CARTA
DE
TIRADENTES


Amanhece
 um
 novo
 tempo
 no
 horizonte.
 Novas
 paisagens,
 novas
 questões,
 novos
 agentes,
 novas
 imagens
 e
 sons
 se
 multiplicam
 por
 todas
 as
 regiões
 do
 país,
 refletindo
 a
 imensa
 diversidade
cultural
do
Brasil.
 A
 construção
 de
 políticas
 públicas
 inclusivas,
 descentralizadas
 e
 transparentes
 –
 aliadas
 às
 facilidades
 trazidas
 pelas
 novas
 tecnologias
 de
 produção
 audiovisual
 –
 favoreceram
 o
 surgimento
dessa
nova
realidade
do
cinema
brasileiro.
Moradores
de
municípios
de
menos
de
 20
mil
habitantes
passaram
a
fazer
filmes
através
do
programa
Revelando
os
Brasis.
Estivemos
 nas
 telas
 dos
 grandes
 festivais
 do
 mundo.
 Um
 filme
 brasileiro
 liderou
 as
 bilheterias
 e
 bateu
 recorde
de
público.
Todas
as
vitórias
pertencem
ao
conjunto
da
atividade
cinematográfica
e
às
 iniciativas
do
poder
público.
Entretanto,
é
preciso
reconhecer
que,
apesar
das
elevadas
somas
 investidas
 através
 de
 políticas
 de
 renúncia
 fiscal,
 a
 indústria
 cinematográfica
 nacional
 ainda
 não
 conquistou
 sua
 independência
 do
 fomento
 público;
 que
 a
 maior
 parte
 desses
 recursos
 continuam
 concentrados
 nas
 mãos
 de
 poucos
 agentes;
 que
 nossa
 presença
 no
 mercado
 internacional
é
tímida
frente
ao
potencial
do
setor
e
aos
montantes
investidos.
 Sabemos
 do
 lugar
 estratégico
 do
 cinema
 para
 o
 futuro
 do
 país
 e
 para
 sua
 afirmação
 como
 nação
soberana.
As
palavras
da
presidenta
Dilma
Rousseff
em
seu
discurso
de
posse
apontam
 para
 esse
 avanço:
 “o
 caminho
 para
 uma
 nação
 desenvolvida
 não
 está
 somente
 no
 campo
 econômico
ou
no
campo
do
desenvolvimento
econômico
pura
e
simplesmente.
Ele
pressupõe
o
 avanço
social
e
a
valorização
da
nossa
imensa
diversidade
cultural.
A
cultura
é
a
alma
de
um
 povo,
 essência
 de
 sua
 identidade.
 Vamos
 investir
 em
 cultura,
 ampliando
 a
 produção
 e
 o
 consumo
 de
 nossos
 bens
 culturais
 em
 todas
 as
 regiões
 e
 expandindo
 a
 exportação
 de
 nossa
 música,
cinema
e
literatura,
signos
vivos
de
nossa
presença
no
mundo.”
 O
 Brasil
 resolveu,
 afinal,
 trilhar
 um
 caminho
 original
 e
 independente
 de
 desenvolvimento
 e
 soberania
 –
 um
 caminho
 fundado
 no
 crescimento
 econômico
 com
 distribuição
 de
 renda
 e
 inclusão
social.
O
Brasil
vive
um
momento
histórico
de
ampliação
de
cidadania
e
participação
 democrática.
Setores
até
então
excluídos
ganharam
imagem
e
voz
na
cena
política,
tornando‐ se
 protagonista
 de
 importantes
 mudanças
 na
 realidade
 social.
 No
 campo
 do
 audiovisual,
 surgiram
 novos
 realizadores,
 muitos
 produzindo
 de
 forma
 absolutamente
 independente.
 A
 produção
 cinematográfica
 brasileira
 nunca
 foi
 tão
 diversa
 e
 plural
 como
 hoje.
 A
 maior
 parte
 desses
 filmes,
 no
 entanto,
 e
 apesar
 da
 enorme
 atenção
 que
 vem
 recebendo
 de
 prestigiados
 espaços
da
atividade
cinematográfica
no
Brasil
e
no
mundo
–
como
os
festivais
de
Tiradentes,
 Brasília,
 Cannes,
 Berlim,
 Veneza,
 Locarno
 e
 Rotterdam
 –,
 permanece
 alijada
 dos
 grandes
 lançamentos
 e
 das
 salas
 do
 circuito
 comercial.
 Felizmente,
 com
 o
 digital
 e
 uma
 gigantesca
 pulverização
das
formas
de
acesso
aos
filmes,
essas
obras
ganharam
muitas
outras
maneiras
 de
 existir
 fora
 do
 grande
 circuito
 de
 exibição
 convencional.
 Elas
 estão
 nos
 festivais,
 mostras,
 cineclubes,
 salas
 de
 aula,
 computadores,
 camelôs
 –
 em
 lugares
 que
 nem
 salas
 de
 cinema
 possuem
 (afinal,
 apenas
 8%
 dos
 municípios
 brasileiros
 possuem
 salas
 de
 exibição).
 Este
 cinema,
 agora,
 precisa
 ser
 entendido
 em
 sua
 importância
 democratizante
 e
 simbólica.
 É
 urgente
 ultrapassar
 o
 bloqueio
 imposto
 por
 estruturas
 historicamente
 consagradas
 à
 manutenção
de
privilégios
no
acesso
à
produção
e
ao
consumo
dos
bens
culturais.
Estes
novos
 filmes
já
funcionam
como
farol
da
nossa
cultura
no
intercâmbio
simbólico
entre
os
povos.
Eles



que
avance
na
estruturação
comercial
do
setor.
na
 democratização
da
produção
e
do
consumo
dos
bens
culturais.
Não
há
como
pensar
o
mercado
cinematográfico
apostando
na
falsa
contradição
 entre
um
cinema
dito
comercial
e
outro
de
vocação
autoral.
que
distribua
 melhor
 os
 recursos
 já
 existentes
 de
 modo
 a
 ampliar
 o
 escopo
 do
 fomento.afirmam
 nosso
 lugar
 no
 mundo.
 com
 orçamentos
 de
 menor
 porte.
É
hora
de
pensar
a
cadeia
da
produção
e
consumo
cinematográficos
em
 seu
conjunto.
Parte
das
reconhecidas
 dificuldades
enfrentadas
atualmente
pela
indústria
audiovisual
brasileira
têm
sua
origem
em
 dicotomias
artificiais
como
essa.
como
 forma
de
estimular
e
testar
alternativas
para
a
estruturação
comercial
do
setor.
 .
 mais
baratos.
Acreditamos
na
necessidade
urgente
de
fazer
do
CTAv
um
grande
 espaço
 para
 a
 profissionalização
 da
 finalização
 que
 agregue
 valor
 e
 diminua
 custos
 para
conteúdos
realizados
à
margem
das
principais
políticas
de
fomento.
 incentivando
 a
 estruturação
 comercial
 de
 empresas
 distribuidoras
 que
 se
 dediquem
 a
 este
 segmento.
 possam
 também
 ser
 aplicadas
 de
 maneira
 comprometida
 e
 responsável
 em
 outras
 ações
 de
 fomento
 como
 o
 Fundo
 Setorial
 do
 Audiovisual
 e
 as
 políticas
 de
 fomento
direto
da
ANCINE
para
empresas
de
produção.
e
que
aposte
no
cinema
como
 janela
 privilegiada
 para
 o
 desenvolvimento
 e
 a
 soberania.
distribuição
e
exibição.
 já
 sinalizadas
 pelos
 Editais
 de
 Baixo
 Orçamento
 da
 Secretaria
 do
 Audiovisual.
 Fortalecer
 o
 circuito
 alternativo
 de
 cineclubes
 como
 o
 Cine
 Mais
 Cultura
 e
 apostar
 em
 programas
 de
 expansão
 do
 parque
 exibidor
 como
 o
 Cinema
 Perto
 de
 Você.
de
entender
a
rede
de
relações
e
a
interdependência
entre
os
diversos
formatos
 audiovisuais.
 Para
 isso.
 
 Investir
 na
 comercialização
dessa
produção
é
uma
maneira
de
formar
novas
platéias
com
filmes
 que
 têm
 recebido
 grande
 atenção
 dos
 principais
 festivais
 de
 cinema
 do
 Brasil
 e
 do
 mundo.
 3) Valorizar
 e
 ampliar
 as
 instâncias
 formuladoras
 de
 políticas
 para
 o
 setor.
 Compreendem
 novos
 modelos
 de
 produção
 –
 muitas
 vezes.
 que
 reconheçam
 a
 pluralidade
 dos
 modos
 de
 produção
 e
 contemplem
 uma
 maior
 representatividade
de
todos
os
agentes.
 propomos
 as
 seguintes
 ações:
 1) Criar
 linhas
 específicas
 de
 fomento
 para
 formatos
 de
 produção
 que
 primem
 pela
 inovação
 técnica
 e
 artística.
 4) Fortalecer
 e
 equipar
 os
 espaços
 de
 produção
 inclusiva
 e
 democrática.
novos
agentes
e
novas
paisagens
possam
emergir
no
cenário
 audiovisual
nacional.
 que
 desenvolva
 políticas
efetivas
de
distribuição
e
exibição.

 É
chegada
a
hora
de
questionar
privilégios
cristalizados
e
de
se
criar
mecanismos
de
inclusão
 para
que
a
novidade.
 É
 preciso
 fazer
 experiências
 de
 mercado
 com
 estes
 filmes
 sem
 subestimar
 seu
 potencial
 comercial.
 Que
 estas
 linhas
 específicas.
 2) Desenvolver
 uma
 política
 de
 fomento
 específica
 para
 a
 distribuição
 e
 exibição
 de
 filmes
 de
 baixo
 orçamento.
a
invenção.
 dos
 Pontos
 de
 Cultura
aos
CTAv’s.
São
filmes
inovadores
que
não
podem
mais
ser
ignorados.
 Queremos
uma
política
pública
que
reconheça
os
novos
modelos
de
produção.


Lara
 Frigotto
 (produtora
 ‐
 RJ).
 Daniel
 Queiroz
 (curador
 –
 MG).
 Eduardo
 Raccah
 (agente
 de
 vendas
 internacional
 –
 RJ).
 Ava
 Rocha
 (realizadora
 e
 montadora
 –
 RJ).
Maya
Da‐Rin
(realizadora
‐
RJ).
 encontram
 seu
 espaço
 nos
 grandes
 eventos
 internacionais
e
conquistam
seu
público.
Coragem
para
saber
que
o
caminho
é
longo.
Dellani
Lima
(realizador
–
MG).
 Gustavo
 Beck
 (realizador
 ‐
 RJ).
 Bruno
Safadi
(realizador
‐
RJ).
Gabriel
Mascaro
(realizador
‐
PE).
 mas
passos
importantes
já
foram
dados.
Matheus
Rocha
 .
Tiago
 Mata
Machado
(realizador
‐
MG).
Eduardo
Valente
(realizador.
Ricardo
Pretti
(realizador
e
montador
‐
CE).
 Karen
 Black
 (realizadora
 e
 cineclubista
 –
 RJ).
Allan
Ribeiro
(realizador
‐
RJ).
 nossa
 presidenta
 lembrou
 o
 escritor
 Guimarães
 Rosa:
 “O
 correr
da
vida
embrulha
tudo.
Guilherme
Withaker
(produtor
–
RJ).
 Marina
 Fraga
 (realizadora
 –
 RJ).
Patricia
Moran
 (realizadora.
 Francis
Vogner
dos
Reis
(crítico
‐
SP).
Cavi
Borges
(realizador
–
RJ).
 Marcelo
 Pedroso
 (realizador
 ‐
 PE).
Coragem
para
promover
a
inclusão
e
valorizar
a
diferença.
sossega
e
 depois
 desinquieta.
 apesar
 disso.
 Pedro
 Urano
 (realizador
 e
 diretor
 de
 fotografia
 ‐
 RJ).
 Sergio
 Oliveira
 (realizador
 e
 roteirista
 ‐
 PE).
 Marina
 Meliande
 (realizadora
 ‐
 RJ).
 pesquisadora
 e
 professora
 ‐
 MG).
permitindo
ampliar
o
número
de
agentes.
Felipe
Bragança
(realizador
‐
RJ).
 Alonso
 Pafyeze
 (realizador
 e
 diretor
 de
 arte
 –
 MG).
Coragem
 para
 encarar
 os
 privilégios
 e
 não
 se
 deixar
 seduzir
 por
 suas
 promessas
 historicamente
 não
 cumpridas.
Marcelo
Toledo
(realizador
 ‐
SP).
 Evandro
 Dunoyer
 (realizador
 ‐
 PE).
 Renata
 Pinheiro
 (realizadora
 e
 diretora
 de
 arte
 ‐
 PE).

 Ainda
 em
 seu
 discurso
 de
 posse.
.
Leonardo
Sette
(realizador
–
PE).
desde
o
desenvolvimento
dos
projetos
 –
com
o
incremento
dos
acordos
de
co‐produção
–
até
o
posicionamento
do
filme
no
 mercado
mundial.
 Felipe
 Peres
 Calheiros
 (realizador
 ‐
 PE).
Marcelo
Caetano
(realizador
‐
SP).
 e
 que.
Silvia
Cruz
(distribuidora
‐
SP).
crítico
e
curador
‐
RJ).
 articulando
 um
 conjunto
 de
 ações
 para
 consolidar
 a
 presença
 internacional
 de
 nosso
cinema
de
modo
planejado
e
integrado.
Coragem
como
quer
o
Brasil
e
requer
seus
Brasis.
Andre
Brasil
(professor
e
pesquisador
–
MG).
 Andrea
 Capella
 (realizadora
 e
 diretora
 de
 fotografia
 ‐
 RJ).
 (realizador
 ‐
 MG).
Ricardo
Alves
Junior
(realizador
‐
MG).
 Pablo
 Lobato
 (realizador
 ‐
 MG).
 integrada
 e
 socialmente
 construída
 de
 regulação.
Lis
Kogan
(curadora
‐
RJ).
 Coragem
 para
 reconhecer
 que
 existem
alternativas
já
em
curso.
Philipi
Bandeira
(realizador
–
CE).
 Ramiro
 Azevedo
 (produtor
 –
 RS).
 Helvécio
 Marins
 Jr.
 Eva
 Randolph
(realizadora
e
montadora
–
RJ).
Coragem
para
saber
que
 aqui
a
produção
mais
plural
e
independente
está
regulada
por
uma
agência
nacional
e
que
o
 grande
 capital
 privado
 opera
 sem
 uma
 política
 séria.
 Clarissa
 Campolina
 (realizadora
 ‐
 MG).
aperta
e
daí
afrouxa.
 que
aproveite
as
boas
experiências
dos
programas
de
apoio
da
ANCINE.
 Jaqueline
 Beltrame
 (produtor
 –
 RS).
 Claudio
 Marques
 (realizador
 –
 BA).
 Carol
Durão
(realizadora
‐
RJ).
Ângelo
Defanti
(realizador
e
produtor
–
RJ).
 Sergio
Borges
(realizador
‐
MG).
Fellipe
Barbosa
(realizador
 e
roteirista
‐
RJ).
 Marcelo
 Ikeda
 (realizador
 e
 crítico
 ‐
 CE).
Ivo
Lopes
Araujo
(realizador
e
 diretor
de
fotografia
–
CE).
 Débora
 Butruce
 (cineclubista
 e
 preservadora
 audiovisual).
Douglas
Soares
(realizador
‐
RJ).
 Gabriela
Amaral
Almeida
(realizadora
‐
BA).
 Sergio
 Jose
 de
 Andrade
 (realizador
 –
 AM).5) Construir
 uma
 política
 unificada
 e
 ousada
 de
 internacionalização
 de
 nossa
 produção.
Leonardo
Barcellos
(realizador
‐
MG).
 Alê
 Castañeda
 (produtora
 ‐
 RJ).
Gustavo
Spolidoro
(realizador
‐
RS).
 Morgana
 Rissinger
 (produtor
 –
 RS).
Flávia
 Castro
 (realizadora
 ‐
 RJ).
 O
 que
 ela
 quer
 da
 gente
 é
 coragem”.
 Alisson
 Ávila
 (produtor
 ‐
 RS).
 Zeca
 Ferreira
 (realizador
 ‐
 RJ).
 Frederico
 Benevides
 (realizador
 e
 montador
 –
 CE).
Gustavo
Pizzi
(realizador
–
 RJ).
A
vida
é
assim:
esquenta
e
esfria.
cuja
viabilidade
muitas
vezes
se
dá
à
margem
das
principais
 políticas
 de
 fomento.
Paolo
Gregori
(realizador
‐
SP).
 Emilie
 Lesclaux
 (produtora
 –
 PE).
da
SAV
e
do
 MRE.
 Hilton
 Lacerda
 (realizador
e
roteirista
‐
PE).
como
é
o
caso
da
TV
e
da
publicidade.
 Marília
 Hughes
 (realizadora
 –
 BA).
Ricardo
Targino
(realizador
‐
MG).
Michael
Wahrmann
(realizador
–
SP).
 Juliano
 Dornelles
 (realizador
 –
 PE).
Eryk
Rocha
(realizador
‐
RJ).
Marília
Rocha
(realizadora
‐
MG).
Coragem
para
assumir
a
necessidade
de
distribuir
de
 forma
conseqüente
os
recursos
do
setor.
 Luiz
 Pretti
 (realizador
 –
 CE).


 Max
 Eluard
 (realizador).
 Paula
 Gaitán
 (realizadora
 –
 RJ).
 professor
 e
 pesquisador
–
RJ).
Karin
Ainouz
(realizador
–
CE).
 Anna
Azevedo
(realizadora
–
RJ).
 Maurílio
 Martins
 (realizador
 –
 MG).
 Gabriel
 Martins
 (realizador
 –
 MG).
 Cezar
 Migliorin
 (realizador.
 Pedro
 Diógenes
 (realizador
 –
 CE).
André
Lavaquial
(realizador
–
RJ).
Marcelo
Lordello
(realizador
–
PE).
 Milton
 do
 Prado
 (produtor
 –
 RS).
Andre
Novais
(realizador
 –
 MG).
João
Junior
(produtor
–
PE).
Tião
(realizador
–
PE).
 professora
 e
 pesquisadora
 –
 RJ).
 Daniel
 Lisboa
 (realizador
 –
 BA).
Consuelo
 Lins
 (realizadora.
 Guto
 Parente
 (realizador
 –
 CE).
Vania
 Catani
(produtora).
 .
Ivana
Bentes
(professora
e
pesquisadora
–
RJ).
 Karen
 Akerman
 (realizadora
 e
 montadora
 –
 RJ).(realizador
e
diretor
de
fotografia
–
BA).
 Fabiano
 de
 Souza
 (realizador
 –
 RS).
 Carla
 Maia
 (produtora
 –
 MG).