You are on page 1of 57

02-02-2011

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº1 – Programa, objectivos e avaliação da disciplina.

Antropologia e História do Corpo - Programa

Objectivos da disciplina:
- Conhecer os fundamentos básicos da Antropologia e sua contextualização
histórica.
- Entender a origem do ser humano e compreender o seu processo evolutivo,
desde os seus ancestrais até ao homem actual.
- Identificação e compreensão dos diferentes factores associados ao processo
evolutivo do ser humano.
- Conhecer as diversas expressões do comportamento humano a partir do
corpo e das manifestações que o implicam.
- Conhecer os diferentes factores (sociais, culturais, biológicos, religiosos,
geográficos,
g g etc.)) q
que afectam o comportamento
p e a sua importância
p ao longo
g
da evolução. Compreender as diferentes concepções do “corpo” ao longo dos
tempos.
- Aplicação e desenvolvimento do pensamento crítico pelo qual é capaz de
reconhecer e de definir problemas, formular hipóteses adequadas, fazer
selecções pertinentes, tirar conclusões válidas e aplicar essas conclusões

1
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo I

 Origens da Antropologia
 Conceitos e métodos da Antropologia
 Etnocentrismo
 Etnografia
 Etnia, etc...
A Interdisciplinaridade da Antropologia
 Antropologia e a História
 Antropologia e a Sociologia
 Antropologia e a Biologia

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo II

 Correntes fundamentais do pensamento etnológico


 O evolucionismo
 O difusionismo
 O culturalismo
 Tendências da etnologia Francesa
 O funcionalismo
 O estruturalismo

2
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo III

 Antropologia do parentesco
 Antropologia económica
 Antropologia politica
 Antropologia religiosa

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo III

A evolução do Homem
Os climas e natureza
Os homens e antepassados
O cérebro e a mão
Arcantropos e Paleantropos
Neantropos
Organismo Social
Os símbolos da linguagem

3
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo IV

Memória e Técnica
Os Símbolos Étnicos
Os valores e ritmos do corpo
A estética funcional
A linguagem das formas
Praticas sociais: a linguagem o culto e o rito. Magia e religião
As Crenças e os ritos do corpo

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo V
Trabalhos de Grupo
O trabalho escrito deverá ser entregue no prazo estabelecido e
obedecer às seguintes regras:
- Introdução ao tema e descrição dos objectivos do trabalho
- Apresentação de uma boa revisão bibliográfica actualizada e
demonstrativa da pesquisa efectuada sobre o tema proposto.
- Conclusões
- Bibliografia
- Anexos (facultativo)

Relativamente à apresentação oral do trabalho:


A apresentação será realizada por todos os elementos do grupo, sem
excepção, de preferência recorrendo a Power Point.

4
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo IV

Trabalhos de Grupo (continuação)


- A apresentação não deve exceder o máximo de 20 minutos
- Todos os elementos do grupo devem estar presentes na apresentação e
preparados para responder às questões que surjam no decorrer ou no
final deste.

Antropologia e História do Corpo - Programa

Módulo IV
Avaliação da disciplina
A avaliação pode ser periódica ou por exame final. Assim, na avaliação
periódica está prevista a realização de uma frequência escrita no final do
1º semestre, a elaboração de um trabalho de Grupo realizado por 3 a 4
alunos por turma, pela realização de pelo menos 1 trabalhos/relatório de
aula a definir posteriormente e ainda pela apresentação oral, em grupo, de
um tema a definir (ver programa da disciplina).
Trabalho de Grupo
Os grupos serão formados por 3 a 4 alunos de uma mesma turma.
Este trabalho é constituído p
por 2 etapas:
p
1. O trabalho escrito (40%)
2. A apresentação oral e defesa (60%)
a. A apresentação será realizada, impreterivelmente, por todos os
elementos do grupo, sendo por isso, obrigatória a presença de todos os
elementos no dia da apresentação.

5
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Classificação Final
X= 0,55 (frequência) x 0,4 (trabalho de grupo) x 0,5 (relatórios)

Organização

Frequência – a frequência será realizada no dia 18 de Maio.

Trabalho de Grupo – o trabalho escrito deverá ser entregue até ao dia 15 de


Abril de 2011,
2011 sendo as respectivas apresentações realizadas nas duas
semanas seguintes de aulas.

Antropologia e História do Corpo - Programa

Bibliografia
1. Borges, A. (2005) “Sobre Pessoas e Variáveis: etnografia de uma crença
política” Mana v. 11 n.1, p. 6793.
2. Da Matta, R. (1990) “A Antropologia no Quadro das Ciências”. Em:
Relativizando: uma introdução à antropologia social.
social Rio de Janeiro: Rocco,
Rocco p
p.
1758.
3. Gonçalves, A. C. (1992). Questões de Antropologia Social e Cultural, Edições
Afrontamento.
4. Leroi-Gourhan, A. (1987). O Gesto e a Palavra - Memoria e Ritmos, Edições
70.
5. Leroi-Gourhan, A. (1987). Os caçadores da pré-história, Edições 70.
6. Leroi-Gourhan, A. (1990). O Gesto e a Palavra - Técnica e Linguagem,
Edições 70.
7. Leroi-Gourhan, A. (1995). As religiões da pré-história, Edições 70.
8. Rivière, C. (2007). Introdução à Antropologia, Edições 70.
9. CRESPO, Jorge – A História do Corpo. Lisboa. 1992.
10. HASSE, Manuela – O Divertimento do Corpo. Corpo, Lazer e Desporto, na
transição do Século XIX para o Século XX, em Portugal. Lisboa. 1999.
11. MAUSS, Marcel – Sociologie et Anthropology. Paris. 1989.

6
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Programa

Bibliografia
12. Baktin, Mijail – La Cultura Popular en la Edad Media y en el Renacimiento. El
contexto de François Rabelais. Madrid. 1988.
13. Braudel, Fernand – História e Estruturas Sociais. Lisboa. S.D.
14 Crespo,
14. Crespo Jorge – A ‘Arquitectura’
Arquitectura do Corpo,
Corpo em Portugal,
Portugal na transição do Século
XVIII para o Século
15. XIX, inBoletim da Sociedade Portuguesa de Educação Física. nº5/6 Outubro.
1992.
16. Crespo, Jorge – As provas do corpo, os sinais da morte nos Séculos XVIII-XIX,
in Pro-Posições. ‘A Visibilidade do Corpo’. Faculdade de Educação-Unicamp. V. 14,
nº2 (41) – maio/ago. 31-39. Campinas. SP. 2003.
17. Crespo, Jorge – A Construção do Corpo do Outro. (Séc.XV-XVI), in Arquivos da
Memória. pp.7-22. nº1. 1996.
18. Hobel, E. Adamson e Frost, Everett L. –Antropologia Cultural e Social. S. Paulo.
19. Sahlins, Marshall – Other Times, Other Customs: The Anthropology of History,
in American Anthropologist. USA. 85, 1983.
20. Silva, Ana Márcia – Corpo, Ciência e Mercado. S. Paulo. 2001.
21. Unesco – Historia e Diversidad de las Culturas. 1984.
22. Vigarello, Georges – Le Propre et le Sale. Paris. 1985.

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº2 – Introdução à antropologia: géneses e alguns


conceitos fundamentais.

7
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Génese

As origens da Antropologia

O que é, porquê e para quê a Antropologia?

Do grego:
A Ciência que estuda o
Anthropos – Homem
Homem
Logos – Tratado, estudo

Primórdios:
Homem

Reflexão Objecto

Antropologia e História do Corpo - Génese

Síntese Histórica

Embora o Homem seja objecto de reflexão dele próprio, segundo alguns autores
foi só no final do séc. XVIII que foram dados os primeiros passos para um saber
científico.
- definição do objecto de estudo
- aplicação de métodos de estudo, semelhantes aos de outras ciências
- de uma reflexão mitológica, artística e teológica do homem como
sujeito do conhecimento, passa-se ao pensamento científico do homem
considerado em si mesmo como objecto da ciência.
- evolução do conceito de Homem

8
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Génese

Síntese Histórica

Uma vez que a ciência, tal qual era concebida nessa época, pressupunha a
existência de uma dualidade entre observador e objecto observado, como o que
acontecia, entre outras, nas ciências da natureza, as primeiras sociedades
estudadas pelos antropólogos eram sociedades longínquas.

O porquê do estudo destas sociedades:


-sociedades de pequenas dimensões
-pouco contacto com sociedades vizinhas
pouco evoluídas tecnologicamente
-pouco
-reduzida especialização de actividades e das funções sociais

Ou seja o estudo de sociedades “simples” em oposição à


complexidade das sociedades ocidentais

Antropologia e História do Corpo - Génese


Síntese Histórica

Final do Séc.XIX inicio do séc. XX surge uma crise de identidade


- mudanças das sociedades, “a morte do primitivo” Paul Marcier (1966).
- procura de novos horizontes
- estudo de “pequenas comunidades”.
A distância geográfica dá lugar à distância cultural e social

Antropologia

Desenvolvimento de campos de interesse especializados (5 áreas de estudo):


1 - Antropologia Biológica 4 – Antropologia Psicológica
2 - Antropologia Pré-histórica 5 – Antropologia Cultural e social
3 - Antropologia Linguística

9
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Antropologia Biológica

A Antropologia Biológica (durante séc. IXX e XX denominada por


Antropologia Física), diz essencialmente respeito ao estudo das variações
dos caracteres biológicos do homem no espaço e no tempo.

“ A Antropologia Biológica debruça-se cada vez mais no debate sobre o


derivado do inato o dependente do adquirido assim como sobre a sua
contínua interacção”.

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Antropologia Histórica

Corresponde ao estudo sobre o passado das sociedades já desaparecidas


e também das actuais.

Antropologia pré-histórica – procede do encontro entre a antropologia e a


arqueologia. Interessa-se pelo estudo da técnica, produções culturais e estatísticas,
e organização social. Recolhe informações através do material de investigação
encontrado nos locais (escavações).

Etno-história – debruça-se também no estudo do passado das


sociedades exteriores ao tempo histórico das sociedade ocidentais. Obtém o
material de investigação através da recolha pela oralidade local.

10
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Antropologia Psicológica

Corresponde ao estudo dos mecanismos do psiquismo humano na sua


interacção com a permanência social.

Não tem como objectivo o estudo do indivíduo, mas nasce da necessidade


de compreender a subjectividade que preside à acção dos indivíduos em
sociedade.

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Antropologia Linguística

1) A linguagem corresponde a um dos aspectos da cultura.

2) A linguagem é igualmente uma produção cultural, na medida em que


reflecte, pela natureza e projecção dos seus sistemas simbólicos,
certas características simbólicas.

3) A linguagem corresponde a uma condição da cultura.


cultura Ela própria é
uma cultura, na medida que é através dela que se tem acesso aos
diversos aspectos da cultura.

11
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Antropologia Social e Cultural

Ramo vastíssimo e complexo que engloba o estudo dos múltiplos


aspectos fundamentais que se articulam e constituem uma sociedade:
o sistema do parentesco, modos de produção económica, o sistema
jurídico as técnicas,
jurídico, técnicas a transmissão dos saberes,
saberes as crenças as artes,
artes o
simbólico, etc.

Antropologia e História do Corpo - Conceitos

Conceitos
Etnologia e
O outro (alteridade) Antropologia

Etnocentrismo Etnia

12
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº4 – A interdisciplinaridade da Antropologia.


Correntes fundamentais do pensamento Etnológico.

Antropologia e História do Corpo

Qual foi o 1º objecto de estudo da Antropologia?

O porquê deste objecto de estudo?

13
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo

Etnia – é definida geralmente como uma população que adopta um


etnónimo e que reclama uma mesma origem, possuindo uma tradição
cultural comum, especificada por uma consciência de pertença a um grupo,
cuja unidade se apoia geralmente numa língua, numa história e num
território idênticos. No entanto todos estes critérios devem ser ponderados.
O mesmo território pode ser ocupado por diferentes etnias, e a mesma etnia
pode ocupar diferentes territórios. A língua por vezes pode ser manipulada
por grupos dominantes (colonização)

Etnologia - ciência das etnias

Antropologia – ciência dos Homens

Antropologia e História do Corpo – Etnologia Vs Antropologia

Etnologia e antropologia

Pode-se dizer que o trabalho do antropólogo se divide nos seguintes


momentos de sucessão:
Etnografia – etapa da recolha dos dados (observação e descrição).
Introduzida pelo historiador alemão B C Niebuhr em 1810.
Etnologia – a fase das primeiras sínteses. Introduzida em 1787 pelo
moralista suíço Chavanes. No séc. XIX abarcava o estudo das
sociedades primitivas, particularmente o estudo do fóssil e o da
classificação das raças
raças.
Antropologia – fase das generalizações teóricas após comparação

A etnologia, ao elaborar os materiais fornecidos pela etnografia, visa depois de


analisar e interpretar os dados, construir modelos e estudar as suas propriedades
formais a um nível de síntese teórica, tornado possível pela análise comparativa.

14
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo

Antropologia:
Segundo J. Copans:
1) como um conjunto de ideias teóricas
teóricas, referidas aos homens e
ás suas obras, aos percursores contraditores e sucessores,
conduzindo debates de ideias sobre os agrupamentos humanos e
as suas culturas.
2) tradição intelectual e ideológica, própria de uma disciplina que
tem uma forma de apreensão do mundo
3) como prática institucional definindo os seus objectivos os seus
objectos, as suas ideias
4) como método de prática de campo

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

História
Sociologia
Linguística

Biologia
Psicologia Antropologia

A
Arqueologia
l i
Pré-Hitória

...

15
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a Sociologia

Antropologia – apadrinhada pela história natural e espírito antiquário


Sociologia – apoia-se no reformismo social e na filosofia

No séc. XIX devido às grandes transformações das sociedades ocorridas em


consequência da revolução industrial e política, surge o nascimento da
sociologia.

Nessa altura
altura, por um lado a sociologia estuda as transformações sociais
reflectindo de uma forma filosófica sobre estas. Por outro lado a antropologia
através de pesquisas classificativas, esquemas de evolução, valorização dos
tipos como raças e etnias apoiam a acção a reforma social.

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a Sociologia

(inicialmente) a etnologia e a sociologia afirmam-se diferentes devido ao seu


campo de investigação:
in estigação:

Etnologia – sociedades relativamente homogéneas e de pequena escala, sem


história conhecida, ditas primitivas, tradicionais, sem escrita.

Sociologia – sociedades complexas, heterogéneas, de grande profundidade


histórica ditas civilizadas industrializadas, letradas modernas.

No entanto as duas ciências humanas iniciam uma caminhada em


paralelo e o seu interesse converge no estudo e pesquisa das estruturas e
funções sociais, e sobre uma análise da dinâmica das sociedades actuais.

16
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a Sociologia

No início dos anos 50 por sua vez os antropólogos dedicam-se ao


estudo de sociedades complexas (redes políticas da Índia, parentesco
americano, economia informal) os sociólogos por seu turno sobre
aspectos simbólicos do comportamento sobre as micro-relações de
ordem ritual,, jjurídica cultural e adaptam
p os seu métodos de forma a
estudar as sociedades do 3º mundo.

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a História

No “inicio” a história assentava o seu estudo sobre a cronologia, a


individualidade e o fenómeno político.
político Por outro lado a
sociologia e a antropologia faziam uma análise da sociedade
sobretudo pelo lado da vertente social não precisando esta de se
submeter aos acontecimentos cronológicos.

Mas no início do séc.XX origina-se uma discussão que vai levar à


reformulação
f l ã d deste
t princípio.
i í i

Historicidade Social

17
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a História

Etnologia caracterizada por:


- pela
l oralidade,
lid d a espacialidade,
i lid d a alteridade,
lt id d o iinconsciente.
i t

...e a História:
- delimitada pela escrita, a temporalidade, a identidade e a consciência.

Historicidade Social

Etno-História

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a História

Historicidade Social

Etno-História

A partir de agora a junção de técnicas utilizadas pelos historiadores e antropólogos


permite
it relacionar
l i o presente
t e o passado
d examinando
i d os valores
l e a lilinguagem
de um grupo visto de dentro.
Portanto desta forma temas como o quotidiano, o corpo, as técnicas, os mitos, o
parentesco, são temas de estudo de ambas as ciências, em que a sua articulação
permite um estudo mais aprofundado e mais global dos mesmos.

18
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Antropologia Interdisciplinar

Antropologia e a Linguística
Língua – representa a instituição social, é um tesouro da civilização:
- Elemento de tradição quando analisada sob o ponto de vista da
fonológico (sons),
(sons) semântico (sentido das palavras) sintáctico (construção das
frases).

Segundo Boas e Sapir mais importante do que formas e regras, é a influência de


uma língua sobre o pensamento de um povo e sobre a sua visão do mundo.
Existem elementos fonéticos que variam de uma subcultura para outra...

Outras disciplinas:

Demografia, geografia, psicologia, arqueologia, pré-história, genética, etc...


Por isso o aparecimento de especializações:
- antropologia política, económica, religiosa, parentesco etc...

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Correntes fundamentais do pensamento etnológico

Ao Grego Heródoto (séc. V a.C) - papel mítico de herói fundador da história, da


geografia comparada e da etnologia
Após diversas viagens demonstra que a organização social dos Egípcios é
entendida em ligação com a religião, que a dos bárbaros (não-gregos) é dominada
pela instituição da realeza, ao passo que os gregos vivem em cidades governadas
pela lei.

...evolução:
Com o desenvolvimento das sociedades,
sociedades nomeadamente no renascimento,
renascimento as
viagens e consequentemente novas narrativas de viagens e experiências, levam a
que cada vez mais se desenvolvam comparações entre as diferentes culturas.

19
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Evolucionismo

Surgiu na segunda metade do séc. XIX e apoia-se no transformismo de Lamarck e


nas pesquisas de Darwin
Da mesma forma que se observa uma diversidade de espécies no mundo natural e
adaptação constante ao meio, também o mundo humano evolui do simples para o
complexo, (melhoria dos sistemas sociais, económico, político, religioso).
Segundo esta teoria:
Os grupos do séc. XIX chamados “atrasados”, “inferiores”,
corresponderiam a um estado antigo das sociedades avançadas.
Produção económica
económica, religião monoteísta
monoteísta, família monogâmica como
sinónimo de evolução e por outro lado, os sistemas de troca não mercantil, o
politeísmo, a poligamia como características de atraso evolutivo, etc...

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Evolucionismo

O Evolucionismo divide-se:

Por um lado, filosofia teleológica da história marcada pelo destino


ascendente da civilização.

Por outro,
outro determinação da história graças a algum factor
predominante (biológico: Darwin; técnico: Morgan; Económico: Marx;
Espiritual: Frazer)

20
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Evolucionismo
Principais individualidades:

Lewis Morgan (1818-1881) – jurista norte-americano. No seu trabalho “A sociedade


Arcaica” esquematiza a evolução humana em 3 grande fases:
Selvejaria
Barbárie
Civilização
E cada uma destas em 3 períodos
Antigo
Médio
Recente

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Evolucionismo (continuação)
Estes iniciando sempre por uma invenção tecnológica:
Agricultura nos alvores da barbárie
Comércio e indústria nos da civilização

Análise segundo:
Desenvolvimento da ideia de governo
Dos patamares de evolução da família
Das transformações da propriedade a partir de regras de sucessão: da
organização tribal à propriedade privada.

B Tylor (1832-1917) – introduziu a análise estatística como as correlações e outras


verificações estatísticas dando sentido à noção de função.
J Frazer (1854-1941) – estudioso dos mitos, totemismo e o sacrifício do rei divino.

21
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Evolucionismo - Características
• Atenção privilegiada às sociedades mais arcaicas, especialmente australianas,
aos sistemas de parentesco e à religião.
• Visa estabelecer um corpus
p etnográfico
g da humanidade e uma tipologia
p g
inteligível das sociedades.
• Aprovação da acção colonial

O Evolucionismo - Críticas
• Não existe apenas uma trajectória de evolução da humanidade, mas sim formas
divergentes de civilização, dispersas de no espaço.
• O trajecto civilizacional não se faz apenas por acumulo de ganhos: ela pode
também comportar erros sociológicos e até involuções.
• As mudanças não se explicam apenas com base num factor único. Estas podem
depender de efeitos propagação e de movimentos multidireccionais dos vários
factores inerentes.
• Por vezes atraso pode ser um estimulo para o movimento e para a mudança.

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº5 – Correntes fundamentais do pensamento


Etnológico.

22
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Difusionismo

Surge no início do séc. XX

• Estudo da distribuição geográfica dos traços culturais a partir de


“empréstimos” entre diferentes grupos.

• Postula a raridade dos processos de invenção e entende a semelhança


de elementos culturais como o índice de difusão a partir de um número
limitado de focos.

• Elaboração dos primeiros estudos científicos sobre a circulação dos


traços culturais e de seus elementos, bem como dos factores de
interferência associados a essa mesma difusão.

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Difusionismo

Representada por 3 escolas fundamentais:

1) Escola Britânica – pan


pan-egípicia
egípicia ou heliolítica – baseada nos elementos
semelhantes (pirâmides maias, mumificações de cadáveres africanos) das
diferentes culturas situadas em zonas geográficas distintas. Estudo das
diferentes civilizações e da sua origem comum, a civilização egípcia.

• G. Elliot Smih e W. J. Perry

2) Germano-austriaca – estudo das vias de difusão cultural com base na


linguística, arqueologia e história.

• W. Schmidt (lançou a revista Anthropos)

3) Norte-américa – estudo das movimentações e circulação social e geográfica,


das decadência, modificação e combinação e dissolução dos elementos de
cultura.

• Kroeber, Goldenweiser, Sapir, Wissler e Boas.

23
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Difusionismo
Da mesma forma que as evidências arqueológicas destruíram rapidamente
as bases de Elliot Smith, também durante muito tempo a escola de
Graebner foi bastante apreciada, sendo de referir a limitação desta vertente,
a ausência do factor psicológico da difusão.

Franz Boas (1858-1942)

Boas numa perspectiva de entender os movimentos entre culturas


considerava que o estudo descritivo dos fenómenos de difusão apenas como
preliminares ao estudo da aculturação e das mudanças culturais.

Este propõe uma reflexão sobre o motivo dos empréstimos, a forma, o papel
dos pioneiros, as rejeições, assimilações, reinterpretações e inovações.

Tem em conta também os movimentos internos referindo a possível


existência de elementos semelhantes inventados várias vezes em diferentes
locais.Foi o verdadeiro fundador da antropologia cultural norte-americana e a
sua obra ultrapassa em muito os limites do difusionismo, observa os factos
humanos concretos, tais como a economia, e as línguas e mitos
(reinterpretado mais tarde por Levi-Strauss.

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Culturalismo

• Origem por volta dos anos trinta nos estados unidos, o seio da
escola de antropologia cultural

• Define cultura como sistema de comportamentos aprendidos e


transmitidos pela educação, a imitação e condicionamento
(enculturação), num dado meio social

• Integração de uma orientação psicológica de forma a compreenderem


a relação comportamento/cultura

24
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Culturalismo - Principais autores:


Ralph Linton (1893-1953)
• Dois livros de destaque – “Estudo do Homem” 1936 e “Os fundamentos
culturais da personalidade” – com objectivo de elaborar uma teoria sobre a
cultura
l e a personalidade
lid d

Abraham Kardiner (1891-1981)


• Psicanalista que leva a cabo alguns estudos conjuntos com Linton
• Menor preocupação em alcançar os uma explicação plural dos factos
culturais
• Costumes e formas de disciplina adquiridos na infância e adolescência são
os mais decisivos para a constituição do equipamento menta.
• Considerava que embora fossem importantes factores como
hereditariedade, história individual, etc.. a personalidade de base era o factor
de maior importância na formação das personalidades de determinado
grupo.

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Culturalismo - Principais autores:

- Ruth Benedict (1887-1948)


o Uma cultura define-se, pois, pelas grandes correntes ideológicas e
afectivas que a impregnam na sua globalidade.
globalidade

Criticas:

1. Abordagem demasiado simplista da formação da personalidade


2. Má definição dos padrões
3. Terem pressuposto a anterioridade lógica da cultura

25
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Tendências da Etnologia Francesa


1. Os sistemas do pensamento

Principais fundadores Emile Durkheim (1858-1917) e o seu sobrinho


Marcell Mauss (1872-1950).
(1872-1950)

Emile Durkheim (1858-1917) na sua obra “As forma elementares da vida


religiosa” (1912). Mana – Força; Totem – representação sacralizada do
clã; tabu – interdito.

Estudo das representações colectivas, maioritariamente centradas no


g
fenómeno religioso.

Desta obra: - Crenças e ritos garantem a coesão e a continuidade da


sociedade, e a religião, portanto, o sagrado, seria apenas a
representação hipervalorizada da sociedade por si própria.

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Tendências da Etnologia Francesa


2. A corrente dinamista

A relação
l ã dos
d j
jogos d poder
de d e os factores
f t associados
i d ao
sistema social.
George Balandier:
Primeira teorização da situação colonial e a interpretação
das relações domiante/dominado.
Conivência entre poder e o sagrado

26
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

Tendências da Etnologia Francesa - Corrente Marxista


Privilegia o estudo e a pesquisa no âmbito da antropologia económica
Objectos de debate:
• Primado das forças produtivas (de que forma a economia aparece om instância
dominante?)
• A sua natureza e desenvolvimento (feudalismo e capitalismo)
• Apropriação dos meios de produção e apropriação dos Homens

Segundo Terray o modo de produção fundamenta-se nos tipos de cooperação


entre os diferentes produtores, reformulando mais tarde que é a relação de
exploração que singulariza o modo de produção e que uma mesma formação é
comporta por diferentes modos de produção.
Crítica de Goldelier a Terray na medida em que não se pode confundir a natureza e
a forma das operações técnicas com as condições sociais deste trabalho.
Ainda Rey critica Terray pelo deste estar unicamente atento a processo de
produção imediato e não ao problema de reprodução.

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Funcionalismo

• Origem na Grã-Bretanha nos anos 1930-1950, graças a Bronislaw


Malinwski (1884-1942) e aAlfred Radeliffe-Brown (1881-1955).
• Rejeição crítica do evolucionismo, difusionismo e culturalismo
• Objectiva o estudo e o entendimento dos factos sociais como uma
totalidade ordenada, possível de um tratamento científico.

As 3 noções que contribuíram para o nascimento do funcionalismo:

1. utilidade (para que serve?)


2. causalidade (porque motivos, que resultados?)
3. de sistema (interdependência dos elementos)

27
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo – Correntes fundamentais

O Estruturalismo

1) Estruturo-funcionalismo anglo-saxónico

2) Antropologia
A t l i estrutural
t t l de d Levi-Strauss
L i St

Claude Levi-Strauss (1908)


Análise do parentesco como sistema de comunicação e troca entre
estatuto e papéis sociais, de acordo com o princípio de reciprocidade, que
consiste em se interditar o parente próximo para o trocar por um conjugue
proveniente de outro grupo.
A estrutura é um tipo de formalização que se adapta a um conteúdo
“A
variado”
A estrutura serve para distinguir relações sociais, matéria primeira utilizada
na construção dos modelos que tornam manifesta a própria estrutura
social.

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº6 – Antropologia do Parentesco e Antropologia


Económica (apresentação por grupos).

28
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº 7 – Antropologia do Política e Antropologia


Religiosa (apresentação por grupos).

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº 8-14 – A evolução do Homem


1 - Como se escreve a pré-história
2 – As fases evolutivas dos animais

29
02-02-2011

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

O anseio do Homem de conhecer a sua história


reflectiu-se durante séculos em mitos e lendas,
antes que aportasse a uma teoria científica…

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

“ Os Homens de outrora abandonaram pelo chão, às dezenas de milhões, as


pedras que tinham talhado. Em muitos sítios, basta cavar a terra para
descobrir, sob a forma de ossadas e de cinzas, os vestígios dos antigos
estabelecimentos humanos.”
““... A terra é um livro
li maravilhoso;
ilh i f li
infelizmente, o tempo esgravatou-o e roeu-o
e ele está escrito numa língua difícil...”
Extractos de um texto de André Leroi-Gourhan no livro “Os
Caçadores da Pré-História”

Como se escreve este grande livro?

At é de
Através d 2 grandes
d fenómenos
f ó “
“contrários”:
tái ”
1- A erosão
2- A sedimentação

“Nada se perde tudo se transforma”

30
02-02-2011

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

Os climas e a natureza...
Através das descobertas de alguns investigadores, provou-se que algumas
espécies de seres vivos não existentes nos tempos actuais outrora povoaram
a Terra...
Cuvier, um naturalista Francês, através de fragmentos encontrados
conseguiu reconstruir certos animais inexistentes nos tempos actuais.

Clima e natureza não estáticas e inalteráveis.

Como ocorreram as mudanças de clima na Terra?

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

Os climas e a natureza...

Como ocorreram as
mudanças de clima na
Terra?

Foi a partir dos progressos da


geologia no princípio do séc. XX que
se começou a saber um pouco mais
sobre as alterações dos climas na
T
Terra, e a poder
d assim i descrever
d as
alterações de forma esquemática e
cronológica.

31
02-02-2011

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

Os climas e a natureza...
Os períodos Glaciares e as camadas.

Estabelecimento do p
períodos g
glaciares,, g
geralmente consideradas 4
sequenciais:
Gunz Riss Possível comparação entre as
Mindel Wurm camadas e terraços produzidas pelos
cursos de água com as das praias
As plantas marítimas.
Os animais
Através do fósseis estabelece-se a distribuição e as linhas gerais da
evolução dos animais.
Maior informação a partir da Wurm.
Modificações/adaptações dos animais associadas a alterações
climáticas e de habitat.

A Evolução do Homem – A Pré


Pré--História...

Os climas e a natureza

Pedras

Esqueletos Areias
de animais dos rios

Pré-História Pólens
Sedimentos
fossilizados

Argilas das
cavernas ...

32
02-02-2011

A Evolução do Homem – Esquema Cronológico

A Evolução do Homem – Esquema Cronológico

33
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Organização Dinâmica dos Animais

Simetria Bilateral
Plano segundo o qual todo o organismo se dispôs por detrás do orifício
alimentar.
Facto biológico e mecânico que se constitui como condição
fundamental da evolução para formas superiores de vida.

O Vertebrado
Caracterizados por apresentarem um esqueleto interno.
Primeiros vertebrados, os p
peixes ostracodermes.
Parte locomotriz atravessada pelo notocórdio que acompanha a
espinal medula.
Desprovidos de mandíbula, boca em forma de ventosa.
Caixa cefálica com dispositivo nervoso que reúne na extremidade da
medula espinal os comandos dos órgão sensíveis.

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Organização Dinâmica dos Animais

A evolução do campo anterior

Acção do
Acção da A evolução do membro
cabeça campo anterior anterior
(pólo facial)
(pólo manual)

O campo anterior comporta um pólo facial e um pólo manual


que agem em estreita relação nas operações técnicas mais
elaboradas.

34
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Organização Dinâmica dos Animais

A evolução do campo anterior relativamente ao pólo manual, segundo


duas tendências evolucionais:

Locomoção Campo
anterior de
relação

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

A evolução do campo anterior


A evolução do campo anterior (Associação da mão e dos órgãos faciais)

Tratado da criação do Homem, de Gregório de Nissa (Filósofo séc. IV):


«E, no entanto, foi antes de mais para a linguagem que a natureza
acrescentou as mãos ao nosso corpo. Se o Homem estivesse desprovido
delas, as partes do rosto teriam sido formadas como as dos quadrúpedes,
a fim de lhe permitirem alimentar-se: o rosto teria uma forma alongada,
adelgaçada (...). Se o corpo não tivesse mãos, como se formaria nele a voz
articulada? A constituição das partes que rodeiam a boca não estaria de
acordo com as necessidades da linguagem. O Homem nesse caso teria
sido obrigado
g a balir,, a g
gritar ((...).
)

Evolução
Factores
Constatações biológicos
anatómicas e ligados ao
cronológicas comportamento

35
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Para Foley (1993, 1997) somos “apenas mais uma 
espécie única”, o resultado da interacção entre 
factores bióticos e abióticos, estocásticos e 
determinísticos, adaptativos e contingenciais.

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Uma paleontologia funcional.


5 principais elementos funcionais da evolução (ordem zoológica):
1. Organização mecânica da coluna vertebral e dos membros
2. Suspensão craniana
3. Dentição
4. Mão
5. Cérebro

Ictiomorfismo Teromorfismo
Anfibiomorfismo Pitecomorfismo
Sauromorfismo Antropomorfismo
(André Leroi-Gourhan, 1990)

36
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

A libertação triunfante do cérebro encontra-se,


imperiosamente dependente das libertações
anatómicas do corpo.
Leroi-Gourhan

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Ictiomorfismo (peixes) pouca alteração desde o Devónico:


Meio aquático
Locomoção através dos batimentos laterais das barbatanas
Extremidade cefálica comporta uma caixa óssea que com função de
sustentação dos dentes, inserção de músculos mandibulares e protecção
dos órgãos de relação.
Cabeça está dependente de mobilidade do resto do corpo

A passagem do meio aquático para o meio terrestre?

Respiração
Locomoção (não preponderante)

37
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Anfibiomorfismo
respiração no meio terrestre
dependência do meio aquático (pele
e reprodução)
4 membros o adaptam à locomoção
terrestre
cabeça ainda de certa forma
dependente do resto do corpo
adaptações às pressões exercidas
no crânio

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Sauromorfismo
libertação completa da respiração do
meio aquático
equilíbrio mecânico no meio terrestre
convexidade da coluna vertebral
predomínio da acção no sentido
vertical predomina sobre a acção no
sentido lateral
membros permitem elevar o corpo
acima do solo durante a locomoção
transformações do edifício craniano
separação da cabeça com
aparecimento do pescoço

38
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Teromorfismo
locomoção quadrúpede
maior mobilidade da cabeça
devido ao alongamento das
vértebras cervicais

Engloba não só um número


considerável de répteis todos extintos
bem como também a totalidade dos
mamíferos fósseis e vivos.
vivos

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Mamíferos Quadrúpedes
- Mamíferos caminhadores
- Mamíferos transitoriamente
preensores

39
02-02-2011

A Evolução do Homem – Organização dinâmica dos animais

Do peixe ao Homem...

Pitecomorfismo
Mão anterior como instrumento de carácter técnico
Libertação postural ligada à quadrumania locomotora.
Locomoção cada vez mais baseada na proeminência preensora da
mão em relação ao pé
Uma posição sentada cada vez mais erecta
Uma dentadura cada vez mais curta
Operações manuais cada vez mais complexas
Cérebro cada vez mais desenvolvido

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Arcantropos e Paleontropos

Antropomorfismo
Adaptação da estrutura corporal à marcha
bípede
Dedos do pé alinhados paralelamente
Adaptação da bacia
Curvaturas da coluna vertebral (resultando
num alinhamento vertical)

Membro anterior completamente liberto


Cabeça repousa completamente em
equilíbrio sobre a extremidade superior da
coluna vertebral (factor muito importante e que os torna
muito distantes dos macacos)

40
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Aproximações e distâncias...

Teromorfos Pitecomorfos Antropídeos


- Quadrúpedes -Polegar oponível - Bípedes
da mão
- Preensores - Libertação total
transitoriamente -Semilibertação da abóbada
da abóbada da craniana
cabeça

- Posição sentada
- Libertação da mão
- Mão de polegar
na posição sentada
oponível

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

O porquê do Bipedismo?

Alguns dos factores...

C. Owen Lovejoy, da Kent State University (1981) – a marcha bípede permitiu a


libertação dos braços para o desempenho de outras funções, tais como carregar os
filhos, pegar em objectos, etc...

Kevin D. Hunt, da Indiana University – propôs a relação entre a marcha e


alimentação, ou seja a maior facilidade em alcançar os alimentos.

Peter Wheeler, da John Moores University, Liverpool – estes investigadores


acrescentaram à proposta anterior o factor de regulação térmica corporal. Esta
postura deverá permitir uma melhor libertação de calor, facto este de especial
importância nas zonas abrasadoras de África.

Leonard e Robertson – marcha bípede permitiu maior eficiência energética durante a


locomoção.

41
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Antes do Homem...

Australantropos
Dart, Broom e Leakey, fizeram descobertas em Àfrica de antigas criaturas
povoadoras dessa região que apresentavam marcha bípede...
(australopitecos, plesiantropo, parantropo, zinjantropo)

Características comuns:
Posição vertical
Bacia e fémur semelhantes aos do Homem
Planta do pé adaptada a uma sustentação prolongada
Crânio adaptado sob o ponto de vista mecânico à posição vertical,
uma vez que o orifício occipital se encontra na parte inferior
Volume craniano pequeno

42
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Australantropos (crânio)
- orifício occipital situado na
base do crânio
- Os dentes anteriores sofrem
um redução equivalente ao
deslocamento do orifício
occipital

A perda de prognatismo é igual


ao espaço ganho na base do
crânio pelas consequências
mecânicas da posição vertical.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Os Antropianos: Homens ou gorilas?

“Todos os primatas fósseis que não só andavam de pé e tinham um


cérebro desenvolvido, mas que também deixaram traços
indiscutíveis da sua capacidade para fabricar utensílios.”

Arcantropianos

Paleantropianos

Neoantropianos

43
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Os Arqueantropianos (Homo erectus)


- Designados anteriormente por pré-hominianos
- Conheciam o uso do fogo
- Fabricavam utensílios
- Cérebro mais evoluído do que o dos macacos, com cerca do dobro do
volume em relação ao últimos
- Algumas características “intermédias” entre os macacos e os Homens
actuais (dentes e face).

Os Paleantropianos (Homem de Neandartal)


- Órbitas
Ó bit grandes
d e redondas
d d
- Volume cerebral semelhante ao dos Homens actuais
- Zona frontal do cérebro ainda pouco desenvolvida sendo por isso
semelhante aos arqueantropos
-Pouca proeminência da face
-Dentição semelhante à nossa sendo, no entanto, mais grossos.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Paleantropianos Neantropianos

•Saliências orbitais •Ausência de saliência, mas


•Órbitas grandes e circulares existência de um bordo quase
•Ausência de cavidade canina cortante
•Dentadura forte •Órbitas baixas e rectangulares
•Calota abaixada •Cavidade canina
•Occipicio plano •Dentadura saboreadora
•Calota normal
•Occipicio bombeado

Qual o destino dos paleantropianos?


Como surgiram os neantropianos?

44
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Características que definem o género Homo

-Características morfológicas – neste grupo pode-se considerar diversos


aspectos:
-cérebro
cérebro de grande capacidade,
capacidade tanto funcional como em tamanho;
-caixa craniana maior que a face;
-face vertical com arcada supraciliar reduzida, maxilar inferior pouco saliente
e com dentes de tamanho regular;
-cabelo longo de crescimento contínuo e pêlos corporais escassos;
-mãos com polegares bem desenvolvidos e oponíveis, pernas 30% mais
longas que os braços e mais fortes, dedo grande do pé não oponível;
-corpo com camada de gordura subcutânea;
-dentes em arcada arredondada, caninos pequenos e pré-molares
bicuspides;
-infância e maturação esquelética prolongada.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

-Características morfológicas (continuação)


-bipedismo levou ao surgimento de numerosas alterações:
- a nível evolutivo
- ao nível morfológico:
-membros inferiores muito maiores que os anteriores;
- orifício occipital localizado por baixo da cabeça
- coluna vertebral, formada por 4 curvaturas que se compensam
resultando numa posição vertical
- bacia em forma de cesto, enquanto nos macacos é alongada e estreita-
fémur alongado,
g delgado
g e orientado obliquamente
q permite o
p
alinhamento das articulações da bacia e joelho.
- pé é o suporte da totalidade do peso do corpo, sendo uma das maiores
modificações morfológicas verificadas no Homem. O pé funciona como
uma plataforma extremamente flexível e estável.

45
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

- Evolução do cérebro – proporcionalidade do peso do cérebro com o


peso do corpo.

- Linguagem Articulada - característica exclusivamente humana. O que


distingue a linguagem humana é a capacidade de veicular símbolos,
ideias e noções abstractas.

- Aspectos culturais - aspecto importante para o Homem, existindo


também em alguns outros primatas. Além do programa genético e
hereditário existe a herança social,
hereditário, social não ligada á hereditariedade e que
permite o progresso humano em cada geração.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo - Australopithecus

Teorias explicativas da origem do Australopithecus:

- Teoria da Savana (Raymond Dart 1925)

- Hipótese dos campos Abertos (Lamarck 1809)


apresentada em 1999 por Renato Bender.

- Teoria
T i A
Aquatica
ti (M
(Max W t höf
Westenhöfer em 1923)
apresentada por Campbell e Reece em 2006.

Ter em atenção que as datas que de seguida são referidas, relativas ao aparecimento e extinção de cada
género, são discrepantes na literatura.

46
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo - Australopithecus


- são os primeiros hominídeos que se conhecem. Viveram na África do
sul e oriental, entre 4 a 2 M.a. (2ª metade do plioceno)
aprox 500 cm3,
- volume craniano semelhante ao dos símios aprox.
apresentando já alguns caracteres humanos:
- dentição primitiva mas sem caninos salientes e com incisivos largos;
- as mãos não eram usadas para andar como nos grandes símios
actuais;
- bacia larga e em forma de cesto, como num ser bípede.
- Teriam, no máximo, 120 cm de altura e pesariam entre 27 a 32 Kg. A
face era côncava (em forma de prato) e arcada supraciliar pronunciada.
-Já tinham desenvolvido uma “industria do calhau”, oportunista pois as
pedras eram usadas ao acaso.
Actualmente pensa-se que talvez estes primatas pertençam a um
ramo colateral ao da evolução humana

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo – Género Homo

Homo antecessor
Homo rhodesiensis
Homo rudolfensis
Homo habilis
Homo cepranensis
Homo ergaster
Homo erectus
Homo floresiensis' '
Homo georgicus
Homo heidelbergensis
Homo neanderthalensis
Homo sapiens

47
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo – Homo erectus

- exemplos fósseis: Homem de Java, Homem de Pequim, Homem da


Rodésia e outros vestígios europeus e africanos. Geralmente denominado
t bé como Pitecanthropus.
também Pit th
-esta espécie terá vivido entre 2,5 M.A. e 130 mil anos atrás.
- volume craniano de apróx. 900 cm3, um acentuado prognatismo e sem
queixo. A arcada supraciliar ainda muito saliente.
- aumento de estatura em relação aos seus ancestrais Australopithecus.
- foi o primeiro hominídeo a dominar o fogo, o que lhe permitiu reduzir a
musculatura da mastigação na face pois a carne cozida é mais macia.
macia O
fogo permitiu, também, a expansão do seu território para zonas mais frias.
- já caçava animais de grande porte, o que denota organização e espirito
de grupo. Desenvolveu a “indústria lítica”, com separação de lascas,
depois usadas como pontas de seta e facas. Migrou da África, onde
surgiu, para a Europa e para a Ásia.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo – Homo sapiens neanderthalensis


Homem de Neanderthal, em homenagem á localidade alemã onde primeiro foi
descoberto.
- Viveu entre 100 e 30-35 mil anos atrás, durante o último p
período g
glaciar.
- Os ossos do crânio são espessos, embora menos do que os do Homo
erectus, com uma espantosa capacidade craniana de 1300 a 1750 cm3,
superior á do Homem moderno. O crânio apresenta uma característica forma
de sino, baixo e com pouca testa.
- As arcadas supraciliares muito desenvolvidas, prognata, sem queixo e com
dentes maiores que os do Homem actual. De constituição atarracada, viveram
principalmente na Europa ocidental e médio oriente mas nunca em África.
- Foram descobertas sepulturas com ornamentos, produziam utensílios de
pedra mais elaborados e finos. Utilizavam, também, ossos, madeira e outros
materiais para a construção de utensílios. Desapareceram instantaneamente,
à escala geológica, há cerca de 35 mil anos.
As suas características tão especializadas parecem mostrar que não é
um antepassado do Homem moderno, antes uma ramo colateral que se
extinguiu.

48
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução do género Homo – Homo sapiens sapiens


O Homem moderno terá surgido numa região compreendida entre a Etiópia e
o próximo oriente pois existem fósseis como os do Homem da Galileia, que
parecem estar na origem
g do tipo humano que se expandiu pelo mundo.
- O fóssil europeu mais conhecido é o Homem de Cro-Magnom, com cerca de
30 mil anos.
- São mais altos e menos possantes que os Homens de Neanderthal, sem
arcadas supraciliares salientes, testa direita e ossos do crânio leves. O queixo
é bem desenvolvido e a face é ortognata (plana).
- Inventores da arte e das diversões. Instalaram-se em aldeias e tornaram-se
agricultores,
ag cu to es, após a ú
última
t ag glaciação.
ac ação
- As diferenciações geográficas características das chamadas raças, terão
surgido à cerca de 30 mil anos (alguns autores referem 40 mil anos).

A Evolução do Homem – Os antepassados do Homem

Sistemática
– classificação do Homem –
Reino Animalia

Filo Chordata

Subfilo Vertebrata

Superclasse Tatrapoda

Classe Mammalia

Subclasse Theria

Ordem Primata

Subordem Anthropoidea

Superfamília Homimoidea

Família Hominidae

Género Homo

Espécie Homo Sapiens

Subespécie Homo Sapiens sapiens

49
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os antepassados do Homem

Evolução do volume do cérebro do homem


Estimativa do volume do
Espécies Anos
cérebro (em cc)

Homem moderno 40 mil 1500

Neandertal 100 mil 1500 (1600)

Homem arcaico 200 mil

Homem de Pequim 400 mil 1000

Homem de Java 600 mil 800

Homo habilis 2 a 1,6 milhões 730

Australopithecus africanus 3 a 2 milhões 460

Chimpanzés e gorilas actuais 490

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Inteligência

Organização das diferentes


Volume cerebral
partes do cérebro

Evolução da região cortical

50
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Dinâmica da evolução e factores como a


alimentação e migração...

Crânio mais
Maior
volumoso Maior necessidade
dispêndio de ingestão
d i ã calórica
ló i
energético

Comportamento
social mais
complexo Alteração dos
Zonas mais frias hábitos alimentares

Desenvolvimentos
de utensílios,
técnicas e tácticas Migração para novas
na procura de áreas geográficas
alimento

-Caça em grupo
Inclusão da carne
- Agricultura etc...
(neolítico)

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução Cultural – cronologia cultural

Tendo em conta os utensílios do Homem associados a determinado período,


estabelece-se uma sequência de etapas na evolução cultural, com uma
relativa correspondência com as etapas de evolução biológica:
g
- Paleolítico ou idade da pedra lascada, corresponde aproximadamente ao
tempo de existência dos géneros Australopithecus, Homo erectus e Homo
sapiens neanderthalensis;
- Neolítico ou idade da pedra polida, já com Homo sapiens sapiens, há
aproximadamente 10 mil anos. Durante este período surgiu a agricultura, o
que permitiu às populações um aumento do tempo de lazer, devido à
disponibilidade de alimento. Por outro lado, a fixação (sedentarismo) inerente
à agricultura
i lt provocou o d
desenvolvimento
l i t d
da vida
id em sociedade
i d d e o avanço
cultural;
- Idade dos metais (ferro, cobre, bronze), inicia-se há aproximadamente
de 5000 anos. Este facto permite uma maior divisão do trabalho, formando-se
agregados urbanos, com intensa exploração dos recursos naturais, mas
também a acumulação de resíduos e propagação de doenças.

51
02-02-2011

Antropologia e História do Corpo


Curso de Reabilitação Psicomotora
1º Semestre

Aula nº 15 – A revolução do neolítico

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução cronológica - Neolítico

4ª glaciação (Wurm) Època pós-glaciar

Paleolítico Neolítico

O que marcou esta passagem?

Final da 4ª glaciação:
Amenização do clima
Alteração da fauna e vegetação
Crescimento demográfico das populações

52
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução cronológica - Neolítico

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução cronológica - Neolítico

Crescimento Maior esforço na busca


Quantidade de alimento
demográfico de alimento

-Uso da inteligência

Caça e recolecção -Cadeia de pequenas


vegetal invenções (já provenientes
do paleolítico superior)

-Cultivo/Agricultura
g
-Pastorícia

-Domesticação de espécies animais selvagens


-Transformação de espécies vegetais selvagens
como o trigo, cevada e aveia, etc...

53
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução cronológica - Neolítico

Desenvolvimento do Neolítico
- Núcleo situado no crescente fértil (terras da palestina, síria e mesopotâmia)
- Pastorícia e Agricultura
- Desenvolvimento da utensilagem e de técnicas de manipulação do meio
(polimento da pedra e cestaria)
- Um novo trabalho da pedra (formas geométricas aplicadas nos utensílios e
arte de esculpir na pedra)
- Alto nível de trabalho da cerâmica
- Combinação
C bi ã dda pedra
d com a madeira
d i
- Aparecimento das urbanizações
- Alteração radical da economia
- Desenvolvimento cultural e artístico.

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

54
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

55
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

56
02-02-2011

A Evolução do Homem – Os Antepassados do Homem

Evolução cronológica - Neolítico

“A mutação que as sociedades humanas experimentam com o neolítico


é de tal forma profunda, que parece bem justificada a pretensão de
alguns pré-historiadores de implementar uma nova divisão da história
humana, na qual o Neolítico constituiria a etapa chave, com uma
história antiga do Homem até esse momento e uma história moderna
a ppartir desse momento. Pelo menos,, atendendo à base económica e a
exploração dos recursos da terra, a inovação reflectiria o ocorrido
melhor do que a actual divisão”. (História Universal – Pré-história, Público 2005)

57