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Missal Romano - Instruções

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  • CAPÍTULO I
  • CAPÍTULO III
  • CAPÍTULO IV
  • CAPÍTULO V
  • CAPÍTULO VII
  • CAPÍTULO VIII
  • CAPÍTULO IX

INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO [ Sumário ] PROÉMIO Testemunho de fé inalterável Uma tradição ininterrupta Adaptação às novas circunstâncias CAPÍTULO

I IMPORTÂNCIA E DIGNIDADE DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA CAPITULO II ESTRUTURA DA MISSA, SEUS ELEMENTOS E SUAS PARTES I. Estrutura geral da Missa II. Os diversos elementos da Missa Leitura da palavra de Deus e sua explanação Orações e outros elementos que pertencem à função do sacerdote Outras fórmulas utilizadas na celebração Modos de proferir os vários textos Importância do canto Os gestos e atitudes corporais O silêncio III. As várias partes da Missa A) Ritos iniciais Entrada Saudação do altar e da assembléia Ato penitencial Kýrie, eleison Glória in excelsis Oração colecta B) Liturgia da palavra Salmo responsorial Aclamação antes da leitura do Evangelho Homilia Profissão de fé Oração universal C) Liturgia eucarística Preparação dos dons Oração sobre as oblatas Oração Eucarística Rito da Comunhão Oração dominical Rito da paz Comunhão D) Rito de conclusão CAPÍTULO III OFÍCIOS E MINISTÉRIOS NA MISSA I. Ofícios da Ordem sacra

II. III.

IV.

Funções do povo de Deus Ministérios especiais Ministérios instituídos do acólito e do leitor As outras funções A distribuição das funções e a preparação da celebração

CAPÍTULO IV AS DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA I. Missa com o povo Coisas a preparar A) A Missa sem diácono Ritos iniciais Liturgia da palavra Liturgia eucarística Ritos de conclusão B) A Missa com Diácono Ritos iniciais Liturgia da palavra Liturgia eucarística Ritos de conclusão C) Funções do Acólito Liturgia eucarística D) Funções do Leitor Ritos iniciais Liturgia da palavra II. Missa concelebrada Ritos iniciais Liturgia eucarística Modo de proferir a Oração eucarística A) Oração eucarística I, ou Cânone Romano B) Oração eucarística II C) Oração eucarística III D) Oração eucarística IV Ritos da Comunhão III. Missa com a assistência de um só ministro Ritos iniciais Liturgia da palavra Liturgia Eucarística Ritos de conclusão IV. Algumas normas gerais para todas as formas de celebração da Missa Veneração do altar e do Evangeliário Incensação Comunhão sob as duas espécies CAPÍTULO V DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS PARA A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA I. Princípios gerais II. Disposição do presbitério para a celebração litúrgica A cadeira para o sacerdote celebrante e outros assentos

III.

A disposição da igreja O lugar dos fiéis O lugar da schola cantorum e dos instrumentos musicais As imagens sagradas

CAPÍTULO VI AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA I. O pão e o vinho para celebrar a Eucaristia II. Alfaias sagradas em geral III. Os vasos sagrados IV. As vestes sagradas V. Outras alfaias destinadas ao uso da Igreja CAPÍTULO VII A ESCOLHA DA MISSA E DAS SUAS PARTES I. A escolha da Missa II. A escolha das partes da Missa CAPÍTULO VIII MISSAS E ORAÇÕES PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS E MISSAS DE DEFUNTOS I. Missas e orações para diversas circunstâncias II. Missas de defuntos CAPÍTULO IX ADAPTAÇÕES QUE COMPETEM AOS BISPOS E ÀS SUAS CONFERÊNCIAS

INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO

PROÉMIO 1. Quando Cristo Senhor estava para celebrar com os discípulos a ceia pascal, na qual instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue, mandou preparar uma grande sala mobiliada (Lc 22, 12). A Igreja sempre entendeu que esta ordem lhe dizia respeito e, por isso, foi estabelecendo normas para a celebração da santíssima Eucaristia, no que se refere às disposições da alma, aos lugares, aos ritos, aos textos. As presentes normas, promulgadas por vontade expressa do II Concílio do Vaticano, e o novo Missal que, de futuro, vai ser usado no rito romano para a celebração da Missa, constituem mais uma prova desta solicitude da Igreja, da sua fé e do seu amor inalterado para com o sublime mistério eucarístico, e da sua tradição contínua e coerente, não obstante a introdução de algumas inovações.

Testemunho de fé inalterável

2. A natureza sacrificial da Missa, solenemente afirmada pelo Concílio de Trento[1], de acordo com toda a tradição da Igreja, foi mais uma vez formulada pelo II Concílio do Vaticano, quando, a respeito da Missa, proferiu estas significativas palavras: “O nosso Salvador, na última Ceia, instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue, com o fim de perpetuar através dos séculos, até à sua vinda, o sacrifício da cruz e, deste modo, confiar à Igreja, sua amada Esposa, o memorial da sua Morte e Ressurreição” [2]. Esta doutrina do Concílio, encontramo-la expressamente enunciada, de modo constante, nos próprios textos da Missa. Assim, o que já no antigo Sacramentário, vulgarmente chamado Leoniano, se exprimia de modo inequívoco nesta frase: “todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício, realiza-se a obra da nossa redenção”[3], aparece-nos desenvolvido com toda a clareza e propriedade nas Orações Eucarísticas. Com efeito, no momento em que o sacerdote faz a anamnese, dirigindo-se a Deus, em nome de todo o povo, dá-Lhe graças e oferece-Lhe o sacrifício vivo e santo, isto é, a oblação apresentada pela Igreja e a Vítima, por cuja imolação quis o mesmo Deus ser aplacado[4]; e pede que o Corpo e Sangue de Cristo sejam sacrifício agradável a Deus Pai e salvação para todo o mundo[5]. Deste modo, no novo Missal, a norma da oração (lex orandi) da Igreja está em consonância perfeita com a perene norma de fé (lex credendi). Esta ensina-nos que, excepto o modo de oferecer, que é diverso, existe perfeita identidade entre o sacrifício da cruz e a sua renovação sacramental na Missa por Cristo Senhor instituída na última Ceia, ao mandar aos Apóstolos que a celebrassem em memória d’Ele. Consequentemente, a Missa é ao mesmo tempo sacrifício de louvor, de acção de graças, de propiciação e de satisfação. 3. O mistério admirável da presença real do Senhor sob as espécies eucarísticas, reafirmado pelo II Concílio do Vaticano[6] e outros documentos do Magistério da Igreja[7], no mesmo sentido e com a mesma doutrina com que o Concílio de Trento o tinha proposto à nossa fé[8], é também claramente expresso na celebração da Missa, não só pelas próprias palavras da consagração, em virtude das quais Cristo se torna presente por transubstanciação, mas também pela forma como, ao longo de toda a liturgia eucarística, se exprimem os sentimentos de suma reverência e adoração. É este o motivo que leva o povo cristão a prestar culto peculiar de adoração a tão admirável Sacramento, na Quinta-Feira da Ceia do Senhor e na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. 4. Quanto à natureza do sacerdócio ministerial próprio do presbítero, que em nome de Cristo oferece o sacrifício e preside à assembleia do povo santo, ela é posta claramente em relevo pela própria estrutura dos ritos, lugar de preeminência e função mesma do sacerdote. Os atributos desta função ministerial são enunciados explícita e desenvolvidamente no prefácio da Missa crismal, em Quinta-Feira da Semana Santa, precisamente no dia em que se comemora a instituição do sacerdócio. Nesta acção de graças é claramente afirmada a transmissão do poder sacerdotal mediante a imposição das mãos; e é descrito este poder, enumerando as suas diversas funções, como continuação do poder do próprio Cristo, Sumo Pontífice da Nova Aliança. 5. Mas esta natureza do sacerdócio ministerial vem também colocar na sua verdadeira luz outra realidade de suma importância, que é o sacerdócio real dos fiéis, cujo sacrifício espiritual é consumado pelo ministério dos sacerdotes em união com o sacrifício de Cristo, único Mediador[9]. Com efeito, a celebração da Eucaristia é acção de toda a Igreja; nesta acção, cada um intervém fazendo só e tudo o que lhe compete, conforme a sua posição dentro do povo de Deus. E foi precisamente isto o que levou a prestar maior atenção a certos aspectos da celebração litúrgica insuficientemente valorizados no decurso dos séculos. Este povo é o povo de Deus, adquirido pelo Sangue de Cristo, congregado pelo Senhor, alimentado com a sua palavra; povo chamado para fazer subir até Deus as preces de toda a família humana; povo que em Cristo dá graças pelo mistério da salvação, oferecendo o seu Sacrifício; povo, finalmente, que, pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo, se consolida na unidade. E este povo, embora seja santo pela sua origem, vai

continuamente crescendo em santidade, através da participação consciente, activa e frutuosa no mistério eucarístico[10].

Uma tradição ininterrupta 6. Ao enunciar os princípios que deveriam presidir à revisão do Ordo Missae, o II Concílio do Vaticano, servindo-se dos mesmos termos usados por S. Pio V na Bula Quo primum, que promulgava o Missal Tridentino de 1570, determina, entre outras coisas, que certos ritos sejam restaurados “em conformidade com a antiga norma dos Santos Padres”[11]. Na própria concordância de termos, pode já verificar-se como, não obstante o espaço de quatro séculos que medeia entre eles, ambos os Missais Romanos seguem a mesma tradição. E, se examinarmos atentamente os elementos mais profundos desta tradição, veremos também como, de uma forma muito feliz, o segundo Missal vem aperfeiçoar o primeiro. 7. Numa época particularmente difícil como aquela, em que estava em perigo a fé católica sobre o carácter sacrificial da Missa, sobre o sacerdócio ministerial, sobre a presença real e permanente de Cristo sob as espécies eucarísticas, o que mais preocupava S. Pio V era salvaguardar uma tradição, algo recente, é certo, mas injustamente atacada, e, consequentemente, introduzir o mínimo de alterações nos ritos sagrados. De facto, este Missal de 1570 pouco difere do primeiro impresso em 1474, o qual, por sua vez, reproduz fielmente o Missal do tempo de Inocêncio III. Além disso, se bem que os códices da Biblioteca Vaticana tenham ajudado a corrigir algumas expressões, não permitiram, naquela diligente investigação dos “antigos e mais fidedignos autores” ir além dos comentários litúrgicos da Idade Média. 8. Pelo contrário, hoje em dia, aquela “norma dos Santos Padres”, que os correctores do Missal de S. Pio V se propunham seguir, encontra-se enriquecida com numerosos estudos de eruditos. Com efeito, após a primeira edição do chamado Sacramentário Gregoriano, publicado em 1571, os antigos Sacramentários Romanos e Ambrosianos, bem como os antigos livros litúrgicos Hispânicos e Galicanos, têm sido objecto de várias edições críticas, que deram a conhecer numerosíssimas orações de grande valor espiritual, até então desconhecidas. Além disso, após a descoberta de numerosos documentos litúrgicos, também se conhecem melhor as tradições dos primeiros séculos, anteriores à formação dos ritos do Oriente e do Ocidente. Há ainda a acrescentar o progresso dos estudos patrísticos, que veio projectar nova luz sobre a teologia do mistério eucarístico, ilustrando-a com a doutrina dos mais eminentes Padres da antiguidade cristã, tais como S. Ireneu, S. Ambrósio, S. Cirilo de Jerusalém, S. João Crisóstomo. 9. Por isso, a “norma dos Santos Padres” não reclama somente a conservação daquelas tradições que nos legaram os nossos antepassados imediatos; exige também que se abranja e examine mais profundamente todo o passado da Igreja e todos esses diversos modos pelos quais se exprimiu a única e mesma fé, através das mais variadas formas de cultura e civilização, como as que correspondem às regiões semitas, gregas e latinas. Esta mais ampla perspectiva permitenos descobrir como o Espírito Santo inspira ao povo de Deus uma admirável fidelidade na guarda imutável do depósito da fé, por mais variadas que se apresentem as formas da oração e dos ritos sagrados.

a eficácia que lhe é própria não pode ser afectada pelo modo como nele participam os fiéis.. “os fiéis presentes comunguem em cada Missa. especialmente aos domingos e dias festivos”[14]. Embora os Padres do II Concílio do Vaticano tenham reiterado as afirmações dogmáticas do Concílio de Trento. antes e acima de tudo.. se por um lado o Concílio proibia o uso da língua vernácula na Missa. por outro impunha aos pastores de almas a obrigação de suprir esta deficiência com uma catequese adequada: “Para que as ovelhas de Cristo não passem fome. No entanto. porém. as circunstâncias particulares de então. não apenas pelo desejo espiritual. Mas. O novo Missal. exprimiu-se nestes termos: “Embora a Missa contenha uma grande riqueza doutrinal para o povo fiel. por si ou por outrem. entre outras coisas. entre os católicos. o II Concílio do Vaticano exorta a pôr em prática outra recomendação dos Padres Tridentinos: que. de modo firme e moderado.[12] E condenou quem sustentasse “ser de rejeitar o uso da Igreja Romana. 13. sob a égide dos Bispos e da própria Sé Apostólica. precisamente com a finalidade de adaptar a Igreja às exigências do seu múnus apostólico em nossos dias. Dado que o uso da língua vernácula na Liturgia é um instrumento de grande importância para exprimir mais claramente a catequese do mistério contida na celebração. no campo pastoral. para participarem mais plenamente na sagrada Eucaristia. prestou fundamental atenção. à índole didáctica e pastoral da sagrada Liturgia[15]. como já o fizera o de Trento. sobretudo. negava a legitimidade e eficácia do rito sagrado celebrado em latim. todavia os Padres não julgaram oportuno que ela fosse habitualmente celebrada em língua vulgar”. recebem do mesmo sacrifício o Corpo do Senhor”[19]. no decurso da celebração da Missa. mas também pela recepção sacramental da Eucaristia”[20]. exponham algum mistério deste santíssimo sacrifício. E porque ninguém.Adaptação às novas circunstâncias 10. de recitar em voz baixa o Cânone com as palavras da consagração. em condições de poder extrair daí todas as consequências de ordem prática. o Concílio não teve dificuldade em admitir que “não raro pode ser de grande utilidade para o povo o uso da língua vernácula na Liturgia” e autorizou o seu uso[16]. segundo a qual o sacrifício eucarístico é. falavam contudo numa época da vida do mundo muito distante daquela. face a um pedido desta natureza. o Concílio entendeu que devia reafirmar a doutrina tradicional da Igreja. portanto. resoluções e orientações impensáveis quatro séculos atrás. ao aconselhar “a participação mais perfeita na Missa. depois da comunhão do sacerdote. Atentas. não estava. . O Concílio de Trento já tinha reconhecido o grande valor catequético que encerra a celebração da Missa. 11. se passou a autorizar a língua vulgar em todas as celebrações litúrgicas com participação do povo.. Muitos solicitavam que fosse autorizado o uso da língua vernácula na celebração do sacrifício eucarístico. ou que se deve celebrar a Missa somente em língua vulgar”[13]. uma explicação dos textos lidos na Missa e. Reunido o II Concílio do Vaticano. o II Concílio do Vaticano entendeu dever relembrar a necessidade de pôr em prática algumas prescrições do Concílio de Trento que não tinham sido respeitadas em toda a parte. E assim. a fim de permitir uma compreensão mais plena do mistério celebrado. como a obrigação da homilia aos domingos e dias festivos[17] e a possibilidade de inserir admonições dentro dos próprios ritos sagrados[18]. façam com frequência. pela qual os fiéis. todavia. O entusiasmo com que por toda a parte foi recebida esta decisão conciliar teve como resultado que. 12. se por um lado testemunha a norma da oração (lex orandi) da Igreja Romana e salvaguarda o depósito da fé tal como nos foi transmitido pelos Concílios mais recentes. o que os levou a apresentar. por outro lado significa também um passo de grande importância na tradição litúrgica. acção do próprio Cristo e. ordena o sagrado Sínodo aos pastores e a todos os que têm cura de almas que.

ninguém põe em dúvida os princípios doutrinais relativos ao pleno valor da comunhão eucarística recebida apenas sob a espécie do pão. muitas vezes até as expressões. Isto aplica-se de modo particular às Missas rituais e “para várias circunstâncias”. o Concílio autorizou para certos casos a comunhão sob as duas espécies. A celebração da Missa. Este mesmo espírito e zelo pastoral levou o II Concílio do Vaticano a reexaminar as decisões do Concílio de Trento referentes à comunhão sob as duas espécies. com o fim de adaptar melhor o seu estilo à linguagem teológica hodierna e reflectir mais perfeitamente a presente disciplina da Igreja. as normas litúrgicas do Concílio de Trento foram em grande parte completadas e aperfeiçoadas pelas do II Concílio do Vaticano. outras ainda – como as orações pela Igreja. o depósito da tradição.14. Nela culmina toda a acção pela qual Deus. Assim a Igreja. utilizando as ideias. pela comunidade das nações. pela santificação do trabalho humano. transmitidas pelo próprio Missal nas suas múltiplas edições. 15. bem como todo o culto pelo qual os homens. por algumas necessidades peculiares do nosso tempo – tiveram de ser compostas integralmente. Deste modo. Uma vez que. muitas outras foram adaptadas às necessidades e circunstâncias actuais. 52). Pio X e seus Sucessores. com a qual. nas quais se encontram oportunamente combinadas a tradição e a inovação. no . como para cada um dos fiéis[22]. esforços estes desenvolvidos ao longo dos últimos quatro séculos. conservando o que é “antigo”. graças a uma apresentação mais clara do sinal sacramental. Mt 13. se dá aos fiéis ocasião oportuna para compreender mais profundamente o mistério em que participam[21]. tanto para a Igreja. que pôde levar a termo os esforços no sentido de aproximar mais os fiéis da sagrada Liturgia. quer universal quer local. isto é. dos recentes documentos conciliares. uma parte do novo Missal apresenta orações da Igreja mais directamente orientadas para as necessidades dos nossos tempos. tendo em conta a situação do mundo contemporâneo. Por isso. CAPÍTULO I IMPORTÂNCIA E DIGNIDADE DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA 16. como acção de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado. por exemplo: algumas expressões relativas ao apreço e uso dos bens terrenos e outras que se referem a formas de penitência exterior próprias de outros tempos. sobretudo nos tempos mais recentes. por meio de Cristo. cumpre também o dever de considerar e adoptar o que é “novo” (cf. pelos leigos. Filho de Deus. Assim. enquanto se mantêm intactas inúmeras expressões herdadas da mais antiga tradição da Igreja. em Cristo. hoje em dia. entendeu-se que se podiam modificar certas frases ou expressões sem atentar em nada contra tão venerável tesouro. Ao utilizar os textos da mais antiga tradição. é o centro de toda a vida cristã. mantendo-se fiel à sua missão de mestra da verdade. graças especialmente ao zelo litúrgico de S. santifica o mundo.

Embora nem sempre se consiga uma presença e uma participação activa dos fiéis que manifestem com toda a clareza a natureza eclesial da celebração[29]. e desse modo sejam levados à celebração activa e frutuosa da Eucaristia. 20. para a promoção da qual muito contribui a beleza dos lugares sagrados. se ordenar toda a celebração de forma a conduzir os fiéis àquela participação consciente. A celebração eucarística. por ser acção de Cristo e da Igreja. os mistérios da Redenção. Todas as outras acções sagradas e todas as obras da vida cristã com ela estão relacionadas. Esta celebração da missa deve. pois. atendendo às circunstâncias de pessoas e lugares. dos diáconos e do povo. é da máxima importância que a celebração da Missa ou Ceia do Senhor de tal modo se ordene que ministros sagrados e fiéis. ao longo do ano. mais intensamente favoreçam a participação activa e plena e mais eficazmente contribuam para o bem espiritual dos fiéis. Foi para isso que Cristo instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue e o confiou à Igreja. atentas a natureza e as circunstâncias peculiares de cada assembleia litúrgica. sempre que possível. deve haver o máximo cuidado em escolher e ordenar as formas e os elementos propostos pela Igreja que. dela colham os mais abundantes frutos[26]. de corpo e espírito. ser exemplar para toda a diocese. ele deve procurar que os presbíteros. 17. presentes[24]. dela derivam e a ela se ordenam[25]. 19. 22. prestam adoração ao Pai[23]. manifesta-se o mistério da Igreja. Tal finalidade só pode ser atingida se. realiza-se por meio de sinais sensíveis. ardente de fé. O bispo diocesano. como toda a Liturgia. e para que possa aumentar a sua eficácia pastoral. sua amada esposa. participando nela cada qual segundo a sua condição. pelos quais se alimenta. diáconos e fiéis leigos compreendam sempre profundamente o genuíno sentido dos ritos e textos litúrgicos. de tal forma que eles se tornam. fortalece e exprime a fé[31]. Para isso. 21. e que. é o moderador. por força do Baptismo. Nas celebrações por ele presididas. 23. A celebração da Eucaristia é da maior importância para a Igreja particular. Nela se comemoram também. como memorial da sua paixão e ressurreição[27]. nesta Instrução . celebrem o sacrifício eucarístico diariamente[30]. que a Igreja deseja e a própria natureza da celebração reclama. activa e plena. em que o sacerdote realiza a sua principal função e actua sempre para a salvação do povo. principalmente na celebração eucarística com a participação do presbitério. Por isso. Por isso. da música e da arte. de algum modo. a celebração eucarística tem sempre assegurada a sua eficácia e dignidade. Para que a celebração esteja mais plenamente de acordo com a letra e o espírito da sagrada Liturgia. 18. como primeiro dispensador dos mistérios de Deus na Igreja particular que lhe está confiada. expõem-se. Neste mesmo sentido deve procurar que cresça a dignidade das mesmas celebrações. O objectivo desta Instrução é traçar as linhas gerais por que se há-de regular toda a celebração eucarística e expor as normas a que deverá obedecer cada uma das formas de celebração[32]. Recomenda-se aos sacerdotes que. o promotor e o guardião de toda a vida litúrgica[33]. constitui direito e dever do povo cristão[28]. esperança e caridade.Espírito Santo.

suprimir ou mudar seja o que for na celebração da Missa[34]. 395-399). 391-395). na escolha de certos ritos e textos. as leituras. Há ainda determinados ritos. relativas às tradições e à índole dos povos e das regiões. Lembre-se contudo o sacerdote que ele próprio é servidor da sagrada Liturgia. De facto. a abrir e a concluir a celebração. sob as espécies eucarísticas[39]. Com efeito. aí estou Eu no meio deles” (Mt 18. tanto da palavra de Deus como do Corpo de Cristo. muitas vezes. em que se perpetua o sacrifício da cruz[38]. . na Missa é posta a mesa. na pessoa do ministro. competem respectivamente ao Bispo diocesano ou à Conferência Episcopal[35] (cf. SEUS ELEMENTOS E SUAS PARTES I. o povo de Deus é convocado e reunido. A esta assembleia local da santa Igreja se aplica eminentemente a promessa de Cristo: “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. acrescentar. sob a presidência do sacerdote que faz as vezes de Cristo. 20). para celebrar o memorial do Senhor ou sacrifício eucarístico[37]. porém. No que se refere a variações e adaptações mais profundas. nn. e que não lhe é permitido. CAPITULO II ESTRUTURA DA MISSA. de duas partes: a liturgia da palavra e a liturgia eucarística. quando for necessário introduzi-las. na celebração da Missa. 24. mesa em que os fiéis recebem instrução e alimento[41]. observe-se o que se expõe na Instrução «A liturgia romana e a inculturação»[36]. A Missa consta. 40 da Constituição sobre a sagrada Liturgia. no lugar respectivo do Missal vão indicadas algumas adaptações que. na sua palavra e. por sua livre iniciativa. Na Missa ou Ceia do Senhor. as orações. à preparação e à capacidade dos participantes. segundo a Constituição da sagrada Liturgia.geral e no Ordinário da Missa alguns ajustamentos e adaptações. ainda. e mais adiante (nn. elas são da responsabilidade do sacerdote celebrante. como são os cantos. 25. Cristo está realmente presente: na própria assembleia congregada em seu nome. 387. Tais adaptações consistem. de acordo com o art. Estas duas partes. de forma a corresponderem melhor às necessidades. as admonições e os gestos. 26. estão entre si tão estreitamente ligadas que constituem um único acto de culto[40]. Estrutura geral da Missa 27. de uma forma substancial e permanente. adiante. 28. Além disso. por assim dizer.

O carácter «presidencial» destas intervenções exige que elas sejam proferidas em voz alta e clara e escutadas por todos com atenção[44]. no entanto a sua mais plena compreensão e a sua eficácia são favorecidas por um comentário vivo. nem o toque do órgão ou de outros instrumentos musicais. Quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura. antes das leituras. na Oração eucarística.II. propostas para antes da leitura do Evangelho. As aclamações e as respostas dos fiéis às saudações do sacerdote e às orações constituem aquele grau de participação activa por parte da assembleia dos fiéis. fazer certas admoestações previstas no próprio rito. finalmente. antes do Prefácio. . O sacerdote. que faz parte da ação litúrgica[42]. Estas orações. Tais elementos não são apenas sinais externos de celebração colectiva. Pode ainda introduzir os fiéis. Por isso as leituras da palavra de Deus. bem como as aclamações[46]. é Cristo. 36. que pertencem igualmente a toda a assembleia convocada e muito contribuem para manifestar e favorecer a participação activa dos fiéis: são principalmente o acto penitencial. 35. a profissão de fé. a homilia. e antes e depois da comunhão do sacerdote. ponto culminante de toda a celebração. no entanto. para despertar maior atenção e piedade no exercício do seu ministério. que oferecem à Liturgia um elemento da maior importância. é o próprio Deus quem fala ao seu povo. enquanto o sacerdote as profere. Pertence ainda ao sacerdote presidente anunciar a palavra de Deus e dar a bênção final. Por isso se chamam “orações presidenciais”. isto é. o sacerdote pronuncia as orações em nome da Igreja e da comunidade reunida. com brevíssimas palavras: na Missa do dia. Como presidente. não se hão-de ouvir nenhumas outras orações ou cânticos. “comunitária”[45]. que se exige em todas as formas de celebração da Missa. são ditas em silêncio (“secreto”). A celebração da Missa é. que preside à assembléia fazendo as vezes de Cristo. mas nunca dentro da própria Oração. mas favorecem e realizam a estreita comunhão entre o sacerdote e o povo. antes da despedida. 32. 31. o celebrante pode adaptá-las de modo a corresponderem melhor à capacidade dos participantes. Entre as partes da Missa que pertencem ao sacerdote. Vêm a seguir as orações: a oração coleta. está em primeiro lugar a Oração eucarística. seja dirigida a todos os homens de todos os tempos e seja para eles inteligível. mas. Orações e outros elementos que pertencem à função do sacerdote 30. a oração sobre as oferendas e a oração depois da comunhão. por sua natureza. por vezes. E embora a palavra divina. dirige estas orações a Deus em nome de todo o povo santo e de todos os presentes[43]. após a saudação inicial e antes do rito penitencial. Outras fórmulas utilizadas na celebração 34. a oração universal e a oração dominical. 33. o sacerdote deve procurar que o sentido da admoestação proposta no livro litúrgico seja sempre mantido e expresso em poucas palavras. para que se exprima claramente e se estimule a acção de toda a comunidade[47]. ao terminar toda a ação sagrada. na liturgia da palavra. quem anuncia o Evangelho. presente na sua palavra. Por isso. Há ainda outras partes da celebração. contida nas leituras da Sagrada Escritura. na preparação dos dons. devem ser escutadas por todos com veneração. também o faz em nome pessoal. Onde as rubricas o prevejam. Por isso têm grande importância os diálogos entre o celebrante e os fiéis reunidos. enquanto presidente da assembléia reunida. Os diversos elementos da Missa Leitura da palavra de Deus e sua explanação 29. Compete igualmente ao sacerdote.

quer pelo sacerdote ou pelo diácono. Em igualdade de circunstâncias.37. Tenha-se em conta. do diácono e dos ministros. todos os textos que. Nas rubricas e normas que se seguem. como canto próprio da Liturgia romana. duas vezes reza”. Importância do canto 39. em grande apreço o canto na celebração da Missa. de acordo com a índole dos povos e as possibilidades de cada assembleia litúrgica. por si mesmos. nas suas melodias mais fáceis[51]. como do povo. a índole peculiar de cada língua e a mentalidade dos povos. O canto é sinal de alegria do coração (cf. com resposta do povo. deve no entanto procurar-se com todo o cuidado que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações que se realizam nos domingos e festas de preceito. bem como às que pertence ao sacerdote e ao povo proferir conjuntamente[49]. De modo nenhum se devem excluir outros géneros de música sacra. A atitude comum do corpo. como o cântico de entrada. sobretudo o símbolo da fé e a oração dominical. da fracção (Cordeiro de Deus) e da Comunhão. Os gestos e atitudes corporais. que se compreenda a significação verdadeira e plena das suas diversas partes e que se facilite a participação de todos[52]. admonição. as palavras “dizer” ou “proferir” devem ser entendidas como referentes quer ao canto quer à simples recitação. é sinal de unidade dos membros da comunidade cristã reunidos para a sagrada Liturgia: exprime e favorece os sentimentos e a atitude interior dos presentes[53]. a aclamação da anamnese e o cântico depois da Comunhão. O Apóstolo exorta os fiéis. 16). Col 3. Finalmente. oração. Deve ter-se. dê-se a primazia ao canto gregoriano. aclamação ou cântico. 46). Igualmente se há-de acomodar à forma de celebração e à solenidade da assembleia. por exemplo nas Missas feriais. o salmo responsorial. Dado que hoje é cada vez mais frequente o encontro de fiéis de diferentes nacionalidades. entre as restantes fórmulas: a) umas constituem um rito ou acto por si mesmas. se destinam a ser cantados. Actos 2. que todos os participantes na celebração devem observar. tanto do sacerdote. desde correspondam ao espírito da acção litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis[50]. sobretudo às que devem ser cantadas pelo sacerdote ou pelo diácono ou pelo leitor. Nos textos que devem ser proferidos claramente e em voz alta. o Aleluia e o versículo antes do Evangelho. a que unam as suas vozes para cantar salmos. E vem já de tempos antigos o provérbio: “Quem bem canta. que se reúnem à espera da vinda do Senhor. além disso. como o hino Glória. Embora não seja necessário cantar sempre. principalmente a polifonia. o Santo. Para isso deve atender-se ao que está definido pelas leis litúrgicas e pela tradição do Rito Romano. b) outras destinam-se a acompanhar um rito. mais do que à inclinação e arbítrio de cada um. segundo os princípios atrás enunciados. do ofertório. Os gestos e atitudes corporais 42. 41. convém que eles saibam cantar em latim pelo menos algumas partes do Ordinário da Missa. quer pelo leitor ou por todos. 40. visam conseguir que toda a celebração brilhe pela beleza e nobre simplicidade. Bem dizia Santo Agostinho: “Cantar é próprio de quem ama”[48]. e ao que concorre para o bem comum espiritual do povo de Deus. pois. Na escolha das partes que efectivamente se cantam. hinos e cânticos espirituais (cf. dê-se preferência às mais importantes. conforme se trata de leitura. . a voz deve corresponder ao género do próprio texto. Modos de proferir os vários textos 38.

se for oportuno. Aqueles. ao levar o Evangeliário ou Livro dos evangelhos para o ambão. durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho. na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais próximos. III. A natureza deste silêncio depende do momento em que ele é observado no decurso da celebração. por um ministro leigo ou pelo sacerdote. tende piedade de nós). antes da proclamação do Evangelho. como parte da celebração [55]. Os ritos que precedem a liturgia da palavra – entrada. Atenda-se. Entre os gestos contam-se também: as acções e as procissões do sacerdote ao dirigir-se para o altar com o diácono e os ministros. favorece a oração interior de louvor e acção de graças. todavia. Estão sentados: durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial. ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar. Onde for costume que o povo permaneça de joelhos desde o fim da aclamação do Sanctus até ao fim da Oração eucarística. às Conferências Episcopais. o silêncio destina-se ao recolhimento interior. Antes da própria celebração é louvável observar o silêncio na igreja. Kýrie (Senhor. 44. nos momentos próprios. Glória e oração colecta – têm o carácter de exórdio. no acto penitencial e a seguir ao convite à oração. que não estão de joelhos durante a consagração. inclusive. saudação. durante o silêncio sagrado depois da Comunhão. acto penitencial. porém. adaptar à mentalidade e tradições razoáveis dos povos os gestos e atitudes indicados no Ordinário da Missa[54]. durante a proclamação do Evangelho. os fiéis devem obedecer às indicações que. de acordo com o que está estabelecido nos livros litúrgicos. depois da Comunhão. o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. porém. O silêncio 45. segundo as normas do direito. e desde o invitatório “Orai. Estão de joelhos durante a consagração. Convém que estas acções e procissões se realizem com decoro. É sua finalidade estabelecer a comunhão entre os fiéis reunidos e dispô-los para ouvirem devidamente a palavra de Deus e celebrarem dignamente a Eucaristia. Também se deve guardar. é para uma breve meditação sobre o que se ouviu. irmãos”. Compete. é bom que este se mantenha. dos fiéis ao levarem os dons e ao aproximarem-se para a Comunhão. antes da oração sobre as oblatas. segundo as normas estabelecidas para cada caso. até à oração colecta. excepto nos momentos adiante indicados. enquanto se executam os cânticos respectivos. a seguir às leituras ou à homilia. Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes do corpo na celebração. excepto se razões de saúde. durante a homilia e durante a preparação dos dons ao ofertório. no decurso da mesma. até ao fim da Missa. fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração. durante a profissão de fé e a oração universal. . a que estejam de acordo com o sentido e o carácter de cada uma das partes da celebração. o silêncio sagrado. Assim. a estreiteza do lugar. e. lhes forem dadas pelo diácono. Os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada. para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados.43. introdução e preparação. do diácono. As várias partes da Missa A) Ritos iniciais 46.

diz-se sempre o Senhor. Depois do acto penitencial. se ligam à Missa.Em algumas celebrações que. Saudação do altar e da assembleia 49. o que não exclui. Se não há cântico de entrada. e ao mesmo tempo acompanhar a procissão de entrada do sacerdote e dos ministros. após uma breve pausa de silêncio. Dado tratar-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia. Depois da saudação do povo. ou outro cântico apropriado à acção sagrada ou ao carácter do dia ou do tempo. carece da eficácia do sacramento da penitência. Chegados ao presbitério. ou somente pela schola. ou então pelo próprio sacerdote. ou por um cantor alternando com o povo. da arte musical ou das circunstâncias. a bênção e a aspersão da água em memória do baptismo[57]. Quando o Kýrie é cantado como parte do acto penitencial. Cada uma das aclamações diz-se normalmente duas vezes. 31). cada aclamação é precedida de um . ou por todos os fiéis. Entrada 47. A finalidade deste cântico é dar início à celebração. o sacerdote. Em seguida. n. eleison 52. em vez do costumado acto penitencial pode fazer-se. em forma alternada entre o povo e a schola ou um cantor. o sacerdote convida ao acto penitencial. introduzir os fiéis na Missa do dia. segundo as normas dos livros litúrgicos. recita-se a antífona que vem no Missal. se for oportuno. Acto penitencial 51. Em sinal de veneração. é normalmente executado por todos. cujo texto tenha a aprovação da Conferência Episcopal[56]. pela saudação. tende piedade de nós (Kýrie. Ao domingo. enquanto entra o sacerdote com o diácono e os ministros. 50. Pode utilizar-se ou a antífona com o respectivo salmo que vem no Gradual Romano ou no Gradual simples. principalmente no tempo pascal. o qual. porém. e. o sacerdote e o diácono beijam então o altar. eléison). O cântico de entrada é executado alternadamente pela schola e pelo povo. inicia-se o cântico de entrada. de acordo com a índole de cada língua. Terminado o cântico de entrada. Kýrie. um maior número. ou o diácono. o sacerdote. em seguida. que também pode adaptá-la à maneira de admonição inicial (cf. 48. o sacerdote. a não ser que já tenha sido incluído no acto penitencial. faz sentir à comunidade reunida a presença do Senhor. ou por um leitor. porém. por vezes. ou outro ministro. é feito por toda a comunidade com uma fórmula de confissão geral e termina com a absolvição do sacerdote. o sacerdote incensa a cruz e o altar. o diácono e os ministros saúdam o altar com inclinação profunda. ou por alguns deles. os ritos iniciais omitem-se ou realizam-se de modo específico. Com esta saudação e a resposta do povo manifesta-se o mistério da Igreja reunida. Reunido o povo. e toda a assembleia fazem sobre si próprios o sinal da cruz. com palavras muito breves. ou por toda a assembleia em conjunto. de pé junto da cadeira. pode. favorecer a união dos fiéis reunidos e introduzi-los no mistério do tempo litúrgico ou da festa. esta absolvição.

comentadas pela homilia. ou só pela schola. – se é dirigido ao Filho: Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spíritus Sancti. a oração dirige-se habitualmente a Deus Pai. por Cristo. Deus fala ao seu povo[59]. * Com a aprovação da Sé Apostólica. A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura com os cânticos intercalares. o próprio Cristo está presente no meio dos fiéis[60]. Em seguida. Na Missa diz-se sempre uma só oração colecta. ou pelo povo alternando com a schola. deste modo: – se é dirigida ao Pai: Per Dóminum nostrum Iesum Christum Fílium tuum.«tropo». e todos. A liturgia da palavra deve ser celebrada de modo a favorecer a meditação. Assim alimentado. e termina com a conclusão trinitária. mas no fim é mencionado o Filho: Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. eleva a Deus as suas preces na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro. bem como nas solenidades e festas. Pela sua palavra. Segundo a tradição antiga da Igreja. no Espírito Santo[58]. a mais longa. Glória in excelsis 53. per omnia sáecula saeculórum. mas no fim é mencionado o Filho: Qui tecum vivit et regnat in unitate Spíritus Sancti. São seu desenvolvimento e conclusão a homilia. isto é. pela qual se exprime o carácter da celebração. Haja nela . ou pela schola. per omnia sáecula saeculórum. Silêncio 56. se for oportuno. – se é dirigido ao Filho: Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. juntamente com ele. que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. e é cantado ou por todos em conjunto. e em particulares celebrações mais solenes. se recolhem uns momentos em silêncio. é recitado ou por todos em conjunto ou por dois coros alternadamente. Não é permitido substituir o texto deste hino por outro. Deus. vosso Filho. Se não é cantado. por isso. Oração colecta 54. per ómnia sáecula saeculórum. Então o sacerdote diz a oração que se chama «colecta». Nas leituras. Deus. Deve. Canta-se ou recita-se nos domingos fora do Advento e da Quaresma. – se é dirigido ao Pai. glorifica e suplica a Deus e ao Cordeiro. por um cantor. revela-lhe o mistério da redenção e salvação e oferece-lhe o alimento espiritual. nos países de língua portuguesa as orações concluem todas do mesmo modo: – se é dirigida ao Pai: Por Nosso Senhor Jesus Cristo. – se é dirigido ao Pai. qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti. congregada no Espírito Santo. O povo associa-se a esta súplica e faz sua a oração pela aclamação Amen. evitar-se completamente qualquer forma de pressa que impeça o recolhimento. É começado pelo sacerdote ou. B) Liturgia da palavra 55. a fim de tomarem consciência de que se encontram na presença de Deus e poderem formular interiormente as suas intenções. o sacerdote convida o povo à oração. a profissão de fé e a oração universal ou oração dos fiéis. O povo faz sua esta palavra divina com o silêncio e com os cânticos e a ela adere com a profissão de fé. O Glória é um antiquíssimo e venerável hino com que a Igreja. Deus.

Nas leituras põe-se aos fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se-lhes os tesouros da Bíblia[61]. quando o salmo é cantado. em vez do texto correspondente à leitura. e pode-se repetir. para facilitar ao povo a resposta salmódica (refrão). distinguindo esta leitura das outras com honras especiais. A primeira leitura é seguida do salmo responsorial. com as suas aclamações. pelo qual a assembleia dos fiéis acolhe e saúda o Senhor. e professa a sua fé por meio do canto. a não ser que o salmo seja recitado todo seguido. também se pode cantar ou o responsório gradual tirado do Gradual Romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual simples. de preferência. Salmo responsorial 61. Em vez do salmo que vem indicado no Leccionário. O salmista ou cantor do salmo. nos quais. mas sim ministerial. leia o Evangelho o próprio sacerdote celebrante. Deve ser-lhe atribuída a maior veneração. toda a assembleia escuta sentada. Se o salmo não puder ser cantado. por fim. a função de proferir as leituras não é presidencial. por outros textos não bíblicos[62]. pelo menos no que se refere à resposta do povo. pois favorece a meditação da Palavra de Deus. uma selecção de responsórios e salmos. e se também faltar outro leitor idóneo o sacerdote celebrante proclame igualmente as outras leituras. indicado pelas rubricas. a Palavra de Deus possa ser interiorizada e se prepare a resposta pela oração. quer ainda pelos sinais de veneração ao próprio Evangeliário. para os diferentes tempos e as várias categorias de Santos. por isso. que precede imediatamente o Evangelho. ou. Deste modo a aclamação constitui um rito ou um acto com valor por si próprio. reconhecem e confessam que é Cristo presente no meio deles quem lhes fala. por si mesmo. recita-se do modo mais indicado para favorecer a meditação da palavra de Deus. canta-se o Aleluia ou outro cântico. nele participa do modo costumado com o refrão. que é parte integrante da liturgia da palavra e tem. porém. não é lícito substituir as leituras e o salmo responsorial. do ambão ou de outro sítio conveniente. sem refrão. o povo reunido presta homenagem à palavra de Deus. que contêm a palavra de Deus. grande importância litúrgica e pastoral. que lhe vai falar no Evangelho. após a homilia. na forma indicada nestes livros. Depois de cada leitura. Na celebração da Missa com o povo. escutam a leitura de pé. fez-se. O salmo responsorial corresponde a cada leitura e habitualmente toma-se do Leccionário. recita os versículos do salmo. 59. 58. mas o Evangelho é anunciado pelo diácono ou por outro sacerdote. Assim o mostra a própria Liturgia. Segundo a tradição. adaptados à assembleia reunida.também breves momentos de silêncio. A leitura do Evangelho constitui o ponto culminante da liturgia da palavra. Convém que o salmo responsorial seja cantado. Por isso as leituras são proclamadas por um leitor. e. por isso. conforme o tempo litúrgico. mas o versículo é . Convém. recebida com fé e espírito agradecido. observar uma disposição das leituras bíblicas que ilustre a unidade de ambos os Testamentos e da história da salvação. Pode ser oportuno observar estes momentos de silêncio depois da primeira e da segunda leitura e. É cantada por todos de pé. Leituras bíblicas 57. aquele que a lê profere a aclamação. Aclamação antes da leitura do Evangelho 62. iniciada pela schola ou por um cantor. se for conveniente. quer por parte dos fiéis que. Se. Depois da leitura. Todavia. não estiver presente o diácono nem outro sacerdote. com a ajuda do Espírito Santo. ao responder-lhe. que podem ser utilizados. as leituras proclamam-se sempre do ambão. quer por parte do ministro encarregado de a anunciar e pela bênção e oração com que se prepara para o fazer. 60.

por todos os homens em geral e pela salvação do mundo inteiro[67]. o povo responde. bem como as necessidades peculiares dos ouvintes[64]. A sequência. é recomendada. Se é cantado. Em casos especiais e por justa causa. No caso de haver uma só leitura antes do Evangelho: a) nos tempos em que se diz Aleluia. se não são cantados. se for o caso. 68. Homilia 65. observe-se oportunamente um breve espaço de silêncio. Profissão de fé 67. se for oportuno. canta-se depois do Aleluia. c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho. por um cantor. ou profissão de fé. Convém que em todas as Missas com participação do povo se faça esta oração. apresenta preces a Deus pela salvação de todos. a) O Aleluia canta-se em todos os tempos fora da Quaresma.cantado pela schola ou pelo cantor. Deve ser a explanação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de algum texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia. antes de começarem a ser celebrados na Eucaristia. Oração universal 69. Se não é cantado. podem omitir-se. a homilia também pode ser feita. mas nunca por um leigo[65]. pelos que se encontram em necessidade. ou pela schola. proclamando a regra da fé. que excepto nos dias da Páscoa e do Pentecostes é facultativa. Quaresma e Tempo Pascal. por um Bispo ou presbítero que se encontra na celebração mas sem poder concelebrar. O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo. responda à palavra de Deus anunciada nas leituras da sagrada Escritura e exposta na homilia. Os versículos tomam-se do Leccionário ou do Gradual. e não pode omitir-se senão por causa grave. 63. A homilia é parte da liturgia e muito recomendada[63]: é um elemento necessário para alimentar a vida cristã. Na oração universal ou oração dos fiéis. b) Na Quaresma. Além disso. ou algumas vezes. na qual se pede pela santa Igreja. 66. exercendo a função do seu sacerdócio baptismal. O símbolo. ou o salmo e o Aleluia com o seu versículo. Habitualmente a homilia deve ser feita pelo sacerdote celebrante ou por um sacerdote concelebrante. por ele encarregado. tem como finalidade permitir que todo o povo reunido. também por um diácono. Pode também dizer-se em celebrações especiais mais solenes. e que. como se indica no Gradual. 64. tendo sempre em conta o mistério que se celebra. Normalmente a ordem das intenções é a seguinte: . pode escolher-se ou o salmo aleluiático. recorde e professe os grandes mistérios da fé. pode escolher-se ou o salmo e o versículo antes do Evangelho ou apenas o salmo. 70. Nos domingos e festas de preceito. de algum modo à palavra de Deus recebida na fé e. b) no tempo em que não se diz Aleluia. é começado pelo sacerdote ou. segundo a fórmula aprovada para o uso litúrgico. nos domingos e nas solenidades. Também se pode cantar outro salmo ou tracto. particularmente nos dias feriais do Advento. deve ser recitado conjuntamente por todos ou por dois coros alternadamente. e também noutras festas e ocasiões em que é maior a afluência do povo à Igreja[66]. em vez do Aleluia canta-se o versículo antes do Evangelho que vem no Leccionário. Depois da homilia. pelos governantes. cantam-no todos em conjunto ou o povo alternando com a schola. deve haver homilia em todas as Missas celebradas com participação do povo.

faz o mesmo que o Senhor fez e mandou aos discípulos que fizessem em sua memória. Efectivamente: 1) Na preparação dos dons. Preparação dos dons 73. C) Liturgia eucarística 72. dão-se graças a Deus por toda a obra da salvação. os mesmos elementos que Cristo tomou em suas mãos. no entanto o rito desta apresentação conserva ainda valor e significado espiritual. Foi a partir destas palavras e gestos de Cristo que a Igreja ordenou toda a celebração da liturgia eucarística. na qual convida os fiéis a orar. com sábia liberdade e em poucas palavras. Cristo instituiu o sacrifício e banquete pascal. representando a Cristo Senhor. bebei: isto é o meu Corpo. pronunciou a acção de graças. b) pelas autoridades civis e pela salvação do mundo. levam-se ao altar o pão e o vinho com água. os fiéis. Habitualmente são enunciadas do ambão ou de outro lugar conveniente. Em primeiro lugar prepara-se o altar ou mesa do Senhor. de um só pão. por um leitor. que é o centro de toda a liturgia eucarística[70]. e as oblatas convertem-se no Corpo e Sangue de Cristo. ou por um fiel leigo[68]. embora muitos. destinados aos pobres ou à Igreja. são depois levados para o altar. Na última Ceia. e tanto podem ser trazidos pelos fiéis como recolhidos dentro da Igreja. Compete ao sacerdote celebrante dirigir da sede esta prece. recebem. e a conclui com uma oração. são permitidas ofertas em dinheiro e outros dons. Exéquias – a ordem das intenções pode acomodar-se às circunstâncias. por um cantor. . do mesmo modo que os Apóstolos o receberam das mãos do próprio Cristo. formuladas de forma sóbria. o Corpo e Sangue do Senhor. faz suas estas súplicas. partiu o pão e deu-o aos seus discípulos. o Missal e o cálice. devem exprimir a súplica de toda a comunidade. Além do pão e do vinho. A iniciar a liturgia eucarística. por meio do qual. de pé. ou com uma invocação comum proferida depois de cada intenção. dizendo: «Tomai. hoje em dia. 2) Na Oração eucarística. As intenções que se propõem. ou orando em silêncio. Em seguida são trazidas as oferendas.a) pelas necessidades da Igreja. nele se dispõem o corporal. O povo. todas as vezes que o sacerdote. comei. 71. Recebidos pelo sacerdote ou pelo diácono em lugar conveniente. Matrimónio. por um diácono. Embora. Confirmação. 3) Pela fracção do pão e pela Comunhão. Em celebrações especiais – por exemplo. os fiéis já não tragam do seu próprio pão e vinho. Estes dons serão dispostos em lugar conveniente. isto é. Fazei isto em memória de Mim». levam-se para o altar os dons. como se fazia noutros tempos. Cristo tomou o pão e o cálice. É de louvar que o pão e o vinho sejam apresentados pelos fiéis. Ele próprio a introduz com uma breve admonição. que se vão converter no Corpo e Sangue de Cristo. o purificador (ou sanguinho). se torna continuamente presente o sacrifício da cruz[69]. c) por aqueles que sofrem dificuldades. d) pela comunidade local. fora da mesa eucarística. salvo se este for preparado na credência. este é o cálice do meu Sangue.

A procissão em que se levam os dons é acompanhada do cântico do ofertório (cf. O sacerdote convida o povo a elevar os corações para o Senhor. n. por causa do sagrado ministério. c) Epiclese: consta de invocações especiais. o sacerdote glorifica a Deus Pai e dá-Lhe graças por toda a obra da salvação ou por algum dos seus aspectos particulares. em união com os coros celestes. a hóstia imaculada. que faz parte da Oração eucarística. se esforcem por realizar de dia para dia a . isto é: Per Christum Dóminum nostrum. (V. Depostas as oblatas sobre o altar e realizados os ritos concomitantes. nota no final do n. 54). O sentido desta oração é que toda a assembleia dos fiéis se una a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. n. ao mesmo tempo que lhes confiou o mandato de perpetuar este mistério. na oração e na acção de graças. a Igreja celebra a memória do mesmo Cristo. conforme o dia. pelas quais a Igreja implora o poder do Espírito Santo. 48). Na Missa diz-se uma só oração sobre as oblatas. para que os dons oferecidos pelos homens sejam consagrados. 75. quando ofereceu o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho e os deu a comer e a beber aos Apóstolos. é proferida por todo o povo juntamente com o sacerdote. isto é. d) Narração da instituição e consagração: mediante as palavras e gestos de Cristo. em nome de toda a comunidade. se convertam no Corpo e Sangue de Cristo. que se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido depostos sobre o altar. como fumo de incenso. o sacerdote lava as mãos. no Espírito Santo. o sacerdote convida os fiéis a orar juntamente consigo e recita a oração sobre as oblatas. Assim termina a preparação dos dons e tudo está preparado para a Oração eucarística. Como elementos principais da Oração eucarística podem enumerar-se os seguintes: a) Acção de graças (expressa de modo particular no Prefácio): em nome de todo o povo santo. gloriosa ressurreição e ascensão aos Céus. Deste modo se pretende significar que a oblação e oração da Igreja se elevam. Inicia-se então o momento central e culminante de toda a celebração. 37. e o povo. depois a cruz e o próprio altar. de modo especial aquela que nesse momento e nesse lugar está reunida. que termina com a conclusão breve. em razão da dignidade baptismal. opere a salvação daqueles que dela vão participar. O sacerdote pode incensar os dons colocados sobre o altar. As normas para a execução deste cântico são idênticas às que foram dadas para o cântico de entrada (cf. Esta aclamação. f) Oblação: neste memorial. e associa-o a si na oração que ele. recebido de Cristo Senhor através dos Apóstolos. Oração sobre as oblatas 77.74. que vai ser recebida na Comunhão. dirige a Deus Pai por Jesus Cristo no Espírito Santo. oferece a Deus Pai. 76. e) Anamnese: em obediência a este mandato. podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro. e para que a hóstia imaculada. que é uma oração de acção de graças e de consagração. a Igreja. realizase o sacrifício que o próprio Cristo instituiu na última Ceia. 79. por Cristo mediador. b) Aclamação: toda a assembleia. A seguir. ao lado do altar: com este rito se exprime o desejo de uma purificação interior. a Oração eucarística. à presença de Deus. se no fim da oração se menciona o Filho. Oração eucarística 78. acompanhados das fórmulas prescritas. canta o Sanctus (Santo). mas aprendam a oferecer-se também a si mesmos[71] e. Depois o sacerdote. O pão e o vinho são depostos sobre o altar pelo sacerdote. A Igreja deseja que os fiéis não somente ofereçam a hóstia imaculada. a festa ou o tempo litúrgico. recordando de modo particular a sua bem-aventurada paixão. diz-se: Qui vivit et regnat in sáecula saeculórum. O rito do ofertório pode ser sempre acompanhado de canto. b).

a que todo o povo responde. até que finalmente Deus seja tudo em todos[72]. O sacerdote formula o convite à oração. praticado por Cristo na última Ceia. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono. chamados todos a tomar parte na redenção e salvação adquirida pelo Corpo e Sangue de Cristo. A celebração eucarística é um banquete pascal. igualmente se pede a purificação dos pecados. significa que os fiéis. nela recebam. vivos e defuntos. Segue-se o rito da paz. se tornam um só Corpo. mas não se deve prolongar desnecessariamente nem se lhe deve atribuir uma importância excessiva. Convém. nos tempos apostólicos. as Conferências Episcopais determinarão como se há-de fazer. toda a acção eucarística. por isso. o seu Corpo e Sangue como alimento espiritual. O convite. Mas é conveniente que cada um dê a paz com sobriedade apenas aos que estão mais perto de si. Oração dominical 81. 17). g) Intercessões: por elas se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja. Enquanto o sacerdote parte o pão e deita uma parte da hóstia no cálice. devem ser cantados ou recitados em voz alta. antes de comungarem no Sacramento. devidamente preparados. enquanto durar o rito. É esta a finalidade da fracção e dos outros ritos preparatórios. e que serviu para designar. . Na última vez conclui-se com as palavras: Dai-nos a paz. apesar de muitos. tanto do Céu como da terra. A fracção começa depois de se dar a paz e realiza-se com a devida reverência. O gesto da fracção. O sacerdote parte o pão eucarístico. Então o sacerdote diz sozinho o embolismo. para a Comunhão. Fracção do pão 83. A invocação acompanha a fracção do pão. no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si própria e para toda a família humana. morto e ressuscitado pela salvação do mundo (1 Cor 10. que para os cristãos evoca principalmente o pão eucarístico. e os féis exprimem uns aos outros a comunhão eclesial e a caridade mútua. segundo o mandato do Senhor. que o povo conclui com uma doxologia. nele se pede para toda a comunidade dos fiéis a libertação do poder do mal. Na Oração dominical pede-se o pão de cada dia. que os fiéis. o embolismo e a doxologia conclusiva dita pelo povo. Rito da Comunhão 80. Quanto ao próprio sinal com que se dá a paz. Rito da paz 82. de forma mais imediata. a oração. que todos os fiéis recitam juntamente com ele. de modo que efectivamente “as coisas santas sejam dadas aos santos”. e que a oblação é feita em proveito dela e de todos os seus membros. que dispõem os fiéis. pelo que pode repetir-se o número de vezes que for preciso. pela Comunhão do mesmo pão da vida que é Cristo. h) Doxologia final: exprime a glorificação de Deus e é ratificada e concluída pela aclamação Amen do povo.unidade perfeita com Deus e entre si. tendo em conta a mentalidade e os costumes dos povos. O embolismo é o desenvolvimento da última petição da oração dominical. a schola ou um cantor canta ou pelo menos recita em voz alta a invocação Cordeiro de Deus.

Como cântico da Comunhão pode utilizar-se ou a antífona indicada no Gradual Romano. o sacerdote e os fiéis. . b) Despedida da assembleia. 87. a) Saudação e bênção do sacerdote. com ou sem o salmo correspondente. conforme a oportunidade. a qual. É muito para desejar que os fiéis. tal como o sacerdote é obrigado a fazer. com a unidade das vozes. Terminada a distribuição da Comunhão. feita pelo diácono ou sacerdote. n. 89. se forem necessárias.Comunhão 84. Para completar a oração do povo de Deus e concluir todo o rito da Comunhão. Enquanto o sacerdote toma o Sacramento. recebam o Corpo do Senhor com hóstias consagradas na própria Missa e. ou pela schola ou por um cantor juntamente com o povo. em certos dias e em ocasiões especiais. Na Missa diz-se uma só oração depois da Comunhão. juntamente com os fiéis. 283). 85. ou por um leitor. Depois o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os para o banquete de Cristo. é enriquecida e amplificada com uma oração sobre o povo ou com outra fórmula mais solene de bênção. o cântico da Comunhão deve terminar a tempo. que deve exprimir. a união espiritual dos comungantes. na qual implora os frutos do mistério celebrado. 54). como participação no sacrifício que está a ser celebrado[73]. 88. O rito de conclusão consta de: a) Notícias breves. nota no final do n. Se. dá-se início ao cântico da Comunhão. para que a Comunhão se manifeste. não se canta. – se se dirige ao Filho: Qui vivis et regnas in saecula saeculórum. nos próprios sinais. que termina com a conclusão breve. ou então pelo próprio sacerdote depois de ter comungado e antes de dar a Comunhão aos fiéis. de forma mais clara. O sacerdote prepara-se para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo rezando uma oração em silêncio. ou outro cântico apropriado aprovado pela Conferência Episcopal. oram alguns momentos em silêncio. Procure-se que também os cantores possam comungar comodamente. a antífona que vem no Missal pode ser recitada ou pelos fiéis. porém. utilizando as palavras evangélicas prescritas. – se se dirige ao Pai mas no fim da oração se menciona o Filho: Qui vivit et regnat in sáecula saeculórum. isto é: – se a oração se dirige ao Pai: Per Christum Dóminum nostrum. manifestar a alegria do coração e realçar melhor o carácter «comunitário» da procissão daqueles que vão receber a Eucaristia. O cântico prolonga-se enquanto se ministra aos fiéis o Sacramento[74]. também pode ser cantado por toda a assembleia um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino. o sacerdote diz a oração depois da Comunhão. faz um acto de humildade. 86. participem do cálice (cf. Se se quiser. D) Rito de conclusão 90. ou por alguns deles. Pode ser cantado ou só pela schola. Os fiéis fazem o mesmo orando em silêncio. O povo faz sua esta oração por meio da aclamação: Amen. e. ou a antífona do Gradual simples com o respectivo salmo. nos casos previstos. Se se canta um hino depois da Comunhão. (V.

todos. distribui aos irmãos o pão da vida eterna e com eles participa do mesmo pão. São funções próprias do diácono. Depois do presbítero. pregar a palavra de Deus. o sacerdócio real. preside também ele ao povo fiel reunido. em virtude do poder sagrado da Ordem. O presbítero. portanto. Se. I. 94. dirige a sua oração. ao desempenharem a sua função ou ofício. Com efeito. o Bispo não celebrar a Eucaristia. mas também juntamente com ele. não para aumentar a solenidade externa. Toda a legítima celebração da Eucaristia é dirigida pelo Bispo. o povo resgatado. seus colaboradores[78]. manifesta-o e afecta-o. II. no entanto. distribuir a Eucaristia aos fiéis. e dos outros ministros. convém sumamente que seja ele próprio a celebrar a Eucaristia. convém que seja ele. na acção sagrada. façam tudo e só o que lhes compete[77]. por Cristo. deve servir a Deus e ao povo com dignidade e humildade e. ministros ordenados ou fiéis cristãos leigos. CAPÍTULO III OFÍCIOS E MINISTÉRIOS NA MISSA 91. particularmente sob a espécie do vinho e eventualmente indicar ao povo os gestos e atitudes corporais. o diácono ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na celebração eucarística. sacerdócio real. Ofícios da Ordem sacra 92. assistir ao sacerdote. preparar o altar e servir na celebração do sacrifício. mas confiar a outrem a celebração.c) Beijo no altar por parte do sacerdote e do diácono e depois inclinação profunda ao altar por parte do sacerdote. Isto faz-se. estola e pluvial sobre a alva. das funções e da efectiva participação[75]. ao celebrar a Eucaristia. a presidir à liturgia da palavra e a dar a bênção no fim da Missa[80]. Deste modo. como concelebrantes. Na celebração da Missa. Por isso pertence a todo o Corpo da Igreja. está em condições de oferecer o sacrifício na pessoa de Cristo[81]. ou seja povo santo reunido e ordenado sob a orientação do bispo. «geração eleita. Evitem. para dar graças a Deus e oferecer a hóstia imaculada. tudo quanto signifique singularidade ou divisão. os fiéis constituem a nação santa. no Espírito Santo. o povo cristão. A celebração eucarística é acção de Cristo e da Igreja. enunciar as intenções na oração universal. revestido de cruz peitoral. povo resgatado» manifesta o seu ordenamento coerente e hierárquico[76]. que é sacramento de unidade[79]. que na Igreja. quer pelos presbíteros. quer pessoalmente. porém. eventualmente. nação santa. 93. procurará sugerir aos fiéis a presença viva de Cristo. anuncia-lhe a boa nova da salvação. Sempre que o Bispo está presente na Missa com o povo reunido. a sagrada Ordem do diaconado foi tida sempre em especial consideração na Igreja desde os primeiros tempos dos Apóstolos [82]. do diácono. que é «sacramento de unidade». associa a si o povo na oblação do sacrifício a Deus Pai. Por isso. Procurem manifestar tudo isso com um profundo sentido religioso e com a caridade para com os irmãos que participam na mesma celebração. tendo presente que são . por força da ordenação recebida. na Missa: proclamar o Evangelho e. tanto no modo de se comportar como no de proferir as palavras divinas. Por conseguinte. mas para significar de forma mais clara o mistério da Igreja. envolve cada membro de modo diverso. não só pelas mãos do sacerdote. associando a si os presbíteros. e para aprenderem a oferecer-se a si mesmos[83]. segundo a diversidade das ordens. Funções do povo de Deus 95.

também podem ser designados ministros leigos para distribuir a sagrada Comunhão como ministros extraordinários[85].todos filhos do mesmo Pai que está nos Céus e. os círios. o vinho e a água. 97. Portanto. Na celebração eucarística o leitor tem uma função que lhe é própria (cf. na falta de salmista. III. aos restantes músicos e de modo particular ao organista. Os fiéis não recusem servir com alegria o povo de Deus. 101. de que é ministro extraordinário[84]. Ministérios especiais Ministério instituídos do acólito e do leitor 98. desde que sejam realmente aptos para o desempenho desta função e se tenham cuidadosamente preparado. O leitor é instituído para fazer as leituras da Sagrada Escritura. Entre os fiéis exerce um próprio ofício litúrgico a schola cantorum ou grupo coral. que ele mesmo deve exercer. distribuir aos fiéis a Eucaristia. 99. 194-198) e que ele deve exercer por si mesmo. preparar o altar e os vasos sagrados e. Pode também propor as intenções da oração universal e ainda. Para desempenhar bem a sua função. sempre que forem solicitados para desempenhar qualquer especial ministério ou função na celebração. É conveniente que haja um cantor ou mestre de coro encarregado de dirigir e sustentar o canto do povo. podem ser destinados para o serviço do altar e para ajudar o sacerdote e o diácono ministros leigos que levam a cruz. se for necessário. formem todos um só corpo. compete-lhe dirigir os diversos cânticos. o pão. consequentemente. 105. segundo os diversos géneros de cânticos. ainda que estejam presentes ministros ordenados. O que se diz da schola cantorum aplica-se também. de tal modo que. nn. Na falta de leitor instituído. os fiéis desenvolvam no seu coração um afecto vivo e suave pela sagrada Escritura[86]. quer participando nas orações e no canto. No ministério do altar. nn. Compete ao salmista proferir o salmo ou o cântico bíblico que vem entre as leituras. O acólito é instituído para o serviço do altar e para ajudar o sacerdote e o diácono. 102. nas devidas proporções. recitar o salmo entre as leituras. 103. 96. irmãos todos uns dos outros. é necessário que o salmista seja competente na arte de salmodiar e dotado de pronúncia correcta e dicção perfeita. podem ser designados outros leigos para proclamar as leituras da sagrada Escritura. como função principal. Na falta da schola. 187-193). 104. fazendo o povo participar na parte que lhe corresponde[88]. Na falta de acólito instituído. Também exercem uma função litúrgica: . quer sobretudo na comum oblação do sacrifício e na comum participação da mesa do Senhor. o turíbulo. quer ouvindo a palavra de Deus. com excepção do Evangelho. Compete-lhe. As outras funções 100. Esta unidade manifesta-se em beleza nos gestos e atitudes corporais que os fiéis observam todos juntamente. pela escuta das leituras divinas. a quem compete executar devidamente. o acólito tem funções próprias (cf. as partes musicais que lhe estão reservadas e animar a participação activa dos fiéis no canto[87].

110. segundo os livros litúrgicos[89]. incumbido de fazer aos fiéis. de os conduzir aos seus lugares e de ordenar as suas procissões. que haja um ministro competente ou mestre de cerimónias. pelo menos nas igrejas catedrais e nas de maior importância. e das quais se tratou acima (nn. A distribuição das funções e a preparação da celebração 108. ou na qual ele está presente sem celebrar a Eucaristia. É conveniente. No desempenho da sua função. escolhidos pelo pároco ou reitor da igreja. nada obsta a que distribuam e desempenhem entre si as diversas partes desse ministério ou ofício. Quanto à função de servir o sacerdote ao altar. mas não no ambão. responsável pelo bom ordenamento das acções sagradas. . c) Os encarregados de fazer na igreja a recolha das ofertas. 100-106). Se estão presentes várias pessoas que podem exercer o mesmo ministério. a fim de os introduzir na celebração e os dispor a compreendê-la melhor. diáconos e ministros leigos[90]. 107. este desempenha as diversas funções. é preferível confiá-las a diversos leitores. com a diligente cooperação de todos os que nela são chamados a intervir. observem-se as determinações dadas pelo Bispo para a sua diocese. também podem ser confiadas a leigos idóneos. As funções litúrgicas. deve fazer-se a preparação prática de cada celebração litúrgica. Na Igreja local dê-se o primeiro lugar. a não ser que se trate da Paixão do Senhor. em certas regiões. à Missa presidida pelo Bispo rodeado do seu presbitério. É nesta Missa que se realiza a principal manifestação da Igreja. em razão do seu significado. mediante uma bênção litúrgica ou por nomeação temporária. Mas o sacerdote que preside à celebração conserva sempre o direito de dispor de tudo aquilo que for da sua competência. que prepara com diligência os livros litúrgicos. Quando na Missa com o povo há um só ministro. 106. ordem e piedade. breves explicações e admonições. com excepção das que são próprias do Bispo na Missa em que este estiver presente (cf. Mas não é conveniente que vários ministros dividam entre si um único elemento da celebração: p. a mesma leitura lida por dois. o comentador deve colocar-se em lugar adequado. 92). As admonições do comentador devem ser cuidadosamente preparadas e muito sóbrias. que não são próprias do sacerdote ou do diácono. ao qual pertence velar para que as mesmas sejam executadas pelos ministros sagrados e fiéis leigos com dignidade. se for oportuno. Por exemplo: pode um diácono encarregar-se das partes cantadas e outro diácono servir ao altar. IV. tanto no que se refere aos ritos como no aspecto pastoral e musical. são encarregados de receber os fiéis à porta da igreja. 111. 109. CAPÍTULO IV AS DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 112. Um só e o mesmo sacerdote deve exercer a função presidencial sempre e em todas as suas partes. Na Missa celebrada pelo Bispo. à frente dos fiéis. b) O comentador. Sob a orientação do reitor da igreja. ex. um após o outro. quando há mais que uma leitura. os paramentos e tudo o que é preciso para a celebração da Missa.a) O sacristão. acima n. e assim noutros casos. com participação plena e activa de todo o povo santo de Deus. devem ser ouvidos também os fiéis naquilo que lhes diz directamente respeito. d) Aqueles que.

com a plena participação de todos os membros da comunidade. que os presbíteros presentes na celebração eucarística. convém que esta Missa. 113. que. Entre as Missas celebradas por certas comunidades. sobretudo. ocupa lugar de relevo a Missa conventual que faz parte do Oficio quotidiano. a chamada Missa “da Comunidade”. Pode. Missa com o povo 115. b) No ambão: o leccionário. 119. seja de religiosos seja de cónegos. Convém. todos os sacerdotes pertencentes à comunidade que. Entende-se por Missa com o povo a que é celebrada com participação dos fiéis. seja celebrada com canto e com número adequado de ministros[94]. em qualquer celebração. este deve nela desempenhar o seu ministério. se for o Bispo diocesano a celebrar. a bandeja (ou patena) para a Comunhão dos fiéis. O rito adiante descrito prevê. celebrar-se também sem canto e com um só ministro. todavia. c) Na credência: o cálice. com efeito. a não ser que todas estas coisas sejam trazidas pelos fiéis na altura da apresentação dos dons. no entanto. dispõem-se. principalmente na celebração comunitária do domingo. a possibilidade de maior número de ministros. a menos de justa causa. Sobre o altar ou perto dele. podem concelebrar no mesmo dia na Missa conventual ou “da Comunidade”[93]. tenham de celebrar individualmente para utilidade pastoral dos fiéis. 116. revestidos das vestes sagradas. sobretudo no caso da Missa dominical ou festiva de preceito. sobre o altar ou perto dele. 118. especialmente nos domingos e festas de preceito. Tenha-se igualmente em grande apreço a Missa celebrada com uma comunidade. o vaso da água a benzer. do diácono. esta. 114. que pode ser ou da cor do dia ou de cor branca. o pão para a Comunhão do sacerdote que preside. é todavia da máxima conveniência que se celebrem com canto e. a pala. dos ministros e do povo. Convém ainda que o sacerdote celebrante seja assistido normalmente por um acólito. com a imagem de Cristo crucificado. o sanguinho e. Convém. o livro de canto. Mais ainda. do diácono. a não ser que ele seja levado na procissão de entrada. Ainda que tais Missas não tenham forma especial de celebração. Na sacristia preparam-se as vestes sagradas (cf. distinto do livro das outras leituras. se forem necessárias. se se fizer a aspersão. Também se pode colocar sobre o altar o Evangeliário. I. 337-341) do sacerdote. estando presente um diácono.observem-se as normas que se encontram no Cerimonial dos Bispos[91]. a patena e as píxides. Igualmente. haja uma cruz. Os castiçais e a cruz ornada com a imagem de Cristo crucificado podem ser levados na procissão de entrada. o corporal. Cada um deve exercer nestas Missas a função que lhe é própria. e até sete. Na medida do possível. todos os presbíteros não obrigados a celebrar individualmente para utilidade pastoral dos fiéis concelebrem nestas Missas. portanto. na medida do possível. exerçam habitualmente a função própria da sua ordem e. O altar deve ser coberto pelo menos com uma toalha de cor branca. nn. sendo preciso. É louvável cobrir o cálice com um véu. por dever de ofício. as galhetas com o vinho e a água. pelo menos dois castiçais com velas acesas. um leitor e um cantor. e ainda o que for necessário para lavar as mãos. Preparam-se também: a) Junto à cadeira do sacerdote: o Missal e. . participem como concelebrantes. Coisas a preparar 117. segundo a Ordem ou ministério em que está investido. Em qualquer celebração da Missa. por isso. assim. representa a Igreja universal num determinado tempo e lugar[92]. porventura. sobretudo com a comunidade paroquial. ou quatro ou seis.

prepara-se também: o Evangeliário.e dos outros ministros. Depois canta-se ou diz-se o Senhor. o sacerdote. na Missa desse dia. A) A Missa sem diácono Ritos iniciais 120. ou então seja guardada. que deve ser apenas uma. o sacerdote e os ministros. o Leccionário. 126. saúda-o. canta-se ou diz-se o Glória (cf. pode omitir-se. sacerdote e fiéis. 124. Terminado o cântico de entrada. utilizando uma das fórmulas propostas. 47-48). n. nos domingos e festas o turíbulo e a naveta com incenso. 127. a cruz a levar na procissão e os candelabros com círios acesos. E todos. se parecer oportuno. Se se usa o incenso. o sacerdote e os ministros fazem uma inclinação profunda. colocam-se sobre o altar ou junto dele. encaminham-se para o altar por esta ordem: a) o turiferário com o turíbulo fumegante. sem dizer nada. todos de pé. nn. por necessidade ou por motivo de menor solenidade. Quando estiver prescrito. no fim. estola e casula ou planeta. o povo aclama: Amen. segundo as diferentes formas de celebração: a) para o sacerdote: alva. Ao chegarem ao altar. para se tornar a cruz do altar. 122. A cruz adornada com a imagem de Cristo crucificado e levada na procissão pode colocarse junto do altar. esta. e) o sacerdote que vai celebrar a Missa. o Evangeliário depõese sobre o altar. 121. A seguir. O povo responde: Amen. salvo se não forem exigidos em virtude da forma da própria alva. Quando a entrada se faz com procissão. se se usa o incenso. Depois o sacerdote. incensa a cruz e o altar. juntamente com o sacerdote. de braços abertos. b) os ceroferários com os círios acesos. Reunido o povo. antes de se iniciar a procissão de entrada. 125. não. porém. se se usa o incenso. . O sacerdote aproxima-se do altar e venera-o com um beijo. Todos os que vão revestidos de alva usam também o cíngulo e o amito. 123. o sacerdote convida o povo à oração. 52). Em seguida. revestidos com as vestes sagradas. d) o leitor. o sacerdote. Logo a seguir. estola e dalmática. impõe incenso no turíbulo e benze-o com o sinal da cruz. oram em silêncio durante alguns momentos. canta-se o cântico de entrada (cf. Feito isto. Segue-se o acto penitencial. o sacerdote vai para a cadeira. b) para o diácono: alva. porém. andando em volta dele. Pode também o próprio sacerdote ou outro ministro fazer aos fiéis uma introdução. e entre eles um acólito ou outro ministro com a cruz. O sacerdote diz: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti). os candelabros. 53). c) os acólitos e outros ministros. n. c) para os outros ministros: alva ou outras vestes legitimamente aprovadas[95]. segundo as rubricas (cf. dizendo. com brevíssimas palavras. diz a oração colecta. que pode levar o Evangeliário um pouco elevado. de mãos juntas: Oremos (Oremus). tende piedade de nós (Kýrie). voltado para o povo e abrindo os braços. benzem-se com o sinal da cruz. Enquanto a procissão se dirige para o altar.

Terminada a homilia. Ali também. O sacerdote beija o livro. Toma então o Evangeliário. 132. em pé. se há procissão dos dons. a pala e o missal. ao qual o povo responde habitualmente com o refrão. Por fim o sacerdote. O sacerdote pode. e todos respondem: Graças a Deus (Deo Gratias).). noutro lugar conveniente. para que todos meditem brevemente no que ouviram. o sacerdote incensa o livro (cf. 137. de mãos juntas. Entretanto. 133. Todos escutam em silêncio e no fim respondem com a aclamação. o sacerdote impõe e benze o incenso.. Liturgia eucarística 139. e a seguir Evangelho de Nosso Senhor. Domine). proclama a primeira leitura. 129. 74). dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho (Per evangelica dicta. e no fim diz a aclamação: Palavra da salvação (Verbum Domini). Terminada a oração universal. convida os fiéis à oração universal com uma breve admonição. se for oportuno. No fim... o leitor vai ao ambão e. é o próprio sacerdote que de pé proclama. que todos escutam. ou. o leitor profere a aclamação: Palavra do Senhor (Verbum Domini). Se não há leitor. Então um diácono ou um cantor. que podem levar o turíbulo e os círios. estando todos de pé. na boca e no peito. o sacerdote. Terminada a oração colecta. voltado para o povo. 136. Senhor (Laus tibi. Depois. De seguida. o cálice. diz: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum). e dirige-se para o ambão. todos se sentam. diz : Purificai o meu coração (Munda cor meum). Os presentes voltam-se para o ambão. e todos fazem o mesmo. profundamente inclinado diante do altar. precedido pelos ministros leigos. 68). um espaço de silêncio.). 276-277). pode observar-se um breve espaço de silêncio. A seguir. diz em silêncio: Purificai o meu coração (Munda cor meum). propõe as intenções.. ou um leitor ou outro. Tendo chegado ao ambão. de braços abertos. 130. no ambão. Christe). Terminado o Símbolo. o povo responde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu tuo). 134. Depois todos se levantam e canta-se o Aleluia ou outro cântico. Todos respondem: Glória a Vós. o sanguinho.. todos se sentam.). conforme o tempo litúrgico (cf. todos se inclinam profundamente. e. A seguir proclama o Evangelho. a partir do leccionário aí colocado antes da Missa. nn. 62-64).. O sacerdote. etc. etc. (Lectio sancti Evangelii. introduzir os fiéis na liturgia da palavra. 131. Se há segunda leitura antes do Evangelho. de mão juntas. dizendo: Glória a Vós. nas solenidades da Anunciação e do Natal do Senhor. nn. o salmista ou o próprio leitor recita o versículo do salmo. Às palavras E encarnou. 135. o leitor proclama-a do ambão. se for oportuno. Pode então observar-se. Depois. Enquanto se canta o Aleluia ou o outro cântico. O acólito ou outro ministro leigo coloca sobre o altar o corporal. no ambão ou noutro lugar conveniente. 128). fazendo o sinal da cruz sobre o livro e sobre si mesmo na fronte. se for oportuno. se for oportuno. Senhor (Gloria tibi. se está sobre o altar. genuflectem. impõe incenso e benze-o. e começa o cântico do ofertório (cf. O Símbolo é cantado ou recitado pelo sacerdote juntamente com o povo (cf. . faz a homilia. n. profundamente inclinado. o sacerdote abre o livro e. porém. quando se usa. se se usa o incenso. conclui as preces com uma oração. a que o povo responde suplicante com a sua parte. com brevíssimas palavras. manifestando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo. de mãos juntas. n. O povo aclama. como acima se disse (n. todas as leituras e o salmo. pode observar-se. um breve espaço de silêncio. de pé junto da cadeira.Liturgia da palavra 128. levando o Evangeliário um pouco elevado. (Et incarnatus est. da cadeira ou do próprio ambão. se se usa o incenso. 138.

e ainda com outras aclamações aprovadas pela Conferência Episcopal e confirmadas pela Santa Sé.. a dizê-la. abrindo os braços. dizer em voz alta as fórmulas de bênção. 79.. etc. de braços abertos. 148. Segundo as rubricas. Convém que a participação dos fiéis se manifeste pela oferta quer do pão e do vinho destinados à celebração da Eucaristia. E o povo responde: É nosso dever. acrescenta: Dêmos graças ao Senhor nosso Deus (Gratias agamus Domino Deo nostro). irmãos.. O sacerdote vem ao meio do altar e. É muito conveniente que o sacerdote cante as partes musicadas da Oração eucarística. a aclamação depois da consagração e a aclamação Amen depois da doxologia final.. dizendo: Orai. depõe a patena com o pão sobre o corporal. Volta ao meio do altar. o sacerdote. n. quer de outros dons destinados às necessidades da Igreja e dos pobres. sem resposta do povo). 149. Senhor. acrescenta: e comigo. junto do altar. canta ou recita em voz alta: Santo. canta ou diz: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum). 144. No fim o povo aclama: Amen. Colocado o cálice no altar. O povo. convida-o à oração.140. (Papa nostro N. a oração sobre as oblatas. às quais o povo aclama: Bendito seja Deus para sempre. (Orate. ou depois . a cruz e o altar.– Em Portugal pode o sacerdote dizer apenas Oremos. 143. e com o meu irmão N. As ofertas dos fiéis são recebidas pelo sacerdote com a ajuda do acólito ou de outro ministro. Senhor. se parecer oportuno.. segundo as rubricas apresentadas em cada uma das Orações. sustentando-o um pouco elevado sobre o altar. o sacerdote inclina-se profundamente e diz em silêncio: De coração humilhado e contrito (In spiritu humilitatis). O sacerdote prossegue a Oração eucarística. se se usa o incenso. a seguir às palavras em comunhão com o vosso servo o Papa N. e o povo responde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu tuo). episcopo huius Ecclesiae N. e também com as intervenções previstas na Oração eucarística. Depois o sacerdote. O povo levanta-se e responde: Receba o Senhor. ou que a Santa Sé tenha aprovado. onde o ministro lhe apresenta as galhetas. é nossa salvação (Dignum et iustum est). Depõe. de braços abertos. 145. (et me indigno famulo tuo. associe-se ao sacerdote. Se o sacerdote celebrante é um Bispo. dizendo em silêncio: Lavai-me. continua o Prefácio. depois das palavras: com o Papa N. de mãos estendidas. escolhe uma das que se encontram no Missal Romano. dizendo em silêncio: Pelo mistério desta água e deste vinho. vosso indigno servo (et me indigno servo tuo). juntamente com todos os presentes. toma o cálice com ambas as mãos e. O sacerdote. O povo responde: O nosso coração está em Deus (Habemus ad Dominum). et fratre meo N. elevando as mãos: Corações ao alto (Sursum corda). que os depõe sobre o altar. enquanto o ministro lhe serve a água. 73). (Sanctus) (cf. A seguir. isto é: as respostas ao diálogo do Prefácio. incensa o sacerdote. de pé ao lado do altar. diz em voz baixa: Bendito sejais. O pão e o vinho destinados à Eucaristia são levados ao celebrante. Então o sacerdote começa a Oração eucarística. e deita no cálice o vinho e um pouco de água. cobre-o com a pala. b). sustentando-a. acrescenta: e comigo. recebe a patena com o pão. e depois o povo. em seguida. Depois o sacerdote. em virtude da ordenação. no fim do qual junta as mãos e. o cálice sobre o corporal e. bispo desta Igreja de N. nas Orações. Um ministro. diz em silêncio (secreto): Bendito sejais. vosso indigno servo. Por sua natureza.. o sacerdote impõe-o no turíbulo e incensa as oblatas. (Papa nostro N. o Sanctus. n. com ambas as mãos. um pouco elevada sobre o altar. na apresentação do pão e do vinho. abrindo e juntando as mãos. fratres. Depois da oração: De coração humilhado e contrito (In spiritu humilitatis) ou depois da incensação. os outros dons são colocados noutro lugar conveniente (cf. 147. 141. o sacerdote vai ao lado do altar e lava as mãos.). o sacerdote pode.). Ao começar a Oração eucarística. e. O sacerdote vai depois ao lado do altar. Se o Bispo celebra fora da sua diocese. Em seguida continua. porém. 146. voltado para o povo. 142. recita. a Oração eucarística exige que seja só o sacerdote. Se não há cântico do ofertório ou não se toca o órgão.. Em seguida. Senhor. na fé e em silêncio. Então o sacerdote.).

Filii Dei vivi) ou A comunhão do vosso Corpo e Sangue (Perceptio Corporis et Sanguinis). mas não outros bispos eventualmente presentes. 150. o sacerdote. Um pouco antes da consagração. (ou Vigário. e do meu irmão N.. Praefecto. 83). levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice e. 152. diz sozinho o embolismo Livrai-nos de todo o mal. o povo aclama. e o povo responde: O amor de Cristo nos uniu (Et cum spiritu tuo). quiser dar a paz a alguns poucos fiéis. qui dixisti). o sacerdote genuflecte. e seus Bispos Auxiliares (et Episcopo nostro N. o ministro incensa a hóstia e o cálice. de braços abertos. diz sozinho a doxologia: Por Cristo (Per ipsum). et Episcopo (vel Vicario. Entretanto..]. Filho de Deus vivo (Domine Iesu Christe. No fim da Oração eucarística. et fratris mei N. Terminada a Oração eucarística. ao que se responde: Amen. que pode tocar-se também a cada elevação.. eu não sou digno (Domine. ao serem mostrados ao povo depois da consagração. Praelato. o sacerdote. dizendo: A paz do Senhor esteja sempre convosco (Pax Domini sit semper vobiscum). non sum dignus).. Prefeito. de braços abertos. pode dizer-se: A paz do Senhor esteja sempre contigo (Pax Domini sit semper tecum). que dissestes (Domine Iesu Christe. . voltado para o povo. 156. esta oração juntamente com o povo. o sacerdote toma a hóstia. abrindo e juntando as mãos. anuncia a paz. o sacerdote. a fim de não perturbar a celebração. Também se podem mencionar os Bispos Coadjutor e Auxiliares na Oração eucarística. Terminada esta oração. 155. diz em silêncio a oração antes da Comunhão: Senhor Jesus Cristo.). se parecer oportuno. depois de o sacerdote dizer: Mistério da fé (Mystérium fidei). parte-a sobre a patena e deita um fragmento no cálice. [* Na versão portuguesa pode ignorar-se a variante com genitivo que é exclusiva do original latino da Oração eucarística IV] O Bispo diocesano. segundo os costumes locais. episcopi huius Ecclesiae N. deve ser mencionado com esta fórmula: em comunhão com o vosso servo o Papa N. Abade N. No fim o povo aclama: Amen. se parecer oportuno. Então o sacerdote. Enquanto se dá a paz. eiusque Episcopis adiutoribus). Em cada uma das Orações eucarísticas estas fórmulas devem adaptar-se às regras gramaticais. se saúdam uns aos outros em sinal de mútua paz. por motivos razoáveis. Logo a seguir. voltado para o povo. A seguir o sacerdote depõe a patena e o cálice sobre o corporal. A seguir à consagração. usa-se uma fórmula geral: o nosso Bispo N. o sacerdote. vosso indigno servo. Prelado. de mãos juntas. No fim o povo aclama: Vosso é o reino (Quia tuum est regnum). (Papae nostri N. (mei indigni famuli Tui. 157. mas permanece sempre dentro do presbitério. o ministro pode chamar a atenção dos fiéis com um toque de campainha.das palavras: o Papa N. 154. dizendo em silêncio: Esta união (Haec commixtio). 151. de mãos juntas. O sacerdote pode dar a paz aos ministros. A seguir. uma vez terminada. diz a admonição que antecede a oração dominical. Em seguida. 153. ou aquele que pelo direito lhe é equiparado.. diz: Felizes os convidados (Ecce Agnus Dei). bispo desta Igreja de N. acrescenta: Saudai-vos na paz de Cristo (Offerte vobis pacem). Se se usa incenso. diz em voz alta a oração Senhor Jesus Cristo. Quando se tiver que nomear vários. toma a hóstia. o nosso Bispo N. segundo as determinações da Conferência Episcopal. E todos.) acrescenta: e de mim. n. Abbate) nostro N. Senhor (Libera nos. acrescenta uma só vez: Senhor. utilizando uma das fórmulas prescritas. de braços abertos.). Procede do mesmo modo se. e a seguir recita. Terminada a oração dominical. comunhão e caridade.) [una cum famulo tuo N. juntamente com o povo. e. o sacerdote toma a patena com a hóstia e o cálice e. elevando-os ambos. o coro e o povo cantam ou recitam: Cordeiro de Deus (Agnus Dei) (cf.

voltado para o povo: Oremos (Oremus). diz: O Corpo de Cristo ou Corpus Christi. o sacerdote. Quando a Comunhão se faz sob as duas espécies. podem guardar-se uns momentos de silêncio sagrado. de pé junto do altar ou da cadeira. e menos ainda que o passem entre si. 86). sobre o corporal. segue-se o rito descrito em seu lugar próprio (cf. a não ser que o tenha havido logo a seguir à Comunhão. que habitualmente se aproximam em procissão. voltado para o altar. Se a Comunhão for distribuída unicamente sob a espécie do pão. Em caso de necessidade. n. ou as consome no altar ou leva-as ao lugar destinado a guardar a Eucaristia. quanto às hóstias consagradas que sobrarem. Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento. 165. Depois o sacerdote pode voltar para a cadeira. o acólito devidamente instituído ou também outros fiéis. a seguir. No fim da oração o povo aclama: Amen. onde for permitido. 161. após a despedida do povo. o sacerdote pode ser ajudado por outros presbíteros eventualmente presentes. façam-se em forma . toma o cálice. 163. 160. façam a devida reverência. também se podem deixar no altar ou na credência. Quando comungam de pé. segundo a determinação da Conferência Episcopal. 284-287). recita a oração depois da Comunhão. recomenda-se que. e comunga com reverência o Corpo de Cristo. 159. conforme preferir.158. sendo purificados imediatamente depois da Missa. 162. 164. regressado ao altar. n. e limpa o cálice com o sanguinho. Depois. no altar. consome imediatamente todo o vinho consagrado que porventura tiver sobrado. Se os vasos são purificados no altar. isto é. a qual pode ser precedida de um breve momento de silêncio. 88). Ritos de conclusão 166. Entretanto. o ministro leva-os para a credência. nn. e recebe o Sacramento na boca. diz de mãos juntas. Não é permitido que os próprios fiéis tomem. e comunga com reverência o Sangue de Cristo. por si mesmos. Se estes não estiverem disponíveis e o número dos comungantes for demasiado grande. O sacerdote pega depois na patena ou na píxide e aproxima-se dos comungantes. enquanto diz em silêncio: O que em nossa boca recebemos (Quod ore sumpsimus). O sacerdote. alguns fiéis idóneos[97]. o sacerdote levanta um pouco a hóstia e. de mão em mão. o sacerdote pode designar. de braços abertos. antes de receberem o Sacramento. começa-se o canto da Comunhão (cf. Os fiéis comungam de joelhos ou de pé. Terminada a oração depois da Comunhão. O comungante responde: Amen. sobretudo se forem vários. recolhe os fragmentos que porventura houver. Depois vai ao lado do altar ou à credência e purifica a patena ou a píxide sobre o cálice. ou cantar ou recitar um salmo ou outro cântico de louvor ou um hino (cf. e recebem sempre da mão do sacerdote celebrante o vaso com as espécies da Santíssima Eucaristia a distribuir aos fiéis. o sacerdote pode chamar em seu auxílio os ministros extraordinários. mostrando-a a cada um dos comungantes. Estes ministros não devem aproximar-se do altar antes de o sacerdote ter tomado a Comunhão. dizendo em silêncio: O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna (Sanguis Christi custodiat me in vitam aeternam). Depois o sacerdote. estabelecida pelas mesmas normas. e. na mão. o pão consagrado nem o cálice sagrado. Na distribuição da Comunhão. o sacerdote diz em silêncio: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna (Corpus Christi custodiat me in vitam aeternam). devidamente cobertos. ou. O comungante recebe a hóstia e comunga-a imediatamente e na íntegra. Os vasos a purificar. se houver avisos a fazer. A seguir. purifica o cálice. Terminada a distribuição da Comunhão. só para essa ocasião. que tenham sido devidamente nomeados para isso[96].

Quando está presente na celebração eucarística. c) proclama o Evangelho e pode. 169. por mandato do sacerdote celebrante. f) ele próprio. Liturgia da palavra 175. quer dizer. e. diz: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe (Ite. ele próprio: a) assiste ao sacerdote e está sempre a seu lado.breve. n. 170. caso contrário. Enquanto se canta o Aleluia ou o outro cântico. segundo as rubricas. continua: Pai e Filho e Espírito Santo (Pater et Filius et Spiritus Sanctus). omitem-se os ritos de conclusão. e todos respondem: Amen. pede- . se se usa o incenso. b) ao altar. e) ajuda o sacerdote celebrante a distribuir a Comunhão. se nenhum deles estiver presente. 168. Se não levar o Evangeliário. ficando aí de pé ao lado dele. inclinando-se profundamente diante do sacerdote. fazendo o sinal da cruz sobre o povo. se se usar incenso. d) orienta o povo fiel com oportunas admonições e enuncia as intenções da oração universal. 174. O sacerdote. A seguir. a bênção e a despedida. 173. uma inclinação profunda. beija então o altar em sinal de veneração. Ritos iniciais 172. fazer a homilia (cf. Com efeito. A seguir. venera o altar com um beijo. e juntamente com o sacerdote. 66). O diácono. Em certos dias e em ocasiões especiais. Incensado o altar. vai para a cadeira juntamente com o sacerdote. em seguida. e retira-se com eles. o diácono exerce o seu ministério revestido com as vestes sagradas. Por fim. fazendo por três vezes o sinal da cruz sobre o povo. abrindo os braços e dizendo: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum). Logo a seguir à bênção. 167. de mãos juntas. assiste ao sacerdote na preparação do turíbulo. missa est). faz-lhe. com a mão esquerda no peito e elevando a mão direita. aproxima-se do altar. do modo habitual. realiza os ofícios dos outros ministros. o sacerdote. a que o povo responde: Ele está no meio de nós (Et cum spiritu tuo). e purifica e arruma os vasos sagrados. B) A Missa com Diácono 171. segundo as necessidades. acrescenta: Abençoe-vos Deus todo-poderoso (Benedicat vos omnipotens Deus) e. omitida a reverência. vai à frente do sacerdote a caminho do altar. O sacerdote. assiste o sacerdote na imposição do incenso e na incensação da cruz e do altar. e todos respondem: Graças a Deus (Deo gratias). e venera o altar com um beijo juntamente com ele. se levar o Evangeliário. Ao chegar ao altar. faz uma inclinação profunda ao altar juntamente com o sacerdote. habitualmente. O Bispo abençoa o povo com a fórmula apropriada. esta fórmula de bênção é precedida. Se a Missa é seguida de outra acção litúrgica. junta de novo as mãos. a saudação. com os ministros leigos. ministra ao cálice e ao livro. levando o Evangeliário um pouco elevado. vai ao lado dele. servindo-o no que for preciso. o sacerdote saúda o povo. logo a seguir. depõe o Evangeliário sobre o altar. de outra mais solene ou da oração sobre o povo.

Quando o diácono ministra ao Bispo. da cruz e do altar e. Nas celebrações mais solenes o Bispo. toma o Evangeliário. após a introdução do sacerdote. onde os purifica e arranja na forma habitual. com a resposta do povo O amor de Cristo nos uniu (Et cum spiritu tuo). devidamente cobertos. 182. Os vasos a purificar podem também deixar-se na credência. se necessário. Quando o sacerdote tiver concluído a oração da paz e dito A paz do Senhor esteja sempre convosco (Pax Domini sit semper vobiscum). quando for preciso. recolhe os fragmentos que porventura houver. em seguida. faz o convite para a paz. ele próprio ou o acólito incensa o sacerdote e o povo. dá a bênção ao povo com o Evangeliário. ajudado. Esta preparação do cálice. se for oportuno. ele próprio ministra o cálice aos comungantes e. benedicere). acabada a distribuição. dizendo em voz baixa: A vossa bênção (Iube. domne. 179. o diácono. por outros diáconos e presbíteros. o diácono prepara o altar. Senhor (Laus tibi. Se estiverem presentes vários diáconos. que louvavelmente está sobre ele. habitualmente do ambão. (Dominus sit in corde tuo). Se se usa incenso. até que o povo tenha respondido com a aclamação: Amen. O diácono benze-se com o sinal da cruz e responde: Amen. o diácono permanece habitualmente de joelhos. na boca e no peito. 177. ao lado do sacerdote. No caso de a Comunhão se fazer sob as duas espécies. se for oportuno. enquanto o sacerdote regressa à cadeira. Terminada a Comunhão. dizendo: Saudai-vos na paz de Cristo (Offerte vobis pacem). o diácono. servindo-o. 183. às palavras Leitura do santo Evangelho (Lectio sancti Evangelii). depois de fazer a inclinação ao altar. enquanto o sacerdote permanece sentado na cadeira. e volta para junto do sacerdote. 180. enquanto o sacerdote eleva a patena com a hóstia. Ele próprio recebe do sacerdote a paz e pode dá-la aos ministros que estiverem mais perto de si. 181. A ele compete cuidar dos vasos sagrados. Entrega depois ao sacerdote a patena com o pão que vai ser consagrado. ao cálice e ao Missal. Se não estiver presente outro leitor idóneo. sendo . leva-lhe o livro para que ele o beije ou beija-o ele próprio. incensa o livro e proclama o Evangelho. o diácono recebe do próprio sacerdote a Comunhão sob as duas espécies e ajuda em seguida o sacerdote na distribuição da Comunhão ao povo. sobre o corporal. o diácono regressa com o sacerdote ao altar. dizendo em silêncio: Pelo mistério desta água e deste vinho (Per huius aquae) e entrega o cálice ao sacerdote. de mãos juntas e voltado para o povo. o diácono profere as outras leituras. Em seguida. As intenções da oração dos fiéis. um deles pode impor incenso no turíbulo para a consagração e incensar a hóstia e o cálice durante a ostensão. auxiliado pelo acólito. dirigese para o ambão. Terminada a oração universal. depois. e todos respondem: Glória a Vós. pode ser feita na credência. o Evangeliário pode ser levado para a credência ou para outro lugar adequado e digno. No ambão saúda o povo. Durante a doxologia final da Oração eucarística. Desde a epiclese até à ostensão do cálice. leva o cálice e os outros vasos sagrados para a credência. 176. Por fim. dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho (Per evangélica dicta). é o diácono quem as profere. Depois beija o livro em sinal de veneração. o diácono permanece ao lado do sacerdote. No fim aclama: Palavra da salvação (Verbum Domini). no altar. Christe). ministra ao sacerdote na incensação das oblatas. dizendo. eleva o cálice. dizendo: O Senhor esteja no teu coração. faz com o polegar o sinal da cruz no livro e depois persigna-se a si próprio na fronte. de mão juntas: O Senhor esteja convosco (Dominus vobiscum). dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho (Per evangélica dicta). um pouco atrás. O sacerdote abençoa-o. deita no cálice o vinho e um pouco de água. Liturgia eucarística 178. levando-o um pouco elevado. Assiste também o sacerdote na recepção dos dons do povo. consome imediatamente e com reverência.lhe a bênção. todo o Sangue de Cristo que sobrou. Durante a Oração eucarística. precedido do turiferário com o turíbulo fumegante e dos ministros com círios acesos. Depois da Comunhão do sacerdote.

189. do modo habitual. voltado para o povo: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe (Ite. juntamente com o sacerdote. limpa e arranja. que sejam oportunamente distribuídas por vários. 191. voltam processionalmente à sacristia. Na ausência do diácono. do mesmo modo e pela mesma ordem com que vieram. da cruz e do altar. Seguidamente. Chegando ao altar. Na procissão de entrada. sempre que seja necessário. Depois da bênção dada pelo sacerdote. Depois incensa o sacerdote e o povo. o cálice e o Missal. ocupa o seu lugar no presbitério. Se. para se tornar a cruz do altar. Convém. se dá a Comunhão sob as duas espécies. Se se usa a fórmula de bênção solene ou a oração sobre o povo. 193. Do mesmo modo o acólito devidamente instituído. o sanguinho. depõe a cruz junto dele. Em seguida. podendo algumas delas ocorrer simultaneamente. a não ser que o sacerdote prefira fazê-los por si próprio. ladeado por outros dois ministros com os círios acesos. Então. 186. Se se usa incenso. terminada a distribuição da Comunhão. o acólito aproxima-se do sacerdote ou do diácono. Convém. se for preciso. feita a inclinação profunda. só estiver presente um acólito. ajuda o sacerdote ou o diácono na purificação e arranjo dos vasos sagrados. missa est). o acólito. o acólito pode levar a cruz. Liturgia eucarística 190. Ritos de conclusão 184. conforme as circunstâncias. 185.purificados imediatamente depois da Missa. e as outras distribuam-se por vários ministros. apresenta ao sacerdote o turíbulo e acompanha-o na incensação das oblatas. contudo. o diácono despede o povo. o diácono faz ao povo eventuais breves avisos. ocupe um lugar donde lhe seja fácil desempenhar o seu ministério. Durante toda a celebração. dizendo. ou então coloca-a num lugar digno. D) Funções do Leitor . Terminada a celebração da Missa. coloca sobre o altar o corporal. portanto. 192. o acólito leva os vasos sagrados para a credência e aí os purifica. ele próprio ministra o cálice aos comungantes ou sustenta o cálice quando a Comunhão é feita por intinção. ajuda o sacerdote a receber os dons do povo e. de mãos juntas. Na ausência do diácono. pode ajudar o sacerdote a distribuir a Comunhão ao povo. após a despedida do povo. este desempenhará a função mais importante. C) Funções do Acólito 187. que. Ritos iniciais 188. como ministro extraordinário[98]. beija o altar em sinal de veneração e. depois da oração universal e enquanto o sacerdote permanece na sua cadeira. por isso. para lhes apresentar o livro e ajudá-los no que for preciso. O acólito devidamente instituído. juntamente com o diácono e o sacerdote. Terminada a oração depois da Comunhão. São de vários géneros as funções que o acólito pode exercer. leva para o altar o pão e o vinho e entrega-os ao sacerdote. na medida do possível. o diácono diz: Inclinaivos para receber a bênção (Inclinate vos ad benedictionem). se for preciso. retira-se pela mesma ordem da entrada. Se. o acólito e os outros ministros. na ausência do diácono. quer junto da cadeira presidencial quer junto do altar.

desde que se conheça a sua condição sacerdotal. se realiza uma concelebração. mas devem fazer-se a horas diferentes ou em lugares sagrados diversos[100]. nos aniversários do Bispo e finalmente por ocasião do Sínodo ou da visita pastoral. na Missa crismal. estas antífonas (cf. II. pode levar o Evangeliário um pouco elevado. . a não ser que a utilidade dos fiéis exija ou aconselhe de outro modo: a) na Missa vespertina. particularmente na Missa estacional nas grandes solenidades do ano litúrgico. c) na Missa conventual e na Missa principal celebrada nas igrejas e oratórios. Na ausência do salmista. pode proferir o salmo responsorial. na mesma igreja ou oratório. Missa concelebrada 199. está prescrita pelo próprio rito: na ordenação do Bispo e dos presbíteros. bem como a de todo o povo de Deus. 48. na ausência do diácono. 203. Segundo as normas do direito. Aceitem-se de bom grado a concelebrar a Eucaristia os presbíteros que estiverem de passagem. na Missa da ordenação do novo Bispo da diocese ou do seu coadjutor ou auxiliar. Se leva o Evangeliário. Na procissão de entrada. nn. Lê no ambão as leituras que precedem o Evangelho. A concelebração. pela qual se manifesta oportunamente a unidade do sacerdócio e do sacrifício. se não. na Quinta-feira da Ceia do Senhor. compete ao Bispo regulamentar a disciplina da concelebração na sua diocese. além disso. 201.Ritos iniciais 194. b) na Missa celebrada nos Concílios. depois da introdução feita pelo sacerdote. faz com os outros uma inclinação profunda. nas celebrações do Santo Fundador da Igreja local ou do Padroeiro da diocese. Deve ter-se em consideração especial a concelebração dos presbíteros da diocese com o seu Bispo. na Quinta-feira da Ceia do Senhor e na Missa da Vigília pascal. Liturgia da palavra 196. Na ausência do diácono. Recomenda-se. na bênção do abade e na Missa crismal. no ambão. junto com os outros ministros. Se não houver cântico de entrada nem da Comunhão e os fiéis não recitarem as antífonas que vêm no Missal. é lícito a cada sacerdote celebrar a Eucaristia de modo individual. onde a necessidade ou a utilidade pastoral o aconselhem. Chegando ao altar. tanto seculares como religiosos[99]. Nos casos em que o número de sacerdotes seja muito grande. pode fazer-se mais que uma concelebração no mesmo dia. Contudo. no momento próprio. 197. pode proferir. sobe ao altar e sobre ele depõe o Evangeliário. vestido com a veste aprovada. Neste caso. 87). 200. não é permitido celebrar os ritos sagrados de modo individual. No entanto. 195. d) nas Missas celebradas por ocasião de reuniões de sacerdotes. o leitor. o leitor pode proferir as intenções da oração universal. 198. depois da primeira leitura. vai à frente do sacerdote. mas não ao mesmo tempo em que. 202. vai junto com os outros ministros. Depois ocupa o seu lugar no presbitério. na Missa vespertina da Ceia do Senhor. nas reuniões dos Bispos e nos Sínodos.

e vai depois para a cadeira. Se na Missa concelebrada não estiver presente o diácono. e) quem concelebrar com o Bispo ou seu delegado por ocasião do Sínodo. Por motivos especiais. por exemplo. os concelebrantes estão nos seus lugares. conforme estiver o celebrante principal. com excepção sempre do celebrante principal. O celebrante principal incensa a cruz e o altar. serão desempenhadas por alguns concelebrantes. 207. podem os concelebrantes. Durante a liturgia da palavra. beijam o altar em sinal de veneração e vão ocupar os lugares que lhes estão destinados. A Missa concelebrada. grande número de concelebrantes e falta de paramentos para todos. 209. 204. recomenda-se a concelebração todas as vezes que os presbíteros se encontram reunidos com o seu Bispo. é permitido celebrar ou concelebrar mais que uma vez no mesmo dia. com as particularidades ou alterações que a seguir se expõem: 206. Chegando ao altar. das reuniões dos religiosos. quer pelo significado do rito quer pela festa. os concelebrantes e o celebrante principal fazem uma inclinação profunda. com as vestes sagradas que costumam usar quando celebram a Missa individualmente. da visita pastoral ou de reuniões sacerdotais. Estando tudo devidamente preparado. próprio de toda a concelebração[101]. Ritos iniciais 210. em caso algum. observadas as normas respectivas. 208. ou vários cálices. . Contudo. Se não estiverem presentes outros ministros. na sacristia ou noutro lugar apropriado. nos casos seguintes: a) quem tiver celebrado ou concelebrado a Missa crismal na Quinta-feira da Semana Santa. sentados ou de pé. as funções que lhe são próprias serão realizadas por um ou outro dos concelebrantes. todos os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três Missas. seja qual for a forma de que se revista. Liturgia da palavra 212. por justa causa. segue as normas a observar comummente (cf. organiza-se a procissão na forma do costume. nn. ninguém. 211. 112-198). Os sacerdotes concelebrantes vão à frente do celebrante principal.Pelo mesmo motivo. Uma vez começada a Missa. sem a casula ou planeta. Os concelebrantes revestem-se. quer por ocasião de exercícios espirituais quer de outras reuniões. b) quem tiver celebrado ou concelebrado a Missa da Vigília Pascal pode celebrar ou concelebrar a Missa do dia de Páscoa. O mesmo se diga. se parecer oportuno. pode também celebrar outra Missa para utilidade dos fiéis. se junte ou seja admitido a concelebrar. desde que as celebrações se façam nos diversos tempos e observadas as determinações acerca da aplicação da segunda e da terceira Missa[102]. as partes que lhes pertencem podem ser entregues a outros fiéis idóneos. em direcção ao altar. d) no dia da Comemoração de todos os fiéis defuntos. 205. c) no Natal do Senhor. contanto que sejam nas horas correspondentes. pode celebrar ou concelebrar também a Missa vespertina da Ceia do Senhor. revestir apenas a estola por cima da alva. No presbitério devem preparar-se: a) b) assentos e livros para os sacerdotes concelebrantes: na credência: um cálice de tamanho suficiente. através da igreja. É nestas ocasiões que mais se evidencia aquele sinal da unidade do sacerdócio e da Igreja. se assim não for.

só o celebrante principal diz. de braços abertos. 220. nn. Desde Santificai. sempre que for preciso ministrar o cálice e o Missal. na ausência do diácono. Os gestos. e que vêm musicadas no Missal. é de louvar que sejam proferidas com canto. porém. A) Oração eucarística I. se parecer oportuno. enquanto os outros concelebrantes permanecem nos seus lugares. 217. devem ser recitadas pelos concelebrantes em voz baixa. Depois de o celebrante principal ter dito a oração sobre as oblatas. a acção sagrada seja facilmente vista pelos fiéis e não dificultem ao diácono o acesso ao altar para o desempenho do seu ministério. de mãos juntas. que todos estão obrigados a dizer. Deste modo. e) Humildemente Vos suplicamos (Supplices). os concelebrantes aproximam-se do altar e dispõem-se ao seu redor. De novo. de tal forma. de modo a que se ouça claramente a voz do celebrante principal. com a mão direita estendida para o pão e para o cálice. Senhor (Memento dos vivos) e Em comunhão com toda a Igreja (Communicantes) a um ou outro dos sacerdotes concelebrantes. de braços abertos e em voz alta. pede-lhe e recebe a bênção. ou então um dos concelebrantes. ou Cânone Romano. Se estiverem presentes sacerdotes concelebrantes. Pai de infinita misericórdia (Te ígitur). d) Celebrando agora o memorial (Unde et memores) e Olhai com benevolência (Supra quae). Contudo. Senhor (Quam oblatiónem). Isso não se faz na concelebração a que preside um presbítero. de braços abertos. salvo indicação em contrário. 218. Aceitai benignamente. o presbítero que. à ostensão. 221. que dirá sozinho estas preces. são feitos só pelo celebrante principal. só o celebrante principal diz. Senhor (Hanc ígitur). 222. Liturgia eucarística 214. ou Cânone Romano 219.Quando o Bispo preside. que não dificultem o desenrolar dos ritos. As partes proferidas simultaneamente por todos os concelebrantes. deste modo: a) Santificai. com as mãos estendidas para as oblatas. e todos os concelebrantes dizem tudo ao mesmo tempo. o diácono realiza o seu ministério junto do altar. inclinados e de mãos juntas. o celebrante principal faz os gestos. 213. 215. juntamente com o povo e a schola. colocar-se-á um pouco atrás deles. Na Oração eucarística I. o povo pode perceber mais facilmente o texto. c) as palavras do Senhor. O Santo (Sanctus) é cantado ou recitado por todos os concelebrantes. Senhor (Quam oblatiónem) até Humildemente Vos suplicamos (Supplices). As fórmulas a dizer simultaneamente por todos os concelebrantes. proclamar o Evangelho. b) Na véspera da sua paixão (Qui prídie) e De igual modo (Símili modo). faz a homilia o celebrante principal. Convém confiar as partes Lembrai-vos. os sacerdotes concelebrantes continuam a Oração eucarística na forma que adiante se indica. Normalmente. de braços abertos. O Prefácio é cantado ou dito só pelo celebrante principal. e principalmente as palavras da consagração. olham para a hóstia e para o cálice e fazem em seguida inclinação profunda. Terminado o Santo (Sanctus). tanto quanto possível. até às . 139-145) é feita pelo celebrante principal. A preparação dos dons (cf. Modo de proferir a Oração eucarística 216.

Às palavras E a nós. . pecadores (Nobis quoque peccatoribus) a um ou outro dos concelebrantes. que as dirá sozinho. à ostensão. quáesumus). todos os concelebrantes batem no peito. b) Na noite em que Ele ia ser entregue (Ipse enim in qua nocte tradebátur) e De igual modo (Símili modo). de braços abertos. quáesumus). Vós. Vós. 231. de braços abertos. todos os concelebrantes dizem tudo em simultâneo. Pai santo (Confitémur tibi. Senhor (o Memento dos defuntos) e E a nós. com a mão direita estendida para o pão e para o cálice. as palavras Nós Vos glorificamos. Desde Humildemente Vos suplicamos. olham para a hóstia e para o cálice e fazem em seguida inclinação profunda. de braços abertos. b) Na hora em que Ele Se entregava (Qui cum passióni) e De igual modo (Símili modo). que as dirá sozinho. As intercessões: O Espírito Santo faça de nós (Ipse nos) e Por este sacrifício de reconciliação (Haec hostia nostrae reconciliatiónis) convém confiá-las a um ou outro dos concelebrantes. Na Oração eucarística IV. Senhor. de braços abertos. de mãos juntas. todos os concelebrantes dizem tudo em simultâneo. Dómine) até Olhai benignamente (Réspice. sois verdadeiramente Santo (Vere Sanctus) é dito só pelo celebrante principal. nosso Senhor (per quem haec omnia) é dito só pelo celebrante principal. que as dirá sozinho. sois verdadeiramente Santo (Vere Sanctus) é dito só pelo celebrante principal. Dómine) e pelos defuntos: Lembrai-Vos também dos nossos irmãos (Meménto étiam fratrum nostrórum) convém confiá-las a um ou outro dos concelebrantes. com as mãos estendidas para as oblatas. d) Celebrando agora. com a mão direita estendida para o pão e para o cálice. c) as palavras do Senhor. de mãos juntas. de braços abertos. pecadores (Nobis quoque peccatoribus). As intercessões pelos vivos: Lembrai-Vos. 223. 228. com as mãos estendidas para as oblatas. Por Cristo. Na Oração eucarística II. erguem-se em seguida e benzemse às palavras: alcancemos a plenitude das bênçãos do Céu (omni benedictióne caelésti et grátia repleámur). olham para a hóstia e para o cálice e fazem em seguida inclinação profunda. Senhor (Recordáre. Desde Santificai estes dons (Haec ergo dona) até Humildemente Vos suplicamos (Et súpplices). deste modo: a) Santificai estes dons (Haec ergo dona). Senhor. Senhor o memorial (Mémores ígitur) e Humildemente Vos suplicamos (Et súpplices). de braços abertos e em voz alta. de braços abertos. d) Celebrando agora. deste modo: a) Humildemente Vos suplicamos (Súpplices ergo te. 230. Senhor (Súpplices ergo te. c) as palavras do Senhor. Na Oração eucarística III. Convém confiar as partes Lembrai-Vos. à ostensão. Senhor. Dómine). B) Oração eucarística II 226. o memorial (Mémores ígitur) e Olhai benignamente (Réspice. 225. se parecer oportuno. se parecer oportuno.palavras: participando deste altar (ex hac altáris partipatióne). 227. C) Oração eucarística III 229. 224. D) Oração eucarística IV 232.

Desde Nós Vos pedimos. . todos os concelebrantes dizem tudo em simultâneo. juntamente com o povo. Todos os concelebrantes. de braços abertos. A doxologia final da Oração eucarística é dita só pelo celebrante principal juntamente com todos os outros concelebrantes. Os que estão mais próximos do celebrante principal recebem dele a paz. Ritos da Comunhão 237. c) as palavras do Senhor. Senhor (Réspice. genuflectem e tomam com reverência o Corpo de Cristo com a mão direita. na sua ausência. 235. non sum dignus). Senhor (Unde et nos) e Olhai. Eis o Cordeiro de Deus (Ecce Agnus Dei. Terminada a oração antes da Comunhão. diz a oração dominical. 238. diz seguidamente a admonição que antecede a oração dominical e depois. para esta oblação (Réspice. diz: Felizes os convidados. antes do diácono. Dómine). Após a admonição: Saudai-vos na paz de Cristo (Offérte vobis pacem). 244. Após a immixtio. que também abrem os braços. observem-se as normas estabelecidas para cada uma delas. com as mãos estendidas para as oblatas. Dómine) inclusive. Senhor (Quáesumus ígitur. 241. por um dos concelebrantes. Dómine) até Olhai. Beáti qui ad cenam). ómnium recordáre) convém confiá-las a um dos concelebrantes. Dómine. juntamente com os outros concelebrantes. b) Quando chegou a hora (Ipse enim. Senhor (Nunc ergo. 236. todos se dão mutuamente a paz. Quanto às outras Orações Eucarísticas aprovadas pela Santa Sé. o diácono ou alguns dos concelebrantes podem ajudar o celebrante principal a partir as hóstias para a Comunhão. tanto dos concelebrantes como do povo. o diácono recebe do celebrante principal o Corpo do Senhor. O celebrante principal. voltado para o altar. Livrai-nos de todo o mal (Líbera nos. e voltam para os seus lugares. a oração Senhor Jesus Cristo. 234. As intercessões: Lembrai-Vos agora.. Os concelebrantes. o celebrante principal diz sozinho. e com o povo. Dómine) é dito só pelo celebrante principal. vão ao meio do altar. 243. voltado para o povo. cum hora venísset) e De igual modo (Símili modo). o celebrante principal genuflecte e afasta-se um pouco. juntamente com os concelebrantes e o povo: Senhor. em silêncio. d) Celebrando agora. 239.. Filho de Deus vivo (Dómine Iesu Christe. Podem também ficar todos nos seus lugares e tomar o Corpo de Cristo da patena que o celebrante principal (ou um ou mais concelebrantes) lhes apresenta. mas não pelos fiéis. continua. Fili Dei vivi) ou A comunhão do vosso Corpo e Sangue (Percéptio). de braços abertos. um após outro. diz em silêncio: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna (Corpus Christi custódiat me in vitam aetérnam): e comunga com reverência o Corpo de Cristo. O mesmo fazem os concelebrantes. que as dirá sozinho. Depois o celebrante principal toma a hóstia consagrada nessa Missa. 233. à ostensão. de braços abertos. Dómine). Senhor (Quáesumus ígitur. deste modo: a) Nós Vos pedimos. Senhor. dizem a aclamação: Vosso é o reino (Quia tuum est regnum). Depois o celebrante principal. que comungam por si mesmos.. olham para a hóstia e para o cálice e fazem em seguida inclinação profunda.Pater sancte) até e consumar toda a santificação (omnem sanctificationem compléret) são ditas só pelo celebrante principal. 240. levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice e. de braços abertos.. eu não sou digno (Dómine. em seguida. de braços abertos. Depois deles. pondo por baixo dela a esquerda. de mãos juntas. de mãos juntas. Enquanto se diz o Cordeiro de Deus (Agnus Dei). 242. com a mão direita estendida para o pão e para o cálice. feita pelo diácono ou. podem também passar a patena uns aos outros. se parecer oportuno.

247. mas comunga do cálice segundo o modo que tiver sido escolhido. limpam os bordos do cálice e retiram-se para os seus lugares. genuflectem. genuflectem e comungam o Corpo do Senhor. ou por quem dele bebe ou por quem lho apresenta. purifica-o como de costume. ou por meio de uma cânula. limpa-o e deixa-o devidamente arranjado (cf. ou então passam eles mesmos o cálice uns aos outros. Depois de o celebrante principal ter comungado. n. Em seguida o diácono. nn. à medida que vão comungando. limpao e deixa-o devidamente arranjado. pode adoptar-se um dos seguintes modos: a) O celebrante principal toma o cálice e diz em silêncio: O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna (Sanguis Christi custodiat me in vitam aeternam). bebe um pouco de Sangue e entrega o cálice ao diácono ou a um dos concelebrantes. fazem todos uma inclinação profunda ao altar. Os concelebrantes. b) O celebrante principal comunga o Sangue do Senhor na forma habitual. n. nn. 249. passam depois para o lado do altar e ali comungam o Sangue do Senhor. A seguir. leva o cálice para a credência e ali. permanecendo os outros concelebrantes nos seus lugares. até ao fim da Missa. e junto do cálice a patena com as hóstias. ao altar. Os concelebrantes. que lhe diz: O Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus et Sanguis Christi). por alguns concelebrantes. Quando a Comunhão dos concelebrantes se faz por intinção. Antes de se retirarem. 158). Em seguida. ele ou um acólito instituído. 166-169). Tudo o mais. bebendo do cálice que lhes é apresentado pelo diácono ou por um dos concelebrantes. os concelebrantes regressam aos seus lugares. ao altar. tomam a hóstia. o celebrante principal toma o Corpo e o Sangue do Senhor na forma habitual. Se a Comunhão se faz bebendo directamente do cálice. bebem o Sangue. voltam para os lugares que ocupavam ao princípio da Missa. como acima se disse. para os outros concelebrantes. ao meio do altar. ele ou um acólito instituído. pondo a patena por baixo da boca. Ritos de conclusão 250. ou por meio de uma colherinha. podem comungar o Sangue do Senhor nos seus lugares. o celebrante principal comunga sob as duas espécies na forma habitual (cf. molham-na parcialmente no cálice e comungam. ao que ele responde: Amen. O celebrante principal beija o altar em sinal de veneração. em cada caso. é feito pelo celebrante principal na forma habitual (cf. se for preciso. purifica o cálice do modo habitual. O diácono. põe o cálice sobre outro corporal. Depois.245. genuflectem. um por um. . se há dois cálices. 251. Os concelebrantes. ajudado. coloca-se o cálice sobre outro corporal no lado do altar. Neste caso. se for preciso. vão ao altar. por alguns concelebrantes. depois leva o cálice para a credência e aí. A Comunhão dos concelebrantes também pode ordenar-se de modo que se aproximem do altar um por um e aí comunguem o Corpo do Senhor e logo a seguir o Sangue. 248. vão ao altar. no meio do altar ou no lado. ou dois a dois. 160-162). segundo o modo escolhido para a Comunhão do cálice. Os concelebrantes. um após outro. O Sangue do Senhor pode comungar-se bebendo directamente do cálice. vão ao meio do altar. A Comunhão do diácono e a purificação do cálice fazem-se como acima ficou dito. bebe reverentemente tudo o que resta do Sangue de Cristo. mas terá o cuidado de deixar no cálice o suficiente para a Comunhão dos concelebrantes. um por um. 246. ou um dos concelebrantes. O diácono comunga também por intinção. O cálice é limpo de cada vez. ou por intinção. 183). distribui a Comunhão aos fiéis (cf. da mão de um concelebrante. porém. ajudado. bebe todo o Sangue que resta.

nn. Após a aclamação final do embolismo. 261. o sacerdote dá a paz . Aproxima-se então do altar e beija-o em sinal de veneração. e também as outras partes do povo. também a segunda leitura. que dissestes (Dómine Iesu Christe. com excepção do que se 266. dizendo: Em nome do Pai (In nómine Patris). Então lê a antífona de entrada e diz: Senhor. eventualmente. Feita uma inclinação profunda ao altar. diz: Oremos (Orémus). benze-se. na medida do possível. inclinado: Purificai o meu coração (Munda cor meum). Liturgia Eucarística 265. de pé. no lado esquerdo do altar. 263. O Missal. as partes que correspondem ao povo. saúda-o. ele próprio realiza as funções que lhe competem (cf. dizendo em silêncio: Por este santo Evangelho (Per evangélica dicta). voltando-se para o ministro. Liturgia da palavra 260. 254. Neste caso omitem-se as saudações. a não ser por causa justa e razoável. No fim o ministro aclama: Amen. e faz o acto penitencial. e. com uma das fórmulas habituais. diante do altar. Depois. 255. e. ao que o ministro responde: Glória a Vós. O cálice prepara-se antes da Missa. qui dixísti). diz a oração colecta. 257. que também nesta Missa se pode dizer. Christe). volta-se para o Missal. diz o Símbolo. Senhor (Laus tibi. Missa com a assistência de um só ministro 252. proferem-se do ambão ou do atril. e lê o Evangelho. conforme as rubricas. Ritos iniciais 256. 259. o sacerdote diz a oração: Senhor Jesus Cristo. segue-se o rito da Missa com o povo (cf. ao que o ministro responde: O amor de Cristo nos uniu (Et cum spíritu tuo). 258. quando a houver. 264. de mãos juntas. As leituras. Se o ministro é diácono. Na Missa celebrada pelo sacerdote. Então o sacerdote beija o livro em sinal de veneração. 262. 253. Na liturgia eucarística faz-se tudo como na Missa com o povo. que se segue à Oração dominical. após uns momentos de silêncio. o sacerdote. depois acrescenta: A paz do Senhor esteja sempre convosco (Pax Dómini sit semper vobíscum). No fim diz: Palavra da salvação (Verbum Dómini). Depois. juntamente com o ministro. segue. A seguir. o ministro profere. e aí permanece até ao fim da oração universal. com o verso do Aleluia ou o outro cântico. de braços abertos. colocando-o na credência ou sobre o altar. Segue-se a oração universal. nn. Depois o sacerdote diz. com a assistência de um só ministro que lhe responde. as admonições e a bênção do fim da Missa. no lado direito. tende piedade de nós (Kýrie) e Glória. o ministro lê a primeira leitura e o salmo. O sacerdote enuncia as intenções e o ministro responde. 171186). Terminada a oração. pode colocar-se oportunamente no lado esquerdo do altar. Se for oportuno. 120-169).III. o sacerdote. conforme as rubricas. Não se celebre sem a assistência de um ministro ou ao menos de algum fiel.

voltando-se para o altar. 271. Segundo o costume tradicional. ou pode repô-lo no lado do altar. como é costume. durante a própria celebração da Missa. se este comunga. A seguir genuflecte. o sacerdote diz em silêncio a oração: Senhor Jesus Cristo. comunga o Corpo de Cristo. até ao início da Vigília pascal.ao ministro. Eis o Cordeiro de Deus (Ecce Agnus Dei. depois de fazer uma inclinação profunda com o ministro. O sacerdote beija o altar em sinal de veneração.. Se o cálice for purificado no altar. Mas. significa adoração. As peculiaridades a observar na Missa concelebrada indicam-se nos lugares respectivos (cf. O sacerdote purifica o cálice ao lado do altar ou na credência. Fili Dei vivi) ou A comunhão (Percéptio). é conveniente que o sacerdote guarde uns momentos de silêncio. diz. 275. diz uma vez: Senhor. eu não sou digno (Dómine. o sacerdote. Ritos de conclusão 272. juntamente com o ministro. o sacerdote. Aliás. todos os que passam diante do Santíssimo Sacramento genuflectem. podem as Conferências Episcopais substituí-lo por outro sinal. e o Corpo de Cristo guarde (Corpus Christi custódiat) e comunga o Corpo de Cristo.. é por isso reservada ao Santíssimo Sacramento e à santa Cruz desde a solene adoração na Acção litúrgica da Sexta-Feira da Paixão do Senhor. Depois da purificação do cálice. dizendo em silêncio: Esta união (Haec commíxtio). 269. retira-se. Em seguida. Depois. Beáti qui ad cenam Agni). 270. em silêncio. parte a hóstia sobre a patena. quando chegam ao altar. em vez de genuflectirem fazem uma inclinação de cabeça. depois de fazer a genuflexão. Nos ritos de conclusão procede-se como na Missa com participação do povo. após a ostensão do cálice e antes da Comunhão. diz a oração depois da Comunhão. o sacerdote recita a antífona da Comunhão. levantando um pouco a hóstia sobre o cálice: Felizes os convidados. ou quando se afastam dele. E. 268. toma o cálice e diz em silêncio: O sangue de Cristo me guarde para a vida eterna (Sanguis Christi custódiat me) e comunga o Sangue. nn.. Terminado o Cordeiro de Deus (Agnus Dei). Todavia. Algumas normas gerais para todas as formas de celebração da Missa Veneração do altar e do Evangeliário 273. a não ser quando se vai em procissão. Depois da immixtio. IV. faz a immixtio. eu não sou digno (Dómine. Se o ministro não recebe a Comunhão. Filho de Deus vivo (Dómine Iesu Christe. . Na Missa. As inclinações são de duas espécies: inclinação de cabeça e inclinação do corpo. Em seguida. o diácono e os outros ministros genuflectem. 267. A genuflexão. a veneração do altar e do Evangeliário é significada pelo ósculo. Genuflexão e inclinação 274. que se faz dobrando o joelho direito até ao solo. Os ministros que levam a cruz processional ou os círios. porém. missa est). enquanto diz com o ministro: Cordeiro de Deus (Agnus Dei). non sum dignus). e. Antes de dar a Comunhão ao ministro. 210-251). com o consentimento da Sé Apostólica. toma a hóstia e diz. o ministro pode levá-lo depois para a credência. o sacerdote celebrante faz três genuflexões: após a ostensão da hóstia. toma a hóstia e. não. mas omitese a despedida: Ide em paz (Ite. uma vez.. non sum dignus). voltado para o ministro. A inclinação significa a reverência e a honra que se presta às próprias pessoas ou aos seus símbolos. se o sacrário com o Santíssimo Sacramento estiver no presbitério. e. voltado para o altar: Senhor. nos países em que este sinal de veneração destoa das tradições e mentalidade dos povos.

antes de incensar a cruz e o altar. o altar. Se acaso se . o Evangeliário. é incensada quando o sacerdote passa diante dela. 2. A patena limpa-se normalmente com o sanguinho. A incensação do altar faz-se com simples ictus do seguinte modo: a) se o altar está separado da parede. o sacerdote faz uma pequena inclinação enquanto diz as palavras do Senhor. Recolhe também os que eventualmente tenham ficado fora da patena. lava-os. recolhe-se reverentemente. o sacerdote e o povo. que depois é consumida por quem o purificar. no Símbolo às palavras E encarnou pelo Espírito Santo (Et incarnátus est). Os vasos sagrados são purificados pelo sacerdote ou pelo diácono ou pelo acólito instituído. o sacerdote incensa-o primeiro do lado direito e depois do lado esquerdo. Deve atender-se a que o Sangue de Cristo que eventualmente fique depois da distribuição da Comunhão. a cruz. o sacerdote e o povo. e) à ostensão da hóstia e do cálice. benze-o com um sinal da cruz. às orações Purificai o meu coração (Munda cor meum) e De coração humilhado (In spíritu humilitátis). Com dois ductos incensam-se as relíquias e imagens dos Santos expostas à veneração pública. com o turíbulo. O queimar incenso ou a incensação exprime reverência e oração. depois da Comunhão ou depois da Missa. no Cânone Romano às palavras Humildemente Vos suplicamos (Supplices te rogamus).3). Também o diácono faz inclinação profunda ao pedir a bênção. c) na procissão e proclamação do Evangelho. como vem significado na Sagrada Escritura (cf. b) se o altar não está separado da parede. quanto possível na credência. ao pôr o incenso no turíbulo. ou fazendo. para incensar as oblatas. faz-se: ao altar. b) A inclinação do corpo.a) A inclinação de cabeça faz-se ao nomear as três Pessoas divinas conjuntamente. é incensada antes da incensação do altar. na consagração. Se cair no chão alguma hóstia ou partícula. Além disso. sobretudo depois da fracção ou depois da Comunhão dos fiéis. 277. se parecer necessário. o sinal da cruz sobre as oblatas. o sacerdote incensa-o em toda a volta. Ap 8. a cruz do altar. o círio pascal. as relíquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas à veneração pública. O sacerdote incensa as oblatas com três ductos do turíbulo. Incensam-se com três ductos do turíbulo: o Santíssimo Sacramento. Se a cruz está sobre o altar ou junto dele. da Virgem Santa Maria e do Santo em cuja honra é celebrada a Missa. Incensação 276. as oblatas para o sacrifício da Missa. antes da proclamação do Evangelho. Pode usar-se o incenso em qualquer forma de celebração da Missa: a) durante a procissão de entrada. sem dizer nada. Purificações 278. O cálice é purificado com água ou com vinho e água. seja todo imediatamente consumido no altar. quando se incensa o altar. 280. faz-se uma inclinação profunda para a pessoa ou coisa incensada. ou inclinação profunda. 279. Antes e depois da incensação. Salmo 140. depois da consagração. o sacerdote limpa os dedos sobre a patena ou. d) depois de colocados o pão e o cálice sobre o altar. excepto ao altar e às oblatas para o sacrifício da Missa. b) no princípio da Missa. O sacerdote. Se algum fragmento da hóstia ficar aderente aos dedos. para incensar a cruz e o altar. aliás. e só no início da celebração. ao nome de Jesus.

enxuga e arruma os vasos sagrados do modo habitual. Para a Comunhão sob as duas espécies deve preparar-se o seguinte: a) se a Comunhão do cálice se faz bebendo directamente do cálice. a observar mesmo nas igrejas dos religiosos e nos pequenos grupos. Antes de mais devem advertir os fiéis de que a fé católica ensina que. atendendo às circunstâncias ou à diversidade dos tempos e lugares. 282. quando é feita sob as duas espécies. na sua ausência. confirmadas pela Sé Apostólica. havendo sempre o cuidado de que não fique muito . se chama para este ofício em cada caso. as Conferências Episcopais podem dar normas. O Bispo diocesano pode definir normas para a Comunhão sob as duas espécies na sua diocese. segundo o Concílio de Trento. lava-se com água o sítio em que tenha caído e deita-se depois essa água no sumidoiro colocado na sacristia. além dos casos expostos nos livros a) aos sacerdotes que não podem celebrar ou concelebrar a Missa. ou pelo diácono. desde que os fiéis sejam bem instruídos e não haja perigo de profanação do Santíssimo ou que o rito não se torne mais difícil em virtude da multidão dos participantes ou por outra causa. aos alunos dos seminários e a todos os que fazem exercícios espirituais ou participam numa reunião espiritual ou pastoral. Quando se distribui a Comunhão sob as duas espécies: a) habitualmente quem ministra ao cálice é o diácono. Comunhão sob as duas espécies 281. Ao mesmo tempo. quem receber uma só das duas espécies nem por isso fica privado de qualquer graça necessária à salvação[104]. da maneira mais eficiente. Empenhem-se os sagrados pastores em recordar. b) o que eventualmente sobrar do Sangue é consumido no altar pelo sacerdote.derramar o Sangue do Senhor. em caso de necessidade. sempre que tal pareça oportuno ao sacerdote celebrante. rituais: A Comunhão sob as duas espécies é permitida. b) ao diácono e àqueles que desempenham algum ofício na Missa. na Missa conventual ou naquela que é chamada «da comunidade». aos fiéis que tomam parte no rito sagrado ou a ele assistem. c) aos membros das comunidades. consequentemente. ou. a doutrina católica acerca da forma da sagrada Comunhão. bem como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai[103]. não deixem de exortar os fiéis para que participem mais intensamente no rito sagrado por aquela forma em que se manifesta de modo mais pleno o sinal do banquete eucarístico. 284. tem o poder de estabelecer ou modificar aquilo que. 283. ou o fiel a quem. ou pelo acólito instituído. A sagrada Comunhão adquire a sua forma mais plena. preveja-se ou um cálice de tamanho suficiente ou vários cálices. mesmo sob uma única espécie. Nesta forma manifesta-se mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico. ou também o acólito devidamente instituído ou outro ministro extraordinário da sagrada Comunhão. enquanto sinal. é Cristo todo e inteiro e o verdadeiro Sacramento que se recebe. e exprime-se mais claramente a vontade de ratificar a nova e eterna aliança selada pelo Sangue do Senhor. na administração dos Sacramentos. devem ensinar também que a Igreja. salvaguardada a sua substância. Além disso. dê-se a sagrada Comunhão desta forma. Quanto ao modo de distribuir a sagrada Comunhão sob as duas espécies aos fiéis e ao alargamento da autorização. 285. Aos fiéis que eventualmente queiram comungar só sob a espécie do pão. que ministrou ao cálice e purifica. Ao mesmo Bispo é dada faculdade de permitir a Comunhão sob as duas espécies. julgue mais apto para favorecer a veneração devida aos mesmos Sacramentos e seja de maior proveito para quem os recebe[105]. o presbítero.

292. de acordo com a maneira de ser de cada época[109]. por outro lado. Para a celebração da Eucaristia. que alimente a fé e a piedade e que. mas um pouco mais espessas do que o costume. não só se empenha em conservar as obras de arte e os tesouros que nos legaram os séculos passados[108] e. o comungante. Mais ainda. sempre que tenha de estabelecer normas sobre a matéria. Na escolha dos elementos decorativos. aproxima-se do sacerdote. 290. devem consultar a Comissão diocesana da sagrada Liturgia e de Arte sacra. O comungante bebe um pouco do cálice. o comungante. que o próprio comungante leva à boca por suas mãos. Se a Comunhão do cálice se faz por intinção. segurando a patena por baixo da boca. Princípios gerais 288. Se a Comunhão do Sangue se faz bebendo do cálice. aprovar projectos de novas construções ou decidir questões de certa importância[111]. o povo de Deus reúne-se normalmente na igreja ou. os edifícios sagrados e os objectos destinados ao culto divino devem ser dignos e belos como sinais e símbolos das realidades celestes[106]. então o ministro limpa com o sanguinho o bordo do cálice. porém. e o ministro entrega-lhe o cálice. tanto na formação dos artistas como na escolha das obras de arte a admitir na igreja. as adapta às novas necessidades. capaz de satisfazer realmente às . Quanto ao Bispo diocesano. Todas as igrejas devem ser dedicadas ou ao menos benzidas. as hóstias não devem ser demasiado finas nem demasiado pequenas. embebe-a parcialmente no cálice e. Por isso. corresponda à verdade do seu significado e aos fins a que se destina[110]. 286. O ministro diz: O Sangue de Cristo (Sanguis Christi). o comungante responde: Amen.Sangue de Cristo para consumir no fim da celebração. As igrejas catedrais e paroquiais. reparação e adaptação dos edifícios sagrados. 291. e ao lado do qual está o ministro que segura o vaso com as sagradas partículas. mas também se esforça por estimular a criação de novas formas. entrega-o ao ministro e afasta-se. e retira-se. Por conseguinte. que segura o cálice. quando esta falta ou é insuficiente. recebe do sacerdote o Sacramento na boca. diz: O Corpo e o Sangue de Cristo (Corpus et Sanguis Christi). 293. o comungante responde: Amen. É por isso que a Igreja recorre sempre à nobre ajuda das artes. b) se se faz por intinção. passa para o lado do ministro do cálice e fica de pé diante dele. na medida do possível. Uma conveniente disposição da igreja e seus anexos. e admite as formas de expressão artística próprias de cada povo ou região[107]. as igrejas e os outros lugares devem ser aptos para a conveniente realização da acção sagrada e para se conseguir a participação activa dos fiéis. Na ornamentação da igreja deve tender-se mais para a simplicidade do que para a ostentação. O sacerdote toma a hóstia. 289. Todos os interessados na correcta construção. procure-se a verdade das coisas e o que contribua para a formação dos fiéis e para a dignidade de todo o lugar sagrado. mostrando-a. para tornar fácil a sua distribuição depois de parcialmente embebidas no Sangue. Além disso. deve procurar-se o valor artístico autêntico. recorrerá ao conselho e ajuda da referida Comissão. depois de receber o Corpo de Cristo. 287. sejam solenemente dedicadas. num lugar decente e que seja digno de tão grande mistério. CAPÍTULO V DISPOSIÇÃO E ADORNO DAS IGREJAS PARA A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA I.

pode ser simplesmente benzido. O altar fixo ou móvel é dedicado segundo o rito descrito no Pontifical Romano. mas perto do altar. o altar móvel. 300. o seu número for grande. coberta sempre com uma toalha e o corporal. 298. não apenas àquilo que directamente se relaciona com a celebração das acções sagradas. Segundo um costume e um simbolismo tradicional da Igreja. 297. Deve ser suficientemente espaçoso para que a celebração da Eucaristia se desenrole comodamente e possa ser vista[113]. II. quando. É conveniente que em cada igreja haja um altar fixo. ou pela sua estrutura e ornamento especial. e com a cruz e os candelabros. para o qual espontaneamente se dirijam as atenções de toda a assembleia dos fiéis[114]. disponhamse os assentos noutra parte da igreja. como se faz habitualmente nos lugares onde o povo se reúne. que se reúne para a Missa. Diz-se altar móvel aquele que se pode deslocar de um sítio para outro. 299. que significa mais clara e permanentemente Cristo Jesus. a mesa do altar fixo deve ser de pedra natural. é permitida a utilização de outros materiais. requer que se atenda. o altar é também o centro da acção de graças celebrada na Eucaristia. porém. Pedra viva (1 Ped 2. O lugar do sacerdote celebrante. 4. onde se proclama a palavra de Deus e onde o sacerdote. que se exprime nos diversos ministérios e diversas acções que se realizam em cada uma das partes da celebração. devem ser de tal modo que fomentem a piedade e exprimam a santidade dos mistérios que se celebram. Contudo. cf. fora do lugar sagrado. o altar pode ser móvel. na qual o povo de Deus é chamado a participar quando é convocado para a Missa. o altar principal deve ser construído afastado da parede. A celebração da Eucaristia em lugar sagrado faz-se sobre o altar. Normalmente deve ser fixo e dedicado. porém. em que se torna presente sob os sinais sacramentais o sacrifício da cruz. O povo de Deus. nos outros lugares destinados às celebrações sagradas. ou por uma certa elevação. 294. há-de ser o centro de convergência. Portanto. Embora tudo isto deva exprimir a estrutura hierárquica e a diversidade dos ministérios. contanto que sejam dignos. proporcionar a conveniente coordenação de todos os seus elementos e facilitar o perfeito desempenho da função de cada um. o diácono e os outros ministros exercem as suas funções. Pela sua localização. tem uma estrutura orgânica e hierárquica. na sua disposição geral. O presbitério é o lugar onde sobressai o altar. Ef 2. a natureza e a beleza do lugar sagrado. deve reproduzir de algum modo a imagem da assembleia congregada. O lugar destinado aos fiéis e à schola cantorum deve ser de modo a tornar mais fácil a sua participação activa[112]. bem como de todas as alfaias do culto. 301. também pode ser celebrada sobre uma mesa adequada. Onde for possível. mas também a tudo o que possa contribuir para a conveniente comodidade dos fiéis. de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo. é também a mesa do Senhor.exigências do nosso tempo. Aí se preparam os assentos dos concelebrantes. O . sólidos e artisticamente trabalhados. Por outro lado. o edifício sagrado. deve também formar uma unidade íntima e orgânica que manifeste de modo mais claro a unidade de todo o povo santo. segundo o critério da Conferência Episcopal. do diácono e dos outros ministros é o presbitério. 20). O altar e o seu adorno 296. Deve distinguir-se oportunamente da nave da igreja. Diz-se altar fixo aquele que é construído sobre o pavimento e de tal modo unido a ele que não se pode remover. O altar. Disposição do presbitério para a celebração litúrgica 295.

suporte ou base em que assenta a mesa pode ser de material diferente. permaneça junto do altar uma tal cruz. em vez de as pôr sobre a mesa do altar. adequado ao uso litúrgico. a píxide. n. o ambão dispõe-se de modo que os ministros ordenados e os leitores possam facilmente ser vistos e ouvidos pelos fiéis. A dignidade do ambão exige que só o ministro da palavra suba até ele. porém. Em princípio. No tempo do Advento ornamente-se o altar com flores com a moderação que convém à índole deste tempo. Pela reverência devida à celebração do memorial do Senhor e ao banquete em que é distribuído o Corpo e o Sangue de Cristo. Podem também fazer-se do ambão a homilia e proporem-se as intenções da oração universal ou oração dos fiéis. ou seja. devidamente dedicado. mesmo fora das acções litúrgicas. ainda que não sejam Mártires. 308. contanto que seja digno e sólido. 302. 117). construa-se com arte outro altar fixo. as solenidades e as festas. apenas se podem colocar as coisas necessárias para a celebração da Missa. não se adorne de modo especial o altar antigo. 304. Do ambão são proferidas unicamente as leituras. devem dispor-se discretamente os instrumentos porventura necessários para amplificar a voz do sacerdote. com a imagem de Cristo crucificado. O altar móvel pode ser construído de qualquer material nobre e sólido. o altar sobre o qual se celebra deve ser coberto ao menos com uma toalha de cor branca. tamanho e ornato. 307. que. de acordo com a estrutura quer do altar quer do presbitério. quando nelas existir um altar antigo situado de tal modo que torne difícil a participação do povo. Para não desviar a atenção dos fiéis do novo altar. Sobre o altar ou junto dele coloca-se também uma cruz. de modo a formar um todo harmónico e a não impedir os fiéis de verem facilmente o que no altar se realiza ou o que nele se coloca. que a assembleia possa ver bem. deve estar em harmonia com a estrutura do altar. em sinal de veneração e de celebração festiva (cf. Convém que. Haja moderação na ornamentação do altar. A dignidade da palavra de Deus requer que haja na igreja um lugar adequado para a sua proclamação e para o qual. Nas igrejas já construídas. disponham-se junto dele. este lugar deve ser um ambão estável e não uma simples estante móvel. o domingo Laetare (IV da Quaresma). . Sobre a mesa do altar. e que não se possa transferir sem detrimento dos valores artísticos. Os castiçais prescritos para cada acção litúrgica. 305. Mantenha-se oportunamente o uso de colocar sob o altar que vai ser dedicado relíquias de Santos. convirja espontaneamente a atenção dos fiéis[115]. A ornamentação com flores deve ser sempre sóbria e. o salmo responsorial e o precónio pascal. e ainda o corporal. No tempo da Quaresma não é permitido adornar o altar com flores. durante a liturgia da palavra. Além disso. o cálice com a patena. Tanto quanto a arquitectura da igreja o permita. Na construção de novas igrejas deve erigir-se um só altar. de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. e desde a apresentação dos dons até à purificação dos vasos. o Evangeliário desde o início da celebração até à proclamação do Evangelho. 303. pela sua forma. dispõem-se em cima do próprio altar ou em volta dele. o sanguinho e o Missal. Exceptuam-se. 306. O ambão 309. como for mais conveniente. segundo as tradições e costumes de cada região. Mas tenha-se o cuidado de verificar a autenticidade dessas relíquias. para recordar aos fiéis a paixão salvadora do Senhor. e realizem-se apenas nele as celebrações sagradas. se for precisa. que significa na assembleia dos fiéis que há um só Cristo e que a Eucaristia da Igreja é só uma.

porém. No tempo do Advento usem-se o órgão e outros instrumentos musicais com a moderação que convém à índole deste tempo. antes de ser destinado ao uso litúrgico. e a função peculiar que lhe está reservada. estejam dispostos de tal modo. o lugar mais indicado é ao fundo do presbitério. evitar-se todo o aspecto de trono[117]. num lugar de honra da igreja. . O lugar destinado aos fiéis deve ser objecto de particular cuidado. insigne. o domingo Laetare (IV da Quaresma). seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano[116]. No presbitério. de modo a poderem apoiar o canto. quer da schola quer do povo. Normalmente deve haver para eles bancos ou cadeiras.Convém que um novo ambão. antes de ser destinada ao uso litúrgico. isto é. dispondo-o de modo a permitir-lhes participar devidamente nas celebrações sagradas com a vista e com o espírito. atrás do altar. as solenidades e as festas. Por isso. Exceptuam-se. quando intervêm sozinhos. de frente para o povo. e donde possam desempenhar facilmente as funções que lhes estão atribuídas[119]. O lugar da reserva da santíssima Eucaristia 314. A disposição da igreja O lugar dos fiéis 311. mas não concelebram. Deve. a participação sacramental[121]. Para os outros ministros disponham-se os assentos de modo a distinguirem-se claramente dos do clero. principalmente nas igrejas construídas de novo. O órgão e os outros instrumentos musicais legitimamente aprovados sejam colocados num lugar apropriado. Coloque-se o assento do diácono junto da cadeira do celebrante. que facilite o desempenho dessa sua função. guarde-se o Santíssimo Sacramento no sacrário. e a serem bem ouvidos por todos. se devido a uma distância excessiva se tornar difícil a comunicação entre o sacerdote e a assembleia reunida. como parte da assembleia dos fiéis. porém. É conveniente que o órgão. antes de ser destinado ao uso litúrgico. mas também consigam ouvi-los comodamente. A cadeira do sacerdote celebrante deve significar a sua função de presidente da assembleia e guia da oração. III. recorrendo aos meios da técnica moderna. É conveniente que a cadeira. de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. Reprova-se. seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano[122]. vestidos com a veste coral. seja benzida segundo o rito que vem no Ritual Romano[118]. Conforme a arquitectura de cada igreja e de acordo com os legítimos costumes locais. que os fiéis possam facilmente adoptar as atitudes do corpo requeridas para as diferentes partes da celebração e aproximar-se sem dificuldade da sagrada Comunhão. Tanto quanto a estrutura da igreja o permita. o costume de reservar lugares especiais para pessoas privadas[120]. Atenda-se a que os fiéis não somente possam ver quer o sacerdote quer o diácono e os leitores. ou se o sacrário estiver situado ao centro. porém. No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. O lugar da schola cantorum e dos instrumentos musicais 312. A cadeira para o sacerdote celebrante e outros assentos 310. e que permita comodamente a todos os seus componentes uma participação plena na Missa. estão na celebração. Estes bancos ou cadeiras. à schola cantorum deve destinar-se um lugar que manifeste claramente a sua natureza. dispõem-se também assentos para os sacerdotes concelebrantes ou para os presbíteros que. 313. a não ser que a arquitectura da igreja ou outras circunstâncias o não permitam: por exemplo.

segundo a antiga tradição da Igreja latina. procure atender-se à piedade de toda a comunidade e à beleza e dignidade das imagens. 303). e fechado de tal modo que evite o mais possível todo o perigo de profanação[124]. As imagens sagradas 318. devidamente ornamentado e adequado à oração[123]. alimentada com azeite ou cera. no ornamento e disposição da igreja. feito de material sólido e inviolável. que os fiéis sejam levados aos mistérios da fé que aí se celebram. imagens do Senhor. O pão e o vinho para celebrar a Eucaristia 319. Seguindo o exemplo de Cristo. Convém. onde Cristo está sentado à direita de Deus e onde espera ter parte e comunhão com os Santos. embora ázimo e apresentando a forma . as quais devem estar dispostas de tal modo no lugar sagrado. não haja na mesma igreja mais do que uma imagem do mesmo Santo. de acordo com a antiquíssima tradição da Igreja. Normalmente. O pão para celebrar a Eucaristia deve ser só de trigo.visível. inamovível. Por isso. que o pão eucarístico. Tenha-se. A juízo do Bispo diocesano o sacrário pode colocar-se: a) ou no presbitério. Convém. 316. Habitualmente. A natureza de sinal exige que a matéria da Eucaristia tenha o aspecto de autêntico alimento. nos edifícios sagrados. que antes de se destinar ao uso litúrgico. de tal modo que não distraiam os fiéis da celebração[132]. o cuidado de não aumentar exageradamente o seu número e que a sua disposição se faça na ordem devida. a Igreja utilizou sempre o pão e o vinho com água para celebrar a Ceia do Senhor. na liturgia celeste celebrada na cidade santa de Jerusalém. além disso. 6CAPÍTULO VI AS COISAS NECESSÁRIAS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA I. da bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos[131]. pão ázimo. Não se esqueça também. cuja memória venera[130]. 317. saboreando-a já. por isso. de modo nenhum. fora do altar da celebração. 320. b) ou também nalguma capela adequada à adoração e oração privada dos fiéis[127]. o tabernáculo deve ser único. Segundo o costume tradicional. Em geral. junto do sacrário deve estar continuamente acesa uma lâmpada especial. não transparente. 321. confeccionado recentemente e. portanto. que esteja organicamente unida à igreja e visível aos fiéis cristãos. seja benzido segundo o rito que vem no Ritual Romano[125]. com a forma e a localização mais convenientes. expõem-se à veneração dos fiéis. para a qual como peregrina se dirige. com que se indique e honre a presença de Cristo[128]. 315. tudo o mais que o direito prescreve acerca da conservação da Santíssima Eucaristia[129]. no que se refere às imagens. Está mais de harmonia com a natureza do sinal que no altar em que se celebra a Missa não esteja o sacrário onde se guarda a Santíssima Eucaristia[126]. sem excluir algum altar antigo que já não se utilize para celebrar (n. Pela liturgia da terra a Igreja participa.

se consideram nobres. também. 328. Lc 22. III. ou menos nobre que o ouro. Todavia. 324. II. 329. normalmente devem ser dourados por dentro. 18). que servem para oferecer. é à Conferência Episcopal que compete julgar para cada região. possa realmente partir a hóstia em várias partes e distribuí-las pelo menos a alguns dos fiéis. o marfim ou certas madeiras muito duras. o gesto da “fracção do pão” – assim era designada a Eucaristia na época apostólica – manifesta de modo mais expressivo a força e o valor de sinal da unidade de todos em um só pão e de sinal da caridade. destinados a receber o Sangue do Senhor. natural e puro. na . a Igreja admite as formas de expressão artística próprias de cada região e aceita as adaptações que melhor se harmonizem com a mentalidade e as tradições dos diversos povos. 330. consagrar e comungar o pão e o vinho. dê-se preferência aos materiais que não se quebrem nem deteriorem facilmente. fruto da videira (cf. sem ter de consagrar novamente o pão. Tal como para a construção das igrejas. no que se refere a todas as alfaias sagradas. Alfaias sagradas em geral 325. Tenha-se grande cuidado em que o pão e o vinho destinados à Eucaristia se conservem em perfeito estado. contanto que correspondam adequadamente ao uso a que as mesmas alfaias sagradas se destinam[133]. 326. Para a consagração das hóstias. além dos materiais tradicionalmente usados. pode usar-se convenientemente uma patena maior. Os vasos sagrados devem ser fabricados de metal nobre. Se forem fabricados de metal oxidável. no cálice. entre eles. quer dizer. No entanto. na Missa com participação do povo. A juízo das Conferências Episcopais. O pé do cálice pode ser de outra matéria sólida e digna. 322. ponha vinho e água no cálice e consagre-o. isto é. os vasos sagrados também podem ser fabricados com outros materiais sólidos e que sejam. O vinho para celebrar a Eucaristia deve ser de uvas. Os vasos sagrados 327. Nesta matéria. Neste caso. Nas alfaias sagradas. 331. seja confeccionado de modo que o sacerdote. e com a confirmação da Sé Apostólica. Também neste sector se deve buscar com todo o empenho aquela nobre simplicidade que tão bem condiz com a arte verdadeira. a píxide. por exemplo. podem utilizar-se outros que. mais nobres. Isto vale para todos os vasos destinados a receber as hóstias. Entre os objectos requeridos para a celebração da Eucaristia. pelo facto de um só pão ser repartido entre os irmãos. a copa deve ser de material que não absorva os líquidos. o cálice e a patena. 323. que nem o vinho se azede nem o pão se estrague ou endureça tanto que se torne difícil parti-lo. de acordo com a mentalidade da nossa época. merecem respeito particular os vasos sagrados e. de modo algum se excluem as hóstias pequenas. proferindo só as palavras da narração referentes à consagração do cálice. deite esta num recipiente.tradicional. a caixa-cibório. resistentes e adaptados ao uso sagrado. segundo o modo de sentir de cada região. Se depois da consagração ou no momento da Comunhão o sacerdote advertir que. quando assim o exija o número dos comungantes ou outras razões de ordem pastoral. sem qualquer mistura de substâncias estranhas. contanto que sejam adequadas para o uso sagrado. em vez de vinho estava água. como a patena. Quanto aos cálices e outros vasos. a custódia e semelhantes.

A veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos. por outro. Na confecção das vestes sagradas. entretanto. é a casula ou planeta. por isso. que se veste sobre a alva e a estola. nem todos os membros desempenham as mesmas funções. sobre o peito. mas também para os outros ministros e fiéis. Os ornamentos podem apresentar figuras. Convém. o carácter peculiar dos mistérios da fé que se celebram e. que tais vestes contribuam também para o decoro da acção sagrada. 344. e prendendo-a do lado direito do corpo. as Conferências Episcopais podem definir e propor à Sé Apostólica as adaptações que entendam corresponder melhor às necessidades e costumes de cada região[136]. que será cingida à cintura por um cíngulo. pelo seu feitio. nem sequer quando esta se envergar sobre a veste talar. segundo as normas. 342. 339. Os acólitos. a não ser que. As vestes usadas pelos sacerdotes e diáconos assim como pelos ministros leigos sejam oportunamente benzidas[135]. bem como de fibras artificiais. n. contudo. . que indiquem o uso sagrado das vestes. 340. 341. 332. sigam-se os ritos prescritos nos livros litúrgicos[134]. segundo as rubricas próprias de cada rito. O sacerdote põe a estola em volta do pescoço. salvo indicação em contrário. no qual se lance a água da ablução dos vasos sagrados e dos corporais e sanguíneos (cf. deixando-a cair do ombro esquerdo. é permitido o uso de fibras naturais próprias de cada região. A veste própria do diácono é a dalmática. 338. pôr-se-á o amito antes de a vestir. o sentido progressivo da vida cristã ao longo do ano litúrgico. Nesta matéria. O pluvial. A alva não pode ser substituída pela sobrepeliz. por necessidade ou por menor grau da solenidade. é usado pelo sacerdote nas procissões e outras funções sagradas. Na Igreja. por um lado. as quais. contanto que sejam adequados ao uso litúrgico a que se destinam. A beleza e nobreza da veste sagrada devem buscar-se e pôr-se em relevo mais pela forma e pelo matérial de que é feita do que pela abundância dos acrescentos ornamentais. para a Missa e outras acções sagradas directamente ligadas com a Missa. Para a bênção dos vasos sagrados. são sinal distintivo da função própria de cada ministro. Corpo de Cristo. e se distingam claramente daqueles que se destinam ao uso quotidiano. O diácono põe a estola a tiracolo. quando se deve vestir a casula ou a dalmática. 336. 343. A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente de modo mais eficaz. A veste própria do sacerdote celebrante. é a alva. excluindo tudo o que possa destoar deste uso. compete ao artista fabricá-los do modo que melhor se coadune com os costumes de cada região. deixando-a cair diante do peito. 333. seja qual for o seu grau. além dos materiais tradicionalmente usados. 337. ou capa de asperges. se usa apenas a estola sem casula ou dalmática. leitores e outros ministros leigos podem vestir a alva ou outra veste legitimamente aprovada pela Conferência Episcopal em cada região. contanto que estejam de harmonia com a dignidade da acção sagrada e da pessoa. imagens ou símbolos. a dalmática pode omitir-se. o juízo compete à Conferência Episcopal[137]. 334. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia é significada externamente pela diversidade das vestes sagradas. Se a alva não cobrir perfeitamente o traje comum em volta do pescoço. As vestes sagradas 335. 280). Mantenha-se o costume de construir na sacristia um sumidoiro. ela se ajuste ao corpo sem necessidade de cíngulo. Quanto à forma das vestes sagradas.qual se põe o pão não só para o sacerdote e o diácono. nem quando. Quanto à forma dos vasos sagrados. 345. IV. que se veste sobre a alva e a estola.

no Domingo do Pentecostes. devem ser dignas e adequadas ao fim a que se destinam. 38). Além disso: nas celebrações do Senhor. Outras alfaias destinadas ao uso da Igreja 348. por isso verdadeiramente dignos. as Missas votivas celebram-se com a cor correspondente à Missa celebrada ou também com a cor própria do dia ou do Tempo. sinais e símbolos das coisas do alto e. excepto as da Paixão. Paulo (25 de Janeiro). todas as outras alfaias destinadas ao uso litúrgico[138]. destinados à proclamação da Palavra de Deus e que por isso gozam de veneração especial. na celebração eucarística. 31. sejam de facto. João Baptista (24 de Junho). onde for costume. na acção litúrgica. como por exemplo. as Missas para o tempo de guerra ou revoluções. f) A cor de rosa pode usar-se. aliando sempre a limpeza a uma nobre simplicidade. determinar e propor à Sé Apostólica as adaptações que entenderem mais conformes com as necessidades e a mentalidade dos povos. ou então com a cor roxa. ou a qualquer título admitidas na igreja. e) A cor preta pode usar-se. da Cadeira de S. . 347. principalmente o Evangeliário e os Leccionários. isto é: a) Usa-se a cor branca nos Ofícios e Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor.346. João Evangelista (27 de Dezembro). nas festas de S. de S. 351. nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires. Acima de tudo há-de prestar-se a maior atenção àquilo que. Quanto à cor das vestes sagradas. mesmo nos objectos de menor importância. onde for costume. Há-de procurar-se de modo particular que os livros litúrgicos. c) Usa-se a cor verde nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Pedro (22 de Fevereiro) e da Conversão de S. mantenha-se o uso tradicional. nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma). as Missas para várias necessidades com a cor do dia ou do Tempo. Além dos vasos sagrados e das vestes sagradas. como são a cruz do altar e a cruz que é levada na procissão. As Missas rituais celebram-se com a cor própria ou branca ou festiva. dos Santos não Mártires. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos. Tenha-se grande cuidado em respeitar. nas Missas de defuntos. está directamente relacionado com o altar. dos Anjos. CAPÍTULO VII A ESCOLHA DA MISSA E DAS SUAS PARTES 352. nas celebrações da bem-aventurada Virgem Maria. em tempo de fome. para os quais está prescrita determinada matéria. b) Usa-se a cor vermelha no Domingo da Paixão (ou de Ramos) e na Sexta-Feira da Semana Santa. se se trata de celebrações de carácter penitencial. d) Usa-se a cor roxa no Tempo do Advento e da Quaresma. para a remissão dos pecados (nn. nas celebrações da Paixão do Senhor. 33. V. As Conferências Episcopais podem. nas solenidades de Todos os Santos (1 de Novembro). 350. A eficácia pastoral da celebração aumentará certamente. as exigências da arte. de boa qualidade e belos. no que respeita às cores litúrgicas. se a escolha das leituras. 349.

orações e cânticos se fizer. A escolha da Missa 353. e em todas as Orações Eucarísticas se faz memória dos defuntos. Nos domingos. Lembre-se. o sacerdote pode escolher ou o calendário da igreja em que celebra ou o seu calendário próprio. Quando ocorre uma memória facultativa da bem-aventurada Virgem Maria ou dum Santo. I. particularmente venerada pelos fiéis. além disso. todavia. à formação espiritual e à mentalidade dos que nela tomam parte. deve ser moderado no uso das Missas de defuntos. os leitores. usando criteriosamente a múltipla liberdade de escolha que a seguir se descreve. Sempre que celebre a Missa com participação do povo. o sacerdote é obrigado a conformar-se com o calendário da igreja em que celebra. Nos dias feriais do Tempo Pascal podem celebrar-se integralmente as memórias dos Santos. se nesses dias ocorre no calendário geral uma memória. ou a Missa de um Santo mencionado nesse dia no Martirológio. b) Nos dias feriais do Advento antes do dia 17 de Dezembro. Dado que é muito ampla esta faculdade de escolha das diversas partes da Missa. o sacerdote procurará não deixar frequentemente e sem motivo suficiente as leituras indicadas para cada dia no Leccionário Ferial: a vontade da Igreja é apresentar aos fiéis. exceptuando a Quarta-Feira de Cinzas e a Semana Santa. nas festas e memórias obrigatórias: a) se a Missa é celebrada com participação do povo. nos dias feriais do Advento. Nas memórias facultativas: a) Nos dias feriais do Advento de 17 a 24 de Dezembro. quanto possível. o sacerdote deve seguir o calendário da igreja em que celebra. satisfaça-se a legítima piedade dos fiéis. o salmista. sem excluir os próprios fiéis. Isto consegue-se. mais abundantemente. de acordo com a tradição deve dar-se preferência à memória do calendário particular. de que convém fazer a escolha das partes da Missa de comum acordo com aqueles que têm parte activa na celebração. II. não deixando nada à improvisação. Pela mesma razão. na Oitava do Natal e nos dias feriais da Quaresma. cada um pela parte que lhe cabe. pode escolher-se ou a Missa da féria. nos dias feriais do Natal. diz-se a Missa do dia litúrgico ocorrente. b) se a Missa é celebrada sem participação do povo. 355. 354. o diácono. e nos dias feriais do Tempo Pascal. pode escolher-se ou a Missa da féria ou a Missa do Santo ou de um dos Santos de que se faz memória. quais os textos que vão ser utilizados. o cantor. excepto na Quarta-Feira de Cinzas e Semana Santa. ou ainda uma das Missas para várias necessidades ou uma Missa votiva. pode tomar-se a oração colecta dessa memória. do Natal. a harmónica ordenação e realização dos ritos contribui grandemente para dispor o espírito dos fiéis a participar na Eucaristia. Nas solenidades. Quando há possibilidade de escolha entre uma memória do calendário geral e outra do calendário diocesano ou religioso. do dia 2 de Janeiro em diante. saibam perfeitamente. naquilo que mais directamente lhes diz respeito. antes da celebração. c) Nos dias feriais do Tempo Comum. A escolha das partes da Missa . no ordenamento da Missa o sacerdote deve atender mais ao bem espiritual do povo de Deus do que aos seus gostos pessoais. em igualdade de circunstâncias. Com efeito. da Quaresma e do Tempo Pascal. ou ainda a Missa de um Santo mencionado nesse dia no Martirológio. o comentador e a schola. Por isso. ou a Missa de uma memória facultativa ocorrente. é necessário que. tanto mais que toda e qualquer Missa é oferecida pelos vivos e pelos defuntos. de modo a corresponder às necessidades. a mesa da palavra de Deus[139].

ou uma memória com leituras apropriadas do Novo Testamento. contanto que os textos escolhidos sejam do Leccionário devidamente aprovado. tendo presente a ordem das leituras para o decurso da semana. sempre que a utilidade pastoral o aconselhe. ou nas Missas que são celebradas para várias necessidades. a liberdade de escolha para cada caso. No que se refere à escolha das partes da Missa. através da audição de uma leitura mais apropriada. Quando se dá a faculdade de escolher entre um ou outro texto já determinado. 361. O Leccionário Ferial contém as leituras para cada dia da semana. a não ser que ocorra uma solenidade ou uma festa.356. nas quais se faça menção do Santo celebrado. as Conferências Episcopais têm a faculdade de indicar. que salientam algum aspecto particular da vida espiritual ou da acção do Santo. a não ser que haja uma verdadeira razão pastoral para isso. 362. ou de repetir ou retomar um texto indicado como próprio para alguma celebração e para outra como facultativo. Nas memórias dos Santos. . não excluir permanentemente algumas das suas partes. pode juntar com outras as que seriam omitidas ou escolher os textos que preferir. por motivo de alguma solenidade. que se vai buscar ao Comum. Quando. ou proposto como facultativo. lêem-se habitualmente as leituras assinaladas para as férias. deverá atender-se à utilidade dos participantes. Convém atender à capacidade dos fiéis em escutar com fruto o texto mais ou menos longo e à sua capacidade de ouvir o texto mais completo. Em princípio. a não ser que tenham leituras próprias. isto é. Nalguns casos propõem-se leituras apropriadas. por outro. porém. isto é. nalgum dia se interromper a leitura contínua. contanto que sejam tomados de entre os que vêm no Leccionário aprovado. Para as festas vão assinaladas duas leituras. 359. ou quando se teme que algum texto origine certas dificuldades em alguma assembleia de fiéis cristãos. por exemplo. Procure-se. os textos a proferir na celebração devem ser escolhidos tendo em vista. 358. 360. no domingo na segunda-feira seguinte. Nas Missas para grupos especiais. No Leccionário para as Missas rituais. compreendam melhor o mistério em que tomam parte e adquiram maior estima pela palavra de Deus. de que se fala nos números anteriores. ao escolher os textos da Sagrada Escritura. festa ou celebração especial. do Apóstolo e do Evangelho. Para os domingos e solenidades estão assinaladas três leituras. em que se inserem alguns Sacramentos ou Sacramentais. Não se deve urgir o uso destas leituras. em circunstâncias especiais. o sacerdote. uma festa é elevada ao grau de solenidade. do Profeta. observem-se as normas seguintes: As leituras 357. junta-se uma terceira leitura. Quando. Apresenta-se por vezes uma forma mais longa e uma forma mais breve do mesmo texto. Por isso. conforme se trate de usar o texto mais fácil ou mais conveniente à assembleia reunida. o sacerdote pode escolher os textos que melhor se adaptem a essa celebração particular. fez-se uma selecção especial de textos da Sagrada Escritura. certas adaptações que se podem fazer no que se refere às leituras. Isso pode acontecer quando o mesmo texto se deve ler em dias muito próximos. ao longo de todo o ano. Além da faculdade de escolher os textos mais adequados. segundo as normas. Estes Leccionários foram compostos para que os fiéis. Desta forma o povo cristão é levado a conhecer a continuidade da obra da salvação segundo a admirável pedagogia divina. a utilidade pastoral. Estas leituras devem ser estritamente utilizadas. por um lado. Na escolha entre estas duas formas deve ter-se presente o critério pastoral. a explicar pela homilia. estas leituras devem ler-se nos dias em que vêm indicadas. tanto do Temporal como do Santoral.

a seguir às palavras Reconduzi a Vós. Pode usar-se sempre que a Missa não tem Prefácio próprio e nos domingos comuns. pareça preferível a Oração eucarística III. bem como nas celebrações dos Apóstolos e dos Santos mencionados nessa Oração. Os Cânticos 366. pelas suas características especiais. a não ser que. mas é mais indicado nos dias que têm um Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Na escolha das Orações Eucarísticas. devem seguir-se as normas estabelecidas no capítulo que a eles se refere (cf. se não são próprias. b) A Oração eucarística II. o Cordeiro de Deus (Agnus Dei). A Oração eucarística 364. as orações sobre as oblatas e depois da Comunhão. d) A Oração eucarística IV tem Prefácio invariável e apresenta uma síntese mais completa da história da salvação. tibi. ex. Para os tempos mais importantes do ano litúrgico essa adaptação já está feita. nas memórias dos Santos. é mais indicada para os dias feriais ou em circunstâncias peculiares. inserindo-a na altura própria. p. tenhamse em conta as seguintes normas: a) A Oração eucarística I. Usa-se de preferência nos domingos e nas festas. por outros cânticos. Se esta Oração se utiliza nas Missas de defuntos. do ofertório e da Comunhão. Não é permitido substituir os cânticos do Ordinário da Missa. 47-48. ou ainda uma das orações para várias necessidades propostas no Missal. por motivos de ordem pastoral. diz-se a oração colecta própria ou. Na escolha dos cânticos entre as leituras. e ainda aos domingos. 40-41. a do respectivo Comum. 365. podem tomar-se ou do Comum ou da féria do Tempo corrente. ou Missas com Hanc igitur (Aceitai benignamente. Em todas as Missas. bem como dos cânticos de entrada. 87-88). Deste modo dispõe-se de uma maior riqueza de textos. isto é.. 367. O grande número de Prefácios com que está enriquecido o Missal Romano tem como finalidade que os temas da acção de graças da Oração eucarística brilhem mais plenamente e pôr em relevo os vários aspectos do mistério da salvação. através dos quais a oração dos fiéis se alimenta com mais abundância. não pode inserir-se nela uma fórmula especial por um defunto. nn. dizem-se as orações que lhes são próprias. pode inserir-se no lugar próprio. com as orações próprias desses tempos. Nos dias feriais do Tempo Comum podem-se dizer não somente as orações do domingo anterior. Senhor) próprio. . Todavia. a fórmula especial pelo defunto. pode usar-se sempre. pode usar-se com outros Prefácios. que se encontram na Ordinário da Missa. salvo indicação em contrário. Embora tenha Prefácio próprio. ou Cânone Romano.As orações 363. Dada a estrutura desta Oração. mas as de qualquer outro domingo do Tempo Comum. os Prefácios comuns. 74. c) A Oração eucarística III pode dizer-se com qualquer Prefácio. Se a Missa é celebrada por um defunto. miseratus coniunge). Pai de misericórdia todos os vossos filhos dispersos (Omnesque filios tuos ubique dispersos. se ela não existe. 61-64. clemens Pater. pode usar-se a fórmula própria por um defunto. como vêm indicados no Missal para cada dia da semana. antes do Lembrai-Vos também dos nossos irmãos (Memento etiam). especialmente com aqueles que apresentam a história da salvação em forma sintética. por exemplo. Também é permitido tomar destas Missas apenas a oração colecta.

do Tempo do Natal de 2 de Janeiro em diante. 374. na Quarta-Feira de Cinzas e nos dias feriais da Semana Santa. 376. a juízo . as Missas que se referem aos mistérios da vida do Senhor ou da bem-aventurada Virgem Maria. estão ligadas à celebração de certos Sacramentos ou Sacramentais. 369. No caso de uma necessidade particularmente grave ou de utilidade pastoral pode celebrar-se uma Missa apropriada. No entanto. quando o exigem razões de verdadeira conveniência pastoral. para satisfazer à piedade dos fiéis. 371. Tendo em conta a ampla faculdade de escolher as leituras e as orações. 373. 375. 372. excepto a Missa da sua Imaculada Conceição. na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. isto é. As Missas para várias necessidades. na oitava da Páscoa. com os respectivos cânticos intercalares. Porque a liturgia dos Sacramentos e dos Sacramentais oferece aos fiéis devidamente dispostos a possibilidade de santificar quase todos os acontecimentos da vida por meio da graça que brota do mistério pascal[140]. da Quaresma e da Páscoa. podem celebrar-se. pelas necessidades do mundo inteiro ou pelas necessidades da Igreja universal e local. para várias necessidades. contanto que sejam adequadas à celebração. convém que as Missas para diversas circunstâncias sejam usadas com moderação. para diversas circunstâncias e votivas. como votivas. o Missal apresenta formulários de Missas e de orações que podem ser utilizados nas diversas circunstâncias da vida cristã. São proibidas nos domingos do Advento.CAPÍTULO VIII MISSAS E ORAÇÕES PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS E MISSAS DE DEFUNTOS I. excepto nas solenidades. e porque a Eucaristia é o Sacramento dos Sacramentos. nos dias dentro da Oitava da Páscoa. De entre elas pode a autoridade competente escolher Missas apropriadas às súplicas que a Conferência Episcopal tiver estabelecido para o decurso do ano. As Missas rituais. nos domingos do Advento. 370. na celebração com o povo. salvo indicações expressas em contrário. Nos dias em que ocorre uma memória obrigatória ou uma féria do Advento até 16 de Dezembro. quer em tempos fixos. porque as suas celebrações estão ligadas ao decorrer do ano litúrgico. se uma verdadeira necessidade ou a utilidade pastoral o exige. Quaresma e Páscoa. Mas não podem celebrar-se. podem usar-se as leituras da féria. Missas e orações para diversas circunstâncias 368. nos dias feriais do Tempo Comum. nas solenidades. Em todas as Missas para diversas circunstâncias. quer ocasionalmente. são proibidas as Missas para diversas necessidades e as Missas votivas. na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. usam-se em determinados casos. As Missas votivas dos mistérios do Senhor ou em honra da bem-aventurada Virgem Maria ou dos Anjos ou de algum Santo ou de Todos os Santos. ou do Tempo Pascal depois da Oitava da Páscoa. mesmos quando ocorre uma memória facultativa. por ordem ou com licença do Bispo diocesano. Nestas Missas incluem-se as Missas rituais. e nos dias feriais da Quarta-Feira de Cinzas e da Semana Santa. devendo ainda ter-se em conta as normas indicadas nos livros rituais e nas Missas respectivas. em qualquer dia.

Quaresma e Tempo Pascal. ex. excepto nas solenidades de preceito. pode celebrar-se também nos dias dentro da Oitava do Natal. porém. porque. se alcance para uns o auxílio espiritual e para outros consolação e esperança. qualquer género de elogio fúnebre. 378. a participarem também pela Comunhão no sacrifício eucarístico oferecido pelo defunto. o que deve ser observado segundo as normas do direito[142]. a sua família e as pessoas presentes. isto é. 380. na Quinta-Feira da Semana Santa. no Tríduo Pascal e nos domingos do Advento.. CAPÍTULO IX ADAPTAÇÕES QUE COMPETEM AOS BISPOS E ÀS SUAS CONFERÊNCIAS . 377. A Igreja oferece pelos defuntos o sacrifício eucarístico da Páscoa de Cristo. 383. ou são católicos que nunca ou quase nunca tomam parte na celebração da Eucaristia. Na Missa exequial deve fazer-se normalmente uma breve homilia. deve atender-se obviamente às razões de ordem pastoral. ou parecem até terem perdido a fé. 381. As outras Missas de defuntos. Exortem-se os fiéis. em primeiro lugar e acima de todos os Santos. particularmente os parentes do defunto. Lembrem-se os sacerdotes que são ministros do Evangelho de Cristo para todos. que não seja Quarta-Feira de Cinzas nem Semana Santa.do reitor da igreja ou até do sacerdote celebrante. contanto que sejam efectivamente aplicadas pelos defuntos. ou no dia da sepultura definitiva ou no primeiro aniversário. na Liturgia da Igreja. segue-se o rito da última encomendação ou da despedida. oração universal). Quando a Missa exequial se liga directamente com o rito dos funerais. pode usar-se a Missa correspondente a essa necessidade ou utilidade pastoral. 384. que só terá lugar se está presente o cadáver. 382. Recomenda-se de modo particular a memória de Santa Maria no sábado. mas ou não são católicos. pela mútua comunhão entre todos os membros do Corpo de Cristo. podem celebrar-se nos dias feriais do Tempo Comum em que ocorre uma memória facultativa ou se diz o Ofício da féria. exceptuando as Missas rituais. observando. as Missas «quotidianas». leituras. tendo em consideração a pessoa do defunto. 385. Nos dias feriais do Tempo Comum em que ocorre uma memória facultativa ou se diz o Ofício da féria. nos dias em que ocorre uma memória obrigatória ou uma féria. Entre as Missas de defuntos está em primeiro lugar a Missa exequial. excluindo. II. a fim de que. sobretudo na Missa exequial. além disso. No ordenamento e na escolha das partes variáveis da Missa de defuntos (p. Os pastores de almas tenham especialmente em conta aquelas pessoas que por ocasião dos funerais assistem às celebrações litúrgicas e ouvem o Evangelho. orações. dita a oração depois da Comunhão e omitido o rito de conclusão. veneramos a Mãe do Redentor[141]. que pode celebrarse todos os dias. A Missa de defuntos «depois de recebida a notícia da morte» de uma pessoa. Missas de defuntos 379. é permitido celebrar qualquer Missa ou utilizar qualquer oração para diversas circunstâncias.

tais como: – os gestos e as atitudes corporais dos fiéis (cf. e que requerem maior coordenação. na celebração eucarística. Compete às Conferências Episcopais. nn. nas línguas vernáculas autorizadas. nn. preparar e aprovar. 391. o encargo de moderar a disciplina da concelebração (cf. 315). diáconos e fiéis. em primeiro lugar. levada a efeito no nosso tempo segundo as normas dos decretos do II Concílio do Vaticano. deve promover. O Missal Romano deve ser editado integralmente. – os textos dos cânticos de entrada. 107). é à Sagrada Escritura que se vão buscar as leituras a ler e a explicar na homilia e os salmos para cantar. que deve ser considerado como o sumo sacerdote do seu rebanho e de quem depende e deriva. do ofertório e da Comunhão (cf. 301. 332. 291. previamente confirmados pela Sé Apostólica. a edição deste Missal Romano. possam chegar àquela plena. para os próprios fiéis. nesta Instrução e no Ordinário da Missa propõem-se algumas ulteriores acomodações e adaptações. 362). acima. n. hão-de ser introduzidas no próprio Missal. – o gesto de veneração do altar e do Evangeliário (cf. acima. n. que são da competência ou do Bispo diocesano ou das Conferências Episcopais. os Directórios ou as Orientações pastorais que as Conferências Episcopais julgarem úteis. dela tiram a sua capacidade de significação as acções e os sinais[145]. sobre a distribuição da sagrada Comunhão sob as duas espécies (cf. 82).386. as orações e os hinos litúrgicos. 160-161. 387. que a própria natureza da Liturgia exige e que é. n. porém. A ele se confia. de estabelecer normas sobre a função de servir o sacerdote ao altar (cf. Mas aquilo que em primeiro lugar deve ter em vista é alimentar o espírito da sagrada Liturgia nos sacerdotes. 345346. 388. acima. acima. a forma e a cor das vestes litúrgicas (cf. devem ser determinadas. Pertence às Conferências Episcopais definir as adaptações que se indicam nesta Instrução geral e no Ordinário da Missa e que. consciente e activa participação. pela Conferência Episcopal. – a forma de dar a paz (cf. 87). 43). – as leituras da Sagrada Escritura a utilizar em situações particulares (cf. de algum modo. em conta que são diversos os modos de falar utilizados nos livros bíblicos. A reforma do Missal Romano. Para que a celebração corresponda mais plenamente às normas e ao espírito da sagrada Liturgia. – o material do altar e das alfaias sagradas. 342. Poderão ser introduzidos no Missal Romano. a vida dos seus fiéis em Cristo[144]. 390. em lugar conveniente. 202). Utilize-se uma linguagem que possa ser entendida pelos fiéis e adaptada à proclamação pública. 283). As adaptações de que se fala em seguida. nesta Instrução. teve a preocupação de que todos os fiéis. depois de confirmadas pela Sé Apostólica. Compete igualmente às Conferências Episcopais preparar com grande cuidado as . segundo as normas do direito. para que. 25. tendo-se. n. – o modo de receber a sagrada Comunhão (cf. 74. e também o material. principalmente dos vasos sagrados. nn. 48. acima. um direito e um dever[143]. n. e sobre a construção e ordenamento dos edifícios da igreja (cf. acima. confirmada pela Sé Apostólica. 284). nn. e foi da sua inspiração e impulso que nasceram as preces. acima. 389. 349). seja utilizada nas regiões a que se destina. dirigir e velar pela vida litúrgica na sua diocese. Às mesmas Conferências compete prestar atenção particular às traduções dos textos bíblicos utilizados na celebração da Missa. O Bispo diocesano. por força da sua condição. nn. 329. Com efeito. 392. quer no texto latino quer nas traduções vernáculas legitimamente aprovadas. 273).

. mas antes à proclamação ou ao canto no acto da celebração. as celebrações da região ou da diocese devem vir em apêndice particular.traduções dos outros textos. indiquem-se os dias das Rogações e das Quatro Têmporas. melodias e instrumentos musicais que é lícito admitir no culto divino. Procurem também que o ano litúrgico. terminado o tempo de experimentação. respeitada também a índole de cada língua. 40 da Constituição sobre a sagrada Liturgia. que não deve ser sacrificado a outras celebrações que não sejam de máxima importância[149]. sobretudo para os textos do Ordinário da Missa. de acordo com o art. etc. a mesma versão para os textos litúrgicos. como parte necessária ou integrante da liturgia[147]. súplicas litânicas. 393. convém ter em conta os diversos géneros literários que se utilizam na Missa. se ofereça plena e fielmente o sentido do primitivo texto latino. principalmente para os textos bíblicos e para o Ordinário da Missa[146]. háde cuidar-se com diligência da promoção sapiente e ordenada da devida instrução do clero e fiéis. É conveniente que. principalmente às mais profundas. 395. mas dotada de nobre qualidade literária. tais como orações presidenciais. concedidas as devidas faculdades. que nas regiões onde se utiliza a mesma língua. reformado por decreto do II Concílio do Vaticano. para que. Observemse atentamente as normas especiais dadas pela Instrução «A Liturgia romana e a inculturação»[152]. na certeza de que sempre haverá necessidade de alguma catequese acerca do sentido bíblico e cristão de certas palavras e expressões. É conveniente que cada diocese tenha o seu calendário e o seu próprio das Missas[148]. haja. Utilize-se uma linguagem adaptada aos fiéis da região. pertence às Conferências Episcopais aprovar melodias apropriadas. 394. juntamente com outras Conferências. exponha-se à Sé Apostólica uma pormenorizada proposta prévia. organize o calendário próprio da nação ou. Pertence-lhes igualmente pronunciar-se sobre quais as formas de música. Antes. respostas. A Conferência Episcopal. porém. Ao preparar o calendário da nação. por seu lado. Muito convém. não seja obscurecido por elementos secundários. Tenha-se bem presente que a versão dos textos não se destina em primeiro lugar à meditação. levem-se a cabo as experimentações pelo tempo e nos lugares estabelecidos. Se for o caso. a aprovar pela Sé Apostólica. as Conferências Episcopais. como principal dia de festa. sejam inseridas no respectivo lugar do calendário geral as celebrações próprias de toda a nação ou duma região mais alargada. o calendário de uma região mais alargada. aclamações. sobretudo naqueles povos onde o Evangelho foi anunciado mais recentemente[151]. se a participação dos fiéis e o seu bem espiritual exigirem adaptações e diversidades mais profundas. Na realização deste trabalho. proceda-se à elaboração de cada adaptação. poderão propô-las à Sé Apostólica. de se chegar às novas adaptações. a Conferência Episcopal determinará a prossecução das adaptações e submeterá ao juízo da Sé Apostólica a formulação amadurecida do assunto[153]. 396. na medida do possível. para que a celebração sagrada corresponda à índole e às tradições dos diversos povos. proceda-se da seguinte maneira: Em primeiro lugar. Por fim. Quanto ao modo de agir neste assunto. Uma vez aprovadas estas propostas pela Santa Sé. desde que se adaptem ou possam adaptar ao uso sagrado. antífonas. hão-de pôr-se em prática as faculdades já previstas e aplicar-se-ão plenamente as normas pastorais correspondentes ao espírito da celebração. Na elaboração deste trabalho há-de conservar-se e defender-se o mais possível o domingo. para as respostas e aclamações do povo e para os ritos especiais que ocorrem durante o ano litúrgico. e introduzi-las com o seu consentimento. assim como o modo de as celebrar e os textos[150]. tendo em vista outras determinações específicas. ao editar o Missal. Tendo em conta o lugar importante do canto na celebração.

. um certo carácter supraregional. também deve aplicar-se à inculturação do Rito Romano[157]. a identidade e a expressão unitária deste Rito encontra-se nas edições típicas dos livros litúrgicos promulgadas por autoridade dos Sumos Pontífices e nos livros litúrgicos que lhes correspondem. não só conservou usos litúrgicos oriundos da cidade de Roma. mas também nos usos universalmente recebidos de uma ininterrupta tradição apostólica. não sejam prejudiciais à índole própria do Rito Romano[158]. Por fim. No nosso tempo. adquirindo. não só na doutrina da fé e nos sinais sacramentais. tanto do Ocidente como do Oriente. assim. outros elementos derivados dos costumes e do engenho de diversos povos e de várias Igrejas particulares. no decurso dos séculos. deve conservar-se no futuro como instrumento e sinal admirável da integridade e da unidade do rito Romano[160]. aprovados pelas Conferências Episcopais para os seus territórios e confirmados pela Sé Apostólica[155]. mas sim responder às exigências de determinada cultura. a qual deve observarse. O Rito Romano constitui uma parte notável e excelente do tesouro litúrgico e do património da Igreja católica. e procurando que as novas formas como que cresçam organicamente das que já existem[156]. porém. Esse Rito. Além disso a inculturação precisa de bastante tempo. porque a “norma da oração” (lex orandi) da Igreja corresponde à sua “norma da fé” (lex credendi)[154]. a procura da inculturação não pretende de modo algum a criação de novas famílias rituais. pelo que perdê-las seria prejudicá-la gravemente. Observe-se também o princípio segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal. quer no Missal quer nos outros livros litúrgicos. A norma estabelecida pelo II Concílio do Vaticano. 398. cujas riquezas concorrem para o bem de toda a Igreja. não só para evitar os erros. mas também para transmitir a integridade da fé. para não contaminar repentina e incautamente a autêntica tradição litúrgica. Deste modo o Missal Romano. que as adaptações introduzidas. de tal modo. mas também integrou em si. orgânico e harmónico. segundo a qual as inovações na reforma litúrgica só se devem fazer se o exigir uma verdadeira e certa utilidade da Igreja.397. 399. apesar da diversidade de lugares e duma certa variedade de costumes[159]. de modo profundo.

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