. 16) A empresa POLO SUL tinha obtido no Banco BX os empréstimos abaixo discriminados.2006 Em dificuldades financeiras.2006 12. o avô continua depositando o mesmo valor a cada aniversário do neto. baseados numa taxa de juro anual efetiva de 11.2006 13.00 EUROS que se vencem daqui a um ano 5. A Caixa Econômica rende 6% ao ano e capitalização mensal.500. à taxa de juro anual de 5%.9 % ao mês.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . 17) Certa entidade é devedora a uma outra de. vencidas e vincendas. no futuro.000.00 10) Calcular o rendimento obtido aplicando R$1.06. qual será o saldo do depósito ao fim de um ano.00. respectivamente. Calcular o valor de cada uma das novas prestações acordadas (Regime juros compostos).12. Daqui a 6 meses reforçará o depósito em R$2. Quanto vai ser retirado? 14) Um investidor efetua um depósito de R$ 5. Pergunta-se: a) Calcule o valor disponível na caderneta de poupança imediatamente após o 18º aniversário. em regime de capitalização simples. até (inclusive) seus 18 anos.00 EUROS que se vencem daqui a 6 meses 7. b) Imagine que o garoto beneficiado vai retirar todo o dinheiro em quantias iguais no seu18º.? 13) Com o nascimento do primeiro neto.00.000. 19º.000. durante 7 meses e 15 dias.03.500. a três e a seis meses da data acima (renegociação). e ainda antecipar o pagamento de outra de R$ 72.

Equivalência de Capitais

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A taxa de juro subjacente a estas operações é de 9% anual, com capitalizações semestrais. As partes interessadas acordaram na substituição daquelas dívidas por uma única correspondente à soma aritmética do conjunto a vencer no momento t. Pede-se: Determinar a data do vencimento do capital único ou seja o vencimento do valor médio equivalente daqueles capitais, considerando o regime de juro composto 18) Calcular a série gradiente equivalente ao fluxo de caixa abaixo, considerando a taxa de 15% ao período.
6A 4A 2A

0

1

2

3

4

5 6 7

8

9

10 11 12 13

14 15 16

17

18 19 20

A
3A 5A

19) Considere o investimento representado pelo fluxo de caixa indicado a seguir:

1000 500

0

1

2

3

4

5

6

7

8

9

a)

Determine o esboço gráfico do VP em função da taxa de desconto, no intervalo entre 0 e 3% de juros ao período, em intervalos de 1% e defina o valor da TIR sabendo que a aplicação se exaure caso se efetue uma única retirada no final do 9º período, no valor de 5.500,00.

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ProjetoS de Investimento

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5

PROJETOS DE INVESTIMENTO

Investimento é a aplicação de recursos monetários em empreendimentos, com o objetivo de geração de lucros, em geral a longo prazo. O termo aplica-se tanto à compra de máquinas, equipamentos, edificação e imóveis para a instalação de unidades produtivas como à compra de títulos financeiros. Em sentido estrito, investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva, ou seja, em bens de capital. Projeto se constitui, por sua vez, como uma atividade definida, com um ponto de partida e um ponto de chegada específico, destinado a atingir um objetivo preciso. Projeto de investimento: é atividade na qual são aplicados recursos (os custos) com vista a criar ativos que permitam produzir benefícios durante um período de tempo prolongado. Pode ser igualmente considerado como Projeto de Investimento o mais pequeno elemento operacional preparado e executado como entidade distinta no interior de um plano ou programa (empresarial ou estatal). Quanto aos seus objetivos, os projetos de investimentos podem ser classificados em: Investimentos de reposição (equip. análogo) Investimentos de modernização (equip. mais evoluído) Investimentos de inovação (inov. tecnológicas) Investimentos de expansão (volume do negócio) Investimentos estratégicos (alteração de estratégia) Um projeto de investimento pode produzir benefícios avaliáveis em termos monetários ou benefícios intangíveis 5.1 INTER-RELACIONAMENTO ENTRE PROJETOS DE INVESTIMENTOS

Dependendo das circunstâncias que se inter-relacionam, duas ou mais alternativas de investimento podem ser consideradas: Independentes, Mutuamente exclusivas ou Excludentes Contingentes. Quando a escolha de uma alternativa, entre um conjunto de alternativas, não causa na escolha ou rejeição em nenhuma das alternativas do conjunto analisado, esta alternativa é definida com Alternativa Independente. Por exemplo, assumindo que existam duas alternativas, (a) e (b), e capital ilimitado a investir. Neste caso, a escolha de uma alternativa, de duas ou de nenhuma são possíveis. Ou seja, (a) e (b) são avaliadas individualmente em relação à alternativa status-quo que é “não-fazer nada”. Por outro lado, quanto a seleção de uma alternativa é influenciada por outra alternativa ela é dita Alternativa Dependente. Quando a seleção de uma alternativa, integrante de um conjunto de alternativas de investimento, implicar na exclusão de qualquer outra alternativa, estas serão definidas como Alternativas Mutuamente Exclusivas ou Excludentes. O termo “alternativas mutuamente exclusivas” significa que só poderá ser selecionada uma ou outra alternativa, nunca as duas simultaneamente. Por exemplo, considerando a disponibilidade de um terreno com metragem suficiente para a construção de um pet-shop ou de um restaurante, mas não ambos os empreendimentos. Quando a seleção de uma alternativa só pode ocorrer após a implementação de outra alternativa, esta alternativa é dita Alternativa Contingente ou Condicionada. A implementação de uma alternativa contingente depende da seleção de uma alternativa pré-requisito, por outro lado, a seleção de uma alternativa pré-requisito independe da alternativa contingente. Por exemplo, construir uma chaminé para a instalação de filtros pode ser contingente (ou condicionalmente dependente) da decisão de construir um forno a carvão combustível (alternativa pré-requisito).

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Análise de Projetos de Investimentos

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ANÁLISE DE PROJETOS DE INVESTIMENTOS

A Análise de Projetos de Investimentos consiste em aplicar critérios que permitam identificar a escolha da alternativa mais interessante, assim como, definir se é ou não justificável investir recursos financeiros na implementação de determinados projetos de investimentos. A Análise de Investimentos tem sido definida de várias maneiras durante as ultimas décadas, sendo, em síntese, entendida como uma operação intelectual que permite medir o valor do Projeto com base na comparação dos benefícios gerados em relação ao capital investido e custos decorrentes no horizonte de planejamento ou vida útil do Projeto. O processo de avaliação de Investimentos é comumente realizado por exigência prévia das entidades de desenvolvimento (BID, BIRD,...) para o financiamento de projetos e empreendimentos. A Avaliação de Projetos de Investimento é para o tomador de empréstimo uma importante ferramenta para tomada de decisões, pois permite analisar os impactos (custos ao empreendimento) que advém do aporte de recursos, sob diferentes hipóteses de financiamento. A avaliação do investimento pode ser classificada segundo a fonte de financiamento do capital aplicado, a natureza ou objetivos do Projeto, ou seja: Avaliação Financeira Avaliação Econômica Avaliação Sócio-ambiental As três categorias de Avaliação de Projetos têm campo de ação definido e utilizam técnicas e indicadores de medição similar. A avaliação socioambiental é a única que consiste no manuseio de valores monetários e/ou valores sócio ambientais. Em todos os casos, observadas as respectivas peculiaridades, e considerados à parte os aspectos políticos e subjetivos, a avaliação de investimentos pode ser feita matematicamente, uma vez que sejam definidos ou conhecidos os fluxos de caixa dos valores resultantes desses investimentos. Avaliar um Projeto sobre o ponto de vista financeiro consiste em analisar sob o enfoque empresarial, ou seja, medir o valor projetado de tal forma que haja a maximização do lucro. A avaliação econômica, por sua vez, além de medir os fatores financeiros também analisa outras variáveis como, a conjuntura econômica, demanda de mercado e restrições orçamentárias. Se nos fluxos de caixa estiverem definidos os custos (despesas ou saídas de recursos) e os recebimentos (receitas ou entradas de recursos), relacionados às respectivas épocas de ocorrência, é possível julgar se vale à pena efetuar os investimentos (ou, dependendo do caso, se vale à pena tomar os recursos) através de diferentes processos ou da obtenção de diferentes indicadores. Quando for possível prever, com alto grau de exatidão, os fluxos de caixa associados aos diferentes projetos de investimentos, assim como, os custos do capital inerentes a sua consecução, diz-se que a tomada de decisão se dá sob condição de certeza. Os métodos de seleção de alternativas de investimentos discorridos neste capítulo consideram os projetos de investimentos sob condição de certeza. 6.1 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS A análise de investimentos deve seguir os seguintes princípios básicos: Todas as decisões são tomadas à partir de alternativas. Não existe decisão a ser tomada considerando-se alternativa única. Apenas as diferenças entre alternativas são relevantes

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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Não devem ser esquecidos os problemas relativos à racionamento. Mais concretamente. esta escolha afeta o cálculo dos principais indicadores da análise de custos do projeto de investimentos. No caso de um investimento misto que inclua trabalhos de construção civil e instalações. A escolha do horizonte temporal pode ter um efeito extremamente importante nos resultados do processo de avaliação.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Deve-se considerar o grau de incerteza presente nas variáveis consideradas por meio de ajustes nas previsões efetuadas. Uma alternativa só deve ser analisada desde que demonstre um adequado retorno financeiro. As previsões relativas à evolução do projeto de investimento devem ser formuladas para um período correspondente à sua duração de vida econômica. 6. a escolha do indicador de desempenho mais apropriado.2 ELEMENTOS REQUERIDOS NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS Para a correta elaboração de uma análise investimentos é necessário o levantamento das seguintes informações: o horizonte temporal a definição do fluxo de caixa. A duração de projetos em engenharia varia em função da natureza dos investimentos: È mais longa para os trabalhos de construção civil (30-40 anos) do que para as instalações técnicas (10-15 anos).1 HORIZONTE TEMPORAL Por horizonte temporal ou Horizonte de Planejamento entende-se o número máximo de anos sobre os quais são fornecidas previsões. É necessário ordenar as alternativas por meio de um denominador comum. As decisões devem envolver também os eventos não monetários. (bens: Tangíveis ($) e Intangíveis) 6. incluindo o valor residual do investimento e consideração: o o do ajustamento correspondente à inflação da determinação das taxas de financiamento a verificação da viabilidade financeira a escolha da taxa de juros de referência apropriada. a duração de vida do investimento pode ser fixada com base na duração de vida da infra-estrutura principal (neste caso. suficientemente longo para cobrir o eventualidades que impactem à médio ou longo prazo.Análise de Projetos de Investimentos Só se podem comparar alternativas homogêneas 56 Os critérios para decisão entre alternativas econômicas devem reconhecer o valor do dinheiro no tempo (moeda. juros) (Não podemos realizar operações aritméticas com eventos financeiros de diferentes pontos no tempo). através da determinação: dos custos totais (custos totais de investimento e custos totais de exploração – CO&M) das receitas geradas pelo projeto.2. A duração de vida de um projeto de engenharia pode também ser determinada tendo em conta a Data: ________/___________________/2008 Obs. deve ser incluído na análise o investimento na renovação da infra-estrutura com duração de vida mais curta).

2.2. 6. Data: ________/___________________/2008 Obs. bens de investimento. etc. os resultados incluirão quantidades de serviço e/ou de produto fornecido.por exemplo. Critérios utilizados por agentes de fomento internacionais para a análise financeira de projetos de investimentos aprovam a inclusão dos custos totais de investimentos desde a apresentação do pedido de financiamento. impostos. nenhum custo previamente suportado pode ser considerado para a determinação de desempenho de alternativas.. o que representa uma estimativa aproximada da sua duração de vida econômica.. 57 Os projetos de infra-estruturas são geralmente avaliados por um período de 20-30 anos. edificações.. recomenda-se acrescentar um valor residual no final do período de avaliação para dar uma idéia do seu valor potencial de revenda ou do seu valor em caso de continuação da sua utilização.2. . Embora os seus ativos físicos possam durar muito mais tempo .Análise de Projetos de Investimentos natureza jurídica ou administrativa: por exemplo. 6. em outras palavras. patentes.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .. Os recursos incluem pessoal. geralmente as receitas lançadas na análise de investimento são aquelas que venham a ser revertidas aos proprietários da infra-estruturas em decorrência de venda de bens ou serviços. licenças. matérias-primas. aluguel ou cessão de direito de uso (concessão).) mais os custos de operação e manutenção do Projeto durante a sua vida útil estimada. HORIZONTE TEMPORAL MÉDIO RECOMENDADO PROJETOS POR SETOR Energia Água e meio ambiente Ferrovias Rodovias Portos e aeroportos Telecomunicações Indústrias Outros serviços HORIZONTE MÉDIO (ANOS) 25 30 30 25 25 15 10 15 Fonte: FEDER – FUNDO EUROPEU DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL 6. Em projetos de infra-estrutura.).não é recomendado procurar fazer previsões para períodos tão longos.3 DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS TOTAIS O custo total de um projeto de engenharia é igual a soma dos custos de investimentos (terrenos. 6. a duração de uma concessão.4 DETERMINAÇÃO DAS RECEITAS GERADAS A previsão de receitas geradas é realizada em função do preço estimado de venda dos bens e serviços gerados em projeto e dá-se através do estudo de demanda de mercado.2..5 DETERMINAÇÃO DO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO O valor residual figura entre as receitas que ocorrem no final do horizonte temporal do projeto de investimento e representa o valor dos ativos consolidados durante a vida do projeto (edificações. No caso de ativos com uma duração de vida muito longa. máquinas e equipamentos. aquisição de energia ou de qualquer outro bem material relevante.2 FLUXO DE CAIXA Os dados do projeto devem incluir informação sobre os recursos e resultados materiais numa mesma base temporal. quando for o caso. uma ponte pode durar 100 anos .

6.: A primeira abordagem considera um custo mínimo de oportunidade do capital. O valor residual também pode ser obtido mediante o emprego dos métodos de depreciação os quais permitem estimar a perda de valor do ativo imobilizado durante o horizonte de planejamento considerado. portanto. A terceira abordagem consiste em determinar uma taxa limite. Data: ________/___________________/2008 Obs. Fundamentalmente. o custo de oportunidade do capital é calculado analisando o rendimento marginal de uma carteira de títulos no mercado financeiro internacional.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . uma taxa real de 6% pode ser considerada como o parâmetro de Referência do capital a longo prazo. Existem muitas formas teóricas e praticas para a taxa de juros que é a taxa de referência na análise financeira.Análise de Projetos de Investimentos 58 O valor residual é geralmente calculado como o valor de mercado que o ativo imobilizado tem ao final da perspectiva temporal considerada na análise de investimento.FC e FEDER.. Uma definição geral e pouco contestada diz que a taxa de juros para cálculo de indicadores de desempenho é a taxa de oportunidade do capital. são obtidos mediante o emprego da taxa de juros de Referência para a ponderação da rentabilidade dos projetos.a longo prazo e com um risco mínimo. quando é investido capital em um projeto. Neste caso a taxa utilizada é a taxa real de rendimento das obrigações do Estado (custo marginal do déficit público) ou a taxa real empregada em empréstimos comerciais de longo prazo (quando se tratar de aplicação de recursos privados) A segunda abordagem fixa um limite máximo para a taxa de referência para atualização dos fluxos dos projetos analisados. Nesta concepção toma em consideração o rendimento (perdido) que a melhor solução alternativa de investimento teria permitido obter.2. um custo implícito: a perda de rendimento que outro projeto geraria.6 TAXA DE JUROS DA ANÁLISE DE INVESTIMENTO Os indicadores de desempenho utilizados em engenharia econômica para hierarquização e seleção de alternativas de investimento. Isto implica evitar proceder a uma análise detalhada do custo especifico em capital de um dado projeto (como na primeira abordagem) ou ter em conta carteiras especificas dos mercados financeiros internacionais ou nos outros projetos para o mesmo investidor (como na segunda abordagem) e recorrer a uma simples aproximação: Toma-se uma taxa de juro especifica ou uma taxa de rendimento de um emissor bem estabelecido numa divisa largamente comercializada e aplicase um multiplicador a esta referência mínima. Procedendo este investimento. existem três abordagens que permitem identificara a taxa de juros de referência para a análise de investimentos. EXEMPLOS DE TAXAS DE JUROS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS PRATICADAS NA EUROPA SETOR ENERGIA ÁGUA E AMBIENTE TRANSPORTES INDÚSTRIA PAIS PORTUGAL LITUÂNIA POLÔNIA ESPANHA FRANÇA PORTUGAL TAXA DE JUROS 11 3 5 5-6 8 10 Fonte: projetos ISPA . O custo de oportunidade significa que . 2006 A título indicativo. encontramos. Na prática. há a renúncia ao rendimento em um outro projeto.

o que significa que o VP dos recebimentos é superior ao VP dos desembolsos previstos para o projeto. na data zero. a saber: O valor monetário dos fluxos de caixa (desembolsos e recebimentos ) associados a cada projeto de investimento. O Método do Valor Presente. que é chamado de Valor Presente Líquido (VPL) ou simplesmente de Valor Presente (VP). As datas que os fluxos de caixa ocorrerão. Data: ________/___________________/2008 Obs. Considerando que o Valor Presente de um projeto indica. segundo o qual as alternativas devem ser comparadas somente se os fluxos de caixa forem transladados a um ponto comum no tempo.3. os eventos financeiros de um fluxo de caixa de datas no futuro à data presente de forma a encontrar seu valor equivalente na data zero. a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VP: Obter o Valor Presente (VP) significa transpor. O Método do valor Presente é um dos métodos mais utilizados para a hierarquização de um conjunto de investimentos mutuamente exclusivos. mediante a taxa de mínima atratividade (TMA). Esta medida é denominada. No caso de análise de várias alternativas de investimento. vantagens e desvantagens inerentes a cada caso em particular. 6.Análise de Projetos de Investimentos 6.1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE A fim de satisfazer o requisito básico.3 MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS: 59 Os métodos de Análise de Investimento são processos quantitativos capazes de determinar as alternativas factíveis ou ótimas para a aplicação de capital e ordená-las hierarquicamente de acordo com sua desejabilidade econômica. portanto. se caracteriza por transferir todos os eventos financeiros que compõe o fluxo de caixa da alternativa sob análise para a data zero de seu fluxo de caixa. O retorno mínimo esperado por quem pretende investir. a “Data Presente” é o ponto de referência no Método do Valor Presente.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . o lucro (recebimentos menos desembolsos) do projeto para uma determinada TMA . O valor presente mede o lucro Líquido (se positivo) ou prejuízo (se negativo) a valores atuais que se obtém por investir no projeto ao invés de investir à taxa de oportunidade (TMA) e é o indicador utilizado na comparação de diferentes alternativas de investimentos. Taxa de Mínima Atratividade e representa o retorno que o investidor pode obter aplicando seus recursos em projetos diferentes aos que estão sendo analisados. Quando um ou mais projetos alternativos de investimento são analisados é preciso levar em consideração os fatores básicos. quando um projeto de investimento apresentar um VP positivo é considerado viável . a alternativa mais viável é aquela que possuir maior valor presente. Os Métodos mais utilizados na análise de investimentos e respectivos indicadores são: Método do Valor Presente Líquido Método do Valor Anual Líquido Método do Custo Anual Uniforme Método da Taxa Interna de Retorno Método do Prazo de Retorno (pay-back) Método da Relação Benefício-Custo Os métodos de avaliação de investimento se caracterizam pelo tipo de indicador financeiro utilizado e têm peculiaridades.

000. ao final do décimo ano seria de R$1.00 e os atuais custos de manutenção reduziriam em R$ 470.a. Neste caso o valor residual da ponte metálica. sendo a TMA para o município igual à 10%a.000 anuais durante os próximos 10 anos. 60 VP > 0 − é um projeto economicamente interessante à taxa considerada (TMA) − quando se compara mais de uma alternativa de investimento aquela que obtiver o maior VP deve ser a preferida sob o ponto de vista econômico.00 por ano. deve ser negligenciado. Esta alternativa exigiria investimentos de R$ 3. − o projeto deve ser rejeitado.000. − o projeto produz um retorno de capital de valor apenas igual ao custo do capital à taxa considerada (TMA).000.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . A primeira solução indicava a restauração geral dos componentes estruturais d obra de arte especial (OAE) existente o que exigiria investimentos na ordem de R$ 1.1 EXEMPLOS: Estabelecer o valor máximo de compra de um negocio.1.070. Supondo uma TMA de 8% qual a solução que deve ser implementada pelo município? Data: ________/___________________/2008 Obs.00 dos cofres municipais e que proporcionará a redução de custos com saúde pública na ordem de R$20.000. − não compensa sua implementação.000. a análise de alternativas de investimento considerando o VP é: − Significa que o valor presente dos recebimentos é maior que os correspondentes desembolsos. A equipe de engenheiros da secretaria propôs duas soluções técnicas à questão apontada e que teriam vida útil estimada de 10 anos.a.Análise de Projetos de Investimentos Resumidamente.00. através do Método do Valor Presente.3. analise se o investimento é financeiramente atrativo. ao final de 10 anos. − os benefícios não são suficientes para assegurar a recuperação do capital investido à taxa considerada (TMA). Espera-se que a construção da rede exija o aporte de R$100. sabendo-se que o custo de oportunidade é de 20% a. Afora os evidentes benefícios sociais. Neste caso o valor residual da nova OAE.500.000 durante um horizonte de avaliação de 4 anos e um valor de mercado ao final deste período de $100.000. EXEMPLO 47 A secretaria de obras do município de Lonjura detectou que os custos de manutenção periódica da ponte metálica sobre o Rio Deságua estavam se tornando bastante elevados.00 por ano. no qual são estimados ingressos anuais de $50. A segunda solução seria desmontar a estrutura metálica existente e construir uma nova ponte em concreto.000. EXEMPLO 45 EXEMPLO 46 A secretaria municipal de saúde de Lonjura planeja instalar uma rede de abastecimento de água em um distrito agrícola para reduzir a transmissão de enfermidades entre os moradores locais. VP=0 VP<0 6.00 e que reduziriam as atuais despesas com manutenção em R$ 200.000.

O método do VF tem como finalidade determinar um valor no instante considerado final de um fluxo de caixa (VF) e. Estimase uma tiragem anual de 25. Resumidamente.3. Calcula-se que ao término do primeiro semestre se tenha vendido 70% dos exemplares e ao final do segundo o estoque esteja esgotado. − o projeto deve ser rejeitado. A avaliação de um único projeto de investimento é feita considerando a viabilidade do projeto se o seu VF resultar positivo o que significa que o VF dos recebimentos é superior ao VF dos desembolsos previstos para a TMA. Data: ________/___________________/2008 Obs. Cada apostila custa $ 8 e o custo de produção é de $3. em função da taxa de mínima atratividade (TMA).000 exemplares ao princípio de cada ano escolar.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .2. Este método de avaliação de investimentos tem como indicador de ponderação da viabilidade de um projeto o Valor Futuro (VF) do correspondente fluxo de caixa. no seu horizonte de planejamento (n).2 MÉTODO DO VALOR FUTURO 61 O Método do Valor Futuro se caracteriza por transferir todos os eventos financeiros que compõe o fluxo de caixa da alternativa sob análise para o horizonte de planejamento (n) do projeto de investimento. a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VFL: O Valor Futuro (VF) mede o valor equivalente do lucro (recebimentos menos desembolsos) do projeto.3. Calcule o VF da escola para um período de 5 anos. − o projeto produz um retorno de capital de valor futuro apenas igual ao custo do capital à Taxa considerada (TMA). VF > 0 VF=0 VF<0 6. considerando que os equipamentos de impressão têm um valor residual de $20.130 em equipamentos de Impressão.000 ao final de 5 anos. é feita por ordem decrescente do VF das alternativas.25% a.Análise de Projetos de Investimentos 6. Este valor equivalente do fluxo de caixa na data “n” é chamado de Valor Futuro (VF) ou de Valor Futuro Líquido (VFL). para a taxa de juros igual a TMA. − é um projeto economicamente interessante à taxa considerada − quando se compara várias alternativas: aquela que obtiver o maior VF deve ser a preferida sob o ponto de vista econômico. O VF é obtido do somatório de todos os valores equivalentes dos eventos financeiros ocorridos em um fluxo de caixa (receitas e desembolsos) na data final (n) deste fluxo. ciclo que se repetiria ano a ano. Taxa de Mínima Atratividade (efetiva) igual a 10.a. a avaliação de alternativas de investimento mediante o emprego do VF é realizada como mostra o quadro abaixo: − Significa que o valor futuro dos recebimentos é maior que os correspondentes desembolsos á taxa considerada (TMA). através deste valor comparar as alternativas sob apreciação. para a escolha da melhor alternativa de investimento. Para um conjunto de alternativas a hierarquização. − não compensa sua implementação − os benefícios na data futura não são suficientes para assegurar a recuperação do capital investido à taxa considerada (TMA).1 EXEMPLOS: EXEMPLO 48 A gráfica de uma Instituição de Ensino investiu $328.5 por exemplar. Seu projeto consiste em reproduzir as apostilas elaboradas por seus professores e vende-las a baixo custo a seus estudantes.

300 0 10 ALTENATIVA 3 . são consideradas as alternativas independentes da tabela abaixo. As anuidades (A) das séries uniformes equivalentes aos fluxos de caixa das alternativas sob apreciação são os indicadores que caracterizam o Método do Valor Anual (VA) e os valores das anuidades (A) quando confrontados permitem a decisão entre as propostas de investimentos.3. o Método do Valor Anual (VA) transforma todos os fluxos de caixa. A escolha da melhor alternativa recairá sobre aquela que represente o maior Valor Anual. os ingressos (receitas) uniformes devem superar os desembolsos uniformes de cada período. a serie uniforme equivalente ao fluxo do prometo tem valor positivo. − o projeto produz um retorno de capital de valor apenas igual ao custo do capital ( à Taxa considerada). (R$) INVESTIMENTO INICIAL RECEITAS ANUAIS VALOR RESIDUAL VIDA ÚTIL (ANOS) ALTENATIVA 1 . Use o método do Valor Anual para hierarquizar as alternativas de projeto.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . − não compensa sua implementação − os benefícios não são suficientes para assegurar a recuperação do capital investido (à taxa considerada). O valor anual (VA) de um projeto de investimento mede o resultado financeiro (lucro se positivo ou prejuízo se negativo) a cada período de tempo por investir no projeto ao invés do projeto correspondente a taxa de oportunidade (TMA) a) ANÁLISE ATRAVÉS DO VA Segundo o Método do Valor Anual.500 1.3.3 MÉTODO DO VALOR ANUAL Considerando que várias alternativas não podem ser comparadas a menos que seus respectivos fluxos sejam primeiramente transladados a pontos comparáveis no tempo. através do uso de mesma uma taxa de juros. Supondo que a taxa anual de oportunidade (TMA) é de 12%. 62 6.16.3. neste caso.1 EXEMPLOS: No projeto de uma nova instalação.000 5.500 4. mediante a taxa de mínima atratividade (TMA). − o projeto deve ser rejeitado. − é um projeto economicamente interessante à taxa considerada − quando se compara várias alternativas: aquela que obtiver o maior VA deve ser a preferida sob o ponto de vista econômico.500 10 ALTENATIVA 2 . (46) e (47) pelo Método do Valor Futuro. VA=0 VA<0 6.Análise de Projetos de Investimentos EXEMPLO 49 Resolva os exemplos (45). para que um projeto seja atrativo para o investidor.23.800 500 10 EXEMPLO 50 Data: ________/___________________/2008 Obs. a avaliação de alternativas de investimento mediante o emprego do VA segue as seguintes orientações: VA > 0 − Significa que o valor anual dos recebimentos é maior que dos correspondentes desembolsos.28. em séries uniformes equivalentes. Resumidamente.000 3.

i*. valor anual ou outro qualquer).Análise de Projetos de Investimentos 63 EXEMPLO 51 Resolva os exemplos (45). valor futuro.4 MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO A taxa interna de retorno (TIR) é a taxa de rendimento que é obtida pelos recursos aplicados em um projeto de investimento.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . é um indicador que mede a rentabilidade do projeto de investimento em comparação a outras oportunidades de investimentos (taxa de mínima atratividade) e que. individualmente. por sua vez. medidas de equivalência.3. t )( A / P. A TIR é a taxa de juros que valida a equação de equivalência entre o fluxo de caixa das receitas e o fluxo de caixa dos desembolsos de um projeto de investimento.1) para uma única alternativa. a) EQUAÇÃO DE EQUIVALÊNCIA PARA CÁLCULO DA TIR O cálculo da TIR é realizado. capazes de resumir as diferencias de lucro que existem entre as alternativas de investimento. Ou seja. A TIR. (46) e (47) pelo Método do Valor Anual. portanto. se: (i* = TIR ) > TMA (i* = TIR ) = TMA (i* = TIR ) < TMA ⇒ projeto viável ⇒ projeto indiferente (rejeita-se) ⇒ projeto inviável. não permite a precisa tomada de decisão para a escolha da melhor alternativa de investimento. Em todos os critérios de decisão apresentados se utiliza indicadores de desempenho. b) ANÁLISE ATRAVÉS DA TIR b. i*. 6. a TIR é a taxa de juros (i*) que satisfaz qualquer das seguintes equações de equivalência: Valor presente: ∑ n n Xt t t = 0 (1 + i*) =0 Valor Futuro: Valor Anual: donde: ∑X t = '0 n t =0 t (1 + i*) n −t = 0 ∑ X (P / F . considerando nula a equação de equivalência (receitas = desembolsos) para um foco de referência qualquer (valor presente. t ) = 0 t Xt = evento financeiro do período t. n = Horizonte de planejamento. deve ser rejeitado Data: ________/___________________/2008 Obs.

1) Verificação da viabilidade individual de cada alternativa: * * i A > TMA e i B > TMA 64 2) Cálculo do VP de cada alternativa para a taxa nula ( i =0) No gráfico [VP x taxa de juros]. Nesta situação. “B”. determina-se a Taxa de Fisher correspondente ao fluxo diferencial A TIR do fluxo diferencial ( i B − “A” e da alternativa “B” * A ) corresponde ao ponto de intersecção entre as equações de equivalência da alternativa VPB ( 0) VPA ( 0) * iB − A * iB * iA Taxa de Juros Taxa interna de retorno do fluxo diferencial Data: ________/___________________/2008 Obs. “A” e alt.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .2) entre duas alternativas. * ∆ B− A : i B − A Uma vez definido o fluxo diferencial. plota-se os valores de VPA ( 0) . A taxa de juros onde as equações de equivalência são iguais é denominada de Taxa de Fisher. A taxa de Fischer é igual à TIR do fluxo diferencial ( i B − * A ∆ ). a análise é pautada na alternativa resultante da diferença entre o fluxo de caixa “B” e o fluxo de caixa “A”. VPB ( 0) . com mesma vida útil: considerando: alt. O FLUXO DIFERENCIAL ( B − A ) se fundamenta no princípio fundamental que diz que “o que é relevante na composição de alternativas é a diferença entre os fluxos de caixa”. Valor Presente * iA e iB * VPB ( 0) VPA ( 0) * iA * iB Taxa de Juros a) Hipótese-1: * * VPA ( 0) < VPB ( 0) e i B > i A > TMA B é sempre preferível a A VPB ( 0) VPB(TMA) VPA(TMA) VPA ( 0) TMA i A * * iB b) Hipótese-2: * * VPA ( 0) < VPB ( 0) e i A > i B > TMA Neste caso a seleção da melhor alternativa é feita mediante a análise do fluxo diferencial.Análise de Projetos de Investimentos b.

500 10 ALTENATIVA 2 .800 500 10 Data: ________/___________________/2008 Obs.23.1 EXEMPLOS: EXEMPLO 52 Resolva os exercícios (46) e (47) pelo Método da TIR. sabendo que a taxa anual de oportunidade (TMA) é de 12%.16. (R$) INVESTIMENTO INICIAL RECEITAS ANUAIS VALOR RESIDUAL VIDA ÚTIL (ANOS) ALTENATIVA 1 . conclui-se que a alternativa B é sempre preferível a alternativa A Se * i B − A < TMA.28. A VPA ( 0) TMA i * * iB * iA Taxa de Juros B− A Taxa interna de retorno do fluxo diferencial Considerando que sempre VPB (TMA) > VPA (TMA).4.3. temos: VPB ( 0) VPA ( 0) Alt. conclui-se que alternativa A é sempre preferível a alternativa B 6.000 5.Análise de Projetos de Investimentos * iB − A 65 Se > TMA.000 3. B * i B −TMA A * iB * iA Taxa de Juros Taxa interna de retorno do fluxo diferencial Considerando que sempre VPA (TMA) > VPB (TMA) . temos: VPB ( 0) Alt.500 1.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . EXEMPLO 53 Resolva o exercício (50) pelo Método da TIR. A é sempre preferível a Alt.300 0 10 ALTENATIVA 3 .500 4. B é sempre preferível a Alt.

: Considerando um tempo mínimo de retorno do investimento = TMR P.000.000.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Análise de Projetos de Investimentos 6. O Prazo de Retorno.1 EXEMPLOS: EXEMPLO 54 Suponha-se o fluxo de caixa abaixo.00 1.00 1. A ordenação dos projetos é função do número de períodos necessários para a recuperação dos investimentos.000. o Prazo de Retorno é o tempo necessário para se recuperar os recursos despendidos na implantação de um projeto.500. ou Payback do projeto de investimento como medida de avaliação de alternativas.B.00 1.00 Projeto .3. defina o tempo de pay-back da alternativa: R$ 20.B.B. quanto menor o período de “payback” tanto melhor será o projeto. ou Payback (P.000.500.00 1. defina a melhor alternativa para o Tempo Mínimo de Retorno de cinco anos: Ano 0 1 2 3 4 5 6 Projeto .000.000.A -3000.).00 1.B -3.500.00 1.3.500.000.000.00 1. a) Análise pelo P.00 1. < TMR ⇒ Projeto Viável P.00 1 2 3 4 5 6 7 8 R$60. 6.5. ≥ TMR ⇒ Projeto inviável Para a análise de várias alternativas aquele que propicie o menor prazo de retorno será a alternativa contemplada. Ou seja.00 1. representa o número de períodos que se faz necessário para que os benefícios se igualem aos custos em um fluxo de caixa.5 MÉTODO DO PRAZO DE RETORNO -"PAYBACK” 66 O Método do Prazo de Retorno utiliza como indicador o Prazo de Retorno.000.00 0 0 Data: ________/___________________/2008 Obs.00 1.00 EXEMPLO 55 Suponha as seguintes alternativas em comparação.B.

a. Qual deve ser a escolha entre os projetos.000. com os seguintes dados e condições: EXEMPLO 56 − − − − − custo dos investimentos iniciais no melhoramento igual a $ 300 benefícios líquidos anuais decorrentes dos investimentos iguais a $ 100.3.00 custos anuais para manutenção do empreendimento iguais a $ 10.000. B/C > 1 viável (benefícios maiores que os custos).1 EXEMPLOS: Considere o caso hipotético e simplificado de um investimento no melhoramento de uma estrada. sabendo-se que para o projeto A foi obtido um valor presente de receitas de R$9.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .6 MÉTODO DA RELAÇÃO BENEFÍCIO-CUSTO 67 O Método de análise de alternativas denominado de Benefício-Custo é um dos mais comumente utilizados e tem como indicador a relação benefício-custo (B/C) a qual consiste do quociente entre o valor equivalente dos benefícios apurados e o valor equivalente dos custos incorridos.6.00. B C = VP( entradas ) VP( saidas ) = VF( entradas ) VF( saidas ) = VA( entradas ) VA( saidas ) (28) Aplica-se também a relação B/C para a hierarquização de alternativas com idênticos valores equivalentes (VP. A Relação Benefício/Custo (ou relação BIC) é interpretada da seguinte forma: B/C < 1 inviável (benefícios menores que os custos).00 vida útil dos melhoramentos de 5 anos. B/C = 1 indiferente (benefícios iguais aos custos).00? Data: ________/___________________/2008 Obs. EXEMPLO 57 Dois projetos alternativos apresentam valor presente igual à R$7. custo de oportunidade do capital =TMA =15 % a. a) Análise pelo Método do Benefício-Custo: Considerando este método de avaliação de investimento.00 e para o projeto B um valor presente de receitas de R$11.000.Análise de Projetos de Investimentos 6. 6. um projeto para ser viável deverá indicar a relação benefício/custo maior ou igual a 1 e a alternativa que tenha a maior taxa B/C será a preferida por ser a mais atrativa.3. VF ou VA).

6. A existência de Horizontes de Planejamento diferentes.Análise de Projetos de Investimentos 6.00 15. ou seja. quando todas as alternativas resultem indicadores de desempenho (VP. no entanto.1. que resultem retorno negativo. VF ou VA) negativos é feita classificando-as pelos seus custos resultantes e.4.00 5 anos ALTERNATIVA 2 Máquina Nova 30.000.4.000.000. 6.1.000. A sistemática consiste na análise do fluxo diferencial destas alternativas.a.00 8. A análise de alternativas com predominância de custos adotando-se como base para confronto o valor anual das alternativas.00 20. a TMA. 6. 68 A análise de alternativas sob certas condições.4 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS SOB CONDIÇÕES ESPECÍFICAS. obtido através da TMA.00 5.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .1 MÉTODO DA TIR PARA PROJETO COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS Na maioria dos casos a TIR é voltada a análise de alternativas que produzam retorno positivo. futuro ou anual). dizer qual a melhor alternativa. A existência de Restrições Financeiras. é chamada de Método do Custo Anual Uniforme (CA) e.1 ANÁLISE DE ALTERNATIVAS COM PREDOMINÂNCIA DE CUSTOS: A análise de alternativas onde haja a predominância de custos. A avaliação de custo operacional de equipamentos adotada este método como referência. Data: ________/___________________/2008 Obs.000. As situações especiais que exigem a adoção de metodologia diferenciada são: Alternativas com predominância de custos A existência de Taxas Múltiplas.4.00 10. a escolha recairá sobre a alternativa que apresente o menor custo (presente.000. Podemos.1 EXEMPLOS: EXEMPLO 58 Considerando-se 15 % a. aplicar o método para alternativas onde haja a predominância de custos.1. Desde que não observadas as considerações necessárias. exige a adoção de considerações especiais quando da aplicação de alguns dos métodos de análise de investimentos apresentados anteriormente. isto é.000. (resolver por CA): (R$) Descrição do Bem Custo Inicial Consumo anual de energia Custo anual de O&M Revenda no quinto ano Vida útil EXEMPLO 59 ALTERNATIVA 1 Máquina Usada 10.00 5 anos Realizar a seleção das alternativas relacionadas no exercício anterior aplicando o Método da TIR. as decisões decorrentes do resultado da aplicação simplista dos métodos poderão ser errôneas e equivocadas. cuja seleção se dá pela alternativa com menor CA.

. O processo de avaliação financeira até então foi realizado para fluxos de caixas convencionais. . .. (1+ i )-4 + R5. que como demonstra a lei enunciada por Descartes.. ou seja. .. ..2 EXISTÊNCIA DE TAXAS MÚLTIPLAS 69 Quando a análise de investimento tem por objetivo o lucro maximizar ou otimizar os recursos aplicados já se mostrou as muitas dificuldades advindas do Método da TIR. . podemos estar diante de uma situação onde haja a existência de múltiplas raízes para a equação de equivalência...Análise de Projetos de Investimentos 6.4.(1+ i )-1 + R2. K(i i1 i2 i3 i5 Taxa de Juros i4 Raízes da eq.(1+ i )-n 1ª inversão sinal 2ª inversão sinal Em situações como estas. . Que a raiz da equação de equivalência é a taxa Interna de retorno do projeto de investimento.. que o número de raízes reais de um polinômio é igual ao número de mudanças de sinal no polinômio... Muitas vezes após os investimentos iniciais e o início dos ingressos (receitas do projeto) são realizados investimentos adicionais.Invest0 + R1. R1 R2 R3 R5 Rn 0 1 2 3 4 Investimento0 Investimento 4 5 ...(1+ i )-5 +. n No caso de fluxo de caixa não convencional a existência de raízes múltiplas quando se busca calcular a TIR é uma conseqüência comum. de equivalência K(i) Neste caso nenhuma das taxas traduz a TIR do investimento. considerando que a equação de equivalência do fluxo de caixa não convencional gera-se um polinômio de grau “n”. podemos estar diante de um polinômio que resulte em indeterminação da raiz.. .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .(1+ i )-2 + R3.(1+ i )-3 . resultando em nenhuma taxa interna de juros do projeto de investimento K(i) Raiz (?) Taxa de Juros Data: ________/___________________/2008 Obs. gerando fluxos de caixas não convencionais. .. Pois.. .. E.. com duas vezes inversões de sinal para cada investimento ocorridos no projeto após o desembolso inicial. aonde os ingressos ocorrem após o investimento inicial.. ..+ Rn..... . adicionalmente apresenta-se mais uma.Invest4. porém nem todos os projetos de investimentos apresentam este esquema. Equação de Equivalência: (polinômio de grau n): − para + = . Por outro lado..

2. ..Análise de Projetos de Investimentos 70 A solução para o impasse de raízes múltiplas no Método da TIR é realizada mediante a adoção de uma hipótese para a origem dos recursos aplicados a título do investimento adicional que neutralize a inversão de sinal ocorrida.. .... 6...: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Hipótese 1: Contratação de empréstimo de valor igual à inversão adicional: R2 1 2 R1 0 R3 3 4 R5 5 ..... n R1 0 1 R2 2 R3 3 4 R5 5 Rn .. n 2 Investimento0 Data: ________/___________________/2008 Obs...1 ANÁLISE DE PROJETOS COM TAXAS MÚLTIPLAS A solução para situações como esta é dada mediante a adoção de uma hipótese tal que torne nulo o efeito do(s) insumo(s) que esteja(m) causando a inversão múltipla de sinal da equação de equivalência.. ...... ....... . .... ...... . ..4.. . Rn n Investimento0 Investimento 4 Hipótese: empréstimo do Investimento4 para pagamento no futuro 4 5 5 .... .. ... . . . .. .............. .. . . . . .... n Investimento0 Hipótese-2: Constituição de Fundo de reserva com montante igual inversão adicional: R1 0 1 R2 R3 2 3 4 R5 Rn 5 ... . .... . .... . . . . . .. . é adicionado ao fluxo do projeto de investimento um empréstimo de valor igual ao investimento adicional (ocorrendo na data deste investimento) e respectivos pagamentos no futuro ou um projeto de constituição de um fundo de reserva que resulte em montante igual ao valor do investimento adicional na data que este ocorre. .. . ..... . n Investimento0 Investimento 4 Hipótese: constituição de fundo de reserva com montante igual Investimento4 0 1 2 3 4 R1 0 1 R2 R3 3 4 R5 Rn 5 . Nestes casos o resultado da análise fica subordinado a implantação da hipótese adotada........... . .. . . Ou seja. ..... .

Análise de Projetos de Investimentos 71 EXEMPLO 60 Calcular a atratividade do projeto de investimento.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .M. teoricamente qualquer dos métodos descritos anteriormente podem ser empregados para a análise. para a TMA igual a 20% ao período. tal que torne as alternativas com o mesmo tempo de duração. os recursos disponíveis serão aplicados na TMA. é necessário estimar o mesmo horizonte de análise calculando o mínimo múltiplo comum dos diferentes horizontes de planejamento das alternativas. representado pelo fluxo de caixa abaixo.3. de nK e nY períodos de tempo. Considerar a hipótese de origem dos recursos para os investimentos a serem realizados no quarto e quinto períodos decorre de um fundo de reserva a ser constituído com as receitas geradas nos períodos 2 e 3 a uma taxa de juros de 24% ao período. Uma vez formulada a hipótese de ocorrência da defasagem do período temporal entre as alternativas. após o investimento a ser realizado no quarto período. em um determinado número de vezes. e ao final da vida útil do projeto de menor duração.3 ALTERNATIVAS COM DIFERENTES HORIZONTES DE PLANEJAMENTO A análise de alternativa de investimento só tem sentido quando realizada entre alternativas que tenham mesma vida útil. Hipótese 2: os projetos não podem ser repetidos. 6. dos horizontes : 5 5 1 3 1 1 3 5 15 Data: ________/___________________/2008 Obs. Hipoteticamente nK=5 e nY=3 K1 K2 K3 K4 K5 0 1 2 3 4 5 Y1 Y2 Y3 0 1 2 3 o horizonte comum é o M.C.4. O ponto comum no tempo das alternativas com diferentes durações se estabelece com a repetição de cada fluxo de caixa tantas vezes quanto seja o mínimo múltiplo comum dos horizontes de planejamento (vidas úteis) dos projeto em análise. respectivamente. Quando os projetos a serem comparados têm durações diferentes. 6. Algumas hipóteses podem ser formuladas para buscar a igualdade de duração dos projetos analisados: Hipótese 1: cada proposta pode ser repetida com fluxo de caixa idêntico. Deste modo estaremos admitindo que cada investimento em análise seja sempre renovado nas mesmas condições iniciais. permanece na aplicação. o problema é mais de formulação de hipóteses do que um problema de análise de investimento. Este procedimento analítico adota a hipótese da tendência natural de repetição de projetos de investimento.1 HIPÓTESE DE REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO Quando se avaliam alternativas com diferentes durações. Admitindo-se que devamos analisar duas alternativas (K e Y) onde os horizontes de planejamento sejam. permitindo a avaliação através dos métodos do VP e VF.4. O saldo remanescente do fundo.

a.000.600. Período Alt. pois a repetição de séries uniformes ao horizonte comum resulta também em séries uniformes de mesma anuidade que as das séries matrizes.000. As estimativas econômicas para cada qual são apresentadas no quadro abaixo. à taxa de mínima atratividade. considera-se que o tempo de duração dos projetos é rigidamente determinado de modo que não seja possível prolongá-los ou repeti-los.00 12 anos 6. 2 Fluxo de Caixa 1 2 120 50 50 0 -100 -100 3 50 Data: ________/___________________/2008 Obs. DISCRIMINAÇÃO Investimento Inicial Custo Operacional Anual Valor Residual Vida Econômica ALTERNATIVAS A R$12.000. EXEMPLO 61 Um dos componentes do equipamento de produção deve ser imediatamente substituído porque já não cumpre com os padrões de qualidade para o produto final. EXEMPLO 62 Comparar duas alternativas de investimento apresentadas no quadro abaixo. para a TMA de 10% ao período.00 R$ 900. O horizonte de planejamento.00 R$ 1.00 R$ 2.4.2 HIPÓTESE DE NÃO REPETIÇÃO DOS PROJETOS DE INVESTIMENTO Na hipótese de não repetição dos projetos de investimento. é igualado considerando-se que os recursos monetários geados no projeto de menor duração serão investidos.00 6 anos B R$20. pois geralmente resulta em situação de multiplicidade de taxas. Adotar a hipótese de repetição e de não repetição dos projetos de investimento. qual das alternativas é a mais interessante. 1 Alt. a análise deverá ser feita para 15 anos: K1 K2 K3 K4 K5 K1 K2 K3 K4 K5 K1 K2 K3 K4 K5 72 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1xK 2x K 3xK Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 Y1 Y2 Y3 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1xY 2 x Y 3 x Y 4 x Y 5 x Y Não é recomendada a adoção da hipótese de repetição de projetos de investimento para aplicação do Método da TIR. Os métodos do VA ou CA não são afetados pela ocorrência de diferentes de horizontes de planejamento das alternativas. até o final da vida de maior duração.00 R$ 3. neste caso.000. Supondo-se uma TMA igual a 15 % a. Analisar pelo método do VPL. As duas melhores alternativas são: a compra de um componente mecânico (A) ou um novo modelo automatizado (B).3. Esta hipótese por não ser muito comum deve ser sempre explicitada a razão de sua aplicação.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Análise de Projetos de Investimentos logo.

5 ANÁLISE DE INVESTIMENTOS E A CORREÇÃO MONETÁRIA Os métodos tradicionais de Análise de Investimento seguem dois modelos básicos para aplicação em situação inflacionária. o passo seguinte é a definição das combinações de alternativas possíveis sempre observando os recursos disponíveis para suas consecuções.00 30.000.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .200. Neste modelo os valores monetários do fluxo de caixa são convertidos em unidades de um índice de preços de referência.. permanecendo apenas as viáveis economicamente.00 28. ou seja.4. qual deve ser o projeto orçamentário escolhido? 6. economicamente mais interessante. No primeiro modelo a inflação é estimada a priori. são convertidos em moeda corrente e o cálculo é realizado mediante o uso da taxa real.000. A B C D Considerando que a empresa dispõe de R$ 60. VF. EXEMPLO 63 A alta administração de uma empresa recebeu as seguintes solicitações de investimento de seus vários departamentos para o orçamento de capital do próximo ano: DEPTO . Os pacotes financeiros definidos através das combinações de alternativas.00 2.000.00 5. ou seja.00 para financiar os projetos e que sua TMA é de 10 % a.00 15.00 VALOR RESIDUAL (R$) 500. antes de se efetivar a operação financeira. A existência de restrições financeiras coloca a alta administração diante da necessidade de selecionar aquele conjunto de alternativas. cuja demanda por recursos não supere o volume disponível.000.500. observadas as suas condições de inter-relacionamento.000.00 BENEFÍCIOS ESTIMADOS (R$) 3.00 3.000.a. A solução deste problema passa inicialmente pela verificação da viabilidade individual de cada alternativa fazendo uso de qualquer método de análise apresentado. serão classificados pelo somatório de seus resultados financeiros e. o pacote orçamentário.500. também frequente a limitação de recursos para financiar todas as solicitações provenientes das diversas gerências. ( VP. aquele que atendendo a limitação orçamentária e que apresente o melhor resultado financeiro deve ser o pacote selecionado.00 VIDA ECONÔMICA (Ano) 10 10 10 10 ALT. denominada "Orçamento de capital". B/C. O valor resultante (indexado) da análise de Data: ________/___________________/2008 Obs. TIR) Em situação como esta as alternativas indesejáveis devem ser eliminadas.Análise de Projetos de Investimentos 6. Uma vez verificada a viabilidade de cada alternativa disponível. VA.4 EXISTÊNCIA DE RESTRIÇÕES FINANCEIRAS 73 È bastante comum as empresas elaborarem ao final de cada ano uma relação de futuros investimentos. 1 2 3 4 INVESTIMENTO INICIAL (R$) 25. Sendo.00 0 0 4.900.

para ser liquidado no prazo de um ano. com o pagamento de uma única parcela. totalizando um investimento de R$ 350. Um estudo de simulação realizado determinou a necessidade de adquirir-se dois tratores e cinco carretas.00. que apresenta os seguintes valores: • Na data de liberação dos recursos: IP = $100. combustível e manutenção foram estimados em R$ 200. EXEMPLO 64 Um financiamento de $ 1. No segundo modelo a inflação é calculada a posteriori mediante a aplicação de um indexador. aumentando anualmente R$ 5000. os cálculos são efetuados em moeda constante e a correção monetária só é realizada ao final da análise financeira. proporcionado pelo desgaste dos veículos. Utilizar para a análise o método do VPL. Neste modelo.m.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .m.000.00 no 1° ano.00 foi realizado no final de dezembro.a. isto é. levando-se em conta que a vida economica estimada para os equipamentos foi de cinco anos com valor residual nulo.000 u. foi detectada a possibilidade de atingir-se tal objetivo substituindo o uso de caminhões alugados para o transporte dos processamentos na área de laminação por conjuntos de tratores e carretas. verificar a viabilidade da proposição.00. UM/ANO EMPIL. mediante a variação de um índice financeiro capaz de indicar a inflação no período se realiza a correção monetária nos resultados obtidos. B 8000 8150 8300 8450 Sendo a TMA para a empresa igual a 10% a.. Este método é recomendado para projetos de curto prazo.00 Determinar: a) o valor do pagamento. correspondente ao aluguel pago pelos caminhões.6 1) EXERCÍCIOS PROPOSTOS: Duas empilhadeiras estão sendo consideradas para movimentação de materiais numa fábrica. A 7500 7600 7700 7800 EMPIL.00 • Na liquidação da operação: ITP = $112. em IP e em $ a preços correntes. igual a 8% a. Considerando a TMA da empresa. A empilhadeira A exigirá um investimento de 10.. com uma taxa de juros real de 10% ao ano. Os custos operacionais também serão diferentes conforme pode ser observado abaixo: ANO 1 2 3 4 CUSTOS OPERAC. enquanto para B o investimento será de 6000 u. Se implementada a modificação. Ambas possuem vida útil estimada em quatro anos.000.Análise de Projetos de Investimentos 74 investimento é convertido para a moeda indicada com o uso do mesmo índice financeiro para o novo tempo de referência.000. devido a elevação do custo de manutenção. para a liquidação ao final de um ano. 6. deverá haver uma redução anual de despesas na ordem de R$350. Em ambos os processos os cálculos são semelhantes e o resultado final da análise é idêntico.00 Os custos de mão-de-obra. Esta sistemática é mais recomendada para operações de longo prazo.. Todas as grandezas futuras devem ser corrigidas pelo índice de preços-IP.a.000. qual equipamento deve ser escolhido (VPL) ? 2) Numa análise das oportunidades para redução de custos efetuado pelo departamento de transportes de uma usina siderúrgica.000. Data: ________/___________________/2008 Obs.

600 7. Dois tipos de equipamentos capazes de executar a mesma função encontram-se disponíveis no mercado.000 10 anos Se o custo para o fazendeiro é de 10 % a. Atualmente os produtos são acondicionados manualmente à um custo anual de 30000 u.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .m.a. A 100.. agora e receber 3000 u..000 10.a. qual equipamento deve ser escolhido (VFL) ? 5) Um fazendeiro está considerando a aquisição de um trator para trabalhar em suas terras.m.000 10 ANOS EQUIP. hoje para receber 2000 u.150 8.m.00.800 Empilhadeira " B" 8.00. Grafar a função VP = f ( i ) fazendo a taxa de juros variar de 1% em 1%. Ambas possuem vida útil estimada em quatro anos. enquanto para "B" o investimento será de R$6000.m.000 7. utilizando Método da TIR.04.600. para uma TMA de 5%: Data: ________/___________________/2008 Obs.700 7..000 20.300 8.. A Empilhadeira "A" exigirá um investimento de R$10. anuais nos próximos 10 anos ou alternativamente investir 14000 u.m.000 15.450 As Empilhadeira "A" e "B" terão valores residuais iguais à R$1. qual deve ser a marca escolhida..500 7. apresentamdo as seguintes características: DISCRIMINAÇÃO CUSTO INICIAL CUSTO OPERACIONAL ANUAL VALOR RESIDUAL VIDA ECONOMICA EQUIP.500. respectivamente.000 13. Sobre ela obteve as seguintes informações: DISCRIMINAÇÃO Custo Inicial Custo Operacional Anual Valor Residual Vida Econômica TRATOR "X" 50. qual seria a proposta escolhida ? (VFL) A gerencia de certa empresa está considerando a mecanização de seus serviços de embalagem.00.000 12.000.000 u.00 e R$1. Após uma pesquisa junto a fornecedores.Análise de Projetos de Investimentos 3) 75 Considere-se a proposta de investimento que envolve investir 10.a. Os custos operacionais também serão diferentes conforme observado abaixo: ANO 1 2 3 4 CUSTOS OPERACIONAIS R$/ANO Empilhadeira "A" 7. à seguir apresentadas. nos mesmos 10 anos. Comparar duas alternativas. 8) 9) Resolver o EX. B 70.02 pelo Método da Taxa Interna de Retorno. selecionou duas marcas capazes de atender às suas necessidades.000 10 anos TRATOR "Y" 35.000 5. 6) Duas empilhadeiras estão sendo consideradas para movimentação de materiais numa fábrica. no intervalo entre 25% e 35% e comparar a solução gráfica com a algébrica. pede-se decidir sobre a alternativa mais economica com base nos custos anuais uniformes. 7) Resolva o EX.000 8. Para uma TMA de 10 % a. Sendo a TMA igual à 10% a.000 10 ANOS 4) Sendo a TMA para a empresa igual a 12% a.a.000 8.

. de entrada e 700 u. verificar qual a alternativa é mais atrativa. B -100 100 20 17 % 76 10) Determinar.m. Qualquer que seja a escolha.800 um e 6800 um para o carro de 4 e o de 2 anos. responda qual a alternativa que deverá ser escolhida. respectivamente.m.00 destinada a promover uma modificação no projeto original.a.m. o tempo de retorno do capital P = 2000 um.000 2. diminuindo em seguida à base de 1. após cinco anos de utilização. sendo que ambas exigem a realização de Inversões. Cada uma das alternativas apresenta as seguintes características: DISCRIMINAÇÃO Custo Inicial Redução Anual de Custos Valor Residual Vida Economica ALTERNATIVAS A 10. será instituído um Fundo de Reserva à partir da capitalização 12) É proposta a venda de determinada máquina para fins rentáveis. contudo..000 u.a. Duas oportunidades pareceram-lhe atrativas: A de um carro com 2 anos de idade e a de outro com 4 anos. Sendo o custo do capital para a empresa igual a 7% a. As despesas estimadas (combustível. Duas alternativas estão em consideração.000 u. Utilizar o Método da TIR e admitir que para fazer face ao desembolso no 5° ano de operação da alternativa "A".). Data: ________/___________________/2008 Obs. ele pretende manter o carro por um aano e então comprar um modelo novo.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . considerando-se uma TMA de 5 % ao período com receitas conforme o fluxo de caixa abaixo: 800 700 600 0 P 11) Um fabricante de peças está analisando uma alteração em seu processo de produção. o comprador em perspectiva tem uma TMA de 10 % a.m. graficamente. mensais durante 6 meses. supondo quilometragem média de 2000 Km/mes. Até quanto o comprador estaria disposto a pagar pela máquina? (VAL) 13) Um homem está considerando a compra de um automóvel. O valor estimado de revenda daqui à 12 anos é de 26. manutenção.m. à vista e o mais novo à 4000 u.são as seguintes: Carro + novo : 200 um/mes Carro + velho : 250 um/mes Os valores de revenda serão de 4. A TMA do comprador é de 1 %a. uma inversão adicional de R$5000..m. O carro mais velho é oferecido a um preço de 6000 u.000 u. etc. A máquina proporcionará uma receita líquida de 20. A -100 30 100 16 % ALT. ao ano por 12 anos.m. no primeiro ano.400 Nulo 8 anos B 15. resultando em contrapartida. Pelo método do CAU.000 2.Análise de Projetos de Investimentos PERÍODO 0 1 2 TIR ALT.7000 Nulo 8 anos 1 2 3 200 4 100 5 A alternativa "A" exigirá. em redução dos atuais custos de produção.

Adicionalmente.000 38.00 para a alt.600 6.000 31. estima-se que se o computador correspondente à alt.a.000 28.000 LOCALIZAÇÃO A B C D Sendo a TMA para a empresa de 15%a.200 7. Cada alternativa exige diferentes investimentos devido ao preço do terreno.00.400. Data: ________/___________________/2008 Obs.100 6 anos B 18.000 RED.000 35..a. determinar qual a localização mais adequada. VPL) 15) A gerência de marketing de uma firma industrial está analisando quatro possibilidades para a localização de uma central de distribuição para seus produtos.600 5. "A" e de R$1.00 para a alt. Dois modelos estão em julgamento e as estimativas seguintes foram realizadas: DISCRIMINAÇÃO Investimento Custos Anuais Valor Residual Vida Economica ALTERNATIVA A 23..200 VALOR RESIDUAL DO PROJETO (R$) 24.600 1.000 44.000 5. ANUAL NOS CUSTOS DE DISTRIB (R$) 4.000 3.Análise de Projetos de Investimentos 77 14) Em face à crescente complexidade de seus serviços. "B" . Sendo a TMA da empresa igual à 10%a. uma empresa está analisando a compra de um sistema de processamento de dados por computador.000 34.000 3.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Admitindo-se um período de utilização igual a 10 anos. foram efetuadas as seguintes estimativas: INVESTIMENTO NECESSÁRIO (R$) 28. custo de construção e tamanho do depósito necessário.000. sendo de R$1.500.500 4 anos Estimou-se ainda que os custos deverão elevar-se anualmente. qual deve ser a decisão? (Met. Também são diferentes seus valores residuais e reduções anuais de custos de distribuição. seu valor residual deverá ser de R$ 3. "A" for substituído após 4 anos de vida.

Os financiamentos de curto prazo são feitos para cobrir dificuldades relativas ao “ativo circulante ou capital de giro”. Quando os valores financiados são inferiores a R$ 7 milhões. acrescido de sua remuneração. No Brasil. 7. existindo a intervenção de bancos comerciais.br. equipamentos e veículos têm essa característica de crédito. Se os recursos próprios forem insuficientes. Os financiamentos de longo prazo são feitos. a destinação dos recursos liberados são de fins específicos. Eximbank dos Estados Unidos. apesar de serem operações de crédito.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS Os financiamentos ou empréstimos poderão ser de curto ou de longo prazo. a diferença entre os dois conceitos está no objetivo da aplicação dos recursos. uma taxa fixa ou spread (taxa de repasse) que varia de 1 a 5% ao ano e uma taxa variável que pode ser a TJLP (taxa de juros de longo prazo). Considerando que o desconhecimento pode se constituir numa armadilha capaz de corroer o patrimônio e a credibilidade de tomadores e de financiadores. ou seja. Os financiamentos de longo prazo podem ser obtidos junto a Fundos de Pensão.Agência de Financiamento de Projetos. os recursos são liberados para que a parte cessionária se utilize da forma que melhor achar conveniente. relocação da sede. O risco é considerado maior. as garantias e capacidade de pagamento – essenciais na análise do crédito – são analisadas de forma diferentes do empréstimo. Data: ________/___________________/2008 Obs. há necessidade do engenheiro financeiro conhecer os mecanismos de cálculo que envolvem os contratos de financiamento. que são os juros. as empresas devem recorrer a financiamento os quais são mecanismos que tem como objetivo viabilizar o recurso financeiro a uma pessoa física ou jurídica que a precise. pois o cedente não tem informações precisas de que a utilização destes recursos produzirá resultados para o pagamento do crédito. O mercado financeiro estabelece uma multiplicidade de sistemas de amortização e de planos de capitalização. máquinas. além de selecionar as melhores oportunidades para a empresa é também função do engenheiro econômico estabelecer as fontes de recursos para o financiamento dos investimentos escolhidos. fundamental para a concretização de um investimento. os bens estarão vinculados a própria linha de crédito. Os financiamentos do BNDES são feitos para as mais diversas áreas e com a cobrança de duas taxas de juros. em determinado período. ou uma Cesta de Moedas do BNDES. os financiamentos empresariais de longo prazo em geral são obtidos junto ao BNDES . envolvendo a reposição e modernização da empresa.BIRD. Assim. Existe distinção entre financiamento e empréstimo. onde geralmente o imóvel fica em garantia da dívida. As operações diretas. tais como a compra de insumos e o pagamento do pessoal ligado à área de produção da empresa. A qualidade dos bens a serem financiados e sua correta avaliação se torna fundamental para a perfeita relação de crédito.Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e suas agências subsidiárias como o FINAME . Bancos de Investimento. Nos empréstimos não há destinação específica. No financiamento. Para efetuar um financiamento junto ao BNDES.Agência Especial de Financiamento Industrial e FINEP . Fontes do Governo inclusive com incentivos fiscais em alguns casos e junto a Bancos do Exterior (Banco Mundial .bndes. sem dúvida. O valor recebido a título de financiamento evidentemente terá que ser restituído à instituição financeira. LIBOR (taxa externa) mais a variação do dólar. Banco Interamericano de Desenvolvimento .). Eximbank do Japão. Isto gera uma diferenciação quando da concessão do crédito..Financiamento de Projetos de Investimento 78 7 FINANCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO A disponibilidade de recursos é. as orientações podem ser obtidas via INTERNET no endereço: http://www. Além disso. em geral para capital fixo. feitas pelo BNDES envolvem financiamentos de mais de R$ 7 milhões.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . expansão da capacidade produtiva ou diversificação de produtos. os financiamentos do BNDES são feitos em operações indiretas. Por isto.BID. os limites devem ser melhores observados nesta modalidade e podem ser necessárias garantias adicionais.gov. entre outros. O financiamento imobiliário é um caso típico.

apurada na data de assinatura do contrato. A amortização apurada na m-ésima prestação é representada por (Km) 7. É importante conhecer as peculiaridades dos contratos de empréstimos e as diferentes modalidades de Amortização.4 JUROS (J M ) É a parcela que integra o valor da Prestação que é destinada ao pagamento dos Juros remuneratórios do período decorrido (m).1. entre as diferentes modalidades de contrato residem na forma que se equaciona as prestações. 7.2.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .1.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA PRINCIPAL (P): Principal é o valor de contrato do financiamento que o mutuário assume perante o agente de financiamento e que serve de base para apuração da Prestação 7. taxa para fornecimento de crédito. como taxa de abertura de conta. por meio da fórmula matemática do sistema de amortização pactuado. Neste capítulo serão apresentados os principais sistemas ou métodos usados para a amortização ou liquidação de uma dívida ou financiamento.2. Seu valor (Jm) é identificado pela incidência da taxa de juros sobre o Saldo Devedor remanescente. Data: ________/___________________/2008 Obs. após o pagamento a prestação da prestação “m-1”. com suas vantagens e desvantagens.2 PRESTAÇÃO (A M ): É a parte do valor pago periodicamente. 7. Abaixo cita-se algumas formas de quitação de empréstimos praticadas por instituições financeiras: • Sistema Price • Sistema SAC • Sistema SAM • Sistema SACRE • Sistema Americano A diferença.2 PRINCIPAIS SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS 79 A disponibilização de recursos por uma instituição financeira implica na restituição do valor emprestado (P= principal) acrescidos de uma remuneração (juros). amortizando o capital emprestado e compreende a parcela de efetiva devolução da dívida ou a reposição do principal (P) ao financiador.1. para saber escolher o melhor financiamento para a pessoa física ou empresa. Outras despesas podem compor o valor de uma prestação em um caso real. e é composta de tal forma que uma parcela amortiza a dívida (amortização) e outra parcela remunera o capital emprestado (juros).Financiamento de Projetos de Investimento 7. taxa de seguro e outras.3 AMORTIZAÇÃO (K ): M É a parte do valor da Prestação que será subtraída mensalmente do Saldo Devedor remanescente.2.1.2.1 7. portanto. As diferentes formas de devolução de uma dívida são chamadas de Sistemas de Amortização.2.

1.5 SALDO DEVEDOR (SD M ) Saldo Devedor é o valor da dívida imediatamente após o pagamento da m-ésima prestação ou o valor presente (descapitalização) das t parcelas que ainda faltam ser pagas.1 − − QUANTO À AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL: A1 – pagamento do capital de uma só vez no fim do prazo.6 PRAZO (N) Prazo é o período total de contratação de um empréstimo.1.2. A carência se inicia na data de assinatura do instrumento de crédito e termina após o decurso do prazo estabelecido 7.2. por falta de rendimentos ou pela recomendação técnica de aplicá-los no empreendimento. No momento da assinatura do contrato.2.2. o Valor Financiado (P) passa a ser denominado de Saldo Devedor. na data do empréstimo B3 – de forma escalonada no tempo.2.2.Financiamento de Projetos de Investimento 80 7.2 − − − Data: ________/___________________/2008 Obs. 7. ou seja.2.9 PRAZO DE AMORTIZAÇÃO (N) Prazo de Amortização é o período de tempo em que será reposto o capital (amortização) emprestado. 7.1.2 MODALIDADES DE CONTRATO Por modalidade de Contrato entende-se a combinação entre o método de amortização do capital emprestado (principal) e do pagamento dos juros decorrentes de uma dívida contraída através de financiamento ou empréstimo. 7.1.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Considerando-se as modalidades de contrato que na prática são as mais frequentes. Naturalmente que as partes envolvidas têm a faculdade de negociar as mais variadas formas de amortização da divida e do pagamento dos juros daí decorrentes. 7. o que torna exaustiva a sua descrição.2.1.8 PRAZO DE CARÊNCIA (N’) Prazo de Carência é o período de tempo compreendido entre a liberação do empréstimo e a o início da amortização da dívida. durante o prazo do contrato 7.2. e das quais se poderão derivar todas as outras têm-se: 7.2. A2 – pagamento escalonado do capital durante o prazo do empréstimo QUANTO AO PAGAMENTO DO JURO: B 1 – na totalidade e de uma só vez no fim do prazo do empréstimo B2 – na totalidade e de uma só vez no início do prazo.7 CARÊNCIA Entende-se por carência o período em que o beneficiário fica desobrigado de amortizações.

por via de regra. no valor do capital emprestado. é de admitir. penhor.Financiamento de Projetos de Investimento 81 Da combinação de cada par de hipóteses (reembolso do capital/pagamento dos juros) pode-se obter seis hipóteses de base. (modalidades 1 e 2). caução de títulos.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . pelo menos no domínio das hipóteses. as quais iremos designar por modalidades de reembolso. E. Nos empréstimos que envolvem amortizações escalonadas de capital. também chamado quando do capital emprestado é feito o “desconto por fora”. que qualquer empréstimo possa ser negociado em regime de juro simples ou no regime de juro composto. O pagamento é feito muitas vezes numa parcela única. As garantias de empréstimos são garantias reais: hipoteca. com reembolso de capital de uma só vez no final do prazo.2. 7. caução de direitos creditórios ou garantias fidejussórias (aval e fiança). Na prática. ou seja. o regime de juro composto.3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA AMORTIZAÇÃO DE DÍVIDAS Todos os sistemas de amortização de dívidas partem dos seguintes pressupostos: a) que uma parcela em um financiamento é resultado da soma do pagamento de juros e da amortização referente a esta mesma parcela. Nos financiamentos a longo prazo. o regime de juro simples aplica-se apenas nas operações de curto prazo. aplica-se. ou seja: J m = SD(m−1) . desconto comercial ou simplesmente desconto bancário. em qualquer momento. conforme a seguir se descreve: AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL PAGAMENTO DO JURO NO FIM DO PRAZO MODALIDADE 1 MODALIDADE 2 MODALIDADE 3 B1 NO FIM DO PRAZO NO INÍCIO DO PRAZO A1 B2 ESCALONADO B3 AMORTIZAÇÃO DO CAPITAL PAGAMENTO DO JURO NO FIM DO PRAZO MODALIDADE 4 MODALIDADE 5 MODALIDADE 6 B1 ESCALONADA DURANTE O PRAZO NO INÍCIOP DO PRAZO B2 A2 ESCALONADO B3 Para qualquer das modalidades acima (ou de quaisquer outras). Tendo em conta que há dois regimes de juro: regime de juro simples e regime de juro composto. o valor atualizado para esse momento do capital emprestado. alienação fiduciária. o tempo de amortização é mais longo. para o mesmo momento. em geral os juros são postecipados. Am = K m + J m (29) b) que o total de juros de cada parcela (prestação) é calculado sobre o saldo devedor do período imediatamente anterior. do capital a reembolsar e dos juros a pagar pelo devedor. será obrigatoriamente igual à soma dos valores atualizados. ou desconto racional. Nos financiamentos a curto prazo é comum a cobrança de juros antecipados.i (30) Data: ________/___________________/2008 Obs. à taxa de juro convencionada. é aplicado o chamado “desconto por dentro”. as taxas de juros são menores e a devolução dos recursos é feita em várias parcelas.

de tal forma que o valor das prestações se mantém constante. .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Os juros decrescem enquanto as parcelas de amortização crescem com o tempo. m-1 A3 m m+1 .1 FLUXO DE CAIXA O fluxo de caixa do Sistema Price é uma série uniforme. Esse sistema consiste em um plano de amortização de uma dívida em prestações periódicas. .2 VALOR DAS PRESTAÇÕES. . o Sistema Price pode ser associada a uma série uniforme de anuidade A. . i. para um empréstimo P temos que a prestação corresponde a: AM = P.2.é muito utilizado nas compras de prazos menores e no crédito direto ao consumidor. e aprimorado no século passado por Richard Price Também conhecido como Sistema de Amortização Francês ou Sistema de Prestação Constante.4 SISTEMA DE PRESTAÇÃO CONSTANTE (PRICE) (32) Este sistema foi criado na França no final do século dezenove. . As prestações no Sistema Price são iguais entre si e calculadas de tal forma que uma parcela da prestação paga os juros e a outra amortiza o principal.( A A P.4. n-1 n Am-1 Am Am+1 An-1 An = A 7. iguais e sucessivas.Financiamento de Projetos de Investimento c) que o total amortizado é sempre igual ao valor do principal (P) ou valor emprestado: 82 P = ∑ Kn 0 n (31) d) que o saldo devedor em um determinado período de tempo (m) corresponde ao valor inicial da dívida (P) deduzido do total amortizado até aquele instante: SDm = P − K0. Assim. .2. as quais são calculadas através do empréstimo P à taxa de juros “i”.2. graficamente pode-se apresentar este comportamento da seguinte maneira: Juros =Jm Am =Prestação Amortização =Km Sendo a prestação constante. em que o valor de cada prestação. P t = m-n O 1 A1 2 A2 3 . n ) (33) Data: ________/___________________/2008 Obs.m 7. é composto por duas parcelas distintas: uma de juros e uma de capital (chamada amortização). ou pagamento.4. 7. . . . de “n” (prazo de amortização) anuidades iguais ao valor da prestação A. .

n (36) K1 K2 K3 .i.. ... ... expresso na equação (30).3 SALDO DEVEDOR EM UM PERÍODO DE TEMPO QUALQUER (M) 83 Considerando que o Saldo Devedor em “m”..2. t + 1) 7.4. ... ... o saldo devedor na data m. Se atualizarmos a série uniforme que ocorre do período “m” até o período “n”..6 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M A amortização acumulada no período de zero até m. .(P A . m-1 m m+1 .2. imediatamente após o pagamento da m-ésima prestação A. m .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . para t = m-n temos: SDM = A... t ) 7. i.. compreende o total das amortizações ainda não efetivadas. .4.... onde o total de juros de cada parcela (prestação) é sempre calculado sobre o saldo devedor do período imediatamente anterior.. ... . P t = m-n O 1 2 3 . .4.. ou seja.. i....qualquer parcela em um financiamento é resultado da soma do pagamento de juros e da amortização referente a esta mesma parcela – ou seja: K m = Am − J m Substituindo a expressão (35) temos K m = A. temos: J m = SD(M −1) .(P A .2.2. .. n-1 n A1 A2 A3 Am-1 Am Am+1 An-1 An = A Portanto.(P A . expresso na equação (29) ..4.. Kn t = n-m Data: ________/___________________/2008 Obs. .Financiamento de Projetos de Investimento 7.. . . . . . apenas. J M = A... . remanescendo..4 JUROS DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) (34) Partido do pressuposto fundamental. .i Substituindo o valor do Saldo Devedor . m = K 1 + K 2 + . . por conseqüência..[1 − i. da equação (34).. as parcelas de amortização ainda não realizadas.. corresponde: K 0.. t + 1)] 7. estamos. retirando o total de juros embutidos nestas prestações..5 AMORTIZAÇÃO DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO (AM) (35) Como descreve o pressuposto fundamental. + K m 0 1 2 3 . i.... Km . chegamos ao valor dos juros calculados na m-ésima prestação.

t A A [( ) ( )] 7.m = P − A......m′ = (m ′ − m ).... i. Jm . ou seja. + J m Como cada prestação é igual a soma de uma parcela de juros e uma parcela de amortização...Financiamento de Projetos de Investimento 84 O valor de K 0.... m (39) Ou. em m pagamentos da prestação A .m′ Data: ________/___________________/2008 Obs.8 JUROS ACUMULADOS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (JM.....2. Jm’ ... m′ = J o . a diferença entre a dívida P e o Saldo Devedor em “m” (SDm).(P A . t ′ − P .(P A . t ) − P (38) 7. Jn J m ...4.m' = K m + K m +1 + . m ′ − J o .. temos: K m... conclui-se que: K m ..m′ − K o. A + A.4. temos: m... i. t ) (37) 7.. então: K 0.m' = J m + J m +1 + . considerando que no período corresponde a (m-m’) prestações.. i...: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .7 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M O valor de juros pagos no período de 0 até m é igual a: J 0. m Substituindo a expressão (38) J 0.. m .. n J1 J2 J3 .... A − J m ....m′ = K o.2.. m também corresponde a diferença entre a dívida total (P) e o que falta ser amortizado de “m” à “n”.....9 AMORTIZAÇÕES ACUMULADAS NUM PRAZO DE TEMPO QUALQUER (KM..... m’ .... + J m ' t = n-m t’ = n-m’ 0 1 2 3 ...m′ = (m ′ − m ).m = m..M’) O total de juros pagos entre o período m e o período m’ é iguala a: ´ J m. J m..M’) O total amortizado entre o período m e o período m’ é iguala: K m.4..m = J 1 + J 2 + . A = J 0. A + A.. + K m ' Seguindo o mesmo raciocínio aplicado no item anterior. i.m (40) ainda.2.. P .. m + K 0 .

. .10 QUADRO DE FINANCIAMENTO A elaboração do quadro de financiamento para o Sistema Price segue a seguinte sistemática: 1) Cálculo do valor da prestação: constante para todo o período de amortização ( 0 → n ): A = A m = P.i. a ser pago em 5 parcelas. o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação.2. A . total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações. o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações. J1=SDm-1.(A/P. t ′ A A 85 [( )( )] 7.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . . o total de juros pagos até a 3ª prestação.11 EXEMPLOS: SALDO DEVEDOR (SDM) P SD0-K1= P-K1 . . o valor da amortização da 3ª prestação. Data: ________/___________________/2008 Obs. . i. o total de juros incluídos na 3ª prestação. . .2. . m-1 m . .K m PERÍODO ( M) 0 1 . . J1=SDn-1. através do Sistema Price. .n) ) AMORTIZAÇÃO (KM) K1=A-J1 . .i .4. temos: K m. Km=A-Jm . . Am=A=P. SDn-K1=0 PRESTAÇÃO (AM) A1=A=P. o total amortizado até a 3ª prestação.m.i . repetição dos passos a seguir. i. .m′ = A P .i. .(A/P. .i.n) . n P ( ) 2) Do período 1 ao período”n”. .n) . SDm-1 SDm-K1 . i. a) Cálculo da parcela de Juro no período: J m = SD m-1 .. . determinar: a) b) c) d) e) f) g) h) o valor das prestações. n 7. .Jm c) Cálculo do Saldo Devedor no período: SD m = SD m-1 .4. .000.. Kn=A-Jm JUROS (JM) J1=SD0. .(A/P. t − P . i b) Cálculo da parcela de amortização no período: Km = A . a taxa de juros igual a 4 % a. An=A=P. .i=P.i EXEMPLO 65 Considerando o Financiamento de R$ 10.Financiamento de Projetos de Investimento Substituindo a equação (40).

o qual decresce linearmente ao longo do contrato . Am =Prestação Juros =Jm Amortização =Km O 7.5 SISTEMA DE AMORTIZAÇÕES CONSTANTES (SAC) O Sistema de Amortizações Constantes (SAC) é normalmente utilizado para financiamentos de longo prazo. a cada período.61 4236. Como o próprio nome diz. Como a amortização no SAC é constante ao longo do contrato.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .27 1920.27 3766.5.39 5763. Data: ________/___________________/2008 Obs. Mês 0 1 2 3 4 5 A= 10000(A/P. como um percentual fixo da dívida.4.88 1846.27 2246. o saldo devedor decresce de forma constante ao longo do mesmo período.88 0.Financiamento de Projetos de Investimento 86 EXEMPLO 66 Elaborar o quadro de Amortização ou do Financiamento de R$ 10. n-1 An-1 An Am-1 A1 A2 A3 Am Am+1 Esta configuração do fluxo do SAC decorre da sistemática de cálculo dos componentes das prestações do sistema.5)=2246. as amortizações são iguais.00 Prestação Amortização Juros 7.27 2246.68 2159.32 7840.000. . apresentando a seguinte conformação: P t = m-n 0 1 2 3 .80 2159.proporcionalmente ao saldo devedor. a taxa de juros iguala a 4 % a.93 2076. Ocorrendo ao longo do contrato juros linearmente decrescentes e amortizações constantes há como resultante um fluxo de prestações também linearmente decrescentes e na mesma razão dos juros. através do Sistema Price.m.os juros.27 1846.27 2246.1 FLUXO DE CAIXA m n No fluxo de caixa do Sistema de Amortização Constante (SAC) as prestações decrescem em progressão aritmética na mesma medida do decréscimo dos juros.2. .12 10000.00 2246. decrescem de forma linear . Como os juros a cada períodos são calculados em função do saldo devedor .27 2246.12 1996. O valor da amortização é calculado tomando por base o total da dívida (Principal) dividido pelo prazo do financiamento. .73 6233. .00 8153.2. desta forma é considerado um sistema linear.. a ser pago em 5 parcelas mensais. neste sistema. m-1 m m+1 .27 Saldo Devedor 10000.

87 A cota de amortização em todas as prestações do SAC é constante e igual ao valor da dívida no início do prazo de amortização dividido por “n” (prazo de amortização)..3 SALDO DEVEDOR NO PERÍODO “m” O Saldo Devedor.i : sendo SDm−1 .5. SDm = P n (42) P.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . P. igual a: resultando.i.5. é calculado sobre o saldo J m = SD(m−1) .[n − (m − 1)] n [n − (m − 1)] n (43) 7.i n (44) 7. ou seja: SDm = t.6 JURO ACUMULADO NO PERÍODO DE 0 → M O total de juros incorporado nas prestações de 0→ m é obtido através do seguinte somatório: J 0.2.4 JUROS CONTIDOS NA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO O valor do juro contido na m-ésima parcela ( devedor do período imediatamente anterior. ou seja: Jm ). Km = P n (41) 7. SDm−1 = J m = P.2. considerando a expressão (30).5.2.2.5. corresponde ao somatório das amortizações contidas nas prestações ainda não quitadas ( m +1 → n ). imediatamente após o pagamento da m-ésima parcela..5.(n − m ) n 7.m = J 1 + J 2 + .2.Financiamento de Projetos de Investimento 7. + J m Substituindo as parcelas de juros pela equação (43) Data: ________/___________________/2008 Obs.5 VALOR DA M-ÉSIMA PRESTAÇÃO Diante do pressuposto de que a prestação é sempre obtida através da soma da parcela de juros e a parcela de amortização do período de tempo considerado.2 PARCELA DE AMORTIZAÇÃO DAS PRESTAÇÕES A 1 A A n .K = t. 1 + [n − (m − 1)]. ou seja: Am = K m + J m substituindo as expressões (41) e (43) tem-se: Am = P.

8 QUADRO DE FINANCIAMENTO A elaboração do quadro de financiamento para o SAC segue a seguinte sistemática: 1) Cálculo do valor da parcela de amortização é: constante para todo o período de amortização ( 0 → n ): Km = K = 2) P n Cálculo dos sucessivos valores de saldo devedor. . J1=SDn-1.. . m = P. m = P. .i. + 1] .. ao longo do período de amortização ( 0 → n ): J m = SDm−1 . . . SDm-K .(n − 0) + .i 4) Cálculo do sucessivos valores das prestações.[2. .5.i J 0. . n SALDO DEVEDOR (SDM) SD0=P SD0-K .5.n − (m − 1)] 2. . J1=SDm-1. .2.P n (46) 7.m = m. m = .K Ou K 0. + 1] n que substituindo a fórmula da soma de P. m = m.i P.[n + (n − 1) + . .. . .i . ao longo do período de amortização ( 0 → n ): SDm = SDm−1 − K 3) Cálculo do sucessivos valores de juros.Financiamento de Projetos de Investimento 88 J 0.i P.. K1=K=P/n ..: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . SDn-K=0 PRESTAÇÃO (AM) A1=K1+J1 .A. K1=K=P/n JUROS (JM) J1=SD0. em [n + (n − 1) + .m . . . An= K1+J1 AMORTIZAÇÃO (KM) K1=K=P/n . . .i . .i . em “m” parcelas pagas tem-se: K 0. ao longo do período de amortização ( 0 → n ): Am = K + J m PERÍODO ( M) 0 1 . . .7 AMORTIZAÇÃO ACUMULADA NO PERÍODO DE 0 → M Considerando que a amortização é igual ao longo do prazo de contrato.. Am= K1+J1 . .i Data: ________/___________________/2008 Obs. .(n − 1) + . . resulta: J 0. .2.(n − n + 1) n n n P. + .n (45) 7. m .

a ser pago em 5 parcelas. em determinado período. juros. o total de juros pagos até a 3ª prestação.2. determinar: EXEMPLO 67 a) b) c) d) e) f) g) h) o valor da 3ª.00 8000. através do SAC. a taxa de juros igual a 4 % a. etc.000.00 8000.00 6000.00 2000.00 2000.m.00 2160. o valor da amortização da 3ª prestação. à época do BNH – Banco Nacional da Habitação . através do SAC.00 4000.00 0.00 2000. ) neste sistema são obtidos através da média aritmética dos valores correspondentes do Sistema Price e do SAC.00 2240.00 2400.00 4000..6 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO MISTA (SAM) Neste sistema de amortização o valor da prestação.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 2000.00 2000.m. no SAC – Sistema de Amortização Constante e a prestação obtida na Tabela Price no mesmo período.00 2000.00 10000.Financiamento de Projetos de Investimento 89 7. o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação. é obtido por meio da média aritmética simples entre a prestação obtida no período considerado.00 Prestação Amortização Juros 7.00 2000.era utilizado em operações de crédito imobiliário. Data: ________/___________________/2008 Obs. o total amortizado até a 3ª prestação.00 2320. todos os valores (amortizações. como na Tabela PRICE não possui razão (zero).5. Este é um sistema de amortização que. prestação o total de juros incluídos na 3ª prestação. Em decorrência da regra de cálculo das prestações do SAM. sendo que o formulário deste sistema pode assim ser descrito: X SAM = X PRICE + X SAC 2 (47) Quanto à razão de decréscimo da prestação no SAM.000. Mês 0 1 2 3 4 5 Saldo Devedor 10000.00 2080.00 6000. a ser pago em 5 parcelas mensais.2.9 EXEMPLOS: Considerando o Financiamento de R$ 10. 4) Elaborar o quadro de Financiamento de R$ 10. ela também é a metade daquela apurada no SAC. saldo devedor. a taxa de juros igual a 4 % a. total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações. o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações.

1 EXEMPLO: Considerando o Financiamento de R$ 10. o total amortizado até a 3ª prestação. a cada período.. F=P0 J1 J 2 J3 J4 .2. o saldo devedor imediatamente após o pagamento da 3ª prestação..Financiamento de Projetos de Investimento 90 7.. . a ser pago em 5 parcelas mensais. o total juros pagos entre a 1ª e 3ª prestações. o valor da amortização da 3ª prestação.2. a taxa de juros igual a 4 % a. como mostra o fluxo acima. . Neste modelo também se verifica indiferença entre a aplicação de juros simples ou juros compostos pois os juros são integralmente quitados. ....00 Prestação Amortização Juros 7.000.m. através do SAM. . a ser pago em 5 parcelas. n-1 n P=P0 Quanto há pagamento de juros da dívida durante a carência.000. Esta modalidade de financiamento é utilizada em crédito rural. 0 1 2 3 4 . através do SAM. no final do contrato. o valor da amortização. n-1 n Data: ________/___________________/2008 Obs. é igual ao valor do empréstimo. Mês 0 1 2 3 4 5 Saldo Devedor 10000. há a concessão de carência e o devedor sómente devolve o principal.(1+i)n 0 1 2 3 4 . P=P0 .... o total de juros pagos até a 3ª prestação.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . por meio de uma única parcela de amortização..... no final do contrato. determinar: a) b) c) d) e) f) g) h) i) o valor da 3ª. elaborar o Quadro financeiro EXEMPLO 68 6) Elaborar o Quadro de Financiamento de R$ 10. prestação o total de juros incluídos na 3ª prestação.7 SISTEMA AMERICANO Neste sistema de amortização. Jn-1 J n=P0. data de vencimento da dívida.. a taxa de juros igual a 4 % a. . total amortizado entre a 1ª e 3ª prestações.6..m.. no ato de seu vencimento F=P0... Durante o prazo de carência pode ou não ser realizado o pagamento dos juros....i .

000 50. e que a dívida será paga pelo Sistema Americano no vencimento da carência.7.. Os recálculos acontecem. Informa-se que o banco concedeu 5 meses de carência. . sempre se. junto com a parcela de amortização. Pede-se construir a planilha da operação de crédito.. o valor do contrato é igual ao valor do empréstimo solicitado no tempo zero e o valor efetivamente recebido pelo mutuário é calculado mediante o desconto dos juros no ato da contratação. na sua maioria. mas defasadas de um mes. A diferença do SAC para o SACRE é apenas o recalculo.Financiamento de Projetos de Investimento 91 O Sistema Americano com carência e sem pagamento de juros. é bastante usual. Para o SACRE.000 Juros Amortização Anuidade Mes 0 1 2 3 4 5 SD 50. o que permitia que a dívida fosse paga mais rapidamente.000 50.SACRE O Sistema de Amortização Crescente -SACRE é derivado do SAC. um novo cálculo após um determinado período de andamento do contrato. Data: ________/___________________/2008 Obs.000 Juros Amortização Anuidade 7. b) que os juros serão capitalizados durante a carência Mes 0 1 2 3 4 5 SD 50. 7. resultando em amortização variável.1 EXEMPLO: EXEMPLO 69 Uma empresa solicita um empréstimo de R$ 100.. A taxa de juros cobrada é de 10% a. Ao contrário do que acontece no SAC a parcela de amortização não é constante e sim crescente. Outra variedade do Sistema Americano é a cobrança antecipada de juros. No SACRE. considerando: a) que os juro serão pagos mensalmente.. os juros são computados para pagamento no momento de vencimento da dívida. sua fórmula inicial de cálculo é igual ao SAC. que o banco libera em 2 parcelas iguais. como representado no fluxo de caixa acima.(1-ia) . P0=P... Neste caso.2. durante o prazo de financiamento. sendo a 1ª no ato..O recálculo era feito em função do valor da TR e para o o prazo remanescente de pagamento este sistema. neste caso.m. ou seja.8 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CRESCENTE . Assim o recalculo força o crescimento da amortização e a rapidez do pagamento.000 u.2. O SACRE foi adotado pela Caixa Econômica Federal nas suas linhas de financiamento da casa própria que usavam recursos do FGTS. ia taxa antecipada F=P n-1 n 0 1 2 3 4 . a cada 12 (doze) meses. a prestação cai continuamente até o final do financiamento.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .m.

portanto o valor da prestação anual relativa ao ano “j” igual a: (49) Aaj = K aj + J aj A divisão desta prestação anual do ano “j” é dividida por 12 cujo resultado define o valor da prestação mensal (constante) a ser paga mensalmente neste ano “j” .Financiamento de Projetos de Investimento 7.8.A SACRE. i mensal .i anual :(nominal) 3º passo: Cálculo da prestação no ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano): A m ⇒ A SAC(ano) = K SAC ( ano ) + J SAC ( ano ) 4º passo: Cálculo da prestação mensal ao longo no ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano) ASAC ( ano) ASACRE.a.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .12) 6º passo: Repetição do 1º ao 5º passos. que vigora ao longo de períodos anuais. ao final de cada ano corresponde a diferença do saldo devedor do período imediatamente anterior menos o valor futuro da série uniforme.2. obtida pela fórmula anterior.00 a ser amortizada pelo SACRE. até o último ano de financiamento: n º anos = prazo financiamento( mensal) 12 Data: ________/___________________/2008 Obs. 7.i sendo.(m .mensal = 12 5º passo: Cálculo do Saldo Devedor no final do ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano) SD m ⇒ SD SACRE(ano) = SD (m-1) . de 1 meses. é calculado de forma análoga ao SAC.1 CÁLCULO DAS PRESTAÇÕES ANUAIS 92 O valor da prestação mensal. pela divisão do saldo devedor atual pelo número de anos restantes: K aj = SDa ( j −1) n a − n aj (48) O juro relativo ao ano a j ( Jaj ) é calculado por: J aj = SDa ( j −1) .) EXEMPLO 70 SOLUÇÃO: a) Elaboração do Plano Anual p/ determinação da prestação mensal ao longo de cada ano: 1º passo: cálculo da amortização do ano “m” (do 1º até “n-ésimo” ano): K m ⇒ K SAC(ano) = SD (m -1) n .2.000.m. Inicialmente se obtém a amortização anual ( K aj ).1) 2º passo: Cálculo do juro no ano ¨m¨( do 1º até “n-ésimo” ano): J m ⇒ J SAC(ano) = SD (m -1) .8.mensal (m) * (F/A.2 EXEMPLO: Elaborar o Plano de Financiamento de uma dívida de R$ 10. prestações mensais calculadas através da taxa de juros de 12% a. em 5 anos. Amaj = Aaj 12 (50) O Saldo Devedor. (taxa efetiva = 1% a.

.85 58.18 .78 Juro 100 98. 194.33 .18 165. os demais elementos da planilha seguem a metodologia da Tabela Price para juros efetivos mensais..41 165..41 Data: ________/___________________/2008 Obs.13 164...18 194.34 9..79 . que vigoram ao longo de cada ano.46 17.. 21.938.772.3 .21 3.69 . mês 0 1 2 .39 3.58 ..72 147..1 185...27 0..829 b) Elaboração da Planilha Financeira Mensal do SACRE: Definidas as prestações do SACRE.546 3758.641.. 8.66 168..758.. 35 36 37 .32 J SAC (ANO) 1200 946.04 179.66 266..00 9.02 ...38 37.6786 A SAC (ANO) 3200 2917..66 243.833.72 ..31 161.16 219.18 1879.. 172. 47 48 49 ..01 .17 1772..341 1772.665.....802..56 1934.19 19. 82.36 .721..66 . 165. 11 12 13 .94 164..67 243.6 .42 SDSACRE (FINAL ANO) SDM 10000 7886.58 .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula ..16 243.072.91 2630.Financiamento de Projetos de Investimento Plano anual de Financiamento: ANO 0 1 2 3 4 5 93 KSAC(ANO) 0 2000 1971.67 59.41 .601.2 ...624..82 156.. 23 24 25 ..322 -100.99 ..99 174..63 Prestação 266. 178..2 219.000.54 5.16 39. 5. 243.72 78. 63.56 80.16 .99 1.83 Amortização 166.29 7.2 194.3055 451.. 219. 184.. 3. 181.001 212. na tabela anterior..886.23 7.33 . 41.27 1..18 ....3477 696..18 165. 163..946.95 -100.85 5. 2.985. 61.49 2330.17 1985 A SACRE MENSAL 266..86 . 1.21 194.231 5802.. 59 60 Saldo Devedor 10.16 219.66 266. 266.49 183.

é o mesmo. em todos eles.2. Como no SAC a liquidação da dívida no inicio do financiamento é maior que no Sistema Price. porém. O somatório das quotas de amortização. À medida em que a prestação. no SAC e no SAM.Financiamento de Projetos de Investimento 7. a quota de amortização é apurada pela diferença entre o total da prestação e os juros quitados. A metodologia de cálculo dos juros é idêntica em todos os sistemas. ou seja. é uma virtude deste método. Sistema de Amortização Constante – SAC ou Sistema de Amortização Misto – SAM. o valor do capital emprestado. SAM e SACRE são melhor visualizados nos gráficos a seguir: Prestação x Prazo Saldo Devedor x Prazo Juros x Prazo Saldo Prestação Juros Prazo de Amortização Prazo de Amortização JSACRE JSAC JPRICE JSAM JSACRE JSAC JPRICE JSAM Amortização x Prazo Juros Acumulados Cota de Amortização R$ Prazo Amortização Prazo de Amortização JSACRE JSAC JPRICE JSAM JSACRE JSAC JPRICE JSAM Ao se analisar o comportamento financeiro entre os sistemas SAC. por conseqüência. que o SAC e SACRE apresentam um impacto inicial mais significativo em relação à quota de amortização e ainda cabendo destacar que: − − − − No SAC e SACRE. SAC. No Sistema Price pelo fato das prestações serem fixas e menores no início. O comportamento das prestações. reduz-se a distância entre a quota de amortização verificada nesses sistemas em relação ao Price. é menor em relação ao Price. ao longo de contrato. enquanto referida prestação se mantém superior aos demais sistemas. ou seja. pode ser notado que em todos estes sistemas os juros são decrescentes. o mesmo ocorre com a quota de amortização. saldo devedor e quota de amortização nos Sistemas PRICE. SACRE. é única e tão somente o critério de calcular o valor da prestação inicial. o valor da prestação inicial é maior do que no SAM e no PRICE e. Data: ________/___________________/2008 Obs. em relação aos demais sistemas de amortização. os juros pagos no começo são altos e o valor a ser amortizado muito pequeno. independentemente do sistema de amortização. o total pago a titulo de juros. Este alto pagamento de juros inicialmente faz com que a quitação de um empréstimo em longo prazo encareça em relação às demais modalidades de financiamento. vai decrescendo. aplica-se a taxa de juros contratada sobre o saldo devedor do período imediatamente anterior e.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . SAM e PRICE. juros.9 VANTAGENS E DESVANTAGENS ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO 94 O que difere os sistemas de amortização que utilizam o princípio do pagamento periódico dos juros e de amortizações. como é o caso Sistema Francês de Amortização.

diversos Planos de Reajustes foram adotados pelo mercado financeiro. está associado a quanto o mutuário está pagando. ou seja. Este desvirtuamento do Sistema de Amortização. em suas várias modalidades. foi uma medida adotada pelo governo para esta situação. Com a crise econômica houve um pronunciado descompasso entre a inflação e os reajustes dos salários no Brasil.PCR passou.Financiamento de Projetos de Investimento 95 O Sistema de Amortização Constante (SAC) tem nas prestações decrescentes sua principal vantagem e como desvantagem o valor muito alto das primeiras parcelas em relação aos demais sistemas de amortização escalonada. que passaram a controlar os Planos de Reajuste. implicando o desvirtuamento do sistema de amortização. criado em 1969. Efetuar a amortização pelo Sistema Price ou Francês. A única condição capaz de evitar a ocorrência de ‘juros dos juros’.1 EXEMPLO: EXEMPLO 71 Seja um financiamento de R$ 200. Porém.004/90. a título de prestação. mas apenas e tão somente. considerando as seguintes taxas de inflação nos períodos.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . acessórios (diferentes taxas bancárias) e Saldo Devedor. verificada na assinatura do contrato.2. qualquer que seja o sistema de amortização. caso a cota periódica de Amortização (Km) seja subtraída do Saldo Devedor remanescente já acrescido deste efeito. parcial ou integralmente.SFH. no prazo convencionado. cabe ratificar que este fato não decorre de nenhuma anormalidade desse modelo. com a perda da exatidão de sua propriedade básica: prestação calculada de tal forma a liquidar os juros e o capital emprestado. estipularam restrições ao pleno reajuste da Prestação. Os Planos de Reajustes com Equivalência Salarial.000. como ele desembolsa um valor mais elevado no SAC.00 a ser pago em 5 prestações anuais com taxa de juros de 10% ao ano com capitalização anual. quando comparado ao Sistema de Amortização Constante.2. efetivamente.10 PLANO DE REAJUSTE E COMPROMETIMENTO DE RENDA O Plano de Reajuste estipula no contrato de financiamento. é que os juros sejam pagos integralmente à época de sua apuração. Frente a esta situação as entidades econômicas estipularam várias regras. pois determinava que a relação “prestação/renda”.“PES”. O sistema de amortização submetido a efeitos de correção monetária somente mantém a exatidão de suas propriedades matemáticas. caracterizado pelas conhecidas “Amortizações Negativas 7. em especial. O Plano de Comprometimento de Renda . Ao longo da existência do Sistema Financeiro de Habitação . ou seja. a ser considerado como “limite” de reajustes monetários da Prestação. incorporados ao saldo devedor.10. eles não serão. Taxa de Inflação 50% 40% 38% 35% 30% Período 0-1 1-2 2-3 3-4 4-5 Data: ________/___________________/2008 Obs. há maior amortização do financiamento e conseqüente menor quantidade de juros a medida que se processa o contrato. juntamente com o capital. 7. O Plano de Equivalência Salarial . a base de cálculo para apuração dos juros para os períodos subseqüentes. caso as parcelas da Prestação (K+J) e do Saldo Devedor sofram sua incidência na mesma época e com a mesma proporção e. e estipulava um percentual máximo de comprometimento de renda para pagamento de prestações do SFH.692/93 adotou a relação “Encargo Mensal/Renda Familiar Bruta” e impôs como limite máximo de comprometimento a ser fixado contratualmente o percentual de 30%. os critérios a serem observados para a correção monetária das prestações. ainda. não poderia ser ultrapassada em todo o prazo convencionado. O total de juros pagos no Sistema Price motiva constantes críticas a este sistema. a partir da edição da Lei 8. buscando restringir os reajustes das prestações na magnitude da inflação para o Sistema Financeiro de habitação SFH de tal forma a compatibilizar com a capacidade salarial dos trabalhadores. em função dos vários momentos da Política Econômica brasileira. evitando compor. A Lei 8. denominada capitalização de juros ou anatocismo.

R.000 u. Depois de quantas prestações o valor da prestação do Sistema Price passa à ser superior à do SAC? 7) Uma pessoa fez um empréstimo à juros de 4% a. 2) Um empréstimo recebido de 100. foi vendido. Após 15 meses o comprador deseja liquidar o S.m. Se a dívida tivesse sido paga pelo Sistema Price. a) Qual é este valor? b) Achar os juros à serem informados na Declaração do I.a. financiado em 15 anos pelo Sistema Price.000 u.49 6) Considere uma dívida de 100. através do antigo S.000 u. Elaborar o plano de amortização da dívida. As prestações do financiamento seriam pagas trimestralmente e corrigidas 4 vezes por ano (em 01/jan. pela Tabela Price de 12% a.Financiamento de Projetos de Investimento 96 7. à ser pago em 100 parcelas e juros pela Tabela Price de 12% a. 01/jul.973. 4) Um empreendimento com investimento inicial de 100.F.. no ano civil que considerou cinco pagamentos.983 o proprietário quitou a dívida./73 = Cr$ 70.m./83 = Cr$ 5. Analisar para o Sistema Price a) Qual o valor das anuidades à serem pagas? b) Achar o valor das anuidades.. expressa em UPC? b) No pagamento da primeira anuidade.m. de uma só vez.a. foi financiado com 4 anos de carência e 12 anos para amortizar a dívida.m.000 URV.a. Qual foi o valor pago em UPC? E em Cr$? obs.D.a. à taxa de 10% a. com juros de 10% a. Quanto deverá pagar? Analise p/ os Sistemas Price..m. Após cinco pagamentos.a.H. a ser resgatada em 25 prestações com 4% de juros.000 u. qual seria o Saldo Devedor? 5) Um senhor comprou um imóvel em janeiro de 1. qual seria a soma dos valores nominais? 8) Um imóvel foi vendido por 100..).987. pergunta-se: No final do pagamento quanto o cidadão terá pago de juros nos 3 sistemas (Price.a. a ser pago em prestações mensais.11 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: 1) Uma empresa contraiu um empréstimo de 20. c) Se o empresário quiser quitar a dívida após a 10ª amortização.m.: UPC JAN.a. deve ser pago em 4 parcelas trimestrais pelo Sistema SAM.. do ano seguinte ao do considerado no problema anterior? c) Qual a importância amortizada total. e 01/out. Admitindo o pagamento em parcelas mensais. A soma dos valores nominais das prestações foi de 50.R. Pergunta-se: a) Qual o preço de cada prestação. a ser resgatado em 4 prestações anuais.. e saldou a dívida pelo SAC em 10 prestações.87 OUT. sendo a taxa de 5% a.00 sendo que 30% deveria ser pago no ato e o restante. SAC e SAM.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .000. Durante o prazo de carência o empresário paga apenas os juros. O preço do imóvel era de Cr$ 425. terminou o ano civil em curso e o comprador desejou informar na Declaração do I.2. 01/abr. mais a Correção Monetária trimestral medida pela variação da UPC. o total de juros pagos neste ano civil. admitindo-se que durante o prazo de carência não seja obrigatório o pagamento dos juros. no problema 8 (oito)? d) Qual a importância amortizada total durante o ano civil que considerou os 12 pagamentos posteriores ao do problema anterior? 9) Um cidadão adquiriu um imóvel por 8.m.000 u. qual o valor do juro e qual o valor da amortização? c) Em outubro de 1.000 u. (Sistema Francês.m.000 u. SAC e SAM). à taxa efetiva de 9% a. sendo 2/3 pagos no ato e o saldo foi financiado por 5 anos. SAC e SAM)? Data: ________/___________________/2008 Obs. pergunta-se: a) Qual o valor de cada parcela? b) Qual o valor dos juros pagos em cada parcela? c) Qual o valor das amortizações contidas em cada parcela? 3) Um imóvel no valor de 300. em 24 prestações mensais. à uma taxa de 10% a.

Planeja-se usar o Sistema Price mas. mas defasadas de um mes.500 u. mas. em uma instituição financeira a pessoa terá que pagar: quantia recebida juros de 20% despesas bancárias Total 50. que os juro serão pagos mensalmente e que a dívida será paga pelo Sistema Americano no vencimento da carência.Financiamento de Projetos de Investimento 97 10) Para um investimento de 75 mil ORTN's. deverá ser paga em 8 prestações iguais de 7. b) 16) Uma empresa solicita um empréstimo de 1. 40% e 39%.m. Calcular também o total de juros pagos.000 u.5% e 10%. 61.m.a.000 u. que o banco libera em 2 parcelas iguais.m. muda-se para o SAC. aceita assinar o contrato pelo Sistema Price deixando acertado com o agente financeiro que tão logo possa transformar o contrato em SAC. 14) Ao fazer um empréstimo de uma importância de 50. Pede-se: a) Construir a planilha da operação de crédito. se o valor que dispõe não for suficiente para as prestações.1. A empresa deve ainda 0.000 u. sendo a 1ª no ato.687.) nos próximos anos for estimada em 36%.m.D. calcule o valor em u. despesas com hipotecas.m. 1.000 u. em um banco alemão nas seguintes condições: • Juros de 2.m. João tem preferência pelo SAC.5% no ato. Qual o custo efetivo por período da transação? 15) Uma dívida de 100. incorrida em t=0 deve ser paga em 10 prestações com juros de 10% sobre o S. sobre o valor financiado. das prestações a serem pagas.500 u. • Correção monetária: Variação das ORTN's (título do Tesouro na época .): arbitradas em 1% sobre o valor do financiamento. segundo a Instituição. 12) João tomou emprestado 8. um financiamento de 60% do investimento junto ao BNDES.m.m.000.000. Para saldar as prestações faria uso de 1.m. d) Qual o valor à moeda corrente da 4ª prestação se as inflações mensais no período foram respectivamente de 7. em Marcos. sendo 2 de carência.000 u.50.500 u. para pagar em 10 meses à taxa de 10% a. sendo 2 anos o prazo de amortização e as parcelas corrigidas em função do valor das ORTN's.imposto sobre operações de crédito : 1. Verificar quando haveria a alteração contratual desejada por João. 10.m.00 e na época da contratação da dívida Cr$ 290. Informa-se que o banco concedeu 3 meses de carência.m.00 à ser amortizada pelo Sistema Price à taxa de 12% a.m...m.m.m.. c) Calcular o custo efetivo da operação.982) • Forma de pagamento: Juros pagos trimestralmente durante a carência e amortização mensal (SAC).00.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . em 1.1%. 61. A taxa de juros cobrada é de 10% a.000 u. Supondo que no 10° mes a ORTN valia Cr$ 380. • Outras despesas: (registros de cartório. • IOC . Achar a taxa efetiva anual do financiamento 11) Uma empresa fez um empréstimo equivalente a 2.982.8% ao trimestre (efetivos) • Pagamento em 5 prestações anuais pelo SAC. 13) Qual o valor da prestação paga no décimo mês referente à uma dívida de Cr$ 1. Tal quantia. a) Elaborar o plano de amortização da dívida sendo a primeira prestação paga em t=1. 35%. mensais proveniente de outro investimnto. assim seria feito. 8.000 u. 38%.50% sobre o total de encargos e amortização decorrente de IOF e que deve ser pago no ato do contrato. Se a valorização do Marco em relação àquela moeda padrão (u.500 u. uma empresa obteve. nas seguintes condições: • Prazo: 8 anos.000. Data: ________/___________________/2008 Obs. mas sem o uso da planilha financeira. em parcelas mensais.. logo após o pagamento da 5ª prestação.

devido a ação de elementos como choque. decomposição química. vibração. Depreciação pela Deterioração . desgaste ou obsolência enquanto que a Depreciação Contábil é uma estimativa da perda de valor sofrida pelo bem cuja regra é definia pela legislação tributária.2 VIDA ÚTIL DE ATIVOS FIXOS O período ao longo do qual a depreciação é processada é chamado de vida útil do bem. o número de anos que o equipamento é utilizado no desempenho do serviço para o qual foi adquirido. Depreciação por insuficiência .devido a ação da corrosão.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . 8.. que afetam o rendimento do bem no desempenho de seu serviço.. ao fim de certo tempo.é o tempo de vida do bem estabelecida pela legislação tributária.Depreciação de Equipamentos 98 8 DEPRECIAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Os bens que constituem o ativo de uma empresa.é a duração efetiva de um bem.. Depreciação por situação independente do bem . 8. A depreciação real pode se classificar em: Depreciação Física Depreciação Funcional Depreciação devida à acidentes A Depreciação Física é a perda de valor devido à ação de elementos físicos e/ou químicos. Podendo ocorrer através da: Depreciação por obsolência . Podem ocorrer as seguintes considerações de vida útil: Vida Útil Real .resultante da incapacidade produtiva de um bem para executar seus serviços. Neste conceito. Esta perda progressiva de valor do ativo é denominada de depreciação que pode ser tratada pela empresa sobre o enfoque contábil e gerencial.. A Depreciação Funcional é a perda de valor decorrente de alterações na demanda de serviços que o bem pode prestar. abrasão.resultante da descaracterização do bem para o uso a que se destina.. sofrem constantes desvalorizações ao longo da vida útil. Vida Útil Contábil . a renovação do ativo fixo.resultante de inovações tecnológicas que tornam o bem economicamente inferior a outro. os valores provisionados neste fundo devem cobrir os valores periodicamente estimados da depreciação dos equipamentos da empresa. Data: ________/___________________/2008 Obs. isto é. em decorrência do desgaste e envelhecimento.resultante de alterações das condições normais de serviço que levem a empresa retirar de operação equipamentos ainda em condições satisfatórias de uso. Sob a ótica contábil a depreciação é considerada como uma despesa relacionada com a perda de valor que sofre qualquer ativo fixo de uma empresa ao longo de sua vida útil e que pode ser lançada no acerto tributário da empresa. Podendo ser decorrente da: Depreciação pelo Uso .. Para fins gerenciais a depreciação é vista como a reserva periódica que a empresa deve realizar que tal modo a permitir. Depreciação por Inadequação . A vida útil de um equipamento é o período de tempo durante o qual o bem tem condições de ser utilizado.1 FORMAS DE DEPRECIAÇÃO A perda de valor de um equipamento pode ocorrer através de: depreciação real depreciação contábil A Depreciação Real é o decréscimo efetivo do valor do bem motivado por decorrentes de deterioração.

D n = V0 − V R ( Vt ) . buscando o melhor ajuste em função do tipo de equipamento e/ou atividade empregada.é o valor inicial do bem a ser depreciado. mas com o avanço tecnológico este espaço de tempo é cada vez mais curto.1 TERMINOLOGIA USUAL E NOMENCLATURA A avaliação da depreciação de um ativo fixo envolve.é a perda de valor do bem durante “t” anos de utilização e corresponde ao somatório das cotas anuais de depreciação desde a aquisição até o período “t”. Valor Contábil Depreciação Acumulada durante “t “ anos ( Dt ) .é a parcela de depreciação ocorrida entre o período ( t -1) e o Data: ________/___________________/2008 Obs.diferença entre o valor de aquisição e o valor residual do bem.valor do bem ao final de sua vida útil (n) Valor Depreciável ( Dn ).é o tempo para que o bem atue economicamente 8.3. Esta duração é de difícil previsão. os elementos representados nos gráficos abaixo: $ Dt Dn 0 V0 t Vt n tempo VR Valor de Aquisição Valor residual ( ( V0 ) .é o valor do bem após “t” anos de utilização. do patrimônio da empresa.3 MÉTODOS DE DEPRECIAÇÃO Como a depreciação de equipamento é um dos componentes do custo de produção sua determinação é fundamental para apuração do lucro real de uma empresa. Vida Útil Econômica . Dt = V0 − Vt dt 0 t-1 t n Cota Anual de Depreciação ( período “ t ” dt ) . VR ) . Existem diversos métodos para o cálculo da depreciação entre os quais mencionamos os seguintes: Método Linear Método Exponencial Método da Soma dos Dígitos Método da Soma Inversa dos Dígitos Método do Fundo de Reserva Método da Depreciação por Produção 8. Para a modelagem matemática da depreciação real seria necessária a realização de avaliações periódicas e a preços constantes.Depreciação de Equipamentos 99 Vida Útil Tecnológica – refere-se ao tempo que decorre antes que apareça uma nova máquina que torne o equipamento atual obsoleto. basicamente. Como este processo é bastante oneroso são utilizadas modelagens tradicionais para avaliação da depreciação periódica.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .

3..3.2 MÉTODO LINEAR 100 O método linear define uma depreciação anual constante durante a vida útil do bem e. É o método utilizado para contabilidade fiscal e segue as seguintes premissas: A depreciação é função do tempo e não do uso.2.2 VALOR CONTÁBIL (52) O valor contábil do bem após a ulização durante um período igual a “t” corresponde a: Vt = V0 − Dt = V0 − d .Depreciação de Equipamentos 8. Não leva em conta o fator custo do capital.2.3.t 8.3 TAXA PERCENTUAL DE DEPRECIAÇÃO (53) A taxa percentual de depreciação do Método Linear é obtida pela seguinte expressão: TR = V0 − V R . A eficiência do equipamento é constante durante a vida útil.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA Dn V0 − VR = n n (51) Dt = t.n (54) Data: ________/___________________/2008 Obs. V0 V1 V2 Vt-1 Vt dt dt dt VR 0 1 2 n tempo .3..d Onde. t-1 t . a qual é obtida pela divisão do valor depreciável pela sua útil. dt = 8.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .2. Dt = Depreciação acumulada até o ano “t” t = nº de anos decorridos d = cota anual de depreciação 8...100 V0 .

salvo em relação aos melhoramentos ou construções. DE DEPRECIAÇÃO ANUAL (TF) 33 % 17 % 20 % 25 % 25 % 10 % 4% 20 % 12.Depreciação de Equipamentos 8. Não é admitida a depreciação referente aos seguintes ativos imobilizados: a) b) terrenos.5 % 20 % 33 % VIDA ÚTIL CONTÁBIL 3 5.3. prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados a revenda. A máxima taxa anual admitida pela legislação tributária é chamada de Taxa Percentual Fiscal de Depreciação Linear e é determinada sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis considerando o valor residual nulo ( VR expressa por: Tf = 100 n = 0 ). sendo (55) Mediante a aplicação da taxa anual de depreciação a legislação estabelece a quota de depreciação máxima registrável na escrituração como custo ou despesa operacional e fixa. de 26 de março de 1999. O Decreto nº 3. bens que normalmente aumentam de valor com o tempo. o prazo mínimo que o do bem pode ser depreciado pelo contribuinte. Veículos Veículos Utilitários A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados é também fixada tendo em vista o maior dos seguintes prazos: a) b) metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo.2.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .000. como obras de arte ou antiguidades. restante da vida útil. considerada esta em relação à primeira instalação para utilização do bem.4 DEPRECIAÇÃO CONTÁBIL 101 O Método de Depreciação Linear é o método que embasa as regras estabelecidas na legislação do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. portanto. estabelece a depreciação como um custo operacional dedutível no IRPJ e fixa o tempo mínimo para que a vida útil do ativo assuma valor residual igual à zero. Algumas taxas de depreciação anual estipuladas pelo Fisco Federal são apresentadas no quadro abaixo: TXA. c) d) Data: ________/___________________/2008 Obs.8 5 4 4 10 25 5 8 5 3 BENS Betoneiras Britadores Caminhões (trafegando sob condições normais) Caminhões (trafegando em condições precárias) Motocicletas Desvio de Estrada de Ferro Edifícios e Benfeitorias Elevadores Instrumentos Técnicos de Eng. bens registrados em quota de exaustão.

sob pena de ver glosado o excesso em relação à taxa normal. posto em serviço ou em condições de produzir. dedutível no IR a partir da época em que o bem for instalado. poderão ser adotados.5. apenas. caso a mesma seja utilizada. a cota anual de depreciação as taxas percentuais anuais de depreciação (real e fiscal) a depreciação acumulada no terceiro ano o valor contábil do ativo após três anos o plano de depreciação. art. Data: ________/___________________/2008 Obs. cobrando-se os tributos com os acréscimos cabíveis. 69) aplicáveis sobre as taxas são normalmente utilizáveis: a) b) c) um turno de oito horas dois turnos de oito horas três turnos de oito horas 1. relativa à depreciação acelerada incentivada considerada como benefício fiscal e reconhecida. sem qualquer lançamento contábil. em função do número de horas diárias de operação. d.00. pela legislação tributária para fins da apuração do lucro real. a justificar convenientemente tal procedimento. a qualquer tempo. e. o contribuinte poderá ser solicitado.000.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . acata a sua dedutibilidade. A comprovação deve reportar-se ao período em que foi utilizado o coeficiente de depreciação acelerada e deverá. resultante do desgaste pelo uso em regime de operação superior ao normal. conforme o caso. 2.470. A partir de janeiro de1996. do tipo de atividade exercida pelo contribuinte. b) Em relação aos bens móveis. exclusivamente. tendo em vista o fim da correção monetária das demonstrações financeiras. portanto. A equipe de engenharia estima a utilização deste equipamento por um período de quatro anos correspondente à sua vida útil quando então poderá ser revendido por R$ 20.3. entretanto. de 1958. b.0. Por exemplo. um bem cuja taxa normal de depreciação é de 10% (dez por cento) ao ano poderá ser depreciado em 15% (quinze por cento) ao ano se operar 16 horas por dia. efetivamente. c. A legislação tributária permite que os ativos novos ou usados sejam depreciados. calculada com base no número de horas diárias de operação. 8. igualmente. ou 20% (vinte por cento) ao ano.2. demonstrar que determinado bem esteve em operação por dois ou três turnos de 8 horas. relativa à diminuição acelerada do valor dos bens móveis.5 EXEMPLO: EXEMPLO 72 Um equipamento especial foi adquirido por R$ 80. Nos períodos de alta inflação era possível reajustar as cotas anuais de depreciação a fim de repor a correção monetária. Em situações especiais a Receita Federal concede o benefício da Depreciação Acelerada. 1.000. se em regime de operação de 24 horas por dia. Determinar: a.Depreciação de Equipamentos 102 A quota de depreciação só pode ser registrada e.0. os seguintes coeficientes de depreciação acelerada (Lei nº 3. as quotas de depreciação a serem registradas na escrituração como custo ou despesa passaram a ser calculadas mediante a aplicação da taxa anual de depreciação sobre o valor em Reais do custo de aquisição registrado contabilmente. e para a qual a legislação fiscal. há duas espécies de depreciação acelerada a) reconhecida e registrada contabilmente. Não é necessária a prévia autorização da autoridade competente para aplicação da depreciação acelerada.00 para ser utilizado durante a construção de uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica). dependendo.

(1-T)2 V3 = V2 .(1 − T ) t (56) A expressão (56) pode também ser expressa em função do valor residual considerando que para t = n → Vt = VR.3.3..: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Depreciação de Equipamentos 103 8. ano o 1 2 3 : : t Valor contábil V0 V1 = V0.3 MÉTODO EXPONENCIAL O Método Exponencial considera a depreciação anual decrescente com o tempo. para T = taxa exponencial de depreciação. (1-T) = V0 . (1-T)3 : Vt = V0:. resulta em VR = V0 .(1-T) V2 = V1. (1-T) = V0 . o cálculo do valor contábil à cada período é fundamentado em uma taxa de depreciação T que se aplica a cada período ao valor contábil do período imediatamente anterior.3. (1-T)n ou VR = (1-T)n . Elevando-se a expressão anterior ao grau “t” tem-se : V0 t   = (1 − t )n = (1 − t )t   t  VR  V  0 [ ] [ ] n ou  VR  V  0 n     t n = (1 − T ) t Resultando. tem-se: Vt = Vo . (1-T)t Portanto.1 TAXA EXPONENCIAL DE DEPRECIAÇÃO: Igualando as expressões (56) e (57) conclui-se que a taxa exponencial de depreciação pode ser obtida através da seguinte fórmula: T =1− n VR V0 (58) Data: ________/___________________/2008 Obs. R  V   0 t (57) 8. V  Vt = V0 .

t 0 1 2 3 4 8. portanto. + n = (1 + n).3. Dt V − VR = [n − (t − 1)].3.00 45.50 MÉTODO DA SOMA DOS DÍGITOS O Método da Soma dos Dígitos preconiza um fracionamento do valor depreciável (Dt) em SD partes iguais.000.n 2 dt d0=0 Dt V − VR = n.2 EXEMPLO: EXEMPLO 73 Considerando o ativo do EXEMPLO 72 e assumindo uma taxa exponencial de depreciação de 25%. pede-se: a.00 e elaborar o plano de depreciação do ativo nesta condição.250.3. b.000.000.50 t 0 1 2 3 4 Vt 80.00 60.312.00 8. onde a razão e o primeiro termo são iguais à unidade e o número de termos “n” desta progressão corresponde à vida útil do bem.000. 0 SD SD d1 = n.000.000. 0 SD SD Dt V − VR d 2 = (n − 1).312.00 11.00 11.00 15.00 25.437.4 Vt 80.50 dt 0 20. = (n − 1).750.000. SD = 1 + 2 + 3 + . 0 SD SD Resultante.00 25. V0 − V R SD (60) Data: ________/___________________/2008 Obs..00 33.750. onde as cargas anuais de depreciação são parcelas decrescentes deste fracionamento. a carga de depreciação por período é de : t 0 1 2 3 : : t (1 + n). 0 SD SD dt = [n − (t − 1)]. Dt V − VR = ( n − 2). indicar o valor contábil do bem ao final de cada ano e a carga anual de depreciação determinar a taxa de depreciação que deveria ser utilizada para que se tenha ao final de quatro anos de vida o valor residual de R$ 20. de “n” termos.50 dt 0 20.00 33.00 8.n 2 (59) SD = então.00 45..Depreciação de Equipamentos 104 8.000.. dt = [n − (t − 1)]. d 3 = (n − 2).000.000.A.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . onde SD é chamado de Soma dos Dígitos e.00 60.250.437.00 15.000. A soma dos dígitos (SD) corresponde à soma de uma P.

000 Data: ________/___________________/2008 Obs.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: 105 Realizando o somatório das cotas anuais de depreciação temos que a depreciação acumulada ao longo de um período de “t” anos corresponde a: Dt = [2. 2/10 e 1/10 do valor depreciável aos anos 1. 3 e 4 respectivamente 4.Depreciação de Equipamentos 8.4. n 10 2. Dn 10 Dn 10 Dt = Vo − VR D 1.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .VR) em SD partes Vo − VR V0 − VR = SD 10 as parcelas anuais de depreciação serão: 4/10.3.3. Dn 10 0 1 2 3 4 EXEMPLO 75 Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72.4.(V − V ) 0 R n. 2.2 EXEMPLOS: EXEMPLO 74 Descrever o gráfico de depreciação mediante a aplicação do Método da Soma dos Dígitos para um ativo de vida útil de 4 anos.t . 3/10.(n + 1) (61) 8.n − (t − 1)]. 3. pede-se o valor contábil e a carga anual de depreciação aplicano o Método da Soma dos Dígitos: t 0 1 2 3 4 Vt 80000 dt 0 20. valor de aquisição V0 e valor residual VR: SOLUÇÃO: SD =1+ 2 + 3 + 4 = 10 fracionamento do valor depreciável (Dn = V0 .

5.2 EXEMPLO: Descrever o gráfico de depreciação mediante a aplicação do Método da Soma Inversa dos Dígitos para um ativo de vida útil de 4 anos. da vida útil (n) do ativo depreciado pelo método da SID. t = t.VR) em SD partes Vo − VR V0 − VR = SD 10 as parcelas anuais de depreciação serão: 1/10.Depreciação de Equipamentos 8. V0 − VR SD (62) 8. 3/10 e 4/10 do valor depreciável.3.t . 0 SD SD d 2 = 2.5 MÉTODO DA SOMA INVERSA DOS DÍGITOS: 106 Para o Método da Inversa Soma dos Dígitos as cotas de depreciação são parcelas crescentes de frações de SD partes do valor depreciável.1 DEPRECIAÇÃO ACUMULADA Transcorrido um período “t”. dt d0=0 Dt V − VR = 1. valor de aquisição V0 e valor residual VR: ( EXEMPLO 76 SOLUÇÃO: SD =1+ 2 + 3 + 4 = 10 fracionamento do valor depreciável (Dn = V0 . 0 SD SD Dt V − VR = 3. 0 1 2 3 Data: ________/___________________/2008 Obs. d 3 = 3. Dn 10 Dn 10 Dn 10 3.3. D 2. 0 SD SD portanto.3.(V − V ) 0 R n. Dt V − VR = 2.(n + 1) (63) 8. a cota anual de depreciação para o método da SID corresponde a: d t = t. a depreciação acumulada corresponde a: Dt = (1 + t ). Dt = Vo − VR 4. n 10 1.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . 2/10.5. 0 SD SD ::: D V − VR d t = t. t 0 1 2 3 :: t d1 = 1.

. . A A A A . F 8. o valor dos depósitos periódicos. i..... O fundo de reserva se concretiza através de depósitos anuais iguais de modo que o montante seja igual ao valor depreciável. i.6.1 EXEMPLO: ( A . n = vida útil do ativo Portanto.3..... t 0 1 2 3 4 20000 60000 Vt 80000 Dt 0 dt 0 Data: ________/___________________/2008 Obs.000 Vt 80000 dt 0 8. A 0 1 2 3 4 .. a depreciação anual.. t 0 1 2 3 4 20. o montante do Fundo de Reserva é igual a: F = V0 −VR logo. . t ) (66) EXEMPLO 77 Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72....Depreciação de Equipamentos 5) 107 Considerando-se o mesmo ativo do EXEMPLO 72. determine o valor contábil ao final de cada ano.3.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .. O método aplica uma carga anual crescente de depreciação. pede-se o valor contábil ao final de cada ano e a correspondente carga anual de depreciação. A .. a posição do fundo de reserva a cada ano e a posição do fundo de reserva a cada ano. os depósitos anuais serão de: (64) A = (Vo − V R ). n F E.. a depreciação acumulada até o ano “t” será de: ( ) (65) Dt = A.6 MÉTODO DO FUNDO DE RESERVA O Método de Depreciação denominado de Fundo de Reserva adota a hipótese de formação de um fundo de reserva para a reposição do ativo ao final de sua vida útil..

final da sua vida útil.000 horas. É um método bastante adequado quando o desgaste físico está associado a vida útil do equipamento.7. Data: ________/___________________/2008 Obs.000 hs.1 EXEMPLO: EXEMPLO 78 Uma empresa de locadora de maquinário pesado adquiriu uma patrol por R$ 500.3. a empresa utiliza o método da depreciação por produção.Pt Pn (67) Pn = produção total durante a vida útil do ativo Pt = produção no ano “t” T = taxa de depreciação por produção.000. calaculada pela equação: T= V0 − V R Pn (68) 8. Considerando-se a característica do serviço oferecido.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .7 MÉTODO DA DEPRECIAÇÃO POR PRODUÇÃO 108 O método da depreciação por Produção associa a carga anual de depreciação à sua produção anual.00.00.000. De acordo com sua experiência. deseja-se saber a taxa de depreciação. onde a unidade de produção é o número de horas trabalhadas.. Admitindo-se que no primeiro ano o equipamento foi utilizado durante 3.Depreciação de Equipamentos 8. A carga anual de depreciação é definida por: dt = onde: V0 − V R . a empresa estima que se o equipamento for utilizado por 40.3.Pt = T . ainda alcançaria um preço de mercado de R$ 60.

Além dos custos de transporte as despesas para posta em marcha do equipamento também podem ser depreciadas. Para que seja permitido fazer uma depreciação acelerada contabilmente deve-se obter a necessária autorização da Receita Federal. As prestações pagas aparecem como saídas no fluxo de caixa e.A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos. Se o valor contábil for menor que o valor de venda a diferença contábil será positiva e deverá ser tributado. A legislação ainda prevê para bens que operam em condições ambientais desfavoráveis. mediante solicitação corroborada por laudo técnico emitido pelo Instituto Nacional de Tecnologia. deste ativo como despesa com depreciação. para análise de frota em transporte público são importantes as seguintes considerações sobre depreciação: • • • Para equipamentos que trabalhem em dois turnos diários de 8 horas. A instalação dos equipamentos em geral e lançada como despesa única. Por outro lado a legislação identifica algumas despesas ocorridas na empresas que devem ter um tratamento diferenciado para efeitos de IR: Como há nuances no tratamento da despesa perante a legislação tributária há variações na contabilização deste lucro e. Citemos algumas considerações sobre a influência do IR em análise financeira: • Aquisição de ativos fixos: O valor da aquisição de um ativo fixo aparece como uma saída em um fluxo de caixa. Venda de ativos fixos: No momento de venda de um ativo fixo deve-se apurar o lucro decorrente desta venda para efeitos de IR. a possibilidade do uso de taxas maiores.5. 109 9 A INFLUÊNCIA DO IMPOSTO DE RENDA NA ANÁLISE DE INVESTIMENTOS. incorporam uma parcela do valor amortizado da dívida mais uma parcela de juros decorrentes deste financiamento. Se o valor contábil for maior que o valor de venda a diferença contábil será negativa e se comporta como uma depreciação remanescente e este valor (diferença contábil negativa) permite abater o IR do lucro contábil. O IR é imposto que incide sobre o lucro contábil das empresas. Data: ________/___________________/2008 Obs. os percentuais de depreciação podem ser multiplicados por 2. Como a legislação tributária permite a contabilização dos juros pagos como “despesa” apenas a parcela de juros de uma prestação sofre influência do IR. • • Como visto no capítulo anterior. portanto não incide IR. por conseqüência. A apuração deste lucro é feita mediante a diferença entre o valor de venda e o valor contábil do bem no momento desta negociação. A depreciação acelerada favorece os investimentos (reduz-se os primeiros pagamentos do imposto de renda). O lucro contábil é basicamente a diferença entre receitas e despesas contábeis. (depreciação mais 50%). logo é uma entrada no fluxo de caixa que não afeta o lucro. pelo que os empresários procuram efetuá-la. definida pela Receita Federal. Financiamentos: O valor que ingresso financeiro através de empréstimo não pode ser contabilizado como receita. a depreciação anual de ativos não aprece explicitamente em um fluxo de caixa mas aparece como dedução de IR (redução do lucro contábil anual). Como para análise de investimento o fluxo de caixa representa o lucro bruto por período. sobre este lucro incide o IR. os percentuais de depreciação podem ser multiplicados por 1. como vimos anteriormente. Este valor investido imobilizado pode ser “descontado” linearmente do lucro contábil ao longo da vida útil.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Logo. Para equipamentos que trabalhem em três turnos diários de 8 horas. o valor do fluxo líquido de caixa. mas é um valor que não pode ser pontualmente contabilizado como despesa (redução de lucro).

4 FINANCIAMENTO COM RECURSOS DE TERCEIROS A análise do financiamento de projetos com a utilização integral de recursos de terceiros é idêntica à elaborada para a composição mista de recursos. 9.5 EXEMPLOS: EXEMPLO 79 Analisar qual o custo anual para o veículo.1 INFLUÊNCIA DO IR EM FINANCIAMENTOS DE PROJETOS 110 Além de selecionar as melhores oportunidades para a empresa é também função do engenheiro econômico estabelecer as fontes de recursos para o financiamento dos investimentos escolhidos. alíquota de Imposto de Renda de 20% e TMA de 30% a.1 FONTES DE RECURSOS PARA FINANCIAMENTO DE PROJETOS A captação de recursos para investimentos nas empresas pode provir de variadas fontes: • Recursos próprios lucros da empresa capital de sócios reservas existentes (inclusive depreciação) empréstimos emissão de debêntures próprios + terceiros • Recursos de terceiros • Composição mista de recursos • Leasing 9.2 INFLUÊNCIA DO IR PARA FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS: A sistemática para o cálculo de financiamentos com recursos próprios não apresenta nenhuma novidade onde somente a questões inerentes à depreciação (cota anula e valor residual) afetam a análise de investimentos.1. Para a aquisição do veículo foi utilizado um financiamento em dois anos através do SAC a juros de 1. isto porém não significa que se deva utilizar este tipo de recurso. A análise só é válida quando é feito o confronto simultâneo do fluxo de caixa mplementado somente com recursos próprios e com o de injeção de recursos de terceiros.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .onde: Vi=R$15. 9.000 e Vr = R$ 7.1.1.500 após 4 anos. 9. sabendo-se que os custos de manutenção e operação são constantes e iguais à R$ 10.A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos.3 FINANCIAMENTO COM COMPOSIÇÃO MISTA DE RECURSOS A injeção de recursos em uma empresa pode ser conseqüência da insuficiência de recursos para a realização de investimentos ou por ser a forma mais econômica de financiamento de projetos. 9. Data: ________/___________________/2008 Obs.m. A análise de projetos financiados parcialmente com recursos de terceiros pode melhorar a TIR.a . O projeto financiado com recursos de terceiros só poderá ser aceito se gerar recursos suficientes para a amortização e o pagamento de juros do empréstimo contratado. 9.1.0% a.1.000 por ano.

Após este período o equipamento será retirado de operação com valor residual nulo. VPL) EXEMPLO 81 Em cumprimento a um programa de redução de custos o depto. pagável durante a vida econômica do projeto. cujo custo é de 5% a.00. (Met. após o IR. E.00 R$ 3.. Determinar a TIR do empreendimento e verificar sua viabilidade.00 0 5 anos A alíquota de IR para a firma situa-se em 35%.A influência do Imposto de renda na Análise de Investimentos. a alíquota de IR é igual a 40% sobre o lucro tributável e a TMA da empresa é igual a 10%a. O investimento deverá ser realizado integralmente com recursos próprios.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .a.500. A depreciação do equipamento será linear e efetuada ao longo de 4 anos. 111 EXEMPLO 80 Analisar um projeto de investimento correspondente à operação de um equipamento no valor de R$100. A alternativa existente é a mecanização de uma máquina que resultará nas seguintes perspectivas econômicas: DISCRIMINAÇÃO Custo da máquina Red.00.a.a..000. pelo sistema SAC à uma taxa de juros de 9% a. determinar se a empresa deve realizar o empréstimo ou utilizar recursos próprios para a implementação do projeto? Data: ________/___________________/2008 Obs. com vida econômica igual a 6 anos. EXEMPLO 82 Determinar a TIR do investimento do exercício anterior considerando a contratação de um empréstimo num correspondente à 60% do custo do investimento. O equipamento proporciona uma receita líquida anual igual a R$30. anual de custos Valor residual Vida econômica = contábil ESTIMATIVA R$ 12. de engenharia industrial de uma fábrica está estudando a possibilidade de mecanização de determinada operação.

isto é. mesmo o equipamento apresentando boas condições operacionais (aparentemente novo). A substituição de veículos e equipamentos pode também ser decorrente de obsolência. grandes quantidades monetárias. a experiência de gestores financeiros. i. o projeto em que o equipamento opera será desativado. Podemos citar neste caso os equipamentos de informática. As decisões sobre substituição de equipamentos são complexas. onde grandes e rápidas mudanças tecnológicas os tornam funcionalmente obsoletos e. A engenharia econômica determina os subsídios necessários para a otimização desta operação e definindo o tempo ideal para manter em atividade um ativo ou definindo a ação financeiramente mais interessante para a empresa. envolvendo análise técnica (obsolescência. muitas vezes.1 CONCEITOS FUNDAMENTAIS Os procedimentos decorrentes da análise de substituição de substituição embasam-se nos custos envolvidos e que remetem ao tempo ideal de substituição. e. 10. utilizem também alguns tipos de veículos e equipamentos.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 112 10 SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS Para realizar suas atividades.1. é bastante comum que as empresas. por exemplo). (Ex. engenheiros e administradores devido.por micro-ônibus).i P ( ) (69) O custo anual de capital tende a decrescer a medida em que o tempo de operação do equipamento cresce. Substituir ônibus velhos por novos do mesmo tipo).1 CUSTO ANUAL DE CAPITAL: O Custo Anual de Capital é definido pelo custo anual equivalente resultante da decomposição do valor de aquisição e do valor residual do equipamento. econômico-financeira e. em geral. à falta de dados e informações relevantes. em geral. atingindo custos superiores ao valor de mercado do equipamento. desde as mais simples até as mais complexas. Data: ________/___________________/2008 Obs. normalmente. levando a manutenções e reformas cada vez mais dispendiosas. Estas decisões são.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . irreversíveis (pois os novos equipamentos. mudança de ramo de atividade) b) Baixa com renovação ou com reposição idêntica: o equipamento será substituído por outro novo com as mesmas características. esta tarefa muitas vezes remete à definição do momento recomendado de cessar a operação dos ativos fixos de uma empresa e a definição sobre a viabilidade de se proceder a sua substiuição. não possuem liquidez adequada) e envolvem. Estes elementos integrantes da análise de substituição de equipamentos são conceituados adiante. c) Baixa com reposição diferente: o equipamento será substituído por outro equipamento diferente (normalmente com características superiores ao equipamento existente). (Ex. deverá ser substituído por um mais moderno permitindo que a empresa acompanhe a evolução do mercado em que atua. Muitos gestores enfrentam a difícil tarefa de controlarem e reduzirem custos destes ativos fixos (veículos e equipamentos) em uma empresa de tal forma a ficarem dentro de patamares estimados e aceitáveis. A operação de cessamento da operação de um ativo fixo é de definida com baixa e pode ocorrer das seguintes formas: a) Baixa sem reposição do equipamento: o equipamento não será substituído. além da mão-de-obra. A . sobretudo. Em muitos casos. Como estes ativos não são viáveis para sempre. 10. n + V R . CAK = (P − V R ). (Ex. a necessidade de substituição dá-se normalmente em função do desgaste do equipamento em função de seu uso. muitas vezes. Substituir ônibus de tamanho tradicional – 40 lugares .

1 CUSTOS DE MANUTENÇÃO Os custos de manutenção são aqueles relacionados à manutenção dos equipamentos. excetuando-se os custos de manutenção. Data: ________/___________________/2008 Obs.).paralisação (aluguel de equipamento de reposição . .locação. 10. mão-de-obra. CAT = CAK + CAo (70) 10. O custo anual de O&M tende a crescer a medida em que o equipamento envelhece.1. 10. ou seja.CA O&M.CAK e os custos de operação e manutenção. Esses custos são pequenos quando o equipamento é novo e crescem acentuadamente com o envelhecimento do mesmo.2 CUSTO ANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO 113 O custo de operação e manutenção.2 CUSTOS DE OPERAÇÃO São custos variáveis relacionados à utilização do equipamento. etc. .combustível. etc). bem como. quando variam. Esses custos são praticamente constantes durante a vida útil do equipamento e. é denominado "vida útil econômica" do equipamento. 10.lavagem e lubrificação. ou simplesmente custo operacional. A vida econômica é também definida como o tempo em que se verifica o menor custo anual total. Para o caso de veículos envolvem despesa com: . A determinação da vida econômica é feita pela comparação dos custos anuais que decorrem da utilização do equipamento durante diferentes períodos de tempo e é estabelecida no tempo “n” em que o custo anual total (CAT) é mínimo.2.pneus e câmaras.4 VIDA ECONÔMICA O intervalo que vai desde a entrada do equipamento novo em operação.2.1. até o momento em que se atinge o ponto econômico de substituição. . normalmente deve-se a fatores de mercado e não devido a idade do equipamento.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 10. aqueles resultantes da paralisação do equipamento para realização da manutenção em uma oficina. O custo anual de O&M é obtido pela transformação do fluxo de caixa destes custos em uma série uniforme equivalente.1. São eles: .manutenção (peças de reposição. é o tempo em ocorre o balanço de dois custos que compõe o CAT: os custos do capital investido . necessários a que o mesmo opere.3 CUSTO ANUAL TOTAL O custo anual (total) do equipamento poderá ser decomposto em custo de capital e custo anual de operação e manutenção.1. de um equipamento é composto por itens relacionados à utilização do mesmo.1.

600 6. São conhecidos os seguintes elementos de custos (expressos em R$): Idade do Utilitário (em anos) 3 4 5 6 7. 10. ou a determinação do tempo recomendado de baixa de um ativo fixo é função do processo a ser adotado pela empresa.000 12. através do método do Valor Presente Líquido (VPL) que é calculado período por período. cujo preço é de R$24. Neste caso. atualmente. podemos ter. 10.000.1 EXEMPLO: EXEMPLO 83 Uma empresa transportadora utiliza utilitários de determinado tipo. 10. por exemplo.1. ou seja.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . linha de produção que esteja sendo superada tecnologicamente.600 800 8 15.000 2 5. Neste caso.2. considera a utilização do bem enquanto perdure a sua rentabilidade e isto ocorre quando o valor presente das receitas futuras for menor que o valor presente dos custos futuros.2..a. quando deverá ser efetuada a baixa deste ativo? Data: ________/___________________/2008 Obs.1.200 800 Considerando juros reais de 10%a.000 7 13. A análise de “baixa sem substituição” considera que o ativo não deve ser retirado de operação desde que todas as suas conseqüências prospectivas sejam positivas.00.000 3. ser vendido por R$600.200 1.1 EXEMPLO: EXEMPLO 84 Consideremos as seguintes estimativas de custos e receitas relativas a um ativo que hoje (ocasião da análise).00 e que a TMA é de 10%a..000 Custos 800 900 valor de revenda 300 - Supondo que o ativo possa.400 12.4.1 BAIXA SEM REPOSIÇÃO A Baixa sem Reposição pressupõe a retirada de um ativo fixo de operação sem substituição por outro operacionalmente equivalente.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 114 10.800 10.a. pede-se a vida econômica dos utilitários e o custo anual correspondente. como veremos no exemplo a seguir. tem 3 anos de vida e uma vida útil restante de 2 anos: Ano 4 5 Receita 1.500 800 800 Despesa de operação Valor de revenda 1 4. a determinação da época de baixa é obtida.000 1.200 8.2 BAIXA DE VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS O procedimento de análise da substituição.

o defensor (equipamento existente) tem sua performance definida pelo se desempenho real.000 9. ou seja. Já.00. Neste caso.2 BAIXA COM REPOSIÇÃO IDÊNTICA 115 Considerando que a “baixa com reposição idêntica”. com vida física máxima de 6 anos e com os seguintes valores de mercado: Ano 1 2 3 4 5 6 Custos O&M 5.000 Valor de revenda 7.300 7. o tempo em que será feita a renovação de um ativo será aquele em que a vida econômica tenha sido igualada ou excedida. Em outras palavras.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . com características geralmente superiores.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 10.000. ou simplesmente “renovação”.000 9. o método do Custo Anual Uniforme (CAU) é mais aconselhável na análise das alternativas.500 1. 10. o custo anual para a vida econômica.000 - Supondo uma TMA de 10%a. a programação de substituição deve ocorrer no tempo em que se possa otimizar os custos.2.600 6.2.000 5. o tempo máximo para que o defensor continue em ativa é o tempo em que a partir do qual sempre os custos anuais do desafiante sejam sempre superiores aos seus. a análise de substituição envolve a comparação de desempenho de dois ativos distintos: o existente: defensor o candidato: desafiante O equipamento desafiante tem como custo anual referencial o seu custo mínimo (valor de catálogo).a.2.000 4. Data: ________/___________________/2008 Obs.1 EXEMPLO: EXEMPLO 85 Consideremos um ativo com um custo inicial de R$10. a substituição será recomendada sempre que não haja mais vida disponível para o defensor com custos anuais melhores que o desafiante. E.500 2. de um equipamento pressupõe o conhecimento do ativo a ser substituído. isto é.2. quando deverá ser feita a renovação do ativo? 10.3 BAIXA COM REPOSIÇÃO DIFERENTE Quando existe a possibilidade de substituir o ativo existente por outro ativo..

o valor do defensor será de R$4.00.000. Em virtude da inadequação de atendimento à demanda atual.000. de R$6. a vida do desafiante é superior a vida remanescente do desafiante.000. custos operacionais de R$ 200.000.a. que seu custo operacional seja de R$5.500. Este equipamento possui hoje um valor de mercado igual a R$ 750. Para este tipo de análise duas situações podem ocorrer: a. O equipamento L custa R$ 4.00. O horizonte de planejamento na análise é assim definido pois é o tempo em poderia ocorrer a suposta substituição.00 e que este valor cairá para R$5.000.000.00 por ano. Situação como esta nos remete a realizar a análise de substituição como uma análise de investimento sendo que o horizonte de análise será a vida remanescente do ativo existente.1 EXEMPLO: EXEMPLO 86 Suponhamos que o desafiante seja o ativo do EX. EXEMPLO 87 Uma empresa adquiriu há 5 anos um equipamento por R$ 5.000.00 por ano e poderá ser vendido ao final de sua vida útil por R$ 800.000. porém. custos operacionais de R$ 500. possuindo vida contábil de 15 anos.3.000.00. o valor atual de mercado do defensor deve ser utilizado como sendo o seu valor atual de investimento para efeito de análise.000. 10.000. após esgotada a vida física a substituição será inevitável. quando deveríamos implantar a baixa de um determinado ativo.2.000.3. anterior e o defensor tenha atualmente o valor de mercado de R$ 8. situações em que a decisão sobre a substituição deve ser tomada de maneira imediata.000. quando se encerra sua vida física. que para o 2o ano. com valor residual nulo e custos operacionais iguais à R$800.000.00. isto é. Pergunta-se por quanto tempo deve-se manter o defensor? 10. com exceção dos efeitos remanescentes de Imposto de renda! Ou seja. A empresa paga 40% de IR e sua TMA é de 20% a. ou seja. Devemos decidir em um determinada ocasião se a substituição será ou não realizada ou perdemos uma vantagem apresentada para a aquisição do novo ativo.3 SUBSTITUIÇÃO COMO ANÁLISE DE INVESTIMENTO Até agora planejamos o tempo ideal para a substituição.00.1 CASO 1: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR IGUAL À VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE. Sabe-se ainda. Cabe ressaltar que todas as ocorrências financeiras passadas para o ativo defensor devem ser desconsideradas na análise.000.00 e tem uma vida útil contábil de 10 anos.00 ao final do ano e.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00.00. a empresa decidiu substituir o equipamento existente por outro a ser selecionado entre dois equipamentos tecnicamente equivalente. Existem.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 116 10.000.00 e terá custo operacional. Qual deve ser o equipamento selecionado? Data: ________/___________________/2008 Obs. a vida do desafiante é igual a vida remanescente do defensor b. O equipamento K custa R$ 2.00 por ano e poderá ser vendido no final de sua vida útil por R$ 400. tem uma vida útil contábil de 10 anos.

1 EXEMPLO: EXEMPLO 88 Uma empresa de engenharia adquiriu. com as seguintes características: • • • • (71) custo inicial =R$ 1. i.2.000.000. calculada com sendo um Valor Residual (Vh) referenciado a este horizonte de planejamento é que obtido pela equação: Vh = P.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 • vida útil = 10 anos • despesas anuais de manutenção = R$ 80. i.a.2 CASO 2: VIDA REMANESCENTE DO DEFENSOR MENOR QUE A VIDA ÚTIL DO DESAFIANTE 117 Neste caso existe a transposição do limite do horizonte de planejamento – Vida útil do equipamento defensor. Um vendedor concorrente oferece outra betoneira M com as seguintes características: • custo inicial =R$ 2.3. à betoneira K o valor de R$ 400. então. ( A P.00 • valor residual na revenda =R$ 300. A vida útil do Desafiante é.000.00 • valor residual na revenda =R$ 250.00 valor residual na revenda =R$ 150.000.00 O revendedor oferece hoje.000. ( F A . h) 10.000. para suas obras. com valor residual nulo. Deve a empresa permanecer com a betoneira K ou substituí-la pela betoneira L ou M ? Data: ________/___________________/2008 Obs. n).000.00.00 A empresa considera uma TMA de 20% a.000.00 O vendedor oferece ainda. a empresa tenciona substitui-la por outra L que apresenta as seguintes características: • custo inicial =R$ 1. ( A F .00 O equipamento não corresponde ao desejado.00 vida útil = 10 anos despesas anuais de manutenção = R$ 100. n − h) − V R .000.000. n). Considerar a Depreciação contábil de todas as betoneiras de forma linear. há 4 anos atras. e em virtude disto.000.000. i.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 10.000. em 10 anos.00 • vida útil = 12 anos • despesas anuais de manutenção = R$ 120. e está enquadrada numa faixa de Imposto de Renda igual a 35 %. ( P A . i. uma betoneira K.3. à betoneira K o valor de R$ 500.500.

000.000 Custos de Operação 80..00 • Vida útil: 20 anos • Custo operacional: 300 no 1° ano. O valor residual dos dois caminhões é zero. 600 no 2°. SAC e SAM). (Sistema Francês.SUBSTITUIÇÃO DE EQUIPAMENTOS 10. 2) Foram estimados os seguintes valores de custos e receitas relativos à manutenção de um ativo nos próximos três anos: Ano 0 1 2 3 Valor de Venda 400. As previsões do valor de mercado e dos custos de O&M destes caminhões para os próximos anos são: Ano 0 1 2 Valor de Mercado 10000 7500 6000 O&M 3500 4500 As características dos caminhões novos são: • Custo inicial: 40. com juros de 10% a.a. Em caso positivo quando? 5) A Empresa Levatudo S/A está considerando a possibilidade de substituir seus caminhões velhos.000. 3) Considere os dados sobre valor de revenda e custos de operação de um carro marca X: Ano Revenda Custos 1 500 10 2 440 16 3 380 24 4 300 34 5 230 46 O preço do carro novo é de 580. Data: ________/___________________/2008 Obs. se o caminhão velho deve ser substituído.000 100.000 200. Qual a vida econômica do carro? 4) A empresa Levatudo S/A está considerando a possibilidade de substituir seus caminhões velhos ..000 120.3 EXERCÍCIOS PROPOSTOS: 118 1) Uma empresa contraiu um empréstimo de 20.00 • Custo anual de operação: R$2.a.000 100.000. As características dos caminhões são: Caminhão novo: • Preço: R$40. etc • 3 4000 5500 4 2000 6500 5 0 7500 Valor de revenda : estimado pela expressão: 40000 (1.000. utilizando uma TMA = 10% aa.00 • Vida útil: 5 anos Se o caminhão novo não for comprado agora.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .a.a.000 200.000 220.000 300. sem levar em conta o IR.00 Supondo uma TMA antes dos impostos é de 10 % a. a ser resgatado em 4 prestações anuais.00 • Custo anual de operação: R$5.1) n Determinar.000 Receita 240. Determine se a compra do caminhão novo é econômica a uma TMA de 10%a.. igual à vida econômica Caminhão velho: • Valor atual : R$10. Elaborar o plano de amortização da dívida. só poderá ser comprado em 5 anos.00 • Vida útil : 15 anos. a TMA é de 10% a. 900 no 3°.000. determinar quando o ativo deve ser vendido.m.3.000 u. sem considerar o impacto do IR.

etc ECONÔMICOS • • • • • FINANCEIROS TÉCNICOS • • OUTROS • • Problemas de gerenciamento de projeto acidentes. traduzido pelo fluxo de caixa representativo do problema. também. etc Insuficiência de capital Falta de capacidade de pagamentos. Inadequabilidade do processo utilizado Inadequabilidade de matéria-prima Inadequabilidade da tecnologia empregada.3 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE INCERTEZA O processo mais tradicional de análise sob condição de incerteza é realizado mediante a avaliação da sensibilidade do projeto. todas as análises econômicas apresentadas consideravam a representação do problema através de um único fluxo de caixa. RISCO: 11.1 DEFINIÇÕES: INCERTEZA: Quando o fluxo de caixa associado à um projeto não pode ser associado com exatidão e. portanto. podemos seguramente afirmar que um fluxo de caixa estará sempre sujeito à possíveis problemas oriundos de situações de risco ou incertezas e que a resposta decorrente de análises feitas tendo como base este fluxo estará.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Data: ________/___________________/2008 Obs. Partindo-se do fato de que toda a análise provém de dados definidores da problemática. sendo impossível a obtenção da unicidade e da exatidão deste fluxo que nos remete a possibilidade de que determinadas situações futuras possam vir a alterar a configuração do fluxo de caixa sob análise e consequentemente a resposta obtida. sempre vinculada a estas possíveis situações. que espelham situações que ocorrerão sempre em data futura. RISCO: Quando a incerteza é suficiente para conduzir à uma escolha incorreta diante de eventos subsequentes.2 Quando as incertezas dos eventos estão relacionadas à probabilidades conhecidas. FATORES QUE LEVAM A INCERTEZA: • Alterações na conjuntura econômica Alterações nos preços de insumos Investimentos imprevistos. outra ainda: INCERTEZA: Quando as ocorrências de eventos não têm ou sua probabilidade é indeterminada e. Decorrente da insegurança sobre a exatidão de dados de ocorrência futura.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 119 11 ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA Até o momento. etc 11. etc. 11.

Analise a TIR sob a previsão de vendas e sob a possibilidade de erros nesta previsão.3.a.00 / ton.1. Os custos fixos serão de 20 mil Reais por mês e os custos variáveis serão de R$4.00 para investimentos fixos.a.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11. janeiro e fevereiro. Resultado: VP Ponto de Equilíbrio Parâmetro em variação: U. EXEMPLO 90 Uma empresa está considerando a possibilidade de lançar um novo produto no mercado.. nos meses de dezembro. Se a firma pretende ter um retorno após os impostos de 10% a. Verificar a sensibilidade do projeto para uma variação negativa de 15% no preço de venda. A TMA da empresa é de 10% a.3. Valor residual. Vida útil. a um preço unitário de R$10. e R$ 5000. A decisão de uma análise de sensibilidade pode ser feita mediante a determinação do PONTO DE EQUILÍBRIO de um projeto. e enquadra-se na faixa de 35% de IR pede-se: Verificar a atratividade do projeto.. Custos.000. A instalação de uma nova linha requererá um gasto de R$ 55.00 o par. que poderão ser depreciados em 10% a. ainda.000. uma empresa investirá R$100. Ao final de três meses a empresa venderá o equipamento por R$30. Produzidas A decisão pode ocorrer também através da utilização dos Critérios ou da Arvore de Decisão ou. TMA. A previsão de vendas é de 10 mil pares por mês a um custo de R$10. o qual consiste no ponto à partir do qual o projeto passa a ser inviável. etc.00 mil em equipamentos e treinamento de pessoal para lançar um calçado. 11. Verificar a sensibilidade do projeto para um acréscimo de 20% no valor dos investimentos fixos Data: ________/___________________/2008 Obs. A empresa espera vender uma produção anual de 5.1 ANÁLISE DE SENSIBILIDADE 120 A análise de sensibilidade consiste em fazer variar um ou mais parâmetros que envolvam um fluxo de caixa de um projeto e comparar as correspondentes variações de resultados.00. Estima-se uma vida econômica de 10 anos.000.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . através da avaliação da Probabilidade de Viabilidade do investimento.00. A sensibilidade pode ser observada pela variação de: Receitas.000 ton.00 o par.00 para capital de giro. Os custos operacionais anuais foram estimados em R$35.1 EXEMPLO: EXEMPLO 89 Em novembro.m.

diante da ocorrência de respectivos eventos.. Por exemplo.. 3 condições meteorológicas distintas: E1 : . .....4 CRITÉRIOS DE DECISÃO 121 Como visto na Análise de Sensibilidade a consideração de risco / incerteza em um projeto de investimento passa a associar não mais um único fluxo de caixa e sim diferentes fluxos de caixas diante de cada evento possível e..Vender chocolate no cinema e. é feita através de representação matricial.... Ej V1j V2j V3j : : Vnj A decisão à ser tomada..Tempo nublado E3 : ..Tempo chuvoso Elaborando-se a análise de sensibilidade de cada alternativa diante de cada evento possível suponha que chegou-se a seguinte matriz de resultados de Valores Presentes..Tempo bom E2 : . Considerando o seguinte exemplo: EXEMPLO 91 Seja o caso de um vendedor diante de 3 alternativas mutuamente exclusivas: A1 : .. isto é.Vender sorvete na praia A2 : .: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .. em R$ : E1 A1 A2 A3 40 25 20 E2 25 45 23 E3 0 15 21 A decisão pela melhor alternativa dependerá do critério adotado.......... arrojada ou não diante de riscos... : : ... chamada de Matriz de Resultados do Projeto de Investimento. depende muitas vezes da personalidade. . diante de 3 eventos possíveis. que podem ser os seguintes: • • • • • Critério Otimista ou Maximax (ou minimini se a matriz for de custo) Critério Pessimista ou Maximin (ou minimax se a matriz for de custos) Critério de Laplace ou da Média Aritmética Critério de Hurwicz Critério de Savage ou do Arrependimento Data: ________/___________________/2008 Obs.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11. .. A apresentação de todos os resultados possíveis de cada alternativa. consequentemente diferentes respostas a estes fluxos.Vender refrigerante no estádio de futebol A3 : .. diante de tantas respostas.. um projeto rentável e arriscado pode ser considerado viável para um decisor arrojado e inviável para um decisor conservador. Por exemplo: Alternativas A1 A2 A3 : : An Eventos E1 V11 V21 V31 : : Vn1 E2 V21 V22 V32 : : Vn2 .. do decisor.

ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11.4.1 CRITÉRIO OTIMISTA: MAXIMAX (OU MINIMINI SE A MATRIZ FOR DE CUSTO)

122

O critério preconiza que o estado da natureza (evento) será sempre a favor do projeto e consiste em listar o benefício máximo de cada alternativa e escolha do melhor resultado. VPmáx A1 A2 A3 obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método Otimista é identificado por MINIMIN e, neste caso, lista-se o custo mínimo de cada alternativa e escolhe-se o menor custo resultante! 11.4.2 CRITÉRIO PESSIMISTA : MAXIMIN (OU MINIMAX SE A MATRIZ FOR DE CUSTOS) O critério preconiza que o estado da natureza será o pior para o projeto e consiste em listar o benefício mínimo de cada alternativa e escolha, dentre os piores resultados, do melhor, ou seja, consiste em se maximizar o benefício mínimo. VPmin A1 A2 A3 obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método Pessismista é identificado por MINIMAX e, neste caso, listase os maiores custos e escolhe-se o menor custo resultante. Evento Evento

11.4.3 CRITÉRIO DE LAPLACE : MÉDIA O critério preconiza que o melhor resultado está na melhor média de resultados por alternativa e consiste no cálculo da média dos resultados de cada alternativa e na escolha da melhor média. VPmédio A1 A2 A3 Obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método de Laplace escolhe-se a alternativa de menor média resultante. 11.4.4 CRITÉRIO DE HURWICZ O critério define um coeficiente denominado COEFICIENTE DE HURWICZ função do ÍNDICE DE OTIMISMO (α) do decisor (intermediário entre o pessimista e o otimista) e a escolha consiste na alternativa com o maior Coeficiente de Hurwicz (HR). Evento

H Ri = α . max vi , j + (1 − α ). min vi , j

[ ( )]

[ ( )]

(72)

o max vi , j corresponde ao melhor resultado da alternativa e o min vi , j corresponde ao pior resultado da alternativa. obs.: para α = 0 o decisor é pessimista e para α = 1 o decisor é otimista

( )

( )

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

Economia de Engenharia Notas de Aula

ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA considerando-se no EXEMPLO 91: α = 0,4 HR A1 A2 A3

123

obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o Método de Hurwicz preconiza a escolha do menor valor de HK obtido pela seguinte equação:

H K = α . min v i , j + (1 − α ). max v i , j
11.4.5 CRITÉRIO DE SAVAGE : ARREPENDIMENTO

[ ( )]

[ ( )]

(73)

O critério mede o arrependimento para cada evento possível, preconiza a escolha da alternativa que redunde no menor dos arrependimentos máximos. O valor do arrependimento de cada alternativa para cada evento possível é calculado pela seguinte equação:

a iR j = max v j − v i , j ,
No exemplo: Arrependimento máximo A1 A2 A3 obs.: Quando a Matriz de Resultados transcreve custos o valor do arrependimento é calculado pela equação:

( )

(74)

aiKj = v ,
11.5

i, j

− min v j

( )

(75)

CRITÉRIOS DE DECISÃO COM PROBABILIDADES ASSOCIADAS:

Considere-se no EXEMPLO 91 as seguintes probabilidades associadas a cada evento meteorológico: E1 : Tempo bom = 43%

E2 : Tempo nublado = 47% E3 : Tempo chuvoso = 10% Os critérios que exigem o conhecimento da probabilidade associada de ocorrência de um evento são os seguintes:
• Critério da Esperança Matemática ou da Média Ponderada • Critério do Limite Mínimo

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11.5.1 CRITÉRIO DA ESPERANÇA MATEMÁTICA: MÉDIA

124

O método consiste no cálculo da ESPERANÇA MATEMÁTICA de cada alternativa e na escolha da alternativa que resulte na maior Esperança.

Ei = ∑ pi .vi , j
Ei A1 A2 A3 Obs.: Para matriz resultante indicando custos a escolha recai sobre a alternativa de menor esperança matemática. 11.5.2 CRITÉRIO DO LIMITE MÍNIMO

(76)

O critério considera que o decisor deva sempre reconhecer um resultado mínimo aceitável. Consiste o critério na recomendação da alternativa que forneça a menor probabilidade de se ter o benefício abaixo do valor estipulado pelo decisor. No exemplo (3) admitindo que o VP minimo aceito pelo decisor seja de 26

VP<26 VP<26 VP<26

A1 = A2 = A3=

Obs.: Para uma matriz resultante indicando custos o critério recomenda a alternativa que forneça a menor probabilidade de se ter o benefício acima do valor estipulado pelo decisor. 11.5.3 ARVORE DA DECISÃO Quando para a solução de problemas surge um longa seguência de alternativas, o processo da Árvore da Decisão torna-se muito útil. É um método gráfico que consiste em representar através de um diagrama ramificado, todos os eventos possíveis numa sequência lógica de ocorrência. Para a representação da Arvore da Decisão utiliza-se os seguintes símbolos: Ponto de decisão Ponto de ocorrência aleatória h Ponto terminal

Na Arvore de Decisão:
♦ ♦ ♦

em cada ramo que chega a um ponto de decisão está associado um valor à ser escolhido, em cada ramo que chega a um ponto de ocorrência aleatória está associada uma probabilidade e em cada ponto terminal está associado um valor resultante.

Data: ________/___________________/2008 Obs.: ____________________________________________________________

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p1 Ei PN vn P2 v1 v2 E i = ∑i v i .00 E3 → VP3 = -R$ 50.3. Uma vez elaborada a Arvore de Decisões os cálculos e análise são realizados em sentido contrário a elaboração.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 125 A elaboração da Arvore de Decisão deve transcrever todas as situações possíveis. as probabilidades correspondentes a eventos aleatórios e os respectivos valores nos pontos terminais obtidos através de avaliação financeira.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 E2 → VP2 = R$100.1 EXEMPLOS: EXEMPLO 92 Elaborar a Arvore de Decisão considerando comprar ou não uma pizzaria. p i (77) 11. os resultados esperados para a compra da pizzaria diante de cada evento possível: E1 → VP1 = R$200.5. (Sentido de elaboração da Árvore de decisão) (Sentido de cálculo/análise da Arvore de Decisão) O valor associado ao Ponto de Ocorrência Aleatória é calculado através do somatório dos produtos das probabilidades dos ramos que chegam ao ponto de ocorrência aleatória com os respectivos valores encontrados no extremo do ramo que antecede o ponto de ocorrência aleatório e é chamado Valor Esperado. diante de três Eventos possíveis: E1 = Demanda alta E2 = Demanda média E3 = Demanda baixa com as seguintes probabilidades de ocorrência: E1 → p1 = 10% E2 → p2 = 30% E3 → p3 = 60% ∑p = 100% e.00 Data: ________/___________________/2008 Obs.

A experiência tem mostrado que há 40% de chance de que a vigilância seja fraca contra 30% de vigilância ostensiva. por empresa concorrente. 240 ou 320 camisas. seus custos fixos de transporte e manutenção serão de R$1.00 e vendidas por R$35.00. Se a vigilância for ostensiva.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 126 EXEMPLO 93 Elaborar a árvore da decisão e definir a quantidade a ser produzida para o lançamento de um produto. Como a qualidade do material é baixa. A demanda diária pelas camisas depende das condições de vigilância das ruas. o vendedor consegue colocar 120 camisas. o vendedor consegue vender 50 camisas. vendendo quatro vezes mais se a vigilância das ruas ou fraca. o analista financeiro da empresa obteve os seguintes resultados: Eventos Quantidades Q1 = 100 mil Q2 = 50 mil X 100 50 L ~X -200 -5 X 200 150 ~L ~X 0 20 EXEMPLO 94 Um vendedor ambulante está considerando a possibilidade de vender camisas esportivas. Sabe-se que a chance da concorrente lançar outro produto é de 20 % e do governo incentivar a exportação é de 30 %. 160. estima-se que haja 30% de perda para o vendedor ambulante. As camisas boas não vendidas terão um valor residual de R$2. Independente da quantidade adquirida. e por ações governamentais de incentivo a exportação. As camisas seriam compradas por R$ 10.00. As camisas só podem ser compradas em lotes pré-determinados: 80.00. certa empresa deve decidir entre produzir Q1 = 100mil unidades ou Q2= 50 mil unidades. As receitas decorrentes das vendas do produto podem ser afetadas pelo lançamento de produto semelhante. Destas informações.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . Elaborar a árvore da decisão e definir a quantidade a ser comprada: Data: ________/___________________/2008 Obs. Caso a vigilância seja média.000.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . A informação afeta a probabilidade de ocorrência de um evento.5.4 VALOR DA INFORMAÇÃO ADICIONAL O valor da Informação Adicional é o preço que a empresa estaria disposta a apagar para determinar o que irá acontecer.5. 11.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 127 11. estaria disposto a pagar a um policial corrupto informar qual o tipo de vigilância que irá ocorrer? Data: ________/___________________/2008 Obs.4.5.1.4.1 INFORMAÇÃO PERFEITA A Informação Perfeita estabelece a previsão exata do futuro. A probabilidade de ocorrência de um evento B tendo sido dada a informação A é uma probabilidade condicionada a ocorrência de A : A B p( AeB ) pB ( A) = p(pAeB) ( A) (77) 11.1 EXEMPLO: EXEMPLO 95 Quanto o vendedor ambulante do exercício (6). passando o evento a ter probabilidade de ocorrência de 100%..

00 Ruim 0.08 0.18 0. mas é possível obter-se uma previsão dos resultados consultando-se especialistas. A empresa poderá investir uma quantia elevada A.000 -200.1 EXEMPLO: EXEMPLO 96 Uma empresa estuda a possibilidade de investir numa exploração de carvão.2.4.72 0.000 Os riscos são elevados.07 1. Com base em dados de explorações anteriores nas mesmas terras. médio ou ruim. foi feito um cálculo dos lucros possíveis.000 Médio 280.5.5. sendo que a probabilidade destas ocorrências valem 25%.23 0.2 INFORMAÇÃO IMPERFEITA A informação imperfeita é aquela informação sujeita a falhas.09 0. uma quantia baixa B ou poderá desistir de investir. 45% e 30% respectivamente.85 0. 11.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 128 11. determinar: a) O valor esperado sem informação adicional b) o valor esperado do lucro da informação adicional Data: ________/___________________/2008 Obs.000 Ruim -570.00 Sabendo-se que a empresa deseja maximizar o seu lucro esperado. Os resultados estão a seguir apresentados: Soma Investida A B Resultados possíveis (R$) Bom 760.000 250.68 1. Neste caso a probabilidade do evento fica sujeita a probabilidade da informação. A análise das previsões feitas por estes especialistas no passado leva aos valores da tabela seguinte: Probabilidade das previsões e dos respectivos resultados reais Resultado Previsto Bom Médio Ruim Total Bom 0.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .00 Resultados reais Médio 0.4.000 400. O resultado do negócio poderá ser bom.10 1.

VFL. VAU ou TIR) nos remete a multiplicidade de resultados para cada alternativa (Matriz de Resultados) de investimento o que torna complexo o processo decisório. respectivamente ao valor esperado (média) e o desvio padrão das variáveis analisadas. a curva de distribuição de frequência tende à curva normal”. “ “ e “σ”correspondem.5 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO 129 Como visto anteriormente. σ µ A curva normal padrão tem como eixo de simetria as coordenadas Z µ = 0 e σ = 1. A probabilidade de ocorrência de um valor “X” pode também ser obtida através de valores tabelados para a metade da Curva de Distribuição Normal padronizada (página 138) em função dos valores de “z” calculado pela equação (78). Data: ________/___________________/2008 Obs.π .z 2 2 dz s 0 Z O valor padronizado “Z” da curva normal corresponde ao quociente entre a diferença entre o valor (X) e o valor médio esperado e o desvio padrão das variáveis.e 1 − . a avaliação da viabilidade de uma alternativa de Investimento sob condição de incerteza leva a definição de “i” fluxos de caixas representativos da alternativa.5.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11. Em conseqüência desta multiplicidade de fluxos. A probabilidade de ocorrência de um determinado resultado (X) pode ser estabelecida mediante o cálculo da área correspondente sob a curva normal padrão: σ p(X) µ z Os valores da probabilidade p(X) são obtidos em função de “z” através da equação: p( X ) = ∫ Z 1 2.5. tal como ilustra a equação abaixo: z= X − Ei σ (78) Onde.1 DETERMINAÇÃO DA PROBABILIDADE PARA DISTRIBUIÇÃO NORMAL Segundo o Teorema do Limite Central que diz: “Quando as variáveis são independentes e em grande número. A curva normal de distribuição de freqüência apresenta a configuração abaixo ilustrada. 11. a aplicação dos métodos tradicionais de análise de investimentos (VPL.5. Uma maneira para facilitar o processo decisório neste caso é realizar a determinação da probabilidade de viabilidade do empreendimento e a partir deste valor estabelecer o processo decisório sob a quantificação do risco da alternativa.

.5.2 : Fj. F1.. j Ei O valor esperado (Ei) para o período “i” (variável de 0 a “n”) representa o valor médio ponderado das “j” ocorrências no tempo “i” em relação às respectivas probabilidades de ocorrência (pi.i pi ..: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .1 F3...n pi .2 F3..ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11.n pi . i (79) = = valor esperado (médio) relativo a “j” estimativas no período “i”.. j ..2 FLUXO DE CAIXA DE VALORES ESPERADOS 130 Na figura a seguir ilustra os “j” fluxos de caixa.n pi .1 F2. n Data: ________/___________________/2008 Obs.1 F1.... a cada período de tempo “i” (variável de 0 a “n”) ocorrem valores financeiros (Fj.i) associados a probabilidades de ocorrência (pi. i .i O fluxo de caixa esperado ilustra os valores esperados a cada período de tempo (variável de 0 a “n”) como ilustra a figura abaixo: E0 E.j).F j . Evento financeiro no tempo “i” para o fluxo de caixa “j” Probabilidade de ocorrência do valor Fj...i F2..2 F2.2 F2..1 E2 E3 Ei En 0 1 2 3 .2 Fj..1 Fj.3 Fj.j) e é obtido através da equação: Ei = onde: Ei F j .i F1..i Fj..1 F1.. j ∑p i =o n i .5. com horizonte de planejamento “n” onde.

.2..2... ao fluxo de caixa de valores esperados na data zero. E1 E2 E3 Ei E(VPL) E (VPL ) = ∑ Ei ..5.3 VALOR PRESENTE DO FLUXO DE CAIXA DAS VARIÂNCIAS: O valor Presente Líquido das variâncias σ 2 (VPL ) corresponde ao valor equivalente das variâncias transferidas para a data zero através da equação”: σ 2 (VPL ) = ∑ σ i2 .(Fi ..: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . e representa também a dispersão da distribuição de freqüência no período de tempo “n” (variável de 0 a “n”). 11..i ) no tempo “i” do fluxo de caixa.5. σ (VPL ) = σ 2 (VPL ) (84) Data: ________/___________________/2008 Obs.5. o Desvio Padrão do Valor Presente Líquido Esperado σ (VPL) é igual a raiz do Valor presente Líquido das Variâncias ( σ 2 (VPL ) ).5.4 DESVIO PADRÃO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO ESPERADO O Desvio Padrão é obtido pela raiz quadrada da variância.. P ( F .5.....2.2ni [ ( )] (82) 11..5.. O fluxo de caixa esperado ilustra as variâncias dos valores esperados a cada período de tempo “i” (variável de 0 a “n”) como ilustra a figura abaixo: σ20 σ21 σ22 σ23 σ2 i σ2n 0 1 2 3 .2 VALOR PRESENTE DO FLUXO DE CAIXA ESPERADO: E(VPL) O valor Presente Líquido Esperado E(VPL) corresponde ao valor equivalente.. j − E i )2 n i =0 (80) σ i2 = variância relativa ao valor esperado de cada contribuição ( F j .. σ i = σ i2 (83) Dentro desta mesma lógica..5. n i ) σ 2 (VPL) (81) Valores de E (VPL) > 0 indicam a existência de viabilidade de um empreendimento.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11. P F . n 11.5. i.2..1 FLUXO DE CAIXA DE VARIÂNCIAS A Variância representa a incerteza associada ao grau de dispersão da distribuição de frequência das ocorrências ( F período de tempo “i” (variável de 0 a “n”) j ..i 131 ) no σ i2 = ∑ p ij . i . para determinada taxa de juros. i.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .5 50% (86) (87) P(Tab ) µ E(VPL) pviab = 0.L.5. do empreendimento com Esperado igual a E (VPL ) e z= X − E (VPL) σ (VPL) p(TAB) A probabilidade de viabilidade do empreendimento é obtida para a ocorrência do valor limite mínimo do VPL.5. pode ser obtida através da tabela de probabilidades da distribuição normal para o cálculo do valor padronizado “Z”: A probabilidade de ocorrência do resultado X para o V.3 PROBABILIDADE DE VIABILIDADE DE UM EMPREENDIMENTO 132 A distribuição de frequência para o conjunto de “j” fluxos de caixa de uma alternativa de investimento analisada sob condição de incerteza pode ser representada pela Curva Normal. ou seja X ≠ 0 o qual é aplicado para o cálculo do valor padronizado “Z”: z= 0 − E (VPL ) σ (VPL ) (85) σ= σ(VPL) P(Tab) µ E(VPL) Z para X = 0 Z O valor de “Z” resultante pode ser positivo ou negativo: a) Determinação das Probabilidades para Valor de “Z” POSITIVO” : σ= σ(VPL) pinviab = p( tab) + 0.P.5 + p (tab ) (-) para X = 0 Z Z (+) Inviabilidade Viabilidade Data: ________/___________________/2008 Obs. onde σ=σ(VPL)`= σ(VPL) 2 . considerando que as variáveis que compõe os fluxos de caixa são em grande número e são independentes. µ=E(VPL) Z Desvio Padrão do VPL Esperado igual a σ (VPL ) .ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA 11.

25 Y1 =+720 Y2 =+830 Y3 =+920 p3 = 0.15 X1 =+630 X2 =+720 X3 =+800 p2 = 0.5 + p (tab ) Z (-) Inviabilidade µ E(VPL) (+) Z Viabilidade Obs.ANÁLISE SOB CONDIÇÃO DE RISCO E INCERTEZA b) Determinação das Probabilidades para Valor de “Z” NEGATIVO”: 133 σ= σ(VPL) pinviab = 0. Data: ________/___________________/2008 Obs.1 Y0 = -1950 p2 = 0.1 X0 = -1900 p1 = 0.60 Z1 = +810 Z2 = +900 Z3 = +1000 para as condições de risco: a) b) verificar se o empreendimento é viável Calcular a probabilidade de inviabilidade do empreendimento Considerar uma TMA de 10% a.3.a.5.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . : Pinviabilidade < 10% é considerado um valor aceitável ! 11.1 EXEMPLO: EXEMPLO 97 A análise de um empreendimento forneceu o seguinte fluxo de caixa: Investimento Receita líquida Receita líquida Receita Líquida Ano 0 = Ano 1 = Ano 2 = Ano 3 = -1650 +1000 +1150 +1250 Analisando chegou-se ao seguinte quadro de avaliações das contribuições e respectivas probabilidades: Investimento: Probabilidades Ano 0 Receitas Líquidas: Probabilidades Ano 1 Ano 2 Ano 3 p1 = 0.5.5 − p( tab) P(Tab ) 50 % (88) (89) p viab = 0.8 Z0 = -2000 p3 = 0.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Tabela de Juros 134 12 TABELA DE JUROS TABELA DE JUROS Data: ________/___________________/2008 Obs.

2559 18.0660 0.1268 31.2043 91.1470 0.2445 3.9664 16.2763 1.5491 11.2275 141.0006 0.2551 0.7304 131.9070 0.1460 50200.6241 49.0827 0.2321 20.n) 0.9219 5.6139 0.0611 0.0266 12.6062 17.5051 0.1043 368.0000 1.0196 0.0225 0.9691 12.2288 1594.1813 0.9025 2.8019 8.1324 30.3256 0.6673 112.6073 2610.0017 0.0124 0.0010 0.0329 0.8266 10.9850 11.2416 8.9726 131.1597 77.4305 44.5238 9.8409 359.2320 0.0963 0.2025 10.4391 1.8378 11.0789 2.0510 0.9822 40.0083 0.4061 1615.7217 8.i.0400 454.5569 7.0710 0.00% (P/G.0500 1.0210 0.5568 0.7801 261.2953 0.7002 209.8404 28.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .6520 37.3480 272.6744 10370.0500 6.9524 1.1161 4.3203 120.4363 0.3936 9.6768 0.3295 5.0000 0.0000 0.3101 0.9126 168.i.1065 0.6936 10.3064 8.8981 15.3145 277.4155 0.2034 7.5256 6.3752 14.2498 13.6095 410.8402 30.8594 2.5031 (A/G.0887 0.7998 159.0500 3.8423 7.9680 16.0907 0.7488 381.0725 0.n) 0.2314 0.4632 7.1547 0.1357 78.5313 51.5730 8.7271 51.5420 502.2585 148.1810 0.4878 0.7835 0.1420 0.1224 10.0500 0.9070 2.0063 0.0939 14.6896 12.0855 0.9293 19.5837 588.3850 330.1576 1.0355 0.0537 0.4674 14.3769 0.3672 0.0037 0.2880 70.1525 4.6446 0.7193 38.5104 314.7959 1.6347 5.2524 5871.0423 0.8638 0.2369 11.6691 58.1047 0.7130 19.0683 0.8856 1.0387 0.5779 14.0651 0.4736 6.9700 26.1829 2.0704 0.0087 127.9799 2.5986 21.6477 230.i.n) 1.Tabela de Juros 135 Taxa de juros : n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 35 40 45 50 55 60 70 80 90 100 (F/P.n) 0.3425 94.0563 0.0991 4.1025 1.1405 84.9955 2294.7232 3.3215 5.8212 13.1630 13.4264 49.i.i.0660 35.0628 0.3742 17.2310 0.3191 294.4886 13.1411 15.0302 0.7126 353.4988 43.0517 666.2068 15.1028 8.0028 0.9675 1.5460 4.0757 5.1420 9.1591 17.5160 7.0510 0.3589 0.1728 0.2233 15.8073 202.0504 (P/A.5764 30092.6758 4.i.0517 0.7133 6.0383 22.2337 Data: ________/___________________/2008 Obs.0260 0.0671 0.2597 111.0241 0.8479 (F/A.3957 0.6533 2.2691 553.5270 2.3725 16.2429 0.i.7335 3.3219 5.5144 4.4542 728.0171 0.0252 (A/F.4071 1.0111 0.1101 161.6335 18.9148 297.1113 0.5579 64.2678 0.5126 16.0923 0.6356 18.0004 i = 5.0048 0.2155 1.2226 155.5390 33.2812 0.4884 105.0696 0.3526 18.2820 0.0535 0.5513 1.9524 0.5303 0.3427 19.3275 98.7492 (F/G.0031 3186.1402 134.0528 0.1970 0.5557 3.3101 5.7107 0.7103 1.4622 12.5285 971.0548 0.1204 0.0160 0.0000 2.8986 10.i.4581 0.7986 14.0683 0.9030 8.5847 0.4026 62.0506 0.n) 0.3432 340.2741 11.0872 0.3864 3.7864 6.0400 8.0000 0.n) 1.5786 23.7462 0.1078 7.3227 66.3418 0.0202 0.5020 47.0741 0.1228 0.1498 176.6430 14.8712 19.5052 41.3825 608.4878 0.0565 0.0327 0.0583 0.5378 0.i.5965 19.3401 1.8971 9.7770 1106.5538 63.6575 25.n) 1.0076 (A/P.9879 56.3172 0.8227 0.0151 0.3775 14.0802 0.n) 0.0183 0.0760 0.5702 17824.8461 120.1295 0.5452 255.5807 229.0280 0.6792 30.7860 2.0853 12.1407 0.5614 80.5713 153.0780 0.9253 3.6212 18.1135 54.5013 (P/F.2140 9.3579 2.0000 3.8633 9.7741 18.4810 0.0795 0.7523 19.8052 3.9171 17.1010 0.9201 4.4114 10.0973 6.0463 0.6289 1.2920 2.0715 3.4775 1.6226 200.4388 90.1128 0.6460 372.3797 10.3644 15.9599 4354.2251 3.4066 2.n) 1.

3553 4.5136 8.6209 0.1061 0.0067 0.1000 1.5827 55.4164 46.9091 1.9870 99.0061 0.2437 4025.3884 4.2236 2.0021 53120.2633 0.3740 9.1034 7.6988 4.4021 2.8177 940.9487 2.2394 0.7975 4.0641 4.2261 137796.8005 40.1408 0.0250 494.0219 0.1699 0.2155 0.0468 0.i.3117 93.0356 0.4951 6.0000 i = 10.4665 0.5132 0.6105 1.4762 0.3505 0.0999 134.6830 0.1000 0.6309 164.3349 5.1357 0.2638 3.0221 0.0630 0.0000 0.1100 14.8264 0.6216 3.1117 0.1609 9.0244 442.1095 60.6487 8.8497 10.1159 6.8717 34.4002 5313.0045 3.9831 9.3310 1.9733 733.5599 6.2789 5.3855 0.7948 59.7716 1.4302 644.7355 0.1000 0.7513 0.2593 72.9137 8.7500 430.3812 1.1067 0.1403 8.0033 0.3724 3.0766 83.0216 8.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .0092 0.0083 0.8023 9.i.1001 0.0591 304.1351 0.1627 0.6495 75.0126 0.6186 7.4973 98.5619 97.4762 0.1561 24.7255 4.1520 43.1247 0.0009 0.8347 11.5430 88.5493 5.1978 0.3093 1344.00% (P/G.1195 0.6893 63.0000 1.2099 148.Tabela de Juros 136 Taxa de juros : n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 35 40 45 50 55 60 70 80 90 100 (F/P.6123 (P/F.1219 0.3471 109.2296 0.0156 0.6842 12.7631 16.7791 9.1278 0.1051 7.7940 71.0215 530302.1638 0.4816 789.0545 5.0085 0.3579 2.7498 167.8628 9.8137 7.9202 (F/G.3291 4.4523 3.1113 0.n) 0.0874 0.3186 0.0693 0.1762 8.n) 0.1436 2.n) 1.7010 98.2176 0.1772 4.0408 0.4100 11.0002 0.7248 199.0962 9.1000 4.1005 0.9872 88.0247 0.5950 5.9847 9.4940 271.4470 275.n) 0.2014 8.2054 0.1175 0.0853 18255.1075 0.4002 8.i.1540 0.4641 1.1384 3.0540 0.1000 3.1635 0.8071 6.4813 67.4027 79.4872 11.1874 0.4973 235.n) 1.7156 9.7590 6.3843 24.2861 6.9525 92.7704 7.0113 0.1296 0.1003 0.2100 1.9993 (F/A.8618 9.0175 0.9085 1880.9497 40.0014 0.3781 6.0000 0.7075 9.0278 0.3909 189.4696 20474.6964 69.i.8237 8.2612 1376961.0140 0.1818 121.0736 0.0000 2.3589 45.6410 6.7086 9.0627 0.3066 9.8905 117.i.7908 0.1468 0.4706 831.5926 718.3021 0.0001 0.1085 7.0489 8.8832 8.8101 2.9142 29748.5645 0.9672 9.1126 0.1083 0.1446 6.9366 1.0037 0.0000 0.0923 0.1014 0.9543 9.1736 0.4241 0.3667 7.9951 9.2750 64.9955 5.6957 203940.8631 17.5227 27.5447 45.2881 7.8118 99.0023 0.0770 9.9182 13.5312 21.0075 0.4269 9.5819 49.1228 0.9374 18.7470 2048.9012 33.0510 17.0000 3.5606 99.5704 9.n) (P/A.2271 139.1640 78174.5795 15.8889 96.0025 71.9917 321.1234 (A/F.8531 3.9609 9.0315 0.7189 6.4359 13.0003 0.1799 0.0226 13780.4869 0.1000 6.3963 29.1023 0.5914 3034.9256 6739.5081 6.0994 1196.1037 0.3742 75.9750 31.n) 0.7715 8.1102 0.7773 73.5762 1.0763 0.3772 36.6061 7.4069 58.n) (A/P.5937 2.7275 7.9873 9.0839 0.0357 0.9091 0.9471 9.4215 22.0001 0.9113 9.0275 565.4146 77.9927 Data: ________/___________________/2008 Obs.0195 0.1591 57.0000 0.1000 0.2340 (A/G.1315 0.9402 2360.8684 5.6442 9.5909 372.8428 115.6395 52.4210 15.i.1092 0.i.i.1140 0.0013 0.1156 0.1009 0.4580 7.7725 35.0484 11139.3100 4.0137 0.0287 19.9981 9.2897 0.9048 1163.8164 7887.0000 0.3649 8.0005 0.0573 0.1024 45.1015 0.5992 51.8264 2.9994 1062.n) 1.3696 9.4494 28.1054 0.9189 7.0005 0.8913 26.0053 0.4544 94.9148 9.0102 0.1486 0.i.2372 9.0526 6.1462 65.3155 3.

1483 0.8915 28.6418 6.3576 10.0073 0.0000 0.9056 68.5650 4.0596 0.4206 5.9071 1.0345 0.5660 6.9934 6.3665 18.3010 5641.6666 6.4725 4.3755 14.1289 21.6656 6.53 1935142.6980 217.2149 0.0230 0.9860 194399.i.5718 0.0000 0.3651 5.6651 6.5335 6.i.1598 0.2558 44.7451 881.0174 0.5804 55.7561 0.1069 0.2843 0.5209 1.5831 5.6010 5.0314 38.20 12900347.1541 0.88 290272.n) 0.1710 0.1371 9.8635 538.2960 29.0019 0.4807 14.n) 0.2593 6.2318 16.1625 0.6530 6.1523 0.2472 0.7613 12.0000 0.i.6667 (F/A.0349 0.4584 1994.9082 4.4906 6.1845 0.0531 0.n) 1.0002 0.7864 5.2983 0.5092 1067.6205 6.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .0972 2.6257 2.1678 212.4498 2.2096 0.4213 33.9251 5.0023 0.0113 0.5047 47.4323 0.i.i.99 118231.94 787743.3263 1.0304 0.1352 24.1528 7.4422 44.6918 39.0000 (A/P.0154 0.1702 1779.4438 (F/G.0001 0.0075 0.1280 6.1791 0.7268 16.7845 4.1788 51.7813 3.2229 0.0264 0.4651 0.1500 6.0958 44.0703 0.0291 0.6930 28.4651 0.6663 6.7120 283.6225 11.1535 0.8051 44.7693 1083.4972 0.9725 26.7175 65.1500 0.6524 5.4338 6.5168 6.2764 184.n) 0.6252 32.3131 2.7245 5.5757 461.7522 4.0903 3585.0084 0.n) 0.5509 6.4641 6.1613 0.0000 0.6664 6.7716 5.0472 6.3125 6.8564 47784.1500 (P/A.1120 38.3522 3.2118 133.1982 6.9795 19.2027 264.1541 6.1573 0.1755 267.0808 0.0611 0.7561 2.6448 35.1679 0.1584 0.7040 5.9354 23600.5179 4.6151 0.1565 32.i.2642 0.8776 908.5755 66.7828 31.9952 113.6447 24.1747 0.8 (A/G.0000 1.0098 0.2890 39.0132 0.i.1554 0.9542 6.7163 14524.11 3188350.5688 327.2307 5.1632 0.6574 2179.1654 0.1849 23.1547 0.3759 0.0047 0.1501 0.00% (P/G.6549 3.0210 0.3503 0.6605 6.0456 4.4380 0.4121 549.3519 40.1604 4.6666 Data: ________/___________________/2008 Obs.8215 21.1869 0.n) 1.0960 6.3225 1.6166 6.n) 1.0017 34.0272 2321.8101 137.1142 0.0006 0.3431 44.7856 1251.4988 37.6159 18.8550 3.4364 44.0041 0.0027 0.7526 42.0003 0.1438 4.3493 29.0000 0.0188 5.0668 13.6627 6.1563 0.7537 11.i.0000 0.3461 176.47 478332.1697 434.2066 6.1500 0.1413 0.7 52190997.1511 0.0037 0.3586 43.8474 5.4019 6.1527 0.0035 0.0054 0.2830 43.6150 36.1506 0.2118 102.2832 2.622 4383.2404 0.0493 0.2337 5.5135 6.0000 0.3037 24.7752 96460.0001 0.0319 6.0843 5.0011 0.7858 20.0929 0.9612 6.8283 40.1500 0.0247 0.1229 0.33 1174313.9534 1464.3444 142.0151 0.5830 6.0000 i = 15.0590 3.2880 0.1 7828749.0922 3.7490 2.0114 2.4156 44.7831 320.n) 0.6239 652.0005 0.1344 11593.0063 0.3624 4.1041 377.3146 40.0000 3.1993 0.8568 43.0712 3.7424 8.0000 0.3023 38.0751 75.3503 6.n) 1.0675 770.0904 0.5822 34.6414 6.0000 2.7465 1710.72 71750.6543 6.5006 385.6636 6.3832 3.Tabela de Juros 137 Taxa de juros : n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 35 40 45 50 55 60 70 80 90 100 (F/P.1500 3.2003 0.9190 37.i.7228 2.1503 0.7548 16.1500 0.4436 118.0200 0.7930 245.3988 6.0031 0.0009 0.5353 50.4 (P/F.3587 6.8696 1.0729 0.15 29219.6600 3.0462 0.8364 88.6575 0.6316 159.1285 7217.0179 0.9368 10.1924 12.8834 5.3269 0.0656 57.0001 0.8696 0.6666 6.0402 0.7979 5.4873 4.7751 7.6915 88.3583 27.998 17735.1500 1.1313 2698.0757 8.6 (A/F.4883 5.1501 0.1531 0.0411 0.1911 0.1500 0.0000 0.

: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .Tabela de PROBABILIDADES 138 13 TABELA DE PROBABILIDADES TABELA DE PROBABILIDADE Data: ________/___________________/2008 Obs.

49924 0.1 2.19146 0.49036 0.23565 0.41466 0.40320 0.50000 µ 4 0.2 1.49999 0.49999 0.15910 0.32894 0.49975 0.47778 0.45543 0.49996 0.13683 0.49991 0.49998 0.49958 0.42220 0.49921 0.43943 0.49492 0.49111 0.39796 0.45254 0.35769 0.49446 0.49999 0.1 0.49997 0.41308 0.42073 0.49841 0.46327 0.49978 0.18082 0.49993 0.11026 0.49998 0.5 1.33646 0.39973 0.49992 0.49998 0.50000 z 5 0.49224 0.49998 0.49856 0.48745 0.49674 0.36650 0.31327 0.10257 0.32121 0.41924 0.49999 0.33398 0.01595 0.40824 0.49801 0.50000 8 0.6 3.06356 0.49728 0.49997 0.49851 0.47500 0.48537 0.12552 0.49986 0.48713 0.49245 0.38298 0.49534 0.30234 0.49781 0.34614 0.32381 0.8 3.49965 0.49994 0.49998 0.14058 0.z= X −µ σ Tabela de PROBABILIDADES 139 Probabilidade (áreas) da Distribuição Normal padronizada z 0.4 0 0.49874 0.49988 0.34849 0.49977 0.48300 0.9 4.00399 0.02790 0.49266 0.49736 0.25490 0.16640 0.49997 0.19847 0.49379 0.09871 0.49983 0.49992 0.49992 0.49946 0.15173 0.49999 0.49976 0.38686 0.49934 0.15542 0.7 0.49477 0.28230 0.49998 0.29389 0.8 1.4 0.33891 0.36864 0.22575 0.0 3.47320 0.49819 0.38100 0.49973 0.47982 0.43699 0.49752 0.49993 0.49985 0.49999 0.47062 0.49711 0.49952 0.49643 0.49158 0.49430 0.39251 0.21566 0.49134 0.49953 0.24215 0.49991 0.05567 0.49999 0.20540 0.49999 0.49086 0.39617 0.49948 0.49968 0.49836 0.47725 0.47670 0.49886 0.30785 0.48928 0.49999 2 0.49961 0.43056 0.17003 0.35543 0.49889 0.6 2.48840 0.48956 0.03188 0.49916 0.50000 6 0.29955 0.45352 0.0 2.48809 0.49869 0.49683 0.46080 0.12172 0.45818 0.49788 0.48124 0.50000 Data: ________/___________________/2008 Obs.49702 0.49999 0.40490 0.49931 0.49882 0.45449 0.49999 0.49981 0.49693 0.49361 0.47257 0.49865 0.49997 0.34375 0.42364 0.49995 0.46856 0.33147 0.07926 0.49996 0.25175 0.49343 0.44408 0.37493 0.49936 0.49906 0.49987 0.27637 0.40988 0.7 1.03586 0.44630 0.48214 0.06749 0.49831 0.49996 0.43574 0.48983 0.24857 0.45637 0.8 2.50000 7 0.49010 0.32639 0.49944 0.49997 0.49324 0.43189 0.46407 0.44738 0.49609 0.26115 0.49972 0.49900 0.41621 0.46712 0.23237 0.49962 0.27935 0.48030 0.49995 0.31594 0.9 3.48778 0.00000 0.49950 0.38877 0.45728 0.8 0.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula .41774 0.22907 0.46246 0.48461 0.48574 0.36433 0.47558 0.0 4.49760 0.13307 0.20884 0.49929 0.49985 0.17724 0.21904 0.48500 0.2 3.47441 0.49960 0.42647 0.46784 0.48610 0.49767 0.49913 0.49999 0.49861 0.49999 0.49998 0.49413 0.49996 0.49997 0.5 3.49999 0.9 1.25804 0.24537 0.4 2.26730 0.49999 0.44062 0.27337 0.49980 0.49957 0.49964 0.49998 0.49520 0.47882 0.23891 0.46164 0.36214 0.49983 0.49971 0.46995 0.49999 0.49994 0.49990 0.45053 0.20194 0.49396 0.3 1.3 4.49878 0.49969 0.4 1.49986 0.43319 0.49998 0.49893 0.27035 0.46638 0.49940 0.11791 0.49926 0.49774 0.48422 0.49547 0.05962 0.49987 0.49974 0.05172 0.39065 0.49990 0.49938 0.49653 0.49981 0.49997 0.07142 0.42785 0.29673 0.49990 0.21226 0.9 2.49989 0.49664 0.49999 0.37900 0.45994 0.49910 0.11409 0.44295 0.22240 0.30511 0.0 1.12930 0.01994 0.49997 0.49989 0.49598 0.49061 0.49970 0.46562 0.09483 0.48645 0.45907 0.14803 0.47615 0.41149 0.02392 0.49621 0.40147 0.49744 0.49966 0.28524 0.28814 0.08317 0.18793 0.00798 0.49506 0.48870 0.49988 0.49585 0.49993 0.49979 0.49999 0.49984 0.49995 0.49825 0.49994 0.48679 0.39435 0.49573 0.35083 0.49994 0.1 1.7 2.49795 0.43822 0.37076 0.49999 1 0.19497 0.4 3.49982 0.49918 0.26424 0.2 2.48077 0.47128 0.43448 0.34134 0.47193 0.10642 0.16276 0.48257 0.40658 0.49999 0.0 0.5 2.42922 0.46926 0.6 1.49995 0.6 0.49813 0.49560 0.35993 0.49955 0.49632 0.42507 0.49998 0.09095 0.1 4.49998 0.49996 0.49202 0.47381 0.49180 0.04379 0.01197 0.49995 0.37698 0.37286 0.45154 0.44950 0.49896 0.49461 0.49999 0.17364 0.49992 0.3 3.18439 0.50000 3 0.14431 0.31057 0.47932 0.5 0.48341 0.29103 0.49942 0.04776 0.48169 0.48382 0.7 3.49305 0.50000 9 0.07534 0.2 0.03983 0.49903 0.35314 0.3 0.49998 0.3 2.46485 0.31859 0.49846 0.1 3.49999 0.49999 0.49720 0.49999 0.47831 0.2 4.38493 0.44520 0.08706 0.44845 0.49807 0.49286 0.49996 0.48899 0.49978 0.44179 0.

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PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT. TE Dispensados 3 o. TE 4 o. Final Segunda Avaliação Final Data: ________/___________________/2008 Obs.405 – ANO LETIVO 2008 AULA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Data 27/fev/08 5/mar/08 12/mar/08 19/mar/08 26/mar/08 2/abr/08 9/abr/08 16/abr/08 23/abr/08 30/abr/08 7/mai/08 14/mai/08 21/mai/08 28/mai/08 4/jun/08 11/jun/08 18/jun/08 30/jul/08 6/ago/08 13/ago/08 20/ago/08 27/ago/08 3/set/08 10/set/08 17/set/08 24/set/08 1/out/08 8/out/08 15/out/08 22/out/08 29/out/08 5/nov/08 Conteúdo Observação 1 o. 44/07-CEPE Sugestão 26/nov/08 10/dez/08 22/nov/08 01 a 06/dez 15 a 20/dez Último dia Letivo Ex. TE 2 o.: ____________________________________________________________ Economia de Engenharia Notas de Aula . TE Res.405 – ANO LETIVO 2008 141 15 PROGRAMAÇÃO DA DISCIPLINA TT.

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